Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00542


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Full Text
O HXI. N. 237.
Por*3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.

X.
SABBADQ 13 DE OUTUBRO DE
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para-o subacrptoi.
DIARIO DE PERNAMBCO
t NC ARREfiABOS DA SUBSCRIPCAO'-
I
lsoVfn, o propri-tirio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martin* ; Bahiii. o Sr. D-
Duprad; Macein, o Senhor Claud.no Fulco Din;
Parahiba o enhot Gervuio Viclor da Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Juniur;
Aracaly, o Sr. Antonio de Leaos Braga;Cear, o Sr.
Joaquim Jos di. Oliveira ; Maranho Sr. Joa-
quim Marques K odrigaes; Piauhy, t- Sr. Domingos
llarcalauo Ackiles Pessoa Coarance ; Para, o Sr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona*, o Sr. Jeronymodn Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 3/4.
Pars, 3.">0 rs. por f.
I.shoa Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
. da eompanhia de Beberibe ao par.
. da eompanhia de seguros ao par.
Diseonto de lettraa de 7 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oneas hespanholas* ,
Modas de 69400 val has.
de 69400 novas.
de 4*000. .
Prata.PatacSesbrasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
2900O|Olinda, lodos os dias
169000 Caruari, Bonito e Garanbuns nos dias 1 a 15
Villa-Bella, Boa-Visu,Ex eOurieury, a 13 e 28
99000 Goianna e Parahibe, segundas e sexias-feira
11040 Victoria e Natal, as quitas-feiras
PREAMAB DE 1IOJK.
s6boraaa 6 minutos da manhaa
(Segunda as 6 horas a 30 minutos da urde
lb000
99000
1040
19940
19860 Primeira
AfDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e sabbados
Relaco, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Jnizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horaa
1* vara do civel, segundas e sextas ao roeio da
2* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia
EPHEMERIDES.
Oiiml.ro 2 Quarto minguante as 9 boras 24 mi-
nutos e 44 segundos da urde.
11 La nova a 1 hora, 3 minutos e
47 segundos da manhaa.
18 Oartoerescentea 1 hora, 17 mi-
nutos e 49 segundos da tarda.
25 La cheia as5horas, 6 minutos a
49segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
8 Segunda. S. Brgida princesa viu, ; S.Simoao
9 Terca. Dyoniaio b.m.; S. Abraliam patriarca.
10 Quarta.S. Francisco de Borja : S. Eulampio,
11 Quinta. S. Nicacio b. m.; S. Saman-a m.
12 Sexta. Ss. Prsciliaoo eDoruniia m.
13 Sabbado. Ss. Daniel c Huguliuo f. ni.
14 Domingo. 20." S. Calisto p. m.; S. Fortu-
nata v. ; S. Daciano b. ; S- Bochardo.
No dia 15 d > crranle lermina a prato para
Sgamenlo da subscripto .leste Diario, a ralo da
DO o quarlil qae comecou.
OTEM01.
t
Y
mo *n lAisreo
CALMA DBS SUS. DEPUT400S.
asa' a ta X a afete, a 1056.
I. se eappnive-se a acta da senao anteceden-
te. O Sr. prims iru secretario da cunta do segunde
expediente :
Um oflieio do Sr. primeir secretario do senado,
rommuoicando que cuanto*, ao ataado qjie S. M. I.
runente em varias rtio&**.- -Flca a casoar io-
leiata.
erinx ido da Associaro Commercinl He-
le Per i.unbuco, pedindo que a ieierpre
is videntes relativas s letlras de cambio,
solicitada pelo nenio, teja conforme os lundamen-
|to a|>rcs*ulalo-i cm ama repretentecaar a esta c-
mara dirigida pita or-acar da corte .A' commissao
de raiiooda.
He approvad'i o segtunte parecer :
Inerme Evans pedindo
.na le para uatarallsar-tecidadao brasilei-
ro.\' coran tuto de constiluirao.
toteriaa para as obras ou edi-
ie*o da aaatrir.es eigrejas, a Ordem Terceira de S.
lugos de Uusinao de-la corle,a mesa admiaislra-
i di coofrara de S. Pe.'ru da cidade de liaran-
na, e a *oced* le pa de S. Rento do Ta.naudu* da
provincia de Minas Genes, o vigario da freguezia
Santo Antonio da aldea Ida provincia da Bahia,
e mmenle irmand.i.le da Misericordia da ci-
diede do Ssbar para desesapenho dos seos encar-
go j.
ronce-sio de novas loteras, io tanto pelo mal re-
sultante do sen proveito iraanadiato, atiento o aran-
de numero dascineedidas, e qoe (era Ai exlrahir-se,
como principalmente pela grande exleusao que
a,eos Males .esultautes de sua
ano* aballada, e pela dos
I ledas a, privarles, e at
fem meios de comprar bi-
Ihete.i de toleran. A te mal accresce o da exis-
ta industria, a dos cautr-
( lista*, sem base da otilidade para ajprosperidade do
% pait, e qoe d ,uo a grande copia de fraade ; e por-
que w lae* malarias a experiencia da ndmiuistra-
si deve senpre consultar, reqner que so pecara
\fc ao gorerao reformantes safare a neces-idade de laes
w pedidos, etai pinio sobre a conveniencia oo pe-
di augmaiiiu d numera das loteras que ja lem
Vio concedidas
i de agosto de 1855.
Site* Ftrras.O. de S. Leo. >.
He jalando ol.jecto de ileliberarSo e val a impri-
mir para entrar na rdem des trabadlos nm prujer-
lo da commissAu de fazenda dispensando as jis de
amoTTisacAo pan qae, alm do* bens qae j. po-snem,
possam adquirir mais, eom a clausula de cunverl-
X da divida publica, as irmamlades
Sermera da Conceicao do Porto das Cai-
x di proviucin do Hio de Janeiro ; do Sautissimo
Ja cidade do Penedo da provincia .las
Siiliasimo Sacramento e de Santo An-
uira de Santo Antonio da capital da
; do Sanliasimo Sacramento da
^HBdada.i nlilia ; provincia dn Paran ; de No
l|onceiao do Onteiro da Prainlia da
; a capella de Nossa Senhnra da
e Canh, da provincia de S. Paulo ;
i do* Perdoesdacipilal da provincia
da Biilar.i.
.'>>. Paula l'onftca (pela ordem' : Comanlo
os jornaes que am du. Hloatrs incmlrro* da de-
pata
i Se
aentar ni ipalaahw )., opai tjW OH .li.mud.. .
"* 1 '.'"ifla 'Io* ** *eha ucata corle, e que lia o
l supplente iroroeiliatu pela provincia do Rio Grande
I dO Sol. '
(t ftr. I'rtiiiint$:O nobr* depulado poda man-
i dar a inn Maeaito.
Vai ii aaasaV-lia lida arcmaiUda commis-Ao de
coustilntCA* podare* a segninle indicarlo :
- Indico que leja chama.lo o Sfv barto de Man
romo iuppiente pela provincia on Rio (raude do
Sal.i. a R. Pauta F*n*eca.
O Sr. Dutra. Itoeha (tambem pela ordem : Sr.
presidtalB, ha tirapo* qoe foi lida na easii urna re-
preseutacas don e mara a reprova$( de um artigo da lei qiia creou os
Irilmnaes do coniinercio, e pelo qual se julgam mui-
aanjo a V. Exe. o favor de mau-
o ile*lino que leve es? represenlaco,-
!iditer-rme pode entrar na ordem dos traba-
Jipar, |Mta qae me | Ua*Oe^ve*eatarao teta tuda a jmlic,a"naquillo que pedem
r esta augusta daara.
tifr. maaaaaletEaa lempo ser salisfela a
requiicu do nobre depola.lo.
ORDEM DO OA.
*k limite deproHariaf.
Procede-se votante art. I. do projerlo n. !S
^V qoe elbs :
is entre as provincias de Sania Otlia-
riua, e do Rio tirando do Sol sao o rio Atampiluba
o Arro das Coiilas, e os ros Pelotas e Umgaay.
? He ap|irovadi.
Knira em dis'.TijsJo o art. >. que diz : r O'enver-
no determinar, depeis dos esamrs neetssano., os
iran a de Sania Da-
la qaa S^er ap-
provagao dacorm leviislalivo. n
O fr, f.icraH tnto :Sr. pretiilenle, o arthfd qn*
vergencia do* mappas relalivalnenle ao rio Canoi-
uha*, mas a nobre rmiiini*. recoulicceu, e nem
poda deixar deraconlircer, a ju-lira que assistia
miiiha provincia a respeilo dos limites conlestados ;
reconueci-ti a conveniencia de dar-se mainr territo-
rio provincia de Santa Cathariua, e qae os limites
par mim marcados erara os mais naturaes, e disse
memo qe saritas*** exactos o; mappas eases limi-
tes deviam ser pslabelecida*. Ora. Sr. presidente,
lie ireula proposieloda uobra eommissAo de estatis-
lica que eu .le.lu/.o que este art. a. nao esta confor-
me can o pensameah .leHa. porque de certo enca-
nou-se quando supiu'.t que haviam dnvidas a respei-
to du cursu do rio Negro.
To.losus mappas, Sr.-presidente, concordan) que
o rio Negro enlra no rio Iguassu' mo ha a menor
divergencia a esle respeito. ha luesmn q.iem o con-
sidere o rio Iguauu' por ser o seu ramo principal
portento me parece que nao se pudendo por em du-
ida que o rio .Negro entra no laoassu', a conclusao
devia ser outra ; entretanto agradece, Sr. presiden-
te, u nobre commissuo o ler imparcalmeute reco-
nhecido que esses limites, se Toasen) exactos o map-
pas, eram os mai convenientes para estabelecer-se
entre as duas provincias.
Sr. presidente, quando eu apresenUi o projerlo
que ora se discute, nao foi fundado no principio er-
rneo .le economa, pelo qnal alguns julsain que a
prosperidade c importancia de urna provincia .le-
pende principalmente da niaior eilensSo de seu ter-
ritorio : entendo, Sr. presidente, qoe qualquer pro-
vincia do imperio pode prosperar independenle-
menle da axleusao do terreno, o qual quando he
vasto e puuco povoado pode ser antes um estorvo do
que um meio de progreso ; desde que a popularo
de qualquer provincia tiver terreno sullicieule para
ler a eipansito necessaria, ella pode prosperar ; por-
lauto, pero a cmara que te conven.;a rj que nao
tive em vistasallrahir para a miulta provincia manir
porreo de terreno por julgar ajea isso he indispeusa-
vel para sua prosperidade.
Procurei puis chamar a atfa*m> da cmara sobre
esta malcra por, entender que he teaapre um mal
a davida a respailo dos limite* entra a* provincias
do imperio, limites que deven) *er os ntais naluraes,
coniu os coiaat de agua on o* montea, e tamben.
para salislezef um direito que assisle injol.a pro-
vincia. Tratarei pois de mostrar nao ro nm direito
relativamente aos limites que estabeleci no meu
projecto, como mesmo a esaaveniencia desaes li-
mites.
A'cerca desedireito temoso airar de 9 dn sa-
tembro de 182U, que desmembrou a villa de l.ages
e lodoo seu termo da provincia de S. Paulo para
uni-lo de Santa Calharlna ; o al vari evprme-se
assim. Ij. )
Mas, dizetn oa qne se oppoem a esses limites, que
este' alvar nao poda comprehender os camp.is
de Palmas' porque eram desennhecidos em 1820.
Parece-me que, por nao serem alies condecidos,
nao se segu que au fue-sen. parte do territorio do
termo de Lases, porque he natural e mesmo razoa-
vel qoe. estando esses campos mu contiguos ao. ter-
mo de l.ages. c havendo entre lies e primeira po-
voarao de S. Paulo, alm de grande distancia, nm
rio de grande cabeital de rcoas, nao podan) nerlen-
cer ao municipio dn I. ip*. Creio pois que o al-
var de 9 de etembre da 1820 quando searon a
villa de I age e o sen termo da provincia de S.
Paulo para uni-lo h de Santa Cathariua te^e em
vista nito s o que era conheci.lo, coma os terrenos
desconhecido. e mo separados por hmiles naluroes
porque cntao cse lermo era muito pooco povoado'
e nao era pos*ivcl l./"i--e incnrao de logara* que
va*/'

s depois se lora ni povoando, por exemplo, os Cim-
pos Vivos, parece-me que nao eram cntao ronheot-
dos ; e podrr enlretanlo dizer a provincia de S.
Paulo que c quando so anuexou o termo de l.asea proviada a>
Santa Calh.irina
Mas diz
nsim no
occunnnii*. Este princjjfro porcm pode<
ler algiim vigor se se trata*se de unres diaflreiit.
roas em duas provincias que fazein parte do anesu
imperio niio Jie possivel cslahelece-lo como reara
seguir na divislo das provincias porque eniao a pro-
vincia de S. Paulo trria direito nlo s a esaes cam-
pos, como a toda a provincia de Santa Calharina e
as de lioyax e Mallo-tarosso.
I'm Sr. DrpMailu:Mas se urna lei creon pro-
vincias navas nessea lugares.
O Sr. lcramenln-.Ht verdade; mas eu eslou
mostrando qoe o direito de primi oocupanti* nao
pode favorecer a preleucjlo da provincia da Paran*.
Sr. presidente, alen, do alvar.i de 9 de setembro
de 18211, ha urna provisao regia de 20 de novembro
de 17W, mandada cumprir pelo capitn-general dn
Rio de Janeiro (jumes Kreire de Andrade, na qual
se diz o eguitins que sendo ouvido o procurador
da fazenda e rora, houve por bem, por resoluto
de 20 de juoliu do memo anno, lomada sobre con-
sulta do meu couselho ullramarino, estar esse lugar
de oiivi.lor de Santa Cathariua eom o mesmo ord-
nalo e precalros que lem o de l'.rauagu,., delermi-
nando que u tlislriclo da vusaa ouvidorla licar para
o norte pela barra anslral do rioS. Francisco pelo
cabadlo do mesmo rio, e pelo rio .Negro, qne se
melle no tiraudc Curitiba ou Igiia-s e que pa-
ra o sul acabar nos montes que desaguam para a
l.aga Mrrim e assim .levei. goveroar-vos. E*la
provisao leve lugar em conseqiiencia da consulta que
fea o ouvid.ir Manocl Jo-e de Faria para saber quaes
os liinil.s da nova comarca de Sania Calharina; por-
lano, ja em 1719 a corle .1" I.sIhm julguu que o
limite entre .i ouvidoria de Santa Calharina c a de
l'aranagu devia ser o fio Negro; e nolai mais que
j naaaelle lempo nao se ignorava que o rio Negro
he confnente do iguassi'i.
Nao *ei, Sr. presidente, porque depois deitou de
I nao he o mesino >er seauMo esse limite, mas me parece que a causa
io projecto que tivr a honra de sub- porque nao se exerulou eniao esa provisao regia foi
ja deala aueosla;cmara a nobre cerlanienle pela falla de communicares que havia
sidencia de Santa Calharina a deraarcacao que em
eonformidade (dessa provisao fez o ouvidor Faria
monselho Pizarra refere que nma provisao regia de
1719 puzera o territorio de l.ages sojeilo ao governo
de Santa Calharina.
I'm Sr. Depulado:Mas nao leve execuco.
O Sr. I.irramtnlii:J dise a razo porque nlo
foi executada.
Passarei agora, Sr. presiden^, a responder re-
presenlaci.o que a esta cmara dirigi a assembla
provincial do Paran, representacao qoo he deduzi-
da du relator io do nobre presidente daquella provin-
cia, e desde j declaro qoe, a eslabelecerem-se os li-
mites que a assembla provincial pretende sejao tra-
bados, melhor he delerminar-se que o termo de La-
ge* e todo o seu territorio liquem perteucendo pro-
vincia do Paran, porque se laes limites poden, ser
adoplados, a villa de Lages Meara coro um territo-
rio lalvez de tres leguas, pois qne o rio Canoas pasa
ao aaarai de Lages, quando multo duas ou tres le-
guas, enlao Ihc licaria um lerrilorio lao pequeo que
era melhor perteucesse Indo ao Paran.
I'm Sr. Deputadn : Nao era man.
o Sr. FJeramento : Mas seria conveniente que
urna provincia qoe est ao norte de outra fosse,
cortando todo o seu interior, limitar eom urna que
Ihe est ao sul '.' Nao seria islo tirar de quero lem
menos para dar a quem lem mais'.' A provincia do
Paran, mesmo eslahelecidos os limites qne eu que-
ro qoe se eslahelecam, anda lira eom um territo-
rio duplo daquelle que vem a ler a provincia de
Santa Cathariua.
As razes de conveniencia allegadas na represen-
tacao da as distancia, islo he, pretende demonstrar que os cam-
pos de Palmas eslao menos distantes da Coritiba,
capital do Paran, do que da cidade do Desterro,
capital de Sania Calharina. Mas a mesma repre-
sentarlo responde a esta' pretend.U vanUgem, por
qae diz que sao necesarios oilo dias para se ir des-
ves campos a Coriliba. Ora, oilo dias de viagem. a
10 leguas por dia qne he o numero de legoas que
aquelles homens costumam viajar diariamente) d
oiteida leguas.
O Sr. Ferreira de Abren: He porque nao ha
estradas, ha sertes a pasear.
O Sr. Ijcrmmenlo : Eniao como he que a as-
sembla provincial do Paran allega qoe os campos
de Pahuas nao podem pertencer, a Santa Calharina
por nao haver estrada que os pon.a em communi-
caroo eom Lages ?
O .Sr. Ferreira di Abren.: Esie trajelo seria
de 15 dias.
O Sr. Atramealo: A oulra rato allegada he
esta : que dos campos de Palmas para a cidade do
Desterro nao ha estradas, e para a cidade da Cori-
liba ha ; mas o nobre depulado acaba de declarar
qne tambem por alli nao ha estradas.
O Sr. Ferreira de Abren : Quiz dizer, nao ha
estradas boas.
O Sr. lM-ramenlo : Para a cidade do Desterro
tambem ha estradas, porem ms ; portanlo estamos
'a esle respeito em idnticas circumslancias.
Ve-a*, pois, pela representaran da assembla pro-
vincial do Paran, que nao ha menos de 80 leguas
de distancia dos campo* de Palmas para Curiti-
ba ; vjame* agora que distancia ha desses campos
para Santa Calharina. Os campos de Palmas dis-
tan! I") leguas .los campos do uarda-mr, e esla
distancia pode ser encartada desde qoe se lizer urna
melhor estrada que lire os desvos qoe lera a que
etisle ; os campos do I iuarda-mr eslo a 10 leguas
de Lages : temos pois 25 leguas. De Lages capi-
tal da provincia de Sania Cathariua nao lia mais do
queDO leonas, qne junta* as 25 da i 55 leguas ; en-
anto que daquelle* campos para a Curitiba a dis-
cia nao he menor de SO leguas. Nolai agora,
hor**, que a distancia de 55 leguas da capital da
IJ'oviuciade Santa Cathariua aos campos de Pal-
^flaaaV*0**Ic ser rouM.leravelmenle entortada,
. ^Pqisse ; desde qne se abrir una communicacao
?.lireitura de Lages para esses campos, pode Rcar
luido a ill leguas, melad* da distancia que ha
Ves capital da provincia do Paran.
"iirei agora anda, Sr. presidente, que a divisa
propuz nao so ne conveniente n provincia de
. ila Calharina, eomo tambem o lie provincia do
ana. Perguntarei eu, o que ganha a provincia
rTu
I tul.
O Sr. ltramento :O rio de Canoinhas dula,
quando muito, 5 leguas do rio Negro; os nobres de-
putados nao qoerem nenlium destes dous rios para
limite*^ querem enian o rio Canoas que esl milito
ao sul do Canoinhas ; logo querem lirar pro-
vincia de Santa Calharina grande parle lo ter-
ritorio le que esl de posse inconlestada al boje.
Um oulra razan de conveniencia allegoo a as-
sembla provincial do Paran, e nao he exaela, an-
tes succede o contrario. Diz essa assembla na sua
representacao qoe as reanles do municipio de Lages
e dos campos dos Corilibanos e do Guarda mor,
i*lo he, de-sas povoatjites que boje pertencem a pro-
vincia le Santa Calharina, >.'. > mais activas eom a
capital do Paran do que eom a cidade do Desterro.
Isto nao he exacto, nem podia se-lo. Amigamente.
antes do aperleir..amento que lem tido a estrada de
Lages, as relatos entre esta villa e a provincia do
Paran eram nece'sariameute muito maiores do que
eom a 'provincia de Sania Calharina ; porem boje
que ja ha urna estrada, seiio boa ao menos soflrivel,
lodas essas reanles sao para a provincia de Sania
Calharina, que he a consumidora de todo o gado
criado na villa de Lages.
O Sr. Ferreira de Abreu:Entao he s islo que
Turma essas grandes relaces '.'
O Sr. /.i ir amento :A criarn do gado he a prin-
cipal industria de Lages, e se lodo elle dece por es-
sa estrada, e he consumido na cidade do Desterro e
povoaces adjacentes, he manifest que, vendendo
os I.igeanns alli os seus genero', nao poden) deixar
le comprar alli objectos necesarios para o seu con-
sumo.
O Sr. Ferreira de Abreu :Mas os habitante' de
Palmas nao tem relaces comraerciaes coin a capital
de Santa Calharina.
O Sr. IJeramenlo :Ja disse qne le Palmas pa-
ra Santa Cathariua por ora mo ha communicaijo
fcil, que eses campos meamos sao puucu impor-
tantes, que a sua popularan Ii6 muito diminuta, c
eslau.ln perlo da villa de Garapoava, he natural que
eses poneos habitantes se lirijam por ora para essa
villa ; mas isto nao quer di/erque estes campos nao
ilislem menos da enlaje do Desterro do que da de
Coritiba. Os campos de Palmas nao clao separados
de Lages par algum rio ou montanha, pois ha ape-
nas alguns mallos entre os campos de Palmas e os
do tiuarda-mr.
O Sr. Ferreira de Abren :E sertes.
O .Sr. I.icramento :Serles nao sao divisa, per-
manentes, porque podem ser habilados, e desappa-
recer em poneos anuos ; nao ha portanlo neuhuma
correte .Tagua ou nutro qualquqr limite natural
que separe os campos do (iuarda-mr dos campos
le Palmas, entretanto que este* campos estao se-
parados do reanle da provincia do Paran por um
grande curso d'agoa, que he o Igoaas.
Sr. presidente, eu nao leria duvida em adoptar o
alvilre proposto pela nobre commissao de estatis-
tica....
O Sr. Ferreira de Abren :He o mais regalar.
O Sr. Brrelo Pedro O Sr. ltramento :... porque, dudando na
juslira da pretencAo de minha provincia, eslou cer-
to que os exames a que allude a nobre enmmissad
haviam de ser naturalmente favoraveis provincia
de Santa Calharina.
O Sr. Brrelo Pedroto :Enlao porque nao acei-
ta o parecer da commissao '.'
O Sr. IJeramenlo :Von dar a razAo do embara-
zo que encontr relativamente a esta medida, c he
que jem ISWi urna commissao desla cambra leu
sobre estas divisas um parecer semelhaiile. e al bo-
je anda mida e lem feilo. .
O .S'r. Carro:He muilo dlflercnleo parecer lo
que boje tratamos.
O Sr, I.icramento :He a me*
tambem maudava proceder ao etame
iar-eaea limites de que tratamos.
O Sr. Brrelo Pedro'O :Ese proj
discutido'.'
*
4
i'ommi'saode es .M-licn,queoannopasadndeu pare
rer sobre esta malcra, julgou nflo dever adoptar o
artigo par mira prupo.lo, e por i*so pedir! permi<-
i quedes doi nobres mtmbros desa commissao
que auidu *e aeiiam na easa para comhater o artigo
que jillaou daver apreseular am substituidlo do que
eu havia apreaeiilndo ; pedirel mesmo a nobre com-
inissn permiwS* para dizer-lhe que nao me pa-
rece a deilucijaoque ella lirau do seu parecer a mais
, lgica.
Reronhero, ir. presidente, qoe a nolire commi*-
to se vio na verdade embarazada em vista da di-
\
PCILHETIM.
-ae-*-
O LIVRO POSTHUMO.*
9t
Dn Cana.
-\


1
/
mi VI
-EPISODIO.
Cuie a Gertrudes-il
KOnlinuacao.)
Tcimiaei micha viagem da Kubia e dn Egypto,
e itaiibci a Paleilina p lo deserto de Siliai. I.agaba,
eujoi acheikt impozeram-me um rsgate, Petra e Ile-
bron onde fiz una eiifadouba quarenlena de duze
diga. Depois de bvar pausado um mez em Jerusa-
lem, e ler percorrido essa Ierra sania, cujas paiza-
gens tristes e malditas sao o mais hbil commenlario
da Biblia, fui pira Beyrutb. '"aligado por iimanno
de viagens, e alfeiln aos pair.es ridos que acabava
de peieorrer, achri Beyrnlh o lugar maii bello do
mundo, e resoljicar abi.
'.'orqne nao va'verei aqui, dizia eomigo, na in-
dolencia oriental, matando o enfado pelo enlorpeci-
mentc e os petare pela boa vida '.' O materialismo
absoluto dos musulmanes lem talvez um lado bom,
ronvira eiprr'uneiita-lo, elle me dar lalvez o re-
pou> que dehal Je tenho procurado. Qoe importa a
patria estando o coraco tranquillo '.'
Aluguei urna :asa em Humad, meia legua distan-
te da cidade. Era urna especie de palacete eom ter-
racm, nm granee pateo sustentado por columna e
coba lo de plantos trepadeiras. Um borisoute Incom-
aravel abeia-a; dianle de mim : o mar immenso,
zul i'prufonih, as momanhas do Lbano, a cujos
lados luspendiiini-se algumas aldeias, a floresta de
piulieiros, e os mil camiuhos sombros que cruzavam-
e no campo. Ah vi o sol p.W-se em ama magnifi-
cencia de que jamis me esqoeeerei.
Foemei miiil.a libr, frente da qoal colloquei
naluialmente o meu velho Bekir-Aga ; ella compu-
nha- de Knroska, que en levara do Eayplo cniniao. Era
miiil.i feio, ve*,o, ehamava-se Hadji Ismael, e ser-
via-ine le saii, nlo he, tratava da eslribaria cor-
ra diante de rrim de di* eom um chicote, e de noi-
le eom urna lanlerna quando eu sabia a cavallo. To-
do etse apparalo deve parecer-lhe mui loxuoso, que-
da capital da provincia <"t/n todos os
ma la serra ; nao havia enlao nm*) nica
O Sr. IJeramenlo :Creio qoe na
f) Sr. Brrelo Pedroto :Entao oa>
zir elleito.
O Sr. Corroo :O projecto q
iscute
ente essas .li-
tigares le ci-
drada
qoe parlisse de beira-mar para aquelles lugares
centraos, e esta me parece a razio porque nao foi
executada essa provisao que estabelecia u ro Negro
como liiuille enlre as ouvidorias de Santa Calharina
c l'aranagu.
Um Sr. Depulado :Mas io nao lera autlienti-
cidade.
O Sr. IJeramenlo:Diz o nobre depulado qoe
nao ha aulhencidade uislo, mas eu dCVo declarar-lhc
que alm de nchar-se registrada na secrrtarle 4 nre.
o-!['arauueoiiij^onedos cam|sjte_Pa|mas 1 Qoe
vantaeen* pode actualmente, e ainda por ifr..'!1"
anuos, colhcr a provincia lo Paran na posse desses
campos'.' Elles lem actualmente 50 fazendas ou
pooco mais, que causara urna depeza nao pequea
a provincia a que pertencem. V, pois, a cmara
quanlo a provincia do Paran, em vez de ser preju-
dicada eom a perda destes campos, ganha, porqoeeco-
uomiaa a despeza que sem vaolagein alguma aclual-
menle faz ; entretanto que a provincia de Sania
Cathariua lucra cun a sua acquisico, porque por
esses campos procurare abrir nina nova estrada,
pela qual ja passam animaea eom o flm de se isen-
tarcm do impusto que pag.m os que pa-sam pela es-
trada de Lages.
Ora, esle imposto, do qnat a minha provincia tira
boje um grande rendimcnlo, vira a dnsapparecer des-
de que esla estrada dos campos de Palmas se aper-
leiroar, sendo natural que os tropeiros preliram a
nova estrada, viudo assim tambem o soflrer a villa
de l.ages, por. umle boje transitara as tropas que do
Rio l irande se dirigem a S. Panto.
O Sr. CariHo :A villa d Lages nao lem fu-
turo.
O. Sr. Ixeramento :Nao he exaela essa propo-
sito. O municipio de Lages he um municipio de
milito futuro. So elle nao est em vias de prospe-
riilade he pela m communicacao que por ora ainda
ha enlre a villa de S. Jos e a de Laces.
Creio, pois, ler prova.lo que a provincia do Paran
lucra eom a perda desses campo', e a de Santa Ca-
lharina lucra enm a acqnisican delles.
Mas, Sr. .presidente, nao tenho duvida cm desistir
da pretcnco de adoptar-se o rio Negro para limite
enlre Santa Calharina e Paran, para que fique <
mesmo limite remoliendo pelas duas provincias,
que he o rio Canoinhas, concordo eom isto, mas seja
esle ro aauas-abaixo continuamente at fronteira
do imperio.
O Sr. Carrito:Nao he posivcl.
- O Sr. Lieramenlo :Os nobres depulado* lam-
ben! nao querem admillir esle limite, de manelra
qoe s desejam que a provincia du Paran, que tem
nm lerrilorio maiur em dobro do qoe o d* Santa Ca-
thariua, ainda lique eom urna graude parle du ter-
ritorio de que a provincia de Santa Calharina tem
estado de posse.
O Sr. Carrao :Nao, senhor.
autorisa ao governo afuar provi
visas para acabar eom essa qu
O Sr. Lieramenlo :Diajpjenie ,i, approvajao
la aasembltaj?. --*J*r
ryf.'Carrho :Sim.
O Sr. eramento:Receio alem disso qoe a exe"
cucao dessa aolorisaro fique adiada para as calen-
das gregas, principalmente se o governo actual con-
tinuar no poder; elle, qoe julga a provincia de San-
ia Cathariua lio feliz que nao lem o direito de fa/.er
a menor quena dos males de que he victima, pode
muito bem acreditar que ella nao precisa que se fi-
xem os seus verdadeiros limites, porque para a soa
completa felici.lade basta conservar alli o presidente
modelo, que ella lem a ventura de possuir, pelo
quenada mais poile exigir sem eomtnelter nma Irle
iesciipavel ingralidao. ,
Outro motivo tenho para nao concordar eom essa
parle do projecto da nobre commiiso de eslati.lira.
c he julgar dispensavel a despeza que se vai fazer
cora a (iiacao dos limites dessasdoas provincias, vis-
to que os nobres deputados, olhando para um map-
pa qualquer, podem ver que o rio Negro desagua no
Igoassii.
( Ha um aparte que nao oucoiok.
Oue e rio Negro entra no Igoass he inconlesla-
vel. Como dizia, hasta olhar-se para qualquer map-
L-sc, entra em discussao e sem dbale he appro-
vado o seguinte parecer:
Havendo-se retirado desla corle os Srs. deputa-
dos pela provincia de S. Pedro dn Rio Grande do
Sol Joan Jacinlho de Mendonra o Cruz Secco, e
exisliudo aqui residente o Sr. Ireno Evangelista de
So.ua, liaran de Man, supplente immediaro em
velos ao Sr. Caldre e l'iao, que tumoo Mseuto nes-
la cmara, a commissao de con-litnicao enlenden.ln
convenienie completar a representarlo daquella
provincia, he de parecer que seja convidado o Sr.
baro de Man para vir tomar parle nos nossos'lra-
halhos, lienulo assim salisfeita a imlicacao apre-
senlada pelo Sr. Paula Fonceca.
Sala das commisses, 2:1 de agosto de 185.
D. T. ieMar.edo.Gdett l'aiconeelloi.
Continua a discuaso interrompida.
O .Sr. Brrelo Pedroto : Se. presidente, leudo
feilo o anno passado parte da commissao de estalis-
lica, nao posso deixar de dizer duas palavra em de-
feza do parecer ou projecto que ella a prese n I ou ..-
cerca das divisas de Santa Cathariua e Paran, ,
Nao esperava, Sr. presidente, que fosse o nobre
depulado por Santa Calliarioa quem se qoeixasse da
commissao de eslatislica...
O Sr. Lieramento : Na,) me queixei, agradec.
O Sr. Brrelo Pedroto : O parecer prdva
quanla considerarn e syinpalhi* tem a commissao
por esla provincia.
A commissao eom o seu projecto nao leve a fortuna
de agradar ao nobre depulado ; mas a cmara con-
vira que ella na., poda lanrar man de outro expedi-
ente para resolver a quesiao que foi submeltida
sua consideraban. Para se lixarem limites entre pro-
vincias, entendeu a commissao, e eu contina a en-
tender, que nao havia a pesqui/ar direitos primi
oceupantit que podem servir para fundamentar ac-
coes le reiviudicacau ; esla cmara nao he om tri-
bunal judiciario que na declsao de limites entre
provincias tenha da consultar as prescripci.es de di -
reilo escripias ; na liviso de provincias nao tem
o poder legislativo a consultar senao as convenien-
cias das provincias entre as quaes se estahelecem es-
ses limitas, porque dando-lhe a constituidlo do im-
perio a faculdade de dividir e subdivi lir as pro-
vincias, he manifest que nenhuma outra conside-
rado deve pesar no ospirilo do legislador senao as
conveniencias dessas provincias que se creara ou
que se dividem.
A commissao, pois, para resolver a questao tinlia
sde attendrr s conveniencias, mas em que po-
dero ella fnndar-se para poder lixar esses limites !
O Sr. I.ivramento : Mas o mappa nao pe em
duvida a existencia do Rio Negro e a sua confluen-
cia rom o Iguass.
O r. Brrelo Pedroto: tt-.A commissao eonsol-
lou ns mappas que Ihe foram presentes ; om do Sr.
Van Leydc e outro feilo ullimamenle debaixo da
direera do Sr. barito de Anl niiua. e foi exacta-
mente da consulla desses mappas que resultaran)
maiores duvidas para a commissao, porque elles nao
combinara. Pela divisan actual entre essas duas
provincias, he o ro Cnoinhas.o limite, e enlretan-
lo esse rio no mappa do Sl)0'n Leydc vai desa-
guar no Uruguay, e'no marJfdo Sr. Barlale Ao-
tonina, vai .desaguar no nafissii ; n'um imppa li-,
ca o rio de um lado da serra do Espigan, e no ou-
tro do lado opposlo da mesma serra.
Ora, |quando os mappas aprcseiilam dille, eneas
desla naluresa, quejuizo p olera formar a commis-
sao de modo a conscienciosamente aconselhar una
decisao a esle respeito'! ^
O Sr. Lieramenlo:Ma os mappas naocslo di-
vergentes a respeito do rio Negro.
O Sr. Brrelo Pedroto : Mas como o nobre de-
pulado me chamou paraos mappas, eslou-lhe dizen-
coiii.ui-sio nao poda, por elles, formar
leves'c consOjenriosamenle submel-
erarao da casa. Sei que ltimamente
asa um mappa ...... lado facer por or-
illea provincial -
~!re em sua representacao ; mas
inda quando o tivesse visto^de-
'-.............i-- ..-i.. .... inspirara elle to-
da a conltanca, a
cal que o apresenlou seja mui respeitavel,
comtudo parte inleressada n'esle negocio. Apoca-
dos.
Ora, no meio desta incerteza, qual he o depulado
prsenle qoe, leudo de volar nesla materia,-pode
dizer que tal di visito he a mais conveniente'.' [Abela
dos.) Quem he que pode dizer que, marcando-se
um limite natural, como uina serra, ora rio, sejam
convenientemente a Hendidos os i u teres-es dessas
provincias? Apoiados.)
Quando se trata de duas provincias pequeas,
cojas retidas, na manir parle provem de direitos co-
Jirados sobre a passagero de animaes muars que do
Rio I irande.I o Sul se dirigem para o norte, he nece-
sario estadal- as conveniencias dessas provincias, e
nao ter-se smenle em vista um limite natural ; he
necessario fazer ama divisa., tal que nao venha urna
s provincia a aproveilaras rendas provenientes de-
sa passagem le animaes muars cora prejuizo da ou-
tra." (Apoiados.)
lia um aparte que nao ouvimo*.
Mas o nobre depulado ha de con vir que o gover-
no he o mais habilitado para i'so, elle esl enllocado
na cpula do edificio social; nao lem interesses
contrarios a esta* ou aquella provincia, e portanlo,
avallando os meios. de que cada ama precisa para a
sua siislenlarao, (augmento e prosperidade, o que
pode fazer melhor do que nos. porque tem delcga-
lal expediente ; mas a commissao nesla concluso
nao podia deixar de referir-se ao principio estabele-
cido que era urna hy pudiese que a commissao nao
Java por certa. Parece-me portanlo que ella nao
commrtteu erro contra a lgica quando apresenlou
o seu parecer.
Sr. presidente, nao tratarei da questao se he me-
lhor que a divisan entre as provincias de Santa Ca-
thariua e Paran seja o rio tal, ou o rio tal; a serra
do K-pigan ou outra qualquer, porque nao estou
habilitado para isso, e no estado de incerteza em
que a cmara seacha a retpeito dessas localidades,
eslou persuadido que o sezoro he adoptar-se o
projecto ollerecido pela commissao, at porque nao
se deve ler em vista s am limite natural, mas
lamben) outras circumslancias alias de muito mo-
mento.
Continuo pois a pensar que a cmara nao pode lo-
mar onlrn expediente sena.) o que ollereceu a com-
missao.
'Mas, disse o nobre depulado qoe j nm parecer
foi apresentado na cmara, mas sem resudado ; e en
respondo que o mal proveio desse parecer nao ler sido
discutido, approvado redozido a lei porque ama
vez que o projecto que a commissao oflerece *ej* re-
diizido a lei, u governo lendo de execula-la necessa-
riamente ha de esludar a materia e tratar de lixar o*
limites como convem aos interesses de ambas as
provincias.
Creio, Sr. presidente, qoe tenho respondido aos
argumentos do obre depulado, e que o pensamenlo
la commissao nao pode deixar de ser adoptado pela
cmara. (Apoiados).
O Sr. Lieramenlo :Sr. presidente, quando ea
disse que nao me pareca que o art. 2." do projecto
apreseulado pela commissao estiveme muilo coheren-
te eom a doulrina que ella exarou no seu parecer,
fundei-me era que a commissao nao duvi.loo da
exaclido du mappa a rc-peilo do curso do rio
Negro.
O Sr. Barreta Pedroto :A commissao dizendo
Sf he exnctomostea duvidar.
O Sr. Lieramenlo :Me parece que nao poda
duvidar, porque indos os mappas sao concorde* em
que o rio Negro desemboca no Iguass ; ma, sup-
pomlo mesmo que a commis liz mo tem cabimento, mas nem por isso o artiga
deve ser sustentado, porque cessando a duvida sobr*
a direcc.lo das aguas do rio Negro, a conclosSo deve
ser diversa, e por conseguinle deve prevalecer opi-
niao da commissao quando reronbece neste caso a
conveniencia de dxar-se o limite pelo rio Negro a
Iguass.
O Sr. Brrelo pedroto:Nao he isso o que diz
a commissao; veja o parecer.
O Sr. Lieramenlo :A ser exacto o mappa do Sr.
liaran de Aiiiouina, os limites por mim apresentados
no meo projecto deviam ser adoplados. He isto o que
diz a nobre commissao, eu opino dizendo qae ee
mappa he exacto, porque lodos os uniros mappas
concordao em que o Rio Negro desagua no Iznass.
N.lo ha menor duvida a esle respeito, mesmo a as-
sembla provincial do Paran nao pe em duvida o
curso deste rio. Os presidentes las provincias de
Santa Calharina e de S. Paulo, que tiveram urna
questao muilo longa relativamente a estes limite,
nunca duvida. ara do curso desse rio, os nobres depu-
tados mesmo que me lem obsequiado eom alguns
apartes nao duvidam.
OSr. Brrelo Pedroto:Mas o sen argumento
nao he producenle, porque a commissao estabeleceu
duvida a respeito da exacli.lao do mappa.
O Sr. Lierameftto :Eu estou demonstrando qne
a uobre commissao nao acertou qoando duvidon da
xactidao desse mappa acerca do rio Negro.
O Sr. Brrelo Pedroto :Eu ainda tenho du-
vida.
O Sr. IJeramenlo :Me parece qne liouve ensa-
o da parle da nobre commissao. Os mappas elao
luvidosos qnanto ao rio Canoinhas, mas boje n.lo se
pode mais Envidar da verdadeira lireecao leste ro
porque todos os habitantes de Lages recuiibecem que
u rio Canuiohas desagua no rio Negro.
O Sr Carro : Perdoe-me, uinguem ainda o
percorren.
' IJeramenlo : Mesmo a razilo demous-
lra^0*^^>noi7iTOs^Siir^Wnorieih)_erra do
Espi
na-se sobre o rio l'gTra*eju', como he qoe o rio Canoi-
nhas, que est ao norlexalt-aerra do espigao, ha de
desaguar no Uruguay, que linf*a*njiiil dessa serra ?
O mappa do Sr. par..o de Anlonina, quajlhe o mais
moderno, e feilo por um hornera lAo praija!r^aiucl-
ia para ver-seque o Rio Negro enlra' nn'lguassi'i, e dos seus nessas provincias, c engenheirosu soa dis-
e i natural limite entre a provincia do Paran e psito para procederem a qualquer exame, elle
Vi de Diario n. 336.
rida amiga ; mas nao se asiuste nem me accuie de
prodigalidade ; a vida oriental ha fcilmente mag-
niHc*.
Sabe eom qoe ardor applico-me aos projeclos no-
vo*, eu eslava *nei>so por gozar da existencia qoe ia
experimentar, c fazia mobilhar minha casa. Os Ori-
enlaes que sao prudentes nao emhararam a vida eom
urna mullida., de nccessi.lades, qne nos lyrannisam
incesaiitemenle eom suas exigencias. Junto das pa-
redes largos divaus, sobre o assoalho. esleirs linas
do Kordofal, om mosquiteiro, alguns cachimbos lon-
gos, um tamborele sobre o qual poe-se a bandeja
de estanho carregada de comidas, um rosario para
volver entro os dedos e arma* para mellar no Cirilo,
tal he a mobilia musulmana. Quanlo ao meu trage,
cnnlioci-me snflicionlomonln para saber que liul-a n
vestido longo e o turbante.
Muilas vezea me reprehenden vossi* de ser efe-
minado, e gnMar los helios estofo* e das mil uulli la-
des de que fazem-se tropheo* par* .cubrir a nudez
das paredes. Cnnfesio que amo as armas curiosas,
os vasos do Japdo, os macacos da China, e sempre
fui inclinado s obras antigs. Foi em virlude .les-
te goslo dominante que parli para Damasco acom-
panhado Mmenle de Brkir-Aca afim de procurar
alguirras velhas singularidades, cora qae podesse or-
nar minha casa nova.
Qaasi lego depois* de minha chegada a e n* qual, segundo a lradic.1o, Maliomet recumu en-
trar porque seu paraizo nao devi ser desle mundo,
travei amizade eom o preboste dos mercadores
Cheikh-Bandar, Abdn-Kadir, Abu-Lahieh-Chakra
9 qoe significa, o che fe dos mercadores, servo do
Omnipotente, pai das barbas louras ; elle devia o
ullimo sobreuome cor lloarada de seas bigodes.
Quanlo a mim romo o meu nume francez era dilli-
cil de ser pronunciado por labios rabes, e lodos
viain-me sempre acumpanbado de meu galgo chama-
vam-me rommunimeul* : Abu-Kelb, o pai do cao.
OCbcikli llaudnr moslrava-se muilo amavel para
comigo. porque julgava-me quasi musulmano, a fa-
zia todas as compra* de que eu necessilava.
L'm dia depois de ler passeado muilo lempo no
bezzazittan (bazar de armas), enlrei em casa de
Cbeikb-Bandir, a einquau'o fumava u:n narguileh,
cl.egou um homem. Terminadas enlre o cbeikb e
elle as longos ceremonias musulmanas, que sad o
preliminar indispen recem-chegado leudo saboreado a chavena de caf,
qn* Ihe fura nlt'erecida, disse :
O' Cheikh-Bandar, s o mercador mais rico de
Damasco, a Santa, sobre a qoal caiam as heneaos de
Dos I Es bel|o como nina iunle no deserto, e qoau-
do orna mulhcr le viVscnle logo palplUr-lhe o co-
ra;ao.
provmci
Sania Calharina : primeiro, porque he o maiur cur-
so de agua que corro por aquelles lugares ; e era se-
gando lugar, porque o rio Negro tem a sua nascen-
le na mesma latitudc em que estao os limites al.ai-
xo da serra, enlre os municipio* de S. Francisco c
(iuaraluba.
Portanlo, Sr. presidente, en duvidando das van-
t.igens pelas quaes a nobre commissao aV>sIituio o
artigo que eu apresentei, torno a apresen(a-lo como
emenda bo artigo que se disrute. A cmara decidir
se convem fazer a despeza necessaria eom esse exame
oo se convem desde j adoptar o limite iv ,e eu de-
signo, j
Le-*e, apoia-se e enlra era disco-sao a segoinle
emenda :
far sem duvida a divisan mais convenienie, expe-
diente esle que a coininis-a i adoptou porque ella
nao liiilia, e anula nao tem hoje urna base segura em
que podesse fundar-se para lixar os limites enlre as
provincias do Paran., e Sania Calharina.
O nobre depulado lacinia a commissao de illogica,
porque Ihc parecen que, a ser exacto o mappa do Sr.
barao de Anlonina, a divisan devia ser a indicada no
seu projecto; mas o nobre depulado devia ver que a
commissao emiltio este pensamenlo n'urna hypothese
que ella nao reconhece como verdadeira, e entre-
tanto o nobre depulado lirou dessa hy pothese as
consequencias, como se ella fosse ja veriiieada He
este um coslume de argumentar que ea nunca pude
aceitar e que sempre repros ei.
O Sr. Lieramenlo :Ahi nao ha h\ polhese, por-
Arl. 2. As divisas enlre as provincias .leSanta
Calharina e Paran sao o ro Sal.y Grande, e rio qae lodos os mappas concordan) a respeito do Rio
egrao e o Ignassii.r-S, a R. IJeramenlo. Negro.
O Sr. Brrelo Pedroto:Mas o nobre depulado
deve ver que a commissao disse que se era exacto o
mappa do Sr. barao de Anlonina, seria couvenienle
- O Sr. Presidente: Acha-se sobre a mesa om
parecer da commissao de conslituirao e poderes que
vai ser lido.
Cheikh-Bandar licou impasjivel. Bekir-Aga que
linba-me acompanhado, inclinou-se-me ao ouvidu e
disse :
He um Djellab (mercador de cscraves).
Depois le algn- instantes de silencio, durante os
quaes o Djellab estudava o ctTeilo prodozido por
suas palavras sobre o seu interlocutor, lornou :
As mulheres rabes nao sao um regalo sulli-
cieule para um negociante tilo magnifico como tn
convein-le as huryt vivas x]ue Dos creou para a
felicidade los verdadeiros creles, tonvem-lc as al-
vas lidias das montanhas, qoe sao a alegra e o per-
fume lo lar domestico.
Essas sao reservadas para os governadores de
provincia, responden CheikK-Randar, e n.lo para um
pobre mercador que os pachas opprimem de ra-
posina.
Se visees aquella que trago-te, replicn o Djel-
lab, esqneceria* os imposto* dos pachas, e venderas
la alma a Schilan o Maldito para poderes chama-
la m,1i de leu filho.
Cheikh-Bandar ergneu acabe;*, e fez a lingua
rslalr imperceplivelmenle em signal de recasa.
Ouve-me, insisti o Djellab, s primeiro a
quera uflereri-a nesla cidade, porque a fama de las
riquezas chegou a Bagdad, miaba patria. Se vires a
escrava. jamis porteras farlar-te de ce..templa-la ;
eos cabellos sao como om rio de bano, que corre-
Ihe pelas costas, sea roslo he alvo e redondo como a
loa, seus olhos sao mais profundos que o mar, seus
peitos sao duas romaas e seu porle he altivo como o
de um novilho, que ainda nao conheceu o jugo. Pe-
lo propheta de Dos hei de veuder-l'a apenas pelo
que cii'luu-me ; ella tem (res cofres ebeios de bello*
vestuarios, a joias no valor de qualro mil piastras..
Nao posso compra-la, responden Cheikh-Ban-
dar ; dirige-te a Abu-Kelb, que he rico, accrescen-
lou designando-me coma vista ; elle a metiera em
seo harem. .
O Djellab lanrou sobre mira om olhar rpido, e
dase :
Esse he incircunciso e nao pode possuir escra-
va branca.
E como condeces qae nao iou musulmano ?
perganlei-lhe.
Pelo comprimen lo de tuas unbas, a pela ma-
neira de volveres as conlasdo rosario.
He verdade que nao sou rente, tornei sorrin-
do ; mas eis-aqai mea amante Bekir-Aga, qae pode
comprar essa escrava por minha ordem.
Sim, ae Deo* assim fr servido, respondern)
ao mesmo lempo o Clteikh, o Djellab e Bekir-Aga.
Perdoe-me, minha velha amiga, a m acro que
vou commelter ; mas eu sempre sonhra ter orna
escrava ; ia paisar em Beyrutb urna vida toda ori-
ental, que s podio ser completada pelo harem, e
nao eslava certo de vollar maia 1- ranea, donde tan-
tos diasahores me haviam expedido, a Experimente-
mos aindajf.se meio de ser feliz, dizia ea comigo, se
depois fotafne necessario deixar Beyrnlh, dolare! a
escrava e casa-la-hei eom algum Torco, ao qual ella
farJiloso. Cheikh-Bandar e o Djellab couversa-
am algum lempo em voz baixa, emlim esle vollan-
do-se para mim, perguntou-me :
Ests liera decidido a comprar a escrava pur
intermedio de tea anioule, se alia te cunvier '.'
Sim, respond.
Nao qaeres sequer levantar-lde o veo, c reli-
rar-te depois que (veres salisfeMo la curiosidade ?
' Se ella for formosa como annunriaste, proroel-
(o-ta paga-la em moda bella e bem soanle.
O Djellab encarava-me ainda enm hesilac.ao.
Abu-i.elb nunca menlio, disse Cheikh-Bandar
sentenciosa menle.
Pelo cao dos Scte Dormenles e pelo cavado le
Ali que lerao entrada no paraizo. accrescentou Be-
kir-Aga, elle he capaz de comprar lodas as escrayas
do grao senhor.
Entao vem, disse-me o Djellab. <-
Segui-o eom Bekir-Aga ; atravesamos diversos
bazares, e chegmus ao magnilicrr khan, que d sa-
bida pira o bazar do Caf por um portan ornado de
columninhas torcidas, e de estalactitas brancas e
prelas.
Um negro pertencente ao Djeilib introduzio-nos
em um quarto mobilbado por um divn, sobre o
qual eslava deilada ama raulher.
Ei-a, Sclli-Z lincb, levanta-te, disse o merca-
dor ; estes senborcs querem levarle para dar-te um
goslo anlecipado do paraizo.
A escrava levanlou-ie, e liqoei deslumhrado pela
soa belleza : era urna Circassiana. ,
Nos paizes do Oriente, onde a esposa he apenaa
nm objeclo de luxo, om animal mimoso dolado da
palavra, um ente que vive sempre ettranbo a vida
dos homens, e que gmenle condece as funccr.es do
amor e os solfrimentos da matei ni.lade, a raulher
que compra-so he apreciada como ura cavado. As-
sim Uve de soffrer todas as demonstrares do Djellab
apezar dos instiuctos civilisados a que repugnavam.
/ Elle mandou-lhe moslrar os denles para provar-
nos sua alvura, ordenou-lhe que andas-e, fazendo-
nos observar seu bello porle, desatou-lhe os cabel-
los, descobrio-lhe as peruas, os pellos e os bracos.
Disse-lhe que canlasse acompanhaudo-se eom um
tehegour que havia sobre o divn, e depois abri os
cofres e mostrou-nos seas vellidos, joias a espedios,
dizendo : .
V.le como he rica I
A pobre creatura obdeefira sem murmurar, sem
esforcos, e emquanlo o senhor fazia-nos a exposico
de seus vestuarios, tinha-se ausentado, e atava eom
indillerenca |seu cinlo de casemira, qoe lora desar-
raigado pela exhibirio quasi completa de sua pessoa.
Que lingua falla ella '.' perguntou Bekir-Aga
ao Djellab.
Smente sabe bem o torco, responden esle ;
mas he asios mora para aprender quanlo Ihe ensi-
nsrem.
Isso convinba-me perfeilamcnle, porque de todas
as linguas do Oriente o turco he a nica que me he
familiar.
Qaeres vir comigo, e seguir-me a Beyrulh
minha rasa 1 disse ea a Selti-Z.ayneb.
Se me comprares, quero, respondeu-me ella
enm nma profundeza de olhar, que sua in.l.lTerenc.i
apparenle nao me lern (eito sit.peit.tr-
Sahimo* e vollamos habitaran do Cheikh-Ban-
dar, onde devia concluirle o negocio.
A escrava cunvem-me, disse-lhe eu.
Deves tambem comprar urna negra para ser-
vi-la, respondeu-me elle ; nao podes exigir qae urna
Circassiana sirva a si mesma.
Trooxeram-nos cachimbos a caf, depois comeroa
o ajuste do orejo.
Era sobretodo entre Bekir-Aga e o Djellab que
eslava trovada a discostao ; um desaprectava a mer-
cadura, o outro exaltava-lhe ludas as bellezas. Em-
lim depois de Ira* horas de palavras, de dispota, de
invocan.es ao prophela, de gritos, de protesto*, o
negocio foi feilo sobre as bases segaiutes :
O Djellab entregava-me Selli-7.ayneb eom seus
vestidos o suas joias, e tambem urna negra que sou-
besie o turco, e fosse tuulcieiilemenle cozinbeira pa-
ra preparar o alimento de sua ama, mediante o que
eu Ihe faria contar por Bekir-Aga, real comprador
na presenta de Cheikh-Bandar, mil e quinhenlas
gazias de ouro do sulLlo Selira, islo he, obra de sele
mil e quinhentos francos.
Enviei Bekir-Aga a recebar essa somma do meo
bai.queiro em Beyrutb, e cinco dias depois da ac-
qui'irau fiz o pagamento ao Djellab, o qual pedi-
me naturalmente mais am tafeis.
Emlim, dizia-me Bekir-Aga transportado de
alegria, vas vivar como convem a um lidalgo ale tua
especie, e desta maneira nao te acontecer mais des-
grara eom ns mulheres que amares. Se esta enfa-
dar-te, lanc,a-la-henios ao mar, accrescentou rindo
mnitn desse feroz gracejo.
Enviei-o dianle de mim eom Sel-7.ayneb, eom a
negra, a qual linha o nomc desagradavel de Osneh
(a jmenla) e eom a mt parte dos objectos qne eu
comprara em Damasco. Cheguei a Beyrnlh poucos
dias depois delle, e.achei a casa prorapta para re-
1 nstre commiasao de um modo diverso dolque eu o
ente odia.
O Sr. Brrelo Pedroto:He a lellra.
O Sr. Ueramento:Uu, Sr. presidente, conti-
nu a opinar pela vaotagem de qne a cmara decida
por urna vez esla questao. Eotendo que os limitas
naluraes entre a* duas provincias etto .muilo co-
nhecido. qae a eiplorarao qn* o governo tem da
mandar fazer, *e pascar o art. 2.a, nao he fcil, he
dispendiosa, que o rorpo legislativo pode evitar esla '
despeza adoptando o substitutivo qae apresentei ao
arliao.
Da primeira vez que fallei procararei dcineiulrar,
nao s o direito que assisle a provincia de Santa Ca-
lharina, como a conveniencia destas dna* di*i*es ;
ainda oio Tai contestado, e por conseguale nao en-
Irarei novameute nesta questao.
Conlinoo pois a votar para que se subslilua o a**-
ligo lo projecto pelo substitutivo que tive a heura
da offerecer.
Nao havendo mais quem peta palavra, procede-
se a votarlo. He approvado o art. 2. do projecto, e
conaeguiotemenle considerado prejadicado o subs-
titutivo. Passa o projecto par* a terceira discus-
sao.
O Sr. Lieramenlo pede dispensa d* intersticio a
urgencia para o projecto entrar logoetn terceira
discussao.
Assim se vence.
Entra e projecto em terceira discussao, e sendo
approvado sera dbate he remedido a commiasao
de redacrae depois de definitivamente adoptado.
Pagamento de pretat.
Entra em segunda discostao o projecto a. .15 de
I SI I qae aoloriss o governo a pagar a Miguel
res a importancia da seuleuca por elle oblkla ci
a fazenda publica pelo apresamento do navio
per ador Alejandre.
O Sr. Taques :Sr. presidente, nao he liquido
para mim o direilo que tenha Mig
seus herdeiros ao pagamento ordenado pela'
rao que se discute ; o navio Imperador Alejan-
dre, aprisionado por lord Cocbrane, foi
verdade, m presa, o Estado lem obrigaeaa as roas presa* feitas no lempo da guen
pendencia, nao rnente aos particulares |
cado*....
(' Sr.Seara :Apoiado.
o Sr. Taque* :...como tambem a
re ; aos particulares prejudicados segur
demnacao a perda* t.damnos, ao* apn
razilo da obngacao especial que lumou a naedo, en
virlude do decreto de primeiro reioado, a satisfaz!
essas presas feitas al certo lempo, ambara j
mas pelos tribunae* de par.
A minha duvida, Sr. presidente, natci
cumenlo qoe me loi remellido e no qu
alguma cousa digna da ponderacfJ^^^B
nobre commissao quando examinou eU o le-
ve presente o documento a que a! I
cumenlo se diz qoe o navio Imperudor Alexamt
nao era de propriedade brasileira, come
Iou (-erante o* tribuuaes a que a i
lula, porm que era navio florlc
bem feila era a sua apprehensao pela i
brasileira.
He verdade que esse nvio navegava
mentos tendentes a moslrar qne era brarileiro, ma*
diz-se que laes documentos eram simulados, |cons-
liluiam nma duplicada para demonstrar, no caso de
ser elle apresado, que era brasileira, entretanto
que a burdo se acharan) docomenlos verdadeiros
lelos quae.se vio que esse navio era portugoez :
portanlo esse navio se achava eom duplcala de .do-
cumentos eom o fim de se moslrar brasileira, oa
portuguez conforme a occasiio.
Se esle fado he verdico, parece-me que o julga-
mento nao foi justo; que foi proferido mediante urna
prova falsa, e qoe portanlo nao deve prevalecer pa-
rante a representacao nacional. Nesee documento
a qae me lenho referido se diz que o navio Impe-
rador Alexandre nan s era poilugnez, porm qae
tinha conduzido de Lisboa para a Baha fornecimen-
lo de tropas e de armaraenlo para o g eral Ma-
dera.
los lugares....
II Sr. Corroo:Naica viajon por ahi.
O Si: Lieramenlo^-..,. que infnrmoii-sedc pes-
soas pralicas dessas localidades, estabelece ocurso
do rio Canoinhas da maneira que eu digo, confirman-
do a esle re-pedo a opniao que haviam emiltido os
Srs. generaes Andrea e Antera.
Mas eu concedo que a nobre commissao liresae da-
vida* relativamente ao rio Canoinhas ; a respeito,
porm, do rio Negro creio que as nao podia ler. Por-
lanto me parece que foi bem cabido o repino qne
fit de nao estar cuberenle o art. 2." do projecto cora
os principios exarados no parecer ; e entao tiro esta
concluso : a nobre commissao diz que se for exacto
que o rio Negro entra no Igoassn'....
O Sr. Brrelo Pedroto:Perdoe-me, nao he islo;
a commissao diz : < Se for exacto o mappa do Sr.
baro de Anlonina. n
OSr. Lieramento:O mappa do Sr. baro de An-
lonina d o rio Negro entrando no lauassu'.
O Sr. Brrelo Pedroto:He una parle dn map-
pa. V. Exc. nao leuacom aliene, o parecer da com-
Eu no garanto ste faci cmara ; mas me pa-
rece que constando ee de um papel impresso que
correndo de TTa O. indi foi distribu*)a diversos membros desla cata, deve
ser examinado esse documento ; chamo mesmo o-
bre elle a atiendan da illustre commissao de fa-
zenda.
Se a commissao, lendo examinado esle documen-
to, julga qae elle nao he procedente, en verei o
qae tenho de dar ; masse este documento I lie
', requeiro qoe Ihe eja remellido, e
que iodo o iie]oTro%*a*aVjle novo submetlido ao seu
acurado exame. (Ar._._
Le-se. apoia-se e entra em diSTjtn.'
requeriraento :
Requeiro qoe o projeclo seja novamente i
lido cora o documento constanle du impr
as commisses de fazenda e da juslica, alim de
examinarem e larein o seu parecet era '
mesmo documento.Taquee.
O Sr. I. J. da Bocha entende qoe o a
nao deve ser adoptado, pela cmara aet-ae Bar
e-le negocio sujeito o* decisao desale
nos, e ler sido por tinoamera* vetes adiad
porque, Iralando-se de dar xecui-o a tuna
ca do poder judiciario, convem por una vez s.
se wudo eondemnada a fazena publica p.
naes corapeletile, podar Irgislalivo^ein ,
negar fundos para pagamento da* parta*, favor
da* quaes esta *ea)teo(* be prof<-rida.
Pareced he qae grande mal tea) causado a* naiz a
falta de respeito e pouco caso que as autoridad
mnistralivas laiem das decises ala poder ju
rio, e pense que o poder legislativo na* deve se
maneira algnma aquello que 46 a exemplo de dea-
rcspeilo e decls** desse poder. Sobreludo. pr
entende qae be precise tomar-s* urna resol
qualqoer que ella seja, e por iso vola contra o adia-
mento.
OSr. Henriquef.Sr. presiden le, apoio inleira-
menle as ideas que acaba de expender e nobre de-
pulado qnanto a promplidu eom que cui
resolvamos as pretendes particular,
enlaodo que eeaa prumppla nao deve ser exaeer
da a poni de prescindirmos da* formulas eafabele-
cidas pelo nono regiment, e discutidnos e voannos
deafogadilho: he preciso que a cmara, ca materia
Uta grave era qaa he eondemnad* a fazenda publica,
nao lame orna resollido sem ouvir e parecer de suas
commistecs, a *em dar-lhes lempo de fazerem ella*
um exame refleclido, e de formaren) um joixe ae-
gota acerca da pretenrao da* parla*.
missao.
O Sr. Lieramenlo:O rio Negro entra no Iguas-
s. Se a nobre commissao tivesse a certeza de qae o
rio Negro entrava no Igaassii, coacordara em que o
no Negro era o limite mis conveniente.
O Ar. Brrelo Pedroto:Repito, nao he. isto o
que diz a commissao, e sim que neste caso de-
viam pertencer os campos de Palmas a Sania Calha-
rina.
O Sr. Lieramenlo:Era assim qqe ea entenda o
parecer da nobre commissao ; mas o hourado depu-
lado diz que nao, qoe a soa duvida ha em referen-
cia a todo o mappa.
O Sr. Brrelo Pedroto:Diz a commissao qoe se
fosse exacto o mppa do Sr. barao de Anlonina, o*
campos de Palmas deviam licar pertencendo a Santa
Calharina ; ainda assim nao aprsenla urna idea *d-
bre .divisa da provincia.' V. Exc. quer tirar dahi
urna concluso muilo mais lata.
O Sr. IJeramenlo:Deixarei esla questao, visto
que o nobre depulado interpreta o parecer da II-
ceber-me. Apenas lladji-Ismael avislou-rae, -veio a
mim e disse-me :
Como he bella la escrava ; he o sol; lem o-
Ibos que le faro morree
Enlao viste-a, patife 1 pergunlei-lhe. %
Ella linha subido ao terrado, respondeu-me el-
le dando um suspiro ; vi-a, mas nao a conlemplei.
Se tornares a Tallar a esse respeito, disse Be-
kir-Aga sotireviado, mea courbach licar vermelhe
sobre las cosas.
Uadji-lsmael retirou-sesem responder, eenlrei no
meu aposenlp, onde Selli-Zayneb accolheu-me cora
algumus demonstrarles de alegria.
Bekir-Aga tinha-lhe explicado sua maneira o no-
vo papel que ella devia representar :
i'eu senhor he bom, e sers feliz h qnizero* ;
elle nada le recusara ae foros suhmista e obediente ;
porm se tentares revodar-ie contra suas orden,
sers castigada como nma menina.
Elle lem outras mulheres? perguntou Selti-
Zayneb.
Nao, responden o amante, s e sers a anica,
salvse pela la ingralidao o ..brisares a comprar
oulras escrava.
Pois bem lornou Selli-Zayneb, j qne nao
tem outras mulheres, hei de afma-l de lodo o meu
corarlo.
Reprehend brandamente a Bekir-Aga por ter pro-
metiido em meu nome mos trato* escrava, se nao
me agradas; mas elle proearou demomtrar-me que
I i vera razio :
As mulheres musulmanas nao sao como loas
parisienses, naodeizam-se leVar dos raciocinios. No*
nossos harens sao' acoutadas, encarceradas e alimen-
tadas eom pao e agua quando commetteiu fallas.
Sclli /.ayneb bem o sale, e nao he mo para t-la ao
menos acaolelada contra si mesma, faz-Ia cofnpre-
bciider que qaeres conservar sempre os direitos de
senhor. Domis o prophela nao disse : Repreben-
dei aquellas qae vos desobedecer*!, lanrai-as em
leilos pare, casligai-as ?
Nao i,uvido, respondi-lhe ; mas ha outro legis-
lador qae c'.iz : a Nao espanqueis nanea ama mulher
embora tenha commedido cem faltas.
Ah lornou Bekir-Aga, nao conlteco o legisla-
dor de qae fallas.
Eu achara-me assim na posse de ama mulher, e
ia patsar sem transiese de urna solidar) absoluta so-
ciedade do nm ente qae eu mal conhecia. Isso
acontecen como lodas as loucoras possiveis; s apre-
ciei-lhe o alcance depois de hav-la commettido.
Daos me perdoe 1 Comprando Setti Zayneb, eu obe-
decer talvez ao desejo de novidade que atormenta
os homens, achava bello possuir urna escrava, a fa-
I zer de salino em nonio pequeo. Picado pela des-
confan^ do Djellab, qoiz provar-lbe qae pedia dar-
Ibe razo contra mim mesmo e sem rcfleao, sem
prudencia, sem virlude introdnzi na minha vida um
elemento que havia de prturbs-la para sempre.
Minha casa dividia-se em duas partes reunidas pos,
um tetraeo ; oceupei orna e abandouci a oulra a
Setti Zavaab, a qual ahi eslabelecea-se eom a ne-
gra. Miabas ntaolea deram-lhe logo certo* habito*
europea* que conviiiham-lhe ; assim ella andava em
casa tem veo a pastava grande parle do dia em ama
sala, ande eo trabalhava ; porm logo que" entrava
alguma pessoa etranha, prevaleca a (elvageria de
seus primeiret coslumes, ella fugia oecullando o
rosto.
Esludei-a coro cuidado : era ama bruta. Ignoran-
te e nperalictasa como lodas as mulheres musulma-
nas, gulosa, indolente e sensual, passava de boa voli-
tarte longos dias deilada sobre um divn lingindo as
unha* eom henneh. comenda confeilos, oa atormen-
tando ura pobre loacaqoinho qae eu Ihe lera. Ti-
nha coleras iofanlis, chorava, exasperava-se e casti-
gare a negra pelos motivos mais futeis. Ea luda-
me promplamenle acostumado a nunca inlervlr sei-
ses negocios ; ella portava-se segundo soa phanlatia
em sen aposento, mas nnoca permilti-lhe entregar-
se em minha presenra a esses arrebatamenlos ridi-
culos, lima vez qae veio banhada em lagrimas qoei-
xar-ie a mim de que a negra nao. execulra bem
suas ordees, reeuvie-a eom urna reprehensao qoe
lirou-lhe o desejo da invocar dahi em dianle o meo
auxilio.
Nao linha nenhuma das qnalidades que abunda-
vam em Susana ; mas eu perdoava-lhe ludo em re-
conhecimenlo de sua belleza Nenhuma creatura
sonhada foi nunca mais esplendida, nendqma esta-
tua antiga animada pelo sopro do desejo foi mais al-
Iracliva, nunca o artista mais enamorado da forma
creou urna reuniio mais maravlhosa de todas as
perfeirOei humanas. Todava eu nao amava-a, mas
ella excitara-me urna curiosidade material que nada
podia farlar, e que crescia a proporrao que eu pro-
cura va salisfaze-la.
. Enfraquecido pelas latas incessantemenle renova-
das que sustentara contra mim mesmo, impaciente
por achar emfim o repouso qoe os defeilos inheren-
tes minha ndole deviam sempre repellir para Ion-
ge de mim, enervado pela languidez dos paizes
orentaes, baudouaVa-me a essa vida fcil e livre de
cuidado*. Estova tranquillo senau feliz, e bem como
um soldado fatigado de ama campanha, goza emfim
da immobilidade de seu regiment, eu gozava da
immobilidade de minha alma depois de todos os tor-
mentos que tioham-me essallado.
(Ctmtinuar-tt-ha.)
Ilfllt ruriini m >.....Z__
| anF


II
V

%
O Sr. Retira:Principalmente havendo escrpu-
lo a respeiln da sentenca.
O Sr. Henriquet:Or, este negocio ja cho
lauto ueste cmara como no leado ; e nSo pode lia-
ver port ni lo motivo de quei\a de demora-de noa
parle: em 1850Miguel Tavares redamou de novo, e
o Sr. conselheiro Vianna, hoje senador peloPauhv
a qualilude de depotado que entilo era, requeren
que esla pretendi fosse sobmellida as commisto
reunidas de consliluitAo e justica civil, para que el-
laa nio su enjillase!* o sen pirecer acerca lo drei-
lo que pjdia ter a cmara n villa lo art. 3i da lei
tle i de oulubro de 1832 de negar fund para pa-
gamento de parles, sendo condetrinada a faieoda
publica lelos Iribouaes do pala, como para qoe ini-
ciassam sigui trbate que serviste de base e Turma
do procura para o julgaineulo administrativo em
casos seaelhantn. Kssss duas comrois-oet reunidas
ezaminando o negocio deramo seu parecer, que he
aquella ru acaba de tar-te.
Mas, seulior, porque nao leuda sido possivel dis-
culir-se anda este negocio, sem duvida.pela prefe-
rencia q te sobre elle tein merecido oulrus mala im-
portante;,, deveremos diicuti-lo vota-lo boje mei-
nju a esiuo, sem que, como tem sido uno e cosluuie
nalteravttl.seja oovida a commis-o de fazenda com-
petente sibre objectos tan, e depois das rellexi
qoe acal., de fazer casa o nobre deputado pela
Babia. I'arece-ine que incorreriamos em urna pre-
i-ipilacflo muito grave se assim procedessemos, e uos
arriMiariimoa a uina injuslica.
Ora. as cuusiderates feilas pelo nobre deputado
pela Babia, eu lenbo de-accrescentiir nutras que nos
parecern de grande peso, e pelas quaes eu estou drs-
poslo, teno pastar o reqaehmento de adiamenlo do
uobre deputado, votar contra nta pretendi.
O marquez do MaranhAo, bloqueando a provincia
dense noiue. apprehendeo em 8 de novembro de
l&ia galera Imperador Alexandre, que vinha de
Porlugal para aquella mean provincia, e determi-
nen ao respectivo capitio que seguiste para o surgi-
douro de ltaqui, onda se achava estacionada a es-
quadra imperial. Depois, temando nova resolutAo,
luanduu que dahi seguisse para o por lo di capital.
Nesla der ota a galera deu em uns eaehopos da ilha
do Medo 4 abisossobrou. Migoel lavares proleslou
o justiilcou peranle a ouvidoria do Maranhio, e creio
que era juiz nesse tempo o nobre senador pela Ba-
bia o Sr. Vallasques.
A ouvidoria do Maraoliao julgou mao o ipresa-
ueiito poi sentenca de 15 de selembro de 1820, dei-
\ando o direilo salvo para se haver de quem compe-
tente fosse o proprieliirio e earrugadores os pre-
juizos, pedas e damnos. Essa sentenca da ouvido-
ria de MaranhAo foi confirmada por urna decisAo do
couselbo uprenro de jusilla e do almiranlado de 30
- de oulubro de itfc7, sendo desprezado o protesto fei-
to pelo marquez do Maranhiu, em o qual allegava
a que o aoMibro da galera Imperador Alejandre era
devida a mera eventualidad* e torca malor, e nAo
poda ser elle por sso responsavel.
Para execocAo da seuleuoa do almiranlado Miguel
lavares ftt eilar os agentes ou procuradores do mar-
quez do Maranhao. e nflereceu na auditoria geral
de marinlia nesla corle arligos de liquidacao, para
quaes forana igualmente citados os sobredi (os
agente e irocuradore da marquez do Maranhao ; e
nellaspedia que fosse esto condemnado na impor-
tancia, da (alera e carga nos jures, perda* e damnos.
i-orara oa ditos agentes tentados da contraredade
desses arligos em audiencia da roesnia auditoria de
15 do dozrabro de 1827. e por -entonen da moma
auditoria jaral de marinhade .'II de Janeiro de 1828
forum julfmdos provados os arligos e liqoidada a
quantia de 77:1) 119861, alera dos juros, para correr
na execufilu. Eilrahio-se sentenca para ser o mar-
quez requerido para esse pagamento, e nisso llcou.
ltecorre am qu< 8 annos, de 1828 al 183.5, sem
que por pide de MiguelTvare se dsae passo al-
gum uem contra o marques do Maranhao. nem
mesmo contra a fazenda publica ; mas alinal creio
Igutn desses quo fazein parle dossa cruzada que
tem levantado contra o fisco apoiados e risadas ,
enteudeu dever aconselliar a Miguel Tavares qoe se
rlirigisse mira a fazenda. Miguel Tavares aceitou
tao alutai couselhu, e pedio I ice oca ao imperante,
na forma da legislado que eiiko vogava, para ser
citado o procurador fiscal da fnenda. Concedida
es-a liceuca se realitou por carta a alacio do procu-
rador fiscal no dia i- de julho de 183.5; e neiae raes-
mo dia foi aecusada a diario contra, eomo sabem
nauilns dos nobres depuladus que sao jurisconsultos,o
disposlo n, ordenadlo do liv. 3- lit. I- S Id, segun-
do o qual i diario sempre se entente feita para a
audiencia saguinte. salvo haveudo etpressa declara-
do, a dual se nio deu. Miguel Tavares oflereceu
hbello, en/o qual coufessou liaver oblido sentenca
contra o marquez.
O procurador-lisoal oppoz-se, e leve a&nal a fa-
tendasenlcnra contra na priiueira instancia. Ap-
pellou o pi ocuradnr-llscal para a relacio do distric-
i: asta n lacao deu pruvimenlo coin o fundamento
le que a fizeuda publica nAo poda ser responsavel
pelos ezcessose violencias coiumell das pelo mar-
Hez do Maraiihau, que era enlAo empregado publi-
<* do Bro> I, a cujo servido eslava, como porque em
'irtude de una decisao do governo, por porlaria
lovereiro de 182, era consequencia de
, -ontralo entre aquelle e os apretadores, o governo
so era responsavel pelas presas feilas al l do cr-
reme mez o anuo.
Foi embargado o accordao da relarao, a qual lus-
Iculou o sed priraeiro julgamenlo ; e Miguel.'rava-
resinlerpoz recurso de revista.O supremo tribunal
Je justica niilendeu que no accordao havia injuslir.i
uplorfa.edusuznou a relajo dePernimbacopara re-
e tilo seria e gravemente foi esta queatao all
wnsiderads e discutida, que a deisai se nao foi
empalada |mr igual numero de voloa, vencendo ali-
ligoel lavares por desempate do presidente da
r9ia!ao, foi vencida por mui insignilicaale maioria.
0 Sr, Brrelo l'edroto : Nilo podn haver em-
pate na volarlo cm visla do numero dos deiembar-
gadores.
O Sr. h'enriques : Se essa hj polbesc se no
deu-ne sem duvlda a onlra, como colhi do
proprio proceaso.
Ora. estando o negocio nettes termos, lendo Mk
;nel Tavan ama sentenca contra a faztnjtji-roiieT
reuoseupagsme.loao podfit^^a'ivo, e lendo
abido essa preteuceijW6ma e outra cmara, co-
no eslou i.dorjaa^.-dg novoB,i, uiguel T,res
^^grient.
JBa eu lenho de notar, scohores, que Miguel Ta-
ires lera contra si no preces as seguinles conside-
rarles ; em primeiro lugar, a falta de citado do
urador fecal acerca da questio do npresamenlo
e arligos do liquidacao, e a ciucjlo ha a base do pro-
i parece de justica qoe a fazenda seja
indeinuada por um apressmento julgado mko, e
liquidacao de pardas e damnos, sem que fosse ella
nuvtda e ojuyencida. Km seeuudo logar, temos que
ii marquez loi condemnado primen-amante tanto as-
siin que Miguel Tavares o fez citar para eis suteucada ouvidoria du MarauliAo, ceulirmada
pelo conse Ii-j supremo do ulmirantade ; e os agen-
tes daqutlla marquez foram lancados da eonlrarie-
dade no urlisos de liquidaran, esses arligos, era
|oe Miucl Tavares pedio que o mesmo marquez
Mse coud .'iimadu, jolgados provados.
Ent lerceiro lugar temos qne oa no consideremos
a prescripi;o neste caso conforme dispoe a legisla-
cao de fazimda. que he da 5 anuos, ou a considere-
mos srsumlu os principios do direilo martimo, e
eolito pelo alvara de 7 de dezembro de 1796 lie de
auno e diii nos casos de presas ; e loado Miguel Ta-
vares afeitado decorrer quasi 8 aune* para exigir da
fazeuda publica o sen pagamento, apesar da con-
dumuaejo do marquez, creio que i favor da fazen-
da falla prescripc,Ao; e uem direilo pode aseislir a
.Miguel Titvar. /
Demais, eneonlrei na secretara da cursara o se-
;uinle aviso de IB de iiovefcbro de 1830, do minis-
Inrl da tiariolia, dando a cmara sobre Ul negocio
a seguintii importante informarlo (14) Que a pre-
lenfflo de l.ourenco Antonio do Reito lonjelo ideu-
liroa de Miguel Tavares'iresileadeclarafao feita pela
portariaslp 28 de m'o de 1824, a qual o exclue da
meiisiownla conventao ; e que por porlaria de 3
de fevere ro de 1824 deelarou o governo licarem a
efi cargo as iiidemuisacops que se julga dos apresados ate 12 desse mesmo mea e auno ; e
que ha necio peco a cmara loda a alinelo sobre
esla parle! de que os traslados nao eslejam confor-
mes aos 'olosurigiiiaes, os quaes ale entilo se nilo
finbam enconlrado no competente joizo.
Ora, esla ulliin, declararlo do aviso que est as-
signado palo fallecido Sr. marquez de Parauagu,
eulo iiiinislro da mariulia, he mui grave. (Apoia-
dos.
PoresliiscoiisiileracOes nu posso volarde afoga
dilho por semelbaut negocio, tanlo mais a vista do
que xpoi u nobre dopuladopela provincia da-Ba-
hi.i. o a visla de um documento qne lenho em raSo,
e que se me nao enga-jo be igual ao que o nubre de-
putado lnni ; o documeuio he o segoinle. I.c Ve
pofs a cmara qoe se diz que Miguil Tavares ja nAo
existe, e nAu se sabe a quem essa divida perlenca ;
que a n ni m.didade da galera iteimndre he muito
controvena, pnis que ora navegava eom a bandeira
hrasileira, ora eom a po/lugueza, e que finalmente
n3o he liquido quem seja o legitimo proprletario da
mesma galera.
Ora.' vista do que flca exposl, e consta deste
docomenlo, nAo se pode dizer qun seja incontesta-
vel o dimito de Miguel Tavares ; e enlendo, como
o nobre deputado pela Bahia, qoe este negocio deve
ser remecido eommitsio de faze ida, para que o
eiamiee coin loda a calma a eircumspecc.iu, e no
l",Sa 'n'" oritali'r Para amt decisflo justa.
> erificaudo-se nSo haver casa, dea encerrada a
discussAii du requerimenlo.
i'roctile-se chamada e
OIMIO OE PERMMBUCO SABACO 13 OE OUTUBRO OE 855
*
pntMMila da provincia.O chefe de polieia, Miz
Carloi de Paita Teixeira.
film, e Ezm. Sr. lenho a honra de dirigir a V.
Exc. o preienle relatorio, no qual menciono o pro-
seguimeBlo do servico da limpeza das ras desla c-
dade, a con lar do dia 24 a 29 de selembro prximo
Ando :
Foram novamente aceiaila nasqualro freguezias
as segnintes ras, Iravessas, ele. !
Rea do Amorim, Encantamento, Lapa, Moeda
Cacimba, Codorniz, Senzalla Nova, dita Velha Caes
e ruadeApoHMiladoBrom.UraodaAssembla ra
da4Jaia, da Croz, Tanoeiros, Beceo Largo, do Caro
pello, Ooaresraa, JoAo Pinto. Lama, Cllafarlz, Noro-
nhi, Mmdmlias, prara do Curpo Sanio, becco das
Boias, ra largaidoRosario, do Cabug, becco do
Pixe Frito, ra do Quelmado, praca do Livramen-
lo, ra estrella do Rosario, becco do mesmo, dito do
Padre, pateo do Carrn, Porlo das Canoas, ra No-
va, dita d Penha, pateo da Klbelra, roa da Praia
defina Rila. Fagundes. Assumpcjo, Santa Cecilia!
P.'P.l''V^!?!!?"' d? .,,dre..FI?r'"0. do Acou-
guinhus, Caldeireiro, Aguas Verdes, Cinco Poftia
estrila do Camaro,
" "?pJe,0r^!"Bo-VliU. Raetravessa d
Conteicao. doTambia. ra do Arago, paleo e ra
da santa Cruz, Ribeira. ra da Gloria, da Manguei-
ra, Alegra, dos Pires, Sebo, Trerape, .s0iedade, ra
de San Ooncalo, Cotovello e Coelhos.
Limpoo-ie o quintal da casa o. 14, no beceo do
sarapatel, e alerros-se no mesmo becco a cacimba
da casa u. 18, por se adiar inmunda, e em estado
de nAo se poder (impar.
Dei principio a aterrar, no largo do Forle das Cin-
co Ponas, a baixa que existe diante do mesmo For-
te, em consequencia deficar inmunda durante a es-
taQAo invernosa, serviudo-me para este fim da arcia
que existe amoutoada ao lado do Forle.
Coulinua-se a remover alguna entulhos, a aceiar
as ras, etc.
Fez-se o servico eom i trabajadores, compre-
hendidns os apoiiladores.
O numero diario dos primeiro foi invaria-
vel.
As folhas dns ferias das qualro freguezias importa-
rain em rs. 2I7880.
Alugucl de crnicas qoe Ira b,i I ha ra m dia ri.imen ti-
nas rreguezias de Santo Antonio e San Jos, rs.
968000.
Areia empregada em diversos lugaresdestas frtie-
zias, rs. 259600.
ila empregada na freguezia da Bda-Visla, rs.
lieos guarde V. Exc. Recife I. de oulubro de
185.5. Illm. e Exm. Sr. BsrAo de Capibanbe
diguissimu presidente da cmara municipal. Joao
dO> Santo* Parlo, administrador geral da compa-
nhia de Ribeinohos.
Conforme. O secretario, Manuel Ferreira Ac-
cin.
COMUNICADO
levanta-se a sessAo.
PERMMBUCO.

BEPARTItAO DA POUCIA.
Parte do dia 11 de oulubro.
Illm. bxm. Sr.Levo ao coiiheclmenlo de V.
Efp. que das differenles participa Oeshoje recebidas
nesla repartir^.' cousta (ecem sido presos:
Pela subdelegada da Ireguezia do Recife, Se-
verina Maria da ConceirAo, por snspeila em crime
de furto.
tala subdelegada da freguezia de Santo Antonio,
Malinas Refreir BrandAo, por briga.
E pela subdelegada da freguezia da Boa Vista,
Firuirao Jos de llollanda. e Jos Nardso de San-
i'Anna, ambos por desordem, Manoel da Costa Se-
rn por leriraeotos, a prela Euzebia, a reqnerimento
do senlmr, o preto Pedro, por furto, e Jos Francis-
co de Millos,,pur espancameiito.
Daos guarde a V. Exc. Secretaria da pedida de
Pernambuco II de oulubro de 1855.Illm. e Exm.
Sr, ooONllieiro Jos Benlo da Cunta e Figueiredo,
ANDA O LIBERAL PERNAMBUCANO N. 884.
l-orca hecoulinoar hoje, j que o prometli, em-
bora isso me eusle bastante. As oceupaeoes em que
einprego as horas do dia nao me dAo lempo para es-
crever senAo i noite, a hora do descanco o du somno
cora sacrificio da sade. Mai he bem empregado o
lempo que roubo ao repouso do corpo para dedca-
lo a quem, desculindu coin delicadeza e talento, dos
peiibora, uos deleita e nos illuslra o espirito.
Conclu o artigo anterior dizendo, que sendo a
agricultura a fon te de nossa riqueza, couvinha an-
tes de ludo desembarac;a-la dos entravts raateriaes
que obstam o sen desenvolvimaulo, para pdennos
obter os meios de que precisamos para a avilisacao
e educado espiritual. Esses meios sao as vias de
coramunieacao, como nao o nega e antes reconhece
o illustrado redactor do totoral ; mas no modo de
alcancar de mal, visto que a estradas mal dirigidas e mal
adimnttlrada* se lornam urna terdadeira fonle dt
corrupcao, um cancro roedor.
a Deque serve, exclama elle, o dizer-se que lan-
as e lautas estradas se estAo hiendo, se eslAo cous-
truindo, re essas estradas nAo passam de nm sumi-
douro dos dinbeiros do estado, e urna fonle de cor-
rupcao pemauente? s
O lom decisivo e de convicro eom que o Illuslra-
do esenptor assegura que essas estradas sAo soraidon-
ros de dinheiro e imites de corrupcao permanente
impoe-IheaobrigaAodeapreseiitar as provas d
sua asserSo. Os trabalhos deseas estradas as-
sim como todas as obras publicas, sAo dirigidos, ins-
peccionados ou exceulados por certa cla-se de func
clnanos pblicos, que teem tAo bom direilo a con-
servado de suas repulacOes, como, por exemplo, lem
o proprio rodador do Liberal, de zelar e defender a
sua. fc sendo cerlo que quem preza a propria hon-
ra nao faz brinco da alheia, deve o.publico crer que
o conlempuraueo sabe o que disse, e bous motivos
lem para o ler dilo.
E-ses empregados eslAo. no meu fraco entender
ua obrigscAo de inlcrpellar o redactor do Liberal,
de pedir-lhe explicacOes mais ampias e claras. De
minha parle desvanecu-me em crer qoe elle as de-
sejam.e nAo dnvidaro provoca-las no intuito de sal-
var sua honra.
A accusacAo nesse ponto nAo pode er dirigida ao
presidente, que uAu recebando queixas e denuncias
contra laes funecionarios. vive em boa f para eom
elles e repula-os dignos e capazes de idoneamenle
sansrazerseus deveres. Mas o escriplor opposicio-
nlsta que sabe do confrariorque est hbil
emillir um juizo segn, u esse respeUn,.*!!
nao Taz eom franqueza J porqu^itaTiJirpelo miudo
ludo quanlo tem chegadoaosu conheciinento ?
Eis porque eu disse que as opposice tambem re-
presenlam o^s>ape( de couselheiros, adverliudo e
ido-*- governo sobre certos interesses perma-
la sociedade ; por isso que he tambem do
inters do escriplor opposici|uJsla, he do iuleresse
de lodo bom cidadVlo, que osUuheiros pnblieos te-
nliam urna conveniente applicacAo, e que s rever-
"m cm proveilo do publico.
Ter, porm, conscieucia de prevsricacoes, conhe-
eer as fonlesde currupcao e permanecer silencioso,
como lem feilo o contemporneo al o prsenle, pa-
ra de repente cahir sobre o presidente, que alias ig-
norava aquillo que oulrus sabiara e deviain ter dito,
he realmenle o que nAo lem razoavel explicarlo da
parle do orgAo opposicionista O seu silencio a esse
respeitu foi um crlme : tanto pecca o ladrao como o
consentidor.
Se o escriplor tivesse advertido o governo m
tempo, se Ihe livesse dilo que os seus emprrgados
das estradas raalversavam, e o governo livesse pro-
positaliueille cerrado os uuvidos a essas advertencias,
sem tratar de providenciar como o cao exigiese, ja
procedendo a pesquisas precisas para informar-te da
verdade, ju punindo os que reconliecesse corrompi-
dos e corruptores, e prelemlessc por uina inercia sem
justificado, deixar correr as coasas do mesmo mo-
do ; eiitAo elle e tornara mais que cmplice de
laes raaos feilos, e nico por elle responsavel. Da-
l) por rliaule (odas as aecusaces deveriam ser diri-
gidas a elle ; j nada haveria que ver-se eom o
agente subalternos da ndmiiiislra(Ao.
MasiiAu he esse o caso que se lem dado,-pelo me-
nos por parle do escriplor opposicionista, a quera
cerlamenle cumpria, antes de responsabilisar o Sr.
Jos Benlo pelas fallas dos engenheiro, apuntar fac-
los, especialisa-los, comprova-los, desear a aualyse
dalles, para que se couhec,a se sao da ordom dos de
que um presidente deve necesariamente ter conhe-
cimeulo por directa inlervencAo adminilraliva. Nos
Tactos de inlervencAo indirecta ou remota nao he
possivel que a administrarlo posa nunca, por iuda-
gaAo propria, descer ao coiihecimenlo de lodas ai
circumstaucias que os acompanbam.
Oe para denunciar essas circumslancias, he* para
expor os relos quaes se passam, que serve tambem
a imprenta dirigida por liomens que se acham em
mais mimo contacto coin as diversas classes. da so-
ciedade, e que nielhur conhece os interesses que sAo
olendidos, desfavorecidos em detrimento das conve-
niencias publicas, da justica e da moral. Se nao he
esse um do seus deveres; se a ella smente incum-
be desfigurar os fados, declamar, desacreditar, em
mal da soeiedade o que exilie, desmoralisar a auto-
ridad para cevar odios individuaes, confesso qoe
mu falsa sAo as ideas que lenho acerca da imprensa,
e mclhor fra, digo enm sinceridade, coarclar-lhe a
liberdade de que goza em nosso paiz.
Nao quero dirigir increpsres ao redactor do Li-
beral, suppondo-o dominado por odios, nAo; faco-
Ihe aquella jiislica que desejo lamben) me seja eila.
Cousinla, porm, que Ihe diga que a posic,Ao de es-
criplor adverso a actual aslministracu fa-lo ver as
cousas atravez de um prisma engaador, ou fallando
enHnguagem rasteira quem soffre de ictirida
r( ludo atnarello.
Urna prora dessa molestia acho ainda as anas se-
gumles palavras : E quanlo a estrada o Sr. Jos
Benlo as execulno de urna maneira propria o Irazer
perversAo moral da provincia, despendendo mal os
dinheiros pblicos, e enchendo as algibeiras de al-
guna particulares seus amigos e protegidos i rusta
dos cofres pblicos.
Ora he sabido que o actual presidente nao foi
quem veio eslabeleeer. o sysleina de obras que se
lem execulado e execulB na provincia, sendo tambem
cerlo que o corpo de eiigenheiros que os dirige nAo
foi creado, uem eom posto por S. Exc. Nessa parle
he o Sr. contelheiro Jo Benlo continuador da mar-
cha administrativa de seus antecessores, em cuja or-
ileiu successiva pudem-se distinguir alguus que le-
nliain dado inaior desenvolvitneuto, e outros que te-
iibiim reslringidu os trabalhos pblicos Inconlesla-
volmente S. Exc. seguiudo os mesmos meios deexe-
cueflo e serviudo-ie do pessoal que achou, perteuce
ao numero dos priineiros.
Comprehendo que um escriplor upposicioniste,
tomando por motivo os interesses do luturo e a ne-
cessidadede regular as despezas do prsenle, de mo-
do que nunca as rendas finuras liquem compromet-
idas ao |ioiilo de embarazar, qoe para o dianle se
possam eniprehender novas obras; dirija razoaveis
rellexorsu ailniini-traro, e chegue mesmo a censu-
ra-la, por emprehender desde ja rnuilas obras ; as-
sim como tambem compreheudo qne o governo lera'
moilo boas razdcs para justificar a sua marcha, e
eom osalgarismos d receila edespeza fazer calar os
seus accotadores. Mas de nenhum modo compre-
hendo que se diga, que o actual administrador exe-
cula as estradas de modo a trazer a perversAo moral a
provincia, quando elle segu o mesmo camnbo Iri-
Ihado pelo seus antecessores, cuja adminislracilo
por esse lado, parece ler merecido o assentimenlo do
orgAo opposicionista.
Ede feto, osaeluaes orreroalantes nao sAo pooco
maisou menos os mesmos que d'antes? oavstemade
airemataroe nAo he o mesmo? nAo he a mesma a
le que regula os conlr(!tosf nilo sao as ouras pro-
postas pela direcloria da obras publicas e arrema-
tadas em hasta publica pranle a thesooraria provin-
cial, romo se tam praticado em todos o lempos I
nao he a concurrencia livre'.' intervem dequalquer
maneira o presidente as arrematacOe, quanlo a es-
culla e apreciado das habilitarles dos licuantes ?
O presidente apenas, depois de feita a arremata-
do, quando a Ihesouraria Ihe rummnnicaque a pro-
posta mais vanl.ijusa foi de fulano ou sicrano, man-
da que se lavre o respectivo termo, ou ordena que
v a obra novamente praca, se ada que as condi-
cOes offerecidas nao salisfazem.
NAo sel, porlantn como dizer-se. que o presidente
esta enchendo as algibeiras de As amigos a cusa
dos cofres da provincia, a nAo ser que se enlenda,
que pelo fado de quslqyer individuo ler relaresde
amizade eom o presidente, deve (car inhabilitad
paia contratar eom a provincia, e fazeresla ou aquel-
la obra, recebendo a legitima paga do seu trabalbo.
Mas. bem se v que isso he absurdo.
Esse direilo nao deve ser somenle dos inimigoi da
adminislracAo, a qual em materias desla ordem nAo
deve olhar. e de fado nAo tem olhadu, para a cr
poltica do individuo, nem julga-lo segundo suas a-
fecoes, se nAo segundo as garantas e couoiees de
boa execucAo que possa offerecer.
NAo obslanle, se o escriplor upposiciouisla quzer
percorrer cora allcncjlo a lisia dos arrematantes das
obras publicas entre mis, ha de ver que a sua raain-
ra nAo se compoe nem de affeclos do actual pres-
deme, nem mesmo dos amigos polticos de sua ad-
mimslrarao.
Ora, he por iiso que eu desejo que o contempor-
neo, e n isso o convido, desea aos fados e entre na
aualyse anuda delle, para evitar essas ballas que
slgiiraas veze cotuma levantar, et injusta, que tiram aos ieos arligos o mrito de que
o revestem o seu talento e erudifn.
Para convencer-me da verdade de sua asscrcSo,
recommenda-me o Ilustrado escriplor que lea os
discursos proferidos na asserabla provincial acerca
de obras publicas, e veja como os nroprios amigos
da adminislracSo ergtteram-seem urna co: para de-
nunciar ao pait que as estradas do Sr. los Benlo
olferetiam ao espectador p estad') maisdeploracel,
e que se tinham dado esbanjamento dos dinheiras
pblicos.
A phraseestradas do Sr. Jos Benlolie exclu-
sivamente do contemporneo, nunca foi proferida
na assembla provincial, nem o poda ler sido. Vai
em viule anuos que nesla provincia tiveram come-
co as estradas, e nesse espacu de lempo, cora urna
eicepcAu lamenlavel, coja recordarlo nao sera agra-
davel ao escriplor opposicionista, lodos os presiden-
te que temos lido, teem-se dedicado mais ou menos
a constructAo das estradas, teem-Ihe dado inaior ou
menor desenvolvimeiito.
He verdade que o actual presidente (cm procura-
do dar-Ibes grande impulso, e elogios Ihe ariam por
isso dados ; mas nao achaiido-se elle a frente da
administrado senao ha dous anuo e meio, nAo ve-
jo que se possa eom fundamento razoavel dizer que
a estradas sAo delle. Como louvor he mal cabido :
como censara he injusta.
NAo era portanlo possivel qne os depulados, que
alias sAo pintados como crealuras do pello do pre-
sdeme, tivessem fallado na estradas do Sr. Jos
Benlo, quando suas aecusaces nAo se limitaram as
obras execuladas uo periodo que a administracao de
S. Exc. abrange, e pelo contrario tiveram por alvo
arincipal a casa de detengo, que antes de ehegar
I. Exc. conla quatro admnislraccs, que teem por
ella de responder.
Demos, porem, que o que e disse na assembla
provincial possa caber ao Sr. conselheiro Jos Ben-
lo. Parecis, senhor, dar mnilo valor a discussao
all liavida, e lano que me recomineudais a leilura
uelle. folgo, por ler anlecipadamenle satisfeito os
vossos desejos; essa leilura para mu foi om de-
ver, e cumpre-me eom franqueza dizer, qoe em
meu espirito nroduzio ella impressAo bem diversa
da que parece ler prodozido no vosso. Achei-lhe
um trato saliente, que me explicou toda a sua sg-
inlicacau.
O primeiro dcpulado que levantou-se para fallar
sobre obras publicas, disse : u As obras publicas sAo
muito mal dirigidas, oseugenheiro proceden) limi-
to mal. causan) mil embarazos, rail atropellos, mil
vexames aos arremtenles, coin o fim de os affaslar
da factura das obras, e serem estas execuladas por
arrematarlo, o orador foi apoiado, o que faz crer
que suas pahvras acharara echo na consciencia de
outros.
No dia segninte I No deputado levaiila-se, e,
animado pelos applaus, > mesmo que apoiaram
o orador da vespera, exclama : A obras publi-
cas, as estradas principalmente vao sendo muito mal
dirigidas ; us engenheiros n.lo cumprcm os seus de-
veres, e teem para eom os arrematantes indulgencias
e h.iudades ceusuraveit, coiicorreudo para que elles
tenbam prorogacoes dos presos da arremalaclo. Es-
ses avures sio contrarios ao interesses da fazenda
que deve perceber urna multa, sempre qoe o arre-
matante nAo enlreaa a obra no praso do con-
trato.
Eis o que foi a discussAo eom que me queris con-
vencer, eis o seu esboco rpido, mas li
ro sempre o mesmo, e he que difierio s '
tro e a phanlasia decada um.
Qual das duas opinoes vos agr'
las aceitan para fundainsntar a
c,3o?
Deploro do fundo d'alma que eseripioi s.-.
cionista.com a perspicacia de m'e he dolado, ojo
la querido ver n'a-
scusso a causa que Ihe deu nascimcnlo, e
os motivos que a levarara tAo longe. Houve duas
forcas falnes que actuaran) sobre alguus cspirilos,
que os dominaran), e chegarara mesmo a cega-los.
senAo, eom > explirar-me-heis o procediinenio des-
se orador, que havendo sido, havia puno, arrema-
tante, havendo solicitado e obtido prnrogacao por in-
formacAo avoravel dos engenheiros, atirava sua pro-
pria pessoa a discussAo,e dava em si; a trisito reali-
dad da imasiiacAo dos dramaturgos c romancistas
que nos apresenlam a ingratidAo escariando na
mAn.da qual acabara de reerber o presente da cari-
ade?.....
Quero evilar a disenssao neste terreno, senhor;
porque ella" pode loruar-se odiosa. J que Dos do-
lou-vos eom una bella inlelligencia, que tanlo ten-
des cultivado, dai as cousas o seu justo valor, jul-
gai-as cora o vosso coracAo, e por favor nAo me pro-
voquis mais sobre esle ponto, que se me restar
lempo, prometi ainda oceupar-me eom o lial do
vosso artigo.
. Syrius.
4 de oulubro.
P. S A celebridade que iiltimsiq,enle adquirirn)
as erratas me tem feilo teme-lds, e evita-las. Cora
ludo sou forrado a recorrer hoje a ellas para Ha dei-
xar paitar como miulus algumasexprcssOesqoe /u-
ram trocadas no meu anterior artigo.
Eu diste que uAo admittia a uliUiade publica,
modelada ao sabor dos guvernanles; sabio impresso
cnabelidade publica. Disse que o EgypIdTeuas-
cia d'enlre as etnzas de uta grandeza perdida ; ta-
ino impresso crime*. O Egypto comparece no gran-
de concurso, que neste momento se abre em Paria__,
foi impressoconsumo. Fallei na obra do Sr. Du-
rand, Tendanettpaci/iqaes, e bsale rndame*,
etc.
Ha outras incurrerciies, que omiti, porque nao al-
teram o meu peusameulo, e facilmenle podem ser
condecidas pelo leitor, principalmeole das cilacoes
latinas, que foram lodas alteradas.
dor. O chrisWo que o visita va para em sol oracoei
recommendar-te a Dos, delle sabia eom o peito
Iraspassado de pungente dor. O religiosos francis-
canos, esse acerdotea que em lorias as pocat, era
lodos os lugares e em lodas a ocrasiOes leem pres-
tado relevante servicos a igreja e ao estado,enm in-
leiro approveitainento de lodas at classet da ocieda-
de universal, eomo atteslam a oaila passo as paginas
do grande llvro da historia dos culos, eslavam qua-
si ineonsolaveit : agndos e amargos cuidados, dori-
dos e vilenlos) movimentot agilavam o espirito
daquelles qoe muito desejando nada todava por si
podiam fazer, pela pobreza em que vivem em virlu-
le dosvotso que professaram, para se quer momen-
tneamente empecer Impeluosidade eom que a pe-
sada e deslruidora mAo do lempo se ia apoderando
da igreja de Dos, do altar do sanio padre.
As ruinas de dia em dia te moslravam cada vez
mais ameacadoras, ot concerlos urgan), as provi-
dencias deviain ser promptas, e neste tranza os pro-
fessores seraplncos nao podiam encontrar os cuslosos
meios de remediar (Ao grande e eminente mal. Af-
ilelos lomam o expediente heroico de negar a si
mesmos o parco alimento que no refeitorio do con-
vento Ibes ministravam as minguadasesmolas liradas
de porta em porta e sem hesitaren) um s momento
allrrnam as oraces eom o Irabalho de suas mAos lie-
cessario para se mauterem. Desde enlo al hoje
ludo oque a tacla do pedate obtinha era applica-
do em repregar orna tahua, escorar urna parede, por
im esleio para arrimar a cubera, etc. ; toas seme-
Ihanles pallialivos jamis podiam Iranquillisar o ani-
mo dos religiosos franciscanos.
Foi nesses dias de lano sonrer que Dos, assim
como oulr ora do alto da cruz mandara ao santo pa-
tnarehavai Francisco e repara a minha casa que
orneara ruinaassim lumbem animuu o religioso
digno filho de 15o santo padre, moveu o sen cqracio,
guin seu pasaos, abonen seus bons e fervorosos
desejos, e novas paredes se levanlaram, novos alia-
res se exigirn) sob a direccAo do Rvd. Fr. Antonio
de Santa Angelical
Quatro anuos sao pastado em continuo lidar; mas
boje o templo est bellamente reedificado, fallando
apenas ligeiros complementos. Honra e gloria, pois,
ao religioso perseveranle nos seus projectos e incan-
savel nos trabalhos que encela.
Confortado o prestimos prelado pelo rao de luz,
coin que Dos illuminou aos fillios da ordem sera-
phica a que tAo dignamente perlence, continu as
obras da igreja.d cornejo s do convenio eeontecom
a reliaAn e caridade dos habitantes desla cdade.
Honra e gloria ainda urna vez ao actual guardia
que reedifica o templo do senhor e simultneamente
edifica as almas, pralirandb idos de caridade, e ce-
lebrando os ofllcios divinos coin a decencia devida,
como todos nos presenciamos cheios de jubilo no
sempre" meraoravel dia 4 do corrente.
Vm aaiigo da ordem franciscana.
Recife 12 de oulubro de 1855.
1 stji es ii
Srs. redactores:Deparamos no sed Diario, de
hoHtein. eom um communicado em resposta a ou-
Iro ao Echo Pernambucano, em qne te nos fazem
alluscs as mais positivas e directas, altrihuindo-nos
a palernidade deste artigo: declinando a aprecia-
ra dos fados que os inolivaram, c que nao nos in-
cumbe discutir, soldados que somos e como nos ufa-
namot do ser ; liroilamn-nos a declarar que nenhu-
ina parte (vemos uem concorreraos para a publica-
c-io daqaelle arligo.
Temos, pos, direilo de esperar. Srs. redactores,
que o seu communicanle, a que nos referimos, re-,
tirar suas acrimoniosas e virulentas expressoes que
a mis alludem e que nos nAo cabera.
Somos de Yme. ltenlos veneradores e criados,--
Os capitAes do 1 balalbAo de arlilharia.O bacha-
rel, Jote Maria de .encastro.lote Angelo de
Moris Reg.O hachare!, Tibarcio Hilario da
Silca Tarare*..Manoel Jote Coelho de Treitas.
O bacharel, Brasilio de Amorim Bezerra.
Olnda, 11 de oulubro de 1855.
Srt. edii-iores. Ninguem ha que neste mundo
deixe de ser vctima de injustas arguice, era cujo
caso me acho eu Em um> correspondencia no seu
bem conceituado Diario de 8 de oulubro crreme,
fui quallicado pelo Sr. Antonio Carlos Pereira de
Burgos Ponce de Len como iiulrumento do seu so-
gro o Sr. Antonio de Squeira Cavalcaoti, por ler
em qualidade de promotor publico dado duas de-
nuncias contra elle Burgos, sendo eu advogado do
referido Sr. Squeira. N"Ao he ao Sr. Burgos a quem
me dirijo, porque este senhor nao esla no caso e
nem pode moralisar os raeus actos, pois mal estara
eu e outros so precisaste de sua sanecao, mas he ao
publico de que rauilos nAo fazem parte para quem,
como em satisfazlo, cscrevo essas breves huhas. Sen-
do eu ofliciado pelo Sr. Dr. delegado do primeiro
dislriclo do Recife, Francisco Bernardo de Carvalho
para proceder na forma da lei contra o Sr. Burgos,
por ser aqu o foro de seu domicilio e delicio, pelo
faci de ler lirado o seu escravo que se achava an-
da em deposito, para o que enviou-rae lodos os do-
cumentos comprobatorios, o que devia eu fa/er se-
nAo denunciar '.' Coiuprehendendo o meu dever at-
sim o praliquei. poique do contrario cora toda jos-
tica contra mim se poderia clamar. E se as aulc-
risjdes iirocesoauies se averbaram de sospeilas, sal-
co, e he o que quero, pois nAo
I por actos alheios. NAo Iratei de
,i em favor do Sr. Siqueira, e uem ora
.a assercau que allega o Sr. Burgos, fui
i para esse lim : conleslci por parle de
Exm.' Sr. D.-Thereza A-lelaide ninas
uo aqu apresentou o Sr. Burgos no
co que Ihe inove a dita sua seubora.
fekleuha sido ou que eflclivameule
seja advogado WiSr. siqueira, cstou por isso inhi-
bido de denunciar do Sr. Burgos por crimes, que
em qualidade de proibotor lenho esse dever, e urna
vez que apparecam paafew pediudo providencias di-
zendo, que o Sr. BurgsMBaUou ua acaules um es-
cravo o enterrou no campo, e de que existem leste-
munbas ? Os arligos 74 e 279 do cdigo do processo
sao lermiiianlet. Nem a pretexto eje sor cavilosa a
representadlo pode a promotoria negar-se a denun-
ciar, porque um lal arbitrio illudiria a lei, e por-
que as lestemunlias sAo quem esclarecen) n fado e
guian) aojuizpara julgarounSo procedente a de-
nuncia ; e bem desejara que te verifique o prugiietti-
cu do Sr. Burgos, porque desejo que apparecam in-
nocentes e uAo criminosos : assim, se eom razAo eu
poda ser exprobrado no caso de negar-me a denun-
ciar, grile o Sr. Burgos sem ella, porque assim me
Taz honra. Ha injurias que louvain, e louvores que
injurian). Em que dependo do Sr. Siqueira, e que
mora em urna comarca eslranha '.' A esse senhor s
devo consideracoes por occasiAo de me ter tratado
muito bem quando sendo ainda bem enanca estivo
em Petqueira aprendendo os primeiro preparato-
rios coin o finado Jos Bernardino de Sena. Nada
maissluvo a este senhor. Para elle, como para quem
quer que for.sou incapaz de ser tnitrumenfo, j pela
minha propria dignidade, j porque o repulo inca-
paz de nutrir'a raeu retpeito seulimeijto (Ao igno-
bil. So rae avassaln uo dever de que lenho alguma
vaidade, nao sci curvnr-me. Instrumento '. '. Sim,
diga iiislriiiueulu pirque at pessoa mais honestas
sao mullas vezes aquellas cuja repulaoao est mais
eiposta aos tiros da calumnia. Iuimigo de polmi-
cas, porque coin ellat nada te adiaola, e porque
comoj disse os meus actos nao dependein do Sr.
Burgos para lerein o cunho da raoralidade, nao vol-
lare mais, responda elle o que quizer.
Viclorttf 11 de oulubro de 1855.
/.ni; Correa de ijueiroz Barros.
CORRESPONDENCIAS.
LITTERATl'RA.
Srs. redactores.Sou cleitor do Cabo, e lenho a
honra -le ullerecer a considerar,ao dot raeu collegas,
leste c dos mais collegios esla lista. Quera m'a
dilou foi a experiencia e ai lamosas infurmaOes
que lenho lido de algons candidatos que nAo co-
oheco. Ei-la. ,
1 liara de Camargibe.
2 BarAo da Boa-Viila.
II BarAo de Suassuua.
4 Dr. francisco Carlos Brandao.
5 Dr. Manuel Jos da Silva Ntiva.
6 Dr. Antonio Coelho de Sa Albuquerque.
7 Dr. Sebasliao do Reg Barros Lacerda.
8 Dr. Theodoro Machado F. P. da Silva.
9 Dr. Auteliuo Francisco Perelti.
10 Dr. Antonio Epamiuondas de Mello.
11 Dr. Anlouio Alves de Souza Carvalho
(2 Dr. Joaquim Pires Machado Porlella.
13 Dr. Francisco de Souza Cirne Lima.
14 llr. Amonio de V. M. Drumniimd.
1.5 Dr. Jos Nicolao Rigueira Cosa.
16 Dr. Joaquim Vilella de Catiro Tavares.
17 Dr. Francisco de Paula Baplisla.
18 Dr. Francisco do Reg Barros.
19 Dr. Alvaro Barbalho U. Cavalcanli.
20 Dr. Jote Maria Freir (ameirn.
21 Dr. Ignario Nervda j-'nnseea.
22 Dr. Cosme de S Pereira.
2:1 Dr. Joaquim de Aquino Fonseca.
24 Inspector Jos Pedro.
25 Dr. Victoriano de S.i Albuquerque.
26 Dr. JoAo Francisco Duarte.
27 Padre vigario geral Dr. Jos Antonio Pereira
Ibiapina.
28 Dr. Joaquim Francisco da Fonseca.
29 Dr. MousenhorMuniz Tavares.
30 Vigario de Sanio Antonio Venancio Henrraues
da Resende.
31 JoAo Capislrano de Men lonca.
32 Fraudsro Peixoto Duarte.
33 Vicente Ferreira de S. Varejao.,
34 Dr. Ignacio de Barros Brrelo.
35 Dr. l.uiz Filppe de Souza Lalo.
36 Dr. Manuel Francisco da Paula'Cavalcanli.
O eleitor dt Cabo.
Srs. redactores.Possuido de tuinmo prazer aca-
hei de ler o eommunicado publicado no seu cnucei-
tuad Dtnrio de 10 do corrente mez rVlativamenle
feslividade do glorioso Serfico S. Francisco, que
leve lugar no dia 4 do referido mez no seu convento
desla cidade. Senlindo o maior contenlamenlo em
alleslar, como les|emunha ocular, a veracidade de
ludo quanlo em dilo communicado se refere, soii
agora tambem por minha vet, obrlgado pela cons-
ciencia do meu dever a dizer alguma cousa cerca
das obras ltimamente feilas no mesma convenio pe-
los esforcos, aclivldade e zelo religioso do mnilo dig-
no actual guardin Fr. Antonio ate Sania Anglica.
NAn ha muilo lempo que o magesloso templo do
santo pairiarcha da ordem Franciscana repretenlava
ios habitantes delta cidade om espectculo desola-
CONSIUe.RACO'ES SOBRE O MUNDO RO-
MANO.
lu anligo, ao refleclir no extraordinario e doloro-
so etp%ctacuio da eterna iuslabilidado dos governos
uo mundo rumano,pula nao espantarse, nem pro-
curar-lhe as causas; conhecia os males, poda igno-
rar os remedios.
Vira Roma e o mundo passar de chefes annuaet a
seuhores vitalicios : por mais frgil que fosse a vida
cuta, era para elle um progresso. ascera, vivera,
nesla coudirAo precaria, sempre enlre duas tempes-
tades, quasi sempre no meio da> cmmoc/ies que
eram a consequenriu e o prclodio disto. Poda crer
que era este o estado normal do gen. human.
Quando hornera linha para si, para as suas1 a liciones
para a sua cidade, a seguran;! do dia, dava acabas
aos deoses por esta fortuna., A idea do Ibes pievji a
seguranza do dia seguime poda nAo occorrer. ,
T'emos oulros aspectos em as nossas sociedades eu-
ropeas vivificadas e moralinenle engrandecidas pelo
cliri-tiaiiisinu. Conheceraos alguma cnosa inelhor,
para u, as nots que passar por mudancas perpetuas, viver eterna-
mente do trabalbo de'cada dia, sentir o solo tremer
iucessanlemenle debaixo;dos nossos passos,ter cm um
dia dado liante dos olhos um abysmo.
A incerteza dos destinos pblicos nos oliendo tan-
lo pelas suas agonas, quanlo pelos teus perigos, tan-
to pelo seu ahalimenlo, como pela suas miserias.
Reputamo-la contraria dignidade da existencia hu-
mana ees condic.oesde existencia do mundo moder-
no. Com elTeilo he propriedade da eivilita;Ao chri.
ta-ceUocar na exlremidnde de tojos o? pensamenlos
do homem-amicesshtaile da duracao. j'relendemos
que o ettadoscA5al^talisfa;a e attegure o grande iu-
leresse, que compreheude todos os oulros, em vez
de descoubece-lo a insulla-lo por va de perlurba-
S&es sem termos. Tudo brada em lomo de nos, e
em nosso proprio pastado, que esta he a verdadeira
lei do mundo. iDebaixo dos nossos olhos um grande
governo faz viver cm paz poderosos e prosperos.lrau-
quillos e seguros no interior e uo exterior, cerca de
oitenla milhOes de liomens, itlo he una populacAo
quasi igual a aquella que obedeca aos Cesares, e es-
paciada sobre um territorio mais vasto do que os seus
vastos dominios ; da-nos a medida de que os insie-
res imperios podem dispensar aos puvos seguranra,
ordem a lltidade. Perto de nos oulro grande esla-
do com formas e mximas difireme! taba aisociir a
sua eslabelidade profunda e activa liberdade cem
milhOes de subditos e Ierra. Um simples relrospeclo sobre o qoe foi a
moiiarcliia franceza durante todo o curso dot scculos'
uos ensina as forjas que exislem n'ura principio tu-
telar romprelietidido e manlldo pela prudencia das
geraeaies, para conciliar o repouso com a duracao e
a perpeldidade com a grandeza. Portante, sabemos
qne estes bens ineitimaveis sAo potsiveis. s narOes.
He viiivel que Dos nAo vedou 4 naloreza agitada do
hoinem. a respectiva concepen, pro-ecu^Ao e com-
plemento. O mundo moderno a esle respeilo offe-
rece o exemplo e o conselho em lodat as parles. .
Assim como couceberque (oda a parle pnliciada do
anligo mundo fosse votada, dorante o corto de quin-
ta oa vinie genjes a lodoi o solTrlmenlos, e a todas
as degradacoes de urna siluacAo precaria de calastro- tal.
phes incestantes, de revolurile! mulliplica
riveit, as mais terriveis e as mais multipli
se tenbam vitlo na historia ? Se compreliendemot
que a repblica romana trouieste em ti necessaria-
mente lodat as agilacOes, que assigualam os seus a li-
nees, e que com lado um patriciado sobarbo prlen-
cesse a este regimeu, dizeudo como urna nasAo in-
feliz das nossos das : ia/o periculotam liberflem
quam qnietum sen-itium, donde atee que o peder
de um s.uma vez eslabelecido e mam ido semconles-
tacAo al o ultimo dia da existencia do nome romano
conerve com ligo ai incertezas da repblica, toas
peripecias vilenlas, sua ettabelldade faial .' Porque
razAo acontece, que lendo o monarcha, esle povot
DAo lenham monarcliia ? Porque razAo nunca te
elevaram at esle poni ? Que terca occulla os ira-
pedio de ehegar a este progresso, que firmara o
mundo debaiio de suas mos ? Donde resulto que
a ordem hereditaria, transmitido do poder regular
e consagrada, os beneficios Uo simples e tAo grandes
deste principio liqoem estantos |a um rgimen, fun-
dado sobre a mais vaste e mais terrvel omnipoten-
cia de um homem, como nunca se vio ? Dar te-ha
caso que baja lempo em que at naces, voluntaria-
mente, por caprichos, por esculla, em vez de procu-
rar o repouio uas verdadeirascondi;esde ordem, e
nos elementos naluraes de ettabilidade se condem-
nam ao eslad de revolurAo. e por consequencia ao
estado de perigo, |de infortunio, e de ahalimenlo
permanente? Fora este om grao deescameo obs-
tinado, e de co-i upo.o dos espirites sem desculpa
entre as uaces modernas, pois que saliera onde esl
o ponto. Por ventura esta desordera leria cautas e
explicacoes enlre ot anlignt ? Devcremos admiltir.
que ella lenha sido com elleito o estado geral duran-
te longos seculos, e n'um imperio.queera o mundo?
Ou entAo a vida precaria de todo o genero humano,
a incerteza universal do dia seguale, a resignar,Ao a
todas as mudancas, a lodos os azares, e por conse-
quencia a lodas at tyraniias, a cega adupcao dasde-
ritOes da sorle uo que he direilo e dever dos liomens,
disputar ao teu impeno, regular por ti prupnns na
sua prudencia, sera esta a lei fatal do povo rei ? Ha-
vera razoe para qoe nao leudo sabido tracar lmites
nem ao seu poder, nem a >ua escravidao, nao sou-
besse Iraca-Ios a tua inslabilidade ? Parecer estra-
nho, que esla que-t '> lenha escapado aos olhos de
Munlesqiiieu, sondando com a sua mao polenta o
principio da grandeza, e da decadencia dos Roma-
no ? Dar-se-ha cao, que livesse motivos para der-
ramar sobre este poni ettencial as luzes de seu ge-
nio f Ou enlao deveremos pensar, que ao expor as
causas secundarias cora a profundeza esagacldade
incomparaveis de que era dolado, alguma dat causal
primariat se tublrahitte por acaso a esla elevada e
firmo inlelligencia ? Teta elle para fallar como elle
prnpri fundado Byzancio, temi dianle de si Cal-
cedonia ? Talvez nAo teste dado ao secuto XVIII,
no declivio fatal que o arrasloo, saber tudo, ainda
quando se trata dos seus maioret espirito, uem tu-
do acerca das verdades que nAo escapan) aos seus
olhos previndos, anda quando se trate de Montes-
quieu.
O imperio romano aprsenla dous grandes plieno-
inenos, esla cundirao vital ia. este incerteza do seu
governo, que assignalamos, e a sua longevidade :
ambos mais eslranhos e mait tentiveit um por meio
do outro. A lougividade de ora imperio formado
de todas nefas, que coraprelitnde os territorios
mais loiigiiiquos. as uaces mais dissemelhaules. at
liuguas mais diversas e mait ignoradas, as retigiet,
as philosophias.os annaes.as iuslilucoes raais contra-
ras ; este imperio, alravestaiido ka tua magestade,
na sua forra e al na sua propria fraqaeza, o corto
dos toclos ; nao se desmoronando, enlre lodos os
assallos do interior e do exterior, se uo pedra a pe-
dra, por assim dizer, e dia a dia ; tubsistindo e ira-
pondo anda, em quanlo se conserva em pe um lau-
co de parede; emfim desapparecendo smenle na
sua ultima sombra, depoit de mil e qualrocenlos an-
nos de dominio e de rmbales, eit ahi um milagro
que nAo lera baslaiite|irupressouado aattenfiodos
historiadores e dos polticos, deveria lomar-nos mait
respeitavel ,i vclbice armada do Baixo Imperio, 13o
desacreditado pelas suas discordias, rani pouco esti-
mado pelo prodigio da sua duracAo. Este prodigio
atiesta no povo romano mait que a conquista do pro-
prio mondo, um curpo e nina alma robustos. -
A alma, he a grande, e quasi diramos a nica
qualidade propria deste povo extraordinario.. O
cardeal de Richelieu denomino a quando proferio
a bella phrase seguinle : Se a virtnde da perse-
vera oca fosse dada aos Francezet.osol na sua carrei-
ra nSo vira limiHar-te o curso das suas conquistas.
A virtnde da perst veranea foi dada ao |>ovo roma-
no, a elle fez as duas ooosis mais difticeis da historia;
conquislou o mundo e cuntervou-o mil annos debai-
xo dat suas leis. Ella perseveranca foi invencivel,
inveucivel aos seculos, aos acontecimenlos, aos reve-
zas. Assigualou-se as insliluicnes, assim como nos
designios ; foi, como distemos, a alma do povo de
Romulo.
O corpo nao era menos temperado. Era amassado
com o mesmo bino. Foi orna soeiedade civil, feila
de maneira que sustentaste o pezo da soeiedade po-
ltica raais agitada, raais militante, successivamenle
raais oppressora e mais opprinida, despedazada
pelas discordias, pelas tedices, pela ivranuia, mis
inabalavel nos elementos que Ihe cunslitueui a >b
tructura, e que Ihe servein de base. Quanlo a faro"
lia, estes elementosAo o poder paternal ; quanlo
piopriedade, a agitac^u, o direilo dot vareswodi
reilo do aangae ; quanlo ao estado. T~ -
nao ha soeiedade civil forte e duradoura, tenA,
estas duat grandes cousat, a auloridade paternal x
aguara romana mais ou menas temperadas. Ma
U-las nos seus excessos, alravz de lodas as mud
cas de rgimen e de fortuna, durante o corso iota
da existencia do povo romano, al ot ullimos if
do imperio, ellas fizeram a soa grandeza. Por
Iro lado nao ha estado poltico, poderoso i
para lUej ila': tu uiii um _.- ,-
uin esludo constituido deste maneira, he^i-la
na de cala ro- tal. Nonca repousara tobre urna lei, .bre formas
.iplicadateter-Uhre principios, tobre urna ordem de .oeceatste
illiplcada que/ jurar qunhentos aunot, s no Occidente, sem tei
------tem lee
nem um cdigo, nem um nome. Aguardar o im-
perio do Oriente para torn.r-se urna iiislilnirao tan-
to era bem como em mal. Tudo isto be extraordi-
nario. Eis aqu as raaes, segundo pareee.
A aotoridade de um s nAo fai o ftuclo da rellexao
e da prudencia,mas da forca dat coasat.de unta terca
cega e invencivel.Era irrevogavel, porque eu neces-
sarin ao poto remano paragovernar o mondo e ao
mundo para respirar.Desde que as armas das legioes
ebegaram aos ullimos limites do universo civilsado,
at rebelin lerriveit dot escravot, do alliados, a de
lodo! os vencido!, dos Parlhot, dot (armaiids, dos
Gaulezn, dos Breioet, do Iberos, dos ainidas, fi-
leraoi tenlir a impossihilidade de satisfazer ao mes-
mo lempo a esta npecle de guerra Internacional
que eiittia em loda a parte, e a guerra civil dos ge-
neraes. dos cnsules, dot triumviros, que exista
na propria Roma. A escravidao, que he sempre o
castigo da auarebia, foi o modo obligado do exerci-
cio da soberana, para vencedores corrompidos e di-
vididos pela victoria, em oerla medida, foi ella ao
ineimo lempo,a livranra para venriilaa exbaiilot, es-
mag.nlos, declinados pelos prronsufcaV O senhor,
tentado no monte Palatino, resliliii.i s uaooes su-
geitas urna parle da liberdade qne lirava aos Roma-
nos. S havia um lyranno no universo ; era urna
relaxacao inspirada pela lyranuia. Os agentes ir-,
responsaveis do senado respondan! agora ao senhor
gar duracao tem exemplo dalle immeuto imperio :
nao podiam elevar-te ate a monarchia. Teotaram-
no, ou autet o suscesso, se nos podemos exprimir as-
sim, tentou-a por elles. A forra das cousat, efielo
dos seus coslumet falane da tua ndole fatal, |fez
naufragar ludas as demonstrarais, e todos o eusaios
de hcrediUriedado qoe fazem a habilidade dot prin-
cipes, 0 ooro dot preleodenles oo at alfeices do
pretorio. N umpo dos Osare!, no lempo do Fla-
rM^!' "ml'tt> e,a C><1 va eropreza, a heredila-
ni,, Pcrec > tobc^1T,!,,*n,e1,,0 ">ic>a* forcado pairara
cTierVv^o Xi'- ^"""P'^naaconsegue en-
.Un uL^i, ,".",'coa, ,ll tortuna. e islo det-
de tiear? de r.!L '.'"r ^ l,om' w a *le
de Ueerq, de LaUo, da Uatio, de Broto, de Cesar,
que abre a marcha dot impn.dorn. e que da oTeu
nome a proemio sangrenta, Apanhalam-se o. sao
estrangulados : tal o direte^ubCd'^^rio A
casa de Cesar Imlia parecido mait do qu, oulra oual -
quer, pela graudeza pica das suas reeordacoes at,-
im como pelo wpleodor da sua fortuna, oni iiif,,.
i;Ao de, turnar-te centro de principes e fundar unte
dymnastia. Poda ser considerada mais do que ueubu-
ma oulra eomo estando na poste da autorldado. au-
lenor e superior a (odas at ioveocoes. ezhaure-sc
uoi teus furores; eihaure-i de lal orle qae s
chega a alguus reinados de urna forma arlilicial e
mentirosa, pela s uccessAo nao inlerrompida da
i
adopces que lenUm remediar os hamiddiot e que
do senado, que (ainbem era o delles. Aquelle so remedia! ai mlrigaa Todas as vezes que o poder
Ollllrtll Plairag iiatli u-i nula jinnilintii u uun mK Innlaa .. ft ._______. i
4
raait verdadeiro do qu nos interregnos. A mulli-
dao das cidades, popularles, unbrezat particulares
espalhadas sobre a face do mondo, euconlravam a
seguraiica qne ot patricios vidos e ferotet da cida-
de soberana tinhara perdido.
Hitemos : vidos e ferozet. O ooro e o langua do
mundo, eihauridoa tem farlar oslas almas sedentes
e tnsaciaveis, tambem o dizem. Eis ahi a chave de
toda a ordem de relo que tentamos interrogar.
Releva reconhecer que o mundo anligo eucerrava
em sihim mal que o n
Eis-aqu oulra, que lie quasi da mesma aatareza,
e que tambem tem o tea principio no espirito e nos
costemos dos Romanos : a herediUriedade, todas as
veze que se moslra, cauta horror a si propria. A
excepcAo de Tilo, qoe te apresta a marrar como se
temesse perder ou o ranome ou podar, se acome-
ta que um filho tucceda a stu paj, serio Domicia-
nos, Caracallas. Cemmodos, iste lie. montlro, qae
s,lo a cndemnacAo viva da ordem hereditaria, por-
que sao o opprobrio da naloreza humana. E nos de-
tudo, como a corrente que rato" ^^7 Ere h.VedrtarieSrdf fu7to^^uU
necesario ao senador salisfacAo de arrancar.., for- razio que cima distemos: naquelle temi o ho"
ca de usuras e de conflscacdei, ao seo concidadAo, ou mam nao linha at forcas uecetsar
a terca de exaccoe, e de crueldades, ao vencido, al lenlacon dnlas grande, pertoeclvat 7dot ntm-
duzenosou rezentoimilhoei, para alimeular lodat j plot abominaveii. du ftciMate imnM
at fantai,., de vicio e de ambicoes insaciaveis. Era ura lal rgimen e de taes~etjM
necessano a om povo. cujas paixoes, ... falla de ou- gao ..Ao linha em ai mesrao con foYmai i alma"
Iros alimentos, se convertan) em crueldade, como ; de um duque de Borgonh. V coa teni ,u
acontece seiuore as r..irruii.-,-.< dj .n.iiii.ij,, .,..._ ......... ...:.._____.**. ..7: .rr.. .
contece sempre ai corrupton da mullidio, o pat-
salempo de espectculos em qoe dez, quinte, viole
rml gladiadores se sacricnvam muluameiile e se
fazium devorar por animan ferozes, para fiirt'ar a
alegras de um povo mtit feroz ism vezes e raais
estpido do qoe os animan dot seos amphilealros.
Esln doui vicioi primurdian e inevilaveis da na-
loreza humana entregue a si propria tem freio. per-
vertida pelo seo desregrainentn, pervertida ainda
mais pelos seus aduladores, e todo o mundo o era,
al os Cesares, estes dous vicios forman) o fundo
dos coslumet romanos. SAo elevado ura e outro,
por esles dominadores do universo que ueiihuma
terca contera, que oenhnma lei domina, alera de
ludo quanlo as nossas imaginantes podem compre-
heuder. Avillam e eiisangaeulam os seos annaet.
Fazem as proscrip.;oes. as ras tanjas, os envenena-
menlos, os exterminios em masa, era que as gera-
Ses vem cm ondas aprestadas, procurar o termo da
rpida origen) da soa grandeza. Estes dous vicios
se enconlrarAo, exaltados al os ltimos limites da
omnipotencia, no senhor do mundo qoe vai perso-
nificar era si o poder, a fortuna e as pailn do po-
vo romano. Sera vido, sanguinario, enexravel
com lodos e para lodos. A confiscoeao, a dela-
tao, a raerte caminhirao dianle de si. SAo o seos
instrumentos e o seus tropheos. As disposicn i
espoliacao e carneficina se aogmeutain pelos pan-
gos da sua inslabilidade, qoe p6e era si mil neensi-
dadn de se satisfazer, de se defender, de se vingar.
Depois estas vingane.ts pela sua parle, suscitando re-
presalias, coiijurac.'tes. revollas. depositf.es. assassi-
uatos sem numero do principe, dos teus tilhos, dos
seus prenles, dos seus generaes.dos seus partidarios.
inslabilidade se augmenU e se perpelua pelos vi-
ctos e pelos proprios furores de que era a fonle :
circulo vicioso, lerrivel e funeste, cujo principio
como he presentido agora, prende-se a um nico
Tacto, mas immenso, he que a lei chrislAa nio exis-
tia.
Eis-ahi r explicarAo doscoslnmes extraordinarios
de Roma, das tuas violencias, dos seas castigo*. A
le chrislAa nAo exista. Esla lei que d um freio ao
homem, que Ihe ensina a ti domar a ti proprio, que
modera a victoria, que domina a omnipotencia, que
subordina os mais fortes dnle mundo a um senhor
mais forle do que elles. so na tei poder dar limi-
tes aos patricios senhore da repblica, e, depois
delln, aos imperadores, senhorn do patriciado e de
lodo o universo. Teria dado principesa qoem o ge-
nero humano podesse confiar para tempre os teut
destinos, in quem o poder perpetuado nAo teria ti-
do se nAo a perpetuidade das i moos de benevolen-
cia, de prptecfAo e justica. Da justica leria podido
Mear a lixidade ; da moderara do pricinpe, a dos
subditos ; da crenca r"> ""T"^83-. respeilo de todos
a^lijaii^'Ws-iLf, o christianismo i.inol ,obre
^ndo romanocoTCoiislaiiliiio. ja era ___: ,
jde ; oa Romanos\tihani enconlrado o destino rra.
lidade, nAo hoovf
sua parte e-labeleeido conforme otverdadeiros prin-
cipio! da ordem enlre os liomens. Afora at le es
senciaes que fundan) a familia e a soeiedade, que
as conservara e perpetuara urna e oulra, s a Itye-
rarebia no corpo poltico be que pode rnistir at
agitantes inevilaveis dos grandes povos, e sustentar
o peto dos grandes imperios. Ot Romanos liveram
tudo islo. Foi por e-le meio que o vailo edificio da
sua grandeza resisti por lano lempo a todo, al s
subverses e as intrigas, aos preteranos e i venda
do imperio em ha-la publica, aos seos imperadores
de aecaso e a trplice desordem da sua eleieao, do
seu podar, du teu Iranslorno.
O notso lempo he governado por duas ideas falsas:
urna consiste em crer mui tas vezn, que uppheamos
seriamente remedao vicio das ustiluii;oes polti-
cas, ao pasto que as causas de desordem, de aguardo
de ineuii-lanria. subsisten) as leit civil; a outra he
imaginaria,porque Ruus-cau.esse graudecorruptor do
pensamrnto human, o disse aos nossos pas, que os
liomens pastes par a par.icuaes exactamente entre si
possam furmar urna naca. S existe legiAo com a
cundi.i do rom mando,da hyerarchiie da disciplina;
de oulra sorle lonia-se um bando, mas no um ex-
ercilo ; he um motn) permanente destinado a toda
ai demencias da anarchia, ou enlAo um rebanho
promploa pertencer no primeiro cajado que se en-
contrar na nlrada. nao um povo, nAo nm etlado, e
anda menos um imperio. Ot liomens s valen su-
perpostos. Contrario a todos os sophismas e a Indas
utopias do ultimo secute, he ini-ler na, poder de
cohetAo, de undade e de direcoAo, que s a super-
posirao pode dtr pare gerar estas graudn codsas :
a torca, o engeuho, a durafAo. Ditsemos que os Ro-
manos liveram lodas nas qualidade'em grao emi-
nente, riveram-nas mait que povo alguiii no uni-
verso, porque estas Iret cousas, a soeiedade, o esta-
do, o imperio, se acharara un tonas, lormadas se-
gundo os raninos principios e da mesma sorle, se-
gundo o mesmo designio. O imperio dnde os mu-
ro! de Alba, ou de Veies at o Egypto ou a Caledo-
nia, o imperio se compoe de povos coordenados e
superposlos como n raembros na familia e at dat-
an na cidade. Assim este corpo he feilo todo a
imagera da pyramide, que lera lautos pontos de
resistencia quelites sao as liadas, cuja base be larga,
a fronte alta, que domina, que nmaga ludas as ter-
cas contrarias, que resille a ludas os asssallos e a
lodos os faraones. He esla constiluirSo seguramente
excessiva. mas estendeii lo-se a todas as parles da
organisacAo romana, que tez o poder da cidade
eterna no tempo dos eonsules.e a duracao do muudo
romano alravz dot Cesares, Esta coustiluicao deu
as tercas material para combater, vencer, gover-
nar : deu tambera a loro mural do nexoe da un-
dade mis projectos que admiramos : porque lodos
les atribulo! diversos do genio de Roma procedem
a mesma tente, da sua urgauisaci aristocrtica. A
constancia he uina virlude'de patriciado, h teste-
inunha Vcneza durante quutorze secutes, tesiemu-
nlt.i a Suiss.i por muito lempo, teileinunha a In-
glaterra al as suas recentes deinolicAes, e. anda de-
pois, pelo cllcilo sempre vivu de ludo o que um
da nAo pode deslruir. Cite-te ua historia urna
uaoao que tenha conservado as mesmas leis civis
dnde Numa al .lusliniauo, e ver-se-fha que o poeln
nAo poila dizer senSn aos Romano* :
7m rigerr i-.nprrio populas, romane, memento !
Mal aooreseeiita :
Parcere subjectis el debellare sxtperbot.
Aqui o poeta se enganava : nAo poda pedir na
tluplice virlude ao teu lempoeao teu paiz. No mo-
mento em que um povo se va possulndo ueste grao
extraordinario todas as molas que fazem o poder, sem
o contrapeso dos viznhos, de poderes llera de eren-
tas proprias a embarga-lo ; devia impellir a sua for-
tuna al as mais exlremas conquistas, al a raais ex-
trema l\ rnula ; devia impelli-la, por esta mesma
rszao, al a raais extrema servidAo, at a mais ex-
trema inslabilidade da auloridade soberana, porque
ludo islo se mantera Devia eer incapaz de mode-
ratAo, de prudencia e de uiunarcliia. Aquiergue-se
a verdadeira, a grande quetlau que nlat lnhat ten-
tara resolver.
Com effeito, que eslranho contraste De um la-
do, nta estabildade na ordem social que acabamos
de expor, com na duracAo no corpo politic, com
na olisli.iacA admiravi'l no estabelecimento e ua
maiiuteiicao do poder exterior ; de outro, a horri-
vel successaotle revnlucfies no governo que compoe
loda a serie ilos annaet romanos. J freqnentes e
cruei no lempo dot decemvirot, dos cnsules, dot
didadores momentneos, estes revoluto sAo, mais
loque nunca, repentinas, numerosas e sangrentas,
desde que este immenao sacrificio foi feilo is neces-
sidades d'ordem e de repouso, o tbandono da cons-
lituicA anliga, o poder absoluto, o direilo e a aulo-
ridade de um s .' A autoridade de um *, depois
de um seculo e mais, desde Mario, desde Sylii, des-
de Pompeo, era contestada e irrevogavel. Desde
Cnar, era irrevogavel a aceita. Deide Augusto he
eonstiluida. E cora tudo nAo se fixar, nio se regu-
liri nanea. Ser* perpetuamente fortuita e acciden-
ss-recaro : linham-sV- tornado a presados barbaros.
Jn mondo novo ia sabir das tuas ruinas. Esle po-
'ir conheeer, querer e praticar a nlabilidade, a
irdem, a monarchia, porque liaver i urna regra no
eoraoao de lodos us boinen-, tuna le iinmulavel ao
lado dat nossas leit Irautilorias, ora re cima de
todos os reis. A moderacao geral dos enturan fara
a raoderatAo dos governos. Permitlirn a duracAo
que garante ao mesmo lempo a eguraura particular
e a grandeza publica. O principio da auloridade
pacifica e estavel sera eslabelecido uo seio das ua-
tei. Para conseguirse nle rcsullado. s Um bas-
tara o bom teoso.
Esie principio nAo exista no mundo romano.
Cometamos a entrever que nao poda existir, posto
que teste necessano mais do que ara nenhuma oo- I
n",^"' Am "re"0'."" ,:enl,,"m, P,rle- M ''i'- !nvltti,.0 '' T
tona, a mudenca perpelua de governos, a sua per- imperio, a oppnicAode urna Roma imvaViiauc
pelua reuov.tAo o vicio de lilitcoes nAo aceites, de cidade elerua" Este eo.iK.voa. par
adopton desconhecidas, de eleites contestada com o Occidenle, o cuite, at formas e mal. te
?"?:.,n:^.^.f2? ."r,M" p?,a c.r.6.:..or'!Mri'.prited; pnJo. V,
inrala, ou o coracao de Luiz XVI adolescente lal
como appareceu no lvro da sua moridade rMcote-
meine publicado. No logar competente, tiubam-se
os nome qoe e encontraran sob a nossa penna, e
0 mundo espautado tornara a cahir natsuas nprc-
lalivas do grite do pretorio, oo quando muito, aqu
e all, do grite do senado : pois que ja te eao Ir.la-
va do grito do terum. A tuetVe romana, desde que
nao puuha mait a paa publica em perigo petas suas
sediton arroganln, nao tr levada esa cania uo
mundo romano que tanto agitara -r d'era em vante
so servia para assislir a fastas, applaadtr o vencedor
e obedecer.
Eis-aqul portento urna primoira ezplteacao en-
conirada O mundo romano nAo den aos teus des-
tino o apoio tutelar da monarchia porque nSo o po-
da, bsle meio de salvacAo nao otteve en tea po-
der. Acretcentemos qatJaAo eslava lio pouco na
tua ndole. Roma nao sabia o qoe ha a monarchia.
As toas reeordacoes pessean, n de tempo dot reit,
te applicavaia a realeza de urna aldeia ; nAo iaaagi-
navam applica-las ao imperio do muudo. Por otro
lado, tora vergonhoso remontar, para o imperio ro-
mano, os remenscencias da* raoearchiat orientan
que tinham desappareeido debaixo dea pastos dat
legioes. Sao razn censorias e nones, que se iun-
lavam as razn positivas e de alguaaa sorle raale-
naes. Desviavam o Densamente publico de indaga-
Ao revolvida e vsteinalica de nm porte,
alvo, de orna tolucAo. Assim, eta preoecupato nao
apparece era parle alguna. Pavo, que so viam o
Otviiuo uo verdee do mondo, migiiavam-se mais
taei mente a vivar ao acaso sob e jas* desla dura
rualidade, que. dando-lhn n bon priaciMoa por
accidente, dando-lhn como regra
costme: as malencas, por castigo Barbara. O
uesrao ratalismo, quesustenla es throno do Orien-
te, impeda que te firmaste* darasse de Aogutlu
a dos Anlomnoa.
Por oolro lado, a realeza ara mais dlilicil de fa-
zer-se do qae se pense : fora I lie mister, oo seio das
nato, um complexo de coslumet e de erencas que
so o chnslianitmo poda dar. Fora Ihe mister urna
mullido de cousagraroet, oascidas da origem do
lempo, que nenhuma investidura da mas de ho-
rnera suppre. Os priocipn que se succederam no
puder soberano, aoldadw da forluna pela mor parle,
pastor, rlific, ealrangeiro, barbaros, podiam
sem duvida ehegar pouco e pouco ao primeiro de-
grao. Soldados, achava-se mu simple qoe gover-
nassem toldado, e por consequencia o imperio.
1 rumelliam tempre a .eguranca ; davam-n* alguma-
vezn; aceitavani-na de aun mao*; prodigelisa-
vam-lhes em cambio a obediencia, a em cato de
necessidade a adulaci* ; mortal, raziara delln dea-
sn;.... \iio%, ninguem teria pedido fazer delln
| Iste nos conduz a um faclo_averigfado por
:

Mon-
aoe na rea-
sempre lubaitiio, alterada smenla na t'bM? 3Ba
coino |a era debaixo do jugo dos dictadores e doT
Inumviros, assm como te-ta-ha agora cada vea mais
deban., do jugo deste chefe sem nome que rene e
tem os ttulos de tribuno, de cnsul, de geueral, de
principe do senado, a que, ate Diodetiauo, teme cin-
gir urna.facha, Jolar o rito, a magislralora, as
usancas, at hierareliias, lodo o complexo do anligo
gov erno romano, que mesmo eolio t te atlriboa as
'tenomiiiatOe indelindn, e de aUoma sorle altego-
nca. de Cnaret e de Augustos. Mudar tenarlmeii-
te a ordem auliga.confessar oolro regimeu, era cousa
tao diiucil, que nunca houve mi* que te alrevette
era poca alguma. Para tanta-re, foram precian s-
culos, devaslacon interiore,, desraembramentot, -
Foi ipisler a influencia do Oriente, out
revolla, de reinadosnlerrompidos pelo assassinate,
de dj oaslis ceifadas em flor pelo eiiermioio de fa-
r vil V&W*i%%.*wv JJ7 74 EIT I
aceitar aj povo, fazer aceitar i grandes familiaque
dependan, du respeito publico no mete .1. .I.V.
milias, de axereitos, de raccoe* inleiras, em parle debela commum, urna orde
f,^.A^..^'i?eC.'.!L?"-.*re"las "^ olIerecera,n ^l,re oa,r principio que nAo a adoptUo. e pwcoi!-
um espectculo lio horrivel, e nem fizeram pezar
laiiln males sobre a rata humana. Tein-se obser-
vado que, em setsenla anuos relativamente pacficos,
o imperio romano consumir raais soberanos do a
inonarcliia frauceza em rail e duzenlos annos. Ot
prncipes que morrem em seu leilo conslituem a ra-
ra excepcao. Etle malyrologio medonho de Ceza-
res, afugadot uo teu propri o sangue, uAo nos mos-
lra nenhum delln que rahi sem arratlar coin sigo
inilhare de victimas humanas : antes decahir.quaii-
do teme, tere. Mas nAo tere lmente o inimigo que
lem diante de ti. SAo qualro, dez, viole mil cabe-
tas que elle condemna ao mesrao lempo. O povo ro-
mano linha querido na ebriedade dbs seus prazer,
trtaros olhos e o coracao o tingue derramado em
onda : prodigalitara com dos teus gladiadores.dus
seus ncravotedUo teus vencidos. Agora, he o seu romano, eticontrou-n ainda as auaa vii-truUa"
Ol nrrit .,r l.l^ ^ ..nwnu .!-..... ... i-.....i.l...... j_ .ln r..u.__. ^_._ _. ..
que corre pur tadn os povos, de urna extremidade do
mundo ,t nutra. Deot applica a le de laliau a es-
ses iteslruidojes de todas as patrias, a estes espolia-
dore de todos o paizes, a essra mennsprezadores de
todas a all'eicoes e de todos os direilus.
A le taliio ir al as mais exlremas represalias.
Eit aqui a mais dura de tedas. SerAo raaos roma-
nas que dncarregam tedas estas mizeriat sobre o po-
vo romano 1 NAo 1 nAo a eleieao leve oulrn ca-
priclios. leve tu la-as lauta tas vingadorat. Pre-
paiou lodas as sorprezas mais inesperadas e todas as
mais duras reparares. Algunas vezn a eleir,Ao, do
senado, s maii das vezes no pretorio, algumns vezn
em Roma, is mais dat vezes mu provincias, foi a
esculla da cubica, da amblo,.lu, da revi lia armadas ;
foi, um dia, o Hespauhol ou o Gaulez ; no outro o
Thracio ou o Panmmiauo ; no outro o Syrio, o Ara-
be, o liodo ; sao lodos junios por intmenlos qua se
I-va ilam e se pe em marcha, para vir ostentar lo-
dm vicios, lodosos precouceitos, todas as paixOn
das mais baixas exlracroes ou das regin mais lon-
guiq tas no palacio dos Cnarcs, frente do senado
e do exercilo. O mondo paga a' Roma guerra por
zuerra, victoria poi victoria, Iv ranina por lyranuia.
He.o castigo sera a derrota, vi".(o que a derrota,pela
sua parle, chega de l.nlus os puntos do horizonte.
As miserias destas revolutefscm termo sAo nc-
cnsariamente complicadas de rebellines reiiasceu-
tes, de perpetuas guerras c'vls. Semelhaiite ntado
d* cousas uAo deixa a'i caraches henhuns dos bene-
ficios da vida polieiada. Nada de guranea para *
exisl-nea, para os bens, para asaHeics.es. A bita,
a incerteza, o perigo'existen) por loda a parte. A
morte violente he o ntado permanente e universal
dnlu soeiedade em ronvnlc.Ao. Etla soeiedade vive
teda a mero.'- do acaso, cada um aguarda o soldado
que Ihe venlia roubar a propriedade, a liberdade, a
vida. Todos fizeram a tua esculla desde longo lem-
po, rasgar as proprias veas, apunhalar-se, ou en-
tregar espada a caheca ronde'mnada He o que
Cintro, no tempo da Repblica, na origem dnle r-
gimen abomiuave!, j diaraava ua sua cloquele
lingiiageiu : Magnum omnium el discrimen, a lo-
tera universal de bulas at i-vigencias e de todos os
beus Este rgimen, com alguna inlerva'dot lucidos
uo tempo de Augusto ou de Marco Aurelio, te eslsn-
de al a chegada dot Barbaros. N'.tsiia palavra ex-
plica que ot Barbaros tejara recebidos como liberta-
dores depois dos Cesares, du inenna sorto que o im-
perio linha lido depois da repblica.
O que nao se explicarla, fora quo as natn se li-
vesscni podido snbmetler voluntariamente ao jugo
deslu inslabilidade selvagem, submelter-se-lhe du-
rante qualro ceote ou quindenios annos, sem fazer
um esforc para sublrahir-se inconstancia das
iuslilucoes e dos acontecimenlos, para dar ao poder
um asiente durador, para c Jiite-lo e lempera-le, fi-
zando-o, para adiar urna conclusAo, uina regra, ura
abrigo. O espectculo .leste decadencia voluularia,
te livesse sido ofterecido ao mundo, dara um verda-
deiro dnespero : faria acreditar no triste poder da
nalureza humana para ludo sapportar, anda o que
ha mais osopportavel. Urna reltexAo vem consolar
o pensainenlu e Iranquillisa-lo. Os Romanos, em
virlude da sua constiluitAo civil, poderam ehegar ao
imperio dq universo ; em virlude da co.isliluic,Ao
polilica, quo te apoiiri ua primeira, poderam che-
sequencia solire oulros ttulos qoe nio os ttulos
pessoaes que as proprias aristocracias sempre uci-
lam, cmlim, proclamar o direilo de nascimomo, foi
uinaubraque te uAo teuluu, ainda depois de Traja-
no. depoi de Marco-Aurelio, depois de Diocleciano.
A repblica patricia sobreviva as toas antigat ra-
tas, nos auligot coslamn, nos anligo* deosw. \
au iga perseveraot rumana mantuilu, alravz do
lodos os abates, essa fidelidad* a certas tradicoe e
a certos coilumn da patria, qae penetra mais larde
alo atravez do mondo brbaro, lim effeito todos
os vestigios respectvos-nao se apagaran) debaixo dos
proprios pastos de Alarico. Havia cimente rumano
lia velha CoiisliluicAo, assim como nos monumentos.
Assim o imperte, qoe, para sa erigir em monar-
clua, encontrou tantos obstculos nn vicin do novo
romano, eticontrou-oi anda as soa virtoiles. Tu-
',l; 7 1 e"" b-f : pre hende-la oo aceitar, costuran qoe podessem sus-
O mundo romano perecen porque nta transfor-
mai;Ao uAo eslava no seo poder.
Duas cousas tinham comecada ao mesmo lempo,
na paz excepcional do mundo, que parece atsignalar
son a mao de Augusto una, grande pausa a una
grande especlaliva do genero humano : o imperio e
o ciirisiianisino. O imperio iguoreu por muito lem-
po e-le poder occoltoque natev. ua manjadonra de
oetniem sob teus auspiciose sua sombra, (loan-
do reconliecau-o, quaudo medio teu nada, reco-
nhereu, petes m.los de Canatamlno, esle ^ival
que creceri a seu lado tanto quanlo se tihalia ; que*
ignalava as virtudes aos seus vicios, a claridade s
Irevat, as esperaacas ao desnpero. O uova senhur
enobrecia as almas lano quanlo elle as corromper :
ie-tituio aoshomens a dignidade; s mulheres o lu-
gr que Ih compele na creatAo, n auloridade do-
mestica, o puro e nobre ascendente, o miusleriu de
paz, de indulgencia, de caridade ; qeebrava os fer-
ros dos eicravos, curvando diante da lei moral a
Tronic dos toberbos ; expellia do ampbilhaalro os
gladiadores, s aninaet ferozes. us espectadores
trazia costera em que te podessem apuiar socieda-
des regulares e sensatas, governos fortes e rcspeila-
dos. i .un.lamino que coraprehondeu sera llovida
que o mundo anligo esteva exhausto, pedio art laoa-
rum que cnsltiiisse nm novo.. Era um grande de-
smnin. Ja cr demasiado larde. Esta missAo ner-
"."aJ? "?* ""* "'' hantlo daquelles qne
os Komanos chaintvam os Barbaros. O grande e san-
io consorcio das novas raras e da oova f gerou o
mundo moderno.
,e,!OU'0;C,.,!daIio'0*,r*Teido,Bcolosi "oteo o
com urna civiIimcAo potente ; deo-lhe palrias res-
peiiauas, leit benficas, garanlat prolect.o-as, pro-
pne lades infinitas, meios sem numero de paz inte-
rior, segornnea uivolavl, gozos nobres e puros cue
os amigos nAo possuiam; fez estas grandes cautas,
porque leve na mi materia tam ai quaes nio be
da.lo aos liomens fundar para si abrigos tutelares *
duradouros; encontrou iuteirameirle teitos asta* ele-
mentos de ordem necesarios e augustos, direilos de-
velas, sauccAo. Ha pitucos dias, ii'uma caria bullan-
te, segundo o seu uso, um escriplor illuslre, o mar-
quez de Valdegamas. desmoronava complelanieiit*
ludas as doulrinas humanas. Noca o direitu ueile
mundo. Professa que s ha direilos no co que s
ha dever na Ierra !... l'.ranie Dos, lem elle ra
zAo de mais. Pcranteeste mundo e o hornera a tua
consciencia e a sua razio proleslariam com irosco
contra as suas mxima.. & cerlamenle no direilo
de supphcar ao Alt.tsimo, adora-lo, de obedecer aos
teut maiidameulos, amar o que uns penuillle amar,
honrar o que nos prncreveu que hnnraawmos, que-
rer, fazer, comervar o que nos eu.inaram a querer,
fazer conservar. Masu queseri fra de to.ilestacao,
he que nles grandes m.mn, o direilo e o dever, nAo,
podem ser delirados pelas nicas not das liuguas
humanal; nio tem sentido sci.Ao se acredita a'uraa
.- m "< lem sb a sua guarda. O homem nio lem era ti o
poner de crea-Ios, de fazer para o seo teroethante
nem deveres, em direitn. He-lhe taiKer nm le-
gislador e nm senhor superiores a si. Fra deste |e-
V


1
*
l
etBisjsjt! V
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x.
n
J
DIARIO OE PERNA1BUCO SBADO 13 O OUTBBO UDE 1865
ge.lador e doslo Mobw soberano, s ha para nos duas
iei, o acato < a forc-a. O chritlitnitmo, collocando
es.a coa eesaaria* e santas no mundo, deu-lhea
o i|ue 96 f a felicidade das legiilacei, o qoe s el-
lo poda dar, a *aacc3o O juixo dos r;is do Egj pto
er.i ama forma impotente e mentirosa : teraoi a rea-
Mdade. Ha un juiz para lodo* o horneas e todos o
setiem. Nao lia ah helores aosqoaes Iguem se pos-
ta nibtrehif. Kemy brada a Glotis, como ao ollimo
doi Crneo: Curva a cabes, Sicamor A leis
humana* *e apoiaro u'um cdigo e Yuro tribunal
qn faxem o sea poder. A le a aulurldaflhvi-
imi So ao mesmu lempo o1 fundamento, o exentplo e
a firea da* les das autoridades deste mundo.
1A religiao promulgou as rearas que collocaram no
colado dM principe e nu coraco dus pavos o im-
perio sobro ti msenos igualineol u goiernar e nbedeecr.
sein duvida, desda i na ascensio, >s calpas, as
ul)levaces, a* calastrophes, as muduncas sem cau-
sas, todas attns comas esseneialrnente humanas, de-
vinm sor Mis anda.' Mas podein ser lalvtz acci-
de iles passageiros, deliquios momentneos da razio
1M1 povus. No mundo romano, em consequencia
de (odas as raides que temos apuntado, era este e de-
vin-aar o estado natural, o estado permanente. Eis-
ahi o que ni (asa o eiame a que procedemos. Sb
u ispelo dos inUresse, *, de alguma orle, da hon-
ra da humanidad, he consolador pensar que se um
Jr indo a,aulmento de aovo pode enllrer durante
varios seeal* esta harutliarao alamiseria sera ter-
mo de revolui.'es sein alvo e ero fin, he porque
ni eslava no poder daalas povos obrar de oulra sor-
te. Se no quizaran) sea destino, sollreram-no.
Nao eonheciain uada melhor; nlo Lossuiam oura
cousa mais. Me esla a desculpa des** geracAe* in-
felizes, a a Ihso dos seclos.
Salcandy, da academia fianceu.
Rccue CUmtempo-'aiac.'
COMMERCIO
l'HACA DI) RfcCIFK 12 1)E OUTUBRO AS 3
MURAS DA TARDE.
ColacOe ofliciaes.
Hoja nio liouveram colaces.
ALFANIIEt.A.
Hnudiaenio do da 1 a II. .
dem do di 12 ,
l 12:8815731
J0i:71-23b2
Weiirrejom koje 13 i nulubru. #
(.lleca inglesa/moi/fMroercaduiins.
Bi igue inglez/mhyroaaa bacalhao.
Bligue inglet Folaniedem.
Burea iuglejarolhesayidem.
Importaos o.
iirglez fluuHymei/is, vindo de Terra Nova,
consignado a James Crablree A C, manifesloii o se-
ftdilla:
,500bariras bacalho ; aos consignatarios.
oan I, vindo de Terra Nova, con-
M"'. Calmonl & Curapanhia, man i fisto u o
afluale :
2,jtst barrica baclinio ; os consignatarios.
UNSULAO UKRAI..
Rlndimealo do da 1 a II .... 9:7739081
Man da da 19....... 7339952
10(5079033
IIVKIISAS PROVINCIAS.
Rendimento de da I a 11 .
a da dii 12.......
7W396
79324
1819720
Exportacao'.
iba, niela braelleiro Sania Cu-
li I Mirladas, ronduiio o seguale i.jC
genero estrartgeiroe e rtaciunaes, 1 f> dilos
. I dito aesucar reftaado, 18 ditas bolacha*, 6
o* espirites, H dito, durlos, 1 di'.o caf, 1 dito
roa, I dito gesrabra, 93 meio's de sola, 10 arrobas
aria dilacera em velas, 25 liares de calca,
na e meia de funis de lolda, 1 laeoleiro de dita,
doria da cadieiros da dita, i dUas de cocos de
dita, 3 iboIIim do palha de carnauba, 12 eourtnhos,
las, A cliapellous, 28 chpeosle palha, 48 dilos
la Massa.
KBKUOHIA OK RENDAS INTERNAS UE-
KAKS DB PERNAMBUCO.
ndmente do dia 1 a 11.....9:7439094
dem dadia 12. 7039018
10:1469112
ONSULADO PROVINCIAL.
a II..... 8:6249010
..... 7:9289771
I i
do dia 12
16:b52p78l
MOVIMENTO DO PORTO.
ros entrados no dia 12.
**Odia, barca ingleza^Bolbesav, de
j^HMalxIas, capiao Jolin
fil barrieas cora baejlhno; aScnram
lutely, Compaahia. f
la, briaueWieano nAbbotsCord,
las. espita.E. O. doper, eqoipa-
< 2,(173 faarrieas com farinha de tri-
Walheus Aostln 4 Oimpinhi. Seauio
para o Rio de Janeiro.
alas, hiale brasHeiro Ilor de Brasil,
toreladas, meslre Jlo Fraaei.co Martin,
iuipagein 4, carga taras de mangue : a Vicenle
CoU. Pataagcire*. Joo Teobaldo
re*, Jsc^Oaiirle de Sonta, Joaquim Fer-
relra Couiinlio, KeHamino Perelrn la Silva.
Xatio tahidn no memo Ha.
rabioBrigiie frarlcez Beaojeu,
capitie E. Elienne, cr%a faienda.
EDITAES
nta repartirlo, sendo a arremalacao livre de direi-
los ao arreroaaaolo, os seguales objeclos de pero,
apprehendidos em oulubro do anno pastado pplos
guardas destacados no laiareto do Ploa, Victoria uno
Antonio de Moraes da Mosquita Pimente! e Joaquim
Jos Ferreira Penlia Jnior, ao passageiro do vapor
inglex Bakiana, Hermano Mehrlens, na occasiAo ero
que. linda a quarenlena, vinha daquelln illia para
esla cidade o referido passageiro. a saber: 36 pul-
seiras com o pesa de 216 oilavas, 43 allineles para
peilo cora 100 oltavas, 6.5 pares de araolas para ore^
Ihas em 86 oitavus, 7 Mnete* para pendnrar relo-
gio com 14 otava, ISocoleUs eom 24 oilavns, 12
anneis com 18 oilavas, 6 trancelins com 44 oilavas,
6 correntesjpara relogio com 40 oitavae 29 chaves
para correle eom 46 o lava, peando ao lod 588
oilavas de euro de 14 quilates a 79000 rs. a oitava,
total 4:1169 rs.
Alfaodeaa de Pernambuco, 12 de oulubro de
1855.O inspector, Bento Jos Fernanie* Barro.
DECLARACOES
Pela secretaria do goveruo e declara que ja se
achain informados alim de seguirein para a corte, os
requeriinenlos dos senhores constaules da relaeo
nfra, o* quaes devem comparecer por ti, ou pur
seus procuradores para pagarem o respectivo porte
do correio. Secrelaria 10 de oulubro de 1855.
Joaquin Pires Machado l'urtella, ollicial maior
serviudo de secrelario.
Francisco Antonio de Carvalho.
Laurenlino de Barros Wanderley.
Jos Joaquim de Alineida Castro.
Francisco Sebasliao Paea Barreta.
Jos Joaquim dos Sanios.
Justina Francisca de Jess.
Manoel Joaquim Pereira Nilo.
Miguel Arcbanjo Teiteira Osorio.
Manoel Alves Ferreira Cobo.
Manoel Tenorio de Albuquerque Ruto.
Emiliano Cavalcauli de Albuquerque.
Francisco Jos Cordeiro dos Sanios.
Jos Marliniano da Silva.
Francisco Alves de Uliveira.
Capitn Juan Evangelista Nery da Fduseca.
Francisco Jos de Uliveira Barbuza.
I). Joiefa Francisca Piolo Kegueira Ramos.
Jii.o Vieira Fialho.
Jorga Caelaoo de Sooza Cousseiro.
Miguel Aflbnso Ferreira.
Francisco Antonio de S Brrelo.
Major Antonio Jos de Oliveira Fragata.
Tenente Antonio Jos Das .Mues.
Jos Theodoro de Axevedo, soldado do 8 balalliao
de inlanlaria addido ao 9 da mosina arma.
Luiz Corroa Lima, soldado do quarlo balalliao de
arlilharia.
Tenente Joaquim Jos dos Saolos e Araujo.
riiuin do Espirito Sanio, soldada da compaohia de
artilices.
Manoel Saturnino da Cunlia, primeiro sargento.
Manoel da Peoha, soldado do balalhio n. 2 de in-
f.iiilarij.
Cadete Francisco Maria de Almeida Seixas.
Alfere Joaquim Cavalcauli de Albuquerque Bello.
Cadete Francisco AuloniA de Sa' Brrelo Jnior.
Tenente Leopoldino da Silva e Azevedo.
Alfere* Jos Garca Teiieira.
Joo Francisco dos Prazeres, cabo de esquadra
Jos Raymundo de Carvalho, cabo de esquadra.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secrelaria do tribunal do conimereio da pro-
vincia de Pernambnco se faz publico, que o Sr. Jo-
s Francisco Lavra, cidado brasileiro, domiciliado
neslacidade, se malricalou neste tribunal na quali-
dade de cummerciante de grosso Iralo e a relalho.
Secretaria 11 de oulubro de 18"i5.'.Jprigio Jut-
tiniano da Silca Gtttmaraes, offlcial-maior.
O lllm. Sr. capitao do porto, cumpiindo a or-
dein do Exm. Sr. presidente da provincia datada de
lioiilem em referencia a espedida em aviso da re-
partirlo da marinha de 27 de selembro proiima-
inenle lindo, inauda publicar as traducrea justas a
esla por copia, das nolilicafOei insertas'nas gazetas
de Londres de'22 e 29 de jiiiihu.ullimo, a'respeilo
do eslabelecimeolo de um bluqaeio nos porlos rus-
sos do golpho e cusa da Finlaudia, pela* (oreas na-
vaecombinadas da Inglaterra e Franca.
Capitana do porto de Pernambuco em 9 de onlo-
bro de 1855.O secrelario,
Alexanre Rodrigues dos Majos.
Eu Jos Agoslinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e interprete commercial, juramen-
tado da praca, etc.
Certifico que me foi presentada a gazela ollicial
publicada .'em Londres, em inglex, datada a 29 de
junbo de 1855, e delta a pedido de quero m'aprewn-
(ou, Iraduzi a seguinte notiliarao, que rm> |foi apre-
entada, para o idioma nacional e diz o seguinle :
Ministerio dos negocios eslraogeiros, 29 de junlio
de 1855.
Pela prsenle faz publico que o muilo honrado con-
de de Clarendon K|C. ministros secrelario de estado
de sua mageslade, na repartir dos uegocios eslran-
geiros, recebeu do* lordscommissanos do al mira nu-
do urna parlicipac^o ollicial dos vice-almiraules Pi
nand e Dundas, ennimandanle da forras uavaes
liadas no Bltico, e obrando em nouie e a bem d
M. e seu alliado S. M. o imperador dos l-rance:
annouciando que uo dia 15 de? jun
os porlos russos. ancorsdouros, i
rttesde Nyad
46' Norle, longilude tt,~2r\w
l a Pona de Ilango, na lalilude :
gilude 22' 55' a L' Este de (jreenwich,
pecialineule o porlo.de Abo, e iucluindo igualrce'
todas dlias e idiotas em frente dla coila, i*lo he,
mais particularmente os canaes que'conduzem para
Nystad.como cima se declara,e a liba de Landlo.na
lalitude tffel' norte, longilude 20.a 47' a V Esle
de (ireenwich, e os difireme canaes respeclivos
que seguem entre e para L' Esle das illias de Landlo.
bnCliuge, kumbluige, Segluigee os roenedosou re-
cites de koknr na lalilude 59 52' norte, longilude
21 O' a I.- Esle de Creenicli. e dalla lodos os ca-
naes que conduzem a costa da Fiolaudia entre os ro-
vados 5,324 ; panno verde escuro, para sobrecasacas
e calcas para o 10. bulalliao de infanlaria, covados
150 : panno prelo para polainas para, o 4. balalho
de arlilharia a p, 2.' de infamara, 10. da mesma
arma e compendia de artfices, covados 320 ; brim
brauco liso para frdelas e calcas para o referidos
balalhOes, van 6,212 ; algodaozlnho para ctmisas,
varas 3,35b ; boloes grandes deosso, grozas 106 W ;
ditos pequeos de dilo, ditas 106 v,' ; dilos protos de
dito. Olas 447 ; esleirs, sendo 372 para o 4. bala-
lho de -arlilharia, 512 para o 2. ds infamarla, 50
para o 10. da mesma arma, 61 para a companhra de
cavallana e 81 para a dearlillces, 1,079 ; boloes
grandes de massa para capoles para o 4. batalhao
de arlilharia e companhia de artfices, duzias 64 '.'
sapatos, pares, sendo 722 para o 4. balalho de ar-
mara, 1026 para o 2. de infanlaria. 546 para o W.
,lesnwar"1*' 61 l'ra a companhia de cvallari
c 1G8 para a de artlleos, 2,523 ; botina para a com-
paahia IUa de cavallana, pares (il ; chouriess de
laa para o 2. balalho de infantara, pares 506 ;
grvalas, sendo 23 para o 2. batalhilo de infamara,
>0 para o 10. da mesma arma, 13 para a compauhia
de cavallana e 10 para a dnarlilices, 96 ; cordao de
lila prela para vivo de sobrecasacas do 10. balalho
do infamarla, varas 200 ; oleado para debrum cova-
dos 20 ; manas de lAa, sendo 50 para o 10. bala-
lho de inlanlaria. 23 para o2. da mesma arma, 13
para a companhia de cava 11,na, 10 para a de arlifi-
ce, 96 ; bandas de laa para a companhia de ca\ al-
iarla, 2 ; luvas brancas para a nio-ina companhia,
pares 115 ; clcheles para capotes, pares 110; panno
azul para capules, covados 660 ; casemira encarna-
da para vivos de sobrecasacas do 2. batalho de in-
famara, covados (3 ; boles grandes de metal dou-
rado com o n. i, 5,208 ; ditos pequeos convexos de
dito com o n. 4, 3,348 ; dilos grandes convexos de
dito com o n.2. 8,096 ; ditos pequeos conveosde
dilo com o n. 2,1554; ditos grandes convexos de di-
lo com o' n. 3, 1176 ; dilos pequeos convexos com
0 3, 756 ; dilos grande convexos de dito com a
lellra R, O ; dilos pequeos convexos de dilo com
i lellra R, 440 ; dilus grandes convexos de metal
bronzeado com o u. 10 de melal amarello, 700 ; di-
los pequeos convexos de" metal tambero com o n.
10 de melal amarello, 500; algodau em rama para
pastas das sobrecasacas, arrobas 4.
Para o 9. balalho de infanlaria.
Cubos iuodoros, 8
Para a botica do hospital regimenlal a carao do 9.
balalho de infanlaria.
Roldas de curtir para garrafas -Tro/as 3.
Para aula de primiras letlras dos apreudizes meno-
res do arsenal de guerra.
Deveres do I Lunero por Silverio Pellico, cxempla-
res40; Economa ua Vida Humana, exeiuplares
40 ; resumo da doulriun cdristAa 40 ; cartas do a
be, 100 ; laboadas, 100 ; Ira.lados, sendo 50de a
be, 30 de bastardo e20de baslardiuho, 100 ; lapis,
duzias 6 ; caivete, 4.
Quero quiter vender eales objeclos aprsenle as
sua proposlas em carril feshad. na secrelaria do
conselho s 10 horas do dia 15 do correle mez.
Sala da* tessocs do conselho administrativo para
fornecimenlo do arsenal de guerra 8 de oulubro de
1855.Beato. Jos" Lnmenha Lias, coronel presi-
dente. Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e
secrelario.
He convidado u Sr. Filippe Santiago de Sena
comparecer coro lirevidide nesla secrelaria pira
objeclo do servicii publico, mas de seo particular in-
te resse.
Secretaria da inspecrao do arsenal de marinha de
Pernambuco li de oolnbro de 1855.O secrelario
lleraadre fodrifues dos Mnjot.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco pe Pernairbiico continua a to-
mar lettras sobre o Rio de Janeiro, ea
sacar contra a mesma praca. Banco de
Pernambuco 10 deoutubrode 183.".O
secretario da direccao, Jofio Ignacio de
Medeiros Refjo.
Sr. inspector da thesourari provin-
' da resol'icao da junta da ra-
dico, que a* obras dos repa-
ro novamente a prora no
la quantia de 1:0129000 r's.
ndouaOixar o presente e pu-
ar pelo Diario.
iraria provincial de Pernam-
buco 9 de oulubro de 1855.O secrelario,
A. /> (f.'nnM/iCTa-fao.
nspector da thesiuraria provin-
rimenlo da resolur.au da junta da fa-
uada azer.publico, que as obras dos rupa-
a cas* da cmara municipal e ca-
ade de Olinda, vio nuvamente a prara no
18 do crrenle pela quantia 2009000 rs.
a (onatar aa maudeu aflixar o prsenle e pu-
sr |lc Diario.
retara da Ihesonraria provincial de Pernam
baco 9 de dotubro de 1855.Oeeeretario.
A. P. d' Annmnciacao.
Sr. inspclor da thesouraria provincial,
nprimeoto da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda constar os prnprielarios abaixo
eniregarem na mesma llirsouraria no
as, a cunlar do dia da primeira ponri-
a importancia das quolas eom que
devem entrar para o calcamenlo da ra Direila al
la Penda, conforme o disposlo na lei prn-
o 350. Adverlindo, que a falla da en-
punida com o duplo da referi-
onformidade do arligo 6 do regula-
mento de 22 de dezembro de 1854.
. 2. Joanna do Hoaario Guimar,1es Ma-
eliadn.................779400
1 iava de Jogo l.eitao Filgueira. 89-sUiti
N. 6. Hospital da Misericordia de Angola 6i--800
N. 10. Bdnardo Jos ds Costa Valentim e
Francisco Joaquim Pereira.......419700
N. 12. Maria Joaquina de Moma.....769200
N. 14. Ordem terceira do S- Francisco. 159000.
N.aJ6. Antonio Francisco Pendra. 779220
N. 18. Herdeiro da Manoel Caetano de
Albuquerque...............579600
N. 20. Viava e herdeiros de Antonio Joa-
quim Fsrrerrn -de Sampaio.......6894M
N. 23, Francisco AWM da Cunda.....309000
>. 24. Joto Maltieos...........829500
. 26. Joaquim Francisco de Azevedo. .529000
28. Dilo, dilo..............615200
N. ;W. Tliereza tfoncalves de Jr-tos Aze-
vado...................89400
>- I. Irmandadcde N. Senhoia do I.i-
vraaienlo................09000
N. 3. Joaquina Mria Prreirl Vianna. 834O
N. 5. IMU, rilla..............999000
R. 7. Mta, dita..............86*400
N. 9. Bulla Aires de Miranda Varejto 75S000
V,' f3' ** Brandan Paes Brrelo. 439200
N. 17. Irmaudade do Espirita Sanio. I89OOO
N. 19. Jeeqnim Bernardo de Fiouereido. 289800
N. 21. DHo, dito.............1199100
PUBLICAgA'O LITTERARIA.
Acha-se venda o compendio de Theoru e Prali
ca do Proces-o Civil feilo pelo'.Dr. Francisco de Pau
a Baplisla. Esla obra, alm de nma inlrodurro
sobre as acres e excepres em geral, trata do pro-
cesso civel comparado com o commercial, eonlcm
a Iheoria sobre a applicacao da causa julgada, c ou-
Ira* doatrinas luminosas: vend-se nicamente
na luja de Manoel Jos Leile, 'ia ra do Quei-
mado n. 10, a 69 cada cxemplar rubricado pelo
autor.
*Se$aff
"'-^iei?.-* T E **&&4&
brigue nacional ADOLPHO: para algu-
ma carga miuda e escravos a frete, traa-
se com o consignatario Eduardo Ferreira
Baltar, ra do Vigario n. 5> ou com oca-
pito na praca.
Para o Aracaly segu em pouco dias o bem
conhecido hiale Capibaribe ; para o reato da carga
e passageiros, Irala-se na ra do Vigario n. 5.
PARA A BAHA.
O hiale .Voto Olinda sahe para a Baha com toda
a brevldade : a tratar com o consignatarios" Tatso
IrmAos, ou com o capilo Custodio Jos Viauna.
Companbia de navegado, a vapor Luio-
Brasileira. -
Espera-e nesle porto de 15 para 16 do correnle,
viudo do Riu de Janeiro e Babia, o vapor D. Pedro
II, coiiimandanlB u tenente Viegas do O', e depois
da competente demora seguir para S. Vicente, Ma-
deira o Lisboa, recebeudu passageirus e encommeii-
das ; a quem couvier, -dirija-se ao agente M. D.
Rodrigues, ra do Trapiche n. 26.
Para a Baha segu al o eJia 13 docoitenlu o
patacho Audaz ; para o resto da carga trata-se com
os consignalarios Isaac Curio ti Companhia, na ra
da Cruz n. 19.
O capilao B. Beudixen da galera americana
Taima, declara quo nao se respousabilisa por qual-
quer divida conlrahida por sua equipagem.
^_
-La*-

LEILOES
0 agente Borja, autorisado pelo Illin.
Sr. Dr. juiz de orpliaos, continuara'o lei-
lao do bens pertencentes aos orpitaos, li-
mos do linado Caetano Pereira lioncalves
da Cunha, em presenca do mesmo Sr.
juiz, a saber: 9 escravos pecas de ambos
os sexos, 18 caberas de gado, incluindo8
vacas de leite, as sobras das trras do en-
genho Coque-iros, na comarca de Santo
Antao; o engenlio d'agua denominado
Mamucaia, na ireguezia de S. Lourenco
da .Malla, ja' annunciado, eas trras <:in
Portugal na provincia do Dihilo, tarebem
annunciadas; o leilotera' lugar sabbado
I o do enrente, a's 10 horas da manha, na
ra doCollegio n. f.">, armazem do agente
annunciante, onde se acharao patentes os
escravos, e em frente do mesmo o gado:
os senhores pretendentes as propriedades
que quizerem alguns esclarecimentos acer-
ca deltas, tenham a bondade de virenten-
der-secom o mesmo agente, nosupradito
armazem, onde o* ttulos de possee tlo-
minio se acliam.
Sooza & Irmo fariiu leililo, de accordo com a
aulorisacSu da alfandega desta cidade, por cunta e
risco de quem perleucar e pur ui.eivenc.ao do rgenle
Oliveira, de 300 feixrs de arcos de (erro e 39 ditos
de falla, sob marca It It, avariados a bordo da es-
cuna ingleza Honesta na sua recente viagem a esle
porto procedente de Liverpool : segunda-feira 15
do corrale s 10 horas da mandila, a' porla da re-
ferida alfandega.
AVISOS DIVERSOS.
O annuncio publicado no DIARIO
DE PERNAMBUCO n. 2.")(i de 12 do cor-
rente, tendente ao Sr. Jos Eleuterio de
Azevedo, nao he por divida, porm sim
para tratar de um negocio deoutrem, de
quem o mesmo Sr. esta' incumbido, o
qual licou de realisa em 12 de setembro.
Pernambuco 12 de outubro de 1853.Sa-
lustiano de Aquino Ferreira.
PARA ADVOGAbO.
Aluga-se urna salla com alcova muito
propriapara advogado : na ra do Quei-
mado n. 7, primeiro andar.
Precisa-se de 2 ofliciaes de charateiro para car-
regacSo, sendo de porrao : a tratar naSoledade un-
i ao hospital. N mesma vende-sc um fileiro para
fabrica de charutos, por prero commodo.
Precisa-se de um caixeirodetO a III a mus
para taberna, que saiba ler jatscrever : 04 ra da
Precisas* do urna ama para
lar 11,1 roa do Rangel n. II,
Novidade.
De boje em diante, das 6 horas da manlia as 6 da
larde, llavera passagem em canoa da ra da Aurora
para u tdeatro de Santa-Isabel, e deste para aquella,
pelo preco de 80 ri. por cada pessea. Os partos sao
na ra da Aurora, na rampa defroole do lemplo dos
Inglezes, e no Ihealro, ao lado das barracas. Na*
rolles em que houver tdeatro havef passagem al
lindar o espectculo.
Amanhaa as 7 horas da tarde haveru na igreja
de N. S. dopilar ladainli o marlvr S. Sebasliao,
com urna pratica feila pelo Rvm. Sr. padre Leonar-
do Joao rego ; assim como serio distribuidos re-,
gistos e oracoes, e alm dos dias ja auituuciado para
igreja estar aberla, tambero estar no sabbado, a
pedido dos devotos, por ser o dia da SS. Virgen).
Ofliciaes de allaiate.
Precisa-se na roa Nova, esquina di ponte, lano
para obras grandes como miudas.
Domingo 1 i do correnle, parlirao
i mnibus na direccao de Apipacos,
sendo 2 demanda, as 6 e 7 horas, e
2 a larde as 3 horas e 3 ; ns bilbeles para esles
mnibus custara 1JO0O para ida e volla, e para os de
mandila IgUU para cada viagem: e estilo a ven-
da no escriptorio da loa das Larangeira* o. 18.
Achando-se vagos os lugares de en-
Icrnenos e eni'ermeira do hospital da ve-
ueravel Ordem Terceira de S. Francisco
desta cidade do Recife, sao por este convi-
dado aquellesde nossos irmos e irmaas
quesequeiram propor a esses lugares, a
apresentarem seus requerimentos, confor-
me o que dispoeo art. 146 de nossos es-
tatutos. Reciie 11 de outubro de 1855.
O secretario, Galdino Joao Jacintho da
Cupha,
O coronel Francisco Mamede de Almeida de-
clara, que lein inlerposlo u recurso de appellarao
para o tribunal da_relarAo, da parlilha que se fez da
heranra de sua fallecida irm.ia D. Maria Francisca
de Almeida, e da senlenca que a juIrou ; que os au-
tos com u dito recurso ja subiram para o mesmo tri-
bunal, e pur issu que 110 caso de ser provida a ap*
pllarao da de ter lugar a reforma da parlilha ; pre-
vine a quem inleressar, que nlo pode por ora ter
lugar a venda dos bens de raz que couberam aos
lierdeiros. Recife 9 de outubro de 1855.
CONSULTORIO H0M0PA-
HICO.
(Gtattto para os pobres.)
28. RA DAS CRLZES 28.
0 r. Casanova d consultas e Taz 'visi-
tas a qnalquer hora do dia.
Os medica metilos lionnro patneos maisacre-
ditarios do Universo, ao os que sSo prepa-
rados pelo* Srs. CATELI.AN e WEBER,
pharmaceolicos em Pars: nesla casa (em
sempre um grande sorlimenlo destes me-
dicamentos em tintaras de toda a dyna
niisariies; t em glbulos preparados pelo
propnetario deste etlabelecimenlo: carlei-
ras de todos os tamandoa, e muilo mai em
con! do que em qualquer oulra parle.
1 rarleira de 2* medicamenlos. 65000
1 frasco de tintura a escolher INiOO
Tubos avulsos, a 300, 500 e 1.
Elementos de boiiKi'opalliia, i vul. 69OOO
N. B.Cada carleira encerra us medi-
camenlos preservativos e curativos do cho-
lera-morbus.
Aluga-se a luja de sobrado n. 18, no fim da
ruado Sebo, muilo arejada u cun bous commodo :
a Ira lar no mesuro sobrad, de manilla al 9 horas,
e a larde das 3 em dianle.
No dia 8 do correle, as 8 horas da noile, fu-
gio du engenho Jurissaca, Ireguezia do Cabo, um es-
cravo de noma Manoel, crioulo, com 35 aunos de
cb.de, punco mais ou menos, de e-uiura regalar,
rosto comprido, cabellos carapinhos, nidos pieles,
nariz pequeo e chato, bucea regular, pouca barba,
leudo o oflicio de carapirfa ; levuu comisa e ceroola
de algodo : quem o apprehender leva-o ao dilo en-
genho, que ser generosamente gratificado por'Do-
miiigos Francisco de Sooza l.eao.
O abaixu assignado, leudo sido roubado oa noi-
le do, dia 25 para 26 do prximo paseado, em sua
casa, na Soledade.rua de Fernandes Vieira, na quan-
tia de 5:30(K> em dindeiro, seudai:800 cm moeda
de 201 em ouro, e o mais em moeda papel, da qual
a maior parte das sedlas foraru de 200, 1008 e 508
e o restante de 20-? ; e bem assim um habito do cru
zeiro de ouro, e algumas pechas de ruupa branca
rpmiTilecobrir o dilo rondo recebar gratificaran
Miguel Ksteves Alves
lem eslabelecido as bairro do Recife, ra da Senzala
Velha n. 126. o seu armazem com carro* fauebres
de 1.*, 2.*, 3. e 4.* quaddades, e lados os mi
(liencillo (endenlcs a etse miiler, ludo feito confor-
me marca o regolame'nto municipal. O mesmo for-
nece armario de igreja eom eolias a cortinados pre-
tos para lodo o templo, urna de receben 0 curpo, lu-
do novo e rico, por 1009, e cas de columba* novas
e bem armadas por 2009, carro da 1. ordem e 2 de
paneio por 40, da2. ordem e 1 de passeio por 25,
encarreza-se de dar carro e caiao para batear o
corpo para o deposito de qualquer igreja a loda a
liora da noile, de grara, sendo o enterro da casa,
igualuii-nie se encarrega de dar cera, msica, tirar
licenras, carros de passeio, assim como se aeda tam-
bem preparado de um lado pira qualquer armario
festival de igreja ou Te-Deum, aseverando qoe uao
poupar esforcos e aclividade para bem servir com
puulualidade, e por preroscommodo*.
REMEDIO IMCOMPARAVEL
UNGENTO HOLL9WAY.
Mudares de individuos de iodas as nares
podem
Aloga-se por preo commodo um silio na Tor-
re, margen do rio : na ra da Sania Cruz n. 70.
No dia 13 do correle, depoi da audiencia do
lllm. Si. Dr. juiz da segunda vara civel, lem de se-
ren arrematado os movis peuhorados por ezecurau
de Jou Antonia CaiSo contra -Joao Baplida Cesar :
o* licitantes que pretenderen), deverao comparecer
na sala das audiencias, no Sia cima indicado, ao
meio dia.
Precisa-se de 900 a joros de duus por cenia,
dando-se por garaalia am negro serrador ou urna
negra cotinheira : a pessoa qoe quizer dar, enteu-
da-e com Frederico Chave, 110 aterro da Boa-Vista
n. 17, que se dir quem quer.
Alaga-se um grande silio ua estrada do Rosa-
riuho, com pasto para 12 Maceas, uro escellenle po-
mar de larangeiras de umbigu. bauaueira's, cajaeiros,
maugaeira oulros p* de fruleira:-, todos dando
,ul0' e ,u em Isranja lira-a
alm de tudu so lem eicellenle casa, mullo frasea
e com coiuinodos para duas familias: a tratar ua
( ra Nova primeiro andar, por cima da taberna do Sr.
Pilombo.
OASSESSOR ORENSE
01
o formulario de todas as acco es co-
nhecidas no nosso foro
PELO
DR. CARLOSANTONIO CORDEIRO.
Acaba de-ser publicada e acha-se venda na li-
vraria da esquina do Collegio n. 20 de Ricardo de
teslemunliar ae virtudes deste remedio iocuraparavel, Freilas 4 C. a primeira parle do Assesior Forense
e pruvar em caso necessario, que, pelo uso que delle I tonteado, alem do formulirio do processo neranle o
llrMr'.m ln... .... _______ ______L-. ..'_ ____._ : :u...
lizeram, lem seu corpo e membros iirteirameiite
saos, depois de daver empregado inulilmenle oulros
Iralamenlos. Cada pessoa poder-se-ha convencer
dessas cura maravilhosas pelaleilura dos periodices
que Id'as relatam todos os dias ha muilos annos ; o
maior parle dellas sao l.lu sorprendentes que admi-
rara us mdicos mais celebres. Quantas pessoas re-
cobraran) com esle soberano remedio o nso de seos requerimenlo de parle-
jury, ( adoptado pelo governo) olavelmente aug-
mentado com Iodas as peliroes, depchos, e mais
termos que nella foram rpeuas indicados :
O formulario completo dos recursos.
O do prucesso de liabeas-corpus.
J dos termos de bem .ver.
O dos termes de seguranza, quer ex-ofDcio, quer a
bracos e peritas, depois de ter permanecido longo
lempo nos hospitaes, onde deviam sollrer a amputa-
C3o Dellas ha rouilas, que havendo deixado esaes
a_sj los de padecimento, para se nao subtnellerem a
essa npcracSo dulurosa, fora/n-caradas complela-
inenle, mediante o uso desse preciuso remedio. Al-
guroas das taes p6soas. na efuso de seu reconheci-
mentu.dccUraram estes resultados benficos dianle
do lord corregedor, e oulros magistrados, alim de
mais autenticaren) sua aflirmaliva..
Minguen) desesperarla do estado da sua sande es-
livesse bastante coulianra para eusaiar esle remedio
constantemente, sesuindo atgum lempo o Irata-
mentoque necessilasse a naturrza do mal, cu/o ra-
ullado seria provar ncooleslavelmeole : Que ludo
cura !
O ungento he til mais particularmente nos
seguales casos.
matriz.
Alporcas.
Ca roblas.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores decabeca.
das cosas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Enfermidades do anas.
Erunres escorbticas.
Fstulas 110 abdomen.
Frialdade ou falla de ca-
lor nas extremidades.
Frieiras.
(engivas escaldadas.
lncharcs.
Iullainmacao do ligado.
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordedura* de replis.
Picadura demosquilo*.
Pulmes.
Qaeimadelas.
Sarna.
Supurarles ptridas.
Tirilla, em qualquer par-
le que seja.
Tremor de ervo*.
Ulceras na bocea.
do figado.
_ das arlirulares.
Veas lorcidas, ou n'oda-
dv nas pernas.
Ira-1 Je 40(rf.\Recife H de oulubro de 1855.
V Ignacio liomes de Sa Oue'rro
de-
ttuei-
TRIBL'TO DE GRATIDAO'.
Ci beneficium'incenil nompedes invenM.
Disse Sneca e com razo, que quem recebe bene-
ficios e favores eqconlra prises que Ide caplivam a
berdade de rujo captiveiro nao se livra, se o re-
conliecimenlu Iba nao pruporciuna os meios.
rhedo owlrecifes Kokar e o pharol de Outo, eeulre U*Je principio de pliHosophia moral hbilmente
troto e a pona de liaugu, como cima se declara
foram postas em rigoroso estado de bluqueio por tor-
ces competentes das esquadra alliada : O pelo pre-
sente se declara que todas as medidas autnrisadas
pela lei das nardos e pela respectivos tratados entre
uas mageslade e as dillercnles nac,6es ueutrtes se-
rlu adupladas e eseculadas a respeilo de todas as
embarcares que tenlarem violar o referida blo^
queo.
E nada mai* conlinha ou declarara a dila nnlili-
caco, qoe bem e lielniente Iradozi da propria gazeta
ollicial que me foi apresentada, e depois de haver
evaininado com esla e adiado couforme, a lornei en-
tregar a quem me aprtsenlou.
Kai f do que patei o presente que,a>signei e sel-
le com o sello do meii olliclo, nesla muito leal e he-
roica cidade do Rio de Janeiro, aos, 13 de selembro
do anno du Senhor de 1850.Jos. Agostinho Bar-
bosa, traductor publico e interprete cummerciid ju-
ramentado. Conforme. Francisco Xavier Bom-
lempo.Conforme.O secretario da capitana Ale-
vandre Rodrigues dos Anjos.
Eu Jos Agoslinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e iuterprele oommercial, juramen-
tado da praca, ele.
Certifico queme foi apresentada a gazela ollicial,
publicada em Lnulas, em ingles, datada a 22 de
juudo de 18.56, e della>e pedido de quem ra'a'apre-
seulou, Iradozi a seguate uoiificacu, que me fui
apreienlad, para o idiouia nacional, e diz o se-
guinle :
Ministerio dos negocios estrangeiros 21 dejuoho
de 1855.,
Em referencia ao bloqueiu do' golpho da Finla-
dia, ja estabelerido no dia 28 de abril ultimo, e de-
vidameule nolificadu no supplemeuto da gazeta de
18 de maio ulUirio, pelo prsenle se declara mais,
que o muilo honrado conde de Clarendon K. G., pri-
meiro ministro e secrelario do estado de negocios
eslrangeiros de S. M. acaba de reeeber dos lords
commisiarios do almirantado ama participaran olli-
cial do vice-almiranle o honrado H. S. Dundas,
cummandame da forcas uavaes de S. M. no Blti-
co, e obrando em ame de S. M. e do seu alliado, S.
M. Imperial o imperador dos Fraucezes, de bordo
do naviu de S. M. o Duoue de HetUngtnn, fondea-
do em frente do phnrol Tnbnnkiu, que demorava a
L'Esle 16 inilhas, datado a 28 de maio, participan-
do que 110 dia 27 de maio lodos os porlos, ros e en-
snelas no dito golpho da Finlandia { inclusive parli-
cularineule o porto de Cronsladl ', se achavara res-
trictamente bloqueados por nina forcS competente.
E pelo presente se faz publico que o bloqueio dos
dilos porlos, ros e enseadas ser restrictamente man-
B para constar sa mandou afflsar o prsenle, e pu-
blicar pela Diari. Secretarla da Idesouraria pro-
vincial de Pernambuco 12 de selembro de 1855.
O secretario.
*A. F. Annunciaro.
O Dr. A'iselmo Francisco Peretti. eommendador da
intper al ordem da Rosa, diz de direito especial
do eeurmercio por s. M. I. e C. etc. 1
taco laher aix qua u prsenle >dilal virerl, que
la :U da oulubro proiimo fu .uro se ha de arre-
" T *"''" o;oeiu man der, depois da ao-
dieacia deste jaizo na caa dai meamos, o escravo de
nome Aalonin, de aacAo, de dado que reprsenla
doanan* pauco mala ou manos, vallado por 350,
eojo escravo vai a praca por ezecuc.ao de Manoel
Joaquim save contra Frauciac de Puna Lopes
Re.
E para qae ehegue ao cn.iln?cimenlo de lodos
mandei pastar edilaes, que eran publicado pela
impreu e afllzado uo tgales Jcsigmido no c-
digo commercial.
^ "^p?0 ir*" ci*a >" Hecir<'< d
oulubro de 18.*>, Eu Francisco Ignacio de Torres
Bandeira, e*cri3o inleriuo o liz escrever.
Anselmo Francisco feretli.
Pela irwpeccao da alfandea se la* publico,
qae, no dia 17 do crranle, depois de meio-dia, se
bao da arrrmaiar a bu publica, poru da aW
lido pelas furcaa uavaes de S. M. e de S. M. impe-
rial u imperador dos Franceze* al uovas ordena.
Declara-se mais qae esta notilieaeflo nSo altera,
nem por forma alguma se deve entender que altera,
prejudiea e remove a nalillraco a respeilo do dilo
bloqueio do golpho da Filflandia al boje publicada
no supplen.snlo da gazela de Landres de 18 de maio
ultimo, porm he s publicada para maior conheei-
meiilu das pessoas a quem posa inleressar.
E nada mais conlinha ou declarara a dita notili-
cacilo, que bem e fielmente Iraduzi da propria ga-
zela ollicial que me foi apresentada, e depois de ha-
Ver examinado com esla e adiado conforme, a lor-
nei a entregar a quem m'a apresentou.
Em f do que paaaei a prsenle que assigneL, e
ellei com o sello do meu uflirio, nesla muilo leal e
heroica cidade do Rio de Janeiro, aos 13 de selem-
bro do auno do Senhor de 1855. Jos Agoslinho
Barbosa, traductor publico e interprete commercial
juramentado.Conlorme.Francisco Xavier Bom-
tempu.Conforme.O secrelario da capitana, Ale-
audre Rodrigue* dos Anjos.
jCONSELHO ADMINISTRATIVO.
0 conselho administjtivo (em de comprar o se-
guinle :
Bonetes comprido sendo, 348 para o 4. balalho
de arlilharia, 506 para o 2. de infanlaria e 84 para
a companhia de artfices, 938 ; bonetes par* a mu-
sica do 4. balalho de arlilharia a p, 24 ; dilo*re-
dondo* para o 10. balalho de infanlaria, 50 ; bo-
nete* par* a companhia lia de cavallaria, 55 ; ania-
gem par enlerlella* da* sobrecasacas, varas i09 % ;
casemira carmesim para vistas, pestaa e vivos das
sobrecasacas e cajea* do 4. balalluio de arlilharia,
cavados 100; clcheles prrtos para sobrecasacas, pa-
res 1,067; hollanda de forro, covados 4,118 ; pan-
no azul para sobrecasacas e calcas para o 4. bala-
lho de arlilharia a p e 2. de infanlaria, compa-
ahia U de cavallana a companhia de artfices, co-
consignado nos sagrados e luminosos escriplos do
philosopho por eirellencia, lal iiuprcssao fez 110 ani-
mo do abaixo assignado. que elle desejando de al-
gum modo liberlar-se do captiveiro ero que 0-1,1,
para com lodos os que concorreram com soas pro-
tecrej para realisar a consecorao da empreza do
Ihea'ro de Sania Isabel, vem boje solemnemente tri-
butar sincera gralidao e profundos votos de agrade-
oimenlo a lodos, e mu particularmente a cada um
dos Ilustres membros da assemhla provincial, e ao
lllm. e Exm. Sr. couselheiro Jos Bento da Cunha
e Figueiredo presidente desta provincia, por have-
rero approvado o seu requerimenlo, pelo $ 2 do arl.
16 da lei provincial n. 361 de 8 de maio do corrale
auno, e lerem-llic dadu a empreza do theatro de
Sania Isabel, pur espacu de 8 annos, E roga ao
Eule Supremo que guie seus passos cun boa estrella
e felicidade, para que possa. com prazer, desempe-
nhar a empreza, de que se tero incumbido.
Raphael Lucci.
Pernambuco i de outubro de 1855.
Sociedade Dramtica Emprezaria.
Recita extraordinaria concedida pelo Exm. Sr.
presidente da provincia, em favor dus actores
LISBOA E ROZENDO.
SABBADO 13 DE OUTUBRO.
Logu que os senhores profesores da urcdeslra li-
verem executado a brilhsule ouverlura
(AYULO l)F. WUML
Subir scena o vaudeville cm 3 actos
CA10ES 90 KIICIII.
Findu o qual o Sr. Lisboa e a Sra. D. Amalia can-
tarlo pela primeira vez nesla provincia o muito en-
granado duelo
E
Alavadeira.
Terminar o espectculo cora vaudevil em I aclo,
OSDOLS BILUETES DE LOTERA.
Eis o espectculo que o dous adores escolhcram
para oflererer ao Ilustrado publico desta cidade, de
quem esperara prolecco; os mesmos appruvellam
a occasiau para agradecer cordealmenleaoExm. Sr.
presidente da provincia e a digna directora, por
Ibes conceder o theatro para esle espectculo emseu
favor.
O railo do bilheles vndem-se no Ihealro desde
as 10 horas da mnnh.la s 2 da larde, e no dia dn
espectaenlo nn escriptorio do mesmn.
Principiara' as 8 horas.
julo de caa <^fe J0m\m\WTfiCh~o llia-
rravos Mams^e JoSo, Manoel lie de
cabera grande e voluuiosa, rr fula
e o corpo um tanto chelo I Joao he de cr.bem pre-
la e fiza, alto, secen do corpo e rosto comprido ; ara-
bos .ao crioulos e comprados em Guarabira, pro-
vincia da Tarabilla : quera os apprehender. coudu-
za-os ao engenho cima, ou a ra da Cadeia do Re-
cife, loja n. 40, certo de ser bera rerurapeAsado.
Attenrao.
^ Roga-s a lodosas devedores da taberna da rua da
Cadeia do Recife n. 25, defronte do becco Largo,
qu.i estao a trazados em seus pagamenlos, tanto de
leltras venc las como de coala de livro, que qaei-
ram realisar seus pagamentos alo o fim do crrenle
mez de oulubro, e aquellos que o nao lizer, pas a ser. exetulados, e seus nuines publicados, slo para
evitar a prescripc^o.
Ojuiz e lliesoureiro da irmaudade de N. S. da
Soledade do bairro da Roa-Vista, convida aos Srs.
raes-arios a com parece rem domingo, 14 do correnle,
pelas 11 horas da mandan sem falla, para trataren)
negocios da mesma senhura.
Na paslelaria franceza do aterro da Boa-Vista
n. 17. boje as 3 horas, haver pastis com carne.
Aluga-se urna escrava que nao lem vicros, he
nl para compras de rua, e servico de casa : na roa
da Couceirao da Boa-Vista, casa u. 2.
Olfercce-se urna crioala para o servico ii lomo-
de qualquer casa de familia : quem prteisar, procu-
re na rua de S. Bom Jess das Crioulas n. 26.
A mesa regedora da veneravel ordem terceira
do Carmo, convida a -seus charissimos ruido- para
comparecerrm nos dias 14, 15 o 16, a assistirem a
vesper, resta e Te-Deum, e a cleiro do prior.
Msica.
Avisa-se ios amantes da msica, que diariamente
lia cuncerlos gratis na Capunga, em urna das rasas
da viuva Lasserre, das 6 as 10 hora da noile regu-
larmente, assim como as vezes das 6 as 8 horas da
manda.
Eu1 abaixo assignado Taco scienle ao respeila-
vel publico, ero particular aos amigos e Treguezes do
meu finado pal, que continuo no mesmo gvro de sua
luja de marcineria, promplo a reeeber qualquer en-
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-De um completo sortimento
de fazendas, fina e grossas, por
preros mais haixos do que einou-
tra qualquer parte, tanto em por-
eoes, como a retallio, afKanrando-
'se aos compradores um sapreco
para todos : este esbibeleci ment
alino-se de combinarlo com 'a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemas suis-
sas, para vender fazendas mais em
coi 1 la do que se lem vendido, epor
isto oirerecendo elle maiores van-
tagens do que outio qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimcnto convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem aos
seus interesses)' comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n.2, de
Antonio Luiz dos Sanios & Rol im.
da bexiga.
\ende-se esle ungento no eslabelecimeolo geral
de Londres,n. 244,Slraad.e ua loja de lodos osbo-
liearlos, droguista e nutras pessoas eucarregadasde
sua venda em loda a America du Sul, Havanae
Hespauha.
Veude-*e a 800 riscada bocelimia'.contm urna
inslrucrao era porluguez para explicar o modo de
fazeruso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum. phar-
maceulico, na roa da Cruz n. 22. em Pernam-
buco.
Novo livro de homeopalhia em francez, sob
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lunte*............
Teste, rroleslias dos meninos.....
Ilcring, domeopatliia domestica.....
Jadr, pharroarn|K'.i linnieopalliira. .
Jadr, novo manual, 4 volumes ....
Jadr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da'homeopalhia, 2 volumes
llartliiiiann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica humeopalhica. .
De Fayulle, doulrina medica bomenpathica
.Clnica de Slaoneli .......
'Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de N \sien.......
Alllas romplelo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripcSo
dfciodas as parles do corpo humano
Offerece-se por arrendauenlo um silio no lugar
da Varzca, com casa para morada, cujo sitio est
bem plantado cora muilo boas fracleiras, e com bai-
la para planlarao uo lempo de verao ; alm da casa
lem um lelheiro e perleuces para se fazer farinha :
Irala-se sobre este arrendamer.to no lugar do Reme-
dio,silio denominado Engenhoca.
ATTENCAO'. .
I'recsa-e de dous domen* forros nu caplivos, ou
mesmo canoeiros, que se queiram empregar em urna"
canoa que lem de servir de dar passagem da rua da
Aurora para o Ihealro de Santa-Isabel, e deste para
aquella ; paga-se bem e se ennvenciona inleresse nos
lucros, que possam haver : trata se no paleo do Car-
mu n. 0, primeiro andar, a toda e qualquer hora do
dia.
O curador fiscal da massa fallida de Antonio
Augusto de Carvalho Marluho, convoca- ao r redores
da mesma massa, segunde o despacho do Exm. Sr.
cummenda (emlenle a mesma oflicina ; por isso ef- r. jalz de direilo do commercio, para comparece-
AVISOS martimos.
Segu brevemente a es-
cuna nacional JOS, ca-
pitao Jos Joaquin Alves
das Nev*: para o resto do
seu carregamento, trata-
se cora os consiguat''io* Antonio de Al-
meida Gomes & C-. na rna do Trapiche n.
16, segundo andar. (Este navio so toca no
Maranhao a reeeber pratico.)
CEARA' E PARA'.
Segu com brtvidade o palhabole Venus, capilao
e pratico Joaquim Antonio Gnnralves Sanios : para
o resto da carga Irala-se com Caetano Cyriaco da C.
M., ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para o Rio de Janeiro
sabe com mulla brevidade o patacho l tenle, o qual
lem a mair parle da carga prompta ; para o resto,
passageiro e escravos a frele, Irala-se com Caetano
Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Santo n. 25.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu viagem at O dia U do corrente,o
pero 110 publico em geral a mesma protecrao e acco-
Hmenlo que meu pai mereca, porque me ufanarel
de desempenhar rom desvello o que me inrumbi-
rem, eom delicadeza e precos commodos.
Jos Antonio Soares Rosas.
MU1TA ATTENCAO!
0 caulelisla Salustiano de Aquino ferreira avisa
ao Srs. jugadores das lolerias, que o plano actual
das roteras provlnciaes he justamente a quarta par-
te do plano das mui acrediladas lolerias do Rio de
Janeiro ; uffereceiulo maior vanlagem aos amantes
dcslc jogo tao licito do que o plano vcldo como abai-
xo vai demonstrado, a/.endo urna diflereura de 41
premios al os de aV|000
PLANO VELHO.
1 premio de (i003000
1
1
2
4
8
12
30
3:0009000
1:0009000
:100900o
2009000
1009000
.viaooo
209000
I4MHD0
soojooo
8009000
f09000
6OO9OOO
59 premios.
41 dilos de mais a favor dos amantes deste jogo.
100
PLANO NOVO.
premio de 5:0009000
1
1 2:51)09000
I 1:0009000
1 5009000
6 2.509000 1:5009000
10 IIXBHJOJ 1:11003000
20 50JO0I) 1:0009000
60 259000 1:5003000
Se um quarlo das lolerias do Rio du Janeiro custa
69000 para tirar o premio de 4:0009600, um bilhele
inlriro das lotera* da provincia sendo o caito delle
59700 para tirar o premio de 5:0009000 em o des-
cont dos oito por cenlo ida lei, est mu bera e cla-
ramente demonstrado que os Srs. jogaalres lem urna
diffcrenc a seu fsvor de 400?, a qual nao he peque-
a com o emprego de menos capital para gaiibarem
maior quantia. Pernambuco 13 de oulubro de 1855.
O caulelisla, Salustiauo'de Aquino Ferreira.
Qnem perdeu nm lenco de eda, proen-e-o na
Iraveasa da Concordia 01. Cadeia Nova, nico (obra-
do qae ha n. 5.
Aluga-se o primeira andar do sobradoji. 93, na
roa Direila : a tratar na loja de fazenda da rua do
Queimado d. 42.
rem em casa da residencia do inesmo Exm. Sr. r.
juiz, pelas 9 horas da manha, no dia 16 do correnle,
afim do se proceder a Humearn de depositario da
mesma massa, visto que nao se reuni numero soffi-
ciente no dia 3 pra que furam convocados.
Preclsa-sfc alugar urna sala para urna pessoa
solteira, no centro do bairro de Santo Antonio: quem
liver annuncie.
Prccsa-se de nina ama para casa de pouca fa-
milia : na rua estrella do Rosario, deposito n. 4.
Precisa-se de urna ama com bom leile: aa .rua
estrella do Rosario, deposito n. 4.
An Englichman nllers bis services as good
plaiu conk or lo niake himself grnerally usefulfor
furlher particular* apply (o Ihe English Hotel
wages modrale.
Preci*a-
para criar : na rna do Queimado, loja n. 41.
Alrxandre Jos Alves, cidadao brasileiro, re-
lira-se para Portugal.
Panorama.
STIMA E II mu E\POSI(A0.
FREK LEMBCKE.
Tem a honra de avisar ao reapeilavel publico,
qucuu dia II du correnle mudou de vistas, e sendo
esla a ultima exposieflo aprsenla (odas vistas ele-
gantes, entre ellas algumas da guerra do Oriente,
como o ataque dos Sardos no valle de Trhernava, a
vida geral da bella Cachoeira junto a Babia.
O prejo he 500 r. cada pessoa, e acha-se aberlo
das 6 as 9 hora da noile.
GABINETE PORTGUEZ DE
LEITDRA.
Por ordem do lllm. Sr. presidente du conselho de-
liberativo, e ile conformidade com o dispuslo no ar-
tigo 36 dos estatuios, he convocado-o mesmo conse-
lho para a reunilo ordinaria, no dia 15 do correnle,
as 6 hora* da tarde. Recife 10 de oulubro da 1855.
Manoel Ferreira de Souza Barboza, 1. secrelario do
coDielbo. ^
209000
69000
"9000
69000
169000
69000
89060
165000
10900o
89000
79000
69000
49000
109000
vedem
(hicu do Dr. Lo
meiro sudar.
s liv
^05000
iiiftcoiisullorio hoiqeopa-
rhtjfm o. 50 pri-
Lotera.
No aterro da Boa-Vista n. i8, vendera-
*e bilhetes iirteiros da terceira parte da
segunda lotera do Gymnasio, a 5.S200.
JoSo Antonio Antune, portuguez,
retira-se para fora do imperio a tratar
de sua saude: se algucm se julgar seu
credor, pode ir reeeber. no prazo de 3
dias, na rua Direita n. 10(5.
Salusliano de Aquino ferreira, irmao do Di-
vino Espirito San'o. offerla de mui livre e esponta-
nea vonlade para as obras Ja igreja do Divino Espi-
rito Santo, as seguales cautelas da terceira parte da
segunda lotera do Cxmiasio Pernambucano, aa
quaes estao no poder du lliesoureiro da referida ir-
maudade : 2 tercos n. 591 e 3035. 4 quarlns ns.
5152, 5159, 5663 e 5748, 2 quintos n. 3467, 2 quin-
tos 11. 34//, 2oilavos n. 2243, e 2 ditos n. 2345, 3
decimos n. 2862, e 3 ditos n. 2966. Antonio Jos
Dias, lliesoureiro.
Afora-seom terreno na Capunga nova, eslrada
do Jacobina, que tem 50 pilmos de frente e 500
600 de fundo : quem o pretender, dirija-se a rua
Nova u. 13, que achar coro quem tratar.
SEGUROS
A companhia Indemnisadra feudo
principiado sitas operarles, toma seguros
martimos a premios razoaveis: seu js-
criptorio, na rua do Vigario n. 4, estara'
aberto todos os dias uteis, das 10 horas da
manha, a's 2 da tarde.
Francisco Antonio Pereira Braga faz ver a seos
crednre que esta em liquidacAo com o Sr. JoSo da
Cunha Keis respeilo a urna sociedade que llnba com
o mesmo no tio em que moravam, no Poto ; e co-
mo vivesse al boje debaixo de capa do mesmo Res,
apressa-se era fazer ver aos mesmos seus credores,
que amanhaa saldr urna uola nesle mesmo jornal,
de lodos os seo bens. divida, cojo bens pora n di-
posico do* mesmo seus credores, alim de salvar sua
reputara, e em seguida poblicani os pormenores
que o levaran) n fazer lal declarajao.
Os devedores da viuva do major Antonio|Paes
Cortez sao convidados a virem salisfazer seus dbitos
na rua Direila n. 6, aleo fim do correnle oulubro,
sendo que, a nao seren pagos, lera o carador da
mesma viuva de apresenfar os ttulos em juizo para
evitar a prescripcao..
Precisa-se de um porluguez, com preferencia
das libas, que quizer ir para a villa de Iguarass,
para se enearregar de umn rochelra ; lambem se
prensa de ddas portas em bom uso : a tralar ua rea
ealreila do Rosariu n. 11.
Precisa-se de nma ama de leile: na estrada de
Joio de Barros, segundo sitio passando o da Cscala
do mesmo lado.
M. Fonseca de Medei-
ros, competentemente ha-
bilitado cautelista d;is lo-
teras desta provincia, tem
exposto a venda as snas
cautelas, e paga os premios
qne porventura tenham de
nellas subir, em sua loja,
pateo do Terco n. 18.
- O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Sooza
Jnior vende para negocio, em seu escriptorio, rua
do Collegio n. 21, primeiro andar, bilheles e caute-
la) da presente lotera ao preros abaixo, sendo de
100 para'cima a dinheiro vista; em enjos bilheles
e cautelas, as orle grandes que sabirm sXo pagas
sem descomo alauui, logo que saia a lista aeral.
Bilheles inleiros "59600
O formulario do procesad por quebrameulu destes
termo*.
O de lodos os procseos policiaes, e qae cabera oa
aleada.
O de sua appellaces.
O du processo por abuso de liberdade de impr/nsa,
quer por enme de injuria, quer por crime de ca-
lumnia.
O do processo de reiptrnsabilidade dos emprega-
<* nio privilegiado.
O do proresso por crime deeoulrabaiido.
Este trabalho acha-se feilo com tanta niiuuciusi-
dade e clareza, que o Sr. juize, deleitados e sub-
delegado, escpvaes, advogado, inspectores de quar-
leirSo, procuradores, ououlro qualquer empregado
de justica, quandu nio lenham mesmo ideia alguma
de preceaso, o poderlo instaurar a ronduii-lo por
si mesuro regalar e legalmeolc : laes sao as eipli-
cafes do Asteatur Forense.
Na casa cima indicada, vende-sa lambem a cul-
lec^ao de principio, regras, mximas a axiomas de
direito em geral, pelo mesara Dr. -Cordeiro, obra de
immeusa vanlagem para ea Sr. juizes, advogado,
provisionados, ale, por iass qoe nella sa encentra,
ero ordem alphadetica, toda a* reara, mximas da
direito, etc., con citacilo das fontes de ende sao co
Ihidas.
O proco da Assessor Foraasa ae 5 brochado, e
ojeneadernado.
O da collecrao dos principios e axiaroM de direi-
to de 2.
G. STARR|4C.
respeitosamenleannuoeiam que no'seu extenso es-
ta beleci ment em Santo Aroaro.couuuain a fabricar
com a maior perfeirao e promptidao, loda a quaida-,
de de machiuismo para o uso da agiicaltara,
vegacSo e manufactura; e qae para maior commodo
de seas numerosos freguezese do publico ero geral,
teem aberlo em um do grande* armazens do Sr.
Meaquila na rua do Brum, atraz do arsenal de roa- .
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabeleciiiieulo.
All acharOu ocompradores, um
ment de moendaa de canoa, com (de ...
ment alguns delle novo* e oria^^^H
experiencia de muilos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baia e alia prestan,
taiu* de lodo (amanho, tanto batidas como fundi-
das, carros de mSo e ditos para eonduzir formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, fornos de ferro balido para farinha, arado de
ferro da mais approvada conslruccio, fondos para
alambiques, crivos e portas para forualdas, e urna
infinidad de obras de ferro', qne seria enfadunhu
enumerar. No mesmo deposito existe ama. pessoa
medcente e habilitada para recebar todas as en-
commendas, etc., etc., qoe os annunciaules coman-
do com a capaeldade de suas olliciuas e machiuisiuo,
e pericia de seas ofliciaes, sa comprometiera a faaer
execular>coro a maior presteza, perfeirSo, exacta
conformidade com os modelos ou desenos.e iuslruc-
tdes que Ihes forem furnecid
ROBILArKECTEUR.
O nico aulorUado por deciso do conselho real e
decrelo imperial.
Os medico dos liuspilae* recommeadam o Arrobe
de l.aflecleur, como sendo o nico autorisado pele
governo, e pela real sociedade de medicina. Esla
medicamento d'um gosto agradavel, e fcil a tomar
em secreto, esla em uso na maiinba real desde mais
dc*60 annos; cura radicalmente em pouco tempe,.
oora pouca des'peza, sem mercurio, as aecres do
pelle, impigens, as consecuencias das sarna*, ulce-
ras, e os accidentes dus parlo*, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; convera aes ca-
larrdos, a bexiga, a* coutraccoe*, e fraqueza dos
orgaos, procedida do abuso das injecces ou de son-
das. Como an(i-sv phlilico, o arrobe cura em pouco
lempo o Huios recentes ou rebeldes, que volvem
iucessaules ero consecuencia do emprego da copai-
ba, da cubeba, oa das injei coes que represeiilem o
virus sera neulralisa-lu. U arrobe Laffectexrr Jlie
especialmenle recommrndado contra as doeneas, in-
veteradas oti rebeldes, ao inercuriae ao indureto de
polassio. I.isbunne. Veasle-se na bel
Anlonip Feliciano Alves de Azevedo,prara de D. Pe-
dro ii. 88, onde acaba de edegar urna grande poryao
de carrafas graudese pequeas vindas directamente
de Par*, de casa do dilo Boy veau-l.aflecleur t, ruc
Richeo a Par. O formulario dae-se gratis era
casa do agente Silva na prara de D. Pedro, u. cti.'
Porto, Joaquim Araujo ; Babia, Lima & IraBSos ;
Pernambuco, Soum; Rio de Janeiro. Rocha & ti-
ldo ; el Moreira, loja de ir. Nova, JoSo
Pereira de Magales Leile; Rio lraode. I ran do
Paufo Codo fj C.
Meios
Tercos
Quarlns
Quia|>
Oilavo
Decimos
Vigenmet
18860
15100
1912
'700-
560
290
CHAROPE
DO
BOSQUE
O iiuieo deposito conKnia a aer na boliaj de Bar-'
llioluineu Francisco de Souza, na rua le Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes 55500 c pequeas .'RJOWi.
IMPORTANTE PARA PtlLHiO.
Para cura de phlisica en lodo os seus diflerenb
grso, quer roolivada per ccawtipacoes, toase,
na, pleuriz. escarro* dat sesgue, dr de ca
peilo, palpilacao ao coracao, coqueluche, tu________
dr na garganta, a Iodas a* molestias dos orgo* pulJ
manare*.
Para.
VENDA DE .000 ACRES DO RAN()
A directora do Banco' CommertTal
desta praca, avisa a quem convier, que,
tendo de converter-e o mesmo Banco em
Gai\a Filial do Banco do Brasil, conforme
se deliberou em Assemblc'a Geral dos Ac-
cionistas, na data de 11 {tejuino ultimo,
e existindo ainda em' reserva mil accoes
para completo do seu fundo eifectiyo,
tem designado o" dia 10 de dezembro vin-
douro para a venda das nasmas ajjcoes,
em leilio mercantil. Realsada a venda
serSo as referidas accOes entregues aos ai-
rematantet no primeiro dia otil do mez de
Janeiro de 1856, dia em que entra rao nos
cofres do mesmo Banco com a importan-'
cia das que tiverem arrematado, e no dia
da arrematacSo coma de 10 por cento,
como quantia sobre o valor de < estas importancias serSo reatisadas em
moeda cor rente. Previne-se queja' exis-
te um ftmdo.de- reserva de 11:515070;
eqtie o valor nominal de cada accao lio
clelOsUOicis. Para' I i de agosto de
185o.Assignado, lletaiqiteB. Dewev,
presidente.Augusto L. da Costa, secre-
tario.
NAVALHAStA CONTEMO E TBSOLRAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de. Aucuslo C. de Abreu, conti-
nuam-se a vender a 89000 o par (preco fro,' as j
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba /eilas
Salo hbil fabricante que foi premiado ea exposirao
e Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente. naoseenlem no rosto na aceito d cortar;
vendem-s* com a cundicao dje, u3o agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra resliteUido-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tesourinhas para unhas, feilas pelo mes
mo fairicanle.
Precisa-sede ijma ama de leite: no
pateo do Hospital n. 28.

\


OIMIO DE PERHAIBUCO SB*D0 13 Di OUTUBRO DE 1865
*
CONSULTORIO DOS POBRES
O mUA NOVA 1 AJBAR O.
NO MSULTORI DO DR. P. A. LOBO I0SG0Z0.
50 RA NOVA 50
VEBII1E.SE O SEGDINTE:
Manual roroplelo de meridiana homeopathica do Dr. G. H. Jalir, tradutidoem por
lugiie/. pelo Dr. Moscoo, quilru volumeaencadernadoa eiu dous e aeompauhadn tle
ain diccionario do termos de inulicina, cirorgia, anatoma, ele, etc...... '209000
usa obra, a maisimporlante do flidaj as que Iratam do estudo c pralica da homeopalhia, por'ser nica
idamenlal ti'ctla doulriiiHA PA THOGENlSIA Ol EFFKiTOS DOS MEDICA-
MENTOS ,V ORGANISMO KM ESI ADO DE SAUDEcouhocimeolos que nao podem dispensar as pes-
mtus que sequereni dedicar a pralica iln verdadeira medicina, interessa a todo os mdicos que qui/.erem
evperimeular a dootriua de Ilalinemunn, e por si memos se eonvencereiri da verdade d'eMa: a lodos o
genho qui estao lonse dos recursos dos mdicos: a todos os capilar* di- navio,
vez uSo podem de' ar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
nilia que por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao |obriga-
doi a prestar in confnenla' os primeiros soceorroa em suas enfermidades.
lo homeopalha ou Indcelo da medicinal domestica do Dr. Herios,
abra tambera ulil s pessoas quu se dedieam ao esludo da homeopalhia, um vol-
me graude, acompanliado rio diccionario dos termos de, medicina...... 109000
O diceioi ario dos lerinos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., cncardnado. itJOtXl
Sem verdudeiros e bein preparados medicamentos nao se pode dar m passo seguro na pratica da
homeopalhii, e o propietario desle estabelecimeuto se lisongeia de le-lo o raais bem montado possivel e
uinguem duvida lioje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Rnlicas i \' tobos grandes. .............
Boticas de 4 medicamentos em glbulos, a 10, 12 e i53000're.
Ditas 36 ditos a ........., ,
Ditas 48 ditos a............
Ditas 60 ditos ............
Ditas 141 ditos a............
tubos avulsos...........'t".......
Irascos do meia ouca de lindura.............
Ditas de verdadeira lindura a rnica................ 29000
asa ha sempre a venda grande numero de tubos de eryslal de diversos tamanhos,
Mdros pera medicamenlos, e aprompla-se qualquer encommeoda de medicamentoseom toda a brevida-
di> e por procos muito cominoi'os.
Preservativo e curativo
DO
9000
209000
259000
ntteooo
605000
l000
29000
CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS
__________i..^3^.M.5*& E .
:<;* poro pare se poder curar desla enrermidade, administrando us remedio Inais e
imqnaotoae recorre no medico, ou mesmo para crala independeute destes nos locares
un aue nao os ha.
HlK) EM P08TUGUEZ PELO DR. P. \. LOBO MOSCOZO.
opsculos contemas indicacoes osis claras e precisas, so pela saa simples c omisa nosi-
co sta ao alease* de todas as inteligencia, n*o o pelo que diz respeilo aos metes curativo- como orn
ti plmenle aos (reservativos que tm dado o* mais satisfactorios resultados em loda a parle em aue
e les tcm sido poslosem pntie. .' *
ipeiliiroo nnfcoque lem dado grandes resollados nooarativodesla liorri
valtjtrfermidade, ji osa proposiio tradozr tes dous importantes opsculos em lingua veruacii-
li, para deti.'arle laerHIar a saa leil'ira a qnem ignore o raneer.
ente no Consu'torio do traductor, roa Aova n. 52. por 28000 rs.
O mesmo caotelista declara, que quanto aos seus
bilhetes inteiros vendidos em originaos, so se obriga
a pagar os oito por cento da le as sorles grandes,
devendo o possuidor receber do Sr. Iliesoureiro o
seu respectivo premio. O caotelista,
Antonio Jos Hodrigoes de Souza Jnior.
Sor vetes.
Hoja as 6 hora llavera sorveies no aterro da Boa
Vista n. 3.
O arrematante dos imposlos das'ifericdes de
mscales o boceleiras do municipio do Recite faz
cente aos interessados, que e aclia cora a ca.a ber-
ta em a ra da Florentina n. 36, defronte quasi da
casa qoe outr'ora servir ja as aferirjie, prevenin-
do que ji dera principio as mesmas iifcrie^es doan-
no de 1856, lendo de se lindar o prazo para os esta-
belecimentos que de presente se acliam, assim como
os que forem postos dentro desle lempo, no lim do
mez de tlczembrn prximo futuro, devendo ser pro-
curad na referida tata por se adiar aberla todos os
das otis, das 8 horas do di ateas i da larde'.
ANISUNCIO.
na, na ri
ra ila Ma
tli e do lv. co vindo da pon-
belecimtinlo acuario os
lo teatro, c o pu-
ipltto sorliiiieiilo de fazendas
<, .e biu qnalidado c aem avaria,
dem por precos bara-
ii)a disposit;ao para bem ter-
os os freguezes qoa se diguarem
abelecimeuto.
JOIAS
baun assignadee, coin loja deniirivas na roa
do Uabuga ii. II. confronte ao pateo ila matriz e ra
> ova. fazem publico, quo estao muito surtidos do
inais rico* eriiU'erenle* KotlO de luda; as obraa de-
ii no Heceuirias, tanto pera tenhotas como pra liu-
niuiui o meninas, e CHiitinuam os precos mesmo h-
litos como lem sido : passar-se-ha urna emita coin
i ;spou*abiliriade, especificando a quilidade to on-
r > da 14- oo 18 quilates, Aeando assiim garantido o
r untiattrse apptreeer qualquer duvida.
Seraphiin A iranio.
UmaA0S PAS de familia.
urna ten hora tasada, leaaamculc autorisada pelo
Esm. prcndiinle aula particular de instrucrao elemeiilar paran soso
feminioo, na praca da Boa-Vista sobrado n. 32 se-
gundo andar. ouerece o seu pre.timo aos pas de
lamilla para ensinar a ler, escrever, e contarVdoo-
ria ciinstan, coser, bordar de todas as qualidades,
lalivnnllio, eludo maisconcemente ao entino com-
pleto tle meninas : e leudo a casa bastantes commo-
dos recebe laualiaenle pensionistas c meio-pensio-
msias, cora quera empregara lodo o desvelo possi-
3a PARTE DA 2a LOTERA DO
Gyiuuasio.
Os caulelistai tbaixo assignados dcc-laram
ao publico, que se acha mudado o plano
das loteras, pelo que vai aba\o mencio-
nado, (pie vem a ser e\,ic(ameiite a quarta
paite da lotera do Rio de Jsaejro, ollere-
ceiido deslimaoeira unmensa vairtapem aos
amadores deste io{jo.
1 premio de 5:0009000.
Compram-se
fraseos vatios qoc (enhlm sido de agua de Colonia
na ra larga do Rosario n. 37.
Compra-se um cabriole! de duas rodas, que
sea maneiro, ecom pouco uso : quero liver annuu-
cie ou dirija-se a ra do Colovello n. 31.
Compra-se orna escrava crioula ou parda, mo-
ra, que seja sadi, sem vicios nem achaques, que
engommc bem e cozinhe : ua ra das Cruzes n. 22.
Compra-so um cabriole! em hom estado, de 4
rodas, americano : quero o tiver annonrie para se
ir ver. r
(j^ O JJr. Ribeiro, meditx), mtidou
1% sua tcsidenciuparaa casa cinzen- (A
la de'quatro andares, na ra da ^T
r Cruz n. 13, onde pode ser pro-
0 curado a qualquo- liora.
AULA DE LATIM.
ente Ferrer di: Albuquer-
i|ttemutlci a sua aula para a ra do Ran- /
el m. i 1, onde continua a receber alurn^-/
i os internos ee.xternos desde ja' por m-
dico prei;o como lie publico: quem se
|tii/.er utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Est a sabir a taz no Rio de Janeiro o
I de
1 de
Ide
(> de
. 10 de
20 tle
60 tle
110 de
1800 de
,W!M> r.remios.
4000 blancos.
2:5005000.
1:0005000.
3009000.
2509000.
OojOOO.
509000.
253JOOO.
103000.
5000.
6000.
Oliveira Jnior & C
IRIO D6 MEDICO
HtEOPATHA.
i:\TRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
I1AUSEN E OLTROS,
ALWiAMSE
duas excedentes casas, urna no atetro Uo
Varadouroem Olinda. junto h ponte, a
qual fot do fallecido Manoel Lopes Macha-
do, com grandes commodos para nume-
rosa familia, com porto de desembarque
no sitio da mesma casa e com arvoredos,
so com a vista se podera' julgar; outra de
sobrado e grande quintal, no Vartdouro,
U.VIWMMI .a IIHILOyiU |fIlt3IU I I i A------------------------
medicamentos lio-1lo' amDas pintadas epromptas: a l'llar
f; concordancia, na ruada Cruz do Recife n. (."i. secundo
id da signiriMSo de lodos nilf|ai. n,m i *pfJun,ao
ilo ao aicaoce'anaar- ou tom Joaqu im Lopes de Almeida.
l'ede-se ao Sr l.Va.;. i j. -__._
-------"-v, (>iiuctitiirnai,no varf.cloui'o
dem alphabelica, com a desenpcio >me foi do falUiHn .,..: i n i i
sas molestias, a inlicacio physiav I .,eC', Joa(lu,,n Jo8e Rabel
s os medicamentos lio- l0' alnoas pintadas epromptas: a falla
rieopathin nc.lo e coucnnlatiri.-i. i na rnn iln Tim.v .1^ l..:r.. n-
esuido i
___........
cas peatoas do povu, pelo
UB. A. J. DE MELLO MORAES.
rsubscrevs-te para esla obra no eonmllorio homeo-
co do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. .'jOO
. rrioieiro andar, por 5|000 enj bro:hura, o 6900,
e ncadernadti.
.Massa adamantina.
Me gerUaeale recouhwida a ei:ellcncia desla
prepararlo para diambar deoles, porque seus resul-
tados sempre felizet alo ja do dominio do publico.
ebasli ,i de Oliveira (a/, uto desla preciosa
r iasa, ptn o uta indiea.lo, e as pemoa qoe quize-
lionra-lo disaondo de seo tervi(iw, podem pro-
cura-lona travessa do Vicario n. I, loja de bar-
O'suliciUdor Camillo Ag*r Ferreira u"a"
* fSl1' maion \,a> residencia para a roa da
", Cambo do Ctrmo n. 38, primeiro andar, on-
\ de podo ter procurado para o mistares de
sua prolusao, bem como no patee do Culle-
[giO^escriptorio do IIHn.
ZS^tT- ,? S-* 1'n5,sco JoJ da Costa, casado
cora i Sra. Camarina de itena ou alsum seu prenle,
ou pessoa de seu|conl.ecimento, o obsequio dirisir-se
a Camboa do Carino n. 25. oo onuncie sua mora-
la, que se Ihc deseja fallar.
,omPl.e'iVBSr-rloriano '*">'?<"'. casado
.ZTV1 '-" Pf?,0V,e."cu conhecimenlo. o favor
. Attencao.
m^l!.,,r.M,UrUaN0Van-50' ,c,,a-sc complela-
meute sorlrda com muito bons gneros, e por mullo
commodos pret-os. ^
No eatenlio S. Joan de Ilamaraea, precUa-se
Hor: quem a isto te quiter proptir,
atHieeinenlo de toa conducta e enpacidade
dinja>j.a tna 'la Aurora n. 62, cuta do Dr. Joilo
i Baaerra da lenezes, ou ao tlito enceuho, a
lalar cora o proprielario.
Halar cora o proprielari
_-3k5-aaBEL_
J5.I0 CEMRAL
HOMiOPATHICO
Gratuito para os pobre
'/
o) n. ti.
udgern Pin lio d
s H horas da
luicilios, das
ale; ii s repentinos
visitas scrao
as merecem tralatueDlo
ndo meion boje aconselhados
modernos. Estes meios exis-
Horio central.
--Ocauteiiita Vicente Tiburcio Gorne
Itoberreira, avisa a0 respeitavelpublico,
que tem garantido os seus bilbeta e caute-
a pai'tedasegundalotriado
'unsio, que estao a venda ios seguintes
pontos: pateo do Taimo n. J8, ru Nov-
n. l.travesMdo Rosario estilita n. 7, rita
doQueunado ii. 10. ra do Ltvrameuto
n. oO, mada ,|a Boa-Vista
e ra do Cabuga' n. !.
n.
.'Bheies inleiros.
iVeios.
Ijuartos.
Oilavos.
>'Decimos.
V'i^simos.
5700
2900
19500
760
640
340
recebe

5:0UOO0.
2:50U000.
1:2509000.
625JWO0.
500J009,
2509000.
, Z.A,aK"*ey arD".Ie.n,,n- *6 da ra do Amori a
aaproprwlario Aotoni "^ fi
lotera do gymnasio pernam-
BLCANO.
AOS 5:000>, 2:500^ E 1:000.
Acharo-ee venda oa bilhetes e cautelas do cau-
lelista Antonio Jos Rodrigues de Sooza Jnior, da
lerceira parle da segunda lotera do (Jyronai0, na
rfac da Independencia, lujat ns. 4, 13, 15 e V>;
roa Direila n. 13 ; aterro da Boa-Vista n. 72 A, e
na ruada Praia, loja de fazendat n. 30. Coja lote-
ra j correr pelo novo plano, estrahido do excellen-
lsiino plano das loteras lo Rio de Janeiro, ti nual
combinaiidii-se com os que al aqu lem liavido,' te
ve claramente a grande vanlageiii que oflerece ao
locador por ronlcr maior numero de premios de
2509,1009, 509 o de 25, como par exemplo :
Plano vtlho. Plano novo.
1 premio de 2009 6 premios de 2509
X ditos de 1009 10 dito de 1009
12 ditos de 509 20 ditos de 509
30 ditos de 209 60 dilot de 259
Verdade ha que o velho plano lem na norte grande
em seu favor a dillerenca de 1:0009 e na immediala
a de 5009, porcm nao ha duvida algom* que esla
diirerenca nao he superior a que cima se mostra,
pois que pelo menos ha, alm de nutras vantagens,
era favor to novo plano, a de pagar menos os oilo
por cento na quautia de 1:5009 de diirerenca as
duas torles grande, reverlendo em lavor do joi{ador
mais 1209 que eslava entrando para o cofre publico,
ja l0 bem aqniohoado.
O andamento das rodas he em o dia sabbado, 'JO
do torrente. As surtes que sahirem em seus bilhe-
tes e cautelas sao immediatamente pagas por iuteiro
sem descont algom. logo que se dislribuain ns lis-
tas ; sendo a< grandes em seo escriplorio, na ra do
Collegio u. 21, primeiro audar, e as outras em as
referidas loja.
Recebe por iuteiro
*
Bilhetes
Meras
Teicos
IJuartos
Quintos
Oilavos
Decimos
55700
29000
29000
19500
19200
760
640
Vicsimo 340
5:0009000
2^009000
1:6669666
1:2509000
1:0009000
63OO0
5008000
2509000
COMPRAS.
VENDAS.
Oracao contra a peste e o cliolera-
morbus.
Acha-sea venda na livroria n. 6 e k da prar.t da
imlepenilcncia um folhetinho com dinerenlcs'ora-
roes cnnlia o cholera-morbus, c qualquer outra pes
te, a 80 rs. cada nm.
Vende-te urna preta de naco, que co/.inha,
lava censomma benve faz Iodo o mais servito de
urna casa: no aterro di! Boa-Visla n. 74, se'dir
quem vende. .,
7". Veind'm-w velas de carnauba de superior qua-
lidade, do Cetra, em caixas de urna arroba : na ra
"lo Hospicio n. 15.
Vende-se na cocheira de Jos Pinlo F
na ra de Apollo, um cavallo mellado, n
pno para cabriolel. ,
Vendc-e qoeijo dn serian muito uc-ro a 500
rst a libra^ no paleo do Girmo n. 4.
Vende-so urna quarlola tle azeile de carrapalo:
no palco do Carmo, taberna n. 8, que wlla Baca a
ra de Horl.is. W
Vende-se urna marqoeza larga, em mcio no,
muito propria para cama, por muito cummodo pre-
so : na ra eslreita do Rosario n. 12, loja.
Vendem-se 6 cadeiras e urna mesa de meio tle
sala, e um sola, lodo de amare lio. com pouco uso e
muito cm conta : na ra das Cruzes n. 29.
9 Cobre para forro de 20 at 2*- on-$
cas com pregos. (A
Zinco para forro com pregos. *
Cluimlio em barrinhas'. "
Alvaiade de chumbo-
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de 1 inbaca em botijas.
Papel de embrullio..
Cemeuto amarello.
Armamento de todas as quali-
dades.
Arreos para um c dous ca-
vallos.
Chicotes para carro e esporas de
ac prateado.
Formas de ferro para fabrica de
assucar. '
Papel de peso inglez.
Champagne marca A & C.
Rotim da india, novo e alvo.
Pedras de marmore.
Velas stearinas.
Pianos de gabinete de Jacaranda',
ecom todos os ltimos melho-
raraentos.
No armazem de C-J. Astley & C.
na ra da Cadeia.
Vendem-se 3 escravns moros, de bonitas figo-
ras, urna dita boa cotmheira, e'nntri dita de lodo o
servico : ua ra ireila n. 3.
Vendem-se 10 travos de qnalidade, com 40
mais palmos: no largo to Tere n. 137.
ijtQflOtMiaCKart stf
arKmMsia>f,ii>lhJl^mpfafjaB,t; )|Vk
VENDK-SII
na ra do Crespo, loja amarella n. 4
Sedas de quadrotelizas ede listra, aSOOrs.
cada covnd'.,.
Crep de seda liza furta-core a 800 rs. o
covado.
Corles de larlalann branca bordada .1 matiz.
E outras muilns fazemlas modernas chega-
ilas nlliinamentc de Paral.
Vendem-se travs de qnalidade e de Inuro, de
40 e 30 palmo*, urna canoa nova de amarello de um
so pao, cinames de louro, ludo por commodos pre-
co ptra fechar contas : quem pretender, dijija-se
a ra do Vigario n, 17, escriplorio de Antonio I.eal
de Barros.
Cortes de seda de cores a
melltor que tem vindo a
- Pe rna m buco.
Na loja do sobrado amarello. nos quatro cantos da
ra do Oneimado n. 29, de Jos Moreirs tepes, ha
um completo sorliraeiHo de serias de rores, adamas-
cadas e de babadas, o melhor gosto qoe lem viudo
a Pernambuco, chegadas no ultimo navio de Paris;
assim como grande tortimento de chitas francezas de
muito boro gosto.
* S,tU:<*B*
A o.SO rs. para senhora.
i Vendem-se chapeos de seda guarnecidos de -
" um pequeo defeito de
hico de blonde com
9 mofo.
de palha da Italia goamecidosde
lodos
litas,
pretos, com
carmezim a
. Ditos
ff tita.
# Pilos de seda e franja,
9 Ciiaruirao de flores e
9> 159000.
4 Na roa do Crespo, loja amarella n. i.
Vendem-se oilo bestas novas e gor-
das, de roda, para engenho : a tratar no
engenho Paul isla, termo de Olinda.
:p DENTISTA FRANCEZ. :
Paulo Uaignoux, denlisla, estabelecido na
m roa larga do Rosario n. 36, secundo andar,
colloca denles com a pressao do ar, e chamba a
V denles com a massa adamantina e oulros me- ea
taes.
(Z..VeMna7,n00."SC. do sili0 de Manoel An'onio
i,J ?tlTTi,?rf<,nto d ,,0*l"laI Bimenlal, nina ca-
iira (Helio; toda preta, e com orna orelha corlada,
jolga-te ler sido Tortada, porqoefni villa no puder de
doos prelos uo domingo (7) a' 1 hora da tard-
sobre a ponto da Boa-VisU : quem riclla der noticia*
ou a qoizer enuesar no mesmo .sitio, ou na rna do
cabuga n. 3, sera' recompensado.
..-r.?reisa"fe *'** < um sitio na estrada de Joo de Barros : quem liver
d1"Jro^"|"arr0,d,,1r^n,:hirM'- qoe achara com
Retratoi.
No aterro da Boa-Vista n. 4, lerceiro andar, con-
tiuua-se a tirar retratos pelo tystema christalolvpo,
ooro moita rapidez e pe feicao.
lotera do gymnasio PERNAM-
BUCANO.
CASA A FAMA.
AOS 5:().v, :m$ E1:000{.
Ocaulelista da casa da Fama, Antonio da Silva
uimaracs. tem expotto ii venda o seus mullo efor-
tunados bilhetes e cautelas da lerceira. parte da se-
gunda loteru do Gymnasio, a qoa! corre no dia 20
do corrent, o estilo a venda as scguinles casas :
aterro da Boa-Vista n. 48 e 68 ; rna do Sol n. 72
A; praca da Independencia ns. 14 e 16 ; ruado
Lollegio ii. !); ra do Raugel n. 34 ; ra da Cruz
n. 4J, loja, e ra do Pilar n. 90.
PRECOS.
Bilhetes inteiros
Meios
Sitarlos
i latos
Oecimos
. Vigsimos
11i|.ne,mo caulelisla declara, que garante nica-
mente os seus bilheles inleiros em originaes. pagan-
^,"^ .' I"'l"mi" 'andes sem o descomo .los oilo
por cento do imposto geral.
9***3*3B7:S*etSa>B45
| u J. JA^iE, DENTISTA, {
V contiaua a retidir na ra Nova iiTt, primei- S
ro andar.
aj) Ven.tem-se corles de brim brrVde pu- ea)
9P rn lindo pelo diminuto preco de 1S0O 0
H rada corte : na ra do Crespo n." 9, de Jon M
9 Moreira Lopes. g
*8Sa-9S999t9S9
i ~ ,v'"ae.m"se no ermazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados ero Inglaterra, por precot
mdicos.
Agoa denlifrfce de Philippe, halsamiea espiri-
tuosa, verdadeira conservac.ii.1 dentaria, preparada
por Philippe: vende-se na botica de J. Almeida Pin-
lo, roa dos Quarteis n. 12.
Vendem-se dous escravos, um dos qnaes he
fomeiro e amassador: na roa ila Senzala Velha
n. 91.
Vende-se um cabriolel com arreins. lodo novo
e anda uSo servido, por preco commodo : na ra
Nota, cocheira por baixo da cmara.
. Vende-se a rasa n. 6 da roa do Carmo, em O-
linda, terreno proprin e de pctlra e cal, remiendo
porta ejanella, 2 quarlos. cozinba c quintal bastan-
te extenso : quem pretender, dinja-*e a ra rioQuei-
mado n. 63, que se dirt qnem vende.
Vendem-se superiores chapeos de fellro'bran-
cas, pardos e prelos, finos, para homem, ditos enlej-
iados para meninos e meninas, dilosdo palha aberla,
dilosdeseda, proprios para baplisados, ditos amazo-
nas para montaa, e oulros muilos objeclns do me-
lhor gosto possivel ua ra da Cadeia do Recife,
luja de chapeos de Joaquim l.uiz Vicira ns. 17 e 42.
(\ \ en I nuil comprar sean a&ibam- tk
Wk se. Chegou a ra do Queimado n. gi
tik i'K um rico sortimento de cam- gk
r braias francezas mnito linas e mui- i
VtWto bonitos padroes, pelo baratissimo O
Vende-se' um sitio na Torre, i mareem do rio,
porlprero commodo : na ra ila Santa Cruz n.70.
larga do
o n. 58,
ventltni-i' Joilvin,brancas c ama.
relias,
roo; '
No Aterro da Boa-Vista n. 8, defronte
de lionera.
Chegaram ltimamente biscoitos ingletesfinos em
latas grandes pelo diminuto preco de 39100 a lata,
bolacha de toda, dita de aramia, dita americana ;
rerveja iugleza muito boa a ig800 a dalia ; cha da
India de todas as qualidades ; presuntos do Porto I
a libra a 320 rs. e muilos oiitrot gneros de tape-
rior qualidade por menos preco do qee em outra
qualquer parte.
Vende-se um clarineln de d novo' ou quati
novo e por preco commodo: na ra de Santa Rila
n. 18, da- 6 as 8 da manhAa.
Wndem-sc meias de laade carneiro,
tanto para homem como para senhora:"
por preco muito commodo: na rita do Ca-
buga' loja de miudezas n. 4.
FLOR l)E
A Farinba de Santander Flor de Flor,
he a melhor farinha de trigo [ue existe em
todo o mundo, por isso sempre hequali-
cada a mais superior em todos os merca
dos, aondetem sido importada ; he esta a
primeira ve/, que vem a este mercado,
porem garante-sc a veracidade da inor-
macio: vende-se nicamente no arma-
zem de Tasso Irmaot.
Para o cholera.
Vende-se o verdadeiro cognac, tanto em garrafas
como ero garrafoes : na ra da Cruz n. 10.
PECHINCHA .
Vendem-e hlalas muito superiores a IsOOO a ar-
roba : na travessa da Madre de Dos n. 15, armazem
de Jos Marcelino da Rosa.
Mu i lo barato. '.
Corles de vestido de chita a 29000 catla um : na
loja de 4 portas da ra do Queimado n. 10.
Por muito menos do valor.
Curtes de casta de cores com ha hados, tendo cada
corte de 14 a 16 varas, sendo de bons gotlot e cores
lizas, pelo baratissimo preco de 59500 cada corle :
na loja de i portas, na rus do Queimado n. 10.
Rarato para acabar.
Na loja de 4 portas, na ra do Queimado n. 10,
ha para vender um grande sortimento de castas fran-
cezas de cores, bonitos goslos e cores fitas a 280 ca-
da covado.
Cobertas de seda e la.
Na roa do Crespo n. 5, vendem-se por mdico
preco cobertas de seda e lila,tumi.,dos mait bellwi-
mo4 e variados goslos que lem apparecido ueste ge-
nero. ,
Cortes de meia casemira a jOOO.
Na loja tle Guimaret & Henriqnes, ra do Cres-
po 11.5, vendem-sc meias casemira* de superior
qualidade, pelo baratissimo prec,o de 2g000 o ctirte
de caifa.
Ultima moda.
Vende-te organdiz de seda para vestidos de senho-
ra, fazenda de muito gosto e mulo moderna : na
loja de 4 portas, na ra do Queimado n. 10.
Vendem-se saccas com farelo superior, regu-
lando de 90 libras para cima, a 43000 a acca, che-
gado ltimamente de Haiuhnrgo: na Iravessa da
Madre tle Dos n: t(, armazem de Agostinho Fer-
reira Senra GoimarAcs.
Vende-se farinha tle mandioca da mais nova
no mercado a 29500 : na Iraves-a da Madre de Dos
n. 10, armazem de Agostinho Ferreira Senra Gui-
mares.'

Batatas
A 00 e 1,000 rs.
a arroba, em muito lidm estado : na travessa da Ma-
dre de Dos n. 16, armazem de Agostinho Ftrreira
Senra Gbimares.
\ boa fama
gp, no becco do turnea"
ftrinha sallega. em meia!
zem de fyr,
vende-se 'Ve
barricas, e das melliofe?
55700 ,
29800
19140
760
600
320
vi.exi 1 v nmiii:.0
LDVVIN MAW, ESCK1PTOKIO DE RQ-
SAS BRAA & C, RA DO TRA PI-
CHE N. Vi.
Tem para vender um completo sorti-
mento de teixas, moendas e meias moen-
das para engenho, cuja superioridade ja'
he bem conhecida dos senhores de enge-
nho desta provincia, dos da Parahiba e
das Alagoas. desde (piando taes objectos
do mesmo fabricante eram vendidos pelos
Srs. Me. Calmont&C, desta praca.
MOENDAS SUPERIORES.
Na lundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modcllo e construccao muito superiore-
Uniuo, na ra da Cruz n. 10,
ha para vender nm tortimento de conservas linas co-
mo pilis pois. sardines. asperges, langue tle bil,
patc de feiesaucisse, beafstak, chaponneau a jam-
bn, poulcl au ju d'crevisse, Iriandrao de ve:iu ;
assim como diversas qualidade de vlnhni, como
Champagne, Xere*, Madeira, Porlo de oplima qua-
lidade, vinho de Franca branco anligo' e linio, di-
versos licores, hummel, etc., cognac engarrafado ;
tambero ha petiscos acetados ao modo europeo a
qualquer hora.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambero, no DEPOSITO na
rna do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um glande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundiaas, grande, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
evistera quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. m
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos t' qualidades de Lisboa, e saceos das marcas mais acre-
ditadas do Chile, que lem v'jndo a este mercado.
Bons goslos de
boas qualida-
des.
Na ra do Queimado, nos quatro cantos, na secun-
da loja de fazendas n. 22, defronte do sobrado ama-
rello, vendem-se as segninles fazendas, por precos
que realmente fazem admirar:
Casemira preta tle superior qualidade pelo liara-'
li-simo preco de 28 c 29600 o covado, escolente
panno prelo lino, prova de limao, pra casaca e pa-
ul a 28500, I- e 59, alpaca preta mnito lina a 400,
500 e 600 rs. a covado, corles tle rlleles .le fuslilo tle
boa qoalidade e bonitos padrees a 700 c 000 rs., bo-
nitas cassas francezas e muito linas a :)(K) rs. o cova-
do, cambraia muito fina de salpico, propria para
vestidos e milpa de criaiica a 1> a vara, camisas
francezas muito finas com peitos tle esguiao para ho-
mem a 29H00, curies de cansas para veslidtis de bo-
nitos padrOes a 29, lencos brancos de cambraia de
linho mnito linos e grandes a 69 a du/.ia, meias linas
para senhora a 210, 100 e 400 rs. o par, ricos chales
rie chally com listra de seda e bastantes grandes a
99, ditos de merina inuil finse lisos a 69, lovas.de
seda tle cores para homem e senhora a 18 o par, di-
tas prelasd'c torcal, fazenda superior, viudas de Lis-
boa a 18120, ricos corles de seda para vestido, pelo
baratissimo preco de 209, ditos de cambraia de seda
de lindos padroes a 69, chally verde c amarello,
muito superior fazenda, e que limito se usa para ves-
tido a 800 rs. o covado, romeiras tle cambraia e fil
coin laros de ricas lilas de seda a I82SO, grvalas de
seda de bonitos padroes a 640, meias de laia para
padres a 29 o par, corles de casemira finas e tle bo-
nitns padroes para raleas a 59, hrinzinhos de puro
linho a 240 o covado, ricas colzas tle damasco e mui-
to grandes, pelo baratissimo prefode 109, brins tran-
cados de puro linho c de bonitos gustos para calcas a
800 rs. a vara, roelas cruas para humero a ^00 rs. o
par, chales de tarlataua de bonitos padresa 19, cor-
des de cairas de casemiras de algodo a I.-. merino
Irelo, fazenda moilo boa a 19500 o covado, lapiro
prelo o mais fino que he possivel encontrar0. pro-
firi para vestidos e balines de padre, pelo baratis-
simo pret;o de 1,280 o covado, riscadinhos francezet
muito linos e de bonitos padroes 210 o cov ido,
meios lencos prelos para grvala, fazenda tnpehor,
a 19, lenco brancos com listras, de cambraia, mui-
to finos a 300 rs., brim branco trancado de puro li-
nho a I92OO a vara, e alm de todas estas fazendas
outras muilas qoe s i vista das boas qualidades he
que te pode ver o quanto sao baratas, atiancando-se
aos senhores compradores que neste estabclecimenlo
ii.io ha fazenda alguma qoe seja avariada, e sim ludo
sem avaria, de bons goslos e boas qualidades.
He fazenda mui-
to linda, os me-
lindres.
Esla fazenda lie intelrarocnte nova, chegada no
ultimo navio francez, e de todas as que se usain pa- -Lpis finos envernisados a duzia
ra ve largura regular, cada crtj tem 13 c'ovadnse meio,
e vende-se pelo baralissiino preco de 68500, sabe o
covado a 500 rs. : na ra do Queimado, nos quatro
cantos, na segunda loja de fazendas 11. 22, dcfioute
do sobrado amareHo.
Vende-se la de todas as crese supe-
rior qualidade, para 3ordar, leques muito
linos e os mais modernos, luvas de pellica
Jpuvin, tanto para homem como para se-
nhora, lindas franjas brancas e de cores
ara cortinados, trancas de seda, 15a e de
Ba eseda de todas as crese larguras, ban-
dejas muitoainas, ricas cai\as de tartaru-
ga para rape. cliaruteiras.carteiraseVpor-
tamones, linha em carritel de 200 jardas
muito fina do verdadeiro fabricante Ale-
jandre, um complete sortimento de per-
fumarias, eoutros mijitos objectos de gos-
to por precos muito 1 azoaveis: na loja de
iniudezas n. 19, na ra da Cadeia do Re-
cife.
E
Rtcot pentes de larlaruga para atar cabellos a 18500
Ditos de alisar tambero de tartaruga :i-NHM
Ditos de marlim tambero para alisar 19400
Hilos trelos de verdadeiro bfalo para alar
cabellos 19-280
Luvas prelas de torcal com Dollas, fazenda
boa 800
Luvas de seda decores para homem e senhora 19000
Lindas meias dcsetla de cores para mancas I98OO
Meias pintadas fio da Escocia para crianca"s240e4O0
Kandeijas grandes e de pinturas linas :>9000 e eOOO
Papel almaeo arere e paulado, rosm
apel de peso paulado muito superior
cnas linitsimas bico dn lauca, groza
mullo boas, groza
Ii 11 i-ina- de marlim
le arniaeao tle aro tas com armadlo de tartaruga 18000
adores de Jacaranda coro bumespellio 3900r)
ias tle laia uitiilo superiores para padres 29000
Ricas henalas de caima coro lindos casles 29 e 39000
Chicotes finos para homem e. senhora a 1? e SfOOO
Meias prelas tle algodao para padres (00
(iravalas de seda de todas as cores 19000
Filas de velludo estrellas o de todas as coree,
a vara | (0
Atacadores de cornalina para casaca 400
Ricos reloginhos para cima tle mesa 90OO
Escovas finissimas para eabelo e roupa, n.ivalhas l-
nissimas para barba, meias pintadas e cruas de mui-
to boas qoalitlades, (raneas de teda de toda as co-
res e larguras e tle bonitos padroes, lilas flnissiroas
lavradas e de todas as larsnraa e core, bico liuissi-
mos de linho de bonitos padroes e de diversas lar-
guras, lesouras as mais finas qoe lie possivel enenn-
trar-sc e de todas as qualidades, riquissimas franjas
brancas e tle core com botla proprias para cor-
tinados; e alcm de ludo islo outras muitiasimas con-
sasque.a vista de Sua boas qualidades e o baralis-
simu|preeo porque se vendeni, mo he possivel haver
qnem deije de comprar na ra --I Queimado nos
qnelro cantos na bem condecida loja da fot fama
n. 3.
Vendem-se scllins com pertences pa-
tente inglez, e da melhor qualidade que
tem vindo a este mercado: no armazem
de Adamson Iowie&C., ra do Trapi-
che 11. 42.
tST CORTES TURCOS.
Vendem-se esles delicados cortes de cusa preta
com pintas carmezius t listeados, os mais lindos pos-
siveis pela sua noaridade de padroes, c s se vendem
lias lujat dos Sr. Campos & Lima, ra do Crespo ;
Manoel Jos Leile, ra do Queimado ; Narciso Ma-
ra Carneiro, ra da Cadeia, por preco muito em
conta.
BATATAS NOVAS.
J chegaram as batatas novas do Porto, e vendem-
se no armazem de Joa"o Martina de Barros, travessa
da Madre-de-Dos 11. 21.
A boa fama
Na ra do Queimado nos qualro cintos na he
conhecida loja de miudezas da boa fama n. 33 en-
contra-se sempre um completo scrlimento de miu-
dezas de todas as qualidades c de diversos gastos e
que ludo se vende por (So turulos precot que aos
proprios compradores causa admirac,ao :
Libra de linha de| novelo, brancas n. 50,
60, e 70 a ijioo
Libras de Molas, dilat n. 80, 100, 120 a 19280
Duzia de lesouras para costura a 9OOO
Duzia de lesouras finas para costura a 1S28U
I'ecat com 11 varas tic lita de seda lavrada I92OO
Macos com 40, 50, 60 e 70 peras de cordao
para vestido < 400
Pe^as com 10 varas de bico eslreilo 560
Duzia de dedaes para senhora 100
Caisinhas com agolhat frtnceza 160
Caixas com 6 novellos de linha tle marcar 280
Pulcciras encarnadas para meninas 240
Crozas de bolees para carniza 160
Pares de meias finas para senhora a 240,300 e 360
Meadas de linhas muito finas paraJiordar 160
Meadas de linhas de peso" 100
Crozas de botOes muito linos para cairas 280
Agulheiros linos com agulhas sorlidas 200
Hallados .iberios de linho lisos e bordados, a
vara a 120o
P0T1SSA E GAL liRGEI.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 15!, ha para vender muito superior
potaisa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de tisboa em pedra, tudo a
l-precos muito avoraveis, com os quaes i-
carac os compradores satisfeitot-
Yenda-s. uro terreno proprio, silo na ra 1ro-
panal, com 100 palmos de frente e 800 de fundo,
lodo Hierran* e prnmplo a ser edilicadtX inclusive
ama cisiona de lijlo e cal dentro do mesmo Ierre-
no : lrata-*e ua mesma roa, rasa n. 174, com Victo-
rino Francisco dos Santos.
Attencao ao novo sortimento de fazendas
baratissimas.
Novas chitas de cores seguras e alsumas de pa-
droes hoyos a 160, 180, 200, 220 e 240 o covado,
corles de chita de bonitos desenhos, padroes inteira-
menle novos, com 13 covadut por 39, riscados fran-
ceses linos a 240 e 260 o covado, cassas francezas de
cores, padrue bonitos e delicados a 600 rs. a vara,
nova melpomenes de quadros de cores a 640, 720
800 rs. o corado, hambnrgo fino, de boa qoalidade,
para Innces, ceroolas e toalhas a 99, 9600 e 109 a
peca de 20 varas, novo panno lino para lences.corn
mais da 2 varas de largura a 29240, chales da lia
grandftde corea com barra a 59500, ditos de cata-
mira linos e mnito booilot de cores com barra por
89, selim preo macan superior, proprio para vesti-
do e colleles, por preco qoe em ptrtieolar te dir,
chales de seda grande e pequeos, e outras mullas
fazendas, que a dinheiro villa se vendem por ba-
ralissimos precos : na ra da Cadeia do Recife, loja
o. 50, defronte da ra da Madre de Dos.
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quelite: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n; 48, de Rostron Uo-
oker #C.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 3$000 res : nos aimazens ns.
3,5 e 7, e no armzemdef rnte da porta da
aliandega, ou a tratar i;o escriptorio de
Nova es & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
I.ABVRINTHOS.
Lencos de cambraia de ilnho mallo linos, (oalhai
redondas e de pona, e mais objectos deste genero,
ludo de botn goslo ; vende-se barato : na ra da
Cruz p. 34, primeiro andar.
m POTASSA BRASILEIRA. g
$ Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
g* da-se aos senhores de engenhos os
f seus bons elfeitos ja' experimen-
f tados: na ra da Cru/.n. 20, ar- '
g raazem de L. Leconte Feron& I
O Companhia. I
#SsSds-0ss9S
Vende-te urna balanra romana com lodo os
seu perlcnces.em boro uto e de 2JXW libras : quem
pretender, dirija-se i ra da Crui, armazem n.'4.
Fazendas baratas.
Corles de casemira de pura Ua e bonilos padroes
a 59500 rs. o curte, alpaca de corrillo muilo fina a
500 rs. o i-ovario, dila muilo larga propria para mau-
lo a 610 o covado, corle rie brim pkrdo de poro li-
ulio a I96OO o curte, ditos cor de palha a I96OO o
corle, corles de casemira rie botn gosto a 29500 o cor-
le, sarja de Ua de duas largura propria para vesti-
do rie quem esl de lulo a 480 o covado. corles de
fustio de bonilos goslos a 720 e 1&400 o corle, brim
trancado de linho a 1* e a I92O, riscados proprios
para .aquetas e palitos a 280 o covado, cortes de eol-
letes ile gorgurao a 3*500 : na loja da rna do Cres-
po n. 6.
Rrins de vella : no armazem deN. O.
Rieber & C. ra da Cruz n. 4.
1\ Attencao ao seguinte.
f Cambraia franceza de cores de mnito hom gotlo a
) r. a vara, cortes_ dr cassa prelos de muito bom
'orle, dilot de cores com bous pa-
.para de seria rom qnariros a 7JU_<
^^^i lila yiuito tinos com 11 covado ea-
.BpjajPaVilu Coin gosto, a 19500, lencos de
ItB^lTalmas a ,\M cada um, ditos de cambraia
_ libo grandes, proprios para cabera a 560 cada
um, hales imperiaesa 800 rs., 19 e I9-200 : na loja
iilt rita iln fraan 41
Attencao.
Na ra do Crespo n. 16. loja da esquina que rolla
para a ra das Crozet, vendenwe a seguinte. fa-
zendas, recentemente (llegadas pelo ultimo navio,
por meao. preco qoe em oulra qualquer parle : lu-
vas de pellica d. Joovm verdadeira, branca e da
core., co leles de selim branco bordado do ultimo
Snnl- i"8 r^"0'^0". lo -e cnenrTr. prei.
iambjsm_l^d.dc-,tgngasdaIi^MHa vevdadeira, par-
1
tif/"1?' ba,8C' S.oro7XnndosPpr-
de mVhio bordado de Indas as core, e mais aisu-
mns fatentlas de goslo, qut >ra dispentavel rneu-
cinna-las.
Colada Baliia.
\ nnde-se Da roa do (atiplado, loja d ferrai;?n*
B. JO. m
SaldoAss
a bordo to pa lar lio Sania Cruz : a Iratar com Cae-
tao Cviiaco da C.M., ao lado do Carpo Santo
la loja das O
portas
r
i ;
do Livrtmento.
da avaria para differentes
tm frente
Madapole com I
precot, algodJotiBlw a pataca a peca' a don eran-
do, dez tuttoes, ctaeo Miacat, don mil rail e tres,
chitas pelas a cinco mil veis, e sale vintn, o fora-
do, cassa de or miada a cinco patecas.
Vendem-se pipete barris, grrafas ebotijl
sias, c cauoe de diveraaf lamanho, 1 braca L,
no, novo, de lialanca do Siuu
pesos de bronze, e mullos mais objectos proprios
pura taberna poner de au que tedrsmauchou: ven-
de-se tudo mullo btalo ^ nntTtr ,) ,
ra da Cruz n. 39.
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda, construccao vertical, e com
kidos os melhoramentos mai
feudo viudo no ultimo, 1 avio de Ham-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
21.
NA RA DO CRESPO
Loja n. 6
\ ondem-te pecat de esgui a I goda, moilo
boa faze;ula, pela prec> de.39500 a peca, rnetde
cambraia de barra, bonitos 1
zenda, pelo preco de 39000 o -orle, maulas para
grvala a 19200 cada unta.
Deposito de vutno de cham-
pagne Chateau-Av, primeira qua-
lidade, de propredade do c
de Martud, na da Cruz t
cife n. 20: este vii
de toda a Champa
a 65OOO rs. cada 1 ha-ie
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron di Con
R.As caixas sao r
goConde de Mai-cnil e os r-
tulos das garrafas sac
*
3
Vende-se na reOttj^^H ortas n. 7,
velas de carnauba pora, fsbrici
lo em porrau como a relalho.
LEONOR D'A
Vende-se o excell
gee histori-
al' Hreta-
;, na Hvraria
dencia.
co Leonor d'Amboise, 1
nlia, 2 volumespor l.<|
n. C e 8 da praca da 1
Vende-se cal em ped hegada no u I-
timo navio de Lisboa, e potassa americana
da mais nova : no nico deposito da ra
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Rasto \\
Companhia.
FiZEIDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadrea muilo fina e padrt
, cortes de Ua de quadroa e flores por pre$
rio : vende-se na ra do Crespo loja da esquina que
volla pira a ra da Cadeia.
240
120
600
120
160
500
120
80
80
100
50
60
70
50
40
FARINHA DE MANDIOCA DE SAN MATHEl'S
LAVADA.
O patacho nacional udaz Irouze urna porcSo de
farinha lavada, que %e vende a precos commodos,
trala-se no escriplorio da ra da Cruz 11.49 ou no
caes do Ramos no armazem do Sr. Pacheco.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro de tellins,
chegada recentemente da America.
Vendem-se lonas largas e estrellas, por preco
commodo : em casa de l'os Brothers, na ra da Ca-
deia do Recife n. 62.
Carleiras de marroquim para algibeira
Fivelas douradss para calcas e collele
Trancelins prelos de borracha para relogios
alOOe
Tinteirose areeiros de porcelana o par
Charuteiras entrefinas
Iluzias de lapis sem ser nvernisadot
Duzias tle torcidas para caudleiro n. 14
I'eiitcs linos de bfalo para alisar a 300 o
Pecas com 6 112 varas de fila branca de linho
Caixas com clcheles
Carriteis de linhas de 200jardas de boa qua-
lidado
Macinhos com 25, 30 e 0 grampas
Suspensorios, o par
da ra dn Crespo u. (i.
__ 1
Esguiao fie linho
e algodao,
miiiln superior, com II varas a peca, por .'loO0 r
VSuds-se na ra do Crespo, loja da esquina que v ol-
la para a rna da Cadeia.
A .31500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, at-
sim orno potassa da Kossia verdadsira : na praca do
t.orpo Santo n. 11.
Cteguem ao ba-
rato .! .
CaUas para rap imitando a tartaruga, pelo bara-
tissimo preco de l280 cada ama : na roa do Cres-
po n. 6.
AGENCIA
Da frundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento contina a ha-
*er um Completo sortimeno de moen-
das c meias moendas pejp engenho, ma-
chinas rlt* vann,. a toi^L An t..._* L_i?J.
chinas de vapor, e taix& de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Chales de merino' de cores, de mnito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar borlas e haita,
dccapim, nafundicade. W. Bowman : sarna
do Brum ns. 6, 8 c 10.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Red'iizido de 640 para 500 rs. a Kbra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, jurfto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. 0. Bieber ii Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
CAL DE LISBOA A 45000. .
>ei dem-se barris com cal virgem de Lisboa, para
Techa! contas, pelo dimintJlo preco de 49000 o bar-
ril : na ra da Cadeja do Recife, loja n. 50, defron-
te da roa da Madre de Dos.
Vende-se eicellente laboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na mi de Apollo,
trapiche rio Ferreira. a entender-sc com oadminis
ador do mesmo.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro^ndar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, viosfio e flauta, como
sojam, quaarilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, inodinlias, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para tender superior relroi de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueira linhas de roriz e de nume-
ro, e fio porrete, ludo cliegadtJfcelo ultimo navio vin-
do do Porlo, e jautamente vinho superior, feiloria
em pequeos barris de dcimo.
Rsoado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-te na roa do Cretpo, loia da esquina qoe
volU liara a cadeia.
Vende-se ac em cunhelts de um quintal, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
monl \ Companhia, praca do Corpo Santo n. 11.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, ven*
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pelo brgoezVt-
peranra.
CASEIIRA PRETA A 101
\ endem-se na rna do Cfajao, Iota da esquina qne
vella para a ra da Cadeia. i
Ven
de 5
se
Farello era i
arrobas a 5^000.
Farinha de m
em saccas a *ig&00.
Tijollos ce marmore a
520.
Vinho Bordeaux eir
garrafoes a IS^OOO.
IN o armazem de Tasso
Ir ma os.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de fen
Bowmann na ra do Brum, passau-
do o chafariz continua haver um
comnleto sortimento de taixas de ferio
fundido u batido de 5 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-e em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se era casa de S. P. Joiins-
ton Si C, na ra de Serna la Nova u. 42.
Sellins iuglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de can-o e de montara.
Candieirose casticaes bromeados.
Lonas inglezat.
Fio dt; sapateiro.
Vaquetas de lustre para c/arro.
Barris degraxa n. 97.
Vinho Clierry em barris.
Camas de ferro.
BSCRAVQ* FPOlDOSr
Kugio no sabbado 6 de oulobroa preta Barian-
na Rengela, escrava de Francisco do Frailas Gam-
boa e sua inulher, levan vestido escure desbatado e
um labuluiro com roleles, tem os tledo grandetdos
pus torios para dentro: intilula-te forra, porque Ihe
concedemos essa gra^a por morle da nos ambos :
pessoa conhecida diz que vira o prelo forro Joaquim
caiador e vendedor de miudezas, sednzi-la no mes-
mo sabbado noite na escaria do Sr. Jos Claudino
Leile na la do Rosario, a dila escrava Marianos,
para que nilo fosse para casa d i sua senhora ; esse
prelo Joaquim foi escrevo do Si. Thomaz de Aquinn
ton-eci: presurae-sa que a leona ocultado, visto
que ja de outra fgida, peta qnal esteva na cadeia,
foi interceder por ella. Suppoe-seque ambos sahiraiu
a vender miudeza para o mato. O abaizo essignado
rosa a lorias ai autoridades, capilSet de campe cas
pessoas sua conhecida a apprehensao da dita sera-
Va, que se reaponsabelisa pelas despera.
Franciico de Freilas Gambo.
1 OO$OO0 de gratificado.
Desappareceo no dia 17 de agosto prximo passa-
do, pelan 7 hora da noile, a preta I.oureoca, de na-
(3o Angola, de idade 35 a 40Hnnos, pouco mait ou
menos, com os tignaes seguinle : um dedo da mo
direila inchado, magra, lem marcas brancas nas duas
peruas; levos camisa de algodozinho, vestido de
chita tusa, panno fino, c mais nm* trooxa de roupa:
roga-tea todas at tuloridades policiaes ou capilaes
de campo que a apprehendam e leven a seu senhor
JoSo Leile de Azevedo. na praca do Corpo Santo n.
17, que receber a gratificarse cima.
Desappareceo da ra do Queimado |o.p3, nm
escraVo de uome Paulo, com ot signaes seguinle :
alio, grostn do corpo, com marcas de biigas, com
um lalho em urna da fontes.ffelivamenle vive Bas-
cando fumo; o dito escrava fi comprado ao Sr.
Francisco Antonio t'.aiao esa 25 de abril de 153, -
dizia ser de um seu lilrw do enaenl.o Pdco Cnn.prie
do ; levou camina de madapolao e caifa da cor. e
chapeo, o qual eteravo he bailan le ladino e j be v*>
Mo : portanlo roga-te as autoridades policiaes oea-
pilfles do campo qae o apprehendam. qoeiram fa-
/.er o ob-cquio de levar a dila ra, que sera* beeu
recompensados.
PEBN TYP. DE M. F. DB FaRIA 1855
1
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r
>s

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