Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00535


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Full Text
ANNO XXXI. N. 230.
Por
Por
3 mezas adiantados 4,000.
3 mezes vencidos 4,500.
SEXTA FEIRA S OE OUTUBRO OE 1855.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
HXi DA SUBSCRIPCAO'- CAMBIOS.
M. F. de Faria ; Rio de Ja; I Sobre Londres, a 27 3/4.
iro, oSr. Joio Pereira Mart; Baha, o Sr. D- p ,._ .
?upTad;Mieei, oSei.hc 3iud.no Filcao Dia.; rw, JoO rs. por f-
Vctor da Nativl- Lisboa, 98 a 100 por 100.
Peren Jnior; Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de tbale.
raga;Cear, 0 Sr. Accoes do banco 30 0/0 de premio.
Maranhao o Sr. Joa- A. .m._u:. j n-kj-ii,. -...
iauhv, o Sr. Domingos MmVnhlt Bebenbe ao par.
(renca; Para, oSr. Ja. da companhia de seguros ao par.
Sr.Jeronymoda Costa. I Disconto de letlris de 7 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas" .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de4000. .
Prata.Patacoesbrasileiroa. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
partida DOS CORREIOS.
29S000|Olinda, todos os dias
16$000]Caruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 el5
16000|Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
99000|Goianna e Paralaba, segundas e sextas-feiras
1940 Victoria e Natal, as quintas-feiras
1*9<0L. PRE*'AR DE HOJE.
188O|Primeira s 11 horas 42 minutosda manhaa
anda s 12 horas* 6 minutos da larde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e saneados
Relacao, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz dorommercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
, KPHEMERIDES.
jOutubro 3 Qu.rto minguante as 9 boras 24 mi-
nuto! 44 segundos da tarde
II Lu non a 1 hora, 3 minutos e
47 segundos da inauuaa.
18 Quartocreeoeniea 1 hora, 17 mi-
nutoi e 49 tegundos da tarde.
* 25 La cheia as 5 horas, 6 minutos
49 segundos da manha.
PARTE IFTICUl.
DIAS DA SEMANA.
1 Segunda.S. Remigio b. S. Virissimo.
2 Terca. O Anjo Custodio ; S. Leodegario.
3 Quarta. S. Evaldo presb. ; S. Candido r.
4 Quinta. S. Francisco de Asis ; S. Chryspo.
5 Sexta. Ss. Placido ab. e Flavia irs. ram.
6 Sabbado. S. Btum fundador: S. Castr
7'Domingo. 19."B'SS. Rosario de Jkfaria ; S.
Augusto presb. ; Ss. Sergio e Bacho mro.

s
f
V\
* t>
GOVITUfO DA PHOVTDICXA.
Expidswe de da H < catabro.
OIBcjjiA o Bxm. commandanle superior da guar-
da nacional do municipio do Recife, antorisando-o
vista de sai infcima^o, a mandar dispensar do
l rae na guarda nacional, visto aclirfem-
lo o emprego de inspector de quarteirao
Clonados na relacao que remelle por
i anicuu-se ao chele de polica.
Eir, marechal commiudanle das ar-
ando-o de haver nos termo* de sua infor-
tres mezes de licenca com venci-
sargento do 2." balallio de iiifan-
o de Piala Souza Malaguela.
o iusptetor da thesouraria de faienda,
e bacharel Delpliino Augusto Ca-
cique participado, que no dia 17
> deixara o ejercicio da vara de
de Bonito, e reassuraira o da de
juie menicipil daquelle termo.Igual cororoonica-
rfio se fez lo Exm. conselhero presideule da re-
lacao.
DitoAo c'iefe de polica, comraunieando que a
jviociil letn ordeiu pin pagar a Jos
ra a quanlia de 279, em que impar-
t da casi que serte de quartel ao desti-
la Gapunga, vencido desde jullio ate se-
teinbro deste mno.
caramaudanle do corno de polica, au-
avista de sua informacao, i dar baxa por
mear i servir ao soldado daquelle
larques Borges.
de theatro de Santa babel,
querimentos em que diversos ar-
ara darem representacoes na-
le qna a misma directora os
o theatro trabadle o mais regu-
sto qu j for poeiivel, emquanlo as empretas
que ora se airesenlam alo poderem estar em exer-
.
agente da compaohU das barcas de
vapor, pira inindar dar urna paasagem de estado
a primeiro vapor qoe para al I i
seguir, io Di. Epiphanio de Soaza Pitanga.
no, recommendando que mande
transportar pira o Kio de Janeiro,, por cunta do li-
se espera do norte, a Manoel
Misa do amigo do exercito.
C01CHAHDO DAS ARMAS
> cesuiud Sai armas da
M claade de Bacila, > j de
oatabro ORDEM DO DIA N. 121.
sapo eommandante dii armas,
convenientes, que nesta data
meato para servrem |por
ido regalamenlo de 14 de
-cedeodo inspecgo de .ude,
almoxarife da fortaleza do Brum
batalhAo de artil hara a pe, Jos
io soldado da companliii lixi de
rovincia, Hay mundo Luis Rodri-
cebara ali-m dos veoeimenlos que
es lompelrem, o premio de 4008 cada um.
dis|Histo no art. :) do decreto n.
lo auno pasando, e lindo o en-
e (erra de 22,500 bracas qna-
Ue descrean perderlo nem su as
Dio, como aquellas a que liverem
como retratados, desconlando-se
amento o de pristi em virude de
indo-*e este descont, e a perda das
lectivos (Huios como lat por lei de-
lerroiuado.
Aisignid. /ose Joaquim Coelho. #-
onforroc Candido Leal. Ferr ira, ajudante de
lis encjirrega-lo dodetalhe.
rDaai sei aaVtOi Ras lerfin
no tein
eentenc
EXTERIOR.
^

DEMCXA SO DIARIO DE
PERMANBDCO.
PARS.
7 de setembro.
o do mea* que acaba de lumir-ie
i, a vagera Franca da rainlia
m Alberte. Desde a brilhanle
iriqua VIH e de Francisco I, cha-
is dVa Sor e que leve lugar a i de
iienhum soberano ingle/, lora rece-
lo amiga e como alliado com se-
nidade. Assim, he um Cacto liisto-
jr itso nio pojemos dcixar
llar i elle ilgumas particularidades.
iaterra, acompinluda do prioci-
ncipe de (ialles e di prioceta real,
lia a 18 de agosto, s7 horas
8. Do embarcidouro do ea-
minho di i Strasboarg at o palacio de S.
(.loud, a jtrt eslava semeai de arcos de trium-
pb" de bandeirol, de bandeiras fran-


\

F0LHETI1.
i i a as i
ol osthumo.
Par Maxrfa 9a Caaaai.
II
. Contiitvqriio.
Lina quinta-Telra i noi.e em ver. de vir para nos-
a o pedar.i de pito e o cope iTagoa ordinarios,\
salada o osa copo da viiilio. Fiquei ad-
amet a Eslevao e interroguei-o; elle ti-
lesiia caa que cu.
ivre, exclamei ; amnnliita seremos
eulrefEUM aos brutos.
CahlreflKM com rara, respondeu Eslevo.
liritindo : l.iberdade 1 lornei com enlhusi-
asmo. '
E victimas di lyrennia, aecrrse/nlon elle.
O aotM guarda ate tenlou razar-nos calar.
Na dia seguinle a urna hora ouvi pasaos pesados
no corredor, e depois a voz de Remiche que ditia :
- O p-ovinr manda que seja levado o alumno
Joto Marros a sua presenca.
\penis minlia porta abro-se, sahi e pergunlei a
Beruiche.
Vieiam buscar-mB erafim ?
Sim, responda elle, vamos.
Aileos, Joaj grili'U-me Esteva, t
muito feliz,
a raao alravez di grade do
pojtit
raaia um bello lempo de invern, nuvemznhas
brancas i.or; loadas pelo co azul. A ela-
ridia da dia e : respire! li-
vrimeiiie ilruessando o puteo ; .jentia ilesfalecer-
me oearataa
Es(a\ minlia birele do proviso* pareceu-
me '4^^| naravilliu-a sum|:tu.isidade.
*' pt vam, o provisor, mea lo e
a!n ''"I le, grande arigo de mi-
in ""lu r de exprimir aqu *e
altlmoon imento; ningoem foi nanea
melhor, man tiran lo, neiq.mais eompassivo : nn-
eSM especies de
ie lancaro repeaitnimente as meninos em
gente para
fatei'o jem para sal -. que iam perder-
se. Agora que souho ro.lne um- ,,..
daoejun jamis se exlr '
Apa aail appirecer, meo lio ft||oM-m9 ((J
9
cezas. ihglezas, tarca e sardas octuando fraternal-
mente, urnas ao p das ootns ; a tropa de linha e a
guarda nacional formavam ala nos dous lados ; a
tropa de linha ocupava a esquerda, a -uarda na-
cional que, depl< do 2 de dezembro. figorava pela
primeira vez em ama ceremonia publica, occopav
firmemente a ilireila. mi maltido immensa, co-
mo Pars nanea vio igual, eslava cerrada, compic-
ti, obre os passeius, as ras crcamvizinhas, em
todas as janelli;, nos lelhados, as arvores, em to-
da a parte. Mnlheres, meninos, velhos permane-
cmn desde pela mauhaa, com paoeiros de prov-
ss. Como deve suppor, a especula^ao n5o dor-
mio : os cafs, os restaurante), os armazens esta-
vam transformados em amphilhealros, aojos loga-
rea forim alocados al pelo preco de 50 francos ;
ama variada no boulevard dos capachinhos foi alu-
gada por 2,000 francos. Mas releva dizer que o pu-
blico contribuinle foi um pouco roubido. Segun-
do o programma, a rainha devia chegar as 6 horas
ao embarcadouro do caminho de ferro, e foi somen-
le s 7 e algans minutos que o canhio dos Invli-
dos annuncioo a sua entrada na capital. Ora, nes-
le momento o sol ja comer va a desappamcer no na
risonte e os lampedes ofliciaes anda nSo estavam ac-
cezos ; assim rainhi atravessioa os boalevards em
um meiodovidoso que nem era o dia nem i noite ;
o que nao contribuio pouc pin irrefecer o enlhu-
siasmo. Com ludo, em virtade da polica e dos
Inglezes que se achavam na cidade de Pars, a ova-
cao foi tilo satisfactoria quanto era possivel.
Segundo o Uso britnico, a rainha passo o dia
de domingo, em familia, em S. Clond. Mas desde
segunda feira at sabbado, nao leve um instante de
repouso, recepres olliciies, passeios, bailes, espec-
tculos, concerlos, revistas no Campo de Marte,
etc., etc. Se a acompauhastemos por oda a parte,
islo nos cunduziria mui longc. N'uma palavra, ne-
nlium accidei.te notavel assignalou estas Testas que
se passaram todas segundo o programma e a etique-
ta deante-mio determinada.
A raiiiha de Inglaterra deixou Pars segunda fe-
ri 27 as 11 horas a meia da manhaa. Reparou-se-
magnilicaroenla o fiasco da sua entrada. Ao prin-
cipio, um sol esplendido, um sol eorlesSo, brlhoa
sem naveai dorante loda esta ceremonia. Sob o es-
pecio artstico, nao deixou nada que desejir. I.uiz
XIV, Opera, o Hvpodromo, o Circo Olympico fi-
caram eclipsados. A' frente do cortejo apparecia o
general Rennud, montado em um cavallo rabe,
com o chapeo enterrado al as orelhas, com a man
sobre a ilharga, com um ar de mata-moaros mui a-
gradavel aos olhos. Esquaflroes de guias, ouurasse-
ros da guarda segoiam com a msica i frente. De-
pois urna tila DjMimeravel de carrua|ens a 2, 4, e
6cavalk>s ornados com tacars agaloados e cochea-
ros de cabellera empoada, apparecia, escoltado
pelos Cera Guardar, a carruagem real e imperial
lirada por oito cavallos dirigidos i mao por oito
criados [a p. A rainha e a princesa real occupa-
va m o fundo da carruagem, o imperador e o prin-
cipe Alberto estavam defronle ; a rainha saudava ii
mullidao do lado direilo, o principe Alberto do la-
do esquerdo : o imperidor sorrii-se, como um ho-
mein contente de si : a impera'triz brilliava pela
sua ausencia.
Em summa, a rainha Victoria nao foi muito bem
succedida em Pars ; acliaram-na cemmum e pare-
cendo-se mui poueo com o ar magestoso que Ihe
dio os seus retratos ofliciaes. Qaanto ao principe
Alberto, obteve o sull'ngio universal das damas. Na
representajao da opera, eslava alegre junto da im-
peratriz e todos diziam : que lindo par Isto che-
gou a tal ponto que a rainha teve ciames.
As Jiarchas triiimpliaes da chegida e da partida,
a revista no Campo de Marte sao quasi os aicos es-
pectculos a que o publico linha sido convocado.
As representacoes na. Opera o na Opera-coraica, as
Testas no Hotel-de -Villa a em Versailles foram da-
aoi9fP P1fUs ferhadas, em familia. O povo s
teve fumo dos feslins e o clieiro dos liajipptui.
Fique cerlo que elle sera chamado, como sempre.
para pigar as despezas que serio bastante ivult.idas.
Ja Ihe fiz a descripeflo de todas estas galas ; se qui-
zer, jjode ler todas as particularidades relativas nos
jornaes ministeriaes, com ama pompa de eslylo que
eu seria incapaz de imitar. Tado ahi lia verdadei-
ro,.salvo o cnlhasiasmo. Apezar dos gritos aleados
com mais ou menos energa, o que domioava, an-
les que lado, sobro a tnoltido, era a curiosdade.
Releva confossar qae a allianja ingleza nao he po-
pular em Franca : nao se eitingoem, da noite para
o da, anligos odios embebidos oo singue de varias
geraroes. Como as pessoas que se aentem mais for-
tes sao sempre generosas, a superioridade incontes-
tivel que lemos adquirido sobre os Inglezes, no 0-
rienle, nos tornoa benvolos ; mas, em essenca,
nao ha svmpalhia entre os dona alijados. Neite mo-
mento, a Inglaterra tem mais necessidade de nos
do que nos delta ; anda como potencia martima o
sea prestigio decahe ao passo qae o nosso cresce de
ama maneira paipavel. O sea orgulho proverbial- he
obrigado a bater bandeiras diante da necessidade :
noi icareca, nos abraca, mas como ero abracava
Brtnico, para melhor nos esmagir.
Oh
Jogo Marcos, tens feito bellas cousss, es-
pero qae nao penses que deixaremos sem puuirao
emelhante conducta.
Sei (odas as observacOes que Vmc. .pode lazer-
me, iuterrompi-o logo ; qae qaer de mitn ?
O inspector da L'ni versdade intervalo coohecen-
do pela palidez de meu rosto e pelo tremor mal dis-
rar;ado que agtva-me, que miuha colara ainda
sardi ia brevemente rcbentir. e disse-ma :'
ComraeUesle nina grandssima loucura, meu
lilho ; mas es mojo, nada he irreparavel em la ida-
de. Vimos buscar-te pira conduzir-te ii instuir,ao
Estou prompto pan segnir-vos", e farei todo
para deixar o inferno, a que esse miseravel eondem-
nou-me, lornei designando o provisor ; mas antes
de partir, lentio de fazer-vos duas-percuntas Oue
he de meu tutor ? w
Esln alsente, pnr felicidade toa, responden
raen lio. r
B porque minhl lia nao acompanhou a Vmc. *
Porque esla enfadada de ti e de las faltas, que
assemelha.n-se a crimes, disse-me ainda meu'tin ;
qnando ani Irahalhn asliduo e urna conducta exem-
plir liverem feitb esquerer tnas malignas travessu-
ras', ella ir;i ver-le ; msate enlSo se conservar
longe de ti.
Nesse caso recoso positivamente deixar o col-
legio !
L'm grilo de sorprezi acolheu roinhi resposta. O
inspector da l'niversdade tomou-me a mi, dizen-
do-me :
Reflecte, meu pobre amigo .'
Sim, senhor, j rellecli, e reflect seriamente.
Depois da morte de minlia m3, miuha lia he quem
tem tido cuidado de mim ; sei que ella he velha,
qae he boa, sei quanla dor lenho podido oausar-lha ;
mas sei tambem que aceitou o dever de vigiar sobre
mim, i oue he responsavei pelo filho daquella que
nao existe mais. Estou prompto para seguir-vos a
qualquer parte ; mas sdb rondicjlo de qae ella mes-
ma vira dizer-me que perdoa-me, e que nao retra-
me a nica arTei^o qus resla-me ainda.
Fizeram-me tongas observacOes ; mas flquei in.-i-
balavel. '
Vou Bscreverlhe, ditse eu, e segando o qae
ella responder-me, sabere o que devo fizar.
Asoeulei me n mesa, emquanlo os tres senhores
reunidos n concilio vollavam-me seoslas. Junto
do lintero vi um taivele, lire-o, metli-o na man-
ga, e cello de minha liberdade, escrevi :
i Minha boi lia, dizem-me qae Vmc. nao qaer
mais verme, esla decidida a abandonar aqnelle
que lamenta amargamente as dores qae Ihe tem caii-
I sado ; nao posto erar ul canil. Recuso sahir do col-
leglo emquanlo Vmc. nao vter pessoalment* buscar-
me. He uiii hora da larda, se al s seis horis eu
nao a tiver viilo, dir-lhe-hei a Dew pois irei rea-
N'uma palavra, seja qual for o motivo qae tenha
feito obrar o governo inglezv nesta occisiSo, a via-
gem da rainha Victoria a Paris, no lempo de Napo-
leao III. nao sera am dos fados menos coriosos da
nossa poca ji sofTrivelmeote cariosa. Aquillo que
Loiz Filippe nio pode obter dorante deziilo annos
de concesses e de reverencias, Napoleao obteve
por sua vonlade e pela torca dos acontecmen(os.
O bilioso doulrinario Guizot ficoa de tal so.-le ha-
milhado por causa deste resaltado, qae deixoa Pa
ris repentinamente, no mesmo dia da chegada da
rainha de Inglaterra.
Toda a genle conhece a anlipatha da rainha Vic-
toria para com Napoleao III: precede mesmo a
aseenjao deste ao throoo imperial. Antes de 1848,
quando I,uiz Napoleao resida na Inglaterra, M.
Milchall, director do theatro francez em Londres, Ihe
fizera presente de um camarote situado defronle do
camarote real. Parece que acara do sobrinho de Napo-
leao I ineommodava os ervos irritados da rainha Vic-
toria, pois qae ordenuram-lhe qae deizasse o cama-
role (piando ella Toase ao theatro. Napoleao III,
que tem muito boa memoria, deve rir-sc sem da-
vida comsigo mesmo, vendo oS protestos de arrisa-
do daquella que ba seis annos o Iratava como um
aventureiro. Dar-se-ha caso que o imperador se
tenha esquecido di injurii feila ao exilado'.' He
urna queslao delicada, e que s o lempo poder re-
solver. Oulro dia, dizia Napoleao a um diploma-
ti: reiatcolm da allian;a ingleza.... Dar-
le-ha qae esta phrnse esconda algam pensamento
occnlto !
Creio qae Ihe disse na minha ultima carta que a
rmperatriz eslava grvida e muilo incommodada,
e que os mdicos Ihe hiviim ordenado o repouso
mais absoluto ; o que a privava de tomar parte nos
festejos que se dessem rainhade Inglaterra. Ape-
zar desle boatos vindos de fonte quasi offlcial, a
imperatriz, sem que acompanhas.c a rainha em to-
da i parte, foi vista os representacoes da opera e
da opera-comica, nos realejos do Hotel de Villa e
de Versailles, e a sua saude nao pareca mais alte-
rada que de ordinario ; assim. a genle que duvida
de todo, os diplmalas, asseveram que essa gravi-
dez he mui simplesmente urna comedia. As expli-
cac,es qae do tem alguma verosimilhanca. Quan-
do, o anuo passado, tratou-se da viagem do impe-
rador a Londres, ao principio a rainha Victoria se
oppoz formalmente a que elle fosse acompanhado
da imperatriz. Napoleao declarou que nao faria a
viagem sem ella ; e o ministerio inglez qae senta
a necessidade de nma allianca completa com a
Franja, conseguio, depois de moitos esforcos, mu-
dar a primeira determinado da rainha. Mas ella
lez sentir :i Jpiperatriz, dorante a sua residencia
em Inglaterra, que s obedeca a urna necessidade
poltica, e procurou encontrarse com ella smenle
as recepcoes ofliciaes. Foi para pagar na mesma
moeda Victoria, sem que o publico soube*
se imaginou essa pretender, gravidale da
ralriz.
O^ix-rei Jeronymo que conservoo o odio dos ve-
rabugentos do imperio contra a per/ida Aloion,
afasloj de Paris para nao ser obrigado a se achar
a rainha de Inglaterra ; mas conseguirn! per-
uadir-lhe que este arrufo era fora de lempo, e na
espera da partida decidio-so a ir S. Cloud, em
grande uniforme de marechal de Franca.
Temos que registrar urna nova victoria na Cri-
mea. Os Russos inquietos com os Irabalhos dos
adiados contra a torre Malakofl' (entaram ama di-
versao em que foram mal snecedidos. Em a noite
de 18 de agosto prelenderam retomar as poste/Jes
qae oceupamos no Tchernaia e fizeram urna sortida,
inexperadamenle, eta numero de 50,000 homens.
Mas os alliados estavam alerta e receberam os Rus
sos com o vigor e enthosiosmo ordinario. Depois
de urna luta encimioade, retiraran! se desordena-
damente, deixando em nossas maos 400 prisionei-
ros: o numero dos seus morios he calculado em
3.000, o dos feridos em mais de 5,000, dos quaes
1626 soldados e 38 ofliciaes foram recolhidos as
ambulancias. Enlre os seus mortos se acharam os
corpos de dous generaes.
As nossas perdas sao lamenlaveis ; mas nao estao
em relacao com as qde temos inflingido ao injmi-
go : 8 olliciies superiores reridos, 9 offlciies subal-
ternos morios e 53 feridos; 172 ofliciaes Inferiores
e soldados morios, 116 .desipparecidos e 1163 fe-
ridos. Bem sabe que esle combates nao sao brin-
quedos de meninos.
As tropas sardas que lularam pela primeira vez,
se coudazrain denodadamente; Gzeram pela sua
parte 150 prisioneros ; um dos saus generaos foi
morto a frente da sua brigada.
Esta victoria do Tchernaia foi ganlu sem o soc-
corro dos Inglezes; a sua cavallaria chegou no fim
da lula : os nossos alliados (em sempre o infortunio
de se levantarem tarde.
Desde 18, nada de novo se passou diante de Se-
bastopol. Os seus trabadlos de approchet e o esta-
belecimenlo de novas bateras grassas vao progre-
dindo sempre mu de vagar. Segando certas mo-
vimenlos observados no campo dos Rasaos e as re-
velacoes dos espiei, espen-se qae im breve lomem
Tcom
Uaid
P. que
impe-
nr-me i minhi roai, qual Vmc. jrometteu substi-
Jui-la para cmico. ~" -\ a.
Lacrei i carta, e entregin'do-a as inspeclor, di
I ni versdade, disse-lhe :
He ao senhor qne eu confio-a ; tenha cuidado,
pois he lalvez urna senlema de morte, que vai ler
pronunciada contra mim.
Depoii voltando-me para o provisor, grilei-lhe
com um gesto de melodrama.
, Faca-rae recoddaiir i Bastidla x
O provisor locoa a campanilla, e disse ao servo
que ippareceu :
Toma o alumno Joo Marcos, e torna a leva-lo
para a prisao ; la tida me responder por elle.
Cinco minutos depois eu estiva incarcerado. As-
sentei-me rallo de forcas, apoiei a cabeca sobre os
bracos cruzados, e enlrei a refleclir.
Fiqnei tranquillo al s qualro horas da larde ;
roas nesse momento julcueme abandonado ; segun-
do meas calculo?, minha ta devia ler chegado desde
muilo lempo.
Muito bem, Jorm Mareos, dizia eu a mim mes-
mo, os de-prezado, s repellido, sabe raorrer, e nao
hesites mais.
O servo Irouxe-me a merenda, mai nao pude co-
mer ; urna cmnrao indizivel suffocavi-me, eu linha
a bocea secca e as mos tremolas.
Escrevi minhas despedidas primeirmenta mi-
nha lia, e depois a um amigo de infancia. Fiz entao
meu testamento ; perdi essa pecada minha historia,
e lembro-me sement de que deiiava quanto pos-
suia a urna velha que me crean, e a qual eu amava
muito. Depois eaperei.
Com o caivete que tirara do gabinete do provisor
pretenda corlar is cartidas, e livrar-me assim da
prisao, do collegio e da existencia.
O lempo corra e minha emofAo crescia de minu-
to em minuto ; soluro.i convulsivos levantavam-me
o peilo, e orna uuvem de singue toldava-me os
olhus. Insensivelmente rhegaei a urna exaltacao ter-
riyel ; morda as maos, prefera sons inaiticulados,
a imagein de minha mai gyrava em toruo de miro,
pois era a ella que eu chamava. Erafim exclamei
em um paroxismo de dr :
O' miuha mi 1 minha mai I vede o qae ellcs
tara feito de vosio lilho ? Metleram-no em um car-
cere, e abandonsm-no porque procurou i liberda-
de ; deixam-no padecer, chorar o morrer sem pie-
dade, faltiram i prometM que fizeram. Minha mai!
minha mai! porque voi separaste! de mim ?
O guarda alttahido petos gritos, precipiloti-se na
minha prisao, e ficou nssnslado pelo estado em que
achou-me. Tomou-me sobre os joelhos, e banhou-
e as fonles com agua fra. Tornei pouco a pouco a
im, e vollei para o quarto reprimindo por um es-
forz sobrehumano minhas emocoes, pois tema que
se oppozessem minha resolucio.
Ea estavt mais tranquillo, meu partido estar to-
a offensiva. Assim, graves saccessos terao lagar
necesariamente na Crimea pelos fin de setemhro.
oo encerramento da campanil.
Paris, lendo tido al hoje, o monopolio dos mo-
tins e das revoluces, o governo actoal quasi que
se tem preoecupado dos meios de preveni-lo* na ca-
pital. Eis a razao porque Napoleao, apezar ilos pre-
cas elevados da familia, tem sempre obrigado a ci-
dade de Paris a conservar o pao barato, e ordenado
immensos trabadlos para dar occtipacao aos opera-
rios e afasta-los de qaalquer tentarlo revoracionarii.
Mas nao acontece o mesmo nos departamentos. Como
todos os ohjectos de primeira necessidade nao aug-
mentan! lodos os das, os operarios tem pedido que
os salarios sejam elevados em proporcao. Recusa-
ram-lhes esla satisfaca mui justa, e ei-ios em guer-
ra. O governo empregou medidas contra elles ; en-
tao as sociedades secretas se reorganisuram. e sob o
nome da Marianna, formam hoje am inmenso te-
cido que cobre loda a Franca. Todos os das se ef-
reclnaro prisues e os Iribunaes encarceram estes infe-
llze ou os deportam par Ciyenna e para l.ambessa.
Mas estas represases s tem por fim augmentar o
numero, em vez de diminoi-lo. Al o presente, os
demcratas se tinham satisfeito com conspirar em
segredo ; hoje ja comecam a erguer o codo. Hi
pnucos diis, deu-se em Angers am facto mui grave,
e lo grave que o governo ao principio prohibi ios
jornaes de Piris a respectiva narrarao.
Domingo 26, pelas 0 horas da noite, operarios em-
pregados as minas de ardosia, se reaoiram em nume-
ro de 300 em Trelay, pequea commana d'Angers.
Como os gendarmes nao conseguissem decid-los pela
persuasao a dispersarse, prenderam aquclle que
pareca ser o chele o condnziram ao quartel. Os
operarios se dirigiram em tumulto ao quartel e inli-
maram aos gendarmes qae Ibes entregassem os pri-
sioneros. Como islo Ihes fosse recusado, arromba-
rain n porta a golpes de machado ; o gendarmes se
reliram por triz, abandonando os prisioneros, e os
insurgidos s encontrim nos qoartos um sabr de que
se apoderaran!. Datii se dirigiram s casas dos bom-
beiros de quem roabanm as armas, e s casas dos
particulares que obrigaram a lhes entregar espingar-
das de caga uu outras armas qae livessem em sea
poder.
Ilest'arle prvidos de alguma armas, de macha-
dos, sachos, cceles, se dirigiram para o lado das
minas de ardosia e entraran) nos armazens de plvo-
ra, por meio de arrombamenlo, se apnssaram de 200
kilogrammos de plvora, reparliram em 5 saceos qae
condnziram em urna carreta, e depois partiram para
Augers.
Recrntaram homens em loda a estrada, empre-
ando contra elles violencia e ameicas ( he o jornal
da prefeitura que falla ) e chegaram aldeia lli es-
signy, entre as tres e as qualro horas da manhaa.
Mas ahi encontraran! a gendarmara e a tropa diri-
gida pelo prefeito e o gCTW,_cer.cados dos princi-
pan fuoccioiiarios. Immedia
onlem de carregar e cercar os inl
\imento fci execulado com (anta
dade que o bando se dispersou in'
fugio em todas as direcres. Seg
uns cem prisioneiros entre os qua
delentos de llelle-ile. recentem
pararam-se algans tiros ;
ralla em murtos nem***aa feridos. Os
esperavam achar rotory/Tchegando a Augers.
elfeilo cerlo numero de iudividuos se reuni meia
noite em Augers para ir unir-se com os operarios
das minas. Mas \ polica advertida desla reuniao
se approximuu delta com precaucao, e conseguio
prender sele individuos, o qae de sigml io resto
di tropa.
Explca-se esta tenlaliva de insurreicao por um
santo que os operarios receberam de Paris, e que
Ibes dizia que o mismo movimento 'devia ler lugar
em toda a Franca.
Depois de ter prohibido aos jornaes de Paris qne
dessem conla desles successos, o governo he o pro-
prio que ao cabo de oito dios veio eotreler o-publico
eom elles ; apenas os altera de proposito, e aecusa
os insurgidos de quererem saquear e incendiar a ci-
dide de Angers. Quem qaer afogar sea cao necu-
sa-o de damnado, diz o proverbio. O governo pro-
cura desla sorte legitimar aos olhos do publico igno-
rante e poltro as medidas de rigor qae tencroa em-
pregar contra esles infelizes. Em consequeueia des-
la tentativa mallograda, operam-se lodos os dias nu-
merosas prisoes no departamento de Maine e I.oire,
e nos depirlamentos vizinhos.
Dizem qae o imperador as sas conversas com
lord Clarendon Irilou tongamente da situaeito da
Italia, e especialmente do reino de aples, que
Ihe tea apresentado como estando era vesperas de
ama crise. Asseveram qae elle propozera enviar,
Roma am exercito de 30,000 homens para observa,.
os acoulecimentos, a no caso de urna revoluto, aju-
dar os Napolitanos a eicolher lirremente o leu uoco
gocerno. Lord Clarendon responder a esta ques-
lao de urna mineira evasiva : diasera qne o gabinete
de Londres nao se podia oceupar com a Italia anles
que ie concluisseni os negocios da Crimea ; que urna
parle consideravel da nacao ingiera desejavavarden-
temenle i paz, e que era preciso contar com 'ella.
V-se qae Napoleao cnida sempre no restabeleci-
mento da dynaslia de Moral sobre o throno de a-
ples, lima brochura franceza neste sentido, im-
pressa secretamente na imprensa imperial, foi intro-
duzida como contrabando, na Italia, e distribuida a
despeito da vigilancia da polica, em mui grande nu-
mero de exemplares. O filho natural de el-rei Mu-
ral, o conde Pepoli, lie um dos agentes mais activos
desla propaganda.
Os Cem-Uoardas tiveram um servro bastante do-
loroso durante a residencia da rainha de Inglaterra ;
mas os seas trajos de cavalleiro da idade media pare-
ciera ser um mui grossern contra-senso histrico, ao
lado das casacas pretas e dos vestidos das augustas
personagens que estavam encirregadas de guardar.
Na.representadlo da opera francCza, linha-se collo-
rado um em cada lado do camarote real e imperial
e no theatro em cada lado do proscenio, com o com-
prdo mosquete ao hombro. S fallavam mascaras
sobre a scena, como no lempo de Moliere para que
a gente se jalgasse completamente no seculo de Luiz
XIV. Fiis sua scena, se substituan! de llora em
hora e interrompiam de urna maneira desagradavel
os arlistai e os nobres espectadores. Apezar do boro
axito que tem pranle as mulheres e os meninos,
trala-se seriamente de tapprimi-los ; nao porque os
queiram sapprimir, roas os Cem-Gaardas sao mai
mal vistos ao exercito, s3o altivos como todoi os par-
renus, e eiigem a snudacao dos ofiiciaes inferiores ;
como o seu grao nao seja definido no exercito, os
ofliciaes inferiores recusara saada-los, dahi rixas e
duelos : varios de entre elles j se acham debaixo
da Ierra fra.
Os dieres rabe que Napoleao fizera vr a Paris
para servirem de brilhanles comparsas na sai grande
peca riagem i Franca da rainha de Inglaterra,
provaram ao partir que nao eram tao selvagens co-
mo se suppunha : roobaram sem violencia, como
prefiro crer, varias das nossas mnlheres da moda.
Madama Ravray, amante de M. Florentino, redactor
do Conttitucionel, he do numero das victimas.
A grande queslao do pao barato he urna daquellas
que preoecupn hoje, com jusla razao, o .governo e
os economistas. Com efleito, a caresta dos vveres
de primeira necessidade he urna das cansas mais
communs das perturbarles nos Estados. As n>4s co-
Iheilas que se tero succedido na Europa, desde mui-
tos annos, a guerra com a Russia que nos priva do
trigo de Odessa e da Crimea loroaram esla questao
mais seria do qae nuljuaj. Acaba-se de fundar em
Paris urna sociedadefob o titulo de Padaria eco-
nmica, que parece ter resolvdo este importante
problema do pao barato. Por meio de urna s ma-
china olilera o pao em estado de comer-se. Esla in-
venjo pode prestar immensos serviros especial-
mente nos paites que nao produzera trigo.
A America do sul, por exemplo, tira as mas fari-
nhas da Europa e da America do Norte ; assim o
Brasil, cujo cOnsummo do pao augmenta todos os
iharia urna mmensa vantagem na nstallacao
padaria desl geneio, segundo os processos
is I.urie.
nhas que chegam d'America do Norte, sao
mercados do Rio de Jirjpifo, Baha e
iroporcionado* aos di Enro-
bendo o trigo em lu-
sobre 157 Wilogram-
mas seria ao r. j^ mandara vir cysffrandes despezas. para a nutricio
dosanimaes, a que se vendem em l'crnamhuco a 5J
a sacca, nao custara 1, pela razao de que s In ve-
ra o Irele a pagar pelo trigo que, com urna despeza
mnima demanoleiico, proporcionara barato.
O capital necessario para a installacao de urna
padaria econmica he mnimo em proporcao dos be-
neficios enormes, que proporcionar ; o progresso
consiste especialmente em mandar vir o trigo do,
paizes estrangeros em lugar da larinha, o qae he
coasa fcil. Chamamos sobre esla oova iovenrao a
atlencao seria dos especuladores d'America do Sul.
IITERIOR.
mado irrevogavelmente, eram cinco horas, eu linfia
decidido esperar atesis horas e ara quarto. Ajoe-
Ihei-me voltando-me para o crucifijo suspenso i
parede, orei com fervor, com desespero, sentindo la-
grimas correrem-me pelas faces.
Quando acabei, contemplei o caivete, e lembro-
me de que heijei-o com amor dizendo : O'mea l-
RIO DE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Sessao' do da 10 ato afoata da 1855.
L-se e approva-se as actas dos dias 8 o 9 o Sr.
primeiro secretario di conta do segunde expe-
diente :
lim officlo do Sr. ministro da fazenda, informan-
do acerca do requerimenlo em que Joaqun. Diogo
llarlley, propietario da fabrica de lecidos de algo-
dao denominada S. Pedro de Alcntara, pede o le-
vanlamento da hypotheca a que se icha sujeila
aquella fabrica. A quem fez a requiiijao.
(O Sr. Visconde de Baependy occopa a cadeira da
presidencia.) *
Um ofllcio do primeiro secretario do senado, enm-
municando que consta ao senado que S. M. I. con-
sente em varias rcsolaees. Fica a cmara iotei-
rada.
^ki a cmara inleirada da parlicipacSo de incom-
roodo qne faz o Sr. depalado F. S. Bernardes do
Haova.
PHUpprovido o seguinle pirecer :
grande sor que acha-se junto do leilo, pensava no
meu gabinete, na minha mesa redonda, jia minha
polfrena de roarroquim e as boas oecapares eom
C poda alegrar minha solidao ; agora que eslou
minha casa livre emura dessa cadeia insupporta-
vel, pens no qoarlo em que eslive tantas vezes,
torno a ver o piano coberlo de cadernes de msica,
A ommissao d indnslria e irles, pan poder
dar seo parecer lobre o inclusa requerimenlo de
Francisco de Piola Brilo, requer qne se peram ao
governo pelos ministerios do imperio e fizendi, in-
formaco;s sobre a vantagem di empreza, possibili-
dade do concurso, e subsidio que se pede, e sua opi-
niao sobre lies pontos.
a Sala das eommlsses, 6 de agosto de 1855.
Sfra Pirras. Almeida e Albuquerque.
O Sr. Paranagu : Sr. presidente, a commis-
sao de rodaccao a que perleoco, leudo redigido fiel-
mente as emendas feilas ao ornamento e qae foram
approvadas pela casa, enlende que he do seu dever
ponderar cmara a incongruencia e absurdo ma-
nifest que resalla de achar-se incluido em ama le
que tem de vigorar pan o auna flnanceiro de 1856
a 1857 .' crdito de 2fJ0:0t)0JfJ00 concedido ao gover-
no. anu de despender com as medidas necessarias
para obstar a propagarlo da epidemia reinante ui
provincia do Pira, e com soccorrns aos enfermos ne-
cesitados daquella proviacia, cojos soflrimentos to -
dos in is deploramos.
Semelhante disposcao, pelo simples en n ociad o se
v que lie urna medida de occasiio {epatados), ama
providencia urgentissim'a, de qae alias nao pode
surtir o desejado elTeilo aa por ventara ficar induida
na lei do orcamenlo de 1856 a 1857. A commissao
julgou que nao caba ero iua atend alterar i emen-
da pondo-lhe a clausula desda ja porque assim
Dcariaalterado o vencido; tambem enteudeu que nao
poda separar do prajeclo de remenlo porque a
cmara decidi o coagrarlo.
O ibsurdo, a incongruencia ha pois evidente, no
caso de que trato, e o recurso ou o arbitrio que res-
la cmara he separar esle crdito da projecto da
lei do orcamenlo, visto como ainda na* foi apprn-
vada a redacrSo que est sobre a nesa.
Jolgo da competencia da cmara, na conformida-
de do art. 1:17 do regiment, lomar urna providen-
cia qualquer, afim de sahir-ie ueste embanco, e
sem duvida a mais conveniente lie a que ja apontei,
islo lie, determinar que se separe da lei do orra-
meulo o arl. 16, e convertelo em ama resolacio
especial; uestes termos rogo a V. Exc, Sr. presi-
dente, baja de ctnisiillar a cmara se na redaccjhi.co-
mo est fcita, da-se absurdo e incongruencia mani-
fosta alim de se proceder da maneira a mais conve-
niente.,
Indicaron.
O Sr. Presidente : Adia-se sobre a meso urna
indicara >, que sendo por sua natureza materia or-
geute, vai ser lida antes de se tratar da qaeslio que
o nubl depulado propoe.
li lida a segninle indicare, e reineltida com ar-
geucia comnisso de conslituiro e poderes :
lndcanSosqoe seja idmiltdo a prestar juramen-
to e lomar asiento ni casa o depulado pelo Para o
Sr .'Marcos Pereira de Salles, que se acha presente.
S. i 14. A. t.eilao da Cunka. Paula Can-
dido. Fausto de A guiar. I. I. da Cunha.
O Sr. Itibetro de Andrada: Tenho negocio ar-
gente.
O Sr. Presidente : Tem a palavra.
OSr. Hiheiro de Andrada diz que um Sr. depula-
do pela Baha revern que hava vaga na diputa-
rlo de S. Paulo em virlude da retirada de tres de
seus membros, e que acliando-se nesta corle, vndo
a negocio, o Sr. Dr. Jo3o da Silv Carrao, *> sop-
pleute pela provincia de S. Paulo, submelle cons-
derac.auda cmara-uuia ulicarAo pedindo qae s*
d asnalo a esse supplenlc.
Vai mesa, l-se e he reraeltda commissao da
poderes a seguinle. indicario :
a Indico que achando-sc ausentes desla corle al-
guns depnlados por S. Paulu, "se d assenlo ai
Jo3o da Silva Carrao, | sapplenle pela
provincia,que se acha presente. S. i R.Mbeiro
de Andrada. ,
RedacrSo da lei do ornamento.
L-se a redacto das emendas falta* proposta
do orcamenlo. e em seguida 'o segpinli requer
meulo: .
uJulgada a ucohereucia c absurdo de acl|ir-se in-
cluido oo orcamenlo que lem de vigorar para o ni-
o finaoceiro de 1855 18)7 i disposcao do artigo
que diz respeilo ao crdito de 2t)0:(J093000 para
despezas que forera necessarias e convenientes pan
obstar em todo o imperio a propagic,ao da epide-
mia reinante na provincia do Par, requeiro que
seja o referido arligo separado para constituir ama
resolucao especial. Paranagu.
Sobmellendo o Sr. presidente considerat-ao da
cmara a queslao de ucohereucia e absurdo, a c-
mara decide pela aflirmalivi.
Sajeito a discossao o requerimenlo he pprovadn,
e em seguida a redacrSo das emendas feilas a pro-
posta do orcamenlo. x
Sao tambem approvadas varias oulras redaccjoes.
Entrada de supplentet.
I.iu-sc e approvam-se os seganlenles pareceres :
a A commissao de coustiluicao e poderes, a quem
foi prsenle indicacjlo feila para que seja adunl-
tido a prestar juramento e tomar assenlo como de-
palado pelo Para, o Sr. Marcos Pereira da Salles,
lendo examinado as acias da respectiva eleidr, he
de parecer que apprttvada aquella indicacSo, seja
i. ,-i,4 t ik ----------- ...- ,---------- ,..-.. hwwi,.,u ,,c iucinos ue msica,
nh hi i" *pla,pe.1 Pec,,!0 "Im de reco- as cortinas de seda azul, as prateleiras carregadas de
nhecer bem pelas pulsacpes das arterias em que lu-
gar devena ferir. Obedecendu ao sentmenlo d que
ja rallei, escrevi na parede jauto do crucifixo :
Ave! morituri te tatulant.
Senta como um movimento de alegra pensando
que ludo acabara brevemente, e todava quando
cuidava em lodas as bellezas da vida que eu nao co-
ntiena, desesperava echoruva minha mocidade mor-
a anles de ter nascido.
Esses momentos foram lalvez os mais horrves de
minha existencia.
A's cinco horas e tres qaarlos fa novamenle cha-
mado ao gabinete do provisor, a ahi achei minha lia,
a qual den um grilo vendo quanto en eslava muda-
do, e abrio-me os bracos I.ancei-me nelles rom-
pendo em printo e dizendo-lhe :
Vmc. acaba de salvar-me a vida !
EiilSo sube e comprehendi porque nao tinha re-
cebido noticias suas. Ella escreyia-me lodos os diis,
mis suas cartas eram jnleirepladns pelo provisor,
da mesma sorte ella nio hava recebido nenhuin bi-
Ihele meu.
Vinha todos os dias buicar-me ; mas o provisor
recusava entregar-me dizendo que era uecessara
nma ponic.no exemplar. Finalmente araeacado com
a ntervencao do proeuradir do rei, eonsentio em
sollar-me ; mas temendo a fraqueza da aflic,ao de
minha tia exigi que ella nao viease buscarme.
Essa mnlher exceden e reprehendeu-me forte-
mente, fez-me promettnr- que nao continuara a
mesma conduela, a tiroa- m# logo dessa casa qae fa-
zia-me horror.
Na mesma noite fui conduzido iustiluirao F.....
Ahi achei mestres qae tinham ao menos o niercc-
mento de serem polidos, achei cuidados solcitos, e
cerli educacao de familia, que provioha das rela-
rOes constantes do director e dos discpulos ; achei o
esquecimento de quanto linha soffrido, a urna tran-
quillidaile de existencia a que nao estiva icostuina-
do desda muilo lempo. Ahi termine! meui estudos,
os quaes, gracas qoelles ;ue os dirigiram, uao fo-
ram de urna nudidade mu desesperadri.
III
Novembro de 1846.
Desde quedelxei Adriaia vivo enfadado, e todavi
deixei-i porque ella eofadava-me. Nao ha ella qae
lamento, he o habito que eu linha de ir ana casa,
de ah ficar longas horas, de ouvir msica e eotre-
ler o lempo
niuharias, e o relogio de porcellana da Saxonia. An-
dar sempre o homem entre o desojo do que nao
lem, e a saudade do que nao tem mais ?
Comludo jamis voltarei casa de Adriana ; nao
snto-me capaz de recomecar a longa e dolorosa es-
trada de um amor extincto que procura illndr-se.
Amou-me ella verdaderamente ".' Nao sei ; en mes-
mo tenho nma duvida extraordinaria sobre o estado
de meu Roracao, e ignoro se o seiilimenlo que im-
pellio-me para ella nao foi urna simples necessidade
de diatrarcao on curiosdade. Ambos nsenganmo-
nos; tomamos por affeifilo profunda a exaltarlo na-
tural os mocos qnandoalocnm cousas desconberidas
ou novas, e perdemos pouco depois loda a alegra de
ver-nos quando coutrahimos o habito. Nao ammo-
nos, procuramos oro no oulro o que ahi nao exislia,
e deixmo-nos assim como ibindoui-se am campo
esgolado. e irremssivelmente tornado estril. NSo
voltarei la, mas esse rompimento deixa-me nm va-
cuo ; sinlo que perdi alguna rousa, ainda que seja
o habito de enfadar-me em certas horas, a de cert
maneira.
Quando a conheci, votlava de minha vigem ao
Epiro, eslava apenas carado de urna febre typhode,
aehava-me ainda comvalescendo e perturbado por
desejos de sol e de Oriente. Sanlia-me sossobrar em
minha tristeza sem fundo ; ociosidade reunia-se a
apatha ; as ondas subiam e engoliam-me cada vez
mais ; bem como os afogados, estendi vagamente as
maos cima da cabeca, e agarrei-me ao que passava
ao meo alcance.
Vi Adriana, persuadi-me fcilmente de que agra-
dava-me, e forcei-me a ama-la. Sua longa resisten-
cia imontoou em mim urna somma de desejos, que
sua posse levou quasi um aono a esgotar. Kmfir. veio
a saciedado e depois aversao. Cada palavra era
objecto de discussao, e cada fado- motivo de desa-
venga. Ella linha ciumede meus amigos, da minhas
occapacOes, de meus sonhos de Viagem ; pela minha
Curte irrilavam-me ai visitas qae rila recebia, os
liles em que dansava e os espectculos em qae re-
creiava-se. Todos os dias iodo sua casa, eu proca-
rava um incidente qoe podesse dispensar-me desse
neommodo, enlrava como um condemnado no car-
cere, inventiva pretextos para ir mais tarde a vol-
lir mais cedo, finga enxaqnecas vintenias, qne per-
mltndo-me dormir, dispensavam-rae de segnir urna
conversatao, que torura-se-me intoleravel. Emlirrj
guando eslava am sea aposento perto do logo, no | depois de muitas heslacOes e lentaUvas infructuosas
escrev-lhe ba quinze dias ums despedida di qoe
nao me retractare i.
Comludo, apezar de minha resol ojio, estou triste,
lenhu o corsrao angustiado, e mais do que nunca
perco-me em roedilaces sem fim. Os dias pausara
ainda lentamente alnvez dos incidentes miados di
existencia, e nao me opprimem muilo com sua de-
testa vel realidade ; mis desde algum lempo minhas
noite!sao atormentadas por insomnis, confesso que
nao lenho coragem parasupport.-i-laa. Deito-me com
a esperanca de perder,, dnale alguroas horas, a
cons-.enca de minha vida, e muitas vezes acord,
apenas o sonino lem rae afligido a cabeca adorme-
cida.
Uebaldc lento recobrar o repouso, elle foge-me
deixn-me sozinho perdido na escuridao, irritado pe-
la vigilia que nao desojo, em frente de minhas do-
res reaes ou facticias, o prestes a aggrava-tas pela
exaqi;n$ao que lhes d mea espirito insensato. Pa-
rece qoe a noite lem certa forca lenticular qae aug-
men'a os sofTrimentos, e torna-es monstruosos quan-
do so lalvez insignificantes, semelhante aos micros-
copios qae de am imperceplivel oacao faxem um
animal enorme e mais terrivel do qai am mastodon-
te antediluviano.
Quando depois de vaos esforcos o somno nio que-
ra vir, em vez de fugir dessa apparijao fnebre dos
des^oslos passados e das iiiquielacoes do futuro, eu
chamava-os, reunia-os, desafiavn-os. dava-lhes mi-
uha alma para devorarem. Entao cada um toraava
sua forma mais dolorosa, vinha morder-me no lugar
mai i sensivel, e procurava a arma mais terrivel, en-
tretanto eu ficava qimovel, eslendido como um mir-
tyr, entregue mt leopardos.
Invesligava minha vida intera, afim de achar nos
acouiecimenlos esquecidos alimento para estes fa-
mintos insaciaveis; lin(avn-lbes todo : meas des-
gastas, minhas saudades, meds sonhos, meus amo-
res, meus prazeres e minhis esperances. A relos
verdadeiros eu inventava cotuequencias imaginarias,
que desesperavam-me ; corapuuha romances lamen-
tosos sobre mim mesmo, e admiravn scieocia de
masinai-ao, que possue o hamem para faur-se pa-
decer. Esse estado moral produzia invarlivelmente
crises nervosas, que manifestavam-se por contrac-
ees violentas e pranlo abundante.- As lagrimas cor-
riam-me lenlamenle dos olhos, aflagavam-ma as fi-
ces padidas, e perdiain-se sobra o travesseiro, onde
meu rosto, manando de lugar, ;acluvi-as resfriadas
e quasi exlinclas. ^P
A'* vezes am repouso profundo saccede a esses es-
pasmos, que filigim-rae as forcas pliysicns ; a fres-
cura da madrugada adormece-men e entao acord
sement coro a lembrinca das lagrimas, e apenas
conservo deesas dores urna melancola, que cnta-
me mas notai ternas e deliciosas. Mas hoje a vigi-
lia foi terrivel, o somno fugio pie tal surte, qoe le-
vaniei-me abatido, aniquilado, e sihi logo da casa
i -*
convidado o Sr. Mareos Pereira de Salles, qne se
icha presente, para tomar assenlo como depalado
pel viga qoe existe em conaeqaencii de lar sido
nomeade senador a Sr. Bernardo de Soaza Franca.
Sala das sessoes, em 10 de agosto de 1855.
Diogo T. de Matado. G. e Vasconctllos. Fi-
gueira di Millo.
i A commissao de constituirlo e poderes, a quem
foi lobmettida a indicacao da Sr. depalado Ribeiro
de Andrada pan qne fosse chamarlo a lomar asiento
nesta cmara o Sr. Dr. Joao di Silva Carrao cono
4*. sapplenle pela provincia de S. Paulo, cuja re-
presentacjlo se acba incompleta pela ausencia qoe
deita corle fizeram o Srs. deputados Carneiro de
Campos, Lima Soares de Soaza, considerando que
aquelle Sr. eupplente ss acha presente, e que lie de
conveniencia publica completar a representacio da
referida proviada, tao desfilcida pela ausencia dos
tres Srs. deputados, he de pareeer que seja approva-
da a indicacao e convidado o Sr. Dr. Carrao para
tomar parle aos Irabalhos desti casi na qoalidade
de sapplenle.
o Sala dai leudes, em 10 de agosto de 1855.
D. T. i Macedo G. e Vasconcetlo*.
Sao'considerados deputados os senbores a que es-
as pareceres se referem, os quae adiande-se ni sa-
l immediata, sao introduzidos no recinto, preslam
juramento e lomara asento.
O Sr. Ribeiro de Andrada (pela ordem requer
urgencia para a presentar um requerimenlo pedindo
informaces ao governo a respeilo de actos (arbitra-
risa do juiz mouiripal e orphaos da cidade de Igua-
p. Aoima-se afazer asn requerimenlo, porqne
snppe qne nao ba materia importante dada para
a discussao.
OSr. Uitao da Cunha: II ralo
com a companhia de paquetes a vai
OSr. Ribeiro de Andrada : Desojara ser in-
formado se o projecto de que falla a
est na ordem do dia era prim
O.Sr. Presidente : Pm, senl.
O Sr. Ribeiro de Andrada: Neste caso guar-
darei o meo pedido de urgencia para apresenta-lo
depois que se disentir esae projecto.
I.-se e he approvada a redacelo do arl
cmara decidi fosse destacado da proposta
ment.
ORDEM DO DIA.
Favores d companhia de pageles a vapor.
Continua a -2> discussao do artigo primeiro do
jeclo n. 59 deste auno, que approva o contnl
lebrado pelo governo com o gerente da companhia
de paquetes vapor.
He considerado prejudicado o requerimenlo de
adiameolo a presentad na ultima sessao pe
rate.
O Sr. Leitao da Cunha faz alguroas re!
contra o projecto, e chama a alinelo do gaveroo
sobfe alguos abasos no camprin:
gacoes inherentes companhia de pii, aipar.
O Sr. Henriques irapogna ama clausula do con-
trato celebrado pelo governo cem a companhia, em
virtade da qaal clausula os paquetes nao tocariam
na I'a rali iba e Rio Grande do Norte ; e|declara qae
volara contra o projecto, no caso de nio ser modifi-
cado nesta parte. x
Verificando-se nao haver numero para votar-se>
fica a discossao do projecto encerrada ; design-se i
ordem do dia, e levanta-se d*sessao.
11
Le-ae e approva-se a acta da sessao anterior. O
Sr. primeiro secretario d conta do seguinle expe-
diente :
Um oflicio do Sr; ministro do imperio, commuoi-"
cando qua j* M. I. ficn toletead ,bros
que actualmentecompoem a mesa d ira.
Fica a cmara jnleiradi.
Um requerimeuto de D. Antonia Micliaela de
llollanda, viuva do capilo Reinaldo Gaudencio de
Oliveira, moradora no termo de Apodi na proviocia
do Rto Grande do Norte, pedindo- perdi da quintil
de 1:1769665 que deve fazenda nacional. A' com-
missao de fazenda.
Do cororoeodador Joiquim Jos de Souza Bi
pedindo providencias para que Ihe sejam eotregue-
47escravossens, apprehendidos na Marambii
urna indemoisasao equivalente.A' com
justca.
Dasociedade dos artifiees da Baha, pedindo a
isencio dos d irei tos geraes sobre as loteras qui
foram concedidas pelaassemblea legislativa da mes-
ma provincia.A' commissao de razenda.
Sao spprovados virios pareceres da commi-
raarinha s guerra, ndeferin Jo ss preteac
jor reformado Jos Viclor de Oliveira Pin
ficiaes reformados di proviacia de Santa Cal
Jos Joaquim da Magalhaes Fontoura, e
aderes da guarda nacional Joao Baptista de S
Machado, do drargiao mor reformado Minocl Ri-
beiro da Fooseca, de D. Aaraa Umbelina Clara de
Mdlo, do capitao gradoido do estado inaior di se-
gunda disse Francisco do Rsgo Barros Yalcao, do
cirurgio-mur reformado Silvestre Mirques da Sil-
vi Ferrao, do primeiro lente Jos Joaquim Pe
ra da Goimiries, do mijor reformada Jlo Homem
Guedis Portilho, do major Nano Anaslacio Montei-
nao ooiaado mais (car onde acabara de soffrer
tanto.
Caminhava io icaso, insensivel ao bal i
dade, sem cuidar no povo que me acotovelava, e
lado no meio da mullidao. Atravesad um jirdim
grande clieio de arvores e de estatuas : en o
xemborgo. Lembro-me de qae na minha infancia
eu ia mailis vezes folgar em suas avenidas; tornei a
ver o tanque onde lavava as maos sojas de poeira, o
lagar em qoe a aia assentava-se para vigiar-me.
R ecordd-me das comas passadas, e a saudade re-
portou-me aos priraeiros annos. Sahi de Paris.achei-
me em nma estrada, segui-a sem oenhama inleo-
cao. Os campos estavam mis, as folhas amirellts es-
palhavam-se ao sopro do valo, os olmos deseuha-
vam o negro perfil de seos ramos contornados pelas
juvens cinzenln, que cobram o co. Atrs de mim
ouvia-se o sasorro confuso da grande cidade.- Ao
mea lado pissavam diligencias a galope ; uns vem,
ontros vao 1 Sao felizes os viajantes I A's vezes en
vistnva por entre as arvores na nevoi do horsonte
o campanario pontudo do oinaaldeia pobre, pareca-
me que ahi gozava-se urna vida tranquilla, isenla de
todos os cuidados que alor'menlavam-me, eu iuvejnva
a existencia dos lavradores. Refera ludo a mim
mesmo, exjjltava meu pensamento, revestia-me de
minha dr, e levaniaii ps a podra da
estrada, chorava minha mocidade imirchadt, e jul-
gava-me o ente mais miseravd du nha
j atravessado muitas povoacSes, e costeara ama
aldeazjnha quando fui dislrahido de minha inedili-
5.I0 por um cortejo que passava.
Adianle ia um sacerdote precedido de nm meni-
no que levara a cruz ; atrs qualro homens carro-
gando um callao coberlo de um veo preto, ao qual
seguiam alguroas pessoas chorando. De quando em
quando um canto grave e profundo, resoava lugo- '
bremeate. Era nm enterro. Impedido pela curios-
dade, misturei-me com o acompanhamci.
O ceraiterio eslava prximo. O caiio foi descido
sepultura con grossas corda?, qae rangiam surdi-
mente. O sacerdote enloou orac;0es a que ps asiisteh-
tes respondera em cero. Experimenlei cerli ale-
gra amarga em contemplar esse espectculo. Esse
cadver medido entre seis tiboas, fizia-me invej,
eu desejava estar em sen lugar.
Lancei. como os outros, igui nenia sobre o corno,
e quando lodo terminoo-se, qaando 01 coVeiros en-
eberam essa sepultura, Onde acibava de meller-se
um homem que vivera, amara, soffren e orara,
pergunlei a mim mesmo chato de aspirado -para a
ultima hora, quando vira emfim o dia em que a
Ierra cahiria assim sobre as tabois sonera de mea
fretro.
iConfintwr--a.)
L


lonca, do segundo lenle Jos Antonio
de Arfado, do capitao Antonio Doriiellu Cmara, le-
,- Coellio, alfere* Augusto Pe-
Lr. lleurique Jos Prea, do alteres
neiro lenle Joa Joa-
nariet, leneate coronal graduado
itmtien CaBaiia, rio airan*
noria Hayrnundo Hemisio de
aes da primeira ciaste docor-
> quereqoererain que se I lies
ispmlcoe do decrete numero
e 1853 Mire gratificaaio da
' rompo
He lambetn approvado um parecer da mesraa oom-
ramio itquerendo qoe se enva no governn o reque.
rmenlo do primeiro lenle da armada Joa Pira*
Munlera, alim de dar iuformaco.* a respeito.
O Sr Tituru : Sr. presidente, desejo apresen-
lar um limpies requerimenlo. Se V. Etc. me ,per-
mute que o aprsenle...
O Sr. Vrtsidentt :Para ser discutido agora, nao;
porqo* lia entra* roqnerimenlo mata autigos.
O Sr. Titira :O mea requerimenlo he mnito
..acorn pretend* apeuas dizer qualr pala-
vra> para justifcalo, peco urtencla para apresenla-
i, Riatme porque versa sobre negocio que a na*
lrat*r-e agoradeixa de ser elticaz.
'epatado :Blas sobre que versa o seo
requerimenlo '?
ora :He para pedir simples ioforma-
t over uo sobre negocio que a cmara ja veln.
-pillado : Mas qusl he esse negocio?
litara lHe sobre o ajuste de coalas das
Uicsouraries da provincia das Alagoas, geral e
provincial. A cmara ja o anuo paseado voloo um
parecer de eoroinis-aa sobre este objeclo, parecer
que terminara pediudo informacGes no governn; mas
essas nforuiaeOes o*> vierain al agora.
rdo-se proceder a volajio da urgeocia.verifices-
raasa, por se torero retirado alguosSrs.
fax-se a chamada, e levania-se a amalo.

PERNAIBICO.
COMRC A DO CABO.
Ipojuca 27 de selembro.
Arar* sim, mou amigo, piaei o triste limiar de
roen pobre alvergoe depois de |lres metes de penivel
jomada repasada do tanto* privacoe* e incommo-
dos.
Acliei a minlia choupaua como era, triste em
si,| risonha para o pobre camponio, que deixou a
crte.
meu bom amigo, alm de cuites sao as
do, escolas de pura moralidade. e vi-
Jos ; escolas, onde o hornera, como eu
ignrame, ou leiu de mirar-se no brilhnnle espelho
di virtudes, ou de chafurdar-se no ptrido lodacal
da miseria*. Se en, nao livesse a minha inlelligencia
ja too .asa pelos anuo* e pelas molestias, corlo que
mu bom ejemplo do bem ou do mal ; mas
edefeilo mental, toraei-roe incompatitnt
da corte essas nocei. que
i liomcui honestos copias liis dos
sean, e dos reprobos,emplos 'ai-
ta
o granr
Em Riu-Forrooso hospedei-me em cata do Dr.
juir mumoipal, que hoje habito ama bella viven-
da a par do Dr. jniz da dreilo. Canto este como
aquello l)r. vio marchando bemquialoa pelos habi-
He mni possivel, que, ou pela policio lopograpbi.
ca da nossa eidade on pelo clima, ou pelas sabias
medida preventiva, que se ha lomado. nio lnha-
m^Mr "'"'O # KIMIMICO SEXTA FEIRI 5 OE OUTUBM DI IS55
quelle Dr. vAo maichando bemaulitoa neto* h.bi .l.J.. .-i........T""T .. ,,=- uim. mm. sr.Levo no conheeimenlo de V.
.ames o terreno auc Ihe, m,Tl ,7 .1 T^ *"*>. por esse gen., bominavel do *xc. que da. ri.Berento. parlieip.cSes hoje reeebid.s
I "*iw,.! q VUt\n""coa* co"- Geoges: aajfirgem Poderosa da Peuh he a nossa nel. reparti consto er sido onicamenle presos:
ve bem o niinislraco proletorio,
legociaule, e o vsesquinho agiota ; pa-
c"'-1* ; matrona palaciana, e a volup-
r-/fe ; u espa da polica e o pedealre ;
m ptimamente com lauto queestudem o
modo, m eircumstoncUs, a poca e o lugar onde vi-
vero.
n baile o agila porque nos bailes nao ha
r par a filha de um diplmala, o
lene* no baile lera seo* renittcous, suas
soas rodaja, e nial de urna pequea sus-
polo agioto, anda que o veja n'oulre da no
?alibando munns averiados.
de uma grande cesa esoollie para
lile', flll.a do pobre gnarda da al-
sabem reude-lhe aquellas homena-
d'om palco.... essa menina, qne Dos
a* cuslou a ir por ex. beneficencia
o dolo dos mancebos, a nveja das
i pera nos, o chasco.de muilasofgu-
que se julgavam cora dreilo ao* tribu-
tos do coras* do joven conquistador.
Se o nipiio de polica oro renda que Ihe d a po-
saecela, e o governo inglez retine em sua bella
chaara am grande numero de familias todas as noi-
te>, e dansa-se e etnia-se o trovador... te anda nos
sen elegante coupc por S. Qle-
meni. ras, Catete, e 8. Chrislovao, o es-
que por sua natureza ngo paasa de
11,11 ole vergonha de urna fami-
ebe em qualqner logar na mais
brilh ovac. ^Hp e por seo oorne deviam
perlar > mi ao hoMem do domin
. que pouco' cusa a v-
-. eetlo Vme. deqne. n el las > vive
.10 oenichegaroa peto camnbo da
luoo Irllio das ignominias.
. corle do Rio de Janeiro he um
stoao, que salive* nm clima mais benigno
americano ; por ora uJo serei en
jo este flalo. Uevo 1 maltas familias
i um sem numero de finetas,
1 meu Amigo, qne aqu faja honrosa men-
1 1 leiros do Catete, e Flamengo, 8on-
S. Clemente, Mello Souia de S. Chris-
e.ras de Mag, por quem, n sois illus-
11 durante a minha poosada no Rio,
5 obsequiado, restondo-me nicamente
1 nto poder acompanha-lns em sen
is obsequio*.
.crwl de Mcele, ende tire preciso de
1 tu espirito repouso por alguns das, d'aili
rrtier o que ha de melhor n'quella
e. onde lodo parece sorrir para a ee-
^^^B^^Bjsragua.
de saber o mea trajelo para esta I-
viagem foi eofadonha, porm
'inda. U haliilanles do norte de Ma-
I verdade isummameote hosplalei-
receber os seas favores desde o Pas-
ianbospedar-n)e no bello engenho
nciao o Sr. Bernardo de
da fui ao engenho dos Srs. Drs.
10 d Mendonca, onda' eiprri-
incomparavel, e franqaeza de
Retiro esto nm principio, mais
uas obras promelle ser am grande
de' milita importancia.
i 'yo e Escorial do mea amigo Sr.
commen ledor Dr. Jacintlio mereccm especial men-
ertilidade de seas terrenos, e melhodo em
ugenhoNovo principalmente he urna babilonia
no goslo, rique/ 1 em to magnifica casa
* de viven.1i es de sens edificio. All
dish-iboe- mente hospitalidade
quem a demanda. All lia a uonVea da mistura
e. a a Ddaiguia natural com a siro-
? i caniponexa. AH emfim ha verdadeira in-
ao haargalbo, nao lia Impostura
I' 'liras. Do ongenho Novo fui a Dua*
B*"r' prielaro Antonio Verissimo, ver-
dadeiruypo do liomem da idade media. A sua mesa
lo severo, e grossos pus cubicoe :
1 re, os sens bancos pelo lempo
;uieeiro do socolo XVII:
coro poxadnresde lulSo
11 fe: os seos molhos de tobi-
casa : o sen euormissimo
Hi os gigantes lamancoe ;
iai* all o promontorio de
acola a tulla de feijao,
. toda esto multplice
o meu volito amigo Aoto-
ilvas menores, davam a
I um carcter de proftind
o ouro qn* pereca botbolhar
e, "arto, onde ido ponen* vezas entre-
va o rito ptopru ntrelanto ah nao havia
hi reina>a a mais franca geoermidade, Ja-
"bseqoiar. Depols vim ao Saah do Sr-
lrancfs. o de Barros Reg : tanteo engenho, romo
seu digno proprietorio. srtn. baitoule cwihecidos na
provincia para me eximir da dUer patarra sobra
elle*. ha porm urna dljerenra : Saoh, petar do
esUdomifermo deseo pSprietorto, anda he umdos
araodesangeuhos da ribeira de Una, e o Sr. Barros
c>nb e o mesmo.a mes-
ma inlloenciari.
con rmpwador e unsm, mM tmif0, w demo.
ra do Dr. Campos em Rlo-Patmso tora 8 faiar a
aomroa de saudades, que porventura lenha elle de dei-
xarqooniio partir para a sua nova mls.ao n Para.
Do Rio-t'ormoso vim a Trapicha, do Sr. coronel
Menean: ahi estivo na mais perfeila -intente eor-
dtataenm o meu illirstrado amigo Dr. Dromnaoud,
que moreijehoje no poora eonsidoroijAo des habi-
tanies de Arinhaom : consta ni* porra qu S. g
rtllrase para amo Rscife, onde lem de continuar
oin sua vida de Idvogado.
De Trapiche segu a Rosario do Sr. delegado An-
tonio Germano, e do Rosario a Ubaquinha, onde
courorle n estomago ota coutiohat innocentes:
Frigidoiras
E fritadas,
vos-frilo*
Mal-assadas.
Aranlagil lem hoje sisa bella casa de campo, e
eousta-meqne o fervtopos de posses e protestos,
tesoM finalmente. O Sr. lenente-coronel Joao do
S goza hoje de perfeito descanso no centro de sua
amavel familia, tratando de lirar felizes resultado*
de seas passados encommodo. Eslive em Aratan-
gl, onde nao se por que nao jantei... tolvez aca-
nhamenlo ..ou vergonha das Exui's.
N'outra nao caio.
Esto localidade de Ipojuca goxa profunda Iran-
qnillidade. A guarda nacional est possoida de nm
nobre enthusiasmo, e procuram o mais possivel os
seus commandantes organisarem com melhodo e or-
demosseus corpos. Ha urna msica no 3, o os
seos c|pitaes e mais offlciaes gozam de nma influen-
cia real para com o seu subordinados.
Ao Sr. Cimillo, lenente-coronel desle batalhao,
devose em grande parle a sua feliz esculla de ofl-
ciaes e boa harmona, que se uota na organisar,a\do
ana,
Prsza a Ufo, que dure lao boa quao til inlelli-
gencia entre o tenente-coroncl e seus collegas.
A polica, qne hoje est as roaos do Sr. Dr. Al-
varo de Amazonas, vai indo enrgica e activa, dis-
posta, como me informam, a fulminar sem a menor
condesclideiicia o crime, esteja elle, 00 no maior
dos engenho, ou na mais humilde cabana. Sim,
meu senhnr, nada de trantaccOcs com o assassino e o
ladra : se continuar lera as bencaos dos humen ho-
nestos e virtuosos, embora caa no desagrado dos
assassinos e sens apaniguados. Cont com o fraco
apoio de minha rnde penna, e i-lo de corado.
O Rvm. vigario, bem eumo urna grande norrio de
candidatos a esto e mais outras fregnezlas, acliam-
ae nessa pmea, habillando-se em conferencias de
moral, par se opporem ao ocurso das mesmas.
En desejo de lodo meu coraeje, qne esto seja prvida de um parodio qoande nao virtuoso, ao
menos honesto, ese haremos de ter um ontro- com
iguaes hahililacoes as do actual encomroendado, cir-
larfa parious, preferimos o Sr. padre Figueiredo
por j nos ser eonhecido.
Men amigo, ten|io ardeoles desejo de ir -lo,
mas eheguei com a minha saiide um pouco armia-
da, qne se tai mister fruir por mais algnm lempo o
clima saloiar do campo: logo que melhorem os
meus pad<*imen!es cont que la vou, nai s porque
aspiro couversa-lo, como tambem porque quero ser
leslemonha ocular das medidas heok/encas, qne se
ha ahi eropregado a prol da sade publica, e do mni-
to bem que lia rallo em favor de lodos nos o iulelli-
ente administrador desto provincia. A presidentes
como o Sr. conselbeiro Jos Benlo nem se devia ima-
ginar em fazer-se-lbe opposjao : a quadra he de
sincera reconciliacao !
Men amigo, eella 11 '. Essa enlidade (errvel !
Esse ente hermaphrodila 1!! Fallemos nella, ou
nelle para persuadirme que nao me aterro t com o
fallar em seu nome.
O cholera nao he um Judeu ErranteVji urna fa-
do que se jerou no paraizo desde que os nossos pri-
meiro pas peccaram ; ella foi quem os conducto
para o mondo material, e foi ento habitar com
Caira, e depoii com sua familia, a della passou afi-
na] a todo genero humano. Essa fada, portante,
sendo por sua oatureza.horrivel he com ludo nm ins-
trumento da colera divina, contra todos os que o
injurtom : nio (em sexo determiuado, ,mas he ho-
rnera e roulher : n.lo he (emivel porque treme da f
e da contriccao, mas vhe tleiro e Iraicpeiro, e com-
mummento ousado ; einiim he um ento vil, e abjec-
lo, porque ataca quasi sempre a quem mais o tome ;
foro a quem foge e a quem dorme.e qnaaisempre he
um.ladrAo nocturno, -que alaca guando menos se o
espera. Se como nm feroz bandido, armado ato os
denles elle precipito-se no centro de orna familia
com fefOes horrendas, col liar ameacador, foge espa-
vorido logo qoe se lliefas frente em primeiro logar
com o nome de Deos,,e depois com o nome do me-
dico ; se porm o terror invade,essa familia, se ella
corre... enlio sua forma hedionda toma porta, e
ninguem escapa por certo a urna morle certa, rpi-
da, e decisiva ; n'aquelle ciso elle brame furioso, e
va sorprender a pobre vctima em seu leito, quan-
do est enlreguc a um profundo somno ; nesle re-
dobra em o usadla, e a eeifa lorna-se geral..
Esto fada (de-lhe o nome'qne qnizer menos o de
Jadeo, porque os Jadeos ngo comiam o toncinho, e
o cholera he spaixooado de qaem gosto de toncinho,
carne de porco, etc. etc.) toma tambem diversas
forma, diversos caradores, conforme suas iulenrcs,
pelo qne he preciso estar mnito acautelado, e pre-
venido. Vum baile elle toma urnas vezes o domi-
n de um elegante mancebo, pertoilo dansarino da
icarioclana, e quando a infeliz moca est bem influi-
da, e animada uas ondulacOes dense passo-cosiaco,
elle diz-lbe meigamente a"b oovido tamoi ?__E, a
pequea suppoe que he para o altar, e para j lvida
e em extorsoes horriveis, e depois caheaniqnilada :
nio fei para o altar, mas para o tmulo. Oulms
vetes encobre-ie com as formas de urna linda don-
zella. eentao, que de victimas nao toz ella Como
Kodin elle sabe matar a quem quer conforme os sens
vicio. Ao ebrio lev-o a lasca, manda ooar,
quando o miero empina o copo, ou jai em Ierra elle
dlz-lhe sorrindn varno* 1 e o infeliz suppoe que
he para ama nova orga, e cahe dilacerado das n-
trenlas : no foi para tasca, mais sim para as maos
do coveiro. Ao libidinoso leva-o insensivalmente
ao depravado lupanar, e quando pilha-o saborean-
do os deleites do seito, diz-lhe Icrmenle ao ou-
vido vamot ? e o pobre snppondo qoe he para
novos folgucdos de Epieuro, ergue-e, mas j como
o cadver, que se muda da tumba para a eova.
Ao jugador, que pama tonga vigilia o'uma banca
da wit, lasqaiael, 00 vollaraitle, e que so traa de
amonloar ouro em dear talvez de sua comciewo
lem no cnoera am constante companheiro, e quan-
do cato Ihe da felina desforra,, qu 0 embevecido
jogador se julga notovelmenle feliz elle diz-lhe mys-
terlosamenle ao ouvido lamo '! o o collado le-
va a maoi. com agona sobre o venlre, e cahe lan-
jando pela bocea lagrimal tugrat, qoe az verter a
tfaem rouboa-lha as cartas sua lorluna, e tokrez
soa honra Emlim, meu amigo, o cholera be o pee.
codo, he a infamia, e miseria* perversas do liomem :
o cholera lio a prevarieacjto do magistrado, a cor-
rupto'do empregario publico, aprostituicao da mu-
Iber casada, a devassidao da olleira : o cholera em
resumo he a de\jeneracao do genero humano carac-
lerisada em urna epidemia mortfera. Os remedios
para ella entao em primeiro loga/, na oracjlo, Jejons,
preces, e .'maceracoes; depois na cunsciencia de ca-
da nm abtlendo-se dos excesso em todos os sentidos
qoe rtsicef, e insensivelmeille o damuifice, e afinal
na medicina,'que ajodar o completo restobeleci-
menlo.
ara que esses terrores, que deram tanto
pnlso a peste em Camela, Caxoeira, e Santo A-
maro ?
Se se esperasse um exercilo inimigo na nossa ca-
ptol seria prudeute a pi.pulacio atorrarse e dar as
costa ao inimigo 1 Se esse inimigo tentosse a des-
honra e violceo de uossas (amibas seria prudeute
longo que apparecesse un altentado entregrme-
nos o pnico,e deiiarmonossacasas entregelas
garra desses nimigos -. Nao Poi eio he a nossa
honra, que est amentada ; he o momio qne tila a
pnm.vida. Animo porque sem elle nao se poder
ralar da Mlraco: no perigo o terror he orna Ver-
dadeira calamidad*.
A Cruz do Salvador eja o nosso estandarte ; a f.
o campo onde devamo* estar sempre cerrados para
a peleja : a reforma dos cosame, e a pareza de
ornas consclencias, os nossos oreados, os nossos cl-
leles de malln", a nossas armas sejam os medica-
roentosdes sciencia* medicas, e os nossos generaes
noi meamos.
iiilercessora : facaraos o que nos pede a religio do
(en Amado Fllho, e confiemos u'olla, que seremos
em (emp-alteodido.
Meu a migo, Higa-me, serio treseolos os catdfda-
(os provincial ou he fbula cabalstica? En acho
Islo muilobom; acho mtsmo grande patrioliimoda
parle desas nossos irmaus qu* pretendem asentar-
se no homo parlameuto provincial ; *.|ou rallando
crio, Se u me conhecesse com as hibilitaooet exi-
gida* a um depulado, j nio digo bom, mas ao me"
nos mediocre, e tlvesse menos algaba lastros, Dos
me castigue seeu uio tentosse tambem ; mas dizem
os meus conterrneos, nanihn nilo toa em liando, e
eu o que iriu dizer a nm eleitor para me dar o seu
vol ?
Qoe faria ludo pela provincia f Que propugnara
pelos seus foros, petos seos melhorameulos moraes,
inlelecluaes e raaleriaes! Ora, i.lo he o qoe dizem
lodos; e asi m e-perarei pelos circuiosque he on-
de (eolio todas as miohas esperanzas. Eu liulia nio
poneos desejos de recommendar aos nossos eleilores
algnns nomes novos na lista dos representantes, no-
mos de uiuila significarlo para a provincia, mas a-
guardo-me, se ter vivo, para mais perto do ne-
gocio.
He preciso contossar, men amigo, que muita hon-
ra lem hito as ultimas legislaturas provinciae ao
paiz, e relevanlmimos servicos provincia.
Se o Sr. conselbeiro Jos Beoto encontrar o apoio
na ludir reunia provincial, que enconlrou na pas-
sada, pude levar a efleiln ot seas intentos no aug-
mento material da nossa provincia, e aperfeicoa-
menlo na instruccao geral da mesma. S. Ezc. po-
rm nao deve esquecer, qne a eidade do Ro For-
moso, e nutra localidades que tem porto de embar-
quoeslao maissujeitas a epidemia reinaute do qu*
outra qoalquer ; peto que abandonada como teach
essa eidade de facultativos, e bem pouco aceiada, he
possivel que at mesmo antes da capital [quod Deas
averlal, se manifest o mal. Ootro sim, eu lomo a
lberdade de lembrar a S. Exc. que manfeslaudo-se
em a I guia das nossas provincias vsinhas do norte 00
dosnl a epidemia,seria prudentsimo crear estoepes,
ou lazaretos ambulantes as estradas que viessem a
nos/a provincia alim de evitar quanlo ser possa o
contagio, ou communicacao. Nao sei se este conse-
llio ter seus resaibos de egosmo, se acharem que
sim, eniao dou o dito por nao dito, e nao rallemos
mais nislu.
Meu amigo, creia-rne, que por mais que me es-
forc a espancar as af0ic.6es de meu corceo, nio
posso : recebi oin golpe muilo profundo, que so o
lempo estancar o sangue que verle sua ferida, Dos
se lembrede mim.
He ncomprehensivel a vida do homrm infeliz ;
quando a sociedode o julga mais di loso he quando
ellesoflre tratos horriveis em seu corac.o. Nem
sempre a infelcidade lie como dizem a desgra-
sa o homem desaracado, 00 meu sentir he feliz,
porque sabe o que he, eo quepassa ; 011 resigna-se,
e he enlio verdadeiramenle feliz, ou enlooquece, e
he anda (permitlam-me que avenlure o meu v,'pen-
namentol tambem toliz, porque nao sabe o que he
nem o que senie ; ou suicidase, e. .. lenbo medo
de errar, pelo que callo -me, sobre o que linha de
enunciar.
Porlanto, mea amigo, nao he sempre n exterior a
copia fiel do que se passa dentro d'alma. Posso na-
dar em ouro, e 1110 julgar feliz era urna humilde
choupaua ; posso aspirar as honras e grandezas do
socolo, e me julgar feliz com o toreo goslo de cam-
pnnez. Nem sempre o quaaoJnbicionamos em reto-
cao a sociedade e ao viver deeiomein publico, lie o
qne a nossa consciencia approva ; mas he preciso
vlver asslm, e nio como se deve viver.... Nio sei a
qne veio islo.
A satubridade por ora vai bem, a excepto de um
calliarral, que lem geralmenle grassado.
O nosso medico de fe, o Dr. Nery, que ha roezes
aclia-te nessa praija, tratando de seuslnteresse, lem-
nos toilo urna tolla bem senslvel. So esses iulercs-
ses o chamarem defiiilivaraente a capilar?
reduzidos aos nossos proprios recursos. O Ex
selheiro Sr. Jos Bento, que lao intelligen
tem curado da sade pblica,poda tozerum
com o Sr^vpr. Nery, medante o cono'
cofrts provinciae, alim deque o Sr. ljr^"
prrjudicado deixando a"1 .,
o*>habilantes de lpojs^aj_^ Jios deTmi
facultativo, que laritos^rraMferawkslabelecdo, e
lano beneficios leu. feilo ao povo^Hto localidade
ndislinc lamente.
O sol tem crestado com grande foren as lavouras ;
presume-se urna safra muilo mediocre rtos eiigenbos,
principalmente de ladeiras. Dos nos acoda no meio
de tantos flagellos.
Os vveres cariisimos e peumos.
Quando escrever ao seu digno corrospondenle da
Parahiba, fara-me muilo lembrado, que felizmente
vivo, se posso dizer que vivo.
Ao de Maceio, que me recommende mnito aos nos-
sos amigos Drs. Benevides, Bahia, Barros e Qaiolino
Moura, e aosSrs. major Telles, impeclor da thesoa-
raria, teoente-coronel director das obras publicas,
Dr. /acharias, etc., etc., etc. ; e aas excelleolissimas
familias de lodos esses amigos.
Ao do Bonito, qoe roe acho felizmente restituido
ao lar domestico, anhelando sempre saber noticias
suas.
Ao de Garaohnns, vivas lembrancas minha, a aos
nossos, e de seus afTeicoados de Macei e Porto
Calv.
Ao amigo Aldeiio de Bananeirai, ao de Maman-
guape, moilas e repelida venluras.e que coniinnem
a considerar o correspondente de Ipojuca como um
amigo, e humilde collega.
Ao de Seri;:haein, qne por favor nio nos privedn
sua luminosa raissivas, e cont empre com o in-
perceptivo! apoiado de seu collega.
E Vine., men amigo, sempre que quera, mando,
que ser obedecido peto seu amigo
IV.
Carta particular.
zVxWABttCAO DA PLICIA.
Parto do da de oulubro.
Illm. E*m. Sr.Levo ao conheeimenlo de
nesla reparticio consto er sido onicamenle presos :
Pela subdelegada dj rreguezia da Boa Viia, o
prelo eocrivo Antonio, por fgido; e asslm como
3a* honlem palas8 horas e mola da nolte, na ra
a Lapa do Recito faliecsra repentinamente o criou-
lo Antonio Poreirit do Cirmo. sendo a morte pro-
veniente de um ataque apopltico, segundo a vislo-
rla qne fox proceder o subdelegado eTaqnella fre-
gnetia. e por odelo do delegado do (armo de Flores
de 18 de selembro findo, consta que no dia anterior
ao llie apresentoo foi rerolhido n cdela do mesmo
tormo, o criminoso Jos Antonio Partir.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambueo4 de outubro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunhn o Figueiredo.
presidente da provincia.chete de polica, Luiz
Carlot de Paicd Teixeira.
Illm. SrEm resposto aoolTicio de V. S. de hon-
lem dalado, lenho a significar a V. S. qoe, conslan-
do-me haver prohibicao da venda de batatos nos
mercados desto eidade, propalando-se* a idea de qoe
taesordens partiam da polica e liscaes das respec-
tiva freguezias, Iratei inmediatamente de indagar
esse tocto, e em resollar o vim a saber que nem o
subdelegados das fregu Uas desla eidade, nem. os
liscaes das mesmis havia m sido eausa de tal prohi-
bicao ; parecendo-me que semelhanle idea partir
de algum mal intencionado com o fim de inquietar o
poyo e tozer com qu recahisse a pecho sobre as au-
toridades policiae, sendo por isso presomivel que
algum soldado do corpo de polica menos escrupu-
loso, e na persoasio de que a polica tomasse taes
medidas, fizesse vollar desla eidade algum.is cargas
com batatas, obstando assiro a venda desee genero,
como fizera, segundo me consto, o soldado do refe-
rido corpo J0.I0 Francisco da Silva, que toncara da
Ponto Velha urna porcio de balatas qoe nma preta
conduzia para vende-las em seu tsboleiro ; no en-
tretanto jn lenho dado as precisas providencias, nio
s para desvanecer a populacio desla eidade de se-
melhanle boato infundado, como para entrar 110 co-
nheeimenlo de qoem lora o autor, .qoe o espalhara,
afim de ser ponido na cuntormidade da lei.
Dos guarde a V. S. Delegada iteate primeiro
ds.lriclo do Recito, aos 4 de ootnbro de 1855.Illm.
Sr. Dr. Cheto de polica desla provincia.O dele-
gado de polica, Francisco Bernai do je Carcalhv.
REI.ACAO' DOS B.WTISADOS DESTAFREGL'-
ZIA DE SANTO ANTOSIO DO RECIPE NES-
TE MEZ DE SETEMBRO DE 1855.
Dias:
2.Alfonso, pardo, nascdo no 1." do correle
anno.
dem.Maria, parda, nascida ha 12anos.
dem.Maria, branca, nascida a 19 de Janeiro do
correle anno.
dem.Luiz, pardo, esclavo, nascido a JO de roaio
do corrate anno.
dem.Faustino, criou'.a, escrava, nascida ha 7
ine/.es.
3.Manoel, branco, nascido a 22 de agosto do anno
prximo passado.
".Severiano, branco, nascido a 8 de noverabro do
anno prximo passado.Santos leos.
8.Joio. branco, nascido a 30 de maio do crrenle
auno.
dem.Francisca, branca, nascida ha 4 mezes.
dem.Francisco, branco, nascido ha 7 roezes.
dem.Juviniano, pardo, nascido ha 2 mezes.
9.Emilia, branca, nascida a 6 de uovembso do an-
uo proiimo passado.
dem.Jeremas, crioulo, cscravo, nascido a 18 de
julho do crrenle anno.
dem.Julia, crioula, escrava, nascida a 28 de ju-
lho do correte anno.
dem.Justino, pardo, nascido ha 9 mezes.
dem.Collonco, pardo, nascido em Janeiro de
1818.Sanios leos.
10.Theodolinda, parda, nascida a 8 de marco do
correnle anno.
13.Jos, branco, nasudo a 13 de abril do correu-
te anno.
16.Joauna, branca, sub conditione, nascida a 23
de Otilio do cortete anno.
dem.Sabina, parda, escrava, nascida ha 2 mezes.
17.Amalia, branca, nascida a 24 do julho do anno
prximo passado.
dem.Ignacio, crioulo, escravo, nascido a 26 de
Janeiro rio correle anno.
dem.Joio, pardo, nascido ha II mezes.
18,_Firmina, hmllll 1 nTi 1 nascida a 15 de s-
timo passado.
anca, nascida a 30 de junho do
Santos Qleos.
, nascido a 20 de abril do correte
fda, nascida ha 7 das,
nascido a de maio de 1854.
1, if*sddaj/U de abril do cor-
idaj/1j
ico, nscii
asa
dem
dem.-!
23.Mar
rente jan 110.
dem.Francisco, branco,Ttoscido ha 2 mezes.
Ideui.Juvita, crioula, escrava, nascida a 15 de fe-
verero do correnle auno.
dem.Antonio, pardo, escravo, nascdo ha 19 dias.
Wem.Davino, pardo, libertado, nascido a 23 de
agoste do anno prximo passado.
26.Deziderio, crioulo, escravo, nascido ha 4 annos,
dem.Bibiano, crioulo, nascido no 1de dezembro
de 1843.
29.Eoprepio. branco, nascido a 8 do correle.
30.Benedicto, parda, liberto, nascida ha 2 annos.
dem.Jezuino, pardo, nascido a 2 annos.
dem.Maria, branca, nascida a 7 do roaio do an-
no prximo passado.
dem.Francisca, parda,nascida ha 13 annos.San-
tos leos.
dem,Maria, branca, nascida lia 3 mezes.
Ao lodo 42.
Fregoezia de Santo Antonio do Recito 30 de se-
lembro de 1855.O vigario, Venancio llenrique.'
de Rezende. *
COMMLMCADO
CMARA MUNICIPAL, DO RECIFE.
SEGUNDA SESSAO' ORDINARIA DE 13 DE
SETEMBRO DE 1855.
Presidencia do Sr.' Bario de Capibaribe.
Prsenles os Sr. Reg, Oliveira, amero e Mel.
lo, fallando sem causa participada os Srs. Barata *
Mamedc, e com ella os mais Srs., abro-se a sessao,
o foi lida o approvada a acta da antecedente.
O secretario tez mem;ao d um ofticio do procu-
rador, respondendo a ordem da cmara, mandando-o
informar acerca da requisicio de diversos objctos
para o tribunal do jury, leito pelo juiz presidente da
actual sessao ; e, ivisto do que efpoz, resolveo-se
qne tosse a resposto Iransmitlida por copia ao juiz,
ese delerminasse ao porleiro daquelle tribunal, for-
necesse ao mesmo de papel soflicienle para o seo ex-
pediente.
A requerimenlo do Sr. Gameiro, resolveu a c-
mara que o fiscal da Boa-Vista e engeubeiro cor-
deador, nforinasse.com urgencia.e cirenmstanciada-
mente, qnaes as nbras que se esli fazendo em dua
casas torreas, na ra do Colovello e no sobrado da
esquina da ra Velha, ao sabir do paleo da Sanla
Cruz, com declaracjtose ellas vio de coutorroidade
coro as psteras em vigor.
A irmandade de Nossa Senhora do l.ivramento,
replicn ao despacho qoe Ihe uegon licenca para
soltar fogo' de visto na ra do mesmo nome, em a
noile do dia 10 do correnle, prometiendo mandar,
em o dia immedialo, reparar o coicamente da roa ;
e a cmara soslenlou a sua deeiso.
Foram Horneadas novas commissoes, que ficaram
assim compostas :
Edticacio. Karata e llego.
Sade, Gameiro e Mello.
Pelises, Oliveira e Mamedc.
Polica, Barato e Melle.
levo lugar a segunda praca das rendas muuici-
paes anirthciadas, e recebarara-se algumas pelicOea
dos qoe pretendem licitar.
Despocharam.ie a peticoes de Antonio Jos tJb
Oliveira, do Bar(holomeu Francisco de Sooza. de
Benedicto Jos de Santo Anna, de Joaquim Para
Perelra, de Joaquim Afronto, de Joa Alexandre dos
Santos, de Joaqoim Baptisla da Silva, de Ricardo
P#n(ateao da Cmara, e.de Sebastiao Lopes Goima-
riles, e levinlou-sea sessao.
Eu Manoel Farreira Accioli, secretan a sobs-
crevi.Bario de Capibaribe, presidente. (XVcei-
ra Mamede.Reg.Barata de Afmeida. Ga-
meiro.Mello.
criptar, muilo menos pasoa-ine pelo pensa-
rnenlo o consliluir-me arbitro de consciencias
alheias. >
Qoanto a segunda rato, creia-me o contempor-
neo qne nao he lingjda modestia de minha parle ; e
peco-lhe por favor qoe nio leve a diacostio para esse
terreno....
Ach lambm o eseriplor uppoaicioniste que he
inconveniente para mim, que eu Irave urna disxoa-
lo com elle por meio de commaoicados no Diario
de Pernambueo, e acooselha-me que astuma a re-
dtecio do orglogovernisla, a (/nieto, visto come a
opposirio que faz lo actual presidente he poltica
e nio pessoal.
Kepilo lida, que nio era men proposito Iravar
urna polmica -, mas, urna vez que a isso sou leva-
do, e o inconveniente que dahi resulto, he smente
para mim, creio que me he licito renunciar as con-
veniencias do meio contrario,e persistir noque adop-
to!. Nao posso, nem desejo assumir a redaccio da
Vuio.
Nio posso por triol* e dua razes, sendo a pri-
mera a mesma porque certo commandante de ama
balera deixou de fazer fogo a tolla do principal
material de guerra. Nao desejo, porque um peri-
dico poltico era regra, he o orgio de um partido, s
e etpressa em nome desle, e nio deve nunca re-
presentar a opiniio de um homem. Entre seu re-
dactor e o publico se iuierpoe o partido, que militas
he obrigado a* aceitar theorias que nio sao
e lornar-se respoosavel pelas imprudencias.
caprichos, petes odios e paixOes de um ho-
veze
suas,
pelos
mem.
Ora, assim como nao desejo que ninguem, senao
eu.seja responsavel peles meus paiadoxos o dispara-
tes, tambem nao quero constiluir-meclarim de opi-
nioesque porvenlnra nio achem echo em meu cora-
C*o.
Ao domis, consinta o contemporneo, que eo nio
aceite i distinecao que pretende estabelecer enlre o
Siriut e os redactores da Urno, aos qnaes alias nao
lenho a honra de conhecer, mas que reputo lio dig-
nos cavalleiroscoroo os que o podem ser.
Paseemos, porm, ao que inieressa, e cumecomns
peto questio de precedencia dos mclhoramenlo mo-
raes aos materiaes ; questio que en quiz evitar,
mas de que ligelra e iosensivelmente Iratei. atrei-
roadopela minha penna, que acompanhai.do as im-
pressoes que en. meu espirito produzio a leilura do
artigo do Liberal, foi escorregando sobre o papel, e
nelle lancou algumas proposices que nio podem ser
aceitas pelo Ilustrado eseriplor. Com ludo elle nio
combato os priucipios que a esse respeito eslabeleci,
ou aillo admitti como vetdadeiros ; e saltando so-
bre elles passa a apreciar a conclnsio que tirei, no-
tando que a maior somma de utilidade publica,
eonsistinU nos gozos, no bem-estar, na felicidade
da maiona ou tolalidade, lem alguma coma de
frgil por sercir de base as sociedades, cujo fim de-
te ser o reinado da justica sobre a trra.
Com a vento devida a antoridade do erudito con-
temporneo, contesto a sua proposicio. Me parece
que o fim das sociedades civilis idas, quando Iraba-
Iham para o desenvolvimeolo da humaodade, he a
felicidade de seus raembros, tendo por agentes in-
dispensaveis a jnslca, a moral e tambem a lberda-
de, regulada e bem entendida. Consegnnlemente
nao admiti a jasllca como Gm, se nio como meio,
a menos que sejam tolsas algumas noces que a esse
respeito adquir as escolas, o deqne ainda boje roe
record. Sem noienvolverroos nos labyrinlhos da
metaphysicada jurisprudencia, devenios concordar
que, em sua accepcao mais directa,.a juslica consis-
te em dar a cada um o que Ihe he devido, jas ti-
lia est constan* el perpetua voluntas jus suum
cuique iribuendi.) Logo a juslica deve ser urna con-
dicao essencial, am meio, mas nao o fim da socie-
dade. E lendo eu dito que esse fim era o bem-es-
tar, ou antes felicidade, eslava entendido qoe nio
podia excluir a Justina, sem a qual nio pode existir
aquella.
Coacebe o contemporneo o bem-estar de nm po-
ro, admita felicidade em qualquer nacao quando se
proscrevea juslica "!.Nao, deceno.
Porlanto, se a fragilidade da minha posicao pro-
cede, no vosso modo de ver, da exclusio da justira,
deveis convir agora que ella he bastante solida, vis-
to que nio s nio a exclue. como necessariamente a
abrange.
Converja talvez aqu definir o dizer como ento u
a felicidade e em que consiste ella com, retocan. 1 E
urna nacao : ma. i "le cliaraai, lomando a precedencia ao
ra do msu proposito, alm de ser intil quando le-jr"P'ril0' I0"' ve' P* e se foi bcilhaoleraento re-
nho de dirlgir-roe ao liomem Ilustrado. Jpieclir no palacio de ll> den-Par..
quu Ihe era imposta' pelas perlurhaces internas e
alternativa de repelidas guerras com os povos vlsi-
nhus, seus primeiro panos administrativos liveram
por fim os trabalho pblicos. Eslabelecendo a ani-
dase eeotral no governoMehemet-Ali fez obstlair
0 yslema de cana** separado* era ed* provincia
pan uso particular de seul habitante, por um sy-
lema geral complexo,' extenso e a irrigarles no va-
le ro Nilo, detida sem dutlda a engenheiros fran-
cezea, sio boj* obras lao ralladas e produziram toe*
resallado, que nenhum homem de mediana los-
truccio delta de eonhece-las.
Apos vieram as academias, as escolas, o eslabe-
lecimentos scioulificos, muitus dos quaes dirigidos
por Europeos o o Bgyplo renasceodd deulre o cri-
tae de na grandeza perdida, cresee e adfanta-se
na estrada da civilisacAo, bem entendido da civihsa-
cAn oriental, qne difiere da occidental. Notai bem,
quu a dislinecio nio he minha.
Eis, pois, a historia nos apresenland um paiz que
prospera anlepondo o melhoramento material ao
moral e tornando aquello meio desle.
Abramos ainda a historia contempornea ; oll.e-
mos para a Argelia. O que acontece ahi ?
Junto ao ter agora mi urna o teressanle obra,
algumas, vezes citada pelo mesmo Sr. Chevalier.
Tenames pacifiques por Fernando Diirand, pera
com alguns trechos desse brilhaote eseriplor mos-
trar qual o meio civilizador daquella hoje importoii-
tissima possessao franceza. O qoe era a Argelia ha
20 annos lim paiz insalubre, baldo de ludo, ou-
de os soldados francezes soffram as maiorespri-
TifJIH
vajouem 1838, nao (inham nem tendas, uem bar-
raias; deitavam-se quasi ao relenlo, e qoe ar so-
bre um chio improprio para seres humanos. A le-
bre decimava-os em seus acampamentos. Pelotes,
batallies inteiros morriam silleuciosamenle sem se
qnuixar, em quanlo nossas assemhlas polticas dis-
culiam em completo desacord sobre a questio prin-
cipal do bifdgel da colonia o
E o que hoje a Algeria '.' Na tolla do Sr. Durand
oucaraos nm outro eseriplor de noto. O conlera-
poraneo, sem duvida, ha de conhecer urna das ulti-
ma produeces do Sr. Blanqui ido instituto,) Mires
sur l'exposilion de Londres. Eis como elle se ex-
prime rallando do papel que 110 palacio de crystol,
represeDtou a colonia franceza :
Percorreudo esta galera do palacio de crystol,
quasi iuteirameiile cheia de productos naluraes da
Algeria, uo pude sohtrahir-me a um vivo sent-
mente de sy mpalhia pela estorcada gente qoe nos
proporcionon nma tal honra. Nio pude susler urna
lagrima ao lembrar-rae das dnas pessoas qne mais
contribuirn! para a prosperidade algerina, e que
ambos me honraran, com urna benevolencia qne faz
o orgolho de toda minha vida : o Sr. duque d'O-
leans e o Sr. marechal Bugeaud ambos morios, am-
bos roobados ao oosso desgracado paiz no momento
em que elle mais precisava de seus serviros !.
Bogeaud, emfim, appareceu, lancou por trra
essas barreiras indignas do valor fraopez, e levou a
Algeria a dea fecunda de que sahiram lodos os
Producios expostos em Londres, e todos as de mais
conseqneneias de conquista difiinliva....
1 Vimos, de certo em Londres o que foi esjposlo-,
mas o que se nio pode expor, o que convm re-
commendar ao recoiiheciment publico sio os qua-
lro 00 cinco mil kilmetros d* estradas que os us-
sos soldados abriram ou empedrarami a travez da
Algeria, sio as 133 aldeias e povoac.es qoe tunda
rara, os acodes que fizeram, as 80 pontos, os 300
passadicos qoe lancaram, os 254,000 metros de ca-
naes de irrigacio que elles abriram, as 450 fon les,
os 84,000 metros de ras, os :IO,000 metros de canos
de osgoto que constroiram,sem hilar nos portes, nos
phares, nos bospilaes, as fortalezas, nem na vasta
rede de postos avaocados, na qual se eucerra luda a
colonia ioleira I Bis aqu o que se nio pode ver
oa expoairao de Londres : urna civilsimo improvi-
sada completamente em vinle aanos, no foco da
barbaria, onde cada fundacao realisou-se entre don
combates, e cada goto de suor cabio enlre dua go-
tas de sangue E eo, economista, en tambem por
longo lempo acreditei que os soldados nao eram
proprios seoio para destruir ; depois que vi as obras
dos nossos u'Afriea, lenho-o pelos primeiros ope-
rarios do moudu e profundamente os honro, a
Eis ainda, o desenvolvimenlo material, a mate-
provincia, que de boa f desejam a uniio dos Per-
uambucano, e com ella a prosperidade do paiz em
que naiceram :
Comarca do Reci/e.
1. Ur. Jernimo Vllela de Castro Tarare
3. General Antonio Correa Se
3. Br. Antonio Vicente do Natcimento Feilosa.
t' V.eg0?!,!," *nl8i" Jos de Amorim.
5. lr. dlippc Lopes |Be,|0,
6. General, Jos (guaci de Abroo Lima.
4 n 1 .C0i''?nca UoiaiuiA
1. Ir. Jom NJcolao Rigneira Cos.
2. Baro do Rio Formlo.
3. Coronel, Anlouio Francisca Pereira
Comarca de Santo Antin'.
I. Dr. Anselmo Francisco Pereltl.
->. Coronel, Henriaue Marque* I.ins.
3. Coronel, Jos Podro Velloso da oliveira.
Comarca do Rio Formero.
I. Desemlurgador, Caetano Joi ila Silva Santiago.
1. lenente-coronel, Jos Antonio Lopes.
3. Coronel, Gaspar de alee!*., V. Druminoud.
6'omorca do Bonita.
1. Dr. Lourenr^o Francisco de Almeida Calanhu.
2. Tenenlo-corunel, Joio \ eir de Mello.
3. Coronel, Francisco Beierra di V asconcello Gal-
vio.
Comarca da Boa-Vi-
1. Coronel, Dimas Lope de Siqu
2. Dr. Joio Friucisco da Silva Braga
3. Coronel, Alvaro Ernesto de C*t
Comarca do Cabo.
I. Coronel, Beulo Jos Lameuha I
i Corouel, Domingo Affonso
Comarca de Poje' de Flores.
1. Coronel, Mauoel Pereira da Silva.
2. Dr. Montenegro.
Comarca de Garankuns.
1. Dr. Francisco Machado Dias.
2. Antonio Vctor Correa.
Contare de %acaratv.
I. Zacaras Gomes de S.
Comarca do Brejo.
1. Bario de Cimbres. .
J. Coronel, Joio Leito Torro* Galludo,
Comarca de Pao Alho.
1. Commendador, Jos Pires Ferreira.
2. Porfirio da Silva Tarares.
Comarca de Sazarelh.
1. Anlouio do Costa Reg Monteiro. '
2. Coronel, Jos Francisco Lope Urna.
. Comarca do fjmoeiro.
1. I)r. Joio Francisco de Arroda.
2. Dr. Jos Francisco da Costo o-
Oa LIBERALPERNAMBUCANO N. 884.
Qoando, com referencia ao Liberal a. 871, ocre-
vi as duas palmas que foram publicadas no Diario
de 18 do correte, principiei dizendo que nio era
meu intento Iravar polmica com o Ilustrado redac-
tor daquelle jornal; e estova bem resolvido a ni
vollar mais a arena jornalislica, onde s deve lotar
qoem UVer probabilidades de victoria, quem liver
animo e pulso. Entretanto, o Liberal tez-me a hon-
ra de responder-me, e te-lo com tanto corlezia, de-
licadeza e tovor," que serii do miulia parte iraper-
I doavel grosseria se nio correspondesse aos seos ob-
'sequos, e publicamente Ih'os nao agradecesse, tanto
mais quanlo nenhnm titulo possuo para os mere-
cer.
E como Dio me resta lempo para cumprimentos,
entro j em materia, antes mesmo de protestar con-
tra algumas judiaras, qoe contigo praticaram os
lypographos que compozeram o meu cilado ar-
tigo.
Tendo eu dito que nio me propunha tratar da pri-
meira parte do artigo do Liberal relativa ao melho-
ramento moral em nossa provincia, nao s porque
sua condemnarao eslava na propria consciencia dos
seus leilore, que couhecem o nosse melhodo de en-
sillo primario, como tambem porque, se necessaro
fosse responder-llie, oulros que 11S0 en o fariam me-
lhor ; acha o seu Ilustrado redactor que a primeira
razao nio procede, porque a minha asserrao he va-
ga, porque essa consciencia nio foi por mim consul-
tada ; sendo que elle lem conviefin de nio haver
aveoturado urna proposirao absurda, qne va comba-
ler-so contra a inmediata intoncSo, ou contra o bom
tenso universal. A segunda razio no sea entender,
tambero nio procede ; porque me fot o favor de sup-
por-me habilitado para entrar em urna discussio de
lal ordem.
Vamos por partes.
Permita o Ilustrado contemporneo que eu Ihe
diga, que elle nio preslou a aquella primeira razio,
a allcnsio do que he capaz. S assim teria deixado
de notar que me refer jmente consciencia da-
quclles de seus '.eilores qne couhecem o ivslcma de
cnsiuo primario actualmente eslabelecido ua provin-
cia, consciencia que deve necessariamente fundar-
se na sciencia da dispos;io da legislaeao, que eslen-
dc e facilito os molos de educarlo clasae pobre da
sociedade.
O que eu quiz dizer foi, qoe quem liver Hilo a ul-
tima reforma da instruccao primaria, iniciada-pelo
actual administrador da provincia, e liver presente
algumas desoasdisposices, taes como as qoe note!,
nanea poder admitir como verdadeira a proposicio
do que o Sr. Jos Bento tem arislocratisa'do a
nstruesio, panuca. O rueeu quiz dizer aiuda foi,
qoe pode conscenciosamento qoalquer eseriplor op-
posicionisla registrar ein am jumae que o acloal
presidente procoron alargar a esphera morola in-
tellectual da populadlo pobre. Nunca lire, porm,
a ideada qnalificar de absurdo o dito do digno ei-
No he a precedencia do melhoramento material,
firmada na maior somma de gozos immoderados e
desordenados, qo*conduzam a ara materialismo to-
tal, o que eu pretendo ; assim como torpbem nao
admiti estabilidade publica modelada 10 abordes
sovernsnte em mal dos governados. A perversao
e o aboso nao podem fortalecer o argumento do
tocto para o principio.
Eslou quasi de acord com o eseriplor opposicio-
nisto quando diz : Descjaroos que 01 governn,
para que a materia nio lome predominio obre o e
pirilo, procurem conservar o mais rierfoilo equili-
brio, fazendo com que os dous desenvolvimenlos ca-
minhem pari passu, se ho que nio he mais vanta-
josn por o desenvolvimenlo inuUectual e moral [ en
diriamaterial, ltenlas as circunstancias do nosso
paiz) em primeira linha. A nossa divergencia he
de pouco valor : mas como o contemporneo appel-
la para a historia da civilisajio, acompaiiha-lo-hei
nesse terreno. .
O qoe nos diz a historia ? o que vos apresenlam
os toctos rcenles de outros pazes o que nos diz
ltimamente, por exemplo, a historia da civilisacio
do Egyplo, paiz hoje quasi que exclusivamente
agrcola como o Brasil'.' Sois muilo lido, senhor,
para com a historia desse paiz, derdes-me urna res-
posto que nao me seja tovoravel.
Ninguem ignora qoe o Egyplo, qoe na antignida-
de deslumhrou o mondo com o seo cxplendor, era
no fim do secuto pastado nm paiz embrutecido e
brbaro ; as arles o as sciencias qoe la' tinham nas-
cido, haviam renunciado o seu harija para nalurali-
sar-se e apertoicoar se oa Europa cenlral e meridio-
nal. Suas pyramides, seus obeliscos, soas galeras
subterrneas, suas muralhas cobertas de hierogly-
phos, essos annie mvslerioso dos tocios e das des-
cobertas de um passado de gloria, soas estatuas, sens
monumentos etc., ahi prrmaneriam arruina los, des-
baratados,ennegrecidos pelo lempo,dispersos e aban-
donados, qnaes seres que evocavam triste e muda-
mente as recordajes de sua poca e que, carpindu
a desgracat da felicidade perdida, s nos viajantes es*
trangeiros achavam almas que coroprehendiam sua
dr silenciosa !
. E todava 110 graode consummo, que nesle mo-
mento se abre na capital do mondo civilsado a in-
dustria de todos os paizes do globo, Lavis de (er
visto, se ledos as tojhas franceza, que o Egyplo
tambem li foi occuparxim lugar, (circunscripto he
verdade entre as nadies adiantadas no progresso.
E oque deu caso a Isso '.' o que toi qoo operou lio
prompla regeneradlo no espaeo de meio secuto
A expedicio franceza, que 40 eculos conlempla-
vam do alio das pjramldes.
Consulto o Mostrado contemporneo a excellenle
obra do Sr. Clot-Bey. No entender desse eseriplor
o Egyplo sem o Nilo seria um deserto.
O Nilo, arrscenla elle, he como am Ihesouro,
que urna directo inlelligenlc, industriosa e hbil
pode aproveilar em grandes proporfftes, e qoe urna
administracio inerte, mprevidenle o ignorante dei-
xa pelo contrario dissi par.
Napoleio fallando desse paiz dizia: Em nenhum
oulro paiz, mais do que no Egyplo, tero o gover no
influencia sobre a agricultura e por consequencia
sobre a populacio. As planicies da Beauce e de
Brie (antigs provincias da Franca) sio recauda-
das pelas regras regulares das chuvas ; o ahi, sol es-
ta relami, o eludi da adminislrario he millo ; mas
110 Egyplo, onde as Irrigares s podem ser raelicras,
adminislracilo he todo.
Fiilheemos agora a liisloria.
Enlre os hotnens que lutorarn coulra o exercilo
Iraneez e que sofirerain a derroto dos Turco em
Abouk.fr, havia nm soldado maeedonio, que estova
deslioado a tirar de grande fado da expedicioas eon-
seqoencias benficas que della deviam resaltarMe-
LemetAlli. Elle vio netse tocio como qoe um
ralo de loz que Ihe illominou o espirito, lobrigou a
estrada do progresso que a Franca Ihe abra, senlio
os primeiros estremec inenlesdi ambicio qoe acorda-
va em sua alma, inspiroa-sedo pencamente da Na-
poleio, enanciado na* patavras citadas, e, levada
por om toliz acaso ao governo do Egyplo, entregou-
se corajosamente a toreto da regenerarlo do paiz.
Depois de reorganisar o seu' exercilo, neetssidade
Ora a prevatecerem os principios eslabelecidos no
uosto primeiro artigo, erradamente procedeu
governo fraucex em ler preferido as estradas,as pon-
tos, os phares, as tonto, os carnes ele. ao eslabele-
cimeulo de am corso de humanidades ou de urna
tocoldade de direilo ; e, sercalie seroindis, a histo-
ria nio deve ser menos sever* para com o marechal
Bugeaud 'do que tendes sido com o Sr. conselheiro
Jos Bento. ;
Mas bem se v que liante do fado cahem as mais
bellas theorias. De qae servirium urna academia
de sciencias e os estudos especulativos a um paiz
novo, destinado a aaricullura, e oude todos os re-
corsos, toda a base de seus loelhoramentos deariam
ser lirados do solo !
Nessas circumslancias tambem no acharaos ;
nossa primordial senao nica tonto de riqueza ho a
agricultura, e sem riqueza na* poderemos obter a
desejada illastractlo. A cvlliacio, a educacio es-
piritual como queris ; nio se desenvolve sem o em-
prego de meios maleriaes; e por isso deve ser o
oosso primeiro cuidado o obleressts meio.
De que serrera o progresso intellecloal com re-
ferencia a agricultura, como quer o contemporneo,
a educara* agrcola, se cootinussera a permanecer
os entraves maleriaes que obstara o dosenvolvimen-
|o da agricultura e embsracam o transporto de seu
producios ?....
E agora he que vejo em que altura me acho, sem
ler anda chegado oude quera au ha remedio
sen.lo deixar o resto para amanhaa.
Ad crastinan altera remiti.
30 de selembro de 1855.
Syrius.
Srs. redactores. Agora chegou as minhas mios
o Liberal Pernambucano n. 881, e nelle deparei
com um novo annuncio rio Sr. Miguel Bezerra de
Abreu sobre os escravos do engenho breos, mos-
trando eslar-se nao salstoilo cora a resposla qoe Ihe
dei no liberal Pernambucano 11. 8GG e no Diario
de Pernambueo n. 201.
Deixaria eu de responder a esto novo annuncio,
se nelle nio descobrisse urna prfida e alevosi insi-
nuadlo, com o fim de deprimir a minha re pul a cao,
jamis posto em duvida em lempo algum ; nao Co-
rel porein dislo urna disenssio, porque eu me re-
baixaria.
E na verdade, quem ha ahi que conheca o Sr.
Miguel Bezerra de Abreu, que nao saiha que nada
ha que o habilite discutir contigo sobre repulaci!*
Nio descerei, pois, ao ponto de apreciar essa ins-
nuarao ; sou bem couhecido nessa eidade. nesla
comarca, em ditlerenle pontos desla provincia o
mesmo tora della ; e, tolizmenle nao me envergo-
nharei de que algum se encarregue de etpCar o
modo porque assumi a pos'niu qoe lenho na socio-
dad* ; e, se o Sr. Miguel Bezerra, a qoem aulori-o
prescrnlar toda minha vida, poder descubrir al-
gum tocto qoe me desabone, dedare-o com fr.m-
queza, e, seja qual for a consequencia de urna lal
declaracao, assegurn-lhe qne nio recua re ante ella ;
*e, porm, o sea alrevmenlo chegar ao ponto de
ser anda ama ve/, aleivoso para comigo, arredile
que proenrarei mostrar-lbe que se nio lem um se-
inelhante procedimento impunemente.
Quanlo aspalavras da resposla que dei-lhe, e cu-
ja explcacio me pede, declaro-ltie que. lendo as-
signado o resposla que me retiro, he bem evidente
que assumi a responsahilidade delta ; o Sr. Mignel
Bezerra que a toca eftecliva. Assim, me supponho
dispensado de explicar laes palavras.
Finalmente declaro ao Sr, Migoel Bezerra, ainda
por etla ultima vez, que, se Ihe nter essa ver os ti-
tulo* porque possuo os escravos que te refere, po-
de quando quizer comparecer na minha residencia,
onde jmenle lera o goslo de velos ; e, se isto Ihe
nio convier, lem o recurso judicial de que poder
asar.
i.tueiram, Srs. redactores, inserir estos linha, que
ainda soa toreado escrever, com o protesto de uo
vollar mais ao prelo, nina vez que o Sr. Miguel
Bezerra nio ouse offeoder-me ; e muilo obrignrio o
seu leitor
Luiz de Albvqutrque Uaranhao.
Malemba 1 de oulubro te 1855.
1
PIBLICMAO A PENDO.
Srs. redactores.Aproxima-se a poca da elei-
cio provincial, e com ella occasiin tovoravel para o
corpo eleltoral da provincia ensaiar nesta a futura
eleieio por eirculos, decretada petos poderes da na-
ci, o lio pobremente sustentada pelo Exm. Sr.
Mrquez de Paran ; e assim condoiir as cadeiras
da assemblea pernambucana, cidadios que'pelos seos
predicado garantam o genuino inleresse das locali-
dades.
Eis pois alisto qn* submaito ao Srs. eleilores dn
Cerlilico que em visto dostivros dos provimen-
los apreseutados pelo Dr. juiz de direil
desla eidade, em correicao geral do
vembro do anno de 1854, consta do B
II verso, ter sido o provimento em di
dolheor segliinle :
Provimento geral em correira.
Trimcira parte.
Na esperanra que nutria de qae 0 servie
mustracao criminal e poBciil nesla eidade
termo se passava com reguliiridade a
meule, e com vista de modo a reprimir o crirae e acan~~
c,a individual, dei-mo com mais p
a revisao nesla parto do ervico
esperanrat infolizmenle nao fo|
lendo por causa intil minha au
preceilos deixado lio recommeod
dgos da primeira parto do pror
correitao do aono passado, am
occasiio da correico, que hoje encerr, toca
erros e fallas mais uolaveis que hei enen
advertindo e corrigiodo cora censuras
do ainda os meios mais severos qoe a
ao meu alcance, e qoe eslaraj^^^
depois contra aquelles qoe forera
para diante. Continua o de rraujo
carlorios de (odas as subdelegacii
-endo algn completamente desorg
em erros e tollas, de gozar da man
sobre que dei provimeols especia
Ibor regularidade. Notando; _
olllciaes, carecedore* da prot_
gencia, nio deseinpeoham bem
que na formarlo da colpa em
cessos e captara dos reo, senas
cesaaria diligencia e P<^^^H
rauto lite cumpre. De manei
tos se vai desvirtuando a poli
mai uteis providencias da lei, e
servancia aquellas qne contera a
5, 3, a% 178 e -292 do cdigo
e 119 do regulamenlo de
a lem de outras drsosicoe
iqais erros qae vendo de no nm quasi
sempre em prejuizo da juslica e roma da sociedade,
com perigo do traoquillidade pobrica qoe
muilo garanlir-se ; e oolras veze*
frimenlo dos culpados, assim como
so be em proveilo delles. Nos artigas
primeira parle dos provimento
canm especificados os casos d prii
macio d culpa, e os em qu**^^H
depois que se ella formar. Cumprii
esse arbitrio, e prolongar o padecimen
que por crime real, 00 ^P
correijao. averigoaciu ou delinquencia do poMcl;
jazem esquecidos na cadela ; assim como, nio
lardar a contoccao da cnlpa t ie *
o, 00 ainda olto tivessem incurrido em c
me.
A audiencia do Dr. promotor publico ten
loomiltida em alguns procesaos em sua;
dencias, e mesmo em quasi todos se tem ?all
i inlimacaodn pronuncia on despro;
sos em que Ihe importo ter noticia, afim 1!
recursos providentemente admitlidos pela lei.
rrpei(o teuho ja prvido, o est nos artife
meira parle dos provimenlos do anno pa;
etecorio e observancia rrcommcinj
cia.
Segunda parte.
I elo que acaba de correr por minbas roa*
pello dos outros ramos da ndministracao judici
euiconlrei nao menos ahusoa, negliii-nci.i e fallas
qxie demaudara nm eorreclivo prompto e oIBo
A admininraeio do* bens e peanas do orpl
nao tero merecido a altencio daquelles, a cojo cargo
esli se nio no que tem de mits tocil
mum ; licaudo sempre em considera
ou no lo lojabanadondos a raopello le 1
e inleresse moraes. qoe nao sio menos coll^^H
para soa felicidades.
Assim observei em quasi todo ei,
venlarins, que as tutelas se admitti
daquelles que as devem dar ou (
gido pelo paragrapho 5 da ordj
3ue Ihe faltam as dectoracdesle
o liv. 1 til. 62 37.
Ao lodo daquella irregolaridade, oi
retardamenlo nio menos prejodi que
costuma se a provr a riomeacao d
les e mesmo depon da factura dos
pardillas. Sebresahindo na segunda hypothe*
so do urplulu Antonio.filho natural do porlugue
tonn Martins Pereira, qoe eonforo
iivenlario, e iuformai;io dada, pero
perdido e vagabundo, scgqido de *
vo Frailesco, sem lulor, tem domicilio, e nem
cupac,io honesta.
Na primeira bypolhese, Inlor antes da
observarei que por esta omissao e d'ell alcm d
Iros neoiivenientes resulto o de ficarem
indefezos nosdiversos incidentes do inventario ; sen-
do que os curadores ad bona nio se julgando pela
precanedade o punco ioleiesse 1
obligados como os tutores, sao por lato menos zelosos
e sempre mais transigentes ; por esto occasiio obser-
varei que|por dar-se esta tolta,queveolwdajcea*arar
no inventario e pardillas do finad* 3 errin
da Silva, he qoe passaram desapercebidameule, sem
reparo nem nbjeceno tantos lirrgolarldaites, qne
podendo dar para o teluro lugar a demandas, dessle
ja tem prejudlcado as togilinias dos orpbies, e he-
rancas de cada interessado.
Encoutra-se nesse processo, depositados os bens.
todos da heraoca 110 peder de Diogo VethoCiv,
ti, que lainbem ligurou de invenlarisnte, e sendo
elle eslranhoa essa familia, alm de creslor da he-
ranc,a e quando exislam prenles mais conjuiiclos,
e tos dos orphaos, pessoas coneeitaadas abastadas o
moradoras da vizinhanra que em cootado imm-
diato |e>lavam melltor habilitadas a dar iuhrmarao
sobre os negocios do casal o 4 descrever com
precisio os bens que elle pertnciam ; mas %
que levando bens, por sua natureza de execucih
prompla, toi separado, para pagamento da di
passiva dconcatlo Ferreira a propriedade Ci
e a elle adjudicada sem mais dependencia de clto-
cio dos nleressade, avadarlo, en al escriplo e pre-
gito r dito de arreaaatacjto em. hasla publica, como
as leis presrrevaro, om casosseinelhaiileaeoiiselhain
e reecomraend*m |as melbore oscriptoresJ sobre a
materia, e a resuello do que o mesmo decreto de 9
de abril de l842,com vista de promover mais promp-
lamentea arrecadafio rio* dinheiros pblicos,
pondo no artigo 5 que pardilla, poderia
qualquer herdeiro offerecer-so a pigar hienda, e
que eflecluado o pagamento por addilameiit pri-
meira senlenc* Ihe'adjudicaise os bens depurado,
aUendeu sempre a le qae rajjnto a materia em
questio, e lomando aquella liffiHacio na regra ge-,
ral, gne a todo* os outros respeito excine a ad
celo, anda respeilou os ilireilos de familia No
rendo que a adjudicaba fosse feita fazenda publi-
ca, e nerri aiuda qoe a um outro slranho,mas 6 ex-
clusivamente a qualquer. dos herdeirns contem-
plados.
Ainda mais ve-se,, que a esse un. elho
Cavalcanli, depositario, ere I ie r0i
tambem adjudicada para paga V|ja
decoslasdo inventario aje aben
do a respeito desle ultimo a xi- dm
censen que fiz sobre o autor lHmn
bem ainda ao tutor Horneado, em provaHo do ,en,
tutelado, reqaerer petos tramites lgaos o con
daquella senlenca "no
' Sobre esto assumplo doixei os arliaos 21 e )? a,
provimentoi do anno panado, sobre qne cham a a
lentao do Sr. Dr. juiz da arphiosj^
, Al^ad0U? *llu ""'eclamam promp-
la providencia de coulinaas demo-
ra, ou aimnladaa. inventorioT-

I
H
i
M
*%.

I__
lio prejodicW \lZr"lL S.
d? lnS ntotwmmen-
da. Ordenaces l,vro primeiro, ltalo 88 pYf^
:***


X

graphoi 4, 7 8. Litro 4 |liluio'98 pragrapho 6.
A.. 30 de juba de 1780: eoncedem se delongas,
arrogan 1o-m oras allriboira'o que he privativa de
diversa autoridad, le de 82 de Miembro de 1828 e
reg, de 3 de Janeiro de 1*13, arl. 9, paragrs. He
62. Havendo na orrelrSo do anuo passado censu-
rado a pralia rui losa accaila neate termo de fre-
quenleaieule sabir u juiz de orphaos fo/a di cidade
e sua residencia a i'azer inventarios.eomo deixei pre-
venido no arUuo jS) da segunda parte dos provi-
mentos, lie da Inrracgao daquelle pracrito e crimi-
nosa! reiiicidenciai que ara me Occoparei.
Sendo o juia de orpldos au momo lempo juiz do
civel, do crime, preparador ele, ar suas repelidas
Habidas para o inlnrior estancan) o foro, ceswm a
respeilo de lodos o ramos da jnstica sob sua admi-
iiislracic-, nao su ni au o o andamonto e
despacho dos negocio das partes, o que ruuito deve
(sr contribuido para o entorpeciineuln d auditorio.
Nio sondo menor o inconveniente que essa pe-
lambularSo trat en prejuio dos orphJos, a preles-
ilios otiladas provenientes dessa viagens.
lo 10 do oululiro de 1751 expresamente
prohibi l.ies sabidas, mandando que qliando sahiaaera
" jajaes de orphaos fra de sua residencia nao le-
vasaera por isso eaniiuhu nos inventario* e contas
dos (olores, acuito < m algum casa partieulariasimo,
qoaado f >r isto de iitilidade aos urplulos. Dando essa
inesnia tt i os meioi de coropelir os inventariaules e
(ulores tas pruvidlucias para, avalladlo dos bens
nd lugar le'siia situado iudepeudenle da presenra
do ju
respeilo Qcoj provimenlo no artigo !l da
novo me rcliro.
ociaces religiosas ache-
e ite eorrricao embarazado pela
da parte do juio da provedo-
ria, de voriacaelo de suas instituicoes, ttulos e re-
a reodas e encargos, seus registros
e (ombaniento dos espediros bens e propriedades :
lrai'o anda o livro de registro e
i resoromeudei na correirj9o paseada,
e qoe exigu as ord. liv. primeiro tit. &
3, l lit. 62 paragrs. 51, "i e 6>
i oulubi o Se 1851, arl. 17. E hilo me
sin de laes fallas e dados indispen-
1 dita relogios; .i Angosto Cesar de Abreu.
4 cais hiias ; a Raba Schainleau & Compa-
nina.
I aula ditas, 1 volumoamostras ; a Timm Mora-
aen & Vinassa.
t caisa relogios. 1 volme amostras, 1 dito peri-
dicos ; a Mellors Seullial & C.
1 dito amostras ; a SthaeUlin A C.
1 dila dlas ; a J. A. Bastos.
1 dil.i miudeas
nhia.
1 volme amostras, a
conle Feron di C.
7 ditos amostras
nhia.
.1 ditos ditas
Dttrc Qg muiwjco sexta feim 5 at outubro isss
a Ueinesse Laclare & Conipa-
2 ditos calcados ; a L. 1.a-
a C J. Aatley & Compn-
a Fox Brolers.
.1 ditos ditas, quartolas vinbo ; a Adarason Ho-
1 voluine amostra, ; a Levles.
I di o ditas; a Paln Nash & C.
Idilodilas; a Isaac, Curio & C.
1 ?. ?'"" ; M'heus Aastln & C.
1 dito ditas ; 1 James Ryder A C.
dito ditas; a Roslron Rooker&C.
1 dito modellos ; a Wm. Pachell.
>h(o amostras ; M. U. da Silva.
I dito papis ; a Meuron A C.
I dito per(eoces para erip(oriu ;aN. Beber
4 Lompanliia.
1 dilo peridicos; a A.M. C. Soares.
' 1 dito joias ; a Moreira & Uarte.
CONSULADO liKHAL.
Reudimenio do da t a 3 .
dem do da 4......,
4:1*0*399
1638813
i i v
fcSMiata
UIVKRSAS PROVINCIAS.
Hcniliineiilu do da ta3 .
dem do di ....,".'
2209683
i
2209683
* 4

^
e jalgar as contas dos adminislra-
* asis ohiciaes dnquella assoeia-
lenlo. Comipellendo ao juizo pro-
averiguacoes que llie p.recerem
i oampTMdo o servico do registro e
>lhi reoomfnendo, a apreciecao das
i. Teido parecido mais urgentes as
l administrarlo e patrimonio da
lea. de S. Vicente, e anda da Ala-
e Mardtos.
jai* nos provimanlos do anuo pas-
3f, 32, 33 e 34, cuja observancia torl
ndar.
! por informarlo gradillas da pessoas
religioso, que eiislem desde tem-
l pos ira beiielicio das capellas
la Cruz e Tamalaupe de Flor, eu-
iclivas propriedades e nos seus reu-
n mo qoe a capella do eugenhn
tem neo patrimonio de cer(o numero
larra na mesilla prnpriedade; deixo
mandado ao juno de capellas a
gados e soa prompla arrecada-
najniDiatracJo.
slado de irregolaridade notada
.mantos do anuo pausado, (o-
^^^Blsuas coulas iuiperfeil.s,
luc.ir a serrn jolgadas e neuliuina
i couiprumisso era forma, c com for-
juio muilo Ihe couveiu. depois
jniIo fulminada no arliso Mi,
corrcejao seguiule, provinam-
aaa^Bra parle.
. Uo que lenbo observado e
las, podero os diversos ein-
tr o qoe a cada oiu cuin-
melhor regularidade do ser -
slracao da justica, maudo qoe se
a'i agtate.
posiUrio publico aceitar e
a coala, eavaosIraridos por
ejam bu nao os proprias apre-
m suas iavouras. Cessaudo de
abuso quo h< lempo se da,
^1 do proceaso especial,que
bales, com prejuio das
i por se mo fa/.erom eiTec-
a parle ; e daudo-se cabi-
lares entre visinlios rn-
ido-se arbilrariauenle sem
so o coudemna;Jlo regolar,
ivallo, a qum tem con lem-
islilicajao seinpre cara com
icio Ihe con(a.SenJoa marcha
infracres ja establecida pela
ilio.io abusivo e veia(o-
ir e vedar lerminaiKe-
livros da cadeiit. e por
eonheci que apenas esisle
hida de presos a escriplo
; .ndade, e que em conti-
Jj ro apeusaudo folhas sem'
ueradas: falla um livro
JM oceurrencias as visitas,
luensaunente o delegado de
galamente de 31 de jaueiro
e falla nao pode cnliecer
tem. sido raeusalmenle sa-
bdla anda um regolamenlo espe-
do citado regulamenlo,
> eareereiro nas funcjes do seu
cocimendado ad> Sr. delegado ins-
risa n assim a prompla subsliluirao
o livr de entradas e saludas,
livro de visitas, e tambem a
meulo especial,
as linda os oflicios da avaliadores,
oelva a pralica que vai seguin-
wra cada feilo, e que re-
j su iuilividuos drede preparados,
as ca las,sublraliiiido-sejlo
dhos dreitos, e na con liad-
omeajes parcaes; pra-
abusiva be csinlrai ia aos
bltca, couTornic o deelarou
aviso circular de 4 de
o por inuito recommendado
i de orplios, qae semb-
la de pratendenles a esees lu-
etirar desees que illgalraenle ser-
i de nomear pessoas que se
provimenlos legaes.
^^^B e policiaes ese as re<-
ip pasearlo o eierciclo da vara
luiros sem mais oti psrljcipa-
> substituido a nalurea -j impe-
le fiisobslaido', pena de mulla ale
m jniae de pat lerem escriv,lo
liando de servir-s com o do subdele-
sem previa licerrr,a on autorisac^o
omeacio em devida forma.
I ilejmeirode I82. arts. 19, .12,
teiubro de 1811,arts. 19, 42, 13.
e limitarlo como em geral
Uiacsio, dev ondo eserci-
llribuii;oes policiaes, que IIips
Ble citado, arts. 19, 52 e li'i,
del84Utl. 91.
i provedor alem do mais que
recommendado, far cre^-r o
; slro e tombo das capellas c ir-
isas, rateiaudo por lodos as despe-
eaeripluracao. Regulamenlo de
isar para me ser prsenle na
i;ao urna relarau esacla das
M ueste lori.to, com as circomslan-
e que trata o arl. 41 $ 8 do ro-
gulamei plubro de 18.il. <
n nios compra o que Ihe fui lc-
itos .lo anuo passado, e sala-
le) que l cial nenie licou ordenado lias arls.
provimenlos, sob as mismas
adata aleiu da de rrsponsabilidade que
e falla e rsncidencla se Iba far eflecliva.
a guarda-ae e prsenle provimenlo ge-
. la-a* m acta respectiva o que por copia
'mullicar o esenvao da correiglo a lodos a
quem competir o seu coahecimeulu.
Ii 23 de novembro de 1851. haquim
'ira de Mello.
Ma-se.Nai.irelb 16 de fevoreiro de 1855.
ilinliaem dito provimenlo.Ci-
te marco de 1855.Em f de
faMM{ Joaquim Buntltira di Mello.
iladu-, Demetrio Jos Piula.
i lado.)
Exportacao .
Balita, sumaca brasileira Horleucii, de 94 lone-
lidas^roiiduno o seguiule : 3 voluntes fasendas,
i'ia T liCra e carl,auba, 3 ditos doce. 2 ditos col-
seles. 100 ditos arroa, lb9 cascos com 9.009 medidas
de azcile de carrapato, 100 suecas 0M barricas fa-
milia de trigo, 40 barris mauleiga.
Calinguiba, sumaca brasileira Flor de Celingai-
ba, de 116 loneladas, conduiio o seguinte : 508
volumes geueroa eslrangeiros, 850 arrobas de carne
secca, fO caitas abao, l sacea caf.
Paraluba, hiate brasileiro Flor do Brasilu, de i>8
toneladas, condoli o segoinle : t07 volumes g-
neros eslrangeiros e naeionaes.
RKCEBEUUIUA l)K RE.NIIAS INTERNAS (iE-
RAES E PEUNAMBUCO.
Rendimenlo do dia I a 3.....3:2969551
dem do dia *........ 7829511
4:079jsJ95
CNSULAUO PROVINCIAL.
vencimiento do dia 1a3..... 3:4659884
rdem do dia 4....... 52:lj97H
3:9899862
MOVIMENTO DO PORTO.
Satio entrado no dia 4.
Paraluba* das, hiate brasileiro Cames. de 31
toneladas, meatre Manoel Sopbio da Penha, eqoi-
pagem 5, carga toros de mangue ; ao meslre. Pa-
sageiros, Evaristo Jos Alves de Ferias, Antonio
e 1 prela e .vacos tahidot no memo dia.
t arahiballiale brasileiro Flor do Brasil, meslre
Joao rrancisco Maros. carga faiendas e mais g-
neros. Passageiros, Joao Teobaldo das Naves,
lelisimno Pereira da Silva.
AracalyHialc brasileiro Duvidoso. meslre An-
tonio Manoel Affoaao. carga ferragens e mais ge-
eros. Pasageiro, Sabino Jos de Vasconcellos.
fcm comraissaoBnguo de geerra brasileiro Cea-
renseu. eommandanie o capilo de fragata More-
no, levando debaise de suafvistas o patacho bra-
tileiro iiBom Jesns, que eslava de qnarenlena.
EDITAES.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador da
imperial orden) da Roa, juii de dircito especial
do comincrcio por S. M. I. e C. ele.
Faco saber aos que o presente edital virem qoe'a
requenmento de Tasso Irmaos, e Jos Barbosa Ma-
ciel i-cha-se aberta a fallencia de Brandao & Die-
gues pela scnlcu{a no Iheor seguinte :
A vista do que Tasso Irmaos negociantes esla-
uelccuos gesta cidade por si e como procuradores
ac Jos Barbosa Maciel, commerciante estabelecido
na corte expem na petizo de fls. 2. e bem assim a
vista dos documentos que a inslruem altendendoque
os coinmercianles que uesla asesina cidade coromcr-
ciam com a firma Brandao & Oiegues.lem cessado os
seus pagamentos, declaro essa firma em estado da
quebra e fixo o termo legal da eiislenci del la con-
tar do dia 21 do crreme. Nomeio curadores fls,-
eaes os tobredilos Tasso Irmaos. credores do falli-
do, e prestado por elles o juramento que o art. 809
do cdigo do commertu esig-, mando que se proce-
da com toda a brevidade na forma do qne dispOe
o arl. 812 d" mencionado cdigo e 129 e 145 do re-
gulamenlo ii. 738. E feilo sero dadas opporiuna-
menle as subsequenles providencias determinadas pe-
los citado cdigo e regulamenlo.
Recire 24 de selem'bro de 1855.Anselmo Fran-
cisco Perelli.
Em cun pr meulo da mesma sen lenca convoco a
todos os credores presentes do referido fallido para
compareeerem em casa de minlia residencia no largo
da Sania Crin do bairro da Boa-Vista n..... no dia
9 do correte mez pelas 11 horas da inanliaa alim
de se proceder a iinmeacgo de depositario ou deposi-
tarios qde han de receber e administrar provisoria-
mente a casa fallida.
E para que chegoeao conbecimenlo de todos man-
dei passar eli(ae-,que serao publicados pela impren-
sa e anisados nos lagares designados no art. 129
do regalameuto n.738 de 25 de novembro de 1850
e no arl. 812 do cdigo commercial.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nimbuco aos 3 da ouluhro de 1855. En Francisco
Ignacio de Torres Bandeira, escrlvao interino o
subscrevi.
CCMMEBCIO
^
BACA DO RECIFE 4 DE 01 TIBRO AS 3
HO MAS DA TARDE.
Cctacfies ofTlclae.
re Londres80 div. 28 d.
per libra.
'ra. 1e 3 roezes8'.; ao anno.
|.i regularIJ800 por arroba.
'00 dem.
ANDEOA.
I" dia 1 3.....45:1019915
* < .......22:2**9715
67:3469630
Deicarregam Iwje '> de outubro.
ni* iul!lnaInogeiumercadorias.
lia de Irigo.
k,co9^^H farinha, remos e pipas
Imporlaca o.
ido de CardilT, consigna-
es rvjo de nc
faVdos fios pu-
le liiilm ; aos
"
HMiil
melada
ra vela-
consii
. V*?or
ca, mamfesiou o seguinte '
1 caia jo. 2 dita, faraodoa, a embrol
tras : a J. Keller 0
1 caita joias ; i L. Antonio de Siqneira
aditasdilas, 1 dila amostras ; aj. p. 'Aioar &
l embrulhos araos-
Campanhia.
1 dila relagios,
a H. ('.ib-
a Iravesaa da Penha, conforme o disposlo na le pro-
vincial numero 350. Adverlinde, qae a falla da en-
trega voluntaria ser punida com o duplo das referi-
das quotas na conformidade do artigo 6 do regula-
menlo de 22 de dezembro de 185.
N. 2. Joanua do Rosario Gniwaraes Ma-
chado.................. 779*00
N. *. Viuva de Jago Leitlo Filgueira. 899466
E' A ^P"*1 da Misericordia de Augola 619800
N. 10. Benardo Jos da Costa Valentim e
Francisco Joaquim Pereira.......419700
. 12. Mana Joaquina de Moura. ." 769200
N. 1*. Ordem lerceira de S. Francisco. 459000
N. 16. Anloni Francisco Pereira. 779220
N. 18. Herdelros de Manoel Caelano de
^ Albuquerqoe. .
N. 20. Viava e herdein de Antonio joa-
579600
689*00
;t030oo
829500
529000
619200
1 689400
qoim Ferreira de Sampaio. .
N. 22. Francisco Alves da Conha. .
N. 2*. Joao Matheos..........
N. 26. Joaquim Francisco de Azevedo.
K. 28- Dilo, dilo..............
N. 30. Tliereza Goucalves de Jess Aze-
vedo...................
N. 1. Irmandade de *. Senhora do I,i-
vramento................99000
N. 3. Joaquina Mria Pereira Viaona. rJSpMO
N. o. DiU, dila..............999000
N. 1. Dita, dita..............86}00
N. 9.'Berilio Alves de Miranda Varejao 75JOO0
N. 13. Francisco Brandao Paes Brrelo. 439200
N. 17. Irmandade do Espirito Santo. 189000
N. 19. Joaquim Bernardo de Figaereido. 289800
N. 21. Dilo, dito.............II99IOO
.. 1:45*9886
E para constar se mandn afinar o presenie, e pu-
blicar pele Diario. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Pernambuco 12 de selembro de 1855.
O secretario.
A. P. Anmineiacdo.
Anselmo Francitco Perelli.
O Dr. Anselmo Francisco-Perelli. commendador da
imperial ordem da Rosa, juiz de dircito especial
do coinmercio por S. M. I. e C. etc.
Faco saber aos que o presente edital virem, que
a requerimento dos administradores da massa fallida
de Jos Das SimSes acha-se aberta a fallencia
de Cruz & (ornes pela sentenrs do Iheor seguinle :
Altendendo. a vista do que Victorino de Castro
Moura e Jos Joaqoim Pereira de Mendonca, ad-
ministradores da maesa fallida de Jos Dias
Simes expendeu em sua pe rao de II 2 em referen-
cia as letras de lis. 8 e 10, que Jos l.ourenco da
Cruz e Anlonio Claudino Alves Comes, estabeleci-
dos com loja na ra larga do Rosarlo desla cidade
n. 21, na qual lem sociedade o commerciam com a
firma Cruz & Comes, lem cessado os seos pagamentos
declaro em estado de fallencia essa firma, da qual
enlende.se nizer parle Seralim Alves iU Rocha Bas-
tos, que com quaulo nao periclita actualmente a
dila sociedade, esleve com ludo antes que ella se
lorraasse, associado oa referido Cruz, em dito eslabe-
lecimento, e como tal assiguou as mencionadas let-
Iras de fls. 8 e As. 10, e Ot o termo legal da exis-
tencia da quebra declarada, acontar do dia 31 de
agosto p. p. ; nomeio para curador fiscal o indicado
\iclorino de Castro Moura, e pvesladu por eitc o ju-
ramento qoe o artigo 809 do cod. com, exige, man-
do qae se proceda sem demor-|em conformidade do
disposlo nos arligos 812 do sobredilo cod., 129 e 1*5
do reg. n.738, e feilo islo serSo dadas opportuna-
meute as subsequenles providencias, determinadas
pelos criado cod. e regulamenlo.Recife 21 de se-
lembro de IH i).Anselmo Francisco Perelli.
E mais se nao conlinha em dila seulenca, e sendo
nulificado o curador nomeadn para prestar o jura-
mento du esljlo, este deelarou 11A0 poderaceilar di-
to cargo, para o qual nomeei o credor Timm
Momeen & Mnassa. E para comprimeiilo da mes-
ma senleuca, convoco a todos os credores prsenles
dos referidos fallidos, para compareeerem em casade
nimba residencia, no largo da Santa Cruz do bairro
da Boa-Vista n. ... no dia 9 do correnlc, pelas 10
horas da manhaa, abra de se proceder u nomearSo
de depositario ou depositarlos que bao de receber e
administrar provisoriamente a casa fallida.
B para que chegue ao conbecimenlo de lodos,
mandei passar editaes, que aerSo publicados pela
imprensa e alllxados nos lugares designados no arl.
29 do regulamenlo n. 738 de 25 de novembro de
18,t0 e no arl. 812 do cod. enmm.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 3 de outubro de 18.j.
Eu Francisco Ignacio de Torres Baudeira escrivao
interino o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
Olllm. Sr. inspector da tbesonraria provincial
manda Tazar publico, qae do lia 3 do correnle em
dianle pagam-se os ordenados e mais desperas pro-
vinciaes vencidas at o fim de selembro ultimo.
Thesouraria provincial de Pernambuco I. do ou-
tubro de 1855O secretario, A. F. d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provinci-
al, em cumprimenlo do dispoito no artigo 34.da lei
provincial numero 129, manda fzer publico para
conbecimenlo dos credores hipollietarios a qnaesquer
inleressados, que Joao Anlonio Carp 11 leiro 9a Silva
lem de ser iiidemuisado da qoantia de 3:0009, pela
desapropriaco das casas us. 49 e 51 da roa Real do
Matiguiuhu, sendo 22 palmos da pritneira c 19
segouda. e mais um lauco de muro com porlo
_ 1?* dl1" s,lva 'em de receber a mencionada quan-
wier Companbia, manifestoiic "a logo que terminar o prazo de 15 dias contados da
dala deslc, que be dado pare as reclamacoes.
E para constar se inandou anisar o presenie e
poblicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da thesouraria provincial de pernam-
buco 2 de outubro de 1855.O secretario, Antonio
Ftrreira da Aununcianlo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesooraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda constar,aos proprielarios abaixo
mencionados, a entregaren) na mesma thesouraria no
prazo de 30 rtiae, a contar do dia da primeira publi-
cacao do prsenla, a importancia das quotas com que
devem entrar para o cileamento da ra Direila al
DECLARACOES
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
De ordem do meritissimo tribunal do coinmer-
cio se fazem publico as copias do registro dos esta-
tutos da coropauhia de seguros Indemnisadora, e do
acto do governo que a auturisuu.
Secretaria do tribunal do coinmercio de Pernam-
boeo, 2 de oalubrodc 1855.Aprigio Jusliniano da
iilvatiuimare; offleial-maior.
Decreto n. 1550 de 10 de feoereiro de 1855.
Autorisa a incorporando, e approva os estatutos
da companbia de seguros martimos Indemnisadora
da cidade do Recife.
Al le 11 lleudo ao que me requrreram os directores da
companbia de seguros martimos, que se pretende
eslabelecer na cidade do|Recife, sob a denoroiuacao
de Indemnisadora ; e de cuuformidade com a mi-
nha emmediala resolucao de 9 de dezembratailumo,
lomada sobre parecer da seceso dos negocios do im-
perio do coHselho de Estado exarado em consultas
de -23 de novembro antecedente : Hei por bem au-
lorisar a incorporacao da referida companbia, e
approvar os respectivos estatutos, que com esle bal-
xao. Lniz Pedreira do CoxUo Ferraz, do roeu con-
selbo, ministro a secrelaro de estado dos negocios
do imperio, assim o lenha entendido e faca exe-
cotar. "^
Palacio do Ro de Janeiro em 10 de fevereiro de
18.x>, trigsimo quarto da independencia do impe-
rioCom a robrica de Sua Mageslade o Imperador.
I.uiz Pedreira do Coulo Ferraz.Conforme.Jos
Bonifacio .\asctnles d'Azambuja, oftlcial-maior in-
lenuo.
Estatuios da compaohia de segaros
Indemnisadora.
CAPITULO I.
Da companhia.
Arl. 1. A companbia denomina-seIndemnisa-
dora, e lera por emblema a vista da entrada do
porto desta cidade do Recife de Pernambuco, onde
he domiciliada."
Arl. 2. Seos lins sao lomar sobre s riscos mar-
timos e de fogo legalmente Ipermitldos, mediante
um premio couaenciouado.
Arl. 3.01 capital da companhia he de 400:0009
de res, divididos em acedes de. 1.0009 de ris cada
urna.
Art. 4. A companhia compoe- larios deslas acres pela mesma approvados na for-
ma do arl. 42 :e dar principio a suas operaeoes
logo que lenha accionistas pela importancia do ca-
pital, e forera estes estatuios approvados nelo ao-
verno. *
Arl. 5. Assim qae esliver elTecluado o disposlo
no arhgo precedente se realisar urna entrada para
a caixa da companbia de 10 por cento das acefles,
coja importancia constituir o fundoeficclivo e per-
manente da companhia.
Arl. 6. Os rendimentos desle Tundo, que ser a'p-
plicado a descont de leltras ou de outros papis de
crdito segundo o arl. 3*, assim como as sobras dos
dividendos aunaacs em conformidade do arl. 7. for-
marao o fundo de reserva da companbia, com o
qaal, e conjunclamenie os lucros havidus. se oc-
correra, no caso de chegarom, aos prejuizos ; e
quajido nao, a falla sera immedialamente preenebi-
ielos accionistas, em proporcao de suas ac-
rTo flm de cada anno se dividir propor-
tnenle pelos accionistas, os tncros lquidos dos
ros, que nao excedern de 20 por cento sobre
capital efleclivo; porque as sobras leran a eppli-
acao ordenada no artigo anterior.
' Art. 8. A companhia dorar 10 annos, a contar
da app'ovacao do governo ; lindo eslo paso, podar
ser prorogado se a maiora dos accionistas assim o
resolver e alcanzar do goveruo a necessaria prorn-
ftajao ; mas ueste caso he livre aquello que nao se
conformar, de relirar-se da companhia em lal oc-
casiao. .
Arl. 9. A companhia ser de fado dissolvida, lo-
go que tenha tido prejuizos que absorvam o seu fun-
do de reserva, c mais um terco de seu capital :
tanto ueste caso, como uos dos deus arligos prece-
canles, lica subentendida a necessaria liquida-
cao. M
Arl. 10. A companbia nao tomar risco marti-
mo maior de 6 por cento de sen capital em rada
navio de valla mercante, ou de 10 por cenlo sendo
de guerra ou a vapor; assim como de incendio supe-
rior a 10 por cenlo em cada pVedio e a somms total dos
riscos nunca exceder a importancia do fundo capi-
tal da companhia.
Art. II. A companbia ser representada por urna
direccau composla de Ires accionistas, a quem servi-
r de procurarlo a acta do sua eleirito, sendo a-sig-
nada pelos accionistas prsenles, e registrada no tri-
bunal do commcrciu.
Art. 12. Asduvidasque so suscitaren) na com-
panhia lano entre ella a accionistas, como entre
ella e lerceiros, nao podendo ser concluidas atniga-
velmenle, se-lo-hao por arbilros Horneados pelas
parles segando o cdigo commercial do Brasil. Esta
condico ser exarada na apolce.
Arl. 13. A companhia poder receber o pagamen-
to dos premios dos seguios, cima de 1009 em lel-
tras a prazos razeaveis, sendo o sello deslas, e de
oulrosquaesquerdncumeniosda companbia, pago
pelas partes com quem contratar.
CAPITULO II.
Dos accionistas.
Arl. 11. He accionista desta companhia, qocm
habilitado para contratar, gozar de crdito publico,
possuir deciuco al de* acefies .rnenle, e forap-
provado pela assemblea geral da companhia por 3|1
da seus membros no acl da installacao, e depois
provisonnmenle pela direcrao, mediante urna flan-
ea a sen conteni al reunan da assemblea geral,
que approvar ou nao.
Art. 15. O accionista tem direilo de volar e ser
votado em todos os aclos da companhia, leudo um
voto por cinco acues estando presente, e em suii
auseucia, do termo desla cidade, por procurador
quesera accionista tambem, e seu responsavel cou-
forme o arl. 18.
Arl. 16. O accionista ne-. pdeadwpedir-se da
companhia, u'.as sim vender e i^ansferir suas acciies
com tanto que n cessionario esleja nas circumstan-
cias doart. 14 da mesma sorle aoprovado, e lome
sobre si a reponsabilidade e obrigapies do cedeote
por termo que ambos assiguarao con! a dircecao em
livo especial.
Arl. 17. Os accionistas s3o obrigados a recollier
iiroiiiptamenle caixa da companbia 10 por cento
do valor de suas aceoes, logo qne for ella approvada
pelo governo. sendo previnldos por'aviso publico
feto pela direccao : os que nao realisarem esta en-
trada serao excluido-. Da mesma sorle deverao
entrar com as quolas que Ihe forem pedidas pela
direcrao, para cumprimenlo do disposlo uo limdo
arl. 6., sob pena, qnando o nio lizerem, de seren
excluidos immedialamenle da companhia, perdendo
a beneficio da mesma as entradas que bouverem fei-
lo, e os ulereases qae Ibes possam pertencer, fl-
cando anda responsaveis pelos prejoizos qne se de-
rem em riscos lomados al ao dia de sua excla-
;3o.
Ari. 18. O accionisln que se ausentar ou morar
fora do termo desla cidade, por mais de Ires mezes,
i.omear um procurador aqni residenle, a satisf-
celo da directo, o qual ser Igualmente fiador e
sujeilo para com a .companhia a lodas as obrigacoes
e encargos inherentes au accionista.
Arl. 19. As aceas dos acciouistas comprehendi-
dos nos segulntes casos :
Morle nalunl ou civil;
Fallencia declarada ou nao ;
Falla de cumprimenlo do qoe Ihe impoem estes
estatutos ; ou outros motivos que merecam soa I-
liminacao da companhia cm assemblea geral com
a volacao da maioria de todos os accionistas ;
Serao veudidasem leilao pablico pala direccao, o
a sua importaucia, depois de dedazidas as despezas,
beara depositada pa caixa da companhia, para ga-
ranta dos riscos pendentes al a data da transferen-
cia, mas lugo que esles cessem, so entregar o liqui-
do produelo a quem de direilo pertencer, fleaodo o
accionista originario iluminado da companhia.
Arl. 20. O accionista nao be responsavel por
quanlia maior do que aquella qoe representa o nu-
mero de sua accSes, mas he responsavel ateo com-
plemento dellas.
Art. 21. Todo o accionista poder examinaros
livros da companhia na presenta dos directores, que
Ihe darSo os esclareeimentoa pedidos.
CAPITULO III.
Da direceo.
Arl. 22. A gerencia da companhia he exercida
por urna direccao composla de Ires accionistas elei-
los em conformidade do art. 40.
Art. 23. O impedimento dosdirectores ser sup-
prido ptlns seus snppientes, eleilos segundo o mes-
mo artigo. ^^Hr ^*r *
Arl. 2*. Os directores nao poderfco |dlspor de
anas aeces em quanlo esliverem na adminslracao
da companbia.
Arl. 25. A' direccao competa execlar e fazer
execular esle estatutos, dirigir e aellar os interes-
ses da eompanha, fazendo as despezas precisas, e
firmar os documentos della, usando da formula.
Pela companhia Indemnisadoraantes de seos 1(0-
mes individuaes : estes doenmentos para serem va-
lidos deverao ser assignados pela maioria da direc-
S8o.
Art. 26. A direccao organisar as condicoes com
que se bao de eflecluar os segaros tanto marllirnos
como de fogo, e alsobmettera approvacau da as-
semblea geral dacompaubia.
Arl. 27. Os directores por ana assignatora, ao
responaveis pelos abusos que commellerem na ge-
rencia da companhia.
Arl. 28. A direccao poder nomear agentes nos
dillereules porlos paraondese dirigirem, 00 forem
parar objeclos segurados, cnviando-lhes procura-
cOescom insIrucsOes e ordena que julgar a bem dos
interesses da companhia.
Arl. 29. A direccao estipular os premios pelos
riscos que tomar, altendeudo s respectivas inslruc-
>s, mas se Tur martimo alteudera* aluda, ao lempo
croque se vai razer a viagem.o podo do destino,,
enpaeldade docommandaute. estado do navio, e mais
csrcumslancias : lica entendido que a directo pode
recusar lomar qualquer risco, quando assim enten-
der qoe deve pralicar.
Arl. 30. Fca a directo autorisada a pagar as
perdas que se realisarem de objeclos segaros, jul-
gando que os segurarlos leem direilo ndemnisarao
assim cora no caso contrario a recusar o pagamento
submeltendo a reelamacao decisao ou julgamenlo
de arbitros, como do art. 12.
Arl. 31. A direcrao proceder no fim de cada an-
no a um bataneo geral do estado da companbia,o qual
bataneo, depois de ter sido submelt'i lo Terificarao
da commissao de exame, ser enm parecer desla, a-
presenlado em reunan ordinaria da Assemblea Geral
dos accionistas, no dia 25 de Janeiro de cada anno,
acompanhado de um relatorin circumstanciado, fei-
lo pela mesma direccao, dando conla de sna gerencia
e operaeoes da companhia no anno decorrldo. Esle
relaloro ser nipresso comas contase o parecer da
commissao para Indo ser distribuido pelos acciouis-
tas. ^
Art. 32. A direcrao convocar por avisos pbli-
cos, e mais formalidades dos arts. 37 c 38 as assem-
bleas geraes dos accionistas, tanto ordinarias como
oxlraordinarias em conformidade dos arls. 40 e
11.
Arl. 33. Cada director vencer urna commissao
de 2 0|0 deduzida do importe dos premios dos se-
guros que se realisarem era quanlo servir; a qual
commissao ser do supplenta quando substituir o di-
rector.
Arl. 34. Da mesma sorle perceberao os direclo-
res ou supplenles como commissao e garanta I18
parte dos juros das ledras que descontaren!, pela
importancia das qnaes sern responsaveis. Quando
poriMn algum director ou supplente se nao conformar
com o dcscoulo de alguma lettra, assim o Tara decla-
rar em um livro para islo destinado, alim de Ihrrar-
se da responsabilidad?, nao leudo oeste caso parle
na sommis-a e garanta respectivas que licar.io per-
Icnceudo aos garantidores.
CAPITULO IV. .
Da commissao de exame.
Arl. 35. Compele commissao de exame verificar
O batanen apresenlando pela direcrau, com a escrip-
luracao da companhia, o examinar o estado de suas
operaees, o cnmprimei|to destes estatutos e decses
da assemblea geral; para o qiie a mesma direccao
Iba franquear todo o eslabclecimeuln, e HA dar os
esclareeimentoa qne forem exigidos.
Arl. 36. Esles trabalhos, que devem lindar tres
dias antes da reuniao ordinaria da assemblea geral,
a commissao de exame os levar ao cdohecimento
della por meio de um relatorin lindando com.a soa
opiniao cerca dos mesmos trabalhos.
CAPITULO V.
Da assemblea geral,
Arl. 37. Couslilne a assemblea geral da compa-
nhia a runiau de nm numero de accionistas, no es-
rriploro da compauhia, que sepresenle maior parle
do capital da mesma, seudo previamente convocada
pela direcrao ou pelo presidente da mesma assem-
blea geral, em conformidade destes estatutos, por
meio de tres annuncios em dias differentes na rol ha
mais publica desla cidade.
Arl. 38. Nao se reunfndo o numero exigido no
artigo precedente no dia e hora designado, far-se-ha
segouda convocarlo para um dia prximo com a mes-
ma formalidade, e entao se julgarj constituida a as-
semblea geral com os accionistas que se acharem pre-
sentes, urna hora depois da designada nos respecti-
vos aununcios.
Arl. 39. A mesa da assemblea geral sera compos-
la de um presidente edous secretarios.
Arl. 40. No dia 25 de Janeiro de cada annn,reu-
nir-se-ba a assemblea geral em sessao ordinaria,
lembrada pela direcrao era annuncios pblicos, para
o fim de lomar conlas a esta, approva-las on nao, e
elegor por escrutinio secreto ploralidade de volas, a
mesa da assemblea geral, a direccao ( devendo
reeleila ao menos um dos direetunSQi"
e os Ires membros da commissao de
funeciouatem 110 anno seguinte.
Arl. 12. Rcunir-se-ha a assemblea
dinariamenle, quando a direccao a
presidente da mesma assemblea geral
obrigado, a recjberimento de un
Ps suppa
PARA A BAHA.
O hiale Novo Olinda sahe para a Babia com toda
a brevidade : a tratar com o< consignatarios Tasso
Irmaos, ou com o capillo Custodio Jos Viaona.
Maranliao e Para'.
Segu em poucos dias o brigue escuna Laura;
anda poda receber alguma carga Irala-se com o
consignatario J. B. da 'ouseca Jnior, na ruado
Vigarhj n. 23.
LEILOES
Sabbado, 6 do correte.
O agente Olivelra oftarecer em leilao, e n'um
lote, duas magnificas casas de sobrado, oulr'ora per-
tenceules ao finado Sr. Cox, por quem foram edifi-
cadas com todo u esmero e solidez em 1848, cada
urna com cozoha fra, cocheira, estribara e mais
arraujos em bous sitios com por loes de ferro, e jun-
I,linate o le reno que Ihes lica em frente, e outro
ao lado de urna dellas. deilando este para a estrada
da Soledade, todos mu proprios para novas edifica-
cues. Uilas casas esiau situadas no fundo do sitio,
ora pertenceaite ao Sr. Accoli Lins, com frente para
a estrada queae acha em eonstruccao ale o Maugoi-
nbu. Veuder-su-ba tambem um sobrado da dous
audares, silo na ra de Aguasa Verdes n. 64, com
quinlal que lem sabida para a de Hurtas, ero chaos
proprios, muilo largo, o qaal rende animalmente
rs. 622 ; assim como 10 apolires do Banco da Per-
nambuco, adinrenles obras de ouro. como sejam :
conloes, Irancelins, correales para relogios, etc.: n
escriptorio do referido agente, ao meio em ponto.
O agente Borja, por autorisacao do
E\m. Sr. Dr. juiz privativo do coinmer-
cio, transferio o leilao da taberna sita na
ra Nova n. 65, pertencente a massa fal-
lida de Manoel Joaquim Alver Pitombo,
que tinha lugar egunda-feira 1, para
sexta-feira 5 do corren te, as 10 horas em
ponto, cuj'os genero serao vendidos a re-
tallio em lotes, a vontade dos compra-
dores.
O agenle Borja por aulorisarao do Exmrl.
Dr. juiz privativo do commercio, transferio o leilao
de escravo e da loja de miadezas sila na ra lafga
do Rosario n. 20,perlencenlesa massa fallida de Joao
Antonio Martina Braga que liiilm lugar quinta-feira
*, para sabbado 6 do correnle as II horas da ma-
nhaa.
.AVISOS DIVERSOS.
VENERAVELIRMANDADE DE SANTA RITA
DE CASSIA.
A mesa regedora faz ver a lodos os seus irmaos,
3ue em virtude de nao se ter reunido numero legal
a irmaos, dexou .de haver mesa geral no dia 30 do
mez prximo passado, que linba d nomeu o novo
Ihesoureiro que lem de funecionar no aunrAle IKV.
a 1856, e por isso pede a todos que uu deixem de
comparecer no domingo 7 do correnle pelas 9 horas
da manhaa no consistorio da mesma irmandade. O
escrivao, Jos Francisco de Paula Ramos.
Os abaixo- assignados declarara pelo presenie
que apartaran! amigavelmenle a sociedade qoe li-
nliam na fabrica do charutos sita na ra do Trapi-
che Novo n. 20. qae gyrava com a firma deTeixeira
& Campos, licando o socio Campos com a dila fabri-
ca e eucarregado de toda a gerencia da mesma. Re-
cife I de outubro de 1855. Jos Antonio Pinto Te-
xtira.lose A. a. Campos.
Qum precisar de urna escrava por aluguel,. a
qual engomma e coze: procure na passagem da Mag-
dalena sobrado defronl da estrada do Cajueiro.
Offerece-se urna pessoa nesta praca, para fazer
cobranzas denlrodesla cidade, afianzando aos senho-
res credores cujas dividas elle receber para cobrar,
de empregar lodo uto e aclvidade para dlas quan-
lias serem saldadas a lempo. A mesma pe-so 1 se for
preciso dar fiador a sua conduela : quem precisar
drija-se a ra das Cruzes n. 20 primeiro andar, que
achara com quem Iralar. Na mesma casa da-se di-
nlieiro a juros.
Aluga-se urna .boa casa terrea, caiada e pinta-
da: na ra do Cotovello n. 32: Irala-se na ra Di-
reila n. 82.
Desappareceu nodisOT de selembro o escravo
de nomc Manoel, crioulo, de 25 annos de idad,
pouco mais ou menos, com os signaes seguintes, al-
tera regular, um lauto zarolhu, sem barbas, denles
adis,.leudo nas costas varias ccalrizes de acoles,
leyou camisa e ceroula'de alsodaoziiihobra.-icoe|cha-
po de palha, segundo as noticias pro:iir<>-issa pra-
ca: por isso roqa-se as autoridades e- .pitaes de cam-
po a apprehens.lo do dito e leva-lo a roa da Soleda-
de n. ;)8, quo serio generosamente gratificados.
usas que reprsenle lit parle do can
nhlr
ipa-
Arl. i2. A asserra a geral na
niao extraordinaria proceder a approvac.'in
geic;ao por eocrulmio secreto dos assiguatarios
ees que fm de ficar accionistas da companhi
forme o art. 11. Nos annos subsequenles, quando
se lizer mistar approvar as transferencias das arenes,
a direcrao convocar convenientemente a assemblea
geral para este lira.
Arl.- 43. A assemblea geral ilepois de confirmada
a companhia se reunir anda para discutir e appro-
var as rondiciic-, que para regular os seguros da
companbia, Ihe serao apresenlados pela primeira di-
reccao, assim como as proposlas para as despezas or-
dinarias da companbia,
CAPITULO VI.
Disposiroes geraes.
Arl. 41. A direccao' s lomar riscos de fogo,
quando o numero de prrleudenlcs for lal que conve-
11I111 companhia lomar esses seguros.
Arl. 15. A alterarao ou reforma.destes estatutos
s poder ser deliberada em assemblea geral a re-
querimento on volacao de um numero de accionislas
que reprsenle 2|3 do capital da companhia.
Arl. 46, Ao inteiro e fiel cumprimenlo das dis-
posicoes destes estatuios obrigam-se os accionislas
por m e seus herderos os successores, renunciando
quaesquer direllos que tenham 011 possam vir a ler
para impedir sua observancia, que- validara com
as proprias assignataras,
Recife de Pernambuco 9 de Janeiro de 1855.Tho-
ma; de Aquino Fonseca Jnior.Alberto Forster
Damon. '-Jos Jacomo Tasso Jnior.
Conforme Jos Bonifacio S'ascente* Azambuja.
(Ifiicial maior interino.
Eslava o sello numero sessenla e quatronove-
cenlos e sessenla. Pagou 960 rs. Recife 24 de se-
lembro de 1855.CiircathqLima,
Conforme.Aprigio Jusliniano du Silva Uuima-
riles.
Offlcial maior.
BANCO E PERNAMBUCO.
0 Banco de PeriiauiI>uco sacca sobre
a praca da Babia, e contina -u tomar
leltras sobre a do Kio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direcrao, J0S0 Ignacio1
de Medeiros llego.
Esla repartirlo contraa no dia 6 do correle
me/., pelas II huras da manhaa, a compra dos ob-
jeclos abaixo declarados precisos ao fornecimenlo do
almnxarifado, deven'da os prelendeutes nesse dia e
al .1 dita hora apresenlarcm as suas propostas em
cartas lechadas, e compareeerem para a concurren-
cia que por veulura seta misler, alim de eflectuar-se
a reli-ri.la compra, seudo a quaulidade dos objeclos
a qne na occasiao se julgar necessaria.
Objeclos,
Bandeiras imperiaes de 3 a 8 pannos, flmulas de
escaler, meios de sola, fio de vela, lnlia de bar-
ca, alvaiade ordinario, colla, alcalrao, papel almaco
bom, dito, dilo, ordiuario, ofeo de Irnhaca, fileli
azol, amarello, verde a encarnado, tinta prata e baru-
ca, colliercs de ferro, livros paulados de 25 a 200
folhas, lapes, peonas da ac, tinta de escrever, ca-
deiados de ferro sonidos, ferro inglez redondo de 2,
4, 6, 7 e 8 oilavos, dito quadrado de* a 6 oilavos,
(echaduras de camarotes e meiaens de por la, limas
surtidas, dubradices de rabo e de leme, plassava,
lijlos inglezes, pregns de cusladinhoda cobra de 4,
5, e 6 pidecadas. .
1 uspcci.-a.i do arsenal de marinlia de Pernambuco
Io de oulubro da 1855.O ecrelaro,
Alexandre Rodrigues ios Anjos.
Pela subdelegaba da fregoetla da Boa-Visla*se
faz publico, que lora hoje recolbido casa de deten-
cSo o prelo Anlonio, que diz ser escravo do senbor
dos enge.ihos Carauna ou Palmera, por andar fgi-
do : seu senbor comparara peranle a mesma subde-
legada. Subdelegacia da fregueza da Boa-Vista 3
de oulubro de 1855,0 subdelegado,
A: F. Merlina Ribciro.
Pela subdelegacia da freguezin da Boa-Visla se
faz publico, que nao existe ordem ilguma expedida
pela mesma subdelegacia. prohibindo a venda de
hlalas e outros legumes; se porlanlo alguem seu-
tir-se prejinlicado Com intimacilo de semelhanlo or-
dm em iiume da mesma subdelegacia, devera a ella
dirigir-te rom a pessoa que lal iulimarao Ihe faca.
Subdelegacia da fregoezia da Boa-Visfa 3 de oul-
bro de 1855,O subdelegado,
A. F. Martina Ribeiro.
___ AVISOS MAIUTIMOS
Para o Rio de Janeiro segne om poucos dias o
brigue nacional Adolpho ; para o resto da carga,
pasaageiros a ascravos frete. Irala-sa com o consig-
natario Eduardo Ferreirn Bailar, na ra do Viga-
rio n. j, ou com o capiao Manoel Ferrelra de SI,
na praca.
Para o Aracaly segu o hiale Inrencirel :
quem quitar carrtgar, dirija-se a ra da Madre de
Dos o. 2.
l-oi unalo Jos de Souza vem dar
fdesle respeitavel Jornal, um publico
11I10 de sua eterna gralidiiu ao Rvm.
Igovigario Placido Anlonio dos Sautos,
_j is seus irmaos sacerdotes da fregueza
1 r*6' Pedro Concalves, e ao Rylf. Sr.
Fraucis'0 Joaquim Pereira, da fregiiezta de S.
AiiluuioaBela prompiidao e cordeal bondade
com iiue^lcjusamenlo se preslaram a compa-
recer no enlprro de sea querido e sempre
'.timbrado palfl,sl" Bernardo de Souza, e a
icoiiipanbar -f"' fnos resloa al o cemilerio
publico desla "idade, onde foram sepultados no
dia 4 do corrfn,e- O meamo cima no lugar
da Victoria, onde actualmente mora e em
qualquer uul/0- em. que se adiar, protesta, se
Ibe quz-"nl fazer a honra de servir-se de
seu pequeo presumo, nao se poupar ao que'
for do sen ico destes, e dos mais amigos que
liveraui a mesma condescendencia, que lano
o deixou penborado. Recife 5 de oulubro
de 185-,
No dia 17 do passado mez, pelas 8 horas da
noite, desappareceu do caes da ponle da Boa-Visla,
em direccao ao aterro do mesmo lugar nm preto que
condozia um baln de (landres piulado de azul, con-
leudo um variado e grande sorlimenlo de calcados ;
a pessoa a quem algum prelo oll'-rccer porc.ao de
referidas (azendas, as appreheuda e nao pague sem
que fa^'a o favor de dirigir-so no aterro da Boa-Vis-
ta casa 11. 59, alim de que sea dono examinando-as
possa saber se Ihe perlencem.
AOS FIES DEVOTOS.
Sexta-feira 5 do correnle pelas 7 horas da larde
llavera ladaiuha ao Sr. Bom Jess dos Passos, na
mal ni do Corpo Santo, e nrr.a pralica feila pelo Sr.
Reverendissimo padre meslre Caplslraun, assim
como serao distribuidos pelos liis assistentes novas
oracoes contra o flagello qoe aclualmeule grassa nas
provincias do imperio.
/TOKX EMPREZA
TRIBUTO UE UKATIUAO'.
yui bene/ici'im incenil compedes inecni.
Disse Sneca e com razSo, que quem recebe bene-
ficios e favores enconlra prises que Iba caplivam a
liberdade de cuju capliveiro nao se livr.i, se o re-
conheclmenlo Ihe nao proporciona os meios.
Esle principio de philosophia moral habilmenlc
consignado nos sagrados e luminosos escriploa do
philosopho por esrellencia, tal ImpressAo fez no ani-
mo do abaixo assignado, que elle desojando de al-
gum modo liberlar-se do capliveiro em que esl,
para com lodos os que concorreram com suas pro-
leccoes para realisar a consecut.-ao da empreza do
lliea'ro de Santa Isabel; vem hoje solemnemente tri-
butar sincera gralidao a profundos volos de agrade-
rimento a lo los c mui particularmente a cada um
dos illuslres membros da assemblea provincial, e ao 1
Illm. e Exm. Sr. couselheiro Jos Bento da Cunha d,a em dlante-
e Figuairedo presidente desla provincia, pr have-
rero approvado o sen requerimento, pelo S 2 do arl.
16 da lei provincia,! n, 361-de 8 de malo do correut
anno, e lerem-lbe dado a empreza do lliealro de
Sania Isabel, por o esparo de 8 annos. E roga ao
Enle Supremo que guia seus passos com boa estrella
e felicidade, para que possa com prazer, desempe-
nbar a empreza, de qne se tem incumbido.
Rnphael t.ucci.
e1855.
Faz-se almoQO ejantar para frn, com muito
aceioelimpeza : no becco do Carioca n. 9.
RETRATOS.
No aterro da Boa-Visla n. *, tereeiro andar, con-'
tinua-se a (irir rer*los pelo systema chrvstaletypo,
com mulla rapidaz e perfeicSo.
Ataga-ai nm prelo bom cozinheiro, que sabe
fazer 1 urna casa : quem precisar,
dirija-se travessada ra da Palma, osa. teriea jon-
lo ao Dr. Miguel I Stelo.
O abaixi assignado, arrematante das alericSes
dos pesos e medidas do municipio do Cabo, previne
aos habitantes daquelle municipio, qae do da 15 do
correnle em diaule dar* principio as mesmas aferi-
(des, isto he, do anuo flnanesiro da 1855 a 1856 ;
por isso' os-inleressados podem dirigir-se a casa da
su residencia, na villa do- Cabo.
Joao Rufino l'erreiri.
O Sr. esludaole da academia, rogo-lhe o favor
de vir oa mandar salisfazer o que deve na casa de
paslo o. 25, senao ser com alguma atlencao publi-
cado o seu nome por esle jornal.
Pedro Anlonio d'a Carvalhe.
O escrivao da irmandade do SS. da fregue-
za de S. Jos do Recife, roga a todos os seas eharis-
aimos irmaos para reuuirem-se em aiesa geral, do-
mingo, 7 du currante, pelas 10 horas da manhaa, no
cousislorm da igreja de N. S. de Terco, que serve
de matriz, afira de proceder-se a eieico da mesa
regadora para o anno futuro.
O ex-cadale Franca, cavalleiro da imperial
ordem da Rosa, empregado na casa de delencio, pe-
dio a sua demissao, a qual Ihe foi deferida.
O billiele o. 3757 da lotera que tem de correr
sabbado, 6 do correnle, pertence ao Sr. Joaquim
Francisco de Aguiar Cantanhede, da l'iauliy.
Desappareceu ou dia 23 de dezembro do anno
prximo passado ama negra por nome Delphina, ida-
de, pouco mais ou menos, de 35 a 10 aunas, baila,
bastante foia de cara, nariz grosso, dente* alvos, ps
apalhelados, e sellada ; foi escrava de Manoel Coer-
llio Ciotra, e soppOe-se andar palos arrabaldes da ci-
dade, bem como Caponga, Ihura. ale. quem a ap-
prohender, pode levar aoa Afogados, na roa da Paz,
casa n. 21, que se gratificar com geoerosidade.
O cirorgian Francisco Marianno de Araujo Li-
ma pude ser procurado a qualquer hora da dia ou da
noite na ruada Gloria n. 71.
Francisco Marianno de Araujo Lima.
Precisa-se de um caixeiro que tenha pralica
de taberna e de fiadora sna conduela : no aterro da
Boa-Visla n. 10. Na mesma casa ha ama prela
para se alugar, para o servico de portas dentro,
qaal cozinha, engomma e cose.
Precisa-sc de urna ama para casa da pouca fa-
milia : na ra larga du Rosario n. 30, loja.
Pela subdelegacia de Sanio Anlgnio se faz pa-
blico, que mo Ihe leudo tido Irausmillidas ordens
prohibindo a venda das batatas denominadas da Ral-
liba, uenhuma por conseguinle fra expedida a se-
melhaiite respailo. E como circulassem boatos de
que em alguma freanozis desla cidade te prohibir a
sua venda, e mesmo se mandara inulilisaresso gene-
ro alimenticio, o respectivo subdelegado aprtssa-se
em declarar, que nao Ihe consta que nesta tregua-
ra se (ehiji dado tau repulsivo faci ; sendo que j
havia expedido as precisas providencias, alim de po-
der ser descoberlo o autor ou aoloras de semclhante
prohibicao, quando a esse respeile recebera terrai-
iiantes ordens do Illm. Sr. Dr. chefede polica para
fazer cessar lal abuso. Em consequencia do que
convida a lodas as pessoas com quem e tenha dado
ou se dar tal procedimenlo uesla fregueza, a virem
representar, parase providenciar convenientemente.
Subdelegacia de Santo Antonio do Recire de ou-
lubro de 1855.Jos da Costa lloarado Jnior, sub-
delegado.
No dia 12 de selembro, as 6 horas da manhaa,
desappareceu de casa de seu meslre, um pardinho
escuro, de nome Anlonio Lola, idade de 11 annos ;
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda um mu
da lotera 5o do Monte-Pio I
tai eperam-te a todo o in
ya por Tocanins ou Impera 1
premios to pagos inconl ogo que
se recebam as listas.
O arrematante dos mposlos das aferUjoes desle
municipio do Recife (endona vender as I
de Muribeca, S. l.ourenco, Jahoatao 1
quem preleader, dirija-se a casa do mean
se tratar.
Precisa-se de um caixeiro para Ion.
ama taberna por balance, e que d Gadsr,
dncta : no pateo do Terjo n. 12.
O arremata ule dos imposto das aferic
mscalas e boceleiras. do mu
scienle aos inleressados, qoe se
la em a ra da Florentina n. 36, defronte qoasi da
casa qae oulr'ora servir j nas afericoe, preveni-
do que j den principio as mesmas aferiroes do au-
no de 1856, lendo da se andar o prazo para ew eata-
belecimenlos que de presente se acham, assim como
os que forem postes dentro desle tempo. 1
mez de dezembro prximo faluro, devendo ser
curado na referida cata por se adiar abarle todo, m
das alis, dai 8 horas do da ateas 6 da tarde.
O abaixo assignado declara aoa inquilii;
sobrado n. 112 da ra da Senzala Veiba, e a quem
mais convier, que s recebe os alugoeis qner veuci -
dos qner por vencer do mesmo sobrado proporeio-
oalmente, e na razo das partes qaa lem o mesmo
abaixo assignado, e seos manos consenhores do refe-
rido predio, devendo os inquilDos entender-se com
o consenhor Joaquim I.uiz Vieira para o pagamento
do aluguel relativo a parle qoe lem esle no mesmo
sobrado.Pedro Simeaoda Silva Braga.
Nossa Senbora da ConceicSo dos
Militare*.
A mesa regedora desla irmandade novamen!
enlinca aos seus Irmaos e a todos os fiis, que ella
desde o dia 21 do prximo passado seterabn
que expozera em toa igreja, n venerteao dos
mos, a milagrosa imagem do Senbor Bom Jaso
Navegantes, contina al o dia 2* do correnle, para
que melhorineule concerram com a devociu que Ibes
caraelerisa como chrisUos, alim de que esle mesmo
Seohor. por sna bondade e amor de toa Mai Sa
sima a Immaeolada Virgem da Cenceicao, nos
droeira, se digne acolher benignamente nossas
m lides preces, e nos livre do larri ve I mal, pelo
se la servido punir aos nossos irmaos da provincias
do Para e Babia, sobre os quaes, igualmente invoca-
mos i Jess misericordia.
Precisa-se da ama ama de leile : na roa do
Cabug n. 12, loja de ourives.
Antonio Joaquim Vidal & Companbia, con) lo-
ja de ferragens na ra da Cadeia do Recife, leem de
promover a cobranca do qae Ihes devem an
lante en documentos como da conlas de livro.
isso previnem aquellos de seu devedore que este-
jara em laes circunstancias, da virem realiaar seos
pagamentos al o Sm do correle mez, do con I
eulregarao ao sen procurador, alim de promover tal
realisacao.
O Sr. Francisco Jos* da Sant'Anae, mor
no Giquia, queira dirigir-te a roa do Oueimad
n.18..
Offerece-se nm homem pare caixeiro de qual-
quer cata de negocio da -atacados ou a relalho, o
qual lem boa lellra e bstanle pralica da neg
esl arromado ha mais de anno, porm por um pe-
qneno motivo qner sabir : quem precisar annu
Precisa-se de urna canoa qne possa com
levou calca de 18a bstanle soja, camisa dealgodao' 'aJn lijlos de alvenaria grosso : quai
kanisi. a------_____ I lindar mon^almanU ,li_a i itl fajaT"aatt\ ti
branco, e lem urna coalara na testa proveniente de
um coice de cavallo ; pede-se as autoridades poli-
ciaes lancera suas vistas para quem o tiver occulla-
do; e a qualquer particular que delle souber ou ti-
ver noticia, leva-lo a- ra do Cano, unto a cocheira,
ou a ra Nova n. 1.
Jos Luir kerreira 3^(!dsU^ordealiiieo"te~l
agradece a todas as pessoas que Ihe fizeram o
sommo obsequio de comparecer aos snflragios
de seu presadissimo irm.lo Manoel Loiz ler-
reirat e pelo presente leslemunha a essas pes-
soas sen cierno reconhecimenlo.
LOTERA
GIMNASIO PERNAMBCANO.
'Sabbado, 6 de outubro,
he o i tull bita vel andamen-
to da referida lotera, pe-
las 9 horas da manh,aa, no
consistorio da igreja de N.
S. da Goiiceico dos Mili-
tares. Pernambuco 4 d
outubro de I855.--0 cau-
testa, Salustianode Aqui-
no Ferreirn.

. Tendo sido encerrada no dia 2 do
corrente o exerciciodoa 15 dias da via-sa-
a e predicas na igreja. da Santa Cruz da
Boa-Vista, o escrivao da irmandade pelo
presente annuncio, declara que a imagem
de JV. S. da Piedadecontina a ficar lr
do seu altar, exposta na igreja, que esta-
ra' aberta todas as noites, e nas sextas-i'ei-
ras havera' a via-sacra do costume; por
isso convida a todos os liis devotos da mes-
ma senhora a concon-erem a dita via-sacra
nos dias indicados : j procisso que lo i an-
nunciada s tera' lugar qtiando o Exm Sr.'
bispo determinar, o que sera' annun-
ciado.
2a PARTE DA 2a LOTERA DO
Gvmiiaso.
y
Sabbudo (i do corrente, as 10 horas, he
impreterivelmente o andamento das rodas
da lotera cima mencionada. Existe um
pequeo resto de bilhetes e cautelas, dos
cautelistas abaixo assignados, nas lojas da
ra da Cadeia n.i), ra da Cadeia de San-
to Antonio n. i}, dita do Collgio u. I ,
dita doQueimadoii.65e 22, dita estrei-
ta do Rosario n. 17 e 30, dita Largan.54.
Oliveira Junio) & C.
Precisa-se alugar um sitio perto d
piara, para um estrangeiro, com casa sol-
frivel, estribara e coclieira : quem tiver
dirija-se a ra da Cruz n. 10.
Os consignatarios das fazendas salva-
drs da barca tanceza GUSTAVO II,po-
dem vir receber o producto das mesmas,
munidos dos competentes documentos;
no escriptorio de J. R' Lassrre&C.do
alagar raensalmenle, dirija-se a ra estrella c
ario n. 7.
. Custodio (oucalves da Silva, morador na villa
06 Caroarn', aclia-se nesla praca anos de liquidar
,uas conlas ; perianto qoem se jalgar seo credor ba-
ja de apresenlarseus (talos no prazo de 3 das, alim
de serem pagos, nas Cinco Pontea o. 66.
No da 5 do correnle, depois da
joizo da primeira vara do civel, lem de s
urna moblia de amarello em muilo bom estadf^^H
execucao de Bartholomee Francisca de Sooza >
Francisco^Joaquim Gaspar.
ee8ra8KOE-x-<
CONSULTORIO CE
HOMfflOPATBICO
(Gratuito para oa pobres.)'
Ra-de Santo Amaro. Mundo
O Dr. Sabino Olegario I.udgero l'inbo d
consultas todos os das desdi 1* Sal
manhaa ate as 2 d larde.
Visita os enfermos em seus domii
2 boras em diante ; mas em casos repentinos
e de molestias agudas e graves as visitas serao
(eitasem qualquer hora.
As moleslias uervosas mereceru IralameAo i
especial segundo meioi hoje acor.selliados
pelos praticos modernos. Estes meios exis-
ten! no consultorio central.
No dia 8 do correnle, depois da audiencia do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio, vai por
ultima vez pra$a a casa terrea, sita na ra Impe-
rial n. 72, por eiecucjlo de Paulo Jos Gomes, con-
tra Jos Dias da Silva.
Aluga-se um sitio na Capunga, cm muilo bom
lugar, com boa casa de vivencia, com muilo bous
commodos para grande familia, quarlos para pretos
e para hospedes, casa para carro, mollas Inicias, boa
cacimba de agua de beber, tanque para banlio, com
lerraro na frenle e copiar da parle de delraz, e cozi-
nha fra ; nluga-sc por fesla ou por anno : os pre-
lendenles dirijem-se a ra do Cabug, loja de Joa-
qoim Jos da Costa Fajozes.
Cosem-se costuras de alfaiale com perfeico,
1>or prejo commedo : na ra Direila n. 98.
Pela delegacia do primeiro districlo do termo
do Recife se faz publico, que no exisle ordem na
policia para se prohibir a venda de btalas denomi-
nadas Rainha, nem de outra qualqoer qualidade.
sendo infundado o boato que algum rsperlalho tem
espalhado na ponnlacao desla cidade ; porlanlo os
vendedore desle genero podem continuar na Venda
delle, na certeza de que ser severamente punido
qualquer que for encontrado persuadindo o povo de
semelhanlo (ahmlade. Delegacia desle i. districlo
do Recife aos4 de onlnbro da 185.">.O delegado de
polica, Francisco Bernardo de Camino.
PARA A FESTA.
Aluga-se no melhor lugar da Torre, um
sitio com grande casa nova, estribara e
cocheira e quarto para leitor: a tratar Da
ra da Cruz n. 10.
Pede-se ao Sr. Francisco Jos da Cosa, casado
rom a Sra. Catharinade Sena ou algum seu prente,
ou pessoa do teufeonhecimento, o obsequio dirigir-se
a Camboa do Garmo n. 2->, ou annuncio ana mora-
da, que se Ihe deseja fallar. "
Pede-se ao Sr. Floriano Rodrigues, casado
com a Sra. Feliciana Thoinazia de Mello on algum
seu prenle, ou pessoa de seu conhecimeoto, o favor
dirigir-se a Camboa do Carme n. 25, ou annnuciar
sua morada, que se Ihe deseja Fallar.
Precisa-se de urna ama prei, forra oo capti-
va, para cozin'iar e fazer o mais servico juleruo e
exlenao de urna caa de homem solleirc : a Iralar na
ra da Cadeia do Recite n. 47, loja.
Manoel Vives Ferreira fnodou a sua residencia
d.i rtaa da Cadeia de Sanio Antonio para o lano da
Assemblea,icasa de i andares, defronte do chatariz.
Precisa-se de um caixeiro que tenha pralica
de commercio a que d liador a sua couducla : na
roa Nova n. 31), se dir quem preciss.
Precisa-se de urna ama'de leite: na
ra da Cadeia do Recife, loja n. 48.
Torna a ir i praca por venda, nos dias 3,6 e
10 do corrente, depois da nndiencia do Dr. juiz mu-
nicipal supplente da segunda vara civel desla cida-
de, a melada di sobrado de dous andares, sito no
pateo do Carrun n. 7, avaliada em 3:50000l), por
exeeoeso de Antonio Joaquim Ferreira Beiriz con-
tra Miguel oncalves Rodrigues Fjanca : os Unta-
dores comparecim dos das designados, na ala das
audiencias, ao meio dia. EscMvlo Canlr.
LOTERA DA PROVINCIA
O Illm. Sr. thesoureiro
manda fazer publico, que
anda existem por vender,
na thesouraria das loteras
ra do Collgio n. ltf, bi-
lhetes da terceira parte da
segunda lotera do Gym-
nasio,"cujas rodas andan,
no dia 6 do correte mez.
Thesouraria das loteras
da provincia, 5 de outubro
de 185 5.O escriv&o das
loteras, Luiz Antonio Ro-
drigues d Almeidu.
AttencSo.
Precisa-se de dous homens forros ou captivos, para
seren empregadoserrreanoa de passagem: quen
tender, procure no paleo do Carmo n.9 primeiro an-
dar, das 6 as 9 liaras da manhaa, qne achara com
quem Iralar.
Ollerece-se urna pessoa para caixeiro de qual-
qoer engeoho. ou para distilador, do qoe lem .bas-
ta nle pralica: qoem quizer procure na ra do firum
n. >&, fundirlo.
Qualquer pessoa qne quizer entrar com 6 ou
S escravos para a administrarlo de um engeoho,
vencendo o sea ordenad*, a o alug'oel desloa, queira
apparecer na roa estrella do Rosario, pri
dar do sobrado o. 8.
AVISO COMMERCIAL.
Sao convidados os credores da fallencia de Olivei-
ra Irmaos & Companhia pela ultima re, a a prese n-
larem os seus crditos como dispoem oa arligos 859 e
860 do cdigo d.o commercio, no escriptorio di ad-
miniitrarSu da mesma fallencia, i a roa da Cadeia
de Sanio Anlonio n. 21,.primeiro andar, das 9 ho-
ras da manhaa as 3 da tarde, ate ao fim do corrente
mez de oulubro, vislo que sam embargo dos ann
cios feilos em julho oo Diario ns. 173, 174 e !75 ;
grande numero no lem appareeido a faaer a apr-
sentelo dos seus ttulos croditorios : preveamdo-se
aos mesmos credores, qoe, lindo esle termo, se pro-
ceder como for de direilo, sua revelia. Recife 1.
de outubro de 1853.Os administradores da fallen-
cia, Manoel Pereira Lamego, R. Depermanu, Fran-
cisco Xavier de Oliveira.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
de orna casa de familia : em Fra de Portas, ra
dos Guararapes, joolo a casa do professor.
O Dr. f.arolino Francisco de Lima San-"
los mora no primeiro- andar do sobrado
silo na roa das Cruzes n. 18, onde continua
no ejercicio de sua proGasao de medico.
PERXAM-
LOTEKIA DO YMNASIO
BUCANO.
AOS 6:0005, 3:000$ E 1:000,V.
Acham-se venda os bilheles e cautelas do cao-
lelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior, da
segunda parle da segouda lotera do ymoasio, na
praca da Independencia, lujas ns. 4, 13, 15 e 40 ;
ra Direila n. 13 ; iravess'a do Rosario, o. 18 C ;
aterro da Boa-Vista ii. 72 A, e oa roa da Praia, loja
de fazendas n. 30. O andamento das rodas lie em o
dia sabbado, 6 do corrente. As nortes que sabir ero
em seus bilhetes e cautelas sSo immedialamente pa-
gas por inteiro sera descont algoro, logo qae se dts-
tribuam ns Halas ; sendo as grandes em sen escripto-
rio, na ra do Collgio o. 21, primeiro. andar, e as
oulras em as referidas lojas.
Bilheles StWOO Recebe por inteiro
i-symo
Meios
le eos
Qartos
Quintos
Oilavos
Decimos
29000
IjjOO
18900
760
640
Viaesimoi 3*0
6:0008000
3 008000
2:0005000
l:O0BO00
1:2001000
7503000
6008000
3003000
u s
mesmo caulelisla declara, que quanlo aos seus
bilhetes ioteiros vendidos em originaos, s sa obriga
a pagar os oto por cento d lei tas sortea grandes,
devendo o possuidor receber do Sr- IrJesoureiro o
sen respeclivo premio.
MFIHnn FVFMDIflQ fUPnUTPflnfl


CONSULTORIO DOS POBRES
50 IA HOVA 1 %JRTRAS ttO.
Loba Moscoio A consultas hoaneopat lucas lod o pobre, desde !> horas da
uinnaa al* 9 meio du, ern casos extraordinarios a qualqoer I
para praticar qualquer operasao de ciri a. e acudir promplamenle a qual-
qoer mulln a mal de parlo, e eujascireumstaoeiesBao permitiera pagar ao medico.
NO (911ILTRI DO DR. P. A. LOBO 10SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
meddicma homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, tradutido em por
OIUIO DE PERNMBUCO SEXTA FtIRA 5
OE OTUBRO
OE 1855
iiguez pelo Dr. Moseozo, qualro volumes encadernados em dous e acompaohado de
um diccionariodos itrmn de medicina, cirorgia, analomia, ele, ele.
3U9000
1050(10
;isooo
89000
triante de todas asqoelralam do eslndo'e pralica dahomeopathia, por ser a nica
u ^Sl* d0Blrin-A PATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
GAMSMO EM Ef ADO DE SAU DE-couhecimenlo que nao podera dispeusar as pes-
is que se querero dedicar a ortica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizercm
ahnemann.e por simesroos se convenceren! da verdade d'clla: a lodos os
ho que eslo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
sVn^i* d* f.mu m "' "Cudir a <"lalqaer *""<* < o de seus tripulantes
Mn por crcumstanci.s, que n.m sempre poden, r prevenidas, sao Jobriga-
r lncont\nenh os priraeiros soccorros em mas eofermidades.
imeopatha oa Ir.ducco da medicina domestica do Dr. Hering,
n U1-. pessoas que se dedican, ao estudo dahomeopathia, um volu-
ande, aeompsuhado do diccionario dos termos di medicina
rmos (Medicina, cirurgia, anatoma, .etc., etc., encardendo*. *. ".
s bem preparados medicamentos nao se pode dar qm oasso seatiro n nrati
; leste estabelecimenlo se liaongaiSa. .MoTm^m^n.ado'po,' v.f
*,, uh0,e dfr,nde >P>ondade dos seus medicamentos.
Boticas a 1| lobos grandes...........
Boticas de 31 medicamentos em glbulos, a 10, 12i el 5000 rs
Ditas 34> ditos a.....".....' onnnn
a...... .......... **JS
a...... ;......... %
a ..... ...........
uiijs............ ;........ *wg
o meia onca de lindura. ..'.'.'.'..'.'' ...... o?2Sn
Dito de verdadeira.lindura a rnica................. rJJxJJj
1 sempre venda grande numero, de tobos' de crvsta de diversos lam.^tuU
u^aar eocommend. de ^i^J^ZlT, ?$
TRAIAIEITO HOIOPATHKO; ~^
Preservatico e curativo
DO CHOLERA-MQRBUS,
PELOS DBS.
ercurar desta enfermidade, adminis|randod7medioj 1
nquanto se recorre ao med.co, oo mesmo para cura-la independente dests ToS lugares
EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LORO MOSCOZO
les dons opsculos contm as indieacoes mais claras e precisas su nel .emdadoosm.,, lisfactorio, resollados em ^1%^
tras ^.s^^ horri-
uem ignore o Trance* "Paulos em liugua veroacu-
e-n Consultorio do traductor, roa Nova n. 52, por "^-OOO rs
Preciaa-se de u/n criado para lodo o servico,
menos cozmhar: na ra do Cabug, loja de cera.
Na roa Direila n. 13 da-e diuheiro a juros so-
bre penhores de ooro oa prala, em pequeas e aran-
des quanlias.
Muita attencao !
O caulelista Salusliano de Aquino'Verreira vende
par negocio, na ra do Trapiche n. 36, segnudo lin-
dar, bilheltt e cautelas das roteras da provincia
PfJ^P?0 abi,i0 declarados, sendo ,1 quanlia de
iwjwu para cima, dinheiro a vista.
Bilbeles 55500 stm descomo
Meos 3j750 11
Quartns tjMOO
ferros .18860
Quitos UI20 ,.
Oitavos 700
Decimos 560 ,,
Vigsimos 290 ,,
O caulelisla, Salostiano de Aquino Ferreira.
I iniPAUllA DE BEBERIBE.'
Tendo o E\m. Sr. presidente, da pro-
vincia, solicitado d Gompauliia de Be-
bcribe o fornecimento gratuito d'agua ne-
cesaria para a irrigacao da* ras desta
cidade, como medida hvgienica, emquan-
to durar os receios da epidemia, o Sr. di-
rector da mesma companhia manda con-
vocar os saibores accionistas a reunirem-
se em assemblea geral, no dia 5 do cor-
rente ao meio dia, no respectivo escrip-
tono, para deliberar definitivamente a es-
te respeito. Escriptorio da Companhia
de Rebenbe, 1 de outubro de 1855.O
secretario, Luiz da Costa Portocarreiro.
Aloga-so orna casa no Cacliang. que tcm ha-
tillo mesmo alraz da casa : na ra das Crozes n. 20,
primeiro andar, se dir quem aluga a mesma casa.
Sorvetes
Hoje liaver sorvetes das 6 horas 1|2 as 8 1|2 : no
aterro da Boa-Visla n. 3.
COMPRAS.
Est a sahii a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RU)FF E ROEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
o posto em ordem alphabetioa, cen a descrip^io
abreviada de odas as molestias, imlicacAo phvsio-
logica e iherapeutica de lodos os 'medicamentos ho-
mei patinos, neo lempo de ae;ao e concordancia.
do de un diccionario da signilicarao de todos
as de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
easoasde povo, pelo
DB. A. J. DE MELLO MORAES.
Snbscreve-*3 para esta obra no consultorio horne-
lo do Dr. LOBO MOSCOZO, na Nova n. 500
pnmeiro andar, por 58000 em brochara, e 6000,
encadernado.
Udor Camillo Auguslu Ferreira da
idou a soa residencia para a ro da
boa do Carmo n. 38, primeiro andar, on-
ser procurado para os misleres de
.olissio, bem como no paleo do Colle- I
,io, escripiorio dulllm.Sr. Ur. Fonsea.
LA QE-LATIM.
O pa'dre Vicente Ferrer, de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
nde continua a receber alum-
nos eexternos desde ja' por m-
dico prer^o como lie publico: quem se
iliiar deseupequeoprestimoo,
pode procurar no segundo andar da refe-
LOTERLA DO GYMNASIO PERNAM-
RUCANO.
AOS 6:000s, 5:000$ E1:0Ojt.
1 caulelista a casa da Fama, Antonio da Silva
^!,^"eS 8Clenla ao pablico- 1e 'em posto
,1 venda os seos muilo afortunados bilhetes e caole-
n da segunda parle.da segunda lotera do Gvmna-
sio, a qual corre no dia 6 de outubro do correle
!V f ,en,o,V"as ""'"'e* casas : alerro da
Boa- \ istn ni. 48 e 68 ; roa do Sol n. 72 A ; praca
q" I"dePendenc,f "s- e 16 ; ra do Collegio i.
Bilhetes
Meos
Ooarlos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
59800
298IK)
nm
760
600
320
Recebe por iuleiro
com descont
6:000
2:7609
1:3808
6U09
529
2769
m.^ i?'.ll'el,"a.deCl,,rai 10e ?aran'
2^1. '? ",ie'"a em"Swes. nao soflren-
do o descont dos oito por cento do imposlo \eral,
fqaess suas cautelas premiadas com os premios de
wouw para bailo sao pagas nassu.is loias, sem dis-
loccao de seren vendidas nesta ou naauetla,
tros premios no alerro .la Bos-VistaW 18
C0MPAMIA DE FIA{A0 E TECI-
DOS. BECIFE.
Adireccao da com-
panliia de Fiacao e Te-
cidos de algodao con-
vis aos Srs. accio-
nistas da companliia,
a realisarem do 1 ao
ultimo de outubro prximo, em mao do
c&ixa Sr. Manoel Goncalves da Silva, no
vi-T. ,5 """-se laboas de forro queja fossem ser-
vidas, ate doas duzas : qoem Uver, dirija-sc a tra-
vessa do Sengado n. 1. ,
|J~ ComPra-e(um par de venezanas, em bom es-
lado : na roa do Qdeimadon. 9, loja.
oain" CyB?.MyM STammatica franceza por Bur-
U.Ude0So^ade'ei"a d Sf- y lo3oti*V-
T Sf52"a nm toh"do de o" dous anda-
melhorJ1!;0 e.S,Dl A,"n0'
melhores mas : a tratar na ra estrella do Rossrio
travessa para o Qaeimado, loja de miudeza. n. 18 c]
aT.^r"? r b"?d' MnB0. m seR"la
na ra da Concordia n. 19, au pe da ideia
IIMII
nova.
Compram-se patacties brasileiros e
liespanRoes.als950: na ra da Gadeia
do Recife, loja de cambio n. 58.
VENDAS.
fa a resjdir na ros>Mova o. 19, primei-
t- rlSFento-d S"'" Anta., uomes rerreira, no seu escriptorio da ra
da Cadeiado Recife, todos os dias uteis,
l das 9 boras da manhua a's 2 da tarde, urna
prestacao de 10 por cento sobre .0 capi-
tal. Recife28 de setembro de 1855.Ra-
rSo de Camaragi^e, presidente. Joao
Ignacio deMedeiros Reg, secretario.
Deseja saber-sc antes de pagav-se a
prestacao de 10 por cente cima pedida,
se o governo ja' sanecionou esta compa-
nbia, e se ja' a consideran como consti-
tuida.Um dosque assignaram as accoes.
ros de homeopatliia em francez, sob
tsxlasde snmna importancia :
Hahoemann, Iralado das molestias
......
Tesle, irolesli is dos meninos .
Uerisg, boroeopathia domestica. .
/nacnpii homeopalhica.
Jahr, novo manual, 4 volumes .
Jahr, molestias nervosas.
chronicas, 4 vo-
. 209000
.. 69000
. 79000
. 69OOO
. 169000
68000
IO9OO0
89OOO
79000
69000
49OOO
109000
309000
Jahr, molestias da pelle.......89OOO
Rapoo, historia da liomeopathia, 2 volumes I69OOO
llai tlimaun, tratado completo das molestias
nenjiics..........
e, materia medica homeopalhica. .
ayolle, diutrina medica homeopathica
1 de Sla meli .......
di de dahomeopathia. .
ario dcNvsleu.......
Altlaa completo de anatoma com bellas es-
as coloridas, conlendo a descripeo
las as parles do corpo humano .
i-se lodos estes livros 00 cossultorio homepa-
Or. Lobo Moscoso, roa Nova n. 50 pri-
meiro andar.
gen lio S. Joao de Ilamaraca, preeisa-se
01 fedor : quem a islo se quizer propr,
uihecimeoto de soa conducta e capacidade
a da Aurora n. 62, casi do Dr. Joao
le Menezes, en ao dito engeuho, a
ratar com o |iroprietario.
in-sede urna ama de leite: no
do Hospital n. 28.
C0HPAKB1A DESEGDROSHA-
RITIMOS IHDEIRISADORA.
tas sao convidados a realisar no es-
criptori da mtsma companhla, ra do Vigario n. 4,
os 10 % do valor da suas acotas, na conformidade do
artigo 17 dos esUlutos. at o dia 10 do proiimo mez
da outubro. Ua^io *i~. ab ^>i..u.. j. i-- n
directores,
Hecite '25 de setembro de 1855. Os
Joao da Silva'Ksgadas.
Vicente Alves de Souza Carvalho.
Massa adamantina.!
uiuute reconhecida a exeellencia desta
arac^o pura chumbar denles, porque seos resul-
3 sempre felizes sao ja da dominio do publico.
le Oliveira f,iz uso dosla preciosa
.ido, eas peisous que qoize-
lonra-lo dispondo de seos serviros, podera pio-
lo na travessa do Vigario o. 1, toja de bar-
Ve iro.
LOTERA DO GYMNASIO PER-
NAMRUCA.NO.
6:000s'000 :00OJOOO e 1:000$000.
Corre indoliitavclmeote sabbsdb, 6 de outubro.
caulelislii Salusliano de Aqoino Ferreira avisa
espeilavel publico, que seus bilhetes e caulelas
^^^B c descoolo de oito por cento do imposto
.'lodo pagamento dos tres primeiros pre-
s grandes ; os quaes achaw-se venda as tojas
^^HDles: rus da Cadeia do Recife ns. 38 e .'(.>; na
praca da lod.-pendencia ns. 37 e 39 ; ra Nova n..
4 e Ib ; ra lo oeimado ns. 39 e 44 ; aterro da
1 11. 74, e na presa da Boa-Vista n. 7.
BUheles
Meios
Terjos
Qaarlos
Oaintos
53800
29900
29000
19.500
Pecebe por inteiro 6:000
3:0009
2:0009
1:5009
1:2009
6009
> 3009
() referid i caulelisla se rosponsabiiisa apenas a
pagar os 8 (ur cento da lei nos seus bilhete inlei-
ios, vendido em origioaes. Peruambuco 1. de ou-
tubro de 1855.O caulelistu,
ftiam lie .li/uiiui Ferreira.
ANN-NCI.
I.oja e armazem de fatendas baratissimns, na ri
da Cadeia do Recife n. 50, defronte da ra da Ma
dre de Dos, quina do segando becco vindo da pon"
te, lado esqoerdo. Nesle eslabelecimento acharan os
Srs. fazeudeiros, commercianles do centro, e o pu-
blico em geral, um completo sortimenlo de fazendas
finas e grossas, todas de boa qoalidade e sem avaria,
que a dinheiro i vsla, so vendem por precos liara-
tissimos ; assim como-boa disposicJio para bem ser-
vir e agradar a todos os freguezes que se dignarem
honrar o eslabelecimento.
O medico Joso de Almeida Soares de l.ima K
Bastos, mudou a sua residencia para a ra da 0
Cruz sobrado amarello 11. 21, segundo an- Sk
9dar-
Panorama.
SEXTA EXP0SIC40.
FREDK LEMRCKE.
m a honra de avisar ao repeilavel publico, que
i seguoda-feira 1 de outubro, expoe novas vis-
nesla provincia aiuda se nao lem visto : na
Cadeia confronte ao convento de S. Francisco,
que ao as seguintes :
irdeamsulo dos alliados.
2.- A cascata de Terne nallalin.
3.- O templo da Forloua em Boma.
igem no lng, Bio de Janeiro,
a.- Rio Doce na provincia de Peruarabuco.
6.- Rio Arara-Coar, no Brasil.
/' K,a yitla ,l0 norle *m tompo de invern.
8.- O Ephesas na Asia-Menor.
9.- As cataratas do Nilo.
O preco he 500 reis cada pessoa, e adia-se aberto
dss 6 as 9 horas da nole. ..
Ma roa das Trinceiras o. 6," precia-se de 300
rs. com hypotheca em um silio.
Madame Blandi lem a honra de participar ao
respeitavel publico, que lem aherto 00 .Ierro da
Boa-Vista n. 17, loja de pastelera, onde acharSo
um completo sortimenlo de bolos de todas s qoali-
d.des, e se eocarrega de promptar bandejas do ul-
timo gosto de Franca, assim como vende bous vi-
nhos de champagne, bo/desui, cognac, cerveja e
oolras qualidades de espiritos, ludo por precos com-
modo-'.
8
l'reci
!-se |ra o servico inleruo de um. casa
estrsogeira, le duas pessoa," um que cotinhe e en-
gomme, e outra que eutenda d costura : sarna
Nove n. 17, se dir quem precisa.
I DENTISTA FRAHCEZ. t
Paulo baignoux, dentista, eslabelecidona
ra laria do Rosario n. 36, segundo andar,
0 colloca dentescom a presaaodo ar, e chumba 0
dsotes com a massa adamantina e oulros me- 0
O Dr. Ribeiro, medico, mudou sua residencia para a casa cinzen-
ta de quatro andares, na ra da
Cruz, n. 15, onde pode ser pro-,
curado a qualquer liora.
Aluga-se um grande silio na estradajdo Rosa-
rinho, com pasto para 12 vaccas, um encllenle po-
mar de larangeiras de umbigo, banuneras, cajueiros,
maiiueiras c outros pos de frucleir.r, todos dando
nucto, e so em laranjas tira-sc o aluguel do mesmo,
alem de ludo isso lem excellenle casa, muilo fresca
e com commodos para duas familias: a tratar na ra
da Aurora u. 36.
- Precisa-se de umi ma para caa de urna fa-
milia estrangeira de duas pessoas, para cozinhar, en-
gommar e fazer o mais servico da casa : na ra da
Cadeia do Recife i2, primeiro andar.
Trsspassa-se o armazem de malcran da tra-
vesar do Poucinho n. 26 A, com lodos os seus per
ees, o qaal achYse bastante afreguezado : a Ira-
lar np mesmo armazem.
------------ f luuoitd.
ios com moldura. ~
para jardins. h[
as e soa's para jardj
s para mesa. Y1'
nico
Oracao contra a peste e o cholera-
morbtis.
Inrt.Ch*1f Venda na livraria 6 e 8 da praca da
'es^, C'a,Umfolhe,inho com Icrenles'ora-
ST. nrSacOad,a0uem:-mOrbS' > ^^ *
FLOR DE FLOR.
A Fannba de Santander Flor de Flor,
1? me",or,'arinl,ade trigo que existe em
todo o mundo, por isso sempre bequalifi-
cada a mais superiorem todos os merca
dos.aondetem sido'myjortada ; be esta a
pnmeira vez que vem a este mercado,
porem garante-sea veracidade da inor-
macao: vende*: nicamente no arma-
zem de Tasso Irmao.
PIANOS.
Vendem-se em casa de Henrv Rruim &
L-, ra da Cruz n. 10, ptimos pianos
chegados no ultimo navio da" Eun
Emcasa de Henry Rrunn &C,
Cruz n. 10, vendem-se:
Lon^e bt-ins da Russia.
Instrumentos pora msica.
Espelhoscom moldura.
Globos
Cdeiras
Oleados p
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano. r
Gomma lacea.
VARASAS E GRADES.
1 m lindo e vanado sortimenlo de modellos para
varandas e gradaras de gosto modernissimo na
rundicio da Aurora, em Santo Amaro, e no deposi-
to da mesma, na ra do Brum.
ss-CAFE SUPERIOR DO RIO.
A 44'500 a aiToba.
urecoMe"Sf "e upr,ior '**, pelo barato
preCo de NO rs, a arrflba, em porcao faz-se aba-
te : na ra do (ueimado n. 27.
Para o cholera.
Sedas orientaes
escocezas.
Na roa do Qaeimado. toja n. 19, a segunda passan-
4,"r\%, ."" d ^eber-s. pelo u.vio francez
.MH ,.adoDiod'i'l-docorreiite. um brilhaule
e lindo sortimeulo de seda para vestidos, de quadros
aas em 1 ans por pesaos do mais apurado gosto: ven-
dem-se o. Ion acuna por preso commodo. do-se
comSres.'8 'MVAtm *"" ""* ',os se""ore9
vended ?.T menino C em b0m eS'ad am ih,P* de
aroa^&a *doURTcito8nPTOS P,ra engen,'0:
naTuaVNov.'De Pre'a de 'dade com l,abilid . PECHINCHA
>endem-e batatas muilo superiores a I5OOO a ar-
Camisas fran-
cezas,
com pcitos de flnissimo esguiao ; vendem-se oa rus
do Crespo, loja o. 19.
Charutos iuos,
Oriente.
Heuriqoe & Santos acabam de receber pelo ultimo
vapor um rico sortimenlo de sedas para vestidos,
com o lindo nome Oriente ,- estas odas 180 do pri-
meiro fabricante de Leao, e lorinm-se recummen-
daveis nao 16 pe sua largura e boa qualidade, co-
mo peh seus padres serem inteiraraelate novos
ueste morcado, pos fnraroesrolhidas em Pars por
serem as de maU moderno yoalo que appareceram
na eiposirio : ata ra do C-ueimado, em frente ao
becco da CongrecacSo, passaudo a botica, a segunda
loja de fazendas n. 40.
Cobertas -de seda e laa.
Na ra do Crespo n. 5, vendem-se por mdico
preso cobertas de seda e laa,lurc.s,dos mais bollissi-
mos e variados gostos quu tein apparecido nesle se-
ero.
Cortes de meia casemira a 2J000.
Na loja de GuimarAes & llenriqnes, ra do Cres-
po n. 5, vendem-se meias casemiras lie superior
qualidade, pelo baratissimo preso de 28000 o corte
de calen.
Veude-se no Corredor da Varna om graude
sitio com commodos para graude familia, e peto di-
minuto preso de 3:000.5 : quem o pretender, dirja-
se ao palacio do hispo, em Oluda, a fallar com o
proprietario.
Vendem-se 2 cscravos moros, de bonitas figii-
raa, por preco commodo : na ra Ureita n. 3.
Laazinbas escocezas,
fazenda do ultimo gosto para vestidos de senhor., a
preso muito commodo : na ra do Queimado u. 2,
loja da esquina do becco do Peize Frio.
Da Terra Nova.
Vndese um lindo cao novo e grande, e com di-
versas habilidades : na ra do Queimado, loja n. 8,
se dir quem vende.
Vendem-se saccas com farelo superior, regu-
lando de 90 libras para cima, a 18000 a sacca, che-
gado ltimamente de Harnborgo: na travessa da
Madre de Dos 11. 16, armazem de Agoslinho Fer-
reira Senra GoiinarAes.
Vende-se farioha de mandioca da mais nova
110 mercado a 28500 : na travesa da M.dre de Dos
n. 16, armazem de Agoslinho Ferreira Senra ui-
mares. >,
Batatas
A 00 e 1,000 rs.
a arroba-, em muilo bom estado : na travessa da Ma-
dre de Dos n. 16, armazem de Agoslinho Ferreira
Senra Guimaraes.
^haly de seda
para vestido
Na loja do sobrado amarello, nos qualro cantos da
roa do Queimado n. 29, de Jos Moreira Lopes, ha
um completo sortimenlo de clialy de seda de qua-
dros de listr.s para vestido, o mais moderno que
lem vindo a Ptrrnambuco ; d-se livro de amostras
a qualquer pessoa para escelhcr.
Vende-se um molcquc de idade de 9 annos,
urna negnha de 8, e urna mulata inora com todas
as habilidades : na ra do Livramcnto n. 4.
Vende-se una mulalinlia de id.de 30 .nnos
propria para o servico de una casa : na ra Nova,
esquina da ra do Sol, segundo andar, casa de Bar-
1 lu lomen Francisco de Souza.
Ra do Queiiika-
1)0 EL. 1.
Atoalliado de 8 palmos de largura de
o.s'OOO a Vara, para acabar vndese a
l.S'">00 rs., casineta de cor para palito
covado iSO rs., lila preta 240 rs. o co-
vado, casemira de cor corte de calca a
4. l.s'iOO o covado, cortes de cassa chita a
1 #850 o corte, lencos brancos barra de cor
rios para meninos a 100 rs. cada um,
^ He cor a 040 rs. o par, ganga
ajta com bonitas barras, pro-
brir chapeos de sol a 320 rs. o
1 destas otitras minias fazen-
. J) preco para ac
ar.
di
em caitas de 100, 50 e 25
Crespo-, toja u. 19.
vendem-se ua ra do
Lila
com h palmos de lacgura
do Crespo, loja n. 19.
tpreta,
500 rs. o cavado : na ra
Alpaca de seda
de quadros,
muilo Ana e de bom goslo; vende-se na rUa do Cres-
po, toja u. 19 ; dao-se as amostras com peolior.
Muito barato.
Corles de vestido de chito a 29000 cada um : na
toja de 4 portas da ra do Queimado n. 10.
Por muito menos do valor.
Corles de casa- de cores com babados, leedo cada
corto de 14 a 16 varas, sendo da bons goslos e cores
las, peto baralisumo preso de .'{SjOO Cada corle :
ua toja de 4 portal, Da ra do Queimado o. 10.
Barato para acabar.
Na loja de 4 portas, na ra do Queimado n. 10,
lia para vender um grande sorlimenu.de cassas Trn-
celas de cores, bonitos goslos e cores fizas a 280 ca-
da covado.
Ultima moda.
Vende-se orgaodiz de seda para vestidos de seoho-
ra, fazenda de muilo gosto e muilo moderna ? nn
loja de 4 portas, oa ra do Queimado n. 10.
p rea preta da Baha, ra
iptorio de#Monio l.uiz de
livtra Azevedo.
ou pela sumaca /falencia urna porro deste
uuiln condecido e acreditado rap, e se vende ero
porrao de cinco libras para cima.
Vende-se urna mulata de idade 28 anoos, pou-
go mais ou meos, coro urna cria do 8 annos, de
muilo boas habilidades, sabe engommar e coser qual-
quer costura chao, sem -vicio de qualidade alguma :
quem quizer comprar, dirija-s. a ra Uirela dos
Afogados, casa n. 11, defronle do becco do Quiabo,
ao p da relinacao, que achara com quem tratar
vista da mesma escrava.
Vende-se urna morada de casa de dous andares,
sita na ra d%Raiigel n. 20 ; assim como dous bra-
ros de balanca marca Itomao, com cerca de 8 arro-
bas de pesos proprios para armazem de dssucar, ou
engenho ; ajsim mais bom vinho de caj', quer en-
garrafado ou a relalho: Irata-se na ra Augusta
n. 91.
Vendem-se 2 escravas com habilidades, muito
mocas sem victo ; 3 ditas para lodo o servico, ou
para venderem na ra ; 2 pardas, sendo orna de 22
annos, bem possante e de elegei.le figura ; 1 dila de
meia idade ; 1 preto moco par. lodo o servico. e 1
dito de meia idade : na ra do Rosario n. 24.
Contra o cbolera.
Camisas de flanella de lia de novo modello, muilo
conimodas para se vestir; sea oso he recommen-
dado por todos os facultativos como medida indis-
pensavel contra o cholera : vendem-se por barato
preso, na ru do Queimado n. 27.
ptimo recreio para senhoras.
Chegaram emfim as (ao desejadas lalagarras piu-
ladas, onde se acham desenlio?, para todos os borda-
dos com as competentes cores na mesma (alagares,
que evita o grande trabalho e demora de coular os
ponlns : vendem-se por barato preco, na ra do
Queimado n. 27.
Barato que ad-
mira.
Manteiga inglesa superior a 800 rs., 720e(>iO:
na ra larga do Rosarlo, taberna piulada de azul
n. 37.
Veiidem-se sellins com pertences pa-
tente inglez, e da melhor qualidade que
tem vindo a este mercado : no armazem
de Adamson Howie & C., ra do Trapi-
che n. 42. \
A. boa fama
Ricos penles de tartaruga para alar cabellos a 4f>"iOO
ilos de alisar tambero de tartaruga 32000
Ditos de msrhrn lambem para alisar I94OU
Ditos prelos de verdadeiro bfalo para alar
cabellos 15090
l.uvas prelas de torsal com bololas, fazenda
, l,oa 800
l.uvas de seda decores para liomem e senhora 13000
Lindas meias de seda de cores pura crianzas 15800
Meias pintadas fio da Escoc, para rraucas 210e ion
Basjdeijas grandes e de pinturas linas 35OO e 4 Papel almasogreve e-paulado, resma 4000
Papel de peso paulado muilo superior 3-3600
Penas linissimas bico de lans, groza 19200
Ditas muito boas, groza (40
Canelas finissimas'de marfim 320
Oculos dearniaco de ajo delodasas graduasOes 800
Lunetas com armarilo de tartaruga lj(000
Tnucadores de Jacaranda com bom espelho 35000
Meias de laia muilo superiores para padres 28000
Kicas bengalas de canna com lidos casloes 20 e8}000
Chicotes finos para liomem e senhora a1)e 2fl000
Meias prelas de algodao par padres 600
Grvalas de seda de todas as cores l>000
Fitas de velludo estrellas e de todas as cores,
a vara jgO
Atacadores de cornalina para casaca 400
Kicos reloginhos para cima de mesa 4$000
Escovas linissimas para cbelo e roupa, uavalhas li-
nissimas para barba, meias piuladas e crujs de mui-
lo boas qualidades, transas de seda de todas as co
res e larguras e de bonitos padroes, fitas linissimas
lavradas e de todas as larguras e cores, bicos Dnss-
mos de linho de bonitos padroes e de diversas lar-
guras, lesourns as mais finas que he posiivel enenn-
trar-se a de todas as qualidades riqujatimas franjas
brancas e de cores com bololc proprias para cor-
tinados; e lem de ludo islo outras muilissimns cou-
sasque a vista de suas oas qualidades e o baralis-
simu|preso porque se vendem, nao he possivel haver
quem deue de comprar na ra do Queimado nos
quetro cantos na bem conhecida loja da foa fama
o. 3.
Saccas de fari-
nha.
Vendem-se sacras eorh farinha da Ierra boa e bem
torrada, por preco commodo : ua ru. da Cadeia do
Recife, loja n. 23.
AiTENCACV AO BAKATE1KO.
Vende-se na roa Nova 11. 51, junto da C.onceicSo,
e na mesma rea n. 7, defronle do oilan da matriz de
Santo Antonio, uin completo sortimenlo de 10115a fi-
na e Mitro* ltimamente chegados, e se vende peto
mais barato preco do que em outra qualquer parle,
ludo du melhor gosto.
ROLA O FRANCEZ.
Na ma da Cadeia do Recife, loja dos Srs.
Va/.&Leal, acba-se a venda o excellente
rape rolao francez, a 40 rs. a oitava.
Na rita da Cruz n. 26, lia a venda cai-
\mitas com tentospara voltai'ete ou outro
qualquer jogo, espingardas de dous canos
francesas, vinho Brdeos tinto e branco
em duzias.
%ST CORTES TURCOS.
Vendem-se estes delicados cortes de cassa preta
com pintes carmezins a lislrados, os mais lindos pos-
siveis pela sua novidade de padrf.es, e so se vendem
as tojas dos Srs. Campos \ Lima, ra do Crespo ;
Manuel Jos Leite, ra do Queimado ; Narciso Ma-
ra- Carneiro, ra da Cadeis, por preco muito em
conla.
_ a botica dos Srs. Soum & C, ha pa-
ra vender a inaravilhosa agoa dentifrice,
do Dr. Pedro, a melhor que tem appare-
cido para conservacao dos dentes.
BATATAS NOVAS.
J chegaram as batatas novas do Porto, e vendem-
se no armazem de Joao Martins de Barros, travessa
da Madre-de-Dos 11. 21.
Vende-se na relinacao da ra de Hurtas n.
velas de carnauba pura, fabricadas no Aracaly, tan-
to em porrao como a relalho.
Na ra da Cruz 11. 2(J, primeiro an-
dar, existe a venda muito superior choco-
late, chegado ltimamente de Franca e
por commodo preco.
A boa fama
Na ra do Queimado nos qualro cantos na bem
conhecida loja de miudezas d. boa fama n. 33 en-
conlra-se sempre uro completo srrtimeoto de mio-
dezas de todas as qualidades e de diversos gostos e
que ludo se vende por tilo baratos precos que aos
proprios compradores causa admirarao :
Libras de linhas de) novelo, brancas n. 0,
60, e 70 a 1100
Libras de linhas, ditas n. 80, 100, 120 a i,?80
Duzia de Icsouras para costura a I9OOO
Duzia de lesourns liuas para costura a 19280
Pesas cornil varas de fila de seda lavrada 15200
Macos com 40, 50, 60 e 70 pesas de cordo
para vestido 400
Pesas com 10 varas de bico eslrelo 560
Duzia de dedaes par. senhora 100
Cajiinhas com agulhas francezas 160
Caias com tb'novellos de linhas de marcar 280
Pulceras encarnadas para meninas 240
trozas de boles para carniza 160
Pares de meias finas para senhora a 210, 300 e 360
Meadas de linhas muito finas pura bordar ,160
Meadas de linhas de peso 100
Urozas de botoes muilo finos para calcas 280
Agulheiros finos com'agulhas surtidas 200
Babados nbertosde linho lisos e bordados, a
vara a 120e 210
Lapis finos envernisados a duzia 120
Carleiras de marroqu 111 para algibeira 600
Fivelas douradas psra calcas e collete 120
Tranceln, prelos do borracha para relogios
a 100 e .160
Tinlciros c areeiros de porcelana o par 500
Cli.nileiras entre finas 120
Duzias de lapis sem ser envernisados 80
Duzas de torcidas para candieiro n. 14 80
Penles finos de bfalo para alisar a 300 e 400
Pesas com 6 112 varas de fita branca de linho 50
Caixas com clcheles 60
Carrileis de linhas de 200jardas de boa qua-
lidade 70
Maciohos com 25, 30 e 40 grampas 50
Suspensorios, o par 40
AtrencSo ao barato!!
Vende-se na roa da Cadeia do Recife n. 47,
de Manoel Ferreira de Si, palitos pretos de al
a 59 e 69000, luvas de seda de cores para liomtr
I50OO o par, corles de hrim da moda a 39000. "^
N. na do Vigario n. 19, primeiro andar, lem|
i venda a soperior flanella para forro de sellins,.
chegada recntenteme da America. v1
FARINHA DE MANDIOCA UE SAN MATUEL'S
LAVADA.
O patacho nacional Judaz Irouse urna porro de
farioha lavada, que se vende a presos commodos,
Irata-se no escriptorio da ruada Cruz n.49ou no
caes do Hamos no armazem do Sr. Pacheco.
7, lH
Velas.
Veodem-ee encllenles velas de carnauba pura,
do 6, 7, 8, 9, 10 e 13 por libra, e por menos preco
que em oulra qualquer parte : 1. roa Direila n. 59,
Veodese junco born por preso commodo : na
ra da Cadeia de Santo Antonio n. 18. Na mesma
esa euipalham-se obras coro brevidade.
Attencao ao ribvo sor ti ment de fazendas
baratiss'imas.
Novas chitas de cores seguras e alcumas de pa-
dres novos a 160,180. 200, 220 e 240 o covado,
cortes de chila de bonitos desenhos. padroes inleira-
mente novos, com 13 covados por 39, riscados fran-
cezes finos a 240 e 260 o covado, cassas francezas de
cores, padroes bonitos e delicados a 600 rs. a vara,
novas roelpomenes de quadros de cores a 640, 720 e
800 rs. o covado, liarobnrgo fino, de boa qualidade,
para lences, ceroulas e tnalhas a 99, 99600 e 109 a
pesa de 20 varas, novo panno fino para lences. rom
mais de 2 varas de largura a 29210, chales de 1.1.
grandes de cores com barra a 59500, ditos de case-
mira finos e muilo bonitos de cores com barra por
89, selim preto maco superior, proprio para vesti-
dos e colleles, por preso que ero particular se dir,
chales de seda grandes e pequeos, e oolras minias
fazendas, que a dinheiro vsla se vendem por ba-
ratsimos presos': un ra da Cadeia do'Recife, loja
u. 50, defronle da ra da Madre de Dos.
Vende-se cognac da melhor qualidade: di ra
da Cruz n. 10.
Pratos oces patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se napra-
9a do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Liostrn Ro-
oker #jC.
0B.IEr.T0S PARA ARMADORES.
Vendem-se na roa do Ainorim n. 4-1 sor-
timentos completipara armacoes deigre-
ja, carise anginlios, como sejam: volan-
tes de todas as cores, trinas, galoes de to-
das as larguras, espiguilhas, ilhamas, etc.
por precos baratos.
Esguiao de linho
e algodao,
muilo soperior, cornil varas a pera, por 39500:
vende-se na ra do Crespo, loja da esquina que vol-
la para a ra da Cadeia.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como pot.sss da Russia verdadsira : na prasa do
Corpo Santo u. 11.
Clieguen) ao ba-
rato !! !
Caias para rap imitando a tartaruga, pelo bara-
tissimo preso de 18280 cada-uma : naroa do Cres-
"potaba e gal virgem.
No antigo e ja' bem cenhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, lia para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudoa
precos muito favoraveis, com os quaes i-
carao o*compradores satisl'eitos.
Vendem-se lonas larga* e estrellas, por preco
commodo : em casa da Fox Brothers, na roa da Ca-
deia du Recite n. 62.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova o. 41.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver uin completo sortimento de moen-
jas e meias moendas para engenho,,ma-
chinas de vapor, e taixas de forro batido
e coado, de todos os lamauhos, para
dito.
Km casa d Henry Brunn &C, ru* da
Cruz n. 10, ha para vender um grande
ortimento de ouro do melhor gosto, as-
sim como relogios de ouro de patente.
REMEDIO IMCOMPARAVEL
POTASSA BRAS1LE1RA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen*.
da-se aos senliores de engenhos os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron S
Companhia.
i
i
Vende-se urna balanca romana j:om lodos o*
seus pertences,em bom uso de 2,000 libras : qoem
pretender, riirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
Attencao ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de muilo bom goslo a
tiOO rs. a vara, corles de cassa prelos de muilo bom
gosto a 29000 o corle, dilos de cores com bons pa-
dres a 29200, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, cortes de 1.1a muilo finos com 14 covados ca-
da corle, de muito bom goslo, a 13500. leojos de
bico com palmas a 320 cada om, ditos de cambraia
de linho grandes, proprios para caneca a 560 cada
um, chales imperiaes a 800 rs., 19 e 1$200 : na toja
da rna do Crespo o. 6.
Brins de vella: no armazem de N. O.
Bieber & C.^irua da Cruz 11. 4.
Fazendas baratas.
Cartee, de casemira de pura laa e bonitos padres
a 59500 rs. o curte, alpaca de cordao muilo lina a
500 rs. o covado. dita muilo larga propria para man-
to a filo o covado, cortes de brim pardo de puro li-
nho a 19600 o corle, dilos cor de palha a 19600 o
corle, corles de casemira de bom goslo a 29500 o cor-
le, sarja de toa de duas larguras propria para vesti-
do de quem esis de loto a 480 o covado, cortes de
fustao de bonitos goslos a 720 e I9IOO o corte, brim
trancado de linho ale a 1200, riscados proprios
para jaquelas e palitos a 280 o covado, curies de col-
leles de gorgurao a 3500 : na loja da rna do Cres-
po o. fi-
Chales de merino' de cores, de moho
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia'.
Mohnos de vento
om bomba sd* reputo para regar borlase baxa,
decapim, nafondisade U. W. Bowman : na ras
do Brum os. 6, 8 e 10.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garra/as, a 129000
a duiia, e 19280 a garrafa : na roa dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronte do Trapiche Novo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redu/.ido de 640 para 500 rs. a libia
Do arcano da invencao' ib Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagm para o melhoramento do
assucar, acha-se 'a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
CAL DE LISBOA A 49000.
\ ciidcin-se barris com cal virgem de Lisboa, para
fechar cotilas, pelo diminuto preso de 49000 o bar-
ril : na ra da Cadeia do Recife, loja u. 50, defron-
le da ra da Madre de Dos.
Vende-se excelleute laboado de pinho, recen-
temente chegado da America : oa rui de Apollo
trapiche do Ferreira, a eoteoder-se com oadminis
ador do mesmo.
CAL VIRGEM.
A mais nova 110 mercado, por preco
muito barato: no deposito de ra do
Trapichen. 15, armazem de Bastos & Ir-
maos.
" Na roa do Vigario' n. 19, primeiro andar, ha
para vender superior reros de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhas de roris e de nume-
ro, e fio porrele, tudo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feiloria
em pequeos barris de dcimo.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do HeriTe, de Henry Gibsoo, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por presos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 3S000 reis : nos armazens ns.
, 5 e 7, e no armzem defronte da porta da
aliandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na .ra do Trapiche
n. 34, primeiro andar.
Taixas para engenhos. '
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafan/. continua haver um
completo sortimento' de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Johas-
ton & C., na ra de Senzala Nova 11. 4 2.
Sellins ingkv.es.
Relogios patente inglez. .
Chicles de carro e de montara.
Candioirose casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
Vende-se aso em cimbeles de um quintal, por
preso muito commodo : no armazem de Me. Cal-
mont & Companhia, prasa do Corpo Santo n. 11.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-sefarelo novo, chegado da Lisboa petobrigoe lis-
peranra.
CAL DE LISBOA.
Vende-sj cal virgem, chegada 110 ul-
timo navio, por preco commodo, assim
nomo potassa superior americana: no
deposito da ra de Apollo n. 2B-
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo fina e padroes novos ;
corles do hia de quadros e flores por preso commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esqnina que
volla para a ra da Cadeia.
UNGENTO HOLLW AY.
-MUfaares da individuos de todas s oacoes podera
lestemuiihar as virtudes deale remedio Dcomuaravel
ejprovar em caso Descasarlo, que, peto uso que delle
fieram, lem sea corpo e membros inleiramente
saos, depois de haver empregado intilmente oulros
Iratameiilot. Cada pt.- vencer
deasas coras maravilho odices
que Ih'as releUm lodos os di. >s anoos ; o
inaior parte deltas alo lao sur ^^Badmi-
ra m us mdicos mais celebre? s re-
cobraran! com esto soberano ret
oraros e persas, depois de t*r permanecido longo
lempo nos hospitses, oude il
So I Deltas ha muiU, deixado esaes
asj los de padeeimr suboietterem a
essa operarse dolorosa. I curadas completo-
"lenle, mediante o uso desaa araetoso remedio. Al-
-umas daslaea pessoas, na efasao da seu reconheci-
nienio, declararam estes resultados beneieos dianle
uo lord corregedor, e outros magistrados, atlm de
iiiaisaulentiearera sua affirmalivs.
i> mguera desesperara do eslndo de sua saode es-
messe bstanla confisnea para ensatar este.remedio
cons "niemento, "guindo atgum lempo o Irala-
mentoqoe necassitasse a nalnrrza do'mal, cajo re-
sultado seria provar incooteslavelmenle : Que ludo
cora I
O ungento he til maii particularmente n
., iegurnte$ casos.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras. '
Dores de cabera.
das costas.,
dos membros.
Enormidades da cutis
em geral.
Kiifermidades do alias.
Erupcoes escjorbiilieas.
i istulas no abdomen.
1 rialdade 00 falla ca-
lor as extremidades.
l'rieiras.
Gengivs escaldadas.
Iiiehases.
lnllammarao do ficado.
aaV|
Parahiba e
ectos
pelos
I

CASEMIRA PRETA A 4?500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
Veude-se
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a *l#(H).
Tijollos de marmore a
590.- '
Vinho Bordeaux em
garratoes a i 2$000.
JNo armazem de Tasso
Irmaos.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por 1 $000 rs., na livraria
n. 6' e 8 da preqa da Independencia.
Deposito de vinho d
pagne Chateat-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do conde
de Marcuil, ruada Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o s^^H
de toda a Champagne, vea^^K
a 56^000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em cata de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues. -
#
LABYRINTHOS.
Lencos de cambraia de iinho mallo finos, toallias
redondas e de ponas, e mais objeclus deste genero,
tudo de bom goslo ; vende-se barato : na ra da
Cruz n. 34, primeiro andar.
Riscado de listras de cores), proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
do Crespo, loia da esquina que
o covado.
Veode-se oa ra
volta para a cadeis.
ESCRAVOS FGIDOS.
100$000 de gratificacio.
Desappareceo no dia 17 de agosto prximo pasta-
do, pelas 7 horas da noile, a preta Lourenta, de na-
SSo Angola, de idade 35 a 40annos, pouco mais ou
menos, enm os signaes aeguiptes : um dedo da mao
direila incitado, magra, tem marcas brancas as duas
parns; levou camisa de algodaozioho, vestido de
dula rosa, panno fiao, e mais urna Irouia de roupa:
roaa-se a todas as anloridades poliea^^HBaniHes
de campo que a apprerendam e levem a seu senhor
Joao Leite de Aievedo. oa praca do Corpo Saoto o.
17, que receben! a gralificacao acin
Fugio oo dia 13 da setembro urna pre.
Ihada de nomo Herencia, de idade 28 30 annos
pouco mais ou menos, com falla de dentes ua trente' i
e urna oreiha rasgada ; quaodo fogio levou vestido
amarello, um panno da Costa, e am flaudres de aiei-
(e de carrapato : qualquer pessoa que a apprehen-
der leve-a ra da Guia n. 29, que ser generosa-
mente recompensada.
Desappareceu da rua'do Queimado u. 33, om
escravo de uoroe Paulo, c
alto, grosso do corpo, c lle b,^
um lalho em orna da U .imenl ~
cando fumo ; o dilo er oroprado aeTsT
Franeiseoi Antonio aia, btipd0 tg*
dina ser de um seu filho'do ensenho PsoCnmpri!
do ; levou camisa de madapolik. e eatoa de cor, e
chapeo, o qual escravo he basum. ladino to y
PH7. atn^"* """'"*""' polid.es eca-
zlr Vnllr.yfSV* aPPr"Wdam, queiraro fa-
".ro0pe5o,qX.d,,,eVar adM' "' ^-^ "-

t
matriz.
l.epVa.
Males das peroas.
dos peilos.
deolhos,
Mordedorasde rep
Picadura de raosqu
Putmoes.
(jueimadi
Sarna.
Supurases pulndas.
Tilma, eia qualquer par-
le fue seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figade.
das arliculares.
Veas toradas, oss aoda-
dasaaa pe-
da benga.
Vende-se este ungento no eslabelecimento seral
de l,ondres,n. 'U,Sliwt,t ni toja d os osbo-
Ivarios, droguistas e outra ocssom eocanndu de
HesV"ha "" AllWHe ** S*1
Vende-se a 800 reis cada bocel urna
instrucsao ero portuguez para eipH do de
fazer uso deste unguenlo.
O deposito geral he esa casa do Sr. Sonsa, phar-
maceutico, na raa da Cruz n. US, em Pernam-
buco.
AttEM.4 d\ nmm
EDWIN MAW, ESCRIPIX
SAS BRAGA & C, RCA
CHE N. 4i.
Tem para vender um |
ment de taixas, moendast
das para engenho,
he bem conhecida dos
nho desta provincia,,\
dasAfcgoas, desde qj
do mesmo labri^^H
Sis. Me. Calmont&
CHAROPE
1K)
BOSQUE
O nico deposito continua a sur na botica de Bar-
Iholomeu Fraacisco de Souza, n roa largada Bosa-
rio n. 36; garrafas grs ndes 5*500 e pequeuas 39080.
IMPORTANTE PA1A 0 PIBL1C0.
l'ara cura de phlisiea em todos os seas diflereutes
graos, quer inovada por conapasoes, t
ma. pleunz. escirros de saogoe
peilo, palpitacao no coraso, coqueluche, broochile
dor na garganta, e todas as'molestias dos oreaos nal- I
mooares.
Vendem-se dous pianos foi
Jacaranda construcefio vertical
todos os meihoramentos mais ro
tendo vindo no ultim
burgo: na ra da (
21.
As senhoras.de bom gosto.
Veudem-se indianas de seda de quadros recente-
mente cllagada, da garepa, muito proprias para
, l .enhor,, Por.seroollimo gosto : na toja
de M. ferreira de isa, aa raa da Cadeia do Rec;
i., ao virar para a Madre de Dos ; dao-se amostra*
com pennor.
Na ra do Vigario n. 19.
10 andar, tem para vender div<
ticas para piano, violo e flai
scjam.quadrilhas, valsas, redo
tickes, modinhas, tudo moderi
chegado do Rio de Jp-neiro.
NA RUA DO CRESPO
Loja n. 6 !
Vendem-se pecas de esguiao da algodo, muilu
Itua fazenda, peto preso de 39300 a peca, cenes d
cambraia de barra, bonitos padroes e muito boa fa-
zenda, pelo preso da 30080 0 corle, mantas para
grvala a 1JW00 cada uiua. .
t
rMi Typ.
DB M. F. DEFaRIA


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