Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00550


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Full Text
XXXI. N. 245.
iezes a dilatados 4,000.
iezes velados 4,500.
TERCA FEIRA 23 OE OUTUBRO DE I8S5.

Por anno adiantado 15,000.
P Porte franco para o subscripto!.
RIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Becife, o proprielorio M. F. de Faria ; Kio de Ja"
ueiro, Sr. Joo Pereira Marlins ; Baha o Sr. !)
Duprad ; Macci, o Seudor, Claudipo Fiikao D;
Parahiba o Senhor Gervazio Vctor da Nalivi-
1 aVade ; Natal, o Sr. Joaquina Ignacio Perora Jnior
Aracaty, o Sr. Amonio de LemosBraga;Cear, o Sr
o Sr. Joa
Doming
? Sr.
tioo J. Kan; Amazona, o Sr.Jeron) nuda
Aracaiy, or. amonio ae i.etnos braga;..esi
Joaquina Jote de liveira ; Maranhao o i
qiiim Itxarquas Rodrigues ; Piauliy, o Sr. De
Hwculano Aakras Pessoa Cearenc ; Para.
' CAMBIOS.
^obre Londres, a 27 7/8 o 28
< Pars, 350 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
c Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acfoes do banco 30 0/0 de premio,
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disoonto de Jettras de 7 a 9 por 0/0.
HETAES.
Oaro.Oncas hespanholas* 29*000
Modas de 63400 velhas.
de694O0 novas. 16000
de4000. 9J000
Prata.Palacesbrasileiros.' 1*940
Pesos columbarios, 1>940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das
16CO00 Caruan'i, Bonito e Garanh-iiru nos dias 1 e 15
PAKTE IFFIC
DtlANDO D*f3 ARMAS
pal do emwufuxio da armas de
fc0 aaeldade do Rclte,eoa 22 de
1856.
RM DO DA N. 133.
O ruarecdal do campo, commandmie das arma,
declara, para que lenta o davido tffeilo. oue por
decre.o dai8a nao de sale nbro ultimo foi pro-
movido a enpilSo papa sexta cornpanbia do quarlo
batalliu te rlildaria a pe, coril aulignidade de I
'i irirl ,l_f""fHfJ-**"- *- primeiro tente
do cuino da mesma arma de Matlo-Groa-o. Fran-
cisco Lato da Tilintad* Souza, o que oostou de
offlcio da presidencia datado de 19, com referencia
an aviso do*nini>terio dos negocios da guorrado 1.',
tudo 'leste mez.
Declara, outrosim, o mesmo marechal de campo,
je o BovernoVIe S. M. o Imperador houve por
B, por decreto n. 1638 de 18 de agosto do pre-
sente auno, approvar o regulainento para os conse-
Hios de inquirilo,'creados pelo Je n. 260 do l.- de
dezembro de 18H, do qual regulamentu se remete
nesta data um evcmplar aos Srs. commandantes de
corpoi desta guurnicao.
Jote Joaquim Coelho.
Conforme.Candido al Ferreira, ajudanle de
ordens encarroado do delallm.
ADDLCIONAI. A DE N.' 133.
U manchal do campo, cominandanla das armas,
declara, para o* luis convenientes, que nesla dala
contrataran) aoio engajamenlo por mais seis .mimos,
tormo* de regulamenlo delicie detembro de
ffi, precadendo mspeccao de sadc, o soldados
do quarto bataldio de arlilharia a p, Lucrado Uta*
da Oat da primeira companliia e Manon da Sirva
Freir da lerceira, os quaes, alm dos vencimenlos
que por lei lites compelirem, percebero o premio
de quatroceutos mil res cada um. paso segundo o
disporto no artigo 3.' do decreto n. 1101 de 10 de
juihu do anuo pretrito, e Hado o engajamenlo urna
data de trras de 22,500 brabas quadradi.
No cato de tlesercdo ficam sujeilos ao perdimenlo
das vanlagens do premio, e daquellas a que livesem
dire. o, serio considerados rerrutados. desconlando-
s do lempo do engajamenlo o de prisa, em vrtu-
o de senlenca, averbando-so esle descont e a per-
la das vanlagens nos respectivos ltalos, como est
por lii determinado.
Jote Joaquim Coelho.
Conforme.- Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordena, encarregado dodetalbe.
UTERIOR.
B10 DE JANEIRO.
CJ11ARA DOS SRS. DEPUTADOS.
' masa' do da 30 de agosto da IB66.
L-sa e approva-se a acia da sesso anteceden-
te. D Sr. primeiro secretario da cont du seguinle
expediente :
Um ollicio du vice-presdenle da provincia doPs-
m, enviando ilous eiemplares das leis provinciaes
a>MHgadas nr sesso do corrento anno. A' com-
atose da assembloas prorinciaes. ,
OKEM IK) Ul.\.
apa|(>' a segunda discussao do pro ocio n. 01)
|h nialerip, rtaasda^djlcecer di. eoramlssflo
J*o, e^as enw tjteriorRcalf^apoia-
Irau/lfcdjL J*4m lonzo discur-
so etntra o proj ct^mTSIajjadrsuaViarles, responde
aes .irgumenlo tle>( varios oradores que o prerede-
ram, econclae da_naneira seguinle :
Alora, Sr. presidente, considerando a qoc-tno por
oatfo lado, diretao ministerio que, se qi'ier ter urna
boa riaeistralu-a.de verdadeiro e subido merecimen-
lo, os ntiis*3o o'utros. Nesla materia considrro
duaai lodo as boas scoUtaagu. .
O Sr. Dutra Rocha : -Xpoiado.
O Sr. Iruj) Lima : las quando o nobre m-
nislri da jnslir-i. ou qualquer nutro, norueia jui/.cs,
quietas provarcas, qu! o noviciado que assegure as
boas escolhaa ?
O 9t. Ministro da Juttica : Nomei-oapor in-
formacOes.
O Sr. Aranjo Lima ; Essas inforinaroes na
sio urna boa base, co juiz local nilo iofvrma contra
sea isollega sen lo qaando esto patentes e mijilo pa-
lentn os seos defeilos. (Apoiados.) Sem na bom no-
viciado qne ponha tn relevo as ItabililacOes do in-
dividuo, sem a cscolba denlre as capacidades do po-
vo, jamis, relo, teremos na magislralora intelli-
gencas superiores.
l)iisemiiiado> os magistrados por toda a inculta sn-
perlicia do im lerio cora ordenados iu-iguilicaules,
arre tita O-flobr ministro da jostica que domen* de
Terdteiraijlalu to quererlo viver as brenhas at o,
?hn ila vida, porque s depois de20annoi, ou no fim
!dalla he qoe se cliega a sor desembarsader ?
Na triplica tase de bom noviciado, redurrao de
pessiial, ebase ordenadas he que assenla a existen-
cia ile urna magistratura superior. _
Cum Blo q3o quero dizer que-a- magislralora que
nibyliqii ;^a. bren a o contrario merece ella
^Wfcteafwg'osviUFloO/Osses juizes municipaes com
I ordelHns jaonnisquinJios cumprem os deveres do
eu crgo eom riuiKojplo (apoiados ; nrssas locali-
dadei sao para as prtWdencias auxiliares muilo va-
Maa ; airoslrainit.lipnvidasos polcnladus locaes eo-
11 accede no Vr em Piarliy e Barra Mansa', (Nao
apoiados.'
Cieio, Sr. pe* jmtnte, qae as razes exposbs ou
supfaatM enaWiriude das quaes seenlenden ode com
oprii^ioj(P^boravjaCumpoair;aodania^rfjlratura,
saoinleiiiinetiie improimcentes.
Mis os aebriis depulados Iriumpliam vesdadeira-
male quando dizem qu os magistrados faxem falla
as i.uas comaica'. He ajaj^im^, ^ejittrrres, umi
' grande llovida Je Vou coinrnunicar-,-ns oulra de
grande importancia, e lia : o sol hoje nascou. (Risa-
das.) Quem he que jamis ignorou qoe o magistrado
eu q'ialquer fu iccionnrio publico faz falla, quando
nao i-st no exercicio de seu emprego ?
Mas, senhorns, permitli que vos diga qoe eu nislo
Dio vejo mais do qoe p abastardanjeolo em que vai
J cahitnfos sysleuia represenlalivo.
O poder le(;ila(ivo de o poder dos poderes, he
aquella que mais deve preoecupar os homens de es-
tado, e para b cual todas as leis de um povo devera
chaar todas as capacidades: qualquer pois, qoe se-
je a falta qae faca o magistrado, ou qualquer ou-
tro umprettado no exercicio de seu emprego, a lei
deve facililar-liie a entrada no parlamento. Era
M^n poltica i superioridaile de forras
nullillca a que 1 lie he inferior. O Sr.
,em a lei do :l de dezembro eonstituin-
ir. Tosta salvando l'ernambuco com
(apoiados,; o Sr. Euscbio acabando
h) ; o Sr. Paulino dando.nos
gloria no exterior (apoiados); nao preslar.im servidos
OLlVROPOSTHUMOi*
mais grandiosos do que jolgnndo feilos em seus tri-
bunaes, por grandes que fossem soa intelligencia e
honradez '! (Apoiados.)
Prtenlo, senhores, nesle modo de argumentar eu
nao vejo sean mais um symploma do abastarda-
menlo em que vai eahindoo systema representativo.
Ha anda pouco um deputado'da opposic^lo liberal
exprobava cmara os erobaraco* que ra'usavam aos
goyernos agora querer-se consagrar na lecislafao o
principio que nega asuperioridade dos servidos pres-
tados no corpa legislativo 1
Jnlgo, Sr. presidente, an menos na Iraque/.a da
minha iulelligencia, que lenho demonstrado a ne-
n I, nina procedencia dos argumentos com qae se pre-
tenden justificar a reforma de que se trata derraizo
do poni de_ visla da melhor orgaiiisac.lo jodicia-
ria. Exporei agora os inconvenientes que nella des-
cubro.
Julgo, Sr. prosidenle, que os governos n.lo lem
condicoes de forcus e duraran, seno qliando salisfa-
zem a todas as ambicoes e inleresses legtimos ; o
magistrado, como bomem ou como magistrado, tem
ideas, qoer propala-las, quer faze-las influir sobre a
aorte de seus semelhantes ; tem seus inleresses que
proteger. Tudo islo he legitimo. Daqui se segu
qae as portas do parlamento nao deven) fechar-se a
osla classe, ou a qualquer oulra.
Por oulro lado exclus urna ciasse do parlamento?
Tende como cerlo que offendida em suas ambiques e
inleresses ligilimos, ess classe se construir mani-
fesla, valenle, nu verdaderamente em opposc,ao
com a forma do governo.
Um Sr. Deputado : A magistratura do Brasil
he incapaz disso.
O Sr. iraujo Lima : -rFago muito bom jnizo da
magistratura do meu paiz, mas acredito que nao es-
t as forras humanas destruir os effeitns que se de-
rivam da nnlein natural da eoosas.O nnbre deputa-
do nao crea que eu diga que o magistrado appellar
para o jnizo de Droa ; mas eslou persuadido que a
magistratura olTendida em snas amliicoe legitimas
so collocar pelo menos em urna opposir,ao de iner-
cia ordem de coasas eslabelecida, e a cmara mui-
lo bom sabe qaanlo, para o bom desempenho das
funeces de qualquer cargo, valem o zelo e a dedi-
cacao do individuo qoe o exerce*.
Nao vol por semelh'tite lei, porque nao esl as
raias de orna legislatura ordinaria. Legislador cons-
liluinle. eu nao o faria igualmente : porque em mi-
nha opiniao o parlamento nao deve (ranear-sc a :ie-
nhuma classe.
Um Sr. Deputado:He exactamente o que quer
a nova lei ; ella nao exclue o magistrado.
O Sr. .iraujo Lima : Ainda mais, meus
nhores, he lao desarraznado pretender que fanecio-
narios pblicos sejam excluidos do corno legfalalivo,
que nao acredilo que srraelhante idea entre na con-
cep^ao de ciberja humana ; os proprios escriplores
das opinioes radicaes reconhecem que no parlamen-
to ha necessidade de homaus pralicos nos diversos
ramos da publica adinmistracao ; a'penas julgam
conveniente a nao presenta de empresados sobalter-
nos, nunca, porm, dassommidades respectivas.
(I nolire ministro da justicia que em oofras pocas
foi o typo do elemento conservador, muilo bem sa-
be as grandes rates de inconveniencia publica com
que se combate a exclusSo absoluta daa. luncciona-
rios publico* do corpo legislativo.
Senhores, as sociedades modernas alia brazadas
da sede devnradora de innovaroes. Quaes s.lo os
elemeitM iuteressados na conse'ivacSo da 'ordem de
colisas eslabelecida '.'
No riesapparccimenlo das inslit
que as sociedades amigas represcuiavanv
tuciouaes'.' N nova parochia que so adopta vai ele-
ger em globo o eleitor da provincia.
A constiluifao he cumprida '.' Semelhantemenle
he a provincia dividida ?
O eleitor de provincia elege em globo os deputa-
dos da provincia. O direilo he apenas deslocado.
Os preceilos da constituirlo sabsistem intactos ; a
parochia elege em globo os oledores; a provincia
elege em globo os deputados da provincia. A nica
dillcrenca est em que o direilo he exercido, ora
no ponto A, ora no ponto B. Com a vossa lei po-
rem -urce.le o mesmo '! Nao. A constituicito he des-
truida, porque a provincia nao ele-e mais em glo-
bo os representantes da provincia.
Vc-sc, portanto, auanto he improcedente seme-
litante argumentacin
Por oulro lado, meas senhores, o legislador enns-
lituinle aba milito as riisposicoes das diversas cons-
liluices, que deveria consultar, americana, ingteza,
franeexa de 91 a li, hespanhola de 12, e portugue-
za de 20, em que se lamava para unidade da elei-
?ao, ora a provincia ou departamento, ora princi-
palmente o circulo. Quando pois elle tomou por
base da eleirao a provincia, como queris hoje al-'
tente esla base'.' *
Examiuai ainria, meus senhores, como ja o fiz na
qucslao das iucompalibilidades, o estado da nossa
civilisa(3o na poca em que a cunstituico foi feila ;
entao a nossa civilisacao era muilo limitada, nosso
paiz inculto, e quasi inhabitado. Concebe-se que
um paiz como este, com urna populadlo sem
illu-lrarao, Uu dissemiiiada, a coiisliluicdo qui-
zesse....
O Sr. F. Oclaciano : Isto he eoutraprodu-,
cenle.
O Sr. .iraujo Lima :.... a constituirn quizesse'
sajeitar as eleircs dos representantes da naco a
subdivisOes tao limitadas?
O Sr. F. (Mariano d onlro aparte.
O Sr. Arawjo Lima:O que a cousliluic.lo dis-
poz a respuito desta materia prova qae ella quiz que
a eleirao fosse por provincia. Se acaso, digo eu,
o direilo poltico he complexo, se nao pode ser al-
terado nem em seu sujeilo, era em seu objecto,
nem eiu seu espato, ou forma, seuao por meios
extraordinarios, segue-se que nao pedemos al-
terara constiluirao por urna lei ordinaria. (Apoia-
dos.)
Senhores, declaro i cmara, nao son absolutamen-
te opposlo aos circuios, nao acho inconveniente em
que os crculos se applqnem nos grandes focos de
popiilacnes, nao sena mesmo inconveniente que as
provincia grandes fossem subJividida-, mas nunca
por urna lei ordinaria, e nunca pela forma do pro-
jecto ; por ama lei ordinaria, ho minha convic-
vierto profunda, nao o podemos fazer ; |>ela forma
do projeclo, acredito que he ama calamidade pu-
blica.
Julgo porlanto, Sr. presidente, qae dehaixo do
ponto de visla da constilucionalidade os circuios ta-
la* sujeilos aos mesmos defeilos que.is incompatibi-
lidades.
Deixarei de oceupar-me em responder a algomas
duvidas apresenladas, porque a dora esla l.lo adian-
tada, e eu me acho lao fatigado, que nao desejo abu-
sar por muilo lempo da paciencia da cmara. (Nao
apoiados.) Nao lomarei pois em cotisiderar,o algu-
mas razoes com que os nohres deputados sustenta-
dores do projeclo apoiaram a constilucionalidade
dos crculos.
Farei acerca da sua necessidade a mesma reflexao
,que liz sobre as incompatibilidades. O legislador
[-reforma leis por desenfado ; he mister que ap-
ja urna necessidade urgenae e imperiosa a qae
Villa-Bella, Boa-Vista, Exi efuricury, a 13 o 28
Goianna e Parahiba, segunda e sexias-feiras
Victoria e Natal, as quints-eiras
'{REAMAR DEOJE.
Primeira s 2 horas a 6 mnalos da larde
Segunda s 2 horas 30 minutos da manh
?
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quarias e sabbados
Relajo, lercas-feiras e sabbados
Fazenda, quarlas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas o as
quintas ao raeio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 boras
1* varado civel, segundas e sextas ao mcio da
2* vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES.
Ouluko 2 Quarto minguante as 9 boras 24 mi-
nulos e 44 segundos da larde.
> 11 Lita nova a 1 hora, 3 minutos e
47 segundos da inanliaa.
18 Quartocrescenle a 1 hora, ,17 mi-
nulos e 49 segundos da larde.
a 25 La cheia as 5 boras, 6 minutos o
49 segundos da mandan.
DAS DA SEMANA. '
22 Segunda. S. Ladislau f. ; S. Heratlio.
23 Terca. S. Joo Caprislano f. : S. Joo Bom.
24 Quarta.S. Rafael Arcbanjo; S. Sptimo m.
25 Quinta.Ss. Ciirispim eCbrispinianoirs. nm.
26 Sexta. S. Evaristo p. m. S. Rogaciano.
27 Sabbado.S. Elisboimperador.
28 Domingo. 22." Ss. Simio e Judas Thadeo ap.
S. Cyrilla v.; S. Florencia m.; S. Gaudioso.
reatante^ papel, os fnnecionarios pblicos ocrtipam deva sati*(jizeiv o esa uecesaiilade nao vejo reco-

iiiiii disUstelo lugar.
Por soa posirau modesta, porem segura, por seus
dabilos, quo os habilitan) a condecer e julgar a so-
ciedade, nao pelas Iheorias e pelos lvrns, mas pala
pralica e experiencia de todos os lias, dos domens,
edas cousas, os funecionarios publiro<|sau esseucial-
inenle conservadores, sao antes rolineiros do que in-
novadores.
E, senhores, no secuto, ha mais raerecimeoto
em ser conservador do que innovador. (Apoiados.)
Assim acho altamente inconveniente que se fe-
chem aos funecionarios pblicos as portas do parla-
meuto. ,
Bem sei, senhores, o que dizem os nohres deputa-
dos a quem cmbalo. Nao se trata ja disto, he ver-
dado ; mas he mister fechar o< odos somenle para
au ver os perigosque vao surgir. Nao vedes o que
dizem os liberaes:Aceitamos isso, nilu porque
signifique nada, mas porque he a consagrarlo dos>
iiossos principios.
Alm de que, meus senhores, a lgica he implaca-
vel. I)6s principios hoje estabelecidos hsveis tirar
mais cedo ou mais tarde as conscqaencias legitimas
e indeclinaveis.
Julgo, Sr. presidente, que examinando o projoclo
eom rclacAo s incompatibilidades, lenho demons-
trado que elle nem he conslilucion.il. nem necessa-
rio, nem conveniente, e pelo contrario tem graves
inconvenientes.
Agora, Sr. presidenle, resla-mc fazer ligeiras
cousiderares a respeito da quesillo dos circuios, em
que me resumir i o mais possivel, por me adiar
juntamente com a camaia 13o fatigado.
Nesta queslao sou obriaado a eguir a mesma or-
dem de ideas que segui cere ida quesdlu das iu-
compalibilidades : exiiiuinarei sua conslituciona-
lidade, a sua necessidade, e li mente a sua con-
veniencia, f
O direilo, meus senhores, nilo he simples, he com-
plexo, lem sen sujeilo, seo objecto, seu meio, espa-
ro e forma, un qae se exerce. Ora, se os direitos
polticos esiao collucados pela consiiloirilo sol) as
frmalas protectoras da reflexao e madureza, he viite
to ser esla disipo.icao comprehensiva do direilo env
todas as suas paites. Quaes sao as lbe.es da cons-
tiluirao quanto ao dominio em que os direitos po-
lticos se exercem ? Slo duas ; a parochia em clubo
elege us elellores ; a proviucia em globo elege os
deputados. Que respondis vos, meus senhores, a
esla disposirao l.lo clara, lao evidente da cousli-
luir.lo ?
Dzeis : nao se altera a constiluirao, ou a eleirao
por provincia, porque o circulo est na provincia !
Mas, senhores, seria lao regular dizer : a parle
lie o ludo, porque a parle est no lodo f esta mesa
he esla casa, porque a mesa est na casa;
quella jauella he esla casa, porque a jaoella est
na casa ; como dizer-se que o circulo he a provin-
cia, porque est na provincia Materialmente ha
diversidade de cousas, moralmente lambein ha di-
vecsidade, porque se os resultados fossem os mes-
mos, vossa le seria intil.
He pois evidente que alteris os preceilos cons-
tilucjonacs, porque a provincia em globo nao
elege mais us representantes da provincia. (Apoia-
dos.)
Accretcenlais aindao eleitor n3u poderia mudar
de domicilio, nem a provincia ser dividida.
Senhores, torno a dizer, so a defeza da peior das
causas levara aos nohres deputados a soccorrerem-
se a lal argumentarlo Nao vodaa^nieus senhores,'
que o atcilnr que muda de domicilio -aiai exercer o
sea direilo semprc com o respeito das tRCJereonei*-
Par Mxima Sa Caaaa.
Vil
1
I
fK
Maio dellr&i.' -~~"""
Ha ora mez que vollei a Paris, meu enfado he tal
qae alormeota-me como ama doenca aguda. Nao sel
o qoe faca, nao posso resolverme a nenduma oceo-
pacio, meu pe isamcnto agila-se em mim como um
animal bravio na gaiola. Todava releva acabar com
easfi enervamenlu em qae en comprazia-me ao prin-
cipio, a qua n3o larda converter-se em dores ; as-
sen eiho-mo aos viajantes perdidos na nava, que a-
dormecem (Mi alegra eaeordam paral)leos, qaan-
do nao licasjBfirmindo para sempre. Nos nllimos
meies de raaSfi viagem eu linda sauda les de Pars,
de rutaba ejH. de minha exislencia civilisada, da
musiea e do* Ihealros ; agora que acho-me nova-
mente na posse de ludo isto, leudo saudades do de-
serle, das noiles pausadas era barraca, do andar das
caravanas, da. Ilnreslas de palmeiras das fonles,
ondii os rebanbos vilo beber. Ser sempre assim ;
oa doente de nostalgia, nao de minha patria, mas
do paiz onde nilo estou. \
alegra presumida de minha volla applacou-se,
apenas pisa! a trra de Franja. Em Maiselha, onde
deii.ei a Bekir- Aaa lodo o cuidado da bagagem, lo-
mei urna sege de posta para chegar mais rpida-
mente a Paris. AssenUdo ao lado do correio envol-
lo i;in mea hurnous, silencioso e triste, ea conlom-
plivias paizagens e aedava-as feias. A ,'olhagem do
arsoredo recenlemeate renovada resida pallida-
mcnle sobra o azul desmaiado do eco, as monlanltas
dessnhavam no horiionle o perfil de suas linhas tem
' Vida Mirlo n. 243.
'
co.
eleiciio provin-
fcanlo ao resulla-
era um poni
los em que lia.
lder ida no asaamplo de que se trata.
Mas eom -qne razoes de runveiiicncia foi o projec-
lo defendido 1 lli-se-se : pela melhor liscali-arlo
da eleirao.
Senhores, actualmente as nullidades das eleiroes
nunca se eslendem a toda a eleirao, refere-so a um
ou oulro collcsio. Porque se nao procede regular-
mente a semelhanle respeito ? Seguramente pela im-
probidad poltica ; com os crculos nao succeder
o mesmo ?
Por oulro lado, nilo da lambem o pergo da annnl-
l.irilo para expellir um adversario ?
Com os crculos se conseguir o grande bem de
serem representadas as cmaras (odas as opnies
du paiz. Senhores, essa pntposirao nao he exacta.
O paizeuui bom svstema eleiloral nao podem que-
rer senao que as opinioes das maiorias se'am repre-
sentadas no corpo legislativo. O'governo represen-
tativo he o sysleraa das maiorias. Nao sei mesmo
que conveniencia baja em que opinioes que lenham
por si apenas 40 ou 50 votos sejam representadas, e
vt brincis com fachos acesos junio a paies de
plvora '
Mas, senhores, se queris que lodas as opiniocs
sejam representadas no parlamento, o meio seria
oulro, seria a representarlo por classes ; o commer-
cio, a agricultura, a iustrucjio, ele, deveriara ele-
ger seus representantes.
Vejo nie-mo, senhores, que as minoras vao ficar
de peior condir,.lo ; porque at sao privadas da vl-
vula salvadora dos supplenles, que as maiorias ele-
gerao igualmente de agora em diaute.
O Sr. Mendet de Almeida:He necessaru exa-
minar o systema em todo o seu complexo,
O Sr. .'iraujo Lima :Qual complexo ? Onde es-
ta este complexo''.' Veju ludo descosido'.
O Sr. presidente do conselho disse que quera as
eleices por circuios, porque lodas as necessidades
locaes deviam ser representadas; observoa-se-lhe
qae as cmaras nao se representan) as necessidades
locaes, que nos nao podemos aqu vir pedir n crea-
cao ile urna cadeira de prmeras lellras para um
lugarejo, e nem uma pingaella para qualquer
riacho.
O nobre depolado pela Baha emenden a milo,
ror'igio o qne havia dito o Sr. presidente do con-
selho, e disse que nao se quer a eleirao por crculos,
para que lodas as necesidades locaes sejam repre-
sentadas, mas para o fim de que se tenh.i o conhe-
cimeiilo de todo o paiz com represenlaules locaes.
i is deputados actiialmcntu nilo sao frailes accomula-
dos em conventos as capilaea, esl.lo mais ou menos
disseminados por toda a provincia. Ja pois linda-
mos semeldanlc resultado.
Ha a conveniencia do contado entre o eleitor e
o depolado. Senhores, nao o contesto ; mas o que
de bom para o peito he mo para o baco. Dalii lam-
bem resulla grande dependencia para o deputado.
Algara contacto e mesmo dependencia ja se dava
actualmente.
Nao vejo pois, Sr. presidente, que na quesillo dos
crculos se spreseulem esses bens que o Sr. presi-
dente do conselho e os nobres dcpulados Ibes d,iu,
pelo contrario vejo nesse objecto grandes inconve-
nientes. Todo o paiz. senhores, reconhece e deplo-
ra a tendencia desordenada qae se d no Brasil para
os empregos pblicos, tendencia que abate a energa
individual, e abastarda o carcter nacional, fazen-
do com que ludo o povo nao cont para a sua sub-
sistencia seiiio com os ornamentos do Estado.
Apoiados. Ora, um governo sabio e prudente de-
ve excitar essa paixao, provocar todas as ambiques,
como sucre.lo com os circuios ? Nao so nenduma
grandeza ; os ros soleados de barcos e restringidos
por caes desagradavelrnenle regulares, traveseados
por ponles illamlnadaVde lamprOes faziam-me pen-
sar com amargura nos ros largos pacficos que
correm sem constrangimenlo entre margeus livres e
deshabitadas. Tudo parece-rne mesquinho ; cidades,
villas, aldeas, casas e homens ; ludo al o sol que
aclio lao paludo. Quando paramos, a fim de mudar
os ravallos, o cumponezes rodeam a carruagem, e
dizem contemplando meu vestuario.
Cerlamenle he o general dos Beduinos que vai
ver Abd-el-Kder 1
Eulio o correio nbe-se a rir, e o posllhao fila em
mim odos cdeioe de admirarao. Em Moulins os me-
ninos seguram-me pelas roas. Tudo isso irrtame ;
essa gente nunca vio nada ?
Em NeVers entrei em um toagon do camnho de
ferro, onde adormec de cansaco e de enfado ; po-
rm foi logo acordado pela conversaran de meus vi-
jindos; eram dous mercadore* de trigo.
O senhor deve vir do Oriente, disse o primei-
ro vollando-se para mim e saodando-me, isso co-
nliece-se pelo sen vestuario ; pode dizer a quanto
vendea-se o alqueire de far inda este auno em Cous-
lantinopla ?
Ergu os hombros sem responder, e fechei os
odo.
Elle ndo entende o trance/, tomou sea inter-
locutor, bo pena, pois nos lea dito qnanlas inulde-
res lem no seu serralho.
Tive ama tentaca'. vaga de estrangular esse im-
bcil e lanra-lo pea porlinhola ; mas sereoei-me
pensandojudicosatnenlequeamr parle de meus
concidad.ins gozam de uma lolice ao menos igual, e
lornei a adormecer mormurando no fondo do pen-
simenln a ranr.io dos harqueiros do Nilo.
Qualro horas da madrugada dava o relogio do Jar-
dim das Plaas quando rhegimosi Paris. Uma cla-
ridade duvdosa: e azulada corgecava a espaldar-so
pela cdade, cmlas amarelladas ealcndiam-se no co,
e nos caes alguns homens apagavam pressa os lam-
va palas ras ; Paris lirrha o ar de uma cidade a-
bandoiiaas.
Um cabriolel conduzio-me minha casa, castou-
me muilo a acordar o porteiro, e sub ao meu apo-
sento, onde, ningueMhsperava-tne. Meas livros, meus
quadros e minhas iTTnas estavam em seu lugar, mas
coberlos de uma poera fina ; as aranhai linham es-
lendidn sua leas nos ngulos das paredes ; um ra-
_ maldelc-rl flores seccas fura esquecido em um vaso ;
'"""w^. er-teda a parte reinava o cheiro inspido e neutro,
conveniencia adi descubro, mas futes males iucal-
culaveis. Apellido, nao apoidos.)
Senhores, vejo inda qae as infidencias locaes vao
achar-se em lulas medonhas. Noacombates, como
as lulas eleiloraes (dirigindo-se ad.Sr. general Sei-
ra), e o nobre general me dir Mterro, a peleja se
torna mais encarnizada, morlifera, medida que o
lerreno.se estreila.
O Sr. Sedra ,rindo-so :He
O Sr. Araujo Lima :Em u
cial, pela incerteza da ellicaeii,
do final do vencimenlo da eleir;!
dado, a ordem rrefece. No ti'
polo contrario, meiat liritnse illlcllos, fraudes, vio-
lencias, at as armar, ludo ser jogado.
Senhores, as pronmas eleicf>e, as actas dos vos-
sos crculos virio Optas de sanano.
Senhores, o liomein solado em si mesmo he o
l> po do egosmo. Qaando muilo eslende elle seos
pensamenlos e alfeices miilder, os filho, a seas
semelhanles, muilo lucr e enuobrece. Em elei-
roes il.i-se a mesma lei, localisam-se ? Os partidos
eaiau sob administrarlo do egosmo. Anipliam-sc ".'
Conlemplam-se os inleresses geraea ; os partidos se
elevam e ennohrecem. Vossos circulo, senhores,
favorecem o egosmo, a perversa? dos coslumes, a
corrupao.
E, senhores, a pralica est de accordo com a tbeo-
ria, Qaem nio condece a corruptAo dorrivel das
eleices inglezas? Nao so deu o mesmo na Frmira ?
Em 1816, com terror prophetico, exclamava Duver-
gier de Honranue: o O governo representativa esta
em pergo: nao Ir a violencia, he a corruprilo que
o mina!...
O Sr. Mendei de Almeida je-gV. Eic. em 1850,
nesta casadizia o mesmo.
(Ha oulro aparte.)
O Sr. .iraujo Cima : Vossos pais, senhores,
ditia Koyer Collard, nunca viram Mo profunda lia
mldatSo; nunca virara a corruprio collorada no
direilo publico e dada em espectculo i mocidade
assombrada, como as lires da idade moderna.
(Ha um aparte.)
as eleiroes provincia, senhores, pela combi-
naceic accordo de loda a provincia, as influencias
locaes acolhiam fcilmente as capacidades provn-
ciaes.
' Nos crculos, em que cessa u accordo, em que lu-
do se isola, as escullas podem ser menos acertadas,
menos ltenlas para com as inlellgencias superio-
res.
Acho ah grave pergo para nossas inslilulres.
Nesle caso j noto que esli a< assembloas provin-
ciaes, que a principio reoniam as maiores notabili-
dades das respectivas provincias. Qaando, senho-
res, lias alias posiroes sociaes, n.lo estilo as superio-
ridades nacionaes, ou negocios pblicos nao vao
beigbjMlle mais um motivo para que recuse meu vo
lo sv-Vossns crculos.
Por ultimo, senhores. vejo nos circuios uma exa-
gerado desordenada da ceulralsaflo.
O governo at aqu, meus senhores, as cmaras
e as provincias euconlrava resistencias salulares
auto a* forras colleclivas das mesmas provincias, ou
suas iiepiitaroes. Pois bem, ludo vai destruido,
anqnillinlo com os circuios. ,
l.ocalisada a eleirao, o governo far elegrr na
provincia a-quem quizer; doininassjB-ha Ulo facil-
inenle.'
Divididos os inlero-ses dos deputados, dominara
tambera as camaja tao suavemente. Apoiml
(1 Sr. Ilratulao :Ht o fim principal desta lei.
O Sr. Araujo Lima :Os nohres ministros me
perinitlir que ea liles peta quo j qoe tanlo se-
suein as luaearu frriacet) da wittTalsaca, )-
veite.n Imnhem os acert quo all so di. Monla-:
lemhert, Chevalier, Vivlen. o propria l'aiiizot, todos
deploramos excessos da reniralisarao daquelle paiz;
a accumulafo lulal da forta e vida da l'ranra na ca-
bera sOmente, ou em Paris, sem uma justa distribui-
dlo por lodos os meiiibros do corpo social; a extin-
to da antigs provincias j aconseldan a recons-
Iruc^ao de randes provincias, como focos de me-
llinramenlos e resislencias salulare*.
A l'raiira. os nobres deputados bem o sabem, pe-
lo abuso da cenlraliar,lo, he Paris. Em uma noilc
Pars proclama e repblica.
No oulro da lo la a Franca he republicana. Era
ama noilc proclama o imperio. No oulro dia esla a
Franca toda imperialista. He sin o que lodos os
espirilos esclarecidos daEuropa boje condemnam.
Senhores, o poder entre ntis j esta constituido
com condroesde laman ha forrea? Ignoran) os nobres
ministros que uma mudanra de poltica du Brasil,
graras noss-i organisarao poltica, he um verdadei-
ro lerreniolo'.' (Apoiados.)
Seuhores, he trislissimo que quando as desgranas
em I- ranra sito atlrbuidas ao abaso oa eenlralisacao,
quando esla vai sendo all combatida,nos a estojamos
ainda exagerando. -
Sr, presidente, eu farei ainda ligeiras 'observa-
r,ts a respeilo da lei; peco aos nobres deputados
qae lenhu paciencia com a minha imporlnna-
CtJes..
Uma toz:Temos muilo prazer em oovir. K-
poiados.)
O Sr. Araujo Lima:Esta lei lem passado tao
s carreiras, lem sido (Ao pouco discutida, que, ora-
dora eu faja sacrificio em fallar, embora enfade aos
nobres deputados nao lenho remedio senHo expor
com loda a franqueza ao paiz os motivos porque nu
posso dar-lhe o meu voto, os motivos porque rae se-
paro com lana magua do gabinete, actual,*a quem
al hoje adher.
Al aqu, senhores, lenho considerado quesillo
dos crculos e incompatibilidades sob os diversos
pontos porque ella pode ser encarada, e exposlo os
motivos porque nao posso dar-lhe a minha acquies-
rencia ; mas ha anda ma razSo capital pela qual
me opponho a esle projeclo, vou da-l; aules disto
farei algumas romideraroes.
Noto, Sr. presidenle, cerlas dispo-ires no projec-
que na verdade excitara o riso, se he que se pode
rir por despropsitos pblicos. O projeclo conlem
ilisposiroe- relativas i compnsirilo da mesa da as-
sembla parocdial, nomear.lo de secretarios, escru-
tadores, etc.
Se o nobre presidenle do conselho nao livesse de-
claradlo que repellia lodas as emendas que se apre-
sentassem, de certo eu onerecerla algomas alteran-
do algons ponas e virgulas, ele. Importancia igual
acho em laes disposiroe. (Bisadas.)
Agora pedirei no nobre ministro da jusura que me
explique os motivos por que se altera o humero das
depulaces das provincias lodas, e por uma maneira
que parece pcrfelamente injusta. *
A provincia de alias he aquella que tem maii
popularao ; entretanto por esle projeclo d ella me-
nos deputados do qae a Baha, caja popularao he
muilo menor. Assim, senhores, quando a constitu-
roo do imperio determina que o numero dos depu-
dos dever guardar cerla proporrao cum a popula-
rao de cada provincia, no projeclo actual ha o desae-
cordo de decidir esla materia por multiplicarnos ari-
thmelicas, por um azar, como os dados que se lad-
rara sobre a mesa mostrara certa numero !
Senhores, nanea vi lei mai irrelleclida e qae
lance sobre o corpo legislativo e sobre os seas auto-
res o estigma da maior leviandade.
O Sr. Augusto de Oliteira:Apoiado.
O Sr. Araujo Lima:Pedirei ainda o nobre mi-
nistro uma informarlo: augmenla-se a rieputarao
do Rio de Janeiro; o Rio de Janeiro dava a pouco
lempo 8 deputado, depois passou a dar 10, e por
esla lei vr a dar 12. Seguramente ha cidade do
Rio de Janeiro deve leruma estalislica.
O Sr. P. Oclaciano d um aparte que n3o pode-
mos ouvir.
O Sr. Araujo Luna:Por isso mesmo que o no-
bre deputado discuti coraigojic que eu quero que
o governo ae explique a esle respeilo; sei qual he a
opiniao du nobre deputado, mas nao sei o que o go-
verno pe usa.
Desejare que o nobre ministro declare qual he a
sua opiniao cora reIac,3o a lixar.io do numero dos
deputados.
Entende o nobre ministro que os f'scravos devem
ser computados, como tambera os estrangeiros, para
base do censo que deve regular a fixa^ao do numero
dos depulados'.'
Se he isto. assim, nao se podem dar collisOes lao
graves entre os inleresses do Sul o Norle, que vai -
cando sem escravos ? s
Seuhores, aguardando as resposlas da nobre mi-
nistro vou concluir o man discurso aprcentandu a
razan principal pela qual vol contra o projeclo que
e discute. Ato aqu lenho considerado a quesillo
dehaixo de diversos aspectos, j pelo lado constitu-
cional, j pelo lado de sua conveniencia, vou agora
faze-lo pelo lado polilco,
Um escrplor radical diz : A reforma cleitoral
he uma revolu$lo, que relira, d, on desloca o po-
der, n Porlanto, a reforma de que se traa eu nao a
considero senao dehaixo desle ponlu de visla ; soou a
hora extrema do partido ronservador 1
Senhores, nao approvo o acto em si, e menos o
meio.
O nobres depaladas muilo bem sabem a historia
do nosso paiz. Os dous elemento que se chara em
luta em toda a sociedade, lambem o lem calado cin
a nossa, fallo da auloridade e liberdnde. Al 1837
dominou a liberdade ou a democracia ; de entao pa-
ra c, com pequeos intervallos, a auloridade. Re-
prsenla ule do principio da auloridade o partido con-
servador lerminoii sua missilo ? Creio que nao. Em
minha opiniao, o partido conservador linda que rea-,
lis.lr tres orden de ideas no seu Irabalho de organi-
sarao da auloridade.
Na reaccilo qae hoave era 1811 contr a invasao da
democracia, a auloridade obedeceu .i lei da reacojlo,
chamou lodo a ai, deixoa liberdade aem forra.
(Apoiados.) Na minha opniio esse mal convinha ser
remediado. O partido conservador devia anda cm-
plela) a orgauisacao da auloridade.
A este respeito o Sr. ministro da juslira linda
idea largas.
O Sr, Saijan Ijtbalo :He uma querlo de gabi-
nete desprezada.
O Sr. Araujo Lima :Em lerceiro lugar, meus
seuhores, ao partido conservador caba ainda uma
oulra missao muilo importante.
Nosso maiores sabiamente collocaritm o poder sol
a prolecco da origem divina ; dadi tn I ve/. nasci.a
em grande parle o respeilo e acatamcnlo que o acom-
panbavam. As ideas modernas sao oulras; o povo be
a fonle do poder ; dahi proceden) lalvcz em grande
parte asuspeirilo, a desconsiderarilo de que o poder
lio revestido ; porque, meus sendoret, ficai saliendo,
o poder entre nos n.lo tem astentiraentn, o respeilo,
e calamento de todos os domens donestos : sea prin-
cipal apoiu de a forra.
Sob eslr.- tres pouto
o partido cunsorvador dave
der, levar o fim asna mis;
partido progres-istit papira .Ixiuaivalm Uo
porlanle missilo ? He minda opiniao que ndo.
ministros nao empregaram nos conselho da coroa os
meios mais convenientes '.' O que cuslava an nobres
ministros de um instante para outro mudar 'JO presi-
dentes, 20 cheles de polica, alguns cummandanles
de armas, codrrem o territorio do imperio com seu
exercilo de agentes? Nada havia mjis fcil.
O Sr. F. Oclaciano d um aparte que nao pode-
mos ouvtr.
" .Sr. Araujo Lima :Nos circuios o governo ha
de influir como lera influido era tudo.
t (Crqzam-se dilTerentes apartes.)
Em um instante eslava o partido progressisla no
poder. Mas cltaina-lo ao poder toan esla reforma, que
ser lida no paiz como a inlracr mais solemne da
constnuijio apoiados c nSo apoiados...) pstTeinex-
plicavel !
Senhores, os dileUante do Kio de Janeiro, como a
rara degenerada do bailo (imperio, retira os ca-
vados, prendero os tirantes aos pescoros, 'puxam os
carros Iriumphaes de sua cantoras e bailarinas e vo-
lando pela reforma eu faria 1,1o triste papel, tirara
o carro trumpha! dos meus adversarios. (Keclama-
r,es.)
O Sr. F. Oclaciano:A cmara e o senado que
Ihe agraderam.
O .Sr. Araujo Lima :ne minha opiniao, s a
mim merefiro ; nao offendo a ninguem, nutrus po-
dem estar em renla mu diversa.
Os grandes homens, como us grandes partidos,
mesmo ao morrer jamis esquecem.a propria digni-
dade.
Qii3o feliz me julgaria eu se o partido conserva-
dor ciilendcsse e manlivesse como eu calendo a pro-
pria dignidade (apoiados,) se votasse como eu contra
essa lei, embora cahisse com toda a uobreza e ma-
gcst.lde !
/'ores :Apoiados ; muilo bem, muilo bem.
A discii-sio fica adiada. I.eranla-se a sesso s :i
horas e 20 mnalo.
PERNAMBUCO.
REPAHTigAO DA POUCIA.
Parle do da 22 de oulubro.
Illm. Exm. Sr.Levo ao conhtcimenlo de V.
Exc. qae das dilTerentes partir paros honlem c hoje
racebidas nesla rcparlirao consta que se deram as
seguales oceurrencias:
Pela subdelegara da freguezia de S. Jos, foi,
preso, Joan Gonralves da Silva, por ebrio.
E pela subdelegada da freguezia da Boa-Visla, os
pretos Fado e Joanna, lambem por ebrio.
Dos guarde a V. Ele. Secretaria da polica de
Pernambuco 22 de oulubro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bcnlo da Cunda e Figueiredo.
presidenle da provincia.O chefe de polica, Luiz
Cario* de Poica Teixeira.
C0MMIC4D0S.
partido progressista he o, mesmo em lodas as parles;
par.i demnlir, capacissimn, e para edificar, iuopa- | zesae ao menos
que he como o perfume da ausencia.
Fiz fogo, porque tinha fri, e assenlei-me junto
da chamio. Conlemplava aschammassem pensar,
senta um grande vacuo oa cabera, e nao tinha ou-
lra impresso senao a de ora abatlraenlo inexplica-
vel e sem limites.
As horas passavam lentamente, e nao sabendo que
fizesse para distradir-me do enfado al o momento
em que podesse sadir, abr uma caixinhaonde guar-
dava amigamente desenlio, planos, gravaras, e poz-
mo a ver o qne ella conlinha.
Acliei uma lilhographia feita por Eugenio Leroax,
sellando am dos quadros mais notaveis da obra de
Decampa : o Suicidio, e cunlemplei-a muilo lempo
sem poder farlar a vala.
Em uma mansarda eslrela e triste um mancebo
est deitado em um caire sem lencoes ; orna rober-
a, ultimo vestuario qne dcxou-lhe a miseria, envol-
ve-lde o corpo destruido pelo soflrimenlo ; nma das
mos descanra-lde sobre o peilo, a oulra pende sem
forra para o chao ; sua rabera caldudo para sempre
lai:cou-lbe para tras os longos cabello manchados
de sangue ; urna pistola que acha-se junto do leilo
anda quenle foi o instrumento de liberdade de que
servio-M o dessrarado. Perlo delle el.1o os ulenci-
lio divino que nao poderam fazo lo viver : um ca-
vallelc, uma palheta manchada de Untas ainda h-
midas, pois elle lulou al ao ultimo dia. Mai ci-
ma, sobre uma laboa desimtal e rugosa, esl3o arro-
mados alguns livros, uma pequea eslalu de gasso
e uma cavera, a qnal contempla aquella qua acaba
de escapar da vida.
--------------r----- ""f" rj" f* --* w* a iu- i < t naba un ua v iuai
peoes, o Sena pareca friis triste. Ninguem pasta-1 He am quadro sinislro e terrivel; be o detanlice
rissimo.
(Nao apoiados. Reclmame-.
Por ora, meus seuhore, tudo s,1o dorura, abrajos
c prutestos recprocos. Apenas porem o partido pro-
gressisla dominar a situaran perfetaraenle de que
vai em dom cainindo, us nobres ministros sern pos-
Ios a margen), o vcrilo como ese parlido volla a seus
ltenles de deniulr.io, smenle para demolir. (Nao
apoiados.) Sendores, acredilo que os nobres minis-
tros fazem um grande deserviro a seu paiz.
O Si: Hibeiro de Andrada :Seria uma clerni-
dade.
O Sr. Araujo Lima :Senhores, em lodos o as-
sumplos, u que applica seu espirito, n hoinem de
sempre o domem, com suas paixoes nobres, elevadas,
baixa e gnoheis.
Pode ser que cu odedera oalureza humana; asse-
guro-vos porem que vos fallo com um couscieucia re-
ligiosa, exprmindo meajuizo muilo puro sobre os
grandes inleresses du meu paiz.
O Sr. Ribeiro de Andrada :He am juiz muKo
parcial.
O Sr. Araujo lima:Senhores. eslremero quan-
do vejo a desurgaiiisacau dos partidos, em meu paiz,
porque a historia ensina que grandes males dahi pro-
ceder.
Vede,, senhores, a monarchia de jo Ido em '.'ranra,
manqueada, combatida, resislindo, consolidada, en-
flaquecida pela divisao e desorganisarao dos partido,
que nao soubcram marchar resolulamente para o al-
vo que linda em vista, al que por ultimo desabou,
nascendo em grande parle da desorganisacao dos
partidos as calamidades que pesaram sobre a l-'ranr i.
O.Sr. Ribeiro de Andrada :Ha preciso nao con-
fundir o parlido liberal com o republicano ; sao cuu-
sas muilo dislinctas.
O Sr. Aiaujo Lima :Senhores, rogo ao nobre
deputado partido que rae nao Tara a injusli<;a de crer
3ue eu compare o progressisla do Brasil ao republicano
e Franra.JMeu pensamento se cncamiuha amostrar
que a desorganisarao dus partidos Irar a elevarau
dos progressislas, us quaes voltario s suas Iheori-
as e abslracres de reformas sobre reformas, donde
viran grandes malo no paiz.
O Sr. Ribeiro de Andrada :He bem m.id joiz
para os nossosaclos.
O Sr. Araujo Lima :Vede anda, meus sendo-
res, o qae se passa na Hespanha. Com m,lo forte e
segura om general diriga os negocios do paiz, mau-
linjia a ordem no interior, e a dignidade no exteri-
or Apeado de poder por intrigas de repoteiro,{so-
bem e descera ministerios, al que na desorganisa-
r.lo do partido conservador dominam situarad o
progressisla, qae por urna lgica iuexplicavel, con-
vocan) uma constituale, que ludo pe em queslao,
al a realeza.
O Sr. Ribeiro de Andrada :Os Hespanhoe
qae Ibe respondan). (Risadas.)
O Sr. Araujo Lima :Ora. se lal he o estado
porque ea encaro os negocios do meu paiz, os nobres
depulados vem qae nao posso prestar o mea rolo
a esle projeclo quando elle envolve a retirada do
poder do partidu conservador. Mas o meio Con-
demnn-o cum lodos as forras de minha alma.
Nao coroprehendoa poltica do nohres ministros...
Sondare', se havia chegado a dora do partido con-
servador abandonar o poder, porque razao os uobres
Orfererendo a lista infra con-ideraru dos hon-
rados leitores da provincia, lomos em visla apre-
serflar um ensaio de eler,uo por circuios, que dividi-
mos como melboc nos pareccu, allendeudo as distan-
cias e influencia locaes.
Ahi se Irru :!(' nomos de Pernambucanos, e s
l'ern imbuvnims, capazos de representar dignamente
os fliteresses das localidades, e das classes mais im-
portante da noi.a socie l.idr, e lodos elle inleressa-
dos inmediatamente, pela familia uu propriedade.
nos circulo em que os enllocamos.
Somos de opiniao ajan .lula as classes devem ter
iC orgao^eu& rwa-epreeit(a<;an do naU, e sobro loiaa
~ a dos agricultores, nao m por ser olla mua das n9i
dlsliiiclas e a que compilo a maioria : como porque
ao-ptateule e anda a'nm ful uro remlo da ile ser a
principal bise da prosporidade nacional.
Desdramos, pois, que a classe agrcola compo-
inelado <)as assembloasgeral n pro-
de um drama longo a continao de loda a hora e de
lodo os minulos. Sem dovida elle sondara gloria
na falla da riqueza, e com a dedicarao sublime da
juvenlude eacolhra a estrada ingrata da abnegarn,
do Irabalho, da intelligencia, contemplando com
desprrzo os despreziveis esfor^os dos ambiciosos, a
quem nada casia, nem descreci, nem buixezas, nem
aposlasia de si mesmo, nem Iraicjo dos oulros para
edegarem a realisacio dos votos de sea corarn airo-
pinado. Dissera comsigo : A vida nilo vale o sacri-
ficio da consciencia, essa deosa inlima dio branda e
alias 13o terrivel. Kesolvra corajosamente camindar
recio e justo alravez da iraraondica da huraanida-
de ; suecumbira vencido, mas inabalavel em sua f.
Foi a fome, a miseria, o fri qae cada dia fizeram-
llie subir umadegro da resoluclo em cima da qual
o suicidio o agaardava para dar-lhe o beijo do rc-
pouso ; morreu como marlyr e lalvez como hroe !
.Nao lamento o, antes invejo-lhe a sorle. Mas, gran-
de Dos, quera me guiar a essa exlremidadc a que
chego, sera o enfado, a preguicn, a ociosidade e lal-
vez tambera cerla organizarn moral particular que
poz tristezas de velho e languidez de moribundo no
rneu enraro de rapaz ?
('erado por um domem enfermo, lenho soffridn
toda a minha vida a pena da imprudencia de meu
pai, o qual deixou-me a melancola da inorle que se
Ihe avizinhava ; leudo lutado sempre com a allrac-
r.lo de ura tira prximo, que elle poz em mim, por-
que a senta, e qual succumbire assim como auc-
runibe-se a ama tarefa original. Sua alma prestes a
reinarse dele mundo, e ja aolicitada pelas promes-
sas de liberdade e de livramenlo, que a morlc mor-
mura ao ouvido daquelle que vai escolder, Irans-
mtlio-rae desojos de independeocia.coiilra o quaes
ludo quebrou-ae. Tudo tcm-me parecido omaescra-
vido, o Irabalho, o amor, a procura de riqueza, a
mesma exisleucia, a forra de querer ser livre, lenho
vivido sozinho, fra da soriednde, e liquei desgra-
citdo. Amo a morlc assim como os oulros .imam a
vida. Joo Paulo lem razao : morra cada um quan-
do quizer, que lem sempre vivido sufticienlemenle I
Uraa cousa singular he que o primeira objecto
que allrihio-me a vista quando vollei casa, he co-
mo uma appellarao para os myslerios da denuda-
do Ser um simia! de que parlirei brevemente pa-
ra meu destino futuro ? Senhor, seja feita a vossa
vontade! #
Qaando chegou a hora em qoe podia sahir, desci
s roas, as quaes atardiram-me pelo sea bulicia as-
sim como de madrugada tindara-me gelaifo pela sua
solidan. Fui ver meus amigos, elles receberam-me
bem como se houvessem-me visto na vespera, Iri
vtalmente e sem elluso. Todos disseram-me: Oh '.
j vnllas ;' eu nao le esperava lao redo ; lizesle boa
viagemJt Depois fallarani-mc de seus negocio,
de suijjfcrinnles, de seus empregos, de seu dindei-
ro. N4Mnho o direilo de queixar-me, pois eu mes-
mo assim o quiz. Relirei-me delle, e abandona-
ratn-me ; tanto peior para mim : tve solil
Uma curiosidade fcil de compredorider-se allra-
hio-me a ra que habitara a pobre Susana ; fui in-
terrogar o porleiro, o qual recondeceu-me. Mr.
B... deixra a casa depois da fgida da miilder, e a-
gura viva inarit.smente cum uma rapariga que j
l'roquoinava no lempo de Susana. Sea anligo apo-
senlo eslava para a lugar, tomei as chaves, e subi so-
zinho impelidlo lalvez pelo desejo implacavel de
exagerar uma emoi.o dolorosa.
Percorri os quarlos vasio, mu menle forrados c
piulados, conlemplei a alcova, onde ella chorara
lanas vezes chamando-me, lornei a ver o lugar do
piano, era qae ella tocava minhas arias predilectas,
o iipuiei-inc a chausiue, junio dn qual oulr'ora pas-
s.ira lao deliciosos.saMaaBM|aa>i|o-me em um espe-
Ibn, UM| BK pallidcz. o l'ni por
raidMH Hpizia comiso, fui eu
qooa mate
l'eacl > sem alrcvor-me a fallar-
Ide novamenle. Na ra havia homens e mulheres
que grilavam : a Ei n queseaba da apparerer n
e quo liara a narrarlo de om homicidio, e o resu-
mo dos debates do jury. Ful atacado por um lonco
terror, e apreMei o passo ; pareeia-me que elles gri-
lavam raiuha condamnarao.
vincial ; mas nao sendo possivel oblarmos j ese
detideralum pela falla que temos de individuos prn-
lissionaes em tao nobre industria, animemos ao me-
nos alga us dos quemis sobresadem nas diversas lo-
calidades, dando-lites com os nossos snllragios a me-
recida importancia, e inspirando-Ibes assim o nobre
orgulliodo perteucerem a uma classe lu laboriosa o
til.
Ho preciso acabar com um prejuizo, qae de algu-
ma sorle j nos vai lomando ridiculos, islo he. que
para aspirar a um asenlo na representacao do paiz
lie iiidspensavel o adminiculo de loulor prece-
dentto o nome proprio, o sem o qual uo ha habili-
tarlo para causa alguma.
Como a provincia teulia de ser dividida em 13 cir-
cuios eleiloraes correspondentes^ numero de depu-
tados geraes. e nao eja possivel na prxima elelco
provincial alterar-so o numero aGdosrepresenlaiiles
da provincia, entendemos que os circuios serlanejos,
onde a popularlo he mais rara, deveriam sollrer o
corle em um dopulado, e dahi a razao de se ler nos
circuios de Flores, Caraiihuiis o Ouricury, os nomes
de dous representantes, quando nos de mais se leem
Ires.
A nossa lisia abrange lodoJ os inleresses e lodas
as opinioes polticas ; he uma verdadeira lisia conci-
liadora, de accordo com o espirito da leie intences
do governo que as fez passar nas cnvans. Nella
existen) i magistrados.2 negociantes,7 agri-
cultores 2 militares 1 enge,nhero1 commerci-
anle1 criadores1 titular1 sacerdotes 1 pro-
fessor5 advogndosi late da Facnldade e 3 me-
dico.
Ei la, senhores leitores :
Io CirculoSede. Sania Antonio.
Sanio Antonio, S. Jos, S. Fre Pedro Uooralves,
S, S. Pedro Marlyr.
Depulados.
iNegociante Antonio Marques d'Amorim.
2Negociante Anlonio Valentn) da Silva Barroca.
3Advogado, l)r. F'ilippe Lopes Neto.
2" CirculoSede, Boa-futa.
Boa-Vista, Afogado, Poto, Vanea, S. Amaro de
Jaboalao, S. I.ourenni da Malta.
Deputados.
iGeneral Anlonio Correa Sera.
5Harn de Camaragihe.
GCapitao Francisco Camello Pessoa de Lacerda.
3 CirculoSede, Iguarats.
Iguarass, Maraoguape, Uamarac. Tijicupapo e
tioianna, menos os districlos de Cruangy, Tim-
bauba e Mocos.
Depulados.
7Agricultor Francisco Honorio Bezerra de Me-
nezps.
8-s-Lenle, Dr. Jlo Jos Ferreira de Aguiar.
9Medico, Dr. Francisco lavares da Cutida Mello.
i CirculoSede, Sazardh.
Nazarelh, llambe, Bom-Jardlm e os districlos de
Cruangy, Timbauba e Moc.
Deputados.
10Agricultor Antonio I.uiz Pereira Palma.
11Advogado, Dr. Joaquim Hygino da Molla Sil-
veira.
12Cnmmeroiaiilc Antonio Aareliano Lopes Cou-
linho.
Sei qae I.uiza vulloa para Pari, onde eslabelc-
ceu-se coslureira com uma pequea somma. qae en-
Ireguei-lhe ante de deixnr Beyrulh ; nao sinlo-me
com animo de ir v-la, todava quizera adiar al-
guem qoe podesse fallar-me de Susana.
Tal foi o primeiro dia que passei em Paris ; elle
deixou-rae uma impresso deque em vao procuro li-
vrar-me. Ao principio esperei com grande impa-
ciencia que Bckir-Aga vollasse com o meu cao ; o
habito que linda de viver com elle fazia-me crer
qne sua presenta me dara algum allivio; mas elles
silo rdegados ha tres semanas, c nada era mim (em
mudado. Desejo quasi tornara partir j para novos
paizes.
lenho fallado a muitas pessoassobre meu estado
moral, pois elle ramera a inquielar-me seriamente.
Todos oficreceram-me pareceres quo nao posso
seguir.
Uns deram-me o conselho trivial que cosluma
gUardar-se para os homens de Irinla annos. disse-
ram-me : Caso-se. Oh! nao me casarei. Cora
clleilo, de qoe me servira isso ? Eu leria de suppor-
lar duas miserias em vez do uma, c nada mais. Pro-
curci felicilade pelas mulheres, o nio achei-a ;
nao alrevo-mo a nega-las syslomalicamenle, porque
.i consciencia diz-me gue nAo lenho razao ; maa le-
mo-as e ardo-as iusufiicicnles. Tive amantes que
muilo leriain invejado, possui amasia adrairavel-
mente formosas, vi mulheres adoraveis nrlinarojn-
se para mim, e disse-lhes : Nilo vos quero dor-
m ao eolio mimoso das mulheres de Quoseir, que
receben) em seas.braros os piratas do Mar-Verrae-
lho ; experimentei mullos amores, e nenlinm podo
consolar o que lamenta meu peilo. Uma mulher le-
gitima rae far feliz ? Nao !
A' sombra dos carvallio de La Chiaja vi dous es-
posas mudos, immoveisde roaos dada, contemplan-
do o mar, c jurando mutuameiMe eterna ternura ;
invejei-ldesaquelles momentos, mas nn vida. O
casamento siemelha-N ao Vesuvio, romera por bos-
ques apraziveis e prados alcatifados de relva, conti-
na por uma poeira rida e pedaco de lavas,| que
5 CirculoSede, Po-fAiho.
Pao-d'Alho, Limoeiro, Tracunhaem e Las.
Deputados.
13Magistrado, Dr. Jos Bandeira de Mello.
14Vigario Mauoel Ignacio de Lima.
15Agricultor Mauoel Lucas de Araujo Pinheiro.
6 CirculoSede, Cabo.
Cabo, Ipojuca, Maribeca e Serinhaem.
Deputados.
16Eugenheiro Francisco do Reg Barros Brrelo.
17Agricultor, Dr. Mnnoel Joaquim Carneiro da
Cunda.
18Medico, Dr. Ignacla Nery da Fonseca.
7 CirculoSede, Victorit.
Victoria, Escada e GMIMarCoila.
Depulados.
I'.iMagistrado. Dr. Anselmo Francisco Perelti.
20Advogado Tiburtino Pinto de Almeida.
21Magistrado Francisco Elias do Kego Dantas.
8 CirculoSede, Rio-Formoto.
Rio-Formoso, Barreiros, Una.e Agua-Preta.
Deputados.
22Agricultor Jos Antonio Lopes.
23Agricultor, Dr. Herculano Coucalve da Rocha.
24Padre Jeronymo Barreiros Rangel.
9 CirculoSede, Bonito.
Bonito, Caroar, Allindu e Bezerro.
Deputados.
25Magistrado, Dr. Lourenco Francisco de Almei-
da Calando.
26Professor Francisco Joaquim de Barros Corre*.
27Agricultor Antonio Correa Pesaoa d Mello.
10 CirculoSede, Brejo.
Brejo, Cimbres, Buique, Alaga de Baixo e Taqna-
htioga.
Depulados.
28Medico, Dr. Caelaoo Xavier Pereira de Brilo. J
29Criador Francisco Alves Cavalcanli Camboim.
30Advogado, Dr. Jos Theodoro Cordeiro.
11 CirculoSede, Garannuns.
Garanhuns, S. liento, Papacara e Aguas-Bellas.
Deputados.'
-31Vigario Nemesio de S. Joo Goalberlo.
32Criador Jos Afro de Albuquerque Maranhao.
12" CirculoSede, Flotes.
Flores, Ingazeira, Villa-Bella, Fazeuda-Grande e
Tacarat.
Deputados.
33Advogado Eslevao de Albuquerque Mello Mon-
tenegro.
34Criador SimSo Alves Cavalcanli Macambira.
13 CirculoSede, Ouricury.
Ouricury, Ex, Cabrob, Salgueiro e Santa-Mara.
Depulados.
35Padre Marral Lopes de Siqucira.
36Criador Roque Carlos Peixolo d'Alecar.
I7i (gricullor.
Um d'essea encriptos, qae mais desconceilaam a '
imprensa e comprometiera a liberdade da manifes-
tar o pensamenlo, ama d'essas producces, eme co-
brem de vergonba uma sociedade morigerad/, acaba
de ver a luz nas columnas do tcho Pernambucano,
nmeros 70,73 74 d'esle anno: he uraaphilippica
ladrada contra o mu honrado e distincto desembar-
gador l'irmino Antonio de Souza, onde calumnia
corre parelhas com as iujurias mais alrozes, e cuja
pdrrse bordalenga e liucuagem cynica denuncian
em seu autor uma falta absoluta de cdiica$iu inlellec-
lual, dom como a gnoraocia mais completa dos prta-
cipios da moril.
A resigna^So com quo o dojirado magistrado sof-
fre esses duestos, o dasprezo a qoe entrega invacl-
vas lao picantes, demooslram quanto alia ae acha
campeaa4rjid)>*)a so uigoidade pessoal, a qai
Idamente coayredende a paaicap em qoe, par sea
mrito reconhoeidn, se acha coUocado. As liraias da
rvpcnaana I* devem u.r JM|P* coma a am
dos inrUnire. peeuilamilflPHHs adaattaa .o
consellin'roBasJos queas injuiias nao alcanram.
senao aquelies qsic nao se elevam a cima, d'ellas.
Mas seo perdo das olTensa e o desprezo das iriju
riasassciilam bem ao Ilustrado presidente do tribu-
nal do coramcrrio, comu uma prova, a mais auldon-
tica, da bonhomia de seu carcter generosa. Dito he
licito quelles que sabem apreciar suas ptimas qna-
lidados deixar qae a maledicencia v de dia em dia
Tazendo novas conquistas sobre uma reputaco, qua
tanto honra a magistratura brasileira, e qoe Ulo di-
gna se tem tornado da mais subida estima e mere-
cido respeilo dos Pernambucanos.
A mis, pois, que tomos condecimenlo dos actos do
Sr. desembargador Souza, sera que nos ufanemos da
honra de serseu amigo, nem lao pouco^seu campeo,
curipre, por trbulo ao verdadeiro raerilu, destruir
o lecido de aleives co*J* que alguera estalla e capri-
chosamente pretende macular sua conduela moral o
civil, j rrogando-lde torpes injurias, j envene-
nando fado, que explicado com a precisa exact-
dao e verdade, longe de deshonraren) u nobre des-
embargador, consliloem o mais bello padrofde sua
independencia e imparcialidade, como juiz.
Ma nao esperen) os leilores, qae levemos a di-i
ousao baixeza dos epilhetos deentupido, venal, ,
corrompido etc.com que foi alcundado o digno
magistrado no nico intuito de o injuriaren!, por isso
que 13o graves imputarnos apparecem inteiramente
balda de prova. N3o ; jamis avallaremos a pessoa
do honrado desembargador, juslificando-o de bal-
dOes, que nao podem allingi-lo, por que soa llustra-
{3o e moralidade Ihe servem de broquel contra l^e
gol pes, sem que caroca algoem quebrar langas con-
tra um adversario, que aggride com arma 13o nau-
sea bundas. Quevolvam essas immundicias a al Tuja
d'onde foram extrahidas ; mesmo porque he natural,
qne segundo as leis da gravitarlo essaspartkolas pes-
tferas, aliradas ao esparo, o nao adiando onde as-
sentar, sejam altrahidas pelo centro d'onde parti-
rn).

. Se, porm, abslrahirmos do que ha de insulluoso
na dita philippica, parece quecos capitulo de ac-
cusaro nella contidos lienta redolidos ao se-
guinle :
1." O gravjssimo peccado de ha ver sido o i Ilustra-
do desembargador Souza, nomeado presidenle do
tribunal do rufnmcrciu por occasiio de ser o honra-
do desembargador Bastosdestituido d'esse em-
prego.
2. Nao ler-se o mesmo desembargador dado de
saspeito, qaando o commerciaole fallido Nono Ha-
ra do Seixas interpoz am aggrivo para a tribunal
da relacao.
3. Nao consentir, na qualldade de presidente do
tribunal du commercio, que perante elle funcetc
nassem os solliciladores do foro, sem o seu cumpra-se
nas provisOes respectivas.
i. Nao haver aquella magistrado nomeado o Sr.
Jeronymo Marinho Falcao escrivio interino do tri-
bunal do commercio.
5. Haver o mesmo desembargador dado ama in-
formarlo falsa, na qualidade de procurador da co-
rda.
Passemos agora a analystr cada um d'esses irligos
da adeusaco para melhor apreciar-se o fundamen-
to, em que se baseam.
He por sem duvida a primeira vea, que se acensa
a um individuo pelo fado de haver sido nomeado
para um emprego !!! Verdade he que antes da no-
ferem os pos, e termina em um volcSo. Qae os noi-
vos raeditem uraa ventara sem fim, qoe sonden) ai
delicias de um amor immulavel, que avislem no lio-
risonte uma velhice agradavel rodeada de bellos l-
llios. he cousa mu natural Mas que aedem a las-
sido, que encontrem as traites e o enfado, que
chegaem alravez de mil sollrlmenlos a uma idade
envenenada pela ingralidio, malicia e independen-
cia do filhos, he infelizmente provavel.
Nao' hei de casar-rae ; e para qae casara ? Para
ler familia '! a familia do futuro acha-se extensa-
mente descripta.no Evaugelho : A mai, olildo c um
pai de rriajao.
Os mais prudentes disseram-me : Toma uma
orruparo em ti mesmo, j que lens uraa repugnan-
cia excessiva a todo o que a-semelda-se a um estado
oa a uraa funcro ; alilisa os conhecimentos que ad-
quiriste forra, recorre memoria, ordena toas no-
las, e impoo a ti mesmo a tarefa de eserever toas
viagens.
Eserever mindas viagens, euj liuha pensado nls-
so ; mas deque servir ? De,certo, lenho visto cen-
sas curiosas, lenho visitado paizes singulares, lenho
assislido a coslumes eslranhos ; mas rom que inle-
resse seriara recebidos meus livros '.' Opm oceupa- '
e agora com essas regios do Orienta; oude ha de
jogar-se ainda orna vez a sorte doJttuudo ? Miaba
voz rlamar no deserto, nitigaeifi coniprelienV
qoe foram necessarios annos de lrai>allio e de via-
gens para reunir os materiaes de d livro, que sera
lido em duas horas e esquecido no dia seguinle.
Eserever eserever I fallan) com multa levianda-
de a lal respeilo esse senhores que nunca ecreve-
ram senao convites para^jantares. A misso do es-
crplor he a mais difllcil, a mais elevada, a mais ca-
lumniada e a mais sania que ha debaixo das estrel-
las I Como entao pensam qae poderei desempeoba-
la ? Por ventora son da tribu de Levi para ler o di-
reilo de pretender ao sacerdocio t
(Coalnaar-se-na.)

m

._ W-


2
OIMIO DE KRMMBUCO TERCA FEIRA 2 OE OUTUBRO DE 1855
-:,

M
\

meado litera lagar urna deraissao. Mas por que ra-
Jio er esle* Taclo (aneado i cargo do succcssor do
mpregu ? Pois he crivel que o Exm. Sr. Nabuco,
ministro da juslica, que lautos annos viven en) Per--
nambuco, o (go de pcrl cooheca aaaim o ilemilldo
(ooio o nomeado, precsass de ser influenciado poj
intriga para etiocluar urna mdanra na presidencia
Sr. Nabuco nao pode ser illudido a respailo dasqua-
lidades pssuaes dos ilesembsrgadores da relcelo do
l'ernambuco, com ot quaes vivia era-contacto desd-
longo lenip ; palo que pensamos que elle jamaie
declinar a responsabilidade de seus acloi em res
peito a metuna relacen, proclarnando-se victima d-
niancjos, em que ninguero acredita, e que sao toe
bre maneira indignos da probidade du Sr. desem-
bargador Soma, segundo alteslam seus honrosos pre-
cedentes.
Quaes eram, porm, as inconveniencias da no-
niea#aii do Sr. desembargador Sout '.' O autor da
pMlippica pretcndeu demonstra-las, capitulando
ene dislincto magistrado deconculdador das leis
e em prora d'eisa imputaran aleivosa cita o fado
da haver-se elle opposto com seu voto, na qualidade
de desembargador, que se tomaise conhecimcnto
de aggravos interpostos no caso do 1"> do arl. tibit
i'o dec. n. 737 de 33 de novembrode 1850.
Eis aqui uin adiado feliz. O Sr. desembargador
infringa o arl. 3 do dec. n. 1368 de 11 de nutubro
(le 18H muilo antes de ser elle promulgado ; e quan-
las vezesn o leria aquello magistrado conculcado o
cod. coro, mies da '25 de jonho de 1850 '.' Em
cuantos casos nao postergara elle ale feverciro d'es-
te anno o dcc. n. 1597 dol. de maio de 1855? !
Felizmente por fortuna da magistratura brasilei-
ta ainda nao assuraio apasta da justica um minis-
tro, que cnniparlilhasse. os principios de herme-
nutica jurdica do autor da pMlippica ; e se islo
por falalidade acuntccesie, feriamos de ver toda a
magistratura onvolvida em um processo mnnstro,
como incursa as penas do arl. 129 1 e'2 do
eod. crm.; porque parece que nenhum juiz, que
I snlia ofliciiido por algum lempo, deixar de ler jnl-
gldo ou procedido contra a lilteTal dispbsicao de
alguma le ou regulameuto futuro. De urna deslas
nao se lvr?.ria o mesmo d'Aguessau.
Tal he o crime de prevaricar,;!, que se impula ao
Sr. desembargador Souza. Em das de julho de
de 1851 o i:omraeMlan(e fallido Nuno Mara de Sei-
las interpoz um aggravo da senter.es, que julgou
abarla soafallencia : lendo de conhecer delle o des-
embargador Souza, fez sentir por seu voto, que nao
reputara caso de aggravo ; logo prevaricou, por
liaver infringido o arl. 3 do decreto n. 1368 de I I
de outubro de 1854, visto ser esta a lei que estnbe-
leceu a eoncessao do aggravo naquelle caso. He is-
to o que se chama um argumento sem replica,..
Parece que neste ponto tambem foi aecutado o
Sr. desembargador Souza de nao liaver prevenido
os etleilos daquella lei futura por via de urna inter-
pretadlo vitular ao $ 15 do art. 66! do decreto n.
737 de >'> de oovembro de l&iO.. Mas nenhum ju-
risconsulto consciencioso aflirmar em boa f, qe
um magistrado devia arriscar temerariamente seu
voto sobre urna materia, que nao ornalmplesmenle
P'oblemalii;a e controrersa, mas que precisou de
um decreto para passar a fazer parle de legislarlo
egolamenlnr deste imperio ; o que se nao dara, se
sobre ella versasse urna mera duvida, que poacria
er resolv,! i por um aviso.
Prescindiodu da moderaca que em tal caso a pru-
dencia impunha ao nobro magistrado, para que nao
ivenlurasso opiniao mal segura sobre urna especie
que nao se achava regulada por lei expressa, res-
lava anda em seu' favor a acquiescencia de varios
urisconsullos esclarecidos, que se acliavam perfei-
lamealo du aceordo com elle sobre a interpretarlo
Jaquelle irligo do regularnento citado. Sejn-nos
parmitlido invocar em nosso poio a opiniao do
Xrado dusembargador Bastos, cuja illustracao re-
lieceracs, e o aolor da pMlippica elevou s al-
turas de um alcantilado promontorio, talvez com o
maligno proposito de l'azc-la desabar sobre o seu
collaga, que o snccedeu na presideucia do tribunal
Jo commercio desla cidade, imputando desta arte
ama injastica clamorosa ao ministro da justica por
nua escollui. Poisbem ; o^r. desembargador Bastos
pensava d'aarmonia com o Sr. desembragador Sou-
sobre a denegado de provimenlo de aggavo no
aso do S 15 do arl. 669 do decreto n. 373 de 25 de
novembro de 1850 ; e o autor da p//ippi'ra ocon-
l'essa no 'c/io n. 73, quaudo assim so exprime: no-
minando icmprt com o seu tolo e o do Sr. desem-
bargador Wteha natos, ou Hermilindo de Lefio
pata que se nao tqmatse conhecimenlo dos recursts
nterpestoi de taes decisiies, de toes fenicuros !
Mas se o aulor da pMlippica lilamente proclama
ii Sr. desembargador Bastos, como um raagistado
integro, probo, que havia desenvolvido lonvavel
iictividade,. muita honra e mesmo abnegacao de in-
leresses, altamente Ilustrado de sapiencia juridi-
:o-commercial (nos o cnfessamos) como poder,
nem grave injastica, larcar a cargo do desembarga-
dor Souza tmenle a responsabilidade de nm opi-
iitao, qua amlios professavam, e segundo e qual
proferiram os accordos argrfdos dilnjustos ? Dar
euteuder que aqudle subscrevia ao parecer deste
'om consoeuca de que praliera tima ihjuslra
le aviilar muilo o Sr. desembargador Bastos'cojo
carcter iodependeule repelle a sutsarctencia, que
-e llie qunr imputar he crear um contraste que
iniquillaoconceilo de probidade, iloatracso e n-
leireza, cjm que ella he apresentado, quando se
uer argir o ministro da juilica o faeto de sua
iemiss3o.
l*n vista do que Tica eiposto he de sitmma clare
ta, que o primeiro arl'go da aecusarao nao proce-
Je. centra i Sr. desembargador Sooza, nem mesmo
nodia fornjrcr materia para tao graves queias con-
Ira amini-lro da justica, que nenhuma injuria ir-
rogou aoSr. desembargador Uasto>, porque sua des-
tituicao por modo algum se pode reputar acintosa.
A equidade he o mais nobre apauagio dos que dis-
Irihuem justica. Se em o emprrgo de presidente do
tribunal do commercio lie um encargo pesado, con-
vem que ;lle n.lo gravite sobre os hombros de um
nica magistrado por dilatados anuos ; se, porm,
he grandemente vanlajoso, nao ha razao para que
se converta em patrimonio de algeio, urna vez que
pela acertiida eicolha nao saffra a sdministracao da
juilica.
I'assamds segunda culpa consistente em nao ha-
ver o Sr. desembargador Souza jurado suspeicio por
ccasiao de llie ser distribuido um aggravo do com-
merciante fallido Nuno Mara de Seixas.
O auloi da pMlippica, que tanto rescende de
sapuiicia j.uridico-commereat, que tantas leis ci-
. la, parece infelizmente njo ler noticia do art. 86
do decreto n. 737 de 25 de nbvembro de 1850, onde
so aeham designadas expressamenle as causas de sus-
peicio legitima ; a saber : inimisadecapital ami-
zade intima parentesco al o segundo' graoe
particular interesse ua deeisao da causa Nenhu-
ma destaa causas existia, nem era allegada na pe-
ticao do Sr. Seixis, que haseava a sua provocarlo
uo especioso e ftil motivo do ja ser condecida a
opiniao do uohre magistrado ua deeisao deaggravos,
que se acliavam em idnticas circunstancias.
Maa se Ul fundamento devesse ser attendido, ser-
not-hiam precisos Untos juizes, lardos desembarga-
i orea, quintas sao as causas poisivi.-is; porque des-
de qoe o magistrado julgasse urna, a' desl'arle fi-
'ae canhecida sua opiniao na materia, ficiria in-
habilitado para julgar especies idnticas, nis quaes
deveria jjrar suspeijao ; o que he um absurdo de
grossorcalibre 1
He bem critica a situacao de um juiz em relaMo
' a sea delraclnres, aos quaes nunca falla materia
para dar pasto maledicencia. Assim no caso ver-
tente, se oSr. desembargador Soozt houvesse ju-
rado siispeicao sob o fundamento com que foi pro-
vocado, tena inlringido o art. 86 do decrelo n. 737
Ja novembro de 1850, a mmediatarqeole M.
e coHculeador das ni. Se por obe-
i i disoosisio do decreto citado nao aceita a
s qualilicado de perseguidor. (Juera,
alivrar dessa critica desvairada e
i amos adiantc, que esLi especie nao me-
rece
lisie o lerceiro capitulo de ac:uiacao em liaver
Sr. desembargador Souza exigido, qoe os solici-
tadores dr> forosubraettessemsoas irovisOesau cum-
pra-se, pira que podessein ofliciar' aole o tribunal
do comm rcio, de que he ello presidente, segundo a
organisacao que recebera pelo decrelo n. 1597 do
primeiro de maio deste anno, o quilo collocaraem
calhegoria igual a da rclaco do distrirlo.
He de suppcr que o autor da pMlippica nao quei-
ra contestar ao Ilustrado presdanla do tribunal do
commercio o direilo de provisonar solliciladores
para ofliiiarcm perante elle, porque se ninguem
contesta i:ssa faculdade ao nobre presidente da re-
lajao nao se poder sem contradir deuega-la
aqoelle que me he igual em calhegoria. Isto poslo,
se uui solllicilador provisionado pelo tribunal do
commercio nao est habililadoplo jure a ofliciar ante
a relaca, sem o consenlimento expresso.sem o cum-
l>ra-se aj respectivo presidente na provisSo ; por
que razao sera o presidente do tribunal do commer-
cio olingado a consentir, que os solliciladores pro-
visioiudos pelo do tribunal da relacao srvam peran-
leodo ommercio sem snbmetle-los mesoia lor-
inalnladi!, sem ocumpra-se?
O aviso da II dejando deste anuo por modo al-
gum exclue esta opiniao ; pois apenas declara, que
os solliciladores nomeados pelus presidentes das ra-
lacoasdevemseradmillidos a servir nosjribunaes
do eommercio, para que se nao multiplique o nu-
mero de taes empregados, e nao porque o presidente
nao posa provisionar a oulros. lie urna simples
medid de conveniencia, que ce,ara todas as vezes
que por qualquer circomslanca diminuir o numero
dos solliciladores provisionados pulo presidente da
relajo, o que nao exclue a necessidade de verificar-
se a Icgilimidade da provislo dos que pretenderem
ofliciar perante o tribunal do commercio, mediante
o cumpra-se do respectivo presdanle, equivalente
a nova provito. Islo he de primt ira intuido.
O qu jrlo funJ uneulo da censura l'eita ao Sr, des-
eaibargador na pertencendoao dominio de sua vida
publica, n.lo urna vir a discusso, mesmo porque
nao-pode forneeer mjlena para ,i mais leve accu
sacao.
Com clTailo ; usa a crer, que alguem em bom
senso lance a culpa de um magistrado o facto de no
Humear escrivao inleiin de um tiibunal a um indi-
viduo a quera se diz dever gralid.lo Em primeiro
lugar emendemos que o Sr. desembargador Souza
se achava quile com o Sr. Marinlio l'alcao em ma-
teria de gralido : so esle easinoa lalm ao lillio da-
quelle, reeebeu por seu trabalho ama paga igual a
que exige pelo ensino de qualquer allumno ; sendo
que nosta parle parece-nos que o Sr. Marinho Fal-
cito davia ser mais obrigado ao Sir. desembargador
Souza pela preferencia que ihe dnu sobro outros pro-
fessoras inconlestavelmente mais noncelluados, e em
urna epoca em que sua aula se chava quasi deserta,
do que esle aquella pelo ensino de seu fllho, que o
poda receber de qualquer oulro professor igual-
mente ou mais hahitHfcdo.
Depois disto o syslema de pagar obriga^Oes par-
ticulares com oflicios dejustirj nunca ser* grande-
mente acceto por aquellas qoe compenetrados de
seu minislerio nao fazem jogo com as faoccoes que
Ibes sao confiadas para satisfazer supromessasde pro-
teccao. Se o Sr. desembargador Souza houvesse no-
meado o Sr, Marinho Falcio escrivao interino do
tribunal do commercio, talvez"o aulor da pMlippica
fossa o primeiro a levantar o grito contra ello, cla-
mando, que o presidente daquelle tribunal eslava
gratificando servicos particulares com nomeases
prejudiciaes a boa adminislrbco da justica, esco-
llando para escrivao interino.' olllcio que exige ha-
bililacoes peculiares, um individuo a quera quera
pagar favores, e que, mal sabendo balbnciar o'seu
cijo tnei, careca inteiramente dos rudimentos do
foro, pralica judicial e outros atribuios que consli-
luern um bom escrivao ; a proporcao que desprezava
outros ( como os nomeados) a quetn assistiam lodas
aquellas qualidades, como lem sido plenamente de-
monstrado por este jornal e ninguem o contesta.
Lastimamos pela nossa pirlc que o Sr. Marinho
I- a Icio nao leuda sido mais protegido da fortuna,
porque de lodo corara desojamos suas melhoras ;
mas a escriviuia do tribunal do commercio nao pode
ser encarada como azilo da pobreza : e a esse titulo
oulros inlelizes que nao subem ensinarlatim, teram
melhor direilo que o Sr. Marinho Falcao. Pelo que
respeita a situacao linanceira dos nomeados sabe o
publico que nao era mais prospera do que a do Sr.
Marinho Falcao, que esl muito aquem das habili-
tacfies especiaes daquelles.que nada Ide excedemera
moralidade, e que oul'rora com os mesmos meios
deque hoje dispOo osleotava um luxo descommunal
nesla cidade, origem real e ver Jadeira de sua de-
cadencia presente.
Na verba da ingralidao figura tambem o Sr. de-
sembargador Souza, como perseguidor do partido
decahido, em prova do que cila-se o fado de nao
liaver nomeado o Sr. Marioho Falcao, para o men-
cionado oflicio, bem como ler expedido ordem de
prisao, por occaso da revolucan de 1848, contra o
aulor da pMlippica. O carcter imparcial do illas-
Irado desembargador altamente repelle tao incidiosa
arguirao, nem o Sr. Marinho Falcao lem feito uro
papel tal em poltica, que contra felle altraia as vis-
las de seus adversarios : he um .loses liberaes que
nao faz mal a gente tica, que por suas opinioes
polticas nao adquiri urna nica indisposicao. Quan-
lo n prisao do redactor da loz do Brasil na revolu-
to de 1848, nao daremos explicacao ao publico para
justificar o nobre magistrado, que a ordeuou. Que
leve elle mesmo imito a sua consciencia, e diga se
era possivcl, que o governo conservasse na mais ple-
na liberdade ao redactor de um peridico que, quau-
do se derramava o sangue pernambucano em urna
guerra civil, arulava os odios e paixes populares,
propalando ideas incendiarias...
Essa accusaclo, porm, revelou o motivo princi-
pal, que induz o aulor da pMlippica a insultar o Sr.
desembargador Souza. lie o prisma do odio, atravez
do qual observa os actos do honrado desembargrdor,
que Ih'os aprsenla sempre desfigurados ; mas o juizo
d'aquelles queveem osohjectos por entre o fumo ej.
pesso das paixdes, jamis deixaru de ser suspeilo.
O ultimo capitulo da aecusarao versa sobre o pa-
recer dado pelo Sr. desembarsador Souza em urna
pelicSo de recurso de Antonio de Mello Souzi (iui-
maraes a resprilojda apprehensao da urna escrava,
que ia embarcar para o Kio de Janeiro, sem se ha-
ver pago por sua cxporlacao o imposto provincial. O
aulor da pMlippica arge de mentiroso o honrado
desembargador, imputando-lhe o haver aflirmado
falsamente, que a dita escrava ia embarcar no pata-
cho Santa Cruz, que sahia no dia seguinle, quando
esle navio eslava em concedo, e s parlio desle pr-
to daquella dala a um mez ; bem como que o dilo
Souza (niimaraes n.lo havia pago a mcia siza da com-
pra da referida escrava, entretanto qne conheci-
menlo respectivo se arhava|junlo aos autos.
O aulor da pMlippica nao respeitou muilo as re-
gras da justeza nessa asserr.lo. O honrado desem-
bargador em seu parecer referio-se a partida do hri-
gue Weic, que com effeito eguiu deste porto no da
13 de Janeiro deste anno, tendo lido lugar a aprehen-
sflo no dia 12 ; em cnnseqttencia do que havam pre-
sumpeoes vehemenles de que o contrabando ia-se
efleduar rtaquelle navio. Era isso o que constava
da parte oflicial do guarda aprehensor, e fei a essa
prava que o Ilustrado desembargador por ventura
alludio em seu parecer, o que he mailo divreso do
que se Ihe imputou ; por isso que afllrmou urna ver-
dade o nao um aleive.
Tao pouco avancou o honrado magistrado (ai seu
parecer, que nos autos fallava um couhecimenlo.de
rneii siza, quando ele eslava avista do juiz, que
houvesse de julgar a causa. O que disse foi que o
couliccimento de dita meia siza nenhurca prova po-
da produzr em respeito a aprehensao, porque fora
paga depois d'esla. Oulro nao pode ser o sentido de
suas palavras. que lao mal nterprelou o aulor da
pMlippica, desapuntado como iicou pelo perdimenlo
dessa causa, de que era procurador, e cujo triumpho
j de antcmao o alegr.iva, contando coma prolec^o
da presidencia, de que tanto se jactava.
lie difflell de supporlar-se, qua um magistrado
seja alcunhado de mentiroso por sua opiniao em ara
parecer, que se haseava no despachojdo administra-
dor do consulado, no da junta da thescurana pro-
vincial, o no parecer do procurador fiscal respecti-
vo Mas o lucro cessanle, proveniente do perdi
ment da causa, poda dar occisao a hnaiorrs dispa-
rales da parle do procurador, que desta vez via des-
apparecer ledo o prestigio de sua alia repulaclo fun-
dada nos favores presidenciaes. Seu uome ia ser
riscado do catalogo dos procuradores, quetempretri-
umpltam. ia sepullar-se no olvido ; e por tanto,
para escapar a taraaulia catastrophe, era preciso in-
vectivar os juizes, invadir o dominio de suas vidas
privadas, c mostrar que a opiniao do Echo Pernam-
bucano, mais pesada que a maior acalanchc que se
precipita do cume dos Alpes, poda esraagarn repu-
tarlo de urna magistratura inteira, quanto mais a de
alguns juizes.
Pensamos hiver plenamente demonstrado, que as
aecusacoes lancadasaoSr. desembargador Souza pelo
Echo Pernambucano sao inteiramente destituidas de
fundamento, a fildas'legitimas da maledicencia, ex-
acerbada por odios de anliga e moderna data, bem
como pela indisposicao com que os espirilos rrfes-
quindos oldam para aquelles que por suas virtudes
conquistara a considerar e apreco do governo.
Applicaremns ao honrado desembargador os versi-
nhs com que Boileau consolava um sea amigo das
ojusUras que Ihe fazam :
Cesse de l'tonner si l'envie animc,
a Allachanla ton nom sa.rou|lc enveimne,
La calomnie en main, quelquefois |te poursuil.
k Lm cela, come em loul, le cid qui vous couduil,
...... rail brillar sa profonde sagesse.
Kesla-nos suppiicar reipeilosamente desculpa ao
nobre desembargador de havermos temerariamente
atrroulailo a calumnia com que se pretendeeonapur-
tat sua bem firmada replanlo era talvez ssurapto
digno de urna penna jnais dabil, e capaz te desenliar
lielmenle suas acrisoladas virtudes cvicas. Mas a
indignadlo de qoe nos possnimos, quando vimos seu
nomo lao injustamente vilipendiado obrigou-nos a
fazer race i lauto aleive, lana insolencia e lana
ralsidadc, nao para tender servicos a S. Exc, mas
por obsequio a verdade o homenagera a jusilla.
_______ A.* M.*
PARTE RELIGIOSA.
PAGINAS SAGRADAS.
JUDITH.
Jnumpliode Xabucodonosormortc de Ilolofernet.
O soberbe e poderoso rei dos Asyrios,,Nabocodn-
nosor.havia. em balilha decisiva e sanguinolenta
vencido e desbaratado os eiereitos de Arfaxad, cele-
nre e tambem poderoso rei dos Medos.
O triumpho havia ido completo, hora como com-
pleta a derrola dos exercitos inimigoa. Nabucodono-
sor nu auge de sua maior gloria, cheio do mais ele-
viao orgulho pretenden estndar por Iodo globo
suas cenquislas, e fazer reipciladas e temidas sobre
a Ierra seas armas.
A ciemplo dessa famosa batalha as olanicies de
agau, as margens do Eufrates, o rei da Ninivequiz
que nutrs multas fossem dadas com igual Iriumpho,
caso os seus embiixadores vollassem repudiados des-
ses remos, para onde havam partido a mandado sen.
vabucodonosor quera fazer Iribularias ao seu
llironq todas as nacOes do mundo.
Os povos da Cilicia it os conlins na Elhiopia
ctieos da mus justa indignadlo desprezaram os en-
viados plenipotenciarios do rei conquistador, a se
decidirn) a deftender com as armas sua liberdade.
A soberba desmesurada desse rei nao Iicou abati-
da : reuni em supremo ronselho no seu palacio lo-
dosos inagualas, guerreiros e generan, a communi-
cou-lhes conddencialmeole que pretenda subjugar
ao seu imperio lodosos povosda Ierra, envimdo-lhes
para este hu um lor.nuavet eiercito as ordens de
um valenle general.
Holofernes, guerreiro de urna indmita rerocida-
de, ro o escothido para ser o general em chele do
ejercito em expedido.
i^oe.-ei,,t.errCUo1c'^"ava de '20.000 comhalenlas.e
de 12.000 frecheirusa cavallo: elle foi poslo em
raovimento.
II
Chegar e vencer foi obra de um momento pira
Holofernes a seu exercilo.
Os rastel los e fortalezas da Cilicia foram de promp-
lo assaltados e destruidos.
A cidado de Melolh fui presa dos comhatenles, e
depois pilhada e arrasada.
A morle e a destruirlo marchavam em frente dea-
sas codorlcs guerreiras.
As cidades mais imporlanles da Mosopotamia ca-
diram era poder de Holofernes, que as mandou sa-
quear e destruir : seus campos foram incendiados:
seus povos pausados a espada. Nenhum exercilo re-
sista a bravura e ferocidude dos guerreiros assvrios:
as armas de Holofernes lnham sempre triumphado,
e por toda a parlo a desolad era geral.
Conheceram enhlo os res dessas o oulras mudas
nacnes voladas ao eilcrminio. que era impossivel
vencer a liolorernes, e assim prestaran! homenagera
ao itirouo de Nabucodonosor. Erabaixadores Toram
enviados a Holofernes.
ii Cessem, disseram clles, cessem de esmagar-nos
vo.sas armas ; nossos reis, com lodos os seus subdi-
tos e dominios de ora em diante estirao aos ps do
tlirono do vosso rei: .jremos seus va.silos.
Enlao lloiofernoajaciimpou suas tropas a foi
recebido nessas cidaJt subjngadas cora
Ainda assim nao Dcnram applacados a ferocidade
e amor de gloria do general vencedor ; elle levan-
lou seu acampamento, e fez dirigir suas tropas al
os Hmeos no paiz de Uabaa.'
IV
Os Irrielilas qoe habilavam a Ierra de Jud Ire-
raeram com as noticias que da lodos os lugares clie-
gavara das facanhas a victorias da Holofernes.
Tremern) pelo temple do Senhor, que nao lives-
se a mesma torta da dos templos dos idolatras: clles,
pobre povo de Daos, nao aves idos a arle de coraba-
ler e destruir, os homens encherara-se de pavor com
a idea de seu capliveiro e destruido de seu templo
cidades.
As mais pruroptas providencias foram inmediata-
mente lomadas por mandado do pontfice Eliaquira.
Suas aldeias foram amuradas, seus maros concer-
tados e,os montes guarnecidos: prepararam-se para
a guerra.
O povo clamou ao Senhor para que o soccorresse
em urna lula tao desigual; humilhado a prostrado
no templo orou ao Senhor eosda Israel.
Os sacerdotes vcsliram-sede cilicio, encheram suas
cabcas com cinza, c prostrados anteo santuario ora-
ram por seu povo.
O - poder de Moiss, que corabaleu e sempre venceu
em nome do Senhor.
-Multas victimas foram oflerecidas em holocaustos
ao Ueoa dos exercitos.
E o povo de Israel preparoa-se para a peleja, ha-
vendo preparado o espirito com os jejuns e orares.
Irritado e oflendido em seu amor pruprio cm a
resistencia queMlic preparavam os Israelitas, proles-
lou exterminar o povo de Dos o implacavel Holo-
fernes.
Oh dizia o feroz guerreiro minando colera,
hei de calcar com as plantas de meus pes essa raca
de Israelitas, que pensara obstar o complemento de
meus Iriomphoi, essa rara inesquinha, que de entre
lanas do Orienle a quera tenho (tito adorar meu rei,
he a nica que pretende resistir-rae !
Helofernes eslava enlao cercado de seus mais fa-
mosos generaes e de muitos cheles dos povos comba-
lidos, e todos disseram attim seja !
Aquior porm, que era um dos chefes dos filhos
de Aminon foi o nico que se alrevcu a fazer algu-
mas reflexes ao furioso guerreiro.
o Esse povo, senhor, que vos julgais mesquinho e
impotente adora a um s Dos, que com clles com-
bale iuvsivelmenle. Nao ha balalhas que elles nao
vencam, porque ja combaleram e vencern) muitos
res poderosos. O rei do Egyplo com seu formidavel
exercilo pereceo no mar l'ermelho, por onde os Ir-
raelitas davia nassado a pe enchuto. Nos desertos
onde nao haviasti fonles elles hebiam agua, qua Moi-
ss fazia verter das pedras. Esse povo, senhor, pe-
dio pragas para o Egyplo, a o seu Dos flagellou
com pragas esse povo. Os Israelitas, Sennor, deseen-
dem dos'Caldeos.
E Aquior disse (antas I Uo maravilhas coosas
dos Israelitas, que o julgaram por embusleiro e o
quizeram matar.
Holofernes pensando que Aquior o quera intimi-
dar mandou que o amarrasseui e o enlregassem as
maos dos Israelitas na Belhulia.
ii-Levem-o, disse o guerreiro aisvrio, elle ser pas-
sado a fio de espada com csses Hebreos orgulhosos;
e enl.lo quando meus soldados livcrem escalado os
muros da Bethdlia, quando essesaugue maldito liver
lavado as lages de suas ras, quando n3o respirar
mais em Jud um s Israelita, os qua pensara como
Aquior saberlo qne sxi ha um Dos Nabucodono-
sor '.
VI
E Cueram o que Holofernes linha dilo. Levaran)
Aquior ligado com cordas e o ataran) junto aos mon-
tes da Belhulia. Os filhos de Israel, que j estavam
alertados, sabiram ao encontr do grupo com os ali-
radores de funda.
E os que haviam conduzido Aquior desapparece-
ram dexando-o ligado a urna arvore i dUcricao dos
Hebreos.
Aquior foi poslo em liberdade, loao que o virara,
e conlou aos chefes e andaos do povo a inlencoes de
liolorernes, e o que com elle se havia passado.
Enlao o povo estupefacto por tanta audacia e alcr-
rado com nolicias i.io raedonhas, proslraram-se e
adoraram d Senhor.
A noite foi passada em santos exercicins, oraces,
cilicio e abstinencia.
O seguinle dia foi de geral consternadlo.
Holofernes levantando o acampamento de seu ex-
eccilo marchou para a Belhulia, e a silou.
Cortn os canaes das fonles que proviam d'agua a
cidade. A seda fez-se sentir dentro dos muros da
Belhulia,
O povo ardia.
E as fonles estavam cercadas por cem guerreiros
cada uraa.
O povo murmiiroii contra Osias, que nao qniz ca-
pitular, e era massa dirigio-se ao pontfice.
Queremos agua, bradavam, queremos beber, qoe
seccamos sede, que um devora : Osias, reone-nos;
nos quemaos ser vassallos de Nabucodonosor, nos
vemos nossos filhos, nossos pas e nossas mulheres
suecumbirera a seda Osias da-nos que beber, ou
entrega a Holofernes as chaves da Belhulia !...
Osumrno ponliflce bandado em pranlo- cour,.rluu
com suas fallas o povo a.TlIcto, e pedio o prazo de
cinco das para esperareis pala misericordia Uo Se-
nhor.
JO povo disse :
Ai Osias, cinco das?! Nos esperamos.... Vamos
pedir ao Senhor.
E foram no templo orar.
VII
Habilava enlao na Belhulia a mais formosa Israe-
lita, moca e de ama graode fortuna. O povo a res-
peifava e ouvia como a um orculo. Seas cncanlos
eram deslumbradores e suas virtudes seu principal
ornamento.
Judlli se chamnva ella.
Habitando com ama escrava, nica companhia
que linha depois di morle de sea marido. Judith
era sem macula; todos vam oella a mais pura e for-
mosa das ludas de Israel.
E urna serva predilecta do Senhor.
Sabendo Judith que se esperava cinco diaspara
que o Senhor viesse em socorro de seu povo, indig-
nou-se saniamente.
Lancou em rosto a Osias, e aos andaos sua lerae-
ndade, sua confiaea pecearaiuosa, emprazandopor
das determinados as misericordias celestes.
Judith como inspirada pedio Ihes que fizessem pe-
nitencia por tao grande Icnlaca.
Vos sabis, finalrson ella suas arguicSes, que o
que digo nao he de mira, he de Dos : lendo um
pensamenlo, e este o reatisarei em sea sanio nome.
Velareis as portas esta noite, e nao prescrulareis
meus passos.
VIII.
E Judith recolheu-se aos seiis aposentos.
E orou.
Orou, pedindo a Dos, quo forlilicasse seu espiri-
to, e Ihe desse forcas para a ajudar a salvar o seu
templo das profanaces dos impos, e seu povo da
espada de Holofernes.
Ouando Juditd ergueu-se eslava radiante de bel-
leza.
Tomou o seu mais rico vestido, as suas joias mais
preciosas, e as suas finas sandalias: penteou com es-
mero seus cabellos, fazendo delles duas trancas, que
cadiam-llie sobre as costas, e cobrio sua linda cabe-
ca com urna tonca, ou turbante ricamente guarneci-
do de cuslosas pedras ; e para mais realcar sua bel-
leza peregrina, ligou em seas formosos bracos bri-
llantes braceletes do rubira.
Os perfumes erabalsamavam seus rnalos.
E, nao havia na Belhulia viuva mais raoc, nem
mulder mais seductora.
E quaoto mais Judith pareca encantadora, mais
realcavara suas virtudes para com o Senhor.
Acompanhada por sua escrava, Judith seguio ea-
minho para o acampamento dos Assyrios.
Osias e os anclaos da cidade, que a viram partir
para, o acampamento de Holofernes, respeitararu seu
aegredo, c pediram a Dos que encarainhasse os pas-
sos de sua serva.
Judith era o symbolo de sanias virtudes, para nao
ser ultrajada.
IX
Amanhecia o dia por cima das tollinas, quando
Judith Iranspunha as portas da Belhulia..............
As guardas avanzadas de Holofernes, que a vi-
ram, prenderam-a e a interrogaran] : Sou israe-
lita, disse ella com firmeza, levai-me a presenra do
vosso chefe, que quero denunctar-lh os planos dos
meus mulos.
A formsora, encantos e rnalos de Judith fasci-
naran) os soldados assyrios. Para elles Judith -era a
mais farinosa denunciante, que seas olhos haviam
visto at all.
inmediatamente foi ella conduzida a presenta
do general conquistador, cujos olhos, ao verem Ju-
dill, se incendiaran) de concupiscencia.
Jiidiih fingi adorar olofernes, que cada vez
mais encantado por 13o magnficos attralivos resol-
veu possui-la.... ^
n Tomemos Belliulia, diziam os ofllciaes a Holo-
fernes, que-teicmos as mais formusas mulheres do
mundo.
i. ,!ol1.rernM esquecou por momentos o.cerco de
Ilelliulta para s vtr Judith, por qoem eslava cega-
mcnle enamorado.
A mesa e os Idesouros de liolorernes foram pos-
ios a disposico da baila israelita.
E, ella modestamente recusou : En
nhor, disse ella a Holofernes, a indignacilo do meu
Dos. So me haveis dar os vossos manjares e os
vossos Ihesuros, permilli anles que nao seja n-
lerrompidii o meu transito nos arraiaes do vosso
exercilo. Eu preciso todas as noites orar fra de
vosso acampamento.
E o que pedira Judith a Holofernes, que promp.
lamente nao fosso servida '.' Elle a pretenda cubi-
cosameule para nada ucgar-lhe.
E Judilh linha franca passaoem por entre os luci-
rs innumeraveis de barracas do exercilo aisv-
rio.
Eram ja passados I dias que Judilh habilava em
urna tanda no campo do exercilo sitiante.
Holofernes resolveu nesla dia realisar seus inten-
to, para o que mandou por um sen camarista con-
vidar a bella israelita a vir aisistir a um fesliro na
leuda suprema.
Judith responden:
.i Quem serei cu, pobre mulher, para sentar-
se n mesa do meu senhor ? Elle o quer, cumprirei
o qoe me pede... a
XI
l.m esplendido festn), onde os vasos erara da ou-
tuosa mesa, foi servido aos convivas de Holofernes
d'entre os quaes primava a formosa Judilh.
Holofernes eslava suberbo com sua presa.
Os excessos do festn), a embriaguez dos viudos
exarcerbaram a feroz sensaalidade do gaerreiro.
Mas elle eslava sopitado ; suas faculdades a suas
Torcas o haviam abandonado pelos vapores dos vi-
nhos. Judilh Iriumphou !
Fiada a orga.e cerradas as porlis da cmara, Ju-
dilh vio-se s cora o monstruoso idolatra.
Ella nao ireme : roas era preciso esperar ainda.
XII
Roinou tirofundo silencio ein derredor da lenda
de Holofernes.
E Heos disse :
Judilh ? Poupas o perseguidor do meu povo ?
Eu direi Torcas no lea braco, animo ao teu espi-
rito.
Eu ferirel, meu Dos, o persoguidor do vo povo: ammai meu espirito, fortalece! minhas
forcas...
Disse ella humildemente.
Eslava Judilh em frente do Icito de Holofernes,
que mergulhado nos abysmos d.i embriaguez dor-
ma profuudo somno.
A luz, que derramava urna alampada de ouro
suspensa na cupola da lenda em torno da cma-
ra ; o fulgor e brilbanlismo de ricas (apessarias,
cravejadas de pedras brilhanlissmas; o sumptuoso
pavilha debaixo do qual eslava o laito sensual do
guerreiro : o aspeclo medondo dessa cabera, cujos
cabellos em desorden) cahiam em grossos caados
pela adamascada almoTada, onde descancava o si-
lencio da uoile, e o momenlo solemne nao desani-
maran) a intrpida'Judilh.
Um alTange com bamba de ouro lavrado, com
punho cravejado de brilhanles e rubios, cuja lami-
na delgada enroscava-se como a Tolha de urna can-
na, penda em uraa columna por Iraz do leito de
Holofernes.
Ella encaia-o, sea meigo semblante fulgura, e
seos labios murmurara urna orara...
Depois toraa o alfanje e marcha resoluta ao leito
do guerreiro : segara em um s feche os longos ca-
bellos, que estayam em desorden).
O alfange brilhou no ar, e descreyendo nm cir-
culo bullante, rpido e seguro vibrou o golpe no
pescoco uo poderoso chefe dos Assyrios.
E essa cabeca onde poucas horas antes burbulha-
vaiii lanos penssmenlos sinistros, foi separada de
sea trunco.
Judith nao recua, nao teme Arranca da co-
lumna o pavilhao ; lanca por Ierra o corpo acepha-
lo, e entregando a cabeca e o pavilhao de Holofer-
nes a sua escrava qne ludo ag.isaldou em ura sacco,
parlio para Belliulia. Alravessa inclume o acam-
pamento e chega as portas da cidade...
a Eis, diz ella aos andaos e ao povo de Israel,
apresentando os seus despojos, a cabeca e o pavilhao
do nosso perseguidor
XII
A morle mysteriosa de um guerreiro, romo n de
Holofernes, poz em debandada, ao raior do dia, o
exercilo assyrio ; e ..inda mais crescea o seu espan-
to quando viram no alto dos muros da cidade essa
cabera desconposta, que ainda na vespera eslava
cheia de vida e express3o terrivef'.
Jada salvou-se. y
E Judith enloon cnticos ao Senbor.
'( Da Bit.)'
Padre Francitco Peixolo Duarle.
Entre (antos povos sujeitos ao dominio dos Roma-
no-, nao ha porveotara algum que tenhi conserva-
do restos de seu cancler" original ? Em suas leis,
m seus coslumes, em seus dialectos e al as obras
de seus escriptores, nao se pode sorprender alguns
traeos dislinclivos, alguos instinctos pertinaces, ama
vocacao irresistivel para o papel, que a Providen-
cia Ibes desliua mais larde, e que devera constituir
sua nacionalidade? He esta a questao, que que*
raos discutir boje.
ACCLAMACAO DE S. M. O SR. PEDRO V.
Sabemos que os Porluguczesresideules em l'er-
nambuco, preleudem solemnilar a noticia da maio-
ridade c aedamacao de S. M. el-rei D. Pedro /'.,
com om Te-Deum em aedo do gracis ao Omnipo-
tente, por Uo mcinoravel ncouleclmeuto, pois que,
segundo os jomaos portugaezes, o dia 16 de setein-
bro de 1855, merecer na poslcri.lade urna pagina
doorada na lusa historia, quaudo para esse lempo se
contar os fados mais celebres e imporlanles do rei-
nado do Sr. D. Pedro V.
Porlanto, os Porlaguezes, ainda qoe longe da pa-
tria, desejando prestar ama homenagera publica do
respeito e venerado que Iributam ao su jooen e et-
perancoso monarclta, resolvern) festejar tao fausta
noticia por urna maneira pomposa e solemne.-
Os membros directores, os Srs.: JosTeixeira Bas-
to, Aureliano de Almeida Rodrigues Isaac, Vicente
Alves do Souzi Carvallo. Jos Moreira Lopes e
francisco Jlo de Barros, negociantes portugueses,
sao pessoas por de mais suflicienlcs, para realisar Uo
agra.lavcl dea : e para esle fim consta que j foi
convidado o Sr. Jos Fachinelli a compor ama m-
sica nova para o Te-Deum a ao mesmo lempo
encarregar-se da sua direcrao e evecuelo ; bem co-
mo, que a orarlo por lao digno motivo, esla' a cargo
e desempenho do Illra. Sr. padre meslre fofa Ca-
pistr.ino de Mjodonca, assus condecido nesta pro-
vincia pelos seujjjjiteutos oratorios
Tambem consta que na noite desse da, que'se diz,
ser em'* de novembro futuro, a sociedade drama-
tica cmprezarii dp theatro de Santalsabel, dar um
espectculo em honra do mesmo motivo, onde se
cantar um hymno novo, cuja poesa j foi publi-
cada nesla Diario,\\t prodaeeaoeo Sr. JoaoBiplIsta
de Sa.
A par destes festejos apperece um faci netavel,
que nao ser desi erecednr do conhecimenlo publi-
co. Ei-ln : A ultima soleinuidadereligiosa que
leva lugar em Teveaeira da 1854 na igraja do Corpo
Santo, foi o funeral pela sentida morle da senhora
D. Marta II, rainha e mili virtuosa do actual rei de
Portugal; agora que a mesma igreja so acha interna-
mente reedificada e ricamente adornada** vai pela
primeira vez servir para as festis religiosas do jocen
monarcha 1
Parece que ama mo invizivet, um deslino pode-
roso encaminha as cousas humanas a semelhantes
resultados, os quaes mise explicando, sa com ludo
por si mesmos suflicieolerneule respeilosos a signi-
ficativos, e coraespecialidade no caso presente, era
que se lem de festejar e solemnisara aedamacao e
elevacao ao throuo do Portugal de S. M. o Sr. D.
Pedro V.
Srs. redactores. Convm que se expliquen) os
Tactos, quando nao san expostos a consideradlo do
publico em toda a sua verdade. Reliro-me ao arti-
go inserto no Liberal Pernambucano, n. 909, no
qual se alludea licenca que, para vir da comarca do
Rio Formoso i esta cidade, concedea-me o Exm. Sr.
presidente.
Ha muito, negocios meus particulares e inleresses
de familia mu ntimos reelamavam eexigiam a rai-
nha estada por algara lempo nesla cidade ; mas pa-
ra isso forcoso me era obter cenca da presidencia,
visto nao me ser licito, sem ella, deixar o cargo que
exerco Daquella comarca. Neslas circuraatincias de-
terminei me pedi-la ; e assim o z por om reqne-
rimenlo,* que dirig presidencia em principio do
mez de selembro prximo passado, e que r.ii logo
submetlido sua considerado. Com ell'eito, por
amor delle, oblive a licenca de que mullo necessila-
va ; mas releva notar que, s a 17 do mesmo mez
de sctcnrbro, quando dias j haviam decorrido de-
pois de te-la pedido, foi que se m'a concedeu ; sen-
do devida essa demora S. Exc. o Sr. presidente,
que, segundo fui posteriormente informado, recusa-
ra dar-m'a.
Em vista, pois, desla verdica explicacito he qoe
deve ser entendido o arligo do Liberal Pernambu-
cano, na parteen que ella se refere.
Queiram Vmcs. dar publicidade a prsenle
carta. _
Sou com toda a considerado de Vmcs. patricio e
criado obrigadissimo.
Titeo doro M. Freir Per eir da Si ka Jnior.
Red fe 21 de outubro de 1855.
Srs. redactores.Tenho lido em seu bem concei-
luado Diario vanas listas conlendo nomes de cida-
daos respeitaveis para deputados provluciaes ; a
como aellas nao leuda visto o nome de (res cidadlos
muilo rec'oiniikiitavcfs, lano pelos servicos relevan-
tes prestados a esta provincia, como pea sua alia
inslruccao, por isso lomo a liberdade de lembrnr aos
dignos eleilores desta provincia os nomes .lo Exm.
MonsenhorMuniz Tavares, do Illm.'Sr. Dr. Anto-
nio Vicente do Nascimenlo Feitosa, e do Illm. Sr.
Dr. Filippe Menna Callado da Fonseca : cajas elei-
{Oes serao de grande beneficio para l'ernambuco.
Sea amigo e assignsnle, Joaqim Elias de Moura.
LITTERATIRA.
COMECO DAS NACO*ES NEO-LATINAS.
Separamos este trabalho importante da parle
indita das obras completas de Ozansu, das quaes
se publicar brevemente os qnitro primeiros volu-
mes. Em um curso, que leve um successo bullan-
te e merecido, Ozinin linha espolio o quadro da
civiliiarao no seculo V, islo he, no momenlo talvez
mais curio:-o da historia, em que o mundo, passa do
paganismo para o christianismo, do estado antigo
pira o eotado moderno. Esle curso foi aceito pela
slenographia e vai apparecer na obra, que annancia-
mos, a CiciUsaro no seculo V, porque he urna
verdadeira obra. Hesitamos entre diversas passa-
gens igualmente nolaveis. as quaes elle (ratn da
litteralura, da arte, da sociedade, no que se pode
chamar a idade heroica do christianismo ; resolve-
mo-nospor aquella que moslra, nos n comeos das
naces de origem latina, os primeiros germens de
sua diflerenca eos primeiros signaes de seus falu-
i.is desenvolvimenlns ; fui esle o fim desle curso ; as
ultimas liabas eslo repissadns de om triste presen-
tmenlo, e sao tocantes como um adeos.
v.s demon7rae.Trre<,n ?*'", com as "" >" ro, servidos dos raais esqaisito. manjares; onde
\"amy"X^Ztt^ ""rara coroas, nilh.resde rica, tic.,, chela, de precioso, vinho, .
aansas, nautas e lamber es! I ,lcore, e|lavara m ordem eo,|oetrM Mbr^
He cosame dalarem-se as nacionalidades moder-
nas di invaslo dos barbaros e do eslabelecimento
dos chees germnicos as diHereotes provincias do
Occideale. Assim a historia dos Francos, comer
de Clovis, a da Hespanha de Wamba e a da Italia
de Odaacro. Trata-se da historia das linguas, co-
mo a das naces, he a confasao dos idiomas germ-
nicos com a lingua latina, idiomas qoe apresenla-
vam, comosediz, formas aoalyticas, tinliam arti-
gse empregavam preposicoes, que se attrihue a ori-
gem das linimas destinadas a vira ser as da Europa
moderna. Separaremos em primeiro lugar os paizes
oude a vaga germnica submergio lado, como por
exemplo, a Inglalerra, onde a populado breWa re-
pellida, leve de ceder o lugar a urna nova raca,os
Anglo-Saxonios, os quaes senhores do paiz, Ihe im-
primirn) para sempre o sello caraclerislico da lin-
gua. O mesmo succedeu com a ermania meridio-
nal, com a Rbecia e com a Nunca, as quaes, sujei-
las oulr ora ao dominio romano, desappareceram
quasi inteiramente debaixo da innundado' dos po-
vos Hernias, vaudalos e lombardos, que as oceupa-
r.ini o ah deixaram seus descendentes.
Veremos que succele o contrario, aa tratarmos
dos tres grandes paizes, nos quaes os barbaros pas-
saram, como as ondas da Nilo, par fecundar a Ier-
ra ; quero fallar da Italia, da Franca e da Hespa-
nha ; ah procuraremos sorprender os primeiros ves-
ligios do genio nacional, mesmo antes da invas.lo dos
barbaros, antes da confusao desses idiomas, a cuja
iiitervcnc.il allribuio-se muito lempo injusta e ex-
clusivamente o nascimenlo das linguas modernas.
llvenles priineiramsnte considerar as causas ge-
raes, que conservaran) um espirito nacienal em ca-
da urna das graudes provincias romanas ; estas cau-
sas sao Ires: urna causa poltica, de alguma surte
urna causa luterana, finalmente urna cansa religio-
sa. Roma nao professou jamis am grande respei-
to pelas nacionalidades vencidas: ella as violenlou
sempre, mas com essa sabedoriifta poltica romana ;
nao as violenlou nunca mais do que coovinha aos
inleresses de seu dominio ; deixou urna sombra de
liberdade a cidades italianas, as grandes cidades do
Oriente e da Grecia ; consentio que se conservasse
urna especie de tac entro as popularles da Gallia e
da Hfspunha, c nessa organisadio do imperio do
occidente, que resalta dos decretos de Diocleciano
e de Maximiano, cada ama deslas tres doceses,a
Italia, a allia e a Hespanha, tinhi a sua frente
mn vigario encarregado de a governar e administrar.
Este vigario era ordinariamente cercado de ara coo-
selho formado dos habitantes nolayeis da provincia,
donde resullava que cada provincia linha por assim
dizer sna representara, que defenda seus inleres-
ses, expunha suas necessidades, e desla diversidade
de inleresses, de necessidades, de recurso, provi-
nha a riqueza do imperio, supprindo cada urna pro-
vincia o que fallava s outras, elornando-se por is-
so o ornamento dessa grande sociedade romana do
lempo dos Cezares.
He lao exacto qne o mundo romano tirava algu-
ma belleza e alguma grandeza da variedade mesmo,
?ue (inda lugar no meio desta uuiformi.1a.le, que
lamban, esse poeta de decadencia, em ama cora-
posicilo em Ionvor de Slilicon, reprsenla as diver-
sas provincias do imperio, reuoindo-se em derredor
de Roma, a deosa, e vindo pedir-lhe seu soccorro.
Ellas sao personificadas cora seas attribatos, e\-
presvio do sea genio; assim a Hespanha, outr'ora
tao pacifica, se aprsenla croada de oliveiras e Ira-
zendo emseus vestidos o ouro do Tejo; a frica,
abrazada pelos raios du sol, lem a fronte cinsida de
maduras espigas, que ella [irodigalisa Roma, por-
quanlo ella he quem sustenta o imperio romano;
uin diadema de marfim esta era sua cabera. A Gal-
lia sempre guerreira, sacode orgulhosamenle seus
cabellos e meneia em suas maos duas langas, final-
mente a Brelanha vem por ultimo, lendo as faces
tintas de varias cores, a cabeca cobcrla com os des-
pojos de ura monslro marinho e suas espaduas de
um grande manto de azul, cujas dobras Hacinantes
iraitam as ondas do ocano, corao se o poeta tivesse
vjslo de longe, que essa Bretanha, naquelle lempo
lao barbara, estiva destinada a ler um dia o impe-
rio ds mares. Desle modo a variedade mesmo es-
lava na ordem estabelecida pela soberba Roma no
governo de suas provincias.
Esla diversidade era muito mais pronunciada ain-
da nos resistencias, que as provincias oppunham
admiiistrac romana. Com efleito o poder de Ro-
ma nao se tiuha estabelecido e conservado sem en-
contrar militas resistencias, mullos odios e moilas
revollas; depois dos horrles da conquista vierara
toda a perversi.iade da exacrilo, todas as persegui-
res do fisco; em cada provincia, ao lado do presi-
dente, que eslava frente da administrara civil,
achavi-se o procurador do Ce/.ar encarregado da ad-
minislrac.lo linanceira. Ao aspecto somenle doa
helores, as populacdes dos campos fugiam e as ca-
sas das cidades se fecliavam, porque o fisco* romano
linha exigencias insaciaveis. Elle pedia em pri-
meiro lugar a capilado, islo he, o imposto sobre a
pessoa; depois a indicado, imposto sobre os bens,
depois a superlndicao Imprevista, nos casos extraor-
dinarios, mais a chrysargyra on imposto sobre a in-
dustria ; finalmente na exaltadlo do Imperador, o
otro coronario, dom gratuito, ao qual ninguem se
pu.lia eximir impunemente.
Estes imposlos assim tao multiplicados, eram ar-
recadados com urna severidade, tom ama crueza,
prvida pelos historiadores contemporneos. Os
conectares, os cobradores do fisco, espalbados nos
campos, para provaremseu zelo e augmentar seus lu-
cros, penetra va m as habilaci.es, cuvelheciam os mo-
llinos, rcmocivam os velhos, afim de 6s inscreverem
suas lisias na calhegoria dos homens de quinze a
sessenta annos, os quaes deviim pagar o imposto.
Onde o valor das riquezas era diflicil de conhecer e
apreciar, punham na tortura os escravos, as.mu-
lheres e os meninos, para conhecerem a cifra real
da fortuna do pai de familia. Nao se devia espe-
rar que as proviocias podessera de hoamcnle soflrer i
pcrseguices taro inauditas; cm vao Constantino
promulgava decretos paraxonter as crueldades dos
agentes do fisco, levadas a lao alio grao, que os ha-
bitantes de certas provincias emigravarn logo depois
para os barbaros,e iam procurar uaslendasdos Ger-
manos urna vida menos miseravet do que a que Ro-
ma Ihes dav.. n sombra do tecto de seus pas.
Esles odios e rancores profundos acabavam por
manifestar-so as palavras, nos escriplos dos homens
eminentes de cada provincia ; na frica o velho es-
pirito carthagioez se linha despertado ; o partido
africano;tiiha elevado a Annibal am lamulode mar-
more e de suas cinzas deviam nascer vingadores,
que idam por sna vez punir Roma, quando Gense-
rico suspendesse u ferro e suhissa dos portos de Car-
thago para ir resgilar aquella orgulbosa cidade, en-
lao decahida. Entretanto o espirito africano se com-
prazia em reproduzir suas queixas e linhn achado
um eloqlente interprete em Santo Agoslinho. Nao
obstante a candado profunda desle grande hornera
e esse amor, que elle entenda i Roma, como ao rea-
to do universo, o velho patriotismo africana todava
se manifesta muilas vezes nelle. por exemplo, qun-
alo dirigiudo-se a Mximo de Maduro, exprobra-lhe
o fazer objeelo de escarneo esles nomes africanos,
que cutre lano sao os de sua lingua materna : Nao
podes, diz elle, esquecer al este ponto tua origem,
que leudo nascido na frica eescrevendo para Afri-
cados, proscreves os nomes pnicos em desprezo da
trra natal, onde mis ambos romos educados.
O mesmo espirito se encontra nesse capitulo enr-
gico da cidade de Dos, onde Sanio Agoslinho ousa
exprobrar ,i Roma sua gloria manchada de sanguc.de
cr i mes n cheia de lanas fraquezis e lanas ignomi-
nias. J se linha oavido murmurios.em derredor
da cadeira de Sanio Agoslinho, quando elle ah sa-
bia para fallar da tomada da Ruma por Aladeo:
a Nao se falle de Roma, sobretodo nada se diga del-
ta, diziam aquelles qne deviam ouvi-lo 1 o E Sanio
Agoslinho era obrigado a delTender-se e a justificar-
se, o que Ibe era fcil ; lauto he verdade que ha-
via eulilo dous partidas na frica : um partido ro-
mano e um partido africano, para o qual Sanio Agos-
linho era levado pelo amor de seu patriotismo !
Creio ter estabelecido pnnioiramenle este poni.que
ninguem. ainda vein desraeulir.
Na Hespanha um espirito semelhanle sa manifes-
ta mis escriplos do padre Paulo Orosa. Depois de
ter mostrado as conquistas da Roma e sua grnudeza,
elle pergunla quanlas lagrrdas e quanto sangue cus-
laram ellas. Nesses dias de felicididsuprema paja
o povo romano, em qno os vencedores subiara o.ca-
pitolio, seguidos de numerosos captivos de/fl(dns as
naces, atados mis aos outros, qu.iuta-, provin-
cias, dma elle, churavain enlao sua deslrujiclo, su
humilbacao e sus escravi.la Diga a 'Hespanha
quanto pensa a esle respeito, ella que por dous secu-
lo innundou seus campos de sen"s-m-ue. incapaz, ao
mesmo lempo de repellir e de soflrer os te pertinaz
inimigo. Enfilo cercados de cidade em cidade, es-
solados pela fume, declinados pelo ferro, o ullimo e
miserivel esforco de seus guerreiros era degolar
suas mulheres, seus tild?, e depois a si mesmos. e
O resentimento de Sararoca, abandonada pelos Ro-
manos e abrigada a sepullar-se debiiio'de suas rui-
nas, revivo nestas palavras amargas e neslas impla-
caveis exprobacoes do escriplor ecclesiastico. Se os
lacos do imperio propendan) assim para romper-sa
pela violencia mesmo, com que tinliam sido ..perla-
dos, se as causas polticas Irabalhavant j pan fazer
nascer e entreler ura espirito de opposirao e sepa-
rac.lo as tullronles provincias, convm tambera
reconbecer que a diversidade das linguas tambem
contribua bstanle.
corrompeu-se pela fusSo das raras, pvrsua mistura
com os dialectos locaes, c forra iran \oulros tantos
dialectos particulares ; o lalim popular da Gallia
era diflerente do que se fallava alera drjrs Pyreoeos ;
alera disto, as linguas antigs nao desaplpareciam. O
grego devia perpetuar-se na Italia naV provincias
inendionaes al o meiadn da idade roediai no reino
de aples no seculo XV exisliam ainda fnuitos pai-
tes gregos ; na Italia septentrional, v-seV a lingua
dos Ligurios.dos habitantes das montanhasvde Ceno.
va, cooservar-se al o fim do imperio. V elrosco
subsista anda no lempo de Aulo-Gello, e Idomina-
va o lalim, que se fallava nis cidades visinNias.
Por islo as antigs inscripces das cidades\llcas
lera muilas vezes signaes dessa corropeflo, d J qual
deve sabir um da a lingua italiana ; he sem dVuvida
as inscripces auljgas, que se acha por exempldt es-
tas formas inteiramenle modernas : c(n<7U, nK,
sedici mese ; ou estas palavras novas : bramosut for
cupidus, tetta por capul, brodium por _/'.. II'1
mesme modo tambem a declinacao das palavrfes
desapparecia inteiramente, e s com o auxilio d3v>
noceneio III; renniram
Divina Comedia, que n
nao fosse o poema da Ibe
como a idade media as '
duzido.
Convm distinguir oo
destino d? Italia ; na s.
italiano da idade media
nem fazer recahir sobre e!
lio forte, la capaz de sor
bilidade do que fez depois
tregela lanos lynnnos.qo
fes, acaba por degenerar ei
ce-se aos ps das mulheres
miseraveiiexerciciosde uraa
dos sentidos, trazendo ana q
todas as oulras pisadas a ps
"uropromeltidaa nos perigos di
dia\
partculas se determinara as suas renles.
Na Gallia, a lingos cltica figura atoo scalo V, e
S. Jernimo ainda a ouve fallar era Travs. Na
Hespanha a velha lingua dos Iberios se defeude
palmo a palmo ; recua para as inonlanhas, e acaba-
r por acontnaar-se all, mas nao sem ler deixado
vestigios aps si : he a lingua barca anda rallada '
hoje, eque nao tem dado u lingua [hespanhola mo- |
lema menos de mil e novccenlos vocahjilos ; ve- I
ja-se que resistencias urna lingua he capaz de oppor.!
Qie he pois que di tanlo poder a estas syllabas, j
que ainda agora pareciam lao pouco folias para do-
ler os esTorcos de uin cuuquistador ? Sao os pensa-
inenlos, as recorditcies, as ciiiocios, que ellas des-
pertam no domem ; he que ellas contm para elle
os senlimentiis raais arraiga los em seu coracao ;
lembram lodos os usos, m> meio dus quaes nasccu,
as alleices, as quaes crescea e viven. Uraa lin-
gua bem Teila, e lodas as linguas o sao quando se
desenvulveu) s sem o auxilio do estrangeiro, urna
ngua nao he outra cousa, senao o producto natu-
ral da Ierra qne a vio nascer e do co, que sorrio ao
seu nascimente ; ella conlin de alguma sortea ima-
gen) da patrja. Eis aqui porque, emquanto urna
lingua eiiste; nao he chegado anda o momento, em
que se deve desesperar da patria.
Em lerceiro lagar, a propria religi.lo, esle poder
que pareca destinado a por a uni'Ja.le por oda a
parte, contribuio entretanto para conservar a varie-
dade, a diversidade do espirito provincial. Com ef-
Teilo, quando a igreja romaua se tunda, parece ao
primeiro volver d'olhos, que urna nova forca he da-
da u Roma para encadeiar dalli em dianle aos seus
destinos todas as provincias do Occidente. Nao he
menos verdade que esla forca de auloridade roma-
na s se conservar, respailando em urna certa me-
dida a individualidad, a origiualidade das igrejas
nacionaes. A sabedoria e o bom senso da igreja
romana, excedendo nisto a sabedoria e o bom senso
do goveroo romano, soobe respeilar os direitos, os
privilegios, as ioslltuicoes, liltnrgu pro'prlas as
dillerenles provincias do imperio. Por esla razao,
v-se por toda a parte-desde o cornee, formarem-se
eoncilios, qoe sa a representadlo religiosa de urna
provincia iuteira, A- frica foi a primeira, que
deu o exemplo depois da Italia, e estes concilios
nacionaes ah eram 13o freqaenles que de : 197 a 419,
Cartlago vio pela sua parte quioze concilios. Esta
acllvidade oi imilada pelas outras igrejas : na Gal-
lia os concilios se succedem, a partir do de Arles
em 31, no qual foi proclamido 13o lilamente o di-
reilo da Sania S de intervir no governo de toda a
christandade. Na Hespauha encontramos desde o
aun de 305 o concilio de Illiberis, no qual foi re-
gulado tao severamente o cilibato ecclesiastico ; de-
pois o,concilo de Siragoca, e em 400, o primeiro
desses concilios de Toledo, destinados a fundarem
iini illa o direilo civil e publico da naci.
Cada provincia (inda suas escolas d iheologia ao
lado dos concilios : Blarmonliers, Lerins na Gallia,
e llippoua na frica. Cada urna doslas escolas lem
seus dootores, em caja memoria ellas se prendem ;
filialmente cada ama lem suas hereamasqoe Ihe sao
proprias, que reflecten) de alguma sorle o carcter
de cada naco ; assim a Hespanha do seculo IV lem
os priscillanislas ; a Grao Brelanha produzir Pe-
'agio, a Gallia ters os simi-Pelagianos ; s a Italia
nao tem herticos ; j veremos porque.
Cada igreja lem seus sanios, suas glorias nacionaes
que a representan) no co ; he assim qoe o poeta
Prudencio descreve as naces chrisl.las vindo ao en-
cootro do Chrislo julgador, quando elie descer no
ultimo dia, e irazendo-lRe cada urna deltas em um
relicario as reliquias dos marlyres, cuja proteccao a
deve amparar e abrigar contra a severidade di-
vina.
oiiun) Deus dextram qualiens coruscara
Nube subnixus veniet renle,
Gentibas juxlara positorus xquo
Pondere libran).
Orbe-de magno capul exctala.
Ohviam Chrislo properanter ibit
Des
Cvicas qua-que preliosa pnrlins
Dona caoislris.
Na civlisado uniforme, qoe no seculo V, se es-
lendia de urna eilremidade a oulra do imperio do
Occidente, dous principios se combatan), o paga-
nismo e o christiauismo, mas sem distinedio de
lusares, debaixo do imperio das mesmas leis e na
mesma lingua. Emquanto se lia solemnemente Vir-
gilio em Roma, ua praca deTrajano, os gramraalicos
o commenlavam as escolas de York, Tolo.a e Cor-
dova. Se Sanio Agoslinho, no fundo do seu retiro de
Hippene, dirtava uro novo tratado contra as he ru-
sias do seu lempo, todas as igrejas da Italia, da Gal-
lia, da Hespanha, esta /am alenlas. Assim, nao se
descobre a primeira vista, seno nina s litteralura
latina, comecindn por assim dizer, a educado com-
mura de lodos os povos occidcnlacs, educacl que
ella deve continuar atravez dus lempos barbaros, por
enlre a idade media, nl que a un id a.le da fchris-
13a seja fundada; mas debaixo da aprenle coinmu-
nhaodas tradlccdas Iliterarias, ve-se apparecer pou-
co e poueo genios differenles. *
Nada parece raais fraco qoe tima lingua, nada pa-
rece menos (errivel para um conquistador qne um
cerlo numero de Palavras obscuras, quo om dialecto
ininlelligivrl,conserva.I por um povo vencido : en-
tretanto ha nessas palavras urna forja, que os con-
quistadores habis e os l\ramios inlelligentes com-
prehendem, e pela qual se nao deixara engaar.
Para prova disto si suftkicutes aquelles que em
uossos das supprimi.im o idioma nacional, e impu-
") ta id u Rosso como lingua obrigatoria, ondo elles
tinliam encontrado resisiendas invenciveis ; assim
os Romanos lambem tinham encontrado dialectos,
que resist,un ao ferro, e sobre os quaes nem o pre-
sidente da provincia, nem o procurador do fisco ti-
nliam poder.
A lingua latina tinha-se propagado sem duvida
muilo cedo em muitos paizes invadidos pela con-
quista ; por exemplo, na Narbouasia e na Hespanha
meridional ; mas o lalim, quo abi se estabelecia, era
um lalim popular, o que fallavara os soldados, os ve-
teranos enviados s colonias. Em pouco lempo
le modo coraccou loso o que se podera cha-
mar o patriotismo religioso. A nacionalidade chris
l.l.i era muilo diflerente da nacionalidade dos anli-
gos, que consista em declarar inimigo a lado qa
era estrangeiro : haspes, Itoslis ; mas na economa
do mundo moderno, pelo contrario, cada naciona-
lidade nao he outra cousa sena urna fuucclo, que
a Providencia assigna a um povo dado, pela qual
ella o desenvolve, fortifica e enche de gloria, mas
urna funcrao qoe elle n,lo pode.preencher senao em
harmona com os oulros povos, em sociedade cora
as oulras naces : he esle o carcter das nacionali-
dades modernas. Cada uraa dellas lem urna misslo
social no meio desla grande sociedade, que se cha-
ma o genero humano ; he isto que resulta clara-,
mente do estado dos seclos do media idade, quando
a Italia cumprio tao gloriosamente esta funcrao de
eniiuo, qoe foi a sua nos seculos XI e XII, epoca
de seus grande dnutores ; quando a franca he o
braco direilo da chrislmla le e Iraz a espada desem-
hainhada para a defender contra todos ; .quando a
Hespanha e Portugal cora suas esquadras vao un en-
contr dessas naces atrazudas, que ainda nao vi-
san) fulgir a luz da dvilisado chrislaa. Eis o des-
lino, o carcter doslas nacionalidades transformadas,
como deviam ser pelo trabalho interno do chris-
tianismo.
Cumo se v pois, tudo contribueja para produzir,
desenvolver o genio individual, o genio original de
cada urna das grandes provincias do imperio roma-
no ; resta-nos agora insistir particularmente sobre
.cada ama deslas Ires grandes provincias ; que de-
viam ser um dia a Italia, a I'ranea, e a Hespanha,
tendo ja enlao os seus caractersticos a certos respeilos
De lodis as provincias, a Italia era a qoe devia
conservar melhor "iu carcter histrico, porque era
muito raais velha c as outras, viveu muito mais
lempo debaixo da l trua disciplina, e as resistencias
da gnerra social lin a lido lempo de orrefecer-se ;
ella conserven poisV cunho destes dous grandes
caracteres, que se tinham manifestado nella desde o
comeen de sua dvilisado, o carcter elrusco e o
earaeler romano, o genio da religiao o genio du
iverno.
Os Etruscos, que erao especialmente aro povo reli-
oso, commuuicaram aos Romanos suas tradieces,
suas ceremonias, o uso dos auspicios e ludo quanto
imprimi no governo da cidade eterna esle carcter
Iheocralico, de que elle senao despio jamis. Roma
levou aos negocios polticos esse bom senso,que de-
via faze-la senhora do mundo, cunhou ludo com o
sello dessa poltica eterua, cuja poderosa recordado
aindu nao esta apagada. Assim nao deve causar ad-
miradlo o ver-se estes dous caracteres, o genio Iheo-
iogico e o genio do governo, peraislirem no carcter
italiano dos lempos modernos; a Italia nao proda-
zio heresias; he nm dos signaes desse bom senso, de
que ella eslava profundamente penetrada, e que a
preservou das subtilezas da Grecia e dos sonhos do
Oriente. Todos os erros vlnham, um aps oulro,
procurar em Roma a vida e a popularidnde, e s en-
contravam a ohscuri.l ide, u fraqueza e a moda.
Roma inlervem nu grande debite do arianismo, e
enlao he ella que salva a f do mundo ; de uraa a
outra exlremidade da pennsula levantnm-se tbeolo-
gos Ilustres para defender a orlhodoxia, Ambrosio
de Milloo, Ensebio de Yerceil, (iiudencio e Philas-
Iro de Brescia, Mximo de Turiii, Pedro Chrysologo
de Revena, e outros muitos, que tora longo enume-
rar.
Por cima de lodo esle movimenlo Iheologico pai-
ra o papado ; opapado hereditario do espirito po-
ltico dos antij^.sKolnauos, isto he, de sua perseve-
iom senso, sea poder, de sua maneira
e entender o que lie grande, de seu conhecimenlo
da arte de Iriumphar as eousas desle mundo, tendo
apenas de mais qoe os antigs Romanos o estar des-
armado, o nao ter loba ou aguja em seus estandartes
e mauejar um gnnde poder tfleiramente dierente
do da espada, o da palavra.
No raomeulo em que o poder do mundo escapa das
maos debis das Cezares, no lempo de Yalentniano
III, e de Theodosio II, esle governo que cabe, be
levantado pelo maior dos anligos papas, isto be, por
San Leao. Todos sabem como esle homem Ilus-
tre tomou cora um novo vigor a dirercSo de todos os
negocios esperituies e lemporaes -Occidente, do
Imperio e da christandade. Deitff^irle elle in-
lervinha no Oriente, na Chaleed!,,^. para por fim
s ternas contestacOes dos Gre/os e xir o dogma
da Encarnadlo ; da outra part. no-Occidente, elle
detinha Attila-nas margens d Miuco e salvara a
civilisafio em nm dia, que o reconhocimenlo da pos
tendido n3o esquecer jamis. O patriotismo dos
anfgos Romanos vive ainda nessa alma fortemente
temperada, e manifesta-se nos semines quo profera
no dia da fesla de S. Pedro e S. Paulo, onde, cele-
brando o destino da nova Roma, elle se compraz era
mostrar a providencia presidndoas grandezas mun-
danas desta soberana cidade, cujas conquistas deviam
preparar a conversa du universo.
Assim desde o seculo V, Roma e a Italia feilas
du '-lio-, conservan) os dous grandes caracteres da
Italia anliga ; conservaran) em lodos os seculos da
melia idade, e (eraos a prova disto. Desde o come-
co desle periodo, depois que lerminaram os'tempos
carlovinsianos, manfes(a-se de om lado o genio
Iheologico com esta successo de bomens celebres :
os dous Santos Anselmo, Pedro Lombardo, S. Tilo-
ma t de Aqulno, S. Boavenlura ; do oulro lado o ge-
nio poltico agita a pennsula de lal sorte, qne os
ltimos artistas da cidade formara corporales para
turnaren) parte era o governo da repblica, e o espi-
rito da politica se desenvolve a potito de produzir
um da o maior dos escriptores polticos do mundo.
MachJavelo.
Esles dous espirilos, que constiluam o cirader da
idade media italiana, se renniram dos grandes pa-
pas, comofS. Gregorio o grande, Gregorio VII, I n-
dsqae-
tempo nos
.il ou no praier
llores, e vendo
-as as-soas glorias
ra fu toro obscuro.
Assim a Italia da idade medial ^r,,^ profunda*?
mente carcter, que se man .lu ,,ella desde os
primeiros lempos do imperio A Occidente.
Esta persistencia do caraelfr primitivo he ainda
mais saliente a respailo da Hespanha. No momen-
to era que os Romanos penelraram uaquelle paiz,
encontraran) o velho povo dos Iberios, confundidos
cora Celias, e observaran) nesle povo ama ingolar
bravidade, offerecendo islo de parlicular ; que nan-
da marchavam senao para combater, permanecendo
em um so lugar, de ama sobriedade igual a sua per- i
ttnacia; balendo-se sempre, mas por grupos sepa-
rados; as mulheres Iraziam veos pretos. Todes es-
les Iracis sa os da Hespanha moderna.
A cultura dos Romanos all fez rpidos progres-
so; Cerlnr ios fuudou ama escola em Osea, no cen-
Iro da Hespanha, e empregou nella profesores are-
gos e latinos. (J. Metello gabou os pealas da Hes-
panha, cujos elogies nao Ide desaaradavam. Entre-
tanto observa-se algurjUrcousa de eslrando nessa es-
cola hispano-lolina, destinada a tanto esplender e
que devia produzir sugestivamente Porcio Lairo
declamador, os dous Snecas, l.ucano, QaietHiano,'
Columella, Marcial, Floro, islo be, as duas tercas
partes dos grandes escriptores da seganda dade da
lilleratnra romana; mas eiceptuando-se o ineipog-
navel Quintlliano, nao apreseutam todos elles essa
emphaais, essa arreciadlo, esse gosto .das urgencias,
essa exageraran de sentimentosa deideias, essa pro-
digalidade de.imasens.que ronstitaem os defeitos da
escola hespanhola? Nao s.lo al cedo nonio repr-
senla, ls por esse rfelorco, de que rslle**feneca, o
qual desejava dizer grandes cousas, n araava da tal
sorte a grandeza, que linha grandes criados, gran-
des movis e urna grande mulher, de que resoltoa
chamarem-lhe seas contemporneos Senecio gran-
dioqVeja-se como a emphasis e a hyperbole castellaa
cedo se caraelerisam.
A lilteralura sagrada di Hespanha nao pareca
dever modificar muilo eile carcter, porque ella
linha permanecido muilo pobre al o seculo,
que nos oceupa. Um hispo de Hespanha, Osa-
rio de |Cordova, linha sem duvida (presidido era
Nieea ; entretanto nilo se saiie que tivesse escupi
mailo oo qae a Hespanha houvesse producido mui-
tos doulores. Oulra provincia trabalhava para el-
la : he o qoe acontece muilas vezas na historia das
iiit"ratura. Um piiz parece trabathar para mor-
ret, pan desapparecer depois ; pergunta-se para
que lanos esforcos, tantas rodurees eugenhusas
em um paiz, que deve ser logo subjugade pelos bar-
baros, e ver-se o genio desse paiz perdido, deesa
uaclo c imprimida, refugiado em um paiz vizinao.
He assim que a Hespanha nproveiton-sa de todes i
ejarabalhis da frica ; o espirito de Tertuliano, de
-WSypriauo, de Santo Agoslinho, devia passar un
dia, o estrello e Ir abrazar a igreja hespanhela.
Com effeilo onde diremos qae Sanio Agostinhea-
choa herderos, senao em o paiz de Santa Titerera
e de S. Jalo da Cruz?
Cora esla litteralura mystica Ule fecunda a Hes-
panha moderna devia ter ama lilteralura potica
mais abundante do que jamis o foi. Com efleito,
se as leltras chrisiaas no seculo V prodoiem algu-
ma cousa na Heapanh, he sobretodo a poesa rom
urna abundancia extraordinaria : Juvencae, Dama-
so, Draeontius, o inexgotavel Prudencio, todos es-
les poetis chrisiaos silo Hespanhes.
Puniendo he o poeta do dogma, ao qual se entre-
na com urna energia singular, desenvlve-o com to-
do o vigor de um controversista e com toda i supe-
rabundancia que ha de ter depois a poesa de Lope
da Vega e de Caldern ; porm vou mais longe, pe-,
neiro no espirito dessa poesa : nao he bastante para
Pru.iencio por o dogma em verso, apreseola-e era
sceua, personifica as alleices humanas, aa paixes ;
compoe um poema intitulado a Psycomachia, uo
qual p6e em lula a f e a idelatria, a castidade e a
sensaalidade, o orgulho a a humildade, a earidude
e a avareza.
Certaraenle parece que primeira vista nada de-
ve ser mais fastidioso do qua ama semelhanle cam-
posicio. Era diflicil por ventura abandonar esta lit-
teralura pagaa, enlao toda carregada de pesadas, al-
legorias, as quaes personificavam as paiifies, a pa-
Ina, a guerra, urnas vezes a frica, oulras vezes a
Hespanha '.' Para que crear-se ainda oulras allega-
rlas e povoar o campo da poesa chrislaa de r-erso-
nagens sem realidade f Entretanto prestamos alten-
cl : a idade media tambem aprecio essas allega-
ras ; rus esculpluieV*en;as calhedries Umbem se
aprnuvB multiplica Rmenlo a persooificacM
de todas as afleicOe V1W *e hea*Be h
o menor "'''"t- a&^LT"*" Cl|"'lresi P01
exemplo, no ailnira^ajMrTicen|txcalhedral, v-sa
representados lot figuras humabas, com atiribu'.os
felizmeiUeescalhidos, os senlldowura.inos, as'virlu-
des, aVpSRoes, em urna palavra. a eneyclopedia miv
ral do hornean, o speculum inrale de VicenftTae ,
Beauvais. Em (odas as naces occiuentaes eocon-
tram-se estas persouilicarSes, eslas allegorias eseol-
pidas em pedra.
O Iheatio despanbol reamis ; pondo asem scena,
em acciu, den-Ibes a palavra. Caldern devia con-
tinuar os assumplus de Pradencio : e^le personifica
em seus Julos sacramentales, a graca, a natarez,
os cinco sentidos, os sete neceados capitaes.'a syna-
Bosa e o gentilismo, e por ama arte maravillosa,
chega a dar a palavra a lodo esse povo de estatuas,
que a aaaa idade linha prodiozido. Elle as faz des-
cer de seus nichos, as moslra aos espectadores rao-'
nidos, ^e (al modo que so toma tanto inieresse come
se Tossem personagens renes; mislura-os com persona-
gons histricas e soffre-se mis obras de Caldern o
dialozo de Ado com o Peccado, e lodas essas outras
personilicaces, que nao ppdem viver assim seivlo
forra d genio, de enlhusiasm e desse espirito inex-
golavel, de que sao fartos os poetas hespanhes. Tu-
do islo se passa, n3o em presenca dos ouvinles eseo-
Ifii.los, leltrado. nem dante de am peqnejio nnrae-
r de cortez,los da corte de Flippc III e Bppe IV,
reunidos pira gozar delicadamente de um prazer de-
acadmicos, mas perante n mullida immensa, qua
enche a praca de Madrid, afflue de todas as partea '
para ver de .principio a fim a allezoria, sesoir o dra-
ma atea ultima scena, at que, vindo naturalmen-
te o>eu desenlcelo fundo do theatro se enlreabre
e deixa ver o padre uo aliar cora a PjyeV o vinho.
He menos fcil lalvez apandar eetp/a meWa
cisao o carcter do genio francez no/sprilo di
I
/
eilo, o cunho ger-
everoos esquecer
sangue em nessa
iu para as mana
ram par nossas
He certo
lo-romanos do seculo V.
maaico he aqui raais'forte ;
que o Francos traoamitlirara
|>s.iugue, assim corao sua espad.
de nossos pas, que suas (radien.
tradicOes, sua ngua para a n'oi
que se j.assarmos os X'pes oo os PyiTAens,
vessarmss os ros da Gallia meridion* o Loyre
sobretudor~a medida que ns^flalffaeuioVpiri o
norte, o cunho germnico ha mais forte; entretanto
somos especialmente um povo neo-latino ; subs- '
tanda da nossa dvilisado ainda veio da conquista
rumana, mas nao de -aaaaasannqulsla soflrida sem re-
sistencia, porque em nenhu'ma parte talvez se mos-
tra em um grao 13o nolavel o itlractivo de dvi-
hsacao romana e a resistencia qae ella devia en-
contrar.
A conquista de Cesar linha sido moli rpida, e
lo! terminada em pouco lempo por seos successeres,
mas quinto depressa se mamfestou lambem a impa-
ciencia do jugo eslrangeiro Desde o lempo de Ves-
pasianu, Classicus e Tntor se faziam proclarpar im-
peradores guolezes, e obrigavam as legles vencidas
a virem prestar juramento s novas agues da Gallia.
No seculo III, no reinado de Galliauo, tJtollia for-
ma com a Hespanha e Brelanha am imparto transal-
pino, cuja frente so succedem Cesaren dignos de
melhor sorle : Poslhumo', Victorino a Tjf^^H
mens de espada, de um grande carcter, eila
capazes cerlamenle de fundar um infi
ro, se tvessem chegido os lempos (Indos pela Pro- '
videncia. Finalmente no scalo
lia invadida pelos Vndalos
de Ravenna, ella reconheee i imperador a um
soldado chamado Constan i as milicias de
Brelanha j tinliam escoll
do sen coiiimaudo. Elle flea i neo anuos senhor das
liallias. apodera-sede maltas cidades. rechaca os
Beiierae^_do_imperador, ol ga a Honorio a mandar-
Ihc .ilMjrpr, e morre em 411 cm consequencia das
traieoes multiplicadas dos qoe elle linha sin derredor
de i.
Elnlrlanto ninguem se deve illodir sobre os moti-
vos, \vjue Impelliam os Ganlezeave os fazia Insurgir-
se couira Soma, e proclamar al Ires vezes om im-
perio gaTlo-rorr.ano ; nao sa deve crer que foi n odio
da civilsimo romana ; n3o, elles deleslavam a Iv^*
raimia de orna, araavsm porm suas luzes. Com
effeilo, eram sempre as Insignias romanas, qoe eico-
Ihiam, a purpura que davam aos seas generaes co-
roados. Eram as traices do imperio, menos as exac-
des do tlsco e esse egosmo, qae fazia sacrBcir tudo
us necessidades da plebe de Roma para dar-lite pao
e osjogos do circo, panem et circenses. Eram na
letlras romanas, qae se quera salvar naquelle piiz,
onde as escolas eram (,1o florescenles, ond desde os
primeiros seclos, os rhetoricos gaulezas rormavam
oradores para o foro das cidades naseente da Bre-
tanha :
(silla causdicos docuil facunda bUmos.
Eslas escolas ebegsram a um grao da esplendor (al,
que Graciano publicou esse celebre decreto, que ele-
va lao alio a riiguidade das escolas de Travs, Au-
sonio ltenla qual eta a popularidade de lodos sses
grammaticos e rhetoricos, que eusinavam om Anlin,
l.yon, Nnrbonna, Tnlosa, Brdeos. Com dfi) >, por
I luda a parle reuascia i pas*xo du palavra, o gesto da
1 arle oratoria, e em quanto ve-se em Roma apuga-
rem-se pour a pouco as ultimas centelhis dessa ir-
le, que linha produiido Cicero, alguns reslos snbsls-
lem na allia, conservam-se e enconlram-se debaixo
do urna forma cerlamenle bem mlseravel, mas de-
baixo de urna forma reconbecida ainda as panegy-
ristas dos imperadores. A historia deve censurar
sem davida o uso, a ignominia destes elogios dirigi-
dos muilas vezes a homens manchados de singue por
oulros homens vidos de ouro, de dignidade e de
favor ; mas nao he pernttldo descoithecer que, nes-
sa humilbacao a baixeza, se conservavam as ultimas
A^
laTIIMD [VtUniRD EUniHITn.nn
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1/
ttadicoetdi arle oratoria, o que esse homens, de-
gnueradot, enes Eumenes. etses Paeatut, cim> Ma-
niertlnot, cao provu ao menos do gusto, da paiiilo
d >i titulen a df toa poca pela paiavra, pala arle
do fallar be o delicadamente, lie jlulamente sto
que Calila liulia dilo do povo gnalet, <|uando o carac-
ttrisava de internan, com seu laconmo adrairavel,
por esta palanas :
fen militaran ti artjitle Ut/Ui.
A este retpeito nenliurn pertonignm represeola
roulhor o genis gallo remane, que Sittotti Apelli-
narlo, ara do primeiro. escritores do ttcnlo V. Si-
do lo ApeUiotrio na ioem 430, provt-
ve mela d< lla do campo, ile orna deseas
ricas fmil nM qotes se eonservavtm
a iradiet/ do* Roannos s se perpetua-
vam ao mesni leseo odios hereditarios contra o
donlnio romano. Tinhn sido instruido por habis
meslrej, des qnaes conservou a lembrnnca ; o qae
Ihe deu lices de poesia. chamavo-te Ennius. Co-
mo V-te, era j4 a poca deesas usarps.ces de no-
mes ctlebfti que povoararn depnis as escolas dos
Ofidios, dos Horacios e dos Virgilios. Sen mestre
de philosophia chama-se Ensebio,
liste fiaolr eiercido cedo' na arte d, palavra e
scisucia dos ptiilotophos, fui chamado rs primeiras
lioiras pala taita;Jo de sea sogro Avilo, ao impe-
rio. Uto rico pertonageiti gaulez, chamado Avilas,
acabara eom eil'eilo de ser (levado ao imperio roma-
no par Theodorien, re dos Godo, e proclamado pa-
ra :aliir logn depois ios golpes de om ; sissino obs-
curo. Sidanio Apollinario foi chmalo \ Roma
pea pronaacitir politicamente peranlc o senado o
a inoan; algtim temo depnis de
sannado Avitut, Sidonio recilou em l.yao
o pinegyrico de seu lueceeior Majoriaio. e inda
o depois, quando Mejoranc desappare-
. proferio em Roma o panegyrico
rie Anlhemio. Sidonio era Tecandissimo em elo-
gio!
Eiilretnilo elle nlo devia pensar assim, porque
se multipllcavam para elle com a mesma
i seos tersos, linda oblido as. primeiras
jetitteraiias, linli* cm Roma sua
estalas) ao forum de Trajano enlre os nnlores poe-
tas do imperin : liaha sirio elevado i ordem de pa-
tricio ligaidade de prefeito de Roma ; em urna
palavra, til lia estlido a laca das docuras huma-
nas, qi de repente o aborreclmenlo dos bens
este aborrecimenlo, qae se apodera das
as. se apoderon tainbem delle, e em
o cacha convertido, entregue a urna vi-
da riis Hiera elevado por acclamarao publica
sede episcopal de Clermont.
nario,"renunciando enISo a poesia
islracCes, a lodos os desvarios
udsus, revtsliu o espirito de am santo e
spo ; mas como renunciar as le Iros, a ease
inlo da iua mocidade comn nAo inos-
qu.into tterevia, o vestigio desse esp-
an galla-romanas, as quaei. tioha sido
i que, percorreudo-se a col.
^^"joaleMier que seja a poca,
curemiMi prefeito de Roma, quer o bispo
tramos sempre urna lignigem igual
i* diferentes. Com etleito Sidonio
iiefro que lodo quii ser, e tlnh si-
arte de diserbem, segundo (regorio de
Toara toa e loq jencia era tal, qae elle pedia impro-
visar uldade sobre qualquer assumplo
(lacre.
o diz que, eneafregndo de if.ir um bispo
ourges, que eslava dividido, s teve
idi noile, islo he, seis hora para dtc-
, que tioha de pronunciar naqueila oc-
Moca do clero e do povo reunidos ;
tdaeulpa, te nao acbarera em teu dil-
atoria, as autoridades histricas, as
^^^Htrraa de- grammalica, a luz
fazem sabir de suas controversias.n
na, seo discurso he simples, claro e
he leate o h imilha.
a elle loma sua desforra as ledras, on-
nio o Symmaco, ese Ihe de-
emteguio, pedindo-se-lhe que os col-
^^Hhhm. Todos os leus es'crptos, com
::gio dessa lima, que passou sobre,
os entregar as aveuluras da publicida-
e sobretodo lisongea a Sidonio Apat-
ita troca de correspondencia,
lseas amigos em espirito, affe.clarao, re-
obsenridade, elle se comprai de* lular
miades. de emprehender descripcoes
aa* cenheeer al as ultimas minucio-
; Romanos ou dos barbaros de seu
idades uleis para a bisloria, mas
^^H Victos da decadencia. IJxalla sua
*^Hhgio da gloria Iliteraria,
*r nesses eicriptos familiares
^^^Mamlo, dislicos, que por si
miado ao seu espirito em urna
i tivera jamis pensado
i poesas escripias de momento, he
^^^B*9 echa a disposi^ao do impe-
llio qnalqocr persunagem. Um dia
f m rio, elle se delem par> procurar
como ocha difflcilmenlc un! paaaagem
qu into espera que as aguas abaiiem
eaaspoe um distico retrogrado qoe
pealada por am oa por oulro lado :
[Modo quod decurril tramile flamen,
eousuinplam jam cito delici-l.
ato infinitamente superiores a., todos
Ovidio, oeste sentido que se po-
raodo dizendo :
roontui.iplum tmpora numen,
.rrit quod modo prarcipil .
17.
=
DIARIO OE PERMIBCO TERCA FEIRA 23 BE OUTUBRO DE >856
munho de qae ella* he originaria de Franca, qae
ateen nesta Ierra, onde se ama fallar delicat'amen-
le, mas sobretudo te ama faxar grandes cousas:
rem militaren).
Temes provado a origem das (rea grandes nacio-
nalidades neolatinas na Haipanha, na Italia e na
Gallia. Che-audo ao termo do aludo, que dos (i-
nhamos_propasto, echamos dona pontos estbeleci-
dos : primeiro que o mundo romano, que a civilisa-
eSo antiga nao pereceu (Do completamente nem 13o
depressa, como se pama ; qae ella resisti muilo
lempo a barbaria, qoe loas lotiluroes boasou ma.
eus vicios como sus beneficios proiongaram-s
mmto lempo na idade media e eiplicam os erroa,
cuja causa e origem eraqi mal conbecadas. A astro-
logia, todas as eiageracoes do despotismo real, todo
o pendanlismoe todas ai recordaQfles da arle paga,
que se pode sorprender nos teculos XI, XII e XIII,
ludo islo remonta pois a urna origem enliga, e
cooslilue lanos lar,os, que a idade media nao quiz
quebrar, e pelos quaes ella se prende aluda auli-
guidade.
Tamos ealabelecido de oulra parte, que a civili-
tatao ohrislaa conten j mais do que se er, os des-
envolvimenlos que se coslumam attribuir aos lem-
pos barbaros : deate moda a ".reja tem j o papado
e o monarchismo. Nos cosumes temos assigualado a
independencia individual, o senlimenlo da liberda-
de.no povo, e a digmda le da mulher. Nat ledras,
tem-se visto a philosophia de Santo Agoslinho con-
ler em germen todo iraualho-da escolstica da ida-
de media; a Cit de Dieu aprsenla as maiorespers-
Eeclivas da historia, e finalmente a arto chrislaa das
ataenmbas conlcm lodos os elementos, que sedes-
envolveram as baslicas modernas. Eis-aqui como
a Providencia tem posto urna arte singular e'uma
prepararlo prodigiosa em unir enlre si lempos, qoe
parecan) dever licar inleiramenls separados peto
genio differenle, que os animava. Y-seque quando
Dos quer fazer um mundo novo, quebra lenta-
mente pera por peca o edificio enligo, que (leve ca-
lor, e se prepara de anlemao para levantar o no-
vo edificio, que llie lia de aucceder. E como em
urna cidade sitiada, por delrax dos muros accom-
meltidos pelo inimigo. comeca-se a construir ante-
cipadamente o erilriticheiramenlo, que os h de
substilnir e dianle do qual virao morrer lodos os
esforjos dos slidiiles, assimtainbem.emqaanln o ve-
Iho muro da civilisacao romana cabe pedra por pe-
dra, cedo se conslrue o baluarte christao, por de-
trai do qual a tociedade poder anlriucheirar-se
anda.
_ Elle espectculo (leve servir-nos de exeraplo e de
lir,ao: na verdade a iuvasa barbara lie a maioramis
formidavel revnlucao, que jamis bou ve; lodavia ve-
mos o cuidado inlihJto que Utos leve em moderar de
alguma sor.le o golpe epoupar a queda do velho
mundo. A'cradilemos po^ qde noss.i poca nSo ser
mais desgranada, o que se n velho muro deve eahir
tambem muros novot e solidos serflo edificados para
nos proteger, e que finalmente a civilisacao, quo
tanto tem custado a Dos e aos homens, nlo pere-
cer jamis.
re com esles pensamentos de esperanca qoe vos
deiso, e folgo em crer que mais feliz no anuo pr-
ximo vindouro, podere dar-vos um ponto de reu-
niio mais exacto. Nao sei se acabirei comvosco este
curso, ou te, como a outrot muilos, nao me ter
permillidoentrar na ierra prometila de meo pensa-
menlo, mas pelo menos a lere saudado de longe.
Qualquer que teja a duracao do meu ensino, de
mullas forras, nao lerei perdido meu lempo, se li-
vor contribuido para faxer-vos crer no progresso
pelo cbrislianismo ; se, em lempos difflceis em que,
desesperando da luz espiritual, muilos se vollarem
para os bens terrestres, lerei reanimado em vossas
almas este senlimenlo, que be o principio do bello,
das lilleraturas saas,a esperanca !e este senli-
menlo nao he smenle o principio do bello, he
tambem do qoe he bom ; nao he tmenle necessario
aos Iliteratos, he tambem o apoio indispensavel da
vida ; elle nao nos faz produzr semiente boas obras,
faz-nos tambem preencher grandes deveres ; porque
se a esperanca be necessaria ao artista para guiar
teus piuceis ou sustentar sua penua em huras de
desanimo, uo he menos necessaria ao pai, que cs-
tabeleee urna familia, ou ao luvradbr que lauca o
trgonos sulcos, confiado na palavra de Heos e na
promessa daquelle que diz : Semeai I
F. Ozanam.
Iteaie des deux monda.)
COMMERCIO
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Leuha de achai grandes......eento
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Collado de amarello de 33 a 40 p. de
c. e 2 ) a 3 de 1..... a
o de dilo usuaes. ,.....
Costadinho de dilo ........ a
Soalho do dilo.........^.
Ferro de dilo........... o
Costado de louro.........
Cosladnb.o de dito........ a
Soalho re dilo........... n
Forro de dilo...........
cedro..........
Toros de (atajuba.........quinlal
Varas de parreira.........iln/.ia
aguilhadas........ s
a n qoiris.......... a
Em obras rodas de sicupira para c. par
d eixos I) 1) B o
Melac.0...............caada
Milho...............alqueirc
Pedra de amolar.........urna
ii mirar*......... a
o rebolos.........
Puntas de boi...........cento
Piassava..............moldo
Sola ou vaqueta.......... meio
Sebo em rama...........(jp
Pelles de carneiro........
Salsa parrilba..........
Tapioca.............
I olas de boi..........
Sabao ...........
Esleirs de perneri.......
Vinagre pipa ..........
Caberas de cachimbo de barro.

cenlo
a
urna
ii
milheiro
1500
2i00
8900
1OS000
lASOOO
7000
308000
119000
8000
tJOPOO
39500
7*000
(9000
39200
29000
39000
19280
19600
19928
19280
449000
909000
9300
19600
9640
69000
9800
49000
9320
25500
5C200
9200
179000
49000
9210
9120
9160
303000
59000
MOVIMIENTO DO PORTO.
Aorrio entrudns no da 21.
Rio de Janeiro7 das, galera ingleza Atrevida,
de 523 toneladas, capitn Ueorge Shearer, equi-
pagem 21, cm lastro; a Manoel do Nascimenlo
Perrira. Kicou de qoarenlena por 15 dias.
Terra Nova44 das, brigue inglez Peeless, de
164 toneladas, capilio A. Mearms, equipngem 10,
carga bacalho ; Johnitoii Paler Companhia.
Trieste79 dias, brigue dinamarquex aAnna Ceci-
lia, de 160 toneladas, capillo F. Fitcher, equi-
pagem 10, carga farinba de trigo ; a N. O. Bieber
i\ Companhia. Ficou em observaran.
tfaclot taidos no mesmo dia.
AracatyHiaie.brasileiro Correio do .Norte, raes-
Ire Joo Anlunes riu Silveira, carga bacalho e
mais gneros. Patsageiros, Liiiz Manoel de Fran-
ca, Manoel Barboza de Souza, Miguel Joaquim
Ayres do Nascimenln.
demHiato hratUeiru Capibariben, mestre Traja-
no Antonio da Costa, carga fazendas e mais gene-
ros. Passageiros, Manoel Ferreira lavares, Joao
Ferreira Tavares.
'.Varios entrados no dia 22.
Buenos-Ayres31 das, brigue hespanhol Jovem
Eduardo, de 240 toneladas, capilAo J. Sental,
equipagein 12, carga carne secca e 140 pipas com
agua ; a Amorim Irmos.
Rio do Janeiro--11 das, brigoe porluguez (il.ala lia,
de 207 toneladas, capitao Caetauo da Costa Mar-
lins, equipagem 15, em astro de ara ; a Fran-
cisco Severiano Rabello & Filho. Ficou de qoa-
renlena por l.i dias. .
dem16 Jias, brigoe hrasileiro Sagitario, de 266
toneladas, capitn Leopoldo Benlo Viaona, equi-
pagem 13, em lastro de ara ; a Francisco Anto-
nio da Silva Crrijo. Ficou de quarenlena por
15 dias.
~~ EDITAES"
Eelo jornal. Secretaria da Faculdade do Direilo do
.ecife em 22 de oolubro de 1835. r. Joaquim
Anlouio Carneiro da Cunha Miranda, secrelerie.
BANCO DE PERNAMBLCO.
O Banco pe Per'nairbucocontinua a to-
mar lettras sobre o Rio de Janeiro, e a
sacar contra a mesmapraqa. Banco de
Pernambuco 10 deoutubrode 1855.O
secretario da dtrecejio, Joao Ignacio de
Medeiro Reg.
PUBLICAgAO LITTERARIA.
Contina a vender-se a obra de di-.
reito o Advogado dos Orphaos, com utn
apndice importante, contendo a le das
ferias eairadas dos tribuimos de justica, e
o novo Regiment de distas, para uso dos
juizes, escrivaes, empregados de justica, e
aquellcs que freqnentam os estudos d di-
reito, pelo preco de o#000 cada exem-
plar; na loja do Sr. padre Ignacio, ra
da,Cadeian. 56 loja de enoadernarao e
livrosruadoCollegon. 8; pateo doCol-
legio, livraria classica n. 2 e na praca da
Independencia n. 6 e8.
DE
rRACA DO RECIFE 22 DE OUTUBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
, Cotaces olliciaes.
Cambio sobre Londres60 d|v. 28 d.
Dito sobre Paris318 rs. por franco
Descoulo de ledras po40 dias8 % ao anno. .
Assucar mascavadoescolhido29(1)0 por arroba.
aLFANDEUA.
Reiidimciilo do dia 1 a 20. .
dem do dia 22.....
360:1328609
9:57097ti5
Deicarregam hoje 23 de outubro.
Barca americanaMariannafarinba de triga.
Patacho americanoMarina Pee
Brigue-harabnrguozAugustoi
OONSUI.AUO
20.
iem do dT^
21:3989371
e en la
coto )
para t
ferece
iaapreia mais gtaQa a amabilidade,
be um autor engenboto do te-
te leem os verso, que elle fez
aa ta(a que Erodio oeria nf-
Kagnahiida, mulher de Eurico. A
^^^Be rooilo barbara ; pnrem os
lo delicados. A ta(a, que Ihe que-
t linba a forma de urna con -lia mari-
allutao a esta figura a as recordarles,
i tinha dalla, "Sidonio Jizi : a A
nstruoao tritao cond iz Venus,
ada com esta. Inclinai, nos
m pouco vossa mai;ettade to-
ileclora, recebei urna humilde
licor, que cuntido no resplen-
a tace raaia retplendeiite de urna
ido ella diguar-ae de mergulliar
le reflejo do seu rosto blanqueara a
D1VRBSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a |20. 7859108
dem do dia 22....... 2*625
7889033
ECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS
r.AES DE PEItNAMBUCO.
E-
Rendimento do dia 1 a 20.
dem do dia 22
32:447*180
1:531*438
33:9789638
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 20.
dem do dia 22
24:5159663
1:5l326i
25:7699927
PAUTA
J
I

.1
/
*.
I sur nuil amavel, e he impossivel que
dos madrlgacs excedam a tiua galan-
lia Apollinariu. Nao sa sabe, te nesta
f tmn ordens ecclesiaslica. talvez seja
ndano que appareee.
i ollinario nao livesse outros litlos
rola.le, elle se aprasenlarla como
ido, e preeueberie a seronda coo-
iter gaulez trucado por Catas, argute
toqui ae da primeara cndilo, por-
que nada nelle I pai alo das granees cousas
reo t*(H|ar
t a*im nao succedaa ; feilo b spo, Sido-
^^^^b senlimentos e por oonsegain-
le era aaac da cidade. Todo saben como os
lo V foram a am lempo os
ds b voluntarios da cidade, no meio
da deiot| sacan universal, dat iovasoes continuas
dos birlu i lodos tabem como sua autor idade mo-
ral era hllame para tastenlar o valor
irrar e repellir os barbaros,
i em Clermont eslava nos postos
^^Hb provincia romana, que li-
imperio, e as fronleiras do
eradoret tiiiham sido obrigados a
cnoctlle toe \ igodos.
los, descontentes de suas fronleiras, vi-
nbam b nos dias topar contra as muralbas de
t; dabi o esforgos de Sidonio para obter a
b imporial a ni* de deler os proaressos
lita barbara e poupar i sua cidade epitco-
|ial'i foretdn invado. Havia ja muilo lempo
sapera va, mailo tenpo qae havin eteiladn
Jal leus eoacidadaos para dofenderem
ouroa da cid.de, n.lo obstante lodos ot borreres
o contagio. Finalmente urna deputacao
ti tinlu sido mandada ao re do Visigodos a
a propcato urna capilulaco, mediante a
qual l cidade d Clarmont lha seria entregue ; e a
ico, o principe oarbaro devia retpiilar a io-
das oulras parles do imperio.
aba inmediatamente desle tratado, e etn-
dendia con lana energa as muros de sua
capii, ot horneas, nos quaes linba posto
sus .peraaca, < tinbaui Irahido. Enlao elle etere-
lles ii caria segunde : "no te encontrar
aqai ata ttpiro aosenboso rhjjia fooc, mas
orna alma, urna velicmencra. iiavenlhn-
rabem o carcter de >eo povo: Tal
be gor. eondieSo dette desgranado cario da ler-
wffiido menos do gnerra do i|ue da paz.
Nona eeeratidic fot o prec, da tegurauca de oa-
a escravidao do Arvenensos", que, te
remou armos anuuidade, ousaram dizer-se r-
meos tos Homa ios, a coiilar-se entro os povo des-
cendentes do sa igne de I Ilion I Se os lonsiderar-
mos em tua glor t moderna, sao elles que. tmenle
eom siiet tarcas, resisliram aa armat do inimigo pu-
blico ; lio etica que, por delraz de mas muralbas,
nao temerain os astados dos (odot, e levaram o ter-
ror ao campo tas barbaros. Eis-aqui p-jis o qae
nos Iem mereridn a miseria, o fogu, o ferro, a peste,
as oradas embclula* na angae, os^uerr >ros ema-
las privatOe* 1 Eis-aqui ea pac gloriosa,
para a qual tamos vivido de liervas, que tirrancava-
mos dat faadaa de noatas muralhasA Empregai
pon loria a votan tabedoria para romper um ajutte
lo v-rgonnoso. Sim, se for ifeeestario, ser* para
nos am praxer, vemo-nos inda siliaaloi, soflremos
a fomi;, mas etnibatendo anda, a
Desre i 1Mlio francez com sua urbani-
.dade, :oin esta Uviandade, que muilo ae Uta ten e
|)raf>8'i i" ese aenlimenl apaijo-
nr.i janiait; este
carcter se_ro -.etodoa os temos mero-
vigiaros. Ve-te jm cerlo numero de pertunaseof
oram bupot e canonisadoi depoii,
fbamiido* a edrt dos reit e elavatlos as primeiras
tgiiHladat do Mino por causa de toa habilidade a
arta le dlzer bem, quia fucundut eral, jorque li-
nham o poder, qoe daatte eolio tubjugava os es-
pirite!. Se tormos mata longe, ae chegarma* i mala
idadt, no mouionto em que ja te oute fallara
Ragua ftanceza, obaas/ajc-sa-ha qoe o primeiro ca-
rador dari*MiUqaiB)ra nanele ha r urna Ultara-
tura milita, :resct, destinada a fa;:er a volta
da E iropa ; 'Ada a Europa Uta dar na testa-
dos preros correnlet do astucar, algodiio, e mais
'gneros do paiz, t/ite se despaeham na meta do
consulado de Pemambuca, na semana de 22
a 27 de oulubro de IR'i.i,
Assucar emcaiasbranco 1. qualidade
r
<&
n
ca
D
D
>
iada
a o mase.
bar. e sac. branco.......
B^iuascavado.....
o refinado ..........
Algodao tfrn pluma de 1. qualidade
r- a o 2.
r a o 3.1
em caroco. .....
Espirito de agurdenle .
Agurdenle cachaca ....
,o de canna....... '
o rcsldada......... n
do reino........
Genebra.............caada
........i......botija
I'icor...............caada
.......... .. garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueirc
cm casca...........
Azeitc de mamona....... caada
mendobim e de coco
o de peiie .'........
Cacan............... u
Aves araras ,.......
a papagaios.......
Bolachas............
Jjscoitos......Si ... .
xf bom......... .
a resstolho..........
com casta.........
uido.....,.....
Carne secca..........
Cocos com casca........
Charutos, bons.........
, ordinarios ......
* a regala e primor .
Cera de carnauba .......
i) em velas.........
Cobre novo mao d'obra ....
Couros de boi salgados ,
* verde*...........
a espiiados.......
a de on;a ........
a cabra corlidoi .
Doce de calda.........
a a goiaba........
a secco ..........
a jalea .."..,......
Estopa nacional........
o eslrangeira, mao d'obra
Espa uadores grandes......
pequeos.....
Farluha de .mandioca.....
a a milho.......
/ a a arnrula ......
Feijo.............
Fumo bom..........
ordinario ........
u em folha bom......
c a ordinario .....
a a reslolho......
Ipecacuanba ..........
Gomma......|, .:. .
urna
, um
cenlo


a

9
um

alqueirc
' alqueirc
alq.
9
9
9
29900
29050
39520
59600
59200
4*800
19400
9550
9380
9480
?480
9600
9580
240
9580
9240
49600
'19280
9600
19760
19280
59000
IO9OOO
39OOO
79OOO
89*60
49200
390O0
3950O
69400
59000
39840
1-3'itMI
9600
24t)0
II9OOO
I39OOO
9160
9195
9100
9200
159000
9300
9200
9160
9360
9280,
19280
I9OOO
29OOO
I9OOO
19600
2000
.19500
69100
89OOO
39000
79000
49OOO
39OOO
389000
Illm. Sr. inspeetoj da Ihesuuraria provincial, em
cumprimento da ordem dcfEim. Sr.presiden le de 15
do correnle, manda Tazer publico qoe no dia 30 do
niesino, per o le a junta da fazenda da mesma the-
sooraria, se ha de arrematar a quem por menos fi-
zar a conservaran permanente da estrada do sul, ra-
mificado do Cabo, Remedios, aterro e povoaco dos
Afogados, por lempo de dez mezes a contar do dia
10 de novembro prximo futuro, nvaliada em........
5:W09000 re.
A arremataran ser fela na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 do maio do anno lindo, e tob as
c(auM||at especiaes aliaxo copiadas.
As pessoasque se propozerem a esla arremataran
omparecam na sala das sosses da mesma junto no
lia cima declarado pelo meio dia competentemen-
te habilitadas. ^ajB*jL
ara coaxial se ir^aajluii,*/'*^presen
icar pelo Diario'. ^
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
uco 17 de oulubro de 1855. O secretario, A. /'.
'.Y/umiiciavo.
Clausulas especiaes para arremataran :
1.a Eiecutar-se-ha ditos Irabalbos de cunformi-
dade com o ornamento apurovddo pela directora
em conselbu e a presen lado a a provado do lixin.
Sr. presidente da provincia na importancia de.......
5:4009000 rs.
2. O pagamento veriticar-se-ha em dez prestaeOes
mensa es.
3.a Se o arrematante liver enmprido todo o lempo
com at suas obrigacoes, e deiiar a estrada em me-
Ibor estado que a tomara, recebera a Ululo de grati-
liracao mais dez por cenlo da importancia tolal da
arrematarlo.
5." Para ludo o que nao se adiar previsto as pr-
senles clausulas, mesmo no ornamento, seguir-se-ha
o que dispe a respeilo a Iri provincial n. 286.
Conforme.O secretario, A. /". d'./mnmifafo.
O Illm. StV inspector da Iheiouraria de fazen-
da detla provincia, manda farer publico qae nos dias
23 e 30 do correnle inez a 6 de novembro vindouro.
lam de ir a praca a quem mais der, as Ierras, 111a-
teriaes a mais bens abaixo declarados, perlencenles
a exlincta capella de N. S. do Soccorro, as pessoas
aquem convier dita, arremataran deverao compare-
cer na mesma repartido a I hora da larde dos refe-
ridos dlat.
Secretaria da Ihesouraria d fazenda de Pcrnam-
bucoem 18 de oulubro de 1885.
Um pratiuho do praln' avallado em
Umsnio pequeo dem.
Os maleriaes reiullantes da demolicao da
capella e resto desla, dem.
0 bracas de Ierra em redor da capella
dem.
S. ISABEL.
Crande e extraordinaria representado de exerci-
cios cymaasticos pela familia de
SILVAIN UENAULT.
Concedido por S. Exc. o Sr. cooselheiro presiden-
te da provincia.
Silvain Heuaull summamcnle penborado pela ob-
sequiosa concessan que Ihe fez S. Exc. o Sr. conse-
Iheiro pretidente da provincia, vem humildemente
agradecer IJo grande prova de bondade e proleccjlo
da parle de S. Etc.
QUARTA-FEIRA 34 DE OUTUBRO
Uepois de execolada urna bella navertura, a fami-
lia llenault principiar os seus Irabalhos dn manei-
ra seguinle :
1." parle.
O joven Ernesto dansar um passo gracioso.
2." parle.
O joven Atibnso dentar um diflicil patso d* sua
InvencAo.
[3.t parle.
O Sr. Flix dansar urna grande danta eslrava-
gaule, e terminar com o grande salto mortal.
4.a parte.
A joven pernambocaua dansar am passo gracioso.
5." parte.
Mr. llenault dansar om passo cmico pela pri-
meira vez visto oeste Iheatro.
6." parte.
bansa de corda sem maroinba pelo Sr. 1-elix, na
qual execular muilos e.xercicios novos e anda nao
vistos uesta cidade.
7." parle.
Polka dansada pelo Sr. Flix e a bella pernam-
bucana.
8. parre.
A viagemaioi antpodas, exercicio muilo diflicil,
execulado pelo Sr. Flix.
9. parle.
O Bull-dogue-inglez subir al o teclodo Ihealro
em um fugo artificial.
10.t parle.
A corda bamba execulada pelo Sr. Henaolt, na
qual far diversos jogos de forca e de gimnstica, e
terminara os seus ejercicios com a collacao de co-
mer e beber eom a eabeca para baixo, egurando a
mesa, e sempre a grande lauro da corda bamba.
11.'a parte.
A-renrao pelo Sr. Flix sobre um barril, que faz
rodar para cima e para baixo por urna larjoa enllo-
cada diagonalmenle n'uma* altura de 5 varas e 30
pes, a qual apenas Iem um terco de largura, exer-
cicio inleiramenle novo e nunca visto nesla cidade.
Postcao acadmica
lirada dos museos de Roma e Pars : 1.a parte, a
mor le d'Abel2., a fuga de Caim3.", Marte e
Venus 4.", ero assuslado com a sombra de sua
ma5.*, Hercules (aneando Lychas ao mar6.1, o
juramento dos Horacios7.a, lacios e Romulus no
combale dos Sabinos.
Principiara as 8 horas.
Vendem-se os bilheles 110, lintel da Barra al Do-
mingo, e segunda-feira no"
para Baha: para passageiros, trata-ie no
escriptorio da gerencia, ou no dos Srs.
Rostron Kooker & C, na praqa do Corpo
Santo.
Araealy
segu com brevidade o hiate Correio do Norte, re-
cebe carga : a tratar caro Caetano Cvriaco da C. M..
ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para o Rio de Janeiro sahe com brevidade o
brigoe brasileiro Marianna, capillo Jos da Cunha
Jnior ; recebe cargo miada, escravot e patsageiros;
a quem convier, procure Manoel Ignacio de Olivei-
ra, na praca do Corpo Santo o. 6, ascriplorio, ou ao
capitao na praca.
Para a Bahia segu com brevidade a polaca
oZelosa ; para frele, Irala-se com Isaac, Curio A
Companhia, na roa da Cruz 11. 49.
COMP.VMIIA BRASILEIRV
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor
nacional
TOCAN-
TINS.com-
mandanlo o
capitao de
fragata (i.
M a nte bo
e1p era-se
dos porlos
do norleem
27 do cor-
renle, de-
vendo seguir para os do tul no mesmo dia da sua
ebegada, naohavendn inconveniente, romo se an-
nonciar, no escriptorio da agencia, ra do Trapi-
che n. 40, e na [iraca do Commercio.
LEILOES
O agente Borja far leilao quinta-feira, 25 do
correnle, as 11 horas da manhaa, em seu armazem,
na ra do Collegio n. 15, de um grande e variado
sortimenlo de obras de marcineria, novas e usadas,
de difTereules qualidades, vario pianos, obras de
ouro e prata, rehuios para algibera, qbras de vidro,
quinquilharias, uniformes rompidos de seda para
menina, dlns para menino, romeiras de fil de seda,
cortes de colletet de gurgiirao de seda, ele. ele, e
outros muilos objectos que fura impostivei mencio-
nar, os quaes se achuran paleles no mesmo nrma-
zem, e se enlregaYao pelo maior prego nfferecido ;
nssim como no mesmo da tambem irao a leilao va-
rios escravos mogos de ambos os sexos, proprios pa-
ra lodo o servirn.
Henrique Brunn far leilao, por inlervencao
do agente Oliveira, dn maii completo sortimenlo de
fazendas de algodao. Moho, laa a de seda, as mais
propras do mercado : lerca-feire, 23 do correlo,
as 10 horai da mauhaa, no teu armazem, roa da
Cruz.
Manoel da Silva Sanios far leilao, por conln
a risco de quem perlencer, e por inlervencao do
agente Oliveira, de porclo de farinba de trigo ame-,
ricana, em barricas, e dita do Chillv, em saceos :
quarla-feira, 24 do correnle, as 10 horas da ma-
nhaa, no leu armazem, becco do Goncalves, no Re-
cife.
!
avisos Diversos
cetom.
OUTUBRO.
6S00O
:M).5O00
3009000
35O9OOO
6869OOO
O official
Mello.
maior, Emilio Xavier Sobreira de
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolurao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que a arrem.dacao da
obra do lapamento do pantano de Oliuda, fui Irans-
fereda para o dia 25 do correnle.
E par constar se mandn allix.ir o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de outubio de 1855. O secretario, A. F.
d'Aniiunciaran.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial orden, da Rosa, e juiz de dreito es-
pecial do commercio por S. M. o Imperador qu'
Dos guarde ele.
Fago saber aos que o presente edilal virem, que'
por parle de Manoel Joaquim Hamos e Silva a I).
Mara Clara dos Santos me foi feilo o requerimento
do theor segunte :
Aos 11 de oulubro de 1855, nesla cidade do Re-
cite de Pernambuco, em audiencia publica, qoe aos
feilos e parles dava o r. juiz de direilo espe-
cial do commercio, Anselmo Francisco Peretti,
nella pelo solicitador Rodolpho Joan Barata ,de
Almeida, procurador de Manuel Joaquim Ramos
e Silva e D. Mara Clara dos Santos, por procora-
cao que exibin, foram aceusadas as penhoras feila
em diuheiro contra o execulado Jos Dias da Silva,
a que requereu fossem assignados os 6 dias da lei;
o bem assim se passem os edilaes alim de serem ci-
tados os credores incerlos do mesmo Dias ; o que en-
vido pelo juiz mandou apregoar pelo porleirn do
juizo, Jos dos Santos Torres, que o fez na forma
da lei e deu fe de nao haver comparecido o execu-
lado nem oulrem por ello, termos em qae o mesmo
jaiz houve o requerimento por delirido e extrahi o
presente do prolocollo das audiencias.
Eu francisco Ignacio de Torres Bandeira, escri-
vio interino o escrevi.
E mais se nao continha e nem se declarava oulra
censa alguma era dilo requerimento, e em virtile
de meu deferimenlo, o escrivao que este subacre-
vou mandou pasear o presenta pelo qual esen theor
se chama e sita aoi credores incerlos do referido
execulado para ficarem scientes do contendo desle
e aprrsenlarem ao praze de 10 das o que liverem
a nppor a dita penhora.
para que rhegae a noticia de todos mandei pas-
sar edilaes qae serao publicado pela imprena e
afinados nos lagares designados no cod. com.
Dado e pastado nesta cidade do Ktfife aos 17 de
oulubro de 1855.Eu francisco Ignacio de Torres
Bandeira, escrivao interino o sobscrevi.
Anselmo Francisco PerelU.
SOCIEDAUG DRAMTICA
lecita tedirla pelo
uTSeiRe da pr
EM BENEFICIO' DO JOV
KAfJAP
Alexatulre U
()ltKTtli;iRt -! I Di:
1.a PARTE.
Depois de urna brilhanle ouvertora execulada
pela on heslra, o joven beneficiado execular na sua
rabeca urna lindissima pbanlasia de sua compo-
sic3o.
2." PARTE.
O aclo primeiro da sempre applaodida eengrasa-
da comedia em 3 actos
O Passaro azul,
pela companhia dramtica.
3.- PARTE.
O grande
CARNAVAL DE VESEZA.
\ ariacues burlescas.) execuladas na rabeca pelo
joven artilla beneficiado,do mestre allemo Ernsl.
4. PARTE.
O segundo aclb da Comedia.
5. PARTE.
A brilhanle
ARIA MILITAR
com variacoes pelo beneficiado, composicao do gran-
de mestre allemo Francisco Prume.
6.a PARTE.
O lerceiro aclo da lindissima comedia.
7." PARTE.
O beneficiado finalizar o espectculo com a eo-
grac.ula valsa do BEMTEVI imitando o passaro com
a soa rabeca.
Eis o espectculo, qu/ o joven beneficiado pela
primeira vez Iem a boma de oQerecer ao Ilus-
trado publico Pernambucano, de quem espera toa
valiosa prnli-cc.io e benevolencia. '
Os cutre-aclos serio preenchidos por escolhidas
pecas de msica pela ore bes Ira.
Os bilheles de camarotes e cadeiras vendem-se em
casa do beurliciado, Uotel Francisco, no Recifc, e
no dia do espectculo no mefino Ihealro.
P. I).Em um dos iutervallos o beneficiado ir
receber ai esporlolas dos respectivos camarotes e
agradecer aos seus protectores.
Principiar as 8 horas.
Precisa-se de um liomem para dis-
tribuidor deste DIARIO: na livraria n.
6 e 8 da praca da Independencia.
CONTENHAM-SE SENHORES
FALSIFICADORES. -
Constando ao abaixoas>ignado que em
algumas padaras e depsitos desta cida-
de, se tem vendido bolacha fina denomi-
nadaVilla-Verde, scientiica ao res-
peitavel publico, que a verdadeira bola-
cha fina de invencapdo abaixo assignado,
s se vende, na sua padaria, ra Impe-
rial n. 173, estreita do Rosario n. 39A
e V5 e Rangel n. 14, e que toda a mais
que se vender em outra qua^ierparie he
faIsifcada. JoatvJ~'" ~"^_^~X^^~
Villa-Verdev-- ^mm Ci^do Santos
Nesf"'
800,s00Ca tvpographia se dir' quem da'
Va juros de 1,2por cento, so-
lieca em urna casa.
Te-Deuni.
Olliciaes de alfaiate:
precita-sa na ra Nova, esquina dn ponte.
Coavda-se aa pettoat qae pralenderem alagar
o armazem da roa da Praa n. 6, perlencenle ao pa-
trimonio-ala taneravel ordem lereeira de S. rancta-
co detla cidade do Recife, apresenlarem seus reqae-
rimentns ao abaixo astignado, como secretario da
mesma ordem, oa ao Sr. ministro Jos Marcelino da
Rosa, peatna competente para o alagar. Recite 22
de oulubro do 1855. Galdino Jlo Jadnlho da
Cunhr.
Offerece-se om moco estrangeiro para, caixeiro
de qualquer ettabelecimento ou mesmo pera a ra,
o qual di fiador a soa conducta : pare tratar, na ra
Augosla n. 1.
Rua Nova n. 2
L. Delouche Iem a honra di annunciar qde acaba
de receber pelo Beaujeu um bonito sorliroenlo de
fitas, tambem bicos da blonde, de teda, renda de
seda prela verdadeira de urna pollegada a um palmo
de largura : vende-te em pequeas porches por pre-
sos muilo vanlajosos. .
Contratam-se
pessoas livres ou escravts, qae se qaeiram empregar
no trafico de canoas, pagando-se por mez, 00 fazen-
do-se vantagem nos lucros, que por ventora possam
haver na pastacem de canoa da rua da Aurora para
o Iheatro de Sanla-Isabel, ou dette para aquella :
procure 00 paleo do Carme n. 9 a qualquer hora do
dia. que achara com quem tratar.
Os Illms. Srs. academices do 5. anno sao con-
vidados para comprnrem at filas para ai tuas car-
las de hachareis : na loja n. 2 da roa Nova alraz da
matriz.
Novos livros de hojneopalhia em francez, sob
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 209OOO
Teste, rrolcslias dos meninos ..... 68000
Hcring, hemeopalhi domestica..... 78000
Jahr, phrmacopa homeopalhica. .' 9000
Jalir, novo manual, 4 volumes .... I65OOO
Jahr, molestias nervosas. ...... 68000
Jahr, molestias da pclle....... 89000
Kapou, historia da homeopathia, 2 volumes I69OOO
llarlbniann. tratado completo das molestias
dos meninos.......... 10g00n
A Teste, materia medica homeopalhica. ,, 89000
De Fajolle, doulrina medica homeopalhica 78000
Clnica de Slaoneli '..... 69OOO
Casling, verdade da homeopathia. 49000
Diccionario de Njsten ....... IO9OOO
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conleudo a descripcao
de todas as parles do corpo humano 309000
vedem-se todos estes livros 110 cousullorio bomeofa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, roa Nova n. 50 pri-
meiro audar.
Estatuios para linba de mnibus dos arrabaldes da
cidade do Recife, mandados fazer pelo proprieta-
rio dos meamos para lerem vigor depois de appro-
vadoi pelo Illm. Sr. Dr. chefe de polica.
Artigo. 1." Ai assignaluras por mez, serio esti-
puladas conforme convier as parles contratantes, e
pagas adiantadas lodos os mzees, assim como as v'ia-
gens avulsas serao pagas a entrada dos mnibus.
2. O assignante logo que pague a mensalidade,
nao iem direilo retira-la, aluda que deixe da an-
dar no mnibus, sendo todava permeltido pasta-la
a oulrem at completar a datada pagamento.
3. Os menores de 10 aunes pura baixo pagarao
melade do valor da auignalura qae pagarem os
adultos, e melade as vlagens avulsat.
4. Os assignanles de qualquer mnibus nao po-
derao ler ingresso senao no mnibus que contrata-
ren] segundo ai horas marcadas, e te fizerem via-
gem em algom dos outros mnibus, serao obrigadst
a pagar a razao de viagem avulsa.
5. S serao admellidas nos mnibus catno assig-
nanles as pessoas que apreteutarem o recibe aos
bolieiros, do contrario serao obrlgadat a pagar por
viagam a razao de 18000 para Apiparos e 500 rs.
para a Pastagero-
ti." Nao.hu allendivel reclamaran de pettoi algu-
ma que nao esliver as horas marcadas para ai parti-
das.
7. He eipretsamente prohibido fnmar'-se dentro
dos mnibus, bem como fazer-se alarido que en*
comniode aos mais passageiros e proferir-se palavrat
obscenas.
8. Qualquer pessoa qne infringir algntf dos atti-
"os precedentes ser expulsa dos mnibus sem ler
""*. 'o reclamarao alguma.
direiWaa^aiaa-^jjy^g.g,,,!,,.,, de 18-)5< Claudio
Patatar*-
DUvX Secretaria d..po^^i.buco ao,
fallecido Jos Concalves Ferrejr.
edoresdoseuca^q-e^ejU^
Precisanteu
desla promeaaa para ver como
DECLARACOES
Faculdade de D-
reito do Re-
cife.
Paia cnnhecimenlo doi inleressadot se faz publico
por esta secretaria, qae a congregado de henlem
deliberou que se lirasso ponto boje23 do correnle a
hora do cosame. E para que chegae ao
lo da lodos, se mandou publicar o
AVISOS MARTIMOS
RIO DE
JANEIRO.
O brigue nacional MARA LUZIA, ca-
pito Pedro Valette Filho, com brevidade
vai seguir ao porto indicado, tem grande
parte do seu carregamento tratado; para
o resto, passageiros e escravos a fete,
(aos quaes da' as melliores accommoda-
f-oes) tiata-secom os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & C, na rua do
Trapichen. 1 (i, segundo andar.
idade de 14 anas, pouco mais on" mu'; .
Imperial n. 173.
Preciss-se alosar 2 escravos de boa condncla :
na padaria da rua Imperial n. 173.
Precisa-se de 4 amassndore : na padaria da
rua Imperial n. 173.
Precisa-se de urna ama para casa de 2 pessoas:
na rua das Trncheiras n, 8, loja de lartarugueiro.
Precisa-se alugar urna prela captiva para lodo
servico de urna casa de pouca familia .o sem meni-
nos : na rua estreiln do Rosario n. 12, primeiro
andar.
Francisco da Cosa Amaral, pela sua rpida
viagem parn a Europa, nao leve lempo de despedir-
sede seusstmigut, o quo faz pelo presente, oflere-
crndo-lbes o teu limitado presumo em Lisboa.
Roga-se ao Sr. Lana que venha quanlo antes
tirar os pcnlmres qoe tem em casada Sra. D. Anua,
professora na rua da Penha, pois basta de eipVrar 8
mezes, do contrario le vendern para o pagamento
e islo, ao prazo de 15 dios. .
Precita-se de ama prela para lavar ronpa, e
tambem deve engnramar um pouco : no sitio do Sr.
Feulon, na Ponte de Cebn,a qualquer hora do dia.
A pessoa qae perdeu um sinele de relogio, no
hotel de Apipacot, dirija-se ao mesmo.
Precisa-se da qoiolia He 5:OO0S, pouco maisou
m le, para pagar os rourerlos da salera americana Tai-
ma, capitao R. Rendixen, viuda de Mazallan com
destino para Falmoolh, e arribada a este porto : as
pessoas a quem o negocio convier, queiram dirigir
suas olleras em caria fechada' al quarla-feira, 24
dd correnle, ao meio dia, no escriptorio de N. O.
Bieber Si Companhia, rua da Cruz n. 4.
Aluga-se um mulato de dado 18 atines, de
boa conduela, sabe comprar o necessarin para orna
casa, he fiel e obediente, prefere-se casa eslrangei-
ra : na rui da tiuia n. 64, primeiro andar.'
19000 de gratificacao.
Voou dos fundos da casa da rua da Senzala Ve Iba
n. 36, no sabbado a larde, um periquito pequeo
todo verde : quem o achoo, querendo leva-lo a casa
indicada, recebera 49 de gralificarao*, alcm de se Ihe
tirar muilo ohrigado.
LOTERA 1)0 GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
. CASA DA FAMA.
AOS 5:0006', 2:00| E 1:000$.
O caulelisla da casa da Fama, Antonio da Silv
tiuimares, Iem exposlo .1 venda os teus mullo afor-
tunados bilheles e cautelas da quarla parle da se-
gunda lotera do Gyronasio, a qual corre no dia 3 de
novembro'do correle anno, os quaes cstao venda
as seguinles casas : aterro da Boa-Visbi ns. 48 e
68 ; roa do Sol n. 72 A ; praca da Independencia
ns. 14 e 1G ; rua do Rangal n. 5i ; rua da Cruz
n. 43, e rua do Pilar n. 907
TRECOS.
Bilheles inteiros
Meios
Quarlos
Oitavos
Decimos
Viaesimos
O mesmo caulelisla declara,
a para o com-
caixeiro de lojajon de co-
esla promplo a da)r fiador
ue promove o necestaro para dar ""> I conla a roa da Cadeia do Recife o.T|3, a
crao de grac.es a inaugurarlo do jo-\ Hendidas no inventario,
j ortuoiie; o .Sr. D. Pedro I, pro- U|nR a basUulc habilitad
o consol porluguez Joauu*m Bapttsla
ais inlervir ueste festejo. He pois ne-
quem preciar, dirija-se. rua do Cabugjjj. a, <6.
Salustiano de AquinoFerralra avisa
o commurcio cjie o Se.- Joaojjigiiel da
Costa Jnior deixou de sx;.-seu a+x-eh^
desde o dia 19 de outubro do presente an-
no. Pernambuco 22 de outubro Salustiano de Aquino Ferreira.
LOTERAS DA PROVINCIA.
Os cautelistas Oliveira Jnior & Com-
panhia, venderam a sortedos 2:500$000
res, em 4quartos, no numero 4545, c a
de 500j}000 rs. em ,20 vigsimos, no nu-
mero 4884, e outras de 250^000 e
I OO.s'000 re'is. Ospossuidores de ditas cau-
tellas podem vir receber no escriptorio
dos mesmos, na rua da Cadeia do Recife,
11.50, primeiro andar, apenas se distri-
buir a lista geral.
O Illm Sr. thesoureiro das loteras
manda fazer publico que se acham a'
venda os bilhetes da qarta parte da se-
gunda lotera do Gymnasio na thesoiua-
ria das loteras, na rua daPraia, n. 27,
cujas rodas anda tu inpretewvelmente no
dia 7> do mez de novembro. Ihesouraria
das loteras, 22 de novembro de 1855.
Lni/. Antonio Rodrigues d'Almeida, escri-
vao das loteras.
GABIHETE PORTUGUS DE
LEITURA.
A directorio do Gabinete Portuguei de leitura,
por del mada em sessio de 17 do correo-
^^B dos Srs. atsoeiados, qae ainda
MossjHsieram oditposto nos g8. do arl. 13, >
1. do:- respectivos estlalos, alo poaem
gnrar as reg idas pelos K do art. 12, sem
previamente cumprirem aquella dispoiic^es, o qoa -
ie fax publ ecimeuto. Recife 19
de outu bro d e arlos Coellio da Silva,
1 secretario.
J. Falque.
RIJA DO C0LLEG1Q M. 4.
Receben pelos ltimos navios vindosde Fran- ]
ca um grande sortimenlo dos objectos abaixo
declarados:
Palitos da panno ferrados de sedae Ua, go-
las de vedado e teda, de 121000 para cima. '
Ditos de seda de diflerentes carea de IO3OOO j
para cima.
Ditos de alpaka preta a de corea,forrados
de seda, e de laa com goda da suda e oolrasJ"
de 69OOO para cima.
Ditos da laa a lia a seda, de diferentes
corea e preces.
Ditos de brim branco e de cores, sendo ot
de coreado 29500 para cima.
Ditos do ganga luperior.
Calf.11 de rase mira prata muri boas a
IO9OOO.
Ditas de eiires de diflerentes precot.
Palitos, calcas e colletet de casemira mes-
ciada, ditas de brim braneas a de cores da
diflerentes procos.
Grande sortimenlo de perfumaras final a I
extractos. I
LUVASDE PELLICA DE JOVIN, bran-
cas, cor de canna, pretal e oulras odres, lan-
o para homem cerno para tenhorat, enfeites j
para cabrea, chapeos da palha aberta e en-
reiladoscnm filas, vedado e plumas, para me-
ninos e meninas, camisas uaacexu de difle-
rentes qualidades, Bravatas pretas e de corea, I
gorros avelndados eecostezet para homens e
meninos, bonetes da aargarao a dina para
borneas, ricas carteiras e charuteras de df-
ferentes precos, reos leqoes de mtdreperola,
lunelos de tartaruga, paj^pjpj
meninas, cintos ida I
corea para homem a 1
da tapete e de 13a
amitos artigo* qne
n_mnilo raroaveis. >
^ KltflaalBsBaWSQK 1
0 ASSESS<
00
o formulario de toda as actjo'es co-
nhecidas nonosso foro
PELO
DR. CARLOS ANTONIO CORDEIRO.
Acaba de ser publicada a acba-se venda aa li-
vraria da esquina do Collegio n. 20 de Ricardo de
Freilai & C. a primeira parla de Astate* Forense
contendo, alem do formulario do protesto perante o
jary, ( adoptado pelo governe ) netaHelmenle aug-
mentado com todat aa pelcoei, despachos, e mais
termos qae nella foram apena* indicados :
O formulario completo dos recursos. '
O do procesto de habeas-eorpus.
O dos termos de bem viver.
O dos termes de tegaraoca, quer e*-oflicio, quer a
requerimento de parle.
O formulario do procesto por qnebriaBenlu desles
termos.
O de todos os procesaos policiaca, e qae cabem oa
alfada.
O de saas appellafdor.
O do procesto por aboso de liberdade de imprenta,
quer por crine de injuria, quer por crime de ca-
lumnia.
O Jo proeetto de responsebilidede dos emprega-
dos nio privilegiados.
O do processo por crime de contrabando. -
Este trabalho acba-se feilo com lana minociosi-
dade e clareza, que es Srs. jolxei, delegados e sub-
delegadot, escrivaes, advogadot, inspectores de qoar-
lerao, procuradores, oooolro qualqner empregado
de justica, quando nao lenham mesmo ideia alguna
de processo, o poderte instaurar e eettdati-te por
ti mesmos regalar e legalmenle : laca al* at eipli-
cafoes do Astetor Forense.
Na casa cima indicada, vende-te lambem a col-
lecfSo de principios, regras, maiimate axioaias de
direilo em geral, pelo mesmo Dr. Cordeiro, obra de
immensa vanlagem para oa Sft. juitet, advogados,
proviiionados, etc., por isto que nella se encentra,
em ordem alphabellca, todat ai regras, maiimas da
dirert*, ele, com citaeao das feotes de onde sao co-
Ibidas.
O prefo do Aieessor Forense he 59 brochado, |e
69 eocadernado.
O da colleef ao dos principios e axiomas de direi-
lo he 28.
differenles
s.j
Mgetn; e outrot
veadam por prefot |
Segu brevemente a es-
enna nacional JOS, ca-
pitao Jos Joaquim Alves
das Neves: para o resto do
seu carregamento, trata-
se com os consignatarios Antonio de Al-
meida (lomes & C., na rua do Trapiche n.
I (i, segundo andar. (Este navio s toca no
Maraulmo a receber pratico.).
Para o Aracaty segu em poneos dias o bem
condecido hiate.rVapiBrtritc ; para o reslo da carga
e passageiros, Irata-se oa rua do Vigario n. 5.
COMPANHIA PERNAMBIJCANA.
ESCRIPTORIO DA GERENCIA NO
Largo da Assembla n. 10, 1 andar.
O vapor Pernambucano Mrquez de
01 indan, de excedentes accommodaeftes
para passageiros, commandante Antonio
Silveira Maciel Jnior, deve tocar neste
coneci- Por' Pr ^t** d'as> e depois de. 24 horas
prsenle!seguir' para o Ro de Janeiro com escala
deca
ittseii
0700
29800
19*10
760
600
320
que garante
nica-
mente os seos bilheles taWros em orignaes, pagan-
do os Ires premios grandes sem o descont dos oito
por cenlo do imposto geral.
Precisa-te de urna mulher para fazer concer-
tos : na loja de alfaiale da rua Nova,' esquina da
ponte.
Todas as pessoas qne sao assignanles do joraal
de modal do Rio do Janeiro, devem procurar no
alerro da Roa-Vista n. 3f.
Perdeu-te, ctbindo do pescoco de urna enan-
ca, desde n Boa-Vista em direcrilo ao Monteirn, um
Irancelim lino de ouro, com urna moeda de. I9OOO
de ouro, antiga, enliada 110 mesmo Irancelim: quem
o echar o quizer restituir, dirija-se a Camboa do
Carino n. 18, que le Ihe dar o valor em moeda cor-
renle.
Perguntas que nao impapam.
Pergutib);se (ja se sabe) com loda caximoniato
espio torio'ou ralo das cloacas da A..... como S.
Me. tendii de um feilio de odios laes posta eiercer
lanas calumnias, delates e milicias Uo tortas, lo
ierones.0, Ha asquerosas, como loitas e asquerosas
sAo suat obras: oulro sim, perguota-ee tambem por-
que coiuenle qoe pettoa tua (qae no he um pan-
cadiu I) esteja a escrever para o Rio.... ou para a
fonte. denunciando ulioa e injustamente ot seus col-
legas e a mais alguem desta capital. Oihem qaa
meoiua atrabilaria 1 O R.
A pesaos qae achoa am cachorrioho do reino
pequeo, que detenetmlnhou-se do becco da Bola
n. 37, no dia domingo, 21 do correnle, querendo
reililui-lo, alm de mullo te agradecer, te gratifi-
tar.
Precita-se alagar "um preto ainda qoe seja de
idade, para' q pequeo servico de um moco solleiro:
quem o liver un.un.cie, qae lera procurado.
LOTERA da provincia.
O cautelista Antonio Jos Rodrigues
de Souza Jnior vendeu da terceira parte
da segunda lotera doCymnasio, o bilbetc
inteiro n. 89, com a sorte de .">:000^000
rs..e muitas outras sortes de 250S000 rs.,
IOOsOOO, 50(000 e de 25^000 rs. 0pos-
suidores queiram vir receber (conforme
seus annunciotj logo que se distribuama
listas.
Acaba de chegar nova pimenla di Jamaica,
atedenle para tempero, assim como sag', eevadi-
uba e ervilhas: no armazem de Paula & Santos, roa
do Amorim 11. 48.
Jtencao. j
Roga-se a lodo* 01 devedores da taberna da roa da
Cadeia do Recife n. 2.">, defronte do becco Largo,
qua eslo alratadot em seus pagamentos, tanto de
ledras vencidas como de conla de livro, qoe quei-
ram realisar seus pagamenlos ate o lim do correnle
mez de oolubro, e aqaedetque o nio flzer, passarao
a ser ejecutados, e teus nomes publicados, itlo pira
evitar a prescripcao.
<$) O r. Ribeiro, medico, mudou
t sua residencia para a casacinzen-
ta de quatro andares, na rua da
f$ curado a qualquer hora.
AO PUBLICO.
No armazem de faadas bara-
"""tag, na do Collegio n. S,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto m por-
c5es, como a retalho, afliancando-i
se aos compradores um s preco
par todos : este ettabelecimento
ahrio-se de combinaijao
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas c suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offereCendo elle maiores vai>-
tagens do que outro qualqiie
proprietano deate importante es-
tabelecimento convida a'todos ot
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham ( a' bem aos
seus interesses) comprar fazeodat
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos ii Kolim.
^S9S9
Aluga-se urna negra, que cozinha, engomma e
faz lodo o servico, e no Iem vicios : Irala-se em
casa do Sr. Antonio Ricardo, na rua do Collego;
n. 3.
Chegaram, multo em conla, ama porcao de pul-
reiras parn meninas : n roa do Cebug, loja de
ourives n. 11, de Seraphim & IrmSo.
Atten^ao,
Faca saber ao respeilavel pbblico que sendo eu
natural desla comarca de (aranhum e runbecido
pelo meu proprio nome d Pedro Correa da Rocha,
mas como ha nutro que Iem o mesmo nome, por
causa de duridas, assignar-me-hei de ora era dian-
le per Pedro Correa da Rocha Tiririca, nao causan-
do por islo censura ou duvida alguma a mea respai-
lo, pois s o tico pela canta cima'dila.
' Aluga-se um armazem na roa da Moeda dt-
fronle do de Tasto IrmSos, o qual foi oceupado pe-
lo Sr. Antonio Fernandes Daarte : a tratar na roa
do Qoeimado n. 28, lerceiro andtr. .
O tbaito assignado taz icienle ao reipeilavel
publico, que deixoa de ser seu aiiero Joo Ignacio
dos Santot Coelho desde d dia 19 dn correnl*.
Francisco Jos da Costa Ribeiro.
PARA A FESTA.
Aluga-se nqmelhor lugar da Torre, um
sitio com grande casa nova, estribara e
cochera equar topara ieitor : a tratar na
rua da Cruz n. 10.
Casa da Fama.
O cautelista Antonio da Silva Guima-
rfies, vendeu os seguintes premios da ter-
ceira parte da segunda lotera do Gym-
nnsio, a saber:
4220 bilhete inteiro garantido. 1:000*
334 dous meios........ 250,v
664 bilhete inteiro...... 25 3515 bilhete inteiro. ...... 250$
1105 dous meios........ 1001
3225 quatro quarto*...... 100$
5516 quatro quarto*...... 100$
Assim como muitos premios de 50f e
23$000: o possuidor do bilhete inteiro
n. 4220, pode vir receber a garanta, no
aterro da Roa-Vista n. 48.
, Na loja atol, sita ao pateo Ja matriz da cidade
da Victoria, achar-se-ha lodo o qae diz re*palle a
armacet, tanto festival eastM faatores ; alaga-aa e
vende-te cera pelo metras praca da Recra : quem
precisar de algum deilet objectos, *> teta taait do
que diricir-sa a mesma loja, a Iralar com Alejandre
Jos de Ilollanda Cavalcanli, qae ftr boa accom-
modacSo com todo.
Na travesa de S. Jos n. 29, da*-e
dinheiro a premio em todas as quantias,
sobre penhores de ouro e prata, com ju-
ros accom modados.
FURTO.
Ferlarara ao abano assignado aa nata do dia 20
da crrante da rea de Jkam, aefroal* do chafariz,
urna cana, nova, ainda nSoasla abarla, Iem aa hei-
ra junto popa om rombo de dous palmo* da com-
prido, he battanle grande : roga-ta at autoridades
ou a qualquer pettoa a apprehenio da mesma.Jo-
s Goncalvet Torres.
Precita-se de um caixeiro para tiBajrnn : u.i
rua velba n. 54.
Preciu-te de urna ama que lenba bastante lei
le, para acabar de criar urna cria, que j lesa 5 me-
zes, paga-te bem : a tratar na roa da Cadeia do Re-
cife u. 23, defronte do becco Larga. '
Precisa-te de ama mulher forra ou eterava,
quesaiba cozinhar e en,)ininar perleramente, pelo
qu* se pagar a contento e com generotidade : na
rua Nova n. 4, loja d oorives.
Prtcita-te de ama ama forra ou captiva, para
servico interno ou externo de urna cata de pouca
familia, prelere-se tendo vtlha: dirija-se ae segan-
do andar 4* tebrado o. 23 da roa larga do Rosario,
defrooteda botica do Sr. Rtrlbolonteu Francisco de
Soaaja.
Precisa-te de orna ama para casa dt pouca fa-
mittl : na rua de Apollo, armazem n. 32; prefe-
iva oa ama mulher de idade.


0IA8I0 DE PERHMBUCO TERCA FEIRA 23 OC OUTUBRO DE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
60 UVA 2* OVA 1 AIBAI O.
O r. V. A. Lobo Moscoo da consulla homeopathicas lodo 03 das gol pobres, desdo 'J horas da
iiauhjaaloroeodia, eeracaaosextraordinarios a qualquerjwradodia ou noiio.
OBorece-se Igaalroeuto para prnHtar qualquer opwaga^Jfcs'itBTKia, e acudir promplamenle a qual-
tucr raullur que eneja mal de parlo, e cuja*eireumtancina>prmUlam pagar io medico.
SO DOWTORHI DO ML F. \. LOBO I0SCOZO.
2U9000
RA NOVA 00
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual 'coptelo de meddicina bcimeopathica do Dr. G. H. Jahr, traduzidoem por
oso, qualrj volcanes encadefnados cm dous e acompanhadode
s de medicina, cirurgia, analomia, ele, ele......
iran te do todat as qae tratara do esludo e pralica da homeonalhia.por'ser a nica
.pie coalni a ndamenlal ',( doulrinaA PATItpiiENESIA OU EFFETOS DOS MEDICA-
Ht*ANIMO EM ESTADO DE SAUDEcoohccimeolo* que nao podem dispensar as pes-
ar a pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
Hahneroann, e por si mesos se convenceren) da verdade d'ella: a lodos os
engenho que estfo louge dos recursosdos mdicos: a lodosos capitaesde navio,
podem leixar de acudir a qualqucr incommodo seu ou de seus tripulantes :
la por circumslancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao|obriga-
inewfi os prinieiros soccorros em ua* enfermidados.
leopatha oq IraduccSo da medicina domeslica do Dr. Hering,
I i pe-soas que se dedicara ao estado da homeopalhia, um volu-
. ..** frnnda, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 103000
tmoe de raedici 00, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 3J000
airea e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
(roprietano destn astahelecimento se lisongeia de Ic-lo o mais bem montado possivel e
iiinguam duvida boje da arande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.............
Botica* da 34 oedicameulos em gU bulos, a 10, 12 e 133000 rs
Ditas 36 ditos ....., onannn
Tubos aviilsas..........,.....;........ 'S
irascos d Dito di! verdadeira lindura a rnica................. 2g000
i virada grande numero de lobos' d'e crytlaxd diversos lamanhos,
S. ZS^iSSi.!"" qUa,qUet eod* dc -'nieotoscom loda a brevida-

8*000
das pea
DR.
Subscri
A. J.
parar-ala obra no ce nsullorio homeo-
^^HSCOZO, ra Nova n. 500
5000 em biochura, e 6800,
J&Z&s
HMBB1
m
LLT0R10 CENTRAL
HMEBPATHKO.
lito pora os pobres.)
0
TBAT1IEIT0 HOMOPATHICO.
Preservatico e curativo
DO CHOLERA-MORBUS,
PELOS DBS.
2M.A.Kl :m^z .,-*. m-K. u s ^,
upara se poder corar desla enfermidade, administrando s remedios mais ellicazes
luaoto'w recurre ao medico, ou mesmo para cura-la indepeudenle desles nos lugares
em que ni.o os ha.
ZIDO EM POUTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
coiitm as indicares mais claras e precisas, so pela sua simples e concisaex pesi-
as as inlelligencias, nlo s pelo que dizrespcilo aos meios curativo), como prin-
tivos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parte em que
alies lem do poslos cm pralica.
meopathico o nico que lem dado grandes resollados no curativo desla horn-
os a proposito tradozir esles doos importantes opsculos em lingua verncu-
la, para dest'arle facilitar a sua leilnra a quem ignore o franecr.
le no Consultorio rio traductor, ra Nova n. 52. por 2000 rs.
ANNUNCIO.
Loja s iirmuam de fazendas barilissimas, na ri
cife n. 50, defronle da roa da Ma.
De<>, qi aa do segondo berco vindo da pon-
te, lado esjoerdu. Nesle estabeleciinenlo achirlo os
Srs. fazeu eiros, commercianles do centro, e o pu-
blico em feral, um completo sorlimenlo de fazendas
finase gromas, todas de boa qualidade e sem avaris,
inleiro vista, *e vendem pur precos bara-
coino boa disposigilo para bem ser-
vir e agradar a todos os fregueses *c|oe se dignaren]
honrar o slabelecimenlo.
AULA DE LATIM.
fcente Ferrer de Albuquer-
quemuttou a sua aula para a ra do Ka ri-
ges n. 1 (, onde continua a receber alum-
nos inte nos eexternos desde ja' por m-
dico pr.Tso como he publico: quem se
quizer 111 -eupequenoprestimoo,
segundo aadar da refe-
qualquer hora dos.dias uteis.
ir. no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO REDIGO
HOMEOPATA.
EXTBAHIDO DE ROFF E BOE-
VSEN E OUTROS, s
irdetn alphabelica, :om a descripeo
das as molestias, a indicado phvsio-
logica e Hierapenlica de todos os medicamentos ho-
meopalhii os, ato lempo de aceflo e concordancia,
seguido ii ario da siguificagilo de todos
oedicina e cirurgia, e poalo ao alcance
j pelo
DE MELLO MORAES.
! CONSULTORIO IIOMOPA-
TIIICO.
I (Giatuito para os pobres.)
I 28. RA DAS CRUZES 28.
I O Dr. Casanova da consullas e faz visi-
tas a oualquer hora do da.
\ Os medicamentos horooeopnlhicosmaisacre-
dilados do Universo, sao us que silo prepa-
' rados pelos Srs. CATELLAN a WEBEK.
) phanuaceulicos em Pars: nesla casa lem
sempre um grande sorlimenlo desles me-
I dieamentos em linluras de todas as dyua-
I misardts; e em glbulos preparados pelo
proprielario desla eslabeleciraento: caria-
ras de lodos os lamanhos, e muilo mais em
couta do que em qualquer oulra parle.
1 carleira de 2i medicamentos.., 69OOO
I frasco de linlura a escollier ^ IjJOOO
Tubos avulsos, a :100, 500 e 1?.
Elementos de homieopalhia. 4vol. 6000
N. B.Cada carleira eucerra osxnrdi' A *W ">*-v
caraenlos preservativos e curativos'do cho-
lera-uiorbu'.
COMPKAS
Roa
O
ile .S'aii/n
Oracao contra a peste e o cbolcra-
uiorbus.
Acha-st vpgdwu livraria n. 6 e 8 da prar; da
Independencia umfolhelinlio cora dillcreules'ora-
cOes ennln o cholera-morbos, e qualquer oulra pes
le, a 80 rs. cada um.
Vendem-se dous pianos fortes de Ja-
caranda', construcrao vertical.e coift to-
dos os melhoramentos mais modernos,
lendo vindo nouftimo navio deHambur-'
go : na ruada Cadeia, armazem n. 8.
Para bachareis,
Vendem-se filis para cartas de hachareis a 55OOO
rs. ; alraz da matriz da ra .Nova, loja o. -2, de Au-
gusto Colombiez.
Vende-se o eslahelecimenlo de hospedara que
lugar urna ama forra eu eirrava,
a tratar mi ra o Queimado
SEGUROS,
Ai Indemnisadora tendo
principiado sua operar/iei, toma seyni
maritimos a premios razoaveis: seu es-
criptoiio, na ra do Viga:-io n. i, estara'
aberto todos os dias uteis, das 10 horas da
manhaa, 's 2 da larde.
Htai>tlM:ttM
, J. JAKE, DENTISTA, S
9 continua a residir na roa Nova n. 19, primei- *
m r" 5
wtvjp <
Os 8r- da sociedad* Emprezaria da
Mili a oe baila desla [rovincia, sao con-
vidados a raalisarem a pricneira pi eslacao de 15 por
eenlo sobre o capital de suas aceces, b prazo de 20
le, no escriplorio 1I0 Ihesuureiro ao
Sr. eotge Palchell, no largo do Corpo Sanio, con-
^C^^^Bp 10 lomada pela d receflo da mesma
-nformidadado arl. 6 doa estatuios.
iinro de 1855. O secretario, Cy-
priaii uedet Alcoforttdo.
\ ilella de Castro Tavares, ad-
vocado ni cidade, mudou a toa re-
si denri 1 para a ra das Cruzes, sobrado n. 11, pri-
ineiio indare lem o seu eKri(lorio de advgaeia
na ri 1 lerrea 11. 15, contigua ao esr
'bel' le Borja Geraldes,
podsndo as ; pela ra do Col-1
legi" 1, para o que o a anunciante, obleve
- As pessoas que liverein negociosa tratar
ile. poderao procura-lo no referido
escriplorio, das 10 horas da marola as 4 da larde, e
por diaue na sua casa, ra das CreMe, sendo
que Dr. Antonio Aunes Jacome Pires, socio do an-
niincai le, eslora no escriplorio das- i) horas da ma-
nbaa al as 3da larde.
O curader fiscal da massa fallida de Antonio
Augusto deCarvalho Uarlnho, de novo convoca us
credOTis da mesma, para se reunirem uo da 23, pe-
las 9 horas da manha, na casa da resMencia do
,\ Eim. &r. Dr. joiz do cor.imercio, afim de se proce-
i \ der n nomcajao de depositario dn mesma massa, vis-
to qne uso se reuni numero suiieienle para ascon-
. voeatOej anlerfores.
Compraos** palacoes brasileirns e hespa-
nhes: na ma da Cadeia do Kecife n. 51.
Coii.pra-se
umsaolecole dn 17 a 20 annotate idade, que irva
parapagem, prefere-se que seja sapaleiro : na prara
da Independencia u.6e8.
Compra-se uma^ solera por Koqucll. nova
edicclo-, inJ.r-Kjp.rmi si>r ida : na ra das Cruzei,
tvpographf do Oigfio tle Pcrnambuco.
Compram-se patacocs brasilciros e
lies pan liocs a 16*950 rs: na ra da Gt-
deia do Recite, loja de cambio n. 08.
Compra-se um moleque ou cabrinha, de idade
de 10 a i anuos, que seja bonila figura, pois he pa-
ra pagem : na Irayessa da ra Bella n. 6.
Compra-se urna prela que saiha cozlnhar, en-
gommar, e que nao Icnlia vicios nem achaques: no
aterro da Itoa-Visla n. 7, se dir quem compra.
Compra-se porrilo de cosladinhos de carvalho
ou amarello, que Iciiham servido em navio, lucas
do carnauba:quem tiver aiiuuiicic ou procure a Jofui
da Cunlia Keis.
Compra-se efleclivamenle branze, hlo e co-
bre velho : no deposito da /undirdo da Aurora, na
ra do Brum, logo na estrada, n. 28, e na mesma
fondirao, em Saulo Amaro.
VENDAS.
lando-Soco) n. ti.
o Olegario I.udgero Piuho d
1- os dias desde a 8 horas da
f -2 di larde,.
Termos em seos lomfcilios, das
___nle; mas em casos repentinos
^udas e graves as visitas serao
^^^^Hnquer
- nervosas mereccm iralamenlo
meios boje aconselliados
pelos ^^^^Mbodernos. Esl's meios elis-
io central.
HK-39E
onbecida a excedencia desla
lo para chumbar denles, porque seus resul-
ladus sempre felizes aio ja do di minio do publico.
Sebasliac Josa de Oliveira fas oso desta preciosa
masas, pira o fin indicado, e as lestoas que quize-
rem honra-lo dispondo de seus serviros, podem pro-
cura-1 -sa do Vigario u. 1, ,loja de bar-
beiro.
S DEHT1STA FRi NCEZ. S
I iouz, dentista, cstabelecido na
9 n Rosario n. 36, segondo andar, 9
9 coln ;a denlescom a pressaodn ar, e chumba 9
.1 a masu adamaulln. e oulro. me- J 1^ ^ Sra. viuva Wollichard, roa do. f.u.rarapes,
Os Srs. Manuel Nicolao Hegueirs, Domingos
Theodar Kegueira a los Julia i Kegueira, quei-
ram ler hondada de eoncluir o negocio na ra do
Crespo
l'rozisafse
para ca
u 63,
Vendem-se 2 ou 3 prelas sendo 1 molala da
18 airaos de idade e 1 prel.i de 20 e tantos anuos,
que cozinha, cose chao e he muilo sadia, 1 negrinha
de 12 anuos com principio de costura, as quaes sao
recolhida e servem para foro ou para a Ierra : na
ra da Cadeia do Kecir loja n.54.
No armazem do lirgo da arsenal por baivo do
sobrado encarnado, vendem-se uceas de farioha da
Ierra bem torrada 29240.
SANTO MII.AGRK
em que se inauifesta ao publico o liorrnraso alenla-
doeiecotado per um lecel.lo no reiuu de Valeuca,
coutra a semelhairra de Nussu Senhr Jess Christo,
e oeasligo que Deos.lhe deu, como vera o curioso
loitor: vende-as pelo praco de 100rs., na ra do
Crespo u. 11, loja do barateiro.
Vende-se no sitio do Chora-menino,
fabrica do rape Meuron, urna porcao de
quartolasebai-risem muito bom estado,
que i'oram de vinho ; assim como urna
cabra(bixo) com muito borne abundante
leite : tudo por preco baratissimo.
^arua da Cruz n. 26, primeiro an-
dar, existem a'vejadaasseguintesmetcado-
nas ltimamente chegadas, e por muito
com modo preco:
Champagne o melhor possivel, emcaixas.
Cha preto muito novo e superior, em li-
bras.
Chocolate o melhor que tem apparecido,
em libras.
Licor de Kirsch, em caixas.
Tente* para voltarete ou outro qualquer
jogo, em ramullas t:n\ t'inisailas milito
delicadas.
Espingardas de dous canos, muito boas
para caca.
Miudezas bara-
tas para aca-
bar com a loja.
Na ra dos Qnarleis, loja de miudezas n. 20, jun-
to a padaria do Sr. .Manuel Antonio de Jezus, ven-
dem-se miudezas por prerog que realmente faz ad-
mirar, a saber : linhas de novello brancas e de co-
res 640 a libra, pentes de alisar a 210 a duxia,
boles brancos para camisa a 140 a grosa, tesoura-
para coslura-a Iga duza, meias brancas para enho-
ra a 240 o par, linhas brancas de carriteis de 200
jardas a 60 rs. o carritel, ditas de 100 jardas a 30 rs.,
pecas de lita branca de linho com 6 varas a 40 rs.,
ditas de cores a 60 rs.. pennas de pato muilo boas a
80 rs. o quarteirao, dilas de co muito finas a 640 a
grosa, franja de algodao larga a 160 a vara, pecas
com 10 varas de bico eslreilo a 640, bonete de vel-
bulina para meninos a 240, sapalinhos de lila para
crianra a 200 rs o par, o culos de armario a 320,
suspensorios a 40 rs. o par.rjaas com cohete* a 70
rs., pecas de filas de lila corr 1 (i varas a 160, boles
para raleas a 120 rs. a grosa, pedraa para escrever
100 rs., (velas para sapalos a 500 rs. a grasa, gar-
gautilhas de aljofares muilo bonitas a 160, dita* pre-
las a 200 rs., alfineles dourados muiso ricos a 160,
eicovas para chapeos a 320, argollnhas riourada* pa-
ra orelha n 40 rs. a dozia, brincos muilo bonitos a
loo rs. a que muilo >e usam a 210, penles aberlos para alar
cabello a 'Jg a duzia. peras de lila de retroz com 15
varas a 300 rs., lesouras muito finas para costura
com pequeo toque de ferrogem a 160, dilas gran-
des para alfaiale muilo finas a 500 rs., lacre lino en-
carnado a 19 a libra, pares de esporas a 320, caixas
para rap a 120, tranca de seda prela a 80 e a 120
rs. avara, macinhos de grampas a 60 rs., fitas de
seria lavradas e lisas, e oulras inuitas cousas que nao
he possivel annunciar se. Nesla loja ludo se vende
muilo barato porque se quer arabar, e todas as miu-
dezas furam compradas em leilao e a dinheiro a vis-
te ; a ella*, amiguinhos, que o bom e barato riepres-
sase acaba.
JZ
=.
o uro.
Na loja de Oliveira & Gonralves, ma do Cabua
n. 12, ha um lindo, variado e modernissimo.sorli-
menlo de obras de ouro. lano de 14 cora,
quilates, consisliodo em.adcrer.of, meios dito
las, correnles e outros ubcelos de goslo :
ludo por sedulas, anda que sejam vellus.
ros sao mais commodos do qoe em qual
loja.
Veorie-se urna pequen?
cha proprio. a dos rjuarlfs_
pretender, cTlenda-se com __
de Figueiredo, no paleo de S. Pedro, sobrado 11. 6,
segundo andar, que dir quem vende.
Ceblas do Porto em restias.
J desembsrcvu a cebla do Porto em restias, vin-
da 110 brigoe S. "Manoel, e vende-sc 110 armazem de
Joao Martins de Barros, na Iravessa da Madre de
Dos 11. 21.
bal.mro americanas,
na ra da Cruz n.
FLOR DE FLOR.
A Farinha de Santander Flor de Flor,
he a melhor t'arinha de trigo que existe em
todo o mundo, por isso sempre hequalii-
cada a mais superior em todos os merca
dos,aondetem sido importada ; be esta a
primeira vez que vem a este mercado,
porm garante-te a veracidad da intoi-
macao: veude-e nicamente no arma-
zem de"J'ajso Irmitos.
Bous goslos e de
boas qualida-
des.
Na ra do Queimado, nos guatro cautos, na segun-
da loja de fazendas n. 22, defronle do sobrado ama-
rello, vendem-se as seguintes fazendas, por precos
que realmente fazem admirar:
Casemira prela de superior qualidarie pelo bara-
ti-simu preco de 28 e 28600 o covado, excelleole
panno preto lino, prova de limao, para casaca e pa-
ul a 28500, 38 e 5?, alpaca prela muilo lina a 400,
500 e 600 rs. o covado. Curies de rolletes de Instilo de
boa qualidade e bonitos padrOes a TOO e 900 rs., bo-
nitas cassas francesas e muilo finas a 300 rs. o cova-
do, cambraia muito fina de salpico, propria para
vestidos e roupa de chanca al;a vara, camisas
francezas muilo finas com pellos de esguiao para ho-
mem a 2)800, corles de cassas para vestidos de bo-
nitos padrOes a 28. lenco brancos de cambraia de
linho muito finos e grande* a 68 a duzia, meias finas
para sen hora a 240, 300 e 400 rs. o par, ricos chales
de chal)' com lislra de seda e bastante* grande* a
98, ditos de merino muilo finse lisos a 68, 'uvas de
seda de cores para homem e senhora a I o par, di-
las prelas de torcal, ftzenria superior, viudas de Lis-
boa a 18120, ricos corles de seda para veslido, pelo
i.aratissimo preco de 208, dilas de cambraia de seda
de lindos padres a 6, ehally verde e amarello,
muilo superior fazeuda, e que muilo se osa para ves--
lido a 800 rs. o covado, romeiras de cambraia e fil
cqm laros de rica filas de seria a 1280, grvalas de
seda de bonitos padres a GiO, meias do laia para
padres a 28 o par, corles de casemira finas e de bo-
nitos padroes para calcas a 58, briuzinhos de puro
linho a 240 o covado, ricas cohas de damasco e mui-
lo grandes, pelo baratissimo preco de 108, brin tran-
cados de puro linho c de bonitos' gustos para cairas a
800 rs. a vara, meias croas para homem a 200 rs. o
par, chales de larlalana de bonitos padres a I5, cor-
des d< calcas de casemiras de algodao a 18, merino
(reto, r.izenda muilo. boa a 18500 o covado, lapim
prelo o mais fino que he possivel enconlrar-se, pro-
prio para vestidos e baliuaa de padre, pelo baralia-
simo preco de 1,280 o covado, riscadinhos franeezes
muilo linos e de botutos padroes a 240 o covado,
meio* lencos irrclos para grvala, fazeuda superior,
a 18, lencos brancos com lislras, de cambraia, mui-
to finos a 300 r., brim branco trancado de puro li-
nho a 18200 a vara, alcm de todas eslas fazendas
oulra* muilas que s visla das boas qualidades he
que se pode ver o quanlo sao baratas, nfiancendo-se
aos rubores compradores que ueste eslabeleciraento
nao ha fazeuda alguma que seja avahada, e sim ludo
sem avaha, de bon**goslus e boas qualidades.
He fazeuda mui-
to linda, os me-
lindres.
Esla fazeuda he iuleiramenle nova, chegada no
ullimo navio francez, e de lodaajas que se osam pa-
ra vestidos, %e a mais bella, lie de laa e seda, e de
largura regular, carta corle lem 13 covado e meio,
evende-se peto baralissimo preco de 68500, sabe o
covado a 500 rs. : na sua do Queimado. nos qualro
cantos, na segunda loja de fazendas 11. 22, 'defronle
do sobrado amarello.
Cortes de meia casemira a 2^000.
Na loja de Cuimaraes & llcnriqnes, ra do Cres-
po n. 5, vendem-se meias casemiras de superior
qualidade, pelo baralissimo preco de 28000 o corle
de cale*.
A boa fama
sdel
Na ra do Vigario n. 19, primevo andar, lem
venda a superior flanella para forro de lellius,
chegada recenlementeda America.
Vendem-se lonas largas e estreitas, por preco
coramodo : em casa de Fox Brolbers, na roa da Ca-
deia do Hecfe n. 62.
POTASSA E CAL YIRGE1.
No antigp e ja' bem condecido deposi-
to da ra da Cadeia do Kecife, escriplorio|
11.-12, li para vender muito superior
potassa da Kussia.dita do Uiodc Janeiro
e calvirjjem de Lisboa em pedru, tudoxi
precos muito avoraveis;com os quaes li-
caraQ os compradores satisfeitos.
Attenrao ao novo sortimento de fazendas
baratsimas.
Novas cliilas de cores segura* e alsumas de pa-
dres novos a 160,180, 200, 220 e 210 o covado,
corles de chita ilc bonitos desenhos. padroes iuleira-
menle novos, com 13 covados por 38", riscados fran-
eezes finos a 240 e 260 o covado, cassa* francezas de
cores, padroes bonitos e delicados a 600 rs. a vara,
novas melpomencs de quadros de cores a 640, 720 e
800 rs. o covado, hamburgo fino, deboaqoalidade,
para Icnces. ceroulas e in-dhasa 98, 98600 e 108 a
peca de 20 varas, novo panno lino para lenres. com
mais de 2 varas de largura a 28210, chales de laa
grandes de cores com barra a 58500, ditos de case-
mira finos e muito bonitos de cores com barra por
88, selim preto maca superior, proprio para vesti-
do* e colleles. por preco que em parlicolar se dir,
chales de seda grandes e pequeos, e oolras mullas
fazendas, c,uc a dinheiro a visla se vendem por ba-
ralissimos precos : un ra da Cadeia do Kecife, loj
n. 50, defronle da ra da Madre de Dos.
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se na pra-
9a do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Kostron Ro-
oker #C.
Vende-se ac em cimbeles de.um quintal, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
mont & Cpmpanhia, praca do Corpo Sanio n. 11.
Na ma do Vigario n. 19, primeiro andar, vea-
de-sefarelo novo.chegado de Lisboa pelo brigoeis-
rferanra.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior, iarinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 54*000 reis : nos armazens ns.
3, 5 e 7, fe no armzem defronte da porta da
aliandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes n. 54, primeiro andar.
Vendem-se'veia* de carnauba pura, tanto m
porjoe* como a reUlho, de 6,7, 9, II, 12. em liara,
pelo preco mal* commodo do que em oulra qualque r
parle, e tambera aprompla-se qualquer erleominen-
da com toda a promplido a **eo: na ra da Praia
n. 54.
Deposito de vinfio de cham
pagne Chateau-Ay, primeiraqua- J
I idade?*, de propriedade do conde 1
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife b-,20 : eate vinlio, o oksllior
de toda a Champagne, vende-se
a IB|0OO'r. cada Caixa, cha-se,
nicamente em casa de L l*.
comte Feron & Companhia. N. |
B.As caixas sao marcadas a fo-'!
goConde de Mu^cnil e os ro-v
lulos das garrafas sao ajsues.
i
(0 POTASSA BRAS1LEIRA.,
10) Vende-sc superior potassa, fa-
0 lineada no Rio de Janeiro, che-
^k gada 1 centemente, recommen-
^ da-se aos senhoies de engenlios os
r seus lxtns elfeitos ja' experimen-
P tados : na ra da Cruzn. 20, ar-
'** mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
LEONOR DA
Vende-se o excellente romana; bistori-
co Leonor d'Amboiie, duques d Breta-
nha, '2 voliunes por lj/000 rs., na livraria
n. o e 8 da prara da Independencia.
. Vende-se cal em pedra chegada no ul-
timo navio de Lisboa, e potassa americaa
da mais nova : no nico deposito da ra
de Apollo n. 2B, de A. i. T. Basto &
Companhia.
FAZENDAS DE GOST
PARA VESTIDOS DE SENnORA.
Indiana de quadros muito fina e j>adre novos -
corles riela*de quadros e flores?o)Kr*ro commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja W esquina que
volla para a roa da Cadeia.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicote de carro e de montara.
Caudieiroi e casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherrv em barris. *
Camas de ferro.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brtnn, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tai xas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asques acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou- carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
REMEDIO IMCMPARAVEL
Almanak de Lem brancas Luso-Brasileira,.
para 1856.
1 volme em 32, cota %4 pagina, 426 artifes e
126 gravuras, por Alsiandre Ifagoo deCaslilbelie
o 6. volme, he urna peqi'enina encjclopedia
principiada em 1851, e a que a3o be eslranho ue-
.tihuin do* ramos 4o* con! ;s humano, pala
re
ota, honram uank de W56,
e vende-*o na agr 1 j, esquinado
Col le. nbem os volme* do*
annos WKen cada volume.
CHAROPE
BOSQUE
O uuieo depotilo contina a *er aa brica de Bar-
tholomen Francisco o> h aa da Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes55300 e peaueuas 3gW0.
IMPORTANTE PARA 0 PIBLICO.
A 1,800,0 COVADO.
Merino preio muilo tino, com leve toque de av
ra ; na ruado Oueiinado, loja n. 2\.
A 5,ooo.
r Palitos de alpaca fina, prela e de cor, muito bem
cosidos e forrados, a ditos de canga amarella a 28300:
na ra do Queimado, loja n. 21.
Vende-se 100* em cobre por 10I&300 em pa-
pel 1 ao largo do Pilar n. 13.
Vende-se um lindo casal de paves por preso
commodo : quem o pretender, annuncic por este
jornal, uu dirija-se a taberna n. 20, no aterro da
J Boa-Vista.
Vendem-se duas canoas, sendo uinade carre-
ra e oulra de conduzir familia i ua ra da Santa
Cruz n. 70.
Vende-se um terreno, sito na ra Imperial, do
lado do mar, com 22 braca* de frente e 207 de fun-
do : na ra Direila n. 40, segundo andar.
Vende-se urna negrinha de" a 8 annos, muito
bonila : ua ra do Livramenlo n. 4.
IECHAS1SM0 PARA EB8E-
HO.
NA FUNDIQAO DE FERRO DO ENGE-
NEEIRO DAVID W. BOWNIAN. A
RA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FARIZ,
lia senipre um grande sofliinento dos seguintes ob-
joctos de mecltanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : rooendiis e meias moeudas da mais moderna
construerjo ; laius de ferro Xuudido e batido, de
superior qualidade o de lodos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou auimaes, de todas as propor-
C?es ; crivo e boceas de fornalha o registros de bo-
eiro, agoilhOes, bronzes, parafusos c cnvilhoes, moi-
nbu de mandioca, etc.', etc.
NA MESMA FUNDICA'O.
*e execotam toda* as enoommendas com a superio-
ridade j eonhecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender aras
dos di ferro de ** rir-v qualidade.
Vendem-se Jcadeiras de
pelo prejo de 109 cada urna
13, primeiro andar.
Vendem-se machinas dedebulhar e ntber mi-
lito, carrinhos de mo muito leves, presos'america-
nos de n. 2 a 12. e estanho de muilo boa qualida-
de : na ra da Cruz n. 13, primeiro and.r,
RAPE' 1)E LISBOA.
Vende-se rap de Lisboa em libras e oilavas: na
praca da Independencia loja n. 3.
Vendem-se 2 travs de qualidade com 33 a
40 palmos de comprimeuto, desembarcadas no Ira-
piche do Ramos: a Iralar ua ra doueimado n. (i.
Vende-se babado do Porto de todas
as larguras, tanto Ii/.o cuino bordado, mais
barato do que em outra qualquer parte :
na ra do Cabttga'. loja de miudezas
n. 4.
Vendem-se meias de laa de carneiro
tanto para homem como para senhora,
por preco commodo: na ra do Cabuga',
loja de miudezas n. 4.
Batatas
A 640 rs. a arrolla
para fechar cunta, em muilo bom estado, chegada*
de Lisboa; farinha de mandioca da mais nova no
mercado a 25300 rs. a sacca : na Iravessa da Madre
de Dos n. 10, armazem de Agoslinho Ferreira Sen-
ra Cuinares.
Vende-se um cabriole! descoberlo, com ar-
reios, tudo novo e muilo bonito, por preco commo-
do : na roa Nova, cocheira por bati da cmara.
Vendem-se garrames com 2 caadas de vinho
Lordeaox, peto barato preco de 68 o garrafo: ua
ra da Seuzala Velha n. 70, segundo andar.
Vende-se no armazem de James Ha I-
iday, na ra da Cruz n. 2, o seguinte :
Relogios de ouro eprata patente inglez.
Sellins ingleses-
Ditos ditos de patente.
Silbes para montara de senhora.
Eixos de patente para carros.
Mollas de cinco folhas para ditos.
Lanternas de diferentes modelos para
ditos.
Vaquetas de lustre para coberta de
ditos.
Fio em novellos para sapateiro.
Lonas inglezas largas eestreitas.
Vende-se um bom carro-novo de|l
rodas e de 4 assenlos, muito leve, e ae
construyo moderna, por preco com-
modo: na roa Nova, cocheira de Adol-
pho Bourgeois.
Ao? senhores de engenho.
No Recife, primeiro armazem de farioha de tri-
go, no becco do iionraives, vende-se a verdadeira
farinha gallega, em meias barrica*, e das melhores
Cualidades de Lisboa, e saceos das marcas mais acre-
itadas do Chile, que lem vindo a eile mercado.-.
Barato que ad-
mira.
Conliou.i-se a vender manleiga ingleza superior a
800, 720 e 040 r*., dita para tempero a 400 rs., e on-
tro* mais genero* por menos do que ero outra qual-
quer parle.: na ra larga do Rosario, taberna pin-
tada de axnl n. 37.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se o verdadeira cognac, tanto em garrafas
como ero garrafoe* : na ra da Cruz n. 10.
Cobertas de seda e laa.
Na ra do Crespo n. 3, vendem-se por mdico
preco coberlas de seda e laa,luros,dos mais bellissi-
mos e variados goslos que lem apparecido ueste g<-
oerj.
a para alar cabellos a 4$0O'
em de tartaruga H5OOO
-ambeni para alisar 15100
etdadeiro bfalo para 11 tu '"
J 19280
lurcal coir Lololajl, T*nda
-
'Srcs para Immem e senhora I5OO
da de cores para criaucas 15800
"scocia |iaMBliiiii;a8 2ie4(K
na :I5000 e 4^000
Pa|ielalmaco Krevee|N*|aaW, resma 45000
Papel de peso paulado muito superior 35004)
Penas luiissimas bico de lanca, groza 19200
Dita* muito boas, proza 10
Canelas fnissimas de marbm ;t)
Oculo* de armario de aro delodaas gradameos SOO
Lunetas com arinacAo de tartaruga 19000
Toucadores de Jacaranda com bom espelbn SfOOn
Meias de laia muilo superiores para padre* 25000
Kicas bengalas de ca nna cun lindos casles 25 e 3)000
Chicotes linos para homem e senhora a 11 e 25OOO
Meias pretas de algodao para padres lii.n
(iravalas de seda de todas as cores I5OOO
Tilas de velludo estrellas e de todas as cures,
a vara ICO
Atacadores de cornalina para casaca 400
Kicos reloginhos para rima'de mesa 45000
Escovas fiuissiioas para cbelo e roupa, navalhas li-
nitsimSs para barba, meias piuladas e croas de mui-
lo boas qualidades, trancas Oe seda de todas as co-
res e larguras e de bonitos padroes, lilas linissimas
lavradas e de todas as larguras e cores, liieos linissi-
mos de linho de bonitos padres e de diversas lar-
guras, lesouras as mais finas que he possivel enenn-
trar-se e de todas as qualidade*. riquissimas franjas
brancas e de cores com botlas proprias para cor-
tinados; c alcm de ludo islo oulras muilissimas cou-
sasque a vista de suas boas qualidades e o baralis-
siim)|prero porque se vendem, nao he possivel haver
quem deixe de comprar na ra do Queimado nos
quelro cantos na bem eonhecida loja da foa fama
n. 3.
Vendem-se sellins com pertences pa-
tente inglez, e da melhor qualidade que
tem vindo a este mercado: no armazem
de Adamson Howie&C., tila do Trapi-
che n. V2. .
tST CORTES TURCOS.
Vendem-se estes delicados corles de caisa prela
com pintas carmezins e listeados, os mais lindos pos-
si veis pela sua novidade de padres, c so se Vendem
as tojas dos Srs. Campos & Lima, ra do Urespo ;
Manoel Jos Leite, ra do ijueimado ; Narciso Ma-
ra Carneiro, ra da-Cadeia, por preco milo em
conta.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Uenry Cibson, os mais supera-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
A boa fama
Na ra do Queimado nos qualro canto* na bem
eonhecida loja de miudezas da boa fama o. 33 en-
coutra-se sempre uiu completo srrlimenlo de miu-
dezas 4le todas as qualidades e de diversos gustos e
que ludo se'vende por l1o baratos precos que aos
proprio* compradores causa admiraran:
Libras de linhas de| novelo, brancas 30,
00, e 70 a- 1JI00
Libras de linhas, ditas n. 80,100, 120 a 15280
Duzia de lesouras para costura a I5OOO
Duzia de lesouras finas para costura a 15280
Pegas com 11 varas de lita de seda lavrada 15200
Magos com 40, 30, 60 e 70 pegas de cordao
para vestido 100
Pegas com 10 varas de bico eslreilo 560
Duzia de dedacs para senhora 100
Caixinha* com agolbas francezas 160
Caixas com 16 novellos de linhas de marcar 280
Pulceiras encarnadas para meninas 240
Crozas de boles para^camiza 160
Pares de meias finas para senhora a 240, 300 e 360
Meadas de linhas muilo finas para bordar 160
Meadas de linhas de peso 100
Crozasde boles muilo finos para caigas 280
Agulheiroa linos com agulhas sorlidas 200
Ilabados aberlos de linho lisos e bordados, a
vara al20e 240
Lapis finos envernisados a duzia 120
Carleiras de marroquim para algibeira 600
Fivetas douradas para algas e collele 120
Trancelins pretos de borracha para relogios
a 100 e roO
Tinleiros c areeiros de porcelana o par 500
Charuteiras entrefinas 120
Duzia* de lapis sem ser envernisados 80
Duzias de torcidas para candic-iro n. 14 80
Penles tluos de bfalo para alisar a 300 e 400
Pegas com 6 112 varas de lila brancada linho 50
Caixas com clcheles 60
Carriteis de linhas de 200jarda* de boa qua-
lidade 70
Macinhos com 25, 30 1 40 grampa* 50
Suspensorios, o par 40
- Vende-se urna balanga romana com todos
seus pertences.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender,' dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
Fazendas baratas.
Cortes de casemira de fibra laa e bonitos padres
a 55500 r*. o corle, alpaca de rord.o muilu lina a
300 rs. o covado, riila muilo larga propria para man-
to a 640 o covado, corles de brim parrtu de puro li-
nho a I96OO o corle, dHos cor de palha a I56OO o
corle, cortes de casemira de bom Rosto a 21500 o cor-
le, sarja de laa de duas largor** propria para vesti-
do de quem est de loto a 480 o covado, corle de
fosiao de lioniio sosios a 720 e 11400 o corle, briro
tranga.lo de linho a 13 e a 11200, riscado proprio*
para jaquclas c palitos a 280 o covado, corles de col-
leles de gorgurao a 35300 : na luja da rna d*Cre*-
po n. 6.
Attenc/to ao seguinte.
("ainbrai^f: er.a ne cores de muito bom gosto a
9}>'*- a VWBJ_rf\tj^4J^B'5sa.prcl~* .lciinTUbnin
Soslo a 2SO0O o-crle, ditos de cores com bous pa^
dres a 21200, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, corles de 1,1a muito finos com 11 eovad
da corle, de mnilo bom oslo, a 45300. lengos
bico com palmas 3 320 cada um, ditos de cambraia
de linho grandes, rftprios para cahega a 560 cada
um. chales imperiaes a 800 rs., 15 e 11200 : na toja
da ru,a dn Crespo n. 6.
CASEMIRA TRETA A 4?500
0 CORTE DE CALfA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
Brins 'de vella: no armazem de N. O.
Bieber i C, ra da Cruz n. 4.
Esguiao de linho
e algodao,
muilo superior, rom II varas a pega, por 35300:
vende-se na ra do Crespo, loja da esquina qua voi-
ta para a ra da Cadeia.
13$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como polasa da Kussia verdadsira : na prara do
Corpo Santo n. 11.
ChegueiD ao ba-
* rato !
Caixas para rape imitando a tartaruga, pelo bara-
lissimo prego de 15280 cada urna.: na ra do Cres-
po n. 6.
. AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n.-42.
Neste estabelecimento continua a h-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Riscado do listras de cores, proprio
para palitos, calcase jaquetas, a 160
o covado.
Vende-so na ra do Crespo, loia da esquina qoe
volla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto,
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Moinhos de vento
ombombasde repuso para regar borlase baixa,
decapim.nafundigadeD. W. Bowmau : narua
do Brum us. (i, Se 10.
AOS SENHORES DE ENGENHO-
Redundo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em ratas de 10
tibras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. i.
CAL DE LISBOA A 41000.
\ endem-se barris com cal virgem de Lisboa, para
fechar eonlas, pelo diminuto prego de 41000 o bar-
ril : na ra da Cadeia du Kecife, loja n. 50, defron-
le da ra da Madre de Dos.
Vende-se excellente taboado de pinho, recen-
temenle chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a nteoder-se com oadminis
ador do mesmo.
Na.rita do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
cjam.quaarilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
Na ru* do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior relroz de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhas de roriz e de nume-
ro, e fio porrele, ludo chegado pelo ullimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feiloria
em peqaenos barris de dcimo.
NA RA DO CRESPO
Loja n. 6 !
Vendem-se pegss de esguiao de algodao, muito
boa fazenda, pelo prego' de 35300 a peca, corte* de
cambraia de barra, bonitos padroes e muito boa fa-
zeuda, pelo prego de 3000'o corte, mantas pata
gravita a i200asda una.
UNGENTO HOLL WAY.
Milharesdeindividuos.de lodas as nagoes podem
testen] un lia r a* virtudes desle remedio i ucom pa ra vel,
e provar em caso necessarin, qoe, pelo uso qne dclle
lizram, lem seu corpu e membros iuleiramenle
aos. ilepois de haver empregado iuulilmenle oulro*
Iratamcnlos. Cada pessoa poder-se-ha couveucer
dessas curas maravilbom pelalrilura dosperiodices
qoe Ih'as relatam. todos 09 dias ha inuilos anuos ; o
maior parte deltas sao (Ao sorprendente* que admi-
ra m os mediros mais celebres. Olanlas pessoas re-
cobraran) cem eate soberano remedio o 010 de seus
bragas e persas, depois de ler permanecido loogo
lempo nos hospilaes, oodedeviamsoflrer a smpula-
cilo Dellas lia mullas, que havendo deixado esaes
98x1o* depad -uenlo, para se nao suhmelterem a
jessa operai^ torosa, forum curadas cumple la-
mente. niedi^BB^mo ilesse preciuso j_emediC*AI-
tae* pessoa*, aa el
raram estes reuaHVMPRCn?Ticos dante"
orregedor, e oulro* macistrados, afim de
mait autenticaren) sua aflinhaiiv*.
Vingein desesperara do estallo de sua snuife es-
tivesse bstanle conflanga para ensaiar este remedio
conalanlemenle, sesuindo atgum lempo o Irala-
meuloque uecessilasse a iialurrza do nial, cojo re-
sultado seria provar iucoolcslavelmenle : Que ludo
cura I
O ungento he ulil mais particularmente HO$
scyttintet casas.
P*ra cura de pbtsica em todo* es ilaraale*
grao, quer motivada pore*tipageei aali-
ma. pleuriz. esearro le unaae, dr
peo, palpitarlo no eoragSo, equel
dr na gar^auj, e loda* as rpi
Maareav
AGEifth p\
KDWIN MAW, ESCR1
SASBRAA & C, HA
CHE N. 44..
Tem para vender um compl
inento de taixas, moendas e rae
das para engenho, cuja supe
he bem eonhecida dos senliore -SBge-
11I10 desta provincia, det da I iba e
das Alagoas, desde quando taei -Clos
do mesmo abric&nte eraru vend pelos
Srs. Me- CalmontG.,desU pr ^^
O Cobre para torro
f/k cas compregos.
tt Zinco para forro '
8 Chumbo emba *
Alvaiade de chumbo-1
yj. Tii^ta branca, preta
? Oteo de lindara em botiji
w Papel de embrulho.
W Cemento amarello.
fi| Armamento de todas
dades.
Arreios para um e
v alfs.
Chicotes para carr<
atjo prateado.
Formas de ferro pi
assucar.
Papel de peso*
Champagne
Rotim da
Pedras de 1
Velas stearinas.
Pianos de gabinet
e com todos os)
ramentos.
No-armazem de 1
narua da Cadeia.
7-20o'nenle' n,e,,,'n
. c*-iuln'" das ,'le!
.os ^MBienlo.dccIsr
ihvala 'o lord corree
matriz.
Lepra.
Males das percas.
, dos MJSM. *
deullios.
Mardedurasdereptis.
Picadura de mosquitos.
Pu lines.
(Jueinidilcls.
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinba, em qualquer par-
le qne soja. -
Tramorttencrvus.
Ulceras na bocea.
do licailo.
das arlirulare*.
Velas torcida*, ou noda-
das as perua*.
Alporca*.
Caiiobr**.
C*llos.
Canee res.
Corlador**,
Dores de cabera. .
da cotias.
des membros.
Enormidades da culi*
em geral.
Enfermidade* do anua.
Eruproes escorbticas.
lisilas 110 abdomen.
Frialdade ou Talla de ca-
lor na* extremidades.
Prieiraa.
Oeaglvas escalda Jas.
Incbaeoes.'
Inflaminagito do ligado.
da riexiga.
Vende-se este ungento no eslahelecimenlo ce
de Londres.n. 2U,SlraM,t na loja de lodos o*bo-
licario*, drogvjislas e oulrS* persona encarretfadasde
sua venda em (da a Ame\ical du Suh ilavana e
Hespanha. >v
Vende-se a 800 ris cada boeeVaba,conlcm urna
inslrucgilo em porluuuez para e*plic\o modo de
fazernso desle unanenlo. ^S
O deposito jeraI he em casa do Sr. Sotimvpha|
maceutico, na raa da Cruz n. 22, em l'ernam-
buco.
TAIXAS DE FERRO.
Na.-Apdicrio' d'Atirora cm ?faiito
Amaro^% tambem n DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento d taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem, quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
MANDAS E GRADES.
Um lindo e variado sortimento de modelles para
varanda* e gradaras de goslo moderninimo x na
fundicao da Aurora, em Santo Amaro, e no deposi-
to da mesma, na ra do BrafM
Em casa deHenrv Brunn &C, ra da''
Cruzn. 10, ha para vender um grande
sortimento de ouro do meHior gosto, as-
sim como relogios de ouro de patente.
Em casa de Henry Brimn &C, ra da
Cruzn. 10, vendem-se:
Lonas e brins da Russia.
NAVALHASA
Na ra da Cadeia ti
dar, escriplorio de A
nuam-se a vender a
bem eonhecida* e afamada*
peto hbil fabricante que
de Londres, as quaes alm de
llmenle, 11J0 tesen tem no rost
vendem-s* com condigno de,
derem n compradore* devolv
pa compra restiliiindo-se o in
a ha rica* lesourinha* para u
mo fak'icanle.
C. STARR
respeilosamenleannunciam que no si
ileciincnlo em Saulo Amar ^n
1 a uuior perfeirao e |
de de marrit*iHuo para o I
vesago e raanunetura; e 1
de seu numerososnecue
teem aberto em nmatai grao
Mesquila na ra do Brum, airas
rinha
, DEPOSITO l)E^i Af
construidas no dito seu eslabeli
All acbaro os compradores '
ment de moendas de caima, cori
menlos (alguiis delles novos c '
experiencia de moitos annos leu
siiMe. Macliinas de vapor de 1
WflaTde todo lamaoho, tanto
das, carros de nijlo p ditos para
assucar, machinas para moer ni
rabillo, forno* de ferro balid
ferro da mais approvada' 1
alambiques, crivos e p3rt
ifinidade de obras de fi
enumerar. No mesmo deposito*'
iute'tigeulc c habilitada para' \
commrmlas, e1 r.. ele, qoe os aui
a .i!';ici4MH^^^BH^^^^r
execular, '
'Instrumentos pora msica.
Espelhoscom moldura.
Globos para jardins.
Cndeiras e sofa's para jardim.
Oleados para mesa.
Vistas de Pernainbuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
PIANOS.
Vendem-se em casa de Henry Brunn &
C-*, na da Cruz n. 10, ptimos pianos
chegados do ultimo navio da Europa.
L'uiao, na ra da Cruz n. 10,
ha para vender um sorlimenlo de conservas finas co-
mo pitis pois, sardines. asperges, langue de buf-
pal de foiesaucisses, beafslak, chaponiieau *u jam,
bon, poulcl au jo d'erevisse, iriandeau de veau;
assim como diversas qualidades de vinho*, como
Champague, \eres, Madeira, Porto de oplima qua-
lidade, vinho de 'ranga branco (anljgo) e tinto, di-
versoe licores, hommel, ole, cognac engarrafado ;
tambem ha petiseo* aceiado* ao modo europeo a
qualquer hora.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de carinas lodas de ferro, de um
modello eco'M4ruc'?0 nu"ii superiore.
ESCRAVQS FUCtDOS.
Dcsappareceu no
rento anuo, una
la, (Illa
annos, comfaHl
x coma em ci,
levoii vcrlidode'
da tisla, com
qualquer autor
a poderao prender e le
ser bem recompensado.
ConlHni a aeilar a
major Antonio da Sil*
naci, crioulo, cor pTr-
anuo', pouco mais on
queadas, olhos gr*i
grandes cantos, coro al
S, um dedo de um do*'|
he muito contador de _
appreheiide-lo ser gini^
levando-o a ra Imperial n.
de seu senhor.
Fugio no sabbado de outubroa pr
na Benguela, escrava de Fcancuco de fita Carne
boa e sua mulher, levoo veslido acarad
um taboleiro coro roleles, ten o* ded* gruid** do-
,is lortus para dentro: inlilolo-se forra, |wll|m Iba
couceitemo* e**a grega por roorle da nos
pessoa eonhecida dii qae vira o preto Cali
caiador e vendedor de mitmexa, swluzi-la n
mo sabbido nolle u* Cicada do Sr. Jos Ciaudino
l.eite un ma do Kotarla, a dita eacrava Mari
para que no fosa* para cata de ua senhora ;
prelo Joaqnim foi escravo do Si. Thomaz de Aquino
Fon-eco : presuroe-se que lenha ocultado, visto
que ja de oulra fgida, pela qual aleve na cadeit,
foi interceder por ella. Suppe-eque ambos (ahiram
a vender miudezas para o mato. O abaix'o assignado
rosa a loda* a* autoridades, capilcs de campo e a
pessoa* sua* eonhecida* a apprehensao da dila ..
va, que se rerpoosabeliea pelas despea*.
Praudteo d FrtiUu (iambjt.
1003000 de gradear
Dcsappareceu no dia 17 de agosto "prximo pjs.i-
do, pelas 7 horas da noite, a prela de ua-
go Ansnla, de idade 35 a 40 anno- 1. mi* *a
menos, cnni o* signaes lguinle*.: um dedo da ao-
direila incitado,nugra, tem marcas brai
pernea; .evou camisa de algodSoziabo,
chita rtixa, panno liuo, emais ama Irouxa da ronpa:
roga-se a todaS a* autoridades policiae* c
de campo que a apprehendaai e levem a san seabar
Joo Lcile de Aievedo, n* praga do Corpo Sania n.
17, qua recebera a gralihcagio cima.
t osoeo.
esappareceu to dia 10 do crteme do aagenho
Bom Jess aa fregoezia do Cabo, o cabra de uome
Vicente, disutlador do mesmo engenho, de idade de
:IG annos, alto, espadaudo,ca e*em bar-
ba, cabello corrido e cncrespadu, pemas arqueadas,
pe comprido* e chatos, levou calg* e ramita de
azulo, e chapeo de massa pardo cora abas largas,
toca labeca e gaita, he muilo tallador e he lilho do.
serbio da Serva do Martin* para onde costana fu-"'
gir ; quem a apprelieoder e levar ao referido e.ige-
ulio a casa do commendador Lnii Gome* Ferreira
no Moudego', recebera a gratilicagao de 5050011.
Fuglo no da 1 i de oolubro o preto Joo
nagflo Angola, Idada 22 anno, com principio de bd-
50 de barba j creteido, enrime mudar o f**>
quando sabe para (ora, continuadamente a.ida -
briagado, tem os pe* grande* e o calcinbar pasudo
para trar, e os dedo* do* ntesmos ps aberlos: roga-
se 1 todas l> autoridades policiaes que o eneoiilrarem,
apprehendam e ronduzam-c* i casa de saa senhor,
qne mora no largo da Trempe, sebeado n.
m
c
v
PKBN TYP. DB M. F. PE FaRIA
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ruruniin


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