Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00543


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Full Text
.
r
;
NO XXXI. N. 238.

mezes adiantados 4,000.
S mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA.FEIRA 15 OE OUTUBRO OE I85S.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
I ARIO DE PERNAMBUCO.
ex<:akrpaimAo.\sl'wscripcao'.
Itecith o prnprietorio m\'. l,e Paria ; Rio de Ja"
m 8r. Joao IV. reirfcrlins; Baha, o Sr. D-
jn; Maeei, o Seuhs\ Clauc.-1110 Kalclo Dia ;
Parahiba o Senlior Gerrfltio Vctor da Naliv-
dade ; Natal, o Sr.Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Artcaly, o Sr. Antonio de LemP Braga; Cear, o Sr.
laaquiui Jos de Oliveira; Marauhlu o Sr. Joa-
~Mm Marques Rodrigues ; Piauav, ( Sr, Domingos
late ulano Ackes Pessoa CearencVwl'xr, o Sr. Jus-
ino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jerenxmo da Cosa.
CAMBIOS.
'obre Londres, a 27 3/4.
Paris, 350 rs. por f.
c Lisboa, 98 1 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/-2 por 0/0 de rebabe.
Aceces do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Buberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de Jeilras de 7 9 por 0/0.
METAES.
[Ouro.Onca hespanholas- .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de4000. .
Prata.Patacies brasileiros. ,
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
29|000
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias f
169000 Caruar, Bonito e Garanltuns nos dias 1 e 15
1 bO<)0 Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 1 3 e 28
99000 Goianna e Paralaba, segundas e sexlas-feiras
1'j40 Victoria e Natal,as quintas-feiras
1940 PBKAMAR DEHOJE.
19860 Primeir* as 6 horas 6 Binutosda manhaa
Segunda as 6 horas 30 minutos da tarde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e sabbados
Relajan, terr.as-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* varado civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES.
Ouiubro 2 Quarto rainguanteasO boras 24 mi-
nutos e 44 segundos da tarde.
* 11 La nova a 1 hora, 3 niatos e
47 segundos da manha.
18 Quartocrescentea 1 hora, 17 mi-
nulos e 49 segundos da tarde.
25 La cheia as6horas, 6 minutos e
49 segundos da manhaa.
No dia 13 do correte termina o prazo para o
Rmenlo da subscripto deste Diario, a razio de
igOO o quarttl que conieijot
PAITE MITOL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedita da la 10 da eutabra.
UflicioAo Exm. commandanle superior da guar-
a nacional do municipio do ltecife,dizendo que pode
expedir suas orden' para a revisa,, ila qualificarlo
la, goarda nacional da parc-chia de Muribcca, vislo
t ter rauoido o respectivo conselho no 1I11 mar-
cada aa teganaa parle do art. do decreto 11. 11:10
de l de-Agre" 'le 183J.
DitoAo mtsruo, inleraniln-n de haver autonsa-
do a asnaclar da Ihesouraria pagar as veneimentos dos olliciaes de f." linda e m-
M na mesma guarda uacioual, relativos ao mez
lerobro ultimo, e bem assim os dos cmelas a
ot S. Exc ..se refere.
mesmo, para informar com a possivel
irevidade, se j eslo orgauisatUis nos carpos da
liuarila nacional, wb sea commando superio?, os con-
slhos administrativos da que trata a capitulo 2 do
lecrelo de 18 de fevereiro do anuo pas-alo, e qu.in-
"fOa ordans a aWMtrtnte rcspeiln.
DitoAo mesmo, Iransmilliudo por ropia o aviso
Malar da repartidlo da juitira de 11 do selembro
ultimo.do qual consta a deeisln que se deu a urna con -
Uta hila pelo Exea, presdeme d Minas Cenes,
da minearlo de olliciaes inferieres da guarda
nacional.N'esle'sentido ofliciou-se aos demais coru-
inanaaafes superiores da provincia.
teAo Exm. consellieiro presidente da retorao,
arando, que segundo conslou de participarlo" da
arricio da juslirji de 20 de selembro ultim, eon-
KHe ao desembargador Jeronxmo Ma'rliniann
ligueira de Mrllo, a.demiislo que pedio du lugar
lia ellffe de polica do municipio da corte.
DileAo Exm. marechal comm.-nidanle das ar-
tas, Irausailiindo por copia o aviso da repartirn
1 .a guerra de 28 de selembro ultimo, do qual cansa
I aytr-se concedido a demissln qne pedio Jos de
Vaseoncellos do lugar da escriva., da botica do hos-
pilal regimculal desta provincia.Commuuicou-se
t esooraria de fazenda.
Utto -*- Ao mesmo. recommendando qde mande
presentar ao juiz municipal da >. vara desla dda-
tle, um soldado de cavallaria para entregar us ofli-
relativos a couvocarao da quinta tesslo do tary
leste termoluleirnu-se ao referido juiz.
ifto-Ao chefe de polica, coinmiiuicando liaver
Exm. Sr. ministro do imperio recvrameudado em
.iviso de at> de selembro ultimo, que se continu a
empregar todas as deligencias precisas, para ser no
su appreliemlida a mala roubada ao pedestre de que
traa o oflicio deS. S. de 31 dejunlm deste anuo,
teas tmbeme.plurado os perpetradores de seme-
ntante alternado. '
Uilo Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
. rojiiiounicaiido, alim de que o tara conslir ao ins-
eetar da alfaodeea a ao administrador da mesa do
WaUdo, que se concedeo o imperial bineplacilo
jmeacao conferida aocidadao hT.wiloiro Mauoel
Alveslroarri Jonior, para virfe-con anesta proviacia, o qual ja apresenfoo titulo.
MW-ae outras commauicacoes.
sameSmo. communican lo que, tendo era
DIAS DA SEMANA.
15 Segund. S. Thereza de Jess v.c.
16 Terja. Ss. Martintino e Saturiano irs. mu.
17 QuarM.S. Eduviges duqueza ; S. Mariano
18 Quinta.S. Lucas Evangelista ; S. Theodoro.
19 Sexta, i. Pedao de Alcntara f.
20 Sabbado. S. Joo Cancio ; S. Crapasio m.
21 Domingo. 21." S. rsula e snas comp. v\.
mu.; S. Hilario ab. S. Asterio presb.
do
Jeferane a
M, ieerea da re-
/la companhia Per-
ita n ir empreslimo
lo Mallas, porten-
* dito raqoeri-
. t'reSue Josc Theodoro do Sen na.
1 regue/.ia de Sau Loorenro.
1-uiz Irancisco do Reg Barrus.
Curato da S de Olinda.
I)r. rrancisco Joaquim das Cliagas.
Freguezia de San Pedro Marlyr.
Bacharel Mauoel Antonio dos Passos e Silva.
Kreguezia de Sanio Anto.
Bacharel l.oiz Correia de Queiroz Barros.
Freguezia da Escada.
Candido Josc Lopes de Miranda.
Freauezia de Goianna.
Bacharel Caelano Eslellila Cavalcanli Pessoa.
Kreguezia de Iguarass.
Bacharel Jlo Amonio Cavalcanli de Albuqner-
qur.
Preguezia de Nazareth.
Bacharel Jos Maria Mosco.o da Veiga Pessoa.
' Freguezia do Rio l'onnoso.
Bacharel Francisco (ioncalves da Rocha.
Parlicipou-se ao referido director.
11
OflicioAo Em. marechal commandanle das ar-
mas, autorisando-o, em visla de sua inroruiac.au, a
mandar passar escusa do servido ao primeiro cadete
Francisco Manoel de Oliveirn Miranda e ao argen-
to Joaquim Jos de Souza Lima, aceitando era lagar
do primeiro o auspe^ada Antonio Marlins da Silva,
e do segundo, o soldado Heraldo Baplista, que j
eoncluiram o seu lempo de prac.i.
UiloAo mesmo, Iransmillindo por copia o aviso
da repartirn da guerra de 27 de selembro ultimo.
110 qual sa determina que o anspecada da companhia
de artfices, Francisco Bornes das Chaca, leuha bai-
la logo que baja substituto e quando Ihe competir
por sua anliguidade.
Dito Ao chefe de polica, dizendo que a Ihesou-
raria provincial tem ardem para pagar, estando nos
termos legaes, a conla que S. S. remetleu das despe-
zar hilas com o sustento dos presos pobres da ea-
deia de Olinda c dos de Iguarass, que all se achara
recolludos.
Uilo Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
para mandar entregar ao cirurgi.lo do eircrto, r.
Jos Muniz Cordeiro GiUhv, como gratilicar.io, a
quautia de KsUgOItU rs. para ajudar as despez'as que
elle lizera no lazareto do Pina, onde se achou em
commissao.Cominnnicou-sc o referido doutor.
DitoAo mesmo,. recommendando que proceda a
rcs|>eito do requerimeuio que devnlvc, no qual o
Em. burilo de Camaragibe e sua mulher pedem por
aforaincnlu os terrenos de marinha que licam adja-
ccnles a om oulro terreno que possuem no alerrn
dos Afosados, de conformidade com a informarao do
segundo lenle Antonio Egidio da Silva e de pare-
cer do procurador tlscal daquella Ihesouraria com-
anles da copia que remelle.
UitAo mesmo.Devnlvendo, coberlos coro co-
pias nao so das informaces do segundo lenle An-
tonio Esidio da Silva e do capilao du porto desla ri-
dade, mas lambem dos pareceres do procurador lis-
cal dessa Ihesouraria. o reqaerimento e planta a que
se refere a ollieo de V. S. de 13 de agosto ullimo,
ob n. 4KI, no qual o Etm. barao da Boa-Vista, Drs.
Alvaro Bnrbalho Uehda Civalcanli, Jos Mamede
Alves Ferreira e Jos Bernardo Calvan Alcanforado,
e es engenheiros Alfredo Mornay e Eduardo Mor-
nay pedem par aforamenlo lodo o alagado em segui-
men|o da ra Imperial, na fregur/.ia de S. Jos, des-
de a eilremdade sal da doka projeelada no melho-
ramealo 1I0 porto al a povoacao da tjbanga, tenho
a dizar a V. S. que o aulorisfl a conceder aos sup-
plicanle inelade do dilo tugad,' a qual sa dividir
igualmente jior todos os peUetonnrio., ptssaiido-c
di'puis a cada um dellcs titulo da porcao que Ihe
conher ne-ja didaf, com a condn-.lo poiem deee,de-
TRIBLNAI. UO COMMERCIO.
Sestao indiciara em 13 de outubro de 1855.
Presidencia do Exm. Sr. desembargador Firmino
Antonio de Souza.
As 10 i|! horas da manhaa, prsenles os Srs.
de.i'inbargadores l.e.lo i'liscal). Valle, Santiago e
(iilirana, os Srs. deputados Reg, Lemos, Basto,
fallando o Sr. Oliveira, lida e approvada a acia da
anlecedente, nbrio-se a seasau.
O Sr. desembargador Valle passod ao Sr. desem-
bargador Sanlaco a appellarao enlre parles :
Appellante, Francisco Poirier;
Appellado, o cnsul Fraucez.
O Sr. dezemhargador Santiago passou ao Sr. de-
sembargador LeAo as appellac,es entre partes :
Appollanle, Jos Joaquim Pereira Campos, co-
mo liador do ageule da leiloes Vctor Antonio de
Brito, e carador da massa fallida do mesmo;
Appellado, Joaquim da Silva Santo-.
Appellante, Francisco Poirier ;
Appellado o cnsul Fraucez (esta, por ser impe-
dido). v
Entrando em julgatnenlo a appellacau entre par-
les*
Appellante, \ cenle Ferreira da Costa, por si e
como adminislrador da lirma Costa & nofre ;
Appellados, a viuva e herdeiros de Jos Fernn-
des Eiras, e Fernaudes SiWa j C.
Nao e lonioii conhecimento della, por haver sido
apresenlada fra do prazo legal.
Na fnram julgados os embargos com que vieram
os administradores da massa fallida do bacharel Joa-
quim Antonio de Paria Abrcu e Lima contra Frau-
cisco Jos Begalo & Braga, por nao ler comparecido
o Sr. Oliveira.
Foi assicnado o aceordao proferido Da appcllacao
enlre parles:
Appellanle, Ricardo Drppermann ;
Appellado, viuva Marlins deCarvalho, como tu
lora de cus filhos.
Levanluu-se a sessSo ao meio di,1.
IITERIOR.
^jrm dilo roqoeri- rem eHes o que fr preciopara serventa publica,
;npplicwtes a 10a cn-ta a
nmapelente div dS-.^drigando-'e a desoccupa-lo
iinmedialameiit logoque ugoverno precisar.
UiloAo meawe, dizendo que p-da leilura do avi-
*> que reinelto por copia, expedido pela raparlico
dn iraperodfm -Mi de selembro prximo lindo, licri
inleirado de ter do approvada pelo governo
a deliberadlo que a presidencia tomuu de
11 andar eatnprnros cobertores de que trata o oflicio
d S.S. de.1l He agosto ultimo.
)iloAo mesmo, enviando por capia o aviso de
2li de selembro ultimo, no qual o Euu.Sr. ministro
do imperio commuuica ter ido approvada a despeca
hito com a compra dos medicamento, que foram re-
uirHda ao E\m. presidenle da Babia.
lugar, hem como a porcao tocessana para a c-lra.la
de ferro se ella passar por alli, eqiifarme indica o fi-
nal da informaran do referido segundo lenle.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel-jeneral do commaado das araaaa da
Peraaaibaea na cldada do Recite, ca 12 da
catabro da 1836,
OROEM DO DIA N. 128.
E dulriclo militar o Enr.. Sr. marechal de campo An-
tonio Correa Seara, como se hz publico em ordem
do dia 9 do correle oh o n. 123, e communicando
o me a.nr i------- i j u "n""" k-h". z'- a ueiioeratao que lumar.i de en-
^dnT^n.,r,P"1V"-,n,"r",,,M,f,,C ";aver ,r" erc.cio de suas ui.ccoes, o marechal do
nanawnr llle'""''" '"'""- campo comtnandante das armas em fice lo
^.^L^*!^4,U'esl,'j*T'ormo^K"e*' disl,8, "'' ( ',0 "gul'menlo upprovado iH-to
a conla que Smc. envin com o oflicio u. 401.
DitoAo ilireclor das obras publica*, autorisau-
dn-o, em visla de sua informara, nao s a lavrar o
Urmo de recebimenlo defiuili>o dos concerlos da ca-
dsia da villa ile tiaraiihuns, mas lambem u passar o
cupelanlc ceililicado, alim do que o respectivo ar-
rematante possa liaver da Ihesouraria provincial, a
importancia da ultima prestacao do seu contrato ;
qujiilo, porcm, a gralilicarlo de :*)(r!KH) rs. por el-
le pedida reqoeira a assembla provincial.
DitoAo commandanle do corpo de polica, au
te cisandu-o, nos termos de sua utormacao, a dar bai-
xa ao soldado daquclle corpa Jos Candido de Car-
v.lho, vtto aeliar-ac por muleslias impussibililado
" ntinuarjm servido \lo incmw corpo.
Uitofc^o delegado do lermo do Bonito, declaran
fcttiJPil'"'1 lliesnuraria provincial, para
aar p Smc. remelleuTB 1,<1espezas feita p.ir aqoelk^Tele-
iri nos mezes da ti a*l|iltlllTJ' lf""]lTlfti"i-
IhloA' caoisrai icipal ilesla cidiTde, trans-
te devida execucA, copia
i|ue foram ilecreladas pela
ovmcial, tob proposta da mel-
la, pata que
turas addir'
seaiWa legiJjj
|wsla iloaJf
ra dalei.
gue/.ia-
feaudo ile conformidade com u|pro-
- gcral inleririo da iiisirucpao publi-
os dos dislriclos lilleraYios' das fre-
incncionadas, os cidadaos seguiu-
l'rc.iiezia de !,->ia)>ei
i de SiiTVrefl
-_-> Ijoncalvcs do Recife.
IV. Cosme deSiiTcTCTf*.
Freguezia de SanfJio Antonio.
Bacharel Cypriano renelon (ity,,j Alcoforado.
Fregnrxia de San
Mai otl Lobo de Miranda II
Freguezia da Boa-v a
Bacliarel Ralino Augusto de Almeida
Freguezia dos Affogados.
Fraiieuco Luir. Maciel Vianna.
Freguezia da Vanea.
leiunle-coronel Bernardo Antonio de Miranda.
Freguezia de Muribeca.
Jos lawnaz Pires Machado Porlella.
i
J.i timol Miado a
leilor; a posto quV'
nln no* lenha mor'
o espiritas lirnor;
ra coinbatv-lu. f
! vezes no clmlera, charo
e hospede lo receado, ainda
lo a .na caladura horrivel,
s,epernm-iio e se preparara pa-
* espirito! maliciosos julgam
*' "as luU P"l" ,cas das prximas eleicoes urna*se
mlhaora to | Jeila com esja calamidade, que as
tas previsOef iBo vacillameak nosdiat nnslicar dous
flasellos ao nMvsoVjlempn.
. Parece que/ha Rigeracao etaymflhanle horoi-
copo. Cam efeilo, quem duvrdWque a eli^lo se-
ja um conco benellca para o dascnvulvimentoda
nroipwWade publica t Eu le saudo, eleicio, qua-
dra de venturas e de felicidades para os povoa cons-
tllucionaes, lu suma rirciimilaticla favoravel e pro-
digiosa para a manifestaclo de alias intelligencias,
qoii, cinbora al entao nunca livessem dado a me-
nor prova da sua existencia, se desenv'olvera como
crvplogamos no esteren, e se reputam superiores
.------------- ..pprovado pe
decreto n. 998 de IJdejunhode 1852, submellea
disposifo de S. E\c. os balalhes co exercilo aqu
estacionados, quarto de arlilhiiia a pe, segundo,
nono e dcimo .le infanlaria, as coiopanhias has
de cavallaria e dearlilices e hospilal regimenlal que
se acliasob a admini.tracdo do referido nono bata-
MiJo, e qnaesquer oulros eslabclecimenlos militares
debaizo de sua jurisdiccao, para que poulual e ex-
aclamenlc cumpram as exigencias do Exm. Sr. in-
peclnr, era ludo nanlo for relalivu ao ton de sua
misslo. #
O mesmo marechal de campo commandanle das
armas era execucao do aviso circular do ministerio
da guerra de II de selembro ullimo nomeou oiSrs.
olliciaes nbaixn mencionado, para a commissao que
tem de examinar as materias classilicadas nos arls.
28e29 do regulamenlo de 31 demarco de I gil,
os Srs. ofliciaes, argentos c cadetes d'arma de in-
fanlaria.
Coronel graduado Trajann Cezar Borlamaquc.
Icnenle-coronel Manuel Rolembergoe d'Almeida.
Major Jo9o Nepomuceno da Silva Porlella.
O Sr. coronel Mauoel Muniz lavares era o pre-
sidenle da commissao e regular os seus Irabalhos
de maneira que estojara concluidos ato o lim do cor-
ren le mez. Jote Joaquim Coelho.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens cncarrrgado do dclalbc.
13
OBDEM DO DIA N. 129.
O marechal de campo commandanle das armas,
era virluilc de rcquisicaodo Exm. Sr. marechal An-
tonio Correa Seara inspector das Iropas do quarto
dislriclo, e deliberarlo da presidencia desla provin-
cia exarado rm oflicio datado de hontem, determina
quequuntoa.nles se a presentero a S. Exc. os Srs.
capillo Jlo do Beso Barros Falco e lente refor-
mado Jos Xavier Pereira de Brito, alim de setein
incumbidos interinamente, esle das foncroes de seu
ajudanle de orden5-cjjuelle de secretario.
Assignado. Jos Joaquim Coelho.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregadododelalhe.
il, pOes em communicacao as>illuslracci dcs-
cidas c os mais orgulho-os poleulados das ca-
l com o mais humilde habitante dos confias dos
'. Ouautas dividas nao se absolvem em leu
naaie 1 E's o sol o p ar para a arvore da hlieidade
pablicp.
leico, foale inexgotavel de bens, por la causa
o* cJieles das reparlices sospendem os rigores da
ea*aktao das leis, o magistrado despacha os feilos
rha longo, anuos dormiam na eoncluslo, e cujo
ito al enlto duvidoso, louia-se logo evidente
m favor da quem pode diipor de qnalquer numero
Maragioa ; permita que o fraco e obscuro e-
ludanle teja plenamente apprnvado, e considerado
cano ama das capacidades do anno.
ParaaiUes que se alterem ai circurascripcoes ter-
nt(*ias, ledos os auiioe, e se translira a sede das
frttruei, sempre que qaalquer pretndeme encon-
Ira obstculos conlra a realisaco dos seos desejos,
na vonlade de algoma influeneia cleiloral. Em li-
me dos inleresses geraes das lugar a facturas de as-
sndescm sitios incorapelenles, e arouselhas a com-
pra de propriedades particulares |>or precos enor-
ines para favorecer-se un poleut.idu local, coocedes
abales, mbraloriat e contratos lucrativos, iuspiras
ludo quaulo oecasiona o que se chama em phrase
parlamentarurna bella palma.
1 Tornas o igunranle Ilustrado, fazes do rrime
virludee da virlude crlme, dajustica iniuslica. do
bello hm, reconcilias os inimigos, perdoas as offen-
as. Iransform.s as eondirnes, produzes milagres.
Dizem que causas sustos, que s contagiosa, epi-
dmica, mas s atacas as eabec.s fracas, e nao eli-
ges lazaretos, nem quarenlenas, nein cordes sani-
tarios. Nao malas, apenas causas decepres, inimi-
ZMles. lllic{0es, mas ludo isto he passagiro.
Entreunto, nao acontece o mesmo com o irmao
que te queiem dar. Tu s condecida, vliivel, palpa-
vel; quem quizer te pode evitar, mas elle he cruel,
invisivel, impalpavel ; nao tem limites no seu rei-
nado, nlo respeila niuzuem, he caprichoso, enexo-
ravel, zomba de todos os esforcos do hornero.
Al boje ainda descouliecemos ai suas terriveis
devaslarOes, e a salubridade publica nesle soto a-
benruaJu, nunca foi lao propicia. Nunca a morlali-
dade enlre nos foi lio diminua. Dizem que ha dias
o, PilUj, aos Peis, aos (Vuizots, aos Kbiers ca lo- em que enlra um nico cadver para u miilerio.
do> tu estadistas condecidos Cun elleito, ao/.niios actualmente de uma'bella es-
lu leva a civHisaco aos limites de lodas as pro- lac.so, de um ar puro, e lemos lido neles ltimos
lempos nuiles e mauhJas lio agradaveis como nao
ha lembranca.
Pondo de parle a inlervenco da causa desconhe-
cida a inlclligencia do homem, s podemos allribuir
este resultado lisongeiro s providencias hygienicas
lomadas pelas autoridades competentes ; mas ser
bom que lodos, na razio das suat posses, roadjuvem
a auloridade publica, ser bom qoe se abandone es-
e temor pueril, que em taes circumslancias aggra-
va e desenvolve o mal.
Dizem que se devem fechar as casas de recreio
publico. Nao pensamos desta maneira, peto contra-
rio, a tosse possivel, desejaramos que se inauguras-
sera outras ; e a este respeKo refinremos um fado
que encontramos em nma gazela recenlemenle che-
cada da Europa. He uro helo curioso, digno de ser
asiignalado alinelo dos sabios, leve lugar em
Florcnta.
;-.--------------------------
RIO OE JANEIRO
CA11RA DOS SRS. DEPUTADOS.
Seaaa*' da da 94 a aroato a 1865.
L^e e approva-se a acia da Meti anteceden-
te. OSr. primeiro secrelatio da conla do seguiule
espediente :
lim oflicio do Sr. Io secretorio do senado, envian-
do a proposicao do senado declarando que sao per-
manentes as disposires do decreto n. 800 A de 30
de junho de 1851 e as do rtico" _".l do decreto n.
783 de 2i de abril do mesmo anuo, ele. ; e outrosim
communicando que o senado adoptnu e vai dirigir
sancao imperial a resnluglo que intonsa o governo
para admillir a fazer acto do 3" anno da faculdade
de direitu de S. Pauto o estudanle Antonio Jos de
Siqueira e Silva.
Quanlo 1> parte, vai a imprimir paraenlrar na
ordem dos Irabalhos ; quanlo a 2, lic#a cmara in-
teirada.
L"m requerimeuio de Jlo Delzi, pedindo dispen-
sa na le para poder naluralisar-se cidado brasilei-
ro.A commisslo de poderes.
De Jos Puiv y Brucurra, pedindo a enlreca de
documentos seus que existen) nesta cmara.Man-
dnu-e entregar com as formalidades o eslxlo.
Urna proposla de Manoel Antonio de Almeid..
para aprehender a pubraca de urna folha espe-
cial para os debates desta cmara.A' mesa.
Sao approvadosos seguiutes paraceres :
rcqoeriinenlo .1.1 ca,a|daiMi>encordia de Lisboa, qoe
reclama contra os denliwos do bens petlrncenlus a
vmcalaalaJUinllii .carsoJjtc a vm*mi* er
lomado na deuda considerarlo, quando se disculir
o projeclo respectivo, e este he o seu parecer.
i Sala dai commisses. > de agosto de 18io.
.Sifca Ferraz.D. de Souza Uo.
Miguel lavares pede a decislo de sua reclama-
rle sobre iudemnisaclo de prests hitas por lord Co-
edrane durante i guerra da independencia.
A commisslo de fazenda emende que se deve
dar urna decisao lerminanle sobre esla e outras re-
clamaras que e-t.'i'i dependenlrs do poder legislaii-
vo, e he de parecer que entrera em diseusslo'os pro-
jeclos c pareceres relativos a esla e idnticas recla-
roacijes.
Sala das commisses. 28 de agosto de 1833.
Sllca Ftrraz. D. de Souza Leao.n
A commissao de fazenda precisa iiiformaces do
governo sobre o incluso requerimeuio de Anua Joa-
quina Alvares, que pede dispensa do lapso de lempo
marcado pelo cap. l1I7 do regulamenlo de fazenda
a que requer.
a Sala das commisses 22 de agosto de 18>3.
Silca Ferraz.O. de Souza Ceaojt
Pedro Jos Baplista, es-capillo do exercilo, pe-
de ser reintegrado na classe militar. A commisslo
de marinha e guerra a quem foi prsenle o re-
querimeuio do supplicanle he de parecer que se soli-
citem inforinaroe* do goveruo ; e bem assim a rr-
messa de qnaesquer documentos que sobre a prelen-
lo do supplicanle exi-tam na respectiva secretaria
de estado.
n Paco da cmara, I de agosto de 1855.Perei-
ra da Silva.Seara.
O Sr. Prndenle : Na sesso de hontem. o Sr.
deputado Dulra Bocha pedio informaces mesa a
rcspeilo do destino que leve um requerimenln dos
escriyacs e labelliles da capital da Babia, esle re-
quer menlo foi remet ido a commissao de juslira cri-
minal em 95 de junho desle anno, e ainda nlo" hou-
ve parecer.
O Sr. Dulra Roclia :Eu peco a V. Exc. que so-
licito da commissao respectiva o seu parecer a res-
peilo deste requerimento, porque os pretenderries
parecera ter direito a um dehrimento qnalquer.
[Apoiados. .
.O Sr. Ferraz {pela ordem) : Sr. presidente, lie
para fazer a V. hc. um isual pedido, porque en-
leudo que as commisses nao lera o direito de teto
apotados;, e devera apreteularos seus pareceres con-
forme as suas consciencias; (apoiados) nlo podem
deixar de dar o sed parecer quando nlo quizerem que
urna cousa passe. (Apoiadot.) O principio contrario
be seguido pela commissao de penses e ordenados ;
julga ell' fazer com isto um grande servido, porque
recea da maioria da cmara que a clegen ; mas nos
mrmbros de commisses somos apenas commissarios
e llevemos dar conla cmara, que he nossa com-
roitteule do pro ou contra ; ella que resolva. (A-
poiados.)
O Sr. Sayao Lobato Jnior : Em muitos casos
de um principio salvador dos dinheiros pblicos.
O Sr. Taque : Sou membro da commisslo de
juslira criminal, e devo declarar a cmara que at
agora nlo saiba que esse requerimeuio Ihe fosse re-
meltido.
O Sr. Dytra Rocha : Mas que (em esle negocio
com a commisslo de juslira criminal'.'
O Sr. Taquet : Nlo sei, ms o que posso dizer
he que nlo Ihe foi entregue tal reqaerimento. Por
carias da minha provincia ou abia qoe os escrivaes
de que trata huviam dirigido um requerini"iilo acer-
ca da materia que falln o lloarado membro pela
minha provincia ; mas eu suppnnha que essse re-
querimeuio se diriga ao poder execulivo, e nao
assembla geral.
Nlo me reronln lambem de ter vislo no Jornal
que semelbante requerimeuio fosse presentado, e
he por isso que a commisslo nlo tem dado o sen pa-
recer.
Dtrei agora quo^a..cararoiss3isV rostir criminal
nlo se prope a por o flo sobra aa materlrs que slo
submillidas ao seu exame, como sequeixa o nobre
deputodo que me precedeu.
O 8T. .lugtitta de Oliveira : O nobre deputa Jo
falln da commissao de penses e ordenados.
O Sr. Sayio Lobato Jnior : E o que lem a
commissao de peuses e ordenados com um ncgoeio
que nlo Ihe el anecio e que nem Ihe diz resuci-
to ?
O Sr. Dulra Pocha :Peto a V. Exc, Sr. presi-
dente, que baja de dar a direcflo compleme a es-
se requerimento, porque a commiasie dejustic, cri-
minal parece-me nao ler nada com urna representa
cao em que se pede a revogarlo de um artigo de
um regulamenlo civil (spoiadw); creio que a direc-
cao que Ihe foi dada nlo he a competente.
O Sr. Prndente :Heindispensavelque a com-
misslo de Justina criminal d o sea parecer, paraque
depois posuin ir os papis commisslo de juslira
dril.
O Sj. Dulra Pocha : Mas se live'sse a represen-
tarlo sido remellida commisslo de marinha e cuer-
ra ou de negociosecelesiastiens, teriaru ellas lambem
de dar o seu parecer?
O Sr. Presidente: Essas commisses proporiam
a remessa dos papis i commisslo competente.
O Sr. F. Octatiano :Tendo de chamar a alin-
elo da illulrada commisslo de assemblas provin-
ciaes para um artigo da lei do orcameulo de. Minas
que me parece inconstitucional e xexalorio das pro-
vincias do Bio de Janeiro e de (odas as limilrophes
da dila proumja. da Minas. A qoesllo he muilo sim-
ples, e en paaflLW ler o artigo a que me lenho refe-
rido. Diz elle, marrando as impn>ire-: Por ca-
da animal que transitar pdas estradas de commuui-
caejio da provincia de Minas com varias oulras do
imperio, 33920.
Creio quej em 1815 o corpo legislativo annullou
urna medida idntica.
O Sr. Teixeira de Souza : Nlo era idntica.
O Sr. F. Octatiano : Concignava um imposto
de importarao sobre as mercadorias estraugeiras, e
aqui estbelece-se um imposto de 3J920, nlo indis-
crimiuadaroenlc como laxa iliiieraria.de todo o ani-
mal que transitar pelas estradas de Minas, mas como
imposto especial par os animaos que cpjrarem em
Minas transitando pelas estradas de communicacao
daquella provincia cora as suas limilrophrs.
.la se v pois que be um imposto de importarao,
embora o Protbeo tomasse urna nova forma, e he so-
bre islo que chara-) allenra da illuslrada com-
misslo de assemblas provinciaes, e manJo nesle sen-
tido una inihrac.io a mesa.
Vai a mesa a seguiule indicaco, que he remellida
a commisslo de assemblas* provtnciacs :
Indico que a commisslo de assemblas provin-
ciaes, examinando a lei o. 090 de 31 de roaio de 1851
d a sua opinilo solire a ronslitucionalidade rio g
I- do artigo que impe 3S920 sobre cada animal que
transitar pelas estrada de coinmuiiiraclo da pro-
vincia de Minas com varias oulras do imperio. F.
O cholera invadir o hospicio dos mendigos, de
MonleDomini, e o susto accommelluri a todos os'
inlelize. Immedialamento o director mandou-lliei
annunciar, posto que o flagello eslivesse no seu pe-
riodo crescente, que o mal tinha cessado, que j nlo
havia docnles, e que desejava que os seus pensionis-
tas applaudivera este feliz succetso n'uma hsla que
Ibes prelendia dar.
De repente o hospicio foi convertido em um ver-
dadeiro Ihealro de festa popular ; mnsicas, damas
jogos, excellcnles manjares, i.adn faliava. No dia se-
grale nlo appareceu um m caso novo ; lano he
verdade que o abalimenlo do espirito he o auxiliar
mais perigoso desla lerrivel enfermidade.
Assim, releva nao ler medo, e prepararmos-nos
para rss.i lula fatdica, na qual incouleitavelmenle o
iiiiinigo ha ile licar vencido ; e em vez de imilarmos
o egosmo e falal prncedimento dos habitaoles da
Babia, leudamos sempre prsenle ao espirito a ima-
gen! da dedicarlo dos fllhos da capital du imperio,
especialmente o comportamenlo do chefe da igreja
fluminense, que imitarlo dos apostlos do chris-
lianismo, ahandonou todas as pompas da vadade
humana, a to de porto era porta invocar a caridade
publica em favor dos seus raos desvalidos. Imite-
mus esses rasgos de generosidade pralcados pelo
corpo de commercio da orle, por esses marcadores
modernos, filhos do secuto \l\. Os seus anlepassa-
dos toram cxpelli tos do templo pelo Clirislo incolc-
risado, ao pasto que estei, chrislaos por excelleucia,
pralcain as mximas do Divino Mostr, a fraler-
ndade e a caridade, recebero no leraplo de Mer-
curio o aposlulo, o ministro de Dos ; abrem-lhe os
bracos e as suas bolsas, e elle acolite as suas esmo-
lai. e Ibes d em Iroca a beurlo pastoral.
Ja le disse, letor, que ignorava as grandes llieo-
rias do contagio o do nlocoulagio ; mas posso af-
lirmar urna cousa, he que o exemplo he immiueu-
temente contagioso, e no caio presente, devemos de-
sejar que elle tire a sua origem da caridade chris-
taa. J le disse mais cima o que pode fazer, era
proreito doi pobres, o santo hispo do Rio de Ja-
neiro.
Aqui, em Pernambuco, os seus irmoi em Dos
imitaram-lhe o exemplo, e em cada urna das fregu-
zias delta cidade, urna subscripto foi iberia e so-
licitada por elles em pessoa. Infelizmente ao lado
da generosidade de lodos, compre deplorar a vare-
ta srdida de algumas excepres. ,
fura a nao condcelo da matricula, e nao a falla de
matricula. Ha apprehenslo das carreras, dos ani-
mles e dos escravos carroceiros ; ha mulla e mais
dous mil e lanos res de deposito, e as vezes pagam-
se esses dous mil e lanos res por cinco minlos A
despeza do mulla, ele. anda assim por mais de '.'-
por cada vez, c so paga nlo obstante veriOcar-se a
matricula, e apresenlar-se depois da apprehenslo o
proprio bilhele de matricula.
Anda raiis, -endures, eslabeleceu-sc para us co-
rdeiro- de lilburvs, etc., uraa matricula ; o lim des-
la mal nula e da que eslo obrgadas as carrosa,
vera a ser. cmihecer-se nos casos de damno a quera
perleure o lilburx respectivo, ou o vehculo de
conducrao que causou o dainuo; era coiisrquenciu
creio que nao lia necessidade de cada coclitiro ou
carroceiro andar com a matricula no bolso ou na ca-
bera do burro.
Depois a polica estabeleceu a necessidade de todos
os coclieiros andarem com urna libr a seu arbitrio,
muguem se queixou disto; agora porem quer o
chefe de polica que estes cocheiros.andera com urna
certa libr designada por elle, de -orle quo muitos
desses humen-, sendo guardas naciouaes, nlo se qua-
rero sujeitar a urna medida inleiramcule arbitraria
e caprichosa, o ahandnnam sua industria. E pur
oulro lado he de admirar que a polica, que lem
tanto em que cuidar, s se oceupe deslas mudaras
apniado- ; mas eu, Sr. presidenle, tenho por tiin
tirar da popularlo do Rio de Janeiro esse veame
que existe sem a menor conveniencia, e iovidarei
todas as minhas forras para o obler, senlo ja, ao.
menos para o futuro.
A matricula he necessaria; aquello que nlo ti ver
o menor carro matriculado si-ja punido, na forma da
lei, depois dse ler esse conhecimento, porque en-
tlalo que o cidadlo. moslraodo que o seu vehculo
esto matriculado nao deve soffrer uraa mulla, como
a que soltre boje, que anda por nove mil e lanos
res, s porque o cocfieiro nlo anda com a matricula
no bolso.
E alm disto perde-se o lempo de serviro dos es-
cravos que andam com ascarrocas, que licam presos,
dos aaimaes que sp mall-alados no deposito, e s
vezes perdem-se os productos que taes carrosas con-
duztm.
Sei, Sr. presidenle, que isto nao he materia pro-
pria da assembla geral ; mas os habitantes da corle
nlo tem para onde recorrer desses abusos seolo para
aqui.
O Sr. fibeiro de A airada :Pois eu acho que
he muilo proprii, visto qoe se trata de oflensa de
.direilos.
O Sr. Ferraz: Portanlo, requeiro a V. Ec. que
baja de dar para a ordem do dia a discusso das pos-
turas que eslo pendentes da approvarlo da cmara,
e vnu mandar mesa urna indicarlo para que a
commissao respectiva examine e Iraga ao conheri-
raeato da cmara quaes slo as posturas municipaes
que lem sido approvadas peto governo estando a as-
sembla geral funecionandu, e postas cmjpratica sem
approvarlo do corpo legislativo, para serem cassadas
por llegaes.
A polica que cuide mais em prender o crimino-
sos e prevenir os delicio-, do que de procurar liaver
renda por meio de extorses. Nao he por taes
vezames que se fazem serviros ao piiz. Apia-
do-.
E nlo ha s este abuso : ah por fra, pela fre-
guezia do Engcnho Velho e ero oulras, muitas vezes
um taberneir e um ferrador slo appellidados de
depositarios ; esle laberneiro e esle ferrador lem
agentes proprios para sppreliendercm quaulascarro-'
Cas encontrara para (rarem dadi um rendimento dia-
rio de 88 ou de 109 ; como acontece para os lados
do Pedreguldo e do Maraco.
En quero qul as posturas sejam exeruladas, mas
depois de approvadas peto corpo legislativo estando
elle reunido, pois que o governo ueste caso nlo lem
Srr TresaWtr, padtsi-patoa a*MIn,Ue. inPraWWlMl "lae ao-arlu laWt. h
um abuso que devemos corricir.
O Sr. Prndenle :Quanlo ao requerimento que
fez o nobre deputado eu o lomarei na devida consi-
derajlo ; c quaulo i indicarlo, seguir os tramites
do regiment.
L-se a seguidle indicarlo, que lio remellida
as commisses de consliluirlu e de cmaras munici-
paes :
Indico que as commisses de consliluicao e c-
maras municipaes, chamando a seu exame as postu-
ras da cmara municipal da corte approvadas pelo
governo ero lempo ero que o corpo legislativo e>li-
vease reunido, inicien! algn medida que as casse,
por lerem sido tlegalmeote approvadas eexecradas.
Silva Ferraz.
O Sr. Brandiio :rJr. presidente, no primeiro
anuo da prsenle legislatura, fallando eu sobre o or-
namento da despeza do imperio, enuncien algumas
proposiroes a respeito de certas necesidades publi-
cas que no raeu entender deviam ser promplaraenle
salisfeitas.
Nesta occasSo tratei do commercio nacional, e
cutio djsse cmara dos Srs. deputados que era
inister nao adiar |ior mais lempo orna quesllo que
se agilava no paiz, c qoe oceupandu o pensamento
da naci linda sido oiitr'oru aventada nesta casa por
homciis de um acrisolado patriotismo, sem todava
obler urna definitiva sulurao.
Esla quesllo, senhores,* he a da nacoiialisarlo do
commercio a relalho de que ainda ha poucu's dias
meoecupe c a respoilo da qual vou fazer novas con-
sideracos e offerecer ao vosso Ilustre criterio um
projeclo de lei. ,
llamen- ha que ilc-craca lamente pensara que a
idea de nacionalisa(lo do commercio a lelalho lie
urna pura veleidade, urna utopia, e al um absurdo.
M.i-eu, usando lambeni da liberdade de neiisaraen-
lo de que todos devem gozar, consultando os verda-
ileiro- iiileiesses da liarlo, direi quesemellianle dea
be a fiel expressao de una necessidade palpitante,
reconhecida por lodos os Brasileiros. e mesmo por
estrangeiros honestos, e que sem a sua realisarlo
nunca esto paiz peder collocar-sc no p de gran-
deza e prosperidade a que os seus recursos o devem
elevar.
Para prova do que acabo de dizer, senhores, ahi
se achara iminensos lacios, ahi est o que iodos nos
presenciamos em' nossas pracas.
Com elleito. o que vemos nos as cidides marti-
mas do Brasil'.' O que observamos nesta mesma ca-
pital '.' O monopolio eslraogeiro soberanamente im-
perando .no commercio iniudo" ou .a relalho, e os
lilhos do paiz excluidos dello por efleilo desse mes-
mo monopolio ; a miseria espantosamente se desen-
volvendo.entre os naciouaes pela etcluslo que sof-
frera de urna lio ventajosa industria como he a do
commercio, e a opulencia crescendo para os Iraba-
lhos, que por diversos meios fazem daquella indus-
tria o seu patrimonio exclusivo : dahi resultan! as
consequeucias que vou assignalar, e sobra as qoaes
chamo a alienlo da cmara.
Em geral o eslraogeiro que vempan eiie paiz ne-
OrtoWano.
para fazer una indicaran,' e para ao mesmo'lempo
fazer um pedido a V. Exc. Uin abuso se lem dado
de que V. Exc. he lestemiinda ; a raraara munici-
pal lem formulado algumas posturas, t o governo,
rilando reunido o corpo legislativo, as lem appro-
vado.
Durante o auno de 1853 alguns Srs. deputado-
contigo reclamaran! conlra esle aboso contrario lei,
porque o governo s est aulorisado para approvar
as po.luras da cmara municipal da corle quando o
corpu legislativo nao esliver reunido.
Em consequencia disto, Sr. presidente, deixaram
de ler execucao algumas posluras que vieram a esla
casa e a primeira parle do meu requerimento he pe-
dir a V. Etc. a discusslo destas posturas, porque el-
las slo necessariai.
Ora, nao obslanle isto, o chefe de polica da.corle
deu iiislruccespara a execucao de urna postura re-
lalivnmenle matricula dos carros e carrosas, o
(em-se dado lal cxecurlo a eisa postura, que me pa
rece que ainda nlo fai approvada pelo corpo legisla-
tivo, e que o ulu podia ter pelo poder execulivo,
porque aquelle, ao lempo de sua proposla, eslava
reunido; (M he a execucao que terft lido ; digo que
o resultado lie um vexamc permanente sobre os pro-
prielarios dos vehculos de con.lcelo dos producios
da agricultura dos arredores da capital para o mer-
cado desla corte. Exige essa postura quo neiihum
vehculo possa conduzirodjecto algum sem que esto-
ja matriculado, sob peua de lanos mil rei*, c a po-
lica nao s exige a matricula qoe cula trabadlo a
dindeiro, mas lambem que a matricula acompanlie
sempre o preto carroceiro indicado nella, ulu poden-
do assim rer este substituido por oulro sem incorrer
em pena, ainda nos casos de molestia, de impedi-
mento resultante da quehra de urna perna no cami-
nho, ou de oulra qualquer circumslaiicia extraordi-
naria e imprevisto que obrigue o dono do predio ru-
ral a mandar cidade oulra pessoa para condutii a
carrera; logo que islo se d, a polica mpe mullas,
em cujo producto tem parle seus empregadoi ou pe-
destres.
Anda mais, Sr. presidenle, o edefe de polica para
a imposiclo dssas multas nlo forma o prucesso es-
(adelecido pelas leis crminaes a respeito das i n ir ac-
edes de postura-, c se as partes reclamam conlra a
injuslira dessas mullas, o chefe de polica diz que
lem moiloque fazer, e que a polica nlo lem obri-
garlo de examinar no registro se as carrosas eslo
ou nlo matriculadas !
V. Exc. sabe muilo bem quem slo os carroceiro-,
muitos delles caraiuliam da meia noito em diente pe-
ra chegarem no mercado s o ou t 7 horas da me-
ndiii. e nesse mo trajelo o bilhele de matricula >e
pode perder e militas vezes se perJe. Mas a polica
he inexuravrl, elige que o bilhele de malricula seja
sempre presento aos seus belleguins, de modo qoe o
bilhele de malricula anda sernpreeurolado etn tolda
de flandres na cabete do burro dacai(aJ! pisa-
das.) E qne nlo ;multa, e islo ainda que* carrera
estoja numeradi! Como se a infracrio de postula
Amigo leitor, eu, leu humilde servo, pobre, e
que nlo possuo mais do que a peona com que escre-
vn eslas lindas, vi cima do meu nome a o lado do
meu bolo nfhrecdo, o nome de um potentado do
dia, de um rico de unidors, e qoe nao teve ver-
gonda de oll'erecer, em soccorro dos seas rmaos in-
hlizes a miseravel somma de vinle mil res.
Em verdade, a Providencia he justa, e esle ho-
mem, opprohrio do tea paiz, s gozar pelos re.nor-
sos a sria opulencia n o seu ouro. O azorrague de
Ncmesis nlo poupar essas nnlurezas hediondas.
Novo Rodin, enriquecido pela usura o pela rapi-
a, sem corarlo, sem enlrnndas, surdo s snpplicas
da liumanidade e insensixcl aos rogos de um mins-
Iro de Dos. Shylock adojninavel, a minha benvola
Carteira lem para li imprecacoe- c blaspdemias ;. e
se o ferro do carrasco nlo escrever o lea egosmo em
lellras de fugo obre a tua fronle, ella bradar con-
tra ti, o mais miseravel enlre os mseraveit: ana-
thema, nathema!
E agora, amigo letor, que mais le direi'.' Vou
fallar-te de um objecto que leus aqui netli cidade,
mas que ainda nlo desperla lodas as atlencfies. Que-
ro dizer-le duas palavras acerca do hospital de Pe-
dro II.
Tildo indica que a sociedad tem entrado n'uma
pdase de garantimno, a conservarlo da vida do ho-
mem he o objecto das preiircupaedes dos Estados, e
se ainda ha circumslancias que exgem o sacrificio
de militares de hecatombes humanas, por oulro la-
do ot governos puupaui e prolegem, quanlo podem,
essas mvriadas do existencias a quem fallamos incioi
necessarios para viver.
Oulr'ora o resultado dos Irabalhos da communhao
era em grande parlo desuado a erigir hbil.unes
sumpluosas e niagoilicas, em cuja construc;ao se
gastavaiu eculos e militares de mlhoes, para ac-
commodar apeu.is urna familia, e lisungear o orgu-
Iho e a vadade de um soberano : morada do luto e
da graudeza. Saut-Souc, YViidsor, Tolderas, Lou-
v re. sois um lestiniiinli i vivo desla verdade.
Felizmente, boje as coasas j se nao passam as-
sim. Em vez de magnficos palacios para alguns
individuos, os Estados erigem templos soberbos que
servem de aiylo i miseria e fraque/a humana ; e
esse bello exemplo be igualmente seguido pelo nos-
so governo.
'um lilio convenienle, no extremo da ra de S.
(joncalo se esla construindo um elegante edificio
----
desle genero em proporces grandiosas. Tem teit-
ceulos ps de ex lelo na sua frente e setecenlos de
fundo. O rato da frente, para o qual e enlra por
um prtico de marmore, esta quasi concluido. He
desuado para a collocaclo das diversas repartirles
do esuibelecimenlo. Tem no centro urna erando rea
sobre a qual e abren] em arcadaria os quatro raios
do edificio, licaudo nos lados e no fundo lodas as en-
fermaras, separadas por grandes quadrados qne de-
vem aervir de jardim. Nao he nm Hotel Dieu, nem
um I.ariboisiere em Pars, mas ha de rivalisar com
estes monumentos de piedade evanglica.
A escacez de.recursos lem demorado a execucao
da obra, e talver a adi por muilo lempo, se nlo se
lomar urna medida enrgica a esle respeito ; mas
compre confessar que toda a obra hila esla acaba-
da com somma pcrleiclo e economa, devdo sem
dovida aos esforcos e dedicarlo da pessoa incaosa-
vel que a dirige.
Depois da enfermidade o hospital, e depois desle
o cemilero. He o caminlin do homem nesla vida.
O no-so cemilero, chamado officialmenle o Cam-
po do Senhor Bom Jess da Redtmpciio nao he o
producto da vonlade de um Luiz XIV," nem o sitio
em que se acha caducado a dadiva de um padre La
Chaise, depositario sagrado dos segredos de um dos
maiores soberanos do mundo ; he o resultado da
vonlade enrgica e esclarecida do homem que hoje
preside aos destinos da Ierra da Sania Cruz, he um
dos legados preciosos que nos deixou a illuslrada ad-
minislracao do um dos homens mais nolaveis do
paiz.
Ao principio etle bcltoenccetsaroestabelcciinento
lulou cora difliculdades, filhas dos preconceilos e da
ignorancia do lempo ; mas a firmeza de vonlade e
a energa de carcter do seu fundador resolvern!
todas as duvidat, prescrevendu no retpeclivu regu-
lainculo, que se lzesse graluilamenle conduelo e
enlerrameuto dos pobres, que dantos fie.ivam das e
dias insepultos s portas das grojas, por falta de ca-
ridade ua mor parte dos parorhos.
O cemilero he um vaslssimo quidrado, cujo mu-
ro de circuito esla quasi lodo guarnecido pela parle
interior das catacumbas de differentes irmaudides e
confrnrias, o que nlo sendo proprio dos eslabcleci-
menlos desta ordem, comludo deu-lhe um ar de
elegancia mu agradavel aos odios, e pela parte ex-
terior he cercado de grandes arvores naluraes, que
atigmtntam-llie o carcter de melancola e tristeza.
goci r a relalho faz forluna, porque, salvas as hon-
rosas excepces. so traa de lucrar sem e importar
que us Iransacres que efleclua sejam licitas on Il-
citas: a montea nd o grandes ca pitaes, o que pensis
vos, senhores, que elle faz?
Ilelra-se para a sua patria, e l vai destructor
os lucros das negociares militas vezes criminosas
que rsalisou nesla Ierra, de maneira que o paiz que
Ihe proslou hospitalidade, e a cojos lilhos elle pre-
torio na carreira commercial he quem solire, por-
que vai licaudo empobrecido pela ausencia de for-
tunas que em seu seiu foram creadas. He assim
que Portugal presentemente se vai.maniendo e cui-
dando dos seus nielhoi amentos com os capilaes bra-
sileiros que para alli se lem retirado por efleilo
do deplm avel e-lado de coifsas em que nos adia-
mos.
Ainda ha pooco lempo I i nma correspondencia
vinda de Lisboa em quo se dizia que aniaior parte i ment
dos capilaes qoe alli gyravam, e queeslavam sendo paiz
empregados nos melhorainentos maleriaes daquelle
rciuo, as suas estradas de ferro, ele, erara brasi-
leiros.
E ua verdade nio pode deixar de ser assim. Ve-
mos que sempre que sahe qualquer vapor para a
Europa conduz um grande numero de homens que
negociaram no Brasil, e que lendo accumulado
grossas fortunas, cora ellas te retirara para seus pai-
zes.
Nlo he s na corto que isto acontece; as provin-
cias succede a meima causa ; muilas vezes indivi-
duo/ que principiaran por una pequea tasca val-
lam hitos grandes capitalistas, e assim mesma wat
dizendo e calumniando o paiz que Ibes proporcionou
meios de ainnnloarcm avalladas riquezas. Este qua-
dro, uneus senhores, he verdadeiro, vos bem o sa-
bis ; e assim como hr da nossa honra, do nosso
mais rigoroso dever fazermos respeilar a proprieda-.
do de quem quer que seja, e prolegerrnos pelos meios
os mais ellicazes as pe.-soas e fortuna dos estran-
geiros, lambem nos cumpre acudir e zelar os iule-
resses presntese futuros do nosso paiz, fa/endocorn
que dappareca este repugnante e anormal estado
de cousas era que nos acharaos, por forra do qual os
no-sos compatriotas slo quasi que absolutamente ex-
cluidos da vida commercial.
Algum dizem qoe toes toctos nlo devem ser In-
zuios discastao, porque deaperlam antigs odiosi-
dades ; mas eu pelo contrario en tendo. senhores, qua
o siloocio obre esta materia, que ioleressa a toda a
popularlo, he que dte cansar-nos mui serios re-
celos. A enunciadlo da verdade nunca pode ser
perigo-a. Se o paiz se cha preoecupado do uraa
idea falsa, he itosnossn dever esclarece-lo ; se porem
sslo justas as suas reclamacOcs, como eu pens, de-
vemos allende-lat.
I'orm dir-se-ha ; quem prohibe aos mclonaei a
entraren) em concorreocia com o eelrangeiro na in-
dustria oommircial, a por meio della adquirirem
grostat (orluuaa .' Niaguem por corto J anas lodo* sa-
liera q se o espirito de nacionalidade e de parenleaco,
que o inlerasta qoe o individuo loma por aquelle
que ptrtence o sea piiz quando o euconlra em
Ierra tstranha, slo motivos mus qoe poderosos, pa-
ra que o ettrangairo, qu se acha estahelecido no
Brasil, prefin para seus caixeiros os lilhos de sua
patria apniado- ; a islo faz com que os mocos bra-
sileiros nlo possam adiar emprego as casas com-
merciaes, nlo possam fazer nella- o sea tirocinio e
aprendizagem, sem o que ordinariamente nlo se po-
de entrar na carreira commercial. Os moros estran-
geiros eicluem os naciouaes da profisslo de caitei-
ros pela razio que j disse, e assim o commercio se
perpetua no poder daquelle-, e he por elle monopo-
llsado.... (Apoiadot.)
O Sr. Dulra Pocha : Apoiado, isso he orna
verdade.
O Sr. Brandao : E eoovir, meos senharet,
que este estado de cousas continu, convir que con-
'''""lirttfc"?'- '." '- 1" "* ""** ""*-
^o nossof cmnpalriolas enromrem no monopolio es-
iiangeiro obstculos iiivcncives para se appcarem
a urna ndnslha que nos deve dar grandes capitalis-
tas, e com elles a edahilidade da forluna nacional '.'
Creio que nao ; e persuadido como esloo de que es-
la cmara compc-se de homens quedesejam a pros-
neridade da narlo, cunti que ella nao se recusara
em adnnltir uraa medida que leude a exterminar
aquelle monopolio, que cada dia se vai tornaudo
mais desastroso e fatal.
Em outro lempo, Sr. presidente, homens muilo
conspicuos e de ideas verdadeiramenlc generosas Ir.i-
taram de averiguar os meios pelos quaes se poderia
obler um resultado couducenle i nacionalidade do
nosso commercio a retolho ; diversas tentativas lize-
ram elles, mas infelizmente foram baldados os seos
esforcos, e a nossa popularlo vio com profunda dr
que o mal leria de continuar, poique as circumslan-
cias da poca, a exaltarlo de um e o erro de oulro
haviam hilo com que te nlo adoptaste com firmeza
uraa medida ellicaz ; buje, porem, que os espiritas
se achara calmos e tranquillos, que a ordem e con-
cordia conslilue a geral preoecuparao, que todos os
membros desla rasa esto dominados pelo pensamen-
lo de fazer sabir o paiz do estado eslariouarioam que
lera jando, de justo qqe nos aprensemos em realisar
aquella idea de alto iulercsse nacional.
Uigo deatlo inleresse nacional, porque prescin-
dinilo de toda e qualquer oulra considerarlo, enfeu-
do que um braziletro ha de sempre ter mal- amor
ao lorrao em que nasceo, do que o cslrangeiro, que
faz dosla Ierra sua California, e que procurando
tnicamente juntar riquezas para ir desfruta-las no
seu paiz, pouco se Ihe importa al de compromeller
a sade e vida dos naciouaes. (Apoiados.) Faro sem-
pre oxeepi;ao dos que slo honestos o honrados.
Ainda da pouco lempo, senliores, se noloii as
corridas que nesta curte foram dadas uas tascas e ta-
berna- perlencenles a estrangeiros, que nellas se
ochavara expostos venda inaiilimenlos deleriora^
dos, corrompidos, e que deviam damnificar a sade
publica, e isto em um lempocin que ha serios re-
cejos de urna lerrivel epidemia ; de onde coiicluo
que esses homens para oblerem dinheiro, ncnbuiii
escrpulo lem de sacrificar a sade de urna popula-
rlo inleira, com lano que dahi Ihes venda lucro.
(Apoiados.;
lie, salidores, para lastimar que laes homens se
eolloquein no meio de um povo generoso e que os
acolhe da maneira a mais pdilanlropica, para i som-
bra da hospitalidade procuraren! vender era suas ta-
bernas ge'nei os podres ; eu tenho a convicrio de que,
salvas asexcep;Oes, cada ura taberueiro eslraogeiro
enlre nos he ordinariamente om homem vrenlo e
mo, que s allende aoseu inleresse Individual, e
que vendera o diabo em sua taberna se elle se dei-
tasse apandar evender.
Demais, senhores, occorre urna circunstancia, e
he, qoe essas tabernas lo oulras (antas espeluncas
aonde se vio vender quasi sempre objectos furlados
s familia!, ou por escravos ou por quaesquer nulroi
fmulos, sendo que por isso so pode tliier que orna
boa parto das forluuas que nedat e adquirein, lew
uraa origem criminla ; portanlo he mister acaute-
lannos toes criroet e immoralidades, ha mister nlo
consentidnos qoe esses duraens malfazejot, contando
com a nossa ndillerenca. coutinuem a abusar assim
da hospitalidade que Ihes damos.
Cu pois, Sr. presdeme, sem me lisongear de qoe
o projeclo que vou oflerecer consideradlo da cma-
ra eja completo; o aprsenlo ao men como moti-
vo para uraa discusslo esclarecida, e como iniciarlo
de urna serie de'medidas proprias a nacionalisar o
iio-n commercio a relalho.
Urna toz : .He mellior mandar passar-se a to-
lda dos brasileiros o qoe de do eslrangeiro.
O Sr. Brandao : Este aparte no he de um lio-
mera civilisado ; o projeclo vai ser apresenlada u
cmara ; V. Exc. tem lempo para examinar, o pode
tomar parto na discusslo. Afiancp-lhe que o peusa-
que elle enuncia he o echo das ideas do
o projeclo tres arligos que me pareceui
fin
No centro do lauro da frente do muro dn circui-
to csl.i collocada orna etparoia e alia grada de ferro,
com um magnifico porllo do mesmo metal, que d
entrada para o estabelecimento. Dous anjos coreara
os porlaes em que roda a porta de ferro ; offereceu-
do o da direita na face exterior as armas nacionaes,
e o da esquerda a liara episcopal, e peto lado inte-
rior, um tem um capacete de cavadeiro e o onlro
um chapeo de pastor. Todos estes emblemas sao em
alto relevo n dnuradns.
Irnmediatamenle entrada do estabelecimento,
observam-se duas casas elegantes, urna direita ea
oulra esquerda, simtricamente coltocadas, e que
tervem pira a residencia do administrador e dos
oulras empregados.
Alm das catacumbas que gnarnecem o muro do
circuito, e na distancia de cincoenta palmos pouco
mais ou menos, se desdobram paralelamente de um
e oulro la Jo duas ordens de catacumbas.
Todo o terreno devololo esto dividido em roas
plantadas de llares e de arvoredos, notando-te com
especialdade tres ruis, qoe vem terminar em ngulos
agudos de 60 graos na estrada do estabelecimento,
nma direita, oulra esquerda ea terceira no meio,
ornada de grandes andirobas d'Africa, e guarnecida
na entrada com dous cdoret e qoalro cypresles.
No centro do estabelecimento esto collocada a ca-
pella, que produz um efleilo mu agradavel. He
construida, lano externa, ctmn^aternamente, em
eslxlo gothico simples e moderno, formando lodo o
edificio urna ventodeira cruz grega ; lem quatro
portas c quatro janellas de ogiva, guarnecidas de pi-
lastras, qu lermiiiam em uina pona, em forma do
urna pequea torro ; no cjjfjco~uure '* Pn[|as e ja-
nellas exi.ile ama pequea pf*?a ''estillada para a
collocacjo de figuras sllegorica9- "'l0 pequeas tor-
res e urna grande,,'errninadasr cada urna por urna
cruz dourada, orpam a parto silPer'or 'la Capella, a
grande he collacada sobre a pa.'la mai> culminanle
do edificio,, a as oilo pequeuas (rmam os cautos da
cruz. *,
Toda a .apella he construida co"11 uraa abobada de
lijlo e.-al, sem oulro apoto mab? J? 1ue Pa'e_
des. Tara tstenla palmos pouco if0"'*00 menos do
pavimento i bobada; a torre priifflc'P*' tem.umdn-
coenl,- palmos de llura, de sorle *lue *llura total
do edflcio, dn soleira do prmeirti de?ru al a ex-
Ireroade di crut dourada, que J,ua a ,orre Prin_
cipa, be de canto viole palmi/'- Todas s janellas
Cimlem
consenlaueos ao fin a qoe me propendo. No pri-
meiro e eleva o imposto sobre ot estabelecimeulos
rommei ciaes que liv ereni mais de um caixeiro es-
lrangeiro ; no segundo le sentara os caixeiros brasi-
leiros do servico activo da guarda nacional e do re-
crutaincnto ; do terceiro logo Iralarei.
Como be que um caixeiro brasileiro podera entrar
em concurrencia com oulro que fr eslraogeiro, sa
aquello esla obrigado ao servido da guarda nacional,
a se uiailas vezes, na occasilo em qne o patrio maia
carece dos seus temeos,-l vai o cabo, o sargento
notlica-lo para ronda, para revisto, para parada,
etc.,' etc.
Cuando se pede a um negociante para arranjar um
i a paz brasileiro, alm da nilnral repugnancia qae
elle tem em annuir a istso, porque auto* quer feli-
citar um patricio seu, lembra-se da guarda nacional,
e responde promplamenle:
" Para que quero eu um caixeiro que daqui a
pouco h de ser chamado para o trrico da guarda
uacioual. a
E na verdade, a resposla he tal que nao admita
replica ; o caixeiro eslrangeiro, pois, inda por esla
razao esmaga o brasileiro na concurrencia, e urna,
vez qoe nlo Ihe podemos inipr o mesmo oous, de-
vemos alliviar dello o nacional, so menos para coilo-
ca-loem condices iguaes. (Apoiados.
Me parece, portanlo, que he esta urna idea que
nlo pode ser seriamente combatid* nem repellida, a
menos qoe nao nos queiramos conservar nesse degra-
dante estado em que nos adiamos.
A prolissao de caixeiro de o iogresso para a vida
commercial, pois que be muilo provavel que aquelle
que liver sido bom caixeiro venda a ser negociante
em um lempo dado, o menot quasi todas ai gran-
des casas commerciaes do Brasil pcrlencem a homens
que toram caixeiros.
Ora, habilitando a nossa mocidade por esse meio
podemos ler esperances de qne para o futuro ella
venha a entrar em concurrencia com.o eslrangeiro,
e i formar urna corporac.lo reipeilavel de negocian-
te naciouaes. He esla a idea dos dous primeiros
artigot.
O terceiro artigo tem por lim vedar que estes tra-
ficantes que se nlo importam com a saude publica,
nem com os meios pelos quaea adquirein dinheiro,
conlinuem a Iludir a populadlo inexperta: elle de-
termina que todo o eslrangeiro que for convencido
tle csteloiiario, de vendedor de objecto corrompi-
dos e damnosos saude publica, de introductor de
moeda falsa, e de contrabandista, alm dat penas do
cdigo criminal, ulo possa continuara negociar no-
Brasil.
Crcfo, senhores, que he lempo de-abrirmos os
olhoi com ot (raneantes que vem ao nosso paiz f-
zerem fortuna com detrimento nosso; lodos tabem
que us nriuMiros iulroductores de moeda CaUa no
llraiil forartt estrangeiros, e que grande parte dellss
' "i"- m ^T'jrMirflBiV'ffL(rain dT'tiria^TlHt*"
lambem lie tbido que quemTios exp que recebemos do governo inglez foram os coulra-
baudistas de africanos, e que lodo elles erara es-
trangeiros, de maneira que a cusa da nossa honra e
pondunor nacional l'ueram grandes cabedaes. reli-
rando-se muitos delles para a Europa, onde vivan
na opulencia, deixindo-uos dotorusas recorda^es
dos desacatos hitos ao nosso pavilho por cansa de
suas torpes Iralirancas.
Oca, nlo ser justo providenciar para que toes
homens ulo emendara que este paiz he urna Califor-
nia, aonde se pode commelfer enme-s para amon-
loar ouro'.' Entendo que sim, e pois roe partee que
a idea do 3. artigo he til e aceilavel.
O Sr. Presidente:Observo ao nobre deputodo
qae esto concluido o lempo destinado para a apre-
surarlo de projeclo-.
O Sr. Brandao:Eu vou terminar. O negocian-
te honrado, o homem de bem deve merecer toda a
nossa considerarlo e acolbimeoto, mas esses qne,
abusando da nossa hospitalidade. querera somanto
fazer forluna, aiuda mesmo com|jromeltendo-uof,
devem ser severamente vigiados, c prohibidos de
roiiimerciar em nossas pracas.
Repito que nlo rae persuado quo com as medidas
estabelecidas no projeclo se possa obter um resulla-
do immediato e promplo; mas eslou cerlovque em-
bora seja lentamente, cediremos os resudados qua
(oda a liarlo drisijeira deseja e quer.
O nobre ministro da marinha, por occasilo da dis-
cusslo do urcamenln da sua repartirlo, prevalecen-
do-se de um conlo burlesco, fez a minha provincia
urna alfosio injusto....
OSr. Paes Brrelo:A* provincia nao.
O S. Brandao :Disse que em Pernambuco se
linda dado om fado deque en nunca ouvt fallar, a
que S. Etc. sem dovida recebeu de urna tonto im-
pura, e ouvio de algum desses msseraveit que uao
merecem considerarlo algoma....
O Sr. Paes Brrelo:Koi publicado as fulhas:
e mesmo em Pernambuco tetfruccedidu cousas prio-
res.
OSr. Brandao :O que lio corlo he que eu nun-
ca ou v fallar uelle, e por isso o ulo aceito, e pro-
testo conln. a sua veracidade; mas sem embargo
disto S. Exc. recooheceu que idea da mciunali-
sac.io do commercio a relalho eraabrarada, nlo por
urna s provincia, mas por todo o paiz, e isto basta
para comprovar que ella nlo he nm absurdo como I-
guem a tero querido quaUficar.
O Sr. Taques:Mas a idea nlo tem nada com o
odio ao eslrangeiro, qoe he o qne nos coudemnamos.
xpoiados.)
OSr. Brandao:E quem, he qne lem odio a
eslrangeiro? Isso esl muilo longe do espirito da-
quedes que propognam por urna tal idea; nao ha
por odio ao eslrangeiro, he para fazer beta ot na-
cime?, que homens muilo sensatos almejam a i-
cionalisario do nosso commercio. Se o nobra depu-
tado lase a discusslo que em 1811 houve na canta-
ra dos communs na Inglaterra a respeito do eisncar
brazileiro em retoeio ao dts colonias daquella paiz.
sao destinadas para vidros pintados, representando
quadros historeos ; mat ditera que esle projeclo foi
adandooado, por ser a execucao dispendiosa. O al-
tar que tambero he em eslylo gothico, resolveu a c-
mara municipal manda-lo lalhar em podra em
Lisboa.
O edificio est conclnido externamente, a interna-
mente em vespera de s-lo. Temos para nos que he
n nico deste genero em todo o imperio, n o tea
complexo oflerece nm especiando grandioso, vene-
ravel e solemne.
Ha em torno do templo muitos lomuloi despersot,
de apparencia mais ou menos legante, un da mar-
more, oulros de lijlo e cal. Entra os de marmore
existe um que lem a forma de um parallelogramrao,
o qual se distingue enlre os demais pela sua alvura
e pela simplicidade e goslo da execucao. Em ama
dat faces lem um grupo, representando tres figuras
do seto hmioino, e na face opposla o basto de um
homem, lendo sentada em urna cachiri dianle da i
urna mulher, na atilude melanclica da Nioba an-
tiga. Em cada um dos ngulos bavia urna grinalda
do immortaes, e por isto era o nico turnlo, entre
lodos, qoe indicava qoe oeste mundo Indi haviam
pedos que palpilam pelas fras cinzas que elle cu-
cerra.
Ainda tqui nesla habitadlo coramura, onde te a-
cabam lodas as grandezas e lodo o orgulbo do mon-
do, ainda aqui etisle a vadade e a pompa dos pode-
roso*, contrastando com a fraqueza e indigencia dos
pequeos, anda aqui a idea da igualdade he urna
chimen 1 e ao lado desle* jazigos dos ricos o dos
grandes, observa-te no chlo a sepultura do pobre,
moiesla e humilde, como foi a sua vida, e sem outro
sigual mais do que uraa pequea elevaclo de torra, -
coberta de plantas e llores aromticas I
Todo o estabelecimento est tratado com o maiot
cuidado e esmero possivel, documento incontetla-
vel, que atiesta a sol icitude e o desvedo do respectivo
administrador.
Charo leilor, ao terminar at notoa da minha hu-
milde e voluvel Carteira, permitile que le laca
nma ptrgunl* : os morios da peste vio pan o cemi-
lero ; mat pan onde irlo ot mortot ni peleja elei-
loral i
(Abdalah-el-Kr*Ur.)



diario d rtMmauco segunda nm 15 de outbro uoi isss
,
*
ehegaria ao couheeiraeiilo Jo espirito de nacionalit-
roo (Jo povo inglez, e por eerlo se resolvera a enca-
rar com o maior interese e benevolencia urna me-
dida que lem por nm melhorar a condic.ao doe seus
ennetdados.
Cndilo, Sr. presidente, na esperanza de que a
cmara, meditando bem sobre o projecto,resol ver *
sua edraissao, hiendo assim algaras cousa em bem
do povo brauleiro, para qae elle te nao persuada
que em vez de cuidarnos dos seus verdadeiros u-
leraies, s no* occupiuios em coutas de qae nen-
hom proveito Iba pode resaltar.
L-e he julgado objiclo de deliberarlo, e vai
imprimir pur* entrar na ordena dos Irabalhos, o se-
guinte projecto:
' A assembla geral legislativa resolve:
a Art. If) imposto que actualmente pagam as to-
jas e outroAttobetotimeulos commerriaes tica des-5 setitente...
freanlo qoe a citadlo ao procarador fiscal da fazen-
da da Babia te efl'ecluou em 27 de abril de 1837, e
foi acensada em audiencia do dia seguinte, decor-
rendo por tanto o esparo Ue ti annos, quando as di-
vidas passivas da fazenda prescrevem por 5 annus
na forma da lei que nesse lempo vigorava, e vigora
anda boje, sustentada por oulra de 20 de oulubro
de 1823, que decUrou em vigor, o regiment dos
tontos.
Quaturze anuos depois por tanto fazem perder
parle o direilo ao pagamento pretendido. Nao he
jusio que o Ibesoaro, qae os uutros tribanaes do
paiz, bascados na prescripcao, indeliram dilTerenles
prelenooes, e a cmara d o eiemplo do contrario,
quando a igualdade he 19o recommendada na enns-
lituicflo do imperio...
O Sr. Sera : Mas o poder judieiario deu a
de ja elevado a 3009 para aquelles que tiverem mais
de um caiieiro estrangfiro.
do servito activo da guarda nacional e do retrula-
nieiilo.
Ar. 3., O cslrangeiro que for convencido de es-
lelliouatorio, introductor de mocita falsi.contraban-
disto,.vendedor de gneros corrompidos e prejudi-
ciaas ii ilude publica, comprador de objeetos fui la- j
dos, alera de sollrer as penas marcadas no cdigo
crimnale mais leis relativas a estes assumptos, li-
cara perpeluaineute inhibido de commcrciar no Bra-
zil.
Art. 4. Fican reyogadii as disposcio em con-
trario.
Pato da cmara dos depotadosem 24 de agosto
de l8jj.Branda/).
ORDEM DO DA.
Pagamentos da presas.
Protede-se a volacao do requerimeoto do Sr. Ta-
ques, cuja diseussao licara encerrada ua sessao an-
terior, para que seja uovamente rometlido i tom-
roiisao de fazenda e juslica o projecton. 55 de 1841
que autorisa o governo a pagar a Miguel lavares a
imperlaucia da senleuja por elle oblida contri a
fazenda publica pelo apresamento do navio Impe-
rador Alexanire.
He approvado.
Saturalirdes.
Enlra em primeira discussao o projecto n. 65
deste auno que autorisa ao goveruo a passar carta de
naluralisacao aos sobdilos purluguezes Jos da Coila
Ferreira Cardoso, padre Jos Domingos Nogueira
da Silva, Bernardo Teixeira BorgesCaelano Evaristo
Vieira de Si.
A |iedido do Sr. Teixeira de Macedo lem urna i
discussao.
I,em-se e apdiam-se as seguales emendas :
Depois das palavrasnesla cidadediga-se e
a Jos Joaquim Pereira de Azurura,, residente na
municipio de Campos.S. a 11.
Safa das sessSes, 18 de agosto de 1855.Fautto
A. de Aguiar. n
Depois das palavrasresidentes nesta cidade
dlga-sc l.uizde Frailas Arroda, Joao Fernandas
Valdez, subdito peruano, residente nesla corle; Joa-
qun! de Castro Silva, residente em Mangaraliba ;
Joao Cowie, subdito lnglez, residente em Pernam-
buco ; e Joan Delze, Grego, residente na villa da
Estrella do Rio do Janeiro.D. T. de Maculo
Ges e Fasconcellos.n
O Sr. Oclaeiano ( pela ordem ):Sr. presidente,
passou em primeira dsecussao nesla casa um pro-
jeclo apreseulado pelas commissea de commercio,
industria e arles, e de fazenda, relativamente ao pe-
dido do Sr. Joaquim Dioso Harlley, sobre a sua fa-
brica eslabelecida no Andarahy. A cmara sube que
esse projecto nao s acaulella direilos do Ihesonro
mas lamben impede que um brasileiro que se de-
dicou a urna industria til seja reduzido miseria.
( Apoiados. )
O nubre ministro da fazenda c presidente do coo-
selho, em ama nfurmicio que remelteu cmara
declara qae se o corpo legislativo nao tomar urna
medida prudente acerca dessa fabrica, ella se arrui-
nar e o teu proprietario ser levado ao estado de
miseria. En, pois, peco aos ineus honrados colle-
Sas qu volem pela urgencia que proponho, alim
e que entre hoje em segunda discussao o referido
projecto.
Approvada esta urgencia, e entrando em segun-
da discussao o projecto, lie elle approvado e pssa i
lerceia discussao.
O Sr. F. Oclaeiano requer nova urgencia para
que o projecto entre immediatamente em 3 distas-
ele, dispensando-se o intersticio.
Sendo este reqnerimenlo approvado, e entrando e
projecto em 3a discussao. be sem dbale adoptado o
remedido a commisso de rcdacclo.
Pagamento aos htrdeiras de J. Fi de Biltencourt
*
Entra em 1 discussao o segoinle projecio n.58
desle anoo :
'< A assembla geral legislativa resolve :
< Art nico. O governo fica aulorisado a mandar
pgar na forma da lei de 15 de novembro de 1827
aos berdeiros de Joao Ferreira de Biltencourt e S
a qpantia de 17:2029226. m que se liquidaram os
prejoizos causados ao mesmo lenenla-coronel Bil-
tencourt e S por occasiao da oceuparao dos seus en-
genhosCabrito e Plantatormapelas toreas que
laziam parta do exercito pacificador no lempo da
guerra da independencia.
b Paco da cmara. 26 de julho de 1853,Carnei-
ro de Campos.Silva ierra,.
O Sr. Ilmriqvet: O nono plisado, 8r. presl-
deote, foi apresenlada nes'.a casa um projecto inlei-
raucule idntico ao que V. Exc. submelle agora a
dscossao, e a cmara enlendendo que nenbum fun-
daiuento se dava para a condemnacjlo da fazenda, o
rejeitou ; a parte recorre de novo, e a suu reclama-
cao vem acompanh'ada de tres dorumenios : o pri-
ineiro he urna cerlidao de qoe o tinado Joo Ferrei-
ra Bitlencourt foi nomeado provedor dos seguros na
Basiia ; o segundo urna outra cerlidao de tea obilo ;
e o 3 ainda urna cerlidao, urna pelicao da vluva
daquelle fallecido pedudo o pagamento da pensfto
p*f este vencida, c que Ibe fdra concedida em cura-
pensacio da extinecao do sobredilo lugar de prove-
dor. Ora. ja ve V. Exc. que a apresenlajao desses
documentos t cmara nada vem ao raso para o paga
ment de novo pretendido : nao lu nesses documen-
tos um s punto de direilo relativo questao que lor-
6e reeebivel essa.especie de embargos de que lanrnu
mao a parte ; e porlaifto a materia da questao vem
a reduiir-se a materia vellia, disculi Ja edrsprezada;
e em cato lal nada mait natural, nada mais justo,
do qae mostrar-e*, a cmara boje coherente com a
decisfio qoe deo o anuo passado; porque eu nao pos-
so persitadir-me que ella, repellindo o anno passado
esta prrten^ao, o tizesse sem conherimeiilo de cau-
sa, sem a necessaria reflexao* e coovicrJlo. (Apoia-
dos.) :\ada se aprsenla em conleita^ao ao jui/.o
contrario a prelenco da parle feilo pela cmara ;|o
que junta a parte he materia inteiramente estrsnha
e alheia ao objedo do projecto ; e como votarmos
portaolo senao como volamos ja".'
Solo mais qoe nesl* processo nao se interpz o re-
-ciirto de revita ; a fazenda leve orna sentencia con-
tra na relacSo da Babia ; e desse accordo se nao
inlerp/, pono enmpria ecolho dos autos, o recurso
de revista ; os inleresses da fazenda nao foram por-
tento defeudidos e tnslenlados como convinh ; nao
se etgolaram todos os recursos garantidos pela legs-
lacio ; zntrelanlo qae lalvez que se esse recurso fos-
ee loterposlo a condenMajcao d fazenda deixasse de
existir. W
Teulio anda outra considetaco a fzer.e he que,
como consta dos autos, no decorso da iccSo depois
d tenlenca de 1> instancia, fallecen o'autor Joao
Ferreira Biltencourt. e posteriormente a esta mesma
sentones, e antes do julgamento dos arligos de liqui-
dado, a vi uva meeira. Do processo coma que se
proceden a inventario pela morte do primeiro,e na-
da se diz quanto ao da seguuda, que falleceu em
.8oO. Ora, a cmara sabe que o inventario nao lie
um arrolamenlo e descrip^o exacta de todos os
bens Jo casal,, e anda mesmo daquelles que, sup-
l nao perlencam legtimamente, se
achara em litigio, ou na casa do inventariado ao
lempo ile sos morle ; e entretanto nHo consta qae
essa divida fosee mencionada ou descripta no inven-
tario de um e ootro daquelles fallecidos, e nem a
qae as partilhas acerca della te resolveu ; nos in-
ventarios se descrevem lamliem os direilos e aecoes ;
he natural que fesae descripta essa divida j julgada
can favor da parle em 1 instancia quando s flnou
o dito Bitlencourt.
O accordao que julsou os artigos da liqoidao he
de 23 de agosto de 1851 ; os berdeiros daquelles fal-
lecidos recia mam a cmara em 1855, em que eila-
raos ; mas nao nos provara se essa divida Ihes foi
aquioliaada as respectivas partilhas a que se de-
vera tor procedido ; pelo que ignoramos se ella Ibes
pertein-e verdaderamente.
Tenho ainda oulra roniiderafto a fazer, e he que
em virlude da lei de 13 de novembro de 1841, no
art. 6, o dinbeiro de orphaos be recolhido ao Ihe-
souro, e do processo cousla que pela morte do dito
Blllenoourl ficaram orphos, e o projecto manda
eOectuar o pagamento.
O Sr. Seara : Depois entrar para o cofre dos
rptttet.
O Sr. Ilenriques : Mal o projecto manda pagar
quando consta que exislein orpliAoi, o qae nao pode
tor lagar vista da lei.
O Sr. Ferraz : E os orphaos nao sao berdei-
ros T
O Sr. U**riquet: Reconheco isso, tei que lo
es legtimos berdeiros de Biltencourt; mas isso nao
obsta ; o projecto esta eoncebido de urna maueira
la* genrica e terminante, que parece allerar essa
dispesicied. leide ISil...
O ir. Frrai : A aulorid.i le competente far
6*n que a lei seja eumprida.
O Sr. Heurir/ucs: Mas a autoridade tem de
executar a lei lateralmente, e a lellra da lei he que
se tasa o pagamento ; asleisdevem ser clarase re-
digldas de modo que nao olTerueam a meuor duv-
ila em sua execuco ; e be Uto claro o projecto, que
apassir ser coiisi lerado uioa excepcao da lei citada.
Acresce ainda que o projecto nao falla em inscrip-
ta o da divida, que alias be anterior a 1826, na for-
ma dn lei de 15 de novembro de 1827, e nao sel se
. a cilacAo dessa lei, qoe nelle se faz. lem relacao s-
mente ao tempo da divida, ou se maneira da rea-
lisacao do teu pagamento, poit que ha urna reso-
laso do corpo legislativo sobre objecto idntico.
que declara o.lo Ibe ser applicavel a citada lei de
15 de novembro.
Quando, poresn, Sr. presidcnle, estas observares
nao procedan!, ea devo ponderar em ultimo Ingar
camir qatMtjaa divida est preseripla. Do pro-
cesso le v Ni parte dictara que suata proprleda-
<*, M engeiihos Cabrito e Planl,iforma, foram o-
eosMdas, e serviram de aquartnlanteato s tropas
briiileiras, quer antes do dia 8 de novembro de
1828, qoer depois delle t 2 de julho de 1823; en-
O Sr. Ilenriques; E o que importa isso"! O
poder judieiario deu a sentenca como enlendeu ;
mas a consignaran de fundos he urna altribmcao ex-
clusiva do |H>der legislativo, e esle pode nega-los se
assim o entender.
(Ha um aparte.)
Eniao o que devo deduzir disso he qae o nobre
depulado enfeude que s o poder judieiario be iu-
dependenle; e o legislativo nao o ser tambe m'.'
E essa independencia do poder legislativo nao se
converter.i em inleira dependencia e subordinaejio,
se elle for obrigado e se vir enllocado sempfe na
eslreila uecessidade de, obedecendo cegamente aot
actos do poder judieiario, consignar fundos para lo-
dos os pagamentos e despezas em que esse mesmo
poder condemnar os cofres pblicos *
A consliluicao do imperio eslabelece a indepen-
dencia e harmona dos poderes ; essa independen-
cia e harmona esta em cada um delles marchar
sempre dentro da rbita de soas allribuites, sem
oll'ender de qualquer modo as dos oulros poderes.
O poder judieiario resolve como enlende em sua sa-
bedora, e o poder legislativo procede do mesmo
modo. O poder legislativo nao decreta, e nem po-
de decretar qoe a deciso do poder judieiario lque
sem elleito ; mas tocando Ihe na especie varente
designar os fundos, pode deixarde faze-lo.
O Sr. Seara : He um meio de annullar a sen-
Icnga de um poder iudepeudeote.
O Sr. Henrqiues :Nao annulla lal; porque o
acto do poder judieiario, o julgamenlp definitivo da
acrao proposta, o reconhecimeiito do direilo da par-
le, como elle enlendeu, (ka exislindo. Se assim nao
tosse como preenchennos a mais bella e importan-
te prorogativa dos governo* representativos, de que
a cousignacito dos fundos e dinbeiros pblicos, e es-
lahelecinienlo dos impostos para ellos, partence ao
poder legislativo 1 A proceder a opinio do nobre
depulado perlenccria nesla questae es*a allribuicao
ao poder judieiario.
O Sr. Seara :Isl< nao he imposto, he urna di-
vida raconbecida desde o.lempo da independencia,
t Sr. Ilenriques:Kecoohecida pelo poder ju-
dieiario, mas para a qual ja nao decrelou fundos o
anno passado a poder legislativo e n nobre depu-
lado, que eslava prsenle, nenhuma consideraran
fez a esle respeito.
t Sr. Seara :Nao sei se eslava prsenle.
O Sr. Hcnriquei :Portante, Sr. presidente, te-
nho expii-io os fundamentos pelos quaes parece-me
que o coi po legislativo nao pode consignar fundos
para o pagamento da divida de que se Irata.
Nao se interpz, como disse, o recurso de revista
em manifest prejuizo da fazenda nacional; nao com
la que no inventario fuese descripta c mencionada
essa divida, e nem o que a seu respeito se deliberan
as parlabas ; nao sallemos perianto se a ella lem
direilo os berdeiros de Biltencourt e S, porque a
importancia dessa divida poda leroutra applicacao
e deslino as partilhas respectivas ; a divida est
prescriota ; e sobretodo invoco a coherencia da c-
mara dos Srs. depolados. O anno na-sado volamos
contra esla materia, e nenhuma razio ao meu verse
da pira que procedamos agora de oulra maneira.
Voto portanlo contra o projecto.
O Sr. Ferraz :Vou dar algumas explicarles ao
nobre depotade que me precedeu.
O nobre relator da eommissao, que nao esto pre-
sento, a presen ton-me esle projecto, eu asoignei-o, e
portauto cabe-rae defen Irlo.
Um dos priucipaes fundamentos por que o nobre
depulado pela provincia da Parahibi combaten o
projecto vem a ser o dever n cmara ser conlie-
rente.
A' cmara cumpre apreciar esla raio produzidu
lelo nobre depulado. Nao sei qual foi'o pensamen-
lo da maioria quando reprovou esta materia o anno
passado; portaolo a cmara atienda a esta razio
como julgar a bem.
A outra razao apresenlada peto nobre depulado
me parece rue nao he procedente. Disse o nobri-
depulado que. leudo sido esta decisao dada pelo
poder judieiario na forma da lei de 1832, eslava
ella sujeita ao exame da cmara. Sr. presidente,
eu ritiendo que a lei de 1832 foi implcitamente
revogada pela lei de 1842 qae creou o conselho de
estado, daiiiln-lbe sto he, dando ao poder adminis-
trativo a allribuiro de conheeer sobre indemui-
saees.
t e>. Ilenriques :Nao apoiado.
'O Sr. Ferraz :A sentones do poder judieiario
servio de documento, e este negocio sendo presente
ao poder administrativo, o fallecido Sr. conselheiro
Maia deu o seguinte parecer que foi approvado.
I ti.).
t Sr. Ilenriques :O Sr. cunsellieif^Maja re-
couheceu que a iel do conseibo de estadVnaVrevo-
gou a de 18.33.
O Sr. Ferraz :O Sr. Maia reconlieceu qoe o
poder administrativo era o competente para estas
materias interpz o sea parecer ueste sentido decla-
rando que a cmara dos deputados, o corpo legis-
lativo, s imha de entender sobre a con-igtiac,ao de
fundos e nao sobre o exame dos motivos da senten-
ca ou decisao do poder judieiario. Itto he ama
verdade, c o eil'eilo necessarioda doutrina da cons-
iiltvirao quando separou e tornou independentes os
poderes do Estado. ( Apoiados.
Em rnusequenria desse parecer, o Ihesonro publi-
co nacional deu a seguinje deciso : Na forma do
parecer. Foi o negociosujeito cmara para con-
signar os fundos, se achasaeconveniente.
Tam bem diste o nobre depulado que o parecer da
eommissao pecca porque manda pagur aos berdei-
ros, e que ha orphaos. Admirei-me de que o no-
bre depulado assim te exprimise. Pois os orphaos
nlo sao berdeiros ? '
O Sr. Ilenriques :Reconheco que sao ; mas
fniidei-me na lei de 1841, em'vlrtude da qual o
dioheiro perleuceiito a orphaos entra para o the-
touro.
O .SV. Ferra: :Ora esle aparto do nobre depu-
lado me servir para conveoce-lo mais fcilmente.
Ha de ser recolhido o dinheiro depois que te lizer
a respectiva sobrepartilha, depois que o jui/.o ad-
ministrativo iotorvem e faz a parlha ou sobrepar-
tilha entre os berdeiros he que se manda fazer
a competente entrada do que loca aos orphaos.
O Sr. Ilenriques : Essa partilha nao consto do
processo que fosne feita.
O .SV. Ferraz : Ha de permittir qoe eu o con-
venca <|e que nao anda acertado nesle ponto. Ou.ni-
do ie faz o-inventario, v-se te ha divida a liquidar
e nesle caso o inventarame faz apeuas declaracao
do direilo que lem a lal ou lal projecto, esta decla-
racao Oca para sobrepartilha, s te faz partilha do
que est avaliado, he enaltecido c liquido. Logo,
mandando a cmara que se pague, se proceder so-
brepartilha, e, no caso de haverem orphaos o juiz
competente manda entrar a parte desses orphaos na
repartilo respectiva.
O Sr. Ilenriques : Esta declaracao nao consta
qae se llzesse no inventario.
O Sr, Ferraz : Nao lie preciso. Trato-ie de
maudar pagar ama divid, e reilisando-seesle pa-
garaenlo ; enlao o juiz deorphao examinase na ver-
dade houve essa declaracao, e manda proceder nos
termos do direilo.
O Sr. Ilenriques : Mauda-se preencher essa
formaldsde.
O Sr. Ferraz : Aqu s nos cabe consignar ou
deuar .le tonsignar os fundos pura o pagamento ; e
o maiscnbe autoridade compeleule, que nao pre-
cisa que Ihe ensillemos. O nobre depulado est
costumado no Ihrsouro, cojos empregalos julgain-
e aulorisados a ludo examinar, e dar lices a lo-
dos os empregados de juslica. (Apoiados.) Ot tenho-
rei do Ihesonro esiao sempre de palmatoria altada,
falli porem moitas vezes a le... (Apoudos.j
O Sr. Ilenriques : Nao apoiado.
O Sr. Ferraz : ... e he por esse cosame que
o nobre depulado quer que mandemos que o juiz
proceda desto on daquella maneira. Nao sei tomo
a cmara poder lomar a deliberarao proposta pelo
nobre depulado. Apoiados.
Vamos ao oulro argumento : Eta divida he an-
terior lei de 1827, logo deve ser inscripto. Isto
lierlence ao Ihesonro nacional, que depois da resolu-
rSo da esmara mandar iuscrever.para assim obede-
cer a lei.
O Sr. Taques : Vamos prescriprao.
O Sr. Ferraz :A prescripcao, conforme a don-
trina do conselheiro Maia e a doutrina geral. he a
seguinte...
O Sr. Ilenriques : O conselheiro Maia nao he
autoridade doulrinal.
O Sr. terraz : He o tbesooro publico !
Disse o conselheiro Maia :
o Houve urna m inlelligencia a respeito da lei
de prescri pees; consideroo-se por muilo lempo que
o regiment da fazenda na estova ees vigor.
O Sr. Ilenriques : E por que fundamento se
considerou isso ?
t Sr. Ferraz : Considerou t lei de 1841, que
esta viva, que esta em execui.-ao, a quid julgou que
era preciso declarar a poca que se deviam contar
deciao ; se porem entende, de eonformidade com os
principios de todas as legislacdes, que o damno cau-
sado pelas forras naciooa*-* oceuparam esses ionios
em virlude da guerra deve ser salisfeito...
O Sr. Sera : Ha precedentes.
O Sr. Ferraz : ... se enlende que o direilo de
propriedade he urna realidade entre nos, creio que
ella deve approvar o projecio.
O Sr. Ilenriques : Conforme se entender o di-
reilo de propriedade.
O Sr. Ferraz : Vou apresentar um faci qae
destre esie principio que o nobre depulado est
sempre defendendo...
i) Sr. Henrtquet: Eu *
O Sr. Ferraz : A Franca respeito muilo os di-
reilos individuaes, como o nobre depulado pode ver
no seguinte facto. la a urna diligencia em Argel
urna porrao de soldados a cavalln ; os cavallot lica-
ram presos i porto da eslalagem em quanto ellea
Inmavam alguma refeicao ; e resultando disso o fac-
i de um casillo ler com um couce morto o dono
da eslalagem, os tribunaes administrativos compe-
tentes consideraran! a viuva desse iudividuo com di-
reilo a urna indeinnisicao e os poderes policiaes da
I- ranea mandaram dar una pen-an a essa viuva pe-
la perda de seu marido occasionada por um cavallo
pertenecan ao E-lado e que estiva em sen servico.
Ora, se uestes casos se lem dado penses como
indemnisarao por urna morto necasional, como, Sr,
presidente, nao se reconhecer o direilo de ser in-
deranisado o proprietario de um engenlio, um pro-
prietario qualquer. que em consequencia da oceu-
pacao di forra belligeranle, da torca nacional, sof-
freti damnos e damnos irreparaveis '?
O Sr. Ilenriques : Revoguemos a legislarlo a
respeito.
OSr. Ferra: : Pois a legislaran autorisa o ab-
surdo que o nobre diputado quer sustentar de nao
satisfazer a damnos occasionados '.' onde a legislaran
do paiz admitle lal principio' ..
t .Sr. Ilenriques : Nflo disse isto ; o nobre de-
pulado be que me empresto esla proposicao.
as prescripces, ea raarcou mandando qua o mesmo
regiment da fazenda tivesso smenle exeenrando
1 de Janeiro de 1843 em dianle para regularas
prescripcoet ; e nesla rrypothese, como dase o con-
selheiro Maia no parecer que foi approvado em 10
de fevereiro de 1853 pelo Sr. viseonde de Itaborahy,
est comprehendido o negocio de que tratamos. Es-
ta he a jiirisprudenci^aTjvnaiz. Por consequencia
os fundamentos juridi,.os que\aj>reseiilou o nobre de-
pulado nao podem ser^nsienijijos. Vamos ao mais.
Eu. senlmres, nao ; !e verdaTtairameiile do qae
houve : mas o nobre!
questao ; ja Iralei de todas as qaestoes incidentes o
nobre depulado com seus apartes contesta os ineus
principios, diz mesmo que he conforme a generali-
dade .com que te lem procedido...
O Sr. Ilenriques : Concillado esle principio
com a prescripcao.
O Sr. Ferraz : Quem conhece a prescripcao
aqu ? nao he o poder administrativo e o poder joili-
ciario 1 ese dous poderes ja ;nao declararam que a
divida nao eslava proscripta '.' quer o nobre deputa-
do que a cmara lome a si o poder de applicar a lei,
de conheeer se lal e lal direilo est ou nao pres-
criplo '.'
O Sr. Henrl.jes: O nobre depulado assim
quer!
O Sr. rerraz : Nao sei o que hei de dizer, se
essa he a argumentaban do nobre depulado ; digo
que o poder legislativo nao tem direito a examinar
urna questao que he da omnipotencia do poder ad-
ministrativo ou ja liciario. (Apoiados.)
O Sr. Ilenriques : Tem examinado constante-
mente.
O Sr. Ferraz: Se o nobre depulado quer esla-
beleccr precedentes a este respeito, digo que se a-
tbar sempre e/n lula com precedentes pro e contra
que ha....
O Sr. F. Oclaeiano: A questao he remontar-
se aos principios.
O Sr. Ferraz : Enlendo que o nobre depulado
pode galibar mnita gloria sustentando os priucipios
que quer sustentar.
O Sr. Henriques : Nao o toco para ganhar
gloria.
O Sr. Ferraz : .. pode fazer muilo servico,
mas enlendo que prestamos um servico maior sus-
tentan lu os direilos da proprieSade em toda a sua
plenilu le mandando satisfazer a dainos causados
em consequencia do servico punlice....
t Sr. Ilenriques : Maior gloria cabe ao nobre
depulado sustentando os principios que sustento.
O Sr. Ferraz : Sem duvila iienhuma, porque
sou representante nao s da propriedade do meu
paiz, mas de lodos os inleresses da meus concida-
daoa ; nao sou representante aqu desses principios
subversivos em que a fiscalisacao do nosso paiz lem
sustentado a sua supreitiaria. '
O Sr. Ilenriques :Sao subversivos no entender
do nobre depulado.
'OSr. Ferraz:Sao subversivos, porque o pri-
meiro lim da issociacio poltica he a manutenrao, a
guarda, a detoza dos direilos do cidado. (Apoiados.)
He por isto, Sr. presidente, que a propriedade do
estado seconslitue, porque a propriedade do estado
nflo he mais que o produelo dos impostos, daquillo
que se exige dos conlribuintes para manulenir os di-
reilos do cidadao.
E nao pode haver eollisao enlre os principios ge-
raes da defeza, conservacao e respeito da proprieda-
de e dos direilos individuaes e o* inleresses do Ibe-
sodro publico, porque o Ihesonro publico tambem
despende e deve despender muilo com a conserva-
cao e respeito desses direilos Apoiados.) He para
esle lim que temos autoridadesjudiciarias, he para
este lim que temos tribunaes adminislralivot, he pa-
ra este lim que temos torca armada, ha para e*le
lim que todas as insliluicoes polticas e administra-
tivas exislem c devem sempre existir. O servico pois,
que fazemns he elucidar a questao. *
O nobre depulado me perdoar que eu tome a de-
toza desle parecer, que nao he (Vilo por mini, mas
por um Ilustre depulado por S. Pauto, o Sr. Car-
neiro de Csmpos, cuja probidade, cujos tlenlos,
cuja sabedoria a cmara reconhece. (Apoiados.) Eu
(enlio em tanto apreco a opiuiao desle Ilustre depu-
lado, que Iratan lo-s: de algum parecer, e dizendo-
me ellea base be estanao hesito em assigna-lo, e
enlendo que far i bem em defender o presente pro-
jecto, e assim ora ji faro, nao porqoe esladasse a ma-
teria, mas pelo discurso do nobre depniado, porque
tendo elle examinado e Irahalhado muito para ver
se achava alguma cousa tonlra o pareeer, Irouxe et-
ses argumentos, que a meu ver nao sao procedentes.
O Sr. Ilenriques: Basta nao seren aprsentelo*
pelo nobre depulado para merecerem esta qualilica-
r.in ; agrade<;o-lhe a sua delicadeza.
t Sr. Ferraz iN'Jo ha falla de delicadeza aqui,
oslamos argumentando...
O Sr. Henriques :A argumentaban lem regras.
O .SV. Ferraz :Nao as abandono, absolutamente
nao. Se o nobre depulado livesse apreseulado algu-
ma razao contra a materia de projecto, bem ; mas a
cmara lembra-se bem quaes foram as razoea apo-
sentadas pelo nobre depulado. A primeira razio
foi que a cmara deve sustentar o seu veto ; deixo
cmara a apreciarlo desla razio. A segunda foi
qoe dizen io-se berdeiros, nao se comprehendem es
orphaos...
O Sr. Henriques :Nao disse isto.
O sS'r. Ferraz .... porque he preciso que baja
partilha. Declare que pelo coslume do nosso paiz
a partilha nunca se faz sobre dividas iguaes a esto,
que licam sempre para sobrepartilha. Diste o no-
bre deputa lo que devia entrar a parle dos orphaos
para o Ihesouro, mis ea observei que isto he tocto
posterior a sobrepartilha; disse o nobre depulado
que a lei de 1827 manda.a inscrevrr esla divida,
disse eu que ao poder administrativo pertence man-
dar nscrev-la em lempo. Muanlu i prescripcao,
apresenlei a aulorida le do poder administrativo e do
poder judieiario em favor da opiuiao do meu nobre
collega relator da eommissao. Uuaes sao os oulros
argumentos tirados da propria questao? Mnlrei
. que he necessario respailar a propriedade ; dirJo de
uiiiii que nao curo dos inleresses pblicos, que toco
favores ; protesto contra esla odiosidade dizendo que
o primeiro dever do representante da narao he sus-
tentar os direilos dos eidadios. Nao devemns t-
menle sustenlar o fisco, devemos fazer com qae se
respeitem os inleresses individuaes. (Apoiados.)
Protesto que nao conheco nem sei quem sao essas
pessoat de quem se Ir-la, sio da Babia, mas eu nao
as conheco ; nio lenho ulerease uenhum nesle ne-
gocio, lio protejo laus i alguma,mas devo deltonder
os principios do parecer da eommissao.
Mas nao olfendeu o nobre depulado a commisso
suppondo que ella ignoraste todas es-as cousas lao
comesinha* dp processo orphanotogico? (Juan lo
acoimou o seu parecer de toes e toes fallas, quando
quiz que uao consideritsemos como berdeiros os or-
phaos '.' De cerlo que lim, porque nio ha princi-
piante uenhum do foro que nio coohera dessas cou-
sjs ; lenho no meu etcriplorio alguns moros qoe cu-
migo pralicam, sio novicot, mas nio desconheeem
isto. Nao oflendeu pois o nobre depulado tambem
a eommissao nesle ponto.
Sr. presidente, eu protesto cmara, nicamente
lomei a palavra para nao delxar passar desapercebi-
das as proposires do nabre depulado, e sustentar o
parecer da eommissao. A cmara faca o qae quizer
ubre esto materia, voto conforme a siia eousciencla;
somenle oceuparei a tribuna para responder a algu-
ma cousa mais qne o nobre depniado dister.
O Sr. Ilenriques :Peco a palavra para res-
ponder.
O Sr. Presidente :Nao pode fallar segunda vez.
Tem a palavra o Sr. aera.
O .S'r. Sera ;Sr. presidente, depois que tollou
o nobre depulado peto provincia da Baha, que des-
trato completamente a argumentoso do nobre de-
pulado pela Paralaba, que nos precedeu eu devia
absler-me de lomar parle nesla discussao, mas nio
pono deixar de informar acamara, accedendo assim
ao convite do nobre depulado sobre toctos da inde-
pendencia do Brasil pleiteada principalmente nos
campos de Piraji.
Antes, porem, de o fazer, Sr. presidente, direi que
voto pela resoluto, salva urna emenda que preten-
do oflerecer a resolurao que se discute no sentido de
eliminar cerlas palavras das quaes enlendo que re-
sulta dezar para o exercito pacificador.
Informarei cmara que logo que convergirn)
as tropas de dilTercntis parles do Brasil para esses
campos de Piraj produzio o exercito a sua avanzada
por esla parle do recuncavo da provincia da Babia
al o poulo da Campia e no flanco direito fui col-
locada urna fo^a. oceupaudo ricsl'arte o engenho
do Cabrito. Assim se achava ama parle do nosso
exercito dispasto, qaundo as forcas lusitanas no dia
8 de novembro de 1822 o atacaram pelo lugar de
Piraja' e peto flanco direito no referido lugar deno-
minado Cabrito. A forja que se achava all em to-
ce do numero do inimigo comparativamente muilo
ahi se achavam, destruirn! de alguma maneira a
machina e miilerei do engenho : e causaram oulros
prejuizos. O nosso exercito coiiliuuou posterior men-
te a occopar esse ponto, porque isto conviiiba, visto
que protega u nosso flanco direilo. Ora, bem v
V. Exc. que um exercito composto de toda a quili-
dade de gente, que nao tinha principalmente m-
quella poca urna restricta disciplina, qae um exer-
cito ostensivamente organismo, se bem que nelle se
achava alistado ludo quanto era dislineto e nobre da
Babia, occapando um engenho, nio poda deixar
de Ihe cansar males consideraveis, por isso que tinha
de resguardar-.e por meto de aljamas obra) das
invenidas dos inimigo*...
Urna voz : -Era nditpensavel.
OSr. Sera :Certomente ; ipor quanlo corra-
nos o dever e afilnco de ludo envidar para o bom
xito da nossa sania cauta. (Muilus apoiados.)
Eu desojara por honrados humens di indepen-
dencia, por honra daquelles que por ella verlram
seu tangue, que flzeram eulio innmeros sacrificios
para tornar o nosso paiz.independenle.
OSr. Caldre eFiuSr.Apoiado.
O Sr. Sera :.... uque se se nao ti vessnm seme-
Ibanleroenle exposto esido vencedores, lalvez maior
parte das suas caberas nao cassem sobrevivendo a
essa luto sobre os pescocos. Muilo, apoiados.) Eu
desejaria, digo, que esto resolucio nio passasse lal
qual se acha paulada. (Apoiados.)
Empregaiido o parecer como a re-.olur.io as pala-
vras : fazendo-se a oceuparao dos seus engenhos Ca-
brito e Platafoima petos forcas que l'a/.iam parte do
exercito pacificador, e sendo o exercito pacificador o
nosso, isto he, aquelle que pugnava a prol da inde-
pendencia ; a resulucao alira sellas incisivas exclu-
sivamente contra esse exercito digno de todo o res-
peito. (Apoiados.) Desejo pois que essas palavras se-
jam substituidas ; e que em lugar deltas se digam
pelas torgas bellgeranles. He isso urna verdade e
rigorosa juslica qua se faz, porque lanos estragos
raosou o exercito lusitano como o exercito pacifi-
cador.
Peco com o chapeo na mo a esla illo-lrada cma-
ra, que nao deixc passar a resolucao como esta'. A-
pniadu*. He urna nodoa para o exercito, que nao a
merece. (Repelidos apoiados.)
O Sr. Pnuta Candido :t nobre general tem o
direito de apresentar urna emenda. (Apoiados.)
tSr. Seara:Euapresenlarei ; como importa...
OSr.Presidente:\ timad nio pode ser id-
millida poique estamos em l discussao.
Furias vozes;Fita paral segunda.
O Sr. Paula Candido:Eu me encarrego de
lembrar a V. Exc.
O^Sr. Seara:Eu peco ao nobre depulado que
vote por ella, com o que dar' mais uina prova do
apreco que ha lestemunliado sempre aos horneas do
exercito.
O Sr. F. Oclaviano e oulros : Muilo bem....
muilo bem....
l'ozet:Nao ha tasa.
t Sr. Presidente :Como nio ha casa fica a dis-
cussao encerrada.
I.cvanla-sc a sessao.
PERSAMBICO.
aulenormenleas tr,pi, lus.lanas, efeo eu>tambem
os tliilmn occupa-ie for,m desalojadas ouis aban-
donara; o tocto I ,e qe da oceupacao das toras na-
conaei resullou a esseindividuo a peda na ste pro-
priedade roram reparados, consumidos, efraga-
dos bens perlencei ltes a essB individuo.
Ora, te a amara tar este* presaizei, ,,u n .o tea exime ei sua
mui felizes. Eu observei, Sr: pre.dente, porqoe t-
ve a ventura de assistir ao ataque desse sempre me-
moravel dia 8 de novembro de 1822... (Mutos apoia-
dos.)
O Sr. Pacca :Eu lambcm assisli.
O Sr. Sera :.... e obtervei, tlisse, que as 1ro-
pai lusitanas, na sua retirada, desamparando o pon-
i do Cabrito, arrehmluram todos os animaei que
REC1FE15 DE QUTUBRO DE 1855.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETMSPECTO SEMANAL
O vapor Imperador entrado dos porlos do borle,
no domingo 7 do corrale, trouie-nos d'alli favora-
veis noticias. Eolgamos de repetir a nossos l-ilores
que a provincia do Par ett.i completamente livre
do llagello da pesie que a persegua. Depois de um
tongo e penoso sollrer, acham-se finalmente os habi-
lantes daquella provincia desassombrados do mal,
que os fizera parausar na rpida carreira de melho-
rameulbs, emque prosegulam, e que em breve leva-
ran o Par a rivalisar lal ver. com oulras provincias
mais adianladas do sul. Com ludo, sebera que con-
sideraveis fossem suas perdas, lie deajpprar que ajn-
dados pela protecrao do governo imperial, e tendo a
ua frente um administrador hbil e previdenle. os
Paraenses se estorejarao em reparar os atrasos soffri-
dos, e que dentro era pouco s lerao a sentir sauda-
des pelas preciosas vidas que se perderam. Todas as
oulras provincias do norte eslavam na mais perfeita
Iraiiqtiillnlade. .0 Imperador desto vez ealrou no
nosso porto, sem que fosse preciso ficar em qaaren-
lena. sigr al demouslrrtivo de se acharem livres da
epidemia todas as provincias em cujos parios locara.
_ Informim-notque dons caixeiros de tojas da roa do
Crespo, com a iulencio de aliviaren! as prateleiras
das mesmis lojisdo peso das fazendas, Dzeram con-
duzir pan a'rn.imenl,- pnrres deltas para urna casa
da ra da Praia, e dahi para bordo de urna barga-
i;a, com o deslinu de com ellas fazerem viagem para
qualquer parle. O dono da barcace, porm, conte-
beudo suspeilas de que linha de conduzir um roubo,
fotse por Ihe nio eolregarem os despachos ner.essa-
rios, fosse por Ihe nao dizeremo porto que Ihedesli-
navam, o cerlo he que dirig ase a pjlicia e leve o
honrado proceder de avisa-la do que se paraava-, e
esla enlrando ni averiguaran do negocio, pode des-
cubrir o escandaloso roubo que se pretenda fazer.
J est preso em virlude disto um individuo por-
(uguez allaite, considerado cmplice, por ser o qne
agenciou o embarque da fazenda depois de a ter re-
cebidoem sua caa, mas gnoramos anda o quede feilo
dos toes caixeiros.' sendo de presumir que nio (carao
impune*, e que os seus proprios paltes auxiliem a
polica em sua acjlo no que Ihes Mr possivel, alira
de que, com o eiemplo da punirn, nao venham de-
pois elles ou oulro* de seas collegas a ser victimas
de eaixeiros lio esperto*. He muito para lamentar
que mocos que se dedicara, a um meio de vida tao
honrosa, s por se nio quererem sujeilar ao traba-
Ihoe algumas privares de momento, assim prejudi-
quem o seu (aturo, e lentem deslustraba sua classe,
cuju dislinclivo deve ser a probidade.
Ao aminhecer do dia 13 do trrenle appareeeu
enteiculo no galbo de urna arvore. uo sitio do Sr.
Jos Teixeira Bastos, um prelo escrave do mesmo Sr.
Teixeira Bastos, o qual sendo examinado e nio apre-
sentando vestigio algum de ferimenlo ou conlusao,
suppe-se que suicidra-te em estado de embriague/,
o que he confirmado por se ler adiado perlo da
mesma arvore urna garrafa que guardara agur-
denle.
Bem que a salubridade publica se conserve feliz-
mente enlre nos sera alteracao alguma, cora ludo
nio deixam de apparecer todos os das boatos infun-
dados de alguns casos de cholera, e o que mais ad-
mira he qae as vezes lies boatos sao apregoados por
pessoas que nao esiao no caso de os wopalar, j
pela sua posicio e j porque devem ler snflrido in-
commodos iguaes aos de que ora se queixam. De-
ram-se na casa de detentio Ires casos de vmitos,
diarrhea e dores agudas pelo venlre, e logo foram
baplisados de cholera ; examinados porm os enfer-
mos pelo director da tasa, reconlieceu esle qoe um
delles nada mais tinha que ama erysipela, e os ou-
lros dous indigeslOes ; molestias que'foram promp-
tamenle cunadas pelos mcios ordinarios. Parece que
agora ninguem mais pode ter indigeslOes, constipa-
res, clicas, ele. sem qae logo passe por cholenco.
Desengane-se portanlo a popularan de que nao exis-
te anda, granas a Heos, o cholera enlre nos; e como
nao lenham as oulras molestias suspendido o sea
eurso, necessariamente hlo de apparecer, e de-
vem enISo ser combatidas tom os remedios do eos-
lume. .
Renden a altondega 123:3293741 rt.
Fallecern! 'Mi pessoas : 11 homens, 8 mulheres e
9 prvulos, livres ; 5 homens, 2 mulheres e 1 pr-
vulo, escravos.
VILLA DE HJUARASSl '
9 de oulubro.
Nao Ihe lenho eteripto por andir incommodido,
porm agora que me acho melhor, continuo cm meu
posto.
No lim do mez de agosto queimaram os presos des-
la villa a porta da cadeia e fugiram, no que nao eu-
tonlraram a menor diflicaldade, porqu-ralo nao te-
mos um soldado, que ao menos de noite guarde o
quartinho denominado cadeia. Por muilas vezes
teem as autoridades sem resultado pedido providen-
cias ao Exm. presidente da provincia, e ao Sr. che-
fe de polica. Quercra qoe o servico se fira com a
goird* acionali^Tiu com ospolicas( mas sabe
Vmc. perl'eitaraenlc quanto he duro chamar para o
serviro diario, homens a quem nao se paga, e que
no eqtonlo precisara trabalhar para comer ; alm do
que a guarda nacional nio est aqui organisada, se
depoi* de iminensocuslu se consegue reunir tres ou
quatro pessoas, nao ha armas para se Ihes dar ; veja
Vmc. em qae miseria vivemos. Antes ai cousas nio
aiistoni, do que felas por semelhanle modo. De
qae valem as autoridades, se uao podem prender os
criminosos, e se ot prendem, ve-Ios salar saos e
alvos, porque nao ha cadeia, nem quem os guarde!'
He ama immoralidade. um mo exemplo, que te
poe ante os olhos d'aqnelles. que somenle pelo re-
ceto da pouitao deixam de commetler crimes.
O nosso aystema de posir;oes he terrivel. Encerra-
se um homem, como aqui, com dez ou doze, em
um quarto de duas bracas de comprimenlo ; menos
de largura, dando-se-lhv"s por nico alimento um
pedaro de bacalho oo carne do Ceari podres ; se
os mergulham na ociosidade. raai de lodos os vicios ;
sera os poderosos soccorros da religiao, sem um in-
centivo, qae os faca buscar o arrependimeotu.
Por ventara temos tambem direito sobre alma do
ilelinquente '.'
Desabusemo-nos: basquemos por tolos o meios
salvar os disvairados. e nao perde-lo*; quae* dili-
gentes pastores conduzamo* para o redil s ovelhas
desgarradas, e uio as impurremos para o abysmo,
para pani-las. como fazem os nios pastores.
Que bellos modelos tomos para copiar, ja que na-
da podemos produzir !
Em liolany llag os culpados, segando altirma Mi-
di ni 1, espiara o delicio, ar,ostumim-*e aos Ira ha-
Ihos, empregando-se em dilTerenles misleres e otli-
cios, ageitam-se a economa, porque um dia da se-
mana Ihes he reservado para trabalho proprio,
dando-se at premios ios que mais se distinguen) ;
do pasto espiritual Ihes he fornecido com generos-
dade.
Quando o tempo da pena termina, nio s u preso
tem o-frocto de suas economas, tomo uina porrao de
trras, qoe o governo dislribue era proporrao da fa-
milia.
A maior parle dos condemnados, acrescenta Me-
chaud, tornandu-se assim proprelarios, dao exem-
plos de virludes domesticas. Moitos lem merecido
por sua conduela ubter empregos. Mais de um ban-
dido se tem visto, conderanado pelos tribunaes da
Inglaterra, nomeado juiz de p*z em llitang Bay,
fazetido juslica com urna probidade, que po-
derla servir de modelo aos magistrados da Eu-
ropa.
Se at rendas do imperio nao ehegam para ler-K
em eada termo um estabeletimento tom essas pro-
liorrries, baja em cada comarca, baja mesme em ca-
da provincia, e para all sejam remedidos os presos
dos oulros lugares.
Felizmente j temos no Recito urna bella casa de
detencio, em parte est remediado o mal ; porm
tolla-nos a mais importante a decorreicao e traba-
Ihos.
Agora he que reparo, meu amigo, quesahi de meu
serio, e que ando divagando em terreno adieto nn-
nha prolluao, eiuperior minlus torcas ; desculpe-
me, que eu entro na materia, como dizem os pregi-
dores.
Julgo que devo participr-lhe, como cousa nolavel,
que se acha recolhida ao convento delta villa a bem
conhecida I). Mara Joaquina Pereira Viauna, que
aborrecida do secuto, vem orar no claustro ; eot a
queira ouvir, e perdoar-lhi seus peeeados. O mea
especial, eujo nome Vmt. iibe jallamente, disse-me
homem, eu nao sei o que mais admire : se o ler
D. Joaquina se resol.ido a entramo rcrnlhimeiilo,
ou se ler chegado al aqu o carro; em que ella veio;
stn. seiibor... na verdade o meu especial tem
muila razio nunca se julgou que com too mos ca-
miuhos viesse aqui urna carruagera, como chama-
mos nos malulos, D. Joaquina fez esse milagro, me-
danle 3U900U.
Teve lugar no dii 30 do mez prximo lindo a fesla
dos gloriosos Sanios Cosme e Damiao. O Exm. ba-
rao do Rio Eortnoso apresentou-a com toda pompa
e explendor. Houve oplima msica, excellente ar-
macau. e bailante concurrencia.
O Sr. Jos Feiippe de Mello, rendeiro do enge-
nhoBom Succesto, e herdeiro da casa Cambe de
cimahe o Ihesouriero da fesla seguinte ; esperamos
que seja mullo boa.
No da 29 de selembro collocou-se a primeira pe-
dra da torre da igrej das recomidas do SS. Cora-
{(o de Jess ; o padre Florencio, capellao e procu-
rador do recolhimenlo, fez com que esse acto tost
solemnisido na forma do coslume ; esleve muito de-
cente e coucorrido.
Cunsla-me que as despezas foram toitos por S.
Rv., que be incaiisavel em promover o beneficio de
tao po estabelecimanto.
A polica do termo tem andado de Herodes para
Plalos, como se cosluma a dizer.
Desde alguns mezes queexerce a delegada o l-
ente coronel Hcuielerio uo impedimento do Sr.
barao do Ro Formoso ; mas agora nio quiz mus
continuar e offlciou ao proprietario ; este lespon-
deu, que ainda uio poda lomar coula do cargo, pe-
to que o Sr. Ilenielerio passou o exercicio ao Sr.
Antonio Cordeiro Falcan, o que quer dizer, que es-
tamos sem delegado, pois que o Sr. Cordeiro l do
fundo de seu engolillo na itha de Itamaract nao se
importa nem muito nem pouco com o que vai pelo
mundo policial.
O Sr. Am.iral largou a subdelegada da villa, e al
boje ainda uao apparecou quom qaize*se aceitar o
exercicio ; veja Vrac. se por l nos arranja alguem.
e remella-nos em caria fechada.
O I utoiiin tiordinho, que he o homem mais cu-
rioso e pachorrento, que eu conheco. esta acabando
urna obra ullulada Manual do Candidato, em
que traz os mimes de todos os eleilores da provincia,
das influencias dos collegios, e os das pessoas, que
com ellas teem amisade, e que podem impor ou pe-
dir-lhss volacao; augmentada com um formulariu
de casia esioolando votos ; conclue upresenlando
cerlos aphorismos. como os seguales:o candidato
deve tratar o eleilor com summa amisade, ainda que
nunca o tenhi visto o candidato se nio deve esque-
cer de anignar-se palriciuo candidato deve fallar
na influencia, que o eleilor merecidamente tem no
collegio. e atiene io, que merece de seas prestrnosos
amigos -o candidato deve prometter fazer grandes
servico* na assembla, aperar que nio abra o bico
urna s vez, e s atsigne algum projecto de eommis-
sao, de que jamis he o relatore muilos oulros,
que seria fastidioso enumerar. Na inlroducrao pro-
meti o doulo autor dar de doos em dous anoos
urna nova edicrao de sua obra, afira de que nao
acontoca um pobre candidato dirigir-se mui lampei-
ramenle um eleilor j tolecido, como succede ago-
ra com o major Antonio Jos de Mello, morto ha lies
anuos, mjor Joaquim Jos Pessoa deMello ha dous,
altores Bazilio lame* Pereira ha quatro mezes, para
os quaes lem vindo um chuveiro de carias. Ve Vmc
como he inlerenante-a obra do Tnlonio ; eu a re-
commeodo aos illdstrissimos senhores, qoe ardeudo
em sacro amor da patria fazem o sacrificio de acei-
tar urna cadena no Forte do Mallos.
Agora, mea amigo, passoa dizer duas palavras
acerca da correspondencia alo Sr. Manoel Vieira da
Silva inserta em o Diario n. 208 respondendo a
um minlia pobre caria irapressa no Diario n. 193.
Devo em primeiro lugar agradecer a Vme. o jaizo,
que se dignaf azer a meu respeito; pode Vme. fi-
car cerlo, que nao o desmerece, que nao dou noli-
cias com o animo de.calumniar, e somenle porque
tei, ou sou informado por pessoas merecedoras de
lodo o crdito. Nao lenho inimisade ao Sr. Vieira,
a quem nao conheco pessoalmenle, e lado quanto
disse acerca do Sr. Vieira, posso afianrar a Vmc.
que be a pura verdade, eque muilas cusasdeiiei
de meocionar por sabe-las, depois da publicacao
daquella minha caria. Venha qualquer pessoa s-
fora, e pergunte nesta villaquem he Manoel Viei-
ra, que fez elle por occasiao do naufragio do Gusta-
to II, que todos por urna bocea di rao cousas, que
lenho, e muilo menos necessito de seus fivores pre-
sidenciaes: apenas dou a Cesar o qne be de Cesar, e
a Dos o qae he de Dos.
Basta de tagarellar, e de massar a Vmc. e a seui
amantes leitoies : vamos ao que Ibes interesal, no-
ticias.
Hoc opus hic labor esl. Aqui torce a porra o rabo
com I cenca da palavra, e fallando com pouco enti-
no); mu com lodo vamos a ellas.
Polica.
Nada lenho a dizer de mais ou de menus, alm do
'jne Ihe disse na pasuda a esle respeito ; quer itto
dizer, continua na mesma.
Juslica.
Marcha satisfactoriamente, ichando-sc na vara
municipal o respectivo substituto, que em nada dif-
iere do Dr. Theodoro, que esla' com licenra nessa
cidade. Esperemos a cada momento o Sr. Dr. juiz
de direito Souta Lelo, que vem substituir ao Dr.
Campos: ja aqui thegaram seus (rasles.
Cmara munidoal.
Esla illustrissima, lem como dizem os capadocios,
lirado o p da lama : lem-se desvelado ua limpeza e
aceio da cidade e dado todas as orden* para que se
execulem todas as prescripces hygicuicas, exigidas
pelo conselho de hygieue : fez mais, mandou prepa-
rar duas grandes casus com todas as accomraodacOes
precisas para, no caso de uecessidade, servirem de
liospilaes: ludo isto a custa de seus cofres e do au-
xilio de alguns de seus membros.
He digno de menean o seu presidente, o tenenle-
E pela sobdelegaeii da fr
nella. Antonio Joaquim
adiar proreisado em rrime .
Ao aminhecer de hoje api
do no galbo de um cajueiro.r
Jos Teixeira Ha.los, um p
Florencio, de idade 10 anno*
esrravo do mesmo Bastos, ten-
rafa vazia, que iuJcava terl
fez-se a vesloria do cslylo e des
vos que a morte previera de '
gulameulo, nao se de*cobrind
Igum de violencia ou forra e-
Deoeguarde a V. Exe. Seo
Pernambuco 13 de oulubro t
Sr. conselheiro Jos Benlo da
presidente da provincia.O chv
Carlos de Poica Teixeira.
portn de
lllm. a Exm.
Figueiredo.
de polica, Luiz
CORRESPOMCIA.
Para' 25 de/setembro.
Su. Redactores.Contafram-me ha das umainee-
dola.em que acl.ei muila grata e muilo chiste.
Um desafecto do Exm. St. Piulo de Guitniraes,e
quem nao os lera lujaemio de sen empossamento
na admiuistracao da provincia, disse : o Pinto de
Sanlarem esta na goternanra 1 He bem ; eitou tin-
gado !... Todos lomaram por meuteeapto o tal ven-
gativo paradoxal : e como nao 1 conside
coronel Jos Antonio Lopes, a cuja influencia se de- gado tom o bem, tom as honras e com as vantogeot
ve parto destes melhoramenlos ; sendo de nolar-se, I de um inimigo... he, ou nao ser iolmigo oo eslar
que tom declarado estar promplo a carregar com doodo. Porem o homem que tambera be de Santa-
grande parle destas despezas. Nao he por certo es- l rem, e conhece de perlo ao Sr. Pinto, eujo eoncao
to a primeira vez que o Sr. Lopes se raoslra caricioso | simples paga as tovas do melhor senso, a-te t.
e dedicado ao bem do povo : mais de urna vez se lem I nossa admiracao, e teve a milicia d
mostrado digno da gratidao da pobreza desla ci-
dade.
O nosso juiz de direilo e o reverendo vicario mui-
to li.io concorrido para a crearao dos doua hospilaes,
ja esmolando e j animando os encirregados dessa
obra.
Torno a insistir no pedido, que tit na passada :
lemos urgente uecessidade de que o Exm. presidente
nos envi algumas ambulancias de remedios adequa-
dos a epidemia reimuie, para aendir-se era tempo,
principalmente a pobreza : aqui nao tomos boticas,
e em cerlas vendlas, denominadas boticas, s se
vende alguma droga velha per alto preco, bananas,
doce de coto e ang, drogas estos nao aconselhadas
pelo conselho de hygieue como anti-cbolericas, ou
combaledoras do cholera ; e nem tao pouco lembra-
das por um cerlo medico novo de Tacara, qoe me
dizem quer submeUer ( isio no secuto da liberda-
de ) o cholera lei da chbala e ao regulamento do
Conde de Lipe.
Culto publico.
Alm das procisses de penitencia, tvemos urna
fesla ao glorioso S. Sebastiao, e a larde procissao do
mismo santo bastante atomptnhadt. He credor de
elogios o nosso reverendo vigario, pelos bous exem-
plo* dados a suas ovelhas, cooseguiudo al que o Cu-
nda Tueste penitencia, chorando depois por ler es-
bandalbado os ps.
Seguranra individual e de propriedade.
No meimo estado da paitada.
Salubridade publica.
Nenhuma alteraca.i ha sollrido.
Os gneros alimenticios continan) na mesma,
conservando um preco razoavel, a excepcao da carne
secca, chamada do Ceant, e o bacalho, que sao ven-
didos por um preco enoriniseimo : o monopolio des-
le* gneros he no maior auge.
Nao lemos tido ebuvas, peto que os senhores de
engenhos conlam com grande prejuizo na eolbeila
das safras ; quem esperava tirar dous mil paes, nao
tirar um.
Portaolo j v que o nosso estado nio he dos me-
Ibores : medo de pesie, esperanca de secca e mono-
polio dos dous gneros mais consumido* na cidade.
Da minha correspondencia com ti Damasceno, o
que de nolavel em Serinhaem houve nesta qoinzena,
foi soltura de um preso, que se achava na cadeia,
oblida por um moco, quo acompanhado de 28 ho-
mem armados, exigi summiriuimamcnte que o
inspector, que fazia guarda ao preso, Ib"o enlregas-
se ; e lal foi o aperto do inspector carcereiro, que
sem Ihe respingar o obedeceu, enlregaudo-lbe o su-
pracitado innocente.
Nao Ihe garanto a veraeidade do facto, porque o
Coimbra me all nica que o Damasceno lem um cos-
lume de muila gente boa ; prega sua pela, quando
pude. s
A polica e a juilira, segundo me consto, vao
bem.
Recommende-me a seus compositores, e pera-Ibes
que nao cngulam taas virgulas, e nem faram cer-
los Irocadilhot de palavras, como na passada, v. g.
pralicamente em lugar de patriticamente, ele, ele.
Diga a certas amigos, qae sem terem mdicos se
raeltem i tagarellar na medicina, que nao meltam
mao ua ceara alheia, e que he muito certo o adagio
quem o alheio reste na prara o despe.- '
Adeos.
O Rio-formosense.
{dem.)
revollara o homem mais ftengmalico; vi mesmo
a ilba, chegue al Maria-Farinha, que ouvin nao s
o que en Ihe disse, mas procsas dignas de Caco.
la os alicatados, que mauduii o Sr. Vieira publi-
car, e sobre elles linha lano que dizer, que recelan-
do tornar esto discussao odiosa, e cheia de azedu-
me e irritaran me calo. Posso provar qae o Sr.
v ieira praticou ludo quanto se acha menciouado em
minha carta, e maito mais podera sabir a luz, se
esse Sr. Manoel Vieira da Silva, lodo coberto de
lepra, como um l.asaro, qoer moslrr-sc ante o pu-
blico limpo e puro como urna Vestal.
Soube, qtie-o Dr. Manoel Clemenlino Carneiro da
Cunha, Juiz municipal da primeira vara do Recito,
tinha sido nomeado juiz de direilo de Souza, na Pa-
ralaba. O Exm. Sr. Nabuco nao poda fazer me-
lhor esculla, adeudando a inlelligencia,e muila pro-
bidade do Sr. Dr. Clemenlino. Picaremos contentes,
se oSr. Dr. Silvino Cavalcanti de Albuquerquer,
nomeado para o substituir, marchar pelo mesmo ca-
minhoque Irilhou aquelle senhor, como he de es-
perar.
Desde o din 10 deste, que estamos tozando preces
na matriz, paratque Dos aparte de nos o llagello,
que acoila os nossos irmaos do Paca, Babia e Rio de
Janeiro.
Saode e felicidades Ihe desejo sinceramente.
.Carta particular, i
COMARCA DO RIO FORMOSO.
Cidade do Rio Formoso 1 de oulubro.
Charo amigo,"as noticias trislissima* do estado las-
timoso de nossos irmaos de ootrai provincias, lla-
geliados pelo coito da ira divina, lem feilo com
que os habitantes desla cidade, rendo as barbas do
cizinho ardern, lenham procurado por as suas
de motlw.
O nosso povo, naturalmente religioso, lendo saa
frente o nosso digno vigario, coolriclo corre s igre-
jas, onde dirige fervorosas sopplicas ao pai de mise-
ricordias, para que nos livre da peste. Moitos actos
de verdadeira penitencia lemos testemunhado as
procisses que se lem feilo, coneorreodo a' ellas cer-
los liguroe* ola veis pelo desprezo, que ostenlavam
em ludo que dizia respeito areligiio: duvido po-
rm muito di siaceridade destes hyporrilas, para os
quaes, ua phrase do conselheiro Bastos, a religiao
nao he se nao urna grande arvore, debaixoda qual
se abrigan) dorante a chova, pastando a abandna-
la quando a chuva he passada.
Nao pode o meu amigo fazer urna idea, nem ea
Ihe posso descrever o estado de terror em que se a-
cham os habitantes desla cidade com as noticias exa-
geradas, e adrede por aqui espalhadas: ludo islode-
vido a terem dado o nome de cholera s pesie rei-
nante no Para, Baha e Rio de Janeiro; entretanto
que me parece ser tao ma como a febre amarella, a
escarale, a podre, a maligna e nutras muilas refe-
ridas no novo melhodo. Estes meus senhores chica-
nam cora a Providencia e sem coraroes puros que-
rem que ella Ibes d sentenca a favor: puis nao !
A respeito de terroristas esta cidade corre parelhas
coro a sua, meu amigo; al oiiosso rirurgiao boti-
cario Leao apregoa por aqui ler curado com as dro-
gas de sua botica bananas e doce de coto) a tres
cholencos j o que tom posto de desinleria a muito
gente vlenle. Esto Sr Leao o qoe precisara era
ser entregue ao medico Tavora, para dir-lbe amas
frcroes das suas chbalas de ortiga (com que espera
dar ama formidavel corrida no cholera dispensando
o auxilio da guarda nacional), e manda-lo tomar
sundores no nosso pao a pique, para nio ser impos-
tor e visionario.
Esto miniia cidade oflerece as vezes bous contras-
tes. Einquanlo uns cuidam na morte e preparan)
suas cotilas, um punco complicadas ; emquanto ou-
lros canlam o miserere, vemos, al dentro das igre-
jas, no acto de penitencia, pedirem M amigos aos ou-
vidot dos oulros um volinho para seus afilhados. Ja
v pois que a cabala he grande por aqui, onde tem
havido urna ciposii-a>, nio digo bem, ama visito de
quasi um duzenlos candidatos de lodos os gneros e
especies a' deputacau provincial. Ea que tambem
sou irttinpbn matador em materia de eleicao, id est,
sou eleilor, lenlm tido o prazer de os apreciar ; por-
que, ja te sabe, as suas romarias ca vieran) bater
em minha pobre choupann, s visitada e honrada
(sem serdonzelto) tiestas ocrasies de aperto*.
Fus sao adocicados, humildese as vezes al baixos
no pedir : oulros arrogantes e etrevidos, inculcando
seren cousa, e com iodecliuavel jus a um voto: ou-
lros finalmente, cunscios do nenhum mereciujcnlo
qae Ihe assisletn pedetn com tanta piedade e com
lana tamuria a esmola de um volinho, que a gente
ainda querendo, nao Ihe |>de dar com um Dos o
favoreca.irmiosiuho. Quero ver se a eleicao pur cir-
cuios muda este modo de vida.
O nosso digno prndenle desla provincia cada dia
mais le vai tornando credor de um eterno recoube-
cimeulo dos Pernambncanos, verdadeiros amantes
de sua patria. Nao Ihe posso explicar o prazer que
livemos ao recebar a grata noticia, de ter sidorreili-
luida ao culto divino a autiga igreja do Collegio des-
sa cidade, lio escandalosamente profanada; e ainda
maior foi o nosso prazer, por ler sido o Exm. Dr.
Jos Benlo quem, qual oulro Zoobabel, empregou
lodos os esforro* para esse lim. lomando tb sua res-
ponsabilidade a entrega desse templo constituido pro
priedade nacional. Que tolicidade nio seria do Bra-
sil, se todos os presidentes mita**em nesle ponto o
zelo e fervor desenvolvido pelo Dr. Jos Benlo em
pro do culto divino I
Talvez me lachem de luriferario de S. Etc.: mas
iijuitiinente : ueubuiu conheciraento peeeoal delle
v COMARCA DE NAZARETH.
8 de oulubro.
A quadra por aqui vai estril do novidadel: lodo*
os meus encarregados de negocios dao lesleinunho
do profundo soreg, que j*.desfrucia actualmente
pelas differentes localidades da comarca, o que deve-
mos agradecer como efu favor da infinita Bandarte ;
apenas houve na/^ovoaro de Alagoa-Secta urna
salsada, d'onje paderiam provir pessimos resultados,
porm gratos Mnergia, e ao mesmo lempo pruden-
cia de cerlo mojo que all mora, acabou-te ludo pela
melhor forma.
Foi o caso: um eerlo esperlalbao, que poasaia
naqoella povoajao urna casinha, assenlou de vende-
la a diversos, lomando della poste um que mais l-
geiro andou, e pondo-lhe por va dat do vidas um in-
quilitio : o inspector de quarleiro do logar, e maii
alguem qae por agora deixarei de noraear. julgaado
que aquella puese uao era valida, ou qae aquelle que
a linha tomado nao deveria ser o possuidor dadla
casa, entendern) l de si para s que podan) da-la
a oulro de mais feicao, e para esse lim loram ter com
d inquilino a dez horas e deram-lhe um mandado
de despejo, fazendo com que eolrasse para a casa
oulro morador, que ja trnham J'anle man. Apenas
isso consloo ao dono da cata, mandou obstar lio in-
qualifieavel pruredimento, o qae pode conseguir
por meio da persuasio e sem muilo estorco.
O subdelegado daquella povuarilo, sabendo no ou-
lro dia que o inspector se tinha servido de sua auto-
ridade para semelhanle lira, houve por bera di-pen-
sa-lo do serviro i licou a'casa quieto com a gente
dentro.
Estamos com o cholera na torra !
Foi o boato que propalou-se iqut em um dos dias
passados, causando sustos morlaes a muilos que para
morrerera s esperara pela viuda desse terrivel via-
jante, a quem nio conlam sobreviver.
Tudo porm, bem indagado, soube-se qoe esii
boato refera-se a ama cmbareacao.a eujo bordo de-
ram-se um ou dous caso* de epidemia, sendo por
isso mandada peto Exm. Sr. presidente da provincia
para a ilha Rita.
He opiuiao de alguns, que o cholera de viagem
do Para' para a Babia pi**ra por aqui deixando a
muilos como um signal de sua lerobrauca um deflu-
xo impertinente.
A nossaeollectoria foi astelas de loianna, sendo
que por isso vi hoje dous sugeilos bem zangados, um
por nao poder sellar urna lellra, eujo prazn esla a
concliar-se e o oulro "nos binhos.
Com elleito assenlei que ambos linham razao ;
porquanto aquelle lera de pagar urna boa mulla se
a quizer revalidar ; e este fica preterido de receber-
se Com a sua futura, para o que j linha feilo cerlos
gastos, que em parte licarao perdidos ; boa pera e
loi lano mais bem pregada, quanlo o lal tugetlo dos
banhos mora a um dia de viagem, e lera de gastar
mais doui em ir e vir de outra vez.
A obra da nossa matriz principiou ha dial, com
furor : j l esli Ires paos lineados para andaimes,
ni sei para qae tonto pressa !
Ha das qae faneciona o tribunal de jurados),
parecendo desta vez ter comprehendido melhor a i.ua
missao, pois nio lem havido conderauaco, nem ab-
soli irao que parees {caprichosa.
Son ele. A".
**tskm.)
nio esclireeer-
nos, deixando ao tempo a justificicao do sea dito.
E o tempo nao lardn.
A vinganra eal tomada e completo : maior nio
exigira o coraran o mait odienlo,
Alera de oulras demisseede menos vallo ide qua
darei urna relirio toda ollicial no promeltide. paral-
lelo, enlerrou-se inteiramente o Sr. Miguel Piulo,
cora a desonertrao do Sr. Dr. Arlhur, da chefactara
de policia. O nome Arlhur be aqui geralmente con
siderado synonimo de rccltdo, juslica, imptreim-
lidade, moderacao, ar.ticidade e consideraro. O
Sr. Dr. Arlhur lem servido com applauso nesse la-
gar com os Srs. Dr. Fausto. Reg Barros, fr. An-
gelo e Dr. Moraes : ao Sr. Pinto he que estova re-
servada a gloria de euxoti-lo TodsnMKItiptiii-
lou-se dessa afronta ao bom senso publico, misteriosa,'
inexpliravel.... Comer agora a rarear-se ette veo
ou algum curioso p le levanlar-lhe orna ponto
e entrega as rcm Irotnbetas da pateadora deosa de
cem olhos, cujos peslocam na ierra e a taboca topeta
as nuvens. os porqus, que pode bispar. Dizem
que ije-presideucia Castro Pinto lem querido
premiar Campello com a delegada do primeiro
dislriclo. vaga pela moito acertada nomeaco do Sr.
Mauoel Femantes Ribeteo pan romraandaule do
cjrpo policial, que nesse intuito tem procurado,
porem de bilde, e.emplilicis^so com alguma Bo-
raecao de delegado sem preceder proposta do ebefe
de policia, a proposta do Sr. Camoelto nao se toa
podido arrancar... portanlo, fra iuflexivel do Sr.
Arlhur, e venha de Santarem o Sr. Lima.
Dizem oulrosnaturalmente depredadores do
senhor Campelloqae nao foi a nomeaeao dotle
verdadeira causal da impoltica desoneracio, qae
os serviros deste nao valem tanto : sim, a nomeaeao
do Jos Eslevio da Vigia para delegado, demillindo-
se o bacharel juiz municipal d'ahi, Graluliano da
Silva PcVlo, porqoe o grande servico que elle pres-
lou em algum lempo, mas tempo ido, e portanlo
esquecidO: dando-se por dono de urna tvpographia;
cuja gazetinha descempuaha a um Dr. Gimbongo de
immoral e incestuoso, nao deve ficar sem recompen-
sa, boje que esto na presidencia o Sr. Dr. Castro :
este Dr. deve ser bem inimigo do lal gimbongo, pois
que aiuda agora quer que nao liqem depremiados
os insultos a elle dirigidos s ib o nome do Sr. Fer-
reira.
Oulros repeliera ainda esla causal ; porque dizem
elles, os bous servu-os do Jos da Vigia ja estao so-
bejametac allendidos pela Ilegal nomeaco desse
devoto de Nossa Senbora de Nazareth pira segundo
supplenle do juiz municipal, nomeaco illegeHesima,
porque ha um aviso que manda, que no caso de vaga
suba o tercero a leguudo, o quarlo a lerceiro,
assim por dianle, ficando em sexto lugar o twvo so-
meido : o Sr. Eslevao be novo-oomeado,, na .
o bslan le esl a lar rae liad o no segando I uro Sera
erro de inlelligencia oo de vonlade 1 Erro de inlel-
ligencia, nao ; porque o Sr. Pinto, coma reprodu-
jo aqui o Trezede Maio do Sr. Catiro, lem una
razio esclarecida e o melhur sentdo raoudu! e
nao eslraubu a marcha dos negocios pblicos, sebe
que a nao tem elle dirigido, e principalmente dot da
sua provincia.nao se limito s a esees, senhor pa-
negirista, que sempre lem acompanhado l da
seu niiiho de Sanlarem,e estudado,e he por ea
nao ilislrahir desse lelmoso estado, que elle*na as-
sembla provincial nem um apoiado ao menos quiz
dar. E te he como lgicamente se deve deduzir par
erro de vonlade Maaialla tere assim a legulacSo do
piiz, de quem 3 ^>ra' dizer com juslica, que
pertence a escola i\ ** teresaei polticos, as *"~" ""**\de juslica ? De
quem se poder di' "^ue repreienla ot
inleresses de uui l V:ia ?... O S
-"....... "' '" -|| A "lu?ou
o melhor senso. a melnor; ou nao si
acha ligado a inleresses dt aJEMe seguir
porlanlo o exemplo de coaas\^0i. enado pelo S-
nado Dr, Angelo, se lomar a admiriUlratao da pre-
vinca e desgracadamenteconfissiX iogenaa I
*." i
tan 3
as circurastoucias exigirem de novo igqaes serviros.
A derroto que soffreu no conceito pWilico Sr.
Piulo com esta desouerirao era ja' por si urna viu-
canca de que se contentiva o tal desafecto de que
falle! : mas um amigoquem o crra.'ta nao visse?.'
completo essa vinganra com ai vergonnat, porque
faz passar o melhor senso do Sr. coronel vice-presi-
denle. Oulro dia envergonhoo-o com ella na podra
da paciencia. Conversava-se sobre urna nova inva-
sao do azialico n'um dos pontos interiores da.pro-
vincia ; lasliiiiava-'e o bom coraco do Sr. Pinto,
de nao haver correios para la. Poit nao sabe V
Exc. grito o amigo, que ha correios pera ah os
dias 3 e 18 de cada^mez"? Ah! lim, mis hoje be 5, a
demorad as providencias al 18, podem roorrer
lodos la por Talla tle soccorros.Mas nao se letnbra
V. Etc. que ja ollcii... que ja' ollieioe e dea as
necessarias providencias pelo correio qoe sabio a 3 ''.
Como demonslrou esse bom amigo o couhecimeulo
profundo que lem o Sr. Pinlu dos negocios publicas
de sua provincia Fin amigo tolo ou maniaco be
peior inimigo que um inimigu ajuisado e serio.. ..
Com carapees desles que, ou repellen! os modera-
dos eimparciaes comoo Dr. Arlhur, ou denunciara
assim a imbecilidade de un* e a m f de outros,
vai eogrossandoe que grossura de espantar, meu
Dos do Co.' o grande partido puritano, apezer
de terem perdido o Dr. Angelo e Magalhae*:
Coube ao nosso Para gloria de tet^vhnla
senhor Foresli, doulor em medicina, e UBFV
inimigo da homeopalhia, encarregad'''>fi impera-^'
dor da Turqua, de* uina viagem yreittTnVa peto
mundo.Aqu cbejadoslralou de bal^rtar-se pare exer
HEPAHTigAO DA POLICA.
Parte do dia 12 de oulubro.
Illm. Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que das dierentos participarles hoje recebidat
nesla reparlira-i consto lerem sido pretot:
A, minha ordem pela subdelegada da Murlbeea,
o pardo Jos P-z, por haver dado uina focada cm
Malinas Ferreira, no lugar Tigipi da freguezii dot
Afogidos, o qual foi posto i disposicio tle respeclivol
subdelegado para proceder ua forma da lei.
Peto delegacia do primeiro dislriclo desle termo,
o prelo Jeronymo, requerimtnlo do senhor, e o
pardo Alexandre Jos Franosco dos Sanios, proutin-
etado pela subdelegada da freguezia de S. Jos, co-
mo incureo no art. 20"i do codigj criminal, por
haver ferido gravemente na ra da Palma com urna
fcula a teu proprio ir mi Antonio Joao. E*le reo
he o mesmo de que fez minsAo a parle diaria de 9
de agosto ultimo, na qual foi com o nome de Ale-
xandre Joao, que, se lendo ento evadido aehiva-se
occullo em um quarlo das tojas do sobrado do sitio
do finado Sebastiao dos Oeculos Arco Verde Pernam-
buco, no lugar da Estancia, onde foi gora cap-
turado.
Pola subdelegada da Iroguezia do Recite, o pre-
lo Jos, tambem a requerimento to senhor, e o pre-
lo Vicente, por desordem.
E pelayubdelegacia da teegueza de Sanio Anlo-
uio, o prelo Aurelio, porauspeilo de furto.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 12 de oulubro de 1855.llliui e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
prndente da provincia.O chafe de policia, Luiz
Carlos de Poica Teixeira.
lllm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V,
Exc. qae das differentes partidpaee* hoje recebi-
das nesla repartidlo consta terem sido presos :
A minha ordem, Rufino, cscrivo to Exm. bario
da Boa-Visto, a requerimento de seu senhor.
Pela subdelegada da freguezia do Recito, o prelo
Severino, tambem a requerimento do senhor.
Pola subdelegada da freguezia de- Sanio Antonio,
os e-eravus Cimillo e Benedicto, ambos igualmente
pedido dos senhores, e Jos Das da Costo, por es-
pincaraeolo.
Pala tabdalegacia da freguezia de S. Jote, o pre-
lo Joaquim, por brigi.
o*eiro e vizeiro ellas-/- relriboe-lhc com nsuilos,
que feriara tambem a/comminao, mostr dinheiro,
e dizlhe que havia/le reenviar, tem abrir o oflicio,
qae Ibe ta dtrigte-'a junto E qne toa a dignis.i-
mo represntente nesta provincia, da medicina ofl-
cial do Brasil/? Come os insultos, pede-lhe (! qua
aceito o cilicio, e que por prudencia nio continu
com os, munidos, mas que continuo a curar a quem
o quizer ter, turcamente....
. Corre por aqu que o Chermootiohe retrato at-
Jignaluras para um Sos abaixo asstgnados, ero fa-
vor do Dr. Cantan, apresetilando-o ao govenka im-
perial como digno de urna recompensa, pelas servaos
prestados ua actual epidemia. NiocrinM
qtl->-JJ JjfJbiao foi um dn. que mais eeal
e por isso tnffet*,' aaimla mais, por l
munha toreada e alrfccia da victoria, qae i
pode obslar. ta morto sobre o Sr. Dr. Anaci ;
ro smenle que se lembrem^aioda boje, d ura meio
que lem cabido em discredito. Nao po*so furtar-
me urna considerarlo, e be : que, se todos as mV-
mceditla
retorio t
ao. Porei
rclario, fV
llou ao Sr. V.
cer o sen magisterio de-ra^
los e ama licenra concedida
dido, ao senhor secretorio
senla-los eommissao
atlendeu o Dr. secretaria
muilo de seu, tocull
seu magisterio. Eslranbando a co
nuncio, e tambero a confessada usu
ra o totum-continens do presiden!
que s a ella pertencia, valla o cdo-
cacar ao turco a permissio que llu
italiano servidor do S
ana conlradicraopois/t:
regawdo seus titu-
senrtor Paula Cau-
gieuiea, para apre-
rommissao, i que
bidente, e osle,
anunnciar o
ssio Min-
u fize-
m direilo
mpagaccl a
adido, ti
o com a levi-
u presidente he
^
dios do ParaiNjajoi o Dr. Castro, qae apenas me-
rece um diplmale parlador preftelieet, e desacre-
ditador deipeitosomerecen aturar entre os cava!-
tetro* benemritos > hsimoiiK 'e, deve-e um la-
gar enlre os olTiciaes tlessa orden a ella os tem,aos
i)rs. Milcher principalmenla, 'ulhes e Gamil-
lo. Nao me sobra lempa pai entrar atrora
na demonilracflo, mas niagnem -M ha de con-
trariar, a nao ser njmm ungrad A empirirn. U
dos padres que se sacrificaram net/a s|uailra terri-
vel, ninguem te laajhri ; os servaos importante* da.
Cora Bicho.dos vijWos da-Trindade e Sanli-Auna,
do milito caridoso guardia dot Antninos o Sr.
Santo Florencia, e do lub-chanlre Severino "e Mal-
tos, lalvez devam esperar a relribuicio e o receoa-
ciraeuto do co ; lalvez Ihe* deva ba-lar. aot elar*-
gos o habito lalar, que j Irazem ; e aa frade o bu>-
rel, que he um habito era duplcala : talvet se con-
sidere cumprimento de deveres, e nao servico. o qoe
elles fizeram cora perigo manifest de sua* vidas, o
com particularidad!, o padre Severino. que mandada)
para Camela na torta da epidemia. II foi elTeclit-
menle anda que o justo medo de urna morte prova-
vel o forcasse a Iruzer iaco-nmodados os compnhei-
ros de viagem : lalvez se ui> leve em tonta o dcs-
iuleresse, com que elles se prestaran), sem lo ma-
nos exigirem cincoentu cont, para si, ansa vez qae
nao lenhiiu mulliet e llhos para ama orle pernio:
lalvez emfim qae os servicos desmerecam por inram
ervicos de padres. Eu el, a/t nada teulvo roaa olios
nao me mello a a-lvogarolies a cania :'elles teem
boas gulas, griiera ; leor boas pennis, tocain-se va-
ler. E se nio, cnnliuuein a ser lombrados ttmenta
quando se traa de -v-relaxarAo, immoralidade e es-
tupidez....
Estamos ameicadosde umademiuao, nova asae-
nero. IJue estendida que he a inflaancia do Mwrt>
vice Desde ja nos ennsideramos tem o Sr. Pimea-
ta Baeno. E porque Porque medico despedi-
do di compinhia do Amazonae, diste em carta air-
elo : Trema o filintrado Baiao, nnMim
i


II
DIARIO CE PERMIBUCO StGUNJA FEtRl 15 DE OUTUBRO DE 1855
ti
c
1
v
11
II
peona ni mi, e coro una crla anonyma he dos
tu,.., I cxpor lo bario de llaoqu familiari-
dad !que elle est perdendo companhia, e fuer
com que o dimillirem Ma, Dr., raemir aasm e
por m to de attonymot nlo he de un imniigo ge-
neroso Eu. I... eu, inimigo daquillo ? poi um
biltre merece que e.i sej eu inimigo '.''. O admi-
mUralT de meus bens, o honradoalfaiate, qnando
pensara, nanea veroaeu Aico dUpulando lldalguia
con o Slku de oa senador '! !... Oh, un diploma
belga d;i nobrea 1... Nubrea da carcter >ei eu
qo*"da : nobrou de espirito... depeole de nSo
ser com prado : nobrea de sango*, d, como a deu
o Canudo porluenie... Vi a fidalguia do Ca-
nt !
6 de ulambro.Sio8 horn* da noite ; o largodo
palacio i'oBtem para cima de duas mil pessoat ;qui-
Irobanlas de msica alii eslao para allernarera pe-
ca maiciiei, e entre ellas o hymno brasileiro, ero
memoria do grande feilo do Ypiranga, ila emanci-
parlo poltica do meo charo Brasil. Da a hora, rom-
pam as bandas o hymun nacional, e os foueles o
r, con" mais iMithusiasrao, e mesmo com mais pfo-
priedaile do que certo presidente de asamblea pro-
vincial r r r r r rn roiopcu ama quadrlha ein i de
dezera >ro de 54 : sam os viaa do povit electrisa-
do, su pela lembranca da Victoria da liberdade, qoe
osle din desparta. O palacio nao et> escuro ; veein-
sealguroa* sombras, que se cruzara em dillereutes
lireccfle : alguos vulto chegain os janellas : la
dentro lia taraban alegra, ou qnando menos, alvo-
ante. Ser* pelo dia, ou pela ceta do major Cordal-
Quid quid sil, lia alegra, e alegra grande'
que ostenta moda Pai-xico em noite de S. Jo*o,
.1 locar bicliinlias, com prazer indisivel da tarbtnha
ente, que o cerca appUude. U> roguetea da
i :'iraio correspondidos por fugeles alindo das
I at aristocrticas do palacio da presidencia !...
Diein uos, e osles sao dos polilices que se que-
rem inculcar de iniciada nos grandes tegredos de
gabiiic.edizem esses.qu o Sr.Pinto quu adquerir
a popularidade que Ihe taita, dando urna amostra de
sera ceremonia palriarcltal.
^'!W*N-*)f8!V'ros; elle quii mostrar que tambero
tinha fiie^eleaTe^e^em^ateri de generosidade e
de gulas nlo lica por baiio Se onguem. Sim, se-
nber, itallura eulros, he isto e mandn alira ios
das jal tilas de palacio, nao su puraque tfiiio vssem
que os logeles eram seus-dalle, tiiili>Ai.cuttadosej
itinl: par* aabirem mais allo-qu* os do
povo, leodo de avanco a altara das janellas. Ura
que ah eslavamente que para descubrir pre-
ciosidades leo) ullio mais vivo que axougue. assevei.
delegado, que o tirador de fogueles era o
incsmc senlior Pililo ojie o Castro davi-lhe fogo,
e o Ma noel Kodrigues escorvava. Creio no delega-
do, em inerecein credilo.
De (alacio sahiram as bandas a percorrer as ras
da cid, de; e os eolios que aluda ha poueo repetalo
ir e de atlieeao, repelen! agora harao-
I n se riftitcUro en todos e em cada um aVs
cOcs que senlein o uuEicoencanto das pilavris
("IIIA E UBKRD.xDK. l>e palacio sabio
mu o Sr. Pinto com seas amigos e com o inse-
paravel, par* a ceia do Sr. major Cordciro. Foi
urna sorpresa, segundo dizein ; mas nao laltaro ta-
Ihcrcs, nem o pao ate baile acadmico da a hit; e
diecada mesa, bem eulendidu ; e nao a
hj/gienica. ocenpada e honrada por 3 melhor tente,
eorrobtrado pelo etludo profundo. Oee honra pa-
ra o- pie cooleotaoKulo para os uemiven-
' turado- aeawnaaiearcro Uto de perto com deotes lito
propici is! Que alora, acrescenlada a' do BaUetim,
ser apestad por todos em occasin (ao solemne co-
inuo Atteetor do Sr. vlce-prasideoU, como o Uen-
< une Tslemaco de 70 aunoa, sen especial ami-
go, **u meslre du ceremonias!alastre de ceremo-
nias i tal ineslre escapo a mn-ere-
moii re eslava ealao dilira -
Wtlo ein i
asa dava fogo '.'ipre !
Dul< ue ulegrU ; re-
s era altane/le jo ten
atiern-s* os coraces menos o do Dr. que tem
Uos ; toM-os a folia, e o praier se Ira
adoso applausos, porm aos labias hy-
1 mente estudado e paree sur-
pensalor profunda De repente
lacompanliia para ama
aaede rara-se os coitos, aproaapM-ae
mu Unta sanee, se-
nhor so presado monarcha, pela
i, inuilo c>n~>l.idi)r, e inailo feli* n-
cullia do nossodislindo e iltnrtre patricio,a sealior...
Bernardo de Sema Franco! Os vivas, os ips. a rau-
e um chuveire de fugeles srdidos nfloseicir
mo, deixarara escapar ea effeitos de lao lerrivel de-
cepce. S o meo policial pude nolar qae o ma-
mado iirecter da rostmoelo Publica mordeu os bei-
irem e pe.lauejou mais de cen vezet
lo S.r. Saia licou... feri-
nm uio, psllido, desoortedo, aa papilla* di-
latadai., a pupis angrossada, os labias tremilhici-
i auchiaalmeiile derrs-
n tamaulio
eaMjir rsuadir ao vellio
de Su Ureni que a so* vista n issa toda o qae a ami-
gar mua caula (.... Espera maldlo_, desasido ; ama-
naaa temare, per la felieidade, nao ha
delpa
mingo uta prompto o rrrasceobo, e na segutida-fei-
nad.i a loa demis."
Bre
eos arrestados para quesloes de roiiceniencia-po/i-
liea; alm de que, nao seria eu, pobre correspon-
dente de provincia, que me metless* l sustentar a
rretponsabilidaJe moral du Poder Moderador.
Bem pilpavel se torna a conlradfcc,.1o do Treze,__
e esse era o meu alvoque dizendo-se monarchieo
transcreveu, sem alleudar, arligosque desvirtuali-
sam actos partidos immedulameule do mouarclia !..
A Sentinella, fiel as ordens ou pedidos, que rece-
beu, ollit somente para o iiKontetlacelmente da su-
perioridad do Sr. Souu Franco em corlo respeilo.
e esquece a inferioridadeque Iha recoiihecemos as
materia do Breviario: vem-me com ignorancia de
S. Exc. Rvm, quando se discute aaperioridade:
quer que so S. Esc. Rvm tenlia esladado muito as
materias sociaes e polticas des Je os lempos do Para
al e, e que o constante deputado geral, o presiden-
te de duas provincias, 0 ministro dos estrangeiros, o
parlamentar de 1850 se tenha deitado car no fon-
do da rede a dortnir : aecusa me da requintada im-
prudencia de estabelecer compararan entre os doos,
quando a compareci comecou por elle Sim ; ef-
tas proposicoes cima delle ninguem presume
estarhe o primeiro sabio du paii a nao seren
urna leviaudaUe,'que muto iucommnda a modestia
um parallelo entre elle, e*. nao smenle o Sr. Sou-
Franco, mas lodos os litteratos, estadistas e plnlo-
soplios do Brasil.
lie req ni lirada imprudencia miaba moslrar que l.io
louge nao lica do Sr. arcebispo o Sr. Souza Franco, que
se possa dizer.em occas.lo em que ello lieescolludo e lao
eilraordiiuriamante, que somente o s.lo para os lu-
garesi llovidos ao mcrito, o servilismoe a uieptidn :
na > Re requintada imprudencia Iranscrever aqu,
depois de coiihecida a esculla do monarcha, artigos
em que se lo, entre oalras cousas, estas depuro e
acrisolado monarchismo : u Desgraciadamente a ig-
il lude, o inleresse pessoal ao inlerrsse. publico.
NSo podemos crer nessa esculla feliz, porque o
Sr. arcebispo so respira u vid corrompida da po-
li lltiea mesquinha ... nunca mercadajou com a soa
posirAu e influencia ... nao se cscravisa, e um hu-
mam de tanta dignidade nao pode ser senador,
ii nao deve mesmo.(Juem nao qoizer inorrer em
n completo esqnecimeulo clufarde-se no ludaral
k das intrigas infame, das faCijSet que se pro.ii-
der. 'i Supponha a senlinella do Recife e os seus
amigos de c, que era escolhido o Sr. arcebispo, r
que eu eos raeus amigos que Irabalhamos ulo peloSr.
Pinto mas pelo Sou za Fran"i>, no* saldamos com estas
unnocenciasque ahi licam fielroante transcriptas,..
diriet que estavamos elogiando o metrupolitauo, e
acreiMlando monarchia ?... I'oi invenro minha
foi requintad* imprjdencia, moslrar qae* se de nu-
tras veles, como diris, tem sido preterido o Sr.
arcebispo pela nieptnlao e pelo servilismo, desl* vez,
ao men, nao o foi, sendo-o pelo mu lo ronhecido
cousellieiro Sbuj Franco.
Aecusa as nilnhas correspondencias de serem
nio smente noticiosas, mas tainbem polticas:o
que dahi conclun,'J,ie que so correspondencias eom-
plelas. E o contrata ronlade do proprielario do
DIAKIO, nlo creio, jpois. que elle podia manifestar-
me directamente a su* repugnancia, alo o tem
feito. A sentiiiella paata-se de saldado a prgadnr
offerecidu. Iiilriguinhasi locaes... sim; uio agri-
temonho de pessoas, incipazes de distinguir se a
curas decantadas eram devidas ros maitor remedio*
tomados cnnjunclamente, ou se a sangra intil e
prejudicial.
Tereeiro, no calculado emprego da palavra epid-
mico para indicar o seu embirranle importado espe-
rando que a adopcSo geral deste termo para o nosso
cholera, chamara os iucaolos s saas ideas de im-
porta cao.
Qaarto, na poueo airosa opposi^So em qoe se poz
com o seu pilhagoricooslou convancido de qne es-
les mlseraveis morreram a fume e aos maos tratos do
deshumano capitn. On as convicees do Sr. Dr.
Castro per muito facis, sao poueo profundas, ou elle
nao hesita em renegar tuas convicees quando con-
ven).
8. Na simplicidade d* descouhecer ou occullar-
nos tuas idas epidmicas, com lano quequiz driiar
entrever as de tporadico, quando o combalea pelo
grande numero dos accomellidos : mas, como a ques-
13o oflo era de numero, conlinuei, e muilos comigo,
a dar a tporadica um sentido diverso e opposlo ao
qu o Sr. Dr. alan asara em epidmico : para elle
epidmico he importado din auges,donde he oriundo
para uiim, espordico era desenvolvimenlo esponta-
ueo, cousequencia de modillcaroes do clima. Emlim
corre ao Sr. Dr. Castro o dever de defender os seas
miosma. S, S. deve aceilar a lava aliradu por
um collega, que nao he leino na materia, ja qae aos
leaos, os de alguma intlruccao, S. S. a llmenle des-
preza, para fazer parada de depoimentos de leaos
que nem escrever sibeni, com lano que digam e
bradein :A saogria !... he um sanio remedio 1 cu-
ra de cholera, cuino hendeduras de olhado !
Acabo de ler ao padre E, P. R. as linhas. que Ihe
consagraran! na^eorrespoudencialdo.Para' no Diario
de Pernambuco. Hespondeu-me, com maior in-
dilTerenca : nao admira, a vista do que aqu mes-
mo escreve a aenl" do Obtertador... Eslao denun-
ciando do collaborador e redactor supplenle.
PUBLICADO A PEDIDO.
dam.
..^
i NENIA
A' morle do meu collega Pamphilio Peixoto de
Brito du Silceira Cavalcanti, offerecida aos meu
collegai.
lufeli/. quem mal vive, e mal acaba !
Diloso quem bem vive, e quem bem morre.
F. Diat Gomes.
Ha poueo no curso da vida corra
Qual rosa mimosa do vento embalada :
Agora tambara na lousu descanca
Dos raios do sol qual rosa crestada.
Ha poueo das Ultras na grande carretal
S* va o progresso de joven brioso :
E asura s vemos o Indo, i saudade,
So vemos de lodos carpir doloroso.
Cnm tantas fadigaS. com tanla incerteza.
Se apos des przr*s sentimos a dor.
Se um vsparo lao earlo conlem nossa vida.
O que lie nossa vida, qual he sea valor t
A vida um favnr ao julgo que seja,
Uue ao liomeui o Eterno lh d por um bem :
Que um bem eu uAo chamo aquello, que angustias,
Aqaclle, que ein ti s dores conlem.
N>o choro, nJo sinlo a vida perdida
Do joven colleaa, que campa deseen,
S tinto bastante ca dentro era minha alma
Mais urna esperanza que a patria perdeu.
Nao mais um* lagrima de mis se derrame
Por quem sua vida no maco acabou !
Seo corpo aqu fro na loos* descanca
Sua alma mui pura p'ra gloria voou. *
Benjamn J. Thomaz.
tonelada", capillo John Clemeul, equipagem II,
carga 2,500 barricas com bacaiho ; Me. Cal-
moni l Cnmpanljia.
.Vacio taido no metmo dia.
Camnragib*Hlale brasileiro Sania l.uza, meslre
Eslevo Ribeiro, carga bacalhao e mais gneros.
Passageirns, Pedro Jos Vicente, Rosalino Jos
Severo, Teophilo Antonio, Manoel Joaqum dos
Santos.
.Vario entrado no dia 14.'
Fondeou no lameirao o vapor de guerra ingle Ri-
fieman, commandaule Christiaii.
Sanios sabidos no mesmo di*.
HavreBrigue franrez Alma, capitao Pelil l.u-
con Louisi cirga alsodio e coaros.
LiverpoolBarca ingleza Olieron, capitao Tho-
maz Taverner, carga assucar e algudilo. ,
ParahibaHiale brasileiro Coiiceifao Flor das Vir
indesn, mostr Izidoro Brrelo de Mello, carga
fazeudat bacalhao.
EDITAES.
Pela insperrao ila alfandesa se az publico que
eiitlem em um dos armazens da mesroa, os volme*
abaito descriplos, alm do lempo marcado pelo re-
gulamenlo, e pelo presente sao avisados os respecti-
vos dunos pura os despachar noprazode i:Wdis co-
udos desl dala, lindo o qual serao arrematados em
hasta publica na forma do artigo 74 do mesmo re-
gulameulo, sem que em lempo algum se possa recla-
mar contra o edeito desla venda, a saber :
Aarmazem n. 6.
Marra AM, n. 31 caixa viuda no brigue porlu-
auez Alegre, em de julho de 1833, a Jos Mootei-
ro de Souza.
Marca A, sem numero.I barrica, viada na ga-
lera ingleza Stoord-^si, em a de agosto de 1853. *
ordem.
Sem marca.2 podras rindas no brigue portagaez
Mara Feliz, em 5 de setembro de 1853, a Antonia
V. da Silva Barroca.
Sem marca.I asila vinda no mesmo navio em
15 de setembro de 1853. a Joao do Monte.
Sem marca.7:1 saceos, viudo na escuna francezt
Aspirante, em 15 de setembro de 1853, a J. R. Las-
ierre & C".
Marea CP1 barrica viuda na galera ingleza
Genoceice tva 11 de oulubro de 1853, a Heory ti-
bson.
Marca G1 canaslras vindas na barca porlugae-;
xa Santa-Cruz, em lU de dezembro de .1853, a Ma-
noel remandes (inertes.
Marca O D BI barril viudo na-barca franceza
Jos em 9 dejunho de 1851, a Destibeau*.
Alfandegade l'nrnamhnr l:l,de oulubro de 1855.
O inspector, Bento Jos ternanies Barros.
Quem quier vender estes objeclos aprsenle
suas propnslas em caria fechada, na secreUria do
cousellio a 10 horas do dia 15 do frrenle me/.
Sala dat ftidas do conselho administrativo para
foruecimealo do arsenal de guerra 8 de oulubro de
1855.Bento Jos' Lamenha Lint, coronel pres-
deme.Bernardo Permra do Carino Jnior, vogal e
secretario.
He convidado o Sr. Filippe Santiago d* Sena
a comparecer com brevidide n*fla secretaria para
objeclo do servico publico, mas de seo particular in-
teresse.
SecreUria da inipeeco do arsenal de marinha de
Pernambuco 11 de oulubro de 1855.O secretario
Alejandre fodrifues dos Anjot.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco pe Pernan mar lettras sobie o Rio de Janeiro, ea
sacar contra i mesraa praca. Banco de
Pernambuco 10 deoutubrode 1855.O
secretario da direccao, Joao Ignacio de
Medeiro Reg.
PUBLICAgAO LITTERARIA.
Acha-te venda o compendio de Theori* l'rali
ca do Processo Civil feilo pelo.Dr. Francisco de Pau
a Baplisla. Esla obra, alm de nma inlroduccjo
sobre as acedes e excepre* em geral, trata do pro-
eesso civel comparado com o commercial, eonlm
a theoria sobre a applieaeao da causa julgada, eou-
trls doutrinas laminosas: vende-se nicamente
na luja de Manoel Jos l.eite, na ra do Quei-
roado o. 10, a 69 cada ejemplar rubricado pelo
autor.
DE
V ISABEL.
COMMERCIO.
HACA DO RECIFE 13 DE OUTCBKO AS 3
HORAS DA TAKDE.
Cotacocs ofllciaes.
Cambio sobre Londres(Hl djv. 28 d.
ALPANDEItA.
Reudimenlo deadia 1 a 12. .
Idm do dia 1.1.....
201:712*162
14:is7633(Mj
A sociedade Dramtica Empresaria previne ao
rcspeilavel'publico que em cousequencia dos favo-
raveis despachos do Exm. Sr. presdeme c commis-
sao directora do mesmo (healro se acha preparando
um hrillianle espectculo para fi-stejar a feliz acela-
macao de S. M. F. o Sr. 1). Pedro V. de Portugal,
Ignacio Jos Piulo, fiscal da fregucza da Boa-Visla ] cujo dia ser annonciado logo que chegue o vapor
da cidade do Recife ele. com a parte uflieial.A direcloria da sociedade.
I ac publico para o deudo ennliecimenln de lodos Joai/uim Josi Bizerra.Bernardina de Senna.
aquem interessar possa, a disposican do art. abaixo | Mojiue! Joaqu'm Menes.
transcripto das posturas municipaes em vigor.
Titulo 4.

Remol.
i
Nao houve parad
Soa encaparan) do ai
a lareeU; nao pn
someii
S. Exi
nio Pialo t'iuimara
e a* tiAlto foi
("ajaJ^^^^^^H
8.a' fe
'late i
Episcopal, e
vei na I
sendo I
m
0
>rque os soldados
sliram a esfallaeilo
s armas. Houve
orrido.
liEuel Anlo-
blia a festivafedr reagosa,
e com
iixim no dia
arma;
[ ota** eeafa! Qae pro-
haet***.' O Sr. Severo
|.'-i. i, !i'-i!.
raaaor.'
la anuo
ie, por ser lambem
^^^Hpiao da epidemia,
do. o bal)
^dicono. I.uiz Barrozo de
fetarlo3o Rvm. 8. Cabido.
io Semi-
ida neste bispado
indas do .Nossa Seiilin-
^^^^^^Hh orac.lo da rnni-
latMs atavos. jaflrJiilicos
se v quanto po-
iradiga cea S.'S.
i cora muito geato coar uuior convicr^i o
l'nu de Mato da 11 do cor-
nil toda jutlica o elogio de
r Mintense : Waae auidem perftr-
ai nihil admodum detit. O Sr. couego
h* iea ir bonus ietndi uerilut, qatlquer
qae seja o stalido que o ligue *o bonus de Qunli-
falelo aalet qae nos esqoeca. Crrendo
pe) orHetol Treze de Maio, vi 11 demissOes poli-,
em 35 dias, cojl
tadds i", ultima dats/d*
exped utracio. Era na foro da
epidemia. *
Dr. Mnraes m 36,t de go-
majc-^it 31 de juHio form 8,
ilo ja coala no-:1'J dias complela-
imissous, sobresaliindo enlre Has a cas-
do Dr. Bulhdes, pe* safreguido ;
do Dr. Artliur, pela coragem : e ja
dos deraillidoi os Srs. Jos do O', e
ida, humen que e oceupam
n seus negocios domsticos,
Kiientos o bem coneeituado ; o S'. Alcntara que
ni sobdelegacia preilou inimeMo tervlca na eplde-
; mi actual, o Ule'ppriUrio [U da cadeira de phi-
lua : Dr. Tilo Franco de Almeida par ser re-
-^toclor d* Aurorr r di insirucr^aa publica.
D Amliri .n*a,porqar na asseinbla
geral rtanm o melhor teoso esludo
bioIu- iibli.'os de sua provincia ; o
piofetsor pri isto Hamos Proenea, porque
nlie deve gozar dea seo* 3 niexes de lieeucii. vislo
cotas .toora lo multa demiisao; ... lo-
dos emliin que inenrrerem ao desagrado do Sr. de
Castro.
Reside acluatmenle ero palacio o Sr. vice-presi-
ileole. Diz-se que um gui pro qu<) phisico do Sr.
Saia, e que nao agradoa .nailo S. Esc. motivou a
idudaaca ; lamhem se diz qae fi para eslarem os
r*iibists satis volitad* tem tettaiaanhas ; fflr-
rr.a-ie por airo lado qo* foi exigencia dn Menlnr
piim evlar qoe algama adverUneia do Sr. Sala des-
oir|*a*se popillo. Aparar* n residencia ari.loera-
tlt; qa*ro somaile qa* nio mais o vejam esera-
vi)', penas aam um oalUle, sem'camisa, uein vesta
a pfMIHW o janellas da frente do palacio, Cusa
pjoawadvetlir Ihe que agora esUo aa eidade e n'aaa
i alacio.
No di 12 se (M n catbedral um officio solemne
lelas victimas do-aaialico ; officau e canioa a nsissa
u mailo Kvd. Sr. chantre, Filippe Nury da Cunjia,
qa sam a menor duvida he um verdsdeiro eliiulre,
lAoubtiante o* seo 70 Invaroui. S. Eic. Rvm. *i-
itslMtla tribuna.
No di 13 se fez olllcio em Sanl'Anaa pelos morios
lana fregu/ A>or ou te fazem feslat voladas
lla etlinceae eSpidemia, como a qu* prepara a'
floasa Senliora daalerces, o rorpo do rommercio e
m que tem d* orar S. Etc. Rvm. ou se fazem tuf-
fragtos pelas victimas do cholera, quo aiada contl-
nua em aiguus lugares com abordagem benigna ou
lapida, masceifaodo sempre os seus dous por cada
lia. A 2f celebrara' o governo o annversario do
ir. D. Pedro I coma soltmni lades darliglio,lem
da militares, e a 36 lera' logar um oflleio pelo mui-
to digno presidenta do Uarauhao, o Sr. Eduardo
Olympio Machado.
Sahia, otra vez, a Aurora Paracnsel Qa cli-
cas! Qae reiva 1 Que foror na dominadores da po-
ca!.. E nflo obstante, ja o auno doutor linha ldo
prevenido desta ousadia, e lluvia promellidoe ju-
rado para mais alguma etlabllldade as suat ideas-
responder ao primeiro numero da Aurora com a de
mis-io da prufeasar da philuanphia, mboia ja ellec-
tlvoe vitalicio! Qoeria ea aventaiar alguma con-
^^edoda senlinella
ahi pollada M Recife, a dos mus principios juridi-
Tornand da minha digrtssio com a senlinella
psra o previsto* esperado apparccimeuln da Auro-
ra, digo que oa mauha'dodia un que ella havia de
apparecer, espalbaram-te bilheles anuuiiciando a
deunssAo do Dr.Tilo e Dr. I.eilAo:-anda nlo foram
publicadas, mas alguem assegura ter vislo a porta-
rla da do Dr. I.eilau. Esla demissau he mais dese-
jada, porque alm de o ordenado ser mais seductor,
nao leui o grande inconveniente de um concurso....
el os tiomens uaoesiao muilopara isso'l lem lira in-
te apenas do principio rosseiro. Por si se julga o
bom julgador, e da consciencia phvsica. )> Ora com
cousciencias ph\ sicas, f com por si se julga Jlnguem
va i a um concurso de philosophia, salvo se rnenle
liverem de discutir sobreideas innatas.. A Porque
podem aproveilar dout iioporlanlissimos Irabalhos.
l.'ma noticia oh! quanto ha de agradar essa par-
te da minha correspondencia! Lavai : na preaideuo
cia do E\m. Sr. coronel Piulo, sendo cliefe iutarin-
de polica > Sr. Dr. Lima, juiz de orphaos de Sana
larem, quiz a fortuna qae bouve-se ama deuuucis
do mucainbo de Mucajuba, e que nao prevenido- os
30 valealoes que o compunliam, fossem apanhads)-
pelos nossoa polleiaes, queima las as palhucas, quer
liradas 13 monlarias, inulili-.ulos viole e tantos pa-
ueiros de farinha. destruido lodo o raucambo com
perda lmente de um soldado, e para aqu trazidos
i'h perpetan rei memoriam o re, a rainha e o ium-
no aaoardoU desse novo esUdo que se eslava for-
mando sis nossas barbas !.' E negue-se anda o me-
lhor tenso o o eilu lo profundo dos negocios t! Pela
minha parle perlilo-me e balo arma !.,. Mas os inve-
joeos da gloria do Sr. vice-presidente ja eslao a di-
zor que tudo isto he devido aos esforcos e aclividade
do Sr. Manoel Fernamlet Kibeiro, cujas instancias
reiteradas arraucaram ao meilo, que liuha o Sr. Piu-
lo de flear sem forra, essa qae foi sorprender e agar-
rar os mtieamhistas.
Cliega do Uio .Negro o Tapajoz, e por la nem fa-
ca ha do silico. O maldito (anglico, enfaslia-
> de espreguicar-se pela margen do (tanges, q
biiabem sentir o gaslo da do (inajara, e apresenlnu
se aqu. Esperneou
vadeo a o/
o .iLsUiiio
ToeaMtiu ; a Uo zangado li
Unca do -.nagesfoso rio, qu
abi boa desforra, malou quautos quiz,
xolou pelo rio abaito para faz los senlii as mesma<| arrobas e 10 libras de algodo, 1,900 couros seceos
Arl. 10. Os conductores de ludadas devrru en-
trar com ellas e recolbe-las aos curraes das Ciuco-
Ponlas da meis noite at as 6 horas da mantisa : os
infractores pagaran a mulla de 49000.
E para que nao apparer,a ignorancia sobre seme-
Ihanle disposic.ao, lavrei o prsenle qoe ser publi-
cado pelo Diario.
Fu-guezia di Boa-Villa 13 de oulubro de 1855.
O litcal, Ignacio Jos Pinto.
O I Um. Sr. inspector da ihesonrana
218^889662
Descarrefam boje 15 de nutubro.
Calera ingleza1 mogatemercadorias.
Barca inglezar.othesaydem.
Brigue mglezluanledem.
Brigue hespauholngeldem.
(Brigue brasileiroMariannafumo c sab.lo.
.CONSULADO (ERAL.
oUudimentu do dia 1 a 12 10:50*3033
Wem do dia 13...... 3129258
fadiga, porque elle pastara, e chegarein aqui mais
doeiues de caucaco e medu que do contacto do da lu-
nado. Sobarbo com esta vaoUgeus como lica mui-
ta enU;) quiz diverlir-se com o Amazouas! Ei-lo,
pois, elm seu caminhar eteruo, misterioso, a infestar
ai magens do grande rio. E o gigantecominovido
la uo/seu aposento de rei pelos gemidos das viclimat
levaiiU ntagestosa cabeca luperficie das aguas, e
v cop torpreza e indignacio a triste ligura do im-
portuBo hospede,...um esqueleto de cor axul bron-
zeadag voz enfraqaecida, rouea e flautada ; fraco a
aguantar as peritas; olhos fundos, soor fro,
rcspirltgao diflicil ; ede de hydrupico -, vmitos in-
cassanfces e camarat que o misero r.So pude conler....
Olha-o cora desprezo o Amazonas; e esse ulhar
is slBuilicalivo, mis energiro, mais etmagador
30* o *uo.i roo,., do Ncptuno de Virgilio, para o
asaslraldo e forea-o precipitada fuga No relurnn
Uve o 4aj)rcho de ver us auligos coiilieeimentos :
mas orajUrde As margen do Cuajar ja nao se
prestaviym um commodo espreguicJimenlo ; esla-
"siipadas do ncelas, e por delraz desse for
ndavel eXrjnclieiramenlo Mr. de Bollelim a gri-
Ur ja le coSsiraj, oriundo do (auges; oll-a, aqu
estao as breves con-Hderaces o'as doas pal,ivras.
Dispunha-se aqui Umlejiej,, coroacio de S. M.
F. o Sr. D. Pedro V.: 0 emprezario do Ihenlro,
em obsequio ao corpo do commercio, aniiuncara
presentar os retratos de S M.M. o Seaihor D. Pe-
iialgados, 6 paos rampeclie, II caizas doce, 12
Jdilat pntenla e doce, 15 ditas roupa o doce, 3,400
saccot assucar.
Havre, brigue fraucez Alma, de 285 toneladas,
couduzio o sega inte : 1 caixa cobre velhn, 8,025
courus verde e salgados, 310 saccas algodo. 2 sar-
cas caf, 1 caixa doce, barris agurdenle, t caixa
rap.
Parahiba, lancha braslera nConeecan Flor das
Virtudes, de 26 toneladas, couduzio o seguale :
198 volumes gneros eslrangeiros, 1 amarrado 120
pares de ai tos para de-can car.
KECIBEDUHIA DE KE.MIAS IM'EKNAS CE-
ItAls DE PERNAMBUCO.
Kendlinalo do dia 1 a 12. % 10:4469112
dem do dia 13....... 526;I57
eial em cuiiiprimeiilo da retolorao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que as obras dos repa-
ros do acude de Caruar, van novameiile a praca no
da 25 d correle pela quanlia de 1:0120001) r.
E para constar se manjfou allivar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de oulubro de 1855.O secretario,
, A. F. d'.innunciarao.
O lllm. Sr. Ilispeclor da lliesouraria provin-
cial em cumprimenlo d resolueao da junU da la-
onda manda fazer publico, que as obras dos repa-
ros de que precisa a casa da cmara municipal e ca-
dea da cidade de Olinda, vAo novamenle a praca no
dia 18 do crranle pela quanlia 2:2009000 rs.
E para constar se maudou allivar o presente epu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de oulubro de 1855.O secretario.
A. F. d" Annuncictco.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador da
imperial ordem da Ro-a, jnlz de direitn especial
do rommercio por S. M. 1. c C. ele.
I ac saber aos que o presente edilal virem.quc no
dia 15 docoi rcnle mez se ha de arrematar por ven-
da, a quem mais der, depois da audiencia desle juizo
na casa das mesmas, urna casa de pedra a cal siU na
ra de S. Miguel dos Afogados n. 90, com duas nor-
ias na freule e urna janeHa e duas portas no oilao,
Ir- sensatas e cozinha for a, urna estribarla, urna ca-
sa de rancho e um sitio com varios arvoredos, ava-
llada por 1:1009000 rs. ; e vai a piara com o abale
d quinta parle, por l:l20s(KHl.rs., vislo nao Ur ha-
vido Uncador ; a qual propriedaw- fuj
por execocao do major Manuel do;
Cosa Monleiro conlra Jos dos Sant
E para que rhegoe ao conliecimeiitl
dei pastar edilaes,que serao publicad'
ta e aluzados nos lugares do costume'
Dado e passado nesta cidade do H
lubro de 1855. Eu F'raiiciico Ignaci
deira, esenvao interino o lubscrevi.
'' ^S ^f^Stelmo Frah
Sociedade Dramtica Emprezaria.
Recita concedida pelo Exm. Sr. presidente da
provincia, em beneficio dos artistas
/o3o Antonio da Costa e sua Senliora Atina Ur-
sulina da Costa.
QUARTA FEIRA 17 DE OUTUBRO.
Depois de execoUda urna bella uuverlura subir
I a scena a primeira repelijau d linda engracada
provm- comedia em 3 artos,
0 PASSAROAZUL.
Os moilissimoa applsusos com qoe no beneficio
la actriz Leonor rsal Meodea esla bella comedia
foi recebida dCpoblico em geni, provam quaulo
ella be engracada, quanln foi bem desempenhada, e
nos poupa repetir aqoi elogios desnecessariot.
Seguir-sc-ha o vaudeville em 2 setos
0 ECLIPSE DE 821.
ORDEM DO ESPECTCULO.
1." O Eelypte. 2. O Patsaro Azal.
Os beneficiado esperam do generoso publico a
mesma benevolencia com que eoiluma coadjovar
sempre os artistas qoe a elle recorram, minio prin-
cipalmente na aclualidade rm que o beneficiado
Joao Anlonio da Costa se acha gravemente enfermo,
lendo ja feilo qualro me/es que esl doenle n'uma
cama, sem que leiiba podido lomear meio* para
manter a sua numerosa familia ; nico motivo que
o obriga n criseactual Recorrer ao bemfazejo pu-
blico, que nuuca deixa Ofjdroleger ao qae delle
necestita.
Os bilheles vandero-se em casa dos beneficiado,
ra Bella n. .1(1.
Principiara' as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS .
rperelli.
10:9729269
dro II e o Senlior D. 1'
hymnos da duat naee*
alguos brasileiros ielo-
a vendo nliso a man'"
luga I sobre o I'
ca e azul, qu
e resolvan.!
,_.!volla c*in os
fraternidasle que
'o V, e fazer canUr ot
furai espalhnu-se que
Jiossos lirios nacionaes,
Aa pretonjOcs de l'or-
rain com ai cores bran-
sohresahiriam no theatro
nossa uarionalidadc ofren-
daran! ao Sr. D. Pedro V,
j* ao Senlior D. Pedro II, e
deve reinar eulre os dout povoa.
CONSULADO PROVINCIAL.
Kenfflmenlo do dia I a 12.
dem do di 13
mais do qoe pelo silencio do consol trance/ no Se-
lede lelemhro', Taes disposires loucas, se realmen-
te exisliram. foram oomplcUmenle destruidas pelo
frliaos que ueste intento publicou o Sr. Dr. Tilo
rauco de Almeida, e por seut esforcos em particu-
lar para chamar razio alguuias cabecinhas onde
iam germinando estat sement-. Nao Obstante, o Sr.
cnsul purluguez pedio qae n.io houvessc Ihealro, e
o Exm. Sr. p|nto acudi, por prudencia. Ora, se
algum eslurdi) e'palhar por aqui que o povo quer
balar Tura da adminislracao par prudencia, lambeiu pr/venira' os elleitos dessa
lauca e insuslenUvel prclen'cn '.'
Mais dual palavriiihas, nao quero guardar para
urna uova correspondencia rweidades vethas, apesar
ja me reconhece: maisanlc c bem massanle. O
Dr. Joaqum Barata Cdcs. aclualmrule medico da
compantii-1 do Amazonas, publicou m escriplo de
33 paginas sobre o cholera desla ((ovincla, cujas
proponces ao parecer bem desenvolvidas se resu-
mem netlat: a Que foi o cnoiera-inorous que uos
flagellon, que seapres-nlou com carcter epidmico,
que cholera he molestia nervosa, que a sangra he
inolil.se nao prejudicial; e que, emlim, tange de
ser importado pila Defensora.ile*euvolvi?u-e espont-
neamente nu 'iaiz a vis(,i das cirrii insta una occorr ida-
como nervoso oa miasmtico pode propagar-te *
provincias do snl, com tanto que .-piulo nervoso) se
dem por la as mesmas circuinslaucias climatricas
ca oceorridas. Sendo nervoso, as quarenleuas sao
escutadas, send* miasmtico, esta miir prevenlivo
he Inxo dn scieacia, analhemalisado pe razin e
pela experiencia.
He mais nm antagonista do Sr. Dr. Castro, ao
mesmo lempo que nm auxiliar das ideas do Sr. Dr.
Cimillo. Digo que das dea*, porque a rejeieSn do
lermo tporadico, empregada palo Sr. Dr. Camillo e
qae j linln dito qae o cholera poradieo, em su*
oraem podia lorntr-se epidmico, iilo he geral, mas
nao importado^, nao Iraz a rejeicao do paosamenlo.
Recrdemo-nos. Era empenlio do Sr. Dr. Castro
convencernos de que o nosso chotera er impor-
tado, e esla idea linha elle ligado por tal forma as
palavrasazialico e epidmico, que ninguem a
ouvia qoe nao entendis* ser o oriundo do Ganges
transmiitidn ou rindo para agu, incubado na or-
ganisario dos miatmalisados colonos, ou as
cacemos da Defensora. Esta Id* de imporlacan he
que o Sr. Dr. Camillo procurou rebvler, motlraudo
que ocholera te havia desenvolvido aqui espontanea-
mente, ein coiitequencia de coudieoet climatricas.
E tanto ara essa a idea ligada a palavra sporadica,
que o correspondente do Rio, citado pelo Dr. Ges,
dando este nome ao nosso cholera, o considera pro-
duzido por circunstancias gcologic e atmospheri-
cas.
Admiltidas spezardo Roche el Sansn t onlros,
as ideas do Dr. (oes, sobre tporadico e epidmico,
haver engao oa anda erro na escotha do lermo,
mas nao na idea ; engao te o honre, Unto mai
desculpavel, quanto nao foi a univers ddade, o ca-
rcter primitivo do cholera. Mas o Sr. Dr. Castro
errou:
Primeiro. em aiseverar qoe era o Gangttico era
petsoa, que nos liuha viudo honrar, para S. ttMra
inconeebivel a poaribilidade de se desenvolvertqui
um cholera inleiraminle semelhanle ao asitico.
5eguodo,emendiosar i lanceta, fondado no t*s-
. 16:5525TSI
. 2523353
. 16:8059131
PRACA 1)0 RECIFE 13 DE'OL"AbRO DE 185.5,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Ilerista semanal.
Cambios Sacou-se a 27 3f4 e 28 d. por 1.
Algodo----------Entraran! 811 saccas, das quaes fi-
caram em deposito 200 de Pagc
de Flores por o dono adiar poaco
o precii do mercado. As vendas
regularan! a 59200 por arroba do
regular, 58100 do enlreBno, e
.59600 do superior. Tambero ven-
deu-se urna partida existente em
Macei a 59600'pnsloa borlo; e
licarain em ser 140 saccas do liie-
joda rea.
Assucar Os precos desla semana elevaram-
se a tal ponto, como nao ha exem-
plo ueste mercado, o que deve
causar nao pequeos prejuizos aos
rompradores, qne se faisinarim
para os elevar. Vendeu-se assnrar
bruto de 29 a i-I.VI por arroba
x pai exportar; e o brinco foi pa-
ginaos conductores do interior de
29550 a 4.9 por arroba. Vendeu-
se urna partida do branco de (.0-
inigiiiba a 29550.
Couros------------Venderam-se de 191 rs. por libra
dos seceos salgados.
Bacalho----------Tivemos cinco carregamenlos, do
quae qualro foram vendidos
pruinplameiile, licanlo o preco
"em segredo; e o ultimo por ler
eulrado hnje anda nao consta se
vendesse. Itetalhou-se de 159
I69 por barrica, sendo o consumo
grande ; e ha em ser 10,000 bar-
ricas, nao contando o ultimo car-
\ reg linelo.
Carne secoa- Tivemos um carieganienlo do Uio
(iraode com 11,000 arrobas que
anda nao bro preco. As vendas
da semana regularam de 49600 a
59300 por arroba pela do Rio tiran-
de ; nao lia vendo nenhiiina do Rio
da Prata.
Farinha de trigo- Segnio para o portas do snl nm
carregamentn chegado de Balli-
more. O consumo lem sido pe-
queo, e os padeirus lecusam fa-
zer suprinieutos. ReUlbnu-sa a
269 por barrica de Baltiuiore, e
de Vilparaizo em saceos; a 289 a
importada de oulras provincias, a
309 a de Phitadelpbia. New-York.
Hichroond c Hespanha. e a 349 a
j SSSF. Ha em ter 3,300 barricas
e 2.400 taceos de seis arrobas.
Discoulo Kebaleram-se letras de 8 a lOpor
cento conforme o lempo.
Freles------------EDecluou-se para Liverpool car-
regando em Macelo uo Parahiba a
60- por tonelada de a-sucar e de
I3|I6 a 7|8 por libra de algodo.
Tocaram no nosso porto doas vapores, sendo um
iuglez que anda cruzando, e 1 navio de farinha de
trigo qu* seguio para os portas do sol.
Ealraram 1 de carne tecca do su!, 5 com baca-
iho, 1 com madeirat eilrangeim, 2 em lastro, e 5
com gneros das provincias.
Sahiram 2 com rariegamenloi do paiz para por-
tas eilrangeirot; 2 ein lastro para as provincias,
sendo 1 com parle da carga que Irouxe de Franca.
Ficaram no parlo 46 embarcarse a saber : 3 ame-
ricanas, 24 brasileirat, 1 diuamarqueza, 2 francezas,
1 hamburgueza, 4 hespanliulas, 8 ingieras, 2 portu-
guesas 1 sueca.
O Dr. Anselmo Fraocis. ^fll. commeiidador da
imperial ordem da Rosa, juiz de direilo especial
do cninmercio por S. M. I. e C. ele.
laca saber aos qae o prsenle edilal virem, que
no da 15 do corrate roez, se ha de arrematar por
venda a quem mais der depois d 1 audiencia desle
juizo, e na casa das audiencias, a sena parte, do so-
brado da ra Imperial n. 169, no valor de 5339333
rs.jcom o abaliniento ila quinta parle vitto nao ler
balido lanzador pelo preco de 6669666 rs., cuja pro-
priedade fui avahada |no lodo em 1:0008000 ; pcnlic-
rasla dila parle por execucao de Anlonio Maia da
Silva, contra Manoel Ferreira da Silva e sua mu-
Iher.
E para que chegue o conhccimenlo de todos,
mandei pastar edilaet, que serao publicados pela
imprensa e aflixados na praca do commercio e casa
das audiencias.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 5 de oulubro de 1855.
Eu Francisco Ignacio de Torres Bandeira escrivao
interino o subsrrevi.
Anselma Francisco Perelli.
DECLARACOES
CONSELHO (ADMINISTRATIVO.
0 conselho admiaislrlivo tem de comprar o
gn le :
Dneles compridos sendo, 348 para o.0 balalh.io
de arlilharia, 506 para o2." de iuUnUrU Si para
a companhia de artfices, 938 ; bonetes para a ni j-
sica du i." balalhao de arlilharia a pe,'24; ditosre-
doudos para o 10. balalhao de infantaria, 50 ; b-
lleles para a companhia lixa de cavallaria, 55 ; anti-
geiii para enUrtellas das sobrecasacas, varas S09 < ;
casemira carmesim para vistas, pestaas e vivos das
sobrecasacas e calcas do I." balalhao de arlilharia,
ovados 100; clcheles prelos para sobrecasacas, pa-
res^ 1.067; hollaiida de forro, covados 4,118; pan-
no azul para sobrecasacas e caljas para o 4. bala-
lhao de arlilharia a pe e 2. de iiitantaria, compa-
nhia lixa de cavallaria e companhia de artfice-, ca-
vados ">lg"i ; panno verde escuro, para tobrecasarai
e ralea- para o 10. balalhao de infantaria, covados
150 : panno prcto para polainas para o 4. balall.au
de arlilharia a pe, 2. de infantaria, 10. da mes.ua
arma e roiupanbia de artfices, covados 320 ; brim
branco liso para frdelas e calcas para os referidos
hatalliues. varas 6,212 ; algodSoziuho para caminas,
varas 3,356 ; bolOes grandes de ea*, grozas 106 ) ;
ditos pequeos de dito, ditas 106 U ; ditas prelos de
Jilo, ditas 147 ;.esleirs, sendo 372 para u 4. bi.la-
fliau de arlilharia. 512 para o 2. de infantaria, 50
para o 10. da mesilla arma, 61 para a companhia de
cavallaria e 84 para a deartilices, 1,079 ; bolet
grande d inassa para capoles para o l. balalhao
de arlilharia e companhia de artilices, duzias 64 ti ;
sapalos. pares, sendo 722 para o 4. balalhao de or-
illara, 1026 para o 2." de infantaria. 516 para o 10.
da mesma arma, 61 para a companhia de cavallaria
e 168 para a de artilices, 2,523 ; botina para a com-
panhia lixa de cavallaria, pares 61 ; chuuricas de
laa para o 2. balalhao de infantaria. pare 06 ;
grvalas, sendo 23 para o 2. batalbau de tnfaiiiarii,
50 para o 10. da mesma arma, 13 para a companhia
de cavallaria e 10 para a d artilices, 96 ; cordita de
laa pela para vivos de sobrecasacas do 10. balalhao
de infantaria, varas 200 oleado para debrum cava-
dos 211; manas de laa, sendo 50 para o 10. bala-
lhao de infantaria, 23 para o2. da mesma arma, 13
para a companhia de cavallaria, 10 para a de artfi-
ce*, 96 ; bandas de 1.1a para a companhia de catat-
UrU, 2 ; luvat brancas para a nw>ma *unpar.hia,
pares 115 ; clcheles para capotes, pares 110; panno
azul para capoles ^covados Ob "5 casemira encima-
da para viv de sobrecasacaj do 2. balalhao du in-
fantaria, covados 63 ; bolo* grandes de metal ilou-
rado com o n. 4, 5.208; dilos-peqenos convexos de
dilo curo o u. 4, 3,348 ; ditos grandes convexos de
dilo com o 11. 2, 8,096 ; dilos pequeos convexos de
dilo com o n. 2,4554; dilu grande- convexos de di-
to com o n. 3, 1176 ; ditos pequeos convexos rom
o n 3, 7.56 ; dilos grandes convexos de dilo com a
Ultra R, 770; ditos pequenos convexos de dilo com
a lellru B, 440 ; dilot grandes convexos de metal
bronzeadu com o u. 10 de metal amarello, 700 ; di-
los pequeos convexos de metal tambera com 1 n.
10 de metal amarello, 500; algodo em rama para
pastal das sobrerasacas, arrobas 4.
Para o9. baUlhao.de infantaria.
Cubos inodoro?, 8
Para n botica do hospital regimenlal a cargo do 9.
balalhao de infantaria,
Bullas de < ortiga para garrafas grozas 3.
Para aula de primeira lettrat do apreudizes meno-
res do arsenal de guerra.
Dore re do Homero por Silverio Pellico, exempla-
Segue brevemente a es-
cuna nacional JOS, ca-
pitf 0~ Jos* JoejuiarsA I ve*
das Jueves: para o restV3o
seu cari-uga mentOv trata-
se com os consgnatenos Antonio de Al-
meida (inncs & C-, na na do Trapiche ri.
1 (i, segundo andar. (I-ste navio so toca no
Maranhiio a ieceber platico.)
CEAKA- E PARA'.
Segu com brevidade o palhabole / cims, caplo
e pralico Joaqum Antonio Concalves Santos : para
0 resta da carga Irata-se com Caelaoo Cjriaco da C.
M.. ao lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Rio de Janeiro
sahe com mniu brevidade o patacho I-alent, o qual
lem a maior parle da carga prompta ; para o resto,
passageirus e eteravos a frele, Irata-se com Caelano
Cyriaco da C. Al., ao lado do Carpo Sanio n. 25. -
Para o Aracaly segu ero poueo dias o bem
condecido hiale Capibaribe ; para o resto da carga
e passageiros, Irala-se na ra do Vigario n. 5.
PAKA A BAHA.
O hiale iVoto Olinda sahe para a Baha com toda
a brevidade : Iratar com os runsigiialarios Tasto
1 rniaus, ou com o caplao Custodio Jos Vianna.
O caplo B. lleiidixen da galera aroerican1
Taima, declara qae nao se respousabilisa por qual-
quer divida coulraiiida por soa equipagem.
Real Companhia de Paquetes. Inglezes a
Vapor.
No dia 21
dcsU mez espe-
ra -se do sol o
vapur AVOB,
cummalida 11 le
ltevell, o qual
depois da de-
mora do cost-
me seguir pa-
ra Soolhamp-
ton, tocando nos portas de S. Vicente, Teoerifl,
Madeira e Lisboa: para passageiros.^ ele., Irala-se
com o agente* Adamson Ilowie & C, ra do Tra-
piche-Novo n. 42.
N. B. Os vlumes que pretenderen! mandar
para Southaniplnn, deverao estar na agencia 2 ho-
ras antas de se fecharen! as malas, e depois desla
hora nao recebera volme algum.
Alngam-se
2 casas na Torre parase pastar a fesla, cada urna
tem 2 salla", 3 quarlo', cozinha fra, copiar, mailo
frescas, quarlo para prelos, estribara para cavallos;
por commodo preco: alrt da matriz da Roa-Vista nu-
mero 13.
JOIAU.
No alerri di Boa-Vista n. 68, laja da ouriret
acha se am completo sortiroenlo de obras de ouro
d 14 e 18 quiUUi, as qotet te veodem por menos
preco qun ein outra qualquer parle.
COMMISS.VO POHTLCLEZA DE BENE-
FICIEN CIA.
Por ordem do lllm. Sr. presidenta se fax publico
fira conheclmenlo dos Srt. subscriplores para o H.
. P., qae te acha reculhida no banco de Pernam-
buco a quanlia de 10 cotilos de res, importancia da
primeira receptan das respectiva esmolai, como se
ve do segunde documento :(n. 164)A sel mezes
precisos da daladesla o Banca de Pernambuco
pisar! a direccao da sociedad Porlogoez* de Be-
neficeucia, ou qaeni a representar a quanlia de
dezconlo dozenlose cincoenta mil ris em moeda
correute. valor recetado.Eicriptorlo do Banco de
Pernambuco aos 13 de oulubro de 1855.Os direc-
tores de semana, Jos Pereira da Cunha.Manoel
Ignacio de Oliveira.Jote Jernimo Montetro.
gerente. Por ordem do mesmo lllm. Sr. presidente
sSo convidadas a cemmistAo Portugueza de Beneli-
eiens-i* e as diversas coromiatoet encarregadas da
subsinpcao para urna outra reonio 00 sallo do
gabinete Poiluguez de leitura uo dia 19 do correte
at 6 hora da larde, deveodo os Srs. teerelirio* e {
(hesoureiros desla npresenlar nessa occitiao a* no-
via par celtas qu* liverem reeebido, bem como as
lista de lodos os Sr. subscriplores que ja' liverem
salisfelto as saas etmolas, alim de serem quanto an-
tas publicadas.Recife 13 de oulubro d* 1855.
Manoel Ferreira de Souza Barboza, secretario.
0 Sr. directores de collegint e eslabelecmen-
los particulares de entino, e profettores de escolas
particuUie de um e oulro teio, do primeiro circulo
Iliterario di provincia, devem presentar al o ulti-
mo do correte roez na directora geral de inatruc-
r,.u>-rnibtra as licencas que obtiveram para a abertu-
ra de dilos eslabelecimentot e escalas, o programma
de estudos, c- regolamenlo inleruo de cada um del-
tas ; uns e oulro um nol declaratoria da roa a
numero da casa em que se acharo e-labelecidos : em
conformidad? da ordem do Exm. director geral in-
terino da uislrucrao publica communicadi aa abai-
xo assizn.110ein 9 do correnle. Recife 13 de oulu-
bro de 185.O iaspeclor do primeiro circulo,
Cypriano I-enelon (urdes Aleoforado.
Aluga-se um sitio na Capunga, com muito boa
casa de vivenda, muilos quarlo, e muilos arvoredat
de fiueo. boa cacimba, muilo boa agua de beber e
tanque para banho : quem o pretender, dirija-*
ra do Cabug, loja de Joaqum Jos da Costa Fajo-
zea ; aluga-se por anuo ou por fU.
A mes* rege dora .da irmandade d* N. S. da Ro-
sario de Saolo Aiiiouia, Undo de celebrar a fesU da
mesma Aazasla Senhora no dia 21 do correnle, pede
ao Geis chrisiaos para coadjuvarem com as toas es-
molas, aHro de effccluar este raridoso acta, e espe-
cialmenle aoi lHnw. Srs moradores da raa na Ro-
san, qne concurran como j he de cosame no an-
uos antecedentes. A mesma mesa e Senlior* hcar.lo
summaroente agredecldat.e Ihe dar mnila eocbenle
de gracas.O secretario, Jos Ferreira Marques.
Os Srt. accionista da sociedad* Empresaria da
edificacau da caa de baile desla provincia, saai con-
vidado a reiliiarem primeira preslacao de 15 por
cea lo sobre o capital de suas acees, ao prazo de 20
ibas de data desle, 110 escriptorU do (lietoureiro o
Sr. Ceorge Palchell, uo larao do Corpo Snlol con-
forme* resoluco tomada pela direccao da mesma
companhia na conformidade do arl. 6 do estatutos.
Recife 14 da oulubro de 1855.. O secretario. Cy-
priano Fenelon Gueies Aleoforado.
Por ordem dn mesa rezadora da irmandade de
Nossa Senhora da Boa-Viageio, previne- o* deve-
res de foros de terrenos e a ugueres, de casas parten -
cenes ao patrimonio da mesma Senhora, para que,
no prazo de 30 dias a contar desta dala, venham sa-
litfazer os sen debitas, padendo para este fin diri-
zir-se ao procurador d* jrmandade Francisco Jos de
Campot, as Cinco Puntas, ou ao Ihesoureiro na
lloa-Viasem ; pois que enneluindo-se esta prazo,
tem a mesa resolvido definitivamente usar dos meios
que Ihe faculta a lei. Recife 9 de outubro de 1855.
O secretario, Manoel Antonio Camargo e Silcu.
Desappareccu 00 dia 13 de setembro do cor-
rete anuo, urna esarava, ponime Mercncia, crna-
la, fula, de idadfpoueo m lis ou menos de 28 a 30
anuos, com fall de.denles na frente, lano em bai-
lo como em cima ; lem urna das orelhas rasgadas ;
lev011 veslidode chita com lilras amarellas e panno
da Costa, com um (landres de azeite de carra palo :
qualquer aujuridade policial ou, capilSes de campo
a poderlo prender e leva-la ra da Guia a. 29,que
sera beni recompensado
Precisa-se do urna ama para cozioher: a Ira-
lar na ra do Rangel n. 11, primeiro andar.
. Aluga-se ora armazera na ral di Ifoit, d-
Jronle do de Tasto Irroaos: a Iratar oa ra do Qoei-
msdo n. 28, lereeiro andar.
A 17 do prximo pasudo setembro desappare-
ceram, fugimlo de cata de tea senlior, engeuho Da-
m*nte, dous cscravo* Manoel Jlo, Manoel he de
estatura baixa, cabera grande e volumosa,- cor (ala
e o corpo um Unto cheio ; JoSo he de cor bem pra-
ta e fin, alto, secendo corpo a rosto eomprido ; am-,
be* aja crloulos a compndot em Guirabira, pro-
vincia da Parahiba : quem os apprehender. conda-
zi-os ao engeaho icmi, oa a ra da Cadaia do Re-
cife, loja n. 40, certa de ser bem recompensado.
Attencao.
Roga-te a lodos os devedores da taberna da ra da
Cadela do Recife u. 25, defronte do becco J.argo,
qu esli alrazidos em seus pagamentos. Unto da
Ultras vencidas como de conla de livro, que que-
ram realisar teus pagamento ale o fim do correnle
mez de outubro; e aquelles que o nao fizer, panvarao
a ter execulados, e teas nomes publicados, isto para
evitar a prescripcao.
Offerece-se urna crioula para o servico interno
de qualquer casa de Umilii: quem precisar, procu-
re aa roa de S. Bom Jess das Crionlis u. 26.
Msica.
Avta-se ios amanta da msica, qoe diariamente
ha concert grali na Caponga, ero urna da cuas
da viuva Lasserre, da 6 a 10 lloras da noiU regu-
larmente, anim como vezes das 6 as 8 hora* da
roaohia.
M1TA ATTENCAO!
0 eantelisla Salusliano de Aquino Verreir* avisa
aos Srt. jugadores dat loteras, qae o pUoo acloal
da loteras provinciaes he justamente a quarla par-
le do plano das mui acreditadas lolerias de Rio da
Janeiro ; oerecendo maior vaolagem ao amanta
desle jogo Uo licito do qua o plano velho como abai-
xo vai demonstrado, fizando urna diSerenca de 41
pre mi al os de 203000
PLANO VELHO.
1 premio de 6:00050011
t:000O0
1 3:0003000
1 1:0009000
> 5009000
* 2009000
8 100*000
12 509000
30 209000
61109000
59 premios.
I ditos de mais a favor dos manes desla jogo.
100
PLANO NOVO.
1 premio de 5:0009000
1 5009000
I 1:0009000
1
6
10
/^:M)01<)M)
/ 1:5009000
h--^-N* masas do correnle, depois di audiencia de
Sr.DTrjuz dosfeitos di fazenda, na tala ds,mes-
mas, se bao de arrematar 2 canoas. 1 avahada em
I6& e ouln menor em 89, penhorado por execucao
da fazendi nariJtial conlra Anlonio Marques ; echa-
se urna ein poder de Pedro AuLonio l'eixcira Gui-
roaraes. e oulra no" iilonrao^r^erTa, da ra* Nova,
onde podem ser examinadasq.elns prrleaaejiletb-Re-
cife 13 de oulubro de I855jO sollcilidor do juizo,
Joaqum Theodero Alves.
No dm 17 do correnle, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feilos da fa/.oud, na sala das mes-
mas, se ha de arrematar urna canoa com 30 palmos
de eomprido e 3 ', de largura, avahada em 89, pe-
nhorada por execacao da fazenda nacional costra
J0A11 Muuiz, a qujI se acha no porto da ru* Nova.em
poder do capataz, onde pode ser vista. Recife 13
de outubro de 1855.O solicitador do juizo,
Joaqum Theodoro Alves.
LEILOES
Souza & Irniao larao leilao, de accordu com a
aulorisc*o da alfandeza desta cidade, por conla e
risco de quem pe'rlencar e por intervencao do 'gente
Oliveira, de 300 feixes de aicot de Ierro e 39 dilo
de folba, sob marca RR, variados a bordo da es-
cuna ingleza Honesta na sua rcenle viagem 1 esle
porto procedente de Liverpool : saVunda-feira 15
do correnle ns 10 horas da niauhaa. porta da re-
ferida alfaudega.
O agente Borja far felao em seu armazrro, na
ra do Colleglo 11.15, lis 10 horas da mauhaa,de urna
grande qiianlidade de obras de luarriueiria novase
usadas, dedifierenlesqualidades,pianos,relngios para
rlgibeira. lanlertias, camlieiros e uniros muilos ob-
jeclos, ele, ele, que achanto prsenles 110 armazcm
no di do leilao. e que te eulre jaran pelo maior pre-
co oflereculo.
AVISOS DIVERSOS
MOVIMENTO OO PORTO.
Sacio entrado no dia 13.
Terra Nova38 dias, barca ingleza nElizan, de 192
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Hoje, espera -se do Rio de Janeiro, o va-
por portuguez D. PEDRO II, conductor
das listas da lotera 2* da casa da cmara
e cadehrs da villa de Iguass ; ainda a-
clia-se] a' venda um pequeo numero de
billietes da referida lotera em os lugares
ja' sabidos: os premios sao pagos imme-
diatamente, logo que se tenliam distri-
buido as mesmas listas.
Aluga-se ou vemle-se um muleque proprio pa-
ra qualquer servico, sabendo coziuhar : a Iratar na
praca da Independencia n. 4.
Roga-se pe secunda vez au Sr. Francisco Pe-
reira Piulo Cavalcanti, o favor de apparecer na ra
dos Marijros n. 36, pan concluir u negocio qu
nao ignora.
Faz-se sciente aos Srs. credores da roatsa filu-
da de Barbota & l.imt, que o Exm. juiz etpecial do
commercio designou o dia 17 do correnle, pan a
reunan, em que leenrdeser examinadas as coalas
di administrar,ao qne floalisou em -25 de setembro
ultimo.
Precita-se de um bom eopero pin servir em
re 10; Economi. da Vid Humana, eiemplW um?,la P>'neia. do norte: nesta typogriphia se
10 ; resumo di doutrin. chrislaa 40 ; carias de a,r* 1ueln auer-
b c, 100 ; laboadas, 100 ; (rallados, sendo 50 de a I Quem precisar de urna ama secca para cata de
b c, 30 de bastardo e 20 de bislardinho, 100 ; tupis, i pouc familia, dirija-* ao Monleiro, defronle da
duzias 6 ; uottetes, 4. | geja do Seohor Panlaleao, a falUr com a Sra. Mara.
No dia 17 do correnle, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, na sala das mes-
mas, seha de arremetar metade de utu silio no la-
gar do Olucn, fresoezia dos Afogados, com peque-
a casa de laipa, chao de foro, com 40 e Unios ps
de coqueiros, avahada dila metade por 5008, peubo-
rada por execucao da fazenda nacional contra An-
tonio CaeUuo lavares : os pretendemos compare-
cara no Inanr e hora do coslume. Recife 13 de ou-
lubro de 1855.O solicitador do juizo,
Joaqum Theodoro Alves.
No dia f do correnle, depois da audiencia do
Sr. l)r. Juiz dos feilos da fazenda, ni sala das mes-
mas, te ha de arrematar um bote com 28 palmos de
eomprido, avpliado em 20}, penhorado por execucao
da fazenda. nacional conlra Jos Ricardo de Jess, o
qual se aclii uo arsenal de marinha sobre a guarda
do Sr. inspector do mesmo arsenal: os pretenden-
tes podem all examina lo, e para arremata-lo com-
parecer uo lugar e hora do coslume. Recife 13 de
oulubro de 1855.O solicitador do juizo,
Joaqum Theodoro Alves.
Po dia 17 do correnle, depois d audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, na tala das roes-
mas, se ha de arrematar urna canoa em muilo bom.
estado, avahada em 308, penhorada por execucao da
fazenda nacional contra Christovao Jos Footet, a
qual te acha depusilada em poder do cpalas do por-
to do bairru do Recite, oode pode ser villa, e para a
arrematadlo, no losar e hora do coslume. Recife
13 de oulubro de IKY.(I solicitador do juizo,
i Joaqum Theodoro Alves.
O Sr. Silvno de Barros Araujo, indo a casa do
Sr. Anlonio Anacido em o engenho PimenU. pir
mandado de seu padratlo o Sr. Manoel Come Ca-
valcanti cobrar una lellra de 9708, nao contegaio
receber esta quanlia, e por convenc com o Sr.
Aniceto reformou-se a lellra com abale, recebendo
o Sr. Silvno oolra da quanlia de 800* pigavels ha
10 mezes. Relirndo-se o Sr. Silvno para o lugar
dos Palos, onde he morador, deu pela falta da Ultra
reformada, e soltando caa do Sr. Anicetu, a
quem communicoii eale faci, e pedio qae Ib pai-
sas, e outra Ultra, ao que nao annulo esle ; e par te-
so Ihe fez ver que a nao pasaste se por ventara Ihe
fo-se apretenlada. O abaixo issignado, oulorisado
pelo Sr. Silvno fas esta declararlo, acrescenlando
que a reforma da Ultra foi no l.* d seUmbro do
correnle annode 1855.
libertino Piula de Almeida.
Salusliano de Aquino Ferreira oflerece ao hos-
ilal Pedro II a metade dos premios que sahirero no
bilheles nleiro ns. 1548, 1615, 2548 e 5652 da ler-
ceira parle dn segunda lotera do tiymuasin Pernam-
bncann.

Roca-se ao lllm. Sr. cipilo do porto, que haja
de tancar toas vista sobre n grande e escandaloso
liramenlo de podras qae (em havido e contina ha-
ver non arrecife confronta ao Pina, pois contU qne
S. S. dera lieeuea para se lirar urnas pequeas pe-
dras pira concert de urna obra, e estes Srs. lem
abusado de tal miueira, que" te acha na praia de S.
Jos e em onlros lagares graudes porees da podras
exposlas venda e estabeleceudo alio preco ; se o
liramenlo de pedral dos arrecifes he prohibido, deve
ser para todos, e se he franco lodos desejam viver, o
negocio de lirar pedrat nos arrec fet he Uo bom e de
lano inleresse, que alguns pecadoret tem deixado
a sua arle par se empregarein no liramenlo de pe-
dra : pede-te a S. S. a puiiicfto de semelhanle abu-
so.que recabe em prejuizo dos proprietarios dos ter-
renos oppostot.O morador da Boa-Viagem.
PARA AI)Y04,\D0.
Aluga-se urna salla com alcova muito
pro| lia para advogado : na rudoQuei-
mado n. 7, primeiro andar.
iPrecisa-se de 2 oflicUes de ch.irutciro para car-
rega^ao, sendo de porcSo: a tratar uaSoledade un-
i ao hospital. Na mesma vende-se um fileiro para
fabrica de charutos, por pre;o commodo.
I 16 anno
na roa da
aOOSOOO
2508000
1008000
20 5O80UO
60 258000 1:508|000
Se um quarlo das loteras do Rio de Janeiro custa
68000 para lirar o premio de h^OfntW. ora bilhele
iuleiro das loteras da provincia sendo o costo delle
58700 para tirar o premio de 5:0008000 em o des-
conlo dos oilo por cento da lei, est mui bem e cla-
ramente demonstrado que os Sr. jagadoree lem urna
diflerenea a seu favor de 4008, a qual au ha peque-
a com-o emprego de menos capital para g .
maior quaulia. Pernambuco 13 de outubro de 1
O ciulelltta, Salusliano de Aquino le
Quero perdeu um lenco de seda, procure-o na
Iravea da Coucord ou Cadeia Nova, nico sobra-
do qoe ha n. 5.
Novidadc.
De hoje em dianU, da 6 horas da miaba a 6 da
larde, haver passagem em canoa da ra d Aurora
pan o theatro de Santa-Isabel, e desle para aquella.
palo preco de 80 r. por cada pessoa. Os portas io
na roa dn Aurora, na rampa defronle do templo dos
Inglezes, e no Ihealro, ao lado das barraca,
noite em qae lioaver Ihealro lnver passagem al
lindar o espectculo
Otllciaes de altaiai
Precisa-te na roa Nova, esquina da paule, Unto
ara obras grandes como mindas.
Acliando-se vagos os lugares de en-
lei meii-os e enfermeira do hospital da ve-
neravel Ordem Terceia de S. Francisco
desta cidade do Recife, sao por este convi-
dados aquelles de nonos rmaos e irmaas
que-ae quetram propor a esses lugares, a
a presentaren] seus requer mentos, con'or-
meo que dispoeo art. 146 de nooos es-
| Ututos. Recife 11 de outubro de 1855.
O secretario, Galdioo Joao Jacintho la
Cunha,
O eoranel Eranciice Mamada da Almaida de*
clin, qa lera iulerposlo o reearso de appeHicao
pin o tribunal da relacao, da parlilha que se le; da
heranca d aua fallecida iriuSa 11. Mari traucisca
de Almeida, a da Malenca que a julgob ; qua es aa-
Uu-xom u dito raturso ja tubiram para o mesmo tri-
bunal, por itso que un caso de ser previd a ap-
pelUcao lia de ler lanar i reforma a parlilha ; pre-
vine a quem interessar, qne nio pode par on ter
lagar venda do ben de raz que couberam aa
herdeiro. Recife 9 de ontubre de 1855.
No dia 8 do correute, at 8 horas da noile, fu-
gio do engenho Jurissaca, freguezia do Cabo, om e-
envo de uom Manuel, crionlo, com 35 aunas de
idide, poaco mais ou menos, de estilara regolar,
rosto eomprido, cabellas earapinhut, albos prelos,
nariz pequeo e chato, bocea regalar, pouca barba,
lendo o oflleio de carapin; levou camisa e ceroula
de algodo: quem o apprehender lava-a ao dilo eu-
genlio, que ser generosamente gratificado por Do-
mingos Francisco de Soasa Lelo.'
Ouerece-w por arreudaueiilo um sitio no lagar
da Varzei, com casa pan morada, cojo silio esla
bem plantado com muito boas fractairas, a com bai-
xa para pa uta cao uo lempo de verao ; alm da casa
lem um lelheiro e perlences para a fazer farinha :
Irala-se sobre esle arreudameoU uo lagar do Reme-
dio,litio denominado Euguihoci.
ATTENCAO'.
Precita-se de don borneo forros uo captivos, ou
mesmo ennoeiros, que se queiram empregar am nuia
canoa que lera da servir de dar passagem da qu da
Aurora para o Ihealro de Sauta-lsabel, e deste para
aquella ; paga-te bem e se eonvenciooa inleresse nos
lacros, que possam hver : trila-sc no pateo do Cir-
mo o. 9, primeiro andir, a loda e qualquer liara du
dia.
Precita-se de um caixeiro de 10 i
para liberna, qoe taiba ler e escrever :
Cruz n. 41.
l'recisa-M de nma ama pira cita de pouo fa-
milii : ni ra estrella do Rosario, deposito n. 4.
Preclsa-aa de urna ama com bom leile : oa ra
estrella do Rosario, deposito n. 4.
O curador liscal da matsi fallida de Antonio
Aogaslo de Carvalbo Mariiiu, convoca ao credores
da metma mana, seguadb o daapaeho do Exm. Sr.
Dr. juiz de direilo do comuiercio, pata comparece-
rem em casa da residencia da mes.no Exm. Sr.
juiz, pelas 9 horas da manhaa. no dia 16 do crrante,
alim de se proceder a uomeicSo da depositarw da
mesma masa, vislo que nlo a reuni numero sufti-
cieute no di 3 para qae foram convocados.
An Eiiglichroan oflers hit servicie as good
plain cook or lo make linnelf gmerally usefuifor
riirlher particular applv to Ibe EnglUb Hotel
wiges modrale.
Panorama.
STIMA E ILTIIA E\WISIf*l.
FBKOK LEMBCKE.
Tem a honra de avisar a respeitavel pu
que no dia 41 do correute muduu de vistas, e ando
esla i ultima exposicto presenta todas vistas ele-
sanies, enlre ellas allomas d* guerra do Oriente,
como o ataque dos Sardos na valle de Tcliernsya, a
vUta geral da bell Cachoera jaula a Baha. '
O pr he 501) ri. cada pessoa, e acha-se aberlo
das 6 as 9 horn di noile.
CH4ROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ter na botica de Bar-
Iholomeu Francisco de Souza, ua ra larga do Rota-
rio n. 36; garrafas grandes 59500 e pequeas 39000.
IMPORTANTE P.UW 0 PUBLICO.
Para cura d phlisira'Viu todos os seus diDereules
graos, quer muffvada por eoustipacoes, losso, astli-
ma, pleuriz. escarn de singue, dor de costados e
peilo, palpitado no coraran, coqueluche, brouebite
diir na garganta, e ludas as molestias dos orgaos pul-
monares.
KAVAI.UASIA COMTifiTO E TESOLRAS. *
Na ra da Cadeia do Recife i. 48, p>
dar, escriptorio de Aususlo C. de Ao
Duam-se a veuder a eaJOOO o par (preco
bem conhecidas e afamadas navalb de barS
pelo hbil fabricante que foi premiado na e
de- Londres, aa quaes alm d* duraren extra
riaroenle, nao s sen lem no rosto na acrfto di
vendem-s com a condicSo de, nao agradando, po-
der em o eon-.pradores devolve-la ale 15-diasdepois
pa compra reUluindo-*e o importe. N mesma ca-
sa ha ricas letonrinhas para unhis, fritas pelo mes
mo faincaole.
Precisa-sede urna ama de Icite: no
pateo do Hospital a. 28.
I

uriiinn rurunian runniiTninn





V
CONSULTORIO DOS POBRES
60 KUA WOVA 1 AJTB.tR 50.
QIMIO QE PEHM^BUtO SEGUHQA FEIRA 15 OE OUTIJBRO QE 1855
l'ERNAM-
tr.V. A.Lobo Moscoiod consultas horaeopalhicas todos os di.s aos pobres, desde U horas da
inauhaa aleo meio dia, c cm casos extraordinarios a qualquer hora do da ou noile.
Ollai-ece-se igualmente para pralieer qualquer operario decirursia. e acudir promplamcnte a qual-
quor mullier que esteja mal de paito, o cujascircumslanci.Miaopermillam pasar ao uiedico.
1 WNSULTOHO DO'IR. P. A. LOBO I0SC0Z0.
30 RA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Mauual completo de medicina liomeopalhica do Dr. O. H. Jahr, tradusidoem por
tugues pelo Dr. Moscoxo, quatru yolumes encader nados en dous e acompanhadode
un diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia. ele,ele.
iovm
tilia obra, a maisimporlanle de (odas as quelralam doesladoe pratica da homeopalhia, por ser a uiiic
que conlm a base fnd/mer.t. ^a doolrinaA VATUOENESIA OU EFrKITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EJ1 ESTADO DE SAUDE-couhecimento. que nao podem dispensar as pes-
aoai que se querem dedicar i pralica da yerdadeira medicina, ioleressa a todos os mdicos que qoixerero
oinerimenlar a.rfoulriua de Hahnemaun, e por si meamos se eon\encerem da verdade' d'ella: a todos os
a seudeiros e senhores de engenho que estilo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capites de navio,
que uuia ou outra vex nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo sen ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circunstancias, que nem sempre podem ser preveuidas, solobriga-
dos a prestar i tonttneM os primeiroa soccorros em suas enrermldades
O vade-mecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do' Dr. Bering
obra tamben, til as pessoas que se dedicara ao esludo da homeopathia, um volu-
mo grande, acompanhado ilo diccionario dos termos de medicina 1(1-000
O diccionarioidos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc., encariado'. ". '. 38000
em verdaderos e bc-m preparados medicamento* nio se pode dar om pasto seguro na pralica da
homeopathia, e o propietario desle eslahelecimeulo se liaonaeia da le-lo o mais bem montado possivel e
uiagnem duvida hoje da grande superiondade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes............
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 101, 12 e 13000 rs. '
ditoa a.. .;....
iiiXKX)
89000
Ditas 48
ditos
Ditas 60
Ditas 144 ditos ........ ...... %S
tubos anises............... '.'.'..'.'''' |ioo0
Frascos de meia anea de lindura.........., ...... ->?000
Ditas de verdadeira (indura a rnica.......".'.'.'."...... -W.KI0
Measa ha sempre venda grande numero de tubos' de rysu d diversos tainaiTlios,
licamentos, e aprompli-w qualquer eucoromenda de medicamentoscom (oda a brevida-
de e por preces muilo commodos.
lotera do gymnasio
BICANO.
AOS 5:00>\ 2:500jj E 1:000.s.
Acham-se venda os bilhetes e cautelas do cau-
lelisla Antonio Jos Rodrigues de Sooz. Jnior, da
lerceira parle da segundadoleria do Uvinnasio, na
prac,a da Independencia, lejas ns. i, 1.) 15 jo-
ra Direita n. 13 ; aterro da Boa-Visl* n. 72 A, e
Da na da Praia, loja de hiendas n. 30. Cuja lote-
ra ja correr pelo novo plano, estrellido ilo escellen-
llnWDO plano das lotera* do Rio de Janeiro, o noal
combinando-te com os que at ;>qui leni llovido,' se
v claramente a grande vaiilugein que oirerec'e ao
log.dor por ruiiler matar nuineiu de premios de
oO, 100JJ, 508 o de 25a, como por ejemplo :
Plano velbo. Plan novo.
t premios de 200 6 premios .le 250
8 ditos de 1008 10 dilos de 100o
12 ditos de 0O8 20 ditos de 503
30 ditos .lo 208 60 ditos de 253
bardada beque o velbo plano lem na norte grande
em eu favor a diflereoca de 1:0008 e na immediata
a de oOOb, porcm nao lia duvida algum- que esta
differeiica nao he superior que cima se moslra,
pon que pelo meuos ha, alm de nutras vanlagens,
em ravor do novo plano, a de pagar menos os oito
por cesto na quanlia de 1:500 de differenca as
duas sorles grandes, reverleodo era lavor do josador
mais 12U que eslava entrando para o cofre publico,
ja 13o bem aquioboado.
O andamento das rodas he em o dia sabbado, 20
do corrente. As fortes que sahirero em seus bilhe-
tes e cautelas silo irnmediatamenle pagas por inteiro
sein descont algum, logo que se dUtribnam as lio
eudo srandes em seu escritorio, na ra do
Colle;o n. 21,
referidas lojas.
Bilhetes 5700
Meios
Teifos
Quarlos
Quintos
Oilavos
Decimos
TRATAIEHTO HOIEOPATHICO. v
Preservatico e curativo
DO CHOLERA-MORBUS.
PELOS DBS.
c:Mm/*.M.: jb jf^xmc
ou iu,fruccao ao puro para se poder enrar desta enfermidade. admini.lr.11do os remedios mais ellicaies
liara ata fha-la, euiquadto'se recorre ao medico,oo mearoo para cura-la iudependenlc destes nos lusar.s
em que na os lia.
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Este* dous oposculos contm as indicaces mais claras e precisa, so pela sua simples c concitan nesi-
ro esta aoalcance de todas as mlenigeiicias. nao so pelo qoe diz respeilo Sos meios curativo como nriii
wervalivos que lem dado os mala satisfactorios resultados em toda a parte en! aue
ellesteai lia*potos 0111 pralica. 7" "^ M
Sendo oTHHDenlo homeopalhico o nico qae lem dado grandes resultados nocuralivo'desta horri
-taTasafereaidade, jateamos a proposito Iraduxir ales dous importantes opsculos emtinaua verncu-
la, para deal'arlefacilitar a sua leilura a quem ignore o frencez. D
Vende-se unicauwDle ao Cousullcrio do traductor, roa Nova n. 52, por 2000 rs.
ANNUNCIO.
rmazem de fazanda* baratissim.is, na ri
1 ilo Recife n. 50, defronle da roa da Ma
dre de Dtos. quina da segundo bo-co viudo da pon-
te. lado esquerdo. Neste estabelecimento achiras os
izeudeiros, cuinmereiantcs do centre, e o pu-
r,i|. um completo soiiiinenlo de fazendas
e ^rossas, lodss de boa qaalidade c sem avaria,
i dinheiro a vista, se veudem por preoos bara-
ios ; asslin comolMia dispmir^o para bem ser-
vir e agradar a lodos os freguezes que se dignaren)
honrar o eslabetecintenle.
JOLAS
nados, com loja de ourives ua ra
11. II. confronte ao paleo da matriz a.ra
1, fa/em publico, que esli muilo sortidos dos
uais rico* adinrenles gastos de todas as obras de
tanto para senlioras como para mi-
men* a meninas, a continan) os precos ine-mo ba-
aatos ido : patiar-se-lia uina i-nnla com
rMPft*abiliilde, especilicaudo a qualidode ilo ou-
ilales, fcando assim garantido o
appirecer qualquer duvida."
Scraphim & Irmao.
( O l)v. Hihciio, medico, iiiudmt k
0 sua residencia para a casa cinzen-
la do qualrb andares, na rua da
9 Cine. 11. 15, onde pode ser pro- (pf
curado a qualiiuer hora. tt
Al!LA DE LATLM.
Ojpadre Vicente Ferra- de Albuquei-
(|ueniU(iou a sua aula pata a nur do Kjfn-
;el n. ti, onde continua a 1 eceln-afoffi^
nos intoi nos eexternos desde ja' por m-
dico preco cmo he publico: quem se
Iu,/ de seu pequeo ptestimo o,
r no segundo andar da refe-
ualquer hora dos dias uteis.
' .tur a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
LaTBAHIUO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
IOS PUS DE FAMILIA.
ti ora casada, lesMlmeule aulorisada pilo
jante da provincia, temi nbcrlo uina
colar de inslroccao elemenlarpara o sexo
imn, na praCa da Boa-Vista sobradb n. 32 se-
Mar, oller.ee o seu prelimojios pas de
la para ensinar a ler, senver, e SnUrVdou.
flaRa, coser, lardar de todas as qualidades.
Bao, e lodo maisconcemciile ao eusiiiocom-
s aeiiiuas : e londo a casa bas'taults comino-
ha i^ualineulc pensiooitlas e rueio-peusio-
las, toni quem empregara todo o desvelo possi-
ALllAM-SE
duas excellentes casas, urna 110 aleiro Uo
Varadourocm Olinda, junto a potite, a
ual fot do fallecido fenoel Lopes Macha-
cona grandes commodos para nume-
rosa lamilla, com porto de desembarque
I no sitio da mesma casa e com arvoredos,
J-coina vista se podera'jnlgar; outra de
forado c grande quintal, no Varidouro,
que loi do tallecido Joaquin^ Jos Rabel-
lo, ambas pintadas e promplas : a tallar
na ruada Cruz do Recite 11. 65, segundo
andar, ou com Joaquim Lopes de Aluieida.
e ~,'N" *'a ,<7 Ho correl,|e. depois dd audiencia do
r. Ur. juiz d. felos da farenda e nal sala das mes-
rnas se hao de srremalar todos os > *
loo(,a que compunham a botica d
Carvalho >l0 aterro da Boa Vista,
ol^!. mui,us mvdicameiilos, luda avahado por
HO, e vso a praca- por ezecuao da fazenda na
primeiro andar, e as oulras em as
Recebe por inteiro 5:0008000
22? 2:5008000
f*XX> 1:6668666
1j00 1:2508000
18200 1:0008000
6*0 58000
Vieesiraos 340 2510000
O niesmo caulelisla declara, que quaulo aos seus
bilhetrs ioleiros vendidos em originaes, su se obriga
11 pagar os oito por cenlo da lei as sortea grandes,
deveudo o possuidor receber do Sr. Ihesoureiro o
seu respectivo premio. O caulelisla,
Anlonio Jos Rodrigues de Souza Jnior.
(I arrematante dos impostos das aferi^des de
mscales e boceleiras do municipio do Recife faz
scienle aos uiteressados, que se ada com a casa aber-
la em a rua da Florentiua n. 36, derronte quasi da
casa que outr'ora servir ja as aferiooe, prevenin-
do que j dera principio as mesmas afericoes du an-
[>o de 1856, lendo de se lindar o prazo pa'ra os e-ta-
belecimentos que de presente se acham, assim como
os que forem postos dentro desta lempo, no lim .lo
mez de dezembro prozimo futuro, devendo ser pro-
curado na referida casa por se acbar aliarla lodo, os
das olis, das 8 horas do dia aleas S du larde.
M. Fonseca de Medei-
ros, competentemente ha-
bilitado cautelista das lo-
terias desta provincia tem
exposto a venda as
pornr
loja de
suas
cautelas, e paga os premios
que porventura tenham de
nellas sahir; em sua loja,
pateo do Terco n. 18.
Ocauleliita Anlonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior vende para negocio, em seu escriplorio, rua
do Collegio o. 21, primeiro andar, bilhetes e caute-
las da presente lotera aos prejos abaixo, sendo de
1U0S para cima a dinheiro a vista, em enjos bilhetes
e cautelas, as sortea grandes que sahirein sao pagas
sem descont algum, logo que saia a lisia (eral.
Hilhelca iuleiros 58500
Meios 287.50
1erros 18860
l.liiailns f 15100
Ouintos 18120
Qitavos \^ Decimos \ Vigsimos \p 700 560 290
conados objectos o pudeui fazee iw deposito aeral.
O solicitidur do jurzo, Joaquim Tlicodoro Alves.
otloem ardeos aiphabeUea, com a descripo
abreviada de lodatas molestias, a indicaejito plijsio-
ea de todos as medicamentos lio-
leopatliicos, seu lempo de ace,ao e concordancia,
de nmdiccionari,da signilicacao de lodos
rmos d medicina a cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
J. A. J. DE MELLO MORAES.
s para esta obra no consultorio horne-
lo de Dr. l.OBO MOSCOZO, rua Nova n. 500
primeiro andar, por 58000 em brochura, e 6900,
enea de ruado.
Massa adamantina.
e reconheeida a excedencia desta
i chumbar denles, porque seus resul-
semprefelire sao j do ftamioin rio publico.
los de Oliveira faz uto desla preciosa
a o lim indicado, e as peasqas que qui/e-
ra-lo dispondo de seus servidos, podem pro-
i-lona travessa do Yigar n. I, loja de bar-
beui
oua
. 'sutic igulo Ferreira da
i ^' i sua residencia para a rua da
Uamboa do Carmo n. 38, primeiro andar, ou-
j de poda ser procurad para os misteres de
sua prolisso, bem como no pateo do Colle-
gw.dulUui.Sr. l)r. Fonseca.
Noeogeaho 9. Jojo de Iliimaracii precita-sc
de um born felor : quem a isto so auize'r propr,
> eunheeimentu de sua cofldoet e eapacidade
da Aurora n. 62, cata do Dr. JoAo
zarra deMenczei, on ao dilp engenho, a
o proprietnrio.
----- --------- ^--- m > i' i.i i i 11 ii ato-
etOBkl contra o ihio Benlo l.uiz, ot rYetedentes que
anlecipa lanienle quizerem ver e examinar ot men-
bjecloso podeui l'azer no depos
lor do julzo, Joaquim Tlicodon
Attcjncao.
A taberua da rua Nota n. 50, acha-sc'complcla-
meutesorda com muilo bons gneros, e por multo
commodos precos.
: DEHTISTAFRANCEZ. :
Paulo Oaignoux, dentista, eslabelecido na
rua larga do Rosario n 36, segundo andar,
colloca dcnlescom a pressilodo ar, a chumba *}
dente com a massa adamantina e nulros me-
laes. X
ave
Precisa-se de 3008 a juros eam bvpolheca em
um sitio na estrada de Joao de Barros : quem liver
dirija-so a ma das Trincbeiras n. 6, que achara com
quem tratar.
Retratos.
No aterro da Boa-Vista ii. i. lerceiro andar, con-
Unua-se a tirar retratos pelo syilemachritlalolvpu,
oom inuila rapidez e pe feirao.
lotera do gymnasio pernam-
BCANO.
CASA DA FAMA.
AOS o:000.s-, 2:.".00^ E 1:000.>.
0 caulelisla da casa da Fama, Antonio da Silva
j Uuimaraes, lem expolo i venda os seus mailo afor-
lunados bilhetes e cautelas da lerceira parte da se-
guuda lotera do Gymnasio, a qual corre no dia >0
3o corrente. e estilo i venia as segninlea casas
aterro da Boa-Visl.i ns. 48 e 68 ; ma do Sol n. 7->
riL.p"c* ''" '"dependencia ns. 1i c 16 ; ruado
jollegio n. !l; rua do Rangel n. 5 ; rua da Cruz
n. 13, loja, e rua do Pilar n. 90.
PRECOS.
Ililhelcs inteiros
Meios
Suartos
ilavos
Decimos
Vigsimos
O mesrno caulelisla declara, que garanle iinic.i-
menle os seus bilhetes iuleiros em originaes, pagan-
do os Ires premios grandes sem o descont dos oito
por cenlo do imposto geral.
Alujase por preco comoiodo um silro na Tor-
re, margem do rio : na rua da Sania Cruz n. 70.
No dia 17 do corrente. depois da audiencia do
sr. Dr.juiz dos (eilus du a/.enda c ua sala das mes-
illas se ha de arrematar um carro fnebre cin Iran
uso avahado por 60S, penhorado por execu. o da
fazenda nacional contra Francisco Cucas l'errira, o
qual se a^ha no deposito geral onde pode ser exami-
nado |>or quem o prelender, e no dia designado uo
lugar da praca. O solicitador do juia
llieodoro Alves.
CONSLLTORIO CINTin
(Gratuito para os pobres.)
Ilaa de Sanio .maro, [Munio-Hoco n. 6.
i Olegario l.udgero Pinito da \
ir onsulla lodo os dias desde ns 8 horas da 5
J BJanha alo as 2 da larde. |R
\ isila os enfermos em seus domicilios, das kM
atVoras em diante ; mas repentinos E
ede molestias agudas egraa as visitas serio H
fe'.is em qualqner hora W
As molestias nervosas inererem lialamcii. Bl
especial segundo meios hoje acouselha,,"
pelos pral.cos modernos. Estes meios J &
. teai no comm-loriocentral.
HR39HK-
O9700
2800
1840
7C0
600
320
I J. JANE. DENTISTA, |
# continua a residir na rua Nova n. 19, nrimei- 2
ro andar. v !
i
Novos livros de homeopalhia
lodasde sununa importancia :
Halineniaun, tratado das molestias
lumen.........
Teste, rv-oleslias dos meninos ..!.']
Hering, homeopalhia domestica. ".
Jahr, pliarmacnpa liomeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes \
Jahr, molestias nervosas.....]
Jahr, mulcslias da pclle. ..."*'
Rapou, hisloria da homeopalhia, 2 voluines
Harllimann, tratado completo das molestias
dos nieuiuos.
A
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ero francez, sob
ebronicas, vo-
208000
68000
78000
68000
. 168000
68000
88000
168000
10800o
PUBLICACAO COROGRAPHICA.
Esta' 'venda na liviana classica n. 2.
no pateo do Collegio, a obra intitulada-
Breve Noticia Corogrfpl,ica,do Imperio
deUra,! ecnptaem ,851; e ro^
aosS.s. asstgnantes .}i,e tenham a bon-
dadede" exempla-
'* lan.adoCol-
lefflu h^j.
,.,r XW'M "'" S'ade siliu ua estrada du Rosa-
" 'XL* "T' '-VaM8s- u "enle po-
mar da arangeiras de umbigo. bunaueiras raiupir.
ruirc'^em r^ f-teiraT ul?" n?o
a de udo UrrJM "".V* ak"?uel d0 ".
A Teste, materia medica bomopatliica'. Sot!
De Fajolle, doulrina medica liomeopalhica" Taono
Clnica de Slaoneli ...... (skki
Casling, verdade da homeopalhia. '. SSlii
DicciouariodeN\steu......' i
Alllas completo de analumia com bellas es-
tampas coloridas, coutendo a descripeo
de toi'as as parles do corpo humano .* 308000
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, roa Nova u. 5o ri-
metro miar l"'
es-
-ii i eiiiil.it eis accos com lanuda de
mandioca no valor de >10, penhoradas por evecu-
qao da fazenda nacional contra Belarmmo Alves
Arouche, e estarn prsenles .10 lugar e hora do
costuine.O solicitador ilo juizo, Joaquim llieo-
doro Alves.
No dia 17 do crrenle, depois da audiencia du
Sr. Dr. juiz dos feilos da fazinda, ua sala das roes-
iii.., se ha de arrematar urna escrava criuula de no-
meCjpriana com habilidades e idade de : anuos,
pouco mais ou menos, avahada em 008, penhora-
da por execu<;ao da fazenda nacional contra Joilo
Bernardino de Vasconcellos.O solicitador do juizo,
Joaquim Theoduro Alves.
Joao Bernardo de Carvalho Pinlo, por ordem
16 do crreme comparecereni pelas :i horas da larde
un casa de sua residencia ua rua Direita n. 113
pela ultima vez, para lomarem una deliberaran so-
bre os negocios do mesmo.
Aluga-se urna casa propria para passar-se a
festa, no sitio do Cajueiro : quem a pretender, diri-
j.i-se ao mesmo sitio, que achara com quem tratar.
COMPRAS.
Compra m-se
fraseos \asios que tenham sido de agua de Colonia :
na raa lardado Rosario'n. 37.
Barato que ad-
mira.
Conlinua-se a vender manleiga ingleza superior a
800, 720 e 640 rs., dita para tempero 400 r-., e ou-
Iros mais gneros por menos do que em outra qual-
quer parle : na rua larga do Rosario, taberna pin-
tada de azul n. .17.
Vndese no lugar da RosarrtftM ui
sitio c.i|N de conservar animalmente 12 vaceasde
leile, com ptima baixa para capim e multa, nrvores
de fruclo : a tratar na rua do Oueimado a. 63.
Vende-se queijo do serlao muilo fresco a 480
a libra, e carne a 280. queijos do reino inniln novos
a 18,00, manleisa ingleza a 8S0, dita franceza a 720:
na taberna da rua dos Mari} ros n. 36.
Vende-se urna ovelha bstanle grande e gorda
e com muilo booi leile, com uina cria : na Soledade
casa lerrea ua quina da rua do Progresso.
Vende-se babado de todas as larguras
tanto lizo cmo bordado, mais barato do
que em outra qualquer parte : na ruado
Cabuga' loja de miudezas n. 4.
Vendem-se raeias de lia de carneiro
tanto para hornera como para senhora,
rero coinmodo : na rua do l^abuga'
e miudezas n. 4.
Vende-se na cocheira da Jos Pinlo Ferreira,
na roa de Apollo, um cavallu mellado, rovo, pro-
prio para cabriole!.
Vendem-se 6 cadeiras e urna mesa de meio de
sala, e um sola, lodo de amarello, com piuco uso e
uiuiiu em conla : na rua das Cruzes n. 29.
Almanak del^embranras Luso-Brasileira,
para 1S3G.
1 Hlame em 32, com 381 patinas, 426 arligos e
126 gravuras, por Alexandrc-Magno deCaslilhohe
o li. voluuie. he una pequeuina enciclopedia
principiada em 1851, e a que nao he estranho ne-
nliuin dos ramtis dos conheciineulas humanos, pela
icdacc/io dos autores, cujas producoes, em verso ou
em prosa, honrain as paglikis do linauak de 1856,
e vende-se na agencia livraria n. 20 da e-quina do
Collegio, onde ,b acdin tambemos volumes dos
muios anteriores. Preco 800 rs. por cada vnlume.
Vendem-se pipase barris, garrafa" ebolijes va-
sias, e caixoes de diversos lam.iiihos, 1 braco peque-
o, novo, de balanza do antur Rorno & Coiupauliia,
pesos de lirouze, c unullos mais ibjeclos proprios
para taberna porscrde urna que *edesinauchou: ven-
de-se ludo muilo barato por se querer acabar : ua
rua da Croz n. 39.
Km casa deHenry Bruna StC, rua da
Cruz n. 10, ha pura vender um grande
sortimento de ouro do melhor gosto, as-
sim como i-elogios de ouro de patente.
Km casa de llenry Brtiiin &C, ru da
Cruz n. 10, vendem-se:
Lonase brins da Russia.
Instrumentos pora mtisica.
Kspelhoscom moldura,
(ilobos pa jardinr
Cadeiras e sofa's para jardim.
Oleados para mesa.
Vistas de Pernainbuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
PIANOS.
Nenilem-se em C, rua da Cruz n. 10, ptimos piauos
cliegados no ultimo navio da Europa.
>endem-*e 3 esoravos muros, de bonitas figu-
ras, urna dita boa cozmheia. c mitra dila de lodo o
servico : na rua Direita u. 3.
YE.NDE-SE
g na rua do Crespo, loja am'arella n. 4 3
*5 Sedas de quadroschzas ede lislra, aHUOrs. fi
if: cailu covado. M
jj| Crep de seda liza furla-rres a 800 rs,o W
covado.
Lories de larlataua branca bordada a matiz.
K oulras mullas fazeudas modernas chega-
das ulliinainuiite ile Para.
seda de cores a
^r tmljuco.
Na>q. tir.i \ amarello. nos qualro ralilos da
rua do U y, ii.au, de Jua Morulra l.opcs. ha
Jm coinj- ortimuiilo de sedas de ores, adamas-
cadas edjTW
a Pe n.iiulmr
assim rouio man
muilo bom goslo.
A >SO0O l-s. para senhora.
9 Vendein-sc cha|ieos de seda guarnecidos de S
g luco .le blnude cun um pequeuo defeilo de i?
5 mofo.
7 Dilos de
8 fila.
JJ> Ditos de seda e franja, lodos prelos, com
9 Ouarnicao de llores e lilas, carmczim a
t 1)9000. J
;* N'a rua do Crespo, loja amarella n. 4. tt
Vendem-se 10 IravM de qualidade, com 40 a
mais palmos: no largo do Tarjo n. 137.
Agua dentfrico de Philippr, balsmica espiri-
tuosa, verdadeira conservaran dentaria, preparada
por Philippe: vende-se na botica de J. Almeida Pin-
to, roa dos Quarleis n. 12. <
Vende-se um cabriole! com irreios, lodo.novo
e anda nao servido, por preco coinmodo : na rua
Nota, cocheira por haixo da cmara.
Veudc-se a ca n. fi da ma do Carmo, em O-
linda. terreno proprio e de pedra e cal, conleodo
porta e janella. 2 quarlos. cosiaba e quintal bailan-
te extenso : quem pretender. dinja-e a ruadoQaei-
mado ii. 63, que se din quem vende.
Vende-se um sitio na Torre, margem do rio,
porjpreco coinmodo : na rua da Sania Cruz n. 70.
l\a rua larga do
r Rosario ti. 58,
vendem-se leva de pellica de Jouvin.brancas e ama.
relias, para senhora e hnmem, mais baratas do que
em outra parle.
Ao senliores de engenho.
No Recife, primeiro armazera de farinha de Iri-
!?.? be^? do farinha gallega, em meias barrlc
qnaljdade.de Lisboa, e saceos das marcas mais acre-
ditadas do Chile, que lem viudo a este mercado.
POTASSA E CAL YIR6EI.
No antigo eja' bem conhecido deposi-
1o da rua da Cadeia do Recife, escriptorio
i. 12, ha para vender muilo superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
cal v.rgem de Lisboa em pedra, todo a
precos rauto iavoraveis, com os rpjaes fi-
carao os compradores satisfeitos.
Vende-.au terreno proprio, tilo na rua Im-
perial, com 00 palmos de frente ( 800 de rundo,
lodo aterrado e promplu a ser ediHcado, melusiM-
iima canuda de lijlo o cal dentro do memo terre-
no : Irala-M aa mesen, ma, ras., n. 174, com Vielo-
rino Francisco dos Santo*.
Attencao ao novo sortimeuo de lazendas
bar atissimas.
Novas chitas da corea segaras e alaomas de pa-
(Iroes novos a 160, 180. 200, 320.a 240 o covado,
corles de chita de bonitos desenlio*, pudro** inleira-
mente novos, com 13 covados por :lf), riscdot fran-
ceses linos a 240 e 260 o covado, cassaa francesas de
cores, padret bonitos e delicados a 600 rs. a vara,
nova melpomenes de quadros de cores a 640, 720 e
SOO rs. o covado, hamburgo fino, de bba qualidade,
para lences, ceroulas e to.lhasa 99, 99600 e 109 a
ca, e das melhores |ieca de 20 varas, novo panno find'para lences, enm
No Aterro da
Boa-Vista n.
de noneca;
8, defronte
arma-
Chcaaram ulliinamente biscoilos iugletesfioos em
atas grande, pelo diminuto proco de 39100 alai.,
bolacha de soda,-dita .lo aramia, dila americana ;
cerveja ingleza muilo boa a 48O0 a dazia ; cha da
india de Indas as qualidades ; presuntos do Porto 1
a libra a .120 rs. c mullos oulras gneros de supe-
rior qualidade por menos preco do que ero outra
qualquer parte. n
FLOK DE FLOR.
A Farinha de Santander Flor de Flor
he a melhor farinha de trigo que existe em
todo o mundo, por isso sempre hequah-
cada a mais superior em todos os merca
dos, aonde tem sido importada ; he esta a
primeira vez que vera a este mercado,
porem. garante-sc a veracidade da infor-
mado : vende-se nicamente no
zem deTasso limaos.
COCNAC VERDADE1R.
>ende-seoierdadeiro cognac, lantu ero garrafas
como en g.rraroes : na rua da Cruz u. 10.
Cobertas de seda e laa.
Na rua do Ireapo n. 5. vendem-e por mdico
preso caberlas de seda e Ua.ture.s.dos mais bellissi-
ncro* *ariad0S fl0*,0, *'ue ttm Pparecido ueste g.-
Cortes de meia casemira a 2000
Na loja de (iuimaraesci Henriqnes, ma do Cre.-
po i. o vendem-sc meia, caaemira de superior
qualidade, pelo beratissin.o preso de 29000 o^orte
I.ZL.^"iTi"* SacCi" com '"',0 sPior, regu-
lando de 90 hbras pura cima, a 49000 ..acca, cho-
aado Dllinumertle de Hambargo: n. Ir.veis.
Madre de Dos n. i(. mmm de Agoalinlio
reir Seora tiuimarae*. ;-
Vende-se farinha de mandioca da mais nova
i mercado a 3fW : na Iraves-a d, Sl.dre de De
.'aris CAgS,"h" FeW** Ser lioi-
da
Fer-
Batatas
A 00 (i 1,000 rs.
a arroba, cm muilo hum estado : n. travessa da Ma-
dre ile lieos ii. 16, armazcm de Agostinho Ferreira
>' 111 H liuimarars.
A boa fama
Ricos pcnles de l.utaruga para alar cabello* a 49500/1
Ihlos de alisar lambem de tartaruga SHN
Dilos de marlim lainbeni para alisar 194(2
Dilos prelos de verdadeira bfalo para alar
cabellos
19280
l.uvas pretas de lorral com bololas, fazenda
boa
.uvas de seda decores para hemem e senhora Igot
l.iudas meias de seda de cores para chancas 1-jMOt
Meias pintadas lio da Ecocia para criiiVs240e 40
Bandeijas grandes e de pinturas linas 39000 a "
Papel aluiaco areve e pauta,,------<-----
i',... i .i,. ..^... ..._....____.**
mais de 2 varas de largura a 29240, chales de Ma
graudea de core* com barra a 59300, ditos de case-
mira finos e muito bonitos de cores com barra por
88, setiru prelo macan superior, proprio para vesti-
dos e colletes, por prejo qae em particular se dirt,
(hales de seda grandes e pequeos, e oulras mullas
lazendas, que a dinheiro visla se vender por ba-
tatisaimos presos : na rua da Cadeia do Hecile, loja
n. 50, defronle da roa da Madre de Dos.
Pratos ocos patentes
paru conservar a comida
quelite: vendem-se na pra-
va do Corpo Santo, arina-
'xein n. 48, de Kostron Ro-
oker #C.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de manijjoca
em saccas que tem um alqueire, tBedida
velha por oa'000 reis : nos arm%en n
.), 5e 7, e no armzem delronte d, porta da
alfandega ou a tratar no escriptorio de
Novata & Companlna na, nfc'do Trapiche
n. o*, pnmeiroandar.
I.ABVRlNTHos
ido dhnmPU f'' "" objaclua ertegaaet,
"n.. n" g0Sl ''* b-< a- rua da
(.rus o. J4, primeiro adar.
I
i
t
- $9$9)
POTAJSSA BRASILEIRA. >
Vendexse superior potassa, fa- fa
br.cada no R0 de Janeiro, che- S
gada recentemente, recommen- |
da-e aos senliores de engenhos os 1
eusjjong elleitos ja' experimeu- J
d<- na rua da Cruzn. 20, ar- *-
ma
c<
zem de L. Leconte Feron &
m pan I lia
IECHAHISIO PAR MGE-
IfiO.
NA FUNDigAO DE FE8R0, DO ENGE-
miElRO DAVID W. BOWNIAN. nh
RUA DO BRM. PASSANDO O UHA-
FAHIZ,
ha sen,,re m g,,nde aortm(,,0 >* seguinte ob-
^? \Z?~m'"TpTop''> paraer-Kenhos, asa-
lier : mor-nda a meias mi.enda, d, ,ais B10dera
Mnatrncrte ; lata. d. ferro fll|do e b*lU,S.
superior qoalidadee da ludo, os lmannos
dentada, para agua ou anim.es, de Zh tVoiW
enes ; criw..a bocea, de fur,.!,,, ^C^X'_
eiro, agurlMe., bronz.s, nar.fu, c cavila, mi-
nho de mandioca, ele, ele. '
NA MESMA FLNWCA O.
se eseeulam todas a* eneominaadas com Miperio-
ndado ja conhecida, e com a devlda presteza e com-
modidade em preco.
Attenciio*
.Na rua do Crespo a. 1, loja da esquttia que volta
para a rua das Cruzes, veudem-r aa segumlss fa-
zeudas, recentemente chegada peto ultimo navio,
por menos preco que em oulra qualquer parle : la-
vas de pellica de Joavia verdaderas, brancas o da
corea, cllele* de se Uro br,ueo bordado* do ultimo
fa0mh;m1<>,aCai'mIloUd01, dU* ** fira pela
lambem bord.dom u.agas da India verdadeira. par-
dase .marellaa, btfoget a quadros da Hlidos>i-
droes a-fasaada maito nova, chale, de relroa, dilo
de roerind bordados de lodat i -orea, e i
ctaa-ta!d" d#gorto' "" **w*l meu-
Sal do Assu
> lado do Corpo Santo u.i'i.
iioia das 6
porta
lini frente Jo Livramento.
Mad.pole. com loque de av.ria para drfferenles
precos. algodiozinho a pataca a paej, a doua cruza-
duf. dez tusles, cinco patacas, dous mil reis e Iras,
cHM* prelin a cinco mil ce,., e Mte viotent o cova-
do, rassa de flor miada a etaeo pataca*.
NA RUA DQ CRESPO
Lojan.t!!!
Vendem-se pecas de etfoiao de algodao, muilo
boa fazenda pelo preco de J
camaraia de barra, bonitos padrees e muilo boa fa-
aenda, pelo prero da 38000 o corte, maulas para
grvala a 19200 cada urna.
Papel de peso paulado muil
Penas liiiis-iiilas hico de l,n
muilo bas, proza
.rt.ruga
palha da Italia guarnecidusde
Compra-ae um cabriolel em bom estado,
rodas, americano : quem o liver
ir ver.
de 4
para se
Compra-se un gamao em bom estado : na
rua da Cadeia do Reci/e n. 64.
VENDAS.
Orarao contra a peste e o cholera-
morbus.
\ emlem-se corles de lirim branco de pu- *
W ro linho pelo diminuto preco de 19600 (Jt
9 cada corte : na rua du Crespo n. 9, de JoAo a
9 Moreira Copes.
Veiidem-Bo no armnzem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife. de llenry Uibson, os mais superio-
relogios fabricados em Inglaterra, por preco
res
mdicos.
Bons gestos e ele
boas qualida-
des.
Acha-se venda na livraria n. (i c S da prac da
independencia um follietiiiho com diflcreules'ura-1
meiro audar.
Lotera.
No aterro da Boa-Vista n. 48, vendem-
se bilhetes inteiros da terceira parte da
segunda lotera do Gymnasio, a 5.S200.
SEGUROS.
A companlna Indemnisadora tendo
principiado suas operar/Tes, toma seguros
inarititnos a premios razoaveis: seu es-
criptono na rua do Vigarion. i, estera'
aberlo todos os dias uteis, das 10 horas da
manjiaa, a 2 da tarde.
- Aluga-se a loja de sobrado n. 4S, no Om da
U.r.la^So0r;mUi,0^eja : "X'dJSiS sar-de "*a, ,j"-.
;oes contra o cholera-mprbus, e qualquer oulra pes
le, a 80 rs. cada um.
.. ~ Veadem-ee velas de carnauba de superior qua-
lidade, doCearn em caitas de urna arroba : na rua
do Hospicio u. 15.
Miudezas bara-
tas para aca-
bar coma loja
na roados^u.rfcis, loja de miudezas n. 20, junto
a padaria du !r. Manoel Antonio de Jess, vendem-
se miudezas por preco que realmente Taz admirar,
a saber : libras de lindas Tinas de novello a lalUO,
rranjas brancas de algodao para cortinados a 160 a
vara, penles abortos para atar cabello a 2 a duzia,
camnhas com obrejas pretas e de cores a 60 rs., pe-
as de lilas brancas de linda com 6 varas a 40 rs.,
ditas rozas e encarnadas a 60 rs., ricos espelhos para
parada a lJMX), linlias prelas e pardas para sapalei-
iI-iJLt '*>'' c"r a sjuo a Hura, duzas de briuebs de cores a 100 rs.,
argoliiihas douradas para orelba a 60 rs. a duzia,
caizinhas com 16 novellos de buhas de morcar mur-
i lina-, a 240. duzia! de berimb.os a 120, niilheiros
ale lachas de bomba a 240, duzias de torcidas para
candie.ro a 60 rs., lindas de carrilel de 200 jardas a
60 rs. o carmel, ditas de 100 jardas a',10 rs., botoes
de a^-o para calca a 120 c 200 rs. a grosa, ditos gran-
des para pitls a 60 rs. u duzia, marcas para cobrir
a NO rs. a grosa, bouete de velboliua p.ra meninos
i 400 rs., pares de esporas de ae.o 400 rt., caive-
tes de mola a 240, sapalinhus de Taa para chanca a
MO o par, lesouras finas para coslura com loque' de
errugem a 160, 240 a 320, carrileis de linhasde co-
re, grosai de pennas de ao muilo filias, pares de
lavu de seda a 800 rs., pecas da traucioha de laa a
20 rs., leques linos para senhora a 1, aeaixas para
rapo a 120, etcoraa finas para cabello a 400 rs., di-
tas para roupa a 640, dius para chap., a 500 rs
f" Pi,rf denles a 100 n., caitiuhas para salmo de
barba a 160, ditas com aguihas Trancczas a 160, ca-
nelas fiuas para peonas de ac a 20 rs., garganlilhas
de .Ijorare muilo bonitas a 200, lencos de seda para
grvala a 600 rs., luvas de lio de Escocia a 400 rs. o
par, grosas de bolees para camisas a lo, garg.nli-
llias de missaugas a 20 r.., boles para abertura a
120rs. a duzia, oculos de armacao de aro a 400 rs.
ditos arm.caode inelal a 320, aboloaduas para pa-
litos a 500 rs., ditas par* colletes a 300 rs., alnetes
douraJos para senhora a 160, brinquinhos dnurailos
a'JOOrs. o par, trancas de seda pret. a 120 a vara,
luco prelo de Ituho a 100 rs. a vara, dilo branco moi-
No fino a 100 rs. a var.i, fitai lavradas de teda de to-
das as larguras e cores, e oulras muilissimas cousas
que nao he possivel anuunciar-se. Nesle estabele-
cimento so vendo mallo barato
bar com a loja, e todas as
."Va rua du (Jncimado, nos qualro calilos, na sequo-
ia loja de lazendas ti. 22. defronle do sobrado ama-
rello, vendem-se as seguiules fazenda*, pur precos
que realmente f.zcm admirar:'
Casemira prela de superior qualidade pelo bara-
tsimo preco do 23 c 29600 o covado, excellente
panno prelo lino, prova dalimao, p.ra casaca epa-
Hl a 23500, 33 e 5, alpaca prela muilo' lina a 400,
500 e 6011 rs. o covado, cortes de colletes de lu.-lao de
boa qualidade e bolillos padroes a 700 e 900 rs., bo-
nitas cas-as fram i-/,is e muito finas a 300 rs. o cova-
do, cambraia muilo jia de salpico, propria para
vestidos e roupa de' crauc.a a Ii a vara, camisas
francezas muito finas com pellos de esguio para ho-
mem a 2n800, corles de cassas para vestidos de bo-
nitos padrees a 23. lencos brancos de cambraia de
linho muilo linos e grande* a 63 a duzia, meias finas
para senhora a 240, 300 e 400 rs. o par, ricos chales
de chally com listra de seda e bastantes grandes a
95. ditos de merino muilo finse lisos a 63, luvas de
seda de cores para homem e endura a l> o par, di-
tas prelas de torcal, fazenda superior, viudas de Lis-
boa a 13120, ricos corles de seda para vestido, pelo
baralissiino preeij de 203, ditos de cambraia de seda
de lindos padroes a 6b, chally verde e amarello,
muilo superiur basada, e que muilo se usa para ves-
tido a 800 rs. o covado, romeiras de cambraia e fil
com lacoi de ricas fila* de seda a 13280, grvalas de
seda de jffnitos padroes a GO. meias de lai.i para
padres a 2* o par. crle de casemira finas e de bo-
nitos padroes para calcas a 53, brinzinhos de puro
linho a 240 o covado, ritas eolias de damasco e mui-
lo grandes, pelo haralissimo preco de 103, brin* tran-
cados de puro linho e de bonitos gustos para calcas a
800 rs. a vara, meias cruas par* homem a 200 rs. o
de 200 jardas a 4>?r, chales do larlataua de botutos padroes a 13, cr-
eles da raleas de casemirasde.lsodaoa 13, merm
Irelo, fazend muilo boa a 13500 o covado, lapim
prelo o mais lino quejie possivel enconlrar-.c
prio
simo
1 miradores de Jacaranda com bom rspelho 330O0
Meias de laia nimio superiores para padrea 23000
icas henzalas de caima com lindos caslAes 2a e 33000
t.hicoles linos para homem e senhora alie "WHKI
-Meias pretas de algodao para padres 000
(aravatas de sola de lodas as core. 1 13000
Illas de velludo estrellas e de todas as cores
a vara .^
Atacadores de cornalina para casaca a-.
Micos reloginhos para rima de mesa 3000
fcscova* finissimas para cbelo e roapai navalhas li-
nissimas para barba, meias pintadas e cruas de mui-
to boas qualidade.. Irans de seda de toda* as co-
res e larguras e de bolillos padroes. Illas linis.imas
lavradas o debidas m larcoras c cores, bieos linissi-
mos de linho de bonitos padroes e de diversas lar-
guras, ttsouras as mais linas que he possivel sarna
rar-se e de lodas as qualidade.. riqusimas franja,
brancas ede cores com botlas proprias para cor-
tinado*; e alcm .le ludo iato oulras muitissimiis cou-
sasque a vista de suas boas qualidades e u batatis
simo|preco porque se vendem. nao he possivel haver
quem deue de comprar na rua do Queimado nos
qiiBtro cantos na bem condecida loja da fu. fama
Vendem-se sellins com pertences pa-
tente inglez, e da melhor qualidade cute
tem vindo i este mercado : 110 a rmazem
deAdamson Howfe&C., rua do Tra
clie 11. V2.
^Vende-se tima balanza romana com lodos c*"
""" pertences, em bom aso e de 2,000 libras : quem
p,elender, dirija-se a rua da Cruz, armaxam n,4.
' Fazeudas baratas.
Xorles de casemira de pura Ua e bonitos pa.lrf.es
.))<) rs. o curte, alpaca de cordilo muilo lina a
00 rs. o covado, dila minio larga propria para
lo a 640 o covado, corles de hrim pardo de
uno a I36OO o corle, ditos cor de palha a
/corle, corles de casemira de bom goslo a
le, sarja de laa de duas larguras propria
do de quem esta de lulo a 480 o covado. curt
fusiao de bonitos goslos a 720 e 1*400 o edle.
tramado de linho a I5 e a 1*200, riscados pn>i_
(ara jaquelas e palitos a 280 o covado, cortes de col-
lele* de gorgnrao a 39300 : na laja da ma do Cres-
po n. 6.
Brins devella: noarmazenideN.O.
Bieber C, rua da Cruz n. *.
Attencao ao seguinte. .
Cambraia franceza de cores de muilo
es de casa* prelo* de
V-jJilos de .01 es ci
^^~-^*e. vde seda com qai
I C,S .^"""' "o. com 14 c^adosc.-f
la corle, y*/^T bom goslo, a 35O0. lencos de
icoicm palWaTa 320 cada um, 8i.o, de ambraia
de linho grandes, proprio, para cabera a 560 cada
Deposito de vinlio 1
Sgne Chateau-Av, priiii
ade, de propredade do
de Maixuil, na da Cruz do Re-
cife n. 20: este Vrnho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a o6$000 r. cada oaka
nicamente em cal
comte Feron Con
B.As caixas sao n
gO:Conde de Marcuil
tulos das garrafes si
i
i
.:
Breta-
gosio a
to bom
mi pa-
"20
m. cuates imper.ae. a 800 rs., 19 a 1200 :.. loja
.a rua do Crespo n. fi.
Esguiao de linho
e algodao,
muilo superior, cornil vara, a peen, po, 0
vende-fe na rua do Crespo, loja da esquina au
l.i para a rua da Cadeia.
1 vol-
A31500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chesada as-
n rnnm nnl a., u...-:. ^__j_a_?_ r L '
sim como potassa da Kussia verdadsira :
torpo Sanio n. 11.
a.;a do
pi-
porque se qner aca-
miudezas que nella eiis-
tem roram compradas em leilao e a dinheiro visla
a ellas, amiguinboj, que o bom e barato deprossa se
acaba. '
a 13, lencos brancos com listr.s, de cambraia) mui-
lo finos a 300 r., hrim branco trancado de puro li-
nho a 13200 a vara, e alm de loda's e.las f.zendas
oulras nimias que s a > isla das boas qualidades he
qoe se pode ver o quan'o sao baratas, nfiancando-so
aos senliores compradores que nesle est.beleciroeulo
nao ha fazenda alguma que seja variada, e sim ludo
sem avari., de bons gustos e boa* qualidades.
He fazenda mili-
to linda, os me-
lindres.
lisia fazenda he inlniramcnle nova, chegada no
ultimo navio francez, e de lodas as que se usam pa-
ra ve-lidos, he a mais bella, he de Ma a seda, a de
largura regular, cada corle lem 13 covados e meio,
e vende->e pelo baratsimo prceai de 63500, alie o
covado a 500 rs. : na rua do (Jueimado, no* qualro
cantos, au segunda loja de fazenda* 11, 22, defronle
do sobradoamarello.
sr CORTES TURCOS.
\ emlem-se estes delicados corles de cttsa pret*
com pintas carmezii.s e lislrados, o mais lindos pos-
siveis pela sua novi.lade de padroes, e ni se vendem
as lojas dos Sr*. Campos & Cima, rua do Crespo-,
Manuel Jos l.cile, ra du (lueimado ; .Narciso Ma-
na Carneiro, rua da Codita, por preco muito em
BATATAS NOVAS.
Ja chegaram as hlalas nvaselo Porto, e vendem-
se no armazem de Joilo Marlins de Barros, travessa
da Madre-de-lieos 11. 21.
A boa fama
Na rua do Oueima.lo nos qualro cantos na bem
conhecida loja de miudezas da boa fama it. 33 en-
contra-se sempre um completo srrtimeuto de miu-
dezas de todas as qualidade c de diversos guslus e
que ludo se vende por tAo baratos precos que aos
proprios compradores causa admirado :
Cibras de lindas de| novelo, brancas u. 50
60, e 70 a
Libras de lindas, dilas n. 0, fljo, 120 a
Duzia de tesonras para costura a
Duzia de lesouns linas para costara a
Peca* com 1,1 varas de lila de seda tarrada
Maco* com (0, 50, 60 e TO peca* de cordio
para vestido
Pejas com 10 varas de bico estrello
Duzia de dedaes para senhora
Caihhas com aguihas francezas
Caitas com 16 novellos de lindas de mircar
Pulceiras encarnadas para meninas
Crozas de holfles para carniza
Pares de meias linas para senhora a 240,300 e
Meadas de lindas muilo finas para bordar
Meadas de lindas de peso
Crozas de boloes mnito finos para calcas
Auulheiros linos com aguihas sorlidas
Cheguem
rat
V
la no\
pj n. 6.
Da
Fundicao'
Senzal
Rua da
Neste estabelecimerKi|^^^1fuia a, ha-
ortznenlo dp moeii-
ISltX)
13280
I3OOO
1-3280
1200
4O0
560
100
160
280
240
160
360
160
100
280
200
ver um. completo soi
das c meias moendus para engenho," ma-
chinas de vapor, e taixal de ferro batido
e coado, de todos
dito.
os tamaullos, para
Chales
. de mnito
qua-
240
120
600
120
160
500
120
80
80
400
50
60
70
50
40
i ARIMIA DE MANDIOCA DE SAN MATI1EUS
LAVADA.
O patacho narional 4uaz Irouie urna porrSo de
bnuba lavada, que so vende a precos commudos.
trata-senu escriptorio da rua da Cruz n.49ou no
caes do Ramos no armazem do Sr. Pacheco.
N" rua do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
* venda a superior flanella para forro de ellin-
chegada recentemente da America.
. Vendem-se lonas largas eeslreitas, por preco
commodo : em casa de Vos Brollien, na rua da Ca-
deia do Recife n. (52.
Fivelas douradas para calcas e collele
Trancelins prelos de borracha para relogio
a 100 e
Tinteirose areeiros de porcelana o par
Cdaruleiras entre finas
Huzias de l.pis sem ser envernisados
Duzas de torcidas para candleiro n. 14
Penles finos de bfalo para alisar a 300 a
Pecas com 6 112 varas de lila branca da linho
Lanas com clcheles
Carriiei de lindas de 200jardas de boa
lidade
Macinhos com 25, 30 e 40 grampas
Suspensorios, o par
de merino' de cores,
bom gosto.
JSETJS?d0 Cre,po'>8ji da !* "ue
Moinhos de vento
emborobasde repaso para regar borlase bafea,
docapim, nafandiCa6de D. W. Bowman : luir.
d AOS SENHORES DE ENGENHO.
H ediuido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da inventad' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias ingTezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
afsucar, acha-se a venda, era latas de 10
I3ras, junto com o methodo de erapre-
gt-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Biber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
CAL DE LISBOA A 43000.
\ eodem-se barris com cal virgem de Lboa, para
echar contas, pelo diminuto preco de 43000 o bar-
.1 .o. rua d, Cadeia do Recife, loja .,. 50, defron-
le da rua da Madre de Dco.
em
CASEIIRA PRETA i 4^508
0 CORTE DE CALA.
Vendem-se na roa do Crespa, loja da esquina que
rolla para a roa da Cadeia.
Vende-se
Fa relio em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2^800.
Tijollos de mar mure a
520.
Vinho Bordean x
garrafesji 12^000.
Fat
Irmaos.
~" Vaixaa part engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. VV.
Bowmaun na rua do Bruin, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-e a venda, por
preco commodo e cora promptidao'
emlwrcam-se ou carregam-se em carro
despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton\& C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellms\nglezes.
Belogios pntente njdtK,
Chicotes de carro e de mobitaria.
Candieiro* e casticaet bronz&ados. ^T
Lonas inglezas. ^v ^T
Fio de sapateiro. .
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97. ^
Vinho Clien-y em barris. >
Camas de ferro.
C

LEONOR U^M
Vende-se oexeelh
co Leonor d'Amboise, duquerJ^
nha, 2 volumes por l$00 rs
t e 8 dapracadalndepen
Vende-se cal em pedra chegada no ul-
io navio de Lisboa, e potassa amen
mais nova : no nico deposito da i
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Bast
Com [lanilla.
FAZEIDAS DE GOSTO
PABA VESTIDOS DE SENHORA.
ludan de quadros muito lina e padroes novo* ;
corte de l.ia da quadros e flores por precat *oontn-
do : vendc-e Mna do Crespo loja da esquina qoe
volta para roa da Cadeia.
ESCRAVOS
^
FGIDOS.
Vende-sc cscelleiile taboado de pinho, recen-
tuaaenle ebeeado da America : na rui do Apollo
tiapiche do lerreira. a .ntender-se com oadminis
ador do mesmo.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para Vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
SCjam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modeinissimo ,
cliegado do Rio de Jpieiro.
Na raa do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
pira vender superior rlro de priuieira qualidade.
do t..br,c.i.ule-S,que,ra-l,lisde rorix e de nume-
ro, e fioi porreta, ludo cliegado pelo ultimo navio vin-
dc do Porto, e juntamente vinho superior, feiloria
cm pequeos barris de dcimo.
Riscado de listras de cores, proprio
parapatB, calcaejaquetas, a 160
o covado.
Vende-se na raa do Crespo, loia da esqoina qae
volta para a cadeia.
Vende-se aro cm cuohetes de um quintal, por
pre^ muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
""IPh Companhia, praca do Corpo Santo n. 11.
Na rua do Vigario n. 19, primejro ar.dar, ven-
de-se farelo novo.chegado da Lisboa pelo briguri-
peranra.
- saBrtJ
" D0 *bh<,,6 *> "lolaroa arelaMariau-
na BengueU, escrava de FranKo,de l/ratC tiam-
boa e sua mulhtr, levou velido escara acholado e
um labuleiro oom roales, tem o. dda grandes dos
pe* (orto, pura dentro: ioUlrt^ K,r coucedemos es,, rae. por mor., da aS. :
pesson conhecida d,x que v.ra o prelo forro Joaquim
eatadara vendedor dB miudoaas, *doai-l, nomes-
l.ta .^' i' T'u M es,'a,1i, *1 Sr- Job Claudino
l.e.lo na ni. -j, Kosarlo, a dita escrava Marianos,
fraque nao fon. p.r, eaaa de sua senhora ; esse
prelo Juaqu.ro fo. eser.vo do Si. 1W.z de Aooino
aTZY: P""*-8; enh c-IUdo.'vi.lo
que ja de oulra randa, pela qBa| e*lev. .. cadei.,
o, interceder por ella. Soppe-wq,,. ambo* sahrram
LVL ^,'""'eX*, *r' "* O assignado
roga a toda, autoridades, capites denmueas
pessoas suas conbeckJat. appreh.nso da dita*era-
a, que se res pon., bel isa pelas desperas.
Frmdtco tr Freilas Gamboa.
100/jOOO de gratificado.
Desappareceu no dia 17 de agosto prximo pava-
do, pelas 7 horas da noile, a prela Loureoca, de na-
(3o Angola, de idade 35 a 40 anuos, pouco mais ou
menos, com o* signae* leguinlea : um dedo da in3u
direila indiado, magra, lem marcas brancas nos duas
perrus; levoo camisa de algodSWnho, vestido de
ehila rota, panno fino, e mais um trouxn de roupa
roga-sea todasasaolorid.de* policiaes on capites
da campo que a apprehendam e levem a su senlior
Jo3o l.cile de Axevedo. na praca do Corpo Santo n
17, que recebent a gratificarlo cima.
- Desappareceu da roa do Qoemado fa.]33, om
escravo de uorae l^ulo, com os jgna seguinte
alto grosso do corpo, eom mareas de betigas, com
um albo em urna das fontes.effelivamente ivemas-
cando, faino; o di o eser.vo foi comprado ao Sr
rrancisco Antonio Ga Jo em 05 de abril de 1853 I
d.xia ser de um seu hit do engenho P>o CunTorie
do ; levou camisa de madapolao e calcTde Sr, a
chapeo, o qoal eser.vo he basl.n.e ladino, j heV-
o ^uta1! t" P*. laalram fa-
omrdostfe,eV,r d"a '"' "' beul
----
PEBN TYP. DB M. F. DE FaRIA -
1855


Full Text
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