Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00554


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Full Text

mi. N. 249.
"
||tados 4,000
vencidos 4,500
SABBADO 27 DE OUTUBRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
I

I ARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADx. JA SUBSCR1PC.AO'-
aUcife, o propritlario M.F. de Fara ; Eio da Ja-
tieiro, o Sr. Jlo l'ereira Martina; Baha, o Sr. II-
Duprad ; Maeei, o SenhoKCIaudlno Falcao Das;
Srahha o Senhor Uervazio. Viclor da Nalivi-
; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Juuior;
iracaty, o Sr. Amono'de l.emos Braga; Cear, o Sr.
oaquim Jote de Oliveira ; Maranhlo o Sr. Joa-
lim Marquei Rodrigues ; Piauhv, o Sr. Domingos
erculano Ackllee Peuoa Ceareuce; Para, oSr. Jus-
ta J. Rimo ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Coala.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 7/8 e 28
< Paris, 350 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberiba o par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de letlra de 7 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oneas hespanholas* .
Modas de 69400 velhas.
> de 69400 novas.
del000. .-
Prsla.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORltEIOS.
291000 Olinda, todos os dias
169000 Carnai i, Bonito e Garanhuns nos diat 1 e 15
illa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas a MXtas-feiras
Victoria e Natal, as quinlas-feiras
PRF.AMAR DE IIOJE.
19860 Prirneira as 5 horas 18 minutos da tarde
Segunda as 5 horas a 41 minutos da manhaa
161000V
99000
1940
1940
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e sabbados
Relacao, tertas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDS.
Oulubro 2 Quarto minguante as 9 horas 24 mi-
nutos e 44 segundos da tarde.
> 11 La nova a 1 hora, 3 minutos e
47 segundos da manhaa.
* 18 Quartocrescentea 1 hora, 17 mi-
nutos e 4 segundos da urde.
25 La cheia as 5 horas, 6 minutos e
. 49 segundos da manhaa.
DAS DA SEMANA.
22 Segunda.-S. Ladislau .; S. Hendi.
23 Terca. S. Joo Capristano (. -. S. Joa* Bem.
24 Quarta.S. Rafee! Arcbanjo; S. Sept&a-in.
125 Quinta.Ss. Chrispim eGhrispinisnoirs. mm.
26 Sexta. S. Evaristo p. m., S. Rogaeiano.
27 Sabbado. S. Elisbo imperador.
28 Domingo. 22. Ss. Smo e Judas Thsdeo ap.
S. Cyrilla v.; S. Florencia m.; S. Gaudioso.
FalTB IFTICIAI____
MOK,ajn>0 DAS AKBSAS.
Ita-al o coh Koo na el dad da Relfe, 26 ato
takraa* 11:56.
ORtiEM DO DIA N. 136.
O marocha! de campo cumraaodaote das armas
determina, que o Sr. enuncio cirurgiao do corpa ffe
saade do xercito De. Fortunato Augusto da Silva
continua addido a balalhau
asta eflVctue o te
Parafaika, (H^dtjtti
m declaran liomm em
MfSteaispansado da servjco
tigaado.\fo.tf Joaquim Coelho.
informe.Candido Ial Ferreira, ajudante de
i eucarrendo do delalhe.
~i________________.------------
|)r. Fortunato Augusto da Silva
batalhau 10* de infantaria al
embarque para ssflrovincia da
i servir em virludaHe^cde(D do
iaa declaren lintftcni emtrntem
OR.
I si dirige todos os dias ao ministerio da guerra p.i-
ra ter noticias de seos prenla o amigos da Crimea;
mas silo enviados teiu resposla. Os Kustot lambcm
nao mencionam as toas perdas, o que da a entender
que sin considera veis. 0 jornaes de Vienna fallam
em 19,000 Rnssos rra de combate e 16 gencraes
morios od feridos.
Depois do feilo de 8, nenlinm movimenlo oftenti-
vo leve lugar nos doos lados; carta uin enterra o
seas morios, cara os ftidos e prepara os teus novos
planos de campeara. Na regioes oinciaei ja se fal-
la em novos planos de eampaoha do marechal Pe-
lissier, cojo resallado ser expedir os Humos dos ar-
redores de Sebastopol, e I mca-lns fura de Perekop.
Nlo temos nformaces algumas acerca dos projec-
tos dos Ruasns, mas ludo udtea que como nao ae
sentem com (oreas para medr-se coao exercitp al-
liad* em campo raso, se decidir a abaaaVmar a
Crimea, aguardando occasin para retoma-la.
Correa o boato de que a Rusta eslava disposta a
negociar; mas sementante boato he perfeitamente
controvertido. Pelo contrario nos saines da prinee-
SO DIAB10 DE
TJCO.
HAMBURUO.
SO \le selembro.
Ouvindo a partida protima de nm vapor de Li-
>al,Mv3e quero perder a occasiAo para dar-I he
conhecimento dos importantes acontecimenlos da
lnia semana.
) lado do tul de Sebastopol, o qoai encerra o ar-
rebatoe karabelnaia a a cidade, e que fui defendido
do lado de Ierra p-jloTteis grandes bastios : de Ca
ratasa;, Malakofl, Grande Rarinl, do Mastro, Cen-
l de (oarentena, e do lado du porto por qualrn
forte, depon de un assalto dos adiados empreen
dido ao meio dia de 8 da selembro. foi evacuado
posa Kaaaae na noite de 8 para 9 de selembro de-
de eles baten m feilo sallar ao ar todas as obras
cadas qoeiaiado lado os navios surtos no por
ralaref de tracapilalar em po0ca> palavras os
ntecimontos do modnjcomo se segdirlu :
|(o da 5 os alliados abriram o seu quarto bo mbar-
lOMiik) contra Sebastopol, eesta vez com HHt mor-
di maior calibre. Segando dizia unt despal-
do principe Gurtschakou fui um [eu itnftr que
Sobre foraleja e seus bravos defensores.
mjliborai, segundo um oulro despacho do
|de (iorlscakoll, os Kuso perderam ma
bombardeamenlo dorou
ao meio dia. Ao tnestno
sarta no porto, te achava
dia 6 orna nao foi allingida
e arden completamente.
seiiundu navio, e na noi-
u un grande Incendio no
,e liouve a expluio de um grande
Ao meio dia de 8 de elentbro os
io dos sitiados julgararo finalmente cliegado
___noto para poderem lenlar o a.sallo.
''allam-nos at aitora as noticias detalhadas sobr
moo, e so temos os despachos telegraphi:os do
* t de Cortsctakoll. do general Piiter, do
[aHannors. e do almirante fraaeez Hruat.
aillo do basliilo de MalakulI pelos
I ao primeiro ataque, e do inesmo
podero eslabelecer-se no ngulo
de Badenl, a'omesmo lempo que fa-
\ Frauceze sobre o basliao dtt Care-
io gumral Salles, que commndava
t lakuai, elle patsou lambcm para o
'rairHaaa#a4liJg' repulsado
__do tnesrao
ssveio da cidade,
.atasiazein romo.
cipaes frequenladores, ulgam que a Itussia esl
mais decidida do que nunca a continuar a guerra a
todo o transe, e que nnnea asiignara' um tratado,
que a obriga&se a reconhecer como um Tacto con
umniado a destruirlo de Sebastopol e da sut frota
no mar Negro.
EmPim, neste momento o governo francez nao es-
la mais djsposlo a negociar, do que a Rusta. Eit-
aqoi um fado,que serve de prova a osla asserso. 0
jornal a Antmble SaHonale, em um de aeus n-
meros pastados em que moslrava, como sempre, s
pona da sua orelha niusrovila, diz4 que a paz salii-
ria da. lomada de Sebastopol. O director foi chama-
do ao ministerio, e aspe menle reprehendido, e lite
declararam que o governo nao quera que a impren-
sa preparaste a opinilo publica para a paz.
A lomada de Sebastopol al boje nao parece ter
adiantado os nossos negocios com a Austria. Esta
potencia, emeonsequencia da saa potito geogra-
phica, e de seus hbitos de enliga diplomacia, teme
igualmente o crescimenlo de influencia francesa,
assim como havia temido, nn principio o crescimen-
lo da influencia rossa, por estas razfies. ella sempre
(ende a iuclinar-se para o lado mais fraco, afim de
restabelecer um equilibrio, de que ella tein neces-
aidade, para nio ser desbaratada ; mas d medo que
lem de urna guerra revolucioaMa a impede de de-
clarar-te aberlameute. Sem UVida pretende ten-
lar ainda urna veza sua comedio das conferencias de
Vienna ; mas nito he provavel, que a Franra e In-
glaterra se preslem por mais lempo a esla faeecil.
O altenlados conlra o imperador te vio conti-
nuando cada vez mais. A 8 de selembro havia nos
italianos espectculo por ordem oflicial para a ulti-
ma represenl-irilo de Rislori. No momento em que
o imperador desciada carroagem, am homcm escon-
dido entre a mullidao disparou-lhe am Itro de pis-
mat am inspector de quarteirgo ao ver o rao-
urna no protongamelo da ra do Ouro, oulra no da
ra da Prala. Cada urna destas columnas tinha 16
metros de altura e 5,031) lumes de gaz. Na base es-
ta vam os crelos para as msicas militares. Os tro-
pteos eram lambcm Iluminados por 130 lumes de
gaz, que formavam um dislriclo com as iniciaes de
viva 1). Pedro V superiormente a cora real.
Em cada vio da areada que rodeia a prara estava
urna lampada de transparente de duas cores suspensa
por am cordo escarale com borlas amarellat.
Nos torreoes. arco grande e balaustrada que re-
mala os edificios da prara fluctnavam aandeiras na-
eionaes.
Toda a prara e as ras do transito al ao palacio
das corles, eslavam areadaa com ara encarnada.
Poucat jatiellas eslavam aimadas, apezar do pedido
o a cmara tinha feito no sen edital do dia 14. Pa-
rece-nos que este ornamento t se deve reservar pa-
ra as procitt&es religiosa e reverencia ao Altitsimo.
Multas jmellas porrn ettavam ornadas de colchas
de selim, de damasco e oulros estofot, sobrotahindo
a roa Augusta e o largo do Pelourinho, sendo not-
is srdentes ea-
almente con-
racao.e o na-
que (amando
,W IIV
tritio, a
i.^Wd
Nao
i
raaapa fas perdirl
,.-.. a
-
ou s tuppoa lie qu
roram espartos de la- i avpMiOealo
ha dovidii que deve. ter (Ido lugar 'er*pelidi>s ala-
qaes dos Russos o repetidos assallos resultado foi qoe o alliados foram forcjf,|0> a abando-
nar finalmente loi* ai potir/ies ; sovhenle no basliau
rio Malakon" os FraoCezes onberarm eslabelecer-se
delTlaMlvamenle. Os Ingleaes, po'rm foram total-
atenle balidos.
i perrin deve tet sido immenaa Me ambo: ot la-
dos. Os {Miases jn cjnfessau ter^tjluo o.ooo morios
feridos, a os Frincezes fallam de 4,300 ferido
sem ot moflo, Cahiram qul>ro geueraes franceses,
e mallot foram feridos, enlr ,.(,, ollimot o gene-
ral Botqaat, que conimaudava 0 as'atlo sobre Ma
lakolf. Ao todo podara se calcuj^r verdadeira per-
da do alliados em t a 12 n\ horneo entre mor-
ios feridos. A .perda* dos Hos no atsalio deve
lar sido iaferior, purera laalo mais ,uffreram doran-
la a bombardeamenlo. Certo he que osdis al
8 de talembro custsram de arooo os lador perto de
iO mil horneas.
Cabido Malako, o principe d GiirlichakolT
ialgou nio poder lomar a responsab^dade de pre-
leoder por raais lempo o lado do(u|, com intil
aflusAo de tangne,c dteidio couservar fl ,,,, paiz
scu bravo ejercito. Mas o inimigp na0 devia en-
coatrar se aaa ruiuai. As obras Jlilica las sal-
'llaram ao ar, a cidade fncendiada eyioda'u parle,
rtsim como todos os navios.. DurSAfe a note e no
welo do fogo geral o principe de UwtchikolT fez as
trlnffts patear do lado i'o tnt#ra a forlleza do
jf/j pon de barcos- aCjecuiou esta pat-
'lilidad i que/io pardea rnaisjle
i ""sis 10 J dia 10, moa eiplo-
abandonada, de sorle
za de Liewen, de que M. Kisseleff he um Jos prin- das as duts colchas da India que eslavam lias janel-
* las do segundo andar que faz esquino para a roa do
Arsenal. Este* lie que devem ser ot signan de gal-
la para os festejos pblicos, e qoe a cmara pode re-
commendar ; e nao armaees como para a procissao
do Corpo de Dos,
No largo do Pelourinho, a porta principal do ar-
senal da mantilla, eslava uu.a arcada, com duas alen-
tadas columnas, coroadas de espherat douradas, ludo
para ser Iluminado a gaz. As janellas do edificio
eslavam todas armadas de damasco : e as paredes do
edificio ornadas de pirmides e urnas, lendo no
centro as medalhas das ordens militares de Chritl
S. Thiago, Avis, ConeeicSo, Torre Espada, Pe
sula e Montevideo, ludo para se Iluminar.
idea'mereced louvor, por ser muito apropriada.
O edificio do banco e do contrato do tabaco lam-
bem cotava armado de damasco encarnado.
A' Boa Vitla havia um ampio arco, mandado le-
vantar pela companhia do gaz, para ser Iluminado
cora toda a forra da luz qoe nos costuma faltar' na
illuminarno publica da cidade.
A janellas do palacio das corles estavam lambcm
armadas de damasco eucanardo, mas ja. fora do Iri-
dio ronceiio e monolooo das armaees de igreja.
A escadarlaque sobe cmara dos depotidos, on-
de Sua Magostado lui prestar o juramento, eslava
toda alapetada, e orlada de vasos de flores naluraes.
A sala da cmara estava retocada, rmalas de novo
as tribunas, e as cadeiras polidat. O relralo de Sua
Mageslade, feilo para osle dia, parereu-nos resen-
lir-se bem da presta com qoe o artista leve de o aca-
bar. 0 docel e o espaldar do Ihrono eram de rico
veludo rarmezim.
A obra mais notavel que echamos no palacio das
cortes, foi a sala que se fez, na antes que repenti-
namente se improvsou, onde era o anligo coro do
convento, e que servia .le bibilothaca das cortet.
Como esta casa era a qoe deitav para a varanda on-
de o atieres mor liulia de fazer a pro<*lamac,5o pu-
blica do novo rei, foi nece-sario dispo-la para esle
acto, e o archileclo das obras publicas, o Sr. Cor-
rea Snior, o consegnio de*modo qoe faz honra u sua
pericia. A hibliollieca neste sitio eslava pessima-
menle collarada, com deterioracSo do livrus. e sem
qcnliuma commndidatle para a arrumarao nem lei-
lora das obras. De cerlo qoe te nao ira agora des-
truir a tala, para te perder a despeza que te fez, e a
livraria qoe ln te tomar a por.
_ A S patriarchal, onde se devia celebiar o acto re-
ligioso desta solrmnidade, nao aarresenlava novida-
de *jue deva mencona>r-ae. alm do llirono da epo-
sico. A armaco pareceu-nos inferior a que te fez
para a fetla da Iromaculrte-Conceirao.
No. *; i"J v?J'- dar 8 hnr "'-"baa
upas da guarnirle da caoliai.e os conlm|r.are.
aldasnrov;ii^^^ar---n%lll,ri t\t carada, comecar'
n^VNecesv._
Et-aqui a enumeracao da forra armada qne se
I o I a ;
vimenlo inclinou o braco do assassino, i bala per
passou a carroagem. O imperador, aflm de lirar
qualquer impoiiancia'a esta tentativa, Ma qoit qoe
o awassino fosse entregue ]u*lc,a : ordeuou a orna
coinmissao de mdicos, qoe o declaraste atacado de
alienaran menlal. e como lal foi encarcerado na lli-
eetre. Tres dias afiles, linham prendido no parque
reservado de S. Cloud um homcm escondido e ar-
mado. Antes de hontem espelhou-te om boato na
Boiaa, de qne um Cem (suarda tinha alirado no im-
perador, e o ferira no Itraco ; esle boato foi desmen-
tido pelo MoHileur ; mat com tmo parece ter al-
gama verosimelhanca.' Eslet t^Bplomat batanle
significativos no parecem causar impresslo sobre
o espirito do imperador. Com efieito, lodos os dias
BAMM.e TwW^^/tarti>sutoe-,tain-poV',s3',"^ "
t ua furca he urna especie de f superitleiou ^
m urna con
pre virosas as esporancasde nm|reinadu feliz, charo
ao poso porloguez, e durante o qual se consoliden!
as nossas inslilu.iroes livres;se arraigue profunda-
inenle a confianca na sua duraran e no carcter leal
e generoso do novo monareha.
o Da ndole com que a divina Providencia dolou
lo principe, e dosetfor^os empregados por sua au-
sntla roai, de modosa memoria, epearaim, devo es-
perar que oSr. D. Pedro V. merecen!sempre o amor
e o respeito dos seus subditos ; que toa mageslade
ter o primeiro mantenedor dos seas foros e liber
dades ; que dentro da esphera das eeas prerog.it i vas
constiluconaes concorrer poderosamente para sus-
tentar os direltos da nacao, a saa tffrfi' e dignidade,
promovendo o maior desenvolv* da riqueza e
fortuna publica, de amo essenciedtMnt* depende o
esplendor do Ihrono.
Taes tie os meus volea, at mi:
perancas: para realisa-la hade
correr o superior bom tent, a I
Iriotismo dos corpot colegisladores,
documento leem dadq de slieder>t e prudencia
hade concorrer o- caraeler circuraspecto e huma-
no do heroico povo portugus, dtil e intelli-
genle, e mais que nehhum oulro accpSsivel a seuti-
menlos nobres e geuerosos";e sobreludo o favor
do co.
Depondo boje as funcc,es publicas, e enlrando
na villa particular, nao posto deizar de fazer paten-
tes as rodillas sinceras ezpresses de gratidao e af-
fecto aos representantes da narAo de ambas as c-
maras do parlamento, pelo muito qe fizerara a fa-
vor da menina nac/io, e pelos inallefaveit lesientii-
nlis de cunsjderacao que delles stmpro recebi ;
aos fuucciunarios de lo'las as orden do estado ;
aos qoe compoem as diversas jerarcliias del le ;e
ios ciriadAos de todas as classea^a^aadirocs, que me
'deram conslantes provas deTHHpo e respeitoso
acalamento, que jamis esquecerK"
Acabado ette discurto, levanta-se o cardeal
presidente da cmara dos pares, s spreseulou a S.
M. el-rei I). Pedro um missal (*) com urna cruz em
cima. El-rei ajoelhou cora ambot at joelhos sobre
urna almofada de velado carmesim, e pascando o
scepln, para a esqaadra, por. a man direa sobre o
inis.al e prestou o juramento consignado na caria
constitucional da monarrliia, com voz ioteltigivel.
Tornando a sentar-te leu o joven monareha o se-
goinle dicono:
Dignos pares do reino e seolioret deputados da
uacaoporlugueza :
a Chamado, pelo favor divino e pela constilui-
ran da inonarcliia. ao Ihrono porloguez, devo sig-
nificar pas primeiras palavras, qa neste solemne
momento dirijo aos representantes da nac.ao, que
me repulo feliz de ser rei de tal povodetle pnvo,
que IAo heroicos feilos pralicou, a lanos sacrificios
fez pela reslauracai\e defensa da mooarchia consli-
lucional, e dat liberdadea patriat.
a E lambem considero que devo, ao seio da re-
presentacao nacional, aoude tenho a fortuna de
achar-me, palenlear os meus sentitaentos de pro-
funda gratidao n el-rei meu augusto pai, nao s pe-
los seus extremados desvellos de amor e benevulen-
cia paternal, que tanto suavisaram dor da perda
da minha saudosa c respeilavel mai, como pela sa-
bedoria e illuslrarao da sua regencia, qual a nacao
deve extraordinarios beiicfirios.-
Dignos pares do reino, a senhores deputados da
,nac,l.i porlusueza :
(aun prin do o juramento que d
empenhn consistir em promover
cojo solio eccupo. Fiel aot prioci
presenlaflvo, e respeilando os sa
le fundamental do estado, velarei
'ecnclajy. :f^a
jfjtl homens*
^^jttia,
joosdia 11 as i<
^K' enlrar
^^j, em que
os

avanzadas do illiados
_Bi4o de roinas ensangu-
sido transformado o anligo
finalmente o lado do tul de
[ittencia de onze mezes que \-
.tacrificios, heum docimenlo
ilvez nenhuma nacao poder
diat 8 e !) privn a Rosta
_ mas ella encontrara urna
usistmo de guerra do sin povo
i t o atlimo punto de l.nalis-
J Uiiljy ,Ulll', j. Mu li
" I Pietri tea prefelto de polica, nlo tem urna confio
Sa Uo Ilimitada na proleccao da Providencia.
Actualmente o que mais preoecupa o governo, he
a quealio dtt subsistencia.. He agora fura de loda
a duvida que ainda ha esle nno um dficit as co-
Iheitas. A cidade de Taris, depois de maita ezita-
oo, foi obrigada a elevar o preco do pao a 1 fr. por
2 kil. N'oma palavra, em virtude da paz e dos Ira-
balbot que nSo fallam, o operario de Paris nSo sof-
fre moito neste invern : mas as provincias, qoe nlo
lem os mesmos recursos qlie a capital, recuam a ap-
pronmacAo do invern. Em alguns departamentos
paga-se 1 fr. 23 e. por 2 kil de pan. Ja tem ap-
parecido algumas manifestaeSes. Bm Orlesns nm
bando de meninos pobres percorreo as roas, pedin-
do pao em ellos gritos. Na Charenle alguns campo-
iiezes tem lomado e rochado taceos de trigo. O go-
verno loma medidat pera impedir urna crise desta
ordem.
LISBOA
25 de selembro.
Estn terminadas as grandes Testas da acclamzco
do novo rei. que realmente t te podem chamar
grandes, pela numerosa popularan que a ellas con-
correu. (".alcula-se para mait de 30,000 pettoat que
vieram das provincias e arredores de Lisboa, para
ver este' espectculo. Tudo te passou coro a maior
Iranquillidade e alegra.
Nao houve mercs de litlos e condecorarles como
se espera va, parque o novo monareha he avesso a is-
so. S o regente he qoe nomeou viscondes os bares
de Sarment e das Ribas, seus ajudantes de campo,
mais nada.
~ts aqu 3 .relacao mais circunstanciada que me
foi fiossivel, das ceremonias e feslas publicas qne se
(iteran*, na acclamacao do Sr. rei D. Pedro V, du-
rante u* dias 16, 17 e 18 do trrenle selembro.
(raadla parle delta Uve de a publicar n'um jornal
desta cidade, por nao poder faltar a quem a isso me
compellio.j Entretanto ningoem fez oulra Uo com-
pleta, i
a Cnmccarci por ama breve descriprao dos loga-
res onde se passaram os actos de que vamos dar no-
ticia.
A prara do commercio, onde a rounicipalidade
tein ot seos paros, e se fes a entrega das chaves da
cidade, eslava decorada, mui vistosa e gallardamen-
te da seguale raaneira.
o meu maior
da nacao,
governo re-
ptaceilos da
pela sua sincera
com justa confian(t no favor com que a divina
providencia lem protegido este reino lidelissimo, e
no poderoso patrocinio da i ni maculada Virgem Mai
de Dos, especial protectora do reino e da augusta
cata de Braganca, que o reinado de vossa magetta-
de te dilate por muilos annos, e seja o mais feliz e
glorioso.
As corles geraes possuidas destes profundos ten-
limenlos de amor, respeilo. fidelidade e leal dedi-
car.io. e transportadas do maior o mais justo jubillo
com loda a nacao, que ellas representan) solemne-
mente, reconhecem e acclamam a vossa mageslade
rei de Portugal ; hradandu comigo : Viva e roine
por muilos c dilosissimos unnos o muito alto, mui-
to poderoso e lidelissimo rei de. Portugal o tenhor
D.Pedro V: Viva e reine por muilos e dilosissi-
mot annos o muito alio, mullo poderoso e flrieltssi-
mo rei de Porlogal o sonhor D. Pedro V : Viva e
reine por muilos e ditosistimot annos o muito-allo,
mailo poderoso e lidelissimo rei de Portugal o se-
uhor D. Pedro V.
No l'un desla falla, o veneravel cardeal enloou
Ires vivas ao maulo alto a muilo poderoso rei de
Portugal o Sr. D. Pedro V, que foram correspon;
didos por toda a assemblca e pelos espectadores das
l ribo as.
Concluido o aclo da acclamacao peraote as corles
o alferes-mr descasa do Ihrono, e coro o rei d'ar-
mas, aranlm, passavanles e porleiros da caima
passou varanda do palacio legislativo, e d'ahi leu-
do a baudeira levantada, bradou ao povo : Alien-
cao, altencSo, altenco Real, real, real, pelo
muito alto, muilo poderoso e lidelissimo rei de Por-
tugal, o Sr. D.
te achavam na,
Depois d
da conclusa
de S. Benlo
A cnitfusan qu
V, a que a tropa e povo que
jesponden viva, viva !
.rlilharia que deram signal
o cortejo comern a sabir
oras}!
presentar ni
A tei
de una bella
compensaran n Mtpnsla'"2 ATexa"id.e"quando"iipole*o l Fronleiro do caes erguia-w o magnifico pavilhSo,
ooo propostasde paz depois de queimada a que servir para a recepso de S. M. qoando regres-
__' _.r ..-i.. ^.'-. ^ ann i cus ii un ui.nam :i iliuargsc rnrlaa ib Ku.
lh._.
Cidade de Moskow. S ajora he que pr*i,<*pm a
tardadora aturra Ha Rusta, talvez so 1er i agora
de novo. Nao ha signal algum de dcsanimacao na
'aasaia, ama ordem do dia qoe o imperador Aie-
ndre dirigi aos seos exercilo* em cousequencia
slaashe dos diat 8 e 9 de setembro,he um do-
cumento fie faz U labrar at grandes pocas da unli-
guidade, deoolando urna sujeicao respeUosa
natadedt) supremo Seulior dos principes e povos,
nabalavei delerminacao de cnmbaler
i lodo n animo e vigor,
erador Napoleao e a ianha Vic-
congralulacSo aotcom-
lliados. Plis.ier (oi no
e o vice-almiraute
Finalmente
friinenlos inaudito!
obre aa roinas fi
la e de sof-
I lliicluam^
__olidas de
Sebastopol Desla vez a-narracCo de um
asas us4a^^^^^^^^^^Bfi#idl{e
de bolldnt russos,
taSSSatin. Tinha-ss aaaita dizer que a
torre dt Malakofl ura-a chave de Sebastopol ; por
qoe aaslm qoe os nossos soldados te tornasseei senho-
Mtea della, depois de, um asfalto, que t ellos tabem
llar muilas vezes u n attallo ao pino de me o-da,
faca do sol, o llus-os espantado evacuaran s cida-
de, abandonsndo um material inmenso, mstendo a
pique ae porto as suas naos, que as nossas bombas
tmliam poupado, e se abrigaran por Iraz das suas
fortalezas do norte. Como ver, pelos seus propriai
despachos, os Ingleses nao brillaran, neste feilo
ravl, cuja Innra perlence inleirameutc ao ex-
sou da sua ultima viagem as diversas cortes da Eu-
ropa. Para esta aolemndade da acclamacjo foi ro-
deada a estatua equeslro de qualro tropheos : um
mlilar comporto de armas e petrecbot de guerra
vindos do arsenal do eiercilo : outro composto de
symbolos do commercio, o terceiro de emblemas nu-
ticos, e o quartffjtla instrumentos de agricultura.
O pavilhAo iHt mais, a cada ngulo, um pend.lo
;le-seda azul eWanca com at leltras P. V. todos ira-
dos a grande altara. Servia de sobrceo s cadeiras
do throno, enllocada no centro do pavilhao, urna
grandiosa cora dourada, donde pendiam oito corti-
nas de velludo carmesim, orladas de oaro, que vi-
nhsm prender as columnas interiores. Todo o mait
cortinado do pavilhao era de nobreza escarale.
Todat aa janellas do terreiro do pajo eslavam ar-
madas de velludo e damasco encarnado, menos_ as
grades, que se o fossem, sendo as edres bem matisa-
da>, devera lar i|ado grande realce a prnca. Enlre
cada varanda do alular nobre que rodeia a prara,
eslava nm escudo das armas dss principaes cidades e
villas do reino, pintadas com as herldicas em trans-
parenlet, para serem Iluminadas.
Eis aqu os mimes dat 67 Ierras que all se acha-
vam representadas.
Na fachada do pacos do contelho eslavam unica-
-menle as armas de Lisboa e Porto:
As inais seguiam em volla al pilastra du arse-
nal pela ordem sctulnle :
EvoraTorres NovasObidosCoimbraValen-
jaArraiotosBraga branlesBejaMoura
SanlaremN'lsaTurres VedraiVisenMourao
AvisTavira AveicoCraloPombalOurem
MoncJo CorucheMonsanto Leiria Cintra
PortelAlbufeiraChavesPonte de LimaAlem-
querVilla VicossOuriquePinhelMnnforle
Castalio de Vide EslremotGoarda Merlola
Alter do Chao BragancaMonte Mor Ponte de
MozGravaosVianna do AlemtejoS. Thiago de
N
te francas ; m*s a esquadra roas est destruida, .Qjcim MoncurvoVilla Nova da CerveiraLi-
islo he toOieientii para magoar s feridas feilas no
orgulho do notaos alliados.
Como deve fazer idea, as nossas perdas devem ser
consideravej. O Moniteur at o presente ( acensa
1,000 e algumas centenas de homent, qun iicaram
rra do combate ; ma esle algarism nao pode aer
eiaeto, qu.indo so reflete qne ao mesmo lempo que
sealacava a torre Malakofl", dava-se o assalto conce-
etttfvo ao basliao Central, e ao Radente da Carena-
geiD, sti o fogo de urna arlilharia infernal: e por
ootro lado asta algarismo nao esla em proporcao
com cinco generaos morios e 4 ferido. Euperava-
se receber o relatorio do general Pelitsier pelo vapor
ingles a Telegraphi; qne a 10 partir de Camiesch ;
mat t Irouze o relilorio do general Simpson, pu-
blicado hontem a tarde nns jernaes iuglesc!, os
quies alii devem s.-r recebidos ao mesmo lempo, que
a minha carta. Todava algumas pessoas julgam.
-sue o relatorio do general Pelitsier se acha lia i diat
Vas mos do imperadoi^aaaHuj^^aBjaBrrigiiido para
staracUr as nostat penB Haltdao inquie-
megoBorbaAlmad,a BarcellosThomarPal-
mella Villa RealPorlalegre CovilhSSetubal
ElvasFnnchalTereeiraMoni-ambiqueAngola
GaMaco.
Estes escudo foram copiados do livro de Duarle
d'Armas, existente nn torre do Tombo. Muilos es-
tavam errados, tanto nos symbolos como as cores,
mas nao houve lempo para os corrigir, nem campo
para enllocar os das demais povoacoes do reino.
No andar superior, o por cima de cada escudo,
eslava nina cora de louro natural.
E9la*decoracao da prara do commercio, com os
brazes de armat-sfala sua novidade e pelo multifor-
me dos emlilemaaiH|arrdo dat cores, dava-lhe um
aspecto majestoso, e fui muito applaudida esla lem-
branca { que nos riizem ser do Sr. deputado Moraes
Soares) tanto dos nacionaes como dos eslrangeirot
qoe coucorreram s feslas da acclamacao.
Para a lluminaco da prara, ettavam enllocadas
em volla della loda, 150 piras dooradas, de elegante
risco, e duas magnificas columnas da ordem drica
achava postada as ras do transito. Componha-se
de cinco brigadas de infamara e eacadores, pela
forma segninle:
l. brigada cacadore 1, infantaria 1 e 2
commandanda pelo brigadeiro Miranda.
2." brigada catadores 5, infantaria 10 e 16
pelo brigadeiro Taborda.
3. brigada eacadores 2, escola central do Uro
e infantaria II pele brigadeiro Frasao.
4." brigadg*l.e 2.0 movel, pelo coronel barSo
de-Villa-Cova.
5. brigada goarda municipal e infantaria 7
pelo visconde de Francos.
O balalhao de engenheiros pelo seu comman-
dante.
Qrcsju-se a torca das alas em mais de seis mil ho-
mens.
A brigada de eavallaria composla dos doos regi-
menlos de lanceiros, eavallaria 4, eos contingentes
de 3, 6, 7 e 8, commaudada pelo brigadeiro D. An-
tonio Jos de Mello, lendo uns oilo ceios cav-l-
os, acompanhou sempre o cortejo real.
As tres bateras de arlilharia esliveram sempre
postadas no terreiro do paro.
O cortejo real sahio do pa$o dat Necesidades de-
pois das 8 horas da manhaa, e chegou ao palacio das
corles pelas 9 horas. Veio recebe-lo no alrio do pa-
lacio a grande depatacao do corpo legislativo, com-
posta dos dignas pares :
Jote da Silva Carvalho.
Mrquez de Lnul.
Visconde de Algs.
Conde de Mello.
Mrquez de Fronleira.
Arcehispo Rispo de Coimbra.
Conde de Thomar.
Bispo do Porto.
Visconde de Lsborlm.
Visconde Lasarim.
BarSo de Cluncelleiros.
Conde de Fsrrrobo.
E dot Srs. deputado.'
Julio Gomes da Silva Sanches.
Vicente Ferreira Novaet.
Carlos Cyrillu Machado.
Antonio de Azevedo Mello c Carvalho.
Jos Ferreira Peslana.
Manoel Antonio Velez Caldelra Castello Branco.
Frederico Leao Cabreira.
Jote Silvestre Ribeiro.
Jos Mara Baldy.
Jos Xavier de Moraes Pinto.
Jos Eslevan Coelho de MagalhSes.
I). Rodrigo Jos de Menezet.
Sua Magestede el-rei tubio ao throno esm seu au-
gusto pai e sentaram-se, mandando lambem sentar
ot membrus do parlamento. El-rei D. Pedro trazia
todas at condecorarles nacionaes e estrangeiras,
entrn de manto real e temou o sceplro qoe Iba
apresentoo o seu camarista. O Sr. Infante condes-
tavel do reino ficou de p ao lado direibi de el-rei,
com o esloque levantado. O marquez^a-Ribeira-
Graode, servindo de alferes-mr, estava da parte
esquerda com a bandeira real detenrolada. Todos
ot mait ofticiaes-mret da casa e pessoas da corte es-
tavam collocados nos diversos degrnos do throno.
Entao El-rei regente leu a seguinte falla :
Dignos pares do reino e senhores deputados da
nm.-ao porlugneza:
Chegou o esperanzoso dia da solemne- inaugu-
raran do reinado do meo sobre todos muilo amado e
presado filho, o Sr. D. Pedro V.
Compro cheio de jubilo o dever de apresentar
o augusto principe nu seio da representarn nacio-
nal, para que peranle ella preste o juramento de-
terminado na caria constitucional da monarchia ; e
aecebadas minhas maoso deposito sagrado que a le
me confiou al ao dia de hoje.
o Dignos pares do reino e senhores deputados da
nacao portuguesa:
Desempcnhei o pesado encargo a quenao podia
eteutar-me, erabora"contid'eraste superior ,it mi-
nhas forjas ; lomei-o logo depois do golpe funeslis-
aiano cora que a Divina Providencia foi servida fe-
rir-me no mais intimo da minha alma ; porm sen-
li-me auiraado do sincero desejo de concorrer para
o bem e prospci idaile do paiz a que rae glorio de
perleucer, e qoe nunca deixarei de considerar mi-
nha quera patria.
a Satisfiz a esla obrigarao no intuito de reger o
reino segundo os verdadeiros principios da juslica, e
as regras mais convenientes para sustentar a paz
publica, fomentar a prosperidade nacional, estrel-
lar os lac.os ile amor e benevolencia enlre os cida-
dSos uns com oulros, e enlre elle todos e o chefe do
estado, de cujas augustas altrbuircs eo licra de-
positario.
Nao ousarei astegurar que live a fortuna de
conseguir o objecto do. men fervoroso empeoho ;
ealnda'nao he lempo de appellar para o juizo
dos homensesse severo tribunal, que um dia pro-
nunciar a sua irrevogavel sentenca. pela voz da his-
toria.
a Mas o que posso declarar, i face dos represen-
tantes desta lluslre naco ; he que jamis perd de
vista o que repulei o primeiro dos meus deveres:
fazer amar o systema representativo que nos rege ;
manter os direitos e ai garantiat dos cidadaos por-
luguezes ; apagar at os ltimos vestigios de nossas
passsdas dissencoes; e por este meio conservar sem-
Ispero que as corle da napto contJnnem a coo-
perar com o meu governo e a prestaJWlbe o auxilio
necesaario, para realltat os heueficisjpdaqae o pa-
vo carece, afim de gozar das vanUgaos da cmlisa-
cao, o de colher o fruclo dos trali.Uaas atieit de que
provem a toa felicidade, e a gloriaTO roo.
Mnito confio, repito, not representantes ,1a na-
cao ; mujlo ua ndole e carcter dos Porluguezes, e
na sua illuslrarao ; na clorura dos nossot cottumet,
que nunca deixou de influir poderosamente, aluda
uas circunstancias mais difticeit.
a Dignos pares do reino e senhore depuladot da
naran porlugueza :
Oxal que o reinado que boje comer obtenha
as heneaos do Todo-Poderoso; que os povos desta
monarchia, que ainda boje se eslende a diversas
partes do mundo, possam bemdizer o seu monar-
eha e o sea governo ; que a justica e a liberdade
reinem comigo, que t posto cousiderar-me feliz
pela telicidade de todot.
a Dignus pares do reino e senhores deputado das
nacao porluguezaL"
a Os ministros de mea augusto pai, como regen-
tes do reino, contiuuam no esercicio das tuas func-
r;es. v
A esta falla do throno respondeu por parle das
corles o presidente da cmara dos pares,, o patriar-
cha de Lisboa no discurso que se segu :
Senhor As curtes geraes da nacao porlugneza,
reunidas em sestao real ueste faustissimo dia, deci-
mo-oiiavo anniversario natalicio de vossa magesla-
de, com profundo respeito e grande satisfazlo ou-
viram a real aocucao, em que sua mageslade el-
rei o Sr. D. Fernando II manfeslou a espontanea
fidelidade, eilremoso amor e graude jubilo com que
deposilou as retes nulos de vossa |mageslade, seu
sobre lodos muito amado e prezado Albo, o exerc-
co do poder real, que nos momentos fooesjos da
maior dor e affliccao aceitara por obediencia lei
constiluirao poltica da monarchia, e por amor
da patria a que se glora de perlencer, que lite he
13o chara. As cortes geraes apreciando altamente
o zelo e dedicado, e fidelidade, e sabedoria e bon-
dade, com que sua mageslade em sua ditosa regencia
procurou mnnter a paz publica, promover prospe-
ridade nacional, e concorrer para que vossa mages-
lade em suas interessanlissimas viagent alcanratse
o mais perfeilo complemento de saa vasta e solida
nsiraccjo, e a mus gloriosa fama de seus sublimes
doles e virtudes, apreciando altamente as honrosas
e om cada um lomar a Sua
carroagem, fez,com queso naoobservasse a ordem
prescripta no programma, de sorle que os lrets'que
acompanhavam o cortejo real, que ratn em nume-
ro de 176 apenas, se nao viessem quasi em deban-
dada, e al muilos alraz da eavallaria, fariam um
decoroso cumpanharaeuto. Pode-te dizer qoe s-
menle as qualro carroagens dos ministros lie que te
contervaram sempre anidas, minislerialmente soli-
darias al neslas funcQes, porque at mait corpora-
roes perderam lodat ai posiroes.
Notamos qne quati todat as carroagens am sem
os enreiles e gallas que em taet aclot se usam. Doa
ministros eslrangeirot nenhuma carmagem mere-
ce allenrao, etcepto a do nuncio de Sua Santidade,
o onico do corpo diplomtico que ia a qualro ; lo-
dos os mait levavam um s tiro, e muilos iam em
I re ns de aluguer !
Da nossa nobreza e corte s as carroagem dos Srs.
cunde.de FarroDo.marqaezes de Vallada, daRibeira,
o de Saldanha, iam ricamente ajaezados, e a qua-
lro. Ttidas as mait pobrls.imas.
Entretanto no meio desla penuria, dislinguiam-
te, nao pela riqueza, mas pelo aceio, os trens dot
Srs. Joaquim Honorato Ferreira, Casal, ~Ribern.
condes do Rio Maior, das Atcacovas, e poucot
mais.
Havia porm riqueza e elegancia as fardas dos
ministros eslrangeirot, e dos nossot funecionariot
civis e militares, e lambem no toilette dat damas
que iam au cortejo. O conde de Thomar era o orn-
eo par do reino que levava o uniforme graude de
arm julio.
OsPeochet da casa real be que seguiram o pro-
gramma a risca. No primeiro iam o porteiro da
real cmara e os moros da real cmara. Noaeguin-
ajudanlct de camnode el-rei "jnWejIli
jff'ffi Hm'oidxua o ai
'* dli2L ro^!L,com \r*
a. ^nfivis?s-i% aMaiiui. n
5 rXttoota D. Isabel Mara, com a sja
Quaodo suas mageslades 'enlraram nos cochea
para regretsarem ao paco, foram uovamente viclo-
riadot.
A'noile quasi loda a cidade se Ilumino o. Ha
muilos aunos que nao ha luminarias t.lo ge-
raes.
A illiimin.ir.in municipal do Terreiro do Paco al-
trahia a principal altenco. Os brases d'armas, allu-
miados por seesenla luzes cada um, faziam um opli-
mo efTeito. Igualmente, as cincoeola e duas piras,
e as lampadas transparentes das arcadas. At duas
columnas porm,' nao obstante' terem einco mil
perolas de gaz, e no capitel um facho de Irinta b-
cos, o que as devia tornar verdadeirat columnas de
fugo, e mais luminosas que aqaell'oalra qusf
guiuu os Israelitas no deserto, nem por isso brilharam
muilo.
Entretanto o plano da llluminarjao.foi ben con _
bido, e a cmara municipal, e ot Srs.'Pezerat, liarn-
bois eCinatli, merecem louvores pelos esforcos que
empregaram para que esla illuminarno fosse digna
da ridajJe que a fazia, e do augusto monareha a cu-
ja honra era dedicado.
A iltumiuacHo do arsenal esleve multo br-
Ihaule, e foi tilo coacorrida cuino a do Terreiro do
Paco.
A familia real foi netta noile ao Iheatro nacio-
nal, que te abri quasi feito de novo Interiormen-
te. A elegancia e ornato dos camarotes e sala do es-
pectculo, foi festejada por todos os espectadores.
Representou-se o Auto de Gil I'cenle, obra classica
do sempre saudoso visconde de Almeida GarVet; e
a lleranea do Chnnzeller, comedia lyriea do Sr.
Mendee Leal.
O director do thealro, o hachare! Luiz da Costa
Percra, honrou a arte dramtica, e os autores por-
llet a parle de Ber-
o sen bem couhe-
mu applaadido do pu-
luguezes, representando,
dardim Ribeiro, onde
cido tlenlo srenico.
bllco.
El-rei mandou dize^Hb sen ajudante de campo
o Sr. Mandes Leal, qtWiiao se podia demorar esla
noite para ver a sua nova comedia, mas que prxi-
mamente Ihe dara essa honra.
A lleranea do Chanceller, he urna lindae mimo-
sa comedia, que todava nao pode ainda ser aprecia-
da na scena, por nao ter sido por ora representada
consce ociosamente.
Tanto entrada, como a sabida do thealro, o pu-
blico saudou SS. MM. com palmas geraes.
No dia 17 houve beijamo no palacio d'Ajuda,
cujo largo estava ornado mui vistosamente; i slando
Indas as muas militares a locar durante o beijamSo,
d'uin crelo que para esle elleilo se levantou den
IrOiile do paliicio.-
Os discursos dat diversas corporS;des que neste
acto se pruminciaram, foram os segu ules :
Da depularao da cmara dot pares.
A cmara dos pares, que hontem leve a honra e
o prazer de presenciar, como Ihe cumpria, a solem-
ne acclamacao de vossa mageslade, ea faustsima
inauguraran de seu venturoso reinado, vem hoje
com o maior jubilo aos ps do lliroiio de vossa ma-
geslade renovar e ratificar a fiel etpressao, i-ie ja
honlem dirigi a vossa mageslade pelo seu presi-
dente na sessAo real das corles geraes, atsim do pro-
fundo respeilo e extremoso amor, constante fidelida-
de e devolissima dedicacao, que consagra a vossa
mageslade, como dos seus fervoroso} e incestante!
votos de que o reinado de vossa ma^ajttjade teja o
mais dilatado, o mais feliz a o mait
Digne-se vossa mageslade aceitar
ciosamenle esta muilo' respeitosa
ttomenagem da cmara dos pares,
eiiarmos reverentes as mi
SJVaBfctT*ircna, presidente
sealimeVilos qiiS"ifiniQlg
para com a ninlia.peasoa.
', Etlas xpressoes, ., M
ejxao tao solemne, tem para raim'
della'; en
i. A T-c-iiiui n >..r,,oia i/, imiici mdli,, wiiii a a(i. ^--.- .--------.....-. -.- w
dama, e no ultimo coche rico, toa mageslade el-re-i- Jjcomessa, de cajo comprlmenlo devera resiuiar o
merecem, porque hontem o povo o os teus repre-
sentantes me mostraram qoe ellas sao sinceras.
Na oniao do povo com a monarchia netle mo-
mento, vejo om leslemunho mais, das profundas rai-
zet que no paiz lancaram as intliluicoes que meu
augusto av de saudosa memoiia ihe oolorjoo, de
qoe minha sempre chorada mil fora constante de-
fensora uo diflicil lempo de lransicao qoe formou
o seu reinado, e que meu augaato pai, me transmit-
a vicosat e 13o propicias asbleaeavolvimento do
imatahntes objectot de nlfljHe publica, cojos
Seflfllka Iranquillidade publica, que o paiz nun-
ca deitou de gosar durante a sua regencia, fez de-
seavolverssalie nos. O meu rentado ter, como
auxilio da providencia, e com a cooperac,&a-de na-
so intento de melhorar malte mait
Doral e material, am lempo de con-
formas literas* restauradas e con-
atos sacrificios do povo. Farei
conber por possair-me do espirito
conlo com ot conselhos e com ajuda
da nacao edot tent repreaentanles, que nao deia-
rao de pretlarmot todas at vezes qoe o seo beta.,
ea tua dignidad o pedirem.
Ao solemne leslemunho de gratidao nacional que
a #voz da cmara dosvdeputados d.i a el-rei mea au-
gusto pai, pela sua venturosa administraejlo, me as-
socio gostoso. Ao seu tacto, ao seo amor peta pa-
tria, que comidera sua. a nacao deve o succeaaivo
esqueeimenlo das dissenres que dilaceraran a pa-
tria ; deve-lhes a reunia em torno do Ihrono da
familia porlugneza. Este preciosisgiran monumento
levantado not corares de um povo, he o mai da-
radouro, e el-rei men augusto pai, estou certo,. o
aprecia mais do que qualqoer oulro. Faeamet por
completar a obra da recoocilierao que elle encetou.
O co nao deiiara de abencoar a obra commum da
monarchia, e de.umapovo de irm3oa.
Da cmara municipal de Ltiboa.
Senhor A vida e djracao das monarchias con-
lam-se pela serie de seus reis, por elies se roar-
ca.m naturalmente at pocas dat suas historias, sen-
do por tso a solemoidade da acclamacao, e levn-
tamelo de um aovo rei, urna grande testa nacional
para qualquer povo, emquanto Ihe astegura a toa
existencia poltica, como nacao livre e in-"
denle.
.Sem transpormoso*Perineos, quanlss mona
houve ah na Peninsula, qoe perderam atj
nacionalidades, qoando acabou a serie de
res?
Entre nos como quera mais que tajU
que a historia dos nossos monarclms j*
lempo a historia de Portugal, e otngj
da nacilo comoque andam vincuIataH
mes. Os famosos reis D. Affnnso Henni
Joao I dizem para nos independencia de PorU
U. M.anoel, deecqbrimenlo de notos mundos
Joao II e D. Pedro IV, liberdade do povo.
Jj vedet, senhor, com que justificado e pondero-
sos motivos celeBramos nt a Inauguradlo do votso
reinado, porque nao txi not afllanca continuarJo
da nossa existencia poltica, mas nos prometle urna
poca de moralidade e de josliea.
Depois da prematura e infausta morle da rainha,
de saudosa memoria, augusta mil de V. mageslade,
deu-nos lenitivo a esta grande dr, o sabermos' qne
a educaco de vossa mageslade, e.a regencia destes
reinos ficaram conados ao augusto pai de vossa ma-
geslade. principe 13o esclarecido como teslcmunharn
a variada inslruccao de vossa mageslade, e os actos
do seu Ilustrado governo.
Agora no vosso reinado achraos completa repa-
radlo de perda lio lastimada.
Nao necessija vossa mageslade <
Mgoariala,
.
D. Fernando e el-rei D. Pedro, eom os Srs. infan-
tes o duque do Porto e o duque de Beja. Ao lado
esquerdo do coche ia servindo de capiao da goar-
da real o Sr. O. Francisco de Souza Holsteim, ir-
m.lo do actual dlflue de Palmelle, que por doente
nao pode ir aaflk terviro. Ao lado direilo ia o
general conde ttanftnla Maris, e atrs do coche os
officiaes generae de mar e Ierra, o estado maior do
enmurando em chefe, e urna guarda de honra com-
posta da quinta brigada de eavallaria commauda-
da pelo brigadeiro D. Antonio de Mello.
as escadas da S foram suas mageslades e
altezas recebidas debaixodo pallo pela cmara mu-
nicipal, e depois a porta da igreja pelo cardeal pa-
triareis e seu cabido. Aasisliram ao Te Deum nat
tribunas que Ihe estavam destinadas, a familia real,
o corpo diplomtico e legislativo, e grande numero
das pessoas do sequilo. O Tanlum ergo, foi expres-
sament composto para estedia pelo meslre da ca-
pella real, Manoel Innocenco dos Sanios.
o b'alli sabio tua magetlade para vir receber at
chaves da cidade ao pavilhao do Terreiro Ho Pajo.
onde j oesperava a cmara municrpal, com oseo
estandarte, e as chaves n'uma saiva dourada. Aa
chaves saojdo tamaito usual, enoruzadas, e presas
por orajaro do mesmo melal das chaves, que sao de
ouro.
o Eram mais de qualro horas qoando suas ma-
geslades cheiararn ao pavilhao, onde se apearam,
tomando assenlo nns cadeiras do Ihrono. O Sr. re-
tsate cnndestavel ficou de p a direila com o es-
toque levantado ; a corte e os memb'res do parla-
mento rodearam o throno, estando o alferes-mr
com a bandeira real a direita, e o vereador mais
moco com o estandarte do municipio esqaerda.
Entao o presidente da cmara, fazendo urna
venia a el-rei. antes de Ihe entregar as chaves, Ihe
dirigi este breve discurso :
Senhor 1 Chamado ao throno de vossos gloriosos
progenitores, e nossos legtimos reis, pelas leis fun-
damentan do estado, pelo vosso direito de primo-
genilura, e pela acclamacao geral de lodos os por-
luguezes, a inauguraran do vosso desejado reina-
do, he para todot nos o-principio de urna nova po-
ca, loda esperanzosa, e que a historia ha de marcar
cora/) notavel, quando coatar de votta mageslade
o que nos, por fortuna nossa, j conhecemos e go-
zamos.
%ZT%J!rrX2: S&Hft ^.:LL,d, ^r juramento prescrip
No seio da represe&tacao nacional, acaba vossa
cortes geraes, no podem estas em ocettiao 13o so
lemne dcixar de aeompanhar a vossa mageslade uns
sentimenlos de profunda gratidao, e n publico mo-
numento de louvor e reconhecimento que vossa ma-
geslade Ihe consagra em sua real allocucao.
As corles geraet presencearam, eleslemunliam
como Ihes eum'pre, o solemne juramento de manter
a religiao catholica apostlica romana, a integridade
do reino, observar e fazer observar a eonsliluicao
poltica da nacao portugueza, e mait leis do reino,
e prover ao bem geral da nacilo, que vossa magesla-
de acaba de prestar, em conformidade do artigo 76
da carta constitucional da monarchia, e em confir-
majio e complemento do que prestara como rece
nhecido tucceasor, e legitimo herdeiro da cora, na
sessSo real das corles geraes, de 8 de julho de 1852.
Ouviram, finalmente, eom pretendo reconheci-
mento e vivissimo jubilo a aHocuc,ao real, em que
vossa mageslade, na mais pura eJIusao de seu real
coracao, te digna gloriar-se de ser rei desle povo,
que tao heroicos teitos praticoa, e Untos sacrificios
fez pela restauradlo e defensa da monarehia consti-
tucional e das liherdades patrias; e palenlear seu
firmissimo proposito de comprir fielmente as solem-
nes promessai, que acaba de fazer a Dos, e na-
to ; e os fervorosos volos, que dirige ao Todo-Pu-
deroso.para que,com as suas heneaos e auxilios, pos-
ta alcancar, continuando a justa cooperario das
cortes com/i seu governo, lodos os beneficios e me-
llioramenlos de qne o povo carece para saa maior
perfeicao, felicidade e gloria, que vossa mageslade
lauto deseja, e repala inseparavel da tua propria fe-
licidade, edo esplendor e gloria do teo throno.
a T3o generotot, Ilustrados e virtuosos tenlimen-
tos, manifestados por vossa mageslade neste solero-
nissimo aclo, consliluem os raais felizes e gloriosos
auspicios do venturoso reinado de vossa mageslade,
pos que asseguram as corles e a naran nleira, que
vossa mageslade ha de sempre ter sabio, constante
e glorioso defensor e sustentador da religiao, )usl.;a
e moralidade, das insliluices polticas do- estado, e
das patrias liherdades ; e da integridades* prosperi-
dade e gloria da monarchia portugueza,: e dao lam-
bem a vossa mageslade a maior segisenra e certeza
que ha de reinar sempre nos corai Oes de lodos os
porluguezes, pnis que todos altamente apreciando,
amando e venerndolos eminentes dotes e sublimes
virtudes de vossa mageslade, que o mundo lodo ad-
mira e apregoa com fama gloriosa, com justa razao
se felicitara e gloriara de serem subditos de vossa
mageslade, a quem como sea rei natural, legtimo,
pi, sabio, jnsto, magnnimo, feliz e glorioto con-
sagran! goslpsos teus constante amor, fidelidade.obe-
diencia e leal dedicaran.
As c'.rtes g.eraes e lodo ot porlujiezes elevam
ao co ardenle volos c fervorosatJ^Bl^eesaperam
Ette missal he urna pceciosidiWmoaJjtiBenlal.
He inamiscripto em pergaminho. iaitK.Tfcaf illiimi-
nuras, e foi dado pelo papa Leao J. a el-rei D. Ma-
noel.
to na eonsliluicao do estado, recebendo ah, como
emblemas do poder, a cora que ornou a cabera
veneranda do primeiro Alfonso, c o sceplro que o
braco ioveocivel de Joao I, 13o gloriosamente sut-
tcntou ; agora aqui, senhor, no meiu de lodo este
innmero povo, que vot ama e vos respeita, cerca-
do de lodos estes brazes e armas, como que repre-
sentando as cidades e villas mait nolaveis destes re-
nos, recebe as chaves desU muito nubre e sempre
leal cidade de Lisboa, como symbolo da potse que
vossa mageslade toma do imperio portugus, e do
coracao de lodosos porluguezes, que, com a maior
dedicacle, leal fidelidade, acclamam a vossa ma-
getlade por seo legitimo rei.
Em acto continuo Ihe offerecea na salva as cha-
ves da cidade, qoe el-rei lomou as m3os, e com af-
fabildade as lomando entregar ao presidente da
cmara, o qual pegando no estandarte municipal,
adianlou-se para a eslremidade do pavimento do
prtico, e rollado para o povo, bradou : Real, real,
real, pelo muito alto, muito poderoso e fidelistimo
rei de Portugal D. Pedro Va que lodo o povo-e
tropa que encina a prac,a responden : viva 1 viva '.
E as damas que eslavam as janellas da arcada da
secretaria do reino e alfandega agilaraui os lenjos
por muito lempo.
A este acto assistiram mait de oilenta e cinco mil
pessoas, dentro da praca, as arcadas, as janellas,
as balaustradas, pelos tediados, as alturas do cas-
tello, e n'oolros poulos ; assim como no Tejo, que
eslava enalbado de embarcaces defronte do ca'es
das columnas.
Foi m espeotaeulo magnifico e pomposo.
O sol que al entao tinha estado encuberto, nesla
hora rutilava fulgurantemente. O briltlO das fardas,e
condecoraciies ; a fluctuaran das plumas, o scii,tillar
das armas e espadas ; as gallas a diamantes das da-
mas que guarneciam as janellas; os centenares de
bandeiras e galhardctes qoe em Ierra e no mar tre-
mulavam vislesamente; a agitacao do povo, tas di-
verso nos trajos, porque estavam aqui todas poyoa-
c,es representadas, mas lodo unnime na curiosida-
de e na satitfaro de lal tolemnidade ; o garbo e
primor das tropas, esle ezplendissmo panorama
que iiaquel la hora represenlava a grandiosa praca
do commercio, mal o poderao repreduzir as machi-
nas de daguerreotxpoe pholographia que l vimos
assesladas.
O aclo eonclon-se eom desfilar em continencia
loda a for^a da armada de que ja fizemos menean,
por diante du pavilhao real, onde annt mageslades
esliveram de p, mas cobertos, vendo esla marcha
de todat at cinco brigadas, commandadas pelo duque
de Saldanha. a eavallo, com o basti de marechal, e
acompanhado por todo o estado maior do commando
em chefe.
Depois de passar a tropa, o povo roden o pavi-
lhao acclamando e victoriar.do I). Pedro V, ao que
suas mageslades se descobriram e agradecern! com
benevolencia o eontentamenlo.
maior bem do paiz. Coadjovaodo-roe na promosao
dos inleresse da nacao, a Cmara do dignos pares
me provar a toa devoeSi) ao throno. Conlri-
buindo pela oniao dot teas membros no amor da
patria para a oniao de todo o paiz, ella secundar
as vistas da monarchia fortalecida pela vontiide do
povo.
Ot sentimenlos que hoje me slo espressadns pela
cmara dos dignos pares 5o por mira devidameute
apreciadoa, e tempre conlarei com elles.
Da deputurito da cmara doi deputadol,
Senhor 1 Foi honlem o dcimo oilavo anniversa-
rio dotoslo dia, em que, pelo feliz nasrimento de
vosta magetlade, foi salsfeila a anciedade dos Por-
tugue/es. por um successor cora, no qual conli-
nuasse em linha directt a augusta dyaastia da casa
de Braganca ; eem vossa mageslade Ibes foi dada a
fortuna de am rei, qoe lem ja caplivado o amor de
lodos os seus liis subditos.
De satisfaco geral, de grande regosijo publico,
de verdadeira feslividadenacional era, pois, ja o da
dezeseis dcselembro; nem a cmara dos depilados,
achando-s reunida, fallara ao dever de vir ante
vossa mageslade, fazer, como dedicadamenle faz,
fervorosos votos pela preciosa contervacao do vossa
mageslade, por 13o dilatados annos, come oe Porlu-
guezes eordeatmente desejam e bao misler.
Ma, senhor, ootro acontecimento, nem menos
notavel, nem de menor transcedencin, concorre an-
da a engrandecer a tolemnidade daqaelle dia, para
sempre memoravel. He que vossa mageslade, len-
do honlem completado a maiordade Otada n carta
constitucional da monarchia, e preenchido o preces-
(o do artigo aelenta e seis, foi .solemnemente pro-
clamad rei desles reinos, canendo-lhe entrar logo
no alto esercicio das eminentes prerog.au> as da
cora.
E vossa mageslade enlra no alto esercicio della,
lendo sido cuidadosa e disveladaroente educado :
potsuindo snperior iustracsBo, e vastos eonhecimen-
los: Itavendo-os aperteiroado pela proveilosa licao
de viagensnos mais cullos paires da Europa, aon-
de, com a maior'gloria para vossa mageslade, b para
a nac3u, fez a admirarlo, at dos sabios qui! live-
ram dislincta honrado ter adiniltidos a augura
presenca de vossa mageslade ; e tendo tam'oem ja
pralica dos negocios pblicos.
Indubitavelineule. pois, ainda nenhum monareha
aos dezoilo anuos, e aseotou no Ihrono, com tao
dislinclas habilitaces, como as que vossa magetlade
tem, para bem reger um povo.
E he por isso que, sendo um novo reinado sem-
pre, ou de grandes esperantes, ou de muito eceio,
o de vossa mageslade he lodo, lambem osis que
nenhum oulro", allameote esperanto.
Assim, seoh ir, os fiis subditos de vossa ma gasta-
de, sem nenhotn temor pela firme susleataeo das
patrias liberdales, consignsda na vigente lei fun-
damental da roinarchra, e confiando plenamente no
saber e tolicilude de vossa mageslade, pela maior
prosperidade do paiz, chelos de enlhoslasmo viram
chgar o momioto, em qoe a vossa magostada; com-
peli assomir j supremo poder do Estado.
He, porlanlo, pelo duplicado motivo do anniver-
sario de vossa magetlade, e da solemne inaaguracao
do sea reinado que a cmara dos deputados, por si
e em nome da nato, que representa, resp-iilosa-
mente dirige a vossa mageslade suas eo rdiaes feli-
cilai;oes ; e se apressa a tribotar-lhe a homenagem e
fidelidade, qoe a vossa,uugelade he devida, e que,
felizmente, parte do coracao daquelles que a ln-
hulam, aonde lambem astenia a sua profunda ve-
neraclo por toda a familia real:
Qucira o eco o-uvir as supplicas da cmara dos
depuladot, ejlongo, muilo longo, grandemente pros-
pero e glorioso ser o reinado de vossa maget-
lade
Agura, tenhor, grato ser a vossa mageslade, qoe
a cmara desempenhe lambem a misslo, que anda
Ihe falta desempenhar, psra com o augusto pai de
vossa mageslade.
Terminou Inntem a sua regencia de vinte e dous
mezes, e foi eda, pacifica e tranquilla, comotjinda
n3o houve oulra : benvola e conciliadora quanlo
podia se-lo : nezcedivelmenle leal e desinlereasada
porque ningoem, mais qaeoescelso regente, anhe-
lava que cheleaste o momento de entregar o poder
a vossa mageslade : etaclissima observadora dat
prescripcoesconslitucionaes, de que elle jamis se
allastou : e toda tummamenle empenhada nos me-
Ihorameiilos pblicos, que el-rei o Sr. D. Feroando
foi incausavel em promover, e a que tem oonsagra-
do sempre todet os teut cuidados.
Por 13o aillos feilot tem duvida sea veoeraodo no-
me ha de ser (tela historia transmltido a poserida-
de em pagina- do mait bem merecido louvor. En-
tretanto a cmara dot depuladoa, interpreto dos
eenlimenlos du lodo o povo portogoez, eumpre un
dever sagrado, renovando nesla occatiao teus moito
devidos agradecimentos a sua mageslade cl-re oSr.
I). Fernando, e prolestando-lhe, como com lodo o
respeilo-Ihe p-otesta, eterna gratidao e indelevel
reconhecimen'o.
Rtspo'la de Sua Magetlade.
As ezpresses que a cmara doa depuladcs da na-
t3o. pelo orgia do teu presidente, me dirige nesta
solemne occa.i.lo emque para ,nm chegou (llam-
po de receber o pesado encargo da realeza, sao-me
sobre maneira agradaveis. 8ei-as apreciar como
lontai, pois, senHar, com lados os notaos esforcos,
para ludo quanlo fr desenvolver, e consolidar as
insliluices que um rei liberal os dea, a qne voe>
sa mageslade e a naco juraram defender.
O anniversario natalicio de vosta mageslade he
lambem oulro motivo desla nossas felicitafoes. Ha
dezoilo annns que loda a naci faz os mais rdanles
votos, para qoe o primognito da real casa de flra-
ganca suba an throno de seas av ; estes votos fo-
ram ouvidos, e vossa mageslade he o primeiro dos
varoes primognitos que cinge a cora que D. Jlo
IV retlauroo. Esla siogolsr exeeptlo deve ter algo-
ma cousa de providencial para ^rosta mageslade e
para a naro portugueza.
Receba, pois, vossa mageslade fidelissim, em W>-
medo municipio de Lisbo, que representamos, m
cordeaes parabens pela felii inauguradlo do auspi-
cioso reinado de vossa mageslade, e anniversario do
dia em que'aprouve Providencia dar-nos ais tal
prncipe, parabens qne a nato siuceramenla.lese-
ja poder-vos repetir por longos e dilatados anno*.
Respaila de tua mageslade.
Agradece cmara municipal de Lisboa as feliet-.
lacees qu me dirige pelo fausto motivo da minha
extltacao ao Ihrono, e do mea dcimo-oilavo aooi-
versario natalicio.
as palavras dos representantes -deste municipio
sao para roim ao mesmo lempo orna msolacio a
ama licito. ma consolaran, porque me astegoraro
a fidelidade do povo da capital, que honlem lio
alicariamente saudoa a inaogorato de ura reinad
que oxal teja lodo inaugurado no bembwiz. Urna
lico, porque me recordara urna hitaBi loda de
gloria e de grandes feilos, o muilo qoe Trxeram pejS|
patria os reis representantes das diflerentes poeai
da nossa historia, e qne fiteram -prosperar e dilatar
o imperio portuguez. Desses illastres progentnrea
nlo me posto mostrar indigno, ease paseado glorioso
nao o posso renegar, nem renegar o nome Ilustre de
portuguez.
O municipio de Liaba pode contar com o mea
amor e com o meu detejo da sua protperidade. En-
carrego-vos, como seus repreaentanles, deserdes pe-
ranle elle os interpretes dattet sentimenlos, assim
como da roiuha profunda gralidao, pelas provas de
affeicao que delle recebi no dia de hontem, e qae
tantas obrigates me impem.
Da depularao da universidad*^
Senhor 1 A uuivarsidade de Coimbra '
maior jubilo e eontentamenlo pela fanal
tscao de vossa mageslade ao real throno 1
gustos predecessores, olo podando apresa
da unta como desejava, encarregeu esla i
composta de Oihos agradecidos, e qae t
sam a honra de terem sido oo serem ,s^H
detta lluslre corporac3o scienlifica, de t
me vir mai respeitosimenle preHrar-eB aes pes do
Ihrono de vossa magostada, beijar ea augusta
e depositar a carta que o claustre pleno da ai
dade lem a honra da dirigir a vossa mageslade, feli-
cilandu-se e congralulanrio-se com loda naci por,
Uo feliz e plausivel motivo, e pela intima conviccio .
era qoe est, de qoe vossa mageslade, que na uor da 4
juvenlude tem j sido o elevado objecto da admira-
CSO e dot applausos de toda a Europa pela manires-
lacao ria mais alta sabedoria o excelsas virtedes, ha '|
de promover no teu protpero reinado por meio de.l
acertadas providencias, juslica igaal para todos, "
felicidade doten povo, o progresso das sedeadas ea
gloria e esplendor da monarchia.
A univertidade eleva seus fervorosos votos ao coo
para qae Dos conserve por moitoe e felizes annos a
preciosa vida e sade de voSja msgesttde tidelitsisaa,
e protpere e felicite tea sabio e justo governo eoos-
liluciooal, e espera com jusla e bem fundada confi-
anja que vossa mageslade, a exemplo de seas glo-
rioso! predecessores, se ha de dignar hnrala e dls-
lingui-la eom a sos especial proleetlo real.
Digne-te vossa magetlade aceitar graciosamente
os firmes protestos de fidelidade e gralidao, qae a
uoiVersidade consagra a vossa mageslade, e rom o
mais profando respeito e acalamento aprsenla por
esla sua depulacllo, que sopplice a hoora de beijar
reverente e agradecida soa aogusls e real raao.
G. cardeal patrarcha, presidente.
Retpotta de tua magetlade.
Naoccssilo da minha esa I la t So ao throno glo-
rioso de meus maioret, nao poda deisar de ser-me
agradavel a etpressao dos votos da oniversidade de
Coimbra, de que me hanratei de ter protector.
Peco-vos que queiraet segurar a lluslre corpo-
racao scienlifica qae vos iocumbio de me apresentar
'os'seos votos pela felicidade do mea reinado, da
minha considerBcao para com ella. Empenhar-me-
hei sempre pela sua prosperidade, e pelo seo des-
envnlvimenlo, porque ella conatitue o "i?>**Sry
nostosvstcmadeinslroeclo poWica, paitleira He-
cessida'de dos povos, e primeiro objecls/ a qae de-
vem altender aquelles a quem os seof destinos sao
confiados. f
Espero que a nniversidade nui-ca recorrer em
vio a roim, em tudo quanto posa'contribuir pan o
ten jotto explendor, e para o bem da inslruceio do
meu povo. ,
Rogo-vos sinda urna vez, quemes ser parante o
corpo qoe vos delegou, os interpreles desle senti-
menlos que me aniraam para com elle.___
Saas mageslades foram nesla noile ao real thealro
de S. Carlos, que est nlo roeuot ptjmoroso nao
de D. Maria II. Nlo cesaamos de zOBUt o Sf. Cl-

,.$*%.


DIARIO OE PERMMBCO S1UD0 27 DE QTUBRO OE 1855
nal ti jifias obras qoe lez rm imbos 01 thealros, e
desde j i Jamo os parabcns es camas que intluiram
para qiu ihaalto de S. Carlol apparecesse com lal
axplenttor.
Da giva companhia abslemo-nos de tallar, por
que ja nos enver*oiibou Btsle rmeiro dia. Que
ser para o iuuro !
O'que porm icedoa todas ai raiaa do escndalo,
da ignorancia iiriis eatupita. o lo deleixo da auto-
ridad* competeute. Coi a dansa allogorica 1 Aquellos
labregos que figuravam de rea de Portugal airar
da corl.ua, aquellas bandeirinba, o busto de el-rsi,
o anuo preso por arames, ja no Salitre se tole-
raa !
No di 18 pela mauhla Corara SS. MM. ao campo
Grandi) pastar revista guarnido da capital na for-
ja de mis T.SO liomeiis. Iam a cavado com lodos
os geno:aes e estado maior, indo tambem na real eo-
miliva o general conde de Vanderslrool, enviado ex-
traordinario do imparador da Austria au acto da ac-
claaiar.o da at-rai. Depois da revista, SS. MM. vie-
ran! collocar-se junto do guiao real, para ver passar
as tropas e,a cuiitioencia. Mais de trinla.mil pes-
soas, rulo obstante ser a taes horas, e tao distante da
cidade, coocorreram a esta re\i;la.
De tttrde den el-rei un janl.ir na sala grande do
palacio lio Ajuda de cent e *ime lalderes,
aquo loram convidados os enviados extraordinarios,
eorpo diplomtico, ofliciaes da esquadra ingleza, os
coninuiudantes dos corpos, ministros, e oulros altos
disnilinos do eslado.
Perl das dei c meia da noit, cliegaramSS. MM.
ao toneao do minislerio da puerro, pan verein o
graodi fogo de arlilicio, que a cmaro municipal li-
da mandado armar no Tejo.
Mili-de cenlo e oitenta mil pessoas, qaasi toda
I.isbot, e maisossesaenla mil provincianos queafiui-
ram capital por esta occasiao, eslavam Toro de casa
para ver este portentoso fogo, do qual se fiituravam
lautas maravilhas. Noterreiro lo Pajo, eui todas as
eiainencat da cidade, no mar, em todos os navios,
vapores o boles por esse Tejo, por sitios al perlgo-
tos, leldarte* edespeahadeiros li irrornsos, Indo esta-
Me, cxposl i ao fri e relente da
noite. para que '!
Para qae dexoa toda sta por.ulac.Jo as submi '.'
Depo da espera do liomcui das lilas, nlo lia
memoria de orna expectativa nssim ? qual Coi o
resul'.ado ?
o se projeclou este fogo, fez-se urna especie
rso. ao qual ceucorreram lodos os nossos
meldcres fogueleiros. Como liouva grande discor-
dauci i no prejo, a cmara por propona que Ihefez
Jos Qsli, einarregou-o desle artficieleat*eiido-
se-llie da fundiese tuda a plvorae inatVriae>, e dan-
do-lh! no liiu urna gralicajao correspondente ao me-
i di obra. Succedeu porm, que das 35 vistas que
9Osli se linha obrigado a dar no fogo de que se
carregou, apenas appareceram 3 completas e li
mal \ecutadas. O reslo que eram 18, e das melho-
res fallaram absolutamente *
Eiii aqu o elenco de todas ai 35 vistas que o Sr.
ili apresenton a cmara municipal, e que por ella
aeu approvadas, bem como pelas autoridades a
qaeni lsso competa : -
{. Todas as embarcares, caslellos o eidadella ac-
ceudrrSo bengaes broncos, e as luies elctricas ac-
ntlr sc-h3o.e refleclirain sotare os caslellos e cida-
dell.,Vo o bengaes as enbarca^ves. A ciUa-
dtllu e candios apenas se viram quando se illumi-
karum.
_'. Todas as embarcajes d;iUrao girndulas de
esta .Poueas.
3. Todas as embarcares deitarSo girndolas de
logeles de vistas, bembos, granadas, forles e mor-
toetos.Faltou.
1. Todas as embarcajes, eidadella e caslellos ac-
canderao bengaes atuc.Faltou.
b. Todas as embrcales, eidadella e caslellos ac-
etiiderAo beogaes brancas.Faltou.
Todas as erabarcares, eidadella c caslellos dei-
t>> fogueles do ar.Houve de mais.
As 13 embarcarles accender.lo cada urna, um
Moniodo.Faltou.
Mer-se-ha om joge em cada urna das ex-
fe linlia das embarcajes.Houve.
Wramiiles em Seguida-Houve.
Hs em seguida./lotice.
Maplandorc era i.eguidi.Houve.
jugos em seguida.Houve.
I grandes vasos com llores litas e girantes.
oute.
1) Deas iooos parallelo.HoUte.
IA. tirande fonte.Alias pequenina.
I KOpetico de foeo do ar aoumpanhado com
girndolas de eslado.Houv:.
J7. As einbarcajOes de guerra deitarSo fogueles
so caHiire.-^-Fu/joo.
W. Aender-se-hSo as 2(i arvores, 1, os reputos
e di>pois ai rro'ulonas..treores 5 apenas.
1 >. As 5 embarcar;oes de guerra accenderSo as
regiMis que adornam a borda dos navios, e detlaram
Cog teles avolsos.IIouvc.
20. D"-> enernzaroentos as embarcarles peque-
as acceni.^.-se-liao lodos de ama so vez; princi-
pia ido pelas rodas da frenle.Faltou.
1, Accender-se-liSo as 13 arvores de pistola), as
13 emborearOeii.peqaenas.Houce.
_-2. As t'inharcdcOes de i;uerra e eidadella deila-
rio grodw, balas ardentes e Cortees, e nada de fo-
goln.Pat4ou.
9tn nSn.dTOl de eslar desconfiado, senSo inquieto.
O partido propriamente sa^donliisto, ou o militar,
que he qua>i a mesmacousa, lem duplicada razSo
para andar satisfeilo.
O marechal est retabelecido da gravissima doen-
ca com que luloii;quasi tres annos, conserva-se i
frente dos negocios ecominanda em chefe o exerci-
lo. Emquanlo conservar esta importme e ele-
vadissima commis aaulliata. que loma como pouco favoravel presagio
o ver el-rei quasi lodos os das visitando oa quarteis,
e recebando depulocOes e particulares, sampre com
uniformo militar. Por oulro ladu traoquillisa-os a
maneira sempre heno vola o amigavel com S. M.
trata o glorioso veterano do liberalismo regrado.
Ja communiqueie Vine, qual o sentido em que foram
feilas as nomea(oes dos novos camaristas e ajudanles
de ofdens, como lambem Ihe escrevi os nomes dos
dalos e dos generaes em que ellas rccalnram. Hl
descontentes nem poda, ueste caso delxar de lia
ve-las. Em geral porem ha unanlmidade de votos
em appruvar estas primeiras escolhas. Com ludo
compro dizer que muila e nimia genle, e gente boa
lamenta ler ficado em esquecimcnlo o valente brio-
so, e honradissiino I). Carlos de Mascnreohus nes-
te seotimenlo toinam parte jiiulamente com os seui
amigos, que os lem e muilo* tambem oulros para
quem elle he iudifferente, e mesmo nao poneos de!
seus. adversarios. C insolem-se todos com a lemhran-
00 do rifSo espadado uSo qoer di/.er recusado.
So me lembro sej.i'.escrevi a Vine, que o marquez
da Bemposta (condede S. Leger) que por intri-
gas palacianas foro despedido do servido do pao* pe-
a Sra. 1). Mara 2." (que Dos haja) acaba de ser
reinlrgrado no cargo de mestre sala.
" Sejaqual foro juizo que se faja do maior ou me-
percorrendo as mas mais concorridas, barafuslando
por todas as lojas, cujos caix^iros e caixeiras experi-
menlados na tctica do haleao nao per'diaui leo de
impingir gato por lebre ; nao liouva manlelelr,
chapeo, atavio fcminil de modas pasfadas que nao
apresentassem como da ultima, e as maneiras ama-
veis, as palavras melifluas, h paciencia consumada,
ludo se empregou para saccar as libras das elegan-
tes da provincia ; vinhom endinheiradas. Pobres
pais e pobres maridos, lime lal que jurou nao tor-
nar Lisboa com mulhcres. Verdade he tambem,
que as que compraran! eufciles foro de moda, foram
as feias. Isio consolnu os mirones que tiveram pa-
ra i|iiom assoslar as tunelas rom goslo. Casos ga-
lantes, ancdotas burlescas, de ludo houve para dis-
(raecSu dos curiosos ; os gatunos adestravam- para apalpar astalgibciras dos hospedes da capital ;
roas a policio andou-lbes na pisla r. foi-os encerran-
do no l.irooeiro por causa das duvidas. TenJo lu-
gar as festas, sem desaguizados, ero occorrencia
que vaina a pena mencionar-se ; nem mesmo ap-
pareceiam aquellas industrias malficas, que de or-
dinario se estabclerem as grandes povoac.es, onde
a esperlez.'i maliciosa espljra a sea bel prazera
inexperiencia dos ruslicos e eslranhos E o fogo"!
O fogo foi um ovo que gorou, fui urna burla do Jos
Osll.
Asinmpliin do Tejo correram enojadas, e l.i no
no fundo do seu leilo crystalino gemeram de vergo-
nha.
O Jos Osli desmereccu do seu renome pyrolecli-
nico.
A cmara mnnieipal ehamou-o aos Iribunaespor
nao ter cumprido rom-o que prometiera. A iles-
cripsao dos festejos ha de ser objeclo da nossa pri-
m Ira. que provavelmenle ir no paquete D. Ma-
Eis aqui o relalorio qne o general Pelissier diri-
eio ao ministro da guerra em Paris sobre o mesmo
objectn t
a Sr. marechal. >> Tenlino honra do dirigir o V.
Exc, romo onnuneiei no ineu despacho de 11, o
meu relatarlo sobre a tomada de Sebastopol.
O momento para o assallo pareca ter chagado.
Na eiquerda os Irabalhos dos engenheiros linhain
porvezes alcanzado de 39 a 10 metros de distancia
posto que escolhera na 6. parallela, eeu linlia clie-
gado ao reducto Branciou, que preferir para meu
quartel general, acnmpanhando-mo os generaes
Thiry, de arlilharia. Niel, de engenheiros, e de Mar-
timp'rei, chefe do meu eslado maior.
o Os iiossoe relonios (inliam sido acertados ; xac-
lomenle ao meio dia as nossas baleras cessaram o
fogo para se collocarem em maior alcance sobre as
reservas do ftimigo. Seauodo os seas comiqandan-
=
do baluarte da baudeira (o lia.lian n. i dos Kussos leo, as divisoes M.ic-Mahon. Duloc, e Mollcrouge,
edo baluarte central (o. 5.) Na direita os nossos ap- '
proxes, que redebiam activo impulso sob a protejao
ihi nutrido fogo de orlilharia que rompeu no dia 7,
distavam apenas di metros do ngulo saliente
de
ao meio dia. Entretanto lera psslo a curiosidade
le Vine, na lelura dos successos da Crimea.
Ali-Baeh.
DIARIO DE PERNAMBLCO.
unr acert de continuar sol o novo reinado o minis-l ro //, cuja partida est annuncia la para o dia li
Icrio Saldanlia-Rodrigo, su a mais cega parcialidade
negar louvoresao procedtmenlo do novo soberano
desde a sua accIamacSo. nSo fallo no seu preced-
mento, como mancebo e como principe que esse lem
sido e he admiravel como superior a lodos os elo-
giosfallo do modo porque cometa a desompenhar
as arduas obrisares inherentes ao exercicio da so--
berania constitucional. Mandou collocar na entrada
da portalia que conduz aos seus aposentos, dos cai
xas, n'uma das qnaes se lanrariam requerimenlos
para se oblerem esmolas e n'outra de cor dilTerenle,
qualquer pedera laucar as reprcientaees que quei-
ra fazer subir a real presenra.
Contra a idea de. franquear este accesso ou espe-
cie de recurso ao Uifouo, sem isso ser por media-
c;lo dos minislros, tcm-se suscitado desconfian-
zas e levantado clamores, havendo qnem diga
que os ministros se devem dar por aggravados ce
SS. Excs. porem nao se tem mostrado tao melindro-
sos como esses appellidados defTensores dos sSns
principios e das boas pralicas conslilucionaes. Com
elfeito estes querem ser mais conslilucionaes que os
Constants, que os Macareis, e mesmo que o nosso
Silvestre Piuheiro. Coherente com a bem fundada
mxima de-^ue o reinar he xercitar um cilicio, e
nao o gozar um beneficio, I). Pedro V trabalh.i
continuamente, j estiidan lo (hoje mais os negocios
que os livros) ja visitando (os estabelecimentos pu-
blico*; apparecendo nos quarteis em das e horas
em que nao desesperado ; exigiudo naquelles e nes-
tes informacoes e escl.irecimenlos; fazendo ohser-
vacoes em louvor ou em desfavor ele. Um dos dis-
linctivo caracleristicos do joven soberano he urna
gravidade e sisu leza, ^aeso rarissimas vezas se en-
contr em 13o verdes asMas.
Poueas vezes opparece
mas poueas vezes na o
ou nao presta a minim
rograplnco. Depois q
verno (em hivido dnus
airo, e nessas mes-
dansa, ou se relira
b ao expeclaculo cho-
io as redeas do go-
. liara se festejar a sus
acclaiuacao, um dado pelo ministro de Hespanha, e
o oulro pelo de Franca. A nenhum delles assislin
o novo rei; comparecen nellcs nicamente o rei ex-
regenle, e o infaule D. I.uiz. Alguem ha qqe cen-
sura a seredade do joven anciilo, roas a nnguero se
occulla, que os volos dos censores nem sao os mais
numerosos nem os mais ponderosos.
Em quanlo a aclos cujn conhecimeoto posa in-
teressar, pode dizer-se que nenliuns occorreram des-
de a minlia ol una carta.
A cholera felizmenlo quasi de lodo etliacla no
Porto, appareceu agora em Vianna do Miuho, e re-
crtidesccu em alguns pontos do Algarve. Tem-se
rallado em muilos despachos honorficos por occasiao
do novo reinado, mas por agora nada se lem publi-
cado. O Sr. D. Pedro V sempre se moslrou adverso
a prodigalidade na concessSo de taes grabas, e he na-
tural que como rei, queira proceder coherenleuicnle
a opiio que manifestou como principe.
Diz-se porm (e com alguin fundamento em meu
entender) que o visconde de Santarem foi elevado
a conde do mesmo titulo.
Apresenlara-se em Pars ao Sr. D. Pedro, e S.
M. o recehera com a benevolencia e disliiieeao. que
tan laborioso escriptor poda esperar de om sobera-
no ilustrado.
8
reino que verificar um equivoco da nossa narra-
Ir oil v.., ; oceupando-noo (l'uin artizo em raspn.
lo hob |l Sr. Tulie sobre d serm/lo do reve-
rerndtH HdriKaes, dissemos que Ira/.ia as ini-
ciae' ^ Wf* foi por lapso, que nos escapou na
e-cripturero *je l)r. 1.., desfeito o engono, eutremos
a o que mais imporla.
T^Yola, be da mais amargas ;
.-.ozcaalo bem desen-
*
ailella.A'So seperi^.
26. Principio de bombanlomeolo do espico a ei-
P-SjS b"' o caslellos o cidsdella.Faltou.
!7. ExplosSo no csstello do lado do leste.Fal-
lOfi.
i i'S. A eidadella com a maior velocdade no seu
botibardeamento.Faltou.
8. Explosiono castalio do lado do oeste.Fo-
lou.
:. Anoudeilorisobreo eidadella urna balera
do ba as ardenles, granadas, forloes, morteiros, etc.
.'altou.
li.. Accender-se-liSo ben;aeo encarnados- na ei-
dadella, e o panorama do sil accender os bengaes
broncos.Faltou.
''2 Expiosao qa eidadella.Faltou.
I Derrocada na torre da eidadella trmulando a
baudeira porluguaza.Fatliu.
i O panorama do suldei tara fogoetes do ar, e
Mrcacoewle guerra ac:aaderao como dstico
^^K V.Mal.
Accernler-se-ha o coroa da bandeira, e as em-
icacoes de guerra dorio silvas de 21 tiros.//o-
re io oosalas.
l)ue responder a islo o Si. Osli t Nao se Ihe ,leu
o o leaopo, dinheiro, e maleriaes qne elle requi-
siliiu para execular o plano combinado? Nio esleve
a noite tao serena, como se loase urna das melhores
e. mea em que realiaenle foi alomada de
! Nao indaz Indo islo que houve grande frjn-
^lo roubo a roznada publica da cidade,
al o Sr. Osli, dove ir responder peron-
te o jaryS '
Bs** "mar o vai eifeclivainenlc
a proeeoso. Se o ufo lizer todos os verea-
eo serlo reipftiiMveis pelos seus hens, a indemni-
e cofre do municipio, d, grossa quanlia que se
leiemoolseo para sermos e*yirnecidos dos eslranhos
que presencearam ela esparrella tnonumenlal .
vemo-nos recrdar, d;que quando se agilou
13o, sobre quem devh encorregar-se do arliri-
fogo, logo alguem provento, at pela impren-
qoe se acaotelassera de los Osli, que era useiro
H ver a cusa da barba longa.
' le para supplanlar os pyrolechncos portugue-
mt, docUrou que nao fazia ajusle, qne al nem que-
l_pelo seu Irabalho, u s acceitorio no fin
icaso, aa fosse digno dalla. Mas quem
i elle as contal de material, salarise
io havia de ir tirando os sans lucros
lquidos do que so lizes.e ajusle dofi-
ae o ornara, vista do
do desenlio, que foi li-
visla omm piulada, faz um bel-
i repelimos, devia suppor que a
[pandioso, sahiria digna da feali-
I para que foro' epcommeudada. A
ioipatmentti a ella ; a desaffronta
' sor tomada poi tila menma.
; a relacao das irinta e cinco vislai, e
) oais quem vir a eslrmpa lilhographada, on-
la deienhado lodo o ffgo lal como devera ser,
i assisdsse na noile da torc fcira oo fogo de orraial,
O por perlo de urna hora nos atormenlou os ouvi-
|i,'e nos apurou a paciencia, so osees podem ava-
ir a charlaleneria o o despejo, cum que a final so
>osapresenlou urna cousa, que sem nenhum esforco
"a o mais balordo fogueteiro das margens do
onc.
. nica vitla que sabio ptima, e o publico ap-
laudio. loi a illuminacao dos caslellos e eidadella.
! lambem as lates de bengil qne se occenderam na
nuuueasa da nao z-'smc. Tudo o mais foram val-
gariaade*, e a abundancia jue houve de fogueles de
jlaio, raziam-nos lembrar a chegada dos cirios a
Pazarelli.
Arla licoa por lomar: mas o Sr. Osti que lal-
vejsejaueiudeMolejX.que, rei rooiro, i quem
outrornaconquisUmos, ha do nos pagar as pareas.
LISBOA.
7 de oulubro.
. M& resoluco lomada pelo joven D. Pedro V. de
iHKiservar som modificacSo alguma, o ministerio da
"JSeneracao, causn o continua a causar a maior
( slrauheita ; |wrque poneos, oij quasi uenhoiis ho-
.'ueas polticos repulavam nrovavel scmelliaulc acn
jecineiiio. ()s mioislros, menos que nnguom. so
luKMljeavam com a esperan^ de serem conservados
,/u> poder. Todos protest ivam eslarem almejando
lelo da iu de selemhro para dscansarem de suas
imgas indefesas, e peuosisiimas oceupaces.* Ja
liulinm dedo a palria o seu contingenle de ladigas e
servijos : uns aspiravam ao olio cum dignilale: oa-
iisw attsjDoo canjados, ou mais generesos em sua de
votao ciVHa, resignavom-iie a coiilinuar na carrei-
ieira.doaluH empregos, porem Cora do gabinete.
todava, vehfieando-se o anligo proverbio, nao
B oehou em toda essa noiisa lena prophela, cuja
prupliecusoverilfeasseno locante a eslrea do novo
rsinado. *
is partidos kgaes qne exislem no paiz, o mais
lado foi oycartla puro, ou o cabralisla, como
ilguno Ihe chatoam. A eslrella de Algodres ja iao
inlillaole, acabou de empalidecer. O par-
nbrisla. que mais qae uenhum oulro se re-
dos tendencias que suppunha no novo mo-
nareha, respirou menos dalentado ; mai ainda ai-
i proposito, sobre ludo cerlo Ira-
vo pxanla com que temperod os conceilos, poz o Df.
I., em holandas ; prova-lhe que o artiso nao he
original, mas exlrahido das Memoria*'Histrica
do Pulpito escripia anonymo, qne se allribue ao
padre Cenculo, moslro-llie quecommettera erros de
grsmmalica, cahira em galicismos, e dando os seus
quinaos o mislura, termina por novas observaees
dnseriuo do colendissimo calhedratico, que'foi
quemperdeu mais na polmica, poisfica raiiilo ahai-
xo da critica do primeiro ailigo ; corspara-o com
oulros que acerca do mesmo assumplo, pregaram
alguns dos contemporneos em Lisboa, e acha-o ma-
mfesiamenle inferior. O serroso j corre imp'resso,
bem como os comparados, e ento o Sr. Tulio uSo se
poupou na desfurra. He pena que neslas quesles
rein sempre um desdflm'pelanniversidade na pe dos seus membro a filhos daquella corporajao, mili-
tas vezes provocado por imprudeules defensores, di-
gamo-lo assim. A universidade de Coimhra glorio-
sa rjcordaco do paz, insliluirao vetusla, que na
verdade, demanda reformas, mereca loda .a cordura
a ciicumspeccjJoda parlo dop que tomam a pelo a
sua: defeza, e nunca por despeilo mal entendido e
mal cabido alujar o fogo latele dos que juloam mal
da reputado lilleraria que conseguio por seeulos
de irabalhos, e servidos preslados a illuslracSo da
patria porlugueza.
Para por lermo a essa rivalidade odiosa, que se
tem aleado entre a universidade, o as oulras esco-
las do Reino, bastava siniplesmenle, qne as influen-
cias universitarias se despissem de preconcetos, que
nada lem com o dignilade do magisterio naquelle
eslabelocimento, cedeudo da sua parle o que fosee
razuavel, e os oulros auferindo as regalas que Ihe
competemem virlde dacalhegoria dos seos Insli-
lulos, a.-abassem com com essa animosdade, que pre-
judica a lodos com grave damno do ensino.
Ha lempos quelite noliciamosa eocolha do briga-
deuo Cesar de Vasconcclloi, para governador dos
oslados da India porlugueza, levando como seu se-
cralano o jornalisla do governo, o joven Ricardo
tjuimaraes. O primeiro j parti para o seu destino,
fazendo a viagem pelo paquete inalez das Indias. O
segundo, porem, nSo logrou o sen intento, quem o
subUituio foi o depuiado Rivera, medico e professor
de lgica no lyceu d'Evora. Os seus constituales
queixam-se amargamenle, pois que o digno depula-
do nSo veio o cmara sanio fazer os seas arranjos
particulares, e melhorar a sua posjao; como bem
llie parece. Este representante da ncelo he provavel
que tenha muilos imitadores. O exomplo esl con-
vidando.
O Araulo, folha do governo, red sida pelo cavil-
oiio mal succedido que cima comeamos, cessou as
oniregas ; masconsla, que ha de vollar aos seus mis-
leies de nova carranca. Islo he, uo frmalo, pa-
peuypo. Material novo. Tomramos ja ve-lo.
Js negocios de Hespanha vio de mal a poior ; a
crise mmisteriai be notoria, o o mo successo da rai-
nlio na sua gravidez perlurboo siluacjle.dendopre
texlosaos inimigos que a atlribuiram loima do mi-
nislerio, em querer a lodo o transe fazer urna refor-
ma no pessoal do palacio, cousa que muilo allligira
a soberana. As guerrilhss carlistas progridem oas
soas correras, a na Calalunha ullimaraenle com vi-
gor, o que se deprtliende al pela energa que o go-
verno esta mostrando as medidas que toma, alim
do as debellar. Foi expressamenle prohibido nos
prelados a publicacSo de protestos, declaracfles ou
quaesqaer ootros documenlos hoslis a sovernaco
pala iniqua le de desamorlisac.So, e mais disposices
para exprnpriacSo dos bens do clero, quesiao "qiie
anda ha de dar mailos desgoslos a' Hespanha. Os
llespanhoesapezar de lonco e doloroso liroclnio do
syslcma conslilucional.mal se podem havercomesla
rorma de governo, e as soas vistas polticas para o
oooiolidar, sem alcance nem lino.nSo lazem.en.lo
desacredita-lo, descooceiluando-o no espirito publi-
co, o mais forle apoio do governo represenlalivo.
Palomeando os estadistas actuaos em lodos os seus
alvilres, que nao veem dout dedos odianle do na-
riz, como se diz em boa liiisuaaem popular. To-
llas as carias sao concordes em alarmar o incremen-
to que vao turnando os bandos legilimislas na Navar-
ra, Aftgito, Valencia, Calalonho, mas eslo dividi-
dos, uns grilam por D. Carlos 6.", oulros por D
.losa, o primeiro he o conde do Monlemolim, e o se-
gn*) irmao immedlalo, quodizem ser mais hbil
que o priinosenilo do principe D. Carlos, de quem
sao lilhos. Vao l enleude-los. Falla-se de novo
na reconslroteao do reino de Araaflo. Esparlero
minifeilou dosrjos de vollar a'vida privada, ea
corte esl indisposta comO'Donnel.minislro da guer-
ra. Pobre Hespanha.
Os das Iti, 17 e 18 oram de'srande gala em Por-
tugal, pela acdamacSo de el-rei D. Pedro V- Man-
daram vir contingentes de Iodos os corpos aqoarle-
ados as [provincias, e mesmo alguns halalhoes
|n!eiros.
Lisboa esteve chal de provincianos, genle bizo-
mia, que minio fez vir os seas compalriolas da ca-
pital ; os logislas hzeram negocio por essa occasiao,
vendendo por hom prejo as suas mercadorias ; as
modistas nao linham roaos a medir, porque as Mu-
das provincianas nao quizeram licar alraz das Lis-
bonenses no esmero do toocador ; mas ai maliciosas
modistas aproyeilaram do ensejo para se desfazer de
quanla Irapilhada velha tiiihara nos seus arma-
zens.
Era para ver o azafama de lodas aa provincianas

Acaba de chegar ao nosso porto, procedente de
Liverpool, o vapor brasileirn Marquez de Olinda,
pertencenle a companhia cosleira desla provincia,
a capitaneado pelo Sr. Amonio Silveira- Maciel
Jnior.
A pedido dos dignos directores, foi incumbido o
Sr. Ricardo Rostron, negocame residente em Man-
chesler, do contratar a factura deste vapor, o que
effecluou com n hbil constructor o Sr. John I.aird
de Brrkenhead, em Liverpool.
He sem davida ajmuiia o Marque: de 'Olin-
da o mais lindo vapor nacional, que -alca os nos-
sos mares ; reunindo alm disso, segando eslamos
iiiloiiihiIo-, boas qualidades nuticas.
Fez elle a sua viagem de Liverpool para Lisboa
om ^ das a 6 horas,. de Lisboa para a ilha da Ma-
deira em 3 dias e 9 horas, da Madeira Perna.iihu-
co em \m2 dias e II horas ; e por informales de pes-
soas entendidas na materia, durante loda a viagem,
deu elle pravas nao equivocas de excellenle marcha
e de oulros predicados.
O casco he d ferro, o comprmeme de roda a ro-
da de 20 pea, a bocea 3U ps, pontal 13 pea, de-
man lando na sua maior linha d'agua, islo he, car-
regado de fazendas. machiiias-aMaBaobustivei, 9 \
ps, do porle de 967 lonelada^H atola um par de
engenhos da larca nominal *^H>a de l.iO caval-
los, que funeciona perfeitaJiH ^Bando movi-
menio a om hlice.
Tem Iros nu cuna : o roaasame. veame, polearae, amarras a an-
coras, sao de excellenle qualidade.
O apparelho do governo he de um systeroa novo,
e presla-se, com summa facildade, a dar lodos os
movimenlos necessarios oo navio ; lem capcidade
para 4lM) toneladas de carga, lora espaco para o raa-i
chiuismo e cnmbastivel para ilez dias.
As cmaras sSo em cima, sufiicientemenle venti-
ladas, e imitarlo dos vapores do Mississip e Ohio
(Eslados-L'ndos) ollerecem ellas exeellentes comino
dos para ai passagciroSide primeira classe, i8,da se-
gunda, Helminto um elegante camarim para Sras. ;
boas coinmodidades para o commandante, ofHciaes,
engenheiros, machinisla e irip.ilaca >.
Tem cozinha superior c inferior, deposito para
gln e tanque para peixe.
Custou ->.iH)i) libras esterlinas, nSo incloindo a
Imporlancia dos motis para camarotes, roupa bran-
ca, loue^i, vidros, mobilia para as cmaras, Mucho
da dispensa de sobresaleales, e bem como corlas pe-
cas de sobresaliles perlencenles ao machinismo,
que foi a cusa da companhia.
lomos informados que o vapor seguir amanhaa
imprelerivelmenle para o Rio de Janeiro, alim de
entregar as mercadorias que em Liverpool loroou a
frele para aquella praga : consta-nos irem nelle de
paesagem o Sr. capito de Iragala Loureneo da Silva
Araujo e Amazonas eo commandanle da e-cu na tiii-
doya, o primeiro em servido dn companhia por ser o
seu gerente e o segundo na CrutijSo dalicenca que Ihe
foi concedida pela presidencia, segundo cnnsla do
expediente da secretaria-jlranscripto no Diario de
>'i do correle mez.
Em conclusa, felicitamos aos dignos directores e
accionistas, e fajemos votos fervoro- i- paro que os
estarces da companhia seja/n coroados do mais fe-
liz resaltado : possa ella offerecer todos os laoros,
'.'-*"'!"""*'''i1"'1 f^l la/ga vi d. cvmmuniea-
..ma um e-cnpinr Allnuisrill "
elemento do vida e poder.
n ,^. -~****+xW
relo .\mrqtte- de Olinda, entrado bonlem de Lis-
boa, recetipmos as cartas de nosos correspondentes
daquella cdrle, I'aris e H.imburgo que ficam trans-
criptas em oulro lugar desle Diario, e tambem ga-
zelas portuguezas que alcancaro a 8 do crranle.
Os fados mais importantes deque nos Irouxc no-
ticia o vapor brasileiro sao : a nceUmacSo do joven
re. de Portugal o Sr. D. Pedro ^Ra evacuacSo da
parle meridional da praca de Sebastopol pelos Rus-
sos depois que virara oecupada pelos Francezes a
celebro torre de MalakolL
Referindu-nos, qaanto ao primeiro, s,carias de
nossos correspondentes do Lisboa, passaremos a tra-
tar do segundo com a individuac.ao que merece a
sda^ importancia.
Foi a 5 do mez passado que os alliados, leudo
completado todas as suas obras, tornaram a abrir
seu terribilsimo fogo contra as defezas da praca ;
depois de a lerem bombardeado sem cessar durante
tres dase tresi noiles, dispuzeram-se a ataca-la
dai 8, no que foram em parle bem succedidos.
Os Francezes apoderaram-se da lorre de MalakolT
e otabeleceram senella 13o lirmemenle eme os Rus-
sos nao poderanj expelli-los, nao obslanlcenvidarem
para isso lodos os meios d qae podrram dispor.
Os Inglezes porom n,1o foram igualmente felizes
no ataque do Rdenle. nem os proprios Francezes
nodo baluarte Xenlral; porquanlo a despeilo de
lodos os seus esforcos, os Russos os repelliram em
seis aloques successivos, oausdndo-lhes perlas con-
siderabilsimas.
O principe de GorlschakofT, achando imposivel
expulsaros Francezes da lorre de Malakoff, e nao
podendo por mais lempo continuar a ocenpara par-
le meridional da cidade, vislo o fogo infernal que
sobre ella caba, rcsolveu relirar-sc para a parte
septentrional da mesma, abandonando a primeira
ao inimign denois de complelameule incendiada.
Eis como elle se exprime a este respeito cm sen
despacho ao imperador Aiexandre :
As Iropas de V. M. I, defenderam Sebastopol
al ao ultimo extremo ; mas era impossivel conier-
varmu-nos ahi por mais lempo, em consequencia do
rogo infernal que cania sobre a cidade. As tropas
passam para o lado do norte depois de ha verein re-
do completamente no dia 8 seis assallos de sele
MalikolT e dopeaueno Hdenle da baihia da Qua-
rentena. A arlikaria linha levantada perlo de 100
baleras, perfeilamenle servidas, iprcsentando ao
lodo 30 pegas na esquerda, c :>50 na direita do ata-
que. Pela sua parte, os Inglezes, poslo qne contra-
riados Dla nalureza do terreno, (inliam ehegado a
-200 metros do tirando Radenle bastan n. 3 dos
Ko-.ii- contra e qual asseslaram perlo de '200 pe-
tas. Os Russos, aproveilando o lempo, erigiam
segundo recinto, do lado de Malokoll, ao qual con-
vinlia obstar.
Finalmente o excrcilo auxiliar acahava de sof-
frer completa derrota noTchernaia em 16 de agosto;
fura grande a sua perda, o nao era provavel que
de novo tenlassem ajadar a praca, atacando posi-
coes qde mis liuhainos foitalecido, e onde cstava-
inos habilitados para desbaralar qualquer tentativa
do inimigo.
'< Porlanto combinamos ci general Simpson e eu
fazer um ataque decisivo. Os generaes commandan-
les de arlilharia e dos engenheiros dos dous exerci-
los inleiramente concordiram nesta opioiao. Odia
8 de selemhro foi fizado para o ataque,
( Como j live a honra do expor a V. Ex., o ini-
migo devia ser atacado nos principas pontos do seu
vaslo recinto para o impedir de cncaminhar todas
as suas reservas conlra lini s ataque, e para Ihe in-
culir receio a respeito da cidade em que eslava lan
cada a pon'le por onde pedera relirar-se.
u O general Salles com o primeiro corpo. refor-
cado por urna brigada piemonteza que me offereceu
o general de La Marmora devia alacar a cidade pela
esquerda, no centro os inglezes assallariam u grande
Radenle ; finalmente, em a nossa dVeu o general
Bosquet atacarla Malakolfe o pequeo Radenle da
baha daQuareowoa, basliSo numero 2 etN Kussos,
os pontos salieates do recinto de K irabelnaia.
ir Tomaram ao as seguules dsposicejes para cada
um desles alaqcMt. Na e;querda a divisle do gene-
ral Levaillanl, eomposta do 'segundo regiment do
primeiro corpo ; da brigada- Couslon, nono bata-
lliSo de rajadores a p commandante Rogie, 21 de
linha lenente-corouel Villerel, Vi ile linha (enent-
coronel de Mallel, d brigada Trocha, 16 de linha
lente coronel Le Banneor, 81 de linlia coronel
Lallewod ; era encarregada do ataque ao baluarte
central o seos revelins e eslava postada as paralel-
las mais avanzadas. Na sua direila a divisSo do
generl d'Aulcinarre, brigada Nial, 5' balalhio de
caradores a p commandante Garuier, 19 de linha
coronel (iuignard, 26 de linha coronel de Sordiers ;
brigada Brelon, 39 de linha coronel Comiguan, 7
de linha coronel Ijuyot de Lesparl ; devia seguir os
passoa da divisio Levaillanl e lomar a garganta do
baluarte da bandeira e das baleras all erectas. A
brigada piemonleza do general Cialdioi, ad-
ela a divisan da Aatemarre, atacara o flanco direi-,
lo do mesmo nabjaMa. Finalmente a divisao do ge
neral Bouat.WpP corpo, general Lefore, 10' d
caradores a p commandante Guiomard,t8 de linha
corouel Donlin, 97 de linha coronel Grenier; 2" bri-
gada, general de la Roquetle, 14 de linha coronel
Negrier, 53 de linha coronel Broulta, e a divisAo
Pal, ;ja do 1* corpo, brigaleiru Bourel, 6' balalhSo
de caladores a p commandanle Fervier de la Pre-
volais, 28 de linha coronel Larliguez, 98 de linha
coronel Conseil Dumesnil ; Bazaine 1' regiment da
legiao eslrnngeira, lente coronel Marlenot de Cor-
doue, 2' regiment da mesma coronel Chabrers,
serviam como reserva diviso Levaillanl; no en-
tanto, para eslar preparado a todas as eventualida-
des nesle lado en linha man lado vir de Kamiesch
e posto as ordens do general do Salles os regiment*
30 c :] de linha, qae foram calinea ln- na extrema
esquerda, e asseguravam, a poste das nossas linhas
por essa parle.
Sobre Karabelnaia, cornija disse o nosso ata-
que teria lugar por tres punios ; na esquerda con-
tra MalakolTeseus reductos, na direila contra o pe-
queo Hdente da baha da Querenagem, e no cen-
tro sobre a cortina que liga estas duas forlilicaces;
as de Malakoff eram decididamente o mais impor-
tante poni do recinto, a soa tomada naturalmente
condusiria successiva queda das defezas da praca:
e ajunlei as Iropas qbe eslavam ja s ordens do ge-
neraljtosquet loda a infantaria da guarda imperial.
o O ataque pelaesqaerda sobre Malakoff foi con-
fiado ao general Alac-Mahon 1 divisSo 2' corpo);
Ia brigada coronel Decaen, I* de zuavos coronal
Cotillean. 7' de linha coronel Decaen; 2 bri-
gada, genenal Vincy, 1 hatalhao de cacadores a pe,
cominandante ftjmbrier. '!) de linha coronel Orcan-
ne, 27 de liiihancoronel Adam ; linha de reserva a
brigadn Wimpfen, :l-de zna.vos coronel Polha, 50
de linha lenele coronel Nicols, e cacadores de Ar-
gel coronel Rose, da divisao Camou, e dous bata-
llies ilnf r>*vw da guarda Jaoniu.
O ataqv -
P'
que o inimigo deu parle de oesle u ao bairro de
haraielnaia; so foi impossivel exnulsa-lo do Iftlu-
arle Korniloff (Malakou*). *
Qs inimigos s enconlraram em Sebaslopol rui-
nas ensangaenladas. K*
O czar dirigi ao seu excrcilo a segurle ordem do
da, para communicar-lhe o occorrido em Sebas-
topol.
A defensa de Sebaslopol que se prolongou por
lamo lempo, e que lalvez nSo tenha exemplo nos
annaes mililares, allrahio a allencSo nao s da Rus-
ai a mas de toda a Europa. Logo desde o seu corne-
jo os seus defensores se pozeram ao par dos hroes
que maior huiro deran, nossa palria.
a No espejo de 11 mezes, a guaiuijo de Sebasto-
pol dispulon a um inimigo poderoso cada palmo do
territorio da palria que clrcumda a cidade, e lodas
.s suas empiezas se dislinguom por feilos do mais
hrilbanle valor. O pertinaz bombardeamento que
quatro vezes se renovoo e cuja fogo, com razSo, se
chamou infernal, abalou as murallias das nossas
forlilicajOes, m.s nao conseguio affrouxar o zelo e a
perliniicm dos seas defensores.
C.rabaleram o inimigo.oa morruram com indo-
roila coragem.com urna abnegajSo digna de soldados
ae Lhrlslo, sem Ibes vir ao pensamenlo o rende-
rem-se.
' Lamentando a perda de linios guerreiros gene-
rosos que offereceram a sua vida'em holocausto a
a'f''1- ""ando-me com venerajao aos juizos do
lodo Poderoso, aoqual nao aprouvo corar os seus
feilos coin fortunoso exilu, julgo do mea sagrado
dever manifestar nesta conianctora, em meu nome
e no de loda aRas.ia, valente guarnicSo de Scbas-
opol. o oais vivoreconheclmcuto pelus seus Iraba-
lhos infallgaveis. pelo sangae qae derramou, ua de-
rensa que durou quasi um anuo, dessas fortificarnos
que levantara em alguna dias.
i Ha, porm, cousas impossiveis mesmo para os
hroes. No da 8 desle mez, depois de repelados
seis assallos desesperados, o inimigo conseguio asse-
nhorear-se doi importante baluarte de. KornilolT, e o
general em chefe do exercilo da Crimea, quereudo
poupar o sangue precioso dos seos comti.ml.eiios,
que, neslas circuroslancias, seria derramado inalil-
ment?, resolveu passar para o lado do norte da for-
taleza, abandonando ao inimigo um moulao de rui-
nas cnsatiguentaJas.
Estes hroes a loda a prova. objeclo da eslima
geral dos seus cantaradas, oOereceram do cerlo, en-
irandu agora as lucirs do exercilo, novos exem-
plos das mesmas virtudes guerreiras. Con. elles c
come elles. lodas as nossas Iropas, inspiradas pela
mesma fe implcita na Providencia, pelo mesmo r-
deme amor por rairn pela palria, conliuuam com-
balondo por loda i parle com esforjado valor os
mimaos que (ocam na nossa arca sania, na honra e
nlegridade lerritorial da palria, e o nome de Se-
bastopol que adquiri urna gloria nimnrlal com
lanos solTrimeiilos, e os nomes dos teas defensores
viverao eternamente no corajao de lodos os Rnssoa,
com os uomes dos hroes que se immorlalisaram nos
campos de Pullawa e de Bpcodino.
a S. Pelersburgo 11 de Alembro de 18M.
Alexanire. a
Laconi
reserva a bri-
Gucriu e 96
iidante Feru-s^i
.._ TOliel Javai^-a-
ral Bisson, 10 delinha commandante
de linha eornelde Taxis; (endo na
gada deMaroHe l de linha coronel _
de linha corortxMalherl)e |la divisao de Autemarre,
e o halalh.lo de cajauores a p das guardas, com-
mandante GeriMlier de Lucniere. Finalmente o
general de la Motlerooge (brigada do general llour-
baki, 4- de cajadores a p commandanle Clinchanl,
86 de linha coronel de Bcrlhier, 100 de linha coro-
nel Mathieu ; 2 brigada coronel Picard, 91 de li-
nha o mesmo coronel, 49 de linha corouel Ker-
guern) commandava o ataque sobre o cenlro pela
cortina; lendo em reserva os atiradores'(coronis
Montera e Dorray) e os granadeiros da guarda (co-
ronis Blanchard.e Dallen) sob as ordens immedia,
las do general da divisSo da guarda imperial, Mel-
linel, qae linha comsigo os generaes de brigada
Pontev e de Failly.
Para a colloeajho deslas Iropas os nossos entrin-
cheiramenlos linham sido desembarajados em Ires
parles, cada urna deltas capaz de comer no reparli-
mento da frente quasi lodas as divisoes do ataque, e
as reservas ficaram bem collucadas no velho enlrin-
cheirameulo, bem adaptado para prolege-las, como
lambem nos barrancos d Karabelitaia e da bahia da
Querenagem. Era essencjal, para melhor lludjr o
inimigo, que a concemrajSo deslas (roptsse mant-
vesse secreta ; por Isso, lodas as linhas de commu-
nicajo, que conduzem as nossas prajas d'armas
av.in._-1 tas foram cuid-idosameule abandonadas, e
onde qoer que havia prnbabilidade do ser vista a
Iropa, os parapeitos allearam-se.
Tanto para o ilaque da direila como da es-
querda escolheram-se deslacamenlos de arlifices
engenlieiros e dt arlilheiros, munidos de ferra-
menlas, para preeederem as testas das columnas.
Os sapadorea com o auxilio da guarda avanjada de
cada ataque iam preparados a tancar ponle, do que
lem aprendido a rnonobra, cujos maleriaes eslavam
de preveorao postos na primeira linha. Os srven-
les das pejas eslavam prvidos de todos os ob-
jeclos necessarios, ou para encravar, conforme o
requeresse o caso, ou para vollar contra o inimi-
go a arlilharia. Alera disso, nos primeiros balalhOes
do cada corpo de ataque cerlo numero de homens
a prevenido de ferramenlas curias para abrir passa-
gem para o eiilulho de fosaos, em summa para todo
e qualquer Irabalho importante ou urgente que del-
les se exigisse.
Demais, as reservas das baleras de campanha
eslavam promptas a marchar e tomar parle ua acjSo.
No alaque da esqaerda urna balera devia poslar-se
junto ao recinto, mais duas da primeira divisao es-
lariam junt ao sino de rebate, e quarla balera
na extrema esquerda do lazareto. Uma_ reserva de
21 pejas de campanha seria collocada do seguale
modo : 12 na velhii balera Laocasler, 12 no redue-
lo Viclora : irab.lltadores mandados a estes sitios
preparavam os caninhos para essa arlilharia.
Para occorrer loda a eventualdade, a pri-
meira brigada-daJitsao de Aurelle tomn posijao
alim de com o auxilio daqueilas hateras e reductos
repellir qualquer Isntaliva do inimigo sobre os cpn-
Iraforles de Inkermann.
o as nossas linhas o general Herlnllon leve or-
dem de naroecer as posijSes sobre o Tchernaia cora
a sua infanlaria. que a cavaflaria livesse os cavallos
a mao, e a arlilharia se nchasse prompla na hora fi-
lada para o ataqo. Onlenei larabeni qno se Ihe
reunisse a brigada de eouraceiros do general de For-
tn. O general dn I.a Marmora foi informado des-
las dispusjdes.
a Quanlo ao general de Allonvle linha relirado
durante a npile de 7 para 8 do valle de Badar,
alim do nssumir um ventajoso ponto de concentra-
j3o, junio a ponle de Kreutzcu, no naso qne o ex-
ercilo auxiliador nos ameajasse pela parle exlerna.
". O general Simpson e eu IHaanos a hora do
meio da para o asiallo porque offerecia mullas van-
lagens ; rornecia-nos a favoravel probahilidade do
colhermos de sobnsallo o inimigo, e no caso qde
o exercilo russo ce auxilio fizesse urna tentativa
desesperada para sicorrer a praja, Ihe seria impos-
sivel razer om movimento vigoroso conlra as nos-
sas linh ,s i ules de escarecer a noite ; qualquer que
rosse o resulldo i o nso alque, lindamos al o
dh seguinle para rellecllr.
Na manhfla do dia 8 a arlilharia no nosso ata-
que da esquerda, quo desde a alvorada do dia 3 sus-
tentara umjog violento, contiuuoo a opprimiro
inimigo com pcojeclis ; no alaque da direila as nos-
-as li.itenas lambem msuliveram um pesado fogo.i
cuidadosamente canliniiandn o plano adoptado das
antes com a mir da proximilade de lomar-se a
praja.
Pollas 8 hor is) es no sos engenheiros fizeram a
expiosao de duas Minas do 100 kilogrammas de pl-
vora cada urna, e de Ires fornos com 1:300 kilogram-
raav de plvora para farerem voar as galeras Infe-
riores dos mineiros ru dexaram as trinebeiras, tambor hlenle e ao loque
do cmelas o passo do carga ; ao grito de viva o im-
perador, militares do vezes repetido em loda a ax-
tensao da linha, os noisos valcntes sol lados arroja-
ra ni-so conlra as defezas do inimigo. Foi um mo-
mento solemne. A I. brigada da divisan Mac-Mahon
com o 1. de zuavos na frente, seguida pelo 7. de li-
nha tend na sua esquerda o i. de cajadores arre-
metieran! face esquerda c saliente de Malakoff: a
largara e profundidade do fosso, a aliara da escarpa
tornaram muito difiicil a nossa genle a escalada; mas
por fim alcanjarain o parapeiln guarnecido pelos
Kussos, que all licaram morios lendo peleado com
pedras, com picaretas, ccom ludo que poderam ha-
ver a m3o. Seguio-se urna lula corpo a corpo, um
dos mais irritantes conflictos em que s a intrepidez
de nossos solijados e de seus cheles Ihe podiam dar
-uperinii la I.-. Sallaran) de pancada denlro da
fortificaran, repelliram os Kussos quo ontinuavam
a resistir, e pouros minutos depois a bandeira da
Franca eslava hasteada em Malakolf, para nunca
mais ser derrabada.
a Na di: rita e no centro, com o mesmo animo
que venca lodos os obslacolos e fazia ceder o ini-
migo, as divisoes Dnlac e de la Molironse com
seus chafes frente, tomaram posse do pequeo re-
dente de Onerenagein e da cortina, avanjando al o
segundo recinto. Por toda a parle eslavamos. senho-
res das forlificKjOes atacadas. Mas este primeiro
triumpho, bullanle como era, esleve a poni de cus-
lar-nos caro ; o general Bosquel, ferido no lado d-
reilo pela expiosao de urna bomba, Coi conslrangi-
do a deixar o campo de balalha. Conliei o comman-
do ao general Dulac, que foi perfeilamenle secun-
dado pelo general Dinier, principal ofttcial do esla-
do maior dojegnndo corpo.
Os engmieros que linham marchado com as
columnas do assallolrabalhavam j entoldando fos-
sos, abrindo passageos, laucando pontos ; a segun-
da brigada do general .Mac-Mahon avanjou rpida-
mente a reforja-|os em Malakoff. Dei o signal com-
binado com o general Simpson para o ataque con-
tra o grande Radenle, e logo d'ahi a pouco para o
alaque cidade.
a Os Inglezes linham vaneado 20o metros debai-
xo de um terrivel fogo de melralha, esle esparo foi
alulhado de morios ; e com ludo, as suas perdas nao
impeilirain o progresso da sua columna de alaque,
que chegou directamente forliGcajSo principal;
sallaran! a (rinchera, que lem quasi ires metros de
fundo, e a despeilo de todos os esforjos do Russos
escalaram a escarpa e galgaram a saliencia do Ra-
denle. Knl.ao ao cabo de urna lula, que cuslou cara
aos Russos, os Inglezes sii acharnm dianle de si um
vaslo espaju, varejado pelas hallas do inimigo, que
se manlinlti amigado atraz das barricadas (lisiantes ;
os que sohrevinliam apenas haslavan a suppnr o
lugar dos que licavam fura de combate. S depois
de lerem sustentado esla desigual conlenda perlo de
hora*, os Inglezes resolveram evacuar o Raden-
quo praticaram com ama lal eipressSo de |fir
i, que o inimigo nao se aventuren avanjar con-
cites. ,
Na esquerda, ao signal convencionado, as co-
lumnas da divisSo Le Vaillant, commandadas pelos
generaes Conslou e Trochu. abaixando-se avanjs-
raro ao baluarte central pelo lado esqaerda e ao re-
velln da esquerda. Apezar da um cnuveiro de bal-
las e bombas, e de urna lula encarnijada, o valor e
energa deslas corajosas tropas triumpharam lego da
resistencia do inimigo, e nlo obstante as difficulda-
des accunuladas umasas oulras, entraran) as duas
forlificaees, mas o inimigo reliraudo-se para suc-
cessivas barricadas permauecia firme ; um fogo mor-
tfero despedia-sc de lodas as alturas, desmascara-
vam-se pejas de arlilharia a cada momento, e as pe-
cas de campanha' (razidas de varios nonios descarre-
gavam melralha e rareavam as nossas fileiras. Os
generaes Couslou e Trochu, entSo ferido-, liveram
de largar seus commandos ; os generaes Rivel e Bre-
lon foram morios ; novo ataque feifo por numerosas
tropas russas conslrangeram as nossas a abandonar as
fortificajdes que haviam lomado e a vollar ao seu
poslo avanjado.
a As noas baleras nesta parte do alaque, hbil-
mente dirigidas pelo general Lchiruf, a quem o con-
lra al mira ule DeGnumels, como de ordinario, pres-
lou soacordeal e intelligenle coadjuvajSo, raudaram
a dirercan do seu fogo e forjaram o ini nigo a abri-
gar-so delraz dos parapeitos. O general de Salles,
precedendo a divisSo d'Aulemarre, preparava no
enlanlo um segundo a formidavel alaque ; mas, nos
j eslavamos na segunda posijao deVIalakofi e er.le-
nei llie que reslriugisse as soas operajes.
n Todava a posse daquella forlificajSo era enr-
gicamente disputada. Por meio das balera* do
Maisonlj Crox, as urt.ilherias dos vapores, as pejai
de campanha colloca/las em pontos favoraveis, e at
baleras au norte da estrpda,^nnimigo, nos inunda-
va com melralha e projaelis de toda a casia, e de-
v?i>" as nossas fileirasT 0 pasol da balera russa
-stassW'.'e'f.'."5"'1''^iStnoaias lr-aas pela_,.. .,.
de len
I- duas li
': %?.
le (Tell
' caiisuu o
parecimenl)
-mriaes snpeiioresT
ou fendos: os genefaes SI. Pole de Marolles
morreram glonosamenle, e os generaes Mellinel, de
l ofllercs, e Bourbaki foram feridos testa das suat
tropas.
Por Ires vezes as divisoes Dulac e Mollerouge
se apoderaram do Radenle e da cortina, e Ires vezen
lorarn obrigarlas a reliraranle um horrivel fogodt
artiibena, e as manes cnmpaclai que se Ibes oppa-
nham; al que a duas baleras de reserva da bate-
ra Lancasler atravessaram as Irinchoras, e toman-
do valorosamenle ama posijao a meio liro, conse-
guiram recuar o inimigo e os vapores. Parle daquei-
las duas divisoes sustentadas na sua heroica lid. pe-
ofiiciaes inferiores e soldados morios, 4:2>9 feridos,
e 1:4O0 extraviados ; lolal 7:551 horneas.
a Como ohservarei, senhor narechal, lerei de
mencionar a V. Exc. numes; sera'objeclo de um
relatorio especial. ?
a As esquadras dos almirantes Lyons e Braat de-
viam tomar posijao a' entrada dos portes de Sebas-
topol, e fazer ao inimigo urna pudorosa diverso.
Pirm o forle venlu dn nordeste, que ha mu vio-
lento neslas coalas, varria o mir com furia, e nlo
divia que pensar em delar ferro.
Comlu ln, as canhoueiras inglezas e francazas
fizeram fogo csminuito resultado sobra o-ancoradou
r>, a cidade e os diiTereutes fortes martimos. Come;
de coslume a brigada dusombar :ada rivalisou com
a arlilharia de Ierra, e dislinguio-se pela energa de
seu fogo, e certeza de suas pontanas.
a O exercilo inglez porlou-se com a sua cosluma-
di intrepidez. Prepaiava-*e para segando ataque,
que sem duvida vencera os inesperados obstculos
q je enconlrou no primeiro ; poim, a tomada for-
mal de MalakoCC tornou dosnecessaria essa rcpelijSo
do assallo.
A brigada sarda do general Cialdini, que o ge-
neral de la Marmora obsequiosamente pz a' minha
disposijSu para reforjar o I." corpo de exercito.sup-
portou o terrivel fogo, que cruzva as nossas trin-
ciieira-, com a firmeza de Iropas veteranas. Os Pie-
moniezes ardiain em fervor de experimentar snas
baionelas contra o inimigo. mas' nSo leudo lugar o
ataque no bastiSo da baudeira, uto Coi possivel sa-
1 sfazer os desejos daquelles valenles sol lados.
n Sr. marechal, os nossos feri.lae, e tambem os do
inimigo foram soccorridos. como de ordinario, com
lodo o cuidado ; devemos a salvajao de muilos a'
excellenle organisajaodo nosso servijo de liospilaes.
e a" pessoal dedicaran das empreados nos meamos.
NAo posso concluir este offhu sem mencionar o
quanto sou devedor, nesta occasiao como em oulras
muilas, ao major-general llugli Rose, e ao lenle
coronel George F'oley. commissarios de S.M. Brilan-
nir.i no quartel general do exeicito francez, pelos
seusservijos as numerosas communieajOes que me
los misler mauler durante a aojan com o general
Simpson, commandanle inglez em chefe.
a Acceilai, ele.Pelissier, marechal, comm.au-
danle em chefe.
Pasa que os leiloret fajam ama idea aproximada
do terrivel assallo do da 8 do lassa lo a da. perda
.de vidas a quu elle dan lugar. Iraoscreveremos aqui
do Jornal do Commrcio de Lisboa urna correspon-
dencia particular publicada pelo Journal des Debate
acerca dos cmbales parciaes em frente de Sebaslo-
pol, particularmente do pequeo Radenle da Que-
renagem :
a Foi ahi, diz a correspondencia, que o combate
soleve mais encarnijado, que Iremos as Ires quarla
parles das nossas perdas de generaes e soldados. E
ao pequeo Radenle, tn-lavia faltava-lhe o sea ma-
terial protector que era Malakou", mas lioba ainda
para o defendern) as baleras Negras, a balera do
pon,I da Querenagem, e particularmente urna ba-
lera collocada no cenlro da cortina, e que fez borri-
veis estragos oas fileiras dos nossos soldados.
a Os nossos soldados arrojarain-se ao Radenle
com o mesmo impeto com que .inliam assaltado Ma-
lakoff.
a O fogo com que loram nicebidos, saldado de
quatro pantos ao mesmo lempo, era terrivel: a me-
lralha varria as fileiras. sem todava obstar mar-
cha das columnas. Chegados ao p da obra, aeda-
ram-se em frente de um talud quasi a pique, que s
pudia ser galgado de frente por|meio de grandes es-
cadas, em quanto ootros se aproveitavam do declive
do terreno para enrrerem pela esquerda, ao cami-
ndo du Radenle.
a Por este lado o basliSe ds cortina batia os as-
sallanles. O general Marolles ia lesla dos seus gra-
nadeiros, e cabio na frente delles : o seo cadver
s a noile foi encontrado entre um raonle de oulros.
O 15 de lida, cujos soldados quasi todos galachos,
era a primeira vez que entravam em fogo, maredou
com urna lirmesa propria de s illa Jos velhos.
Entraran) afinado Radenle.
Ahi comeeou oflFeucarni jado combate de fozi-
laria : os Russos deixavam aproximar os nossos po-
bres soldados a queima roupa, os Kussos eslavam
abrigados com travezes que li iham preparado para
esse fim, e pelo fogo da tima lialeria que os cobria.
Ao mesmo lempo cabio uina chuvade bombas e
da granadas no meio dos nossos. Foi misler retirar:
o inimigorelomou a offensiva eo pequeo Radenle
Coi abandonado.
Na Cortina o general Bourbaki nao leve maior
fortuna. Ficou contuso com urna baila no meio do
pelo, o que fazia com que escarrasso sangue; no
Radenle o general Saint Pol cabio ferido poruea
baila que Ihe atravessou o corajao.
Quasi ao mesmo lempo o general Ponlevs, ja'
ferido por um biscainho que ihe fracturara o hom
bro, recebe urna baila que Ihe fractura a columna
vertebral. Os generaes Bisson e Coaston caliera, e o
proprio general Bosquel, postado na 6." parallela, a
200 metros da cortina, he feidn n'uma espadan. O
general Mellinel he ferido gravemente na Cace eoin
um estilhajo de pedra.
A' vsla de lautos generaes feridos ou morios,
os soldados tnrnanPM loucos de raiva e enlram no
Rodante. Porm esle acto de herosmo Coi ahida
baldado : era iaspossivel suslantarem-se uj) obra.
a O general Pelissier procurara alliviar a p isic.lo
i'as a rvallo, do commaa'do de Sootv, vierau
^aatlf"r-Q-....."r'"'- -1"
tas ;
orlo na
mdo ara
is- aiagaranfqHa-'
jgaram as incendios.
1 m-se bem na primei-
saq'ucaram cousa algo1
Foi decididamente
13o pouco lampo dei
Senhores desla poc.
te hombearam as dru
obra destruidora que
animo causou aoa .if
plelameule a cidade,
vam resolvidos a disp
a Pela nossa parle i
os nossos projectis s a
savel ; foram os Rasso-
diaram a cidade a li/.-'r.
os dias se descobrem al
* cerlos pontos da cidad
as exploses eram freqoi
ram victimas deltas. Qi
mesmo Cugindo a correr
e conlaram-me que um c<
occasilo em que se abai
morrSo. Os nossos bombe
si lodos o pontos suspeitc
Os nosso toldados pos i
ra hora daoecupajSo: na
ma, e s lizeram fogo sotfro os soldados fugitivos;
le sorte que as mullierea,yas creanjas, a genle inof-
fensiva retirou sem spflrer incommodo algurn. De-
pois disseminarain-c-e pela cidade, invadirara.-,-
sas e ludo quanlo nellas enconlraram, trouxeram-no
para a ra e invenlariaram.no, O primeiro encon-
tr que Uve na cidade foi qde um soldado que ia
ajoujado com um grande leito de acaj que levava
para a fogueira do bivac.
Relafei-vos quasi ludo o qoe Coi possivel ver
n'um gyro lao rpido como o que liz, seriam neces-
-arios Ires dias pelo menos paca tudo >er
tanciadamenle. O especio de Sebastopol
o corajao, por loda parle nSo se veem sena
trojas, paredes denegridas, oa-as ou esaa^S^H
esburacadas ; as ruaseslao atuIhadasV
movis Coitos em pedajes n cobertes i
ha a pessoa que se encentra, nao so
ique denuncie qae ha all urna cidade da gp
reina um silencio lgubre e sepulcral.
a A praja est oecupada apenas por ama brigada,
toas_as Iropas eslSo no campo, fra da cidade, a qae
me pareaeTridicar novas operajes para muito I
ve. Os Russos eslao encerrados no forle (
(anlino; o \>o campo, que pule observar cora am
aculo, levaui, tyior delraz da eidadella de Sever
naja. ^
o Diz-aa qpe as nossas ^ui?fl~~|MMaf
70,0\l homens. a's ordens do ajen' -^^H
passar o Tchernaia e atacar o inin.igo pela
guarda. As no*sas esquadras ronservain-se I
em frerjle do porlo de Quarenlena, p logo que
Irada do grande porto esleja desobstruida, a:
oenlao se os Kussos ainda nao liverem aband
o lado do norte, at esquadras balero o Corle
lanlino por um lado, e perseguidos os Ren
oulro, denjro em pouco essa re
dir' em nosso poder.
a Para tornar mais completos estes
accrescenlarei que visilei as baleras rus
iniravelmcnle construidas, e pt^^^F
de defensa. N'uma deltas eneonlreipfl
geometra esrriplos em rasio, alguns livros, tato
osado, um pilan, um pouco de cal, ara capsee
russ.o com urna vela de. tebo era lagar- de peai
rho, naluralineiile isto foi brincadeira de alguns de
nossos. TI
ii As nossas baleras pelo contrario estao apenas
protegidas por um delgado reveslimenlo de saeft
de Ierra os Russas o3o saban) isto. pirque Caziam
descrever urna curva aos seus projectis, de modo
que passassera alm das nossas baleras, emqua
que se aspontarias Cossem direilas, nove trese
dez li iveriam poslo a descoberto as naasas bateras.
as linhas da direila, qoe nio pode visits^^^H
Me qe.e as nossas bateras eslo contlruidatltjiu mais
solidez.
Antes de abandonar Sebaslopol, o general Gnrls-
chakoff pedir para levar as seus feridos. O geae
ral Pelissier recusou por dumauidade. Com eWI
nao podis imaginar em qae oslado se acliavam
Cerillos rasaos, eslavam amonloados ana sobral
oulros, to pedas casas, na ra, expos'los ao inee
dio e a's exploses das mina, apenas com ajHM
Iratamenlo o mal Ceilo. cbalas de sangaafi
asphyxiados con o cheiro que i
res dos seus enmaradas que es)
Quando procuravara Cugir no i
cava e iam em busca ,de ar
aps si um raslo de sangue,
verificar em diMerentes pentd
los pela liemorrhagia. fi3o |
ro dos Ceridos que se ncoutriP
lancias, se os deixassem retirar, mettrri
Ir estes homens sSos, que lanjariam faga
mas minas, e teriam causado grandes dan
no'ssas tropas, o
Os alliados acharam em Malakoff e na
eidade abandonada pelos Russos, 4,000
fogo, 50,000 bailas, alguns projectis
melralha, muila plvora. 500 anearan
quaes em boni eslado, 25,001) kilogramr
bre, 2 machinas a vapor da forja de 30 caval
urna qaanlidade consideravel de niastros car
para pavezes.
A noticia da entratttlo* alliados ni
-""to "

1

I
dional de Se'
em loda i F
f" "Kr*"i
t-_m-rj-.
tas tropas da guarda, que nesta occatiSo se cobna,u
de gloria, eslabeceram-se ao longo da esquerda df
corlina, donde n3o pode o inimigo desaloja-las.
Durante estes renovados combales na direila (
no cenlro, os Rotsos redrobravam seus esforjos para
recuperar Malakofi. Esle Corte, que he urna espe-
cie de eidadella de laipa, com 350 metros de compri-
mento e 150 de largo, cora urna eminencia qun
domina lodo o interior do suburbio de Karabolnai
e esta apenas distante 1200 metros do porto meridio-
nal, e nao soameajao nico ancoradouro que res-
lava aos navios da esquadra, como tambem a unicn
reinada que licava aos Russos, itlo he, a ponle que
elles linham lanjado de urna a oulra margen,.
os dous esercilos, os Russos constantemente renova-
ram as suas tentativas: porm, o general Mac-Ma-
hon recebeu successivaraento para resistir a esle
mcessanles ataques, a brigada Vinoy desla divisSo.
os zuavos da guarda.em toda a parle lizeram Creuln
ao inimigo que Coi sempre repellido.
a Nao nlislanle isso, os Rosios prelenderam Cazar
ura verdadriro e desesperado ataque. Formados em
columnas compactas, Ires vetea assallaram a gargan--
la da rorlificajSo-t e foram conslrangidos a retirar-so
com immensa perda perante a firmeza das nossai
tropas.
Depois desla ultima peleja que terminou t .5
horas da larde, o inimigo pareceu resolvido a aban-
donar a sua tentativa, e somente as suas bateras
conlinueratn al noile a disparar projeclis, que na.>
nos Caziam grande damno. Os deslacamenlos dos
engenheiros a arlilheiros, qae durante o combate
pelejaram valorosamenle, e activamente se emprega-
ram no seu especial servijo, marcharam juntos par]
a Corlificacflo sob a direejao de seas offlciaes, a Um
deCazercm as obras que requera o eslado interior d.i
Corte.
n Conforme as minhas ordens, o generaes Thor,
e Niel cncarregaram os generaes Beuret eProssard,
coramandanta aa arlilharia e dos engenheiros do se-
gundo corpo de exercilo, de tomarem as necetsaiiis
medidas pan nos consolidarmos na cortina era nosso
poder, bem como para uos habilitar, sendo necosta-
rio, a resistir mu alaque uocluruo do inimigo. e
eslarmos na. posijao de Ihe Cazer evacuar na manha
sagaiuto o pequeo Rdenle da bahia da Quarenle-
na, a Casa da Cruz, e lodo aquello lado das suas de-
fezas.
o Eslasflfcviilenciastornaram-sedesnecessarat.O
inimigo descorojoado de retomar Malakoff, adoplou
urna resolujao definitiva, evacuou a cidade. Pela
larda eu suspeiiei de qoe assim aeonleceria ; observt i
que tongas fileirasde Iropat e bagugens alravessavaiu
a ponle para o lado do noria ; depois atearam se in-
cendios em todass parles, e enlSo as duvidas ditsi-
param-se. Pedera lalvez ler marchado avante.lenw
a ponle. caviar a retirada do inimigo ; porm, Ca-
zendo os s.lia.lns voar as suas Corlincajes c paiei,
bem como edificios, estas exploses nos destruiran
parcialmcnlo. e impossibililariam realizar aquella
Idea, fcsperamos em posijes al que dcsponlasse
o da sobre esla sceua de devaslajSo.
n Quando o sol nasceu tlluminou a obra de dei-
IruijSo, que era muito maior do que nos pensava-
mos. Osreslanles vasas de guerra russos linham si-
do abysinados no porto, a ponle eslava retirada, t
ficaram alguns vapores a loda a pressa rccolhendo
fugitivos mais alrazados, e alguns Canalicos russos
que ainda andnvam oceupadot em por fogo cidi-
de. Brevemente foram estes poneos homens e os
vapores compelimos a retirarem-se.ns buscar refugio
as callielasdo norte do porlo. Sebaslopol lie nossa.
Assim terminan esto memoravel cerco, durante
o qual o exercilo auxiliar russo foi duusvezes der-
rotado em campo aherlo, e os seus meios de defeza e
de ataque linham assumido proporjs colossacs. O
exercilo ajilante em dillerenlescoinraellimeiilos leve
quasi 800 peras cm balera, que lizeram mais, dn
1,600,000 tiros; e os nossos approcbet ravaram uo
espaco de :U6 uias no Irncdeiras aberlas n'um ter-
reno pedregoso com am desenvolvimenlo de mais i'e
6 kilomelros (20 leguas inglezas;, Irabalhos feil js
tlebaixoilo consfaute fogo da praja, e em continuos
combales de da e de noile.
a O dia 8 de sclembro.em que os adiados levaram
A poste de Malaboff devia ser resollado da ac- vantag.m sobre um exercilo quasi igual em num,;-
ro, nao cercado complelameulz, entriuclieirado em
Cormidavcis deCezas, munido de mais de 1:100 pejas
de arlilharia, protegido pelas da esquadra, o ai ba-
leras do norte ainda de potse de enormes recursos,
durar como um exemplo do que pude esperar-st
de am valente exercilo discipliuado, e aCeito a's du-
rezas da guerra.
o Ai nona perdas netle da tSo 5 generan mor-
tot, 4 Ceridos, e6 contusos ; 21 oCllciaes superior! s
morios, 20 Ceridos, 2 Callos ou extraviados; 116 oCf.-
eflo ; lodosos outros ataques llie eram subordinados;
e por isso combine) com o general Simpson que os
Inglezes nao avaiicariam sobre o Radenle im man.
njariam tobre o Radenle em qnan
toeunao lizesse signal de qoe eslavamos
de MalakolL Do riesmo modo o
"So avancari
signal.
senhores
general de Salle!
quanlo eu Ihe nao fizesse oulro,
o Pouco antes lo maje da todas as tropas esta-
i promplas noito*, indicados, e lodosos pre-
lindam leo eUetriados a naca. O generaj
acllava-se prorDplu, o general Bosquel no
cadejo onde se levanta a cortina, e logo comer ram
a conlra-baler a balera.
Em meaos de um quarlo de dora as duas bate -
rias foram esban laldadas : ou arlilheiros mostraran)
ama coragem e um sangue fro verdadeiramente ad-
miraveis : era humanamente impossivel suslenla-
rem-se na posijao que linham ido ocrupar. O com-
mandanle qde chegara havia qualro diag-a Crimea,
solfreu ampulajSo; 40 cavallos e nnaqainze homens
ficaram morios ou feridos e as carretas feitas em pe-
dajos. n
Os Francezes perderam 7,568 homens entre mor-
ios, feridos e extraviados, otilando se enlre elles 15
generaes (5 morios e 10 feridos 46 ofliciaes superio-
res (24 morios, 20 feridos e 2 extraviados) t 368
ofliciaes subalternos.
A perda do Inglezes Coi da 2,447 homens, con-
tndose entre elles 154 ollic.aes (29 mortot e 124
ferdos.O
A perda lotal dos alliados foi da 10,015 homens
enlre morios, Ceridos e extraviados.
Era Malakoff 1,500 Russos ficaram prisioneros.
O elado interior de Sebaslopol he deteripto nos se-
gunies termos pelo correspondente do Semaohorc
de MarieUle:
Cnnslanlinopla 17 de Selemhro.
Acabo de chegar de Sebastopol onde passei am
dia inlairo. Passo poreonsesuintea dar-vos alguns
esclarecmehlos na verdade incompletos, mas de
vista, sobre e>ta malfsdada cidade. Qae dorrivel es-
pectacalo I '
ti A minlia excursSo comeeou pelo cem lerio on-
de anda se pdem ver as ruinas de urna capaila
crivada de balas ; a por urna enorme brecha prali-
cada no basliSo Central enlrui em Sebtstopol.
a Urna grande rauralda fortificada -protege toda
esla parte da cidade.
Para alm desla muralha, acha-se uro bairro
compnslo de casinholas habitadas sem duvida por
Irabalhadores, carniceirns, sapaleiros, leudairos.etc.
Este bairro est construido n'um decliv* ; qaalro
ras vSo desembocar sobre urna plala-frfna, n'uma
pequea ponle que deve servir de passagajm, quando
as grandes chuvas iransformam eslas ruis em tor-
rentes.
Conlei nesle pequeo i'sparo 68 bombas que
nao haviam Cesto explosSo. Dalli diiigi-me roa e
ao arrabalde ( boulevard ) l'.a(harina : he ete o
bairro elegante da cidade ; todas as casas de um s
andar, sSo mu graciosamente construidas a cerca
das de formosos jardins. Hoje, porm, nao ha urna
s enjo exterior nSo esleja marcado pelos nossos pro-
jectis ; todas Coram complelameule saqueadas ; lo-
dos movis, amas, eomraodas, secretarias, etc., de
acaj, aedam-se na ra ; vi um numero considera-
vel de pianos, muilas gravaras, a maior parle licen-
ciosas, e, cousa notavel, ama grande proCutSo de
retratos do imperador Napoleai e da iraperatriz
Eugenia.
Todo este bairro forma um rMliilhcilro jus-
tamente defronledn Corle Cunlaiifnio ; n Iheatr
esl intaclo ; he um formoso edificio lodo caado de-,
branco : quando por ahi pa-sci, o scenario eslajia
todo arrimado parado etleror.
A igreja calharina, templo drico com um fron-
tSo dourado, pouco damno solfreu. Nesle bairro ralo
existe viva alma ; as ras eslflo desertas, as easas
completamente abandonadas ; o corajao conCrange-
se so perorrer esta solidSo.
a Toda a cidade apenas est povoada por 2,000
soldados francezes, que eslSo acampados as ras;
o general Bazaine, Horneado governador da praca,
habita urna linda casa crivada como as oulras por
duas on tres balas.
a A maior parte das casas lem om andar meio
soblerrado, onde se eslabeUciam as ofliciifas e at
lojas de venda. Desle bairro desce-te para os caes.
A' medida que nos approximamos do porlo, encon-
Iram-se mais barricadas. Os Russos lencionavara
deCender Sebaslopol palmo a palmo ; porque na
embocadura de cada ra lov.mla-sa um muro Ceilo
de grandes pedras betumadas,.com il >ut melros da
altura, por delraz do qual eslavam assestadas pejas
de pequeo calibre.
a O Irinsilopelo caes, qi.e ha espajoso lodo
arboritado, he j mais difiicil : os Russos oceupam
anda o forle Constantino q ia Ihe tica cm Irona; e
de Ires em Ires minutos an .-mossam urna baila ou
bombas sobre osgrupos do, p.sseanle curioaos qne
alli se aggloraeram :' assim vi cahr morlo a 10
panoa de distancia um inglez. Junio desle caet e
at s doras que ficam alm de Malakolf, vein-se
as ponas dos maslros da esquadra rassa submergi
da :.loda ella Coi incendiada e medida a pique, a
exrepelo de am pequeo barco a vapor que esl
varado jauto ao ponlal do porlo militar. He am
espectculo trslisfimo. Seiii difiicil dzer-vos com
qii.uils balas, bombas, cacos' de granadas, esliiha-
jos de bombas e projeclis de lodas as qualidades tro-
pec) a cada passo.
a Vamos os docas : as baleras de Malakofi arra-
saram-nascomplelameule; (ramconstruidas^ mag-
nifico granito, e urna obra realmente grandJIa.ape-
nas reslam dellas um monillo ilMBedras. Em redor
das doras havia tira bairro infaKr uquelle de que
vos ralles ucima : era ahi da cerlT que residan) os
operarios do arsenal e dos ealaleiros e ot invlidos :
hoje;he umalmataa informe de ruinas. Desrjava vi-
sitar Malakoff que Ihe tica sobrenceiro, mas nao li-
ve lempo ; s pude contem alar da longo na m-
jelos caalip .
Bretanh:. (#""* .
Londres. V'"1'.1!3,' CJ|,,Ue
laneamenlV Vy'a
nresenlacSeV"'0"1" Part
Na caria deV corr9Pni"laola de Haat^H
aeharto osleitV6* ^"'j-niaj-parlicol.iri.lade
lalivas aos racloV0"'',"' Z Sel)asloP'. S>*-
cialmente acerenY'-fad?. dai ,ro|>i,s /"-"'
u ansa salva
espita* Taa-
~ t upan
lajo era gn
parle optenlrC ''T ?*?' ^f" aCh""
uiqueosal|a;,|:,le"ham a""1 'lado incuaj-
.nica. o prineipi liirlsf)iakoiT ao
sem q
moda-las.
Segundo coran'
seu governo concentrar,
-se elles enlre Balarlava a o
Tcliernsa, lirailando-Seh" f"n'e ,l0 Tlto "fe-
dar reconhecimentos sobrc 3 nnco 1"erdo do ini-
migo. ni.
O czar partir de f,i pter-""'?o PJ" Odesta on-
de cdeg.ra sem nf"^ """ cidenlc. par
mais perto insper:"?'? f?"clos ", u.err*-
candlo grao d.'"* Con.lant.no naqaoll. eorfi
i--j- *n__, i se aclia msis qnp nanea antmad,
Toda a Rotsi
de ssnlimenlO'
! bellicos. Os
...,a,,:. preparaliv
naam em todo," "P""0 c",m *l/rdinaria ac
dade, lendo stJo "'t'mamenle ordenado um reer
(menlo geral.*]
TfOMMUNKADOS
O VAP. ^ MARQDE7. DE OLINDA.
Fserav.m.' m V"0 traosporladn de a' los velos, defame.; ;9f;5ic ^'^.^
des chegou emfint.%^ Xlf aoSS
nova era p,ra a prt,'^ ^^fBia
mercio do grupo de p-)T 7 Alagos al o Ceara. ^-^^
Ha ons poucos de annW omniaacad da urna
companhia foi '
/
is exatnes e va-
*rio ewa Idea
que
za la nova
lenlada pcV' 'ros nomes
respeitaveis desla praja, par "dabelecer a navega-
jflo cosleira a vapor enlre os i accessivei de lo-
das estas provincias. Depois!
ros requerimenlos ao govern
Coi abandonada pela pruden<
medirn) lodat as difliculd.ide
e tao gigantesca. V.
Entretanto o pensamenlo qo
blea geral a lei n. 632, prorao '
commrcio de cabolagem a va
prcza.lt>. O exemplo da Ba,
companhia para esse fim nSo^iodia
(ar uitia nobre emulajao nesta proviciaTq
mostrar pelos melhorainenlos d) ciftlisacao
ardor e beroisrao eom que te distingo
secuto XVII e da Independencia.S
a discrijao de ajgnnt nSo Ihes pennitu.
garem-se de empreza tao problemalca,
soas atsiit briosas, oa assin enthusiastas A nao',
vidarami assnmir toda a responsabilidad^on
dos os riscos, sacrliear-.e t.lve, para qne nu
ros i cBmpetencia das aspirajes ci^^^^
generosa idea nSo deitasse dn ser
Pe/nainbuco nao ficasse vencido.
Os Sr. Jorge Patcdell, Anloni
rim, l'retlerico Coulon, joio
niore Antonio Valenlira da
a si o privilegio da naveg;

asavem-
lai provincias o
.pndia i
organ
nio i
cia e suas limilropliea, o
companhia para
es.-a empreza ja
desidertum.
sua direejao el
cessoes do ga
que havia sido
magnifico va,
teiras j se
cora as sandu
Por nina fortuna prov
obtena
oraan
o primitivo, e e
as viagens coa-
ande bi receMdO
> enthtisusin
aaTaHBu que vem
b iui o portutlor da no-
V*tilif1j2r nos haluar-
janileirr-ailiaila, |1BJV.
nbiemas moscovilas. O
operar na miigeslnsa empre da civilisacao e
prosparidado desla provincia Coi o portador da no-
licia do lnumplio da can
les de Sebastopol, onde as
Iremulam .em logar dot eml
vapor Marque de Olinda KT^'^'dta
penaba da aUianja, Modo o mesag.ir d gVan le 4
tao taipiradu victbria dos alliados
nao'podiam de.arde
ser devidaraenle celebrados pelos cavalleiros que si
echara a -frente de lAo u.pciosa empreza.-.Vum
tunen quo leve lugar a bordo chegada do vapor,
bebeu-se a prosperidade da companhia Periiambu-
cana, ,i S. M. a Imperador do Brasil, s briosas na-*
joes ingleza a Craneeza, ao Marquez de Olinda, rujo
nome honrado por lodo o boin pernambucano carae-
lerisa o nosso vapor ; ao presi lente da provincia, a
direejao da companhia, ao tnompho dos exercilos
alliados, ele, ele.
O Marquez ce Olinda he, pois, como vimos um
expleodido vapor. Acompauhaai-ao os mais Celizes
agouros. Na sua volta do Rio comejara' as vagena a
que foi destinado. Os ventos Ihe tejara propietoa a
os mares bouaujuso... Taolaa e lao paras esperan-
ras, como as que se achain ligadas a e-sa empieza,
nao podem deixar de ser abeueoadas por Deo e aco-
rojoadas por lodos quaulosse honram com o nouie
brasileiro.
I
Liberal rr
ciaestaUltorno, mortos.224 ferido., Sailo, \".SS ETliaial^
Anda e faalmente o
nambucano u n. 884.
Disse no artigo anterior que se miabas oeeapi
joes mo permilllretB, oeopar-me-hia com a Iti
[UPnyTDRnn
tu inn



,n* l>< UbertH acim citado: pro-
curase! ewiarir ninha prnm
Achira o illusIrado escriplor que era deireiluoso o
meu moJo ile argumentar, quaudndo (acto do paga-
menl > .la imposto da* barrairai, un reclamncao por
parta dM o.ntribalnte*
reo pagj-
meftlo doa impustos lo harr-.i ibjeavn elle, beto
vonabro i.-omnii: impa-
l!Si '.Tfi"!?*? '" osse p-
^I^Pdade. Par
=
DIARIO DE PCRNAMBUCO SABIDO 27 DE OUTUBRO 01 I85S
lmenlo a w__
|uo i aja
lenle par'i^
tai at^P^P^PJ
gtr a l.
inmr,
Ha exacta !<
eilra la ou da ana
| carai hante, que re-
predai.io, ie ao clie-
pou paga, ou olo
Macar, o caminhante po-
ir indevidatiientc.raa o mu
P^pHtiaiai aigniflea muito.
r eiemplo, na Turqua uu em
Barraco- a o contemporneo para quali
Donen argumento mas rio Bra-
is e imprvnsa 9o librrima!, em
Pernambuco principalmente, und una tulla op-
paakioaUta redigida por uro campuso esforzado,
Bacule iermmeuli lodosos actoada tdministracjio,
trata da todu aaqaaaloei dn dia, ada.oga os inla-
i esse* do paro, a falla como llie parece omnibux re-
km i quibiifdam alliis. He inadmisai vel- que se ex-
'urqi umbaliileso solTrain silen-
"* o
silencioso, co-

i


>oasB povo moilo pouco
saos direitoi, ignoranle dos princi
ie regola a arreeadncSo e applj-
i; a ama tal suppu letiide, stgurainciile, da pupula-
iii-iU pelas nossas estrada, sabe que a
por fm eipecial a con-
** daa mesma* eliradas e pn-
te aernpplicadoa ronslruc-
N fosao exaclo que as estradas ja-
do, e os impoalns daa bar-
reiras fosaca desviados do sea flm, ere o conteni-
poranc oprio teria ficado
mo leu a presente '.'
Mo (ora preciso tambera ad-
estradas so jo frequcnta.las per
iiaislrici, por pessoas can ella inte-
^revelar suas fallas ao paiz, e nao
riptor oppoticionista, pelos seus
lambein sao agricultores, que
incnlenieiilo devein pausar
iieressariamenle haviam de
a opposii;lo mo leria dcixado
da sociedade fossem ussira
aqu traduz-se-pelo silencio
qoe cite reprsenla ; e onlo
!hur juizo, que muito bem con-
publico eslava aalisfeilb cun
w publicas, pondera inda o
:elaroos uma di.csssAo. Ma o
saba o qua he discutir
r-ludo quinto se Jiz por parle
us se ofltndjin Ali !
dia se achar na estacada,
^^Ntonr Pernaribu-
* rio di'iilierdade de
U*assOes.
Me avalio a situa-
redactor do orgAo de
o quo-ainda ha pouco
a que ma ofletecia u conlempo-
,l!*'if* lo-me a oceupar un pinto igual ao
urna ye col locado n;sse |>osio o
lavar-se a altura da siluaru, pro-
AAaWHa-la volar-te ao so u dever : o
i eonvicees, a nao as cen-
es interesses utJtndidos, que
V franca a lea; acerca das
inleresse vejo oue de va ser
taeto ergio oppoiicionista,
los os ouiroi desappare-
iprunsa qu, era Vez de advo-
e.lade de qno lie
ladea e
i inis-
; le liie diga
11 mys-
<)s interesaos
os que elle
eilo, ama'vez que
fe encontr a causa publi-
para fundamentar
geoheiros, qi e procedem
laareres 1 Essea n.lo ; por-
iio esci'iptvr) pelo
v-se bem que n !o ha por
qufiles (iiDccionarioi
oulro individu > ? Mas em
a iarefa doeteriptor op-
que an nao
com a estrada de Apipn-
trada geral a que communica duas ou majs provin-
cias entre ai, a aalisfaz a nlerasaes que nAo he da
urna so. Suasdespezas caliera sobre cofre da com-
monldade.
He estrada proviocial a qua na trapjpondo os H-
miles da provincia respectiva pana por diversos
municipios. II poder provincial, quer representado
no presideule, quer ua assembla proineial, he o
nico competente para decretar as despezas neces-
sarias para 'uioiislrucco.
He estrada muuicipt que ^n, por f|m mmente
a ul.l.dade de um mmiciplo. cujas raias nao exce-
de. >obre estas legislan as assemblas provinciaes
(salvo no munleipio da edrte) como sobre lodos os
objeelos de polien e economa municipal, prece-
deudo proposla da cmaras, ai quaei exeeulam di-
reclameiile as disposiOas de suas posturas e orca-
mentos de reeeila e despeza sem a intervenrao da
ideucia, qoe nem .equer exerce sobre aq'uellas
leis o velo da saoceito.
Uaqni claramente conclue-se, que sendo as eslra-
uaa de Joao do Barros, AHliclos A; municipaes, nao
poda o presidente ordenar a faclun. dallas, ou mes-
mo, concerlos e reparos, era por conla dos cofres
provinciaes, nem dus municipae<, sem que commet-
lesse um grande abuso o exercesse a inais desptica
invatao as alribui(i>es da vossa edilidade. Se tal
aconlceesse o con tmpora neo, seolinella fiel cons-
tituirlo e as leis, entilo se ergueria firme e vlenle
em seu posto eo, a drsprilo da timidez que me
he natural, acudira ao seu bradu) para combaler
o presidente; e nu vejo que este livesse meios legi-
timos le defeza.
Mas, louvado Dos, o aclaal presidente, que sabe
respeitar a lei, fez 4 sen dever; o todava he censu-
rado!.... Eis ahi porque desde principio eu tenho
dilo qua ha mjutliga as arcosanies qoo a tal res-
peito teem sido feilas ao Sr. conselheiro Jos Bento.
Nao he lamber municipal, dir-mc-ha o con-
temporneo, a estrada de Apipucos'.' n,lo esta no
nip-ino caso que n de JoSo de Barros, e como faze-
la por conla dos cofres provinciaes'*
Responder! com franqueza qoe a minlia opinino
individual, que bem pouco vale, he, que aquella es-
trada he municipal, assim como o sSo as calcadas,
aclualmeote a cargo da provincia. ,
Mas lem o presidente, por ventura alguma cousa
com isso; poda elle .utr'ora dislrahir os dinheiros
da provincia com o cairamente das ras? nao. E
poda deixa-lode fa/.er depois que a assembla pro-
vincial, chamando a s essa Icsneza, o ordenou?
nao.
Ha o que acontece
eos.
Entretanto ofto se iofira daqui que censuro o pro-
ceder da,aseml,lu.i, que se funda em duaa raies
que alias aceitu, e que nao desenvolvcrei, para nao
estender-me mais do que lenho feilo. e porque de-
sejo encerrar esla discusso.
Coueluiudu, peco ao illustrado escriplor que me
descolpe qualquer expressao que possa parecer-lhe
offensiva,porque nao he esse o meu intento. Conhe-
to a temeridade que comraelli envolvendo-me em
umaqaestao importante com um competidor de ta-
mauho pulso; c porque o recoohero anida i lempo,
recolho-me ao silencio a que se devein resianai as
mediocridades do minha laia.
.iyriut.
IMI
Hecife 2ide outubro.
Aiuda me conservo por esla praca onde lencioiio
demorar-me mais algiyis das.
Segundo a meu louvavelcostume deindagar
fui ler a grandiosa factura do Hospital I). Pedro
II. I'osso-lhe afflrmar, que depois rte concluida
er sem segundo.
Admirou-me summamenle a economia com que
se h Irabalhado, o auginsulo da obra, e grande
proflMao de maleriaes precisos. Ulliciaes de pe-
drero, quo em mais lugares, em obras particula-
res trabalham por IS60U, no hospital eslau Irabs-
Ihando por monos : meares, que fazem boxexa a
)0, oo bospilal trabalham a afJU, emlim v-se
claramenW que.illi ha urna n-^ra a mais restricta
:iomia, sem com ludo poupar-se o que se faz
mi'lerparao eiigraiideeimeiUo de l.io imporlanlo
quilo enorme cooslrac<;3o. Desde maio de W ale
luje se ha gasto li&OUUQOltU.
o locenteslaveis s relevautes servicos, que ha
prestado a caridad* o Eim. Sr. Joso Pires Kerrei-
S. Exc. proprielaiiu abastado, e que su posi-
**> e idade llies la direito a um descaigo, nao tem
poupado esforcos nem fallidas para cmprir com
profunda lionradez. e dedicado extrema a sua mis-
sao, que desde tfcU9 desempenha cuino o homem
abo, e desinteressado. Breve lalvez seja enea-
minhada ao imperador urna pelicj.i pediudo a S.
I. n graja de acceilar o titulo de protector de dma
irmaudade, que Em. Sr. Pires, e mais encarreaa-
is eslabeleiraentos de caridado prelendem,
eom os auspicios do Exm. Sr. conselheiro Jos Ben-
i, nislallar : Consta-ma, queja ha as.iguados.ttia
irniaus, e'quasi todas pessoas de fortuna, e posiro
cial. En mo congratulo mui sinceramente com
esleaclo da mais acrisolada benilicencia, por quanto
a experiencia tem-uos demonstrado, que nem sem-
pre as giivernos sAo os mellioresp rolecloresdos es-
labeleciiniMilo de caridade, porque ou os seus
grandes affazeres pblicos, ou o pouco goslo, ou a
p de muilos patrimonios da caridade
summo celo, inlelligencia o limpeza de mos. NSo
e sabe o certo quem seja este homem vil, essn ini-
migo 'domestico ; mas be para Ultimar, que anda
oxiila eatre ni algnm descendente de alabar. O
homem denunciante he realmente urna calamidade
no meio de qualquer calamldade: a desconflanc,
invade o espirito de lodus, e d'ahi euas Irestes cou-
eqoeiirias, que se pudem tirar de orgoluo* olleodi-
didos, honras ultrajadas, nomes enchovatbados,
te. Dos d juizo a quem ola o lm.
Correm por aqu milicias mui desairosas a respailo
desseaafricaniis apprehendidos em Srrinhaero, que
foram rounados Mssenta, maseu por ora nao creio,
e digo-lbe mais, que julgo impossivel lana audacia
e protervia. O Sr. Dr. chefe de polica com ludo
deve elar alerta.
E que de-tino leriio esses prcliiilios de Gui?
Deoa permita que o Exm'. Sr. conselheiro arrede-
os do centro da popularan, porque he bem possi-
vel... ora, que ilmplicidade minha! ja morreram
sesscola, outros sessenta fume... he muito provavel
que o resto tUcerta-se pela Ierra.
Com que o Bellarminu foi guindado ? Ainda
bem ; mas creio que se elle so lapuste bem "talvez
que nao fnciiita.se tanto... tenho fe qne sahir hb-
solvido; o que quer di/er l um incendio, um rou-
bo, uma tentativa de morte ?Ora a Beos, homem.. .
este mando lio bem apreciado, quario ha occasioes
propnas para o diuheiro gyrar.
Adeos. nuando esvrever aos seus danos corres-
pondentes de Uaranhuns e da Parahiba mande lhe
diier quelle, que por la faca o que puder em
favor dos seus amigos, e a este, qae nem sempre as
carias expnmem aiizade. e siin a lembranca das
linezas, Ao do Bonito c Iguarnss que vejara o que
fazem com o meu candidato. Seu amigo. /?'.
PIIBLICVCAO A PEDIDO.
A
Olaafflt liljllni Tin1TT. IJ" "J para
Igos. Esla .vlaro porom ai
' alisa;.!, sobre
Kf-ne-lie!, que so enlloque
o sacrificio, que o aleni
Kjam dirigido todos es li-
^^^B se tero feilo com o re-
llena queixa, dir-vos-hei
licaflo ; porque taesra-
gualmeute itai drmais dis-
-erp, aem roesmo
lauro! dos tiros de que
le posan aimiltir que
jamaia acobardar-se
|r constiluiriam um
de reipouder aos
t voisa gioria ; os
.recida do paiz sa-
se de Cezar, e repet-
ios Iriilea da imprensa
a conliccer a
e cerlamenle
constnliria que os
do cammlio que a
mesmo govemo prescre-
__^B|d< e illusiradu conlem-
r uem de lave oflend lo,
se lem dado as obras
rte ua rspinsabilidfde
Jevem eiercer couli-
a gesiao de qualquer
qoe se apregoa snlicilo pelos
Iteriaes, deve exercer uma fiscali-
por ti mutuo vil.'tatas obras
\vrai ios engenlu'ros.
no escriplor, ie, como
ra governe pe sea sentido
e nicamente a pessoa que
da adrninilrac^lo. Ao pre-
descer a essaiinanquizas pes-
as qoe R le crevrcTas diversas esla-
agenles subalternos da administra-
toe* especiaes, que informam e ina-
leff da marcha d cada um dos ne-
raruo neale caso nao ae rene na
representa o todo de mecha-
; Jassemellia-se .i uma ma-
a composlo, funccioraiido ubre
sebre rolda'nas diversas, movidas pe-"
la principal, lira! a essa ma-
,iies, I confianlcs nicamente no
niral.e veris qae ella nio func-
iuer na moral os prin-
^^^Bft oa meamos: a dynamica
inclue sempre do mesmo
inlo, iiilo pode de.xar de ver
^^^^iros, que Da machina admi-
i[ue lhes compele. Ora,
^^^nreiidenlc os nchou ;
^^Kisuresde S. Exc, lem
aem eumprido os
regular lem sido
^Huiia o com-
a, rolos, lem
mi revelado suas
olivos deve ler o presidente para
^^Hros e sabir por eise mundo
abai*4o c cima .feito-
Hites, acuda, concerlos
.' Emque se furnia, pois, essa
i'cujpacel purcialidade
a aliada a Apipucos^
eq prinirir'i artigo dase a
'ra eo, e eu mo
smenle na.
I '.io le Bar-
travessa do
lo que os ch-
i^^pi sei menos dig-
>aquel-
^f le uso
raneo que i
cowpa-
liavcinlo
'lisas, hatam-
m e municipaes. Uia-
M. tenwique, hee^
porum que
em Pernambuco, onde felizn
denles, que para prolegerem s
ecuam tancar man dos bens dosAdbrefT e lano
essa necessidade, de se criatuiua irmaudade .
ele tirarde sobre a adiniuislrarau da provincial
ingerencia nos negocios da Santa Cesa ; qne <
xm< Sr. conselheiro Jos Bento tem sido um
idos que mais tem aplaudido essa idea, e arha-se
inscripto nesse avullado numero de irmaos.
. Se livessemos a certeza de sempre termus a fren-
e dos iio-sos iii'Sorios pblicos provinciaes Sr.
--nselliairo Joi Benlo, convinlia anda assim qne
a ailuTJnislrarao dos eslabeieciineulos de caridade
esliveasen*,debaixo d direci^lu de uma irmaudade
porque se h^je um Sr. Pires nao abusa daj boa f
de S. Exc. e nhaa lalvez, que os pobres doenles da caridade nao
enconlrem nem tito zslosn presdeme de provincia,
em 13o probo lliesuureiro.
Eu, meu amig^i, nao lenho poltica, nem sei def-
fiuir esta palavr, mas creia-me por Dos que pre-
Uro o raais honifailo despola, ao tratante de um
coii-litucional Representativo, islo quer dizer, que
abslrahio a polUica, o modo de goveroar de um
presidente Djira att dar peso a sua probidad, inlel-
ligencia, e amor pobreza.
Hcide-me lembrar o que ouvi muilas vezes di-
zer-se do conselheiroVChichorro.He ceg parti-
dario, mas he honrado^]
Era cerlamnlo ja letnpo, razia-so tarde, que a
exemplo do Km, da Baha, parahiba, etc. nao li-
veaaemos uma irmandandie da Misericordia, visto a
de Olmda ha muito ler pirado, e se o Exm. Sr.
Pires rerreira nao livesafe um natural tao modesto,
se goslasir. como o Gaadfo Jos Clemente, insinuar-
se, apparecer, crear urn oom o que nao acho mo]
lalvez que S. Exc^augmenlaase mais o numero dos
muilos e valioias-servicos que ja ha prestado a San-
ta Csa^firos, porem, conscio* de qoe nem ludo
podelBiTfbrar-ie ao mesmo lempo, nem ludo pede
fazer4ede chofee, isinbramos a S. Exc. que nao se-
ra.mao e at antes conveniente Influir para se crear
qma sociedade de bailes denominadaBeneficen-
cia Pernaraburana,cujos prodaclosreverlessem em
beneficio da obra do hospital Pedro II.
Que mal ira se todos os raezes podessem cahir
no cofr da Sarita Casa ah assim us -2U09 1
Quem lodos os mezes nao querern dar por m
cartao ,")5, pjira pussar em ama sala de baile Igu-
mas horas de distraerlo ?
Nao seriam to convenientes os beneficios lliea-
Iraes ? Bem sei que muilos la riain, e nao paga
rim, mee quem assim fizeise... nio era gente. E
'as subscrjg(pe< ? Ah entendemos que a poca he
a raelhnr possivel : a poca be de acrOes piedosss,
e quem negara uma csmola para a conslrucc^lo do
hospital Padro II ? So quem se persuadiese que
uncu poderia ir a elle, ou que minea pedera as-
mla*.
Nao precisamos desees leilucs de oas, desse lu-
to tarUalico. nao ; cada um da o que lem, e nem
a mais he abrigado.
Meu am sem aguadas ledos os dias, alira de que essa poeira
perniciosa nao daminlicas.e nossos olbos ".' Eulendo
que sim, principalmente quandu no Kio assim pra-
lica-se. Nao cusa nada ; algumas canoras com
pipaa d'agua o uns regadores proprios suspensos as
torneiras.... cis ludo, e no entretanto livrai-nos-hia
das nphlalmias, principalmeiilo a tquem padece da
titla.
Nem ludo lembra au mesmo tempo, e conven
muito que quem est de lora que va indiciando al-
gumas medidas, que pereceado a principio pueris
sao com ludo de muia'ulili lude.
Em verdade parece que este cidade lem uma grau-
de, e lancorosa inlriga com a obesa nace.lo : de Ca-
da vez que aqu diego uovos motivos teuhu para ad-
mirar, e se nao fosse ella Pernambuco seria de lacas
e de direito a primeira cidade do Brasil.
He inegavel o quinto a illuslris-una cmara se ha
ilislinguido em promover ludo ao seu Alranee para
a limpeza, e lisralisacao da cidade, e daa caasa mo-
trices das epilemias, e de muilas molesljas,
que passam despercebidas ignorando-se sua cau-
sas.
Csbe-me agora, meu amigo, fazer sentir, aos nos-
sos oradores sagrados com especialidade aos reve-
rendissimos padres meslres pregadores imperiae Ca-
pistrano e Lino, o quanto elles tem penhorado po
pulacflo com suas repelidas pralicas, e censolar;8es
ao povo, que parece totalmente animado por um
jinslincto natural-de que seremos iaciitos do lerri-
vel agcllo, que ora dizima o Rio de Janeiro ; e
nio as diga que os ministros de Jess Chrislo sao
imprettsveia !
os bnmons affeitos crises como a* actual :
alguna mdicos recuam, mas os
a adianto da morle seu divino
rsuada porm Vmc. qae eu bou
i virtudes em um padre, nao : ha
mallos, lie inmensos que sao carcomidos etleos
lesee eterno edilicio contra o qoal nao prevalece-
as do infame, he ala, mea amigo,
r prava da divindade da nona reli-
a padres os sea esleas e nultos
\lle< carconiidna, e qoasi podras, esse grande idifl-
ifilalo ha lanos culos, o que uao siria
possivel. sea M.lo de Dos o nao sustenlasse!
Cnnsla-me que ha no gremio dos empregadoa da
Ifiiiidega um lenuncianle, ou delator de seus col-
legas, nao sentando ainda a quem pona conduela
e probidade se lu portado oar '(a reparticao cop
TOMADA DE SEBASTOPOL
BTMNO TH1UMPHAL
offerMido a *. un. o Imperndor Na-
piilr.io III. Ralnha Victoria, e Hialt.io
llulnl iiriljid
POR
Parabens, Anglo-Krancezes
Pela victoria alcaurada.
Foi a Ierra o grao colosso ;
Sebastopol foi tomada.
De mil bravos cem cahiram
Nessa lula encarnizada,
Mas^enceu a causa sauta ;
Sebastopol Toi lomada.
l)o progresso a causa
Lriumpha com gloria ;
Viva BONA PARTE !
Dos salve VICTORIA.
Em defeza do progresso
Dos livres a vida he nada : ,
Bala russa immorUlisa ;
Sebastopol foi lomada. g
Hosanna, bravos, hosanna !
Na Crimea a russa espada
Eicou bota, j ulio corla,
Sebastopol foi lomada.
Do progresso a causa
i'riumpha com gloria ;
Viva BONAPARTE !
Dos salve VICTORIA.
Alera evos vossa gloria
Ser sempre memorada ;
Vossos netos caniaio
; Sebastopol foi tomada '
Abaixo.-Cossacos, fora...
Vossa causa he desgranada,
Dos protege os povos livres, *
Sebastopol foi tomada.
Do progresso a causa
'lriumpha com gloria ;
Viva BONAPARTE !
Dos salve VICTOHIA.
Do Czar bruta arrogancia
Nesta guerra foi quebrada ;
Nicolao cabio p'ra sempre ()
' .Sebastopol foi lomada.
Os cossacos esquadres
Vao correoso em debandada :
Vjva a causa do progresao !
Sebastopol fui tomada.
- ., Do prugresso a causa
Triumplia com gloria ;
Viva BONAPARTE !
Dos salve VICTORIA.
De Crousta 11 a fortaleza
la vejo bombardeada,
l-'ranco-BreUto ludo pode ;
Sebastopol foi tomada.*
arta
Fique a Russia escar
Jehuva eunluu llie os rtiai
Sebaslopol foi tomad
Salsa parrilha superior.
Dila dita mediana .
Dita dila inferior ,
Captivo* de direito:
1-29000 12&800
99600 10)0(l
6 19900
19700
19*00
19300
1800
a 13600
19200
" 19150
39000
.. 39000
39000
ima 19200 19700
o 1:)00 19500
mil 309000 109000
Assiu-ar de Pernambuco
Dito da Baha..........
Diln do Para, bruto.......
Dito mascavado.........
Dilo refinado no paiz em'fon as
Dilo dito quebrado (pil). .
Dilo dilo emp(rap)......
Vaquetas d Pern, e Cear i
Ditas do Maranhao.......
Cliifres do Brasil pequeos. .
Despachados
Arroz do Maraiahoe-Para ord. jjq 59OOO 59O0
Dilo dito do mellior...... 58q)> 69OOO
Dilo dilo supciior......... aJOO 69800
Dito dito raiudo......... Dito do Rio de Janeiro..... 5S0OI) 59100
Pao campeche......... ->)i00 :\$'m
l'arinlia de pa'o do Brasil.....a 8IK) 900
Tapioca............,/ 19100 l00
Prero* correales do* genero* de exportaran para
o Brasil.
Captivos de dircitos.
Amciiiloa ero milo,doce lo VI-
garve............. (d> SflOO 69O0Q
Nozes............. 100 600
higos do Algarvc eineaixa . 19000 I9I0O
Ditos drto broncos..... ')) 750 800
Ameixas......... 400 800
Presunlos........... | :t80ii
Carne ensaccada. ..,.,. n i?uoo 39-200
1 ourilillii........... 29SOO
llanlii de porco........ 0 39800
Pimenla de doa...... 4 95 100
Sal grnsso bordo....... moio UWO 19340
Diluredundo, dem. .,. . 19 200 192.V)
Dilo Irigueiro grossn idem . 19300 19350
Cera branca por baldearan. . s 3iO 345
Dita amacolla dem...... ' 265 300
Dita em gnlme idem...... 0 ao 300
Dita em velas a bordo. . i 3S0 300
Azcile........... a lu 39000 39050
Agurdenle eurascada 30 graos. p. 2309000
Vinho miiscafol le Selubal. caix. 89OOO 89500
Dilo (inte marca F.S, a bordo, pipa 1189000
Dilo dito, dilo idem......allc. 1;J09000
Dito dito marca B. e V., idem. pipa 1209000
Dito dito dilo, idem......anc. 1229000
Dito Jilo T. P. e Filhos, idem. pipa IIO9OOO
Dito dito, idem. .......anc. II29OO
Dito bronco marca B. F., idem. pip. 1209000
Dito dilo dito, idem......anc. 1229000
Dilo dito marca P. ., idem. pipa 1209000
Dito dito dito, idem. ..... anc. 1229000
Dilo dito ditoT. S. idem .... pipa 12U9000
Dilo dilo idem idem......anc, 1229000
Dilo marea T.P.eFilhos, idem. pipa1l09000
Dito dilo dilo, idem......anc. 112900a
Vinagre tinto marco X.eS. idem pipa 489000
dem idem idem........anc. 509000
Dilo marca B. e F., idem pipa
Idem idem idem........ anc.
Dilo dito marca T P. e l1"., idem pipa
dem idem idem.
Dilo braiieo) T. e S., idem. .
dem dem idem........
Dilo dito, marca B. F.,idem .
dem idem idem........
Dilo marca P. C.. idem ....
dem idem idem........
Dilu dilo jilo T. P. e F. idem. pipa
dem idem idem........anc.
anc.
pipa
anc.
pipa
anc.
pipa
anc.
449OOO
469000
369000
:1890(-
489000
509000
40J000
449000
449000
469UOO
389000
O9OOO
MOVIMENTO MARTIMO.
Hmbarcacei entradas.
Selerobro7 de Pernambuco patacho porluguez
'Bullanle, rapilao A. B. Ferreira.
Idem 8 de Rio, Baha e Pernamhucn, vapor in-
glez Oread Weslerno, rapilu J. A. Bevis.
dem 0 lo Rio, Baha e Pernambuco, vapor
porluguez I). Mara Ii.acapUao A. F. II. l.uina-
rSea.
E pira qne ehegue noticia ao* licilanles mandei
passar o presente que de igual fheor serla alado
um na praca do Commerciu. 011 tro na uta da au-
dienciaa e outre para aer publicado pela mprensa.
Dado e pasudo nesta cidade doRlcir les 11 de
outubro da 1855. Eu Francisco Ignacio de Torre
Bandeira, escrivo interino'o subicrevi.
Anselmo Francisco Perettt.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador da
imperial ordem da Rosa, e juiz de direito especial
do cemmercio nesta cidade do Recife, e provin-
cia de Pernambuco, por 9. M. o Imperador qua
Dos guarda ete.
Fajo saber aos que o prsenle edil! virem, e d'el-
le noticia liverem, qile 00 dia 15 de uovemhro pr-
ximo foluro, pelas 12 horas da ratnhaa se ha de ar-
rematar em praca publica desje juizo a qutm mais
der seguudo sua avalcao, a renda annual do sobra-
do de dous andares n. 32 silo na ra du I.ivramen-
to, avahada a renda annual em 4008000 reis, peltf
lempo quanto for necessario fiara pagamento da ee-
cu^ao de Joaquim Mauricio liuncalves Roza, por
si, e como sessionario de Candido Alberto Sodr da
Motta, contra 09 executados Francisco do Pra-
do&C.
E para que ehegue a noticia de lodos, mandei pas-
sar o presente que ser publicado pela imprema, e
i de igual Iheor pira serom afiliados nos lugares do
coslume. Dado e passado nesta edade do Recife,
aos 5 de outubro le 1855. Eu Francisco Ignacio de
torres Bandeira, escrivan inleiiuo o subscrevi.
Anselmo Ftancisco Peretti.
O Dr. Alexandre Bernardinodos Reis e Siva.| odi
cial da imperial ordem da Rosa, juiz de direito da
segunda vara criminal da comarca do Recifo, por
Sua Mageslade o Imperador que Dos guarde,
1 aro saber que leudo sido convocada a 5." sessito
ju linaria do jury deale lermo para o dia 22 do
coi Tente, foi esla adiada para o dia 29 do mesmo pe-
lasdez horas da inanbaa, em consequencia de nao
ler sidu possivel rounirsc numero suftlciente de
juizes de facto, e haver recorrido a urna geral, de-
pois de esgolada a dos suppleotes.
E paro que ehegue a noticia de todos os iuteres-
sados, mandei passar o presente que ser publicado
pela mprensa e afiliado nos lugares mais pblicos
dcsle termo, devendo todos comparecer na casa d'as-
sembla provincial no referido dia e hora desig-
nados. Cidade do Recife 25 de oulubro He 1855.
Eu Joaquim Francisco de Paula Esteves Cismen-
te escrivao do jury, o escrevi.
AlcxandPe-Bernardino dos Neis e Sili-a.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraha provincial
em cumprimento da resului.-au da jimia da fazenda,
manda fazer publico, qoe no dia 8 de uovembro pr-
ximo vindouro, vai novaraenle a prac,a para ser ar-
rematado a quem pur menos fi/.cr, as obras supple-
meutares a fazercm-se na ponte sobre o rio Capiba-
ribe na estrada de Pao d'Alho, avaliadas em res
12:8919822.
E para constar se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Peruambucu 23 de outubro de 1855. O
secretario, Antonio Ferreira a'.lnnunciarau.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimento da rcsoliirao da junta da fazenda,
manda fazer publico, que no dia Sde unveuibro pr-
ximo vindouro, vai novameiite a pra; para ser ar-
rematada a quem por menos fuer a obra dos repa-
ros precisos na casa da cmara municipal e cadeia d*'
cidade le Olinda, avalada em 2:2009.
E para constar se mandou afliiar o presente c pu
biicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria pro-
vineial do.Pernambico 23 de oulubro de 1895. O
secretario A. F. lAnntmciacaa.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador da
imperial ordem da Rosa, juiz de direito especial do
commercio, por S. M. I. e C, etc.
Fac,u saber aos quo o presente editahirem, que por
parle de .1 ose .liiaquira Theolouio de Mello, me foi
feilo o requerimento do tbeor seguinte :
Aaa 18 das do mez de oulubro de 1855, uesla rt-
dadedo Recife de Pernambuco, era audiencia pu-
Idem de Pernambuco, patacho porluguez uRar I M'c'.qoe ao feitos e partes dava o Dr.juizde direito
pido, capillo F. P. B. Jeru\ especiildo cdmmercioAnselinoFraiifiscuPerelli.nel-
ldem 18 do Maranhao, brigue porluguez aUr-
bana, capilo A. J. dos Santos."
dem 19 du Para, patacho porluguez .(Indus-
trian, capullo A. F. Caiado.
demde Pernambuco, galera porlugaeza aBra-
charrnsa, eapitau J. F. da Silva.
dem brigue purluguez BomSoccesso. capi-
I*. M. O. Santo. Sena.
dembarca porluguaza Santa Cruz, capilao J.
C. leixeira.
dem 21 idem, barca porluguez aSaota Clan,
capilao L. F. do Carmo.
dem 22 da Babia, galera porluguez aFlor do
Porto,o capilao A. I. de OHveira.
dem 24 idem, barca porlugaeza Nvroph,
eapitao A. P. dos Reis.
dem brigue brasileiro .(Almirante. capit.o^.
B. de Suiza.
Wem 26 de Pernambuco, barca portogut*M
.Flor de San Simio, capilao J. P. Cameiro.
dem 28 du Pr, brir
capilao J. da Rocha.
Uulubro a> vapor inglez dem de Pernambuco, barca
rujo I
Sahida*.
-- -
1 com doria ;
Viva BONAPARTE !
Dos salve VIOTOUIA.
Pelos hroes d'Occdente
Ser Moscovia esinagada :
Acabou-se o russo orgulho,
Sebaslopol foi lomada.
Viva Albao viva a Franja !
Sao do progresso a avanzada ;
Fora Russus botocudoj...
Sebastopol foi tomada.'
Do progressu a causa
lriumpha com gloria ;
Viva BONAPARTE I
Dos salve VICTORIA.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 26 DE OUTUBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
C0ta5C.cs pfciaes.
Assucar mascavadode 29100 e 29250 poranoba.
ACFA.NDEttA.
Rendimento do dia 1 a 'J.....425:5708990
dem do dia 26 ....... 16419
142:1849876
Vapor
Detcarregam hoje 27 de oulubro.
brasileiroMarque: de Olindamerendo-
na.
Brigue diqamarqaezAnn Ceciliafarinha de trigo
CONSULADO. (iERAL.
Rendimento do dia 1 a 25. 26:1129992
dem do dia 26 Utt&t&ti
27:2289264
11VERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 25. .
dem do di 26.......
1:0419003
449875
1:0858*78
Exportacao'.
Colinguiba, sumaca bmsileira Flor do A.igelm,
de 98 toneladas, cunduzo o segoinie : 189 barri-
cas bacalho, 5 ditas genebra, 1 dila dita de llollau-
d, 1 barril cal virgem, 1 dilu manleiga, 110 barri-
cas farinha de Iriso, 2 lilas acatrao, 2 dita pixe,
caixas drogas, 1 dita velas de espermacele, 2 ditas
garrafas de cognac, 1 eaix3o 2 queijos do reino o 24
de sardinhas e 3 irascos com genebra, 1 dilo e 1 lar-
dlnho diverjas fazcnda<, 1 pacole livros 4 ra as-
irs batatas,* 4 garrafas robe, 1 frasqueir 12 fra-
leos de genebra de Holland, 12 costaes 60 afrobaa
de carne secca, 400 arrobas dif dila, 2 caixa ve-
las de carnauba, 14 caixdei doce de goiab e arar.
Rio da Janeiro, barca americana ((Mariano, de
328 toneladas, eosduzio o seguinte :220 remos, 78
caixas fumo.
RECEBEOR1A DE RENDAS INTERNAS RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do lia 1 a 25.....95:7239669
dem do dia 26 ...... 488;(KI5
la, pelo solicitador Joaquim de Albuquerque Mello,
pruciirador do exequenle Jos Joaquim Theotonio
de Mello, foi aecusadaa penhora folla cm dinbeiro
contra 6 executado Jos Pcdru Velloso da Silveira, a
qaem assignou os seis dias-da lei, requerendu-se pas-
incerlu-, o que ouvido pelo juiz mandou apiegoar
pelo porteiro do juizo Jos dos Santos Torres, que o
Tez na forma do eslylo e deu f do nao haver com-
parecido o executado nem outrem por elle ; termos
i'111 que o juiz liouve a penhora por acensada, os leis
din da lei por asignados, e mandn que so passem
as editats requerida, e extralii o prsenle du proto-
colo das audiencias.
Eu Francisco Ignacio de Torres Bandeira escrivao
interino o escrevi.
E mais se nao continha em dito reqaerimenlo
audiencia, em/3fefqual e escrivao que e
inbscreveu, mai. de ""Sir o presente, pelo qual e
seu Iheor se chama a,*Hi a todos os credores incer-
los do elacutado pdt4Hcarem scientes do contedo
S*i> iio no praznde 10 dias da publicarlo e affi-
' presente.
Je
A msica he composicao do Sr. Pedro Nolaico
Bapliita.
Segiir-e-ha o lindo duelo
'mimu Mancos,'
Cantado pelo S
ouor.
Darn flm ao especiaeulo .engr-ica comed da
coitun ea brasileiros, do Sr, Penna.
0 JUDAS
f.l SABBilDO DE ALLiELtIA.
He me o divertimenlo qae o beneHciado pela
primeira vez nesta provincia OtTerece ao respeivel
publie), n quem pede loda a-proiecciio, visto a sua
abaolu a necessidade, pois q a nalureza o privn
de lod w os recursos com que possa gauhar saa W&-
s(leneia.
Ostilheles vendem-se no Iheatro.
Prircipiar as 8 hora.
AVISOS MAmTIMOS
RIO DE
JANEIRO.
Obnguenticional MARA LUZIA, ea-
pitao Pedro Valette Fillio, couj tWvidade
vai seguir ao porto indicado, lem grande
parte do seu carregaraento tratado: para
o resto, passageiios e escravos a frete,
(aosquaes da' as melhores accomraoda-
coes) trata-secom os consignatarios An-
tonio de Almeida (lomos & C, na ra do
Trapichen. 16,segundo andar.
lesas
> Sol,
Peler, capilaaj. A. Ittitm.
dem para o Kio de Janeiro, barca americana
(Auna, capilao K. Whecler.
dem 6 ilem, barca borlugueza l.igeira, ca-
pilo H. (,. lirane.i.
dem idem, patacho patacho haooveriano Ma-
ris Agnes. capillo J. Westerns.
Idem h para o Rio de Janeiro, brigue porlu-
guez Novo Veiicedor,o capilao A. J. A. Martin.
dempara o Hio Grande do Sol, escana hol-
landeza ...lanljn. capilao J. Fine.
dem 14idem, barca americana Samuel Thain,
capildo J. Orelhnn.
dempara o Rio de Janeiro, barca dinamarque-
za ((Uulleson, capilao O. N. Cierre-.
dem 15 para Pernambuco, Babia o Rio de Ja-
ueiro, vapor inglez Avon, capilao R. Rivull.
dem 21 para o Rio de Jaueiro. patacho ame-
ricano El Seor, capilao A. Brlete
dem 2 para Pernambuco, barca porlugaeza
Oralidao, capillo A. P. B. Pestaa.
dem 23 pira o Kio de Janeiro, patacho porlu-
guez Fortuna de frica, eapitao J.M. doNasci-
menlo.
Idem 26 idem, brigue sueco Helena, eapitao
L. E. Zuarto. v
dem par o Rio Grande do Sal, escans ingle-
zaSusan Knapp. capilao L. Leike.
dem 28 para o Rio de Janeiro, barca portu-
gueza Tejo. capilao J. I. de Menezes.-
Outubro 5 para o Kio de Janeiro, barca porto-
cueza ((.lala.
dem para a Baha, patacho porluguez Jose-
pliina.
A' carga.
Para o Rio de Janeiro barca portugueza Ve-
nus.
Idem brigue porluguez Soberano.
dem barca porlugueze ajanle.
dem brigue porluguez Encantador.
dem galera porlugueza Adamaetor. ""
Idem brigue dinamarquez (Ida;,
Para a Babia palhahole porluguez Jnssphina.
dem brigue porluguez Bella Figucirense.
Idem barca brasileira -Amelia.
Para Pernambuco brigue porluguez Coui-
laute.
dem idem Brilhanle.
demidem Carlota Amelia.
- dem idem l.ealdade.
Para a Baha -- brigue porluguez Industria.
Para o Ro de Janeiro brigaa porluguez On-
ze de Maio.
dem-galera porlugueza .(Defensor.
dem brigue porluguez Laia.
dem brigue americano \bby Tliaxter.
Idem brigue porluguez lucomparavel.
Tara o Miranlulo idem Urbana.'
Para o Rio de Janeiro patacho porluguez Td-
rujo II.
:16:2I174
CONSULADO PROVINCIAL. ~
Rendimento do dia 1 a 5. 5 29:5569791
Idem do di 26....... 6932.")5
30:2508040
BOLETIM.
LISBOA 3 DE OUTUBRO.
Frecot correales dos genero* de importarao do ^v ^' er
Brasil.
Por baldearan
41godo de PcTiianibuco. . 115 120
Dilo do Maranhao....... 110
Dito do Para.......... 110
Dito dilu de machina..... 110
Cacao.............. 11 23600
Caf do Rio primeira surle. . 23500 2JMI00
Diln dilo segunda dila..... 23150 29:150
Dilo dito lerccira dila..... 13900 -JBOOO
Dito dito escolha ba...... IffIOO 13100
Dito da Babia......... 23300 29500
Couros seceos em cabello 28 a 32 157 207
Ditos ditos 21 a 27....... 157 187
Ditos ditos 18 a 23. : . 157 187
Ditos seceos espichados..... 152 157
Hilos sais. Babia c Para 28 a 32. 117 132
Ditos ditos dito 26 a 20. 117 132
Ditos ditos de P. e Cear 28 a 32 Hilos dilos dito 26 11 20 ... . 112 137
112 Li-
Ditos ditos do Maranhao 28 a 32. 137 li?
Cravo girte.........'. 200
Dito du MaranliSn....... 10(1 140
Gomnia copal......... 29O6O 59500
Ipecacuaulia.......... S 800 19(100
Duruc........,.. 11 100 185
(*) O autor fez esta puesla em Janeiro do cerrente
anno, quindo poda prever a lomada da Sebastopol,
mas mo a morte do imperador Nicolao.
MOVIMENTO
DO PORTO.
ia---------------------
Maos entrados no dia 26. -
Lisboa e Madeira17 dias. vapor brasleir. Mr-
quez de Olinda, ommandaiile George Sharp,
condozindo (t passageiros para o sul.
Rio de Janeiro211 dias, brigue sardo Rimar, de
177 toneladas, capullo Cncsiiiseno Jeronymo, equj-
pagem 12. carga assucar ; a Schraram VVIialrly &
Cninpanlia. Ficuu de quarenlena por 15 das.
Now-Bedford-56 das, leudo locado ua villa la
Praia du Cabo Verde, galera americana Alexan-
dre, de 900 toneladas, capito Joshua Weeks
Juuior, equipasen) 35, caiga pelrechos para a
ca ; a ordem. Veio refrescar e segu UjiraTpcca
Sacio sabido no me*m0\H'.
ParahibaBrigue hesoauJi EDITAES.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador* da
imperial ordem da Rosa, juiz de direito especial
do commercio, nesta cidade e provincia de Pir-
nambuco, por S. M. o Imperador que Deoa suar
de, ele.
Faeo s,aber aos que o prsenle edilal virem e delie
noticia liverem, em como no dia 29 do correnle se
ha de arrematar por venda a qaem mais der, em pra-
ca publica dele juizo, os bers penhorado por exe-
cucao de senlenca do exequenle Bento Fernande
do Passo ronlra sea devedor o executado Jos Go-
mes Moreira, o quaes pelos avaliadores dele juizo
foram avallados pela maneira seguinte : uma escra-
va croula de mime Mariaun com idade de cinco
anuos pouco mais ou menos, por 3509 i ou canoa
da carreira por 509 > dous pares de caslicae e uma
salva le'prala de lei contrastad com o peso de 626
oavns a 200 r. 1259200 ; urna colher do terrina
tainbcm de prata, 12 ditas par1 ropa, 7 ditos pira
cli, I par de (velas para su .pensnos, ludo com
peso de 258 oitavas a 100 ra. 5 S98OO. Obra de ou-
ro.Um trencelln, um dilo cum nledalha, um di-
dal, um colar, dous corarle, uma cruz com ima-
gen de Christo, outra dila aem imaiem, um anel
com doa corac/ie, ludo com opieso de 19 oitavas e
um quarlo a 29500, 489150, um artel de grisolla
por 19.
.' passadu nesla cidacle do Recito os 23 de
Eai'raricrsv^.,
iatesiqi o subscrevi. ""^aaiaaa.^^uidoira escrivao
Anselmo Francisco ferem.
Pranle a cmara municipal dealaaidesle tla-
la eui praca no das 27. 29 e .11 do correnle, a uma
ponto de pedra e cal, oa estrada de Jo3o de
de Barras, oreada em 2:4009000 grs., assim como
u arreudamenlu da casa da ra da Florentina n. 7
que foi ha pooco reparada, sendo a base da arrema-
tado quantia de 4009000 rs.; que ella rendia as-
tea de ser concertada. Essa casa contera commodos
para mais de duas lamillas. Os que quizerem con-
sultar o orcamenlo da abra da ponte, dirijam-se
secretaria da mesma cmara.
Paro da cmara inuuicial do Recite em sess3o de
24 de oulubro de 1855.Bario de Capibaribe, pre-
sidente.Manoel Ferreira Accioli, secretario.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador da
imperial ordem da Rosa e juiz de direito eipecial
do commercio nesla cidade do Recife e provincia
de Peruamhuco, por S. M. o Imperador, que Dos
gqarde, etc.
Faeo saber aos que o presente edilal virem e delle
noticia liverem, em como no dia 4 de novembro fa-
luro se tu le arrematar, por veuda, a quem' miis
der, em prsca publica deste juizo, qoe lera lugar na
casa das audiencias, 30 fardos* com fumo da Babia
com peso de 240 arrobas, avahada a 59, 1:2009 rs. ;
30 saccas eom arroz do Maranhao cora 134 arrobas
11 libras a 29 rs. a arroba, 2609800 rs. ; 10 barricas
com touciubo com 17 arrobas e 16 libras a 79 rs.|a
arroba, 1229500 rs. ; 30 balas de papel com 12 res-
ma cada um, a 800 rs. a resma, 28890Q0 r. ; 400
caixas com clisrulos da Bahi a 600 rs. cada uma,
2403000 rs. ; 746 mamis a 40 rs. cada um, 293810
rs. ; cujos.bem assim avaliados foram penhora los
aos execulados Barbosa e Lima a requerimenlo do
exequenle Dr. Gabriel Soares Rapozo da Cmara.
E para qae ehegue a noticia de todos, mandei pas-
sar o presente, que ser jhlicado pela impreusa, e
dous de igual Iheor quefrao afiliados, um na pra-
ca do commercio e oulro na sala das audiencias.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 2p de oolubro de 1855. Eu Francisco
Ignacio de Torres Bandeira, escrivao interino o iz
escrever.
Anselmo Francisco Peretti.
Segu brevemente a e*-
enna nacional JOS, ea-
pitao Jos Joaquim Alves
das Noves: pan o resto do
seu carregaiqjnto, trata-
se com os consgnate rios Antonio de Al-
meida Gomes & C, na ra do Trapiche n.
1 ti, segundo andar. (Este navio s toca no
Maranhao a receber pratico.)
COHPAMIA MINAMIHVi.
ECRIPTOlUO DA GERENCIA NO
Ldr.;o da Assembla n. 10, 1 andar.
O vupor Pernambucano Mrquez do
Olinda, de excedentes accommodac/>es
pura passageiros, commandante Antonio
Silveira Maciel Jnior, deve tocar neste
porto por estes dias, e depois d 2i horas
seguir' pura o Rio de Janeiro com escala
para Baha : para passageiros, trata-se no
escriptorio da gerencia, ou no dos Srs.
Rostron Rooker & C, na praca do Corpo
Santo.
Pira o Rio de Jaueiro sabe com brevidade o
hriguc'b-asilriro Marianna, capilao Jcso da Cunba
Jnior ; recebe carea miuda, escravos e paasageiros;
a quem convier, procure Manoel Ignacio de OHvei-
ra, na praca do CorpeSaulo u. 6, escriptorio, ou ao
capilao jia praca. ,
Para o Ass
sahe com rotula brevidade o hiate << An-
glica : a tratar com Antonio Joaquim
Seve, na ra da Gruzn. lo, primeiro an-
dar.
Real Compatibia de Paquetes Ingleze a
Vapor.
No dia 31
M*,\*T\mi deste meilespe-
MMJkXn '^i^ r*'*e ''* Euro~
Jr 1 /\\ pa um do va-
pores da Real
Companhia, o
qual depois da
le iinra docos-
tume seguir
para o sol: pa-
_;eiros, ale., trata-se com os agentes Adam-
" <1^'^^lj10JBM|rJrapiche-Novon. 42.
son tlowie ev.., riSaaBarT v
Companhia ptei nambuc ana
e Wavega?ao ftteira a Vapor.
(.ciencia em Pernambuco.
vpor Mar-
"qi~ez-it'0tom
da, rnmn7air=
d me Aplonio
Silveia Ma-
ci;l Jnior se-
gu viagem pa-
ra o porlos do
ol em 27 do
correnle mez
dt outubro, s
5 liifras da lar-
de, quandu receber as malas dn cormiu: d expe-
diente ni gerencia ser al s4 horas da larde,
depois du fechado uada mais admiltr.
DECLARACOES
CORREIU GER&L.
As malas do vapor Mrquez de Olinda para a Ba-
ha < Rio de Janeiro, fectum-se hoje '27j as 3 ho-
ras da larde.
BANCO DE PERNAMBUCO.
, O Bartco pe Pernarrbucocontinua a to-
mar leltras sobie o Rio de Janeiro, ea
saca.r contra a mesma praca. Raneo de
Pernambuco 10 de outubro de 1855.O
secretario da direccao, J0C10 Ignacio de
Medeiros Reg.
DE
H. IABIL.
SOCIEDADE DRAMTICA EJJPREZARIA.
Recita concedida pelo Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, em benefi-
cio do ana o.
Roberto de Albuquerque Mello.
SABBADO 27 DE OUTUBRO.
Depois de execulada uma bella ouverlura, repre-
senlar-se-ha pela primeira ve a nova e muito en-
granada comedia era 2 actos, ornada de msica, in-
titulada
A GUERRA DA CRIMEA
u
A CONQUISTA
DE MA PRACA RSSA,
P*LO
ANAO, sargento valoroso.
Personagens. Actores.
Escami-bof governidor da pra;
russa...............Lisboa.
Aposlrof olticial da mesma.....lleudes.
Ablek-inder ajndante turco. I.essa.
O anao rosbiffe sargento iuglei. O baueficiado.
Mr. Verou commandante Trancar,. Sania Rosa.
Moscatel machinisli iteni... Monleiro.
SarapatAo empregado publico ilem S.eona.
l'rafcrlucbe sua mellier......Sra. U. Amalia.
Salamandra sua Olha........ Leonor.
Felpudo sea irmfo de 10 nnos. Lulilnhj .
Soldados russo, frsncetes, ingleze e torcos, povo.
A scena he na aclualidade na proximidades de
Sebastopol.
LEILOES.
E. Bdoolac, lendo de mudar de residencia do
seu silio para a cidide, far leilJo, por inlerventao
do agenle Oliveira, de toda a saa mnhilia, consistin-
doem um lindo a excellenle piano de armario de
Jacaranda quasi novo, sofis, cadeiras, ditas deb-
tanlo, consol, mesas redondas bancas de jogo,
mesa cl.islic para jantar, guarda roupa guirda-
veslido, guarda-louca, marquezai, lavalurioi, espe-
llios, gar"fas e copos para vinho, um earrinho ro-
herlosMlsi novo com arreioi e ptimo cavallo bem
conlidlBa, umtilbury com arreios, sellins para mon-
laria, n(ilo"pnra homem como para senhora, etc.,
etc. : se;unda-fcira,29 do correnle, as 10 horas da
inanbaa, no indicado sitio, sobrado novo por delrat
das leudas de ferreiros, no Corredor do IJipo.
AVISOS DIVERSOS.
lo.iur^DiSTWU.
HY1WVO TRIUMPHAL.
edicado'aSSfMM. o Imperador do*
aFrancezes, rainlia da (iraa-Rretanba. e
sultao Abdul Medjid, e posto em msica
pelo hcibil pianista Mr,. Fachiinetti; n-
tida impress&o do Kio de Jaueiro ; ven-
de-se a 2,s rs. cada ejemplar, na ra do
Collegio n. 8.
Desejando oceupar uma las cadei-
ras da assembla provincial, pe.;o ao dis-
tincto cprpo eleitral que se digne de con-;
ferir-me esta honra.O geneial, Anto-
nio Goireia Seara.
AO CORPO ELEITORAL DA PHOVIN-
IA DE I'ERXtJIBllC.O.
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgcro Pinlio, de- 9 sejaiuloa honra de ser um do membros da ^
ft assembla provincial, rog a lodos es sendo- ()
0 res cl'Mleres que llie presten! seus vitos, por (
ti cujo favor lhes ficarn summamenle nbrigado. S
8'Rerife 26 de oalabro de IH.V1. m
O autor do aviso publicado neste
' Diario n. 242 de 19 do crrante,
cora o titulo Voticiador lmparcial,
assignaio pelo lionquiulia i~ declara
que nao se entende o referido annuncio
com o Se. Manoel da Fonseca e Silva, em-
pregado da alfandega desta cidade.
MaVsa a(iau,.intina.
Antonio Barboza de Barros, ealabeleeido com sal
de barbeiro na roa da Crui o. 62, priar^iro andar,
chumba denles com esla preciosa massa ; n mesma
sala vendem-se e lugam-se bicha por com modo
preco.
Cumia-nos qaa o corpo do commercio francez
e inglez pretende lolemnifir a tomad de Sebaslo-
pol com qi explcndido baile. Oa digno cnsules
da nacMi alindas acbam-se incumbidos da diraecto
do reviejo.O alliado.
O ucrivo da irmaudade do S. SS, da rregue-
zi de S. Jos, convida 11 todo* mkmi irmaos para
assislirem as vespora, fest e Te-eum da festivi-
dad de '.i. S. do Terco, par o que foram convida-
dos pela respectiva irmandade.
S. SEBASTIAO'.
Aman i3a haver ladainha na groja do Pilar ao
marlyr S. SoliastiSo, com um pralfc feil pelo
Rvm. pidr mostr plegador da cape'la Imperial
Julo Capialrano de Men tonca, a dspaii da lindo o
acto sem levado para eu aliar a imagem do mesmo
mrlyr.
Preciaa-eede um prela lavaoXr eahondo
eugommar raelhnr : no silio do Si. Hean, na Pon-
te de L'chi, ou no armazem, na ra da Cruz do
Recife n. 4-2
Na lonfeitaria da ra da CriB n. I", deseja-s
rallar con o Sr. Luiz Demetrio Cflllhu a negocio que
nao Ignota. ^Vl
Para senhoras.
O abalzo assignados |e ourive na ra
do Cabjrga 0.11, confronle ao pateo da matriz e ra
Ifova), faxem publico, que reeeberam de novo bullas
uucipalroenle puletiras de gosto\
1 proporelo as obras, o
, declaran-
les, ficaodo
aphim i Irmo.
ra prximo futuro, em pre-
da orplioi austntes
de*la 1 lerme. nao de arremilar-se pelo
maior Vrrc lo for, a armagio e fazendes
da luja de ao casal
do filiado J cripta adia-
se era mito d Anloni de
Par ai : as faien mi nada ua mes-
ma luja, cuja chavea es. cr da meeira 1b-
venlarianle, que mora na caa em cojo andar terreo
sil aquella eslabelecimento. qae requreu a ar-
remalaro annunciada.
O Sr. FeK (ornea Coialrbr Joa Fltira
da Oliveira Soalo Maior teem carta na ru do Qttei-
mado n. 7, primeiro andar.
Sebaslilo Jos Gomes Penna cJia-se da novo
eslabelecido com taberna na roa Nova n.
Aluga-se o segundo andar da aasa da ra da
Trapiche n. II, propria paca escriptorio, ou peque-
a familia : a tratar na mesma caa.
O abiizo asslgnado, lendo comprado oa luja da
Sra. Viuvado Fortunato o meio bilhete u. 4170 da
lotera 57 do Monte. Pi Geral de Rio da Janeiro, o
perdn na noite de 25 do crranle no bairro di Baa-
Visla, por lita raga a Sr. Antonio Jos Rodrigis
de Souza Jnnior e aos maii Sra. vendedores de bhe-
le, que no casa de uhir o mesmo meio bilhete pre-
miado, s paguem ao abaixo (signado, qae he o le-
gitimo dono : quem aehou o mesmo meio bilhele,
querendo restitui-lo, leve u roa di Cruz do Recife
11. 61, que lera a melade do premio qaa por serle
sahir.Lobrenco Luiz da Nave.
Bnlam-se para qualquer obra causis de urea,
assim como se aterrara terreno, embor sejam dis-
tantes do porto, por ter-e carraca pera a condc-
elo, sendo que os aterro se f{am I r em-
preilad : ua travs do Pocinho ,
de miterae.
Precia-se de uma ama que saiba coziubar e
fazer lodo o mais servigo" da casa : ni roa Dirtila a.
Ht, seguodo arjlar.
O Sr. Ohermine Paes Brrele e Paulino
leixeira de CaMlho, eleitore da cidade da Victo-
ria, queram comparecer a reparlirao do correio,
afim de receberem o ollicios que Ibes vem dirigidos
pelo juide paz.
Precisa-ie de 200* a juros de doa por cento,
com eauranc.'i em urna eserava, n qual cozinlia o
diario de uma casa, ll3^^^H%arrella como de
sabao, sabe vender na ra e I Iodo a es-
erava para o poder de quem der o 1
com o aioguel pagar-se do jarree
quem convier este negocio, anuencia pira ser pro-
curado.
Desegonda-feira m diante ( chegada de
Mdame Theard flcar fechada a loj desla por cau-
ta de conrerto.
Espera-se de Piris pelo primeiro vapor inglez
Madame Theard com rico sorlimenlo de (Mandas de
goslo.
GABINETK pohtuguez de
LEITHA.
Por reiulugo lomada em sesso do conselh
bcralivo de 22 do correnle, em
selho para o dia 29, as 6 hor.i
Souza Barboza, 1. necralaiio dn
f) curador tiscal da masa fallida de Atoui.
Augualo de Carvalho Marinho, convoca ao credores
da mesma massa ^ara ce la re-
do Exm. Sr. tfj^^^^^^^M d<>> pela
! horas da manhaa do dia .10. para uomoai,ao Je de-
positario, e espera qua^^^H
deisaiao de comparecer, pab
postario nao pode 1 lal-
lencia.
Para o Rio Grande do Sil
segoe com brevidade, per ler parte dn car
la, o brigue brasileiro Sympalhia :
mo quizer carregar o resto oa
da-se com o capilao Candido Ji
a bordo, oa ha roa do ll^^H
natrri Manoel Alves Gui
Discurso sagrado, r
da independencia do Br. Deum
que habitantes da iua^^^H
5, pala
lem da losa, depula-
ibuen,
hzeram celebrar no da 7
Sr." Joaquim Pinlo de Cal
capella imperial, oflicial I
do a assembla geral pela
professqr de eloquenc^^^B
da cidide do Recife, bil
Direito da meDLCidal.
instituto hisl
presso e vendido pelo Bi
do Rio de Janeiro, por grac'n o autor
vende-se ua tivraria n. 6 e 8 da praej
dencia, a 1* cada exernplir.
Para Mace'ui legue sem falla
rente a polaca nacional /.elosa. capiljo J. J. Pi-
menla, toma carga para o dito porte a fretes moi-
lo razoaveis: irala-se com o eoasignilarios Isaac
Curio Si Compaobia, roa da Cru n. 19, eacriptorio.
Qaem liver coutss com a hnrea americana Tai-
ma, queir aprese nu es-
criptorio de N. UrBiebV di Cruz
n. i, at o dia 27 darearn
Segu pan Q-^^^H
mez o bem condecido ljate l
be alguna carga e passageiroi
prietarios Marlins & Irmao, ra da Maii
0.2.
Muita atttmcaO.
O cautelista Salnsliauo de '
para negocia bilheles eui3|
vincia, sendo a quantia da t
nhoiro 11 vista : na roa av.
andar, pelos preco abaixo decan ietes
e cautela 3o pagos sem o d^^H
to da lei no tres primeiros premio ^^^
a vende
da pro-
la 3 di-
Bilhete
Mei* 23670
Terco
Quarlo
Oq^^B
Oitavo
Decimos
Mgesjmoi
t) caulelist, Silusllano de Aqm
sm commer-
o do
^^W engaos
Jee Antonia Piolo
Jos Joaquim Dias Fernanda
o inventarlo dos bens do
Jos de Araujo Machado
crivao Facundo, e por liso coi oas qua se
julgarem credor.is do dita tinado a habililarein-se
para serem iltendidas ni parlilba.
Prccisa-se de uma ama forra oa captiva perfei-
I engommadeira e coiinheira, pr casa 4a pouca
rarailia, palo que ae pagara a cnutenle e com genero-
sidad : na ra Nova, toja do ourive n. 4.
l'reciii-ae de um boen hwelrii : ni ra d*
Senzala Velha n. 9i.
Quem precisar da um moco portogoez, muito
nabil e verdadeiro, para hiberna 1 1 qualquer
eslabelecimento, annoat^^^^H r com
o mesmo, na ra do Varndoure,
da, casa de negocio confror
mesmo V.radouro n. 17.
l'recisa-ie de uma ma 1 ilerno
e externe da ama caa de poaMI : o ra Di-
reiia n. 72.
Jos Antonio j^^^B
de C. Starr tfiJ^^H
igual nomo, como se v em
perdeu o Sr. Reis, conforme|
no Diario de sabba
assignar-se-hn de iiojai^H^
Guimarias.
Perdeu-se um cacharro d'agua, 110 dia 24 do
correnle, com es signaes seuuinles : toda brinco,
com orelhas grandes, curto, e eslava m poaco lo-
quindo, tem apenas ama nadoa piar baixo de uma
da orelhas, costme acudir pelo notne Jouli : qaem
achar oa der noticia, .lirja-se a ra do Trapiche
n. la, armazem, quesera bem recompensado.
FURTO.
Furlnraiu d casa do aballo assignado uma ang-
lica ou flor de prata de um caitical dia prat, roga-
se porlanlo 1 quem for oflertcida de a lmar e man-
dar entregar no t* andar da can o. 9 da ra do
Coilegio, que ser generosamente gralific,
Siluslinu Epbigeoie Oruetru da Cuoha.
Quem precisar de orna ama para casa de, ho-
mem solteiro, a qual cozinha, compra e engomm,
dirija-ae a ra de Dorias n. 6.
recisa-ie da uma ama ; na rda Bell o. 36.
O Sr; Joaquim Lopes Ferreira lem ama caria
vindi do Rio da Janeiro, na eacriptorio de Jet Joa-
quim Dia Fernando.
Ne dia 27 de outubro, anda a audiencia do Sr.
Dr. juU do civel da segunde vara.se ha te arrematar
por exeou(3ode Joaquim FernaMcs de Azevedo.coa-
Ira seu filho Joaquim Femando d Azavedo o ob-
jeelos di venda siti aa ribqira do peixe detla cidade,
-cujo escripto est lo porteiro, he a ultima
prisa.
Da-sa diuheiro a juros sobre panhores a guar-
da-se o maior legrada : na roa do Coilegio n. 25,
lereeiro andar.
luga-ie uro casa que tem commodos pira
grrsnde fareilia^no Poco da PaueUa, parase pasear i
testa, em frente a casa do Sr. J0.I0 Francisco Car-
neirn Monleiro : quem a pretender dirija-se a Fura
de Portas a fallar com Manoel di Silva Nev.
O Sr. Manoel Jos' da Costa Porto tem uma
oncommeoda vinda do Rio de Janeiro na irtveau do
Arsenal de guerra n
Pracisa-se fallar com o Sn. Joaquim Pereira
da Silya, Angela Mara Cuitodia. Francisco Alves
Xavier e Manee! Joa dAlmeida Cos, a negocio
de sen inlereste : na ra do Queimado n. 7.
Offerece-ae uma ama para casa de familia ou
de homem solteiro : quem pretender dirija-se a ra
da Penha n. 15.
Preeia-se de um hbil oIBci! de firmacia,
a que d fiador a sua conducta > a tratar na ru No-
va a. 53. v itv


~
\
V
WWW OE PERViuuu- SIBIOO 27 f OUTUBRO O 1855
O mVA NOVA i AtmmWL 50
O Dr.P. A. Lobo Moscou d consultas homeopalhiea todoi os dias aos pobres, desde 9 hora d
manlni.i atoo meio dia, e emcuiMexIraordiparioi a qualquer hora do dia ou noile.
Oflereee-so igualmente par praticar qualquer operacao decirurgia, e acudir promptamenle a qual-
sleja mal de parto, e cujascircumslancias 0*0 permitan) pagar ao medico.
M (MSULTOKIU DO M.
IQSMZI.
S50 RA NOVA O
VNDESE O SEGUINTE:
Manual coi homeopalhiea do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tugue* pelo Or. Moscozo, i|oalro volunte* encadernados em doua e acompanhado da
un diedoo.irio dos lermr* de medicina, eirurgia, analoinia, etc., ele......
1 esl odo e pratica da homeor.athia, pn
SSiS^T "?< ^"icvlrvii'i ^l.aulrD,,-A PATHOBNESIA OU EFFE1TOS UO:
DO DE SAUDE-eonhecimenlos que nSo podem dispensar as pe-
da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
Jnemaon, e por si meimos se eonvencerem da verdade d'ella: a todos os
estioloi.ee dos recursos do mdicos: a lodosos capilaesde navio,
lOdii denardaacudira qoalqaer incommodo sen ou de seus tripulantes :
trc.imslancias, que n.m sempre podem ser prevenidas, sao abriga-
dos a prestar fmeonlaumU os pnmeiros soccorros ere snas enfermidades.
11 ou tradaecao da medicina domestica do Dr. Bering,
adieam ao estado da homeopalhia, um volu-
>nde, aeompanhado do diccionario dos termos de medicina .
Bdicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. .
medicamento nao sedfeode dar om passo segoro na pratica da
este estabelecimento se lisongSKde te-lo o mais bem motilado possivel e
sm duvida boje da ranee supenoridade dos seus med
105000
390O0
ninftaeai-i granee supenoridade dos seus medicamentos.
Batas a 12 tubos grandes...........
Botica* de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 12 e 15O00 rs
Ditiis 36 ditos ....,,
Bitas 48 ditos' a......%:
Ditas 60 ditos a............
Bilis 144 ditos ......
Tobos avnlsos..... .......
Frasci.sdemeiaonca.de liuclura. .......'...,'.
DtUs de verdadeira lindura a rnica..... '. ";
nda grande numero de* lobos' d crysta d diverso, lamanhos,
rompla-se qualquer encommenda de medicamentoscom toda a brevida-
oe e pos procos muilo commodos.
89000
20*000
25*000
309000
6O9OOO
I9OOO
29600
flENTO HOMOPATHCO.
Zatico e curativo
ou
CHOLERA MORBUS.
PELOS DBS.
r desla enfermidade, administrndoos remedios mais ellicazes
rorreao medico,oo mesmo para cura-la independenle desle nos lugares
en que n.
IGLEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
sculos conten as indicares mais claras c precisas, so pela sua simples econcissex posi-
< cipalmeott aos preservativos que lem dado os mais satisfactorios resudados em toda a parle em que
lies le 01 sido poslos em pratica.
lo homeopathico o nico que lem dado grandes resallados no coralivo desla horri-
Hopusito traduzir e'te* dous importantes opsculos em lingua vernacu-
ilttarr a sua leilura a quem ignore o francer.
feto no Consultorio du traductor, ra Nova n. 52, por 2S000 rs.
ANNUNCIO.
Cascudas liaratissimns, na ri
defrrnle da ra da Ma.
oiido herco vindo da pon-
te, lado ew; ihelecimenlo achiran os
lies do centro, e o pu-
Mdimenlu de fazendas
Hilarte e sem avaria,
ideni por precos bara-
*im come boa dlsposicAo para bem ser-
' los os fregoezes que se digoarem
uto,
LA DE LA11M.
Ferrer de Albuquer-
aula parta rita do Ran-
iinua ai receber alum-
deide'ja' por mo-
*HH|Bib1ico: quem se
tpequimo presumo o,
b segundo andar da refe-
Iquei- hora, dos das uteis.
nos internos 1
dico *
REPERTORIO DO MEDICO
HOMOPATHA.
K.YIRAHID
MNGHAUS
posto e<
abrevia
lgica e ih
roeop;
seguid
o* termos i
das peisjas do pj
E BOEN-
OUTROS,
^Kpripcao
arto physio-
icamenlos lio-
^^^Hrdanci.i.
o de todos
1, > DW^Hflalcance
DB. A. J. DE MELLO 10RAES.

1 consultorio homeo-
0, ra Nova n. 500
brochara, e 6*00,'
m
PBMENTBAI
BOMffiOPATIHCO.
Sratuito para os pobres.)
'uwo-.Yoco) n. 6.
0 1' lo Lodiero Pinho d
horas da w
l*Mggfftfgtttt?'
J. Falque. J
Rl V DO. COLLEGIO N. 4. 1
Reeebeu pelos ollimos navios vindosde Fran- i
ea nm grande lortimenlo dos objeclos abaixo I
declarados:
Palitos de panno Forrados de seda e la, go-
las de velludo e seda, de 12S000 para cima.
Ditos de seda de differentes cores de 109000
para cima.
Ditos de alpaka prela e de cores, forrados i
de seda, e de laa com Rolla de seda ootras,
de 65000 para cima.
Ditos de Ua c lia e seda, de diflerenles
cores e precos.
Ditos de brim branco de cores, sendo- os
de cores de 2950O para cima.
Ditos de ganga superior.
Calcas de casemira prela muilo boas a
109000.
Ditas de edres de diflerenles precos.
Palitos, calcas e collele de caiemira mes-
ciada, ditas de briol brancas e de cores de
diflerenles precos.
Grande sorlirncnlo de perfumaras finas e
extraclos.
LlIV AS DE PELUCA DE JOUVIN, bran-
cas, edr de caima, prelas e oulras cores, luir-
lo, paro llorara como para senlioras, enfeiles
pars cabeta. chapeos de palha alierla e
feitados com filas, velludo e plumas, para J
nios emeninas, camisa
rentes qualidadrs, gral"
gorros avelodados esc
Umao, ruu da Cruz a 40.
Chegnu ora novo sorllmanto de conservas linas,
como l atede Saumon, Chouxcroul de saucisse, San-
cisson cerve:as ele, que pela boa qu.lidade e mdi-
co preco se pode iccommeudar aos amantes do bom
osto. Os mesmo* achurao lambem um grande sor-
timento de vinlio de'todas as qualidade,- champagne
e tres differentes marcas, licor de eominho (Uom-
mel) cherry cordeal, Indo pelos menores precos.
Manoel Goncalves Aera,
adminisiradordoestabeleelioerUo de carros fnnebres,
to em umannazem pi-rleneeiile aos rllglosos fran-
ciscanos, eoiitronle a secretaria- de policia, faz cen-
te ao respeilavel publico, que se ,cli eampelenle-
.mente habilitado a euiarregar-se deqmlqiier enlcr-
oeceno lodo ii uecessarin. Unto de armncilo
aeigreja como licencas de'parocho e cmara, cera,
TOiislea convites, para o que se acha munido de
lodos os misteres, prometiendo servir com prompti-
do e zdo.
Qnem precisar de um menino brasileiro com
alguma prallca de loj de Tazenda dirija-se" a ra
do Livramenlo loja n. 8, que achara com quem
tratar.
Precisa-se de um andar de casa que ofTereca
muilo bona commodos, paga-se bem sendo as mas
seguinles : em a freguezia de Sanio Antonio, ra
do yueimado, Cabug, larga do osario. Nova, Col-
legio, Ladea, Cruzes; no bairro do Recife, Cadeia,
Cruz, Vgario : quem a quizer alugar, enlenda-se
com Antonio Joaquim Vidal, na ra da Cadeia de
HeciTe, ou com Joaquim de Paula Lupes, defronle
da escadinha da alhndega, e na ra Augusta n. 94 ;
assim como se compra ama carroca e om boi para a
mesma.
Offerece-se urna Porlugueza debonscoslumes
para o servico de casa de homem solteir oo de pou-
ca tamilia : quem precisar dirja-sea Boa Vista bec-
co dos Ferreiros n. 4.
O abaixo assignado faz ver ao reipeilnvel pu-
blico, que Jos Ignacio dos Santos Coelho conlinuou
a ser sen caixeiro desde o dia 22 do correte.
/ Francisco Jos da Costa Ribeiro.
O abaixo assignado perdeu honlem a larde, 23
do correnle, 2 oo 3 pequeas cartas, e Cornelias va-
rios recibos de 59, 109 e 209 em quarlos de papel
separados, datados do anno de 1847 a 1851, embru-
Ihados em urna conla em meia fnlha de papel de
peso, com-a somma embaixo de 300 e lanos mil rs.,
cujas cartas furam-lhe dirigidas naquelles lempos
por Joaquim Mauricio Wanderley : roga a pes-
so* que os ichou leve-os no armazem da roa Nova
n. 67. que sera bem recompensada. Sappe ler
perdido na direcoao da rna do Sol, Cano, paleo do
Carmo e SaniaThereza, havendo antes ido a ra da
Florentina at o fheatro.onde eslo as canoas de cal.
Domingos Aniones \ iliaca.
PUBLIGACA'O COROGRAPHIGA.
Esta' a venda na livrarla classica n; 2,
no pateo doColleglo, a obra intitulada
Breve Noticia Corographica do Im-
perio do Brasil, escripia em 18 i; e ro-
ga-se aos senhores assignantes que tenliam
a bondade de mandar buscar os seus
exemplaies, no armazem de leilocs, na
ruado Gollegio nf5.
,Precis-sede80O9 a premio por hvpolheea,
dando-se por seguranca orna boa mobilia de jaca-
randa, nova, e um bom piano: quem quizer anuuii-
cia para ser procurado.
COMPRAS
No engenho Ramos da freguezia de P d'A-
Iho compram-se liois mansos de carro : qurm os li-
ver para vender, annoncie para ser procurado.
i Compram-se 2 toalhas grandes e 2 fronhas pe-
queas de labyrinlho: na ru do Crespo n. 3, loia
de 4 porta* prximo .fl-arco de Santo Aulonio.
Rehire0!,1!'!;"'"' 'U "' freCha : "* ru5* Crur do
nl,7^13Jl,n"se Pa,flc0e hrasileiroav e*hespa-
nl.oesa 1S900: na ra da Cadeia do Retife n. 54.
- Compram-se 2 negros que sejam mocai, de bo-
nita* lauras, quesejam sa.lios o n3o lonham vicios
Rangel n. 36.
nem achaques: na ra
andar.
do
VICIOS
primeiro
h7..V -f '" dD"* ""',erreM em WiVas, e
cie ou dinja-se a ra de banla Rita. sobraaMIe usn
ananr n, j. *
Compra-se urna escrava crioula, que saiba en-
gommar e coznhar, e precisa-se de urna ama coma
mesma* quahdades : no pateo da Penl.a n. !*.
vende-seuiuapadaria em Santo Amam, na
travessa do Lima, com lodos os perl.nce, ou os
penences : quem quizar comprar, dirija-se a mesma
travesa, laberiia da esquina que volla para es co-
queiros,-que achara com quem tratar.
,Vn(l'-*? nm obrado na eidade de Olinda, na
roa de S. Berilo o. 1 ; qoem pretender, eotenda-se
com Manoel Nones de Mello, ng ru. do Bomfim.
Vendem-sel.ndoschaposdepalliinlia
e/abetlo para meninas : na ra da Ca-
deia do Recite, loja demiudeza n. 19.
Vendem-se cartas de jogar muito li-
nas proprias para voltarete: na ruada
Cadeia do Recite, loja demiudezasn. 19.
HE MUITO BARATO.
Meios chales de rasernira de ramageni de cores,
SS"*, ll,le'ran"ne nova e moderna a 29800 e
29oOO, fazcndaesla que muilo mais valle, pois como
aporcao ne grande deseja-se vender barato, para aca-
bar : na ra do Queimado n. 33 A, loja junto a da
fama.
BARATO NUNCA VISTO A 2000.
Corles de cassa chila padrOes lindse modernos, a
29000 rs. o corle, dulas fr.ncezaa padroes escuro* e
claro, Tazenda superior a 320 o cov>do, e dUo-ae
amostras com penlior : oa roa doQueimado n. 33 A,
loja junio a da fama.
Vendem-se doas canoas, sendo urna de carrei-
ra e outra de conduzr familia na ra da Santa
Cruz n. 70.
A 5,000.
Paliis de alpaca fina, prela e de cor, muilo bem
cosidos e forrados, e ditos de ganga amarella a 2500:
na ra do Queimado, loja n. 21.
Para bacbarci>.
Vendem-se Olas para carias de hachareis a 5000
rs. ; airar da matriz da ra Nova, loja n. 2, de Au-
gusto Colombiez.
Jl 1 800 0 COYADO.
Merino preto muito fino, com leve toque de ava-
ria ; ua ruado Queimado, loja n. 21.
SANTO MILAGRE
em que se inamlesla ao publico o horrorojo alienta-
do execulado por um leeelao no reino de Valenca,
coiilra a semelhancade Nosso Senhor Jesns Chrislo,
e o castigo que Dos Ihe deu. como ver o curioso
Ie.lor: vende-se pelo preco de 100 rs., na roa do
Crespo ai. 11. loja do baraleiro.
Vende-e no sitio do Chora-menino,
fabricado rap Muron, urna porcSo de
quaitolasebarrisem muito bom estado,
que foram de vinbo ; assim como urna
cabra (bixo) com muito borne abundante
leite : tudo por preco baratissimo.
Na ra da Cruz n. 26, primeiro an-
dar, existem a' vendaasseguintesmercado-
nas ltimamente chegadas, e por muito
commodo pretjo:
Champagne o melhor possivel, emcaixas.
Cha'preto muito novo esuperior, em .li-
bras.
Chocolate o melhor que tem apparecido,
em libras. ,
Licor de Kirsch, em caixas.
Tentospara voltarete ou outro qualquer
jogo, em caixinhas envernisadas muito
delicadas.
nenios, bonete* de gojrgurao
cjurnteiras dedif-
i;.Iirasne^f,
Heque.de madreperola,
lunetosde larlarujfi, penlee redondo M i
""'""I rrach. da .lim-r-m '
iiines, malas o saceos
rira viagem; eoutros
-ee veiidem por procos
rarosve-
rauilos
moilo
Acaba
>is.
icilios, das
sos repentinos
^^^iscrao
x Itori!
^H
Asmoesti
es pee i i
pelo*
lem no con
merecan Iratamenlo
hnje aconsclliados
isa adamantina.
icida a excelIcDcia desta
preparar;.! ur denles, porque seos rcsul
lados seeipre feliz
Sbastii Jo
masa, pwa
rom li
cara-lo na tflrrt-
bero.
DHJTOHHiNCEZ, S
tabelecido na
dominio do publico.
o desta preciosa
pessoas que quize-
Jtfifos, podem pro-
u n. 1, loja de bar-
(J> Jj

ta
f
seguDaWandar,
ledo ar, e chumba
niinu e ouiros me-
lehegar nova pimenta da Jamaica,
excellenle para (empero, assim corno sago', cevadi-
nh e ervilbas: o armazem de Paula & Sanios, ra
do Amorim n. 18.
Attenrno.
Roga-ie a lodos os.devedores da taberna da ra da
Cadila do Recife n,25, defronte do beceo Largo,
qua eslo alrazados ero seus pagamenloi, lano de
ledras vencidas como d* coula de livro, que quei-
ram realisar seas pagamentos al o fim do crrenle
mez de ouluhro, e aquelles que o nao fizer, passarao
a ser exetulados, e seus nomes publicados, islo para
evitar a prescripQo.
O Dr. Ribeiro, medico, mudou (A
sua residencia para a casa cinzen- f
ta de quatro andares, na ra da
9 Crue n. 13, onde pode ser pro-
^| curado a qualquer hora. ,
!]
A foinp
principiado st
raaritimos a pivrt
crptono, na
aberto todos
STlSTA,r -
^^Bsadora tendo
, tpma seguros
u es-
stara'
Ht^ 10 horas da
COBtCl
roanl
19, priinei- 0
I ** ( *if
ile Emprezaria da
edificacXd da casa de bajile tiesta provincia, sao con-
vidados h re.lisarem a primeira pnslarAo de 15 por
cento sobre o capital de suas acjOus, no prazn de 20
le dala desle, oo criplorio do tbesoureiro ao
-eoriiePatehetl, no largo do Corpo Sanio, con-
forme a leolucio lomada pela diiecco da mesma
cumpanlua na conidrmidade do arl ilotos.
Recife 14 de oulubro de 1855. O secretario. Cb-
priano Fimplen Gueiet Aleoforado.
O Ilim. Sr. thesoureirc- das loteras
manda fazer publico que se achara a'
venda c bilhete da quarta parte da se-
gunda lotera do Gymnasio na thesoura-
ria das loteras, na ra da.Praia, h. 27,
cujasYodas andan mpreteiivelgiente no
da odo mez.de novetnbro. Thesouraria
daslotcrias, 22 de novembio de 1855.
Luiz Antonio lJpdrigiiesd'Aimeida, escri-
vao dat lotera
Os Illm*. Srs. acadmicos do 5. auno sao con-!
vidados para comf-arem a. Alas para as sua. car-
las de bailiareis: na lojarn. 2 da rea Nova atraz da
malnz.
ContrataiQ-se
pessoa. Uyres oo e*crav*s-, que se queiram empreg.r
no trafie da canoas, pagam|o-se por mez, ou fazen-
do-se vaulagem nos lacros, qne por ventora possam
haver na pasiagem ds canoa da rui da Aurora para
o theatro de Santa-Isabel, oq desle par* aquella
procure no pleo do Carine n. 9 a qualqoer hora do
di, que achara eouj quem tratar.
nPABA MENINAS.
Chegaram, muito em coala) urna porcao de pul-
ceiras para meninas : na roa. do Cabug, loja de
ourives n. rl, de Seraphim S Irmao.
Novos livros de liomeopaUla em francer, sob
lodas de summa*tniporlancia : I
Hahnemann, tratado das moleaUu chronicas, 4 vo-
lumes. a^ ^ a^on
leste, n-oleslias dos meninos..... 69OO
llering, homeopalhia domestica. .... 79OOO
Jahr, pharmaenpen homeopalhiea. 69OOO
Jahr, novo manual, 4 volumes .... I69OOO
Jahr, molestias nervosas....... 6a000
Jahr, molestias*da pelle....... 89000
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes lGaOOO
lldiuimann, tratado complete das molestias
dos meninos. ...... iO^OOn
A Teste, materia medica homeopalhiea". 89UOO
De Fayolle, doulrina medica homeopalhiea 79000
Clnica de Slaoneli $...... 69000
Casting, verdade da liomeopatbia. 49000
Diccionario de Kjsleu.....] lOaOOO
Attlas completo de anatoma com bellas es'- ^*^
lampa coloridas, contando a descripcao
de todas as parles do corpo humano 309OOO
vedem-se lodos estes livros no consultorio iiomeopa-
ttiico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50 nri-
meiraaudar. '"
Preeisi^ede urna ama forra ou captiva, para
os servicos nleruos e externos de orna casa de poura
ramilla ; pagase bem : a Iralar no paleo do Carmo
O. 20, primeiro andar.
Seguniia-feira.lS do correnle, fugio do silio
que rodo Bnlo, no principio da estrada dos AITlic-
los, onde presentemente mora o Sr. Robili.rd, que
antes morava-no Poco da Panella, o eseravo crioulo,
de nome Joaquim, que lia muito conserva-se aluga-
do felo comprador e cozinheiro, com as signaes se-
guinles :-idade25 a 30 annos, boa aaUttKa Vecco
do corpo, olhoa grandes, roslo compriJo, pouca bar-
ba, ba.Uiileespadaudo, bracos grossos, ps peque-
os, maireitos e apapagaiados, com os lornozellos
groisose com cicatriz de urna gomma que ha muilo
leve, lano quando anda puxa por urna perna, he
oilo regrisla e civiiissdo ; levou (oda roupa, sup-
oe-seaodar pelo Poco onde he muilo condecido-
oga-se a pessoa que o apprehender, teve-o no ar-
jaiem da roa Nova n. 67, que er bem recompen-
sar" Urna pessoa versada em lallm, franeez. n-
gtez, portugoet, philorophia, rhetoriea, geometra
arilhmeliea, mulla lilteralura.e com algum conheci-
mento de physica, offerece-se para ensillar fura desta
eidade, porom so pode conlralar negocio para a fre-
gnezi de Sanio Aniso, ou parte que lite esteja mui-
to conjiincla. ^a '
Oilciae* de alfaiate u
precsa-se na ra Nova, esquina da ponte.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os nvos bilhetes da
lotera 57 de Monte PioGei'al, que ilevia
correr de 22 a 25 do presente, nos lugares
do costume:" asustas esperam-sepelo va-
por Impertdor.., no da 2 do futuro me/,
de novembro ; os premios serao pagos lo-
go que s tenham distribuido as mesmas
listas.
.TI S'lM'w *}*?* am prel0 P0' mele' 1B *i
1 el e de boa conducs, para servico de casa : na roa
da Croz n. 40, priroeifo andar.
I Sunta Rila, taberna n. 5.
ndem-se 37 barris de 4 em pipa, pipas de
laialtiulia. tudo promplo para mel 011 asefle *-
ante da f.brjca de vinagre na |rua Imperial
L vendem-se 25 mil charulos e um fileiro com
ovidro* : na ma do Amorim n. 17.
Vendem-se na roa do Livramenln, loja n. *>,
pecas de cassa com salpico a 1500, alpaca pre|a de
dua, larguras a 320 o co.adp, riscados franeezes a
M rs. n covado, ganga amarella a 300 rs. o covado.
Vende-se orna negriuha de7 a 8 annos, muilo
bonita : oa roa do Livramenlo n. 4.
Vendem-se copellas de, Immorlee vindas de
Jans, proprias para serem collocadas sobre tmu-
los ou catacumbas, no dia 2 de novembro (finados):
na loja de Antonio Francisco Pereira n. 4.
No pateo do Carmo, quina da ra de Hnrlas n.
2, vendese_ manleiga ingleza de 480 a 960, dita
rranceza /20, ch*colalc fino a 440, velas de car-
nauba pura a 480, ditas de eSpelmacete a 800 rs
ctouncarde Lisboa a 400 rs., louciolin a 360, bol
cdinha de soda lina d* Londres a 610, dila ingleza a
100 rs., dita Napoleao a 480, dila aramia a 560, se-
quilho. a 400. r., sebo de Hollanda a 4O0 rs., azeile
doce a 640 a garrafa.
n~,Ven,,.ein'w 25lrv<*<> qualidade. com 35 a
lupaimosde eompnmenlo desembarcadas 110 trapi-
che do Ramos : a tralar no mesmo com o Sr. Jos
Mana, ou na ra do Qaeimado n. 6. .
Vendem-se meles incitados para embarque
na estrada de JoSo de Barros, esquina d becco do
Espinheiro.
"Vendem-se 2 escravos mocos, d idade 'H an-
nos, 1 prela de meia dadeQboa coziubcira ; lodos
dao-se a conlenlo ao comprador: ua ra Direila
Vende-se milito em saccas grandes a 59, arroz
de casca a 39200 oalqueire, oleo d ricino em latas,
orno bem 3 travs de arueira de 40 oalmns. 10 loros
de angico de 9. a 10 palmos de compndo, por preco
commodo i na ra do Vigario n. 5.
m T Ven^-8e om moleque de 6 a 7 annos : na roa
da Sania Cruz o. 70.
Vendem-se nmas sacadas de boa pedra : a Ira-
lar na ra do Qaeimado n. 7, primeiro andar.
Vende-se nm sof de amarello de muilo bom
modello, por preco commodo: na ra das Cruzes
Vndese um molecole com 20 annos e nraa
negra cozmlicira com 24, ambos crioulos e de nma
excellenle conduela : na ma da Senzala Velda n.
O, segundo andar, ae dir quem vende.
Vendem-se 2 cade iras de balanco, 2 bancas de
meio de sala, 1 cama de venlo de armaclo, tudo de
amarello : na roa da Senzala Vellta n. 70, segundo
andar.
Vendem-se dous pianos fortes deja-
caranda', construcciio vertical e com to-
dos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Hambur-
go : na ruada Cadeia"awaazem 11. 8.
Em casa deHenry Bronn &C, ra da
Cruzn. 10,'lm para vender um grande
sortimento de ouro do melhor gosto, as-
sim como relogios de ouro de patente.
En casa de Henry Brunn &C, ra da
Cruz n. 10, vendem-se:
Lonase brins da Russa.
Instrumentos pora msica.
Espelhoscom moldura.
Globos para jardins.
Cpdeira8 e sofa's para jardim. ,
Oleados para mesa.
Vistas de Pernarnbuco.
Cemento romano.
Gomma heca.
PIANOS.
Vendem-se em casa de Henry Brunn &
C ra da Cruz n. 10, ptimos pianos
chegados no ultimo navio da Europa.
Unifto, na rus da Cruz n. 40,
ha para vender um sortimento de conservas finas co-
mo pitis pe., sardina*, asperges, langae de buf-
pal de Toiesaucissee, beTstak, chaponneau au jam,
bon, poulet an jo d'crettsse, triandeau de vean;
assim como diversas qaalidades d vlnlm, como
Champagne, Xers, Madelra, Porto de ptima qua-[
lidade, vindo de France branco (anligo) e tinto, di-
versos licores, dnmmel, ele, cogoac engarrafado ;'
lambem ha petlscos acetado* ao modo europea a!
qualquer hora. >
.tas para aca-
bar com a loja.
Na ra dos Qoarleis, loja de miudezas n. 20, jun-
' a padaria do Sr. Manoel Antonio de Jezus, ven-
de*-Sf miudezas por precos que realmente faz ail-
tjtaber : lindas de novello brancas e d co-
ibra. pcnQirNle ilisar a 240 a duzis,
eos pj*)f"ramise a 140aRro*a, tesoure-
duza, fneias brancas parasenho-
nhas branca* de carrileis Ae 200
carmel, ditas de 100 jardas a 30 rs.,
jnca Ja.ilaaalWaa.HrTi 6 v*ras aM^TW,
IcTmiiilo boas
iiiilo linas a 610 a
160 a yara, pecas
640, bonete de vel-
patinhoK de laa para
ios de armacao a 320,
suspensorios a 40 rs. o pTrn, caixas com colxelesa 70
.s., pecas de filas de laa com 16 varas a 160, boloes
PiL? calS,a" 10 "' 8ro". pedras para escrevera
100 rs., fivelas para sapatos a 500 rs. a grosa, gar-
sanlilbas de aljofares muito bonitas a 16, ditas pre-
la. a 200 rs.,alflueles doorados muo ricoia160,
eacovas para chapeos a 320, argollabas donradas pa-
ra orelha a 40 rs. a dozia, brincos muilo bonitos a
iOO rs,. a duzia de pares, pulceiras encarnadas das
que mulo se usam a 210, nenie* auerlos para atar
cabello a 2 a duzia, pecas de lita de relroz com 15
varas a 300 rs., leiouras moito Gnas para cosiera
com pequeo toque de terrugem a 160, ditas gran-
des para alfaiate muilo finas a 500 rs., lacre fino en-
carnado a 19 a libra, pares de esporas a 320, caixas
para rap a 120. tranca de seda preta a 80 e a 120
" vara, macinho* de grampas a 60 rs., filas de
seda lavrndase lisas, e oulras mu i las cou*asque nao
lie possivel anuunciar se. Nestn loja tudo se vende
muilobaralo porque se quer acabar, a lodas as min-
dezas foram compradas em leilao e a dinheiro vis-
te ; a ellas, amiguinlios, que o bom e baralo depres-
sase acaba.
Novas joias de
ouro.
*.*,,01* de Oliseira & Goncalves, roa do Cabul
n. 12, ha um lindo, variado e modernissimo sorti-
mento de obras de ouro. lano de 14 como de 18
quilates, consislindo em aderecos, meios dilos, roze-
tas, corremos* e outro* objeclos de gosto : troca-se
tudo por sedulas, ainda que sejam velhas. Os pro-
cos sao mais commodos do que em qualquer oulra
loja.
Ceblas do Porto em restias.
J desembarcou a cebla do Podo em restias, Via-
da uo brigue 5. Manoel, e vende-se no armazem de
Joao Marlins de Barros, na travessa da Mare de
Heos 11. 21. *
Vendem-se (cadeiras de balanco americanas,
pelo preco de 109 cada urna : na ra da Cruz n.
id, primeiro andar.
Vendem-se, machinas de debulhar e moer mi-
nio, carrtnbos de mao muilo leves, pregos america-
nos de n. 2 a 12, e eslanho de muilo boa qualida-
de : na ra da Cruz n. 13, primeiro eod.r.
, Batatas
A 640 rs. a arroba
para fechar cunta, em muilo bom eslado, chegadas
de Lisboa; farinha de mandioca da mais.novano
mercado a 2&>00 rs. a sacca : na travessa da Madre
de Dos 11.16, armazem de Agoslinho Ferreira Sen-
ra uimaraes. 1
Vende-se nm cabriole! destoberto, com ar-
reos, tudo novoe mullo bonito, por praeo commo-
do : na ra Nova, coclieira por baiio da cmara.
Vende-se no armazem de James Hal-
idav.na ra da Cruz n. 2, o seguinte :
((elogios de ouro e prata patente inglez.
Sellins ingliv.es.
Ditos ditos de patente.
Silhoes para montara (li-sciilinrn.
'Eixos de patente para carros.
Mollas de cinco folhas para ditos.
Lantemas de dillerentes modelos para
ditos. '
coberta de
FLOR DE FLOR.
A Farinha de Santander Flor de Flor,
be a melhor farinha de trigo que existe em
todo o mundo, porisso sempre liequaliii-
cada a mais superior em todos os merca
dos, aondetem sido importada ; he esta a
primeira vez cpie vem a este mercado,
porem garante-se a veracidade da infor-
ma c5a: vende-se unicarnente no arma-
zem deTasso Irmaos. \
Bons gostos e de
boas qualida-
des.
Na ra do Queimado, nos quatro canloa, na seunn-
da loja de fazeAas 11. 22, defronle do sobrado ama-
rello, vendem-se as seguinles fazendas, por precos
que realmente fazem aslmir.ir:
Casemira preta de superior qualidade pelo bar
li-simo preco de 29 e 29600 o covado, excellenle
panno prelo fino, prova de limao, para casaca e pa-
lito a 2500; 39 e 59, alpaca prela mullo fina a 400,
500 e 600 rs. o covado, cortes de colletes de fusiao de
boa qualidade e bonito, padroes a 700 e 900 rs., bo-
nitas cassas franeeza. e muito finas a 300 rs. o cova-
do, cambraia muilo fina de salpico, propria para
vestidos e roupa de manca a 15 a vara, camisas
franeeza* muilo finas com peilos de esguiad para ho-
mem a 298OO, cortes de cassas para vestidos de bo-
nilos padroes a 29, lencos branco* de cambraia de
lindo muito finos e grandes a 69 a duzia, meias finas
para sen hora a 240. 300 e 400 rs. o par, ricos chales
de chally com Unir de seda e bastantes grandes a
!>?, ditos de merino muito finse lisos a 69, luvas de
seda de cures para homem e senhora a 19 o par, di-
tas prelas de lorcal, fazenda superior, vindas de Lis-
boa a 1*120, ricos corles de seda para vestido, pelo
baratissimo prego de 209, ditos de cambraia de seda
de lindos padroes a 69, chally verde e amarello.
muilo superior fazenda, e que muilo se usa para ves-
tido a 800 rs. o covado, romeiras de cambraia e fil
com laco* de ricas filas de seda a 19280, grvalas de
seda de bonitos padroes a 640, meias de laia para
padres a 29 o par, corles de casemira finas e de bo-
nitos padroes para calcas a 59, hrinzinhos de puro
linho a 240 o covado, ricas eolias de damasco e mui-
to grandes, pelo baratissimo preco de 109, brins tran-
cados de puro linho e de bonitos gostos para calcas a
800 rs. a vara, meias croas para homem a 200 rs. o
par, chales de larlalana de bonitos padroes a 19, ciir-
des de calcas de casemira. de algedao a 19, merino
Irelo, fazenda muilo boa a lo.'itlo o covado, lapim
preto o mais1 fino que he possivel encontrarle, pro-
prio para veslido* e hatinas de padre, pelo baratis-
simo preco de 1,280 o covado, riscadinhos franeezes
muilo finos e de bonitos padroes 240 o covado,
meios lenco* pretos para grvala, fazenda superior,
a 19, lencos brancos com listras, de cambraia, mui-
to fino* aTlOO r., brim branco trancado de puro li-
nho a 19200 a vara, e nlm de lodas estas fazenda.
oulras muilasqoe s i vista das boas qaalidades he
que se pode ver o quanto sao baratas, uliancsndo-se
aos senhores compradores que neste estabelecimento
n5o ha fazenda alguma que seja avahada, e sim Indo
sem avaria, de bous goslos e'boas qualidades.
He fazenda mui-
to linda, os me-
lindres.
Eta fazenda he inleiramenlc nova, chegada no
Espingardas vle doiK canos mnilrt Koas allimoaavto fraaeez, e de lodas as que se usam pa-
P .g .uas le oous canos, multo Mas rayano,, he a ma bella, he de laa e seda, e de
P-ira caca. largurareinlar. euda corle tem 13 covadose meio,
,' eves**e-s.-peo baratissimo preco de 69500, sabe o
I I Ulilil'f fc C Ik'll'la. covado 600 r*. : na rua do Oueimado. nos quatro
*-"J V^atJClO IFcll ti celos, na segunda loja de fazendas n. 22, defronle
de sobrado amarello.
Cortes d meia casemira a 2$000.
Na loja de lliiimaraes \ Henriqnes, ru do Cres-
po n. 5, vendem-se meias casemras de superior
qualidade, pelo baratissimo preco lie 29000 o corte
de calca. .>
A boa fama
Na rua do Vigario n.m, priaieiro andar, lem
a venda a superior Panella para forro* da sellins ,
chegada recenleroeoleda Ameiica.
Vendem-e lonas largas eestreitei, por preco
commodo : em casa de Fos Brt Uter, oa rua da Ca-
deia do Uecife n. 62.
POTASSA E CA, VIRGEI.
Noantigoeia bem conhecido depo-|
to da rua da Cadeia do Rjcie, escriptorio
n. 12, ha para vender muito supe
potaua da Kussia, dita do Ro de Janei
t calvrgem de Lisboa im pedra. tut
preroi muito favoraveis, com os ques fi-
ca'rao os compradores satisl'eitos.
Attencao ao novo sortimento de fazendas
baratissimas. -
Novas chitas de core* seguras e alaumas de pa-
drOes novos a 160,180, 200, 220 e 240 o covado,
corles de hila de bonitos desenhos, padreas inicua-
mente novos, com 13 covados por 39, riscados fran-
eezes finos a 240 e 260 o covado, cassas francera. d*
core., padroes bonitos e delicados a 600 rs. a vara,
nova melpomenes de quadros de cores a 640, 720 e
800 rs. o covado, hambargo lirio, de boa qualidade,
para lences. ceroolas e lo.lh'tsa 99, 99600 e 10 a
peca de 20 varas, novo panno lino para lences,com
mais de 2 varas de largara a 29240, chales de lia
grandes de cores com bsrra a ;$500, ditos de Case-
mira finos e mailo bonitos de cores com barra por
89, elira prelo maco superior, prpprio para vesti-
dos e colletes, por preso que em particular .e dir,
chales da seda grandes e pequeos, e ootras mottas
"azendas, que a dinheiro vista se vendero por ba-
ralissimos precos : na rua da Cadeia do Recife, loja
i. 50,'defronle da rua da Madre de Dos.
*nitos oces patentes
p 1P;r*onservar a comida
quelite: vendem-se napra
ca do Corpo Santo, arma-
zem 11. 48, de ti ostrn Ko-
oker C.
Vende-se ac em eunhet*. de nm quintal,! por
preco muilo commodo : no armazem delc. Cel-
monl & Companhia, praca do (jrpo Sanio n. 11.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-'
de-sefarelo novo.chegado d*Lisboa pelo briguefis-
(feranfa.
FARINHA DE MANDIOCA.
. Vende-se superior faripha de mandioca
em saccas que tem um alqueife, medida
velha por 3 o, 5 e 7, e no armzem defronte da porta da
altandega, ou a tratar ni) escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
IECHAIISIO PABA EIIGE-
no.
NA FUNDIQAO I E FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVI iWNIAK.
F ABIZ,
__empre ai
Maja* de metSI
f
ha sempre ef^^^H
de mecha
imoniflaa^^^B

C, eic
Bm a 1
f
POTASSA BRASILEIRA,
, fan
cri-
os os
e executam I
ridade j conhe-i
modidade em prcas.
HAVALHAg
Na raa da Cadeia
dar, escripte
noam-se a vende a S
bemconliec: 'asna
pelo hbil fabricante q
de Londres, as quaes alelen dr
iiamenle, ale seseal
vndela-as eoia 1
-------O-1
I de* seguinles
is moderna
e batido, de
^^abos; radas
Alda* a* propor-
Bm de bo-
s cavitbrtes, moi-
m a supe rio-
presteza com -
rESOt'BAS.
, primeiro an-
oaetl-
(>a compra rl
sa ha ricas
mofalHcaate.
^^Kdejxus
nuca-
CHA] PE
BOSQC
MAsWveaai
PAIA
i'ara cura de athtisii
graos, quer motivada p
fflPWTAITE-
di ir na
Alpaca de qi
lindos goslos e
recido, sendo
dem-se pelo mn
do, islo para aeaj
romo um sortil '_
chaly com barra de *
tos de seda, e de leal
veis e or menos ^
iiHtda-'p a
n. 33 A, loja
^Boi pol-
va
1
01.
Vende-se superior
bricada no Rio de Jin>
gada recentemente,
da-se aosenhores d_
seus bons ef'eitos ja' {
tados: na rua da Cruzn. 2
mazem de L. Leconte
0 Companhia.
Vende-se urna balanca r.im*na
s*us perlences.em bom,a* e dii 2,0C
preleuder, dirija-se r[ua da Ciua.arixuj
Fazendas baritas.
Corles de casemira de pora la e b
a 5000 rs. o corte, alpVa de ejrd
OOrs. o covado, dila muito larsa pre|
lo a 640 o covado, corle* de brm *
uhoalaoO o corle, ros cor di,
corle, corles de casemira de bom ge
te, sarja de 13a de daas largura* a
do de quem est de loto a 480 1
fust/i de' bonitos gosto* a "d e
trancado de linho a la) e a 110)'
para jaquelas e paliis a 280 o enva
leles de gorgorao a-39500
portas
(lo Liv
m
'O^Vefi -"W
Vaquetas d^ lustre
ditos.
para
Fio em novellos para sapateiio.
Lonas inglezas largas eestreitas.
Vende-se am bom carro novo de|4
rodas e de 1 asenlos, muilo leve, e de
construcco moderna, por proco com-
modo: na rua Nova, cocheira de Adol-
pho lionrgeois.
Aos senhores de engenho.
No Recife, primeiro armazem de farinha de tri-
go, no becco do liuncelves, vend-se a verdadeira
farinha gallega, em meias barricas, e das melbores
qaalidades de Lisboa, e saceos das marcas mais acre-
ditadas do Chile, que lem vindo a este mercado.
COGNAC VERDADEJHO.
Vende-se o verdadelro cognac, tanto em garrafas
como em garrafn : na roa da Cruz n. 10.
Cobertas de seda e laa.
Na rua do Crespo n. 5, vendem-se por mdico
prece cobertas de seda e IJa,lorcis,dos mais b'ellissi-
mos e variados goslos que tem apparecido neste ge-
ne loja da
Ricos pentes de tartaruga para alar cabellos a 19380 po n" 6"
Ditos de alisar lambem de tartaruga laOOO.
Ditos de mar fim lambem para alisar l$Mw 1
Hitos prelus de verdadelro bofalo para atar
calumas --._ __ _,...----isas,
^com blotas, fazenda ~^U
^^Ks para homem e senhora 1
Lindas meiJ^jja^dn Oc cores para crianzas I
Meias |iiiilada(^ia^g|aik|iAara crianzas:>10e4(
Randeijas grande* ea^PaaWas finas 3&U00 e 4000
Papel almaco grevee paulado, resma I3OOO
Papel de peso paulado muilo superior 3>(i00
Penas finissimas bico de lanc*, groza 1S00
Hila* muito boas, groza eiO'
Canelas finissimas de marlim 3(y
culosde armaco le acn delodasas gradua(5es 800
Lonetas com armaclo de tartaruga lJOfJO
Toucadores de Jacaranda com bom espelho 300<)
Meias de laia muito superiores para padres 2SO0O
Ricas bengalas de canna com lindos casles -29 e :R$000
Chieoles finos para homem e senhora a f e 2^000
Meias prelas de algodo para padres 600
tiravalas de seda I -"i tas de velludo estrellas e de todas as cores,
a vara 160
Atacadores de cornalina para casaca 400
Ricos reloginhos para rima de mesa 4gOt)0
Escovas fuissimas para cbelo e roupa, navalhas li-
nissimas para barba, meias pintadas e croas de mui-
to boas qaalidades, trancas de seda de lodas as co
res e larguras e de bonitos padroes, litas finissimas
lavradas e de todas ns largaras e cores, bicos finissi-
mos de linho de bonitos padroes e de diversas lar-
guras, lesouras as mais finas que he possivel enenn-
Irar-se e de todas as qualidade*, riquissimas franjas
brancas e de cores com bolutas proprias para cor-
tinados; e alm de tudo i-lo oulras muitissimas cou-
sasque a visla de suaS boas qualidades e o haralis-
*imo|prei;o porque se vendem, nao he possivel haver
qriem deixe de comprar nn roa do Queimado nos
qnntro cantos na bem condecida loja da foa fama
n. 3.
Vendem-e sellins com pertences pa-
tente inglez, e da melhor qualidade que
tem vindo a este mercado : no armazem
de Adamson Howie&C, rua do Trapi-
che n. 42.
tsar CORTES TURCOS.
Vendem-se estes delicados corles de cassa prela
com pinlas carmezins e llslrados, os mais lindos pos-
siveis pela sua novidade de padroes, e so se vendem
uas loja* dos Srs. Campos Si Lima, roa do Crespo ;
Manoel Jos Leite, rua do Queimado ; Narciso Ma-
ra Carneiro, rua da Cadeia, por preco muilo em
conla.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
A boa fama
. Na rua doQueimado nos quatro cantos na bem
conherida loja de miudezas da boa fama n. 33 en*
conlra-se sempre um completo srrlimnlo de miu-
deies de tedas as qualidades e de diversos gostos e
qne tudo se vende por po baralo* preces que aos
proprios compradores ceua admirarlo :
Libras de linlias de| novelo, brancas n. 50,
60, e 70 a ,13100
Libras de linhas. dilas al 80, 100, lO a 13280
Duzia de lesouras para costura a 13000
Duzia de lesourns linas para costura a 13280
Pecas com 11 varas de fija de seda lavrada I3-2O
Maco com 40, 50, (Oa 70 pecas do cordao
para vestido
Pecas com 10 varas da bico eslreilo
Duzia de dedaes n*r| senhora
Caixinhas com agullias Irancezas
Caixas com 16 novellos de linliaade marcar
Pulceiras encarnadas pira meninas
Crozas de boloes para carniza
Pares de meias finas para senhora a 240, 300 e
Meadas de linhas muilo finas para bordar
Meadas de linhas de peso
Crozas de boldes muito fino* para calcas
Asullieiro* finos com agulhas sorlidas
Habados abertosde linho lisos e bordados, a
vara a t'20e
l.apis finos envernisados a duzia
Carleiras de marroquim para algibeira
Fivelas donradas par* calcas e rollete
Trancelins pretos de borracha para relogios
. a 100 o
Tinleirose areeiros de porcelana o par
Cliarnleiras entre lina*
Duzias de lapis sem ser envernisados
Duzias de torcidas para candleiro o. 14
Pentes finos de bfalo para alisar a 300 a
Petas com 6 lh varas de fita branca de linho
Caixas com clcheles
Carrileis de linhas de 200jardas de boa qua-
lidade
Maeinhos com 25, 30 e 40 grampas
Suspensorios, o par
CASEMIRA PRETA A 4?500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na roa do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
Brins de vella : no armazem de N. O.
Bieber &-C, rua da Cruz n. 4.
Attencao ao seguinte.
Cambraia franeeza de cores du moito bom gosto a
600 rs. a vara, cortes de cassa prelos de moilo boro
oa^- --ejrle, dilos de cores com bons pa-
'pvaide/jgda_i'2m__i^aros,, 72Qo
1 Itfl muito fino com 14 covado* cT
Uo bom gosto, a 43500. lencob de
a 320 cada om, ditos de cambuja
injio grandes, proprios para cabeea a 560 carta
. chales imperiaes a 800 rs., 13 a 1J200 ; na I o
a roa do Crespo n. 6. P
Esguio de lnKoj
e algodao, *|
millo superior, cornil varase peca, por 33500
vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que vol-
la para a rua da Cadeia. y *
A33500
Vende-se cal de Lisboa ultima meble chegada, as-
stm como polassa da Russia verdudsira : na praca do
Corpo Santo n. 11. *
Cheguem o ba-
rato !! ^
Caixas para rap imitando a tartaruga, pelo fafl
tissimo preco de 1280 cada urna : "na roa do Cres-
po n. 6. \
Ven
coLeo
nha, 2" vol:
n. 6 e 8 da
Vende-se
timo navio de
da
de A
Com
AGENCiA
Da Fundicao' Low-Mor. Rna da
Senzala nova n.S.
Neste estabelecimento rantinua^tvh-
ver um completo sortimento dcmoeiv
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, etaixas de ferro batidb
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase jc.quet.is, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loia da esquina que
volla para a cadeia. r* M
Chales de merino' de cores, de moito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, hja da esquina qne
volla para a cadeia. ^ ^
Moinhos d vento
ombombasderepoxopara fMt.i borlase baixa,
de captm. n a rundieaA d e D. W. Bowutan : na roa
do Brum ns.6,8el0.
AOS SENHORES DE 1SNGENHO.
Rfiduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcanok invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias ingleza e hollandezas, cm gran-
de vantagem para o melhorarnento do
assucar, acha-se a venda, em latas' de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguiZf em casa de
Ka. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
CA. DE LISBOA A iSiTOO.
\endem-se barris eom cal virgein de Lisboa, para
fechar conlas, pelo diminuto preen de 3000 o bar-
ril : na roa da Cadeia do Kecife, lija a. 50, defron-
le da roa da Madre de Deoi.
Veode-*e excellenle taboade de pinna, racen
teniente ehegado da America:- na-ru, de Apollo
120 trapiche do Ferreira. a entenderse com oadaaiois
k> ador do mesmo.
Na rua do Vigario a. 19,, prim
ro andar, tem para vendei".diversas muJ
ticas para piano, violao v. flauta, como
sejam, quadriUias, valsas, radowas, cho-
tickes, modinha, tudo n odernissimo ,
ehegado do Rio de Janeiro.
Na roa de Vigario n. 19, primeiro andar, ha
par vender superior retroz de primeira qualidade,
do lahricioleSiqueir*linhas de rorlz e de nume-
ro, i) Oo porrete, todo ehegado pelo illimo navio vin-
do lio Porto, e juntamente vinho superior, feitoria
em pequeos barris de dcimo.
NA RUA DO CRESPO
Loja n. 6 !! !
Vcndem-se pecas de esguiito d boa fazenda, pelo prec*> de 3500 11 peca, cortes de
cambraia de barra, bonitos aoadroen e muito boa fa-
zenda, pelo preco 5 100 o corle, manas paral
giavalaa la00 c a.
400
560
100
160
280
40
160
360
160
100
280
300
340
FAZ!
PARA
Indiana de qua
cortes d IB* de qH
do: vende-se nal
volla para a ma 1
Vendem-
ton& C, nal
Sellins inglezes.
Relogios patente 11
Chicotes de carro e |
Candieirose casticae
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lust
Barris de graj|
Vinho Cherr^
Camas de ferro.
Taixaa para
- 'Na-^-undicao' de
Bovvmann, na rua
do o cnafariz conti
completo sortwento de tai
fundido e batido de 3 a .8
bocea, as quaes acham-se a
preco commodo e com
embarcam-se ou carref^
sem despea ao comprador.
engenhos.
ESCRAVOS F
600
120
160
500
120
80
80
400
50
60
70
50
40
Desapparecen no dia 13 de _
rente anno, uina eecrava, p*t notne _
la, fula.de idade pouco 10s
ands, com falla de denles tu frente,
10 como em cima ; tem urna das 01
levou veMidode chita com listras *',
da Co*la, com om flandresde azeile,
qualqoer auloridade policial 00 c
a poderao prender e leva-la a rea da
er bem recompensado.
Conlin a'-aealar ausente de casado
major Antonio da Silva tifa ^T^
naci, crioulo, cor preta^n
anno*, pouco
queadas, ol
grandes cantos,
S, um dedo de am des pes particj
be muilo contador de polas, anda <
apprehende-lo ser* generosamente'
levando-o, a rua Imperial u. 64, cal
de seu senhor.
cor prela^H|
;MM
ilo*,asWir.
ac r-
a alta e
reeompeesado,
da re
Fogio no sabbado 6 de out obro a prela Msrian-
nj Benguela, escrava de Francisco de Freila Carne
boa e sua mulher, levou veslido escuro desbolado s
um tahnleiro coro roleles, lem os
p* lortus para dentro: inlilul
concedemos essa graca por 1
penen conb neviraopn
calador e vende.-
mo sabbad"
Laile oa ru
oim fn esersvo do i. Tlnaaaa
ahtran
'ado
aassssf0*"
dita t::
roga a lodas as a1
pessoassuas conhecida**
va. nue se resnonsabelisa!
flambjt.
cacao.
iraop'
Loiirciira, '
s, pooeo
ora dede.
Deiappai
do, pelas 7
rea* brancas
5f.'.*"i! lM0" 'odSozinho, >'
chita rd*a, panno fino, e mais um Irona d,
rogi-se a todas a* auloridade* pollciaes on I
de campa que a apprehendam e lveos a seo
Joso Letlede Axevedo. oa praca da Corpo S
Ir, qne receber a graiMeaclo cima.
MN TYP. DB M. F. DE FaRIA -
ununn rurunmn runniiTninn


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