Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00546


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Full Text

AUNO mi. N. 24*
Por S mena adiantadoa 4,000.
Por S mezes venados 4,500.
QUINTA FEIRA 18 DE OUTUBRO DE 1855.
i
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o Bubscriptoi.
DIARIO DE PERNAMBUCO
,EN<'ARREGAltOS DA SCBSCRIPC.AO'.
KceWe, o preprie larto M. F. de Faria ; Rio Je Ja-
neir i, Sr. Jeeo Pereira Martina; Baha, o r. D-
I>upr l'drabiba o Senbor liervazio Vctor da Saliv-
dade ; Natal, o Sr.Joaqulm Ignacio l'ereira Juuior;
Aracaly, <> Sr. Antonio de Leaos Braga,Ceara, o Sr.
JuaquimJose eeOlireira; Marauhao o Sr. Joa-
quim Marque Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
Harculano Ackiles PetaosCeareocs ; Para, oSr. Jus-
tino J. Rara* ; AmaxaM*. oSr. Jeronymo da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4.
Pars, 3O rs. por (.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acces do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberiba ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de leiiras de 7 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .. r,
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de 41000. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
a mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
9Ono Olinda, lodos os dias
r, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
Goianna e Parahba, segundas e sexlas-feiras
Victoria e Natal, as quintas-feiras
PREAMAR DE IIOJE.
19860 Primeira as 10 boras e 6 minutos da manbai|
Segunda s 10 horas 30 minutos da larde
169000 Carua
16000
99000
1940
1940
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quarias e sabbados
Relaco, lercas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 boras
1* vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia
2* vara do civel, querase sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES.
Oulubro 2 Quarto minguanle as 9 boras 24 mi-
nutos e 44 segundos da tarde.
II l.itanovaa 1 hora, 3 minutos e
47 s gundos da niaulia.
18 Quartocrescenlea 1 hora, 17 mi-
nutos e 49 segundos da larde.
25 La cheia as 5 horas, O minutos e
49 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
15 Segunda. S. Tberezade Jess v i.
16 Terca. Ss. Mariiniano e Siluriano irs. mu.
17 Quarla.S. Eduviges duquez3 ;' S. Mariano
18 Quinta.S. Lucas Evangelista ; S. Theodoro.
19 Sexta. S. Pedao de Alcntara f.
20 Sabbado. S. Joo Cancio ; S. Crapasio m.
21 Domingo. 21. S. rsula e snas corop.
mu.; S. Hilariao ab.; S. Asierro pres b.
AOS SKNHORES ASSWNANTES DA PROVIN- I
CU 1U.PARAHIBA.
i mandar pagar a subscnpco a pessoa
encarregada darte recebiineulo na dila provincia,
alias Ibes sersuspeusa a renwssa da folha.
PAWEimciiL
i)
f
y
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
tria em 17 de oulubro de IKVi.
Presidencia Uo Sr. desembargador I'irmiuu
^^Ho de Souza.
nunlia, prsenles os Srs. lescm-
Sstal), Santiago, Valle e Gitirana,
Bago, Lemas, Basto, e Cinema
upprovada a acta da antecedente,
abrie-se a sessSo.
te: '
AppelUiile, Francisco Poirier ;
ata}, o contal fraucez.
m Srs. depulados Kego e Olvira, e
Ho-pelo Sr. uesemoargador Valle, licou
aeisao a podido du Sr. Bego.
leaprezados a embargos em qae erum :
inte, os Hdwianlradara da mas* fallida
ll Joaqtuai AubMtsMie Faria Abreu e
lima ;
ibargido, Francisco Jos Resalo Braga.
iieutu a appellacao eulire par-
W7
Appeilante, Jos Jfaoiim leiieira Campo' ;
Appetlado, Joaqmm da Silva Santos.
Srs. Bjale e Oliveira, toi confirma-
da a seutenca appellada.
Levantou-se a sest*> ai hora da larde.
IITEMOR.
JAMXIBO.
WS SRS. QEPT40OS.
da ato ( 1BSS.
Una da sesso anb;ceden-
r%iio i\ cunta do seguintc
le. ii
expsj^^H
munii
a^a^H
'. depulado Paula Fleury, com-
r continuar anda o seu incom-
parecer.Fica a caiuaia iulei-
do leiieute-coronel gradeado
a Meue/.ea Doria, pedirolo pas-
I ou segttuda clasae du estado
latida do seo ponto.A' commissa
jacio de deliberars, e vai s iinpri-
I ordem dos trabalboa, o eguiule
Ebeling a (iuilherme Evans, o priinciro
o -enuinii) Inajea, ambas residentes
bfei loagoa anuos, e ambos cor-
i, leudo relio perante a cama-
ipenliva as declararoes da le, reijue-
> dMjaanea do lempo de residencia
<-ctarac)es para podcrem uatura-
I dispensa das Tormilidadcs
esmo lim, -Cidro Outlheriuc
iropa em 18.l para servil
todo o lerauo uonlralu cuino alferes Jo 1 i."
^^^B, era Bnenos-Avre e Rm
Grande do o uliimameute parle la expe-
lltao ao Paraguay, coin louvor o boas iutinnarijes
dos seos saperiur-.'
>ininissAo le onslili{lQ; a quem f iran
^H^HMquerimcnl-, adiando em f3 ,
ospri -iJeucia demaisdeld
Mi industriosa e inoraliilade ulo
' o cetro, residencia de 4 nnus no
qne se retirou lindando o seu
intrato, as boa* nota*.que em seu favor se encon-a
tram ein olhcio do presidente da proviucin do BJ
>ul, e informadlo do cuiiiinandaiites o
tora, Viaudaviila prepr i luimai re-
lio, e he de parecer que se adopte I
solucauseg
bien qeral legislativa reavive : para
uuicu. O governo tica auloris.nlofgei-
r carta de aturalisa^ao aos estraas ua
ros Ju.lo Kl eling e Guilbenae Evans, raidejfermu
da Babia, e Pedro Girh sen
Mayar, residente nrsla cidade, dispensad
lavor as disposicoii em contrario. /
ominis'es, -J8 de agoste
D. T. de M r . He.apprav.ido uin reqoerimento da^^^
ao d drcanienlo para que se arcMii,
'"iresanlmOcs dos neguciiules de asuardem
ORDEM DO DIa.
Incompatibilidades e eleiroei por circuios.
Continua a setcnuda discuaso do projecto do se-
nado u. (it) que altera a lei de 19 de agosto de 18(6,
com o. parecer da commissao de consliluico
o. 78.
koem-se, apoiam-se, e enlram conjunctamenteem
discusxlo com o projerto duas emendas dos Srs. J.
A. do l.ivramenlo e J. J. da Rocha, ja publicadas
no Jornal de 29.
O Sr. Pereira da Silva :O nobre depulado pe-
la provincia de Seraipe que occupou'a alleneo da
cmara na sessao de houlem declaran que sendo
como era, e como sempre lem sido, membro do par-
tido conservador, votava contra o projecto que est
em discussao, para o tim de moslrar-se diguo do
seu partido, e para que quaudo deUasse a vida po-
ltica sobre ua campa se podessem escrever as
palav ras : Fidelidade aos principios do seu par-
tido.
Ea, senhores, conservador como lenho si.lo sem-
pre, conservador xomo sou, votando em favor do
projecto, vi-jo-me obriqado a protestar om meu mi-
me e em nome dos couservadores ineus amigos que
vol.nn lanibem em favor do|projeclo, contra a pro-
po-jro do nobre depulado, por infundada, por
injusta e por desairusa. Mullos apelados.)
Senhores, se o partido conservador, no seu pro-
srainina potilico, na bandeira que hasleou no pas,
nao iuscreveu o principio das incompatibilidades,
(ainhein o nao proscreveu.
O Sr. Siqueira Queiroz:Escreveu respeilo i
constituirn.
O Sr. Pereira da Si/ca:Isto be dever.de lodos
os partidos, he obrigacao de nos lodos. (Apoia-
*aV>-)
Direi mais: o principio das incompatibilidades
de alguns cargos pblicos para a eleiclo dos repre-
sentantes du paiz nunca fui principio poltico, nem
mesmu do parlido que nos foi >empre 'adverso, do
partido liberal.
O Sr. <;oie.< Ribeiro :Como entilo se fazdisto
questao de gaBinete'!
O Sr. Pereira da SilcaQuaes foram os prin-
cipios polticos que formaram a bandeira do partido
liberal,e aquellas que sustenlou esuslenla o partido
conservador, a cmara condece bem, porque a nossa
historia parlamentar moderna o< torna patenles a
todos; o principio das iucompalibilidadea he novo,
nascido ha pouco lempo, originado pelas itecessi-
dados c pelps iuteresses modernos da paiz, e foi
sendo aceito pelos hoinens de un e uulru partido
iudislinclaineiile... *
, O Sr. Pacheco :Sempre fui principio do par-
tido liberal; pude ser que livesse agora mais ex-
pansiio.
O Sr. Braniao :Est o orador contrariado.
lima eos :pode ser de oulros lamben).
O Sr. Mello franco:He de lodos, he nacional.
(Apoiados.1
O Sr. Pereira da Silta:O principio das in-
compatibilidades polticas, repilo, nunca foi prin-
cipio polilicu dos dous partidos que fxistem e ha
muilos anuos pleileam sua causa peranle o paiz ;
nasiru de per si, nasceu uo meio das lulas, nasceu
da* necessidades da sociedade brasileira, uasceu dor
infere do paiz. (Apoiadoa.)
Appareceu pela primeira vea no parlamento em
1815 ; e. senhores, se o fact'o de ler sido apratenla-
do no parlamento nessa poca por un membro do
partido liberal Ihe d na foros de principio poltico
do partido liberal, eolio direi que a cmara de 1843,
compnsla na sua quasi unanimulade de membros do
partido liberal, u rejeitou tarabem quasi unnime-
mente. ^
Vultoo cmara em 1818 trado ptlo ministe-
rio organi-a lo pelo Uado Sr. vincoude de Macalt
o carcter de propona do governo : a esse mi-
iminado titcom UBjiliUrvaa^ poio conjoneta-
Na ranura .iT^^N '^^arli.to liberal.
"a cainfir.) tos ilenuU1u
incompatibilidades fi su.le,,"aila <,U8 a 'JOa a"S
fes e liberaes, a c.l J".,"11 W couservadu-
berae
a |i
ja, ecorabetida por c"ZZ
eahimemb^prae--^''-fia-
dor esposaram o principio das r"do
V
n-
romo o seu pedido ja foi a'
^
projecUi de orcamenlo adoptado poi
loara.
O Sr. Itenriqut* :Sr. presidente,
clamar contra mu aparte que encoi
a inim uo discarsn qua a sessao de '.
nblicado no Jornal de boje, fez.
potado pela Baha em conleslarAo ao qu^
subre a pretenrao de Joio Kerieira Biltaiicourt
quaado u nobre Reputado declarou a doulnua do
niseHieiro Maia sobre a prescripcAo, se
ferido por roim o enuinte aparte : O
il nao ke antorulade donlrinal. a
egurar a V. Exc. e cmara que de minha
i sahiraui laes palavra*, que so poderiam
pela de um orgulho, que felizmente
J.MAIlive. En' au poda trahir as-
ncia acerca do alto conceilo em
ado Sr. Maia, exprimindo-me
ira, contra a qual protestara
i bem merecida repularao pu-
blica ti do o Sr. Maia no es.udo e co-
nliecimento das malerii de sua profissao ; esludo e
quu Ihe deram sempre a honrosa qua-
ils um de iiossos mais dislnctos e p-ofun-
dosjuriscouiullos. Se esse aparto foi lancado na ca-
sa, a>* fui en d;i certo que o lancei-; eiilriluuto que
eu poda iiess* necasiao lembrarao nobre depulado,
sea mi:- ma donlrioa a que elle illudia, st
t de IJdejunho de 1810, pelas quaes o
i Sr. conselheiro Maia, como minislro da fa-
i. espliuou e desenvolveu o decreto de -J) de
luella anua, em qae mui expreasa eler-
i e detenniw continuar em vigor
acerca da prescripcAo as disposicts do regiment
dos contos, donde se vO que a prucrpcAo nao poda
ler cometo eni%" nos no t. de Janeiro de 1813, co-
mo disse o notan- deputado.
He ventalle que quande o nobre deput: do acaboa
de ler a parecr do Sr. cooselheiro Maia dado no
tliesouro sobre a prelenr.m do fallecido JrSo Ferrei-
ra BittaiKourl, p desse parecer dedu/.io urna cooclu-
s;lo contra aquel la qae eu lirei, ea dei o seguinte
aparte:
u He mera opiaio do Sr. conselheiro Maia, mas
nao lei j e a cn:uara perceber bem. a difleren^a
entra este e o apurle que me loi allribuido ; e ex-
priimVnie a*sio.porqua naodediizi daquelle parecer
que o Sr. Maia eittendesse que a preleu(do de llil-
lanr.uuil e amara, nAo para qoe esta a
etiininasse na firms do art. 31 da lei dr H de mi-
li 1K32, e coiisignasse nsf andas para o seu
pagamento qaaiido jalajasse que ara aseiaiida dte jus-
lcn, mrn sn e nnicamente, como disse < nobra) de-
pulado, para s prasiacao dos sobrediloi fundob ; e
em meu spoio cliaino a decisao da casa nao s soMire
essa mesara (Urclenrao, como sobre a de Miguel,Ta-
var renlettida i commissao dX fa-
xenrl, iieasseiilira sobre falsa causa
o seo julgamr
Aprave rar que o aparte
res e li-
senado
conserva-
conJHct.m.ute-corm"dg'u",sU|,beraTs
O Sr. '--|'- ^"^- k J
proleola conl *'i l-'ma :U SrHcez de Olnda
OSr. Per, islo.
quez dtt_Oli/*ira '" Slea:NSohe somente o mar-
cousee*jPelKAida, membro pruemiuenle do partido
lie/fitailiir, o Sr. marquez de Paran, o Sr. mar-
r ,t delMout'Alegrelambem lem direilo a esses
ti .us afidiados elres sempre perleneeram ao ar-
, ao (apoiaejos; sua frente se collocajram desde que
lie se orgaWou nollempo da regencia do tinado Sr.
'iogn AnloiiioNyji. (Apoiados.)
Se o Sr. marquez^de Olinda nao esposon eslas
idoas, esposaram-a< osVSrs. marquez de Paran,
marquez de Munl'AlegreV Maooel Felizario, Pimau
ta Bueno, visconde de MaOalii- e oulros caracteres
sidenle do conselho ? Vol a cmara como entender, I
devo porem dizer que o ministerio faz do projecto !
queslao de gabinete, lie da ndole do systema re-
presentativo, he dogma constitucional, que cma-
ra perlence a faculdade de responder ao gabinete
recusando o voto uo projecto, se o julga inconve-
niente ; a declararan nao equivale a eoaccao ; a de-
clararlo he franqueza ; reprove-o a cmara, e a sa-
beduria da cora cabera decidir entre a camara-e o
ministerio, que nao nodem mais viver junios.
O Sr. Sii/urira Queiroz : He queslo consti-
lucional, nao he de gabinete.
O Sr. Pereira da Silra : S quem nao conlie-
ce a ndole e a natureza do systema representativo
he que pode negar a competencia do governo para
declarar quaes sao as quesldes que elle considera de
gabinale, e das quaes faz dependera sua conserva-
c,an no poder e na gerencia dos uegorios do Estado,
O Sr. t'njueira de Mello]: Quem desigua he a
natureza das qneste* e nao o arbitrio.
O Sr. Pereira da silva : He o gabinete, como
dissa, o nico competente em todo o paiz regido pe-
lo systema representativo, para declarar quaes sao
as questes de gabinete de que faz depender a sua
cunservai.-.lu ua direcrao dos negocios pblicos. A-
poiados.) ,
O Sr. Paes Brrelo: Islo lie dootrina correnle.
O s>. Siqueira Queiroz : Neg.
O Sr. Pereira da Siloa : A cmara lem a ple-
na liberdade de decidir o que entender convenien-
te, e decidindo ou volando contra ou a favor du
projecto por cerlo uo se desmoralisa peranle o paiz.
Apoiados.'
O Sr. Araujo Lima : Kisto lem toda a rizan.
O Sr. Pereira da Silva : Eeilas estas observa-
cei, passarei a tra tar da materia propriameole da
discuss.io.
Eu respeilo muilo, seuliore-, os escrpulos da-
quelles que nJo ousam prestar seu voto a urna lei
ordinaria quaudo as disoosiroes delta Ibes parecem
ull'euder, anda mesmo de leve, a consliluifo po-
ltica do imperio. He o palladium das nossas l-
berdades, dos nossos direi tos,'-das nossas garantas.
Eu tambein pela minha parte, quaesquer qae fos-
sem as conveniencias, as vanlagens, a ulitidade de
urna medida, se para deliberar por urna lei regula-
iiienlar urna duvida quatquer me assallasse o espi-
rito de que se olludia o pacto fundamental do paiz,
seria o priroero a ncgar-lhe meu voto.
Mas realineule orlende a consliluico o projecto
que prohibe que cortos fuuccionaros pblicos se-
jam volados mis districtos em que ezercem jurisdic-
rao uu auluridade,, e que eslabelece a divisio de
districtos pura a eleir.lo de depulados e de mem-
bros das ussemblcas legislativas das provincias ?
Estou realmente convencido que nao, e peco li-
cenca aos notares diputados que encararan! a ques-
lao debaixo do ponto da vista constitucional para
responder aos seus argumentos.
Xralarei primeiramenle,da conslitucionalidade da
medida qne prohibe que cerlos empregados pbli-
cos sejam volados no dislrictus ou provincias em
que ciercem jurisdicrao ou autordade ) depos pas-
sarei a queslao de constituciuuatidade dos distric-
tos eleitoraes para a eleicao de deputados ; demons-
trados esles pontos be que encararei o debate sota o
ponto de vista de ullidade.
Para se unten.ler a constituir >. senhores, nao
basta ler-se um ou oulro artigo isolado, ella cons-
tlue todo o nosso direilo publico/ e l.io harmonio-
sanenle se acha combinada em to las as parles, que
seu espirito fcilmente apparece quaudo se a evami
na e se a esluda com atlencao.
A ronslituirao, tratan I 'te mj||ns c vare" "*'
plus, somente enci cumo proprietavoe ^ia es-
trs- o*J,"s i orgausarao c allriV'ioes dos
icos por ella creados ; direiV* nalu-
'dsdaos brasileiros, o< quSies reca.
osdillereiiles paragrapliondoart
icos dos cidadaos brasilein05. ''
hre estes tres objectos sjo pos-
meio de IM 6rirrmreas_ JL_ O Srs Araujo fama:Recebeu, lie
de por ventura este projecto a organis??* -^-s1-, Pet-tiu/ttaMcj^b+itino n
e altribuices dos poderes polticos ? ( Vozes : nao,
uJo ) Nao ofleude. Ir porem de encontr aos di-
rei los individuaes dos cidadaos, fundados na liber-
dade, igualdade, seguram;a e propriedade ? Tam-
bein nao. Apoiados. (Hiende os dreitos polticos
dos cidadaos brasileiros '.' Aqui he que lem sido Ira-
vado o combale; eis o campo de lula ; eu o aceito
em lodo o seu rigor. -
O que sao dreitos polticos '.' Cumpre definir pa-
ra se esclarecer a queslao, e elucidar-se o dbale.
Direilo poltico he atfaculdade que lem o cidadao
de participar do governo do estado ; he isto o que
se.deprehende do estado dos publicistas ; he isto o
que se deprehende' da leitura da constiluirao ; d-
reitos polticos nao ha somente a faculdade de ser
eleilo e de eleger, he tambero a faculdade de ser
chamado para os cargos polticos, islo he, membro
leem com lgica absoluta e rigor excessivo o art.
178 da consliluico, foram limitaroes ao direilo po-
lilicu da nomearao, quer em relacau as altribuices
do poder que nomeia, quer em rehiran ao individuo
que deseja ser nomeado; foram lambem nfracru-s
da constituirn...
(Ouvem-se muitos apartes.)
O Sr. Vresidenle :Atlencao!
. O Sr. Pereira da Silva :Apresenlarei oulra de-
liberarao da lei anda mais clara.
A lei que creuu o supremo tribunal de ju*lca es-
la beleceu que neuhum dos seus membros pudrsse
ser nomeado minislro de estado e presidente de pro-
vincia. Como se lirou a esses illustres cidadaos mu
dos dreitos polticos de todo o cidadao brasileira,
qual o de ser nomeado presidente de tima pro /in-
cia, uu de ser chamado para os conselbos da co-
ra '.'
Como se tiram altribuices ao poder moderador,
que pela constituirn lem plena liberdade de esco-
Iber seus ministros e secretarias de estado, expres-
sando-se a cousliluicAu com a franqueza da palavra
livrcmentel Nao lia vendo ella designado as classes
dos cidadaos, d'entre os quaes pndei ia ser escolhido
o ministro de estado, dando a esculla lii-remente ao
poder moderador, e como se eslreitou e se limilou u
circulo das pessoas que pedera a cora chamar para
o seu conselho"!
O Sr. Figueira de Mello : Podiam oulros
ler errado, e por isso nao devemos cahir nu mesmo
erro.
O Sr. Pereira da Silva:Uto nao he argumenta-
rlo. Nao erraram, na. Marcou-se o exercicio do
emprego poltico, litaram-se a condicoes do empre-
go ; al aqui nao foram lacliadas de iucunstilucio-
naes, e nem de erro : nao procedem as palavras do
nobre deputado (apoiados), que lalvez mo estejam
boje de accordo com as palavras qoe ha bem pouco
lempo prnuuiiciou nesla casa. Muitos apoiados.
Herlamaces.
Mas encaremos a questao por oulra forma.
SSo somente dreitos polticos os da eleic,ao pro-
priameole dita '.' Nao so dreitos polticos a facul-
dade de participar do governo du Estado, sendo no-
meado para os cargos polticos que formam us po-
deres polticos'.'
O Sr. Araujo Lima:Com t.io fracos argumentos
nao.
O Sr. Pereira da Silva:Pois bem ; sao somen-
te dreitos polticos a faculdade de eleger e ser elei-
lo, isto he, a faculdade do voto ; aceito esta these
para argnmeular somente, enlendamo-nos bem ; eu
u.io .iciiuie-rn a ella. Pois os mesillas dreitos da
eleir.io leu) recelado limitaroes e restriccoes feilas
por todas as leis ordinaria* que lem tratado du modo
pralico das eleic,e*. (Apoiados.) .
Os dreitos de eleicao sao volar e ser votado para
eleitorrs, vereadores, depulados, senadores,|meinbros
das assemblas provinciaes.
Logo aps a pulilicarao da consliluico, a lei de
1828, que creou as cmaras municipaes, delermi-
uou que ninguem pudesse ser eleito vereador seno
com dous anuos de residencia nu municipio ; e
nao foi isso una reslricrao do direilo poltico de ser
eleilo qua pertence ao cidadao brasileira quaudo
a constituic.ao nao aadmillio ".' (Apoiados. Kvclama-
es.)
Aquelles mesmos sabios lesisladores que organisa-
ram a nossa constituirn poltica tiveram de orga-
ni-ar a lei regulamentar de eleirdes alim de etecu-
la-la. Fizeram as iuslrucces da Osario de 1821. e
logo nelUs dolerminaram que iL***oudes9e um elei-
tor volar em prenles al certov %...
O Sr. Araujo Luna:Foi niirV
OSr, l'ereira da Silva:Eis aq
gumenUro dos notares depulados : l
Bisadas. S-a consliluico garanti o
poltico de votar e ser votado, enteu
rigorosamente, como querem os nobr
na limilu.lo que se fez a respeilo-dos
bcu ella urna ullei-is.i....
OSr,
libildades que marcamos ; lem-se designado mal o
projecto dando-se-lbe esle nome ; des-a impropria
desigualo he qae lem resultado a releuiua qse os
untares deputados lem levantado nesla casa, e que se
tem feilo espaldar pela popularan.
O Sr. F. Oclaviano:O projecto peces por nao
ler incompatibilidades. (Apoiados e risadas.;
(Cruzam-se varios apartes.)
O Sr. Vresidenle:Alleneo!
O Sr. Vertir da Silva:Nao sendo verdaderas
incompatibilidades as que marca o projectu, nao
sendo incompatibilidades absolutas, pens argumen-
tando com a razio e com os fados, quo se nao olTen-
dem osdireilos polticos do cidadao brasileira quau-
do seprobibe que nos lugares em que ciercam juris-
diccAo on autorida.le possam ser volados os juizes
de direilo, presidentes e ebefes de polica, secretarios
do governo, commandanles das armas, e inspectores
de Ihesourarias ; sao condires temporarias ao em-
prego e circumscriplas ao lugar do seu exercicio por
utilidade publica, que quer a liberdade do vol e a
ainceridade da eleicao ; sao con.lires que o corpo
legislativo pode por lei ordinaria estabelecer, e qile
ja lem e-Iahelecido, e que eniao uo direilo que Ihe
concede o arl. 78 da consliluico, que Hieda a fa-
culdade de marcar o modo pralico daseleiroes ; nao
se pode suslen:ar que se ofleude o art. 178 da cons-
lilur.lo do imperio, porque uo lie tirar o direilo,
mas sim regularisa-lo.
O parecer da commissao de consliluico e poderes
funda-se principalmente, para combaler o projecto,
uo arl. !tl da constituicao. l.eia-se porm este ar-
tigo, e de sua leitura atienta resultara que elle se
nao presta intelligencia que Ihe d a commis-
sao para acoimar o projecto de iucoiislilucional-
dsde.
Eu nao podersi melhor explicar a doulrina desse
artigo do que leudo um periodo de um discurso do
Sr. Pauliuo Jos Soares de S mu, boje viscoude du
Uruguay, que ninguem pnde deiiar de reconhecer
como um dos estadistas mais Ilustrados e um juris-
consulto de maor mrito que possumos. O Sr.
Paulino Jos Soares le Snuza, em urna discussau na
cmara dus Srs. deputados em 1648. a respeiio de
incompatibilidades, fallando do arl. UG da constitui-
rn, como hoje o aprsenla a commissao cm sen pa-
recer, discorreu pela forma seguinte:
O art. !Mi nao he aquello pelo qual se deva re-
solver questo de conslitucionalidade. Ese artigo
leve por tim excluir a idea de representaran local.
A ron-liliiir.in da assembla constiluinle da Franca
de 1791 quera que os representantes, fassem Hornea-
dos smenle entre os cidadaos activos do departamen-
to. A carta de 1814 ordena,a que a melado peto
.menos fosse e-culhida d'eulre us elegiveis qoe lives-
sein seu dumjcilu un deparlarpeulo. A constituirn
dos Estados-Unidos diz que nao ser u reprcsiuitaii-
les aquellos que na poca da eleicao nao Torero habi-
lautes do Estado peto qual forero esculbidns. A nos-
sa coustitucao nao qoiz que a liherdadt^ amp|issima
que d ao eleilor fosse limitada pelas divisos lerri-
lofiaes. n
E-te trecho do discurso do Sr. Paulino responde
cumplidamente a ludo quanlo a commissao di/ em
seu parecer, porque delle se deprehende pcrfeila-
inenle que o que a rnnslituirae quer dizer no arl.
7!) he que o cidadao brasileiro nao nascido cm urna
provincia, ou nella lulo residente, pode todava ser
volado pur ella para depulado ou senador,^,
Passarei"agora a fazer otaservares ,'elalivamenle
a conslitucionalidade da divisii,- por dislrictus elei-
toraes. -''*'':~~"*'
O argumentojirJA'ftp'ai que aprescutaram os anta-
iJaVjoulo para provar que a diviJo por
litoraes he inconslilucioual, fui basando
rtido conservador,
marquez de Olinda
protesta contra a sua
j parle do partido
as incompatibilidades,
rvador apoiou-o lam-
i porm da id de dis-
eo fez Mispert "jr o an-
W
8 desapparereu do gover-
nio ln e
l no Joma
prouriedad.
qua o
^^ropriclade-
^^Wie, como se
^^^BL" direilo de
S culerder
so eto pres-
otMafSH^HPl oes ltimos
pela Babia a
d*mii-
discusses.
ni qie em defeza
qne combata us
verdade o aparte que
<4Q screm apresen'ados
ra merecerem ssaquilili-
u M is assm me
rcebesse o lermoprocoden-
meus srgumeutoi qoe agora
lo nohre depfct.ido, mai, urna ootra
qoe repotei ollenslva, q-je por
i que procuro sempre fallar e discu-
responder. como se v uo aparte
i*e deputado leve sem du-
vida a delicadexa de retira-la ; a nlo poda, poi tan-
to, ler cabimsMtlo o meu aparte -tal qual se acha
laucado. S4 eslas as rsclifreacOei qu Isiilio afa-
bjki no oscar
ti
distinclosque perlencem ao
Cma voz ;E mesmo o Si
lambem as adopten.
O Sr. Araujo Lima :1
assignalura ( Oh oh j
O Sr. Pereira da '"
liberal sustenlou
grande parled'
bem no se/*^
Iriclos ete. mmm
damenlo da propo
Ein .) de selembro de
no do paiz o principio liberal, foi chamado ao poder
o partido conservador, anda boje nelle se conser-
va ; vieram cmaras de maioria dos conservadores,
e quem uo sabe das teutativasX continuadas que
desda 18JU, na cmara dos Srs.\toputados, mem-
tarus do partido conservador letu tlmpregado para
que se adopte principio das iucojrnpalibilfdades e
da divisao dus circuios ?
Sem fallar de oulras, lembraaaal om projecto que
eu e o meo nobre amigo o Sut f3o Antonio de Mi-
randa, actual senador do/mperi04 apresenlamos a
cmara, contundo amtaas Jsidasincompatibilida-
des e districtos eleitoraes/,lembrare anda que em.
IHJi^ma emenda se olresentou tiesta casa ao pro-
jeclorla reforma judiciatia assignado pdr trinla e lau-
tos membro* pertenre-ntes ao partido conservador
esiglndo incompalibiUdades para os juizes de direi-
lo .apoiados), emenda cuja discusso licou adiada.
; A potadas.
Assm, senhores, os conservadores qae lem adop-
tado o principio das incompatibilidades e da diviso
dos circuios nao Taltam s ideas do seu partido, nao
desertaran! das bandeiras sob as quaes sempre mili-
laram, nao merecem a censura que o notare depulado
quiz lanfar-lhes, guardando somente para si o pri-
vilegio de fidajidade aos principios do nosso partido.
(Muitos apoiados.
O Sr. Siqueira de Queiroz : *NJo guardo esse
privilegio para inim smneote.
.Sr. Pereira da Silva : O notare depulado fez
laintaem oulr.i considerarn, qual julgo convenien-
te dar una tareve resposla. Disse que a declararn
do Sr. presidente do cunselho deque o prsenle
projeclo equivala a urna queslao de gabinete, eol-
Jucava a cmara em coaejao, e a desmoralsava pe-
ranle O p.'ii/..
Senhores, eu n.1o percebo na declararn do Sr.
presidente do conselho seno franqueza do governo,
firmada pela ndole e pelos principios do syslema
representativo.
A declaradlo do Sr. presidente do consellio foi e-
mueuleincnle. constitucional. (Apoiados.) E nem o
gabinete-precisara fase-la peranle a cmara, porque
um projeclo promovido por elle, e sobre materia
to importante, tra/.ia em seu propro seio, as suas
enlranhas, todos os elementos que cousllucm, sa-
gundil o systema representativo, orna quesillo de
gabinete.
O Sr. <;om Ribeteo: Nao he projeclo do gabi-
nete ; nem a cora u pedio ua sua falla.
O Sr. ferexra da SUia : He o nobre deputado
que quer julgtr luelbur do que o governo quaes sl
as questes em que se interesa, e que deve consi-
derar como de gabinete (Apoiados.)
A deelaraeo de liontem feila pelo Sr. presidente
do conseibo fui um acto de franqueza, foi urna de-
claracio conforme com a ndole do systema repre-
sentativo. .(Apoiados.)
U Sr. Gomet Ribeiro : O projeclo nao ha du
gabinete.
i co; : He o senhor qoe tem o direilo de
declarar queaquesblo uo he da gabinete, quando
o governo diz que faz tiesto projecto questo de ga-
binete !
O Sr. Gomes Ribeiro : O projeclo ha do Sr.
Paula e Souza.
O .ir. Pereira da Silca :E, sqhhores, como he
que a declaraoo do Sr. presidente do canselho po-
de desmoralisa r a cmara ? O q ue disto o Sr. pie-
-tjjf^nTretaiito nao
eraran, e ninguem
tare (epulado me d e
reclamou al aqui contra i
reclamou anda.
as mesmas inslrucccs de mareju anda se limi-
lou o direilo do vulo, Tazendo-se perder o direilo
por soborno e cabala eleiloral, quaudo a constitoi-
co, nos artigos7 e 8 combinados, s faz depen-
dente a perda dos direilo.; polticos dos cidadaos
brasileiros por scutenua condemnatoria a priso ou
degredo, e osuborno a cabala nao se iucluem nes-
la penaldade. ___y
Trucan; -so dilTerenles apartes.
Eslou mostrando qne desde que lemos conslilui-
co os legisladores ordinarios euleoderam sempre
que ein leis regularuunlares podiam determinar o
modo do exercicio dos dreitos polilicos de eleicao,
fazeudo-lhe raznavei. Iimilaces.
Ha anda a lei de 1831 que prohibi aos membros
dos conselbos geraes de provincia poderem ser elei-
los vereadores das cmaras ; e por lim a lei de
IN'iti, qoe hea que nos rege actualmente, e que uoso
aeeitou as restriccoes anteriores, seno at aiigmen-
lou-as, e por isso nunca foi ella tachada de inconsti-
tucional. (Apoiados.) Prohibio-se que as pravas de
prel pudess'in volar, lirou-se-lhes o direilo poltico
do voto, e qual a razo ? A falta de renda nao, por-
que principalmente os corpos policiacs tem sidos
elevados ; e demaii, ha as pravas de pret os cade-
tes que perlencem a familias dislinclas, que podem
ser ricos e abastados, e que entretanto pela lei de
isiti nao tem vol.
O Sr. Araujo Urna:Isso he um abuso contra a
consliluico, e reclamou-se contra elle quaudo se
discutio essa le.
O Sr. Presidente:Altcnco !
O Sr. Pereira da Silra:t.lual seria pois a r.i/.o
por que a lei tirau as pracas de prel o direilo po-
ltico do voto '! Seria por considerados frailes, co-
mo disse o nobre depulado pelo Bio de Janeiro, ti-
rando do faci de eslarem os soldados nos quarleis
coroparaco com os frades que eslo nos seus con-
ventos '.' Bisadas. Seria porque o soldado brasileiro
foi pelo nobre depulado equiparado ao criado de
servir "
O Sr. Sera:Quera disse isso avaocou urna
taartaaridade, he urna eslultice semeihanle' compa-
rarn.
O Sr. Pereira da SUea:Qoat foi pois a razao
que levou o legislador a privar o soldado do direilo
de votar e ser votado '.' Foi para garaulir a liberda-
de do voto e a slnceridada da eleicJo, que so podem
ser garantidas coma liberdade plena e voutade pro-
pria do volante. (Apoiados.) O legislador conside-
ran que a discipliua militar que exige o juramento
bandeira, ouea obediencia as ordeus dos seos su-
Seriores que se prescreve ao soldado, nao Ihe deixava
berdade para a eleicao.
(Cauzam-s* diversos apartes.)
O Sr. Pereira da Silca:Senhores, declarou-se
aqui que esta deliberado do corpo legislativo fdra
afeita sera a menor reclamado por toda a socieda-
de brasiloira. por que quera a liberdade da eleicao,
e nao a havia com tropa arregimenlada.
Mas, senhores, a sociedade, na opiniau mesmo do
notare deputado, senao com favor, ao menos sem re-
clainacu, aceitn e consideran lina a prohibi(ao do
direilo poltico do soldado votar...
Um Sr. Depulado d um aparte.
OSr. Vereira da Silva:Ah He porque se Ira-
lava da um soldado e nao dos juizes de direilo ?
(Mulos apoiados.)
CCrozam-se aparlesj
Assm para miro, senhores, as deliheraces se-
gunles c constantes do corpo legislativo por meio de
leis regulares marcando condcOes ao exercicio de
empregos e cargos, e estaheleceudo o modo pralico
daseleices. pondo limitar-oes ao direilo'polilico de
votar e ser volado sem que Jiaen liavido rerlama-
ces cui.slituem urna interprclaro verdadeira e au-
lliculica da consliluico, e nao prevarh abusos, er-
ras, bu oflensas dos dreitos polilicos, sim porm a
faculdade de se regulamentar o direilo do vol por
leis ordinarias.
E nos qu aceitamos essas restriccoes dos dreitos
polilicos feilas pelas legislaturas anteriores, que
uunca traamos do as revogar, nlo somos os mais
competentes para gritar na presente discussAo que
se pretende oflender os dreitos polilicos do cidadao
brasileiro. tanto mais quando tal oflensa se nao d,
quando se trata somente do estabelecer condicoes
que regularisem o exercicio desses dreitos para bem
da sincartdade e liberdade do voto, para a ullidade
publica que resulta da liberdade da eleirao. >.Apoia-
dos.)
Tratamos no projectu que se ventila de tirar a
cerlos fuucciouarios pblicos os seus dreitos polili-
caa Nao de cerlo ; se pretendessemos excluir da
eteifira, quer a classe dos juizes de direilo, quer ou-
lros fuucciouarios pblicos, leriam razio os notares
depulados para clamar que pretendamos fazer urna
grave oflensa constituicao : mas o que s pretende
nao he excluir do parlamento nenhuma dessas clas-
ses, he simplesmeule regulariaar o exercicio dus seus
direitus polticos esn relaco aos empregos que occu
pam, lie marcar-Ibes condciios temporarias, e s-
menle em cerlos districtos, e islo pela evidente uli-
de um dos poderes polilicos creados pela constitu-
cao. (Nao apoiados; apoiados. ) Aquelles que me
contestara oucam a minha argumentarn.
A constituicao do imperio creou quatro poderes
polilicos disliuctos : o poder moderador, o poder
executivo, o poder legislativo, e o poder judiciario ;
os membros que compoem esses poderes, que sSo os
seas representantes, tem dreitos polilicos; he um
direilo poltico a faculdade de perlencer a cargos
polticos ; este he o verdadeiro principio adoptado
pelos jurisconsultos modernos e por lodos os esta-
distas.
He to direilo poltico do cidadao brasileiro eleger
e ser eleilo senador, deputado, vareador, etc., co-
mo ser i*fmeado membro de qualqaer dos poderes
do E-lado creados pela constituirlo ; por uutra, di-
reilo poltico he tanto a faculdade da eleicao como
a da uomearo para os cargos de minislro de Esta-
do, de presidente du provincia, depois que o-do
.iililicioii.il lirnu-lhe o simples] carcter de agente,
da administraran, para Ihe dar funcces publicas,
e de magistrados e jurados, porque sao os represen-
tantes dos poderes legislativo, executivo, e judi-
ciario.
O Sr. f. Oclaviano : E senao, o eslrangeiro
que1 possa exercer esses cargos,
O Sr. Presidente : Atlenco !
O Sr. Araujo Urna: Al o presdanle esta nos
enigmas.
Ouvem-se muitos apartes.)
9 Sr. Vereira daSUva : Dada aceita esta de-
fncan do direilo poltico, a quem compete regular
o modo por que os diruilos polilicos se exercem t
Na con,liiuicso nao vem islo, porque ella apenas es-
labelece as Ineses: compele.ao poder legislativo or-
dinario necessarlamenle ; demonstrar-se...
O Sr. Figueira de Mello : Nao lem demons-
trado nada.
(Ha mulos apartes.;
O Sr. t'iguetra de Mello : Isso he alrevimen-
lo he ignorancia. ?
O Sr. Pmiaenie (com fores); Ordem !
O Sr. Ribeiro de Andrada ( para o Sr. Figueira
de Mello) : Atrevido e tWBOleTie o senbor, e
se quizer provar.Ihe-hei aqui e em qualquer parte.
O Sr. Vresidenle (com torca): Ordem !
Um Sr. Deputado : Tudo isso he por causa das
eleicoes por crculos.
. O Sr. .1/eto Franco: EsUo ja muilo zanga-
dos.
Couliiu.'im os apartes.)
O Sr. Presidente : Alleneo, allenrn !
n Sr. Pereira da Silva : Senhores, eu acre-
dilava que o notare deputado pela provinria de Per-
nainbuco era um homem calmo e tranquillo, eslou-o
desconhecendo agora ; de tanto fogo e itascibilida-
de eu o julgava incapaz..
O Sr. Figuetra de Mello d om aparte.
. O Sr. Pereira da Silva : Teulia prudencia, es-
ptre ; eu vou aceitan -lo a discusso franca, se bem
que nao lenho a pretenrao de dizer cousas novas e
acertadas...
O Sr. Figueira de Mello: Nao prova nada.
O Sr. Vereira da Silva : Senhores, com Un-
tos apartes que perturbara a ordem do meu -discur-
so, sahirn elle mais longo do qae en desejava, e mais
desessidu, mais irregular ; mas em lim irei andan-
do. (Apoiadns. Se se quizer, senhores, entender
rigores e absolutamente o arl. 178 da con-liluiro
do imperio coma n pretenden) os nobres deputados,
nada pode fazer o corpo legislativo sobre o exercicio
dos dreitos polticos, porque qualqaer disposiro
que tome para o regular ir oflender a constituirn.
Irei mais longe ; tudo quanlo se lera feito regular-
mente a respailo dos dreitos individuaes e dos d-
reitos polilicos lem sido inconstitucional, e toda-
va ninguem Ihe oppoz al aqui est lao grave ac-
cujacao.
Examinemos um pouco. He direilo poltico ser
nomeado juiz de direilo c lauto he que por essa no-
mearao tica pertenceiido a um dos poderes do Esta-
do. (Apoiados e nao apoiados.
Para poder-se aMteer porm esse direilo, nossas
leis regulares maJHiracondiccs; o cdigo do pro-
cesso exigi, alnTm urna carta de bochare! forma-
do em academia jurdica do paiz, dous anuos de prn-
lica forense; a lei da 3 de dezembro de 1841 exigi
ainda que se livesse servido um quatriennio de jais
municipal, de orphltos ou ee prometer publico;
eslaa exigencias, qae sao verdaderas cendrfoes do lidade publica qoe resulta da sinceridade e liberdade
emprego, e modo de exercicio do direilo poltico do l de eleicao. (Apoiados.)
no arl. 'JO i\.\ cnisti i uirau, que determina qne os re-
presentantes da naro sejam el ritos por eh llores de
provincia. *
Poucs considersc/ies baslao para provar a impro-
cedencia do argumento da Ilustre commissao.
O que he, senhores, o imperio do Brasil? O impe-
riodo Brasil, diz a consliluiro no seu arl. 1. he a
".-ori..r.v, poltica dos ri.lavl.'ios hra-ileiros; no arl.
-. cxptic.i ,-n.i o que lie o territorio,que n.'o lie mais
do que urna propriedade nacional; o imperio du
Brasil he um enle moral, he a avuciac.v> dos Bra-
sileiro, e o territorio nao he senao propriedade na-
cional, que pode ser augmentada ou diminuida.
I.e-se agora o artigo 97 da constituicao. Deter-
mina elle que o numero dos deputados seja regulado
segundo a populacao do imperio. Ue claro que so-
mente d o direilo de represenlaco assocarao dos
Brasileiros, e nao ao territorio ; da-o direilo a essa
assocarao, determinando qoe se tome por base um
quantum della, para se determinar o numero dus
representantes.
As provincias uo sao entidades polticas reconhe-
cidas pela con-1 i luirn; sao bases ou divisOes terri-
loriaes pira o servico administrativo, anude nao se
procura o numero dos habitantes, esira a extenan
ou posicao territorial.
Nao d pois a consliluico s provincias o direilo
de eleger os depulados, e sim i popularn dissemi-
nada pelo territorio.
Delermiiiandu-so na'aonstiluirao que se lome por
base om quantum da populacao para determinar o
numero dos representantes, segue-se que lomndo-
se, por exempto, U ou fjO.OO hahilantes como a
tinidade que-lcm de possuir um representante, he
mais consequente com a consliluico deixar a essa
nnidade o seu direilo indepeudenlc, du que unir u
exercicio delle ao direilo de oulrem, quando isso
nao he prescriplo nem necessario, e autes prejudi-
cial.
Demais, a diviso por districtos eleitoraes, para
cada um dar o sru depulado, como a unidade que
lem direilo de ser representada, nao lira nem aos
deputados a denominarlo derepresenlanles da na-
c,io, e nem aos eleilores, pelo faci de volaran iso-
ladamenle, o carcter de eleilores da provincia, ou
na provincia, como parece dar a entender a expres-
o do artigo.
Delermiuou expressameule a constituidlo que a
volarn dos collegioseleitoraes fosse englobada'.'Nao,
Prohibi expressamenle que um quantum da popu-
lacao desse separada e independentemenle o sen de-
pulado, de modo a que cada provincia dsse o nu-
mero que Ihe fosse designado, nao englobando e ac-
cumulando os votos e sim volando cada distrcto de
per si e um s'. Nao, de certo. Ha mais ainda. A
respeilo do depulado turo diz a cun-liluico cousa
alguma em parte nenhuma, ca respeilo do senador
declara terminantemente no art. 40 quesera o se-
nado organisadu por eleicao provincial.
Disse-se: Mas vos lirais dreitos polticos aos
eleilores, porque em vez de elegereiu -J ou mais de-
pulados pela provincia a que perlencem, licari re-
duzidas a elegerem somente um. Ora, senhores,
se na consliluico do imperio esl eslbelecido que
o corpo legislativo por urna lei ordinaria pode aug-
mentar ou diminuir o numero das provincias e o
numero dos depulados que lem ,1c dar o imperio, o
corpo legislilivo lem de cerlo o direilo de designar
districtos eleitoraes para um s depulado ; a ques-
lao que se possa aventar sotare provincia ou distrc-
to eleiloral he puramente de uome e sem sigtiifca-
co ou importancia.
Se .lem o direilo de augmentar ou diminuir o nu-
mero dos depulados que cada provincia deve dar,
se-Ihe du expressameule a consliluico este direito,
segue-se que lambem Ihe coufere odireilo de esta-
belecer que o eleilor vol em mainr on menor nu-
mero de deputados. (Apoiados.)
Disse o nobre deputado pela,provincia do Rio de
Janeiro: a Mas confesse-se que os crculos nao po-
dem ser feilos senao dentro da- provincia, que nao
pojlem ciimprehen.ler territorios de duas ou mais
provincias, e que quem n5o lem o direilo de passar
territorios de urna provincia para oulra para formar
no circulo composlu de territorios de duas ou mais
provincias, nao lem o direilo de organisar crculos
especiaes ua propria provincia, a
Senhores, para se ser coherente com o espirito
conslilucnual, para guardar-seaos eleilores o carc-
ter de eleilores de proviucia que a consliluico Ibes
d o projeclo determina muilo claramente que os
districtes eleitoraes sejam somente fechados dentro
da provincia, divdindo-se pur ella, com a igualdade
de um depulado por cada dislricto, o numero lotal
dos deputados que a proviucia deve dar para a re-
presenlaco nacional. O argumento, paranlo, do
nobre depulado nao pode prevalecer; nao se segu
que quem nao possa o mais nao possa o menos.
Antumentou-se principalmente com a conslilui-
cio, que determina no arl. 43 que a eleicao dos se-
nadores seja feila pela mesma maneira que a dos de-
putados, para provar a incoustitucionalidade do
projectu quando quer depulados por districtos e cou-
serva os senadores por provincias.
Senhores, a expresso mesma maneira do art. 43
da constituirn nio se presta i intelligencia que se
estol-rao de dar-lhe os illustres depulados. A cous-
lituiro poltica designou quatro poderes polilicos ;
a cada om dellea delermiuou condires especiaes de
organisacao.
O poder judiciario tem suas cendiroes especiaes,lie
perpetuo e responsavel ;o poder moderador he a cha-
ve de toda a organisacao poltica, e he delegado pri-
vativamente ao imperador, inviolavel e sagrado ; o
poder executivo he temporario e responsavel; o po-
der legislativo tem lambem suas condicoes especi-
cdado brasileiro a adoptar-se, a opinio dos que | NHo he na minha opinio propriamente incompa- es de organisacao j-vou mais longe, compondo-se
das duas can a-as, islo he de dous ramos, cada uro I
driles lem ccndicuKs uspecialissiroas, organisacao e
funci-cs.
A consliluico delerminou que o senado fosse vi-
talicio, que os senadores fussein eleilos ero listas tr-
plices, que a escolha pela curoa se Uzease dentre os
cidadaos comprehendidos nessas listes trplices, que
o senado livesse atlribuires privativas, polticas, e
al fuucces judiciarias: entretanto a eatnat? dos
depulados, a temporaria,be sojeita adissolucie, lem
altribuices especiaes, como a iniciativa sobre im-
postes u recrulamentu. Marcando a constituirlo
condires especiaes para orgaiiisacaw de cada um
dos dous ramos de que se coinpoe o poder legislati-
vo, be claro que se nao pode applicar lao rigorosa-
mente como querem os notares depulsados a expresso
mesma maneira que emprega o artigo da conslilui-
co a respeilo da ele irn dus deputados e senadores.
'Apoiados.;
E a pruva, a prava convineenle.eu vo-la dou: em
urna-lei feila pelo corpo legislativo, lei qne ainda
vigora, se dispoz que para a eleicao do* senadores
hnuvesse um corpo eleiloral especial!!) que quer islo
dizer'.'Quer dizer que vs couhecestes muito bem
que a respeilo do senado o corpo legislativo poda
marrar rundiles especiaes para a eleicao. (Apoia-
dos.)
O Sr. Gomes Ribeiro:Pois por haver corpo elei-
loral especial ha diversidad na eleicao'?
OSr. Pereira da Silva:Sem duvida alguma.
Vos fnsles quem decretasles um corpo eleiloral es-
pecial para a eleicao dos senadores; logo respondis
assim vos mesmos ao vosso argumento. Mas esla ex-
pressomesma maneiranao quer dizer .-e nlo
que sea eleieo para deputados tor indirecta lam-
bem seja indirecta a eleicu para senadores, e se
para aquelles tor directa da mesma maneira seja
directa para estes.
OSr. Araujo Lima:Tudo tem defeza leste
mundo!
O Sr. Pereira da Silva:Senhores, disse-se que
o faci de eslalwlecer o projeclo que para os senado-
res coulinuass e aelciraopor provincia,ao passo qu
para os depulados houvesse eleicu de districtos, re-
baxava a cunara dos deputados. O qoe he o sena-
do, senhores, e o que he a cmara dos depulados!
Como he a coinposic,o do senado e a composicao da
cmara dos depulados'.' Quaes su os elementos que
enlram na urgauisanao de urna e de oulra cmara?
Senhores, se o senado lem o baplistno eleiloral,
he privativo da coroa o direilo de.csculha; e-las con-
dicoes laltam a cmara. Alero disto os senadores
lem a vilalicidade, e a cmara dos depulados he
temporaria, e he da eleicao directa do povo. sem in-
tervengo da cora. O que quer dizer islo? Que a
nossa constituicao quiz que o setiadu fosse um corpo
conservador, de permanencia e de tradices. entre-
tanto quiz que a cajuara dos depulados acumpa-
uhasse a mudanra dns opiajesv o movimenlo das
ideas polticas do paiz.
t'.oinu lie.pnis que uiileasdes^ue se vai rebaixar a
cmara dos deputados por esle projoclo, dispoudo-se
que a eleicao dos seus membros seja feila por dislric-
tus alim de mais segurameule ser a cmara a repre-
sentante de todas as opiuies do paiz?
-Nao, senhores, compre-se melhor o espirito da
consliluico pondo-se na cmara os representantes
mais mais directos do paiz (apoiados), ao mesuro lem-
i ^l'o'jun deixando para eleic.ro do senador um circu-
lo inaisNsY|sln acrysola para a corda urna escolha mais
larga; aj*\iulnuara o senado a ser o sorvedou-
ro de loV ^^oacidades do paiz, qualquui que se-
ja o parlioV uierlen'.-.lo. logo qne alliujam a
dade lega\ ^
Esle facli/vw _Jr o senado as capacidades de
um e de forra moral eW> conceilo em qoe he (ido pelo
paiz. -n_
Senhores, ha aindavonia eunsiderar.io em favor da
dislincrao entre senadores e Aepntados; para aquel-
les, como ja disse. a eonstituirito falla em clcires
provinciaes, para estes nao. l>ual o sentido, qual
a razao ? \
Acho eu a razo no modo da oY:anisaco. Em
quasi lodosos psizes modernos em que- rege o sys
lema monarclnco reprcsonlalivo a cscolli."*** sena-
dores he da privativa allnhuiuo da coroa. No lem-
po porem em que se formolou a nossa constituido o
elemento democrtico havia por lal maneira invadi-
do a sociedade, qaje se julgou conveniente exigir
urna lisia trplice de apreseutacao organisada por
eleicao, para sobre ella se exercer a alrhuicao da
escolha du chefe do eslado. Foi urna coneessau as
ideas do lempo. A nossa cunstiluiceo, moldada su-
bre a constituicao franceza oulorgada por Luiz
\\ 111. u sotare oulras coiisliluices que posieror-
meule se admilliram em diversos paizes, como a
da Suecia. Ilespaulia e Estados Italianos, e sobre a
da constiluinle porlojguesa, nao imitada da grande
carta ingiera, como erradamente disse o nobre depu
lado pela provincia do Rio de Janeiro, adoptou urna
expansao democrtica, e exigi o Iiaplismo popular
na eleicao ; liinitou-a porem pela escollia da coroa;
a consliluico dos Estados Unidos mesma a,huilln a
nomeaeo dos senadores pelos corpos legislativos dos
estados qne compe a Fmo Norte Americana,
quando a dus representantes lie feila pelos eleilores;
a dilerenca entre senado e cmara dos depulados
licou assim bem eslabelecda.
Como rmos mais louge ? Para qne lim buscar
mais de perto a eleicao exigindo-a em to pequeo
circulo Como o dos nislriclns ? Nao he melhor de-
sta la como se acha);? Jlgo razoavel anda o pro-
jeclo nesla parte, 'o approvo plenamente. (Apoia-
dos.)
Passarei igora. senhores, a Tratar da conveniencia
e utilidade rio projeclo, fazendo primeirameote ob-
servar-Oes sobre o arligo qne inhibe a eleicao de cer-
los fuuccionaros pnbticos nos lugares de soa juns
dicu.lo ou auluridade, e depos sobre o que designa
a divisan pur dislrctns eleitoraes para deputados.
Senhores, nos que votamos por este projecto nao
lemos intenc-ao alguma de excluir da eleiro os fuuc
cionarios' pblicos de que nelle se falla (apela-
dos) ; o que queremos he que nao sejam somente os
funeciouarios pblicos que venbam uceupar os as-
senlos do parlamento ; he que o paiz seja represen-
lado por todas as suas classes no corpo legislativo.
(Apoiados). Sabemos todos que desgraciadamente no
Brasil ha urna tendencia, urna decidida aspiracao
as empregos pblicos ; as fenles publicas dan nos
olhos do pnvo ; abandonam-se os oulros meios de
vida para se entrar ua carreira do fuuccionalismo;
he um grande mal isto. (Apoiados.) Ora, os empre-
gos dan nos olhos do povo, e se nao traannos de li -
milar o numero daquelles que querem 'vir para a
cmara, esl sera ni sua quasi tolalidade composla
de funeciouarios pblicos.
O Sr. Ferraz : E ainda continuar a s-lo
apezar disto.
OSr. 1'treira.da Silca: Espero que se melho-
rar alguma causa ; sempre llavera menor numero
de empreglos pblicos as cmaras. F.u ja Uve o
desgosto de-estar em urna cmara de depulados
composla de 103 membros, e que conlava em seu
seio 1)5 fuircmn.u ius pblicos !!
O Sr. Siqueira Queiroz : E seria urna des-
3raCa J 0 .
O Sr. Ptrcira da Silva : hiro, senhur, porque
o paiz nao he composlu smenle de empregados pu-
ulirns (apoiados), poique o paiz lem a classe de ne-
gociantes, lem capitalistas, lem lavradores, tem ofli-
ciaes de marinha, tero oulras muitas classes apna-
dos,) precisa ser representado por todas eslss classes
para que eja bem representado. (Apoiados.)
O Sr. Ferraz : He om epigramma sobre todo
o passado e o presente. (Apoiados.)
O Sr. Ptreira da Silva: Pois por se reconhe-
cer que invem adoptar algum mellmramenln na
legislarlo eleiloral, para o lim de se conseguir orna
represenlaco mais completa e mais real para o paiz
he preciso dinamitar um pouco as portas da cmara
ao luiircuiinlisniu. nao exclut-lo, nao, porque lem
dreitos a vir como qualquer oulra classe, mas que
nao seja predominante, que nao seja que exclua to-
das as oulras classes. (Apoiados.)
Senhores, sou de opinio de que para o systema
representativo adquirir maior riesenvolvimelu he
preciso nao excluir o funccioualisiiio, mas fazer coro
que a cmara de alguma sorte se preste a receher
em sen e-o todas as classes da sociedade, para que
se equilibren! nella as suas torcas.
Bepito nao quero excluir ; os funcionarios pbli-
cos podem nos ajudar muilo com as suas luzes, com
a experiencia, cum o seu patriotismo ; vsuliam eeu-
correr com o seu contingento para o servico publico,
mas venham ter no seio da represenlaco nacional
somente i parte que Ihes cabe, e nao predominar
qnasi absolutamente.
Urna cmara composta de empregados pblicos
pode prestar grandes serviros ao paiz, pode fazer
muilo boas leis, porque lemos escolenles fuucciona-
ros pblicos que podem ter Ilustrados legisladores,
mas be preciso que o paiz veja a sua imagem aja re-
presenlaro nacional, porqtie assim lera f e conli-
anra perfeila, porque asaim olhar para o corpo le-
gislativo como para o reflexo de sua iodividualldade.
(Apoiados'. Urna cmara composta em sua quasi to-
lalidade de empregados pblicos pode ser muilo in-
dependeme e mnito conscienciosa, mus o publico
desconfiar sempre que
El propter vilam vivettdi perder causas,
e a desconfianca publica he um grande mal.
Entre as classes de funeciouarios rujo numero na
represenlaco nacional o projecto tero em vista di-
minuir he a dos juizes de direito ; entretanto sao os
mais favorecidos por elle, porque pratiibe a eleicao
dos presideules de provincia', dos seus secretarios,/
dos commandanles de armas, dos ebefes de polica e
ilos inspectores de Ihesoursria em urna provincia
inteira ; e aos juizes de direilo. apenas prohibe-a
em um circulo uu distrcto eleiloral em que exeri-ara
jurisdiccSo, islo he, em urna pequea parta do ter-
ritorio de urna provincia. Entretanto nao' se tem
atacado o projecto senao na parle que he relativa
aos juizes de direito !
Dase lionlero o nobre depulado que essa exclu-
so dos juizes de direilo traria eoosequancins falaes
ao paiz, porque os lancera nos bracos dos revolucio-
narios, dos republicanos, dos iuimigos do paiz. Per-
mjlta-mc o nobre depulado que eu declare qoe lie
injusta essa sua arguico ; eu taco mais justica
classe dos juizes de direito, que lem prestado rooilo
bous servidos, que goza de merecida influencia na
sociedade ; estou persuadido qoe adoptado o projec-
lo, elles honrados e patriotas como sao, se submel-
lerao i lei e nao se laucarn nos bracos dos revolu-
cionarios...
O Sr. Araujo Lima :V. Exc. fecha os olhos *
historia.
O Sr. Pereira da Silva :Pelo contrario, porque
coiiheco a historia do nosso paiz he que digo que os
nossos juizes de direito nao s3o capases de commel-
ler es gou capazes. (Apoiados).
V&r. F. Oclaviano :Se os juizes de direito
se levantaren), o governo tem armas para emptegar
conlra elles.
: Trocam-se apartes.)
O Sr. Pereira da Silva :Disse-se : o Para que
se quer fechar as portas do parlamento aos juizes de
direilo ? b Senhores, eu responder*! a isse que com
essa lei nos nao fazemos somente um ser viro ao paiz um
serviro aos eleilores fazemos lambem um servido des-
des juizes de direilo (apoiados); fazemos um serviro
aopaiz, porque contribuimos para que se acaben as
ausencias dos magistrados das sosa comarcas ; para
que a justira possa serexecutada por aquelles qoe a
cztuslilu*(9o designou para exerce-la e pralica-la
apoiados' ; para que nao sejamos otaritjodos todos os
dias a presenciar o Inste espectculo de ver aban-
donados os logares das maguIrados, porque vm
para as cmaras e para as assemblas provinciaes,
e a sua jurisdicrao exercda por lioineus leigus, sem
a instruccao professional precisa, quaudo Uo impor-
tantes sao as atlribcices dos magislrados, atlriboi-
res que jugam com a fortuna e com a vida dos ci-
dadaos,..
O Sr. Auguslo de Oliveira :Mas eulio neste
caso u projecto he incompleto.
O Sr. Brandio :Apoiado.
O Sr. Pereira da Silva :O projeclo ha de con-
seguir alguma coua ; a pouco e poucu iremos mar-
chando ; preparemos o terreno, esforremo-nos a
obrigaros magistrados permanencia nos seus em-
pregos, e depois, se eslas medidas nao bastaren), se
as necessidades do paiz nos obrigarein a oulras mais
vanlajosas, as tomaremos com o lempo. (Apoia-
dos. y
f,'mo ro; :Bom, aproveilamos a confusas,
O Sr. l'ereira da Silva :Fazemos um bem au
paiz procurando que taaja adminisliaco de juslira
no paiz, e empregandn meios que luvem os juizes de1
direilo ao exercicio de seus empfegus....
O Sr. F. Oclaviano:Apoi.
O Sr. siqueira Queiroz: Nao apoiado.
O Sr. Pereira da Silca :Procuramos lambem
com o projeclo fazer um servico ios eleilores, ti-
rando-llies urna enmo que voacrao moral em qne
elles se acham quando se torna candidato o seu ma-
gistrado apoiados, reclanmcoesl.; fazemos tambein
um servico aos juizes de direito porque os livramus
de accusaues pela maior parle infundada* aom du-
vida, mas que a voz de seos inimigos faz correr como
verdaderas, de que elles abasain de sea posicu
para oblerem os votos dos eleilores da sui,comarca.
(Vivas reelamaces.)
O Sr. Prndenle :Alinelo ordem, Srs. de-
pui.-!di>s:
OSr. Pereira da Silva:Senhores, nao estou
aecusando os juizes de direito como dizeis, nao ; taro
justica completa a esses funccioasos pblicos.
t'oiilinuaro os apartes.
Quando se falla de qualquer urna oslra classe
nenhuma cxallacaio se ola entre os notares depula-
dos ; quando porm se falla dos joizes de direilo
gritam e lomam por 'injuria e por insult ludo o
que se diz, e interrompem-uos a cada instante Oh
senhores, he preciso calma Se queris ler direito
justica do publico, se queris ter direito a que se
vos respeile. (Apoiados.)
OSr. Araujo Urna :Mas nao tem V. Exc. di-
reilo a insultar a ninguem.
O Sr. Pereira da Silca :Eu pejo a V. Exc.
Sr. presidente, que me declare se inselM a al-
guem.
O Sr. Presidente :Foram tantos os apartes, epe-
zsr de reclamar constantemente atlencao e ordem,
que nao me deilavam ouvir .as palavras do notare
depuladu, por isso nAe posso responder-llie.'
OSr. Pereira da Silva :Eu repito o ineu ar-
gumento.
I'ozes :Nao repita. n3o repita. (Oucam, oucam.
O Sr. Pereira da Silva :Porque nao hei 1
pulir '.' Ninguem estima mais, ninguem mais aprecia
a classe dos joizeS ce direilo do qua eu, que tuuho
a honra de ser collega delles apoiados1, e he em
honra e justica delles que fallo. (Oucam oucam. '
Senhores, en disse que o projecto faza bem ao
paiz tornando real a permanencia da adminislrauao
da justica conforme quer a constituirn do imperio ;
faza bem aos juizes de direilo porque os collocava
em urna esphera elevada, superiores aos tiros di
lumnia e da oveja, e pcrfeilsmnte independiites
cm sua comarca (apoiados), porque nella nao pieci-
sam de votos...
(Trocam-se diflcrenles apartes. I
Hizei-me, senhores, sonde ha nislo injuria aos jui-
zes de direito ? Senhores, en nao crdito, son u
primeira a dize-lo, as accusac/ies qae Ibes fas as
vezes-a calumnia ; mas elles as soffrem, e la aoirrem
porque actaaodo-se na primeira posicao da comarca,
e sendo nella volados, seos inimigos uio acreditam
a eleirio espontanea, mas sim Trancada em virlude
do lugar qne oceupam.
O Sr. Brandao :O que se ha de ver ah he a
accao do governo. ( Apoiadoa, vivas reclamauea.)
O Sr. Presidente :Atlencao, Sr*. depulados,
peco-lhes que permitan ao orador continuar o seu
discurso.
o Sr. Pereira da Silw:Al aqu os nobres
depulados couservadores e defensores ooroo erara
da poltica dominante nio se lembraram uuaca de
aecusar ao governo, agora porm como se aprsenla
esle projeclo todas a* acensarles devem recahir so-
bre elle. Mulos apoiados.)
A respeilo dos presdanles, dos ebefes de polica,
e outros empregados da administrarn que o projec-
lo prohibe que recebam votos uos lugares ein que
sao autoridades, he inuegvel a sua olilidade, lie de
evidente vantagem.
Todos os partidos lem aecusado a muitos desses
fuuccionaros de abusos para se fazerem. eleger. Na
cmara de 1648 recordo-me qoe tiuham assenlo
quasi todos os presidentes e chefes de polica, e por
provincia sonde apenas se cunservavam alguns me-
zes, s vezes apenas o lempo da eleicao ; bou ve lem-
po em que despachar um presidente ou um chefe
de polica equivala a dar-lhe um diploma de de-
putado.
Ilouve ora ministerio que lenlou acabar com
este abuso : nio pode. Vieram eleilos depulados
presidentes conlra suas nrdens expressas.
Que fazer ? Esperar s da virlude do governo''!
Nao. Convm lomar urna providencia. Convra
que nao possam ser eleilos deputados pelas provin-
cias que administran). Convm que saibaro qoe
aceitando as presidencias e outros tugares adm
Iralivos nao podem vir para o corpo legislativo.
E como mesmo crear urna escota de adminislrauao
enlre nos'.' Como preparar bons sdmnislradores se
passam a maior parle do lempo na* cmaras ?
I. ina objeccao, senhores, que para inim he de peso
fn apresenluda pelo nobre depulado pela pioyincla
do Bio de Janeiro que encelou esla discussjo. Disse:
orius putalicos,mas por esla lei nao fechis essas
portas aos pretndeme* aos empregos pblicos. i>
Acompanho nesla parle ao nobre deputado ; ach
qae o projeclo precisava mais desta medida.
O Sr. Siqueira Queiroz : Oflereca urna emen-
da.
O Sr. Pereira da Silva : Com efleito, se he-
mo que a cmara seja composla de funccunarios
pblicos, tsmbeot he mo que ella o seja de preten-
derles a empregos pblicos. Em 1S4S, quaua) se
discut* a reforma eleiloral, eo susttT.tei esta idea a
Uve a honra de mandar mesa um arligo, que nao
foi approvado, prohibindo que o depulado darante
o lempo da legislatura pudesse receber empregos do
governo...
O Sr. Araujo Lima : Isto d3o quer o governo.
O Sr. Pereira da Silva: Volara ainda por
I
JP

>"'



DIARIO OE KRMMBOeO QUINTA FCIRA 18 DE OUTBRO UDE 1855
i
esta idease m acompanhassent, se betn quesera e-
ti mi" lilla de reforma parlamentar e nao nia eMtloral, que lie o pansamt nlu lo .averno; enmo
i he preciso comecar por alguma couaa, vamos
reforma eleitoral ; com o lempo havemos de con-
rma parlamentar que arrede da ea-
iles aos eropregos pblicos...
Para 19 cale idas gre*.
reir da Sitea : Porque a Itl njo
liada esla falla, nao he Uto rallo para sa
r ella, para so diter quo nio he digna de
raer, ti alien.,1o da cmara.
Viri islo qu indo a revoluelo vier
debaixn, agora vero ella de ci
Sr. Pertirt da SUm : Senhorei. eu nao sol
romo so pode gritar contra a conveniencia de la*
compatibilidades directas 011 indirectas, quatido sio
Has uoeeandades geral men le reconhecida* do sys-
tuina rapreaetallvo ; nlo ha naoiu luje qa* se reja
pela sysletna represantativo qoe u3o tenha adoptado
na sui lei eleitoral o principio das locompatihilida-
da* a 1 espedo da maior on menor Homero de em-
preciidus.
Na Inglaterra vigoram os bith de 16*, 1706,1711
e 1711 que marcain innmera) incompatibilidades ;
o principio corrale he qaando se cria emprego no-
vo declarar o parlamento se elle he compalivel com
o mandato do deputado ; se rio ha e*s deelaracio
considnra-se incoms-alivel. entretanto na Inglater-
ra lia baos poneos empregndoi pblicos; he ora paiz
de pequeo numero defunecionarios. Em Franca,
durante lodo o lempo em qne gozou do syslema re-
prescntalivo.quer durante ominado de Luiz XVIII,
qner dorante o reinado de Carlos X, quer mrame
0 reinado de Loiz Filipav.asitcompatilidades foram
sempre aceitas as leis regul amentares de eleirio :
as leis de 1815. de 1820 e de 1831 o allestam. Na
Blgica, na Hollanda, em Portugal, ni Hespanha,
tisS.irdenha e na Prussia, es; admittido o princi-
pio das incompatibilidades.
Nos Estados-Unidos ha incompatibilidades at ab
solutas ; nenhum funecionaric publico pode ser nu-
meado representante 011 senador...
O Sr. h'igucira de Mello : He bom iito para a
repblica.
O Sr. 4raujo Lima : Ha engao da aua parle;
exagera un pouco.
O Sr. Pereira da Silca : La a cooslituicio
do Estados-Unidos, scelo 6", e ven se ha engao
da loinha parte,
O Sr. Araujo Urna : Qaando faHar mostrarei.
O Sr. Pereira da Silva : Em todo* os paizes
que se regein pelo systeraa representativo as incom-
patibilidades sUo admitlidas'.e se como admira en-
tre nos que tratemos do firmar tambem algumas in-
" compatibilidades '.'
(loo lie urna necessidad leclamada pela opiniao
publica, o geralmente sauiida, a txetusao de certas
os de funecionarios do parlamento para que a
eleirao seja sincera e livre...
1: \ebias.: Se a opinilo publica reclama,
nao lie precisa a lei.
Sr. Pereira da Silva',: A opinilo publica re-
1 lana do corpo legislativo ; votes unisonas de todos
os pontos do imperio se levantan) contra a falta de
administrarn de justicst pelo emprego dos juizes de
tandil as cmaras, conlra os abusos pratica-
dos petas autoridades para oblerem rotos...
O Si: Sebas :Sea'opin 3o publica reclama.nao
lie precisa a lei, opinilo publica ha de adoptar as
-upalihilidades. Responla a islo.
iraujo Lima : Veio l de Vassouras al-
ma queixa a este respeilo ?
(i Sr. Pereira da SUca : Nlo leve ao ridiculo
una representarlo firmada por homous indepeiiden-
ts, abastados faienileiros, di itinctos por seos servi-
as principios de orden ; nio enlro na ques-
tao 1 bem ou mal nndaram com a wa representa-
c,io to seuado ; mas consignando elles a neceatida-
de lose arredar magistratura do.parlamento para
poder administrar justira, ei:primirarii as ideas que
todo o paiz abraca.
lie minli.i opiniao porlanlo, opiniilo velha, porque
lenliii votado constantemente pelas incompalibilida-
des no,parlamento, que o projelo he conveniente,
leude a satisfazer as iiecestidides do paiz, e corres-
ponde aus iatereases da soeledade brasileira ; por is-
so dou-llie dq consciencia o mea vol.
astarei a tratar da conveniencia dos dis-
Irii'lns vleiloraes.
lo que apresenlou o nobre deputado
alieno conlra a conveniencia dos dis-
Irii.tns eleiloraes.fot que nio :in"amus um exacto re-
lenlo pelo qual dislribuissemos o numero de
dcpulados correspondente a populacho ; este argu-
mento porm pecea flor de mais. Se nao temos um
receoieainentoeaclo para com toda verdade poder-
u Sur o i/uaiiuoi da po palacio que tem direito
de se fazer representar Qo parlamento segando os
ores, lamben nao o trabamos quando
rao fui feita e mandada eiecular no paiz,
unos anda qaando se fizeram as instruc-
1 o de IHii, e tem o temos actualmente.
raujo Lima :Logo, augmentemos mais.
Sr. Pereira da SUca ; numero de deputados por provincias? lo-
ntemos tclualnieiite mais habilitados para po-
lis alguma juslica a divisa dos .le-
legundo os dislricloii eloilorae*, lomando por
base es dados que boje poesciimos sobre a popularlo.
SY. Araujo Lima :(lutria que eiplicasse o
augmento da deputarSo do llio de Janeiro.
' Sr. Pereirada Silva :Nao tai como se possa
por em duvida que a provincia do Kio de Janeiro
teai extraordinariamente piogredido, muilo mais do
que quaiquer ou.ra provincia do imperio, e assim
eito perlcilo de ibler raaiur numero de
mu ropresi-iitaiiles ; he pre:iso dcscoohecer os lac-
lo.-, descenliecer a historia, >ara pensar o contrario.
Sr. Araujn Lima:Se he uro dogma, ama ins-
Mas s o Hio de Janeiro he que tem aug-
ireitado?
l'ereira da SUca:Disee o nobre deputado
pelo Rio de Janeiro: .< Sniores, o espirito da eous-
10 ctiie que Mi repreieutantes do pa,ia sejam
ln'-uieus de virtailes e merecimentos eatrelanto que,
desiippareceudo as eleiroes por provincias, adoptau-
i as eleirfte por distrielos, nao virio os homen
que a contlluiriio quer. ;
abalo: ,u na* disae aemelhaule
eoaw.
Sr. Pereira da Silca:Parecia-me t-la ouvl-
do do nobro deputado; mas como nao disse, pasta-
re adiaple.
A nobre i'onimissao 110 sen parecer estremeceu an-
te a ideia dos distrielos elei torees, porque eutendeu
que a* notabilidades denldi a,como ella appellida.as
intluencia* tocaos to pouco itluitradas como sao,
violentaste luruario pelo pleno direito de es-
ctittierem seas representantes. Estoa persuadido que
ha uisao urna grave Injulica as influencias locaes.
() Sr. Araujo Lima:lie bom corteja-la desde ja.
I > Sr. Pereira da SUca : Devo acreditar que es-
influencias, que vd< criiuae* de notabilidades de
aldea, de punco illo*lradas e de violentas, oram por
vos cortejadas para terdesnsseus votos, e viriles para
estacase, porque sem essis velos nlo seriis reprc-
senlanle do paiz.
II s<: Araujo Lima:'.o tem relacJto ama cou-
st coiu otra.
O Sr. Pertira da Sur a :Sniores se entendis
as influencias locaes dis iinuineraveis culegios
lomeaan 01 representantes da na(Ao silo pouco
e sao violenta*, porque recebesles deltas
alo com que vos Inorar jo para representar-
nados.) tu, pela minlia parle, se
ssse que os meus ce mmilenles nao rain ho-
i lio dignos como o.,..
[o Lima:'do illuilrados como o no-
rejra da Silca:.... mo aceitara o man-
1 queieria apreemtar nesla cmara um di-
ploma que fesaea procurarn da ignorancia e da vio
leticia. Aclio mesmooriginal que se diga, comovJisse
a illustre rummisslo, que as lollueucias locaes, vo-
rroviocias, apeiar, de ignorantes e \iolen-
'iilttlunlo que reduzidas aus circu-
rijessimif escolhas. Como quanlida-
i'la reiiniao poderiatn dar um bom resul-
tado '.' E o nlo po jom dar redu/idas nos dtslricto ?
deputado pelo Rio de Janeiro: Es-
sw influoucias locaes qac 11S0 te querem prestar sos
curaos .le jurado, de verejidor e lie membros da as-
emblea provincial, nao tiaerei-li) aceitar um lugr
na representarlo nacional, e entlo farao escolhas de
pessoas menos aptas, do uroleudeiites aos empregoi
publico-, e assim ser mil organista represena-
rao nacional, n
Scnliores, qoem lixer influencia ea opiniao dos
neu cottedadaos tem dimito de vir representar o pa-
iz nesla casa ; quando mo o queiram asproprias in-
fluencias, porque no han de enscolher os iudividu
os que jtilgareni dimito- U so a oleirao ? Quaesqucr
que lorem os'individoox escolhidns por essas influ-
encias locaes, rao os verdadeiros representantes
dolas ; uetietloo convencido deque a etcolha ser
lito boa, pelo menos, como a que actualmente tem o
parlamento.
Has diise-seuilia 30 innos que temos s\ sienta re-
(resenlativo, ba 30 anuos que a consliltiico vigora,
e s agora he que se rei:onhece a necessidade do in-
rompatibilidade e de eleirOet iior distrielos ? Se-
nltores, nao he 0111 argumento solido este que apre-
senlou o sobre deputado pelo Mo de Janeiro.
t.ada.ceusa tem sea lempo, e faz-se a sen lempo a
a tem suas ttec'ssidades. he para acudir a
ellas que tormomos tesaOas peridicas do corpo legis-
lativo. S3o as uecresidailes.as circumstaneias de hoje
as neeessidades e circurr.ttancias de 18-23 1 Se nunca
modam, pa qne he o eorpo legislativo chamado ?
Nao he para allende; as novas neeessidades que ca-
da dia podem n'pparere c apparecem realmente nu
paiz'.' uao he para cui lar nos interesses novos que
sai lendo a spciedade?
I nula anuos Da vida de um povo, e de um povo
ijuvo, qne tem crescidn, augmentado, prugredtdu, tte
urna langa vida de cerlo.
diteilo. He .le Justina que m nao sscrifiqf o direito
que csrautio a ama porfo de cidadus de terem
um deputado, agglomerando os seus votos com os de
oulros, e tirando-lh'oa por asta forma indirecta.
Em segundo lugar, o syslema representativo he
rondado ha niaioria absoluta, e actualmente pela
eleicao por provincias nao he possivel que ubleuham
to.tos o elettos maioria absoluta de votos dos eleito-
res, Sao muitos os eollegios, cada um vota em se-
parado, eoota-s na aporscSa feral 1 maioria rela-
tiva ; 11 Ue cario qne ao syslema representativo a
maioria relativa nio he a verdade. Bolretehto que,
dando cada districto eleitoral o seu represeutaole, e
por tniioria absoluta, esse representante Iraz o man-
dato di maioria verdadeira de sea* commillenlas.
Em lereeiro lugar, senhnres. coasidero n necessi-
dade da* eleiees por distrielos tanto mais urgente
qoanlo elles utTeraeem meios com que ponsam ser
rapresiMilndas, nlo s todas, as classes da soeledade,
como lodos os partidos polticos, O districto, por
exemplo, cuja industria fdr agrcola, poder mandar
como sen representante um agricultor ; o districto
que se entregar industria manufactureira, manda-
ra um homam que represente essa classe ; o distric-
to que fdr composto da negociantes poder* nomear
um ni ociante ; e assim com mais facilidade virem
ao parlamento todas as classes.
Porootro lado, senhnres, ganha a poltica, porque
be sufocada > minora que existe em urna provin-
cia pela maioria, englobando-.se a volarlo de todos
os circuios entretanto que os distrielos eleiloraes
preslam-se melhor para que cada opiniilo poltica
possa fazer-se representar no corpo legislativo, figu-
dependencia politiea de Portugal, tendo a grande
ventura de encontrar um principe enthusiasla, que
uni sita sorle sorle do Brasil, e fui o verdadelro
hroe do acto grandioso da independencia*. (Apoia-
dos.)
A Independencia do Brasil efiectuou-se, nlo aira-
vez de rios de singue, de lulas sanguinolen-
tas e crueis, como infelizmente succedeu nos domi-
nios colottiaes da Hespanhn quando teotaram sacu-
dir o jugo da metropole ; deven-se essa grande van-
tagem ao principa magnnimo, dedicado e enthu-
siasla que se poi a sua testa. ( Anotados. ) Foi esla
a nossa maior ventura ( potados ), porque em vez
de innmeras repblicas espalhadas pelo extenso
territorio quexpossulraos, gandamos um imperio in-
dlvisivel, urna corda, nina monarchia. ( Apoiadot.)
He esse principio tnonarchieo que, Infiltrado na
consliluisau, nos tem dado gloria e prosperidade
( apelados ) ; que em lempos bem crticos, como fo-
ram os da minorldade, nos salvou dos vrtices da
anarchia e fez com qne o paiz pragredisse ao ponto
em que se acha. ( Apoiados. ) Slm, he A monarchia
que nos devenios principalmente o estado de pros-
peridade em q.ie se acha o Brasil ( apoiados ) ; he o
elemento mouarchico infiltrado na nosss constilui-
r.lo que it.i a essa constituirlo sympathia geral,
amor dos poyos, que Taz com que n6s adoremos ttel-
la as instiluiees mais preciosas que 1
ter. Apoiados.
que podamos ob-
Corao, pois, receiam os uobres deputado,possuin-
do nos tantos elementos de ventura, 110 gozo de tan-
tos beneficios, que s por cansa de nina lei queape-
._ 0--------------,_ Inas restrngela eleicao para os juizes de direito, pro-
rando pelos distrielos onde a maioria dos votantes Ajlenles de provincia e alguns oulros lunccioiiarios,
Ihe perteuca de fado.
Isso, senderes, he para mlm urna grande necessi-
dade publica, porque o syslema representativo nao
vixe regularmente com cunaras unnimes. O sxs-
lema representativo consiste na lata das diversas opi-
ntes;querqae todas ellas venham para o parlamen-
to disputar a victoria de seus principios; quer que
todas elle* procurem pela palavra e pela imprensa
ganhar proselytos alim de lornarem-se msioriss.Ora,
se o -ystema representativo nlo quer cmaras un-
nimes, se quer que as enmaras sejam a representa-
dlo gttuina do paiz, coulendo em aeu seio repre-
senlaiites de todas as suas opinioes polticas, digo que
a eleii;lo por distrielos he necessaria para que o sys.
lema representativo se consolide entre nos.
Vou maisadianle: ninguem dir qne nao baja
mal facilidad* e exactldlo na verilicaco dos pode-
res dos deputados nomeados por distrielos, do que
na erificacao dos poderes dos deputados pertencett-
les a urna provincia, especialmente a urna provin-
cia grande. Todo o mundo sabe que pelo tystema
actual muitas vezes urna eleirio acha-se viciada.mas
porque os representantes que nella figuran) sloein
grande numero, pesio extraordinariamente na ba-
lanza, .1 verifirac/m nlo se faz com n impurcialidade
e itidepeuilencia que sao de desejsr ; o que de certo
nlu se dar quando se tratar deum s individuo.
O Sr. Araujo Lima : Para a immoralidade nao
ha remedio possivel.
O Sr. Pereira da Silca Prefiro. senhores, a
eleirio por distrielos eleicao por provincias, por-
que cada districto mandar um sii representante, e
esse representante, podase dizer, genuino, verda-
deiro representante desse districto, ha de ser homem
condecido por aquelles que lite derem o mndalo.
Quanlo o eleilor lem de votar em um individuo,
vola conscieuosamente, mas qu*ndo he obrigado a
votar era mais de um individuo, de ordinario uao
pode deixarde aceitar, por considerarlo aos amigos,
candidatos cm que nao lem cmplela confianra.
Ora, exigir smente um deputado he dizer ao
eleilor : Escolhei por vosso representante o cida-
dlo em quein tiverdes confianza peloperfeiln conhe-
cimeiilo quo leudis delle. Se esla opinilo, senho-
res, fosse s minha, dir-se-ltia com razio que nlo
constitua ella auloridade peante a cmara e pe-
ranii! o paiz; mas ea declaro cmara, declaro ao
paiz, que he a opiniao dos estadistas mais impor-
tamos, dos mais habis defensores do syslema repre-
sentativo.
O Sr. St/ueira Quciro: : Os oulros nlo o slo
tambem'!
O Sr. Pereira da Silca: Eu leiota opiniao do
Sr. (iuizol nesla questao. A cmara nlo dir que o
Sr. liuizol, que aiuda honlera foi invocado pelo no-
bre deputado por Pernambuco, nao he auloridade
na materia. O Sr. Guizol diz ua sua historia do sys-
temt represeulativo : Ninguem negou nunca que
a lei fundamental de todaa cleicflo he que os eletlo-
ros larstm o que IdtajMpk saibam o que fazem. Es-
quece se esle priucrpKetde que se exige que os
cleilorc I icam nuis de urna ou dtias escolhas. O
mrito da eleielo he que do eleilor proceda, que da
so.i parle baja urna esculla verdadeira, islo lie, um
neto dt juize da vontade ; sem duvida qne nenhama
vontade oa juizo eslranho (em direito de se Ihe m-
pdr ; pode elle aceita-tos ou refus-los ; islo porm
nao basta. He preciso enllocar o eleilor em urna p-
stelo tal que seu juizo pessoal e sua vontade pes-
soal sejam tiloso livre*, mas tambem pro
declarar-se como slo : he preciso que j**ixercic
disto Ihe seja fcil ; ora, tal resuK
dar quando se lite pede urna lisia
um noine s, ou dous ao mais.
pre fdia do estado de encher e
por seo discernimenlo, suhmel
t qfue he verdade hv que quando se proclamen
cou.Uluic.1o nnosejoUtucativciiieiite adoptaras ideas reiira que ha entre o Brasil; os costume*
de incompatibilidades 1! do distrielos eleiloraes, por- hlulautes, suas instiluiees, e a Itisluria, o:
que (tillo se uao recon teeeu a sua necessidado ; as '
circBintiu.-ias povein laudara 11 esla opinilo tem
tomado corpo, lem i uva dido todas as classes da so-
riedade, lem sido sentida e abracada por todos os
partidos, o brt.mlo cutnpre ais legisladores provi-
ileuciar, inostrando-se dignas do mandato que rebe-
ram do pa.
o pode
1, e nlo
uasi sem-
si s, e
. _perio das
combinaces ao qual se sacrifica, wm que vota sem
consciencia. Oiicm ignora que nennum eleilor lem
mais de um on dous candidatos- -que conhece ? Os
mais slo da conlianra alheia, e elle escrevedhes os
ttotnes |ioi complacencia ou confianca.
l'ozet: Isso he guando a elciclo he directa.
O Sr. Vereira da Siira : Senhores, a respeilo
desles principios^rbe para mira sao dogmas.tanto faz
que a cleirao eOes.) .v"
O Sr. Iraajo Lima di um aparte.
O Sr. Pereiro da Silca : Melhor quer que o
eleilor cotillera bem aquello cm quein vola, que
mande para seu representante o individuo quepes-
soalmente conliece como capaz de receber o mnda-
lo. I'ela maueka por que o nosso corpo eleitoral es-
l organitado uo 'jiaaa^ielo modo por que se fazem
as lisias para ao provincias, o nobre deputado sabe
que quanlo diz -itrtzol h*?uma verdade, e verdade
iiiconieslavel. Ha urna provincia que do 8 deputa-
dos os partidos o o governo escrevem nella 4 ou j
numes condecidos, e incinera 3 ou 4 nomes que
ninguem condece,"l ou 4 atildados felizes. A pro-
vincia vota, porque nenhum municipio lem coragem
de negar o voto saliendo que a sita votacao nao pode
nfloir na eleicao geral, eqnilihrada na dgffjomera-
clo dos volos, e o resultado he serera eleitiw alguns
que ttism slo condec los na provincia, e infelizmen-
te j na cmara temos notado que urna acia ou duas
aelas falsas tnudam inleiramente os representantes de
unta provincia inteira ; e islo lie preciso acabar.
Nos distrUtos nao succeder i-lo. O governo pode
impor, os partidos podem impdr candidatos, mas o
cupo eleitoral. que lem direito a mandar o sen de-
notad, smente aceitar aquelle que elle condece ;
e quando o governo, quando o partid Ihe disser que
aceite por candidato do districto um individuo des-,
condecido, responder : Eu (fenso em politiea
como vos, quero mandar um representante que yus
v auxiliar, que v apoiar a vossa politiea, que he a
minha, mas quero mandar um representante que eu
conliera ; nlo aceito esse nome. Eis oque respon-
der o districto qaando lite quizerem impdr um no-
me que elle nlo condec.
O Sr. Araujo Urna e oulros Sr/. Deputados dio
apartes.
O Sr. Pereira da Silca : Senhores, eu nlo sei
o que succeder, mas pens que se consegne raellio-
ramenlo. E como o nobre deputado pelo Ceara me
da esse aparte, u digo aue por ora quem manda
representantes pelo Ceara he mi urna opiniao pol-
tica ; quero ver se dividida a provincia em distrie-
los da de ser a mesma opinilo poltica a.nica sem-
pre represeulada no parlamento ? Qaando eu vir
aceito pelas eleilores dos distrielos da provincia do
Cear o candidato que o partido qoizer, serei o pri-
meirn a cottfessar que uenhum bem Irouxe a lei, e
procurarei novo remedio.
A nobre commisslo disse no seu parecer que esta
pedra laucada do alto do senado haviade cansar ma-
les terriveis no paiz (apoiados); o nobre deputado pe-
lo Bio de Janeiro 1lecl.11 mi que o resultado desla le,
ser rehaixar-nos i posiclo desgranada em, que se
adulo as repblicas nossas vizitihas ; e o nobre de-
putado por Sergipe prognosticou que da tej saltiria a
perda do monarchia e a iovaslo da democracia pura
por toda-a sociedade I
Stmbores, vc-se perl'eiamenlequcos nobre depu-
tados a quera me retiro penslo em perigos que ati-
nente crearam ua sua imaginaclo. Senhnres, o paiz
lid perfeitamenle mouarchico (apoiados! o elemento
tnonarchieo eslt infiltrado em todos os poros da so-
ciedade, bale em lodosos peilos, grava-se em lodas
as inteligencias, palpita em todos oscorares nrati-
leiros (muitos apoiados) ; nlo lenho o menor receio
de que esla lei v contribuir para que o elementa
tnonarchieo desappareca absorvido pela democracia
para. (Apoiados.)
O nobre deputado por Sergipe labora cm perfeilo
erro quando pensa que a democracia lera elementos
no paiz capazes de fazer exploslo apenas acharem
Ulna fajsca. Est completamente engaado. (Apoia-
dos.
O Sr. Siqueira Queiroz d um aparte.
O Sr. Pereira da Si7r .-Enlo como teme que
o elemento monarchico seja absorvidopela. democra-
cia pura, e que esla invada lodo o paiz"!
Senhores, a monarchia no paiz est edificada so-
bre bates muito solidas( muitos apoiados ; alo ha
na sociedade brasileira, nos hbitos, nos usos do ci-
dadlo brasileiro, a menor ideia ou tendencia que
possa ntrica pdr em duvida a existencia e a forca do
elemento monarchico. (Apoiados.)
Digo anda, senhores, que* nlo lenho o receio que
nutre o nobre deputado polo llio de Janeiro de que
se robaixe o paiz a par do estado em que se acharo
as repblicas Sul-Atnericanas. 11* preciso ignorar
absolutamente a nossa historia para nio ver a dille-
dos seus
. os coadunes
do habitante*, e ai instiluiees dessas repblicas.
Nlo sabis vos que quando em 187 veio para o
Rusil a Sr.< t. Marta I, familia real, e a nobreza
de Portugal, eslava o Brasil muito mais atrasado do
qne apenas convertc a eleirSolprovncial em eleirio
por distrielos. como receiatn, digo, que s por urna
lei destas desappareca a monarchia no vrtice das
revolures e caa o imperio a par das repblicas hes-
panholas ?
( Ha varios apartes. )
Oisse-se anda, senhores, porque lie que fazemos
estas innovarnos quando eslo os lempos lio calmos,
quando nio ha necessidade urgente que as recla-
me ? A mi oda opinilo he que os governos e os par-
tidos se consoliilam por cotlcesses razoaveis e op-
portuttas que fazem (apoiados ', e que se despopu-
larisam com resistencias lenazes, cesas e obstinadas
coaira a opiniao publica. 'Apoiados.) A grande ha-
hilidadc dos homens de estado consiste em conherer
as neeessidades ta sua poca, em espontneamente
e por si mesmos conceder o que nao est em seu
diieito tem em sen de ver recusar sempre, era evitar
lulas emquanto tem lempo de prevenilas.
Satisfazer a lempo neeessidades legitimas, serias,
razoaveis, he oppor um dique s tentativas dos des-
ordeirose turbulentos, he fechar a porta aaspirares
vilenlas e revolucionarias ( apoiados), lie tirar pre-
textos aos nimos desorganisadores. Sou conserva-
dor, (enho-o sido sempre, roas nao sou estacionarlo
( apoiados ), faro lodas as copcessOes razoaveis e le-
gitima que p.issaiti contribuir para a ventura do
paiz, que as neeessidades publicas reclamarem.
Julgo-me*conservador, mas nlu desses conserva-
dores que entendem que a sociedade se conserva
sempre 110 primniro estado, que as circumstaneias
nio mudara, que o paiz nio marcha em torno del-
le, que a politiea nao tem pitases, nlo lem movi-
mentu regular, progressivo, na vrtla dos povns.assim
como na vida do homem isnladameule. ( Apoiados.)
Nos lempos cri I icos, mesmo nos lempos de lula,as
ronces-oes razoaveis e legitimas feilas a lempo sal-
vam, consolidara os principios, os partidos e os go-
verno* ; temos um exemplo entro nos com o aclo
adilirion.il. Os homens moderados e monarchislas de
1831 mili sabiamente o aceitaran) eo promoveram,
e assim fizeram desnpparecer aspiraros mais vio-,
lenta, m,is exageradas; fizeram abortar tentativas
revolucionarias, e conseguiram dirigir a sociedade
e instituirles com lubili.iade, com zelo ecom felici-
dad* no meto quasi da anarchia.
Se em lempos crticos vautagens as vezes se con-
seguetn qoatMo a lempo se fazem concessdes opi-
nilo publica, com muilo mais razan agora, que es-
taraos em perfeila calma, quando os nobre- deputa-
dos coufessao que os partidos quasi se chegara ese
locara, lendo abandonado os anligos odios e raneo-
res. Pois bem. senhores. com a calma das palxDes,
com o arrcfecimenlo tas lulas polticas, quando lo-
dos os nimos procuran) como que conciliar-se, he
que eu aelto a melhor poca, o ensejo mais proprio
para tratar de melhoramentos razoaveis na legisla-
ran, de reformas que a opinilo publica apona como
necessaria- para o paiz. Agora podemos tranquil-
lamente lomar urna deliberarlo que tenha o multo
da prmlciici.i e da moderadlo, o que he dillicil nos
lempos das lulas.
l)issc-se que eslavamos ligados na queslo com o
partido liberal, e qae a reforma, era por elle incita-
da, volando lodo elle no senado e na cmara em fa-
vor do projeclo.
Senhores, o projeclo he um melhoramenlo, he
urna concesslo opinilo publica, leude a dar van-
li'ge"s a (odas a* opinioes, a todos os partidos 110 po-
8I UIHiy *tjTH>sir.lo.
Anda mesnwuiue nlo fosse idea de partido poli-
tico, como airo lte,"Tieu;iJ.ural que os partidos em
minora a aceitera, porque coi ella tero mais faci-
lidades para defender a sua.causa^- "
cipios.
Os dous partidos, liberal e conservador, nao m
rerau. n.lo ; vvem. e vivem bera paa o syslema
que exige a existencia de dous partidos'; a epoca po-
rem nao he a da lula polilica, he a do repouso das
ideas e dos principios, ha a do ran-arf. 'Apoiados.)
Aproyeilame-la para desenvolver as gratides forcea
do pan ; aproveilerao-la par os progressos niateri-
aes e moraesa quo elle lera direito.
Volando ambos os partidos por esla i| nao
aban Ion,un seus principios ; tilo ; porque a idea he
poltica, mas nlo fui de partido poltico ; (mostrara
sim, que deixuin seus odios pessoaes a parte, o se
combinara em unta medida que ambos consideran)
olil e ventajosa ; eis urna ventagem da calma e da
reflexio ; no lempo das lulas alaca-se o que vem do
lado oppusto, seja embora razoavel, s porque vem
do lado opposlo. O exemplo que ora d o partido
liberal, apoiando tima medida apresenlada pelos
seos adversarios, observase coostaulcmeute em In-
glaterra,-mesmo na poca da tala de Plt e de Pox,
eomo se deu acerca da abolicao do trafego de es-
cravos.
Acabada a queslio, cada partido tomara o seo pos-
to ; o liberal continuar em opposir.io ao governo
aos no,os principio, nos a desenvolver as nossas
ideas. Uiz-se que os monarchislas deveriam volar
contra o projeclo ; senhores, para qne essas exage-
rares '.' Todos somos monarchislas, e mais monar-
chistus nao slo os que comhalem o projeclo do que
aquelles que Ihe prestara seu apoiu franco e leal.
(Apoiados.)
(Ha um aparte.)
Eu entendo que esla queslao em nada altela a
forja moral e prestigio da monarchia entre nos.
Apoiados.':
O Sr. Araujo Urna : He urna completa revo
lucio ta legislarlo. ,
O Sr. Vereira da Silca : Eslou convencido de
que lodos os que votara a favor como os que votam
conlra fazem-o de consciencia, com perfeita inde-
pendencia ; respeilo todas as opinioes ; fajo juslica
a lodos os seutimenlos ; desejn porein que se nos pa-
gue na mesma moeda. 'Apoiados.)
Acabarei, senhores, com tuna simples observarlo.
O projeclo que so veutila he um prugretso, he um
iiielhorameiito que fazemos nesta lei apoiados he
a salisfat-lo de urna grande necessidade do paiz, cor-
responde aos desejns da opimio publica ; assim de-
sejoquesejao partido conservador que'o promova
e o approve, que seja o partido conservador quem
mostr ao paiz que he o mais proprio para eflectuar
os melhoramenlo de que elle carece.
Em lodos os paizes, sculiores, e especialmente na
Inglaterra, os grandes melhoremeutos, as reformas
econmicas e poltica-, tem sido sempre realisadas
pelo partido conservador.
O Sr-Araujo Lima : Mas ua Inglaterra fa/.era-
se as cousas com reflexio. e csltido.
O Sr. freir la Silca: E entlo ainda o no-
bre deputado quer mais de 9 anuos de estado t
O Sr. Araujo Lima : Quaes nove anuos de
esluilo '.'
'Cruzam-se varios aparlcs.)
O Sr. Presidente : Alinelo ; peco aos nobres
deputados qae tilo interrompain o orador.
O Sr. Pereira da Silca : Eo nobre deputado
ainda a nlo deixar-ntc continuar !... Eu pero a V.
Exc, Sr. presidente, que proteja a minha fraqueza
conlra os apartes do nobre deputado. (Bisadas.)
Mas, seuhores, que mais esluda se quer do que 9
auno de continua di.scusslo em urna e oulracasa do
parlamento
Termino. Sr. presidente, repc!indo que como
membro do partido conservador, desejo que teja o
raeu partido que realise estas ideas, itiostraudo assim
que, ao posso que acmpanha e esluda as uecessida-
des publicas, quando lodos os partidos prometiera o
progrrsso. elle he o partido mais habilitado para o
eflectuat e realitar.
Vol porlanlo de consciencia em favor do projec-
lo. 'Apoiados, muilo bem.)
A diseussao (lea adiada pela'hora.
I.evanta-se a -cs-ao. -Tt>,
e, por oulro lado, a choUra-morbus, qae j invadi
algumas provincias, ameaca mesmo a capital do im-
perio, baja toda presta na disctalo do projeclo, e
por tal modo que nio receba ella emendas I I... E
o que quer dizer, senhores, discutir am projeclo de-
clanndo-se precisamente que te tilo adrottlem e-
msndas'.' ( Muitos apoiados ). Pdr em diseussao um
projeclo, um assumplo quaiquer, ha abrir um campo
ou ama arena em que a argumentos em am seatido
opponhsm-s* raciocinios em sentido contrario, no
intuito de fazer sabir desse embate de ideas a possi-
vel perfeirlo para a obra do legislador. ('Apoiados:.
Ora, seo governo declarou nlo adtnittir emeudas
ao sea projeclo, da duas utna, ou o projeclo Ihe p-
rete-obra que locou os limites da perfeiclo, e por
isso julga desuecessario discati-lo, o que se nio pode
suprior, ou tem consciencia de, ter suteeptivel de
correrlo e melhora, nesse caso repellir ri priori
emendas he desvirtuar o debate apoiados), he tirar
a discussio toda a sua importancia, (Apoiados.) Nes-
ta* circnmslancias o que me parece conveniente he
votar contra o projeclo, aceitando todas asconsequen-
cias da declararlo ministerial.
Isto farei eu, senhores, e oosarei mesmo pedir a
todos os qae slo desfavoraveis ao projeclo, que
prescindindo de um dbale que se figura escusado,
limitemo-iios a votar contra o projeclo.
Senhores, se o governo est profundamente con-
vencido deque na idea de dividir o paiz era circuios
e decretar certas imcompalibilidades vai a sua sal-
vacio, estamos em nosso direilo os que votarmos
conlra o projeclo, mas nio embaracemos com dila-
roes o governo na re disaclo do seu plano. Assim
pens eu. Sr. presidente, qoe nos cumpre encarar
esta queslio, e schottlem eslivesse na casa, por cerlo
votara contra o adiatnenlo proposlo, porque nlo
desejo pela minha parte impedir quo o governo, se
puder, leve avante o seu intento. As razos expos-
tas, e demais a hora Uo adjuntada em que tocou-
me a palavra, tiram-me todo desejo de empentar-
me no debate.
Se eu quizeste envolver-me na discussio, era do
met dever acotnpatihar o nobre deputado pela pro-
vincia do Bio de Janeiro, qoe acabou de fallar, em
todas as parles do seu discurso, para refula-lo, vislo
que nenhum outro orador propoz-sc Inda como elle
a combtiter o parecer a que ea adher, assignando-o
com os meus nobres collegas da commisslo de con-
liluiro. Mas quem mo ve, senhgres, que essa la-
refa me seria impossivef O nobre depalado a quem
me refer pareca um rio caudaloso a despenhar-se
(risadas), a as ideas que se desprendan) de seu ce-
rebro corriam to rpidas como folhas ( nlo direi
seccas) que a torrente desse rio arrebatasse. Como
havia eu de apanda-las para examina-las e emittir o
tneu juizo a seu respeilo, quando a cmara vio que
ellas desciara no meio de ama tempeslade desfeila de
apartes violentos e de um -ussurro que nada deixava
uuvir-se ?
Eotrelauto, se a cmara me der licenra farei urna
breve apreciarlo desse discurso. Declarou o nobre
deputado que o pensinenlo dos circuios e incompa-
tibilidades nanea foi urna idea poltica. Bem : mas
se assim lie, como agora nu lira da sesslo converle-
e em poltica essa idea, o al em um salvaleriu 1
Apoiados.
O Sr. Pereira da SUca :Eu disse qua nlo era
idea de partido poltico, t nlo que fosse idea po-
lilica.
O Sr. Zacaras :& nobre presidente do conse-
Iho disse uo senado que o plano de dividir em cir-
cuios eleiloraes o paiz o eslabeleccr certas incompa-
tibilidades nlo era am salvaleho (sio palavras de S.
Exc.) nao era urna medida sera a. qual o paiz nao
pudesse bem reg a idea para a cmara temporaria, e o nobre presi-
dente do conselho faz della queslio de gabinete !
(Apoiados.)
Cma Voz :yutJd inde ? *
O Sr. '/.ataras :l, tilo era negocio urgente.
nio era questio ministerial, admiltam-se emendas,
e algumas foratn adoptadas : aqu, na cmara, qne
mais inmediatamente representa o povo, na cma-
ra, onde cora razio muitos senadores opinaram que
devora de ler comrcado a discussio da medida que
o governo deseja fazer passar, aqu, repilo, qualio
ou seis das antes do encerrinenln da sesslo, quan-
do raro he o espirito qae no anda impreesionado do
teceio de um llagello que ameaca o paiz, 'he idea,
quando menos se ;esperava, declarada queslio de
gabinete, cora o accresclmo : nlo se admitiera emen-
das, temos presta. Apoiail.
Nio uegarei ao governo o direito de converter em
questio ministerial a de que se Irata, e creio que
igual honra pode dar a essa, como a quaiquer oulra
queslio, por muilo secundaria que parec a alguns,
o vulto de questio de primeira ordem, de queslio
de gabinete. Nos, que temos visto gabinetes dissol-
verem-se por motivos qoe pareciam lo transitorios,
de to pouca significarlo e alcance, nos qae j vi-
mos elevados altura de importancia polilica o can-
saco, nio podemos em rigojr-sBtranhar ao nobre pre-
sidente do conselho quejaos circuios e as incom-
patibilidades a importtjtfii politiea que lites deu. Se-
ja-me, pnrem, licito rftzer, de S. Exc, que essa-sua declararlo, pelo momento
a forma em i]ue_f^J'eta, e rircunislaticias que a
em seguido, pareceu-me um
orem. (Apoiados e nio apoiados./
o Sr. presidente do conselho, faz
esli de gabinete, c itio Ihe admiti
acha conveniente prorogaeln ltenlas
cias da quadra ; o governo aceita a
a o projecto com tenias as suas conse-
Com efleilo, Sr. presidente, o projeclo nlo he ou-
lra cousa mais do que um arremedo da lei frattceza
de 19 de abril de 1831. expedida em virlode da car-
la conslitucional de 1830.
Ora, a carta franceza de 18,30 no que dizia respei-
lo ao direilo de ser claitor e deputado designara a-
pena* (arls. 33 e 34) a condic-io da idade, deixando
expressainente s leis ordinaria* a determinarlo de
quaesquar oulra* eondiesjes iadiipeosaveis ao gozo
de uro tal direilo. Consequetttemenle a lei ordina-
ria de 19 de abril da 1831 poda fazer o que fea.
islo he, dividir a Franca em distrielos eleiloraes a **-
labelecer certa* iticumpatibilidade*.
A nossa constituirlo, porm, niosij fnou a idade
de que julgttu iodispMiavel fater dependente o di-
reito poltico de qu* se Irata, mas toda* as oulrat
condicocs indispensaveis, conforme a sabedoria de
seus autores, ao gozo desse direito. A constituirlo,
repito, coosiderou lio importante ( as>im devia
faze-lo o legislador consti garles'ta afio lodos os poderes polticos u direilo
do vol, que fixou-lhe lodts as cotidices sem deixar
parle dessa trela a o legislador constituido. (Apoia-
dos.) v r
Kent, o mustiado commentadordas leis america-
nas, enja auloridade mo permillireis que invoque,
estabelece |como regra para bem entender-se urna
constituidlo a seguinle :
a Que quando a constituirlo con lera urna dispo-i
fio geral, implcitamente coufere direito aos meios
ttecessarios para leva-la a effeilo ; mas se mesma
constituidlo iudica os meios c os especifica, nenhum
outro, ainda semelhante, quanlo mais diverso, pode
suheutender-tc e consentir-**.
Esla regra de interpretar.io, qne roe parece absn
latamente sla e razoavel, applicada ao nono caso,
eotidemn.i o projeclo que se discute, e a imitadlo
da lei franceza que elle arremeda estropeando. A
lei franceza nlo otlendia a constluicioda Franja,
qae. quanlo as cundicijes do direilo do eleilor e dos
candidatos diputarlo, era genrica ; o nosso pro-
jeclo, pela razio contraria, ollende a lei fundamen-
tal do imperio, que nessa parte foi lio esplicila e de-
senvolvida quanlo era possivel.
Veja agora V. Exc, Sr. presidente, como pode o
governo -presentar, e nos aprovarmos.sera atiendo
a constitu ci do paiz, a copia maulada da lei fran-
ceza de 1831 relativa a circuios eleiloraes e varias
iocompalibilidades !
Se ao menos, senhores, este projecto reunsse al-
gumas condires da lei franceza, leria um passe ;
mas tieni Isso lera era seu favor.
A le franceza suppde adoptada a clei(lo directa,
o projeclo a eleielo indirecta.
A lei franceza poz um freiu ao governo qae linhs
le execala-la, Iracatido o mnimo e o mximo de
numero de eleilores que deviam compor os circuios;
o mnimo era de 150, e o mximo de 600 eleilores.
No primeiro caso, dava providencias para ter o cir-
culo maior numero de eleilores, c no segando man-
dava qus fosse stibdividido. O nosso projecto nen-
huma dessas precauces loma, deixaao governo umn
latitude immensa, e o governo, com o compasto do
que tica armado, pode rclalhar o paiz a sua vonladtt
e tracar os circuios que bem Ihe parecer. ( Apoia-
dos.) E que cautelas adopta o projeclo para preve-
nir abusas f Nenhumas.
Bir-se-ha : o governo inspira bstanle confianca,
elle descrever os circuios com a devida circumspec-
rao, e de acord com os interesses da naci.
Longe He mira. Sr. presidente, pdr em duvida as
boas intenroes do gabinete e do Sr. presidente do
conselho ; faro-Ibes tiesta parle lana jnslica, como
estoa profundamente convencido da sua Ilustrarlo.
Quem nos assegura, entretanto, que este projeclo,
tiestiuado a um governo conciliador, nlo tenha d*
ser etecatado por ministros que o nlo sejam ?
(Apoiados.) Olanlos males nio virio ao paiz se a
hypolhete que figuro realisar-se, e a divisio do im-
perio em circuios eleiloraes fdr obra do espirito de
partido 1!
tOiivem se apartes. )
a divisio um vez feila, senhores, ha de subsis-
tir por largos annos, porque enlre nos os tactos con-
sumados tem grande imperio, principalmente qaan-
do partera do governo. "
O Sr. Presidente do Cdtutlho da um aparte que
nio ouvjmus.
O Sr. Zacaras:E o mais he que o governo re-
cebe a importante missiod* dividir o paiz em ct-
enlos eleiloraes, e nlo possue os precisos dados estii-
listicos para reallsa-la convenieule/enle !
O nobre deputado pela provincia do Rio de Ja-
neiro, obetleccndo ao exemplo do senado, parece que
nao apreciou como convinha a importancia compa-
rativa dos circuios e das incompatibilidades, Ira-
lando primeiro deslas que daquelle, e tiestas mus
dos magistrados que das outras classes de emprega
dos a que o projeclo se refere.
No meu humilde modo de entender a medida dos
circuios he de um alcance incoinparav elmeule sore-
riorao das incompatibilidades que se Irata de de-
cretar. As incompatibilidades, como os circuios, ttf-
lendem a constituirlo nos termos em que se acha n;
mas ao passo que as incompatibilidades enlendi 111
com algumas classes smente, distinguindo-se stim
duvida muilo enlre ellas a dos magistrados, os cir-
tu'os alterara profundamente o systeraa eleitoral do
paiz, e poder.- rasser-ine i~js incalculaveis. \
<>( interesses que a nossa consliluiclo reconhece com
tissompto dos debales e diseossdes dascoporaedesque
ulla creoa.
A constitutcao reconhece (arl.17) os inleretse* De-
saliares das provincias e ua intereasH geraes da nn-
ao (arl. 83.) Q* primeiro* subdvidem-t* em inte-
retses conrernentes ao rgimen econmico e muni-
cipal da* culada* villas, e no* interesses propria-
mante das provincias. Dos intares** qne perlencem
aos municipios tratara arl. 72 da constituirlo e 1
do adicional, as cmaras dos districto*, des relativo*
A* provincias ocoopam-se a* assembla* provincias,
a do* Interesses gerut da naco a assembla geral.
Os mandatarios para promovern) o* interesses mu-
nicipaaa slo escoltados pelos habitantes da* localida-
des em olelces j que e procede em todas at pa ro-
cinas dos respectivo termo* da cidade e vlla*.'0*
qoe lem a eu eergo promover os interesaos provlo-
ciaes devem ser nomeados pelos eleilores de toda a
provincia. E os cidadlos incumbidos desinters-
se* geraes da naci deveriam ser, se roste possivel,
nomeados em eleielo nacional.
Infelizmente a vastidlo de territorio e outras eon-
tiderscoes lornam impraticavel urna eleirio nacional
para os cidadlos que, no senado e na cmara
temporaria, lem de deliberar sobre os interesses ge-
raes do estado, e forcoso foi parar no limite da elei-
rio provincial. Dahi vem que para os interesse mu-
metilo haver ne>ses lugares remolos dos iuteresses
geraes da afio ? Nio creio qne ai influencia! lo-
caes, que vio tornar-so mais calhegorieas e prepon-
derantes, tenham toda aplidle precisa para delibe-
rar sobre os grandes ioterauet do paiz
O Sr. Prndenle do Conselho d nm aparte.
"T-Zacaria* : No senado se disse, e creio
que V. Exc. tambem allirmou, qu* at influencias de
localidades sao lio prestiutota* como as da* provin-
cia*, e que, mas par mu* aat**ai lacae*aue as pro-
vincia**.
O Sr. PreriiHU do Canulho d um aparte.
O Sr. Zacaras : Uqtn, y. Exc. a ialer-
roruper-me com seu aparta, o que multo sinlo, por-
!ae habituado a ler para eoip V. gM. a. maior de-
erene**, e a recebar provas de eonUdericao, nio
quererel Jamaia ter occati*o de reptlir um aparte de
V. Etc. eomo repulira o de un epatado meu col-
lega.
O ir. Presidente do Conselho : O meu aparte
nlo merece e**a severidade.
O Sr. Zacaras : Cumpre reconbeccr alo as
influencias locaes, corad as provineiaes, e eccresceu-
lemos as nacionaes. As priioeiras correspondem
s localidades, assim como as segundas s provincias,
e as terceiras naci inteira. Querer dars primal-
ras mais valor do que naturalmente tem, suplan-
tando as segundas, he Um erro. 40 nobre presiden-
J
X
uicipaes temos a eleirio de vereadores as parecidas te do conselho o que he sanio urna influencia uacio-
e, por necessidade pratica para os interesses geraes 1 nal, pelo seo elevado llenlo e caparidade para tria-
da naci, a eleielo provincial. i nejar os altos negocios do Estado? Assim tambem
O Sr. Presidente do Conselho :Os deputados : consinta que as provincias haja inflo
geraes sio representantes da naci o nlo de provin- relaclo aos negocios provineiaes oceupem
eia. 1 que nos grandes negocios do paiz perteocem s iodl-
O Sr. 'locarias : Rogo a V. Exc. qoe me nlo vidualidades notaveis.
acabrunhe com os seus apartes, nlo me enlloque era Se as influencias locaes sio melhores qu* as pro-
o numero daqtielles que gosllo das interrupcoes de vinciaes. como se lem dita, entlo poder-se-hi
V. Exc. pira incommt-da-n com a resposta : deixe- bem aflirmar que as influencias oariattaet sio dt lo-
me proseguir. Nao deseonhecn que o depuladoelei- das as peiores, o que he insurtentavel, p*ti m
to por eleirio provincial be todava considerado re- a natureza da* cousat que ai Ir* ordent 1 infloen-
presentante da nacao e tilo de provincia porque as- | cas a qae me lenho referido temani na toas
sira o determina muito positivamente a conslituicSo.' competentes esphera*, j naa localidad-
No enlanlo, ella que chama representante da na- 1 vincias, ja no imperio, e todaa arla
c,ao o deputado e o senador torneado por eleielo pro- se poiem formando como urna eadeia et
vincial, jostilica-se com a impossihilidade de orde- unida, sem damno do pan, aula* eom
1 magistrado n v
bre presidente
lenroes com que
ueste negocio.
idenle do Conselho 5Pode fazer 01
questnl) he minitlerial.
o meu direito, e o no-
leve fazer Justina s in-
u argumentando, e procedo
A
DISCURSO 1)0 SR. ZACHARIAS PROFERIDO
NA SESSAQ DE 28 DE ACOST DE 18V>.
O Sr. Zacaras:Movimentode alinelo. Sr.
presidente, sempre eslive no proposito de 11 rio envol-
ver-me 110 debate de quo ora se preoecura esl au-
gusta cmara: Em primeiro lugar, o estado pouco
lisongeiro de minha sande persoadia-me a essa re-
serva, e urna tal declararlo que na bocea de muitos
oradores nlo pasta de um floreiocomque se propem
de cerlo mudo sorprender a cmara, apresenlando-
Ihe discursos alias pruprins de um espirito vigoroso
esonto de incommodo. exprime a mea respeilo nina
realidade. Nao lem sido, Sr. pretidenla, urna enfer-
midade politiea a causa do silencio que ale boje
guardei, mas uto incommodo real que inhibe-rae de
lomar parte nos dbalos aluda secundarios da' fke-
nle sessao, quanlo mai uos desta ordem.
Em segundo lugar, ns habis segadores que foratn
adiattla de nos a corlar esla seara, ceifaratn-a de (al
modo, que dilllcilmenlo acharemos onde respigar.
Seria, pois, de iniuh.t parte urna via persumpclo.
dominio hespanltol na America do Sul ? Nio havia
cidade tienhuma no Brasil que pudesse correr p-
pela tumbo parle, senhores, utgo os distrielos elei- re has em industria, coramarcio e illustracio eom as
tugp* preferivnls as elaieoes por provinciat pelo se- chiades dos dominios colottiaes hespanltoes como
am qualqner dea rice-reinados era qnese exercia o querer niunlar argumentos aos qae forar produzi'dos
no senado, onde a materia foi' lio amplamenle dis-
cutida Eslou persuadido de qae um discurso |tr
garitos raolfv* :
Eu) primeiro lugar, porque, dando n constituirlo,
nio a provincias, mas popilicio o direilo de
mandar seas repreten anus ao parlamento, he de
jostica qae oiose sttbirdine o-i votos de ama parte
da popularlo que tem direito da mandar um repre-
aMlante aos voto* de o*Ira* parles que tem igual
hespanltoes como
Buenos-Ayrea, l.ima e Valparaso. A Hespanha era
urna naci muito mais poderosa do qne Portugal,
melhor desenvolva 19 forras das toas colonias. Mas
o Brasil rom a presenca da familia real porlogueza,
cora os utos e eo^lume e instituirnos monarchicas
qoe para qui se (ransplanlarira (apoiido*), foi ga-
nhattiJo forcas, at que podo levar avante aua itt-
ou conlra os crculos e as inrorapalibilidades *en
mal* ou menos tuna repetirlo daquillo que na oulra
cmara se dase.
Demais, senhores, a vista da declaracio qae o
governo por sea principal ergio fez lion'tem a c-
mara relativamente ao projecto sujelo ao debate, o
qae vem a significar a djscunlo -(Apoiados.)
A queslio, disse o governo, he ministerial, he de
gabinete ; e pois qui a sessao (til nos ullituoi das,
O Sr. Presidente do Conselho :Sem duvida que
faco. H
O Sr. Zacaras:Quando o projeclo foi enviad o
a commisslo de que faro parle,-o nobre presidente
do co'aselho dirgio-se a mim pedindo-meque adan
tasse o parecer. S. Exc. sabe que no dia seguinle
o parecer leria silo lulo na cmara se, por falla de
numero, nlo se encerraste logo a sesslo. A com-
misslo prescindi do dirolo, que Ihe competa, de
estudar o projeclo mais pausadamente (o esparo de
oito dias nio seria excessivo) sob lodos os aspectos e
por todos os lados por qae pode ser considerado.
O Sr. Presidente do Conselho :Eu viria cma-
ra pedir urgencia, nao esperara pela apresetitarlo
do parecer da commisslo.
Cruzara e diflerenles apartes, principalmente
entre os Srs. presidenlef do conselho o Sayio Lo-
bato.)
O Sr. Presidente :Ordem !
O Sr. Zacaras :Nao passe desapercebida, Sr.
Cdenle, a declararlo do nobre presidente do
elho!
O Sr. Presidente do Conselho:Sim, senhor, eo
nio a fiz para que ficasse oceulta. Se a commisslo
nio quizesse dar seu parecer em lempo de se poder
discutir nesla sessao, eu viria .1 cmara e proporia a
urgencia. Apoiados.
t Continuara os apartes.
O Sr. Zacaras :Dizia eu, Sr. presidente, que
a coramitoio prescindir do direilo de esludar com
mais pausa a materia submetlida ao seu exame e
apresenlara logo o sea parecer para que se nio dis-
sesse que procurara um subterfugio alim de estor-
var a discussio, e ficasse patente a lealdade com
que proceda. (Apoiados.) Entretanto, acaba de di-
zer o nobre presidente do conselho que nio tea du-
vida em pedir a' cmara urgencia para iratar-se do
projeclo sem o parecer da commisslo se houvesse de-
mora na apreseulacio delle. Mas nole-se que a
urna commisslo nlo se pode marcar precisamente o
lempo que devo consumir 110 exame de um assump-
lo quaiquer, e muito menos quando este assumplo
he ta importancia transcendente do do projecto dos
circuios e incompatibilidades, e porlanlo como se-
ria possivel que a cmara, depois de mandar urna
de suas commissOes esludar um projeclo, consentiste
na sua discussio sem haver sido presente o res-
pectivo parecer 1
O Sr. Presidente do Conselho: Por urna appro-
vaclo de urgencia.
O Sr. Zacaras : Por um falseamenlo mais do
regiment representativo (apoiados e nao apoiados,)
por um pouco caso inqualilicayel.
O Sr. Presidente do Censelho : Da parle da
commisslo, se abusasso.
O Sr. Zacaras : Ella nlo abusa v a se exigiste
mais alguns dias para lavrar seu parecer.
O Sr. Presidente do Conselho : Por isso espe-
rou-se.
O Sr. '/.acarias Tornando. Sr. presidente, ao
nobre deputado pela provincia do Bio de Janeiro
que acabou de orar, disse elle que ale agora se nio
houvera cousiderado a queslio dehaixo do seu ver-
dadeira ponto de vista, pois que nlo se reflectira
bem no que era direito poltico.
Direilo poltico, pouderou o honrado orador,
nio lie tmente o de ser eleilor, deputado, senador,
etc., he tambera o de ser ministro, prcsidente|de pro-
vincia, ele.
Senhores- que novidade he esla f Pois alguem ja
diste 011 deu a entender que a expiessao genrica,
ireito poltico nao comprehende lodas es ciesTvtMiLpiiobre deputado meneionon, e ainda ou-
lrat que enfi-sariiltio ? O que se aflirma, e itera o
nobre denulado clgrrt^conl'eslar. lie qi-.- no meio
de lodos os direitos compreheiididos na __
complexa direilo poltico funecao mais im-
portante, o direito poltico por excedencia, vem a ser
o que he concernente 1 eleicao. E dahi procede a
constituirlo, que aoutros respeilo* conlenlou-se rom
eslabelecer regra* geraes, 110 que loca eleirio foi
explcita e minuciosa, declarndoos casos e determi-
nando as condiciies do que depende o direito de ser
voltil, eleitcr, deputado, etc. Defini e poz fra
de toda duvida o mais tnporUnle direito poltico
dos Brasileiro 1, de sorle que quando as leis estabele-
cem coiidicoe! como essa* que menciouou o nobre
deputado, quando determinara por exemplo que nin-
guem possa ser juiz de direito arm certas habilila-
edes que ellas prescrevem, que o membro do supre-
mo tribunal (de joalica uio posta ser Horneado para
certat funerdes, etc., laes disposicet nio esli fra
da esphera da leglilaelo ordinaria, e tem (todera sar
invocadas como areslo para amplicr ou restrirujir Ji-
mios concern ules eleielo que foratn positivamen-
te definidos pr la cooslituicio do imperio.'Apoiados.)
Se a lei funda mental usaste em materia de volo.ni
s activo, ron o pastivo, de expressdes geraes, o* ac-
ciescimos e|rcducrOes das legislaturas ordinarias se-
riara ainda suslcntaveis ; mas nao he esse o cas, a
constituirlo eipecilicadamenle desiguou ascondir&es
de que julgou necessario lomar dependente nlo s
o voto activo, sendo tambem o pavsivo. Nasle pon-
to diflercoca-se cttoncialmenle a nossa consliluiclo
da outras cablas, circnmslancias a qua nao attndeu
o projeclo em discussio.
>'u setiaoo rotnpeu a discossao
peitavel....
O Si: Pereira da Silca:Gooeo
meiro aresneita-lo
O Sf. Zacaras..... magislr
censura de defender causa prop
como coineruu peasjiiritiiipaUJrffi.i^a.^ c riesse
reno. dbajpareTquaei delusivamente com a
magistrados, de cuja eslima elle goza no mais ele-
vado grao. Nesla casa porcra, uude ha juizes de
direito, presidentes de provincia, cltefes de politia,
ele, qua algoem suppora prejudicados com a me-
dida das incompatibilidades, melhor be tratar pri-
meiro dos circuios que tas incompatibilidades, e,
tratando deslas. considera-la. em geral, alem de q-ue
as incompatibihdidesem reanlo a magistratura vsm
a ser unta verdadeira burla, e pois a questio dos cir-
cuios he a nica medida real do projeclo. ( Muitos
apoiados.^
O Sr. Presidente do Conselho:isso he laclica,
esses muilos apoiados.
O Sr. Oulra Hacha:Cada un est no seu di-
reilo, e V. Exc. pode dizer o que quizer.
O Sr. Zacaras :Segoindu todava a uirecelo
que levou o nobre deputado em suas ideas, exami-
nemos por alto o que disse elle quanlo a queslao de
serem on nio nlteiisivas da constituirlo as incompa-
tibilidades. Citou o trecho de um discurso do no-
bre visconde do Uruguay 110 intuito de mostrar
que o arl. 96 da consliluiclo, citado pela cominis-
sio em seu parecer, nao estabelece claramente o di-
reilo do ridadao brasileiro, e conseqnenlemeute to
magistrado, e quaiquer oulro faoccionario.a ser e!ri-
lo depulado 011 senador em cada districto eleitoral
do paiz. Mas, alem de que tienhuma importancia
encerra um tal aigomen'.o, porque de nao ser tal
oa tal artigo applicavelao caso que se discute nlo
se segu que a constituirlo permita a coneloaio que
se qoer tirar, uccorre que o arl. % terminantemente
condenina as Incompatibilidades do projeojn, porque
este determina que cortos funecionarios nio po->ara
receber volos nos distrielos eleiloraes onde exeice-
rem jiuisdicrio ou auloridade, o art. % cima cia-
do, uio admille excepclo de districto algum, uas
palavras : Os cidadlos brasileiros slo elegiveis em
cada districto eleitoral, ainda quando ahi nio se. am
nascidos, residentes oa domiciliados.
O Sr. Presidente do Conselho da um aparte qae
nio uuvnnos.
O Sr. Zacaras,:O diier a consliluiclo quj o
cidadio he elegivel em Indos os distrelos,embora nlo
sejam aquelles onde tenha nascido, onde resida ou
e-leja domiciliado, inculca que a elegibildade se es-
tendea lodosos distrielos, e nio se applica, cuino
erradamente poileria suppor, s aos do nascimeulo,
residencia on domicilio. E comtudo o projecto res-
tringe a elegibildade, vedando-a lalvez uaqui lies
dislricios em que a consliluiclo a repulou mais na-
tural e irrecusavel !
O Sr. Sioiicirn Qnetro; :Isso nio lm respesfa.
_ O Sr. Zacaras :O uobre deputado pola provin-
cia do Rio de Janeiro arguiode improcedente a |iro-
va que deu a commisslo da inconstitucioualidade
dos circuios ; mas creio que nio teve razio.
A consliluiclo determina em o art. 40 que o se-
nado tseja organissdo por eleielo provincial. To
arl. 4.1 diz que as eleicoes dos senadores serao feilas
pela mesma maneira que a do* deputados. Depoia,
tratando da eleielo dos membros dos conselho ge-
aes, hoje substituido., pelas assemblas provine aes,
ordeua que se faca da mesma maneirs que se ni:er a
dos representantes da naci. He claro, puis, qus
todas essas eleiroes, que devem ter feilas da mtisma
minora, sso provineiaes como* dos senadores.
O Sr. Pereira da SUca :Nio rpoindo ; da mes-
ma maneira. quer dizer que nlo seja unta directa e
oulra indirecta.
O Sr. Zacaras :A supp isiclo do nobre depu-
tado he nsustenlavel, porque a cdnslituico he ex-
presiden! determinar que as tioineares 'dos depu-
tados, senatlores e membros dos eonselhos giraes,
hoje tas assemblas provineiaes, sejam feilas por
eletres indirectas. Coran pois se pode crer que as
palavrasda mesma maneiraforain empreadas
coi o lira de se nlo fazerem urnas eleicoes dilecta,
outras indirectamente ? As eleicoes pela conslilui-
clo nio somenle sao tudas i 11 directas, mas i'evem
feilas da mesma maneira por eleilores de pro-
vincia conforme o arl. 90.
O Sr. Pereira da Silca:Tanto nio sio da met-
ma maneira que ha eleilores de deputados e eleilo-
res de senadores.
O Sr. Zacaras:Essa circomslaacia a que > no-
bre depulado allude nada vem ao caso ; os eleilores
qae elegem os -(madores podem ser diversos daquel-
let que nouieam os deputados, e nlo obstante serem
as eleiroes de unt e oulro* feilas da mesma maneira,
observado o precedo da constituidlo.
Eu diese que pela ledra da constituirlo a eleirio
dos depulado-. senadores e membros das assemblas
provineiaes he provincial, ou, o que vem a ser o
mesmo, feila |tor eleilores de provincia, e'agot a vou
mostrar que utna razio deduzida da phlusupliia do
direito couslituciooal diclou o precedo dt nona
constituidlo.
Em verdade, quando se quer determinar a cr-
cumscripcio to paiz que deve concorrer para ileger
os cidadlos incumbidos de promover aua prosperi-
dade, a primeira idea averig*)a|(|a he, qual he o
i.ttereste de qoe se trata f MdSRileresse de toda
anaci'.' Ke o interesse dt pandes porcles do
paiz 1 ou udas localidades Conforme fdr a natu
reta dos negocios e Interesses que se tem de di'rutir
assim lambem cnncorrerlo eom o seu voto na o'.eirln
dos mandatarios, ou os habitantes das localidades,
ou o* das grandes divisoes terr'itorlaes do estado, 00
os de ludo u paiz.
lato uppotlo, perganto oa, senhores, quiei slo
atar pira taet representantes orna eleielo nacional.
Mas o projeclo, que qoer conservar este nome ao*
deputados nemeado* pelos circuios, como se ha de
justificar ? Como se pode considerar representante
da naci os mandatarios de um circulo, qoe as ve-
zes piule representar urna traerlo do territorio me-
nor do que a que representa um vereador.
Eu figuro o caso. Pelo projeclo lira o governo
autorisado a dividir cerlos municipios em varinsdis-
Irctos eleiloraes ; o municipio da cdrle pode ser di-
vidido em|doas circuios.
O Sr. Presidente do Conselho :Era tres.
O Sr. /.icarios : Em tres t Bem. .Resallar,
pois da divisio do municipio neutro em Ir circu-
ios eleiloraes, que ha de mandar cada nm driles ao
seio da representado nacional o seu depulado com
votos dos eleiiores de um Ierro tas parochias que
coneorrem para a eleielo dos vereadores dajeamara
municipal, o que parece inadmissiveU
Em todo o caso, e por mais vasto que seja o cir-
culo eleitoral, a designacao de depulado de circuios
nunca ha de soar como a de depulado de lal ou tal
provincia. Ale agora dizia-se : o depulado F.,
representante da mirlo pela provincia, por exemplo
do Rio Grande do Sul. a Pascando o projeclo, Ita^
de dizer-*e : a o deputado F. representante da na*
Slo pelo, circulo tal (conforme o numero ordinal
que Ihe couber; do Rio (raudo do Sul.i,
O Sr.Presidente do Conselho:Mu he represen-
tante da|'nacao. ,
O Sr. Zacaras :Nio nos termos da constituirlo
desde que a sua eleielo deixa de ser feita por elei-
lores de provincia e passa-a ler lugar por circuios,
islo he, por fracedes das provincias, a qae a consli-
luiclo nlo deu, nem podio querer dar aimestna im-
portancia e valor qoe ella lign s provincias. A
euiisliluicio qoer que as provincias se subdvidam
como jYir de conveniencia publica ; emquanto porm
se nio fizer a alterarlo, jamis poda caber no espi-
rito da lei fundamental que urna parle do lodo, que
ella chama proviucil, figure em urna Heicio de re-
presentantes da naci da mesma maneira qoe o faria
esse todo.
Ao provincialismo, mal immenso que a ninguem
he dado desconhecer, vai o projecto ajuntar o bair-
rismo,' o riume dos circulos.que ainda ha de ser mais
fatal. (Muilos apoiados.) Hoje as provincias vio
manifestando repugnancia em dar volos, principal-
mente para as funcees de senador, a individuosqae
tilo sejam aellas audos.
(O Sr. presidenta do conselho diz algumas pala-
vras que nlo podem ser ouvidas, assim como aquel-
las que, no meio da coafosio proferia o orador.
O Sr. Prndenle '.Ordem ordem I
O Sr. Zacaras:l)a)mesma forma os circuios om
breve repellirio as candidaturas daquelles que em
seu eio nio tiverem nascido. Ora, isto he nm mal,
esse cipme, este espirito de bairrismo ha de derramar
no meio de cada provincia os odios e intrigas que,
com o nome mais elevado de provincialismo, loma-
va certas provincias desconfiadas de outras, desorle
que ao mal de provincialismo, que legislarlo e ao
governo do paiz edmpria minorar, vem o projeclo
accrescenlar os d-ranos de urna intriga aiuda mais
baixa,|e por isso esinolaiiida mais inloleravel.
O nobre deputado pela proviucia do Rio de Ja-
S pensa qae os circuios lornam reeommemlaveis
um meto de acabar cora as cmaras unnimes,
ic re*-r- tom qv'
lenha no parlan?
disse o nobre d
das dsposic,~f}-sI_._^e-me que em
virtode deltas [a maioria quaunSMepolado fari
sempre e necesariamente o sopplenle ;. o quo nio
acuutecia com 4 syslema eleitoral que o projeclo tem
por fin reformar. Al agora no collezioque se com-
puzease da 100 Jjeilores, dos quaes OG perler.cestem
a um partido e rl a outro, aquelles ferian) o depu-
lado, e estes provavelmente o supplenle, porque o
partido qua contava com maioria apenas de 6 volos,
uao se animara 1 pleitear o triuiupho completo na
eleirio do depalado e do supplenle, receloso de per-
der ambas. Irora em dianle, porm, os 56 volos
que fizerem o depulado farao tambem o supplenle,
nos termos do'-, T do projeclo Eis^aqef-como o pro-
jeclo presta favor i opinilo ^Ws esliver l'ra do po-
der. Apoiados e reclamacOes.1 Eis-aqa a que se
reduz louvor do projeclo pelo lado de Acabar cora
as cmaras unnimes.
Fallando das incompatblidadesdo proj'
nobre deputado que ellas bao de extirpar
mirxjo do fuuccionslismo as cmaras, que
tal a Independencia do legislador.
Mas anles de ludo responderei ao lio
lado qae asnominaes incompalibflidadrsjfJo projecl
nlo eslorram a entrada dos funccionHs, qae que
reprimir^ as cmaras legisla ItyJT Observar -Ihe.
hei, depois, qne para turnar iidcpcndciite o
dor, nio basta atacar o fuiccioualisino acl
luntbem, o muilo principalmente, indispeosavelq
se desviemos aspirantes -ao funccionalismo, que, em
regra geral, sio mais I .mudes e dependentes doque
aquelles queja possuem utna certa po-ielo. Per-
gunlo eu a cmara : ')aem se mostrara mais d-
cil aos acettos do gover vnm juiz de direilo que ha
vedo delle.
O projeclo em discussio que
de ura lado a corte ouo centra do imperio, o do ou-
tro nio as provincias, mat o* circulo*. As nfloen-
eiat da corle on nacionaes, eiileitder-te-liiu. nlo
com influencias pruvinciaet, qne r> to quer der-
rocar, ma* directamente eom as tnfloen ts dos cr-
culos. ,Apoiados. Quer-se a renlralitaeit
te, oas proviucia* a nio conteniera. (Apoiados.
At agora os votoa d orna eleielo aptiravain-se
tas cmaras das capilaet; era ma boa
capitaes das provincias, amlo que prenda
modo as localidades uo eeotre daa nrooiacias.
Apoiados.) Hoje um o projeclo que
lei franceza esse lo tem de quebrar-te ;.t
tos eleiloraes ea corle ** entenderlo asm o interme-
dio da capital da provincia.
O honrado depulado pela provincia
neiro parecen querer inlispor os membro
misslo a que perlenco eom as inflaanciat lo
liando a entender qoe ellas forara *u parecer me
prezadas. Tal nio ha, senhores, ni ser a
iuleiicao da commtstlo.
Ha, c pode haver em as localidades homens ver-
daderamente distinelos o de um meri
mas o qae se aflirma he, que era gen
que adqutrem nome s era certa*
plmenle un iulerior do paiz, aqi
rem influencia vivettdoahi grtj^^^H
tratando dos seos bem c negocios
ao parlamento hlo de discutir o* interesses de suas
localidades, que sio os que se achara ai
e estarlo sempre em debate os tan,
das.' Estas homens. qoe a forra doa^^H
pirecer na representa co nacional
verlo quando tratar-te de "efeO^^^^H
elevada, a qoe lalvez nunt^^^H
ideas? Oque fariara elle* eso i
po, em sua presenca, qual o prof
governo ter em relario aot negoc
guay ?
'Vaos sio, Sr. presdanle, a*
nu-me negar o meo voto ao f
melhor boa f, e os fanoeioia^^^H
exslem, e te pronuncian) contra elle,
levados a negar-lhe o seo voto pela <
incomtlilocionalidade e ineoii
tilo por consideracoes peosoaes.
que modo me impressiona he < m
com o projeclo se d, de desprezir a*
precedo* da consliluiclo.
A ferida que o projecto abre na e
larga, e quando a mi do tem
ainda assim o man exemplo ser i
ra golpes mais profundos :
j algueui disae fallando da coN^^^H
too esburacada que urna, innovaran quaiquer he''
apenas um buraco de mais.
, Assegurou-nos, he verdade, o nobre depalado a
quera respondo, que ai^^H iitonarcuieas no
piz nada lemarecoiMH
a reconltecrrqoe essas sj
no coracio e na esttma*^H
reconhacr que lem adversarios. (Apelado* sao
apoiados. )
Ouzatn-se varios aparte*.)
OV. Presidente^ Atleaelo!
*4r. Zacaras : O elemento democt
jue esla fra lo poder I nuaieroto no paiz, e tem por vezes abalado
" >r^*j***jk(tirS>aUu4itfJiai'"lici. Elle, animado eom o exemplo de
-*e* logicamenw < gta dot paizes circumvisinho* e do yelho mondi
de aiuda ler aspirar/tos Intensas I ordem
sas consagrada 111 onica monarchia da Ame
(Apoiado*.)
, E, como, Sr. prndenle, contar em respeilo o le-
"Vulo democrtico nos seos movimenlos de liberda-
coalra a ordem Observaode e respeil
Co do imperte,
por isso qoe, embora s vezes nao 1
4
V
onWtu
Je poi
lempos goza do seu em
posicio segora e indi
vara de' juiz do direilo ?..
(Muilos apoiados e recia.
O Sr.ytagalhies Ce
se'i'rara^r independen!
dos.)
tem na .sociedade orna
1 um aspirante
que o segundo.
tem na ai
Vajju ua
\fjn
IIUCIIli !
iTfe>vaf^TdO i
*4ota-
O Sr. Zacaras : Be o carcter basta, enllo- "Jos Pedro de Alcntara, b.rbelro, porte echar pro-
2'J"Vse um grave mal da certa d ^^_
,u ajiartarem-*e de* preceitos da mo-t
"p volando contra ellas, mene-
*"*%> immediilatnenle cansar do que pelp exem-
i.-a' TN-jslo que deixam.
ass> fnj jesfavoravel ao pen '"P foro privilegiado em le ordinaria,
iii Pireceu jamis que se pa
jui Tivilegio de (oro em eriites individoaes
5,1 -00111 tuici.
debate* a lei qoe na legisl
? -^ 1-me entre os adversarios do proje
elle orneo voto te me tivaoa aido tsoasivoia*-
votaco.
empre a mesma convicrlo dodaver.qoa lemn
da qasio, do oppor-10 a qos a consti-
pe era necessidade o tem ter pelos
.beiecidos. o inutiso que me faz rolar
/co em diseossio.
^liclaido.
lotes: Muito bem, muilo bem.
(O orador he edropri mentado por ten
ir-lhe
legisla->w
ual, he "^srv^ /
ivelque len,,^!)
REPARTIIJAO DA POUCIA
Parte do dia 17 do o
Illm. Exm. Sr.Levo ao com
Kvc que das diOerenlts parlicipit-oei o race
ttesti repartirlo coasta terem sido presos:
A ordem do Dr. juiz municipal da primeira vara,
confessais & destiecessffiade do projecto. (Muitos
apoiados.) as eleiroes que d'ora em dimite se fize-
rem, se as incompatibilidades' fossem eflicazes, o que
succederia era garredar-se da concurrencia urna o
magistrado ; mus o candidato magistratura leria o
campo livre, e vlri para a cmara solicitar empre-
go. Com este o governo entender-se-hia melhor do
que com os que ,400 magistrados. No raso de urna
repulsa e voto contrarit do magistrado, nlo pode o
governo hoslilisa-Io sem lomar conltecida do publi-
co a causa da perseguirlo, entretanto que o aspiran-
te pode ser impunemente torturado em suas aspi-
raeoes, e repellido mesmo no ultimo momento sem
estrepito, sem ollens de direitos pcrfettaraento#ad-
quiridos.
Era, pois, con veniente, senhores, que ao'passoque
se procurara fechar as portas do parlamento aot fune-
cionario?. -tambera algumas medidas se tomassem
no sentido de trancar as portas das funcees aos le-
gisladores. Assim nio posso deixar de render homc-
nagemao seiitimento dos dous dignos membros das
commisses do senado que deram o seu parecer sobre
o projecto, os Srs. Pimenla Bueno e visconde tle Sa-
pacahy, qaando, como correctivo itidispensavri das
medidas do projeclo, apresrnlaraiti a segualo emen-
da : u Os cidadlos que frrm eleitos deputados nlo
poderlo, duranleA legislatura, aceitar ltalos ou cott-
decoraees algumas do governo. 11 (Militas apoiados
e tio apoiados.Reclautaces C sussurro.
Ora, esse correctivo no pas-ou no senado, nem li
provavel que Ihe prestasse sincera adhesio 11 gover-
no, que acabou de coiidemnar grande numero de re-
presentantes da afio, o governo que, renunciando
um precedente, que pareca digno de adoplat-se e
seguir-se sempre, reslabeleceu a pratica de conle-
coraces em grozas, derramadas al no seio da re-
presentaclo nacional. (Muitos apoiados, muito tem,
reelamiedes o nio apoiadot.)
Se ha alguma oflensa 110 que acabo de ennunciar,
declaro que tal nio foi, minha ratnelo. O qoe que-
ro dizer he, que nio ha coherencia era reprimir as
prelencdes dos funecionarios s cadenas do parla-
mento, deixando-se entretanto as funcjBe e cargos
pblicos as cotidecoracdes mere* e invasao do*
legisladores.
O uobre deputado pela provincia do Rio de Ja-
neiro socenrreu-se aulutiiladedetiuizol.que alishe
Ihe infensa.para justificara divisio do pajz em circu-
ios, (iuizol he secretario da eleicao directa, que nos
tilo lentos, e a approvarjo que presta as pequeas .
circuuiscripctJes eleiloraes prende-te aquella forma guinl
de eleirio, uuica em que elle acha verdade e sioce Joaquiro de Alenla
ridade. Depois, o qae se diz da Franca Inglater-
ra n.lo se applica ao nosso paiz.
l estradas aperfeicoadissimac, e meios expeditos
de se communicarem as ideas, fazem cora que ellas
circulen) como qut elctricamente por ledo o paiz,
desorle que a opiniao publica nio he urna burla, he
a opinilo do paiz inteiro, que tudo devassa, e nlo
ha mrito e opacidad superior que se nio powa
Tazer reconbecer e apreciar geralmenle. Aqu as
cousas nao correm assim. Etcrpluand essa fila do
MI toral, e alguns pontos do interior, u resto do paiz
carece de illustraclu, nlo tem meios facis de trans-
porte e coutmunicaclo, e, pois, o rgimen eleitoral
que (iuizol itconselha Franca nio se segu que pos-
sa aconselhar-se So Brasil.
Crculosholariospor estessertdes, eomo o projec-
lo wtabetoce, qr*'""^ Multado darlo ? Que conheci-
uurtetado em crime de ferimetilos.
Peta subdelegada da Ireguexia do Redi,
la Maria das Virgen*, por insultas.
Pela subdelegaba da rrogaezi* do Santo Auto-
mu, Joaquitn da Silva Pereira, carpiuteka.
Iirlga.
F. pela subdelegada da fregueiia da Muribaca,
Severuio dos Santos Martina, solteiro, sem ollicto,
por suspeito de crirae inallian
Deusguardea V. Exc. Socr-taria da polida de
Pernanibuco 17 de ontubru de 1853.Illm. e Extu.
Sr. conselheiro Jos Rento da
prestdonle ta provincia,Ochefe de polida, Luiz
Carlos de Paita Teixeira.
Illm. e Exm. Sr.Em resposta ao oflicto do V.
bic. com data da houtera, etn que rao eominunica
ler u delegado de Seriuhaem e cor-
renle apprehendidojuittu a Uta de Saotu il-uo um
hiate cora 1U2 africanos bacae- que des-
de higo forara dadas as provi.li ,ia re-
parlielo, alim de serera coodu/ capital
os objeclos all apprehendidos ; cum,
crescenla.r que o desembarque 1 que '
se trata he o de que V. Exc. taltuu em seu ollicto de
-> de judio ultimo, sendo qoe as providencias cuido
dailas roratu tao acertadas e proficua*, que deram o
resudado detejado, qoal a apprehoitsio ora feita pe-
lo dito delegado.
Dos guarde a V. Exc. Secretoria da polica de
Pernamhuco 17 de,oulubro de E\m
Sr. conselheiro Jos Beato da G
presidente da provincia.
tnanuense, Carlot Augusto A -dalla Albo-
querqae.
Illm. Sr. Em contiituac-lo a' eommuuicaclo
que em olllcio de 10 crrenle tira a honra de laxtrr
a \ S. de urna apprehentiu de razciidat ctaudoslinu-
menle embarcadas na barcaca Oidorinha alicorada
no caes do Ramos, e em observancia cecnruinen-
daclo que V. S. te dgnou fazer-ma em nllicio de 11
do andante, eumpre-me. levar ao conheciwenlo da
S., que dos inlerrogulorios e mais avcciguai^ies a
que lenho procedido, alim de ronhecer-te se a ditas
lzendas orara contrabandeadas ou fmtadas, est
cabalmente' verilicaslo serem as fazend.it assim em-
barcadas,, o resollado de mu r furtu ruril-
mel|tdo pelo caixeiro Joaquitn de Aibu-
querque a teu patrio Jlo de Siqu ,,
leja na ra do Crespo, de quen caixeiro he
sohrinho, tetrdo-se dado o caso pela maneira >e-
. caitairoile
Maia,
itram a
tiran-
equeu. loja,
11 o.l-
itein liaviam
|ho iam fur-
w
l'erro, combinado
caixeiro de Joaquini
desfalcar as lejas de
do fazendas e.matid.i
que lioham esubele
faiate Jos II-
encarregadu di
tiecendo para o depo
spo
elles ; sendo qu* Azevedo Mata ja linha em a dita
Iota a importancia em fazetida >XI0. e Al-
roetda Albaquerque, caixeiro de Ferrao, rajt3-jOIJ0
Joaqatm da Silva Castro dando pelo desfalque da
sua lou, principara a ameacar a seu. caixeiros. cm-
seguindo por isso que um delli do Um de-
claraste, confessando qoe as fazendas eslavam na
ra da Praia em caa de Jos Domiugo.es dOaVSan
tos, r -K.n,iQ Almeida e Albu^uw^tT, .


J^8^!
01*1.10 OE PERMIBUCO QUINTA FEIRI .18 DE OUTUBRO OE 1855
Ufc.
zen.Us que lira
mesmo da appre.
sua toja i foa do
Uos meamos inl.
Antonio de Axevedo
Albaquerquo* Jos I*
V
lie aescobert e revela-
Ontro, e lem en do que
e k ser sabedor, de que
leafilean, tratan de im-
pirecer os vligios do
i ida press* aa blendas,
ilir-oe de companhia oom
' guando esto fir preso
as por esta sub lelegacia,
* .da ni,i da Pr*ia n< fa-
iro de Castro, que anles
i .aa lioha feilo reculhei
tos se v paranlo, que
ipaquim de Almeida e
tes do Santo). infriiiRi-
nmaarligo 2V7 lia cofli;, nal ; e sendo o crinie
particular e nlo querel' mu decididamente n.io
querem, cintra ellos n*oci: ; seus palre. rogo por
iuoa V~. S. se digne.tnslrui -me a semelhinlo res-
pailo sobre que devu lazar. \As fazenda* inntinuara
ein depoailo al aw. seu dono justifique perliicerem-
I para Ihe jierern entregues!, cnmquaulu os inler-
atorins provera e ni-i licitaran dunda alguma de
a essas fa sendas apprehetudaV pertoncum a Jodo
de Siqueira Ferrlo. \
Heos guarde V. S. Subdelegara de Santo An-
M (5 de oulubio de 1855.lllin-. 8r. Ir. I.uiz
irlos de. I'aiva Tuiveira, dignissiuii Jai/ dn direito
le de palila.(.subdelegado, JdsaNda Gital)ou-
o.O secundo amanuense, Carlos AVu do Autrau
daSlalia Albuqueique.
IIua. Sr. Em re-piwln ao ollicio, ojue de V. S.
acabo de recabar, acerca da duvid.i nn/qu' esta, se
pJa processar e\-otlicio os caitiirus Atilouio de A-
tevado Mayi. Jo.ii-iiin de Almeida e APtm .|uerqui>
o alfaiale Jos U i-nangues dos Santo, iti,diciulo em
truno do furto d laten las s-cc.s, feito ajas-'ueiioci-
antes JuSo de Siqurlra fr'errao
Castro, sou a diziir : que, com
quesillo soja particular, he cerl
preso, ara flagrante, eni cuj
menta apprehend das a- fazfodas
leudo que V. S. na frini]
lo prncesso riminal,
Jos Uoiniuaue'lin Saol"
unes
ro An
lioso ha li'lin
al enMo nada se lin.ha feilo, ainda que fosae orde-1 J31 "" Navios sahidos no mesmo dia.
asiao
tinctosi
vedo l!
i cln
ni da Silva
nlo o crime em
o o, alfaiale foi
foram igual-
e por -sao en-
arlijo T 5 ti do co-
eva ex-ofticio processar
, aqoaesquer outros, on-
cean etcepcSo * cujo procedor crinii-
relaVilo
[do
hs peisoas, ~'i8-
lomi") e'ae faci era si, e que por mo nao ca-
ccusar.lo e^ -ollicio, segundo a minuciosa n-
9 feita Dor V, S. em seu dilo ollicio, que ,is-
sian He* respoodbfu.
i guarde a v. S. Secretaria ila provincia de
nbueo llideoulubro de 1855. Illa. Sr. Ja
lOsli our.do, subdelegado de poll-ia da fre-
a, de Santo-Antonio. O ebefe ta policia,
Luiz Carlos de Paiva Teineira. Conforme. Oso-
gando amanuenss, Carlos Augusto Aulran da Mal-
la Albequerque.
'i
nado pelo cdigo, -eu regulamento. K linio o
maislie assim; l.mt ,ie-[ieito, tanto desaponlamen-
lo que al seuSo en Mrga o escolbo em que se mel-
leu. Confessam fallas alardeando-se, que sa as
pratlcava por vont-, de, nao obalnite ser determinado
na let oquedevia' fazer-se. Ser isio progretso ou
regresso ? He sean duvida o titulo de gloria e o loa-
ra di viciara qu diz o tichu se gatiliara no esparto
de raais de qu,ytro annos. Tambem te alcunlia de
ingraio ao Sr./desrmbargadnr Souza, porque pro-
incllenilu ao S|r. JerODymo Cesar uoinearAo de es-
crivao do trib/uml, aetrectuara em apiros individuos.
Nao admiradnos qne o Echo levante e repila est'ou
Ira calnmiaa, o qoo nos espanta lie, que o Sr. Jero-
nyrao Cesa/f, de quem filarnos o melhor conceilo,
cmanla f,nn ocu ilencio, que deslformise ci-
lummi! e.maltrate a o.ilrem o se repite tal mentira;
portanlo/devenios crer que o Sr. Jeronymo Cesar
11A0 l 1/i.rhn 011 inljo que adora a um amiga.
Sr. Jer/,11,1,10 Cesar nao requeren um dos lugares
de escfivAo do tribunal do commcrcio, e por conse-
guint^ nao liuuve tal promessa : sabe-se que este s.e-
nhor, muito se empenhara para oblcr nm professira-
lo do gyninasio, e como nao fui allendido, duque
imi no e queiiou, he o Sr. desembargador Sou-
t* ingrato, por nao Ihe 1er dado o emprezo de escri-
v.16, 011 a oulro, que nSo era de sua nomeaco. E
que tal a lgica do Echo '! Ilion qin pagim os ulros.Nao diiMil.uno allirinar que o Sr.
desembargador Souza previo os inl-ouiniodo que Ihe
E'aleria irazer a mimearao do novo presidente do Iri-
unal do commercio ; mas nao podeudo escusar-se,
sob pena de deHar o seu lugar de desembargador,
enfeuden dever aceitar, lanlnmnis porqno nflo devia
ser indilterrntH e refractario as graras de S. M. o
Imperador, que piale reparar ftor sua alta ju-iini lo-
do o mal que poss sobrevir ao servico publica fc 10
particular. U Sr. desembargador Souza sempre le-
ve Hornearnos e mences honrosas sein as solicitar, e
nunca leve vaidude de querer ser preferido, pois
ananas se comidera com alguma vontade de bem
cumprir o* seus diveres.
Kesigne-se o Sr. desembargador I irmino Antonio
de Souza, a lenha a convirrlo de que em Pernam-
buco he muila considerado por sua iutelligencia,
huuradez e honoslidaile, e sendo assini ho potleria
den.ir de ler as iras dos iuvajosos, despeilados, fu-
ngidos e do* que vivem de infamaeorrrUgem.
Cremos ler respondido victnrosamenle a laes mo-
Bnas, e escudado na senlenra iuexoravel da opiniao
publica, eiilregiimus a essa lamn do mundo o fado
que se eoulroverle da pre-ideneia do tribunal do
commercio desla provincia, e lamhein a apreciaran
das diatribas do bem conhecido hcho Periiamtnicano.
M.
>
f
lllin. e Exin. Sr.Tenho a hoara de aprescnlar
!'. Eic. o rea lorio doiscrvico da limpeta dis ra*
danta cidade, tei'o sob miiKia direccao, u contar do
dia l.i 1 (i do crrente. Coutiuuou-ae a useiar mis
qaalre frrgaeziai as seguintes ras, hceos, ele :
Ra do Vigan >, du Codorniz, Hoeda, I,apa, Amo-
rim, Encaiilauu'iilo, Cacimba, Seuzalla Nova, dila
Velba, Cruz, Guia, tiuararapes, Brum, pracad
Coi-po Santo, liavessa do Amorim, do Vigario, do
Bou. Jess, dos (i uarsripes, Porto das C nois, bec-
co do Campcllu, do Quarrsma, Largo, Lama, Min-
dinlias, de Joa > Pinto, Chafarir, largo da Assem-
bla, paleo d'o Crino, rua'dis Floras, (raiessa e ra
S. Francisco, ra de Sania Tliereza, iravessa do
Manta noiue, Cniuboa do Carnio, Iraves-a da ra
Nova, ro de talo Amaro, da Roda, invcssa do
misino noiue, rita do Scubor Bom Jess das Criou-
las, do Calubouco. becco Tapado, palco lo Paraizo,
largo do Palacio Novo, ra dts Cruzas, Crespo, pa-
leo ra doCullcgio, dila do Quemiadn, beceo do
Padre, do Rosario, ra Nova, praca do l.ivramento,
armo Velho, ra da Coacordli, da Pilma, ra
itlreila do Rosario, dita Larga, das i.irangeiras.
Cas, pleo de S. Pedro, dilo da Penda, ra Di-
ila, ra da Psulia, Iravessa do Uiqie, ra dos
rtyrios, Iravossa do Marisco, ra do Htncel, Au-
ati, aleo da Boa-Visla, pcaca do inosma gome,
seco das Ferr,;iros, ra do Hospicio, do Camarao,
ressa dn Tarnbia, roa da Cncicao, lo Rosario,
Ito, Caita I'Aguo, Domingos Piran, becos do
iiabo, ra Ve da, pateo e ra di San I, Cruz, Hi-
1. rui da (Loria, cs da ponte da Doa-VislWe
ios. Qua todas estas ras, paleo, c Iraves-
lencioiads, lem sido asseiadas dua. e mais ve-
cada iiinana. Conliuua-sc a remover os
es enlnllios, i o monte de areia qoe existe
ido forle da< Cinco Ponas, cuja areia remo-
u man lado botar no mesruo largo do I or-
aares tuixos, e na ra adjacen es ao 111 es-
principio a aterrar urna (ravossa ni ra
arda por se adiar alagada, cuniprindo-mc
ir que oo h* a misma de que fiz menrao em
meo precedenli relalono. -'
pott-se es qoinlis das" J'"'. "
iiadeHoilas.ssV^- Vmado\ e
Sjtfo cano de
esgolo que etl.'.e af m^^fW\iB funecio-
ni ewa illustrn *f ra.^re^t^Bseri ico com .".i
adar-s e i* lador, erfl ainda variivel
o numero diario itatSelIcs.
rindas qatro fregueziaiimporl rain em rt.
760. ^Sij_.-
Aluguel de catr .as qae trabalharam diariamente
as freguezias il> Sanio Antonia e !i. Jos rs.
, na fregurUa da Baa-visla rs. 'iH. Importan-
cia da areia eriptegaila no asseio da* ro> e outros
pantos as du is priineiras freine/.ias. r. iftjOl).
He ludo quanlo leuho a honra de lelalar a V.
Ele.
Uros guardo 1 V. Etc. Recife 8 de oulubro de
1855.Illm. e Exm. Sr. baro de Capibaribe. dig-
ii-miuo presidenta da cmara municipal.Jodo don
"SiUnt Porl, administrador gcral di cumpanlda
de 'rtWi/iuhos.
Conforma; o secretario. Manoel l-'trreira Ac*
Primeiras linhas sobre a divisa o dos
circuios eleitoraes desta provincia.
A nuvissima rel'orma eleiloral quo acaba de ser
promulgada, ja.he par lodos condecida. Ao enver-
no fui commetlida a larefu de dividir as provincias
em Untos circuiosqnanlAs forem os seus depurados;
larefa immeii8a,'difliciliina de ser prcenchid anda
pelo governo mais bem intencionado, e para qual
todos; devemns coucorrer com o auxilio da discusso.
Ilavendo refleclido tobre a materia, julgamos dever
publicar as MaHI ideas, posto que nao possamos in-
sistir sobre ellas, nem com a pertinacia di couvic-
c3o, nem du inleresse.
O nosso fin nico he provocar ama discussao la-
minosa. U actual collegio do Recil'c lie digno pela
sua importancia e pelo numero dos eleilorrs que o
compoeni, de urna alinelo especial. Muilos pen-
saiu al que elle deve cousliluir tres circulo*.
No nosso projeclo procuramos altender 10 pensa-
menlo propriamente polilico ou partidario da lei,
representadlo especial das localidades, quer urba-
nas, quer suburbanas, qner mahtlat, quer serlane-
jis, as distancias respectivas, i populadlo presumi-
da de cada dislrielo, e senAo em ludo, ao menos em
parle, ao numero dos ncluaes eleilores.. Chegamos
ao resultado seguinle: 7
Ciimlon. I.Sede frsguezia de S. Antonio.
I'reguezia S. Frei Pedro iionraives, S. Antonio,
S. Jo e lloa-Vi.la.
Circulo n. i.Sede Por;o na A Togados.
S. Lourenro da Matla, \mi. Varzea, S. Amaro
de JaboalAo, Poco e Afogados.
Circulo n. 3.Sede Olinda.
S. Pedro Mari ir, S, Maranguape, Ilaroaraca e
Iguarawu.
Circulo 11. %.Sede tioianna.
(ioianna, Tejucupapo e llambe.
Circulo n. 5.Sede Pao d' Albo.
Po d'Alhu, Gloria de (juila, Tracuuliaem e Niza-
relli.
Circulo n. (i.Sede l.imoeiro.
I.imoeiro, Bniii-Jardim e Taquarilinga.
Circulo n. 7.Sede Cabo.
Cabo, Ipnjuia, Munbeca e Serinbacm:
_^- Crculo n. 8.Sede Rio-F'oruioso.
"Rio-Formoso, l'na, Barreiros e Agua-Prela.
CittUkt n. 9.Sedo Grvala.
Victoria, Escada, Buuilo e Bezerros.
Circulo 11.10.Sede Papacara ou Garanhuiu.
aranhuns, S. Benlo, Papacaca, Caruani e Al-
linlio.
Circulo n. II.Sede Pesqueira.
Cimbres, Brejo, Buique e Asnas-Bella-.
Circulo n. 12.Sede Villa-Bella.
CeiIlMADOS.
Alagoa-d-Baixo, Villa-Bella, Flores, Ingazeiri,
Fazcnda-liraudc e Tacaral.
Circulo n. 13.Com 12 ou :l rollegios.
Ourcury, ExO, S. Maris, Cabrob c Salgaeiro.
PIJBLICACAO A PEDIDO.
*
L.'JA CANDIDATURA.
Approximindo-se a clairao provine al, nos, hu-
milde fragme ito do'corpo eleiloral, temos a honra
1 afresenlar .1 eoBsiderji;Ao dos nossos collegas o
'sa do honrado Sr.' Antonio Marques de Amorim.
ao todos salten], o Sr., Amorim he um pernaiubu-
> chele de urna importante casa ds commercio
cidade, que pela sua disliela intelligencia, il-
ate lioiiLMlida le,,n.lo obstante a sua eicessiva
a, lem obtido gr mies provas de cousideraco
easnatercial, lie digne de " -MJijnbla di provinda-- Se lodas as elus-
" 1^" 1 que enlrem
l
representaran |ijov
ler vario* re|krt "
commercio, apo:
ignorados lem sic
um represenliule.
o dessa tirefn do
dera54o, poro 111,
cindidatura.-ii)
di uona sW
i
I ummeii
le, Becem'--
lirwmcia,
da* varias im. .
deoomnteroii u
e recominen lamos rHuilo"
collegas e lei ores o no me d
d*> Ameriro.
111
pillara eos tuina
jrel que o
.ni nao
ler al-
l! cunsi-
f densa
eclores
J I0'.1'
nicrcro
leilos da
ule considera-
es mais vilies
miamos, pois,
ra ao* notaos
Aiilonio Marques
( el eleilur.
AOS ELEITORES DESTA PROVINCIA.
As letlras, a moralidade, a inleireza e o amor di
patria, sao clet os predicado que devem caracleri-
sar quelles sobre quem pesa o dever, contrllalo
pelos suflrasios qae recebaran,, de alcarem a voz na
cadeira parlamentar, para impugnar us direilos, pro-
por os meios e conseguir confen luminosos argu-
mentos prosperidad!; de sua provincia.
Estes predicados por demaia possuc o eximio per-
uaiiihucauo Dr. Antonio de Vascontellos atenezes de
Drummond, cldado probo, de intelligencia escla-
recida, de cotunes a toda prova louvavci-, acrri-
ma defensor do direilos de seo paiz, e decidido de
coraran ao Ibrouo imperial.
Um moco de Uto bellas qualidades merece por sera
duvida ossuffeasios de -eu comprovinciano para a
prxima futura depulacao provincial.
Os habitantes de-la heroica provincia que bem o
couliecem e fazrjm juslira ao seu mrito e Ilustra-
cao, nao licitaran de, palpitando-Ibes O coraro, de-
positar na urna dos destinas desta provinda, um vo-
l em prol desse tlhleU insigne du sea paiz, desse
homern devolado a honradez, desse Periiarabucauo
que sempre ha Irilhado .1 senda da lionestdade e in-
leireza.
Um apreciador do mrito.
Em commissao Briguc barca de guerra brasileiro
ullamaracau, rommandanlc o I. lenle Pedro
Thom de Castro Araujo.
Balda e S. Miiheusl'alacho brasileiro Audaz,
meilre Manoel Jos de Aodrade, carga haealho e
mait gneros. Passageiras, Manoel Moreira da
Mutta^ManoelCardoso Rangel.
' DECLARACOES.
O Illm. Sr. capitao do porto, cumprindu a or-
dem do Exm. Sr. presidenle da provincia datada de
hontem em referencia a expedida em aviso d* re-
parlicao da marnha de 37 de selembro prxima-
mente lindo, manda publicar as IraduccOes justas a
esta por copia, das nolilicaeiie- insertas as gazelas
de Lqndres du e '29 de junbo ultimo, a respailo
do eslabelecimeulo de um bluqueio uos portas rus-
sos do golpho e costa da Finlandia, pelas torcas 11a-
vaes combinadas da Inglaterra e 1 ranea.
Capitana do porto de I'trnambuco em '.) de oulu-
bro de 1855.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Alijos.
Eu Jos Agostinho Barbosa, cidadao brasileiro. In-
ductor publico e interprete commercial. juramen-
tado da praca, ele.
Cerlillcu que me fui spresentada a gazela oflicial
publicada .'em Londres, em inglez, dalada a 29 de
junbo da 1855, o della a pedido du quem in'apreseu-
tou, Iradu/i a seguinle iiotiliacAo, que mu |foi apre-
sentada, para o idioma nacional e diz o seguinle :
Miui-tei 10 dos negocios eslrangeiros, 29 de j un lio
de 1855.
Pela prsenle Taz publico que o mu lo honrado con-
de de Clareudou k'G. ministroe secrclariode estado
do sua mageslade, na repai licao dos negocios cslran-
geiros, recebeu dos lord commis-arios do almiraula-
do una p.irlicipar,io ollicial dos vice-almiranles l'u-
nand e Dundas, commandanle das forras navaes ai-
liadas no Bltico, e obrando em nonie e a bem deS.
M. e seu alliado S. M. o unperador dos Francete,
annuocando que no dia lo de junho crrenle lodos
os porlos nlssoa. ancoradouros, enseadas e ros na
costa da Finlandia desde Ny-t*d na latilnde de (O*
*6'_ Norte, longilade 21 O" L' Esle de Greenwich,
al a Pona de Ilaugo, lia lalilude 59 i mirle lon-
gilnde 22' 55' a I.' Esle de Greeirwich, incluiudo es-
pecialmente O porlo.de.Abo, o incluiudo gualrr.esile
todas ilbas e Milas em frente a dita costa, isla he,
mais particularmlhle os uanaes que conduzem para
N} si ad, cuino cima se declara,e a ilha de 1.a 11 di o,na
lalilude 60' e 23' norle, longilade 20, 17' a L' Esle
de Greennch, e os dilTerenlcs caoaes 'respectivos
que teguein enlree para L' Esle das libas de Llodlo,
Luklinge, Eumbluige, Segluige e os rocliedosou re-
r%ifes de Kokar ni lalilude 9<> 52' norte, longilude
21 O' a L' Esle de reenwcli. edalli lodosos ua-
naes que conduzem a cosa da Finlandia entre os ro-
ehedos ou .recites kokar e o pharol de Outo, e entre
Oulo e a punta de llango, como icimi se declara,
foram postas em rigoroso estado de bluqueio por tor-
cas competentes das esquadras alliadas : e pelo pre-
sente se declara que tudas as medidas aulorisadas
pela lu das naces e pelos respectivos tratados entre
suas inageslades e ,-is dllcreules nacoes ueulraes se-
rio idupladat e eteculidis a respeito de lodas as
einbarcares que leularem violar o referido.bu-
queio.
E nada mais coulinha ou declarava a dila nniili-
caco, que bem e fielmente iraduzi da propria azela
ollicial que me toi apresentada, e depois de liater
examinado com esta e adiado couforme, a lornei en-
tregar a quem me apreseulou.
Em f do que passei o presente que atsiguei.e sel-
le! com o ello do meu ollicio. nesli mullo leal e he-
roica cidade do Rio de Janeiro, ios 13 de selembro
do auno do Senhor de 185a.Jos Agoalinho Bar-
bosa, traductor publico e interprete commercial ju-
rameulado. Conforme. "Francisco Xavier Boin-
lempo.Conforme.O secretario da capitana Ale-
xandre Rodrigues dus Alijos.
Eu Jos Agostinho Barbosa, cidadao brasileiro. Ira-
ductor publico e .interprete cuiniiKrcial, juramen-
tado da praca, ele.
Certifico que me foi apreseulada a gazela iillioi.il,
publicada em Londres, em inglez, datada a 22 de
juuho de I85B, e della, a pedidu de quem m'a pre-
senlon, Iraduzi a seguinle nolilicac.o, que me fui
npresentad.i, para o idioma nacional, e diz o se-
guidle :
Ministerio dos negocios eslrangeiros 21 de junho
de 1855. ,
Em referencia ao bloqueio do golphu da linla-
dia, ja eslabelacidu no dia 28 de abril ullimo, e de-
vidaiaenle nolilicado no suppleiuenlo da gazela de
18 de maiu ultimo, pelu presente se declara mais,
que o inulto honrado conde de Claren I un K. G., pri-
uieiio ministro c secretario do estado de negocios
estrangeiros de S. M. acaba de (eccher dos lord.
commistarios do almirantado urna parlripar3o ofli-
cial du vier-almirante o honrado R. S. huidas,
commandanle das torcas navaes de S. M. no Blti-
co, e obrando em noine de S. M. o du seu alliado, S.
M. imperial o imperador dos Francczes, de burdo
do navio de S. M. o buque de H'tUiftdtnn, tundea-
do em frente do pli.irol Toboukin, que demrava
L'Este 16 mullas, dalado a 28 de maio, participan-
do que no da 27 de maio lodos os porlos, ros e en-
seadas no dito golphu da Finlandia ( inclusive parti-
cularmente o porto de Ciuiistadi se achavaiu res-
trictamente bloqueados por urna forra competente,
t pelo prsenle se faz publicu que o bloqueio dos
. ditos porlos, ros e enseadas sera restrictamente man-
lido pelas forras navaes de S. M. e de S. M. impe-
rial o imperador dus Francezes al novas ordens.
Declara-se mais que esla uulilicacilo nao altera,
nem por forma alguma se deve entender que altera,
prejudica e remove a nalincar^o a respeilo do dito
bloqueio dq golpho da Finlandia al boje publicada
no siippleu.enlo da gazela de Londres de 18 d miio
ultimo, porm lio so publicada para inaiur conheci-
titento das pessuas a quem possa inleressar.
E nada mais cnniinha ou declarava a dila nolili-
caco. que bem e fielmeiile Iraduzi da propria ga-
zela oflicial que me lu apreseulada, e depois de ha-
ver examinado com esla e adiado conforme, a lor-
nei a entregar a quem m'a apresentou
0 ESTUANTE E 1LAVAOEIRA
cantado pela beneficiada e n Sr. Lisboa.
Dari fim ao espectculo a jocosa farra,
A BOSCA.
le etle o divertimento que beneficiada lem a
honra de appresenlar ao respeilavcl publico, le
quem espera luda a prulerro, visto ser este o pri-
meiro beneficio que faz no Ihealro de Sania Isabel.
Os bilheles scliam-se i venda em casa da bene-
ficiada, ra Bella n. :I8, c no dia do espectculo no
c-criplorio do Ihealro.
Principiar s 8 horas.
allineles, um rico faqueirode caita, moderno, cas-
liraes, escrivaninhas, e muilos oulrot nhjectot : te-
gunda-feira, 22 do mrenle, as 10 tioras da inanha.-i,
no escriplorio dn referido agente, ra da Cadeia do
Recito.
Grande e extraordinaria repte ao de exerci-
cios a\ mnaslics pela ft mi I la de
StLVAIX IIENALLT.
Concedido por S. Exc. o Sr. conselheiro presiden-
le (taproYincia.
Mhain lien,mil summainpnle penhnrado pela ob-
sequiosa concessao que Ihe fez S. Etc. o Sr. conse-
lluiru presideutu da |irovucia, vera hnmildemenle
agradecer Ua grande prova da bondide e protec^ao
da parle de S. Exc.
SEMA-FE1RA 22 DE 01TLBR0.
Depois de etecut.ida urna bella ouverlara, a fami-
lia Ileuiult principiar os seus Irahallms da miuei-
ra seguinle : ,
k '" P'"-
O joven Ernesto dansar um passo gracioso.
2." parte.
U-joven AITonso dansar um diflicil pasto de sua
inveurao.
3.' parle.
O Sr. Flix dan-ara uma grande daiisa eslrava-
gaulc, c terminara com o grande salto mortal.
i. parte.
\ joven pernambucaua dansar ara paisa gracioso.
5." parle.
Mr. ilenanlt dansar um passo cumien pela pri-
mein vez vrslo uiste Ihealro.
" -6.' parte.
Dansa de corda sein maromba pelo Sr. Flix, na
qual executar muilos excrclcios novo* e ainda nao
vistos nesta cidade.
7." parte.
Polka dansada pelu Sr. Flix e a bella pernam-
bucaua.
8. parle.
A viagem ios antpoda-, etercicio inuito diflicil,
execulado pelo Sr. Fclix.
9. parle.
O Boll-dngue-inglez subir aleo lecto du Ihealro
cm um fago artificial.
10. parte.
A corda bamba execulada pelo Sr. Hcnaull, ni
quaV lar divertios jogos de torca e de gjinnaslica, e
lerniiiiara os seus exerricios com a coliacao de co-
mer e beber com a cabeca para baixo, segurando a
mesa, e sempre a grande lasca da corda bamba.
, 11. parte.
Ascenrao pelo Sr. Fclix sobre unt barril, que faz
rodar para cima e .para baitu por uma laboa coito-
cada diagoitalineute n'uma altura de 5 varase 30
ps, a qual apenas tem um lerco de largura, exer-
cicio iuteiraineule novo e nunca visto ne-la cidade.
1'otirSa acadmica
lirada dos museos de Roma e Paris : I. pirle, a
morle d'Abel2.. a toga de Caim3.-, Mirle e
Veniis_ i.a. ero assuslido cora a sombra de sua
ma5.-, Hercules laucando l.\cbas ao mar6.", o
juramento dos Horacios7., lacios e Romulus no
combale ilos Sabino*.
Pliuripiara as 8 horas.
Vendem-se os bilheles no Hotel da iarra al Do-
mingo, c segunda feira no Ihealro.
QUARTA-PKIHA 2i DE OLFU1W.
Um\ EXTBAOnDI^ARIA,
Concedida pelo Eim. Sr. presidente da provincia
a favor do joven rabequisla
Mcvandw Vfjucciom.
O espectculo lyrico-dramalico que vai ler logar
no mencionado dia, era publicado no salibado
vtndouro 20 do crrenle.
A snciedade dramtica emprezaria participa ao
rcspeilavel publico, queseacha prompliticando a co-
media em 2 actos, ornada de music3
0 SARGENTO VAL0R0S0,
ileuui[icnhaiido o papel de -argento, o
AVISOS DIVERSOS
lima mulher que sabe fazer Indo servico de
ama casa, su oflerece para ama : na ra da Sen/ala
Velba n.28, primeiro andar.
O reverendo Dmaso d'Assiimpc.o Pires pre-
vine ao Sr. Delliiio do Nascimenlo Pereira para qae
nao pague e nem faca iransacruo alguma com uma
lellra da quanlia de 2I2~, a vencar em o ultimo de
Janeiro prximo futuro de 66 ; isto porque a perdeu;
licando por cnuscguiule de uenhum effeito a men-
cionada lellra. %
*- Prccisi-se de uma ama pira lavar e eugnm-
in.,i : no aterro da Boa-Vista u. 26, segundo andar.
Precisa-sa de uma ama para casa de 2 pssois ,
na ra das Trncheiras n. 8, loja de tarlarugueiro.
Ollern e-i uma mulher de idade, rapaz para
servico de uma casa de punca familia, menos
comprar: na ra das Aguas-Verdes n. 32,casa
(errua.
Os Sr. Manoel Nicolao Uegueira, Domingos
Theodoro Regueira e Jos Juli.lo Rezueira, quei-
ram ter a hondade de concluir o negocio na mi do
Crespo n. 15.
Tendu-se perdido no dia 15 desde o arsenal de
m irliiln fi a ra da Cruz, uma cachnrrinha ama-
relia cun algiimas mallas brancas pelo pescnro'e
pernas, o tociuho fino e as orelhas em p : mga-se
imrianl.i a quem a livor adiado, de leva-la i ra do
Nogueira n. 57, que alm'de recompensar-se lica-se
agradecida. ,
No dia i de oulubro do correnle anno fogio a
prela Josepha, idade de 50 anuos, com os signaos se-
guintes : baitu, raagr>, ej nula,tem o pesclo um
ponen iutericado, um dus dedos 'mnimas da mito
meto eucolhido, um denle de menos na frente, lem
com [loma ilifferenca om hombro mais curio; levou
vestido de chita e uma saia branca Knslante usados,
lem o andar meiu apres-ado, e bebe mudo ; a qual
vendia de larde niel de engenbo e de faro, e de na -
nliia yendia midi, fejo somrria em cartuchos :
qualquer capilu du campo ou pes'soa particular que
a upprehender, leve-a i ra Augusta n. 22, em
casa de Francisco Goucalves do Cabo\que serao re-
compensados ; a-iin como roga-se a qualquer aulo-
i iiladu p.dioial a pri-ao da mesma, e a prisao coulra
qualquer que a tver acontada era casa, sitio e en-
genhos do termo da comarca desla cidade du Recife,
e em nutra qualquer comarca ; e desde ji prole-la-
se reclamar os prejuizus coulra quem a tver incg-
nita. A dila escrava nao bu rrioola.
Prczisifse .-lngar una ama forra eu ccrav*i
para casa de familia : a tratar na ra do Queimado
n. 63.
OITcrece-se uma mnlher para ama de leili
com um Olhinhn ; quem a preleuder, dirija-se a ra
du Codorniz n. 18.
O curador fiscal da massa fallida de Antonio
Augusto de Car va I bu Mariuho, de nevo ennvoca us
crodores da mesma, para se reujiirein oo dia 2.1, pe-
las 9 lloras da mauhaa. na casa da residencia do
Exm. Sr. Dr. jizsjo comtnerrio, aliin do se proce-
der n uumraco de deposlirio da ine-ina massa, vis-
to que nao se reuni numero suDicienle para ascon-
vocajOcs anteriores.
Desapparcceu, no din 13 do correnle, das 10
para as 11 huras do dia, indo a mandado de sua in.i,
da ra de Sania Rila al o paleo do ferro, um me-
nino de noine Jus Piulo (iedeao, branco, de 6 a"
anuos de idade, punco mais ou ineuus ; levuu cami-
sa de collariuho virado para Ira;, cat;a branca e sa-
palinhos de panno ja usados : roga-se a petsoa que o
livor adiado, baja de o levar a ra de Santa Rila,
casa n. 8, que muitu se Ihe agr locera : idverlin-
do-se porcm, que prolcsla-se coulra quem o tver
occullo.
o Sr. Roberto de Albuquerque Me'.lo, cliegado ha
IKiuro do Rio de Janeiro, onde repretentou este
mesm.i paptl sempre com muilissimos applaosus.
Esle espectculo he no diS 25 do correnle, era beue-
licio do meiun anao.
COMMERCIO
PRACA DO RECIFE 17 DE OliTliBKU AS3
HORAS DA TARDE.
">v Coacfies ofliciaes.
Cambia*;sobre Londres60 d|v. 27 7(8 e 28 d.
Assuuar miscavado bom29100 por arroba.
aLFANDKGA.
Reudimento da dia 1 a 16. 267:510*182
dem do dia 17 ...... 31:1998890
29rNjo072
al-_--------
So Echo ,papel se lem esfigmalitai o.a noraearo
do Sr. daseinliargauor Firmino Aulnnv de Sonta pa-
ra presidente djo inarilistrau tribunal do commercio,
ulu-se oju* fura hjjustanscute auluposlo a pessot
.ida, iiila.lligenle e com direilos a Iquindos a tal
lugar: nao Hincamos raau da penna >ara estianbar
i|i:s; porgue estamos convencidos que,
mrito, e timbera direilos.
nbargador Sao2a digno de tilo
prego, e sim quolhu fura con-
" l pura -e graciosa du governo
|or. -Devemos purera rcpellir a
Bmnia. que resumbra no Echo
manijada peto Sr.
I osea antecessor para
quaulo honorario,
-itliado, teja n3o
Deicarregam hoje 18 ie nutubro.
Barca inglezaElizabacalhiu.
Brigue portuauezS. Manoeldiversos gneros.
Brigue brasileiro Marta Luziasabio.
Hiato brasileiro Comi o Norte genero* do
piiz.
CONSULADO GKRAL.
Reudimenlo do da 1 a 16 .__, 16::>43?J76
Id^mdo da 17 i 1:1031883
AVISOS MARTIMOS.
1
Em f do que passei a prsenle queV assigna, e
sellei com o sello do meu ollicio, nesta mudo leal e
heroica cidade do Rio de Janeiro, aos 13 de selem-
bro do auno do Senhor de 1855. Jos Agosltuhu
Barbosa, traductor publicu e interprete cummercial
juramentado.Coolorme.Francisco Xavier Bom-
lempo.Conforme.O secretario da capitana, Ale
taudre Rodrigues dos Anjos.
He convidado o Sr. 1 ilippo Stuliago de Sena
comparecer com brevidide uesta secretaria para
objedo do servico publico, mas de sen particular tu
leresse.
Secretaria da inspeccao do arsenal de marnha de
Pernambuco li de oulubro du 1855.O secretario
.tlerandre Rodrigues dos Anjos.
BANCO DE PEKNAMBIJCO.
O Banco pe Peniarpbitco continua a Iq-
mar Icttras sobie o Rio de Janeiro, ea
sacar contra a mesma praca. Banco de
Pernambuco 10 deoutubrode 1855.O
secretario da direceo, Joao Ignacio de
Medeiros Reg.
Tribunal do commercio.
Do ordem du meriljssimo tribunal do commercio
faro publico, que o mesmu se ada transferida para
a roa do Trapiche, bairro du Recito, caja u- 9. Se-
cretaria 17 do oulubro de 1855.Aprlgio Juslinia-
no da Silv Guimirjles. ollicial maior.
iiiu ur
iins ia'd,
nao o loras,
era digno de
Lamen
de ilgu
rentes de ar
miasmas, ec lar-Ibes o sysl
einlra u Sr.jiel
cido por lliofoil:
onde lera ai ubi
pM*"M syadh
im. Par t r,j
quSu fei e unt
17::M7619
IVERSAS PROVINCIAS.
Reudimenlo do dia la 16 5669977
dem do dii 17....... Io0j387
7279,161
PUBLICAQA'O L1TTERARIA.
Acba-te ,i venda o compendio de Theoria e Prali
ca do Procesto Civil feito pelo^Dr. Francisco de Pau
a Baplista. Esla obra, alm de uma introdcelo
sobre as actes e excepcOes em gcral, trata do pro-
cedo cival comparado cdni o commercial, contera
a theoria sohre a appticaco da caaSa julgada, c ou-
tras doulrioas luminosas : vende-se nicamente
na luja de Manoel Jos Leite, na ra do Quei-
10, a 6! cada exempiar rubricado pelo
nado n.
autor.
,
lrar--o nos pulmes
e que varias cor
Bg malilicos
Ihe* e altoc-
cxicelbir a suas iras
amo licmem hecouhe-
- -
igiuiuiilc como magistrado,
lacla as Alago*.-, Ser-
ie o 9r. ttaz. Souza
be a \ltil\i't em lempo afgum
Ma lanzar mo, nm ainda r.onlrn a'lguus
datafcelos, no* quaus peidoa, e presla-so quan,lo,
ton horne i pode valer-lhes. Intrigas, eremos,
qtveaJMJfeui lazcr^ara Ihe crcarem deiaffedi; mas
tranejaillii em soa con-cimic.i, scguiraiteu rumo em-
ftilrrto a Dviiva Providencia Ihe aioerciar a vida.
BalIHbam-sc-Hie as pravas desla accrisac.oes, e seno
gaatdem triKitcro os que s lera a fragua para de-
prtmlrquaiiiio deviam della utaf para mar a Dos
p*r e? en* (senirtlu ules, pira benc. dizer e ensinar
averdade, principalmente agora, que a colera de
pesa ubre nos.as caberas.
Utrlme-seTlP Sr. desembargador Souza por nian-
i*Oot>licar a rafoluctlu du tribonil dik coinmcrco
"HIi rubrica ifWlivros dos ncguciintrs nao raa-
IricuUdos: san se ntoootlar com o que se pralicava
e aent por .enturar iiimtiiera, lerabrnu elle essa pro-
videncia, titlii coma erana regeitados estes livroa da
rubrica, qae o cdigo exflx: fez o si u dever e con-
^^^Rflae o tribuual\arabeiii o fizeste, sera
centuraralgu^io; e tem porque po-
*eeiniira, deyeria ilaiaX d; assin obrar:
Pfia o mesma, que quercr-seSajne lodo os em-
ssoni una e iuvariaveijnarclia, senda
wccessores em iQ,|0 ,|0< q,,,. largaretn os lugares.
! ni adiad a Oulras providencias, lem si-
doptalis. por terem leg.ies; mas nao para qoe
repraheusau, pois que o tribunal uAo se
Intfaia de iiassoa, na sim das cousis que Ihe cum-
pre fatar da orUUa de suataltribur'ies. Era sabido
nao estova ata prali ;a ; no inlanlo
tMtawrcii iWNIt auHrer tai Moa nttresiei, parque
Exportacao
Liverpool por Parabibs, barca ingleza
naird, de ."15 lonuladas, conduzio u segu
1,20 arcos com 2l,0J)0 arrobas de assucar.
Rode Janeiro, brigue brasileiro Adolpliouj de
212 toneladas, conduzio o seguinle : 311 voluntes
gneros eslrangeiros, 880 ditos ditos naciouaes.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE l'F.RNAMlllj'CO.
Rendimenlo do -la 1 a 16.....17:31*M7A
dem do dia 17 > 4:.V>3f9ti7
v Contina a vender-se a obra de di-
2l:86b>l31
CONSULADO ,"?R0V1NCIAL.
Reudimenlo dodi
dem do da 17
ial
*."
20:6015812
9399361
ai:M*S381
po Advogado dos Orpliaos, com nm
[ptjmportante, contendo a lei das
lefia ealeladas dos tiibunaes de jtistica, e
o novo Regiment deCusLns, ]>ara uso dos
juijes, cscrrviles, em prega dos de justjca, e
quelles que 'reqneutam os estudos de di-
i-eito, pelo prec,o de .sUUO cada exem-
plar; Ha loja do Sr. padre Ignacio, ra
da Cadeia n. 50 ; loja de encndernariio e
livros, rita do Collegio n. 8; pateo do Col-
legio, livraria classica n. 2 e na praca da
Independencia n. t e8.
MOVHH'NTO DO PORTO.
lia/ios entrados no dia 17.
Acaraeu'I9. teo, de dT.lonuladas, me-lru Jmio Autuiies di Sil-
veira, eifnipagem 5. carga earne seeca e mais g-
neros/ Caelano Cvriacn da Costo Moreira. l'as-
siaetj, Manoel Cleinenlino da Silva Burgos.
Rio de -Janeiro20 das, brigue de guerra francez
llea.iin.iiiuirii, commandanle o capilao de fragata
Duvja^, l-'icoii de quareutena por 15 das.
Pliilad-jlplua37 das, barca americana Miriin.,
de 76 liineladiis, eapilAo J. B. Ilomewood, eqoi-
paam 11, carga familia de Irigo; a Malbons A us-
ura j. Coinpanha.
New-Orleans60 dias, barca americana aWealher
(agc, du :(77 toneladas, capilao H. Bower, equi-
pigeni 13, carga fariuba de Irigo ; a Sehramm
Whaiel; i\- Companhia, Seguio para a Babia.
Terra/J(ora31 dias, barra iugleta uSnowden, de
298 lo.ieladas, capilAo John Robinsun, equipagem
15., carga 2.800 barricas com haealho ; a James
Oebiree &Cempanwa. Fallece* durante a vit-
gew om IlpolaBle.
Segu brevemente a es-
cuna nacional JOS, ca-
pitao Jos Joaquim Alves
das Neves: para o resto do
seu carregameuto, trata-
se cotn os consignatarios Antonio de Al-
meidq Coins AC na rna do Trapiche n.
I t, segundo andar. (Este navio s toca no
Mai Miliao a receber pratico.)
Para o Aracaly segu em ponos das o benr
couherido hiato Capibaribe ; para o resto da carga
c passageiros, Irala-se na ra do Visara n. 5.
Real Companhia de Paquetes Ingle/.es a
Vapor,
a No dia 22
desle mez espe-
ra-se do sul o
vapor AVON,
commandanle
Reved, o qual
depois da de-
mora do coslu-
me seguir pa-
ra Soulhimp-
lon, locando nos porlos de S. Vicente, Tenerifl,
Madeira e Lisboa : para passageiros, etc., (rata-sc
cora os gentes Adamson lowie & C, ra do Tra-
piche-Novo n. 12.
N. B. Os voluntes que prclenderera mandar
para Southamptun. deverao estor na agencia 2 ho-
ras antes de se fecharem as mala*, e depois desta
hora mo se recebern volme algom.
mmk nwummu.
* ESCRIPTORIO DA GERENCIA NO
Largo da Assetblea n! 1,0, I andar.
O vapor Pernambucano "Mrquez dt'
Olinila de encllenles -accommodaijes
pata passageiros, commandante Antonio
Silveira Maciel Jnior, ihate lo>&i' neste
porto por estes dias, e depoitrde 2-\yiioras
seguir' pitra o Rio de Janeiro com escala
para Babia : para passageiros, trata-se no
escriptorio da gerencia, ou no dos Srs.
..ostrn Rookortv. (',., na praca do Corpo
Santo.
Para o Rio de Janeiro
segu no dia 20 do crrenle o patacho r alent, ca-
pullo Francisco Nicolo de Araujo : para o ret? da
carga. paageiios e e-rravosw frele, irala-se com
CaelanuCyriaco da C. M., ao lado da Corpa Sania
n. 25.
BAHA.
No da 18 do crrenle segu o palhabule / enus ;
so recebe passageiros : Irala-se com Caelano (Ana-
co di C. M., io lado do Corpo Sanio n. 25.
CEARA' E MARAMIAO'.
O palacbo Santa' Cruz, capililo Marcos Jos da
Slvi. segu no dia 30 do correnle ; recebe carga e
passageiros: Irala-se com Caelano Cyriaco da C. SI.,
ao lado du Corpo Santo n. 25.
vAraci\
segu cora lirvidaile o hiato Crrelo to Morle, re-
cebe carga : i tratar com Caelano Cyriaco di ('.. M..
io lido du Corpo Santo n. 25.
Precisase de um liomem para felor, que tra-
balhe de entada c saiba Iralar de jardim c parreiras:
quemquizer ajoslar-sr, procure na ra da Aurora,
casa u. 54, que adiar com quera tratar.
Precisa-se de urh caiteiro de 20 a 30 annos,
para a loja da esquina da ra das Cruzes ti. 2 : a 1ra-
\*f na ni es ni a. a
Aluga-se no ('.achanga urna casa para se passar
o verao, a qual be em etcoHenle lucalidade a tem
no fuudo do quintal o sempre apreriavel banho do
Capibaribe: lrala-s do aluguel na ra das Ctu/.cs
u. 20, priineira andar.
No din 11 do correnle fugio de bordo do hiale
brasileiro fcmis, o estrato Jos, crioulo, cora os sig-
naes seguintes : estatura baita, rosto redondo, bai-
lante barbado, quandu falla he um punco descaaca-
do ; levou caira de brim de linho, camisa decala.
chapeo de pilha oleado de verde, e mais roupa dz>
servico, por isso lalvez lenha mudado de trago ; esle
escravo ja (era feilo -ilaumas fugas, c consta ir pora
o engenbo S. Joao de S. Lourenro da Malla, d'onde
foi j escravo e he casado na mesma eiigeuho, aonde
tem a mulher, por isso he de uppdr ler |do para o
mesmo engenbo, como he da roslume : porlanlo pe-
de-se a todas as autoridades policaes, capilaes de
campo ou oulra qualquer pes-na-, o a|iprehendam e
levem-o a luja da cabos ao lado do Carpo Sanio n.
25, a entregar ao Sr. Caelano Cyriaco da Costa Mo-
reira, qoe gratificar generosamente.
Precisa-se de urna ama deleite forra ou cap-
tiva, pagando-se bem : na ra' dn Crespo protimo
no arco de Sanio Antonio, loja de 1 portas n. 1.
Perdeu-se no dia 1 t do corrente, do
lugar de Santo Amaro ale a ra do Tra-
piche, ttm lenco de catnbraia bordado,
com bico em roda : quem o ti ver adiado
pode levar a ra do Trapiche n. 72, pri-
meiro andar, quesera' gratificado.
I J. Falque. |
1 MiA do collegio 1 \. I
Receben pelo ultimo navio viudo de Fran-
ca um grande surlimento dos objeclos abaito
declarados:
Palitos de panno torrados de seda e laa, go-
las de velludo e seda, de 129000 para cima.
Dito, de seda de differenles cores de lOgOOO
para cima.
Hitos de alpaka prela e de cores,torrados
de sed?, e de laa cora goda de seda e oulras,
de 6SOJ0 para cima.
Ditos de laa o laa o seda, de difiranles
cores o preco.
Ilitot d brim branco e de cures, sendo os
do coros de 29500 para cima.
Ditos, de ganga superinr.
Calcas de casemira preta mudo boas a
lOKOOO. a)
Hila- lie cores de difjerenlet preces.
Palitos, cairas e cohetea de casemira raes-
clada, dila- de brim brancas e de cores da
ilillurenles preros.
'ra di sorlimcnlo de perfumaras finas e
ettracliH.
LUVAS DE PELLICA DE JOVIN, bran-
cas, cor de carne, prelas e oulras cores, lan-
o ^par: homem como para -enlioras, eufeiles
para cf bera, chapeos de pal lia aberla e en-
redados com filas, velludo e plumas, para me-
ninos (i meninas, camisas francezis de diffe-
renles qualidades, grvalas pretas e decores,
curen aveludados cscos meninos, boneles He gorgorito e dina para
homens, ricas carteiras c cbaruleir.is de dif<-
rerentcs preros, ricos leques de madrepcrola,
liineloi de tartaruga, peutes 'redondos, para
meninas, cintos de borracha de difTerenlcs
cures para liomem e meninos, malas e saceos
de tapete c de laa pan viagem; e oulros
mudo-, arligos que sa vendeiu por preos
afl| muilo-razoaveis.
O secretario da irmandade de N. S.
do Terco, em noine da mesa, convida a
todos os seus charissimos irmaos, para a
mesa ge ral que tem de l'unccionar no fu-
turo ar.no de 18551850, no domingo
21, pela 110 horas da man hita, no consis-
torio da mesma irmandade.
A irmandade de N. Senhora do Ter-
co, em vlrttide de ser a testa de sua pa-
droeirano domingo 28, e como tenha de
colloca a imagein do Sr. Bom Jess dos
Desamparados, que esta' no cruzeiro da
igreja, para o seu lugar respectivo, tem
de fa/.e com toda a solcmnidade tima la-
dainha.no domingo 121, as 7 horas da
noite, pata o pie espera a concurrencia
dos fiei.i.
O piopretario da linlia de mni-
bus faz cenle ao respeilavel pu-
blico, qiie do dia 22 do correnle em
liante, b iverao nos dias uteis, quatro mnibus na
direcrao de Apipucos, e as viagent serao reguladas
da forma seguinle: o uinuilis Olinda partir do
Recito s Je raeia horas da larde, e rogres-a de Api-
pucos no lia imraedialo as 8 '. horas da manhaa ; o
tiiqufa parte, as i hnras da tarde, e volla s H horas
da manli, a : o Apipucos parle s 5 horas da larde e
regressa as T horas da manbaa, e u Catanga parle
as (> horas da tarde c volla -li horas da maiiMa ; u
mnibus Pernamburuua dar nos dias uleis, duas
viagens para a Passagem, sendo a priineira as 3 e
raeia horas da larde e a segunda as horas, e regres
sa dalli no dia immedialn as 6 e mcia e as 8 e meia
horas da manhaa ; as n-signaluras >a"o paga* adian-
ladas, c Irala-se no nscriptorio do abaito assigoado,
na ra das I.irani-eiras a. 18.
Attenyo.
O abaito assigoado, vedo qoe fbram a leilao as
sobras das Ierras do engolillo Coqueiro, na comarca
de Santo AnlSn. jnlga convenienle declarar a quem
quer que as iriemaloii ou lenha de arrematar, que
lem de demarcar suas propriedades ttofumboe Bea-
to velho ; e qoe por ufas escriptaras, qoe iprmeo-
lan a quem quizer ve-las, ten de reivindicar parla
dessa ja pequeas sobras ; o que nlo tem feito al o
prsenle pur esperar qae Ihe as venderan) por seu
justo valor, evitando assim demarcarles e quester
com seus vizinhos por um retalho de torra que po-
de chegar a 250 bracas quadradas. Cuniprindo
acrescenlar, que sendo a escrlplora do Coqueiro
inetacta em seas lmites como confessa o vendedor,
que sem ler a assignuu o Sr. Joilo Baptisla da Albu-
querque Uchoa, os Srs. do Coqueiro lem-se conser-
vado nesla engao, que protesta destruir.
Pedro Bezerra Pereira Araujo Bellro.
Precisa-se alugar uma prela escrava, que ven- -
da na ra : a tratar na ra dos (joaranpea u. 51.
Os Srs. directores de collegos e eslabelecimau-
tos particulares e professores de otelas particula-
res de uifi e oulro seto,-do terceiro crculo Iliterario
desla cidade, devem presentar i directora aera I da
in-triiccao publica al o ultimo do correte mez as
licencas qooohliverfm para a abertura dos.ditos es-
(abele imculoa e escolas, e programtna de estados, e
regulamento in'erno de cada om delles, e uns e eu-
ros ama nota declaratoria da ra o numero da ca-
sa, em que'se achara eslabelccidos.em coutormidade
da ordem do Etro. Sr. director geral ioteriou da
inslrocrio publica commiioicada ao abaito aasJgnado
em 9 do correnle.O inspector do terceiro circulo
lillerario, Antonio Egdio da Silva.
Recife J5 de oulubro de 1865.
Perlence o bilhele inleiro n. 3722 da Urcaira
parle da segunda lotera a beneficio do (iyinnisio
Purnainbucauo, qiie lera de correr do dia 29 do-cor-
rento me. de oulubro, ao Illm. Sr. Jos Porfirio de
Sa, do Hio de Janeiro, e fica em poder da P. (i. de
Oliveira Sobrinho.
O coronel Francisco Mamada de Almeida da-
clara, que lem raterposto o recarao de nppellicio
para o tribunal da rclaoao, da partidla qae se fez da
beraura de sua fallecida irma I). Marta Francisca
de Almeida, ajila sentones que i jolgou ; qua os au-
tos com o dilo recurso jii subiram para o mismo tri-
bunal, e por isso que no caso de ser prvida a ap-
pellacao ha de ler lugar a reforma da partidla ; pre-
vine a quera inleressar, que nao pode por ora let
lugar a venda dos beus de raa qae couberam aos
herdeiros. Recito 9 de oulubro de 1855.
LOTERA do gimnasio.
Sabbado, 20 do corrente, andam as
rodas da terceira parte da segunda lete-
ria do < vinnasio, o resto de meus afortu-
nados bilheles e cautelas acha-se a ven-
da, as loja* do costume:vao ahaixo
transcriptos os numero*de premios de di-
versas loteras que tem sido vendido pelo
cautelista da casa da Fama, abaixo attig-
nado:
H.,
DE
IH ' 10:0000000
ISIS 8:000000
3220 . 0:000X000
277 ri:(MM)j(000
VI K li:000.,000
SM :000000
".100 0:000,100o
r62(i "kOOO.sOOO
.-.o .">:000000
507 T:(M10.S'000
280 r.:00(S0OO
701 2:000.1000
18 2:000s000
r.419 1:000*000
r.i6.i 1:000,1000
1982 1:000000
GABINETE PORTGEZ
LEITURA.
Nao se leudo reunido numero sufncienle de mem-
bros do conselliu deliberativo oo dii 15 do corrente,
por ordem do Illm. Sr. presidenle convora-se llura-
mente o referido couselho para o dia i do corrente,
as (i horas da Urde.Manoel F'erreira de Sooza Bar-
boza, 1." secretario do conseHio.
Firmino Moreira da Cosa avisa aos Srs. Ihe-
soureiru das loteras e caulelslas, que nao paguem,
caso saiam premiados os bilheles inteiius da tercei-
ra parle da segunda loteria do (> ifiuasiu Pernambu-
canu ih. 915 e 1352, cujas rudas andam no dia 20
do crrenle, por hrfverem-se desencaminhado do po-
der do anuuncianle ; cujos bilheles se aeham, nlm
da firma do Sr. thesoureiro, com a dos Srs. Oliveira
Jnior & Companhia, comprados no armazcm de
leilu do Sr. Marcolioo Borges l.eradle.
A Sra. I). Mara Jezuina Honrado Cavalcaoli
queira mandar a repartirn do Correio receber orna
caria vinda do Rio (ramio do Sul.
O Sr. Manoel Jos da Silva liaspar lem uma
caria vinda de Portugal, na ra do Collegio, loja
n. 3. .
Aluga-so una negra, que coziuha, engomma e
faz todo o servico, e nao lem vicios I Irala-se em
casa do Sr. Antonio Ricardo, na roa do Collegio
n. 3..
Aluga-se ama boa escrava para n servico de
uma casa, e com principio de coziuhar : li Iralar na
ra da Alegra u. 34.
Os senhores qae no da I i de selembro ultimo
arremalaram imposlos e oulras rendas miinicipaes,
comparecan com seus liadores no paro da cmara
municipal desla cidade para asslgnar os respectivos
termos e letlras.
A pessoa que precisar de um ciiado torro, min-
io Inldligeule para copero uu bulieiru, dirija-se i
ra das l.arangtiras ii. que achara cora quera fal-
lar.
Que protecyo escanda.
IfiSJl
Perguuta-se a quem souber respnnder, qual o mn-
livo de eilar preso o conductor do roubo feito na rui
do Crespo, e nao os seus celebres autores, qae al
um delles anda tirando passaporto, e u oulro procu-
rando casa para se arromar al aos odios Te'pergun-
ta-se mais as autoridades, se esle ciimo he civil ou
Eiilioi.il. nu a que calibre perlence. Isla deseja sa-
erO juslicciro.
He ordrui dn Illm. Sr. presidenle da sociedsde
Noologica convida-se aos Srs. socios a comparece-
rcra en. .scslo cslrannlinaria para o eucerramenlo
da dila sociedade, buje as 8 l|2 horas da manhaa.
Recito 18 de oulubro de 1855.J. A. de M. Hastos
Jnior, Io secretario. %
Da sobrado da ra de HorUs rt, 18, dcsappare-
ceu ura quandu muilo manso, o qual suppe-se eslar
lalvez pela vizinhanra : quera do mesmu der noticia
ser gratificado.
LOTERA
lotera da provincia.
O Illm. Sr. thesoureiro das loteras da
provincia, manda fazer publico, que mu-
dou a thesouraria das mesmas loteras pa-
ira a rita da Praia u. 27, onde de ora em
vante tera' lugar a e\traccaodasloterias,
inclusive a c|ue se acha a venda, cuja e\-
traccao- tera' lugar no dia 20 do andante.
Thesourarja-das loteras 17 de i.titul.ro de
1855.Luiz Antonio Rodrigues de Al-
meida, escrivao das loteras.
Os cautelistas Olivei-
ra* unior & (J., ofterecein
a quarta part !o premio
que saturno 14 vigsimos
to n. 1885, da terceira
parte da segunda loteria
do Gymnasio, para as o*
bras da igreja do Divino
Espirito Santo.
Recife I (i de oulubro de 185")..
0 cautelista, Antonio da Silva dui-
maraes.
Attencao.
Avisa-se ao Sr. que mandou enceurar um baln'
de 4 palmos, desde maio ullimo, qae tora (ido lempo
bstanle, e nflo o l'azcndo nn prazo de 6dias, o an-
uuncianle nao sera rcsponsFvet por nadi : na ru do
Collegio o. II. *
Precisa-se de nina ama que tenjia bom liile
para criar ama manca : na casa defront da igreja
du Corpo Santo o. 15.
- O general Sean precisa ilugar um hora coti-
nheiro : quam quizer dirija-so casa da soa residen-
cia, lio atorro da Boa-Visla n. W.
Sorvetes. .
sorvetes: no atorro da
DE
H. IS \ 151S
Sociedade Dramtica Emprezaria.
Ilcrllii concedida pelo Ivlttl. %r. I'rrsl-
Icnti- dn l'i'ouiula.
A BENEFICIO DA ACTRIZ
Jesuita Jozephina da Silca.
SiBBADO 20 UE OUTUBKO.
Depois de ser eteculada pela orcheslra uma bella
ouveiluri, dar-se-ha principio ao espectculo com
a eugricada e applaudida comedia em i actos, de
costantes brasleiros, ornada de msica
0 PHAHTASMA BRANCO.
Seguir-se-lia o lindo duelo iolitulado
LEILOES
Oagenle Horja tuM leilao, sexta-Cet-
ra 10 do crtente, as 1 horas da manhaa,
em seu arina/.em, na rua do (jollej'ion.
15, de tuna glande c|itanlidade de obra*
de niiniiiieiria novas e usadas, de difie-
ren les qttahdade.s, pianos, relogios para
ilgibeita, Linternas, candieiros; e outros
muitosobjectos etc., que se acha rao pa-
tentes no mesmo armazcm no dia do lei-
lao, e se entregarao pelo maior preeoof-
ferecido.
9 agento Oliveira lar lelSn, por cania de
qnem perlmcer, de porciin de mobilia de Jacaranda,
consislndo em solas, mesas redondas e consolos com
lampo de pedia, cadeiras, bancas de joao, mesa de
janlar, um ptimo piano moderno de supeiiorcs vo-
zes etc., e de rauitas obras do ouro da lei e de prala,
como sajara, cordes, irancelins, correles, brincos,
Ollerece-sc um moco brasileiro para escripia- '
rio de advocado ou de qualquer casa de commercio,
0 qual sabe bem ler, escrever e conlar. e (era ilguns
prepara orios : quem precisar, dirija-sc a roa Direi-
la n. S(, segando andar.
No dia 19 do corrente, na sala das audiencias,
e (inda a do Illm. Sr. Dr. jui/. de direito da priineira
vara do civel, se ha de arrematar o sobrado de ura
andar, silo na rua de llortas n. 1 avahado por
JijOUS, peuhorado por tecurilu de Uomingos Vale-
riano Alves da Souza contra os herdeiros de I). Mo-
nicn (iomes da Silva Braga ; he a ultima praca.
Alnga-te Ura silio no Caldeireiio, junto ao do
reverendo Sr. padre Ignacio : a Iralar na roa do Vi-
gario n. 10, segundo andar.
Arrenda-se uraa casa na freguezia dos Afoga-
dos com commodos para grande familia, e boa para
se pastara fesla : qnem a pretender, dirija-te a mes-
ma frei.uezia, na olana do fallecido Jos Pedro de
1 aria, que achara com quem tratar.
O- ESCRAVO HUIDO.
Evadio-se no domingo, II du correnle, do arma-
niii do al ilel'r-jnte da praca da Boa-Vista, ura es-
cravo n.ululo, de ame Heaenaldu, com idade de 20
anuos, altura regular, robusto e espadaudu, cara
larga, e punca barba ; levou diversas camisas e cai-
ra, lucio de algoduo de diversas qualidades ; sup-
poe-se que levou em sua companhia uma muala
forra e um filho da mesma com idade de 8 ou 9 an-
uos. Esle escravo perlencen au reverendo padre
Joao da Costa Nunes, morador na puvoacao do A-
Saas Billas, no tormo do Buique, d'oudo veio em
julho. c foi vendido aos abaito assignados ; a dita
mulata chegou do mesmo lugar j neste mez, e es-
tote ilfiunt dias arranchada as Cinco Ponas : ro-
ga-se i quem o encontrar, qoe o mande entretar na
rua dn yucimado n. "7, que ser recompensado.
(ouveia A l.eile.
Precisa-se de um criado que da fiador da ana
conduela : quem pretender, dirija-se a rua do Quei-
mado n. 10, l se dir quem he.
Contin a aeslar ausente de casa de seu senhor o
major Antonio da Silva Gusmao, o seu escravo la-
nado, crioulo, cor prela, alio Mo muilo, idade Vi
anuos, pouco mais ou menas, peritas um ponen ar-
queadas, albos grandes c vcrmellios, (esla alia e
erande. cantos, cora um sip,nai uella que parece um
S, um dedo de um doiaps partido, chupa bstanle e
he muilo contador de pola*, anda corcovado : quera
apprehendc-lu ser generosamente recompensado,
levanilo-o a rua Imperial n. 61, casa da residencia
de seu senhor.
Atusa-seo terceiro ailar da rua da Cadeia do
Kecife n..>3 : a Iralar no segundo andar.
.llogu-se uma rasa torrea cora sold corrido de
3 jaueltai de frente e escada independenle, com com-
modos para grande familia, ua rua do Brum n. 4 :
a Iralar na rua da Cadeia do Kecife n. 4, escriplorie
de Barroca & Caslro.
O abaito assigoado, arenle da Companhia
Pernarahucana de navegaran cusleira a vapor, faz
iiill lili i ti III1! t :l i i iiip til n scienle a quera inleressar saber, achar-sc aberto des-
' Ule.. I. de oulubro coi renleVrespcclivo escriptorio,
GIMNASIO PERNAMBUCANO.
Sabbado, 20 tle oulubro,
Hoja as 6 horas havecu
Boa-Visla n. 3. .
Acaba de chegar nova pimenla da Jamaica,
etcellenle para tempero, assiiu como sagn'i cevadi-
uba e ervilhas: no armazem de Piala & Sanios, rua
do Amorim n. 18.
MUITA ATTENCAO I
0 cautelista SalutUano de Aquiao Ferreira avis.i
aos Sr>. joaadures das tutoras, que o,plano actual
das loteras provnrfacy he justamente a quarta liar-
te do plano das mui acreditadas loteras do Rio de
Janeiro ; offerecendo maior vaulagem aus amantes
desle jogo liio licito do que o plano velho como abai-
to vai demonslradu, fazeudo uma diOereoca de 1
premios ale os de iSlgOOO
PI.ANO VELHO.
1 premio de (-.OOOrHIOll
I 3: I l'.OOOSOOt)
2 .iOUTOOO t UKJUBOIN
4 009000 8009001)
8 1003000 800WUI)
509000 HHOOO
30 -.iixioo mmoo
59 premios. .
41 ditus de mais a favor dos ainules desle jogo.
100
PLANO NOVO.
premio de 5:O00S0OO
I:00901J0
1:000900o
1:0001000
1:5009000
>:50O9O0O
1:0003001)
MKjgOO
2503000
I0QM0O
509000
259000
S um quarlo das loteras do Hiu do Janeiro,costa
69000 para tirar o premio de 4:1-009000, um bilhele
inteirn das loteras da provincia sendo o cusi delle
5-700 para tirar o premio de .5:0009000 sem o des-
cont dos oito por rento da lei, esl raui bem e cla-
ramente demonstrado que os Srs. jogadores lem una
differenc* a seu favor de 4009, a qual nao he t
ua com o erapreao d*e menos capital para _
maior quanlia. Pernambuco 13 de oulubro de
O caulelista, Salutllano de Aquino Ferreira.
Precisa-se,'de i ofliciaes de enaruteir
regaro, sendo de porfo : a Inlir na Solea,
lo ao hospital. Na mesma v'ende-sc nm lileiro para
fabrica da charutos, por nrero commodo.
fis-rodas da referida lote-
ria, pelas 9 lloras da ma-
nlia, uo espacoso salao
da rua da Praia n. 27
Pernambuco t8 de outu-
bro de 1855.O cautelis>
ta, Salustiano de Aquino
Ferreira.
I'recisn-se de um caiteiro para loja de sapalot:
no ilerro da Boa-Visla n. 46.
Precisa-se de nina canoa aberla por aluguel
mental: aa ra do Livramenio n. 33.
no priineira audar do sob
I'orle do Mallos.
I.ourenro da Sil
ii. 10, no largo do
raujo \iiiajnnas.
Aluga-se o segundo andar da casa da rua do
Irapiben. -I, propria para escriplorio ou para pe-
quea familia : a Iralar ua mesma casa.
Na noite de sabbadn, 13 do corrente. nenen-
se uma pulceira de ouro, da rua da Alegra ao pateo
do Carino, e do pateo do Carme a rua do Amorim :
pede-se a pessoa qoe a achou, iqUcrendo reslltul-la
ao seu dono, f.ir o favor levar a rua da Cadeia do
Kecife n. 56 A, que sera generosamente gratificado.
Precisa-se de um caiteiro para taberna, de 12
a 1 annos, que lenha alguma pralica do mesmo ne-
gocio, e que d fiador a sua conduela : na mi du
Codorniz n. 4, taberna.
Oderece-se um rapaz hrasileiru para caiteiro
de qualquer eslabelecimonto, o qual d fiador a sua
cundu:la : quem precisar annuncie.
CIRSlLTORIfl HOMEOPA-
THICO.
(Giatuito para os pobres.
28. RUA AS C1U7.ES i.
0 Dt. Casannva da consallas e faz visi-
tas a qualquer hora do dia.
Os medicamentoshoraa-opalhicosmaisacrc-1
dilados'do Universo, -ao us que sSo prepa-
rados netos Srs. CATEI.l.AN u WEBER,
pliarraaceuticos era Pars: nesla casa teto
sempre nm grande sorliraenlo desloa me-
diramenfos em linldr.il de todas as dyna-
misaroes; e em glbulos preparados pelo ,
proprictirio desle eslabelecimeulo: cartei-
ras de todos os tamaitos, e muilo mais em
coula do que em qualquer oulra parto.
1 rarleira de i medicamento-. 69000 \
1 frasco de tintura a escollier 15000
Tubos avnlsos, a 300, 500 e I.-.
Elemenlosde homii'opalliia. I vol. (igOOO
N. B.Cada carleira cncerra os roedi-
ramenlos preservativos e curativos do cho-
lera-morbus.
Attencao.
Koga-se a todos OS de vedares da labcrua da 1 ua,da
Cadeia do Kecife u. Si, defronle do becco Lirgo.
quo eslo alrazados cm seus pagamentos, lauto de
letlras vencidas coma de coula de livru, que quei-
rain realisar seas pagamentos ale o fim do nrrenle
mea de oulubro. e quelles que a nao lizer, pasearlo
a ser eieiulados, o seus uumes publicados, kilo para
ovilar a piescriprito.
|PABA A IKSIA.
Aluga-se nomellior lugar da Torre, utn
sitio coih grande casa nova, estribara e
cocheira equartopara leitor : a tratar na
ru da Crur. n. 10.
GRANDE DEPOSITO DE MEL
Na taberna sita na rna da Roda n. '27 qae della o
oito para a Praca do Capini, asisto um grande aer-
linientode bari de mel lano de 4 come da 8o,
tambem vende-se a retalho a 400 rs. caada, 1 di-
nheiro avista; na mesma tambem precisa-se de ura
pequeo para caiteiro, erabora lenha pone pralica.

(?


^-------------- ------ -
uuimd [vcunmn riinnuTni


OURIQ DE PERNIIBUCO
CONSULTORIO DOS POBRES
SO IVA NOVA 1 AJVBAK 50.
O Dr. P. A. l.obo Moscoio di consultas homeopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manha j aleo meio da, e emcBsos extraordinarios a qualqoer hora dodia ou noile.
Offerece-Se igualmente para pratiear qualquer operacao decicursia. e acudir promplamente a qual-
qoer raulher qiio estoja mal v. parto, e cojascireumstanciasnaopermillam pagar ao medico. % ,
M CONSULTORIO 1)0 DR. P. A. LORO 1SC0Z0.
SO RA NOVA 50
VENJDE-SE O SEGDINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhira do Dr. (1. H. Jalir, Iraduzido em por
tugue/, pelo Dr. Moscozo, qualni vnlnmes encadernados em dous e acompaoliadnda
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc...... -209000
Esta obra, a maisimporlanliide todas as quelralamdoesludoe pralicada homeor.athia, por'ser nnica
pie conten abase fundamental i''eata doutriilaA PATHOtiENESIA OU EFFE1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO OHtiAMSMO EM ESTADO DE SALDEcouhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar 11 pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que qoizerem
eiix-rimeiilar a rfoolriua de Halinemaun, e por si mesmos se couvenrrreni da \erdade d'ella: a lodos os
a zendeiros e senliores de engenlio que esto longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capitSesde navio,
qne nma ou outra voz nao podem deixar de acudir a qualquer inrommodo seo ou de seus tripulantes:
todos os pas de familia que |>or circunstancias, que mu sempre podem ser prevenidas, sao|obriga-
dos a preitar in eonlinaiti os primeiros. soccorros em suas enfermiriades.
O vade-mecum do homeopalha nu iradurrao da medicina domestica do Dr. Herine,
obra laiulieui til pessoas que se dediram ao esludo- da bomeopalhia, un voln-
. me grande, acoropanl.ado rio diccionario dos termos de medicina...... 109000
O diccionario dos termos demeJicina, cirurgia, anatoma, ele, etc., encardenado. :19000
Sem rerdaderos e bem preparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro na pratica da
homeopathia, e o proprielario (leste estabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
uinguem duvida lapje da grande superiordade dos seus medicamenlos. '
Bojicas a 1 tubos grandes..................
Boticas de JJi medicamenlos em glbulos, a t, 12 e 158000 rs."
Ditas 36 ditos a........
Dts 48 dito* a.......... "
Ditas O ditos a...........' '
ihu i4* ditos a..............; ;
tubos avulaos.........................
raseos de roeia onca de tuicturaa..............]
Ditas de verdadeira lindura rnica. \..........
aniesmaeasa ha emprea-venda grande numer de lnbos.de cryita de diversos lamanlios,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer enrommenda de medicamentoscom toda a brevida-
de e por presos muito oomni uos.
QUINTA FEIRA
llMl
18 01 OUTUBRO OE 1855
SJ000
20000
-259000
30*000
609000
I9OOO
28000
SODO
TRATAMENTO HOMOPATHICO.
Preservatico e curativo
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DRS.
_:: m >. ir*-s^ <::_ ./%. _
mi instru rao ao povo para se poder curar desla enfermidade, administrando os remedios Inais ellicazes
para ata/lia-la, emquanlorse recorre ao medico, ou mesmo para cura-la independen te destes nos lu'-ares
em que no os ha. i
TRADUZIDO EM PDUTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous opsculos conten as indicac,5es mais claras e precisas, so pela sua simples e concisaex posi-
i.ao eila ao alcance de lodas as inlefligencias, nAo pelo que dii respeito aos me os curativo, como prio-
riplmente aos preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parte em que
elles lem sido podo* em pratica.
Sendo o iralamenlo homeopatliico o nico que lem dado grandes resollados no curativo desla horri-
velenfermidade, julgamosa proposito iraduzir estes dous importanles opsculos em lingua verncu-
la, para desl'arte facilitar a sua leitnra a quem ignore o francer.
, Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, roa Nova n. 52, por 2J000 rs.
ANNUNGIO,
' l.oja c armazem de fazendas bnratissimas, na r(
da Cadeia do Recite n. 50, defronte da ra da Ma
dre de Dos, quina do segando boceo vindo da pon-
te, lado osquerdu. Nesle estabelecimenlo achatan os
Srs. fazendeiros, commercianles 'lo centro, e o pu-
blico m gem, um completo sorlimenlo de fazendaS
tinas e grossas, lodas de boa qoalicladc e sem avaria,
que a dinheiro vista, se vendem por precos bara-
tissitoM ; assim como boa disposicAo para liem ser-
vir e agradar a todos os freguezes que se dignarem
honrar o estabelecimenlo.
JOLAS
Os ahaivn assignados, com loj deourives na ra
doCabugan. U.cnnfrojilc ao paleo da matriz e ra lBS3)4T4lri8*|fl R938ttS2
Nova.'fatem publico, que eslao muilo surtidos dos 0 TiF1i"FTC,T i PD Wfilil -
mais ricos adinrenles goslos de Indas as obras de M MJUtt 1 lu 1 A I KA IlIjijZ
ouro necesarias, tanto para senhoras como para lio- f ptu,0 aignoui, dentista, e*taMecido na
....se menina., i continuara os preeos mesmo ba-; roa lanza do Rosario n. 36 seunrio amia
L^k2!ui-?" E""r-*-|,i "'"" ".lacn. collocadentescom a pressSo do ar, e chumba
rT Tit \t ,es1Pec,l,""idrt0 ."dade do ou- dtnles eoin a massa adamantina e oulros me-
rn de 14 ou 18 quilates, ticamlo assim garantido o (ae e
. ^r^,M|qwdUJd..(nto M##*,## .###5
Retratos.
No aterro da Boa-Visla n. 4, lerceiro andar, con-
, AOS PAS de familia.
broa senhora rasada, leaalmenle autorisada pelo
fcim. presidente da provincia, tendo aberto urna
aula particular de instruejao elementar para o seio
femimno, na praca da Boa-Visla sobrado n. 33 se-
gundo andar, olTereceo sen preAimo aos pas rie
lamilla para ensinar a ler, screver, e contar, dou-
rina chrisUa. coser, bordar de lodas as qualidades,
labjrintho, e ludo maisconceroentc ao ensino com-
pleto de meninas : e tendo a casa bastantes commo-
dos recebe igualmente pensionistas c meio-pensio-
nistas, com qoem empregaralodoo desvelo possi-
Attencao. *
A laberna da ra Nova n. 50, acha-se complela-
meule sorlirta com muito bons gneros, e por multo
commodos procos.
O f. Riheiro, medico, mudoii
sua newdenci-i pata a casa cinzen- ^,
la le <|uatM andares, na rita da
Ci;tt/. n. 15, onde pode ser pro-
euradoa qualquer hora.
christaloh
po,
Unua-se a tirar retratos pelo syitema
oom muita rapidez e perfeicjio.
LOTERA DO GYMNASIO
BUCANO.
CASA DA FAMA.
. AOS 5:000s. '2:000,$ E 1:000.S'.
Ocaiilelisla da casn da Fama, Antonio da Silva
iiuimaraes, lem exposto venda os seus muito afor-
tunados hilheles e csulelas da lereeira parle da se-
gunda lotera do Gymnasio, a qual corre no dia 2H
do crtenle, c esUra a venda uas seguinles casas
aterro da Boa-Vista ns. 48 e 68 ; ra do Sol n. 72
A ; praca da Independertcia ns. 14 e 16 : ra do
Lollegio n. 9; rna do Kangel n. 54 ; ra da Cruz
n. 43, loja, e ra do Pilar n. 90.
PKECOS.
la trros
Achando-se vagos os lugares de en-
fermeiros e enfermeira do hospital da ve-
nera vel Ordem Terceira de S. Francisco
desta cidade do Recife, sao por este convi-
dado aquellesde nossos rmios e "rmaas
quesequeiram pfopor a esses lugares, a
apresentarem seusrequerimeptos, confor-
me o que dispoeo art. 1 iG de nossos es-
tatutos. Recil'e 11 de ontttbro de 185$,
! O secretario, (ialdino Jofto Jacintlio da
Cunlia.
Olllciaes de alfniale.
IVccisa-se na ra Nova, esquina da pnnlc, lano
para obras grandes como miudas.
Cnnatando ao ahaiio assignadn que Francisco
Antonio l'ereira Brasa, vive eu.pazinando seus ere-
dores com a liquidacao que diz ler a fazer em meu
sitio na qualidade de meu socio, apresso-me em fa-
zer ver ao respeilvel publico e a seus credores que
lal sociedade nao lem, porque apresenlando-me urna
conla ele sen trabadlo, adminitlracnne jornaleiros
na importancia de 7109 rs., cuja qoanlia Ihe levei
em conla e anda mesmo que se desse o faeto de so-
ciedade nada influa para com seus credores, por
quanlo tendo eu gasto mais do duplo, vendo todas
as plantas do dito sitio a qnem os queira comprar
por 1:0009. E se o Sr. Braga nao licar salisfeilo
com o que levo dito queira chamar-me a juizo como
proinetleii e perante o mesmo a presentaremos nussas
razies. Nao be pela imprensa que se venlilam es-
tes negocios.JoAo da Cunha Res.
O abaiio assignadn vo-se forcado a desafiar ao
Sr. Francisco Amonio Pereira Braga,para que prove
o que lem dito em desabquo do mesmo pelos jor-
naes ns. 235, 236 o 217 da semana prjima linda, e
bem assim Ihe roga a continuaran de' tudo quanlo
sonber de mi a respeilo do abaito assisnado, oulro
un ollerecc o abaito assignado a queni quer que
for o valor em duplcala de qualquer objecto, que
lenha estado debaiio de capa do abaixo assisnailo,
pcrlencenle ao mesmo Braga, em prejuizo de seus
credores, por lano aquello que for capaz de desco-
brir a menor mancha na vida publica do abaim as-
sanado a respeito de seus negocios, Rea-Iba odireilo
salvo de exigir do abaixo assignado o que pelo pre-
sente se responsablisa.lata da Cunha Reis.
Aluga-se o lerceiro andar e sotao do sobrado
o. 112 da ra .(ti Senzala Verba do Kecife.o qual
lem dos excollentes commodos para urna grande fa-
milia, lem urna rica visla por licar o fundo fronleiro
a nova ponte provisoria e a nova cidade de Santo
Amaro, apanhando um bello lance de uiaic : quem
o pretender, pode tratar com Pedro Simiao da Silva
Braga, na botica de l.uiz Pedro das Neves, oo com
Joaquina l.uiz Vieira com loia de chpeos na ra da
Cadeia do Recife.
ATrENCAO\
Jos Pires de Cnrvalho faz scienle aos seus fre-
guezes, que so mudou para a ra larga do Rosario,
primeiro andar n. 46, contina a enfeilar bandejas
de armaran de dill'erentes gostos, assim como Sebas-
topol e torre de MalacotT, e.mi I ras muitasque-c
achara vista rom o sorlimenlo de bolos os mais H-
uqs e uiais delicados qoe possam haver, assim como
lambem enfeitam-se bandejas rasas por 6 e 88000, e
faz-se roda a qualidade de presentes, pudins. pastis
de nata, lorias, pastelAo, arroz de'leite, aletria de'
TAIXAS DE FERRO.
Na fundic-ao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rita do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal d Marmita ha' sempre
um grande sortimento de taicltas tanto
de fabrica nacional como estrangeira-,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e ca ambos os logares
evistem tjuindastes, para carregar ca-
noas, ou carros 'livres de despeza. Os
precosv sao' os mais commodos.
TARAi JS E GRADES.
Um lindo e variado sorlimenlo de modellos para
varandas e gradaras de goSlo inodernissimo : na
ruiiilioao da Aurora, em Sanio Amaro, e no deposi-
to da mesraa, na ra do Brum. Em casa dellenrv Brdnn &C, rita da
Cruzn. 10, lia para vender umgrai.de
sortimento de ourodo melhor gosto, aj-
sim como relogios de ouro de patente.
Emcasa de lleni-y Biunn &C, ra da
Cruzlii. 10, vendem-se:
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos pota msica.
K.spelioscom moldura.
Globos para jardins.
sCndeiras e sofa-s para jardn].
Oleados para mesa.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea. __
PIANOS. --
Ventlem-se era casa de Henrv Briuin &
C- ra da Cruz n. 10, ptimos pianos
cliegados no ultimo navio Ja Eitropa.
L'niao, na rita da Cruz n. 10,
ha para vender um sorlimenlo de conservas linas co-
mo pilis pois, sardines. asperges, langue de bu-
pate de fidesaurisses, beafstak, rhaponncnu au jam,
non, poulet au ju d'crevisse, triandrau de veau ;
assim como diversas qualidades de viuhos. como
Champagne, Xeres, Madeira. iorto de ptima qua-
lidade, vinho de Franca branco (anligol c linio, di-
versos licores, hummel, ele, cognac engarrafado ;
tambem ha peliscos aceiados ao modo euroneu a
qualquer hora.
Vendem-se chapos de seda para senhora : na
rus Nova n.11, pelo diminuto preco Je 139000 rs.,
sao muilo ricose da ultima moda.
Attencao ao ba-
rato.
-
Vendem-se no armnzem ti
deia do Recife, de Henry Gibsa .
res relogios fabricados em IngV,lerr. Pr precos
mdicos. k .
POTASSi E CAL\TIRGEM.
No antigo e ja' bem conHec'*> deposi-
to da ra da Cadeia do Reci*^- escriptorio
Na ra do Qneimado n. 33 A. vendem-se chales 1 2> ''* Par vender milrV0 superior
de merino de Indas as cores, o mais Uno possivel, potassa da Russia, dita do Ro('c Janeiro
dilos de chally com hnnilas lislras de seda em qna-' .,. ^.__m j \\i-a f nHn -
Iro, dilos de challv bordados os mais lindse mo- c''1 vnSem d(e Ll?l>oa era ped^T. tudo m
demos gustos queexislem no mercado.ludi. por pre- precos multo tavoraveis, COtn 0*1 quaes ll-
oins, sem-merio,bolo inglez denominado divindade.o
que Tur da vontade do freguez.
Aligaiii-se
2 casas na Torre para se passar a fesla, cada urna
lem 2 sallas, 3 qnarlo*. cozinha fra, copiar, muito
frescas, quarlo para prelos, estribara para cavados;
por commodo preco: atrs da matriz da Boa-Vista nu-
mero 13.
Os Srs. accionistas da sociedad* Empretaria da
rtHBcMlo da casa de baile desla provincia, sao con-
vidados realisatem a primeira preslacaode 1.". por
cenlo sobre o capital de suas accoes, no prazo de 20
(lias de dala destr, no escriptorio do thesn'urim ao
Sr. Geoi*ge Patchrlt, no largo do Corpo Santo, con-
forme a resolocio lomada pela dirrrr.'io da moma
rompanhia na conformidade do arl. 6 dos estatutos.
Recife 14 de ootubro de 1855. O secretario, Cy-
priono tencin Guedet Alcoforado.
COMPRAS.
Blleles
Meios
Quarlos
ilavos
Decimos
Vigsimos
O mesmo caulelista declara,
:>970O
29S0O
19440
760
600
320
que garante
mente os seos bilheles inleirns em originaes, pagan-
do os tres premios araudes sem o descont dos oito
por cento do imposto geral.
as?**:*******
u 4. JH, DENTISTA, 8
a residir na ra Nova n. 1, primei- 9
AULA DE LAT1M..
OJ padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onda continua a receber alum-
nos intentos cexternos desde ja' por mo
dico proco como he publico: quem se
rjuizer utiliMr deseupequeuoprestiinoo,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos das uteis.
Esta a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATA.
i:\TKMUDO DE RUOFF E BOEN-
NIN4HAUSEN E OUTROS,
poslo om ordem alphaheth'a, com a descripeo
abreviada de lodas as molestias, a ndicaciio phvsio- A
lgica e-lherapeotica-de todos os medicamenlos lio-' 2J^aSf^
ineopalhirm, seu lempo de acaao e concordancia, '##f(fj|taj
seguido de um diccionario da signilicacao de todos
os termos de medicina e cirurgia, e poslo ao alcance
das pessoas do |kivo, pelo
DR. A. J. DE MELLO 1I0RAES.
Subscreie-se para esta obra no consultorio homeo-
pathico do Dr. t.OBO MOSCOZO, rua Nova n. 500
primeiro andar, por 59000 em broebura, e 6900,
eneaderuado.
Massa adamantina.
He ger/iluienle reconherida a eicellcncia desla
prepararas para chumbar denles, ptrqnc seus resul-
tados sempro felizes sao ji do domiaio do publico.
Sebastian Jos de Oliveira faz uso desta preciosa
massa, para o lim indicado, e as pessoas que quize-
ram honra-lii dispondo de seos serviros, podem pro-
cura-lo na Iravessa do Vigirlonri, loja de bar-
beiro.
- o engenho S..Joao de II4maraca, precisa-so
a um boa. feilor.: quem a isto se quizer propiir,
L-cimenlo de ana conduca e capacidade
da Aurora n. 62,' casa do r. JoSo
i Beaarra de Menezes, ou ao dilp engenho, a
u proprielario,
3fr^gwasaEaaKjg
CONSULTORIO CENTRAL
HOMIEOPATHICO.
(Gratuito para os pobres.)
\.fua da Sanio Amaro, (Mundo-S'oeoi'n. 6.
D Ur. Sabino Olegario l.udgero Pinho d
consaltas todos os das desde as 8 horas* da
manda t as 2 da larde.
Visita os enfermos ero seus domicilios, das
2 doras em dianle ; mas en. casusjepenlinos
e de molestias agudas e graves as visitas serao
feitas em qualquer dora.
As molestias nervosas mcrecem tralamen|0
especial segundo meios lioje aconselliad,^
pelos praticos modernos. Estes meios esis Si
tem no consultorio central.
O caulelista Antonio JosS Rodrigues de Souza
TM.TJ'P.?.raneg0C'- "" rlploVl
do Collegio n 21, pnme.ro andar, bilheles e caule-
lajd presente lotera aos precos ab.i,o, sendo de
1009 para cima a dinheiro vlsla. em cujos bilbele
e cautela, as sorle, grandes que liir-nJ sao!p7gM
ero descont algoro, logo que saia a lista gcral
Bilheles mtafres :\$qo
Meios J750
'"Cos 19860
guarios ,,10o
gurolos uia,
Oilavos 7oo
peamos ago
vigsimos .(o
Aluga-so urna rasa propria para pa-sar-se a
I0.U, no sin rio Ujueiro : qnem a pretender, diri-
|a-se ao mesmo sitio, qoe achara com qoem tratar,
SEGUROS.
A rompa-Ala Indemnisadora tendo
|u inciipiado suas operables, loma seguros
maritimt a premios ra/.oavuij: si-Vi t-
ctiptorio, na rua do Vigarion. *, esfaja'
aberto todo o diis uteis, das 10 horas da
manhita, a's 2 da tarde.
Urna puma habilitada emlalim franrez.-por-
ugnti, geometra, arilhmelica e llleralora, offere-
ca^e para nsinar fora desta cidadu ; mas so con-
rau negocio para a fregoezia de Santo-Anlao, por
ler all numerosa familia.
. 5'0,o',l'vrodehoroeopalhia em francez, sob
lonas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, vo-
luntes. ...,,, 20H0O0
Teste, rrolrslias dos meninos | '
Hcrng, homeopathia domestica. '. .
Jalir, pharmacnpa hnmenpathica. .
Jalir, novo manual, 4 vulumes ,
Jahr, molestias nervosas.....
Jahr, molestias da pelle.....,
Kapnu, historia da hoineopalbia, 2 voluntes
Harthniann, tratado completo dasmoleslias
dos meninos.
S9000
79000
69000
169000
69000
amo
169000
tOJOOo
K9000
79000r _
69OOO
A Tesle, materia medica homeopalbica. .
De Favolle. doulrina medica homeopalhira
Clnica de Slaoneli .......|
Casling, verdadeda homeopalhia. "
Oicciouarin de >'\slcn......\
Alllas completo de anatomia.com bellas esl
lampas coloridas, conleudo a descripeo
de lodas as parles do corpo humano j,
2Ti0%"^Iro' n """"'orio homoo^
'id0_)r: U>b0 Mooso, rua Nova n. 50 pri-
49000
109000
309000
Gompram-se pataees brasileiros e
espanhoes a IgOlOrs: na rua da Ca-
deia do Recife, loja de cambio n. ."8.
esja-se comprar um sociavel americano para
um c dous cavallos, ou mesmo para um sij. cht bom
estado : quem tiver e quizer vender, queira annun-
ear ou dirigir-se a Iravessa do Veras, casa 11.15,
que achira com quem tratar.
Compra-se urna escrava de 10a 12 annos de
idade, quera a tiver dirija-se a cadeia nova cnbi-
culo r.. I, > andar a tratar com Antonio da Silvei-
ra ha Brrelo.
Compram-se 2 lencos de cambraia do linho
com labyr.nlho, feitris nu paiz na loja de h portas
prxima ao arco de Sanio Antonio,
Compiam-se botijas vasias e garrafas brancas c
rraiicezas. e pagam-se bem : na botica de espirilos,
na rua Direila n. 1T.
Compra-se om relogio que seja patente inglez e
que teoha ponco uso : na rua Direila n. 17. "
Compra-se orna commenda para nlUeial da
Kosa, em segunda mao : as Cinco Ponas 11. 62.
Compra-se efleciivamenle branze, latan e co-
bre velho : 110 deposito da fundirn da Aurora, na
rua do Brum, logo na cslrada, n. 28, e na mesma
fundir, em Sanio Amaro.
Catmpra-se um ferro de fazer hostias, em bom
uso : na rua da Cadeia do Recife n. 51.
Compra-se orna prela da Costa, que seja qui-
tandeira, e que nao seja velha : no becco Urgo do
Recife, taberna qoe volta para Senzala Nova.
Compra-se um muleque ou cabrinha de idade
de 10 a 12 anuos, que seja de bonita figura, pois he
para pagem : na Iravessa da rua Velha n. 6.
Vende-se nrha negra que castalia o diario de
urna casa e lava riesahao e barella : na rua Augus-
ta n. H obrado do lampean.
. ~ Vende-se marmclada encarnada muilo nova,
vinda do Rio (irande : na rua da Cruz do Rccif
n. 4b.
VENDAS.
Oracao contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n. (i e 8 da prari da
Independencia om foldelinlio com diflcrenles 'ora-
roes contra o cholera-morbos, e qualquer oulra pes
le, a 80 rs. cada um.
~ Vendem-se 3 escravos. sendo 2 prelos mocos,
de bonitas figuras, e I prela boa coziuheira : na rua
Un eila n. 3.
Vendem-se 4. jumentos proprios para senhor
de engenho, oo para meninos montar a cavallo, por
serem pequeos : na rua da Cadeia n. 30
meiro andar.
LOTERfA
PERNAM-
DO -GYMNASIO
BUCANO.
- AOS 5:000$, 2:500* E 1:000*'.
l^if. AD,om<>jo.Rodr.guesde Sooza Jnior, da
,a. P.lrl? da onda lotera do Gymna.io, na
praca da independencia, lojas ns. 4,13, 15 c Hl
rua Direila o. 13 j aterro da Boa-Vsl. 'n. 72 A e
na rua da Praia, loja de fazendas n. 30. Coja lolo-
na ja correr pelo novo plano, slrahido do eicellen-
tissimo plano das loierias do Rio de Janeiro, o nual
comh.nando-se com os que at nqui lem hnvido, se
ve claramente a grande vanlagem que offerece ao
-)U9,1009, 0O9 e de 2, como porexemplo :
Plano velho. pian .
SdCe'i'oTl009 P-i-de^
1^ S. -22? 10 di,os de 10
di~f.:S 20 ditos de .00
JO dilos de 209 (o ditos de 25a
Verdade beque o velho plano lem na sorle grande
a '?j,w''ayora.d'"'erenca de 1:000 a na immediata
a re .1009, porcm nao ha duvida alguma que esta
Uillcrenc.11 nao he superior n que cima se moslra
pois que pelo menos ha. alm de nutras vanlagens
em avor do novo plano, a de pagar menos os oito
por cenlo na quanlia de 1:5009 de differenca as
mal! 1** 8ri"" "' MV,rtH "> fvor do jogador
mais 1209 que eslava entrando para o cofre publico,
ja lao bem aquinhoado.
O andamento das rodas he em o dia sabbado, 20
lo corrente. As sorles que sahirem em seus bilhe-
les c cautelas silo inmediatamente pagas por inteiro
sem descont algom, loso que se dislribuam ns lis-
ias ; sendo as grandes enyeu escriplorio, na rna do
Coiiegio n. 21, primeircajiodar, a 1
1. ende"'.e ou "enda-Se o si lio Estiva de Cima,
no lugar da Ihura, com casa de vivenda e arvoredos
de fructo., Ierras de plantaran e criacao, ha i vas para
canna ou capim e maltas, e porto de embarque:
quem preleuder, dirija-se ao paleo da matriz de San-
to Antonio n. 8.
Vende-se
para senhora,
n. 14,
_~ K" loia.de calcado, na rua do l.ivramenlo n.
11, vendem-se curtes de cambraia muito baratos.
Vende-se orna cadeirinha pintada e forrada de
novo : na rna do Hospicio 11. 50.
Miudezas bara-
tas para aca-
bar coma loja
na rua dosOoarleis, loja de miiidezas n. 20, junto
a padana doSr. Manoel Antonio de Jess, vendem-
se miudezaspor preco que realmente faz admirar,
a saber : libras de linhas linas de uovello a 19100,
rranjas brancas de algodo para cortinados a 160 a
vara, penlcs aberlos para alar aballo a 29 a duzia
carnudas cum obreias prelas e de cores a 60 rs., pe-
cas de filas brancas de luida com ti varas a 40 rs.,
ditas rrtsas e ensarnadas a 60rs., ricos espclhos para
parede a 19..00. linhas prelas e pardas para sapatei-
ro a 800 rs. a libra, cordao para cs'.ido muito bont
a IJ300 a libra, duzias de brincos de cores a 100 rs.,
argolindas douradas para orell.a a 60 rs. a duzia,
caitii.das com 16 novellos de lindas de marcar mui-
to linas a 210. duzias de bcrimdaos a 120, mildeiros
de lachas de bomba a 210, duzias de torcidas para
candieiro a I rs., linhas de carritel de 200 jardas a
60 rs. o carritel, ditas de 100 Jardas a 30 rs., bnloes
uc ac para calca a 120 e 200 rs. a grosa, dilos gran-
des para podios a 60 rs. a riuzja, marcas para cobrir
a 80 rs. a grosa, nonele de velbulina para meninos
a 100 rs., pares-de eporas de ac a 100 rs., caive-
tes de mola a 240. sapatinhos de Ma para crianca a
210 o par, lesouras linas para costura com taque' de
rerrogem a 160, 210 e 320, carriteis de lindas de co-
res, arosas de peonas de ao muilo linas, pares de
linas de seda > 800 rs.. pecas de Irancinda de l,ia a
20 rs.. lequts linos para sendora a I9, caixas para
rape a 120, e-covas finas para cadrllu a 400 rs., di-
las para roupa,a4i<>. dilas para chape a 500 js.,
(lilas para denla* a 100 rs., raiiinhas para sabao de
barba a 160, dilas com anuidas francezas a 160, ca-
nelas linas para pennas de ac, a 20 rs., sargantilhas
de aljofares nimio bonitas a 200, lencos de seda para
grvala a 600 rs.. luvas de fio de Escocia a 400 rs. o
par, grosasde boloes para camisas a 140, garganti-
llas de missangas a 20 rs., boles para abertora a
120 rs. a duzia, oculos de armaran de aro a 400 rs.,
dilos armacaode metal a 320, abotoaduras para pi-
lilos a 500 rs., ditas para cohetes a 300 rs alfineles
donraJos para senhora .1 160, brinqoinhos dnorados
a200rs. o par. Iranrasde seda prelada 120a vara,
luco preto de liuho a lOt rs. a vara, dito branco mui-
lo fino a 100 rs. a vara, lilas lavradas de seda de lo-
das as larguras e cores, e oitlras muilissimas cousas
que nao he possivel annuaciar-se. Nesle estabele-
cimenlo se vende modo baralo porque se quer aca-
bar com a toja, e lodas as miudezas que nclla exis-
tem fnram compradas em leilao e a dinheiro visla ;
a ellas, amigoinbos, que o bom e baralo deprc-sa se
acaba.
eos mais em conta do que em oulra qualquer parle,
c d-sc amostras. (
. Vende-se a casa n. 6 da roa do Carmo em O-
limla, terreno proprio e de pedra e cal, contando
porla e janella, 2 quarlos, cozinha e quintal bastan-
te eslenso: quem pretender, dirija-se a rua do Quei-
mado n. 63.
Vendem-se 116 saccas com rnilho, no trapiche
do pploiiriiil.o : a tratar na rua da eienzala Nova n.
26, com Manoel Jos da Silva.
. ~ Vende-se no lugar do Rosarinbo nm grande
sitio rapaz de conservar annualmeute 12 vaccasde
leile, com ptima bais.i para capim e multas nrvores
de rruclo : a tratar na rua do Queimado n. 63.
JOIM.
No aterro da Boa-Visla n. 68, loja deourives
acha-se um completo sorlimenlo de obras de ouro
da 14 e 18 quilates, as quaes se vendem por menos
precio que em oulra qualquer parle.
Veude-se o sobrado de dous andares da 'praca
da Boa-Vi.la n. 5, a tratar na rua dos Prazeres com
Francisco Harlins Raposo.
Barato que ad-
mira.
Conlinun-se a vender manteiga ingleza superior a
800, 720 c 610 rs., dita para lempsro a MO rs., e ou-
lros mais gneros por menos do que em nutra qual-
quer parte : na rua larga do Rosario, taberna pin-
tada de azul n. 37. K
Cortes de seda de cores a
melhor que tem vindo a
Pernambnco.
carao os compradores sa tisl'eitos\
Attencao ao novo sortimento de Aprendas
baratissimas. V
Novas chitas de cores seguras e alcuma.* de pa-
dres novos a 160, 180, 200, 220 e 240 o c-odo,
corles de chita de bonitos desenhos.'padres ii'eira-
mente novos, com 13 covados por 39, riscados ,>-
cezes finos a 240 e 260 o covado, cassa. france*9 de
cores, padrcs bonitos e delicados a 600 rs. a *",
novas tnelpomenes de quadros de cores a 640, 7" e
800 rs. o covado, hamburgo fino, de boa qoalida.'le.
para Icncoes. ceroalas e losillas a 99, 996OO e 10J*
Vende-se nma uo
roa larga do Rosario n.
Na roa do Brum n
superior enova ota saeca
o commodo, unta bala,
de layar roopa, gigos de
para liquidar conlas.
Att*
Na rua do Crespo n. l\
P*t1 a rua da. CrUZM, ^
Z. ,e"",p'nenle che
Por menos p,e,;0 qoe tm*
l- de pellica de Jouv/
'"'?" "'-'de sehrr/
f"',0-d',osachamali:
tambem bordados,
drnes e fazend
1 ga
har
a muito
sr^umies fu-
ai ultimo uavio,
ilquer parla : lo-
.'irs, baocas e de
bordado* do ultimo
atos de c-semira prela
'f da ve Sagras, par-
Je quadros de lindos pa-
- i
Na loja do sobrado amarello. nos qoalro cantos da
roa do Queimado n. 29, de Jos Moreira Lopes, ha
um complelo- sortimento de sedas de cores, adamas-
cadas e de babados. o melhor gosto qoe tem vindo
a Pernambuco, chegadas no ultimo navio de Pars ;
assim como granVJe sorlimenlo de chitas francezas de
inuilp bom gosto.
Vende-se um sitio na Torra, i margem do rio,
por|preco commodo : na rua da Saola Crui n. 70.
Ao* senliores de engenho. *
No Recife, primeiro armazem de familia de Iri-
go, no. becco do (ioncalves, vende-se a verdadeira
rarinlia gallega, em meias barricas, e das melhores
qualidades de Lisboa, e saceos das marcas mais acre-
riiladas do Chile, que (em vindo a este mercado.
FLOR DE FLOR.
A Farinha de Santander Flor de Flor,
he a melhor iarinha de trigo que existe em
todo o mundo, por isso sempre hequaliti-
cada a mais superior em todos o merca
dos, aonde tem sido importada ; lie esta a
primeira vez que vem a este mercado,
pore'm garante-se a veracidade da inor-
macao: vende-se nicamente no arm
zem deTasso limaos.
COGNAC VERDAOEIRO.
^ ende-se o verdadeiro cognac, tanto em garrafas
como em garrnfeCs : na rua da Crot n. 10.
Cuberas de seda e laa.
Na rua do Crespo n. 5, vendem-se por mdico
preco cobertas de seda e laa,lurcs,dos mais bellissi-
raos variados goslos que lem apparecido nesle as-
nero. *
Cortes de meia casemira a 2000.
Na loja de (iuioiarAes & Heuriqnes, rua do Cres-
po n..>, vendem-se meias asentirs de superior
qualidade, pelo baralissimo preco de 29000 o corle
de cale,.
A boa fama
49500
.tooo
19100
I5OOO
9 \ endem-se corles de brim branco de pu-ifj
ro lnili" pelo dimitilo preco de I9&OO _
cada corle : na rua rio Crespo n. 9, de Jo8o m
9 Moreira laipes.
orna bonita correle de filagrana
sem feilio : un roa dos Marlvrios
referidas lojas.
Bilheles 5970O
Meios
Tciros
Uuarlos
Quintos
Oilavos
Decimos
as oulras em as
29900
25OOO
I 500
19200
760
610
Vigsimos 340
O mesmo cautulisl
hi"
Kccefl
rf 1
e por inleiro 5:0009000
2:5009000
1:6669666
1:2,508000
1:000)1000
" 6259000
VKWKKI
B 25O9OOO
leclara. que quanlo aos seus
Attenyao.
Vendem-sa 2 eicellenles* negras, saliendo en-
somniar perfeilamenle, cozinhar o diario de urna
casa e ensaboar, e a oulra cosa chflo, cozinha e'en-
saooa : quem as pretender, dirija-se a na dos Mar-
Vendem-se velas de carnauba pura, lano em
porenes como a retalho, de 6,7. 9, II, 12, em libra,
pelo preco mais commodo do que em outra qualquer
parte, e lambem aprompla-se qualquer encommen-
ria com toda a promptidio e asseio : na rua da Praia
n. oi.
Vende-se carne do seilao lamo em porco co-
mo .1 retalho : na roa da Gui, taberna n. 9.
Vende-se um bom carro novo de 4
rodas e de 4 assenlos, muito leve, e de
ronslruccao moderna, por pirro com-
modo: na rua Nova, ruede ira de Adol-
pho Oourgeois.
Vende-se no armazem de James Halli-
dav & Companhia, na rua da Cruzn. 2,
oseguinte:
Helogiosde ouro e prata patente inglez.
Sellins inglezes.
Ditos ditos de patente.
Silhoes para montara de senhora.
Eixos de patente para carros.
Mollas de cinco folhas para ditos.
Lanternas de dilFerentes modelos tiara
ditos. ;,
colierta de
lele, inleiro Ve,,di,1us em originaes, su se odriga
t.Pv.Ba S0,l0porce^10 da orlea grandes
devendo o possuidor receber do Sr. Ihesourei o o
seu respectivo premio. O caulelista,
Aotonio Jos Rodrigues de Souza Jnior.
Preeisa-se de urna prela que saiba vender na
rua, paro se alugar. ariianlando-se a seu senhor 4 ou
5 mezesde dinheiro, no caso qoe elle precise: quem
llver annnncie ou dirija-se a rua do Cald.rir.ir., r.
60, taberna.
rija-se a rua do Caldeireiro n.
Vaquetas de lustre para
ditos.
Fio em novellos para sapatejro.
Lonas inglezas largas eestreitas.
NAVAI.HAS'A CONTENTO E TESOLRAS.
Na rua da Cndeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Aufi.slo C. de Abren, conli-
nuam-se a vender a 89000 o par (preco fizo, as j1
bem condecidas e afamadas navalhs de barba feitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na eiposicao
de Londres, as quaes alm de duraren, eilraardia-
namente, naosesentem no rosto na 'aceto d corlar;
vendem-se com a condicao de, nao aaradaudo, po-
derem os compradores devolve-las al 15 diasdepois
P.ah?lpraire!,tit"i1doH,eoi,n?)rle- iesmaca-
mo faricanuUr,nh*SP,ra "^ Mt pe' "" """". -".!. loja de BS22^eK
* "-""* I do sobradoamarcllo.
Bons gostos e de
boas qualida-
des.
Na na do Queimado, nosqualro candis, na segun-
da loja de razendas n. 22, defronte do sobrado ama-
relio, vendem-se as seguinles fazendas, por precos
que realmente fazem admirar:
Casemira prela de superior qualidade pelo bara-
tsimo preco de 29 e 29600 o covado, eicelleOe
panno prelo lino, prova de limao, para casaca e pa-
-iv ^"M' 39 e5, alpaca paca muilo fina a 4(KI,
jIX) e 600 rs. o covado, corles de rlleles de fusia.0 de
boa qualidade e bonitos padres a 700 o 900 rs., bo-
nitas cassas francezas e muilo finas a, 300 rs. o cova-
do, cambraia muilo fina de salpico, propria para
veslidos e roupa de crianta a 1} avara, camisas
u-aneazas muilo finas com pellos de esguiao para ho-
memas}9800,irli de cassas para vestidos de bo-
nitos padres a 29, Irncos brancos de cambraia de
linho muilo linos e srandes a 69 a duzia, meias finas
para senhora a 210,300 e 400 rs. o par, ricos chales
rie chally com lisera de seria e daslantes grandes a
.19. ditos de merino muilo finse lisos a 69, luvas de
seda de cores para homem e senhora a 19 o par, di-
tas prelas de Un ral, fazenria superior,' viudas de Lis-
boa a 19120, ricos corles de seria para veslido, elo
baralissimo preco de 209, dilos"de cambraia de seda
rie lindos padres a 69, chally verde o amarello,
muilo superior f.izcnda, e que muito se usa para ves-
lido 800 rs. o covado. romeiras de cambraia e fil
com laros de ricas filas de seda a 19280, grvalas de
seria rie bonitos padroes a 610, meias de laia para
padres a 29 o par. corles de casemira finas e de bo-
nitos padroes para calcas a 59, brinzinhos de puro
luido a 210 o covado, ricas eolias de damasco e mui-
to grandes, pelo baralissimo preco de 109, brins tran-
cados de poro lindo e de bonitos goslos para calcas a
800 rs. a vara, meias cruas para homem a 200 rs. o
par. chales de larlatana de bonilos padres a 19, cr-
les de calcas de casemiras de algodao a 19, merino
trelo. Tazenda moito hoa a 19500 o covado, lapim
prclo o mais lino que he possivel cnconlrar-se, pro-
prio para vestidos e balinas do padre, pelo baralis-
simo preco de 1,280 o covatfo, riscadinbos francezes
muilo linos c de bonilos padroes a 20 o covado
meios lencos prelos para grvala, fazenria superior!
a 18, lencos brancos com lislras, de cambraia, mui-
to linos a 300 ra., brim branco trancado de puro li-
nho a I9200 a vara, e alm de lodas estas razendas
oulras mullas que s 1 vista das boas qualidades he
que se pode ver o quanlo sao baratas, nfiancando-se
aos senliores compradorjaqiie nesle eslabcleciroenlo
nao ha razenda alguma de seja avariada, e sim ludo
sem avaria, de bons goslos e boas qualidades.
Ricos penlesde tartaruga para atar cabellos a
Dilos de alisar tambem de tartaruga
Dilos de mar lim tambem para alisar
Dilos prelos de verdadeiro bofalo para alar
cabellos (N280
Luvas prelas de lorcal com bololas, razenda
boa mm
Luvas de seda decores para homem e senhora 19000
Lindas meias de seria rie cores para enancas 19H0O
Meias pintadas lio da Escocia para crianras2IOe400
Bandeijas grandes e de pinturas linas.tJOOO e 4*000
Papel almaco sreve e pautado, resma 49000
Papel de peso paulad muito superior 35600
I ena linissimas bico de lauca, groza 1J00
Dilas muilo boas, aro/a n'r0
Canelas linissimas de marfim ;|.iy
Oculos rie armario rie aro delodas as graduacoes 800
Lunetas com armaran rie tartaruga 19000
i'nurariores de Jacaranda com boro espelhn 39OO11
Meias de lai muilo superiores para padres 29000
Kicas healas de canna com lindos casloes 29 e 39000
Chicles linos para homem e senhora a I e 29000
Meias prelas de algodao para padres goo
(raalas de seda de lodas as cores
Kitas de velludo estrellas a de todas as cores,
a vara >60
Atacadores de cornalina para casaca 400
Ricos relosii,dns para cima de mesa 49000
"Escoras linissimas para cbelo a roopa, itnvalhas li-
nissimas para barba, meias piuladas e cruas de mui-
lo boas qualidades, Iranjas de seda de todas as co-
res e larguras e de bonilos padroes, lilas linissimas
lavradas e de lodas as larguras e cores, bicoa Hnissi-
mos de linho de bonitos padroes e de diversas lar-
curas, tesouras as mais linas que be possivel enenn-
Irar-se e da lodas as qualidade*. riquissimas franjas
brancas e de cores com bololas proprias para cor-
tinados; e alm de ludo isto oulras muilissimas cou-
sasquea risla de suas boas qualidades o o baralis-
simo|prero porque se vendem, nao he possivel haver
quem deixc de comprar na rua do Qoeimado nos
qnelro cantos na bem condecida loja da Toa fama
n. 3.
Vendem-se sellins com pertences pa-
tente inglez, e da melhor qualidade que
tem vindo a este mercado : no armazem
deAdamson Howie&C. rua do Trapi-
che n. 42.
Ha- CORTES TURCOS.
Vendem-se esles delicados corles de cassa prela
com pintas carme/i ns a slrados, os mais lindos pos-
siveW pela sua novillada de padres, e s se vendem
uas lojas dos Srs. Campos & Lima, rua do Crespo ;
Manoel Jos Leile, rua do Queimado ; Narciso Ma-
ra Carnero, rua da Cadeia,
conla.
peca de Ovaras, novo panno fino para lenres,cfm
mais de 2 vares de largura a 29210, chales de ta
gratidesdeeorescom barra a 59500, dilos, de casi-
mira luios e muilo bonilos de cores com barra poT,
KS, selim preto maco superior, proprio para vesti-
dos e colletes, por preco qoe em parlieolar se dir,
chales de seda grandes e pequeos, e oulras multas
lazendas, que a dinheiro visla se veodem por ba-
ratsimos precos : na rua da Cadeia do Recife, loja
11. uO, defronla da roa da Madre de Dos.
Pratos oces patentes
para conservar a comida
quelite: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Uostron Ro-
oker #C.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 5S000 reis : nos armazens ns.
3,5 e 7, e no armzem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptoii de
Novaes & Companhia na rua do Trapiche
n. 54, primeiro andar.
LABYRINTHOS.
Lencos de cambraia de iinho muilo finos, loalhas
redondas e de ponas, e mais objeelos desle genero,
todo de bom gosto; vende-se baralo: na rua da
Cruz n. 34, primeiro andir.
deraerin.ioV'd-ad'orrie ria*,' SSa'.""^' ?"*
mas faenda, de g,, T. ?! m"
ctona-las.
y que s.r^hpefiMv,/1
Na laja dais 6
orlas
Em
Maila poli
precos. alg
dos, dez lusl
ck'las prelas
^vramento
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada .ecentemente. recommen-
da-se aos senliores de engenhos ot
seus Jtons eirejtos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron
Companhia.
oni 9
-? Vende-se nma balanra romana com lodos os
ssus perlences.em bom uso e de 2,000 libras: quem
pretender, dirija-se rua da Croa, armazem n. 4.
Fazendas baratas.
. -Sr de M.Mmir e P I e bonitos padroes
*)00 rs. o corle, alpaca de cordJo muilo tina a
?;.? covado' d,l """'lo larga propria para man-
to a oto o covado, corles de brim prdo de poro li-
nho a 19600 o corle, dilos cor de palha a 1a00 o
corle, cortes de casemira de bom goslo a 29-500 o cor-
le, sarja de lita de duas largoras propria para vesti-
do de quem est de lolojWO o covado, corles de
Tosiao de bonilos co?los-aT90 f*00o corte, brim
trancado de lindo a Ti e a 19200,. ciscados proprius
I-ara jaqoelas e palitos a 280 o coradbvcortesde col-
leles de gorgurao a 39500 : na loja da rna do Cres-
po n. b.
--Brins de vella : no armazem deN.'O.
Bielter & C, rua da Cruz n. *.
Attencao ao seguinte.
Cambraia fraaceza de cores de muito bom goslo'a
goslo a 29000 o corte, ditos da cores com bous pa-
droes a 29200, alpaca de seda com quadros a 720 o
coiado, corles de lao rauiln Tinos com 11 covados ca-
da corte, de muilo bom gosto, a 18500. lencos de
luco com palmas a 320 cada um, ditos de cambraia
ue nnlio grandes, proprios para cabeca a 560 cada
um. chales imperiaes a 800 rs 1 a 19200 : na loja
da rua do Crespo*n. 6.
Esguiao de linho
e algodao,
muilo superior, com II varas a peca, par 3*500
vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que tol-
la para a rua da Cadeia. H
A3$500
\ ende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da Russia rerdadsira : na praca do
Cor|>o Sanio n. II. *^
Cheguem ao ba-
rato! !
C/ixas para rap imitando a tartaruga, pelo hara-
liwnno praco de 19280 cada nma : na raa do Cres-
po n. o.
AGENCIA
Da Fundicao* Low-Moor. Rua da
Senzala nova a. 42.
Nesle estabelecimenlo continua
ver um completp sortimento i
das e meias moendas para erige:
chinas de vapor, e taixas de fer
e coado, de todos os lamau
dito.
do.-caiwde/ flor mioda'aTcioV p!l?*m
"mJIA DO CRESPO
\oja n. 6!!!
Vcndemsa pecas % esguiao de alaodaa
boa razenda, pelo preco de 3J5500 a pe7;
cambraia de barra, bonitos r,,,l-.* i.JC.'..*1
*'.xrto
ia rie barra,' bo"nito padroes" ^o'jfeS,*^
zenda, pelo preco da 3900 o corle,
grvala a 1*200 cada urna.
mantas

am-
Depesito-de -i_
pague Chatea-Av, priin^radua-
lidade, de propr,edade4o cotu
de Marcu.l, rua da Cruz 'fo E
c.fen^O: estevialK.omeli.or
ob^OOO rs. cada carea, acha-
nicamente em casa de L. Le-j
comte Feron 4 Companhia. .]
BAs caixas sao marcadas, a fo-
goConde de Marcuile oajo-
tnloi das garrafas 3o azues.
por preco muilo em
A boa fama
de merino' de cores,
bom gosto.
> endem-se na rua do Crespo, loja
volta para a cadeia. ^ J
Mohnos de ven
'om bombasderepuxo pata regar
necapim.iiafundicaode I). W. Bo
doBiumns.6.8elO. __. -^
19280
19200
Kc fazenda mui-
to linda, os me-
lindres.
Esta fazetwla de inleiramenle nova, chegada no
ultimo navio francez, e do bulas as que se usafj pa-
ra vellidos, he a mais bella, he de laa e seda, e de
largura regular, cada corte (em 13 covados e meio
e vende-se pelo baralissimo preco de 695OO, salteo
covado a .500 rs. : na rua do Queimado.
JOO
500
100
160
280
2(0
160
360
160
100
280
200
240
120
600
120
Cruz.
Na rua dd Queimado nos qualro cantos na bem
condecida loja de miudezas da boa fama n. 33 en-
contra-se sempre um completo sedimento de min-
dezas rie lodas as qualidades e de diversos gostos e
que ludo se veinte por lao baratos precos que aos
proprios cpmprariorcs cansa admiracao :
Libras de linhas de| novelo,' brancas n. 50,
60, e 70 a i-.-
Libras de linhas, dilas n. 80, 100, 120 a mr
Duzia de lesouras para costura a
Duzia de lesouras finas para costura a
Pejes com 11 varas rie Tila du seda lavrada
Macos com tO, 50, 60 e 70 pecas de cordao
para veslido
Pecas com 10,varas de bico eslreilo
Duzia de dedaes para senhora
Caisinhas com agulhas francezas
Caias com 16 novellos de linhas de marcar
Puleeiras encarnadas para meninas
(rozas de holoes para carniza
Pares de meias linas para senhora a 240, .TOO e
Meadas de linhas muilo finas para bordar
Meadas de linhas de peso
Urozasde boles muilo linos para calcas
Aculhciros Tinos com agulhas sorlidaa
Babados aberlos do linho lisos e bordados, a
vara a 12" e
Lapis linos envernisados a duzia
Carleiras de marroquim para algiheira
Kivelas douradas para calcas c rllele
Trancelins prelos de borracha para relogios
a 100 e
]rfiteirose areeirosde porcelana oiiar
AOS SEXHOKES DE ENGENTO.
Redondo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle era Berlin, empregatfo as co-
lonms inglezas e hollandezs, com gran-
de rantagem para o rttelliorameno do
assucar, aclta-se .ven-fa, em latas de 10
fcbras, junto cora omfethodo de empre-
. 'loma portuguez,em qasa de
Bieber & Companhia, na ruada
n. *. )
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o exceente romance histri-
co Leonor d'Amboue, duqoeza de Breta-
nha, 2 vo ornes por 1x000 rs., na lirraria
n. 5 e 8 da praca da Independencia.
Vende-se cal em pedra chegada no ul-
timo navio de Lisboa, e potassaameiiM
da mais nova : no nico deposito da r
de Apollo n. -2-B,.de A. J. T. BJM
Companhia. ,
FAZENDAS DE GOSTO
PABA VESTIDOS DE SENOIU.
Indiana de quadros muito fina e padroea ajaMa:
cortes de laa de qoadros e llores por praca eajaj
do : rende-se na rua do Crespo loja da oaaajan
volta para a rua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4?SI
0 CORTE M CALCA.
voUaDpaer:rrna3dr.U,c2arPO' **-* -
Vende-se
' Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
h\ m***Jb-> mandioca
TijoIl_ fie.i irm
3ao. t v
Vftht/ Bord&ttx
garrafoes a 12.^000.
Mo armazem Ae Tasso
I melos.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D.
Bowmann, na rua do.Brum, pa_
do o chafanz continua haver
completo sortimento de .Uixa ds feri
fundido e batido de >j a 8 palmee
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com plompt^dao :
embarcam-se ou carregaHMeem carro
em despeza ao comprador. \T/p
Vendem-se em casa de S. P. iohaf
ton & C, na rua de Senzala Nova n. I
Sellins inglezes.
Relogios patent inglez.
Chicotes ,de carro e d^montaria.
Candieiroa xcasticaes | ronz
Lonas ingleza.**.^ |
a
em
\v.
um
Fio de sapatc
Vaqueta^"4"
Barris
Vinhf
Cam.'
' f 0.
de nacfto, i
com om bahu"
* lem as coslasN
o peirar, de o lev*
que ser generosam
vo Frnc
^tKf* a
/ *W'" "osario n. 1(1,
4>s recompensado.
- Desaparece,, noXdia 13 de selembro do
renle auno, urna escravk
la, lula.de idade pouco
anuos, com falla de de
xo como em cima ; le
levou veri do de chila
da Cosa, com um lia
qualquer auloridade
por nome Herencia, crou-
w.is ou meaos da a 30
les na frente, laalo ara bai-
uma das .orcinas rasgadas ;
m lialras amarellas e paria
esdeaaaWldi carrapalo :
rv da C^iia a 25^uc
"aSaaj|ii
e
liuho
qua-
l
Chariiteiras entre linas
Duzias de lapis sem ser envernisados
Duzias de torcidas para candieiro n. li
Pentes linos de hualo para alisar a 300
Pecas com ti 112 varas de lila hranca de
Caixas com clcheles
Carrileis de linhas de LWjardas de hoa
lidade
Macinhos com 25, 30 e 40 grampas
Suspensorios, o par
i Na roa do Visarla n. 19, primeiro andar, lem
a venda a superior flanella para forro de sellins,
chegada recenlemente da America.
Vendem-se lonas largas e eslreilas, por preco
commodo : em casa de Fox Brothers, na roa da Ca-
deia do Recife n. f>2.
r
160
500
10
80
80
400
50
60
70
50
40
boa, para
49000 o bar-
defron-
laboado de pinho, recen-
rica : na rui de Apollo
ender-se comoadminis
i ende-se, excellenli,
lemer le chegado da Aml
lrap,t|,e do FerTeira, a ei
ador do mesmo,
Na rua do Viga^rio n. 19, primei-
ro andar, tem para ven\der diversas mu-
ticas para piano, violao\e flauta, como
cjam.quadrilhas, valsas, Aedowas, scho-
tickes, modinhas, tudo inodernissimo ,
chegsdo do Rio de Janeiro.
>a ruado \ gario n. 19, prlmeirn andar, ha
para vender superior relroz de primeira q-nalidarie,
do faln icinlcSiqueiralindas d# roa e diie nume-
ro, e fin purrete, ludo chegado pelo ultimo natio vin-
do do l'orto, e juntamente vinho superior, leiloria'
em pequeos barris de dcimo.
Risctido de listras de cores, pryprio
para palitos, calcase jaqnetas, a\160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loia da esqoiaa) qaa
rolla para a cadeia. ^ T4
Vi nrie-se ac em cndeles de um quintal/ por
preco moito commodo : no armazem de MeZ Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Santo n.Th.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, i
ae-se raralo novo.chegado da Lisboa pelo brigoej
. podaran pre0dor..ev;IaC?,-
er bem recompensado.
Ainda esta fgido o prclo Antonio
de iriade arancada, feilor do sitio do aW
do, na Passagem, odos pequeos a afr
com siEiiaeS de eraros -as solas dos {
dizer que he forro e lem sido viMosSjH
proiimidades da Boa-Vbla. Est em
receber e pagar a lomada, Finniuo Jon
no paleo rio Carmo.Antonio Joaquir
1003000 W
I ugio no da do correle, do erar.
iei.ue/ra rio Cabo, um estrave de-n
Caio, altura regular, earsoval. peitu
te e com marca de caustico doJ
eos e curios, pernaa Roas, a Sf
do lado direilo : qoem o prende
engenho, ou a casa do commt
Ferreira. no Mondego, rece.
1009000.
Fugio do sabbado 6 de o. (
ss
nome
lanle salien-
Ho, pealar-
da veritlia
er ao referido
Luii Gomes
tificacJo de
sprs t4:s
KriiT'- in,i,oU-ef S^jnc
^n co Zelri ^"^ "?'""' de "os ambos ;
criador l raSSiLt" ?"e ?Wt P*1 forro '"W"
mi U.U.Z \! de ra,u<,el. luzi-la no .a*s-
n!Ln ^o Rosario, a dilaescratv. M.rianua,
pare que nao fosse para casa de sua skndora ; essa
preto Joaqom foi escravo do Si. Tliomz de Aquin.
ronscen : presume-sa que lenha ochllade, vista
que ja de oulra rugida, pela qual esteva na cadeia,
ro interceder por ella. uppoe-seque ambos sahiraaa
a vender miudezas para o malo. O abaixo assigaada
roga a lodas as autoridades, capiacs de campa e a
pessoas suas condecidas a apprehcnsao da dita ai.
va, que se respbnsabelisa'pelas despeus.
Frandtco de Frtita (iambjt.

igOBr
en-
i-
100S000 de gratilicacao.
M>sappareceo no dia 17 de agosto prximo 01.-
do,>elas, doras ria no.le, a prela Uurenca, d ua.
Silo Angola, de idade 3j a 40 anuos, pooeo mal
menos, com os signaes seguinles : uro dedo da to
direila iridiado, magra, tem marcas brancas nal
pernal; levou camisa de algodaoziho'"^d"J
ioVoTe^rAVareToX^ST^
17, que receberV gratific.^^-0-0
ao cima.
PRBN'TVT. DB U. F. DE FaRIA -"
1865
MFIIMD EVEUniD runniiTnsnn "


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