Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00532


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXXI. N. 227.
%
Por S meses diantados 4,000.
Por 3 meses venados 4,500.

TERCA FEIRA i DE OUTUBRO OE 1855
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE
USGAOOS DA SBSCRIPCAO'.
Recite, o proprietorio M. F. de Fria ; Rio da Ja-
Pereira Martina; Babia, o Sr. D-
buprad ; Macei, o Seohor Claudino FdcAo Dias;
o Sentar Gervazio Viclor da Natvi-
Nital, oSr.JoaquIm Ignacio Pereira Jnior;
Sr. Antonio de Leraos Braga; Ceara, o Sr.
deOlivelra; MaranhAo o Sr. Joa-
i Rodrigues; Piauhy, o Sr. Domneos
:kiles Pe-o a Cearence ; Para, oSr. Jus-
) ; Amazonai, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
fobre Londres, a 27 3/4.
' Pars, 350 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
. Bio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Aeces do banco 30 0/0 de premio.
da companliia de Beberibe ao par,
' da eompanbia de seguros ao par.
Diseonto de lettras de 7 O por 0/0.
METAES.
Ouro.Ongas hespanholas* .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de00O. .
Praia.Pataedes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
29|000[Olinda, iodos os das
169000 Caruar, Bonito e Garntalas nos dias 1 e 15
16000|Villa-Be|la, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
9<">000JGoianna e Parahiba, segundas e sextas-feiws
l94|Victoria e Natal, as qninus-feiras
1940| PREAMAR DE MOJE,
19860|Primeiras9 horas a 18 minutos da manha
Runda as U horas a 42 minutos da tarde
\
eaca temo* declarado que a subscripcAo
l razo de 4 por quarlel so tem lugar
5 primeiro* dias da mesmo, e que passado este
do, deven *er paga a razao de .faino.
i Brasil rolha algoma do tormalo e im-
da nossa que cuete tilo poaco aquellas que
gnim; metano na Europa onde o? recursos .ao
o**, poneos **o aa que debaixo deste ponto de
trala Ihe podem aer comparadas.
obstante taso, temee aasignanles que sem at-
ieren! a Uo ponderosa consideracAo, sem .len-
lo que tezem com uosco um cnnlralo, ilo
nenio nao se poden honrosamente eti-
que de aossa parte desentendamos escru-
ten as obrigacftes que por elle eonlrahimos,
ata recasam-ae a salisfazer no lempo devido
quanlia a que alio obligados, nao tam-
1 mil pretextos para na pagarem depois
acrescimo ein que por incuria propria
meorreii. .
/* mandamos levar diariamente a nussa
> Iodo* que a assisnara, assim lambem
, quaiulo nao mandar trazer nos a im-
B'ias aasigoaluraa, como se praticn na
pelo manos satisfaze-la prumplameiile, do
cima fiea dito, apenas Ibes for apre-
Oiea o respectivo recibo, autorisando
para que o facam, caso nao sejam en-
* be desarrnzoado e al intuleravel
que mandemos procralos seis e mais ve-
ra poderreceber Uo ridicula quanlia.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, qnarlu e sabbados
Relacao, terras-feiras e sabbados
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* varadocivel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do eivel, quartas e sabbados ao meio dia
F.PIIF.MKRIDES.
Oulubro 2 Quarto minguante as 9 boras 24 mi-
nutos e 44 segundos da tarde
11 La nova a 1 hora, 3 minitot e
47 segundos da manha.
a 18 Quartoerescentea 1 hora, 17 mi-
nutos e 49 segundos da tarde.
a 25 La cheia as 5 horas, 6 minutos e
49 segundos da manha.
DAS DA SEMANA.
1 Segunda.S. Remigio b. S. Virissimo.
2 Terca. O Anjo Custodio ; S. Leodegario.
3 Quarta. S. Evaldo presb. : S. Candido m.
4 Quinta. S. Francisco de Asis ; S. Chrysrjo..
5 Sexta. Ss. Placido ab e Fiara irs. mm.
6 Sabbado. S. Brum fundador; S. Castro.
7 Domingo. 19. O SS. Bosario de Mara.; S.
Augusto presb.. ; Ss. Sergio e Bacho mm.
EXTERIOR.

v
4
f
Arg oatlMa.
*yres, 1. de selembro de IRV>.
RETROSPECTO MENSAL.
que o goverue linlia participaran de
os siasnorquoiros uyladoiem Montevideo tra-
n contra a tranquillidade desle paiz, e no
mez se r'ecrlieram noticias de que Flii-
cudrix. Lmela, fogo*, Pedro Rosas
Iros desses cabccilhas malfazejo* reprp-
rbero systema -Je Rosas, tiuliam em-
ilevido com direecAo a este Estado.
corren immediatamenle no puhli-
em geral, com o despre/o que ine-
tando-se geralmenle o de.ejo de que
ueiro desembarcadero elTectivameule,
chega*se para oHe* a hora do castigo a
a veces tem escapado por motivos que
proposito delalliar na presente revista,
anle o, o governo. uo dever de prepa-
) pira qaalqaer eventualidadr, chamou a scr-
i guarda nacional, ella acudi de-
l as seua quarleis. O general
o no me.mo dia para- o norte da cidade
re respeitavel afim de vigiar os pon-
i diaia devoren) desembarcar os mas
tes. Na imite do mesmo dia parti o chele
dea eam qualro lancha, canhoeiras hem
adu, na mesma direocao. O major t.arcia re-
para aprora|>ur os esquadres de ex-
cveme percorreu as roas e visilou
^^^panhado por urna Tarn escolla.
Bim o terreno, o por espern tran-
lcAo daqoelles novoa argonautas, e o
nto geral nlo fui pequeuo quaedo na
manhai tere nolicia de que no da anie-
rqueiros Flores, Basto-, Laprida e
' i> s ajudanles ae achavam na colonia
i os cavallos ensilhados pronsp-
I* Montevideo, para onde eram re-
meltktoc pelas antoridads daqoelle punto a apreats-
-> as 4a capitel.
eerto que es expedicionarios ealive-
amenle em rrante de Palerrao, roas que
a desembarcar.
mente desle luccesto, que nao passou
Jira qae os meaos escrupulosos desses
izeram aos seos cmplices mais abatla-
projeclos de desembarque, correspon-
O-toevavel lim de arrancar-lhcs
e ontas, para o que loi neeessaiio
tas,.que ao menos os liabilitassem a
ImIms qoe jUstilicassem o em-
liidw.
alado a 21, os mashorqtieirns
aeb por leuia CniSo, on
nhln que as autoridades | tomado medidas ledenles a
k> diruilo de a-\so fuito no seu
i eerto ponto, deye attribuir-
em que ulliinamcule se tem vis-
I trido aquella Estado.
!*les boatos eirculavam a davam atn
1, o paiz marcliava com regulari-
h negocios nao solrreu. a menor
* o despreto que inspiravam os ca-
Dea que havla na opioiao e bom
I deTapalqo.quc na nossa ultima ro-
itter dos ludios, por quom ti-
pouco antes da invasao de que en-
conseguido, fugir chegou
10 do passade, depl -de
ma marcha do poni de
vrii da Ventana, onde onde
I ata acampamento.
ni la por um Indio e sua mulher
sua fu-a. O cx-captivo annun-
yo que linlia revelQOps impor-
Indios, em consrquencia do
(delicias para proteger a fron-
alivas dos selvagens. Pouco
z chegoo felizmente capital, e
anunciaran) urna iuvasflo de
^^Hlram tomar Irezenlas rn
""i* 'I le Irinta cavallos.
i Mwlieas de Marlim Oarcia, an-
nana anterior Uvera logar una
guaruieflo all estacionada, que esla
(mandante, o capito Rodrguez, u-
tentativas dos amotinados, os
ziram em nBmero de 18 para a
lental. onde se diz que foram
iloridades, sappundo-se que os oito
:lwin escondidos nos montes da ilha.
tote e a olliclaUdade do vapor norlc-
Icano tPqter-H'ilch preslaram promplos e ettl-
auiilios ao referido offlcial commandanle da
gaarn:
lugar as elaic&es motivadas pela an-
inleriarmeiile se rlzeram em ju-
Ibo para pra eher slgumai va^as, sendo eleito se-
r
roLHETia.
- i
ROPOSTHDMO- *
Pf Mximo Da Caaap.
II
Sem dala.
:omo ja disse, os dez anuos que passei uo
foram dez anuos de lula continua, se vollo
aan.emente a asna poca de minlia vida |ie por-
que ella cierren sobre meu carcter urna influencia
destsli i sombro meu genio naturalmen-
te tr !, desgostou-me do traballiu qoerendo for^ar-
roe a ama-la, infnndio-me jversio aos homens pro-
vando-me que lodos os meninos eram levianos, inen-
rdes e maligno.
aesaoas que cultivaraassiduamenle a l-'lo-
lidas, os annos doo|legio repre-
s bello lempo da vida. Tenlio padeci-
n declaro qoe nunca Uve saudades
desses di < pasaados sem liberdad. sam familia, sem
i, e debal a da impJacavel invariabilidadede
nma r me, que ruge no mesmo tempo qui-
iiIipiiI 's differenles, eqoasi sempre appli-
cada poi um professor groeMro.
Nonc tive saudades dos corredores hmidos, dos
dormitorios fri, das salas ftidas, do rMeilbrio in-
fecto, dai cacadas gestea allomiadaspor lampcas co-
lierlos do fumara ; nuuca i i ve saudades das classes
immens?!, das breves racreafdes, nem mesmo dos
ios aos Campos Elyseos, donde voilavaiaos mu
tristes pnri|ne tinlismos vlslo mulheres formosas, cu-
i durante os lougos seres de
iuvern ve saudades disso, e conipre-.
hendo c o.! .mies a esta* Brandes
prlsr lie encarceranla sb pre-
lestodc eiperimenlei-o.
Ea eslava em opposicao syslematica e constante
lodo o regularaento. Revolucionario fogoso, co-
mo d-se as cmaras, su maditeva resistencia, re-
volta, llvramenlo e represalias; causava-me fi'is-
la a vertlgen de eaperanca o psa-
menlo ce que o collegln pjdia arder um dia, eu no
liona nenhumectiedade desses homens, que acensa-
va de tertararem-m* a mocWcde. Grave e serio por
temperirncnto. nao procurara dislraecXo s minhas
idea* n toco quediverliam meus collegas, viva
Vilo Diario n. 25.~~
nador o Ur. D. Irencn Prtela; e representantes I).
Jos M. Poss* e I). Flix Fras que obliveram a
maioria de 216 votos sobre a lista da opposicau, sen-
do de notar que em lodas a parochias cenlraes a
maioria foi immensa em favor da lista vencida, pois
naquellas em que estas exerceram algumas vigilan-
cia, como n parochia da Merced, por exemplo, es-
tes liveram 150 vol contra 45, e na ConeeicSo
148 contra l. O fado he que, ao passo que os ven-
cedores se retiravaj tranquillos a gozar do seu Ir
iimpho, loram sorprendidos pelos boatos que come-
rsram a correr de um xito adverso na apuradlo ge-
ral dos votos.
Tal he o resallado oblido, devido i oossa defei-
lunsa le de eleicoes, e falte da regolaridade e de
precinte que presiilem seralmente a ste acto entre
uo*.
No meio da mais profunda tranquillidade e ac-
cordo entre a imprema e a auloridade, temos sor-
prendidos pela .ippi-esenlarAo s cmaras de um fa-
moso projeclo de repressao da imprensa, como se
com este passo se quizesse apresenlar no exterior a
idea de que a anarchia e a desordem rsiuavam en-
tre mis, o que era fcil de presumir-se vista da
projectada expedicao da mashorca.
A presentado o projeclo, a cmara dos repri
sententes, com um lino e laclo que minio a hon-
ran, na sc-sAn de 20 adiou indefinidamente por 28
vol* contra 3, a discnsso do referido projeclo, de-
signando om tribunal de appellanto para osjuizes
da imprema, que na sessAo de K licou eslabelecido
da forma segointe :
Na 2. instancia dos juizo* de imprensa, presi-
dir o camarisla que tem a seu cargo a aleada mer-
cantil, a se este se adiar impedido, o juiz que esli-
ver de semana.
A 22, o governo apresenlou i assembla geral o
orcamento da despeza para o futuro anno de 1856,
que monta, sem incluir a de ambas as cmaras, a
somma de 67,467.430 peso*. A receila est calcu-
lada em O.OHS.tlOO pesos. A despeza he repartida
do modo seguiple :
Ministerio do interior, 17,397,020 pesos; rela-
coes exteriores, 807,840 pesos ; da fazenda,
17,350,117 pesos, e da guerra e marinhn, 31,921,944
pesos.
Apresenlou tambem as cmaras um projeclo de
lei sobre a crcarAo de bauco liypotecario.
As cmaras ocropam-se actualmente da discus-
sao desles projeclos.
A 13 fui sanccionailo. um projeclo autorisando o
governo a passar patente de invencAo, melliora-
inenlooii prnneira importaran, sem garanta daau-
riridade para a propriedade ou mrito do invento.
No sele mezes desle nntin tem enirado 8,000 e-
misrados no nosso porto. Amaior parte compoe-se
de Vascos, Francezes, Hespanbes e Saboiauos. A
emigraran ingiera e allemaa, que tanta aceitante
lera geralmenle entre mis, nao- se tem feito sentir
anda, sem duvida porque ignora a lacildade que
este paiz oflerere para fazerem-se essas pingues for-
tunas que estamos vendo reabsarem-se diariamente,
ssim como a ferlilidade do terreno, a benignidade
do clima e a abundancia e riqueza de suas prodoc-
Cftes. J Estado de Buenos-Ayres poder si de per
si rebeber um milliio de emigrantes, sem que este
numero pudesse em cousa alguma estrnlisar os re-
corsos que hoje oflerece com mAo prodiga e gene-
rosa aos emiaranles que ebegam aos nossos portes.
A ConfedcrarAu Argentina -poderia lambem por sua
parte rereber tres lanos mais de vmisranles sera
que o sen vslo terreno, suas rica* producc,oo< e os
mil metes com qoe prov- locidadn e riqueza, i
commodidade dos que vem pare o seu territorio,
entisserfi esgolar-se por este ausrpento de popula-
Sio. A explorante que acaba de .Sacr-M ilut rios
srinejo e Salado que se acharam com rapacliSarfe
para a navegaran vapor, sao oulros lanos cana,
que esl.lo perdendu hracjos emprehendedores e ha
hilantes industrioso* para as suas feriis margena.
Os coramematites nglezes que podem fazer chegai
estes dado* aonde nem crcutam nossos jornai
nem he fcil fazer chegar a nossa voz, fariara ben
em transmilli-los aos seus respectivos paizes, com
que pre-Uriam um servico aos seus compatriotas!
mente, c tem-se receios do futuro. A Franca, se
nAo he a primeira potencia militar, em todo caso he
urna das primeira* ;' a Inglaterra a primeira poten-
cia financeira da Europa-ambos esse* estados lem
a maior polenria marilima do mundo. Urna alliau-
i;a de I a es forras, por issu, deve a-sis inquietar os
estados vizinhos, e lia sohreludo nma possibilidade
que causa receios. Apezar da sua allianca contra a
Russia, os dous estados san independente* um do
oulro em quanlo as suas nutras relac,oes interna-
cionaes, e oada poderia por i**o impedir, que ao
mesmo tempo que ambo* os estados estn juntamen-
te faiendo a guerra a Russia, a Franca ou a Ingla-
terra comer nma guerra particular com nma ter-
ceira potencia, na qual o outro alliadn se conserve'
neutro. Se pois a Inglaterra inacessivel a Allema-
nlia por causa da sua posicao insular, provocasse des-
inielligeni'ias cora o* estados alleroies, de aecordo
secrete com a Franca, roas exteriormente por pro-
pria mAo ? Em todo o caso nos mo nos poderiamos
defender desse bloqueio ingles, porque a* esquadras
diminuas, que a Prussia e a Austria posuem, sii
serviriam para augmentar as presas da Inglaterra.
sivel, porque o que poderia haver de peior do que
sermos envolvidos n'uma guerra que nao nos ol e-
recendo ponto algom de agressAo ou a possibilidade
de um iuimigo accessivel, nos dsse os mais seosi-
veis golpes ? lia molivos para recejar urna guerra
to infausta como se diz, a Inglaterra lem a inlen-
cao de fortificar a ilha de Helgoland, e de all esla-
belecer um porto para navio*'de guerra do primei-
ra rlass. Vmc. saber que Helgoland lie urna pe-
quea ilha. perlencente Inglaterra, no mar do
norte em frente da tez dus rios Elba e Weser, ns
qoaes por isso domina inteiramente. L'ma fortilica-
eke dessa ilha so pode ser urna ameara contra a Al-
lemaiiha J presentemente a Inglaterra em Hel-
goland zumba da prohibir.) proclamada pelo* esta-
dos da Allemanha contra os alislamento* para a le-
giAo estrangeira, e ao mesmo lempo que lord Pal-
raerslon dedarou que o gabinete inglez se linlia a-
ch.-ulo movido d fazer cessar os alislamento* nos
Estados Unidos para nao dar motivo algum de quei -
xa ao gabinete de Washington, nos devemos soilrer
que o mesmo hoinem de estado deixou seguir a de-
clararan immediala, que os alistameulos na Allema-
nha iam continuar regularmente. A nossa neutra-
lizarle isso he verdade cada dia se terna mais
diflicil.
Em logar que debaixo dessas rirrumstancias Imea-
radoras, os nosso* gabinete* tralassem de obrar de
aecordo, continuara as nntigas'questoes da Austria e
da Prussia por meio de novas notas. Nada he mais
ineipli.avel do que a posicJIo da Austria. Ella rom-
pea de faca a sua allianca com as potencia* occi-
dentees, e apezar de ludo isso insiste em suslenla-la
diplomticamente. as conferencias de Vienna ella
fez a experiencia que nAo ser alr.incavel a paz eu-
ropea soh base do coohecido programma dos qualro
pontos, e com ludo quer ver esses nonios considera-
dos como a cousa mais sublime de loda a sabedori,i
poltica. .Nao contente com isso, ella exige com
grande urgencia que o resto da Allemanha adopte
tambem esaes .qualro punios, nao para puxar a es-
pacia por elles, porque ella mesma reduzio o seu
exercilo como bem se sabe e nae pensa em fazer a
guerra, teas nicamente para declararem-se favor
delles em olas diplomticas. Como se nao fosse
ridiculo declarar-se a favor de eundic.oes de paz, ao
mesmo lempo que nada se quer fazer para oble-las
por. terca em caso de necessidade. A* potencias oc-
cidenlaes lano como a Russia lomarao nota de
simples dedarares diplomticas, e quem quer fal-
lar e ser ouvido n'um confliclo no qual os canhOes
Vio os primeiros oradores, nAo deve fallar com notas
le papel, mas sim lambem com canhdes.
De outro modo a.gente se lorna ridicula por am-
s lados, porque musir que nao tem forja para
:er valer o oue qoer. A decisAo da Dieta allemAa
le -26 de jullio de que fallei na mnha ultima, pare-
ca havor poste um termo i exigencia da Austria
de que a Allemanha por amor aos seos qualro pon-
tos se tornass ridicula,e apparentemenle havia urna
nniao dosgaiiietes allemAes, quando
exercilo sobre Erzerum, e amearou es*e lugar du-
rante algn* dias. Porm lambem nada alcaneou,
e segundo as ultimas noticias o corpo Kusso retirou-
se d'alli.
Urna |>erda sensivel sffreram os Russos na Cri-
mea no dia 16 de agoste. J havia dias que os al-
ijados sabiam pelo* seus espas e da bocea de alguna
desertores que os Rasaos lindara lomado as suas me-
didas para um ataque contra o seu flanco ao longo
da Tschernaya.
Alera disso se sabia que o adversario linda sido
ronsideravelmente reforcado pela diecada de duas
divisoes. e sabia tambem por experiencia do seu
costme dedexar seguir o ataque tmniediatamenle
a chegada de tees reforcos.
Favorecidos por urna uevoa grossaos Russos eflec-
tuaram o seu ataque na madrugada do dia 16 de
oguslo. U primeiro ataque foi dirigido contra a
ala esquerda do.inimigo na posirfm da Tschernaya,
occapada pelos Sardos, cujas guardas avancadas\ re-
ceberam o iuimigo impetuoso com grande valor,
retirando-so depois sobre a mnrgem esquerda do rio
un.le se achava o seo corpo principal. Entretanto
De eerto. a^ nossaposicAohea mais desfavoravel pos- 'o* Francezes haviam sido atacados do lado direilo.
Os Russos alravessaram
mesmo que
fazendo-lhes conhecer as riquezas que aqui o* esf> nao fosse senAo exterior,
peram, e a mis pioporcionando-nos ess einigracJo-r Mas nada foi mais illusorio do que easa apparen-
emigrara.
que tanta Talla nos Taz, e que recebaramos com os
bracos aberlns. Os miucraes de Cordova e Cala-
marca, de que acabam de receber-se lAo lisongei-
ras milirias. abrem um novo incentivo aos miaeiros
a-Uahalhadores inglezes e alleinaa-, coja falta se
faz all sentir, notatiflmeiilc, e he por este motivo
que julgamos dever dirigir-nos positivamente ao
commerciautes dessas duas naeias. por seren os
seus lubitaiiies mais adequadiis para mprezaT~de*-
ta nalureza. {Nacional.)
Jornal do Commercio do /lio de Janeiro de 16 de
telembro de 1855.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNANBUGO.
Ilamburgn t de setembro.
Entre todos nsacontecimeuto* da ullma semana
o mais importante, sem duvida, foi a visita sla ranilla
da siiberba llrilaiinia em Paris. Realmente, o lem-
po em que vivemos lie rico em miUgres. De novo
um inemliro ila lamilla de NapoleAo sobe ao throno
da Franca, e a soberana do mais enraivecidn adver-
sario do .nili jo Napoleouiaino lie por elle hospedada,
com jul(ilo e enlhiisia'smo Tmpora mulantur el
no' muiaimir in illit '. De cerlo raras vezes se vio
um exemplo lAo palpavel dsse dito.
Nos gabinetes allemAes uAo se linda querido acre-
ditar al agora na sinceridad* da iteva entente eor-
diate entre a Fr.inr.i e a Inglaterra. Pareca nma
allianca nAo natural, essa allianca de duas nacoes
que se achavam separadas por um'rancor e odio na-
cional que dala de mais de om secute. Quando as
negiiciac-s de paz se achavam pendentes em Vien-
na, conlava-se na Allemanha quasi com certeza com
o rompineiito'da controverta dos interesses france-
zes e inglezes, e quando com ludo se" vio que o nau-
fragio dessas iipgoriares nAo tinha rompido a uniao
exterior da allianca, pensou-se explicar isso como
proveniente ouicaraeiite de urna cedeucia repugnan-
te da Inglaterra poderosa influencia do imperador
NapoleAo, e qoe a allianca conservada exteriormen-
te sencnbria urna mais profunda quebra interior
entre os adiados. Todas essas supposir;es foiam des-
mentidas pela visita da rainha Victoria, a qonl pro-
vou qoe a allianca enlre a Franca e Inglaterra, de-
pois de haver vencido as'crises das conferencias de
Vienna, se tornou mais intima do que jamis foi.
Na Allemanha se comprehende isso bem lensivel-
quasi solitario laucando o pensamenlo ao* esparos
longinqiius onde desrjava perder-me em liberdade.
Um dos raros discpulos com que communicava
assiduamenle. habitara outr'ora na Corsega, e falla-
va-nie muites vezes dos salteadores qoe condecora.
Bem como en, el,e aborrecta-se, e ancava amenle
por voltar a Sartene. A imaginarn dos meninos a-
panha teda a presa, a nossa nao achava difflculdade
em alravessar o Mediterrneo, e galopar entre os ar-
busto a as inonlanhas. Queramos na* feria* prxi-
ma fngir juntos para a Corsega, fazer-nos bandidos,
e viver nas brenhas dando caga aos carneiro* monto-
zes e aos soldados. Antes disso eu qnzera ficar em
ama fazenda perlencente i mnha mai, afim de.apa*-
centar os carneiros, deholhar o trigo, apenar os fe-
xe de feno e correr alegremente exposto ao sol. O
que devoiava-me era urna sede immoderada de in-
dependencia.
A el*s idea* que ja dispunham-me moilo pouco
a esludar bem, reonia-se um* atlracnte forte para as
obras luteranas. Eu inlroduzia no collegio e lia
vidamente todos os dramas, romances e poemas que
appareriam. A pen>Au que dava-me meo conseldo
de familia consuma -se nisso, nao obstuiile, mnha
curiosidad insaciavel punca ficava satisfeita. Eu
lambem cscrevia, e com que febrr, grande Dos !
Compuuhn urrt drama em um dia, um romance em
um* semana, um poema em um mez ; todos os meus
hroes eram verdadeiros monslros, a scena passava-
se invariavelmenle na media idade, raras vezes meus
desenlaces nAo eram phantaslicos.
Todo isso conseguir fazer-me nm pessimo disc-
pulo, eu linha-me lomarlo um cancro, bem como
dizem os seiihore* meslres na amenidade de sua lin-
guagem.
Fui lirado do primeiro collegio por ler sido nm
dia eapaucado por um ajudaule, eentrei em outro
na ra l.a II arpe, no qual nao seulia-me peior nem
ineldor. eixei este em circumslaocias asss ungu-
lares para serem referidas ; pois foi ahi que veio-me
pela primeira vez a idea de recorrer ao suicidio pa-
ra escapar da vida. Eu linda quinze annos e meio,
foi nos primearos dias de riezembro e durante a uni
de geometra, que houvo essa acontecimenlo.
Enlre os professores entarregados da ruda larefa
de instruir o* meninos, o mais odiado e atormentado
he sempre o de malhematlca. Com efleito, o profes-
sor de la lim que esta em relacfies diarias com os dis-
cpulos comegue seno diverti-los ao menos domi-
na-las ; mpoe-se, infunde temor, os meninos acos-
tumam-se a v-lo incessanlemenle e respeitam-nn.
O professor le histeria pode fcilmente dar cerlo al-
traclivo ao seu curso, e a necessidade de escrever
sempre o que elle dicta applca singularmente o*
cia I Logo no principio de agosto a Austria dirigi
urna nova ola circular aos estados allemAes,na qual
de novo voltou aos seus qualro pontos, exigindo qu"
n Diela allema os approvasse juntamente com ella.
A isso a Prussia responden igualmente por urna no-
la circular, expondo a iropropriedade da aceitante
do* dilos pontos, e neste momento a anliga briga'se
acha de novo na mais brilhanle florescencia. A gen-
te deve admirar se desla singular Allemanha, a qual
leudo llannibal ante portas le est dverlindo com
qusles vA.is e inuleis.
Para a Rutila o ultimo mez niio tem aido. muil.i
feliz. Tanto uo Bltico como na Crimea ella soflreu
perdiis semiyeis. Desde o dia 9 al ti de agoste, a
tsquadra adiada bombardeou Sweaborg, que se diz
o Gibraltar do norte, e lar ridicula que fosse a exa-
geraco do Monileur de Paris, que anuuncla o re-
sudado desse bombardeamento com as palavras :
Sweaborg acabou de existir, a perda de grandes ar-
inazens, eslaleirss e arsenaes incendiados pelo fogo
do iuimigo nao foram perda pequea para os Rus-
sos.* Porem o multado oblido foi lambem bem ca-
ro para os adiados, e nAo pode ser aproveitado se-
gundo os desejns dos seus almirantes. Alem do que
solfreram do fogo do iuimigo, o seu proprio fugo
formou defeiluosos os seus morteros, de mauelra
que se acharam obrigados a cessar o bambardeamen-
lo que ja durava 45 horas, e por mai* lempo conti-
nuado leria lalvez causado mais sensiveis perdas aos
Russos.
lima parlt dos barcos de morleires dos Inglezes
voltou para a Inglaterra logo depois do bombardea-
mente, e urna vez que j se mostra a m estacan no
Bltico, parece que por este auno nada mais se lia
de emprehender. Os barcos de mocteiros france-
zes. segundo dizem, provaram muito melbor do qoe
os Inglezes.
No theatro de guerra asitico, como se sabe, a
ceden da campanba Russa se concentra em frente
de Kars. As tropas que all se acham consistem
em maior parle de reg neolos irregulares tercos,
que fazom com ludo urna resistencia enrgica aos
ataques impetuosos do exercilo rosso commandado
pelo bravo e iiitelligenle general Murawie.
Elle general anda nAo pode atrancar qualquer re-
sollado de maior importancia. As ultimas noticias
que d'alli temo* sao de 7 de agosto, e ella* dizem
que um novo ataque dos Russos sobre Kars tinha
sute repellido no dia 4. Entretanto o general Mu-
rawiell. tambem mandou marchar urna parte do seu
desejos turbulentos. NAo acontece o mesmo ao pro-
fessor de mathemaliea. Os rapazes que destinam-se
s escolas espiciaes segiiem um ensino particular-
mente feito para elles, e s frequeotam as aulas or-
dinarias osquo estudam bellas ledra*. Quando o
professor de mathemaliea encontra-os, o que lem lu-
gar smente urna.vez n* semana, ehega nao s como
desconliecido, mas lambem como um inimign, prin-
cipalmente se exige que trabalhem. A aula de ma-
Ihematica he geralmenle considerada pelos discpulos
como instantes de liberdade, durante os quaes cada
um pode entregarse s oceupacoes prohibidas, que
sao de seu goslo.
Nesse anno nosso professor de geometra era seve-
ro, e purtia sem piedade aquelles que nao ouviam-
no a lientamente. As detenrAes e penitencias cahiam
como saraiva, para puni-lo desse grande crime cou-
vieraos em dar-lhe urna apupada. Era nm homem
de idade avanrada, sanguneo, apopltico, violento
onAo falte de espirite.
No dia marcado lodos loraaram um semblante
compungido para entrar na aula, e esperaran! em
silencio o momento de'coraecar.
Fui urna tempestada que rebentou sbitamente !
I 'mis, berros, matracas, assovios, relinchos, sinetas
e gnizos, rumore* de todo o genero, eanlos de loda a
sorte, grilos de loda a especie lancaram-se ao mesmo
tempo com um alarido inexprimivel. O professor
sallou em p e quiz fallar ; mas sua voz desappare-
cen no meio da malinada como nma barqoioha no
Ocano. Eslava louco de raiva, espumava e balia
co.n o p, o sangue allluia-lhe s face*, elle lemeu
suflocar-sp, pois arrancn a grvala. As vocifera-
rnos redobraram, ouvia-se grilar : Mais! mais!
Seos olhos scintillantes volviara-se nas rbitas como
atacado* de verligem e sem poderem fizar-** em
ninguem. I'm ou dous liuleiros, arma natural dos
esludanles, terara arremessarlos contra elle ; a ag-
gressAo lornava-se directa, ouviam-so j alguna gri-
tos : Pela janella pela janella .' quando um qvo
vigorosamente laucado quebruu-se no meio do rosto
do infeliz. Elle licon impassivel, empallideceu, e
deixando cabir a cabeni sobre o peto, pox-ee a
chorar.
0* meninos sao melhore* do qoe parecen); a dr
desse homem envergonhou-nos, o alarido foi diml-
nuindo pouco a pouco al que tornou-se um mur-
murio confuso. Recobrando a colera por essa appa-
reucia de submissAo, o professor exclamou :
Hei de (rata-ios como a negros !...
Nao nuvimos mais, a malinada recomecou com
maior violencia. Repentinamente a porta abrio-se,
o censor appareceu. O alarido cessou como por en-
cantamento, lodos guardaram o silencio, O profes-
, quasi
aneira,
a Tschernava em diversos
pontos, subiudo com grande impeluosidade a. ele-
vaces na niargem direila da I scliernaya. O com-
bale all foi o mai* rendido possivel, al que final-
mente os Russos abandonaran) a loa posc.Ao. Se-
gundo diiem a nrlilharia sarda se distingui ness*
occasiao. Depo* de 3 1|2 hora* de combale o prin-
cipa de (lorlachakofl. que commandava em pe-soa
venina impossibilidade rio everntar os seus planos
ordenou a retirada. O campo de hatalha lcou c-
berlo de morios e feridos. O numero de morios.
feridos e prisionero* *e diz ler sido de 5,000 homem
do lado dos Russos; enlre os unirte* houve 'tres ge-
neries, um dos qoaes o celebre general Kead. O
numero dos morios e feridos do lado dos adiados
nao foi m inferior, apezar de elles declararem
ter sido de 1,200.
Em consequeucia dessa batalha o imperador Na-
poleAo dirigi urna caria de couaratulanin ao gene-
ral Pelissier a qual causou grande sensar.lo. Nessa
caria o imperador diz com grande fiducia quo a
queda de Sebastopol era de esperar em breve que
os Russos de neuhiim modo se poderam sustentar
na Crimea durante o invern! ,
Em lodo ii caso a hatalha de 16 de agosto confir-
mnu a posirtte de Pelissier na qualidade de general
em chufe. Pnucos dias antes fallava-se da sua cha-
mada especialmente pelo motivo de Ihe fallar a ca-
pacidade de conservar a boa uniao com- o oolros
generaes em chele, que tao necessaria he. NAo se
sabe o que se deve acreditar, mi* notavel he qoe
Omer Pacha deixou a Crimea e foi para Conslanli-
nopla, d'ondeira para a Asia na qualidade de gene-
ral em che fe, c do mesmo modo se atlnbue a dissen-
soes com o general Pelissier a repentina partida pa-
ra a_Franca do seu antecessor no commando o gene-
ral Canfobert. Quando a rainha Victorja *e achava
em Pari* o general Canroberl j all eslava e foi
por ella recebido com a maior disidiente.
A rainha Ihe conferio a grite croz da. ordem de
Balh, urna honra feila igualmente a Omer Pacha o
ao general Pelissier.
Como j disse, com|os prosressos qne faz a iutimi-
dade da allianca auglo-franceza crescem os receios
das cunseqvencias venluaes da neutralidad/!'da Al-
lemanha. A DieU allemAa nao leve duvida alguma
de comecar as suas ferias de verti em principio de
agosto, ferias que devem durar at
sempre a Dieta allemaa tem. obrado*.
quando a posicAo da AllemnT**.-
O re da Prussia, o qual com
um tempo se achava ndisposlo, vi
saude para Polsdam, depois |de i
algumas semanas nas monlanha*
ludo parece que el-rer anda no
mente restabeiecido, porque ja sa
viageni nar.i o Rlicno. Enlretsnto
lim est descanciiudo, e j ha mu
tan profundo silencio do jueL
Talvez que a reahertiira da* cmaras
em novemoro, produza urna maior
as eventualidades da guerra oriental alo
perlarem a poltica allemaa da sua lelhargia.
Em 18 de agoste leve lugar na Austria c e>-
sao da concordata com, Roma. A sua pubh
nAo se pode esperar senAo depois da Iroca da*
peclivas ratilicaces. O qoe al agora se soube do
seu con leudo, he que foi feila de modo que em. Ro-
ma tero lodo o motivo para se acharen) salisfeilos.
Considerando a poltica al agora seguirla pela Aus-
tria, nAo se poda esperar outra snliicAo. lauto me-
nos no momento do.aerio conflicto enlre Roma e o P-
emoute, como ha bem sabido, a Austria acha a sua
influencia na Italia no apote que Ihe dan o* estados
pontificio*. Iliz-sc que o gabinete de Vienna havia
sido pedido pelo de Roma, de intervir nas differen-
eas com o Piemunte,e somente a posinte decidida da
Franca foi o inolivo que em Vieuoa recusaran) esse
pedido. A Franca considera a questo piemonteza-
romaua um negocio simplesmente interno, que ex-
clue toda e qualquer intervengo de urna lerceira
potencia.
Urna queslAo vital para a Austria, o melhora-
meulo das suas finannis, continua aoceupar a altea-
nte do miuistro da fazenda, do consellio de estado
e do imperador. Segundo dizem houve grandes e
vivas discusaoes, das quaes finalmente resoltou ac-
ccilai em-se alguna dos planos do nuil slru da fazenda
e especialmente aquellesqae se referem ao Banco
nacional que de novo ha de campear a fazer paga-
mente* em dindeiro. Esses plano* sao os seguiun-s :
O estado cede ao Banco propriedade* nacionaea no
importe de 150 milhe* de floriu* para assim com-
prir as sua* obrigarOes para com o mesmo, e o Ban-
co eraillir.i novas acees no valor de 20 mi limes de
florins, pagaveis em riVala. L'ma nova proposla, e
como se pensa ji approvada, se refero ao eslabele-
cimeulo de um Banco de hypotliecas.
Deve esse Banco ser eslabelecido com nm capital
elTeclivo.de 100 milhes de (lorias com a aulorissnte
de emitlir bilhelea de Banco, os qoaes serao a tres
mezes de dala, e devem sempre ser cobrados depois
desse termo.
Em lY'trtemberg foi disgolvida a Dieta por um
decreto real assaz serio. O motivo foi a proposla do
depulado Pfeiffer e consorte* de se reformar a Dieta
allemaa. A cmara dos depulado* approvou-a quasi
unnimemente, no que logo seguio a sua dissoluciio.
Segundo (odas as aparencial essa proposta de Pfei-
ITer vai ser apresenlada na* oolras cmara* da Alle-
ii-anha. Na de Hesse-Darmstadt j isso leve lugar,
prem quasi cerlc approvarao foi s impedida pelo
seu adiamento, e na Diela da Bavlera que nestes
dia* ser abena, o principe de Oetlinger- Wallers-
lein vai apresenlada a dita proposta.
Na llcste-eleitoral finalmente se ajuntou a Diela
novamente eleila, e na Sa.ronia as cmaras deste
anno lindaran) a* suas e*des.
' A colheila da Allemanha, segundo se v agora, nAo
he d medrares. Os vveres em toda perla tem
llegado a proco- elevados, e ha appareucias de om
Irisle invern com inuila miseria. Debaixo de oolras
crciimslancias a consequeucia disto seria urna gran-
de emigrante. Porem neste momento acontece o
contrario.
A emigrarn allema. qne quasi exclusivamente
se diriga paraos Estados Luidos, parou, porque o
estado de miseria que o emigrante all va+-wrcoutrar
he mui superior ao do proprio paiz. Tanto mais he
preciso dirigir a alienrAo geral sobre o Brasil. > un-
ca foi to propria a oceasio. A vonlade de emigrar
lalvez he mais forte anda do que antes, mas fallara
o* meio*. Que o Brasil aproveile-se dessa occasiao,
nflerecendn pagar, a dlTerenca entre as passagen*
para o Brasil c os Estados Unidospodera nesse
caso contar com loda a emigrarn da Allemanha.
tjuod [eli.r fanstumque sil '.
'in>lai
LONDRES.
9 de^ selembro.
Nos ltimos dias do mez de agosto de 1855 reali,
suu-se um dos mais notareis acontecimenlo* da 00-
lualidade : a visite da rainha o> Graa-Bretanha
ao imperador dos Francezes Se alguein, ha quaren-
la annos, eiiiiunciasse a futura realisanlo deste faci,
se alguem nsseverasse a possibilidade de orna fusAo
de interesses entre urna rainha de Inglaterra e i,m
monarcha francez da dynaitia do* Bonaparles, seria
lido de cerlo comu nm visionario, esuas palavras
loriara sido acnlbirtas como a expressAo de um de-
vnete impos-ivel de reali/ar-se.
Essa geral opiniao era enlAo bascada em urna se-
rie de fados, que lodos proeUmavam o antagonismo
las .las nace, as quaes, anida quando entre ellas
nao hoovesse oulros elementos de dissidencia, bs-
tenles linham nessa rivalidade tradiccinnal de tantos
seculos. Assim. poi*, foi preciso qoe apparecesse um
perigo commom, para que a animosidade nacional
dos dous pavos se neulralisasse ; foi preciso que um
monarcha poderoso auiearasse a Europa e a civili-
sa^Ao, para que as duas potencias rivaes celebrassem
essa allianca esqoece*sem os anligos odios qoe as
separavam,
A allianca da I rain; i com a Inglaterra nao lie,
pois, urna uui.te espontanea ; he um mutuo acrr-
do, lidio da refiexo e solicitado petes interesses das
duas potencias. Hoje as esquadras da Franca e da
Inglaterra combatem conectivamente contra o iui-
migo commum ; os soldados da* duas nacoes pele-
jam do mesmo lado ; mas quem pode garantir a per-
manencia desse estado de cousa* I Qoem pode pre-
ver o termo de tu dura,cAo "' Duas potencias tan im-
prtenles, cada urna das quaes lem ennsciencia .le
poder arroslar a oulaja^iodem mui fcilmente des-
pertar o anligo anlwgonismo. Para assjm succeder
bastar qualquer que-lio de pundonor, qualquer im-
prevista emergencia, que possa ollender orna ou ou-
Ira su-eppiiliiti larle exagerada.
Entretanto essa allianca acaba de receber Urna
solemne consagranio. O imperador Napoleau tinha
recebido um grandioso ncolhimento nesla capitel. .1
Inglaterra liospe.ter* com Vivas e acclamacoe* o *o-
brmho do desterrado de Santa Helena ; a Franca
nao quiz ser menos generosa, c receben com es-
plendida ovacAn a descendente e derdeira dos mo-
narcha', que encarceraram em Sania Helena osen
primeiro imperador.
A rainha Victoria deixou a residencia de Osborne
no dia 18 de agosto. A sua visita ao imperador Na-
poleAo nao era um simples acto de cortezia enlre
lestes coroadas ; linda um lim polilicjrerr deslina-
da a consagrar peranle o povu francez & admira
que une os dous soberanos. Assim, pois, S. M. Bri-
'annica levou em sua companhia o herojro.do thro-
no, a princeza primognita, e urna brilhanle comi-
tiva dos personagens mais graduados da sua corle.
Entre elles figurava o duque de Wellingtnn. lidio e
suecesser do vencedor de Waterloo. Olanlas amar-
gas recordantes devra despertar o nome de um
WeHington enlre os festejos e receptes da corle de
um Bonaparle .'
O imperador NapoleAo veio esperar a sua adiada
no porte de desembarque. A rainha chegou Bolo-
nha s 2 horas da tarde, e logo seguio a fazer a sua
entrada em Paris. A capital da Franca linda-so a-
dornado com o maior esplendor para receber a rai-
nha da Inglaterra. Toda a riitedc esteva embande-
rada, e como em om dia de regosijo nacional. Mui-
tos arcos de trinmplio orna vara as ras que o corle-
jo linda de alravessar ; a guarda nacional e a tropa
de linda formavam alas ato o paco de SL Cteud on-
de a rainha devia ser hospedada, e por toda a parle,
dorante esse tengo trajelo, o povo acolhia com fer-
vorosos vivas a augusla adiada do seo imperador.
A familia real de Inglaterra demoron-se em Pa-
rs oilo das ; dorante esse lempo a imprensa ingle-
za publicava minuciosamente todas as feslas e es-
plendores com que a I ranea solemnisava a visite de
S. Magostada ; lal era o inters* com gue aqui em
Londres se liam tedas essas rlescripcoes, que quasi
pile dizer-se que, no decurso desse* oilo dias, o es-
pirito publico esqueceu as grandes questoes de po-
ltica exlerna, que coslumam preoccupa-lo em po-
cas normaes.
O programma do* passeios e excurses, que se li-
nda adaptado, abrangia a visita de lodos os monu-
mentos c curiosidades de Pari. A' excepcao dos
duus domingos que a rainha passou em Pars, e que
foram desuados ao recolhmenlo tao severamente
recnmmendado pela igreja anglicana, soas magesla-
des tiyeram lodos os seus momentos empregados. O
palacio da exposinto universal foi duas vezes visita-
do. Luiz NapoleAo percorreu com os seus hospedes
as novas conslrucrdes, que tente embellezam o Pa-
ria de 1855 ; assislio com elles a urna representante
no llieatru da opera franceza, ollereceu-lhes urna
revista militar de 50,000 horneas, e obseqaiou-os
com festejos e recepees, dos qoaes, dizem os jer-
nae* inglezes, s ae poderia adiar exemplo uas mag-
nificencias do famoso reinado de Luiz XIV.
A cmara municipal sla Pars quiz render um tri-
buto de. homenagem rainha da Graa-Brelanha,
convidando-a a um baile inonuiueulal oo rico e elq;
gante palacio da municipalidade. Esla funecao re-
presenlava a hospdalidade do povo parisiense, e
era ajusta relrihunlo do banquete que o lord mii-
re de Londres deu ao imperador NapoleAo e ira-
peratriz Eugenia em abril desle anno.
sor alimpava o rosto com man tremola, o censor lan-
cava-nos um olhsr terrivel ; seis criados achavam-
se alrasdelle.
Todo* em p disse o censor.
Todos levaalaram-se, cruzarara os Jjreos e liraram
immnveis.
Daremos um castigo exemplar, tornou o cen-
sor ; quem sao os culpados '.'
Todos, exclamou o professor fazendo um ges-
to circular com a mo.
A aula inleira ser privada de sahir durante
doos mezes, disse o censor com voz agitada pela e-
moeao ; mas emfim sessenta discpulos n3o entrara
assim em ataque de epilepsia sem qoe leuda havido
urna causa. Ilove conspirarn ; quem foram os
motores '
O terreno banco dislinguio-se pelas suas vo-
ciferaees, responden o Infeliz malhemalicu.
Todos os alumnos do lerceiro banco saiam,
conlinuou o censor ; serilo conduzidns s prises.
Eu fazia parle do lerceiro banco, o qual com eflei-
to distinguira-sc por uivos de canibaes. Eramos no-
ve .1 o* seis criados rodearara-noa, o censor poz-se
na retaguarda ; s.ihinins murnuiraiidn como sempre:
c He ama injuslira a Atravrssmos o paleo, su-
bimos aete andares, om dos criados abri urna porta
goarnecida de ferrolhos, cada um de mis foi metlido
em um quarto separado. Era urna sexta-feira, as
ir* horas.
Para intellgencia do qoe vai segoir-ie couvtn
collocar aqui urna breve drsrriprAo do qoe eram as
pri*oes.
Urna sala grande fora dividida por urna parede :
urna da* meladas formava urna especie de corredor
onde conservava-se o criado encarregado de vigiar
os condemnados, a outra fra repartida em oilo
quarlinhos fechados por portas de carvalho, na*
quaes havia um postigo qoe permittiaao guanta exa-
minar sua pliaolasia a conducta e o trabadlo dos
alumnos. L'ma laboa apoiada parede formava a
raes, e alravessava lodo* os quartos ; urna roda da
madeira lixa sobre urna barra da ferro immovel ser-
via de ausente ; i parede havia uro crucifixo peque-
no; a claridade viuda de cima por urna claraboia. Es-
sa* prisoes linham sido consiruidas ltimamente,
ainda estovan) hmidas, e fazia ahi milito fro.
Meo primeiro cuidado foi examinar silentemente
mnha prisSo.afim de reconhecer os meio* qoe da
podia oflerecer-me para escapar do enfado. Rco-
nheci logo qu* havia urna feeda muilu estrella em
cada urna das paredes lateraes no lugar em que a
laboa que servia da mesa' passava para fazer o mes-
rao offlcio no* oolros quartos ; de sorte que dando
ao papel urna forma tenga, ertreila e delgada, po-
damos, mellendo-u por essa fenda, communicur com
os vizinhos. No fim de dez minutos eslavamos por
por esse meioem correspondencia qns com os oulros.
A'ioilo horas e mei.i da noite abrio-se a porta,
gandamos o dormitorio.
No dia aeguinte, sabbado, s cinco horas e meia.
temos chamados e recoudozidos a prisiio. lio intil
dizer que eslavamos a pao e agua ; lindamos de co-
Ciar mil e oitecenlos versos de Virgilio, larefa em-
riilorediira e tola, qoe nada ensilla, nem deixa no
cerebro, pois a gente acosluma-se a faz-la machi-
nalmente, conversando ao mesmo lempo com suas
proprias ideas. Como navespera, ficamos na priao
al oilo dora* e meia.
O domiogo passou-se da mesma orle ; mas sup-
porlavamos alegremente nosso capliveiro ; apenas
terminav araos a penitencia, entregavamo-nos a cor-
respondencia de qoe eu adiara a segredo ; e alera
diste pensavamos_que dous dias e meio de prisAo
eram urna expiaran sufllcieule para urna falla com-
metlida em companhia de tanto* oulros, e que come-
cariamos a semana seguinle em liberdade ; engana-
vamo-nos, pois, seguoda-feirn s cinco horas e om
quarlo da manda* temos edamados pelo criado qoe
honravamos com o titulo de carcereiro.
Nosso espante foi grande, um relmpago de cole-
ra bridion em nossos olhos ; lodavia sahimos. O co-
rarao palpitava-me sem que eu soobesse porque,como
approximacAo de algum grande acontecimenlo.
Quando edegnmos a um dos largos corredores que a
paluda claridade das candeias suspensas a parede
deixava em meia esenridao, um concert de maldi-
cOes rom pe u em voz baixa !'
He urna njuslca
He urna infamia I
(Juero escrever a meu pai, nAo qoero ficar mais
aqui, preliro ser grumete.
Alm disto faz um fri horrivel l em cima no
mez da dezembro, nao ha fogo !
laso he insupporlavel nAo ricemos nada mais
qu* os oolros 1
Eu la adianto ouvndo sem dizer nada : urna cole-
ra furiosa aloriiientava-me o coracAo.
Qoe pensas a esse respeite, Joao Marcos 1 per-
guntou-me um de meus collegas.
Pens que voss* *3o mUeraveis se supporla-
rem isso, pens que basta de soflrer essa lyraunia
absurda, pens que devemos fugir custe'o que
cusa r 1
Sim ; mas como ?
O postigo de nmsa porta lie asss largo para dar
passagem co nosso braco, o qual he asss longo para
alcancar o ferrolho e abrir ; somos nove, catiremos
obre o criado que nos guarda, ala-lo-hmos, acai-
-. Os correspondentes das toldas inglezas exallam
com o maior enldusiaimo o* esplendore* e magnifi-
cencias que presidiram u lodos os festejo* da visite
da rainha. O palacio de Verialbea nao he hoje ha-
hilado pelos soberanos da Franca. Convertido por
Luiz Philippe 6m ama exposico de estatuas a qua-
dro* historeos, raras vezes lem servido para fune-
raies desta nalureza ; mas o imperador quiz mostrar
as grandezas donligo palacio i rainhs. e deo-lde
urna esplendida fonente nos sale* do vasto monu-
mento.
O imperador NapoleAo prza os faustos e a* mag-
nificencias. No imperador dos Francezes essa ten-
dencia he urna especie de rrenr poltica. Enlende
elle que um dos meios de governar consiste em dea-
luiiilirar o povo com o espectculo de sumpluosas
pompas a apparatoto* festejos. Este principio pol-
tico de governo j tinha sido simholisado na* lem-
po* do autigo imperio romano pela expreaeo : Pa-
ne ni el circenses.
No dia 27 de agosto, a rainha. o principe Alber-
to, o principe de Galles e a princeza real, deixaram
a capital da Franca. O imperador acompanhou o*
seus hospedes al Bolouha, pausando anda, em hon-
ra delles, urna revista as trapas reunidas oo campo
de manobras de Si. Omer. A rainha Victoria ctegou
a Osborne no mesmo dia.
Duraute a Sua estada em Franca, a rainha encon-
trn por toda a parte as mais lisongeiras prova* de
adhesAn. A sua viagem foi urna verdadeira ovacAo.
Ajolgar pelo que se tem publicado nas toldas pe-
ridica* desta capital, nanea esteveem Paris monar-
cha que tao acolhido e festejado fosee. Verdade lie,
que be a primeira vez que um soberano ing'ez vai
visitar o monarcha francez na sna capital. Ilenri-
que VIII visitn a Francisco I em 1520, porm a
entrevista dos dous monarcha* leve logar nas viohan-
ca* de Unten ha. Jacqaes II esteve em Pari*, e em
Pars fallecen no reinado de Luiz XIV ; porm, a
dynastiados Sluarls tinha-se viste obrigada a ceder o
passo i que Ihe succedeu e que anda hoje reina ;
quando Jacques II esteve em Pars, era re s de no-
me, tinha perdido a coroa qoe nunca mais poza ca-
bera.
O parlamente encerrou as suss sesadas no dia 14
de agoste. A rainha nSo assislio ceremonia, e o
discurso do encerramenln foi lido pete lord chancel-
ler em nome da commissAo real.
Nos governo* representativos o* discursos da co-
roa peranle a representante nacional coslumam ser
pouco significad vus. O ministerio ordinariamente
exprime o pensamenlo do chefe do estado emjermo*
genricos, eropregando de preferencia o* qae menos
possam preslar-se aos ataques da opposicAo. No*
liscurso* de encerramenln o interesse costoma, ainda
mais do que nos primeiros, ser neoluim. Ein In-
glaterra sao esses discursos de encerramelo nma
simples parapdrase dos Irabaldos da sessSo. Atsio
foi o com que a rainha Victoria encerrou a sessAo de
1855. O nico' lopico dessa falla que oflerece al-
gum inleresehe o em que se trate do rompimenlo.
das negoriacOe* diplomticas da conferencia de Vien-
na. As palavras do discurso real relativas a este ob-
jeclo exprimera a firme inlenco, em que e*l o go-
verno, de proseguir na guerra com toda a energa.
As cipresales de que S. M. ervio-se sao : proseguir
na guerra com lodo o rigor possirel.
Mudo importante foi a sessAo que no dial i en-
cerrou os seus Irabaldos ; grandes questoes politices
nella se debaleram ; a voz dos representantes da
nac-Ao apeuu do poder um ministerio, composto dos
mais Ilustre- estadistas da Inglaterra, e obrigou a
lord John Rus se dos en useldes da coroa por daver dado prova* de
inconsistencia poltica, prufessando urna opioiao co-
mo embaixador em Vieona, c oulrs como memoro
do gabinete.
Entre as medidas legislativas adoptadas nesla ses-
sAo figurara : n bil tendente a melhorar a adminis-
trante da melropole ; o qae aboli o imposte do sel-
te nos jornaes, e o quecoosagrou o principio de rec-
ponsabiliilade limtala em materia de associa-
^ao.
Bem poucas foram ella, porque a sessAo oceupou-
se em grande* debales polticos, e manifasteu um
espirito deopposintoacinlesa.por ventura hecteroge-
nea com as Iradir-Ses do svstema representa-
tivo.
As grandes medida* polticas adoptadas nodecorso
da quesiao foram : a autorisacao de destacar a mi-
licia para fra do reino ; a permissAo de organisar
legmes eslraugeiru ; a nomearAo de ama commis-
sAo de inquerilorelaUvaaosdesaslresoccorridos em
Sebastopol e a desorganisanto do commissariado do
exordio, e finalmente o bil relativo ao emprestimo
torco. As negociables da conferencia de Vienna de-
r*m Umhem lugar c debales calorosos, dos qoaes j
tive occasiao de dar conla em minhas cartas ante-
riores.
Depois de encerrada a *ess3o, o movimenlo polti-
co cahio no placido letargo que de ordinario carac-
terisa os intervallos de sesso. He urna especie de
reaccao da indolencia que accommette o espirite pu-
blico depois da superabundancia de vitalidade des-
pendida emquanlo o parlamente funrcinna. Tem
havido desde enlAo apenas alguns perdido* echo
das nllimas aguaciles parlamentares, algumas ex-
plicarps enlre represntenles e eleiteres, destilui-
das do menor vislumbre de ulerease. Desse genero
he a constante reprodunlo das dissidencias enlre
sir Napier.o almirante que commandava a esquadra
do Balliro o anuo pastado, e sr James Uraham o
minislroda marinha de ento.
Porem. se o espirite publico nAo se revela por
modo ostensivo, conhece-se entretente qne lavra
em loda a oacao urna impresslo de descooteotamen-
lo pelo que respeite s operaroe* da guerra. O povo
irrita-se iostinclivamenle contra a lenlidao com qoe
as cousas se desenvolvem ; anlolda-se como ama
calamidade a conlinuacSo desse estado de incerte-
za, cujo resudarlo de a prolongarn da guerra, qae
he sempream granda mal para una nacjte coramer-
ciante como he a Inglaterra.
Quando encerrou-se o parlamento comecava a for-
mal-se um partido da'paz.qoe rapidamenteia avul-
taudo e ganhando proslitos. Mr. Cobden seria o
chefe nato desse partido, porem a elle leria talvez
de aggregar-se nm penonagem poltico a qoem Mr.
Cobden ver-se-haobrigado a ceder a primazia. Es-
te partido da paz ainda eslava em emhriAo ao en-
cerrar-se o parlamente, porm vai lomando feicors
mais distinclas, e mailn provavel he quena prxima
reunan da representacao nacional esteja organisado
e cont bastante numero de proslitos par* pesar aa
balanza de urna cmara, j tao fraccionada em gru-
pos dissideules.
Par oulro lado, lord Palmerston perda terreno
ma-lo-hemos, mala-lo-hemos, se preciso fdr, e de-
pois saldremos confiando em Dos 1
A que horas ?
Sobamos e entremos nos nossos quartos La
trocaremos bilhetes para concordarmos em ludo. Es-
tais bem decididos 1
Sim, sim !
Pois bem, confu m mim, viva a liberdade !
Fi'esque nAo sendo Anca o orgulho de conspira-
dor que embriagou-me nesse momento. Todos o*
companbeiros linham-me aperlado a man em silen-
cio, eu dizia comigo: Respondo por elles porque son
sen chefe, coragem prodencia antes morrer do
que renunciar ao meu projeclo I
Apenas enlrei na prisAo, comecei a reflectir no
meu plano, a ponderar todas as eventualidades e a
meditar seriamente na ccrao que ia commerter.
Convinha : Io, abrir a porta ; 2. apoderar-se do
guarda ; 3o, ir buscar chapeos no dormitorio, afim
de poder sahir a ra ; 4, descer sete andares sem
encontrar ninguem ; 5, engaar a vigilancia do por
teiro principal ou sugeila-lo afim'de fugir du col-
legio.
Eramos nove, numero sgfflcienle para paralysar
o guarda, mas muito grande para nao dispertar a at-
tencAo uas escarias. He verdade qae ea eoolava com
algumas deserces, e nao posso deixar de sorrir ago-
ra lembrando-me da seriedade com que dizia-me :
Ah I conbecn os homens, pete menos metade me
abandonar i> Euconhecia-os ainda raudo mal como
se ver brevemente.
Quebr! um lapis na cbarneira do postigo afim de
que nao podesse ssr fechado exteriormente, e enlrei
logo em communlcacAo com os companbeiros.
Cada um eipoz-me seu plano particular ; lodos
estn dispostos a escolher o meio dia para a hora de
nossa fgida, porque nesse mrcente todos os Habi-
tantes do collegio, discpulos, servos, ajudanle-, es-
tilo necupados no janter. Propuz .adiantos esse ins-
tante e fugir s dez lloras precisas afim de poder-
iiios confundir-nos com os alumnos externo* que sa-
biam, a islo foi adoptado unnimemente.
Eram quasi sete horas a meia da machia ; pen-
sando nas probabilidades boas ou ms da nossa ten-
tativa, fie a observacao de que nao convinha dar aos
meus collegas mullo tempo para refleelirem ; sua
resoloeao eslava fresca e era imprudencia dtxa-la
resfriar-*e ; lomei pois um ultima partido, e escre-
vi urna ola pouco mais ou menos assfm conce-
bida :
i Releva obrar quanlo antes; saniremos s oilo
horas e um quarlo. Nease momento os discpulos
esiao na* aulas, os ajudanle* eslAo ausentes, e os ser-
vo* varrem os aposentes. Todos devem estar promp-
v ir-ee-lhe allenoando essa popularidade que an-
da ha bem pouco tempo o proclaraava como ho-
mem indispensavel da sitnacAo, e o nico que po-
deria salisfazer ao* redamo* da opioiao publica. O
joroalism* motra-se tambera descontente. O Trines
prev como nma calamidade terem as forja* adia-
das de paasar segundo invern em frente de Sebas-
topol. Diz-se qoe o Ihealro da guerra ser transpor-
tado para ootro ponte da Russia, o qual mai* volno-
ravel seja do qoe a inexpugnavel fortaleza, qu tao
alorada resistencia tem epposto ao* alliadoa.
Nae devo deixar aera menco um grande meeting
celebrado em Derby, no qoal se veolilou a questo
da restaurarlo da Polonia. A copeluso volada fot i
que se Iralasse de restaurar o reino da Polonia,
rehabilitando a soberana da narao e o* direilo* dos
seus habitante*, deixando-se porem a exclusiva com-
petencia delles, o decidirem o modo porque que-
riam ser governados, e o escolderem a sua .forma de
governo.
Esta tendencia do povo inglez em favor da Polo-
nia j lem sido objeelo de algumas propostas apre-
senlada* no parlamento, as qoaes a governo lem
sempre Iludido..
Em orna da* ultimas sesaoe* do parlamento lord
John Russel pronunciou-se vigorosamente contra o
syatema goveroativo ltimamente adoptado pe
de aples nos seas estados, syslema que o nobre
lord qualifieoo de degradante, e contrario a todos
os principios moraes e humanitarios. Alguns mem-
bro, que oraram neste mesmo sentido, deixaram
entrever a conveniencia de dar-ce aa re de Sarde-
nha a rniesAo do promover a generalisacAo das ideas
lideraes nos diversos estado* ia pennsula i lal i
No decurso do mez pascado a guerra apre*enteu
doos notareis Iriumplios dos adiados contra os Ras-
sos ; um no Bltico, outro na Crin
A esquadra anglo-franceza bombardeou o porto
de Sweaborg na casia de Finlandia, incendiando e
deslrnindo os deposito* de plvora, a grandes cr-
mazens de vveres e manteses que a Rossia tinha
nesse importante estabelecimento militar. Sweaborg
he nma formidavrl fortaleza, um porto militar ex-
cedente por sua posicao, e que he por assim dizer
senlinella avanrada qoe guarda a entrada de llel-
singfors. A victoria dos alliadoa foi completa e a
perda do inimigo mai anillada. O* Russos tiveram
2,000 homens fra de combate.
Depois deste brilhanle Iriomphe, as esquadras ti-
veram de abandonar o ancoradouro em que estacio-
na vam vista de Cronsladl. O esto he di
la durante no mar do Norte ; os tempo
ram a esquadra a largar das vizinha
tadl, e muito breve toda a torra naval da
da Inglaterra lera da rerolher-se do B
amor da iraminencia do invern. Os qunsi nenhuns
resudados da earapaoha do Bltico este auno Me de
contribuir a mais irritar a geral impaciei
No dia 16 de agosto a* trepa* adiada* gacharam
nma grande batalha Os margena do Tchernaya. Os
Sardos fjzeram prodigio* de valor. Foi urna bata-
lha campal. Sessenta mil Rosso* com muito aval-
lara e arlilhana atacaran) toda a linha do* adiados.
Estes, posto qae em numere muito inferior, poi*
eram apenas 17,000, conseguirn) r Roe-
sos, que tiveram grande* perda* de morios, feridos
e prisiooeiroa. Q principe OortaenakolT commanda-
va o ataque, e por ahi se pode avadar a importan-
cia qoe as forjas do czar davam a eam tentativa e
as esperanzas qoe nella depasilavam. Foi para o*
adiado* urna vieloria Uo importante, como a de
Inkeraaan.
Espera-se a cada pansa a noticia de grande* acon-
tecimenlos na Crimea. A* obras avanzadas das si-
tiados contra a torre de Malakoff ja eslAo a mni pe-
quena distancia das lindas rusCas; o combate lem
de ser quasi braco a braco. Conato qae a guarni-
lo de Sebastopol acba-se no maior apuro de penu-
ria ; a epidemia e a fome ja fazem grande numero
de viclimat no interior da pra$a ; presnme-se que a
guarniente rosca ver-se-ta obrigada a render-se. O
adiado*, pelo contrario, ahundam de toda a quali-
dade de recursos, qoe recebem todos os dias pelo ca-
miuho de ferro de Balaklava.
At ha bem pouco lempo nulriram-se grandes re-
ceios pela irle do exercilo toreo que opera na fron-
teira d' Asia, e que se via perseguido pelos Russos em -
Kr* e Erzeronm; mas as noticias ltimamente che-
gada* desse ponto sao mai* animadora*. O sollao
decidi maudar em soccorro do* ara* soldados Ornar
l'adia' acompavihado de ama brea nmeros,
generalissimu turco ja deve estar em viagem para
aquelle ponto do Ihealro das hostilidades. A sua
presenca o o prestigio do seu nome ho de alentar a
coragem das Iropas torcas de Car* e de Erterooro.
PARS.
7 de selembro.
Foi oras tenga *erie de feslas, a visita da rainha
de Inglaterra a esla capitel, e nosca populante Un
inquiete. Uo agitada e Uo combatida anda hoje
pelas deas demaggica*, foi como transformarla pela
grandeza do espectculo, e n3o perturbou om s
matante esla pomposa manifestarlo ; pelo contrari,
todas as vece* que a rainha Victoria molrou-
publico, foi recebida pelas accIamacOes sympatl
da moltidao.
A rainha fez randas visite* a exposinte universal ;
assislio a um baUe magnfico que Ihe deu o corpo
municipal de Paris. oulro baile Ihe foi oflerarido pelo
imperador los esplendido* salos do palacio Vers-
tiles, cujo immenso parque eslava Iluminado. Ella
foi alternadamente ao Ihealro e a opera cmica ; fui
ver no caslello de San-Germano o turnlo de Jacques
II, o ultimo dos Sluarls cornado,e, o qoe he lalvez o
acto mais ignificativo de sua viagem, deccen aos
subterrneos do edificio dos Invlidos para eajoelhar
dianle do (amalo de Napoleao I, como para teste-
mondar loda sna sympalhia pelo* bravos Francezes
qae combatem na Crimea ; passou em revisl.
lado do imperador, a 40,000 do* nossos toldado* re-
unidos no campo de Marte. Todo islo ce faz com
muila urbanidade, e nao obstante a fadiga que
impiinliam lodos os promenores deste programm
ninda esleve constantemente radiante e ctea de
greca.
Sua partida, fizada para* o dia 27, foi ama i
ovacao ; ella dirigio-se ao embarcadouro da camindo
de ferro em um dia esplendido e no meio das andas
de urna populacho numeravel. J em um carro de
gala e lodo relxenle de ouro, toado a sen ledo oca
ulna e diante delta o imperador a o principe Alber-
to. O* viva* saodarara por toda parle a sua passa-
gem, e ella leve de deixar Par* com a mal* viva sa-
tistecAo das recepfoes que all leve. Em testema-
nho de su* sympalhia mandn levar por seu Ihcceo-
los. A* portas serao aberlas segundo concordamos.
Como he indispensavel saber coro quera podes,) con-
tar, lodos aquelle* que quizerera seriamente fugir
assignarAo este pipe!, o qual me ser reenviado.
Esta nola percorreu todos os quartos, e voltou-me
coberla da assignalora de todo* os prisoneiros,
Restava-me anda meia hora I antes do momento
definitivamente' marcado para a aceflo. Escrevi a
ama velha lia qoe fazia-me sahir quando por acaso
eu nio estova retido, e a qoem minhas travesearas
alfligiam muila* vezes ; expliquei-lhe rainha pstelo
e o* motivo* que determinavam-me, padindo-lha ao
mesmo lempo que perdoasse-me a pea queja cau-
sar-lhe.** Disse-lbe qae rainha resol urjo era inaba-
lavel. e que ea iris i sua casa apena* tivesse abriga-
do meus companbeiros. aos qoaes me devia exclusi-
vamente, vicio que erasen chefe. Termine! com este
pdrase qu* resenta-e talvez muito do curco de his-
toria ronian a que eu frequenlava entio': Quando
urna tyrannia violenta pesa cobre um homem, elle
tem o direilo de empregsr todo* o* meios para es-
capar-lhe.
Escripia esto caria, lacrei-a, e metti-a no bolso
afim de lanca-la nocorreio logo que sahisse ; depois
esperei. O tempo parecia-me ioogo, o
pitava-me forlemente.
O' Senhor 1 Senhor { lu qae padecesle como
n*, e por nos, livra-me,e soccorre-me na obra san-
ia que voo emprehender, dizia ea em voz baixa con-
templando o crucifixo de irainda priso.
Era a primeira eccao seria qne ia (azar, e embo-
ra tivesse quinze anno*, compreheodia que o acto
mais grave da vida he a conquisto da liberdade. Eu
estova ancioco e clieio de urna tristeza indiscrip-
livel.
O lempo decorria lentamente ; os minlos pare-
ciam seclos, ler-me-dia sido oecessario ir de cabe-,
ca descoberla exposto ao vento, e galopando em al-*
gom cavado enfurecido, entretanto grava sobre
mira mesmo fechado em urna prisAo de don* ps
quadrados. Obedecendo a exaltarlo qae leva umi-
tas vezes ao ridiculo as pessoas mai* (ras, tomei o
lapis e escrevi na porto o famoso verso de Dante:
Lasciate ogni speraitzavoi chi ntrate!
Compreheodo que era digno de riso ; mas deve
alleoder-ee rainha idade, e refteetir qne tinha pas-
sado seto annos de affliccOes no collegio ; ea raedi-
lava em minha independencia com frenes, pois
mioha resoluco tomara a meus olhos proporoes
gigantescas, ludo oeste mundo nAo he relativo'.'
O prisiooeiro de estado foge do monte Sainl Miehel,
eu fugia do collegio : nlo era o mesmo ?
(ConniaT-i#-"j.)


miro
Ci. q

^^^B* simma de 25,000 fran-
l lislribiHda enlrc a* familiaa
^^Rtn> auguala adiada al
BoIouIih, oh le chegou a
^^^H^Mpfc emharcou-te em seu
lo >e era tua reti-
das da ruauhaa do dia af-
ilie as imprescea proluzidat por
I
na aqu o ultimo paragraphn blicado pelo peridico do governo o
lentemenle inspirado
Pido imperador, t o elle terniin :
que a Providencia parece
oca profundos aasumplus de
Slo. He .es, no palacio de |,ii
NapoliSlo III nfierece a ral-
ba de Ii : licencias as mal espen-
le,* ahi reanima para ella de nobret
resejspompas ha muilo lempo exmelas do
(raude re, e.te allivo inmgo da revoluto de 1688.
Nomesinq dia cata rainha do coracAo generoso e
linha reculhidona asylo fnebre doa Sluarls, substi-
tuidos por ana dTrinada. Ella fez roais, cercada de
imllia enternecida fui dpr no tmulo de Na-
poleau I o pensamenlo de conciliario de que sua
intagem bec syubolo c o zela. Finalmente a Fran-
Inglaterra, que tem onchidu a historia com
. Ingar de persisiirem como Roma e
nplacaveis retcenlimentos, aaseriam
" nleresses e seu sanene para urna
- que decidem do futuro da
medanles contrastes confunden)
liomem, e ngo resta mais a espirito
e perante ri sahedora suprema, cuja
eza he immutavel.e sgbmelle noseat paixoea
asnal* perlmazes, > harmona d seui designios
rcitmcAo ha deVme. notar sobre ludo a pas-
i)em que he relativa a iitn Ceda pela rainha o
ninulo do iripcrador NapoleA" I, paraque posia ava-
era si i, devo dizer-lhe que o mais prximo
le da imperador, tea lio n principe Jeronvmo,
ex-rei de Westphakia, que neslemomenlo he o her-
ilciru da coioj.se Napoleao III virase a morrer seni
deixar tilho-, linha julgado conveniente uo appare-
cer na corte durante a viagem da rainha de Ingla-
terra, e 'intu-se dirigido ao Havre a pretexto de to-
mar bandos do mar necessario aua saode.
Uizia-se a!toe bom som que causo dessa viagem
era inleirami'iite poltica, e que o principe nao que-
na rliar-ae <;m presenta do chafe do governo, que
linha. pritao iniqua, cansado a mnrle de
sen ilhtttre irmAo. Mas em conaequeucia da visita
fia ao tmido do imperador, o principa Jeronvmo
lo teas reseutinentos porque se li-
jo Cloud para presentar seos res-
isto, ietoria. O Moniteur para dar-lhe
daa satisfazlo, publicou a nota seguime, depois
contado a visila da rainha ao tmulo do
) imperador, a garca oflicial accresfenla:
sita da rainha prodoiio urna impres-
s.lo man viv. Sua mageslade nao era esperada no
edificio doa I avali 1a e tem embargo da ho-
ra ulianlada, quii dirigir-se para all, onde chegou
ao.pahir da itoite, seguida de um numeroso esiado-
rcitla dos vetorauus de nuasas amigas guer-
j em tua passagem, e enca-
miihou-ae plica a ultima morada daquelle que foi o
adversario mais constante da Inglaterra. Que es-
pectculo Oaanlas recordares cora todos os con-
tt que evoeavam! Has qoandoau clan)o das lo-
chas, ao brillo dos uniformes, au canto do orgialo-
cdndue God tace tke queen, a rainha foi lavada a
capella, cade repousam os retios de Napolelo I, o
elJciin foi podtroso e ioimeoso, a emocAo profunda,
ooique todos pensaran) que nao era a simples ho-
"ifi no umulo do grande homem, mas urna
prova Milenio- de que as rivalidades do passido es-
l.iv.iin esquec das e a oui^peniru os dous poros li-
nha dalli en dianle sua man brlhanto consa-
m i.a rainha da Inglaterra leve na Europa
e produzio na Allemanna sobretu-
proluoda impresto, porque ella consagra
goveruos e doa duus poyos, e por-
(arnenlo os Ciros (rarlicionnes da
Ha 7 annos que a Franca e a In-
onatanteiiioiite divididas, lo-
i urna dellas por adversario, po-
rtera com a alliauca da oulra.
(orles da Allemanha urna fin-
que Ibes r*Ua de hoje em di-
ie as pulenci.is occidentes esUo
1 rs pfia uieoos at o dia era que tive-
'ommuns, imposto oin freio
a l'russia e,a Austria eslives-
llasseinspirasaemduseiili-
grandeza, aprovritari-
i.io. que llie be anda of-
nciar-s ao ajusle de urna queslo,
ajaMC taro ellas, p,n puuco que fiquem
lesollrer done re-
c parece hoje
ja a recursos para
1 ito temos um do-
ioso. (|oe devo' lc\;ir ao
ir.idnr, sabendu o resul-
l- Trakler, escreveu ao
i segninte:
i alcancada no Tcher-
pob do cometo
lade dos e\ercitos alliados
(liando ede seacha em campo raso
valor das tropas, nao provn
que l-iides tomado. Di-
ao esercitoerecebei-as tar-
Uizei a estes bravos soldados
innii tem S'dl'ri.lo fadiga* in.iu-
s prova^Oes n.loesla' Ion-
^^^^^M c itiira brevemente de-
s, aiuda quando cale acontec-
exercifu ruso. sei por
'cen potiliva, nio pollera
Crimea duranlc o invento.
rente tem commovido
t armas em Franca ; elles de-
arliUiar vossos perigoa. As-
etpoudcr eos seus nobres de-
i para aquelles que tanto ja
eos ao miuistro da guerra, afim i|e
|eplos que se atharera em Franca,
bc substituir no enle aqql-
Sabei, general, quanlo tenti
'ito, que augmenlava anda o
aossas agues ; mas hoje meua peza-
ii, pois r^ue me fazeis entrever o sur-
\ e decisivo, que deve caroar lanos ea-
i. General, pejo a Dos que vos lenha
irda. Dado no palacio de S. Cloud
AsaignadoNapolejtn'.
reludo de notavel vala carta he a
i que os Russos nflo podero
no a lula na Crimea. Esta
feria muilo temeraria e perigoaa, se ndo
uformaces certas. Maa parece qu
lo ; hoje meamuqne as conimunica-
-,os geacaes russos nao podem
ir seus soldados, senao provi-
-. As infrmameos que lem chega-
lalalha, dizem que osol lados mor-
n lodos em um estado de ca-
i,o que provava as privajes, a
Nao se enconlroa em suas mu-
lo um pedaco de po negro e alguns graos
o invern tlver c|iegado, as
islhmo de Perecop (icario in-
rompilas, porque os caminhos dos
^^Bms, Os eierrilos alijados
continuara a ser abundantemente
lado, porque estao genitores do mar.
os solTremsem duvida,porque a baila
i le os derimam, mis sao bem
I real i do* t tem-t* (nmado loda as me-
nao Ihet falle nada, quando vier a
is-aqui porqae seu valor se sus-
(en a, quandu ot Russos se desmoralisam c porque
ha raz3o da operar, que em breve serio senhores
do pampo.
A lomada ile.Sebaslopol he oulra questao. A de-
fez.i podera' f rolougar-se anda, porque lodo o es-
e dirige sobretodo a prover a
as anda inesmo que nos fosee
necessario mvlio lempo, acabaremos por entrar nes-
i inespugiiAvel, porqae os trabadlos de
noasa artimaa caininham
V'is conseguir seu fin
i'-iacs da balalha de Trakler
riiiam minuciosamente o conleudo
A penla dos Russos he calculada
era niaii de seis mil liomens,
i o dos morios sepullados por
is se eleva a 3,229. Dous ge-
ram morios, tres feridos e quatrn
a. O general GorlschakofT em
ea i imperador AWxandre, confessa a
freo, e se esfoiea em fazer pezar a
i Read, que rnor-
idainenle sem es-
operar simol-
-isnle em Sao Pe-
nnbale. tanto mais
le pnucipe lorlschakoll decla-
^^H^e as forlilicacoes de Stbaslo-
los tiros de nosaa arti-
deonina aouberara
isj a imperatriz ealava grvida de
res prucaures I he sao re-
o he em raan dos
tstoel. qne alia nilo foi ao
'sra na sua chegada,
I oe.
eawfidiiie do braco vi.
entrgieamenln contra urudecrelp real, que prohiba
a eiparlaco doa gneros alimenticios. O decreto
foi retirado, mis como a polica he omnipotente em
aples, persegue, prende, espanca as mercadores
que tentara vender trigo para a Crimea, de modo
que a prohtoisae e*tt anda de a<
Nat oulrat parlas da Italia, os seclarios de Mazii-
ni agilam-se, elmalraenre a infeliz Italia parece an-
da na vespera de urna torraenla revolucionaria.
A Hespanlia nao goza de mais socego e sea futuro
nao he menos sombro. Iiesejo que meoa presenti-
menlosiiao se veriliquem, mas parece-me que a nos-
sa pobre Europa esla' bem enferma.
Boletim Ai flolta do me; le agallo. Os i por 0|0
irancezes suhiram a ti" fr. e 4o cen.; descerara a
lili fr. 10 cent.; lirarain a Kli fr. ">Ocent.
a \yi pur()|0 suhiram a 95 fr. do cen.; des-
ceram a 93 Ti. M cent.; licaram a 94 fr. 80 cen.
Consolidaiios ingleses sobiram a 91 l|8, c desce-
ran) a 9U1|P.
DI*WO Dt PEUMIBUCO TERgl FEIM i Ot OUTUBRQ OE 1855
un ar-
de obter pao,
liaW ; as I ropas r
rana delles.
I rale :
de de empregar
uterigao da or-
den).
A Italia lia raeaw qc 0 aguada ; ain-
i se crnzam com as manobras dos rcvelu-
^^Br}os em aples; o governo he iuleirainenle
nado pelas iuflueueias da Hussia, e ltimamen-
te a Franca ea Inglaterra liveram de reclamar mu
LISBOA
10 do selembro.
Finalmente o Sr. Joaquim Raplisla Moreira, dei-
aou da ser cnsul do Portugal em Pernambuco !
llontem foi asaignado o decreto que o transiere pa-
ra o consulado do Para. Como Ihe dase.na minlia
anle-penullimn, linha-.e activado esle negocio ulli-
maraeule, esleve feilo e quasi desfeiln o despacho,
mas he negocio concluido, e por esle vapor vio os
papis ofliciaes. Tem-se conservado ainda certa re-
serva, mas os jorn.ies ja o annunciaram. Nao poda
deixar de ser. A amuiaih erran contra este faoc-
cionao da parte de quasi lodos os portuguezes ah
lesiiienles, as conclusoes do parecer do procurador
geral da cora.-a que o Sr. Jervis se linha compro-
inelldo dar o seu assenso, as instancias sempre" re-
novadas dos que conhecem de quanlo favor e lten-
lo sao dignos os nossos compatriotas que se acham
espalhados por- todo o imperio do Brasil, ludoislo,
n'oiilro pait, serla para o cnsul ser chamado cor-
te, oo enhlu demllido redondameale. O ministe-
rio, purin, entendeu o contrario, ennservando-o
no scrvtu consular, mas Iranferindo-n para um lu-
gar que dizem que significa um castigo ou ao me-
nos urna correccao.
Quem o vai substituir he o Sr. 1). Fernando Cr-
rela Henqnes de Noronha, irmao do vlacoude Tor-
re Bella. He um perfeito cavalleiro. hornera de
bem. dado ao respeito, de probidade e bom juio.
Confio que ha de fazer ptimo lugar e re-labelecer a
enliga harmona entre os Portuguezes.
F.spera-se aqui o vice-cnsul Miguel Jos Alves,
que nao sei se vinha segurar a causa do seu pupilo,
mas chega tarde.
Siulo que os comroissaosque os nossos compa-
triotas aqui mandaran), se impacientassem-iao de-
pressa que nao fossem elles proprios os portadores
desle tal qual despacho. Enlrelanto, heinegavel,
que tanto o Sr. Magalhaes Bastos comp o Sr. Fer-
nandet Tliomaz, foram ncansaveis e sempre solcitos
por se desompenharem do encargo que Ihe havia si-
do rnmmettidu. Tambera he de justica declarar, que
o Sr. depulado Antonio da Cuoha Soulo-Maior as
cmaras, e o jornalisla o Sr. Silva Tullio na impren-
ta e nos ciiculas polticos, foram os principaes fau-
tores dos Portuguetea representantes conlra o ron-
tul. A uao ser a insistencia do Sr. Cunha, o pare-
cer do procurador geral da coroa na seria conheti-
d>. Latino Coelho tambero deve ser mencionado, e
Jote Esteva o nao tanto, mas igualmente.
Soou milito bem aqui a noticia lida no ieu Oa-
no, de que os nossos patricios, como bons Portu-
guezes, prnjectara festejar o dia da inaugnracio do
reinado do Sr. D. Pedro V. Tamben) nos alegramos
com a desrpcan do festejo do anniversario da int-
lallaran do Gabinete.Porlngoez de Leilura. e
o discarao do digno presidente, o Sr. Dr. Soares de
Lima, he notavel pela copia de erudirao portugueza
que nellc mostrou elcgentemenle. Oa roais lambem
tSo bous, mas esle he que me cuchen as medi-
das.
15
A cidade esl n'um bulicin, n'ma agitarlo de que
nao ha memoria. Parece urna dessas casas de fami-
lia poderosa, onde est para haver um casamento,
qoe ludo he fazer compras, arranjar o emoval, en-
viar convites e inventar gallas para n noivado. Kao*
ha elfaitjle, bordador, modista e eorrieiro que nao
lenha ja perdido mullas noes para dar evasio e a-
viamenlu as enrommeudas. Todos os depuladns
e corporacn-'s, para as quaes ltimamente se decre-
lou farda, rapricham em as estrear nesle dia da ac-
clamacflo. Mais de cincoenta carruagens aovas ou
renovadas appareeerao oeste dia. Kemetlo-lhe o
prognmma ollicial desla feslividade. para depoia Ihe
conlar como foi escrutado. Esla redigido com mui-
la frioleira e phrases de carlai de arlequins, ( qoe
lastima ) mas desculpa-se porque esl assignado
por ira caduco.
A corteja rerulheu de Cintra segunda-feir.i desta
semana, e lambem o duque de Saldanha;Jlonlem
fui esle por parle do ministerio prevenir S. Mages-
tade. de que o gabinete julgava -terminada a sua mis-
tilo com a regencia de seu augusto pai : o novo so-
berano disse ao marerh il, que por emquanto nao
tomava nenbuma resulucao. e que o ministerio con-
linuasse no despacho. O duque reuni o coWlho de
ministro* em casa do da fazenda, houlem noile, pa-
ra conferenciarem a esle respeilo, mas por emquan-
to nao transpira nada de positivo.
Parece que nao llavera mercs. gracas, nem mes-
mo promo;ao no eiercitn, como seetperava. Ape-
nas haver [que ae aaiba) perdao para os presos, ten-
do sollos lodos os que estao em processo por contra-
bando de lbaro e saban.
No Terreiro do Paro be qle be o ponto central da
fesla, e por ista esl esla praja vistosamente arma-
da, com transparentes para serem illuminados, re-
prespiilaiido as armas das principaes cidades e vil-
las do reino. Ha pelo meio columnas de muilos mil
lumes de gsz. qoe devem fazer um bello effeilo.
Tem viiiilu das provincias maia de do/e mil peasoas
para verem a festa. N'So ha nem um canlo as hot-
padarias, e nao te ve na baixa nem urna casa devo-
lula. Principalmente o grande fogo he que chaina
mais geni'.
J se nao abre ocaminho de ferro de Santarem
no dia da acclamarao, enmn se projectava, porque os
em|ire"rteiros li/.eram no dia 5 urna berarda, su$-
pendendo oa trabadlos em loda a linha, e despedin-
do lodos os operarios. A razio que deram foi cora-
pauliia nio Ihe querer pagar por iutero a folha do
mez ile agosto, descontando desde ja urna parte da
semana que Ibes linha ndianlado rom esla clausula
de ae amortizar mensalmente. A' vista deate inau-
dito proce lmenlo, o governo aulniisou a rompa-
nlua para ella continuar os trabadlos por aua direc-
rao e conla, encarregando-se o ministerio das obras
publicas de pagar estes Irabalhos emquanto a direc-
{.1o nao se habilitar para este fin.
O ministro da fazenda F'ontes anlou nesla con-
junctura com muilo tino e energa. Vendo qoe re-
penliiiamcule ficavam mais de tres mil liumena aeni
Irabalho, mandou-lhe abonar subsialencia em quan-
lo nio or H'iiou que se lrasae do poder dos emprei-
leirus inglezes lodo o material que ponencia com-
panhia, o que se effecluou jqdicialmcnte sem oppo-
tirjao, mais que timplices proleslos. Agora Irabalha-
ae com muilo ardor, e se o caminho nao cometa a
funcrinnar desde o Carregnd, no dia da arclamuco,
comeraralo lava denlro era breve. Tem-se repre-
sentado scenaa nesla empreza. que davam j para
tantas comedias como as de Goldooi.
O do Alemlejo, esse sim. No da 10 solemnisou-
se a inauguracio dos Irabalhos no B.irreiro, a que as -
sisiio o ministro da obras publicas, a coramissao
dos engenbeiros, os emprezariot e oulrat passoaa
convidadas, havendo um lano jamar onde se lize-
rain discursos e brindes locante* ao futuro quedo
deseuvolvimenlo das vas de cumrauuica;ao nos hio
de punir.
Espera-se a todo o momento Mr! Lucotl empre-
zario do caminho de ferro de Cintra, e da doka ao
norte do Tejo al Belem, que dizem chega com par-
la do material para te comecarcm oa Irabalhos. Dis-
ta he que eu espero tantas sobre-rodas como na dos
inglezes.
Os Irabalhos do lelegrapbo elctrico continuara
com rapidez. A mala-posta de Coimbra continua
cora mulla regularidade, de sorte que temos agora
cnrreoa de quasi toda a parle com muila celeri-
dade.
Na iropreiisa peridica vai haver algumas allera-
Ses. O .irauto acaba com a regencia. ministe-
rio lenta crear outro jornal seu. O Stculo, que he
Ja parcialidade militar do duque de Saldanha, nio
agrada a Rodrigo da Fonsera; vista do qne parece
que te trata de acabar lambem com esta e erigir
um feito dos dous. Rebellona Silva, que he pao
para loda a colher, parece queja esl em negocia-
c,Oes para lomar a redacto em chefe do novo peri-
dico.
O principal do Progreso, jornal ibrico. Jos
Torres, despedo-se da redacrio,. por dcsnlclligen-
cias cornos collegas, e fica desde j director da Itc-
tltia Peninsular, publicar?,! mensal, escripia em
porluguei e hespanhol. ni frmalo da Recue de
dtux mondes, de que i i esli mipresaos dous nme-
ros. O Proyreuo na ,sn pode su alentar, nio lem
agora quem o escreva nem quem Ihe di dinheirn.
O redarlor do Selubalen/r, levan duas Taradas de
que esleve ,i morle, por ler advogado a causa dos po-
bres marroteiros contra a rohir^ dos donos das roa-
risnias. A polica tem feilo alas diligencias para
descubrir os assassinos, mas lem sido em vio al
agora.
O cholera morhus andn pelo Porto, roas muilo
benigno ; felizmente ja se ezlinguia. Nu Algarve
comerou com violencia, mas lambem desappareceu
quasi de lo.lo. Em Lisboa fizeiam-se prevencoes,
di/.-se me los que niuguein deu por isso. Sade lemus nos lal-
vei como em parta nenbuma do mundo : juizo lie
quo nos continua a fallar mu soiisivelraenle.
E-la decidida a trasladaran dos usaos do marquez
mihal para a sua capeda da ra Formse deata
() orador da feslividade he o oonego Ferro
i. ilouto, masque no lem nada de eloquenle.
ieni a enmara municipal j lem concluido otu-
i para os retios morlaca de Fellnlo Elj.io. e
| para casa ceremonia esc ilhcrain melhor, que fui o
ovida-se que aceite. Aula aqui-
nina cumpetencia lerrivel entre os pregadores
il por caaaa de um padre lente do Iheologa
Ida imiversidade de Coimbra. que veio i Lisboa por
puiipno, mas aobre o qual|lemhavido severas criticas
nos jarnatt, entre ellas urna de Silva Tullio publica-
da ua HkoIucUo, que ja lem lido replicas aqui e no
Pono, e que va^ajjnra continuar por parte dolcen-
tor com ala.ima acrimonia segundo se diz.
A' utlima lioni.
Soube agora !de boa fonle que S. M. nomeara
para seus camarslas|o nobre marquez de Filho e o
honrado conde da Ponte. Para tena ajudanles de
nel Pina. Estas nomeacoes acredilam a srindei do
monarclia, porque sao prtsuaa da hem, de merilo o
nio gente de partido exaltado. Nenhum (leales per-
lancen nunca ao partido eabialista.
5. M. a Impe'ratriz pedio dispensa de ir ao
acto da acclamacao ; allribue-se a etiquetas, por
causa de precedencia do lugares entre ella e a Sr.
inanlaT). Isabel Maa. Al ao primeiro de oulu-
hro, em quo sane d'aqui o vapor brasileiro Afar--
g ue; uVJOlando.
PRGRAMMA PARA O CEREMONIAL DE I-
NACGURAC*0' DO REINADO DE S. M. O
tnSR. I). PEDRO V.
i. A inauguradlo do reinado de el-rei o Sr. D.
Pedro V., no dia 16 da selembro de 1855, dcimo
ollavo anniversario natalicio do meamo augustsimo
Sr., seru anuunciado, ao natcer du tul, por orna
taha dearlilharia em lodas as fortalezas de mar e
Ierra e navios do estado.
2. Esla grande feslividade nacional ha de cele-
brarse em sessio real extraordinaria das corles ge-
raes da afio portugueza, s onze horas da manhaa
no palacio daa corles, reunidas ambas aa cmaras le-
gislativas na sala das aestOes dos Srs. deputadoa.aob
a dirercAo do presidente da cmara dos dignos pa-
res do reino.
J. Em seguida aos aclns da Tunccio polilica hade
celebrarse um solemne Te-Deum "na Sania S Pa-
triarrhal em acc,ao de gracas.
Apoz esla runecio religiosa, lera lugar na grande
Praca do Commerciu, a ceremonia da entrega das
chaves da cidade a el-re rcinanle; e hem assim urna
parada com o objecro de ae fazerem ao novo monar-
cha asdevidas continencias militares.
4. Suas magcslades e suas altezas os serenissiraos
senhores infantes, lencionam assislir s feslividade*
da inaoguracio do novo reinado em grande cere-
monia.
Para aa mesmas festividades serio convidadas sua
mageslade a imperalriz do Brasil, viuva. duqueza de
Bngauea, sua alteza real a Sr. infanta I). Isabef
Mara, eua alteza screnissima a Sr." infanta I).
Anna de Jess Mara.
o. lambem suas mageslades e altezas saliem em
publico, nesse dia, em grande estado nos mais ricos
e ostentosos coches da casa real.
Ocoche que conduzir suas mageslades e os Srs.
infames, duque do Porlo,duque de Bja. lie puza-
do por oito cavados.
Sao guarnecidos os lados do coche com triplica las
*|as de mocus da real cmara, de archeiros, e de mo-
cos da eslribeira, todos a p ; indo a cavado dous
Cerradores com pastas.
Ao lado de cada um dos carados do liro vai um
criado a p.
Junto a ultima roda do coche do lado direilo loma
rugar a cavado o commandanle da guarda real, a-
companhado de criados a p.
Apoz a guarda real, formada loao alraz do coche
de suas magcslades, vflo a cavado os ofliciaes-gene-
raesde mar c Ierra, o eslado-maiur diTcoiniinndo
em chefe do exercito, a guarda de honra, composta
da rorc de cavallana ezislerrte em Lisboa.
6. Adianle do coche de su*s mageslades vai o co-
che doi oulrosserenissimos Srs. infantese infantas.
e adianle dellc acoche de respeilo de suas mages-
lades.
Logo adianle desle vao qu'atro coches pela ordem
seguiule. a do mordomo-mor e eslribeiro-mor. o do
aio serviudo decamareiro-nlor e dos genlis humos
da real cmara, o dos ajudanles de campo de el-rei
rgeme, e o du porteiro da real cmara e mocos da
guarda roupa.
7. Adianle dos coches de oslado seguem-se as pes-
soas do cortejo em graude e luzida galanas suas me-
Ihoresje man elegantes carruagens ;
primeiro as carruagens do cooselhode ministro.
e do conseibo de oslado poltico ;
depois as carruagens da curte, a saber: dos car-
deaes e duquesdos marquezes e arrebiapos-rdos
condes, bispoa, e principaesdos viscoodes e baroes
com honras de grandezados grandes do reino nao
titularesdos ofilciaes-mores da casa real euectivos
e honorariostus ministros e secretarios de eslado
honorariosdos conselbeiros de eslado etraordina-
nosdos viscondes e bardes que nao forera grandes
do reino.
8. Adianle das carruagens da corle seguem-sc to-
das as nulras du cortejo real, a saber :
de
1". Qtalao das corles he, aderecado com loda a I arco, e as carruagens fgoem para a ra Dlreila do
Irma rl.liisao a ni mAnl. a__ .. .. ...
pompa, riqoeza e luziraento.
A representarlo, nacional, compotla los dignos
pares do reino e senhores depulados da nac^o por-
lugoea, eslar com os seus uuitorraes de maior ce-
remonia.
Em frajajle della fica o throno, sobresahindu pelo
explendor, apparalo e magnificencia real.
Em urna credencia junio ao throno apparecem
alguns emblemas de soberanUj laet como a coroa e o
sceplro am cima de urna grande salva de prala so-
redourada, e hem aasfm a bandeira real. Alem
disto estar lambem all o eatoque do condestavei. e
sobre oulra salva do metmo melal um crucifixo
tambera de prala sobredourada, e um precioso
rnis-al.
18. Quando suas mageslades. denlro da tala da
sessao real, te encainiiharem ao Ihrono. vai logo
adianto o senlior infante cnudestavel do reino com o
estoque real desembainhado e levantado, que para
isto Ihe lera sido apresenlado entrada da porta
por um dos genlis homens da real cmara, indo
adianle Jo senlior infante o mordumo-mor, o alferes-
mr, o mciriulin-mnr, c os nfliciaesmores da canna
com as anas respectivas insignias, a elles enlregues
por mocos da real cmara.
19. Subilo suas mageslades ao ihrono real, o
senlior infante condeslavel do reino loma Ingar
mi direitt do inonarrha reinante no
Arsenal, onde serio collocadat em duas linlus, de-
vendo as carruagens doa ministros e eontelheirot
de esladolr coliocar-se na roa direil da Alfau-
dega.
Os coches reaes, entrando dentro da praca vol-
lara eulre a estatua eqoeatre e o pavilhin. onde suas
mageslades e o senlior infante condestavei te hio de
apear ; passando depoia para o lado do lorreao do
ministerio da guerra, afim de que, apendose ahi
suas altezas, possam una e outroa coches ir collo-
car-se em linha junio do edificio da alfandega
grande.
Aseirruagens do corpo diplomtico enlram pela
roa do Ouroal ao seu destino, vollanJo a collocar-
se na mesma roa no espaco desde o terreiro do Paco
al a' ra dos Capellislas.
As carruagens de quaetquer oulras pessoas collo-
cam-se lia ra direila da Alfandega.
:M. Os edificios pblicos/sobre o Terreiro do Pa-
co, sao decorados com sedas,, damascos e velludos,
sobresahindu a ludo as liandeiras nacinnaes.
No lorreao do ministerio da guerra esta' enllocada
urna tribuna para receber as pessoas renes, que nao
lomarem lugar no throno, sendo ahi acompanhadas
da camarrira-mr, o daa damas do paco.
Todas as jauellas do andar nobre doa edificios so-
bre o Terreiro do Pago sao destinadas para o corpo
_ eslado pe-1 diplomtico, para os membn.s das duas cmaras le-
queno, em p e descoberto, conservando o esloque! gislalivas. c para as pessoas da corle, e enhorna de
na mao desembainhado o levantado. t I tua familia; a saber
primeiro a carruagem do governador civil
Lisboa ;
depois, sem precedencia, as carruagens dos Iri-
hunaes e pessoas condecoradas com o titulo do con-
tedlo de sua magetlade lidellssimaas da cmara
municipal de Lisboa e'das oulras corp-orac,es -as
dos funccionaros e pessoas. aaa'n. ordem clvil.mi-
Ular c ecclesiaslica, concornJfksDnr esUlo, a fune-
Coes semelhanles. "V1^" '
9. Adianle deslas carruagens vio, a cavado e des-
cobertor, os passavante, arautos, e reis de armas, e
bem assun os porleiros da. canna com as cannas e
macas respectivas. *
Seguem-se adianle qnalro mojos de eslribeira e os
azemeis com os degraoa para se apearem suas ma-
geslades eallezas.
lima partida desoldados (le cavallaria adianle de
i ,n\'u', de ale lores, abre o cortejo real.
10. O transito do corlcju real ha de fazer-se db-
ws roas seguales:
Sacramento, l'ampulh, S. Francisco de Paula,
Janedas Verdes, Marquez do branles, Maslro*.
flor da Jurla, largo das Corles.
Boa Viala.aS. Paulo, Corpu santo. Arsenal, Ter-
reiro do PacuTBia Augusta, Conceirio Nova, Mag-
dalena, SePatiiarchal.
Magdalena, Conceijio Nova, ra Augusto, Ter-
reiro do Paco. -
11. As ras do transito, limpas careadas, eslario
guarnecidas, em toda a sua cxlen.ao, com alas de
(ropa, formadas da forja de liuha e dos eorpos na-
cionaes e muuicipses ; Picando o ornato das ca-
sas e edificios comraellido ao gasto de seus mqra-
dorrs.
_ 12. A's nove horas da m.nb.H. postadas as tropas
as ras lo transito, ettarto eslas desobstruidas de
lodu o pejaracnlo, licando desde entao prohibida a
circuladlo de qunesipier transpones.
Deade as nove horas da manha.i al s dez, de-
vem reunir-se as carruagens do corlejo real, enca-
caininhaii lo-se pela ra da Boa Morle e calcada
das Necessidade ale praca de Alcntara, onde
enlraru no presido, o qual deide logo ser posto
em liuha eslendida pela calcula da Pampulha ate
ra direta de S. Franciaao de Paula.
Os coches de eslado bao de collocar-se desde o
Paco ate Iravessa do Livramenlo, onde as carrua-
gens do contedlo de minslros e do conselho de Es-
lado poltico lornaro logar aps as carruagens da
corle, postas ja ao longo da ra da Pampulha.
13. Todas aa carruagens com direcc,ao ao palacio
das cortes irau pelos Pniaes de S. Bento, e entrando
pela calcada da Estrella no largo do palacio, bao de
descer dalli para a ra de S. Bento, onde desde o
arco ate ao alio da mesma ra sao collocaJaa em
duas linhas unidas as paredes laleraes ; ficando as
carruagens do presido ni linha do nascenle, e aa ou-
tras na iiuha do poenlc. As carruagens da frenle
do prestito tomarao lugar esquina do muro da
quinto de S. Bento. e depois dellas succesvsjmeute
toda- as oulras; devendo estar desobstruido o cen-
tro da ra para o livre Iransilo das pessoaa de p e
a cavado.
O espaco da ra de S. Bento, entre o arco e a cal-
cada da Estrella, he reservado para os coches reaes
e para as carruagens dos ministros e conselho de es-
lado e para as do corpo diplomtico.
As carruagens dos Srs. depulados co*lincam-se na
Caminho Novo.
A cavallaria da guarda de honra a suas magcsla-
des ser postada desde o convenio das Francezinhas
ale o largo da Estrella, licando prohibida a circula-
cao das carruagens e de oulro qualqucr transporte
na calcada da Estrella, durante a feslividade no pa-
lacio das corles.
14. Pelas dez horas e meia, em ponto," o cor-
lejo real, a'sim desenvolvido, ser posto era movi->
ment.
A arlilharia das fortalezas e iiayios do eslado an-
nunciar. por urna aalva real, a sabida de suas ma-
geslades e altezas do paco para as cortes.
As iropast om das msicas e tambores, fazem
aa devidat honras militares s mageslades e aos prin-
cipes na seu transito.
Oulra salva de arlilharia annuncia a enlrad do
novo monarcha no palacio daa corles, on le eslar
postada rima guarda de honra.
15. No vestbulo do palacio suas mageslades e al-
tezas sao recehidos, aosom da msica da casa real,
por urna grande dcpuiarn daa duas eantaraa legia-
lalivaa, pela corle o pelas pessoas do curleio
real.
Desde o vestbulo do palacio al ao sali das cor-
les esli formadas duas alas de archeiros, entre as
qnaea caramba o acompanhaniento real em oulras
duas alas.
" Vina dianle de ludo os porleiros da canna, uns
rom as cannas as mios, outros com as macas de
prala aos hombros, sgiiindo-se os reis d'ar as
arautos e passavanles com as suas colas de Irmas, os
moros da cmara e da guarda-roupa c o porteiro da
real cmara.
Em seguida vao, na ala direila, lodot 'o- grandes
do reino, seculares ou ecclesiasticos, c, na ala es-
querda, todos os mais personngens que lem lugar na
corle, guardandu-se entre una c nulros as preceden-
cias do e-I) lio.
Junio suas mageslades e altezas vao em alas oa
dignos pares do reino direila. e os Srs. depulados
i esquerda.
No centro das alas da corle os olliciaes-mres da
canna vio adianto do eonselho de estado poltico e
do conselho de miniatroa. Apscsles, logo adianle
de suas mageslades e allezaa, vai o mordomo-mr,
levando o eslribeiru-mr direila, e o comman-
danle da guarda real esquerda.
Ao lado de suas mageslades vio os genlnhiiomens
e ajudanles de campo de trryica), e airas o aio, que
na qualidade de camarejio-mur, tuscula a cauda
dd mallo real a aua mageslade el-rei reinante.
lti. Suas mageslades, e o sercnissimo senlior in-
fante duque do Porto, condeslavel do reino, acorrir
panhados da deplario das cmaras, e do pessoal da
corle, assim corulilnida, enlram lia sala da se-aio
real ; lando n porteiro da real cmara ficado porl
com os porleiros da canna. reis d'armat, arajlos
passavanles, pora smenle dar entrada s pessoas da
comiiiva real, e aos ruembros las cmaras legisla-
tiva
Suas allezaa oa serensimos senhores infantes, as-
sislidos dos seus criados de serviro, pastara a tomar
Ingar na tribuna real.
O corpu diplomtico, ostribunaes, corporares, e
pessoas convidadas para as festividades da acclama-
C*o, que nio forem pares ou depulados, ou au per-
tencerem i corle, b.".o de ir para as tribunas
O Emm. cardeal palriarcha de Lisboa, presidente
da cmara dos dignos pares do reino, oceupa urna
cadeira no estrado grande, abaixo do ultimo degro
do Ihrono direila, segnindo-se, sem precedencias
os mais pares do reino, do mesmo lado, e os depula-
dos esquerda.
O duque mordomo-inor colloca-se a direila do
Ihrono nu degro superior do estrado grande como
eslribeiro-miir, e commandanle da guarda real a
sua direila, licando no menor estrado e degrao, da
parle esquerda, o ayo serviudo de camareiro-mr,
os genlis-homens de semen a el-rei rcinanle, a el-
rei regente, e o reposteiro-mr.
O alferes-mr. com a bmdeira real desenrolada,
loma lugar na exlremidade do degro superior do
estrado grande da parte esquerda, ficando no segun-
do degro do mesmo e.irado o porleiru-mr, e ve-
rter da casa real direila, e o meirinho-mr e me-
Ire tala esquerda ; nos e outros com as insignias
dos seus cargos.
Oa grandes do reino, os ttulos, os ofliciacs-m-
res, que nflo fazem serviro especial, e as mais pes-
toas da :drle, licaiii i-ollocados nos dous lados do
ultimo degro do.eslrado grande do Ihrono.
20. Anles de chegarent suat mageslades ao es-
Irado pequeo, ha de o marquez repisleiro-mor do-
cobrir as radeiraa deallnadas para oa meamos au-
gustos senhores ae assenlarem.
Em suas mageslades subindo ao Ihrono. logo el-
rej o Sr. U. Pedro V. empunha o sceplro real, que
llie ha de ser entregue pelo geuiil-homem de servi-
CO, depoit de o ler recebo lo do" guarda -joi.is da casa
real em urna rica salva'rie prala sobredourada.
21'. Sua mageslade el-rei o Sr. D. Pedro V, loma
enljlo assenlo direila de sua mageslade el-rei re-
re,gente,aeu augoato pai, assenlando-te logo em
seguida o presidente c membros daa duas cmaras
legislativas, consliluidatem sessio real.
1. Nesla solemne siluario pasta sua mageslade
ehrei regente a fazer urna allocucio corles, al-
lusiva a regencia al ao dia de maioridade, jura-
mento e acclamarao de el-rei o Sr. D. Pebro V,
ten aobre lodot mudo amado e presado fllho rei
reinante de Portugal, a quem, no mearon dia da
sua maioridade, em salisfacio da lei fundamental
do estado, e dos teus proprios juramentos, entrega
o governo lesles reinos.
-t. Acabado esle discurso, o reminenlissimo car-
deal palriarcha de Lisboa, presidente da cmara dot
diguos pares do reino, coadjuvado por dous mocos
ldalgos, apresenlar a sua mageslade el-rei o senlior
D. Pedro V. os Sagrados Evangelhus, coberlos com
urna cruz de prala sobredourada, e sua mageslade
mudando entilo sceplro para a mao esquerda, a pon-
do a mi direila sobre a Cruze o Missal, far o Ju-
ramento prescripln no artigo 70 da caita constitu-
cional da monarchia :/uro manler a religttio ea-
Innlira apostlica romana, a inlegridade do reino,
obtercar e fa;er obserrar a eomliluieao polilica da
naro porlugue;a, e mait lei do reino, e prover
ao bem geral da naro guanta em mira couber.
2i. Tendo tua mageslade el-rei o senhjjr D. Pe-
dro > concluido o seu juramento dirigir as suat pa-
lavraa ascemblea das corles, depois do que o alfe-
res-mor do reino ('esenrolar a bandeira real.
No momelo desta real declarado, e logo em ac-
to seguido. presidente da cmara dos dignos pares
do reino, proto-rindo urna breve allorurao terminara
acel,uando o novo rei; e a sua voz corresponder
a da asterablea, au muilo alto, mudo poderoso, e
ti lelistirao rei de Portugal o senlior D. Pedro V-,
ficando assim consumada a inaugaracao do novo rei-
nado. t
25. Concluido o acto da real arrlnmarao, denlro
das cmaras legislativas, o alferes-mr do reino, fa-
zendo re
l.'g
porleiros
urna das
veniente
Neatc I
dffcse para
na a suas mageslades, e, detcendo do
bandeira desenrolada,
S de Portugal, e com o
aramos e passavantea a
enlracs dojulaeio das cortes, 'con-
nada,
de armas de Portugal, dirgin-
'so do puvo bradar^t"-'fi,-'s.
ale logo o alferes-mr, conservan-
en
bandeira real, dir em alia voz:
lo muilo alln.e muilo poderoso.
' o senhor D. Pedro
irvorosna acclamac&es, e
ao novo monarcha.
po sera' annnuciada a loda cidade a
rio do reinado de sua mageslade fi tolissima
D. Pedro V., pelu eslrondn das aalvas de
a em lodas as fortalezas de mar e Ierra, e
s os navios do eslado.
211. -Dos toctos e circumataneias da inauguracio de
novo reinado em corlea, medanle o juramento e
acclamarao do monarcha, e da poase da autoridad*
real entregue a sua mageslade tidelissima por el-rei
regente, seu augusto pai, se lavrara' a compleme
acia era cinco aulographos aulhenlicos, sendo, desti-
nados, doos delles para as cantaras l*gi*lativas, nm
para sua mageslade lidelissima, oulro para o minis-
terio do reino, e o quinto para o real archivo da
Torre do Tombo.
27. Finda a solemni lade em corles, sdat magesla-
des e altezas, acompanhados do presido, segondo a
ordem observada na entrada, sahirio para a S pa-
Iriarchal, precedidos do cortejo real, que sera', dis-
poslo como Da sahida do paco das Necestidades para
o palacio das corles.
28. No largo da S patrian-bal, as carruagens do
cortejo irio collocar-se em duas linhas desde a por-
ta Iravessa do templo al au largo do- Limoeiro.
Os coches reaes, as carruagens dos minslros e
doa conselbeiros de eslado, e do corpo diplomtico
licario collora.las na ra "das Crur.es. da S.
A cavallaria da guarda de honra ser postada na
ra das Pedras-negras a a ra da Magdalena, e
dah al ao largo dos Caldas.
As carruagens que nio forem lo cortejo, devem
collocar-se na roa da Saudade, sabindo acabada a
funrr.io religiosa, pela roa de S. .Viamede.
29. A S palriarcha! eslar' decorada com os
rnalos da maior riqueza e sumpluosidade, snbre-
sahindoo Ihrono doAissimo ex posto a doraran do
povo porluguez que. possuido de profundo reco-
ohecihienlo. vai render gracas a Dos Omnipotente
pela felicidadc da inauguracio do novo reinado, e
peja esperanca das futuras prosperidades, que a
naci alTIanram as.virludea e tlenlos do monar-
cha ora remani.
30. Na mesma capella-mr calara' devi lamento
aderecado. do lado do evangelho, o Ihrono real, des-
tinado, para suas mageslades. c sua alteza o senhor
infante condeslavel do reino, sendo asaislidos das
pessoas que leem logar denlro dos conselhos.
As pessoas reaes que Dio forem para o Ihrono,
sao recebidas na tribuna real, acompanhadas de
suat damas e criados de servio.
A oulra tribuna da capaila he destinada para a
ramareira mor e damas do paco ; havendo, alm
disso. denlro da mesma capeda nm lugar reservado
para as nulras lidalgasda corle.
31. Fura de capellamnr, junto a ella, esta' col-
locada a tribuna do corpo diplomalico, e defronte
della nutra tribuna para a deputoriu das corlea, e
para os mais pares e depulados.
Entre estas tribunas fleam as-pessoas da corle,
que nao entrara na casjclla-niiir, o governador civil
de Lisboa, oaolriaesgenrraes, e oulros individuos
condecorados com o titulo do conselho, a cmara
municipal de Lisboa, e oulrat corporacOet, a offi-
cialidadc do inarinha e do exercito, e aa tus pes-
soas que costo mam eoncorrer a estef actos.
A msica da capeda e da cantara real oceupa o
coro do templo.
As tribunas, eos eorpos laleraes da igreja sao re-
servados para loto o povo.
32. O corlejo real, postnem duas alas, revesti-
das de archeiros, aguarda pela entrada de suas ma-
geslades e altezas, desde a cscadara at ao inlerinr
do templo.
O eminentsimo cardeal "palrinrcha desee com
lodo o cabido palriarchal ao porlco do lemplo para
receber suis magealadea e altezas.
No fundo da escadarie a cmara municipal, pe-
gandu as varas de um rico palio recebe lebaixo
dellea suas mage-ladeseallezas, acompanhando os
mesraos augustos senhores al a enlrada da
igreja.
Pailas as eeremoniat ecclesiaslicas denlro da por-
to, do lemplo. suas mageslades aio recebidos, debai-
xo de oulro palio sustentado pelos merabros do ca-
bido, encaminhanilo-se. primeiro, ao altar do Sau-
lissimo Sacramento a fazerem oracao. e depois ao
Uirwte real, passando os senhores infantes para a
tribuna real, a lim de assislirem uns e oulros ao
Te Deum laudamos, celebrado com a mageslade
propria du seu alio objecto.
Acabada a onecao religiosa, suas mageslades saem
do templo, e netaa occasiao repetom-se as salvas das
fortalezas e navios do eslado.
33. Suas mageslades e altezas acompanhados
sempre do cortejo real cura aa procedencias ja men-
cionadas, pasaarn para a grande praca do Coro-
mercio.
Para facilidade do Iransilo, e das manobras mi-
as janedas mais prximas da tribuna real, do
lado occidental, para o corpo diplomalico, e senho-
ras de sna familia ;
as janedas cm seguida, do mesmo lado, al a'
roa direila do Arsenal, para os parea do reino emais
pesaoaa da corle, e para as senhofas de sua lamilla ;
as janedas do lado orienl.il do Terreiro do Pa-
co, desde o lorreao at ao centro dos edificios con-
tiguos, para os depulados, e senhorat de sua fa-
milia ;
as janedas do mesmo lado, al a, ra direila da
Alfandega, para os pares e pessoas da corle, qoe nao
cotiberrm as do lado occidental:
as janedas dos edificios, comprehendidas entre
a ra da Prala e a ra do Ooro, para os Iribonaes.
corporaciies e mais pessoas do corlejo real, e senho-
res de sua familia.
35. O pavilhin, ornado de bandeiras e Iropbcos
d'nrmas, he destinado para a ceremonia da entrega
das chaves da ridade ao monarcha reinante, pela c-
mara municipal de Lisboa.
No cenlro do pavilho eleva-se um Ihrono onde
suas mageslades e o senhor infante, condestavei do
reino, sao recebidos pela cmara municipal de Lis-
boa, pelos dignitarios da corda, e pelos altos fonc-
cionarios do estado, sendo rodeados pela corle, e
roais pessoas do cortejo, e de lodo o povo que con-
correr a esla funcrao.
Seiilan-ln.se tuaa mageslades as cadeiras do Ihro-
no, descubertas pelo repoateiro-inr, ha de sua al-
teza o senhor infante condeslavel, collocar-se di
reila do monarcha reinante com o estoque real des-
embainhado e levantado, ficando o alferes-mr do
lado esquenlo no lugar competente com a bandeira
real desenrolada.
Em seguida, e ordem de toa mageslade, o mi-
nitlro e secretorio de estado dos negocios do rei-
no manda recado ao presidente da cmara mu-
nicipal para fazer a ceremonia da entrega dat cha-
vea.
Logo que esle recadoseja rocebido sobe o presi-
dente da cmara munieipal ale ao estrado pequeo
do Ihrono, e, all, oflerecendo era urna salva de pra-
la dunrada aa chaves da cidade ao novo monarcha,
lia de signiHcar-lhe qoe ellas, no dia da inaugura-
Cao do seu reinado, bem podem considerar-te um
emblema da posse do imperio porluguez, nao me-
nos que da posse ('.os curaroes de lodot ot Portu-
guezes.
Tomando logo sua mageslade ai chaves, assim of-
ferecidas, loma a enlrega-las ao presidente da c-
mara com palavras de benevolencia em signal da
coufianra que deposita na raunicipalidade, e reco-
nhecimeiito ao amor de seus subditoa. Entao o pre-
sdeme da cmara miyiicipal tendo em auas roaos 0
estandarte do municipio, repetir as vozes de accla-
macao ao muilo alio, muilo poderoso e fidclissimo
rei de Portugal o Sr. D. Pedro V, que terdo cor-
respondidas pelas tropas, voz do general comman-
danle, e du povo reunido para presenciar esle acto
solemne.
36. A esla feslividade segue-se o corlejo das tro-
pas ero parada geral ao som das msicas de todos os
eorpos militares, pastando em continencia pela fren-
te de sua mageslade entre o pavilho e a eslatua
equeslre.
Depois desle movimenlo as tropas rcliram-se para
qnarteis pela ra da Prala, excepto a cavallaria, que
loma a posirao conveniente para acompanhar a suas
mageslades e altezas.
Logo que as tropas acabem de sabir do Terreiro
do Paco, suas mageslades e altezas, acompanhados
do corlejo real, regre-si ni ao paco das Necessidadea,
donde as carruagens do presido se hio de relirar
sem delein; i algoina.
A sahida de suas mageslades do Terreiro do
Paco he annunciada pela ultima salva real nesle
dia. \
37. O dia.lli de s*tembro de inauguracio do
novo reinado, e os dous immediatos, sao de grande
gala. ^.
Suspende-M o desparti e servio dos Iribtinae1
rorl-ao,, uudv, por nr.caaiin d f*neWdes p
blicas, be cosime suspender-se.
llavera luminarias geraes, salvas de arlilharia as
torlalezaa de mar e Ierra e navios do eslado ; sendo
permillidn oa repiques de sinos, os fogos de artifi-
cio, e quaesquer oulras demonstraron de grande
regosijo publico.
As salvas, nu primeiro dia, sio dadas, ao nascer
do sol, .i sibid i de suas mageslades do palacio das
Necessdades para as corlea, a entrada e sabido de
suas mageslades do parado das cortes, ao lempo da
acclamarao de el-rei depois do seu juramento em
corles, i entrada e sahida de suas magealadea da S,
ao lempo da ceremonia da entrega das chaves da
cidade a el-re. e a eahida de auas mageslades do
lerreiro do Paco.
O signal para as descargas do arlilharia faz--l_ ,
girndolas de logeles toncados nos largos corres-
pondentes.
Nos oulros das, as salvas sao dadas as horas do
coslume.
Em lodos os ires dia, a praca do commercio era
decorada noile com urna Iluminaran a gaz, ha-
vendo fogos de artificio no Tejo em frenle da mes-
ma praca no ultimo dia.
38. Sua mageslade, depois das festividades do
primeiro dia, lenciona i noile honrar, com a sua
augusta presenra. o Ihealro naciuual de D. Ma-
ra H.
No segundo dia sua mageslade, pelo faustissimo
motivo da inauguraran do seo reinado e do anni-
versario natalicio, recebe no paco deAjuda, pela 1
hora da larde, as felicilacOes do carpo diplomalico,
edeputaees daa cmaras legislativas; e dk beja-
mio corle, aos Inhumes, cmara municipal de
Lisboa, e as mais corporales, e pessoas que coslu-
mam eoncorrer aqnelle aclo no paco.
A' noile tua mageatade lenciona assislir repre-
sentaran lyrica no Ihealro de S. Carlos.
Sua mageslade no lerceiro dia ha de passar revis-
to a todas as (ropas, formados em grande parada no
Campo Grande; leneionando noitc presenciar, do
lorreao do minaslerio da guerra, a Iluminaran e
fogos de arlificiu.
39. Os empregailos competentes dario as ordens
iiecessarins para a boa execucao deste programma ;
a saber :
O mor lomo-mor. provendo ao mudo de serem de-
bidamente recebidas as tribunas que Ihes estila des-
tinadas, at pessoas reaes. qne nio lomarem Ingar
no Ihrono ; e designando ot criados da casa real, e
qual razia nomero o meu nome. assim notificado,
dei-me por entendido. No dia aprazado (-20 do
passado agosto ) loioei Irajo domimrpeiros, e ea-
valgando o burrico, parli caminho da villa, all c.he-
gae as 9 horas, e s 10 quando de veri am oa Iraba-
lhos principiar, eslava na aala da sessio, onde
chei rennldos muilos aenhotat, (aperamos o Dr.
juiz de direilo 3 horat, desengaados que nio mais
viria naquede dia, nos retiramos. No dia seguinle
para all lomei, ja la eslava entao o juiz, e fazen-
do-se a chamada, verficuu-se haver numero legal,
mal, Sanio cuerpo de Dios nio etlavam prepara-
dos o procetsos, e foi a sessao "adiada para o da 24.
Veja bem Vine, quanlo siiOre um juiz de relo ;
por mait qoe lenha procurado, anda me nio foi
ossivel conseguir minlia elimiuacao ; he que o lat
agarzinho nio do que peehinchar, porque enlio
nio faltaran! elle pratendentes, e nada mait fcil
que aer-ae eliminado.
Ah .' cher ami, no geral dos etpirlot nenbuma
verdad' e nenhum erro, eslo profundamente gra-
vados, e dahi resulla que as ideas moraes sio sem-
pre subordinadas ulilidailo individual : esla he
a ennviccio nica profunda do cominum dos ho-
mens : at suas acc,oes, appareulemenle generosas, o
seu enlhusiasmo, o seu fanatismo, Indo vai baler no
alvo do proprio inleresse. Nio crea alguem, que
alguma de suas cees deixc de adiar unta voz,
que a favor della se levanto. O filicidio commet-
lido pelo vellto Bruto achou defensores: achou-os
o parricida Marco junio : (eem-nos adiado lodot ot
criminosos Ilustres, e todos oa criles em que al-
guem tenia inleresse. '
Vodando ao qne Ihe ia narrando, saba Vmc,
que naquelle dia ( 2i ) fallamm alguns senhores, em
vrlude do que nio houve numero sofllcienle para
Ereencher a casa, e o Dr. juiz de direilo julgou por
em adiar o jury para o primeiro de outubro, loca
debaudar, ea voliar rada qual as tuaa pausadas ;
c por mira nada foi a relirrda, por tero que mait
ilezejava, mas nao tendo dot mais egoislas, muilo
estimara, que os presos nao liveatem tem proveilo o
incommodo, de virem da eapital para eala villa com
urna viagem de 12 leguas ; vendo-se ainda na dura
necessidade, de passar pelo sacrificio de vollarem
e virem segunda vez para aqui: ah I Srs. capiles
Polquerio.e Mello.por cerlo Vmcs.nem rnenos so-
liavam nunca com talas seinelhanlea creiam
de mim, qoe minio sinlo seus incommodos. Tai-
vez, por causa da luto-lufa de tal jury, me nio foi
postivel bispar o aecusador, c nem "meamo aaber
quem seria elle ; o promotor publico o Dr. Jovila
esto com 60 das de iicenra e porlanlo inhibido de
funrcionar.
Alguns juiz s se lem aventurado pelo que respei-
to au adiamenln. mas, romo os julgue temerarios,
nao ot quera) referir ; em toes circunstancias, coa-
tumu sempre observar os conselhos que me deu o
meu bom av, que Dos lenha emsua sania gloria.
Ouve e calla
E viveras vida migada;
Tua porto cerrars ;
Ten visinhn louvaras ;
Qo.inlo sabes nio dirs ;
Quanlo vis nio jnlgars ;
Quanlo ouves nio crers.
Se queres viver em paz.
O Sr. Hermenegildo uotso ex-sobdelegado foi pas-
sado para Nalnba, viudo para aqui em seu lugar o
altores Horlencto Maa da Gama e Mello, et-de-
legado de Alagoa Nava, esperamos de S. S. m.-de-
racao e juslica.
Nodia-5 (ou 6j do crranle na Preguira. engenho
do capdao Jos Theolonio de Csrvalho, um teu Ira-
balhador assatsiuou brbaramente com seis tocadas,
urna infeliz mulher cura quem viva concubinado,
pelo frivolo motivo de nao maia querer continuar em
lio errado caminho ; o perverso felizmente toi ira-
mediatamente preso.
De salubr'lade publica continuamos bem,louvado
Dos.
O uosso bom amigo vern he que nos chegou lio
moco e robusto como lia muilos annos o nao vemos
assim ; o que eslimamos sobre-maneira : mister be
contestar, que alm de ulil Irabalhador, he guapo
mancebo ; verdade he,que tomos pstalo pelas ba-
ga le las de vivermos abalados com calina deseccar
aa gargantas e a paciencia*, e de nos tonurmos "ln-
guidos, mulles e trouxes na trabadlo, sugeilando-nos
anda a repelidas con-lpaces ; porm, cher aml, o
que he bom cu,la caro, e nada ha. que por boradei-
xe de ler seus inconvenientes. Os lliealros (em as
peras que tozem somuo e os emprezarios que o li-
rain. As aasemblaa lem o enfado e os abrimenlos
de bocea, nao (aliando u'urna boa dose de cotovda-
das em das d* en -lenle, e na suave penitencia de
passar toda urna noile de pe fazendo senlinella, ou
de te agarrar perpetuamente 4 cadera pilhada urna
vez por felcidade pouco vulgar n somno lera ot
petadelot ; e o Irabalho a fadiga. Oprazerlem o
durar pouco ; e os pozares o durareni sempre de-
ntis. Que muilo pota, he, que o amigo verio le-
nha lambem a aua pechasinha? Incoiniuuda pelo ca-
lor, mas alegra coro o hrlho ,ie seus' das e a belle-
za de suat lindes lio formoaas e puras nesle uosso
abencoado clima, que ,nas valem por certo. que le-
dos os das paludos aip Ierra eslrangeira. Ora, pois,
tocamos pazes cont o bom do mancebo, e tolgoemos
de o vernios lio desvedado, em nos facilitar meios
para-faTrefmBs'aVrolheilas, qite nos prepara.
y.tdieu cher ami.
liiiarde-o Deis de um engao
Ue um bem rosto conlrafeilo,
De homens que Irazcm no pedo,
Sempre um ravallo troiano.
Palavras lodas d'amores,
Tencao perversa e dainada,
Peconha dissimulada.
Como vbora enlre flores,
fofre ami, .
O celho da Hora.
moros fidalgot, que liverem de fazer serviro na fet-
lividade da acclamacao real, denlro e" tora das
corles.
O eslribero-mr, provendo adireccio, intenden-
cia, e regularidade do cortejo real, sendo para isto
coajovado por dous ofliciaes da guarda municipal,
e suas ordenanzas de ravallara da mesma guarda.
O commandanle da guarda real fazendo postor
convenienteineuto oa saldados do seu commando,
para deseinpenliarem o serviro a seu cargo as di-
versas feslividadea, e auxiliar ot reposleiroae porlei-
ros da raima, no exercicio das funccOes que Ihes es-
i.io commettidas, para acompanharem o corpo di-
plomalico, c os pares e depulados em co"rles, e ua
S palriarchal.
O commandanle da guarda municipal cscolhendo
os ofliciaes e soldados do corpo do seu commando,
mais proprios para fazerem a policio das ras, e
facilitar o Iransilo das carruagens, assim as do cor-
lejo real,como s de quaesquer*oulras pessoas, prin-
cipalmente na cidrada e sahida das curies la S
palriarchal, e do Terreiro do .Paco.
Paco de Cintra, em 7 de selembro de I85.V
Rodrigo da Fonsera Magalhaes.
ITERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
PARA II IBA.
Maraanguape 25 de selembro.
Ciar ami.C*m indisivel prazer li mnha pri-
meira missiva transcripto em seu Diario do pri-
meiro do crreme, o vi pastados para letra redon-
da os pensaineutot. que live cu na pobre choca, et-
crevinhadus enm mal aparada penna. D'enlu para
c acho-me por lal mauera prejudicado, que ja
descuiiliecu a mim proprio ; e quando a poltrona
com o braco subre a mesa aformoseada de velha
livrnxada, leudo a penna na rodo, e qual oulro l.a-
menais, capaz de destozer instituicGes, costuraos.
creni-as. e opinies. Mil vezes Ihe tou ourigado,
por me haver niclu-lo uo numero de seus corres-
pondentes ; nio pusso inesmo signilicar-llie toda a
ininha satiafacio. e em lal conjunclura Ihe direi
como dizia Cainoes, se bem que em sentido di-
verso.
Mais vale experimenla-lo que julga-lo.
Mas julgue-o quem nao pode exprimenta-lu.
S dezejo de cumprir a obrigacio. que hei con-
trahido cun Vmc, me obrigaria a escrevef-lhe esla.
Ha dias ofTio de urna inlermileule.que me lem sof-
. frvelmenle maltratado, entretanto obrigarei, quanlo
mares, nenhoma carruagem podera conservar-se me for postivel, as torcas du corpo e espirito, afim
parada no espac" enlre a ra Augusto, ea ra d> de Ihe dar Urna noticia minuciosa do que por aqui
o brgadtiro Jos Jorge S5^^ I T^^^^lt^tluT^^T^r
Conceicao Nova, nem Uo pouco na ra da Prala e
ra dos Capelittai na parle comprehendida enlre a
ra Augoato e u Pelourinho.
O cortejo real eulraoa praca do Commercio pelo
arco iriumphal da ra Augusta.
As pessoas do corlejo apeam-se logo em frenle do
lia suecedido.
Eslava b*rn desaperrehido cerlo dia, quando vi
vir para mim u Domingos, foienliu que roe veio a
lembranca o maasaule jurj de Mamauguape ; e de
tocio, depoia das ssudacoee do eslvlo, mellando a
maonaHlgibcira.safa, ele urna grande lista, na
PERNAMBUCO.
3PARTIi*01tA POLICA
o dia 1 de outubro.
Illm. Ezm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que das-difieren I es participa cues bou lera e hoje
recebidas nesla reparlicio consta lerem sido presos :
A mi nha ordem, Pedro Soares Gomes, por ser
criminoso no termo de (joiaona, pur furto de ca-
vados.
Pela delegada do segundo dislriclo desle termo,
lunocencio Antonio, tambera por furto de cavados.
Pelasuhdeiegacia da freguecia de Sanio Antonio,
a prela Mara, por fuo, e Manuel Joaquim da Ca-
lilla, por desordem,
Por ofljr.io de 24 de selembro Ando enramunicou-
iii- o delegado do tormo de tiaranhuns, que no dia
15 do mesmo mez em o sitioCoquinho no lugar Ca-
ublinho, dislriclo d'uquelle tormo, Tora assasainadn
com um liro de emboscada Pedro Nolasco de Azeve-
do, cujo assassinalo fora mandado perpetrar por sua
propria mulher D. Mara Joaquina de Mello, que
se acha presa, e igualmente os co-ros,Elevio Alves
de Souza e sua mulher l.nurenra Maa do Espirito
Sanio, e Manoel Clemente Alves, contra os quaes II-
cava o mesrfto delegado procedendo os rompelenles
summarios.
Daos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 1 de outubro de 1855.Illm. e Eira.
Sr. conselheiro Jos lenlo da Cunta e Piguiredn.
presidente da provincia.O chefe de polica. Lui;
Carlos de Paica Teixeira.
ral Simpton datada da Crimea jot 8 de telembro de
18j pelas 11 horas e 35 minntot da noile: At
torcas adiadas atacaran) boje pelas 12 horas as obras
de defeza da Sebastopol.
O ataque de MalakotT foi bem suecedido, caldu-
do a obra em poder des Francezei.
V'al!"'u,B1(1"1gle*es conlra o Radale nao le-
ve buin resultado.
I.'iirf. T ir"rdilMrio qoe. sabtndo-se des-
rla^nden^d "n4S 9 d ^'^">, notan COr-
dX. carH ?"" eW'" nm]""" ""t* "'
da ma,.Moeipl,c.-te mu f.c.lmenle. allenden-
do-ae que erara j. duat hora da larde uando esta
unca chegar. ,o cnplo. do Time,, lempo^
que mu provavelmenle a caria do notao tsorrescui^-
denle estarla ja poala no crrelo.
Segundo os despachos do general Simpsun, com-
mandanle em chefe daa fon-,, blannicas n, Cri-
mea, communicadoa por meio do lelegrapbo elctri-
co ao ministro da guerra era Londres, a tomada da
famosa torre fora preparada pelos seeuinles acoule-
cimenlos.
No dia 5 de selembro tofo o amarillecer rompe-
rn) aa baleras adiadas um fogo hurroroao cunlra
as torlificacSes de Sebaalopol, o qoaf doroo sem in-
lerrupcio al o dia 8 do mesmo mez.
No dia fi as granadas toncadas pelea alliados in-
cendiaram a fragala rusta Manau.que se arhava nu
Porto Grande.
No da 7 toi incendiada oulra fragata "rusta turto
no metmo lugar, havendo noile urna grande
ploaao na cidade que ae suppe ler tido occationada
por umdosaimazens rutsot qae ficam ao lado
norle.
O incendia produzida por etla explotas ainda h-
vrava na manhaa do dia seguinle. '
Entretanto o principe Gorttchakoff participara a
i de selembro para S. Peleraburgo que a siluac
Sebastopol u.o havia mudado, que O fogo do
go conlinuava como nos dias preceden!
progresadas a proxee do meemo era couslanlen
re'.jnlado pelo togo das baleras russas.
A torre de Malakoll, como j Mtiriarooa. linha
perdido a importancia de quo gozava a visto daa PO-
vaa obras construidas pelu Huesos ; boje i
mais considerada como a chave de Sebasf
rem nao se po.le negar qoe a tomada da mesma i
niara multo us sitiantes e desanimar na mesma ra-
zao os detonsores da orgulhoea torlaleza.
As relaors do governo oapolilano cora as crica
de r ranea elngialerra correm gre.nde risco de terem
interrom pidas.
O correspondente de Pars do Daily News diz sa-
ber de fonle particular que pedindo ulliipamen
Mr. de f.acour, embaixador de Franca et
urna audiencia do rei Fernando, rasa Ihe tora re
sada sob pretexto de achar-se tua magetlade incuin-
modadu. Entao Mr. de Laconr dirigir ao minia-
Iro doa negocios eslrangeiros urna especie de uifii
tum, declarando no mesmo lempo qae teas re
sicoes conleudas no mesmo uio foasem sals
denlro de 15 diat, pedira tena pasaaporlea.
Em Porlmnulh dizia-te lambem que o .Yepii
navio de (2 aequencia de cerlot insollos recente* allr faite
embaixada hnlanira..
Pela nossa parle cremot que delicado que
procedimento do governo uapolilano para coma
Franca e Inglaterra, calas uao lije perdoaro
as sympaliiias que lem demonslr
Ruasia.
Tanta he a agitacao que vai lavramto pT;
toclo daquelle reino ha quem ataesure e Aeslra,
lemendorebenle all urna inaurreicio. a qual nafa-
ramenle aediffundira por loda a pennsula, repre-
sentara j duaa vezes sobre at pralicas odiosas.lii
meas e barbaras das autoridades policiaca do meamo.
Na Dinamarca o re sauccionara as alleracees fe>
las na le fon lamento!, o presidente do coamaH
apresenlar ao I.and.lhing a constituic* coll
vat, pronunciando nesla occasiao um discurso i
duroit duas horas Se a medida for rejeiladab
ministerio dar a aua demisaao.
Coramunicam de Berlim que o governo dia
qoea acontelhado peto Austria, resolver
0 imposto qoe percebe dps navios que p
Sun, Isto para evitar coraplicacet eomna .
1 nidoss
NaSuecia o Stadiholder' lera a oa demi
. lal fura aceito, mas continuara' no exea^^^H
emprego al a primavera, lempo em qoe i
real sera' nomeado vice-rei da Noruega.
No Egypto continuam ainda ot revoltosos em
mas no interior, havendo quem assevere que o
mero delles sobe a 7,000, pouco oais ou menot.
Na Abytsinla os mfsaionarios chrialos reeab
ordem de deixarem iinmedialamente at pr
de Massoa' e Khartona. A perseguieao estende-vi
lambem aot mussulraanos e a lodos ot que nao
lama f copla.
Na India China conliuuavam os insurge
ainda em campe, mas priucipalroente na seg
dessas regiOes iam perdende muilo lerreno pata as
bandas do norle.
Dos Estados Unidos nada consta que imperUucia
lenha, lodo o paiz acha-te tranquillo.
Km II de agosto abri se a communlcacao enlre
Panam e Apinv.all por meio do lelegrapbo elc-
trico. Differeulea rnentagent toram enviadaa atra-
vez do aduno, recebendo-se reipotUs dat mesmas de
modo satisfatorio.
No Mxico vencern alinal ot revoltosos. O g-
neral Sanl'Anna sahio daquella cidade a 9 de agosto.
asaignou a sua abdicacSo em Perola, e dlrigiu e
para Vera Cruz, onde embarcou a 17 do metmo mez
para Havana, sendo escollado por 2,500 homens de
tropa.
A reapeilo da recontlracca do governo, parece
que tora adoptado o plano do general Alvares. I
general Carro arha-ee Horneado presdeme interino,
e o general La Vega commandanle em chefe do ex-
ercito.
Ouanlo aos mais paizes refer*- os as caria de
nossos corresponden lea, l/^
(- -- 90 o|8 ; wf cinco por eruto brasHeiroe a 103, os
russos a 99 3)4. os qualro por cenlo hallandezet
% 1|| a 96 7|8, e os Ires por cenlo b
MAPPA demonslralir.o dos doenles tratados no
hospital regimental de Pernambuco no-mez di
selembro de 1855.
lloapil.il na
Solcdade 1 de
outubro.
Somma
1
s - ti (0 s . S te lJ
o
ve a " (fl
w gil 'J>
102 m 236 193
S 101 Mi
Obtercacoet.
Dos fallecidos 1 toi de tubrculos pulmonares e I
de febre amarella.
Dr. Prxedes Comes de Souza Pitonga,
1 cirurgiao encarregado.
MAPPA do$ doentes tratados no lerceiro trimestre
de 185.5, no hospital de Pernambuco.
Hospital na c a
Soledade 1 de 3 * S E
oulobro. 5 i 0 ^ 0
U p J. -
Somma 99 378 m 307 9
101177
Obserraroes.
Dos fallecidos i toram de Inberculos-pulmonares,
-! de diairhes. 1 de febre amarella, 1 d gaslro he-
patite crnica e 1 de c"arcinona da bextsa.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pilonga,
1" cirurgiao encarregado.
DIARIO DE PERMBim
Pelo vapor Acn entrado hontem de Southamp-
lon via de Lisboa. Madeira, Tenerife c S. Vicente
recebemos a- carias de nossos correspondentes de
llamhurgo. Londres, Pars e Lisboa qn llcSo trans-
criplaa em oulro lugar deste Diario,e bem assim va-
rias gazclaa inglezas, Trancezas e porluguezas, das
quaes as primeiras alcaucam a 9 do mez prximo
passado, as segundas a 8 e as ultimas a 13.
O ficto mais importante que tomos a registrar he
a tornada dt Malakolt peina l'rancezes a 8 do pasta-
do, lendo sido os Inglezes repellidos no mesmo no
diado Hdenle.
Nio livemos o Times qoe di esto noticia, qoe he
o de 10 de selembro, masum negociante desla praca
de inconlestavel probidade transcreveu delle a se-
guinle declaraco que nos remelteu:
SITIO DE SEBASTOPOL.
Tomada de Malakoff.
riptorio do T/.WHS s duat horas da larde,
Keparticao daguerra 9 de selembro.
Lord Pdonure recebeu a seguinle noticia do gene-
Di
qua
.S'enAoroa redactores: No poete deixar de
clarar que fura mal informado ido
rommunicado publicado em ten acreditado jorn
2* de 28 du proxyno passado inet^^H
en me linha empenhado cora o Sr. Dr.
ser contemplado ero, um dot lugar.
tribunal do commercio, nao podemlo
por ler sido desonerado o Sr. Bastes
dn meamo merilissimo tribunal. A a
res, redactores, he a que patso a refe__
Apresentando o meu reqoerimei
bargador Batios, peraunlou-me, s
querequena, e dizendo-lhe que prelru
lugare do iribuual do commercio, re-
que todos ja eslavam da los. Apezar i
eu Ihe fallei dos documentos ju
menlo, os quaes provavam'evidentemeoli
hab I i taces, e moslravam a necessidade de 1
cerina para alimentar urna mulher e Irat fillu
leura idade : entao o Sr. BaslosJ(recebeu o m-n 1
querimento, e repetindo o qua jame h
crescentuu que apena restara am dot de
de meirnhos, (tormaet palavras) o qual aindaque
lambem eslivetae dedo, corra duvida de ser ai
do chegatse o vapor.
O qoe venlio de expor, senhores redactores, 1
ce-me ser difierente do que se dhue no enmmonis
do a que me reliro, a cujo Ilustre auto
deco o quanlo expenden em meu abono.
mais que na larde do dia eguinte ao da ch
vapor, que Irouxera a deraiasao do 9r. B;
receber u meo requerimento, o indo apresenla-lo a
Sr. desembargador l'irmino de Souza, com quem
nunca livera occasiao de fallar, recebeu-
vio-me com lana altobilidadee attenrao, qne snTwr
isso eu sempre Ihe seria grato, ainda qaaatdB oto me
lizesse Iionra e beneficio de unmear-me eterivao
interino do merilissimo tribunal do crame
Consinlam, teiihoreis redactores, a impreaaih) des-
las mal (rucadas linhas do ten assiananle t
Manoel Varia Rodrigues de Satcimenlo.
PIBLICAHAO A PEDIDO.


Dura, pesada e frrea lei da merle, ainda un
vez nao (veste urna excepcto, urna moillicac.iu, um
desVio Sempre a mesma em lodos oa
todas as idades O mesmo Dos humanado nio foi
dispensado de soffrer o lerrivel elleito de toa inva-
riavel e cerleira execor.lo .'
Por forja de leu hrrido e tola! decreto, j.i
exisle oilluslreSr. lenenle-coronel Manoel Xavier
('. irnoiro da Cunha.
Depon de Iragar o calii de mudas amarguras,
causadas pelos soflrimenlos e pesadumes de urna atu-
ra.la enlermidade, como verdadeiro sectario da
lnuu se boje pelas Ires horas da manhaa, entregando
ao seu Creador um espirito recio e purificado pela
recepcaode lodot oa Sacramentos, que a Santa Ma-
dre Igreja enva a seus (dios na hora extrema.
Nasceo'o iliuatre finado na freauezia de Igonrassii,
e leve.a ventura de se casar com a muito disimila
e nobre por snas virtudes, Sr. D. Liara de Lima
Xavier, que sobrevivo ao aeu digno espose. .
Suas virludea cvicas Ihe acarearan) o posto de
alferes as auligaa miliaa, depois o de majar da
guarda nacional do municipio da lioianna, e ultima-
mente o le lenenle-coronel commandanle do bala-
da de Nossa Senhora do O', era cujo ultimo posto
foi refrmalo.
Servio comzolocaeeitarao publica o cargo de sub-
delegado do dislriclo de N. S. de O', e fallecen aos
50 anuos de aua idade, deitando por nico fruclo de
aeu consorcio unta lidia, casada coi
Sr. lenenle-coronel Bento Jo-c da mdor-
* Irc liu)adn.um pai e um amigo modello.
Seus retlot morlaca foram dados a sepultura na
ordem lerceira do Carmo ; e agora ao reala delle
immorredora lembranca. que sempre conservado
teus amigos e prenles, de as virtudes.
A (erra nao Ihe pete 1
Goiann Io de selembro.
'_______ Por um amigo.
COMMERCIO
4 "*
RACA UO RECIKE i. DE OUTLBIK
HOHAS DATAHDB.
ColacOes eulciaea.
Hoje nao houveram coiaedt.



OIMIO D PCMUIBUCO TERCA FEUU i DE OUTUBRO DE 1855
\'
W
alFANuEUA.
lUudiroenr do dia i......12:5328119
Oattarregam hojt 2 is oaitiero.
Brigue franeei^Jmnmercaduras.
Barea inglesaiad Hennairdcarvao.
Bsrona inglesallon :ttule ro e carvao.
Escull dinamarquesaloquenmercadotias
Palacho americano (Km. Skimur familia de
Uigo.
Escuna braiileira/V-uradiversos genero*
iXWSWaiDO GBRAL.
Kendimenl.i do da I. .... ITVLiM
ltVERiAS PROVINCIAS. ^^
Rend ment do da i HOJOOI
Exrjortacao'. ;
-raralnb.i nacional Conceieiio de
iQduiio a sega i nle :
I^^BR'o* e nacionaes, I
zavel ditas chapeos rapados. 100
dunas da birros, 370 pares de eichos. I duzias de
choralhos, I sacca arria, 2 dilas caf, 1 barrica bo-
lachinha, 31) pedras tie amolar, arroba de lio de
elgodao, 74 duzias de coco. 36 laboas de louro, 7
cu-lados de pao d'oleo, 25 Iravessdes de ferro fun-
did..
HKOKBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS tE-
hAES DE PERNAMBUCO.
Kendimenlo d ta ...... 813H0
SULAUO PROVINCIAL.
Rendiinentii dedia 1...... 1:43-29069
-- PAUTA
ntes do turnear, algodo, e mais
generas t'o pai:, fue se despackam na misa do
de Pernambuco, na semana de I
(i 6 da onlniro ie 1855.
Assucar en caitas branco 1 qualidade a
a 2." i) u
H roas.:.........
bar. esac. braico.......
mas-avado.....
refinado..........
Algodao em pluma de t. qualidade
n a 2.a a b
3. B 1)
ni enroco.'........
le agurdenle......caada
Aguardeule cachaca........
de caiiiiu.......
resillada.........
do rtiuo........
............ caada
............... botija
l-W...............caada
............. garrafa
Arrof pilado duas arrobas um alqoeirc
n en casca...........
Azeile de mamona ........caada
i) raundobim n de coco o
o de peine.........
Cacao............... ,
Aves araras ......
papigaios
Bolachas .
Biscoile*......
Cafnos).....
a reaslolli j .
Carne seeca ........
Cocos com casen......
(.baratos bens.......
ordinarios ....
regala e pijmor
Cera de carnauba.....
em vclai.......
Cobre doto mao d'obia .
Couros de bni salgados'. .
n verdes.........
spiados.....
de tica ......
a abra cortijos .
lio-1 calda.......
ama
um
cento
jalea ..... ......
Estopa Mciouai........
trangelra, mac d'obra
1-

....
lia bom. .
rdioaiio .
Ipecacuanha.......
iiomma .
(euaibre. .
l.cuba de achas grandes -
pequtnas !
a loros ....... n
l'i anchas de amarello de 2 coalados urna
o......... u
Costado de amarello di: 35*40 p. de
a 3 le I..... i>
le dilo usuaei....... u
(..osladiolio de dilo........ i>
Soalho de dito....... i'
.......
Cnsladlnho de dilo ....."
........ i. '
cedro..........
Toros de lilajuha ....
reir .
3
9

9
1700
39200
59700
5300
49900
19425
9550
3H0
9480
480
9600
9580
240
9580
9240
49600
19280
9550
19600
1*80
59000
109000
39000
79000
89960
49200
39000
39500
69400
59000
39840
19400
9600
29200
119000
1.19000
9160
9190
9100
9200
159000
9*00
9160
9160
9320
9240
19280
I9OOO
29OOO
I9OOO
1960
2S006
j5oo
alqueir 69400
89000
39000
79OOO
49000
3t00
389400
39000
19500
29400
.__ 9900
10*90
149000
79000
.

*

> um
i>
alqueire
e

quintal
duzia
a
REVISTA COMMERCIAI. DOS M FKCADOS DA
EUROPA PELO VAPOR Al OS. PARTIDO A
10 DE SETEMBW DE SOUTH AMPTON.
Situaco.
O principal aeonteciroenio.de agosto foi a visita ufli-
cial da rainha de Inglaterra o corte de Franca. Esta
nova garanta da nuil* dus dous grandes povos leve
a inais felii influencia sobre a marcha dos negocios
commerciaes. Urna carta .le l.uiz Napolego escripia
a 20 de agosto 10 general Peltstier lena grandemen-
te preocupado a attencio publica. O imperador do
Franceze* se exprime assim,Dirig minhas felici-
1.1 roes ao exereilo, e as recebei tamben. Diiei a es-
sos bravos soldados que ha msis de anno teem sap-
porlado man lilas fadigas que prximo esta o termo
dos seus sollrimeotu*. Sebastopol, assim o espe-
ro, breve eahira sob seus golpes, e, quando o
aconlecimento tivesse de .ser retardado, o exereilo
rnsso. eu o sei por avisos quepareccm positivos, nao
podona sustentar a lula durante o invern na Cri-
mea.
Tem-se pensado rom alguin fundamento que Na-
poleao nao annouciaria assim ao exereilo o prximo
termo dos leus soffriroeiilos sem ler serios motivos,
ralla-se em propusieres de pai fui las pela Russia,
proposiroes actualmente siibiiielli.las ao esame dos
RoveniQ> adiados, e concebidas em termos laes que
o desenlace da grande crise europea seria immi-
neole.
i.imilamo-nn-ga enunciar estes boatos, e a mani-
festar os nossos votos uta .intentes pelo restele-
cimento da paz que vira abrir vastas posr.es ac-
tividade cummercial e induslrial.
A ronliaiica, pui-, he varal, mas enganaria-se
quem atlribuisse a esta conflan^a o movimento as-
sencional obravindo em quasi todos os mercados da
Europa a respeito das principaes mercadorias, e
d'entre ellas a respeito dos assucares, calos,couros etc.
Bala alca parece devida a subida geral do pre;o dos
gneros de cunsumo que faz subir peluco a pouco a
laxa do trabalho. Ella se explica lamhem quanto aos
assucares pelo faci de que o producto da beterraba
sendo, namaior parle, desde Hamburgo al Mar-
selha convertido em alcool, a Europa se v obriga-
da a recorrer para seu abaslecimento aos paizes de
alem mar, cuja producrao fica estacionaria emquan-
lo que as necessidades augmentam.
Quanto aos cafes cumpre observar que o invern
passado foi inuitu prolougado nmiio rigoroso, e
qu- por isso se fez alem do coslume uso das bebidas
excitante*. As existencias ficaram loso extremamen-
te reduzi.las emquartlo que os paizes productores
viam escassear suas colheilas. Os ibsstecimenlas
consideraveis feitos nestes ltimos lempos para o ser-
vi^o dos exercilos, nao a* pelas potencias belligeran-
tes, mas lamhem pelas que suardama neulralidade,
explicam suflicientemenle o favor que gozam boje os
couros, e temos a satsrac.aij de o havermos .innuo-
ciado, ha seis mez-. aos ossos ieilores.
Hamburgo 7 de selembre.
Cafs. Esle erligo tem gozado um favor sus-
tentado desde a partida do ultimo correio. As Iran-
saeces tem sido muito importautes, e o melhora-
meulo que haviamos feito presentir nos precedentes
avisos nao lein cessado de ir em desciment. Deve-
se notar que os importadores tendo manifestado prs-
a de realisar por causa do favor que gosa o arliso,
nao hoave ali. 1 sensivel nos proco- que a nao ser is-
so leriaiu cliegado infallivelmenle a nm alto alga-
rismo. Os avisos favoraveis viudos da liollanda pelo
Mi'traplm a respeito do comeen dss vendas da su-
eiedade de commercio -los Paizes Baixos iio podiam
deixar deassegurur aqui urna alta influencia de qoe
(erllo os possuidores acluaes e os importadores de se
felicitar por muilo lempo. O* caf ordinarios do
Brasil, cujos procos foram al o presente os mais bai-
xos, sao os mais procurados e os qoe se oblein com
menos vantagens. Vendas 58.000 arcas do Rio e
Santos de 3 3|8 a 5 l|2 sch. 28.000 saccas de l.a
(uayra de t7|8 6 l|4 algnmas saccas, San Domin-
go cerca de 6,000 saccas de 4 5|8 a 5 sch.
Estalis- Deposito no imporla(oes dos Deposito no

de Janeiro.
tica.
Aunoe.
la>6 15,500,000 saccas
1854 10,000,000
1853 11.000,000
1852 16,000.000
1-desetem-
bro.
23,500,000
21,500.000
18,000.000
21,000,000
das......
.piiris.......... i)
Eai obras roda* de sicupira para c. par
i
Melaro .......
Mili..............
Ira do amolar........
......
.......
........
I'iasaava.......... .
Sala ou vaqueta ."......
Sebo.em rama..........
Pelle de carneiro.......
Salaa pariilba..........
Tapioca..............
I.lillas de boi..........
Sabio..............
Esleirs de perperi.......
Vinagre
Caberas de cachimba de barro.
canada
alqueire
ama
con lo
motho
nieio
urna
@
h
canto
milheiro
309OOO
H9OOO
89000
69OOO
.39500
790O
69000
39200
29000
39000
19280
19600
19920
19280
449000
209000
9300
19000
9640
69000
|800
49OOO
9320
29400
3200
9240
I7960O
49000
8210
9120
9160
309000
59000
I
/ ?
PKAgi DE LISBOA.
I i de aelembro.
o ha nenliiima alleracao sensivel no preco dos
Ja ultimo bolelim remellido no da 5
pelo el). Pedro II
Navios estrados.
Setembro 7 de Peruamliuco, patacho porluguez
Brilaanle.
k do Rio de Janeiro, Babia, ele, vapor
ingleinGreal Wesleru.o
1 por porluguez D. Hara II.u
del'ernamhuco, patacho porluguez olla-
Rio Crtnde do sol, patnho porluguez
Leeoor.
Sabidas.
Setembro j pir o Rio de Janeiro, Babia, ele.
apor portoguez 11. Pedro II..,
para o Ido de Janeiro, barca americana
para o Rio Grande do Sol, patacho ingle
eller.
Seiembro 8 ptra e Rio de Janeiro, brigne por-
luguez Novo Veiu tdnr.u
para ii Rio Grande do sul, escuna hol-
landeza njanlerra.,-
Navio a' carga 110 fajo em 15 de setembro.
o de Janeiro barca porlngaeza uPro-
gressi-
dem barca purtugneza ajanla.o
dem dem a''eio.
dem -
ie Tarojoll.
dem dem oberano.a
dem kleto .aia.D
dem Mem 1 )nt de Man
irluna d*Afriea.n
iiamarqiiez Ida.
dem brisue sueco Helena.a^ra/
lein escuna americana Blsenor*.
-barca poilngiieza Lisbonense.
'd*m eaa Ameli.1
Idei- Mea Bella Fiaueirrn
"rluguaz Nora Amiaade.a
Idfi Lusitano.
Jde ortugun JoHephina.
Par Sanios irigue porlognez Tres Irmos.
Para Pernamburo barca portugueza Cariladi
Ameli
dem
dem brigue porluguez uLealdade.o
Para o Par .irlugveza Oliveira.n
-dem idem Defen J
Para o Rio Grande da.Sul barca inglru nSa-
rootl Train.a
8primeiros
mezes.
8,800.000
61.400.000
6J.90D,000
.56,000,000
Ullimos precos. Brasil ordinario 3 3|4a41|4
sch. por libra real ordinario 4 3|8 a i 1(2 bom
ordin.rio 1 5|8 a 4 13|I6 lino ordiuario 1 7i8 a
5 1|4.
Assucar. Negocio aclivo ; movimenlos impor-
ta mes com alja de 16 a 24 sch. ha um mez. as
sorles do Brasil as vendas compreliendendo as que
silo a entregar foram, 3,509 saceos da Parahiba, 500
de Pernambuco mascovado ;' em disponibilidadc
6,009 saceos de trigueiro de Pernambuco. 500 de di-
lo e branco da Babia approximados aos preros cor-
reales ; a saber : Baha e Parahiba o branco de 16
3|S e 173|4 m. b. por 100 libras ; dito Ingueiro de
15 a 16 l|. Perunmbuco o branco de 16 a 17 1|2,
o triiueirode 15 a 16,Ilavaua o brauco de 20 a
23, o irigueiro de 16 a 19 l| i.
Cacao.Pouco abaslecimento, umita procura de
todas as sorles, porcm muito pouca ollera esperan-
do-so urna al?a decidida. Teem sido vendidos pe-
queos lotes do cacao do Para para as necesidades
correnle. Na partida do correio nao havia mais
das sortesdo Brasil nem deSan Domingo*.Unimos
presos: Para de 4 5|8 a sch. por libra, Babia 4
nominal.)
Londres 9 de setembro.
Cafea.Em boa posico. Na primeira qoinzena
de asusto venderam-se principalmente as boas qua-
lidades com ama procura regular ; na segunda
qoinzena porem a procura foi mais particularmente
las qualidades ordinarias. Das surtes do Brasil fo-
ram vendidos migavelmeule 18,800 saccas do Rio
de Janeiro de 39 a 43 sh., o a entregar; muilos car-
regsmenlos, sendo um de 1,800 saccas a sh. 36.6,
oulro de 3,850 saccas de 38 a 30, e filialmente dous
de 2,000 saccas de 38 a 41 pelo lavado. Em leilo
nada se venden desla sorte.
A-sucar.As vendas do bruto c do refinado tem
ido miT^riTmadas com alca qoasi geral de 1.6 a
2 sh.' Coiitam-se nao menos de 29,000 saceos do
Mauricia adjudicados com fvor,'18.000 a 19,000 do
Bengala, e do Ha vana vouderam-se grania*-a4iiLLir.
dades, islo he. 48,000 caixas por preros altos.
As qualidades do Brasil deram lugar a aeguintes
veudas : 2,000 feixos do branco da Rabia, 300 cai-
aai e 500 saceos para Golhemburgo a sh. 272,100
saceos de Macei, e 9,000 de Pernambuco mascava-
do disponiveis de sh. 38.3 a 39 (livre de direitos.)
O melaco est em grande favor, compra-se pelo
prero de 19 e 20 sli o de Cuba. lia muilo pouco a
venda de melaca do Brasil que se oblivesse mais
barato adiara fcil extraern a 17 e 18 sil.
Couros.Procura activa. A Yendas publicas no
correnle mez lem sido muito animadas, principal-
mente das proveniencias do Prala e da India, em
consequencia de encommendas feilst do continente
por prec.0 muilo elevados.
Havre 8 de selembro.
Caf.Transares regulares, porcm sem anima-
cao. As vendas pela maior parte foram em leilOes,
e pouco se vendeu amigavelmcute.
O resultado favcravel das duas primeiras vendas
publicas da sociedade hollandeza de commercio ,
trouxe mais animaran as IrapsaccOes desles ltimos
das. A procura amigavel lornou-se bstanle acti-
va, sendo parle para a exportado, e os precos em
cerlos casos tiveram um pequeo favor. Vendas
dos do Brasil ; 4,900saccas do Rio nao lavado de 5(1
a 54 fr. deposito ), 1,900 saccas d lavado dilo a
65, 2.450 saccas do nao lavado de 50.50 ceul. a 57
fr.,200 saccas de boa qualidade a 62.50 cen.160
ditas do lavado a 70 fr.Publicamente foram adju-
dicadas 2,000 saccas do Rio (sao) de 104 a 105 fr.,
1,200 ditas vindas pelo Le-I'aitlanl, sendo 49 sac-
cas do lavado de H6 a 126, e o Teslaule nao lavado
de 106 a 110. -
Deposito73.750 saccas ( das quaes 20,000 sao do
Brasil), ou 3,070,000 1|2 kil. conlra 3,500,000 1i2
|0. em igual poca de 1854.
Assucar. Transacces aonunciadas com aira dos
precos, e a boa qoarta sorte das Anlilhas he 'colada
actualmente em 59 fr. Das proveniencias do Brasil
foram vendidos 2.000 saceos da Babia, sendo 1,148
vtndos pelo CcphUe, a 27. 50. por 50 til. ( deposi-
to ), 600 de Pernambuco por preco em segredtr,
6,300 de Pernambuco, parte para a" exportadlo de
fr. 2.1 a27. 75 50 kil. ( deposito '. Uepois do dia
29, em que o Julio, vindo de Pernambuco, en-
Irou, as cheganeas foram nenhumas,. e nolou-se a
chesada do navio brasileiro, a Imperatrz, capilao
J. D. de Araujo, viudo do Rio de Janeiro, que en-
Irou no porto do Havre a 6 de setembro, nao obs-
tante os ventos contrarios.
Joao de Carvalhp, Zeferino Jos da Cotia Pinhei-
ro e 1 menor.
NOTICIAS MARTIMAS.
O vapor inglez Avon conduzio a reboque o bri-
Eiie sueco Wilhelm, de 154 toneladas, capilao J.
Svenssen. com carrexamento de caf que havia lo-
mado no Rio de Janeiro, d'onde parti ha 12 diaa, o
quid por ter desarvorado reelamou o soccorro do
referido vapor. Esle brigue assim como os passa-
seiros do roesmo vapor ficaram de quareolena por
Lidias. 4 K
A barca brasileifa Mara Deolindao, entrada
lambem hontem do Assu'conduzio 19 nufragos da
barca ingleza Couuless of /.ellaud.
EDITAES.
O Hlm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda constar aos proprielarios abaixo
mencionados, a entregaren! na moma Ihesouraria no
prazo de 30 dias, a conlar do dia da primeira publi-
cado do presente, a importancia das quolas com que
devem entrar para o calcameiilo da ra Direila al
a travessa da Penha, conforme o disposto na lei pro-
vincial numero 350. Adverlindo, que a-falta da en-
trega voluntaria ser punida com o duplo das referi-
das quolas na conformidade do artigo 6 do rehila-
ra etilo de 22 de dezembro de 1854.
N. 2. Joanua do Rosario Guimaraes Ma-
chdo..................779400
N. 4. Viuva de JoSo Leilao Filgoeira. 89966
N. 6. Hospital da Misericordia de Angola 619800
N. 10. Ilenanlo Jos da Costa Valeolim e
Francisco Joaquim Pereira.......419700
N. 12. Mara Joaquina de Moora.....769200
N. 14. Ordem lerceira de S. Franeisco. 459000
N. 16. Antonio Francisco Pereira. -. 779220
N. 18. Ilerdeiros de .Manuel ('.aciano de
Albuquerqoe...............579600
N. 20. Viuva e herdeiros de Antonio Joa-
_ qnim Ferreira de Sampaio.......689400
N. 22. Francisco Alves da Cuuha.....309000
N. 24. Joao Malheos...........8->500
N. 26. Joaquim Francisco de Azevedo. 529000
N. 28. Dilo, dilo...............619200
N. 30. Ihereza Gon^alves de Jess Aze-
'<...................GSoiOO
N. 1. 11 -inandado de N. Senhura do l.i-
vramenlo................99000
N. 3. Joaquina Mria Pereira Vianna. 839400
991000
869400
V 5. Hila, dita.
N. 7. Dita, dita. .
N. 9. lia/iho Alves. da Miranda Varejao 759000
N. 13. Francisco Brandao Pacs Brrelo. 439200
N. 17. Irmandade do Espirito Santo. 189000
N. 19. Joaquim Bernardo de Figuereido. 28j00
N. 21. Dilo, dito.............1199100
. 1:4549886
E para constar se mandou aflixar o presenie, e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
vincial de Pernambuco 14.de setembro de 1855.
0 secretario.
A. P. Innunciarao.
, O Hlm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprielarios abai-
xo mencionados, a entrenaren! na mesma Ihesoura-
ria no prazo de 30 dias, a cootar do dia da primeria
publicaran do presenie, a importancia das quolas
cora que devem entrar para o calramenlo da ra do
Rangel, conforme o disposlo na le provincial n. 350.
Adverta.te. que a falla da entrega voluntaria sera
punida cutu o duplo das referidas quolas na confor-
midade do arl. 6 do regulamento de 22 de dezem-
bro de 1854.
N. 2. Ordem lerceira de S. Fran-
cisc.............
V 4. Benla da CouceirAo Ferreira .
N. 6. Domingos Jos da Silva .
N. 8. Theolonio Flix de Mello. .
N. 10. Carila Eumenia da Concei-
ro.......... .
N. 12. Herdeiros de Thereza de Je-
sns........' .
N. 14. Irmandade das Almas do Re-
cite ...........
N. 16 Ezequicl Franco de S .
N. 18. Francisco Antonio das Cha-
.ga...........
N. 20. Herdeiros de Josepha Francis-
ca Rosa..........
N. 22. Francisco Antonio das Cha-
%. %**.....'......
N, 24. Irmandade das Almas do bsir-
ro de Sanio Antonio......
N. 26. Manuel Antonio Mooleiro de
Andrade..........
K. 28. Amonio Jote Goncalves de A-
zevedo...........
N. 30. Viuva de Miguel Jos Ri-
beiro...........
N. 32. Ordem lerceira de S. Fran-
cisco ...........
N. 34 Paulino da Conceieiio.....
N. 36. Antonio Uypolito Verrosa. .
N. :!-;. Viuva de Domingos Jos It.ir-
bosa ........
189000
I89000
379OOO
499500
579600
189000
169200
2552OO
169200
619200
I89OOO
419400
59000
2.59200
529500
2.59200
2I9OOO
899100
.lii.rt Mureira Marques ...
Manoel Jos da Silva Brava .
I.eonanlo.....,.
Jos da Fon-era e Silva .
Jo3o da Silva Moreira .
Dr. Alexandre Bernardino dos
eis e Silva........
N.v>2. Tiburcio Valeriano Baptista .
d_k. Mara Joaquina
Mello.
de Macedo
MOVIMENTO OO PORTO.
Socios entrados no dia 4.
Sotilhamplon e porlnj intermedios20 dase 1|2
vapor inalez Aven, commandanle Reved. Pas-
sageiroa para esta provincia. Adolpho Sahafliei-
llin, Carlos J. Asllev, M. Burl.-, Flix Siu-
vage, Jos Ferreira da Silva Sanios, \l. Mc-
nczes, Rolierl B. Gardiner, Tiloma/. Lowden
Lniz I.uceen Paulain, Jos Mieuct dos Sanios,'
Manoel do Reg Lima. T'icou de quarenlena por
15 dias.
Ilha de Sandwich120dias, galera americana Dro-
mo, de 306 toneladas, capilao Midletou, equipa-
geni 18. carga azeile de peixe ; ao capilao. Veio
refrescar e tegue para New-London.
Hamburgo 54 dias, patacho dinamarquez uCo-
queUi, de 135 toneladas, capilao M. A'rag, equi-
pagem 9, carga faten las e mais genero ; a As-
ile) &Coinpauhia. Passageiro, E. Kallzow.
Atsu'12 dias, barca lirasileira Maria Deolindao,
de 432 lonelada, capitn Cliritlovo Francisco
Gomes, equipagem 14, carga tal e palha ; ao ca-
pilao.
Valparaizo38 dias, galera Iraoceza Panlislau, de
610 tonelada, capitn Culcng, equipagem 28, car-
ga salitre e mata gneros ; ao capiuto ; Veio re
(rascar e segu para o Havre.
Cardif38 dias, brigue inglez Purlia, de 226 to-
neladas, capilao S. Barrou, equipagem II, carga
carvao ; a ordem.
Rio de Janeiro5 dias. brigue brasileiro Marian-
as*, de 238 toneladas, capilao Jos da Cunta J-
nior, equipagem 15, carga caf e mais gneros ; a
Manoel Ignacio de Oliveira. Pastageiro, o padre
Miguel Joaqnim da Silva. Ficou de quarenlena
por 10 diar.
-Vacio tahidos no mesmo di:
Asta'Galera brasiteira N. S. da Conceieiio, ca-
K'Uo Manoel Jos Gomes, em ltiro. Seguio de-
lito de qoarentene.
CearHlal brasileiro Exalacoa, metlre Joa-
Sm Doarle. caifa fardamenlo e mata gneros,
sageiroa, Seraphim J0S0 de Carvalho, Simo
N. 56. Francisca Thomazia da Concei-
i.ao Cuuha..... .
N. 58. Palrimouio dos orpliaos. .
N. 6. Mara Joaquina Machado (.a-
valcanli..........
N. 62. Jos Joaquim de Novaes. .
N. 64. Bernardo Antonio de Miranda.
V 1. Alexandre Jos da Silva. .
N. 3. Maria Candida Vianna e nu-
- "*!. r~........
Maria Adelaide de Lentos .
Maria Leopoldina de Lentos .
N. S. Antonio Ferreira Pinto ...
N. 7. Juao da Silva Mureira. .
N. 9. Antonio Domingues d'Almeida
Pa^os...........
N. II. Jos.de Barros Pimenlel .
N. 13. Filhos de Jos Ramos de Oli-
veira....... -
N. 15. Ordem lerceira de S. Fran-
cisco...........
N. 17. dem, idem.......
N. 19. Irmandade do Sanlissimo Sa-
cramento de Santo Antonio '.
N. 21. Joao Pinto de Queiroz. .
N. 23. Anna Luiza da Fonseea. .
N. 2-i. Jos Goncttlves Ferreira e Sil-
va. ..........
N. 27. Delnquela Eumenia da Con-
ceiro..........
N. 29. Jos Goncalves Ferreira e Sil-
va............
fi. 31. Antonio da Silva Gusmao .
N. 33. Herdeiros de Jos Lopes d'Al-
buquerqoe.........
N. 35. Jos Antonio da Silva Quei-
roz ...........
N. 37. Lourenco Jos de Moraea Car-
valho.......
N. 39. Ordem lerceira de S.
cisco...........
N. 41. dem, idem.......
N. 43. Herdeiros de Joaqun Jos de
Faria...........
N. 45. Viuva de Joaquim l.uiz de
Mello Carioca.......'.
N. 47. Ludgero Goncalves da Silva .
N. 49. Joao Moreira Marques .
N. 51. Paulo ('.aciano de Albuqucr-
que...........
N. 53. Damiae Goncalves Rodrigues
Franca..........
Joaquim dos Res Gomes. .
N. 55. 1 lioma/. d'Aquino F'etiseca '.
N. 57. Herdeiros de Antonio Francis-
co Brauco ......
N. 59. Manoel Figueiroa de Fara. .
N. 61. Clara Maria do Espirito Sanio.
N. 63. Herdeiros de Francisca Mar-
garida tos Prazeres......
N. 63. Manoel Joaquim da Silva Fi-
gueiredo......' .
N. 67. Maria Antonia da Cruz Bran-
co............
N. b9. Maria Gonsalves Ferreira e
Silva...........
N. 71. Joaquim Jos da Cosa Fajozcs.
N. 73. Filhos de Manoel Jos de Bas-
tos e Mello e oulro......
N. 15. Thomaz de Carvalho Soarcs
BraudSo..........
..-'
rran-
599400
529200
149100
20S-2JM
K4c?000
I698UO
509400
.509400
5I9OOO
603000
7.19OOO
V19OOO
6O90OO
30(5000
22J500
1l250
II9250
82J5O0
529500
459OOO
1269150
104S400
6:19000
289800
259200
18(1000
259200
309000
309OOO
2880
I89OOO
149400
2V200
489000
2I.-6IK)
259200
Vi-9200
loxi.m
>9700
19800
289800
IO98OO
109800
18/000
.5592OO
9798OO
259200
369000
36/000
3fttO00
189OOO
68j100
72/000
519000
3.0199350
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commandador da
imperial ordem da Rosa, juiz de direilo especial
do commercio, por S. M. I. e C,ole.
Faco saber aot que o presento edital virem, que
requerimeolo de Aulonio Augusto de Carvalho Ma-
rinho. arha-se aborta a fallencia do mesmo pela
senlenca do llieor seguinte :
Allendendo a que o commerciante nao matricula-
do Anlonio Augusto de "Carvalho Marinho, eslabele-
cido com loja de fazendas, na ra do Queimado 11.
50. cessou seus pagamentos commereiaes impellido,
como diz, pelas causas referidas em sua exposicao a
II 2, a qual junlou o balanco do seu aclivo e psssi-
vo; declaro o mencionado commercianle em oalo
dequehra, e he fixado o termo legal da .sua exis-
tencia a conlar do da 9 do correnle mez. Nomeio
para curador fiscal o credor Victor I.isna, que pres-
ura o devido juramento, e ordeno que se procada
com toda a celeridade ne desempenho das medidas
provisorias, pondo-seos sellos, remeltida para este
fim copia authenlica da "prsenle senlenca, que ser
publicada e afllxada.e enmpridas todas estas formali-
dades proscriptas pela le, se aulorisar a primeira
reuniao dos credorescouforme as providencias regn-
lamenlares. Recife 10 de maiode 1855.Custodio
Manoel da Silca Cuimaraes.
E mais se nao conlinha em dita senlenra dada pe-
lo ineu antecessor, e por ter-se relirado'desla pro-
COMPAXIII. DE REBERIRE.
Tendo o Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, solicitado da Compnnhia de Be-
beribe o fornecirnento gratuito d'agua ne-
cetsnria para a irrigacSo das ras desta
cidade, como medida iiygienica, emqtitiri-
to durar os receios da epidemia, o Sr. di-
rector da mesma companliia manda con-
vocar os senliores accionistas a re unir em-
se em assembla geral, no dia 5 do cpr-
rente ao meio dia, no respectivo escrip-
tono, para deliberar definitivamente a es-
te respeito. E/criptorio da Companhia
de Beberibe, 1 de outubro de 1855.O
secretario, Luiz da Costa Portocarreiro.
Remedio contra mordeduras de toda a
qualidade de cobras.
No longo esparc de 16 anuos em que viagei por
alguns sertes do Brasil, empreguei todos ot meiot
ao alcance da minha intelligenqa, alim de descobrir
vincia o curador liscal nomeado. nnmeei o credor | um especilico certo para esta enfermidade : no prin-
llenriqueibson para oceXipar dilo cargo. E para cipio desla tao espintiosa como importante larera.
cumprimento da mesma senlenra convoco a todos
os credores presentes do referido fallido, para que
romparecain em casa de minha resideucia, no largo
da Santa Cruz, do bairroda Boa-Vista, n.... no da
3 de uutabro prximo passado, pelas 10 horas da mu
nba, alim de se proceder a nomeai o de deposita-
rio ou depositarios, que bao de receber c adminis-
trar provisoriamente a casa fallida.
E para que cheeue ao conhecimenlo de lodos,
man.le passar edilaes, que serao publicados pela"
imprensa e aflixailos nos lunares designados no art.
129 do regulamento n. 738 de 25 de noverabro de
1850 c no arl. 812 do cod. cumui.
Dado e passado ncsla cidade do Recife aos 29 de
setembro de 1855.
Eu Francisco Ignacio de Torres Itandeira escrivao
interino o subscrevi.
Anselmo troncheo l'eretti.
DECLABACO ES
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Babia, e contina a tomar
lettras sobre a do Bo de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junho de 1855.
O secretario da direccao, Joao Ignacio,
de Medeiros Rgo.
CONSELHO ADMINISTKATIVO.
Oeonselho jdminislralivo lem de comprar os ob-
jectos seguinles :
Para o 8. batalkao de infamara.
Bandas de 13a, 21.
Hospital regimenlal.
Cubos inodoros, 10.
Diversos balalhes.
Sapalos feilot na provincia, pares 500.
Arsenal de guerra.
Meios desoa corlida, 150; pavios, duiiasO.
Quem os quizer vender aprsenle as sus proposlaa
em caria fechada na secretara do conselho A 10 ho-
ras do dia 5 de outubro.
"Secretaria do conselho adminislrlivo para forne-
cimenlodo arsenal de guerra 27 de setembro de 1855.
liento Jos Lamenha Lins, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
AVISOS MARTIMOS.
Para a Baha segu empreterivrlmenle no dia
4 de outubro a velaira e bem conhecida sumaca
Hortensia^por ja lera maior parleda caraa promp-
la : para o reslollrala-se com seu consignatario Do-
mingos Alves Malheus. na ra da Cruz 11. 54.
Para o.Kio de Janeiro segu em pouros dias o
brigue nacional Adolpho ; para o resto da carga,
pateaseiros e escravos a frete, trala-se com o cosate-
nalario Eduardo Ferreira Bailar, na ra do Visa-
rio 11. 5, ou com o capitao Manuel Ferreira de S,
na praca.
Par Bqf nos-A) res seguir al o fim da cor-
rente semaua a barca portugueza Amazonas : quem
na mesma quizer ir de passagem. para o que lem
bous commodos, dirijn-se a tratar com o capilao
bordo, ou na roa da Croata. 3, eacriploro de Amo-
11111 limaos i\ Companhia.
LEILOES.
ensaiei alguns medicamentos vulgares por difieren-
les precavas ; em alguns lenles aproveilaram,
mas nao em lodos. Por urna casiialdade que pare-
ce mais dirigida pela Providencia do que pela scien-
cia dos bomens, ensaiei a raiz de um vegetal nao
vulgar, e felizmente vi realisadot os meos desejos.
Depois de o llover experimentado em muilos entat
mordidos por qualquer especie de cobras, e todos
escaparem, reconheci ser esle remedio o mais rpi-
do, enrgico e infallivel. He porlanto do meu rigo-
roso dever patenlea-Io ao publico e em particular
aos Srs. fazeudeiros. Pela alia confian; qoe de-
posito neste especifico, ouso responsabilisar-me a pa-
gar o pre;o duplo do vidro, todas as vezes que este
remedio, applicando-se, nao produza efl'eito. Ven-
derse na ra do Collegio, botica n. 6, do Sr. Cvpri-
ano l.uiz da Paz.
Joaquim Jos Rodrignes l'rain.i.
No hotel da Europa precisa-sc de 2 moloques
por alugael.
Auga-se o primeiro andar da casa da ru d*
Senzala \elha n. 36, pintado e caiado : a tratar na
ra larga do Rosario n. 30, segundo andar.
CAVALLO FGIDO.
Fuuio da estrada de Olinda para o Recife om ca-
vadlo com os sigoaes seguinles : gordo, boa allora,
rtir pedrez lalhado, levou o freio comsigo ; su pne-
se ler andado do lado do Pombal para a Capunga :
quem o liver pecado leve-o 4 cocheira do Sr. Pedro,
no largo do arsenal, que ser recompensado.
CONSULTORIO H0M0PA- 8
TIIICO. !
(Gi atuito para os pobres.)
28. RA DAS CRUZES 28.
0 Dr. Casanova d,i consullas e faz visi- zat,
las a qualquer hora do dia. W
Os medicamentos homieopnlhicosmaisacre- k
ditados do Universo. flo os que sao prepa- J.
rados pelos Srs. CATEL1.AN e WEBEK, lW
pharmaceulicos em Parts: nesta casa lem (A
sempre um grande sorlimenlo desles me-
dlcamenlos em unturas de todas a> dvna- $f
missroes; e em glbulos preparados pelo (k
proprietaro dcsle estabelecimento: carlei- W
ras de lodos os tamaitos, e muilo mais em tf
conta do que em qualquer oulra parte. 22
1 c.irleira de 24 medicamentos. 6-5000 W
1 frasco de Untura a eacolher 1.)000
Tubos avulsos, a 300, 500 e 1$.
Elemen|nsdehomreopalhia.4vol. 68000
N. B.Cada carleira encerra os med- (A
carnelos preservativos e curativos do dio- X
lera-morbos. (&)
Fugio no da 13d- selembronma prela ncabra-
Ihadadenume Herencia, de idade 28 a 30 annos,
pouco mais ou menos, com falla de denles na Irenlp,
e urna orelha rasgada ; quando fucio levou vestido
amarello, um panno da Cosa, e om (landres de azei-
le decarrapalo : qualquer M*oa que a apprehcn-
der leve-a ra da Guia^tl*29,
mente recompensada.
que ser geuerosa-
E para constar s mandou aflixar o presenie e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 15 de setembro de 1855.O secretario, Antonio
Fcrreira-d' Annuhciacio.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador da
imperial ordem da Rosa, juiz de direito especial
do commercio por S. M. I. e C. ele.
Faco saber aos que o prsenle edital virem, que
aos 27 de setembro de 1855 nesta cidade do Recife
de Pernambuco em audiencia publica, que aos fei-
tos e parles en dava, nella pelo solicitador Rodolpho
Joao Barata deAlmeida, procurador de C. J. Asllev
st C, foi requer lo que si passatse os edilaes de
que trata o arligo 547 do regulamento n. 737, o qual
requermenlo foi |deferido. do que o escrivao lavrou
o competente termo nos autos. em virludu do
meu deferiinciilo o dHo escrivao que esle subscreveu
mandou passar o presente pelo qual e seu Iheor se
chama e cila aos credores iucerlos do execulado Luiz
Antonio Pereira para licaretn scienles da penhora
feila em dinlieiro pertcncenle ao dilo execulado,
sendo islo com o prazo de 10 dias da alTixarao e pn-
blcacao desle.
E para que rhegueao conhecimenlo de todos man-
dei pastar edilaes,que serao publicados pela impren-
ta e afiliados nos logares designados pelo cdigo
commercial.
Dado e pastado nesta cidade do Recife aot 29 de
setembro de 1855. Eu Francisco Ignacio de Torres
Bandeira, eacrvSo interine o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
O agente Borja aulorisado.
Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos, pro
rmenlo do tutor dos orphaos filhos _.
no Pereira ioncalves da Cunha, em (
lo Sr. juiz, far leilao.do varios hensl
aos mencionados orphaos, a saber : diV|
dades existeules na provincia do D01
gal, cojos ttulos de posse e domini
mao do agente annuncianle ; um e
nho denominado M.imuciia.iia frean.
renco da Malta ; um ptimo sitio cni
cia na cidade de Olinda ; ama casa
mi das Aguas-Verdes n. 20, 14 escravos
so sexos proprios para lodo o servir ; obras
dilas de prala, entre as quaes sobresaliera um rico
apparelhn para cha, nm faqueiro, salvas de diversos
tamaiihos, e castiraes ; um riquissimo relogiopara
cima de mesa ; um. dito de parede, um dilo para
etcnplorio, um pianno, orna ptima secretara com
estante ; carleiras e mochos para escriplorio, urna
machina de copiar cartas, um cofre de ferro, dous
balius de segredo, differenlas obras de mareineiria,
10 apolices, do Ihealro de Apollo, diversos livros
histricos, e uniros mnilos objeclvs de difiranles
qualidades, que fofa impossivel mencionar, e que
s com a visla se pdenlo apreciar. O leilao lera
lugar quarla-feira, 3 outubro, as 10 horas da mauhaa
na ra da Cruz n. 43 2 miar. Os senliores pre-
lendenles as propriedades, que quizerem alguns es-
clarecimenlos acerca deltas, lenham a boodade de
se eulender rom o mesmo agente, na ra do Colle-
gio armazem n. 15. No mesme nrmazem, do dial"
em diante, serao distribuidos os catlogos dos oii-
jeclos que teem de ir a leilao.
Sabbado, do crlente.
O agente Oliveira oflrrecer em leilao, e u'um s
lote, duas magnificas casas de sobrado, outr'ora per-
tencenles ao tinado Sr. Cox, por quem foram edifi-
cadas com todo o esmero e solidez em 1848, cada
urna com eozinha fra, cocheira, estribara e mais
arranjos em bons sitios com portos de ferro, e jun-
tamente o terreno que Ihes lira em frente, e oulro
ao lado de urna dellas, detando e-te para a estrada
da Soledade, todos mu proprios para novas edifica-
{Oes. Dilas casas esiao situadas 110 fuudo do sitio,
ora perlencenle ao Sr. Accioli Lins, com frente para
a estrada que se acha em cons(ruc$)o ale o Mangui-
nho. Vender-se-ha lambem un sobrado de dous
andares, silo na ra de Aguas-Verdes ir. 64, com
quintal que lem sabida para a de Hurtas, em chaos
proprios, muilo largo, o qual rende animalmente
rs. tn-2- ; assim como 10 apolices do Banco de Per-
nambuco, edilTerentes obras de ouro, como tejara:
conloes, tranceln-, crrenles para relogios, ele.: no
escriplorio do referido agente, ao meio em poni.
Oajjente Borja autorisado por des-
pacho do Exm. Sr. Dr. juiz privativo do
commercio, proferido em requeriment
do depositario da massa fallida de Joao
AntoniojjBartinsdeBrros, fara'leilao da
armaraOf niiticli.v.as e lima pequea mo-
bilia de casa, existentes na loja sita na
ra larga do Rosario n. 20, pertencentes
a dita mssa ; assim como de urna escla-
va de 20 anuos de idade, tambem perten-
centc a mesma massa, a qual se achara'
patente na referida loja nq. dia do leiluo,
que teta' lugar quinta-feira i do crten-
te, as 11 horas da manhaa.
AVISOS DIVERSOS.
LOTERAS Di PROVINCIA.
O lllm. Sr. thesoureiro manda fa/.er
publico, que os billetes da segunda par-
te da segunda loteria do Gymnasto Per-
nambucano, se acham a venda na the-
sourutia das loteras, rita 1J0 Collegio n.
15, e as rodas andam impreterivelmente
no dia (i de out'ibro do corrente anno.
Thesouraria das loterias desta provincia,
2i de setembro de 1855.Luiz Antonio
Rodrigues de Almeida, escrivao das lo-
terias.
AVISO AO PUBLICO.
Eu abaivo assignada fajo scienle ao publico, que
ninguem contrate com o Sr. Mantel Cesar do Es.
pirilo Santo nem de compra, nem de liypnllitca e
nem le IransaccSo alguma, rom a casa c slio n.i es-
trada da Soledade, que busca para o M.msMiiho,
sem primeiru enlender-se com a mesma abaixo as-
signada moradora na freguezia do Porjo da Panella.
Ria Romana dos Prazeres. <
Precisa-sede urna criada para comprar e ozi-
nhar: na loja do relojoeiro da prara da Indepen-
dencia.
Fugio das" para as 8 horas da noile do dia 26
do correnle, om. prelo de meia idade por jome
Francisco, de najao Cassitge, meio baim, cliei> do
corpo, e lem as cosas muitas costeras ; levou com-
sigo um baliu' da folha com (oda i sua roupa : ro-
ga-se a quem o pecar, de o levar a roa larga do Ro-
sario n. 46, primeiro andar.
Jos Francisco da Croi e Anlonio Jos lio Tun-
gos, subdito* portugueses, reliiarn-se para o Para.
A pessoa que liver achado um alfinele de, pei-
lo de senhora, de armaran, qoai novo, que foi per-
dido desde a ra do Vigario al a ra dos Marl>rios,
no domingo, 30 de setembro, queipa dirtgir-se a dita
ra, casa n. 14, que ser recompensada.
- Pede-seao Sr. Francisco Jos da Costa, ou al-
gum seu prenle, o obsequio dirigr-se a Camoda do
Carino n. 25, ou nnunciar sua morada, que se Ihe
deseja fallar.
Bede-sean Sr. Flornno Rodrigues, ou alguin
sen paren le, o fa\or de d.irigir-se a Camboa do Carmo
. n. 25, ou nnunciar sua tWada, aitie se lija descia
aliar. \
O Dr. Carolino Francisco de Lima San-
ios mora no primeiro andar to sobrado
silo na ra das Cr/izes n. 18, onde continua
no exercicio de sua profissAo de medieo.
Nos abaixo assignados fazemos scienle ao res-
peilavel corpo do commercio, que migavelmeule
dissolvemos a sociedade que linhsmos na padsria
sita no largo das Cinco Ponas n. 63, sobre a firma
d Ribeiro & Pinto, Meando p. cargo da dita padaria,
e obrigado ao aclivo e passivo da mesma o socio Pin-
to. Recife 29 de setembro de 18i"i____Joao l.uiz
Ferreira Ribeiro, Jos Pinlo Ribeiro.
{jaetn precisar de urna ama para o servieo de
porlas a dentro, dirija-se ao beeco do osario n. 2.
D-se gratuitamente um ponco do lijlo que-
brado, misturado com eniulho. que est cm um
quintal perlo da ra Nova : quem o quizer lirar,
falle na ruada Cadea do Kecife ti. 85, na laberna'
que tica defronle do beeco Largo.
Madama ll'an lio tem a honra de participar ao
respeitavel poblico. que lem abarlo no aterro da
Boa-Visla n. 17, loja de pastclaria, onde acharan
um completo sorlimenlo de bolos de lodas as quali-
dades, e se encarrega de apromplar bandejas do ul-
timo goslo de Franca, assim romo vcude bons vi-
nhos de champagne, bordeaux, cognac, cerveja c
oulras qualidades de e-pirilos, ludo por preros com-
modos.
Perdeu-sena noile do fugo no Livramenlo, des-
le o largo da respectiva igreja al pouco adame da
Soledade, um lento de grade com assenlo de cam-
nala de linlio transparent, c guarnecido de bico :
quem o achou, querendo-o restituir, dirija-se ao lar-
go du Livramenlo, sobrado u. 8, que ser generosa-
mente recompensado.
fc%Vk%%
Panorama.
SEXTA EXPOSICAO.
FREDK LKMBCKE.
Tem a honra de avisar a'o respeitavel poblico, qoe
no dia segunda-leira 1 de outubro, expe novas vis-
tas que nesta provincia aioda se nao lem visto : na
ra da Cadei.i rnufronleao contento de S. Francisco,
que sao as seguinles :
1.' Odessa e o bombardeaniento dos alliados,
2.- A cscala de Teme na Italia.
3.- O templo da Fortuna em Roma.
!. Boa Viagem no Inga, Rio de Janeiro.
5.- Rio Doce na provincia de Pernambuco.
6.' Rio Arara-Coar, uo Brasil.
7/ Urna visla do norte em lempo de invern.
8.- O Ephesut na Asia-Menor.
9.' As cataratas do Nilo.
O preco he 500 res cada pessoa, e acha-se aberlo
das 6 as 9 horas da noile.
Precisa-se alugar urna ama, queen-
gomme e cozinhe com perfeirao, paga-se
bem: na ra da Cadeia n. 21, loja de
cambio.
Precisa-se de om rapaz porluguez de 12 a 16
annos, para caixeiro de taberna, que tenha pratica,
para fazer a sua nbrigarao : no Forte do Mallos, ra
do Codorniz n. 4.
Por deliberarlo da imes regedora da venera-
vel ordem lerceira de S. Francisco desla cidade do
Recife se faz publico, que contina a estar exposlo
venerarlo dds fiis a efugio do hemavenlurado
S. Roque, advogado contra a pesie, al que do.todo
desappareeam os receios de serillos atacados da terri-
vel epidemia que flagella oulras provincias, nossas
irmaas. secretario,
tul lino Joao Jacintho da Cunha.
Se alguma pessoa precisar dos Diario de-Per-
nambuco dos annos de 1848 e de 18.it at o ultimo
de dezembro de 1854, pagando o qoe se ajuslar, po-
de procurar na ra estrella do Rosario, laberna n. 1.
Xo dia 3 do corren!, depois da. audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feilos da la/.ei, la. n sala das mes-
illas, se ha de arrematar urna mesa de meio de Sala
de madeira conduru1, urna dita pequeua e 6 cadei-
ras de amarello com assenlo de palb., ludo no valor
de 12&00, penhorado por exeeueao da fazenda na-
cional contra Manoel Canelo Pereira dos Santos: a
quem comier coinparera -no logar e hora do coslu-
me. Recife 1. de outubro de 1855.O solicitador
do juizo, Joaquim Thaodoro Alves.
No dia 3 do correnle. depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda, na sala das mes-
mas, se bao de arrematar 6 saccas com farinha da
mandioca no valor de 8>4O0, peuhoradas por eieeu-
cao da fazenda nacional contra Belarmino Alves
Armuelle, e estarao presentes ho logar e hora do cos-
lume. Recife 1. de outubro de 1855.O solicitador
do juizo, Joaquim Theodoro Alves.
No da 3 do corrente, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda, na sala das mes-
mas, se ho de arrematar 6 cadeiras e 2 meses pe-
quenas de madeira conduru', ludo avahado em 14$,
penhorado por exeeueao da fazenda nacional contra
Joao Pereira Lagos ; a quem convier, comprela no'
logar e hora do costume. Recife 1. de outubro de
18s.O solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro Alves.
Na roa das Trinceiras n. 6, 'precisa-se de 300J
rs. com hypolheca em um silio.
No da 3 do corrente. tlepois da audiencia do
Sr. Or. juiz dos feilos da fazenda, na sala das mes-
mas, se bao de arrematar 12 cadeiras, 2 bancas de 4
psde madeira pod'olho e 1 carleira de amareHo,
ludo uo valor de 293200, penhorados por eiecucao
da fazenda nacional conlra Bernardo Jos Lopes :
quem pretender, comparera no logar e hora do cos-
lume. Recite 1. de outubro de 1855. O solicita-
dor do juizo, Joaquim Theodoro Alves.
No dia 3 do correnle. depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda. na sala das mes-
mas, se na de arrematar um carro fnebre em bom
nso, avahado por 60&UO0, penhorado por exeeueao
da fazeuda nacional conlra Francisco Lucas Ferrei-
ra, o qual se acha no deposito geral, onde pode ser
examinado par quem o pretender, e no dia desigoa-
dono logar da praca. Recife 1. de ou'.ubro de
1855.O solicitador do juizo,
Joaquim Theo4oro Alves.
No dia 3 dq corrente, tlepois da audiencia do
Sr. Dr. juiz dosfeilos da fazenda, na sala das mes-
mas, se ho de arrematar todos os vasos de vidro o
louca que compunham a botica de Benlo l.uiz de
Carvalho, no aterro da Boa-Vista, deutro dos quaes
exislem muilos medicamentos, Indo avahado por
2439910, e vSo praei por eveciirao da fazenda na-
cional contra o dito Benlo l.uiz : os prelendentes
que anticipadamente quizerem ver e examinar os
mencionadas objectos, o podem fazer no deposito ge-
ral. Recife I. de outubro de 1855. O solicitador
do juizo, Joaquim Theodoro Alves.
No da 3 do correte, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, na sala das mes-
mas, se ha de arrematar urna casa terrea, sita na ra
dos Copiares n. 35, com 30 palmos de Irania, 28 de
fundo, eozinha fura, quintal e cacimba, avallada por
6005000, penhorada por exeeueao da fazenda nacio-
nal conlra Jos Francisco da Trindade : quem pre-
tender, comparera no lugar e hora do coslume. Re-
cife I. de outubro de 1855.O solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro Alves.
Jfjg Ollerece-se a quem convier urna proprie f
gr dade na freguezia de Goianna, distante da 10c
3 cidade 4% 5 leguas, a bom caminho, para 2
SJ nella edificar-se um engenho por alguns an-
* nos de tlesfrucle, tendo para isso as indis-
Si pensaveis proporees. c sendo o solo de ims-
j$ sap negro o mais propro para a producrao da
fH caima e (oda qualquer qualidade de lavoa-
loC re, como a pratica ha provado; o terreno
S est vantajoso ao especulador, segundo a for-
S laleza natunal delle, a a coberla em que es-
Kj l a maior e mais vanlagem ao alcance do
jK observador; a tratar no engenho Mussupc-
M Debaixo com o nroprielario.
COMPANHIA DE FIAfAO E TECI-
DOS, RECIFE.
nriTi
-f' H .1 A directo da com-
^ cidos de algodo con-
vida aos Srs. accio-
nistas da companhia,
a tealisatem do I ao
ultimo de outubro prximo, em mao do
ce i va Sr. Manoel Goncalves Ta Silva, no
impedimento do Sr. Antonio de Moraes
Gomes Ferrara,.no seu escriptorioda ra
da Cadeia do Recife, todo os dias uteis,
das 9 horas da manhaa a' 2 da tarde, urna
prestacSo de 10 por coito sobre o capi-
tal. Recife28 de setembro de|1855. Ba-
rio de Catnaragibej, presidente. Joao
Ignacio de Medeiros Reg, secretario.
U Dr. Ribeiro, medico, mudou
Sk sua residencia para a casa cinzen-
ta de quatra andares, na ra da
9) Cruz. 11. 1 onde pode "ser pro-
curado a qualquer hora.
Antonio Jos de F'arias faz ver ao publico, e
em particular ao corpo de commercio, que do da I
de. outubro em danle se assignar por Antonio Joi
de I-arias-I.inn.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda um resto de bilhetes
da loteria t do Monte-Pio (eral; as lis-
tas espetam-se a todo o momento pelo
vapor tiTocantins ou nlmperatriz: os
premios sao pagos incontinente, logo que
serecebam asustas.
. Fugio
no dia I. de outubro, pelas 11 horas do dia. um ca-
britilla acaboclado. por nonio F'lorencio, cun 12 an-
uos de idade, levou calca de algodao de lislras, 2 ca-
misas, 11ma.de alsoilao azul e oulra de madapolAu,
lem as macaos do rosto bstanles salientes, e julpn-
se ler fiiido para l'onla de Pedras, na barra de (ioi -
anna, donde he natural : quem o pesar, enndaza-o
casa de seu seiihnr, na ra da Cadeia 11. 40, que ser
bem gralilcado de seo trabalho.
A viuva do Anlonio Teixeri Lopes arrenda o
seu grande silio com escolenle sobrado, banheiro
de agua doce e salgada, 11a passagem de Olinda, jun-
to ao Arrombado ; assim como o s?u armazem que
tem servido de cocheira, na ra da finia n. 3. o qual
esU lvre e desembarazado do imposto de 20 por
cento, que os passado inquilinos ficaram a dever :
quem os pretender, dirija-se ao sobrado n. 4, na ra
da Guia, segundo andar, que achara coro quem Ira-
lar.
Aloga-se .0 lerceira andar do sobrado da rila
da Cadeia do Kecife 11. 4: a Iralar no primeiro an-
dar do mesmo com Barroca 4t Castro.
Precisa-se alujar urna ama forra 011 captiva,
que faca o servieo de casa e compre na ra : na pra-
ca da Independencia 11. 36 e 38 se dir quem pre-
tende.
Aloga-se um grande silio na estrada do Rosa-
riulio, com pasto para 12 vaccas. um excdeme po-
mar de larangelras de urobieo, banutieiras, cajoeiros,
manaueiraT e oulras pea de frocleirar, lodos dando
frnclo, e s em laranjas tirase o aluguel do mesmo,
alem de todo isso lem excedente casa, muilu fresca
e com commodos para duas familias: a tratar na ra
da Aurora 11.36.
Sabbsdo, 29 de setembro, aa 6 hora da larde,
voou um papagaio da roa do Amorim n. 36, e sup-
poe-se ler cabido no l'asseio Poblico ou por all per-
lo ; por isso pede-se a pessoa qoe o achou, queren-
do restituir a seu dono, fara o favor levar na mesma
ra, quesera generosamente recompensado.
ao publico:
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Couegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos" mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-,
coes, como a retalho, affiancando-
aos compradores um s preco
'para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinarlo com a
maior parte das caa*commerciae
inglezas, francczas, allemaas e suis-
sas, para vender fazenda mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietaro deste importante es-
tabelecimento convida a' todos o
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolitn.
S. Sebastio-
Acha-se exposto i devocao dos liis, na igreja de
N. S. do Pilar, em Fra de Portas, o milagroso S.
Seba-liao, para que alli vilo lodos os fiis fazer
suas uraees, alim de que chegando eslas ao Todo
Poderoso, nao s esta provincia como as oulras anda
no aecommellidas, sejam livres do lerrivel flagello
que actualmente grassa as provincias do Para e Ra-
bia.
Precisa-se de um caixeiro que (eolia pratica de
taberna ou mesmo sem lia, porm que seja hbil:
a Iralar na padaria do pateo da Sania Cruz u. 6.
Aluga-se para passar a fesla, ou por me/es. on
mais lempo, urna casa sita m.irsem do rio Capiba-
ribe, na povoaeAo do Poro da Panella : os prelen-
dentes podem fallar e ajuslar na ra do Rangel n.
21, a qualquer hora do dia.
O abaixo assiguadu vende a armario e uleiici-
liiis ta taberna da ruado Nogueira n.49, muilo pro-
pna psra qualquer principiante, elem bons cmmo
tos para morar familia : a tratar na ra da Cadeia
de Santo Antonio o. 26.
Joao Baptista de Barros Machado.
Uuem fiver um moleque fiel que possa lazer o
servieo de una casa, dirija-se em casa do Pomaleao,
no aterro da Boa-Vista.
Precisa-se de orna ama de leile : na roa de
Apullo, sobrado da esquina, defronte da ermida dos
prelos, primeiro andar.
Precisa-se de olliciaes de alaiate : na
ra da Madre de*Dos n. 36, primeiro an-
dar.
Muita attenriio !
; O cautelisla Salusliano de Aquino Ferreira vende
para negocio, na ra do Trapiche n. 36, segundo an-
dar, bilhetes e cautelas das loteras da provincia,
pelos precos abaixo declarados, sendo a quaulia de
lim-Uild para cima; dinheiro visla.
Bilhetes .VvO sem descinto
Meios 23750
Ouarlos 13100
Terso l560 '
Quilos 19120 .
Oilavos "00
Decimos 560 tt
Vigsimos 290
O cautelisla, Salusliano de Aquino Ferreira.
Na roa Direila n. 13 d-se dinheiro a juros so-
bre penliores de ouro ou prala, em pequeas e gran-
des qirinlias.
I
Precisa-se de um criado para lodo o servido,
menos cozinhar: na ra do Cabugri, loja de cera.
Precisa-se para o servieo interno.de urna casa
eslrangeira, de duas pessoas, uma.que cozinhe e en-
gomme. e oulra que entenda de costura : na roa
Nova n. 17, se dir quem precisa.
l)i-so orna pequea porcao de dinheiro a juros
sobre lianoas de penliores : na ra das Cruzes n. 20,
primeiro andar.
O abaixo assignado declara que nao lem mais
sociedade com o seo irmao Rarlholomeu Blondn
desde o dia 5 le agosto, e faz o presente para ser de-
sembarazado tle qualquer negocio.Jos Blandi.
Na ra das Cruzes n. 22, precisa-se de moa
ama para o sei vico interno de casa, e para algnmas
compras na rm : a tratar na mesma casa acijii.
Precisa-se de um balco de amarello enverni-
sado, que lenha de comprimento 13 palmos e meio :
na ra de Apollo, taberna n. 19.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. 93,
na rea Bireita, com bstanles commodos : a tratar
na ra do Azule de Peixe, Iravessa da Madre de
Dos o. 19, armazem do Rosa, das 9 as 3 horas da
(arde.
IRMANDADE DO DYIHO
ESPIRITO SHTO.
A mesa regedora da irmandade do Divino Espiri-
U> Santo, tendo de dar principio aa obras de que ca-
rece a sua igreja, foi por isso forjada a encerrar a
e*posir,ao do sen divino padioeire ; no entretanto
para salisfazer os devotos qoe ainda astea dias tem
procurado a igreja para dirigir-lhe auas preces, pelo
presente faz publico que ella se achara aberla todos
es domingos al aa 9 horas da aoite.
Vicente Alendes Wanderley faz publico, espe-
cialmente ao Ilustre corpo de commercio desla p
ca, qoe desde o da 21 de setembro deste c
auno, deiiou de ser seu caixeiro o Sr. alano
drgoes das".\e\es
Tres jovens pernamhucanas eonvenientemei
educadas habilitadas para ensinar o qoe sabej
r mi alguma perfeirao, vflo instalar urna aula co
titulo eleS. Rosana ra Augusta, defrom
chsfariz, no sobrado u. 94, aonde mora Firmino Jo-
s Felii da Kosa, sen pai, aa quaes se compromel-
lem einpregar (odos os desvellos e carinaos a
alcance para ensinarem as meninas que Ihes fe
confiadas, osecuinle : urna, as primeiras letU
crever e conlar ; oulra tomar a si
chao, labyrinlhar, cacond, bordado de su
xoado ; a lerceira ensinar a tapete, la per
co, niirnnca branco, matiz ouro. As jovens cima
esperam de alguns senliores, pas de familias, Ihes
iteem prolecc;1o, e qutsando examinar e ajoixar de
seus Irahalhos, podem coin antecedencia dirigir-se a
rasa cima para verem alguns differenles de saos
Irahalhos que Ihe serao apresenlados. preco de
cada urna para ler, escrever e contar, costara, escan-
de, lanyrnlho de qualquer forma, ser 39000 men-
saes.e por lodos os mais irsbalhossuperiores ser
Tambem se recebem meio pensionistas por preco
razoavel, afim de avilar o transito em virtnde da
grande forra do sol. A aula principiar os seos tra-
badlos no dia 1. de oolobro do correnle anno.
aos senliores es-
t luanles.
Anda existe urna porco de livros de direilo e de
lilleralura, em muilo bom estado, e por menos pre-
co do que em oulra qualquer parle : quem precisar
aproveile a occasiao para comprar barato antes que
se acabem : oa ra do Queimado n. 24, todos osotas
daa 11 horas em danle.
;litltWMl8|>t>|>a
49 O medico Jos de Almeida Soares de I.i
8 Bastos, mudou a sua residencia para a ruada
Cruz sobrado amarello n. 21, segundo an-
dar. m
99**89*99*99-899*999
ANNUNCIO.
Loja e armazem de fazendas baratissimas, na rea
da Cadeia do Recife o. 50, defronte da rna da ala-
dre de Dos, quina do segundo beeco vindo da pon-
le, lado esquerdo. Nesle estabelecimento achsr
Srs. fazeudeiros, commerciantes do centro, e
blico em geral, um completo sorlimenlo de fazenda
finas e grossas, lodas da boa qoalidade e aem a\
que a dinheiro vista, se vendem per procos bar
lissimos ; assim como boa disposicso para bem ser-
vir e agradar a todos os freguezea que ae digoarem
honrar o estabelecimento.
BECkER
RA NOVA N. 60,
lem a satisfarn de nnunciar aos fashionable
larios do bom goslo e perfeicSo, qoe no seu eilabe-
.lecimento se enconlra nao s as fazendas necess
rhegadas ltimamente de Pars para o sorlimenlo
completo de um elegante ; como lem igualmet.
felicidade de noticiar aos seos freguezea e am
que afrente de seu estabdocimenlo
un arlista versado em toderos segredos da profis-
e interprete fiel do gosto mais requintado
Ilesa ppareceu da roa do Queimado u. 33, om
eseravo de nome Paulo, com os ligases seguinte :
alio, grosso do corpo, com marcas de bexicas, com
nm lalho em urna das fonles.effelivamenle vive mis-
cando fumo; o dito acravo fot comprado ao Sr.
Francisco Antonio Gaiao em25 de abril de 1853, e
dizia ser de um seu lilhu do engenho Poco On.pri-
do ; levou camisa de madapotao e calca de cor, e
chapeo, e qual eseravo he bstanla ladino e j he ve-
llio : porlanto roga-se as autoridades policiaea e ca-
pitaes de campo que o apprehandam, qaeiram fa-
zer o obsequio de levar a dita rus, qoe serao bem
recompensados.
CONSULTORIO CENTRAL
x
M
Gratuito para os pobres.)
Ra de Santo Amaro, i Mundo-Soco) n. 6.
O Dr. Sabino Olegario I.udgero Pinho di
consullas (odos os dias desde as 8 horas da
manhaa al as 2 da larde.
Visita os enfermos cm seus domicilios, das
2 horas-tm dianle ; mas em casos repentinos
e de molestias agudas e graves as visitas serio
feas em qualquer hora.
As molestias nervosas merecen! li-alamenlo
especial segundo meios hnje aconselhartos
pelos pralicos modernos. Estes meio
lem no consultorio cenlrah________
Agencia de eontabilidade commercial.
ChrslovSn tiuilherme Brerkenfcld, habilitado
com os conhecimenlos pralicos, que em' materias de
commercio (em adquirido durante muilos anuos qne
as lem exerci.io nesta praca, como caixeiro, guarda-
livroe e gerente de negocios proprios a alheios, .
rece aos negocianles desla e das oulras pr.icas do
Brasil, as-im como a oulras quaesqoer pessoas o seu
presumo para o fim de dirigir ludo o que s refere
a eontabilidade, como seja : rever e aju-
de qualquer iialureza, oraaniaarl. -iila-
risar liquidaeOes de. fallile utos, de sociedades,
rateipa, regulae;Oes de avarias, invenlariose pvlilbas
amigaveis de qualquer especie de bens, extrahir
cuntas rorreiites com juros ou sem elle-, por era dia
escripturat;6es atrazadus, lomar conla de qualquer
nova escnpturaciin por partida dobrada. mixla ou
simples, arbitramentos juitirises.eootralos conmmer-
ciaes de qualquer nalureza etc. etc. Kncarrega-se
oolro mu de dirigir qualquer neaocio judicialmente,
qoer peranle o juizo commercial, quer perante o
tribunal do commercio em primeira. e segunda ins-
lancia, para o qoe tem a cooperarlo de uta des mais
habilitados advagados, e de um dos probos eiutelli-
gentes solicitadores do foro. Para este fim' lem o
anniiueiaiite- aberto o teu escriptorio na rita da Ca-
deia de Santo Anlonio n. 21; onde pode ser procu-
rado das S horas%rJa manhaa as da tarde. O an-
nuncianle espera merecer desta e de oulras precisa
um bom acolblmenlo, -sendo o seo estabelecimento
da mais reeonhecida uididade.
Christovao Goilherme Breckenfeld.
ruruni an ru


lARIO DE PERMIBUCO TERCA FEIR i DE OUTUBRO 01 1855
. ',Sr
CONSULTORIO DOS POBRES
SO ftUA VOTA 1 AMMAM, ttO.
?-11*/' A-" Lbo MoscoM <* consultas bomeopathicas lodo as di&s os pob/es, desde 9 horas da
nianhaaateo meio da, e erocasosextraordinarios a qualquer horado dia ou uoile.
Off(rece-e igualmente para pralioar qualquer operacao decirurgia. e acudir promplameole a qnal-
qoer mtilher que estaje mal de parto, e cojascircujnaUnciaanlopemiHlam pagar ao medico.
M CONSULTORIO DO M. >. A. LOBO 10SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completa demeddicina horoeopathica do lir. G. It. Jahr, traduiido em por
tugues pelo Dr. Moscozo, quairo volumes encadernados em dona e acompanhadn da
ermos de medicina, cirargia, anatoma, etc., ele...... 20J000
Esta obra, a maisiroportanta de todas asqoelralam do eslndo e pralicada homeopathia, por'sar nn
2.!V nS? IsjATn vil .^I."alrin"-A PATHOCENESIA OU EFFETOS DOS MEDICA-
ISMOEM ESTADO DE SAUDEcoohecimentos que nao podem dispensar as pes-
icar a pratica da verdadeira medicina, inleressa a lodos os medico, que qoizerem
na de Hahnemann, e por si mesmos se eonvencerem da verdade d'ella: a lodos os
de engenho que esiao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capitaes de navio,
io podem deixar de acudir a qualquer incommodo sen ou de seos tripulantes :
la que por circnmslanciaa, que n.m sempre podem ser prevenida., sao |obriga-
r n continenlt os pnmeiros soccorros em suas enfermidades.
do homeopatha ou IraduccSo da medicina domestica do Dr. Bering,
es pessoas que se dedicara ao esludo da homeopathia, um volu-
" mpanhado do diccionario dos ternas de medicina 10*000
rmoa de medicina, cirargia, anatoma, etc., etc.," encardenado. UMO
m preparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro na pratica da
>etar,o desta es abelecimeiilo se lisongeia de te-lo o mais bero montado'possivel e
ida boje da grande superiondade dos seus medicamentos.
Bobeas a 12 tubos grandes...........
Boticas le 24 medicamentos em globnloa, a 10, 12J e 159000 rs.
ditos ,^. .
89000
Ditas 36
Dita* 48
Ditas 60
DiUs 144
Tubos tmisos
ditos
ditos
ditos
Fraseos le meia once de tinetura. .......
Ditae de verdadeira tinctara a rnica.
ia mesma casa ha sempre i venda grande numero
-......... 208000
........... 259000
........... .109000
.......... 609O00
......... I000
.......... 2000
........ 29OOO
de tubos de crystal de diversos tamanhos,
..._;.. "------ "-"" crysiai ne diversos tamanhos,
'P'^^^IZ^^ q0a,qUer eDCOmD,e^ de -edioamentoscom toda a brevida-
TRATA1ENT0 HOIOPATHICO. >
Preservatico e curativo
DO CHOLERA-MORBUS.
PELOS DBS.
ara se podereurar desta eptarrodade. administrandorendio^ mais eOicares
emquanlo se recorre ao medico, ou mesmo para cura-la independente desles nos I ligares
IDO EM PORTGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO
isculos conlem as indicacoes mais claras c precisas, so pela sua simples e coocisaex nos-
odas as .nlelligencias, nao so pelo que diz respeilo aos rocos curativos como orin-
eservativos qoe lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a partenfue
lies ten sido postas em pratica. '"" em que
> horoeopathico o onicoque tem dado grandes resultados no curativo desta horri-
a proposito tr.duzir este. dousimportan.es opsculos em linguTvernacu-
1e facilitar a sua leilura a quem ignore o rrancer. "b vernacu
mente no Consultorio do traductor, ra Nova n. 52, por 2JO00 rs. '
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFP E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
ostii em ordem alphabetica, com a deseriprio
abreviada de todas as molestias, a indicarlo physio-
;ica e iherapeutica de todos os medicamentos ho-
meopathiros, seo lempo do accao e concordancia.
10 le um diccionario da significacAo de todos
ostermoi de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. 4. J. DE MELLO XORAES.
Snbseieve-se para esta obra no consultorio homeo-
ico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
primein indar, por 5JO0O em brochura, e 6900,
encadenado.
O iwliciiatter Camillo AugusUiTerreira da |Jg
mudou a sua residencia para a ra da
[ GaalMa do Carmo n. 38, primsiro andar, on- .
ule ser procurado para os misleres de
ofisso, bem como no pateo do Colle-
, rwriptorio do Ulm.Sr. Dr. Fonseca.
AULA DE LATIH.
re Vicente Ferrer de Albuquer-
loa a sua aula pera a ra do Ran-
11, onde continua a receber alum-
sexternos 'desde ja' por mo-
< orno he publico: quem se
tintar deseupequeo presumo o,
le procurar no segundo andar da refe-
1 a' qualquer hora dos das uteis.
j. jane, dentista, :
8it na a residir na roa Nova n. 19, primei- O
dar. aj
%()
os de homeopathia em francez, sob
umma importancia :
do das molestias chrontcas, 4 vc-
- dos meninos .
meopalhia domoslica.....79000
*paliomeo|)athica. 090OO
inual, 4 volumes .... I69OOO
isncrvnsM.......69OOO
, n.olestias da pelle.......89OOO
loria da homeopathia, 2 voluntes 169000
n, tratado completo das molestias
meninos..........
reste, materia medica horoeopathica. .
Fajolle, doutrina medica hnmenpathica
laoneli ...
a de da homeopathia. .
Diccionario de Nysten.......
1 ompleto da anatoma com bellas es-
1- coloridas, contando a descrpeao
as partes do corpo humano .* .
osales livros no consultorio homeopa-
r. Lobo Mostoso, rna Nova n. 50 ,' pri-
:enho S. Joan de Itamarac, precisa-se
itor : quem a isto se quizer propr,
icimento de sua conducta e cnpacidade
a da Aurora n. 62, casa do Dr.Joao
I* Menir.es, on ao dilp engenho, a
m o proprielario.
ragoso, procurador bastante de
1 Sr. Jou Moreira Marques, ora ausente
le, roga a lodos os devedoret do mesmo,
lian a ra do Cabog a. 11, satisfazerem seus d-
bitos, evitando por este modo os recursos legaes,
julgautio que o retando seu sogro nada deve nesta
praja, m todo convida a qualquer pesos* qne delta
se considere credor, a apreseolar os titnlos de divi-
da, por onde assim o mostr, para serem pagas.
Precisa-sede tima ama de Icite : no
pateo do Hospital n. 28.
l?recia-se de costureiras pai-a ajudar
a fazer vestidos: na laja francesa n. 12,
rro da Boa-Vista.
COIPAHHIA DE SEGUROS MA-
RTIMOS IIDEMHISADORA.
._- com a massa adamantina e outros me-
taes.
*@mmmZ
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
AOS 6:000,o:000E 1:0004'.
O caulelisla da casa da Fama, Antonio da Silva
Ouimaraes, faz sciente ao publico, que tem expolo
a venda os seus rouito fortunados bilhetes e caute-
las da segunda parle da segunda lotera do Gjmna-
sio, a qual corre no dia 6 de outubro do correle
nno, e sao vendido as seguinles casas : aterro da
Boa-Vista n. 48 e 68 ; rna do Sol n. 72 A : praea
da Independencia ns. 14 e 16 ; ra do Collegio n.
! T ?,Ran?el 54 ; ra da Cruz n. 43, loja, e
ra do Pilar n. 90. '
Kecebe por intero
com descont
Bilhetes 59800
Meios 29800
Qoartos 19440
Oitavos 760
Decimos 600
Vigsimo* 320
X
Mistas sao convidados a realisar no, es-
1 mssmaeompanhia, rna do Vigario n. 4,
1 seas accOes, na conformidade do
loa eslalotos, at o dia 10 do prniimo mez
Recite 25 de setembro de 1855. Os
stirecfcres,
Joo da Silva Regadas.
Vicente Ajvea de Soasa Carvalho.
Massa adamantina.
luiente recouhecida a escellencia desta
prepaiacilo p;ira chumbar dentes, porque seos resul-
pre felzes sao j do dominio do publico.
} Oliteira faz uso desta preciosa
a para o lim indicado, e as pessoas qne qnize-
-lo dispondo de seus servijos, podem pro-
1 travessa do Vigario n. 1, loja de bar-
beiro.
LOTERA DO GYMNASIO PER-
NAMBUCANO.
OOSOOO 3:0008000 e l;00OS000.
Corre indobilavelmenle sabbido, 6 de outobro.
ata Salustiano de Aqoino Ferreira ajisa
ao reipeitavel publico, que saos bilhetes e cautelas
conto de oilo por centodo imposto
4 acto do pagamento dos tres prmeiros pre-
os auaes acham-so a vnda as fojas
rus da Cadeia do Recita ns. 38 e 45 ; na
uiiependeneia ns. 37 e 39 ; ra Nova ns
ia do Oneimado ns. 39 e 44 ; aterro da
Boa-Vista 11. 7i, e na pracS da BoaVisl n. 7.
Bheles
Meios
Tercos
ulos
Oita
Decalos
Viga natos
6:0009
2:7609
1:3809
6909
552S
O mesmo cautelisla declara, qne garanta onica-
mente os bilhetes nteiros em originaes, nao soffren-
do o descont dos oilo por ceolo do imposto geral,
equeassuas cautelas premiadas com os premios de
osaajuuu para bauo san pagas nassuas loias, sem dis-
inccao de serem vendidas nesta ou naaoella, e ou-
tros premios no aterro da Boa-Vista n. 48.
C. STARR&C. ."
respetosamente annunciam qoe no sen extenso es-
tabctacimenloem Santo Amaro.continuam n fabricar
com a mmor perfeirao e promptidao, toda a quaida-,
de de machiuismo para o uso da agricullnra, na-
vegacao e manufactura; e que para maior commodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
taem aberlo em um dos grandes armazens do Sr.
Mosquita na ra do Bruro, alraz do arsenal de ma-
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas ne dito seu eslabelecimeuto.
Alli acharan os compradores um completo sorti-
menlo de moendas de canna, com lodos os melhora-
meutos lalguns deltas novos e originaes) de que
209000 ; experiencia de mnits annos tem mostrado a ucees?
690001 S'dade. Machinas de vapor de baia e alta pressao,
laixas de todo lamanho, tanto batidas como fundi-
das, carros de mao e ditos para condnzr formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, fornos de ferro batido para farinha, arados de
ferro da mais approvada construccao, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e urna
infinidade de obras de ferro, qoe seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito eiiste orna pessoa
intellicentc e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os annuncianles contan-
do com a capacidadede suas oftlcinase machinismo,
,e pericia de seus ofliciaes, se eomprometlem a fazer
executar, com a maior presteza, perfei^ao, e exacta
conformidade com os modelos ou deseuhos,e instruc-
6es que Ihes forem fornecidas.
ROBILAFFECTEUR. '
O nico auloriiodo por decitUo do contelho real e
decreto imperial.
Os medico dos hospilaes recommendam o Arrobe
de Laflecteur, como sendo o nico autorisado pele
governo, e pela real sociedad* de medicina. Esta
medicamento d'om goslo agradavel, e fcil a tomar
em secreto, esta em uso na roarinha real desde mais
de 60 annos; cura la'dioalmenle em pouco lempo,
oom pouca despeza, sem mercurio, as aflecr&es do
pelle, impigens, as consequencias das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos parios, da idade critica, e da
I acrimonia hereditaria dos humores; convm aos ca-
larrhos, a bexiga, as enntracrocs, e a fraqoeza dos
urgaos, procedida do abuso das injeccSes ou de son-
das. Como anli-syphililico, o arrob cura rn pouco
lempo os floxos rcenles on rebeldes, que volvem
iocessantas em consequencia do emprego da copai-
ba, da cubeba, ou das injecc,es que representen! o
viras sem neulralisa-lo. O arrobe Laflecteur 'he
especialmente recommendado contra as doencas. In-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio e ao indurelo de
polassio. Lisbunne. Vende-se na botica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Azevedo.praca de D. Pe-
dro n. 88, onde acaba de cliegar urna crande porcao
de Barraras sraodese peqoenas viudas direetamenle
de-Peris de casa do dito Boyveau-I.alTecteur 12, ru
Richeo a Paris. Os formularios dao-se gratis em
casa do agenta Silva na praea de D. Pedro, n. 82.
Porto, Joaquim Aranjo ; Bahra, Lima & Irmaos ;
Pernambneo, Soum; Ro de Janeiro, Roclia & V-
Ihos; el Moreira, loja de droga; Villa Nova, Joao
Pereira de Magates Leile ; Rio" Grande, Fran de
Paulo Couto d C.
Vendem-se seis caderai. mesa de meio de sala, uina commoda, urna marque-
ta c urna cama, ludo em boin estado e per commu-
do preso: na ra da Senzela Vclha n. 112, (segun-
do andar.
Fazendas salva-
das da barca
Gustavo II.
Ha um resto de meias casemiras, pelo baralissimo
preco de 19000; cassas pintadas, limpas, a 240 rs. o
covado; cortes de esmbraia a 39400 ; camisas de
meia a 600 rs., e ootras : na ral d Cabugu n. 10,
junto do ourives.
As senhoras de bom gosto.
Vendem-se indianas de seda de quadros recente-
menta checadas da Europa, milito proprias para
vestidos de senhora, por ser o u'.timo goslo : na loja
de M. Ferreira de S, na ra da Cadeia do Recita n.
47, ao virar para a Madre-de Dos ; dao-se amostras
com penhor.
Vendem-se os pertencesde urna taberna com
muilo poucos fundos, no largo d Trempen. 1, a
Mal venda se faz para pagamento dos alogueis que
ella esl devendo, e esl moito afregoezada tanto
para gneros da Ierra como de fra.
Vende-se urna taberna em milito boa localida-
de por ser de esquina, com commodos 'independen-
tes para familia e commodo aluguel, propria para
qualquer principiante, por ler poneos fundos ; faz-
se lodo o negocio por o dono nao poder continuar
com a mesma : quem pretender, dirija-se a ra do
Arago n. 8.
Vende-se nm bom cavallo posante e gordo,
bom trotador, para cabriole! oa carro de 4 rodas:
quem o pretender, dirija-se a travessa do Veras, na
Boa-Vista, n. 15.MMgjg am-i Refrescos.
Vendem-se xaropes para refrescos, de todas as
qualidades de frnctas : na travessa da Madre de
Dos n. 10.
Emcasa de Southall Mellor & Com-
panhia, ra da Cadeia do Recife n. 5(i,
vendem-se relogios de ouro patente n-
glez, muito superiores; cerveja ingle/.a,
ranea, de superior qualidade, em barri-
carde quatro duzins de garrafas, por pre-
co mdico, em porcoes pequeas.
Sendo moito recommendado petos reverendos
capuchiohos, o Thesouro de Paciencia, nao so fiara
consolar-nos em nossas alllireries, como lambem pe-
dir-nos par que Dos se compadeca de nos, livran-
do-nns do flagello da peste : acha-ie venda na ra
da Caia do Recife, loja ns. 14 e 20.
Barato que ad-
mira.
Manteiga ingleza superior a 800 rs., 720 e 610
na ra larga do Rosarlo, taberna pintada de azul
n. 37.
1- Vende-se umaescrava, crioula, bo-
nita figura, cor retinta, idade 55 annos
pouco mais 011 menos, sem vicios, menos
cachimbo a noite, sabe cozinliar o diario
de urna casat engpmma pouco, e ensaba
npt 1 mn ment e lie muito carinhosa para
criancas, lie excellente para o ser vico in-
terno : na ra estreita do Rosario no 1.1,
sobrado.
vende-sc orna sorle de ierras perlencenle I
dala de 3 legoas que foi dada pelos ser.vcos da guer-
ra dos Palmares ao major Luiz Rodrigues Prado, na
fregoezia da Escada, ribeira do Aramaragi, onde
pa-.s a estrada de ferro, e he excellente Ierra de
cultora : a tratar com M. L. de M. Henriques, na
rna da Praia.
Vendem-se sellmVcom pertence3 pa-
tente inglez, e da melhor qualidade que
tem viudo a este mercado : no arma/.em
de Adamson Howie&C, ra do Trapi-.
che h. i2.
Vende-se urna balanza romana com lodos os
saus perleuces.em bom uso e de 2,010 libras : qnem
pretender, driS-se ra da Cruz, armaiem n. 4.
Saccas de fari-
nha.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra boa e bem
torrada, por prego commodo : ua rna da Cadeia do
Recita, loja n. 23.
PARA A FESTA.
Vendem-se excellenles palitos de alpaca, france-
zes, pelo lUinniulo preco de 49000: na ruado Cres-
po n. 10.
Vendem-se canastras de batatas su-
periores de Lisboa : na ra do C buga' lo-
ja de portas da Aguia de duro.
Fazenda de bailes.
Chali) de seda, fazeuda transparente, goslos que
nunca appareceram nesta prara ; vende-se o covado
por preco razna\el : na ra do Crespo n. 9.
CHAPEOS PRETOS FRiN-
ultmamenta cheaados ; vendem-se por preco com-
modo : na rna do Crespo, loja n. 19.
Chapeos de sol
de.seda,
cabo de canna a 69300 : vende-se na ra do Crespo,
loja n. 19.
Cortes de case-
miras de cores
de muilo bom gosto e qualidade, cara diversos pre-
los : vendem-se na rna do Crespo, loja n. 19.
Pannos pretos
de diversas
qualidades eprecos: venoVm-se na ra do Crespo,
loia n. 19. '
Na rita da Cruz n. 2(i, primeir an-
dar, existe a venda muito superior choco-
late, chegado ltimamente de Franca e
por comraodo preco.
HOLA O FBANCEZ.
Na ra da Cadeia do Recife, loja dos Sr*.
Vaz&Leal, acha-se a venda o excellente
rap rolo francez, a U) rs. a oita va.
Na ra da Cruz n. 2g, ha a venda cai-
xinhas'com tentospara v.oltan:te 011 outro
qualquer jogo, espingardas dedous canos
francezas, vinlio Brdeos tinto e branco
em duzias.
A 4,5oo.
\endem-sp chapeos pretos franceres de superior
qualidade e formas modernas : na ra Nova n. 1.
SS- CORTES TURCOS.
Veodem-se estes delicados corles de cusa preta
coa. pintas carmezins e listrados, os mais lindos pos-
siveis pela sua noviilade de padres, e s se vendem
uas lojas dos Srs. Campos & Lima, ra do Crespo ;
.Manuel Jos Leite, roa do Queimado ; Narriso Ma-
ra Carneiro, rna da Cadeia, por ierro muilo cni
couta.
lOWOo
89000
79000
69000
49000
109000
309000
COMPRAS.
59800 Recebe por inleiro
29900 u a
29000 u
19500 a ff
19200 w a>
760 a a
640
340 a
6:0009
300
2*00
1:5009
1:2009
7.309
600
3009
..ponajjiilisa apenas a
pagar os 8 por osota da le nos sen* bilhetes inlei-
ros, vendidos em originaes. Pernamhuco 1. de ou-
tubro de 1850.O cautelisla,
Saluttimo de quino Ferreira.
Compra-se efectivamente hranze, latan e co-
bre velho : no deposito da fundido da Aurora, na
rna do Brnm, logo na estrada, o. 28, e na mesma
fondirno, em Santo Amaro,
Compram-se rolos de pitia ou vticca, deum
palmo para mais em dimetro : na fuudico da Au-
rora, em Sanio Amaro, e no deposito da mesma, na
roa do Brum n. 28.
" Comprarse nm Adas usado, de bom autor : na
roa do Queimado, loja n. 25.
Compra-se urna casa tarrea em chaos praprios,
com bonvquinlal te cacimba, que lenha pelos menos
30 palmos de frente, sendo as principaes ras da
freguezia de Santo Antonio: agradando paga-se
bem : a tratar na rna Direila n. 135.
Compra-se urna carleira de daas facess, de 5 a
Y> palmos em quadro, com algum so : no pateo do
Carmo, taberna n. 1.
Gompram-se sementes, 011 pes de
fructeiras das mais novas qualidades, bem
como bananeires jasmins, fructa pao de
massa, etc. : quem tiver, anuuncie por
este Diario para ser procurado.
ATTENCAO' AO BARATEIRO.
\ ende-se na ra Nova n. 51, jonlo da ConceirJo,
e na mesma ra n. 7. defronle do oito da raalriz de
Santo Antonio, um completo sorlimento de louc,a li-
na e vidros ullimaraente cliegados, e se vende p*lo
mais barato preco do que em oulra qualquer parte,
tudo do melhor goslo.
E1IJBE1RO
nao se engeita,
NA RLA DO QUEIMADO Nt VO,
em frente do becco da Congreear,3o, pastando a bo-
tica, a segunda toja de lazendas de llnriqne & San-
tos, lem ultmamenta arrematado em taimo grande
porcao de fazendas de seda, lAa e seda, linlio e algo-
dito, e querendo acabar, avisam ao publico, qoe se
vendem assegointes fazendas, bem como ou Iras mu-
tas, por preces baratissmos, e dSo-se as amostras
coro penhores.
Nobreza furia-cores para vestidos, o covado 19100
Crially liso e de quadros de cores, o covado 900
Proserpina de seda de quadros, o co\ ado 640
Alma viva de 13a para vestidos, o covado 580
Cassas francezas, padroes novos, a vara 300
Cassas escocezas de lindo goslo, o covado 380
Riscados fraocezes imitando alpaca de seda,
o covado 280
Chitas francezas de cores, largas, n coVado 260
Kiscado monslro de quadros, o covado 240
Chitas de cores escuras muilo linas, o covado 200
Velludo preta o melhor possivel, o covado .$5800
Setim preto maco liso, o covado 28600
Sarja prela tarrada para vestido, o covado 29000
Sarja prela lisa hespanhola, o covado .29009
Panno Tino de varias cores, o con ado 39800
Panno aznl fino para tarja, o covado 29600
Panno preto lino para palitos, covado 29500
Merino pralo e de r, de cordAo, o covado 640
Alpaca de cores de cordao, o covado 540
Alpaca preta lisa fina, covado 480
Palitos pretos de bombazina 7VjO
Palitos pretos de alpaca fina .59000
Paulos de Ua de cores para menino 19500
Chales prelos de retro* 69000
Ricos chales de merino bordados a seda do
cores IO9OOO
Ditos ditos de dito bordado a seda 99000
Chales de merino, franja de seda 58500
Ditas de dito dla do laa 49000
Chales de merino preto, bordados a seda 68500
Lencos de setim.jireto para grvala 19200
Ditos de dito de cores para dila 900
Ditas de seda de cores para dita 500
Ditos de seda de cores grandes para senhora 19500
Ditos de dita de ditas pequeos para dita 800
Ditos de cambraia de linho brancos 500
Ditos de cassa pequeos brancos 300
Collarinhos muito finos -joo
Aberturas finas de cores para camisa 640
Madapolao fino com loque de avaria 38800
Leusos de retro de todas as cores 18120
Ganga amarella lisa, o covado 300
Corles de casemira 'prela setim 69000
Cortes de casemira preta lina 49500
Cortes de dita de#cores, padrees novos 49000
Corles de clleles de selim preto bordados 79000
Ditos de ditos de seda de cores 29500
Ditas de dilosdefuslilo fino 700
Ditos de ditos de laa ;_'n
Peres dp esgoiao de puro linho 129000
Ditas de brim liso moito fino 88000
Cortes de cassa chita finos 18800
Merino preto sitim" I98OO
POTASSA RRASILE1RA.
fj$ Veude-se superior potassa, fa- (0
' lineada no Rio de Janeiro, che-
-ecentemente, recommen-
hores de engenhos os
elfeitos ja' experimen-
rua da Cruz n.*20, ar-
de L. Leconte Feron &
hia.
8
O referido cautelisla se respon
Oll-l
prego.
Compra-se sement
anuuncie.
de coentro : quem tiver
VENDAS.
Oratjo contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n. 6 e 8 da praja da
Independencia nm folhelinho com ditlerenles ora-
cOes contra o cholera-morbos, e qualquer ontra pes=
le, a 80 rs. cada nrh.
Cobre para forro de 20 at 2\
cas compregos.
Zinco para forro com
Chumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta e verde.
Oleo de linhaca em botijas.
Papel de embrulho.
Cemento amarello.
Armamento de todas as finali-
dades.
Arreios para um e dous ca-
vallos.
Chicotes para carro e esporas de
ac plateado.
Formas de ferro para fabrica de
assucar.
Papel de peso inglez.
Champagne marca A&C.
Rotim da India, novo e alvo.
Pedras de marmore.
Vela stearinas.
Pianosde gabinete de Jacaranda',
e com todo o ltimos melho-
ramentos.
No armazem deCJ. Astley & C.,^
ftt na ra da Cadeia.
|Ca dos Srs. Soum & C, ha pa-
ma i-a vi'liosa agoa dentifrice,
a melhor pie tem appare-
pra conservacio dos dentes.
BATATAS NOVAS.
J cheearam as batatas novas do Porto, e vendem-
se no armazem de Joao Martins de Barros, travessa
da Aladre-de-Dos 11. 21.
Vende-se na refinaeo da ra de Ilorlas n. 7,
velas de carnauba pnra, fabricadas no Araraly, tan-
to em porcao como a relalho.
A boa fama
Na ra, do Queimado nos qnalro cantos na bem
conhecida loja de miinli zas ,|;i boa I' una n. 33 en-
conlra-se sempre um ccmpleto sedimento de miu-
dezas de todas as qualidades e de diversos gostos e
que ludo se vende por lio baratas presos que aos
proprios compradores causa admirarlo :
Libras de linhas de| novelo, brancas 11. 50,
O, e 70 a 18100
Libras de linhas, ditas n. 80, 100, 120 a 18280
Duzia de tesouras para costura a 18000
Duzia de tesouras finas para costura a 19280
Pecas com II varas de lita de seda lnvrada 18200
Macos com 40, 50, 60 e 70 peras de conloo
para vestido 400
Petas com 10 varas de bico eslrelo 560
Duzia do dedaes para senhora 100
Caiiinhas com agulhas francezas 160
Caisas com 16 novellos de linhas de marcar 280
Pulceiras encarnadas psra meninas 240
Crozas de bolOes para carniza 160
Pares de meias linas para senhora a 240,300 e 360
Meadas de-linhas muito finas para bordar IWi
Meadas de linhas de pe: o 100
Crozas de bolOes muilo finos para cairas 280
Asulheros linos com amibas sorlidas 200
Babados aberlosde linho lisos e bordados, a
vara a 120 e -240
Lapis finos envernisadot a duzia 120
Carteiras demarroqum para algibeira 600
Fivelas douradas para calcas e collete 120
Tranceln? prelos de borracha para relogios
a 100 e
Tioleirose areeiros de porcelana o par ..
Charnteiras entre finas
Duzias de lapis sem ser envernisados e>
Duzias de torcidas para candieiro 11. 14 1
Penles finos de bfalo :iara alisar a 300 e
Pecas com 6 112 varas de fila branca de linho
t".ai\as com clcheles
Carrites de linhas de 2 X)jardas de boa
lidade
Macinhos com 25, 30 f 40 grampat
Suspensorios, o par
160
500
120
80
80
400
50
60
qua-
70
50
1(1

A boa fama
Ricos pentes de tartaruga para atar cabellos a 48500
Ditos de alisar tambero de tartaruga 38000
Ditos de mar lim tambero para alisar 18400
Ditos prelos de verdadeiro bfalo para atar
cabelles. a^ogo
Luvas pretas de torcal <:om btalas, fazenda
, boi J 800
l.uvas de seda decores jara hornero e senhora I9OOO
Lindas meia de seda de cores para criancas 19800
Meias pintadas fio daEicocia para criancas240e400
Itandeijas grandes e de pinturas linas .IjsOOOe 4*000
l'apel almajo greve e p lutado, resma iStHX)
Papel de peso paulado muilo superior 38600
Penas finissimas bico d< lauca, groia 18200
Ditas muito boas, Broza (^q
Canelas finissimas de n.arlim 320
culos de armario de ac delodasat. graduaooes 800
Lunetas com armaco de tartaruga 18000
Toncadores de jacaram' com bomespelhn 39000
Meias de laia muilo si.periores para padres 28000
Ricas hnoslas de canna com lindos castOes 28 e 38000
Chicotes finos para homem e senhora a 1) e 20000
Meias pretas de algnd.'o para padres 600
Grvalas de seda de todas as cores 19000
Pila de velludo estrellas e de todas as cores,
a vara lo0
Atacadores de cornalina para casaca 400
Ricos reloginhos para cima de mesa 49000
Escovas finissimas para cbelo e roupa, uavalhas fi-
nissimas para barba, meias pintada e cruas de mui-
lo boas qualidades, traicas de seda de todas as co-
res e larguras e de bonitas padroes. filas finissimas
lavradas e de lodas ns areuras e cores, litaos liuissi-
mos de linho de bonit is padres e le diversas lar-
guras, tesouras as mais Aasque he possivel enenu-
irar-se e de lodas as q brancas e de cores con btalas proprias para cor-
tinados; e lem de tudo isto oulra muitissimns cou-
sas que a vista de suas boas qualidades e o baralis-
simo preco porque se vendem, no he possivel haver
qnem deiie de comprar na rna di Queimado nos
qualro cantos na bem conhecida leja da foa fama
b. 33.
SAo chegados ,1 praea da Independencia ns. 24
30 loja de J. O. Maia os encllenles e muilo deseca-
dos oleados piulados de 5 a 8 palmos de largura de
boHitai pinturas,muilo proprios paracoberlasde pia-
no, meias, commodas etc., e vende-se por baralis-
simo preco.
Atfenrao ao barato !!
Vendc-sc 11a roa da Cadeia do Recife n. 47, loja
de Manoel Kerreira de Si, palitos prelos de alpaca
a 53 e 68000, luvas de seda de cores para homem a
18000 o par, corles de brim da moda a 39000.
Na ra do Vigario n. 1", primeir andar, lem
i venda a superior fianella para forro de sellins,
chegada recenlemenleda.America.
Na loja das seis
portas*
Em frente do Livramenlo.
Vendem-se chales de seda de lindos goslos a 89,
cortas de vestido de cambraia com dous babados a
cinco patacas, ditos de cambraia pintados a dez tus-
loe-, pecas de cambraia com flores miudinhas a cin-
co patacas, chiles de cambraia adamascada, proprios
para ir ao banho a duas patacas, chales de quadros
cor de rosa a duas patacas, chales de sanga encar-
nados grandes a dez InsISes pequeos a duas pata-
cas, meias para meninas de Ires a qualro annos a
iii-lao. .
FARINHA DE MANDIOCA DE SAN MATHEL'S
LAVADA.
O patacho nacional udaz Irouxe urna porreo de
farinha lavada, que se vende a procos commodos,
Irala-se nn escriptorin da ruada Cruz n.49ou no
caes do Ramos no armazem do Sr. Pacheco.
Velas.
Vendem-ee eicellentes velas de carnauba pura,
de 6, 7, 8, 9, 10 e 13 por libra, e por menos preco
que em oulra qualquer parte : n. ra Direila n. 59.
Vende-se arroz de casca muito novo a 29500 a
sacca e a sranel a 39200 o alqueire. medida velha ;
eomo bem 13 loros de ang(o de 9 a 10 palmos de
comprido, por preco commodo : na ra de Vigario
o. .
Vndese junco bom, por preco commodo : na
roa da Cadeia de Santo Antonio n. 18. Na mesma
casa empalham-se obras com hrevidade.
Attenca ao novo sortimento de fazendas
baratsimas.
Novas chitas de cores seguras e algumas de pa-
dres novos a 160, 180, 200,. 220 e240 o covado,
cortes de chita de bonitos desenlio*, padres inleira-
menle novos, com 13 covados por 38, riscados fran-
cazes finos a 20 e 260 o covado, cassas francezas de
cores, padroes bonitos e delicados a 600 rs. a vara,
novas melpomenes de quadros decores a 640, 720 e
800 rs. o covado, hamburgo fino, de boa qualidade,
para lences. ceroulas e toalbas a 99, 99600 e 108 a
peca de 20 varas, novo panno fino para lences, com
mais de 2 varas de largura a 29210, chales de laa
grandes de cores com barra a 58500, ditos de case-
mira finos e muilo bonitas de cores com barra por
88, selim preto maco superior, proprio para vesti-
dos e colletas, por preco qoe em particular se dir,
chales de seda grandes e pequeos, e ootras multas
fazendas, que a dinheiro vista se vendem por ba-
ralissimos precos : ua ra da Cadeia do Recita, loja
n. 50, defronle da ra da Madre de Dos.
Vendem-se lonas largas e estrellas, por preco
commodo : em casa de Fox Brothers, na rna da Ca-
deia do Recife n. 62.
, ~ Vende-se cognac da melhor qualfade: na ra
daCrnzn. 10.
Pratos oces patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se napra*
c do Corpo Santo, arma-
zem D. 48, de Hostron Ro-
oker #C.
OBJECTOS TAM ARMADORES.
Vendem-se-na roa do Amorim n. 41 sor-
ttmentos completos para armacOes detjre-
ja, carrose anfcinhos, como sejm; votajrf^
tes de todas as cores, trinas, galoes d >-
das as larguras, espifjuilhas, ilhamas.V-;.
por precos baratos. \i
Barato que ad*
mira.
Lindos chales de harege, superiores aos de meri-
no, tanto em eosto como por serem transparentes, e
muilo leve* ; por isso muilo proprios para a actual
estarn : a elle, antes que se acabem. senhores per-
nambucanos de bom goslo : na toja do sobrado n. 8
da ra do Livramenlo, ~
Pechincha para
Os bellos passeios do
ca m po.
Por menos de sen valor (roci-se por ouro, prala,
cobre e sedulas, anda mesmo sendo velhas, lindos
chales de merino bordados e de diversas cores, com
pepueno toque de avaria, pela diminuta qnantia de
58000: na loja do sobrado o. 8 da rda do Livramenlo.
POIRIER.
/ Aterro da Roa-Vista n. 55.
vende-se um carro de 4 rodas,
novo, muilo elegante e leve, e
de novo modelo prompto a For-
roi ao gosto de comprador, era casa de Poirier.
ATTENCAO' SRS. ECONOMI-
cos,cnefes de familias
Na loja de 5 portas, que faz esquina paraa ra do
Rangel, eom a trente para a do Queimado, ha om
lindo sortimento de chales de merino, bordados, e de
varias cores, com pequeo loqne de avaria, por to
barato preco que admira.
Esguiao de linho
e algodao,
muilo superior, com 11 varas a peca, por 3a50fl:
vende-se na ra do Crespo, loja da esquina que vol-
Attencao ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de muito bom gesto a
600 rs. a vara, corles de casa* pretos de muilo bom
gosto 29000 o corte, ditos de cores com bons pa-
dnies a 29200, alpaca de seda com quadros a 720 o
covado, corles de laa muita finos com 14 covados ca-
da corle, de muilo bom goato, a 49500, lencos de
bit ocom palmas a 320 cada om, ditos de cambraia
de linho grandes, proprios para cabeca a 560 cada
um. chales Hnperiaesa 800 rs., 19 e I92OO : aa taja
da rna dn Crespo n. 6.
Brins de vella : no armazem de N. O.
Bieber & C. ra da Cruz n. 4.
Fazendas baratas.
a 5*i00 rs. o corte, alpaca de cordso moito fina a
oOO rs. o covado, dita muito larga propria rara man-
"l3 6^"!'1e0nrtarla-,de ^^C^l
nho a 18600 o corte, dito, cor de palha a 18600 o
corte, cortes de casemira de bom gosto a 28500 o cor-
te, sarja de laa de duas largor, propri, .
do de quem esta de luto a 480 o covado, cortes de
fustn de bonitos gostos a 720 e 19400 o corte brim
trancado de linho a 18 e a 18200, riscados proprios
para jaqoelas epalitos a 280 o covado, crlesde col-
letas de gorgoro a 39500 : na loja da rna do Cre
po n. 6.
Chales de merino' de cores, de moito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar borlase baixa,
decapim.nafundicaodeD. W. Bowman : narna
dnBromns.6.8elO.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 129000
a dnzia, e 19280 a garrafa : na roa dos Tauoeirns n.
2, primeir andar, defronle do Trapiche Novo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redondo de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
CAL DE LISBOA A 48000.
Vendem-se barra com cal virgem de Lisboa, para
fechar contas, pelo diminuto preco de 49000 o bar-
ril : na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, defron-
le da rna da Madre de Dos.
Vende-se excellente taimado de pinho, recn-
tenteme chegadd da America : na rm de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-se com oadminis
ador do mesmo.
CAL VIRGEM.
A mais nova no mercado, por preco
muito barato: no deposito de ra do
Trapichen. 15, armazem de Bastos & Ir-
maos.
Na roa do Vigario n. 19, primeir andar, ha
para vender superior reros de primeira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhas de rorii e de nume-
ro, e fio porreta, lodo chegado pelo nltimo navio viu-
do do Porta, e juntamente vinho superior, fcitoria
er pequeos barriste dcimo.
Vendem-se no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia do Recita, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
' FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por ojOOO reis : nos armazens ns.
, 5 e 7, e no armzem deronte da porta da
altandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primetro*ndar.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na ra do Brum, passan-
do o. chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
Almanak deLembrancaa Luso-Brasileira,
para 1856.
1 vleme em 32, com 384 pagina*, 426 arligos e
126 gravoras, por Alejandre Magno de Castilho he
o 6. volme, he urna peqi'enina eneyclopedia
principiada em 1851, e a qoe nao bl eslranho ne-
nhiim dos ramos dos conhecimenlas humauos, pela
redaccao dos autores, cofas prodacoes, em vano oa
em prosa, honrara as paginas do Almanak de 1866,
e vende-se na agencia livraria n. 20 da etqniaa de I
Collegio, onde s acham lambem os volumes 'dos
annos anteriores. Preco 800 rs. por cada volme.
TAIXAS DErERRO.
Na fundicao' d'Aurora' em Santo
Amaro, e tambera no DEPOSITO
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logare* A.
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOW'AY /
.PILLLAS HOLLOWAV
fcste mestimavel especifico, composto inleraroen-
, """V medicinaes, nao conlem mercurio, era
,11?.?' ? I """ncia deleclerea. Benigno mais
S.I-J focta* e plcao m.. delicada, he
fj JZ > Pron,p, e W P"r desarraigar o mal
na eomple.cflo mais robnsta ; he inleiramente inno-
cente em sua, operaoes e eHeiros ; pois busca e re-
move as doencas de qualqoer especie e grao, po'
mais antigs e tenates que sejam.
Entre militara* d. domok corada, con, ele re-
medio, mullas que ja eslava* a. portas a roorle,
preservando em sen oso, onsegniram robrr a
saude e tarcas, depon de haver tentado intilmente
lodos os ontros remedios.
As mais affliclas nao devem entrezar-sa tfdesespe-
l^racao ; facam um eompetairte ensaio dos elueaie.
etteiios desta asaombrosa medicina, e orestes seco-
peraraoo beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar ene remedio para
qualquer das segnintesenfermidades -
Accidenujiepileptieos.
Alporeas.
11 muelas
Areia.(mald').
Asthma.
Clicas.
ConvnUoes.
Debilidade ou eitenaa-
Qo.
I'ebilidade ou falla da
tarcas para qualquer
Febre (oda especie.
Gota.
riemorrboidas.
Hydropiia.,
Ictericia.
Indigesloes.
Inflammacaw.
Irregularidad* dameiis-
Iruaro. ""*>i
Lombrigas de toda espe-
cie.
Mal-de-pedi
Manchas na ci
Obstrucrao de venlrc.
Phtsica 0.1 cooso
pulmonar.
Ketencio do urina.
Kheumatismo.
Symptomas secnndarios.
remores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Veas
Vendem-se e*.pillas ne esl.b ecimento geral
de Londre.i. a .244. tron,, na loj, M os
boticario, droguistase entras pessoas eaeOregadas
de sua venda em (la a AmeSc. 00 Snl,
Iii**paiinn.
Vende-se asboeelinhas .800 ri. Cada ama delta
conlem urna instruccSo em portaguez para explicar
o modo de se osar destas pillas.
O deposito eeral he emcasa da Sr. Soum Dhar-
maceotico. na rna da Croa n. 22, em PerBam-
boco.
.Vende-fe aa rea dt Cadeia do Recife n. 7, taja
demiodexas de Antonio Lope. Pereira de Mello *
Companhia, om-malatinho cosa idade de 11 a 12 an-
nos, boa figura, per
mesma.
COUfS.
Desinteria.
or de garganta.
de barriga.
<< nos rin.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ligado.
_ venreas.
Eniaqueca.
Ervsipela.
Fefares biliosas.
inteimiltantes.
pree cesnaaedo ;
tratar na
Na ra do Vigario n. 19," primei-
r andar, tem para vender diversa mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sem despeza ao comprador.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes. ~
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montarla.
Candieiros e casticaes bronceados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateirot
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em b
Camas de fern
- VeinfaCte ac em cunhele. de nm quintal, por
preco moito commodo : nn armazem de Me. Cal-
mont & Companhia, praea do Corpo Santo a. 11.
MECHANISMO PARA EHGE"
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DQJjN'GE-
NHEIRO DAVID W. BOWNLjSS. A
RA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorUmento> dos seguinles ob-
eclos de mechaoismos proprios para engenbos, a sa-
ir : moendas e meias moendas da mais moderna
construccao ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodosos tamanhos; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
roes ; crivos e boceas de fornalhae registros de bo-
eiro, aguilhOes, bronzes, parafusos e cavilhSes, rooi-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICA'O.
se executam todas as encommendas com a soperio-
ridade j conhecida, com a devida presteza e com-
modidade em preco.
N AV ALMAS A CONTENTO E TESOL'RAS.
Na rna da Cadeia do Recife n. 48, primeir an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreii, ronti-
nuam-se a vender a 89000 o par (preco fixo, as j
bem condecidas e afamadas navalhs de barba, taitas
pelo hbil fabricante que foi premiada na ex,iosicAo
de Londres, as quaes alero de durarem exlraardia-
ri menle, nao se senlem no rosto na accao d cortar;
vendem-se com a condeso de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 diasdepois
pa compra restitnindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes
mo la"cante.
Na roa do Vigario n. 19, primeir andar, ven-
de-se farelo novo, chegado da Lisboa pelobrigoe i-i-
peronea.
CAL DE LISBOA.
' Vende-se cal virgem, chegada no ul-
timo navio, .por preco commodo, assim
aomo 'potassa superior americana: no
deposito da rna de Apollo n. 2B. *
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muito fina e padroes novos ;
cortes de lila de quadros e flores por preco commo-
do : vende-se na ra do Crespo loja da esquina qoe
volla para a ra da Cadeia.
CASEMIRA PRETA A 4?500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina qne
volta para a rna da Cadeia.
Vende-se
Farello era saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a 2$800.
Tijollos de marmore a
520.
Vinho Bordeaux em
garrafes a 12^000.
.No armazem de Tasso
Irmaos.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-$e o excellente romance histor-
< Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
preeps muito favora*eis, com os quaes G- nha, 2 volumes por ltfOOflirs., na livraria
carao os compradores satiseitos. u. 6 e 8 da praea da Independencia.
la para a ra da Cadeia.

Clially
de cores para vestido, o melhor que lem apparecido
no mercado; vende-se por 800 rs. o covado ; assim
como chales de loquim d. lodas as cores, pelo bara-
to prero de 95000 e IftjOOO : na roa do Queimado
o. 33 A.
A 3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da Kussia verdadsira : na praea do
Corpo Santa n. 11.
Uheguero ao ba-
rato! !
Caixaa para rap imitando a tartar'nga, pelo bara-
lissimo prero de 1$80 cada urna : na rna do Cres-
po n. 6.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de .ferro batido
e coado, de todos os lamauhos, para
dito. *
POTASSA E CAL VIRGEM.
No antigo e a' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rioydc Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
embarcam-se ou carregam-se em carro tj*m,quadrilhas, valsas, n
ticke modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
NA RA DO CRESPO
Loja n. 6 !! !
Vendem-se peras de esguiao de algodSo, moito
boa faienta, pelo preco de SSjOO i peca, corles de
cambraia de barra, bonito, padroes e muilo boa fa-
zenda, pelo preco de XaOOOoerie, mantas para
grvala a 19200 cada ui
s\TTEtCA0.
Na ra, *k Jrpicbe n. 34, ha para .
vtjfider barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sSo os melhores que se"
tem descoberto para este lim, por nao *
exhalar em o menor cheiix>, e apej pe-
zam 16 libras, ecustam o diminuto pre-
co de 4$000 rs. cada um.
Deposito de vinho de chajg
9 pagne Chateau-Ay, prim^
f| lidade, de propnedade
2 de Marcuil, ra da Cruz
cife n. 20: este vinho, o n
de toda a Champagne,
a 56g000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia.
B.As caixas sao marcadas a f
goConde de Marcuile os
talos das garrafas sao azues.
- I
LABVRIMHOS.
Lencos de cambraia de iinho muito unos, toalhas
redondas e de ponas, o mais objeelos dest genere,
ludo de bom gosto; vende-se barato :
Cruz n. 34, primeir andar.
Riscado de listras de cores, proprio
'para palitos, calcas e aquetas, a 180
o covado.
Vende-se na rna do Crespo, loia da esquina qne
volla para a cadeia.
ESCRAVQS FGIDOS. "
100*000 de gratificacao.
Desappareceu no dia 17 de agesto prximo pasea-
do, pelas 7 horas da noile, a preta Lourenca, de na-
rao Angola, de idade 35 a 40 annos, pouco mais oa
inenos, com os signaes seguinles : em dedo da mao
direila incliado, magra, lem mareas brancas as duas
pernas; levou camisa de algoda"oxinno, vestido de
chita rosa, panno lino, e mais nm. Irona de roupa:
roga-se a lodas a. autoridades polieiaes oa capitaes
de campo que a apprehendara e levem a senaeohor
JoSo Leile de Aievedo. na praja do Corpo Santo n.
17, que recebera a gratificarle cima.
ESCRAVO FGIDO.
Desappareceu da casa do Sr. Flix An-
tunes Moreira, do Rio de Janeiro, desde
1852, umescravode notnejoao, crioulo,
natural do Ceara' ou Aracatj, com os sig-
naes segumte: um pouco baixo, refor-
cado, picado de beciiigas, fula, com falta
de dentes, mal parecido, consta ter anda-
do para Gotinguiba, e ultimamen|e pelos
portos do norte como forro, em conse-
quencia de ser marinheiro: roga-se aos
capitaes de campo eas autoridades poli-
eiaes, que o apprehenderem, mandar le-
va-lona ruado Trapichen. 34, primeir
andar, escriptorio de Novaes & C, que se-
rSo bem recompensados.
Contina estar ausenta da casa desea senlior
o mejor Antonio da Silva GnsmSo, o seu esgravo Ig-
nacio, crioulo, edr preta, alta no muito, idade 34
annos, pouco mais ou menos, pernas um pouco r-
quiadas, ollios grandes e vcrmelbos, (esta alta e
grandes cantos, com um signal nella qne parece om
S, um dedo de nm dos pes partido, chupa bastante e
he moito contador de petas, anda corcorvado : quem
apprehende-lo ser generusamenle recompensado,
levando-o ra Imperial n. 64, casa da residencia
de seu senlior.
Desappareeen do abaixo assignado o preto An-
tonio, Mossambique, ja de Idade avancada, faltar
que era du sitio na Passagem da Uagdalena, e eos-
turna dizer que he forro ; (em os olhos pequeos e
fu macados, e na. solas dos pos signaes de cravo :
quem o pegar, leve-o a cidade ova, casa do Sr. Go-
mes do Correio, on pateo do Carmo, casa de Firmi-
no Jos da Oliveira.
sflr-
\
PERN TYP. DB M. F. DE|FaRIA 1855.

L

ri nnn rurii


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ELE2045YK_W3Q68M INGEST_TIME 2013-03-25T12:47:18Z PACKAGE AA00011611_00532
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES