Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00548


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Full Text
AftNO XXII. A. 243.
Por 3 mm mfaatUo* 4,M0
SABBAOO 20 GE OUTUBRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DE PERNAMBUCO

;
EISCARBEGADOS DA SUBSCRIl! :.\o-.
Keeile, o prspritMio M. V. da Farin; Rio de Ja-
neirri, o Sr. Jain PtrdraMarlius; Baha, o Sr. D-
Uuprad;JIe'i>. aSauhoc Claudino lalcao iat;
Paralaba o Sealiof Cervario Vidor da Naiivi-
dado ; Natal, o Sr.Joaejartm Ignacio Peroira Juujor;
Araciiiy, o Sr. Amonio de I.emo Braga;Cear, 0 Sr.
quim Jas da Otiveira ; Maranliilo o Sr. Joa-
C erque* HedrigMi ; Piauhy, c Sr. Domingos
ekllo* Pastea Ceareoee; Par, oSr. .lus-
Jo I. Rama* ; Amazona, o Sr. Jeronyrio da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 7/8 e 28
Pars, 350 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Aeces do banco 30 0/0 de premio.
> da companhia de Beberiba ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letiras de 7 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Un cal hespanholas* .
Moedas de 69400 vaUas.
de 69400 novas.
de4000. .
Prita.Patacoes brasileiros. .
Pesos eolumnarios, .
ir mexicanos. -
PARTIDA DOS CORREIOS.
29000|Onda, lodos os dias
16O00JCaruai, Bonito e Garahhuns nos dias 1 el5
16*000 Vil la-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 e 28
9JfO00lGoianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras
l*940|Victoria e Natal, as quintas-feiras
l*94ol PREAMAR DE HOJE.
860|Priraeira as 11 horas a 42 minutos da manha
gunda s 13 horas a 6 minutos da tarde
*
i

1
P1RTE trnciAL.____
MINISTERIO DA CUEttR,'.
Circular, em dala de 12 de setombrn (indo,
aos residente* das provincial, ao coinmandaule
da* armas da corle, ao couimandante da divsAo au-
xiliar, a ao inspectores Jos dislriclos militare*,
communicando terem sido apprnvadas as instru -
se remellera ajeadas pelo oncial-iiiaior
wcretaria de estado, a respeito das notas que
r averliadas na casa de ohtervaces itos
M do* olficaes nos livros mcsires dos
respectivos carpos.
INSTRUCCOES.*
re/cr>; u otiso dala dula, arti/icUo de
N ssr as uolat que si hao de acerbur
de observa/Oes dos atsenltvnentos dos
of\cites no* Meros mestres dos retatelhos coc-
poi.
Nos asseiilamenles dos ofltda do exer-
cito no r*spect-vo liro meslre se averbirAu na ca-
sa diiobeatufes nulas concisas das seguiutes es-
pecia lisludet.-
anataiioias relativas ao assentamanto de
l acceisos-, c s anligudades da: prara, de
de poste ; reeonhedraenlo do cadete ou
ip particular; e bailas e altas do hospital com
cipalMeaiiaju da -malala.
s do dociite, coawVedaricao ca molestia,
legitima c legal neute verileada.
concedida por autoridade corupeteu-
tteicio de sua* fuucres ; deca raodo-aa o
e foram laes liceucas. o teni|H> c a qua-
eises de serviro publico de
'uroeeiKral, ou ue eleirlo popu-
lar, com dedarnrAo do consenso do ministerio da
, uexercicio das desU natare/ai que nAo
mr s* laMiMln.i geral legislativa.
speciae .lo tervco publico de
remos provincaes, com declararlo
UUu do ministro da guerra, quainlo a
Mo for de .serviro meramente militar ;
m se for de enaeuWi.i, e o otlicial ti"-
laso ii ilkpoticflo do presideule da pro-
st'ies espeeUes de servico publico de
Cao dos couiroandandas em chele de devsAo cite brigada, e dos coiiiiiiau-
danteit das armas.
segas apenaos da admioislracJo peculiar
i dos corpos, cojas funecoes recali rem no of-
Bcial por eleielte dos conselhoa economas respec-
o de prioridade, ou por noinearAo
as altribuires do commaudanle.
Mlissw* espeeiaes de serviros de empresas,
a purtieularee para cojo excrcicio liou-
ea i(o ministerio da guerra,
vajes de estucos feilos em quaesquur
cimentes poblicus de inslrucrno. tanto ^'e-
iroviuciae*, qer do imperio, quer de
ingeira; e ataiin mais os g:ios acade-
rldo pelos mesmos estabeleclmeutos.
atados torero feilos no imperio, deca-
ipoii da nota de approvai.ito qual o esta-
llo, c estatutos que enLlo regiam ; e
cid pair eslrangeiro, espeeilicar-se-liflo
s iioe coosUreu os mesmos esludos.
''inhales e qnaesqurr oulros reren-
r em que se adiar o otlicial. declaran-
isliver lugar a peleja, a o otlicial
ido ou cont'iao, 8 a uaioreu do ferimeal ou
12o, a joi:^ de facultativo competeulemeote
aotoinado.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Coinmercio, quartas e sabbados
Relaco, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do coinmercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juiao de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1' varado^rel, segundas e sextas ao mcio dia
2' vara doVrel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES.
Outubro 2 Quarto minguanteas9 boras 24 mi-
nutos e 44 segundos da tarde.
11 La nova a 1 hora, 3 minutos e
-47 segundos da manhaa.
18 Quartocrescentea I hora, 17 mi-
nutos e 49 segundos da tarde.
25 La cheia as 5 horas, 6 minutos e
49 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
15 Segunda. S. Therea de Jess T.c.
16 Terca. Ss. Manintano e Saturiano irs. mm.
17 Quarta.S. tduviges duqueza ; S. Mariano
18 Quinta. S- Lucas Evangelista ; S. Theodoro.
19 Sexta. S. Pedro de Alcntara f.
20 Sabbado. S. Joo Cancio ; S. Crapasio ni.
21 Domingo. 21. S. rsula o soas comp.
mm. ; S* Hilario ab.; S. Astcrio presb-
tas, tatito do tomo como do fim de taes oceur-
rencias.
Arl. 7, Nenlioma nota ser ettrahida seoo do
original de documentos oflieiaes; e se por qualquer
motivo em algum cot|hi em que eslava o ofticiat nao
se averliaram as nota* du tactos occorridos em re-
lacao a elle na respectiva guarnicao, nao
Dos guarde i V. Eic. Palacio ih> governo de
Pernambuco 16 de outobro de lx.V>.lllm. e Eim.
Sr. I.ii Pedreira do Couto Kerrai, miuistro e ae-
crelario de estado dos negocios do imperio. Jos
Benlo da Cunha e Ugueiredo.
lllm. e Etm. Sr. Depois de ter assignado oof-
r.lo no de nutra guarnic,fto em que o dilo ofllcial ,,c, !' '** Vo Dwla ui,u d,rlS' Eic., o ja
pastar a servir senao por ordem do ministerio da
guerra, salvas aquellas a que e.refere o art. 1.
Arl. K. Nenliuma nota sera extrahida de atiesta-
dos pasa le* dirigidos directamente, uem de relatnos por
elle feilos, salvo quaudo estes relatnos ou eilrac-
los delles forem rerueltidos ao corpo pelai autorida-
de competentes, em cojo caso aera verificado e le-
galisadn seu conleiido.
Ar. 9. as informarOcs semeslraes de conduela
"o se laucara nota neuhuma na prinMira pagina
as casas Assentamentus liios e Casualidades
do semestre, sem que esteja averbada no asaeuta-
mento do oilicial no respectivo livro-mestre.
Arl. 10. As disposirues das presentes ins(ruc;e(
serao extensivas s pracas de pret na parte que Ibes
oreni applicavois.
.Arl. II. Os commandanles dos eorpns sarao res-
Eonsaveis pela euctidAo e fidelidoda das notas ver-
adas ; e os inspectores dos dislriclos militares ve-
iitic.ii.io cs seus respectivo relator ios' qualquer irregulariJedc
que encoiitrareni. Secretaria de estado dos neeocios
da suerra, em 12 de' selembro de 1835___r.ibanio
AuguH da Cunha Mallos.
OOVERNO DA PROVINCIA
lllm. e Kxm. Sr.Kcconbecendo-se insullicienle
o numero dos vasos de auerra ilesla estacad para sa-
(israierem promptamenle as necesaidade* do cruzei-
ro, e lim a que silo destinados, como terrtio j feto
ver em diversas occasioes ao governo imperial, e
me lem |>oiflerado o commandante da mesma eta-
co, vnu pelo presente rogar a V. Kic. qae agora
que se ada augmentada a marinlia com tres vapo-
res n belice. digne-se V. Ejc. expedir suas orden,
para que venha aqu estacionar um dos dte vapo-
res, coro o que muilo saiiliam e publico serviro.
Dos uuarde i V. E\c. Palacio do eoverao de
Pernambuco 13 de selembro de IKVi.-lllm e Exm.
be._Jos Mari, da Silva Paraobos, ministro e secre-
tario de eslado dos negocios da marinlia.Jos fen-
lo da Cunha e h'igueiredo.
lllm. Sr.Cumprc que V. S. applique toda a al-
tencAo para o lado do Rio-Fonnoso, ende me consta
que procuram tenUr um desembarque de Afri-
canos.
Deo guarde i V. S. Palacio do governo de Per-
nambuco 3 de julho de 1853.Jos fenlo da Cu-
nha e h'igueiredo.Sr. Or. c.'iefe de polica.
lllm. Sr.Constando que procuram tenlar um
desembarque de Africanos para o lado do Hio-I'or-
moso, compre que V. S. para l applique a alten-
cao do cruzeiro.
Dos guarde i V. S. Palacio do coverun de Per-
nambaco de julho de 1835.-/oe fenlo da Cu-
nha Figueiredo.Sr. commaodanle da eslar.o
naval.
lllm. e Exm. Sr.Teuho a honra de levar ao co-
oliecimeulo de V. E\c. que. era comprimeulo do
que se dignou ordenar-mc, por ollicio de bonlem
datado, acaho de dar as ennvenieotes providencias,
para que se leulia a maior vigilancia acerca embarque de Africanos que se procura tentar na coJ
marca do llio-lormosn. J
Dos guarde V. E\c. Secretaria da
Pernambuco (i de julho de l&Vt.lllm
licia
se aclia no crrelo, recebi noticia da appreheiiso do
um contrallando de Africano na barra de Seri-
uhaeiu. do que don parte ao Exm. Sr. ministro da
joslica, o que confirma a necessldade do vapor que
pei-o.
Dos guarda i V. Exc. Palacio do governo de Per-
nambuco It de outobro de 1855. lllm. eExm.
Sr. Luiz Pedreira do Cooto Ferraz, ministro e se-
cretario de eslado dos negocios do imperio. Jone
Benlo da Cunha e Ugueiredo.
Espediente do da 16 de outubro.
iflicioAo chefe de polica.ute momento re-
cebo o incluso ollicio, acompanhado de documentos,
no qual o delegado de Sernhaem, participou-ma
qoe junto a ilha de Santo Aleixo fura apprehendidu
no dia l:t do correla um palhabote com 162 Afri-
canos bocaes: a vista do que trate V. S. de imme-
diatamenle expedir uas providencias a respeito, na
forma da lei.
DiloAo commaudante da estado naval. Com-
pre que V. S. sem parda de lempo faca sahir o
brigue barca lamaraca, indo V. S. a seu bordo,
alim de receber e couduzir para esta chlade um pa-
Ihabote, queseacha junio a ilha de Santo Aleixo,
assim como 162 Africanos, que esli ob a guarda
do commaudanle do destacamento volante do Hio
I-ormoso, e que foram apprehendidos por ordem do
delegado de Serinhaera, rom quem V. S. se enten-
der., entregaudo-llie o ollicio lodoso. De novo re-
commendn toda a brevidade.
DiloAo delegado de Serinhem. Acabo nete
momento de receber o officio de V. S. de 13 do cor-
renle, commonicando-me a apprehensSo de 162
Africanos em um palhabole junto a ilha de Sanio
Aleixo, e a maneira porqu conseguio-se ellerluar
Uo imporlante diligencia. I.ouvaudo muilo, e al
agradeetndo a V. S. a promptidao e patriotismo com
que porlou-sa em semclhaote diligencia, leolm a
commtinicar-lhe. que uesla dala segu para essa ce-
marca o oommandanle da estacao naval, alim de re-
ceber e couduzir para esta capital lodos os objeclos
apprehendidos, inclusive n palhabote, e espero que
S. prosiga na investigarao de todas as circums-
lancias que forem conducentes ao descobrimenlo do
delicio, e das nessoas, que o perpetraran! e Iho de-
Apniados. De certo, senlioies, diante do paci
fundamental, nflo he licito escolher entre onda
e o tos. A conslitoicSo nao pode entrar em pararel-
lo com a existencia do governo ou da cmara tem-
poraria.
Eu eonipreliendo que esla-questao pw1es.se ser
considerada de gabinete ante o poder moderador ;
alii poda o ministerio dizer : Ou nos ou a cma-
ra ; mas aqujr*qoi onde prestamos o joraiuenlo
du guardar a cuiiatiinicau, aqu onde se diz que ella
he violada pelo projeclo que se discute, he de aliiu-
ma sorte coagir a liberdadc da discussao, chamar a
qoesiao para este lerrreoo, para o terreno das con-
veniencias. Dir-se-ha com prejuizo da forca moral
da utacao que moilos votos fnrain devidos a consi-
deracoes de mera conveniencia, cousideraces de
umannlem subordinada, e eu mesmo se nao livesse
a firmeza que da a consciencia de urna opini.lo for-
mada, teria procurado achegar-me aonobre presi-
dente do consellio, mesmo ale pela deferencia pes-
soal que 1 lio devo, teria sido arrestado tamheui por
essas constderaces.
Senhore, existe no qosso paiz urna seila, ou anles
um cisma, que joiga, que a lberdade nao podo vi-
ver serijo no meio da agitacao, e que a atoma, o
marasmo a que as vezes o socegoleva os pavos, he
o veneno mais fatal para a lberdade. Nos temos
uo/.ado de ha anuos a esta parte do mais completo
socego, temos vivido quasi em urna especie de lor-
P'ir poltico, e eu receto que a reforma que se pro-
jecla va corresponder s vistas dos sectarios dessa
seila, quejulgam que a lberdade inorre quaudo a
deixo de recunhecer que muilo vanl.joso seria que
os magistrados permanecessetn em seus lugares, a
administracao da juslica'ganharia muilo com'islo,
sem duviila ; mas nos nao podemos colher todas as
vanlagens. assm sAo as msliluicOe humanas : o
poder judiciario ganharia muito com isto, mas o
poder legislativo perdera inuitissmo se se visse pri-
vado das luzes, 'da instrueco, da pralica dos magis-
trados.
O Sr. (ornes liibeiro :O poder executivo nao
qoer luzes nem pralica.
O Sf. fandeira de Mello :Senhore, acredita-
se, dizem algn, que conslitaicao qoer a divisan
absoluta dos poderes polticos, e o respeito devdo
a este principio impe a iiecessidade de que os ma-
gistrados nao lenham assenlo uesla cas? ; entendem
que be awim que este grande preceilu conslilucioiial
ser satisfeito.
Sr. presidente, ha engao uessa opiniao, serae-
Ihante precedo no senlido ab'oluto nao pode ler
applicaco senao s repblicas. He somenlc na Suis-
sa e nos Estados-Unidos qae os magistrados sSo na
totalidade excluidos do parlamento. Em urna for-
ma de governo monarebico isto nAo he possvel, e
por issu em nenhum Estado monarchico observamos
urna tal exclusAo.
Se acaso nao bouvesse alguma confusao, nAo digo
dos corpos polticos, das funcroe* polticas, perleu-
cenles aos dillcreiites poderes polticos, poderla
acontecei qae um poder se tornaste omnipotente
locaes ; mas, ventores, j se lem mostrado que a re-
prese nl,ir i,i dos inlere-ses lecaes pertence pela cns-
ul iiico ,i- cmaras rauoidpaese sassembleas pro-
vinciaes.
NAo podemos eslabelecer os crculos com as vistas
de inserir na assembla legislativa eamelb.nle re-
presenlarao. nerrt mesmo, senhore, lie iso conve-
nienle ; n impreosa nao funeciona nessas localida-
des, uellas he nulla ou quasi milla a illtislratao, a
cuinmuni :aces no nosso paiz sAo morosis e difliceia,
nao se pode por consegonte formar nessas localida-
des urna iipiniAo que Ibes seja propria, principal-
mente com relacao aos interestes geraes, e se alguma
opiniao s; forma sobre elles, no eslado de nossa I-
lustracao, fallo em geral, nAo pode deixar de ser
urna m opiniAu, lilha de pequeas paixoes, dere-
senlimentos, de rivalidades locaes. Ora, seroelhaule
opiniao nao pode ter cabimento em urna assembla
a quem a consliluirAo incumbe promover o bem
yero! da nacAo.
Senhons, goslo sempre de firmar o que digo na
autoriddi) de algum escriplor, contieno que pou-
co valho e soccorro-me por isso a opiniao a-
Iheia....
O Sr. Coates Mbeiro : Hoje nao ha uada de
novo em politica : sobre ludo se teroetcriplo.
O Sr. fandeira de Mello:Eis o que diz sobre os
iiilere-se> locaes ltainillou.... '
O Sr. yiguetra de Mello:lira grande hornero
dos Estados-Unidos.
O Sr. fandeira de Mello:Diz elle : u O espi-
sem que osoutros lite pudessem apreaenlar a devida rito de lo:alidade nAo pode senao parahsar as alias
eslagnacao (lolitica reina uo paiz. Isto de certo nao resistencia. Isto mn repblicas he sem inconvenen- | vistas de um svslema largo e esclarecido, e fazer ger-
estar.i. de maneira .iluumi, no pensameuto daquel- I tes, porque a omnipotencia do povo be apparente.
les que sustentan! a reforma projeclada, Unios sem | activa, inlervcm frequentes vezes ; cousequenle-
duvida acreditan! que o estado social mais contrario
lberdade he o da agitaran, he aquelle em que as
garantas aociaes correm risco no meio dos arrasta-
mento djs paixoes polticas. Apoiados. .
Senhore, o legislador deve ser pralico ; lodos os
seus aelns devero ter o cunhoda experiencia ; as lei',
einhura pcagressivas, n,la devem nunca acceder a
couselhos ineramenle theoricos. devem partir das
necessidades reconhecidas do paiz, devem sanenle,
em consequencia da experiencia, dictar o que pode
convir ao povo, devem smente decretar os pro-
gressos c melhoramenlos que o eslado social possa
exigir.
Isto posto, permita se* que anles de entrar na
queslao da constitucionalidade do projeclo me per-
guote : Muae .io as vantagens da reforma que se
discute '.' i.iuaes sao os males do nosso syslema elci-
loral que a experiencia lem, demonstrado, os males
ram auxilio, devendo remeller todos osesclarecimen-: que o legislador sensato, nao especulativo, o legis-
participar a .
rigue barca lia-./
Actos de bravura em combate, e A; diilinerdo rm
pm* servico publico de que for en- ^^^^^0
por qualquer acro mer loria, feilos ."^mWtf^^^'r'^amr
ilordade de legitima, eorupelenci;, sb euj* .""' e r;,n'- Sr.'lerlla^Jonra
o tiver lugar a accAo elogiada. ^ Exc. que acaba de onlrir o bri
oropel uta de tarvicas prestados no imperio niarac, leudo'cruzado dorante dezoilo dias n
lalquer govarno eslnuigeiro, com declaracao proximidades da barra de Tamandarc at ao Cabo
8>ivoruo imperial para aceitaras desla |de Sanlo-Agoslinho, econforme a participaran do
4 respectivo commandanle, nada encontrou que cau-
ta por actos de irrcgularidude de con- sasse sospeita de lenlalrva de desembarque de Afri-
uda mi art. 166 do codio rlminal, a canos buenes, e havendo ldo communicacAo com os
i do art. 9 da lei n. fc.8 de 18 de habitantes da barra de SerinhSem. e com o com-
e por lodos os crme, qur civis. niHiiilanle da fortaleza de lamandar. nada pwle
tos, que ohtiv cr.ao Dr. chefe de polica, de quem V.
S. recebera as necessarias instrucres. Approvando
asdespezas que V. S. autorisou,"espero pela coola
dellas para manda-la salislazer.
^'.oAo commandante do destacamento volante
do Kio l-'ormoso.Kecclieudo nesle momento o 6IU-
cio que Vmc. ne dirigi em 1:1 do crranle, partici-
pa ndo-ine a apprehensAo que por ordem do delegado
de Sernhaem, lizern do palhabote que aportara jun-
to a ilha de Santo Aleixo, enntendo 162 Africanos,
faco expedir o b'rigne barca llamarac coinmandado
pelo diere da eslacao naval, a quem Vmc. onlrecara
os A Trcanos, o palhabole e mais ohjectos apprehen-
didos, para seren condotidos a esta capital, dando
disto conhecimenlo ao mesmo delegado, quem lam-
bi-m efllcio lal respeito.
E n.1o perderci esta ocrasAo para louvar muilo a
Vmc. pela promptidao e ldelidade com que se pres-
lou as ordens da autoridade policial.
DiloAo chefe de polica.Aclia-se promplo pa-
ra parlir para a ilha de Sanio Aleixo o brigue barca
llamarac, commandado pelo chefe da eslacao ua-
afim de conduzir o palhabole. os^Vfrican e
linelos npprMajaMtJuspor orj| Mlele-ailo
SerinhAem na ^Vka|aH ^MaTiieUi a V.
: .. a quem commuV ue. alim de
j expedir as ordens, qV *J
a. qualquer que seja o tribuaal por oit-
enrrido oprocesso ; e assim iniis oscasli-
gos corre avies infligido por culpas leves contra-
riaaj fSflffrM da extrcilo.
isoi. que se formarera no furo civil ou no
de qualquer aclo de que o otlicial
einltora as teulenea ou decisoes Me
estes procseos so coinpreheu-
3 Param requeridos pelo otlicial para
julilicarrse de qualquer impubicau.
litado proficuo ou iiprocuo de qual-
anissdo de servido de que otlicial tur en-
aeade esae resultado ajuizalo pela pri-
aeira aulurida le da provincia ou corpo de exordio
ondvo uflicial ilasempeuhar a coininis-an.
liad* doa Mames de pralica da armas
pelo rejnlainenlo que baixou cuj o de-
rret! n. 772 de 31 da marco de 1851.
liado das iiispeoces de .ande, porque
pastor o vflicial, ex-nllicin ou a requeiimeuto seu.
1!>. Lranfereucia de .corno na mesma arma, de
urna, arma par* outra, ou para qualquer dos corpo
ldae e vice-varsa.
M. Todos a mas/circamslancias que iniluirem
directa ou indirectamente sobre a poic.lo, conduela
da pliysica ou moral do uflicial. e que
ir peeHura para orientar o joizo que dellc
agovoruo imperial ; constando estas cr-
de actos oflieiaes dimanados de aulori-
e Irgauueute dirigidos ,aos che fes dos
rorpos.
Arl. 2. ,s nulas que ae devem averbir serAo ex-
docunaiUos olliciaes, feilps com tanta li-
deh-;" yuein o uf-
licial a quem se referir, mais neT /ios do qc
os proprios docomento. y J
U commandantes do corpW farao aver-
llego quareceberem comminicacjo da
i "competente, por ollldo ou orde'm do
dia, de objeclos u que se referem todas as parte
do airt. I., qae eomportarera tal commcnicacao por
va jcrarchica.
. notas relativas a litlos honorficos,
i. graos acadmicos approvaroes de
estados se averbarflo vista dos diploiras, carias e
oertidoes de approva?o que os iuieressados apre-
seutarem no corpo a que perlencerem, leclarando-
sa da da apresenlacao de taes documentos.
Arl..'i. As natas relativas a particularidadesoc-
corrida aceren do oflki.il uo nlerios do corpo se-
rio averbadas i vista de rdeos por escripto do em-
tHaiidantc ou de documentos comproliatorios dos
factos a que as notes se referirn-. Os comman-
dan.es de eor|w nao averbarao ola neiilinma a seo
respailo no livro meslre sem ordem rs pee i tal do*
eonimandanle em chefe de corpo de xercilo, dos
commandantes das armas, ou do prndenles da
provinda, oude nao houver commamlo d'arroas,
devendo_declar.ir.se a dala dessa ordem.
irl. (i. Em todas a olas se laucarlo as dala?de
aclo oldaes que coucorrerem para o facto
e que rorem necessarias para o esdareoimenlo del-
Na notas de coramiisoes de qual }uer serviro,
de llcencas e de prisots, se menciouarao as d'a-
colher que apresenlasse desconli.nca. Precisa o re-
ferido brigue-barca mudar alguns cabos do appare-
Iho e i-ranile parle do poleaine, pelo que solicito i
\ Exc. qWxaa.|di|n yn^l. .,
oens ueste seulido.i inspecco i
raiba.
U LIVRO POSTQUMO. *
Per BKaxImo So Ctnap.
VI
EPISODIO.
Carta a Gtrlrudes
| Continuar"o,
i.'ualro dias depoi da Mena
IV.
soziiiho
JT-
^inlim, pela no-
ve hora* da noile, eo eslava sozinlio istentado no
terraeo e fumaudo. A la illuminava i eo sem uu-
vens com ana branda dardade, o eslendla sobre o
mar a sombras ^gaulascas da moiiianhir do Liba-
no ; um dieiru Je madresilva embalsa roa va o ar ;
meii galgo dorma-roa ao*-pe. Eu eslava perdido
cm urna dascoalempUriles modas e sera, em qoe
iam;a-mis is vzes a vista das magnificencias qoe
Dmm creou para nos. Eslava immovele rellcllndo,
qii, ndo seutl una mAo por-je-me tob/t o hombro,
vol.ei-ra*evSelli-/.a>uebm pe diai le de mim.
V isla a dardade da la, ella pareceu-ne paluda e
.macilenta como urna canvaleicenle ; em seos olhos
brilhava um togo singalar, e toa reipiacao agitada
ibrazava-me o reelo.
Quequar' pergonle-lhe duramente.
Veabo bajcaru, responden elln ; e*pero-le
Vjde Diario o. 239. ^
HTERIOR.
iispecco do arsenal
Dos guarde a V. Exc. Bordo do brgoe Capiba-
ribe, surto no Mosqueiro de Pernambuco, em 27 de
S' ilho de 1855.lllm. e Exm. Sr. conselbeiro Jos
etilo da Cunha e Figueiredo, presidente desla pro-
vincia.Joo Mara irandekolk, chefe do divisan
commaudanle da eslacao.
lllm. e Exm. Sr.ludeou a^ora neste porlo o
brigue de guerra Capibaribe, por ter coocluido o
cnueiro, que llie fo ordenado por este commando,
entre n (.alio de SaiiHj-Agostinlio e a Pona-Verde,
cahendo-me a saiisfarat de commuuicar V. Exc
que nenhum indicio de epulrabando, ou do trafico!
foi itesla exeursAn ohservailo.
Para po-lo promplo a faker nova commissAo re-
se mister quesejam examinadas as vergas dolraquele
e cevadeira, que se acham arruinadas ; e bem assim
a borda do caslello, que esta completamente padre.
Irecisa, alem disto, recerrer todo o calafelo, cpe-
cialnieute do trincanuc vigiat,|concerlar o pames
da asuardeule e d- cabo* ; os nabos e juncos da
bomba, parle do veame c poleame, o :!. escaler, o
rancho de pa, pr una nova lahoa no assoalho da
pra^a d'armas, urna novo capa no leme do navio,
um novo leme para a lancha e varios outros reparos
de pequea monta, que rogo i V. Exc. se digne de-
terminar ao inspector do arsenal de marinha para
mandar firzt-lo cora brevidade.
Dos guarde V. Exc. Bordo do brigue-barca
llamarac. surto nu Mosqueiro de Peruambuco, 3
de selembro de 1855.lllm. e Exm. Sr. eonseUiei-
ro Jos Benio da Cunha c Figueiredo, preddenle
desla provincia -lodo Marta n'andenkM; chefe
da dtvisAu commandanle da estacao.
lllm. e Exm. Sr.Em 13 de selembro do anno
passado levei ao couhecimento do Exm. Sr: minis-
tro da marinha a necessidade de liaver neste porto
um vapor de guerra para ser empregado na reurea-
sao do trafico de Africanos. Hoje urna oulra neces-
sidade se aprstenla.
Se conlinuarem a ebegar embarcares com gente
accommellida da epidemia reinante, como ha pouco
aconteceu a respeito do patacho nacional San-fom-
Jesus, que niandei desiufeclar em Fernando, secun-
do participe A V. Exc. em officio de 8 do crrante,
n. 118, sera ndispensavel eslabelecer nu ilha de
Sanlo,Aleixo, 16 leguas ao sul desla cidade, um la-
zareto com commodos proprios para receber doen-
les, e se desinfectaren] as mercadorias que lem de
vir ,i alfandega, vslo que no lazareto do Pina, que
hca mais prximo a cidade, oAo he possvel fazer-se
semelhante servico, em casos extraordinariamente
graves e repetidos.
Ora, sem o auxilio de um vapor que possa condu-
zir os passgeiriM e rebocar as embarcaefles, nao he
tarabem possivul servir a ilha de Sinto-Aleixe. O
que julgo dever ponderar V. Kxc. para ordenar
oque entender conveniente em sua sabedoria.
ha doos dias ; dexa-me fallar e nAo me inlerrompas.
Porque nAo viesle bonlem 1 O deslino impela-te
para meus braco* ; obra mal resstiudo-lbe. Pre-
vino-le de que hebeste urna agUa qoe dirigir para
mim la vonlade ; nao lules, pois, com loa sorte, e
obedece ao leu coracAo, que ordena-te que me a-
mes. Debalda lularas, os espirito* to por mim, con-
jurei-os, a elles diseram-me que as amar-me a-
inda.
/Teas espirito eoganaram-le, Setti-Zayneb ;
pois nao le segmrei I
Miuha reiposla parecen abale-la, um riso forcado
decompoz-lliB as feises, emquanlo ella tornou :
Ah queres zombar anda ; nao he verdade
que bu de vir 1 Nao quereres condemnar-me a cho-
rar sempre como urna viuva que perdeu seu lilhn
nico, nAo he assim 1
J le disse e repilo pela ultima vez ; prohibo-
le de satures du harem, tolla para l, do contrario
chamarei Brkir-Aga.
Sim, vollare, Abu-Kelb. volUrei, mas levar-
te-hei comigu ; vem, queimei lenhade aloes, miuha
negra preparou-te sorveles de jasmim ; vem, vem,
accrescentou ella ponaiido-me do braco.
Vai-te! rnMe! gritei desprendndo-me ; pro-
lubo-le de apparecer mais em minha presenca.
Ella recuou mu tos passos, inclinoo aeabeca para
as mAos, e ouvi-a chorar.
Parecis eslar muito encolerisadu, neu amigo,
die nesse momelo airas de mim a voz de Susana,
a qual chegra do repente, sinlo vivamente nao sa -
ber o turco para comprehender o motivo de vosa
indignacao.
Ouvindo oa toe que dete*la*n, Setli-Zavneb deu
um sallo atrs, e eicarrando coro furor aos ps de
Susana, exclamen :
RIO DE JANEIBO.
CMARA DOS SRS. OEPUTAQQS.
Sesaao' du 39 e afosto de 185S.
I5-se e appruya-se a acta da sessAo anteceden-
te. OSr. primeiru secretario du coala do seguintc
exiiedienle : ^^'
Um rejjawrraenlo de Jos Mara l'.ardoso, pe-
dMato^uispensa na lei para naluralisar-sc cidadAu
slciro. A' coromiasao de coosliloicSo e po-
l.eem-se e approvaiu-sc varias redarcues.
O Sr. ilmridu e Atbuauerque pela ordem) :
leudo-se retirado o nobre deputado pela provincia
de Mallo-Crosso u Sr. Viriatu, quo pertence com-
missAo de coinmercio, iudustria c artes, requeiro a
>. Exc, Sr. presidente, que baje de nomear ou-
Iro membro para essa commissao, visto que lem
de apreseular alguns Irabalhus consideracAo da
casa.
O Sr. Prndente: Nonido o Sr Ferreira de
Aguiar.
ORDEM DO DIA.
Incompatibilidades e eUicoes por circuios.
Continua a segunda discussao do projecto u. 69
que [rala desla materia, com o parecer da commissao
de comliloicao e as emeudas auleriormenleapoia-
da. r
O Sr. fatuleira de Mello :Sr. presideule, em
urna questAo lo importante como esta qoe se vn-
ula, quelAo em que se traa de saber se temos ou
" a omnipotencia parlamentar, acredido que o
de fef
espira
a canf
' ,o ; ain-
anlou um
*progrcs-
li ilepu-
or da opini.lo pu-
governo desejaru o triumpho da causa que proles,
mas l.unlieiu acredito que o governo deseja a mora-
lidadc do triompho. Comprebendo, senhores, que
possa liaver no parlamento um* opposicAo svslcma-
tica, mas um ministcrialismo svstematico nao com-
prebendo.
Urna opposicd svslematica pode ler por lira der-
rocar um gabinete que se considera intenso aos iu-
teresses vilaes do paiz ; um mnislerialismo syste-
matico uuo pode ter por objecto om fim nobre ; ei<
porqac, senhore*. me julgo autorjsado a separar-me,
soroenle neshi questao de tanta importancia para o
paiz, do ministerio a quem lenho sempre presta-
do o apoio do meu voto, apoio fraco, porem sincero
e leal.
Siolo que nao perlenca a escola daquelles que
dislioguein o vow da opiniao, porque ser-me-hia
mu agradavel dar o meu voto a um governo, eu-
jos membros me merecem muila cunsiderarfle.
e a alguns do quaes consagro urna amisade sin-
cera.
Mas, senhore, de que vale o vol sem i opiniao
He o culto sem a religiao, he a bypocrisia. be a de-
gradarAo moral do pensameulo apoiados e por is-
so direi ao ministerio: aceilai a minha religAo,
embora vos nao possa dar o meu cullo, isto he,
o meu vol. Na preienca desla Iranscendeute que-
lao, enisiidu que se pode dizer, como em moral,
anles a religiAo sem c culto, do que o culto sem a
religAo.
Senhores, o nobre presidente do conselho fez des-
te projeclo questAo de gabinete, e eu devo confessar
a cmara que istu admron-mc.
I rala-e de urna queslao constitucional, o pois o
governo nao devia apreseotar cmara esta reforma
como urna queslao de gabinete!; o governo nAo de-
via dzer-nos : Ou n, ou vos, ou a consttui-
cao, porque tanto importa a sua declaracao.
7f-
Malditas sejam tuas entranhas Praza a Des
que la maternidade fique deslruida para sempre I"
e qu Abu-Kelb mona em teus bracos j que he as-
tas miseravd para preferir-te a mim !
Que diz ella ? quedizella I perguntou-me Su-
saua j faz'me medo com seus olhos cheios de colera
Esta louca .' Bekir-Aga Bekir-Aga chamei
a toda a presta.
O arnaute acudi.
Leva Selli-Zavnob, fecha-a no harem, e se el-
la resistir, trata-a como tua religiao permita que
sejam tratadas as mulheres rebeldes.
J vou j vou .' disse t escrava garrarldo-se
aos vestidos de Bekir-Aga ; mas dexa-me fallar an-
da. Kogo-le, topplico-te, accrescentou eom um a-
centn que, apezar de minha irrilarfln, perlnrbou-me
al ao rundo das entranhas, reenva a mulher lou-
ra ao aeo paiz, e ama-me como mavas-me dantes.
I.eva-a repliqaei ao arnaute.
Este arraslou-a ; mas no momento de entrar no
harem, ella parou e voltando-se para ruim, uri-
tou-me:
Abu-Kelb, fizeste pastar um rio do miserias pe-
lo meu coracAo ; mas acautela-te, at velhas do roen
paiz entinaram-me seo Degredos, e hit de lembrar-
Ic de mira !
Keiira-se por favor, ditse eu a Susana, impor-
ta acabar com isso ; voo fallar a Bekir-Aga.
Suana tornou a ir para o seo quarto mu) commo-
vida ; pois fora-lhe fcil adevinhar ao menos o sen-
tido dat palavras qoe nao comprehendia.
Apenas mea arnaute vollou para junto de mim,
(omei com elle lodas as disposiroes para afaslar Sel-
li-Zavneh, cuja residencia era minha casa nflo po-
da prolongar-se mait sem perico. Depois da ma-
nhaa, diste-lhe eo, partirei com Susana para Edn,
lador que nAo quer jogar com os grandes inleresse*
dos povos, deve tratar de remediar Ser o lim do
projecto remediar a m organisncAo do poder legis-
lativo'.' PeiiS'i-se por ventura que o corpo legislati-
vo, c principalnrenU a cmara temporaria, iiAj sa-
tisfaz a sua alia mistan, esquece-Vella do inleresse
publiru.' A experiencia do males que ella lem
causada aconselha por ventura a sua reforma me-
danle a projeclada alteraran das Icis polticas da
eleir.lo ?
Examinemos esle poni.
Sr. presideule. acamara temporaria no Brasil lem
sido sempre animada do mclhor espirito ; o espirito
de ordem, o espirilo do prosresso a lera guiado em
toda* as pocas ; pelo seu espirilo de ordem salvou
a inoiiarchia lias pocas tormentosas da niinori la-
de ; nesse lempo critico, nAo bouve-perigo iicnham
para este grande prindpio danos-a conslituir.lo;
pelo seu espirito de progresso a cmara luoip
lem deliberado lodos os niclhoniyuentos
cumslnncias do paiz perinillcm,
o povo nenie e recouhece com gra
da lia pouco a lei das estradas
padran -iuimorredoro a esse
ao d.ue lera sempre inspirado
lados.
lem ella sempre estad,
der execulivo, lem saii-l>'
do nosso paci l'undaraonl
o corpo legislativo grangea
blca, boje ve-se que os antigos sarcasmos, as anli-
Sas invectivas que llieeram djrigdas pela impreusa
desappareceram.
E, pois* senhores, se a cmara temporaria, como
he forcoso confessa-lo, lem preeiichido de um mo-
do tao satisfatorio para o paiz a sua alta missao,
como he que, por altencAo tmenle ao espirito pc-
rigoto de especuUces polticas, a que nunca o le-
sislailor deve eutregai--sc, vamos nos sem raza o auf-
ficieule molilica-lo, vamos nos eslabelecer urna lei
nova que tende a allerar as coudices de ua exi-
(enca, por um modo tao radical, tao profoudo 1
I'oderemos mis contar d'oru em diaillo com essa har-
mona que lem reinado sempre enlre o poder legisla-
tivo e o poder execulivo'.' E de lal forma que o poder
execulivo nflo tem usado da sua prerugativa de ne-
gar a saucedo aos actos do poder legislativo, e raras
vezes tem reconhecido a necessidade da dissolurAo'.'
Se passar a reforma, continuara a existir esse eslado
de harmonio, de inlelligcncia entre os dou poderes 'i
Duvido muito. Para que vamos navegar em mares
descouhecidos'.' Sabemos nos que ventos reinara
nesse* mares '.'
Assim, pois, emquanlo a experiencia nao aconte-
ntar urna reforma das leis orgnicas da cleicAo, cu
'nao volarei por tal reforma. Examinemos porem
se ella he precisa com relacao ao poder judiciariu,
alim de que esle sali>faco mais pcrfeilameiite os ne-
cessidades da adiiinistrarAo da Justina.
Seulior js, o projeclo eslabelecendo o principio
da* incompatibilidades, tem por lira excluir do
parlamento os juixes de direito ; eslas sao as suas
vista..
Mas estas villas serAc salisfelas'.' NAo, porque
nao he denegado uo governo o direito de despachar
para os logares de juiz de direito ao dcpulados,
aos membros desla casa : em coosequencia, pois, o
que lia de resudar '.' NAo leremos no parlamento
juizes de direito antigos despachados antes das elei-
roes, mas leremos no parlamento jaizes de direito
modernos despachados a posleriori, isto he, depois
das eleices, depois de terem asseuto nesla casa.
I", estes nao lera dse afaslar de suas comarca, nAo
lem da deixar u ejercicio de suas fuuccaJes para vi-
ren) continuar a tomar parle nos'trabalhos legislati-
vos ". Por certo; mas sendo assim, ser ainiullado o
graudo desidertum, o grande proposito da lei pro-
jeclada.
' O Sr. Jaguaribe :Apoiado.
O Sr. fandeira de Mello :Muitos dos nussos
collegas foram despachados juizes de direito depois
de terem asseuto nesla casa, outros vrao que igual-
mente serAo despachado*. De semelhaolcs incom-
patibilidades o que re-ulla be urna especie de pri-
vilegio em favor dac les que forem despachados
depois da pertencere:.i a esta casa ; estes sira pode-
rao abandonar as suas funecoes. sendo juizes de di-
reito, nAo se recouhece nisso mal nenhum, eu-
trelauto que [os acluaes juizes de direilo nao pn-
dem ser candidatos para oAo deixnrem as sua fune-
coes.
Notarei, senhores, una especie de falla de reci-
procidade em seraelhanles incompatibilidades. O
povo, pelo projeclo, nao pode nomear um juiz de
direito para depuladu; mas o governo pode nomear
a um deputado para juiz de direilu .' (Apoiados.)
Esta falta de reciprocidade pode-se justificar '.' Qual
he o principio que podo acouselhar esta tal ou qual
prerogaliva odiosa 1
O Sr. Comes lUbetro :O lira do projeclo nao
he esle, he oulro.
mente saneciona ou remedia qualquer osurpar,Ao
que teulia havido, c tem sempre forras e direilo pa-
ra faze-ln; roas na forma moutrehica islo se nAo ve-
rfitn ; be raister para qoe se de aquella resistencia,
para que se manteulia o equilibrio enlre os dTa-
miliar as tmanles de ciumes que podem um da pro-
duzir a dissolurAo do laro social.
Es, senhores, anda um. opiniao muilo valiosa
para provar que nAo nos toca nesla casa .dvosar in-
tereses loeaes ; be a opiniao do autor da Estalislica
da Blgico, Chavier lleutchling, escriplor muilo
acreditada pelas anas luzes. Diz elle: Os mera-
renles poderes polticos sem commorJo. sem abalo da bros da duas cmaras legislativas representara a na-
ordem,que algumaconfutAo lambem sed as func-l cAo ; este principio foi inserido na conslitoicSo,
eOos dos poderes polticos afim de realisnr-se a lisca-
lisar.io reciproca de um para com oulro poder, fisca-
sacAo que previne os embales, o he reclamada pe-
la iiecestaria harmona entre elles.
Era apoio do quo acabo de dizer, permita a c-
mara que eu cite a opiniao sem conle-larflo muito
ajustada de um escriplor sobre a materia, he Cher-
buliez em sua obra intituladaCarautiat couslitu-
cionaes.
Anles de ler a respectiva pastagem observarei
que a separara j absoluta das ftiucres perteneentes
ao diflerenlus poderes leve lugar tambera na F'ran-
ea republicana cm I7!':i. e coro alluaao a esta pra-
lica republicana he que o aulor citado faz as refle-
xe que paso ler; diz elle':
A convencAo que liulia admilldo na constitu-
cao de I7U3 a divisAo absoluta das funecoes nao li-
nda hesitado em consagrar ao mesmo icinnu. por
urna disposicao expressa, o direito de insurreco.
'I'inlia couhecdo qoe esle direilo era a consequencia
directa e necessana de urna organisarao que poda
conduzir cedo ou tarde a omnipotencia de um dos
corpos constituidos,
V-se pois senhores, que esle escriplor entelle
que aomlea separaran absoluta das fuiwc(j^s^j0sjp-J_ainda aprese
dares he consagrada, corre-se ofl---ft que uuiTo-riirKfV^^dos
der adquira a orompoljiu^ ,_, ^on|r, esla
reir"o '" --J^"' eoiisagrar o direilo de insur-
^''f'-'^utado-.-ApoMo.
6eauor^""''"r" de Mello:NAo insistamos, pois,
H^STna excloiAo da masislralura do parlamen-
nlsAiido qoe remediamos um nial ; esle nial nao
exsle ; antes ao contrario he um bem que ella tenha
assenlo nsta casa.
I i'na poVm para desejar que a magistratura, que
era geral o funccionalismo nao tivessem lautos re-
presentaiiles uo corpo legislativo como ora se obser-
lui/era que a represenlarflo dessa classe fose
J__!_"'o nruporcional as oulra-, classes da so-
,:.,' mU P'S'^'V" '.TTo- dependo soineiite
da legislacao, depende prlncinalmenre. a eudu u
sociedade ; ella necessariamenle ha de apparecer
quando.a illuslrajo se der por igual as oulras
classes.
Temos relleclido sobre os males que o projeclo se
propoe a remediar, vejamos agora os pretendidos be-
neficios qoe o recpmmendam na opiniAo dos que o
susteulam como una reforma .ilutar.
Olanlo s incompatibilidades, aprsenla -e co-
mo um grande beneficio deste projeclo o por a ma-
gistratura a salvo da imputaran de que a cleirao
dos sos membros para o parlamento he o resul-
tado da iullueiicia iodebita do emiirego que exer-
cem.
afim de advertir a cada deputado que deve oceupar-
se dos iuteresses geraes, e nao dos inleresses das lo-
calidades, w
a titacjio he bella, a montaoha est agora era lodo u
*o esplendor ; Picaremos um mez na casai^doeTa> '
zaristas, e levarei smenlo o cozinbeiru lladj-ls-
mael. Direi a Selli-Zavneb que. varaos aKhodes;
dentro de oilo diai.a erabafcars comligo para Cons-
tantinopla sdb pretexto de alcanrar-me, e sabes en-
Uo o que resla-le fazer. Amanlla se farao os pre-
parativos de nossa partida emquanlo eu mesmo irei
a BevTuth alugar cavados e moukres, eehegareia
Djeunie alim de maudar disporludo para nossa pri-
meira pousada.
No da seguiote tendo prevenido Susana de minha
resolueSo, parli ao nascer do sol porque linha de
andar muito, e quando voltei a ooite jii eslava es-
cura.
Nao ha nada de novo pergunlei a Bekir-
Aga.
Nada, responden elle.
Qoe tem feilo Selti-Zayoeb 1
Sabio com a negra urna hora depois de la
partida, o vollou quando ia annunciar-se a oracAo
da tres horas.
E que faz ella agora ?
Nao sei, uAo ouro nenhum rumor uo aposen-
to, crcio qoe dorme.
Pois bem, amauhaa se acabara de arrumar a
bagagem, a qual parlir de larde, e na madrugada
seguinle lomaremos a etlrada de Trpoli para de la
ganhar o Edn. J escrev i ao superior dos Uazaris-
las afim de que se digne de por toa cata nossa dis-
posc,flo.
Desped-me rpidamente de Susana porque eslava
muilo fatigada, e lancei-me logo na maca. Dorma
desde duas ou Ires horas quaudo acordei ouvindo a-
brr minha porta ; levanlei a cabtea e vt Susana em
p sobre o Hmiar.
.Volarei ante ile ludo, senhores, que essa vanla
gem vai muito alm do seu fim ; se o consegue, be
aerificando urna outra vanlagem, vanlagem de
Brande importancia, islo he, a cadjuvarao da ma-
gistratura na factura das leis ; e he isto'o qoe faz o
projecto, essa exdosao d-se indirectamente, porque
os voto que os magistrados recebem no lugar em
que Bureta a jursdceo sAo declarados millos, e
nao ha esperaura de que elle possam ser cleilos em
nm circulo onde nAb sao conhecdo. oude nAo aAo
apreciados pela populacho, onde grande concurren-
cia deve abrir-se, entrando nell.t pessoas que nunca
se lembraram de ser depulados, mas que provavel-
menlo IriumpliarAo, mesmo uelas quafidades nesa-
livas da que possuem o* juizes. Ue a exclusAo
pois da inacislralora o que se quer ; nflo be pela fa-
ma, mime e bum conceilo della q*nr sa pugna. A-
poiadot.1
Prelende-se, Sr. presidente, arredar a magistra-
tura das lulas eleiloraes, prelende-se que o maais-
Irados e apresenlem superiores a toda a dependen-
cia local, cslrauhos a toda a uipiracao de condes-
ceudenca indebita para cora o povo. Mas este lim.
poder-sc-ha conseguir ? Senhores, ha necessidades a
que compre obedecer. O magistrado he ridadao e
nAo pode deixar pelo seu patriotismo de lomar parle
mu viva na esculla daquelles que lenham de repre-
sentar o pz; depois di.lo o magistrado pelo seu
propro inleresse pessul he levado a arena eleiloral,
elle lem prenles, tem amigos, nAo pode deixar con-
sequentemenle do desejar que estes prenles e ami-
gos lenham um assenlo de honra nesla caa ; be in-
til, he vAu pois o proposito de innia-l.i adinrente
a esse grande drama eleiloral a qoe o svslema
conslilucioiial convida os cidado. A ubservacAo, a
pralica ah eslo para confirmar o que acabo de ex-
pender.
era se diga, senhores, que enlAo os magislrados
cancurrer.to de urna maneira mis calma, mais rellec-
lida, que nAo p rejo di cara o o direilo de alguem para
oblar o resultado eleiloral ; acredito que elles cou-^
tinuarAo a proceder como al boje, islo lio, conr
honra e dignidade, islo he, animado pela naloreza
da lula, pelo inleresse que ella inspira, acredito que
elles procedern como at hoje, porque nao me be
dadoadmillir que al agora algum tenha sacrificado
o direilo alheio ao proveito de sua candidatura ;
por consegrante, senhores, elles hlo de aposentar-
se daqui por diante como al iigora, islo he, toman-
do urna parte activa nesle grande acto que excita o
inleresse nacional....
Vina voz : E al ficam mais desembarace-
do. <
O Sr. fandeira de Mello:Vejamos agora, se-
nhores, qual he o grande beneficio que resulla da
iuslituicAo dos crculos, vejamos a graudo ullidade
desla providencia. A prsenla-se como a maior con-
veniencia dos crculos a represenlarao do inleresses
Assim peis, senhore, a consllocao da Blgica
diz, na cpuAo docitado escriplor, que os depula-
dos sao represeulautes da uaro, para Mies advertir
que elles nAo devera halar do's inleresses daa locali-
dades, e lenilirar-llies que elle devem someute ler
em coiisi lerarAo os inleresses geraes. A nossa cons-
tituirlo teria lido por veutura oulro pensamenlo
empregando a mesma phraserepresentantes da na-
ca o'.'
Outra vanlagem, Sr. presidente, que e inculca
como transcendente beneficio pruviudo dos circuios,
he a facilidade que esle* ollerecem para a verificaco
do* poderes ; mas, senhores, que embaraco actual-
mente le nos para a verificaco dos poderes? Dz-*e:
be dilliei aimullara eleicao de urna provincia inlei-
ra. a de um circulo he fcil. Conforme, digo eu ;
nem sempre ser assim. O meamo defeilo eleiloral,
a mesma irregularidade pode dar-se em muitos cir-
cuios, e como se nao ha de eslabelecer principios
dill'ercnle na apreciaran da validade da elecoes,
Irinos qu; a coaceao moral que se quer evitar pode
eseutar-se, como boje se aprsenla, na ve-
dos poderes do urna deputacAo nleira, isto
he, s com^TleTtDV4tse essa coaccAo, como preten-
den) o advogados do pnojecto. Ora, se he exacta a
miuha obiervacAo, l se foi~o-^ransceudenta benefi-
cio a que alludo y
Mas, senhores.aymo dizer-so quo ov.corpo legis-
lativo, que lera de resolver as raais aliasquVslet do
estado, ende a una coaeco incompatvel com o leu
dever, nAo tem a coragein cvica necestaria parate;
clarar nuda a eleicao de orna provincia quando a\
O Sr. fandeira de Mello :Mas a escolha nao
llie pertence.
Senhore*, uettas deicoes de crculos havemos da
ter caodilhos de elecoes, havemos da ler aquillo
que o* Franceze* chamara menetirs. Os caodilhos.
oe deicoes hflo de conquistar, bao de escravisar os
votos da popularlo, e, ou de accordo com' e gover-
no, ou sem elle, bao de aniquilar a lberdade do
vol ; e, Sr. presidente, receio que em circumslan-
cias dadas lal teja o aniquilamenlo da lberdade de
voto,, qoe nao obstante os sentimentos monarchico
do povo brasileiro, possa o paiz preseudar o escn-
dalo de ver no parlamento representada a opiniao
republicana. Cora et circuios nao sera' islo muito
diflicil a um potentado das localidades, arrestado
pelo detpeito e em odio ae governo. Nao Ju'Kne
governo qoe sempre podera' dominar nesse circu-
ios ; a regra he esta, mas excepces tambera devem
haver.
Ora, para que um svslema que tem era si ees* pe-
rigo ? Para qoe esta innovacAu no senlido inverso
do qoe se deu em Franca ? Senhores, em 1819 em
-Franca os iniraigotda monarchia mandaran) para o
parlamento um regicida, traloo-e de revogar all
a lei de elecoes para que nAo podesae oulra vez dar-
se um semelhante escndalo. Entre nos, o* repu-
blicanos nao tem facilidades para entrarem no par-
lamento, e a reforma Ibes vai abrir as portas NSo
be bom, senhores. jogar as cegas coro os grandes in-
leresse* de um povo. A visao humana uflo peue-
tra as dobras do futuro.
A adopcao do projedo qoe se discute trata lain-
bem, senhores, oulro affeilo inmediato, a annulla-
eflo das inOuencias provincia ; mas ser isso uro
bem 1 Creio que nao. Essas influencia* sAo legi-
timas, nao se fundam em pergaminhos. uem em
eaalcllo, nem em privilegios ; lo lilhas da illos-
Iracao. das maneira e das relacet ; ella, a cn-
sul tarmo* a nossa historia, (em sido para a governo
em circumslanrias critica um apoio, lem Sido ce-
iros de. torca de que o governo dispe a bem da or-
dem e dos grandes priuciruos da sociedade. Cir-
cunstancias iguaes nao poderAo anda existir ? NAo
he anti-polilico nt-sovernatvo destruir este ele-
mento de ordem '! Se ao menos, a experieocia o
acouselbasse 1 Destruidas essas inlluencias provin-
ciaese dado* caso de achar-ee faiteada a opiniao
da provincia pelas preoecupaees de qoe o povo ig-
norante fcilmente se/leixa apoderar, qoem lerna
forja moral oecessaria para dirigir a torrente t Esla
lei nullifica essa forca moral, acha goslo em quebr-
is. Recorrer o governo a forca physiea para ven-
cer os prejuizos, para dominar a opiniao ? He pre-
ciso, senhores, nao contar sempre com a bonauca.
ne preciso prevenir, he preciso nao ver ludo cor
de rosa.
Senhores, as influencias provincaes nouossopaiz
podem muilo para o bem, uada podem para o mal.
N3o se pode ddxarde reconhece-lo ; nao obstante
vai o projecto substituir as influencias provincias-
pela inftueucii locaes As inOoeurias locaes que
nAo eOmprehendem em rearaos inleressescummun.-.
ciosas, prevenidas quasi sempre pelo pensamenlo
de qoe tao crucificadas! E pois quaado se tratar
de inleresse geral, como esperar dellas dedicanao,
dessas influencias que pensara qo os inleresses da
localidade eslao em perene holocausto ?
Senhores, e resoltado da nullificaeao das inlluen-
cias provincaes sera* qoe a corle dominara' perfei;
lamente toda a popularan do imperio ; isto sem du-
vida he um grande resaltado, mximo para a elei-
cao dos senadores.
A propria dignidade do governo, senhores, pugna
cnnlra as influencias dos dreulos, dos pequeos
dislriclos.
As influencias provincaes mpedem que a auto-
ridade desea al as ultimas carnadas dat influencias
nullidailc e-tiver provada'.' lio possiv'el acreditar- llfcaes ; inlrpondo-se enlre o governoe eslas olli-
so nessd miseria, uessa degradacAol' Nao he possi- Imas carnadas, poupam'lhe orna certa degradarlo.
Vestida de roo pao branco lendoem urna man urna
vela que allumiavu-a e dava-lhe o ar de um espec-
tro, ella assuslou-me. Seus labios paludos a sil i vara-
se sem fallar, seu rosto eslava semeado de uodoas
vermelhas, e seus olhos quasi sabidos da orbila pa-
recan) iiumov eis.
JoAo Marcos, grilou-me, estou para morrer !
Corr a ella, lomei-a nos bracos, reconduzi-a ao
seu quarto, deilei-a.
Que lens que tens'! pergunlava-lhe eu, on-
de soflre*'!
Aqu, respondeu ella com voz sufiocada pela
dor, levaudo a mAo i regio precordial, suto urna
angustia inexprimvel!
O pulso batia-lhe com violcucia, lodo seu corpo
era agitado por convulsoes.
Ao meu primeiro grito acudram os servo* ; I.ui-
zalicuujnnlodaama, Bekir-Aga aellou um caval-
lo, e foi a galope chamar um medico grego, que eo
conliecia e que felizmente mnrava fra do recinto de
Bevruth,
lenho sede I lenho sede gritava Susana. Ah !
disie em um momento do aliivio, he aquella horri-
vel limonada que quoima-mo as ettranhas.
Eu bem linha dilo minha ama, nccrescenloo
Luiza ; ella fez mal em beber tendo lauto calor.
Algumas gotas da limonada que preparava-so te-
das as noiles para Sotana (inham fieado no fundo do
copo ; molhei o dedo, levei-o aos labios, e sent ora
sabor docemente amargoso. Urna desconfianza ler-
rivel pastou-me pelo espirito, e eu disse cm voz bai-
xa a I.uiza :
Um vomitorio agua morna emelico I do
contrario estamos perdidos.
Urna excitacAo extraordinaria predazia-te em Su-
sana, a qual agiUva-te, gritan, quera andar, e
vel, e a experiencia ja nos lem mostrado o contra-
ro, j esta cmara lem annollado elese* inleira.
e isto cm dillerenles pocas. Se o corpo legislativo
sentsse r,oaccAo em semelhante objecto, seria inca-
paz de prcencher unirs altribuires, de cujo excr-
eten pu lera pro v ir muito maior es compromet-
inenlos. Nao be a coaccAo, senhores, que. le>*jjtJ
depulados na vularAo desla materia. O que bal]
hoje. havera sempre; em mutas occasioes deixar
de haver perfeita imparcialidade, quando o inleresse
politico. o antagonismo, dictaren) a decisAo.
Depois, senhores, como j se tem observado, as
Juvidas eleiloraes recaben) sobre ura ou oplro col-
legio, nao anecian) por via de regra a totalidade da
eleicao; um ou oulro individuo he qoe be prejudi-
cado, e entao se pode acreditar que diante do inle-
resse de ura ou oulro individuo a cmara nao leuha
a forra de aquilatar as elecoes.'
Senhores, asora passareia* apreciar os effeitos in-
mediatos da reforma ; o primeiro elleilo que resul-
tada lei que discutimos he por o dcpolado na im-
mcdiala dependencia do corpo eleiloral. Ser isto
om bem Sera islo um mal ~! N'um svslema eo-
n,o o nosso, sOb a forma monarrIlica, lenho militas
duvida de que esse elleilo seja salulare convenien-
te ao paiz. O deputado nessa forma de governo de-
ve ter anles deludo em consideracAo a guarda da
consliluirAo e a promorflo dat inleresses geraes ;
mas quaudo esse contacto estrello do corpo eleiloral
cora o deputado sccslabelece e demais.o corpo elei-
loral he|i nicoc orno nos circuloS,esle se toma domina-
dor ; a dependencia immedista em qne est delle o
deputado, annulla, por assim drzer, a persoualida-
dc do ten pensamenlo. Nao acceder elle antes de
lodo as sjgaesles do seu egosmo poltico ? Nao
ser, primeiro que ludo, aconselhado pela tua am-
bicao '.' Noprocurar, anles de ludo, na collitao
em que se acha, agradar ao corpo eleiloral. uoico de
que depende t lApoades.^ Ei pois um grande
perigo. NAo seria bom resguardar delle o deputa-
do, nAo o sujeilando influencia de um s circulo?
O inleresse geral, a consliluirAo, nao pedirAo lam-
bem saranlias contra essa iuOeucia que pode ser
malfica Contra essa presslo, que escravisa pen-
samenlo do representante da nacflo, e o abandouo,
como era urna repblica, s camarilhas popu-
lares I
poupa'm-lhe muito trahalho, corlam por inuila-
cxfgencias, e parlilham de certo modu, diaule da
opnlno publica, a responsabilidade da administra-
ra o, visto como apoiam e defendem. Islo he un
bem, om beneficio, c nao se crea que elle jiada
cusle aos hoocn que lem sabido atlrahir A* sym-
palbias de urna provinda inleira. Sem dedicara,
tem Iroca de mullios serrino*, sem om certo padroa-
teilil a popularAo, eisas lufloencias nAo manlem.
f) egosmo remelle a popularidade.
Tralarei agora, Sr. presidente, de oulro efl'eilo
resullauledos circulo, e he a deshabililarflo, a des-
monelsa;Ao, deixe-se-me assim dizer, do corpo le-
gislativo ; entralo qne os circulo* prejudicam a hn-
bililarao do poder legislativo a boro desempeobar
as suas funcees.
Diz Benlliara em sua obraTbeoria das penas e
recompensa: a Para fazer execatar as leis bastara
talentos ordinarios, ma para propor novas lei, para
ser o goia ou o censor da administrac.ao. he mistar
ler couhecimenlos e tlenlos nao vulgares.
Ora, cornos representan les dos circuios podare-
mos nos ter nesla cmara as hahililace conveniea
tes para as funches legislad vas ? De certo que
menos que te nao diga que o pode legislativo j
ralo faz lei, que itlo eotre nos ha foucle do go-
verno ; mas seria islo um epigramma, e a questao
he muilo grave para que possa admillir epigreru-
mas.
Oulro elleilo immedialo da lei, senhore, he, no
meu modo de pensar, diminuir a lberdade do vo-
te. Os circAlos, as pequeas circumscripces sao
propria do governo democrtico i apoiados); e te
assim he, as elecoes feitas nesse crculos bao de
ser felas como coslumaui ser feilas nat democracia
i-lo be, inspiradas pelos odios, pelos resentinealos,
agitadas pelas paixoes as mais desastradas ; e por-
que islo i.conlece, senhores ? Porque na peque-
as circuniscripces o inleresse eleiloral so debate
como em um campo de balalha, nAo ha recorsos ha
um duell i. a unirle, a vida poltica vflo decidir-se
sera appollacao, e n'um lempo prelixo. Ue forco-
so, poi, lano para os candidatos como para os seu
patronos, empregar toda a forra, todos os meios para
ublerem o triumpho. E tiestas circunstancias po-
dera exis.ir liberdado de vol ? Poderi o povo li-
vremeute escolher os seos repreieolaoles N3o de
certo, e .alo que se realisa uas repblicas, vai ve-
rilicar-se eqlre nos, nesses circuios, nessas circoms-
cripQes democrticas, llavera poi urna ditlercnca
entre oes o governo nlervndo na lula, pondo ua
balanca o seu peso, decidir a queslao.
OSr. ,vigueira de Mello :Apoiado.
O Sr. Hamitira de Mello :O goveruo nao ira-
por.i um '-.indicalo seu eslranho ao circulo, mas
d'enlre o:, do circulo escolher...
O Sr. Mendes de Mmeida :Dessa confisso eu
lomo ootii.
depois du dar alguns pastos torna va a cahlr sem for-
ras sobre o leilo. Ot pensamenlos lluctuavam-lhc uo
cerebro, o delirio combata-lhc a razao.
Jlo Marcos, dizia ella, onde esla meu filho'.'
lenbo frrros em braza no peito. Para que nao des-
pedes e*ia rapariga que faz-me medo '! lionlem de
noite ch'irei por causa della .' NAo convm dizer a
Mr. B... que eslou em lle'vruth Ah abre-roe as
enlranliis, lenbo dentro algoma cousa que alor-
menla-me !
Eu snslentava-a nos bracos liemendo.
I.uiza vollou com um vaso chcio'de agua emetisa-
da, da qu l liz Susana beber urna porcAo. Ella tor-
cia-se gritando :
Oh ma(a-ma soflro muilo !
lalvez seja o cholera, disse-rae Luiza com
terror.
Urna eipecie de tranqullidade parecen espalhar-
te repentinamente sobro Susana ; ella delxou cahir
a cabera sobro o (ravesseiro, sua face ticou muilo
paluda, e a respirarlo foi raaia regular.
Oh quanta vonlado lenho de dormir, disse
ella.
Eo conlemplava-a cora uiua aucedade que vust
coinprehimder, querida amiga, segua os progret-
aos da de lomposii.iiu de seu semblante, apoderndo-
le de mim grande perturbarao. Vendo-a adormeci-
da, recobiava a eperanca, peniava que ella experi-
mentara smenle urna iulisposcAo lao violenta quan-
lo passageira, e que dahi apenas llie resultara urna
UssidAo du alguns dias; mas quando vi-lhe a maoa
agilarem-e vagamente diante della com ot movi-
anenlot blando e indeciso* que eu notara oulr'ora
em minha mAi moribunda, cempreheud entao lodo,
a cahi de joelhos chorando.
Satina Susana I grilei-lhe, olha para mim.
Quem he, senhores, que pode negara importan-
cia das funecoes legislativa* t Quem podera" ne-
gar a alia capacidade que he mistar para dar leis a
um povo, leis cordatas, leis accommodadas s cr-
cumstauciat do paiz'.'
E podera'lAo grande empenho esperarle dasca-.
pacidades locaes'.'
Sobre esle objecto, permita a cmara quo eo lei
a valiosa opiniao de.M. deSismondi, ; diz elle: (t
mais grave inconveniente das rej)rtsenta(oe* locac*
he quena o representam senao as notabilidades de cu-
marca, perfeilamenle desconheddas a 10 leguas, e
que merecfm se-lo. Auim, a escolha ou lor de
urna grande nacflo lomada por dislrlclo oAo pode e
nao da em resultado seuflo a mais eslranha e humi-
llianle maioria de incapacidades.
Eis como se exprime osle grande escriplor qoe
lapte esludou o svslema representativo ; diz elle que
das influencias (ocaes nao pode sahir senao amis
humilhanie e a mais eslianha maioria de ioeapaci-
dade. Apoiados e nloapoiados.)
O Sr. Taques :Contra isto protetlam os repre-
sentadles dos bnrgot iuglezet que sempre deram os
piimeiro parlamentares da Gria-Bretanha.
O Sr. Araujo Urna:Oque resta be mostrar que
nos estamos as circumtlanciat da Inglaterra.
O Sr. fandeira de Mello:Ue verdade. Alera
disso, senhores, os membros desla cmara, sendo
eleilos por crculos, nAo lero esta (orea moral, esse
prestigio que resulla de urna gande materia de suf-
ragios; os depuladot dot circuios terflo depulados de
50 ou tiU votos, e uflo sao deputado* que represen-
ten) a maioria dos suffragios de ama provincia, como
se ha demonstrado, ao deputado* de urna diminua
maioria della.
E qoem sergo esset depulados rtriretenbiule dos
crculos.' Serao pretendeles a empregos, pblicos,
porque excluido* os magistrados ios proprielarios nao
lem inleresse nenhum em c virem,) virAo ot advo-
gado tem causas, virao os mdicosseea clnica, to-
do os aspirantes, lodos pretendeotes ao empregos
pblicos, e urna cmara ataim composta podera func-
conar com a independencia necestaria, se elevar
at a allura de tua mittao t Duvido muilo. Tace de-
pulados, em geral, ou serio manivellas do governo,
meros instrumento* de que o governo abusar, ou
opposouislas furiosos quando a sea ambicAo nAo for
salitfeila quando nao puderem conseguir aquillo que
Nao pose, responden ella com voz apena dis-
lincla, lenho urna venda de chumbo sobre os olhot.
Nesse momento chegou o medico, o senhor a-
laxhidis.
Oh doutor 1 diaro doulor 1 diste-llie cu i-
perlando-lhe asmaos, salve-a, e far depois de mim
o que qoizer.
Contei-lhe rpidamente o que vira e o qo* fizara.
Sem respooder-me, elle chegoo-te a Sotana, eumi-
nou-a com cuidado, tentn om vao faz-la fallar, ti-
rou a lanceta, fet urna sangra ahondante, mandou
dar-lhe bebidas acidulada.
Depois drlgio-te a miro, e levandu-me a port,
diste-me :
O senhor tem confianza em seus servos ?
Porque 1
Esta mulher esl envenenada.
Dei um grito e torne) :
Et certo disso, doulor ?
Moilo certo, e envenenada com ura uarcolico.
com nm veneno vegetal. Veja, aooeeaceutuu elle friu-
mente pegaudo-me da mo, e levando-mo para jun-
io do leilo de Susana, o olhos abriram-se, mas nao
lem exprsalo ; a iolellgencia ddxou-os. lia pou-
co, diste-me o senhor, hava orna exaltarlo extraor-
dinaria das faculdades phyticas c moraes, a face es-
lava corada, e os olhos sallienlet; veja agora, um
abatimenlo invencivd opprime a doenle, urna prot-
traco geral entorptce-lhe os membros, sua paUidez
esla lvida, um suor fro corre lentamente do sem-
blante decomposto, e de quando em quando ai ex-
tremidades sao aguadas por tremores nervows. Es-,
t envenenada e cheguei larda.
Entao nao ha mais esperan; '? pergonlei-lhe
tuspendeudo minha vida de seus labios.
S Deot o sabe, respondeu-me elle.


PIMO DE PERWtBBUCO SISADO 20 DE OUTUBRO DE 1855

10 snis patronos, poi exrmplo, ura I Ingar a obler votos, porque par* esse circulo fui d-i man u-,r.~.r .... a j- .
V
^^tidide d que se n8o esquecer
compromisos dos tem os da* confirii
'se crculos em qon os candidatos
udem com oh distribu dores dos voto!
orpo legislativo aiuda lera uotro pre-
^^H> perder ; nao littlram princi-
.-.iii-iiin para ella. Oe deputados do* eirculoi
leriocada um sua lioguagem, a hnguagem dos pe-
r use* ; o qoe nn> disaer oe ootro* nao
!te"e:Oh pois no paiz lodos rallan
t puriuguc* (aVlaada*.)
aidtiraiU Mello:O n aba i ngoagem a que me redro, permita
lapulado da um circulo ioleressar-
:ous de ouros circuios? Neln
prender a atiendo, d tanto vale li-
la co ir o que se dii. O que aqui
i bservamot quando se agitara questte* de interes-
nrtividual'.' Perguntamoa muitas vezes
>Li, emuilos nada lera entendido, ou al-
; o elteito he o mesmo. Corroboro estas
m a auloridade de Silvestre Pnhero.
a O* deputados doe Intereses aerees sio
i peni deliberar com os representantes de
fia* de inleresses, pela fall de, principios
toqu devera ervir de base iroe'-alimenta-
O'
. peco a sttencSo da cmara para onlra
rdem de iduas e de considerarles debaixo das quaes
vou encarar o projecto.
O projecto, seuhores, de reforma eleiloral he cheio
le erioa ptrigos. Vejo perigo primeramente para
o atoado....
Brrelo Pedroto:Apoiado.
I Sr. Bandeira de Afelio:.... porque em lodo
o tenipo, qu indo queiram reclamar a reforma do se-
rado, puder.i, seuhures, kaoisadu'em harmona com a conslituirao do Esla-
ser* um argumento para faxerem a mais viva
afra so senado, para eiigirem que os senadores
que forera eleitos depois deila reforma sejam julga
doe nulius. Esla opiniao pode tomar forra. Sera
i npoMivel acceder a ella? Quem pode prever as
coaaequendas graves deste passo? A ejalta^an poli-
liea saffoca ai veaes o bom senso. Seri impussivel
sos innovadores dar mais um paseo pura diante. Bis
qui, seuhores, perigo para o senado.
H tambera perigo, seuhores, pan. a constituirlo
Salado. Com os argumentos que se tem apre-
sentado para a reforma eleiloral nao ha artigo nen-
loiHtituir.io que nio posta ser abalado,
posta ser revogado. Poder-ie-h. apresen-
mi'smos argumento*, oblar que a legislalu-
r de quatro anuos seja de seis, em lugar
teje da doos anuos. Podise argomen-
a uiesaa manelra, pretendiir que os sena-
ii cjam smenle de eleisio |iopular, ou se-
nt da eseolha do poder moderador; dir-
a ialo nao be senao o modo da eleisio do
aasMoa
Vejo lambona perigo para esta mesma lei, senho-
res, porque,' ferindo alia direclmen e os interes-
as de uraa ciaste iaflaenle, que nao pode deiiar de
ser influente, os inters*** da magistratura, esta ha
da reagir en todo* os tempes contra esta lei ; ha
de reagir porque sem duvida alguma acreditara que
tira direitos qoe a constitus Jo llie garante,
acriio, se a magislralora nao apresentar em-
so Mveruo, a adminislracao, nao lhe ha de
conceder fcilmente o seu auxilio, como seria con-
teniente ; dir muitas veaes ao governo: a llabe-
ttus leeem. a Masa letra da lei as vezas mala, as
vezes so o sea espirito vivifica na preienca das gran-
ircamstancias, das grandes uecessidades. Nao
sera impoltico excitar descootentamcnios, desinte-
ir a magistratura das grandes quelites polticas?
ruando-a em certa proporcio solidaria com o le-
ladoi, ecum o governo, vejo um aensamento de
II" poltica. Eis aqoi, senhores, perigo para esta
loeasna lei.
O Sr. Carnudo Menes:Eu faco melhor eon-
ceilo da roa$*tr*lora.
1 Sr. Bandeira de Mello:Senhores, nao des-
iheramos o coradlo humano ; nao, o resentiraen-
li he natural;' este resent melo ha le prodoiir al-
ucio. Hoj< a magistratura tem sido auxiliar
lados;, mas quem pjdera assegu-
iue d'ora em diante possa ler a mesma dedica-
, e portar-se da mesma maueira t oando as cir-
camslancias criticas se possam npresenlar'.' Sei que
a magistratura tom minio patriotismo,mas sei que a
magistratura o-mpoe-ae de (onieus, e hmeos que
l'im paisoe*.
Anda mais om perigo, senhores, he para o the-
sonro. -Vo acreditemos que os circules h3o de llar
-uniente un depolado. Dentro de pooco lempo
i ir-se-ha que nao he possivel qoe un so deputado
iflieiealeleslemunbo da opiniao do circulo, co-
lima leslemuuha nao fax preva ; qne pelo me-
as he preciso qua cadacircolq lenha doos depole-
leresses actuario uesla sentido. Eo-
lio resultar que a represenlacSo nacional ser du-
(licada, as ileipezas stram duplicadas, ser aug-
mentado e subsidio, por insofticiente para homens
ii urna ootra posi(3ode oiide lirem m-
r rauda aleo da que se exige para ilepulado, itlo
nalroceutos mil res.
Sintieres, este projedo offerece i ^coherencias e
ias que se nao podera tolerar. Entraret agfees1
ueste campo. Nio he possivel admittir que a sa*\
coria do corpo legislativo penda na colleccao daa
nossas leis urna lei qne ostenta a antinomias osis
llagrantes, as ;ontradicoes mais palmare*.
Assim, mu das lacunas a notar he a seguinte: Se
> da laflueucia abusiva dos' magistrados, dos
preiidentes, e das outras autoridades fulminadas pe-
lo projecto. Ip necessaro afim de evitar es abusos
ue (jasa* auterdaies nio sejam
n roeies pelo menos depois ilr>ijir|
ia remocho; do contrario indem'seYTras-
los on vistas da lei. l'.ssas autorida-
terreno, pedirao dnpois demissao
i que sejam elegiris nesses mesmos
loodu Ibes era vedada a volai-ao. O governo.
ssio, ou far a remocho. E isto
ar a impotencia da lei, ser uros
ue escandalisa; servir tambem pn-
clienlellado governc, e ealabelecer
idos a dependencia delle, depeu-
dommadora e sem equilibrio. Assim. poit,
cuna revella qoe entre o fim do projecto e
MesUheleddos nao ha efficacii qoe forajnis-
r para conseguir o remedio dos inconvenientes
se pretende extirpar.
Como laiiAiein, senhores, por principio de cohe-
3u se estabeleceu qne os mir istros de e-ta-
dessem ser candidatos ao ligar de depu-
i ou ao Ingar de senador? Poii um ministro de
1o nio tem toda a influencia no imperio? Nao
tambera de recelar que elle posan,abusando des-
a lugar que deseja? E ssso ho-
por ennsequencia mais necea-
ar; mais fcil, sim porqne os mi-
Bislros nao encontrarle resistencia nas provincias,
nielligeociaa provinciaes desappareeern perfeila-
mente; por eaaseqaencia para a liberdade do voto
he precise que nao possam os mioistios ser deputa-
dos on senaderes.
O Sr. Candido Alendes:Seria preciso reformar
a constituido.
ra de Afelio:Ser prKso fzer o
il tiaos fazendo. Nieto, he que ha viola-
ci da constituirn Nada mais da solicitar votos,
senhores. qjando ministro de estado....
O Sr. Candido Alendes:Uao de exercer foc-
efies pubi
U Sr. .iraujo Lima:Aqui o direito he qoe os
direilos politices nio regem.
O sr. Candido Mendet:Regeni para o cida-
dae.
O Sr. Handera de Mello:San! ores, ha anda
urna ootra grande incoherencia. E' tabelecero-se as
meompatiMIMadH entre o poder jt.diciaro e o po-
der legislativo, mas nao se quer estabeleeer incom-
patrbHidades entre o poder legislativo e o executivo
Porque raan se nio determina, afim de assegnrar
a independencia do corpo legislativo como se quer
assegorar a independencia do voto, que os deputa-
do* ni* peesam receber empregns dj governo, nem
jienses e eeodeeora{es? Temos muilo interese
ees garantir a liberdade do eleitor, e nio temos in-
teresse em garantir a liberdade do deputado ? Nao
liodemos reeeiar qne emquanlo o ceputado estiver
na^dependencia desees favores, a tai liberdade nao
seja caorctada? Islo nio he orna incoherencia ? Tan-
to eiume para i liberdade do eleitoi, e nenhum ciu-
me para a liberdade do deputado? ('Apoiado'.)
A presentare! agora consideraban da cmara urna
Ja que se offerece so meu espirito. Atienda a
cmara para a bypolhese qoe von figarar. Lm de-
putado lie nomeado juiz de direito (ara o circulo di
sua eiei^ao. Note a cmara,he nomeado para o
son eleicao. Depois este deputado he
da corda. A constituida/)
io. Como pode ler
__ que nao lie possi
aei que urna comarca possa ser o circulo. Ora. per-
gunlo, onde-se proceder a reeleicj.. em taes cir-
rumslannas? Seraja ci.nsliiuicSo aonullada nesia
parte? Nao podern o ministro de astado reunir a
fuicsrtes legislativas? Julgo que nSo he possivel
conceder Isto, porqne a conslituicgo he lio ciosa de
que o depolado exerca os funecoes legislativas, que'
nao parmilte qne alie, sem licenca da camara.deixa
o parlamento, a determina qoe cesta o exercicio de
qnalqnar emprego por mor do mandado legislativo
K isto o que demonstra, senhores? demonstra que
este projecto he carecedor de ulterior estnde e de
ampias correcc,6ee.
Ainda urna observado. O chafes de polica nao
podem ser candidatos, os delosados tambem nio po-
dern ser candidato* ; o que resulla daqui ? He que
o governo, quando quizer, impede que alguem seia
candidato, nomea-o chee de polica, nomea-o de-
legado ; sio lugares que nao se podem doixar de
aceitar, e assim acha-se o governo aulorisado a im-
pedir a qoalqaer de ser representante o paiz Eis
,aqni urna consequencia que resulla de semelhante
le. consequencm que pode dar lugar a grandes
abusos.
Outra observacao oinda. A depaUrio de cada
provincia deve estar em relario cora a respectiva
pop.i|atao ; supponha se qoe lenvse assenlado em
1,000 almas para um deputado ; demos que nma
provincia augmenta de poputarjio nesla proporcao,
isto he, qoe lera mais 30.000 almas, por consequen-
cia tem de dar mais nm deputado ; cumo dar este
deputado? Far-se-ha urna alleracio nos trenlos
le maneira que possa dar mais esse depuUdo. Mas
isto nao he pequeo inconveniente, dar lugar a que
o governo segundo seos inleresses possa deslocar bs
inllucnciaa, e ler na cmara os representantes que
bem quixer. porque esta visto que, alterados os cir-
cuios, as influencias se mudam, e o governo entao
procurara' agita-las segundo suas vistas. Dir-se-ha :
mas o governo nio -pode a sen bel-prazer allersr
os circulo* ;mas ha de coosegni-lo sempre que
qoera ; a harmouia do poder legislativo cora o po-
ner execlivo he tal que garante este resultado com
pereila seguranza. E nio sera' isso um mal ?
Fallare! agora da questao constitucional. Estou
oersuadido, Sr. presidenle, deque a constituido he
patentemente oflendida com as incompatibilidades
pelo modo porque se achara eslabelecidas no projec-
to. Senhores, segundo os principios da sciencia o
corpo constituido, o corpo comraissionado, nio pode
alterar as enmuros do corpo eleitor. Nos, com-
missarins do corpo eleiloral, com um mandato limi-
tado que recebemos delle. colno podemos alterar as
contienes da sua existencia t como podemos decre-
tar que taes e taes individuos dcixem de perleneer a
este corpo ? Isto se oppAe aos principies da scien-
cia. se oppOe aos principios do mandato. Quero ci-
tar urna opiniao para Armar o que acabo de expen-
der : he a de Lepage ; diz elle : elegibilidade nao podem ser submetlidas a' aulori-
dade soberana, mesmo do corpo legislativo, porque
de ootra sorle seria a (tribuir ao mandatario a facul-
dade de augmentar ou diminuir os direilos de seus
constituintes ; seria absurdo que o mandatario pn-
desse a' sua vontade olfender ou atacar a integridade
do corpo commiltente. n V-sc pnscse attender-
mos someale para os principios geraes que regem a
maleria, qne a elegibilidade excede ao mndalo or-
dinario, a menos que este mndalo expressameole
comprehendaa faculdadc de estabelece-la on al le-
ra-la.
Mas, ponhamos de parle a Iheoria, vamos aos ar-
gumentos da cooslituijao. Diz oart. 95 ; Todos os
que podem ser eieilores sao habis para serem depa-
lados ; exceploam-se os seguintes: (A cmara sa-
be quaes sao as cxcepcOes.l Ora, o direito de ser
deputado incootestavelmenle he ura direito poltico,
qualquer allerarao que lhe diga'respelo he materia
inconstitucional. Cuno pois admittir outras excep-
tes, e dizer-so : Nao ha alteraco? He me
thaphysica que nao alcanco.
Diese : magistrado he ciitado, como cdadao he
que lhe he garantida a halnlilacn para receber vo-
tos; deixe pois de ser magistrado para ser simples ri-
dadao.e receber entioesses votos. Ora, he islo que
se chama incompalbilidade ? A incompatibilidade
dave dar o direito de opean, mas eu uqui nao vejo
e poder dizer.escolho serdeputado. Mas antes da elei-
cao pode elle escolher., quando nao sabe se obter a
maioria de votos? Quer-se que elle eseolha a priori?
Ha de dcixar o lugar de magistrado sem ler certeza
de que ha de ser escullalo deputado ? He isto op-
fio ? Nao. o que se d aqui ha urna inhibir, he
urna inhahilidade, nio ha verdadeiramenle incom-
patibilidade, porque a incompalibilidade, como en-
lendo, deve deiiar sempre livre a opiniao, a eseo-
lha.
Digo tambem que d-se offensado arl. 97 da cons-
lituieao. Este artigo diz : a Urna lei re
marcar o modo pralico da eleje*kaf*P'*)T7'Tst
pois qoe a^onstituicio ivo^TgcTtem mareado as
eondicOes de eles.bilyss^arComo pois a constitoicio
poderu d.zer qaaa^ima lei .regulamenlar marw.s*
aquillo queejra mesma acabava da marear? Nao
be poeijTque esle modo pratllo possa compre-
(ender'as condi55es de elegibilidade ; mesmo o.d-
537Prall,co nao lera aqui alguma significa-
do T modo ha formal ou pralico ; o formal he
marcado pela constiluicao, e diz respeito s eondi-
roes ; o pralico diz respeito n manelra de por em
execucao aquillo qoe a constiluicao tem determi-
nado.
O Sr. Alendes de Almciia: Para os ci.ladaos.
U sr. Bandeira de Mello : Nao sei que este
aparte possa quebrar a forca do raciocinio que apre-
senlei. r
chamado nos conselhos
manda proceder a urna
aumentos ja se lem presentado a esle
respelo ; eu prescindo de repeli-los ; por isso ape-
nas farei algumas observa(es agora sobre a consti-
lucionalidade dos circuios.
Senhores, o art. 90 da constiluicao determina que
os eieilores da provincia nomearao os representan-
tes da nacSo; nao he possivel admittir que o eleitor
de provincia corresponda ao eleitor de circulo. O
que seru o eleitor de provincia ? O eleitor de pro-
vincia he aquelle que, reunido a outros eieilores,
pode dar um resultado provincial, pode representar
a un Mi provincia ; o eleitor do circulo be o
elell* de urna fraccan da provincia. Os circuios
tanto nio ao provinciaes, emhora estejam nascir-
cumserlpcao provincial, que tiles el,io tanto para
urna provincia como para outra qualquer provincia ;
o circulo du Aracatj, por exemplo, pertenecanlo
i provincia do Cear debaixo do ponto de vista elei-
loral, como perlence de Minas; nao ha reanlo
legal entre a provincia e os circuios, repilo, debai-
xo do ponto de vista eleiloral, excepto a que resul-
la de parlirem da presidencia as ordena" para a
eteicao !
Ncm sequer a apuraran he feila na capital. As-
sim, digo eu qoe os circuios sao entidades inteira-
raente soladas, que estao para com a provincia a
que se quer que elles pcrlpncam como estao para
com qualquer outra provincia ; sao entidades so-
ladas, singulares, em relacao poltica com a enli-
dade, com a unidad provincial.
Ja se tem apresenlado o art. 96 da eonsliluicio
como infringido pelos circuios. Esle artigo deter-
mina que qualquer cdadao possa ser votado era
qualquer eircalo eleiloral; entretanto em conse-
quencia dos circuios do projecto alguns cidadaos
nao sao volados em determinados circuios, por Un-
to a infrarejo he manifeala. Mas procura-sa inter-
pretar este artigo de naneira a sophisma-lo, a dar-
Ihe om sentido que elle nao pode comprehender ;
diz-se: districlo eleiloral nao he o mesmo que
provincia ; entretanto qoe se lem reconhecido
que a conslituicao usa a vezes de expressoes dille-
rentes para significar a mesma idea.
Qoando se trata de incompatibilidades tanto im-
porta qoe o circulo corresponda a urna provincia
ihtera, como a orna fraccau da provincia ; toda a
vez que algum cdadao he inhibido de receber vo-
tos n'nm dislricto, embora esle districlo comprehen-
da toda a provincia ou urna fracrao da provincia,
a violarlo da conslituicao he manifest.
Sr. presidente, tenho concluido as observacOes
qoo tinha a fazer a respeito do projecto ; eslas'ob-
servar;oes produziram em mim a convierto mais
profunda de que elle nao so nao he ulil, mas.que
oflende directamente a constituirn do imperio ;
por isso neg-lhe o meu vol, l'eolio concluido.
(Muilobein muilo bem '.) _
O Sr. Taque : Sr. presidente, poucos mo-
mentos restara a sessao de boje ; approveila-los-hei
todava para exprimir a rainha opiniao acerca do
projecto que se discute.
Julgo-me a islo lano mais obrigado 'quando nao
he a pruueia vez que tenho do dar um voto relati-
vamente a esta maleria. Em 1848 achava-me hesta
cmara, e faata parle da opposieo conservadora.
Uve de volar contra a proposla apresenlada nesta
cmara pelngoverno na qual seestabeleciam incora-
patibilidaes para a eleijao de cortos funecionarios
pblicos. O anuo passado ainda como memoro da
cominissao de juslira criminal, live de iulerpor o
Duran! i duaa hora
offaredda em um artigo auditivo por alguns hon-
rados membros desta casa ao projecto da reforma
judicial.
Entendo, poi, que he daMneu dever explicar
cmara o meu modo de pensar sobre esta maleria.
Acredito mesmo que alguns dos meu* honrados col-
legas que aabem qual foi o meu proceder n'outra
poca, serio inclinados a acoimar o meu proceder
de boje incoherente con o proceder de entao ; ro-
go, pola, a ua altencio para oque (eolio de expor
nesla occasiio.
Em 1818 a proposla submeltida pelo governo ao
poder legislativo eslabelecia a incompalibilidade de
Carlos funecionarios pblicos ; mas esse projecto,
aVni de que estendia a-incompalibilidade a seis ma-
tes depois que o empregado deisava de exercer suas
fapecaes na provincia, alm de que prohiba que
fossera votados certos funrcionarin-, salvo na pro-
vincia de seu nascimenloou residencia, dispunha
smente acerca da incompatibilidades, e nenhuma
outra disposirao centinha relativamente ao processo
eleiloral. (Apoiados.) Nao se eslabelecia uessa pro-
posla a eleicao por circuios.
Cmavo; : He exacto.
O Sr. Taques : Assim, ao passo que os ma-
gistrados (iuliam a liberdade de apresentarem can-
didalos a ejeicAo provincial, elles se achavam era
grande ditlerinra com outros funecionarios, porque
so podiain obter votos em urna parle da provtucia.
Entao, Sr. presidente, julguei que uao .levia dar
0 meu vol proposla que uessa ocotffco foi discu-
tida.
Os meas honrados collegas que naqoejla sessao
tinham igualmente assenl nesla cmara, recordam-
seque eu manifeslei o meo voto pela palavra, e nao
apreenlei-me inteirameiile contra a proposta.
(Apofados.) Nio inunilestei urna convic^ao forte e
pronunciada, porm subraetli i consiilerac.o da,c-
mara duvidas que so levantavam no meo espirito
contra essa proposta ; nao ha, porlaolo, incoheren-
cia eolre a opiniao do deputado da maioria de
hoje e do deputado da opposicao de eolio.
1 Apoiados.)
nanlo, senhores, ao ultimo voto que o anno pas-
sadoaprsentela consideraeAo da cmara, na me-
moria de lodos estique nesse projecto, discordando
eu da opiniao da maioria dos- membrns das com-
missOes a que este negocio foi affecto, declarei que
era minha opiniao que os magislrados de pri-
meira instancia nio deviamser volados nos .distric-
los era que exerciam jurisdiec,lo. Apoiados.) Esle
voto foi explcitamente consignado por baixo do pa-
recer apresenlado casa pelo honrado deputado por
Minas, o Sr. Vasconcellos, memoro de urna dessas
commissoes. Esle voto implcitamente mostrava
anda que era minha opiniio que a eleirln devia ser
por circuios.
O Sr. Figueira de Mello : Islo nio prova
nada.
O Sr. Taques : Prova que volando boje pelo
projecto em discussao estou coherente com a opiniio
qne tenho sempre cmitlido em outras occasioes.
(Apoiados.)
O Sr. Pereirada Silca : Para o Sr. Figueira
de Mello nada prova.
OSr. Figueira de Mello : Eu fallo quanlo aos
circuios.
O Sr. Taques : Nao adoptei entao a opiniio
do honrado deputado que me inlerrompe, eque jal-
goa dever applicar magistratura 'incompatibilida-
des de oulro genero, mais fortes. (Apoiados.,
O Sr. Pereira da Silca: E eiilrelanto aura
oio as quer.
O Sr. Ugueira de Alello : Quero-as ainda no
seutido do pareeer que tinha lavrado.
O Sr. Taquti: Senderes, a hora est baslanle
adiantada, e eu nao posso esperar dar materia lo-
do o desenvolvimeoto que ella comporta ; a illos-
tracao dos honrados membros que rae tem precedi-
do nesla discussio dispensa-rae tambera dessa ne-
cessulade.... Estabelecerei porlanlo, perfunclo-
namente, quaesos fundamentos da opiniio quesns-
tento. K M
Nao lenho, Sr. presidente, a prelenlo de con-
vencer aos meus illuslres adversarios nesta quesllo.
KM procurarei lamber levar o dbale a um terreno
mais elevado do que aquelle que permute a mioha
flaqueza (nio apoiados); desojo somonte consignar
claramente, em honra da opiniio que defeudo, os
fundamentos que nos- indzem a votar pelo projecto
que di seu limos.
O honrado deputado pejo Cear que acaba de seu-
tar-se dissequehavia ulna seita uu paiz que separa-
va o vol da opiniio. Eu ignorava qua semelhante
sella exislisse no nosso paiz.
O Sr. Bandeira de Mello : m loda a
parle.
O Sr. Taques : Eu me persuada que no seio
da rcpre-culaeaii nacional os votosacompanhavain as
'DiijjJsja^i^caiJa um volava de accordn cora a sua
dencia^^*\tifl*J|ilp deputado, porera, lirou-me
desla illusao, disse, peasT*eT*nB%C.'<,ue u* vol"s "So
acompanhavam as opiniOis^quafcales votos, pois,
sao culto sera religo. Mas o hofflfdo deputado,
senhores. que pareca querer lancarW11* a'lusio
iquolies, que com o governo, defendiarn^kroJecl0-
rectamou para a opposicao o privilegio d(jNpPilrar
os seus votos de sua opiniao >*
OSr. Bandeira de Mello : Nao fiz allusio a
nuiguem.
O Sr. Taques : Nesla queslio, senliores, me
parece que cada um de mi vota de conformidade
cora a sua opiniio. (Apoiados.) Sustentadores do
proiecto, adversarios delle, eu rao persuado que to-
dos nbedecera as suas couviccffes. (Ap
uliuma pre,o extorioe i^n^ip^ejjiaB
rera-o / um modo incheFeiiTe com a sua cons^
cieucia. (Apoiados.)
Nem creio, Sr. presidente, que nas sessoes prece-
dentes deixassej de ser bem manifest a opiniao de
cada um dos membros desta casa ; ha muilo que sao
conducidos, ha muto qus se apona com o dedo quaes
aquelles que bao de volar pelo projecto, a quaes os
que sio de opiniio contraria.
Seuhores, tratamos de urna reforma cuja impor-
tancia cu reconheco ; admiti tambem, como o hon-
rado deputado pela provincia doCe.r, que cumpre
inveslig.r se a actual legislacio elejloral he boa ou
se necessita de reforma. Creio que sobre esle ponto
uo ha duas opfniOes no paiz, creio que nao ha opi-
uiao alguma quedescoohesa que a legislado eleilo-
ral que rege na actual id,ule nao satisfaz is conve-
niencias publicas. (Apoiados.)
O Sr. Figueira de Mello : Allenda-se para o
que disse o Sr. presidente do conselho.
O Sr. Taques :.... que essa legislacio nio
offerece garantasutllcienle para a eleirio dos repre-
sentantes da nario.(Apoiados.)
O Sr. Pereira da Silca : Sem duvida ; veja-se
oque disse a falla do throno.
O Sr. Figueira de Mello : Isto nio he bastan-
te para irapellir-nos.
O Sr. laques :O que he verdade he, que con-
servadores e liberaes, todos quantos estio debaixo
on tora do poder, julgam pessima a actual legis-
lado.
O Sr. Figueira de Mello : Os desmandos e
abusos tem viudo do governo e nib da lei.
O Sr. Taques : O honrado depulado pelo Ceara
parece, enleode que a legislara actual he boa, que
uao necessita de reforma alguma, c que de accordo
com o inleresses pblicos ella he conducente me-
lhor eleicao dos representantes da naci ; mas os
que sustentan) esta opiniao do honrado deputado
pelo Cear devem,a olhar-sc, experimentar o mes-
mo mesmo senlimenlo de riso que Cicero dizi* nit>
poda deiiar de accummetler a dous augures quan-
do se encontraran). (Apoiados.)
OSr. Figueira de Mello : A iei nio he refor-
mada pelo projecto, e sim a constiluicao. (Apoiados
e nio apoiados.)
O Sr. Taques : Adopto, Sr. presidenle, como
base do projecto,a eleicao por dislriclos eleilorae.
isla disposirio me parece qoe se acha de accordo
nao so com as praticas dosystema representativo nos
paizesem qoe elle he melhor entendido, como com
a verdadeira iheoria desta forma de governo. Cum-
priria, porlanlo, indagar-se alguma razao especial
exisle no nosso paiz pela qual a Iheoria nesta parte
nio ter aqui a appijea;o que tem nesses outros pai-
zes, se alguma cousa existe era razao da qual o mes-
mo syslema eleiloral qoe em culros paizes tem pro-
dozdo lio bellos efleilos deixe de os produzir entre
nos.
syslema eleiloral que o proiecto quer establecer no
nosso paiz.
Consullando.|Sr. presidenle, os principios que re-
gem essa materia, fcil fdra a qualquer reconbecer
que nao era possivel baver eleicues sinceras e livres
senao incumbmdo-se aos eieilores de elegerem um
pequeo numero de representantes ; a cmara sabe
qoe, para oe nosso* actos lenhara moralid.de...
O Sr. figueira de Mtllo d um a parle.
OSr. laques : Rogo ao nobre depulado que
me deixe continuar. A cmara abe que para que
os noasoa aclos lenham moralidad*, he necesario
que nelles procedara com conheclmenlo daquillo que
razemos, e que se deem ts circumstancias necesa-
rias fiara que o nosso espirito possa proceder com a
precisa liberdade.
O qoe acontece-quando se pede a ara collegio
eleitoral que vote nio em um deputado, mas era 11
ou -JO. ha que os eieilores volara quast sempre sem
conhecer mullos daqoelles em quem volara ; mas
quando o eleitor lenha de dar o seu voto para um
deputado ou para um pequeo numero, o eleitor ha
de volar em pessoas de seu conhecimento, apreciar a
saa capacidade. e fazer urna eseolha sincera.
, (Ouve-se um aparte.)
Ainda, Sr. presidente, ha a considerar, como ja
ro ponderado aqoi em oulra occasiio por outro ora-
dor, que aquello que tem de eleger inuilos depula-
do* fcilmente volar, arrestado por influencia
alheia, em nomes que nao condece se sao dignos, e
que apenas lhe sao apresentados ; leudo porm de
volar era poucos, uao ha de ceder o seu voto fcil-
mente. A eleicio de um ou de poucos deve lamben)
suscitar entre os eieilores o debate, o qual trara por
consequencia a eseolha do melhor, a eleicao do qoe
inelhore que mais dignamente deva receber os suf-
fragios do circulo. Iriumphando a razao no meio dos
votos discordes.
Eu nio duvido, Sr. presidente, que a demasiada
restricrao dos districlo eleitoraes trouxesse incon-
venientes ; se se tivesse de marcar circuios demasia-
damente estreitos, o resultado seria aquillo que os
nobresdepulados4em aponlado de arcardo coma
opiniao de Sismondi no trechocitado pelo nobre de-
putado pelo Ceara ; mas nao he isso o que quer o
projecto que discutimos, nio serao os circuios tao
restrictos como os nobres deputados pensam.
Hoje, lodos sabem, as influencias eslo muilo di-
vididas, pois nao ha comarca, e nem mesmo muni-
cipio, em que nao haja inflaeocias dillerentes ; as-
sim, quando a eleicao tem de ser eommeitida, nao
a um municipio, porm a mais de urna comarca,
como poderao uppdros nobres dcpulados possivel
que domine-a urna > influencia? Essss diOerenles
influencias bao de se neotralisar era lula urnas com
outras, e o resaltado ser urna eleicio de accordo
com os inleresses do paiz. Eu nio lendo os receios
que sobcesallam aos nobres deputados de que por
urna ileiio feila por essa maneira venda a cmara
. s-.deputado*, a compor-sedo que elles chamam
notabilidades de aldea.
Senhores, a cleijiu por circuios me parece ainda
por oulro lado de urna conveniencia maoifesta de-
vemos desear ter nas cmaras iiao so os individuos
nal* capazas pelo seu tlenlo, e saber, como lam-
ben) aquelles que melhor coohecam as circomstan-
cias do paiz. os seos inleresses, nao s taes como se
manifestara na corte e mis grandes capilaes da pro-
vincias, mas como se entera em todo o territorio
brasileiro, aomle eses inleresses sao mui variados ;
be meu parecer que mediante urna eleicio feila de-
baixo dos principio do projecto poder* ser obtido
esse lim.e conseguir-se que sejam muito melhor re-
presentados os inleresses diversos do vasto territorio
do imperio.
Por oulra parte a opiniio nacional nao he cousa
que se possa apprehender abstractamente a de um
modo geral ; he so reuniude e conhecendo as opi-
nioesdas diversas localidades do imperio que se po-
der obter a expressio da opiniao nacional.
Mas ou a eleicao lenha do fazer-se pelas diversas
classes de que se corape a naci, ou pelas diversas
parles de sea territorio, eu creio que em lodo o caso
na representado nacional devem achar-se represen-
lados todos os inleresses da populacio ; he preciso
que para esta casa venham representantes de todas
as opinioes, e que pelo debate procorem cjiegar i
apreciado do que Idr de melhor e mais convenien-
te para o paiz, reproduzyido suas ideas em leis que
ra rao o bem de todos.
I em-se dito que o projecto quer que o parlamen-
to se oceupe dos inleresses locaes, que sio incum-
bidos as cmaras municipaes, on s asserablaspro-
vinciaes. Sr. presMenlc, acredito qoe oeste modo
por que (em sido Wmbalido os projecto ha um equi-
voco que devia ser arredado pela sincerulado dos no-
bres depulados qae a elle se tem sorcorrido.
Senhores, os que dizem que os inleresses locaes
devem ter os seus representantes nas cmaras nao
querem dizerque as cmaras legislativas devam-se
oceupar desses pequeos inleresses que fazem ob-
jeclo do trabalho e esludo das cmaras municipaes
e asserablas provinciaes. Nio queremos, os que
defendemos o projecto, que a camaru lenha de se
oceupar de caminbos vicinaes e pequeos inleres-
ses municipaes ; o que queremos he que o parla-
mento lenha individuos que represenlem os ole-
odas as parles do imperio em relacao ao
Bseves, que quando se discutirem
Influencia sobre todos os cantos do
.cmara individuos que saibara as
uecessidades de todo o terr>,liu< "
as leis ao boas, se s*> convenientes,
| ollendem ios inleresses ou necessi-
do paiz ; o que queremos
ma reforma judiciaria
ircuiuslancias, os inle-
s ert relacao a este as-
surapto, examine e aprwio se a reforma assim como
lie boa para as grandes localidades, a he lambem
para os pequeuos lugares. (Apoiados.)
He por semelhaule forma. Sr. presidenle, que eu
entendo que os inleresses locaes devem ser repre-
sentados na assembla geral, elles devem ser re-
presentados em confrontarlo aos negocios geraes,
para que1 se alleuda a todas as circiimstauciasdo
paiz.
Sinlo, Sr. presidenle, abasar da paciencia da c-
mara (nao apoiados), mas eo peco-lhe ainda alguns
momelos.
Tenho ouvido alguns combaterem o projecto
porque elle vai dar demasiada importancia s in-
fluencias locaes; um nobre orador deputado pela
muha provincia, e que honlera discorreu contra o
projecto, disse que no paiz exisliam capacidades
municipaes, provinciaes e nacionaes, que o projecto
punhaem relevo essas capacidades municipaes e des-
trua a iufluencia das capacidades nacionaes.
Enlendo, Sr. presidenle, que o projecto nao che-
ga ao poolo assigualado pelo nobre depolado por
minha provincia ; se pelo projeclo as influencias
municipaes ou locaes lem a justa parte que Ibes
compele nas eleicdes, nio sao por isso excluidas as
inlJiencias nacionaes de que fallou o nobre depula-
do ; creio antes que o projecto satisfaz alodasas
legitimas influencias, procurando corabiua-las sem
prejuizo de urnas em favor de outras. As influen-
cias provinciaes exercerao sempre sobre as locaes a
justa influencia de seus conselhos, de sua direc-
tlo. Mas tambem as influencias locaes terao mais
livres a intcrvenco qae Ihes cabe na eleicio. sem
3uesejam dominados pela imposicio das capitaes e
o governo.
Os nobres deputados mesmo devem reconbecer
qua o governo nio pode impr aos dislriclos eleito-
raes candidatos estranhos sua a'cirso.
Disse, porm, um nobre deputado que o governo
pode impr a um dislricto eleiloral ura candidato do
circulo, e que nelle lenha relacoes eslreilas e eslima.
Mas que imposicjlohe eSsa? Todas as vezes qae o go-
verno i rapuzar ao circulo o candidato cuju nome esl
na lembranra e na affeieao de lodos os eieilores, he
vislo que a eleirio nio poder correr de modo mais
conforme com os desejos e iulcnres da locali-
dade.
elst
paiz, exist.
circumstai-
que vejm
ae satisfaf
___*eo oc;apou-se em vio
com Suanj. Ajoelhado junto do ledo da moribun-
da, abatido e assaslado, eu nio poda comprehender
-raca que opprimia-mo. Atravez de mi-
lagrunas vi Bekir-Aga, a pergontel-lhe com
um signal, que elle enleadeu :
Selti-Zayneb ?
l'rendi-a, que vbora I respo ideu-meelle, a-
mantiaa mala-la-hemos 1
leneio pr*fondt> reinava nm lomo de nos.
I-uiza suitoeava os Bolaco*; Oav-se a respiraran
corta e ariuejaiitc de Susana.
Repentinamente ella lenlou rallar, ease* *on*inar-
ticulados disperlararo-nie do meu eiiiorpeciroenlo,
levaolei-me para recolher-lhe a* pilavra*. e no mar-
luso qae sahia-lhc doe Libio rxos re-
iras iotas do Slabot de Perco'lezr.
caulava urna aria que oulr'ora recitar
nimias vezes para agradai*-me.
minha velhe amiga, mea cornejo esti cheio do
lagrimas '.
Eu sentia saa mo resfriar na minha, a vida pa-
reca zombar com essa creetura querido, a qual
deisava e reanimara vinte vetes pir minuto.
De repunte ella ergueu-se e'dissi com voz dislinc-
la e firmo : (Juero ir para Beyralh I Depois ca-
hio dando nm grande suspiro. Vi o medien menear
a caoeca ; ouvi Bekir-Aga dizer : Se ha um Dos
verdaden >, e Mahomel he o sea prophetn Lui-
za deu ain olaco, que reparcutio li no mea pei-
lo. Levantes-lije, senti estremece) em-me os ossos,
soltei a mo de Susana, sea breo sstendeu-** natu-
ralmente e ficou iramovel ; lancei-me sobre teus la-
bioa, wlavam fras; pnt-lhe a mJo sobra o coraeio,
lia nao palpitara mai*. *^
Susana eslava moda. Faiiam dezesele das que ti-
nlia-me volladn.
Dnas huras depois en achava-me no mea gabinete
com o doulor Galavhida, o qual recitava-nie certas
obrases triviaes, como : Todos coa somos mortaes.n
ou : ii Um homem nao deve chorar como urna mu-
Iher, n quando Bekir-Aga en(rou, e disse lancando
obre o divn oode eslavamos assenlado, alguns
fragmentos de plantas cortadas :
Eis-aqui o qae achei ne quarto da eacrava.
O doulor lomou-os, e depois de examina-loa du-
rante algnns segundos, exclamou :
Eo eslava bem certo de nio enganar-me. Es-
aqoi a raz da atropa matidagora, e o frailo do so-
tanutn soomeum, o Pomo do Diabo, como dizem
os rabes, dous narcticos poderosos de que pode-
mos apreciar os efleilos. Nio coulieco maiores sabios
em toxicologia do que um inusulraano.' Meu charo,
accreaeenlou elle.levanUedo-se, Vmc. he FraOcez,
eu Grego, nio conhero eu cnsul, nem Vmc. o.
meu, este plz a auloridade he (urca e nSo merece
confianca ; estou convencido de que essa senhora
envenenou-se por iraprndencia, e tenho a honra de
ser sen servo.
Sahlo emflm e deixou-me 6 com o meu galgo, o
r,ual uivava lirandameiite vendme chorar.
Meo pobre Boabdil, disse-lhe eu abracando-o
convulsivamente corao a nm amigo, ficars so/.inbo
para sobreviveres ao teu senhor i
Luiza eslava consternad* bem como eu, e ajodou-
me a prestar a Susana o ltimos e peniveis cuida-
dos. Cbrtei-lhe os cabellos, ajanlei-lhe sobre o peito
as mios palhiias e j duras, envolvi-a cm nm gran-
de urnoup brunco. que cobria-me as noilesde via-
gem, deitei-a no ataude, e conservo ainda nos labios
a impressii) du ultimo berjo que dei-lh*.
O Sr. Figueira de Alello :As proprias circums-
tancias no dosso paiz.
O Sr. Taques : O syslema eleiloral pelo qual a
cada districlo incumbe dar uhi pequeo Homero de
representantes no parlamento he adoptado nao s na
Inglaterra, como em muilos outros paites que se re-
gem pelo syslema represenialivo.
Os nobres deputados sabem que na Inglaterra os
communs sio eleitos por elec.cs feitas por condados,
o numero de membros da cmara doscoramuns elei-
to por cada condado h mui limitado ; a ollima re-
forma apenas abollo as eleicOes dos burgos na Ingla-
terra, porem subsiste cora a eleiejo dos condados o
O Sr. Araujo Lima : Isso trar um
de influencia.
augmento
O Sr. Taques : Aproveito o aparte do nobre
deputado para exprimir a opiniio de que nio creio
que com esta lei augmente o poder das influencias
locaes em relacao a o governo na administraran. Ac-
tualmente os deputados depeuriem para su* eleirio
das influencias de todas a? localidades, e assim d'-
se entre elles certas solidariedade para sustenta-las
e sntisfaze-las, que se nao dar quando cada depu-
tado vier por seu districlo, eso das influencias desse
circulo depender para sua eleicio. Porlanlo, o po-
der dessas influennaa,tange de augmeular.ser corr-
gdo, porque e o depolado por circulo ter inle-
resse em sustentar urna iufluencia local, s vezes
prejudicial ou abusiva, os outros deputados da pro-
vincia, que condecen) as circumstancias e os nego-
cios da sua provincia, nao terao o mesmo inleresse,
e pelo contrario procuraran expfimir-se com a ne-
cessaria franqueza e enllocar as cousas na sua jusla
posicio.
Sr. presidente, outras consideracies poderia apre-
sentar acerca desta materia, mas nao querendo re-
pet-las, direi smente que a independencia dasca-
No da segunl foi* enterro. Algumas mulheres
chnslaas convidadas por Bekir-Aga, acompanharam
0 corpo chorando, e ferindo o rosto segundo o !eos-
lume oriental. Sem forcas e como perdido em ama
dr insensata, segu Susana ate sua ultima morada.
Ella repousa n inargem do mar sombra de grandes
acacias e entre loendros em um jardim frondoso,
onde a rolas vio lamentar-se. Dianle desse tmu-
lo aberlo, que recebeu a apparencia material do que
eu amera, um l.azarista francez fallou ; porm aira-
bas ouvi-o dizer:
O corpo converle-se era p de que foi forma-
do, o espirito remonta a Dos que o creou
Quando vollei para casa, onde ludo avvava-me
os tormentos de urna realdade lerrive!, cahi deses-
perado c muito fraeo para resignarme, romp em
imprecares : Esperanra esperanra : exclame!,
eu le amaldicoo, e afugenlo-lc para lnge de mim,
porque sempre rae raeutisle Lagrimas abundan-
tes correrain-me dos olhos, c nao sei desde quanlo
lempo choniva tendo a cabos cabida sobre um co-
xim, quando sent labios anteles beljaram-me a
mi, ergui a vista e vi Selli-Zav neb ajoelhada dian-
le de mira. Ao primeiro movireiito qoe fiz ella ar-
ratlon-se a meo pe, eslendeu-me as raaose gritou :
PerHoa-me.' tem pedade de mim !
Levanlei-me transportado de furor, e pondo-lhe o
p sobre o hombro, lancei-a para Irs. Ella cahio
dando um grito. Envergonhei-me de minha accao,
e cobri o rosto com as raaos. Nesse momento enlrou
B'kir-Aga armado, fecbou cuidadosamente a poda,
e certificou-se olhando pela janella de qoe ninguem
passava na estrada. Selti-Zayneb refugiada em um
ngulo da casa, fitava sobre o amante olhoa cheios
de terror.
Eolio queres matar-me ? disse-lhe alia.
maras augmentar pelo projeclo qua se discute.
(Apoiados )
O Sr. Araufo Lima : A independencia das ca-
maras .'...
O Sr. Toquis : Peen permissio ao nobre de-
potado para assim o entender ( apoiado* ) ; a inde-
pendencia das cmaras augmentar pelo projecto
qua se discute, quer em relacio ao governo, quer
em relacao i* parcialidades da* provincias ; em
relacio ao governo, porque o depolado que tiver ai-
do eleito por um circulo eleiloral em que lenha pa-
reles, amigo* e nffeicei que susleulera a soa elei-
cio, nio ser lio fcilmente posto fra desta casa
como boje o pode ser pela mao omnipotente do go-
verno ; pens tambem que a independencia do de-
pulido augmentara em relasio s parcialidades da*
provincias, porque enlo os que a* represenlarem
eslario em relae.o com os circuios, e sobre elle nio
poderao essas parcialidades exercer a mesma pressio
que actualmente exercem todas as influencias reu-
nidas de urna provincia sob um chefe. ( Apoia-
dos. )
O Sr. Mello Franco : Tem fallado muilo
bem.
O Sr. Taques : Nao desejo esten.ler-rae mais
sobre e dianlada, e porlanlo direi smenle algumas pala-
vrai tcerca das quesles cardiaes que se tem ven-
tado em relae.o ao projeclo que se discute.
Tera-se dito que a eleir.in por dislrictos eleitoraes
he contraria couslilairdio ; mas loda a argamenla-
cio que se tem apreseulailn a este respeito fon lase
apenas em urna palavra fugitiva do art. 90 da cons-
lildicao, quando dizeieilores de provincia; nio
posso de forma alguma aceitar semelhante modo ds
entender as leis fundamentaos do paiz; seria esta-
beleeer a desorden) em loda a nossa jurisprudencia
constitucional aceitar as ideas qae a este respeito tem
aprsenla lo os nobres deputados que combalem o
projeclo.
Argomentoa-se com as instriicces de marro de
I82t, emquanto inhihiara o eleitor de volar era"seus
prenles inaisconjuoclut ; respondeu-se que era es-
sa ama idea da puci, sem boa razio, e que os eiei-
lores podiara votar nos seus irmios e cimbados, e
talvez era si ; Irouxe-se o exemplo da le de 1816.
que exclue da eleicao primaria as pravas de prd, e
disse-se qua essa disposicio foi urna Infrsccioda
conslitusio ; de modo que nio doave disposicio
Irazida por sua analoga em favor do projecto, que
logo nao fosse acnimada de inconstitucional pelos
nobres depulados !
Assim, senhores, nio ha jurisprudencia possivel ;
os nobres deputados levaran) a confusao oor toda a
parle, e dsriain razio ao nobre depulado pela rai-
nha provincia que baulera recordou o seu vol a
respeito do foro privilegiado dos bispos e da lei mar-
cial, pela qual os paisanos por certos crimes foraui
sujeitos aus tribunaes militares,'leis essas qae foram
acomadas de inconslituconaes Desla maneira a
argumentaran di nobres deputados leva los hia a
desmoronar tolo este edificio, que talvez lenha sido
constituido por suas proprias nios.
Sr. presidente, lancando os odos para a constilui-
cao nao vejo artigo algum pelo qual se determina
que as provincias sejam representadas nesta cmara
como os diversos estados que compoera a Uniao Nor-
te-Americana sao representados no congresso da-
quelle paiz ( apoiados ) ; pela nossa conslitusio a
provincia nao he urna enldade poltica, he apenas
urna circumscripcio administrativa. ( Apoiados. )
He verdade que na poca em que i conslituirao
foi redigida as eleicues erara feitas por provincias na
forma dasInslrucses para eleirio da constiluinle ;
mas na constiluicao nio se acha dipossio alguma
que nos vede de estabeleeer outra qualquer forma
de eleran.
Entendo lambem, Sr. presidenle, que a dvisao
de urna provincia em diversos dislriclos eleitoraes
em nada pode restringir os direitos dos eieilores
dessas provincias ; o numero de deputados qoe o
eleitor elege, me parece que em nada pode influir
robre os seus direilos polticos (apoiados) ; os eieilo-
res da provincia de Sania Catharina e da do Espid-
i Sanio, porque elegem menor numero de deputa-
dos, nao deixara de ler os mesmos direitos polticos
dos eieilores da grande provincia,de Minas-tieraes
(apoiados), direitos, como os objectos materiaes, nao
se podem avahar pelo seu peso oo pela extensio, e
se assim fura, a conslitusio garautindoesees direi-
los polticos, gradua-los-hia segundo a importancia
das diversas provincias do imperio, e desle modo rts
nao poderjamus augmentar nem diminuir as pro-
vincias, porque isso ira de encontr categora dos
direitos que Ihes eslavam dados pela constituir-lo.
Pens pois que os eieilores nao soffrem 'reslricgio
nenhuma cm seus direilos poltico-, eslabelecendo-se
a eleisio por crculos, o que porlanlo a legislatura
ordinaria he competente para legislar sobre esta
materia. Os nobres depulados nio desconhecem o
preceito do arl. 178 da conslituicao, em que se diz
que s he constitucional, alm do que perlence s
aitriburoes e limites dos po'deres, o que diz respeito
aos direitos polticos e individuaes dos cidadaos hra-
sileiros, e que nesta parte, e nio no mais, s poda-
r spr alterada pela forma prescripta na mesma cons-
tiluicao ; ms nio solTrendo esses direilos allerarao
alguma, esl claro que lemos a faculdade de regula-
nsar a materia.
O'Sr. Araujo Lima: A reforma altera esses
direjjns na forma do seu exercicio.
O Sr.
esses direi1
a lei actual
reilo do
menor pro
Sr. presidente, a corainissio deixa entender de seo
parecer, que nao duvidaria acertar a doutrina do
projeclo se a eleisio fosse directa e mais derramada
a mstrucrio no-paiz.
Mas, senhores, as eondicOes a qae se refere a com-
missio de conslitusio, e que ella julga necessarias
para admittir se a doulrioa do projeclo, sio boas,
qualquer que seja a forma da eleicio em retaca* ao
territorio ; quer a eleisio se fasa por provincias,
quer por dislrictos, parece-me qne se poderia sus-
tentar a conveniencia da eleicio direela, e a mesma
influencia devem exercer os progressos d
cao e da civilisacio em lodo o paiz.
Sr. presidente, nio posso prescindir de dizer al-"
guma cousa acerca das chamadas incompatibilidades
que tanta impugnasio tem excitado de alguns Srs.
deputados. Son magistrado, e votando pelo projecto
que so discute, e designadamenta pelo adigo que
inhibe o magistrado de ser votado no lugar ero que
exerce jurisdicsio, me parece qae nao condemno ao
ostracismo a classe a que pertenso. ("Apoiados.) Se
os inleresses pblicos reclamassem desta classe, que
tantos serviros tem prestado ao Estado, o abandono
da poltica, eu creio que ella lena bastante patriotis-
mo para no altar da patria sacrificar suas ambicOes,
seus pequeos inleresses.
O Sr. Domingues: Boas palavras.
O Sr. Taques : Boas palavras I Mas eu dese-
jo anida melhores obras, Sr. deputado. (Apoiados.)
Sr. presidenle. qualqner qne seja o numero de
magistrados que venham a esta cmara, longe del-
les estar o pensamenlo sinistro que previo o espi-
rito perspicaz do nobre depulado pela- provincia do
Cear* (apoiados) ; a historia nio justificada que a
magistratura se lenha entregado aos desmandos,
quer das opIniOes demaggicas contra o poder, qoer
eos devaneios do poder contra as liberdades publi-
cas. A historia dos parlamentos da Franca e a his-
toria da magistratura no nosso proprio pazmostram
que ella por seus habitse costo mes tera-se sempre
mantido no seu lugar, ora prolegenda a fraqueza
conlra o poder (apoiados), ora amparando o poder
contra os delirios da demagogia.
Entendo, senhores, qu a le que se discute nao
be urna lei de odio conlra a magistratura, nao he
urna le tendente a tancar fora das cmaras todos os
magistrados que nella tem assenlu.
Entendo, Sr. presidente, que nas cmaras devem
ser reprsenla las todas as oiiinioes, e os inleresses
de lodas as classes da sociedade (apoiados) ; e nao
poda deiiar de querer que a classe da magistratura
tvesse aqui os seus representantes. (Apoiados.)
Nas circumstancias do paiz pens que mesmo a
magistratura da primeira instancia deve continuar a
ter entrada nas cmaras.
Nao duvido que coovenh restringir um pouco o
numero de magistrados qae lenham asaenfo no parla-
mento ; oio duvido que se devam dar algumas lar-
gas para mitras classes ; porcm. senhores. terao em
mira os que sostenan, o projecto excluir da cmara
a magistratura ? Creio que nio ha quem disto es-
lea persuadido. (Apoiados.) Ao mesmo lempo he
palmar a conlradicsao dos honrados membros que
impugnan) o projecto, porque ao passo que clamam
que o projecto tem por lm eicluir da cmara a ma-
gislralora, declaran) que o projeclo he neflicaz, he
urna burla I
Nao creio que essas lran*cses e harganhas ver-
goiihosas a que lera alludidp alguns honrado* depu-
lados se possam dar ; e porsaado-me mesmo que,
bem que as cadeiras desla cmara Ihes sejam fran-
queadas mediante os xolos dos seus concidadio, al-
m nada
rma ou subsis
o mesmo, o di-
urno do eleitor da
(Apoiados.)
------------------------------------------------.--------------------------------------------------------------..------------------------------------------- i-,.
guns magistrados lerSo diffloaldaues maiores de ob-
terem a sua eleigao.
O projecto, em minha opiniio, nao he de verda-
deras incompatibilidades', o projecto nio estabelece
que quom ha magistrado nio possa ser eleito de-
potado.
O Si. Aranjo Lima:He peior do qae Isto, an-
te* elle o eslabelecesse logo.
O Sr. Taques :O projecto, Sr. presidenle, con-
ten) urra disposicio de alcance moilo menor ; ella
tem porfim apenas a regularidade do processo eleilo-
ral,; ha urna medida, era mimha opiniio, purarnt*-
( regiilarmentar.|
OSr. Aranjo Lima :Flcar altamente regula-
rlsado rom os de|egadoa e forca publica !
_ O Sr Taques .-Enlendo, senliores, que a com-
tituirio estabelecendo as rondiees do voto activo e
passivo nio prescindi daa regras da direito sobre a
maleria, e daquellas dipoiries que eiam ihdispen-
saveis para que urna eleisio livre livesse lugar un
paiz. Assim, Sr. presidente, todos han concordado
que algt mas reslncres feitas ao direito de votar e
de ser volado, quer nas iu-trucres de 1821, quer
em outris, sio legitimas e razoaveis.
O Sr. Araujo Urna :Esta Iheoria vai longe.
O Sr. Taques :Se as eies sem sus ieil.1 de violencia da auloridade, parece que
he conducente com esle principio que se declare que
os votos dados a magistrados que exercem grande in-
fluencia no lagar em que exercitara a sua jurisdic-
Sio nao sejam reputados livres.
Nio se diz que o mndalo de representante da na-
Sio sej? incompalivel cora o exercicio judiciario, e
sim que a auloridade que lem lio grande poder co-
mo dejulgarda honra, vida e bens dos seus conci-
dadaos, nio pode receber voto* que se nao podem
reconhecer como livres e conscienciosos no lugar em
que exerce jurisdiccio, eque portento esses sejam
millos. Apoiados.) Considerando-s o projeclo des-
le ponlu de vista em que deve ser considerado, nao
vejo o que se Ihcpossa oppr.
Sr. p -asi den le, tem-se nppolo ao projecto-, he ver-
dade, u na grande razio lirada da conslitusio ; dis-
se-se q ie a conslituirao declarou que qualquer cida-
dio braiilciro, estando no gozo de seus direilos poli-
lieos, poderia ser eleito depulado em qualquer dis-
triclo dn imperio, emhora nio fosse o do seu nasci-
menlo ou residencia. Mas parece-me que esle arti-
go da onsiituirio nao podia destruir as regrasde di-
reito e de eterna razao a qae ailuli. nao poderia que-
rer que fosse considerado eleito legtimamente aquel-
le cuja eleirao livesse si )o feita debaixo do imperio
da corrupso o da violencia ; a disposisio da cons-
litusio nio pode ser asim entendida. Um artigo da
conslituirao, no capitulo das eleiees, dispunha que
o cdadao que nao votasse na sua paroclua nao po-
deria si r membro de nenhuma assembla, ou aulo-
ridade 'lectiva nacional ou local ; era de accordo
com o que se dipe para outras eleicues, e com a
ideia du representara, que os votos do um territo-
rio para seu. representantes no parlamento recahia-
seni em pessoas domiciliarias do mesmo territorio. lib
assim que eutre nos para poder ser eleilo vereador,
juiz de paz, etc., exige-se a residencia no lugar em
que se da a eleisio ; seraelhantemcnle podia parecer
que se devesse entender a respeito da eleisio para
depulados geraes. Pera evitar islo he que a consti-
luicao conten) essa disposisio, da mesma sorte que
em ama das ultimas consliluiaies da rr-*R;a se diz
qae os seus representantes serio elegiveis senvfopdi-
cio de domicilios-, parece-me qae he este o un
canee do artigo constituicional ; o mais que se tem
dahi deduzido contra o projeclo que discutimos he
por argumento a contrario semu, furma indireela
de argiiinenlssin que lem potica forsa, porque nao
lia disposisio expressa e formal da coiisliluicao.
Sr. presidente, tenho abasado demasiadamente da
paciencia da cmara (nao apoiados,) e como'a hora te
acha muilo adianlada termino aqui o meu discurso.
' o:pj :Apoiado; muilo bem, minio bem.
O Sr. Harta, obleado a palavra pela orden), re-
quer o eiicerramenlo da discussio, visto estar o pro-
jecto siifucienleinenle discutido, corao o manifestara
em ser discurso o proprio relator da coramissio de
conslil lisio na sessao antecedente.
Posto a votos este reqaerimenlo ho approvado o
encerri ment da discussio.
Procide-se votacio do projeclo,.que por 56 vo-
tos conlra 38 he approvado como veio do senado pa-
ra passar 3. discussio. sendo rejeitadas lodas as
emcndis a elle oflerecidas.
O Si: Paula Candido ( 1. secretario ) ^-Sr.' pre-
sidente, sendo esta questio lio momenlosa, entendo
que deve ser concluida esle anno. ( Apoiados.) E
uiesuio julgo que nio devemos interromper o fio das
deias, qae anda se acham todas atadas pelo debate
que acaba de ter lugar, (ipoiados.)
O Sr. Figueira de .Mello d um aparte.
O S: Paula Candido :Fallo com a consciencia
do meu dever, sem me er.ibarac.ir com inlerrupsoes
do nobre deputado que acaba de dar-me um aparte.
(Apoiados.)
EuKndo pois que devemos dar urna satisfarn aos
ardentns desejos da nacao, que anciosa exige urna
olucie prompta a esta questio ;pro ou contra
deve-sn resolver esle anuo. E como nao he possivel
salisfa/er-se este grande desejo oo empenho do paiz,
eixanJo-su a-conclusao desta questao para a prosi-
ta talara reoniio do corpo legislativo, peso a V.
' \e. i ue consulte a cmara se consente na dispensa
j iiitcr-'^.io. anra e s ug(i0 g,^ p^jedo para a
de amanhia. (Apoiados.)
Mana:Tosido dado a hora ti n~
I'or.-i votacaoesfKrw^inieiilosemque
esolv; a prorogasB aj**^
O Se Candido BoU Wu proponho a proro^
asi para esse fim. ^*"^
Sendo approvada a prorogacio, e posto a. votos o
Tequeiimeuto doSr. Paula Candido, he dispensado
'o intersticio.
Levitnta-se a sessao s 3 horas tit) minulos.
!
PERMITO.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSA'O EXTRAORDINARIA DE -J9 DE SE-
ttr-ttB6iJ__ TEMBRO DE 185.5.
"y^amisu dn Ir Diiulode Capibaribe.
------entes os Srs. Reg e Albuquerque, Reg, 0T-
veira.Mamede, Barata e Mello abrise a sessao e foi
lida e approvada a acia da antecedente..
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um pelirio viuda da presidencia para ser infor-
mada, do Adelo Antonio de Moraes, paflndo pa-
ra ser por um triennioa arremataron quefez do im-
posto de aferisOes, por um auno.A' qftmmissao de
peliroes. J
Um ollicio do subdelegado ilajreguezia da Boa-
Vista, remetiendo a relario dos/que multara no da
lado coireule, por infrac^ae s posturas ; pedndo
mandasse a cmara renumerar ao Dr. Rozendo Apri-
gio Pereira Guimaraes, o trabalho de oacompanhar
nesse acto.Mandou-se Irausratlir arelarlo ao pro-
curador para o flm conveniente, e ordeoar-lhe na-
gasse ao facultativo o qua he de coslume pelo traba-
lho que fez. ,
Outro do subdelegado da fregoeza de San Jos.
remetiendo lambem a relasio das mullas que impo-
zera, no mesmo da 15, sendo o facollativo que o
acompanhou o Dr. Iguacio Firmo Xavier. A mes-
ma retolusio.
Outi o do procurador, pediodo esclarecimenlos a-
cerca da pratica que existe de pagarem smenle o
impos.o devido. independen le de licensa da cmara,
os quit tem de fazer em seas predios breves concer-
t*, contra a qual pratica se oppoe agora alguns fis-
caes, juereudo que as Vades tirem licenca, fandan-
do-se por isso na disposicio do adigo i tit. 7 das pos-
turas; o que parece a elle procurador malenten-
dido. Que fosse o ollicio remetlido o advogado,
para, comparando as razies nelle expostas com a dis-
posicio das postaras, e da tabella de imposto* muni-
cipaes dizer oque Ihcoccorrer a respelo, formulan-
do lo;o urna postura que expressamente declare
quaes os concerlos e reparos para que se deva indis-
peusa > el mente tirar licenca, e quaes aquelles i res-
peito de qae se deve prescindir dessa obrigasio.
Outro do engenheiro cordeador. informando nio
ser possivel annuir-se ao que pede o fiscal desta fre-
guezi.i, sobre mandar-se nssentar ralos nos orificios
do aq leiiucio do pateo do Carmo.por serem ellesen-
tradaii especiaes para se proceder a respectiva lm-
peza, pndendo-se porm fecba-los provisoriamente
cora pedras de lage, emquanlo se nao cooclae o com-
plemento dessa obra, visto que nao he conveniente
collocir sobre elles alrapes de madeira, como ja
houvi. Inleireda, e respondeu-se que procedesse
do modo porque informa.
Ou rodo mesmo, respondendo ao ollicio do pro-
curador, em que declarou que os concerlos da casa
da ru.i da Florentina nao tinham sido feitosde con-
formidade com o respectivo omnenle.. A' com-
missau de edificacio cora o olicin do procurador e
orsamento da obra.
Oev.ro do fiscal desla froguez.i, informaudo eslar
Itenrique tiibson no caso de obler a licenra que re-
quer ura fazer sumidouro na saa coedeira sita na
Sim, responden Bekir-Aga tirando seu i/a-
tagan.
Lancei-me diante delle.
Oh anda* me amas (xrlamuii Selli-Zayoeb
precipitando-se a heus ps e abrancando-me os
joelhos.
Nio respoiidi-lbe, odile, e nunca amei-le !
Ab I lornou ella com voz moribunda, vngas-
le cruelmente. Ouve-me : Eu er feliz quando a
mulher loura veio. Eolio arnavas-rae ; porm desde
o momento em que ella poz o pe nesta casa, expel-
lisle-me, repudiasle-me, eucerraste-me no harem I
Eu nada disse, esperei-le e deixasle-me vuva. Fiz
adevinlnres, compue phillros, mandei escrever ta-
lismn* ; mas ess mulher sem duvida sabia outros
mais poderosos ; pois nao vollas-le para mim. Ro-
guei-le, suppliquri-te qoe a reenviasses ao seu paiz,
permaneciste inllexivel, e llzes(e-me levar pelo leu
aruaute. Tina \o dizia-me que preparavas-me urna
desgrasa. Essa mulher ergula-ae coran una mura-
lha entre no* dous, e eu julgava que fazendo-a des-
apparecer, voltarias aos meus bracos. Perdoa-me,
Abu-Kelb, foi Schilan o Apedrejado quem aconse-
lliou-rne. Sahi com a negra, colhi plantas, e entao...
Cala-te! caale! disse-lhe eu, por ventura
nao sei o qoe fuelle 1 por ventara nao sei qae des-
grasas-le-me para loda rainha vida t
Ah respondeu ella, (u a amavas demasiada-
mente 1
Convem mala-la aqoi, agora mesmo, e laucar
seu cadver aos cBes, lornou Bekir Aga.
Nio, disse eu, emquanto meu corasio revolta-
va-se de aversio por essa rapariga e de horror con-
tri essa proposla ; mas vou dar-lhe um eastigo sem
exemplo.
Faxa de mim o qae quieres, murmurou ella
enoraiiiio ; mas (onjuro-te pelo Dos que adoras.nao
roe lances longe de ti.
Abro a poda, echamei Hadji Ismael, o qual ap-
pareceu logo.
Ainda amas a Selli /.avneb perguolei-lhe.
Oh respondeu elle dando nm suspiro piafan-
do que assemelhava-se a um ruaidu.
Pois hem, loma-a, en t'a don !
Bekir Aga deu sua risada gutural, Ismael cnci-
rou-me sem comprehender ; Selli Zavneb soltou um
grito de tuslo, dizendo :
Nio quero nio quero !
Cheguei-me a ella ; agarrei-a, e tnpellindo-a para
os bracos do negro; disse-lhe :
Toina-a !
Elle apertou a coulra peito com ura gesto e um
olhar de que jamis rae esquecerei.
Selli /.ayneb tendo-se livrado do abraso, dirigi-
se resolutamente a mim, e disse :
Sou urna mulher branca, e tao devo perlen-
eer a um negro zarolho. Es um incircumeiso e om
cao, nao sou la, nio lens o direito de dar-me, nio
me compraste, irei ti presenca do kadi Pertenso a
Bekir Aga, e jamis um musolmano iropor um pa-
lafreneiro da Nubla a urna Clrcassiana ; par* fazer
isso he mister sor rhrislao Desprezo-te, acrescen-
lou ella com um gest indescriplivel ; fiz bem enve-
nenando a mulher loura.
Estas ultimas palavras tornaram-me louco de fo-
ror, e hao sei a que excesso de vingansa ia entregar-
me, quando meu arnaule inlerveio :
Eu Bekir-Aga-ben-Abu-Uamet, que sou teu
verdadeiro senhor. eu que paguai por ti mil e qul-
nhenlas gazias da uiiro do sullio Selim como conata
do contrato feito com o Djellab parante o Cheikh
prara do capim, por ter ella mais da 30 palmos de
frente, e ser sullicienteraenle arejada, una vez qae
fa$a lambem os demais melhoraraentos prascriptos
nas posturas respectiva*. Inleirad, e nesle aeati-
do dererio-*e ao peticionario.
Ootro do mesmo, iuformaodo que Francisco Can -
dido da Paz he o proprietario da cavallarica existen-
' n* Ia* da Pi n caa a..M a qoal Um mais de
J palmos, ene *umeientemenle ajelada, e qne sa-
U*razeudo o reqoerente* demais condicoes daa pos- i
loras, pode-lhe ser eooeedida a licaaea qae reqaer '
para fazer sumidouro.Inleirada, e aasim e deferio
ao pelieiouado.
Outro do mesmo, informando qne a eavallarica da
ma da Cadeia, de Claudino Dobeai, esta collocada
oo andar terreo do sobrade o. 13, Miado nos fon-
dos da mesma um telheiro ; e qoe urna vez qoe seja
V alojameoto dos eavallos nesae telheiro, perece-lhe
estir rr requecente no raso de obler a licensa qae re-
qner para fazer o cano de esgolo para o rio, fazendo *
tambem os demais raeihoramenlos exigidos pelas
posturas.Inleirada, e Desla conformidade cooce-
deu-se a licenca pedida, com a coadisio mais de nio
Acara estribada por baixo do pavimento habitado.
Outro do mesmo, informando ser verdade haver
Manoel Alves de Santiago possuido ama carrosa, a
qual lhe coosla qae vender pessoa de que faz raen-
sio. Inleirada, e mandou-se que a contadoria des-
se baixa na collecla relativa carrosa.
Oulro do contador, npresentando a relasio das
letras que se vencera hoje e ne primeiro de onlubro,
na importancia de 9:i7s35l, alini de serem lirada*
do rolre.Que se tirassem'hoje mesmo.
Oulro do administrador da compendia encarrega-
da da limpeza da cidade, relatando o estado (i er-
vic.o feiiu pela mesma at o da 24 do crrante.Que
se publicasse.
Outro do fiscal da Boa Vista, participando acha-
rem-se sojas as paredes do acougoe deqoella fres;
zia, assim como asilas arcada* o quarto* da i
fazendo-se necessaro a sua caiacjlo e pintura.Man-
dou-se responder qoe procedesse o esseio indicado.
Outro do fiscal da freguezia de San Jesc.em iguats
lermos. quanlo ao arouguedo largo da Ribeira, pre-
sas da fariuha e de frenaras.
Outro do mesmo, declarando qne na semana de
I" a 23 do correle se mataram 647 rete* para con-
sumo desla cidade.Ao"archivo.
Oulro do fiscal da Varzea, dizendo qae peto nez
de agosto se consumirn) 27 rete* naquelia I
zia.O mesmo destino.
Entrando em discassao a pelieaO do bario d
bre, requerendo o pagamento na qua alia di ri~.
2:U0gtMX), era que foi avahada e juliada | sen-
leura a ilesapropriacio de orna saa casa I
ra do Pires ; a cmara assentoa em desisl
sao, por ser excessiva a desapropriaro villa da pc-
quenhez e estado da casa/e de estar de ha moilo
aberla a referida roa, preslaodo-se livre a eom-
modo transito, podando a demolirao do f
camente aproveilar a om ou nutro proprtelario, que)
por all lenha edificado ; e anda porque l
melhoraraentos de maior inteVesse publico,
vera de preferencia ser allendidos ; e por isa*
veu que se ouvisse a opiajio da sen advogadi
peito, fazendo elle dectaracao se a sent*
lio obngatori*.
Sendo lida urna policio de Bartiioloineo
de Souza, requerendo indemnisacio de par
reno de que apresentou ttulos de posee
"im i Pliri'.rV'ila'iiiii i ibangat
que recorres** ao governo da^Ras]
de quera se fez all a obra, por con
raes ; volando conlra o Sr. Oliveira, p
niio que se ouvisse primeramente a
cordeador sobre a extensio do Ierren* do supplican-
te, oceupado com o estabelecimento.
Despacharam-se as pelicoes de Antonio Luia No-
nes, de Aogelo Custodio d* Luz, de Anlr
qiiira de Andrade, de Alexandre Pereira do Carme,
ile Anlonio da Costa Figueira de I
procurador, de Barlli'domeol*1BBBBB|
Claudio Debeux, de Domingos da Ro
co (jeraldo dos Sanios, de Franciscc
de Gaspar Antonio Vieira Gaimaraei
tiibson, de Joaqinm An-elra* da Molla
Francisco do Reg Barro, de Joa
Silva, de Justino Pereira de tari a, de Jos
Siraoes do Amaral, de Joaquina Paz P
va, de Jacintho de Abren Rrbeiro, de Jos d
Oliveira. de Jos Henrique Lina de
quim Mauricio Wanderley, da irm
ccicio da Congregacio, de Jojk^^H
noel Vives da S*n|iago, de Manoel Jos
levanlou-so a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretari
Declaro era lempo qae o Sr. Olive
resolugao tomada a respeito da qj^^H
dio Dubeux, porenlender qae a ej^^H
cnnlro s posturas ltimamente aPasassssssi
cavallariras ; assim como votou contra
mada a respailo da desistencia da d
casa do bario de Cimbres, por eslar e
iitilid.ide da mesma desaproprario, ea
mar j o tinha reconhecido.Ac
Barao de Capibaribe, presidente. Rtgo e Albu-
querque./lego.S Pereira.Oircei
REPARTigAO DA POUCIA
Parle do dia 19 de oolubrn.
Illra. Exm. Sr.Levo ao conhecimento d
Exc. qoe das diOerenles partielpaede* hoja recebr-
dis nesla reparlisi" consta qne te deraro as seguiu-
""* oceurrencias:
cba da ser preso no lugar Arapovi, do termo do
|a da Madre de Dos, Beilarmtoo Alve de i
valho weuuncrado i pristo e livrainentn naala cida-
de pelo incendio e roubo feito em Janeiro do cor-
ronte anuo a I). Joaquina Mara Pereira Vianna.
sendo o mesmo Bellarmioo desde loge coudazido
para o termo de Camaru, a caja cadeia
lllldo.
No mesma termo de Ciruar foi assasslaade eom
ura liro as 9 horas da noit* do dia K de corrate,
Joan Francisco Baplista por Jos Rodrigiits Maga-
IhSes, que sendo capturado no momento de perpe-
trar o crirae, acha-se recolhido a reapeetrra cadeia e
contra elle se esta procedendo ao competente sum-
mario. como me informoo o delegado ai
11 deste raez, o qoal aceresceata qae o de tafo tirara
lugar no districlo de PaoeHas d'aquells
que i elle dera causa factos contra a honra di
lia do delnqueme.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da
Pernarabuco 19 de ootobro de 185.5.III
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cuaba
presidenle da provincia.O chefe de
Carlos de Poica Teixetra.
Bandar de Damasco, dou-le ao sais Hadji Ismael,
aiim oe qae elle faca de ti o que hem lhe aprouver.
Amanhia irei com elle pres.mra de kadi de Bey-
rolh liara que minha doasio seja escripia em forra*
legal, jurada pelo Dos nico e por Mahomel sea
prophela.
Ouvindo estas palavras pronunciadas lenta e os
leinnemenle, Selli /a) neb foi atacada de oonvulsOes,
e rol iva no chao espumando.
Leva-a, dase en a Ismael, o qual eslava im-
move, estupefacto e como petrificado.
Elle lomuu-a em seus bracos vigorosos, carregou-a
seosles como nessa mesma maudia carregra o
ataodn de Sosana, o dcsappareceu.
Alguus minutos depois entreadrio a poda, a per-
guolou :
De veras, nao he para inlimida-la que finge
dar-in'a ?
Nio, respond ; juro-le que ella he la !
E permutes que eu lome-a para mulher acres-
ceulou elle com hesilacio.
Nao sement permitlo-le, mas ordeno-te ; vai,
e sobre ludo faze-a desgrasad !
Ouau deu um sallo, eaahie dan.lo ura grilo de
alegra, ao qoal havia de responder brevemente um
grilo le alflicsao.
Na mesma noile deixel essa casa onde eu ttaatnra
um mlanfe sepollar minha vida, e descendo pela
COMMUICADO,
LMA CANDIDATURA.
Se he justo e conveniente que lodas a
ndara no recinto de um* assembla, o
tanle para que pugnando pelo* direilos da (
simultneamente sustente a honra,'e consiga pela
evidencia de seus argumentos, a prosperidade da
corporario a que perlence ; he inconleslav
clero deva fruir este beaa grandioso.
Nos, nio fazendo exclusilo. de muilos taeerdetes
dignos de oceupar a cadeira parlamentar, vamos
lembrar aos eieilores desta provincia, o nome de um
pernamhucjno, o Alustre sacerdote Fraaeeioo Peixe-
lo Duarle, moro de conhecimeotea nao volgare* de
carcter inabalavel.de qualidadea inapreciave
cerdote que pelos seus vehementes anhelo* de servir
a igreja eao:seu paiz, bellrraenta desempachara o
larar da MJMaataute da sua provincia.
ipreciadT "lis o mrito, apreatnxtaaaoa os dig-
nos eleilores\ /provincia o nome do Sr. padre Du-
arle. para que/prodgaiisem-llie seus sufragios
a futura depulasia provincial ; cedo de^^^H
nos viva convics'o Jos bous resultados qae o
provincia ter de ama nova eseolha desse i i de-
cididopelo altar e o throno.
( "ib pernambueano.
Estando prxima a eleicio provincial lenibro aos
senhores eieilores os cidadaos segninlcs :
Exm. Barao de Camaragibe.
General Antonio Corro Seara.
Commandaule superior Zeferino da Cimba Bastos.
Tenente-coroiiel Antonio Carneiro Machado Ros.
Silvestre Anlonio de Oliveira Mello.
I'r. Manoel Filippe da Fonceea.
Dr. Nahor Carneiro Bezerra Cavalcanti.
Dr. Joaquina Vuelta de Castro lavares.
Dr. F'rancisco Carlos Brandan.
Dr. Jos Quinlino de Castro Leio.
DrBThodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Dr. Francisco Bernardo de Carvalho.
Dr.'Jos da Cosa Dourado.
Dr. Antonio Ferreira Martina Ribeiro.
llr. Antonio Luiz Cavalcanti de Albnqurrqae
Dr. Silvino Cavalcanti de Albuqnerque.
\
i< Ah ah dizi* o seis, ella he bella como
poldrade boa raCa, e lem cabello* o lorwoaque
rodeariam o rannie Arafat.
o Foi-rae dada e-sa linda lilha dos paizes fri e
melli-a em minha casa, assim como Dos coliocou o
sol no co.
Ella baleu-rae, e disse-me : Cheira* mal I mas
lomei-a em meus bracos e ella ah flcou !
o Vou leva-la para o meu paiz .
grande ; ella dormir na minha che^^^H
meus filhos assenladn sobre nma es!
trancado.
As mulhera* negras morrerao de inveja e ns
verdadeiros renles dirio vendu-mc : Ah auantu.
elle he feliz !
Nio esculei mi
ci, e sem ousar
Eo eslava ancioio por fugir ; eulrel no primeiro^
barco n vapor que achei prestes a partir e chegnei a
taiiislanlioopla, onde Bekir Aga alcancojl-rae ao lira
de Ires semanas. Tinha pago o nlugael de minha
casa, vendido meus cavarlos e minha mobilia bem
como en lhe ordenara,
B a escrava ? pergunlei-lluv
O roii levou-a ao Egypto m nma caravela de
Damieta, e vai conduzi-la para o Korosco ; ella est
r vollar-
irei-me com solusos no coia-
-ine.
ultima ve*, sua scada de marmore', onvi alguns *os ,ouca ** furor< He louco d amifi- !
de bandolim e urna voz que canlava nma aria sau- Coilada disse eo em voz (o baixa qoe mo-
dosa. Eslranhando que depois de taes infortunios guem uuvio.
alguem se atreves*e a cantar aa minha dabilario,
aare e appliquei o ouvido : era Hadji Ismael que
improvisava a raod* da Nubia om romaoce compa-
nhau o-*e com uta tenegour que adiara *m alguma
parta. ^
Fquei algom lempo em Conslantinopla, depoi
narti para o Caucaio, onda iravei amizade com
Chamjl-Bey, cojo puohal cireaatiano vosa admirnn
em miaba casa.
(ConHmutt-H-to.)



m



Vr. Aalouio Jos da Cosa Bibeiru.
U. Angelo llenrique* da Silva.
Dr. Anioiiio Aires de Souza Carvalho.
Ur. Baulo Jos da Cuta.
Dr. Coima de S Pereira.
Ur. Iguacio Pirata [ai 1er.
JDt. Ign la Fonceca.
t Pereira de Dril.
Ur. I le Meira II
Dr. Jos Rodrigue* do Paaao.
aa Maria Freir
Ur. Amonio Bll^^^Bi Mello.
Or. Anselmo I ranr
Albuquerque Una.
Z)m" .uimaraes.
HgarioNem oao nalbetto.
^Hafeuezes de Druraraond.
trofeasorj mi de Castro Nunea.
DIARIO CE PERMIBUCO SB00 20 OE 0UTUBR0 DE 1855
3
ti
-.Na qualdade de deilor doale
eollegio, de combinarlo com algaoa de tneus cora-
paibeiroa, concordamoa em olar Da prxima elei-
5*> para depu lados i asaatobla deala provincia nos
cid id.los baiio mencionados ; a lando eonviccAo de
Jui! foi acertada a eselha que ruemos, pedimos aoa
rs.eleitores dos dentis collegiosqueirim lomar ein
o etses nomes, que por si > equivalen)
a niellwr reeuinmeudacao.
y Joa Ferreira de Aguiar.
Ur. Antn o Alves de Souza Carvalho.
3 U. Joa alaria daTrindade.-
I Antonio Carneiro Machado
5 Ur. Anselmo Franciaco Perelli.
<> Ur. Francisco Carlos Brando.
'. Lourenro Francisco de Almeida Calanho.
H Bario da Boa-Vala.
Ur. Joio Vicente da Silva Costa.
10 Dr. Ignaci.) Nery da Fouaeca.
ouymo Vilella de Castro lavares.
de Camaragibe.
i Jualiniano da Silva Uuimar2es.
Ignacio Firmo Xavier,
^^puisco de Paula Baplista.
Ifnacio de Abren e Lima.
B Vi I ella da Castro favaras.
Or. .Manoel Filippe da Fouaeca.
aqoim Elviro de Moraea Carvallto.
p^^pHtMta Joa da Oliveira.
Laia Cavalcaiili da Albuquerque.
HiM lavares da Silva.
^^tioo de Castro Leio.
tale superior Fraucisco Al vea Caval-
_ eaoJ.Cj*loboim. .
l^pHkangel de Inrres Bandeira.
Ur. Joaquira Jos da Fouaeca.
ioCielhnde Sa e Albuquerque.
ranei-co Kaphael de Mello Reg.
ocfoo Xavier Paes Brrelo.
lio Vascoocdlos Ment de Urum-
e Lopes Nelto.
le Anlouio Marques de A norim.
Ja Anjoe Vieira de Amoi im.
Ule superior Zeftrino du Cunha
Jtom
emeiiodeS. Joao liualberlo.
anclo lienriques de Rnzeude.
publicacio dula. Imhaa, Srs. redaclorca,
0 Vmcs. a um de seus astiguanles.
Bas-
Kecife l.i ile oulubro de 18J5.
[oe evanglica caridade. Srs. re-
ara dos mais eicellente* brazoes
distinguido o nome pernambu-
religiosa lem sido o mais po-
! ana proaperida le e erandeza,
lem innocolado no gremio da fa-
o principio eterno decandade :
ocuremos hoje deiperlar os brios
iiravos, levantando um brad
e dor em favor da Innocencia opprl-
ile marlyrisda pelo* rigores horri-
e amargurada serle !
dira que una' familia lo respeitavel
horrlveia contrariedades no ceulco de
chata de vida e de religiSo t
i eximio desembargadnr Antonio
i Freir, ficou su'a familia reduzida
knprebensivel de miseria e compai-
"~ jando no crep da dr os effeitos
da orphandade, ihoram seu bom
nnico. No aeic de orna cfdade
rv entretanto desamparada ama
!eda de 8 lilhos.e prostrada vive
da incessante coiislernacao !
ypode lu neUidade e vir-
IMo o que de mais charo
de gloria, c do saudade, e
(desespere paga-lhe a di-
amor, sorvendo at as fezes o
ibncanot admirar, venhamsoc-
bnesta desse jnstu, que como um
Ibes deixou a sua mridade.
i jamis que para vivar venda os mo-
, o seu piano, onde a educarao fina
deivelado Mies cuidou seu pai, aprava as
nambucaoos bem formados, o
amargaras,
l_eompre i
8. Joaqun M. CaroVro da Cunha. im-
Man nome em Ulo solemne occasiao,
lio benemrito, um chrislAo devolado,
nigo dedicado do illuilre finado, con-
sta), senlwr, nao deveis cruzar os bracos
jrestahilidade de vrsaos imporlaalea
da virtude, da orphaudade, e do
erdoai-me, se com eslas poucas palavras
uffeodo ao voaso zeta.
Por um /'ara/abano.
Carila, da 150 (oueladas, capitao Boavenlura
Borges Pamplona, equipagem |17, em laslro de
areia ; a Novata & C. Fundeou tentara pelas 6
horas da tarde, Bcando de quarenten por 15 das.
Ideui30 dias, baroa lieapauhola Celestina, do
354 toneladas, capitao Pedro Marilany, equipagem
13, em lastro de areia; a Aranaga a Bryan.
Funiieou'honiera pelas 6 horas da larde, licaodo
de quarenteni. por 15 dial.
dem30 das, galera franceza Imperador do Bra-
sil, de 600 toneladas, capillo Caienlre Jeune,
equipagem 18, carga caf e mais gneros ; a or-
den) : com 37 passageiros. Veio refrescar a segu
para o Havre, ficou debaixo de qoarenlena.
Philadelphia52 dias, patacho americano ciMartha
Kendall, de 238 toneladas, capitao Pluromr,
equipagem 9, carga fariolia de trigo ; a Jobuslon
Paler&C.
Bahia 30 dias, barca ingleza Sarah Ann. de
372 toneladas, capilar- James Smitli, equipagem
13, em lastro de areia ; a Jamos R)der J C. Fi-
cou de quarenten por 15 dias.
Saciotsahidos no da 16.
Lisboa e portos inte/medios vapor porluguez D.
Pedro II,b commandanle o primeiro lenlo Joa-
qun) Viegas lo O'. Passageiros desta provincia :
Francisco da Costa Amaral, JoAo Antonio Anlu-
nes e Alesai.ir Jos Alves. Seguio debaixo de
quarenten.
Liverpool por Macei galera ingleza Iroogene,
capitao W. Willeans. carga assncar.
Aramlyhiale bnsileiro alnveiisivel, meslre J oao
lienriques de Almeida, carga faienilas e mais g-
neros. Passageiros, Manoel de Mello Monte-Ne-
gro e2 criados, Jos Francisco de Uliveira, Camel-
lo Brasiliense de Hollanda Cavalcanti a 1 criado,
Antonio Corra Cabral e Antonio Maia da Silva.
Liverpool pela Parabiba brigue iuglez Volante,
capitao Charles AcUnd, ei.i lastro de areia.
Macei barca ingleza aLarissa, capitao K. Mar-
tin, em lastro de areia, e suspenden do Lamei-
r.lo debaito de quarenten.
Oosercafiio.
Saspendeu do Lameirao debaixo de quarenten o
brigue de guerra francez Beaumanoir. Ignorase o
seu destino.
EDITAES.
llliu. Sr. inspeetoj da thesooraria proviucial, em
cumplimento i a urdem do Exm. Sr.presidente de 15
do correte, manda fazer publico que no dia 30 do
mesmo. pera n le a junta da fazenda da mesma Ihe-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos fi-
zer t conservaran permanente da estrada do sul, ra-
milicacao do Cabo, Kemedios, aterro e povoacSo dos
Afogados, por lempo de dez mezes a contar do dia
10 de novembro prximo futuro, avaliada em........
5:400000 ra.
A arrematado ser feita na forma da lei provin-
cial u. 313 de 15 de maio do anno lindo, e sob as
cluzulas especiaes abaixo copiadas.
As pe-soasque se propozerem a esta arrematadlo
compare^am na sala das sesses da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Peruam-
buco 17 de oulubro de 1855. O secretario, ./. /'.
Annunciara.
Clausulas especiaes para arrema lardo :
l.a Executar-se-ha ditos trabalhos de conformi-
dad? com o ornamento apurovddo pela direcloria
em conaelho e apresenlado a aprovado do Exm.
Sr. presidente da proViucia na importancia de.......
5:400)000 rs.
2.a O pagamento verificar-se-ha em dez presla(0ea
mensaes.
3." Se o arrematante tiver rumpridotodo o lempo
com aa suaa >brigac0es, e denar a estrada em rae-
Ihor estado q le a tomar, receben lulo de grali-
ficac.io mais dez por centu da importancia total da
arrematado.
5.a Para ludo o que nao se adiar previsto as pre-
sentes clausulas, mesmo no ornamento, seguir-se-ha
o que dispe a respeilo a lei provincial u. 286.
Conforme.0 secretario, 4. F. W.lnnundafao.
O IIIni. Sr. inrpertor da thesouraria de fazen-
da desta provincia, manda fazer publico que nos dias
33 e 30 do correle mez e 6 de novembro vindouro,
lem de ir a nracs a .quem mais der, as trras, m-
tenles e mais bens abaixo declarados, pertencenles
a extincla capel la de N. S. do Soccorro, as pessoas
aquem convier dila arremataban (lvenlo compare-
cer na mesrr.a reparlirAo a I hora da tarde dos refe-
ridos diaa.
Secretaria da thesouraria de fazeuda do Pernam-
buco em 18 de oulubro de ,1885,
Um pralinho de pralal avahado em tijOOO
Um smo pequeo dem. DOjOOO
Os maleriaes resultantes da demolicao da
eapolla e cesto desta, idem. IIOOjiOOO
. bracas ele Ierra em redor da capella
'dem. 3505000
6S6JW00
maior, tmilio Xavier Sobreira
i A villa da inquirirn de folhas cinco i folhas
sis verso, pelo que est provado que o justificado,
Ovidio (oncalvea Valle, acha-se ausenta em lugar
nao sabido, mando que wja citado para o fim re-
querido na pelirao de folhas dua, passando-se car-
la de editos com o prazo de 30 das e cusas. Reci-
fe i 1 de oulubro de 1855.Anselmo Francisco Pe-
relli.
E mais se nio conlinha em dila minha senlencs,
em virtude da qual o escrivgo abaixo declarado fez
passar a prsenle carla.de editos com o prazo da 30
dias, por meio da qual intimo, e hei por intimado o
prolesio cima copiado ao supplicado Ovidio Gon-
c. al ves \alle, alim de que seja inlerrompid'a prea-
cripcao, e mando a todas as pessoas, prenles, ami-
gos e conhecidos do mesmo supplicado I he facam a-
viso de que por esta carta de editos he inlimado do
referido proleslo.
E, para que cliegue a noticia de todos, mandei
passar a presente, que ser publicada pela impren-
sa e allixada nos lugares pblicos do coslume. Dada
e passada nesta ridade do Recife aos 12 de oulubro
de 1855.Eu, Francisco Ignacio de lorres Bandei-
ra, escrivflo interino o escrevi.
Aaulmo Francisco J'trttU.
DECLARACOES
PUBLIC4CA0 A PEDIDO.
sidenla da commissao porlugueza de
iui janto 100 que a digna com-
a de aceilir e applicar em
i pobres que por sua lecessidade lorem
al porlnguez Implorar seas soccorro. Ko-
commiaaio que em seiis livros lance esta
^^Hl eomooCerta de um christao.
I deselembrode1855.
i COMMERCIO
O ollicial
Mello.
A cmara municipal desla cidade manda pu-
blicar afim de que seja eslriclaine_ujaWb '... fll l'C|j^n|il a^|a^4ajfjga1ji|in?,^ff,f"a|ada
tm. [TesuTeTilaeTa pr*^^^ em dala deSsi
crrenle. y- 'w
Paco da cmara municipal do Recife em sessau
de 17 de oulubro; de 1855.Barao de Capibaribe,
presideule.Manoel Ferreira Accioli, secretario.
POSTURA AUlCIONAI..
Arl. I.* Os proprielarios de terrenos particulares,
em que finaren) 'represadas aguas provenienla das
enchentes da mar.on pluviaes sSo obrigados a aler-
ra-los ou esgola-los de modo que as aguas nao fi-
guem estasnadas ; os infractores serio multados em
35S, cando alern disso obrigados a pagar as despe-
zas que a cmara fizer com o esgotamenlo das aguas.
Arl. 3.- Fica revogado o arl. 1" Ululo 3 das pos-
turasdjy^yle junho del819j__^^^.
Ifoiacainara municipal"'oTlecife em
da 38 de marca* de 1855 Bai3o de Capibaribe.pres-
denle.U'lavo Jos do Reg.Francisco Mamede
de Almeida.Jos Maria Freir Gameiro.Sim-
plicio Josil (le Mello.
ConformeO secretario, Manoel Ferreira Ac-
cioli. i
Approvckjirovisoriamente. Palacio do governo de
Pernaiub jco\ 15 de.oulubro de 1855.Figueiredu.
Conformc.-scAnlonio Leite de Pinho.
Conforme.^secretario, Manoel Ferreira Ac-
eioli. X.,
O Illm. Sr. capitao do porto, comprimi a or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia datada de
hontem em referencia a expedida em aviso da re-
parlicao da inarinha de 37 de selembro proxima-
menle lindo, manda publicar as Irartticqea justas a
esta por copia, das nolilicanies insertas as gazelas
de Londres de 32 e 39 de junho ultimo, a reapeilo
do estabelecimenlo de um bloqueio nos portos rus-
sus do golpho c costa da Finlandia, pelas tarcas na-
vaes combinadas da Inglaterra e 1 ranea.
Capitania do porto de l'ernambuco em 9 de oulu-
bro de 1K55.O secretario,
Alexandre Rodrigui dos Anjot.
Eu Jos Agostinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e interprete commercial. juramen-
tado da praea. ele.
Certifico que me foi s prese ni,ni a a gaiela oflicial
publicada .'em Londres, em inglez, datada a 29de
junho de 1855, e delta a pedido de quem m'apresen-
tou, Iraduzi a seguinle notifiacao, que me |foi ttpre-
sentada, para o idioWia nacional c diz o seguinle :
Ministerio dos negocios eslrangeiros, 29 de junho
de 1855.
Pela presente faz publico que o muilo honrado con-
de de Clarendon K|tj. ministro e secretario de estado
de sua mageslade, na repartido doa negocios eslran-
geiros, receben dos lordscommissarios do almiranla-
do urna participado ollicial dos vice-almirantes Pe-
naud e undas, cnminandanle das forras uavaes ai-
liadas no Bltico, e obrando em nome e a bemdeS.
M. e seu alliado S. M. o imperador dos Francezes,
annonciando que no dia 15 de junho cnrrenle lodos
os portos russos, ancoradouros, enseadas e ros na
costa da Finlandia desde Nyatad na lalitnde de 60
46' Norle, longilude 21 20' L' Eslede Greenwich,
al a Pona de Mango, na lalitnde 59 16 norle lon-
gilude 32' 55' a L' Este de Grcenwiclt, incluindo es-
pecialmente o porto de Abo, e incluindo igualmente
todas ilhas e ilholas em frente .i dita costa, isto he,
mais particularmente os canaes que conduzem para
Nyslad.comocima se declara,e a illia de Latidlo.na
lalilude 60 e 23' norte, longilude 30, 47' a L' Este
de Greenwich, e os difiranles canaes respectivos
que seguem entre e para I.' Esto das ilhas de Latidlo,
Enklinge, Kumhluige, Segluige e os rochedosau re-
citas de kokar na lalilude 59 52' norle, longilude
21 O' a I.' Esle de Greenwich. edalli lodosos ca-
naes que conduzem a cosa da Finlandia entre os ro-
chedos ou recites Kokar e o pharol de Oulo, e entre
Otilo e a ponta de tlaugo, como cima se declara.
loram postas em.rigoroso estado de bloqueio por for-
jas competentes tas esquadras alijadas : e pelo pre-
sente se declara que todas as medidas autorisadas
pela lei das nacOes e pelos respectivos tratados entre
suas magestades e as dillerentes naces neulraes se-
rao adoptadas e eieculadas a respeilo de todas aa
embarcaces que lentarem violar o referido blo-
queio.
E nada mais coulinha ou declarava a dila nelifi-
caeo, que bem e lieImenle tradozi da propria gazela
ollicial que me foi apresentada, e desos deliaver
examinado com esta e achado couforme, a tornei en-
tregar a quem me apresentou.
Em f do que passei o prsenle, que assignei e sel-
lei com o sello do meu oflido, nesla moito leal c he-
roica cidade do Rio de Janeiro, aos 13 de selembro
do anno do Senhor de 1855.Jos Agoslinlio Bar-
bosa, traductor publico e interprete commercial ju-
ramentado. Conforme. "Francisco Xavier Bom-
rempo.Conforme.O secretario da capitana Ale-
xandre Rodrigues dos Alijos.
Eu Jos Agostinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e interprete commercial, juramen-
tado da praca, etc.
Certifico que me foi apresentada a gazela oflicial,
publicada em Londres, em inglez, datada a 22 de
junho de 185S, e della, a pedido de quem m'a apre-
senlou, Iraduzi a seguinle noliMcaro, que me fui
apresentada, para o idioma nacional, e diz o se-
guinle :
Ministerio dos negocios eslrangeiros 21 de junho
de 1855.
O 3., 300 covados ditos de dito para capoles, a 18360 ; 1,450 varas de
bnm branco lizo, a 400 rs.; 3,356 ditas de algodao-
zinho, a 200 rs.
O 4., 1,743 covados de panno azul, a 28250 : 320
dilos de dita prelo, a 19900.
O 5., 261 covados de panno azol, a 29200 : 106 e
Brozas de boldes brancos de oaso, a 240 rs. : 147
ditas de ditos relos, a240rs. ; 115 pares de lavas
brancas, a 240 rs.
O 6.o, 420 covados de panno azul, a 29390 : 1,000
varas de brim branco liso n. 1, a 400 rs. ; 450 ditas
de dita n. 2, a 400 rs.
.J 109 !^!9' p0' 108000 00 "'*. i*"
103000 rs. ; 1,000 papeletas, por 309000:1,000
mappas mensaes, por 2O5JO0O ; 1,000 ditos semanaes,
por 309000 JKOOO ditos diarios, por 209000 ; 40
exemplares dos Beveres do Homem por Sivio Pel-
lico, a 500rs. ; 40 dilos da Economa da Vida Hu-
mana, a 280 rs. ; 40 ditos do resnmo da Doutrina
Chrislaa, a 60 rs.; 100 cartas de a, b, c. a 100 rs. ;
100 taboadas, a 50rs..; 100 traslados sonidos, a 40
rs. ; sendo, 50 de a, b, c, 30 de bastardo e 30 de
bastardinho.
O 8., 150 covados de panno verde escuro.a 39600.
O 9., 3,000 varas de brim branco liso a 370 rs.
O 10., 106 ;' grosas de boloesjpeqnenos brancos
de osso a 240 ; 64 j duzias de ditos grandes-para
capoles a 300 rs.; 150 meios de sola cnrlida a39500
1,067 pares de colxeles pretos grandes, a 20 rs.
O 11., 61 pares de bolins para a coropanhia de
cavallaria, a -oi'tt.
0 12., 96 grvalas de sola de lustre a 360 rs.
O 13., 506 pares de chouriras de 13a branca a 480
r. ; 300 varas de cordita de IJa preta a 60 >., 23
bandas de lia para inferiores, a 33500 ; 700 boloes
graudes convexos de metal honzeado e com o n. 10
de metal amarello a 140 rs. c 500 ditas pequeos a
100 rs.
O li., 30covados de oleado a 19280.
O 15., 6 duzias de lapis a 330 rs. e caivetes
de 3 folhas a 800 rs..
E avisa aos referidos vendedores que devere re-
colher os supradilos objectos ao arsenal de guerra
no dia 24 do crrente mez.
Secretaria do eonselhoadminislrlivo para forue-
cimentado arsenal de guerra 19 deoutubro de 1855
Henardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e
secretario.
0 SARGENTO VAL0R0S0,
desempenhaodo o papel de sargento, o
o Sr, Roberto de Albuquerque Mello, ehegado ha
ponco do Rio da Janeiro, onde represenlou esle
mesmo papel serapre com muilisaimes applausos.
Esle especlacnlo ha no dia 25 do correle, em bene-
ficio do mesmo an3o.
AVISOS martimos.
Segu brevemente a es-
cuna nacional JOS, ca-
pitao Jos Joaqnim Al ves
das Neves: para o resto do
seu carregamento, trata-
se com os consignatarios Antonio de Al-
meida GomestC-, na rna do Trapichen.
16, segundo andar. (Estenavio t toca no
Maranhfio areceber pratico.)
Para o ArtVcaly segu em poneos dias o bem
conhecido hiale Capibaribe ; para o resto da carga
ario n.5.
THSATR0
DE
neta ao
ament notlfi
.",mai ultima
#ue o inuito honr
. neiro mijS|ro
^rangeiro, ^ *"
da gazela de
'declnra mais,
idon K. G., pri-
do de negocios
m de receber dos lords
S. IS \I5I I,
i
Sociedade Dramtica Emprezaria.
Itct-itii t-uttrt'iliil:i pelo Exm. Sr. Presi-
dente da Provincia.
^A BENEFICIO DA ACTRIZ
Jcsuina Jozephina daSilca.
SUIIIADO 20 DE O'TUBBO. .
Uepois de ser executnda pela orchestra una bella
ouverturs, dar-sr-lia principio no espectculo com
a engranada e applaudida comedia em 3 actas, de
coslumes brasileiros, ornada de msica
0 PHANTASMA BRANCO.
Seguir-se-ha lindo duelo intitulado
0 ESTIBANTE E A LWADEIRA.
cantado pela beneficiada e o Sr. Lisboa.
liara fim ao espectculo a jocosa farra,
A -ROSCA.
lie osle o du ni tmenlo que a beneficiada lem a
honra de appresentar ao respeilavel publico, de
quem espera toda a protecr.au, visto ser esle o pri-
meiro beneficio que faz no theatro de Santa Isabel.
Os bilheles arham- ficiada, ra Bella u. 38, e no dia do espectculo no
escriplorio do thealro.
Priucipiar s 8 horas.
Grande e extraordinaria representaran de exerci-
cios c\ mnaslicos pela familia de
SILVAIN HENAULT.
Concedido por S. Exc. o Sr. conselheiro presiden-
ta ta provincia.
Sil).tin Henaull summamente penhorado pela ob-
sequiosa eoncessao que Ihe fez S. Exc. o Sr. conse-
lheiro presidenta da provincia, vem humildemente
agradecer tan grande prova de bondade e proleecao
da parte de S. Exc.
SEGINDA-FE1
Uepois de execut
lia llen.iult priuci
O joven
ido hiale Capibaribe ; para o r
e passageiros, trala-se na ra do Vigari
Real Companhia de Paquetes Ingleses a
Vapor.
No dia 33
desle mez espe-
ra-se do sul o
vapor AVON,
commandanle
Itevell, o qual
depois da de-
mora do coslu-
me seguir pa-
ra Soulharap-
lon, locando nos portas de S. Vicente, TeuerilT,
Madeira e Lisboa: para passageiros, ele, Ira'a-se
com os agentes Adamson Ilowie & C, ra do 1ra-
piche-Novo n. 43.
N. B. Os voluntes que pretenderen) mandar
para Soulhamptnn, deverao estar na agencia 3Ito-
ras antes de se fecharen) as malas, e depois desta
hora nao se recebera volme algum.
C01PA3HIA PERYVMBIfflA.
ESCRIPTORIO DA GERENCIA NO
Largo da Assemblea n. 10, 1 andar.
O vapor Pernambucano Mrquez de
Olinda, de excellentes accommodaqoes
para passageiros, commandante Antonio
Silveira Maciel Jnior, deve to^r neste
porto por estes dias, e depois de 2V horas
seguir' para o Rio de Janeiro com escala
para Bahia : para passageiros, trata-ge no
escriptorio da gerencia, ou no dos Srs.
Rostron Rooker & C, na praca do Corpo
Santo.
Para o Rio de Janeiro
segu no da 30 do correnle o patacho latente, ca-
pital) Francisco Nicolao de Aranjo : paaa o resto d
carga, passageiros e escravos a frele, trata-se com
CaetanoCyriaco da C. M.. ao lado do Corpo Sanio
n- 35.
BAHA.
No dia 18 do corfenle segu o palhbote l enus ;
so recebe passageiros : trala-se com Caelaoo Cyria-
co da C. M., ao lado do Corpo SSnlo n. 35.
CEAKA" E MARANHAO'.
O patacho Santa Cruz, capitao Marcos Jos da
Silva, segu no dia 30 lo correnle ; recebe carga e
passageiros: trala-se com Caetano Cyriaco da C. M.,
ao lado do Corpo Santo u. 35.
Aracaly
segu com brevidade o hiale Correio do Xorte, re-
cebe carga : a tratar com Caelano Cyriaco daC. M.,
au lado do Corpo Santo n. 35.
Para o Rio de Janeiro sane con brevidade o
brigue brasileiro Marianna, capitao Jos da Cunha
Jnior ; recebe carga muda, escravos e passageiros;
a quem convier, procure Manoel Ignacio deOlivei-
ra, na praja do Corpo Santo n,6, escriptorio, ou ao
capitao na praca.
Pan
Attencao.
Paco salier ao ratpeilnvel publico que sendo eu
nalural desta comarca de (iarauhuns e conhecido
pelo meu proprio nome da Pedro Correa da Rocha,
mas como ha nolw a;ua lem o mesmo nome. por
causa de duvidas, assignar-ma-hei de ora eludan-
le por Pedro Correa da Rocha Tiririca, no causan-
do por islc cenaura ou.duvjda alguna a meu respei-
lo, pois sY o fajo pala causa cima dila.
SOJOOO.
Desappi recen no dia 16 do correnle do angenho
Bom Jess na fregneza de Cabo, o cabra de nome
Vicente, cislillador do mesmo. eogenho, de idade de
36 annos, alto, espatlaudn.cara comprida esem bar-
ba, cabello corrido e encrespado, pernas arqueadas,
ps compridos e chatos, levou calca a camiu da
azolo, e chapeo de massa pardo com abas largas,
loca rebeca e gaita, he muilo tallador e lie tilho do
serian da Serra do Martina para onde eostama fa-
gir : quem a apprehendere levar ao referido e.ige-
nho a cass do commendador Luiz Gomes Ferreira
no Mondejo, recebera a gralificacao de 509000.
Daanja-se saber '.quem he o arrematante da
ilha do Nogueira e sua morada.
Alu;n-*e um armazem na ra da Moeda de-
fronte do de Tasso Irmaus, o qual foi oceupado pe-
lo Sr. Antonio Fernandes Uarle : a tratar na roa
do Qaeiniado n. 38, terceiro andar.
Aloga-se pelo lempo da fesla o sitio da Torre,
de Victorino Antonio Martina, i margem do rio,
com boa casa, com 7 quarlos, eozinha, urna grande
cacimba de bou agua, arvoredos e baixa de capim:
quem o pretender, dirija-ao ra da Santa Cruz
n.74.
Ueseja-se fallar enm Sr. Francisco Lncio
Coelho a negocio de seo inleresse'. na ra do Ce(-
legio n. :5, terceiro andar.
Precisa-se de ama ama para cozinhar : im roa
do Queimado n. 9.
lrmandacie do patriarcha
S. Jos rAg-onia."
O secretario da irmandade do patriarcha S. Jos
d'Agoni*, convida aos seus charos irmus para mesa
geral tu dia 31 do crrente,' pelas 9 horas da ma-
nhaa, afim de proceder-se a eleicao do provedor que
lem de servir ueste anno.
0 secretario da irmandade de N. S.
do Terco, convida a todos os seus chaiissi-
mosirmaos, para reunido da mesa geral
no respectivo consistorio, domingo 21 do
corree te, pelas 10 horas da manhaa. afim
de proceder-se a eleirSo da mesa regedo-
ra para o anno de 1851856, espera a
maior concurrencia.
com do vi.9 i a'"irnntado urna participaran offi-
cia,mand "")"'""6'0 hourado R. S. undas,
cu"e uhra'..a s forjas navaes de S. M. no Balli-
cu imperial0 Ti n9''e 'le S" M' 8 d" Seu a"iado Sl
*\"io de S. m"
a.0*m frenl. -S
do
rente d
era tur dos Francezes, de bordo
o Duque de It'eltington, fundea-
pharnl Toboakin, que demorava a
-"&* ,' l!."'!'-!! iilo a 38 de maio, parlcipan-
AvA I
RECIFE 19 BE HjTUBHOAS3
HORAS DA TARDE.
Cotac,6es oflicit.es.
18 da aalabro.
stados-L nidos80 cent, por saceo de
19 de oulnbri.
rJescolltido3J100 por arroba.
LFANUBlA.
lo dia 1 -a 18.....3l9:6950t)8
.......3l06a75
3*1:501}832
carreeam hoje 30 de oulubro.
aiMarianna 'arinha de Irigo.
irguezAugustomerchdorias.
NSL'LADO ERAL.
o da 1 a 18 18:6469303
19 ....... l:008989u
19:6558193
rEUSAS PROVINCIAS.
lo du 1 a 18 737*364
19........ 54*614
78159J8
Exporlacao .
Janeiro, brigue bresileiro nAdolpho. de
Im, conduzio o seguinie : 1 caixao pe-
iOO barricas farinlia de Irigo, 10 ditas
ervadoce. 1 caixa plalas, 4 dilos 62 h gtosas de gar-
i eslatihados, 29 caites bartilinhos de doce, 152
pipas agurdenle. 1,315 saccas milito, 143 rolos sal-
i Barricas sebo, 1,265 mtlhos courinhos de ca-
bra, fS'y meios de sola, 1 cJcholiulio garrafas de
. 1 caixao estaadores, 45 caixas
a, 5 harria e saceos gingibre, 12
i ricino, :t."> garrafes vinlio de caj', 1(1
barril ucite de carrapalo, 300 cocos seceos, 1 caixao
. 63 saccas de algodao.
la brasileiro ctlivenciveln, de 37 lo-
seguinle : 197 volumes ge-
e uacionae, 5 barricas e 20 meias
^^Hl 24 libras de assucsr, 1 ar-
^^^Beauos de esgotar agua do te-
barrica bolacha, :lOcaixs charutos, 1 rolos
i> caixas sabao, 2 saccas cal.
terpoal por Macei, galera ingleza elmogene,
neladaa, conduzio o teguinle :42 caixas
- com 11,010 arribas de assoear.
je iHglez Volunte, de 416 tonela-
o sesuiule :flOO barricas baclho.
rigue cana brasileiro ul.au-
11 te : 3,365 volumes gneros
eslrangeiros e nacionaes.
/ brasileiro Concec,5o de Maria,
de'J io o seguinle : 111 volu-
mes aeneaos eslrangeiros, 5 rolos fumo, i duzias
da cocos, 16 saceos dinheiro oe.cobre.
Babia, Mata brasileiro Venus, de 133 tonela-
das, conduzio o seguinle : 1,100 voluntes gesteros
DE RENDAS IM ERNAS tiE-
B PEHNAMBtt
""' 1 a 18. -. 24:4118950
4:977*287

lew do dia 19
29:
-ADO PROVINCIAL.
rteBdimeiito dodia la 18..... 33:732*828
Idnro do dia 19....... 1:051*934
33:774*76*
MOVDMENTO DO PORTO.
Xario* entrarla, ao dia 19.
Hio de Janeiro.15 dia*, alera uortogaaaa Joven
O Ur. Jos Oninlino Je Castro Lelo, joiz municipal
e de orphaos do termo de Olinda, por S. M. I. e
C, que Deoa guarde, e(c.
Faco saber aos que o presenta dilal virem, que
achando-se vago o ofllcio" de contador deste juko,
convido os prelendenles na forma do diaposto no arl.
11 do decreto n. 817 de -II) de agosto de 1851 e 16
da dezembro de 1893. a apresentarem seus requeri-
mentos no prazo de 60.dias, a contar da data desle,
devendo'. arl. 13.) seren a prese litados i eslejuizo
para faze-los. acompanhar de informales sobre as
habilaciies c merecmento de cada um deltas.
' i E para que chegue a noticia de lodos se paasou o
presente, que ser publicado pela imprenta, e nu-
tres m i s do mesmo Iheor, sendo a Hilados na casa
das audiencias e nos lugares mais publicus deste ler-
mo ua forma do citado art. 11.
Dado nesla cidade de Olin'la em 30 de oulubro de
1855. E eu Filippe do Nascimenlo de Feria, escri-
vao subscrevi."
Jos tjuintino de Castro Leao.
O Illm. Sr. inspector da thesooraria provin-
cial, em enmprimeoto da resoluc.lo da junta da fa-
zeuda, manda fazer publico que a arrematarlo da
obra do lapamentodo paulano de Olinda, tai rans-
fereda para o dia 25 do correnle.
E pura constar se mandou afllxar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de l'ernam-
buco 19 de oulubro de 1855. O secretario, A. F.
d'Hiiunciarao.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador da
imperial ordem da Rosa e juiz de direito especial
dn commercio nesla cidade do Recita e provincia
de Pernamhuco por S. M. o Imperador, que Heos
guarde, ele.
Faro saber aos que a presente carta de editas vi-
rem, e della noticia tiverem, em como Bernardo
Duarln Brandan dirigi a esle juizo a pelirao do
thepr seguinle :
a Di/. Bernardo Duarte Brandan, que lendo Ovi-
dio (juncalves Valle aceitado seu lavor urna lettra
da quanlia de '.Hats rs. de principal, e a nao lendo
pago al o prsenle, nao obstante ella estar venci-
da desde o 1 de julho de 1842, acontece que alo he
fcil ao supplicanle promover a cohranca da dila let-
tra, porque ha muilo lempo nao lem noticias do
supplicado, nao sabe onde exisla, e tambein que
nao Ihe consta que tenha bens com que a possa pa-
gar ; e como no entretanto corra o lempo preeiao
para a prescripco ; por islo vem o supplicanle, fir-
mado no artigo 453 S 3 do cdigo commercial. pro-
testar judicialmente contra o prncedittaalaYto do sup-
plicado seu devedor, afim de que se interrumpa o
termo da preseripcao, e requer a V. S., que depois
de lomado por termo o seu protesto, seja elle intima-
do por edito ao supplicado, visto que lie ausente, e
incerto o lugar de sua residencia. Pede a V. S. Illm.
Sr. De. juiz de direito do commercio, asaim Ihe de-
lira. Advogado, Duarte Brandan.
E mais se nao conlinha em dita pelicao, 'na qual
tai pretendo o despacho do Iheor seguinle :
u Distribuida come requer. Kerife 37 de juuho de
1855.Silva (iuimares.
E mais se nao conlinha em dito despacho, em
virtude do qual tai distribuido ao e-crivao, que la-
vrou ii termo de proleslo do Iheor seguinle :
Aos 28 de junho de 1855, nesta cidade do Re-
cife d l'ernambuco, em o meu escriptorio, veio o
supplicanle Bernardo Duarle Brandan por seu pro-
curar or bastante Bernardo Duarle Brnndno, e disse
presenta as tealemunhas abaixo signadas, qne na
frmi de sua peiicao retro proteslava contra Ovidio
Uonralves Valle para o fim na mesma requerido, e
de como assim o disse e proteslou, fiz esle termo em
que itsignou com a* lestemonhas. En, Manoel Joa-
qun! Bapllaia, escrivao interino o escrevi. Ber-
nardo Duarte Brandan Jnior.Josquim Pinto de
Barros.Veriato de Freilas Tavares.
E aun se nao conlinha em dito termo de protes-
ta, depois do qual paasou o supplicanle a produ/.ir
suns lesteninnhas, que justificaran) a ausencia do
npplieado, em cuja juslilcac,Sp profer a minha
taaHJa do theor seguinle :
O joven Afta
inveur.iu.
* "jha segu coiii brevidade a polaca
u/elosai),; SATfrele, trala-se com Isaac, Curio &
ComP',nl"?naruadaCruzn..'.9.
LEILOES.
Precisa-se de urna ama para lavar e engom-
mar: no aterro da Boa-Vista n. 36, segundo andar.
S. Sebastiao na
MATRIZ DA BOA-VISTA.
Saldado, 30 do correnle mez, pelas 7' horas da
noile, llavera na matriz da Boa-Vista- urna praliea.
pelo reverendo padre mostr pregador da capella
mperiil Joan Capistrano de Mendonra, e depois se
dislribjirao oracOes de S. Sebaslio, o qual conti-
nuar a estar expof lo al que os nossos irmaos das
provincias accommellidas pelo cholera, liquen) rae-
Ib ores.
III019 cmpreza
til.
LOTERA DA PROVIUCIA.
O Illm. Sr. thesoureiro da lotera da
Srovincia. manda tazer publico, quemu-
ou a thesouraria das mesmas loteras pa-
ra a ruada Praia n.27,onde de ra em
vante teta, lugar a e\tracco das loteras,
inclusive aquee aclia a venda, cuja ex-
trac^aO tera' lugar no da 20 do andante.
Thesouraria da lotera 17 de outuhrcjde
1855.Luiz Antonio Rodrigue de Al-
meida, escrivao das loteras.
Trfiji'Td"i.i-Mni -iiMiniraM* sMfa^aaiMaaaBaaaaBMaaMHMa^
BWJMDaiJHOjaagt-a^^
I J. Falque. |j
l-RliA DO COLIEGIO Y 4.|
Recebeu pelos ltimos navios viudos de Fran- j
Sa om grande sorliiueulo dos objectos abaixo
declarados:
Palitos de panno forrados de seda e 13a, go- j
las de velludo e seda, de 139000 para cima.
Ditos de seda de differeiiles cores de I0J000
para cima.
Ditos de alpaka frea e de cores, forrados
de sedal, o de 13a com golla de seda e oulras,
de 63000 P*ra cima.
Ditos da 1.1a a laa e seda, de diSerente*
cores e precoa.
Ditos de brim branco e da cores, acudo aaj
de cores de 39500 para cima.
Ditos de ganga superior.
Calcas de casemira preta muilo boas a'
10*000.
Ditas de cores de diflrenles precoa.
Palitos, calcas e colleles de casemira mes- i
dada, ditas de brim brancas de cores de |
dilferenles precos.
Grande aorlimeulo de perfumaras finas a |
extractas.
LUVAS DE PELUCA DE JOUVIH, bran-
cas, cor de cenna, prelas e oulras cores, laa- I
lo para homem como para aenlioras, enfeite I
para cabeca, chapeo* de palba aberU e' en-
feiladoscom filas, vallado e plomas, para me-
ninos e meninas, camisas fraocezas de d.
rentesqualidades, grvalas prelas e decores.
gorros aveludados escossezes para borne:
meninos, bonetes de gorgurao a ci
homens, ricas carteiras e cliarulciras de
ferenles precos, ricos leqoes de madreperola,
lunetas de tartaruga, pautes redondos para
meninas, cintos de borracha de diflrenles j
cores para homem e meninos, malas e si
de lapele e de laa para vlagem; outro
muilos arligos que se vendem por (
muilo razoaveia.
f
O proprielario da Imito de mni-
bus faz sciente a* respeilavel pu-
blico, que do dia 22 do corrate em
diaule, haverao no* dias utets. quatro omniba* na
direcrao de Apiparos, e as viagena serio reauladas
da forma seguinle: o omoibus Olinda partir.
Kerife as 3e meia horas da larde, e rtgrean
pucos no dia immediato ai H 'j horas de manhaa ; o
Giquia parle as i huras da larde, e volteas 8 horas
da manhaa; o Apipucos parle as 5 hora* da larde
regressa as 7 horas da manhaa, e o Caxangai parl
as 6 horas da tarde e volla s 6 horas da manhaa ; o
mnibus Pernambneaua dar no* diaa alis, duas
viagens para a Passagem, sendo a primeira as 3 e
meia horas da larde e a segunda as horas, e regres-
sa dalli no di immediata as 6 e meia e as 8 e meia
horas da manhaa ; as assignaturaa sao paga* adiao-
ladas, e trala-se no ascriptonc do abaixo assignado,
na rna das I.irangeiras n. 18.
Aluga-se o segando andar da casa da roa do
Trapiche n. ->\, propria para escriptorio ou para pe-
quea familia : a tratar na mesma casa.
do q.0 (i|i^^,deTflao ^ipjaavfoipho da Finlandia inclusive parli-
.lafSjaVanlo porlo de Crniistadl se achavam rea-
ctamenle bloqueados por urna torca competente.
E pelo prsenle se faz publico que o bloqueio dos
dilos portos, rios e enseadas ser restrictameule man-
lido pelas forras navaes de S. M. e de S. M. impe-
rial o imperador dos Francezes al aovas ordens.
Declsra-se mais que esla noti(icac.ao nao altera,
nem por forma alguma se deve entender que atiera,
prejudica e remove a notificaran a respeilo do dito
bloqueio do golpho da Finlandia al hoje publicada
no supplen.enlo da gazela de Londres de 18 de maio
ultimo, porcrt) he s publicada para maior couheci-
menlo das pessoas a quem possa interessar.
E nada mais coniiha ou declarava a dita ottli-
cncfio, que bem e fielmente tradozi da propria ga-
zela oflicial que me loi apresentada, e depois do ha-
ver examinado com esta e adiado conforme, a lor-
nei a entregar a quem m'a apresentou.
Em f do que passei a presenta que assignei,
sellei com o sello-do meu oflicio, nesta milito leal e
heroica cidade do Bio de Janeiro, aos 13 de selem-
bro do anno do Senhor de 18. Jos Agoslinho
Barbosa, traductor publico e iuterprele commercial
juramentado.Conforme.Fraucisco Xavier Bom-
lempo.Conforme.O secretario da capitana, Ale-
xandre Rodrigues dos Aojos.
Pela delegacia da comarca do Limoeiro se faz
publico, que fura recolhido n cade'ia da mesma co-
marca,'por andar fgido, o pardo Antonio, que diz
ser escravo de Jos Amonio de Figueiredo, morador
em Ponta de reas da provinda da Parahiba, e re-
tirado da cidade legoas, no engeuho Puxiin, seu
senhor comparec peranle esta deleaacia. Villa do
Limoeiro 16 de oulubro de ISJ.O delegado,
Francisco Antonio de Souza Camisao.
BANCO DE PERNAMBICO.
O Banco pe Pernamhuco continua a lo-
mar lettras sobie o Rio de Janeiro, e>
sacar contra a mesma praca. Banco de
Pernamhuco 10 deoutubro de 1855.O
secretario da dreccao, Joao Ignacio de
Medeiros Reg.
A provedoria de sade achando-se por domis
oceupada com os (rabalhos da repartirn, nao pode
lomar sobre si a larefa de responder as pergunlas de
quem quer que. soba capa do anonymo, Ihe quizer
dirigir, e por isao so tar por esla nica vez ; c se
qnalquer pesaoa, juntar que ella nao procede com
iislira. deve appellar para a commissao de hvgiene
publica, a quem por lei inenmbe o recurso de suas
decisOes. A barca ingleza Snowdon, niln flfcoi/ de
quarenten, nao nbstanle faliar-lln: um tripolanle.
por haver declarado no acto da visita Ihe ler cabido
ao mar, e que fui verificado pelo asseulo no livro
da derrota, nio proeedendo de porto infectado, e
lendo a sua lripolar,ao em bom estado. As quaren-
lenas tem sido marcadas, lendo se em allencao os
dias de viagem, o lugar donde procedem e as cir-
cumstancias que aprsenla o estado da Inpolaclo, e
tamben) segundo a iialure/a do carregamento ; to-
das as vezes que a viagem he curta se ha marcado l
dias, segundo o disposto no aviso do ministerio do
imperio de -2 de agosta deste anuo ; se mais prolon-
gada, 10 dias, se ha meramente suspeitas 3(as, em
quauto se verica*m as llovidas, e finalmente da-se
entrada franca, se a viagem he muilo tanga e em to-
do o caso, s lem entrada depois de desinfectados.
A provedoria de sade esta convencida de que as
suas decisOes lem sido fundadas em Indo o rigor da
jnsiica, o que prova com lauto apata da commissao
de hygiene, e te alguem poder mostrar algum faci
em contraro, ser favor publica-lo. O secretario,
l'edro Donnellg.
CONSELIIO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em cumprimenlo do
arl. 22 do reg. de II de dezembro de 1852, faz pu-
blico, que furam aceitas as proposlaa de Domingos
Francisco Ramalho, Timm Momeen iVinaasa, llen-
ry liiosou, Gnilherme da Silva Guimaiaes, Souza &
Irmao, Fox Brolhera, Manoel Figueinia de Paria,
K'ller l C, Joan Pinto de Lentos Jnior, Joan Fer-
nandes Prenle Vianna, Francisco Maciel de Sooza,
Antonio Ferreira da Costa Braga, Antonio Pereira
Rocha
O Sr. Flix dansar uma^Fande dansa eslrava-
gante, e terminar com o grande salta mortal.
4.a parle.
A joven pernambucaua dahsar um pasan gracioso.
5.a parte.
Mr. llenanlt ilansani um passo cmico pela pri-
meira vez vista neste lliealro. -
6.a parta.
Dansa de corda sem maromba pelo Sr. Flix, na
qual execularn muitos exercicios novos e ainda nao
vistos nesla cidade.
7." par*.
Polka dansada pelo Sr. Flix e a bella pernam-
bucana.
8.a parle.
A viagem aos antpodas, exercicio muito dflicil,
execulado pelo Sr. Flix.
9. parle. t
O Bull-dogoe-inglez subir al o ledo do lliealro
em um fugo artificial.
10.a parte.
A corda bamba execulada pelo Sr. Ilenanll, ua
qual far diversos jogos de tarca e do cvmnastica, e
le iiiiuni:, os seus exercicios com a colacao de co-
mer e beber com a cabera para baixo, segurando a
mesa, e sempre a grande lauco da corda bamba.
II.* parle.
A-cencao pelo Sr. Flix sobre um barril, que faz
rodar para cima c para baixo por urna laboa enllo-
ca i:i diagonalmenle n'nini altura de 5 varas e 30
PS a qual apenas lem um tarjo de largura, exer-
cicio iuleiramenle novo e nunca vista nesla cidade.
PosirSo acadmica
tirada dos museos de Boma e Pars: l.a parle, a
morle d'Abel2.-, a fuga de Caim3.". Marta e
Venus 4.", ero assustado com a sombra de sua
mal5.", Hercules laucando l.yhas ao mar6.a, o
juramento dos Horacios7.'", Taoius e RomoluS no
combate doa Sabinos.
Principiara as 8 horas.
Vendem-se os bilheles no Holel da Barra al Do-
miogo, e segunda-feira no lliealro.
O agente Oliveira tara lerlao, por conta de
quem perlelicer, de porc.ao de mobilia de Jacaranda,
consislindo em sofas, mesas redondas e consolos com
lampo de pedra, cadeiras, bancas de jogo, mesa de
Ur, um oplimr, piano moderno de supetiores vo-
i^ff?*!ai*ii^*H'"'.1 obro de ouro de lei e de-prala,
cerno sejam ,-tott, j .ut^orrejttes-hrl neos,
alunetes, um rico taqoeirodo i Illm ni ~=^-
tivaes, esrrivaninhas, e muitos oulros objectos : Ve
sunda-feira, 22 do correnle, as 1.0 horas da manha,
no escriplorio do referido agenta, ra da Cadeia.do
Recife.
Acl a-se no lugar denominadoPalacio velh
lado o sul do lliealro de Santa-1 abel, orna elegante
barca ou canoa para dar passagem para o oatlro lado
de rio, desdo as 6 horas da manhaa al a*6 da larde.
as noiles era que houver thealro haver passagem
al fiidar-se o espectculo, o outro lado do rio
existe outra canoa destinada para o mesmo fim, e as
mesmas huras, para que os passageiros nao fiquem
demorados uns com a viagem dos oulros. Os pontos
de dcsqiubnrque sao no caes defronte do templo dos
[nglezes. da casa do Exm. Sr. Barao da Boa-Vista,
doecifjeio do Gymnasio, e ponte junta da fundicao
do Starr, qoando ahi houver mare. "*0 frete para
eada peasoa he para o 1., 2." e 3. pontos 80 rs., a
-iayol.B e ultimo 160 rs. Para facilidade de troco
...y.. A.RtfJl.'lt'UJ1 m i" entender-se com o mora-
dor da casa da.WqahJaa da ra da Florentina, que fi-
a defrmte do Iheaae.
LDTERU DO GYMNASIO.
Ssbbado, 0 do'coirente, -
20 do a
rodas da tercesira p
ra do litmnasidiyO
nados hilhetes
da as hijas
AVISOS DIVERSOS
andam a
da segunda lote-
meus afortu-
cha-e a ven-
vao abaixo
de di-
cantelista da casa da Fama, abaixo assig-
nado :
SOCIEDADE DRAMTICA EMPREZARIA.
Recita concedida pelo Exm. Sr. pre-
sidente da provincia,
EM BENEFICIO DO JOVEN KA BEQUISTA
ITALIANO
Alejandre Uguccioni.
Ollllll-HlIVl 4 IM'. OUTVBRO.
1. PARTE.
Depois de urna brilhante ouvertura executada
pela crcheslra, o joven beneficiado execularn ua sua
rabera urna lindissinia phanlasia de sua enmpo-
sicao.
2. PARTE.
O acta primeiro da empre applaudida o engrana-
da comedia em 3 actas
O Passaro azul,
pela companhia dramtica,
3." PAUTE.
O grande i
Peta juizo de orphaos da cidade de Olinda se
ha de arrematar por venda, no dia -22 do correle,
depois da audiencia do mesmo juizo, urna escrava
parda, por nome Fauslina, com idade de -26 anmx,
por quem mais der, sobre a avaliaejo de 6009, cuja
escrava vai .i praea i requhmenlo de seus eonse-
nhores Anlonio do Rosario e outros.
Ejigio nd dia 14 de oulnbro o preto Joao, de
nacao Angola, ilute 22 annos, com principio de bu-
fo de barba j crescidu, eostama mudar o tato
quando sahe para tara, conlinuadarnente a.ida em-
briagado, lem os pea grandes e o calcanhar puxado
para Iraz. e os dedos dos r.esmos |)s abertos : roga-
se a todas as autoridades policiaes que o encontraren),
a apprehendam e conduzam-o cas.t de seo senhor,
que mora uo largo da Trempe, sobrado n. 1.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : na ra de Apollo, armazein u. 32; prcl'e-
rindo-se urna escrava ou urna mulher de idade.
Na taja azol. sita no paleo da matriz da cidade
da Victoria, achar-se-ha ludo o que diz respeilo a
armaces. tanto festivas como fnebres ; aluga-se e
vende-se cera pelo mesmo preco do Recita : quem
precisar de algum desles nbjeclos, nao lem mais do
que dirizir-se a mesma taja, a Iralar com Alexandre
Jos de Hollanda Cavalcanli, que far bou accom-
moiliico com todos.
Pertence o vigsimo u. 2301 da lerceira parte
da seguuda luleria do C-ymuasio s obras da nova
igpeja do Divino Espirita Santo, que ulferece um de-
vota da mesma.
Na travessa de S. Jos n. 29, da'-se
dinheiro a premio em todas as quantias,
sobre penhores de ouro e prataf com ju-
ros accommodados.
O abaixo assignado ollera urna Ierra parte do
que sabir por sorte no bilhele n. llh'i da teredra
parte da segunda luleria do Gymnasio, s obras da
igreja do Diviuo Espirita Santo desta cidade ; urna
Ierra parte do mesmo ao hospital porluguez. O bi-
lhele exista em mea poder.
Bernardo Alves Pinheiro Jnior.
Na (arde de 18 do torrente perdeu-se do Poca
al a Casa Forte urna carteira com bastantes papis,
entre ellas urna lettra de 1:2109 a vencer-se, nutra
de 4679 vencida em 30 de selembru de IXVi. e paga
hontem,um val de 4005 aceito por Jos Antonio Pin-
to, e muilos outros documentos de valor, mas que
so servem para o dono, 3 sed nas de .V?!HK1, e sup-
iionlu qne I nu 29, cuja qaanlia de d a pessea qoe
a levar a seu proprielario Joao da Cunha-Reis.
Desappareceu do engenho Sanl'Anna, no dia
28 de julho do correte anno, una mulata de nome
Felicia, de idade de 22 anuos, pouco mais ou me-
nos, com os signaos seguinles : cor de canda, ca-
bellos caxeados, altura regular, beiros um pouco ar-
reglados : quem a appreheuder ou descubrir, leve-a
ao engenho cima, que sera recompensado com 508-
O abaixo assiguado faz scienle ao respeilavel
CRMVAL DE YENEZA.
ralieca polo publico, que deixoe de ser seu caixeiro JcMo Ignacio
eino |rs| dos Sanios Coelho desde d dia 19 do correnle.
GABINETE PORTUGUEZ DE
LEITRA.
\
de Oliveira Ramos, Jos Rodrigues da Silva
e Ricardo de Freilas & C, para fornecerem :
O I., 348 boneles para o -i. balalhaode artilha-
ria, a 19600 ; .")06 ditos para o 2. de infanlaria, a
1&3M); s pira a companhia de artfices, a 19550 ;
50 dilos para o 10. de cavallaria, a 19380, 55 ditas
para a companhia de cavallaria, a 19650 ; 24 ditas
para os msicos do 4.balalh5o de arlilharia, a
5900.
O 2., 4,118 covados de hollanda de forro, a 100
rs. ; 3,600 ditos de panno azol, a 29550; 1,312 va-
ras de brim branco lizo, a (00 rs.
I Variaros burlescas1 eieculadas na
joven artista beneficiado,du meslre all
4. PARTE. .
O segundo aclo da Comedia. ^
fcTRTE.
A brilhanle
ARIA MILITAR
com variarnrs pelo beneficiado, composico do gran-
de meslre allemo Francisco Prumc.
6. PARTE.
O lerceiru aclo d lindissim* comedia.
". PARTE,
O beneficiado lina izar o espectculo com n en-
granada valsa do BE.UTEVT imitando o passar com
a sua la beca.
Eis o espectculo, que o joven beneficiado pela
primeira vea tem a limita de oderecer ao Ilus-
trado publico Peruambucanu, de quem espera sua
valiosa prolecrao e benevolencia.
Os entre-aclos serio preenchidu por escolhdas
pecas ile msica pela orcheslra.
Os bilheles de camarotes e cadeiras vendem-se em
casa do l/eueliciado Uolrl francisco, no Recife, e
no dia do especlacu o no mesmo thealro.
P. D.Em um djs iutervall-is o beneficiado ir
receber as esportuli s dos respectivos camarotes e
agradecer aos seus iroleclores.
Prindpiar as 8 horas.
A soeledade dramtica emprezaria participa ao
respeitavel publico, queseacha promplilicandu a co-
media em 2 actos, ornada de msica
(C I5k . 10:000^0000 8:000i'000
. 5220 . .6:000s000
277 418 . 6:000000 6:000.$000
u 420 . li:000.S00O
3100 . (i:000Ou
3626 . 5:000*000
3*04 - 5:000s000
507 2850 701 5:000S000 '5:000000 2:OOO.SOOO
t 18 2-.000.SOOO
u 5419 1:000,S()00
u 5160 1:0003O00
u 1982 1:000.s'000

Kecife 16 de outubro de 1855.
O cautelsta, Antonio da Silva Inti-
ma rae.
Acaba de chegar nova pimenla da Jamaica,
encllenle para lempero, assim como saga', cevadi-
nlia e ervilhas: no armazem de Paula & Sanios, roa
di Araorira n. S. ^^^
MU1TA ATTENCAO!
0 cantelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
sos Srs. jugadores das loteras* qoe o plano aclnd
das loteras provinciaes he justamente a qnurla par-
le do plano da mui acreditadas loteras do Rio de
Janeiro ; offerecendu maior vaulagem aos amantes
d'.'sle jogo 13o lidio do que o plano velho como abai-
xo vai demonstrado, fazendo urna duTerenca de 41
premios al os de 209000
PLANO VELUO.
1 premio de 6:00090011
1 3:0009000
1 1:0009000
'2 5009000 1 :IX)09000
4 2009000 8009000
8 1009000 8009000
12 509000 6009000
30 209000 6009000
I: .00*100
1:0009000
1:0009000
1:5009000
A direclorie do Gabinete Porluguez de leilura,
por ileliberaco tomada em sessao de 17 do corren-
le, previne quelies dos.Srs. aasociados, que ainda
n3o salislizeram o diaposta no 5> 2. do arl. 13, e
l. do art. 14 dos respectivo estalulns, ojio podem
gozar as regalas concedidas pelos SS do arl. 12, sem
previamente cumprirem aquellas dsposir,des, o que
te faz publico para seu conltecimenlo. Kecife 19
de outubru de 1855. JoSo Carlos Coelho da Silva,
1.a secretario.
O escrivAo da irmandade de N. S. du Bom Par-
ta, por ordem da mesa, convida a Indos os irniaos da
5!' premios.
ti ditos de mais a favor dos amantes desle jogo.
100
PLANO NOVO.
1 premio de 5:0009000
1 2:5009000
1 1!00090O
1 3009000
6 2509000
10 1009000
20 509000
60 259000
Se um quarlo da loteras do Rio de Janeiro custa
|)9000 para tirar o premio de i:t>009000, um bilhele
inieiro das loterias da provincia sendo o costo delta
59700 para lirar o premio de 5:0009000 sem o des-
onlo dos oilo por cont da lei, esl.i mui bem e cla-
ramente demonstrado que os Srs. jngadures lem urna
liiferenc* a seu favor de 4009, a qual nao he peque-
a com o empreao de menos capital para ganbarem
maior quanlia. Pernamhuco 13 de oulnbro de 1855.
O cauellsla, Salusliano de Aquino Ferreira.
Attenrao.
Koga-se a lodosos de vedares da taberna da roa da
Cadeia do Recife n. 25, defronte do becco Largo-,
|ua esli atrasados em seas pagamento, tanto de
lettras veuctaa* como de coula de livro, qoe quei-
rain realisar seus pagamentos at o fim do correnle
nrz de outubro, e aqoellesque o nao fizer, patsaiao
a ser execulados, e seus nome publicados, islo para
evitar a preseripcao.
A irmandade de N. Senltora do Tr-
ro, em virtude de ser a f*e*ta de stta.pa-
droeita no domingo 28, e como tenha de
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-ie um completo sortimento
de fazendus, linas e grossas, por |
preco mais haxos do que em ou-
tra quaiquer parte, tanto em por-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimeiito
ahric-se de combinarlo a
maior parte das casas commerctaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor i
sto ofFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro quaiquer ; o
proprietario deste importante es-
ta belecimentoy convida a' todos os
seus patricoX, e ao publico em ge-
ral, pacadle venham (a' bem dos
seus- iaflsSi) comprar fazendas
as, no?slBazem da pa do
Tegio n. %,
Antonio Luiz dosSa^^H
Precisa-se de um homem para faflU qoe Ira-
balhe de enxada e saiba tratar de jard
quem quizer ajustar-se, procure na rna da Aurora,
casa u. 54, que achara com quem tratar:
Precisa-se de m caixeiro de 90 a 30 anace,
para a taja da esquina ala roa das Cruzas n. 2 : a tra-
tar na mesma.
Aluga-se qo Cachang ama casa para e p.
o verao, a qual he em eieelleole localidade e leal
no fuudo do quintal o sempre apreciavel banl
Capibaribe: trala-se do aluguel na ra da* Ciases
n. 20, primeira andar.
Precisa-se de urna ama de leile lena ou cap-
tiva, pagando-se bem: na ra do Crespo prximo
no arco de Sanio Anlonio, taja de 4 perlas a. 3.
GABINETE PORTGDEZ DE
LEITRA.
Nao se leudo reunido numero suflicienle de ntem-
bros do conselho deliberativo uo dia 15 do correle,
por ordem do Illm. Sr. presidente convcate nova-
mente o referido conselho para o dia 22 do correnle,
as 6 horas da tarde.Hanoei l-'erreira de Sooza Bar-
boza, 1. secretario do conselho.
A Sra. D. liara Jezuina Doerado Cavalcanti
queira mandar a reparlicao do Correio receber rata]
carta vinda do Rio Grande do Sol.
O Sr. Manoel Jos da Silva Gaspar tan urna
carta vinda de Portugal, oa roa do Collegio, loja
a. 3.
AWa-se orna negra, qoe eozinha, eogomma e
faz lodo o servico, e no lem vicios : Irata-ee em
caea do Sr. Antonio Ricardo,' na roa do Collegio
o. 3.
Os senhores que no dia 14 de selembro ultimo
arremataran) impostas e oulras rendas municipacs,
comparecen) com seos fiadores no paoo da amara
municipal desta cidade para assignar os respectivos
termos e lettras.
A pesaoa que precisar de om criado forro, ami-
to inlelligente para copeiro ou bolieiro, dirija-se a
ra das LarangehN* a. -j, qoe achara com qoem tal-
LOTERA
mesma, para comparecer!!) domingo, 21 de ouln- collocar a linagem do Sr. Bom JesilS do
igreja, para o seu lugar respectivo, tem
de fazer com toda a solemnidade urna la-
dainha, no domingo 21, as 7 horas da
Karlholomeu Francisco de Sooza vai ao Ma-
ranhao, onde se demorar :K) das ; soa casa conti-
na no-mesmo, debaixo da direcrao do Sr. Jos Cae-
lano de Carvalho, o pede desculpa a seus amigos
de nSo ler lempo de despedir-se.
P A&A ME NINAS.
Chegaram, muilo em conta, nma porgue da pnl-
notte, paia o que espera a concurrencia
dos fiis.
A freguezfa do Poco da Panelra.
O arremalanlc das aferi;oes desle municipio pre-
vine aos donos de estahelecimenlos, que pela lei sao
obrigados a aferirem, qoe pretende mandar fazer a
ceiras para meninas : na roa do Cabog, loja de referida aferjao no dia 21 do crtenle, principiando
ourives a. II, de Seriphim & Irmio. pelo lagar de Apipucos.
GIMNASIO PERHAIBCAIO.
Sabbado, 40 d outubro,
andam indiibkaveliiientc
as rodas da referida lote-
ra, pelas 9 horas da ma-
nhaa* no espacoso salao
da ra da Praia n. 27.
Pernamhuco 18 de outu-
bro de 1858.O cautels-
ta, Salustiano de Aquino
Ferreira.
Perdeu-se no da 16 do crrante, do
lugar de Santo Amaro ate a ra do Tra-
piche, um lenco de cambraia bordado,
com bico em roda : quein o tiver uchadu
pode levar a rita do Trapiche n. l pri-
meiro andar, quesera gratilicado. .
NAVALUAS A CONTENTO E TESOLRAS.
Na rna da Cadeia do Kecife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, cooti-
ouam-se a vender a 8(000 o par (pre^o tivo, as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo-habil fabricante que foi premiado na exposirdo
de Londres, as quaes alm de durarem eilraerdina-
ramente, nao sesentem no rosta na aceto d cortar;
vended*-se com a coodirao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las ate 15 dias depois
pe compra restileindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tesouriohas para unhas, feilas pelo ates
mofairicanle.
^"N
/.
IIEIURD [ucunmn rm


V-
I
CONSUILTORIO DOS POBRES
SO IOTA NOVA 1 AMMAM ftO.
M CONSULTORIO DO DR. I\ A. LOBO H0SC0Z0/
?P RA NOVA 50
MMIO DE PERiUBUCO SaBlOO 20 OE OUTBRO OE 1855
209000
VENDER O SEGUINTE:
llauu.l coplelo demeddtcm.homeopaihica do Dr. 0. H. Jahr, Iraduzidoem por
ugoez pelo Dr. Moico*,, qaalro volua.esencadernad em dous e acomnanhadod.
um diccionario do termo, de medicina, eirorgia, analomia, ele, ele. .
1'bZ' uXmat'. d,f'"^^""tarodo osludoo pralicadahomeopalhia,por'seranic.
S NO ORti 4NISMO RM ri*A,nSu3l,!l^^EAUGE>"ESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
iiE^00-?1? SAUDK-c.,nhecin.eto. que ..a. poden, dispensar as ps.
^to lihJ" '""0>' medicina, interesa a lodos os mdicos que qsJherem
Z tn """"'' Pr ,ne'",'08 ,e "" I wta d'ella: a lodos os
X. V- eS' l0nS?d0S rec.u"8<> meJicos: a lodosos capilSesde navio,
lodosos nafs" d VJ e'0'l. 1 "> sempre podem ser prevenidas, sao |obriga-
> v llm ra. os primeiro. occorrosem.ua. enfermidades.
do horaeopa ha oo Ir.duccSo da medicin,. domestica do Dr. Hering,
obra tambera til as penoas que se dedicam .o esludo "
me grande, acompanhadi do diccionario dos termos
da homeopalhia, um volu-
=B.ur, acompeonaajdo diccionario dos lermos le medicina
-.iian.,, cirrKi,,au,omia,lUc.,me,c. Tncar.nado. .
iladeiros e bem i.reparados medicamento, nao se pode dar um passo seeurt. ua
**?>*' U^geiaT tclTroa^ralnon.ado possivel e
l\ medicamentos em glbulos, 110, 12 e 15000 r's.
i'itas diios a ,
lilas 48 dilos a ......
Bilis 0 dilos a ......
Bita. 1.(4 dilos a ...".'.' i .'"' "
I utos avulsos.......... *
francos de meia ouca de lioclura. ', '.
Ditas de jrerdadeira lindara a rnica.
IRilTAMEHTO H010PATHIC0.
Preservatico e curativo
DO CHOLERAMQRBUS,
PELOS DBS.
para se podereurar desla enfermidade, administrando^Tniedios mais cllicazes
nquanle se recorre ao medico, ou mesmo pura cura-la ..dependente dcslesno lugares
) EM POUTUr.UEZ PELO DK. P. A. LOBO MOSCOZO
los conWroas indicacoes mais claras c precisas, so pela sua simples econcisaex Dosi-
odas as i Dlell gencas. oSo .o pelo que di, respeito aos tneios cuValivoi, con"$"_
asmeopalliico o uiiicoquc em dado grandes resollados no curativo desta horri
do. a rropos.to traducir esles dous importantes opsculos em I gua vernaM I
|f a sua leilura a quem ignore o francs. ""B". vernaeu-
nenle no Consultorio do traductor, ra Nova n. 52. por 2XJ00 rs
Os Srs. accionistas da sociedad Emprezaria da
edilicacao da casa de baile desla provincia, su con-
vidados i reslisarem a primeira prestarlo de l por
cenlo sobre o capital de suas actes, no pnzn de 20
das de dala daale, no escriptorio do thesoureiro ao
Sr. George Palchetl, no largo do Corpo Santo, con-
forme a resoluco lomada pela direcejio da mesan
companhia na conforroid.de do arl. 6 dos eslalulos.
Recife 14 de ouibro de 1855. O secretario, Cu-
ament a qoal- priono t'entlon GueO.es Aleo forado.
Os cautelistas Olivei-
ra I unior & C, offereceni
a quarta parte do premio
que sahirnos 14 vigsimos
do n. 1885, da terceira
parte da segunda lotera
do Gvmnasio. para as o-
faras da greja do Divino
Espirito /Santo.
Aluga-se um sitio no Caideireiio, junto ao do
reverendo Sr. padre Ignacio : a tratar na ruado Vi-
gario n. 10, segundo andar. f
O Dr. Jeronvmo Vilella de lastro lavares, ad-
vogado nos auditorios desla cidade, mudou a sua re-
sidencia para a ra das Cruies, sobrado u. 11, pri-
meiro andar, e lem o seu escriptorio de advogacia
na r u.i iio Vasseio, casa terrea n. 15,-contigua ao es-
tabelecimenlo do Sr. Marcoliuo de Borja (ieraldes,
pudendo as parles eutrar tambera pela ra do Col-
Icgio, casa n. 13, para o que o annunciaule obleve
permissao. As pessoas que (iverem uesocios a Iralar
com o annunciante, poderao procura-lo uo referido
eschplorio. das 10 bofas da maulia as i da larde, e
dlii por dimite na sua casa, ra das Cruzes, sendo
que o Dr. Anlouio Aunes Jaco'me Pires, socio do an-
nunciante, estar no escriptorio das 11 horas da ma-
nh.ia at as 3 da tarde.
is comilW?wl!lln0l,!qUeCriOUlo'dBdade17n*l Vei.de- urna escrava de 20 a T annos, de
!r,SrHCOriTf^bUd"deS:- elQ caM d0 **' rigueiroa, na
praja da Indepeudencia.
Vende-se babado do Porto de toda
as larguras, tanto liz0 como bordado, mais
barato do que em outr qualquer parte :
na ra do Cabuga'. loja de miudezas
n. i.
109000
:tcooo
pratica da
89000
20S000
L'59000
304000
605000
|J000
5000
25000
ANNUNCIO.
S DEITISTAFRANCEZ. S
Paiilo baignoux, dentista, e|tabelecido ua
ra lana do Rosario n. 36, segundo andar,
^f" deJ"e,coni a Presto do ar, e chumba 0
c uniros me- 0
dtntes com a massa adainanliiia
taes.
Loj.i e armazetu de fuendas baratissim.is, na m
da Ca. eia do Recife o. 5, dofionlo da ra da M
dre de Dos, quina do negando becen vindo da pon-
te estabelecimento achiran os I 0IM6#S55J M#tliaa.a!
Srs. faienderos, comrnerciante. do ceutro. e o pu- w "'"wwWwwT^m*
buco i m geral, uro completo Miliinenlo de fazendas
linas e srossas, todas de boa qualidade c sem averia,
que a dinheiro ;i vista, se vende m por precos bara-
tissimos ; assim. como boa dispisic/to para bem ser-
vir e a gradar a todos os fregneziis qoe se dignaren]
honrai o cstabeleciuienlu.
(^ O Dr. Ribeiro, medico, mudou
A ;i residencia para a casa cinzen-
<|iiatro andares, na ra da
9 Cruz u. 13, onde pode ser pro-
0 curadou qualquer lioia.
9
i DE LATIM.
^fFerrer de Albuquer- '
ula paiaa ra do Kan-
e continua t receber almn-
ernos desd ja' por mo-
como he pulilico: quem se
c uttlisar deseupequenoprestinioov
|>Off' r no segundo andar da refe-
rida asa a' qualquer hon dos das uteis.
Esla ,. sabir a lu no Rio de Jaieiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPMrfTJK
lotera do gvmnasio pernam
BUCANO,
CASA DA I AMA.
AOS .kOO.s, 2:.-i00jlEi:(W0s..
Ocanlelisla da casa da Fama, Antonio da Silva
(,uimar.M tero expo.lo vendaos reos muilo afor-
tunados b.lhetes ec.ulela. da lerceiw parle da se-
gunda I .lena do Oymnasio, a qual corre uo da 20
do trrenle, e estao i veuda as segoiule casas
aterro d, Boa-Vista .. 48 e 8 ; ra do" I n^o
A praca da Independencia ns. H e 16 ; ra do
Coleg1n.!.;ruadoR.ngeln.31v; ru. da Cruz
n. 1.1, loja, e ra do Pilar 90. .
PRECOS.
llilheles inteiroi
Mei*.
A cas da detcncao precisa comprar 22 baldes
e 2i tinas de boa roadeira: quem liver ou quizer fa-
zer. deve comparecer na raesma casa, das '. horas as
) da tarde, para Iralar de seu ajuste.
Aluga-se o lerceiro andar da casa da ra Nova
n. 14, a qual lem commodos para grande familia :
a Iralar uo segundo andar da uiesuia.
Ao amauhecer do dia 16 desencaniinliou-se um
hatelo do hiate Flor do Brasil, ucorado nesle |>or-
to, qoe estava^ao lado do mesmo navio ; este bte-
la era forrado no fundo com 2 folbas de ziuco e den-
tro em cad exlremidade liolia 1 caverna com I ar-
gano : quem o achou c quizer entregar a seu
douo, pode levar no Forte do Mallos a Vicente Fer-
reira da Costa, que sera recompensado.
Prccisa-se de urna ama* para casa de 2 pessoas
na ra das Trincheiras n. 8, loja de tarlarugueiro.
OITerece-se urna mulher de idade, capaz par
lodo servieo de urna casa de pooca familia. ~meno
para comprar: na ra das Aguas-Verdes u. 32,casa
terrea.
Os Sri. Manuel Nicolao Kegueira. Domingos
Iheodoro llegueira e Jos Jolino Rcgueira, quei-
ram ler a bondade de concluir o negocio na ra do
Crespo n. l.
Prezisase lugar urna ama forra ou escrava,
para casa de/amitia : a Iralar na ra do Oueimsdo
n. 6.1.
O curador fiscal da massa fallida de Antonio
Augusto de Carvallio Mariuho, de novo convoca os
credores da mesiria, para se reunirem no dia 23. pe-
las J boras da iiiauliaa. na casida residencia do
mili, hr Dr. juiz do commercio, alim de se proce-
der nomeacao de depositario da raesma massa, vis-
to que nao se reuni numero suPicienle paia -scon-
vocacocs anteriores.
COMPRAS.
Ojiarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimo
O mesmo canielisla
menle u* seos billieles
56700
2K00
IJrMO
760
320 .
aaranle nica-
do o .re. pren.io.graiiders'em"" *8lnieS'-'"'"-
qtie
n o
o desconlo dos oilo
^^^ lunies.......
RUOFF E "BOH1 T1?. iroleitias dos meninos
XGHAUSEN E OTROS,
Mpliabelica, com a dcscripran
abreviada de lodaiasmolcslias, u indicajao phvsio-
i e llierapoolica de lodos os medicamenlos lio-
lempo de actao e concordancia,
i diccionario da sinnilicjQ.lo de todos
os termos de medicina e tirurgla, e pesio ao alcance
das penoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
alhico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova o. 000
lar. por jJOOO em brochura, e 6SO0,
eucaderuado.
-a adamantina.
por cenln do imposto geni.
J. ja^f^ mmim, i
Novo livt, Jorf*p7h.
Jodasde umma V^tfriancia :
latinernann, tralano das molestia
Compram-se patacies brasileiros e
hespanliots a t|910rs: na ra da Ca-
dea do Recife, loja.de cambio u. .."8.
' Compra-se um ferro de fazer hostias, em bom
oso : na ra da Cadeia do Recife n. 5*.
Corapra-sc urna prel da Cosa, que seia aui-
" r1; u que "ao 5ejil vel,,a : "u "> Uno lo
Recife, taberna que volla para Senzala Nova.
^i^a^TliTrmTlq'oT cfckiiilia, de idade
ra |>agem : na Iravessa da ra Bella n. (>
Comprare urna preta quo sailla cozhiMir
Jmmar, c roe nao Icnhn vicios nem acliaqu?
almo da Boa-Visla n. 7, se dir quem compra.
,,3~"o('TPram"*f d0U8 cava"s com habilidades,
Uo sendo castanhos nem gaseos: quem os liver diri-
mo "" 0"(, da malr" dc Sa"llt A,,l-
\ondeiu-semeias de la de carne.ro
tanto para lioiuem como para senliora,
por precocommodo : ,la ra do Cabug.f,
loja de miudezas n..t.
Batatas
A 640 rs. a arroba
para fechar conla. em mnilo hom estado, chegadas
de Lisboa : farinha de mandioca da mais nova no
mercado a -^oOO rs. a sacca : ua Iravessa da Madre
de Dos n. 16, armazem de Agostiuho Ferreira Sen-
ra Ouimares.
Veude-sc tuna porgan de saccas com muito
bom nn 11, novo: na ra de Sania Rita, taberna n.5.
Vende-se um cabriole! descoberlo, com ar-
reos, ludo novo e muilo bonito, por preco comnio-
do : na ra Nova, eoclieira porbaixo da cmara.
Vendem-se os .uperiores e bem acreditados re-
Ionios de ouro patente inalez : em casa de Soulhall
Mcllor & Companhia, ra da Cadeia do Recite n. 36.
Vendem-se garrafoes com 2 caadas de vinho
Bordeaos, pelo baralo pre;o de 6J> o garrafa..: na
ro la Senzala Vellia n. 70, segundo andar.
Vendem-se 2 cadeiras de balauco. 2 mesas re-
dondas de meio de sala, e I cama de vento de arma-
cao, todo de amarillo : na ra da Senzal Velha
u. 70, segunde andar.
Vende-se um molecolc com 20 anuos, dc una
conducta eicmplar. crioulo : raK da Senzala Ve-
nia u. .0, segundo andar.
Vende-se urna morada de" casa terrea, chao
propr.o, na quina de S. Jos n. 29: a Iralar na raes-
ma, e lt se dir quem he o done.
Vende-re urna morada de casa Ierra, chao pro-
prio, lia ra da Santa Cruz da Boa-Visla que vai
para S. (.incalo n. 8t : a Iralar na mesmo, e l se
dir quem he o dono.
Vende-se no armazem de James Hal-
liday, na na da Cruz n.2,.o seguinte :
Relogiosde ouro e piala patente mefez.
!elliiis tnglezes.
Ditos ditos de patente.
Sillioes para montara de senliora
Ei\os de patente para carros.
Mollas de cinco lblhas para ditos.
Lanternas de dillerentes modelos para
ditos.
Vaquetas de lustre para coberla dc
ditos.
Fio em novellos para sapateiro.
Lonas inglezas largas eestreijas.
.T V5"d.c,'sc '""nelaJa encamada muilo nova,
viuda do Rio Grande: na ra d Cruz do Recife
n. ib.
Miudezas bara-
tas para aca-
bar com aloja
ua ruados.>iiarteis, loja de miudezas n. 20, junio
a padaria doSr. Manoel Antonio de Jess, vendem-
se miudezas por pre;o que realmente faz admirar,
a saber: libras de lindas linas de uovello a IJIOO,
franjas brancas de alaodiio para cortinados a 160 i
vara, pentcs abertos para alar cabello a 2 a duzia
camodas com obreias prelas e de cores a 60 rs., pe-
Cas dc lilas brancas dc linha cora 6 varas a io rs.
dilas n'nas e encarnadas a 60 rs., rico espclhos para
parede l&iOO. lindas prelas e pardas para sapatei-
ro a 800 rs. a libra, cordao para vestido muilo bom
a l.-viim a libra, duzias de brincos de cores a 100 rs.
argolinhas douradas para orelda a 60 rs. a duzia'
ca.inuscom 16 no>jn|osj|e liulias de marear mu '
lunes.
Uering, domeopatliia domestica.....
Jahr, pharmacnpahoineopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ......
Jahr, molestias nervosas......
Jahr, molelia>da pelle. ..... i
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volantes
Hartlimann, tratado completo das molestias
des meninos..........
I, materia medica liomeopatliica'. '!
'ajolle, doulrina medica homeopatliica
UrBica ds Slaonel ......
Casting, verdade da homeopalhia*. '.
Diccionacio dcN>slen.....]
Altlas completo de analomia com bellas es*-
lampas coloridas, contando a descriprao
de todas as parles do corpo iiumi
209000
6S000
7J000
69000
169000
69000
wooo
163000
10900o
89000
79000
6000
49000
IO9OOO
SOfQDO
icellcncia desla rh"S'^lrr0drh!l^iIVr0* cons"llori homeopa-
eul- ZVJZJ tUa NVa U- M >"-
nardo para chumbar deules, porque seus resu.
los sempre felizes sao j do dumioio do publico.
elMsliiijoso.de Uliveira faz ns desla preciosa
ni indicado, e as pessoas que quize-
">do de eos seivicos, podem pro-
a do Vigarie n. 1, ,loja de bar-
rera hi
roeiro audar.
LOTERA
l'KKW.M-
0 S. Joan de llaraarjc, precisa-so
* um li.Mn feilor : qoem a isto se quizer propr,
dando c.uhecimrnto de sua conducta e c.-ipacidade
dirija-se a roa la Aurora 11. 62, casa do lr. Joao
onorio liezerra de Menezcs, ou no dito engeuho, a
Iralar eom o proprielario.
; CONSULTORIO -jenthal g
HOKEOPVTHltO.
f Gratuito para os pobres.; jgj'
Itua de Sanio Amaro, {Mimto-Xoco) h. 6. Si
O Dr. Sobina Olegario l.udgero Piuho di 3B
m oonaullas lodo* os das desde 8 horas da S
2 manilla at as 2 da tarde. C
Vitila os enfermos em seos domicilios, das jgj
-Mioras m diante ; mas im casos repentinos
e de molestias agudas e graves is visitas sergo
feitas em qualquer hora.
As molestias nervosas mereciui lralamen(.
especial segundo meios lioje aconsclharf0,
pelos pralico modernos. Eslvs meios evi^
L "?" "o consultorio central. .
rJe&assaB&KSM
DO r.VMNASIO
BUCANO.
AOS 5:000jjf, 2:000* E l:000x.
Vcliara.*j venda os biiheles e cautelas do cau-
111a Ant
terceira
lajtoto Aalonlo Jos Rodrigues de Souz, Jlor, da
- OcaalelriU Antonio Jos Rodrigues de Sou/a
Ju.ru.rv.mde para negocio, em son ecrlplorio, ra
do Coligo primeiroandar, biiheles e eaute-
1^ presento lotera aos precos ,baiI0, sendo de
9 para cima a diohtiro visla, em cujos biiheles
e cautelas, a. sortea graudesque sihirem o S
sem desciito algom, logo que saia a lisia geral.
llilheles
Meios
tercos
.Miarlos
Quiutu*
Oilavos
Decimos
Vigosimu
leiros
.->900
198GU
19400
700
ayo
SEGUROS.
"lita Indemnisadora tendo
suas aperacoes, loma seguros
premios razoaveis: seu es-
.Tiptono, na ra do Vigario n. 4, estara
iberto odos os dias uteis, das 10 horas ds
da. tarde.
parte da segunda'lotera do (Mnuasio,- na
praca da Independencia, lujas ns. 1.|, 1", e '.0
runlJ.reil.. n. Vi ; alerro la Boa.Visian.7Me
na ra da Praia, loja de fazendas n.:. Cuja'l'oe-
ria j. erren, pelo novo plano, ostrahido do escelleu-
lusirao pa, da. loleria, do Ri de Janeiro, o" 1
combioanlo-se com os que al aqu (em havMo, se
ve claramenle a grand vanlagen. que otTerece ao
.30 dilos de 209 SSStS
Verdade he qoe o vellio plano lem na sorte rande
10, pprem nao ha duvida algom* que esta
dinereuca u,o he superior a que cima se moslra
poi, que-pelo menos I.,, alera de ou.ra, va, age,"'
nr.r d0 "<"">? ".ale pagar menos foii
por cenlo na quantia de l:o009 de difterenca na.
dua, serles aandes, revertendo em favor dojo'wdor
ja lao bem aquiuhoado. '
.|n do correnle. As orles que sakkero em seus hilhe
tes e camelas sao imniediatameJI^,",' po ,n 'e r
sem descont algom. loso que se dislribuain a' II.-
morbiis.
Acha-sea venda na livraria 11.6 e 8 da praca da
Independencia um folhcliuho com diHereules 'ora-
Cues contra o cbolera-morbus, c qualquer oulra pes-
ie, a 80 rs. cada om. ^
O abaiio atsignadn vende a armacio da sua
loja, envernisada c ^nvidra5ada, por preco que faz
conla a quera pretenda estadelecer loja d fazendas
ou miudezas; adverte-se que he feila de maneira
que piule ser mudada para qualquer parle, caso ralo
agrade o lugar : a Iralar na ra do l.ivramenlo: so-
brado dc um andar n. 30, com o proprielario.
I mdelino Maximino de Car val lio.
Veude-se urna pequene morada de cisa, em
cllo proprio, a qual rende 89 meiisaes, nos fundos
dos yuarleis, quina do CalabouCo Velho : quem a
prelender, enlcnda-se com llulino Jos Kernandes
le Hgueiredo, no paleo de S. Pedro, sobrado 11. 6
segundo andar, que dir* quem vende.
Ceblas do Porto em restias.
J desembarcou a cebla do Porlo em reslias, vin-
da no bngoo S. Manoel, e Vende-se no armazem de
Joao Martins dc Barros, na travesa da Madre dc
l'L'IJS II, JI .
Veudcm-se Jcadeiras de bal.mco americauas,
pelo preco de IO9 cada urna : Da ra da Cruz n
II, priraeiro andar.
nr"n,Xe."dem'se.a"ador?sPri"li,vl,ll,;" mu'' era
fomloB 28 J" Darbe'ro da rua oslre'l do
Vendem-se machinas de debulhar c moer mi-
do, carnudos do mao muito leves, pregos america-
nos do n. -2 a 12, e estando de muilo I,,., qualida-
de na rua d Cruz n. 13, primeiro and.r.
Atteocao.
\endeiii-se duas molecas. sendo urna de idade de
i^a l.laimos c oulra de 8 a 10 :
n. /.
candieiro
60 rs. o cal
deacnjrn
des para n/
fr, IeoT_^
lerrogem a 160, aTr-^^.
3s a 120, milheiroi
de torcidas para
ti de 200 jardas a
para cubrir
ra inciiiuos
r., canive-
ara crianca a
ura com loque de
arrileis dc linhasde co-
res, srosas de pennas de, ac muilo linas, pares dc
lavas de seda a 800 rs.. pecas de Irancinha de lila a
?M eq1ne8 l"10S nHra ""ora a 19, caixas para
rape a 120, e>covas (mas para cabello a 00 rs. li-
I l- 11-ir 1 ........ l'.l j:._ '*'
bonita figura, e ptima conducta, a qual se acha gr-
vida de 5 a 6 meses, sabe coziohar, engommar, en
saboar perfeitamenle, c nao lem vicios nem achi-
ques ; so he vendida por cario motivo, qoe se dir
ao comprador : ra roa da Roda n. 52.
Vende-se orna bonita correnle de filagran.i
para senhora, sem feilio : u roa dos M.trtyrioi
... 14.
Attenco. .
Venden-* 2 eccllenles negras, saliendo 1 en-
zommar perfeilamenle, coziohar o diario de urna
casa e ensalmar, e a nuira cose chao, cozinha e en-
salma : quem as prelender, dirija-se a rua dos Mar-
Ijrio n. 11.
Veudem-se 3 cscravos, sendo 2 prelos mojos,
de bonitas figuras, e 1 preta boa cozioheira : na rua
Direila o. :).
Vendem-se 4 jumentos proprios para senlior
de engenho, ou para meninos montar a cavallo, por
serem pequeos: na rua da Cadeia 11. 30.
Vende-se ou arreoda-se o silio Esliva de Cima,
110 lugar da I hora, com casa de vivenda e arvoredos
de froclos, Ierras de plaalo e cria(Io, bailas para
caima ou capim e mallas, e porto de embarque:
quem preleuder, dirjja-se ao paleo da matriz de San-
to Antonio n. 8.
1 Vende-se carne do seiiao lanto ero porrao co-
0 a relalho : na roa da i.jii. taberna 11. 9.
Vende-se um bom carro novo de 4
rodas e de i asseulos, muilo leve, e de
coiislrucco moderna, por pieco com-
iiiodu: na rua Nova, cocheira de Adol-
pho llourgeois.
Vondem-se chapeos dc seda para senhora : na
rua Nova n. 11, .pelo diminoto preco de 139000 rs.,
sao moilo ricos e da ultima moda.
. Vende-se 110 lugar do Rosarinho um grande
sitio capaz de conservar animalmente 12 vacos de
leilc, coro ptima bais para capim e muiUsorvores
de fruclo : a tratar na rua do (lueimadu n. 63.
JOIA.
No alerro da Boa-Visla 11. 68, loja de ouiives
acha-se om completo sorlimenlo de obras de ouro
de 14 c 18 quilates, as quaes se vendem por menos
preco que era outra qualquer parle.
Veude-se o sobrado de dous andares da praca
da Boa-Visla n..', a Iralar na rua do Prazeres com
francisco Martins Raposo.
Barato que ad-
mira.
Contiiiua-se a vender mauteiga inglez superior a
800, 720 c 640 r., dita para temperos 400 r., e ou-
tros mais gneros por menos do que em outra qual-
quer parte : na rua larga do Rosario, taberna pin-
tada do aznl 11. 37.
Vende-se um sitio na Torre, maniera do rio,
por|preto commodo: na rua da Sania Cruz n. 70.
Ao senliores de engenho.
No Kecife, primeiro armazem de farinha de Iri-
go, no beeco do Guncalves, vende-se a verdadeira
farinha gallega, em raci.s barricas, e das melhores
Sualidades de Lisboa, e saceos das marcas mais acre-
iladas do Chile, que lem vindo a este mercado.
FLOR DE FLOR.
A I .Huilla de Santander Flor de Flor,
lie a mellioriarinlia de trigo <[ue existe em
ludo o intuido, por isso sempre hequalili-
cada a mais uperior em todos os merca
dos, aondetem sido importada ; heestaa
primeira vez que vem a este mercado,
pore'm garante-se a veracidade da inior-
macao: vende-se nicamente no arma-
zem de Tasso limaos.
COGNAC VERDAEIRO.
Veude-se o verdadeiro cognac, lano em garrafas
como em garrafoes : na roa da Cruz 11. 10.
Cobertas de seda e la.
Na rua do Crespo n. vendem-se por mdico
preco coberlas de seda e lila,lurc>s,dos mais bellissi-
mos e variados goslo. que lem apparecido ueste ge-
nero.
Cortes de meia casemira a 2.S000.
Na loja de GuimaresiSi Henriqnes, rua do Cres-
po n. 5, vendem-se meias casemiras de superior
qualidade, pelo baralissimo prec.0 de 29000 o corle
de calca. ^ v
A boa fama
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recife, de Henry (iibson, os mais superio-
res relogios. fabricados em Inglalerra, por preco*
mdicos.
POTASSA E CAL VIRGEI.
No antigo e ja' bem conliecido deposi-
to da rua da Cadeia do Recife, escriptorio
ir. 12, ha para vender muito superior
potassa da Kussia, dita do Rio dc Janeiro
e caiv'rgem de Lisboa em pedra, ludo a
precos muito avoraves, com os quaes li-
carao os compradores satisfeitos.
Attenrao ao novo sortimento de fazendas
baratissimas.
'Novas chitas de cores seguras e alguma* de pa-
droes uovos a 160, 180, 200, 220 e 240 o covado,
corles de chita de bonitos desenhos. padroes inteira-
meule novos, com 13 covados por 39, riscados fran-
cezes finos a 240 e 260 o covado, cassas francezas de
cores, padmci bonitos e delicados a 600 rs. a vara,
novas luelporaenes de quadros de cores a 640, 720 e
800 rs. o covado, liamburgo lino, le boa qoalidade,
para Icnccs, ceroolas e loilhasa 99, 99600 e IOS a
peca de 20 varas, novo panno fino para lences.com
mande 2varas de largura a 29240, chales de lila
graudes de cores cora barra a.59500, dilos de cate-
mira finos e moilo bonitos de cores com barra por
89, elim preto maco superior, proprio para veili-
d0 e collele*. por pre^o qoe em parlicaar se dir,
chales de seda grandes e pequeos, e oulras multas
fazendas, que a dinheiro visla se vendem por ba-
rahssimos preco.: ua rua da Cadeia do Recife, loja
o. oO, defronle da roa da Madre de Peo..
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quelite: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Rostron Ro-
oker #C.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-K superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 3SO0O reis : nos armazem ns.
3,5 e 7, e no aimzem deronte da ftorta da
alfaiKlega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes .Companhia na ruado Trapiche
11. 34, primeiro andar.
l.ABYRINTHOS.
I.oc,os de cambraia de .inho muilo finos, toalh.
edondas e de poulas, o mais objeclo. desle genero,
ludo dc bom goslo ; vende-se baralo : na rua da
Cruz 11. ;i4, primeiro andar.
i
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada 1 ecentemente, recommenT
da-se aos senliores de engenhos os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vende-se urna balanza romana com lodos os
f*us pertences.em bom uso e de 2,000 libras : qoem
pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem u. 4.
Fazendas baratas.
Corles de casemira de pura lila e bonitos padrees
''MO rs. o- corte, alpaca de cord.lo muilo lina a
o ovado, dita roilo larga propria para roan-
'.0 a 610 o covado, curtes de brim pkrdo de puro li-
1I.0 a ISCOO o corle, ditos cor de palha a I96OO o
corle, corles de casemira de bom gosto a 29o00 o cor-
le, sarja de lila de duas largaras propria para vesti-
do de quero esi> de loto a 480 o covado, cortes de
ustao de bonitos goslos a 78 e 1400 o corte, briro
trancado de lindo a 1 e a I92OO, riscados proprios
para jaquelas e palitos a 280 o covado, erlesde col-
leles de gorgurao aU9300: na loja da rna do Cres-
po o. 6.
Vendem-sejvelas de carnauba pora, Unto a
pore*como a relalho, de 6,7, 9,11, 12, em iibn.
pelo preco mais commodo do que em oulraqualquer
parle, e tambera aprorapla-se qualquer encoaamen-
1S coa toda a prom ptidio aaaeio: ua rua da Praia
NA RUA DO CRESPO
v Loja n. 6 !! !
boa fazendSe>S^:>, dC **ui3tf al8wJio- muiV
mbr.iad^lSl',,.'0-de3500 l*S. 'rtesi
eda rito Sr*' ^"'iSL*"0" ^ '-
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do conde
de Marcui!, ruada Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melbor
de toda a Champagne, vende-se
a 36SOO0 11. cada caixa, acha-sc
nicamente em caa de L. Lc-
comte Feron 4 Companhia. N.
BAs caixas sao marcadas a
goConde de Marcuile o* r-
tulos das garrafa sao azues.
Brins de vella: no armazem de N. O.
Uieber & C.. rua da Cruz 11. 4. '
Ricos pciicl
Dilos de alisai
Dilos de marliir
Dilos prclus de
cabellos
Luvas prelas dc torca! com
boa
cabellos
a :$
r.lsar 19S00
o para alar
l!?280kj
"piolas, fazenda
.uvas de seda decores para lu
.indas meiai dc seda de cores
Me.as pintadas fio d.E.cocia iJKSSSSJS
Il.ndeijas grandes e de MtmoVSSB&ttS
mein e senhora Ij
para crianca Ij
Papel ama"co greve e"paru^7rreh*:WK) e ]i>a
apel de peso paulado muilo superor ^MUn.)
enas lin.ssimas bico de lanva, gro fWS
' 610
tas para roupn a 610, dilas para chapen a 500 rs .
lilas para lentes a 100 rs., caixinhas para sahao de
barba a 160, ditas com aguihas francezas a 160. ca-
nelas lina, para pennas de ac a 20 rs., garga ilnas ^MmZZ
X$^E&11"?*^ P- I Canel^Vn'IssSr^arfim
Oculos le armaco le ac delodas as
Lunetas cora arinacao d'o tartarog*
Toncadores de jacarando com hoiiiespelhn
Meias de laia mnilo superiores para padres
liras para pa "'-------- '
grvala a 600 rs., luvas de fio de Escocia a 400 rs! o
par, grosasde liotOes para camisas a lio, garganti-
llas dc missangas I 20 rs., botos para abcrlora
120rs. a duzia. oculos de irmaco de ac.oa.400rs.
ditos armaco de metal a 320, aboloadufas para na-
Attenco ao seguinte.
Cambraia Tranceza de cores de muilo bom goslo a
'" "J^1* corl*s de casa Pre,os e muilo bom
fjoslo a 28000 o corle, dilos de cores com bons pa-
Iroes a 29200, alp^cade seda com quadros a 720 o
^vadt^iigrtSs^------^linos
U^Wle, ile inuil^^gco-royf'
hicocom palmas aTcada uiievdiios d'e cambraia
le iiilio Brande., proprios para eabec* a 560 cad.
J rua do Crespo o. 6. '
Eso uio de linho
e aloodao,
referidas loja..
Biiheles 59700
Meios
Te. 505
(.luartos
Quintos
Oilavos
Decimos
na rua do
otras em as
mano
Csaa pMs*a habilitada emlatim, fraucez, oor-
tuguez.gfmetr... anlhmelica o lleralura!ooSre-
cc-.e par., eniti...- for. desla cidado ; mas '"
r.ta .egucio para a fregoezia de Santo-Anlio, or
ter all numerosa familia. por
Constando ao abaiso awignai'u qae Kradeisco
Autonto Pereira Braga, vivempan.udo .eu" c e-
2r^7!2,all,!!,d.,,v,dU,e^, faMrm """
sillo na-quahdade de raeu socio, anresso-roe era fa
ter ver*o respellavel publico e a seus credore, qoe
UI soc.ed.do uao tom.pwque rpresentando-rae urna
na de seu Irabalhe. dmifliilracilo c jorn.l.iros
na.mporlauc.ate710r..,cuja qo'.nli. Ihe leve
rESi"." n ""> q Jea o fado de i
,i. *',,nuta P U" credore.., por
2.n.nita?.8al?,Mi'dD dP|0- vendo loda,
por 1.000*. EseoSr. Braga nao Ocar salr-feilo
nro^r ,,,T0 d". qoeira ".ntr-M a juUo corto
SJT, "T"^, mMmo "Pr<"nw'emo. nossa.
lnn,E? P*1'1^'8" I" ventilara es-
es negocio.Joo di Cunha liis
las sendo as grandes era seu eicriplorio.
ESBL0;.,?.11' Primeiro " Recebe por inlciiu 5:0009000
g"0. 2:5009000
JKJi 1:2509000
18=7' > L-0099000
640 l J ^000
Vigsimos 340 ,, ," ''22l
O mesrao caulelisla declara, quo quauto aos^eus
b.lhelesmte.rosv.ndidose.n originaos, so se ohnga
a pagar os o.u> por cenlo da ]ei UM ,orte, ua,a
devendo o powu.dor receber do Sr. thesourei o o
seu respectivo premio. O caulelisla.
Antonio Jos Rodrigues de'Souza Jnior.
- Oabaixo awignado v-M forcado desaliar ao
sr. francisco Anlouio I'ereira Braga.para do. pro\e
oque lem dilo era desabono do mesmo pelo, iof
naes ns. 235, 236 e 2.17 da senuna proaim. linda, c
Demassimlherogaa conliouatilo de lado quunlo
.uber do mi a re-peilo do abaixo assi^nado.^H
im offerece o abaiio assisuado a quem
raro valor era duplcala de qualquer ubjeclo, que
tenia estado deD.iio de cap. do abaixo assiguado,
perlencenle ao mesmo Braga, em prrjuizo do seos
credores, por lano aquelle que for capaz de desco-
nrir a menor mancha na vida publica do abaiio ai-
swnadoa respeilo J. seos negocios, lica-lhe odircilo
salvo de exigir do abaixo asignado o que pelo pre-
ente se rejpousabili.a.Joao da Cuuha Rea.
Alugani-se
iem",s!.,.!i0.rt, p,a w pa."ar fwu- "i "ma
re"cs ,V, r"1"';co/il,a r"ra- cPiar- oilo
uescas. quarto para prelos, estrib.ri. para cvallos-
por^raroodo prejo: .Irsdamalrizda Boi.yi.Un2
Sor vetes.
iiiv,unhr,,8,eraMrve,w:no
ua rua Direila
: RAPE' DE LISBOA.
>ende-se rap de Lisboa em libras e oiiavas: n.
praca da Indepeudencia loja 11. 3.
,n.^H ul0con,prlrne"t0' demb.rcadas. no tra-
piche do llamos: a tratar ua rua do (.lueimado o. 6.
C. STAKKI&C.
respeilosamenle.nnuuciam que uo seu exlenso es-
iabeleciiiionloen>TSnlo Amaro.coi.liiiuam fabricar
com a marar perfeico e prontplidao. toda a quaida-,
(Je de macluuismo para o uso da agicultura, na-
vegacao e manufactura; e que para raaior commodo
(le seus numerosos freguezes e do publico cm geral,
leem aberlo cm um dos graudes armazens do Sr.
-esquila ua rua do Brura, alraz do arsenal de ma-
rraba
, DSrOSiro DE MACHINAS
conslraidasBodito seu eslaheluciineuto.
All achariu os compradores um coutplelo sorli-
menlo de raoendas de caima, cora lodos os melhora-
uientos (alguns delles novos e orginaesi de que a
experiencia de inultos aunos lera mostrado 1 neces-
sidade. Machinas de vapor do baixa e alia pressao,
uixas de lodo tamaito, tanto batidas como fuudi-
da., carros de mao e dilos para conduzir formas de
assucar, machiras para moer mandioca, prensas pa-
,ra dilo, tornos de ferro balido para (arinlia, arados de
ferro da mais approv.da coustruccao, fundos para
alambiques, crivos e portas para foruallias, e urna
inhindade de obras de Terru, que seria enfiidonho
enumerar, o mesmo deposito eiislc uraa pessoa
inlelligenie u habilitada para receber todas as en-
commendas, ele, ele, que os annuuciaules conlan-
do com a capacidadedesuas olliciuase machiuismo,
o pericia de Seus ofliciaes, se comprometiera a fazer
execular, com a maior presteza, perteicflo, exacta
conlornndade com os modelos011 deseuhos,e inslruc-
es quo Ihcs forem l'ornecidas.
IECHUISHO PARA ENSE-
HHO
NA FUNDigAO DE FEUKO DO ENGE-
NHEIKO DAVID W. BOYVNIAN. xVA
KUA DO BRUM, PASSANDO O uHA-
FARIZ,
ha sempre um graudc sorlimenlo dos sguiule. ob-
Jcclos de mechan uraos proprios para engenhos, a sa-
ber : moenda. o meias moeudas da mais moderna
cou.IruccJlo ; laixas de ferro fundido
superior qualidade e de
lilos a oOO rs., dilas para colleles a :100 rs., allineles
douraJos para senhora .1 160, brinquinhosdnurados
a 200 rs. o par. trancas de seda prel. a 120 a vara
bico prelo de Multo a 100 rs. a vara, dilobranco mui-
lo fino a 100 rs. a vara, lilas lavradas de seda de to-
das as larguras e cores, e oulras mnllissimas cousas
que nao he possivel annuuciar-se. Nesle estabele-
cimento se vende vnollo barato porque se quer aca-
bar cun a loja. e todas as miudezas que nclla exis-
ten. Toram compradas cm leilao e a dinheiro visla
a ellas, amiguinbos, que o bom e baralo depreca se
acaba.
Bous gostos e de
boas quidida-
des.
Na rua do yucimado, uosqualro canlus, na segun-
da loja de fazendas 11. 22, defronle do sobrado aroa-
rcllo, vendeni-se as seguinles fazendas, i>ur preco.
que realmente f.zem admirar:
Casemira preta de superior qualiilade pelo bara-
lissimo preco de 29 c 29600 o covado, excellenle
panno prelo lino, prova le liniao, p.r. casaca e pa-
ulo a 29OO, 39 e 59, alpaca prela muilo lina a loo
OO c 600 rs. o covado, cortes de colleles de fuslao d
boa qualidade c bonitos padres a 7.00 o 000 rs. bo-
nitos cassas francezas e muilo finas a 300 rs. o cova-
do, cambraia muilo fina de salpico, propria para
vestidos c roupa de crianca 1> a vara, camisas
francezas muito linas com peitos de esguiao para ho-
rnera o 29800, curtes de cassas para vestidos de bo-
nitos padroes a 29, lencos brancos de cambraia de
linho muilo linos e grandes alisa dozia, meias finas
para senhora a 210, 300 e 100 rs. o par, ricos chales
de chally com lislra de seda e bastantes grandes a
U?, dilos de merino muilo finos c lisos a 69, luvas d
1 as cores,
19000
3900o
-------------1-----._... ,,,..,. puMI (. LfOO
l.'cas bengalas de canna cora lindos cjsles 2>e3>000
Chicotes linos para hornera o senhora alie 2000
Meias prelas de alsod.ra para padres 600
< ravalas de seda de lodas as cores
Filas de velludo eslreilas e de loda.
a vara 160
Atacadores de cornalina para casaca 400
Ricos relnginhos para cima de mesa I9OOO
Escovas finissimas para cbelo e roupa, nuvalhas li-
nissimas par. barba, meias pintadas e cruas de mui-
lo boas qoalidades, trancas de seda de todas as co-
res e-hrguras e dc bonitos padres, fitas finissimas
lavradas o de todas M larguras e cores, bicos finissi-
mos de linho le bonitos padres e de diversas lar-
guras, tesouras as mais linas que he possivel encon-
Irar-se e de lodas as qualidade., riqoissimas franjai
brancas e de cores com botlas proprias para cor-
tinados; e alm de tudo isto oulras nmilissimus cu-
sasque a vi.ladosuas boas qualidade. e o baralis-
simo|preco porque se vendem, nao lie possivel haver
quem deixe de comprar 11.1 rua do Qoeimado nos
quiltro cantos un bem conhecida loja da Toa fama
n. 3.
30,) muilo superior, com 11 varas a pec-i, por tejoo
raduaces-W- vende-.nairua do Crespo, loj da squina Mn
I90C ,> ruada Cadeia:
A 31,500
\ ende-se cal de Lisboa ulliinaraenie ehegada. bs-
ji m como potassa da Russia verdadsira : u. praca do
Lorpo Santo 11. II. r r u
Cheguero a6 ba-
rato !! !
Caixas para rap imitando a tartaruga, pelo bara-
U.siroo prero de 19280 cada urna : na rua do Cres-
po n. o. V
AGEP3U
Da Fundicao' Low-M^qt. Rua
, Senzala nova n. 4k
Neste estabelecimento continuB a 1.a-
-Veudein-se sellins con, perlences na- 7" Um comP,elol ortimento de
,< ;nni^, j......n._ .:.'._.:.. aas c meias moendas para engenho m
chinas dc vapor, e taixas de ferro batido
B coado, de todos os tamauho, .para
r.EO.NOR DAMBOKE.
V ende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza
nha, 2 volumes por l$00l) r., 1
11. b c 8 da praca da Indepen
Veude-se cal era pedra chegadaii'
timo navio de Lisboa, e potassa 1
da mais nova : rio nico depOsi
de Apollo 11. 2U, de Ai
Companhia.
FAZENDAS BE GA
PABA VESTIDOS BE
Indiana de quadros muilo fina e
cortes de lia de quadros e flores per ni
do : vende-se na rua de Crespo raja el
volla para a roa da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 100
0 CORTE DE (Al
V eudem-se na rua do Crespo, loja
volla para a rua da Cadeia.
Vende-se
Farello er sao
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2M
Tijollos de marmore
320.
Vinho Bordea i
garrafoes a 13^
JNo armazem de
ir inaos.
Taixas para engenho
Na fundicao' de
Bowmann, na rua
do o cliafariz o
completo sortimento de
fundido e batido de
bocea, as quaes ach
preco commodo e j
embarcam-sc ou carreg
sem despeza ai
-Vendem-se em i
em
ton A C., na na de Se
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e ck? montara
Candieirose casticaes bron?.eadt
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
?'^71fT^sJde^atll|e,as de u*tre para carm.
^sdegraxa n. 97.
YinicrviLiy^v em barij
Camas de fep
da
seda de cores para homem e senliora a I?) o par, (fi-
las preta de lorcal, fazenda superior, viudas deLis-
e balido, de
- lodos o tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
c5es ; envos-e boceas de fornalhae regitros de bo-
eiro, aguilhoM, bromes, parafusos c cnvilhOes, moi-
nho do mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se execulam loda. as encommendas com a superio-
sterro da ridade jit conhecida, o eom a devida preslew e com-
modidade em preco.
boa a 15120, neos corles de seda para vestido, u
baralissimo preco de 2<(fc dilos de cambraia dc seda
de lindos padres a (*, chally verde e amarello
muilo superior f.i/c.ida, e que muilo se usa par. ve
ItdoaHOO rs. o covado, romeiras de cambraia o fil
com la.;os de ricas litas de seda a |J>280, grvalas de
seda de bonitos padres a OSO, meias de laia para
padres a 2 o par, corles de casemira linas e de bo-
nitos padres para caljai a 5, l.rinzinhos de puro
Imito a 210 o co>ado, ricas colx.s de damasco e mui-
lo grandes, pelo baralissimo preijo de 105, brins (ran-
eados de puro linho e de bonitos goslos-para cales a
800 rs. a vara, meias cruas para homem a 200 rs. o
par, chales de larlalaoa de bonitos padresa 1, cor-
desde calcas do casemiras de Igodilo a 15, merino
irelo, raecuirSMiiuilo boa a'O) o covado, lanim
prolo o mais lino que he possivel enconlrar-se.-pro-
prio para vcslulo c balinas de padre, pelo baralis-
simo preco de 1,280 o covado, riscadiidios francezes
muilo linos e de bonitos padroes a 210 o covado
meios lencos prelos para arayala, fazenda superior'
a 15, li5.ir.>- brancos com lislr.s, de cambr.i, mal-
ta hitos a :X> rs.; brim branco trancado de puro li-
nho a 15200 a vara, e alm de lodas eilas fazendas
oulras mullas que su* visla das boas qualidadeshe
que se pode ver o quanlo silo baralas, ali.hcando-se
aos senliores compradores que nesle estabeh/cimenio
nao ha fazenda alguifta quo seja averiada, o sim ludo
em avana, de bous goslos e boas qualidades.
He fazenda mui-
to linda, os me-
lindres.
Esla fazenda he inteiramenle nova, ehegada no
ullimo navio fraucez, e de lodas as quo se usam pa-
ra vellidos, he a mais bella, he de toa e seda, e de
largura regular, cinta corle tem 13 covados e meio,
vende-se pelo bar.lisiimo preco do 0500, rabeo
covado a jOO rs.: oa rua do Queimado, nos qU(l(ro
cantos, na segunda loja de fazendas n. 22. defronle
do sobrado amarello.
tente ingle/., e da inelhor qualidade que
tem vindo a este mercado: no armazem
deAdamson Howie&C, rua do Trapi-
che n. i. F
9- COMES TUHCOS.
Vendem-M esles delicados corles de caisa prela
com pintas carmezins e IMrados, os mais lindos pos-
siveis pela sua uovidade de padres, e ni se vendem
tas lojas dos Srs. Campos Lima, rua do Crespo
Manoel Jos ketle, rua do Qosim.do ; .Narciso Ma-
na Carneiru, rua da Cadeia. por preco muilo cm
conla.
A boa fama
Na rua do Queimado uosqualro cantos na bem
conhecida loja de miudezas da boa fama n. 33 co-
conlra-se sempre um completo sedimento de miu-
dezas de lodas as qualidades e de diversos gos(o9 e
quo lodO-se vende por (ao baratos precos que aos
proprios compradores causa admiracio :
Libras de Imitas de| novelo, brancas u. 50.
0,e 70 a
Libras de linl.as, dilas n. 80, 100, 120 a
Duzia de tesouras para coslura a '
Duzia de tesouras linas para coslura a
Pecas com 11 varas de lita de seda lavrada
Ma;os com 10, 30, 00 e 70 pecas de cordao
para vestido
Vejas com 10 varas de bico estreilo
luzia de dedaes para senhora
Caisinhas com aguihas francezas
Caitas com 10 novellos de linl.as de marcar
Pulceiras encarnadas para meninas
Crozas de bolocs para carniza
Pares de meias linas para senhora a 240,300 e
Meadas de imitas muilo finas para bordar
Meadas de tirillas de peso
Grozasde boloes mnilo fiuos para calcas
Agulhciroi linos com aguihas sorlidas
Babados abertos do linho litse bordados, a
vara a 120 o '
Lapsimos en vernhtados a duzia
Carteiras de marroquim para algibeira
1-tvclas douradas para calcas e collele
Tranceliiti prelos de borracha para relogios
8 1UU 0
Tiuleirosc areeiros de porcelana o par
Charnleiraa enlre linas
Duzias de lapis sem ser eiivernisados
Do/Jas le torcidas para cairdieiro n. 11
Peiiles linos de bfalo para alisar a OO e
Pecs com 112 varas de Da branca de linho
Canas com clcheles
Carrileis de lindas de 200jardas de boa qua-
lidade
15100
15280
15000
19280
15200
00
500
100
160
280
240
1G0
300
160
100
280
200
240
120
600
120
dito.
diales de merino'de cores, de muito
bom gosto.
%-1--' dC^e,p0, '0ja da M<,0M ^
Sf oinhos da vento
ombombasderepuiopara regar borlase baila,
de-oapim,nafundic.adeD.W. Bowman : narat
do Brumos. 6, 8 e 10.
AOS SENHOKES DE ENGENHO.
Rudando de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantgem para o melhorameno do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
160
500
120
80
80
100
50
SO
Macinhos com 25, 30 e 40 grarupas
Suspensorios, o par
70
SO
40
N. ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
i venda a superior flanella para rorro de telliui,
ehegadaecenlemeote da America.
Vendem-se lonas largas e estrellas, por preco
comasodo : em casa de Kox Brolhers, oa rua da Ca-
deia do Recife n. 62.
CAL 1)E L1SBUA A 4*100.
Vendem-se b.rris com cal virgen de l.iiboa, para
tediar contas, pelo diminulo preco de 4ooo o bar-
ril : ua roa da (:,.deia do Recife, oja n. 50, defron-
le da rua d. Madre de Dos.
Venda* excellenle laboado de pinito, reetn-
lemsnie chevado da America : na mi de Apollo
trapiche do Ferreira, a eolender-se com oadminis
ador do mesmo.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano,- violao e flauta, como
*cjam,quadrilhtu, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modrnissimo ,
chegado do Rio de Jfneiro.
Na rua do Vigario n. 19, priraeirn andar, lia
para vender superior reros da primeira qualidade.
do fabricmeMqueira-iinliasde rorii e de nume-
ro, 3 lio porrele, tudo chegado pelo al limo navio vin-
do dj Porlo, ejoutamenlo vinho superior, feitoria
em pequeos barris de dcimo.
Rucado de Iistras de cores, proprio
pira palitos, calcase aquetas, a 160
o covado, /
Vende-se na rua do Crespo, loia ds esquina que
volla para a cadeia.
Vende-se ac em cimbeles de um quintil, por
preto moilo commodo : nn armazem de Me. Cal-
moni i Companhia, praja do Corpo Santo n. 11.
Ni rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-selarelo novo,chegado d.LsBoa pelo brigurft-
peran -a. r
^raCRAVOS FGIDOS'
- Desappareceu no dia 13 de ^_
ente auli, urna eserava, pwnomo Mecia. c;
!>, fula, de idade pouco mws nU -M
anuos, cora falla de denle, oa frente, lanto en
o como em cima ; tem urna das orelhas I
levou vertidode chita eom Iistras inwf
l*4st**, cero ara (landres de asalo de
qualquer auloridade policial ou capMSe. i
a poderao prender e leva-l.. roa d. (i*
ser bem recompensado.
tSf ESCRAVO.flGIDO.
tvadio-se no domingo, 14 do correte 1
zent .lo sal defronle da pr.ca da Boa-Val
cravo mualo, le ooroe Regenaklo, eom B
....ras, llura regalar, robusto es Uj'
larga, e pouca barba ; levoo diversa as tt
Ca., tudo de aleodJo de diversu qBI Kd" L'
poe-se que levou em sua compaaal onu ura
forra c um filho da men. com ida!
nos. Este escravo |H.rlenceu ao reverendo padre
Joao da Costa Nunes. morador oa o
goas Bellas, no termo do Buique, d^oadi
jullio, e foi vendido .105 abaixo tsigr
mulata chegou do mesmo lugar iii neste soez
teve-alguus di., arranchada oas Ciato Pon
,f,7 ." ,q,Ue ,enco"i5r. rua do yuetmado 11. 27,qe ser rer,
Oooveia A Le te.
Coitlin a aeslar ausente de casa de seu senhor y
mojor Antonio da Silva GoMSaMlfl ave I-
naci, crioulo, cor prela, altof^Bj hlldc 3.",
anno, poSco maii oa menos, per
olhos grandes e vermelho,, -tesu j,a e
cantos, com um sigual a w. urn
, nm 0eTS4e um dos pes partido, chupa bstenle e
hswnuiio cdiiiudor de pelw, .nda con : aera
appreheiide-io ser geoerosamenle recorapeiido.
No dia 11 do correnle fugio d. bor
brasile.ro I enus, o escravo Jos, crioulu, ora os.sig-
naes segrales : estatura baixa, rosl
lanlc barbado, quando falla lid ura poac mtaaca-
do ; levou calca de brim de liuho, camisa chapeo de p.lba oleado de verde, a s
servieo, por isso talvez lenha mudado da
escravo ji. lem feilo alguma. fugas, e con. ir par.
o engenho S>. Joao de S. Lotre.150 da 1 alia, d'inde
foi ja scravo e he casado no mesmo engtuno, aoude
tem a mulher, por io he de sappdr ler ido para u
titeimo engenho, como he de cos(ume : |iort.oto pe-
de-se a lodas as autoridad.! policiaes, capilots da
campo ou oulra qualquer pesio, o appreltendara e
levero-o loja de cabos ao lado do Corno Sanio u
25, a entreftar .0 Sr. Caelauo Cjriaco da Cosui M0-*
reir, qae gratificar, g.oerosameale.
tOOSOOOn.
Fugio 110 dia 2 do crranle, do ei.geoko Uarbalho,
freuuezia do Cabo, uto escravo de nafao, do. nome
Cato, altura regulir.ear.oval, pello bastilo salien-
te e com marc de caustico do lado direila, es lar-
gos e curios, peruas linas, e he rendida d. verilliH
do lado direilo : qoem o prender e levar ao referido
engenho, ou a casa do commendador Luii Gomes
?,",% MoDae8' recebara a gralifieaco de
IU09000.
1 ugio no labbado 6 de oulubroaprela Maria.t-
na Bengiiel., escrava de Franciscpde Freilai (ism-
lM.aes.jt mullier, levoo vestido escuro desbolado e
ura l.boleiro com roleles, tem o. dedos grande.des
pos torios para denlro: inlilnla-se forra, porque lite
concedemos essa graca por morle de nos ambos
pessoa conhecida diz que vira o prelo forro Joaqun,
caiador e vendedor de miudexa, seduzi-la aomes-
roo sabbado n noite na escad da Sr. Jos Cbudino
Le le na rua do Kosario, a dita escrava Marianos
para que nao foiso para casa de sua senhora eui
prelo Joaqoira foi escravo do Si. Tuomax da Aquin
rorneen: presume-s que Icoha ucultado vUl
que ja de oulra fgida, pela qual esleve oa cadeia
foi interceder por ella. Suppoo-wqm ambos sahir.m
a veud.r miudezas paw malo. O alisKo.auinuda
rog. .todas i. auloridade.. <**%
pessoas suas conhecid.ia apprchenso da dila ttm
va, que se respons.beliss.Mla. deapxa.
Francit&je Are<,a,
1O0.S00 de gratiCca.
, De"PP2receo B, dia I .prximo Pii
do, petas 1 horas da noile, S rela I ourenem na.
cao Angola, d. idade 35 Xuo,, %'&%
mcnos,cnmo.Rnaa.Wgain,es: nmdSodam-
nirn a,."'.e.^d0m,,r ^ "* "" ^
hi,f-'.L CamiM ^ Koaflozinho, vestido de
roga-sea todas as auloridade. policiaes ou capiUes
i!,?!"1? 1ue.* PPren*"<*m e levem a seu aher
Joao Leileda Awvedo. u. praca do Carpo Santo n.
17, que receben, a gralifieseto cima.
PEBN TYP. DB M. F. DE FaBIA -1855


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