Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00544


This item is only available as the following downloads:


Full Text
.0 XXIX. N. 239.
m*m adianlados 4,000.
mace vencidos 4,500.
mamm
1

I

encahregados i sijbscripcao'.
Recte, o prepri e torio M. .' Senaria ; Rio da J-
liro, o Sr. Joan l'ereira Mart^ni ; Balita, o Sr. li-
tad ; Macei, o Senhor Claudiuo F alcac Di ;
|hiba o Senhor liervazi Vctor j ; Natal, o Sr. Joaquina Ignacio l'ereira Jnior;
aty, oSr. Aaionio de Lcmo> Braga; Ceafr, o Sr.
ira Jai de Olivelra ; Maranhio o kf. ioa_
CMarquei Rodrigoet ; Piauhv>t? Sr. Uomingos
Urao Ackiles Pessoa Ceareoce ; J***Sr. Jtu-
[, lUmof ; Amazona, o Sr. Jerouj mo da Cinta.
CAMBIOS.
Sobre landres, a 27 3/4.
c Pars, 350 rs. por .
Lisboa, 9S a 100 por 100.
a lio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebala.
Accoes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
^ da companhia de segaros ao par.
Disconto de lauras de 7 a 9 por 0/0.
TERCA FEIRA 16 OE OUTUBRO DE 1855.

Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
M

klIARIO DE PERNAMBUCO
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas* .
Modas de 69400 velhas.
> de 69400 aovas.
de4000. .
Prata.Fatacoes lirasileiros. .
Pesos columnarios, .
" mexicanos. .
PARTIDA DOS CORlSosT
29*000 Olinda, todos os das
O&OOO Caruar, Bonito e Garanh-ins nos dias 1 e 15
I (ijOOO Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOtuiciry, a 13 e 28
99000 Goianna e Parahiba, segundas e aellas-feiras
. 1*940 Victoria e Natal, as quintas-feiraa
**940 PREAMAR DE DOJE.
1*86C Priraeira as 8 horas 30 minutosda manha
Segunda s 8 horas a 54 minutos da Urde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e sabbados
Rdaco, terjas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas sextas ao meio dia
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES. DAS DA SEMANA.
Outuhro 2,Quarto minguanteas9 boras 24 mi- 15 Segunda. S. Thereza de Jess v. c.
utos e 44 segundos da tarde.
11 La nova a 1 hora, 3 minutos e
47 segundos da inanha.
18 Quartocrescentea 1 hora, 17 mi-
nutos e 49 segundos da tarde.
25 La cheia as 5 horas, 6 minutos e
49 segundos da manha.
16 Terca. Ss. Martiniano e Saturian irs. nm.
17 Quarta.S. Eduvigcs duqueza ; S. Mariano
18 Quinta.S. Lucas Evangelista ; S. Theodoro.
19 Sexta. S. Pedao de Alcntara f.
20 Sabbado. S. Joao Cancio ; S. Crapasio m.
21 Domingo. 21." S. rsula e snas corop. vv.
mu.; S. Hilariao ab. ; S. Asterio presb.
I1TEBI08.
RIO DE JANEIRO.
CAMA DOS SRS. DEPT1D0S.
ha' a da M ato *l* **
' a approva-se a acta da testan anteceden-
V. iirimeirt secretario d.i coota du scguinte
loflicio do Sr. deputado Antortin de Soma
es, coraraunicando que por inccmmodado nio
comparecer a algunas sessves. Fica a cmara
11 iletrada.
Sao anprorwas o seguinrai paracere*1 ;------S-
A oim>To de juatica criminal, a quem foi re-
mettidaerequerimciito dos escrivaes n tabelli.ie* dos
auditorio da cidade da Babia, ri qual reclamam
M diaposicde* do regulamento dado aos triba-
cuminercio sobn. 1,597 do 1<> >le tnaio ulti-
ma ofensivas de seos interesse*, he de parecer que,
tala a materia, teja o mencionado requerimento
aaaaettido m rue da commi-sflo 'le juilica civil.
Paeo da. cmara, 21 de agosto de 1851B. A.
de M. Taqiex.L. A. Barbota.
O coronel Precopio Gomes de Mello e seu ir-
ado Joio (1 unes de Mello, como fiadores do ei-es-
eripturarto Jaita militar da provincia do Rio (irao-
de do Sal, Joaquina Jo* Qaadrado, execulados em
virtude do aleante de mu fiador, que orea eai quan-
Maito avallada, pedem ou a remisso da divida,
Oaoratoria, mi impendo da execucio.
Oavido a governo, he esta apMla a Mmlrian-
le aaataaciii. ,
Ou lamia auuto* da pretencjts dos sapplieantes
** impreerdento*, visto qoe coosislem na allega-
do de *orpreza na asaigaalara t prest acia da flanea,
* aa najlajiaa.da trricos a bem da urden) publica.
Baranda purera 1 commitsao dr (alenda qoe o
Rovorno rm aerial, petando o interesse pnblicu, pude
a tan a facuhiade de conceder mor loria sobre toes
dividas, a qua a lei smenle prohibe taes concesses
aa* proproi edlecteres e agentes da fazenda publi-
0 nio a seus fiadores ; e oeste eolido he de pa-
ir que st.indefira o referida reqoerimento. caben-
aMbtvia nos snppHeantes dirigir -aia supplica o
tribanal cotapetente cora o fim de obler a moratoria.
Sita das commissoes 22 de aanilo da 1855.
Site* Vttuz.D. de Sonsa />o. a
L-se a lira adiado, por pedir a palavra o Sr. Ara-
ujo Jerge, aegainle parecer :
O gaardiao do convenio de S. Francisco da ci-
ta Al aguas pede am seceorro pecuniario pata
ceacafto do referido convenio, que ncon estrga-
la pelo fac de ler servido de aquartelamento de
Iroaadelinhs.
1 gaverno iaiiranudo obre tsU prelencAo,
aa o tafi|4aaaBte he digno de loda a com-
1 lato tea lo religioso, e que a despeza
__la arca <*n ponen man de l:lWa rs. ; na-
i partn sobre o fado do eslnigo occastonado
'artalamanto de tropa de litha no referido
', Tacto qae por carta fundara a jasliea de
iadeotoisacao.
atoes termos enlerrde a comrrissjo qoe sede-
Ir tovas inforraacoes ao governo pelu minie
* eaaipeteiite. que he o da guerra, cabeodo to-
1 sapphcanle osar de oolro qoalqoer meio
tol tndamaisacao seja deerttoda pela com-
asMrridadeadmiBistrsliva.
1 cotnmitaoes. tS de acost da 183.").
)p*r. D. te Sofza USo.
Sr. Anfe, Ires annos fa-
M Upho ma nWa casa, n al o iirescnle
PPrf1 .*. nam cnaraai reaaari-
inaatos toe sa>T fcrolonib>d; s dtseassGea, o
bem prova o ^^^frelendt 'tmnar u lempo a
ota rnVJBMaw'impnrtaiicia secundaria
tondoella de drarpr assnmptos de alto interesse pu
blico ; Iwji, poi), no poiso prescindir de recor-
rer saa benevolencia para que me conceda alsuus
las, alim-de poder apresentar tim reqoerimeu-
to caja materia] me parece snmraamonle grave.
1 do nos adiar daqui a poucos mninenln em
e* 4t debates forniidaveis soUe ama lei im-
porlanlef e que dar chamar a attencM de toda a
jnlacao lo paii. O objeclo do moa requerimen-
n nao :te o mesmo daa lei, ao menos (em com
Ha intima relaco.
Tenlto do dar um voto ; a molu consciencia se
cha era torturas, parque vejo qoe o assampto lie
maito saris transcendente ; desgracadaroente nSo
pode consultar aos meus amigos, a esses eleilores
qoe Itzeran com qoe me sentaaae ueatos cadeiras ;
qnizera oatl-los, saber snas opinioes sobre a ma-
teria que so vai discutir, porm infelizmente eise
uegoefo larri andado de afogadilhe...
O Sr. Candido Borge* : He queito velha.
, O Sr. Brani&o :.Pira V. Etc., m> para inim
io. Confiwoacamara que desejo muilo andar sem-
pre de accerdo com aquelles que me escolheram para
seu representante...
OSr. Correiadat Netu :Apoiado.
1 Sr. Brando :Embora ellei rae lenham dado
peder* ampios, quizera nunca arredar-me das loas
piuides ;. se o fuer algoma vez, declaro qae lia de
ser com rciuita dr, com pezar imnieuso.
Desejav portanto qae as circnmitancias em qne
roe echo o governo me dase cerlas iuforma;oe<,qoe
devem coV^ribuir para esclarecer, nao s o men es-
"T*0,mais ^ambem o de muitos onlra* qne talve
lleVaamtS^mo estado em que en me acliu. He
oi, pall pedVf'qrs etelarecrmeolos qoe eu rogo *
cmara ij je me oWda alguns momeutos'alim de
idar jusllficar o^terimenlo que neste senlido
idar i mes /^#|(6 qoe no tomarci lem-
pa ociosamente.
Poo per eons'
qoe a comull
"aetodeiT
praticade^r
()onBlla
OSrlSrd,
a a V. Ele., Sr. presidente,
ytt s* ella cierre para comigo
ncia que para com oolros tem
Jje approvada essa orgencia.
^presidente, como dlsse ha
rnenlos de nos actue-
mos em presenca de debates formidaveis, em face I
10 solire o qual inlelligencias muito altas inteiramen-
te divergem. Este anumplo refere-M a urna classe
nolavel dos cidadaos do paiz : fallo dos magistrados
o das incompatibilidades. Por ora ao manifestare!
o meu voto nesta materia; s procero esdareetr-me
e nesle caso uecessilo de informacoes do nobre mi-
nistro ilijostica, no i a respailo do numero dejui-
zes de direito M se acham ausentes dos seas comar-
cas, como lambem do deslino qne se tero dado a es-
tes magistrados.
Quero apreciar sobrr elle ponto a conduela do go-
verno. qoero saber se elle lie sincero em algumas
le de incompatibilidades, qoero conhecer se 00
eleito gabinete esta con vencido da verdaile de que
o magistrado deve permanecer eneclivaroeoto ooei-
ercicio do seu emprego (apoiado*,; ou se pelo coiV
trario ha sido elle o proprio qae tem arradado al-
gons juizes d* areito de sais comarcas, nao obstan-
te a opiniao qna em lOSlenUcao daqnelta lei emitli-
ra no senado, cqoe naturalmente ha de emittir nes-
ta esta.
O Sr. Si'/iifira Queir+z :Apoiado.
O Sr. Branao :Careco saber dirto, porque de-
sejo lambem saber com quem vivo, e ale que ponto
chega a boa f e lealdade do governo neste nego-
cio.
O Sr. Miniim da Juttita : lito he a mesma
qnesta.
O Sr. BraruUo :Nao ha bl, V. Eic. deve dizer-
nos se o minii(eris a que pertenee (em empregado
juies de direito em diversas commissoes, e assim col-
locado suas comarca* na orpliandade, para podermos
aquilatar a sinceridade qae tero presidido a tuslen-
Uso do projecto das incompatibilidades por parte
do gaverno. He este, pois, o prirneiro pooto sobre
qne peco informtcAts. Me parece qae aao lia am
su membro da casa, qoer laquelles qoe sustentan o
projecto, quer dos qae o impagnam, qae lio deseje
saber disto.
Por conneao peso nutras informaras so honrado
miuislro da jostica, e estas,posto nao eslejaro no ca-
so da primeira, lodavia lambem as julgo muilo ne-
cetsariat para esclarecer o eorpo legislativo sobre a
marcha do soverno a cerlos respeilot ; desejo que S.
Eic. nos diga quantnsjaizesde direito existem avul-
sos, e desde que dala deiiartm de trT comarcas.
Meot senbores ha mister olharrooi para islo. O
jaiz de direito he nm magistrado perpetuo pela cont-
lituicio. ni o pode deiiar de aer.oraa infracto dal-
la conserva-Ios a vultos. Se te Ihes manda dar orde-
nados, (eraos empregado* percebendo vencimenlos
sem presarem serviros ; se pelo contrario estes or-
deuados Ibes sflo negados, temos nma injuttica, ama
tnequidade. Juizes perpetno* pela Iti fundamental
do estado nao devem estar sem exereicio, roormente
liavendn comarcas vagas ; o contrario he sophisroar
lado he arvorar o arbitrio em lei. he calcar aos ps
o direito o mais claro e bem eslabelecido.
Qaifara por coategointe que o nobre ministro da
jusliea infonnasse a este respeito, e lano mais dese-
jo islo quanli) sai que na ir.inlu provincia eiiste um
raagL.Irado ne*(as circotnslancia*. para o qnal nao
tem havido comarca at boje, sem embargo da ler
elle reclamado o seu direito.
Isto me parece urna especie de perseguirao, qoe
nenhum homem peder npplandir.
He este, (>ois, o segundo ponto sobre qne pero in-
formatoes ao nobre ministro da jostica.
O (erceiru. senhores, .me parece (ambero de mol-
la consideraran, e por cerlo deve ser moilo bem es-
clarecido por S. Ec. visto como razoes diversas
assira eiL'um ; e vean a *er qoaulos jerizes de di-
ral toaaaiUa oomeariodutaale adnimslraran do
etoaigaManto, e tfmt lempa de easatfe eanlaram
elles no cien-icio de joizet municipaes oa de promo-
tores pblicos.
Direi cmara porque faro esla pergun(a. Conhe-
?o, nao i na minha provincia, como em nutras,
mullos juizes municipaes e promotores polticos qne
(em 8, 10, lie mait annos da lervico, e que entre-
tanto nao sao lembrados para jaites de direito. jo
passo que (ambem sei qae individuos que apenas
completaran! o seu prirneiro quatriennio, e islo sa-
be Dos como, foram logo Humeados, e liveram'co-
marcal. Esto procedimenlo me parece injoslilicavel;
enlendo que, comquant o governo neslas materias
devn ler aleum arbitrio, este arbitrio est subordi-
nado a certas regras, dasquaes todo o ministerio bem
intencionado nao pode prescindir.
He evidente que o bacbarel formado qae eierreu
por dez oa doze anuos o lugar de juii municipal 00
de promotor publico (em tem dovida mait pratiea,
mais conliecimentoa do foro, e mesmo da jurispru-
dencia, do que aquello que apena* conla qualro an-
nos de eiercicio, inppondo ambos com tlenlo e ap-
lidao. Nesle caso, pois, he claro qne aquella deve
ser preferido a este quando se tratar "de nomeaces
para juizes de direito, mas o contrario se tem feilo,
e eu no vejo razio que justifique urna tal maneira
de proceder.
0 nobre ministro, por eiemplo, conheee cm Per-
namliiiro ( cmara me permita que cile nomes de
individoos dos quaes fallo por ler pleno conheci-
menlo de suas bahililares conheee, digo, o Dr.
Fraocisco linncaives du Rocha, que ha o segundo
promotor do Rratil em anliguidade, que lem doie
ou qualorze auno* de proeaotoria, qae he um moro
de alio tlenlo, qae possae maito ortica do fro.'e
qae nao obt(anle esla laucado a ma(gem, e seme-
Ibansa delle oolros muitos dignos, como o Dr. Iler-
culanu Goncalves da Rocha, o Dr. Delfino Augosto
Cavalcanli, o Dr. Joao Nepomuceoo Xavier de Men-
donca, hoje juiz municipal de Canlagallo, e mait al-
guna que deiio de nomear para roe nao tornar pro-
liio ; porque, pois, ero vez de se lembrar delle-, lem
numrado |r.i jdizes de direito pestoas que mal con-
tavam um quatriennio de eiercicio, e esle mesmo
duvidoso 1 O que acontece com aquelles qoe so de
l'crnamliucu lalvez lenha acontecido coro oolros de
diversas provincias que eu nao confiero.
Repito, comquanlo enlenda qae o governo deve
ter algam arbitrio neslas nomeaces, nao posso ad-
0L1VR0
Par
VI
EPISODIO.
Carla a Girtrudes IV.
I Conlinuaro.:
||ae eu me acliava convpJ>i.arlteU-
rules de mea espirrfi- minlias phanla-
iroeHle r5tailads, e lodos em-
bedect-me ao prirneiro aigual.
fas* sobre mim a (yrannia do
jomo sabe, representa a fa-s
I_,ezes os usfor^os de no-
aatdapva es > de meu ilestinn futuro ;
seriamente fazer-me mu-
mitlir que este arbitrio deiie de ser dirigido por cer-
tas regras de qae ao ministro nao ha licito prescin-
dir ; ao menos a eqnidade pede qoe aquelleqao lem
mais lempo le servico, a que possue a* habililacoes
requerid; no seja preterido por ootro que conla
um exereicio menor, embora esle disponha de t-
lenlo igual ao prirneiro...
OSr. Mim'trottajit'tira : He urna qaeatn s
de lempo.
O Sr. BrandSo ; S de .lempo ? Creio qoe o
nobre ministro dessa maneira mo responde satisfac-
toriamente, porque deve lembrar-se que a quetto
de lempo anda nesta materia ligada a direito* maito
preciosos para o magistrado, o* qaaes licam grave-
mente prejodicados por qualqoer pretericao.
Senhores, eo exijo estas informarle de aobra mi-
nistro, no porque faca m idea das intence* de S.
Eic: roa* porque desejo proporcionar-lhe occaaiao
de eiplkar-te, visto como tei qae muitos clamores
se lem levantado contra elle, qoe maito* censaras se
Ihe faz pelo modo por qae se tem havido oa no-
meacOes dos juizes de direito, a mesmo em oulras.
Assim. pois, fiearei salisfeito se S. Ele consegar,
com as informaroas que der, esclarecer-me sobre os
ponlos que constara do meu requerimento. Passarei
a onlro objeclo.
Nao sei, Sr. presidente, aaaae ser permiltido nes-
la occasiao preencher ora dever de honra, que vem
a ser, dar urna resposta ao nobre miaiitro do impe-
rio, que se acha presente...
Urna toz : Isto lambem he do reqoerimentn ?
O Sr. Brando : Ha mais lempo o teria falto
te o nobre ministra tiveise aqui aparecido, e por Uso
nao devo perder a occashlo, nma vei qua S. Exc. se
acha hoje aa cata, e eu nao desejo faltar a sao res-
peito na oa ansencia.
O Sr. Prndente : Mas nao he oecari&o. O no-
bre deputado lembre-se que esl fundamentando o
seu requerimento.
O Sr. Ferraz (para o Sr. Brando): Accres-
cenie om tpico ao teu requerimento.
O Sr. Brandan : Aceito o conaelho do nobre
denotado, e assim o farei.
Na *esslo> de 7 de agosto o nobre ministro do im-
perio, retpondendo a dons discursos qae ea fi. a sa-1
ber, um no ministerio da raarinha. e outro quando
se Iralou da pensio concedida viuva do tinado
Marrocos, eidamou dizendo : A presen tai facas,
nao declamis, nao invectivis. Enfilo S. Eic. se
havia apoilheroado, porque en no final do discurso
feilo contra aquella pensio tinha dito qae era me-
ntor qae elle de*e expediente aos reqoerimenloa
que gu.rdava em sua pasta, com detrimento das par-
les, do que fire.se despez* qae s podiam ser justi-
ficadas com o seo silencio.
Tambem S. Ele. se aposthemara porque em um
discurso anterior eu dissara qoe pranle elle tinha
valor o patronato, e qae emsuas palavraa ninguem
se poda confiar.
Ora, he mislerqneeu aceite-o convite do nobre
ministro, e que Ihe diga qoe no laocei proposi^es
a esmo, qne no declamei, qua nao o ioveetivei, mas
que ilisse a verdaile.
Fallei, Sr. presidente, dedespezas qme o nobre
ministro do imperio fez, e que so com o seu silencio
podiam ser justificadas, e para prova de qae o nao
inveclivei aqu lenho os documentos em que me
fundo ; ha efleclivainente despeza* feiws por S. Eic.
qoe elle enlendeu, que s calando-se, at podia jus-
tificar ; rilarei por eiemplo, senhores, nma que
consla do decreto de 3 de roaio de 1854 ; por este
decreto abrio-se um crdito sappleroentar, e nelle
se diz qne na primeira reunan do corpo legislativo
ter-lhe-hia esse crdito upresentado para ler a devi-
da apprevac.lo, na forma da le de-9 de aelemlwo de
1850 ; mas leve isso logar na sessaV do aune paaaa-
do, ou na prsenle.' Nao ; logo....
n Sr. Mnitrro So Imperio da dm aparte que nao
onvimos.
O Sr. Brando : Creio que esse crdito devia
vir junto com oulro*, porm eu o nao encontr as
propostas, e portanto...'
O Sr. Mintro do Imperio : Alianco ao no-
bre deputado que o decreto foi remedido ao corpo
legislativo.
O Sr. BrandSo : Mas aonde esl elle!
Alianco ao nobre ministro qae as propostas apre-
senladas pelo Sr. ministro da fazenda tal crdito no
eiisle.
O Sr. Miniitm do Imperio: Esl aro urna
addicao a essa proposla.
O Sr. Brando : S. Etc. diz qae esl n'nma
addic.ao s propoaUa, mas eu declaro qoe nem na
secretaria, nem em parte alguma encoolrei essa- ad-
dicao, que mesmo ninguem roe dea noticia delta,
e que por isso em muilo boa f enlendi que o nobre
ministro nao podia justificar a despeza daquelle cr-
dito senao coro o seu silencio. Desejo ver esta ad-
dicao para convencer-me de contrario. x
O Sr. Ministro do Imperio He bom lambem
ver a natnreta da despra*. *
O Sr. Brando: O que eu quero saber he se
fot apresen todo o crdito ao corpo legislativo ; nao
acenso o nobre ministro de liaver lirado dos dinbei-
ros pblicos para ti, censuro-o, porm, por ter fal-
lado ao eumprimenlo da lei.
O Sr. Ministro do Imperio : Mas no hoove
lal falta.
O Sr. Brandiio : Ha (ambem oulras despezas
qoe o nobre ministro nao pode justificar senio com o
seu silencio, o nesle numero entra a qne esta fazendn
com urna commiasn para examinar os mannscrlptos
do finado conselheiro Cotia Agujar, manuscriplos
estes que-neulium interesse offerecem. '
O Sr. F. Oclaciano : No he exacto.
O Sr. Branao : V. Exc. os vio
O Sr. F. Oetaniano : Vi.
O Sr. Brando: Sobre que versam t .
O Sr. F. Oclaviano : Uro he nma viagem ao
Oriente, e outro he urna historia do Para.
O Sr. Brando : Mas a viagem ao Oriente que
i n torease lem f
O Sr. F. Oclaciano : Oh senhores, dizer-se
isto !
O Sr. Brando : Que Interesse pode excitar
*
JaSdade, *aaaiogra
tKrre arldtrto. Bw
|a como a prepai
1 neta peca pri
~no.
a, mlnhn velha amiga, que em com um
retigio qse ea preferia Maliomet a Jess ;
um paolbeisla mili determinado ;
e Deo- esta em (oda a paite, (auto no Al-
of"* mgelhe, lano no Decalir como
." e "iiiTmairr"'" a firai dehaixo da
aaoraaua, p^eo inSporll#
tfm
I naneira por que
1 tioe o reclHeC,mos. que >i-
vasmpre.eriplrveislei./e moral fralerual e
THora, que elle d.ctoa ada bocea de quantos
acarado revelar toa eancia. ^jn, ao era
bar nma formuto suprior nossa que eu re-
abracar o .slamumo f era aimple.mente para
I direito de fazer orna rtmaria Meca. Evt de-
I larmentava-me viqVK.meote, o 110 nosso tem-
a aipiracoes para o* myaleriot do fuloro, ama
Maca de religiio parecia-me um facto muilo in-
aifieanto para poder influir em minha reanluco.
aaniodo-rae a earavaiu de Bagdad e de Damasco,
aa qnerta travestar a. Arabia, andar em torno da
Wfasarrla, a paasar algum lempo na Meca, afim
de eoaveriar com o* imuns, elieikht e ufemos ; que-
>* arrancar ao ralamian 10 o secreilo de suas tradic-
*, quera desear aoc/oraco deesa l egm qne per-
*oo o mundo, e o perturbar anda qaando os
rababi* heavarem paasmdo o golplio Prsico e o
mar vermalho. \
W*ui'u por esse projectesv estudava ardeolemenle
"be, Ha e fatia-me eiplievar o re*timo das sessen-
h tradiecoet do prophela rt^unid s por El-Bok-
^^j^iammeiiladat por Mouslim', procurava corn-
il diversas opinioes da* \ qualro seitas or-
aoafilas, malekitas, chafe 'las e hanbeli-
jento de Sell-Zayneb a 'e minha* fa-
1 aaejaecia-me pouco \ pouco de
noava a escrever-me, lodo* os
mezes, o correio de Franca levava-rae urna caria sna,
sempre lerna, cheia de saudade* do passado e de de-
sejos de liberdade.
Oh dizia-roe ella em urna caria, quanlo inve-
jo a sorle daquelles que le servem e vivera junto de
ti, quem me Jera achar-me em leu retiro e habitar
ao leu Jado nessa casa de Btyrulh, onde pensaa em
mim e cham.is-me A pezar de minhas dores lenlm a
salisfdcao de atber qoe cestos reaidindo em alguma
parle ; assim posso melhor imaginar tua maneira de
viver, "^tj^MligUafilllf "' onde achar-te ; vivo
em lorn de tua chara pessoa, eslou em toa solidan,
me 09 longo* olharea qae laucas ao mar cui-
em mim. No tenho mais do que nm sonho,
lugir para tua comp.nliia e ir occullar bem longe
daqui urna vida que lem sido Uo mseravel, e qae
tornar-se-liia dilosa se eu podesse coniagrar-t'a d'ctj
ra em dianle. Ah I se eu no tiveaae filfio".' Joo
Marcos, ha dias em que lamento quati ser ma 1
O lempo, Aoc lempa edax, terminara sua obra
em mim ; de dia em dia Susana apagava-ae na mi-
nlia memoria, eu no avistava-a mais do qae como
urna torma indecisa meio perdida no fundo das saag-
bria* avenidas de minha .lembranca. Todava res,
pondia-lhe ai cartat; maa com fadiga, procurava as
pliraaes, nao sabia de que Ihe fallaste, e dava um
suspiro de *alisfac,ao quando tinha torminado
V em torne
JT tiTncio err
Vida Diario n. 237.
a qaarla pagina.
Comludo qnando aoprava o vento do khmain,
quando a alrnosphera abrazada seccava-me ai mos
lornava-mc lnguido a ponto de impedr-me de
trabalhar, eu ahaodonava-me ao curso de minha me-
dilacao, a qual remontando os ltimosannoa de mi-
nha vida, reconduzia-ine js vezea ao lempo em que
Susana era minha. Enfilo Tamentiva oque perder,
comprazia-me em referir a mim mesmo (odas a* a-
legrias que liaviam-me arrebatado oulr'ora, e en-
tregava-nje a esrfs lernas lembranfas, que aftaga-
vam-me o coiario como labios tepidos. Porm esses
momentos loroavam-se cada vei mais rama, e a-
meacavam mesmo nao renovarem-se mais.
Comludo, um dia qoe eu estova moilo triste, l-
nha pensado na patria ausento, meu espirito laneou-
se sobre os ve ligios de Susana. Uepois de ter ficado
muito lempo entorpecido dianle de sua querida ima-
gem, lirei de om cofre a tranca ae cabellos louros,
que ella me enviara no dia em que eu a vira pela
ultima vez, eslendi-a sobro as mos, conleinplei-a
algara lempo com emoc,3o, 6 levei-a aos labios. Nes-
se instante enlrou Setli-Zayneb e disse-me :
Qua fazes? que cabellos so esses que beijas'.'
Isto no le importo aaber, respond metindo-
os na caixinlia. urna mulher submissa nunca interro-
ga sea senhor.
Ah ah tornou ella meneando a caliera, bem
sei porque estas triste ; pensas as mulliere* louras
qoe amaste em leu paiz, desojas tornar a v-la, e
enlao n5o fazea mais caso de mim. No he por mi-
nha culpa qui lenho cabellos negros.
Estos tonca, diase-llie eu retirando-me.
Nao era a primeira vez queeu va desenvolver-se
era Selti-Zav tieb o lenlmento do came. Sua nica
oceupafio era o amor, ella nao podia comprehender
que alguem liresse outra ; interprelava lodaa aa m.
nha aectie* ao seu modo, e accuiava-me ncewante-
meole de ama-la pouco.
este maniiscripio, em vista das viagem ao Oriente
por Chateaubriand, e Lamartine '.'
O Sr. F. Octariono : Eolio neaham brasllei-
ro tem talunto para escrever urna vage ao Oriente,
s porque Chateaubriand tambem eaertjvea? !...
O Sr. Brando : Pessoa* maito roroplenles
me ahirmaram que o mannscripio nenJjuo interes-
se oflrecr, e qne a despeza se faz por prolecrao 11
algaero...
OSr. F. Oclaviano :No ha lal; qaando mais
nao*fosse, era urna homenagem a om magistrado
mallo dislinclo e honrado.
0 Sr. Brando: A homenagem deve ser oulra
e nao essa.
O Sr. Araujo Lima': Qnanto a historia do
Para nao ha dusida, mas quanto a Vil viagem ao
Oriente 1..,.
O Sr. F. Oclaviano : O natre deputado
leo-a ?
O Sr. Araujo Lima : Acho qae he laxo.
O Sr. F. Oclaviano : He porque a nao leu.
OSr. Brando : J v o nobre apoiado que
no me acho so na opiniao que tenho } eat me dit-
serain que o raanoscripto compe-se da urna collee-
cao de notas destacada!, qne apena* pederan] ap-
proveitar a qoem a* eacrevea *e quiz*aae publicar a
hntoria de sua viagem.
O Sr. F. Oclaciano: Esla engaado, a obra fi-
cou em meio, e o reato esla em nota* ; mas olas lo
boas, que se poda fazer urna bella obaa sem grande
Irabalho.
O Sr. Brando : Ora, qunnda aat (eraos tan-
la* despeza* urgente* a fazer, quando carecemos de
proteger a nossa agricoltora, e de aliviar o povo dos
grandes tribuios que paga, a qoe he aaam te gastara
o* dinheiros pblicos !
Um Sr. Deputado:Mas o nobre deputado ja
aqni volou pela publracao de ama obra.
O Sr. Brando:Volei sim.mas parque, essa obra
era de recoiikoeido merjanejilo e uUfcdadr, porque
Fessoas de moilo criierwme informatam que o Sr.
ir. Mello Morae* havia nella acomptnhado os pro-
gressos da seiencia medica; porm para a publica-
1..I0 de notas avoltat cerlamente eu ato dara o meu
voto.
i'm Sr. Deputado:He orna despeza apenas da
6008000.
O Sr. Brando:530 21)090001 porimez.a ha mais
de um anno, se rae no engao,' poia qoe aa coro-
mis'es dadas pelo nobre ministro ato inacahaveis.
Oceopnr-me-hei de oulro assampto. Vejo qae a
lei de 3 de selerobrode 1853 marcea o subsidio de
rento e linio* conlos de re* para o Iheatro Provi-
sorio, e no ctanlo observo que o nobre ministro
abri um crdito para o mesmo fim ao eiercicio de
1853 a 1854!
O Sr. MMiIro do Imperio:N*> era ministro
neste lempo.
O Sr. Brando:O decreto esl referendado por
V. Exc.
O Sr. Minittro do Imperio:EffnSo havia dei-
iar de pagar despezas j feilas.
O Sr. Brando:Mas a lei foi publicada em 3
de setembro de I8!>3. e esse crdito, cujo decreto o
nobre ministro refereodou, eslendi-ae alm do lem-
po da publicarlo da mesma lei. .
O Sr. Ministro do Imperio:O nobre deputado
est eoganado, so cousas muilo distinctas.
OSr. Brando:Enlao V. Exc. esta no rigoro-
so dever de se explicar.
O Sr. Ministro do Imperio:Jaj eipliquei isso
aqui na casa.
OSr. Presidente:l.emliro ao aofire deputado
qoe esta acabada a hora marcada para a apresenla-
co de rrquerimenlos.
O Sr. Brando:Eu von j anndntr ; porm an-
tas disso fallirei 4a a objeclo aobra." qoal o nobre
ministro mVrsvj qnH'iialaam wnezai- d aa o hsrrar
aecusado quando se discuti o ornamento da ntari-
nlia; quero tratar da celebre compra da livraria An-
gelis.
OSr. Ministro do Imperio:Ja cipliquei isso
aqni e na senado, ,
O Sr. Brando:No roe record qoe o ftzesse
aqui, e com o que disse no senado pouco me impor-
to. O que be cerlo he qne ainda nao pude saber a
razan porque, no querendo o Sr. Goncalves Mar-
tina comprar aquella livraria por 8 conlos de reis,
S. Eic. a comprou por raaia de 21 cunto*....
O Sr. Ministro do Imperio:Hoove om addila-
mento de manuscriptnt muito importantes.
O Sr. Brando:He do dever do nobre ministro
explicar bem esta materia, clarece-la, e ni reco-
Iher-se ao sileueio, e lnnitar-sc a diier que he urna
invectiva, ama declamaran.
Pode ser que eu esteja em erro no jaizo qoe fajo,
a por isso mesmo he bom esclarecer-me, assim como
igualmente convm que S. Eie. nos Higa porque
motivo comprou por 11 ou 12 conlos de ris para o
servico publico ama casa na Jurujuba que ha um
ou dout mezes foi judicialmente avallada por 2 ou
.1 conlos: bem como oulra na Pona do Caj, a res-
peito da qual se deu o mesmo phenomeno, aegundo
fui informado.....
O Sr. Ministro do Imperio :-i-Esl eoganado.
O Sr. Brando:Nao comprou omi casa na Ju-
rujuba?
O Sr. Ministro do Imperio:Compre i.
O Sr. Brando:Eessa casa nao tinha sido ava-
hada por 2 cont* de reis ha pouco lempo ?
tVm .Sr. Deputado:Foi preciso compra-la, por-
que no se fiaviam de botar na prala os passageiro*
qae.vio fazer quarenlena.
O Sr. Brando:Se esta razSo he bastante para
ie comprar por II ou 12 conlos de reis ntn objeclo
que vale 2 oa 3 conlos, enlio lodo o dinheiro do Ihe-
souro ser pouco s para o ministerio do imperio.
OSr. Ministro do Imperio: O nobre deputado
esta engaado.
O Sr. Brando :Refiro-me informaran de
pessoas mnilo circumtpeclas, de depulados l.io hon-
rados como o nobre ministro.
O Sr. Ministro do Imperio:Podem estar enga-
ados, como eu me engao s veres.
O Sr. Brando:St. presidente, obedero ob-
Quando eu ia pastear a civallo pela montaoha, a-
collua-me na volla com semblante irritado, e dizia-
me com colera :
A mulherea do Lbano nao aao mus form-
las do qne eu; porque eotao me deias para ir
v-las ?
O que mais cuidados Ihe dava eram as cartas que
u recebia de Franca.
Ah dizia ella, so talismn* que le enviam
afim de ganhar-le o corceo, e fnrear-te a alravessar
o mar e vollar para la patria.
Eu nada responda estes arrufas, a qoe oao da-
va nenhoma importancia.
Veja, pois, querida amiga, como minha vida pas-
sava-se eulre am trabalho agradarel e a salisfacao
constante de meus desejo*. O patudo phantasma de
Susana apenas ippirecia-me de lempos em lempos,
ea eslava inleiramenle afteito a Setli-Zivneb.
Havia quaai seit mezes que dorav. essa existen-
cia, quando urna inanhaa Bekir-Aga vollou do cor-
reio Irazendo-me mnilas carias.
A primeira que abriera de Susana, e con tinha
smenle esta linlia fulminante :
Maje Joao Marcos, Dos amaldc.oou-me 1 met filho
nsnrreu 1 a
Senli nma dr vilenla no corac,n, disse a Sel-
> emGfa iH-Zav neb qoe eslava junto de mim :
X s S ___" II ~i;,--,_ta I r.lir._lA f -- _.
Ketira-le I retira-la / quero ficar sozinho.
Ella sahio sem fallar. Enlao inda a miuha ron-
dada representou-ae-me diante dos ollios, e pare-
ceu-me monstruosa. Como tinha ea camprido n ju-
ramento que dera a Susana '.' Que fizera para unirT
me, ao menos pelo peotamenlo, dor que a devora-
va longe de mim, e que fazia emquanto orna des
graca impossivel de prever-sc cahia ubre ella ? En-
vergonhei-me de mim mesmo, e senli-rne inrommo-
dado na consciencia.
l.uiza, a camarista de Susana, escrevia-me tambera
e chorara sobre a carta.
Estamos em afflicco, dizia-me ella, o pobre pe-
queo mnrreu ha qualro dia* de ama febre cerebral,
debalde foi sangrado, debalde pozeram-lhe sinapis-
mos nos ps e gelo sobre a cabeca, os melfiore* m-
dicos de Pars aqu estovara, mas nao poderam sal-
va-lo ; Dos tornoa a loma-lo. Minha ama acba-se
em om eslado lamenlavel, parece uraa estatua que
chora. Honlem noite qoando fui despida, lancou-
ae-me not bracos e disse-me : Ah te ao menos
Joao Marcos eslivease aqui Esla macha o abbade
Persin, qoe conhece-a desde a infancia, veio v-la.
qaindo despedio-se, dsse-lhe aperlaudo-lhe
mao : Crea em Dos, minha filha Ma* minha po-
bre ama meneou a cabeca como querendo dizer :
En creio, mas isso nao realitue-me meu filho. Meu.
amo lambem est muito triste, mas atormenta a mu-
lher por causa de vossa seohoria. Felizmente elle
vai pastar Iras semanas na Inglaterra ; sera ao roe-
nos om allivio momeolaneo.
Respond a Susana, e desla vez sem fadiga, e sem
procurar ai phrase; pois meu coracao ferido dicla-
vs-m'asem abundancia. Eu representava-rae aun dr,
aecusava-mo quaai, e nesse prirneiro momento de
exaltacio peta.autaja a m'm mesmo se meu dever
alo era deir ludo para ir soccnrr-la, asiim como
oulr'ora o fdra deiiar laido para aepirar-me delta.
Fi reflexoea crueii, minha velha amiga, percebe
servarlo que V. Eic. me fez, se bem que anda de-
sejava fallar sobre algnns requerimento* que o nobre
ministro lem ha dout annos em sea poder lem dar
despacho, e que entretanto val enlrelendo as des-
araradas partes com promessaa illosorias; tambero
desejava fallar a respeito de muitas prometas que
S. Eic. fez o anno passado ao corpo legislativo, o
enlre ellas da que se refere a infeliz colonia de Pi-
menteiras em Pernambuco, promessaa estas que no
foram ctimpridas, pois que nem ao menos deu um
melhor regnlameotn para aquella colonia.
O Sr. Ministro do Imperio:Esti engaado, tem
regetoaaeate.
O Sr. Brando :Tem om regulamento antigo,
qae o proprio nobre ministro no seu relalorio qua-
lifica de defeiluoso, como anda ha ponen o deelarou
o honrado dapulado pela Baha; mas, emtim, aguar-
darei a discusso do* crditos supplementares, e en-
lao ahi procararei deslindar muras cousas que de-
vem ser Irazidas luz.
O .Sr. Ministro do Imperio:Es^marei muito.
O Sr. Ferraz:Isso he para as calendas gre-
gal. ^~
O Sr. Brando:O ministro tem muilos meiot
de contrariara um deputado, mormeulesendo esle
tal qae su* voz no f.ic* echo, como a minha.
O Sr. Ferraz :Nao apoiado.
O Sr. Brando :Todava vou cumpriodo com o
meu dever, fico tranquillo com a miaba conscien-
cia, e aquelles que me elegeram salieran que nao
estoii aqui fazendo ai vezesde urna estatua.
No abusarei mais da paciencia da cmara, e por
isao couclau, submeltendo a ella o meu requeri-
mento.
Vai i mesa, l-see entra em discussiooseguinle
requerimento do Sr. Brando:
Requeiro que se pecio informacoes* ao governe
sobre os seguintes pontos:
1. Quantos juizes de direito e municipaes te
adiam no exereicio dos seus empregos em aeos res-
pectivos termos e comarcas '.' Quanto:-. delles se
acham ausentes e em qae ramo* do servico publico
esto empregados'!
ii. Quantos juizes de direito existem avalaos e
em que dalas deuaram de ler comarcal ?
3. Quantos juizei de direito lem sido nomea-
dot durante a administrara" do gabinete actual, e
qoe lempo de servico contavara elles nos empregos
de juizes manicipaes 00 de promotores pblicos".'
11 4. Finalmente, quantos jaiies municipaes e
promotores pblicos existem com mais de um qaa-
Irienjiio^ala elleotivo eiercicio nos seas empre-
gos ? 11 *djL
O Sr. Ministro da Jusliea :Peco a palavra.
O. Sr. PiesidcHte iFica e(a diseussio adiada
pela hora.
ORDEM DO DIA.
Pagamento aos heraeiro* de J. F. Bittencourl
eSa.
Procede-so i volaro do projecto n. 58 desle an-
ua, coja discusso havia ficado encerrada na ansio
anterior, que aulorisa ao governo a roandartjfaagar
aos herdeiroi de J. F. de Bittencourl e S.i a quanlia
de I7:202S22<> ris., em qne se liquidaran!, o* pra-
juizos causados por occasiao da oceuparao dos enga-
itos Cabrito e l'lantaforma, pela* torcas que raziara
parle do excrcilo pacificador no lempo da guerra da
independencia. -
'mrm%patibiiiiiade.i e eleieves por crculos.
F.nlra em egunda diacuis o projecto do senado
n. 69 que altera a lei de 19 da agosto de 18lti, coro
0 parecer da cominissau de consuluicSo n. 78.
. Pedem a palavra contra 13 oradores, a 14 a
favor.
O Sr. Presidente :Tem a palavra o Sr. gavio
1 obsto.
- J) Sr.Saudo /Abalo Movimenln de altei|~io'>:
Sr. prndente, nio carie na minha eomprchen*ao o
explicar o como o prsenle projecto lem sido pro-
movido pelo actual ministerio ( oucam oucam ), e
eal hoje em p de medida a mais instantemente re-
clamada pelo governo posto a considericio destn c-
mara, porque se atiendo ao qae urna e muitas ve-
zes tem sido manifestado petos acloaes Srs. minis-
tros, noto que o ministerio se proclama easencialfl
mente conservador ; ouvi mesmo ao nobre minis-
tro da jusliea com toda a torca de' ronviccao dizer
nesla ca>e que reforma* rdicaes o actual ministerio
no emprehenHeriae nemfaria.quo oulros aa empre-
heiides-em ejexectilassem. O nobretoresidenle do con-
selho lambem diase nesla mesma cmara, relurtoodo
cem a exigencia que se llie fazi de dar andamento
a reformas desla ordem, qae elle no lomavii a ini-
ciativa dellas porque reconhecia na legislarlo ac-
tual nio existir fallencia de raeios para qae ama
eleicao se ftzesse satisfaloriamenle. Nosenado tam-
bem disse S. Exc. na mesma discussu desle projec-
to que nio era esla medida uenluim salvaterio, nem
mesmo medida essencial para|o governo que reco-
nhecia na Iegislacao actual meiossoflicienles para ae
obler orna eleicao regular, que encara va essa medi-
da como mero mellioramenin, qae como tal a ap-
provava e promova.
Mas, senhores, quando conlra urna lal reaoluco
se levantan a autoridade das illuslres coramissOes do
senado com postas de horoeos eminenles, de. homens
a qoem o pas lodo acata e venera como notaveis ci-
dadaos que .(ero provado profundo saber e alia ea-
pacidade, que pela experiencia no manejo dos ne-
gocios, e por lano* litlos se recommendam, e coja
autoridade santo peta ; quando na ditcassn qae se
segttio ainda mais appareceram o resplandecern) at
opinioes desses varoes eminentes que com tanta tor-
ca sustentaran! oppoodo medida proposta os ver-
daderos principios do nosso direito constitucional,
que he ferido com ella, qne com tanto acert apre-
ciaran] as altas conveniencias publicas, que igual-
mente so por ella desatlendidas; quando assim se
manifestaran) as opinioes de homens to nolaveis, e
anda mais nolaveis purque nelles s a torca de con-
vicio os poderia collocar em opposicao ao ministe-
rio, e principalmente ao Sr. presidente du consellio,
rompendo velhas e muilo apreciadas relaees de
amisatle, e impondo-lhes o sacrificio de nio retri-
que ninguem deve adormecer' aa vida, poii he sem-
pre disperlado por ama desgrana.
Eslava profundamente trille. A alegra de Setti-
Zay neb, que nio conhecendo minha dr nao podia
associar-te a ella, irrlava-me. O desastre qoe a-
cootecra a Susana reavivara ma lembranca em meu
coracao ; era a ella que eu desejava e nao mais a es-
clava. O'minha pobre Susana, dzia eu, como
deves estender os bracos para mim I a Algoma cau-
sa fallava-me incessanlcmente a sen respailo ; de-
balde eu afugenUva esses pensnmentos, elles volla-
vam-iue sempre, e nao deixavam maismilha. me-
moria ; pareca qae o ;ir que rndeava-We eslava
cheio de tea* efflovios. Miaba cata, onde lodo o Ira-
balho era-me enlio impossivel, ea aachava insup-
porlavel, e pastava os dias cornado a cavado pela
monlanba e pelas praia*.
Meo sais Hadji-Iimael, acompaohava-me nesses
tongos paaseios. Desde moilo lampo en observava
nelle urna mndauca qae nio podia explicar. Eaae
rapaz anligamenle fallador e alegro como o* de sua
raca, caliira enlio em um abatitneulo doenlio e pro-
fundo ; einraagrecia, no rallara* mais, e era vez de
cantar lodo o da como dantos, fisava amolado com
as raaos sobre os joelhos e immotel como urna es-
phinge do Epypto. Rekr-Au, a qaem ea interro-
gara sobre o astado de Hadji-bmael, reapondera-me :
O* Nnbios eslo sempre tristes quando acham-ae
longe de seu paiz, e eu linha-me contentado com
essa explicacio.
Enlrelanln, um da, dermis de ler costeado o mar,
dtegae ** margena de AnAr d A''* ( rio do Cao,
o anligo l.ycus) e parei para fumar 4 sombra de una
azaruleiros. Minha vista, que aa principio seguir
nm vo de cegonha, cabio e fiteu-se sobre Hadji-
lsraae), o qual segurav.t-meo cavallodianle de mim.
Seu rslo lomara a cor esverdinhada, qoe he a pal-
lidez dos negros, leus olhos pareciam aprofandadot
por ama Iriiteza dominante a tenaz, e a cabeca re-
caha-lhe sobre o peilo.
Ests doenta'.' pergantet-lhe.
Elle eacarou-me como eslranhando o som de mi-
nha voz, e depois de algnns minutos de refiexao em-
pregados sem duvida em reretir a si mesmo minha
perguola, que ouvira sem compreheuder, respon-
den-me :
No.
Esli enfadado de viver comigo / qaeres vol-
lar para leu paiz 1 coutinuei.
Nio no 1 eidamou elle ; qoero ficar junto
de li, no quero deixar-le, minha vida esl presa
em la casa !
I'iquei aorprezo da especie de terror que causnra-
Ihe minha proposta, e querendo couhecer emtim o
motivo do sollmenlo mu vilivel desse infeliz,
loroei :
Oave-me, lladji-Isroaul, sabes que sempre
Iralei-te bem, que nunca' etpanquei-le, e que no
meu servico vives em um* abundancia, que nao es-
peravas ter oulr'ora ; dize-me a verdade, dze-me
porque estos (rate, porque 1 5o rs nuil, e porque
(eu rosto macileulo aaseraelha-ia 10 de um difunto.
Hadji-Ismael nio respondnu, e abaixou a cabera
coro r profundo.
Dar-sa-ha caso qae estojas enamorad? per-
gunlei-lhe lorriodo.
buireni com o seu apoio e adheso o muito qoe del-
le liav am oulr'ora recehido, eolio a luz se fe e fi-
cou em luz de evidencia a inoonstilacionalidade e
inconveniencia do presente projecto. Tal he a mi-
nha 11 luna cottvicriu ; mas acatando a boa f da-
quelles que pensam sobre esla qaeslio em contrario
a mim, reconhecerei qae elles podem nutrir diver-
sa opiniao, mas cerlo que tenho lambem o direi-
to de dizer-lhet: vos nio podis aflirraar que esta
queslii) he liquida, e pela vossa parla deveis reco-
nbecer qoe pode haver muila razio naqoelles que
sustentara que essa medida feredireilos couslitiKo-
naea e as conveniencias publicas. E neslas circams-
l.uicias por um simples melbnramenlo como o qua-
ilicou o Sr. presidente do conseibo, quo reconheceu
e proclamou que esta resolucin nao era neohum sal-
vaterio, que nao he medida essencial do governo,
podia discretamente o actual ministerio, afrontando
aulorii ade* lio respeilaveis, arriscar urna olleiisa i
lei iin lamenlal do Estado e aos seos vilaes interes-
ses (Apoiados.)
Sniores, nem se diga que um brado irresiativel
de urna o'piniao que se levanlou no paiz arrebato e
leva c ministerio a empreliender essa obra ; nio,
meus senhores, nanea em quadra alguma o paiz se
apreseulou filo calmo e fri a respeito de innovacei
polticas como se ada actualmente (apoiadot); a
feicao caracterstica da quadra. actual he a upplica-
cao qtiasi exclusiva aos melhoramenlos maleriaei
apoiados); he por oulro lado urna especie de scep-
ticismo pelo qae diz respeito ealimacao do pessoat.
Deverais reconhecer e confessar que muHo* dos
no-sos Itomensrableos nao lem salisfeito a especta-
liva do pnia ; que com lana facilidade se lem feilo
prograinmas, como com diflicaldade se (rata de o*
desempenhar ; e portanto, senhores, sa a gerencia
das colisas publicas, pelo que diz respeito a eiecu-
ro, deia maito a desejar ; se tal he a convicco do
patz, ae eiialem maito* abusos, ae oses abusos to
lillios do defeilo da eiecoco; sea lei em si he boa,
s Ihe (alto a-boa execucio, senhores, o qoe con-
vinha laier-se era tratar da remover e aorrigir toe*
abusos e reapeitnr e guardar a lei.
Mas cultores, se realmente a opiniao do paiz re-
midiere aa abusos e o* dffeilos da gerencia das mu-
sas pblica* a iniiilos respcilos ; se entretanto, apo-
zar desse iaconveniente, tambem reconhece qoe o
paiz ti;m progredido, porque certamenle n eslado
du Bratil nio deixa de ser lisnngeiro, e sao muilo no-
laveis os melburameulos que tomo* obtido, moilo
principalmente quando se faz oparalleloeom os nos-
sos viainhos do Prala, a mesma opiniao deve neces-
sariarasute reconhecer, Sr. presidente, que a este
respeito ludo devemos t notsaa instiluices, ao*
sabios 11 salulares principio* da conslituicio do im-
perio, que lio tomento por virlude delle* anexar de
ludo (etno* progredido. E portanto como invocar
o apoio da opiniao publica para o expediente qae
xe pretende lomar que nio he outra couta senao
urna rnovacao qae Tere a essa mesma rooslitaicao,
e nao atiende de modo algam verdadeira causa dos
abusos !
Sr. >oesidenle, si com algtim cuidado se enlraste
na ind. 1 gacio da verdadeira causa que tem por al-
gam modo delarpado as eleires ueste imperio, e
vena que ella esta as eircamsiancias notorias e bem
apreciida do paiz. Nio lia, Sr. presidente, pessoa
algvjana sensat que por algum lempo viva no
Brasil, o ponderando sna* circumslanciai,
nio remidiera a grande difficuldade, senao imposti-
hilidada de se onler um syslema perfeito de elei-
ciies. A tliicusso qua houve no senado poz bem pa-
tento qae com a tnnovacio proposla nada se ganha
por esse lado, ludo se prejadiea.
Senliores, quando todo o mundo conbece que,
niesme por causa da* circumstancias do paiz, a en-
tidad* do governo be omnipotente a decisiv na
(luesl.ij elcilural, be que se praiaj| Mar
"que esle prefacio lie a medida mTOVmVaWmWMMHe
acertada providencia para tornar reaes e sinceras as
oleics ? .'
Sr. presidente, pelo projecto em Idiscussio desde
loco e delega ao gaverno a faculdade discricionarta
de preilispor todos o*circuios para a prxima elei-
cao ; principiase por dotar ao governo com facoldade
ampia de lalhur e relalltar o paiz a seu geilo, segun-
do os inleresses da eleicao ; e quem conheee o
quanlo importo, o quanto he decisivo o arranjo dos
circuios eleiloraes, deve concluir que ao governo se
entrega a deciso soberana da prxima eleico. A
falla de recenseamento, de dados eslatisticos, como
lio jur.iciosmente observa a illustre commisao de
conslituican, importa em ai alo s ama difficuldade
pratic para a boa execajao deste servico, como de
mais a mais habili^P o ar>erun a mais ampia e lar-
gamer le organisar os circuios a, sua gila ; elle os
contpor moilo a seu gosto, porque esse limite que o
projec o aprsenla de igualara populario livre, quan-
lo for possivel, tem se v qoe lie Ilusoria ; o go-
verno, embora proceda com arbitraria desigualdade,
diz : f Eu cnmponho o circulo lal por esto modo,
porque (em (al soturna de pessoas livres, o cir-
culo l.-l pela mesma razio ; e no entonto na fal-
lencia de dados eslatisticos, nao se pode tirar a prova
disto. '
Masdiz-se que esse inconveniente hes paraa pri-
meira leicao, e que depois s por lei se poder fa-
zer a itlteracao dos circuios.
Meus senliores, como beque de boa f se poder
siippoi que a lei que pretendis obler desta cmara
v servir de regra fixa, que lera de se perpetuar no
paiz ? Vos que encelis a carreira das innovares
nesta materia, nao reapeilando as opioie* de raaior
peso nrj paiz, que protestara contra ella reforma,
porqut: fere o nosso direito constitucional, porque
alara reconhecidamenle as altas conveniencias do
paiz, v os entendis qae, se for aceito, essa lei fiear
firmada como urna norma perpetua :' I
No, meus senhores, a pastar esla lei urna serie de
innov ees ha de npparecer, a isso he da nnlnreu
das coitsat; quando muilo esta lei poder servir para
as mais proiimaseieices, que a infallivelmenle se-
rn decididas pelo governo, porque elle fica sobera-
no na designarao dos circuios.
Elle encaroa-me coro indescriplivel eipresto de
confianra combatida pelo receto, e depon fez um
signalzinho aflirmalivo.
Oh I nio ha grande mal uisso, tornei. Amat
sem duvida a negra Omeh ; casa com ella, e dar-
Ihe-ltei am pequeo dol.
No lie a negra que amo, respondeu o sais.
E a qoem amas enlao '.' a alguma raolher ara-
be da vizinbanca ?
No.
E a qoem amas enlio, meu pobre Ismael ?
Elle ergueu para mim seus olhos perturbados,
donde corriam grossas lagrimas, e parecendo emfim
tomar urna resoluco violenta, precipiton-se pira
mim, pegou-me da mo, levou-a, segundo o uso,
aos labios e fronte, e disse-me com voz afogada
pelo praulo :
I'erdoi-me, minha dr manifestou-se apezar de
meus estreos, nao (enho oosado fallar a esse respei-
to a Belcir Aga, o qoal me teria acontado com o sea
courbach. Nio amo a Osneb, nio amo a* mulheres
rabes de nossa vizinbanca, porque nunca as con-
(emplei, lio pouco deixei mea coracao nos olhos de
urna mulher de meo paiz ; nio. Mas para que per-
milti.le tua Circasiana andar sem veo dentro de
casa ? Vi-a, vi a muitas vezes, e desde enlio eslou
lonco. He por tua colpa qne eslou Iristo, ella en-
fei(icou-me, e padeco muiio. Ha um rn, nio sei
em que eu tinha obrado mal, ella casligou-me, ns
pancadas que davam-me anas moiinhas pareciam-
rae mais deliciosas do qae beijos. Qaizesle saber a
quem ea amav* ; amo a Selti Zayneb. Agora s mea
senhor, podes mator-me e lancar-me o corpo no.rio ;
ninguem o saliera jamis.
No lo matarei, meu pobre sais, respondi-lhe
assiis sorprezo com essa revelacio ; faze por curar-
le desse amor, e nio le esquecas de que se tiveres a
imprudencia de fallar dessa loocara a Selti Zayneb,
eu te remetlerei immediatamente para o teu paiz.
Nao direi nada, tornou Hadji Ismael, conleti-
tor-me-bei de contempla-la e de iovejar lita felici-
dade. Todava, acrescenlou em voz baila dando um
suspiro, sou imi-ulmano e nio o s ", porque pois es
mais ditoso do que eu '.'
Ah ouvinilo esta confidencia, a qoal nao dei en-
lio nenhuma importancia, eu nao sabia qae ella me
servira um dia para impor a Selti /.ayneb uraa pu-
nic.ui lerrivel.
Entretanto o habito rerobrava a poste ele minha
pessoa, eu esquecia insensivelmenle a desgrac que
reanimra-me filo vivamente no rnrario o amor de
Susana, linha voltado a Selti Zayneb, e pouco a poa
co a serenidade renaacia-me na alma.
Havia quasi seis semanas qae linha recebido a no-
ticia da mnrte do filho de Sotana, quando urna ina-
nltia emquanlo Selti Zayneb deilada sobre o divn,
enlretinha-se em comer confeilos, e eu riebrucado
obre urna carta estudava o itinerario dos peregrinos
da Meca atravez da Mesnpotamia, a porta abrio-se
com eslrondo, e BeWir Aga lancou-se para mim, gri-
tando :
A madama I a madama !
LnLevanlei-me sem comprehender, e quati inme-
diatamente ama mulher paluda e vestida de lucio
precpilou-se em meus bracos, dando um grito : era
Sr. presidente, a discusso do senado, poz bara
patente t inconslitoctonalidade e inconveniencia do
projecto, parece-me qoe era bem escasado acres-
cenia r luz evidencia, mas valo o empenho qae ain-
da se faz e o acodamenlo com qae se procura a(ro-
peladamei.le arrancar esta medida cmara, eu,
que me propuz a (ornar parte neste debate, devo a-
venlnrar algumas ronsideraeea que lambem con-
vergen) para, a ser possivel, ma* patenlear a ver-
dade de qu o projecto he offensivo da eonditoteio,
o altamente inconveniente.
Senhores, diz-se que a conslituicio, estabeleceodo
o lyslema de eleicao por provincias., em nada sof-
fre alleraco com o fraccionamento das mesma* pro-
vincias em dislrictos especiaet, porque, disse o no-
bre presidente do eonsellio, o qoe a conslituicio
quer he qoe o circalo da eleiejo nio se estanta
alera da provincia ; qoe nio te coostilua em dis-
tricto eleiloral raaior do qae ama proviueia ; roas
que, collocados todos os dislrictos 'eleiloraes dentro
da mesma provincia, fica salisfeito o prece)lo da
constitnic,io.
Sr. presidenie. devo confessar i asa qne sobre
modo pasmei ao onvir estos razoes apresentedas pelo
nobre presidenie do eonselho, por S.Exc que he um
pensador profundo e lio perspicaz.
Poii se o nobre presidente do contelho he o pri-
rneiro a reconhecor que o tystema de deicio por
provincia eicloe que te augmento o dislricto eleilo-
ral alcn da provincia, como poder* ebegar a enn-
eluso de que admitle a diminuicio da mesma pro-
vincia, qaando todas as razoes qne inspiraram o le-
gislador conslilainte proceden) antes contra a dimi-
nuicio do qae contra o augmento t Ea o de-
monstro.
Sr. presidenie, quando o legislador conslluinte
ealabeleceu o syslema de eleiees por provincia,
muito determinadamente quiz esse syslema e repel-
lio o syslema de eleices locaea. porque, seohares,
na anliga organisacio da monardiia porlagaeza a
que nos pertenciamos, havia o dislricto parochil ou
reguezia, o dislricto municipal, villa oa cidade ; o
dislricto termo, que era o circalo da juriadicciai de
certas autoridades judiriaria* e que muitas veza*
comprehendia mais de urna villa ; havia o dirtriclo
comarca qae compiehendia muitas vexea varias'vil-
la* e cidade*, e havia a provincia ; no entretanto o
legislador consliluinte separoa a fregaezia. a villa,
o termo e a comarca, e quiz moilo determraada-
mente a provincia por virlude de razoes muito va-
liosas.
Senhores, os homens que esereveram esto graaaa
documento, qae hoje be nona conslituicio poltica,
ttvaram muito debaiio da* sua* vialas o esemplo da
Inglaterra, qoe pelas antigs retornes qae tinha
coru Portugal, jua velha adiada cara a qaal havia
am commercio e am (ralo intimo, e para a qaal na-
turalmente se dirigiam os olhos dos bomeus qoe ti-
nliam entre mos urna obra serodhanle, islo lie for-
mular urna conslitaicio para reger om povo que a-
dopiav* o syslema repi esenlativo. Com raa*, aa-
quelle lempo (e ainda hoja) ae linha o gpvarao ia-
glez como modelo dos governo* reprnenlelivos, e
pojs nao era possivel que ae detxaane da atteudar
para o syslema ingle em que ae admitle a etortip
legal ale por burgos; ma porque raria aaao alar*.
Ion o ayslema inglez Foi maamo petos iacaava
lente reeonhecidos qae presentam nasaa parta as
eleiffies daqoellc pas, e alteodeado s illiiaiaatin
cas proprias do nosso paiz.
Senhore, em uro paiz nascenle como o Brasil,
que api esenla-uma immensa superficie onda raadei
ridades e villa* tedevlam formar aqni e acota, nin-
guem com anlicipacio pedia, e pode prever, nada
se dirigira a populario e por isto era impOMivd
locaHsar as eleices. Orno podariam estabetocer-
se com fattdamenlo razoavel, em toes e toes tocali-
dadet, dislrictos eleiloraes"! Na era bem vasta qaie
essa base era muilo movel por cauta da leotUncia
natural para o cresclmento da populario em Orna-
localidades, e para o decresrimenloem oulras, como
por eiemplo, na provincia de Minas, aoade* lado o
mondo labe que se agglomera grande populario naa
localidades em qae Moretee a minerarjio, de don-
de essa popularao detappareeedesde que sao asgo-
lados os veioa do metal precioso ? Nio he visto qae
em taes eircamsiancias as eleices lcaos encontra-
ran! ama grande diflicoldade senio ama impecsi-
bilidade pratra '.'
Por outro lado, senhores, adoptando a eleicao por
provincia, o legislador conslitoinle ni previo qae
era um meio de se obler a deicio de homens de
tnaior Horneada do paiz, e mais capazos de vir desem-
penhar o mandalofiroportante de representantes da
naci? O alargamenlo do dislricto eleiloral por esta
modo nio era ama garanta que excluisse a concur-
rencia daquelles que nio lioham ltalos par tazer
toar o sea nome em lodos os ngulos de ama pro-
vinca ?
Senhores, estas consderacoes e nutras muila* fo-
ram as razesque inspiraram ao legislador rousiitoin-
(e a adopco da eleirio por provincias; serio aquel-
las mesma* qoe levaram o nobre presidenie do eon-
selho a reconhecer qae o preceilo da coosiiloicio
era desacatado, alargaudo-se o circalo eleiloral a lem
da provincia, mas nio realringindo-ae f Como pode
S. Exc. concluir qae, segundo a constilafeo, se
podem tabdividir as provincias para as eleices
representarao nacional, redazindo os dislrictos
eleiloraes a parles provinciaes, comanlo que se
nio misture o territorio de nma com outra pro-
vincia ?
E, senhores. como sustentar esta opiniao sem ron-
jnnciamente no snppor qoe o legislador consliluin-
te com om tal preceilo estatu ama fotilidade ? Se
nio era para ler esta garanta de urna boa deicao
qoe se procurou a base larga das provincias, o qae
importova para a conslituicio o eslabeleeimenlo da
regra qae as eleices se fizessem dentro de cada
provincia '.' Que interesse pode haver em qae lodo*
os depulados fossem escolhidos dos pequeuos dis-
lrictos de urna provincia aem commouicacao com
oulra, eque se denomioassem representantes de tal
provincia ? Nao haveria nisso por um lado urna
verdadeira futilidade, eal o inconveniente de diffi-
O que passou-se dorante algnns minlos nio sei
dizer, foram palavras entrecortadas, abracos, excla-
inace. de alegra e sducos.
Emfim torno a ver-le torno a ver-te repella
Susana emquanto eu fatigava em vio o espirito para
adiar urna caosa razoavel a esta apparico incompa-
ravel. Quanlo ao mea coracio nada eiperimentava
senio um oasmo sera limites.
.Mi eis nm momelo que paga (odas as dores
de minha vida t eidamou Susana lapcando-se-me ao
peacocti.
Neis! movmento eahio-lhe o chapeo, e o* cabellos
desatados eslenderam-ee-lhe sobre as espadaos. Ou-
vi am rugida doloroso straz de nos, voltei-roe, e vi
Selti Ziyoeb ero p, paluda como urna defunla, e fi-
lando sobre nt nm olhar de colera. ,
Quem he aquella mullier f perguntoa Susana
com sollo.
A filha da Bekir Aga ; (rata da roupa branca ;
he um anlo esloovada, respond apressailamente.
Entmtanto Setli Zayneb continuava a encararnos.
Deseen do divn, e dirigio-se lentamente para nos
com as ondulaces de anca parlieutore* s mulheres
musulmanas. Tomnu na roio oa cabellos de Susana,
e diaae ;scondendo suas palavras, as qaaes pronun-
eiava c< m vox snnocada :
Vunt aqni com estes cabellos arrancar-me o co-
racao. Conheeo leas cabellos, elle beijou-os em mi-
nha presenca. Conlemplou-te com olhos qae nanea
leve para mim. Eu le amaldicon, nralher macula-
da pelo olhar de lodos I Para que viesle 1 Teus ulhos
aznea ro poder.lo supporlar o sol desles paizes.
Considera bem nislo. Aba Kelb he mea, e se toma-
res lom ir-m'o, cadella e vbora, a niorle le servir
de sombra no lumiar desta porto.
Qoe diz ella ? pergunlou-me Susana, pois a es-
crava fallara em turco.
Nada, respond ; e voltando-me para Setli Zay-
neb : lisia mulher he minha irmla. Ouve bem mi-
nhas palavrai e escreve-as em loa memoria para que
nunca as esqnecas. Quero qae Ihe heijes a man, ie
recusares, se fueres am getto, se Hesitares, enviar-
le-hei a Damasco, e sers vendida no bazar em lei -
lao como ama burra !
Os olhos de Selti Zayneb licaratn braceos ; ella
fez um esforco desesperado sobre si mesma, incli-
nott-se para a mi de Susana e levou-a aos labios ;
mas esse beijo assemelhava-se a urna dentada.
Bem disse-lhe ea ; agora relira-te para o leu
aposento, e proltbu-le de sabires antes da me bave-
res visto.
Ella nio responden, e aahio ; mas abrindo a por-
to, finuou a Susana am olhar lio implacavel qae li-
te medo.
Que singular creatora diste Susana ; ella he
mu fon-nota, meu amigo, e eu nio esperava adiar
toa solioo lio hero coropartilbada.
Fiz todas as proteslacoes que poderiam afaslar de
Susana a verdade que ella suspeilava, accumulei
mentiras sobre mentiras, e consegu tranquillsa-la
quati completamente.
E que importa essa rapariga qae lancarei tora
daqoi, se assim o desejat *! disae-lhe ea ; fallemos
antes a leo respeito ; conla-me porque benco de
Dos chngaste emfim a esta casa onda tontas vetes te
liei chaoiado.
Ah Joo Marcos, quando perdi meu Gibo,
responden Susana, julguei qoe morreria, e ehamei-
te com tal fervor que admiro ainda como no te vi
appnreeer ; o odio que eu tinha a Mr. B... aogmen-
lou-se com loda a minha desgraca, liquei coma ia-
seostvel lendo tomento om desejo, o da torear a ver-
le. A dr de Mr. B... nao leve piedade, naa foi
dor, foi a irnlacao da colera qoe enchia-llie o cora-
Cio. it Por sna colpa he que sea filho morrea, di-
zia-me elle, se sua cabeca Dio e*live*e incessanle-
raente oecupada com o mjseravel qoe a sedado.
Vine, teria tratado melhor seo filho ; he nma paoi-
Cio que Dos Ihe envia, e Vmc. envelhaeera sem fa-
milia como urna mullier perdida. AcreacentaVa
ainda ootras palavras vergonhosa*. Eu nada res-
poodia-lhe e refleclia. Parecia-me qne a roerte de
meu pobre filho livrava-mc de todos na meo* jora-
mentos, qaebrava-rae todas as cadeas, e rompa por
um infortunio espanloso o circulo maldito em qne
en eslava encerrada. O nico leeo qae prenda-
me a esse homem qoe delestn, e sociedade qoe de
nada roe serve, dizia ea comigo, qaebrou-se total-
mente ; nenhuma consolaco, nenhuma alegra ha
mait aqui para mim, Inda a felicidade que me resta
esl longe ; lenho o direito de procura-la, e irei rea-
nir-me a Joo Marcos. Mr. B... foi Inglaterra
cobrar ama divida imprtanle e davidosa, e vendo-n
partir befiistom deliriat rnen prirneiro orvn da li-
berdade. Commaniqaei mea projecto a l.oiza, e
essa boa rapariga qae conhece-me desde a infancia e
lerve-me ha mais de vinte annos, ajudou-me quan-
to pdde, vend mens chalet, minhas joias, reun to-
dos os meus recursos, o tendo deixado a ama minha
amiga de; carias para serem enviadas de urna em
urna a Mr. B... afim de que elle no desconfiaste de
nada, part com l.uiza para a Blgica. De Bruxel-
las ganhei Vienna ; de Vienna pelo Danubio e mar
Negro cheguei a Coostantinopto ; ahi enlrei em um
barco a vapor do Llnyd austraco, o Mahmudi, o
qual depoz-me hoje no porto de Beyruth. Deixan-
do l.uiza desembaracar-se como poder da bagagem
e dos mariolas, corr ao comalido, e am homem ves-
tido de toreo condazio-me al aqui. No quiz pre-
venir-te, meu pobre amigo, afim de gozar de la
alegra e augmentar a minha.
Agora vamos emfim viver felizes, dsse-lhe eu
esteiidendo-lhe os bracos.
Devo dizer-lha a verdade., querida amiga, a pre-
senca de Susana caosava-me mais admirafio qoe
alegra, eu estova um lanto'agaslado por ella ter viu-
do 1.1o inopinadamente sorprender me em flagrante
delicio de vida oriental. Se ea tivesse sido preve-
nido, teria tido ao menos o lempo de fazer desappa-
recer a escrava ; mas apanhado de improviso, per-
guntava a mim mesmo com urna perturbaciu qoe
voss comprehender : Que faap entre estas duas
mulhere* ? Receiava ludo do carcter violento e ob-
tuso de Setli Zayoeb, e nio P*JJ esperar oecaltar
muilo lempo a verdade sutcpnbilidade inquieta
de Susana. Minha vida pouco antes lio tranquilla
ia lutar com os enredos dolorosos de om drama In-
timo ; estes pensamentos affligiam-tne, emquanto'
meu temblante moilrava urna adaifacao qua es nao
eolia.
(Cimrlnuar-M-ait.)




!._' -
OIARIO OE PERMMBUCO TRQA FE1RI 16 0E OUTUBRO DE 1855

ealtar, senio embaracar,-* IgoaUade na dilrbuicao
do* dilleienles ditlriclos eleilonet, e pelo outro ralo
iria etbarrar nesse preeonieado incuiivenienle que,
cano (al, tem sido ipresenlado pelos sustentadores
do projecto, qoiodo allegan) que urna dai vanla-
ens das eleicuas por circuios era acabar eom esaai
depulares magoat da provincim grandes que avul-
tavam nesla cmara, como liga) que mullas vetea
oppuuhim nrias dilliculdadet ao Enverno ?
Sr. presidente, vai para man de 30 annos que te-
moe feilo prova da sabedoria da noisa conitituicao,
ai para maia de 30 anuos que nao se poz em duvi-
da os precarios muito claros, muilo seguros, muito
precisos da conalituicao a ul respeito. E, senho-
res, foro. he conlessar que, altendendo-se bem pa-
ra a* circumslancias do paii, o legislador eonsli-
(uinte foi muito sabio e acetalo no plano da
nossa ooostiluicao tai qual sempre tem sido enten-
dida e secutada : a pea r de lodo, o paiz tem pro-
gredido.
, As eleires, he cerlo, tem-se feito com mais ou
menos abusos ; poreoj he isto expllcavel como na-
tural. No entretanto, depoit de urna prora lao com-
pleta, tio inteira, lao extensa o pair. havia chegado
quidra mais propicia em que os partidos outr'ora
lao discriminados, tao exagerados, depozeram a ef-
ervesceneia das antigs paltes, moderaram-se o mais
possivel; essa cor viva que desenhava cada um dos
partidos se desbotou, a linha que oseslremava quasi
que desapparecen ; petante o poder executivo as ca-
pacidades de am e de outro lado enlraram a ser
aproveitadas. E, senhores, nesla qoadra be quando
se vem com urna innovacAo semelhante ? Pois ago-
r que o svalema da consiiluirac. encontra menos
inconvenientes, por isso que o reeeio deque as elei-
{Oei feilas por carnadas provinciae* sepronunciem
exclusivamente por om partido com cxclutao cerra-
da do outro quasi que tem desapparecido, porque
essa especie de fusilo que os homens dos anligos par-
tidos fizeram perante o poder execotivo que por sua
parle aproveila as capacidades de um e de outro la-
do, o poto a seo lomo tambera a Cara ; o exemplo
partindo doallocala muito, principalmente qoando
he no sentido dos verdadeiros inleresses, e confor-
me os insliuctos generosos da populacho que lal pro-
ceder vai de accordo ; agora pois, quando as elei-
r6es por-carnadas provinciaes sein 'nenhum incon-
veniente podiam continuar a ser fritas, qoando esse
syslema pralicado clesdejpo* taenaw constituidlo cora
aceita^ao de todos M BrVsileiro^rovou to bom re-
tallado no paiz, apezar das criticas circumslancias
por que tem paseado, he que haremos de plano, des-
prezando a lelo tja experiencia, tentar urna tubver-
3o, correr urna verdadeira aventara, fazer urna
esperienca que pode ser fataliasima, arriscando os
mais charos e vitaes inleresses do paiz ".'
E, senhores, como se tenia esta grande innovado'.'
Procura-se, ao menos ostensivamente, combater o
fuuccionalismo ; prope-se o estabelecimento de in-
compatibilidades, eoarclando o direitode volar e de
ser volado, a respeito de varias distes de funeco-
narios pblicos. Ir. avisado o ministerio que tanto
promeve e protege a adopcao deste projecto, quando
assim entende que muilo locra, que muito secundo
as conveniencias, qne muilo conforme eom o que
indica o bem entendido aprecia ment das circums-
lancias do Brasil, est a reforma proposia no pre-
sente projecto ?
Na spparencia oslenta-sc combaler o fuuccionalis-
mo, obstar, pelo menos difficollar, a eleicao de cer-
tos fuuccionarios pblicos que tem ama posicao ad-
quirida, que tem direitos firmados, que tero, por
tervicos prestados, grangeado urna experiencia da
r" at nao pode prescindir o governo. Destes func-
arios alguns slo de ordem qoe, mesmo segundo
a constitnicao do Eslado, estao ou deviam estar in-
teiramente iodependentei do governo ; ontros, por
essa posiro adquirida, por esses, servidos prestados,
e experiencia dos negocios, tambero sao homens ne-
cesarios, estao constituidos em um padecerla inde-
pendencia mesmo para com o governo qoe delles
nao pode prescindir. No entretanto procura-fe ar-
redar da eleicao em geral a estes fonccionarios; e o
qoe se provoca para a sua substituido '.' A nomea-
r.io lalvez de prctendentes para os mismos lugares
oa oulros de maior dependencia do governo ; deste
modo pode ser que venha a ser convertida a cma-
ra dos depotados em ama escala para onde te-
uliam de vir de todos os pontos das diferentes pro-
vincias os prelendentes a uierci'-s e -a despachos do
governo....
O Sr. sii/ueira Qneiroz:Apo\iio.
OSr.Sayao/Abato:.... Porque, senhores, por
um momelo attendamos para as circumslancias do
nosso paiz, apreciemos os hab (os, a ditposicao dos
espiritos dos homeut mais importantes das diferen-
tes localidades.
Os homens mais importantes das difiranles loca-
lidades nao querem ser jurados, nao querem ser ve-
nadores das cmaras muoicipaet, nao querem ser
Sites de piz.no querem ser dopulados provinciaes.
abitos do seo viver, inleresses raaiores, o acanha-
menlo mesmo ; e muitos tem para qualquer pralica
fura das suas occopaces habiloaes, osarredam dese-
melbanles posic.0es. A experiencia demonstra a ver-
dade do que exponho a respeito de muitos, oa para
ruelhor dizer, do geral drjlles, e da-nos a conviccAo
que muilo menos aceilarAo commissoes da ordem do
mandato represen taclo nacional qne os abriga a
raaiores sacrificios, a viagens mais longos, lepiri-
clo por mala lempo de soas casas, e finalmente a
residir por largo eapaeo na capital do imperio, que
de mais a mais, de cerlo lempo a esta parte, muilo
pouco se recommenda aos homens dos diflerentes
pontos do paiz por causa das epidemias repelidas de
que lem sido accorametlida.
Senhoroi, nAo digo nenhuma novidade qoe posta
canear eslranheza ; qualquer que reflectir bem sobre
as circunstancias dos homens notaveisdas diflereotes
localidades, recoohecera a exactidao do qoe acabo
lo observar. Em geral Dio serao estes os homens
qne se proponham a candidatos, e qoe aceitera
mndalo para virem representar sois localidades"
nesla cmara ; por via de regrn serio os protegidos
de laes homens, muitas vezes serAoos mocos que tem
aspiradles u vida publica ; serfio por lano os verda-
deiros pretndanle* ao (unccoialismo. que procu-
rarao a eleicflo como um meio seguro de chegarem a
seus lina, de obterm estes mearnos despachos par* os
lugares que sao couslituidos como causa da incapaci-
dade para a eleicao ; de sorte que o projecto, que-
rendo combaler o fanccionalisiaw, verdadiraraeole
soque faz lie cerccar o dir no de volare de ser
votado era relacao a funcciooai'ios que tem ama po-
sicio adquirida e com ella certa independencia, cons-
Irange o po/o na escolha dos homens da sua confian-
te, ao mesmo lempo deixa ao governo todas atlar-
am, lodos os meios pira pela ana parte discric ionaria-
meute conferir esses mesuios lugares aos que forem
eltitos I
E agora, senhores, reconhecei como o espirito do
projedo esl em diametral opposirao aos preceitos
da eamlituico do Estado. Vede como a constitui-
rn considera o servido da representado nacional ;
he elle eom razo constituido romo o mais impr-
tame, o qoe mais inleressa e importa ao Eslado, o
como tal tem a primazia e preferencia sobre lodos os
nutres serviros. Tudo quanlp esta escripto na cons-
titnicao tcnde a desembarazar e garantir a livre es-
colha do~povo, arredando todos os obstculos, lodos
os/fropeecot qoe o governo, oa por inleresse, ou por
deastramenlo, poderla oppdr. A constituicao esta-
beleee muilo lerminantemenre que todo e qualquer
exereieio de emprego publico, i .excepcAo do de mi-
nistro de eslado ou de eonselheiro de eslado, cessa
durante o periodo do efieetlvo servico da repretenta-
tae nacional. De sorte que a constituyan em todo*
os seus artigue favorece, protege, escoda n exereieio
do mandato, e pelo projecto procura-se quanlo ser
possa em relatan a certas claases embaracar o exer-
eieio do direilo de votar ede ser votado, ao mesmo
lempo que o governo nem ao menos salva o escn-
dalo da incoherencia a mais roanifesta, porque para
se reserva toda a franqoeza e. desembaraco em no-
mear estes mesroos deputados, orna vez eleilot, pira
resque pelo projecto sequer constituir eru-
baracos para a eleicao.
Assiaa, Sr. presidente, cem n reforma proposta da
> por circuios e incompatibilidades nada se
coowgiiir no sentido de erguer de importancia a
cmara do deputados, que parece decahida da sua
anliga forca moral ; nem ella recebera essa nova vi-
da que se suppe trazendo-se para o scu seio o* ho-
mens das localidades os mais importantes; ja porque
em verdade no geral tacs homens nao aceitam, nem
prelendem candidaturas, e j* porque aiod* nAo est
bem demonstrada a excellencia dosystemaque cons-
tilnir principalmente a cmara dos depotados com
os homens das localidades.
Se conseguir-se fazer da cmara dos deputados um
complexo de representantes de localidades que, com
as vistas Uo smente postas do bem-eslar desias lo-
calidades, nem bem altendam, nem comprehendam
os inleresses geraes, he visto que nao se lera dado *
mais consenlanea organisiran cmara dos deputa-
dos ; seria verdadeiramenie ei tragar a harmona do
nos* edificio social, que eom tanta saktjdoria a cons-
tipo coiislruio de modo que cada uda* necessidade
tem o seo meio adoptado de satisfazlo ; para aa ne-
ceaadades municipae* ha as cmaras rounicipaes, pa-
ra as necessidade* provinciaes estabeleceu a conslital-
{ao os conselho* de provincia, e o acto addicional as
assembleat provinciaes, para as necesidades geraes
cmara dos deputados e o senado : vede, senhores,
como esse syslema se harmonia e se conforma ao
grande im de mellior se prover ao bem de lodos E,
seuhores, nAo s essa he a leltra precita e terminan-
te da coMtituicJo, como o seu espirito reconhecido e
apreciado, tendo pateado por dma prova decisiva,
quando em 1834 se fez a reforma da conslituicaodo
imperio, poca em que predominaran! as ideas as
raai exaltadas, em que os que tinham a direccAo dos
negocios do imperio eram homens muilo disposlosa
dar lodo o desenvolviraenlo possivel aos principios
liberaes, e deraais, conhecedores dojogo do syslema
representativo,e das bom enluiididas necesidades do
paiz.que elles estudararu com palriolicoempenho. A
cmara de 1831, habilitada com poderes extraordi-
narios, vola o acto addicional, que reforma varios
t artigos da constituicao ; segando esta reforma, a ca-
pital do imperio lie constituida muuicipie neutro,
perfeitaraente separado em ludo da provincia do Rio
do Janeiro, menos quanlo s eleires geraes ; no ca-
v especial de eleic,oes geraes contina eucorporado
o municipio neutro provincii do Kio de Janeiro,
porque nao era s*A modo algu'n conveniente pres-
cindir do svsteina de eleijOes |jor provincias que a
constituidlo lao precisamen e estatuio. Nao esta
Mise acto addictanal a mais explcita demonstrarlo
da intelligencia do preceilo di cooslitucao do esla-
do e o reconhecimenlo da soa excellencia ? (Apoia-
do.) E, senhores, quando naquella quldra, qoe a
verdade histrica obriga a clarificar de quadra ver-
tiginota.em qoe M'aipiritos nAo podiam ter a calma
e a eircumtpeecao necestria para arredar Innova-
Vw qo talvet podessem ter tocaradis como um
desenvolvimento dos principios liberaes, nflo foi re-
querida iiemelhinte reforma, he que em verdadeel-
la realmente nao approveilava a' cauta da liberdade;
e nem faltava perspicacia nem decisAo ao* infloen-
tes daquell* poca para reconhecerem e relisarem
quaesquer reformas.
Foi forln* qoe nessa quadra ti reconhecesse e se
guardaase o preceilo genuino d* coostituicAo; foi
fortuna, Sr. presidente,porque, gracat aos salularet
principios da constituidlo, o paiz pode vencer gran-
des diniculdades, salvndose em lanas eriset, e po-
de ehegar ao estado em qoe nos adiamos, que nao
deixa de ser lsougeiro, posto que muilo merec* os
ma* serios cuidados do governo, porque, Sr. pre-
sidente, se no interior a situacAo no lie tem difli-
culdadei. muilo principalmente depois que foi sus-
citado o presente projecto de que o actual governo
te inoslra ti estrenuo cimpeao, parecendo al dis-
poslo para promover tua adopeo a lancar nulos de
medidas as mais extraordinaria*, no exterior temos
pendentes questfies muilo serias e que muito intc-
restao a honra e altos inleresses do paiz.
Senhores, gracas sabedoria de nossa conslilui-
c.io, o Brasil progredio e avultoa de um modo no-
tavel relato menle aos nossos vizinhos do Ro da
Praia r esles progressos e posicao do Brasil assegu-
ram-lhe orna infloencia moilo natural, e da qual
cumpre reconhecer que o governo braiileirn nunca
abutou em delrimeulo das repblicas vizinhas, e
bem ao contrario tem sempre procurado ler para
eom ellas a poltica a mais propicia e generosa, que
no entretanto lem sido quasi sempre mal retribuida
e suspeilada. Afinal. Sr. presidente, os ltimos
acontecimentos do Paraguay vieram complicar a po-
sicao do Brasil no Rio da Prata, exigindo do gover-
no imperial toda a proide.ncia e energa na sutlen-
lacao dos legtimos inleresses do imperio. Ora, se
a nosa influencia he devida aos principios salutares
da nossa cousliluicao, se, respeilando e guardando
esses principios, nos temos assim engrandecido e
avanlajado, e constiluimo-nos em um p excedente
pira fazermo-oos respeilaveis e respetados no Rio
da Prala, nesta occasiAo he que de plano havemos
nos afastar da boa senda que temos trilhado, ence-
ladnos urna earreira de innovacOes, correrme* na
verdadeira aventara, jogarmos um jogo arriseadissi-
moV. Senhores, muilo se engaara aqnelle qoe
suppoe que, volado este projecto, ficemos nitto, qoe
no lera consequencias; nAo, meas senhores, agran-
de importancia que en dou a este projecto nao he tan-
to pelo que elle em ti encerra apparentemente, co-
mo pelo que depois delle necessariamenle ha de re-
sultar. Eu o encaro como urna sement qne. Un-
tada a' Ierra, lem de germinar e dar o froelo mas
dainnoso e| penrnheuto. Este projecto em ti nao
era para merecer essa seria alleucao que jem lido,
se nao Tora as consequencias desde que pastar o
principio de qoe se pode locar com mao temeraria
na constituicao, e por urna lei ordinaria innovar re-
gras conililucionaes e ferir direitos, vos veris qoe
esse principio damnoso ha de ler a sua applieacan a
mais desenvolvida; qualquer partido que se levante
no paiz. e que por momelos ganhe nina manira na
cmara, procurar se sustentar na sua vaulajosa po-
sicao por meio de eleires, cujos regulsmentos de-
cretar* Ja mellior maneira que convieran seu gaoho
de causa. E, senhores, nao he possivel qne vos, a-
doplando hoje este projecto, nao obstante preceitos
cunstituconaes /eeonhecidos e praticidos ha mais
de trinta annos; que no futuro nAo venham oolros a
vosso exemplo p*ra salitfacAo de inleresses,Umhem
por sua vez provocar e fazer reformas semelhanles?!
Ora, eu vos vou mostrar praticamente e com me-
llior argumentaran do qoe a apreseoUda pelo Sr.
presidente do conselho na defeza do prijecto, qoe
para dianle qualquer partido pode muito desemba-
raradamenle fazer quaesquer innovaces eleiloraes
na constituirn.
Foi o grande argumento aprcseolado pelo Sr. pre-
sidenta do conselho que o projecto nao oflendia a
constituirlo, porque eslava dentro da espliera ordi-
naraido corpo legislativo o disculi-lo e vola-lo, por
isso que u3o era em si senAo um modo prslico de
regulamcnlar a eleicao. e oo se fazia mais do que
se fez com a lei de 19 de agoslo de iR" e inslruc-
toes de il de marco,|que estabeleceram verdadeiras
incompatibilidades no exereieio de volar para as pra-
cas de pitt, para os prente* al cerlo grao, para os
individuos que nao tivessem cerla residencia no
lugar, liste foi o argumento a que o Sr. presidente
do cpntelho deu muita forca, fazeodo-o valer com
os ampios meios de sua argumentado. Diza S.
Exc.: as pracas de pret pertejicem massa dos
cidadoc brasileiros, podem ler a renda necessaria,
podem eslar no goto dos sens direitos polilicos,
e como nao volar ? Verdadeira limilaclo ao
direilo de volar he a disposicao da le a lal
respeito. Ora, por tal modo, Sr. presidente,
nobre presidente do conselho argumentava do fado
par* o direilo ; porque se lioha feilo essa limitac.lo,
o nobre presidente do conselho entenda que nao
poda haver mais escrpulo em votar oolras e moilo
diversas, como sao as que se coutm nesle projec-
to ; assim pois o argumento de S. Exc. equivale a
dizer ; a constituicao j nao he um virgem, he
urna prostitu* de que se pode abusar Mas, Sr.
presidente,s refliclo noi precedentes invocados pelo
Sr. presidenledo conselho, explico satisfactoria-
mente g decretarlo delles. Taes disposiroes fuada-
vam-se por lal mudo nos principios os miis comesi-
nhi nu nosso direilo em casos anlogos, qoe com
razio a ninguem causou eslranheza o estabeleci-
mento (felina), que a lodos sempre parecerim muito
conforma j nalureza das cousas, e at muito de ar>
cordo com o espirito da cnntlilui(o, qoando esta-
tuio qne os religiosos oa oalros individuos clausura-
dos nao possam votar, por isso qoe, sequestrados do
secuto, nao podem lar conheclmenlo dos sea* verda-
deiros inle resaes; qoando estabeleceu em outro ar-
tigo qoe os criados de servir dao possam volar, por-
que, yiyeodo em um capliveiro que se impozeram,
na sujeica* de um amo, nao podem ter a indepen-
dencia necessaria par* exereer o direilo de votar.
Esl bem visto que nao ponto tes artigo* da
constituicao para concluir qoe nelles esl consigna-
da claramente cxclusAo das pracas de prel, roas
13o somante para obtaajnr que o legislador ordina-
rio acompaohou o MixUrn 4* contliluicao quando
excluio as pracas de pieMt*,|eco do voto elei-
lorai. vislo que participa! ella* da nalureza dos
elaosurados. viven*, em quarleis muito coarclados
no trato ordinario da vida em relacAo do* ciernis ci-
dadus ; e pete qoe du respeiloa sujeieAo ; sem du-
vida alguma que a disciplina militar os colloca em
eslado de verdadeira capliveiro, repugnante com
livre arbitrio, que he a coodicao esseeial do di-
reilo de votar.
cmara dos deputados, e conservis a anliga eleicao
por provincias para o senado*! Se adiis que havr
sinceridade e verdade na eleirAo dos depulados feila
pelos circuios eleiloraes, porque nao applicais esse
mesmo syslema de eleicao ao senado'.' I>e sorte que,
segundo o voso raciocinio, fica o senado tendo sup-
prido por o anligo syslema de eleicAo, tyalema im-
perfeiio e corrglvel, segundo a vosea opimAo, e as-
sim a cmara dos deputados liea contliluida um cor-
po mais heterogneo do que o senado E nao ficar
assim o senado mais expolio? Aquelles que atacara a
nsiiiiiiciio do senado, eu que pelo menos querem a
ana reforma, firmados na imporlancia da cmara dos
depulados, nao dirao : No* s reconhecemos c-
mara dos deputados como a legitima representante
do pait, porque osseat membrossAoeleitos fielmen-
te pelo povo, e o senado nao ; o senado, esse corpo
caduco, he creadj pelo syslema antign, syslema fal-
to, por ese syslema que tendo tido pratlcado du-
rante 30 annos inteiros, foi por urna lei ordinaria ar-
redado, porque era roim e vicioso ? O senado por-
tanlo n,1o he representante do paiz. E eis-aqui
ameacado o senado bratileiro I
Senhores, o senado, lal qual se aclia eslabelecido.
tem por sua parte correspondido confian;* do paiz
e provado toda a sabedoria da uossa constituicao-; o
senado lem prestado grandes serviros, e servicos tao
ellicazes e valiosos, que sSo bem atsignalados por
este raneur que algum da foi manifeslado mesmo
no seio desta cmara contra o senado, por esse ren-
cor de que temos innumeraveis documentos nos es-
criplos peridicos que tem circulado pelo imperio, e
a ninguem he desconhecidoque anda ha muitos que
nutrem m.i vontade contra o senado, e aioda nao re-
negaran) os seos antigos compromissos.
Mas, senhores, anda em 1818 o nobre presidente
do conselho sustenlava qoe para a eleicio do sena-
do, que he um corpo vitalicio, era indispensavel
que o modo da cleir.io fosse por provincias, porque
nisto havia urna graude garanta ; o senador nao se
renovava tenlo com a morte, e enlAo era necesario
todo o cuidado- na sua escolha. Desta palavra do
Sr. presidente do conselho, parece poder lirar-sea
conclusao de que, quanlo cmara dos depulados,
podia-se facilitar alguma cousa, por isso que o lem-
po corr* depressa, e no fim dos 4 annos vinha o cor-
rectivo.
Ora, senhores, se o nobre presidente do conselho
assim argumentava, ese procedendo este argumen-
to o senado nAo fica exposto eom o projecto. porque
N sua eleicao he mis valiosa, qual he a conclutao
i lirar ? He que seja amesquinhud* a cmara dos
lambem semelhante disposicao foi tomada com
quiescencia geral do paiz, e sem o menor escn-
delo de algnem lodos a aceilaram como moilo ra-
zoavel. como tendo dictada pelo bom tenso, e de
algum modo escudada oos preceites da constituirlo
Mas que vem o argumento do Sr. presidente do
conselho 7 Para convencer-nos de qoe o legislador
ordiuano tem lambem o direilo de decretar, que
Ues e laes funeconarios pblicos nAo podem ser vo-
lados em certot districto, qoe laes e lees eleilores
uo podem volar nesses fuuccionarios anda qoe
Ins mereram confianza 1
Mas, senhores, *e de um f*cto se pode tirar rgo-
meuto para o direilo, de um facto desl* especie o
que he que se pode concluir? Que analoga haen-
parnchia. Entrado que nisto dAo-se algans incon-
venientes, porque em cerlot logares o municipio te
compile de orna s parochia, o presidente da cma-
ra municipal e o eleilor mal* volado da parochia
sAo quasi sempre feilura da influencia da localidade
e por conseguinte) na reclamaran decide-se esta met-
ro* influencia.
Eu quizera que esle conselho de recurso se com-
puzesse de maior numero de pessoas, islo he, dos
presidente* de todas as cmara* rounicipaes que
conitituein os circuios, e lambem dos eleilores mais
votados de cada parochia, porque ama parochia,
por exemplo, qoe qoizesse dar um numero maior de
pessoas qualilicada.-.tinlia de soflrer a fitcalisarao das
outras parochia*,* a potencia do lugar licar cora me-
nur influencia.Nos sabemos.senhores,que esse conse-
lho de recurso lera muila importancia,* portanlo he
de necessidade que at raspectivas influencias locaes
sejara contrabalanradas,para que urna nao tome loda
a preponderancia necireulo.
I ambem, Sr. pe-tidoule, seria majt conveniente
que no projecto se augmentasse o numero dos elei-
lores.
Desejava igualmeole, j que se traa de urna re-
forma parlamentar, que as incompatibilidades se
estendessem maia. que se julgassem incompaliveis
com o cargo de deputado certos lugares de admi-
nistrarlo.
Um* oulra medida que me parece de muila im-
portancia, e foi il cerlo ponto j lembrada, quando
no parecer do nobre senador se estabelecia que o*
depulados nao pudestem aceitar Minios e condecora-
coes,.desejra que se estendesse aos empregospbli-
cos ; aos deputados no devia ser permittido aceitar
empregos pblicos, enao os que Ihes perlencem por
pura e simple* amiguidade. (Apoiidos.)
Mas, Sr. presidente, se o projecto, segando o meu
modo de e.Hender, ainda nAo satisfaz completamen-
te aludo qoaolo eujulgo que convinha satisfacer,
deverei eu volar contra elle, ou a favor ? Nao tre-
pido, hei de votar a (avor do projecto, pois que ae-
Ihora muito o nniso syslema eleitoral. Apolade*.'
Sr. presidente, j o piit esla cansado e cansad-
simo de cmaras unnimes.
O Sr. Figueira de Mello :Nunca as houve.
O Sr. E. Franca :O paiz j nio pode mais to-
lerar que as cmara* nao sejim sua expretsaO ge-
rmina.
Diz-se qae projecto, embora vede qoe o juiz *e-
ja aleito na sua comarca, lodavjniao veda as troeat.
Em primeire lugar enlendo que eslas trocas sao dif-
licitiraas. En honra da magistratura direi qoe o
* -------------,----------------------------------------_--------"v......a?. L.IH IIUII1C. Ul
depulados, para que ao modo da cmaro de depata- juiz, apezar mesmo de receber votos n ua comar-
dos.de irania no imperio de Luiz Napoleao, venha ca pela sua nica posic^
Ir praras de prel e os fuuccionarios pblicos de que
trata o artigo, que sAo eidadaot brasileiros muilo
quahficados e quasi sempre tendo todas a* condi-
coe da eligibilidade Nolai, senhores, que ao lem-
po, em que se promulgou acousltuAo, e os fados
coiislanles nao o desmentem, eram justamente qua-
si todos estes fanecionarios considerados como os
mais aptos para servirem na representadlo nacional
porque fra da classe dos empregados pblicos ha-
va em gerl escasez de lotes e muito acaohamento.
Pois bem, se vos, com o argumento das praca d
prel, chegais conclusao da adopcao desle projecto
adoptado elle, qualquer innovador poder achar un
argumente muito valioso as suas disposIcOes para
tornar extensiva* aioda outras classes a restriccao
do direilo de volar ; poderao, (wr exenplo, diter
que os eleilores em qualquer parte do imperio em
que su acliarem nAo podero dar os seui vol* aos
criados de honra do imperador, porque por sua po-
ticAo immedi.la pessoa de S. M., refleclindo o
Dniho e esplendor da corda, podem fascinar a cer-
tos eleitores e arraocar-lhes os votos, e deste modo
lerem preferencia ubre oalros qae, nAo lendo a
mesma posiciio vantajosa, talvet mellior servase*
ni reprejenuc^o nacional. (Apoiados.) Por Unto,
incompalibilidade eom elle*.
Mas, senhores. os criado de S. M. sao cidadaos
brasileiros qualificados ; sobre elles nao pesa o aua-
themii de serem indignos da confiante do povo, am-
ilanen que podem bem merecer por muitos ttulos.
(Apoiadot.) Mas lambem toilos os funeconarios p-
blicos de que trata o projedo erara cidadaos muilo
quahficados e podjam bem merecer a eonuanca do
povo, e no entretanto ja foram excluidos. E assim
por diente.
Sr. presidente, votado esle projecto se da um
grande passo para todas atinnovacespossves e mes-
mo impossivert, atienta a ndole e conheclmenlo
pratico Jos verdadeiros intereses da populacao do
imperio ; todas aa innovar/les que eu coosidero por
em quanlo imposiveis podem ser Irazidos depois,
porque o passo que *e lem de dar para ellas he mui-
to menor do que iquelle que te vai dsr com esla
le ; dado este a pedra esl desprennida do cabero
da raonlanha, c vai rolando tem que haja forras
nem dedicacao possives para oppor-lhe um para-
deiro.
Senhores, he preciso allcndermos com seriedade
para at circumslancias do imperio ; o somno do go-
verno que nao se convert em lethsrgla, se nao quer
correr serios riscos e perigos. He insensato o pilo-
to que, por var o mar chao e a virarlo propicia,
despreta inteiramcule o governo do navio, e deixa
perder lodos os instrumentos quo sAo ot uoicos
meios de salvaran na orcaaiao do temporal.
Sr. presidente, uAo esl varrido da memoria de
nos oulros, da consciencia publica, que o senado
do Brasil he urna verdadeira pedra de escndalo pa-
ra um partido que nao deixa de ler imporlancia c
ramilicar/ies uo imperio ; esla cmara mesmo he tes-
lemunha de que alguma voz j se levantou fallando
na reforma do senado ; e esta reforma lie um dos
planos, e quasi, por assim dizer, um dos compro-
missos desse partido.
O Sr. CarrOo: Nao apoiado.
O Sr.Sayao Lobato : Mas, senhores, o que faz
o projecto a esle respeito ? Pc o senado n'uraa posi
S3o muilo especial, e lalvez mais ex posta e sujeit* u
onda do nivelamento.
Pois, senhoras, a cuntliloicao do Eslado lendo tao
categricamente determinado que a eleicao dos de-
putados e senadores se faja pelo mesmo modo, v*
achais razes sufficentes pan eslibeiecer o syslema
da eleicao por dislnclos eleiloraes ungulares pura a
tratar para aqu lmente de queslezinhas de loca-
lidades, ^f
Exprimirlcfo-me assim, Sr. presidente, nao lenho
em vista lazer urna referencia, e fi-lo nico e ex-
clusivamente para hzer sentir a alia inconvenien-
cia que resulla,do projedo; longe de mim qual-
quer peosamenlo que nao seja esle, porqoe he mi-
nha convccao, e de todos os Brasileiros, qoe o Im-
perio do Brasil j.unis ser governado por hraco.Na-
poleonico. rApoiado*.,) o tyslema represenUtivo,
por mais que Ihe facam, por mais qae se desviem
delle, nao digo de m* f, porra por meios muilo
avessos es verdadeiras conveniencias publicas, adia-
se bem firmado entre nos, e jamis te conseguir
que o fruclo qoe foi provado por 30 annos, apezar
de (odas as contrariedades das circumslancias criti-
cas por qoe temos passado.detappareca da Ierra vir-
gem da America, deste imperio do Brasil. Muitos
apoiados.)
E, Sr. presidente, tendo chegado as minhas ob-
servarse* aos tristes coronarios que se derivarlo
desle projecto, devo completar o meu pensamenlo
expondo-o com toda a franqoeza ; adoptado o pre-
sento projecto como o salvalerio (embora nao seja
no sentido designado pelo nobre presidente do con-
selho. como o grande correctivo qae vai por termo
aos abusos eleiloraes at aqu praticados, a conse-
quencia necessaria, he que cabe os previno** dos
homem anda os mais myopes, he que se o* abuses
que se experimentan! e se deploram no presente nao
desapparecerem, (e ha loda a razAo para que nAo
desappirerim, e antes em muito ter-se-
ha reconhecido que nAn he no modo pajjjil 11 elei-
cao que esl o grande mal que convrrrremediar...
Os innovadores dirigirlo suas villa* para a consli-
tiluicao do poder, e nesa obra de reorganisaeo da
auloridade. lalvez nem as proprias prerogalivas da
coroasejampoupadas; assim lado ficar posto em
questao, ludo ser posto em duvula....
Sr. presidente, eu devo rematar o meu discurso,
e devo remala-lo chamando a atiendo da cmara
para historia do paiz, pedindo sua ponderaca a
respeito dos 30 annos pasados. A cmara conside-
re o benfico nfluto da nossa eonslnicao dorante
.10 annos. Veja como esa arca sania sempre pai-
rou sobranceir.i a (odas as pretencOes e demonslra-
Soes anda dos partidos os mais exagerados, e como
tao sement por virlude desse* principios salutares
esle imperio tem-se conservado unido, lem proce-
dido, tem avultado, e he considerado no rmindo ci-
vilizado como o grandp imperio da Amrica !
Senhores, o fruclo de urna experiencia 18o longa
uAo deve ter malbaraleado. Nao agrade a Dos que
nesla quadra IAo propicia para que continuemos a
proaedir, lenhamos de receber urna triste licao pro-
vando a fraglidade e miseria humana ; que ste im-
perio, que em occasides tao criticas, gratas Divina
Providencia foi *lvo, agora parecendo ler diegado
a um estado de seguranr-a em que a prudencia hu-
mana por si sr'idevia bastar para sea bom governo,
leoha de ser oulra vez subvertido, e exposto a lodos
os atares da fortuna ; e quem podera prever o resul-
tado lina! 7 I
Nao permuta Deo, Sr. presdeme, que seja esta
cmara, na sua quasi generalidade composta de ho-
lneos qoe sempre pcrlenceram ao parlido conserva-
dor, quem, renegando lodo o sea pastado, concorra
com o seu vol para qae seja adoptada urna medida
inconstitucional, e que lalvez (raga a ruina desle
grande imperio.
Tenho concluido.
Vozet : Muilo bem, muilo bem.
O Sr. Eduardo /-ranea defende o projedo em
todot ot seos pontos e conclue assim :
Agora Sr. presdeme, Iratarei de ventilar a qaes-
lao se he til ou nao restringir enes direilo* aos em-
pregados publico* ; he ama questao mui diversa ;
mas reronhecida a utilidade da restriccao nao ha im-
possibilidade era decreta-la,porque a constituicao oao
o prohibe. Se portanlo, Sr.presidente, te demont-
re r qae parea liberdade do voto, qae para ama
melhor represenlacSo nacional, que para boa
administtacao da jaslica, he de absoluta necet-
sidade que certas reslriccoe* de direitos que
competera ao simples cidadao sejaro impostas aos
empregados pblicos, a csnstiluico nao veda que
ella seja eslabelecida, e al sera om absurdo pen-
sar-se que, reconhecendo-se, nao poda haver boa
administraran da jottica sem a restriccao de certos
direitos aos migislrados, a nossa coiisliiuiro, tilo
sabia e previdente, se opputesse a urna medida 13o
titular e indispensavel. (Apoiado.)
(Ha om aparte qae nao ouvimos.)
Eu estou tratando de examinar se as incompati-
bilidades devem ser semiente para os empregados in-
cluidos no projedo ; estou tratando sim da questao
geral da roiistilucionalidade das incompatibilidades.
Mas, senhores, a discawao no* mostrara te he ueces-
aariu estender mais es* medida, ou se nao he neces-
sarin estende-la tanto ; e se se entender, que aos
lentes das escolas de medicina, ou das academias ju-
rdicas, se deve restringir o direilo de volar e ter
volado, podemos tem escrpulo algum de inconsli-
tueionalidade votar por essa medida. Pens, porem
que os funeconarios pcihlicos de que se uceupa
projedo nao estilo no caso da outros ; elles exei-
cem emprego* pelos quaes influem poderosamente
no animo dos eleilores. Ninguem conteslou espe-
cialmente a limil.itAn proposta para com os presi-
dentes de provincia e oulros empregados, lodos os
argumentos contra o projedo tem convergido sobre
a magistratura. O illoslre senador o Sr. Eusebio
de Oueirot, (Ao convencido eslava quando ministro
que a ausencia dot juites de direilo das suas comar-
cas produtia males administradlo da juslica, e
que a eleicao deses magistrados he urna das causas
principar* desta ausencia, tao convencido eslava e
esta anda hoje desse mal, qne quer e procuran ti-
rar do juiz de direilo al o desejo de ser deputado
(risadas!, e itto porque elle entende muito bem que
a falta dot magistrados nos teas lugares perora mui-
lo a administraran da juslica. Mas os meios pro-
postos pelo nebre.senador nao seriAo (ambem ollen-
sivos da constituirlo ? Nao ser urna ollensa feila
nos* constiluicAo por pis e embiracos i eleicao de
um magistrado ? Se o magistrado, como se dit, lem
pleno direitode ser votado, elle nao pode soffrer
quebra alguma nesse direilo ; dever-se-ha por ven-
tura estabeleeer qualquer medida,mesmo mait indi-
recia, qoe venha contrariar um direilo que compele
ao magistrado, e deven elle padecer porque usa do
seu direilo ? De cerlo nao ; aa medidas propostas
pelo nobre senador eslAo no mesmo caso que as ou-
tras, differiram tmenle pela inlensidade e pela em-
cacidade, mas sao da metma natureaa. Apoiados.)
Se as prapostas no projecto sao inconstilucionaet,
lambem o sao aquellas que no entender do Ilustre
senador, teodem a tirar at o desejo de ter deputa-
do, porque se nAo consegoem esle fim serao impro-
licuas, e, como as oulras atlentitiiri dos direitos,
que, se pensa, nAo podem ser restringidos. Poit
entilo o magistrado estando doenle, por exemplo
nao perle o lempo do seu exereieio, e por ser re-
presentante da nac.ao, por vir aqui exereer um di-
reilo poltico, ha de perde-lo ?
(Ha um aparte.'
Esle argumento da puticSn de um lente e da de
um magistrado nao sei que valor possa ter, nAo ha
pandado alguma; qoe influencia pode ler um len-
te era comparasao com ura magistrado ? Mas era
hm, se he necetsano para a liberdade do voto, para
a boa represenlaco do paiz, que a profitsao de len-
te seja incompalivel cora a eleicJo de deputado. vo-
larei pursso.
n Sr. I'aula Candido : Apoiado, lambem oo.
O Sr. I;, l-ranea : Pento, Sr. presidente, que
tenho apresentado raz.les.que lem alguma proce-
dencia. (Apoiados.)
O projedo que se discute satisfar a todas as ne-
cesMilades publicas!
Vina voz: Ela he que he a quesillo.
OSr. E. Franca : A primeira qneslAo he se
satisfar completamente a todas as necessidade* do
paiz ; a segunda he se, apezar de no satisfazer
completamente, nao he sempre melhor do jue
.iquilla que existe.
Enlendo, Sr. presdeole, que ha algumas oulras
cousas que daveriaro ter contempladas ueste projec-
lo ; por exemplo, relativamente qualiliracAo.
Em urna eleicao indirecta urna boa qualificarAo in-
llue muilo obre o seo resultado. Pela lei actual a*
recUroicoei tao feila* perante nm conselho cranos-
lo do juiz municipal, e do eleitor mais volado da
poaicao de juiz, todava o faz com
certa decencia, em quanlo que cora eslas troca* o
juiz de urna comarca nao lem as raesraas prerogali-
vas para o* eleilores de oulra comarca, e enlio seria
necessario qu**o juit respectivo, deixando a* regrat
da decencia, Influste para que os votos dos eleilores
da toa comarca recahisem nos joitet de outras co-
marcas. Por contequencia, Sr. presidente, cate pro-
jecto sempre melbora algumacnuta o estado actual,
poit que me parece imposivel que um juit que le-
nha om pouc* de honeslidade possa fazer troca* e
baldrocas. (Risadis.)
Sr. presideate, o projecto que se discute, com-
quauto potta anda receber melhoramentos, todava
ha um bem', he ura grande pan* que se d para que
o paiz seja bem representado. (Apoiadot.) E talvet
mesmo nao fosse muilo conveniente fazer reformas
inteiramente radicaos no actual syslema eleitoral;
mat, senhores, entre esse desejo de ludo reformar,
de fazer urna reforma completamente radical, e o
detejo de nio fazer reformai alguma, me parece qoe
ha alguma costa que te deva adoptar.
Pela opiata* do nobre deputado que acabou de
fallar nao se devia fazer a menor alteradlo ; mas eu
detejaria qae o nobre deputado livesse lido esta opi-
mAo qoando se tratoa de reformar certas leis, quan-
do se fet a lei de 3 de dezemhrn,creando juites tem-
porarios ao pasto que a constituicao quer que elles
sejira perpetuos. (Apoiados.)
Senhores, sejimos justos, deiiemos certas opioioes
exageradas ; no diz a consliluic.au lo claramente
que o juiz deve ser perpetuo, que os tribonaes se-
jam compostos de jurados e de juizes perpetuos ?
Pois ciiiao pan qoe se entregaran! a* caasa* civeis,
importantes, como tao, a juizes temporarios? Entre-
tanto, te o governo propuzesse urna reforma de*s*
lei, como eu acho que devia propr, os senhores ha-
viara de gritar contra semelhante innovacao.
Senhores, a conclusao que se pode tirar da opi-
mAo do nobre deputado he que elevemos licar no
latu quo ; nada de progresso, qoando a nossa cons-
tituicAo he to progresssla, que atenlendeu que at
necesidades publicas podiam fazer conhecer que al-
guns de seut artigos mereciam ser reformados, e
permillio a sua propria reforma. He poi* anti-cons-
lilocional aquella que nao quer o progresso,
Cruzam-se diferente* apartes.)
Sr. presidente, parece-me que mottrei que a elei-
cao por circuios e ai incompatibilidades silo dua*
medidas moilissimo convenientes, nao para ga-
rantir a liberdade do vol, como lambem para haver
urna melhor represenlaco parlamentar, e conjunc
tamenle boa admnitlracito da Justina.
Igualmente moslrci que no havia offensa alguma
constiiuirAo na decrelacao destas medidas; ecomo
ea enlendo que actual lei de eleicoes d lugar
que o povo nao possa votar livreraente no seus re-
presentantes, |ulgo que he mister reforma-la. E se
este projedo, mesmo cora algn* defeilos qae tem,
melhora muilo a maueira de se eleger a representa-
ran nacional, como fit ver, hei de votar por elle, e
conlra toda e qualquer emenda que tender a emba-
razar a toa adopcao. (Apoiadot.) Senhores, vamos
pouco a pouco. pingrediudo ; entendo qae o governo
defendendo este projecto, est no progreso, e por-
tanlo hei de apoia-lo ; e toda* as vezes que se pnzer
no regreso hei de combat-lo. Risadas ; apoiadot.)
A actual lei de eleires nAo da bailante garanlia pa-
ra ama escolha livre; o povo nao pode mus soffrer
imposires de lisias de designados, he mister acabar
com estas eleires, qne nao representara a vonlade
do paiz. He mister que a constituirlo teja ama rea-
lidade, e nao o pode ser tem que o povo vote livre-
raente em seas representantes. Vol a favor do pro-
jecto. (Muilo bem, apoiados.)
A dicnisio dea adiada pela hora.
O Sr. Prndenle marca a ordem do dia c levanta
a aessao.
iwatji
CORRESPONDENCIAS SO DIARIO DE
PERNAMBCO.
AMAZONAS.
Barra 26 de agosto de 1855.
NAo Ihe cont! o xito da expedcao do velho Bcm-
ficii'pira os campos do Ro Branco; que linha es-
pertado nosso vivo interese e as mais sinceras svm-
pathias de urna capital afamada, eujo apetite achou
cellos em quanta correspondencia daqui tem havidu
e na qual se esperava por fim geralmente (com al-
gumat exceptes sempre; depois da sabida da famo-
sa expedcao do bichare! Miranda, comluzida por
Bemfica, ver esle digno cidadao romper em breve o
malo que nos circunda de muilo perlo i' frente dos
bois do Rio Branco, presurosos de tegui-los para a-
proveilarem-te da occasiao que o bem merecido vi-
ce-pretidenle Ijies oderecia de acliarem o caminho
da sua barriga.
Eis o relatorio resumido da expedigo: lllm. e
Exm. Sr. Tendo V. Exc. na sua sabedoria acerta-
do que para penetrar da Barra aot campos do Rio
Branco oa destes oltimos a cdade da Barra, era em
priraeiro lugar indispensavel nao lahirmo* nem dos
mesmos campos nem da Barra, mis sim de m pon-
to terceiro panto qual V. Exc. se dignou apuntar-
nos a bocea do rio Janapiri, assim litemos en o dia
16 de junho, e continuamos de subir aqnelle rio, pe-
netrados da sabedoria de V. Exc, que assim linha
determinado, corroborando a nossa comunica pela
reflexio do que effectivamente tendo at agora o
cumprimenlo e a direccao daquelle rio inteiramenle
desconhecidos; nao havia razio de negar-te qne elle
lalvez visae ou da vizinhanca da Barra oa do* cam-
pos do Hio Branco mesmo; como igualmente poda
sea curto das serranas de alguma das (jnia-
geiris qae nesla latilude lazem limite ao
inio brasileiro. '
pois eoatinuamos a subir o dilo rio Jana-
roargee cuberas de mata virgem, nao en-
o a m4f**m-al que em 1 de agosto nSo
rmenle onde nosachavamus, nAo ha ven-
do razao algum* qoe nos convencesse de que nao
eslavamm ao territorio francez, hollandet ou inglet,
ou junios t viziuhacicas, do lugar tremebundo onde
acaba a Ierra, e onde chegando o incauto oa temera-
rio mortal cabe tomado de irresistivel vertigein no
vacuo do infinito, nao no* parecendo fim algum te
continusemos, ceino tao pouco nao nos podamos
dar conta exacta oa raolvo palpavel ao noso racio-
cinio, porque teahMRos al l chegado, e nao lalvez
feito o mesmo caminho em algum outro rio que cor-
rease em di recri oppotla, asim na sobredi la dala
(I de agoslo) resolvemos de regresar, o que ellclua-
mos felizmente eiemalgoma novidade em 11 do mes-
mo met. Temo* visto innameros tucanos, peixe* e
lartarugas qae eram muilo taborosas, temo* patudo
diversas cachoeirat, as oncas pareciam plantada*,
quasi qne chegavam a' falla. Taes, Exm. Sr., sao ot
resultados dos nosso* trabalhot, que por dout cootos
que nicamente eutlou a expedicn. a nafao compra
muilo barato. Da*j* guarde a V. Exc, etc.Asig-
nado.
Bemfiea-Salgado, he por copia conforme. (H.)
26 de selembro.
Depois di minha caita de 9 do crreme, nao te-
mo* receido milicia ulteriores d* fronteira perua-
na. Achando-se interinamente o governo da pro-
vincia em maos imbreeis,achou conveniente encobrir
as suas Tallas por meio do mais profundo myslerio.
Assim, o simulacro de jornal que lemnt aqui, pago
pelo governo para publicar ot idos assigna lados pe-
la inepcia e ignorancia dot nossos legisladores pro-
vinciaes, e para applaudir em lodos ot sentidos os
seut feitos, anda nao diste urna i palavra tobre o
que se pasou em Tabalinga a 18 e 19 do mez pai-
tado.
O Diario do Grao Para de 5, 6 oa de 14 do cr-
reme, que acabamos de receber pelo paquete che-
gado honlera, diz alguma coma a esle respeito, e
nAo duvidn que nao lenha rerebliln correspondencias
nem jornies do Par.que confirmem o que Ihe ditte
na minha caria de 9.
Todavia para fazer algaras cnuta, o v ice-presi-
dente eoviou um magistrado (o promotor publico de
Ega) om tal Tapajoz. par* proceder n um inquerto
relativamente aosfactot oceorrirlns a 18 e 19 de agos-
to em Tabalinga, alim de dar ao governo do Ro
mais infrmateos ampl.it do que as conteudas no re-
latorio primitivo do capitn I jaree.
O lal Tnpajoz parti no navio da enmpanhia do
Amstons, Marojo, que pela qaarla vez esle anno
se dirigi a Nauta.
A rirnsperidade da eororranhia asim como o alvo
benfico que ella deve realisir em favor da provin-
cia e do paiz em geral, exigiram igualmente ama vi-
gilancia inteligente e integra da parle do proprio
governo, visto qu* o respectivo director est dema-
siado longo, demasiado preoecupado com oolros ne-
gocio nio menos importante! para ti, de sorte que
elle ainda nao leve lempo de ver as cousas por seut
proprint olhot, ao passo qae ao mesmo lempo, ex-
cepcJo do gerente P om mioceno inlelligenle, ot outro* agentes e a com-
panhiaem geral, nao estao nem pelos seus condec-
raeutot, nem pela sua educarAo, nem pelos seu$ an-
teeedtntes ao alcance da iua posicao. Os seus en-
satas de colonias nao pauam de tentativas, nem de
golphaos, que ibtorvom j os lucros da companhia.
I'ode-se diter tem exagerarlo que al o prsenle, o
commercio e o paiz am geral lem Uo pouco experi-
meutado at vantagent qae promeltiam, e que deve-
ria proporcionar a navegacao a vapor argauisada no
primeira ro do univerio, e eom que o goveroo jus-
tamente quiz dolar as provincial do Para e do Ama-
zonas, que se a companhia ainda he conservada he
antes para tervir-lhe de desculpa, e pode dizer qoe
tem urna navegacao a vapor no Amazooas.
N'uma palavra, as partidas e as vollas tao lao re-
galares, especialmente na primeira liohaa do Pa-
ra para aqui he sempre entre6 e 8, 24e 26 de
cada mez que nos chega navio ; o vapor Monarcha,
faz lodos os metes o tea trajelo no Rio Negro, qu*
n,1o pasta de um razzio nos cofres pblicos daudo
cnnlos de res companhia, tem ler nem passageirot,
nem mercadoriat, nem carias para transportar.
Creio ter-lhe dito que na primeira viagem San-
ta Isabel, que he o punto final desta linha e a va-
rias outras povoa villas, porque este vocabulo te liga idea de urna
populacao humana), o navio nao encontrn alma vi-
va. Alm do Monarcha que he posto, como sabe,
em quarenlena em um braco morto abaixo do I.re-
lo, e que ah lem passado mais de nm met, esleve
da mait a mais enealhado ha pouco lempo no Rio
Negra baixo de Serpa, por eapaeo de 16 hora*.
0 notte governo interino vai de peior a peior, e
cometa a cantar a paciencia exemplar da* nossas po-
pularnos ; as prevarcameles dos juites, (ereahiras da
presidencia' ot abusos, ot escndalo que te prali-
cam, que tem excitado a iudignacao do publico e
que tem encontrado echos verdicos e importantes
em varios jornaet do Rio e do Para, sao tanto* qu*
nio podem ter enumerados.
Seiba que um dot nosos vice-presidentes, genl-
menle condecido pelo fabrcame borrinho ou burro,
he om dot hument que um dia lalvez lenha de di-
rigir at redeas do governo da provincia do Amato-
as As iroroentas facanhas do Sr. Mallos, lam-
bem pretenden ce presidencia segundo ot boatos qoe
correm, te acham plenamente dasenvolvid.it pelo
Curapura no Diario do Grito Para de 5, 6 e 14 do
correle, e nao deixam de excitar a indignarao pu-
blica conlra esla pertonagem.
Emfim, as loucaras ata namero do bicharel em
scenciai jurdicas e saeta** ao infinitas. A navega-
cao do Rio Branco qoe) tota consumido mais de tre
zenlos conlos de reit, lem aberto urna brecha mu
sensivel not cofres pblicos.
Havia aqu am francez, M. Vidal Gocidin, a quem
Mr. Penna confiara interinamente a cadeira defrao-
cez nu seminario episcopal, e qae deeempenhiva sa-
tisfactoriamente os seut deveres, vista da applica-
CAo e do amor que tinha pelo entino, da intelligen-
cia e dos conheciroentos da lingo* patria que pos-
suia, ao qual junlava am comporlamenlo moral ir-
reprehensivei, Mr. inenian tinha contra ti o Sr. Mi-
randa, o vice-pretidenteem exereieio e alguns ou-
tros competidores ; primeiramente o defeilo de ter
francez, e depois cireumstancia de receber am or-
denado de 509000 rt. mensaes qne era necesario
tirar para dar a urna pessoa qoe lioha amigos, a
qual por outro lado merece porque lem influencia
eleitoral e cuja peuna e etpirito cauum surtos.
Asim Mr. Oucidan foi demitlido da* suas func-
coes, depois da forca de um concurso, e a cadvrade
francez confiada a am* pessoa que nem ao menos sa
be dizer bonjour monsieur !
Nao lenho preteocao alguma a si* lagar, ao qual
oAo concurr, mat desejira qoe o servico publico e
especialmente a instrucc.io da juventude, cessasse
de ser considerada como urna farra organisada l-
mente para ter explorada pelo nepotismo. Desejava
que ot examinadores do Sr. Jos Pedro Paragaass
provassera que elle sabe francez para entinar, oo
para fallar e responder nesle bello idioma.
Sau venerador e criado, ,
PARA'.
Belem 3deootobro.
Pnncipi.irei hoje pedindo, primeiro desculpa por
nao ler cumprdo a minha missao de Ihe dar noti-
cia* daqui pelo vapor passado ; nao foi voluntaria
esta falta, e sim por ter soOrido nm nao pequeo in-
commodo em minha saude, do qual gracas a Divina
Providencia estou livre : em segando lugar, per-
mis'ilo para servir-me de suas conceituadss colum-
nas alim de fazer urna obra de caridade, dando am
conselho ao meu collega correspondente oesla pro-
vincia, o quil vem a ser que quando nao livermos
geilo para urna cousa he prudente no nos metler-
mos nella, porque quando a nalureza nAo ojuda he
escusado forra-la.
. Mat, pergunlar-mc-ha elle, qual he a applcaco
desta verdade ?
Para que nao se d elle a esse incoanmodo, nem
conlinoe por mait lempo na illnsao em que vive,
vou ja satisfazer a sua alia* jada curiosidade anl-
cipando a devido retpoili, e he que pensando elle
divertir os seus numerosos leilores como que chama
estyllo faceto, nao pasta de um remendilo de gracas
detemxabidas, pois que falla-lhe a naluraia, do que
se pode bem cooelair que os seus leilores rr-se-hao
tua cusa, he verdade, mas nAo do sal que Ihe
acham, senAo pela louca prelencao qae o leva a nao
e conhecer.
A proposito,devo declarar Ihe, que prefer dar ao
oulro seu correspondente o Iratamento decollsgaao
de co-correspnndenle, cruz, capeta, que horror !...)
porqoe alem de nao encontrar em diccionario al-
gum semelhante vocabulo, e ser tmenle urna mui-
lo mal cabida inventan da sublime e proverbial au-
loridade daquelle em philologia, he a mais horren-
da feri cacophonia, qae lem chegado aos tmpa-
nos de seu criadinho.
Not aqoi coitumamos dizer coco a nma especie
de macucos chamados de prego, muilo imraundoi, e
lambem t crianrat quando querem pegar em algu-
ma immuddicia ; por iso acho, que lambem neate
sen lido posto dizercc, meu collcga, deixe
essat cousas fei.es, que nao sao proprias da nossa bel-
la lingu.i, e qne nao devem estar na bocea de sabi-
ehoei, que IAo desapiedadamenle ame*c.am acom-
panhar no lgico e no grammalical todo* oa acrip-
lo* do Sr. t'.S. C.melhor|*eria que elle olhaste pa-
ra o seu cavalleiro antes de ver o argoeiro do*
outro*
Dado este pequeo cavaco passemos adianle.
Este meu collega he aquella dito cajo, das insli-
tuitoe* canonical, que da oulra vez Ihe dase, que
nio leudo merecimenlo* para gloriosamente adqui-
rir nma nnmeada, lauta mao de lodos.o meios
para ehegar ao seu fim, e que lrnando-se espada-
chn! do jornaltmo detla provincia lem com elleito
adquirido urna tal ou qual celebridade pelo* espi-
chas, que da' meltemtu-se em sera alheia. Reser-
va para mim o provar o que cima Oca dilo, mas el-
le tomou-me dianleira encarregandete disso as
mat misivas de 12 e 13 de agosto, especialmente
quando trata da nalureza da epidemia, que reinou
nesla provincia, e actualmente flagella a Baha e a
capital dn imperio.
Hoje qae j ninguem duvidn que o Brasil esta
sendo victima docholera-morbut-atalico, ainda per-
siste elle na leima de que he cholera 'cataslalico, e
isto para acompanhar o compadre, que pnlverisou,
ainda he pouco. redutioa cousa nenhuma lodosos
mdicos, a excepcao de dout deala provincia, com o
parallclo que fez entro a opiniAo daquellrs e a do
Dr. Pierreleve, o qual resdndo em MaranhSo, e
nio lendo observado doenle algum, mas unicamenle
por meras informares dadas por pessoas, qae para
isto nio ettavam habilitadas, creou ama nova espe-
cie de cholera, a que deu o nome decalaslalico, o
qual, segundo a sua opiniao, he multo patriota, por-
quenascendo no Para, no Para devia morrer sem
estender-se as oulras provincial,differindo do asi-
tico em nao ter patseiador, nem curioso de ver as
raridades dot outros lugares como este. Entretanto
ah esla' ocataslalico pariente i n vejando o gangelieo
em seus passeiot, e bem perlo de sua bella provin-
cia se acha; Dos queira qae nio Ihe d n. cabera
ir al l.
Se o Dr. Pierreleve e o collega correspondente,
quizerera ler bondade de me explicara cansa desta
mudinca no carcter do meu patricio cataslalico, era
um relevante servico para a setencia, mis emquanlo
nao se dignara a isso perguntareiao collegahe
ou gordura ?
Occupaudo-te o collega do emprego da sangra
conlra o cholera, novas provasdn de sua enciclop-
dica intelligencia, pois se esforca para mostrar que a
philosophia, (sciencia em que diz ser giganle, nao
pasando de um pygmeo) deve ser applicada em
lodo o seu rigor i medicine, mas hospede na* cien-
cias naluraes faz ai vezes do oolro, que desojando
diteramor, ri tanto Ihe nao chegou lingua, pois
jiilxande qoe galo he rapuzo, quer que sempre a
Iheoria preceda a pralica na sciencia de Hypocrates,
tem saber que tendo a nalureza envolvido a* toai
verdades em dent voo muito tem cuitado ao* ho-
mens o descortina-las, e que cien Ir todas at scienciis
nataraes sendo as qoe dizem respeito mediana,
as que menos progressos tem feilo (nao fallando na
clnica) particularmente a Phitiologia e a Anatoma,
pois que anda ha orgilos, cuja textura se nio conde-
ce perfetamente, e oulras. cujas funecoes sAo com-
pletamente ignnradat, necesariamente te deve ig-
norar a nalureza de muilaa molestia*, e por iso nem
sempre se pode applicar o raciocinio par* formular
a priori urna Iheoria na therapeulica.
Nao quero com sto diter, que se deve despretar
nterameute as theoria-, e nao se applicar a philo-
sophia medicina ; mas que muilas vezes a Iheoria
mais bera combinada com calina, e no silencio do
gabinete he redondamente desmentida oa pralica, do
que resulla que a medicina ainda he emprica em
grande parle, e nesle caso he o medico obrigado a
observaros r.n-ios, Cdepoit procurar explica-loa, te
poder, e sendo conleniar-se com ot resollado! ; e
lano he islo urna verdade, qoe o sabio Huffeland na
sua excellente obra de medicina pralica asim se ex-
prime em um dos seutaphnrismos : Os sytlema-
licot miis severos tilo os empricos maii absolutos.
He muilo mais fatal impr a natureta um syttema
conlra a tan vonlade, do que um meio que Ihe re-
pugne.
Desenvolvamos um pouco esta aphorismoo* *jr*-
temitico* sao os que (em urna iheoria. dean(emao
preparada, e querem que ella te subordiaem lo-
do* o* fado* he sto o qoe o sabio Alenlo cobm-
dura mais fatal, do qae o emprego de am meio qae
muila* vezet parecendo contrario aa regrai do que se
abe, produt cumiado marivilhotot effeitnt, tendo
diflicil, ten.lo imposivel, explicar o porqoe ; nesla
caso esla a sangra, que. applicada ao Iratamento do
el olera, salvncc a milhares de vidimas, gratas ao
muito Ilustrado Dr. Catiro, que lev* coragem de
ei pr-se i guerra de alguna de saos collegai, e leve
a loria de os lavar de veodda. como altestam a*
nc.merotas felicilate c igradecimentoi, que todo*
os di** ehegam do interior aquella digno filho d
Esculapio.
Ha uto que lem feilo meu collega correspondan!*
dar om solemne cavaco, e reeeio al que lenha o
mesmo fim que c ra, querendo ehegar ao lamanho
dn boi; pois qoa vendo inimigo do Dr. Catiro, a nao
lendo merecimenlo para adquirir gloriosamente um
nome como aquella, v-te desesperado. E, c para
no i que ninguem nos ouve, o collega lem tua razio;
ver aqnelle, que procuramot deprimir para elevar-
noi, perder-nos de vista pela altura, a que tem che-
gado, nao he cousa de brlnradeira...
Enlretdo com o meu co-correspon... ah per-
di... i.i commellendo a mesma bernardice do meu
collega ; mas o que quer, impresionou-me lano a-
quella palivrinha, que dalla me nio poso esqnecer.
Como diza, enlretdo com o collega, nao me lem-
brava que j he lempo de pastarmo* a outros objec-
toi ; porem nio o farei sem pedir venia aos lilhos de
Eculapi por ter meltido tao ousadamente o bede-
Iho na sua sciencia.
O dia 7 de selembro, annversario de nossa eman-
ciparAo poltica, foi ette anno festejado como nan-
ea ; o enthusiasmo lo extraordinario, mait de qoatro
mil pessoa* se achavam reunidas no di* 6 noile na
ras* do palacio do governo, onde estavam lodas as
andas de msica, in numen veis gy rancilas de tugo
foram soltadas ao ar no Jieio de euihusiailicos vivat
dados pelo Exm. Sr. vice-pretidente 8. M. Irape-
rill, cousliluicao do imperio, ao dia 7 de selembro,
briosa guarda nacional, ele. ele., e correspondi-
dos por todo* o* qne all eslavara presentes.
Ua Curia Moraes, ninguem se dignou apparecer.es-
Uvaa lodo* te mordendo de r*iva por verem o re-
goiijo e tatisfacao de que estavam pasaido* o* Pa-
r antes, nao s pela grata record a cao dos heroicos
fados de nonos aolepauadot, como* por verem em
pillado rodeado de grande parte da gente grada des-
li cidide, e aeompanhando-o* em tea enthoiiatmo
o Drobo e honrado aociao coronel Miguel Pinto, cu-
jo coracao he verdadeiramenie brasileiro, mordiim-
se de raiva, digo, porque nunca houve um dia 7 de
sei.embro como este anno, e itto redandava em glo-
ru ao Sr. Miguel Pinto.
Urna das grandes gloria* da adrntaHlraclo darte
eximio Paraenae he a completa exiinccao de om qui-
lombo, existente na ilha de Mucajuba. nao muito da-
la ale deala capital, o qual ja serio* receiot causava
a Iranquillidade publica, poit qae grande namero dr
negros all havia. Todos o auno a astembla
provincial vota quanlia para aquello fim, e ale hoje
lera ella lido sempre consumida tem provelo algum;
miis de urna vet lem marchado tropa para la', e
sempre tem vollado como vai. Desta vet porem as-
sim nao aconJeceu, porque S. Etc. pondo em prali-
ca a babilidade. e tino que ot sea* metquinho* ini-
miga* de balde se esforcam por escarecer, souhe
tan bem combinar o plano eom o digno chele de po-
lica interino o Dr. Francisco de Araojo Lima, e o
denodado commandanle do corpo policial, Manoel
remandes Ribeiro, (eujo batalhao foi incumbido det-
la expedicaoJ que tstenla e tantos negros ja' vieram
capturado* e lodo* os di eslo chegando outros.
Qaaado administradlo do Exm. Sr. Miguel Pin-
to se nao tornase recommendavel por outrot ltalo*
era bastante o qae acabo de Ihe referir.
I.ouvores pois sejam dado* a S. Excan Dr. Lima
ao major Manoel Feroande*, e nao menos aot bra-
voi paraenses, qoe compoe o batalhao de-polica por
la-) relevante servico, que acabam de fazer a provin-
cia, e fiquera confundidos os inimigos do Exm. Sr.
Miguel Pinto.
Por ette vapor soubemos qoe vnlta o Sr. Reg
Bt rros anda como presidente. Todot receberam es-
ta noticia com muito prazer, a exceptu da gente
do Moraet, qae ficou com agua no bico, Iporque e*-
peravam que viese-lhe a carta de presidente, e ues-
te tenlido al ja liaviam escripto aos seut poneos
comparsas do interior, os quaes estao desanimados
pela nenhuma influencia que tem o Moraes, nao
obstante querer patsar pelo primeiro homem do
Para'.
Pelo qne Ihe escreve o collega, elles anda nao de-
si *!iram da empreza de intrigar os amigo* da maio-
ria da astembl* provincial com o Sr. Reg Barros,
nio obstante o desengao que ja' elles lem tido da
e licacia desle meio, pois qne o Sr. Reg Barro* ja'
o i conhece das oatrai casa*. Se eu qoizesse des-
niascara-lot,contar-lhe-hia o qae dsse am dos m*m-
u-os proeminente* da minora a' respeito do Sr. Re-
g Barros, mai como elle promelteu acensar a S.
Exc. ni asembli, aguardo-me para ese lempo, se
elle eumprir a sua palavra, o que duvido, porqoe a
sua coragem nao chega a' tanto, e nem elles coala-
mam apparecer em tcena, s repretentam em an-
uncia dos espectadores, eu airas dos bastidores, e
s O dignsimo LeilAo da Cunha aqui esla ; anda
minio cabisbaixo, e al ditero que vai deixar a ma-
gistratura. O capotee dizem que he itlo devido ao
peuco lino, e trille figura qoe fez na cmara lempo-
rana, onde disse qoe era manta um pouco compac-
ta na magistratura ; nutro* ailrmiim que ainda he
resto do mo humor causado pelo dissabor que Ihe
dea o Paran com a completa derrota na rascada
em que o metteram os teas amigos daqui, de de-
iriroir o Exm Sr. Miguel Pintoestes que he ef-
lilodo logro na prelencao de ser segando vice-pre-
tidenle e enere de polica desta provincia, c desejava
ser o herdeiro universal do finado Dr. Magalhles
aquelles finalmente juram que he zanga pela labo-
ci, que ainda desta vet levou ua oblencAo da, ha
niuilo detejada.varinha de juiz de direilo de Sanla-
r;m, seja o qoe for, o cerlo he que o homem anda
fri e pensalivo.
Tambem atlribuem alguns gaiatos a soa vinda
atetes do eocerrameoto da atsembla ao ter elle es-
treado nesla setsAo -eom muilas hespaoholadat, en-
tre at quaes se fet notavel a anleciparao do tea vo-
to contra a lei da reforma eleitoral, qoando ainda
eslava no senado, e itto porque elle tuppunha que
all caliiria ; mas vendo que foi approvada na cma-
ra vitalicia,* que tnmbem seria na temporaria,acon-
telhou-o a prudencia oa antes ir.edo do Pirana,que
no asitlisse a discosslo e volaran della. Parece
que islo lem seu cabimento, nio acha ?
Anlesde elle aqui ehegar, ditiam os entende-
dores, que a primeira pessoa, a quem elle visitara,
havia ser o Sr. Miguel Pinto. Eu nunca quiz acre-
ditar, quaudo m'o ditiam, atienta a descalcadeira
que elle dea aquello oa attembla, porm hoje ve-
jo- que ainda sou muilo simplorio, e me deixo enga-
ar, porque realmente succedeu como haviam prog-
iimlicado. Se foi isso effeilo de ten 6om genio, oo
remorto da sua injuslica para com o Sr. Miguel
Piolo, s elle o.pode diter.
Adeos. Ale para ootra vet, sao quasi horas de
fcchir-se mala, e nao quero ter laboqoeado na
remessa desta, como foi o maua compacta na cliefa-
tura de polica e no juizido de direilo.
PARAHIBA.
12 de outubro.
Ouasi nada lem por ci occorrido depois da minha
ultima. A Iranquillidade publica e seguranza in-
dividual conlinuam sem qllencao, e os'ihuqgs, que
dn 15 de abril a 1.1 de selembro do correute anno,
tem visto engiioladot 111 membros de toa respeita-
vel associatao, parece .qne estao um pouco desani-
mados. A popularn pensante progriile com loda a
forca de ama lgica rigotosa nat conjedarat, apezar
do que as noticias do ultimo vapor tem deixado
mais descantada a respeito da tmida impoticao de
candidato senatoria. As noticias da Crimea pro-
dutiram pouco effeito, e os nossos polilicos do ex-
terior ja oslAocom o gotlo IAo etlngado, que s Ihes
poder causar moca um golpe de mao de metlre,
como a tomada, cer&i gralia, da capital de lodas
a-i Rusias ; nio he l qualquer Malakoft* que os
SilCl.
Eu que tenho isto realisadas minhas predcc.oet,
e que ainda espero urna completa realisacao, que
tinha tido o prater de ver abatida a Insolencia brj^
1 nica, nio cnibo na pelle de contente, mas lenho
lido a prudencia de calar-me, porque nao quero
Iravar quesies por quem me nio agradece.
\ Pastou por esta provincia e vititou o nosso laza-
rlo da Restinga o Exm. Paes Brrelo, que renovon
nossas saudades. Dea* conduza felizmente aquelle
Ilustre cavalleiro. e Ihe facilite no Ceara ama id-
niinjsJ>u;ao IAo sabia e jula como nesta provincia,
(o sent nao poder ve-lo, porque o vapor c+ie-
|u aqui inexperadamente e fra das horas do coi-
lame.
Chegou lambem o nono patricio o Exm. com-
mendador Fredericn de Almeida e Alnuqoerque
que. pretende demorar-* neita provincia por a'-
g'ini das, anles de seguir seu destino. S. Exc. est
no lazareto.
O ultimo vapor, o Imperador, que passoo do
Norte, recusoo-te a apresentar na fortaleza do Ca-
bedello tai carta de saude, petr de Iraze-la llm-
p*. NAn quiz ler a pequea demora em quanlo er
villa a carta. ,
Chegou no perlo desla cidide, e ahi declarou que
(razia dou* recrutat atacados dat febreal t Sem do-
xda eram as da*a cartas de saudenque (razia.
S. Exe. apenas soobc de tal occurrencla. man-
dou despachar o vapor e seguir para o Cabedello, e
sabendo qae ot sympfomas cholericos nao to fe-
brit, mandou desemliarcnr ot dout recrulai no la-
zareto, e qoe, qaanlo a mim-, devia mandar fazer
ainda qne a molestia fose o cholera ; pois a caridi-
de nio quer-saere" se exponha a urna mora certa, a
bordo individuos, que era Ierra podem ser curados,
nio contando com a communicarAo da epidemia am
mait patiageiros.
Se por ventura se desenvolver a epidemia em al-
gum dos individuos de quarenlena no tatareto, se-
r elle mandado alirar no mar. ou embarcado s
em algum barco velho ?
O que a necesidade obrigara a fazer nesle caso,
a caridade acooielha e exige oaqaelle.
Entretanto eapalhou-ie na "cdade, qne ot dous
d lentes eram verdadeiras cholericos, e'que tir
niam desembarcado, e ura peridico desta cdade
censuran aquelle aclo, alit louvavel, de S. Exe.
Gomo quer qoe seja n caso he, q ue no dia irante-
dialo, tem duvida pelo* aret de Ierra, estavam com-
pletamente livre da febre aquelles doui recrulas,
que talvez no mar tuecumbisem ; e a Providencia
parece qae qait recompensar S. Exc. por teu aclo
dn humanidade, e dar ama litio aot limoratot cen-
sores.
Muilo* individuo* que lindara embarcado para
aa provincia, fugram de bordo, e nm quasi te
lauca ao mar ; o que
bre que detapparecen
cada por maligna de c
Caulela a caldo d*
farmo.
A uo**a assembli pr
petar de lar om oa onli
rado rom ilgumit dito
cemilerio. He mi batir
ale di morbj, onde d*v*
paz dos tmulos, que,
proverbial.
Henveram, como em lf
creados, alguna embanco
do cemilerio, mat ette .
providencial acertada* d*(
aot
-itaaaieci renlos
:co da* funccoM
jado, lano pitas
.., como pala boa
ija con la corre a *x-
,1o.
te, que atsembla es-
dat confrariai e paaa-
vnuiada dos empregados, 1
ecetlo.do referido Regula.
Acho um pouco impru "
timule ajeara a m voo-"
lacao.
N.ida/mais occorre d*jf ^>vo.
Saode e quanlo he ba^, ihe'daaeio por muito* ao-
uos, e ea qoe poma Cfcu.t,,,.
PEWAMBUCO.
gOMARCA/ DE GARANHWS.
V Uaranhuna 9 de oalubro.
Com i cjiegoda docorreio que agora regressa para
esta capital, soube-se aqui da exoo.r.clo dodotaa-
do desta termo, o Sr. capillo Cruz ronfaii* la*
que sorprendeu-me e a muilas pessoas o aclo da d-
mistlo do Sr. Crnt: mas ua ignorancia da circuia*-
lancia que a motivara, nenhum* reflexao accr**can-
laremos. Entretanto deve-sa e com jutlca om tei-
lemunh.0 de gralidio pelos relevante* servico* pres-
tados na polica pelo referido capillo no curio pe-
riodo de dout mezet em que entre nos esleve Vtva*-
mo agora 8. S. Ira lava cora talo e dedicaejo d'e pou-
cosde rolligir asprovas de om crime horrendo, qaal
0 astatsina'0 de Pedro Nutasco de Azevedo,
do pralicar por soa propria mulher, como ,
Ira occasiao Ihe uoiiciei, depoit da ler pe>sa _
ido prender todos ot implicado* neste crime. Niaaei
se deixou ficar em cata quando em qualquer ponto
do termo era reclamada a sua presanca: durante a
sua aarveolia, islo he, .(esde. 10 de-attt^lfrjtoje,
/ iBdividnos foram recolhidos a' d!? 'pobli-
ca, onde se achara >M presot: te houver quem du-
vide, sirva-** Vmc. de dar publicidade i lista ooji-
nal que junta Ihe remello com as competente* ob-
servaroes, e ver-se-lia pelo grao do genero qoe mu-
tos dot laes resumem ceutos.
Em-28 do mez pisido encerrou-se o jury neafe
termo: oram julgados 31 procesos, compreheodea-
do Jb reos a saber: 1 de crime de ameaca- 3 por
enmes de reduzir a eseravidio pessoa tivre, 3 por
tentativa de morte, 3 por complicidad* de norte, 5
roubo e furtu de escravos, 12 por fermenl**, 1 por
furto e 6 por morte: coodemnados 15. absolvida*
21. Uenm-te i appellitoea do juit, i di pifia, a
1 protesto por novo jolgameuto. '
Nio leoho mait tempo par meu para continuar.
Ficaroo! em paz e livre* at boje, Daos leuvado, do
maldito cholera. Adeos.
P, S-----O facanhudo salteador Manoel Pinheiro
antat, evadido do poder de ama escolla, asta qne
me raltei em um* das minha* caria* anterioras, f*i
preso pelo prestantsimo delegado do Bonito, o Sr.
Dr. Delhno.
_ (Carla particular.)
Htlaeao nominal dos preiot emitentu na cadeia
deita villa.
1. Antonio Paes Brrelo Cavalcant, preso a ordem
do juiz de direilo por crime de furto da eterno.
Ab*olvdo no jury e appellado pdo juiz a di-
2. Autono Guedes Alcanforado Cavalfeaali, rieio
a ordem do joiz municipal__dem, dem.
a" %eTeira da Rocha, preso a ordem do dele-
gado,Cumprindo tenlenta.
4. Laurentinu de Barros Waadarley, i data Mr*
averiguacOe*.
5. JoAo Florentino dot Santo, idem por crime da
morle.
6. Manoel Soare* do Naacimento, idem idam.
7. Henediclo C*valcanti, idem idem.
s. Joao Luiz Bezerra Cavalcant, preso a ordam do
juit municipal por crime da faja de preses,
n A,u?mo (iru8e' Pereira, idem idem.
10. Jote acharin, dem.
11. Joaquim Rodrigues da Silva, preso a
delegado por crime de morte.
YT Honora, F'delet da Cooceico, idem iv
13. Joaqun! Ferreira da Silva, idem id*m.
1*. Manoel Etpinheiro, idem idem.
,' i?*8 An,onis Bezerr, idem.
Ib. Manoel Pereira Bezerra, idem por crime/te fu*
to.-Cumprindo senlenca.
i' ?rge *l,e* de Mendocca, idem.dem.
18. Manoel Flix da Silva, dem por furto de es-
cravo.
19. Joa Cerna lluique, idem por crime da reri-
niento. 7
30. Jeronymo '"'"--%-'- cj'y- preso a ordem do
crffllallriio
Nqo ordem do la-
em Cumprindo
~t
-ldi
subdelegado por M
21. Mareellino loa* Mathiai
legado por crime de ex-"'
22. M.noel deJa*rT0C; em
sententa. "xij-^^^ ^
I. Fraucisco Jos Conho.lidifc iua
24. Joaquim Gomet da Silva, ir&m por crime de
furto-----dem. T^
25. Joao Meodet da Corta, idem. '
2b. Joao Brandao do Sobral, idem.'
27. Leandro Jos Tavera, idem. Cumprindo sn-
28. Jote Correa de Lima, idem.-IrW
2. Manoel de Araujo, idem. DecUrou charoar-se
Manoel Mal heos Uoocalvet e ser desertor do pri-
meiro batalhao de infamara.
30. Antonio Pereira Gitirana, idem.
31. Jos Pinto da Malla, idem.
32. Amonio Jos Vieira, idem.
H. Feliciano Jote dn* Santos, dem.
.1*. Martiuna Gomes, idem por crime de morta
SenlenciMo.
35. Manoel Affonso da Silva, dem.dem.
.16. Antonio Francisco Feilosa-, idem.
37. Jos Francisco Feilosa, idem.
38. Julo Cario* da Silva, dem por crime de tonta
de presot.
39. Francisco Jote de Araejo, idem dera.
40. Antonio Vieira, dem por crime de morte.
V \*> Fidelioe Souz, demSentenciado.
42. JJanoel Goncalvetde Almeida, idam.
43 Basilio Lopes, dem.
44. Jos Torquato, idem.
45. Joao Lucas Evangelista, idem.
46. Pedro Alexiudrno da Silva, idem por crime de
morle.
47. Lourenco de Souza, idem.
48. Jet Francisco de Souza Sicupra,*irrm por cfL-,^
me de morte. /.
49. Francisco leixeira de Mendtfc-,
59. Luiiano Jos de Mendoota
tem.
il. Joao Evangelista dot Si
morteT^sSeoienda^^aaM
52. Ignacio Ferreira Pim
morte. \
53. Marciano Bezerra da Sfv.
furlo de cavado. ^
5*. Antonio Joaquim Alve*,
delegado idem.
55. Jlo Valerio dot Sant''
lem.
idem por crime da
erpelu*.
idem por crime da
m por crime de
'tm do sub-
*dom do de-
fpoT crime de
nt/oa, dem.
da Silva, preso ordem do
_ legado.Seulenciado.
56. Manoel Severino di
morle. ^
57. Caeiino Jlo Nones, _.
5K. Joao Franciaco dos Sania _
^iofofrera.d" fH"T '"-Vbsolvido pelo
J EL? afuPellado Pel flft't 'le direHo.
60. Pedro FrtncioCaa|aello, idem.
J^'t'"n lMjT^^ci, idem por crim da
6*. Frncitcr/" Antonio
subdelea
K< Fr2f*cx,,rier d ,.,'i0,'l*,eBaao Pr crime de morte.
61' Leonardo Jos Vhsira. jdem.Sentenciado.
Bo Joaquim Jote de Saola-Anoa, idam.
ijontallo Aniones Gomes, idem lomada de
'eso.
67 jjoaquim Florencio dos Sanios, dem crime de
68 Bernaido'fflllnwues Pinto, idem.'
69 Antonio l"ranciscl*jxs Smlot, idet.-
70 Amaro Jote de Mello), idem.Abtolvido pala
jurx.e appellido pelo jui'z de diret*.
71 Nuno Jos do Coulo, p eso par ordem do subde-
legado.
72 1-riucico Lu* da Silvarj>reao por ordem do de-
legado. *^g
73 Agoslinho Jo* de|M*ir*lt_, idem per crime de
mor*.
71 Jote Bezerra CavalcaoU. id\m- -Evadio-sede
rernaiMlo onde eslava camprido !.
7j Agottinho Nnoe* Brralo, Mstot par crime da
mor*.
7G Jote Thomat de Aqaino, id ,Uarn
77 Ertevlo Al va. da Saata, idmJ
78M.one^L.ao^^V.-B
'Vrta0"10 nocKU ,Ma*' on, P<*erimada
82 Jote Nanas de Figoiriroa, idem.
8.1 Manoel Clemente Alve*. idem.
84 Joaquim Goncalve* Vatri, preto por orden* da
subdelegado. 7
85 Manoel Cordeira Graatle, preso por ordem do
juiz municipal. \
86 Joao Calisto, idem por crime de mor*.
87 Antonia Mara da l'enha, presa por ordem do da-
legado por criiue de fermenio.Sonteuciada.
88 Lourent-i Marta da Conceirao, idem.
89 Mara Joaquina de Mello, idear;
90 Lourento Vieira Baua-Verde\ dem.
91 JoaCaelaun de Mello, iJetn.Sollo nerta dala.
Villa de Garantan* 4 de timbro de 185.
~
REPARTigAO OA POLICA.
Parte do "* 15 de outubro.
Illm. Exm. Sr.--i.evo ao conhecimento da ?,
Exe. que dai d inven les parlieipicoeihonteni a hoj
recebidat nesla ^>parlira.i consta lerem lido presos
A minha or'*m, Macario Rodrigue* do*
por insollot o prdo Bernardo, para nrMi
PelawHKOleacia da Ireguezia do Recife,
qnias Clerf'o Ribeiro, por orn.
Pela soMelagacia da fregania de S i
preto Mafoel Bernardo, por arae.
Peta i**deueacii tngttt d jjo,.-*/,^
Etcrvo fn
1
i

*ait-j


JH" "

N
Sr. o, n
prMUMtod.
Carlos eVPai
cnlo do senhorj Candido
i Jas da Silva, timbos por
tm, e o prelo Pomingos,
egoezia do Pos da Pa-
daserdem. ,
xmo de Tecaral, 'joaqoina
rima da morle, e Joanna
Secretaria da polica de
,ro de 1K.) >.Illm. e Exm
iotod.t Cunha Ffgaeiredo!
-O chafe de politia, Lui.
lira.
DIARIO PERNA1BIJC0.
Chegou honlem dos portos do norti^apor Pa-
ran, Irazentlo-not gajelas do Visa jr lcanram a
% do corrente, do Maraoso a o o/ !a a 10.
Tada ai provincias de.*e lad' ..Miiuam a gozar
Arh'aamiUUiiaiU. nada swivam as respectivas ga-
mitas que iir..-.-ra sr aqa mf ncionado.
ErooulEo lugar aeharao> leitores as cartea dos
ossos correspondente* do Alionas, Para e da Pa-
lakazott
aV
iIa ila'i*
PirUdT I?"" ,ro"e a *? Wo o Exm. Sr.
'Molla, ex-presideote daWincia do Cear
ltimamente nociendo para a do Paran,i.
CeiIUlCADO
rendo a .Ilustrada redaccao deste jornal publica.
o protnptameBte ai qnatro linhas que consa-
' a eomposicao sentimental do Sr. Fachinet
*re o luto da morle de S. M. K. a rainha D.
II de Portugal, nessas qaalro linhas dizen-
oa antes aventurando algumas palavras sobre a
noiposica.0 do hyratto cornaco do Senhor D. Pe-
'. pelo mesmo professor ; ojo pequeo utime-
e pessoas tem mostrado desejo de ver a leltra
a hymno, que lano tem alvororado os coracoes
pertoguezes. luda bem que ahi apparr.cem siroul-
taneas as homenagens de um Francez e de um Bra-
Nio admira : o mrito e a gloria predomi-
so do culto de lodas as na-
oam todos os caraces,
**ee.
Bic-i
r*e
Mar-:
MNO
Caerad aereaena' da 8. Bt. Flaell.sl-
a*a aWaauasim* Senhor 9. Pedro V, ral
*Hrt,al des Algarves.
ornoslo em grande orcheslra peto catatleiro
Jote Fachinet.
Pedro Quinto, o Neto Augusto
Do Hroe da Liberdade,
Sobe ao Himno, e Lysia encoulra
Novo Aflbnao, aova idade.
Coro,
Pela Cruz, pelo Rei.-pela Patria
Balem luzos fiis coracoes:
l.idadorea moderno d'a glora !
Eis iiii ral como ei cania Came !
2."
Cnrvei-vos, montes de Ourique,
Reeuai, marea do Gima,
Sandai Pedro, b Neto Angosto
D um Hroe maior qa a Fama.
Coro.
Pea un, pelo Re, pela Patria, etc., ele.
Sobra a Throno, Pedro Quinto
Defendendo a Patria e asT.eis,
: Sera entre os lasos fastos
O maior dos lasos reis .
Coro.
Pela Crea, pelo Rei, pela Patria, ate, ate.
. *'*
Das einzas de Alcequirir
Al bandeira lusitana
Hete assume a gloria antiga
De do Tejo Taprobana !
Coro.
Pela Cruz, pelo Reii pela Palria, ele, etc.
5.
Eipirou o frreo lempo
Que offuscava a lesa historia :
Lytia vofla com aeus Reis
A liberdade gloria !
Coro.
Pela Croz, pelo Rei, pela Patria, ele, ele.
Por JoSo Baplisla de S.
animo sa| moveu ? Nao direi nada qnanlo a
r o Sr. Dr. Qaeiroz, amigo reconheeiao de Sr. Si-
queira desde a sua infancia, qaando em Pesqueira
aprendeu os seos primeiros preparaterios com o fi-
nado Jos Bernardino de Sena. Mas o qtie he ex-
raordinario he, que lendo fallecido em 1853 o pre-
lo velho Joao, nunca S. S. se houvesse abalado a
denunciar-roe, e so agora se mostr lio cumpridor
de suas obrtgacOes denunciando-me em 1855..! !
Naodirei que sejaislo converter-se ero nsrumen.
to da familia Siqueira de Martapagipe ; e oem tao
pouco me arrogo o direito de moralisar os actos do
Sr. Dr. Queiroz; mas o publico, "em q.iem o pro-
prio Sr. Dr. Queiroz nao nega a competencia de
juiz. decidir Hor. Dr. KJueiroz he ou nio ins-
trumento* vinganca plauejada* contra mim, o
publico he quem ha de moralisar os actos do Sr.Dr.
Qaeiroz. Ale 1855 o|proprio Sr.Dr.Qoeiroz me apre-
voava de boro cidadao, em 1851 os meus inimigos
furjam duas denuncias, e as apresentam por inler-
medio do Sr. Dr. Queiroz, que fox fallado para ter
adeogado dellet i Sobre a lirada do escravo que es-
lava em deposito, sabe, ou deve saber o Dr. Quei-
roz, que esse escravo era meu, que eu o vend an-
4 u ""* aposito, ao Sr. Jos Ignacio
de Mello, a que nSo lirei semelhante escravo do
depoaito, e apenas, andando elle fgido, o fiz apre-
hender, para ser anlregue a seu verdadeiro dono,
yuem adevinhana mesmo que um tal escravo tora
depositado ao mesmo lempo, que minha mulher em
pdenlo Sr. Siqueira, se pela lei a mulher que
quer divoreiar-se lie s depositada com suas joias,
vestidos e escravos de sea servico particular ? No
bastavama minha mulher e ao Sr. Siqueira, as es-
crutas Florencia, Joaquina, a menor Mara e An-
glica com o mulalinho Canjarana ? Era ainda pre-
ciso que o deposito eomprehendesse o escravo Agos-
tinho Faz muilo bem o meu togro o Sr. romrnen-
xUdor Antonio de Siqueira Cavaleaoti. senhor de
Martapagipe! Mas as jusliras do paiz decidirao se
soa esse reo da crimes, e o publico, como joii com-
pelente, avahara se o Sr. Dr. Qaeiroz n*i deia
m so momento de sellar os seus actos com o cu-
ndo da moral idade. E como o Sr. Dr. Queiroz pro-
melleu nao voltar. tamhem Ihe asseguro que nao
vollarei.
Queiram dignar-se dar publicidade a presente
correspondencia, que muilo obrigarao a seo assig-
MWa respeitador, etc. .te.
Antonio Corlo Pereira de Burgo* Ponce de Len.
Recite 1 de oulabro de 1855, .
pumo pe ttMumoco tbc -fbm ig pe'otbro upe isss

PAUTA
do* presos correntet do arnucar, algodSo, e mois
genero* do paiz, que te despacham na meta do
ondulado de Pernambueo, na semana de 15
a 30 de oHlxxbro de 1855.
Assucar emcaias branco l.t qualidade
2."
mase.........
bar. e sae. branco.......
mascavado.....
refinado........#
Algodao em ploma de 1.a qualidade
" 2.
i> 3.
ora caroco. .
Espirito de agurdenle
Agurdenle cachaba .
de calina .
caada
(ienebra
resillada
do reino .

Licor
. .... .
caada
botija
caada
" ............. garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueire
em casca ...........
PUBL1CAC0ES A PEDIDO.

mkaret redactores : Lendo eu honlem 14 do
Jrrenle o seu mmlo conceituado Oioro.encoutrei
m doslrecbosdo Ketrospeclo Semanal a noticia
Vmcs. de um roubo commeltido na roa do
iidesljicidade, feito por dous caizeiros e um
loatraiate.e como Vnl.ss mcneioosssem ana-
icio do individe aiftiale. peco-lhes que te-
ham a hondada ilaajalh/car tambera adaquellet
decora esta eq^ ^nao corupromeilerem o
o de lantosy brasileros.
_. Pdosl'lzuiros.
Klaramef ^fJTOii'Je dos dous caixei-
nio nos te^aWillo otoLara ella, e smenlc
Pwa Parta daaaaWlla publicada enmajuSO-idesta fo-
Iha ro que f tmos da do alfaiate, cmplice no
furto como espoiidenl w bem informado a esse respeilo, far-
la aleavfavor tirando o equivoco que enier-
nosso Ralrospeolo, por que tambein nao de-
jaroos de modo algum prejudicar a repulatao dos
caiiairos brasileiros, lendo pelo contrari mil mo-
ntea para resguarda-la e protege-la.
Os. KR.
Srt. redactores. Recorro as columnas do se
cetloado forual, onde tem sabido impressas ai-
Mea correspondencias daqui dirigidas, para que
Votes, declaren se he o abaixo assignaab autor de
algoma dellas. ^P
O i.nterease qae tem o jornalismo em debellar o
"LLT "*mPre Wlhar a verdade, me dei xa na
peranca da qae ser attendido, no qae pede esle
lem a honra de assignar-ae. de Vrocs. venerador
e criado.Dr. Antonio As Moreira.
Amazonas 22 de selembro de lSS*.
j Dr' A" J" tSoTe,ra i* he lor de nenhu-
ma das correspondencias que temos publicado.vindas
do Amazonas.
_ Os redactores.
Srs. redactores.Poueo con hacedor do espirit0
do eollegio do Cabo pareeeu-nos a pessoa que for"
nflilou a lista publicada oo Diario de 13 do correntet
ella he antes o trabalbo de algnm candidato que
i animando a recommendar^e por seu proprio
eorpo\eleiloral da provincia, do que o voto
' rslp^a conliccimeulo quedamos
"ligacfte dominantes na-
ide certes nomes narefe-
nsenlir qae se considere
po Cabo o que vem escrip-
algam concidadlo
ero substii uii;Jo da
o corrento, escre-
na qaal lalvez anda fajamos
t
Paes Brrelo.
u Alboquerqae.
Brrelo.
Caineiroda Cunha.
lo Cabo c
>nla de al
jjeebido; a ei
lo de 13 do
quelle collegio,
riaa lista. Nao po-l
veto genuino do ce'
to no seu Diario
noto, etalvez n
lista publicady
vemos a qoaat
alguma alian
. 1 Berilo*
2 Bario de
3 Dr. Franc.
4 Dr. Antaoi
5 Dr. Igaaeio
6 Dr. Maaoel
7 Dr. Sebasliao 4o RegoVBarros de Lacerda.
8 Dr. Antonio d->s SanloXde Siqueira Cavalcanti.
9 Dr. Ignacio Joiquim de\Souza Leao.
i Dr. Joao Jos Ferreira dt{ Aguiar.
11 Dr. Analo Fraderico deVbliveira.
12 Conego Joaquim Piulo de uampos.
13 Dr. Francisco do Reg BarroV,Brrelo.
1* Dr. Augusto de Soma Lelo. ; ,
'"i Dr. Aprigia Jusliniano da Silva Guimares.
16 Dr. Joaqcim Pires Machado Poriella.
7 Dr. Anlonio Epartinc idas de Mello.
Ih. Lorenco Francisco de Almeida Calaohu. ^
liz Fiippe de Souza Leao,
Joaquim do Reg Baos.
21 Dr. Jlo Francisco d* Costa
uros ^anj-fiev I
'.p^eAJboqucrque
2 Padre Marjal .nfu de k,iqoeira
oquerque M.iranhao.
BTSello llego.
girada Cunha.
|^7^"!w,,Jl^aelde Brilo Meleros.
29 Dr. Jo3o Vicente laMSilva Costa
rpeaembargadorJ^f *5f*
de Mello.
enymo afartiniano Figueira
.11 Dr. Abilie Jet. ~
38 Manuel Fraaei,
UM Major Florenei
34 Teuenle-coraf.
35 Tenanle-eorsJ
36 Dr. Silviuo Cav
rea da Silva.
T. C de Albaquerqna.
neiro Monuirci.
Cas-natro Machado Ros.
leatim Villela.
Albuqu erque
Ititorts do Cebo.
1 jirnei
a*-
Bmnda Al
freclei
z
Ho roagoado se mostrou o
Qoelroa Barros, promotor
Srs. ridactorts
Sr. Dr. Luiz Corre!
^ eorrespoocncia publicada em .eu conceiloa-
-1 de o do torrale, qumando-ee de que eu
" T,?eKuUd" eWB0 'Ogaoo, e inslrumen-
U MonaiWda Martapagipe. Quanio a liaver
advogadaafo Sr. Dr. Qaeiroz o eonfessou as se-
Jjr P*ta* "* "'' de quesUo alipima em
? &r> J""*""' ra|tralo, ha falsa a as-
** V"t\ o Sr. Burgos, fui apenas fallado
para tu* fxm conlestei por parle de sua mulher a
Bxma. Sra. B,jheria Adelaide urnas lesiemunhas
7** aqu apres*u0ti o Sr. Burgo no Ubedg de Pi-
coreto que he mest^a ata $ua senhor..
. "J"**-!* 9"e,r^ foi f,,lada P" dvoga-
dSr. Siqueira, e fc f0i mesmo o adv,do que
lUo as letlemonha. por mim pro,.id.s na
de divorcio, nao bomaniresla a ierdaded
iniuha asaercao, e nao sabe o Sr. Dr. Qoajioz per-
ll~to. iroi.1e que m. votara o,4tlorel de
SKI Como entaa nao Irepidou h reCeber
2J. ana II* fora.n dada, m,, nimi-
MWisveii.para converle-las eVeVaneiai?
1L d n8 d0 P'-^cri^nai
t'SSr10 ** denao,;ia, dt Blmll(M
HsmUndo a auloridadn proe4-.ni. .
promotor Eq.
capital,
qoem naui, NU
%:sz s; 'jss t--B?w
A MEU AMIGO M. F. DE F. JNIOR.
lata mi non de san prezada ina'.
Quem em seu seio nos raz,
Quem nos da os peilos seus '.'
E juntando nosaaa palmas
Quem nos faz olliar os cos ?
Nosta mi.
Quem no berro nos embala,
E de noite junto vella ?
Quero zelosa nos sostena,
Quem ha q' aesim se dsvella ?
Nossa mae.
Quem nos difo verbo primo
E nos faz dizer papal'.'
Quem he que da oosao lado
Nao se lira, jumis sihe ?
Nossa mae.
Quem nossas dores meliga,
Quem nos da conolares '!
Quem as procedas da'vida
Vela em nossas aincr.oes ?
Nossa mae.
Que amigo man dedicado
Encontra o homem ao mundo .*
Que amante existe na Ierra
Que lenha amor mais profundo ?
Nossa m3e.
Quem por nos solfre mais dores
Quem tem mais firme paixio 1
Qoem ahi no mundo existe .
Qae nos d tanto perdao ?
Nossa me.
Quem ra nossa enfermidade
Nossas dores acalenla ?
Quem nossas dores moraes
Com mais cuidado adormenta ?
Nossa mae.
lie q' a mae he para o filho
Lindo anjo prolector
He qne Dos Ihe deu um'alma
Toda afinada no amor.
He q' o amor da mai he puro
E formoso como o sol,
Dos ao cra-lo, apuron-o
Em sea celeste crizol.
Amor de mae amor sanio
Como o amor celestial,
Aura celeste de vida
Que da trra espanca o mal.
Minha mae, phrase sonora
Que penetra o coracAo ,
Minha mae,tu es a fonte
De toda consolarlo. '
Teus conselhos ncaminham
Nossas almas para Dos
Tu nos dsenos da vida
Sempre nos mostras os cos !
15 de outubro de 1855.
J. D. R. C.
caada
, 9
urna
um
Azeite de mamona......
mendobim e de coco
de peixe.......
Cacan .............
Aves araras .......
papagaios.......
Bolachas ............
Biscoilos............
Caf bom............
resslolho..........
com casia...........
uid0............. m
....... v/53000
I
8
9
29800
28050
38520
58600
58200
48800
18400
8550
8.180
9180
8480
8600
8580
240
8580
8240
48600
18280
8600
18760
18280
58000
108000
39000
78000
88960
4200
.19000
gem de Christo, outra dita sem imagem, um anel
com dous coraefies, ludo com o peso de 19 oilavas e
um quarlo a 28500, 488150, um anel de grisolita
por 19.
E para qne chegue noticia aoe licitantes mandei
passar o presente qu de igual theor sera afflxados
um na praca do CoVnmerciu. onlro na sala das au-
diencias e oulro para ser publicado pela imprensa.
Iladoepassadoneslacidade do Herir aos 11 de
outubro de 1855. Eu Francisco Ignacio de Torres
Bandeira, escriv.io interino o sobserevi.
Anselmo Francisco Pera ti.
DECLARARES
......
Carne secca
Cocos com casca......
Charutos bous .......
ordinarios ....
regala e primor
Cera de carnauba .....
em velas.......
Cobre novo mao d'obra .
Couros de boi salgados
i> verdes. .
> espitados
de onca .'.......
cabra corlidos .
Doce de calda........,
goiaba.......
seceo .........
0 Jla..........,
Estopa nacional........
eslrnngeira, mio d'obra
Espanadores grandes.....
pequeos. ....
Firinha de mandioca.....
< i) milbo.......
aramia.....,
Feijo.............
Fumo hom .'........
ordinario.......... ,,
em folha bom........
ordinario.......
" reslnllni........
Ipecacuauha............
Gomma.........
Gengjbre.........
Lenha de echas grandes .
pequeas..... ..
loros....... 0
Prendas de amarello de 2 coslados urna
D Inoro "...... ,1
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c e 2 J a 3 de I.....
" de dilo usuaes.......
Costadinho de dilo........
Soalho de dito...........
Ferro de dito...........
Costado de louro.........
Costadinho de dilo........
Soalho de dito.........
cen) 39840
18400
8600
28400
118000
138000
9160
8190
8100
8200
158000
8300
8200
9160
8320
8280
18280
18000
28000
18000
18600
28000
38500
68400
89OOO
39000
78000
49000
38000
389000
39000
18500
29400
8900
108000
149000
79000
alqueire
alqueire
. alq.
.
. cento
Esl prxima a elcic.no para o depolados que lem
de compor a assemble desla heroica provincia, e
Dcos queira que os cidadaos abaixo declarados sejam
ns escolhidos para lal flm : se os illutlres eleitores
isso reatisarem serao por sem duvida merecedores
de elogios.
1 Dr. Alvaro Barbalho U. Cavalcanli.
2 liaran da Boa-Villa.
3 I Ir. M a noel Jos da Silva Neiva.
4 Dr. Manoel Joaquim Carneiro da Cunha.
5 Barao de Camaragibe.
6 Dr. Antonio Joaquim de Moraes e Silva.
7 Dr. Carolino Francisco de Lima Santos.
8 Dr. Cosme de S Pereira.
9 Dr. Theodoro Machado F. P. da Silva.
10 |)r. Jernimo Vilella de Castro Tavares.
Ir General Antonio Correia Seara.
12 Dr. Francisco Carlos Brando.
13 Dr. Franeiico de Paula Baplisla.
14 Desembargador Jernimo Marliniano Figaeira
de Mello.
15 Conselheiro Sebasliao do Reg liarro-.
16 Vicentq Ferreira de S. Varejo.
17 Padre Leonardo Antones de Meira Henriqaes.
18 Tenente-coronel Antonio Carneiro Machado
Ros.
19 Dr. Joaquim Pires Machado Poclella.
20 Dr. Francisco Xavier Paee Brrelo.
21 Dr. Augusto Fredericode Oliveira.
22 Jos Pedro da Silva.
23 Dr. Silvino Cavalcanti de Albaquerqoa.
24 Dr. Franciac Bernardo de Carvlho.
25 Commendador Antonio Francisco Pereira.
26 Dr. Jos Quinlino de Castro Leao.
27 Dr. Joao Francisco da Silva Braga.
?r" Ant0D' Coelhode &i Albuquerque.
29 rraucisco de Assis de Oliveira Maciel.
30 Dr. Vicente Pereira do Reg.
31 Dr. Fenelon .Cuedes Alcoforado.
32 Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
33 Dr. Grvazio Goncalves da Silva.
34 Dr. Joaquim Jos da Fonseca.
35 Dr. Ivo Miquelino Sonto Maior.
36 Desembargador Antonio Ignacio de Azavedo,
Recife 9 de outubro de 1855.
ERRATA.
O r^irmourso da nenia que honlem foi publ-
""Jitato ornaV-Jii^-^Ha pvuco no eurso da
'loasorrla : a nao corra; pois assim i'hio por en-
ijaoo.
COMMERCIO
fRACA DO RECIFE 15 DE OUTUBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cola{Ces ofciaes.
Cambio sobre Londres60 d|v. 28 d.
Dito sobre Pars3W rs or 'raneo.
aLFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 13. .
dem do dia 15 ... .
'8:988|662
3l:5aXrc>4
250:5199016
Destarregam hoje 16 de outubro.
Galera insieramogenemarcadoras.
Barca ingierar.othesayhacalhao.
Brigue iogletI oantedem.
Brigu* hespanholAnge\dem.
Barca inglezaElizaidem. ,
Brigue braiileh-e Mara Luziabarricas
fumo.
CONSULADO GERAL.
Readimenlo do dia 1 a 13 .
dem do dia 15......
asas a
10:8198291
2:8269992
13:6463283
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 13 .
dem do dit 14.......
><189494
3.59693
544J187
Exportacao .
Liverpool por Maeei, brigue ingle Runnyme-
oe, de 302 toneladas, conduzio o seguale :__700
saceos com 3,500 arrobas de assucar.
HBCKBKUORIA DE HBNDAS INTERNAS GE-
hAES DE PERNAMRUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 13.....109721269
dem do da 15....... 775*548
11:7479817
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do da 1 a 13.
dem do dia 15 .
16:8058134
1:7399799
18:>44933
Forro de dilo
cedro ........
Toros de latajuba .V7'.
Varas de pnrreira .W.
aguilhadas........
qoiris..........
Em obras rodos de sicupira para c. par
eixos a a o
Mclaro .
Millio .
quintal
duzia
Pedra de amolar........
filtrar.........
B rebolos........
Poatas de boi..........
Piassava. ............
Sola ou vaqueta.........
Sebo em rama..........
Pelles de carneiro........
Salsa parrilba..........
Tapioca .............
Lidias de boi..........
Sabo ..............
Esleirs de perperi.......
Vinagre pipa '..........
Caberas de cachimbo de barro.
:t08000
118000
89OOO
69OOO
39500
78000
68000
:<8200
29OOO
:i5000
1^-JSO
18600
18920
18280
418000
209000
8300
1*600
8610
68000
8800
48000
8320
28500
5S200
8300
178000
49OOO
8210
a, 9120
11 na .9160
308000
milheiro 58000
CORREIO GERAL.
As malas que deve condazir o vapor Paran para
os portos do sol, priociprant^e a fechar hoje (|fi) ao
meio dia, e depois densa lioraVl o momenlo de la-
crar, rece he m-se correspondenoias com o porte du-
plo : os jornaes deverao achar-se no correio 3 horas
antes.
. Carias segaras vindas do norte para os Srs.:
Domingos- Ferreira Maia, padre Francisco Peixolo
Duarle, Manoela Mara da Conceic8o.
Eu Jos Agoslinho Barbosa, ridadao brasileiro, tra-
ductor publico e interprete commercial, juramen-
tado da praca, etc.
Certifico que me foi spresenlada a gazela oflicial
publicada .'ero Londres, em inglez, dalada a 29 de
junho de 1855, e della a pedido de quero m'apresen-
tou, Iraduzi a segunle potifiajao, que me |foi apre-
senlada, para o idioma nacional e diz o seguinte :
Ministerio dos negocios eslrangeiros, 29 de junho
de 1855.
Pela presente faz publico que e mu i lo honrado con-
de de Clarendon K|G.'minislro e secretariode estado
de sua magestade, na repartirlo dos negocios eslran-
geiros, receben dos lordscommiesaros do almiraola-
do urna parliciparao ollicial dos vire-almirantes Pe-
n-Thd e Dundas, cnmmandanle das forras navaes al-
indas no Bltico, e obrando em nome e a bem deS.
al. e seu alliado S. M. o imperador dos Francezes,
annunciando que no dia 15 de juuho corrente todos
os portos rnssos. ancorsdouros, enseadas e rios na
costa da Finlandia desde Nystad oa lalilnde de 60
46 Norte, loiigll(uJe_2l< 20" L' Este de Greenwich,
al a I'onta de Hango', na laltrode 59 46 norte lon-
gitude 22" 55' a L' Este de Greenwich', incluindo es-
pecialmente o porto.de Abo, e incluindo igualmente
todas ilhas e ilholaa em frente dila costa, islo he,
mais particularmente os canaes que conduzem para
Nystad,como cima se declara,e a i I lia de l.andto,na
lalilude W e 23' norte, longilude 20,. 47' a L' Esle
de Greenwich, e os differenles canaes retpeclivos
que eguem entre e para L' Este das ilhas de Landto,
bnklinge, Kumbluige, Segluigee osrocnedosoo re-
cites de Kokar na lalilude 59 52' norte, longitade
21 O' a L* Este de Greenwich, edalli lodos os ca-
naes que conduzem a cosa da Finlandia entre os ro-
chedos ou,recite Kokar e o pharol da Outo, e entre
Outo e a pona de Haugo, como cima se declara,
oram postas em rigoroso eslado de bloqueio por tor-
tas competentes das esquadras alijadas : e pelo pre-
sente se declara que lodas as medidas anlorisadas
pela lei das naces e peles respectivos tratados entre
suas mageslades e as diflerenles naces nenlrses se-
rao adoptadas e esecnladas a respeilo de todas as
embarcarles que tentarem violar e referido bio-
queio.
E nada mais continha ou declrala a dila nolifi-
caco, que bem e fielmente Iraduzi da propria gazela
ollicial que me foi apreseotada, e dapois de liaver
examinado com esta e adiado conforme, a tornei en-
tregar a qoem me apresentou.
Em f do qae passei o presente que aisignei e sel-
lei com o sello do meu cilicio, nesla muilo leal e he-
roica cidade do Rio de Janeiro, aos 13 de selembro
do anno do Saohor de 1855.Jos Agortinho Bar-
boaa. traductor publico e interprete commercial ju-
ramentado. Conforme. Francisco Xavier Bom-
tempo.Conforme.O secretario da capitana Ale-
xandre Rodrigues dos Anjos.
cama, sem que lenha podido ale-anear meioi para
manler a sua numerosa familia ; nico motivo que
o obrignna criseactual a recorrer ao hemfazejo pu-
blico, que nunca deia de proteger aos qne delle
necessita. ,
Osbijhelesvendem-seem casa dos beneficiados,
ra Bella n. 36.
Principiara' as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS
Eu Jos Agoslinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e .interprete commercial, juramen-
tado da praca, etc.
Certifico que me foi a presentada a gazela oflicial,
publicada em Londres, em inglez, aauda a 22 de
junho de 18.58, e della, a pedido de qnem m'a apre-
sentou, iraduzi a seguinte noliticafao, que me M
a presentada, para o idioma nacional, e diz o se-
guinte :
Minislerio dos negocios estrangelri
de 1855.
21 de junho
caada
alqueire
urna
D
B
cento
molhn
meio
m
urna
"A
cento
MOVIMENTO DO PORTO.
-Vanos entrados no dia 15.
Marenhao e portos Intermedios7 das, vapor bra-
sileiro Paran, commandaule F, F. Borges.
Passageiros para' esla provincia, o desembargador
Andr Bastos de Oliveira e sua familia, capiao
Antonio Caetano Travasso, sua senhora e 9 filhos,
Antonio Marques da Silva, Antonio Francisco de
Oliveira, sua senhora e t criada, Joao Filippe da
Cosa Cordeiro, Dr. Henrique Kraussn, Francis-
co Ferreira Novaes. Segaem para o sal, o Exm.
presidente do Paran Vicente Pires da Molla e 4
escravos, Dr. Jos Fr.nciseo Cerdoso, Dr. Filippe
Roulim de Sooza Uchoa. lente Firmino da Co-
uha Reg, sua senhora, 2 Olhos e 1 escravo, atie-
res Jos Antonio de Lima Jnior, 2 desertores e 2
pracas de pret.
Assu'10 dias, hiato brasileiro Sergipanns, de 51
loneladas, meslre Henrique Jos Vieira da Silva,
eqopagem 6, carga sal ; a Jos Teixeira Bastos.
'Msegeiro.Joaqaim Bernardo Froes el escrava.
Ilha de Fernando de Noronha2 dias, patacho bra-
sileiro Legalidade, commandanle Braz Jos dos
Res.
EDITAES.
O Illm. Sr. irtspector da Ihesourara provin-
cial em cumprimenlo da resolucao da junta da la-
zeuda, manda fazer publico, qne as obras dos repa-
ros do acude de Caruar, vio novumente a praca no
da i> do corrente pela quantia de 1:0129000 r.
B para constar se mandn artizar o prsenle e pu-
blicar peto Diario. K
"S^l Secretaria da iesonraria provincial de Pernam-
%* 9 de onlubro de 1855.O secretario,
\ A. F. tPAnnanciaro.
4 O Illm. Sr. inspector da Ihesourara provin-
cial pro cumprimenlo da resoluto da junta da fa-
zend manda fazer publico, que as obras dos repa-
ros de xjue precisa a casa da cmara municipal e ca-
dea da idade de Olinda, vao novamente a praca no
dia 18 do\correnle pela quantia 2:2008000 rs.
Em referencia ao bloqueio do golpho da Finla-
dia. j estabelecido no dia 28 de abril ultimo, e de-
vidameule notificado no supplemenlo aa gazeta de
18 de maio ultimo, pelo presente se declara mais,
que o muilo honrado conde de Clareajdon K. G., pri-
meiro ministro e secretario do eslado de negocios
eslrangeiros de S. M. acaba de receber dos lords
commisiarios do alinirautado urna participaran ofli-
cial do vice-almiranle o honrada R. S. bandas,
commandanle das torcas uavaes AS. M. no Balli-
Jco. e obrando em nome de S. M. edo seu alliado, S.
I. imperial o imperador dos Krancevaa, Ua bordo
a navio de S. M. o Duque de tVellington, Tundea-
do em frenle do pharol Toboukin, que demorava a
L'Esle 16 milhas, datado a 28 de maio, participan-
do que no dia 27 de maio lodos os portos, rios e en-
seadas no dilo golpho da Finlandia ( inclusive parti-
cularmente o porto de Cronstadl), se achavam res-
Iriclaroenle bloqueados por urna torca competente.
E pe|o presente se faz publico que o bloqueio dos
ditos portos, rios e enseadas ser restrictamente man-
Udo pelas torcas navaes de S. M. e de S. M. impe-
rial o imperador dos Francezes al novas ordena.
Declara-se mais que esla nolilir.ir.io nao altera,
nem por forma alguma se deve entender que altera,
prejudica e remove a n-ilificarao a respeilo do dito
bloqueio do golpho da Finlandia at hoje publicada
no supplrn.enlo da gazeta de Londres de 18 de maio
ultimo, porm he s publicada para maior conheci-
menio das pessoas a quem possa inleressar.
E nada maisconlinha on declarava a dila nolifi-
cacao, qae bem e fielmente Iraduzi da propria ga-
zela ollicial que me toi apresentada, e depois de ha-
ver examinado coro esta e achado conforma, a tor-
nei a entregar a qnem m'a apresentou.
Em fe do que passei a presente que assienei, e
ellei com o sello do meu oflicio, nesla muilo leal e
heroica cidade do Rio de Janeiro, aos 13 de selem-
bro do anno do Senhor de 1855. Jos Agoslinho
Barbosa, traductor publico e interprete commercial
juramentado.Conlorme.Francisco Xavier Bom-
lempo.Conforme.O secretario da capilania, Ale-
jandre Rodrigues dos Anjos.
He convidado o Sr. Filippe Sanliago de Sena
comparecer com brevidade ne objeclo do servico publico, mas de seo particular in-
laram.
Secretaria da inspeccao do arsenal de marinha de
Pernambueo 11 de outubro de 1855.O secretorio
.tlexandre Rodrigues dos Anjos.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco pe Pernairbttco continua a lo-
mar lettras sobte o Rio de Janeiro, ea
sacar contra a raeama praca. Banco de
Pernambueo 10 de outubro dal 855.O
secretario da direcco, Joao Iji
Medeiros Reg.
Segu brevemente a es-
cuna nacional JOS, ca-
pilar Jos Joaquim Alves
das Neves: para o resto do
seu carregamento, trata-
se com os consignatarios Antonio de Al-
meida Gomes & C, na rna do Trapiche n.
16, segundo andar. (Este navio s toca no
Maranho a receber pratico.) t
Paro o Aracaty segu em pontos dias o bem
condecido hiale Capibaribe ; para o resto da carga
e passageiros, Irala-se na ra do Vigario n. 5.
O capitn B. Bendixen da galera americana
Taima, declara que nao se responsabilisa por qual-
quer divida conlrahida por sua equipagem.
Real Companliia de Paquetes Inglezes a
Vapor.
No dia 21
desle me/, espe-
ra-se do sul o
vapor AVON,
commandanle
Revell, o qual
depois da de-
mora do costu-
me seguir pa-
ra Soutltamp-
porlos de S. Vicente, Teuerilf,
para passageiros, ele, trala-se
com os agente* Adamaon Howie & C-, ra do Tra-
piche-Novo n. 42. >
N. II. Os voluntes que prtonderrm mandar
para Sonlhampton, deverao' estar Ta 'agencia 2 ho-
ras antes de se fecharen) as malas, -e depois desta
hora nao e recebera vclnme algum. \
COMPAMIA PEINlllJGAlU.
ESCRIPTORIODA GERENCIA NO
Largo'da Assemble'a n. 10, 1 andar.
O vapor Pernambucano Mrquez do
Olinda, de excellentes accommodac/>es
para passageiros, commandante Antonio
Silveira Maciel Jnior, deve tocar neste
porto por estes dias, e depois de 24 horas
seguir' para o Rio de Janeiro com escala
para Rahia : para passageiros, trata-se no
escriptorio da gerencia, ou no dos Srs.
Rostron Rooker & C, na praca do Corpo
Santo.
Para o Rio de Janeiro
segu no dia 20 do corrente o patacho tlenle, ca-
pitao Francisco Nicolao de Araujo : para o resto da
carga, pasiageiros e escravos a frele, Irata-se com
Caelano Cyriaco da C. M.. ao lado do Corpo Sanio
Ion, tocando nos
Madeira e Lisboa:
BAHA.
No dia 18 do corrente segu o palhabote linus ;
so recebe paaaageiros : Irala-se com Caelano Cyria-
co da C. M., o lado do Corpo Sanio n. 25.
CE ARA' E MARANHO'.
O patacho Santa Cruz, capiuto Marcos Josc da
Silva, segu no dia 3C do corrente ; recebe carga e
passageiros : trala-se com Caelano Cyriaco da C. M.,
ao lado do'Corpo Sanio o. 25.
LEILOES

Joao Ignacio de
PUBLICAQA'O LITTERARIA.
Acha-se ca do Processo Civil feito peJojDr. Francisco de Pau
a Baplisla. Esla obra, alm de urna introducto
sobre as aeces e exceptes em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, eontm
a Iheoria sobre a applicacao da cansa julgada. c ou-
tras doulnnas luminosas: vendB-se~*mieaJneif
ne luja de'Manoel Jos Leile, na roa d> Onel-
mado n. 10, a 69 cada exemplar pbricado pelo
autor.
Oagenle Borja fara' leilao, sexta-fei-
ra 19docorrente, as 10 horas da manhaa,
em seuarmazem, na ra do Collegion.
15, de urna grande quantidade de obras
de majeineiria novas e usadas, de dill'e-
rcntetijualidades, pianos, relogios para
algibeira, lanternas, candieiros; e ouiros
muitosobjectos etc., que se acharao pa-
tentes no mesmo armazem no dia do lei-
O general Seara precisa alagar um bom eozi-
nlieiro : quem quizer dirija-se casa de la residen-
cia, no aterro da Boa-Vista n. 38.
Precisa-se de ama coslarelra que queira Ira-
halhar em concerlos: na toja da roa Nova, esquina
da ponte.
Ainda esto fgido o prelo Antonio, ancico, j
de idadn avanzada, feitor do sitio do abaixo assigna-
do, na Passagem, olhos pequeos e afumando*, e
com signaos de eravos as solas dos pos; eoslnma
dizer que he forro e lem sido visto pela Torre e as
proximidades da Boa-Vista. Est encarreg.ido de o
receber o pagar a lomadn, Firmino Jos de Oliveira,
no paleo do Carmo.Antonio Joaqnim de Mello.
No dia 17 do corrente, depois da audieucia do
Sr. Dr. juiz dos feilos da fazemla, na sala das mes-
illas, se bao de arrematar 6 cadeiras com asientos de
pal lia e 2 bancas pequeas, ludo avahado em 1IQ00D,
peiihorado por execocu da fazenda nacional contra"
Francisco de Barros Correia. Recife 15 de oulnbro
de 1855.O solicitador do juizo,
Joaquim"Theodoro Alves.
Quarla-feira, 17 do correnle, linda a audiencia
do Illm. Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda, arrema-
lam-se definitivamente por eterures provincies, os
liens seguinles : por arrendamenlo annoal a casa
lerrea n. 107, sita na rna de Santa Rita, pandorada
a Joao Thornaz Pereira por 2*9 ; dem a casa Ier-
ren na rna da Alegra n. 20 por 729, penhorada a
Ignacio Joaquim Ribeiru ; idem a casa terrea n. 78
na ra de Sania Rila, penhorada a Anna Maria da
Conceicao. Por venda 2 pequeas bancas de amarel-
lo, 39 por Cada orna, 5 cadeiras da meme madeira
com asiento de palha a 29 cada urna, penhoradas a
Caetano de Assis Campos; diversos objectos de ta-
berna, ludo avaliado em 209080. penhoradoa a Cre-
gorio da Cosa Monleiro ; 1 bilhar e diversos oten-
eis do mesmo ludo por 419700, penhorados a
Bartholomen Tavares de Oliveira por Jo.lo Stnarle
Borburetna ; a armacao da toja de sapateiro da ra
Direita n. 100, envidracada, por 109, penhorada a
Joao Comes Pereira ; 1 casa construida de lijlo e
cal, sila na travesea da rna Augusta n. 5, com 32
palmos de frente e 40de fundo, corintia denlro no
soto, pequeo quintal com cacimba, fallando-lne
parte do repartimento por 6000, penhorada a Jos
Maria Placido Mazalhaes ; 1 pequea casa terrea
na roa do Padre Kloriane n. 73, com i5 palmos de
frente e 5(1 de fundo, em mao eatado, por 5008, 1
dita na Iravessa do Carmo, com 20 palmos de frenle
e40 de fundo por 5509, a qual tero o n. 3, penhora-
da a Francisca Romaua Snlgoeiro ; 1 carro de 2 ro-
das em bom estado por 2509, penhorado a Miguel
Sauger ; 1 terreno no qual foi edificada urna casa, e
algum resto de, maleriaes da mesma no beeco do
Quiabo, frezuezia des Afosados, lendo 30 palmos de
frente e 80 de fundo, penhorado os filhos de Bento
Joaquim mencionados bens, dirija-se ao lugar do coslume.
Recife 13 de outubro de 1855. O solicitador da fa-
zenda provincial, Jos Mariano de Albuquerque.
Precisa-se de om caixeiro para taberna, de 12
a 14 anuos, que lenha alguma pratica do mesmo ne-
gocio, e qne d fiador a sua conducta : na ra do
Codorniz o. 4, taberna.
O Sr. Francisco Pires Carneiro (em urna carta
vindado Maranho : na praca da Independencia ns.
6 a 8, livraria.
A mesa regidora da innandade de N. S. da Ro-
sario de Santo Antonio, tendo de celebrar a Testa da
mesma Aogosla Senhora no dia 21 do corrente, pede
aos fiis chrisiaos para coadjnvarem com as mas es-
molas, afim de eflecluar este caridoso arto, e espe-
cialmenteaoi lllms. Srs. moradores da ra do Ro-
ano. que concorram como j he de cosame nos n-
nos antecedentes. A mesma mesa e Senhora fioarSo
summamente ngredecldas.e Ihes dar muila enchenle
de .grecas.O secretario, Jos Ferreira Marques.
-T7 s"- accionistas da sociedade Emprezaria da
edihcacao da casa de baile defla provincia, sao oao-
vidadosare.lisarem a primeira preelaejode 15 por
"nlo1sobr.e P'lal de suas aerSes. no prazn de 20
das de dala desle, no eicriptorio do (hesoureiro ao
Sr. Oeorge Palcliell, no larizo do Corpo Sanio, con-
forme a resolucao lomada pela direccSo da.mema
companlua na contormidade do arl. 6 dos estatutos.
Recife 14 dr outubro de 1855. o'secretorio, Ci-
priano Fenelon Guedct Alcoforado.
Precisa-se alugar urna prela escrava, qae ven-
da na ra : a tratar na ra dos Cuararapet 11. 51.
liuararapes
Ofleroce-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de qualqner estabelecimonto, o qaal d fiador a sua
conducta : quem precisar annnncie.
Oflerece-se um rapaz brasileiro, que sabe bem
ler e escrever, para caixeiro de qualqner estabele-
ciroento, dando fiador a sua conducto, e j lera de
ludo pratica : na ra da Cadeia do Recife n. 30.
AtteocAo.
O abaixo assignado, vendo que foram a leilao as
sobras das trras do engenho Coqueiro, na comarca
de Santo Aman, jalga conveniente declarar a quem
quer que as arrematou ou lenha de arrematar, que
lem de demarcar suaspropriedades Mufumbo e Ben-
to velho ; e que por suas escriptoras, que apresen-
tara a quem quizer ve-las, (em de reivindicar parle
dessas j pequeas sobras-, o que nao tem feito al o
prsenle por esperar que Ihe. as venderiam por eu
justo valor, evitando assim Jemarearoes e qoesles
com seos vizinhos por um retalho de trra que po-
den chegar a 250 bracas quadradas. Comprindo
acrescenlar, que sendo a escriplura do Coqueiro
inexacta em seus limites como confessa o vendedor,
que sem ler a assignon o Sr. Joao Baptista de Albu-
querque Uchoa, os Srs. do Coqueiro tein-se conser-
vada neste engao, que prtesis destruir.
Pedro Bezerra Pereira Araujo BelIrSo.
ATTENCAO'.
Jos Pires de Carvlho faz scienle aos seus fre-
cuezes, que se mndou para a ra larga do Rosario,
primeiro andar n. 46, contina a enfeilar bandejas
de armarn de differenles- gbslos, assim como Sebas-
lo. e se entregarao pelo maior preco of- tXVTu oS ** ?M" qa-6 *e
CONSULTORIO HOMtEOPA-
THICO.
(Giatuito para os pobres.)
28. RA DAS CRUZES 28.
0 Dr. Casa nova da consullas e fu visi-
tas a qualquer Jiora do dia.
Os medicamentos homii'upilhicosroaisacre-1
dilados do Universo, sao os que slo prepa-
rados pelos Srs. CATELLAN e WEBER,
pharmaceuticos em Pars.- nesla casa lem
sempre um grande sortimento desles me-
dicamentos em (inloras de lodas as dyna-
roisacoes; e ero glbulos preparados pelo ,
Oproprielario desle eslabelecimenlo: cartel-
ras de todos os tamaitos, e muilo mais em
t> cunta do qne em qualqner outra parte.
1 carleira de 24 medicamentos. 69OOO I
1 frasco de tintura a escolher. 19000 1
Tubos avulsos, a 300, 500 e 19.
Elemeutosdehoroa'opatha,4vol. 69OOO
N. B.Cada carleira encerra os med- 1
camentos pi-ejprvativo e curativos do cho- a.
lera-morbus. fM
c "rJ"" *!ia.17 do correDl. depoi da audiencia do
sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, na sala das mes-
mas, se hao de arrem;.r 2 canoas, 1 avallada em
169 e oulra menor em 89, penhorados por execucao
da fazenda nacional conira Antonio Marque* : acha-
se urna em poder de Pedro Antonio Teixeira Gui-
maraes, e outra 110 moiirao do porlo da roa Nova,
oude podem ser examinadas pelos preleodenlea. Re-
cife 13 de oulubro de 18-55.O solicitador do joizo,
Joaquim Theodoro Alves.
N dia 17 do corrente. depois da audiencia de
Sr. Dr. luz dos feitos da fazenda, na sala das mea-
mas, se ha de arremalar nma canoa com 30 palmos
de comprido e 3 ', de largura, avahada, em 89, pe-
nhorada por execncao da fazenda nacional contra
Joao Muniz, a qual se acha no porto da rna Neve-ern
poder do capataz, onde pode ser vista. Recife 13
de oulubro de 1855.O solicitador do joizo,
Joaqnim Theodoro Alves.
ferecido.
AVISOS DIVERSOS.
1009000 rs.
Fogio no dia 2 do correnle, do engenho Barbalho,
freguezia do Cabo, um escravo de nac,ao, de nome
rlimento de bolos os maia fi-
ta** e uiais delicados que possam liaver, awim eatno
lambem enfeitam-se bandejas rasa* per 6 89000, e
faz-se toda a qualidade de prsenles, pndins. pastis
da nala, tortas, pastadlo, arroz de leile, alelria de
ovos, sem-medo,bolo inglez denominado divindade.o
qne for da vontade do freguez.
Contina a estar fngido o escravo Francisco,
t.ato, altura regular, cara oval, peito bastante salieu- de nacao, de meia idade, e he caranguegeiro : fagio
le e com marca de couslico do lado direito, ps lar- com um bahu' de folha ja velho com toda saa rouoa
^OMirlii. narn*a l"..,-. 1. _.-----1: l. J.____i.t __-_________.________- .
gos e curtos, peritas linas, e he rendido da verilha
do lado direito : quem o prender e levar ao referido
engenho, ou a casa do commendador Luiz Gomes
terreira, no Mondego, recebar a gratificarlo de
IOO9OOO.
Na noile de sabbado, 13 do correnle. perdea-
se urna pulceira de ouro, da ra da Alegra ao paleo
do Carme, e do pateo do Carmo a roa do Aroorm :
pede-se a pessoa qae a achou, querendo restilai-la
ao seo done, far o favor levar a roa da Cadeia do
Recife n. 56 A, que ser generosamente gratificado.
Os Srs. directores de collegios e eslabelecimen-
tos particulares e professores de escolas particula-
res ile om e oulro sexo, do terceiro circulo Iliterario
desta cidade, devem presentar i directora geral da
inilruccao publica al o ultimo do correnle mez as
I cenca qneobliveram para a abertura dos ditos es-
lahelecimenlo* e escolas, o programma de estodos, e
regulamenlo inferno de cada om delles, e uns e ou-
iros orna ola declaratoria da rna e numero da ca-
sa, em que se acliaro estabelecidos.em conforroidade
da ordem do Exm. Sr. director geral inlerino da
instruccao publica communicada ao abaixo assignado
em 9 do corrente.O inspector do terceiro circulo
lillerario, Antonio Egidio da Silva. *
Recife 15 de oulubro de 1865.
Pertence o bilhele ioteiro n. 3722 da lerceira
parle da segunda lotera beneficio do Gymnasio
Pernambucano, que tem de correr no dia 20 do cor-
renle mez de oulnbro, ao Illm. Sr. Jos Porfirio de
Sa, do Rio de Janeiro, e lica em poder de F". G. de
Oliveira Sobrinho.
Precisa- se de urna ama, qne saiba eozinhnr e
fazer lodo o mais servico de urna rasa ; na ra Direi-
to n. 86, segundo andar.
tajataiconslar se maudou afflxar o prsenle epu-
hltar pelo Diario.
"Secretoria da iesonraria provincial de Peruam-
bfjco 9 de oulubro de 1855.O secretario.
^ A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. capiao do porto, cumprindo a or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia datada de
hontem ern referencia a expedida em aviso da re-
parlicio d marinha de 27 da selembro prxima-
mente lindo, manda publicar a* Iraducfoes justas a
esla por copia, das uolificacAes insertas as gazelas
de Londres de K2 e 29 de junho ulliino, a respeilo
do eslabelecimenlo de om bloqueio nos portos rus-
sos do golpho e costa da Finlandia, pelas forras na-
vaes combinadas da Inglaterra e Franca.
Capilania da porlo de Pernambueo em 9 de ouln-
bro de 1855.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador da
imperial ordem da Rosa, juiz de direito especial
do commercio, nesla cidade e provincia de Ptr-
nambuco, por S. M. o Imperador que Dos guar-
de, etc.
Faco saber aos que o presente edllal virem e delie
nolcia llverem, em como no dia 26 do correte se
ha de arrematar por venda a quem maisder, em pra-
5a publica desle juizo, os bens penhorados por exe-
cucao de senlenra do exequente Bento Fernandes
do Pasea conira sen devedor o execolado Jos Go-
mes Moreira, os quaes pelos avaliadores desle joizo
foram avallados pela maneira seguinte: unta escra-
va crioula da nome Marianna com idade de cinco
nnos pouco mais ou menos, por 3509 ; ama canoa
de carreira por 509 dous pares de caslicaes e urna
salva de prala de lei contrastada coro o peso de 626
oilavas a 200 rs. 1259200 ; orna colher de terrina
lambem de prala, 12 ditas para sopa, 7 ditas para
cha, 1 par de Avalas pata suspensorios, ludo com
peta da258 oitava* a 100 W. 159800. Obras de ou-
ro. Um tranceln., mas dilo com medalha, um di-
dil, om colar, dona coricOes, ama cruz com ini-
THSATB0
DE
S. ISABEL
A sociedade Dramtica Empresaria previne ao
respetlavel publico que em consequencia dos favo-
raveis despachos do Exm. Sr. presidenle e commis-
iSo directora do mesmo thealro se aeha preparando
uro hrilliante espectculo para frstojar a feliz aecla-
macao de S. M. F. o Sr. D. Pedro V. de Portugal,
eujo dia sera annanciado logo qoe ehegae o vapor
com a parle ofHeial.A dircloria 4a sociedade.
Joaqxiim Jos* Btzerra.Bernardina de Senna.
Manuel Joaquim Alende'.
Sociedade Dramtica Emprezaria.
Recita concedida peto Exm." Sr. presidenle da
provincia, em beneficio dns artistas '
/oflo Antonio da.Costa e sua Senhora Anna Ir-
su lina da Costa.
QUARTA FEIRA 17 DE OUTUBRO.
Depois de execulada urna bella nuvertura subir
a scena a primeira repeticao da linda a engraeada
comedia ero 3 actos,
OPASSAROAZUL.
Os moilissimos applausos coro que no beneficio
da actriz Leonor Orsat Mendes esla bella comedia
foi recebida do publico em geral, provam quanlo
ella he engraeada, quanlo foi bem desempenhada, e
nos potipa o repetir aqui elogios desnecestarios.
Seguir-se-ha o vaudeville em 2 actos
0 EGLYPSE DE .821.
ORDEM DO ESPECTCULO.
I.o O Eelypse. 2. O Pnssaro Azul.
Os beneficiado! esperan) do generoso publico a
Manta benevolencia eom que eoiluma coadjuvar
sempre os artistas qoe a elle recorram, muilo prin-
cipalmente na actualidade em qne o beneficiado
Joao Antonio da Casta se acha gravemente enf.rmo,
lendo j feito qnatro imv.es que esl doenla n'uma
U abano assignado, querendo agradecer a
todas aquellas pessoas, que no dia 13 do corren-
le honraran) com as suas prpsenras na oceaaiao
do arlo fnebre do sen prezado filho Jos Cor-
deiro da Cunha, na igreja de N. S. do Terco,
e dahi ao cemiterio publico desla cidade, e nao
Ihe sendo possivel agradecer a cada urna pessoa,
o faz por esla folha, e a todos olferece em sisnal
de gralidao sen diminuto presumo. Recife 15
de outubro de 1855.Antonio Cordeiro da
Ctttthttm
LOTERA do gymnasio.
Sabbado, 20 do corrente, andam as
roda da terceira parte da segunda lote-
ra do I vmnasio, o resto de meus afortu-
nados biihetes e cautelas acha-ae a ven-
da as lojas do costume:vito abaixo
transcriptos os'nmeros de premios de di-
versas loteras que tem sido vendido pelo
cautelista da casa da Fama, abai\o assig-
nado :
N.
m . 10:0000000
!5i.-> . 8:000.?000
.-)-220 . 6:000#000
2W . 6:0005000
418 . 6:000.S000
4206 . 6:0005000
"100 . 6:000. ."626 . 5:000*000
3404 . 5:000^000
507 . 5.000SOOO
2850 . .-OOO^OOO
701 . 2:0006-000
18 . 2:0005000
."Hit".. 1:0006-000
3169 . 1:0005000
1982 . 1:000f000
Recife 16 de outubro de 1855.
O cautelista, Antonio da Silva Gui-
maraes.
Attenc,ao.
Avisa-seao Sr. que mandou eneourar um bahu'
de 4 palmos, desde maio ultimo, que lem tido lempo
bstanle, e nao o fazendo no prazo de 6 dias, o an-
nunciante nao ser respoosrvel por nada : na ra da
Collegio n. 11.
Precisa-se de nma ama que tenlta bom leile
para criar urna crianca : na casa defronle da igreia
do Corpo Santo o. 1S.
Perdeo-se oo dia sabbado f 13) das Cinco Pon-
tas at o thealro de Santa-Isabel, unta areola da ac
com 3 chaves : quem as achou, querendo restilui-las,
sera recompensado : n* paleo da Terco n. 40.
e lem as costas muitos calorodos : roga-so a quem
pegar, de o levar la larga do- Rosario n. 16,
qne ser generosamente recompensado.
Sor vetes.
Hoje as (1 horas havera srveles : no alerro da
Boa-Vista n. 3.
Quem perdeu nma lrouia de chaves na ..iluda
do Iheatro, no dia 14 do corrente, pode procurar no
aterro da Bou-Vista n. 50, que Ihe serao enlregue,
dandoosignal e pagando a despeza do annuncio.
Acaba de chegar nova pimenta da Jamaica,
excellenle pura tempero, assim cora* saga', cevadi-
nha e ervillus: no armazem de Paula & Sanios, rna
do Amorim n. 18.
Aluga-seoo vende-se um muleqtfe proprio pa-
ra qualquer nerviro, sabendo cozinhar : a tratar na
praca da Independencia n. 4. -
Roga-se pela segunda vez ao Sr. Francisco Pe-
reira Pinto Cavalcanli, o favor de apparecer na ra
dos Martyriov n. 36, para concluir o negocio que
nao ignora. '
Faz-se cierne ana Srs. credores da massa falli-
da de Barbosa & Lima, que o Exm. juiz especial do
commercio desigoou o dia 17 do correnle, para a
reuniao, em que teem deser examinadas as contas
da adininislriirao que fioalisou em 25 da selembro
ullirao.
Precisa-se de um bom copeiro para servir em
ama das provincias do norle : nesta tvpograpbia se
dir quem o quer.
Alugani-se
2 casas na Torre para se passar a Testa, cada urna
tem 2 sallas, 3 qnartos, cozioba fura, copiar, mnito
frescas, quarlo para prelos., estribara para cavados;
por commodo preco: atrs da malriz da Boa-Vista nu-
mero 13.
COMMISSA'O l'llltl l IE/A DE RE.NE-
FICIENUA.
Por nrderft do Illm. Sr. presidente se faz publico
para conhecinienlo dos Srs. subscriptores para o H.
P. P., que se acha recolhida no banco de Pernam-
buro a quantia de 10 contosde ris, importancia da
primeira rece >cao das respectivas esmolas, como se
v* do seguinte documento:{n. I MrA seis mezes
precisos da lata desla o Banco de Pernambueo
pagara a direrrao da sociedade Portogueza de Be-
neliciencia. ou a qnem a representar i quanlia de
dez conlos do/enlos e cincoenla mil ris em moeda
correle, valor recebido.Escriptorio do Banco de
Pernambueo nos 13 de oulubro de 1855.Os direc-
tores de semana, Joti Pereira da Cunha.Manoel
Ignacio de Oliceira.Jos Jernimo Montexro,
gerente. Por ordem do mesmo Illm. Sr. presidente
s3o convidada:: a commlssao Portugaeza de Beneli-
cienra e as diversas commissoes encarregadas dn
suhsrriprao para urna outra reuniao no salan do
gabincle l'orli enez de leilura uo dia 19 do correnle
aa 6 horas da larde, devendo os Srs. secretarlos e
Ihesoureiroi distas apresentar nessa oceaaiao as no-
vas parrellas joe liverem recebido, bem como as
listos ilc lodos os Srs. subscriptores que ja' tiverem
satisfello as anas esmolas, afim de serem qnanlo an-
tes publicadas.Recife 13 de outubro de 1855.__
Manoel Ferriira de Souza Barboza, secretario.
Os Srs. directores de collegios e eslabelecimen-
los particulares de ensino, e professores de esrolas
particulaies d om e oulro seio, do primeiro circulo
Iliterario da provinch, devem apresenlar al o ulti-
ma do corren!; mez na dircloria geral de inslrnc-
cao publica as licencas que obliveram para a abertu-
ra de ditos esdibelecimentos e escolas, o programma
de esludos, e regulamenlo inferno de cada um del-
le* ; e uns e outros urna ola declaratoria da roa e
numero da casa em que se arham estabalecidos : em j
conformidade da ordem do Exm. director geral in-
lerino da mstriccao publica communicada ao abai-1
xoaasignadoeni 9 do correnle. Recife 13 de outu-
bro de 1855.i) inspector do primeiro circulo,
Cypriano Fenelon Guedes Alcoforado.
Aluga-se m sitio na Capunga, com muito boa
casa de viven.11, muitos quartos, e muitos arvoredos
de fruclo, boa cacimba, mnito boa agua de beber e
tanque para bmho : quem o pretender, dirija-se a
ra do Cabag, toja de Joaquim Jos da Costa Fajo-
zea ; aluga-se |tor anno ou por resta.
Uesappar-ceu no dia 13 de selembro do cr-
ranle auno, urna escrava, ponime Merencia, criou-
la, fnla.de idade pouco mais ou menos de 28 a 30
aneo, com falta de denles na Trente, tonto em bai-
xo como em cima ; lem urna das orelhas rasgadas ;
levou veslidodecidla com lislras amarellas e panno
da Costa, coro um flandres de azeite de campare :
qualqner autor dade policial ou capitaes de campo
a poderlo prender a leva-la ra da Guia n. 29,que
era bem racam pensado.
Precisa-sa da nma ana para cozinhar : a Ira-
lar na ra do ftiogel n. 11, primeiro andar.
No dia 17 do correle, dapois da audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, na sala da* mes-
mas, se ha de arrematar metode de na sitia no la-
gar do Calue, freguezia dos Afogados, com peque-
a casa de Inipa, chao de toro, com 40 e tantos ps
de coqueiros, avaliada dita metade por 500, penho-
rada por execucao da fezeuda nacional contra An-
tonio Caelano Tavares : o*, prelendentos compare-
cen no lugar e hora do cosame. Recife 13 de ou-
fAru de 1855.0 solicitador do juizo,
^ Joaquim Theodoro Aire*.
"T^o dia 17 do corrente, depois da audiencia do
Sr. Dr. joiz dos feilos da fazenda, na ala da* mes-
mas, se ha de arrematar um bote eom 28 palmos da
comprido, avaliado em 208, penhorado por execucao
da fazenda nacional contra Jos Ricardo de Jetos, o
qual se acha no arsenal de marinha sobra aguarda
do Sr. inspector do imimo arsenal: o* pretenden-
tes podem alli examina-lo, e para arrematarlo com-
parecer no lugar e hora do coslume, Recife 13 da
outubro de 1855.O solicitador do juizo,
Josqaiaa Theodoro Alves.
No din 17 do correla, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda, na sala da* mes-
mas, se ha de arremalar ama canoa em mnito bom
eslado, avaliada em 309, penhorada'por execucao da
fazenda nacional conira Chrtslovao Jos Fonles, a
qual se acha deposilada em poder do capataz do por-
to do bairro do Recife, onde pode ser vista, e para a
arrematadlo, no logar e hora do costume. Recife
13 de ontubro de 1855.O solicitador do joizo,
Joaquim Theodoro Alves, .
-T- O Sr. Silvino de Barras Araujo, indo i casa do
Sr. Antonio Anacleln eia o engenho Pimenta, por
mandado de seu padrasto o Sr. Manoel Gomes Ca-
valcanli cobrar nma leltra de 970, nao cooseguio
recebar esla quanlia, por convenci como.
Aniceto reJbrmou-se a leltra com abate, recebeoda
o Sr. Silvino onlra da quanlia da 800 pagivet* bai-
lo mezes. Relirando-se o Sr. Silvino- para o lagar
dos Patos, onde he morador, deu pela falla da leltra
reformada, e vollando casa do Sr. Aniceto, a
qnem communicou este facto, e pedio qae Ihe pas-
sasse oulra. leltra, ao qae nao aunuio esle ; e por s--
so Ihe fez ver que a nao pagante se por ventara Ihe
fosse apresenlada^'-O abaixo assignado, autorpiedo
pelo Sr. Silvino faz esla declararlo, acrescentaudo
qoe a reforma da leUra foi no l de selembro do
correnle anno de 1855.
Tibnrlino Pinto de Almeida.
MUITAATTENCAO!
O cautelista Salustiano de Aquino Ferreira avisa
aos Srs. jogadores das loteras, qoe o plano acloal
das loteras provincies he justamente a qnarto par-
te do plano das mui acreditadas lotera* do Bio de
Janeiro ; offerecendo maior vanlagem aos amante*
desle jogo lio licito do que o plano velho como abai-
xo val demonslrado. Tazando urna HiOereuca de 41
premios at os de 2OJJ00O
PLANO VELHO.
1 premio i 1 e:0O0EO00 3:O00SO0O
1. 1:0003000
2 5009000 .1:000901X1
4 2003000 OO
8 1009000 , 8909000
12 .509000 6009000
30 209000 6009000
59 premios.
41 ditos de mais a favor do amante 'leste jago.
100
PLANO NOVO.
1 premio de 5:0009000
2:5GtW000 ,
I 1:0009000
I 5009000
6 2509000 1:5009000
10 1009000 1:0009000
20 509000 fKWOJOOO
60 259000 1:5^)09000
Se um quarto das loteras do Rio de Janeiro cusa
69000 para tirar o premio de 4:ltOO9O00, um bilbete
inleiro das loteras da provincia sendo o casto delle
59700 para tirar o premio de 5:0009000 sem o des-
cont dos oito por cenlo da lei, esl mui bem e Cla-
ramente demonslrado qne os Srs. jogadores lem urna
diuerenc* a seu favor de OOJ, a qual nao be peque-
na com o emprego de menos capital para ganhataan
maior quantia. l'ernarnbnca 13 de onlubro de 1835.
O cautelista, Salustiano de Aquino Ferreira.
Preciaa-selde 2 efficiaes de charnleiro para oar-
regarao, sendo de porcJo : a tratar na Soledade jau-
to ao hospital. Na mesma vende-se ora (ileiro para
fabrica de charutos, por preco commodo.
Attencao.
Roga-se a todos os devedores da taberna da ra da
Cadeia do Recife a. 25, defronle de beeco Larga,
qua esli trazados em sena pagamentos, tanto da
lettras vencidas cerno de coala da livro, qne quei-
ram realisar seus pagamentos ato o lim do corrate
mez de outubro, e aquellos que o nao fizer, pasearlo
a ser execulados, e seos nomes publicados, isto para
evitar a prescripcao.
Offerece-se urna crioula para o servico inferno
de qualquer casa de familia : quem precisar, procu-
re na ra de S. Bom Jess das Crioula* n. 26.
Msica.
Avisa-se aas amantes da mnsiea, 00* diariamente
ha concert* aralis na Capnnn, em ama das casas
da viuva Lasserra, das 6 as 10 horas da noile regu-
larmente, assim como as vezes das 6 a* 8 horas da
manhaa.
i **
Panorama.
STIMA E ULTIIA EXPOSRJAO.
FREK LEMBCKE.
Tem a honra de avisar ao respeitavel publico,
que no dia 11 do corrente mudou de vistas, e sendo
esla a ultima exposicao aprsenla todas vistos ele-
sanies, entre ellas algomas da guerra do Oriente,
como o ataque dos Sardos no valle de Tchernaya, a
vtsla geral da bella Cachoeira junto a Bahia.
O preco he 500 rs. cada pessoa, e acha-se aberto
das 6 as 9 horas da noite.
O coronel Francisco Mamede de Almeida de-
clara, que tem interposto o reenrsa. de appellacao
para o tribunal da relaeflo, da parllna qne aa fea da
heranca da sua fallecida irmaa D. Mara Francisca
de Almeida, e da aenlenca que a joaaou ; que o* au-
tos com o dito recurso jii obiram para o mesase tri-
bunal, e por iaso que no caso da ser provida a ap-
pellacao lia de ter lugar a reforma da parlilha ; pre-
vine a quem ialeressar, que nao pode por ora ler
logar a venda de* bens de raz uu* con batan ao*
herdeiros. Recife 9 de outubro da 1855. -
Quem perdeu oro lenjo de seda, procure-o aa
Iravessa da Concordia ou Cadeia Nova, qnico sobra,
do qoe ha n, 5.


PUMO OE'PEBIUIBUCO *ERg FEIRI 16 OE OUTUBRO DE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
SO 1A NOVA 1 MM9ASL 50.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas homeopathicas lodos os das os pobres, desde 9 horas da
manhaa ateo meio da, e era casos extraordinarios a qualqoer hora do dia ou noite.
Oflereoe-*e igualmente para praliear qualquer operaejio deeirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer mulherque esleja mal de parlo, e cnjascircumslanciasnaopermiltam pagar ao medico.
}0 TORIO DO DR. P. A. LODO I0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jato, traduzidn cm por
(ugnez pelo I>r. Moscozo, quatro volumesencadernados en dous e acompanhadnde
um diccionario dos termos do medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 201000
Ksta obra, a mais Importante de todas as que tratam do esludo e pr tica da liomeopalbia, por'ser a nica
ueconlm abase fandamontal d'esta doulriuaA PATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
IENTOS NO ORGANISMO KM ESTADO DE SALDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas qoe se querem dedicar pratica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que qoizerem
experimentar a dootrioa de Hahnemann, e por si mesmos se convenceren) da verdade d'ella: a todos os
a zendei ros e senhores de engenho qne estilo longe dos recursos dos mdicos: a todos os ca pitaes de navio,
que urna ou ontra vez nao podem deiiar de acudir a qualqoer incommodo sen ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circunstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sito abriga-
dos a prestar fu eontinenti os prmeiros soceorros em anas eofermidades.
O vade-ineeum do homeopalha.ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tamben) til a pessoas que se dedicam ao esludo da homeopathia, um voln-
me grande, acompajihado do diccionario dos termos de medicina...... 10*000
O diccionario dos termos de medicina, eirorgia, anatoma, ele., ele, encardenado. 39000
Sen verdadeiros e bem preparados medieamenlos nao se pode dar um patso seguro na pratica da
homeopathia, e o proprietario desle eslabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida lioje da grande superioridad* dos seus medicamentos.
Boticas a 12 lubos grandes.....................
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 12 e 159000 rs.
Dilas 36 ditos a.......... ,
Ditas *8 ditos a..........
Ditas 60 ditos a..........
Ditas 144 ditos a.............," .7^ '
Tubos avulsos....................! i *
Frascos le meta ouja de linelun.......:....'.'.'''
Wb tortura crnica............
le ftropreWrnda grande numero de lobos de rrystel de diversos laaanhos.
pura medicamentos, e aprotnpt-se qualquer encommenda de medirameotoscom toda a irvida-
por presos
LOTERA
89000
,208000
359000
aojan
60000
I0O0
2000
200
de e
muilo coramoi'os.
TRATAMENTO HOICOPATHICO.
Preservatico e curativo'
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DR9t
lCo ao povu para se poder curar desla enfermidade, administrndoos remedios 7nais eflicazes
Bfha-la, emquanlo'se recorre ao medico, on mesmo para cura-la independente desles nos lugares
em qiaa nao os ha.
I (TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Batas dons opsculos conlem as indicaces mais claras e precisas, so pela sua simples e concisaez posi-
ao esta ao alcance de lodas as intelligancias, nao s pelo qne diz respeilo aos meios curativos, como prin-
cipalmente aos preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parte em que
elles lem sido postos em pratica.
Sendo o Iratamento homeopalhico o nico que lem dado grandes resallados 00 curativo desla horri-
velenfermidade, julgamosa proposito traduzir estes dous importantes opsculos em liogua verncu-
la, para dest'arle facilitar a sua leitora a quem ignore o francs.
Vende-se nicamente no Consultorio do tradurior, roa Nova n. 52, por 2&000 rs.
ANNUNCIO.
j.oja e armazem de fazendas baralissimas, na rapj
da Cadeia do Recife n. 50, defronle da ra da Ma
dre de Dos, quina do segundo betco vindo da pon-
te, lado esquerdo. Nesle eslabelecimento aclurao os
Srs. fazendeiros, commercianles do centro, e o pu-
blico em geral, um completo sortimento de fazendas
finas e grossas, lodas de boa qoalidade e sem avaria,
que a dinheiro vista, se vendem por presos bara-
tsimos ; assim como boa disposic.io para bem ser-
vir-a agradar a todos os fregaezes qoe se dignaren)
bourar o eslabelecimento,
JOIAS
Os abaito assignados, com loja de onrives na ra
do Cabugii n. 11, confronte ao paleo da matriz e ra
Nova, faiem publico, que estn muilo surtidos dos
mais ricos adifferentes gostos de tolas as obras de
miro necesurias, tanto para senhoras como para ho-
meus e meninas, e coulinuam os precos mesmo ba-
ratos como tem sido : passar-se-ha urna cnnla coro
responsabilidade, especificando a qualidnde do ou-
r de 14 oa 18 quilates, (cando assim garantido o
comprador se apparecer qualquer duvida.
Seraphim & Irmo.
t
O r. Rbeiro, medico, mudou
sua residencia para a caga cinzen- S
ta de quatrO andares, na rita da
Crian. 15, onde pode ser pro-
curado a qualquer hora.
B AOS PAS de familia.
Lroa senhora casada, legalmente autorisada pelo
Exm. prndente da provincia, teodo aberto urna
aula particular de nstruccao elementar para o seso
femimno, na praca da Boa-Vista sobrado n. 32 se-
gundo andar, offerece o sen presumo aos pais de
laiailia para ensinar a ler, escrever, e contar, dou-
Jrina christa, coser, bordar de lodas as qualidades,
labynnllio, e tudomaisconcernente ao eusino com-
pleto fie meninas : e lendo a casa bastantes comino-
dos recebe igualmente pensionistas e meio- pensio-
nistas, com quem empregara todo o desvelo possi-
AULA DE LAT^M.
Oj padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a ireceber alum-
nos internos eexteraos ^lesde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar deseupequenoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos das uteis.
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-.
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabetica, com a descripeo
abreviada de lodas as molestias, a indicacf.o physio-
lgica e Iherapcolica de lodos os medicamentos ho- |
mam
duas excellentes casas, urna no aterro do
Varadouroem Olinda, junto a ponte, a
qual foi do fallecido Manoel Lopes Macha-
dp, com grandes commodos para nume-
rosa lamina, com porto de desembarque
no sitio da mesma casa e com arvoredos,
s com a vista se podera' julgar; outra de
sobrado e grande quintal, no Varadouro,
que foi do fallecido Joaquim Jos Ra bel-
lo, ambas pintadas epromptas: a fallar
na ruada Cruz do Recife n. G, segundo
andar, oucomJoaquim Lopes de Almeida.
""l^o dia 17 do correaje, dapois da audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feilos MHanda e na sala das mes-
mas se hSo do arrematar todos os vasos de -vidro e
tenca que compunham a botica de Benlo Loiz de
Carvalho no aterro da Boa Visla, dentro dos quaes
eiistem muitos medicamentos, ludo avaliado por
a*39*0, e vio a praca por execueSo da fazenda na-
cional contra o dito Benlo Luiz, os prelendentes que
anticipadamente quizerem ver e examinar os men-
cionados objectoso podem fazer no deposito geral.
O solicitador do juizo, Joaquim Theodoro Alves.
Attencao.
A taberna da ra Nova n. 50, acha-se coroplela-
roeula sortida com muilo bons gneros, e por mullo
commodos precos.
DO GYMNASIO
BUCANO.
AOS 5:000', 2:500,, E 1:000o".
Achara-ae i venda os bilhetes e cautelas do eau-
elisla Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior, da
terceira parte da segunda lotera do Uvmna.io, na
pra?a da Independencia, lujas ns. 4.13, 15 e 40 ;
ra Direila n. 13 ; aterro da Boa-Vista n. 72 A, i
na ra da Praia, leja de fazendas n. 30. Cuja lole-
rlai correr pelo novo plano, etlrahido do excellen-
lissimo plano das loteras do Kio de Janeiro, o anal
combinando-se com os que ate aqu tem havido,' se
ve claramente a grande vantagem que offerece ao
losador por conter inaior numero de premios de
2)0, 10(t>, 50 e de 258, como por ciemplo :
Plano velho. Plano novo.
i premios ile 2008 (i premios de 250
8 dilos de 100 10 ditos de 100
12 ditos de 50 20 ditos de 50
30 ditos de 20 60 ditos de 25
Verdade he qne o velho plano, tem na sorte grande
em seu favor a differenca de 1:000 e na immediata
a de 500, porcm nao ha duvida alguma que esla
dilTerensa nao he superior a que cima se mostra,
pois que pelo menos lia, alm de oulras vantageos,
em favor do novo plano, a de pagar menos os oilo
porcenlo na quanjia de 1:500 de difterenca as
duas sorles grandes, reverlendn em tavor do jogador
mais 120 que eslava entrando para o cofre publico,
ja tao bem aqninhoado.
O andamento das rodas he em o dia aabbado, 20
do correle. As sorles que sahirem em seus bilhe-
les e cautelas sao immediatamente pagas por inteiro
sem descoolo algom, logo que se diilribuam as lis-
las ; sendo as grandes em seu eacriplorio, na ra do
Lollegio n. 21, primeiro andar, e as oulras em as
referidas lojas. 1
Beeebe por inleiro
D
PERNAM-i de sua venda em tsda a America do S11I, Havana e
I llespanha.
Veude-se asbocelinhas a800 rs. Cada orna della
conlem urna nstruccao em portuguez para explicar
o modo de se usar deslas pilulas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum phar-
maceatico, na rna da Cruz "h, 22, em Pernam-
boco.
Na ra do Brnro n. 22, vende se gomma muilo
superior e ora em saceos e conros de cabra por pro-
co commodo, urna balanza romana, orna machina
,." -r?uPa> SiS0, de rl'snipagne superior : Indo
pari liquidar cuntas.
a ~a I !!'.de"se obrado de dous andares da praca
i>.? "l! '' '""" M rua ,l" P'res com
l'raucisco Martina Raposo.
-
Bilheles
Meios
Te 1 eos
(Juarlos
Quintos
Oitavos
Decimos
5700
29900
29OOO
1*500
1200
760
640
Vigsimo* 340
5:000000
2:5008000
1:666*666
1:2509000
1:0009000
6259000
5008000
2509000
O mesmo caolelisla declara, que quanlo aos seus
bilhetes inleiros vendidos em originaes, s se obriga
a pagar os oilo por cenlo da lei as sorles grandes,
devendo o possuidor receber do Sr. (hesoureiro o
seu respectivo premio. O caolelisla,
Antonio Josd Rodrigues de Souza Jnior.
No dia 17 do crrante, deppis da audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feilos da fa/.eiid!), na sala das mes-
mns se ha de arrematar urna escrava criolita de ne-
me Cypriana com habilidades e idade de 30 anuos,
pouco mais ou menos, avallada m 400, pendola-
da por execucao da fazenda nacional contra Joao
Betuardino de Vasconcellos.O solicitador do juizo,
.Joaquim Theodoro Alves.
O curador fiscal da massa fallida de Antonio
Augusto de Carvalho Marinho, convoca aes credores
da mesma massa, segunde o despacho do Exm. Sr.
Dr. juiz de direilo do commercio, para comparece-
rn ero casa da residencia do mesmo Exm. Sr. Dr.
juiz, pelas 9 horas da manhaa, no dia 16 do crrante,
afim de se proceder a nuineacn de depositario da
mesma massa, visto que nao se reuni numero sulll-
cieule 00 dia 3 para que feram convocados.
Oflerece-se por arrendameoto um sitio no lugar
da Varzea, com casa para morada, cujo sitio est
bem plantado com muilo boas frocteiras, e com bai-
xa para plantado no lempo de verao ; alm da casa
lem um lelbeiro e perteuces para se fazer familia :
trata-se sobre este arrendamenlo no lugar do Reme-
dio.sitio denominado Engeuhoea.
ATTENCAO'.
Precisa-te de dos homens forros oo captivos, oo
mesmo canoeiros, que se queiram empregar em urna
canoa que lem de servir de dar pasaagem da rua da
Aurora para o Ihealro de Santa-Isabel, e deste para
aquella ; paga-se bem e se convenciona inleresse nos
lucros, que possam haver : Irata-sc no pateo do Csr-
roo n. 9, primeiro .indar, a (oda e quatffear hora do
dia.
Achando-se vagos os lugares de en-
fermeiros e enfermeira do hospital da ve-
neravel Ordem Terceira de S. Francisco
desta cidade do Recife, sao por este convi-
dados aquelles de nossos irmos e imitas
quete queiram propor a esses lugares, a
apresentarem seus requerimentos, confor-
me o que dispoeo art. 146 de nossos es-
tatutos. Recife 11 de outubro de 1835.
O secretario, Galdino Joao Jacintho da
Cunha,
Novidade.
De hoje em dianle, da* 6 horas da manhaa as fi da
larde, llavera passagem em canoa da rua da Aurora
para o Ihealro de Santa-Isabel, e desle para aquella,
pelo precode 80 r. por cada pessoa. Os porlos sao
depois da audiencia do '," raa d" Aurora, na rampa defronte do templo dos
Inste/es e no Ihealro, ao lado das barraras. as
noite* em que honver Ihealro haver passagem al
lindar o espectculo.
Ofllciaes de alfaiate.
Precisa-se na roa Nova, esquina da ponte, lano
para obras grandes como miudas.
COMPRAS
99
***%*) *
DERTISTA FRANCEZ
Paulo Oaigooux, dentista, estabelecido na _
rua larga do Rosario n. 36, segundo andar,
coltoca denle* com a pressaodo ar, e chamba
dtntes com a massa adamantina e oulros me-
laes. Z
a
Precisa-se de 300 a joros com hypotheca em
um sitio oa estrada de Joao de Barros: quem liver
dirija-so a roa das Trincheiras n. 6, que achara com
quem tratar.
Retratos.
No aterro da Boa-Visla n. 4, lerceiro andar, con-
meopathiros, seu lempo de acc.ao e concordancia, I tinua-e a tirar retratos pelo syitema chrislalolvoo
seguido de um diccionario da sigiiil.cai.1o de lodos oom muita rapidez e perfeiclo S ^'
u termos de medicina e cirurgia, t |>osto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Sobacreve-se para esla obra no consultorio homeo-
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, rua Nova n. 500
primeiro andar, por 5*000 em brochure, e 600,
encadernado.
Massa adamantina.
He gerlmenle reconhecida a excedencia desla
preparajiio para chumbar denles, porque eu resul-
tado* sempre felizes sao ja do dominio do publico.
Sebaslc Jos de Oliveira faz uso desta preciosa
manaa, para o fim indicado, e as pessoas que quize-
rem honra-lo dispondo de seus serviros, podem pro-
cura-lo na travessa do Vicario n. 1, loja de bar-
. beiro.
*fo eugeoho S. Joln de Ilamaraca, precisa-se
D liom feitor : quem a isto se quizer propdr,
lo eonhecimento de sua conducta e cnpacidade
dirija-te a roa da Aurora n. 62, casa do Dr. Joao
Honorio Bezerra de Menezes, ou 110 dito engeoho, a
tratar com o proprietario.
CONSULTORIO CENTRAL
HOMOPATIIICO.
Gratuito para os pobres.)
Rna de Santo Amaro, (Mundo-Noto) n. 6.
O Dr. Sabino Olegario l.ud.ero l'iulio di
contalta* lodos oa das desde s 8 horas da
nanhaa al as 2 da tarde.
Visita os enfermos em seus domicilios, da*1
2 horas em diante; mas em casos repentinos
e de molestias agudas e graves as visita* serio
feitas em qualquer hora.
As molestias nervosas merecen) jralamenln
pecial segundo meio* hoj; aMhselbadp,
pelos prallcos modernos. Estes mel* exi-
tem no conmllorio central.
BBOHeMBaB-acMBal
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
CASA DA FAMA.
AOS 5:000.s, :00( E 1 OOOS.
O cautelisla da casa da Fama, Antonio da Silva
iiuimaraes, tem exposto 1 venda o* seus muilo afor-
tunados bilhetes e cautelas da terceira parte da se-
gunda lotera do Gymnasio, a qual corre no dia 20
do rente, e eslo a venda as aeguinles casas :
aterro da Boa-Visla ns. 48 e 68 ; rna do Sol n. 72
A ; praca da Independencia ns. 14 e 16 ; rua do
Collegio n. 9; rua do Rangel n. 51 ; rua da Cruz
n. 43, loja, e rua do Pilar n. 90.
PBBCOS.
Bilheles inleiros
Meio*
__Qnarlo*
Oitavos
Decimos
Vigsimos
O mesmo cautelisla declara, que garante nica
mente os neos bilhetes inteiro* em originaes, pagan-
do os Ires premios grandes sem o descont dos oilo
por ceuto do imposto geral.
5*700
29800
19410
* 760
'600
320
O cautelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior vende para negocio, em sen escritorio, rua
do Collegio o. 21, primeiro andar, bilheles e cute-
'" di Pnl 'ole aes preeo. abaixo, sendo de
100 para cima a dinheiro vista, em ojos bilheles
e cautela*, a* orle, grandes que sahirem sao na-as
em descont alguna, logo que saia a lista geral.
Bilheles inleiros 5*500
Meio* 2*750
Tercos 19860
Quarlo* 18100
yuinto* i#i20
Oitavos 7oq
Decimos 5^
Vigsimos 290
r"IrN,'!il P 1^."H7.l* ^.t"'" da ndt lo
Sr. Dr. juiz dos reitos da fazenda e na sala das mes-
mas se lia de arrematar um cairo fnebre em bom
uso avahado por 60, penhorado por execucao da
fzend.i nacional coolra Francisco Lucas Ferreira o
qual se acha no deposito geral onde pedo er exami-
nado por quem o pretender, e 110 dia designado no
lugar da praca. O solicitador do juizo, Joaquim
lheodoroAlve*. '
No dia 17 So correle, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz dos fe i tos da fazenda, na sala das mes-
mas se hade arrematar seis saceos com farlnha de
mandioca no valor de 89*00, pe.horadas por execu-
C*> da fazenda nacional conlra Belarmioo Alve*
Aroehe, e eatario presentes ao lugar e hora do
costme. O solicitador do juizo, Joaquim Theo-
doro Alvea.
Aluga-se orna casa propiia para passar-se a
le, 110 sitio do Cajueiro : quem a pretender, diri-
J-*e ao mesmo sitio, qoe achara com quem tratar.
I ( J. JANE, DENTISTA, t
9 continua a residir na rua Nova n. 19. prime.- 2
9 ro a*'
andar.
#
Novo* livros de homeopathia em franeez, sob
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias
lumes.........
Teste, rrolcstias dos meninos .... i
Bering, liomeopalbia domestica.....
Jahr, pbarmacnpa homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 voluntes ....
Jahr, molestias nervosas......
Jahr, molestias da pelle. ...!!!
Rapou, historia da homeopathia, 2 volumes
Harlbmann, Iratado completo das molestias
dos meninos........
A Teste, materia medica homeopalhica'. !
De Fayolle, doutrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Casting, verdade da homeopathia-'. '. "
Diccionario de N j sien ...,,,
Atllas completo de analomia com bellas e
tampas coloridas, contendo a descripeo
de todas as parles do corpo humano <,
vedem-se todos este* livros no consultorio homeopa-
lhico do Dr. Lobo Moscoso, rua Nova d. 50 ori-
meiro sudar.
Compra m-se
frascos \asios qoe tenham sido de agua de Colonia :
na rua lar^a do Rosario n. 37.
Compra-se om gamiio em bom estado : oa
rua da Cadeia do Recife n. 64.
Compram-se pataces brasileiros e iiespanhes
a 1*920 rs. : na rna da Cadeia do Recile loja de
cambio n. 38.
Deseja-se comprar um sociavel americano para
um e dous cavallos, ou mesmo para um s, em bom
estado: qoem liver e quizer vender, queira aimun-
ciar ou dirigir-se a travesa do Veras, casa 11. 15,
qoe adiar com quem tratar.
VENDAS
Oracao contra a peste e p cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n. 6 e 8 da prara da
Independencia um folhelinlio com diOerentes "ora-
coes conlra o cholera-morbus, e qualquer oulra pes
te, a 80 rs. cada um.
Contina a vender-se a obra de di-
reitoo Advogado dos Orphaos, com um
apndice importante, contendo a lei das
ferias ealeadas dos tribunaes de justica, e
o novo Regiment de distas, para uso dos
juizes, escrivaes, empregados de justica, e
aquelles que freqnentamos estndos de di-
reito, pelo pre*;o de .sOOO cada exem-
plar; na loja do Sr. padre Ignacio, rua
da Cadeia n. 50 ; loja de encadernacao e
livros, rua do Collegjo n. 8; pateo d'Col-
legio, livraria classica n. 2 e na praca da
Independencia n. 6 e8.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
chronicas, 4 vo-
. 209000
69000
. .. 7*000
. 6*000
. 169000
6*000
89000
169000
10900o
8000
79000.
69000
4*000
109000
30*000
Lotera.
No aterro da Boa-Vista n. 48, vendem-
se bilhetes inteiros da terceira parte da
segunda lotera do Gymnasio, a 5#200.
SEGUROS.
A companliia Indemnisadora leudo
principiado suas operac/ies, toma seguros
martimos a premios razoaveis: seu es-
cnptorio, na rua do Vigario n. 4, estara'
aberto todos os dias uteis, das 10 horas da
manha, a's 2 da tarde.
.Joao Bernardo de Carvalho Piolo, por ordem
da adm.i.istracao, convida sens credores para o dia
Ib do coi-rente comparecerem pelas 3 horas da tarde
em casa de sua residencia, na rua Direili n. 113
pela ultima vez, para tomarem tama deliberado so-
bre os negocios do mesmo.
PILULAS HOLLOWAY
Este incstimavel especifico, composto inteiramen-
te de hervas medicinaes, nao conlem mercurio, ero
alguma oulra substancia delecterea. Benigno man
lenra infancia, e a compleicao mai* delicada, lie
igualmente promplo e seguro para desarraigar o mal
na compleicao mais robusta ; he inleiramente inno-
cente em suas operorOes e efleilos ; pois busca e re-
move as doenras de qualquer especie e grao, por
mais antigs e lenaxes que sejam.
Entre milhares da pessoas curadas com esle re-
medio, muilas que ja eslavam as portas da morte,
preservando em sen uso, conseguirn! recobrar a
saude e forras, depois de haver tentado intilmente
lodos os oulros remedios.
As mais afilelas nao devem enlregar-se a desespe-
rarlo ; fac^am um competente eniaio dos efficazei
edeitos desla assombrosa medicina, e prestes recu-
perarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em lomar esse remedio para
qualquer das stguintesenfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Arelas nial d' .
Aslhma.
Clica*. x
Convulsocs.
Debilidade ou extenua-
ran.
Debilidade 00 falla de
forras para qualquer
cousa.
Desiuleria.
Dor de garganta.
a de barriga.
a nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidadesno figado.
venrea*.
Enxaqueca.
Erypeta.
l'ebres biliosas.
intermitanles.
Febre loda especie.
Gota.
Hemorrhoidas.
Uydropisia.
Ictericia.
Indigesloes.
Inllai.in.aris.
Irregularidade da mens
Iruarilo
I.ombrigas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obslruer,ao de venlre.
Phlisicaou ro.isuinprao
pulmonar.
Hetenco d'ourina.
Rheumatismo.
Symploma* secundarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal.)
Vendem-se estas pilulas no eslabelecimento geral
ile Londres, n.244, Strand, e na loja de lodos os
boticarios, droguistas e oulras pessoas encenagadas
rHr.^^\"^VTA stlii^T' nhora : na
rua novan. 11, pelo dmunulo pre.-o I,. 1 sao rou.to rico e da.tflti.na mooa." ^ '
nZ*22?SJE2. ,10^^c^i'.,,, cnm "" "ia : na
rua larga do Marra n. (>, primeiro andar.
m ao rauco.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do CoUegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
joes, como a retalho, af)ianrando-
e aos compradores um s 'preep
para todos : ste estabeleciment.,
ahrio-se' de'combinacao com a
maior parte das casas cmmerciaes
mglezas, rancezas, allemgas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagensxdoque outro qualquer ^_o
proprietario deste mr^afTa es-
ta bel echnento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
*eu* intemses) comprar fazendas
barata, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Robra..
Barato que ad-
mira.
Conlinun-se a vender manteiga ngleza superior a
800, 720 e 640 rs., dita para tempero a 400 r., e ou-
lros mais gneros por menos do que em oulra qual-
quer parle : na rua larga do Rosario, taberna pin-
tada de azul n. 37.
Cortes de seda de cores a
mcllior que tem vindo a
Pernamboco.
Na loja do sobrado amarello, nos quatro cantos da
rua do Qneimado n. 29, de Jos Moreira Lopes, ha
um cmplelo sorlimenlo de sedas de cores, adamas-
cadas e de bailados, o melhor gosto que tem vindo
a Pernambuco, chegadas no ultimo navio de Paris ;
assim como grande sortimento de chitas francezas de
muilo bom gosto.
Vendem-se 3 esrravos more*, de bonitas figu-
ras, urna dita boa enzinheira, e oulra dita de todo o
servico : na rua Direila d. 3.
S VENDE-SE
na rua do Crespo, loja amarella n. 4
jj Sedas de quadroselizas ede listra, a800rs.
sf cada covado.
Wf Crep de seda liza furia-cores a 800 rs. o 3*
2 covado.
Corles de larlalana branca bordada a matiz.
jjf E oulras muilas fazendas modernas ehega-
35 das ltimamente de Paris.
Vende-se um sitio na Torre, i margen do rio,
por|preeo commodo : na rua da Santa Cruz ... 70.
JOIAS.
No aterro da Boa-Visla n. 68, leja de ourives
,,** !"" """Pelo sortimento de obras de ouro
da II e 18 quilates, as quaes se vendem por menos
preeo que em oulra qualquer parle.
.. ~ vndem-se velas de carnauba de superior qua-
l.dade, doCear, em caixas de urna arroba : na rua
ao Hospicio 11. 15.
Miudezas bara-
tas para aca-
bar com a loja
na roa dosijoarteis, loja de miudezas n. 20, junio
a padaria do Sr. Manoel Antonio de Jess, vendem-
se miudezas por prero que realmente faz admirar,
a saber : libras de linhas finas de novello a 19100,
franjas brancas de algodao para cortinados a 160 a
vara, pentes abertos para alar cabello a 2 a duzia,
cami.has com obreias prelas e de cores a 60 rs., pe-
Cas de lilas branca* de linha com 6 varas a 40 rs.
ditas roas e encarnadas a 60 rs., ricos espelhos para
parede a I0.00, linhas prelas e pardas para sapalei-
,0.!-22!) 'V libr, cor,,ao Para ,e*'iuo muil<' hora
a 13JXK) a libra, duzias de brincos de cores a 100 rs.
argolinhas .Inoradas para orell.a a 60 rs. a duzia
camnhas com 16 novello* de linhas de marcar mui-
lo linas a 240. duzias de heri.nln.os a 120, milheiro*
de lachas de bomba a 210, duzias de torcidas para
candieiro a 60 1*., linha* de carritel de 200 jarda, a
00 rs. o carritel, ditas de 100 jardas a 30 rs., boloes
de ac para calca a 120 e 200 rs. a gresa, ditos gran-
des para palitos a 60 rs. a duzia, marcas para cobrir
a 80 rs. a grosa, bonete de velbotina para meninos
a 100 rs., pare* de esporas de ac,o a 100 r*., caive-
tes de mola a 210, sapatinhos de Ifla para crianra a
240 o par, tesoujw finas para costura com toque' de
ferrngem a IGAl e 320, carriteis de linhas de co-
res, grasas de |M de ac muilo finas, pare, de
uv,s de seda ffflr!., pecas de trancinha de laa a
M rs., lques luios para senhora a 18, caitas para
rape a 120, escova* finas para cabello a 400 rs., di-
las para roupa a 610, dilas para chapen a 500 rs.,
dilas para denles a 100 rs., camnhas para salino de
barba a 160, dita* com asnillas francezas a 160, ca-
etas finas para peonas de ac a 20 rs., gargautilhas
de aljofares muilo bonitas a 200, lencos de seda para
grvala a 600 rs luvasde fio de Escocia a 400 rs. o
par, glosas de boloes para camisas a 140, gargauti-
lhas de missangas a 20 rs., bolOes para abortara a
120 rs. a duzia, oculos de armacao de ajo a 400 rs.,
ditos armacao de metal a 320, aboloaduras para pa-
lils a 500 rs., dilas paTa colleles a 300 rs., alfinetes
douraJos para senhora a 160, brinquinhos doorados
a 200 rs. o par. trancas de seda preta a 120 a vara,
b.co prelo de linho a 100 rs. a vara, dito branco Bul-
lo fino a IDO rs. a vara, filas lavradas de seda de lo-
das as larguras e core, e ontra* muilissimas cousas
qoe nao he possivel annnnciar-se. Neste eslabele-
cimento se vende mello barato porque se qner aca-
bar com a loja, e toda* as miudezas que -nella eiis-
tem foram compradas em leilao c a dinheiro vista ;
a ellas, amigninbos, que o bom e barato depressa se
acaba.
^9.999999-99999iS999
9 Vendem-se corles de brim branco de pu-
S ro linho pelo diminuto preco de 18600 A
9 cada corle t na roa do Crespo n. 9, de Joao M
9 Moreira Lopes. Z
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglalerra, por precos
mdicos. i
Bons gostos e de
boas qualida-
des.
Na rua do ijieimado, nosqualro cantos, na segun-
da loja de fazendas n. 22, defronle do sobrado ama-
relio, vendem-se as seguintes fazendas, por precos
que realmente fazem admirar:
Casemira preta de superior qualidade pelo bara-
tsimo preco de 29 e 2y600 o covado, escellente
panno prelo fino, prova de limito, par* casaca e pa-
ul a 29500, 39 e 59, alpaca preta muilo lina a 400,
500 c 600 rs. o covado, corte* de colleles de fusiao de
boa qnalidade e bonitos padres a 700 e 900 rs., bo-
nitas cassas francezas e muilo finas a 300 rs. o cova-
do, cambraia muilo fina de salpico, propria para
vestidos e roupa de crianza a la a vara, camisas
franoajas muilo finas com peilos de esguiao para ho-
mem5fc)fll)0^rteT-dc' cassas para vestidos de bo-
nitos padroesa 29, lencos brancos de cambraia de-j
linho mallo fino* e grandes a 69 a duzia, meias finas
para senliora tfclO, 300 e 400 rs. o par, ricos chales
de chally cora listra de seda e bstanles, grandes a
98, ditos de merino muilo finse lisos a 6, luvas de
seda de cores para homem e senhora a 19 o par, di-
las prelas de toreal, fazenda superior, viudas de Lis-
boa a I9I20, rico*cortes de seda para vellido, pelo
haralissimo preco de 209, dito* de cambraia de seda
de lindos padres a 69, chally verde e amarello,
muilo superlbr fazenda, e que muilo se usa para ves-
tido a 800 rs. o covado, romeiras de cambraia e fil
com laros de ricas filas (te seda a 19280, grvalas de
seda de bonitos padrees a 610, meias de laia para
padre* a 29 o par, corles de casemira finas e de bo-
nilns padres para calca* a 59, brinzinhos de poro
linho a 240 o covado, rica* colzas de damasco e mui-
lo grandes, pelo baratissimo preco de 109, brins tran-
cados de puro linho c de bonitos gostos para calcas a
800 rs. a vara, meias cruas para homem a 200 rs. o
par, chales de tarlataua de bonitos padrOesa 19, cr-
des de calcas de casemira de algodao a 19, merino
treto, fazenda muilo ho,va 19500 o covado, lapim
prelo o mais fino que he possivel encontrarle, pro-
prio para vestidos e balinas de padre, pelo baratis-
simo prejo de 1,280 o co-edo, riscadinhos francezes
muito finos e de bonitos padroes a 210 o covado,
meios lencos prelos para grvala, fazenda superior,
a 19, lencos brancos com lislras, de cambraia, mui-
to linos a :100 rs., brim branco trancado de puro li-
nho a 18200 a vara, e lera de lorias estas fazendas
oulras muilas que s i vista das boas qualidades he
que se pode ver o quanto sao baratas, nliancando-se
aos senhores compradores que nesle eslabelecimenlo
nao ha fazenda alguma qoe seja avariada, e sim ludo
sem avaria, de bons gostos e boas qualidades.
He fazenda mul-
to linda, os me-
lindres.
Esla fazenda he inleiramente nova, chocada no
ultimo navio franeez, e le todas as que se Mam pa-
ra vellidos, he a mais bella, he de laa e seda, e de
largura regular, cada orle tem 13 covado e meio,
e vende-se pelo baralisiirao preco de 69500, sabe o
covado a 500 rs. na rua do Qneimado, no* quatro
cantos, na segunda loja de fazendas n. 22, defronle'
do sobrado amarello.
Na rua larga do
Rosario n. 58,
vendem-sc lovas de pellica de Jouvin,brancas e ama.
relias, para senhora e homem, mais baratas do que
em oulra parte.
Ao senhores de engenho.
No Recife, primeiro armazem de farinha de tri-
go, no berro do ijoncalves, vende-se a verdadeira
farinha gallega, em meias barricas, e das melhores
qualidades de Lisboa, e saceos das marcas mais acre-
ditadas do Chile, que tem vindo a esle mercado.
No Aterro da Boa-Vista n. 8, defronte
de ho 11 cea.
Chegaram ltimamente biscoilos ingletesfinos em
latas grande* pelo diminuto preco de 39100 a lata,
bolacha de soda, dila de aramia, dita americana ;
cerveja iugleza muilo boa a 49800 a duzia ; clii da
India de todas as qualidades ; presuntos do Porto 1
a libra a 320 rs. e milito* oulros genero* de upe-
.rior qualidade por menos preco do que em oulra
qualquer parte.
FLOR DE FLOR.
A Farinha de Santander Flor de Flor,
he a melhor farinha de trigo que existe em
1 mo o mundo, por isso sempre lierjualili-
cada a mais superior em todos os merca
dos, aonde tem sido importada ; he esta a
primeira vez que vera a este mercado,
porm garante-sc a veracidade da inor-
maco: vende-se nicamente no arma-
zem deTasso limaos.
COGNAC VERDADE1RO.
Vende-se o verdadeiro cognac, lano em garrafas
como em garrafOes : na rua da Cruz n. 10.
Cobertas de seda e laa.
Na roa do Crespo n. 5, vendem-se por mdico
preco cobertas de seda e lila,lurr.s,dos mais bellissi-
mos a variados gostos que lem apparecido neste ge-
nero.
Cortes de meia casemira a 2s000.
Na loja de (lnimaraes \ IIeuriqne, rua do Cres-
po n. 5, vendem-se meias caserairas de superior
qualidade, pelo baratissimo preco de 29000 o corte
de cale*.
A boa fama
Ricos pcnles de tartaruga para alar cabellos a 49500
Uilos de alisar tambem de tartaruga 38000
Diloa de marfim tambem para alisar 19100
Ditos prelos de verdadeiro bfalo para alar
cabellos 19280
Lovas prelas de torc?l com botlas, fazenda
boa '*-'' 800
Luvas de seda decores para homem e senhora I9000
Lindas meias de seda de core para criancas 19800
Meias pintadas fio da Escocia para criancas 240e 400
llandeijas grandes e de pinturas fina* 39000 e 4*000
Papel atinaeo Breve e pautado, resma 49000
Papel de peso pastado muilo superior 38600
Penis finissimas bico de lani;a, croza 18200
Dita* muito boas, croza 640
Canelas finissimas de marfim 320
Oculos de armacao de ac delodaias gradnaces 800
-Lonetas com armacao de tartaruga I9OOO
roncadores de Jacaranda coro bom espelho 3900o
Meias de laia muilo superiores para padres 29000
It .cas bengalas de canna com lindo* caslOes 29 e 39000
Chicotes finos para homem e senhora alie 20000
Meias prelas de algodao para padres 600
Grvalas de seda de lodas as cores 19000
Fitas de velludo estrellas e de lodas as cores,
a vara 160
Atacadores He cornalina para casaca loo
lucos reloginhos para cima de mesa 49000
Escovas finissimas para cbelo e roupa, navalhas fi-
nsimas para barba, meias pintadas e cruas de mui-
lo boas qualidades, trancas de seda de todas as co-
res e larguras e de bonitos padroes, lilas finissimas
lavradas e de lodas as larguras e cores, bicos finissi-
mos de linho de bonitos padroes e de diversa lar-
guras, tesouras as mais fina* que he possivel encou-
trar-se e de teda s qualidades, riquissims franjas
brancas e de cores com bolotas proprias para cor-
tinados; e alcm de ludo isto oulras murtissimas con-
sasque a vista de suas boas qualidades e o beralis-
si.no||irero porque se vendem, nao he possivel haver
qoem rieixe de comprar na rua do Queimado nos
quetro cantos na bem conhecida loja da Toa fama
o. 3.
Vendem-sc-sellins com pertences pa-
tente inglez, e da melhor qualidade que
tem vindo a este mercado: no armazem
de Adarason Howie&C, rua do Trapi-
che n. 42.
tST CORTES TURCOS.
Vendem-se esles delicados corles de cassa preta
com pintas rarmetins e lislrados, os mais lindos pos-
siveis pela sua novidade de padroes, e se vendem
lias lojas dos Srs. Campos & Lima, rua do Crespo ;
MaDoel Jos Leite, rua do Qneimado ; Narciso Ma-
ra Carneiro, rua da Cadeia, por preco muilo em
con la.
A boa fama
Na rua do Queimado nos qualro canto oa bem
conjiecida loja de miudezas da boa fama, n_ 33 cn-
contra-se sempre um completo scrliraenlv' dezas de todas as qualidades e de diversos gostos e
que ludo se vende por tao baratos precos que aos
proprio* compradores causa adrairacao: "~
Libras de linhas de| novelo, brancas n. 50,
60, e 70 a ijJTtJ
Libras de linhas, dilas n. 80,100,120 a 1^80
Duzia de tesouras para costura a Imooo
Duzia de tesouras fina* para costura a 1^280
Pecas coro 11 varas de fita de seda lavrada 19200
Macos com 40, 50, 60 e 70 peca de eordao
para vestido ',00
Pecas com 10 varas de bieo estrejlo 1' 560
Duzia de dedaes para senhora *- 100
l'.aisihas com agulhas francezas 160
Caitas com 16 novellos de linhas de marrar 280
Pulceiras encarnadas para meninas 240
Grozai de boloes para camia 160
Pares de meias finas para senhora a 240,300 e 360
Meadas de linhas muilo finas para burilar 160
Meadas de linhas de peso* 100
Crozas de boloes muito finos para calcas 280
Aaulheiros finos com agulhas surtidas 200
Hallados abertos de linho lisoae bordado, a
vara a 120 c 240
Lapis fino enveredados a dntia 120
Carleiras de marroquim para algibeira 600
Fivelaa dooradas para calcas e collele 120
Trancelins prelos de borracha para relogios
alOOe 160
Tinteirose areeiros de porcelana o par 500
Cbaruteiras entre finas 120
Duzias de lapis sera ser envernisados 80
Duzias de torcidas para candieirn n. 14 80
Pentes finos de bfalo para alisar a 300 a 400
Pecas cora 6 I 2 varas de Ola branca de linho 50
Caixas com clcheles 60
Carrileia de linhas de 200jardas de boa qua-
lidade
FOTASSA E GAL TIRGEI.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da rua da Cadeia do Recife, escriptoro
n. 12, ha para vender muito superior
poiassa da ltussia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
prucjos muito avoraveis, com os quaes li-
cai-ao os compradores satisfeitos.
Vende-se om terreno proprio, silo na roa Im-
tur al, com 100 palmos de frente e 800 de fundo,
lodo aterrado e promplo a ser edificado, inclusive
um) casinha de lijlo e cal dentro do memn terre-
no trata-se ua mesma roa, casa n. 174, com Victo-
rino Francisco dos Sanios.
Attencao ao novo sortimento de fazendas
haratissimas.
Novas chita de core seguras e algumas de pa-
drn novo a 160. 180, 200, 220 e 210 o covado,
corte de chila de bonitos desenhos, padroes inteira-
menle no vos. com 13 covados por 39, riscado* fran-
eez- s finos a 210 e 260 o covado, cas-a francezas de
corea, padres bonitos e delicado a 600 rs. a vara,
nova niel pomenrs de quadro* de core a 640, 720 e
800 rs. o covado, hamborgo fino, de boa qoalidade,
par? lences. eeroolas e (nalhasa 99, 99600 e 108 a
pern de 20 varas, novo panno fino para lences, coro
man de varas de largura a 29240, chale de laa
grandes de core" com barra a 59300, dilos de case-
mira finos e muilo bonitos de cores eom barra por
89, lelim preto maco superior, proprio para vesti-
dos e colleles, por preco que em particular se dir,
chales de seda grande e pequeos, e ontra maltas
fazendas, qoe a dinheiro i vista se vendem por ba-
rali.'.simos precos : na rua da Cadeia do Recite, loja
n. 50, defronle da rna da Madre de Dos.
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Rostron Ro-
oker 4*C.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por $000. reis : nos armazem ns.
3,5 e 7, e no armzem deironte da porta da
tallandega, ou a tratar no escriptotio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
LABYtUNTHOS.
Lencos de cambraia de linho muito fino, toalhas
redondas e de ponas, e mais objerlo deste genero,
ludo de bom gosto ; vende-se barato : na roa da
Cruz n. 34, primeiro andar. '
POTASSA BK ASI LEI KA. M
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Com panilla.
Macinhos com 25, 30 e 40 grarapa*
Suspensorios, o par
70
50
40
FARINHA DE MANDIOCA DE SAN MATHEUS
LAVADA.
O patacho nacional udaz trouxe orna porcio de
farinha lavada, que se vende a precos commodos,
Iraia-seno escriptoro da ruada Cruz n.49ou no
caes do Ramos no armazem do Sr. Pacheco.
Na nia do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
i venda a superior flanella para forro da ellins,
chegada recentemente da America.
Vendem-se lonas largas e estreitas, por prejo
commodo : em casa de Fox Brothers, na rua da Ca-
I deia de Recife o. 62.
Vende-se urna balanca romana eom lodo* o*
seus pertences.em bom uso e de 2,000 libras: quem
pretender, d.r.ja-se rua da Cruz, armaiem n. 4.
Fazendas baratas.
-G^IJS "'* ca,einira de P" 'a bonitos padroes
I**1 eurte, alpaca de eordao muilo fina a
jOO rs. o covado, dila muilo larga propria para man-
i a dio o covado, corles de brim pardo de poro li-
nho a 19600 o corte, ditos cor de pal ha a I96OO o
corle, corles de casemira de bom gosto a 29500 o cor-
le, sarja de 13a de duas larguras propria para vesti-
do de quem esta de loto a 480 o covado, corles de
fuslao de bonito godos a 720 e 19400 o corle, brim
lran.;ado de linho a 19 e a 19200, riscados proprios
para jaquetas e palito a 280 o covada, corte*de cl-
leles de gorgnro a 39500 : na loja da rna de Cres-
po n. 6.
Brins de vella: no armazem deN. O.
Bieber S C, rua da Cruz n. 4.
AttencSo ao seguinte.
nambr,il rr*"eeM de fu de muito bom gosto a
(0 rs. a vara, cortes de cassa prelos de moilo bom
gosto a 29000 o corle,, dilos de cores com bons pa-
dres a 292OO, alpaca de seda eom quadro* a 720 o
covado, cortes de laa muiln fiaos coro 14 cavado ca-
daerle, de muito bom aoslo, a 19500. lenco de
eee com palma a 320 cada um, ditos de cambraia
de linho grandes, proprio* para eabeca a 560 cada
um. chales imperiaesa 800 rs., 19 e I92OO : ua loja
da rua do Crespo d. 6.
Esguiao de linho
e algodao,
muifo superior, cornil vara* a peca, por 39500:
vende-te na rua do Crespo, loja da esquina que vol-
la para a rua da Cadeia.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da Russia verdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
Cheguem ao ba-
rato! !
('.mas para rap imitando a tartaruga, pelo bara-
tissimo preco de 19280 cada urna : na roa do Cres-
po o. 6.
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Rna da
Seniala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. r
Chale de merino' de cores, de muito
bom gosto.
L'niiio, na ru
ha para vender ero sortim
roo pileta pois, sardif _
pal de fcie aucisses, be*
bon, poulet an jo d'erev
assim como diversas q1
Cliampagne, \ertt, Mai
lidade, vinho dr Franca
verso licore, hummel,
lambern lia peneos ace
qualquer hora.
A ;>8000 rs. pan
Vendem-se chapeo* de ,
2 luco de blonde com
5 mofo.
T W*
fila.
Hit
tguarnit
159000.
NaraadoCri____
9999'^99-9
leite, cora optim^K' "pira""'' % "m
de fruclo : a tr.tarfna ru, SZgS^X1*
Vende-se qneijo do sertao moit.'
um p

ara.
.arnecidos de
no defilo de
de
a libra, e carne ,'280, q5to, v,'" S5* 4"
a 19700, manteigai*#E^%
na taberna da rua dos Martvrio -T""*" a '
1720:
Martvrio* n. 3g.
Vende-se urna ovelha bailante grande____-
e com muilo bom leiU, coro urna criak TsIjE
caaa terrea na quina da rua do l'rogrrsso. ^T0*
Vende-se na coeheira de Jos Piola f.:,
na rua da Apello, um avallo mellado, novTre"
pno para cabtielel. wo' **
~ Vendem-*e 6 cideiras e ama mesa da rii i,
sala, e um sof, lodo de amarello, com [,,,
muilo em conta : na rua das Cruzes n. 29.
Attencao.
Na rua do Crespo n. 16, loja da
paraa roa das Cruzes, vendern-fe
qoe I
guinle fa-
end^reeenleniejUe^ebeBaaa,!*
por Meno preco que em oulra quaM^hart. la-
va* de pellica de Jo.viu verdadeira!
core., eo leles de selim branco borel
aosto^ ditos achamalolados, dos de e
tambem bordado, gaoga. da India veeo^de
da, e amarella, barege*. de quadroTdVHndS
dr6*. e f-zenda muito no'va,*^es de retrm?
de merino bordado, de toda a, ,re. e mZ ata
la loja das 6
portas
Km frente do Livmmetilo.
Madapoloe. com toqe de av.h, para differeole*
I re5os. a godSoznlio a pataca a pecaV mva* croa-
dos dez luiloes, cinco patecas, dous mil re* e tres,
chitas preta* a cinco mil rei.. e sete vinteo* o cava-
do, cassa de flor miada t cinco pateca.
NA RUA DO CRESPO
Loja n. 6!! !
Vendem.se peca de eagnUo de algodao, muito
boa fazenda, pelo precu de 3*500 a peca, cena de
cambraia de barra, bonitos padre* e mailoe**. fa-
zenda, pelo prejo de 39000 o corte, mantas para
grvala a 19200 cada urna/ "
Deposito de vinho de chamJ
pagne Chatean-Ay, primeira qua-
lidade, de propredade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melbo*
de toda a Champagne, vende-
a 56$000 rs. cada caixa, acha-s
nicamente em casa de L.' Le-
comte Feron d Companhia. N.
BAs caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro- 1
tulos das garrafas sao azues.
Moinhos de
om bomba sde reposo
decipim, naf
do Ilrnm ns.Jass;
vento
regar
LEONOR D'AMBOISE.
fWende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Ambois nha, 2 volumJjJ|(|?, H*rs., na livraria
n. 6 e 8 Ja prtSt- ;ndencia.
Vende-se cql en^laaBeichegada no lU-
d^
timo navksde Lisboa, e pol
da mais nova : no nico d
de Apollo n. 2B, de A. Jv
Companhia.
FAZENDAS DE 60
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadro muito fina e padroes novo -
corle de la* de quadro* e flore* por preco commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 49HI
0 CORTE DE CAtA.
Vendem-se na rna do Crespo, roja da esquina -
volte para a rua da Cadete.
Vende-se
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2^800.*
Tijollos de marVvw
520.
Vinho Bt
garraloes a lt
INo armazeiV
Irnios.
eaux em
^00.
* Tasso
Taixas
Na fundicao'
Bowmann, na
do o chafariz ,
completo sortimen
fundido e batido
part
de
ruff-
oENHORES DE ENGENHO. tu
B^axido de .640 p. 500 rs. libra fe'"!
D. W.
passan-
tinua___K*er um
de taixas de ferro
r de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes a/cham-se a
preco commodo/ e
embarcam-se M can-
em .despezafao comprador.
Vendemf-se em casa de S. P. Jobns-
ton & C, na^-ua de Senzala Njpva n. *2.
venda, por
com promptidao' :
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias mglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
asscar, acha"eJ venda, em latas de 10
libra, junte-com o methodo de empre-
ga-lo rw idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4. '
Venrtam CAK n.B LISBA A 4000.
fecha? rnmr-b",'V"" c"1 Vrem d l-iboa- P"a
ri n. r L h' V?","rainn, P"> de 4000 o har-
te di rna da Madre de Deo.
(^'.^'ndi?"'ef"'llenle bosdo tente chegado da America : narui de Apollo
iraiiiene do Ferreira. a enlender-se com oadmini
ade-r do mesmo.
Hj Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
cjanyquadrilhas, valsas, redowas, cho-
ticl.esr modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jeneiro.
Relogios pstente inglez.
Chicotes"ae%(r''0 e de montara.
Candieirose casHtjpaes broi
Lonas inglezat.
Fio de sapateiro^
Vaquetas de lustre ira carro.
Bai ris de graxa n.*9v .
Vinho Cherry em barV'S-
Camas de ferro.
ESCRAVOS GODOS.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
par i vender superior retro* de primeira qualidade,
do labnconteSiqueiralinhade roa e de nume-
ro, e no porrele, ludo cl.egado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vlnno superior, feiloria
em pequeos barris de dcimo.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
l^jlV" "J" do CrMP' lowdseqninaqae
volla para a cadeia.
Vende-se eco em eunhetes de uro quintal, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
moi.14 Companhia, praca do Corpo Santo n. H.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, vear
de-iefarelo novo, cl.egado de Lisboa pelo brigutfia-
jer Fugio no sabbado f- o a preta Marlan-
na Benguela, escrava-d> ^^Jco de Freitas Gam-
boa e ua mulher, levou .vestido,escuro desbotedWe
um labnleiro coro roleles^ tem os dedo grande do
ps lorio pnra dentro: inUilnla-se forra, porqo Ihe
concedemos essa graca poStrnorle de nos ambo :
pesson conhecida dit que vira\o prelo forro JoaajSlIm
caiador e vendedor de miudezV. edozi-la ne mes-
mo< tabbado a noite na escada Mp Sr. Jos aaudino
Leite na rua do Rosario, a diuVserava Marisaina,
para que nao fosse para caa de\u.i senhora ; esse
preto Joaquim foi escravo do Si. Tb\oma* JAbuho
rumoc.-i: presume-se que a lenha V ocultado, viilo
que ja de oulra rugida, pela qual esf'eve Da.0 dei.
ro interceder por ella. Suppe-seque ambo SaMraiii
a vender miudezas para o mato. O raijo assigriado
roga a loda as autoridade, capitiaR de campo e as
pessoas suas conhecida a apprehaajfo da dita escra-
va, que ne responsabelisa pela dtapesas.
i Franeiico derretas Gamboa.
f 100^000 de igfratiljcacao.
De^PRareceo no dia *' agoste prximo pasea-
do, pelasj7 horas da nc-""le- preta Lourenqa, de na-
cao Angfia, de idad- &> a 4>nnos, pouco maja ou
menos, o-nn, os sjp...ae seguintes : nm dedo da mao
direila iiichado. ""R"- 'm marcas brancas mi duas
pernas; J|e0r camisa de algodSozinho, vustldode
chita ro*fa .annofino. emais ama troux*n Mapa-
roga-sea .das as autoridades policiaes oa t lie*
de camp.oi que a apprehendam e levem
Joaol.eUedeAzevedo. na praca de Corea
17, que recebera a gratifieae*) cima.
PgBM TYP. DB M. F. DE FaIU -
I
[VCUniAn rynniirn nn
T
1855


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EV53IKITW_SPC4OV INGEST_TIME 2013-03-25T13:07:27Z PACKAGE AA00011611_00544
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES