Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00539


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Full Text
anuo mi. n. 234.
Por S mese* adiantrntira 4,000.
Por 3 meaos vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 10 DE OUTUBRO OE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte lYanco para o smbacriptoi.
DIARIO DE PERNAMBUCO
r^e\KRE3ADOS DA SUBSCRIPTO'.
ecife, VproprieU'rio 11. F. de Farla ; Rio de Ja-
learon Sr.JoSo Pereira Msrtins; Bihm, o Sr. O-
l-uprad ; Maneto, o Seuhor Ciaudmo Fareeo Das ;
araltiba a Seabor Getwto Vielor da Nativi-
tde ; NaUl, o Sr.Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
reeaty, oSr. Antonio deLeioosBraga;Cear,oSr.
luim Jos deOliveira; Maranhao o Sr. Joa-
m Marque i Rodrigue tPauhy, o Sr. Domingo
cula*o Ac liles Pessoa Carenr.e ; Par, oSr. Jus-
. 'Ramn; Araaxot aa,o Sr. Jerouymo da Cofia.
CAMBIOS.
Sobre'Londres, a 21 3/4.
l'aris, 350 re. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Accies do banco 30 0/0 de premio.
da eompanhia de Bcberiba ao par.
da eompanhia de seguros ao par.
Diseonto de lettras de 7 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro. Onca heapanholas- '. .
atoadas de 69400 velhas.
de 69400 aovas.
de4000. .
Traa.-Paucoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
Nn
PARTIDA DOS CORREIOS.
299000 Orinda, todos os das
169000 Caruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15
16000 Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 e 38
99000 Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras
19940 Victoria e Natal, as quinlas-feiras
1940 PREAHAR DE itOJE.
19860 Primeira s 3 horas a 42 minutos da tarde
Segunda s 4 horas e 6 minutos da manbaa
AUDIENCIAS.
Tribunal do Comraercio, quarias e sabbados
Relaco, lercas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do cornmercio, segundas as 10 horas e as'
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
Ia varado civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPHEMERIDES.
Outubro 2 Quarto minguante as 9 boras 24 mi-
nutos e 44 segundos da tarde.
11 La nova a 1. hora, 3 minutos e
47 segundos da manha.
18 Quartoerescente a 1 hora, 17 mi-
nutos e 49 segundos da tarde.
25 La cheia as 5 horas, 6 minutos e
49 segundos da manhaa.
MAS DA SEMANA.
8 Segunda. S. Brgida princeza viu. ; S.Simeao
9 Terca. Dvonisio b. m.; S. Abraham palaiarca.
10 Quarta.S. Francisco de Borja ; S. Enlampio
11 Quinta. S. Nitaeio b. m.; S. Samatra m.
12 Sexta. Ss. Priseianu e Domnina m.
13 Sabbado. Se. Daniel e Hugulino f. m.
14 Domingo. *Q. S. Caliste p.' m.; 'S. Fortu-
nata v. ; S. Daciano b. -, S- Bocbardo.
=
___PiJiTE tmciiL
o ha taevuRUA.
toaili catabro.
llar da fliesouraria de hienda,
uleirando-o de 1 er n bacharel Manoel de Albu-
jarticipado qae no da 1. de se-
suniira o exercicio da vara nin-
icipal d lo Brujo.Igual cnmruuuicae.ao te
re presidente da relacao.
amo, declarando que os vencimenlos
le 5. e 6. iMtolhes da gurda nacional
ivero er pngos de cuurormidade coro o
lisposlo n da reparlicao da juslica de 7 de
113, visto qoe mea coros preslani-se
laruirAo e s grandes paradas quandu
ae fin sao cliaraado^eeCommuoicou-se ao
sspeclivo coramaudaule superior.
I do cousolho admioislrativo,
iara promover a compra das-fazetidas e mais ob-
la retaceo que remelle, os quaes
lo sWin mos ao arsenal de guerra, para fnruocer
eoto alguns dos coros aqui exis-
utoe. Fizeraen aa as neceasarias corouiunica-
itoAo chata de polica, diiendo que a Ihesou-
m ordos para pagar, estando nos
a qaaulia de 769080 rs. que, segundo
en elleu, foi despendida com o
A I preso potree da eadeia do Cabo, nos
Vjg Mi selecibro deste auno.
uaiiipal do termo de, Olimla, -di-
,i copii que remelle do parecer do
la da retaceo, responde ao ollicio
*} que dever ou nao aquelle
\
\
lio exercef o lagar ile contador.
la lliesouraria provincial pa>
vista da ped lo que remelle, mande adiau-
lagtdor da n>perlr,au das obras
8849000rs. para couli iua-
das ubcis por adaoiaislrac.ao a cargo d'aquella
istioiceu-se ao respectivo direc-
tor.
no, para que eolendeiulo-sc com o
ea, trate de regular o paga-
I lenta vedo que seja tempre ffec-
. ias de sabuado.
6
i Vo Es.ni. csromundaute superior da guar-
na. do municipio do Recife, coiniuuuicando
' dicretu de 21 de selenibro ullimo, se con-
cedi Joio Piulo da lemos
e leeenle-coronel commandante
rtilliaria da raesma gaardn iia-
Ai- Exm. director geral interino Ja im.lruc-
lUtiicando que leudo ein visla a
la ncerca do requeriiueuloeii) que
larra Cavaleanli pede que a gra-
.ein di reito por se adiar regendu pro-
i cadeira de imlruccAu primaria da
renco da Malta, seja guiada pelo
lecido p.ra os profesores callic-
i fubstiiutos de cadeiras que es-
em dito requerimeulo u iles-
\' visla da iiiforma^ao nao pode
|aer.o supplicanle, devendo porcm
a equivalente 3/4 dos venci-
o respectivo professur.
^^B fez lliesouraria provin-
E\ui. Kircclial commandaote dat ar-
i a expedicSo do suaa ordens
, alini de que destaqum para a ilha do Pina 15 pra-
1 jas de prel, as quaes devem estar all diepusi?a do
provedor ila saudc.nleiroii-se a este.
lo, declarando ha ver expedido as
la a para qoe o agente da
ibiii da paquetes da vapor de paasagem para
i vapor que se espera do norte ao alteres
',no lavar, mas laiubem para que o ins-
piar do i.rseual de manaba faca transporta': o re-
[ido alteres e sua bagagm para bordo do m"ucio-
ito vapor. Eipfdiram-se as ordens de que se
ala.
^Wo.' o meamo, recomroenilamlo a expedirao de
Dilo^Ao inspector da thesouraria provincial.
(ransmillindo para o liui conveniente, a relarao das
despeuu (eilan com o expediente e asseio da repar-
tirjlo das obras publicas.
UiloAo iiiesmo, para mandar entregar ao E\m.
tlicoureiru da adminislracao dos estabelrcimenlos
de caridade, por conla da quola volada na lei do or-
namento vieeote para a obra do hospital Pedro II,
a quaolia de 2:00tt000 rs. para couliuua^ao d'a-
quella obra.Parliclpou-se ao mencionado (hesou-
reiro.
DitoAo provedor da saude, dizendo Ticar inlei-
rado de haver Smc. nomeado a Antonio Pereira Re-
g para uro dos lugares de guarda extraordiuario
d'aquella reparticito, por ter sido despedido Manuel
Morena de Meudon^a.Communicou-se thesou-
raria de fazebdu.
Uito^Ao commandante do corpo de polica, au-
tonsaiidn-o a dar baila do servico aos soldados d'a-
uelle corpo, Antonio Joaquim da Aiinunciaru e
ralieisco Borges Alvea I'eilosa, visto seren de na
conduelo..
DitoAo Ihesoureiro das loteras da provincia,
ioleirando-o, de baver approvadu o novo plano que
Smc. remellen para a extraccao das mesillas loteras
e enviando urna copra ds> mencionado plauo aliin
do que leoha a devida execurflo.Igual copia re-
mtteu-se a lliesouraria provincial.
PorlariaDesonerando, de conformdade com a
proposta do chele de polica, a Braz Cameiro Lelo,
do cargo de subdelegado do primeiro districlo da vil-
la do Cabo, e nomeando para o roesmo tugara Joa-
quim Marques da Costa Soaies.Cominutiicoii-se ao
referido chefe.
DitaMandando, admittir ao servido do exercilo
como volnlario por lempo de seis anuos, o paisano
Constantino Jos remandes, que perceber alem dos
venriuienlos que por le lhe cumpetlrem, o premio
de IIOCWKKl rs. Fizeram-se as necessarius com-
mnnicaces.
DilaAo agente da eompanhia das barcas de va-
for, rccommendaudo que faca transportar para a
arahiha no v a por procedente Jo sul, 3 caixes que
serAo euviados para bardo do meajno vapor pelo ma-
reclial comniandanie das armas.Communicou-se
este, e olliciou-se ao iospector do arseutt de nn-
rinha, para mandar postar urna laucha junto ao
arsenal de guerra, afim de transportar para bordo
do vapor os ineuccionados caixoes.
2. Secrao.Rio de Janeiro. Ministerio dos nego-
cios do imperio ein 25 de setembro de 1855.Illm.
e Exm. Sr. Tendo sido approvada a despeza de du-
zenlos e quafenta mil reis, que V. Exc mandn fa-
zer para impresso de tres mil exemplares de ora t-
ldelo, conlendo prescripcijes relativas ao cbolen
mnrbus, segundo participa o inspector da lliesouraria
de fazeuda dessa provincia em ollicio n. 19, de 12 do
correte mez : Assun o cmmunico a V. Exe. para
sus iulelligencia
Dos guarde a V.Exni.Luiz l'edreira do Coa-
la h'erraz.Sr. presidente da provincia.de Pernam-
buco.
. Secr.lo.Rio de Janeiro. Ministerio do ne-
gocios do imperio em 28 de setembro de '.K.V>.Illm.
e Exm. Sr. Tendo sido approvada a deliberaran lo-
mada por V. Exc, e que be participada em ollicio
do inspector da lliesouraria de fazenda dessa pro-
vincia ii. 15, de 3 ilo mez lindo, do aulorisar. a con-
liouacio no crreme exercicio das despeas com a
obra ilo maladouro publico que se est conslruiudo
na Cabanga: Assim o cmmunico a V. Exc. para sua
inlelligencia.
Dos guarde a V. Exc.Luiz l'edreira do Con-
t "'erra:.Sr. presdanle da provincia de Per-
uambuco.
de 5 deste mez ; nin conlem nenhuma noticia inte-
rassanle.
O Michoacan esta' tranquillo ; os revolucionarios
estilo a qualro leguas distantes de Vera Cruz. To-
das as communicaees eslo interrumpidas desde o
dia 6 entre esta cidade e Jalapa. O comboy, vindo
do Mxico, leve de parar ua Ponte Nacional ;os 800
horneas de tropa, que o eacoltavam, fortiflearam-se
nesle ponto para dar batalha aos insurgidos.
As gatettas de Ven> Cruz menuinnam muilas van-
lagens que as tropas do jroverno conseguirn! sobre
os rebelda; dizem qne Comonforl foi balido pelo
general Mrquez em Tamazula; qne o general Ga-
lludo destruio ama divisao de rebeldes junto Je '.Mo-
rda, finalmente qoe o exercilo do dictador se cobre
de gloria, e colhe louros ero todos os campos de ba-
talha.
Todas estas noticias sao tiradas dos peridicos of-
ficiaes e precisara de confirmaran.
Un violento Turado deslruio o porto de Tampi-
coe den a morte a mulls pessoas.
Do Mxico septentrional recebemos noticias intei-
ramente contrarias ; os federalistas ipoderaram-se
de Car mago; 300 homens de tropas d j goveroo, qoe
ah estayam de guarnicao a* ordeus do coronel Sar-
riago, reliraram e sem queimar escorva. O general
Woll, que eommanda Matamoros, tomou todas as
suas medidas para sustentar um cerco em regra. Ti*
nba recebido reforros de Tampico, fez arrasar os ar-
rabaldes da cidade e queimar as maltas prximas da
cidade. Um grande numero de habitantes deixaram
a cidade para se dirigir a Brownsvil le. NSo se ere
que Matamoros possa resistir mais de 3 dias contra
os rebeldes.
Joan II. (jarza, nomeado governador pelos rebel-
des, convocou nma legislatura revolucionaria em
Victoria.
Os rebeldes as ordens do general Vidauri, derro-
ta rain as tropas do governo, commandadas peloa ge-
neraos Cruz e tiuitian.
A batalha leve lugar em Satillo. O ataque de la
Plaza comecou a 22 e durou a rmiior parte da noite
al 23.
As tropas do governo eram fortes de 1,200 homens
e iinliain comsigo cinco pecas de'artilharia.
O* rebeldes perdern 38 homens, entretanto qne
as dnas Ierras partes das tropas do governo foram
moras, feridas ou prisioneras.
Os restos do exercilo do goveroo retiron-se para
San Luiz do Potozi; mas perseguidos por seus iui-
migos, liveram de abandonar numerosas munieoes
e 60,000 dollars em especie.
Depois da batalha, o general Vidauri publicoa
ama proclamarlo na qual lembra aos seus soldados
as viclorsas passadas e a facilidade com que se apo-
deraran) das cidades naturalmente fortes de Santillo
e Monterey ; o Dos das batalhas esta' com elles;
coiitinuem que recoiiquislarAo a liberdade perdida.
Nosso correspondente de Browusville acrescenta,
com data de 8, que o general Vidauri achava-se a
4 em Cadereyla, cerca de 30 militas de Monterey.
Elle devia operar sua juuecao com daza que. a fren-
te de 800 homens, oceupa a liuha uo Rio I irn Je ;
depois marcharao junios para Matamoros com 3,000
homens e nuze pecas de artilharia, a qual he com-
mandada por um ex-oflicial dos Estados-Unido..
(Journal dei Debate.)
IITERIOR.
i.
inspeccionado de saude
ago Ramos.
ajenie d*|-tacao,
^^Biji deliceaea
icipal e ite orplilaa do
no, hachare!' Theodoro Ma-
i da Silva.Igual cominuui-
^ rajaj^^H > dias de -ticenca concedida
] ao juiz di H^KeapiUI, bacharel Abilio Jo-
I olliciou-se respellu a Ihe-
^LBBBBBBBBBBBaBBBBBBB! WL
inleiraiido-o de haver o hacha-
co Duarta participado, qu; nesla
cicio da vara de juiz de orphaos
esleie (o aa qualidade de :i.- soppleule.
ibesooraria de fiizeuda,
advenientes exames copia da
ivo'paraforneeimnnlo do
arsenal de gueri i do 1.* do eorrenle.
iuteiraudo-o de liaver o Exm.
' S'. luieinlro da joalfca declarado em aviso de 28 de
rtelembcu el tinta, que solicitara do ministerio da fa-
zenda a -xped 5o da uacessaria ordem, afim de que
as/ no iheso iro nacional ae pagou ao desembargador da
desla provincia Jeronymo Marliniauo Mi-
li". Mello, ordenado qoe como tal lhe eom-
^^aete, a i:onlar do encarramenlo da sesso do corpo
qoe ha membro ate o ultimo deste
,aei. '
HiloAo ehafe de polica, communicando que
IraiKanittira thesiurana provincial para serem pa-
jir gas, esti.aule nos termos legaes. as contas que S. S.
remellen ss de]>ezas fastas cora o curativo dos
presos pobres da eadeia da Paasagem do Joaseiro nos
mezes la marro deaambro do anno prximo pas-
, eado.
Dito-Ao cuinmnadante da eslscao naval, recom-
a a xptdicao de suas ordens, para ser
Irausporlado para lis Alagoas no' primeiro navio d'a-
ipjella tai;ao qoa seguir para alli.o seulenciado An-
iiuio Pies Brrelo, que ser entregue pelo chefe
a qun S. S. a mandar receber para em-
burcar.-Coininuu cuu-se ao sapradilo cliefe.
HiloAo juiz relator da jauta Ja justics, trans-
mitid), pera te: relatad em sessao da mesma
esos verbaea do capllio Domingos de
Lima Vetga, a do soldado Dionisio Pereira da Silva,
* ambos Jo U.-balabiSo da iafantaria.Parlicipou-se
aa ssaMatjajl cssm aadaote das armas.
COMMANDO DAS ARMAS
Qaartel-ajeaeral 4o coamilo tm\ aran
Pernambuco na cidade do Recife, OSA 9
mtabre 4e 1S55.
ORDEM DO DIA N. 1>.
. O marechal de campo commandaote das armas
faz cerlo para conlieciinento da guarnirao e devido
efleilo, que o governo de S. M. o Imperador houve
por bem uomear o EajjtX. Sr. marechal de campo An-
tonio Correa Senra, inspector do quarto districlo mi-
litar, segando constou do ministerio dos negocios da
guerra de 17 de setembro ullimo, que por copia lhe
foi Iransmiitido pela presidencia desla provincia,com
ollicio datado de hoiilem.
Outrosim declara o mesmo marechal de campo
conimaitilaole das armas, que a referida presidencia
em ollicio da 8 do eorrenle se servio commonicar,
que em porlaria de 22 de agosto deste armo nomeara
para o cargo de subdelegado de (jolaoninha, o Sr.
alteres do uono halalbao de infaiilaria, Manoel de
Azevedo do Nascimenlo, que nessa mesma qualida-
de ae aehava em Timbauba e Mocos.
Assiguado. Jote Joaquim Coelho. .
Conforme. Candido Leal Ferrera, ajudaute de
ordens eucarregadododelalhe.
EXTERIOR.
Pelo vapor Balite tivenm noticias de New-York
com dala de 22 de agosto.
L-se no Neto-York Herald :
a febre amaiella continua sem lerriveis estragos
na Virginia; em Norfolk e em Portsmoulh, a epide-
mia tem felto novos progressos, e as classes indigen-
tes e laboriosas das- cidades infestadas eslo expostas
as mais crueis privacet; mo podem logir do foco
pestilencial, e os habitantes do campo ao ou.am
aventurar-se a levar seus productos aos mercados ;
alem dalo todas a< liansacroes eslo iuterrompidas.
Esle penivel estado de cousas tem despertado sym-
palhia. universaes; ja em nossa cidade,em Phitadel-
phia e em outras parles, lem-se organisado commis-
sAes de soccorros, e lein-aje r-acebido somnias consi-
deraveis, qne tem sido remelliJas para serum dis-
tribuidas com os necessitados.
A coQvencao dos direitos das mirlheres reunio-se
novamenle nesles ultimo* dias em Saraloga ; silo os
mesmos espiritos fortes, que tem paraphraseado os
discursos pronunciados as reunioes precedentes.
Pelo Crescent Cily recebemos correspondencias e
nossas gazetas de Havana de 9 deste mez; ambas sao
despidas de interesse.
X Gacela publica tambera o decreto real de 11
de inaio, determinando a creaco de ama legiao de
2,000 homens de cor.
As ultimas gazettas que recebemos do Mxico sao
FOLHETIal.
I laaBa^*aftWI I
RO POSTHUMO- *
afar ICaatBBO Da Caaa|).
RIO SE JANEIRO.
CHARA DOS SRS. OEPUTADOS.
Sessao' do da 18 ate agosto de 1855.
m-se e approvam-se as actas dos dias lli e 17.
. I. secretario d conla do segaiule expe-
to: .
ollicio do Sr. rpinislro do imperio, enviando
ni ollicio do presidente da provincia do Mara-
Io, a peliro da assembla legislativa da mesma
rovincia, pedndo: 1., que aos alumnos approva-
em todas as materias do lyceu da respectiva ca-
ital seja permiltido matricalarem-se as Academias
e ['"acuidades do imperio independenle de novos
exames ; 2., que seja concedido ao asylo de Sania
Tliereza, alli creado, para educaran de meninas
orphaas e desvalidas, urna subven;Ao igual a que
he dada ao eslabelecimento das educaodasdo Pan ;
3. ilnalmente, que as apolices da divida publica
da 'dita provincia, emitlidas para occorrer s des-
pezas com o canal do Arapapahv e outros melhora-
mentos materiaes, lenhamos mesmos privilegios con-
cedidos pelas leis de 21 da oolubro da 1813, e 28
de outubro de 1848, s apolices das dividas con-
Irahidas pelas provincias do Rio de Janeiro e Minas
Geraes.A' commiasao de assemblas proviociaes
Do mesmo Sr. ministro, dando as informaces
por esla cmara solicitadas acerca do requerimen-
to de Manoel Jos Rodrigues.A quera fez a re-
quisico.
Do Sr. I. secretario do senado, communicando
que S. M. I. cnsente em varias resolhcOes.Fica a
cmara inleirada.
Do mesmo, cobrindo o projecte de incompatibi-
lidades.Vai a imprimir pura entrar na ordem dos
Irabalhos.
O Sr. Ferrera de Aguiar (pela ordem):Sr.
presidente, palo regiment da casa as propoaiedes do
seuado tem aqu apenas duas discusses ; por con-
seguinte creio que este projeclo tem de ir a imprimir
para entrar em 2. discusafio. Entretanto, conlendo
elle materia 13o grave, e dispesicoes de tanto alcan-
ce, me parece que seria conveniente ouvir-se a seu
respailo ama commissao da casa, tanta mais quanlo
nao foi elle iniciado aqui. Acho que seria pruden-
te e acertado que a cmara antes de disculi-lo o
maudasse a urna de suas commisioes, afim de que
prepare o trabalbo e emita o seu parecer, para en-
I jo, firmados neste, delibrennos com mais conheci-
raenlo de cansa. Apoiados.i
O Sr. Hornee Mbeiro :He preciso pd-Io de qoa-
renlenu. (Risadas.)
O Sr. Ferrera de Aguiar :Neslas circomstan-
cias tenho de mandar mesa um' requerimeu-
lo para que o projeclo v commissao de cons-
tiluicSo e poderes para o I i m que acabo de io-
diear.
Creio mesmo que procedendo desla maueira pro-
curo adianlar a discussao, porque se por ventura o
projeclo for agora a imprimir, e depois apparecer
algn) requerimeulo no sentido do que acabo de in-
dicar, haver maior delonga. Portaulo enlendo que
antes mesmo de ser impresso, o projeclo deve ir a
commissao para que, quaudo esta der o seu parecer,
sejam ambos impressos e submeltidos discussao da
casa.
lint ve em Franca Urna revolurao que abalou-a
re ai' alicerces, de sorle que ella nao recobrar
' brevemente o equilibrio. Os ministros pozeram bi-
os, corlaran) as snicas, lomarim oculos
fi>, e fugiraia corajosamente sem olhar para
diseni : llera feilo Uutros eiclamam :
horrivel .' En'nada digo, porque apoltica
nporla-me. U cerlo lie que ninguem espera va
qne lodos foram perturbados em seu co-
1 amigc, alto fanecionario no norle dn
tontamente destituido. Atacado de
-a ruina dos estorbos de leda a sua
^HHpairo, e recorren a niiin, pelo
lnfelizmenln ea nio eslava
e acltava-mo entao em um
i ceaj, que lodos os mancebos tem
que alias crem aiui cornmuns nes-
ternres pnicos. Dirbji-me iinmediala-
menlr iwi nog'icia'nle. que minlia mai lalvra re
, empreslaudo-lhe una aomma im-
el elle devia-me ain la, poii en a dei-
, posto que podeaaa diside muilo
a. Eipuz-lhe o meu aparto, e dis-
se-lhe que neceisitava de mil e quiuhenlcs francos,
i-i "timo, qur como pagamento pur-
iSan-mequa meu |>ddo era justo,
ira impunlia-
me dlrsoeeorrer a um amigo dessracado ; mas ao
mean:o lampo d< sculpou-se com as novas difliculda-
des, ranr. Hlenle. Saiii sem ilizer ama
i intimo da alma e furioso, poissa-
nente tazar-me o servico que
el exigir logo a simraa iileira, qu
usa !>eualsou-me mais do qoe posto di-
zar : lancia da ogralida revol oo-me to-
/dos eviastinclon ; chorei de dr e ile raivu. Mea no-
Uii. foi eaasaltar. admoostou-nie e disse-
aanollra lodos os negocios ;
meiM^^^^HIo est como fra de si. flanea sen-
\'de Mario n. 231.

O Sr. Presidente:Parece-me que sepodedis-i
pensar o requerimenlo por escrpto que acaba de
indicar o oobre deputado, porquanto o urt. lili do
remenlo permitle que qualquer membro possa lem-
brar oulro deslino difieren le daquelle qoe a mesa
der ao expediente, dispondo qoe nesle caso se con-
sulte a casa, e se siga o que decidir a votacao.
Apoiados.'i
O Sr. Ferreira de Aguiar :Bem, salisfaco-me
com isso.
O Sr. Paula Candido (primairo secretario):
Comquanto ache muilu razoavel o requerimenlo do
nobre deputado, como costuma ser todo quanlo elle
prope, todavia lambem enlendo que esle seu re-
querimenlo nao deve prejudicar a que a mesa man-
de ja imprimir o projecto vindo do senado. A gra-
vidade da materia, a solemnidade dos debales que
lera de versar sobre ella, exigein que cada repre-
sentante da naci teirha o projeclo impresso para
medilar convenientemente acerca de suas disposi-
re-. ApoiaJos.'
O Sr. Ferreira de Aguiar :Ja corre impresso,
eu o tenho, e todos o tem.
Algn Senhore:Eu nio, eu nao.
O Sr. Dulra-Rocha :Nao pode deixar de ser
impresso.
Consaltada a cmara a eslerespeito, decide-se qoe
va o projeclo a commissao de constituidlo, sem pre-
joizo da impressao.
O Sr. Ferreira Franca: Nos da opposieao
liberal votamos contra a idea de ir commissao.
O Sr. Ferraz:Eu volei a favor.
O Sr. Gome Ribeiro :E eu lambem.
OSr. I'aranagua :Est de quareutena. Risa-
dea.)
O Sr. Jacintho de Sfendonr.a :Sr. presidente.
esla na ordem do dia um requerimente sobre o qual
tenho de fallar ; pedia a V. Exc. qoe o desee em
primeiro lugar para a discussao, quando nao pedi-
rei at moa urgencia.
O Sr. Prndenle:Salisfarei ao nobre depu-
tado.
Continna a leitura do expediente.
Ollicio do Sr. Chrisliano Benedicto Ulloni. com-
municando que o Sr. Tlieophilo Ottoni, convidado
lomar assenlo nesla cmara, nao se acha na corte,
mas que est a chegar.A' commissao de constitu-
c.3o e poderes.
Do Sr. deputado Jo-e Ascenso da Costa Ferreira
communicando que nao pode comparecer por esses
dias s sessoes desta cmara por haver fallecido sua
mai.Mandou-se desenojar.
Do Sr. deputado Domingos Jos Nogueira Jagua-
ribe, communicando que haveodo chegado a esta
corte no dia 9 do eorrenle, e nao lhe tendo sido po<-
sivel vir tomar assenlo nesla cmara, por haver sido
cnnduzido, por ordem do governo, para a illia de
Marica, e dalli para o lazareto 4a Jurujuba,' pede
por issoalguma providencia a esta cmara para po-
der vir tomar assnlo.Vai com urgencia i com-
missao de constituirn e poderes.
Sao jalgados objeclos de deliberarlo e vao a im-
primir para entrar na ordem dos Irabalhos os segra-
les projeclo* :
Asociedade dos artfices da provincia da Babia,
cujo lira he o soccorro aos seus respectivos socios quan-
do caliem na indigeucia, e em diversas oulras cir-
cumslanciasda vida,obtevedaassembla provincial da
mesma provincia a concessao de loteras, e ora pre-
tende a senrAo dos impo'tos geraes qoe sobre as lo-
teras se cobram. A commissao de fazenda alten-
lando para o fim e ulilidade de tal sociedade, a visla
do a I testado do presidente da respectiva provucia,
he de parecer que se delira a mesma sociedade com
a udopcao do eguute projeclo.
a A assembla geral legislativa
Arl. 1. As loteras coucedidas
legislativa da provincia da Baha
artfices d:i mesma provincia fie
quaesquer impostos geraes, excepto
contrario.
- a Paco da cmara dos deputad
de 1855.Silva Ferraz.D. de
A commissao demarinha^
os reqnrrimentos de diversos TrargiOes do corpo de
saede da armada imperial, pedindo qoe se Ibes Tara
extensiva a instituirn do monle-pio de que gozam
os demais ofiiciaes. '
a A informacao do chefe de esquadra encarrtga-
do do quartel general da maruha, e do desembar-
gador procurador da corda e soberauia nacional,
abonara a juslica dos requerentes.
Nao Mies podendo deferir o governo por care-
cer a reclamarlo de medida legislativa, rempllea
os requerimentos lodos para a cmara dos deputados.
{< Nos rea lorio* pa.sados fez anda o tcspe.livo
ministro da marmita alguraas onsdera{oes apoian-
d a preleucao dos mencionados cirargioes.
a Considerando a cornmssiu que ludas as raides
militara em favor dos requerentes, nao hesita em
propi consideraran da cmara o aegunte pro-
jecto de lei.
a A assembla geral legislativa resol ve :
'a Arl. 1. Os cirurgioes o corpo de saude da ar-
mada imperial tem direito a seren comprehendidos
como os demais ofiiciaes no monte-pio da mariuha,
fazendo-se extensivo s suas familias os mesmos di-
reitos que foram concedidos a estes.
Arl. 2. Os referidos cirurgioes deverflo contri-
buir para o dito monle-pio da marraba, desde as
pocas de suas admisses ao respectivo corpo de sau-
de creado pelo decreto n. 783 de 21 de abril de
1851.
Art. 3. Os cirurgides queja tiverem preenclii-
do 25 anuos de servico, ou que nao quizerem ser
compreheudidos por Ibes fallar piuco lempo para o
complemento de 25 anuos exigidos, nao .-enio con-
templados no monte po egozarao dasdisposirc* an-
teriormente estabelecidas.
Art. 4. Ficam revogadas as disposrOes em con-
traro.
a Pato da cmara, em 29 de maio de 1855.Pe-
reira daSilca. A. C. Sera.
Manoel Jos Teixelra Barbosa, lilbo, sobrinho,
e herdeiro de Jos e JoAo leixeira Barbosa, tendo
requerido a esla cmara o pagamento de 150:732?50
de que lhe he devedora a fazenda nacional, segundo
eousla dos autos origoaes qoe jontoa ao seu reque-
rimenlo, e nao havendo sido allendido porque foi
rejeitada ama resolucao (n. 128 de 1853) qne a com-
missao de orrariienlo oflerecra em agosto de 1853
mandando realisar aquelle pagamento, requereu de
novo este anno a esla cmara fazendo ver que tal
pagamento nao lhe pode ser negado.
A commissao de orcamenlo, reconhecendo
achar-se verificada a respoosabilidade da fazenda
publica, e a sobeja razao com que o peticionario re-
quer tal pagamento, pois he fora de toda a duvida
que as soturnas que (peticionario reclama eram pro-
priedade de seu pai e lie, foram tiradas do engenho
destes ua poca da guerra da independencia na Ba-
ha pelo general qoe commaodava o exercilo bra-
sileiro, e por este e pelo governo braslero empre-
gadas na maior parle das despezas daquella guerra ;
e allendendo a quanlo elle allega, e s razes da-
das pela commissao de ornamento no .-eu parecer
n. 128 de 1853), julga que se deve deferir a preleii-
ro dn referido Manuel Jos Texeira Barbosa, e por
isso olferece a seguinle resolucio, qoe he a mesma
oll'ereci la em 1853 :
y. A assembla geral legislativa resolve
" Artigo, nico. O governo tica autorisado a pa-
gar a Manoel Jos Teixelra Barbosa a quantia de
I50:7:)2j50. importancia da sentencia que obleve
contra a fazenda publica, para o qoe podar erait-
lir apolices pelo prec,o do mercado, caso nio baja
no anno em que lizer esse pagamento sobras da re-
Otila de que possa lanzar mao ; revogadas quaes-
quer disposicOes em contrario.
Paco da cmara, i de agosto de 1855. Car-
neiro de Campo.F. de Paula Santos.
Discord da conclnsao do parecer de meus il-
luslres cotlegas da primeira commissao de ornamen-
to, por ser rainha opiniao que Manoel Jos Texeira
Barbosa carece de direito para pedir a restituirlo
da qanlia de 150:7323150 que o thesouro publico
nacional devia a Jos e Joio Texeira Barbosa.
Fundo essa opiniao na renuncia feila pelos re-
feridos Jos e JoSo Texeira Barbosa, e em favor da
fazenda nacional, das qaanlias que lhe perlenciain
e foram gastas ou apolicadas ao triumpho da ind-
peudeucia do imperio e com o exercilo libertador
na provincia da Baha.
a Conseguinlemenle corre-me o dever de expor ,i
cmara os motivos pelos quaes acredito naqaella re-
nuncia, embora nao lenba sido ella julgada feila em
devida forma pelo poder judiciaro do imperio.
< O governo provisorio, em fins do anuo de 1823
ordenou ao Dr. juiz de fra, Luiz Paulo de Araujo
Bastos, boje \isconde de F'iaes, que fosse liquidar
n importancia das quaulias adiadas uus engaitos do
Teixeiras Barbosas, e applcadas manulencao dos
exercilo libertador.
a Nao podendo o referido juiz cumplir pessoal-
uienie essa ordem do governo provisorio, commis-
sionou para tal diligencia o-advogado Dr. Luiz da
Franra de Atahyde Moscoso, como era pratica na-
quelle lempo quando o juiz se achavaatnuilo alare-
fado com os afazeres de seu cargo.
a Era cumprimenlo dessa commissao dirigto-se
o supramencionado Dr. Moscoso aos angenhos de Jo-
s e Joao Texeira Barbosa', e querendu dar conta
da sua incumbencia, elles lhe declararan) ser urna
su|ierlltiidaJe a liquiJaro das quaulias liradas de
suas propriedades, porque as nao pretendan! pedir
ao governo em razao de se Jarein por rauitd satis-
feilos de haver por tul forma contribuido para o tri-
umpho da causa do Brasil.
o Tomada essa declararlo pelo respectivo escri-
v.lo que acompanhou a diliMiicia. foi ella rctnelli-
da pelo Dr. Fiaes ao goverio provisorio, nalural-
raente archivada na secretaria do mesmo governo,
cmo pedia o interesse do thesouro publico.
Essa renuncia solemnemente leita explica a
crenca geral ua provincia da Baha de que os Tei-
xeiras Barbosas haviam prnticailo um acto digno de
louvor, nao reclamando a reslllui;ao de quaolia. a
que linham indspeosavel direito, e haviam tao po-
derosamente concorrido para o Iriumpho da grande
causa da iudepeuJencia do imperio.
nte crenca subsisti at a morte do ul-
tim desses cdadaos (1836), pois que iienlimi arlo
foi pralicado por elles que revelasse auimo delibe-
rado de contrariar o seu proposito de 1823, nem
mesmo guardavam elles a respelo reserva alguma,
pois que em suas conversas ufanavam-se desse acto
meritorio e de haver dado urna prova de airTsade
ao paiz em que serupre vrveram, e onde adVjuiriram
a irameusa fortuna de que era pequea parte a que
se havia applcado .'. manlencao do exercilo liber-
tador.
se a fazenda publica dispensada Ja restiluir.no do i
qoe devia a Jos e Joio Teixeira Barbosa. Continoa a diaeaaHo do reqaerioienlo do Sr. U
Se estes corollarios se deduzem do exposlo dos sansao sobre negocios V
fados que se achara provdos em autos orginaes, t Sr. Jacintho d*sJ/i
me parece que tenho razao para nao aoompauhar os bre a materia, defendam Sr,
meus Ilustres collegas em suas conclusOes, e para
pensar de ama maueira diversa acerca da juslica que
assisle em sua opiniao ao peticionario.
a Nem se diga que a cmara dos Srs. depotados
est obrigada a drigr-se pela mesma forma por que
se dirigi o poder judiciaro e o nao considerar a re-
nuncia como feila em devida forma, pois que eulao
pedirei ticenca para observar nao estar o corpo le-
gislativo adstriclo a tomar para elemento de suas
conviertes e base de suas deliberac,6es provas teste-
monhaes ou dncomenlaes revestidas de circumslan-
cias determinadas por leis, porque se couvm ao po-
derjudiciario a restrirr.fo dos elementos dasna coo-
l.ogo.tposdo fallecimenlo desses i Ilustres eida-
daos \bh o seu herdeiro eoleudeu-se com direito
a pedir a restituirlo da quantia suprameaciooada, e
para isso recorren ao poder judiciaro. *
OOerecida pelo desembargador procurador da
corda como materia de embargos a reuuncia supra-
meucionada, nao pode ser oflerecido considerado
do tribunal o documento que existia na secretaria
do governo, e foi della desencamiuhado por cir-
cumslauciasque nao posso examinar.
" Enlrelanlojuntou-se aos autos o depoimenlo do
viscoude de Fiaes, o esse depoimenlo revelava a
natureza do documento desencamiuhado, e alu-
da mais os termos em que os Teixeiras Barbo-
sas se exprimiram, nao s para com o Dr. Moscoso,
como posteriormente para com o proprio visconde
de Fiaes.

ti miidia impotencia como agora, debalde laen a
vista em lomo de mim, nao vejo ninguem que possa
valer-me. Demais isso he instructivo : es inoro, u-
proveila, examina, romper, e sobretodo lambra-le;
sao estudos serios qne amadorecem e fortificara, o
que he melliur aima. Na verdade fra msler ser
muilo tolo para conservar alguns eentiinenlos pie-
dosos vivetidu em semelhanles covis.
AXIOMA : A ignominia humana he um ocano
de que nenhum mergulhador tem \pudido ochar
o fundo.
Demais ludo irrila-me. Os mais fortes esli ater-
rados, e no ar paira urna inquietarlo vaga, qne mo-
lesta-Ule pelo enfado que eansa-me. S ouco fallar
dessa revolucao qoe todos deploram tao amargamen-
te, e que permilliram de tao boa vontade.-Estoa en-
fastiado da esterilidade dos conselhos retrospectivos,
cora que muitos tentara consolarse. Ah .' se Uves-
sernos sabido 1 se livessemos feilo isso ah 1 se me
houvessom crido 1 o e serapre as inesmas palavras
cora semblantes adeqaados circunstancia.
Ilonlem noila, em casa de minha tia, a conver-
sarlo Iravada a esse respeilo cltegou ao ponto de lo-
tice persistente, que faz comprebender os desejos ex-
travagantes de Tiberio e de Caligula. Urna amarga
impaciencia vencia minha vootade de permanecer
tranquillo ; tome o chapeo e sahi.
Camiiihei sem destino cerlo,. sub os Campos Ely-
seos deserlos, alravesse a ponte de lena, passei o
Campo de Marle j perturbado pelo Irabalho dai of-
ficinas uacionaes, e ganhei os passeios exteriores.
Um venlo hmido o quente corria entre as arvo-
res sem folhas, tiuveii., cobriam e descobram a loa,
eu eslava soziuh e como perdiJo nesaes lagares in-
habitados. Urna tristeza sem lmites substituir meu
mao humor, eu senta una latsidao orgnica, e dizia
comigo : l'ara que viver'.'
Assenlei-me sobre a relva de um fosso, e fiquei
com a cabeca as raaos absorto por ideas melancli-
cas. A solidan de minha vida nssuslava-me, en nSo
lnha mais pai, nem mai, ero irmflo, nem amanto,
u3o sabia em quera empregasse a iiecessidade de af-
feirSo que devorava-me. I.emhrava-me do lempo de
minha adolescencia, em que seulindo toda a dr do
vacuo, que a morle llzera em torito de mim, apea-
va-uia no meio da estrada, abracava o casallo cho-
rando, e fallava-lhe como se elle podesse entender-
me. Mis quem conheca os ryatenos de Dos, quem
abe se os ir racionaos nao sao sensiveis nossa dr a
a nossa alegra f
Eu padeca por esse abandono, ovejava os idiotas
que licando meninos ale velhice, nio conltecern de
nossos soiTrimenlos se nao o fro a a fome ; invejava
aquellas qae amam, invejava aquellas qoa craem ;
\
o O peticionario, por sen ad.'ogaJn, nao contesta
os tactos verificados com esse depoimenlo, e limi-
tou-se a defender-secorn a allegarlo deque tal re-
nuncia mo se aehava nos terans da Or., liv. 4,
til.'G2, e alvar de 25 de Janeiro de 1775, como
se se tralasse de urna doacao que devesse ser insi-
nuada.
a O resultado da discussao e a natureza das pro-
vas produzidas acooselharam u relarao revisor a
coudemnr a fazenda nacional por nao ler ella of-
ferecido prova que tivesse o carcter da proceden-
cia indspeosavel para se crer feila em devida for-
ma a renoucia a que se soccorra a fazenda nacio-
nal para esquivar-seao pagamento pedido pelo peti-
cionario.
a Cora esse julgado o peticionario se dirigi ao the-
souro para haver o pagamento da quaolia j mencio-
nada, e o lliesonro remetleu ao corpo legislativo,
apoiado na previdenle lei de 24 de outubro de 1832,
que deixa ao mesmo corpo legislativo o direito da
reconsiderar e eiaminar os fundamentos dos julga-
dos dessa ordem.
Em visla do exposto he evidente :
I. Que Jos e Joao Teixeira Barbosa renuncia-
ra muilo solemnemente ao direito que tinham para
haver do thesouro a quantia de 150:7329150.
a 2. Qae o docomenlo que coolinha essa renun-
cia foi extraviado, ignoranJo-se a maneira porque
se deu lio fatal extravio.
a 3. Que em consequencia dessa extravio o poder
judiciaro se vio na necessidade decondemnara fa-
zenda publica, pois que o depoimenlo de Urna s
testemunha, embora o mais concludenle e digno de
f, nao poda determinar nma prelenrao que julgas-
lerj
vlcc^o, nao pode isso conforraar-se com a grandeza
do mandato 4bs representantes da narao.
flesen/nlvendo os futidameulos da minha opi-
niao nao pretendo diminuir o mrito do parecer qoa
nio pude subserever e tenho sraente em visla jus-
lificar-tne de recusar meu voto ao pagamento de
urna divida que nao recouheco e que meus Ilustres
collegas se admirara de nio ser anda paga, segu-
ramente porque nao considerara a queslao de-
debaixo do ponto de visla em que a offereco a con-
sideracao da cmara.
n Paco da cmara, 8 de agosto de 1855. Jote
Antonio Saraica. a
lie approvado o seguinle parecer:
n 0 conselho da nova empreza lyrica prope-*e a
edificar um Ihealro lyrico, no lagar mais adaptado
qoe para tal fim se descobrir no ranuicipio da corle,
no prazo de tres annos.
a Para altingir esle objeclo e fim, ofTerece doos
projeclo de contrato.
Pelo primeiro obriga-se a edificar o referido
Ihealro e entregarlo ao governo depois de 8 aooos,
contados da data de sua abertura, mediante a amor-
lisacao annuat do cuito de sua eonslruccSo na razao
de 8:000 (termo mximo), feila conforme o mesmo
governo jolgar conveniente, e o juro de 5 % do mes-
mo custo, dedazidas as quaulias amortizadas,, lican-
do lambem a seu cargo a manutengo Je espectculos
Uncos,sena subsidio aigum com artistas da maior
nomeada.
. Pelo segundo obriga-se a edificar o roesmo Ihe-
alro, conservando sua propriedade e dominio, e
JanJo-se-lhe nicamente : primeiro, o privilegio
exclusivo por 10 annos; segundo, o jaro de 5^ do
capital eiupregadoera tal edilicacao durante 4 anuos
contados da dala da abertura do mesmo Ihealro e
com igual obhgacao, como no primeiro projecto de
manuteii;ao de espectculos ly ricos sem alguru sub-
sidio. .
e Anda mais propoe-se a mesma empreza a marl-
ter espectculos no Ihealro Lyrico Fluminense, fia-
do o lempo da actual empreza que o administra, at
a abertura do novo Ihealro sem subsidio algum.
Dllerndo estes projectos dos anteriores a qae
se refere o relat'ono do ministerio do imperio -para
que a commissao do cornmercio, industria e artos
possa emiltir seu juizo sobre tal preleucao. precisa
de informarse* do*governo sobre sue ulilidade e
conveniencia da adopcao de algum dos mesmos pro-
jectos, o que requeaj
Sala das commlssSes. 18 de agosto de 185.
Silca Ferraz. Almeida e Albuquerque.
L-se e he rerrj4Rida a commissao de poderes a
seguinle indicarao. -
o Indico que seja convidado a tomar assenlo pela
provincia de Minas Geraes o "Sr. Chrisliano Olloni,
snpplenle pela mesma provincia, que se acha na
rrli'. B. A. de M. Taques.
O Sr. Presidente : O Sr. deputado Ttara sab-
bado paseado pedio urgencia para ler um requeri-
menlo. Vou consultar cmara a esse respeilo.
Consultada a cmara, approva a urgencia, e em
seguida l-se e approva se o seguinle requerimenlo :
Requeiro que se perara ao governo os papis re-
lativos ao ajuste de contas entre as thesour.irias de
fazenda e provii.cialklas Alagoas,sobre que pedio in-
formac.as no anno passado a commissao de fazeuda
e orcamenlo.
a Paro da cmara dos deputados, 11 de agosto de
1855.Silva litara, o
O Sr. Livramenlo pede urgencia para ler doos
projectos.
Approvada a urgencia, vio i mesa, leera-se, sao
julgadus objeclos de deliberarlo e vAo a imprimir
para entrar na ordem doa Iranalhos os seguintes pro-
jeclos :
a A assembla geral legislativa resolve :
Artigo nico. A provincia de Santa Catharina
mandar representarlo nacional dous deputados
as legislaturas segrales ; revogadas as disposicOes
em contrario.
Paco da cmara dos'deputados, 17 de agosto de
185./. A. do Livramenlo.
A assembla geral legislativa resolve : '
n Art. 1. O goveroo lio autorisado :
"SI." A mandar orear as despezas necessarias
para facilitar a navegado entre as diversas lagoas ao
sul do rio TubarSo.
bem como Rene, invejava al aquelles que lem o pe-
so de urna desgrana real para oceupar seus pensa-
raeutos, invejava a humanldade inteira, e meditava
como sempre ir viver cora os selvageus das monta-
nhas Pedregosas ou do Labrador.
Alguns homens que passaram cantando nao sei
que hymno patritico, dispertaram-me de rainhas
reilexes. Era larde ; levantei-me, e coulinuei a ca-
minhar fallando em mela voz na escuridao, e reci-
tando versps.
Deiiava-me levar de meu proprio lyrismo, an-
dando apretadamente impellido pela violencia da
miubas ideas, ardeule e delirando sobre o' meu esta-
do moral, qne nao poda julgar imparcialmente.
liuha atraveasado novamenle as pontee, e acha-
va-me nos arredores do Palais Roya! nos quarleires
tranquillos que esteudem-se entre a roa de Saint
llouor e a de Petils Champa.
Era-me necessario o enternecimento do amor pa-
ra dar ao meu corarao-a seren Ja Je que elle nao po-
da achar. Nao tendo a presa, qniz ter a sombra ;
saliendo que nao me era possivel a realidade, quiz
ao menos aperlar nos bracos ama illuso.
Bat a urna porta debaixo de ama varanda cober-
la de arbustos seceos, ella abrio-se e fechou-se atrs
de mim. Era urna das casas impuras protegidas pala
polica, frequenladas pela devassidao e habitadas pe-
Si pregoica e pela miseria. En ah vinha persegui-
o pela minha tristeza assim como os doentes aban-
donados pelos mdicos, que proaoram urna cura im-
pos-ivel no empirismo dos charlalies.
Sub nma larga escada de pedra, e fui recebdo
no primeiro andar por orna mulher muilo gorda, de
roato marciidoapelas bexigas, e de uuhas demasiada-
mente loogas. ella fez-me entrar em urna sala, cu-
jas ianellas estavam cuidadosamente coberlas por
cortinas ; um tapete encorpado forrava o aeeoalho,
movis j asados guarnecan) simtricamente as pa-
redes donde pendan) ms gravuras ; o fogo brilha-
va na chamin ornada de nm relogio parado, e da
dnas laoternas, que a mulher accendeo antes de re-
lirar-se.
Arraalei urna poltrona para jauto do (ogSo, a aa-
sentei-me. Tinha os olhos filos netse fogo que en-
lorpecia-me porque eslava muilo resfriado. Kepen-
linametile sent urna ralo por-se-me sobre o hom-
bro, voltei-me, e vi junto de mim urna rapariga.' O
eolio os bracos nns sahiam-lhe de um vestido de
seda azul, dnas grossas trancas de cabellos loaros ro-
deavam-Ihe a cabeca, e ana cintura fina e flexivel
curvava a cada um de seus gastos. Era moga e ad-
miravelmenta bella, e encarava-ma sorrindo. Con-
templei-a e senti-rae mais fri que um dafunlo.
Qoe idade tem Vmc. ? perguntei-lhe.
Dezesele anuos, responden ella, saltando-me
como urna gala sobre os joelhos.
Eu gusrdava o silencio, nao si que emor.ao aper-
Uva-me o coraran e cerra va me os labios..
He admiravel, um homem que nao diz nada !
xclamou ella no fim d alguns minutos ; falle, meu
charo, voss he sordo-mudo'.'
Nao, respondi-lhe raacliinalmenle, minha ca-
beca est incommodada.
Eulao convm melter os ps em agua quenle.
Quando tenho enchaqueca, bebo vulneraria suissa,
e siuiu allivio.
Poz-se a cantar urna canco atroz e singular de
que me nao record, e bateado o compasso com o
pe, coja cbinella eslava j bem usada.
Levantou-se, endireitou os cabellos diante do es-
pelho, e vollando-se para mim, dase :
i Se nao lhe conveuho, nao tonha ceremonia ;
nao esloo sozinha aqui; Vmc. podent escolber.
Francameote. Vmc. lem um olhar bem pouco ale-
gre. Oh eis urna bella eorrenle, disso se fara um
libdo bracelete I.
Tirei o relogio e dei-lh'o. Ella roticou o braro com
a eorrenle, e depois vendo urna medalha preta que
peudia, pergunloo :
Sao os cabellos de la amante ;'
ilo tenho amanto, respondi-lhe.
Eolio sao os cabellos de loa mai ?
Abaixei a cabeca em signal de allirniaro.
Ella jn he mora "
Fiz o mesmo gesto.
Coitado! litaste sozinlio, i xclamou ella lan-
cando-ae-me ao pescla, he por isio que ests [tao
Inste!
Nao posaoexprimir quanlo bem fizerara-me eatas
palavras. Essa miseria qno compre hend a a minha,
e estendia-rae a mo couimov eu-me al ao fundo
das eslranhas. Ella lornou a aaaentar-se sobre meus
joelhos ; sent subirem-me lagrimas aos olhos, e a
pojando a cabeca sobre seu hombro, chorei abun-
dantemente. Ella balia-me lernamente coro a mao
na lace, a dizia-rn 3 no tom que lomamos para fallar
aos meninos:
Chara, chora, caitadubo, isso le allivir Ja-
mis rirei de ver um homem chorar ; as barbas uao
os impede de ter desgostoa.
Eu senta um atlivio immeuaa ; irriUc,a"o nervo-
sa que linba-me agitado succedia urna agradavel
Iranquillidade. Eu banhava-me na piedade dessa ra-
pariga, e seqlia desvanacer-se toda a colera doloro-
sa qoe atormenlara-rae.
Urna especie de lassidSo afrnuxava-me os mem-
bros e pereorria-me lentamente o corpo lodo. Ella
murmurava urna caneco que aanmeIhava-se a um

" S -" A fazer as despezas necessarias cora o exa-
me scieulilico das minas de carvao de pedra e ferro
existentes no.maoicpio da Lagaa, afim de conhe-
rer-se a qualidade e quantidade desses piineraes ;
podendo no caso de serem esses exames favoraveis,
promover desde logo a organisacao de ama eom-
panhia para sua extraerlo e aproveitamenlo.
t % 3.o A eslabelecer na cidade de S. Fraucscodo
Sul urna alfandega ou mesa de consulado, como jol-
gar mais conveniente.
a Art. 2.* FicSo revogadas as disposieoes em cou-
ararin.
Pago da cmara dos deputados, 17 de agosto de
1855.W. A. do Livramenlo.l)r. falle Caldre e
l-'i'i. i,
O Sr. Taques pede e oblem urgencia para apre-
senlar cmara o seguinle projeclo, qne he Julgado
objecto de deliberarlo, e vai a imprimir para enlrar
na ordem dos Irabalhos.
A assembla geral legislativa resolve :
" Artigo.nico. FicaO sujeitos disposi(ao penal
do arl. 9. da lei de 3 de outubro da 1833, os que fa-
bricaren) ou dolosamente introduzrem na circala-
ro quaesquer ttulos ou papis de eredito falsos de
eslabelecimenlos autorisados pelo goveroo, assim co-
mo os que falsificaren) os verdadeiros ; revogadas as
disposrOes em contrario.
1'ac.o da cmara dos deputados, 17 de agosto de
1855.B. A. de M. Taquee.
Cansansao, e respondeodo s recrimnagOes dn
posicio.
Esla discussao Ac adiada pela hora.
Suipentoo de quarentena.
L-se a entra em diseoesio o seguinle parecer da
commissao de conalitejrlo a poderes
A' commiasao de podares foi remanido o oflicw
Jo Sr. deputado pela provincia do C
Jos Nogueira Jaguaribe.declarando
gado a esto porto no dia 9 do corrate par;
assenlo uesta cmara, ni poda oa
por haver sido conSozdo por 4^^^H
a ilha de Marica e dalli para o lazareto di
e que lhe parece qoe come representante
nao pode ser privado da (Dar asnelo no
gislativo logo que para leso ae acha prompto, s
a respectiva cmara assim a declare, a pois requsii
que no caso de pela mesma forma o enl^H
Srs. deputados, solicite do governo a sua sahids
lazareto; e toado a mesma atnmisslo meditado
sobre a materia, entende que a qualidade de
do nio o isenla das medidas que o governo a
saude publica tenha julgado conveniente adoptar, i
assim he de parecer que por esle lado nao ka qae
resolver.
a Sala da commasoea, 18 de agosto de Ift.
D. Teixeira de MaceaosG. e Veucocello.Fi-
ijtitira de Mello.
O Sr. Paula Candido :Sr. presideaita, nSo me
declaro contra a doctrina do parecer, ha ioo
vel que a qualidade de deputado 'como i
quer qualidade ou gerarchia social, nio pod
ao individuo de submetler-se s leis qae a i
blica exige (apoiados,) nio he pois contra
do parecer, mas he contra a sua conclosao qae
pronuncio....
O Sr. Mello Franco : Ha isso qoe eu ia dhter, e
para isw ped a palavra.
O Sr.. Paula Candido:Pas bem, eu igualmen-
te son contra isso.
Sr. presidente, he preciso que a cmara s
urna maneira expaosla, anda qae perfenctoria, q
sao as cundic&es em qae se tora adiado os executores
de orna semelhaote lei, quando factos tem
do ltimamente quelhes tom causado embaracos, e
qae merecem ser esclarecidos.
Havia-se estatuido, o Sr. ministro 3o imp
va marcado u prazo da 25 dias contado* da
de portos suspeilos para daracao das quar<
Je observarlo e para no fim deste prazo ser
admltidos os navios livre pratica. Cre
que instrueces desse leor. explicando esta
cao, foram remeltidas aos paizes estragein
guns Srs. cnsules eslrangeiros com quem coovarse
assim o deprehendi. Occorreo poretn a mole
atlligio o Para ; aqui chegou o vapor da
de paquetes brasileiros, o S. Saicador. Irazeu
das de viagem, por conseguate excedeode o pra)
marcado pelas iuslruccoes em vigor. Dig
em rainha defeza, porque nio sou o encarreg
executar esaaa inslrucc/ies....
O Sr. Mello Franco :Estimo moilo saber disso,
porque teoho mais liberdade em disculir ;
O Sr. Paula Candido :O nobre dcpulad
faz mesmo favor especial esolarecendo be
occorreo.
O Sr. Mello Franco:QaeM
O Sr. Paula Candido*Qi
Je Zebedo t He o meamo
OSr. DatraRocha:E quem he
.Ninguem e conheca, e isso he nec
O Sr. Paula Candido:ei de aseumir com leal-
dade a parle qoe me competo. Mas continuemos a
historia. Easas instrueces viapravam quanC
o vapor .s". Saicador com i9 dias : teodo-se imme-
dialamenle para elle dirigido o Sr. Dr. pi
saude, e eu pouco depoia, ou na raei
aconselbei, pero cmara que atienda, a<
ao Sr. provedor da saude qoe.
instrueces, nao havendo doenles durai
lendo-se excedido de qualro dias
triieroes, devia-se dar livre pratica ao va
dar.... Mas, par extrema cntela, aiuda
zelo do Sr. provedor o que ao lambem leu
com que coocordei, algumas medidas de detinfec-
rao.
OSr. Ferraz.Pois nao ha Ihrre pra
et.iao veio essa carta ?
O Sr. Paula Candido:Perdoo-me a cmara e o
nobre deputado. eu quera dizer vapor S. Sal
ao qual me retiro, e nao o vapor Imperador. Esta
he a exprsalo da verdade, quaulo livre pralici
da ao S.Salvador.
A jonia central de hygiene publica, pouco depoia
desse faci qae acabo de referir, entende* que eram
necessarios 40 dias de qoarentena, em legar dos 25 ;
eu nio oae aehava enlo testa da junta; a cantara
aabe qoe isso se pasaon dorante os seus acluaes Ira-
balhos, em os quaes tenho tomado parta constante.
(A potados.)
A junta central de hygiene publica, pouco depois
desse faci que acabo de referir, enlendeu que eram
necessarios 40 dias de quarenletia, em lugar
eu nao pie aehava anta* tosta da junta ; a cmara
sabe que isso se passoa duraole os seos acluaes Ira-
balhos, em os qoaes leuho tomado parta coustaute.
(Apoiados.) ^
A junta da hygiene. olliciou pois ao Sr. ministro
do imperio, represeatando-ihe a ntcessidade da subs-
litoiao dos 25 pelas 40 dias ; eu na Ii esla partid-
pa;3o oflicial do resaltado, mas crea qae o
nislro do imperio, que para salvaoio publica devia-
se conformar cero esle preceito da jaula
Jelermiuou qoe dahi em diente os psssageiros fossem
detidos em quarentena at prefazarem-se os 40 diaa
uovmenle estabelacidos para aa quarenleuas ;
mo do 5. Sakador alguns escravos foram ainda en-
viados para Martoa, para o que se ngo eoconlrou re-
pugnancia alguma da parte da popularlo nem nos
Joos dos escravos.
Quando veio oulro vapor procedente do Par, o
vapor Imperador, achava-se ja em vigor a nova de-
lermioasaoaxigida pela junta central de hygiene pu-
blica, a dos 40 dias, mandada executar peloSr. un-
nialro do imperio, em virlude do parecer de ama
corporacao medica do paiz, mui competente mui
Ilustrada, comquanto divergente- de mea pensar a
este respeilo, a o reconherq ; o qae havia de
fazer o Sr. provedor da sande i visla desta deli-
berarlo ? fez o que'devia, receben as ordens, e exe-
culou o que a autoridade superior havia determi-
nado.
susurro mavioso, balancava-se, e afl'agava-me a ca-
bera como para acalenlar-me. Interrorapia-se de
quando era quando para fallar*me. ti
Obras mal em nao ter amante, dzia-me, isso
he bom, ainda que fosse smente para ires v-la
quando esls triste. Eu amara tanto a om homem
paludo e sisudo 1 Quando estiveres enfadado vem
ver-me, isso le dislrahir, e vers como sel boa ra-
pariga. Se queres iremos ao campo jautar nm dia
em Neully ou em Suresnes, e psssearemos no rio.
Deu urna risada, e disse-me estremecendo :
Oh 1 las lagrimas correram-me sobre o peilo,
resfriaram-me.
Fallou-raa-essim muilo lempo de si, de mim, de
tudo, rom uma mistura de sollicitude e franqueza
qu pasraavam-me, entorpecendo cora suas palavras
ama dr. cuja causa ignorava, e que ter-me-hia sido
mni Jiflicil dizer-lhe. Eu abaodonava-me msica
de sua voz, mudo e gozando da salsfaco qoe senta.
Emfim depois de longo silencio, duraole n qual a
pobre rapariga racomecara a cantar em voz baixa,
ea disse-lhe:
E voss nao tem amante ?
Ella levantou-se, spoioa-se ua chamin, e enca-
rando-mc com orna expressaoindefinivel.respondeu:
Ah eu liuha ura ; mas deixei-o.
E porque ? '
Ella erguea os hombros a voltou a cabeca.*
Elle espaocava-n e tomava-lhe o dinheiro ?
Oh I nao, tomn ella ; nao he por isso qae a
gente separase de um homem quando ama-o um
pouco. '
Enlao foi elle qae absndonou-a -por ootra
mulher '!
Nio 1 nao respondeu ella rpidamente ; ou-
ra-me, he una cousa mui simples. Elle era cabelli-
reiro uo Palais Boyal ; era um rapaz alio, moreno e
de bellos bigodes ; vestia-se beni, lnha um rosto de
mulher, e eu amava-o mullo. Mas trazia os dedos
continuamente untados de pomada, a quando abra-
cava-me ou passava-me a raso pela ciolur mancha-
va-me sempre o vestido. Mlohaa queixas e meus ro-
gos foram vaos, emfim aborreci-me o deixei-o. Elle
nao deu nenhum passo para voltar a mim, entilo fi-
quei enfadada e cnlrei aqui.
Seu rosto eslava banhado de lagrimas ; lomei-lbe
a mao, mas ella xclamou :
Deixe-me ; he tolice fazer-me contar essa his-
toria que faz-me chorar ; lerei os olhos vermelhos,
e a senhora me reprehender.
Levantei-me para lomar o chapeo e sahir.
Oh j se vai! disse ella. He verdade que vos-
s he livre. Enaine-roe o lugar de sua hahilarao, e
se quer rei v-lo.
Parlo amanhaa para urna tonga viagem, res-
pondi-lhe ; pois sabia muilo bem qae emocOes tao
benficas raramenle acham-se dnas vezes succeslvas
para uao evitar todas as occasioes de tornar a v-la.
Todava nao querendo retirar-me sera levar ao
menos ara nome, qae podesse enllocar em sua lem-
branra, perguutei-lhe :
Voss como se chama 1
Lourem;a, respoudea-me ella.
Ooca-rne, l.oorenca, vim aqoi morlalmenle
triste, e volt) consolado, e he a voss qae o devo ;
reliro-he bemdizendo o acaso que permiltio que om
grande beneficio viesse-me de sua bondade ; fique
certa de qne jamis me esquecerei deste serio pas-
sado em sua eompanhia.
Ella encaruva-ura com espanto, e pareca nao
compreheuder-me.
Tome a corrento de meu relogio, loroei, man-
de fazer della o bracelete que'deseja, e nao esque-
c.a-8e do bem que fez a quem lh'a deu.
Ella tinha a correle oa mao indecisa, nao eren-
do sem duvida qoe ea fallara seriamente ; bei
je-lhe a fronte a sahi.
Os San-Simona dos tem razao, exclaraei quan-
do cheguei a ra, o uome de Daos est escrpto so-
bre todss as chagaa!
Segairei o conselho dessa rapariga, dizia a mira
mesmo caminhando, obro mal em nao ter amante ;
terei uma, mas nao bei de toma-la dentre as pobres
creaturas perdidas. Tenho um carcter cioso.e meas
ouvldos resoariam sempre com os beijoa qae outrem
recebeu. Os ciames retrospectivos sao os mais im-
placaveis, e sao os que mais me atormentara.
Tercame do presento de uma mulher nao he na-
da. A gente medita, examina, apalpa o perigo, vai-
lhe ao encontr, combale-o : ha lula, victoria ou
derrota. Pode conveucer-se.da verdade ou falsidade
de suas crencas inquietas, caminha luz com a mao
sobre o coracao deixando-o palpitar de alegra oa de
dr segundo,o que revelase; alm disto temos s
vezes a fortuna de cruzar a espada com aquelle eri-
jo pensamenlo nos alormenla, e talvez a de v-lo
morcar.
Mas ler ciuraes do passado he om suppliio intole-
ravel I lutar om homem iocessantemeuto cora om
phanlaama, procurar, mendigar iuformajoes para
chegar a nota clardade que desespera, viver sempre
em uma poca remota que nio existi para elle, que
perleqceu a outrem, affligir-se vista de um retrato
que qaizera quebrar aos ps, nao anjmar-se a fallar
de snas angustias, sentir a iijuslica de suas aecusa-
cOas, e obedecer fatalmente ao imperioso desejo de
opprimir uma mulher triste e realmente innocente,
esgotar-se ero esforrns vergonhosos e malignos para
adevinhar a joia dada entre as qoe ella tem, exigir
com recriminarles mallas vezes amargas sempre
injustas o sacrificio de orna reliquia de om lempo
talvez mais feliz, he ama tortura iaceasaote e sinis-
tra quehiao desejo a ningaem, nem mesmo aos que a
merecern).
Esse cime he mais do qQe mo, he impo e cri-
minoso ; desgranado de quem o soflre. Releva com-
bal-lo, vencVlo e tirar da intelligencia forja e co-
ragem para reduzir aoMlencio os gritos da corceo.
Porque seriao as molherescondaimnadas a uma cons-
tancia immutaval se asamos tao largamente de nossa
voloblidade 1 He lempo de serem convidadas
igualdade que nos parece perignsa, porque nio to-
mos as virtudes necessarias para torna-la moral e
bella. Comprimidas em uma educacao hypocrila e
falsa, lanzadas sam lirocinUMbravex dos pra zares
dilTicaia do amor e da matoMmde, enfraqaeeidas
por ama direcc^io compresaiva e raras vezes benvo-
la, tomando obedecer aos movimentos espontneos
do corac.30, que lhes sao imputados cotaa criraes, ar-
riscando a honra, o repooso e a vida, quando at-
tendem voz irresistvel das paixdes, toreadas a em-
pregar nos filhos a ternura profunda como o infinito
que encerrara em si mearais, ardentes, irtilaveis e
nervosas, commovidaa peles seus sentimentos com
lano maior violencia porque oa combalem mais, e
porqoe a sociedade lhes impoz a lei imptacavel de
dissimola-los, as mulheres padecem e amam mais do
qoe nos, e nao merecem as injuslicas com qoe aa op-
primimos. Pagam ceatbplada a felicidade qae lhes
oflerecemos, fecaodam nosso' cerebro, aasim como
lhes fecundamos o seto, e se somg o pai de seos fi-
lhos, estas sao muilas vezes as mais de nossas melho-
res ideas. Devemos respeitar-lhes tudo. al oa ca-
prichos qae nos parecetu iocompreheusveis, e qoe
sao muilas vszes ama necessidade imperiosa,de sua
natureza dbil, opprimida e mltipla.
Ah 1 ha dous aooos apenas eu negara o amor e
as mulheres' Como effecluou-se em mim urna mo-
danca lio prodigiosa .* Seria a visla das boas quali-
dades que anda restara nessa pobre rapariga degra-
dada 1 Seria o allivio causado peto sua piedade que
convertea-me assim o pensamenlo ? Que importa ?
A Providencia sabe sempre tirar uma comequaucia
moral dos fados ainda mais immoraes ; fajamos ppr
ser assas grandes para obrar como ella.
Saja como for, proenrarei as mulheres, farei por
amar uma, e tentareser emfim venturoso. Qoe a-
charei f prazer oa dr ? Qoe Importa ? Amamos,
Dos far o maii! \ .-
;ConrtowoT-s-n

?


,Nole cunara que 11A0 fui eu que lembrei essa
quarenlci toro a qual nao concento, mas acho
aue 11 Sr. pruvedor procedeu como devia, em vista
itaserdenv manadas de ira poder superior. Apoia-
Vm Sr. Depulad'i 'Procedeu muilo em re-
;r..
O .Sr. pauta Candido:Nio ae persuada alguem
i|ue em anuida* palavia* existo alguma coaaa, algum
11 ronira o provedur da saude ; lenliu em
leracio o sea carcter ; nao, elle nlo
u entra naueir.
lettidos o* retratan) escravos Irui-
rpor Imperador para Marica, os pana-
'rib para n Jungaba. Eocan-egaram a este
i|u tero s.tora a honra de fallar neslo recinto, de se
'allio d preparar dospitaes para recebar
en tralei de .lar a de ida execurao,
desse navio, fia sacrificio da ininlia sau-
i raen lempo, de Uido apoiaduj....
. Entrou nelle'.'
(a Candido:.... para :omprir o man-
iato do Sr, ministro do imperio, neiit sel como de
mira sorle so poda proceder, seui vet o navio.
Veja agora a cmara que um ertico que ilz por
mera dedicado, como foi traduzido no publico:
por aln sa dii que ui en quem impoza quarenteu.i,
loe leudo reilo mil ro*le...qae fac.> guerra ao Ihe-
ouro...
Sendo o iionre depulado -
'luelleiuesBoquc lem aserilo cordra as quaren-
*, Paula Candio: He verlade ; agradeco
ulado o seu aparte. Corre io no pu-
aor o as minlias razos, os neus pensamen-
iu,aquillo que entendo obre quarentena corre
| impresso. loando leuho procttradci redaiir tasas
'|u*rnteuis a seu justa valor, ao que ellas lem de
limando a historia, dirij>-me a Juraju-
1 a cmara ajuite do Irabalho que me
r para accommodar 150 pesaoaS m Ma-
ne; quan lo temi sido essa ordein repentinamente
linh sido possivel promptificar nada :
5( dias se construinm barraques e
tomarem-se casas na baha da Jura
S accommodar as gentes de r... Os mnio
ticos do lnwpial martimo de Santa Isa-
W, qu* nlo coubecem o que he souego qoando fe
i curapri rreres, pasnaram ama noila nesse
iram em seas abencoados bracos as
b.igageos dos passngeiros felizmente que de 300
.alguna dos o. me eonlinhara ma-
uoilo prero, nao se desriou nenhum e
uenhum f i quebrado. (Apoiados )
iviano: Nada te eslraviou, ludo
fexJ adn iravelroente.
Sr. PtuUi Candido: Ornen nobre amigo
raUdo feto Rio do Janeiro Rilo se admira, porque
aboce as admira veis qualidades deises dous joreDs
lieos q n eslo no hospital martimo de Santa
isa Del...
ino : Conheco, eeulieco'.
Sr. Piula Candido : .... de nada sg admi-
erdade, seahures, qur no enmprimento da
quarenleu.i alguma cousa olTraraiu esaes pastagei-
ros, mas e i pergenio a todos os senhores que eslive-
ram na quirenleu* deJurujuba se amis ouvirapi
"algoina expressao menos digna, se' alguma cousa
' depetidesaa da cancano pessoal
que esto a testa daqaeile esta-
de urna grande despeza feita atro-
pis de milito irabalho, a bordo, em
i Jui'ujulia, etc., iDaMdaiido.se comprar
todo a pre<*a para se montar estas aecommodacoe
m Marica, cnlendea-se que era pre-
vapor Imperador para ser dein-
. na easeada de branlo ; eo-
ocedeu, principimeo a desinfectar-
'ii ueste porto se foi con ti un.ir e acaba-la
do ella all feita ou concluida
edico que e para ene fim
r. Desinfecta Jo o navio, as
taram para eale porto ; reda-
com raido appanmle, nas que
re Till ter desembarcado a
tripuladlo ,1o vapor imperador, que havia ido para
enseada io AbraUo, era ama falla de lgica que
iaas*>m em quarentena os passageiros viudos
"orne: .iltnndo enllo c peas 3 dias.
re o objerlo a commissin central
de saude i menle nomeada, e enllo
se que com q.ianlo fosas om
'olacio do vapor Impe-
liis linda viodo ao mes-
de r que se chava na Juru-
nraeda lamen e desembaraca-
k achata desembarazada a
aasjasi se fez.
sha, expedida pela mesma com-
as imperio, manduu-
-jupa dessa gente de r que se aha-
^M -sitel ai ida as pesaos.
amero Marica: assim se
i nidos i livre pratira,
o< de Marica esta-me-
nm'ssilo central de saude
nte re.Jamada, ja ve
mante que antes
arem as pessoas e lodos as objectos que
rocedente* de lugares sunpeilos de-
^^^Bue o vapor Imperador
^^B*> A arabia, na ilha
ir. os nassageiros de r se pas-
i se eomervavam al le-
que ou escravos e os
lazareto de Marica, e ahi coro-
U) dias... e felizmente em uenhum
ttireceo caso algum de molestia sosp*ila,da
lo Para, aloque a auaior awrle desses osera-
essero de Marica !...
i niuila instancia proceder
oapas. urna glande porcao da
r raim pira vestir os es-
nbam sida fe mecidas as dos
alendo que da re upa, tobretudo
natn Irazcr escravos, he
grave damnn i popularao.
icravos acham-iie ja quasi todos
mMaricpeaaaosaue nao pude-
, e que creso dev-ro cliegar boje
guns enfermosde molestias mui
e aem por sombra semelhan-
la desinfeccJo ; porqtle
o*1"11 qae, desinfectadas eonvsnieiile-
ipas a mais objeclos ina limados e mate-
desi tfectado o navio a as pessoas, nao se carece
euio de urna certa quarentena omprehendendo
r^ limitado, e, j>or assim dizer
c^o se faz, urna quiirenlena
~infeccao.
1* oo depois o vap* Imperalriz
! Dlrano qae se lem dado.
seuipre u asqueroso trafico de e-cr,i>oi, impregnando
\e am grande numei o da escravos e
Mal gente, por va d: reara, on qua-
r asseio. tlr. provedor da saude
Eiprimeoto ds lei, e rao eu, mandou
.crutaspara Marica, os passageiros
rujuba, e o navio para a enseada de
ira ser desinfectado ; fez-se com elles
j exaclaineule o mesmo qae se fez como o vapor /mn
fru execurao a qunrentena que se
i ese discute.
pinino, que nio ha nova e qae s*
detalladamente no mea relalorio
y ocedente do porto mais infecta-
sem o menor risco ser
I depois de :ier desinfectado
mente descrevo, e nlo
fumigar embarc&s&es, como se
ima casa com alfazema: proces-
1 mindamente no
e foi emprrgado :om ornis bri-
brigue inglez spy, que lendo
le (ebrearoarillaal a manhaa
ueste porto, a qae dspois de
ciado olo leva a seu hordo aoj anico
I fabre amarelia.
emenda de innegarel eflicach
as, dos navios a da lodos
i ; assim cono o das pessoas,
para seren admilli-
a, |>orvu|iam dvnde
poem adrucuo do veneno
los existente!, quiil deslrui-
.O. l.<. ...
OIBIO OE PEI.MMBUCO QUIRU FfIR 10 DE OUTBRO OE )855
i
,
IDO
cti*n e nio um periodo de
luareutafca : rurrende-se o risco

.----^uw-ina u illtu
iropagir, elle veneno, o
lo mais seguro empregar-
io que fiar-sa em um pe-
IMirea as germen ou ve-
rlas pessoas, o mximo
>lerior paem manif?slar-se, lie de 10
le se a

acba anciionado por nacoes
io que a liossa, as quaes se
i manado u periodo .le diai para o cholera e
marella ; para nesse peHodo com-
'' lat-se ,1 .u, l,e, 0 i,.mpo que a Ui.
No fim de X
om efleilo. diz a
ii o veneno pestilencial
a da de desupparecer,
das da Europa, co-
lenlia, etc., mar-
para a q .lareuteiia, mas eu ja dou
'auto doiinrecclo do uavio
le marcar com seguran-
fa sobro materia inani|sa le conserval-se uao por d mu-
or 1 auno, porlanlo jl-
' quo proponho, que eircutej
Ha, e lie Pi,r eslaa ra-
' oiilro modo
'Ofili tan
4r*awore*,
o nos u io aprrtvei-
cluaes.
pie timbo escripia t publicado
enlrelaiito o vusso
ssdotle por nrbilrariamente os na-
nlretauto que eslassuas vis-
las nao foram na qnadra actual realisadas, sAo mero
projeclo.
Em ordade, sei*orcs, peo-,, ,n eu que das lo-
cabraclies por mlm com tota corihrlidado.empretw-
da, qte-do mu saerificii passssl. at de miiihn
forluna, que nao aou rico, devia ao meos vir-rae
am recouhecimento da parle do publico muito
apoiados) ; mas infelizmente n que acho sao dialri-
bex ahi pela ra*, nao da briosa populacho do liiu
de Janeiro, a qual devo o mai vivo recoiiheciiueo-
lo pelas allence e favores recebidos por mim ;
mas da parle de um mi de oulro gratuito desafei-
Coado, como se u lugar que oceupo me Irotuesse
vantageiM pacuniatiis, como se oulra cousa nelle
me faca persistir seuao o dasrje e o dever de pres-
tar meoa pequeos servicos'! Se eu eatou em erro
nos projectus qua tenho ofXerecido, e que sa achavn
anueoi aos relalorios do nobre miuiatro do impe-
rio, rombatam meas erros, propnnham e incum-
bam-se de executar cousns mailleras i nio tenho
a Traquina do amor-proprlo : mas nao se me impu-
ten) accoes que nio commatti. 'Apoiados.' Sou
muilo grals heroica popularao fluminense, nunca
encontr! nella o meapr obstculo no cumprimsnto.
de meus deveres, nunca recebi della a mal leve of-
fensa, por isso mesmo n.lo deseju obstruir.am lu-
gar onde nutra lenha de melhor servi-la : oada me
lie mais seusivel do que as acensarles quero aca-
bar com o commercio, afusaolando o estraugeiro
da seu porto..., atrepella ludo, invade direilos, as-
osla a popolacio em seu provelto, iovenlando^o-
lesiias, acaba cura o commercio... a Ora, he minha
convirti que no dia que nao for favorecido o com-
mercio nacional e estraugeiro no Rio de Janeiro,
no dia em que se Ihe nppuzerein graves einbaracos ;
a naci toda, mis cidade especialmente, experi-
mcnlaru grande atrazo ( apoiados ) ; eu nio desejo,
nao devo coucorrer para tanta cal.uoidade.
So por dnas vezes, Sr. presidente, achei-me na
collisio de appliear sob minba reaponsabilidade as
quarentenas.uma foiao bngue americano Parthyan,
que rhegando a este porto com doenles de febre a-
inarelU, tive de ir a seu bordo urna hora da uoile
e achei toda a tripulacu desolada, o seu capil3o em
om leilo de.dores, desanimado e quasi moribun-
do ; Uve de colher em meus Bracos essa mesmo c-
pitSo, porque uso havia quem o ajudasse, i das
pessoas do servi(o achavamo-nos a bordo, eu e oo-
tro medien de visita levei o capillo o inarinhei-
ros doenles para o hospital de noite ain la, e -o me
recnlbi as l horas da madrugada. Eolio por segu-
ranza publica impuz quarentena ao Parthyan, at
mauda-lo desinfectar ; nao me compela be verda-
de, essa auloridade, mas era preciso acudir a salva-
Sao publica, e eu nlo tive duvida em impo-la (a-
pniados', al mandar purificar o navio para elle ter
livre pratica sem o menor inconveniente para a sa-
lubridade da capital.
Agora note a cmara que at ha quem rae acr&so
e dica que/ eu nio lomo u pulso aos pudres, talvez
porque cu nao mando fazer orases annuVicios cojos
(emperos re canalla rifadas) sao tis para os pobres > (risadas) ; eu que recebo em
meuebricos o marinheiro desvalido, enjdo-me da
desgrea do pobre 1... Mas, senhoresv qual he o me-
dical qn^ se nega a ir ver um pobre t a soccrre-lo 1
Qual nHo se a-enta na cama do pobre ? Nio ha
uenhom. (Apoiados.)
Mas, aecusa-se-me de ser o hornera qae (em pos-
to Indo em ruiillagrarno, que lem ataopellado todas
as lei* divinas e humanas, impondo quarentena aos
navios, quando eu nio impuz quarentena a ne-
nhum ootrn navio alm desla e da segunda. a que
alludi qu foi a do brigue inglez Spy; que foi a ae-
guinle : edegando ao nosso porto com 16 doenles
da febre amarella, foi pelo profiri e honrado Sr.
almirante inglez dito a mim : Este brigue fica a
na disposir;r|o para desinfecla-lo ssgundo entender.
Eo ja disse cmara a fortuna que eu tinha tido de
prestar com felicidade este servica. Agora npareca
um so navio mais. que fosse poslo em quarentena
por mim .' nio apparecer.i, nao so porque nao me
compela, como porque em verdade, Sr. presiden-
te, nio se me tem apresentado casos em que, ape-
lar de.n.lo ser eu-e complanle, devasse impor
qunrenteuas. Nao he possivel, qae apparecam ou-
Iros navios como o Parthyan e o Spy, qae ea pa-
lease de quarentena.
(Ha um aparte.)
Mas esta auloridade, nlo me Itndo sido dada,
nanea a eierei.
Ha oulro caso de monsenlinr Silvelra, claroa-se
logo : a Koi o presidente de junta dehygiene Sa-
lidores, en nio sonde dislo senio no dia seguinte ;
antes nunca tal cousa me chegou aos oavidos ; depois
disse-se por ahi qoe o presidente da junta de hy-
gjpiie mandou prender ao Sr. monsenhor Silveira por
am policial. -
Senhores. se se fez isto, nio sei como o Sr. chefe
de |wlicia nio e aprsenla explicando os Tactos, re-
latando o como isto se passou, porque he necessario
que o publico saina quem tal pralirou ; davido mes-
mo que eiiterviesse a polica neste negocio, mas saia
a verdade a luz do dia. Emendo que ha deslealda-
de em deixar cahir essa imputarlo sobre qualquer
empresado que nella-nio lema menor parle.
O Sr. Brandan : lso he verdade.
O .SV. Paula Candido :N;lofu; eu, nio sube
disto, nem antes nem depois livo parte ofiicial de se-
ineihaute fado; a nio serrn osiqrnaei leria por
urna ancdota. Mais anda, Sr.lpresidente : morre
urna sendora ua Praia tirando, de urna molestia que
ea ignoro, ha cousas a resoeilo do seo eulerramento;
disse-se logo : He cr presideole da junta de liy-
giene qaa mandou fazer Indo s'o Ora, com ef-
feilo!
O Sr.JF. Oelaciano :Esse Tacto est hoje'muilo*
bem exposto pela Sr. chefe de polica da provincia.
O Sr. Paula Candido :Mas esse toraou sobre si
a respousabilidade. publican ludo.
O Sr. F. Octaiiano :Por qae he um empregado
muilo digno.
O Sr. Paula Candido :Sem duvida, como tal o
reconheco c sempre o repulei ; redro o faci para
qoe se saiba que nio live nelle a menor parte, e sou
inculpado injustamente.
Eu poderia continuar a aponlar oulras semelhan-
les acciisacoi-s, mas para nio enfadar a cmara, vol-
tarei materia propriameute dita, sem enfado com
as aecusacs qae se me tem feilo.
_ Eu entendo que lomadas as precnuroes necessa-
rias por meio da desinfecelo convenienle pelo pro-
ceso hoje empreado pelos mdicos do hospital ma-
rtimo de Santa Isabel sob minha direccAo ( oque
declaro porque sei qae elles se nio julgam'rehalla-
dos por seguirem meus conselhos, leudo sido meus
discpulos mocos lito illustradns como honestos, pro-
cesso de deaiofeccio, digo, reforjado por oulras me-
didas de prudencia, digo, jolgo, sem perigo algum,
pode vir o nosso collega lomar assenlo.
Nio digo a mesma cousa .para com aqoelles passa-
geiros qae foram enviados para a enseada de Abra-
ham parque anda me nio acho informado de lodas
as circumslancias ; talvez seja precisa urna desinfec-
fio muito mais penosa, um processo especialmente
reclamado e muito moroso, porquanlu trata-se de
desinfectar a navio, trala-s- de desinfectar ho-
mens cujas roupaa estio em um estado miseravel.
Como o parecer dg commissio nio eonclae por
este modo, eu nlo Ihe posso dar o mea voto.
A discusslo fies adiada fela hora ; e" levanta-se i
aessio.
"aaaa.i
GOzUUSSPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERMAMBDCO.
PIACHY.
\ alenca 10 de agosto.
Auno d_o uascimeuto de Nosso SenhorJess Chris-
to de IK'i, aottOdiat do.me: de agosto do dito
anno, afila villa de Valenra da comarca de Oeiras'
do Piauhy,estando eu em minha casa, e com sau-
de, peguei na peona, e sobre a idosa banca de mi-
nha desadornada sala, comecei a aliohavar esla ga-
ratujosa missiva, que voa enderezar au mon.ami el
imontw correspondente, de quem je tu terne
leur ; fazendo-o cerlo de que esta Ierra, donde Ihe
escrevo, dorme em perfeila paz o somuo do esta-
ciouameuto (), e tambera que este seu amigo lem
estado eom o pliysico um pouco atrapalhado ( menos
hoje... pois qae me nlo contradigo assim aos ps
juntos.... >-e qae continua a eslima-lo sincera-
mente. E para eonsler, seja ola inserta as vastas
columnas do melhor e raaior jornal do imperio ( he
a giganta do jornalismo brasileirao Diario de Per-
namlmconmguem o ignora ),e eu inupln raissi-
visla, eserevi esta a assiguo-a no fim.
Sir correspondente, leilo eale prembulo faiclo
de um auloamento, pauso a empalhar-lhe o lempo
intilmentee o lempo qae he lio precioso !__re-
ferindo-lhe certas couzlohas, que dei vislo e que
agora me veem caneca, -u ao caco, como cltama
a essa psrlc docorpo humano o km do Meo '/e
deAiichicta. um inlilulado petit roi de Campo-
Maior desla provincia :e Ihe supplco, moa cher
que mais esla vez, me honre com sua coatumada in-
dulgencia e altcnrao.
Quem urna vez ouvio o tttcmile,
Solfrera sempre am mananle.
He o que agoraaccede 1 Vine, por ser benigno,
oavlo allcnciosumenle a minha necea ; hoje v-e
em Trente de orna massada, que Taz boeejar de en-
fado ao mais curioso bagalelisla, e que he tanto
mais mortificante, quanto he mal arranjada e sem
nenhum mlercsse na referencia de algum peaueno
fado... ^
Ha muilo qoe Ihe nio escrevo, noticiando-
Ihe o qne interessa que o publico nio ignore,-e o
motivo he cortamente involuntario : por qoanlo
os onerosos serviros em que me orrupo e algumi
incoramodos de saude, oriundos de certos achaques
oudoencat privalivasdo Piaaliy, me trazem desa-
prumadoe nlo me deixam lempo dispur. Tod
Ipeo
jarm
em Ir
secrel
la-
,. -----._ ... --------.. .^.),,.. ,,(Mn. xooa-
via. qoando alies jiioforem lae, que me sobrepa-
cu-
me
me
iha-
qui,
jem a piililicidarie, nlo serei omisso na prosecu
tio de me ii (irme intento, qae hoje reputo por de
ver.K pois, eis-mo aqu, apresenlaudo-lhe apr-
senle garaluja, e requerendo-lhe desculpa pela fal-
la delta as occasioes competeules.
Antes do mais, Ihe dirc que ha dous mezes,
acho exilado neste centro inculto, onde ainda
nao pude acoalumar com o logar e com certos
Jilos e co-tumes dos habitantes. Nio Crea daqui,
que eu seja infeuso elles, ou queja me desavim
com alguus, nao poisque eu sou um niesquinhu in-
dividuo, queme acho sempre contente eom a mi-
nha ma orle, qualquer que seja o lugar em que
sleja e as peasoascum quem viva.
l,on(irmando-iiie com atjpiniio, que adoplo
tomo cheia de verdade, que he,do Sr. b,irao de
lindare,na* dire que vamos em paz otrauqolli-
lade ; mas sooienle que nio tamos tido disturbios,
nem assas*iuatos Cynthio.
Nao me coalumo nesle lugar, poique nesta c.hama-
ua nia, nlo obstante ser lertil > seu municipio, ra-
I pa-se Tome do rafeiro, por uio baver no mercado
genero comesdvel de qualid.de alguna, sobre nao
iiaverem. alem disso, outraacnmmodidade necejsa-
nasayida. Nio posso lambem coslumar-mecom
os lubilanle. .i,, Uma 6u oulra excePio honrosa',,
porque vivera divididos por intrigas encarnicadas,
cojas ungenssiomuitas vezes nsseidas de mal-en-
lendidos caprichoi, e da ignorancia dos deveres do
liomem social, ta homens l,1u estpidos e perver-
sos, que, desprezsndu o respailo que davem aossaus
semelhanles, e mofando infamemente de lodosos de-
veres de moral, religiao e civilidade, qae devam
observar,nao poupain a repulago alheia, invecti-
vando, com lodo o fel da maldade, contra os actos
mais puro daqueltes, cujo mrito Ihe disperta ove-
ja, e levando pala ra da amargara os feilos mais n-
timos recnditos da vida privada, equs, por este
modo, fazem de suas malditas linguas o latego io-
taraissiuio das repulac<)rs mais invulneraveis!lo-
vulneraveis?)disse menos bem;nio ha reputa-
rlo uem virlude iuvulneraveis para a liugoado
igftobil calumniador, do maldito detractor!... Nio
ha santidade inaceessivel aos seus Uros!....
Em verdade, me descosta sobremodo ver os hu-
men), entre quem convtn existir a mais prazivel
uniaoeconcordia, alasaalhartin-se mutuamente, pio-
tando-se uns malvados e revelando factos das vidas
uos dos outros com tanto odio, que fazem persuadir
que elles (rabaldam pelo seo anniquillameiilo moral
e social; e he por iaso que eu digo, que me nao
posso coslumar com elles.Pelo seguinte correio Ihe
escreveret, narrando-lhe, alm de ontros successos
que, porveniura. occorrerein, ama Intriga qae ha
entre o capilo l.udovico Soarca da Silva e o major
Angelo Custodio Leile Pereira, e cuja causa he urna
i bagatelta eprovm de birras e raneares de-prez i veis.
Hoje nao u faco porque nlo tenho o oecejsario des-
canso e lempo.Finalmente, de futuro Trei intei-
randu a Vmc. do qoe hci observado nesle inspido
lorrio, chamado Valenra; asseverando-lhe, como
sempre, a mais escrupulosa exaclidao em minhas
narrara'-.
Bem acertadamente disse o meu amigo Lima e
Castro, em sua primaira correspondencia ao Obser-
vador (do Maraohlo) em data de 15 de novembro do
auno passado,qoe o Piaqhy he rima provincia
a mais atrasada do.imperio do Brasil a, & v\(__pois
que realmente assim he. Quem observar os oossos
serlanejosd'aqui.e a miseria em que jazem quasi
todos us puiroadosvilliuhas do interior desla pro-
vincia, ver que ella, anda qae rica pela nalureza,
dorme, com lado, na apalhia e obscaridade, e que
a arlo e industria nao Ihe tocaran,, se quer, de
long'a :e se cooveneera enllo de qae o L. e
Castro foi consequeule a verdico em sua asses-
I lei xa n Jo de fallar sobre os mais pontos da provin-
cia, peco-lite que me escute, por un pouco, o q%e
Ihe.vou referir acerca desla villa. He urna narra-
cio seguida.quasi sem reflexesr era qae lmenle de-
sejo que seus leitores fiqaem certos que uo he eitg-
geracau quaodo se diz-oPiauhy ja: no atrazo e na-
miseria.e para que digam.cumo eu, que he o gover-
nodo Brasil o culpado, em parle, assim como osio
em, parle os seus mais abastados habitantes. Previ-
no que nlo entendo de poltica, nem sou de nen-
hum partido, que de mim, de certo, nio precisa, as-
sim como que nao me refiro smenle ao actual mi-
nisterio; mas fhllo de lodos es bao dirigido os destiuos da nacao drsd'a uossa glo-
riosa emauciparao, os quaes cuidando em erguer os
seus sectarios politicose conculcar us antagonistas
om opinioes -cegas e desarrazoadas, consomiram
assim o lempo em que deveram solicitar velar e em-
pregou os esforcos pelos melhoramentos e civilisa-
c.lii reaes de lodo o paiz.Dada esla explicarlo,
qoe, todava, nio exime ao actual goucer'nemeul da
parle da culpa, que Ihn cabe por justica,prepre-
se Vmc. para ouvir minha algarada da vaqueiro.
Valenra fica ao S. E. de Therezina, capital da
provincia, donde dista 47 leguas. Consta dp 3 roas
desiguaes. rompo-tas das casas bailas, velhas, -tijas
e arruinadas. Sio uns verdadeiros paadieiroa, qae
a incuria o deieixo i tal eslado teera-os reduzido!
No meio do esparo desigual, que deia nm aogulo
de 2 roas tortuosas que se eoconlnin,est as-cula-
da a nica igreja, que ha, c coja frontispicio diz pa-
ra o sal.
Ao sul da cilio,ein distancia de 69 bracas, ha um
perenne ulho d'agua a mais cristalina, para, boa e
salubre, que hri vislo (e olhe que nio nasci e criei
me aqu, Tenho.... etc. i, do qual sahe am delicioso
nachinho, que he, como uascente, perenne, e que,
endireitandojieu curso para o norte, corla pelo meio
a villa e vai confluir n'um riacho, tambero perenne
* muito brejoso, que corre ao norte da villa 37J bra-
cas distante.
A igreja, que he a un ka desla fregaezia de V. ,S\
O, esla em mo estado. Ao v-la e observa la por
denlro, senle-se um nao sei que de desgoslo e pena-
lidade. por tanto desprezo ou nenhum zlo pela ca-
sa de DOS, onde vao as fiis orar,e experimenta-
se tedio pelo felido, mais ..u meuos agudo e activo,
que exala a Ierra do recinto, ja ptrida e humde-
cida pela consumpcio nella de tantos cadveres.
tareceque este desornadotemplo.alisdigno He me-
Idor sortee tratamenloNaam oi acabado, ou, se foi,
so iw arrumado; porquanlu, fallando verdade. v-se
elle no maior c mais lastimavel desarraojo! Os cor-
redores, sobre nao estarem ladrilhado, como tam-
bem nio esli us caaisislorios ou sacristas e o cor-
po da igreja,estao,, alm disso, sem forro, sem ai-
aeio, enlulhados de rledacos de pause taimas, que
jazem deilados pelos oes das paredes, encostados pe-
los cantos, efc., etc.; otrerecendo assim um aspecto
desagradavel e triste!...
.0 preronceito, que ao vulgo ignorante faz crer,
qoe somenls vao direilinho ao oo, aqiiVrrTSrrma
cujos cadveres dormem nos tmulos sombreados
pelo ledo de om templo, e qae tem m tina, como
Ihe chama a tal srntalda, as que os respectivos cor-
pos esto sepultados n'ima chapada no meio das
mal use ou nos campo, esse preconceito oa prejaizo
dizi.i encesta infelizmente ,muilo arraigado oo es-
pirito daquella parle do nosso povo, a quem faltam
luzes e reflexoes, e por isso lie que infructuosamen-
te os homens doutos e sensatos quasi qne perdem o
seu lempo em escrever contra ese abnso estpido e
perniciosa, declamando forlemente, condemnando-o
e moslrando-o a evidencia suas funestas conseqaen-
cia. Essa parle do povo nio o acredita, conside-
ra-os por ftnpios, porque a erassa ignorancia em que
vive, Ihe impede a claridade da luz da raao'; e os
que osacreditam entresam-e a urna apathia culpa-
vel, a qual tem muita vez a sua base no maldito e-
aoisino, e nao curam de ajadar a por-se em accio
as bellas idea dnqoalaes conscienciosos e judicieos
escriptores. Nlo ha, por lano, pragmtica nem de-
clamaces a valerem contra este e outros qaejandos
nrejuizos, em quanto no povo houver essa deficien-
cia de saber e illustrarioque se observa.
Tenciono conversar com o reverendo Nogueira,
vigario collado nesta freguezla, a proposito da mes-
ma, da renda da fabrica da matriz, e de oulra cou-
sas relativas alim de inteirar a Vmc. e -aos leitores
do seu Diario.
Todo isto cusi se solfea ; o que, porem, se nlo
pode tolerar e que he um insulto tcito feilo as dis-
postres legislativa! he o menosprezo e completo
abandoooem qoe Terq a adminislracao da justica
aquelles que estao Incumbidos legitmente de a ze-
lar e solcitamente ministra-la ao povo !...
Esla villa perlence a comarca de Oeiras, a' eujo
termo esta"este reunido. O jtiiz municipal letrado,
bem como as ontras autoridades judiciarins, esta'
por tanto na ridade d'Oeiras, e os seus supplentes
nesle termo .io leigos e o que he intoleravel-
menle mil vezes pejor I lem snas moradas fura
e louge desla desgranada villa, e la vivera ein seu
perfeito deseanen, emqnantn por aqai vio snlfrendo
mora e preterirlo nos seus direilos, os que preten-
den! susleota-los parante a juslira.
Eiso motivo porque militas causas civeis dormem
ahi sem andamento ou prosegoimento. O'Sr. major
Reinaldo Soares da Silva, nm dos homens de bem
e eslimaveii desla termo, rico proprietario em urna
oceasiao em que con versa vamos acerca do objectode
que ora oceupo a alinelo de Vmc, queixou se de
que a conlinug falla dejuiz nesle julgado malfada-
do fosse a causa principal da demora prejudicial na
decalo de urna celo de eshulbo e forca nova, que
propoz a um miseravel sevandija que pretende e-
nhorear-se de um posse de Ierras qae Ihe perlence
etc.. etc.
O juiz de paz em eiercicio, capitio fulano de tal
do* anzet, mora daqoi distante 10 a 12 leguas, e
so por servir a peesoa de sos amlzade tem a esla
mesquinhu villa servir o seu emprego Qaizera
eu que isln alo fosse urna verdade lerrivel, mas pru-
curem-o aqui hoje nu em ootro qualquer dia de as-
sislenria, e se o acharara deem me as mos com
palmatoria. J v Vmc, sem que seja necessario di-
zer-lhc, que ha isto urna esponja que se passa por
sobre a lei, que neste misero centro de sertao n.lo
tem vigur: ao mena' assim o pensara, esses se-
nhores que orocedera du modo porque vendo da re-
ferir.
Pelo qae toca as autoridades policiacs do termo,
Ihe diret%oroente quo o quarlo supplente do dele-
gado em ejercicio tem sua residencia habitual daqoi
a amas 16 legua, e as pouca vezes em que vem a
villa, demora-se por poucos .lias. Os subdelegados
dos dutricliM, que sio dous. e bem assim o seus sup-
plenlesUuibeni residem distante desla, e quando
veem a negocios seus aqui dilalam-e por puuqui-
nho, mas he eulau quando as parles procuran! ju.tica,
lendo porem o desgoslo de uuvir da b-cca da aulori-
dade estas palavras:ir O seu iejroeiu requer muitos
das para ser decidido, e eu reliro-me hoje ou ama-
nilla : espere por fulano ( nutra auloridade de arr-
baselo \ que breve esta chegar aqui, que ir
adente com o seu ele.
Por ora aqui est o subdelegado*do primeiro dis-
tnclo, o capillo l.ui/. Alexandrno de Souza, que
he um excedente inoro, e a quem consagro amizade;
porem elle tem tambera de rclirar-se al oulubro
para sua casa daqui a 8 leguas.
Por este rudc o incompleto, mas verdico, bos-
quejo, compreheiide Vmc. qual ser* a sorle do des-
grasado povo desle municipio, vendo-se quasi pri-
vado de soccorrer se a juslira pblica sempre ane
se ve olTeiidido em seas diroilos, e quaes nio serlo
tambero a violencias que sollre de certos indivi-
duos, que abusando da forja c influencia que Ihes
dio seus vintn c vaquinha, a que elles chamam
rit/ar-.a, levara soh o azurrugue de seus raucorosos
rapriedos a inuilosiul'cli/.e- do povo e desfavoreci-
dos da fui luna a uma prsio arbitraria e violenta,
onde jazem sem cnlpa formada, al qoe us seu op-
preasores vin,alivus, ja farlos de humilha-los e uis-
sacra-los com insltame- oslenlacu, vio dizer a au-
loridade instrumento, que os mande por em Ii
berdade, porque ja estao salisfcilos'! !. Horror !.
Escndalo I I
Eu aqui Tallo conectivamente, nio peisonilico
porque nio quero, pois que me bao referid > factos
de tal jaez, apoulando-se-me os seus agentes, instra-
inenlos c pacientes.
Mea chara senlior com murta razio disso o ba-
rio de Pinlare, ha pouco na cmara dos anciSos,
que a nio ronsidera em paz um paiz, no qual um
desses dspotas locaes agarra a am homom, lem-no
preso por um anno, e no fim apparece um Aateai-
corput da relsjlo que diz, qua o homem est inno-
cente ; he solt, e nca impune o juiz qae mandn
a prisio e nella oonservon por espac.0 de nm anno
am cidadao brasileiro, que nio tinha a menor colpa!
Julgara' alguem em paz.Taccrescenla o reflexivo
e judicioao PindaJum paiz, onde se dio a miado
casos desla ordem T E. meu charo, sio verda-
'- inconlestaveis ; eu poderla citar alguos favitos
es, dos quaes teuho scieneia, mas eita acaban
-
des
desle
,-----------------,w .>vi,>a, ,,,a,i ^,, ufbilll-
do-se-me o papel a quero terminar com oulra ma-
teria. Fica para as posteriores, u diter-lhe mais a
respeito. Tambem contlnuarei a descripr,io de Va-
leuca, para o que me irei Informando adqaerindo
dados. Pro hae tice, ja* estando adiautado voo por
termo a presente manada.
As tentativas theatrittat do travesso Mosquita
stipra-nainerariodacontadoria da uossa provincial.
do qual Ihe tallo! minha traotscla, qua daqui Ihe
dirig vingarain ; pois acabo de recebar de Thore-
zina '
m'a
dos
dos
uma carta, na qual me diz o ara'iguiulio que
devolyeo, qae a no dia 21 de jutho prximo
paasado (iveram all om bom divertimeolo n'um
theatro arranjado por aubscripcio, no qual roi le-
vado a scena o drama era 3 actos Sodoa de sangue,
a que seseauo a farra, o Judas em tabbado d'alle-
luia, terminndose cora a aria do Simplicio da
Pautan, cantada pelo Hamos ( este Hamos he um
" calungat da adminislracio do correio da capital,
quaes ja Ihe falle.), ele. s
O amigo accrescenta que e.-e theatro foi mailo
concorndo e applauddo pela gente de gotto, e que
o mono do jlo Izidoro, apreciando subidamenje a
brincadeira da rapazeada, entre a qual esta' o ei-
Iravaganle Luiz MesquiU de Loureiro Marles como
'T0 aceu;se. p,ra edmc"r um "" i'r
nella haver o tal thealre. Sao nihilidades. por-
quanto theatro era Iderezina actualmente, e lendo
por movel o Mesquila.-signirica x?-miseria ^3!..
Soo obncadu a ticar aqui, por hoje; porem, se o
agente, a cuja voulade he preciso sajeitar-ons uestes
centros, nio hzer o estfela partir amanha rauito
cedo para a capital, pode ser que Ihe diga ainda
raais alguma cousa.Se nio poder dou-lhe de hoje
o meu adeos, e o receba.
Ahi vio raais duas meias duzias da linhas, em
que achara o que nio pude dar-lhe hoolem.
Da capiUl sabemos que o Exm. Sr. l)r. Pereira
de Larv.-ilho adiou para oulubro prximo futuro a
abertura da sessio da nossa assembla provincial, que
devia comecar os seus Irabalho no primeiro do j tildo
prximo pretrito. Na seguinte Ihe fallare! no desa-
. polamento qae eile adiaraeuto causou a alguos dos
digiiissimos subsidiario do Areopago-piaahuente.,,.
Honlem ouvi aocapitaoM. Ferreira Pulv, qoe o
Exm. Sr. Pereira de Carvalho pedir a sua demis-
sao, que Ihe Tora dada, e que he o Dr. Paranagu
quemo vem succeder na presidencia desta pobre
provincia.
1. T 9"reSi, uue "ao *lou aalisfeilo: rom o Sr.
F. de Carvallio vai muito bem o Pianhv ;coui oulro
.... nao.., nao sei...
Saude e dinhelro Ihe deseja o seu amigo
Cynt/ao.
PARAHIBA.
6 de oulubro de 1855.
Principiare! denunciando a irregularidade qoe
lem havido na reraesa de sea Diario, a qual creio
que provem principalmente do correio publico; por
quanto. recebemos o Diario de dala mais rcenle pelo
seu correio particular, ao passu que nos faltam ou-
tros n. de data atrazadj, qae,as|,vezes entretanto gi-
ram ua praca, conduzidus pelo correio do commer-
cio. Sei bem, qae olo esta' em suas maos acabar
com essas faltas, e que tem ferto quauto em si cabe
para regularisar esse servico, mesmo com despeza
saa; mas devo dizer-Ihe o qae occorre, nao s para
seu governo, como para que seus assignantes i-
bam, que laes laitas nao provem de descuido seu
rol instalada no dia 2 do crreme a assemuia
provincial, e continua calma em eus Irabalho.
lem-se reseutido da falta de.numero, porque os
seus membros nao estiveram moilo pressurosos tiara
esla sesslo. '
Foi contratado am tachvgrapho para lomar c
bl.car as discusses; por unto podereraos apreciar
mellioriheiile as inteligencias que alli fulgoram
A modestia lem le lo com que anda nio se emoe-
ndasse uma discusslo calorosa, que nos autorisasse a
nlo dizer a respeito de dicursos^-appare/i/ rari
nantes in gurgite mito ; mas espero que a parli-
maiiiq, que tem atacado todas as nos-as corporaces
deliberativas nio poupe a nossa assemblea, com a
qual sympathiso, e ainda mais svmpalhiiarei, se por
ventara ella impozer crescido trbulo a exportacio
da escravalura como convein aos nossos inleresses.
1) aqu mesmo ja que nio tenho um ausento
11 aquelle recinto, irei lembraodo com a devida ve-
nia, a medidas que me parecerem convenientes ao
bem da provincia. Nao sustentare! que ellas sejam
os mai uteis, porque me conheco para nio 1er taes
pretencoes; mas como mais veem tres olhos du que
don, auxiliare) com o meu em unida le o dous dos
alustrados membros.
S. Exc. o Sr. vice-presideote leu um bem elabo-
rado discurso, no qual deu conta de sua administra-
rlo e alas medidas qoe enfeude necessarias.
Creio que iiinguem despido de prevencoes, terti
quenotar na .dminjs.rac.lo desse dislinclo Paralii-
que nio goslo de desfazer as
'por esse titulo mallo merece de
Ja a apuo.
lmente que a proxiinidade da eterni-
zendo ver mais claro os erros" dos
los dos extranhos.
contra o qual muita gente clama.
lo do qae por pory|valiar devida-
_gdo mal, que nos he^juasi naturTa
' di^ossos^omaiwsrile nossas cousas;
- enche a*y*$nlb%. '
J7. P"'" *"'?,' e mu,la senle da provincia,
que nao temos Intelligancias, mritos e por conse-
q.iencia homens aptos para certos cargos ; mas eu
quizera que ae aprnximassem as altas capacidades
que uos vemos ao long, e que nos fosso permillido
annalisa-las despedidas do prestigio que as cerca, e
que taz augmeotar-lhe. as propurr,es para entio
vennos e conhecermo a differensa que vai de ho-
mem a homem ; e quanto auxilia ao mrito o lena-
dis ^q08 8e*^c,,* e M rc"f< de que pode
Creia que nao perco a mania demoralisador.e aue
cada vez vou entrando em maiores fandaras.
Benzeu-se no dia i o cemiterio publico desla ca-
pila com toda a solcronidade. Todos os sacerdotes
e religiosos que uio eatavam incoramodados, lodas
as irmandades e confrarias, todas as pessoas das dif-
ieren tesclasses sociaes. assistiram aquelle veueravel
acto que foi Tello pelo nosso desvelado e digno viga-
rio. Admire! o extraordinario concurso.
Aquelle aclo, um pouco fonebre, mas magstoso,
commovea-me, e Tez assallV-me entre oulras,
lembranrade quanto. nao estariam all obrindo.
m o saberem, o mesmo terreno que tem de cobri-
los eternamente....
Nulei a falta dos Benedictinos, e irmandade da
-santa casa.
S. Exc o Sr. vicepresidente, com o seu estado
maior, o Sr. r. chefe de polica, e varios membros
da assembloa provincial, assistiram tambera ao
aclo. ,
O cemilrio nio he dos peiores, mas ainda Ihe falte
bastante para chegar ao estado que he raiater.
1-aita-lhe principalmente uma capella, a qual de-
ve quanto iiles ser mandada edificar pela assemblea
provincial.
Tambem he mislcr a edificaclo de catacumbas,
que lenliam de servir para as pessoas que amara ds-
lincsoes a cusa de seu dinheiro, ainda depois de
moras.
Alguos embaracos teem apparecido para os enter-
ramentus, que sio muito naluraes no estabeleci-
mentos uovamente creados ; entretanto porem os
pesimistas attrfboem a culpa ao regulaineuto, que
he perfeitamente aemelhanle mutntii mutandit ao
dessa provincia.
He iiidubilavelmentt- o'oflicio mais Tacil dos co-
iihecidos, o de legislador, eieepto o de censor, que
anda he mais fcil.
Continuara a surgir candidatos i senatoria, e com
elles oa irabalho eleitoraes. Eu, em vista do nu-
mero crescido de aspirantes, quiz tambem apreson-
tar-me ; mas nao fui quaiiftcado nem ainda para vo-
taule. a falta de rditos legae. '
A' principio julgue que me lindara feilo favor Ii-
vrando-me da massada d ir a matriz, dos pedidos
dos candidatos, a das impusieres govsrnativus ; mas
hoje condero, aue fui um jogo da raeslre, qae fize-
ram comigo. Hei de de.-eobrir quem Toi da lem-
branr.i. e tambem hei de Tnzer-lhe uma raivinha em
recompensa.
Conlinoain as colijecluras acerca do novo presiden-
te desta provincia, e de sua missln.
Ja ha aqui quem o conheca, seja seu intimo amigo
e at perfile as pernas para os auireit, qae elle lem
de dar. Eu jiescovei minha casaca, feita em hon-
ra du Exm. Paes (Jarreto, que to ponen a desfruc-
tou.
Protesto, j qae os presidentes durum lio pouco,
nao fazer mais casaca em honra de ulgum.
A uossa salubridade publica vai sem alterarlo ; e>
lemoa e-peranras de escapar ao flagallo, que tem
acuitado o sul e o norte.
Os Ihugg vio Indo mais cordatos, e nio me cons-
ta, que tenliam desfeito alguma pul le.
U-i.i fuuccioisaiido o jury de Mamairguape, e bre-
vemente dir-llie lici o que alli ha feilo.
He nm dever de justica recommendar aos meus
devolados o padre Juaquim de Figueiredo Bezerrc,
que adi se ncha para-concurso da uma fregaezia.
Esse digno sacerdote, carregado de servico, dedi-
cado a igreja, honesto he digno do lugar que pre-
tende ; e felicito as o velhas, qae ti verein am tal
pastor.
Modesto e sem ambicies, seus lucros, dtduzidns
as pequeuasllespezas de ua familia, elle os erapre-
gou na reconstrucclo de 1 ma capella do pevo da in-
vucario da sendora das Cuiisolacea, onde morara,
freguaziado Taipii, e alli servio sempre de protector
pobreza desvalida.
Nio seotTeoda a modestia daquelle verdadeiru mi-
nistro do altar com este tribuiu ao seu mereciinen-
lo.
Estimo que continenla fruir saude. e ludo quan-
to he bom, sendo depois da saude o dinheiro.
PIBNAWUGO.
REPARTItJAC DA POLICA.
Parte do dii "9 de ontubro.
Illni. Exm. Sr.Lavo ao conhecimento de V.
Exc. que das difiranles participarleslioje recebidas
nesta reparticjlo coqsla lerem tido presos;
Pela delsgacia do segundo districto daste termo,
Luiz Nones da Silva, por briu.
Pela ubdelegacia da fregaezia do Recife, Ja-
cintho Mamede, por deaordem.
Pela siiddelegacia da fre&uezia de Sanio Antonio
(Emilio Pereira Meudes e Francisco Amonio Seve-
riano, tambera por desorden.
E pela subdelegara da freguezia da Varita, Es-
levao Rodrigues e Jos Peesoa, ambos por fer,-
mentoa.
Daos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco9 de oulubro de 1855.lUm. e Exm.
Sr. conselheiro Joa Benlo da Cunha e Figueiredo,
presidenta da provinciaO chefe de polica, Imx
Carlos de Paiva Teixeira.
O lllrai. 8r. Dr.ehefe da polica manda fazer pu-
blico para conhecimeulo de quera po.sa nteresur,
que pelo proprietario dos mnibus da cocheira da
ra da Cadaia de Santo Anlouio foi daelarado nesta
reparlico, nos termos do regulamenlo respectivo, a
lotariu dos mesmos mnibus, sendo esta a seguinte
OmuibuaPernambucana, 16 pessoas; Diinda'
Caxang, iguii e Apipucos, 18 pessoas cada um. '
Secretara da polica de Pernambuco 9 de oulu-
bro de 1855.O primeiro amanuense, Jos Xaoiei
Fautino Hamos.
A COMPANHIA DE VAPORES C0STE1R0S E
08 MELHORAMENTOS DA PROVINCIA.
Dois uiaii.les inelhorameiiloi para esta provincia
teem -ida preparados pelo poderes geral a provincial
e esto em vespera de ser realisados. O camiulio de
ferro do Recife ao ro de S. Francisco, e a compa-
nliia da vapores sio na verdade duas inage-loasem-
prezas, alimentadas e dirigidas pelo poderoso espi-
rito de a-.ociarlo e pelo concurso efticaz da naci e
da proviucii, diante da* quaes desapparecera lodos
esses meio acaudados imperfeilos que at aqui te-
mos empregado no ioteresse da agricultura c da ci-
vilisa;le.
A estrada de ferro lem de percorror o sul de Per-
nambuco al Agua-Preta, e d'ali demandar todo o
interior desla provincia, que lendo i forma de uma
espada, nlo he mais do qae uma extensa lingua de
Ierra com pequea largura. A companhia de va-
pores costiroi tem no seu dominio lodo o litoral da
provincia, assim ao sul como ao nurte, f por cnuse-
guiute o seu terreno mais cultivado ; porquanlu he
sabido que a caima de a-sucar.e as nossas principies
culturas verdadeirameule s exislem n'uraa zona dis-
tante doze leguas do mar.
A estrada de ferro lera de ser levada a efleito qua-
si nicamente por capilaes eslrangeiros com a vanta-
josa garanta de 7 por ceoto do governo geral e pro-
vincial. A companhia de vapores he-toda formada
por capilaes d'esta prafa e subvencionada durante
cerlo numero deannos por algumas provincias o pelo
Ihesouro cominom do Brasil.
A eslrada de ferro foi contratada com os Srs. de
Murnay coiuc.uidir.io de ser terminada no prazo tna-
ximohJe dozc annos, que esperarao ser muito re-
duzido na execucSo. A companhia de vapores ros--
leiros vai ja comecar as suas viageos, pois o magni-
fico vapor Mrquez de Olinia deveri aqui chegar
al 15 do ion ente.
A estrada de ferro foi promovida, alm de oulras
pessoas, pelo uoso actual presidente com lodo o es-
farro de sua posioio ollici.il e de sua influencia par-
ticular. Convocando extraordinariamente a assem-
blea da proviocia para ofierecer a garanta de 2 por
centoaddicionaesaos concedidos pelo governo ge-
ral, ja activando poderosamente em Londres e
no Ro de Janeiro as negociaces necessari-
as para que ella se effectuasse. O Sr. conselhei-
ro Jos Beulu, leve tambem o patriotismo de con-
ceder sem autorlsarlo, alm de algnn terrenos dt
mariuha um augmejilo de dez contos de subsidio a
companhia de vapores costeiros, que foi devidumen-
te approvado pela nossa Ilustrada assemblea pro-
vincial.
Nio he islo porm bastante para que essa navega-
51 o a vapor possa trazer agricultura e ao commer-
cio todas as vanlsgens que della esperamos e para
o que concorremos com lo largas subvencBes. Nio
basta querer as cousa c gastar com ellas muilo di-
nheiro ; he preciso tambem empregar os meio au-
xiliares para que ludo nio fique em desejos e despe-
za* esteris. L'm espirito inlelligenle e lgico nio
pode fugir a e-sa neceasidade.
Todos sabem que a provincia de Pernambuco he
pauprrima, nlo su em ros navegaveis cerno em
portos de mar. 'amandar he o nosso mellior por-
to ; os vapores costeiros teem de ahi locar-, a compa-
nhia ja mandou cooslroir nesse ponto um custoso
trapiche.. Ma, perguntamos nos, do que servir o
muito que despendemos cora a companhia e o mui-
to que ella despende com aconstrueco de seus mag-
nficos vapores e trapiche, se por exemplo, a Ta-
mandaro os agricultores nlo poderem conduzir os
seus gneros, alim de se aproveitarem do transporte
econmico e aperfeigoado dos vapores, em vez das
incomraodas e ronceiras barraca* '.' Tamatidar, on-
de lem de tocar os vapores da de ser, nao daMu vi-
da, o deposito geral dos productos do dislriclo
de Seriuhaera, Rio-Formosa e Una ; mas para isso
o que he preciso"? He indispensavel que saabram
a i'uminiinicaces necessarias, reunindo os ros Pa-
sa Maugabeira (despeza de Itl a 12 contos mel**>.,
rando o nacho Arequiudii (6 a 7 cotilos e a esli la
de Tamandar ao engenho Juadi com a ponte -
bre o Una.
Se temos muito prazer em ver melhorar esl, s
j soffrivei* s portas desta cidade e promover as*w
inilicaccs do Cabo e de Muribeca, apressarao-nos
j^dixJamJjem alguma cousa para a importante c
marca do Rio Formoso, que lem sido lio preter
at aqui nessa distrihuiclo.
_ B t'.oianna t A companhia occapa-se de construir
aS.i um trapiche ; mas do que servir elle, se nio
hoaver ama eslrada que v dessa cidade al o por-
to de Japomim '.' Ha muitos anuos que figura nos
orcamenlos feitos pela repartirn de obras publicas
e 11 is verbas do budget provincial a obra do nielho-
raraento do rio de (ioiauna, qae al aqui anda nao
acdou licitantes. V. nao ser una inderanisacAu
obrigadu e muito.leve a constracslo ou melhoramen-
lo dessa pequea estrada de meia legua, que vai de
l'ioianna ao porto de Japomim ?
Nazarelh he uma importante comarca qae tem
graude numero de engenhos, mas que em grande
distaucia desta cidade lem de transportar o assucar s
costas de cavaUos de modo lio dispendioso e imper-
feito ; ao paso que tem a poocas leguas o porto de
Ilapssoma, 110 manicipio de Ignaras. Nelle lem
de tocar a compauhia de vapores. Nlo seria pois
convenienle ligar por uma esttada a comarca de Na-
zarelh cum o portu de Hapissuma ?
POrlft de Ilalllnlias he um soflrivel ancoradoaro,
mas elje he intil emqaanlo nlo for aterrados os
alagadizos que impedem a communicarao dahi at
ao centro cultivado.
Cooliecemos perfeilaraente qae nem ludo isso he
possivel executar de repente. Mas a estrada de (ioiau-
na ao porto de Japomim, a linilo dos ros Passu e
Maugabeira ; e o inelhorameuto do riacho Arequn-
d sio indispejvsaveis desde jA autorisafio para
essas obra aeda-e ua faculdade ampia qae dio aos
presidentes as nossas leis de orcaraentn, nao s rela-
tivamente a estradas, como a respeito dos melhora-
mentos dos rosEssa aulorisasio acha-se tambem
no patriotismo do actual presidente, sempre que eu-
tende que he til uma medida e conta com a con-
tienda, de que a assemblea provincial Ihe tem dado
lio sobejas pravas. He bem certo que o nosso go-
verno he mais poltico du que administrativo ; sa-
bemos que um presidenta de provincia entregue ao
laborioso afn de noraear delegados, subdelegados e
ofliciaes da guarda nacional,- e a mil peqaeninos e
eiifadouhos objeclos que o oceapara, e para os quaes
lodos nos o impellimos, mal pode vollar a alienlo
para objeclos grandiosos, como sejam uma estrada
de Trro, uma companhia de vapores, um syslema
de iuslrucc.io publica. "Porm o Sr. conselheiro Jos
Benlo lem dado tantas prova da excellencia e elli-
eacia dos seus desejos nestes negocios, qoe estamos
certos que, sendo lgico eorasigo mesmo, anda desta
vez niu deixara de atlender as imperjosas exigencias
da companhia Pernambucana, da agricultura, do
commercio e de imporlanlssimas comarcas desta
provincia. O Sr. conselheiro Jos Benlo deve estar
convencido de que nada Ihe lia de ser mais honroso
de qua os saus esforcos nessa parte.
Consta-nos qae para facilitar a exeeucio das obras
da eslrada da (ioiauna, do rio Passo e dn Arequiad
a companhia Pernambucana resigna-sa a toma-
las por empreza. E eremos que nlo sera penoso ao
governo eiitender- dessa empreza A companhia pretende outrosim
construir a sua rosta, alera dos trapiches, algumas
oulras obras de ulilldade publica.
Faca pois tambem o governo mais algpraa cousa,
ajudando-n naquillo que pode !
4. A. S. C.
ci della allribuido a crimef de alguna de seu mem-
bros menor gravidade du que Ihe allrlbue o cdigo
militar, isau he cortamente uma consequencia queso
lira u odio ou a ignorancia.
Mas quem pude de ba-f contestar a uva general
commandante xle armas, o prudente arbitrio de em
certas circumslancias dadas, punir disciplinarraente
fallas, que ein regra deveriam se-lo peraute eonse-
hnde invesiiaaclo ou de gaerraf E quem jamis
Ib o cunlestou '.
Nem sempre o crime que esta exubsranlemeule
provado para o chafe militar, pode solo peranle uro
eonsellio e segundo as formulas exigidas em proces-
aos regalaras, uem sempre mesmo se poda ter cerla-
u que em am corpo nlo datem oftlclaas, mesmo de
atcaazi jMMnf, capazes de absolver a Insobordl-
na?io, e al de Iba servirem de pairnos ealicioios,
unicanisnle pelo goslo de contrarisrem saus chefe
qaa caprieham oa disciplina de seus subordinados,
00 para oslentarem uma phllanlropia rldlcola e tres-
loucada. Infelizmente ha desses em todas as classe,
ainda mesmo na mais nobre.
Os eommunieantes depois dejerem snpposlo por
hypolhese as precas castigada incursas em uma pe-
na mais grave, pas*arn a demonstrar que o Exm.
Sr. general usara de um arbitrio que nao Iha com-
peta, applicando-lhes am castigo mais suave,sem
ser por isso menos atroz, menos brbaro, menos
iniquo, meuos deshonroso paraaclnase, preten-
den) lavar a culpa des-as praras, diffamandu o sea
commnndanle de destacamento. Segundo elles o
commandandanledo destacamento be quem devera
ser punido, porque nio he de presumir que soldados
veldos se amotinassem sem razio,e porque em um-
ma elles sabem que o motivo pruveio de se au que-
rer de-arranchar essas pracas, e de quererse dar a
elape em carne de bui morlo com biclierra, e nlo
em dinheiro! ora es ah o que he entender bem a
disciplina! eis ahi o que he amor de sua classe!
presume-se ante a prevaricacSo no commaodaute
do que a indisciplina no commandados potlu-se
a larda de um seu companheiro e sen igaal, para
justihcar-se a insubordinarlo dos soldados!
Ma
ao commandante du destacamento de" rahuns es-
lariam porventara os seu soldados isentos do casti-
go? De qae cdigo militar he esse direito que se
concede ao soldado de exigir do seu commandante
que o desarranche, e qne Ihe d a etape em dinhei-
ro antes do que em genero, e qoe o autorise a con
seguilo pela anteara eom as armas na mo? Os
eommunieantes que lio lidoa sio, e que devero s-Io,
dos artigos de guerra, nao lerio porveutura conhe-
ciraenlo do art. 17, que declara c,ue o soldado deve
eoutentar-sa com a paga, quarlel e uniforme qae se
Ihe der, sob pena de ser castigado como amotinador
se se uppuzer nio querendo receb-lo ?
O eommunieantes sabem perfeilameote quaes sao
os meius legitimo que teera os subordinados para
oblerem justica contra os seus superiores.
A* praras do destacamento de Garanhuns linlian
pois eoraraeleidu ama falta grave que nio poda licar
impune, mas que poderia fica-lo se se Ihe quizesse
appliear a lei em todo o seu rigor : e a disciplina da
guarnirlo sob o commaodo do nobre general, sofire-
ra gravemente : foram castigadas com chibaladas,
palavras que os eommunieantes s escrevem em gri-
fo, qoe he para elles um cspaiilalho, que podara
ser mesmo ludo quanto eiles quizerem de brbaro,
de degradante, de deshonroso, mis que a legislacao
militar do paiz nio considera assim, c que nao foi
ainda iluminada da sua disciplina; quando o for
afnancamos aos eommunieantes que o nobre general
nlo usara mais da chbala em seus castigos.
Al a circumstancia du logar sonde o castigo foi
feito, servio aos eommunieantes de fundamento para
suas aecusace* contra o nobre general. Quizeram
considera-lo como uma injuria, uma deshonra para
o baljlhlo que cUesdenoraioam victima, e coja re-
signadlo exaltara !
Prescindindo do pensamento profundamente sub-
versivo qoe ae occulla em semelhante phraseologia,
vejamos em que consiste essa pretendida injuria.
Tratava-se porveniura de algam desses factos sira-
plices que se corrigem frente de ama companhia?
tratava-se de algum castigo desses que nlo dizem
respeito senio a quem o soure ? Nio, tratava-se de
um faci coja gravidade devia Tazer-se sentir a to-
das as pracas da guarnirlo, cuja punirlo tinha de
servir nio s de castigo aos criminosos, mas de exem-
plo a iguaes tentativas. Era preciso dar-lhe toda
a publicidade e solemndsde, e isso havia-se de fa-
zer no quartel do 4 batalhio em Olinda, e qoe
quando muilo poda formar de 30- a iO pracas? E
nao oaquelte em que est aquarlellda a forca prin-
cipal da guaroifio nesta capital? E quando mesmo
oio honvessem estas raznes para justificar a S. Exc,
em qoe he qbe se faz injuria ao soldado quando se
o manda castigar em um quarlel de nutro corpo que
tilo o seu? Ser em a presen lalo aos seus cantara-
das dos outros corpus como dm exemplo da severida-
de da disciplina militar? Mas em primeiro lagar es-
ta esta do qae o falso pundonor daquelle que a dea-
preza.
Porm o mais interessanle he ver cerno os cora-
muuicantes enconlram na ordem do dia do lenenle-
curontl commandante desse batalhio um protesto
contra o procedimenlo .do nobre geoerl, quaudo
nos nio vemos, e ningaem de sensu pude ver ah
oulra cousa senio o justo pezar de que praras qoe
al enllo se haviam portado bem livessem com-
mellido lio grave delicio, e um conselho de bom
cheTe que adverle seu subordinados para que nio ae
reproduzam laes factos. E nem de outro modo po-
do! os esforcos afira de qaa as Toases conscieuciai nao
vos acense in. f 'a
Cidadlos.Dai sem recusa os vosaos voto a en*e
prestante th'.eta da mouarchia.e de nada temis.
Um Pernamlmcasw.
0 dia 4 de ontubro crrante foi para us o .mai
grandioso qae tem decorrido tan Cal* do nossa
vida, e um dos raais maguilroo ua pagina du*
los. Este dia deu em oulras lampos aos hab
de Atis a maior gloria do universo Ha huu
do Seraphico Sn-Fraucsco,sm uossa bella provincia
tocou-no* das raais lernas a ssudoaa tecordoroes ;
a essa da*, poli, qae no sucheu du mais piadoso
prazer e nos cumpeuelrou prufundamanle dasubl-
midada da reiigiio cluistla, nlo podemo doixar
pausar desapercebido.
So o haroisino do conquistadores, seo* pr;l
dos grande* e do* ricos, so as pompas do* fesla-
fanaa lo decantadas aos olhos des potos; pi
nio fallaremos ds maior dos hroes da Ierra, do
santo couquislader do eco ? Etquecer lio nompooi
dia seria quasi orna hereaia ; nlo meiuorarmo a sua
festa feita no convenio de sos ordem nesla cidade,.
seria um culpavel esquecmenlo de nos mesmo em1
relacio ao qae ha de mais sagrado para o humean.
Nio he, porlanlo, a lisonja que nos desprende
paiavra, nem nos leva a publicar estas liabas!
que lendem a mostrar qoe o espirito religioso eres-
ce em uossa bella provincia ese purifica enda ve*.
mais, o que ainda o amor e davorjto pelo sanio pa-
triarcha nlo sao arrefecidos uo coreQlu dos seajanea- .'
pre virtuosos tildo.
No dia 4 do crranle a igreja de San-t rancisco
representrsenos am verdadeiro paraize ; nao obs- .
lante nlo haver a pompa da* 'estas da luso, uunca
o acriu e a aimplicidade eiprioiiram lauto o su- I
blime.
O claustro cercado de alvas columna* apreeeuWva
ama agradavel perspectiva ; lias quadras formadas
pelas arcada* de cantara que sustentara as abobadas
ero que deseaneam oa peilurl* da clausura. viam^H
grandea e primorosos quadrus da historia' relativa J^B
Por niu termo a habito de 1er os jornaes que qua-
si exclusivainenle tralam de pnlilca, fui s ha pou-
cos dias que vimos 110 Echo Pernambucano de do
raez prximo passado um artigo communicado em
que o Exm. Sr. general commandante das armas da
provincia de atrozmente invectivado, era consequen-
cia du castigq que don dias antes mandara fazer era
varia pracas dp 4 batalhio de anudara, que ra-
ziara parle do deslacamer.iu volante de Oaranhuns.
E como estamos bem informados sobre etae facto,
e rauito ups iuleressainus pela boa ordem de nos-
so paiz e pela disciplina e crdito da briosa classe
militar, aasenlamos dizer alguma cousa em resposla.
Esse arligo de lu desarrazoado e lio inconvenien-
te 110 fondo, quanto ridiculo na forma. Depois de
uma longa tirada de pallielico de mo gosto, de uma
discripelo quasi cmica, de um facto qne elle qua-
lifica de trgico, c que alias nada tem de ai ma, nem
de oulra cousa, e atravz de alhues ferinas pes-
soa de S. Etc., entra u cnram.inicanlu, ou melhor
os eommunieantes, ua apreciarlo dae*rezes de seu
procedimenlo.
Qual he, porm, em summa, a necusariu que Ihe
dingem? nccusam-no de ter mandado dar 5U0, IU0
ou :HX) chibaladas em soldados que elles meamos
coiifessam que aa fossein julgados segundo os arligo
de guerra (art. 15). leram de ser luzilados: e fun-
dados alisto courluein, qualificaudu o procedimenlo
de S. Exc. cumo iniquo,como nm allantado era sum-
ma contra os bros da classe a que ellet perlencem '.
Como um desses factos que fazem-corar de vergonha
a hunianidade !
S. Exc. nlo poda arrogar-se a faculdade da casti-
gar cora algumas centenas de chibaladas pracas
nmotinadoras, que lindara tomado arma* paraoppor-
se a ama dclibt-racin do sau commandante de destaca*
ment; bem, cliamai-o emboca arbitrario, dizeique
alie nlo eslava autorisadu a modificar o rigor da lei,
ma* eqnipara-lo a um monitro, a um desacredita-
dor ou penegaidor de raa claata por lor tm banefl-
quandu mesmo fo-se exacto o que se imputa alganstaclos da vida do Saulo PadM, e outro*
tos da Igreja Calhotiea.
No capitulo estavam diversos pauoe ato Serfico ..
San-Francisco: lio perfeila eram as imagen, e por -
tal modo estavam revestida e colloeadas. que cao-
savam as mais toeaole* irapresses.
Na sacrista, em a capella da* Drea eslava o 1
Santo Patriarcha morlo careado do* seus discpulos
e do anjos. Aqui uos Taltam expraasoe* para des-
crever os sentimenlos qua lado elirislao exparimea-
tava ao approiiuiar-se OJ> tmulo e a contemplar
aquelle rosto paludo, aqaelle* membros desc,
dos ; erafim aqaelle Sanie Padre, qua donara *
uo corpo os vestigios 41 mais austera penitencia e
o sigaaes da verdadeira humildad*, e 110 aaseticu
semblantea alma a mais pura, a cora5aj o ntffs in-
nocente,
A's II hora* principiou a (esta, a que asaaotiraui
o Exm. contelheire proaidente da provincia, os Uo-
des Capuchinhos, religioso Carmelitana*, diversos
clrigos seculares, irmlos confrades e terceirosdaoi- -
dem e militas entras pessoas grado*.
A orchesira ara completa a bem aliada, a raot
ca boa e bem desempenhada.
Concluido o loria pregoa o Rvm. padre 11
Capntrano am pomposo panegrico ao imn
dador da Ordem Franciscana; o eu d
um primor d'arle : vime* o orador
plandido, e ao sabir do pulpito foi cumprii tillado,
por grande uumero de pessoas. ..
Finda a festa ama banda de raasica milito
IP coro o tocou diversa* pecas ejcolhidas,
das quaes os fiis, cheios de fervor religioso, foram
reverentemente salando do templo ; enlreUul
sacerdotes ofiicianles e assisleotes, qua so liiihain
dirigido sacrista, depunham sbi o* agrado* para
ment ; e apena* acl>m .1 oraetto do costante,
toa a campa do refeitorio chamando a coran
.1 esle. L'm momelo ainda nlo era pa**a
religiosos digno discpulos du Seraphico
cisco e achavam 110 refeitorio do conven
dos de um amor ineflavel.
Ah nao temos cora* para pialar o uaeri
excellencia do painel, que ante uo**
sentimenlos desperlava. A raiuha
lai;o sagrado dos corarles, que mundo f
conhece, o amor fraternal, osla p.
Evangelho, a cardade mfiro, ara a cadaia
que nese lugar apertava os pello
les. eulrelacava todos os braos,
dictava lodas paiavra*.
Foi enlao que tiranta* de preseociar
(ico espectculo : era um jamar dedwa< sao
brea; por certo que nada lem
magnifico e sensibilisador qae esse
amor do prximo.
O refeitorio cita va decnteme:
era oceupado por tele mata* do duze _
redor dess meta* se achavam aaaautsda
0ilen(a desvallidos do sexo maacul
do convento mais de trala iranias mendigas 1
davam a sua roteicSo.
Depois da bencao do-jaiilar, cujas orai.
en toadas com aquelle fervor que soe u
rar o sentimenlo da earida' comprovinciano, Dr. Ignacio Firmo Xavier, r
tou uma eloqueule orarao anloga ao aclo, o tal
o tlenlo coloqese lianvo mais nessa occasilo Uo
solemne, que de mullos olhos brolarau:
de ternura e amor fraternal. Alle-temesU nos-::
sercio os propros qae hamidecerain seus lenc,y
que contritamente o presenciaran). 'Jg
Em seguida cume^uu o servico do jantar, qu
feilo com toda a legularidade deaejavel. Os oa4|
do*os reli.-ioio Franciscanos, cora o seu digno pi
lado frente, ajuilado* lapr ?1guns lerceiros, reli
sos Carmelitas, clrigos e diversos seculares, fi
os ervos da meu. Oh 1 corno ora venera val, a
lo, magesloso e ebrio de edificarlo ^^
do Jess Chrislo, os fillios do Santo Padre )
cisco, rom a loalha ao hombro, gu-
iale no,sala, em todas direecAe
uenhum do* nosso* irmlos desvalidos a
com efluslo de amor chamavam meus filboa !
Mirem-se nesle espelho os egostas, os orgulho-
mundo, reconhecam a lastimem a masera ea
jazem.
Far'loa os nossos irmlos em Jess Caris!
si re as pobres da portara, que foraaa igualmente
bem servidas, levantou-se a mesa, receben do cada
um nma moda de eento o essenta res, uma calca
e uma camisa, em follas, a mia um rosar
que em cada peseoco la carikoaamenle botando o
. reverendo padre mestre Franetscann pregado- da
.' capella imperial, tr. Joaqun do Espirito Santo.
Pronunciar esto nome he fazer o tea elogio." Essa
discipaht do Seraphico Padre, ainda verde nos an-
nos, he maduro na pratica das virtudes que sou.
meilre ensinou. Fallem por nt, completem o nosso
peiisimanlo a seo respeito, ea enTermos dos hoapilaes
desta cidade, os encareera.lo a toda* os qae liab-
lam a morada aonde a indigeoeU, a anganlia a a
tnorte da desventara exercem aa imperio martv-
risador. -._
Ralera nao esqoecer, qoe o Sr. presidente da pto-
> meia, Dr. Jos Bento da Canha o Figoeirodo, loco
depois do sermlo da festa, foi erpontanramenlo ao
refeitorio para o po flm de nesse logar visitar oV
pobres desla cidade em" corporacio. Fallava bem
alto ao corajio o ver a agaloada casaca verde da
presidencia rostir fraUrhalmente pelas veste
mendieidade. Esse acto de cbrlstandade que S. I,
praticnu o faz por mais um titulo eredor da estima a
consideracio dos homens de bem, qae prexam em
rauito a reiigiio do* seus antep- <
A noilo'nlo fui menos esplendida do que o dia; a
illuminariu foi bem docente, e um concurso de povo
afTIuin do todas as parles para asthlir os oflicioi T- T^
.vino*.
As 7 horas entrou o acto da commemoracao do
anu versarlo do t ran sito do Sanio padre (! de-
pois do sea passamenlo. que leve, lugar u mesma ,
dora do da 4 de oulubro de fijo. Ao cantarera os
Levitas o ultimo veno do Psalmolil locaram
campas, as sinetas e sinos do convento.cahiram II
du reo sobre as cabecas do clero e do povo, que, '
com os joelhos em ierra, estavam em xtasi*, loca-
ram a* msicas dentro e fra do templo : tanto re-
gosijo annouciavaquenSantodos Santas acalava
de trauspor o lumiar das pori.-is da beniavantti-
ranea.
Depois deam acto 13o tecanle pregn o ex
hpirilo Sanio, que anda esta vez coMien maia uma
imrnarcescivel cor* do loaros. Seguio-
Deum, e com este cntico divino se poz terna
liid*|la de sempre- memoravel dia
jia procedar^arn commandante de balalbao que coiu-
vhTme bem quanto vele a disciplina de um cor-
o^gi, e quauta he a respontabitidade de um coin-
^A dontrina estragada dos eommunieantes nlo para
nlslo : veja-se cumo sao julgados 110 final de seu ar-
tigo os sentimentos de juslira do nobre general: di-
zem elles que entre o chibalados havia o tildo de
am capillo commtpdanle actual da polica, da Ba-
ha e ex-ajudanle de orden* de S. Exc.! ora ei ahi
um grande crime. urna prova manifesta da injusticia
e da iuquidado de S. Exc, castigar a todos os cul-
pados, sem quertraliender a (ao boas reccoramenda-
ces De modo que, se S. Exc. excepluasse a esse
auipecada amotinador, s por dizer que era filno de
seu ex-ajudante de orden, que alias parece nao te-
lo em tal coyla, e easligasse as qae nao raziara tas*
declaraces no momento do-castigo, seria enllo
mais justo, mais equitativo, entio seria om verda-
deiro Broto. Mas nio, S. Exc. o mandou castigar do
mesmo modo que aos outros, sem se importar mesmo
que esse fillio uos Iranzesda vergonha se lembras-
se de aroaldicpar o nome de seu pai, de qae se es-
quecera quando commelleu o crime: isto be sem da
vida ama monstruosidade I 1 !
As oulra* praras deviam ser tambera ixemplas do
castigo porque tinham muilo lempo de praca e mui-
tos bons serviros de modo que o soldado velho que
mais deve conhecer e cumnrir saus deveres, menas
deve sor panidu quando oPtransgride 011 despreza ;
e quan uo tem prestado bons ervicos esta autorisadu
a pralicar impunemente quaesquercrimes, al aquel-
les qoe maia atfectam a honra e os lirios de sua clas-
se, e os seas juramento de anidado.
O soldado veterano qae por mailo lempo servio
bem, e que em uma conjunctura dado cammettao
accidentalmente um crime pode quando muilo. e
por quidade, ter jus a alguma altennacio oa indul-
gencia ; e indulgencia houve certamenle o modo
porque foram castigadas as pracas de qoe tratamos:
se a censara fosse por este lado, lalvez fosse mais
bem fuodada, mas o fado linda,como lem, uma ex
plicajao natural e houroia aos sentimenlos'do nobre
general.
Em summa, o arligo a que respondemos lie de
priocipio a fim destinado a figurar o oobre general
como |um clieTe menosprezador, ou desatlencioso
para com os mus cumpanheiros d'arroas ; roas todos
estes o conhecetn e o tratara, sabem em que conta
elle tem o seu mrito, e em quanto avalla a uniio e
a eslima reciproca, que devem deslingar os verda-
deiro* militares. Nao podem acr bons juzes em se-
melhante caso oa proprios que sio os primeiro* a in-
juriar um compaiiheiro d**re*peitado por seos su-
bordinados para defieuderem "a estes : que pregara
doulrina* subversivas contra a disciplina que jura-
ra m raauler. Eses nao lem o direilu de pergunl.ir
em seu zelo farisaico, qual sera o futuro do soldado
brasileiro, qne sorle Ihe est destinada. Nos Ihe di-
ramos, respondei vos meamos que confunds o sol-
dado respeiladqr de seus deveres, com o* ainoliua-
dores que tomara arma* para reseslirem as orden* de
seus superiores: re rando o castigo da insnbordinacio, tornis impossi-
vel a recompensa ao mrito ; responda s mesmo
que quebrando os lacos de obediencia do* subordi-
nado* para o chefe, aniquilis o exercito ; respondei
vos mesmo, qual er o futuro e a surte do soldado,
qoando 09 proprios generar* nlo eslo llvres dos ala-
uc annimo* da insubordinaran e da indisciplina.
ara niis a resposla he faeil: quando cada ora no
seu poslo liver renunciado a esses e a ontros hbitos
pengoso, a sorle do bom soldado ser o premio e as
Imnraque Ido forem divido*eado mo a infamia
e a pena que elle merecer.
E he por isso que ha soldados que cliegam a ser
generaos eofliciaes superiores, assim como ha offl-
ciaes esuperiores que nem sonara dignos de ser sol-
dados. O Exm. general Culhn esli no primeiro ca-
so, com razio o indicara os communieantet. Como
rhegon elle a galgar o poslo em que se acha. A dis-
tancia de praca de pret al a esse poslo he muita,
he iramensa, mas niu ha distancia que se nlo ven-
ta rom a honra e com a espada que serve bem a seo
pan-.. A infiriordade do ponto de partida do nobre
genaral era vez de ser para elle m motivo de desaire
ou de pejo. he pelo contrario o seu melhor titulo, be
o qua mais o deve encher de nnbra orgulho. Sim,
he com a probidad* cvica, e eom o valor no campo
da balalha, e nlo com deatribe* de gazela que *
verdadeiro militar pode chegar com dignidade a
com gloria a* alias posicOes da sua classe.
** Ka
Cidadloa. Approxima-te o dia em que deveis
suiadus pur vussas cunscicucias depositar ua urna
dus deslios desla provincia r votos para depulado*
provincia* ; approxiiua-*o por consegrante o dia
que deven esculher homens, cuja illustracju unida
a mural e bons costun.es possam dirigir com justica
e verdade, o* dignos liabilantes desla heroica pro-
vincia.
Lembrai-voa, entra muilo* oulro, qu* natural-
mente lendea em vossaa mentes dn Illm. a*. Dr.
Antonio de VasconcellusMenezes de Drummond, ci-
dadao probo, honesto e de mui non* coslnmes qne
al hoje se tem portado como constante defensor das
leis e do throno imperial.
Finalmente pensai bem sobre eile Illiisinulo Per
nambocano, e entio deacnbrindo nelle o qae acaba-
mos de dizer, dar-.'he-heia oa vosaos vol* o .varei*
qut elle iocanuvel dos bent di patria, nvidar* lo.
Srs. redactare:Pan que a provincia confiera
ao cidadlos qua devem ser volados para depotads
provinciae, eu aprsenlo a lisia juola que dev
duvida alguma, merecer o* votos conscienciosos dos
dignos eieitores da provincia.
I Bario de Camaragibe.
Dr. Jernimo Marliniano Figueira de Mello.
t Veedor Sebaslilo do Regu Burro.
i Dr. Joaquim Pire* Machado Portella.
> r. Joaquim Jos Ta Fouaecn.
6 Dr. Filippe LopeaNe:
1 Dr. Joaquim VilelU de Catiro Tarares.
a Jl" r0"""0 ViWU d* G"1'0 't"ara*.
.0 1 iati Menoes da Cunda Aevodu.
ti) lanado Joaquim de Souza I.elo.
11 General Abren e Lima.
12 Cunego Joaquim Pinlo de Campos.
13 Truanla-coronel Joio Valentim Villel.
1 i Major Florendk Jos Carnero Munleii-u.
15 Dr. Maooel do Nascimenln Machado Portella.
16 Dr. Ai.Ionio Vicente do Nasciroenlo Hposa.
17 Dr. Joaquim de Soasa Res.
18 Dr. Antonio Luiz Caralcanli de Albuquerque.
19 Escrivio Florianno Corris de Dril. "*
20 Dr. Bras Florentino Henriques da Silva.
21 Dr. Jos Antonio da Figueiredo.
22 Vigario Venancio Heurique sk He/ende.
2:1 Padre" Joaquim Raphael da Sil
M Dr. Francisco Alves de Souza Carvalho.
25 Dr. Antonio Joaquim de Muraes e Sih
27 Teuenle-coronel. AntonioCarneiro Machado
Rio*.
27 Simplicio Jos de Mello.
d8 Dr. Joaquim Frauciaco Duarte. .
2! Dr. Jlo Domiusues Ua Si
30 D. Jos Mara Moscoto da Veiga Pes!
31 Dr. Lourento Fraiicisro de Aimeid Calauln
J2 Dr. Joaquim Eduardo Pina.
? VB.!r-' N'm"' S. Joio Galberlo.
.14 leliciaiio Pereira de Lira.
35 Dr. Vicente Ferreira Gomes.
36 Tenenle-coronel Jo* Antonio Lopes.
0 Malulo.
>
r



'l fLialO A PEDIDO.
DIARIO OE PCMMIUCO OUARTA FEIRI 10 OE OUTBRO UDE 185b
I
--->
%
Itriocom o vial o si -ministro Josk' Nunei de
Fiiula entrego a ailuiinistracao 4a veneracel or-
tmttrteira te San Francisco 4a cidade da Olin-
4* ao irmao ministro actual, Joo Ootrakes Ro-
drigues Franca.
Clarissimo irmao ministreCoqieio de mii.ha iu-
capa:id.de, reiuarls ao mita o paneso ilever de te
lUr-v quauti uccorreo em uusw veneravel ordem
ierra ira, maule minlia adminislraeao e de iudicar-
vos agonal pn>vidaiieia, de que me parece depeu-
denls piwpeud.de de la reipeilavel contraria, se
a islume uao torcasae o artigo dos estatutos de nos-
as ordem, que nus rege : altendeod pois a aata cir-
cuiuauncia digiui-vo. ouvir-me coni alinelo, e re-
levar-me as faltas, que necesariamente liaveis de
encontrar na sucinte, na verdadeira eiposicao que
voolazer-v.
lonuede eVtnU da adraitnsIracHo desta respeilaval
ordea no fia 21) de agosto de 1851, sendo-me Irans-
oiiltlJa pelo noiiso milito charo irmao ev ministro
l.nic Jos'Ci6oziga, coulieci o quanto Irabalhou dito
rnijii^Mra augmento e pcoaperida le denosta urdem,
e. seguindo ainamente o Irillio cerlo da mesina ad-
oiiuislrac.ao, so olliei para o esplendor de nona or-
dem. sendo o principal movel un decente cemilerio;
a ello propuz-rue abnndo urna subscripcao petos uo*.
siwiiiuaas, alira de alcancar o fim qun desejava;
ouio efleito possa asseverar vos que existe proiupto o
nosso camiterio com aquella decencia que lb possi-
val a tata orduin, gastando-se na factura do inesmo
I:IW-i;o6u, leudu SOtg de subscripcao dos irmos, e
o mus do iiosao patrimonio, e moile muis importa-
ra siuao fosse a coadjuvacao, que deu para taclura
du inesmo cemilerio onosso irmao secretario Manoel
Jos de Azevedo Santos de alguna nbjectos que no
inesmo ceiniler u sa etnpregarau.
Conhecendo quanto onerosa licava a et.la respeila-
*el i dem a cotitiuuftc*.o de entradas de novo irmaus
pela autiga jai i, liz convocar urna mesi ronjuncta,
a qual deliberon que fo irmao da entrada, protissao, remiisao k olllcio de
agona, a qual deliberado acha-se em vigor, e du-
ranlu minlia admidilrarao orcaram a entradas e
probarte em l.~i59*00 : l.mbain conheenndo que os
auoutea do* irir ios estavaiu em bstanle atrato, pro-
put la mesma mesa conjunta deliberou que lodo o
irmSuajne se qnizesae remir o farla com -1&; com ef-
leilo siguas lem-se remido, e durante esta adminis-
trarse imperial am era 54* as remisses. Os predios
do noaso patruroiiio acham-se com alguma ruinas,
Doren com ludo todos esUto oceupados e sua arreca-
dacaoem dia, recebendo-ee ueata presente adminis-
tra ci HOS de aluguels. Soinmou a nosa receita
em 8179970 e a despera em l:1ite, havendo um sal-
do centra a ordem de 5529032, acudo 4HOB300 a fa-
vor lo iriua (|ue vos esUi (aliando, ~l{i752 a favor
de ei-syndico laiz Jos Piolo da Cosa. Acbam-se
aaaragados lados os nossoi i raos finados.
Cum bastante custo e embarazo apnisenluu esla
taapoiUvel ordtro avista dos fiis a prociasao de cio-
** na qual comparecen nossi irmAa ordem lerceira
da cidade do Bjcife, e foi pira lamentar que um da
derijoroao invern viease deslustrar lio brilliaola
quao esplendido acto.
Com pcazer participo a V. C. que por deliberaba
'la Besa regado- a requerimento do nosso irmao so-
> Maneel Jas de Aevedo Santos, pedio-se a
?Wa previucial .desta provincia, nina lotera a
w deuossa trdem para o fin de fazer-se um hos-
tal, onde postam er tratados os irmflos terceiros
ruahiiidos ao exlado de pobreza ; foi-nns concedida
>m lotera de I00KI00, que dever.i correr na sa-
dmiDisIrar.to de V. C. oque assim sendo e ten-
raia da ama ver dado V. C. provas do zelo e
a que lean para cun esla respeilsvel ordem,
M ejem'maito breve gozario os nassos irmao
dea da furluaa de uina casi, onda no estado
deainaya vio eneoutrar um lenitivo ai suas dores,
leva laodosuat votes ao Allisaimo erogando mil be-
uefirios sobre iqnelte que assim o pralioou.
^A noasa secrMaria acha-se em bastante alrazo, nao
por negligencia: dos habis secretarios que tem ocru-
pada esse emprego. mas sim por Talla de livros.
IHasi.iadminUttarJo s ptide mandar seliar e rubri-
car (lo juiz ceinpeteule o nosso livro das actas, e
precisando anda comprar-se alguna livrds. que s3o
idi.pensaveis para o bom rgimen da mesma se-
retiria, pois como sabis he a ronte principal da
nasas erdem.
Kenejou-ae nom salemnidade o nots) padroeiro
apezir doa inconveniente-, que appareccram. I)u-
Taotci o priMcipio de mfulia'adniinislracao alguns
dissabores appareceram entre a ordem e religiosos
do cnuveak), wem eata a cliegada do riuilo .ligno
preludo aeldai Pr. Jota Baptista do Espirito Sanio
desatipareceram os males detla ordem. a deje posso
asneverar a V. C. que reina a man fraternal amisa-
de entre o< religiosos e o terceiros.
Seria eu lucalo se eoncluisse o meu rnlalorio sem
gradecer cordoalmenle a honrosa mesa > qne live o
prazorda-presiilir, pois que a ella smente deve a
MU ordem o oaaco que liz, durante o i.uuo de mi-
aha adiuitiMra;o. Iterei lim a minlia larefa pe-
nd a todos os meua irmaus que perdoem-me as
alian tte por reatara laiihs eu cummetlido em of-
isa de cada um dellss. c desejando-vos, charissimu
tuao ministro, a adinliiislra(So lao prospera quanto
eiig.im os inteietaes le nossa ordem; ese deve es-
perar de vossas luzes e de nosso lo pin o bem es-
lar i e nafta oakw e da illustre mesa, de que sois
cliefe, a inUs feliz adrsrtutstracao.
Olinda TihIu ex-ministro.
COMMEaCIO
cial em camprimento da resolu^ao da^junta da fa-
zenda, manda fazer publico, qne as obras dos repa-
ros de acude do Caruar, vfio novamenle a prara no
da 25 do crranle pela quaolia de 1:0liJ000 n.
E para constar se maodou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de l'ernam-
buco 9 de oulubro >le 1855.O secretario,
A- F' d'-nnunciopo.
Olllin. Sr. inspaclor da Ihesooraria proviu-
cial em cumprinienlp da resoluto da junta da fa-
zenda manda (azar publico, que as obras dos repa-
ros de que precisa a cas da cmara municipal e ca-
dea da cidade de Uliuda, vio novanieiitea prara no
dia 18 do crranle pela quaolia 20()0u>rs.
t para constar se mandn afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Parnam-
buco 9 de uulubro da 1855.O tecrelario.
A. F. d'.liinunciuriiu.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti. commendador da
imperial ordem da Rom, juix de direilo especial
do commercio por S. M. I. e C. ele.
ra^o-aaberans que o presente edita! virem.que no
'lia lo do con me mez se ha de arrematar por ven-
da, a quem mais der, depois da audiencia desle juizo
na casa das mesmas, urna casa de pedra e cal sita na
ra de S. Miguel dos Afogados n. 90, com duas por-
tas un frente e urna janella e duas portas no oilao,
lre semal.is o cuiiuba fura, urna estribara, urna ca-
sa de rancho e uiu sitio com varios arvoredos, ava-
llada por 1:1003000 r. ; e vai a prara com o abale
da quinta parle, por 1:1:209000 rs., visto nao ler lia-
vido lancador ; a qual propriedade fol penliorada
por ejecuto do major .Manuel do Nasciineolo da
Costa Monlelro contra Jos E para que rhegue ao conliecimeiito de todos man-
dei passar edilaes.que serao publicados pela impreu-
sa e afiliados nos lugares do coslume.
liado e passado nesla cidade do Recite aos 8 de ou-
lubro de 1855. Eu Francisco Ignacio de Torres Ban-
deira, escrivao interino o iub ni .> An"lmo Francisco Ptretli.
V lllin. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
euicumprimenlodaordemdo Exm. Sr. presidente
da provincia, manda constar aos proprielarios abaixo
mencionados, a eotregarem na mesma Ihesooraria no
prazo de 30 das, a coOlar do dia da primeira publi-
cacao do prsenle, a importancia das quolas com que
devein entrar para o calcameulo da ra Uireila at
a travewa da Penha, conforme o disposto na lei pro-
vincial numero :1j0. Adverlindo, qoe a falla da en-
trega voluntaria ser pnnida com o duplo das referi-
das quolas na conformidade do artigo 6 do regula-
menlo de 22 de dezembro de 1854.
N. 2. Joanna do Rosario CuimarAes Ma-
v c',id..................770100
N. 4. Viuva de Joflo Leilo Filgoeira. 893Mi6
N. 6. Hospital da Misericordia de Angola 6I800
!> 10. Benardo Jos da Costa Valentim e
Francisco Joaquim Pereira.......
N. 12. Mara Joaquina de Monra.....
N. 14. Ordem lerceira de S. Francisco. .
N- 16. Antonio Francisco Pereira. .
N. 18. Herdeiros de .Mauoel Caelaiio de
Albuquerqoe...............
N. 20. Viuva e herdeiros de Antonio Joa-
quim Ferreira de Sampaio......
N. 22. Francisco Alves da Cunha. .
N. 24. Joao Malheos..........
N. 26. Joaquim Francisco de Azevedo.
N. 28. Dito, dito...............
N. ;10. Thereza oncalvea de Jess Aze-
vedo................
N. 1. lrnuiid.ide de N. Seuhora do l.i-
vraroenlo................
N- 3. Joaquina Mria Pereira Vianna. .
N. ">. Dita, dita..............
N. 7. Dila, dita..............
N. 9. Ba/iho Alves de Miranda Aterejao 759000
N. \X Francisco Brandao Paes Brrelo. 439200
Jj. 17. Irmandade do Espirito Santo. 189000
N. 19. Joaquim Bernardo de F'iguereido. 289800
N. 91. Dito, dito.............1199100
,, 1:4549886
Jb para constar se mandn afl'uar o presenie. e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
vincial de Pernambuco 12 de selembro de 1855.
O secretario. <
A. F. .timuuciarn.
DECLARADO ES
iI3700
763200
779220
579600
689400
:t03000
829.500
529000
619200
689400
99000
8a>i00
99000
869400
4

fKACA DO RECIFK 9 DE OliTI 1IRU AS 3
rJOUASWATAHOE.
Cotaie* otticines.
Cambio sobre l.ondrtsUO d|v. i8 d.
Assucar braucii de Colinguiba29550 por arroba.
Assuear maso vado regular29000 por arroba.
Couros seceos salgados191 r*. por libra.
ALFA NI) BOA.
Renimento do dia I a 8. .... 117:3993718
IdeiB do da 9.......17:3789903
34:778S621
"1

t
\
1
<
IHtcarregam Mofe 10 de nulvbro.
tialcra ingiezi.fmogenemercadorias.
Brtj;ue franeciBeaujeumanleiga.
Importaba o.
rigua franiez Beaujeu. vindo do ll.ivre, consig-
nado a J. R. I Jtsserre \ C. manifeslou o seguiule :
-4 caixas luelcadorias; a Feidel Pinto & C
i-'j caixas sardina-, 2 dila lecidos de laa e seda,
9 dilas dito de algodao, 16 dilas cheput, burieles de
algcd.'io e tecidos de aigodSo seda e lia ; a J. keller
& <:.
5) barris e .O meios ditas manleiga ; a lasso Ir-
maus.
I eaixa teeidiw de algoilo,! dila chapaos de sol de
aliaidao ; a E. Didier k\- C.
6) barril e 30 meios ditoi manleiga; Cal Freres.
190 barris e 100 meios ditos maule ga ; a J. R.
asierre &C.
1 caixa tedios de algodao, 2 dilas dito de la,, 1
dilii litas de seda ; a Tin Mouseu & Vinassa.
'' caixas teci los de algodao ; a Bruno Praeger c\ C.
t> caixas lecidos de algodao, I dila dito de seda, 2
[litis grvalas de seda, 1 fardo chapeo de pallia, 1
aia tecido da seda e algodao ; a Schatleitim & C.
" c.iixa mercadorias; a Lelellier & C.
.50 barrise 50 meios ditos manleiga; a Isac, Curio
i caixas ehipos ; a N. O. Bieber & C.
I caixa papal e csrlues ; a A. Uaruier.
1 caixa reas de algodao ; a Delouche.
caixas chales de laa, (la e seda e lecidos de laa,
(tai chapos para liomem, lecidoi da algodao,
chupos de palha, arcOes, couro, tecidos de seda, bo-
netes ecarriu los para crianca, 5 ditas lecidos de li-
iihn e algodao, 1 dita perfumaras, 1 dita pannos. 1
dila canMahrM, 1 dila tecidos de seda, I dila lin-
tel ro de zinto, 6 dilas chapeos; a F. Sanvage A C.
I. caixas candelabros, modas e seda ; a A. Roberl.
41 oaixas tecidos de algodao ; a L. Antonio da Se-
:|ueira.
I raixa armas de fugo, 2 ditas calcad e obras
de estanbe ; a fiados.
! caixa ignora-se, 2 caixas lias de algodio, 1 dita
porcelana, 3 ditas papel, I dila instrumentos da mu-
-ici, 2 dilas quinquilbarias, 10 dilas vidos, I dita
tndla; a J. P. AdaorAt;.
I caita palles preparadas, I dila lilas e cord.lo, 1
f.i do pella preparadas ; a Uemaaae I eclere A C.
1 cala chapeas da feltro ; a ordem.
'i caixas aa las, .(.ditas vidros, 4 dita- chapeos para
he mera, i dilas papal, I dita chapeos de sol de algo-
l'io, 3 citas inercearias, 4 ditas charope e drogai, I
d:la lacidas de algodao, I dila pannos, 3 dltaskigno-
ru-se, I fardo couros, i caixas modas 2 dlnTi cha-
pea para crianca, 1 dila calcado, 3 dilas roupa, 1
dita cartas da jogar ; a Borle, Sonsa A C.
I caixa papel e livros ; a* cnsul fancez.
? cala popel, i diU eltapos, 1 dil caixas para
l.ibaeo, 1 dili vldra, 6 dita papel, 1 dita compuiei-
n de metal, 3 dila obras de metal i a L. I.ecumt
Koran k C.
wO.NSULAlK) tiEHAI..
RimdlqMnto do dia 1 a 8 6:267fl25
Jam da lia 9....... 2:2789*91
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Babia, e contina a tomar
ledras obre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junbo de 1855.
O secretario da direccao, JoSo Ignacio
de Medeiros Reg.
CONSEL110 ADMtMSTKATIV. ,
O conselho administrativo tem de comprar os ob-
jeetns segointes:
Para o 8. balalhan de infaularia.
Randas de lia, 21.
Hospital regimeolal.
(.olios inodoros, 10.
Arsenal de guerra.
Meias de lola corlida, 150; paviot, duzias 9.
Quem os quizer vender aprsenle as suis proposla]
em carta fechada na secretaria do cunaelho sJO ho-fl
ra do di 10 do correnle mez.
Secretaria do consellio adiniuislrtivo para forue-
cimenlo do arsenal ileguerr 5 de oulubro de 18'.
Vento Jos Lamenha Lins, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e se-
cretario.
O lllra. Sr. capitn do porlo, cumprindo a or-
dem do Exm. Sr. presidenle da provincia datada de
bontem em referencia a expedida em aviso da re-
parlii;o da in.frinha de 27 de selembro prxima-
mente lindo, manda publicar as iraducc/ies justas a
esta por copia, das noliliciroes inseras as gazelas
de Londres de 2 e 29 de junho ultimo, a respailo
do eslabeleciinenlo de um bluqueio nos portos rus-
sos do golplio e cosa da Finlandia, pela torcas na-
vaes combinadas da Inglaterra e Franca.
Capitana do porlo de Pernambuco em 9 da onlu-
bro de 1855.41 secretario,
Alexandre Rodrigues dos Alijo*.
Eu Jas Agoslinlio Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e interprete cnmmercial. juramen-
lado da praga, etc.
Ccrlifico que me foi apresentada a gazela oflicial
publicada Jen l.ondrea, em inglez, datada a 29de
junbo de 1855, e delta a pedido de quem m'apresen-
lou, Iradazi a segoiule noliliacio, que me |foi upre-
seulada, para o idioma nacional e diz o seguinle :
Ministerio do negocios eslrangeiros, 29 de lunho
de 1855. .
Pela prsenle faz publico que o muito honrado con-
de de Clarciidoii K|G..ministro e secretario de estado
de suamageslade, na repartirn dos negocios cslrau-
geiros, recebeu dos lords commiasarios do almirante-
do urna participarlo ollicial dos vice-almiraoles Pe-
nand e Dundas,commandaiile das forras navaes al-
ijadas no Balticd, e obrando em noine e a bem deS.
M. e-seu adiado S. M. o imperador dos PranorTzei,
aonouciando que no dia 15 de junho correnle lodos
os porlos russos, ancoradouros, ensesdas e rios na
costa da Finlandia desde Nytd na lalitnde de 60
46' Norte, longilnde 21 20" V Este de tireenwich,
al a Poula de Hango, na lalilude 59 46 norte lon-
gilnde 22' 55' a I.' Este de Ureenwicli, incluindo es-
pecialmente o pono de Abo, e incluindo igualmente
todas ilhas e ilholas era frente i dita costa, ist he,
mais particularmente os canses que canduzem psra
lt\slad,como cima se declara,e a ilha de l.andlo.na
lalilude 60* e 23' norte, longilnde 20, 47' a I,' Este
de Greenwieh, e Os dilTerenlcs canaes respectivos
Site segiiem cnlre e para I.' Este das ilhas de I. indio.
nklinge, Kumhluige, Segluge e os rocliedos ou re-
cifes de Kokar na lalilude 59 52' norte, longitud
21 O' a l.'Esle de tireenwich, edalli lodos os ca-
naes que cnnduzem costa da Finlandia entre os ro-
cliedos ou recifei Kokar e o phsrol de Oulo, e entre
Onlo e a pona de Hango, como cima se declara.
foram postas em rigoroso estado de bluqueio por for-
jas qyropetentea das esqnadra alijadas : e pelo pre-
sente se declara que Indas as medidas antorisadas
pela ledas nacoes e pelas respectivos tratados entre
suas majestades e as diflercnles uacCes neutraes se-
rlo adoptadas e execuladas a respeilo de loda ai
embarcaces que lenlarem violar o referido bio-
Declara-se mais qne esla notilicaQ3o nao allwa,
era por forma alguma se deve entender que allera,
prejudica a remove a bJtiflrs^lo a respeilo do dito
bloqueio do golpho da Finlandia al boje publicada
no auppleu.enlo da gazela de l.ondras de 18 de maio
ultimo, porcm he s publicada para maior conheci-
menln das pessoas a quem possa intereasar.
E nada mais cooliuha ou declarava a dita uolili-
eucao, qoe bem e fielmeule traduzl da proprla ga-
zela ollicial que me (o apresenladn, e depois de ha-
ver examinado com esla e adiado conforme, a lor-
nei a entregar a qnem m'a apresentou.
Em fe do que passei a prsenle que assignei, e
ellei com o sellr do meu oQicio, nesla muilo leal e
heroica cidade do Rio de Janeiro, aos l3 de selem-
bro do auno do Seuhor de 1855. Jos Acostinlio
Barbosa, traductor publico e interprete commercal
juramentado.ConlormeFranciaco Xavier Born-
tempo.Conforme.O secretario da capitana, Ale-
xsudre Rodrigues dos Anjos.
CONSE1.HO ADMINISTRATIVO.
O conselho adminislrlivo tem de comprar o se-
guinle :
Bonetes compridos sendo, 31 para o 4. batalhao
le artilliaria, 506 para o 2. de iuanlaria e 84 para
a compnnbia de artfices, 938 ; bonetes para a mu-
sica do 4. batalhao de ar Miliaria a pe, 24 ; ditos re-
dondos para o 10. batalhao de infamara, 50 ; bo-
netes para a companhia (lia de cavallaria, 55 ; auia-
gem para enlertellas das sobrecasacas, varas 609 '.. ;
casemira carmesim para vistas, pestaas e vivos das
sobrecasaca e calcas do 4. balalbao de arlilharia,
envados 100; clcheles pretos para sobrecasacas, pa-
res 1,067; hollanda de forro, envados 4,118; pan-
no azul para sobrecasacas e calcas para o 4. haU-
Ihao de arlilharia a p e 2. de infaularia, compa-
nhia fix de cavallaria e companhia de artfices, ca-
vados 5,324 ; panno verde escuro, para sobrecasseas
e i-alcas para o 10 batalhao de infanlaria, covados
150 ; panno prclo para polainas para o 4- batalhao
de arlilharia a p, 2. de infaularia, 10. da mesma
arma e companhia de artfices, covados 320 ; brim
braneo liso para frdelas e calcas para os referidos
bal.ilhes. varas 6,212 ; algodSozinho para camisas,
varas 3,356 ; bolOes grandes densso, grozas 106 ;, ;
dilos pequeos de dito, ditas 106 < ; ditos prelos de
dito, ditas 147 ; esleirs, sendo 372 para o 4. bata-
lhao de arlilharia, 512 para o 2. da infamara, 50
para o 10. da meaina arma, 61 pirra a companhia de
cavallaria e 81 para a de artfices, 1,079 ; boinas
graneles de massa para capoles para o 4. batalhao
de arlilharia e companhia de ai tilicos, duzias ti ', ;
sapatos, pares, sendo 722 para o 4.* batalhao de af-
iliara, 1026 para o 2. de infanlaria. 516 para o 10.
da mesma arma, 61 para a enmpauhia de cavallaria
e 168 para a de artfices, 2,-523 ; botins para a com-
panhia fixa de cavallaria, pares 61 ; chonricas de
lia para o. 2. balalhande infamara.-pares 506 ;
grvalas, sendo 23 para o 2. batalhao de infanlaria,
50 para o 10. da mesma arma, 13 para a companhia
[de cavallaria e 10 para a de artfices. 96 ; cordao de
lila prela para vivos de sobrecasacas do 10. batalhao
de infanlaria, varas 200 ; oleado para debrum cova-
dos 20 ; mantas de lia, sendo 50 para o 10.* bata-
lhao de infanlaria, 23 para o-." da mesma arma, 13
para a companhia de cavallaria, 10 para a de artfi-
ces, 96 ; bandas de la para a companhia de caval-
laria, 2 ; luvas brancas para a masma companhia,
pares 115 ; clcheles para capoles, pares 110; panno
azul para capoles, covados 660 ; casemira encarna-
da para vivos de sobrecasacas do 2. batalhao de in-
fanlaria, covados 63 ; boles grandes de metal dou-
rado com o u. 4, 5,208 ; dito pequeos convexos de
dito com o n. 4, 3,348 ; dilos grandes convexos de
dito com o n.2, 8,096 ; dilos pequeos convexos de
dilo com o n. 2,4554; ditos grandes convexos de di-
to com o n. 3, 1176 ; ditos pequeos convexos com
o n 3, 756 ; dilos grandes convexos de dilo enm a
lellra R, 770; ditos pequeos convexos de dito eom
a lellra R, 440 ; dilos araudes convexos de metal
broDzeado rom o u. 10 de metal amarello, 700 ; di-
tos pequeos convexos de metal lainbem com o n.
10 de mclal amarello, 500: algodao em rama para
pastas das sobrecasacas, arrobas 4.
Para o 9. batalhao de infanlaria.
Cubos inodoros, 8
Para a botica do hospital regimental a cargo do 9.
batalhao de infanlaria,
Rolhas de cortina para garrafas grozas 3.
Para aula de priinoiras leilras dos aprendizes meno-
res do arsenal de guerra.
' Dverc do liomem por Slverin Pellico, exempla-
re 40 ; Economa da Vida Humana, exemplares
40 ; resumo da doulrin chrislaa 40; cartas de a
b c, 100 ; laboadas, 100 ; traslados, sendo 50 de a
bc, 30 de bastardo c 20 de baslardinho, 100 ; lapis,
duzias 6 ; caivetes, 4.
Quem quier vender esles objectos aprsenle as
snas propostas em caria fechada, na secretaria do
conselho as 10 horas do dia 15 do correnle mez.
Sala das sessOes do conselho administrativo para
fornecimenlo do arsenal de guerra 8 de nutubro de
1855.Benlo Jos' Lamenha /./, coronel presi-
denle.Bernardo Perrira do Carmo Jnior, vogil e
secretario.
JKOWZi JEMJPMZA
CEARA' E PARA'.
Segu com brevidade o palhabole / enus, espitan
e prnlico Joaquim Antonio Cion;alves Santos : para
o resto da carga Irata-se com Caelano Cyriaco da C.
M., ao lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Rio de J aneiro
sahe com muila brevidade o patacho Patente, o qual
lem a maior parte da carga prnmpla ; para o resto,
passageiros e escravos a frele, Irata-se com Caelano
Cyriaco da C. -M., ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para o Aracaty segu < Male Incencicet :
quem quizer earregar, dirijase a ra da Madre de
Dos u. 2.
PARA A BAHA.
O hiate Atoro Olinda sahe para a Baha rom toda
a brevidade: a tralar com o consignatarios Tasso
11 niaos. ou com o capillo Custodio Jos Vianna.
Maranbao e Para'.
Segu em poucos das o brigue escuna Laura ;
anda pode receber alguma carga : Irata-se com o
consignatario J. B. da Fonseca Jnior, na ruado
Vigario n. 23.
Companliia de navegaoao a vapor Luso-
Bras'tleira.
Espera-se ueste porto de 15 para 16 do correnle,
vindo do Rio de Janeiro e Babia, o vapor D. Pedro
II, commandaule o lente Vugas do ti', e depois
da compleme dentera seguir para S. Vicente, Ma-
deira e Lisboa, recebendo passageiros e eucomraen-
das ; a quem convier, dirija-se ao agente M. 1).
Rodrigues, ra do Trapiche n. 26.
Para o Assu' segu viagem na preseute semana
a escuna nacional Linda ; para carga, trata-se com
Eduardo Ferreira Bailar, ra do Vigario n. 5, ou
com o capitn na piara.
Para a Baha segae at o dia 13 do cimente o
patacho Audaz ; para o rasto da carga Irata-se com
os consignatarios lsac Curio A Compauhia, na ra
da Cruz n. 49.
Para o Rio (irn le do Norte sahe no dia 13do
correnle a barcada eS. Jos Viajante ; recebe anda
alguma carga ; Irata-se ua ra do Collegio u. 12, ou
com o meslre no trapicha do algodao.
LEILOES
TRIBUTO DE (.KA 1'IDAO'.
d>u bencficium incenit compedes incenf.
Disse Sneca e com razio, que quem recebe bene-
ficios e favores enconlra prlsAes que Ihe captivam a
liberdade de cujo capliveirc nao se livr.i, se o re-
conheciineftto Ihe nao proporciona os meios.
Este principio de philosophia moral hbilmente
consignado uos sagrados e luminosos escriptos do
philoiopho por excellencia, lal impres-ao fez no ani-
mo do abaixo assignado, que elle desojando de al-
gnm modo libertar-se do capvero em que eslii,
para com lodos os que concorreram rom suas pro-
leci;cs para realisar a consecncSo da empreza do
Ihea'ro de Sania Isabel, vem hoje solemnemente tri-
butar sincera gralidao e profundos votos de agrade-
cimenlo a lodo, o mu particularmente a cada um
dos illuslres memoro da assemb.la provincial, e ao
lilil, e Exm. Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha
e Figueiredo presidenle desta provincia, pur have-
rem apprevado o seu requerimento, pelo 2 do arl.
16 da lei provincial n, 364 de 8 de maio do correnle
aupo, < lerem-lhe dado a empreza do tlieatro de
Santa Isabel, por espara de 8 anuos. E roga ao
Ente Supremo que goie seos passos com boa estrella
e felicidade, para que possa. com prazer, desempe-
nhar a empreza, de que se lem incumbido.
'Rapliael I.ucci.
Pernambuco i de oulubro de 1855.
(jrandee extraordinaria represenlaeao gymnastica
e dramtica com aasislencia da companhia dram-
tica em beneficio da primeira artista da companhia
a Seohora
ILjIB212SIGILA WH&0.2&(ISa
Recita concedida pelo Exm. Sr. presdeme da
provincia. *_
QUARTAfEIRA 10 !?|g-'RENTE.
A beneficiada eiecular pea 7li7,px,a vez uo
BRASIL, em agradecimcnlo ao bom acolhimenlo
que recebeu do publico desda capital, o papel da
JARDINEIRA FLORISTA
O agenteBorja, autorisado pelo Illm.
Sr. Dr. juiz de orphaos, continuara' o lei-
lo dos bens pertencentes aos orphaos, li-
llios do finado Caetano Pereira Goncalves
da Cunha, em presenra do mesmo Sr.
juiz, a saber: 9 escravos pecas de ambos
os sexos, 18 cabecas de gado, incluindo 8
vacas de leitc, a? sobras das tenas do en-
genlio Coqueiros, na comarca de Santo
Antiio; o engenho d'agua denominado
Mamucaia, na freguraia de S. Lourew-o
da Malta, ja'annunciado, eas trra em
Portugal na provincia do Douro, tambem
annunciadas; o leilo tera* lugar sabbado
13 do corrente, a*s 10 horas da manha, na
ra do Collegio n. 15, armazem doageute
annunciante, onde se achario patentes os
escravos; e em frente do mesmo o gadd:
os senhores pretendentes as propriedades
que quizerem alguns esclarecmentos acer-
ca dellas, tenbama bondade de vir enten-
der-secom o mesmo agente, nosupradito
armazem, onde o* ttulos depossee do-
minio se acham.
O agente Borja, autorisado pelo Exm.
Sr. Dr. juiz privativo do commercio, se-
gundo r>seu despacho proferido em re-
querimento do curador liscal da m'ssa fal-
lida de Manoel Goncalves de Azevedo Ra-
mos, fara' leilo da taberna sita na ra
da Cruzn. 57, pertencente a dita massa,
i'ot'stsliiido na armacao, gneros e mais
objectos existentes na mesma taberna:
quarta-feira 10 do corrente, as 11 horas
da manha.
O agente Borja, far leilao quinla-leia, 11 do
correnle, a 11 horas da manhaa, em seu armazem,
na ra do Collegio o. 15, de um grande e completo
sorlimento de obra de marcineria nova e usadas,
varios pianos de Jacaranda e de mogoo, obras de ou -
ru e prala, relogios para algibeira, lanlernas. can-
dieirns de diiferenles qualidades, espingardas para
caca.e oulros muilos objectos qne se acharan patentes
no mesmo armazem; no da do leilao, os quaes serao
eulregues pelo maior preeo olferecido.
J. Ryder & Companliia^farao leilao, de accor-
docom a autor sarao da alfandex.t.la cidade. -por
conla c risco de quem pcrlencerT^R
do agente Oliveira, de, sob marca 59
de fazenda avariadas em ditlerenlesj
sisliudo em caasa lisas, panno ile aS
caito, madapoloes, algodaozinhos e |
embarcado naquelle estado de bor
gleza Honesta, capito Tliomaz
entrada ueste porlo, vinda .14_
feira, Ul do correnle, as 10 hora
da mencionada alfandaga. .-'
O agente llliv eir Yara leilao por oonla e risco
deque 111 pe r leu eer, em lotes a vonlade do pretenden -
les, de 25 barricas de bacalhao quinta fera II Mo correnle as 10 lloras da manhaa
em ponto, uo armazem grande defronte da escadi-
nha da slfandega.x
Aldga-sc para passar a fetla unta grande caa
lerrea, sila na povoa^ao do Monleiro, com 2 gran-
des salas, 4 quarlus, cozioha fre, quarlo para escra-
vos, cacimba, estribara para S cavados, 2 qunlaes
murados com portfio com sabida para o rio : quera a
pretender, dirija-se a Boa-Visla, Iravessa do Veras
n. 15.
Sn. redactores.V. H. Doprat, pede a Vmcs. qoe
quairain ler a bondade de declrar,em qne dia Ibes
foi entregue o aniiuucio publicado no seu Diario de
hoje com dala de 28.de selembro prximo paisado
em o qoal ada o pedido que o conselho da com-
panhia de fla{3o faz aos accionistas para eotrarem
com as toas prestajOes de 10 por cento vislo que at
hontera 8 do corrente, esles senhores siuda pediam
a entrada desle dinheiro ; e agora apparece este an-
nuucio com a data de 28 de selembro 1 I
Pernambuco 9 de oulubro de 1855.
O aviio qoe mencin o Sr. Duprafoi entregue
nesla lypngraphia no dia 8 do correnle.
Os Redactores.
O Sr. ti. da estrada Nova, queira mandar pa-
gar os 159 que se Ihe ficou por dois das, e que ja
tem decorrido Iriula e lanos, por agora s se Ihe faz
este pedido : no pateo do Paraso n. 10.
Os abaixo assignados tem posto e contralado a
compra do bilhar e mais que se achim na cata da
ra dos Tanoeiros n. 2, paranlo quem se adiar com
direilo ao dito eslabeleciinenlo hija de se apresen-
lar ou anuuucie no prazo de 3 dias a contar de boje
9 de oulubro.Pierre Puches.I.ulz Blandel.
Aluga-se mu sitio com bstanle terreno baixa
e rio uo fundo, com casa para grande familia, em
Beberibe indo do Canhenga para o porto da Madei-
ra, aluga-se por festa ou por auno : a tratar no mes-
roo sitio ou na ra do Queimado luja n. 20.
O Sr. Benjamim Dotra Vi raes, feitor da obra
do hospital Pedro II, va pagar o que deve a quem
nao Ignora, emqnanto nao o fizer, lera o gosto de
ver seu norae nesla fol ha.
No dia 6 do corrente mez desappareceu urna
prela de na^o de nome Rosa, sendo de estatura bai-
xa, cara comprida, beicos graudes, com urnas coslu-
jaa no pescoco : quem a pegar, leve-a ao pateo da
Penha casa n. 8.
Offerece-se um portuguez para Iralar de plan-
tario, por J i ler muila pralica, tanto para esla cida-
de como para fora : quem do leu prestmo se quizer
ulilisar, annuncie a sua morada para ser procu-
rado.
No largo da Assembla casa de 4 andares, loma-
se um rapaz para caixeiro de ra, e que escreva e
cont soll'rvel, dando fiador que agrade. ---
Precisa-ae de urna ama de meia idade, que sai-
ba cozinhur e engommar, para duas pessoas : na ra
do Hospicio n. 1, taberna.
Tliomaz Soares de Albergarla, cidadao porlu-
guez, relira-se desle. imperio.
. Trapassa-e por venda o armazem de male-
riaes n. 26 A, da Iravessa do Pocinho, muilo afre-
guezado : a tralar no mesmo armazem.
Tliomaz- Soares de Albergara, relira-se para
fora do imperio.
ALIGAI-SE
duas excellentes casas, umanoateiro to
Varadouroem Oliuda, junto a ponte, a
qual foi do fallecido Manoel Lopes Macha-
do, com grandes commodos para nume-
rosa familia, com porto de desembarque
uo sitio da mesma casa e com arvoredos,
s com a vista se podera- julgar; outra de
sobrado e grande quintal, no Vardouro,
que foi do fallecido Joaquim Jos Rabel-
lo, ambas pintadas epromptas: a fallar
na ra da Cruz do Recife n. 03, segundo
andar, ou com Joaquim Lopes ti n Almeida.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os novos bilhetes da
loterja 2- da casa da cmara e cadeia de
lguassu'. As listas esperamos pelo va-
por D. PEDRO ll.quedeveaquichegai
no da 15 do corrente em diante: os prt-
mios sao pagos logo que se faca a distri-
bucao das listas.
vel.
A administracao do correio geral des-1 Precisa-se de um criado para servir a aiu bo-
ta provincia, precisa ensaiar dous homens mem ""'r. e moraren oa companhia, euteddan-
I__i._____ i j do da cozinhar, e dando couliecmento de sua con-
bons commlieiros, para servirem de esta- docla na (;,mpoa do Carmo n. 46.
fetas.
SEGUROS,
A. companhia Indemnisadora
prijcipiado suas operaees, toma seguros
maritmos a premios razoaveis: seu es-
criptorio, na ra do Vigario n. 4, estara'
aberto lodos os dias uteis, das 10 horas da
manhaa, a's#2 da tarde.
asf
brroes
con-
! Ira n-
udo de-
cusann-
}nlemente
quarta-
> porta
AVISOS DIVERSOS
Lotera.
M. Fonseca de Medei-
ros, competentemente ha-
bilitado cautelista das lo-
teras desta provincia, tem
exposto a venda as suas
cautelas, e paga os premios
queporventara teuham de
nellas sahir, em saa loja,
pateo do Terco n. i8.
Perdeu-Mno domingo de manida indo da roa da
Roda n. 17 a igreja da ordem lerceira de San Fran-
cisco, entrando pela porta do otao da mesma ordem,
ou na igreja nu reitreisando della a dila casa, urna
pulceira de ouro poldo e com algum lavor, de fellio
achatado, de urna pollegada pnuco mais ou menos de
largura, lem alero do feixe (res ou quatro arlicula-
oes e tres pedral anear nadas eneastoudasuat chapas;
ioga-se a quem tiver achido de a levar no primei-
ro ou segundo andar da referida casa e ser recom-
pensado, roga-sc igualmente aos senhores ourives ou
a quaesquer midas pessoas a quem for nfferecida. a
appreheudame aununciempor este Otarlo,que serlo
embolsados das despezas.
Precisa-se de m caiseiro que lenba pralica de
taberna,'? qoe laiba ler e escrever na ra da l.ingue-
la n. 5. Na mesma casa se vende urna armacao com
lodos os perteuces.
CARROS FIMBRES.
-Nesle estabelecimento de Jos Pisto de
Magalhes, sito no pateo do Paraizo casa
n. 10, encoiitram-se carros fnebres para
defuutos e anjos, com novas arma roes e ri-
cos ornatos ; bem como panno ricos, pi e-
tos e rouxos para doncellas, alugam-se
caiioespara tins e oulros, entre el les um
de velludo preto guarnecido de galao lino
largo, o melhor ora existente, iornece-se
licenca parochialeguia da cmara (inde-
pendente de pagamento pelo trabalho ,
carrosdepasseio, cera, msica, hbitos,ar-
mares as igrejas ou em cata, tudo a con-
tento, promptidSo e preco* commodos.
C. Maz vai para fora de Imperio.
, \0S P\IS DE FtUHLlA.
Lima seohora rasada, lesalmeule aulorisada pelo
Exm. presidente da provincia, teodo aberto urna
aula particular de inslrncio elementar para o -seso
feminno, ua praca da Boa-Visla sobrado a. 32 se-
gundo andar, otTerece seu presumo aos pais de
lamilia para ensinar a ler, escrever, e contar, don-
trina chrislaa, coser, bordar de todas as qualidades,
labvrintlio, e ludo maiscouceruente ao euiiuo com-
pleto de meninas: e leudo a casa bastante* commo-
dos receba Igualmente peusiooislas e meio-peosio-
nislas, com qnem empregara lodoe desvelo possi-
LOTERIA
PERNAH-
8:5459716
I'IVKKSAS PROVINCIAS,
liandimeulr do da 1 a 8 .... a98fi6l
dem do da 9 ....... 999310
3979771
conduzndn sea carriulw de mo desde o palco do
Ihealro al a quarla ordem de camarote.
Dar principio ao espectculo diflerenles eierci- Meios
ci de danca por Madamesella Aletand'rina, o jo-
ven Ernesto e a BENEFICIADA, qual dentar o
arrebatador
DO GYMNASIO
m BUCANO.
AOS 5:000j, 2:500 E 1:000$.
Acham-ae a venda os biUaetes e cautelas de cau-
telista Antonio Jos Rodrigues de Souxa Jnior, da
lerceira pnrte da seguuda lotera do Gvmnaiio, na
praca da Independencia, lujas ns. 4, 13, 15 e 40;
ra Direila n. 13 ; aterro da Boa-Visla o. 7-2 A, e
na ra da Praia, loja de tazendas n. 30. Coja lote-
ra ja correr pelo novo plano, eilrahido do escellon-
tissinio plano das loteras do Rio de Janeiro, o anal
coinbinaiiilo-sa com os qoe al :iqui lem hnvldo,' se
v claramente a grande vanlagem qoe otTerece ao
josador porronter maiar numero de premios de
J09,1008. 503 e de .,>3, como por exemplo :
Plano velho. Plano novo.
4 premios de 2009 6 premios de -iSO
8 ditos de 100J -. 10 dilos de 1009
12 dito de 50 Ji> 20 dilos de 509
30 ditos de 209 60 dilos de 259
\ erdade beque o velho plauo lem na sorle graude
em seu favor ai differenca de 1:000 e na imqiediata
a de 500, porm nao lia duvida alguma que esla
differenca nao he superior n qne cima se moslra,
pois que pelo menos ha, alm de oulras vanlagens,
em favor do uovo plano, a de pagar menos os oitv
por cont na quanlia de 1:5009 de differenca na
duas sorles grandes, revertendn em lavor do jogador
mais 1209 que eslava entrando para o cofre publico,
j tao bem aquiohoado.
O andamento das rodas he em o dia sabbado, 20
do corrente. As sortea que sabirero em seus bilhe-
tes e cautelas silo iminedialamenle pagas por inleiro
sem descomo algom, logo que se dislribuam as lis-
tas ; sendo ai grandes em seu escriptorio, na ra do
Collegio 11. 21, primeiro andar, e as oulras em as
referidas lojas.
Bilbeles 59700 Recebe por inleiro
Exportacao .
Baha, liiuie braiifeiro Novu Olinda, de ti lo-
svladas. ci naJazio o seguinle : barrica, 50
nielas dilas eXJO sacca larinha de Uigo.
BECKBEUOKIA lK RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PKRNAMIllJ'OO.
eudimaal do dia 1 a 8.....l:KHaH9
Idem do dia 9.......1:0999477
7:9889621!
MOVUEHTO DO PORTO.
,
Nacim sahido nodla'S.
Sanio par* Tundear no lamnirlo, aIIni de acabar o
neu carraiiiimenlo, a barca inglesa Cieron, cepille
Tliomaz Tavinler.
EDITAXS
O Ilha. Sr. inspector da Ihetotanria provin-
qneo.
E nada mais conlinha ou declarara a dila nolifi-
eaclo, que bem e fielmente Iraduzi da propria gazeta
oflicial que me foi apresentada. c deooi de haver
eiaminado com eslae adiado conforme, a lomei en-
tregar a quem me apresentou.
Era f do que passei o prsenle que aisignei e sel-
le! cora o sello do meu offlcio, nesla muilo leal e he-
roica cidade do Rio de Janeiro, ao 13 da selembro
do mino do Senhor de 1855.Jos Agostinho Bar-
bosa, traductor publico e interprete commercal ju-
ramentado. Conforme. Francisco Xavier Born-
lempo.Conforme.(secrelaro da capitana Ale-
tandre Rodrigues dos Anjos.'
Eu Jos Agiistinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico e interprete commercal. juramen-
tado da praca, ele.
Certifico que me foi apresentada a gazela oflicial,
publicada em Londres, em inglez, datada a 22'de
junho de 18.), e della, a pedido de quem m'a apre-
sentou, Iradazi a seguinle notificacolo, que me ful
apresentada, para o idioma nacional, e diz o se-
guinle :
Ministerio dos negocios eslrangeiros 21 de iunho
de 1855.
Em referencia ao bloqueio do golpho da Finla-
dla, j eslabrlecido no dia 28 de abril ultimo, e l-
vidamente notificado no supplemeulo da gazela de
18 de maio ultimo, pelo presente se declara mais,
que o muilo honrado conde de Claren don K. G., pri-
meiro ministro e secretario do estado de negocios
eslrangeiros de S. M. acaba de receber dos lords
cunmitsarios do almirantado urna participado of-
rial do vice-almiranle o honrado R. S. Dundas,
ciimiiiaudiiiilc, das forras navaes de S. M. no llalli
co, e obrando em nome da S. M. e do seu alliado, S.
M. imperial o imperador dos Krancezes, de bordo
do navio de S. M. o Duque de irellingtnn, fundea-
h> em frente do phnrol Tobookin, que demorava a
L'Este 16 inilhas, datado a 28 de maio, participan-
do que no dia 27 de maio lodos o porlos, ros e en-
leadas 110 dito golpho da Finlandia { inclusive pirli-
colarraenle o porto de Cronsladl), se achavam res-
trictamente bloqueados por urna forra competente.
E palo presente se faz publico que o bloqoeio dos
ditos porlos, ros e enseades ser relindamente man-
lido pelas forras navaes de 9. M. e de S. M. impe-
rial o imperador dos Franceses ale novas ordens.
Solo inglez,
e pela primeira vez os equiliorios de DUPLICA-
DAS CADEIRAS, e a CI.LACA'O sobre a corda
leza, onde cstarlo enllocadas mesa e oadeirat.
Os ezercicios dos arcos e das haudeiras sem ma-
romba, pela beneficiada.
Seguir-se-ha a graciosa e multo applandida come-
dia em 1 acto
0 ASM SEHFRE HE ASM
pela companhia dramtica.
Depois da qual sera' cantado nm duelo.
As jovens J anuaria e Lenidas dansanlo u
pnsso a dous.
Terminara' o especiando com a encllenle tarca
em nm arto
Tei ros
(Juarlos
Quintos
Oilavos
Decimos
29900
25OOO
19500
1920(1
760
640
Vigsimos 340
5:0009000
2:5009000
1:666666
1:2,509000
1:0009000
0-259000
5009000
2509000
rilo um lindo
A beneliciad nutre a mais lsougera esperanca
de que por meio de 1,1o difflceis, qulo grandiosas
scenas, u.ln deixar de altrahir a concurrencia dos
Ilustres habitantes desta cidade, e que se dignaran
honra-la com a sua presenca c proteccao, deivando
assim beueficiada a mais grata recordaeflo de seus
protectores.
ORDEM D ESPECTCULO.
1. Dansa na corda a. Oasnosempreheasno.
3.o O Duelo. .4.-0 Paseo a Duas.
o. A Roda Viva. 6. A Jardineira florisla.
O reilo dos bilheles se acharan no escriplorio do
Ihealro das 10 horas em diante.
Principiara' a hora do cosame.
AVISOS MARTIMOS
*
Segu brevemente u es-
cuna nacional JOS, ca-
pito Jos Joaquim Alves
e das Neves: para o resto do
sen carregamento, trata-
se com os consgnate rios Antonio de Al-
meida Gomes & C., na rna do Trapiche n.
16, segundo andar. (Este navio s toca no
MaranhRo a receber pratico.)
O mesmo cautelista declara, que quanto sos seus
bilheles inleiro vendidos em originaes, s se obliga
a pagar os oilo por ceolo da lei as surtes grande,
devendo o possuidor receber do Sr. thesoureiro' o
seu respectivo premio. O caulelisla,
Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior.
11 cautelista Antonio Jos Rodrigue* de Souza
Jnior vende para negocio, em seu escriptorio, ra
do Collegio n. 21, primeiro andar, bilheles e caute-
las da preseute lotera aos presos abaiso, sendo de
1009 para cima a dinheiro i vista, em cojos bilheles
e cautelas, as sortea grandes que sahirem s3o pagas
sem descont algum, logo.que saia a lisia geral.
Bilheles inleiros .59500
-Meios 2750
Tercos ||Mn
Qnarlns 1-iKi
Ouinlos I9I2O
OiUvos 700
Decimos 560
Vigsimos 290
A pessoa que perdeu nm lenco, dirija-se a ra
do Vigario 11. 19, que dando os signaes, Ihe ser en-
tregue.
Precisa-se de urna ama esrrava para lodo ser-
vido de uina casa de familia : na ra do Collegio 11,
14, segundo andar.
Aluga-se por prejo commodo um silio na Tor-
re, margem do rio : na ra da Sania Cruz n. 70.
Offerece-se um rapaz portuguez para caixeiro
de taberna, armazem ou 01,tro qunlquer eslabeleci-
menlo, para tomar conla p>r balando ou sem elle,
para o qne lem bastante pralica : quem de seu pres-
umo se quiaer ulilisar, anuuucie por esto jornal ou
dirija se a ra de Aguas-Verdes n. 48, liberna.
Precisa-se de urna ama para cozinhar, engom-
mar e lazer o muis servico interno eeilerno de urna
casa de pooca familia ; a tratar na ra do Raugel n.
II, primeiro andar.
Joao Coelho do Rosario avi'a ao respeitnvel pu-
blico, que Joao Luiz dos Si.11 tos deivou de ser seu
caixeiro desde o dia 30 de selembro, e constando -Me
qne o seu ex-caisciro lem id] querer receber divida
de alguns seos ddvedorea, sam qoe para taso esteja
habilitado, portalo previn ledos, para que nao
facam transaran alguma cem o mesmo. Recife9 de
oulubro de 1855.
Preeisa-se alugar um sobrado de um andar pa-
ra pequea familia, sendo no hairro da Boa-V'iila
ou Sanio Antonio : a iralar na roa do Qaeimadn
n.21.
No aterro da BoavVista n 48, vendem-
se bilhetes inteiros da lerceira parte da
segunda lotera do Gvmnaso, a 5S200.
Precisa-se de ofliciaes de chapeleiro:
n.a praca da Independencia n. lie 16.
ijnein quizer descontar algumas lellrns da pio-
vincia do Rio Grande do Norte, e'princpnlmenle da
capital, dirija-se a roa do Collegio, casa n. 12, que
adiar com quem Iralar.
Joaquim Soares Raposa da Cmara, por morle
de seu pai do nie-inn nome, succedeu no vinculo da
ilha de S. Miguel do reino de Portugal, como pri-
mognito.
O abaiso assignado esl morando mr*rua da
Aurora, no segundo andar do sobrada enr que mor
oSr. Joao Pinto de Lemos Jnior, junio ao palacete
do Exm. Sr. Barao da Boa-Visl.
Joaquim Bernardo de Meodonra.
Perdeu- desde o becco do Espinheiro em di-
reccao a Soledade, ua larde do din ( do corrente mez,
um embrnllio de papel com um leucinho de cam-
braia e bico em roda, deolro do qual eslava pregado
um alfinele de peito com a forma de um p de ga-
viao pegando um brilhante : quem o tiver adiado e
o quizer entregar, o poder fazer na ra da Aurora,
no segundo andar do sobrado em que mora o Sr. le-
nenle-cnronel JoSo Pinto de Lemos Jnior, ao abai-
xo assignado, que dar boa gralificacao.
Joaquim Bernardo de Mendonca.
Precisa-se de urna prela escrava, qoe lenha
bom leile, para criar um molequnhoeajodar algum
servico de casa ; ua Passagem Ilha do Retiro, a fal-
lar com Joao de Oliveira 11111 maraes.
I'recisa-se da 300 a juros com hv polheea em
um silio na estrada de Joao de Barros : quem tiver
dirija-se a roa das Trincheiras n. (i, que achara com
quem Iralar.
Fa:-se icienle aos Sn. accionislas da rompa-
ipa Edificadora da casa para bailes desla provincia,
que a directo lem convocado a assembla geral pa-
ra se tralar de definitiva approvac^o dos estatutos, e
loroar-se decisao que importa ser tomada pela mes-
ma assembla para se dar comeco aos Irabalho; e
esta ter lagar na sexla-feira, 12 do correle, as tt
horas do dia, na casa da Associasao Commercal Be-
ndceme, na praca do Corpo Sanio.
Retratos.
No aterro da Boa-Visla n. 4, terceiro andar, con-
tinua-sa a tirar retratos pelo syslema chriitalofvpo,
oom muila rapidez e perfeiejo.
Aluga-se o arnuzem n. 46 da rna do Amorim:
a tratar eom o proprielario Antonio Joaqnim de
Souza Ribeiro.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
CASA DA FAMA.
AOS 5:000;?, 2:300$ E 1:000$.
O cautelista da casa da Fama, Antonio da Silva
liuimares, tero exposto venda es seus muilo afor-
tunados bilheles e cautela da lerceira parle da se-
gunda lotera do Gvmnasie, a qoal corre no dia 20
do correnle, e cslo a venda as saguinlaa casas :
alerro da Boa-Vista ni. 48 e 68 ; rna do Sol n. 72
A ; praca da Independencia ns. 14 e 16 ; rna do
Collegio n. 9; ra do Rangel n. 54 ; ra da Croz
n. 43, loja, e ra do Pilar n. 90.
PRECOS.
.Bilhetes inteiros 59700
Meios 28800
Quartos 194 ni
Oitavos 760
Decimos 600
-Vigsimos 320
O mesmo cautelista declara, que garaule nica-
mente os seus bilheles inleiro em originaes, pagan-
do os tres premios grandes sem o descont dos oilo
por cento do imposto geral.
COIMISSAO PORTGUEZA DE
BENEFICENCIA.
Por ordem do lllm. Sr. presidente, he convocada
a ComraissSo Portuglieza de Beneficencia, para ama
renmao, seila-feira 12 do correnle, i 6 hora da
larde, no sal&o do Gabinete Porlugpez de Leitnra,
alini de proceder-se a arrecadafiu do producto da
subscripcao no respectivo cofre. Os Srs. ihesourei-
ros e secretarios das diversa commissoes encarrega-
dasda subscripcao, lerao'a bondade de a presentar as
quotasque liverem em seu poder, e as competentes
lisias regularisadas. leudo de proceder-se tambem
a Hornearn do primeiro e seguudo enfermeiros do
Hospital, os senhores pretendentes queiram apresen-
lar os seas requerimenlos documentados com altes-
lados de boa conduela e dos conhecimenlos pralicos
qoe pussuirem nesla especialidade. Recife.8 de
oulubro de 1855.Manoel Ferreira de Souza Bar-
baza, secretario.
Quem quizer nma poreflo de lijlo partido mis'
turado com eululho, que esta perlo da roa Nova<
falle na ra da Cadeia do Recife n. 2, para se man-
dar mostrar a casa.
Precisa-se alugar um escravo para trabalhar
na casa da aferictoe, paga-se bem : quem preten-
der, dirija-se a mesma casa, ra da Florentina n. 36.
Desencamiuhou-se do sitio de Manoel Antonio
Goncalves, defronte do hospital regimeolal, orna ca-
bra bicho; teda prela, e com orna orelba cortada,
julga-se ler sido furlada, porque foi vista no puder de
dojs preto no domiugo (7) a' 1 hora da larde,
obre a punte da Boa-Visla : quem della der noticia
ou a quizer entregar no mesmo sitio, ou na roa do
Cabuga' n. 3, sera' recompensado.
No aterro da Boa-Visla n. 65, primeiro andar,
precsase alugar urna pessoa livre ou escrava, para
cozinhar e lavar alguma roopioha, sendo a casa de
pouca familia.
Desappareceu no dia 7 do correte, pelas 9
horas do dia, o escravo crioulo, de nome Clemente,
com idade de 22 anuos, pnuco mais ou meaos; levou
calca e camisa de algodaozinho de riscado j velho,
sendo bonin figura, cheio do roslo, altura regalar,
sem barba, falla grossa. e quando se Ihe pergunta
alguma cousa resbonde sempre de vista tincada no
elijo ; portaiiho-roga-se as autoridades policiaes e
capilaes de campo que o apprehendam levem-o a
roa larga do Rosario, bolequim n. 27, que aera re-
compensado generosamente.
Precisa-se de nma ama para o servico interno
de urna casa de pequea familia : no alerro da Boa-
Vista u. (>.), seguudo audar.
Roga-se ao lllm. Sr. Augusto Carlos de Lemos
lenha a bondade de apparecer casa n. 40, no aterro
da Boa-Visla, .para receber urna caria.
No dia da procisso do Llvramcnto perdeu-se
um lenco branro com lelreiro em volla ; quem o
achou, querendo restituir, dirija-se ra da Praia,
armazem n. 20, que se Ihe agradecer ou se grati-
ficara' bem.
nboa
Precisa-se por troca de um sanetuario bouj.eoiii
urna imagem do Senhor Crucificado e Senbora da
l.onceicao, qoe sejam bem (itas: a filiar na ra
das Cruzes n. 40.
tendo Offerece-se um rapas portagaez para bolieirn
de casa particular, o qual lem algama pralica :
qnem pretender, dirija-se aaa do Colovello a. 139,
que acharo com qnem tralar.
Etisle urna caria para o Sr. Domingos Ferrei-
ra da Oliveira Guisara, vinda do crrelo da cida-
de do Porto, ua ra do Qaeimado d. 35, leja de fer-
ragens.
ATTENC10.
0cautelista Antonio da Silva Guimaraes,
vendeu os seguintes premios, da segunda
parte da segunda lotera do (ivmnasio, n.
2850 3:000}000, dividido em 20 vigsi-
mos, 3169 1:0001000, divididos em 8oi-
tavos, e outros muitos de 200J e 100|000.
Os possudores podem vu receber, logo
que sahir a lista, no aterro da Boa-Vista
n. 48.
A pessoa que lem urna carta par o padre Can-
dido Joso Alves da Silva, querendo entrega-la, diri-
ja-se a ra das Crozea n. 22, primeiro andar.
Quem perdeu algum dinheiro entre o caminho
da Soledade e obras do hospital militar, dirija-se a
loja de i portas n. 3, prxima ao arco de Santo An-
tonio, que dando09 signaes Ihe ser entregue.
O abaiso assignado, tendo vendido o seu esle-
bclecimenlo de bilhar ao Sr. Pedro Pueche e Luiz
Blondel, pede por meiodeste aos seus credores apre-
aenlarem suas cuntas, e aos seus devedores virem
salisfazer seus dbitos.Ad. Becke.
Precisa-se de um moco portuguez para caixei-
ro de taberna, de idade de 12 a 14 anuos, que d fia-
dor a sua cunducla eque lenha pralica : no Forte do
Mallos, ra do Codorniz n. 4.
Sor vetes. .
Hoje as 6 horas haver srveles no alerro da Boa
Vista n. 3.
No dia 11 do correnle le ha de arrematar de-
pois da audiencia do Exm. Sr. Dr. juiz especial do
commercio. na sala das mesmas audieucias, a lerca
parle do sobrado de tres andares, silo na ra do Co-
dorniz, no bairro do Recife n. 2, avahado dilu sobra-
do por 7:(XKW ;2::I339333), cojo predio foi penhora-
do poresecucao de Manoel Victorino Bellrio canda
Manoel Lnlz Coelho de Almeida, o qualdeixou de
ir praca no da 8 do correte como foi annunciado
pelo Diario de 20 do prximo passado em ronse-
quencia de ter havido esqaecimenlo de ser annun-
ciado no dia da praca.
Perden-se no da 6 do correnle, no largo da
matriz da Boa-Visla, um annel.lo de abraco sem ca-
bello : quem o achou, querendo reslilui-lo, dirija-
se rna do Aragao.n. 26 que sera generosamente re-
compensado.
No hotel da Karopa precisa-se dons escra-
vos.
Attencao.
A taberna da ra Nova n. 50, adia-se completa-
mente surtida com muilo bon gneros, e por multu
commodos precos.
&*&;* MMMMMMI
:. DENTISTA FRAHCEZ. 8
Paulo Gaignoux, dentista, estabelecido na
ra larga do Rosario n. 36, segando andar, V
II colloca denles com a pressao do ar, e chumba %
O denles com a massa adamantina e oulros me- 0
raes. a
A arrematado dos uteuclios da venda da es-
quina da Passagem da Magdalena que volla para o
Remedio, he sexla-feira 12 do corrente a al lima pra-
ra depois da audiencia do juiz de orphaos na-sala da
mesma.
COMPANHIA DE SEGUROS MA
RITMOS IBDEMNISADORA.
Os Srs. accionislas sao convidados a realisar no et
criploriu da mesma companhia, rna do Vigario o. i,
os 10 *, do valer de suas aeroes, na conformidade do
artigo 17 doa estatutos, at o dia 10 do prximo mez
de oulubro. Recife 25 de selembro de 1855. Os
directores,
Joao da Silva Regadas.
Vicente Alves de Souza Carv albo.
No dia 17 do passado mez, pelas 8 hora da
noile, desappareceu do cues da ponte da Boa-Vista,
em drecro ao alerro do mesmo lugar uro preto qoe
condazia um bahii de (landres pinlado de azul, coo-
lendo um variado e grande sorlimento de calcados ;
a pessoa a quem algom preto offerecer porjo de
referidas fazenda'. as nppreheuda e nao pague sem
que faca o favor de dirigirse ao alerro da Boa-Vis-
la casa n. 59, afim deque seu dono examinando-as
possa saber se Ihe perlencem.
Pede-se ao Sr. Francisco Jos da Costa, casado
com a Sra. Calharina da Sena ou algum sea prenle,
ou pessoa de seu|conhecimenln, o obsequie dirigir-so
a Camboa do Carmo n. 25, ou annuncie roa mora-
da, qoe se Ihe deseja fallar.
Pede-se ao Sr. Floriano Rodrigues, casado
com a Sra. Feliciana Thomazia de Mello ou algnm
sen prenle, ou pessoa de seu conhecimenlo, o favor
dirigir-se a Camboa do Carmo n. !>, ou annunciar
sua morada, qne se Ihe deseja fallar.
O arrematante dos impostes das afericoe de
mscales e boceleiras do municipio do Recife faz
sciente aosinlerefSados, que se acha com a casa aber-
la em a ra da Florentina n. 36, defronte quasi da
casa que oulr'ora servir j as aferie&es, preveniu
do que j dera principio as mesmas aferiedes do au-
no de 1856, tendo de se findar o prazo para os eila-
bclecimeutos que de prsenle se acham, assim come
os que forem poslos dentro desle lempo, no lim do
mez de dezembro prximo foluro, devendo ser pro-
curado na referida caa por se adiar aberla todos os
dias uteis, das 8 horas do di aleas S da larde.
Antonio Joaquim Vidal & Companhia, cem le-
ja de ferragen na roa da Cadeia do Recife, leeni de
promover a cobrante do qoe Ihrs devem auligo,
tanto em documento como de cuntas de livro, por
isso previnem aquelles de seus devedores que este-
jam em laes circunstancias, de virem realisar ieut
pagamento al o lim do correnle mez, do contrario
entregarao ao seu procurador, afim de promover lal
realisacao.
Na ra Uireila u. 13 d-ie diriheim a juros se-
bre penhores de ouro ou prala, em pequea e gran-
des qaantia. J?S
Bilheles inleiros.
Meios.
Quartos.
Oilavos.
Decimos.
Vigsimos.
5:0009000.
2:5O0#000.
1:2509000.
6359000.
5009009.
250JKW0.
3a PARTE DA T LOTERA DO
Gymiiasio.
Os cautelista abaixo assignados declaram
ao publico, que se acha mudado o plano
das loteras, pelo q,ue vai abaixo mencio-
nado, que em a ser exactamente a quarta
parte da lotera do Rio de Janeiro, onere-
cendo desta manera un mensa vantagem aos
amadores deste ogo
1 premio Je 5:0009000.
1 de 2:5009000.
1 de 1:0009000.
lde 500*000.
ti de 25011000.
lOde tooooo.
20 de 509000.
80 de 259000.
ICO de 10*000.
1800 de 5000.
3000 premios.
4000 brancos.
6000.
Oliveira Jnior & <
Precisa-se alugar um sitio perto da
praca, para um estrangeiro.com casasof-
irivel, estribara e cocheira : quem' tiver
dirija-sea ra da Cruz n. 10.
i
no
O Dr. Carolino Francisco de l.ima San-
tos mora no primeiro andar do sobrade
W silo ua ra das Cruzes n. 18, onde conlinna
(A ou exerccio de sua profssilu de medico.
Precisa-sede uina ama de leile:
pairo do Hospital n. 28.
999tM9a9t:tl
: j. mi mtista,
contina a residir na rna Nova n. 19, priroei-
ro andar.
<** 9t> #{
Antonio Joaquim Seve mudon o sen escripto-
rio para a ra da Croz n. Id, primeiro andar.
Nesla lypographia sSlira quem da 8008000 rs.
a premio de 1 )% por canta, sobre hvpolheca ea
urna casa.
1
mei- %
> solicitador tlamillo Augusto Ferreira
Silva, modon a sua residencia para a na di
t jraboa do Carmo n. 38. primeiro andar, oa- 1
de pode ser procurado para os misleres de
sua proliaso, bem coma no paleo do Colle-
gio. escriplorio do lllm.Si. Dr. Fonseca.
PARA A FESTA
Aluga-se no melhor lugar da Torre, um
sitio com grande casa nova, estribara e
cocheira equarto para feitor: a tratar na
ra da Cruz n. 10.
CONSULTORIO CENTRAL
IIOMOPATHia
(Gratuito para os pobres.
Ra de Santo Amaro, (fttiuto-Soco) n. 6. fi
O Or. Sabino Olegario l.udgero rinho di )f(
consultas lodos os dias desde s 8 horas da
manhaa al as -di larde.
Visita o* enfermos em seus domicilios, daa
2 horas em diente; mas em casos repentinos
e de molestias anudas e gravea as visitas serao
(Sitas em qualquer hora.
As molestias nervosas merecen tralamento i
especial segundo meios hoje aconselhados i
pelos pralicos modernos. Estes meio exs-
lem no consultorio central.
Novos livrode homeopathia em francs, sob
(odas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias ehronica, 4 vo-
lumes............aOlOOO
Teste, n-oleslias dos meninos.....63000
Hering, homeopalhia domestica.....7000
Jahr, pharmacnpiihoiueopalhica. 69000
Jahr, npvo manual, 4 volumes .... 169000
Jahr, molestianervosas........69000
Jahr, molestias da pellc.......88000
Kapou, historia da homeopathia, totumes 169000
Harlhuiann, tratado cmplelo das molestias
das meninos..........
A Teste, materia medica hoineopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopathica
Clnica de Slaoneli .......
Casling, verdade da homeopatliia. .
Diccionario de Nyslen.......
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cantando a descripeo
de todas as garles do corpo humano .
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Hoscoso, na Nava n. 50, pri-
meiro andar.
lOJWOii
8900H
79000
69000
49000
109000
309000
Lt,

No engenho S. Joan de Ilamarac, pre
de um bom feitor : quem a iito se quizer prspr,
dando conhecimenlo de sua conduela e capacidad*
dirija-se a roa da Aurora n. 69, casa de Dr. Joao
Honorio Bezerra daMenezea, ao dito engaauo, a
Iralar eom o proprielario.
_ Precisa-se de serventes na obra da ponle pro-
visoria do Recife ; declara-se que os pagauaulos
desla obra sao feilos Iodos os sabbados. .
as Cinco Ponas n. 93, se dir quem da de 50
a 3009 a juro.
Aluga-e urna prela para o aervico de urna ca-
da, que cozinha e eugomma quem a pretender di-
rija-se praca da Independencia loja a. a.
OSOOO d gratificacao.
Ao amanhecer do da 6 de oulubro corrente for-
taram na estrada de JoSo de Barros, do sillo em qne
mora o alteres A-sumpcao, defroole do becco do Es-
pinheiro, um cavallo russo pedree, capado, grande,
idade de 9 para 10 annos, mal feilo de oseo, anda
estrada baiza desobligada, galopa bem em toda al-
tura, deila as cima, (tara direila, caada comprida.
baba muito quando anda, quer decabresto, qaer de
freio, he ccele e tem 3 ferros, ua perna direila c
1 na eiquerda, os quaes nao vio neste annancio por
nao ser isso possivel. D-ta ObOOO de graliflcafie a
quem descobrir qnem foi o ladrao desle cavallo, e
du-se 09000 a quem o bromar, oa deile dr noticia |
caria ao mesmo alteres Asaoiapco, qoe'pagar a
gralifiaa^ao, verilicadn a versada.
O cautelista Vicente Tiburcio Cotuc-
lio Ferreira, avisa ao respeitavel publico,
que tem garantido os seus bhelas e caute-
las, da terceira parte da segunda lotera do
dymnasio, que estao a venda nos seguintes
pontos-, pateo do Carmo n. 18, ra Nova
n. 1, fravessa do Rosario estreita n. 7, ra
do Queimado n. 16, ra do Livramento
n. oO, ra da Concetcao da Boa-Vista n.
e ra do Cabuga' n. 2.
LlISdJG*
5700 recabe
25900
15S00
760
640
340
L
i



CONSULTORIO DOS POBRES
SO BUjfc. NOVA 1 4mtAB 50.
. Lobo Moscozo.l. consullas horneopalhieai lodo* os dias os pobres, desdo 9 horas di
nianbaa ateo mtio da, e era casos extraordinario a qualquer hora do dia ou uoile
mete para pralicar qualquer operaaa.decirorgia. e acudir promplameule a qual-
quer miilher que estej nal de purto, c cuj.acircumslaucU Dio permitan) pagar ao medico.
i CHHILTOIIO DO NL P. A. LOBO MOZO.
55*UA NOVA 50
lTESiulE-SE O SEGINTE:
Manad completo de uieddtein horoeopalhic do Dr. G. H. Jrtr, traduiido em por
tugue* pelo Dr. Moscozo, quatro resumes encadernados em dous e acompauhado de
uro diccionario do termc* de medicina, cirurgia, anatoma, ele.,ele...... -.209000
Eslu obra, a mais importante de todas as quelratam do eslodoe pratica da homeocalhia. por ser a nica
^'SS.?!^ vu?- 1.2.5 ?-'* d""lnna-A PATHOGENESIA 01' EFFElTOS DOS MEDICA-
MENTOS HO OKGAMSSfOfcS ESTADO DE SALDEconhecimenlos que nio podem dispeusar as pes-
soas que se querem dedicar a pratica da verdadeira medicina, ioteressa a lodos os mdicos que quizerem
experimentar a donlrina de Hahnemmu, e por si mesmos se eonvencerem da verdade d'ella: a todos os
a leuden os e senhores de engenho que eslo longe dos recursos do* mdicos: a lodosos capilaesde navio,
nao podem deixar de acudir a qualquer incommode sea ou de seus tripulantes :
jan de ramilla que por circnmslancias, que nm sempre podem ser prevenidas, saolobriga-
uos.a prestar in eonttiteiili os primeiros soceorros em suas enfermidades.
I do horoeopatha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obr.i tambem xtri s pessoa. que se dedican ao esludo da homeopalhia, um VOlu-
*nllSrd j' comn*nh,ao do dicciouario dos termo* de medicina..... 109)000
O dicehoario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. '. :ia000
l^'ik?. PrP''rd0 medicamentos nSose pode dar um passo seguro na pratica da
.pjithia, e o propr.etano desle eslaheleeimento se lisongeia de le-lo o ruis bem montado possivel e
uingneni dnvida hoje da Krande superiondade dos seus medicamentos.
Boticas a 13 tubo* grandes............ oj.
Boticas Je 24 medicamentos em (lbulos, a 10, 12 el 59000 rs.........
Ditas 86 ditos a....... .wvsrMm
DiU. 48 ditos..................... 2080W
........:::::: ;: iwS5
.............. 609000
.............. 19000
.............. 29000
PIMO DE PEBIUIBUCO TERQ FEIBA 9 DE OTUBRO 01 1855
Ditas
ditos
DiUs 144
Tubo* valso*
Frasco* le meia 0115a de tinctur 1.......\ j \ ...
Ditos -de verdadeira lindura a rnica.......', .....
vidri'n,^ '^L^'J'J^XT.*'""'^' gr*od.e '""""" 'd'l"" de crysta de div
""S^So? mu",,ceomPm:rr-'e q0alqUr ennd* de edicaro.n.oscom .oda a brev
de
TRATAMENTO HOMOPATHICO.
Preservatico curativo
DO
\
CHOLERA-MORBUS,
PELOS DRS.
Z^"^", '" PTU T' podercurar desla normidade, administrndoos remedio, mais ellicazes
para ata ha-la.eroquanlose recorre ao medico, ou raesmo para cura-la iodepeudenle destes nos lagares
cid TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO
Este* doos oposcalo* coalem as indicares mais claras e precisas so pela sua simples e concisa posi-
rao la ao alcance de toda, as intelligencia, nao so pelo que diz respeito ao* mcios curativos, como prin-
cipalmente s preservativos que lem dado o mais satisfactorios resultados em toda a parle enoue
clles lem sido poslos em pratica. P"ru) em aue
Sendo o Iralamento homeopalhico o unicoqee lem dado grandes resultados no curativo des la horri-
v.l .nfennid.de, jukamos a pre-pu.Ho Iraduzir estes doos imporlaoles opsculos ero liugua veruac-
la, para.lesl arle facilitar a sua leilura a>quem ignore o francei. *ucn
Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, ra Nov* n. 52, por 2&000 rs.
ANNUNCIO.
l.oja e armazen de fazodas baratisairaas, na ri
da Cadeia do Recite n. 50, defronle da roa da Ma
dre de Usos, quina do segundo hoco vindo da pon-
te, lado esqaerdo. Neste eslabeleciment achirlo os
Srs. faieudeiros, cemmereiantes do centro, e o pu-
blico em gem, um completo sorlimeolo de fazendas
finas e groseas, todas de boa qoalidade e aem avaria,
que a dinbeiro vista, se venden por precos bara-
lissimo* ; assim como boa disposiciio para bem ser-
vir e agradar a ledos os freguezes que se dignaren)
honrar o estabelecimente.
JOIAS
<*s abauo aSsignado, com loja deouriVes na ra
do Cabugj n. 11. confronte ao paleo da matriz e ra
ttoya, fazem publico, qoe eslao muilo surtidos dos
mais ricos edilTerentes goslos de tudas as obras de
ouro iiecessarias, lano para seuhoras como pan h-
meos e moninas, e conlinuam os presos mesmo ba-
ratos coran lem sido : patsar-se-ha urna cunta com
respoosabilidade, especificando a qualidade do ou-
ro de 14 01 18 quilates, licando assim garantido o
comprador se appirecer qualquer davida.
Seraphim & Irmo.
v Compra-s orna negrinlia de 10 a II annos,
que nao lenha defeilo nem achaques: na ra das
l.aranceiras, sobrado n. 2.
Compra-ee para uina encommemla urna casa
terrea, cujo valor nao exceda de 1:000} ; na rua do
Collegio n. 21, primeiro andar.
, "TCompra-* 100 ou mais saceos \asios, que fossem
de larinn de trigo, em bom estado: no largo do Cor-
po Santo n. 6, armazem.
Gompram-se
frasco vasios qoe lenhain sido de agua de Colonia
na rua Urja do Rosario n. 37.
Comprare uina casa terrea, que nao seia em
beccos, rio bairro da Boa-Vista : Dl rua do Rosario
da Boa-Vista n. 41.
VENDAS.

8 0 Dr. Ribeiro, ntedicci, mudo
sua reidencia para a casa cinzen-
ta do quatro andares, na rua da '
9 Crit. n. 13, onde pode ser pro-
O curado a qualquer hora. (jj
Massa adimantina.
He geralmenle reeonhecida a e\celleocia desla
prepracilo para chumbar denles, porque *eu resul-
tados sempre felizes sao ja do dominio do publico.
ebailiao los de.Oliveira faz uso desta preciosa
'J, para o fim indicado, e as pessoas que qoize-
i-ein lion>-lo dispondo de eos *ervi.;o, pid*m pro-
--ura-loM Iravessa do Vicario n. 1, loia de bar-
beiro.
Jouquin Josede Oliveira declara, que lodosos
ifilliados da finado Jos Antonio Corris Jnior po-
la esmola que **u padrinho declaren em seu lesta-
ineoto, e todo* com cerlidao de bapliuno e reconhe-
i.ida.
l'reeiia-se de ama ama que uiiba engommar,
liara cau de pequea familia : na rua do Cabaga,
!oj n.3.
Agencia de eontabilidade commercial.
Chrislovlo Gnilberme BrecU.enM.1, habilitado
om os conhecimenlos pralicos, qae em malarias de
i:ommercio lem adquirido durante inuilos anuos que
is lem exe-cido nesta praca, como caixeiro, guarda-
livros e gerente de negocios proprios e alheios, offe-
ece aos negociante desta a das outras prara*do
Brasil, assiui como a outraa qusesquer pessoas o seu
lirestimo pira o fim de dirigir todo o que se refere
1. eontabilidade, como seja : rever e ajuslar.coulas
ele qualquer naturaza, organisar balances e regula-
nur .liquidacoe* de fallimentos de sociedades,
lateio, retjulajOes de avarias, inventarios e parlilhat
j.migaveis de qualquer especia de bens, exlnhir
conUs coarinle*com juros ou sem elle*, por em dia
escripturases alrazadas, tomar conta de qoalquer
nova eacricturarlo por partida doblada, mixta ou
simples, ar juramentos judieiae*,contralo*"conmmer-
ciaes de qualquer natureza etc. ele. Encarrega-se
ilro sim de dirigir qaalquer negocio judicialmente,
c|uer perarte o juizo commercial, quer peraole o
Iribunal do commercio era primeira e seguuda ins-
tincia, para o <\ap tem a cooperarn .le um dos mais
habilitados advogado, e de um do probo* e inlelli-
geute* soliciladores do foro. Para este fim tem o
iiuuuueiaue aberlo e seu escriplorio na rui da Ca-
ceia de Santo Antonio n. 21, onde pode ser procu-
rado das 8 hora* da mauliia as i da larde. O an-
luucianle espera merecer desta de outras oraras
11 m bom acolhimento, sendo sea oslabelecimeiilo
Ja mais reeonhecida utilidade.
Christovao Guillierme Ilreckenfeld.
AULA DE LATIM.
0| padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a rua do Ran-
Oracao contra a peste e o cholera-
morbtis.
Acha-se venda na livraria 11.6 e 8 da praca da
Independencia um folhelinho cora difireme "ora-
Ces coutra o cholera-morbos, e qaalquer oulra pe*
le, a 80 rs. cada um.
\ eiule-se um terreno proprio, lo na roa Im-
ptrial, com 100 palmos de freute e 800 de fondo,
todo aterrado e prompto a ser edificado, inclusive
urna catinha de lijlo e cal dentro do mesmo terre-
no : Irala-se ua mesma roa, casa n. 174, com Victo-
rino Francisco do* Santos.
Vende-se muilo superior farinha de S. Ma-
llieus, mais barata do que em outra parle, em saccas
de alqueire. medida velha :. no Forte do Mallos, ar-
mazem n. 20.
Vendem-se_ bombas de carnauba para cacim-
bas, e saccas com" gomma nova, ebesadas de prximo
do Aracaly : no armazem de J0S0 Alve Guerra, de-
rronle do trapiche do algodao.
Attcncao.
O barato, no paleo do Hospital, taberna ama-
, relia n. 30.
Manleiga mglcza flor, a libra 960
Dita 800, 720 e 500
Queijos muilo nnvos 19)600
Cha da India superior 29240
Vinho, a garrafa 480, 440 e 360
Dito engarrafado 5^0
Dito de Ires aanos fi',(i
Champagne.a garrafa d|50O
Btalas nova, a libra 40
Toucinlio de Lisboa, a libra 3-20
{;el n. 11, onde continua a receber alum-, n
r,os interno, eexterno. de.de ja' por mo- LTS^r^'.ffi^'W ^ *
cuco preoo como he publico: quem se gel ,iabil fbricaule que foi preroi
quuer uli,ar deseu pequeo prestimo o, tXmZr^na'
l>ode procurar no segundo andar da refe-
ida casa a' qualquer hora dos das uteis.
Esta a uir a taz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RLOFF E BOEN-1
N1NGHAUSKN E OLTROS, '
P?'!,0 em ordem Iphabelica, com a descripcio
abreviada de todas as molestias, a indicarAo physio-
lsgica e1 Ihcrapealiea de todos os mediameotos ho-
lueopathico!, seu lempo de accao a concordancia,
feguido de um diccionario da signilicaQio de todo*
oslemos di medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. I DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esta obra no consultorio homeo-
nalhico do Dr. LOBO MOSCOZO, rua Nova n. 500
pnmeiro andar, por 000 em brscliura, e 6900.
oncaderoac.o. ~r~,
BfOENDAS SUPERIORES.
Na fundico de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
rioendas de caimas todas de ferro, de um
modello econstruccao muilo superiores
COMPRAS.
Compram-tc patacoes brasileiros c
hespanhoes a 1J950: na rua da Cadeia
do Recifi!, loja de cambio n. 38.
Comi>r-se urna ou duas morada* de casas le-
reas quer ja pequeas oo grandes, livres e desem-
baraada, era bom estado : sjuem liver, querendo
vender, diiija-se a roa do Aregao, casa n. 5.
Venham comprar senSo acabam-
> se. Chegou a rua do Queimado n.
19, um rico sortimento de cam-
braias francezas muito linas e mui-
Pto bonitos padres, pelobaratissimo
0 preco de 500 r. a vara.
*&$$ $$$-$?$
Vende-se um mulita com idade de 19-annos
com ama cria de 2 mezes muito lioda, e com muil
bom leile, propna para criar em casa de familia por
ler boa conduela e nao ler vicio algom, do MMtt
alianca, com as habilidades segoioles : cose cha
engomma loda qualidade de roupa, e cozinha ad-
verle-se que nao se vende para fura da Ierra : a' 1ra-
Ur na rua da Senzala Velha, padaria n. 96.
"" Y"1^*^6 UID* prela com oma tria : na roa
larga do Rosario n. 46.
Vende-se nm sitio na Torre, margem do rio
por preyo commodo : na roa da Santa Cruz n 70
vende-se orna negra de meia idade, propria
para o diario de urna casa : a pessoa que precisar,
dinja-se a roa da Mangaeira, casa n. 10. "
W^^vSrr.'s mt> **a Boa-
Vicenle Ferreira da CoU lem para vender nm
excellente e.cravo com idade de 23 annos, do mallo
boa conducta sera defei.o nm achaque, eiimap I,
com 30 a 3o annos de .dade, propria para lodo o ser-
v roe muito boa lavadeira, ..dia e robusta : qulr
MaSrVd'etJ'K """t "
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu. conli-
mder a 8*000 o par (preco fixo
i e afamadas navalhs de barba feils
iado na ex.iosirao
rarem exlraardiua-
. no rosto na acrao d corlar
tV!Lm~*' COm eo>"ii^o le. nio agradando, pol
derem os compradores devolve-ls l 15 diasdepois
PJ1 ri?? rs"""1d0-*e imPrle- K esma ca-
rneVa "can^,r,nba!, "n ""*'"' MVm ***
li-
Cobre para forro de 120 at 2* o
cas com pregos.
Zinco para forro com pregos
Chumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de linhaca em botijas-
Papel de embrullio.
Cemento amurello.
Armamento de todas
dades.
Arreos para um e dous ca-
vados.
Chicotes para carro e esporas de
ac plateado.
Formas de ferro para fabrica de
mocar.
Papel de peso inglez.
Champagne marca A <5t C.
Rotim da India, novo e alvo.
Pedral de marmore.
Velas ttearinat.
Piano de gabinete de Jacaranda',
e com todos os ultimo melho-
ra raen tos.
No armazem de C J. Astley & C.,l
na rua da Cadeia.
CHAROPE
DO
BOSQUE
(I uuico deposito contina a ser na botica de Bar-
llioloineo Francisco de Souza, na fu larga do Rosa-
rio 11. 36 ; garrafas grandes59500 e pequeas 38000.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
rara cura de plitisica era todos os seus diflerenles
gros. quer motivada por constipardea, losse, astil
ma, pleuriz. escarro* de sangue, dr de costados e
peilo, palpilacao no coraso, coqueluche, bronchile
dor na garganta, e todas as molestias dos orgos pul-
monares.
Almanak de Lembrancas Luso-Brasileira,
para 183ti.
1 volme em 32, com 384 paginas, 426 arligos e
126 gravuras, por Alexandre Magno deCaslilho he
o 6. volme, he urna peqi'enina eucvclopedia
principiada em 1851, c a que nao he eslranho nc-
nhum dos ramos dos conhecimenla* humanos, pela
redaccao dos autores, cuja* prodafes, em verso oa
em prosa, honrara as paginas do Almanak de 1856,
_Vm' na a8eDC,l livraria n. 20 da esquina do
Gollegio, onde se acham lambemos volume* dos
aunos anteriores. Preco 800 rs. por cada volme.
Veodem-se os perlences de ama taberna com
os poneos fundos que tem, no largo da Trempe u. 1,
a qual lem commodos para morar familia indepen-
denle da mesma, com grande quintal e cacimba com
calha postica que bola agua na taberna para fazer
garapa para animaes, tendo lodos os commodos pan
esle trauco e vasilhame, por isso est dedicada ha
muilos tonos, e bem afreguezada : os preleudenles
dirijam-se a mesma casa, primeiro andar.
Vende-se a loja de oleado da rua Direila o.
48, e lodo negocio se faz.
Veode-se um cavallo caslauho, gordo, bom es-
quipador e auda baixo, sem achaque algn ; tam-
bera serve pan carro : quem o pretender, dirija-se
4_p paleo da Santa Cruz, padaria n. 6, qoe achara
com quem tratar.
Na loja das seis
portas
EM FRENTE DO LlVRAMENTO.
Peca* de chitas Cuas, de liotaa seguras, a cinco
mil res, e em ovados a meia pntaca.
Vende-se um bom terreno com III palmos de
frente, sito na rua dosPrazeres no lugar dos Coe-
Ihos, quasi lodo morado, com alicerce de urna casa
c com cacimba ; sle logar he proprio para eslabe-
lecimento como sej: cocheira, padaria, etc., ele.: a
fallar como N. Oadault, rua Nov u. II.
Vende-se um escravo crioulo, di bonita figura,
idade de 21 anuos : a trUr na roa da Madre de
leo-, n. 32.
Vende-se a armario e mais objecios da casa
de pasloda rua da Senzala Velha. etquiua do neceo
dos Porlos : quem os pretender dirij-se rua do
trapiche o. 26, a tratar com Joao G. Jtrdim.
i"T Ve,M,e, nnli "egra Icrioola de 2:) annos de
idsde propria pan todo servil o de una casa : na
rua da Cruz o. 48, 1' andar.
No Aterro da Boa-Vista n. 8, defrontt
de noneca.
Chegaram nllimaineule bjscoitos inglezesGnos em
lalas grandes pelo diminuto prejo de 39IOU a lata,
bolacha de soda, dita de aramia, dita americana ;
rveja mglcza muilo boa a 49800 a duzia ; cha da
ludia de todas asqualidades ; presuntos do Porto 1
libra a 320 rs. e ranitos'uulros geueros de supe-
rior qoalidade por menos prec.0 do que em outra
qualquer parle.
i\a rua larga do
Rosaran. 5,
vendero-ie lava de pellica de Jouvin.hraaeas e ama-
relias, para senbora homem, mais baratas do que
en oulra parle.
Veude-e um bo"*itp cavallo, de cor caslanli.
com bons andares, muilo gordo e novo, afianra-se a
bondade : na rua do (Jueimado o. 18, loja 'de fa-
zendas.
PIANOS.
. Vendem-ie em casa de Henry Brunn &
C, rua da Cruz n. 10, ptimos pianos
chegados no ultimo navio da Europa.
Vfodem-e velu de carnauba simples, de lodos
os lamanrtu, i 12} a arroba : na roa da Cadeia
la* L.l.
Aos senhores de engenho.
No Recife, priuaeiro armazem de familia de tri-
go, no becco do uunralves, veude-se a verdadeira
farinha gallega, em meiss barricas, e das melhores
qualidades de Lisboa, e mecos das marcas mais acre-
ditadas do Chile, que lem viodo este mercado.
L'nio, na ru da Cruz n. 40,
ha para vender nm sortimento de conservas linas co-
mo pilis pois, sardiiMBj, asperges, langue de buf
pal de foie.aucisses, bearstak, chapomieau au jam-
bn, poulet au ju d'erevisse, Iriandeau de veau
ssim como diversas qualidades de vrnho*. como
Uiampagoe, Aeres, Madeira, Porto de ptima qua-
lidade, vinho de Franja hranco anlig) e linio, di-
versos licores, humrael, etc., cognac engarrafado ;
tarobem ha pescos aceiados ao modo europea a
qualquer hora.
Vende-se laade todas as crese supe-
rior qualidade, para borrjar, leques muito
linos e os mais modernos, luva de pellica
Jouvin, tanto para homem como para le-
nhora, lindas franjas brancas e de cores
para cortinados, bancas de seda, lita e de
laa eseda de todan crese larguras, ban-
dejas muito linas, ticas caixas de tartaru-
ga para rape, charuteias.carteirasepor-
tamones, Itnlia em carritel de 200 jarda*
muito lina do verdadeiro fabricaeite Ale-
xandre, um completo sortimento de per-
fumarias, eoutros muitos objectosdegos-
to por precos' muito razoaveii: na loja de
miudezas n. 19, na rua da Cadeia do Re-
cife.
Na
rua
Vende-se um rooleque crioulo, de idade de 12
anuos ; o motivo da venda se dirn ao comprador :
em Fon de Portas, rua do Pilar n. 145, segundo
andar.
Marmore branco para consolos.
Vcndem-so as melhores podras marmore para
coosolos a um ou mais pares, por menos preco que
em ontra qualquer parle, para fechar conli : em
casa de Rabe Schinellau & Companhia, rua da Ca-
deia do Recife n. 37.
Bous gostos e de
boas qualida-
des.
.Va rua do Queimado, nosqualro cantos, na secun-
da loja de fazendas n. 22, defronle do sobradoYma-
ello. vendem-se as seguinles fazendas, por precos
que realmente fazem admirar:
Casemira prela de superior qualidade pelo bara-
tsimo preco de 25 e 25600 o covado, excellente
panno prelo lino, prova de limao, para casaca e pa-
!'lu '-5MJ0, 3Ji e 5, alpaca prela muito fina a 400,
oO e 600 rs. o covado, corles de colleles de fuslio de
boa qualidade e bonilos padroes a 700 e 900 rs., bo-
nitas cassas franceza. e muito liu.i a 300 rs. o cova-
do, cambraia muito fin de salpico, propria para
vestidos e roupa de crian; a 1& a vara, camisas
rancezas mno finas com peitos de esgoiao para ho-
mem a 29800, corles de cassas para vestidos de bo-
nilos padroes a 2, lencos braucos de cambraia de
linho ramio fios e grandes a 6 a duzia, meia lina
para senbora a 240, 300 e 400 rs. o pr, ricos chales
de challv com li.tra de seda e bastantes grandes a
9?, dilos de merino muilo finse lisos a 6, luva de
seda de cores para homem e senbora a 19 o par, di-
tas prela. de lorpil, fazenda superior, viudas de Lis-
boa a 19120, rico cortes de seda para vestido, pelo
haralissimo preco de 20, dilos de cambraia-de seda
de lindos padroes a 6, chal) verde e amarello,
muilo superior fazeoda, e que muito se usa para ves-
tido a 800 rs. o covado, romeiras de cambraia e fil
com laros de ricas filas da seda a 19280, grvalas de
seda de bonilos padroes a 640, meias de laia para
padres a 29 o par, corle de casemira finas e'de bo-
nitos padri.es pan calcas a 59, brinzinhos de puro
Iinlio a 240 o covado, ricas eolias de damasco e mui-
to grandes, pelo baralissimo preso de 109, brin tran-
cados de puro linho e de bonilos gostos para calcas a
800 rs. a vara, roelas croas para homem a 200 rs. o
par, chales de larlalana de bonito* padroes a 19, cr-
des de cairas de casemiras de algodao a 19, merino
trelo, fazenda moito boa a 1500 o covado, lapim
prelo o mais fino que he possivel encontrar-e, pro-
prio para vestido e balines de padre, pelo baralis-
simo preco de 1,280 o covado, riscadinhos france/es
mailo linos e de bonitos padroes a 240 o covado
meios lenco pretos pan grvala, fazenda superior,
a 1, lencos brancos com liilras, de cambraia, mui-
lo Unos a 300 r., brira branco trancado de puro li-
nho a 19200 a vara, e alero de todas estas fazenda
onlras mujlas que so avista-das boa qualidades he
qoe se pode ver o quaolo sao.baralas, afiancando-se
aos senhores compradores que nesle eslabclecimeolo
nao ha fazenda algoma que seja averiada, e sim ludo
em avaria, de boa gustos e boas qualidades.
He fazenda mui-
to linda, os me-
lindres.
Ella fazenda he inleiramenle nova, ehegada no
ultimo navio francez, e de todas as que se usam pa-
ra vellidos, he a mais bella, he de la e seda, e de
largura regular, eada corle tem 13 covado* e meio,
e veode-ie pelo baralissimo preco de 6950O, alie o
covado 500 rs. : na roa do Queimado, nos quatro
cantos, na segunda loja de'fazenda n. 22, defronle
do sobrado amarello.
Chapaos oleados para criado.
COLLA DA BAHU,
vende-se na rua do Queimado luja de ferrapens
Va loja das seis
portas.
Em frente do Lh-ramento.
Chales de merino bordados 1 cinco mil reis, dilos
de seda de lindos gostos a oito mil reis, cassas de
llor miuda a cinco patacas a peca, corles de vestido
de cambraia proprio. para se ir'ao b.nho a dez lus-
oes cada corte, chales de ganga encarnados a doas
patacas, e grandes a dez lusloe., ditos de cambraia
adamascados a duas pataca, dito, cor de ros. com
qnadros a duas palacas, cassa piulada em corles de
IU covado* a toslao o covado, meias para menino de
<>e i anuos a luslaoo par.
Vende-se babado do Purto de todas
as larguras, tanto lizo como bordado, maig
barato do que emoutia (|ualqaer parte ,
na rua doCabuga', loja de miudezasn.^
Vendem-se meias de lade carneiro,
tanto para homem como para senhora:
por preco muito commodo: na rua do Ca-
buga loja de miudezas u. 4.
Va rua Nova n.
44. FABRICA E LOJA
de Chnstiany & IrmSo, ha novamente
clegado um grande sortimento das fazen-
das abaixo mencionadas, sendo qualidades
boase precos mdicos, (vindas do Havre
pelonavioALMA.)
Chapeos de castor rapado (Thibett).
Ditos de castor com pello branco epre-
0 (Velour Zephir.)
Ditos de molla brancos*e pretos.
Ditos de massa franceza formas moder-
nas. '
Ditos de fieltro para homem (dill'eren-
tes cores). .
Ditos de dito para meninos com enfei-
tes e em enfeites.
Ditos de palha a berta para homem e
meninos.
Ditos de palha italiana muito finos.
Ditos de f'eltro Amazonas para senhora
gosto muito moderuo.
Ditos de palhaenfettados para senhora.
Ditos de dita aba-larga para meninas.
E outras multas fazendas proprias do
estabelecimento.
FLOR DE FLOR.
A Farinha de Santander Flor de Flor,
he a tnelhor farjnha de trigo que eviste em
por isso sempre hequalili-
yperior em todos os merca
tt sido importada ; he esta a
que vera a este mercado,
a veracidade da infor-
unicamente no arma-
asso Irsaos.
Para ocHolera.
Vende-se o verdadeiro cognac,' lano em garrafas
como em garrufoes : na rua da Cruz n. 10.
Sedas orientaes
escocezas.
Na rua do Queimado, loja n. 19, a segundauassan-
iln a botica, acaba de receber-ne pelo uavhBrancez
cada "
dos, a<
primeii
porem g
mai-rio :
zem di
Alma, chesado no dia I. do correle, um brilhanle
e luido sortimento de seda para vestidos, de quadros
asselinados e de lindas cores, que pelo seu brilho se
assemelhara ao arco iris : esta sedas foram escolhi-
das em Paris por pessoa do mais apurado goalo: ven-
dem-se na loia ocien, por preco commodo, dilo-se
as amostras e se mandam levar a. tasas do* senhores
compradores.
Vendem-se 4 jumento, proprios para engenho:
na ma da Cadeia do Recife n. 30.
PECHIKCUA .
Vendem-se hlalas muilo superiores a 19000 a ar-
roba : na Iravessa da Madre de Dos o. 15, armazem
de 'os Marcelino da Hosa.
cs-CAFE SUPERIOR DO RIO.
A iloOO a arroba.
\ eude-.p caf de superior qoalidade, pelo barato
preco de 49500 rs. a arroba, em porrao faz-se aba-
le : ua rua do Queimado n. 27.
,Muito barato.
Orles de veslido de chita a 29000 cada um : oa
joja de 4 perlas da roa do Queimado n. 10.
Por muito menos do valor.
Corles de cass. de cores com bailados, lendo cada
corte de 14 a 16 varas, sendo de bons noslos e cores
lisas, pelo baralis.iino preco de 5J500 cada corle :
oa loja de 4 po/Us, na rui do Queimado o. 10.
Rua do Queiiika-
DO N. 1.
Atoalhado de 8 palmos de largura de
3$000 a vara, para acabar vende-se a
1$500 rs., casineta de cor para palito
covado 4S0 rs., lila puta a240 rs. o co-
vado, casemira de cor corte de calca a
tyOOOe 4S500 rs., dita prefc franceza a
I.SOO o covado, cortes de cassa chita a
1 #850 o corte, lencos brancos barra de cor
proprios para meninos a 100 rs. cada um,
luvas de seda de cor a 640 r. o par, ganga
azul, dita preta com bonitas barras, pro-
pria para cobrir chapeos de sol a 520 rs. o
covado, alm deltas outras muilas fazen-
das por barato preco para acabar.
Ni, botica dos Srs. Soum& C, ha pa-
ra vender a maravilhosa agoa dentifrice,
do Dr. Pedro, a melhor que tem uppare-
cido para conservacao dos dentes.
. Vende-se ama morada de casa de dous andares,
sita na rua do Kangel n. 20 j assim como dous bra-
co de hiilauca marca Romao, com cerca de 8 arro-
bas d> pesos proprios para armazem de assucar, ou
engenho ; assim mais bom viuho do caj', quer en-
garrafado ou a relallio: Irata-se ni ru Aogusta
u. 94.
Contra o cholera.
Camisas deflanella de laa de novo modello, muilo
cornmodas pira se veslir ; seu uso lie recomroeo-
dado por lodo. o. facultativos como medida iodis-
pemavel contra o cholera: vendem-se por barato
preco, na ru do Queimado n. 27.
ptimo recreip para senhoras.
Chegaram emliiq a. lao desejadas lalagarcas piu-
ladas, onde se acham desenlio para lodos o borda-
dos com ascompelenle* cores ua mesma talagarra,
que evita o grande trabalho e demora de conl.r'o
poni. : vendem-se por barato preco, ua rua do
Queimado a. 27.
A boa fama
Rico, peitles de tartaruga para atar cabellos a 4*500
Dilos de alisar tambem de tartaruga 38000
Ditos de iiiarlim tambem para alisar 19400
Ditos pretos de verdadeiro bfalo par alar
cabellos 19280
Lava prelis de torc,al com bololas, fazenda
. bo 800
.uva. do seda decores para hornero e senhora lj)000
Lindas roeia de seda de cores pan crianras I98OO
Meias piuladas fio da Escocia para criamos 2i0e 400
Baudeijas grandes e de pinturas finas 39000 e 4J00O
Papel a I maco gravee paulado, resma 49000
Papel de peso paulado muilo superior 39600
Penas liuissimas bico de laoc, groza 19200
Ditas muito boas, groza 640
Canela, fiuissimas de marfim 320
Oculosdearmacao de aro delodisas graduales 800
Lonetas com armacao de tartaruga I9OUO
Toueadores de Jacaranda cm bom espellio 3900n
Meias de laia muilo superiores para padres 29000
Ricas henalas de canna com lindo, casles 29 e 3&000
Chicle* tluos par. homem e senhora a 1 e 20000
Meias prelas de-algod3o pan padre. 000
(rayalas de seda de todas as core 19000
Filas de velludo eslreilas e de lodas as cores,
a vara jn
Atacadores de cornalina para casaca 400
Ricos reloginhos para cima de mesa 48000
Escovas fiuissimas para cbelo e roupa, nuvalhas li-
niasimas para barba, meias piuladas e crua de mai-
lo boas qualidade, trancas de sida de todas as co-
res e larguras e de bonitos padroes, litas fiuissimas
lavradas e de lodas a, larguras e cores, bicos fiuissi-
mos de linho de bonito padroes e de diversas lar-
uras, lesuuras as mais linas que he possivel eneno-
Irar-se e de lodas as qualidades, riqusimas franja
branca, e de cores com botlas proprias para cor-
tinado.; e alem de lado isto outras muitissimas cou-
sasque a villa de suas boas qualidades e o baralis-
simo|preco porque se veudein, nao be possivel haver
quem deixe de comprar uu ra do Queimado nos
queiro cantos na bem conhecida loja da foa fama
n. 3.
Vendem-se sellins com pertences pa-
tente inglez, e da melhor qualidade que
tem vindo a este mercado: no armazem
de Adamson Howie&C, rua do Trapi-
che n. 42.
Saccas de fari-
nha*
Vendem-se saccas com farinha da Ierra boa e bem
torrada, por preco commodo : ua rua da Cadeia do
Recife, luja u. 23.
ROLA O FRANCEZ.
Na rua da Cadeia do Recife, loja dos Sr.
Vaz& Leal, acha-se a venda o excellente
rape roliio francez, a*40rs. a oitava.
Na rua da Cruz n. 26, ha a venda cai-
\inhascom teutospara voltareteou outro
qualquer jogo, espingardas de dous canos
francezas, vinho Brdeos tinto e branco
em duzias.
Barato para acabar.
Na loja de 4 portas, na rua do Queimado n. 10,
ha para vender um grande sortimento de cassas fran-
cezas de cores, bonitos gostos e cores fixas a 280 ca-
da covado.
Oriente
Henriqne & Sanios acabam de receber pelo ultimo
vapor um rico sortimento de sedas para vestidos,
com o lindo nome Oriente ; esta, sedas .ao do pri-
meiro fabricante de Leao, e loniam-se recommen-
davels nito pela .ua largura e boa qualidade, co-
mo pelo* seus padroes serem inleiramenle uovus
ncsle mercado, pois foram escolhidas em Paris por
serem as de mais moderno goslo que appareceram
na exposiro : na rua do Queimado, em freute ao
becco da Congregacao, pausando a bolita, 1 segunda
loja de fazendas n. 40.
Co bertas de seda e laa.
Na rua do Crespo n. 5, vendem-*e por mdico
preco coberlas de seda e laa,tures,dos mais bellissi-
mos e variados gostos que lem apparecido ueste ge-
nero.
Cortes de meia casemira a.SijfOOO.
Na loja de Guimaraesi Henriqne., rua do Cre.-
po u. 5, vendem-se meias casemiras de superior
3ualidade, pelo baralissimo preco de 2O0O o corte
e caiga.
Ultima moda.
Vende-se orgaodiz de seda para vestidos de senho-
ra, fazenda de muilo goslo e muilo moderna : ua
loja de 4 perlas, un rua do Queimado 11. 10.
Da Terra Nova.
Vndese um lindo cao novo e grande, e com di-
versas habilidades : na rua do Queimado, loja u. 8,
se dir quem vende.
~ Vendem-se saccas com Trelo superior, regu-
lando de 90 libras para cima, a 49OOO a aeca, che-
gado ltimamente de Uambargo: ni Irivess* di
Madre de Deo n. 16, armazem de Agoilinho Fer-
rar Senra Cuimaracs.
Vende-se farinha de mandioca da mais ova
no mercado 11 29500 : na Iravessa da Madre de Deo
o. 16, arraazom de Agosliiiho I erreira Senra Uui-
inarae.
Batatas
A JJOO e 1,000 rs.
a arroba, em muilo bom estado: na travesea da Ma-
dre de Deo* n. 16, armazem de Agoslinho Ferreira
Senra Guimaris.
CORTES TURCOS.
Vendem-se estes delicados corle* de c*a prel
cum pintas carmezins a listeados, os mais lindos pos-
si veis pela sua nov idade de padroes, e so se vendem
as tojas dos Srs. Campos & Lima, roa do Crespo ;
Manuel Jos Leile, rua do Queimado ; Narciso Ma-
ri Carneiro, rua da Cadeia, por preco muilo em
couta.
BATATASNOVAS.
J chegaram as btalas novas do Porlo, e veodefti-
se 110 armazem de Jlo Martin* de Barros, travs*
da Madre-de-Dos 11. 21.
Na rua da Cruz n. 26, primeiro an-
dar, existe a venda muito superior choco-
late, chegado ltimamente de Franca e
por commodo preco.
A boa fama
Attencao a novo sortimento de fazendas
baiatiuimai.
Novas chita* de core* segur* e ahtumis de pa-
droe. novo* a 160, 180, 200, 220 e 240 o covado,
cortes de chita de bonilos desenhos, padroes inleira-
menle1 novos, coro 13 covado. por 39, riscade* fras-
ete* fino, a 240 260 o covado. cas., franceza. de
ere,, padroes honito e delicados a 600 r*. a vara,
nova, melpomei.es de quadros de eore, a 640, 720 e
800 r. o covado, h.mbargo fine, de boa qualidade,
para lence. cnalas e lo.lhasa99, W00 e 10 .
pee deSOvaras, novo panuo fino para lenees. com
maisdlSviras de largar a 29210, chals de 13a
grande cores com burra a 550, ditos de casi-
mira lino* e muilo bonitos de core com barra por
89. elim prelo macao superior, proprio para vesti-
dos e collele., por preco que em particular se dir,
chales de seda grande, e pequeos, e ootras mulla*
fazendas, que 1 dinheiro vi.la se vendem por ba-
ralissimos preso. : na rua da Cadeia do Recife, loia
u. 50, defronle da roa da Madre de Dos.
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se napra~
9a do Gorpo Santo, arma-
zem n. 48, d Kostron Ro-
oker #C.
OBJETOS PARA ARMADORES.
Vendem-e na rua do Amorim n. 41 lor-
timentoi completos para armacoes deigre-
ja.carroseanginhos.comoiejam: volan-
tes de todas as cores, trinas, galoes de to-
das as larguras, espiguilhas', ifhamas, etc.
porprecos baratos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 3$000 reii: noi armazem ni.
3,5 e 7, e no armzein del ron te da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na rua do Trapiche
H. 54, primeiro andar.
LABYRINTHOS.
I.eocos de cambraia de niiho muilo fino*, loalhas
redonda, e de ponas, e mais objecios desle genero,
ludo de bom goslo ; veude-se barato : na roa da
Crut o. 34, primeiro andar.
POTASSA BRASILEIKA. $
Vende-se superior-potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, ehe-
gada recentemente, recommen-
da-ie aos senhores de engenhot o
seus bons elleitos ja' experimen-
tados^: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron
Companhia.
A
*
8
Vende-s urna balance romana com lodos o
sus perteuces.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se ru da Cruz, armazem n. *.
Fazendas baratas.
Corle de casemira de pun Ua e bonilos pidre*
a59500 r. o corle, alpaca de cordao mailo lina a
500 rs. o covado, dita muito larga propria para mau-
lo a 640 o covado, cortes de brim pardo de puro li-
nho a 13600 o corte, dilos cor de palha a 19600 o
corle, cortes de casemira de bom goslo a 20500 o cor-
le, sarja de lila de duas largaras propria para vesli-
do de quem est de lulo a 480 o covado. cortes de
fmtao de tintillos goslo, a 720 e 15400 o corte, brim
trancado de linho a 13 e a 1J200, riscados proprios
para jaquelas e palils a 280 o covado. corles de col-
leles de gorgoreo a 39500 : na loia da rna do Cres-
po o. 6.
Brins de vella : no armazem deN. O.
Bieber & C. rua da-Cruz n. 4.
Attencao ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de mailo bom goslo
600 r. a vara, cortes de enea prelo de mailo bom
goslo 28000 o corle, dilos de core com bons pa-
droes a 29200, alpaca de seda com quadros 720 o
covado, corle* de laa muilo fino* com 14 eovados ca-
da corle, de muilo bom goslo, a 49500, lencos de
bico com palma, a 320 cada um, dilos de cambraia
de linho grandes, proprio* para cabeca a 560 cada
uro. chales imperiaes a 800 r*., 19 e I92OO : na loja
da rua do Creapo n. 6.
Ks> uiao de linho
e algodao,
muilo superior, com 11 varas a peca, por 39500:
vende-e na rua do Cre.00, loia da esquina que v ol-
la par a rua da Cadeia. ,
Na rua do Queimado nos q'ualro canlo. oa bem
conhecida loja de miudezas da boa fama n. 33 en*
contn-se sempre um completo srrlimenlo de miu-
dezas de todas as qualidade. e de diverso* guale, e
que ludo se vende per lao baratos precos qoe sos
proprio. compradores musa admiraclo:
Libra, de liabas de| novelo, brancas n. 50,
60, e 70 a 19)00
Libras de linhas, ditas n. 80, 100, 120 a 19280
Duzia de tesoaras para costara a I9OOO
Duzia de lesuuras iiuas para costura a 19280
Pecas com 11 varas de fita de seda lavrada 19200
-Macos com 40, 50, 60 e 70 peca de cordao '
para veslido 400
Peca* com 10 varas de bico eslreilo 560
Duzia de dedaes para senhora 100
Camodas com agulhns francezas 160
Caitas com 16 nvellos de linhas de marcar 280
Pulceiras encarnadas para meninas 240
(rozas de bulos para carniza (60
Pares de meia. lina, para setlhora a 240, 300 e 360
Meadas de linhas muilo Iiuas pura bordar 160
Meadas de linhas de peso (00
Crozas de boles muilo linos para calcas 280
Agulheiros linos com agulhas sonidas 200
Babados abertos de lindo lisos e bordados, 1
vr a 120 e 240
Lapis fino eiivernisados a duzia 120
Carleiras de marroquim para algibeira 600
I'velas douradas para calcas e col lele 120
Tranceln pretos de borracha para relugios
, 100 e (60
linteirose ireeiros de porcelana u par 500
Charnteiras entrefinas |l1)
Duzias de lapis sem ser envirnisados 80
Duzias de torcidas para candieiro n. 14 80
Pcnle lino* de bfalo pira alisar 300 e 400
Peca, com 6 112 varas de lita branca de linlio 50
Caixas com clcheles 60
Carrileis de linhas de 200jardas de boa qua-
lidade 70
Maciuhe com 25, 30 e 40 grampas 50
Suspensorios, o par 40
I AK1M1A DE MANDIOCA DE SAN MATHELS
LAVADA.
O patacho nacional uaz trouxe urna porrao de
farinha lavada, que se vende a precos commodos,
Irata-se 110 escriplorio di ruada Cruz n.VJou no
caes do Ramos no armazem do Sr. Pacheco.
N ru do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
i venda a superior flanella para forro de sellins,
ehegada recentemente da America.
Vendem-se lonas largas e eslreilas, por pnce
commodo : em casa de Fox Brullieri, na roa da Ca-
deia do Recife 11. 62.
POTASSA E CAL VIRGEM,
No antigo e ja'bem condecido deposi-
to da rua da Cadeia do Kecife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Kussia, dita do Bio de Janeiro
cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito favoraveis, com os quaes li-
carao os compradores satiteitos.,
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente ehegada, as-
sim como potassa da Russia verdad.ira : ua praca do
Corpo Santo n. 11.
ChegueiD ao ba-
rato !
Caixas par rap imitando a tartaruga, pelo bara-
lissimo preco de 19280 cada urna : na roa do Cres-
po o. 6.
AGENCIA
Da Fundico' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
er um completo sortimento de moen-
das^e metas moenda para engenl, ma-
china* de Tapor, e taixat de ferro batido
e coado, de todoi ot Umauhos, para
dito. K
Chales de merino' de cote, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rna do Crespo; loja da esquina aua
voll para a cadeia. H
Moinhos da vent
om bomba sde repuso para regar borlase baixa
decapim, nafundicade U. W. Bowmaa : iuriia
doBromns.6,8elO.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redondo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com glan-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-e a venda, em la tai de 10
libras, junto com o me ti iodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
CAL DE LISBOA A 49000.
Vendem-se barr com cal virgem de Lisboa, pin
fechar cuntas, pelo diminuto preco de 49000 o bar-
ril : ni rua di Cadeia do Recife, lula n. 50, defron-
le da rua da Madre de Dos.
Vende-se excelleule laboado de piuhe, recen
teniente chegado di America : na ro de Apollo
trapichado Ferreira. a eutender-se com oadminis
ador do mesmo.
Na rua do, Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowai, icho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
CAL VIRGEM.
A mais nova no mercado, por preco
muito barato: no deposito d rua do
Trapichen. 15, armazem de Bastos & Ii^
maos.
N ra do Vigirio a. t9, primeiro ndr, lia
para vender superior relroide primeira qualidade,
do fabriciule Siqueiralinhas de roriz de nume-
ro, e lio porrele, ludo chegado pelo ultimo naviovin-
do d Porto, ejulilamente vinho superior, feiloria
era pequeos barril di dcimo.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas e jaquetas, a 100
o covado.
Vende-se na roa do Crespo, loia d esquina que
volt pan a cadeia.
Vende-se ac em cimbeles de um quintal, por
preco mnilo commodo : no armazem de Me. Cal-
mont & Companhia, praca do Corpo Saulo n. 11.
N ra* do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-eefarelo aovo,chegado dLisboa pelo briguei-
peranfn.
Veudem-se no armaiem a. 60, %raa deia do Recife, de Hearv GUnoa, oa Mt* mperio-
res relogios fabricado* em Inglaterra, por precos
mdico*.
IECHAIISIO PiRi EKE-
IHO.
NA FUNDICO DE FERRO DO ENG-
NHE1RO DAVID W. BOWNIAN. rl'A
RUA DO BRUM, PASSANDO O uHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguiules ob-
jecios deHiechaoi.inu proprios para eii^enbos, sa-
ber : moenda e meias moenda da mais moderna
coustrnecao ; laixa de ferro fundido e balido, de
superior qaalidadee de lodosos lamaubos : rodas
dentadas para agua oo animaes, de toda* *s propor-
COes ; crivo e bocea* de fornalba regi.lro* de bo-
eiro, aguilbes, bronzes, parafuso e cavilhoe, n ulio de mandioca, ele., ele.
NA MESMA HINplCA'O.
e execulam todas a* encanunendas com a superio-
ridade j conhecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
Em casa dellenry Brunn AC, rua dt-
Cniz n. 10, ha para vender um grande
sortimento de ouio do melhor gosto, as-
sim como relogios de ouro de patente.
Em caa de Henry Brunn & C, rua da
Cruz n. 10, vendem-se:
Lonase brim da Rusta.
Instrumentos pora mutica.
Etpelhoicom moldura.
Globos para jirdini.
Codeirai e sofaspara jardim.
Oleadoi pan mesa.
Vista de Pernainbuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
NA RUA DO CRESPO
Loja n. 6!! !
Vcndem-M pee, de eapaiio de algodao, mailo
boa fazenda, pelo pree de H50O a peca, corle de
cambraia de barr, bonilos padre e muito boa fa-
zenda, pelo preco d* 39000 o corle, mantas Pira
grvala a 19200 cada ora.
*
:
m
i
Deposito de vinho de cham-
fiagne Cliateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: eite vinho, o melhor
dentada a Champagne, venderse
. a 56|0OO rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de t. L>
comte Feron & Companhia. N.
B. Al caixa to marcadas a fo-
goConde de Marcuile o r-
tulos das garrafa sao azuesl
8
Veude-se na refinacao -da rua de Bertas o. T,
vela de carnauba pura, fabricada* no Aracalv, lan-
o em porrao como a relalho.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por 1 #000 rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Vende-se cal em pedra ehegada do u l-t
timo navio de Liiboa, e potana america na
da mais nova : no nico deposito da r ua
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Bastos 4
Companhia.
FAZEIDAS DE COSTO
PABA VESTIDOl DE SENHORA.
Indiana de quadros muito fina e padre uovos ;
cortes de lia de quadros e flore* por preco commo-
do : >ende-se o* ral do Crespo loja da esquiua que
volta para rua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA i tfSOO
0 CORTE BE CAL(A.
\ endern-se na rua do Crespo, loja da esquiua que
volta para a ra* da Cadeia.
Vende-se
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a #800.
Tijollos de marmore a
sao.
Vinho Bordeaux em
garra ibes a 12^000.
A o armazem de Tasso
I maos.
Taixaa para engenhos.
Na fundico' de ferro de D. W.
Bvvmann, na rna do Bruro, patiau-
do o chafar, continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao" :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Jofma-
tn & C., na rua de Senzala Nova n. 4 .
Sellins aiiglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiroe caiticaes bronzeadoi.
Lonas inglezas.
Fio de tapateiro.
Vaquetai de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
ESCRAVO* FGIDOS: '
Kagio no sabbado ti de outobro* prela Marian-
na lienguela, estrave de Fraraseo de freila. Gam-
boa e sua uiulher, levoa vestido acare desbolado e
um tibnleiro com roleles, lera o dedo, grandes dos
p> torios para deolru: intilula-e forra, porque Me
concedemos essa graca por raerte de dos ambo* :
pessoa couhecida dis que vire o prelo forro Joaqun)
csiador e vendedor de miudezas, seduzi-la no mes-
mo sabbado i uoile na eacada do Sr. Jos Uaadino
Leile ua ru do Hosario, a dita esenva MariaiiM.
para que nio fossa para casa di sua senbora ; ese '
prelo Joaqun ferescravo do Si. Thomas de Aquino
I on.eca: presume-se que a tenba ocultad*, viste
que ja de oulra fgida, pela qual esleve aa cadeia,
Un interceder por ella. Suppe-seaue ambos sabinni
a veuaier miudezas pira o malo. O abaixo assicoado
roga x todas as autoridades, capujes de campo e as
pessiai.ua. condecidas a ipprehmslo 4a dita esen-
va, que se responsabelisa pelas despeus.
Francisco dl Frtilai Gamboa.
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r

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1

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I
Uesappareceu ja ha dias urna negra por nome
Calharina, idade de *26 a 28 anos, estatura regular,
de bom corpo, temosolhos uji lano pequeos e
vermclhos, foi de servico de enuda : rofa-** sos
Sr. capilAes de campo que a apprehendam e levem-a
em Sanio Amaro, na casa junto da do Sr. Antonio
Jos Gome do Crrelo, ao seu senhor Carlos Au-
gusto l.ins de Souza, qoiser generosamente racoma-
pensado
100$000degratiicacao.
Deaapparecea oo dia 17 de agosto proiimo pasta-
do, pelas 7 horas da uoile, a prela Loureui;*, de na-
Cao Angola, d idade 35 i iannos, poaeo mais ou
menos, enrayx signae* seguinles : um dedo da mi
direila inchado, magra, (em marca* branca na doa*
pernas; levou camisa de algodlozinho, veslido de
chita roa, panno tino, e mais ama Irouia de roupa:
roga-sea lodas as autoridades policiaes eu capules
de campo que a apprehendam e levem a seu senhor
Joao Leile de Azevedo, na praca do Corpo Santo u.
17, que receber a gratilicacao cima.
Uesappareceu da rua do Queimid |u.|:)j,
escravo da uoroe Paulo, com os signae* seguinles
alto, grotso do corpo, com marcos de biigas, com
nm talbo ero urna das fontes.effelivamenle vive mas-
cando fumo; o dito eaeravo toi comprado ao'Sr.
r'raucuco Antonio Gaiao em > de abril de 1853, -
dina ser de uro seu lilho do engenho Poco Comprie
do ; levoa camisa de madapoU e calca de cor, e
chapeo, o qoal escravo he bastante ladino aja be ve-
llio : pnrtanto roga-se a autoridade policiaes e ca-
pile. de campo que o apprebendam, qeeiram fa-
zer o obsequio de levar a dil ma, qae serlo bem
recompensados.
PERN TYP. DB U. F. DE FaRIA 1855
* -
'%.
I


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