Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00551


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Full Text

m
AUNO mi. N. 246.
Por 3 mem adiaytados 4,000.
Por S meses venados 4,500.
QUARTA FEIRA 24.QE OUTUBRO DE 1855.
Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o snbscriptoi.
DI ARIO DE PERNAMBUGO
ENCAllHEGADOS .>A SDBSCMPCAO'
Ricfe, o propriefario M. F. de Faria ; Rio de lir
nuiro, o Sr. JoSo Perera Mirtina Bahia, o Sr. O-
. I) iprad ; Macei, o Seuhor Claodino Falcgo Das i
Pirahiba o Seolior Gervazio Viclor .la NgtivP
dade ; Natal, o Sr. Joaquim IgnacioIereira Jnior;
Atacaly, oSr. Antonio de Lemos Bratta; Cear, o Sr.
Joiquira Jo*- deOliveira; Maraad) o Sr. Joa-
quim Marquos Rodrigue* ; Pauhy, o Sr. Domingo*
HeceulanoA'ikiles Pesssa Cearenca ; Para, oSr. Jus-
lili* J. Karai* ; Amazonas, o Sr. Jeioijmo da Cusa.
CAMBIOS.
Skr Londres, a 27 7/8 e 28
Pars, 350 n. per .
Lisboa, 98, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do baen 80 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Diseonio de ietiras de 7 a 9 por 0/0.
UETAES.
Ouro.Oncas hespanholas' .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
> de 49000. .
Prat.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS COBBEIOS.
29jOOO|Olinda, lodos os das
165000 Caruar, Bonito e Garanbuns nos das 1 e 15
16000|Villa-Bella,.Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
99000|Goianna e Parahiba, segundas e sexias-feiras
l940lVictoria e Natal, as quintas-feiras
I040j PREAMAB DE HOJE.
19860|Priraeira s 2 horas t 54 minutos da larde
Hunda s 3 horas 18 minutos da manhaa
\
I
parte irnou.
=:
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commerco, quartis e sabbados
Relaco, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commerco, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao rneio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao roeio dia
EPHEMERIDES.
Outubro 2 Quarto minguanteas9 boras 24 mi-
r utos e 44 segundos da tarde.
11 La nova a 1" hora, 3 minutse
47 segundos da manhaa.
* 18 Quartocrescentsa 1 hora, 17 mi-
nutos e 49 segundos da tarde.
> 25 La cheia as 5 horas, 6 minutos e
40 segundos da manhaa.
DAS da semana.
22 Segunda. S. Ladislau f ; S. Ueraclio.
23 Terca. S. Joo Capristano f. : S. Joo Boro.
24 Quarta.S. Rafael Aichanjo; S. Sptimo m.
25 Quinta.Ss. Clirispim eChrispinisno irs. un.
26 Sexta, S. Evaristo p. m. 5. Bogaciano.
27 Sabhfldo. S. Elisbao imperador.
28 Domingo. 22.a Ss. Simoe Judas Tliadeo ap.
S. Cyrilla v.; S. Florencia m.; S. Gaudioso.
%
Marqni: d* Caxiat.
STEKIO DA GUERRA.
IsCerio dos negocios da guer-
ra em 8 de ouluhro de 1855.
IHm. e B ita. Sr.Tendo subido presenra de S.
oc o ofHcio de V. Exc. >ob n. 200, da-
tado da 11 ibril de 1853, versando ubre a paten-
te a grsda|o que deem ter o auditores de guer-
ra bouve p a rnmo augusto senhor, por sua
lainiediata il la il resolucao de 3 do crrenle
mez, tomada enntalla do concilio supremo
militar, mwi.it declarar que. i viata da imperial re-
solucgo *a;5 da Janeiro de 1814, os auditores deve-
ri j gour t raduafgo de capilJa, acudo reputado
nuism enlre o olHeiae* des formidad itaposicues dos airars de 18 de feve-
rtiro da i 6 do fevereire da 1789, bem como
di riecrel o de 18*1, nos actos de
Ibhid do oniforme eitabe-
>"<* 9 estade-mau-r da 2 classe
do exereilo.
Dees guaide a V. jftqj
Si-, bario do TraruaMy.
luuslerio dos ne ;ocios da goer-
r em 9 de outubre de 1855.
leado subido presenra de S.
VMIMa-R. 101 dessi presidencia,
Mho de 1853. ped- ndu esclareci-
i din illas occocri las no julgameulo
procajssos de que trata eotumaulante das
anuas n. ol icio n. 17 de l de dttn n;x :
He psrmiltido fazer vallar o processo ao
Marra aampre qoe este enndemuar o
re, nao aaslicaudo a pena marcada m lei, e sim
urna ootra f
aa commandaate* de armas fazer
cia iuferior os procesaos antes de le-
.leslino, quando ai consclhos de guerra
imposj^^l^^nrbitrarias'?
i em vista do arl. 308, >, do
'oda a applicarau das pena*
i paramente militares, po-
gaorra inipr pea arbitrarias,
'"SJi^BH *7S** ^o mesrao cdigo '.'
*m o mesrao augoalo rubor, por sua
inmediata imperial resoluto de 2C de aelembro
lindo, lomada sobre consulta do roiualho supremo
mlita andar declarar, quii* i phmeira e e-
Uas, que, salvo o caso de conflicto autra
a meiiibros do coselho de que
s tt do re(rolm;nto de caviil-
idente do de ialanUria, neiibuma
Iluda ac cominan J.iules das ar-
?i ie guerra, ainda mftnque elle
Sdo processo militar, e*M que nao
depen Jancia ifn atu consellio,
i ao Iribnnaea atraaiiares auuullar
e pelo que respeila i M
ib* cousellioi punir os delicias
ata oosla pela< res clvii", quandii n.lu
eeulamenlo, tem nos rticos de
bis militares, como lie eipresso no
ment de cav.iliaria.
e..Mrquez ie Caxiat.
LJJfovincia alo Para.
Mini.lerio do neaocios da guer-
u18>5.
S. M. o Imperador, tomando
k-4naleria do olHcio n. 143 ule 14
admito esclarecimeutos a resp'ei-
tv*.
4
^
t
i
/
e deva ter acerca da nomea-
e*aaUio< da gueira, quando se
dr a impedimento do juii de direilo
dn enmarca, bou re por bem, por su i unmediala a
ao de -ir, de selcmbro ftuto, temada
i consellio supremo oiilitarT^aodar
dcla qjw f ra tukatiluir a os auditores nS
ta privativos, devem wr norae
P ira i narra da enmes capilac* e ra-
Mlo das comarcas ou advoaados,
de -2-2 da oulubro do 18"2i, ile-
.aje junho do Ijii ; a para o
dii deserfla t crite leves, os capia? mais idneos
orme o alvar d^-1K .le fevereiro de
l"'**, ordenaae de J de abril de IW5, titulo 7,
arl. 1- aretolacilo de 27 de junho de 1809.
eo suai V. Etc. Mrquez de Caxiat.
la provincia "lo Rio Grmide dn Norle.
iro. Ministerio dos negocios da gacr-
ra em 9 da unlabro de 1855.
IHm. e B un. Sr. Em soluco ao oflicio desea
ptsideai [00, dalado de 25 de nzoslo de 1833.
i sobre as duvidas em que labora o
la guerra que lem de julgar o< aoldn-
"I." Man ^^H, CoosUutino .los e ManneJ
taa deram causa .< lusa de dous
rver consellio de invesligacao que
"sirva de ba>-, ha por bem S. M. o Imperador man-
dir declarai, por sua immediata e inperial resolu-
C te de .'I da correle mez, lomada obre consulta do
onselho supremo militar, que, em villa da dupusi-
c3o do arl. 155, g 3 do cdigo do procesio. he da
competencia dos cotisetho de inve-lisaclo a Torma-
lo da militares nos crimes purraenle rol-
tares on de respontabiltdade, em cuja ciaste se
a -lia o da q la se trata, por estar conprelieiuj^^H
artigo id)idaVgaerra, comi>rind portante que
mi mande ataeeW a caaattlfl|teMslsae|[o sobre
o Tacto da fe ga dos presos, pBH lagar o de
| erra
Dos guarde a V. Etc.Marqui:; de Caxiat.
Sr. presdeme da provincia dn
KiodeJ dos neiocios da guer-
ra em 9 de ii
IHm. a E iaaaera lor, a coja pre-
siica levei o ollicio da V. ExcestVi. t 'rl de -29 da
*-osto^H^^^^^ftbado. por copia, do que a V.
' ''I^H n*' eaminaiidante do oitavo ba-
lilliJo del^^^^^pUaalo e Iha declara ceas
deve consid.far a ^^^^Bdn voluntario u engaja-
do qutra^^H tetbido o premio que Ibe com-
peta peU_i{ praja. minda^cesponder1
^^alanc^-nW b baslan-
sgravada x deserco.
Marque.; de Caxiat.
^^^l Alano as.
le rio dos negocios da RUer-
. Je 1855.
Illman Eim, -. Communico V. Exc, para
q conbeemealo. e em resposta aj seu oflicio n.
116 de 6 de mareo ultimo, que S. M. o Imperador
luute por bem determinar, por sua inmediata re-
to cerrrnle mea, tomada sobra consul-
li. daconsellio supremo militar, e em conformidade
com a parecer do eonaaiheiro de'zuei ra Jo.lo Cbry-
Callado, que aos segundos cadetes se fai;a
'a a irondicAe que seropre se lem imposto aos
Ha, <> apresentarem na necasiao das provan-
e obrigacao pelo quaolilativo esta-
o p rn alimentos, alim de que ans e oulros
cadetes posa itn sustentara nobreza que provurem, e
arecam com decencia ctttre us olliciaes ; cum-
a-indo aos i uditores proceder com a mais escrupu-
lisfco no same desaas obri|iscOas para que
tum sejsm Has raduaidas a pura fornialnlade. /\
Dana gaarda a v. Ere. Mrquez de Caxiat___
!sr. berso de Tramandaliy.
Bxpediente do dia 1 d otiiMro.
a lliesouraria de 'szenda da pro-
i.Kin de Janeiro.Ministerio dos lle-
gelos da gcierra, ero 12 de onttrbro de 1855.Man-
da S. M. o Imperador por esta tecreiaria de estado
declarar aa inspector da Ibcsouraria de fazejida da
provioeis d Para, em solomo ao seu oflicio n. 7
Janeiro do correnle auno, quo ao coraman-
da meinia provincia compele por o
vilo-*a< recibos dos ofllcaes do corpo de laude
do ejercito efl'eclivos e reformada, ompregados no
liaantlal e lito incorporados at batalhdes, bem co-
inn nos dns oRIriaes engenheiros ; riavendo Rual-
tneote aolhsuticir os daquetles ofllciaes que houVe-
em deseei Ir para fdra, afim de pnlerem ser r'3"s
dos venc man los a que tiverem direito.Marque-
de Caxlmi.
------ i if m .
anligiaidadode 11 de abril deste anuo, o primeiro
(nenie do corpo da mi-mi srma de Matto-Groiso,
Fraadsco Luiz da Trindade_e Sonza. Iateiroo-ie
i Ihesoiiraria de la'enJaaS^B^
Dito Ao mesmo, envlH ^bor cpia o aviso cir-
cular ilc 29 da^elcmbro'wnnto, determinando que
sejam subsllluidas por canal de madeira com pes
de ferro aslarimbas em que os soldados dorniem nos
quartris, gsSvdas, prises e fortalezas.
Dito ^eMjeaino. remetiendo cora copiadla avi-
so circular derminiaterio da guerra de 12 de elem-
bro ullimo, 18 ejemplares das instruecoes a respeito
da nota que se bao de por ha can de observaees
dos a'seuiamenios dos ofliciaes noslivros-meslres dos
respectivos cor pos.
Dilo Ao bar.in do Rio-Formoso, para informar
sobre o resultado dn subsrripc.ln, que eslava S. Eic.
ai;enciaiide asrtre seus municipe para a edilica;o
da eadeia de Iiuarass.
Dilo Ao inspector da thesounria de fazenda.
Em presenta do oflicio n. 610 de 10 do corrate
com que V. S. informou acerca lo incluso reqaeri-
meuto do espillo director interino da colonia mili-
tar de l'imenteiras, Jos Gomes de Almeida, que
pretende nao s ser pago da gralificacao de 109 rs.
mensaes por estar commandando o destacamento da
re/crida colonia, mas tambera indemnisarodaquan-
lia de 209160 rs., que dispendeu com o alugael de
dous cavallos para a na conduc.lo, lenho a declarar
que o supplicanle lem direilo a graliflcafto de que
se Irala, puis lia vencimento puramente militar, que
leve ser conservado na forma da primeira parte do
regulamenlo de 9 i|e uovembro de 1850, e s uo
devera ser abonado se o destacamento lor menor de
10 pracas ; quanto, purera, a iudemuisacilo pedida,
deve ella er feila de conformidade com o recibo
junto, apresentado pelo aupplicanle.
Dilo-Ao mesmo. dizendo que, visto j eslarem
justas as conlas do director da colonia militar de l'i-
menteiras relativas aos pagamentos fellos as pracas
da mesma colonia no trimestre de jolbo a setem-
bro ullimos, mande S. S.. adiaufjr mais por
cautela ao referido director a quanlia de 2:6009 rs.
para occorrer ao pagamento dos venclmenlos de taes
pravas no pr#Seiile mez, e nos de novemhro e de-
zembro prximos viudouros. Commonicou-se ao
supradilo director.
Dilo ao mesmo, inteirando-o de liaver conce-
dido ao commandanle da escuna Lindoya, Joaqun
Alves Moreira. cincoeula das de liceuca com ol
vencimenlos que por lei llie competireiu, para ir
erle. ,
. Dito Ao mesmo, para mandar adiantar coro
brevidade ao director da colonia militar de-Pimen-
leirai a quanlia de 1.0009 rs. para occorrer a .lespe-
za a faztjr com obras da mesma colonia. Commu-
nicou-se ao menciouado direclar.
Dito Vo ebefe de polica, declarando, que li-
caiu expedidas as convenientes ordens, nao s ao
inspector da Ihesonraria provincial para que. estan-
do nos termos lesees o prelen duplcala, que S. S.
remeneo, cjam pio com urgmela os vencimenlos
da escolta que couduzio seis sentenciados do termo
de Garanbuns para esta capital, mas lambcm ao
commandanle do corpo de polica para mandar re-
colhere agaxalhar no quarlel ilaquelle corpo a men-
cionada escolta, al que se possa ellecluar o seu re-
gresio. Eipedirain-se a ordens deque se traa.
Dilo Ao in'pcclor da Ihesouraria provincial,
recoinmendaiiilo que.mande entregar ao Exm. Ibe-
soureiro da adminislraro dos eslabelecimenlos de
caridade, por conta da verba lio mais 4:000? rs. para pasamento de despezas fei-
tas com aquella obra. l'jrticipou se ao mesmo Ihe-
soureiro.
Ddo Ao curador dos Africanos. Jftomunican-
1o que. sesundo parlicipoo a adminiSajA^do* es-
labelecimenlos de caridade, lalleceu Ba I i do
curreiiln ^limn 11 v re de nome jJ^|e *a a-
ctiava ao seHpKMtu-ande hospilel^^Igual com-
municac>ioM(e lez ao inspector da ihesouraria de fa-
zenda.
Dilo A' companhia Vigilante, transmitiendo
por copia o comalo que, segundo consloe de parli-
r.ipacao da secrclaria do ministerio do imperio de
22 aquella companbia para u eslabelecimenlo deum ou
dous vapores para o servirn noporlo desla provin-
cia, visto terem Aususlo Fredericp de Oliveira e
Frederico Conlo privilegio que Ibes fura concedido por decreto n."
1511 de 30 de dezembrn de 1854.
Dito A' cmara municipal do Recife. Em
resposla ao oflicio de 26 de aelembro, era que a c-
mara municipal pede mais a quanlia de 6:0909 rs.
para snppriraenlo das despezas que e devora faier
na cuniiiiuacao da limpeza da cidade, cumpre di-
zer-lbe que nesta dala mando nrdem lliesoarsna
para enlraaar a mencionada quanlia a pessea que
Vine*. desrBtarem.
E aproveitii a occasiitu para declarar de nova que
a cmara deve. com seus meios ordinarios, maular o
sseio das pracas e lugares, que licarem orna vez
limpos pela companhia de Irabalhadorcs, l'azendo
com que os lisejam vigilante em nao consen-
tir que os pariieulares eonlinuam a abusar do be-
neficio extraordinario que se est fazenda, e que
por niui oneroso lulo pode conliiioar por multo lean
po ; cuiivimlo que a mesma cmara aprsenle medi-
das repressiva-, formando pasturas conducentes a
reprlmjr semelbanle abaso, mi certeza de que ape-
uas esliver concluida a limpeza geral, eessario aa
despeaos que ora se esli fazendo pela ihesouraria
eral, a sobre as quaes recqinmendo a raaior fiscal j_
satAo. OllUiou-se inat>cianada Ihesouraria para
adianlar a quanlia de que se (rata.
a V. Ex:
I: par
l)-os guarde 1 '
tT. preside)
Ro de Jat^^H
n en 10 de enlubro i
OOirERNO DA PROVIItCIA
EsioSUoaca do Ha It de oatabro.
Oflicio Ao Exm. commandanle superior da
guarda urfonal do municipio do Re ife, pira recom-
lucudsr a dliefe do eslado-maior da mesma guarda
nacional, lnm de ex> minar algumas praras di cavallaria nos
lormos do legulamento de III d'e niare.o de 1851. pa-
ra o que aer chamado.pelo marecha! commandan-
le das armis. Participou-se a este
DHo J.o.Bm. marechal commaiidaule da ar-
mas, Iransrsiltlndo por copia o aviso oircalar do 1.-
do correnle, na qual o Exm. Sr. mililitro da guerra
n3o s deelar o modo por que deve ier calculada s
i de eusto para os ofllciaes do eiiarcilo, que se-
(Mis por Ierra de urnas pira oulras provincias com
passagar (tara algom dos corpas, mai Umbero quaes
h vencimenlos que se deve abonar nos referidos of-
/l
ITERIOR.
r BIO DE o-aUaXIBO.
^ CnHT BST^RS. OEPUTADOS.
Sassao' do da 31 a- agoste da UU,
Une e approva-se a acta da sessao aWeceden-
le. OSr. primeiro secretario da conta do seguinle
expediente :
Lin oicio doSr. depulailo Augusto de Oliveira,
communicando que pur incommodo nao pode com-
parecer a sessAo de hoje. Fica a cmara Inlei-
rada.
lie approvado seguinle parecer :
o A i'omniiis.ln de julica civil, para pader emil-
tir o seu juizo sobre rf requerimenlo em qne o cm-
niendador Joaquim Jos de Sooza Breves pede a res-
liluiciio de 47 escravos ladinos appreheudfdns em
sua fazenda da Marambaia, pelo chefe de polica da
provincia do Rio de Janeiro, por occasio da dill-
gencia-que esle all fez pelo desembarque de Afri-
canos bucees em fevereiro de 1851, precisa de infor-
ma eses do governo, e para esle flm reqoer que se
remella aogovemo o dilo requerimenlo e papeisque
o acompanham.
"lsala das commisses 31 de goslo de 1855. *>.
le lisit l'ereira /osjaB. Firmino llodrhjuct
l.-se e fica adiada a sua diicussao por pedir a
palavra o Sr. SayAo Lobato, o parecer da mesa acer-
ca da piiblicaco dos trabalho.-- da casa.
OHIlEM DO DIa.
( fijcompatibitidaJci t eUifoet por circula*.
Continua a lercera discussoo do projeclo .n. 69
desle anno, viudo domeado, que altera a lei de 19
de agosto do 1816.
OSr. Mmiliodo Imperio: Nao tencionava,
Sr.jsresideule, oceupar a tribuna para discutir est
Dillerenles razoes, para mim ao menos de algum
peso, a nobre presidente do conselho, quer no senado, quer
nesla casa, havia-se dirigido represenlacao nacio-
nal como orslo do gnve no, e exptndido em nome
desle os motivos em que no fondamos* para adop
larmos o oj-njecto em discusso, e promovermos a
sua conversan em lei do Estado. Por outro ludo ai
questoes mais importantes tinbam sido j debatidas
largamente no senado ; e por urna e nutra parle a
materia alli fra completamente e me da phrase do nobre depatado pela provincia da
Babia, relator da commisslo de constiluicAo.
Oliservei ainda que os oradores-quese inscreveram
e lem fallado cunlra o projeclo, apazarde dolados de
muito tlenlo, apezar de Ibes sobraren! recurso ora-
torios, at boje ainda nao apresenlaram um so ar-
gumento novo que se pudesse considerar proce-
dente.
O Sr. Figueira de Mello : Gollocaram a questo
em terreno unvo.
OSr. Minittro do Imperio : E no terreno em
que collocararo as quetioes lem lido, em minha ho-
milde opliiixo, vlclorioumenle combalidos pelos dls-
linctos preopinanles que aceilarama luva, e defen-
deram por mancira brillianie e salisfacloria, o pro-
jeclo, esposando a mesma cansa que o governo abra-
cou
?
.- .le la discusiio, viilo nos cliarmoi em lim
lu"-/01 |,Th.11!, "I*"0 %'i' a,M,txcon'- deiessa, naomejulgavaomihfiaprio para de-
hao de srliliiaria n p, com mera-la, afamando inulilnotrtt d!%oevalencia de
V. Exc. e da cmara ; e puis, nao pretenda fal-
lar.
Alguma proposiees, porm, enunciadas honlem
nesta casa pelo honrado depulado pela provincia do
Cear demoveram-me inleiramenle desle proposito.
Urna ilellas prim-ip lmenle,senhores, revestio-se por
(al formado carcter das mais gravesaecusa^es que
nosyslema representativo se pude fazer a um minis-
terio, que tornoii impossivel u silencio dos membros
dogabinente actual,e exigi qoeao menos pelo orgo
de um dos seo* membros proteslasse contra o que
disse o nobre depulado.
Foi por isso, Sr. presidente, que nao me conten-
tando de repellir immcdialameote do mea lagar se-
melbanle prtposicao, apenas formulada pelo nobre
depulado, assenlei de pedir logo a palavra, senlin-
do asas que o nobre.depillado absorvesse com o seu
longo discorso o reslo da sessio. e assim me visse
privado de honlem metmd contestar a sua asser-
cau. e contra ella protestar solemnemente como hoje
venho fazer por mim e em nome demeus dignos col-
legas.
No principio do seu qllcorso disse o nobre depu-
lado que a lespeccabilidade da cora era um dogma
constitucional, que seo llame, portante, nao devia
apparecer as malerisi sujilas discussao, e que
entretanto, nos corredores desta cusa, na reunies,
as pracas publicas, era esse nome invocado como
favoravel ao projeclo que se discute, era empregado
para arrancar o voto da cmara ; disse mais anda o
nobre depulado que taes idai partiam da bocea dos
ministros.
O Sr. .iraujo Lima : He o que se dix, eu nao
o afllrmei.
. O Sr. Minitlro do Imperio : Quando o nobre
depulado assim se eiprinvo, eu disse por duas ve-
ze he falso. Hojea,senhores, repilo mesmo, e de-
claro alto c bom som qne he falso o que disse o no-
bre depulado, e accrescenlo que se esta gravissima
accnsacSo he feila pur oulros que uto pelo nobre
depulado, e que se, como acaba de allirmar, apenns
repeli palavras alheias, (al aeeusacao nao passa de
urna calumnia revollanle (apoiados), e nao desce-
amos de nosaa digui.lade defendendo-nos della seo
nobre depulado nao se tivesse constituido o seu
echo, Irazendo-a a tribuna. (Apoiados.) s
Se, porm, o nobre depulado manilestou o resal-
lado de na convierto, enlao nao me poseo forrar
u dizer-llle que praticou para com o ministerio a
maii atroz injuslica, oo antes que irrogou-lhejiina
injuria que nenh-.nu de seus membros merece fmui-
los apoiados), por qualquer lado que seencarem o
precedentes de cada um delles. Apoiados.'. Seme-
lbanle injuria, Sr. presidente, he lano mais para
estranhar-se, quanlo he cerlo que ella parlio do no-
bre depulado que a pioferio com grande espanto
nosso no diasegninte, ou em dia pelo menos muito
prximo aquello em que uos prestara seu maii de-
cidido apoio.
Senhores, iringuem mais do que qaalquer dos mi-
nistros actuaes sabe prezar a dignidade do lugar que
occopa. (Apoiados.) Ninguem mais do que qaal-
quer delles sabe roanler a coragem, lilha de um de
aeos mais rigoroso deveres, de lomar sobre ponsahiliilade de lodos os sen acloi. (Apoiados.)
Ninguem me Unir do que qualquer. das membros do
ministerio actual sabe que acura. enllocada no ci-
mo do grande edificio social e poltico, no ponto o
mais elevado de nossai inslituices, e sendo a chave
de 'oda a uossa organisacao poltica, heporexcellen-
ia o poder irrrspousavel da constituido inuilns
aW. ; ijue seu mime nao deve sea- Irazido aqui
fra da casa eno rodeado do mais profundo, do
is religioso respeito mudos e repetidos apoiados ;
empre como a fonle perenne do bem ^numeroso
indos); que, finalmente, senhores, esse nume sa-
inyucado para.
.....Tquer
a sua nalnrera. l , Sr. presidente, urna dslealdade inquali-
I (apoiailos) ; fura mesmo, no .yslema que
lmente uos rege, urna verdadeira Ir ai cao. (Apoia-
0-01.)
E, senhores, se algum dos nobres depularios sejul-
gasse autorisado para Cazar urna aeeusacao desta or-
dem, para tancar um labo tilo indecoroso como esle
sobre algom membru do ministerio, esse depulado
devia reveslir-se logo da necessana coragem para
com franqueza, dcsniuscara-lo incontinenle, devia
declarar qual era pise minislro que assim lem ndig-
nameuleabuiado da sua pos,ic,ao, que 1.1o covarde-
mente liuha commellida ara verdadeira crime, urna
Iraico no sysLema represenlalivo. .Apoiados.)
Nao seria mesme bstanle apresenlax lmenle a
nomo desse minislro; a aeeusacao ho Iflo grave, he
13o inslita qne o depulado qne a flzesse devia acom-
panlw-la logo de provas irrefragaveis.
O Sr. .ir*jo Limd : N8o he a primeira vez
que ae diz as caparas que os ministros descobrem
acoroa.
O St. Mmiiro lio Imperio:Nao o duvido, mas
era por isso deixa de proceder o que acabo de dizer.
Ao ministerio astea) porm be a primeira vez que
b fz urna lal aeeusacao, e confesao francamente que
nos magoou a mira e a meu honrados colle-
M aqu fosse trazida pelo nobre depuladu
; Esta circunstancia por si s exiga ain-
t d> que qualquer oulra um. protesto da nossa
parle, perqu toda a casa sabe que u nobre depula-
do, alm do apoio decidido elocaz que couslanle-
o nos preslava, manlinha relares de amisade
ilguiu dos iniui-lros e era por e 1 les eslimada;
qne era emfim um daquetles que por seu mereci-
inento e por suas qaalidades mais mereca as aflei-
coes do ministerio actual.
Felo esle proleslo, passarei, Sr. presidente, a lo-
mar em considerado oulras pantos do discurso do
nobre depatado. l'rnmetldser breve, limilando-me
13o smenle s proposires do honrado membro, que
locara mais deperlo ao ministerio e ao seo procedi-
meuto em relaco ao projeclo qne ora oceupa nossa
attencao.
Enlendo, Sr. presidente, que me devo limitar a
estes pontos e deixar de eulrar na discussao propria-
menle dra do projeclo, porque, como ja disse, e nie-
la son de acurdo cun o proprio relator da cbmmis-
sgo. achn se inleiramenle esgotnda.
O nobre depulado pelo Ceara, apezar da sua illos-
Ira^au, nao poda inventar nesta materia, e pois vio-
se.Toreado, quer na questao conslitucional, qar na
da conveniencia da reforma propoila ao nosso iys-
tema eleiloral. a reprodazir, ao menos no que havia
de mais ira parlante, os meamos argumentos ja apre-
seuladus no senado, e ja reproduzidos nesla casa.
O honrado membro elavou-se em qussi lodo o seu
discurso o altura da exagerarlo a que costuma subir
sempreque se colloca em opposi^ao. Assim empres-
lou a le em diicussSo um alcance que ella ngo lem,
pruphetisou males, peritos e al desrdeos que se
bao de seguir de sua execocSo, sera se recordar de
que no rueimo discurso a considerara apenas como
urna gola d'agua lanzada nu ocano 1 (Apoiados.)
Mimuseou o minislerlo eom inlen{des que elle jamis
leve, que nao lem, e que nunca tara.
Vio, emflm, no projeclo o germen de urna sub-
versiu geral, a morle do partido conservador, e nao
sei que mais ; e de punios de partida 18o inexactos,
de hypolheses 13o gratuitas, de bases tao falsas, de-
duziu a longa serie de raciociuios qne consliluio a
raaior, ou pelo manos grande parle do seu discuno.
Figurou, por exemplo, que ss tralava de ezcluir do
parlamento a classe inleira da magislraliiru, e dahi
derivou reflexOes, muitas das quaes seriam devida-
meule apreciadas, iheonas que por cerlo seriara mui-
to bellas se fossem beih cabidas, islo he, se pelu pro-
jeclo com efleilo ie tralasse de fechar as portas do
parlaraeulo a una classe Uo inleressanle, e que lan-
os servicos e tao gloriosos lem prestado ao paiz. (A-
poiados.) Ninguem, senhores, poden com razao at-
tribuir a eile projeclo semelbanle pretencao. (A-
poiados.)
Veja bem o nobre depulado, vejara bem lodo a-
quelles que assim argumentara, que deduir-se a ex-
clusao doi joises de direilo da cmara dos senhores
deputados smenle da prohibirlo do seren volados
nos lugares em que ezercem jurisdirao, importa o
mesmo que confessir o qne eu uao admilto, e he que
al agora esses magistrados s podam tomar assenlo
no parlsmeulo em virlude dos votos de que ilspu-
iibam em mas comarcas (apoiados); o que a ser exac-
to seria o melhor argumento em favor do projeclo.
(Apoiados.) O nobre depatado prosegaindu no sea
syslema de Indo exagerar, figurn linda o psiz em
estado desgr.icadssmu, e vio a corropego lavrandu
por toda a lociedtide brasileira, e destruiudo lodos os
elementos de governo e de ordem.
O Sr. iranio lima. : Referi-me a immoralida-
de publica. .
O Sr. Minislro do Imperio : Felizmente para
o Rrasil, Sr. presidente, uem taes asseredes em ge-
ral sao exactas, uem ainda o sgo com a restricc,ao
qife no leu nparte acaba de fazer o nobre depulado.
Se o fossem, alm de provada a necessidade de re-
formarme* o paiz, e de eondemnado o yslema de
conservarlo sein progresse, tenderiam n demonstrar
que lemos chegado a um oslado lal de degradadlo,
quo serla ioulil lenlarera-se quaesquer meios de me-
Ihora-lo, porque elle marchava irresistivelmcnle e
com panos gigantescos para sua completa ruina.
(Apoiados.) cutio todas as esperance! seriam per-
didas, e o imperio s por urna regeneraeao miracu-
losa se poderla salvar.
Desde que.porm.o nobre depulado deixou o cam-
po que percorrea das exagerares, e leve de entrar
na questao conslitucional e na da ulilidade da I-i
vinda do senado, foi-lhe de misier solTrer asanceau
prevista com fundamento pelo nobre depulado |>ela
provincia da Haba, relator da commsaao de cons-
tituirlo ; reppareceram os argumentos j apresenla-
dos, ja victoriosamente combatidos, mudando em al-
Cuns apenas a forma, que o uubre depatado s ve-
zes variou, revest udo-a com as galas de sua eloquen-
cii.
Vamos porm, Sr. presidente, conforme promelli,
considerar as proposices do nobre depulado que
concernem ao procediuieulo domiuislcrionestaques-
1.1o. au lei se live .i fortuna de apandar cun a
precisa exaclidao ludo o que disse o nobre depulado,
e por isso rogo-lhe que lenha a bondad? de adver-
lir-me sempre que reconhecer que nao foi bem com-
preheiidi lo por mim o seu pensamenlo. .
Cimecare pelo tpico do discurso du nobre depi-
tado sm que arguio o ministerio de haver dadn an-
damento a esle projeclo sem que o livesso felo cor-
rer os tramite por que cotumam pa lo importantes antes de ofTerecidos pelo governo ao
exame e decisaOda represenlacao nacional.
Disse o honrado membro que ncm ao menos fura
ouvido o conselho de estado.
Saiba o nobre depulado qne a seceso dos negocios
do imperio do conselho de estado foi ouvida sobre
esta materia, e interpoz asen respeito um parecer
quo subi presenca do governo imperial para ser
por esle considerado. Esle Ir.imite, pois, a que o
nobre leputa-.ln parecen ligar grande imporlanci,
foi observado ; e por esse lado, perianto, ngo proce-
de a ua censara, anda quando a falta da audiencia
da respectiva secego do conselho de estado pudesse
nesle caso autorisa-la, o que contesto.
Suppi lambem o nobre depulado que os ministros
estavam em una verdadeira presago a respeito desle
projeclo, ja em relacgo i Cora, j em relar,q ao
Sr. presidente do conselho, visto como liuha sido
por elle imposto aos seus collegas como o fruclo de
mus eiilranhas, sem que os oulros ministras o lives-
sem discutido, sem que ao menos fossem nuvidus.
He, Sr. presidente, mu uotavel esla aaserego do
nobre depulado Nada iu.-*g.direi quanlo pres-
silo decor a, julgando sulliciente o que a esle res-
peito j disse.
Devo porm accrescentir ainda, como um proles-
lo, que a cora no nosso paiz a ninguem cusluma
impura menor cuacego. Numerosos apoiados. Nao
ha felizmente quera entre nos deixe de reconhecer,
com boa f, qne a cora no Brasil nunca desee da
alia espliera em que esl collucada pela conslilui-
co. Mu i los apelados.) E-tuda e se applica seria-
mente a lodas as queslfjis que inleressam ao paiz,
mas a ninguem impde a menor macean. (Muilos e
repetido.apiados. g propoiicgo, pois, "lo nobre
deputsdo nao deve encuiilrar no animo de pessoa al-
auma -que pense como deve neslas cousas a menor
disposicao para aceila-la como exacta.
Quanlo pressgo imposta pelo Sr. presidente. do
conseibo deixand de parle o que a asscrr.iu do no-
bre depulado posas ter de pouco airosa os mem-
bros do gabinete', confesso que nao se do que-me
admire mais, s5 do seu alcance e realidade, se esla
se deu, se da facilidado com que o nobre depulado
solluu da tribuna semclhanle proposir.lo > Em ver-
dade, senhores, se esle fado se desse,* se os ministro*
acluaes estivessem collocadus em tal pusicHo, que
assim se subordinassera resignados au prucedimetito
do Sr. presidente do conselho, qual foi inculcado
pelo nobre depulado, "-s^js, cumprehende be
que esle objeclo seria i ^^-^is-um iiivrrlan
(issimo segredo de fiaba, -dj^' ^*
meiro deer occulla-lo,
lie noticia a
_____ illas
o que pralicaatie liVl -1
conliaiica de amrzade, e por sel
bre depulado, ho-o esla juslica ao se
viria revela-lu na cmara dos Sri. depu
ce dos ministros. H nobre depulada)>irn q
pur semeniaule1 proeeder,- tigmas d deslealdade que maguera, as circums-
lancias do nobre depulado, e cora a honestidade que
Ibe recoiiheco, deseja que peso sobre elle ; porrjue
he un des.es estigmas que, em minha opimao, no-
doam para sempre a vida de um boraem na socie-
dade:
OSr. Ataujo Lima: Nio foi minilro algum
que me disse, ouvi dizer.
O Sr. Minitlro do Imperio ; Pois bem, se nao
foi uenhum dos miois-us quera Tlie disse semelban-
le cousa, nem por isso deixa de ser para1 mim nimio
de admirar a facilidadcom que o liebre depatado
den peso a islo, e presin f a ara facto lo extraor-
dinario como eite, a ponto de reprodazi-l na casa ,
o nobre depulado, que, como j disse, couhece de
perlo o carcter do ministros, e era de qiietn me-
nos podamos esperar lal injasticg A ponidos.
Roalos da ordem desle devem, Sr. presidente,
ser muito averiguados antes de apreseotados na tri-
buna. De oolia sorle, quera os reproduz expe-se a
v-tos negados por raalieira a nao ficar a menor du-
vida obre sua inexsctidao. He o que vai acoute-
cer.
Pgra prora deque o projeclo em discussgo nunca
foi imposto aos ministros, nem fui nicamente o
fruclo da vonlade do Sr. presidente do conselho ;
para prava de que o ministerio anpuio s suas 'dis-
posires basta allender-se a que ainda ngo tinha en-
trado no- senado (se me nao falla a memoria) a dis-
cussao deile projeclo, qnaudo, interpsllado nesla ca-
sa pelo honrado depulado pur Minas Geracs (o Sr,.
Mello Franco,) eu disse com franqueza qual a opi-
nia) do governo sobre o mesmo projeclo. (Apoiados.)
Basla recordar que ainda depois, quando fallri na
2" discussao dolorcaraenlo do imperio, em resposla
a um nobre depiila lo jiel.i provincia do Rio de Ja-
neiro, ainda eu fui mais explcito a esle respeito.
t'Apoiados.)
Alem disto nao ha quera ignore que o meu hon-
rado amigo o nobre ministro da juslica desde mui-
los auno tem constantemente manifestado anas opi-
niesem favor das incompatibilidades, anda em
sentido mais lato do que aquello em que esUo con-
cebidas nesle projeclo. tApoiados.)
Basla igualmente que'eu revelle can, porque
me acho para islo autorisado, que o mesmo meu hon-
rado amigo era a principio de opinigo que os crcu-
los fossem, nao de oin s, mas de duus deputados..
t Sr. Minitlro da Juslica ; Apoiado.
O Sr. Mnu'tlro do Imperio : ... que apresen-
lou esta idea nossa consideraeao, que foi examina-
da, e que por lim o nobre raioislro cedeu della,
concordando com o que rosolveu a maioria dos seus
collejas. Basla Imalmenle que eu informe, e para
o que lambem me acho aulorisado, qne lendo-se no
senado consultado o nobre presidente do conselho ja
depois de ler esle projeclo passado em 3 discussao,
ie na 4" podra sem inconveniente oflerecer-se orna
emenda a ser adoptada, S. Exc. dectarou que nada
resolva a esle respeitu emquanlu uno ouvisse a opi-
uni dos oulras ministros na reuniao qoe na larde
desse dia leria de haver en Ir ell es.
Desle facto furam tesleraunhas alguns nobres se-
nadores ; e creio que nao pode haver mais evidente
prava de que he falso que u Sr. presidente do con-
selho livesse querida levar esla lei de assallo i'apoi-
dos), impondo sua vonlade e fazendo com que ella
preponderasse iudcpendenlemeute do accordo dos
seus collegas, (Apoiados,)
OSr. Sayao Lobato : O Sr. presidente do con-
selho volou depois no senado contra essa emenda.
O Sr. Ministro do Imperio : Como pode o no-
bre depulado saber disto, e eu nao dcclarei nem
julgo pecessario declarar qoal tinha sido a emenda ?
t Sr. Sayao Lobato : O facto hp notorio.
O Sr. Minitlro do Imperio : ^Se o fado he uo-
lorio, melhor anda para n lim que lenho em vista,
combaUndo nesla parle o nobre depulado do Gear,
e musirn lo-ihe que fez mal em ler acreditado Uo
do leve no que 1 lie disssram sobre esle polflo.
O mesmo nobre depatado eslr.inhou muilo que a
iniciativa da discussao de urna materia tao importan-
te livesse lido lugar no senado que era mais pro-
pna pira ella e mai competente a cmara dos Sr.
deputados. Mas, senhores, donde liruu u nobre de-
pulado esla competencia Da constiluiego ? Nao
de cerlo, porque o nobre lepuladu sabe quaes sao
os objectos coja iniciativa pertence pelo nosso paci
fundamental privativamente i cmara dos Srs. de-
putados, e em nenbnm delles est por cerlo core-
prehendida a reforma eleiloral. (Apoiadus.)
Ngo se lembra por ventura o nobre depulado qoe
al boje lem sido costume inichr-sc iadislinclaineii-
te em urna ou oulra cmara leis muilo importan-
tes '.' Por exemplo. alei da reforma judiciaria de 3
de dezembro de 1845 e a da orgauisac,ao do conse-
liiu de estado nao foram iniciadas, discutidas e p-
provadas no senado, a alguim nlacou-ai por esle la-
do '. Ngo foi tambera alli iniciada a discussao da lei
que sujeila os paisanos em nertos casos puniego de
erimes propiamente militares ? (Apoiados.)
Enlrelanlo o nobre depulado nao pode negar
que qualquer deslas leis he em si mesma muilo
importante, que leve em ambas al cmaras renhida
discussao, e que foram lodas ellas acoimada de in-
cnnsllucinnaes pela opposico de enlo, como hoje
acontece eom o projeclo qoe discutimos f (Apoia-
dos.)
Alm das leis apnntadas, lemos algumas tambera
de muilo alcance, como a da ereaego do Banco Na-
cional e nutras, cuja discussao comerou no senado, c
que s depois de l appruvadas vierara para esta c-
mara. Ora, se procedesse a opiniao do nobre depu-
lado, devia-se ronfessar que lodas aquellas leis, e
sobretodo as duas primeiras, passaram irregularmen-
le, o que nao headmissivel em face da constituirn.
Ser porque ha duvidas acerca da constiluconalida-
de de algumas das disposicoes do projeclo ? Nao de
cerlo : porque es
tres primeiras leis s que alludi. Todas ellas foram
atacadas pur inconslilucionaes quando pendiam
de discussao no senado, e nesla casa qualquer
i le las leve a mesma arguic.ao. (Apoiados.) De-
raais, senhores, ser possivel que n nobre depulado,
tao versado as nussas qoesloes polticas, que acom-
panha e estuda a marcha das discusses no nosso
parlamento, acaso uSo se lembre qoe a iniciativa so-
bro incompatibilidades leve lugar nesla casa nos no-
nos de 18io e 1818, e que s depois que a proposta
do governo passou nesta casa foi que o senado oc-
cupou-ie eom a do Sr. Paula e Souza, depois de
emendada, ou mais exactamente depois de suaV'.i-
lui.ld pela commissao de que foi lelalor o Sr. presi-
dente do conselho '.' Estar l.inibem inhibido dislu
o senada '.' E encontrando o ministerio j um pro-
jeclo em 3." discussao uo senado, e acluindo-o tao
adianlado, quera o nobre depulado que o governo,
em vez de dar-lhe impulso, viosse para a cmara
ilos Sr-. depulado iniciar a mesma medida, sujeila-
la aqui a tresdiscossoes, para depois ir le onlras
(antas no seuado-t (Apoiados.) Nao era islo querer
perder lempo intilmente ? Nao era mesmo lirar a
senado um direilo que Ibe concede a consliluicao,
obriga-lo a discutir novamenle a mesma materia
alm das vezes que prescreve u seu regiment (A-
poiados.)
Nao parecera islo urna burla on proposito de de-
morar a passagein da lei para qne nao fosse execulada
em lempo opprluuo '! (Apoiados.)
Censnrou o nobre deputadn, e o mesmo lizeram
oulras honrados membros, a maueira por que acerca
desla questao prucedeu o Sr. presiden te du conse-
lho tiesta casa. Disse qae elle vea aqui nicamente
impor a sua vonlade, j declarando que o Enverno
nao aceilava emendas ao projeclo, j fazeudu do
projeclo quesUo de gabinete, j dingindo-si; aos no-
bres membros da commissao de couslituicao, e ins-
tando para que dessem o seu parecer com a raaior
ursancia.
Mostrare! ao nobres deputados quo senielhantes
censuras nao lem o menor fundameulo. Quanlu a
nao aceitaegu de emendas, se os rtobrea deputados
quizessem ser justos pasa com o governo, deviara
ver. nesle prncedimenlo da parte do ministerio an-
tes a expresiao da sua suicertdade, e do desejo de
qae passasse esle projeclo a lempo de serem suas
dlsposiccs applicaveis ss eleir,des qoe se lem de
fazer para a iuiya legislalora.
Os nobres deputados saliera perfeilamenle que
desde que. coraccou a discussao desle projeclo no
senado s se lem jolgado importantes os dous pun-
ios cafdeaes delle a eleic.lo por circuios e as in-
compatibilidades. Os honradus membros sabem que
um dislinclo senador pela provincia do Rio do Ja-
neiro, que faz honra ao paiz, lauto pelos seus tlen-
los, como pelos seus servicios ( apoiados ), o que he
um de nussos mel'iores oradores, nicamente discu-
(iu essas duas bases esseuciaes, declarando que lu-
das as oulrr.s disposicoes cram secundarias, nao ti-
nha alcance algum ; ha "le recordar-ie lambem quo
oulros Ilustres senadores que lomaran) parle no
dbale lambem tralaram nicamente deslns duas
icsles. Sao, pois, ellas as principies, e
as nicas que al o prsenle lem mere-
' o desta cmara. Nestas circumslancias
estando a-----:,., ji lio adianlada, se o
arlase quo eslava promplo a aceitar
ilo pudiam serseua de pouco alcan-
versar sena o sobre iitapo
e los dous pontos cardeaes lazla
^JHBUtaaiicom razao aecusado
le querer iluraina^m |tejL.1,relejlos pa-
ra erabaricar a passagemoST^a^^^^i^ ;,
cerlo que sira ; a sua sinceridade nrssa que:
ria por farea posta em dnvida. Apoiados.)
Baslava para isso observar-se que qualquer emen-
da que passasse nesla casa faria.coin que o projeclo
vollasse ao senado ; se l fosse rejeilado traria a ne-
cessidade de urna fuslo, e ayancada como se acha a
sessao, e manifestando muilos dos nobres membros,
com razao Jesejos de so relirarem, equivaleria se-
melbanle oceurrencia a um a -Mmenlo da lei ; im-
portara a niilliticacao de seus effeilus, porque ella
nao poderia passar a lempo (de ser execulada em
lodo o paiz em novemhro do auno que vem.
Para sto he preciso que nao s a lei, como lam-
bem as iuslriiccoes do governo para a su i execucAo
e a divisAo dos circuios, estej-nn pelu menos dous
mezes antes daquelle em todas as parochias do im-
perio, e para que assim aconlera lie misier que par-
lan! da corle no lim do mez de junho para es pootos
mais distantes.
Vc-se, pois, que qualquer circumstnncia que pro-
duzisse o adamento do projeclo para maio do anuo
seguinle impedir que a lei se execule por uccasio
das novas eleicfies ; e he justamente islo o que o go-
verno quer evitar, ao menos lano quanlo delle de-
pender.
Se o contrario pralicasse, nao represenlaria um
papel digno de si, e seria bem cabida a expresado de
que era um aparte se servio um nobre depulado
pela Baha, e que nao repelirei.
Demas, Sr. presidente, que alcance poderiam ler
essas emendas '.' Sem duvida muito secundario ; e
de quero ellas lerisin de parlir '! Dos illuitres mem-
bros da commissao ? Nio de cerlo, elles nao po lia m
presentar emendas por islo que julgavam incons-
liluciunaes as duai bases cardeaes do projecto. ( A-
poiados. )
(Juera as apresenlaria '.' Os nobres deputados que
de accordo com o< membros da commissao lem com-
batido o projeclo ? Tambera nao, porque a sua im-
pugnacao lem sido da mesma nelureza. Partiriiim
dos amigos do minisleriu, daquelles que defaudem
o projeclo ? Seguramente que nao, porque estes,
convencidos da ulilidade e da conslitucoiialidade
da lei, e desejosos como o ministerio de que ella se-
ja ama realidade, os ngo a quereriaoi emendar pa-
ra nio haver demora na sua execoego ( apoiados ),
para nao inulilisa-la.
O Sr. Carrao : Dos deputados do partido li-
beral lambem nao, porque esses nem iniciativa tem
nesta easa de cousa alguma.
O Sr. Minitlro do Imperio : E porque a nao
bao de ter. Mas desse lambem nao podiam vir as
emendas, porque igualmente querern sinceramente
a lei c a sua prompla execuego, e j pelo urgao do
nobre depulado pela Babia declararan! solemne-
mente qne nao volam por emenda alguma, porque
ngo desrjim embaracar a pissagem du projeclo.
( Apoiados..)
Por consegoinlc, a declararan do Sr. presidente
do conselho de que o governo nao aceitara emendas
foi apenas uro acto de franqueza, ou antes um co-
ronario do recooliecimento da necessidade de fazer
passar o projeclo esle anno. (Apoiados.) Quanlo a
ter o Sr. presidente do conselho se dirigido aos no-
bres membros da commissgo de consliluico, e ios-
lado com elles para que apresentassem o sen parecer
com urgencia, nao sei u que ha de cslranhavel
uisto.
Felizmente, Sr. presidente, nenhum das Ilustres
membros, iucapazes por cerlo de dtzeremaquillo
que nio fosse exacto, declaran que dessem um pa-
recer favoravel ao projeclo ; apenas pedio urgeucia
na sua apresenlacgo, fosse qual fosse o seu voto.
Ora, o que he que se v nesle pedido querendo-
se interpretar as cousas com a boa f que he conve-
niente, sean anda o recunhecimculu da necessida-
de de ser o projeclo volado este aono. ( Apoia-
dos. )
Estamos no lim da sessao, o urna demora mais
prolongada da nobre commissgo nullificaria asvis-
(as do governo e daquelles que jolgain ulil a refor-
ma que sei ntenla. Alm disto seria inulil o inex-
pcavel depois da declararlo a que pela terceira
vez me retiro, do nobre depulado relator da eom-
iniss.'io, de que a materia eslava esgotada desde a
discussao que soffreu no senado. (Apoiados. )
E nqoi devo obiervar que, vista das relare
polticas, e mesmo de amizade, exdenles entre o
Sr. presidente do conseibo e os tres Ilustres mem-
bros da commissao, nenhum delles tinha de que se
admirar que S. Exc. llieS pedisse cora a franqueza
de que he dolado, que. embora houvessem de dar
um parecer contra o projecto, o apresenlamem quan-
lo aules. Ser islu impr a sos vonlade '.' Creio que
ninguem o dir.
Admiraram-se alguns nobres deputados que o Sr.
presidente do conselho lizesse desse projecto ama
questao de gabinete, o nobre depulado por Per-
nambuco chegoo al a dizer que nao reconhecia no
gabinete esse direilo, e houve at quera fosse maii
adiante, eoisse ueste procedimenlo do governo um
meio*de coacego.
A mesma a'dmiraro, porm, nSo tere o nobre de-
patado pela Baha, relator da commissao, porque,
segundo diste, usando de urna irania, estamos era
um paiz em qoe at o caniaco ji foi elevado alia-
ra de questao de gabinete.
Nao sei, Sr. presidente, ao que so quz referir n
nobre depulado pela Bahia. Nunca o cansara foi
entre nos considerado por ministerio algom questao
de gabinete.
lu sto apenas um epigramma que a oppoaicin
em 1852quiz laucar, mas sem fundamento, sbreos
membros do ministerio que se reliraram era maio
desse anno. Digo sera fundamento, Sr. presidente,
porque nenhura desses ministras declarou que se
retirava simplesmeiite por lal razao. Anles com
franqueza declararan! lodos que linham reeonhecido
a necessidade de urna nova organisacu ministerial,
porque tendo um delles que era depulado sido es
colindo senador, enlendiam que o ministerio nao
licava l,lo parlamenlarmenle urganisado como jul-
gavam que devia ser. ( Apoiados.) Verdade ha que
o nobre senador pelo Rio de Jaueiro, explicando
uessa occasio os motivos de sua retirada c da "le al-
guna dos seus collegas do ministerio depois de ex-
por as verdadeiras razes, accrescentou, se nao me
engao,que era lambem lempo de desejarem algum
descanso. Estas palavras, proferidas por quera liaba
adquirido direilo de proferidas,porque era membro
de uro minisleriu que tinha servido por mais de 3
anuos, e que havla durante esse prazo prestado os
mais relevantes servicos, j sustentando e firmando
a ordem no inleroi ( apoiados), j defndendo a
honra nacional no exterior ( apoiados), j comba-
leudo o trafico, etc., foram mal interpretadas pela
opposiego, que fez dellas um epigramma, e foi esse
epigramma que aqui reproduzio o nobre depulado
pela Bahia, dizendo me vacia raen tu que o cansaco ja
foi entre nos questao de gabinete.
Deixando, poreiu, de parle, direi que o que me
admira he que baja quera em boa f censure o mi-
nisleriu por ler faite desta materia questao de ga-
binete. (Apoiados.) ,
Ainda quando, senhores, o mii.islerio ngo a lives-
se declarado tal, ella ngo poderia deixar de ser as-
sim considerada, altendendo-se i sua natureza e im-
portancia ( apoiados ), ao intersate que por ella na-
uifeslou o ministerio e ao impulso que Ibe den. ( A-
poiados. )
Ai qoesloes du gabinete, Sr. presidente, resallam,
ja da ttaluceza da cousa de que se Irala. ja das cir-
cumslancias que a acompanham. Apoiados. lie
assim qoe multas vezes urna malaria em si mesma
insignificante, e a qual de principio nenhum alcan-
ce se ligava, forca u governo por amor das circums-
lancias a eleva-la altura de questao ministerial.
Da-se isto sempre que da rejeicao uu da adopegs de
urna medida resulla perda de forra moral ou ex-
presso de-falla deconlianca. (Apoiados.) Na ques-
tao vertente liga-se a importancia de materia, pois
se trata da tuna reforma no nosso syslema eleiloral
apoiados, ; circumstancia de que a sua rejeicao na
cmara dus deputados depois de sustentada pelo mi-
nisterio, depois de approvada no senado, importa-
ra o goveruo pelo menos perda de farsa moral.
(Apoiados.)
Ngo achei razao no nobre deputado por Pernarti-
bueo quando disse que as quesloes coiislilucionaes
nao sao qu-'sloes de gabinete. A proposiego aliso*
lula nao me parece exacta. QuestAes sobre intelh-
gencia de um nu-oulra dVposicfio constitucional po-
den vezes deixar de ser quesllo do gabinete ;
mas islo s acontece quando u governo nao se pe
testa de urna "fas opinides, quando a nao sustenta,
quandu nao a dirige. (Apoiadus.)
Alm disto os nobres deputados, que s.lo bstan-
le lidos na praticas parlamentares dos palles mais
adi-miailos no lyslema repiesenlativo, ligo de re-
cordar-se que quesloes que parecen) muilo peque-
as tem muitas vezes, por motivos oceurrentes a
depois de apresenladas, assumido a altura de ques-
les miui'jir^^fiju. lima disposicao de um dos arli-
lforma da^tfuccao superior esa Franca ja
quasi no IWuto do vetar-se declarada na
du pares queslto niini.teril.
o a verem os noflfe deputados um meio de
ministerio declarado
nele a surte lo pro-
u menor fuuda-
gos d
(oi al
-.Mil
eo
eao no faci de ler
e considerava questao dcgl
jecto, julgu que nao ha para
menlo. '.
Disse, he verdade, o Sr. presi
"rlraria do projeclo a COllSeq
naes, irrus essas consequencia% tanto podiam ser a
dissoluego da cmara, como a retirada do ministerio.
Em que pois esta a coaccSo 1
Domis, aenhorea, quanlo mesmo transluzjsse das
palavras doSr. presidente do conselho a probibili-
dade de urna dssoicgo, importara islo a a lopc.iu
lo projeclo Na, por cerlo. He preciso fazer'-se
mais Justina cmara dos Srs. deputados, onde se
enconlram lanos caracteres ndependenles. (Apoia-
dos.) Esla mocidade que nesle momento vejo era
torno de mim lio rica de talentos, lao dislincta pela
nobreza de seus senlimenlos e pela farsa d'alma de
que he dotada, nao seria em caso algum capaz de
dar um vol qiie ralo fosse filhu de sua consciencia
(apoiados) e du tnleresse qae toma pelo paiz. Apoia-
dos. lnterprete-se como se qaizer as palavras do
Sr. presidente do conselho, ellas nunca seriam ca-
pazci de fazer trepidar o nobres depulado, e de
arranrar-lhes um vol que ngo fosse muilo espon-
taneo. (Muilos apoiados.) Tao independentei sao
os nobres deputados adversarios do projeclo, como
aquellos que o susteulam. (Apoiados.) Todos pro-
ceden) com a mesma liberdade, com a mesma es-
ponlaneidade. (Apoiados.) Ngo seria sla a primei-
ra vez que a cmara dos Srs. deputados em sua
maioria votasse contra um ministerio em quesloes de
gabinete.
Assim acontecen em 18(8, apezar do nobre de-
pulado por Minas Geraes, enlao minislro do impe-
rio, ler declarado que se a cmara approvasse o voto
de grae.is da maioria da commissao da respaila
falla do Ihrono, o governo tirara oscorollarios con-
lilucionaes. (Apoiados.)
O mesmo leve lugar em 1811. E assim como em
ambas as pocas a que acabo de referir-me a cma-
ra dos Srs. deputados nao tomou por nieara, nem
foi coagida, porque se deram quesloes de gabinete,
c us ministros disseram que trariam do seu voto as
couscquenciai canstitucionaei, assim timben) hoje
nao se pode dizer que o Sr. presidente do conselho
com a sua declarargu empregon a coacego, sem fa-
zer-se maioria da cmara ama injuria que ella ogo
merece. (Muilos ipoiados.) '
O ter sido posta a qaeslgo aqui e ngo no senado,'
nada importa ; porque, cumo eu ja tive occasio de
dizer, pode urna materia qualquer um seu principio
nao ser apresenlada como questao minislgrial e lo-
mar depois esle curarte!.
t Sr. Suyo Lobato:Se fosse questao de gabi-
nete devia tambem l-lo sido no senado.
O Sr. Minitlro do Imperio:Ngo descabro a
razgo que possa justificar esse aparte do nobre depu-
lado.
_0 honrado membro pela provincia do Cear
diue ainda : Onde est a necessidade do orna re-
forma eleiloral, que mal uos lem vindo da lei ac-
tual ;...
Um Sr. Deputado :Argumenlou com as pala-
vras do Sr. presidente do conselho.
O Sr. Ministro do Imperio:O Sr. presidente do
conselho esteve sempre coherente. Compare o no-
bre depulado o que elle disse no senado, quando em
selembro de 1853 expoz o programma ministerial,
eom o que escreveu no prembulo do parecer de
que foi relator em 1848, e com o que disse no se-
nado na ses-.io deste auno, o o nobre deputado ngo
podei encontrar a menor contradicego. Ver an-
les que S. Exc. sempre foi de opiniio que a eleicao
por circuios Iraria um melhoramento no nosso aya-
te roa eleiloral. Respondendo, Sr. presidente, per-
gunta do uobre deputado pela provincia do Cear,
ilir-llie-heiquea necessidade da reforma da lei elei-
loral cusiente esl na coiivicro de lodos os minis-
terios que so tem sucredido uo paiz.desde 1847. Ja
o Sr. Paula e Souza assim pensava quando Desse an-
io foi chamado ao poder.
Esla as palavras qae ja tive occasio de citar
nesla casa da falla do ihrono de ISk, achando-se
no poder ura ministerio conservador. (Apoiados.)
Esl na cousciencia publica, o na de todos os par-
tidos, que apenas em opposico clamara contra o
syslema da lei eleiloral existente. (Apoiados.)
" Mas quer ainda o nobra depulado pelo Ceara urna
prava que nao podara recusar dessa necessidade,
quer um lesleniuuho aulhenlico e qae ogo pode
julgar suapeilo".'
Pois bem, vou ler o seguinle trecho do discurso
que u proprio nobre deputado pelo Cear profano
nesla casa na seisgude 1850, creio que a 5 de Janei-
ro, quando se tralava das eleices da Rio Granas
do Norte.
Dio o nobre depulado : a Nesle sentido foi con-
cebida a lei uovisaima das eleices -, ella foi calcu-
lada para manler eternamente no poder o partido
que se tinha apossado da auloridde, a que devia
constituir as mesas. (Sensaco.)
E quer agora o nobre depotado que sejolgue
eala lei perfeila, ngo qser que se trate de melho-
r-la V
O Sr. Comes llibeiro: Bem faite..
O Sr. Minittro do Imperio :Darei mais ao no-
bre depulado outro argumento para convence-lo da
necessidade de reformar-se le) eleiloral exilenle.
He ainda um trecho do mesmo discurso do nobre
depulado : a De ordinaria, e estou que daqui em
dianle ha da continuar assim se acaso nao houver
reforma oa legislacgo.... O qoe se vio em 1844 ?
Eslava um partido seuhor das posices ofSciies do
paiz ; mudou-se a poltica, e elle maodoo para esla
cmara apenas ama palrulha. Ha pouco lempo
deu-se igual oceurrencia, e o qoe vejo ? Urna c-
mara de urna s cor. d E quer o oobre depotado
que nao procuremos melhorar essa legislado qae
ila sempre em resultado urna cmara de orna so cor,
que lira opposiego toda a esperance".'
O Sr. Gomes Ribeiro:O que se segu ha
que elle virou de bordo ; os nonos horneas sgo as-
sim....
t Sr. Minitlro do Imperio :O nobre' depula-
do porem nao disse s islo. senhores ; nsqoella ses-
sao exprimi a sua couvicrSs ainda pormaneira mais
calhegorida, quando disse: u O qoe digo perem
he, que esle he o verdadeiro estado do paiz. Ngo
temos seuao um principio regalador ; sempre o
partido do governo vence s eleicao
A' villa disto, creio, Sr. presidente, que o nobre
deputado pelo Cear he o menos proprio para per-
gunlar ao ministerio qual he a necessidade que te-
mos de reformar o nosao syslema eleiloral. (Apoia-
dos. risadas, cruzaro-ee diverses apartes.)
E, senhores, assim como oo que respeila a neces-
sidade de procurarmoa methorar a lei eleiloral exis-
tente, eu ngo poda achar melhor resposla para dar
ao nobre depulado, assim lambem em apoio da elei-
cao por circuios, e para mostrar qoe o lameos do
nosso interior ngo hge de abandonar seos inleres-
ses eleilorae ao qae qaizer o governo, ngo pesso
encontrar melhor argumento do que o qbe se dedos
das segrales palavras, ainda nsquelle discurso do
honrado membro pela provincia doCear:
Srs. depulado que existem as grandes espilles nio
sabem como eslas cousas de eieicoe andana i
loes, como ellas alli se fazera, o com qne
mo. u De cerlo, Sr. presidente, qae hos
les como piulou u nobre depuladu, que sao os doa
nossos serloes. qae tanto e Uo justo enlho
lem pelas eleices, au bao de fagir da lula eleilo-
ral, e entrega-las ao governo, por sai indolencia,
por sua indiflerenca.
Dise-se lambem : u Para qae varaos iniciar urna
reforma deslas em urna poca de calma das paiies,
e em que osespirtios parece quererena chegar a um
accordu de ordem '.'
Mas, senhores, quando quereriam enlao os nobres
deputados que se iniciasseni taes reformas t Convi-
ri.i esperar para alguma poca tormentosa e revo-
lucionaria, para alguma poca de agilacgo dos espi-
rites, para enlao se cuidar Helias ?
Nunca foram as pocas de agitaco e de lola as
mais proprias para orgauisar-se o paiz. Apoiados.!
Ao meuos os conservadores, os que ligam a esle li-
lulu sua verdadeira accepego, nao devem esperar
por semelhaotes quadras (apoiados), e sim aproveilar
as pocas de calma e de Iranquillidade das espiri-
rilos. (Apoiados.) He nma verdade esla Uo sabida
que nao perderei lempo em demonstrada.
O Sr. Sayao Lobato :Ngo falle em neme do
partido conservador, porque elle protesta contra
isso. ,
t Sr. Minitlro do Imperio :O nobre depatado
nao he capaz de contestar que a lei qoe hoje se dis-
cute foi apresenlada no senado pelos Srs. marqnez
de Paran, raarquez de Monte Alegre, marquez de
Oliuda e vi-condo de liberaba, qoe sgo membros
eminentes do partido conservador. (Apoiados.) Se
pois nao pode contestar isto, como a (firma qoe o
partido conservador protesta contra ella reforma 1
'Apoiados.) au sabe o nobre depulado qoe o pro-
jeclo que ora discutimos nao he o projeclo originario
do Sr. Paula e uuza, mas sim outro lubslilulijp
apresentado por aquellos quatrodistinctos membros
do partido conservador, e com os^^^^H
o Sr. Vergueiro, qse era o outro membro da com-
missao do senado ?-(Apoiados.) E aqu he occa-
sio da dizer que a assignalura do Sr. Vergueiro,
um dos cheles mais pioemiuenles despartido libe-
ral, a par da? dos Srs. marquez de Paran, marquez
de Motile Alegre, marquez de Olio Ja e visconde de
liberaba, e a acqtieseencia (ranea dada ao mesmo
lelo pelo Sr. Paula e Souza, o ebefe principal
ustifica inleiramenle a aHiaoca que
hoje se ooTT^iMil questao entre os nobres amigos
ilo ministerio qoe sanentam a reforma a os dignos
membros do partido libVl qne lem asenlo oa
casa. (Apoiados.) Nao haVnois motivo para que
se faca disto om objeclo de "ttoilracao.... (Apoia-
dos.)
t Sr. Sayao Lobato :0 laclo T
lerio esl em allian;a com a opposico, deixaodul
parle os do seu partido.
t Sr. Minitlro do Imperio :... nem para qoe
se altribua essa slliauca a motivos menos dignos
para os nobres caracteres'que ie ligaram oesli ques-
illo importante. (Apoiados.)
Vou agora, Sr. presidente, responder aos nobres
deputados que nao tem visto nos argumentos dos
que susteulam o projeclo sengo argumentos ad ter-
rorem, dizendo-lhes que argunienlnt ud terrorem
lem sido antes o que lem partidores nobres im-
pugnadores, que em um projecto em qoe
de inelhorar o modo pratico daselei{es, era t
decretam algumas incompatibilidades resl
aos lugares em que cerlo fnnecionario
auloridde ou jurisdiecao, figurara ou enxers
subversao geral du paiz, o brandan da i
revolvimenlo de ludo u nosso edificio se
Sr: presidente, o Iriumpho d partido qae felizmen-
te nao lem de ha muilos annos ao menos
entre mis seriamente organisado (apoiados), qae nao
existe hoje (apoiados;, ao qoal faltara bases, faltam
elementos (apoiados,1, e que anda quando por fala-
lidade pudesse reunir elementos e lentssse levantar
o leu eolio, seria imraediltamente esmagado (mui-
los apoiados}, porque enlao os verdadeiras liberaes
do nosso paiz, e os conservadores lados, se dariam
as mos e u fariam cahir no mesmo momento (ami-
tos e repetidos apoiados!. porque os dous partidos,
assim reunidos para urna causa lid nobre formariam
o partido nacional (apoiados), que seria iuvencivel.
Apoiados.)
I'arece-me, Sr. presidente, que lenho respondido
aos principaes tpicos do discurso da nebre depula-
do pelo Cear que tiohara relaco com o
e agora pero liceuca pata declarar que preflra nio
responder a algumas allusoes que o nobre depulado
faz ao minisleriu, ja de querer entregar o poder ao
partido liberal, j de abandonar seos amigos, j de
querer subverler u paiz. Direi someute qoe eshs'
palavras parlindo do nobra depulado. qoe desde
mallo devia saber que o governo liuha de promover
a passagein desla lei, porque banca o occullamos, e
que aptzar disto esleve ligado comeoaco at mui
poucos uias, dando-nos o apoio o mai dedicado,
tornara-se hoje sospeitas peta contradicego flagran-
te era que collocam o uobre depatado a Domo res-
peito ; e por mais cloqueles qoe sejam ngo Ido de
por cerlo influir contra o ministerio no animo dos
homens esclarecidos, e dequelles que peosam como
devem sobre as nossas coasas. (Muilos apoiados.)
l'ozet :Muito bem, muilo bem.
O Sr. Brandao :Sr. presidente, nSo esperando
fallar hoje por se acharem inscriptos muilos oulros
oradores aules de mim, sou apanhado de sorpresa ;
nSo tenho aqu os apontamenlos que havia lomado
sobre o objeclo que se discute, e neslai circomstan-
cias laivez fosse mais prudente ceder a palavra para
votar ; enlrelanlo o ngo fajo, porque tenho o rigo-
roso dever de motivar o meu voto, e tamben por-
que nao quero que se eolenda que .declino, da res-
ponsabilidade de minhas opioiOes, e qae rae neg a
man i fasta-las na solemne coDjanctora em que nos
adiamos.
Direi pois abreviadamente o qne pens sobre o
projeclo que occopa a alteaego da cmara.
Meas senhores, snbiudo nesla occasio a tribuna
nacional, eo me vejo colloeado na siluacao a roais
diflicil que se pode ronjecturar f aposlolo dedicado
e sincero do progresso e di liberdade do meo paiz,
sou arrestado pela forca de minhas eonvictjoea a vo-
tar contra o projeclo que se acha em diecotsgo, ao
passo que observo' qoe os representantes do partida
liberal nesta casa lira prestara as seos votos com o
mais decidido enlhusiasmo.
Isto por cerlo me'contrista, porque bem Ionge de
ver, como elles, nesse projecto urna concessao feita
ao progresso da sociedade brasileira, s descubro
nelle urna estrategia, um sophisma do gogeroo con-
tra as liberdades publicas, um allentaikr conlra as
garantas do povo e influencia das provincias Iras
negecios do Estado. Assim, pois,' isolando-rae no
mea pensaraenlo, descansando nelle e na boa f com
qoe sempre propugno pelo bem eslar dos meas cou-
cid.idaos, passarei a explicar-me com toda alealdade
e franqueza que o negocio exige.
Nao he, senhores,por caosa da idea da incompa-
tibilidades qoeeu vol contra o projectu, nao ; sa
assim u Orease, seria contradictorio, porque na ses-
sio do anno passado assignei urna emenda refor-
ma jodiciaria que cooiignava essa idea ; voto, sim,
conlra elle, porque he feitura de um governo qne
nao lem sinoeridade, porqoe he urna arma lerrvel
que se d a esse governo contra a liberdade do paiz,
e finalmente porque antevejo que em sua ezeenego
pratica elle ha de produxir us mais deploraveis re-
sultados conlra a naego. (Apoiados.)
E, senhores, nao devo eu pensar assim, quando
rae record que foi nesla mesma casa que o actual
ministerio suslentou com todas as suas Toreas, com
MFiHnn iviMPiAn iNr.niiTnflnn
Ifimi


leulou
M da refirma ju-
no um iuslrumen-
..iih aosseus au-
nando me iembro
idos naquellas ca-
leDianta lei allenlatoria
-iriadao brasileiro '.'
I dalo acreditar i|im miuistros Ues
iiificaiiloo.mcas.Soa lioerdades
; acrediie-os poia quem
lo diiein que o piojeclo
j povo; pala
i coevlcjio de que lude
^^^HWra, do um sophUma r-
'.itangu inker-
presentou e sus-
ca este atroz
le, meus
roiit Pude ser acre-
- do povo? Me
creia-o r;uem qoizer, me-
=3
DIARIO OE PERIAIBUCO QURTA FlfiA 24 BE OUTBRO DE 1855
indo par cal* ant scedenles, reOec-
tindo sobre a marcha que o ministerio tam seguido,
eofitlderniido que ella ha dado ohijas proras de aua
poltica provocadora e inferna liberdade dus cida-
dios, n*o posso jamis aceitar a aua dadiva, dadiva
la que hasta olhar para o projeclo pata se cunhe-
ir que lem um lim muitodiverso daquelle qoe o
bra. miuistros Iba queram altribun. E demais, mcus
seiihorej.se a lei da reforma eleiloral qoe se discute
irajada pela najao, ae ella eontm em si dispo-
sieoe Uo boas, Uo uteis e to vanidosas como se dir,
concebe-se que nio era mialer qu) o ministerio em-
is a* auas forras, envidasse todos 01
mtii. aluda os nula reprovado* pelo boro seuso,
para que wt l*i-pas**e na cmara dos depuladus.
O qoe vimos nos, aeohore, nealiia ltimos dias ?
V irnos o. ministros derramados peloa salces e corre-
dera cas* abalroando a um o a outro depula-
rodo todos os expediente, invocando anti-
gs reljales e mesoto a amiade do momento, so-
lara lerem votos ccm os qutes pndessem fa-
zo/ pasaiir e leu projeclo !
Sr. Mendes de Almeida: He urna injuria
O Sr. lraniao :Islo que estou dizendo nao lie
; injuria faz aquella que nega a verdade do
Vpeiadoi.) O uolire deputado nao vio que
islo se dnu f
QSr. Vendes de Almeiia: NSo, senlior.
a :Quem nega islo nega a luz
claro que vi, e contigo muilos outros
lente do conselho e o seus collegas do
minialerio andarem pedindo'votos para que o pro-
lal qual ae echa. Dndaro mais que
l meajas, que disse-se-se a lei nao
islerio retirar-te-ha do poder, e cntao
v/ira a poltica contraria....
r. Siqueira Queirot:Apoiado.
iSo:.: oease caso vos fieareis de-
bati. '
fue, meus senhores, he por ventora ne-
maiiifeslajao mais calegrica do que a
feita nesta casa pelo nobre presidente do
O que diste S. Exc T Nao fez elle urna
iaia imposijio a cmara dos depulados' NAo
eo modo imponente e audaz com que S.
esentou e disse: A queslao he de
aceito emenda algurj) ; ou piisse ou
Id, vos carregarcis com todas as coiise-
Nad he isto muiio significativo? Se a
l uo pensamenlo da najo, se ella
l abraca, para qoe cliegar aqu t i.obre presidcule
dizer, coino um seohor no meio de
a Quero que a lei passe como est,
Iteraran alguma, vos nilo tendes o di-
. de enunciar ai voseas npiniSes,
coustituirdes inimigos do go-
bern? i
iroz:Apoiado.
nd e presidente do conselho jar lo aquella cadei-
licar-sc pelo modo que arabo de mencionar,
le lembrei? Lembrci-me do Neplu-
nppareceudo no meio das prucel-
amcaja aos veno que perturba-
do ejo... Foi justamente o gui-
'Apoiadoa.) O nobre presideu-
ie a cmara dos deputa-
mpusijao, devia abdi-
lerau lade de pensar, devia acqui-
senado como se rosea ama mera
aquella boira casado parlamento e
*e parece que lograr o seo inlento.'
a, quando oulra razSo nao houvesse
contra um tal projeclo, quando oulro
poderoso nao exislisse |>ara que eo Ihe
u vol, liaslava o modo imponente e
i qoe e nobre presidente do conseibo
apresentou para en me nlgar aviltado se Ihe
desse o meo assenlimento.
ir o mea voto a urna medida qualquer
il ao meo paiz, mas co admiti que
corda se aprsente aqoie diga: a
idea o direito de emendar esle acto.
linio poder sobre a Ierra ar-
fe vol de approvajAn. Agora
esta lei fazer na cmara dos
ao pude ser emendada, e refleclida-
loda e qualquer ducussao que
lo lem de ser-infruclifera vista
la pelo Sr. presidente de conselho,
lella aqui parar? Fpra melhor que S.
eoragem de dar um golpe do Estad"
e decisivo; antes isto do que vir impr sua
vonlade cmara dos depulados.
o de diversa maueira; mas pelo que
nspeito, meus tenltores, nao posso apolau-
intrario esndemoo como delestarlSTTr
iein qeal esta lei foi aqui apreeenlada. (A-
ao principilo racu discurso. Sr. presi-
lera a idta das iucompalibilidac.es que
jeja^evneu voto ao projeclo que se dis-
to qoe nao; agora dedararei qoe me
lem das razio expendidas,
de eleijoe por circulo que
ocleadopta, e qoe eu reputo fatal a li-
sa e a influtncia dai provincia nos
lado.
iculos so pode ser verdad-ira quan-
j se consulta o solTrasio univer-
o he ama mentira, he um so-
I ve os mais serios periges para a
ae faz por provincias, o eapaco he
rao que vola he mais numerosa, e
reruo, quando elle, como sempre, a
n modo iudebilo e conlrario liberdade
orna-se menos inleusa,,menos com-
e demanda roaiore esforcos para
na multidao de vonlides; estabelecei
na elei^o indirecta, e eniao
tagocio Corre mil maravilhas paY
io elle Cara collocar em cada um
Circulo* um on muilos dos seus ajudaoles, e
cer* um preaaao lerrivel e sem duvida mul-
lo peior ilo que aquella que at hoje lem exer-

NSo he pos-ivel isto; V.
^^JkSo soffreu.
V -E ha de continuar a soflrer, e
om esta lei.senao esliver as
no. Nao pense o nobre depu-
>rma bao vier da miralidade do po-
a de marchar de um modo melhor
file porque al o presente lem cor-
ease principio ficar aniquiUado, por sso mesmo
que da rpre*enlasao naciunal lera de desapparecer
a eolidadoqiM al hoje lem sido conhacida pelo oo-
me neProvincia.
O Sr. Corroo:Isso se eiislisie seria om bem.
O ir. Braniio:Seria ombro, diz o nobre de-
potado, mil he porque mo allende qoe, acabada a
inllaencia das provincias, fraccionado o *au podar
bsulnlismo ha da correr em campo raio,
R^HK" obra qua principiara com a lei da re-
forma judlelaria. (Apoiadoa.)
;#i*eira de Meilo:Eaa leij morreo,
nao falla oais oisso.
O Sr. Brandaa: Embora roorraese, lodavia nao
me poaso esquecer delta para abomina-la.
' O Sr. Figunra de Millo:Morreo, foi suflb-
caia.
O Sr. Brandio:O mea pensamenlo, Sr. presi-
dente, he que o elemento federal vero a ficar intti-
ramenla aniquilado pelo prdjecln.vistacomo ulo po-
de ser repiesenlado por pequeas fracases condem-
nadas ao isolaiuento poltico ; emsi a provincia for-
ma um lodo que lem orna existencia social, esse lo-
do leune, nao s os direitos dos seus habitantes em
particular, como lambem os que resullam das rela-
cdrseni que ella se acha para com a nacao inteira, e
ceulro.
tificaliva das incumpalibilldades ; ma se ugorerno
ha o nesmo quesequestra esle* juizes dos seus lo-
gares deiando-oa na orphandade, posso eu crerqoe
ellequeira sinceramente as incompatibilidad?
E, demais, o que quer dizer ineompatibilidade
do magistrado simenle na comarca em que eiere*
jnrisdicijSo ? Nao he isto ama verdadira hurla, um
sophisma grosseiro ? Pois he de presumir qoe o ma-
gistrado qoe se nao poda Tazar legar pela sua co-
marca nao tentia um collega ou amigo em oulra lo-
calidad* que cuide da sua |elc8o, e assim recipro-
camente ?(Apolado* o risadas.) o he mesmo de
esperar qua o governo para os que sao seas amigos
designe um circulo que os aleja ? (Apoiados e risa-
das.)
E a esta respeito, senhores, devo dizer a verda-
de toda inteira. Anda honlem, a bordo do vapor
Paran um hoinem muilo cireumspeeto, mutorts-
peilavel a em cuja palavra eu muilo eonllo, me dis-
ae, e mais algoem qoe eslava junio n mim, queja
liaviam circuios promelldos [Risadas) Vede pos,
meus senhores I Anda a lei nao passou e ja o go-
veruo promelle circuios irtisada.)
ra, i vista dislo posso eu volar por nina sema-
llianle lei? Eu que sinceramente faro npp0ic.lo ao
gabinete, qua desejo que elle, conipenlraudo-se de
especialmente para como centro. Ora, sao esesjsens erro./e dos' malw quV1la7Uo"o "p^Taba"
d, eilos collechvos uue os depulados geraes vem a- done o poder de que lem largamente abusado !
qui representar: irHis desde o momento om que se Por certo que nao.
proceder divisao fraccional.segondo a propria opi-
niao dos defensores do projeclo, os eleitos por essas
Irace/jes virad representar nesla casa, nao os direi-
tos colleclivus do lodo provincial em suas reanles
cora a communhan, mas osinteresses das localidades,
inleresses estes que j sao representados quer pelas
cmaras municipaes, quer pelas asscmblas provin-
ciaes.
^M
OSr
mor
\
pergonlar; donde procedem
as elcitfles.' Parlird por veutura
S legislativas que garanti o
ingtiem o diri. A lei feila pelo
rtem 1816 prevsnio, cuanto era posii-
- abusos, as violencias no processo
^R^RJv enlanlo essas fru ies,.esses abasos
as conlinuaram ; a porque? Por causa
que nao: conlinuaram, roaos
>e o governo e os seas agentes ab-
rrame conculcaran) aquella lei.
essesahusos flcao prevenidos,
liados sendo a eleicio futa por circuios'.'
Oeioqoi ni
imira Qutirez:Apoisdo.
es [ lo projeclo.
>:Algous qae defendem o syslr-
lemjido que nSo esli conven-
iza bons resultados; mas que
ima experiencia. Sr. pre-
R^RBl experiencias desla onlem,
a asa de um governo qoe uSoof-
lade; receio qne o resiil-
lepiorarel. ;A|ioladosJ Hoje o
overuo i prese circuios debaixo de urna
- appareoca muilo hella; diz, por ejemplo, para jos-
ito que se apretenlar por um
para que ella seja feita
le; ma, Sr. presidente.
a se diz e oque se faz,
. governo ha de mandar para
le nomear um de-
ha de levadtar urea eilidade que seja
o",a quem dar lodos os meio
fi*. e no lim de ludo can-
9 e sobstituido por oulro
qoizer impir. Ue verdade
posea acontecer em alanos loga-
parte do cheolotme parece
No svslema &% lei actual
iUIos abusos, mas he certo
'ida a eleicio indirecta,
is e frecuentes. Vio-se
legalarmenle feila a
a ponto de obter o
vel da oppnsirfn; a por-
eule coe diriga aquella
reza i;arantindo a Jiber-
ior.il. Este faci
i carecermos eusaiar o abastar-
o proj ocio,' podemos ter
i.'presen ten i a verdadeira ex-
assira o governe seja mo-
^^JM a tratar dos circuios, direi anda, Sr.
es qoe dalle nao de
ue muilo me im-
HR^RjP* *" isiilua o alvo das
diversas partea de urna merma provincia e aeoncea-
tracio di ,lja| oi cjtt0 .
c relari.i* i Taatao":^Apaiado.
O ir Sreasl -Meus aenlior^s, islo lie mnito
- "ft 4 .on*,il",9 o aclo addiciooal consagram
o prme.po federal como urna das tondisoesd nossa
lisleocia poltica; mas dada a eleicio por circuios
O Sr. F(gueira de Mello:Apoiadissimd, muilo
bem.
0 Sr. Brandan : Dahi resallar um profundo'
falseamcuto do systema federativo como o aclo ad-
dicioual o concebera, e quem nicamente lera de
lucrar em ludo islo hado ser o governo, porque do-
minando por esle meio opiniao das provincia po-
liticamente relalhadas, supplanlando suas nobres
aspiracGes, chegar a seu fira, que vem a ser desem-
bar.-i5r-se da forma representativa, e plantar no
imperio o absolutismo. Para islo he cerlameote ex-
cellente o projeclo que se discute porque consagra a
mxima de Machiavel: Divide para poderes im-
perar, i)
Nao enlro, Sr. presidente, na queslio da incons-
liluctonalidide de novo svslema de eleir.lo (que se
quer adoptar, porque ella me parece claramente re-
solvida pelo arl. yo da consliluic.lo ; direi apenas
que se assim continuaren) as uossas coasas, se os
eleitos do povo nao procuraren) resistir s suggesles
de um governo que vai procedendo sinislrainenle,
muilo corla tora de ser a existencia da nossa socie-
dade.
A lei ha de passar, porque a palavra amearadora
do Sr. presidedte do conselho se fez ouvir, ma ao
menos rstame a consolarlo de qae ella nao leve
forca para influir no meu voto.
1 ni nobre depotado por S. Paulo, que ha poucoi
dias sustenlou o prrjeclo, prnduzio urna argumenta-
cao que eu nao posso deixar em silencio pela novi-
dade de sua especie. Disse elle que o governo era
fraco por cusa das exigencias das depulaces pro-
vjociae eleilas pelo systema que ate hoje lem preva-
lecido, e que assim cumpria habilila-lo com um no-
vo systema eleiloral para dar-lhe a forja de que ca-
rece, alim de poder dominar a situaran.
Coofesso, Sr._ presidente, que quando ouvi lao e-
Iranha poposifio sabir da bocea de um hoinem que
se diz. reprsenla ule das ideas liberae, nao pude re-
sistir sorpreza que ella causou-me.
Senhores, qae fraqueza pode ler uta ministerio
cojo chefe se aprsenla nesla casa como um senlior
feudal em seus dominios, impaiido soberanamente
sua vonlide de ferro? (Apoiados, reclamai;oes.) Qae
fraqueza pode ter elle quando ha feitoludo quanlo
lem querido sena encontrar resistencia em'sna mar-
cha desastrosa .' Ja se vio um ministerio fraco apre-
sentar-se diante dos representantes da nacao, e di-
zer-lhesquero sala lei, volai-a sem Ihe accrescen-
lardea urna s virgula ? !
O Sr. Qutra Rocha : Apoiado.
O Sr. Brandao : He possivel maior fortaleza
e mesmo maior audacia do que estas ? E, pos, co-
mo nos vem o nobre depulado por S. Paulo dizer
que conven! adoptadnos o projeclo para darroos
maior forca ao ministerio ?
O Sr. Corran : Failei do poder e nao do ga-
binete. So me couber a palavra hei de explicar o
meu pensamenlo,
V O Sr. Brandao : V. Exc. ha de convir qoe a
sua argumentarlo nesla parle nao foidasmais felizes.
Na sessao de sabbado, Sr. presidenta, aprsenlo
na casa om requerimenlo pediudo certa iuforma-
ces ao governo a respeito de objeclns relativos ao
assumpln que nos oceupa, mas infelizmente al o
presente nao as pude obler; por consegninle vej-
me impowihilitado de entrar nos delalhes do projec-
lo que se discute ; entretanto observarei que para
conhecer-se que elle uio lie bom, basta allender-se a
sotTregaidao com que se procura faz lo passar nos
ltimos dias da presente sesso. (Apoiados.)
Na verdade, meus senhores, um objeclq, llu im-
portante como o de que se traa podaMBMiilura
ser disculido em oilo ou dez djasJJ^/Vp^jTV)
O Sr. Sayao Lobato /um'oMptE qaanttcTt0 (le"
clarou no senado que essa lei /Huera nenlm \ 9i~
Valerio. / V1
O Sr. Brandao : Ma/s' esqoecia-me qa^tMi"-
presidente do conselho wtripoz aqu sua vontade,'
que paa alguna ella ten) a forja do deslino.
Meus senhores, com profunda magoa declaro que
a nossa situarlo ueste negocio he por demais drplo-
ravel. e o que von dizer lomar bem saliente la
faVdade. ^ ^~m
O governo eo senado proclaman) o systema de
eleiao por circuios como o nico capaz de lomar
puro e sincero o voto do cidado ; mas perguolo a
quem querein ellcs applica-lo .' A esla cmara,
cujos niembros tendo um mandrdo temporario p-
dera ser arredados do parlamento e al condemua-
dos a execraco publica no lim de qualro anuos se
nao liverem cumprido com us seus deveres ; mas
pata os senadores, cujo mandato he vitalicio, e por
consequencia mais importante, por isso mesmo que
nflo pode ser rovogado,a eleicao ha de ser feita como
dantes De maueira que para estes nao ha misler
que ella seja pura, que b vol do cidadao seja
sincero, como se diz que sera por meio dos circuios !!
(Apoiados.) Isto he inquallificavcl '. (Apoiados.)
O Sr. Ministro du Jastira : A resposta est
na mesma diflereiifa dos dons mandatos.
O Sr. Brandao : Perde-ma V. Exc, e con-
sinta que Ihe diga qua nesla parte o seu talento, a
quem respailo, nao esla mui correle. (Risadas).
Pois o ministro reconhecc que as eleicoes acluaes
silo mal fulas porque nflo exprlotem a vonlade do
povo, e islo quando se trata da esculla dos depala-
dos, e ao mesmo lempo sustenta que ellas 3o boas,
e puras em relacSo o senado, que representa o ele-
mento vitalicio ? Esta lgica he por certo digna
dos autores do projeclo.
Senhores, atibe misler que se reforme o modo da
eleicio, para navar coherencia esla reforma deve
comfjgplieuder as dnas casas do parlamento ; o s*
nado nao lem direito de Picar impuro, e qoerer s a
pureza para acamara dos depuladus. (Apoiados.)
' Nesla occasin, senhores. nilo pos zer qae o seuado do Brasil nao comprehendeu sua
alta njssao (apoiados); que pelo conlrario collocou-
se n'umaposijao sobre cujo alcance nao refleclio.
(Apoiados.) Ha de vir urna- cmara de depulados
que, compenetrada dos seus deveres, va b.tcr s
porlas da senado apoiados i para tomar-lhe coalas;
e entao o exemplo hoje dado do se proceder a refor-
ma, por om legislatura ordinaria, de artigas consli-
tucunaes, ha de ipr urna applcacao muilo seria
(apoiadosi ; nessa poca, que nao est louge, a vila-
liciadade, que cousiitue a sua omnipotencia, e que
encobremoitas mazellas, h.i.de acabar. (ApoiadosJ
Senhores, se o senado fo.se justo, lendo-se com-
penelradullas vanlagens da eleira > por circuios,
devia lambem applica la i si. (Apoiados.)
O Sr. Presidente : Peco ao nobre depulado
que procero em sua argumentacilo guardar as con-
veniencias e atlenroes devidas oulra casa do par-
lamento.
O r. Brandao : Eu eslou combalendn o pro-
jeclo que veo do senado.e por isso nao posso deixar
de fallar uelle ; creiu, pois, que eslou na ordem.
(Apoiados. E depois, Sr. presidente, quantas vezes
nao lem o senado laucado sarcasmos sobre a "cmara
dos depulados ? (Apoiados.) Quantas vazes nilo le-
ohoeulidonos jomaes espreasoes proferidas all
que profundamente me magoam com membro desta
casi ? (Apoiados.)'
Por consegainte o qu lenho dito he rigorosa-
mente lgico, e accrescenlarei qua s n"um mome-
lo de ....
da por Domonl em 1838. anno ara que falleceu. mar, cujo alto criterio, nobra a generosa dedicacao
- pelos inleresses pblicos, farSo poca nos fastos na-
Son inteiramenle imparcial nesta questao, porque
nao lenho ambiques a salisfazer, nao sou magistra-
do, iiem exerro outro qualquer eziprego publico,
nao carero mesmo do pao-de-l do governo, r por
iso nao se pode entender que cmbalo o projeclo
por ioteresse proprio ; nao procedo a respeito del-
le do mesmo modo por que durante o esparo de 3
annos lenho procedido acerca de outros assumptos.
sempre franca, sempre lealmente. (Apoiados.) Vol
contra elle porque chegaei a persuadir-me que o
seu lim he tenebroso e fatal liberdade dos meus
compatriotas.... (Apoiados.)
O Sr. Siqueira Queiroz : Apoiado.
O Sr. Dalia Rocha : Tem encarado a qucsiao
debaixo do aeu poni de vista rea'.
O Sr. Brandao : He natural que o ministerio
se incommode com a rudeza de minha liguagem,
mas ha de conhecer que nao sin desleal, que Ihe fa-
jo opposicao a peilo descuberto, e qae assim con-
tinuare! a proceder.
O Sr. Dutra Rocha :Tem dilo verdades.
0 Sr. BrandOo :'Sr. presidente, sinto extrema-
mente nao ler Irazido os raeus apoulamentos, por
isso nao posso continuar : fui, como disse, apaohado
de sorpeza, suppunha que hoje nao me coubesse a
palavra ; e portanlo condure catas ligeiras obser-
varles, que eram ndispensaveis para qualificar o
meu vol, dizendo aos roemhros .lo gabinete: a Se-
nluues, l.incai a mascara para nm lado, mo illodais
a iijao, o Vosto projeclo he um sophisma, e bem
infeliz ser aquello que vos n.1o comprehender.
Em nome pois da liberdade vol contra o pro-
jeclo.
1 ozes : Apoiado, ranilo bem, muilo bem.
O Sr. Mendes de Almeiia pronuncia um lon-
go discurso em que responde a varios argumentos
de alguns depulados, sustenta o projeclo em toda
as suas parles, e concl ue assim :
_Senhores, qual he o paiz que aprsenla urna ma-
gistratura-celebre pela sua reclidao o coragem c-
vica, amistando nao s as iras do poder como os fu-
rores populares, em summa distiugnindo-se er ad-
miuislrar justija a lodos? He nicamente a najao
ingle/.a quem conla essa gloria ; e porque assim a-
coulece? He porque os seu*magistrados nao se en-
volver em lulas polticas, nao silo membro das
cmaras legislativas, e se os seus grandes juizes lem
assenlo na cmara dos lord* he sanenle para con-
sultaren) sobre qualquer objeclo importante e gra-
ve, quando aquella cmara te conslilue em tribu-
nal de juslira. Elle ah guardara a le de Pitago-
ras, o silencio, nao discutem, neui volam.
Urna to: : A magistratura brasileira lambem
he muito independenle.
O Sr. Mendes de Almeida : O illuslre depulado
pelo Cear que combaleu hontem o projeclo,' disse-
nos que a magstralura ingleza linlta um grande re-
lime pelas suas decises em quesles entre particu-
lares, masque essa fama era problemtica as ques-
loes em que erm parles ojio,ler e o povo.
Sr. presidente, patece-me que o honrado mem-
bro, nesla parle est muilo engaado. A magistra-
tura ingleza as decises de queslOes entre particu-
lares, com quanlo seja digna da maior venerarlo,
nao ha nica, conla pnracerlo .rvaes. (Apoiados.)
A sua celebridade, que Ihe tem dado inontestaveis
O Sr. Figueira de Mello : De illumnajao do
Espirito Sanio.
O Sr. Brandio : .... de illumiiar.ao do Espi-
rito Santo, diz o nobre diputado v que seja. pode-
rla o senado consagrar -a anomala qoe se acha no
projeclu de decretar a eleicao para esla cmara por
um nudo, e para si por outro diverso I E isto
quaudo a consliluijao diz uoarl. 43 que araba de-
verao ser foitas pela mesma forma '. E anda mais
quaudo as razes que militara para fazer-se a refor-
ma, se alo sinceras, abrangem um e oulro ramo do
direitos a eslima e respeito oniversaes, lera origen)
na corajosa resistencia que nao poucas vezes tem
feilo ao poder.
Senhores, invocare em prmeiro lugar, para sus-
tentar minha \ propniicno, o nome veneravel de
Ihoraaz Murui, aesse Ilustre martjr do maior ly-
ranno dos lempos modernos,-Henrlque VIII. Sua
nobre e intrpida resistencia aoa decretos desse
raonstro crearain-Ihe una aureola immorlal
fr- '"* : Esse he muilo atitigq,
O Sr. Mendes de Almeida : Cilareiveinda o no-
mo respeitavel de Cuite, tito distinelo jrxrisc.insullo
como recto magistrado; de sir Jotio EllioT, Malhew
Hale, lord Soraers, Hardwicke, Kenvon. M,
que taulo prima pela sua illuslrada re
os grandes magistrados do secuto pai
Ueuman, e o muilo celebrado Erskinei
o Pili do foro ingle/. Todosesses nome,
a historia da magistratura tjessa gran
-Infelizmente, Sr. presidente, do
aprsenla a historia ingl
eveepeo : he^^i^sis^H
reinado ni ^JBBsj^rW'Ui.i miel lade na per-
al ; e llacon, genio sublime, intel-
lTTile prmeira ordem, que ob o titulo de r>a-
rSo de Virulainio deixou ama memoria das mais
verconhosas pela sua venalidade.
Vm Sr. Depulado : Quaes sao os fados que
honrara essa magstralura us quesies do povo com.
o governo ?
O Sr. Mendes de Almeida : Referirci ap'enas
dous para salisfazer ao honrado membro que me in-
lerrompe, e onlros mais puderia citar se tao adian-
t la nao livesse a hora; porem eslesbastam para
o meu proposito.
Lord Ma'osfield he muilo conhecido na historia da
magistratura ingleza do seclo XVIII pela sua sci-
encia e reclidao ; era juiz do tribunal do banco do
rei, quanlo o celebre Wilkes, que fezem Inglater-
ra quasi no meiado daquelle secuto papel lio im-
portante como,os racho em Roma, voltaudo do
seu desterro em Franja, requeren aquelle tribunal
que o rehabiliasse nos seus.direilos de cujo gozo o
julgavam decahidn, Wilkes era um demagogo fac-
cioso e da peior qualidade, era o idol" da popula-
cao de Londres, que por tres vezes elegeu-o depula-
do, e por lim Lord Malre, nao obstante dizer o
historiador Hume que ale o seu riso era hediondo.
A corte e o governo deleslavara-o, e oulro tanto e
poderia dizer de lord Mansfiel, cujos principios
eram diametralmente oppotos. Todo o mundo es-
perava urna decisao deaallcndendo a preleujAo de
Wilkes, nao obstante a conliecida repotajao do
jaiz ; mas foi justamente o contrario que succedeu.
Essa decisao lirmou para sempre o conceilo mere-
cido desse famoso magistrado. ,
Cirarei um oulro fado, he do mui fresca data,
desteauno ; refiro-me decisao que loraou o Iribu-
nal da chancellara na queslao do car leal Wiseman
com um sacerdote calholico, apjiado por lodo o cle-
ro protestante, com o proposito de desconceiluar o
chefe da greja calbolica naquello paiz. A cmara
sabe o que vale a opiniao publica n'um paiz como
a Inglaterra, sobre ludo em materias religiosas. lie
um soberano mais exigente que a corda e o gover-
no, e sobremodo intolerante. Tal he pois a pusiclo
do magistrado inglez, de lauto respeito herodeia-
do, que pode impunemente alTrontar a colera das
facjes religiosas iutoleranlissimas. e de um clero
poderoso e influente.
Farei anda uraa observarn a respailo dessa ma-
gistratura, e que muito a honra ; refiro-me a m-
xima de que a cora on o poder para gaohar urna
demanda necessitava ler razao duas vezes Foi
desla sorte que o* juizes iuglezes...
O Sr. Siqueira Queiro; d um aparte que nao
ouvimos.
OSr. Mendes de Almeida : Sr. presidente,
para que possamos apreciar convenientemente os
edeilos da organisajao judiciaria ingleza, oproco-
dmenlo dos seus magistrados, cumpre que fajamos
o parallelo com o que a semelhanle respeito s pas-
sa n'um paiz vizinKo dessa nacao, a Franja.
A magistratura franceza mo grado os grandes no-
mes que conla, ntreos quaes se distinguem L'Ilo-
plal e Malheus Mul. 13o conhacdo por sua cota-
gem cvica ; mo grado a celebridade dos seus Mr*
ligos parlameuio,. nao oza da rcputajKo da magi.
tralura ingleza. A razao he a qua Ihe assigna Uen-
tljain na sua obra Da Organisarao Judiciariu, poi-
que essa magi.tralura tomava parte as lulas poli-
ticas,;tazendo-s muilo|notavel uasquesloes de en-
regislramenlo Je edictos, leis, ote.
Ao pa.so, Sr. presidente, que a magistratura in-
gleza va distingu pelo seu amor as liberdade pa-
trias, a franceza adquiri o Ululo de ardenle pro-
motora do despotismo, pelo auxilio que presin ao
poder real na suas lulas contra a uobreza e o clero.
Es, senhores. o que ha sobre a anliga magislralu
'ranceza. Quanlo moderna, a cmara me per-
Benlharn quasi nunca examinara as compilajoe
que razia Domonl de mas obra, a menos o faria em
idade octogenaria.
Parece-meque a opiniao all emiltda acercados
magistrados que tam de ser eleitos cmaras, he
anles do compilador do quedo proprio Benlham, lao
flagrante h* a conlradijio qoe se di entre as ideas
do cornejo do oapitulo e as do fia).
E, aenhoraa, era podia deixar de ser assim, por
que Benlham prouunciaodo-se com lodaenerga con-
tra a mistura deemprego judieiarios e polilicos.peln
perigo que corra, sengo a ntobidade do magistrado,
ao menos a sua reputaran je probdade, eondem-
oando o costura* de sentaren!-se na cmara do lord
algn dos grandes jalteji, nao poderia sem ser con-
Jradilorio admillir a prdposijoe qne se encontrara
no lim do capitulo, anda aue mitigadas palos cor-
rectivos que sa applicam.
Benlham diz sobre os magistrado que se sentam
tu cmara dos lord o seguinte : a Que razao llave-
ra para lanjar-se na poltica magistrados, que nao
pdenlo ficar mu eslrauhos ao espirito de partido 1
As novas relajoes que trarao, quer com a nobreza.
qaer com a corle, podem tomar-se preju liciac* u
sua independencia e imparcialidad!'.
Applaude alin dislo o silencio que alli guardam,
e o nao se cnvnlverem em eleijSes ; e pouco depois
j acha conveniente que os magistndos possam ser
eleitos para a cmara dos cominuus. comanlo qoe
haja ii/n substituto, e nao se euvolvam era elei-
Coes !
Ora, como he possivel que os magistrados lenham
entrada as cmaras sem proeurarem tolos? He
querer os fins em os meios ; e Benlham, homem
sobremodo pralico e lgico, nao daria logar a seme-
lhanle contrasenso.
Sr. presidente, poneos minutos rae roslam, pro-
curarei terminir o meu discurso, cortando varas
c insidcrajes que ma pareciam convenientes casa
e expondo apenas o que fr mais importante.
Tem-se felo nesla casa o elogio da magistratura
por mil modos, e bem assim o elogio dos emprega-
dos pobleos ; lem-se feilo ver o nleresse que resul-
tara de sua entrada as cmaras, alim de aprovei-
tar das luzes e experiencia de que sao dolados. Nao
he islo o que se contesta, e nem o projeclo emharaja
ou estabelece a sua exelusao ; o que nao se quer he
que o juizes actuem na* eleijoes de modo qoe fa-
ciliten) a sua nomeajao de depulados nos circuios de
sua jurisdiejao.
Feita esla apologa da magilratura declaram, os
nobres depulados que nos combaten) : O projeclo
vai exclor urna classe inteira das cmaras, quando a
razio uconselha que todas as classes da ociedade sp-
jam admiltidas a representar o paiz. Quam 8uva-
da que assim deva ser ?
Pelo projeclo os magistrados nao silo excluidos da
repreenlacao nacional, e s ficam privados do voto
pzssivo o juizes de primeira instancia no dislriclos
de aua jurisdiejao. Mas dz-me aiuda : a Sendo
privada a classe da magistratura de influir directa-
mente na eleijao (o que se nao d nesle caso), ella
nao poder resistir ao impulso do corajao humano
e entilo empregara todos o esforjos para que esta
lei seja mal execuladi.
Sr. presidente, nao comprobando como sendo esta
classe tao illuslrada e tao patritica, ao mesmo lem-
po posso proceder par semelhanle maueira Esla
argumenlajao lende a marear"e deitruir a repulacao
as bellas qualidades, eos servijo da classe datnagis-
tratura. Se este projeclo he aprsenla do com o lim
de salisfazer aos inleresses pblicos, essa magistra-
tura o deverreeonhecer eatacar, e entao nao aspo
de presumir que ella concorra para que a sua exe-
cucAoseja rrui. O seu proced ment nio deve ser
inferior ao dos membro do supremo tribunal, quan-
lo a le de 18 de setembro de 1828, por cerlo mtts
onerosa que o projeclo.
O qae se desoja, Sr. prndente, he que (das as
classes possarn representar o paiz ; mas o osana.i
convem. o que lodos coudemnam, he que smenle
urna dellas uceupe o terreno da pdilic e dominan-
do embarace que as oulras possarn coucorrer ; e da
maueira porque te faz a eleicao pela lei actual he
precisamente o que acontece. Quaudo nao te quer
o eslabelerimenlo de urna medida que tem por fim
assegurar a lodos de om mo lo regular bem discrimi-
nado os seus direitos, o expediente commum he con-
fundir etoruar obscuras lo lasas nojes desses direi-
lo ; assim consegue-se a|lr*tr au alvo que se lem
em mira, eemjvez de.conquistar-se um liberdade
firma-secada vez mais o monopolio.
Sr. presidente, censurou o nobre depulado pelo
Cear o projeclo pelo arbitrio que houve na dilri-
buicao dos depulados provinciaes, pelo argumento
que leve a depulajo da provincia do Rio de Janei-
ro ; o nobre depata lo emenden que por esla forma
vinha o Sal a ler demasiada preponderancia sobre o
norte.
Vma coz :-Nislo nao teve razao.
O Sr. Mendes de Almeida :Foi o nobre depula-
do tao intelligenle e ISo bem intencionado como he
juto e generoso nesta censura ? Estou persuadido
que nao; se o arbitrio que se acha no projeclo quan-
lo a distribuidlo dos depulados provinciaes he con-
donaos ;creio finalmente que o mesmo acontecer
ao governo, cujos louvaveis esforjo* e esclarecido
patriotismo du-lhes direito estima e gralidao do
paiz a as beojaos da prosteridade. Tenho concluido.
Votes :Muilo bem, muilo bem.
Levanta-e a suelo a 3 1(2 hura.
14 de outubro
Como le sabe, eslabeleceu se ltimamente nesta
corle urna associajao de cari lade, composta Be e-
nhnras, cujo lira lie soccorrer a pobreza honesta een-
vergonhada, levando o soecurros i* proprias casa
ilo necenitado, sempre que seja possivel.
A sociedad* lem urna directora, a saber: urna
presidente, nma vice-preaidente, dua secretaria e
uraa thesoureira. Alm da directora, ha urna com-
missAo, cpmposl* de doze oolras senhoras qoe a au-
xilia, lendo urnas e oulras a seu cargo convidar e al-
Irahir as senhoras da sua amizade para a associajao,
esyndicar das pessoas e familias pebres do respecti-
vos quarleires por quem se rrSjam de distribuir as
esmolas, fructo das prestar oes commons, com que se
ponhara ao abrigo das primeiras e mais inexoraves
necessidades da vida.
Esla pie-lusa associajaoennta ja Irezentas e cin-
cuenta socios c promelie crescer e prosperar indefi-
nidamente, sob o eflicaz e poderoso amparo de S.
M. a Imperatriz, que se dignon aceitar o titulo de
sua protectora.
N<1o he possivel registrar toda essa boas obras que
cada da se vio pateoleando eoflerecendo i admira-
jan publica, sem umsenlimento intimo de salisfajao
e consolaran, com que sem duvida sa mitigam os
horrores do mal reinante, e as ithpressfies penosas
desse actos de dureza e egosmo, felizmente raros e
solados, que anda honlem denuuciamoi indigna-
rlo de todas as almas bem nascidai.
carrancudas phases, e vejamo se no presente a fu-
taro nos sarlirf o melhores venturas. Assim per-
mil tam os ceas.
Antes de comejar o que lenho a dizer, roe per-
millir Vmc. que scienlificaudo quem quer que o
quizer, declaro que houve engao manifest na data
com que appareceu inscripta no Diario de 1* de se-
lembro prximo paitado, a minha ultima muwiva,
pelo que m lugar de U deveria se ler 20, dia
em qoe d"aqui ahio 'o meu e*U-
demnavel porque se nao
mlTn*%pdos represen
vincia./^kjianda
ileu a popularn e ao
ajilo queda cada pro-
uimos um censo,
."on esse arbitrio proo
i) a dislribuijAo desses
s ja o havia^r-"
-ribros"a'Q* Clrusernoj Bu-
parlamenlo. (Apoiados.) Eu me reputara pois in- millir que me louve na opiniao do conde de Mon-
d.gno. senhores. do mandato que recebi.se prestasse talemberl, expendida era uina das sasses da cmara
o meu asseulunento a esle acto de nolavel conlradi-
jao, e al de escarneo, que nos foi mandado do sena-
do. (Apoiados.
No sou porem da opiuiaoda muilos que pensara
qoe serAo as notabilidades da aldea quo hao de pre-
ponderar as eleijAcsc no parlamenlo porque cima
dellas, qne eu reputo bem intencionadas, estarao ou-
lras que o governo ha demandar aos circuios (apoi-
ados e entilo ti unidade do pensamenlo provincial
qoe, qaer domine om partido quer outro, lem muito
valor, desapparecer iuteiramcale.
Sim, meus senhores, realisado plano do goveruo
a sorte dos dous partidos conservador e liberal lia
de necessartamente ficar amesqninhada ; o ministe-
rio aer o termmetro que regular loda a vida so-
cial e politice, e dahi para grande* aconleriinenlos
pouco reatar. Tenho dilo quanlo basta sobre os
circo los.
Einqiirinlo as incompatibilidades, direi apenas qo
ahrajando a idea, como ja fiz ver, nao posso admil-
tir o modo (ophislico por que ella he tratada no pro-
jeclo, e lambem nao posio crer que o governo seja
sincero qaando a proclama, porque he ella oproprio
que tem constantemente arredado do Sua comarcas
diverso* magistrados, encarregaudo-os do presiden-
cias de provincias e de oulra commissOe !
A comarcas, senhores, devem sempre ler os seus
jaiz em exarcicio, porque na ausencia dalles mul-
ta lorTrem ; he ala, no meu entender, a razao jus-
do pares do anuo de 187 ; appello para esla aulo-
rdade coe^dUnto maior prazer, quantoj foi ella
honlem invocada contra as doutrnas do projeclo :
e Por cerlo, he natural, he legitimo que o ma-
gistrados sejam chamados a esle recinlho, onde uAo
lulam aspaixes polticas. Mas, poder-se-ha dizer
o mesmo da oulra cmara (dos depulados.) aond*
elles comproinetlem a inageslade da magislralnra era
lulas, depois do que he dillicel acreditar em sua im-
parcialidad.' quandevao jalgar uraa gazela aecusadn
de haver aggredido o ministerio que elles defendem
com paixao, ou quando em virtude da lei sobre os
auuuncios judieiarios vio estatuir acerca da propria
existencia dessa gazela ?
Sr. presdeme, poderia anda invocar a opiniao
do Sr. de Baranle, que comquantu favoiavel a en-
trada dos empregados pblicos as cmara, opina
diversamente sobre os magistrados, e ootros escrip-
tores ; ma p.mco lempo me reta para fallar, e eu
oau desojarla abusar da benevolencia da casa. Com
ludo pedirei aimla permissAo para cilar a aulorida-
de de Benlham, para mim de grande valor, visto ler
sido tambara invocada no senado e aqu camo adver-
so is incompatibilidades e ao circuios...
Um Sr. Depulado d am apirle qne nao ouvi-
mos.
O Sr. Mendes de Almeida : A obra de Ben-
lham onde vem exposta sua opiniao obre as incom-
patibilidades be a Organisacao Judiciaria,publica-
ra que sempre Irazer-se ao parla-
uesloes, esses ciumes do Norte do ai-
ra o Sul ? Quo liicrjinos em enlreler e
aprofund-r tayontc de di^jenses para o paiz? Foi
o Ido de Janeir\iJ|ktta do Sul, inconteslavel-
mente a mais adiariraBa do imperio...
O Sr. F. Octaviana :Apoiado.
O Sr. Mendes de Almeida :... aquinhoada com
mais daos depulados, que por esla cmara linham si-
do approvados em 1853 ; cora isio-por acaso firma-
se, arraiga-seo predominio do Sul sobre o Norte, ao
mesmo lempo que dnas provincias do Norte, Sergipe
e Piaohy, obtiveram tres ?...
Sr. presidente, o.mesmo illuslre depulado con-
demnou o projeclo, porque, segando S. Exc, o go-
verno vai adquirir dobrado poder, tramio-ses depu-
lares a forja qae at o presente conservavam. Em
apoio da ua propoaijAo o Ilustre membro profligou
o svslema centralisador, fez um novo parallelo do
nosso paiz com a Franja, cuja demasiada centralisa-
jao alguns eitadistas nolaveis reprovam.'
Mas anda nrslas censuras ter o illuslre depula-
do razao ? Nao posso dar-lhe o meu assenlimento.'
Nem desee parallelo se pote deduzir conclusao algu-
ma desfavoravel ao nosso pai/, por isso que leios
firmada em nossas leis a quasi federarao das provin-
cias na parte administrativa, o qoe em Franja nao
acontece, nem ser possivel qae entre nos se esla hele-
ro essa cenlralisajao que reccia o honrado membro,
grajas vasltdo do nosso territorio'.
Quanlo, Sr. presidente, a conservajAo do elemen-
to federativo as cmaras por meio dos depulados li-
gados pelo inleresse provincial e de urna commum
eleicao, nao me parece ventajosa manolenjAo dos
inleresses geraes do paiz. As mii iras e minoras
devem, no mea humilde peu-ar, organisar-se lendo
em mira os grandes inleresses da najao ; qualquer
oulro principio eslranlio que e inlroduza em tac-
organisajes nao pode deixar de ler falal prosperj-
dade publica e marcha regalar e desembaracada
das administrarnos. Se o projeclo deslre esses la'ros,
que, conforme disse jm illuslre depulado poa S.
Paulo, sao obstculos livre gerencia de qnalquer
mini-lerio, merece por mais esta conveniencia a mi-
nha ippmvarao. Apoiados.!
Conclumdoo seu discurso, disse-nos aiuda o nobre
depulado pelo Cear que a razao fundamental por
qne negava o seu voto ao projeclo, era porque a sua
adopjao importara a morle do partido conservador,
cuja vida de-eja anda ver prolongada, e cuja hora
soou. S. Exc. declarou-nos que deseja anda a cou-
linuajao desse partido no poder, por tres importad-
les motivos : 1.", para que levante a liberdade da
proslrajio em que se acha, em consequencia do exa-
gerado desenvolvimenlo que, de 1837 para c, lem
lido o principio da auloridade ; 2., para que comple-
te a organisarao da auloridade como convem que
ella exislia no paiz ; e em 3. lugar, para que cou>iga
revestir a auloridade de todo o prestigio que tem per-
dido, visto que boje s encentra apoio na forja pu-
blica e nao no horaens honestos, o qoe procurou
comprovar com fados.
Nao sei, Sr. presidente, se pode com fidelidade
expr o pensamenlo do illuslre deputado ; S. Exc.
jase nao acha na ca*a...
Urna coz :JA passam de tres horas.
O Sr. Mendes de Almeida : .. senao Ihe pedi-
ra para rectificar o que houvesse de inexacto na
minha exposijao.
Sr. presidente, eu nAo se: que dados, leve o nobre
deputado para nos assegurar que a hora do partido
conservador liulia soado, e que a siluar.lo era do par-
tido liberal, partido que S._ Exc. qualilicou de inca-
paz para governar, e nicamente proprio para des-
truir. Accresce. Sr. presidente, que nao sei harmo-
nisar esla opiniao com a que emillio o nobre deputa-
do, quando lambem nos assegurou que o projeclo
ia dar ao governo uina extraordinaria forja. Eo
lambem Ao desejo que o partido conservador aban-
done o poder, onde lem prestado ae Brasil, valiosis-
simo servijusr-f-a^poiados.)
Ma?, Sr. presdeme, com a realisacAo e Iriumpho
da opiniao do nobre depulado, istoTieTcSm e Tejei-
jilu do projeclo que discutimos, nao vira a succeder
o contrallo do que S. Exc. deseja ?
Por cerlo que sim, porque he por meio desle pro-
jeclo que a liberdade com-jari a ser arraucada des-
sa prostrajAo em que S. Exc. a suppe, e que a au-
loridade se rodear de prestigio, 'do respeito e apoio
do homens honestos do paiz ; visto que ficar desiu-
leressada as lulas eleiloraes, onde lem perdido os
ttulos de consideraran, iudspcu s i fazer o bem da sociedade. (Apoiadoa.)
Nao ha duvida que, em vlsla de todas as necessi-
dades do nosso paiz, as medidas do projeclo uAn sao
completas, porem nem lado he possivel fazer-se a
am lempo.
Sr. presidente, a hora esla dada, e mesmo ja exce-
di-a com pezar meu ; deixarei pois de fazer muilas
outrasobservajoes que pretenda apresentar a consi-
derajao da casa, visto que nSo be islo possivel ca-
liendo-me fallar obro materia Uo importante ja no
fim d sesso. Vnu pois terminar o meu discurso.
Mal ou bem, Sr. presidente, supponho ter eom-
prido com o mea dever o desempenhado a minha
miss3o, ao menos como acredito que he do intereite
do paiz. (Apoiados.)
Com a adopjao desle projeclo, en vejo, Sr, presi-
dente, despontaruo Brasil urna auroradas mais bel-
las, e mais bem fundadas esperanjns. Creio portan-
lo qne nao me hei de arrepender dos pastos que le-
nho dado, e anda elou prompto i dar em defeza de
Ues medidas; creio que oulro tanto acontecer ca-
Moleslia reinante. Escrevem-nos de Vnlenja,
era 9 do correnle, q e se tinham dado alli dous casos
de cholera em prelo* tropeiros idos de lguassu. Fal-
lecram arabos, um no lugar do Capin Plantado, ou-
lro na fazenda do Sr. capitao Joaqun) Come*.
O eslado sanitario da villa era satisfactorio.
De Iraji cmnmunicam-nos emdata de lOterem-se
dado a seis casos de cholera. Felizmente os affec-
tados, soccorrrdos pelo Sr. Dr. Antonio Francisco de
Oliveira Seilber, estao salvos.
Por decreto de 28 de setembro ultimo foi Hornea-
do o bacharel Jos de Araoio Roso llanim para juiz
municipal do termos reunidos da capital, Miran e
Ourem, da provincia do Para.
Por decreto do I.- de outubro crreme loi nomea-
do Joao Antonio lavares Jnior para segundo con-
tinuo do supremo tribunal de juslira.
Por decreto* de 2 do mesmo mes :
Foi promovido o eapilAo do esquadro de caval-
laria n.' 4 <1a guarda nacional da provincia de Mi-
nas-Cernes, Felisberlo Ferrcira Brant, ao .posto de
major commandanle do mesmo esquadro.
Foi reformado Francisco de Paula Fonseca Vian-
na no posto que exercia de lenente-cnronel da anli-
ga guarda nacional do muuicipio de Sabara, da pro-
vincia de Minas-Ueraes.
Foram concedidas au ex-coronel da anliga guarda
nacional do municipio de Maranna, Joao Jos Al-
ves, e ao ex-major da anliga guarda nacional de
Barbacena da dita provincia, Pedro Teixeira de Car-
valho Azevedo, as honras dos referidos poslos.
Por decretos de .' do dilo mez :
Foi uomeado procurador da corda na relajao de
Pernambuco o desembargador della JeronymoMar-
liniano Figueira de Mello.
Forara removidos os deserabargarfores :
Francisco de Paula Monleiro de Barros, da rela-
jao da Baha para a do Kio-de-Janeiro.
Manoel Jos Espinla, da relajao do Maranhao
para a da Baha.
Mandou-se ler exercicio provisoriamente na rel-
jalo do Rio-de-Janeiro ao desembargador da do Ma-
ranhao, D. Manoel de Assis Mascarenhas.
Foram concedidas ao commandanle da oilava
corapmhla do 2.a balalhao da guarda nacional da
comarca de Sanlo-AnlAo, da provincia de Pernam-
buco, as honras do posto de major, qae exercia na
anliga guarda nacional da mesma comarca.
Por decreto de 12 do dilo mez foi nomeado mi-
nistro do supremo tribunal de juslija o conselheiro
Joaqum Marcellino de Brito, da relajao da Baha.
MOLESTIA REINANTE.
Na enfermara de S. Sebasliao entraran) desde >
dia em que foi aberln, 28 de selembro, at hontem
ao meio-dia. 125 cholericos, sendo 86 livres til lio-
mens e 22 molheres), 39 escravos, dos quaes 26 ho-
mens e 13 mulheres.
Desle 125, fallecerm 53, liveram alia 52, e exis-
ten) na enfermara 2U, dos quaes,17 em Iralamento
e 3 em coixvalesceoja.
O* fallecidos entraran! lodos no perodo lgido e
36 morreram, dentro de 21 horas.
O Sr. vtsconde de Baependy, vice-presidenle da
provincia, acorapanhado doSr. Dr. JuiBataJIVira
da'Cunha e do esludante do 6.* anno de medcin,
Sr. Americo Hippoiyto Ewerton de Almeida, seguro
honlem, como se annoncioa, para Pelropolis, onfie
chegou as 7 lloras da noite, depois de se ler demot i-
- -> "r.i de urna lxer
.-__ ^i" <<..
sanitai>io7^r^a1|tjWf!i feilo e-lragos. S
fermaria creada por ordem do ministerio da
e que foi visitada por S. Exc. e por aquellas dou
nitores, lem entrado, desde o dia 5 do crrante,
doentes. Destes lem raorrido 19, sendo 14 escravos
de naci, 2 empregados livres da fabrica da plvo-
ra, 2 da estarn do caminho de ferro, e 1 escravo ao
servjo desle eslabelerimenlo.
Na enfermara existiam 3 doentes, dos quaes I em
eslado lgido e sem esperaujas de salvaran, 1 grave,
mas de que aioda se nao desesperava, 25 que nao
inspiravam recco e 8 em convalescenja. Desles 35
doentes lli sao horains livres, 9 escravos e 10 e-
cravas.
Alm dos cima mencionados, consta que lera fal-
lecido alguns escravos das fazendas dall, com espe-
cialdade do eslabelecimenio do coronel Albino Jos
de siqueira.
Daqui deu o Jornal noticias at o da 10 ; depois
falleceu no dia U acolen Calharina Brnuer, do
quarleirAo Caslellana ; os outros* quatru que entao
licavam na enfermara acham-se completamente res-
labelecidos. assim como os dous, que se eslavam
tratando em suas casas.
Morrea mais no dia 11 um escravo do coronel Al-
bino Jos de Siqueira, que veio affeclado do Frago-
so, e chegou em tal eslado que em poucas horas de-
pois fallecen.
Nesle mesmo dia enlrou na enfermara, alm do
escravuV, Albino, 1 homem livre, e fra do hospi-
tal eufcrinuu no quarleirAo de Simmeria urna colo-
ra, a qual se acha melhqrada.
No dia 12 deu-se um caso em ama mora de 15
annos. moradora no quarteirao Bingen, que se est
tratando na sua casa. Estes Ires ltimos casos forero
benignos. Tem, pois, at hoje sido aneciados 14 in-
dividuos, dos quaes un vindo da corte e outros viu-
dos Jo Fragoso^ ou que aqui adueceram. Desles in-
dividuos 5 morreram, 7 for.m curados, e s 2 res-
tan) em tralaraento, e que adoeeeram nesles dous
ultimo dias.
O Croup tem desapparecido, e s sl em Irala-
mento, e em bom estado, urna menina das rindas da
fabrica de Sanlo-Aleiie.
16
Boletim do Itolera.Fallecern) do cholera no
dia li do correnle 57 pessoas, sendo livres 28 /ho-
raens 16, mulheres 12), escravos 29, dos quaes 21
homens e 5 mulheres.
Mortalidade lutal dua cholericos at anle houlern
2,120, sendo :
Livres 1,011; homens 637, mulheres ; Escravos. .
CondirAo iucerlu.
1,087; 799, u 288
; 1) 18, i) 1
2,120; 1,454,
660
Soccorroi aos pobres.O Sr. Carlos Gomes de
Oliveira rometteu n tinta casada Misericordia a
quinlia de 573J, cora que subscreveu e obleve de
alguns do seos amigos para soccorro aos pobres af-
feclados da molestia reinante.
Molestia reinante.Chegou honlem s 6 ho-
ras da tarde de Pelropolis o Sr. vsconde de Bae-
pendy.
Fomos informados de que ora satisfactorio ago-
ra o estado sanitario daquelle lugr, onde ne-
nhum caso ruis se lnha dado da enfermidade
reinante.
No Fragoso, porem,a epidemia continua aassolar,
estendendo-se pelas suas visiiihanjas. Alguns casos
lem sido instantneos, e entre os infelize aneciados
contase alguns empregados do eslabelerimenlo da
estrada de ferro.
O movimenl da enfermarla alli existente, e diri-
gida pelo Sr. Dr. Lira, ni Mico da fabrica da plvo-
ra, tintn sido desde o dia 5 al honlem 1 hora da
larde o seguinle : Entrados 66. fallecern) 25, sahio
curado I, c existiam 40. Desles ron va lesee ra 24, es-
lavam em Iralamento 26, dos quaes dous licavam a
morrer, 4 graves, 1 em estado duvidoso, e 19 com
eaperanja de cura.
A' visla dislo. o Sr. vicepresidente da provincia
cncarregou ao Sr. Dr. Jos Ferreira da Cuuha o cu-
rativo dos infelizes que all e na visiiihanjas adoe-
cessem, e deixou em sua companhia o esludaute do
6. anno de medicina o Sr. Ewerton de Almeida
para coadjuvi-lo, us" quaes eslacicnaram na casa do
Sr. commendador Albino Jos de Siqueira, que Ibes
franqueou nao s a ea sua manutenjAu. S. fie. proiidenriou lambem pa-
ra que aos pobres l'ossem dados os medicamentos de
que necessilassem, assim como encarregou aquelle
facultativo para com o'delegado de polica, o Sr.
Gregorio Jos Teixeira, verem ama cata em la-
gar apropriado para estabelecimenlo de ama enfer-
mara.
Na Estrella he bom o estado tanilario, e 3 indivi-
duo que fallecern! nesles ltimos das j rhegaram
alli Acetados e linham viudo do Fragoso.
{Jornal do Commercio.)
CORRESPONDENCIA' DO DIARIO DE
PERTABXBTJCO.
PARAHIBA.
llanaueiras 4 de ontubro.
Safou-sa o senlior setembro n'um abrir e fechar
d'olhos sera que uada de importante nos livesse le-
gado a historia dos seus acontecimentos; nAo he que
lenhamos por inania npedrejar o sol em seu ocaso,
nao.; porin realmente em nada fomos obsequiado
pelo curto periodo em que acaba de decorrer o in-
grato cincoenta e cinco em aeu dias de alambra !
mu, dejiemos o paseada com todo o minio de uis
juslmeote
fel.
Isto poslo, lenho o prazer de commUnicar a Vmc.
que o nomo termo nenhum* alterajao lem sotTrido
no estado de socego (rauquillidade publica de qae
goza, por graja dajUeos e do* povo.
A poliea roiiJi.ua em seu slau quo, de abjeccio
e deaeer.o,cod|^do-me porra.queo delegadoo Sr.
Cuuha, qoe alias oceupara bem o sea lugar quando
em eiercicio, pretende dar a sua demitslo : seja ou
nSo exacto, o que" he verdade he, que a retirada de
S. S. da polica, importoo o mais completo deacre-
dito em que lem ella sabido, por que he geralmenle
sabido que us homens acluaes (o sobrinho e o lio ou o
pal r o lillio ]sao oiceseivamenle ineptos, e jamis
pdenlo collocar os negocios policiaes no p em que
o Sr. Cunha os deixou.
Consla-me qneoSr. Cunha pretenda dar a sua
demissAo, pelo fado de nao haver sido recondazido
era seu lugar de juiz, o nosso amigo Dr. Chrispim,
n,1o creio que semelhanle razao justifique o desgoslo
de S. S. (se he que o ha) mas, lambem julgo que o
aclo da nao recondflcjAo do dito nosso amigo, em
nad devera ler incommodado a seus amigos, nao s
porque elle nada perdeo de seu conreitn publico
entre a opiniao sensata dos horaens de boro desle
municipio, senao lambem por essa desonera de ne-
nhuraa orte veio aggravar a crcamslancias pecu-
liares do ex-juiz, ante oalp contrario elle ficou mui-
lo bem, porque livre de'responsabilidades no carc-
ter de funecionario publico, eslabeleceu a sua banca
de advogado, com o qoe mellior<.r de fortuna.
Consegulntemenle a retirada do Sr. Cunha, deve ler
oulra razio que a jaslifique.
Tem andado a organisajao da guarda nacional
deste municipio em urna completa conlradansa. de
orte que uada se tem feilo al o presente, e ludo
porque fsegui.do me consta nao lem querido o res-
pectivo commandanle superior levar a presenja do
governo provincial, a celebrrima p'roposla feita por
um lenle coronel a seu intente, cordiali, com ex-
elusao dos homens mais apios para os poslos de offl-
ciaes.
Com efielo, se nada de positivo podemos nflirmar
a tal respailo, nao deixaremos de reeonhecer que a
guarda nacional desle termo jamaiajficarii bem monta-
da pelo modo porque o pretender parcial idade do di-
to lente coronel, a quem alludimos, porque he
geralmenle sabido que aquelle senlior lencionando
(ormar urna legiao de adeptos com qaem pnssa con-
tar em todos o lempos, qoer a todo o transe fazer
exelusao do mrito, e dos servijos de cdadAos dis-
tinctus com preferencia de horaens que nunca servi-
rn), e qae al nem esto no caso de serem offir
clae islo he escandaloso !
Convem por lano, que o governo da provincia
ioteryindo mui directamente nesse negocio se ponha
a par dos manojo com que se pretende laquear a
sua boa f, e .conheeendo devidamenle a posijAo
melindrosa desle termo a tal respeito, faja com que
smenle vigore o imperio da lei eda juslija, uo que
creio pamente ser! auxiliado pelo digno comman-
donte superior, de quem em abono verdade fajo
o mais snbido conceilo, parque ,'iio creio que S. S.
posea nanea agazalhar em sua alma esses sentimen-
los igoobeis de parcialidadesque servemde forte ali-
mento a om grande numero de polticos qae irapes-
lam as risonhas plagas do grande paiz da Santa
Cruz. Releva notar qae nao temos S. S. em conla de
homem poltico, e apenas de um agricultor hon-
rado.
Se a guarda nacional deve ser composta decaval-
leiro dslinctos qne saibam em lodos os tempos c-
cudir cora denodo ao reclamos da patria ;-se nos
flancos de sea exercito nao devem por nenhuraa for-
ma se alistar aquelles de quem as garantas das pu-
blicas liberda les nada podem esperar, lie de notoria
evidencia, qoe se deve proceder com todo o acert
e escrpulo na dislribuijAo dos postos, alim de qae
o mal intencionado erro de escolha nao sopplanle
ao direito do mais ferie, em merecimentos reaes
eirivlriudej cvicas. .
*"^?io he pois, senao nesle sentido qoe deve ler la-
gar a justa" applicajo de nossas humildes* observa-
jes, e contamos com lodo n vigor de nussas convic-
jes que as medidas governalivaa desacorojoarao
nesta parle ao genio do mal.
Chegou por eslas paragens lambem a clenme com
que o vai-vem de incompatibilidades e eleijoes por
circuios preoecupou ao animo, e na verdades se o
projeclo que a lal respeito foi levado a considerajao
dos representantes do paiz e mmedialam:nle aceito
por sua mxima parte, comporta deas grandiosa de
reforma e progresan ; se se o reconhecea como urna
medida salvadora dessa ordem de coasas porque se
iam amotinando os mais sagrados direitos e se em
ultimo resaltado os illustres iniciadores de lao su-
blimes deas merecen) as benjos do paiz: nAo he
menos justo qae um quinlio de lanas glorias deva
caber ao mui distincto e anligo parlamentar, o com-
mendador Ipaqoira Manoel Carneiro da Cunha, o
qual dei\> brilhanlada as paginas honrosas de.
sua vil -a. e anda mais, lendo organisadoe
rVaocaorB^^^Tesenlado a considerajao da carear
temporala^M^uUima legislalra-jm .asjwi iji
um projeclo de lei con leudo princi^V idnticos e
luminosos, que assemellrtudo ao actual\le-que Ira
taraos, e de que fra orgjio na cmaras o Esm. Pa-
ran, evidentemente demonstra que o distincto pir-
lamenlar.1 patrila como sempre loi, nunca deixou
de se por frente do roovimento proaressivo que
leude ao engrandecmeolo e prosperidade do nosso
paiz.
Felizmente esse passo do nosso patricio nSo passon
desapercebido no paiz, e varios jomaes de impor-
tancia Ihe lizeram ovajes elevando o seu nome as
emineucias do patriotismo.
Incompatibilidades e eleijoes por circuios : eis a
grande revoluj.au operada pelo patriotismo em sua
viva eucarnajao, desse Paralubano respeilavel, cojo
carcter loma o diadema mais precioso de sua vida
poltica : nao he um fofo panegrico, o pomposo
elogio que tejo a uraa do uossas glorias parlamenta-
re* ; nao he, e declaro alto e bom som o desejo
vao de acariciar grecas de ninguem, que nos mnve
a debuxar, se bem que grosseiramente rTbello qua-
dro da vida pnblica de um do nosso* bravos da lri>
buna : queremos apenas- no pouco que podemos de-
cantar larabem o herosmo do nome parahibano na
pessoa de aeu bravos, sempre que, nos tocar esla
vez ; queremos anda com a verdade dos fados con-
vencer de urna vex ao espirito-pblico desle muni-
cipio em peto, qne au nome "do illnstre commenda-
dor se acha assodado um complexo de feilos briosos
que muito o nolabelisain enlre os mais dslinctos
Parahibano dos lempos anligos e modernos : e co-
mo quer qae na fogo do enlhusiasmo nunca deixa-
remos de nos louvar na publica raanifestajao da
gloria de nosso* patricios, ei-lo porque lomamos
desta vez por alvo de Ttossos louvoies o nome do
respeitavel ancia de quertvfallamos.
A Ilustre vereanca lem am^do um pouco visio-
naria ( e com perdao de quem IHLouve ) sempre
omissa no cumprimento de seus deveres, e mergu-
lhada ( collada i ) em seu leste fadario"p>rscguida e
vexada de seu mximo "deleito, pobre leu hura !
qoe triste e eoexplicavel phenomeno se (em cons-
tituido o vosso cuntame Gabrlou ? .' Nao v* csse
relelo de ar resplandecen^ e bello, que Ilumina
lodos o* recancavos do mando civilisado '.' Se
vivis tipia do esmoler coberio de trapos, e men-
digando' pao da miseria, reccorrei a caridade
evanglica, e au acrisoladu christiamsms de vosso*
conterrneos e'assim, senhora, podis fcilmente
curar da sorte de vosso municpe, que tanto con-
fia rarp em vosso fervor ededicajao.
Em Dos, assentam todas as verdade, verdades
lio absolutas que nunca podem falhar: ora, se he
verdade que na prezenle quadra necessilamos de
adopjao de medidas sanitarias com qae se-)
mclhauja de entrar muitos paragens nos de-
vemos prevenir des mtles que nos podem pro-
vir da epidemia remante, e se infelizmente essa
verdade faina na praticabilidade de seus verdadeiros
effeilos ou por incuria, ou por oulra qualquer 09-
possihilidade do horaens, que sao sempre failiveie
era suas acjes; enIAu aban donemos case recursos
amaldijoemos a sua fonle impara ou illutoria donde
s podem sahir verdades incerlas e duvidosas (te
assim nos podemos exprimir, ) e s'in demora de
lempo recorramos a verdadava fonleaquella don-
da infaUvelmente.leinauaJB^s verdades absolutas.
Dos, he ludo para nao dizTmais nada Aqui te-
mos por tanto, senhores da cmara, um meio segu-
ra ile|marchardus na cnusecujaa do fim a que vos de-
veis eucaminhar, sede os primeiros em dar o exem-
plo de caridade, e lereis conseguido arrancar essa
pobre senhora a cmara dos andrajo e miserias
que tanto a prescgucin. I ade inpno: el Dominas sit
tobiseum. Ameu.
Nada mais tenho a dizer,visto que ignoro se Vmc.
estar pelo* autos, em atorar inassadas lao horriveis.
Se no correr do mea inspido arratosdo encoairar
algum bixo cabelludo que olfendcr pussa a pericia
dos entendidos implore compaixoes dos mesmo* em
favor de quem nAo e esquecar domistret m tui
est. Adeus.
S ludo e respeito, ao seu correspondente da capi-
tal desta provincia'.
O celho aldciilo.
Ignacio Juse/l'Assuii)p..Ao.
Jos Joaquim da* Chaga.
Dr. Diodjro IJipiano C elho Ctlanho.
Manoel Cteraenie de Almeida Culanho.
beiiaram da serem rauilados ou dispensado em
conseqaencia de nio lerem sido notificada os se-
guinle Senhores:
Leandro Ferreira da Cunha.
Manoel Francisca de Moar.
Francisco Aolonio da Figaeirado.
Ignacio Lopes Cordeiro.
Jugo Aolonio Pereira de Brilo.
Jote Joaqum de Mirante.
Jlo Francisco dot Santos.
M'noel da Silva Ramos.
Jlo Rodrigue Paa.
Ignacio Francisco da Cunha.
Joao Ferreira Cavalcanli.
Manoel Thfc da Silva.
JoAo Filgueira de Araujo Lima.
Anlonio Brazilino de Hollanda Cavilcanli.
Foram multados em 209 rt. cada am dos Sr. ja -
rados seguales :
Dr. liriz Floremino Henriques de Souzt.
Jos Ignacio Pereira da Cosa.
Jos Jernimo de Sooza Liinoeiro.
Dr. Gabriel Soares Raplo da Cunara.
Anlonio de Souia Raugel.
Antonio Jos Gomes do Correie.
Domnaos Antonio de Siqueira.
I.uiz Francisco de Mampato e Silva.
Manoel Gonjalve* Ferreira.
JosGoncalves da Silva Basto.
Jote i'heodoro de Sena.
Manoel de Saujpaio Barros.
Antonio Brandao eloeirus.
Mariano de S* e AlJnquerque.
Pedro Joaqum Gome.
JoAo Luz Hibeiro de Faria.
Foram sorteados da urna especial o numero de ii
jurados para com o seii presente*, em comequeu-
cia de ser dispensado um dos referido jurado* pr-
senle por ja ter servido, completar o de 48 ero Rip-
ios e foram os seguintesSenhores:
Claudino Jos de Siqueira.
Anlonio Leal de Barros.
Antonio Mximo de Barros Leile.
Antonio Fernandes de Araojo.
Manoel Gonjalve Pereira.
Manoel Jos das Neves.
Francisco Maraede de Almeida.
Joaqum de Souza e Mello.
I.ourenjo Rodrigues da* Neves.
I.uiz Antonio Rodrigue de Almeida.
Genuino Jos 'lavares.
Joaqum Francisco de Mello Santas.'
Manoel Gomes da Silva.
Joaquim Lucio Monleiro da ^^^H
Anlonio Gonjalves Pereira Lli
Manoel da Silva Meudauha.
Ur. Jernimo Vilella de Ct*M
Joao Polcarpo'do Santos uan
Dr. Filippe Nery Collajo.
Dr. Joaituim d*i Aquino Fonseca.
Joaquim Jos de Miranda.
Anlonio Wilruvio Piolo B. A. de Visconcello.
Manoel Jos de Siqueira Patanga.
Dr. Bernardo Pereira do Carmo.
Mauoel Aolonio Gonjalves. ,
Antonio Pedro de Figiieiredo.
Amaro Gonjalve dos Santo.
Jos Carneiro di Cunha.
Francisco Antonio Cavalcanli Cousfeiro.
Dr. Pedro Aulran da Malla Albuqoerrrue.
Jos Anlunes Guimarfaa.
Jos Candido de Barrea?
Joaquim de Oliveira e Souza.
Bernardo Jos Martina Pareira.
Anlonio Carlos de Pinho BorL
Feliciano Augeslo de Vaaeoocello*.
Francisco Ignacio da Cruz e Mello.
Dr. Rufino Augnslo de Almeida.
Anlonio MarlinsSaldanha.
Antonio Carneiro Machado Rios.
Dr. .Manoel Adriano da Silva I'
Manuel Jos da Silva Grillo.
Concluido o referido torteio,
juiz ile direito proceder
se para isso os competentetj^^^H
sesso addiando-a para o diar^^H
manhaa.
23-:
residencia do Sr. Dr. Aleteando
Reis t Sii
Promotor o Sr. Dr. Antonia Lat
Albuquerqoe.
EscrivAo o Sr. Joaquim Francisca
Clemente.
Feita a chamad as 11 I
te presente 14 Sr. juB^H
Foram dispensados da prseme sesso os eguinle
senhores ;
A requisirao do director da Faculdade fe Bireito,
Dr. Braz Florenlinn Henriques de
A requisirao do administrador da reo lal-
jador Jos Jeronyrao de Soa^^H
A requ,ijao do secretario da pro
da secretaria Jo3o Policarpo o\
A requisijAo do inspector da alta
ro da mesma Joaquim Jos de M
A bem do terviji) publico, o presidenl ^^^Btelho
de hygieojfpublca Dr. Joaquim de ^^Hn-
secjy*'
rarftivo de molestia o adminislrador do cor
A titanio Jos Gomes do Correio.
Por serVsIrangeiro Manoel Anlonio Gonjalves.
Forairynulladosem mais 20} rs. os Srs. jurados j
muliadosiaa anterior dia de sesso e mais os seguin- '
les senhoresTV.
Jenuino Jos Ta>are
Joaquim Francisca de Mello Santos.
Manoel Gorne* da Silv.
Joaquim Lucio Monleiro da Franca.
Manoel da Silva Mendanha.
Dr. Bernardo Pereira do Carmo.
Antonio Pedro de Figneiredo.
Antonio Leal de B;arr'o<.-
Autonio Mximo de Barros Leile.
Francisco Mamede de Almeida. "
Joaquim de Souza e Mello.
I.uiz Antonio Rodrigue de Almeida.
i Carneiro da Cunha.
Jos Anlunes GumarSes:
Jos Candido de Barro.
Franciseo Ignacio da Cruz e Mello.
Anlunio Martina Saldaoha.
Dr. Manoel Adriano da Sita* Pontea.
Foram lambem dispentad**' par cautivo de mo-
lestia.
Administrador de consulado provincial .AnlonioCar-
neiro MachadoRios.
A requisijao do director da Facnldade de Direito,
o Dr. Pedro Aulran da Malla e Albuo/aerqae ; e
o Dr. Jeronymo Vilella de Castro Tararea.
Deixaram de ser multado por nAo terem sitie noli*
ficados os seguintes senbores :
Manoel Jos de Siqaeira Ptaaga.
Amaro Gonjalve* dos Sania*.
Claudino Jos de Siquei
Anlonio Fernandos de a^^^^f
I.ourenjo Rodrigues da* Neves.
Feliciano Augusto de V*conce
Manoel Jos da silva Grillo.
Sendo iusufiicienle o naejj^^H s presen-
.es, o Sr. Dr. juiz de direito proceden o tarteemeu-
to de 34 Srs. jurados supplenles aegilate* :
Antonio Augusto Maciel.
Domingos aRoiisu Nry Ferreira.
Liz Jns~Nunes de Catiro.
Dr. Cypaiano Fenelon aedes Alcofora.do
Dr. Imhelino Ferreira CalAo.
Joao Ma ra Seve.
JoAo Hermenegildo Borges Diniz.
Antonio Leile PiU Orligueira.
Custodio Jos Alves.
Bento Jo' Fernandes Barros.
lysses Coklt.
Jo- Gonjalves dos Sanio*.
Ileraelerio Maciel da Silva.
Anlonio Alves Barbosa.
Simplicio Jos de Mello.
Theoduro Machado Freir Pereira da Silva.
Jos Alexaodre Ribero.
Joao Francisco de Aihsyde.
Ignacio Marques da Cosa Soares.
Marcelino Antonio Pereira.
Francisco Manoel Berenger.
Amaro de Barro Correa.
Manoel Anlunio Simdes'dn Amaral.
Cypriano Lua da Paz.
Alexandre Rodrigues dos Afijos.
Alexandre Norberto dot Santo*.

PER-V4HBUG0.
JURY DOHEGIFE
Dia de outobro.
Presidencia do Sr-Dr. Alexdndrs Bernadino ios
Reis e Sitca.
Promotor o Sr. Dr. Amonio Luz Civalcauli de
Albuquerque.
Escrivio Joaqoim Fraoctco de Pault Esleves Ci-
rneme.
Feila achamada at 11 horas da manhaa, acharan
te ptesenU 7 Srs. jurado.
Foram dispensados da prsenle tessAo os eguin-
tes Srs. jurados.
Por se acharem em exercicio de juiz de paz do
districto de JaboalAo, Jos Francisco de Souza Leo
* do segundo da Boa-Visla Rufino Jos Correado
Almeida.
Por j ler servido em orna das sesses Francisco
de Paula Queiroz Fonseca.
Por lerem apresentado atl^taos de moleslias a
seguintes:
Jos Vallentim da Silva.
Bernardp Da mito Franco Jnior.
Jos Feruaodes tti -rM.
JoAo Pacheco de Qoeiroga,
Jos Maria da Cruz.
Anacido Jos da Mendonji.
Manoel dos Santos Nunes.de Oliveira
Jos Rodrigues dos Sanios.
Anioirr Duarte de Oliveira Reg.
Joaquim Theoduro da Silva Cisueiro.
Concluido u referido sorleio mandou o jaiz proce-
der as nolificaroes, expe liudo-se para isto os com-
petente mandados, e levanten a s iandu-a
pin) o dia seguinle s 10 horas da m
COMARCA DE IvAZAREni
19 de oulubro.
Honlem leve.lugar o encerramenlo da trttao do
jurado, depois de ler permanecido por 15 alia* coa-,
seculivot, e, honra Ihe* seja feila, o- juizes de fado
portaram-se com a dignidad*, que se deve esperar
ihs horneas, qae leem cousaencia da especie da sa-
cerdocio, para qoe a lei os chama : alguma ab-
i de
s
Dr.
solviJOes houveram, com que se nAo
mar o Dr. juiz de direlo, foram f
coinpaiao, que de caprichc on pirij
Ficaram alguns proce-aoa, q
submeltidosa julgamenlo ; por' fa
direito propoz am adam
qual nAo foi aceito pela ra
Escapamos boje de pr
lavel, cujas consequencia;
lar, a qual nada ni
o preeos da cadei
ras da tarde, para
raAo sorprendetem
r
Mr
i Kuaraa,
na llaman -
calcu-
da roviaU uaafi hu-
rlad* afante-
mesmas arma* dos soldados, e porem-e no mondo;
mas, felizmente, foi esse plan urnas
hora* aulet por, uro, qae tendo sido atxolvido ulli-
mamenle, conterva-ae aiodi detido, por uo terem
decorrido os dias da lei.
O delegado le poUcia nio qQe tete conhecimen-
to da temelhant inicliinajAo dirigio-se a cadeia, e
deu as providenda necestagias, era ordeaj a em-
bargar-lhe* o pao ; econala-ino qae amarAaa vAo
ser reaaellidos para tssa capital os maia per-
gOS-iS,

V




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OIMIO D PER Mi BUCO QUARTA FEIR* 24 OE OUTUBRO DE 1855
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Os preso, que pr ilendiam evidir-se, erara em nu-
mero <1e 22.
O res afianzado Jnio Francisco Curumha.S de
quem ja Ihe leho Malo algumas vean, dei lou de
comparecer i testio, medUnle uma jualincac.il), que
den o eu fiador, d lo erobora aleja elle qusi de publico em cuta do
lueirno Dador, como i|e frrenle.
Como ve ha lestemunhns para ludo ,- mil lie por
que anda ama nio carreteu rom a pena ommi-
iiada no paragraphe 2. do artigo 169 di cod.
crim.
Ja tenho dito por mais de urna vez : e o systema
de preilar juslificacsiet, quasi sempre a revelia de
quem pode ler Interesa*, pode aproveitar, mal fa-
/em lodo* os criminosos em nio livrarem-se por esse
meio, justificando c;ue no dia, em que uceeieu o
crime, de que ait) acensados, (e d'isso ji temos exem-
po) achavam-te en lugar distaole.
Queimaram-se es a semana duai casinhas de pa-
Ilia tas imrotxlaces d'eala cidade, causando bom
prejuizo toa 'tena proprietarios.
Quanto a salubrid jde, nao ha, por ora, molivo de
queda.
O preco di fjrinha lera se conservado terapre en-
tre 12 e 1(j patacas por alqueire ; aisiin como o da
carne enlre 9 12 por arroba.
Ato mait ver.
X.
fe[j' (Carla particular.)
COMARCA DO RIO fORMOSO.
I.'i de ootubro.
i Sr. meu.Mullo ngeohoso he o espi-
nlo de industria ue progresso Km reiloa chim-
Que deseobertas se tem feilo! Achas
le mangue metamorfoseam-se hoje em bel-
novos para o servieo dos filhos de Dcos
as do sicolo, grasas ao eiigenho mara-
loa chi nicos Ura hiate ou palahole
tero pasira pelo vapor de guerra ingle?., q ue
crusava m uossa cc^la, e chamado a Talla, declarara
consistir sua carga em toros de mangue, ou jaca-
randa, icaba de ftr apprehendida em o dia 13 do
crrenle com 162 Africanos a bordo.
Quera tal dira t Quem po.leria prever que os
lorut de mangue, como amigamente as pipas ct'a-
gua salgada de Aogola, seriam um manancial de
Pernambuco ? Nao he de admirar ;
pon deve de estiir lembrado que a historia, de
, que comerteu podras cm homens, e sua
mullan t oiudiva as mesmas pedrss em inulhe-
rea ; igamenlejn hvia chimicos l,lo aslulos,
, que boje no seculo dos progresso, e
a qoer mclamorrose lroa de mangue
m frica*
} o hiate apprehoudido nio 1ra-
iia,om novoa, nio, aeuhor, as clisa de lenha fo-
rana, i ii metamorosearam, ou viiaram
H0los laboreo) em negrinhos e ne-
que somos um alambra de philantro-
uis do que i afio dos bife/, e respeiladores
ipulo religioso das leis, desde que ap-
'ohibifau d> imporlicJo dea Africanos,
nonca mis mercadejamos em carne liuruan, : nem
um a Africano temos importado : lodos quanto le-
depois detsa tei sao producios da chimica.
ia hoque ileram quinao nossenhore* Ingle-
a, que importa que estes andera irruan-
la para impedir o tranco de eseravos, se
dem embarazar a eiporlarao e importarlo de
toroa <>gue, que depois se trausubstanciam em
negros bom
commandanle do vapor inglez,
at aporehensilo. e do logro que le-
res andera agora asua-
imenteque ot lograra, at
ham : e que coditho, iu-
i codi
naladores '.
PU t* -eflelindo um pouco 6obre eate nego-
cio, Dio pede havar raaior flaaeilo do que seraelhan-
le tralic Que de males, que de prejuios em islo
causado ao Brasil'. quando pensavamos slar ei-
sro, grasas aos detvrlos de nt l lirados do engao em quejaziamu?,
aaao deate navio negreiro J
era cerlos contrabandistas (I-
onheci los) anligos, ou em quanto
m boa llijao, he malliar em ferro fri ; por
estes humana, liberdade moral, direitos
leis naiurats, virlude, vicios.sao sonhos,
ao. invenios de fanticos : paradles
i interette de' cada um, he o ce-
Eu, se podesae, enlregava esles, que as-
ai pkUtntropia Inaleza.
iiegocio do Africanos appre-
Mimidadet da barra de Serinhaem,
I em calca pardas, se a se-
laa quizer taug'er os pozinhos
la gente gorda lem de cahir na
neatreceos deque chimkamenlc
negrinhos tornarem-se ladinos
rUiraente vinbam engajados para os
raila.de farro ; e j me disse o G;im-
Uto nao aconte^', a rrde da nos-
lo fraquinha, s apanda agulhi-
etlra vez algura agulhao : nao p-
ttaa, qoe enredadas, que ciurues hao
or aqu entre certa grille ijne coin-
t para cerloscampeOes !
H|^Htfdar cabras de oim:urm, o
viado a colhendo a respeiloT pat,
; e j vou dando o panno de
ni* liuguas, e com ellas Men-
dea A os aulorertTesla projectada
. Jnglezes malograda, fotam mis
.Oii G. ... mS icommuuidos com
ti ou figuroes da tandat do C...
a ^^^^^Bi pouco nao couseguem concluir a
p.isadei ^^Bo nos Iuglezese as nossas aulori-
snppoe-te nao lar acontecido por cau-
to* certo) de um engao na entrega de
|r> capilaode navio, a qual, dizem os
^^^B,fora entregue a urna aulorida
^^^Bnome, d.iquelle .i quem rila
|ne deu lugar a deaperlar a polica,
^^lia vigiljute, porque, dizem que
is tres carregamenios.
taaiipado da ordein do dia, esla peque-
uinases empressionadat pelas
Iwlea, pstto afazer-llie um r;sumodas
noticias oo acontecimenlos da presente qaritena.
Polica.
O i-omanandaii le da dealacarnenlo, de eiimbinarao
com a naaaa delegado, acaba de prestar relevautissi-
mas aarvicaa ; ileve-te-lhei em grande parle a
proni n^So desee navio, de que Ihe fallei,
m tres dias, bordrjava na cosa, e oo
dom inheceudo, que linha sido descu-
herlo aacalhou. fogindo Inda a Iripolacao, e n.1o
daiando a borda papel afuum, a eicopcjio dos 162
iel|p enconlrados. E lalvez que, te nao
fora a prooiptido e velocidade do desiacainenlo,
qoe daqai parti a toda pretta, nem cales metraos
Africanos fottein encontrados, porque, o;i que de-
H^^^^feodo navio, bein podiam
^^^Bb e subslilui-los por um boin
icos aeccos, como, ha algum lem-
I^^^Bkjrlo
Itivel a falla de auloriJades poli-
ra ajudar o nosso delegado ; e a mes-
_taa maier na villa de Serinhaem, on-
de acui vazes nio haver sequr um ins-
pector d artiilrao em aiereicio. Julgo que j he
tennardeaalhi>rarnioa_Uljtetpailo, atlm queira
oSr. <
Jtutira.
O no" >j*as nanicipal anda ah est no gozo da
lieanca que oblevepara visitar os patrios laret;
a entretanto contina a liem servir e idministrar
josl
melpoi
1 rhegou a esta cidade o joiz d direito Son-
, ubsti.uto do Ur. Campos. Foiniui bem re-
e lera nido visitado por todas as pestons gra-
e lugar, que se moelram conlentissimas comH
a toa iiomeacao, que de algum modo snavjsou as
uda les qoe deiz o Dr. Campos, quem os Rio-
senses slo elernauente gralos e Ihe consagram
verdei.-a estima.
r t imbero ao L'r. Sorna Lean, c era vez
tcoulrar om homc:n carrancudo, grosseiro,- co-
dizam algins de seos inimigo", pelo contrario
deparei com u m homem aisudo, jovial, de raaneirai
delicadas e ver ladeiro cavalleiro : fique. querendo-
Ihe bem, e bem perno que ter um oulro l)r. Carq>
pot. Nata paita Rio-Formoso he feliz. ^
Cmara municipal.
Ceatina em teu firme proposito de beneficiar es-
ll cidade.
Stguranca individual e iepropnedade^
A eicepcao dos ronlinoados furtos de iMvall', na-
da mata temos deque nos qoeiiarmoii, quanto a
prapriedade e seguranza individual ; n que'j nao
be psqsena flieidade.
Saiubrid-ide publica.
leraossido accomraeltidot de ura forle calliarr.
acompanhudo de grande febre e diarrha, o que
BALANCO DA RECEITA E UESPEZA DOS ESTABELECIMENTOS DE CARIDADE, I Lisboa 99a 98 0!0 a 30 a 60 dias.
=
Por saldo em3l de agoslo a saber :
Em letras. ...... 1:0829145
Em recibos...... 6:163421
VERIFICADO NOMEZ DE SETEMBRO DE 1855.
Rtceii.
Detpera-
I Pago ao regente do grar.de hospital, im-
portancia das despezas de agoslo .
IX'
Kecebido da lliesouraria provincial, a
saber: x
Para a obra do hospital Pe-
dro II.......
Pelo curativo das iracas do
corpo de polica noa me-
tes de maio e juuho .
dem de mendigos remani-
dos pela polica desde 10
de agosto de 1854 al 30
de junho ultimo 9259619
Para os reparos da casa do
hospital...... 2009000
7:2409366
3:0008000
1:
De um anonyino para a obra do hospi-
W Pedro II. :.......
Do Sr. Salusllano de Aquino Ferreira,
importancia da tociedade que gratuila-
mente deu ao hospital Pedro II nos
bilMes ns. 2284, 2297, 2460 e 2734
da quarla parte da primeira lotera do
gymnasio pernambucano: 1297, 2542,
2386 e 1756 da primeira parle da se-
gunda dita, cuja importancia corres-
ponde |a metade dos premios dos b-
Iheles ns. 1297 e 2284.....
Do Sr. Joaquim Ignacio de Carvalho
Mendonca, pelo tratamenlo do pardo
Moyses..........
De D. Silvana Mario Fernandos Eyras,
dem de sua escrava Lnisa Mara. .
Do Sr. Unu|elreau, dem do scu escravo
JoAo Francisco........
Do procurador da administra(lo, im-
portancia por conla do rendimenlo
dos predioa.........
Ao dito do hospital dos lazaros, idem .
Ao dito da catados exposloa, idem .
A Vai & Leal por 122 saccas com tari-
nha..........
Ao proco rador geral da ordem tereeira
de San Frauciteo, importancia do fo-
ro das casa*ns. 8 da roa DireitaeJda
Iravessa de. San Psdrd, contado do
primero de Janeiro de lR4330de
junho ullimo ........
5:2579619 ^onl a 0'>M do '""P"1"' Pedro II no
correnle mez, como do livro respec-
369000 tivo.
3949145
2339020
2339380
2689400
39912
1:834987"
3:0028920
59000
79|539
"9890
1669585
5008000
Por saldo em raia, a saber:
Em letras ...... 1:082914.
Em recibos......8:3889476
Em cobre e uolas. 8249858
10:2958!>
13:298939!
^--------------1
Administrarlo geral dos eslabelecimentos de caridade 30 de tetembro de 1855.
O escrivao,. O llresmireiro.
Antonio Jos Gomes rio Correio. Jos Pires Ferreira.
13:2989399
MAPPA
do mo vi ment
1855
dos estabelecimentos de caridade no me/, de setembro de
GRANDE HOSPITAL.
Evisliam.......
Enlraram.......
I Curados ....
Sahiram-< Helhorados .' .
/ Nao curados .
Morreram -^ ft" d? **
(Uepois desla poca.
Exislein.........
a 8 s o X , l | s
.10 32
36 " 9
12 0
2 1
1 0
1 1
o 7
70 32
87
45
l->
3
1
o
IS
HOSPITAL DOS LAZAROS.
i t
S 3 "f
- o H
Eiisliam.
Enlraram.....
Curados .
Moldurado- .
Nao curados.
Morreram .
Eiislem......
22 18
2 0
0 0
0 0
0 0
J 0
20 18
n
CASA DOS EXPOSTOS.
Se.in.i.
Exisliam........
Enlraram ..,...:.
Sahiram...........
Morreram-;,,s 2.1 'l0""1? enlra,la
(Depois desla poca .
Eiislom........
129
6
O
0
-1!
134
177
3
0
0
5
175
306
i)
0
0
6
3051
Adminislracao geral dosstabelecimenlos de caridade 30 de selembro de 1855.
O escrivao,Antonio Jos Gomes do Correio.
KEPAHTigAO DA POLIia.
Parte do dia 23 de oulubro.
Illra. e Etm. Sr.Levo ao conhecimento de V.
Eic. que dasilifTerenles parliciparOes hoje recebidas
nesta reparlirao consta que te deram as seguintes
oceurrencias:
A ordem do joiz de direilo do crime, foi ptyso o
olicial do Justina, Bartholomeu lavares de Ollveira,
para correccao. '
Pela delegada do primeiro dislricto deste termo,
Manoel Joaquim Correia, por sspeilo de ser crimi-
noso no termo de Goiaiina.
Pela subdelegada da freguezia, do Recife, An-
tonio da Silva Pontee uimarc, por desordem, e
um soldado do segundo balathao de fuzileiros de
nuda por ser encontrado armado de ura punlial, o
qual fui recolhido a scu quartel.
uE P"*" saDde'eaacia da freguezia da Boa-Visla,
Manoel Francisco de Araojo, por su-peilo em crime
de furto.
Na freguezia de S. Jos comme(leu-se o pequeo
furto de um cordao de ouro e 4 colheres de prala,
em urna casa no aterro dos A Togados onde mora urna
cnoula velha, a qual acha:ido-se foia ,da casa deu
lugar a que o IndrSo enlrasse esahisse ibjgajierceb
demente, mas o subdelegado rsped
d^ud^iscimvemj'ii^a^^q ii i 7 .i-
r^B I^WTITor
le^*ala^aaal^^'. Eic. Secretaria (U polica de'
Pernambuco 33 de oulubro de 1855.Illm. e Eim
Sr. comelheirdi Jos Bento da Cunda Figueiredo.
presidente da provincia.O edefe de polica, Luiz
Carlos de Paita Ttixeira.
Illm. Sr.Tendo netla dala rerommendado aos
subdelegados dat freguezias desla cidadt. que paa-
sassem a lomar conhecimento do numero de cochei-
ras publicas eiistcnlet uaa mesraas freguezias, exa-
minando se os bolielros se acham devidaraenle ma-
triculados nesta repartirlo nos termos das posturas
monicpaes de 18 de julho ultimo, e regularaenlo
policial de 2 de selembro, devendo no cato de in-
fracrSes impr as penas coraminaifas em ditas pos-
turas, assim ocommunicoa V. S. para seu conhe-
cimento e oireccao.
Dos guarde a V. S. Secretara da polica de Per-
uambucq 2) de octubre de 1855.Illm. Sr. Dr.
Francisco,Bernardo de Cnrvallin, delegado de poli-
ca o primero diatrielo dealo termo.O chefe de
polica, mz Carlos de Paita Ttixeira.
---------------^i-------------------------------------_________________
Sou argido de nao eligir o pagamento de minha
divida no inventario, como te fosse obrigado a fa-
ze-lo, e njlo tivesse oireito de ^ntenlar a acrio que
me compela, se all ciigisse esse pagamenlo cpi L-
menle que sera impugna lo como tem sido na ucean
ordinaria, on sera obrigado a recbelo em dividas
iocohraveis, que loram as que se separaram para pa-
gamento dos credores.
Sendo cu credor do casal, uada leudo com a fal-
leuria da 3ra. viuva, f atienda'que foi dccl-irada
para envolver nella credores da Sra. viuva e os do
casal, salvando-se os bens que deixou Marlins de
Carvalho : na > e.taino felizmente em Ierra de ael-
vagens, em que o meio que foi empregado para I-
ludir o'direilo dos credores do casal prevolcga con-
tra a juslira : em que a declarado foita no inven-
tario pela Sra. viuva para tomara si s dividas pas-
sivas, e paga-las cora as activa- que nada valem,
prevaleca conlra direitos legtimamente adqoeriJus
v-erhque havendo bens no casal,-os credores delle
jsejam obligados a reeeherein dividas incobraveis
para se dar aos orpliilos beus livres e de fcil venda.
De minha parte digo que a Sra. viuva vai errada,
amis
Hamburgo 652 a 655 a 90.
FKETES.
Antuerpia 6S|.
Canal.....55] a,60|
Estados-Unidos nominal.
Hamburgo 55| a 57|6.
Havre. 80 fr. e 10 %
METAES E FUNDOS PBLCOS'.
METAES. Oncaidapalria. 289600
hespanholas 29*000 a 299500
Perjat de 6&400 velhat. 169000
Liverpool 45| nominal.
Londres 4o|.
Marselha 55|.
Mediterrneo 55| a 70).
Trieste 55 a 60f.
Moedat de 49.
Soberanos.....
Pesos hespanhes .
da patria .
Pataeiies.....
A plices de 6 5
o provinciaes.
91000
89700 a 89900
19910 a 29000
19920 a 19960
Nominal.
104a 105 %.
101 a 102 %.
(Jornal do Commercio do Rio.)
MOVIMENTO DO PORTO.
1 Mantisa entrados no dia 23.
aneiro13 dias, escuna porlugueza Leo-
nora, de 106 toneladas, capilao Joaquim tiarcia
Figueia, equipagera 11, em laslro. Passageros,
Francisco Vieira e I rillu, Mariano Jos Paclieco,
Anlonio Silveir.i, Ju-e Silveira Lima, Antonio Ja-
ciutlio de Lima, Francisco de Brum Bitanconrt,
Manoel Jos dos Sanios e 1 criada, Rosa Lui/a
Claudina. Joaquim Antonio de lanas, Anua Ro-
cha, do CoracAo de'Jesus. Ficou de qoarentena
por 15 dias.
O Passaro azul,
pela companhia dramtica.
3.' PARTE.
O grande '
CARNAVAL DE VENEZA.
(VariacSes burlescas) eiecultdat na rabeca pelo
joven artista beneliciado,do mettre allemo Erntl.
4. PARTE,
O teguudo aclo da Comedia.
. je 5." PARTE.
A brilhanle
ARIA MILITAR
com vanacOcs pelo beneficiado, composicjlo do gran-
de mettre allemao Francisco Prome.
6.a PARTE.
O lerceiro aclo da lin dissima comedia.
7. PARTE.
O beneficiado finalizar o espectculo com a en-
grasada valsa do BEMTEVI imitando o passaro com
a sua rabeca.
Eis o espectculo, que e joven beneficiado pela
primeira vez lem a honia de offerecer ao Ilus-
trado publico Pernambucano, de quem espera sua
i valiosa prnlecrao e benevolencia.
Os entre-actos sero preenchidos por escolhidas
pecas do msica pela orcheslra.
- Os bilheles de camarotes c cadcir'as vendem-se em
casa do U-ueliciado, Hotel Francisco, no Recife, e
Rio de Janeiro e Radia6diascli2, vapor inglez
oAvon, commandanle R. Hevell. Passageiros. '?." peclaculo no mesmo Iheairo. ,
irovinca, Philebert Jules Labasle, Me-1 D.fcm um dos iulervallos o beneficiado.ir
para esla prnvi
lirtius e 1 filho, M. A. A. Pedro. Ficou dequa-
rcnlena por 15 dias.
AracatyII dias, hiate brasilero Aurora, de 37
toneladas, meslre Eslaciu Monde- da Silva, equi-
pa jem 4, carga couros e mais gneros ; a Joaquim
Marlins & Irrailos. Passageiro, Jos Marlins Go-
mes.
Tappahonnock50 das, brigue americano Fairyo,
de 165 too'ladaa, c|iiiao Samuel P. Willeby,
equipagem 8, carga familia de trigo; a Hoslron
Rooker 6 Companhia.
iavios salados no mesmo dia.
Ro de JaneiroPalacho brasilero Valenlen, capi-
tn Francisco Nicolao de Aranjo, carga assucar.
Soullinniplon e porlos intermedios Vapor inglez
Avon, commandanle R. Revell. Passageiros,
. Frederick Furness, Madama Bidoulac.
EDITAES.
(lecorri ao* Iribunes do pl
qti"
DI4W0 DE PRMICO.
O vapor inglez *on, chegado honlem do aul,
trouie-uos jomaos do Rio de Janeiro que alcanrara a
16 do correnle, e da Ba\a a 20.
O estado sanitario da corte e provincia do Ro de
Janeiro conlinuava do insumo modo, como vero ot
leitores dos baletins lran a eicepcao dos despachos qoe em lugar competente
publicamos, nada mait Irooierarn os jornaea de im-
portante.
Na capital da Babia lindara fallecido lio dia 18,
19 peasoei, lauto da epidemia reinante como de
oolras.
De Santo Amaro, Cachoeira e oulros lugares mait
eraraas noticias satisfactoria*.
CORESPOMEMliS.
tem tornado geral, ceommellend a c ande mjme-
as de repente : engaitos ha em que em
m dia tan atacados vale eseravos. S mnia gen-
te prepara a tota para fugir, e o nosso l.eao o lira-
dar : He o diolra, perjamot mediros e ambulan-
cias, acuda-u i o Dr. Tavora, o qu: lem feilo
nao pequeos suelos.
Comeeam a eaeareeer e a diminuir niguas gene-
res de leeeatidade : n verSo lie forlitsimo
por aqu, at safras s5o uenliumas.
43cm.
lo rio deste nime era o lu-
iue de Aficanos, <;ue
mp ar teo negr-
udo b i ios.
Diz matulos llnham viu-
do esperar amento, e qoe 'evaram teni-
videnciat dos eoroneit Lopes
e taspar, ndanle do detlncamenlo da-
qui. Menta bictdinhos eslra-
mald lientflo! pelas freguezias
do C elle tocamm-lhe, pelo
(rabal: > mais gcrdlndos,
v
A I atitera, nao 'm anloridade
em eierciclc de quatidade alguma.
Adaot, ni r mait extenso, porque eslou
a/afamado mm os preparativos da mogem de mi-
nha engentara, od gangorra i te quizir vir assittr
roer algumas rapaduras, multo goslo da-
i ata arc moseu.se.
.Idem.)
..mbrancatao Dr.-Tavora.
Eulendeu o Sr. Dr. Antonio VicenWdo Nasci-
ment Keitosa, advngado da Sra. viuva' Marlins de
Carvalho, que devia Irazer a iinprensa a quesillo
judicial, que movo ao casal da dila aenhora para pa-
gamenlo de iTma lellr, de aoe sou credor, esligma-
lisaudo a deci-.lo, que proferto o meritistimo tribu-
nal do commercio, confirmatoria da que dera o Sr.
Dr. uimaraes, entilo juiz do commercio e apresen-
lando-me como homem Influente na praca, e assim
me obrgou a dizer algumas palavras em' abono do
direito qoe me utsisle e da jusli^a com que foi pro-
ferida a decisao esligmalisada, para remover o odio-
so de qoe te procurou revesti-la, o que farei o mais
auccinlamente pottivel porque nem detejo sustentar
orna discossao pela imprensa nem me resla lempo
para isto.
Vendi urna porco de ISa a Marlins de Carvalho,
e para seu pagamento saquei urna lellra contra elle,
em 17de.novembrode 1853, e nao lendo sido ac-
ceila por ell* por haver fallecido em dezembro, o
foi por aua viuva. junguen] ha que ignore que as
Ittlras nao sao acce40apeiias se coucluo a Iransac-
jao ; e por coslumeTHTalmente admiltido entrega-
se a lellra ao que deve acceita-la, que leva muito-
dias antes deassigoa-la.
Dahi veio que nao fosse acceila dila lellra por
Marlins de Carvalho, que logo enfermou, e veio a
morrer, e nao por qoe elle se recsanse n acceita-la,
como gratuitamente e diz para figurar |uma inler-
veue.o que nao houve e por este modo apresentar-se
a qiiesiansob face diversa, ila qua realmente tem.
Se Marlins de Carvalho se tivesse recusado de ac-
V* flr^sr letira, sua viuva u nao furia
perlenria; eslou per-uadido qnn^pTi o melhnr
nselho e que a Sra. viuva lem jauido o menos
rellectido, e esta persua-u se tem corroborado pelas
dect'Oes que lenho oblido sera discrepancia de vol.
Sou desconhecido e raixeiro de urna casa estran-
geira, sendo eu meSmv estrangeiro, nao eerr;o
menor influenrii na praca, e quando a etercesse
esta influencia nada importara paro a decisao da
causa, jiois que smenle seria como foi proferida
pelos dictames da juslira e da le.
A posico e probidarie dos Srs. que inlervie.ram
nesle julgamento repellem a injuria que se Ihes
procurou irrogar, mas tal era o despeito de que se
achava possa>do Sr. Dr. Feitoza ao escrever o seu
comraonicado, que falluu de banquetes, de regozijo,
por ficarem reduzidos a miseria osorphaos de Mar-
tina de Carvalho, trazendo o odioso para negocio
tan -imples. Nao desejo entrar era discussao desta
ordem, e limilo-rae a expor a quesillo e os motivos
que dictaram a sua decisao para qne o publico ava-
he a injuslea com qoe foi esligmalisada a decisao
que oblive, e conhe;a o bom direilo qoe roe assisle.
Nada mais dirci. 'J. F. G. Kladt.
Pernambuco 20 de oulubro de 1855.
O Illm. Sr. inspector da Ihejouraria provincial
em cumprimenlo da resnlueao da junta da faienda,
manda fazer publico, que no dia 3 de novembro pr-
ximo vindouro, vai novamenle a praca. para ser ar-
rematado a quem por menos fizer, at obras supple-
mciilares a fazercm-se na ponte sobre o rio Capiba-
ribe na estrada de Pao d'Alho, avahadas era res
12:8919822.
E para conslar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Otario. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Pernambuco 23 de oulubro de 1855. O
secretario, Antonio Ferreira d'AnnunciacSo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da resoluto da junta da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 8 de novembro pr-
ximo vindouro, vai novameule a praca para ser ar-
rematada a quem por menos fuer a obra dos repa-
ros precisos nacas* da cmara municipal e cadeia da
cidade de Olin'da, avaliada em 2:2009.
E para constar se mandou afliiar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria pm-
viufial de Pernambuco 23 de oulubro de K.V>. O
semtario, .4. F. ljnnunclarao. ,
Ulm. Sr. inspeetoj da thesouraria provincial, em
cumprimenlo da ordem do Exm. Sr.presidente de 15
do correnle, manda fazer poblico que no dia 30 do
mesmo, perante a junta da fazenda da mesma the-
souraria, o ha de arrematar a quem por menos li-
*er a cnuservarilu permanente da estrada do tal, ra-
milcacaodo Cabo, Remedios, aterro e povoacio dos
A Togados, por lempa, de dez raezes a contar do dia
10 de novembro prottmo.futuro, avaliada em........
."i: 1003000 re.
A ai ii'inalae.lo ser fe i la na forma da le provin-
cial n. 3i3 de 15 de maio do auno lindo, e sob as
danzlas especiara abaiio copiadas.
As pessoasque se propozerem a esla arrematado
coraparerjam na sala das essdei da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de oulubro de 1H55. O secretario*, A. F.
d'Annunciaro.
Clausulas especiaes para arremalaeau :
f.' Eiecular-se-daditos trabalhos de cunformi-
dade com o ornamento apurnvddo pela directora
em conselho e apresenlado aaujvHivado de Enn.
Sr. presidente da proviucia na-irniWl
5:1003000 rs. '
2.a O pagamenlo verilicar-ae-lia e
^aiiTe^Yer cumpri
com as suas obrigares. e deixar a a
Huir estado que a tomara, recebera f
ficacau mais dez por cenlo da iropT^
(rremalaeaa.
5. Para ludo o qu-w^ajjsflar previsto na pre-
sentes clausulas, mesmo no orramento, segur-se-ha
0 que dispe a respeilo a le provincial n. 286.
Conforme.O secretario, A. F. d'AnnHndacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da desla provincia, manda fazer publico que nos dias
23 e 30 do correnle mez e 6 der novembro vindouro,
lem de ir a praca a quem mala der, at trras, ma-
Icriaes e mais bens abaixo declarados, pertencentes
1 citincta capella de N. S. do Soccorro, as pessoas
aquein convier dita ai remalacao devenlo compare-
cer na mesma repartirlo a I hora da tarde dos refe-
ridos dias.
Secretara da thesouraria de fazenda do Pernam-
bucocm 18 de oulubro de 18B5.
Um pralinho de pralnl avallado em 69OOO
Um sino pequeo dem. 3O.JOO0
Os maleriaes resultantes da demolico, da
capella e reslo desla, idem. 3009OOO
O br.-tras de Ierra em redor da capella
'dera. 3509000
;*->sucovbuo
? irriVft-
:-ha cil
receber as esporlulas dos respectivos camarotes e
agradecer aos seus protectores.
Principiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
RIO DE
JANEIRO.
O brigue nacional MARA LUZIA, ca-
pitao Pedro Valette Eilbo, com brevidade
vai seguir ao porto indicado, tem grande
parte do seu carregamento tratado: para
o resto, passageiros e eseravos a frete,
(aos quaes da' as melliores accommoda-
Qoe) trata-secotn os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes &C, na ra do
Trapichen. 10,segundo andar.
}
Seguel)revementea es-
enna nacional JOS, ca-
pitao Jos Joac|uim Alves
das Neves: para o resto do
seu carregamento, trata-
se com os consignnos Antonio de Al-
meida Gomes & C., na rna do Trapiche n.
16, segundo andar. (Este navio s toca no
Maranhao a receber pratico.)
Para o Aracaty segu em poneos dias o bem
conhecido hiate Capibaribc ; para o reslo da carga
o passageiros, trata-se na ra do Vinario n.5.
COMPANHIA PER1MKBMM.
ESCK1PTORIO DA GERENCIA NO
Largo da Assembla n. 10, 1 andar.
O vapor Pernambucano Mrquez do
Olinda, de excellentes accommodarOcs
para passageiros, Ammandaute Antonio
Silveira Maciel Jnior, deve tocar ueste
porto por estes dias, e depois de 2i horas
seguir' para o Rio de Janeiro com escala
para Baliia: para passageiros, trata-se no
escriptoria da gerencia, o'u no dos Srs.
Rostron Rooker & C., na prara do Corpo
Santo.
55700
29800
I944O
760
600
320
Srs. rtdaclorts.Lendo o que em relapso a casa
de <:elcm;o disse o Echo.Pirnambucano de 19 do
correnle, emendo correr-roe o dever de cavn a fran-
queza que rao caraclerisu, declarar:
Que a minha iiome.ie.lo para admini-lradnr da-
quelle estaielecimenlo he devula a esnonlanea e
livre vonlade,du Sr.- consellieiro presidente da pro-
vincia, e nao atrnurMif-an alguma.
Teuho a intima convierto de que o Sr. conse-
llieiro Jos Bento nao seria capaz de se subraetler
a imposire-, o governo de as fazer, e eu menos
de as motivar. Islo he que he verdade. Sou etc.
Flortnio Jos Carntiro Monteiro.
COMMERCIO
PKACA DO RECIFE 23 DE OUTUBRO AS3
HORAS DA TARDE.
Colarles ofliciaes.
Descont de lettrat por 40 dias8 ", ao auno.
Al.l'ANI)EliA. '
Reudimento do dia I a 22.....369:703:i74
dem do dia 23 ...... 23:822s;i6
3S3:525>734
Desearregam hojt 2i dt oulubro.
Barca americana.Uaronnfarinha de Irigo.
Brigue diuamarqiiezAnn Ctdliadem.
Patachu americanoMurtlia hendalldem.
Brigue hamburguezAugustomercadotias.
Brigue inglez'celesbacallin.
Brigue hespanliolJoceu Eduardopipas vasias.
Hiale brasileroAuroragneros do paiz.
CONSUI.AIM GBKAL.
Keudimenlo do dia 1 a 22. 21:3988371
Idem do dia 23 ...... 1:965jl
23:3648222
IHVERSAS PltOVINCIAS.
Kendimenlo do dia 1 a 22. 7888033
Idem do di 23....... 128080
8008113
nunca secon-
ou a veracidade da divida, e para repellir asup-
potta nter ven rilo basta ponderar que o arceite leve
lunar depois da morte de Marlins de Carvalho.
Morlo o,-le, o pagamenlo da divida incumba a
vtuva e a seus herdairos, vislo que linha sido con-
Irahida por elle, e o seu producto se havia converti-
do era proveilo do casal: os herdeiros eram meno-
res, e por itso a aeccitou someuto a Sra. viuva, re-
couhecendo a veracidade da diVida, que detereveu
no balanro apresenlado no javentariu do etlado do
armazem do Io de selembro no ultimo de dezembro
de 18 VI.
Acceitando ella a lellra uao conlraho novo debi-
to, reconhereu o que devia o seu casal, como cabe-
<* delle, e dito acceite nao s pode considerar de
iulervenrao : uestes termos oio era necattario o pro-
testo, al porque sendd a lellra da Ierra nao Ihe
sao applicaveis o8taadisposii;0ea que regem as lellras
de cambio, enlre ad^taes ha a differenca que reco-
nhece o arl. 427 do cdigo do commercio.
Se (ossem spplicaveis as dsposcOcs do cdigo do
commercio, a que recorreu o Sr. Dr. Vellosa, para
ettabelecer o acceile por inlervencao, nao Valeria o
acceite da Sra, viova por falla de protesto, e nesle
caso tabsiilia a obrigaco de casal; e conlra elle foi
intentada a aceito.
Nos autos i recorreu a novarilo que te n3o deu,
porque nao h'iuve substituirlo de devedor que pela
.thorle de Carvalho era a vinva e seus herdeiros, mat
recuiilieciinenlo da divida j eisteole pela meieira,
qoe repreeenlava o casal : aura se recorre tamben)
a inlervencao que eiclae a nevagao: se a latir foi
acceila pela Sra. viuw para honrar a (Irma de sen
fallecido marido, he manifest -0e nao houve no-
vcao, que urftjaeio de defeza dueeulro.
Exportacao'.
Rio de Janeiro, patacho brasilero Valenlen, de
130 toneladas, condutio o segunte : 18 laboas de
araarello, 1,371 raelos de sola, 314 saccas millio, 75
pipas agurdenle, 1.000 cocos com casca, 75 molhos
pellas de cabra, 437 saceos assucar, 2 caiies espa-
nadores, 14 saccas algndao.
Rio Grande do Sul, brigue brasilero Argonau-
lao, de 187 loneladas, couduzio o segiiinlo :1,264
alqueirea de sal a granel.
Canal, brigue inglez Porliau, de 347 toneladas,
conduzio o seguidle : 4,900 saccot com 24,500
arrobas de assucar.
KECKUEDOIUA DE RENDAS INTERNAS E-
KAES DE PERNAMBUCO.
O oilicial
Mello.
6868000
maior, Emilio Xavier Sobnira de
O Ulm. Sr. inspector da lhesourari.1 provin-
cial, em cumprimenlo da esoliie.'i.i da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que a arrematarlo da
obra do lapamenlodo paulauo de Olinda, fui Irans-
fereda para o dia 25 do correnle.
E para conslar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de oulubro de 1853. O secretario, A. P.
d'nnunciacao.
DECLARACO'ES.
Pela subdelegacia da freguezia dos Afogados se
faz publico, que foi apprehendido um cavado ruco,
no lugar do Barro, por se suppor furladu. Subdele-
gada d freguezia dos Afogados 23 de oulubro de
1855.O subdelegado,
Francisco l.uiz Maciel Vianna.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco pe Pernambuco continua a to-
mar leltras sobie o Rio de Janeiro, ea
sacar contra a mesma praca. Banco de
Pernambuco JO deoutubrode 1855.O
secrelario da ditecc/io, J0S0 I guaci de
Medeiros Reg.
Kendimenlo do dia 1 a 22. .
Idem do dia 23
33:0785638
787*389
34:7668027
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimenlo do dia 1 a 22.
dem do dia 23
25:7698927
1:6128632
27:2828559'
RIO DE JANEIRO 1.. DE OUTUBRO.
CotacOes offlciacs da junlA dot senhoros corredores.
AccGcs de companhia*: Banco do Brasil : 98
de premio a dinheiro.
Cambios. Passaram-se cerca de 30,000 sobre
Londres a 27 11* e 27 3(8. das quaes o governo lo-
mnu 116,000 t 27 1|4 a 90 dias. As IransaccOes
sobre Pnrls loram insignificantes s nossss cotac6es.
NS oot consta que te efleetnasse venda alguma
de caf.
Cambiot.
Londres 27 1|4a3|8.
taris 355 a 359.
PUBLICAQA'O UTTERARIA,
Contina a vender-se a obra de di-
reitoo Advogado dos Orphaos, com um
apndice importante, contendo a lei das
ferias ealeadas dos tribunaes de justica, e
o novo Regiment de distas, pata uso dos
juizes, cscrivies, empregados de justica, e
aquelles que freqnentam os estudos de di-
reito, pelo pretjo de 5.S000 cada exem-
plar; na loja do Sr. padre Ignacio, ra
da Cadeia n. 56 ; loja de encaderna^io e
livros, rita doCollegio n. 8; pateo do Col-
legio, livvaria classica n. 2 e na praca da
Independencia 11. e8__*
segu co Drevidade o hiale Correio do smt>z
cebe cajg, a tr,|ar com Caelano Cyriaco da C. M..
o4ad- >30 Corpo Santo 11. 25.
ja o Rio de Janeiro sabe com brevidade o
ileiro Mariunna, capilflo Jos da Cunha
cebe carga miuda, eseravos o passageiros;
ier, procure Manoel Ignacio de Olivei-
do Corpa Sanio n. 6, escriptoro, 00 ao
ira;a.
segu com brevidade a polaca
Mu1'-" '*" Isaac, Curio ^
panino, na ru
mnmubrasili
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor
nacional
TOCAN-
TINS. com-
mandanle o
r a pila o de
fragata G.
M a 11 c e lio
e s p e ra-se
dos porlos
do norte em
27 do cor-
renle, de-
vendo seguir para os do suf no mesmo dia da sua
chegada. nao havendo inconveniente, como se an-
nunciar, no escriptoro da agencia, ra do Trapi-
che n. 40, e na praca do Commercio.
Para o Ass
sabe com muita brevidade o hiate a An-
elica: a tratar com Antonio Joaquim
Preclsa-se alugar urna preta captiva para todo
tervico de urna casa de nouca familia a tem raeni-
not: na ra eslreila do Rotarle a. 12, primero
aodar.
Frinxiico da Cosa Amaral, pela sua rpida
vagem paro a Europa, nao leve lempo de despedir-
se de aeus amigo*, o qua faz peto presente, ollere-
cendo-lhes o tea limitado presumo em Lisboa.
Roga-se ao Sr. Luna qoe venha quanto anlea
tirar 01 penhores que lem em catada Sra. D. Auna,,
professora na roa da Peona, pea basta de esperar 8
mezes, do contrario te venderao para o pagamento
e islo, no prazo de 15 dios.
Alugt-se um mualo de idade 18 aunos, de
boa conduela, taba comprar o necetsaro para urna
casa, he liel e obediente, prefere-te cata ettnngel-
ra : na ra da Guia n. 64, primero andar.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
CASA DA FAMA.
AOS, 5:000, 2:5000 E1:000$.
O caulelista da casa da Fama, Antonio da Silva
1 iiiiniaraes, tem eiposlo n venda os seus muilo afor-
tunados bilheles e cautelas da quarla parte da se-
gunda lotera do Gymnasio, a qual corre no dia 3 de
novembro do correnle anno, os qu es eslo venda
as segundes casas : aterro da Boa-Vista ns. 48 e
68 ; ra do Sol n. 72 A ; praca da Independencia
nt. 14 e 16 ; ra do Rangcl n. 54 ; ra da Cruz
o. 43, e ra do Pilar n. 90.
PRECOS.
Bilheles inteiros
Meios
Quartos
Oitavot -
Decimos
Vigsimos
O mesmo caulelista declara, que garante nica
mente os seos bilheles Inleiros em originaos, fajan-
do os (res premios grandes sem o descont dos oito
por cenlo do imposto geral.
Precisa-te de urna mulher para fazer enneer-
loi : na loja de alfaiale da roa Nova, esquina da
ponte.
Todas as pessoas que sao assgnanles do jornal
de modas do Rio de Janeiro, devem procurar no
aterro da Boa-Visla n. 31.
Perdeu-se, cahindo do pescoco de urna cran-
ja, desde a Boa-Vista era direceao o Monteiro, um
trancelim fino de ouro, com urna moeda de l0O9
oe ouro.anliga, enlada 110 mesmo iraoeelim : quem
o adiar e quizer resluir, dirija-se a Gamboa do
Carino 11. 18, qoe se Ihe dar o valor era moeda cor-
renle.
. A pessoa que achou um cachorrinho do reino
pequeo, que desencaminhou-se do becco da Bola
n. 37, no da domingo, 21 do correnle, querendo
reslilni-lo, alm de muilo te agradecer, te gralif-
car.
Olilciaes de aliaiate:
precisa-se na ra Nova, esquina da ponte.
Convida-se as pessoas que preleudereni alagar
o armazem da ra da Praia 11. 6, perlencente ao pa-
trimonio da veneravel ordem tereeira de S. Francis-
co desla cidade do Recife, apresenlarera seus reque-
riracntos ao abaiio atsgnado, como secretario da
mesma ordem, oo ao Sr. ministro Jos Marcelino da
Rosa, pessoa competente para o alugar. Recife 22
de oulubro de 1855.Galdino Joao Jaciutbo da
Cunhe.
Offorece-se ura mogo estrangeiro para caiieiro
de qualquer eslabeleciineulo ou mesmo para a ra,
o qual da (ador a aua conduela : pare tralar, na ra
Augusta n. 1.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os novos bilhetes da
lotera 57 de Monte Pi (acial, que devia
correr de 22 a 25 do presente, nos lugares
do costume: as listas esperam-sc pelo va-
por uhnperador, no dia 2 do futuro mez
de novembro ; os premios serao pagos lo-'
goquese tenham distribuido as mesmas
listas.
Precisa-se de urna ama forra, .que
.saiba engommar ecozinhar, para casie
pequea,.familia : nofargo do Careno so-
brado n. 7, primero andar.
NossaSenhora da Conceirao dos Militares.
A mesa regedora desta irmandade, acienlifica a
seus irmaos e a lodos ot liis devotos-, que ella lendo
em vista at ulteriores noticias viudas das 'provincias
dosul do imperio, onde o lerrivel agello do cholc-
uda reina, resolveu continuar com a expsito,
que e m 11 sua respectiva igreja, apresenlra aot roes-
mos mus, a veneravel imagera do Senhof Bom Je*
sus dns yimeganles, aguardando o encerramentodes-
te aclo panr**lia :{| do correte, em qoe tem de
render grabas ao^Allissimo, por nos liaver perserva-
do, de la o lerrivUnal.em cujo dia pretende a mes-
ma me-,1 l.ier qd^^ai^^ia missa caulada, ladal-
n ha. e predica
Coiurai
Uma empreza
til.
Acha-te no, lugar denominadoFalacia Vellio
do lado do tul do thealro de SauU-Itabel, tuna le-
gante barca ou canoa, para dar psssagem para o ou-
lro lado do rio, desde ai 6 horas da manilla al at 6
da larde. Nn noiles em que bouver Ihealru have-
r* passagem al fiudar-te o etpectaeolo. Do ostro
lado do rio existe outra canoa destinada para o mes-
mo fim, e as mesmas horas, para que os passageiros
uao fiquera demorados uot coma viaetem dea outros.
Os pontos de desembarque to no cae* defronle do
(eraplodot Inglezes, da casa do Exm. Sr. Bario da
Boa-Vista, do edificio do Gymnasio, e po.ite junto da
fuudirao do Slarr quando ah hoaver raar. 0 frete
para cada pettoa he para o 1.-, 2." e 3.-ponlos 80
rt., e para o .. e ultimo (60 rs. Para facilidade de
troco havero cartees, e deverao entender-te como
morador da cata da esquina da rol da Florentina,
que flea defronle do thealro.
Quem tiver conlas com o fallecido Thomaz
Wiatt haja*de apresenU-las dentro de 8 diat, no e-
criploio de Soulhall Mellor je Companhia, roa da
Cadeia do Recife o. 36, para seren paga*.
Precisa-se de 800 a premio por hypolheea,
dando-se por seguranza urna bea mobllia de Jaca-
randa, nova, e um bom piano: quem qoiter aouun-
cie para ser procurado.
O abaixo attignado pede a Sra. D. Anua, pro-
fessora da roa da Penha, que haja de declarar o no-
me por extenso deste Lona que tero penhores no po-
der da senbora, para o poblico nao suppor de pessoa
que Um o mesmo nome, e 00 metmu cato ala o
abaixo atsgnado.Manoel Anlonio de I.ana.
O abaixo assignado roga a Sra. D. Anua, mo-
radora 11a roa da Penha, te o annuncio publicado ao
Diario de hontem, entenda-ee com elle.
Francisco de Salles de Andrada Luna.
Precisa-se de 2009 a premio por hjpolaeca de
urna cata :' quem preleuder, dirija-ea a roa Bella
0.8.
A viuva de Fortunato Correia de Mejetea roga
a todos ot aeus devedorea qne esto atristos em
seus pagamentos, quelram vir pagar ate o fim do
correnle mez, e todt aquelles qoe o nio Oxerem
passarao a ser executados, e seus Domes publicados,
islo para evitar a prescripco.
Perdeu-se no dia 22 po correnle, da ponte do
Mauguinho a Iravewa de Sant'Anoa, on lenco de
cambraia de linho com bico a roda da largura de 3
dedos com a marca I. F. G.: quem o achon e quizer
restituir, sera gratificado: oa esquina da'roa da
Trempe, sobrado n. 72, 00 oa roa do Amorim o. 50.
Na na do Livraraentn n. 12 achou-se um re-
psalo : quara for teu dono, dndoos sigoi
se entregar.
Precisa-te de uma ana para lodo o w
uma casa de pooca familia : a tratar oa ra da Glo-
ria o. 37.
telica:
eve.ji
dar
jnarua da Ci'uzn. 13, primero an-
LEILO'ES.
DE
S. ISABEL.
SIK.IKD.IIE DRAHATICA EMPREZARIA.
Recita concedida pelo Exm. Sr. pre-
sidente da provincia,
EM BENEFICIO BO JOVEN KABEOl 1? I V
ITALIANO
Alexandrc Ugucciont.
OU KTA-FEIB 94 DE OLTtTURO.
1. PAUTE.
Dertois de uma brilhanle ouverlura execulada
pela orcheslra, o joven beneficiado execular na sua
rabeca uma llndiajaia phanlnsia de sua compo-
licSo.
2. PARTE.
O acto primero da sempre applaadida e ngraja.
da comedia em 3 actos '
Vctor I. isne fara leililo, por intervengo do
agente Olveira, de um completo sortimento de fa-
zendes de seda, 13a, linho e de algodilo, (odas pro-
lirias do mercado : quinla-feira, 23 do correnle, as
10 horas da mauha, no seu armazem, ra da Cruz.
Henrique Itrunn far leililo, por inlervencao
do agente Olveira, de completo sorlimauto de to-
das as qualidades de miudezas e IVrraacus linas c
sexla-feira, 26 do correnle, as 10 boras da manilla,
no sen armazem, ra da Cruz.
O agente Borja far leililo qbiula-feira, 2 do
correnle, as II horas da raauhaa, ein sen armazem,
na ra do Collegio n. l, de um grande e variado
sorlimenlo de obras de marcineria, novas e usadas,
de iliiferenles qualidades, varios pianos, obras de
ouro e pra^i, relogios para algibera, qbras de vidro,
quiiquilharias, uniformes completos de seda para
menina, ditos para menino, romeiras de lilde seda,
corles d.i colletes de gorgurflo de seda, ele. etc., e
oulros muitos objertosque Tora impnssivei mencio-
nar, os quaes se adiarlo patentes no mesmo atna-
zei, c se culregarao pelo malor prejo offerecido ;
assim como noMnesmo dia tainbem irflo a leililo va-
rios eseravos monis de ambos os sexos, proprios pa-
ra lodo o serviro, bem com um carro de i rodas.
Manoel da Silva Sanios far leililo, por conla
e risco de quem perlencer, e por iotervenr-o do
agenle Olveira, de porreo de larnha de Irigo ame-
ricana, em barricas, e dila do Chilly, em saceos :
quai ta-leirn, 2i do correnle, as 10 horas da ma-
ndan, 110 seu armazem, becco do Goncalyet, no Re-
cife.
AVISOS DIVERSOS.
Precisa-se de um homem para dis-
tribuidor deste DIARIO: na livraria n.
6 e 8 da praca da Independencia.
CONTENHAM-Sf: SENHORES
FALSIFICADORES.
Constando ao abaixo assignado que em
algumas padarias e deposita/ desta cida-
de, se tem vendido bolacha fina denomi-
nadaVilla-Verde, scientiica ao res-
peitavel publico, que a verdadeira bola-
cha lina de ivencjao do abaixo assignado,
s se vende, na sua padaria, ra Impe-
rial n. Vfc>, estrella do Rosario n. 39A
e 45 e Rangel n. IV, e que toda a mais
que se vender em outra qualquer parte he
falsificada.Joaquim Luiz dos Santos
Villa-Verde.
Nesta tvpographia se dir'quem da'
8OOSO0O rs.'a juros de lr2por cento, so-
bre hypotheea em uma casa.
Precisa-se alocar 2 eseravos de boa conduela :
na padarn da roa Imperial n. 173.
Precisa-se de 4 amassadoret : na padaria da
roa Imperial n. 173.
Precisa-se de uma ama para casa de 2 pessoas:
na roa das Trinche iras n. 8, loja de tartarugueiro.
ortusue/ade
efTFlO'ldT.'lrJ!
Illm. Sr. prcsiAortsao cdi
-'or,|"i'""n'1" r. presideyjte'sao rtrvtrwfcnvi'
a |irlH"m C beericenda e ascom-
mssei encarregadas da iifiscripr.i.) em favor do
Hospital Pnrlugiiez Provisorio, para urna reunil 1 no
sabio do Gabinete Porluguez de l.cilura, no dia 26'
do correnle, as tUioras da tarde. Recife 23 de ou-
lubro de ISj.-^auoel Pereira de Sotiza Barboza,
secrelario.
Hospital portuguez.
Por ordem do Illm. Sr. presidente da Commissao'
Porlugueza de Beneficencia silo convidados lodos os
Srs. subscriptores do Hospital Porluguez Provisorio
para uma rcunio no snlilo do Gabinete Porluguez
de Leilura, no domingo, 28 do correnle, as ti horas
da nianhaa, alim de deliberar-.se sobre a permanen-
cia do mesmo hospital. Por essa occasio ser* apre-
sentada .1 consideracJo dos Srs. subscriptores um
projedo de eslalulos par o referido hospital, era
caso de lomar-se uma deliberado aitirmaliva. O
mesmo Illm. Sr. presidente roga a lodos os Srs. subs-
criptores, que tenham contribuido com ai soas as-
mlas para o Hospital Portusaez Provisorio, que em
raso de se mo conrurmarem com o pentamenlu da
sua permanencia, tenham a hondade de maridar i
mesa as suas reclama;oes, casoanVpossam compa-
recer. Recife 23 de oulubro de 18")).Manoel Fer-
reira de Souza Barboza, secretario.
Manoel da l'onseca de Araujo Luna roga en-
carecidamente a Sra. I). Auna, professora na ra da
Penha, que quando fizer anuuncios conlraSeus de-
vedores, ou declare seus o ornes por extenso ou no ;
por qoe usando de nomea los smenle pelo ultimo
appellido, he baslaule oflensivo ecensuravel serae-
llianle procedimrnto para com aquelles qne nSo lem
IransaceSoalguma com a Sra. 1). Anua : espera,pois,
o annuncianle, que declare se se enlenJe com o mes-
mo o seu annuncio.
i_/- Uma gessoa versada cm lalim, francez, in-
glez. porluguez, philosophia, rheloriea, geometra,
ariibmelic.i, muila llleralora.e com alguin conlieci-
menlo de physica, offerece-se para ensinar fra desla
cidade, pois s pode con lra(a negocio para a fre-
guezia de Sanio A11 Mo, 00 parte que Ihe esteja mui-
lo conj unca. J~~X
Jos Baplista da Fonseca Jnior acha-se em
exercicio de juiz de paz do 1. dislricto da freguezia
de S. Fr. Pedro Goncalves do Recife, e il audien-
cias nos dias j designados, (erras e sexlas-feiras, as,
3 horas da (ardo, na ra do Vigario n. 23, primero
andar.
Oflerece-se nm rapaz brasilero para caiieiro
de armazem de assucar ou escriplorio, do que (em
baslaule prnlica : qoem preleuder annuncie.
A irmandade de N. S. da Soledade, ajudada
com o moradores do lugar, resolveram agora de-
pois das preces que all se fizeram pelo esparo de 30
dias, havendo sermes Indos os sabbados o cm diver-
sos dias da semana, celebrarem a fesl.i da mesma
Senbora, para o qne prelendem recorrer a piedade
dot fiis chrislqs desla cidade. afim de que tM coad-
juvemeom suas etmolai para um aclo (ao sublime e
mnrmente nesla quadra !3o (errivel em que muilo
mais necessilamot recorrer ao patrocinio da Mai de'
Dos e nossa mi. O programma da Testa ser an-
nunciado, quando te marcar o da para n cometo
das novenas e para as asmlas, e est encarregada
uma commissao de tres pessoas para esle. fim.
Salusliano de Aquino Ferreira, irmjo do Di-
vino Espirito Santo, eflorece de sua livre e esponta-
nea \untado para as obras da sua igreja seis meios
bilheles ns. 1362, 1*57, 1737, 1778, 2505 e 2541 ;
quatro (reos ns. 1146,1950. 1975 e 1977 ; qoalor-
ze plintos, sendo dnus de n. 3287, nm de n. 3379,
dous338l, Jous3382, dooi3383, dous 3384, um
3385, ora 3386, um 3127 ; oilo oitavot, sendo dous
de n. 2216, dous de 11. 2345. dous de n. 2347, dousj
de u. 23)7 ; da quarla parle da secunda lotera do
Gymnasio, os qoaes eslan em poder do (hesoureiro
da irmandade.Anlonio Jos Dias, thesooreirn.
Prtcisa-.se de 4 ofliciaes de chnruteiro que Ira-
halhem em carregacio ; na ra do Rangel n. 2, fa-
brica de charutoa.
Precisa-se de um caixero com pralica de ta-
berna : na ra eitreita do Rosario n. 111.
A visa-se aos Srs. acadmicos qoe precisaren! de
caixas para suas carcas de bachaieis, dirijam-tea
loja de ntirvee di ra Novo n. 4, que abi se fazem
com todo goslo e perfeirao.
Oirerce-se uma pessoa para ama de cata de
homem solleiro ou cusa de pouco familia : oa rna
do Nogoeira n. 2.
Precisa-te de oms ama forra ou captiva, para
os tervifoa internos e externos de ama cata de pouea
familia ; paga-se bem : a tralar no pa'.eu do Carme
n. 20, primero andar.
O curador fiscal da massa fallida de Antonio
Augusto de Carvalho Marnho fax scienle, que foi
transferida a reunan dos credores pelo Exm. Sr.
Dr. juiz do comniercio, par o dia 24 do crranle, na
residencia do meamo juiz.
COLUTORIO HflMEOPA-
THICO.
Giatuito para os pobi
28/ RA DAS CRUZES 28.
0 Dr. Casanova di consullas e fax -si-
tas a qualquer hora do dia.
Os medicamentos homosopalhicot maniere- \
ditados do Universo, sao os qoe alo prepa-
rados pelos Srs. CATELLAN e WEBER,,
pbarmaceulicos em Pars: netla casi I
sempre um grande sorlimenlo desles me-
dicamentos em Unturas de todas as dyna-
misaces; e em clobnlos preparados pelo
proprielario desle ealabelecimento: carlei-
ras de lodos os lmannos, e muilo mait em
conla do que em qualquer outra parte.
1 carleira de 24 medicamentos. 6S00U
1 frasco de tintara a escolo. 1000
Tubos avulsot, a 300, 500 e 19.
Elementas de homieopalbia, 4 vol. 68000
N. B.Cada carleira encerr os roedi-
e-iuienlos preservativos ecarativot do cho-
lera-roorbus.
9
0 ASSESSOR FORENSE
OU
o formulario de todas as acco'es co-
nhecidas no nosso foro
PELO
DR. CARLOS ANTONIO CORDEIRO.
Acaba de ser publicada e acha-te a venda na li-
vraria da esquina do Collegio n. 90 de Ricardo de
Freilas & C. a primeira parle do Assetwor Forense
contendo, alem do formulario do proceete perante o
jury, 1 adoptado pelo governo ) notavelmente aug-
mentado com lodat as petiroes, detpachos, e mais
termos qoe nella foram apenas indicados :
O formulario completo dot reenrtos.
O do procesto de Aabeos-eorjnt*.
O dos termos de bem virer.
O dos termes de segaranca, fuer ex-ofiicio, quer a
requerimenlode. parle.
O formulario do processo por quekratDeote desle
termos.
O de todos os procesaos policiaes, a qoe cabem na
aleada.
O de suas appellar-dea.
O do processo por abuso de lberdade de impraosa,
quer por crime de injuria, quer por crime de. ca-
lumnia.
O Jo processo de responsabilidade dos emprega-
dos nao privilegiados.
O do procese oor crime de contrabando.
Este trabalho acha-se feilo com tanta minocioai-
dade e clareza, qoe 01 Srs. juizes, delegado! e aub-
delecados, escrivaes, advocados, inspectores de qnar-
leinlo, procuradores, ou oulro qualquer empregado
de justica, quando nao tenham "mesmo ideia alguma
de processo, o podero instaurar e conduzi-lo por
si mesmos regular e legalmente : taes sao at expli-
catoes do Assessur Forense.
Na casa adma indicada, vende-te tambem a cal-
lelo de principios, regras1, mximase axioma de
direilo em geral, pelo mesmo Dr. Cordeiro, obra de
immensa vantagem para ot Srs. juizeg, advogtdos,
provisionados, ele, por isto qoe nella ae encontra,
em ordem alphabelica, lodo at regras, mximas de
direito, ele, com citacao das fontet de onde alto co-
Ihidas.
O preco do Attessor Foree be 5 brochado, |e
6?} encadernado.
O da collecclo dot principios e axiomas de direi- -
lo he 2.^
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
preros mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
edes, como a retalho, affiancando-
se aos compradores am s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinacao com a
raaior parte das casas commerciaes
inglezas, rancczas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem Tendido, epor
isto ofFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietarto deste importante es-
tabelccimenio convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que veriliam (a* bem aos
seus itrteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
t Antonio Luiz dos Santos ARolim.
lECEillISIl
no.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHELRO DAVID W-BOVVNIAN. /|A
RA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FARIZ,
I sempre um grande sorlimenlo dos seaonles ob-
jsetos de mechanismos proprios para en>(enhos, a sa-
ber : moondas e meias moeodas da mais moderna
conslruccao ; laias de fertb fundido e batido, de
superior qualidade e de lodosos tamaitos ; rodas
dentadas para agua oo animaes, de todas ai propor-
Coes ; crivos e boceas de fornalhae registros de ho-
eiro, agoilhoes, brouzes, parafutos e cavilhoes, moi-
nhu de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se execulam todas as eocommeodas com a superio-
ridade j condecida, e com a devida pretteu e com-
modidade em preco.
NAVALHAS A CONTEMO E TESOlRAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 4S, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, conli-
nuam-se a vender a 8JO00 o par (preco nxo, as j
bem conheeidas e afamadas navalhas de barba feilaa
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposcao
de Londres, as quaes arrn da durarem extraardina-
riaraenle, nSo'te sentera no rosto na aefao d cortar,
vendem-se com a coudi;aa de, nilo agradando, po-
derera ot compradores devolve-las at 15 das depois
pa compra rettitoindo-ae o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesoariobas pira unhas, fcitas pelo mes
mofas ricaDie,.
.*

*


V
I
OIMIQ 0 PtRWAIBUCO QUARTA FEIRA 24 DE OUTUBRO 01 1855
V

CONSULTORIO DOS POBRES
O BA NOVA 1 JJTMLB ftO.
O Dr. 1'. A.Lobo Moscozo di consullas Itomeopa tilica lodos os dus nos pobre*, desdo a horas da
oanhaaaloo meio dii, e eiocasos extraordinarios a qualqoer hora do da ou noile.
Offerece-se igualmente para prali .-ar qualquer operario de cirurgia. e acudir promptamente a qual-
quer mullier que esteja mal de parto, e rujescircunistauciasnao permilUm pagar au medico.
NO CIIIULTOHI DO DR. P. A. LODO I0SC0Z0.
50 RA NOVA SO
vrarwtaE o seginte:
Manual cosapleto de meddicina homeopalhica do Dr. G. U. Jalir, tradutido em por
tugue* |*lo Dr. Moscozo, quatru volumes encadernados ca dous e acompaohadode
lo medicina, cirurgia, anatoma, ele., ele...... 208000
9 toda* as quo tratara do esludo e pralica da liomeopalhia, por'ser u nica
'osla doulrinaA PAT zlOtiENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO OHAr EU ESTADO DE SA'JDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas queso qierem dedica n pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quiercm
HahnemsnoJ e por si mesmos se convenceren) da verdade d'ella: a lodos os
aiendeirose senhoret de engenho qon eslo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capitSesde navio,
que urna ou outra vt o podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulan le-:
I que por circumstancias, que nom sempre podem ser prevenidas, sao (obriga-
i os primeros toceorros ero snas eofermidades.
O vade-mecum do homeopatha ou Irsducgo da medicina domeslica do Dr. Hering,
ossoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
!, aeompanlisdo do dictionario dos termos de medicina......
lie medicina, cirurRia, anatoma, ele, ele, encardenado. .
bein preparados medicamentos nao se pode dar um passo segurla pralica da
irielario desle cslabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da erinde supe.rioridade dos seus medicamenlos.
Boticas a 15! tubos grandes.....................
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 109, 1-29 e 1')000 rs.
Ditas 3li ditos a .................
Ditas 48 ditos a..................
Ditas 60 ditos a ................
dito* -a............'......
Tobos avnlsos........................
Frascos de tneia onc de tinctura...................
Ditos de verdadeira tinctura a rnica................. aauuo
sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lmannos,
tos, e aprompU-se qualquer encommeoda de medicamentosconi toda a brevida-
de e por presos inuilo commodos.
TRATAMENTO^ HOIOPATHM
Preservatco e curativo
DO CHOLERAMORBUS.
PELOS DRS.
IO.JOO0
itsooo
89000
209000
259000
309000
609000
1000
2OO0
5000
______________ ._G3:aa&
so poder curar desla enfermidade, administrndoos remedios mais eMieazes
nlo'se recorre ao medico, ou mesmo para cura-la indepeudenle desles nos lugares
em que nao os lia.
EM POUTUGUZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
deas opsculo contenas indicages mais claras e precisas, s<> pela sua simples c concisaex posi-
ee de lodas as inteligencias, uOo s pelo que dii respvito aos meios curativo-, como priu-
l aus preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados ero loda a parle em que
elleslcm sido postosein pralica. ....
doo fratamento homeopathko o uoicoque lem dado grandes resullados no curalivo desta horri-
jalgamosa proposilo Iraduzir estes dous imporlanles opsculos em lingua verncu-
la, para desl'arle facililar a sua leilnra a quem ignore o fraucer.
ende-i* oaieameule no Coosulloriodo Iraducior, ra ISova n. 52. por 2000 rs.
O abi\o assiguado Taz scienle ao respeilavel
publico, que deixou de ser seu caixeiro Joao Ignacio
dos Sanios Coelho desde d dia 19 d corrente.
Francisco Jote da Costa Ilibeiro.
1*S(W'W^ r% WS. ~W%, A*h W*X "**^%wOfcfl^)^Mr^"tjWl'fl|W*JK
c^^i_____ a
NNUNCIO.
l.nja e arriazem de Cazeudas baralitsimas, na ri
da Cadeia do Recite n. 50, defronle da ra da Ma-
Dos, quina do segundo becco vindo da pon-
te, lado esquerdo. Jesle eslabelecime to acharan os
Srs. fazendelros, eomrrfercianles do cintro, e o pu-
blico em geiil, ora completo sorlimci tu de fazendas
finas 0 grossiis, (odas de boa qoalidadc e sem avaria,
que a dinlieiro i vista, so veudem por precos bara-
lissiraoa ; estiro como boa disposieflo oara bein ser-
vir o agradar a todos os fregoezea que se dignaren)
honrar o esl ibelecimento.
. AULA DE LATlnl.
', O padre Vicente Ferrer de Alhuquer-
que mude u a sita aula para a rita do Kau-
gel"n. 11., onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por me-
dico prero como lie publico: quem se
itiligar deseupequeno prestimo o,
pode procurar no segundo anclar da refe-
casa a' qualquer hora dos dias uteis.
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRA HIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTBS,
poslo em orden alphabetica, com a descripeo
abreviada di' todas as molestias, a indicugao pltysio-
losicn e (heiapeulica de lodos os medicamentos ho-
rncopslhiros, seo lempo do aceito e concordancia.
seguido de um diccionario da sigoilijagto de lodos,
o termos de medicina e cirurgia, e |\.*lo ao alcanc
das pessoas lo povo, pelo ""******<*.- _f
DR. A. J. DE MELLO 10RAES.
Sobscreve-se pan esta obra no consultorio homeo-
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, na Nova n. 500
prim >or jjOO em brochura, e 6900,
enea den
LT0R10 CESSFl
k m
J. Falque.
RA DO COLLEilO li.4.
Kecebeu pelos ltimos navios vindosde Fran-
ca um grande sorlimenlo dos objectos abaixo
declarados:
Palitos de panno forrados de seda e laa, go-
las de velludo c seda, de ljOOO para cima.
Dilos de se.la de difiranles cores de r09000
para cima.
Dilos de alpaka prela e de cores, forrados
de seda, e de lAa cun golla de seda e uulra,
Se 69000 para cima.
Dilos de 13a e laa e soda, de d llernile
cores o prcr;o..
Dilos de brim hrauco e de cores, sendo os JJ
de cores de -29J0O para cima. JJJ
Dilos de ganga superior. Jjf
Cal?as de casemira prela mailo boas o
109000..-
Ditas de core* de diBrentas precos.
Palitos, caira e colleles de-casemira mes-
ciada, dilas dr hrim ijr.iucas e de cores d
dilTereolei precos. %'
liraude sorlimenlo de perfumaras lin-> e
exlraetao.
I.C VAS DE PELLICA DE JOl"' }S< bran-
cas, cV de caima, pelas e oulras c"res, tati-
to paro liomem como para seul-'V,1 c"fei|es
para cabeca. Cilancos d ri" e *
reiladoseom filas,*vel!ud '.parame-
nios e meninas, camisa: "s diiTe-
renlesqnalidades, gr^.1 f decores,
gorros ajeludailoj(L,-,
aetr'-
(Gratuito para os pobre.)
Ii Jtnaro, {Mundo-Soco) n. li.
O Dr. Sabino-Olegario J.odgcrip Pinlio d
consulla i lodos os dias desde i 8 lioras da
manhJa al as' i ds larde.
Visita os enfermos em seus domicilios, das
2 horas em diaule ; mas em caso repentinos
uds e graves as risitas serto
fei'.as en qualquer hora.
As'molestias nervosas merecem Iralamenlo
especial segundo meios linje iconsclliados
Jemos. Estes meios exis- W
" 'on'ojlorio central. ___ )(X
Massa adamantina.
lia geriilmente recoaliecida a excedencia desla
prepara^ bar denles, porque seos resul-
tados t tSo ja do doinioio do publico.
Sebas! veira faz aso desla preciosa
massa ido, e as pcisoas que quize-
rem hoora-lo dispoudo de seus servias, podem pro-
cura-lo na travena do Vigario n. 1, ,loja de bar-
beiro.
*. st mu e t
D1ESTISTA FRAKCEZ. S
9 Paulo Gaignux, denlisla, eslibelecido na
_ roa laria do Rosario n. 36, segundo andar,
? colloca denles com a preesodo r, e chumba %
' denles om a massa adamaolina >; oulros me- 0
i Os Sr. Hanoel Nicolao Hegueirs, Domingos
Iheodoro Regueira e Jos Juliio Regueira, quei-
ram ter a bandado de concluir o negocio na ra do
Crespo n. 15.
Preziiujfse lugar urna ama forra, ou esrrava,
para cusa de familia : a tratar na rila dn yueimado
SEGUROS.
A companhia Indemnisadota teudo
principiado suas operaqoes, loma seguros
martimos a premios ra/.oa.eis: seu es-
criptorid, na ra do Vigario n. 4, estara'
aberto todos manha, a's 2 da tarde.
: l MI DENTISTA, S
f> conlina a residir na ra Nova u. 19, primei- $
A ro andar. m
0iCfll(tS #
Os Sr*. accionistas da sociedat'e Empre/.aria da
edificacSo da casa de baile desla provincia, so con-
vidados i retlisarem a primelra preslarao de 15 por
cenlo sobro o'capital de suas acc.Oes, no prazn de -20
dias de dala Oeste, no, escriptorio do lliesnureiro ao
Sr. tieprai! Palcliell, po largo do Corpo Sanio, con-
forme'a n-solurSo lomada pela direccilo da raesina
companhia na conformidade do arl. t dos estatuios.
Kocife 'lo outobro de 1855. O secretario, Cy-
priuno Feielon Gutet Aleoforado.
Gasa da Fama.
O cautelista Antonio da Silva (iuima-
res, viideu os seginte premios da ter-
ceira parte da segunda lotera do Gym-
nasio, a sal>et':
i-2-20 bilhcle iriteiro gaiantido- 1 .OOOf
") dous meios........ Os
tti billtete inteiro...... 250/f
.")5i.^ bilbete inteiro. 25(*j
1105 dous meios. '. ..... 100s
225 qttatro quartos...... 100s
olti qttatro quartos...... 10U#
Assiin como muitos premios de ")0.s- e
-25S000: o posuidor do bilhete inteiro
n. 4220, pode vir receber ti garanta, no
aterro da Boa-Vista n. 48.
k*e> ^4>ara homens e
gorgurao e dina para
^eiras e rliarnirirn. dn tur-
ricas -^!*4u, leriue. / mmlrepc
ferenles prt;os,'nc\ **
lunelos de larlanigaT^Tieiilei IIIB1IU"! para
meninas, cintos ue borracha/ de diflerenles
cores para homem e meninos, malas e saceos
de tapete c .de illa para vagem; e oulros
muitos arligos que se vendeiafcor precos
muilo razoaveis.
-Acaba de chegnr nova pimeula da Jan.aica,
excellenle para tempeio, assim romo sag', cevadi-
nha e crvillias: no armazeiu de Paula c^ Sales, ra
do Amorim n. 48.
Attencao.
Hoga-se a lodosos devedors da tabernil da ra da
. Cadeia do Bocife u. -'}. defronle do becco Largo,
qua esto atrasados em seus pagamentos, lano de
lellras vencidas como de coala de livro, que quei-
ram realisar seus pagamentos ale o fim do crrenle
mez de oulubro, e aquellesque o nao lizer, passaiilo
a ser execulados, e seus nomes publicados, islo para
evitar a prescfipcjv.
O Dr. Hibeiro, medico, mudou
sua residencia para n casa cinzen-
ta de (juatcp andares, na ra da
Cruz n. 13, onde pode ser pro-
-curadoa qualquer hora.
Aluga-se urna negra, qoe coziriha, engomma e
fcJtrvico, e iio lem vicio : (rata-so em
^Rnlouio Ricardo, na roa do Collegoi
'
D. Rosa Candida Concalves Ferreira, viova do
fallecido Jos Congalves Ferreira e Silva, avisa aos
credoresdo seo casal que est dando principio a
inventario, por aso pede que apreseutem as sos
conlas na roa da Cadeia do Kecife o. 43, afim de
icrem alteudidas no inventario.
Urna pessoa bstanle habilitada para o coni-
mercio, se oflerece para raixeiro de loja ou de co-
braucas, para o que est promplo a dar fiador :
quem precisar,dirija-seo rua do Cabug, loja u. 16.
Salustiano de Aquino Ferreira avisa
ao commercio que o Sr. Joao Miguel da
Costa Jnior deixou de ser seu caixeiro,
desde odia 19 de outubro do presente an-
no. Pernambuco 22 de outubro de 1855,
Salustiano de Aquino Ferreira.
LOTERAS DA PROVINCIA.
Os cautelistas Oliveira Jnior & Com-
panhia, Venderam a sortedos 2:!>00s000
reis, em 4 quartos, no numero 4545, c a
de 5O0JO00 rs. em 20 vigsimos, no nu-
mero V884, e outras de 250.SOOO e
100'000 ris. Ospossuidores de ditas cau-
tellas podem vir receber no escriptorio
dos mesmos, na rua da Cadeia do liedle,
n.50, primeiro andar, apenas se distri-
buir a lista geral.
O Ilim Sr. thesoureiro das loteras
manda lazer publico que se acliam a'
venda os bilhetes da quarta parte da se-
gunda lotera do Gymnasio na tbesouta-
ria das loteras, na rua da Praia, n. 27,
cujas rodas andam impreterivelmente no
dia 5 do mez de novembro. Yliesouraria
das loteras, 22 de novembro de 1855.
Luiz Antonio RodUguesd'Almeida.escri-
vo das loteras.
Kua Novan.
L. Ddouche lem a honra de annuuciar que' acaba
de receber pelo Beaujeu um bonito sorlimenlo- dB
filas, tambem bicos de blonde, de seda, renda de
seda prela verdadeira de urna pollegada a um palmo
de largura : veude-se em pequeas por;6es por pre-
cos muilo vaolajosos.
Contrata m-se
pessoas livres ou ecravs, que se queiram empregar
no trafico de canoas, pagando-se por me/., ou fazen-
do-se vaulagem nos lucros, que por ventura pussain
haver na passagem de canoa da rua da Aurora para
o Ihealro de Sanla-Isdbcl, ou desle para aquella :
procure no paleo do Carino n. ',1 a qualquer, hora do
dis, que achara com quem tratar.
Os Illms. Srs. acadmicos do 5. auno sRo con-
vidados para cumprareio as filas para as suas car-
las de bochareis : na loja n. -J da rus Nova alraz da
matriz.
FURTO.
FurUram ao ablixo assiguado na noile do dia 20
do corrente da rus do Bru, defronle do chafarix,
nma canoa, nova, aiuda nflnesla aberla, lem na bei-
ra junio popa nin rombo de dous palmos de com-
prido, he bstanle grande : roga-se as autoridades
ou a qualquer pessoa aapprehenio da inesma.Jo-
s (louralvus Torres.
I'recisa-se de um caixeiro para tabernil : na
rua velha n. 54.
I'recisa-se de urna ama que leuha bastante le
le, para acabar de criar urna cria, que j lem 5 BJO-
re, paga-se bem : a Iratar na rua da Cadeia do He-
cife ii. 25, defronte do becco Largo.
Precisa-se de urna niuUjcr forra ou escrava,
quesaiba coziuhar e engomnaV perfeilamcnle, pelo
que se pagar a conteni e coiu gencrosidilde : ai
rua Nova n. i, loja de ourives.
. Pfirisa-se de una ama forra ou capliva, para
servido interno ou externo de urna rasa de poua
familia, prefere-se sendo velha : dirija-ge ao segan-
do andar do sobrado n. 23 da rua larg do Rosario,
,,ul'roiile da botica do Sr. llartbolomeu Traucisco de
S0"1-___________. ________________
^COUPRAS,.
a Independencia
A 5,ooo.
Paulos de alpaca fio*, prela e de edr, muilo bem
cosidos o forrados, e dilos de ganga amarelli a295U:
na rua doQueimado, loja n. 21.
Vende-se um'liudo can) de pavees por preco
commodo : quem o pretender, annoncie por este
jornal, ou dirija-se a taberna n. dO, iio aterro da
Roa-Vista.
Paa\ bacila i cis.
Vendem-se fil. para carias de hachareis a jJDO
rs. ; Iraz ila matriz da rua Nova, loja n. 2. de Au-
gusto Colombiez.
Vende se o estaheleeimenlo de hospedara que
fui da Sra. vinva WollicrnMfc rua dos Cuararapes, a
fallar no holel da Barra, rua do Trapiche.
1.800 0 COYADO.
; Merino prelo muilo fino, com leve loque de ova-
ra ; na ruado Queimado, loja n. 21.
Vondera-se 2 ou 3 prelas sendo 1 mulata da
ISaiinos de idade e 1 prela de 20 e lanos anuos,
que eozmlia, cosechAoe he muilo sadia, 1 negrinha
de 12 annos com principio de costura, as quaes' s3o
recolhidas e serven) para lora ou para a Ierra : na
rua da Cadeia do Kecife loja n. 51.
No armazem do largo do arsenal por baixo do
sobrado eucarnado, vendem-se saccas de farinha da
Ierra bem horada 2^210.
SANTO MILAGRE
em que se mamfesla ao publico o-horroroso alterna-
do execulado por um lecelao no reino de Valeuca,
coutra a semelhanca de Maoao Senhor Jess Chrislo,
e o castigo que Dos Ihe deu, como vera o curioso
leilor: vende-so pelo precn de 100 rs., na roa do
Graspo n. 11. loja do bnroleiro.
Vende-?e no sitio do Cbora-menno.
fabricado rap Meuron, urna, porcao de
quartola e barris em muito Ijoin estado,
que toram de vinho ; assim como urna
cabrafbixo) com muito borne abundante
Idte : tudo por preco baratissimo.
Na rua da Cruz n. 20, primeiro an-
dar, existem a'vendaasseguintesmercado-
rias ltimamente ebegadas, e por muito
commodo preco:
Champagne o mellior possivel, emcaixas.
Cha' pruto muito novo e superior, em li-
bras. '
Chocolate o mellior (jiic tem apparecido,
em libras.
Licor de Kirsch, em caixas.
Tentospara voltaiete ou ontro qualquer
jogo, emeaixinhas envernisadas muito
delicadas.
Espingardas de dous canos, muito boas
para caca.
Miudezas bara-
tas para aca-
bar com a loja.
Ns rua dos Quarlei, |uja de miudezas n. 20, jun-
to a pallara do Sr. Manuel Antonio de Jezus, ven-
dem-se misulezas or precos que realmente faz ad-
mirar, a saber : linh.sde no vello brancas e de co-
reoa *>i0 a libra, peules de alisar a 210 a duzia,
hotes nrnncos para camisa a t0 a grosa, lesoura-
fara costura a l.)aduzia, mfiasTiraiicas para sen ho-
ra a 2i n par, lindas brancas de carrileis de 200
jarda a O rs. o carmel, dito* de 10(1 jardas a 30 rs.,
petos do lila branca de liuho com ti varas 40 rs.,
dilas de cores a 00 rs.. peiinas de palo muilo boas a
M$r*. o quarleirio, dita* de aro muito fino*a 640 a
arosa, franja do algoua larga a IGO a vara, pecas
com tu varos de hico eslreilo a (ISO, bonete de vcl-
hulina para meninos a 210, sapaliulios de laa para
criaura a 200 rs o par, oculos de annaco a 320,
suspensorios a 40 rs. o par, caixas com colxelesa 70
rs., pecas de filas de laa rain lli varas a 160, buloes
para coicas a 120 rs. a grosa, pedras para escrevera
100 rs., li velas para tpalos a "i"0 rs. a grosa, gar-
gantilhasde aljofares muilo bonitas a IGO, dilas pre-
tas a 200 rs., alflueles doorados muito ricos a 160,
eeuvas para chapeos Oalri, nraolinlias dourada pa-
ra oreTTr*u4U rs^jKizia, brincos muilo bonitos a
rs. ji_^Nia\_ fj^^ires, pulceiras encarnadas das
era deTasso Irmaos.
de
se qneseja.apaieiro/*'
"0 6 o.
'espanhoes a ^On
uea do Keci/ejloji
':
Chegaram, muilo em cnnla, urna porcao de pul-
reirs para meninas : na roa do Cabuga, loja de
ourives n, 11, de Seropllim & Irmao.
Novoa livroo.de homeopalhia em francez, sob
lodas de summ iiporlancia :
Hahncmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
nnlHis de carvalho
servido em navio, hicas
1 auuuiicie ou procure a JoAo
.Manoel Ignacio de Oliveira Jnior,
compra 50 ou O acetres da companhia
de Beberibe: a tratar na rua da Cadeia
n. 50, andar. /**"
Compram-se 2 negros que sij-nr-ittos, d> bo-
nilas figuras, que sejam sadios e n.to trniaini-i
nem achaques : na rua do Kaugel n. 36,
andar.
. .CIOS
piiineiro
Compram-se duas casas terreas em boas ras, e
que no eslejam arruinadas : quem as (ver annuii-
ce ou dirija-so a rua de Sania Hila, sobrado de um
andar n. 85.
VENDAS.
209000
65000
79000
69000
16BO00
69000
89000
169000
10900o
89000
79000
69000
49000
10000
305000
lumes.
Teste, iroleslias dos meninos.....
Hering, homeopalhia domestica.....
Jlir, pharmacnpa liomeopalliica. ...
Jalir, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, moleslias nervosas.......
Jahr, moleslias da pelle. .......'
Rapon, historia da uomeopalliia, 2 volumes
Harlhmaun, tratado completo das moleslias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalliica
Clnica de Slaoneli .......
Casting, verdade da bonieopalhia. ...
Diccionario de Nyslen.......
Alllas completo de anatomia com bellas es-
tampas coloridas, conlcndo a descripeo
de todas asparles do corpo humano .
vedeqj-se todos estes livros no consultorio homcopa-
lliico do Dr. Lobo Moscoso, roa Nova u. 50 pri-
meiro sudar.
Estatutos para liolia de mnibus dos (arrabaldes da
cidade do Kecife, mandados fazer pelo proprieta-
rio dos mesmos para terem vigor depoit de appro-
vados pelo Illin. Sr. Dr. chefe de policia.
Artigo. .1. As assignaluras por mez, serao esti-
puladas conforme convier as parles contraanles, e
pagas adiauladas lodos os huees, assim como as via-
jos avulsas scrao pagas a entrada dos mnibus.
2. O assignanle logo que pague a mensalidade,
nao tem direilo a retira-la, anda qoe deixe do an-
dar no mnibus, sendo todava permellido passa-la
a oulrera al completar a data da pagamento.
3. Os menores de 10 anuos para baixo pagarao
melade do valor da assignalura que pagarem os
adultos, e metade as vlagens avulsas.
4." Os assigoantes de qualquer mnibus hSo po-
derlo ler ingresso sono no mnibus que conlrata-
rem segundo ns horas marcadas, e se fizeram va-
gem em algum dos oulros mnibus, serflo obrigados
a pagar a razau de vagem avulsa.
5. So,serao admellidas nos mnibus como assig-
nanles as pessoas qoe apiesentsrem o recibo aos
bolieifus, do conlrario serao obrigadas a pagar por
viagemarazao de 19000 para Apipucos e 500 rs.
para a Passagem.
6. Nlojie altendivel reclamadlo de pessoa algu-
ma que nao esliver horas marcadas para as parti-
das.
7." He expressamenie prohibido fnmar-se dentro
dos omnibns, bem como fazer-se alarido que en-
commode aos mais passageiros e proferir-se palavras
obscenas.
8. Qualquer pessoa qne infringir algum dos arli-
gos procedeutes ser expulsa dos mnibus sem Ice
direilo reclamarlo alguna.
Pernambuco 18 de setembro d 1855. Claudio
Dubeux.
Visto. Secretaria da policia de Pernimboco aoa
18 de setembro de 1855.P. Teixeira.
240. pentes aberlos para atar
zia, pecas de lita de retro/, com 15
fin__
as gr a li-
li no t'ii-
spora*a 320, caixas
anta !* seda pela a SO e a 120
'le grampas a 60 rs.. lilas de
.cid, t'cyas un ni" wc iciiua t
kesouros inuitu finase-'
Se 4mJ~~*< a ,
aj^Tinas a 500 is., tjere li
#ff; pares de espora* a 1)20.
Bons gostos e
boas qualida-
deso
Na rua do Oueimailu, nosqualro cantos, na segun-
da loja de fazendas n. 22, defroula do sobrado ama-
relio, vendem-se as seguintes fazendas, por preros
que realmente l'szem admirar:
Casemira prela desupriior qualidade pelo bara-
tissimo preco de 29 e 2S6O0 o covado, excellenle
panno prelo lino, prova de liman, para casaca e pa-
ul a 20500, 39 e 59, alpaca prela muito fina a 400,
500 e 600 rs. o covado, corles de colleles de fusl.lo de
boa qualidade e bonitos padroes a 700 c 000 rs., bo-
nitas cassas frauceza. e muilo finas a 300 rs. o cova-
do, cambraia muilo fina de salpico, propria para
vestidos e loupa de rrianca a la a vara, camisas
francezas inuilu finas com pellos de esguiao para ho-
mem a 29800, corles de cassas para vestidos de bo-
nitos padroes a 29. lencos brancos de cambraia de
I iilu muilo finos e grande*^! 69 a duzia, mcias lina
para senhora a 240, 300 e 400 rs. o par, ricos chales
de chal)' com lislra de seda e bstanles grandes a
99. ditos de merino muilo finse lisos a 69, luvas de
seda de cores para homem e senhora a 19 o par, di-
tas prela. ile lorcal, fszenda superior, viudas de Lis-
boa a 19(20, ricos cortes de sbdaf ara vestido, pelo
baratissimo preco de 209, dilos de cambraia de seda
de lindos padrAes a 69, chally verde e amarello,
muilo superior fazenda, e que muilo se usa para ves-
tido a 800 rs. a cuvado, romeiras de cambraia e fil
com laeos de ricas lilas de seda a 19280, grvalas de
seda de bonitos padroes a 640, meias de laia para
padres a 29 o par, corles de casemira finas e de bo-
nitos padroes para cairas a 59, hrinzinhos de puro
liuho a 240 o covado, ricas clxas de damasco e mui-
lo grandes, pelo baratissimo prejo de 109, brins tran-
cados de puro liuho e de bouilos gostos para caigas a
800 rs. a vara, meias cruas para liomem a 200 rs. o
par, chales de larlalana de bonitos padroesa 19, cor-
desde calcas de rasemiras de algodAo a 19, merino
Ire.lo, fazenda muilo boa a 19500 o covado, lapim
prelo o mais lino que he possivel eiicontrar-se, pro-
prio para vestido* e halinas de padre, pelo baratis-
simo prego de 1,280 o covado, riseadiulios fraucezes
muilo linos c de bonitos padroesa 240 o covado,
meios lencos pelos para grvala, fazenda superior,
a 19, lencos brancos com lislras, de cambraia, mui-
to linos a 300 rs., brim branco trancado de puro li-
uho a 192IK) a vara, e alm de ludas estas fazendas
oulras intua- queso A vista das boas qualidades he
que se pode ver o quanlo -,1o baratas, nfiancando-se
aos senhores compradores que desle eslabelecimcnlo
nao ha fazenda alguma que seja variada, e sim ludo
sem avaria, de bous gustos e boas qualidades.
He fazenda mui-
to lida, os me-
lindres.
Esta fazenda he inleiramenle nova, chegada np
ultimo navio .francez, -t de lodas as que se osam \m-
ra vestidos, he a mais bella, he de lila e seda, o de
largura regular, cada corle tem 13 covados e meio,
evende-se pelo baralissimo proco de 69500,. sabe o
cov.ado a 500 rs. : na rua do Queimado. nos quatro
canlos, na segunda loja de fazendas n. 22, defronle
do subrado amarello.
Cortes de lacia casemira a .sOOO.
Na lojade Ciiimares i\ Henriqnes, rua do Cres-
po n. 5, vendem-se meias casemiras de superior
qualidade, pelo baralissisato prego de 29000 o corle
de caiga.
A boa fama
Na rua do Vicario n.19, primeiro andar, ten
a venda a superior flanella para forros do sellins ,
chegada recenlemente da America.
Vendem-se lonas largas eeslrilus, por prego
commodo : em cosa de Fox Brothers, na rua da Ca-
deia do Kecife n. 62.
FLOK DE FLOR.
A Farinha de Santander Flor de Flor,
he a mellior farinha de trigo que existe em
todo ornando, por isso sempre bequalift-
cada a mais superior em todos os merca
dos, aonde tem iido importada ; he esta a
primeira vez que vem a este mercado,
Dorm earanle-se a veracidade da inlor- .
r. i toda ruada Cadeia do Recite, escriptorio-
macao: vende-' nicamente no auna- .,1 j
p. 12, ha para vender muito upenor
P0T1SSA CAL VIRGEH
No antigo e ja' Lem coahecldo depoii-
Vendem-se doss canoas, seodo orna de carrei-
ra e outra de cenduzir familia i na tua da Saeta
Cruz n, 70.
Vende-se um terreno, silo na rua Imperial, do
de de atar, com S2 bragas de frente e 207 de fon
na roa Direila o. 40, segando andar.
potassada Uussia, dita do Ri de Janeiro
e 01I virgem de Lisboa cm pedr, tudo a
preroH muito lavoraveis, com os quaes i-
carao oscompradoretsatisleitos.
Attenrao ao novo sor ti ment de fazendas
baratissimas.
Novas chitas de cores seguras e alsumas de pa-
droes novos a 160. 180, 200, 220 e210 o covado,
corles de chita de bonitos desenhos. padroes inleira-
menle iiovos, com 13 covados por 39, riscados friov
cezes finos s 240 e 260 o covado, cassas francesas de
cores, padroes bonitos e delicados a 600 rs. a vara,
novas melpomenes de quadros de cores a 640, 720
800 rs. o covado, hamburgo fino, de boa qualidade,
para lenges, ceroolss e lo-lhasa 99, 99600 o 109a
pega de 20 varas, novo panno lino para lenges, com
mais de 2 varas de largura a 29240, chales de Us
grandesde cores com barra a 59500, ditos de case-
mira linos e muilo bonitos de cores com barra por
89, selim preto maco superior, proprio para vesti-
dos e colleles, por prego qee tm particolar se dirt,
chales de seda grandes e peqoenos, e oulras mullas
fazendas, que a dinbeiro i vista se vendem por ba-
ralissimos pregos: mi mi da Cadeia do Kecife, loja
o. 50, defronle da rua da Madre de Dos.
Pratos oces patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se napra-
9a do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Ix ostrn Ko-
oker #C.
Vende-se ago em cndelas de um quintal, por
prego muilo commodo : 00 armazem de Me. Cal-
moni \ Companhia, praga do Corpo Sanio n. 11.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-sefarelo,novo,cliegado da Lisboa pelo brigues-
aeranco.
' FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 3^'OUO reis : nos armazens ns.
3,5 e 7, e no armzem delronte da porta da
alfandega, ou a tratar 1:0 escriptorio de
Novaes & Companhia na rua do Trapiche
n. 34, primeiro andar.
do
SYSTEMA MEDICO DE
HOLLOWAY
PILLLAS HOLLOWAY
Esle ineslimavel especifico, compoeto iolaironien-
le de hervas medicinaes, nao conleta Berearia, nem
algaoia oura substancia deteclerea. Seeigno man
1enra infancia, a compleicao mais delicada, be
igualmente promplo e seguro par desarraigar o mal
na coanpleigao mais rabosU ; he inleiramenle inno-
cente eso suas operagoe* o eSeitus ; paila busca e re-
mora as doengas de quajqeer especie a grao, por
mais antigs e tenate que sejam.
Entre inilhares de pessoas curadas coas esle re-
medio, muilas que ja eslavain a* portas le merle,
preservando cm sea uto, cuuseguiram recobrar a
saude e forgas, depuio.de baver brotado inulilmeute
lodos os oulros remedios.
As mais afllictas nao deveneotregar-se a desespe-
rago ; fagan] om cumpelehte cm, oflieoieo
eOeilos desla assombrosa medieina. e
peraiao o beneficio da saude.
Nao se perca tempe em tomar esse reme
qualquer das scguiilescufermidades :
POTASSA BRAS1LEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, he-
gada 1 ecentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons elFeitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Acciden les epilpticos.
Alporcas.
Anipolas.
Areias(mald').
Aslhma.
Clicas. -
Convulses.
Uebilidade ou extenae-
gao.
Debilidade ou falta de
forgas para qualquer
coart;
Uesinleria.
uor ile garganta.
a de barriga.
u nos rins.
Dureza no veulre.
Eiifermidadesno ligado.
venreas.
Emaqueca.
Ervsipeta.
l'eiires biliosas.
o intermitientes.
Vendem-se estas pi
de Londres, n. 214, ,N7r
boticarios, droguistase oul._
di sua venda em tuda a America
Tlrspanba.
Vende se as hoce (indas a 800 rs.
ronlem urna iuslrucg3o em purlug
o modo de se usar deslas piluli
O deposito geral he J^^^U
uiaceutico, na ru
buco.
Febre toda especie.
Gota.
Hemorrhoidas.
Hvdropisia.
Ictericia. '
ludigesles.
Inflamm ages.
Irregulrridade damcus
Irunco.
I.ombrigas de leda espe-
cie.
Mal-de-pr
Mancbasu c
de veulre.
pulmonar.
urina.
KheoonaUs
S> iniitomn secundarios.
Temo
Tico d
r.
Deposito de vinho t iam-
lios
da lavradase la^|yHilrjwuuilas uusas'que nlo Bandeijas grandes c de pinturas linas :19000 e ifMHK)
Orarlo contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-sc venda na livraria n.lios da prars da
Independencia om folhelinho com dillcrenles ora-
roes eonlra o cholera-morbos, e qualquer outra prs
le, a 80 rs. cada om.
Vende-se urna ncgrinlia de" a 8 annos, muilo
bonita : na rna do Livramento n. 4.
Vende-se urna mulata de bonita lisura, de 2
annos de idade, parida de um mez, com muito hom
leite e sem cria, com habilidades, e nao (em vicios
nem moleslias de qualidade alguma, o que se afian-
g* : no Hospicio, sitio da Sra. viova Cunha n. G.
Vendem-se copellas de Immorlelle viudas de
Paris, proprias para serem col locadas sobre tmu-
los ou catacumbas, no dia 2 de novembro | finados):
ua loja de Antonio Francisco l'ereira n. 4.
No paleo dn Carme, quina da na de Hurlas n.
>, vende-se manteiga ingleza de 480 a 000, dila
franceza a 720, ehocolale fino a 440, velas de car-
nauba pura a 480, ditas de espelmarele a 800 rs.,
ehouricas de Lisboa a 400 rs., loucinhn a 360, bola-
chinha de soda fina de Londres a 640, dila ingleza a
400 rs., dila Mapoleao a 480, dila ararula a 560, -e-
quilhos a 400 rs., sebo de liollanda a 400 rs., azeile
doce a 640 a garrafa.
Vendem-se saccas com milhn: na rua da Sen-
zala Nova n. 26.
Vendem-se relogios de onro patente inglez e
meios chronomelros de superior qualidade : no es-
criptorio de Soulhall Mellor & Companhia, rua da
Cadeia do Recife*n. 36.
j Vende-se urna canoa de um pao, com mais de
40 palmos de comprido : na rua da Concordia 11.26,
armazem de roateriaes de Pedro Antonio 'Teixeira
Uuimaraes. t
Vende-se carne, qaeijos, linguigas. tudo do
serdo, por prego commodo : na roa dos Martirios,
laberua n. 36.
Vende-se muito hom violio verde chegadn l-
timamente a 19600 a casada, e a 200 rs. a garrafa :
na taberna da Estrella, no pateo do l'araizo o. 14.
ARADOS DE FERRO.
Na lundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acjia-se para vender ara?
dos '" ferro de --?iir- jualidade.
M\(l. I)\ HMHCAO
EDWIN-MAW, ESCRIPTORIO QE RO-
SAS BRAA & C, RUA DO TRAPI-
CHE N. 44.
Tem para vender um completo sorti-
mento de taixas, moendas e meias moen-
das para engenho, cuja sunerioridade ja
he bem conhecida dos senhores de enge-
nho desta provincia, dos da Parahibs
das Alagoas. desde quandp taes objectos
do mesmo fabricante eram vendidos pelos
Srs. Me Calmont&C, desta prara.
umm GRADES.
Um lindo o variado sorlimenlo de modellos para
varandas e gradaras de goslo modernissimo : na
fundigao da Aurora, em Sanio Amaro, e no deposi-
to da mesma, na ruado Brum.
Vendem-se dous pianos fortes deja-
caranda', construccao vertical e com to-
dos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Hambur-
go : na ruada Cadeia, armazem n. 8.
'he possivel annunciarTeas^esla loja'tudo se vende
muilo barato porque se qu'er acabar, e todas as miu-
dezas foram compradas em teilso e a dinbeiro a vis-
te ; a ellas; amigoinhos, que o h un e barato depres-
sa se acaba. '
Novas joias de
ouro.
Na loja de Dlireira & Gongalves, rua do Cabug
n. (2, ha um lindo, variado c modernissimo sorli-
menlo de obras de ouro, lano de I i como de 18
quilates, consiliiido em aderecos, meios dilos, roze-
tas, correnles c oulros ubcelos de goslo : lroca->e
ludo por scdulas, aiuda que sejam vclhss. Os pre-
gos so mais commodos do que em qualquer oulra
loja.
Veude-se urna pequen? inorada de casa, em
chito proprio, a qual rende 8g meusaes, mis fnodos
dos Quarlcis, quina da Calabougo Velho : quem a
pretender, ciiteiida-se com Hufiuo Jos Fernandas
-de Figueiredo, no paleo de S. Pedro, sobrado 11. 6,
segundo andar, que dir quem vende.
Ceblas do Porto em restias.
J desemharcoi; a cebla do l'orlo em reslias, viu-
da no brigue'S.' Manoel, e vende-se no armazem de
JoAo Marlins de Barros, na (aves-a da Madre de
Dos ii.2l.
Vendem-se {cadeiras de
pelo preco de 10a cada urna
13, primeiro andar.
Vendem-se machinas de debulhar e moer mi-
lito, rarrinhus de mSo muilo leves, pregos america-
nos de n.2a 12.- e estando de muilo boa qualida-
de : na rua dn Cruz n. 13, primeiro and.r.
KAI'E' DE LISBOA.
Veude-se rnp de Lisboa em libras e oilavaj : na
praga da Independencia loja 11. 3.
Vendem-selvelas de carnauba pura, tanto em
porgOes como a'retadlo, de 6,7, 9, II, 12, em libra,
pelo prego mais commodo do que em outra qualquer
parle, e tambem aprmpla-se qualquer encumuien-
da com loda a promptidau e asseio : na rua da Praia
n. 54.
bataneo americanas,
: na rua da Cruz n.
Ricos pentes de tartaruga para alar cabellos a l&OO
Dilos de alisar lainbem Dilos de marfim tambem para alisar 1$400
Ditos relos de vcrdadeiro bfalo para alar
l.tldk |tril. -^Moaau'n dollas, lazan
Luvas de -oil^a^rores para homem e senhora 1
Lindas meias de da de cores para changas 19800
Meias piuladas fio di Escocia para criaras240e4(IO
Batatas
A 640 rs. a an oba
para fechar cunta, em muilo hom estado,, chrgadas
de Lisboa ; farinha de mandioca da mais nova no
mercado a 29300 rs. a sacca : na travessa da Madre
de Dos 11. 16, armazem de Agoslioho I erre ira Sen-
ra nimares.
Vende-se um cabriole! descoberlo, com ar-
rcios, ludo novo e mullo bonito, por prego commo-
do : na rna Nova, cocheira por baixo da cmara.
Yendem-se garrames com 2 ranadas de vinho
Bordeaos, pelo barato prego de 69 o garrafo : na
rua da Senzala Velha 11. 70, segundo andar.
Vende-se no armazem de James Hal-
idav, na rua da Cruz 11. 2, o seginte :
Relogios de ouro e prata patente*nglez.
Sellinsingle/.es.
Ditos ditos de uatente.
SillioeS para montara de senhora.
Eixos de patente para carros.
Mollas de cinco ibl'ias para ditos.
Lanternas de dille-rentes modelos para
ditos.
Vaquetas de lustre para coberta de
ditos.
l'io-em novellos para sapateiio.
Lonas inglezas largas eestreitas.
Vende-se um hom carro novo de|4
rodas e de 4 asseulos, muilo leve, e de
conslruceilo moderna, por prego com-
modo: ua rua Nova, cocheira de Adol-
pho Bourgeois.
Ao^ senhores de engenho.
No Kecife, primeiro armazem de farinha de tri-
go, no becco do liongalves, vende-se a verdadeira
farinha gallega, em meias barricas, e das melhores
Sualdades de Lisboa, e saceos das marcas mais acre-
iladas do Chile, que lem vindo a esle mercado.
COfiNAC VEKDADEIRO.
Vende-se o vcrdadeiro cognac, lano em garrafas
como em garrafOes: na rua di Cap n. 10.
Cobertas de seda^ la.
Na rua do Crespo n. 5, vendem-se por mdico
prego roberas de seda e Wla,(uros,dos mais bellissi-
mos e variados gostos qoe tem apparecido nesle ge-
nero.
Papel almago greve e paulado, resma 49000
Papel de peso paulado muilo superior 39600
Penas linissimas hico de langa, groza 19200
Dilas milito boas, eroz 610
Canelas linissimas de marlim 320
Oculo de atmaco de aeu delodao as gradnagoes 800
l.unc.(as con^ arinagflo de larlaruga f.SOO
Toucadores do Jacaranda com bomespelhn 3900o
Meias de laia muilo superiores para padres 2)000
Bicas henalas de caima com lindos casles 29 e 39000
Chicles finos para homem e senhora alie SfMM
Meias pre(as de algod.lo para padres 600
Cravalas de seda de lodas as cores 19000
Filas de velludo eslreilas c de (odas s cores,
avara 160
A(acadores de cornalina para casara 400
Bicos reloginhos para cima de mesa 49OOO
Escovas finissimas para cbelo e roopa, novadlas li-
nissimas para barba, meias pintadas e cruas de mui-
lo boas qualidades, Irangas de seda de (odas as co-
res e larguras c de bonitos padrees, filas finissimas
lavradas e de lodas its larguras a cores, bicos finissi-
mas de linbo de bonitos padroes e de diversas lar-
guras, tesouras as mais linas que he possivel encon-
trar-se e de lodas as qualidades, riquissimas franjas
brancas e de teres com bolotas proprias para cor-
tinados; e alm de tudo i(o oulras muilissimas cou-
sisque a Viola de suas boasqualjdades e o baralis-
simofprero porque se vendem, mo he possivel haver
quem deixe de comprar na rua it Queimado nos
quelro cantos na bem conhecida loja da foa fama
n. 3.
Vendem-se sellins com pertences pa-
tente inglez, e da mellior qualidade que
tem vindo a este mercado : no armazem
de Adamson Ilowie&C. rua do Trapi-
che 11. 42.
C5- CORTES TURCOS.
Venderh-so estes delicados corles de csssa prela
com pintas carmezins a lislrados, os mais lindos pos-
siveis pelaVua novidade de padroes, c s se vendem
as ojas dos Srs. Campos & Lima, rua do Crespo ;
Manoel Jos Lcile, rua do Queimado ; Narciso Ma-
ra Carneiro, rua da Cadeia, por preru muilo em
conla. '
__Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recife, de Henry IJibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
A boa fama
Na rus do Queimado nos quatro canlos na bem
condecida loja coulra-se sempre um completo sedimento de miu-
dezas de todas as qualidades e de diversos gustos e
que ludo se vende por Uo baratos pregos que aos
proprios compradores causa admirago :
Libras de linlia de| novelo, brancas 11. 50,
60, e 70 19(00
Libras de linhas, dilas n. 80, 100, 120 a 19280
Duzia de tesouras pera costura a I9OOO
Duzia de UMM finas para costura a 19280
Pegas com 11 varas de fila de seda la v rada 13200
Megos com 40, 50, 60 o 70 pegas de cordo
para veslio 400
Pegas com 10 varas de bico eslreilo 560
Duzia do dedaes para senhora 100
Caisinhas com ogullins francezas 160
Caisas com 16 novellos de linhas de marcar 280
Pulceiras encarnadas para meninas 240
Crozas de boloes para carniza 160
Pares de meias finas par senhora a '240,300 e 360
Meadas de linhas muilo filias para bordar 160
Meadas de linhas de peso 100
Crozas de boloes muilo linos para caigas 280
Asulheiros linos com agulhaa surtidas 200
Babados aberlos de. hnlio lisos e bordados, a
vara a 120e 240
I,apis linos envernisndos a duzia 120
Carleiras de marroquim peta algiheira 600
Fivelas domadas para calcas e collele 120
Tranrelins prelos de borracha para relogios
alOOe 160
Tinleirose areeiros de porcelana o par 500
Charnteiras entrefina 120
Du/.ias do lopis sem ser envernisados 80
Duzias de toreidao pera candieiro n. 14 80
l'enles tlmis.de burato para alisara 300 400
Pegas com (i 112 varas de lita branea de Who 50
Caixas com clchele 60
Garriris Be linhas ie4l00i*d.i> boa qea-
lidade /* 70
Macinhos rom 25, 30 40 grampa 50
Suspensorios, o par 40
CASEMIRA f RETA A 4*500
0 CORTE fifi CALCA.
Vendem-se na rua do Crespa, loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
Brins de vella: narriTBEenideN.O.
Bieber & C, rua da Cruz n. 4.
Vende-se urna balanga romana com lodos o
seus pertences,em hom uso e de 2,000 libras : qnem
prelender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
Fazendas baratas.
Curies de casemira' de pura Ida e bonitos padroes
a 59500 rs. o corle, alpaca de cordao muilo lina a
500 rs. o covado, dita muilo larga propria para man-
to a 610 o eoVado, cortes de brim nardo de puro li-
uho a I96OO u curte, ditos cor de pilha a I96OO o
irle, cortes de casemira de bom goslo a 29500 o cor-
le, sarja de lila de duas larguras propria para vesti-
do de quem esl de lulo a 480 o covado, corles de
fosiao de bonitos goslos a 720 e 19400 o corle, brim
Iranra.lo de liuho a I9 e a 19200, riscados proprius
para jaquelas e palitos a 280 o covado, corles de col-
v leles de gorgurao a 39500 : na loja da rna do Cres-
on.-6.
Attencao a seginte. .
Cambraia franeeza de cores de mnilo bom goslo a
(00 rs. a Vara, cortes de cassa pretos de muito bom
;osto_m^""** o corle, ditos de cures com bons pa-
*-itfim cuadros a 720 o
irtes deTM mnilo Irma
corle, de mnilo bom gasto, a ^|aW P^'de
co com palmas a 320 cada um, di "s de cambraia
e liuho grandes, proprios para cabega a 560 cada
nm. chales> imprriaes a 800 rs., 19 e 1Q200 : pa loja
/
da rua do Crespo n. 6.
Esguiao de linho
e algodao,
muito superior, com 11 varas a pega, por 39500:
veude-se na rua do Crespo, loja da esquina qoe vul-
(a para a rua ds Cadeia.
A3$500
Vend-se cal de Lisboa ltimamente ehe/gada, as-
sim como potasss da Russia verdadsira : nal praga do
Corpo Santo n. 11.
Cheguero
rato
ba-
Roa da
Caisas para rap imilamto a tartaruga, pelo bara-
tissimo prego de 19280 cada urna : na rua do Cres-
po n. 6.
AGENC
Da Fundicao' Low-Mo
Senzala nova n.
Neste estabelecimento continuaba.ha-
ver um completo sortimento de _
das e meias moendas para erigenho,
chinas de vapor, e taixas de ierro batid
e coado.'We todos os tamaulios, par
dito. cg
Riscado de Iistras lie coresr proprio
para palitos, calcase jaquetas, a 160
O covado.
Vende-se na rua do Crespo, loia da esquina qoe
volta para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar borlase baiic,
decapim.nafundigaddeD. w, 0wman : naraa
dn Brum ua. 6, 8e 10.
AOS SENHOIIES DJNGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acba-sea venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empj-e-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de,
i\. O. Bieber & Companhia, na rua da|
Ci-uz. n. 4.
8pagne Cliateau-Ay, pri
1 idade, de propnedade do ( mde
de Matx-uil, rua da Cruz do Ber
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Cliampagne, vend
a 50S000 rs. cada c
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Compsi
B.As caixas sao marcadas a
. go-Conde.de Marcuile
j tuloi das garrafas s3o azi
LEONOR AMBOI
Vende-se o exceHafll
co Leonor J'Amlioit^^H
nha, 2 volumes por IsOOO n.,
n. 6 e 8 daprarada ludepend
Vende-se cal em pedra el
timo navio de Lisboa, c potassa 1
da mais nova : no uniro dey
de Apollo n. 2-*-B, di
Companhia.
AZEHDAS DE GOSTO
PARAN VESTIDOS DE
Indiana de quadros muilo fin* padroes nevus ,
cor(es de la de quadros e Aeres por prego commo-
do : vende-se oa rua do Crespo loja da esquina qee
volla para a roa da Cadeia.
Vendeip-se em casa de >hns-
ton & C., na rua de Senzala
Sellins inglezcs.
Relogios patente inglez.,,
Cliicotes de cn-o e de 1
Candieiros e casticaes!
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Boawwfue graxa n. 97.
NMrsrioCIfcrry em barris.
Camas He ferro.
Taixaa para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o cliafariz continua haret um
completo sortimento de taixas ds ferro-
fundido, e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com p
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
CAL UE LISBOA A 4^000.
Vendem-se barris com cal virgem de Lisboa, para
fechar cotilas, pelo diminuto preco de 4JO0O o bar-
ril : na rua da Cadeia do Recife, leja u. 50, defron-
le d rna da Madre de Dos.
Vende-se excellenle taboado de plano, recen
lmenle chegadn da America : na rus de Apolo
trapiche do Ferreira. a eoteoder-se com oadminis
ador do mesmo.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
sejam, quaurilhas, valsaj^edowas, scho-
ticr.es, modinhas tuddflpixlernissimo ,
cht'gado do B,io de Jpneiro. <
Na rus do Vigario n. 19, primeiro indar, ln
pam vender superior relroz de primeira qualidade,
do f.ibricnnle^Siqueiralindas de roris e de nome-
ro, e do porrele. lodo chegdo pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feitoria
em pequeos barris de dcimo.
NA RUA DO CRESPO
Loja n. 6 !! !
Vendem-se pegas OeSeaguiao do algodlo, mailo
boa fazenda, pelo prego d 39300 a pege, cortes de
cambraia de barra, bouilos padroes e muilo hoa fa-
zenda, pelo prego J'-V^OOO o cortea-manas para
gravla a l,-3"
esappareceu no dia 13 de -eierr
e anuo,urna escrava, ponime Me
le n CUla de denles na frente, laato en bi-
ee> cima ; lem om* relhas rasgadas ;
de chita ecJBlras auiarellas e paaiw
com um flaodne de azeile de eampate :
aulondade policial ou capilaes de campa
rae prender e leva-la a roa da Guia o. 2U,ee
ser bem recenpeasado.
Continu a aeslar anenle de cas de sen senhor o
mejor AotaMo da Silva Gusraan, o sen escravo Ig-
iiarto, rrieaato, cor prela, alto n.lo mnilo, Idade ,15
annos, po-uea mais un menos, pernas non pooco ar-
queadas/ ovtms. grandes e vermclhos, testa Ha r
srandes/ canlos, com um signal nella qne parece um
S, sjMfledo'de um dos ps partido, chupa baslaole e
lie mnilo roulador de pelas, anda corcovado : quem
appreliende-lo ser generosamente receapensado,
levarido-o a roa Imperial a. 6, casa da residencia
de aeu senhor.
Fogio no sabbado 6 de outnbroa prela.Marian-
aa Bengnela, escrava Te francisco de Frailas Jiua e soa mulher, levoo vestido escure desbolado s
unt tabnleiro coro roleles, (em os dedos grande do-
ps torios para dentro : inlituia-ae forra, porqoe Ihe
concedemos cesa graga por morle de nos ambos :
pessoa couliedda diz que vira o prelo forro Jooeoiro
caiador e vendedor de minflezas, seduzi-la no mes-
mo sabbado i noile na oseada do Sr. Jos Clandino
l.eile na rus do Keoario, a dila escrava Marianna,
para que nao fosse para casa de sua senhora ; cose
prelo Joaqqim foi escravo do Si. Tliomaz da Aquino
1' unsoca : presume-se que a leona orullado, visto
que ja de oulra fgida, pela qual esleve aa cedis,
foi interceder por ella. Saippe-seque ambos sahiram
a vendar miudezas para o mato. O abainoassigoada
froga a lodos as autoridades, capiaes. de campo a
pessoas suas conhecidas a apprehensSo da dita *>:.
va, que se rosponsabelsa pelas despezss.
Francisco de Freilat Cornija.
lOOSOOO de gratifica rao.
Desappareceo rio Ha 17 de igoslo prjimo pasta-
do, pelas 7 horas da noile, a prela I.ourenra, Ja ea-
cao Angola, de idade 35 a 40annos, pouco ma u
menos, com os signaea seguinles : om dedo Ja talo"
direila incitado, magra, ten marcas brancas as doas
pernas; levou camisa de algodozinho, vestida de
cliia roza, panno Uno, emais orna Irona de ronpa:
roja-sea lodas as autoridades policiaes en capiUes
de > campo que a apprehendam e levem a seu senhor
JoJJio Leite de Azevodo. ns praga do Corpo Sanio n.
17s que receber a gralilicagao cima.
009000.
pesappareceu no dia 16 do correle de eagenjio
Bom Jess na iregjiezia de Cabo, o cabra de uome
Vicenta, distillador do mesmo engenho, i idade de
36 annos, alto, espadando.cari comprida a sem bar-
ba, caballo corrido e encrespado, pernos arqueada,
ps compridos e chalo, levoo calca e carona de
azolio, e chapeo de massa pardo com abas largas,
toca rebeca e galla, he multo tallador e he Ollas* do
serWo da Sorra do Marlins para onde eoslurea fu-
gir : quem a apprehender e levar ao referido eage-
nlu) a casa do eommendador l.uiz Gomes Ferrira
uoMoudego, recebera a gralificatao de 509000.
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PBBN TVJ?. DB M. F. DB FaRIA 1855
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