Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00498


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Full Text
IMO -mi. N. 271
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mese vencidos 4,500.
SEATA FEIRA 23 OE NOVEMBRO DE I

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
N'CA BREGADOS- DA SIUS, IUl'.: A i >'
CAMBIOS.
lal, .1 Sr. Joaqnim Ignacio Pereira Jnior; Ara-
>t oSr. Antonio da Lemos Brasa ; Oarii, o Sr.
Mm Jote de Oliveira ; Maranhao o Sr. Joa-
-Barques Hodrignes; Piauhv.o Sr. Domingos
lrenhiiio AckilesPessoa Cearense ; Para, oSr. Jus-
'tino i. (lamas; Amazonas, o Sr.Jeronymo da Cosa.
'
por 100.
Rio de Janeiro, 1 por 0/0 de descomo.
Acedes do Banco 43 0/0 do premio.
da Cumpanhia de Beberibe ao par.
dAcompaobiade sesjjros ao par.
Discanto do leltras, de 8 a81/2 por 0/0.
HETAES.
Ouro. Oncas haspanholas. .
Moedas de (54410 velhas.
de 659400 novas.
do 4JC00. .
Prata.PataciJes brasileiros. .
Pesos columnarios. .
mexicanos. .
21KSO00
169000
16000
9000
23>000
25000
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Oiinda, todos os dias.
Carnarii, Bonito eGaranhuns, nos dias 1 c 15.
Villa-Bella, Boa-Yisla, ExeOuricury, a 13e28.
Goyanna oParahiba, seguhdase sejtas-feiras.
Victoria e Natal, nas quintas-luirs.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas c 6 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e sabbados..
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas.
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizodeorphos, segundase quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio-dia.
2* vara do civel, quartas e sabbados a6 meio-dia.
EPIIEMERJDES.
Novemb. 1 Quarlominguante as 2 boras 46 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
* 9 La nova as 5 horas, 11 minutos
e 40 segundos da tarde.'
16 QuartocrescenteasOhoras, 20 mi-
nutos e 49 segundos da manha.
23 La cheia as 5 horas, 31 minutos e
41 segundos da larde.
PARTE srnciiL.
I COaCBKANDO DAS ARMAS
artel-croara, I da comnudo da* ruui de
feraaaa >uco ata oidaae do Recife, em Zl da
avenar o a e l56.
QREM DO DA N. 152.
U* marechal de campo commandanle das amias,
fazcrto pata ciencia da guarnir;*, e devida obser-
vancia, que a presidencia por portara de t'J do
crrente, riomeuu para exercer inlerinaniciite as
fuucoes du empiego de director do arsenal -le uer-
ra, ao Sr. ajor reformado cliefe de Pilado maiur da
ard nacional de municipio do Kecife, Sebasliao
Lope Guimaraes, segundu foi communicado ao
inesioo manchal em ollicio datado de liontem.
Assianada.Jos Joaqnim Coelho.
Conforme.Candido l^al Ferreiru, ajudanle de
ordena encarregado do detalhe.
I
ERRATA.
Nj arden do dia do quartel geueral datada de
baulero sub n. 15l,na 13a linlia, em lugar de ap-
pareceu, leii-sa oll-receu.
EXTEBIOR.
Entre ontroslresu Hados da qneda de Sebastopol,
um uo menos importante he a exaltarlo dos eini-
rxdes leviluctonatios da na tonga obscuridade.
Na grande partida .la guerra que sw se esta jo-
gando, oa mais desprezrveis aotores sao por furca es
pelltdos do rampo. lie rnenle nas pausas morlii
das que elles podem nusar apresenlar-se e desaliar a
alleiirao. Ptesenlemeiile majuCcelni-sc urna pansa
ziaiurea, e por isso nilo aalmira, que o triuic-
la. ja.auralos revoluciname Kussulh.Mai
a Kuliui'scoiher*ra-na como urna op-
conveniente para prnpor o sen pro-
pari a organisaco da Europa.
queda da cidjde dorante nimio lempo Mo-
neada, veero elles, nSo urna apprnximacan paz,
rama eitentAo e prolongarn la guerraurna
larra que afllamelile predizrm envolver ultima-
ata toda 1 Europa, e que presumrm acabar no
aaaoronamento de lodos os Ihruuos, e no eslabele-
ftetilo de orna grande rcpu6lica europea fe-
(* roa ni fe,lo que recenlemente publicaram he <1-
1*0 nao a urna naco 011 paiz em particular, mas
O partido republicano em todo* os paizes da
Prnumem qoe em caria nacflu reina orna
1"IBaain reeipi-ora, secreta e oceullameiil, entre o po-
'"" governos ; uma guerra que a crise ac-
tual proparciona orna opi>orlaDidade Tavoravel. ter-
minando na victoria, mas que, se momento fave-
ravel for detprezado, pode no mais voltar.
Paranlo, a sua proclamacito, posto que tonga e
erbasa na forma, he limpies e soceinla naisuas
ida a. Cania republicano d#ve tornar-" tira soldado,
1a otillo deve contribuir para a caria militar.
eilaadim sirODles raqelsiroX: fiin-ni admillidas,
er-se-ha qianlo anlea qne o* Hidpiitileatios ao nao
s o partido numaricainonle mota forte,porem o mais
Carie formado em um etereito econ-
m thesouro, o seguinl:: pauso he que
Idevem render implcita obediencia as
diciadorpa. Nade puna o- chefes
e repetirlo, que reve-
com a respuii-ahiiidade do cargo, pode-ie inferir de
um simples facto. .
Uouve um lempo em que o livre macliinismo da
nova constituidlo huugara teve a probabilidade de
ser reconhec,ido pela Austria. Os miuislroa hngaros,
eleilos pelo povo, foram reconlieridos na chancela-
ria do Vieiina ; e o propno kossulli foi favoravcl-
iiu'iite recebido pelos ministros imperii.
Nesle lempo arrebentuu a insurrci;o na Lombar-
dia ; eo imperador pedio ao livre parlamento hn-
garo que (uriiecesse um conliugeule de tropas para
suilucar u muximento. llouveram Hngara* que nilo
juizeiam condescender con este pedido. Com que
caTacler, d::5or::r li-w, podiam aquelles que li-
nhan alcancado a sua propria imlependeucia coad-
juvar para impedir que seus irmaoi italianos cuuse-
guissem a mesin.i liberdade Os us designios po-
diam ler prevalecido se Kossulli uSo livesie laucado
o peso da sua influencia na outra coocha da balan-
za ; e, n'um discurso da grande iogeuuidade, per-
suadi aoa depulados hngaros que obtivessem o fa-
vor e a conlianra' do imperador, condesceudendo
com os seus pedidos.
Ora, nHo diurnos que este ronselhn fose impro-
prio naquelle lempo, ou que Kossulh nao livesse di-
reilo a ulteriores iniorniaces para mudar as opi-
nijs que cntSo diclavam-o. Mas dizemos que lem
haido urna inuilaiira de principios, que kossulh ja
n.ui oceupa o lugar que fezqnaudo chegou s praias
da Inglaterra, e, no ardur du cu enthusiasmn, pro-
poz 11 tns vivas ,1 ranilla lias ruat de Soulhamp-
lon. Dizemos alcm dito, que com a sua mudanza de
posi^aoas A*s relacoes com as classes medias dcsle
paiz tambem mudaram. Ha militares dos no ci'la.lilos que admiravain o patriota, mas que n;1u
tem respeilo ao demagogo.
Nao nos perleuce aconselhar estes homens. Eslo
abandonados ao seu proprio corqportamenlo, e de-
lerinii|,iiliis a se^ui-lu. Parece-iios nilo menos dis-
tinrto que a poltica que elles lem escolhido, lie
calculada nao para desmoronar, mas para reforcar a
causa do despotismo ni. Europa. Tem excitada con-
lral lodos os homeiis iiitures-a los na coiiservac.lo
da ordem, esforcando-se, jlanlo quanlo denude
del les. para faier um meio termo entre o riespoWm
c a anarchia impossivel.
Em taes homens e em laes raeios el-reide Napolea
enconlra um ptimo apoio; porque ha milhares das-
les que gemew detiaiio da sua Ivranliia quedantes ae
uhmellenain a islo. do que leniar muda-lopor um
processo que envolvera os mais bello* e mais pacifi-
co* paizesda Europa em sangue, sem ter a corteza
de que o ultimo estado do seu paiz nao possa ser
peior do que o primairo.
Alcm dislo, a mesma publicidade, do seu aunun-
cio pOe os despulas do continente em vigilancia,
homens ainear:idos, diz o proverbio, tem vida
pi ida: e o mesmohe verdade para os movernos
cadas. Esta proclamarlo pode ministrar um
Icito, que mullos aaber.iuos nao sero vagaro
aproveilar-se delle, augmentando a severid;
oppressilo da sua autoiidade ; mas en todos
tros respeilas. come manifesl lalkniio pro
ell'eilo no espirito popular.
HQMiHg Chronicle.)
m ?"*
A anarchia, dizem aellvn, nunca
loria. Os G'egasdo paivd hrrppi
-tuTqrcos conquisl;
^re diipular nem acerca
simples facto a forja do elemento que deve pre-
dominar;
A imprensa lem feilo dos negocios da marinha
uma e.peciulidd.de querida e apreciada, o, ha bem
punco lempo, os Ires jornaes diarios da corte apre-
sent.ivam arligos hebdouiadarios martimos.
A tecnia Martima Braiileira com a sua appa-
ricSo consignou um progresso 11*0 pequeo, e que
nao deve passar desapercehido. Era um protesto
solemne laucado n face da naci em favor de di-
reitos calcados, espesiuhados e esquecidos,do di-
reilos da forca contra a fraifaeza, da mocidade es-
peranzosa contra a velhice desenda, do futuro con-
tra o passado. Mo fado porm presidio ao seu nas-
cimento acumpauliando-a al os seus allimos ins-
tantes. *
Fondado sobre outras bases nioraes, surga o
Brasil Martimo sob a redaccao de dous jovens se-
gundos lenles, chelos de talentos e ambiciosos
de noma e de gloria. ^Cercados de dillieuldade e
leudo por nicos recursos uma vontade imperiosas,
intelligenle. e orna variada eradir,ao, elles mo dei-
aram que a sua empreza fosse apenas um bello
projeclo em esboco.
Passaram por cima de todos os obstculos, supe-
raram lodo* os embarazos, lularam, lutaram mutlo
mas venceram.
Era mais um'campeaoque se apresenlava como
amihar na lira, para ficar depoisquasi nico senhor
dellaajjiromplaja lodos os reconlros, manejando lu-
das alarmas, Tiier fossem da-de/e/a. quer de
ataque. w
Citaiuoscom prazer os inuiiesTdi BbiiM dislinrlos
ofliciaes, que comprelienderam>WvdTrwn ao cabo
lao osdriilio-a larefa,sao os Srs. Euzohio Jos An-
lunca. hoja primeiro leme e secretario da estacao
naval de PernambueOj e Franciscd Mauuel Alvares
de Araujo, actualmente embarcado na corveta
/imlerpe.
Todo os ramos, todos os servidos da mariuha lem
encontrado umcho, ou defensor e um apoio nas
culiimii is do /cimI Martimo, unindo-se para isso
aos dous redactores prioelpaes collaboradores con-
dignos. Mas a raaior alorla da lide, a uvacao do
triumpho compete aos Srs. Antones e Araujo par
droll de naitsunce par' droit de conquete.
Muito antes de seu ultimo numero, ja a Revista
Martima Brasileira, havendo perdido a forja mu-
ral deqo necessilava para o riiinprimenln de sua
ins-ao, ihruara-sc nm desses phantasmas da noile
que desapparecem com a luz, e o Brasil Martima
uaiihava de imocrUncia o que dclla fugia. Hoje
lie elle o rcpreBtante legitimo da illuslre rorpora-
cauda armada, que a despeitu de ludo nao deixou
ainda de ser a lilna espuria da narao.
garantas de durarlo e de independencia de
enlo do Brasil Mtritun > existem 110 carao-

ihnu uma vic-
dispularain e
*m a|le;icio.
tica ali'lr.ic-
lUlrina, nem da sua covcuiencra aos
preopinantes.
Se, nao. estes ponlos foreni admitlidos, a cou-
(asauda lula sari brete, e as vanngens adquiridas
normes. Tudas asleslascoroadas da Europa rievem
[i^recer, e as.Repblicas livree e Ilustradas lo-
marlo o lugar das esteris monarchias. O. mappa
domando er reconsliloido. Por cnnseqiiencia a
sera una eindivi-ivel. llrsnanlia e Portucal
krmarSo ulna repblica ibrica. K Hungra e a
Polonia ressicilarJo, cada ama com uma nulepen-
s',.ariia. A'Illiria lomar novaiflenle sen
fugar no oongresso dao'nacdes; ao passu que ;i I-rau-
ca deiienvolvcra os s^us limile ate o Itheno ; e a
tllemanha, livre dos seus Ijraniletes, lornar-se-ha
ama. Os proprios reinos* do Balliro deverao
ser unidos em urna srande FederarSo Scandi-
.
isa cerlsmenle serpreaa que a Rtmia e a Incla-
terra sejam as nicas tiac.oes appareniemente exclui-
lasdaata grande communho da Iramanidade. A
mis.so da laglterra lalvez eja aconelhada pelo
Acladeqnn i os illuslre exilados 11 que publica-
ran) eslo manifest eurnlram ah um asilo lempu-
, e que s nossascidadea anda nao tenham clie-
_^^Kerio. Comludo lia allu rtaterra no rnanifelo, masa Kossia fii Inlalinente
' i.-squeciala. Mo sappomos per um momento que i*11
"so|4 de ali;ama inlolligcncia secreta com o czar ;
a* so puilea/101 adinillir islo. suppumtoque osmublitus
daquelle im(rio-saocompl-lainenle embrutecidos, e
lataloienle indignos de parlilhar-os direilos e a di;!-
uidade de homens livre-.
esle mailifeslo njo podemos deixar de ver nm
anl*5 abandiiiio dosiprincipios e opinies que
"|ulri',jrofa>'s,ivain quando primeramente
ain ,' dislinocflo publita, e chamaram sobre
llenciV do mundo. Talaez uma eicepjao deva
a.em favor ^e l.fdrii Tlollin, cojo lemper<-
esde principio u irhpellui a compromelUr
ardo sea propno 11 is seus projeclos
le e fralerui lade ; ma< Mazzini, e aimla
fcssuifi. primeirnmeiilc se lornar.im conheci-
1 ique nzeram contra as injuslicas (
es di1 sua< respectivas naje-.
o contra males meonleslaveis, e luan
HBfc praticos e (iibsfanciaes, eicilaraiu
cerla somun de sympnlhia, qae se relirou delles no
fm qae e enleoden que tinham abando-
aado o aajiae.irelrorizinfl de palriolas, e se lorna-
ram ua.apaloloa da insorreiro em toda a Eu-
rapa.
Earqaanlt aa limi(aram aos dnmnus da Ilaiia e
iis injiNlieas lolfridas pala Hungra, podiam reclamar
igir fsfp>Uo ; mas para que se inlromtllem nos
_RITIMO.
l'ara baaV*c*!lne as disposicocs
ciaS de uma e^oi-a, rx seus desenvolv
lim que allinara lalvez, he nece*
Uempre a fados e dados qUe esc.ipainj
ip ollios, taiiao pouco pe.'spicasts. i
cusiiimadit*** airar sobra a aarpai
neralidade das musas.
So a lalitude material da nossa marina* de guer-
ra iwii he anda q-iial a etigem as uossss neces'i-
dades, quieras nossascircomstaiicias, cnmludo he
jus'.ic 1 coiiltssar que o movimenlo murtal he im-
meiiso.
As ideas leem-sc alargado e expandido, I uirando-
se'cni um campa mais vasto, com horisontes mais
afaslados :^-s3u boas novas de fuluro que se au-
uunciam.
E a comparar^ao de lempos que 11S0 eslo ainda
to distantes que os tenhamos esquecido, com os
que correin, demonstran! o que havemos gauho do
terreno, islote a conquista que lm feilo o prsen-
le sobre o aVBaado,
que he.
-O. que cjhj^de ,sar soBib
Exislem ainda, sahemo-lo c o confessamos, pre-
juizo< arraigados. seuOes difllceis de extinguir ; mas
o lempo, que Ibes vai passando por cima, -los-ha
poui'ii e pouco li panilo.
Sob essesfirejuiros e senes verga ainda a moci-
dade hrillianle e viaurosa que prceuche as classes
suballern'as dos quadrosdu servteu activo.
Tenhamos fe em Dcos e nessa" forr;a latente que
se expande de mais em mais, que se aprsenla e
que ilumina.
O provecto saber da experiencia madura trasida
pelas cans. o p.issu frojMfa da decrepitudf, as for-
mas hercleas, o frasalo brutal e o desalmlio dos
cabellos e das roopas ja nao ao um allesiado das
a.um lal ponlrid.! liberdade ci\smopoliln 'quo hehilar,csdos nossos olliciaes de mar, e ja se eslri-
Iri d sedicao dentro do npsso propru "'
0LHETIM.
f
((^ntlineao.)
Antonia vdlou para o palacio em coinp.inliia da
aia ambas ca regadas'le llores e de fruclos. Ao ru-
mor que nzeram, o marquez vem a ulcova da mu-
lar, e recelando que ella desconfiaste de seu sem-
blante sombiu e pansalivo, inlerrogju-a sobre sua
aalrida da larde, leudo a fronle mais paternal e n
ir mais fogueiro. A's suai perguulai Antonia res-
pondeu siinplesmente que fura a igreja, dabi em ro-
mana a Cruz, du Pescador, e que emlim descausara
em casa da aia, cojo jardim e vergel esbolhnra, acres-
neilloa aornnilo. O marquez Daguilla nilo fez a me-
nor 0BJr#i e quando elle sabio, Antonia disse
lia : *
MMl'T'ijo, Joseplia, que elle nao desconha da
nada..-. Elle o mais cioso de lodos os maridos leria
oatiaervado aquella tranquillidade e aquelle sorri-
s tU. fr s amanhaa i igreja, e dirs 11 Andr que o
inaeru i noile.
Em mi'iba casa '.' pergunlnu a ai 1.
fx'aa ; na Maanifictncia .'
' A Maga(ll;encii era um bello jardim, um parque
daBuras, para mellinr dizer qu a marqueza pos'uia
a alaana riialanciu de Havana. e no qual o senhor
Daguilla peimillia-lhc ir respirar o ar livre antes do
tjM uo Paje).
'as o marquez deixara a molher, Islurilz en-
"*'ilanienle em seu qnarlo, e depois da (roca
'WlmaJipilflvras bem pagas, 0 marquei despuli
o Bandido, ricommendarido-lhe vigilancia. No dia
aetninte Daguilla eiilrnu muilo cedo no aposenlo do
Antonia, edlsaa-lli- :
cebi agora um mensageir do meu engen'ho
cidndi'; meu mayoral anntinria-me que o fo-
no di irona t -es planlac.Ses de rannas; importa, pois,
q^t vi immediaiamenle I'eticidade. Voss ser
prudente du ante minha ausencia, Antonia, e pen-
nlia liojo quanlo se nao encontrain a par do ta-
bee predi.-muid us.maiieiras pulidas do civalleiro, e
a elucariio lilleraaia d.s ideas.
He o desenvolvimenlo moral,esperemos o de-
seuvolvmonto material.
lodos o fonleni e o couhecem,os adminis-
(radoren e o povo, e mais quo lodos Impreusa o
proclama.
O Sr. Zacaras considerou a mocidade, o Sr.
Paranhos lemeu a, o Sr. Wanderlex parece querer
elcva-la.
O Sr. /.icarias d(u importantes commissocs aos
Srs. I.amrgo, I.amare. Mallos, Brecouot etc., e li-
iialuieiile balearse com lodo u vigor de sua palavra
poderosa na cmara vitalicia, defeudendo ao Sr. Si-
queira e aos nfflciaes do Affomo, que personilica-
vam a mocidade inexperitnle contra as aullantes
infomiiicoearornecidas aoSr. D. Mannel por um
homemcujo nome rabemos ecuj mrito he duvi-
doso.
O p'aranhos tremed nao poucas ve/es, de co-
lera aWde impaciencia, ao ver alguus caractere
que repugnavamaservidao ;casligou a um, araea-
pu a uulro, desceu i urna banca de redaego e fe-
rio a nm lerceiro ; ullrendu em ronsequeucia a re-
lirada do primeiro, a 111 lilleienca ou de.de 111 do
segundo, o guante arrojado do ultimo.
O Sr. Wanderley, aiouieando' ao Sr. I..ini ir para
o rio da Prata, o Sr. Faria para Inglaterra, o Sr.
Hermenegildo, um dos mais esclarecidos laleuins de
nossa armada, que licenciado pelo Sr. Zacaras
uma campanha
Prannos,o
esses e a ou-
heceu pelo
D.hi ao contrario,
interaaftpaloteMii.
redactores,
baita T- a li
lanbn, do g _
te sem pundonor
B.
^aperar a sciencia, o
l>ubNco, pelo engrandeeimeu-
v iic
*
*ara m rnim, n |,e ,ss\atl Josepha? acrescentou
elle dirigndn-se ,i uia, eu Ih'a recommendo inailn.
Bem ves que elle nada sabia eiclamou a mar-
quesa depoia que o marido se parti. Tonina era
lola ou louca ... maj 0ude esin T.biua ? Nao a vi
anula boje... fc
Os serenos a lerao prendo, respondeu Jose-
r.,*;iTV"- "a" d"''i" Pe ,|a cadeia para
faz-la por eiu.liberd.nle.
A. prisjie.de ewravos depoi, da bocea da noileBo
Uo frequenles na, Monia. que na dio muito *-
dado aos senhores. Na lu.c*o em que se achava
Antonia, a ausencia de Tobina leria podido causar-
llie terrores qne a aereuidade do marqueI ao Hie
permilliram ler un /iiuiiieiilo.
Andr enlevadu na nova falicidade que o aguar-
daba .aluu e lu a igreja. Breveinenle diremos como
0 bilbele de Antonia nao Ihe chegara s mos, e como
elle ni chelo de confianza e de alegria. Joseplin en-
Irou na Igreja pouco lempo depois do joven militar
e nao ficou poucu sorpreza de acha-lo ah ; pois con-
tava pouco com sua presenta nesse logar ; todava
atlrilniio-fj fe que induz os amantes a duvidarem
de uma aburara at ao momento em que nao resta
mais esperanza.
Chegando ao meio da nave, ella ajoelhou-e, e Ou-
gio orar ; mas vollandu-se murmurou dislinclamen-
le eslas palavra, que Andr recolheu :
Ela noile as tele horas passeio no camiuho que
conduz ao Moro (1) e siga de longe um negro' que
vir passar moni1 lo em um ravallo blanco.
Andr rckiro'u-se sem ter reparado mais du que
Josepha em du.u mulheres que oravam piedosamen-
le ajoelhadas a sen lado, mas que nao tinham per-
dido uma sy liaba do que/ora dito. Ellas encararam-
se trinando um olhar de inlelligencia, depois conti-
nuaram um momento ainda a rezar seus rosarios, e
sahiram uma aps a outra afim de afastar qualquer
descoiitianca.
u. Be noile Andr que mo (iulia mais duvidas nem
Peeios sobre as enlrevislas de que ao principio des-
eonhara, chegou a hora exacla, e sosinho desla vez.
1 ouco depois passou um negro montado em um ca-
valln branca, dobroo o Moro, e enlrou em uma ala-
moda a direila. O joven militar o seguio regulando
o andar de spu cavallo pelo do guia anonymo.
a
Vida nigro n. 270.
(1J Fortaleza
Havana.
que guarda a entrada do porto da
10 d%taa,.'
B-4he com prazer e reconhecimenlo
fratefl n^pvlqde amigo que nos olTerece, spezar
da dit1ociqut nos separa.
Posto que a mariuha nao wja o proposito nico
da Tribuna, eoimodo alia he uma especialidade
mimosa a que sempre reservaremos o principal es-
paco de nossas columnas, por isso iif iiiilJWlgW di
marchar ao combate, por aaais recrudeseiaja qaa
coiu um coinpanheira aV^SHeoino o Brasil
rilmm, IMcoro elle sviAaliuratos a consagra-
c*i de uiti faets imoorl.nte pari* marinlia, a>d#
conqalita de um direilo por longo lempo desconhe-
cido ou usurpado, qoc den em resultado o seu quasi
aninquilamenlo, emquanto qoa agora os horisontes
se mmtram menos sombros, e as tsiiei ancas renas-
cem llrenles e vigorosa*, u
CUBISTA D'OIRO.
Des qu'il parul dans les
armes, donne uue haule idee de
sa valeur et fail a liendre quelque
cliose d'extraordinaire.,. 11
llossuet.
Um bravo acaba de desappareear- da face do
Um hroe, se se Ihe livesse proporcionado um
campo mais vaslo, acaba Brazil d perder!
Uma pagina brilhaule da historia da nossa mari-
uha de guerra, acaba de despedacar-.e !
O capilAo lenle Jos de Mello Cbrisla d'Ouro,
oflicial da ordem da rosa, cavalileiro da de Aviz e
coinmaiidanle da compunhia de aprendizes mari-
ubeiros d'esla provincia, he muri !
Seu coaac.lo, onde se abrigavam os sentimenlos
mais nobres e generosos.
11 Hoje apenas he p posto de vermes.', a
Sua familia pe den um amigo temo e extremoso ;
a corporacao de mariuha um companheiro fiel e de-
dicado ; a patria um denodado defensor de seus
direilos, um exlrenuo, inransavel e decidido cam-
peio, quo no momento do perigo desenvolva a e-
nergia que a alureza sOe conceder aos homens pre-
destinados a preanc'herem um papel brilhaule, a
percorrerem uma vida cubera de louros e de glo-
ria !
Filho de um disliuclo e celebre navegador geno-
vez, Cbrisla d'Ouro, desde lenra infancia foi por
aeu pai destinado carreira martima : moslrou des-
de enlau aplidao uo mais lato sentido desla pala-
vra ; um nsonlin p.rvirse Me anlolhava, e elle,
cheio de aml.icao pela gloria e renome,seguiu a ma-
riuha, de guerra, procurando lomar mais nolavel e
biilliante o nome ja mui resplandecenle que herdara
de seu pai!
Em mais de um recontro, arriscando a vida como
o nllimn dos soldados e marinheiros que comman-
dava, respeitado sempre pelas balas que o circula-
vam, cunquistou o nomede bravo; e todos qoe o
conheciam deacobriam nelle as qualidades oecessa-
rias, indi.pansa veis a um hroe.'
t_0 estado depaz que tem fruido o Brazil nao,per-
iltio quena completasse seu desluio^iivesAelle
nasciilo em Inglaterra, que hoje seri
vis, dos Nelsoiis e dos Coliuiwoods.
Por mis fdllein
sauha de desenfreados rebeldes. Esae ofiicinl era
Jos de Helio Chrisin d'Ouro !
Na Baha, em 1S38. por occasiaode uma ahorda-
gem, vio-se um huin-mque valenlemenle se arre-
messava:esse liomem era Jos de Mello Cbrisla
d'Ouro.'
Em Pernamboco, em ISS, presin relevantes
servicosque Ihe ganharam o ofllcialato da llosa;
mas o govemo, ao pasto que Ihe dava asta riemuns-
Iriiro de apreciar seus. servidos, o pretera I
Era vagem ao cabo de Boa esjerauca, debaito e
um temporal cabo um gruinetdjp) mar;no meio
da confuso que acompaulia s*a#e Uo funaoto a-
conlecimento, oavindo-se urna Voz: < Arrie-se nm
escaler que vou salvar o liomem. Esse brado ge-
que havia sujeitado a queslio a decisao du govemo | nioe S. Jos, res I2GJ ; areia que seempregou no
imperial, resolvemos nesla data mandar continuar | assein das ras rieslas l'reguezias :l;!l() res.
ua obras principiadas, o que participamos a V. Ezc
para sua intelligencia, asum como que, das estriba-
ras que foram consideradas em estado de nao pode-
rein permanecer, untas ja nao eiistem e outra vilu
ser removidas. Ja v pois V. Esc. que islo nin de-
nota que esleamos resolvidos a deixar no centro da
populacho todas as cavallaricas, como sem razo sup-
pii' a coinmis-o de hygiene.
Quanlo porem ao eslabeleoimenlo de carros fuue-
bres do paleo do Paraizo, emendemos que nao est
elle i'oiiiprehenJila na dispoaicao das postura-.
Dos guarde etc.
Foi definitivamente approvado o projeclo de pas-
neroto, se bem que lemerariouee orado queso po- 1 luras do Sr. Si Pereira, com as emendas offerecidas
da partir de um coraran buu, e paro, esse brado na primeira discuto, assim como dou< arligos do
que so poda parlir de um liomem firmemente con- I projeclo primitivo, que apresentoa a commisso de
vencidode que l)eos quer cora risco da propria j polica, um prohibindo que vaguem caes pelas ra,
e oulro a criacilo de parcos na ciliada e a conserva-
ni ilii nlw fin.,. ,1 1 -I li,. '* -* ** ._^___t^__^
vida se sorcoria humanidade;esaa brado, dize-
mos, parta de Jcrse de Mello Cbrisla d'Ouro.
Perfeilo couhecedor do lempo, oaiiobrista coo-
suiumadu e alrevido, zombava das tormentas. Era
habilissimo official de mar; era daqoelles de quem
o Sr. Amaral 'Lavares poda dizer.
Parece ao lempo, ao mar, ao vento, marte.
* Mandar m tesa/io.
Alma 111 lepen.lente, carcter nobie, jamis sou
curvar-so ; su Ule faltava uma quaitdude para a
ni be
zar das circunstancias normaes do Imperic, ele1
se rpidamente :o3o era corlezao. ,
Anda oo vigor da 1 lade, pudendo prestar valio-
sos servicus patria, esse dislincto militar que de-
vera mu rer pelejando pela na;ao, collicndo um ul-
timo luuro, foi victima do flagello qae Dosenviou-
nos eomo justo castigo da nossas culpas, (cando en-
treguen triste orphaudade sua innocente li I Inulta,
que apenas cunta nove annus!
Fallamos do marinheiro e du soldado. Como lio-
mem particular, o grande numero de amigos que
comava, o circulo nao pequeo de afTeicoados que
tinlia, subejamenta provam as boas qualidades de
que era dotado. ,
Queira o omnipolente receber ana alma e dar-
Ihe ua*co a recompensa-que na ierra deixou de re-
cebar.
Baha, 9 de onlubro de 1858.
Francisco Manoel Aleares de Arauio.
(4 Tribuna.)
PERYIMBIM
Ici paila os mais
lida e approvada
lllliUBWl
lioaffca
dos Jer-
seus s : diga-o Para, diga-o
a llalli*, diga-o PernambrJ^fcomo se sabia ella por-
tar quando ebegava o momento do perigo qae fazia
empallidacer 11 roslo e palpitar mais aprosadamente
o coracao dos innis bravos! Sejam teslemunhos in-
suspeos assea fados, um dos quaes porsi s seria
batanle para eleiuisar um homem !
No Para o* ofliciaes de uma crvela ihglez foram
a bordo de um navio brasileiro cmprimenlar e fe-
licitar o bravo que, aliavez dos maiores parigos.
Humana o denodadamenfe se arriscera para salvar
as vidas de algumas familias entregues ao furor e
GAMAR*. MUNICIPAL SO KECIFE.
SESSVO EXTRAORDINARIA DE 10 DE NO-
VEMBRO DE TO55.
residencia do Sr. lano de iCapibaribt.
Presentes o Srs. Reg. Dr. Sereira, Oliveiw,
e Mello, fallando sem causa pa
senhores. abrio-se a sessio, e foi
a acta da anteccdeule.
Foi lido o seguiote
EXPEDIENTE
I ni otliciii do Ex 111. presidente da provincia,
mandando em salisfagao requisifle da commissao
de hygiene publica, fornecesse a cmara a mesma
corilmissilo oc mappas estalislicos trimeslraes de ou-
tubro de 1853 ale selembro do cortaste anuo, tendo
cada um a mortalidade de cada raj
cundices que os dous dos semeslrs
do, pudendo se dispensar as dedal
Resolveu-se que se remeltesse u;
dos enssios eslaliiliros apresenladj
irados- do cemiterio, por con ler
commin2axa)!|| a^cio-so ao.nn.'
e as mesmas
do auno passa-
^ es das idajae*.
don eiemplares
pelo admiuis-
a que quer a
adaijnltilrador
Emquanl^Andr corre por veredas sinuosas que
parecem reAduzi-lo ao ponto donde partir, volte-
mos um pouajK
1 nmeiramenle expliquemos ao leilur orno o mar-
quez Daguilla, um dos mais rico propietarios de
Cuba, enlretinha relaces tflo intimas conj os dous
bandoleiros que vimos obrar por sua ordem. Nesaa
poca de confuso, nada era mais cummuin na ilha
do que essas alliancas que levavam ao seu auge a
desorganisasSo do'paiz. O senlimento da conserva-
cao pessoal as engendrava, a impotencia e a fraque-
za da auloridade e da adminislracao as animava.
Os bandos de ladrees qoe viviam no meio dos bos-
ques, em torno das inaia ricas plantarles de cannas,
de caf e de Tumo tinham interesse em nao seren
inquietados, e para sso ameacavnm de incendio e de
assassiuio aos propnelario-.os quaes nao podiam de-
fender-se a si mesmns, nem obler nenhum auccorro
ellicaz da polica e do govemo da colonia. Sua sal-
va-guarda eslava pois na impunidade que garanliam
a esses ladrc* bem conhecidos, e mesmo nas suli-
venfOes que Ihes pagavam annualmente tanto em di-
nheiru como em vveres.
Com eslas eondjces suas< propiedades eram res-
pailadas. Se um habitante atrevia-se a denunciar
nm crime de que fra vielima, 1180 oblnha juslira
sen .lo em partee quasi sempre nenhuma, e dahi em
dtaiiic lornava-se o punto de mira de lodosa) han
naos; o fogo devorava-lbe todas as plantacoes, e seu
pailo (cava exposlo ao punhal dos assassinos. O mais
simples era aceitar os tratados de que allei. Nesse
casu os ladres applicavam-se emeorpo e alma (sup-
pundo que a livessem) ao aervico de seus alliads.
O marquez Daguilla bem como lodos os plantado-
res ricos fra obngado a passar por essas dura e ver-
gonhosas necessdades. Algedro e Isturitz eram ao
mesmo lempo guardas criminosos de seus bens e ser-
vo promplos para ajuda-lo mediante um premio
previamente estipulado em lodos os seus projeclos.
quaesquer que fossem. Tiuliam bstanle audacia, e
bstanles nlliados na polica havaneza para poderem
percorrer sem receio as ras da cidade a qualquer
horado dia ou ta noile, e levar ao cabo por cotila
da um particular qualquer empreza, em que a pro-
pria adminislracao nlu leria ousado empenhar-se
com esperanca de bom exitu.
Eis a que extremidades a insaftlciencia dosgover-
maio ao ultimo de selembro dcsle anuo.
Oulro do mesmo, commouicando ter em vista da
nformarao riesta cmara de 31 de onlubro ollimo,
defiendo o requerjinento em que o porteo e guar-
da do cemiterio publico,pe lem p pagamento do aug-
mento de seus ordenados, vencidos do 1 de onlu-
bro do cqjrenle aiinoem dianle.Inleirada, e man-
don-se expedir ordem ao procarador para pa-
gar-lhe.
Oulro vindo da presidencia para ter inforratio
com urgencia da commissao de hygiene publica, oes-
tes termos:
Illm. e Eidj. Sr, l.endo-se no expedd^Kn
sessao oxlraordinaria da cmara municipal dOT^Rfe
de 17 de oulubro (indo, publicado no Diario de Per-
nambuco de hoje, que, leodo o fiscal da Ireguezia
de Sanio Antonio consultado a mesma cmara se rle-
va cosjalerar como infractores os donos de caval-
laricasfBe nao pudendo permanecer nos lugares em
que se acham, anidare nio mudaram, esla adiara
a quesillo, em vez de mandar cumprir as posturas
monicipaes, que sao relativas esses eslabelecimen-
los, equivaleudo o adiamenlo a continuacln da in-
l'raccao e desejando a commissao de hjgiene publica
ser esclarecida alim de poder procede! vem m-ar 11
V. Exc. que se digne ordenar a dita amara que de-
clare se esl resolvida a deixar conliiMaT no centro
da popularlo aquellas cavallaricas, que nao estive-
lem no caso de poderem permanecer, declarando
tambem aa razoes que ha para que continua a estri-
bara da cocheira de carros fnebres situada 110 pa-
teo da Paraizo.
Dos guarde a V. Exc. Saladas sesses da com-
missao 3 de novembro de 18..5.Illm. e Exm. Sr.
censelheiro Jos Beulo da Cunha e Figoeiredo, pre-
sidente da provinciaDr. Joaquim de Aquino
Fonseca, presidente da commissao.
Posto em discusslo este olliciu, resolveu a cmara
se respondesse do modo seguinle:
llliu. hUm. Sr.Em obediencia ao despacho de
V. Exc. (trinado no ollicio junio da commissao de
hygiene, cumpre-nos dizer, que, logo que recebemos
o ollicio de V. Exc. de 29 de selembro ultimo, que
foi transcripto na acia da ltala de 3 de oulubro ul-
timo, publicada 110 Diario de Pernambuco de 26 do
mesmo mez, no qual inclinandn-ie V. Exc. ao parar-
recajr da mesma commissao sobre a nocividade
siirBMouros nas cavallari;as, nos mandou recoL,
derarn mnteria.'uma commissao de dous memb ._
desla cmara foi rtomeida para dizer sobre o objec-
lo ; e, porque laes podenam ver as razes que ella
a presentaste, que nos induzissem a reformar as pos-
taras acerca das cavallaricas, do modo porque o quer
a commissao de hygiene, lomamos naquella mesm
sessao, a resoluco de mandar soor'eslar nas obras
que uellas se eslavam fazendo ; r, pora nao alropel-
larmog o direilo du alguna proprialario de laes es-
tabelecimentos, ajjfcndemos tambem a reclamarlo,
que nos fizeram rTquerendu exame nelles, por os
jiilgarem era condic,oes favoraveis, sendo islo respondemos ao fiscal pela maneira que se l
na acta da sessao de 17 de oulubro a que alinde
commissao.
Entretanto, corroborando o parecer da nossa com-
missao o pensamentq das citadas postoras e tendo V.
Exc. nos communic ido em ollicio de 5 do crrenle,
cao alii por niais.de 2 das d'aquelles qoe enlram
p*ra consumo.
O Sr. S Pereira continuou a sustentar o seu pro-
jeclo, votando contra (odas as emendas.Hesolveu-
se que se expedisse ordem aos fiscaes para mauda-
rem continuar nas obras que se stavam fazeudo nas
cavallaricas.
Fui arrematada p_or Jo< Machado de Mello, sob
flanea de Amonio Jos Gusinao Jnior, os. alu-
giieresdacasa da ra da Florentina por a quanlia
aunuJMk329U00.
DdflBram-Sea* pelices de Andr Alves da
FouselaaWe Anlunio Cirios Figueira de Figueiredo,
de Anlanio Mmoel Esleves, de l"raneisc9 Antonio
Alves'Mascaranhas. do paire Jo.lo Cipialrano de
Mendonra, de Jo.lo Francisco do Reg Maia, de
Ignacio Jos Piulo, de Joao Francisco do Reg Bar-
ros.do tfr. Josde Almeida Soares Lima e uniros,
de Manoel Jos Ferreira (ii-m,lo. de Manuel Fran-
cisco Soares, de Marianna Deroliiea Joaquina e Ro-
mn do Reg Barros, e levantou-se a sessao-.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a escrevi.
Bario de, Capibaribe. 'presidente.Reg Ba-
rata de Almeida~OliceiraUameiroMello.
Illm. e Exm. Sr. Acc,uso a recepto do oflcio.
que V. Exc. dirigio-me, datado de 7 do correte,
no qiinl me diz que :
l.endo-sc nosmeus relalorioi de 29 de oulubro
ultimo e 5 du crrenle, que eslou procedendo a atrr-
ramenlos nos lugares da Concordia e Aleciim, con-
vem que informe se esses terrenos sao pblicos uu
larlicuiares etc.
o primeiro rclatorio sobredilo declarei que se
lava concluido um lauco de aterro 110 cenlro da
ra da Concordia em exlenso de duzenlos palmos
etc. Cujo ler.reno se achava oulr'ora alagada, e pur
consequencia inlranzilavel.
Declarei lambem que havia Jado comeen a aterrar
a ra do Alecrim, por se acbar du mesma soHe ala-
gada, em virlii'le de ser mui baixo o terreno dessa
ra etc.
- 'No segando relalorio aule dito, assegorei o proao-
guimenlo des-e. mesmos Irabalhos, e ler dado prin-
cipio a aterrar uma das Iravessas da ra da Coucur-
"dia ele. '
Consegointemente, se esses sao os terrenos acerca
das quaes V. Exc. me ordena que cum urgencia in-
forme se sao pblicos ou particulares, he meu dever
declarar que eses terrenos sao pblicos, e quadua
razea me lecm iinpellido a cxepular esse genero de1
Irabalhn; primeira, estar aiuda da accordo com as
ideas emillidat nos meos pimeiros relatnos, isto
he, di.poslo a empregar todos os meus esforcus ofim
""xJB, :
a"Ttter-
rar esses e utios lugares, qiie se acham alagados 110
centro la cidade, alim de [acililar u Iranzilo publi-
co, e aformosear esla ; o que felizmente ja leiiho
em paria jni.li.le conseguir auxiliadu por essa illus-
lre cmara.
He ludo quanlo (enhoa honra de informara V.Exc.
a quem pejo desculpa se por ventura hei sido eqai
voco nas exposicoes exaradas era leus relalorio
acerca do servia do asseio das ras desla cidade fei-
lo sob minha dtreccjlo.
Dos guarde a_VJUc- Kecife i 0 da novembro
de 1858.
parli
Va"
mente a. d ** Pr.p^,lchr Ha.fcsas inbinriies do Exjn^ Sr.
w presdeme da provineT ; seglida 6 desejo
He ludo quanlo teoho de relatar a V. Exc.
Deosgoardea V. Exc. Kecife 12 de novembro
de 1855.
Illm. e Eim. Sr. harn de Capibaribe, presidente
da cmara municipal. Joao dos Sanios Porto,
administrador gernl da companhia de Ribeirinhos.
Conforme. O secretario, Manoel Ferreira Ac-
ciolli.
ara-, <>n
nessa poca redazir a sociedade da
nos de Coba
Iba.
Islo dito, xnllenio, a Lobina.
Sahindo da casa de Josepha, ella partir correodo
com ludja ligeireza de que era capaz, a Uvera a fe-
licidade de escapar aos serenos. Sem duvida ocru-
pados com cousas bem difierenles de seu servido elles
nao lioliam vislo ou nao haviam feilo ca^da joven
mulata, a qual dingio-se para a habilaelMfcAndr.
Esse peiisaiueulo que sen amor Ihe insrsaaBH foi-lhe
Ao vollar uma roa, a cem passos apenas do termo
do sua carreira, Tobina avistou duas sombras gran-
des, que c imiiihavam lenlamenle para ella, e que
oceiiltmam-se lago em uma porla. Hesilou ao prin-
cipio, depois decidio-se a ir avante : parecia-lhe que
estando lo perlo de Andr nao devia temer nenhum
pengo. Conlinuon pois o caminho, mas com o co-
racao trmulo. Quando chegou i aliara da porta,
qu 1/- correr, porm no mesmo inslanta dous homens
seguraram-tia cada um por um braco.
Islurilz '. Algedro exclamou ella.
Siro, nos mesmos, diabrete I
E que querem comigo '.' pergunlou a escrava,
a qual em face do perigo fuera um eslorco para re-
cobrar sua presenta de espirito.
Engaaste indignamente o marquez Daguilla,
disse um dos dous. Has de seguir nos para seres pu-
nida pela mentira infame que proferiste.
Donde vens ? pergunlou Islurilz.
Para unde corres'.' acrescentou Algedro.
Onde foi a marqueza esla noile ?
Nao foi a Sania Bouavenlura, como liuhas dilo
ao marquez.
Eia, falla, responde !
A essas perguulas e exclamarnos, qUe succediam-
se com a rapidez do relmpago, Tobina nao respon-
da uma palavra e faza ao mesmo lempo esforcos
inuteis para escapulir ; mas os dedos robusios de
seus inimigos, liuham-lbe trabado nm bracelete de
sangue em lomo do pulso.
Na tala que fuslenlava, e no meio das rontortes
que fazia, a muala nao reparava que o bilhele esla-
va presles a cahir-lhe do selo. Algedro vendo a
puna de papel, eslendm urna ao e lirn a caria.
luame I exclamou Tobina'.
Eis a dccilracilo do enigma, mormuran I-.
tarilz.
Tobina vendofne ludo eslava perdido, cnawcou a
Illm. e Exm. Sr. barao de Capbariba.ijrTcsidente
da cmara municipal. Joao dos Sanios Porto,
administrador geral da companhia de Ribeirinhos.
Conforme. O secretario, Manoel Ferreira Ac-
cioli.
Illm. e Exm. Sr. Tenho a honra de passar s
maos de V. Exc. a enumeraran do servico do asseio
das ras desla cidade, feito sob minha direccSo do
dia S a 10 do correle.
Asseiuu-se uovamente nas qualro freguezias, as
mas, travesas e pateos scguiule :
Ra dos Tanoeiros, da Moeda, Lapa, Senzala No-
va, dita Velha, Praca doCorpo Sanio, ra do Farol,
da (una, becco da Lama, do JoAn Pinto, Campello,
Quare-ma, Chafariz, Noronha. Porto do mesmo no-
me, travesa do Bom Jess, ra da Cruz, becco Lar:
go. dito da* Miudinhas, ra de Apollo, largo da As-
semhlea. na dnl>epo, paleo e ra do Collegib, di-
la das Cruze, Qaeimadn, paleo do Paraso, ra dos
Quarleis.lravessae pateo da Independencia.ra larga
dojRosario,estreita do dilo.lravessa da Cadeia,ra do
Gibug, N.ova, das Flores, das Larangeiras, Trin-
cheiras. do Passein, da Concordia, do Sol, dita de
S. Amaro, da Roda, pateo do Carao, ra de Sania
lhereza.de Hurlas, pateo de S. Pedro, do Livra-
menld, roa Direila, becco do Serigado, roa das
Aguas-Verdes, paleo, da Penha, Ribeira. ra da
Praia. do Nogueira, Fagundes, do |Padre Flnriano,
pateo do Terco, ra da Cinco Puntas, dos Marly-
rios, Augusta,.de S. Jos, da Assumpcao. das Calca-
das, pateo de S. Jos, ra de Sania Cicilia, dos Co-
piares, do Jardim, atorro da Boa-Visla. ra da Ae-
ra, Fumosa, do Camarao, becco do Ferreiro, ma
. 1 Hospicio, praca da Boa-Vista, ra da Matriz Ve-
ha, do Aragao. becco do Jo8o Franciito, roa da
Couceicao, Iravessa da dita, ra do Rosario, da Ca-
xa o'Agua, dos Pires, ra da Sania Cruz, Ribeira,
ra da Gloria, Alegria, Mangueira, Ponte Velha,
Coelhos, S. Goucalo, Cotuvell i, Moudego, Trompe,
paleo e ra da Soledade, dita do Sebo, pateo da San-
la Cruz. w
Conlinua-se no semen do asseio das ras, Iraves-
sas, etc., nas qualro fregaezias, e lambem a aterrar-
se as ras do Alecrim. das Cinco-Ponas, da Roda
a Iravessa da ra da Concordia.
Dei cimero a um aterro na exlremidade da ra
de S. Amaro, contigua a mar, cuja parle da ra
por ser mui baisa, lica alagada nas grandes mares.
Fez-se o servico cotn 55 trabalhadores e apuntado-
res ; a> folltas da feria das qualro freguezias im-
porlaram em 222)920 rs.; aluguel de carrocas que
(rabalharam diariamente nas (resuenas de S. Anto-
JURY DOHZC.FE.
Dia .17 de novembro.
Presidencia do Sr. Dr. Alexandre Bernardno dos
Reife. Silca.
Promotor publico o Dr. Antonio Luiz Cavnl-
canl de Albuquerque.
Bseiivao Joaquim Francisco de Paala Esleves
Clemente.
Feila a chamada s ID horas da manha achararo-
se prsenles 16 senhores jurados.
Foram dispensados por havar apreseulado allesla-
do de molestia os seguinle senhores :
Adelo Jos de Mendonca.
Jes Carneiro da Cunha.
Jos E-leves A'ianoa.
Dr. Antonia Annes Jarome Pires.
Antonio Uarle de Uliveira Reg.
Dr. Brat Florentino Henriques de Souza.
Dumingos do Passo Miranda.
Jos Mara FreirJameiro.
Foi allendida a requisic.1 do nspeclor da Iheson-
rlria de fazenda o Sr. Joao Gonc.alves da Silva para
ser dispensado da sessao.
A requisicao do mesmo inspector, u nspeclor da
alfandega lenlo Jos Fernandes Barros, e o Ilion.u-
reiro da Ihesouraria geral o Sr. Domingo Allunsu
Nery Ferreira.
A requisifao do director da Faculdade de Uirol-
lo, o lente da mesma Faculdade o Sr. Dr. Jernimo
Vilella de Castro lavares.
Dexaram de ser atendidas as seguinlea*requis-
cijes.
Do director do collegio dos orphaus, pedindu dis-
pensa du medico do mesmo collegio, o-Sr. Dr. Joao
Jos Piulo.
. Do inspector da thesooraria provincial, pedindo
dispensa dos escriplurarios da mesma os senhores:'
Francisco Geraldo Moreira Temporal e Alexandre
Americo de Caldas Brandan.
E nao havendo numero legal de jurados para ins-
lallar-se a sessao, mandou o Sr. juiz de direilo pro-
ceder o sorleio da urna especial de Irinla 'e dous
jui/.es de fnclo para completar o numero de -18,e fo-
ram sorteados os seguales senhores :
Manuel Francisco de Moura.
Antonio Carneiro Machado Kios.
Marcelino Amonio Pereira.
Francisco Xavier de Moraes.
-lo,l-i Bernardo de Siqueira.
Manuel Jos da Silva Leile.
Jos Pedro da Silva.
F'rancisco Eusebio de Faria.
Jos Joaquim Servina.
Anlunio Luiz do Amaral e Silva.
Manoel lose ternura Bastas.
Joaquiii Jos de Miranda.
Francisco Joaquim Cardoso.
Francisco Canioso Rodrigues de Barros.
na espacial convidou o Sr. Dr. juiz
claviclanos da urna geral para se
sorleio de deznilojuzesde facto
para cunK plumero cima dilo e foram sor-
teados o
Augusto de S Albuauernue. __
Dr.Tra'netscu do Reg Barros ne Lacraar
Joso !-'ii nci-c da Reg Barros Jnior.
Joaquim Jos Pereira de Sania Anua.
Luiz Jernimo de Albuquerque.
Dr. Manuel Francisco de Paula Cavalcanlide Albu-
querque.
Ilorenciii Jos Carneiro Monleiro.
Ignacio Alves Monleiro.
Jos lio 11 te Rangel.
Manoel dos Sanios de Oliveira Goncalves.
Jos Camello do Reg Barros.
Jos Francisco Pinto Guimaraes.
Joo Aoastacio Camello Pessua.
Joaquim Correa da Silva.
Bernardno Ferreira da Cruz.
Joaquim Tavares Kodovalho.
Capiao Joao Kibeiro Pessua de Lacerda.
Joao Coelho da Silva.
Todos moradores em lugares que dislam menos de
qualro leguas da casa da sessoes do jury.
Depois do que inullou mais em 2119 cada um dos
jurados ji multados nos niileriures das de sessoes e
mus os segundes senhores :
Manoel Goncalves Ferreira.
Joo Riheiro Poolea. *
Dr. Jo,lu Mara Seve.
Anlunio Mximo de Barros Leile.
Joaquim Lucid Monleiro da Franca.
Jos An unes Guimaraes. .
Dr. Caelano Xavier Pereira de Brito.
Ur. Luiz Duarte Pereira.
AuMfj, pedru de Figueiredo.
Cy-JJ^Bu Lu/, da Paz.
VHnu-se a sessao para o dia 20 du correle pe-
las 1(1 horas da manha, maudaudo que se passasse
mandado par se fazerem as uolilcacdes, e que o ea-
crivo fizasse os respectivos ediiae, fazeudo publico
o adiamenlo.
RELACAO DOS CARROS MULTADOS NO DIA
18 DE NOVEMBRO DE 1855.
Carro n. 38 de Miguel Arehanjo de 'Figueiredo,
mullado em 109 rs., por Irater lanlerua sem uu-
raero.
Carro n. 5. de Joao do Reg Maia, multado em
108 rs., por falla de luz.
Carro o. 12 de Joaquim Marques dos Santos Soo-
za Mello, mullado em 10 rs., pur falla da haz.
Carro sem numero de Sebasliao Lopes Gaimaraes,
primeiro multado em 109 rs., por falta de numero
na caixa c sem luz.
Carro de Jos Mara Borges, sera numerario na
caixa, com urna so lanlerua sem numeraca, mulla-
do em 109 rs. v
Carro n. % de Pedro Alem, mullado em 109 rs
POJJirazer uma s lanlerua sem numero.
rj^#>rrnn.'88 de Francisco Rodrigues do Passo.mul-
^P em 109 rs., pur Irazer urna so lauleru!.
Carro n. 9 de Joaquim-Marques dos Sanios Souza
Mello, multado em 10 rs.. por Talla de luzes.
Carro n. 85 de Jos Man Burgas, mullado em
109 rs., por falla de numeraco nas laulernas.
Carro 11. 97 de Pedro Alem, multado em 10 rs..
por falla de luzes.
Carro de Joaquim Jf^^ Oliveira, sem numera-
r.lo na ctxa e lanterrjJJHBltado em 109 rs.
grilar ; mas os dous bandido alaram-Ihe a bocea
com um leoco, e ligaram-lhe as maos e as peruas com
cordas. Os gritos da juven muala, posto que promp-
tamenle sufiajeados, tinham sido ouvidos por dous
serenos que passavam no fim da ra. Elles acudi-
rn! logo bem como curvos allrahidos pelo ebeiro da
presa. Islurilz nao foi assustadu pela preseuca des-
ses dous defensores da ordem nocturna, e disse a
Algedro :
Nao lemas, o marquez nao limilou nossas des-
pezas.
Quando chegaram, os dous serenos fingirn) pri-
meiraiutule prender os dous baudidos ; mas tendo
depois aneado a visla com precaucao em Ionio de
si, e pelas jauellas das casas, das quaes nenhuma es-
lava berta, um delles inclinou-se para Islurilz, e
disse-lhe em voz baia :
Entao, compadre, que fazes ah f
Lma boa presa, compadre.
Tereroos nosso qainhao ?
Ei-lo, respondeu Islurilz entregando aos sere-
nos um punhado de dsibres.
Obrigado tornaram elles ; mas aviem-se logo,
e retirem-se separadamenle.
lima pslavra, dissa Algedro, que pormilla che-
gar al is portas aquelle de nos quo fr obrigado a
transporlar esta sirigaila al .1 casa de Pcdrna, toa
querida inulher.
L'm dos serenos fallou-llie em voz baixa ao oovidn.
Muilo bem disse ainda Algedro lumando as
costa; Tobina ligada o j desmatada de raedo
Islurilz munido do gbele que achara no seio da
escrava, dirigira-sc na mesma noile au aposento do
marquez, onde o vimos entrar. Foi assim que o
senhor Daguilla achou-se advertido da entrevista que
tinha de haver na igreja, e da conlra-ordim con-
signada na caria. Interceptada esta, a entrevisla
se fari. Foi entao que elle fingi aquella viagem
suhila e obrigada ao engenhn da Felicidad.
De sua parle lslnritz e Algedro liveram par mis-
sao certificarse da conversarlo que buuve.se na igre-
ja entre Andr e aia. Tinham ganho para esse ef-
feilo duas mulheres mnito b.bei-.o mui(a vezes em-
pregadas pelos maridos de H.lvana nessa especie de
polica. As duas mulheres eram aquellas que vimos
ajoelhadas parlo de Josepha no momento em une
esla indicoo o caminho do ,1/oro eomo lugar da en-i
revista ; seu ouvido exerciudo nesse oflcio nao'
appa- u
icol- ebeir
perder uma avilaba das palavra qoe foram mor-
muradas.
Hedamos Andr seguindo o negro, o qual nao
voltura a cabera uma s vez. Depois de correr quasi
uma hora, elle achou-se dianle de uma grade que
re-chava um jardim deliciusu. O negro nao lez caso
disso, e conliuuou sempre seu caminho. Laverdant
(endo laucado um olhar rpido alrav da grade
ia seguir linda o guia, quando uma mao apenas \isi-
vel na 111 -ia escandan que comerava a cahir, appa-
recea cima do muro baixo, sobre o qual eslava, col-
locada a grade, e uma voz de mulhei- ja familia)
ouvido du Andr, pronuncou eslas palavras : J
Faca alto, senhor, he aqui.
Aorneino lempo o porto de ferro girou branda-
mente sobre os gonzos, o joven militar enlrou, e
achou-se dianle de Jo.epha.
Prenda seu cavallo aquella arvore, senhor,e ve-
nha, murmurou a aia.
Andrseguio-a e entran em um salo elegante que
qualquer leria tomado por jardim. Ido alcatifado es-
lava de llores. Antonia achava-se assenlada em uma
maca, cojo balando punha em movmento um largu
loque preso em cima e destinado a afugenlar os mos-
quilos que o vento da tarde e o brilho das luzes Ira-
ziam em mull dan. Ordinariamente essa encargo
de afugenlar os mosquitos, quer qaaudo a senhora
esla doilada, quer me.mu em quanlo esla mesa,
he dado a dous uu Ires escravosnrmados de leques,
ou de ramos de arvores adoriferas, os quaes agilam
subre a cabera da dormidora ou dos convidados ;
mas poavun relinauonlo de luxo e de indolencia
chegouaM nesse paiz a a tapiar as macas e s bula-
cas lei|iies que movem-se como j dissemos pelo
simples halancb imprimido ao movel 00 ao leito
penail.
Vendo Andr entrar, Antonia deseen da maca, e
eslendeu a mao ao jovec militar. Apenas Laver-
dant murmurara ao ouvido da marqueza um dos
coioprimenlos que sao lauto mais agradaveis s Hes-
pannulas porque parecem mais emphalicus, ooviu-se
um rumor de passos precipitados no jardim. Anto-
nia ergueu-se paluda e trmula, Josepha nao teve
lempo de entreabrir a gelosia e lanzar a vislu para
fora quando a porla abrio-se com slrondo. e dous
homens enlraram rom .1 violencia do lufo. L'm pre-
cipitou-sa snhre Andr, e antes deile haver podido
reconhecer o aggressor e fazer um movimenlo para
defender-se, receben uma punhatada ao paito. To-
"Tl commemorinclyla faranha regislra.fna pagT^
nas da sua historia pregresta, qor reprsenla o ur-
gir magestiHO de um astro benfico, que em orWla
radiante novas glorias Ihe promella, novo tastre e
novo esplendor; esse dia, senhores, he sempre um
dia de gala; um.dia de fesla nacional para esse po-
vu, que embora longe da patria, da palria conserva
a doce recurdacao e desvelado amor ; mas quando
os seus ujninus de saudacao parlera do recinto de
um monumento de caridade, quando os seus canu-
cos de alegria levam comsigo o grato perfume das
virtudes do Evangelho ; quarfdo a homenagem offer-
lada a palria vai firmada com o emblema da piedade
chrjslaa ; enlo, senhores, a feala do dia sem perder
o carcter nacional ecbaa 110 coracao da lda a fami-
lia liumanilarid ; nacionaes e eslranhos acompanham
esse povo na sua expansio sublime de amor pela pa-
tria, e o echo de seus caticos de regosija, estreme-
cido na terca, cala allrahido da heneaos do co al
s resines excelsas da divimtade. '
Eis, senhores, a nica expressao verdadeiraanente
sublime.e grandiosa da patrio amor, amor, que nao
morre na ultima nota da meloda que se desprende
dos labios, amor que nilo fitida na ullima oscliclo
do echo, que se amortece balemlMMe encontr as
nuveiis do espam, mas que fica grvala com carac-
teres iuileleveis no coracao da humanidade, e escriptu
no livro da Providencia pelo dedo de Dos, como um
penbor sacrosanto das misericordias divinas.
Foi assim, senhores, que nos andamos a aurora
fagueira do dia 16 de satembro de 1855; foi assim
que nos festejamos os primeiros arreboes desse astro
benfico, qoe em esperanzoso porvir nos prediz o
renasciroento da palria decahida. O mesmo sol,
qoe nesse dia allumiou as galas da patria e a purpu-
ra real (rajada em pompa solemne, encontron-se
em seu caminho para as regides do-occidente com o
berro modesto do nosso iusliluto de caridade. Ah
dorma tile o primeiro somno da vida, donde pouco
lempo depois devia erguer-se robustecido com lodu
o vigor de alhlelica adolescencia.
Nunca, senhores, i magostada real se oHerlou pre-
sente mais rico de nobresa e sanlidade, mimo mais
digno de um povo, qoe sabe amar o rei, mais digno
de umrei que sabe amar o povo, nunca o vio a pa-
tria uem o lei. Nao le vaya ouro com que deslum-
hrar a magnificencia e orgnlho de uma corle vaido-
sa, nao resplandeca em pedreras costosas, nem 13o
penco subresahia em primores d'arle ; ia pobre, por
aWt era o bolo da mediocridade, mas tevava-em si
rico llieooro de amor edeJicacAo, levava en si a
homenagem franca e sincera de mais' de 5,000 Por-
luguezes, essa homenagem ia circuuadada dos san-
tos inslinclos da piedade chrisUa.
O dia de hoje, senhores, be ainda o complemento
desse fado grandioso que nos abre de par em par as
portas da fama e da posttrdade ; que nos mostea ao
mundo benemritos da palria e da humanidade, que
nos levanlou permiifi-me a expressao, senhores), da
Ierra para aproximar-nos das estancias superiores
onde habitan) anjos.
NSo pensis, senhores, que todo este apparalo ain-
da que modesto de pompa e regosijoJMtf por fim
celebrar profano festira. NSo pensis^ Jfcoho an-
nunciar-vos a nova de aUum deisesvHalphos as-
sombrosos, quaes oulr'ora csroaram as armas lusita-
nas. Nao, senhores, ha mais alia a micha misaao,
mando nos bracos a Antonia desmaiada, o assassioo
carregou-a como se fra ama menina at cem pasaos
da casa, e a depoz sobre os coxios de ama volante,
cujo cocheiro esperava de bracos cruzados.
Est smente desmatada, senhor, murmurou o
bandido ao falso calesero.
E o oulro '?
Esl rendando a alma a Dos.
Pois bem!
O bandido afastou-se correndo para a casa, a o co-
eiro contemplando um instante a moca sem senli-
murraurou com raiva :
Miseravel!
epois abanando a cortina de seda qoe fecha sem-
pre a parle dianteira da volante, montou, a seguiu a
galope o caminho de Havana.
\ ollando casa da Magnificencia, o bandido que
conduzira Antonia, e que nao era outro seno Islu-
rilz, disse ao cantarada :
Rnliremo-nos, Algedro, e depressa.
Espera um pouco, respondeu o cantarada, o
qual nesse momento esvasiava os bolsos de Laver-
dant. Vamos agora, acrescentou levanlando-se.
E a velha ? murmurou Islurilz mostrando Jo-
sepha, a qual occullara-se era um canlo da tala mais
mora do qoe viva.
Piedade gritou a aia. Piedade nao direi na-
da !... Joro-o pelo corpo de Ohrislo !
Oh disse Algedro, depois da raorte de Chris-
llna nao temos mais camarera ; Josepha nos ser-
vir.
He uma idea boa exclamou Islurilz.
Os dous bandidos ligaram a aia, pozeram-lhe uma
raordaca, e Algedro collucou-a na garupa do ca-
vallo.
E eu, disse Isturitz, vou encarregar-me de To-
bina. Ah I a campauha foi boa. Duas mil pisturas
receladas da mao do marques...
Mais uma velha para servir a casa, acrescenton
Algedro.
. Mais uma^Boc.
lurilt.
Sem ronlarmos os proveilos intermediaria
Isso be que ha pgar bem a vida de n ho-
mem Nao ha quem lenha bolsa generosa lamo os
maridos cioso...
Diiendo islo os iloM bandidos partiram a galopa
|" *"do-se para o lado d|R bosques de los Mar cose
(Conlinuar-ma.)
#'
ojn para alegra-la, tornon Is-
DIAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Isabel viu. f. rainha.
20 Terca'. S. Flix de Velois; S. Octavio ra.
21 Quarla. Apresenlaiao da SS. V. no Templos
22 Quinta.S. Cecilia v. m.; S. Palemn m.
23 Sexta. S. Clemente p. m. ; S. Chrysogno.
24 Sabbado. S. Joao da Cruz ; S. Felicidade 111.
25 Domingo. 26 e ultimo depisdo Espirito San-
io ; S. Cathartna v. m. : S. Erasmo ni.

Carro u. 98 de Pebro Alem, multado em 10J rs.,
por falla de numeraca nas lanternas.
Carro n. 6 de Jo3o do Reg Maia. mullado em 109
rs., por falla de numeraca nas lanternas.
Carro de Francisco Jos Silveira, por falta de nu-
merucfiu na caita e Linternas, multado em 109 rs.
Carro n. 35 da Miguel Arehanjo de Figueiredo,
multado em 109 rs,, por falla de lozas.
Carrn. 191 do Dr. Joo Lios, multado em 10C
rs., por falla de luz.
Carro du cnsul bespauhoi Aranaga, multado eso
109 rs, por falta de luz.
O subdelegado, Jos da Coila Dourado.
ACTA DA ABERTURA DO HOSPITAL PORTU-
GUEZ DE BENEFICENCIA EU PERNAM-
BL'CO.
A's 10 horas da manha do dia 18 de novembro
de 1855, reunidos no sabio do Hospital Porloguez de
Beneficencia os Exm. S*s. general Jos Joaquim
Coelho, barao de Suassuna, bario de Capibaribe, ge-
neral Jos Ignacio de Abran a Lima ; os Rvms. Srs.
vigario da freguezia da Boa Visla, prefeito do lieapi-
cio de Nossa Senhora da Penha Fr. Caelano de Mls-
sioa, padres Joao da Silva Lobo, Jos Antonio.do
Sanios Lessa e provincial do convenio da N. S.^do
Carmo; os Illms. Srs. Dr. Jos Soares da Azevedo,
Pedro Alhayde Lobo Moscos, Jos lonoceucio
Poggi, Jos Antonio de Figueiredo, e grande nume-
ro de outros Ilustres senhores convidadoe subscrip-
tores para o mesmo hospilal ; ornado conveniente-
mente o oratorio do eslabelecimento, o Illm.Sr. pre-
sidente da ju na administrativa do hospital, Dr. Jas
de Almeida Soares de Lima Baslos, rogou ao Rvm.
Sr. vigario da freguetia se dignaste celebrar a missa
do eslylo pelo fuluro progresso e prosperidade do
eslabelecimento, i qual assistiram lodos os membros
da junta administrativa, bem como lodos os demais
senhores proseles, depois do que o mesmo Illm.
Sr. presidente da junta administrativa reciten um
erudito discurso religioso, no qual demonstrou o
beneficios quo o Evangelho trouxera a* humaudade,
lindo o qual declarou a todos os senhores presentes
aberto o Hospital Purluguez de Beneficencia em Per-
nambuco,
Eeu Manoel Ferreira de Souza Barbosa', secreta-
rio do hospital, para a todo o lempo constar lavrei
a presente acta.
Manoel Ferreira de Souza Barbota.
DISCURSO
recitado no Hospital Portuguez deBene-
licencia tiesta cidade, no acto da aber-
tura solemne do mesmo, no dia 18 de
novembro de 1855, pelo Illm. Sr. pre-
sidente da junta administrativa, Dr.
Jos de Almeida Soares de Lima Bastos.
SENHORES.'
Xunc autem manenl fides, spes ti
. chantas tria hcec; maior amltm
ett chantas.
(Episl. 1.a de S. Paulo aos
Corinlbios'c. 13, >. 13.)
Agora pois permanecem a f. a es-
peranca o caridade ; eslas tres vir-
tudes : porm a maior dellas he a
caridade.
Padre Pereira.)
O da, em que um povo expalriado sauda jubiloso
a aurora anniversarin das suas iradiee-. de gloria ;
o dia em que reunido em lomo da bandeira nacio-
nal festeja contente aa glorias da palri ; quer esaa
#
ti


I
I
y
*::


de los Guies.


5.
OIMO OE ffRNAMBUro SEXTA FElnft 21 DE N0VEM6RO DE 1855
*

.-
he mai* nobre > meu euipcnho. Annuncio-vns, ie~
nhorn, a abertura de um novo rstabelecimenlode
caridad) em Pernamhuco, a abertura de um Hospi-
lal Porlicuoz ale Beneficencia, fun lado longe da pa-
tria m pajosas exclusiva do povo, mas de ana po-
vo que j le ludo, quaudo quer, equequer ludo o
que Ihe impe o decoro da sua patria, e a religiao
de eu* maiore.
Nunci( senhore, pranleei essa pobrtia de enga-
ito, quu em circulo de ferrme comprime o pensa-
ineulo.maa hoje, cora verdade o digo, sinto-iue ver-
dadeiratNgt* prolrdo ante a magnificencia do dia,
" ob*'(fJ', Masquesjpporta, senhore*, a mingua de flore de
eloquenoi, vsidosus ouiopeis, quando o fogo da rl-
ligiao os abrasa u seio, e em torrente pos'trans-
borda mi corceo o sacro amar do prximo e a gloria
di patria '.'
Senhsre, iiAolomar*i para Ihema so a Alguna deale ioslituio, porque j a conhecei, e
eu olo fioeauo pbraso mimosa eom que poa embe-
lear a crides de fastidiosas rrpelicAes. Ueveria lal-
vez falla r-vos do carcter sublime e eminentemente
humaDilariu do pensamenlo, qoe o creou, masesse
penaammilo, seuhores, he sagrado. e>i duulrinas le-
grada dispensan! bro comnientarios profano, alm
de que a tomar por e-se camiohu correra grande
risco >l, perder-aie como hospedo ceg e visitan le
intrato, Seuhores, este dia coro quautn ninda da
pama, perleuco mais de direito a religiao, porque
he evidentemente religioso o carcter desle instituto.
A* religiao, pois, o consagraremoi. Sabis que ha
muilu n philosnpliia dlspota a rrligiao a gloria do
progreuo actual da huotaoidade. Veremos de que
lado esta a razio, a quem de direito essa gloria per-
tence.
Peco-vos, senhores, que me escuteis, e que sejais
aiuda urna vez indulgentes comiso.
A historia da humanidade, senhores, he o grande
livro da vida dos povo* ; he o espelho para assim di-
zer, oude se reflecten) os pheoomenos mais impor-
tantes das soas suce.sivas evolucOes e onde podemos
vet a escala do seu piogressivo deseuvolvim'ento ;
he o facfio luminoso que nos esclarece o caminho no
esludo d.s geraces exlinctas, he finalmente b guia
da inlelligeneia na analyse e apreciaran dos fados,
qae nos precederam. Cumpre, poi," compulsa-la
para julc arreos com acert das gerac&es qujala
vao, mat os seus depoimentos san francos e leaes,
leae e trancas devem ser tambem as Haches na de-
do.eo. Pois bem, tenhores, existe no carcter mo-
ftil dos povos das uossas eras, nassuas tendencias af-
fectivas, no seu viver do coracAo orna distancia im-
mensa, urna verdadeira muralha que as separa das
gera(oe* que nos precederam ; essa distancia, jenAo-
rw, eses muralha esta levantada nessa docura de
hbitos que Uto intimamente estrella entre ti lodos
os hora as, nsae pendor social que noaltrahe ao
aremm da humanidade, trujando a divisa da santa
lraiernuiade uesse allectn reciproco, absoluto e uni-
versal, com que em estrello abraco todos os bomens
se chamam irmios, e sobre Indo nesses monomenlos
de carida.de chrisISa, que povoAo a trra, consagra-
dos ao amparo, e consolarlo da indigencia desvalida.
Nao mais, senhores, esse* espectculos da horror,
cota que as turbas apinhadas em torno dos circos
applaudiam frenticas cruentos festina ; nio mais se
esparge sobre a trra o sangue do hnmem em Jie-
dioudo kolocanslo a magestade de Dos ; a soeieda-
de nao repelle mais o hornera da miseria era a vic-
tima do infortunio he desdentada pelo fausto e pela
oppolen i,i ; e no antanto, senhores, era assim que
o Romo aoberba e orgulhosa em seus dias de glo-
ria man hava os seus foros de naedo illustrada ; era
mim. qiiu a Grecia no apogeo da sua grandeza e po-
dero conspurcava os seus litlos de nacao civiliza-
da I Roma Ilustrada, tenhores, qaando s turbas
apraaeuliv* corpos humano mutilados e lanrados
pelos (tintes defraa nivosas Roma illustrada,
qaando bin applauso infernal sarria de jubilo ao ge-
mida da victima, que se torca nos transes da ago-
na, aperlada as sarras de tigres faminlos! Roma
civilisada despenhando dos allos de rocliedos tscar-
aos
- Jsepultos I A
Grecia civilitada, senhores, arvoranJo em crime de
norte um defeito da natureza, fatendo vergar ao pe-
so de um jugo brbaro e I y raimo o homem ja acor-
reolado ao poete da eacravidAo ; sacrDcaudo final
mente centenares de victimas Uma superslic.au
barbara, e groa 1 Eia, senhores, a civilisacao des-
ses novo que por lanos aeculos empnnhararao scep-
Iroda realeza como prinrjaze do mundo, eisos titu-
lo da sua jrarclria e da sua nobreza V le, se-
nhores, que eslAo manchados de sangue (Juizcram
escrever corasangue a oa historia; veram-no de
sobra, porque poderam primeiro ensopar nelle os
sena pavilhes uacionae* !
Vissun viveu, senhores, a humanidade vergada ao
l>eso do i'olossoda barbaria, assim viveo prostrada e
humilhads a face ale Dos e do mondo por espaco de
longos secuto ; al que la para as bandas do Orien-
te .se ergue do barco o Redemplor do mundo envia-
do em inistao salemue a habitar entre os homeos.
Vera pobre, e ob-curo como o filho da indigencia,
ma luz-lhe na fronte a magestade de um eos. A'
sua voz(-Iremecem tedas as insliluirjoe sociaes al
i-nlao re pelladas como dogmas inviojaveis, porqae
elle pregn a caridade e o amor do prxima, e essa
seulimenlo sagrado era at enlaa desconhecido dos
povos. l> attinge suspenso sobre o coto da victima
votada a apasiguar a colera dos Dense cahe por ter-
raja* o braco do Sacrificador idolatra, fica parausa-
do, porgue elle pregn uma religiflo de atTeclo do
coracao.e nao de sangue, palavras de dofura, deg-
mas de fraternal amor soam pela primeara vez ao ou-
vido das turbas, e a humanidade apinha-te em (orno
desse Dios de mancidao como que para beber ues-
sai daotrinas novas santas grato refrigerio s
suas amnistas ; em vez de eircr de earnagem er-
guem-se asylos de beneficencia ; a luz de um evaa-
elh'j di: paz a santidtde acende-se circamdada de
uma areila calaste, a a humanidade j cansada de
doloroso anciar, reapira desafogada, como se do co-
racao Ihn arrancassem acerbanacaleo.
Eis. si'Hhoret, u leslemunWo do consenso univer-
sal da chri.landade, eis a crenca mabalavel dos po-
vos aducidos sombra das mximas da moral reve-
lada. Foi o evangelho, uuhorex, foi esse reflexo
vivificante da infinita bondade quem uosabrin a
portas do paraizo na trra, quem no dournu o so-
nlio amargo da vida. Assim o diz a historia, assim
ralla a mzao e o leslemuuho da consciencia. Mas a
falsa phylosophia, que ludo invad, que affronla de
inveja ai> divisar em estranhs fronte o menor refle-
xo de gloria a^aligiao disperla seus foros de priroa-
zia nesta parle.
Nao loiju evangelho, brada o seculo. quem assim
Iransfornou em campo ameno o triste peregrinar da
humanidade sobre a Ierra ; mas sim o aperfeicoa-
inenlo progretsivndaioa inlelligeneia, uma cultura
mais disvellada do espirito humano, e o maior de-
senvolvimento das suas faculdades, operado pelo
braco pederpso Ja phylosophia humana.
Anda bem, senhores, que nao consegnio o lempo
consumir de todo os monumentos Iliterarios que ero
heranca nos legaram as nares da aotiguidade.
Muilos poisaimos mis e de (afprero, que ainda bo-
je o acatados, nao obstante o decurso de tantos se-
culos que jaj vio, nlo abalante as repelidas revo-
aersuccessivamente lem passado as scien-
..... -v.^viiiioiiuu uva dll* UB lOllll'llOB tac
paila* os presos d'estado, e eutregandn de patio
ervos os-eus cadveres truncados e insepultos)
Bastara, unhore, este quadrn de horror para
por elle ajuizaiMes do quanlo moralmenle dlfferem
"S nosso sculos dos seculo, que nos precederam.
Existe porem, senhores, na historia desse paasado
Isnehroso um faci de muio maior importancia e
signilicaco moral ; he, cusla-me a dte lo, senho-
res... a s.nrijao legal de mullos deases principios bar
baros e deshumanos; he o espirito da le encarna-
do com esses iustinclos de tangue e de earnagem.
Imposiivl. diris vos 1 lmpossivel rtizia eu lambent
quan lo nao lluha anda hAdo na historia o fel de
amargo desbogauo; ma hoje dovidar, seria descer
da eiistencia do sol, que nos aquece, porque as ver
dades Iradiccionaes quando s itisfeilas todas as ex-
geaicia da hermenutica, lem mais forca do que o
leslemuuho do sentidos.
Sabei, senhores, qoe uma lei hoove enlre os an-
tigos Egypcios, que nao somenle aulorisava como
tambem recumpeniava o roubo e a expoliajao. (7;
habei que 3s lela romanas concedram por minio
lempo aos pais o direito de vida e de morle sobre
eus filhos, o dominio absoluto do esposo sobre a es-
posa, que o divorcio era enlre elles tAo usual e co-
mesiuho, que nenhuma impresso j fazia no povo.
(8) Que liomulo, como Lycurgo decretara o assas-
sliuo das enancas defeituoaas ,9|; que o cdigo cri -
niinal de praco cr tido em lalconta de deshAmano,
que j nesse lempo se dizia qu as uas leis haviam
sido esoriptas com sangue i|0) que as leis de Lycur-
go Irausformavam tambem em aclo legal o roubo e
o adulterio (II); que na lei das 12 laboas o devedor
insolyivel poda no lim dedous mezes dej prisAoser
vendido como escravo, ou esquartejado, e os 6eus
membros mutilados repartidos por seus credores (1)
Basta, senhores, que o dize-lo causa horror,
quiz dar-vos porem um Specimen do carcter des9a
phitnsophia brilhai.le, dianle da qual ainda hoje os
seculos se curvara respeilosos ; *flj os fruclos do sa-
ber humano, senhores, e nao de um saber vulgar e
commum como poderla pensa-lo alguem, mas pro-
fuudo e graudioso como nunca o vio o mundo, a
Dos sabe quando de novo lomar a ve-lo. Pois
bem, senhores, se tlenlos de lal alcance deram em
oulro lempo lio triste espectculo ao mundo, se ca-
pacidades sem mulos nos seculos posteriores por lal
modo allroutaram a crealura e o Creador, se a phy-
losophia em summa em nutras pocas por tal nodo
perverteu, ou pelo menos eulurpeceu o gralo vece
jar dos bous iustinclos do corarlo, como invocar ho-
je essa metma phylosophia', para por ella explicar a
reforma da humanidade?
Dos le salve, cdigo sanio das verdade eternas 1
Ave!
Ha 18 seculos, senhores, que a humanidade v
dssapparecer succestivamenle da face da Ierra, e do
coracao do -homem lodos es-es ementes iustinclos de
opprssap e barbaridade; he tambem 18 seculos
que este cdigo sgralo foi pela primeira vex pro-
mulgado pela bocea de um Dos de mansida, e de-
pois sellado com o sello do seu precioso saugue sobre
b monte do Calvario, caridade, senhores, eis a le-
genda que duura o pavilhao do chrislianisrao ; cari-
dade, eis a insiguia nobre e sublime que serve de
dislinclivo a este instituto, cujos prticos boje se
franqueara a penuria e ao desvnlimento.
Parabens, senhores porluguezea, parabens a vos
lluslies membros da junta administrativa do Hos-
pital Porluguez de Beueficencia, 'parabens a todo?,
aceilai-os e eslremecei-os, senhores, porque nao sou
eu quevo-los dou, que valeriam pouco ;he a huma-
nidade, he o ceo que vos chama benemritos de Dos
S dos hmeos, dia de hoje reflecte sobre vos
maior gloria do que a melhor raniquitla que illustra
as paginas da vossa historia,progreasa maior honra do
que a maior balalha, que enob/ece os fastos da
vossas armas. Hoje asteasles nesie recinto e longe
da pairftPnao a bsudeira do laorticinio, uem o es-
tandarte da earnagem, qua embora. victorioso fluc-
ta senipre salpicado do sangue derramado, has-
leasles o eslan larte da caridade, he a handeira da
beneficencia que trmula no tope deste instituto hu-
manitario. Aquelles lazem tombar as victimas ro-
bustecidas com lodo o rigor do alelo vital, estes
sguem-nas da trra e arraucam-nas ao tmulo
voz imperiosa de Dos e dasciancia.
Deo saja com voseo, senhores ,- assim o confio. O
niHiisIro de Dos orou por vos, orou pelo progresso
futuro 3o vosso eslabelecimeulo. Dos escuta sem-
pre a orac^Jo do levita sagrado, porque he elle na
Ierra o depositario escollado das graras do co !
Illualres e amigas hospedes, que* vos dignaste
acompanhar um povo irmn na sua festa de religiao
e caridade, por mais de uma vez como interprete fiel
dos lenlimentos de allectn, que e.Je povo vos con-
sagra, vos lenho eu em sea nome agradecido as fi-
nezas de amor, com que o honris. Agradecer-vo
lo-hei ainda hoje, tenhores, e aceitai a fundarlo
deale instituto, nao como um facto original, que
parle dos Portugoezes, mas como uma imitaran fe-
liz do vosso exeraplo, das vossas virtudes a do vosso
reconhecido herosmo religioso.
Dit$e.
Campos como homem poltico : no entretanto, como
orador sagrado, como autor dessa bello discurso, o
Sr. cooego Campos descaJcou-e dos coloros de
homem poltico para lomar as humildes sanda-
lli is do homem apostlico.
Direi alguma cousa sobr ese tralxlho oratorio do
Sr. conejo Campos ; nao como decidindu ex calhe-
dra, mas fazendo c, a. meu modo, um juizo que
oSr.conegc Campos me permillira, e o leitor nao
levara a mal : nSo he um juizo absoluto, porque
seria nimiamente irrisorio ler eu pretendes laes.
Nao sou mais ,io que um fraco e de uma ilitelligem-ia dbil, e que poucos anuos fal-
tarlo para totalmente enfermar. Vamos ao que
amos. Depois da leilura desse folheto, o das refle-
xes de um amigo, a respeilu d-lle entend, que
nao devia guardar silencio por mais lempo, porque
em minh.i frac.i opiniao esse discurso he um primor
d'obra de eloquencia, eslylo e gosto, pelo qual o
Sr. coneco Campos firmo", seu crdito lili- rano.
Pnsso estar em engao ; mas como rae levo muilo ijma
das apparencias, quer-me parecer, que a minha opi-
niao nao ser contrariada. Salvo o engao.
Principiando pelo tex,o bblico () que Ihe servio
deepigrsiphe, on Ihema, o orador rscolheu em ver-
dade nesse ferlitissimo prado de milboes de floras, a
mais bella em relacAo ao objecto commemorado ;
aquella que mirada, pdese a priori julgar (re-
conhecida a inlelligeneia do orador) do bello
ideal, do sublime real, de seu vicoto, bello, syme-
trico e aromatisado bouquet oratorio, de quem os
perfumes embalsamaram o templo do Senhor, e li-
zer-m sem dnvida enastar os ouvintes. Na he li-
sonja O Sr. conego Campos nesse da poz em rele-
vo um quadro inleirameiile novo no Rio de Janei-
ro, porque; alera da falta sensivel qoe all ha de
oradores, consta, que a historia de nos-a eman-
cipajao poltica nunca fra descripla com penna
mais hbil, e luiguagcm mais ca-lica nos pulpitos
da corte ; e eu compartidlo da gloria do Sr. cone-
go Campos, porque, alm de ser um dos mais hu-
mildes irinSos em Chrislo, aprecio o mrito lutera-
no, ainda que nAo o possa ler. Se tivesse a inslruc-
co precias, seria bem orador ; eu, qne talvez ti-
vesse vocucAo para o pulpito.
No exordio ou prembulo desse discurso descor-
linei om grande pensamenlo, uma verdade supre-
ma, que aiuda parece estar envolla no veo do m-
difl'erenlisino ; mas que a posteridade Ihe saliera
dar o derido aprero com -enlhosiasmo anlogo
Pedro l libertador da nacao bratiletra. (joza-se,
apreciarse a obra da liberdade, goza-se, aprecia-se
a regeneraran poltica do nosso pau ; goza-se, apre-
cia-se os asonados fruclos da oossa librrima enns-
lituicao, mas como, que se ha posto completamen-
te a margem o Instrumenta do Eterno, qoe nos fez
dar tantos bens, que nos fez fruir lanas felicida-
des Pedro I por um decreto do Supremo Ser er-
gue-se la uas margen do Ypiranga, embocen a tu-
ba da redempcao brasileira, cerra os ouvidos ; ven-
da os olhos s oiiv.'aeas da roetropole; faz bri-
lhar seu gladio vencedor, e n'uin-i inspiraran ce-
leste faz so.ir Liberdade ou .orle Este pensa-
menlo foi bellamente desenvolvida pelo orador com
as cores vivas de sua calma imaginar.
esplendida inlelligeneia ; mosiroa
mente que este pensamenlo era a man:
ama verdade eterna e irrevogavel, que
relogio da Providencia a hora de sua imm
hibicao, inanitestou-se como por encanto.
DIARIO DE PERNA
tranqudlid.de que succedeu :o manifest das cor-
les de Lisboa :D. Pedro proclama as margens do
YpirangaLiberdade ou morle !
S3n estes s tpicos capitaes da historia de nossa
independencia, sobre os quaes o disliocto orador
discuraeu, deixando em lodos us nimos sem dnvi-
da as mais gritas rcordasOes desses lempos, que
dizem us matelhot lerem sido mais felizes que o
actual : -ao ditos : a realidad" exisla ; somos livres,
,-issim nao qaeiram lirar das nossb ieu pergami-
nho de liberdade ; somas livres por uma carta que
nos deu o finado principe, o nosso libertador ; se
nao querem, ou nao queremos ser llvrea, elle fez o
que por Dos Ihe fui mandado : a culpa he so
uossa.
Nao oliendo eu a modestia do.Sr. cooego Campos,
estou talisfeilo.
O padre F. P. Duurte.
candidatura tenatorial e o Sr. Camamao
de Sinimbit.
A yaga que deixou no senado o Sr. visconde de
Sepiliba, veio despertar novas amhicOes e mudar a
allilu le do nimos na provincia d'Alagoas.
Mullos, sem duvs la, sao os Alagoauos que se jul-
gam com direito a essa sub a pesar de sua calhegoria secundaria na ordem das
casa, dando as buscas, e aberturas que for|ueressario
e depostelo na forma da le.Cumpram. Cidade de
Nazarelh 17 de jalho de 1854. Eu Ignacio Vieira de
Mello, escnvAo de orphaos o esc.-evi.' eii/a Paira.
Aos 18 dias de judio de 1854, viemus ao lugar de
Agua-Branca, ah fizerru) as buscas necessarias e a-
berluras.na- quaes adiamos uma purea" de ourn, um
crucifli", uma cruz com 7 vara de c'ordao, 5 varas
de collar,:l annei.. 3 pare de holOe, 1 par de brin-
cos, pares de argollas, 2 imagen da CunceijAo e I
de S. Braz, 1 carrelilha de menino ; disto cousaguio
as aberturas de todos ele- traste, lomou cnnla o de-
positario particular Manoel 1-erreira de Andrade,
para entregar qoando for pedido por esle juizo, e
para constar assigna com as teitemunhas, Manoel da
Silva Sampaio, Jofto Ignacio da Silva, o depositario
o olliciai c >mpanheiro.En escnvAo Leandro d'An-
nunciacAn Lira o esrreviManoel Ferreira de An-
drcue.Joaquim Jos de Almeida Cavalcanli. Ma-
noel da Silva Sampaio. A rogo de JoAo Ignacio da
Silva, Manuel ija Silva Sampaio.
Ao 18 dias do mez de julhn de 1851, viemo fo
lugar de Agua-Branca, ahi fi/emos sequeslru nos
bens do finado Manoel Ferreira da Silva, que sAo o<
seguintes : 2 parles d% Ierras na beira do iioSe-
rigy, uma nllirina de azeil, escravos, Pedro Velho,
SeasliAo, Feliciana, Leonor llorn la, Ceme,i-
lina. Marianna, tres cavallos, 1 vacca, 2 novilholes.
..I... ____:_j-j- j- ,____. ________-____
de mais do imperio, couiem em seu seio filhos mu i declaro que a propriedade de Ierra, catas lavouras
destnelos que represenlem n'uma e n'outra cama- | vfl" a ficarcm dcbaixo do poder do depositario Anto-
ra. O grande segredo est no discermmento da es- i nio da Cunha Navarro Lin, so fica no poder os es-
colha, e na pondera;Ao judicisa das conveniencias cravos e ammaes a gado cima declarado, sendo a
peculiares de sua localidade. I depositario o Sr. cspitAo Diogo Velho Cavalcanli de
Uma cadeira no senado n.1o he cousa que se pre- I AIhuquerque, declaro mais que fica uma rterava su-
tenda sem moilos titoln de benemerencia da parle I mida, quo se vai procurar, e 4 para serem entregues
do candidato. II,. negocio esse de mu graves me- depois da interrogaran ; e disto mandou o ulllcial
litaeOes para a provincia que lem de mandar j companheiro lavrar esle termo que abano assigna
na forma'do eilvllo e por raim sobredilo escrivio
snbsrripia e assignada nela cidale de Nazarelh
provinci-, je perl,ambuco aos 29 dias do mez de oo-
lubro do auno do ascimento deNosso Senhor Ja-
us Chrislo, de 1855, 34 perio do Braail. fiz escrever e assigoei. Em f de
verdade,Ignacio Vieira de Mello.
CORRESPONDENCIAS.
Leudo se no Brado do Poco u. 79 uma corres-
pondencia, em que se pede ao Sr. Promotor Publico
que responsabilise .j Commiasao de Hygiene Publica
por permillir que na bulica da ra da Cruz *de J.
Soum se veudam pilulas e ungento de Hullowiy.
julgo dever declaiar qua a Cummiao j levou ao
conhecimento da auiuri lade competente esse abuso,
peditido-lhe qoe processasse o iufractor.e qoe, so,isla
se nAo fez, ou ap infractor nio foi applicada a mul-
la, de que trata o Reuulamenlo que baixou com o
Decreto n. 828 de 29 de telembru de lgi|, ella nao
lem culpa ; devendo JBrsceular que a Commissao
procede imparcialmeBBe que, se os abusos nao
sao reprimidos, he perqu os infractores encoiitram
proleclores, em cujo numerotiAo entro.
Sou, Sr. redactores, com toda a consideracAo
Dr. Joaquim de quino Fonceea.
Fallecen e sepullou-se hontem* HleriB pu
blico de Sanio Amaro, o Sr. Ier4jj[ Tonel cora-
mnudante da corpo de polica. Pedro Jos Carneiro
Monteiro.
COIiniCADON.
es pirque-successivamente tem pas
cia, seculos a revolociie, lemrecuado dianle des-
ses padries eternos de engeuho e de saber ; parece
que do alto do seus fuste magestosos esses monu-
mentos estao anda baje impoodo silencio a's gera-
Qes vai josas da acloalidade.
Qaalicria. senharas, o temerario que oosssse
anda hije disputar a Platao t Aristteles a coroa de
gloria, i|ua a fronte Ihes'circumda como priiffeuja
philo.of.has nao da antiguidado mas do lemts
coohecidos* Quem pretendera hoje meimo em
conheciineulos humanitarios e bons instiuctos hom-
brear com Plutarcoo'! em oulras especialiladea com
Thucidtdct, Tito Licio, Homero, Virgilio^... Mas,
senhores, para que (atigar-vos com nomes Volve'i
a antigiiidade, procurai a philosophia, entra! no
templo das sciencias, que ficareis a-sombrados de
tanta riqueza e opulencia ; cada homem, com quem
a cada (>atao vos encontrareis, tolo he o pequenino
insecto, que sallinha em acankado susto; he a agaia
que se desprende em arrojadoavdo al a regioe dis-
tantes, que guardam em i o legrados da nalaraza
c d e.titjtpjhijinaiiu ; e na enlanto, senhores, no
R Procarai ahi a humanidade, inter-
roga! lodteaasea genios, perguulai Ihe qnanta ve-
zo o coracXo se Ihe comprimi de angustia ao divi-
sar ara siranho semblaule a expressao do padecer:
quintas veze6 indigencia esteuduram m3o generosa
e auxiliadora, quantas churaram da dor pungido
do Ihinse da>miseria e do inorlunio !
Queris a resposla, senhores:' Dar-vo-la-hei ea
leal e franca como a historia no-la transmitle. lie
x ese momo Arislotee$ e Platao qoe erige em prin-
- cipio poltico e social a moni vilenla das enancas
debis e tranzina (1)! He esse meimo Piutarcho,
que declara Lycurgo bem amado de Jpiter, que o
aprsenla aos Spasluno, como se ffira um Deo, Ly-
curgo, senhores, o assatsino covir le e torpe de mi-
Ihares de recemnascidos, pnrqge nao uascera
com proportOes sua fejao {2j He esse mi
fhuciuides, que nos d a noticia de masasen
2,000 e-cravos lacedemonios.sem que na mao a
na Ihe es(remeia de horror, sem que naja em
a soa irracao uma anica palavra de do e compai
x3o em favor de Unios desgranados (3)! Ha Tito
Litio, juera nos transmute a historia de episodios
iguaes um inaudita cra-ldade, mas com orna indif-
fereoca qoe espanta, tenhores, com um gelo de
morle Homero vai mais longe, assassinar um es-
cravo, arranca lo a o seio materno e oala-lo sem
dislmeeaode sexo ou idade, nao he para elle tmen-
le lito neto touvavel, he um dever de jusliea e pie-
dade (4) Ate 1'lrgiHb, senhure.t, o tern e deli-
cado Virgilio representa muitas vezes o seu lieroe
uflereeendo a diviu lade sacrificios humanos, com
um mugue fri, r/ne revolla o cynico mais deturpa-
do e anvillaeido i '. s uos rltava,enAore o lesle-
muiiho de Cicero para fechar este quadrn de selva-
gem ferocidade. He elle quem applaudindo as jus-
ta dos gladiadores romanos,a-siiu nos diz com a im-
paasibilidade.do marmore Miilnnt eliam tulne-
ribut i'infcli ad dminos, qut luosranl quid ra-
lint, si satis Ais /actumslt se relie decumbere car-
regados de frulas apresenlam-ae aos grandes per-
guntao lo-ihe se eslAo contentes ou se querem que
momm. (6)
OSR. ALEXANDRE UGUSSIONI.
Ja livemos o prazer de oavir esle joven bello t-
lenlo artstico no primeiro espectculo que deu em
en beneficio ; e por um descuido, mui reprehensi-
vo da nossa parle, temos deixado delribotar-lhe pu-
blicamente a uossa homenagem de eothusiasmo e de-
-dicaclo. s
O Sr. Ugassioai salisfez a eipeclativa eom muila
vanlagem.execulou grandes difllculdades.e moslroa
que ao talento lem o privilegio de reunir o goslo,
esle dom prestigioso, que eleva o artista a uma re-
gan superior.
Aiuda conservamos mui vivas as gratas impressoes
de ineffavel prazer,que elle no proporcionou quandu
desempeatJoua|brilhanlc.Irla Militar eo grandioso
CarnacaldeVienna. Aencujau hbil deslas duas
difiicilimas pe(as,|he sullicienle para provar o mrito
do artista.
Entretanto temos de apreciar ainda mais orea vez
o bello tlenlo, e n gusto primoroso do Sr. Alexao-
dre l'gussioni e a seu joven irroao, lambei
quista, no espectculo queesli annunciad
dia -J do crranle no thealro de Santa lsah
ta occasiao leremos de applaudi-lo as brilhantes va-
ri^QOes sobre um bello molivo da oper? Belisario,
na palhetica e terna cavatina a Casia Diva no
diflicil e sumpluoso trmulo de Beriol, composi(3o
admiravel de destreza a sedcelo, uma di iromor-
laes creases do arlisla da raesmo uome ; e final-
metilo em uma graciosa e delicada composicao do ar-
tista Alexande, o Gallo, no qoal elle imita per-
feilamenle ocanlico desla ave.
Ser mais uma noite de deliciosas dislraces para
o publico, e mais ama occasiao para o Sr. L'gussioni
colher novas palmas de enthusiasmo e vefdadei ro
apreco.
. .1H.-A0IJ-
lernjube-
ibeteJrL-
Se he sublime a missAo do orador profano, da-
quella que da tribuna da representarlo nacional
brada para o povo ou para a nacao, paleoleaodo suas
ideas, defendendo o direilo de eu paiz e de seus
concidadAos ; prendendo, caplivaodo as alleni-es ;
persuadiudo, commovendo, enleando com su |"~
Ihante eloqnancia o espirito publico ; liiwrlnv
blando erepitosos Iriumpho, resallado de___
talentos, de eus esforcos inlellectuaes, e do pree-
ligi de sua inlelligeneia peranle o publico, que o
victoria... mais sublime ainda te (orna a missSo do
orador sagrado, que dj alto da tribuna evanglica
faz soar a soa voz, derrai
pagando as tAas doutri
bellos panegyrico, ou
geni analhrtiias sobre a
porque o orador sagrado
pensamentos a religiao.
X-d
imfied
as luzes da f, pro-
evangelho, lecendo
fiando com sania corn-
bdade Mais sublime,
s lem por guias de seus
.. Dos, e a sua consciencia.
Muila* vezes observamos, que o orador profano, a-
berrando da senda verdadeira, que deva Irilhar, ou
deia-se levar pelos impulsos de suas paixes pes-
soae, ou pelos nleresses da poltica que professa,
ou efinal (o que nao he geral) peln espirita de servi-
lismo, que tanto o degrada, a faz desmerecer an-
da raesmo para os que delle se servem como instru-
mento.
O orador sagrado he o homem do vaugelho, o
valeule da l, adversario implacavet da im-
de, o mestre do povo e o martyr da religiao
ndo compreheude o seu mandato : te pelo
contrario elle esquece os seus deveres, arvora-se em
poltico desenfreado e procura a immuniiade do
pulpito para espender suas doutrinas polticas, en-
tao elle mrsmo uAo sabe o que seja ; no eutanlo que
lodo sabem o qne elle he um louco de sulaiaa.
Vem ludo isto ao caso dsUer eu lido um discurso
sagrado do Sr. conego Piattl de Campos, recitado
em Nhicteroy no dia 7 deselemuro. por occasiao do
anniversano de nossa independencia all com pom-
pa festejado: lembei-me de dizer eslas cousas, au
ai se aproposito ; mas vi l. Ninguem negara ao
Sr, conego Campos esforcos de homem poltico, ao
menos eu, que pens que homem poltico ha o
que tem idease pensaineulns polticos, que escreve
em poltica, e di-cule. que be depulado geral., etc.
etc., nAo posso deixar de considerar o Sr. cooego
(1) Aristteles Pol. L. VIL caak 16 ; Platio. da
Reo. L. V ; Plul, Lyc w
(1) Plul. Vida de Lvcurgo.
(3 Tbucidide.L. IV, v.6.
(4; Illada L. VI, v. 62-segundo 4 lolerpreUco de
HesMila e Henry Kiinne.
'6/lkield. X. 818, XI, OT.Iliadit XXIII, TO.
(6 Quat. Tuscul. II, 17. i
XawjdaHeauoDtimoroinena, A. IV, 9c. I, v.
11.
f7) Diodoro de Sicilia, liv. I, c. 80. AulugaUie liv. II
cap. 18.
(8) Mumquit jam ulla repudio erubescit pat%uani il-
"'"".^^"P "e Dobil fcemina?, imn coniulum nu-
> sed
marunrum annos suos computa niSneca, De
Antiguidades Romanas
BeneHcii 111,16.
I9j Denjs d Halicarnasse,
liv. %.
(IOj Beilby Porilnj. Felizes efTeitos do ebristianis-
t fellc,dde temporal do genero humano,
/.o p,lul,rcf-eino da lelaVol. 4, pg, 4.
(12 Parece que ltimamente um celebre crilico muilo
versado na legi.laceo civil preiendeu demonstrar, que a
dispojicoo a que me retiro nao condemnara i morte o
.', ''r11lt"t'V'l',,n" 'im ""'dao. Quintiliauo
AulugellloeTertuliano pensara de outro modo. Vid.
Taylor-commcuurios de inope debilore in partes dis-
locando pig. 18. r *^
felo, o orador compenetrado sinceramente pelo
qua demonstram suas palavras, do providencial de
seu pensamenlo, encarou-o como uma realidade,
como uma dessas provas physicas que demonstram'
a existencia de uma MAo podeosa, qoe marca o
grandes acontecimento na gerarao humana ; e as-
sim deu largas aos vo de sua .eloquencia, e de
seus profundos raciocinios, perorando com aquella
forra de convicces, natural ao homem da inde-
pendencia.
a Sim, msus senhores disse elle, Pedro I o or-
gAo potente dos designios de Dos, compreheude
por uma intuico sbita e vasta os allos myslerios
da nova redempcao : abre, l, l'dhea, esluda o
grande livro dos destinos ; e inclinando a fronte
dianle da visan augusta, embocea u'um rpido trans-
porte o clarira da regenerarlo social .' a
Tendo n'um breve periodo o orador tracado o
estado de barbarismo das horda que povoavamaak
parle da America Meridional, passa depois a naa*
rar ao seus onvintes com goslo e eslylo o como
Cabral deparou com o Monte Pascoal e o paiz da
Vera Cruz e haveudo o orador percorrido por
alguns episodios da historia de Portugal em reta-
cas ao descobrimenlo do Brasil, chegou a um dos
pontos cardeaes do seo discurso.
u Sim, meus senhores 1 disse, nao fui o estndar
le pavoroso da guerra, foi o signal augusto da re-
dempcao quem impoz a lei aos povoadores do no-
vo mundo Nio.foi o sabr de fero conquistador,
qne laurou curvados aos seus pes os robustos filhos
da oatureza, fui a hosha do Cordeiro Virgem quem
conquislou as almas para Dos, e subditos para o
rei. Digamos ludo: uAo foram hecatombes humanas,
o o sacrificio incruento, esse graude holocausto
da verdade eterna, que sellou perpetuamente o pac-
to de altiatiea inviolavel enlre Dos e os Brasile-
ros.
Eis um trecho bem importante desse discurso,
em onual o orador sem muilo*se esfurrar muslrnu
eipressivaineiite que a obra da nossa civilisacAo foi
designada, determinada e execulada pela Providen-
cia Divina. Eu acresceularei, que a nossa civilisa-
cio he liilia primogrnila do chrislianisrao, que Cufio
elle, foi conquistada pela palavra ; como alie, pro-
aredir pruporc^o de nos-a liberdade, como elle fi-
nalmente, pasaarA aos nosaos vindouros inviolavel
al a ennsumacao dos seculos !
Nao seria aacooquisla de nossa civilisacao e de
nossa religiao a percussora de nossa independencia T
E, pois, esta he o ultimo co, que fecha a grande
cadeia da_lastos da rehabilitaran mural dos uossos
; dos Iriumphos do chrislianismo, con-
n ra Idolatra ; da civilisacao dos cos-
ilra a selvagerie da liberdade, contra o
despotismo. O orador provou brilhanle-
menle us asserroe, saguindo sempre a scalisacao
dos factos, mostrando como Jane varees apostli-
co-, Nobrega, Ancbieta, e iflionio Vieira pode-
ram alcancar com as luzes do evangelho, o que
o poder da forca nAo alcanzara com f e solidez
de principios. {**)
A virlude branda e suave ; diz o orador, como
o diluvio celeste, .mi se impoe, insinua-se ; nao
ameaca, seduz. Foi por esles ineios acouselhados
pelo que a palavra lem de mais locante, a peisua-
sAo de mais pattico, a euiquencia de mais bnlhan-
le, e o sacrificio de mais arduo c sublime, que No-
brega e Anchiela conseguiram desbiavar os instiuc-
los speros dos Tamoyus, e dos seus conterrneo-.
A proporgSo qoe us aldeiacam nos gremios de uma
religiao toda de- paz, os defendiaor coulra lodos o
genero de l\raninas que Ihe impunham os barba-
ros da civilisacao europea. Os claroes do evange-
lho que Iriumphava nos cerrados bosques da capi-
tana de S. Vicente, allumiavam, denlro.em pouco
as regioes seplenlrionaes do Brasil. Era o Cheru-
biiu Celeste, que agitando sua plomagem de' ouro,
se defenda em nudas de luz pela vasta exleusAo da
America Meridional...
Mais adiaule coulinuon com a mesma torrente de
bellas phrases o or.dor. deixando naturalmeole aps
ellas infiltrada nos coratuet doa oovinles, una idea
vivada influencia da palavra de Dos.
a O iufaligavel Antonio Vieira derrama os ioflu-
xos da boa noca desde os alcaolius da Ibiapaba ale
as margeos do Rio de S. Francisco. Os serviros
ladigas desse varAo apostlico sio de um valor* i
menso uos annaes de ambos os povos ; de modo
senhores, que posso mui bem dizer com um esenp-
tor celebre, que tres humildes Jesutas assegoraram
corda de Portugal os vastos dominios do Brasil,
e fueram mais com a palavra do qoe todos o coo
quisladores auligos com os seus numerosos exar-
cilos... D
Eis, pois, a verdade uua e crua, nao s dos gran-
de e relevantes serviros por esses padres prestados
* civilisacao, ao Estado e a igreja, como de mullos
litros, cuja memoria hoje jaz internada nessas re-
gioes eternas do esquecimeoto I !
Prosigamos.
O orador era seo itinerario oratorio assomou s
portas de nossa patria natal ; -falln com orgulho
nobre nessa poca de mil gentilezas mames plati-
cadas pelos uossas a'vs: celebrou essas halalhas de
Tabocai, e Guararapet, ludo l' lo com talento, e,
ja se sabe, cora o sangue alterado, o corado em
pullos, a bnlhanle verbosidade nos labios... emlitn
abrazado no santo amor da patria !
~E he para ver-se 1 Os Pernambocanos pelejavam
nao lauto pelo o amor da patria, como pelo de suas
crenea orlhodoxas Elles alm de nao poderem
suportar o pesado jugo do estrangeiro, fervia-lhes
o tangue as veas por vrem sua f ultrajada, e a
heresia crescer a proporjio, que seus horrores aug-
menlavam.
Anda o dedo de Dos prolegeudo os Brasileiraa
em seu transes o mais crois !
NSo resla duvidn, que man tovisivel do Elerno
guiou sempre com felizes successo os grandes acon-
lecimentos do Brasil para a realis.iciu de sus rege-
uerarao social.
O orador aindafolhea a historia, e fa-lo agora na
contempornea. Referias desconfianzas da cor-
te de Portugal : a invasao do Francezes naquelle
reinu :a fuga da familia real para o Brasil -a
aportaran Babia :a jornada do Rio de Jan-iro
a sympathia do principe D-. Pedro para com o
Brasileiros:as intrigas do ministres do re :o
grilo de regeneraran na cidade do Porlo :os con-
selhoa dos ministros ao rei para que pedisse auxi-
lio a Inglaterra, alim de ser sullocado o inovimeulo
popular :a audiencia particular do priucipe ao
velho monarcha :as suas ajuizadas e sinceras re-
flexoes:a impresso do rei em virlude dessas
enrgicas observar,oes:diversos successo e diver-
sas circumstancias da poca : os esforcos do prin-
cipe a favor d liberdade :o regresso do Joo
Portugal :a roovocacAo de eleitores para a eleirao
de deputados brasileiros a corles de Lisboa :a in-
vestidura do principe no Roverno do Brasil :__o
proce lmenlo reprovado das cortes :os desejos de
recotonisar o Brasil:oppo depulado-:o chamameuio de D. Pedro Portugal:
a resistencia do principe a laes prelences :cer-
tas manifeslar.es lbeme. :o fercel opus :__o Fl-
eo do principe regente :a convocado de uma
eon-iiliiinle :a ordem e regulandade daseleiees:
-* insurreirAo de S. Paulo :a partida de I). Pe-
quella cidade :o seu" cen", cid," rici:a
um representante a cmara vitalicia. Na eleiem
do depulado-podem algumas vezes influir cousds-
racOes d.> momento, al mesmo velleidade do espi-
rito publico; na do senador, nunca. Aqoelle.no
fiu de qualro annos, se uau preenche as comlices
do mndalo, he posto i margem como incapaz: este,
porm uma vez sustentando-se enlre os decurioesda
patria, s a mor Ihe arranca o diploma A ndole
pois,da sua commispo exige dobrada nrcumspecrAu
exige que a provincia que o elege pese bem na ba-
lanza da prudencia os ttulos do cau lidalo eos gran-
des nleresses sociaes que elle vai advogar.
Sem entrar no jogo das comparaeOes e das prefe-
rencias, quasi sempre odiosas, a minha humilde opi-
niao, nesse grande pleito que se vai correr na pro-
vincia de Alagoas he. que o Dr. CausansAo deSinim-
bu me parece o cand-talo mai proprio pata ser
(presentado etcnlha do monarcha" pela dedicacao e
patriotismo dos digno Alagoanos.
CausansAo de Siuimbii he um nome charo ti sua pa-
tria. O seu amor s nstiluic.es juradas, a sua in-
conlestavel (Ilustraran, o eus grande crditos da
juiz de direito e probo, a par do mais acrisolado iu-
leraste pelas coutas de *sua provincia. Ihe dAo us
ui alio s coijsideraces do paiz, e especialmente
sua Ierra natal. Dianle desse vullo respriluvel
m emudecar os preconceilos, as prelenc.oes in-
tempestivas, e, mais que ludo, os scdicoa manejo de
velha intrigas.
Por tanto, a bella provincia de Alagoas uau deve
hesitar um momento em esposar de corarlo e un-
nimemente a causa do magisirado exemptar ; deve
resumir na sua eleicao todos os seas bros, lodosos
seus esforcos, todas as uas sympalhiss. He esle um
do caaos em que o espirilo de lacean nfio delibera ;
recebe o movimenlo e marcha obediente asna voz.
Os caracteres polticos do paiz ja nio podem des-
falcar os seu instiuctos a pendores. A hypocrisla
poltica he apenas entre nos uma Iradicrao asquerosa.
A, lula activa e enlistante dos interesses tem posto
em relevo a capaeidade dos lidadores. J ninguem
especula com a credulidad dos povos. A Hvona
dos programmas passou ; os embustes e as illoaies
quebraram-se as raaos los falsos pa Ir iotas. O pos i
livismo real das ideas constitue o coito du soeiedade
presente. Os malcriar eslAo promplo e diaposto ;
falla ni os instrumentos, a os agentes, e 3o eles os
que se procuram.
Eia, Alagoanos! O paiz vos observa, e aguarda
o grito da vossa consciencia. Vede bem....
iVecife 21 de novembro de<1855. Z.
O piomettido he de vi do.
Pedimos ao publico a aaspen-Ao do seu juizo acer-
ca da grave impnlacao fela ao Sr. Dr. Jos Mara
Maacozo da VeigaJPessoa, de conservar em seu po-
der uma faca perfenceule ao ca-al do finado Manoel
1-erreira da Silva, como se disse em urna cana fir-
mada por Manoel Ferreira de An Irade, e publica-
da no Liberal Pernambucano de 5 do mez de oo-
tubro prximo passado. prometiendo apresenlar pro-
vas irrefragavets em favor da moralidade do ditu
Sr._ Dr. Moscozo.
Sem por forma algumi qaarermos Iravar polmi-
cas com os detractores do Sr. Dr. Moscozo, pelas ra-
zoesj apontadl em os uossos ltimos communica-
dos. era desempenlio da nossa palavra, apressamo-
nnThnje a Irazer ao conhecimento do publico os
dous documentos abaixo transcriptos sol n. i e 2.
O primeirodeatA documentos he um aolo de se-
ques!, procedido por ordem do Sr. Dr. M -scozo,
em qualidade de juu (fe orphaos, nos baos do liua-
com o depositario. Eu escrivAo'de seu cargo Le-
andro d'AiinuuciacAo Lira, o es-revi.Diogo Velho
Cavalcanli de Albuquerque.Joaquim Joe de Al-
meida CavaMhnli.
Certifico mais que revenda o mesmo inventario,
delle consta qunjora deposilario dos objeclos de ouro
e praln.conslasjes do termo cima, Manoel Ferreira
de Andrade. qoe lomou conla dellts.
E mais senAo conlinha e nein declara outra algu-
ma cousa em dito mandado, termo de basca e aber-
tura de gavetas, termo de secuestro, aqui copiado,
que. eu sobajjdilo escrivAo no principio declarado e
no lira as.innailn, bem e verdaderamente fiz pasear
por cerlidAo do proprio original, ao qual me reporto
e vai na verdade sem cousa que duvida faca, confe-
rida e injicerlada, na forma, do eslylo, e por mim
sobredilo escrivAo subscripta a assignada nesta cidade
de Nazirelh provincia de Pernambuco, aos 29 dias do
mez de ouluhro do anno do ascimento de Nosso
Senhor Jess Chrislo, de 1853, 3i da independen-
cia e do imperio do Brasil, fiz escrever, e assigoei-
me. Em f de verdade o escrivio,
\lgnacio Vieira i Mello.
N. 2.Manoel Francisco da Silva, precisa qoe
V. S. ordene por seu despacho que b escrivAo Mello
Ihe d por cerlidao o requerimenlo que o.Dr. juiz
municipal ede orphAos desla comanat, lizeiajk*'. S.
na qualidade dejflmeiru subslilJr deste joll para
se tomar pnj- l juramento e as declarac/jes
dos dous oittciaH uslira qne procederam as bus-
cas, afieraar e^Peslro na casa do finado Manoel
ferreira da Silva, e bem assim as declararas dos
ditos ofliciaes a seraelhan'e respeilo.
Pelo que pede a V. S. Illm. Sr. juiz municipal
supplente deferimeuto.E K. M.
D-se-lhe ua forma requerida. Nazarelh 27 de se-
(embrode 1855.llntlanUa,Cacalcanti.
Ignacio Vieira de Mello, labelliao publico do judi-
cial e asilas, escrivAo fie orphaos, crime e eivel,
ausentes, capellas e residuo, o. du registro geral
das hypolecas vitalicio nesta cidade de Nazarelh,
provincia de Pernambuco pur S. M. I. e C, o Sr.
D. Pedro II. que Deo guarde ele.
Certifico que revendo o requerimenlo de que men-
ciona a petizo retro do upplicante.delle cnala ser
o theur do requerimenlo. certid&es, termo da jura-
mento e declaracao da forma e maneira -eguinte.
O bacharel Jqw Maria Moscozo da Veiga Pesaoa.
joiz municipal e de orphAos, e delegado de polica
deste termo, que a bem de teu dirA, e defeza pre-
ciza lomar por termo, e juramentoflgumas declara-
res do ollicial de jusiir. Joaquina Jos de Almeida
Csvalcante, e do ex-olficial lambam de jasl
andr de Annunciafo Lyra, qoa por purlail
jalho do anuo pro
ctdaram a bem d
nabens deixad
Ferreira da Silva,'
nado em sua casa
raesmo termo por
ra de Jesu, um li I
mandado desle jui
as buscas e se
lo do infeliz
'baramenle
e?Agua Branca" (oflj
roulher Vicencia M<-
marador de anme Antonio
Ferreira, e um protegido chamado MaOstel Caval-
canie Selleiro ; e porque adiase o supplcanle im-
pedido de funcciunar nesle acto, e rgnalmenle o
primeiro substituto de'te juizo por motive de mo-
lestia, como se v do despacho exarado na peljcAo
junta, vera requerer a V. S. na qualid-de de subs-
titua mmedialo se dign de preslar-se ao fim re-
querido, mandando notificar aos indicados ofQciaes,
coa desionnfiio do da e hora. Palo que pede a V.
S. Illm. SI Dr. -ezamte supliente do juizo mu-
ate .^a
i. e dao
m- a lo.l
lo, Kn
dro
(V Habebitis autem hune diem in monumen-
tum.... (Hxodo)
i" Pombal galardoou com generusidarle na con-
do Manoel Ferreira da Silva inte|s>aitlle abando-
nados pelo assassinalo deste e iiri-ao de soa mulher
e filho. .
Ahi se nao da noticia da clebre faca, nein della se
faz menc,3o.
Esle s docuraenlo seria, por si mesmo, mais que
-iillicienic para facer emmudecer uns detracto
res do Sr. Dr. Moscozo, se na > fo-se (orno ja
ponderamos em outra occasiao. a a mais requiulada
i f cora que se procura adulterar os acios mais
oeeutes, e transportar para as columnas de ora
janjkal as historias mais disparatadas e inverasi-
Irede levantada, e divulgados s rom o
o inteajp de fazer brecha aa-moralidade
a alheia! a
NAo obstante ser ludo cama fica dilu, e ler o Sr.
Dr. Moscozo em sen favor a lgica dos fados, corro-
borada pelo documento apuntado sol o. I, a mais
que ludo por seus precedentes de.inleresseai cous-
tando-lhe que seus Wnplacavejs ininrgns, servlndo-
se du instrumento Manoel Fdrieira de Andrade,
tratavam de espalhar que a celebre faca Ihe fora
entregue pelo (eulAo) ollicial de jnstica Leandro da
Annnnciacao Lira, fez o queqmlqoer homem de
honra liria enx^rol de sua diguidade ollendiia ; is-
to he, req)M W' sopplesile do juizo municipal
Dr. AnloniMpilolIau la Cavalcanli da Rocha
Wanderley, pifra que ("nesse comparecer perante
si o dito Leandro d'AnniinciarAu Lira, e o olHcial
de jusli^.i Joaquim Jos de Almeida Cavalcanli. e
os inlerrogasse cun juramento acerca da faca ; u
que de facto leve lagar, sendo as respoilas do don*
interrogados as que se lem no documento n. 2.
Moralisrmos agora esle facto : se o Sr. Dr. Mos-
cozo nao foi a casa do finado Manoel ferreira da
Silva ; se os ofli -iaes de ju*iira, eucarregado do se-
questrn nos bens do mesmo Silva, uAo viram essa fa-
ca uem della Ihe fizerara entrega diem podiam fazer
visto como se a achassein a leriam entregue ao depo-
silario Mauoel Ferreira de Andrade coma entrega-
ran! ontrosobjeclos de.ouro e prata de Maior valor)
como, ou porque arles veio essa faca parar no poder
do Sr, Dr. Moscozo'? He o que Manoel Ferreira de
Andrade, uem os que o fizerara-fallir, liverarn a
bondade de explicar-nos...
Nao se nega que Mauoel Ferreira de Andrade,
o por falla dessa jola de ineslimayel valor,Ma
o o cusi quera conservar ni familia, por NT a
ma, segundo se suppe, a cuja pona acabara o
seu infeliz cimbado Manoel Ferreira da Silva, veio
pergunlar por ella ao Sr. Dr. Moscozo ; mas esle,
como quem maldade nAo lem, maldade nAo cuida,
longe de suppor-se victima das cavilarles de Manuel
Ferreira de Andrade, deu Ihe urna resposla muilo
simples, mas que uem revelavn as hias iulences de
que eslava possuido : uAu vi essa faca, disse-lhe o
Sr. Dr. Moscozo, mas vou indagar por ella dot en-
carregados das difiranles diligenciaj que se fizerara
em casado seu cunhado, e quanTC apparecer en
Iregar-lhe-hei o cabo e prata, mas nao a folha que
lera deser inulilisada per ser de pona como vots
confessa.
Esta resposla lieaanesma que Manoel Ferreira de
Andrade consigna ua sua carta, porm de um modo
a fazer valer o seo etnbusle.
Convm que o publico saiba que esse Manuel
Fen eir de Andrade he o mesmo que, sendo tutor
de seos sohrnhos, filhos do finado Mauoel Ferreira
da Silva, conveio no casamento de nma menor de
iO annos, sem leenca do juiz de orphaos, ficand
inteiramenle despenado por se Ihe pregar com as
penas da lei em cima.
Muilo poderiamos dizer aiuda sobre esletegoeio,
mas por um lado recelamos a bu zar da paciencia do
publico,, e por oulro entendemos nAo ser preciso
mais; pejay moralidade do Sr. Dr. Moscozo he
joslame^^Bbreciada pelo bom seuso, e nao carece
ser d-enaBsTda.
Nazarelh 4 de novembro de 1855.
O Sytalope.
Documentos
N. 1, Manoel F'rancisco da Silva, a bem de sen
direito precisa que V. S. por aeu despacho mande
que o e-envAo de urphAos, revendo o inventario que
se proceden por fallecimenlo de Mauoel Ferreira da
Silva, morador que fui uo sitin d'Agua-Branca, Ihe
passe por cerlidAo os termos d'aberlura de gaveta e
bahus, e busca que le deram d'ordem desse juizo na
casa f d'aquelle liuadu, mai o auto de equestro, e
bem assim quem fura o Jeposilario dos objeclos de
ourn e prata '; ludo de modo que laca f : pelo que
pedeao Illm. Sr. Dr. juiz da urphAos o deferiuieu-
to na forma requerida. E R. Me.
Deferido. Nazarelh 21 de ouluhro de 1855.
Veiga Pessoa.
Ignacio Vieira de Mello, labelliao publico do judi-
cial e olas, escrivao de orphaos, crime e civel.
ausentes, capellas e residuos, e dos 'registro geral
das hypothecas, vitalicio nesta cidade de Nazarelh
provincia Pernambuco, por S. M. I. e C. o 9r.
I). Pedro II. que Dos guarde etc.
Certifico qne revendo o inventario do finado Ma-
noel Ferrejra da Silva, casado que foi cora D. Vi-
cencia Mana da Conceirao, nelle a folha si al II. 5
achei o mandado de noiificacAe, termo de busca, a-
bertora de gavetas, e termo de sequestro, do theor
forma e maneira seguinle :
O Dr. Jos Maria Mosco! da Veiga Pessoa, iniz de
orphaos e municipal, nesta cidade de Nafareth
provincia de Pernambuco, por S. M. I. e C. que
Deo guarde etc.
Srt. redactores.Capdo casualmente o Crrelo
Mercantil da corle n.T56 de 8 de junho do corre-
te, anno, nelle deparei com uma caria dtala desla
cidade a 28 de maio, na qual se conten oseguiute
trecho :
a Pelo Imperador chegou a suspirada Hornea-
rlo dos lentes para a Faculdade, melando muitas
aspirac/ies que se embalavam em esperanca, ao
mesmo pasa que salisfez plenamente a.oulras : as-
sim he d mundo ; uns chorara, oulro riera. Abs-
Irahiudo porem disto, no geral foram boas as no-
meacnes, que recahiram em pessoas habilitadas;
com tudo nao deixa de ser uolavel a exciusAu rela-
tiva em que iicaram os Pernambucanos,- que pre-
ferirn) filho de oulras provincias, visto que denlre
os substitutos so se lira al)r. Figueiredo, que he filho
de-la, alen do Dr. Viente, que he aqui lido e re-
conhecido por natural de Pc.'Myri. /iiju riaiionali-
dade sempre adop'-ja ctr o reinado de D. Mi-
guel, o
Desfarle o etcrjplor da mencionada carta, sobre
moslrar-se animado, do mesquiuho espirito de ftair-
rismo que rrpriTir TtMlrn-l-" ''''iJIltr rnn'i'HT oa
por mal iolormado, por H\VeWffflaii|minha nacio-
nalidade, ao menos na corle, onde nAo sou lao co-
nhecido como tiesta cidade, onde'live a ventura de
uascer (do que multo me ufano), se bem que de pais
Porluguezes : u que a ninguem detdaura.
He, poi, ridicula a lembranra da enipreslar-se-
me urna nacionalidade falsa, a ainda mais a de di-
zer-se que adoplei-a al o reinado de D. Migael,
talvez pelo simples fado de haver eu estado em
Portugal cora minha familia na idade de 10 a 15
annos, islo he, desde melado do anno de 1822 al
1827, em que regreasamos para esta provincia !
Entretanto, para desengao dos duvidosus e mal-
dizenles, rogo-lh.e, Srs. redactores. srvnsercAo do
documento aolheniico que esla acompanha, o qoal
me parece sullicienle pira dissipar toda a duvida
sobre a minha verdadeira naaionalidade, que prezo
lano, coioo a propria reputarlo. Com isto muito
olisequiarAo Vmca. ao eu constante leitor obri-
gado
Dr. V cente Per eir do Reg.
Illm. e Exm. Sr. Director da Faculdade de Di-
reito.X-Biz o Dr. Vicente Pereira do Reg, gracia-
do pela Academia de Oliuda, e lente substilolo oesla
Fattdade, que sa Ihe faz a bem que o respectivo
secretario revendo o archivo da mesma Academia,
Iha d por certidao o theor da de idade, com que o
supplcanle se malriculou no anno de 1836. E as-
simPede a V. Exc. que se digne de mandar pas-
sar a cerlidAo pretendida. E R. M.Dr. cenle
Pereira do Reg.
Cumo requer. Recife 27 de junho de 1855.Sa-
rao de Camaragibe.
-Era virlude do despacho snprn do Exm. Sr. Di-
lector: certifico a cerlidAo de'idade de que fallas
supplcanle be do Iheor e forma seguioie.
I.inz Jo. de Albuquerque Cavalcanli Lilis, ca-
eiro profetso na ordem de Chrislo,' conego houo-
o. e vigario collado oa parochial igreja do San-
mo Sacramento da cidade, do,ftecife.
fico que revendo ot livros dos baplisados il>s-
ezia nojivro-oilavo as, folbas j verso, nelle
Rchei o asteiit^faedM'ano requerimenlo tupra, que
he do Iheor seMiile.
Aos 23 da agosto de 1812, na igreja de N. S. da
Soledade, filial da maljaUjia Baa Vjs.Uide minha
convenientemente por uma directo que renov
lodo oa anuos, e cujos membros oecupado em eos
negocios particulares, possam rennir-se com.aquella
assiduidade que sr preciso empiegar nos nrgo
da sociedad". ,
Os ocioi em nome colleclivo e gerentes respon>-
savei dos Irabalhos di. so*j>.lade. coja turna he,
Amorim, Paria, Guerra & C. aSo as tres pessoas que
eos marco e abril prximo panado tinham side elei-
las por mais de 150 asiignantes das miuha primei-
ra lisias. -
Com o concurso I estes laa negociantes, na gesteo
e adraiuisiracAo dos nagocies da soeiedade, conjuac-
(amenterora a minha preanr.a e a nossa comisura
aclividade. be que sapero ver no decurso du anno i
vindour. o edificio* em salado derecaber a oaa-.
chinas e o meslres aperarlo, que trei procurar oa
Europa, e polo era aUllode de poder come car os
seus Irabalhos. ,
Tenho lambem tido a talisfacAo de ver, que e
pouco dias desle miz que lenho emprrgado is)
reorganlur a sociedad e obler novas as.ignaturas
dos socios por mim convUados, os assigna ules do sa-
no passado lem agora^assiguado muilo maiores1
quanlias como socios commnn litarios doquehaviaaa
assiguado coreo accionistas na primeira lista,
Como agora se oflereca maior facilidade para
aquelles que quriram entrar nesta empreza, arlan
de aleancarmos o capital de 300:000, leaho nu-
belecido assignalura de 100 a, 5:0009.
A entrada nunca serao mais do que 20 por canto,
sendo a primeira entrada de II) por rente, queaap-
pouho er reclamada pelos ocios gerenta* em Ja-
neiro do anno vindouro.
-Nao tenciono ilunioar neuhum dos assignaoles
da primeiras listas, pelo contrario, muilo desejarei
que elles concorram p.ra realisac-io desla empre-
za lao imporlaule a provincia.
Posto que leiilia alcaoeido novas ass^oataras,
lodayi espero que lerei a honra de obler a concor
rancia do Sr. de engenho a plantadores de alas-
dan.
Com a lealisacao desla nossa empreza tenho a ei-
perau^a de poder iutroduzir nesla provincia ;be-
nehcu syslema de associacau dus pequeos capitaes,
que exislem desperso, e chegar a formar somraas
que permittam por meo de socielades em commao-
dua formar oulras emprezas uleis.
A nossa fabrica de lecido de algodo. podarA
consumir animalmente innta a qoarenla mil arro-
bas de algodo, quaudo ella se achartnj pleno an-
damento ; podereraos dar o teeido para accos de
assucar e para roupa da clame panre razAo da
W r. a vara, pois que o da Babia Se venda da 960
a 280 rs., e sendo boje procurado a 320, muitas
vezes nao se acha,
A nossa fabrica*occapar oara mais de 200 tra-
balhadores de 10 a 12 annos de idade para cima",
alera ifos aprepdizes que serAo muilo numerosos,
emprearemos leceles dos.que ja lem Irabalhado
em leare* mSo em diverso lugares da provincia
e assim em pouco lempo se tornara habilitado) a
Irahalhar no teares mchameos, o estes mismos
licarAo admirados de poder fazer sem grande e>for-"
ser pago como as fabrica da Bahi: a 20 n. por
vara, o que Ibes produzir um jornal de 800 a lSJOO
rs. por dia.
Eis, Srs. redaciores. o que agora se me oflecece a
Irazer i sua consideradlo ; as redexes que agora
acabo de apresenlar,- cuja niaeuilude a elevado in-
leresse ja por varias vezes tenho trazido ao conha-
cimeiilo do publico desla provincia, me he Cusa-
do de tratar iiesla-anataria.
Son, Sis. redaetp, com lodo respeilu L
deracao de Vmcs. alenlo, venerador a amigo
gadoo
F. U. Dupratl
Pernambuco 22 da novembro de 185i.
brlilic
riregue;
licencio reverendo F
belliJkplizou e pz
co, f^Vlegilimo di
mul|HDona Apna Mar
nestaTreguezia: foram p.
dos Sanios, e sua mulher DunaAn
mim assignado, vAo a
gregacao de Jesas os relevantis.imos servico dos foi do finado Manoel Ferreira da Silva,' e ahi proc
misstonar.os no Brasil 11 I \att0 isoneatro nos ben aue achar.m em di
Mando aos ollicias de jusliea qae d'anle mim ser-
im
id
alara o sequestro nos bens que acharara ciri
vem, e que sendo vtle |ip
Agua-Branra de lerigv,
dsslt cidade, em casa que
oca-
dita
cipaldefenroenio com dstribuijAo o entrega a final
da petujAu e termos para usar de sao direito eomu
Ihe convierE R. M. Jos Maria Moscozo da
Veiga Pessoa.
Distribuida,marco o dia 27 do crrente para o que
requer. Nazarelh 2fi desetembro 1855.Hollando
Cavalcanli.a. Mello.Pinto
i.eriilic i que rit-i para b cooteudo Bl petii;ao re-
tro ao ex-offieial de jusliea Lean Iro de AununciacAo
Ljwa. Cidade de Nazarelh 27 de setembro de 1855.
Em f de verdade.Ignacii Vieira de Mello.
Certifico que cilei para o comeado na peli;ao re-
tro an ollicial dejuslira Joaquim Jos de Almeida
C-yalcante. Cidade de Nazarelh 27 de setembro de
1855. Em f de verdade. Ignacio Vieira de
Me lo.
Termo de juramento e declaro Ao,Aos 27 de se-
tembro de 1855, netla cidade.de Nazarelh em casa
da residencia do,Dr. juiz municipal supplente An-
tonio de Uollanda Cavaicanle da Huxa Wanderley,
onde eu escrivAo de seu cargo me achava, ahi appa-
receu o ex-oflicial de justicn Leandro de Aoouncir-
rAo Lyra, a quem u dito juiz Ihe defiri o juramen-
to dos Santos Evangelhos,rncarregando-lhe que bem
e na verdade respondes* a pergnnlis qoe pelo sup-
plcanle Dr. Jos Maria Moscozo da Veiga" Pessoa,
Ihe forera feitas, e rrcebido por elle o juramento
assim promeiteu cumprir e guardar.
Foi prrgunlado pelo supplcanle Dr. Jos Maria
Moscozo da Veiga Pesoa, ao ex-olficial de jusliea
Leandro d'AnaunciacAu Lyra, se quandu elle de or-
dem desle juizo dera as buscas na casa do finado
Manoel Ferreira da Silva, e fizera as aberturas as
gavetas e bahus que all se acharam,encontrara alem
dos objeclos especificado no auto do sequestro mais
ama faca aparelhada de prata.
Ilespun leu que em cumprimento ao mandado
desle juizo, dera a busca a proc* lera o sequelm, e
nAo encontrar oulro objecto de importancia alm
dos especificados no auto de sequestro.
foi mais p -rguniado, se quando chegara na casa
do infeliz Manoel Ferreira, em que estado acharam
a dita casa, e quem all eslava.
R-spumleu que eiieonlraram a casa inleiramenle
em abandono e as portas alguma* della aberlas.
Foi mais pergunlado se teve noticia dessa faca,
e por quem.
Respondeu que ouvira fallar ua existencia dessa
faca por Manoel Kerreira de Andrade; cunhado, do
finado Manoel Ferreira, qual dissera que dila fac-
ca era aparelhada de prata a que lia va do indagar
do juiz em poder de auein paravu, e sabe que esle
responder que nao exista em seu poder, mas ira
dar r^i.leoaaf. para have-la. e logo que a cons
guissrenlra^Hh smenle o cabo e prata.
Foi linalflBK pergunlado se quando elle aseve-
rara islo do Manoel 1'errflB de Audrade.j sa linha
feilo Ujinvcnlariu de Mflp Ferreira.
Respoudeu que j le lihlia feilo dito inventario ha
mais de um mez. E por esla forma deu o juiz as
perguulas e resposla* por finias ; e para constar
man ion o juiz fazer este termo que as-ignou com o
ex-ollicial o supplicanle a lesleinuiihas.
Eu Ignacio Vieira de Mello, escrivao screvi.
Uollanda Cacalcanle, Leandro d'AnnundacSo
Lyra.Jos Maria'Mosco o da Veiga Pessoa'.
Flanklin de Souza Paica___Henrique l.uiz Perei'
ra de Lyra.
Aos 27 de setembro 1855, nesla cidade de Naza-
relhe, ero casa da rezidencia do Dr. juiz municipal
supplente Antonio de Hollanda Cavalcajsli da Rocha
Wanderlex, onde eu escrivao de seoa^ft me acha-
va, ahi appareceu o ollicial de juslicalKquira Jo
de Almeida Cavaicanle, a quem o dilo juiz Ihe de-
fino ojuraifaailo dos Santos Evangelhos encarre
gaodo-lhe que bem e na verdade respondesseas per-
guiitas que Ihe fossein feilas pelo Dr. supplcanle Jo-
s Maria Moscozo da Veiga Pessoa, e recebido por
elle ojuramenlo, assim proraetleu cumprir e guar-
dar,
Foi pergunlado pelo supplicanle Dr. Jos Mara
Mo,cozo da Veiga Pe*oa, ao ollicial de justicn
Joaquim Jqs de Almeida Cavaicanle, se qoando
elle de ordem deste juizo de orphaos dera as buscas
na casa do finado Manoel Ferreira da Silva, se fi-
zera as aberturas uas gavetas e bahus que all se
achavam, se encontraran! alm do objecto* especi-
ficados no auto de sequestro, mais uma faca apare-
ntada de prata.
K-spundeu que era cumprimento do mandado
desle juizo dera a bn*cu e proceder a sequestro, ua
presenta de Manoel Ferreira de Andrade, que all
chegara ua "ccasiAu, e alm do objeclos declarados
no auto de sjqueslro.nenhum oulro achou a excepcAo
de alguns traUs inutilizado..
Foi mais perguntadu em que estado acharam a
casa e quem eslava lomando conla della.
Respondeu que nAo encoiilraram ninguem e qae
as portas da parle de delraz estavam aberlas. ^
Foi ufis pergunlado se teve noticia de uma fatal
de ponta aperelhada.
Respondeu que nAo ouvira fallar em scmelhau-
te Taca, e lodos objeclos que acharam sAo os que es-
li especificado- no aulo de sequeslro. E por esla
forma dera o ollicial por lindas as declaracijet, en
juiz para constar mandou fazer esle termo que assig-
nou com.o ollicial, supplicanle e leslcmunhas assig-
nada.
Eu Ignacio Vieira de M-llo, escrivao escrevi.
Hollanda Cavaicanle Joaquim Jos de Almeida
Cavaicanle.Jos Maria Moscizo da I eiga Pes-
soa.Francisco Genuino Simoes. Demetrio Jos
Ptnlo.
E mais se nAo conlinha em dito #requerimenlo,
despacho, cerlides, lerm >s de juramento e declara-
ees aqui copiados que eu dilo escrivao abaixo as-
signado bem e verdaderamente fiz passar por cerli-
dAo do proprio original, ao qual me reporto e vai
sem cauta que dnvida faja, conferida e concertada
lonca Re-
i bran-
de soa
[dores
rreto
Bezerra
de Mrilajbsoradores na dila freguezi da Bua-Vi*la.
Do que msjei fazer esle assenlo, e por verdade as-
signei.
l.uiz Jos de AlbuquerqiieCavalcanti Jjns, cone-
go vigario de Ssnto Antonio do Recife.
E nada mais se conlinha no dilo as*ento, o qoal
fielmente fiz copiar, o que afirmo era f d* patucho
e me assigoei.
HeciTe!) de marco de 1836.O vigario interino
Mauricio Borges da Costa.
E nuda mais se conlinha em a dita cerlidAo de
idade, que copiei fielmente.
Secretaria da Faculdade de Direito do Recife 30
de junho de 1856.
Eduardo Soaresde Albergara.
-Secretario Interino
H'BLICACAO a pedido.
Srs. redaciores.No s-u conceituado Diario de
hontem deparei cora uma correspondera, em qae
sea autor no auge de seu reconhccimeiuu e serviros
rendidos aoSr. ministro da ju-lica. pela nomacAo
que acaba de fazer no Sr. Maximiano Francisco Du-
arte.para escrivAo privativo du Juiz especial ducum-
m-rcio. nao trepid ra saltar por sobre as convenien-
cia sociaes. irrogando-te o direilo dejsjgar aquelle
Sr. despachado, soperiora lodos us concurrentes ao
mesmo ofllcie. Sendo etla acro comesinha porque
deixa fcilmente ver os seu fin de pouca sig-
nificaran, por nao ser essa oomeacAo a que vai fazer
mais conhecidos os aclos de S. Exc. por ercm inde-
levei a nomeac-s anlogas a esla etc. He de meo
dever fazer e-la observaran em desaggravo da inferi-
oridade era que nos colicoli aquelle correspondente,
que devs ser mais circuraspeclo, para que seus paSo*
nao Iropecera era algnem. Nio entra em meu calcu-
lo cora esta puhhcn^ao desmerecer a capacidide do
Sr. Maximiano, pois que o julgo digoo do emprego,
que alcancou. ',
Soa, Srs. redactores, de Vmcs.. o issignante.
O.
Srs. redactores.Acaba de chegar esla cidade
nm cidadAo, que tendo percorrido 7 comarca* desla
provincia, atravessando perlo de 80 leguas, vio. ou-
vin, conversou e apalpou ao illuslre corpo eleiloral
dellas, e pd le conseguir inleirar-se, que por ah, sau
os candidatos mais favorecidos os mencionados na
rela;ao junta, a qual pela uossa curiosidade e espiri-
to alvirareiro, pedimos-lhe que no-la coufiasse, e po-
rao-la no olho da ra cerbo ai ccrmn, sera lirar
nem pur, para que lodos saibara, que para os laes
senhores eleilores mtalos. j< pouco valero a* insl-
nuacnes dos man loes d i cidade, elle couscinsda sua
posicAo indepeudeute e soberana usla coujuiiclura,
sao ternera reluctar e exporem.se as.iras de quem
er que seja, principalmente depois do moasDolio
banco, e perenne deconfianca delles a queWno
preslam obediencia pas-iva, e dizem com Iota fran-
queza tudo poderemos fazer, menos o que afiecta
a dignidade nessoal de cidadot livres. Ora poli,
senhores candidatos, lao recommendadcu, no interior
da provincia, exullai pelo vosso provavel Iriumpho,
e dai as alvicaras a esle cigauo que nao vjfe du en-
gao. ,
O Gajiio.
Ei-la : allenrAo !
1 liarn da Boa-Vista.
2 Bar Ao de Camaragibe.
3 liaran de Suassuua.
4 Inspector Jos Pedro da. Silva.
5 Padre Leonardo A. de M. Henriques.
6 Dr. Loorenro F de A. Calando.
7 Dr. Antonio de V. M. Drummun 1.
8 Dr. Manoel Jos da Silva Neiva.
9 Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
10 I) Ignacio Nery da Fonseca.
11 Dr. Cosme de Si Pereira.
12 Dr. Caeanu Xavier Pereira de Brilo.
13 lloriaoni Coira de Brito. *
11 Padre Francisco Peixoto Duartc.
15 Dr. Francisco de Paula Baptista. .
!6Jadre Vicenle Ferreira de Siqueira Vantjlo
(T^nlonio Jos de Oliveira.
18 Dr. Francisco Xavier Paes Birreto.
19 Padre Margal L pe* de Siqueira.
20 Dr. Jos Maria F.liameiro.
21 Dr. Augusto Frederico de Otiveira.
22 Negociante Antonio Marques de Amorim.
23 Dr. Manoel F. de P. C. de Albuquerque.
24 Dr. S'lvino Cavalcanli de Albuquerque.
l'> Dr. Jos Quintino de Castro I,-ai.
26 Dr. Luiz Filippe de S. LeAo.
27 Dr. Antonio A. deSouza Carvalho.
28 Dr. Francisco C 29 Dr. Francisco do Reg B. Brrelo.
30 Dr. Manoel de Barros Wanderlev 1/
31 Dr. Ernesto de Aquino Poneca.
32 Dr. Joaquim Vilela de C- 'lavares.
33 Dr. Manoel Joaquim Carneiro da Cunha.
34 Dr. Adelino Amonio de Luna Freir.
35 Dr. Manuel M n les da C. Azevedo.
36 Dr. Joaqnim Francisco Duarle.
Suoplentes enforqailhadus.
1 Dr. Manoel Clemeuno Carneiro da Cunha.
2 Dr. Abilio Jo* lavare- da Silva.
3 Dr. Joaquim Pires Machado Portella.
4 Dr. Tlieodoro Machado Freir Pereira da Silva.
5 Dr. Antonio Siqueira dos Santos Cavalcanli.
6 Dr. Jos Maria Moscos da Veiga Pessoa.
QRAQftO
recitarla pelo ociiarel Lulz air
Albuquerque Martiu 'erelran
occasiao eiu que e da va sepul-
tut-a ao ca-taver do t iientc-eoro-
nel Joao i'edro de Ara.cjo e
A guiar no remite ri |>ul>liew.
Seuhores: Dianle denos exitle o cadver alo le-
neute-coronel Joo Pedro da Araujo e Agniar i
E-bocar um quadro perfelro, e o que pdense ina-
nif-star-vos os servico prestados ao paiz, por
militar brioso e bravo, seria Irabalhe por demais en-
fadonlio, por qaaulu tendo He euvelitecido na ser-
vijod patria, historia,compete prestar Ihe
lempo competente a bom-ngem qua Ihe ha devida.
Fazer-vos. ueste momento solemne, panegrico
da virtudes desle homem, qae aqui jaz cadver, he-
me irapusivel ; deacrever -vo sua nanea daamenli-
da dedicacao, seu exemptar procedW como chafe de
familia, e como cidado nao be dada a minha fraca
inlelligeneia ; pintar vas, em fim, ** bellas quali-
dade* be-ine impossivel anda.
Senhores: Nao querendy alongar-me em asaamp-
lo de lana dor dir-vus-hei apenasrairai asle cad-
ver, e observaanue foi quando kainea, baro man-
do. bom pai.api cidaiUo, e optrSio amigo.
Bom marida, vos lodos qu ju longos .nnob co-
heceis, que com elle -ttdatsf7 liveste aecsails *
ob.ervar a mai* sania harmona enlre consortes, qae
sinceramenteidolatravam se.
B us pai, vos lodo vistes, como desvelado, educa-
v suas bihas no amor da Dos e d prximo, eusl-
uando Ibes a amar e praticar a virlude.
liom ci ladau, Iruhoret, porque voa lodos e viales
servir dedieadaraenle ao aeu Deo, ao seu'paiz, e a
teu monarcha.
Sim, senhore-, esla be a mais pora verdade pro-
nunciada por meus labios ; puis, na.i ha muila lem-
po, esla bocea agtira inanimada pronaaciasa franca
e naturalmente os seutiraeiiius que domjnavam ne*.
le curacAo resfriado, sentiraenlos que acabei de el
por-vos.
. ptimo amigo, vos, coja presenra naste logar ha a
prova da venia le do que avancei, di.p-o-ai-me
de.envolvmenlo preciso a semelhanle pruposi^lo.
Depois de um loaga vida, gasta no servico do
P'iz, deixaolenenie-coronel JoAo Pedro de Araujo
e Agniar a su desolada familia um mesquiuho o-
do, e por consiguile entregue aos horruras da rni-
zeria ; He esta a partidla lo homem qae esque-
cendo-se de si, e de sua familia i se lernbra d de-
ver d- cidadAo, e de bem cumprir os de funcclona-
rio publico.
Senhores. Ea vos peco um Padre Nosso e ama
Ave Mana pela alma do leoentr-corouel Joao Pedr
de Araujo e Aguiar. que anda hontem era caranos-
co, e boje jaz,na eternidade....
GOMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 22 DE NOVEMBRO Aa 8
HORAS DATARDB.
Calacees ofliciaes.
Hoje nao houverara culacoe*.
ALFAiSDtiA.
Rendimento do dia 1 a 21. .
Idain do dia 22.......
344:33l587
Desearreqam ICje 23 ie notxmbro.
I i alera inglezallermeunemercado) tas.
Barca iiigl-1 a IVar llowkbact Iho.
Barca inglezalloniticarvAo.
tigoe inglezIVellinglonmercaderas,
igue americanoScotiafarinha e bolachinha. .
B'rca americana/. A. Hazarf dem.
Patacho sardo'/.ar.anzaliversas genero.
Imporlaca o.
Sumaca Hespanhola Violante, vinla de BavealoBa
e Malaga, consignada a Viova Amorim a Piltiosa
manifestou o seguinle :
307 pipas, 8 meia dila* e 210 burris vinha, JO di-
tos azeite. 200 caixas passas, 150 barrica* farinha de
irigo, 40 harris chumbo, TOO cnixas ameixas, 9 di-
tas erva doce, 9 ditas cominhos, 185 ditat mat.a, 8
Noarri> alpUta, 1 caixa aria* ; aos consignatarios.
Bngue frailen Pah\%ss*n, vindo de Cardiff, cun-
signado a Me. Calmoat Aj C. mau.feslau o- *-
guale :
197 lonelalascarvAo ; aos consignatario.
Brigue americano J. A llazard, viiula de ilichi-
mond, consignado a Schraram W'iiely 4 C. mani-
feston o sefjuiule :
2,310 barricas e 210 meias dita fariab de trigo ;'
aos consignatarios.
OliNSULADO IjERAI..
Rendimento do dial a 2l. 39:l.">4j09l
dem do dia 22 4:i3da65>
43:586750
i
1
IMVBUSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia I a 21.....
dem do di 22 ,.....
1-7771883
1559*47
1:933*330
Exportacao
Parahiba do Norte, lancha brasileira oConceirAo
Flor das Virtudes, da 26 toneladas, condurio o se-
(.uinle : 140 volnm-s seeros eslrangelros e ua-
ciunaes, I caixio rape, 2 barrica* garrafa s licor,
t antorela genebra. 1 acea caf, 4 callas cha, 1
lacea arroz. 6 caixas sahAo, 16 ditas charlos, 2
amarrados abanos, 8 dunas de coco para go.
Falmouth, barca ingleza Wilch ol ttie Waveu,
de 429 toneladas, ronduzio r> seguioie : 5.200
saceos com 26.000 arroba de assucar.
RfcCEHlilMJtlA DKHENDAM INTERNAS GB-
ItAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 21.....12:8688131
dem do dia 22........1:3309*8'
14:1999079
() Para evilar-se (ao triste futuro a una familia
digna de melhor serle, lomamos a liberdade de iera-
brar ao Illm. e Exm. Sr. general Jos Joaquim Coe-
Srs. redactores.He com bastante satisfarn que Iho, muilo digno commandanle das armas, a inieia-
venho aiinunciar a Vmcs., que lodos os das vejaaNva em um acia que poa coacorrer puraque eitn
engrossar o numero das assignaturas para a reali-Jilluslre familia, alem de laslinar a parda irreparavel
sa^ao do meu prujedo da fabrica de llar e lecer al-'de seu chefe.te nao vejaobrlgada a siipporlar um fu-
1
god.lo, cuja projeclo lenho eslabelecido em uma
soeiedade em comraau lila ero lugar de ser corapa-
nhiii a nuil \ ma.
Todos os socios reconhecem que um e-taheleci-
menlo dea ordem, que precisa lar chefe* per-
manenles, nao s na rabrica, como no ascriplurio a
armazem, por isso nfio pode elle ser administrado
(uro de necessidades.
Confiamos que o Sr. general Coelhose nfio furlar
a uma commissao de lauta zcaguilude, tflo obstas-
te no nao consideraran* em circumslancias de diri-
gir sopplica* desla ordem, e esperamos nos descol-
para S. Exc. a quem rogamos alteada soppNca, e
nao a aquelle que a dirige.
t
j


DIARIO BE KMIIBUCO SfXTA
i
i'

*/

CONSULADO PROVINCIAL.
Reudiraentodo.liat 21..... 30:0218905
dem do lll 22....... 3:6893730
33:7113635
MOVIMENTO DO PORTO.
Socios entrado/ no dia 22.
Paraliibn :>4 luirn, hiale brasileiro Flor do Bra-
Ha, de 2 tonelada-, multe loio Francisco Mar-
Moa, equipagenl 4. '" lores crnt Ferreira da Costa. Passagero, Felismino
Feraira di Silva.
Rio de Jane ro22 das, barca pardmiieza Ligeira,
de 310 toneladas, capilio Kaphael Gonfalves
Brinco, eqoipagem 13, carga sal ; Vicente Al-
ves de Souza Carvalho. Ficou de. luarenlena por
10 di*.
Rom2 das, barca insiera aSprngbnk, de 198
leaetadVi, capiUo A. Frisar, equipagem 10, em
rastra ; a lames CrabUeauSi Companhia.
Sustos anillos Ka malino dia.
hiaBtigue ingle Dante, capiUu M. Brecki-
red*#, carga baoalhno. Suspenden do lamei-
de do SolBrigue brasileiro aSympalhias,
i C andido Jos Francisco (julart", carga sal
Ha eneros. Passaseiros, Candido Jos Ma-
tado, Francisco d* Silva Carias, Antonio Joa-
quim Je Sonta Ramos,
ValparaiaaBrigue hamburguez Harriet & Molly,
capilao J. C. Roper, carga isucar.
Observa rao.
barca americana uAzelia, que liontem seguio
para o Rio c* Janeiro, raiolveu litar nesle porto
rt sea descarreRjmenlo.
_
EDITAES
-V

O Illni. Sr. inspector da thesouraria provincial
er%canpriniento da orden) do Kim. Sr. presidente
da provincis de 12 do correnle. manda fazer publi-
co que no dia 6 de deiembro prximo viudnoro,
vai noVaroente a praca para ser arrematada a quem
par, manos flzer a obra dos reparos urgentes de que
precisa' acode de Caruar avahada novamenle em
1:21 JMOO.
pan constar a quem coovier se maudou eflixar
o preaenle e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de novembro de 185..O secretario, A. F.
d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da lhesour;iria provincial
em comprmanlo da resoluto da junta da lazenda
manda fazer publico que no uia 13 de dezembrn
prximo vindouro vai novamenle a jTrmja para ser
arrematada ; quem por menos fizer i conservarlo
permanente da estrada do sul, avallada em res
S.M6000. .)
A arrematirao ser por lempo de l(> rriezes ;i con-
iar do Io de Janeiro de 1806. /
Epara constar se mandou aflixar o p/reseulee pu-
blicar arlo Diario. ,
Secretaria da Ihesooraria provincial de Peruam-
lGde mvembro de lS55.-0 tecirelario, A. F.
d'Aoauucij
( Iilm. Sr. inapeclor o"a Ihesoura ria 'provincia,
cumprinvinte do resoluto da junta da lazenda
manda raaar publieo que a*rrem*tai;Jo do pedagin
da poiile de Tacaruna foi transferid; para o dia 29
do crrenle.
E para constarse mandn afiliar jo prsenle e pu-
blicar pele Diario. J
secretaria da Ihesooraria proviftiei-l de'Permim
buco 22 de novembro de 1855.-/) secrrlario. A. V.
'la Anancia^ao,
U daoducou leci
tata) da ficar nujei
partindo dos por
Des-Ayres.
Oa capia ii
Uro de 1855,
dos negocios
ES.
O lllm. Sr. capilaoaflo porlo salisfazeudo o dis-
poslo bb aviio circular Jo ministerio da marinha de
25 de outabro ultimai.enle lindo ao qaal rofere-ie
a ardem do Eira. SrVpresidenle de 7 o correle
MU, manda fazerpjalilicoa lmlocc,S abaixo llano-
ato da medida unitaria, a que
i as embarcarte* hrasileira* que
i deste iBiperio forcm ler Bue-
,0 foco luminoso esl elevado 142,5 ps sobre o
nivel dos prearryres do equinocio.apresenlando urna
luz branca na visivel a 20 milita*, sempre qne a
permita o esladoda almo'sphra e o nlho do observa-
dor se ache 60 ps sobre a superficie do mar. Ma-
drid 28 de julho de 1855.Joaquim Gutirrez de
tabaleara.
Secretaria da capitana do porlo de Pernambuco
8 de novembro de 1855.O secretario, Alexaudre
Rodrigues dos Anjos. .
Acha-sererolliido a' casa de dclencao a' dispo-
icio, desta subdelegacia o preto Pedro, ecravo, que
diz ser de Roberlo Comes, morador no engenhoSan_i
ta Cruz, o qoal foi preso por estar fgido :/4nm
for seu senhor comprela com seus documentos pa-
ra Ihe ser entregue. \/
Subdelegacia da freguezia da Varzea 21 de novem-
bro de 1855. O subdelegado, Francisco Ma-
chado.
Por esta subdelegacia se faz publico, que fo-
ram appreliendidos dous cavallos, um de cor ruodl
e oulro cardn, por suspeili, de seren fu ruido-:
quem for sea dono compareca, que justificando,
Un-serao entregues.
Subdelegacia de Sanio Amonio 21 de novembro
de 1855. O subdelegado, Jos da Costa Dou-
rado.

O Illm. Sr. regedor interino do (,\ mna-io Provin-
cial, manda declarar em coufurmidrde do artigo
134 do regulameulo de 25 de julho desle anuo, o
Cathnlogo dos compendios adoplados para o en-i-
no dasaula Para a t e 2" radeira da lingua latina,
(irammalica de Jos Vicente Gomes de Moura ;
compendio de historia sagrada ; Cornelio, Fbulas'
de Fedro ; Saluslio; Virgilio ; Horacio ; Tilo-I.ivio;
Ora roes de Cicero.
Para a cadeira de lingoa frnnceza.
Grammatica por Bor^ain, em 2 voluntes ; selela
franceza de Roquele, 2* ediccao ou a mais moder-
na se bouver ; diccionario francez porluguez e por-
logoez francez de Fwisrca e Boquete.
Para a cadeira de lingua maleza.
Licces de grammalic ingleza pelo l)r. Pereira do
Reg ; Cuurs de VeTtiens anglaisrs por P. Sadler,
6a- edircAo ; Cours gradu de l langue anglaise pelo
mesmo ; diccionario inglez porluguez e pOrlugnez
inglez por Vieira, edicejo de 1855.
Para a cadeira de malliematicas.
Elementos de malhemalic'as por Otlom, adoplados
na academia de marinha e escola militar.
Para a cadeira do philosophia.
Charma, lircOes de pbiloaophia.
Para a 2a cadeira de sciencias naloraes.
Principios elementaren de bolaniea de Lindley,
traduccilo doDr. Ildefunso, Rio de Janeiro de 1843;
Suile- Bulln publie par Rurel; Genera plaula-
runi. Uecandvlle; Planle usuelles des Bresiliens,
por Saint HnSire; Noovelle.matier medcale Bresi-
liennc ave planches par le Uocteur Marlius.
Cadeirn de lingua elilleralura nacional.
l.iccOes ornes, obrigando se o respectivo pro-
fessor organisar o seo compendio no lim do anuo
lectivo vindnuro.
Cadeira de desenlio.
I.icnies oraes, obrigando-se igualmente o respec-
tivo profenor a organisar a geu compendio.
Cadeira da lingua greu.
Lines oraes, obrigando-se o professor a organi-
sar urna arte no lim do anno ; selecta grega, aap-
lada o aso do priucipianles '.diccionario de grego
para laiim ou franeez ; tratado de raizes gregas ;
fbulas de Esopo, em grego ; Novo Teslamenlo
em grego.
Cadeira de rbetorica.
I,lices elementares de Elocuencia Nacional, por
Freir de Carvalho.
Dita de geographia.
Os mesmos compendios adoplados uo cxlinclo l\
cu.
Secretaria do Gymnasio Proviucial de Pernambn-
co 19 de novembro de 1855,O secretario, Antonio
da AuMtnpr.ao Cabral.
O arsenal de marinna contrata a compra di
objeclos abaixo declarados no dia 23 do coi renta1
mez ao meio dia para f-rnernnenlo do almoxarifar
fio de vela,
saceos de condcelo, broxas aortndH|linleiros de
estanto, dedaes de repujo, caivetes, pennas de
palo, ditas de lipis, folhas de Flandres grossaa, lia -
COMPANHIA DE NAVEGAgA'O A VA-
POR LUSO-BRASILEIRA.
H. D.Bo-
drigues, a-
gente desla
companlua.
declara qoe
u vapor O.
Mara II,
a estadeve-
r r hega r
de 27 para
28 do cor-
renle, ese-
guir-se-ha
o que ja se auiiunciou.
Para a Baha segu em poneos dias o veleiro e
couhecido hi-.li- Castro, do qual he capillo
Frmieisro de Castro, por ja ler parle da carga prom-
plal: para o resto, Irala-se com o seu cousignalario
Domingos Alves Malheus, ni ra da Cruz.
/ Para o Araraly segoe em puncos dias o bem
fonhi-cido hiale Capibaribe; cara carga e passagei-
ros.'lrala-se na ra do Vigario o. 5.
Triiiuccio..
I ao aviso o. 108 de 17 de oulu-
irigulo a reparlirsu da iiurinhs pela
Jfslrangeirus.
ioj do governo e relacoes exteriores, Bue-
uot-Ayres -Jl de Miembro de 1855.
Ao Sr. ejh-arrasado de negocios de S. M. o Impe-
cjloJr;iail,^aTlleiro comnwna>jaJk)r Ur. Jon-
quim llioin.z do Anuul, ele. F
O abauy ttaigiiado lera a honra de dirigir-se a I
. por orden ei'pecial de S. Exc. o Sr. governa-
dor, maoieilaiido-lhe que a capitana do porlo re-
presentan ai governo a inconveniencia que resulla
de que os navios de guerra eslrangoiros e os paque-
teasen! contraveneno da pralica anteriormente ob-
servada em o uosso ancoraduuro, e que he lambem
coumumenle admillida. nlo so nao se aproximam
aa navio que o governo lem estacionado no canal
exterior par a visita de saude e da porlo quandn
procedem doultramar, como uem anda esprame
dita visita para desembarcarem os passaeeiros.
Se em todaa-as pocas pode ser prejudicial esle
abuso, na acloUda||^ni que nao so a Europa, co-
mo o mesmo Brasil, se achain infectados da lerrivel
smia do rholera-morbus, indubitavelmenle po-
de comprometler a saude publica.
Em tal cno S. S. cumprehendera bem a absoluta"
uid.ide.ide que d'oraiem dianle lodos os navios
loa uac* aero disllncrao alguma, quando chega-
rero a nossi baha procedentes do ultramar, e ain-
a guando 'enbam tocado em Montevideo, se apro-
siroem anres do desembarque -de suas equipafens,
paaugtTros e oulros objeclos ao relerido navio do
Ipale situado no canal exterior, pata a Jila visila
;iude do novio e pira obter soa classificarao
depois 5e siibineltido ella.
y abaity assignado espera que S. S. se sirva adop-
nelas de navi
breo, ped
vaiade
dilo fo
Secn
l'ernam
pedimento
Rangel.
Ireila, dita larga,
d'osso. canelas^ al-
20 aucaa, p
leila^isra o phar
i arsenal de m iril
vembro de41855.
crelirio, Miguel Paulo di
THBTRO
DE
8. ISABEL.
n ir jp o
rsf-aj
NOVEMBRO OE 1855
PARA O MARAMHAO' E PARA'
Salie' com brevidade por ter maior
p.rte da carga a barca brasileira Rri-
Ihante : para o resto trata-se cotn os
consignatarios Novaes & C., ra do Tra-
piebe n. 7> primeiro andar.
Bahia.
Vai seguir com brevidade o hiate na-
cional FORTUNA, mestre Joaquim Jos
Silveira, tem grande parte do seu carre-
gamento prompto : para o resto, trata-se
com os consignatarios Antonio deAlmei-
da Gome & C, na ra do Trapiarle n. 16,
segundo andar.
Companlua Brasileira de Paquetes a
Vapor.
O vapor Im-
perador com-
mandantr o i
tenente Torre-
tito, espera-se
dos pnrl is do
norle em 27 do
covreiite. de-
vendo sesuir
para os do sul
dia seguin-
au (la sua
'ajO. segun-
lar as medidas convenientes para que os commau-
es e cajiaes de navios da naclo de S. S. nao
Matan allegar ignorancia.
abaixo assignado aproveitindo esta occasiao,
renava e S. S. o protestos da soa mais elevada con-
ejlo e iprec.o.ValenMaj Alsina.Conforme,
Jozquira Mia Nasceoles dtmzambuja.
Secretaria i capitana do porto de Pernambuco
8 da novembro de 1855.O secretario, Alexandro
Bedriaaes das Aojos.
Illm. Sr. capiUo do porlo manda fazer po-
<,oe em virtuujj da ordein da presidencia, os
capilaes ou mestre dastmbarcacoes, iuclusivehiates
}ue pretenlerein sabir para os cortos do Imperio,
evero apresenlar na occasillo de engirem desla re-
parliciiooilocamento de que Irala o artigo 19 do re-
gulMiieulo das capitanias, a caria de saude, alm
dos de mais despachos. Secretaria da capitana do
porto de Pernambuco 16 de novembro de 1855.__No
inipedimento do secretario,
Francisco Firmlno Monteim.
Pela delegada de polica do lermo de Pao d'A
Ihssefsz publico, que foafjj appreliendid.n doiis
cavallos mllalos, um, a unt*ndrao de cavallos que
Sociedade Dramtica Emprezaria
Recita ceaccjpa pela flAV Sr i ra.tdewe da
provincia, K beneficio do Joven rabeqalsta
Jos Aquiles Uguccioni.
Grandef eilraordinari represenlac3o Ivrico-dra-
malica (em despedida : que os dous rabequislas an-
tes de se relirarem para a corle do Rio de Jsueir,
lerao a honra de apresenlar a este milito digno e il-
luslrado publicopernambucano na noilede
SABBDO ti DE NOVEMBRO. .
PRIMEIRA PARTE.
Depois dos professores da orclie-lra locaren! urna
das suas mais brilhanles ouverluras, a ariaefinal da
opera
Do grande me-ire Douizelli. ser execolsda-na rabe-
e pelo bpneficiodn a toda orchestra
SEGUNbi PARTE.
O joven Alexandre em obsequio a seu innio bene-
ficiado, loram nc/seu)in>lrumenlo ricas e brilhanles
vanaroei i sobre orna cavatina da pera Beluario,
doiinmorlal Dunizelli), compnslas por I.. Herz, e
dedicadas pelo mesmo ao Sr. Carlos Lipinski,primei-
ro violino de S. M. imperador da Hussiif.
TERCEIRA PARTE.
O acto primeiro da to applaodida e engranada co
medfa em 3 actn, ornada de msica,
(i
ebegada : agencia na ra do
do jndar.
IKIO DE JANEIRO.
Segoe no din 28 do mz correnle o patacho Bom
Jettu, recebe rarga e pawageiros : a tratar com Cae-
tano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Sanio n. 25.
-a- Para o Rio de Janeiro segoe viagem o ber-
ganlim nacional Despique de Beiris, capilao Elizeu
de Araujo Franca, at o <1ia 8 de dezembro do cor-
renle e por ler d.ms tercos de carga pronta, e para
o resto da carga miuda, escravoi a frele e passagei-
ros:. lraia-se com o consignatari > Manuel Joa-
quim Ramos e Silva na ra da Cadeia Vello do
Recife ou com o capiUo na praca,
Para o Rio de Janeiro sabe com
muita brevidade, o muito veleiro brigue
RECIFE, o qual tem a maior parte de
seu carregamentq prompto : para o res-
tante e passageiros, trata-se com Manoel
Francisco da Silva Carriro, na ra do
Collegio n. 17, segundo andar.
PABA A BAHA
de -ihir uestes 8 lia^-a muito veleira sumaca
nal llurltnria. a qual lem part .le un carre-
itaalo prompto ; para 0 rest _-secom sen c -n-ianalarle Antonio l.uiz deUliveira
Azevedo, ra da Cruz n. 1 jB
ParaLilboa.a galera portuguesa Jo-
ven Carlota, tapitao Bofventura Borges
Pamplona : para carga e passageiros, tra-
se comtis consignatarios Novaes & C, ra
do Trapicbc n. 5i.
Rekl eompanhia depaqug-
. tes ing-iezesa vapor.
No lim du mez
eap.-ra-aa da
Europa um dni
vaporen desla
companhia, o
qoal denois da
demora do ros-
tume seeoir
para osul: pa-
ra pa ele, Irala-se com os agentes Adam'son Howie & C,
oa ruado Trapiche-Novo n. 42.
Para o Cear segu o hiale Crrelo do fVorff
recebe carga e passageiros: Irala-se com Caelano
Cyriaco da C. M ao lado do Corpo Santo n. 25.
Precisa-se de 2008000 rFI joros, dando-se por
seguranza um casal de escruvos por 8 niezet: quem
Ihe convier esle negocio annuncie para ser procu-
rado.
Antonio Joaquim Vidal, deuuma procurarlo
bastante a I m'innato Antonio Coelho, islo em 19 de
oui uliio de 1853. para tratar de recebar do padre Jo-
s .1 .iimariu Pereira Lima, morador no lugar de-
nominado Tanques, provincia" da P.rahiba ;
acontece que este drra ao meo procurador um es-
cravo e um cavado em pasamento, oomo consta do
r.'-ili.i do Jilo Coelho. pa-arfii junio a' prorur.rilo.
em dala oe 7 de fev'ereiro de 1854, e anda al o
presente nSo den cumprimento ao seu dever : o dito
Coelho lem dito que o esrravo o linha remetido pa-
ra um enaenho perlo de Goianna, para del o man-
dar para esla, porm ha das Coelho esleve nesla
praca, e fugio de me procurar, ficando de virter co-
migo, como m% disse em um enconlroque livemos
na iii.iuliaa d dia 19 d-> correnle, e como se retiras
se sem que v esse dar me eonta. protesto e fa;o pu-
blico, para que ninguem i.u;^ negocio com dilo Coe
Iho, sob ditoescravo, que vem a ser de lime Joo
cor parda, idade de 2i anuos, bonita figura e and ai
descansado, assim como se dar boa gr.iticacao e
pessoaquese julgar habilitada parase encumbir di
procurar e haver o dilo escravo a minha posse, para
o que lenho em meu poderos documenlos precisos.
I! 12.i-e poilaulo, as autoridades policiaes dignem sr
lomar conhecimeiito do expendido. Luja de fer-
raiirns na roa dh Cadeia' de Antonio de Joa-
quim Vidal & C.
Recife 20 do novembro de 1855.
-al) holel de JaboalHo precisa de um bom cozi-
nheiro e paga bem : quem qui/er conlralar-se, po-
de dirigir-se loja de He/erra A^Moreira, na ruado
Oueimado n. 46. ,
_ .
No dia 19 do correnle, fogio da roa do St
M Briim, um cavallo lazao foveiro capado *
pos raleados, frente a berta, clinas e pona 9
& da cauda cortadas, com signal de cangallo 9
J que era para o que servia, asa carnudo e 9
j de tamaiiho regular : qpem o liver apanha- 9
$$ do pode-o levar a ra do Hrum n. 20, que 9
$ sera pago do seu Irabalho. $
A pessoa que aundbcion precisar de 8008 a
premio, sobre pinhores de ouro : dirija-se a Fora de
Portas, naroa.do Pilar, n. 135, segundo andar, qoe
se dir qoem d.
Aloga-se pelo lempo da fesla orna casa nos A-
pipocos, com commodos para familia, fijaDanrs-se
ser muilo fresca e com exeelleote vi.ta, por eslar na
mellior posicao e perlo do rio : a tratar em Fora de
Pollas, na ra do Pilar, n. 135, segundo andar.
Precisa-se alugar um quarlo oo uaja meia
agua |iara duas petsoas: quem liver aonuncie.
Precisa-se alugar urna ama que saiba cozinhar
e|fazerlodo o serviro de casa: na ra Uireila n.68 se-
gundo andar.
Preci$a-se para urna casa estrangeira
Je punca ramilia, de urna mullier que en-
gomme com perlecao,.tbrra ou captiva,
paga-se bem sendo fiel e tendo boa con-
ducta: na ra do Trapiche n. 58, arma-
zem.
A pessna que Irnuxedu Rinde Janeiro ii mu
g eiieommenda para Julio Angosto da Cunha js
a$ Guimaraes, lenha a bondade de entrega-la (t
;* na ra da Aurora, em casa do Sr. deslavo ,"
@ Jus do Reg, ou enlao declare a sua' nio- K
0 rada.
Muita a (lenca o.
O cautelista Salustiano de Atjuino Fer-
reira oil'erece bilhetes e aatitelas as pes-
soa ijite cositirnam comprar para nego-
cio, nesta cidade e para lr, aos precos
abai\o, sendo em porco dkt 1 OO.s* para
cima, dinbeiro avista, em wu escriptork,
na ra do Trapiche n. 06. segundo an-
dar : sao pagos sem o discont de 8 por
cento do imposto geral.
LEILOES
Bilhetes. 5|360
Meios. -2SG75
Tert-os. 1820
Quartos. 1*360
0 tintos. I.SOS.-)
Oila vos. 680
Decimos. :m
TlKWilllIU *29fr
COMPANHIA DE BEBERIBE.
isao se tendo reunido
numero sufiiciente de se-
n lloros accionistas da com-
panhia de Beberibe, para
haver assembla geral
convocada para boje, oSr.
director convoca de novo a
'assembla para o dia 13 do
corrente, ao meio dia, no
respectivo escn'ptoiio. Re-
cife O de novembro de
1855.O secretario, Luiz
da Costa Portocarreiro.
A mesa regedora da veneravel orden lereeira
deN. S. do Carmo, convida a lodos o rhanasimo*
irmaos da mesma ordein a cemparecerem com seus
hbitos na igreja da no-sa veneravel ordem petas 3
horas da larde do dia 23 do correnle, alim de irmos
acompauhar a prociisao de Corpus Christi,' por cou-
vite de S. Bic. Rvma.
A viovl de Fortnalo Correia de Henezes tor-
na de novo a pedir a todos os seos devedorea, qoe
hajam do vir pagar o qoe devem al o Rm de no-
vembro, e todos aquelles que nao forem promploa
em seus pasamentos passaro a ser execulados, e seus
nomes publicados, islo para evitar a preicripeAo.
Precisa-se de um Irabalhador forro oo captivo,
sendo que seja forro prefere-se porlucuez : a tratar
na refiu.ir.lo do pateo do Paraizo n. 2.
No hotel de Jaboafao precisa-se alugar um ho-
mem para lomar conla de urna estribara, e paga-se
bem : quem quizer pode dirigir-se loja de Bezerra
& Mureira, ruado Queimado u. 46.
ltenmelo.
O* seuhnres que devem fabrica de charutos do
Ierro da Boa-Visla n. 60, venham salisfazer seos
dbitos al o fim do mez, do contrario se publicarte
seos mimes nesle Diario.
As mais moder-
nas chapelioas
para sen horas.
He chegado praca da independencia, loja de
Joaquim de Oliveira Maia um completo e variado
surlimenlo de chapelinas para enhoras, de muito
boa qualidade e dos mait especiaes gostos de Pari,
por presos mais em conla do que em asara qoalquer
parle. Na mesma loja se vendem chapeos de todas
as qualidade* para menino, e menina*, ludo gostos
propriot da fests.
Augusto Carneiro Monteiro da Silva
Santos, doutor em medicina, podea' ser
procurado na ra do Aragao n. 19, pri-
meiro andar, ou na ra das Larangeiras
n. l, das 10 horas da manjiaa, as da
tarde.
1'reciia-se de una ama para o serviro interno
duna de um homem olteiro : na roa da Concor-
O illm. Sr. theoureiro manda fa-
zer publico que se acham a venda os bi-
lhetes da segunda parte da segunda lote-
ra do Hospital de Ca idade, cujas rodas
andain no da 28 do andante mez. 0
mesmo Illm. Sr. thesoureiro manda de-
clarar, que pelo plano abaixo transcripto
he que serao extrahidas as loteras da
provincia, inclusive a pretf nte do Hos-
pital de Caridade.Thesouraria das lo-
teras 19 de novembro de 1855. Luiz
Antonio Rodrigues de Almeda, escrivao
das loteras.
PLANO.
5,000 bilhetes 69000 ris, .
BeneDcio e sello de 20 por cento.
25:000000
5.OOO990O
20:O00JK)OO
OlTerece-se urna ama para servir em casa de
pouca familia : a Iralar no berco du Rosario, cala
u. 16.
O Dr. Dias Fernandez, medico, reside no
primeiro andar do sobrado da ra Hova,
esquina da di Sol : onde conlinoa no ex*
ercicio de soa prolUsio.
C4M0ES DO ROCO,
pela.companhia dramtica.
QL'ARTA PARTE.
A bella e locante cavatina CASTA DIVA na ope-
ra NORMA do insigne Bellim executada pelo bene-
ficiado a grande orcheslra.
ylilNTA PARTE.
Ai lista Alexandre exerulara no seu inslrumenln'o
gande TREMOLO OE BERIOT com acompantui-
menlo da orchestra*
SEXTA PARTE.
0 ato seguodo da comedia.
STIMA PARTE.
O mais moro A'exaudre executar sobre a rabeca
( a pedido de multas pessuas) a bella cavatina rio com*
posilor Fachinelli cantarla ultimamenle pelaSra. De.
perini no thealro de Si1. Isabel em atradecimenlo aos
illuslres acadmicos desta cidade e offerecida ao Exm.
Sr. presidente desla provincis. IVentre um povo tilo
fagueiro.Tlc.
OITAVA PARTE
-^Fercciro e ultimo aelo da comedia.
/ NONA PARTE.
Ser executada pelo joven Alexandre (a pedido de
pide evadir-si- quando cercado, e o nutro foi acludo|'m'las pessoa) a Iluda e engracada peca denomina-
sollo em Uellomoule o com cangallia : quem for seu '
dono aprcseole-ie, qoe legalmento Ihe ser eulre-
. Belum \ de novembro de 18-j.O delegado
sopplcnle. Chrislovao dos Sanios Cavalranli.
BANCO J>E PERNAMBUCO.
O Banco pe Pernambuco continua a to-
mar letl ras obre o Rio de Janeiro, ea
tocar costra a mesma piara. Banco.de
Pernambuco 10 deoutubrode 1855.O
aecretario da drecco, Joao Ignacio de
Medeiroi Reg.
O lllm. Sr. capilao do porlo em comprimento
da aviao circular da repartirlo da marinha de 17
da aatubrn ltimamente lindo, e de ordem do Exm.
Sr. presidiinlc em offlcio de 17 do correnle mez com
referencia a elle manda fazer publico o exemplar
abaixo do aviso ios navegantes enviado pela lesaco
imperial na Madrid, relativamente urna alleracao
fm pbatol da illta de Tarifa.
DIRECCAO' DE HIDKORAP111A.
Jeito aos nategantei.
'tiaroes das rollas de Hespanha.
Pelo ministerio da marinha e cr/rumunicadas pelo
do fomenlo, se receberam nesle attabeleciuienlo 00-
' lisias relativas i alleracao que se ha de eflecluar
*) a luz do pliarol de Tarifa debaixo da direcrao
do corpo i'e engenhei/os de caminlios, canaes c por-
te* a em |iresen(a das quaes se ha redlgido o seguin-
te antiurci i.
Plwret da filia de Tarifa Eilieilu de Gibrallar.
Em o I. de selembro do preseule anno alumiar
desde 1 por ale ao nascer do sol, o novo apparelhu 1 r
calacliopliico de prlmeira ordem, grandu modela
oomques.-aMba de substituir o migo pliarol tira*
torio collorado em a parle mais meiidiona da ilha
de Tarifa, sendo la situaro qoe en nada ha varia-
da a seguinle: *-
Latito'e 3600r-00" N.
Loogilode 90.35" 38". E. Oo observatorio de
marinha da S. Fernando.
da FELINA, REDOWA DE SAI.ON, bem condeci-
da nesta capital, e instrumentada pelo hbil profes-
sor P.Nolasco Baplslr,.
Dar lim ao espectculo a bnlhanle VALSA OO
fiAl.l.O, coniposla e exculada pelo mesmo joven
Alexamlre, imilandoo animal com a sua rabeca.
Com este bello e escomido diverlimento, que o be-
neficiado nasos despedida lem a honra de oderecer
ao generoso e alustrado publico desla bella provincia
e.pera merecer sua valiosa proleccao e indulgencia,
pelo que desde ja se couressa eternamente gralo.
0 bilheles de camarotes, e cadeira* vendem-se
em casa do beneficiado, hotel inglez 110 Recife, eano
da do espectculo no mesmo thealro.
P. Em um do inlerv-llos o b -noticiado ira re-
ceber as exporlulas rios respectivos camarotes, agra-
decendo aos seos proleciores.
Principiara as 8 horas.
^ Pernambuco 1"de novembro de 1855.
cautelista Salustiano de Aqu.ino
Fer reir. *
a
Lotera
DO HOSPITAL PEDRO II?
Ouarta-feira 28 do corrente, anttom
as rodas da segunda parte da segunda lo-
tera do Hospital Pedro II ; o ineus afor-
tunados bilhetes ecautelas acl.am-sc a Ven-
da naimlojas do costume, e no aterro da
Boa-ViRa ns. 48. e 68- Recite 21 de no-
vembro de 1855.O cautelista, Antonio
da Silva Guimaraes.
Carros fuares
ADMINISTRADOR AfL
Este estabelecimento, sito em um ar-
mazem pertencente aos religiosos francis-
canos, confronte a secretaria d polica,
esta' competentemente montado, tendo
ptimos carros para prvulos e adultos,
com excellentes ornatos, sobresahiudo en-
tre todos os de primeira ordem ; assim co-
mo os pannos sao os melhores que presen-
temente n, com ricas borlas e guarneci-
dos de gallito e franjas, ludo em confor-
midade do regulamento do cemiterio,
tem ricos caixoes tanto para uns como
para outros, encan-ega-rse de tirar licen-
ras-do parodio e cmara municipal, f<
nene msica, cera, carrosde passeio, dis-
trbui^ao de convites, armacoes de eras
e igreja, e tudo quanto he necassario a
um enterro, sem que os dordos tenham o
menor incommodo. O estabelecimento
acha-se em estado de l)em servir por ter
Cesso; s proprias a todos os myteres, tam-
eni tem mortalhasde iiinho para vender,
esporas, urna rica bandeja arando, ele, as sobras *- aiuga catxes tanto de anjos como de
defuntos : para tratar no mesmo arma-
zem como administrador, ou as rasda
Cadeia de Santo Antonio casa u. 54, na
do Queimado n. I,ea noite na tic Santa
Thereza n 52.
ladama Scasso
modista.
i Aterro tlr da-Vistn ts. 31.
1 p remio. . 5:0000"0
1 M . f 2:5009000
1 1:0009000
t . _ 50"000
3 . 2005POOO 6009000
7 . . 1009000 . 701101100
H . 50*000 700)000
30 . . 209000 60t '9000
70 >l IIOOO 7009000
1,540 remios. 59000 7:700#000
1,668 P 20:0009000
3,332 B 'ancos.
O senle Oliveira fara leilao. por despa'chu
do Eim. Sr. Ur. juiz especial do commercio, ara-
do em reqorrimeiilo do curador fiscal da massa fal-
lida de Manuel Gomes de Azevedo Hamos, das di-
vidas de livro i mesma masa, na importancia de
rs. !:6t>3>i80, segundo a respectiva reanlo deltas
em poder do dito age*le. para exame an'.ecipndo
nos prelendentes: sabbado, 2t do corrente, ao meio
dia em pouto, no seu escriptorio, roa da Cadeia do
Raerte.
O anete Oliveira far leilao. por conla e risco
de quem pertencer, de cerca de 400 accos de fri-
nha de l.igo, a mellior existente no mercado: sexla-
feira. 23 do corrente, as 10 lloras da monhaa, no
'armazein n. 12, sito na roa da Madre de leo-.
O asente Itorja, aulorisado pelo lllm. Sr. Or.
juiz de orphaos, conforme o seu despacho proferido
em requerimenln do lutor dos menores lilhos do fina-
do 'Manoel Jos de Araujo Machado, em pre'enra do
dilo Sr. juiz, far leilao de 3 escravos perlencnles
aos referidos menores, sendo urna muala de meia
idade, de bonita liana, um mulaluibo de 12 aonos,
e urna molalinha de 10 anuos, os quaes leem de ser
vendidos no armazem do senle annuncianle, silo
na ra do Collegio n. 15, sexla-feira, 23 do corre-
te, as II horlsda maoh.la.
asente llorja, aulorisado pelo Illm. Sr. Dr.
juiz de orphaos conforme o seu despacho proferido
no requerimenlo do tutor dos orphaos lilhos do fal-
lecid < Caelano Pereira (imicalves da Cunta, em pre-
seuca do dito Sr. juiz, cnnslinuar o leiHo de alguna
^"ins a .muunriailo-, pertencenles aos mencionados
liaos, a saber : diversas obras de brithaiilejjhfia-
iile, entre a- quaes sobresalido 2 rifKssirnewnn-
leloes, alBoefe* de peil e boles p*W abertura,
urna grande quanlidario s de onro como bem,
Irancelins de fil-Rii3 moMbricos, alfneles de pei-
lo com pirlas, brincos, rofflas, bolOes para camisa,
coroas, respUOdorese sellas paia imagem, e oolras
muilas ohras, diversas pecas de prala como bei:,,
salvas, coHieres, caslicaes, hacas e jarros, estribos.
i
. neti
Participa as senhora* desta cidade,que recebeu um
sortimenlo de dilTeramtrs objeclos de modas, ricos
chales de louquim eslampados com um helio dese-
nlio, dilos bordados, ditos de relroz, romeiras bor-
dadas a matiz, chapeos de seda psra senhora e me-
ninas, novas modas de arinaldas de Dores escarales,
ricos corles de vestidos de chanialole preto, dilos de
seda branca para ooiva, dilos de oores para baile,
turba ules leci-loa de ouro, obras que as -enhoras nao
deixarSo de comprar, nobreza de todas as cores, ri-
fes, vestidos, enfeiles para thealro e bdilejuf ontras
mnilas fazendas de geslo.
parase passar a fe,la deas casas na Torre, cada orna
com 3 qoartos, 2 salas, coznha fora, copiar, e mui-
lo (resca, quarto para escravo e estribarla, por rom-
modo preco : a Irular alraz da malriz da Boa-Visji
n. 13.
do engeuho Coqueiros, na comarca de Sanio tnlao,
e o enaenho d'asoa denominado Mamocaia, na fre-
auezia de 8. Loorenro'de Malla, pudendo ser ven-
dido a prazo com des- briaa dos (redores, na enm fir-
mes nesoriaveis nesta praca. O leilao cima ugo
pudendo ler lugar quirla-feira, 21, conforme tinha
ido aiiiiuiiciadu, lien transferido para terra-feira. 27
do crreme, as 10 horas da manbaa imprelerivel-
menle, no atjBBzemdo ageule annuncianle, silo na
ra do Col teji o. 15, aoude os seiuares preteuden-
les ao bens cima declarados, que quizrrem alanos
esclai ecimenlos acerca delles, podero se entender.
AVISOS DIVERSOS
AVISOS MARTIMOS.
Para o Rio de Janeiro
ssue com brevi lado o bem condecido brigue bra-
ileiro Damo ; partvp resto da carca, passageiros r
escravos, jkra o que tem excellentes commodos, tra-
la-se com o consignatario J. J. 0. 1'., ou com u ca-
pitn a bordo.'
Para a Babia segu imprelerivelmenle no dia
2j do correnle mez, por j ter toda a carga prompta,
o veleiro e bem conhecido hiale brasileiro Castro, ,
s recebe passageiros, para o que lem excellentes
romiiiudos ;as pe-soas que iicllequuerem irdepassa-
sem, dinjam-se a seu consignatario Domingos Alves
Malheus, na ra da Cruz n. 54, al o da 23 do cr-
renle.
Para
nacional
ASSL'V
o As segu na prsenle semana a escuna
Linda ; para carga e passageiros trata-se
com o rnnsisnalario Eduardo Ferreira Ballhar, na
ra do Vigario n. 5, ou eom o capilao oa praca.
Para Marei >eg a galera iugleaa aMedoras; pode recebrr alguns pas-
sageiros, para o qjie lem xcellenle> commodos : a
tratar em rasa de James Ryder & Companhia, ra
da Cruz n. 6.
Ilonlem a noite, perdeu-ie em um |dos bancos
do Caes ou, o que he mais provavcl foi forlado oa
iereja da l.ivrainenlo om maco de se lulas coiilendo
3009 a 3209 rs., inclusive urna nota do banco de
1009 rs. : cato alsuem linha aeh-rio e queira resli-
luir, dirija-se a esla Ivpograpbia, que de bom grado
se Ihe dar melade dessa quaulia.
ESTA' m TOI !
(liegaram anda a' ra do Collegio u.
8 alguns exemplares do HYRIH0 TRIUM-
PHiL a tomada de Sebastopol, posto era
msica pelo pianista Josc Fachinetti, e
vendem-se a 2)JOO0 rs. cada exemplar.
Bella itnpressau do Kio de Janeiro : ha
poucos.
l Desapparcrcu quarl i-feira, 21 dcjiovembro,
m occaiao qoe i para lenda, o m deque Samuel,
crinulo, idade 11 anuos, olicial de sapaleirn, levou
camisa de madapoln e calcii de sanaa amarell j
lavada, com os siams iguintes : altura (i palmos,
pouco mais ou menos, lino do corpo, bonito, cor pre-
In tirando a fula, ollius grandes e vivos, bocea, na-
riz e o mais resut^r, bous denles; pre-ouic -o c-lu -Cadeia do Santo Antonio ll. 13.
Para o Cea| pretende sabir a galera ingleza
Bonitas ; pode reeeber alguns pas-aseiros, para o
qoe (em excellenle commodos: a Iralar em en de
James Ryder & Companhia, mu da Croa n. 6.
PUBLICA CAO' I.ITTERAKIA.
Sabio i lazo Manual da Kstudatite de /.alim.
dutiriiil > em duas partes. A primeira conten um
compendio de grammatica latina, eilrahido dos me-
lhores qoe se lem publicado: comprebeude a qua-
(ro arailes divi-Oes da grammaticaetymnlngia,
ynlaie. prosodia e orlhographiae (rata de todas as
rearas e exfjppees mam precisas, sendo jda orna
densas parles enriquecida de copiosas noMneipostas
em ordem e ao alcance de todas as nilerngencias;
formando a texto nm voluroe menor do que o du
arle do padre Pereira. A segunda parle rontm a
my Ihologia ou historia ria anliga relicao dos liregoa
e Koman-'S, e um breve trbelo dos coslumes e cere-
monias, lano civis como religiosas rioi ulicos Ro-
mano' ; um volume de mais de 300 paginas em .':
aclia-se a venda na cidade da Parahiba, na loja do
Sr. Rufino Olavo di Cosa Machado ; mi cidade ria
rea, na loja do Sr. Manoel Jos da Silva ; e na Ba-
ha, na loja do Sr. Carlos Puggeli ; preco de cada
exemplar 4S000.
francisco de Paula ler eir, leudo de retirar-
se paca fora da provincia, Iraspassa o aiTemlamenlo
da armaran de sua venda, tila na povoarao du Mon-
teiro, rom lodo o necessarin commodo indepeudenlc
para morada, sendo rom o conenlimento do pro-
pietario : a Iralar no mesmo lugar com o annunci-
anle.
Dominan 25 do crrenle haver
um omnibts para Santo Amaro de
Jaboalao, s-ihira as 5 horas da ina-
nlia, e resressa rialli as horas que concordar a
maiofia dos passageiros, cusa 49OOO o bilhele de
ida e volla : e vende-se 110 escriplorio da ra da
acoitaun em alguma Msj usando do oflicio, ou se-
duzido por aiguem para fra da praca, de que ha
desconfiancas, e coulra quem protesla-se empregar
todo rigor da le ; a pessoa que o pegar ou der nuli-
cia certa, era gratificado com senerosidade. dirisin-
do-se a serrara do Ierro d Boa-Viila, e guaida-se
segredo.
l'rerisa-se de um caixeirn qoe lenha pralica de
loja de spalos : no aterro da Boa-Vista o. 46.
Precisa-se de um feitor que seja bom
efiel: na ra da Cadeia-Velha n. 45
No hotel da Europa precisa-se de um escravu
para servico de casa,
lamandade do Divino Espirito Santo de
*S. Francisco,
relario da mesma irmandade, em nome da
mesa regedora, convida a lodos os seos cbarissimns
irmSu, (principalmente os nos'oi irmaos mesaros),
pira 110 dia 25 do correnle, pejjpf 2 horas da larde,
comparecerem no rajkrdo -onvenio, para, eneorpo-
rartoi, .ncompanharenV I pmeissao Corpus Chrisli,
que para eese Um fomos convidado) por S. Exc.
Rvirt.
Urna pessoa versada em cinco linsoas, varios
ramos srientifiros e historia, eniiua para fra do Re-
cite, porm s pode contratar negocio para a fregue-
zia de Santo Anhlo 00 parte conjoncta a ella.
Candido Jos Lisboa, antigo discpu-
lo do Sr. padre Joaquim Kaphael da Sil-
va, approvado plenamente .pelo lycu
desta cidade, da' lic.Oes de latim, francez
e portuguez : na ru de Apollo p. 21.
Antonio Roberlo, com loja na roa Nova o. 13,
acaba de reeeber pelo ultimo .navio francez nm com-
pleto sortimenlo de fazendas de goslo elimo sejam,
chapeos de seda para senhora, dilos para meninos,
ditos de fellro brancos e de cores, ditos de clina para
hornero, gorras de velludo bordadas, ricas canas de
iharao, leques de cliarao e de pennas, luvas de pel-
lica de Jouvin, camisetas de cassa bordadas com
manantos para senhora, ricos enfeiles de cabera e
flores, filas, bicos de blonde, jugos de xadrez, obra
da China, e-tfutras multas fazendas de Rosto, Irance-
e da Uina, qoe esiarao pateles ao comprador.
Anda se acha por alugar urna casa terrea, tila
no lugaraaiil'Anna de dentro, cojo logar be o mais
aluloe possivel para a .estarilo prsenle : na ruado
Trapicha Novo o. 20.
? J. JANE, DENTISTA, S
9 conliuua a residir na roa Nova o. 19, primei- %
D ro andar.
****$&*
Precisa-se para o servico interno de ama casa
slrangeira, de urna pessoa que eulenda de cozinha
eengomme : un ra Nova n. 17, se dir quem pre-
cisa. '
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTBAIIIIX) DE RUOFF E BON-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabelica, com a descripeo
abreviada de todas as molestias, a indicacao physio-
logca e Iberapeiira de lodos 09 medicamentos ho-
meopalhicos. seu lempo de achilo e concordancia,
seguido de om diccionario da siguicacAo de todos
os termos de medicina e cirurgie, e posto ao alcance
das peasoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Sis. assignanles pode 111 niandar buscaros seos
exemplares, assuu como quem quizer comprar.
Precisa-se de sete centos mil reis
premio, dando-se duas esclavas por segu-
ro : quem os quizer dar anuuncie.
AVISO IMPORTANTISSIMO.
O cautelista Salustiano de Aquino Fer-
reira avisa a's pessoas que comprara bi-
lhetes e cautelas las loteras da provin-
cia para negocio,que resolveti-sea vender
pelos precos abaixo declarados, sendo
a quantia de 300$000 para cima, dinbei-
ro a vista, na rita do Trapiche n. ot se-
gundo andar. Sao pagos sem o descont
de 8 por cento do imposto geral.
Bilhetes.......5$250. o:000.s<)0
Meios........2*625. 2:5r>U.'>000
Tercos.......1*7X5. 1:666$666
Quartos .-.....li-358. i:230s000
Quintos.......Ij070. 1:000.>000
itavos....... 669. 25.S000
Decimos...... 540. 500$000
Vigsimos..... 270. 250jJ000
Pernambuco 19 de novembro de 1855.
O cautelista, Salustiano de Aquino Fer-
ramra-
5,000
Thesouraria das loteras da provincia,
7 di: novembro de 1855.O thesouteiro
Francisco Antonio de Oliveira. Approvo.
Palacio do governo de Pernambuco 15
d novembro de 1855.Figueiredo.
No largo da Asembla casa de 4 andares pre-
cisa-se dea om caixeiro que telina pralica de com-
mercio, dando o competente fiador a contento.
O-se dinbeiro a joros sobre peohores de ouro
oa prala : na ra de santo Amara n. 16, das 9 as 4
horas da tarde.
Anlenio. Joaqnim Vidal o Companhia, com
loja de terrjeos na roa da Cadeia do Recife, previ-
nem pela ultima vez aquelles de seus drvedure qoe
se acham demorados em solver seus dbitos, que s
esperam al o fim do correnle mez, do contarlo lerao
deier incommodadoa por este jornal e porjastira;
assim esperam que os dilos seus devedores nao Itiei
deem occasiao para lal fazer.
Manuel Gomes Leal & Cempanliia 'periem a lo-
dos os seo devedores qoeiram ler a bondade de pa-
gar-lhes as suas conlas at ao fim do crtente mez,
compareceurio para lal fim na soa casa, ra do Cres-
po o. 9, segundo andar, ou na roa da Cadeia de
Sanio Anlonio 11. 22, primeiro andar, onde podero
lambem refornur alguns de seus crditos e legaliwr
as mesillas conlas por meio de oulros titulas, visto
como na forma do cdigo comrarrcial he islode abso-
luta necessidade, cerips de que liado o presente mez
os annuncianles proroovergo a cobranca das mesmas
dividas pelos meios judiciaes.
Aluga-se o armazem da casa do Trapiche No-
vo n. 12: a fallar 00 escriptorio RolherMidoalac.
Precisa-sede uro caixeiro de 12 a 15 aonos de
idade: a tratar com Manoel Jos Gomes Braga, ra
da Seozala Velha, padaria u. 98.
Perdeuc um a Hele de peito de senhora de
ouro, esmaltado, da ra Nova al a entrada da ra
do Calman' ; quemo ichou leve-o na casa terrea n.
3. da ra que lica por delraz da matriz de Sanlu
Anlonio ou Calabourn, qoe sera' bem recompen-
sado.
_ Ueiejase saber se nesla provincia exislein os
Sra* Alexandre Teixeira Coimbra e Manoel da Con-
ceirao Costa, e 110 caso de lereiu fallecido, us seus
herdeiios, pira negocio de seo? iuleresses: na ra
de Apollu u. 18, armazem de Manuel Kerreira da
Silva Tarrago.
1
A mesa regedora da irmandade do Senlior
Bom Jess dos Pnssos, erecta na igreja matriz de
S. Fre Pedro Goncalves do Hecife, conyida a lodos
os seus irmojLque riianem-*e comparecer. 110 da
G^t^oraajavme/ p la* :i horas ria larde, alira de
eawaTfDradot Bampanharem a procissAo de Corpus
Chrisli, pafl ^k lomos convidados por S. Exe,
Rviud. Va||
-r- Precisa-ve de cerca '.-. 8009 a juros sobre pe-
nhores de ouro e prala : quem quizer dar annuncie.
Nos abaixo assignadoa fa'zemus saber ao lllm'.
Sr. presdeme e mam laembros da sociedade Noolo-
Sica, que reconhecemos hojo nio ser dita socieda-
de que uos deveramos dirigir em o nosao anuuncio
do Diario ns. 264 e 265, mas sm ao Sr. J. M. de
M. N., e por issn declarando que ella nada nos deve
Ihe pedimoj desculpa e de-ejamos que acceilando es-
l.i piiudcacao como urna s.lisfacao fique lambem
salvo o seu crdito.Castellao 4 Vieira.
NSSA SENHORA Di CONCEI-
CiO DOS MILIIARES.
O smi'1.1 iu da irmandade de Ninsa senlijua da
Concejcao dos militares, em cumprimento ao artigo
18 dos estatutos respectivos, e do ordem da actual
mesa regedora, convida a lodos os Sr. irmaos desla
irmandade, para que sesirvam comparecer na igreja
da mesma Senhora no dia 25 do correnle pelas 8
horas da maiiii n, as-istirem a missa votiva do Es-
pirito Sanio, e uepois desta a mesa geral, oue se ha
de proceder para a eleicilo do pre-ideole qoe lem
de fuoccionar no anno prximo futuro. Consisto-
rio 21 de novembro de 1855. Inlonio Jote Ribei-
ro de Moraes.
AULA.DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer dj3 Albqucr-
que raudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a reeeber alum-
nos internos eexter nos desde ja' por m-
dico preco comr he publico: quem e
quizer utilisar d"seu pequeo presumo o,
pode procurar r segundo andar rida casa a' qui quer hora dos d?uteis.
Aluga-se um sitio com boa caa de obrado, a
qual lem mullos commodos. sila na povoaco do
Monteiro ; a Iralar na ra do Trapiche u. 14. -
OpadreThomaz.de Sania Maanita de Jess
Msgalhaes e oflrece para ser capellao para aquello
seuhur da eugeuho que quizer utilisar a mistas e
mais actos proprios du mioisl'rio sacerdotal, e para
cusinar pruneiras lellras, doulrina chrisUa* arilh-
melica, grammatica da lingua portuaueza, gramma-
lica da lingua latina,, msica a francez : u senhor da
engeuho que quizer, pode procurar o annuucianla
na casa de sua residencia, oa roa da Concordia, das
9 horas da manhaa ero diaula de qaalqner dia.
fo&$fr$tfr>& CONSULTOII CENTRAL
IIOMOPATHICO.
(Gratuito para os pobres.)
fua de Santo Amaro, (Mundo-Noto) n. 6:
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho di
conaullas todos 01 dias desde s 8 horas da
manhaa at as 2 da tarde.
Visila os enfermos em seos domicilios, das
2 horas em dianle ; mas em casos repentino*
e de molestias agudas e grave* aa visitas serao
feilat em qoalquer hora.
Ai molemias uervosas merecer Iratameolo
especial segundo meios hnje aconselharios
pelos pralicos modernos. Estes meios exis- |
tem no con*ullorio central.
I'recisa-se de orna auia, prela forra ou captiva
uara coziuhar e engoromar e lodo mais servico in-
enio e exleruu de urna caa de pouca familia: a 1ra-
larJHhleo de S. Pedro sobrado n. 4, primeiro
a
,enioeex
^Wec
eiisa-se um amassador. ua ra da Senzala
Nova, padaria 11. 30. *
GaBLNKTK portuguez ue
LEITCttA.
Por ordein da directora rio Gabinete Porluguez de
leilura nesla cidade, se roga aos seuhores associados
do mesmo, quando nao forem pesgoalmenle buscar
livros, qoeiram mandar um bilhele notando nelie o
volume e u numero da obra que qoizerem ; assim
como tenham a bondad* de fazer recolher i biblio-
Iheca os volomes que liverem em seo poder alm do
prazo concedido para a leilura. Pernambuco 21 de
novembr de 1855.i. C. Coelho da Silva.l. secre-
tario.
Prrcisa-se de om padeiro que saiba furuear e
que enlenda de lodo o mais trafico de padaria : qoem
esliver neslas circomstancias, dirija-se a roa larga do
Rosario 11. 18, qoe achara com quem Iralar.
Precisa-se de um preto captivo para o servico
de una casa de paslo : iu ra do Amorim n. 36.
Antonio Alves da Costa, de Bananeiras, por ler
Irado oolro de igoal nome, de boje ero dianle
asignara'por Anlonio Alves da Cusa e Silva.
Precisa-sede urna ama para cozinhar : na ra
do Queiiuudo 11. 9.
No dia 11 do correnle fagio da cidade nova de
Sanio Amaro um mulalaJSjKravo, de nome L'rcino,
com os signaes seauta^mriade que representa 2"
anuos, eslalura entre refffiar e b.iixa, seceo du cor-
po. cor clara, cabello com quanto seja um pouco
denio e encolliirio, todava quer tirar a crespo, e
sempre o traz bem perneado e grande, lalvez o le-
nha cortado, bons denles e abo., pouca barbi*e os-
la de conservar pora e bigode, phygionomia agrada-
vel e n.io feia, muito prosista, loca violao e cania
bem, c-rreve e lo pouco, entende de sapaleiro e al-
f.iiale. gosla de andar cateado c limpn, passa por
forro em qoalquer parle que 03o o conhecam ; sup-
one se ler-se dirigido para o norte da provincia :
roga-se portalo as aoloridades policiaes e c-ipiia-.
de campo de* appreheuderem e levar no seu salidor
Jos Jacome de Arauni. na dita cidade Nova, ua jrl
meira rusa das do Sr. Anlonio Jos Gomes do
reio, qie gratificar generosamente.
Precisa-se de om escravo
serviro de ama pequea
gio 11. 7.
'.s'' leissi
Masaa adamantina.
lie gerlmente recoohecida a excellencia desta
preparaco para chumbar denles, porque seos resul-
tados smpre felices sao j do dumiui do publicu.
Sebaalido Jos de Oliveira faz ain denla preciosa
mansa, para o fim indicado, e as pessoas qoe qui-
rem honra-lo dispondo de seos servicos, podero pro-
cura-lo na Iravessa do Vigario n. l.Joja de bar-
beiro.
: DEHTISTA FRARGEZ.
_. Paulo Gaignoox, dentista, estabelecido na 1
roa larga do Rosario n. 36, segundo andar, 9
Scolloca denles com a pressaodo ar, e chamba #
deules com a masa adamautiua e outros me- 9
laes.
*/>>i
Novo* livros de bomeopatbia em franeez, sob
(odasde sumira importancia :
Hahncmann, tratado das molestias chroMeas, 4 vo-
Inmes.............SOStlOO
Teste, nroleslias dos meninos #090
Hering, homeopathia domestica...... 7SO00
Jahr, pharmacopa homeopalhica. 68000
Jitir, novo manual, 4 vulumes .... ISfOM
Jahr, molestias nervosas.......6JO01
Jahr, molestias da pelle....... 8*000
Rapou, hisloria da homeopathia, 2 volomes I69MO
Haribmaiiii, tratado completo daimolestias
dos meninos.......*...' IO9O0
A Tesle, materia medica homeopalhica. 89000
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 7000
Chuica de Staoneii........tstOOO
Casting, verdade da homeopathia. >|lOtS
Diccionario deN>sien ....... 10|0B0
lampas colorida!, cooleudo a descripeo
de badas as partes do corpo humano 3OJ0O0
vedem-se todos estes livros ua consultorio homeopa-
lliicu do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. SO pri-
meiro audar.
Precisa-se alugar um escravo que saiba tratar
de cavallos, qoe seja fiel c de boa conducta : dirja-
se a fundir!, da Aurora.
ROB ILAFFECTBrJR.
O nico aulorisado por decitao do comclho real e
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes recommeudaio o Arrobe
de LatTecleor, como sendo o nico aulorisado pele
governo, e pela real sociedade de medicina. Esta
medicamento d'om gosto agradavel, e faril a tomar
em secrele, esla em uso na roaiiiiha real desde mais '
de 60 anuos; cora radicalmente em pouco lempo,
oom pouca despezi, sem mercurio, as affecroes dto
pelle, impigens, as censequeiicias das sarnas, otee-
ras, e os accidentes dos partos, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; convaa, aaeca-
larrlios, a bexiga.'a* coutraerves, e (raquera dos
urgaos, procedida do abuso da* injecces oa de asa-
das. Como anli-sv pliililico, o arrobe cura em pouco
lempo os fluxos recentes oo rebeldes, qoe vtveai
incessantes ein conseqoencia do empreco da copai-
ba, da cubeba, 00 das iojeccoes que representen) o
virus sem neulralisa-lo. O arrobe Lafectrnr be
especialmente reeommendado contra aa doencas, hi-
veleradas oo rebeldes, ao mercurio e ao iodurelo de
pnlawio. Lirbunnr. Vei.de-e na botica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Azeverio.praca de D. Pe-
dro n. 88, onde acaba de cheear urna grande porco
de garrafas graudes pequeas viudas dilectamente
de Par, de casa do dilo Bovveau-t.alTecleur 12, ru
Richeo u Pars. Os formularios dao-se gratis eni
casa do agente Silva na praca de D. Pedro, u. 82.
Porlo, Joaquim Araujo; Babia, Lima & Irmaos';
Pernambnto, Souro; Rio de Janeiro, Rocha & K-
Ihos' el Moreira, loja de drogas; Villa Nova, Joto
Pereira "de Msales Leile; Rio Grande, t'ran de
Paulo Coolo tV C' '
Irmandade do
Diviuo Espirito
Santo.
A mesa regedora convida a lodos os seas cliinsti-
mos irmaos a comparecer em soa igreja no di* 25
do corrente a* 3 horas da tarde, para em cor-
porac.lo irem acompauhar a prociaato de Corpus-.
Chrisli.
lOHPAMIIA PERWMBUAW.
A dirercAo pede aos Srs. accnistas se dignem
realisar a ultima prestacao de Id Q al o dia 15 do
mez prximo futuro.
Lotera do hos-
pital Pedro II.
Aos 5000.S, 2:500' e lOOO.s
Corre quarta-feira 28 do presente me/..
Os bilhetes e cautelas do cautelista An-
tonio Jos Kdrigucs de Souza Jnior, nao
estao stijeitosao efcsconto dos 8 por cento
do imposto da le ; os quaes se acbam a
venda as lojas da pi at;a da independen-
cia ns. i, 10, 15 c 40, ra DaJwk n- '"
edaPraian. 50, sendo osprefl "pagos
logo que aia a lista geral.
Biliete inte-o 5$60u 5:u0t$(MM)
Meio bilhete 2S800 2:50O$0OO
Tercos I.S920 l:66tJ666
Quartos 1.SU0 i :250.S'OO0
Quintos IS160 1:000s000
itavos 720 5.S000
Decimos 00 - 5OOS000
Vigsimos 500 25OSO00
por Mugue! para o
familia : Aa mu do Uop-
^)ren
O relerido cautelista declara que spa-
nos bilhetes inteiros vendidos em origi-
os 8 por cento do imposto da le, nos
Tendo o abaixo assisnado, ua qualidade de
prorurador do Sr. Mandil Lopes da Silva, residente
em Portugal, de fazer pWeslar varios ttulos de di-
\ illas que ao mesmo senhor se acham a dever algu-
mas pessoas, as quaes j ha muilo e-lao \e:cidus, e
por mo ler o abaixo assigimlo conhecimento des-e*
seuhores, faz o prsenle para que os mesmos se dir-
jam a ra do Ooeiimofo, loja n. 14, alim ite os res-
datar anles qoe seus noines vao para juio. Recife
Jl de novembro de 1856.
Jase Rodrigues Ferreira.
0. Kosa Camliila tioucalves Ferreira, viuva do
fallec.lo Jos Concalves Ferreira c Silva, convoca
os crcilJas do seu casal para se reonirem no dia S6
lo corrqpe, na ra da Caileia do Krrife, casa n. 43,
as 11 horas da manbaa, alim de licarem iulelradoa
lo esla.lo do casal, e de deliberarem acerca de seu*
nteresses.
Jos Maooel de Araujo ietira-se para fra da
provincia.
Consulado de Portugal em Pernambuco.
Os rredores do Tinado subdito portuguez Fernando
Antonio Ftrlie sao convidados a apresenlar dentro
de oilo dia s soas execuees no carlario de auxil-
ies, escrivao VasconcelliH, alim de serem altendido*
e se proceder 1 rateio na forma da lei, da importan-
cia qoe se ha liquidado do respectivo espolio por
parle desle consulado. Consulado de PeUusal em
Pernambuco aos 2de novembro de 1855.O chau-
celler interino, S. M. Alces Cardlo.
remios grandes, devendo o possuidor re-
eeber do Sr. thesoureiro o seu competen-
te premio, que com os ditos 8 por cento
recebidos do relerido cautelista preaz a
sorte por inteiro, senj descont algum.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira oll'erta de muito livre e espon-
tanea vontade, para as obras da igreja do
Divino Espirito-Santo, as segnintes caute-
las da segunda parte da segunda lotera a
fax or do hospital Pedro II:
t meios bilhetes ns. 1055, 1 lO, 1647,
1754, -2185 e W; 4 tercos ns. 610,
5055, 5045 e 507!); 12 quintos, sendo 2
de cada um dos segnintes ns- 5446, 5447,
5567, 5584, 5286 e 5586 : os quaes estao
em poder do thesoureiro da respectiva
irmandade.
Aluga-se alkja de um sobrade silo na Paisa-
gem da M.g lalena, 110 principio da travosa que
volla para o Remedio ; ua mesma loja existe urna
armacAo com lodosos otencilios de taberna' em bom
estado, e venie-se por prern muilo commodo, tanto
para ficar como para sahir : os prelendentes podem
dirigir-se a roa larga do (osario, padaria n. 18, que
acharao com quem Iralar, Na roesma piecisa-se de
um bom padeiro que" enlenda (lerfeilameiile do tra-
fico de padaria.


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CONSULTORIO DOS POBRES
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m. ?-Ur-.1'- A:"h?.boMoscwod*COMul,al'onieopathicas lodos os das aos pobres, desde 'J horas da
manhaa aleo meto da, e en, casos extraordinarios a qualquer hora do da ou nuite.
!R"a,'.,e!!':,l'?ra P",ici>r qualquer operacao deoirurgia. e acudir promplamenle a qual-
Faricid.' nrio permutan) pagar ao medico.
NOVEMBRO QE 1855
qner mullier que esleja mal departo, e cujascircums

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ex.erirLn.TrTT '* "J ''1" "" Terdauelr? medicina, inleressa a todos-os mdicos que quizerem
az n iZo, i "T Hi,hhnen"""'-e Pr n>enos e convencerem da verdade d'ella : a lodos os
a IZIJ rf" de-npe!"10 \" oniMdof recursos do, mdicos: a lodosos capilaes de navio,
2TX 1 i e T P em e'"r d" aCudir a 1u"q ineommodo seu ou de seus tripulantes
a b.dos os pas de familia que por circunstancias, que n.m sempre podem ser prevenidas, sao lobr ia-
dot a prestar in eonlmenli os pr.meiros .occorros em suas enfermidades pre,elliaa8' |or.ga
Ovade-mecum do homcopalha ou Iradoccao da medicina domestica do Dr.'Herine
obra lamben, ul.l as pessoa, que se dedicara ao estado da homeopathia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicine HUMA
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, etc., etc., encardenado" M
Sem verdadeirose bem preparados medicamento. ns*. ^j-j dJIOUU
hoir.eouat.hia. e o proprielario desle Xt le iS. 0m p,-" Muro Pralica da
niera duv.da hVda grande n^M^^Z^X? ""* ^ """""^
PRECOS INVARUVE1S.
, Boticas da 5 ou 30 dynamisaclo.
gado
ufado possivel e
12 tubos.....
a* .....'.'.".'.
36 ..........
48 .......
60 .......
De 144 a......f ..'.'. '.
Qualquer desjas boticas em linduras, o dobro.
Cada tubo avulso.........
Meta ou;a de qualquer lindura da quinta dviiamisacao '.........
Un Irasco da verdadeira lindura de rnica .......
ld..n^fLCa8a ha,,empre"ve,,da Srande ""ero'de'labes" de ery'slai d ..
De
De
De
De
De
Menores.
. 89000
. 1.53000
. 20000
. 259000
. 30900(1
. 609000
Grandes.
11)9000
209000
25J0M
309000
339000
19000
29Q00
2000
diversos lamanhos,
TRATAIEHTO HOMOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MOBUS,
PELOS DRS
,3atai%.K.afi! m5 j^. ne
ou iiislrucco ao povo para so podercurar desla enferniidade, administrndoos remedios Iais ellicazes
para ala/ha-la, emquaolorserecorreao medico,ou mesmo para cura-la independenle desles nos lu-ares
em ijne nao os na. ""
TKADUZIDO EM POBTGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous opsculos contenas indicaces'mais claras e precisase pela sua simples e concisa einosi-
cao ma ao alcance de todas as iolelligencias. nao s pelo que diz respeilo aos meios curativo como 1 riu-
cipal mente es preservativos que tero dado os mais satisfactorios resultados em toda a narle em mo
elles tem sido postos eiq pralica. 4
Sendo o trataraento l.oroeopathico o uuicoque tem dadu grandes resultados nocurativo desla horri-
vel enferrnidade, migarnos a proposito Iraduzr osles dous importantes opsculos em linaua verneru-
U.lfara desfarle racililar a sua leilura a quera ignore o francez. V 8 vernecu-
Vende-se nicamente no Consultorio do Iraducior, ra Nova 11.52. por 2BOO0. Vendem-se tambem
medicamentos precisse boticas de 12 tubos comum frasco de liuclura lOjOOO, um dito de 30 tubos
2090.
O SOCIALISMO
PELO GENERAL ABRE E LIMA.
Ainda exislem algaos ex'emplaresenquudernados,
e achara-se n' venda na loja de livros dos senhores
Ricardo de Freilas 1 C, esquina da ra do Collegio,
e em -asa do autor, paleo do Collegip.casa amanilla,
no piimeiro andar.
Festa na igreja
Da AJAKK Dli EOS.
Do.niugo. 23 do eorrenle, lera lugar na igreja da
Madrn de Dos a festa da veneravel imagem de N.
S. Mai dos Homens. com a soleicnidade devida. Ora-
ra na fsla o reverendo padre musir pregador da ca-
peHa imperial J080 Capislrano de Mendonc^, e no
Te-D.iam o reverendo padre Antonio Manoel do As-
sumprio.
Hoje 23 do corrente vai prc.a, linda a audi-
encia 1I0 Illdl. Sr. Dr. jojz de orplios. o pardo An-
Jonio. avahado por :X)9. esersvo do orpli3o Joo
Rodrioes Llma. reqoerrmcnlo de Joo LeilePita
Orligi.eira, tulorado mesmo orphao.
Declaro que possuo urnas- Ierras silas uo termo
da vilia de Cimbres, em Pernambuco. na freguezia
jle MKolii. losar denominado S. Pedro da Boa Sor-
le ; as quaes trras cora casa, cercado, ele, comprei
a Aolcnio Jos Ferreira da Silva. Ellas Ierras te-
rao principio da etrema de Anua Isabel de Siqoeira
pelo nacho do sitio cima al enconlrar.com Ierras
Manon Jojo de tioes por um 1 e oulra parte do
nacho al topar com Ierras de outros que i vista de
mus UIqIim legaes possnam : lomaro a pegar da ei-
irema do dilo Manoel Jos para cima com lodas as
aguas i; confrontarles que houverem dentro dos fun-
dos da dita.Ierra al lopar com outros reos ; por-
que as ierras de Maooat Jos s tem as aguas que
penderem para dilo riaxho. Cidade da Fortaleza do
Ceura.19 dmaio de 1854.
Dr. Jos J.ourenrc de Cailro Silva.
O abaiio assignado avisa ;i> publico, qoe o seu
escriplorio he por ora na casa do sua residencia, no
aterro da Boa-Vista, sobrado n. 12. Becifo 22 de
novom.iro da 1855.Haximiano Francisco Duarle,
escnvo privativo do juizo commercial.
i'recisa-se de urna ama para orna casa de pou-
ca familia : na praca do Corpo Santo u. 17.
I'recisa-se de orna ama quo saiha engommar e
coznhar, pira ama casa de pouca familia : quem
quuer, entenda-se no largo da llibeira, laberua n.
I, que faz quina para a ra de Sunta Bita.
VENDAS.
__ Em casa deHenry Biunn &C. rua da
Lruzn. 10, ha para vender u 111 mande
sortimento de miro do melhor gosto, as-
sim como relogiosdeouro de patente.
TAIXAS DEFERKO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanie
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
Jua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' semp're
um grande sortimcto de taichai tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros Iivres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vende-se um globo do
mundo,obrafranceza che-
uUimaraente e por
barato preco.: na rua a
Cruz o. 26, primeiro an-
dar.
ABADOS AMERICANOS.
Chegaram os arados americanos, e vendem-se na
roa do trapiche u. 8, pelo preco ja sabido de 109.
Vende-se um cavallo ruco, grande, muito hom
e muito gordo : a Indar na rua Nova, loja n. 47, de
Jos Francisco Carneiro.
Vende-se urna macaca muito linda e muito
maiua, que nao sabe morder, e com principio de
nansa ; e tambem um papagaio follador, canta e lo-
ca o hymno nocional, a scholisch e a moreninlia,
aiem de outras rautas cousas : quem pretender, di-
rija-se a estrada de JoSo de Barro., em frente do
pon do Sr. brigadeiro Joaquim Bernardo de Fi-
gueiredo, que adiar com quem tratar.
Na roa do Crespo n. II ,loja do antigo harale-
r<, vendem-se as seguinles obras : grammalica da
2Bf"!*Vt por C*Uo Nunes- enendernada
San. ,e,u "f0""*; o esludo christo por
.l^.carlilhasdo Porto com 27 eslampas por 400 :
milaB8re0Drrmer0nym V',M DOr ? 010
Jr 1 ^ fomPe"d"> gramma.ica porlu-
Genn Linda
A 900 RS. A VARA.%
Acaban, de chegar Irinta differenles p?i>e6 de
urna cambra.a que madame Je,,,, |.da Vijava ero
-elembro ma.s de um vestido r dia, e logo depn
lodas as .enhoras elegantes de Pars imilaram.esta
cambra.a e de go-los ajnda nao conhecido, ?^S a
venda nicamente na rua doQueimado 11. 38/ fren-
tedo^beccoda CoogregaCi, d-se amoslra, com
FAKINHA DE MANDIOCA.
Na rita do Vigario n. vende-se por
mdico pror j superior feriaba de man-
dioca.
Miudezasdebom
gosto e baratas.
^atstrSia
loia',0 l*", D*rl homeni ronl para senhora a
X; Pa.r- dll se'1" Pf senhora e homem a
fow porem muito bo fazenria, ainneles de roa-
treperola para chales a 800. linda! caiiinhas com
o irasqumlius de estrado a 2JJ000. pentes de lartaru-
ga para alar cabello a 410o, ditos do baleia muito
snpenor qualidade a I56OO, 15200, 19000, 500, li-
" de miada a melhor e a mai. i,,. qoe ha no
mercado yo, 2J0, ;120. carleirinhas de agulhas a
a is.^V- eda borrac,,;l ultimo colo a Paris
a >0-W, dilasa jtio o par. bonetes, roilinhas de fil
avradas feilas cm Paris a '
baratas ricas caixinhas de 1
prias para se dar de mimo
douradoemgaspe a 2*000.
onilasaljfOOOopar, meii
. 15000, muito bonitas e
raas ricas cauinhas de amendnas confeiladas pro-
ra se dar de mimo a jOOO a caixa, alfineles
ni/i'kis douradas mnito
-r.r_., ....ias de lia para padre a
l*IO o par. lilas escocesas, trancas, biecos linos, e
ouiros objectos por menos preco do que era oulra
qualquer parle : na rua do Queimado 11. 63, loia de
Joao Chrioslomo de Lima Junior.
Fumo em fblh.
Vende-se fumo cm folha muito superior para ca-
pa : na traves da Madre de Dos n. 1G, armazem
de Agostinho Ferreira Seura (iuimaraes.
\a loja das seis
as.
0 abano assignado faz scienle ao publico, que
abri 11a cidade de Santo Anlao, rua do l.ivramento,
sobrado do fallecido Jos Ignacio do Templo, um
hotel im lodas as commodidades precisas, boa me-
sa, hospedara, agasalho, Iralnmento. e commodos
para ciivallos ; e do dia 24 m dianle llavera sorvete
de diflitreotes fruclas.
JoSo Antonio de Miranda.
. fjuem precisar de nm cozioheiro francez para
hotel outasa particular, diriju-sc ao hotel da Bar-
ra, na rua do Trapiche Novo.
Aluga-sejoroa casa no Poco da Panella( con-
ironte .. do Sr. Joao Francisco Carneiro Monleiro,
com os seguinles conhodos : 3 salas, bquarlos, co-
piar, e cozmba separada : quem a pretender, dirja-
se a Mauoel da Silva Neves, em I ora de Portas.
Pirdeu-ie rst dia 21 do corrente, da roa Direi-
laale boceo dos Arouguinhon, urna loalha loda
aneru Je labyriiitho e mais um lampo de frooha lo-
do abe.lo delabyriiilho, tu^lo embrulhado era um
lencobriico: ruga-so'a pessoa que sachou, leve a
ruado Padre Flor.ano n. 31, qoo sera bem recom-
peosadi.
-r A pessoa que precisar de 8003000 011 1:000 a
premio com penhores de prala ou ouro, procore na
ruada Manguera n. II, na Boa-Vista, que achara
com quem tratar.
Aloga-se ama ama paraservico de casa de um
iiomem solteiro. sendo de boa conducta e liel : a tra-
tar ua r.a das Cruzes n. 21, segundo andar. Adver-
ando-so que so se alagar al o dia 24.
Greme,
Dorni ngo 25 de novembro haver sorvete de creme
daell I oras do dia as 3 da Urde, e de fruclas das 5
e meia as 9 da noite : na rua da Cadeia ds Becife
n. lo primeiro andar.
annln2l,em ann'Dcioa u Olorio de lioolem querer
a juros sobre um casal de escravos por 8
mezes oo aoouocie a soa morada ou dirija-se a rua
do Uabuga n. 3 que senara' com qnem Iralar.
Irmaodadedas almas do Becife.
A meia regedora da irmsndde das almas do Be-
cire. cor.yida a lodos osseus irmaos que comparecam
no di. :!odo eorrenle mez pelas 3 horas da tar'de,
alini da incorporados acompanharem a prossicao de
u f"' r*"" paraa nncfomo convidados
3. Jixc. Kvm.
folliiulias
PARA 1856.
Estao a" venda as bem conhecidas fo-
Hiinhas impressas nesta tvpograpliia, as-
de algibeira a 320 e as de porta a 160; a
de algibeira alm do kalendario ecclesi-
astico e civil, contm um resumo dos b-
postos' municipaes, provinciaes e geraes
que allectam todas asclasses da socieda-
de, extracto dosregulamontos parocliiaes,
docmiterio, enterrse sello, tratamen-
to de varias molestias, inclusive a do cito-
lera, contos, variedades e regras para la-
zer manteiga e queijosde dilieiwntes qua-
lidades, dittas ecclesiasticas ou de padre i
480 rs. : vendem-se iinicaraente"na livra-
na n. 0 e 8, da piara da Independencia.
No lim do mez saliirao a luz as de al-
manak.
Vndese um bom esravo parajlodoo servico
< principalmente para armatem de assucar a tra-
tar na ruada Madre Dos n. 2.
Vende-se xaropes para refrescos de diversa
quahdades ero porrao e a relalho.por commodo pro-
co : no pareo de S. Pedro n. 1.
Vend-se urna casa terrea, consruida a mo-
dern., de (ijolae cal, na rua Imperial alm da U-
Drica de sabio : a tratar no# paleo do Terco n. 3.
. ~ .Vende-se om cabriolel (Timn balance) viudo
do Kio de Janeiro, muilo rico e com lindos arreios
lodos sparuecidos de metal do principe e coberlo
de couro da Bussia envernisado : a ver no sitio do
Ujueiro na Passagem da Magdalena.
Navallias a contento.
i rua .da Cadeia do Becife n. 48, primeiro an-
escnplor.o de Augusto C. de Abrcu. couti-
ll'\ ". *oDder a S00 o Pr (Preco fixo, as ja
conhecidas e afamadas navalhns de barba feilas
ufaowbs
pelo hbil fabricante que foi premiado na eipos.rrto
ri..?..reVS quaes alm de duraren> estraaVdina-
nameute, naosesentem no rosto na accSo I co.Ur
r"!:'* COm 1 cond'i'0 d. "-lo asradando, po-
.IrZL? eon:P<,.<>rf devolve-las al 15 diasdei ois
pa compra restiloindo-se o importe.
Vende-se qma estrava crioula, de idad,
nos, sera vicos nem achaques algn., com m
borda"; S^n'}0a^r1""10 bem- fer labyrinlho,
bordar, cozudiar.o ordinario de urna casa e"nabuar
'E '^repularidade de co"uct. hi'c"
moti. e"carre,!ar ,,a airS> de urna cas;,, e o
m^mP .q0VeVende "'" aocomprador.
quera a pretender, podera dirigirse a rua doVnge!
Vende-se urna taberna na rua Direila, bem
afreguezada para a Ierra e mallo, ou faz-se negoc
^Zltl"""^' ',a"ri0u" Warc, para "ca,"
bu oulro qnalqner eslabelecmenlo, e o dono faz lo-
Anr.,TnC.,02.^alarnar"'daCadead^an;
H.T. Vende-S0 Pr commodo preco diversas pecas
de msica, uovase de excellenle gosto. viudas lti-
mamente do Bio de Janeiro, e accommodad.. para
nauta e Mola,,, havendo algumas boas modinhas de
recente publicacao com acompanhamenlo para nia-
oo e vtolao : no largo da Bibe.ra de S. Jos ni f
No hotel da Europa ha urna porcao de garra-
vender8"*8 V88'08> 6 Uma Prr-i0 de yS
Ve.id.-se superior farello em saccas grandes
a .15800,farinha de tapioca em .accas de 3 arrobas a
cima ; a 41,000 a arroba, ha muilo sopero? : na
Iravessa da Madre de Dos armazem u. 5. "'
.."" V'nde"se m ne"ra m'lo ">oa. propria para
servico de engenho : na rua do Amorir n. 3>j ar-
mazem de .Manuel dos Santos Pinto.
Chapeos para se-
nhoras. *^
;1.^"^rr^eXi^r,^&
"a rua Nova, loja n. i, dJoscl.uiz Pereir!I lZ\or'.
Chales de tou-
quim.
VenJem-se chales de lonquim bordados brancos e
ue cores, ditos de casemira bordados, ditos de chally
com barra de seda, ditos de merino lisos : na'rua
nova, loja n. 4.
chally para ves-
tidos.
Vende-se chally de quadros e lislras, fazenda
moderna e de gosto para vestidos; dao-sc amostras
com penhores : na rua Nova n.4.
Vende-se uma negra crioula de boa figura
propria para casa de familia, com 3 crias de 1 a 4
aaoos de idade. sendo a mais velha anuala, a qual
.1 SIS! s.oirr,"elm?n'e a tratar na rua da Cadeia
do Becife, loja de miudezas n. 7.
re yei3^Se "T"*. l,a de calCa"0 sita na rua W-
, "^r'<,ual ,em eommodos para familia: a
tralir na%nesma^asa.
.Ul.C*p":no,comPridos e redondos a 800 rs., no-
em-bonitos: Vendem-se na rna do Queimado n. 63,
loja de Joao Chrisoslomo de Lima Jnior.
Vende-se um cavallo de sella por preco com-
modo : na rua da Florentina n. 3(i. .
,iZ" r'er d,a BM-Vwhi 80, vendem-se u'l-
limameule chegados de Lisboa presuntos a 320 a li-
li|,h0,0i"!M *. 'ucih,30. chocolate a
Wn alibra.m.ssadeeslrelliulia e pevide a 00
r. a libra, vinho musealel de Seluba
rafado.
a 1 engar-
conTrl^ "MUm.s," "'"da do Bosarinho,
confronte a igreja do mesmo nome. lera casa de pe-
dra ei cal em bom eslado, cacimba com agua de be-
ber bo. baiu piira capim, arvoredo. de fruclo :
a tratar na sua das Trineheiras n. 46.
"uma,V|fhiHH9C fraa """" m0a de naao com '"
numas.habilidades: na rua da liuia n. 9
NOVOS CORTES DE SEDAS
R PARA VESTIDOS.
Bicos corles de vestidos de sedas, corles de cam-
bra.. de seda, corles de cassa chitas, chales de me-
rino de luidas cores, ditos de relroz bordados, carai-
sus, camisas francezas para hornera, peitns para ca-
lma* e."l.raVnu."a8 .f"das novas : na rua Nova
toja n. 16 do Jos Luiz Pereira.
,r Vendera- Pr preco commodo 3 besianas
com sua, competente, caixas.em bom .lio. 1 re"
de r danRand,rvd,;1nd0l.80,,u e l"" regular: no
aterro da Boa-Visla, sobrado n. 17.
Km- frente do L'tvramenlo.
oara'3.''? de ,nu(luim Prelos a oito rail res, saias
hnr.i.a de se,,l|oras dez lusloes, mauguilos
c ,OSHualro patacas o par, tovas ,le .eda de
les :..loslues. avenlaespara meninas a dez lus-
a m* de *eda Para meninas de 3 a 4 anuos
nini,i re,S' '*i,l*!, de a61"8 u" mil reis. raeias
le i. o, Par? meni"os de 2 e 3 annos'a quatro v>h
dn. h C lle* de quadros c de ganga encarna-
dos a duas patacas.
Iur Veyde-8e um" 'jalde ferragens em muilo bom
rn i reauetada, por ser em uma das melbores
," ,"e"" cidade ; vende-se com os fuiulds a vonta-
e to comprador: quera quizer comprar anuuucie.
Vende-se um reslo de saccas com (era de car-
.idu...,, por preco commodo: na rua Nova, loja
Cabriolete.
Vende-se um bonito cabriolle com bom eleean-.
eL?,Va, p?.ra ver e lra,ar- "a '"a da Boda, co-
cheifa do Sr. Paulino.
Mandarme bri-
lhante.
Acaba de chegar pelo ultim navio francex uma
izeiida inleirameiile nova denominada Mandoriue
Bri baole, sua qualidade he a melhor possivel, bs-
tanle larga, loda de seda com lislras e qoadrosasseli-
nados, ormando una cascarrilha, o que lhe da mul-
la grasa, vende-se nicamente na rua do Queimado
em Trente do becco da Congregarlo, passaudo a bo-
tica a segunda loja de fazendas ... 40 de lienrique &
sanios, dao-se os arao.lras com, penhor.
Vende-sataloUs novas chegadas ltimamente
de | isboa na Ualidauae do Porto na barca Flor
ua Man., por-preso commodo: na travesa da Ma-
dre de eos n*16, armazem de Agostinho Ferreira
senra uunaraes.
v ROLAO FRANCEZ.
Venae-se esta deliciosa pitada tanto em
porrao comaretallio, em porteo na rua
da Cruz n. 26 primeiro aiidar/ea reta-
lioa 40 rs. aqitava: na rua da Cadeia,'
loja de Vaz & Leal.
Na rua da Cruz n. 26 priiHg.ro an-
dar^ende-se uma porrao decaixas com
saidinlias em latas, muito novaspor teretq
chegady no ultimo navio francez, e por
baratissimo prero. .
Vende-se o excellente champagne
em ceivas, ltimamente chegado de Fran-
ca-e licor de Kirsch : na rua da Cruz n.
2r1vprimeiro andar. '
-^- Venae-se na rua da Cruz n.26 pri-
meiro andar p apreciavel cha' preto em
libras, assim como chocolate i'rancez o
melhor que tem apparecidono mercado,
e por prer/) muitq em conta. .
COM PEQUEO TOQUE DE A VARIA
Indiana de quadros de seda e algodao, de
muito bom gosto. a 520 o covado.
Vende-se na nia do Crespo, loja da esquina que
volla para a roa da Cadeia.
, Vende-se uma balanra romana com todos os
seus perlences.em bom uso e de 2,000 libras: quem
prelender,drija-se roa da Cruz, armazem n. 4.
Vestidos e chales.
Vendem-se chales de seda grandes com algum
mofo, pelo baralo preso de 69000 rs., corles de cas-
sa de cures com barra e algumas pintas de mofo,
pelo diminuto preso de !.~t()0 o corte, asnim como
outras mullas fazendas por baralo preso: na roa
da Cadeia do Becife loja n. 50, defronle du rua da
Madre de Dos.
Brinsde vella : no armazem de N. O
Bieber & C, rua da Cruz n. 4.
Vende-se excedente taboado de pinlio, recen-
temeote chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-se com oadminis
ador do mesmo.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua *do Brum, pastan-
do o t chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-sc a venda, por
precjq commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Relogios cober-
tos e descobertos
depuro, paten-
te ingle/0
Vendem-se no escriptorio do agentede
leiloes, Francisco Comes de Oliveira. rua
da Cadeia do Recife n. 02, primeiro an-
dar, os mais superiores relogios cobertos
e descobertos de ouro patente inglez, de
um dos mais afamados fabricantesde Lon-
dres, viudos pelo ultimo paquete inglez, e
por rtenos preco do que m outra qual-
querpajfc. ^

Oracao contra a peste e o cholera- ,
morbus. .
...a"?* veuda "a livraria n.6 e K da praca da
Independencia um folhelinho com diflerenles ora-
R
Vende-se o verdade
Crrdeiro : na ;ua larga do
botica.
a pe
ro e muilo fresco rape Paulo
Bosario n. 3H, junto a
de muito
Vende-se bicp de blnnde branco e prelo de sed,
verdadeiro, 30 por cenlo mais. barato que em qoal-
qeer oulra parle, e de loda as larguras mnito boni-
tas lilas dilo : na rua Nova casa de relojoeiro n. 22.
A boa fama
Chales de merino* de cores,
bom gosto.
voUaenpdaera rcad'eia,!a Cre'P; d -1 "
arr7io\e'!",.,"D bm *+** descoberlo com
..r e os, e larnbem un. carro de4assentos, novo.com
o-a? o'Ini" I" qUem quiIer '""". "'o
T e rinqSr PreS,0 "8 r"MVel ; na ra N.va, co-
neira do or. Qmnleiro.
COCNACVEBDADEIBO.
CASEMIRA PRETA A 4>500
v 0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a rua da Cadeia. 4
VINHO XEBEZ.
Vende se sopenor vinho de Xerez em barrisdo
1|4. era casa de E. U. Wyall: rua do Trapiche
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muito fina e padree novos;
corles de Ua de quadros e flores por preco commo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
LEOXOK D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
nha, 2 volumes por IsOO rs., na livraria
-n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Vende-se cal em pedra chegada no ul-
timo navio de Lisboa,e potassa americana
da mais nova : no nico deposito da rua
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Basto "A
Companliia.
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
qunte: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de fciostron lio-
oker $ C.
- Vende-se ac em cimbeles de um quintal, por
preco muiio commodo : no armazem de Me. Cat-
monl & Umpanhia, praja do Corpo Saulo n. 11.
a."~J?a rina d0 V'8rio.n. 19; primeiroaodar, ven-
de-sefarelo novo, erogado de Lisboa pelo brigueti-
15100
152K0
19QO0
1280
240
560
100
, 160
280
160
y,
co>-
servijo
.i.T V*dese"ma escrav moca e sem vicio,
nnha o diario de uma cas., cose e faz lodo servi
ua rua do Cabug n. 16, segundo andar
e dT ,y.dn^td0Ce de ^j *icco a 500 rs. a libra,
emcSa7oqM q 7vq<""d,de : Da '""do Bomlim
em rasa de Manoel Nunes^^uello.
n^.!.tl,de",S m tslab*|fento de barbeiro, na
quiaa da rua do Aragao n7!37quem o quiwr, di"
'l"r.:.0."", "a".1ecim.ntoq, que 'cnara' com
COMPRAS.
quem Iralar.
-OBStA.S DE OHO
As mais modernas.
r.^'i'T a.N8n"',M. dooos da loja de ourives. ua
rua Nn ?** H',^0^"16 ao Pa,eo da l'
[imadayn em ),U'"'C0 ('0e esli, recebendo con-
tinuadamente mo.lo r,cas obras de ouMos melbo-
-l%3'- para sen-,,ora como mmESr
|,0f Em T, Pre"3 """""a"' mesmo bara'.os wmo
En,, '. P^a-^/onlascom responsahilidadc, es-
fecificando a qua|ld>d. de ouro de 14 ou 13 quila-
Compra-se effeclivamente brooze, lalo e cobre
velho: no deposito da fundicao da Aurora, na rua
do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesmafundi-
eflo em Isanto Amaro.
Compram-se moedas de prata e se-
dulas .le 1.S000 e 2ii00Q1r8, que nao se-
jam rotas: na rua da Cadeia do Becife,
loja de cambio n. 38.
,.71,Tf aDm~'eacc*!' d" divita Pront'al: na
roa largn do Rosario n. 36, segundo andar.
Compra-se uma escrava prela ou parda, nu
seja.nj.ja e sem achaques, engoiomadeira e coslu-
reira-, paga-sc bem: na rua da Apollo armazem
Compra-se nms espingarda o'e 2 canos que se-
ta muilo boa : qoem tiver e qozer vender, dirija-se
aarma.:emn. Tdocaes da alfandeaa, para Iralar.
Compra-se uma casa terrea nao sendo em bec-
cos-. e nc bairro da Boa-Visla: a tratar na rua do
Rdsario la ^oa-Vula n.41.
Conpra-se um (siso de cobre, meiao, e em
>om estado, por prjeo commodo : na Iravessa da
Coueordiaou Cadeia Nova, sobraden. 5, oo annun-
c.e para ser procurado.
7 5*,ID|)r,"IB um e,Pelll proprio para alfaiale,
Bio 'm U' noVo: na rn*do CoUe"
d";ma:,^p^thmao:me!',,05POr ""^
Charutos.
a tr rr da (fdeia d Rec*- "5, loja, conlinua
ms da BadmP sor,imento de eicellenles charo-
Vendem-se pipas vasias : na rua da Guia 11. 64
secundo andar, e para ver na mesma rua u. 9. ta-
berna.
RELOUIS AMERICANOS l'ARA CIMA UE
MESA.
Chegaram os relogios americanos cora corda de 24
llorase de 8 das, diversos modelos, como tambera
presos americanos : vendem-se na rua do Traniche
n. 8. i1
Vendem-se 3 escravos mocos de bonitas lisu-
ras, 1 mulalinha de idade 18 annos, que engomina
cose e cozmha, 1 negra moca com as mesmas habi-
lidades, e oulra que cozinha o diario de uma casa :
na rua Direila n. 3.
-- Vende-se vinbo verde a 1J600 a caada, e a
TiLi!" ""ara. e saccas com muilo bom milho a
49000: no paleo do Paraso, taberna da estrella
nS mPtcoNhecidos queijus Rnha.
nha muito frescaes, porterem desembarcado honlem.
assirr con^flamengose ludo o mais para o passal
ment da rsia, por muito commodo preco e de su-
perior qualidade. ^
A 3,o00 0 CjTADO.
ja junio a da Fama, na rua do Queimado n-
> coul.nua a vender panno prelo prova deli-
mtoda superior qualidade, pelo diminuto preco de
2*0,cov,d; convida-so a. pessoas do bom e
Kl.nqSV"el,hamrer d,ta Pchincha, qu i vista
overdlu decomPra'- Por ser fazenda que
overdade ro preco por quanto se lera vendido he de
090UU,, alem desle eiislem outras mollas qualida-
qu.lqqueerp':r,Ve:Dde,n "" me',0S d qUe e'" Ulra
Fumo em folha,
'JlfJZV- d. Aorim n. 39, armazem deManoel dos
sanios rmio, ha muito superior fumo en. folha para
charutos, por preco commodo. '
n..Ve.nd..".8e um Plin10 casal de escravos com al-
sumas habilidades : na camboa do Carmo sobrado
n. 10, segundo andar.
vi^t.Veandene ""'10 bom milhem saceos grandes
VIMOS da Parahiba, e muilo boa carne do serbio :
S tabern PreC comraodo : Da rua de Santa Rita n.
hilTi Je"d.e"*e. "ma D0ra crioula ern lodas as lia-
l.dades, de id.de de 24 annos, e bonila figura : na
rua do l.ivrnmeolo n. 4.
(RANDE ATTENGAO!
(Hura de losna romana, de Sollini,

i, lie tt
um dos excellenles remedios Inicos eonheci- m
S fc.,eq0e,ma'or '"""crode vezes tem pro- Z
E du'do melhores effeilos as molestias a que Z
2 v.i m JUl?adtf aPPHcar. C,ira com admia- Z
t mlPr0mp u as. dore, ""vosas do eslo- Z
g ""o. acedera a digeaU. .,a, pessoas que a Z
era tarda, faz desapp.recor o, amargos de
1 m/o Sazes,(luc s accumulam no esto- 2
mago, e desenvolva o appeliie ; cura igual-
meutoasdesynler.asclironicas, as ll.cluo-
K sidades, e be um poderoso remedio para as
cr.ansasqua soremde lienleria ou dejecces
tt alvinas liquidas, e muilas vezes repelidas, as
quaes seacham os alimentos mal discridos
i
i
As senliorasque padecem de chlorosenii p|.
W l"da cor, acliaro na tintura de losus romana
um medio elllcaz, u qual sendo usado por
B alsuirnempo as torna coradas. Tem sido de -
* graude vanlagem uo Iralamenlo da leucor-
rlieaouOores brancas, e jumamente no fluxo S
sniguineo proveniente de alonio do ulero A
} seu uso lie mu simples: as pessoas adultas
V deven, lomar duas collieriuhas de manhaa Z
erajejum. eduasa noile quando se quize- Z
9 rem gazallwr, dissolvidas em pequea quan- S
2? 1 ti "'"I morna- A cr'anS8 ''"a.ao Z
orna cothennlia de manhaa e oulra a noile.
5 af 41 e.u"'camena na botica de Joaquim Z
ja de Almeida Pinto, na rua dos Ouarleis.
mana ,*Ji
TESTOS
para Toltarete.
Vcudeai-ae ia rua da Cruz 11. 26 pri-
meiro andar, cai\inl.as com tentos muito
delicados para o apreciavel jogo de vol-
tarete, ou para outro iiualquer jpgo, l-
timamente vindosde Franca, epor preco
baratsimo.
Vende-se urna porcao de Irascos
com rolhas de vidro, muitoproprios para
conservar fbda a qualidadede rape, epor
preco muito commodo : na rua da Cruz
n. 26 primeiro andar.
Relogios
das melhores fabricas da Suissa. tanto de ouro como
de prala, ditos foliadosdoorados; vendem-se mais
ralo do que em oulra qualquer parle, na rua da
Cadeia do Recife 11. 18. ,
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba em porcio e a relalho,
por prero commodo : na ruado Ransel n. I
PALITOS FRANCEZES.
A fabrica de chapeos de sol da rua Nova n. 23.
esquina da edmboa do Carmo receben pelo ullimo
navio chegado do Havre os objectos seguinles : pali-
tos de panno lino forrados de seda prela e de cores
ditos de selim do China, ditos de palha de seda.dilos
di alpaca prela ede cores, ditos de liuho de brela-
nba branca, casacas de panno prelo e do uilimo gos-
to, riquissimas camisas com aberturas, puubos e co-
larinhos de linho, um lindo sorlimcnto de grvalas
do seda, urfl completo surlimento de chapeos deso
de seda e de panno para homem e senhora,, assim
como chicles, bengalas e iniu outros objectos de,
goslo, os quaes se vendem por preco moilu dimi-
nuto.
Vende-se urna negra de 40 annos, muilo sadia
e boa faleira e vendedor!, de rua : na rua das Cru-
zes n. 9 loja.
Braceletes de bom goslo.
Vendem-se bonitos braceletes de cornalina para
sen horas*f|900 dilos de diferentes gosl&e cores a
19280, diUHarameninas a 18900 esl3o se acaban-
do : n.i rua do (Juelmado n.63 loja de Joao Chrisos-
lomo de Lana Jnior.
Feio e bom.
Na roa do Qocimado n. 6.1 acaba de chegar as
bem1 conceptuadas navalhas feio e bom verdadeiro
seo inglez, resla apenas poucos estojos e o preco de
1^500.
Frondelina de
seda.
l'elo ullimo navio francez chegou uma fazenda
nova nesle mercado com o lindo nome Krondelina,
loda de seda, campo liso com lislras de seda malisa-
das, o que faz realcar o m lis poadvel, vende-se ni-
camente na rua do Queimado loja 11. in de lleiui-
que iS; Sanios, em frente do becco da ('.ongregacAo
passando a bolica a segunda loja de fazendas.
SACCAS COM MIUI0 NOVO
Vendem-se na loja da rua da Cadeia
Velha, esquina do Becco-Largo.
Vestidos de seda
_ A 15 O CORTE. -
Aa rua do Queimado em frente do becco da Con-
grcRocao pagando a bolica, a sesonda loja de fazen-
das de lienrique & Sanios, ivendem-se corles de ves-
tidos de seda de quadros atAo corle, dao-se as
amostras com peunor.
VBS DE BARATO:
Libras de linlias brancas ns. .50, 60, 70 e 80
Libras de ditas ns. 100, 120 e 130
Duzias de tesouras para costura
Duzia de dita, mais linas
Maco com 40, 50 e 60 pecas de cordio
para veslido ,
Pejas cem 10 varas de bico eslreilo *
Duzia de dedaes para senhora
Caisinhas com agulhas francezas
Caias com 16 novel los de linhas de marcar
(rozas de bnles para carniza
l'alceiras encarnadas para meninas
Ditas grandes para senhora
Pares de meias linas para senhora a 240 e 300
Meadas de lionas muilo finas paro bordar 160
Meadas de linhas de peso .nn
Grozasde bolOes muilo linos para calcas 280
Bafcados de linho aberlos e bordados* 120 e 240
Cnrleiras linas demarroquim para algibeira 600
r ivelas douradas para caltas e collele jo
Tinleirosc areeiros"de porcelana.o par tw
Ch-r.ileira entre lio*. ^ ?X
Duzias de torcidas n. 14 para candieiro o
Pentes de verdadeiro bfalo para alisar 300 e 500
Pecas com 6 112 aras de lila branca de linho
Canas com clcheles fraocezes
Carrilels de linhas de 200 jardas de boa
qualidade
Macinhoscom35, 40 e 47 grampas
Suspensorios, o par
Cnrriteis de linhas de 100 jardas, autor Ale-
xa nd re
Alera de lodas estas miudezas vendem-se outras
muilissimas, que a visto de suas boas quahdades e
baratos precos causa admiracAo aos compradores :
na rua do Queimado. nos quatro cantos, na bem co-
ntienda loja de miudezas da Boa Fama n. 33.
Bons gostos e de
boas qualida-
des.
Na rua do Queimado, nosqualro cantos, na segun-
da loja de fazendas n. 22, defronle do sobrado ama-
relio, vendem-se fazendas por precos que real-
mente fitem admirar ao publico : Panno preto
linissimo, prova de limito, p.rk casacas e palitos.
pelos baratissimos precos de 29500, 39500 e 59000
Va o^asemraJ ,"'e", de "Per-or qualidade
m l?^nS.C0T,d0, 'Paca prela muilo Tina a
100, 500 e bOO rs. o covado, corles de colleles de
rustoes de bonitos padrbes e cores (has a 700 e 900
'm. !?' pre'|,S df l4a e "da muil* ?'""!* a
KffWU, chapeos de sol de seda prelos e de cores, fa-
zenda1 superior 1, 69300, camisas francezas pintadas
para homem a 19280, riscados da India muilo linos
e largos e muilo bunilos para vestidos a 280 o cova-
do, aelira prelo maco, fiueda muito superior a 3-
0 covado, sarja hespanhola moito superior a > 400 o
covado merino muilo lino a 29000 o covado, mer
no A o at superior que pode haver e muiU
propiTo paAlilo a 18600 o covado, chapeos de so"
do panninUra 18600, chilas francezas muilo finas e
largas, de novos padriJfe. a 320 o ovado, fil de li-
nho liso e com llores a 1e 18440 a vara, luvas de
pellica de Jouvm para homem o senhora, chegadas
10 ultimo navio francez a I98OO rs. o par, luvas de
sedi de todas as cores com belotas a 18280, camisas
Me meia muilo finas a 18, luvas de lio da Escocia
brancas c de cores 400, 500 e 600 rs. o par, man-
as de seda para ravatas, prelas e de cores, muilu
boa fazenda a 1,280, panno fino azul de superior
qualidade a 49 o covado, ricas roraeiras de rer,,,
uSfZ V9' lenci"hos de relroz fr.uceze, a
19280, cassas francezas muilo finas e de bonitos na-
drOes a 300 rs. o cov.do, cambraia finissima de sal-
picos a 19 a vara, camisas francezas muilo
bem elas para homem a 29500 c 28ai00
cas-
Deposito de vinbo de cham-
pagne Cliateau-Aj', primeira qua-
lidade, de propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Jte-
cife n. 20: este vinlio, o melhor
de_ toda'a Champagne, vende-se
9
ARADOS DE FEUHO.
Na fundicao; de. C. Starr. & C..em
Santo Amaro acha-se para vender aras
dos ('ferro de "^li'- qualidade.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicSo de C. .Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha^ para vender
moendas de canna toda d ferro, de um
modello e construccao muilo superiore.
I niSo, na ru da Cruz n. 10,
lia para vender um sorlimcnto de conservas linas eo-
rao pilis p..u, sardines, asperges, langue de bof-
pale de f.iesaucisses. beaslak, elwpoiinean au jam,
bon, ponici au ju d'crevisse, Irandesu de vean;
assim como diversa. qu.lJdMes de vinhiw, como
Champagne, Xers, Madeira. Porto de ptima qna
lidade, v.nho de l-ranca branco lanligo) e lint., di-
versos I,cores, hummel, ele, cogna igarrf.do ,
qu|bqXrLrP.e.l',C0* ""^ "> "ld0 >"""" '
Vendem-se dous pianos forl^s deja-
caranda construccao vertical e com to-
dos os melhoramentos mais moderno,
tendo vindo no ultimo navio deHamnur-
go : na ruada Cadeia, armazem n.
Almanak cteLembranras Luso-Braileii a
para 1836.
1 volume em 32, com 384 paginas, 4 .
126 gravuras, por Aleandre Magno deCadil o e
o b. volume. be uma peqi'euina ejl
pn.icp.ada em 1851, e a que nao hJ
nlium dos ramos dos conheciroenUs humanos
redaccao dos autores, cujss proddcoes, *m verse
'' prosa, Jionram as paginas do Almanak de 1
e vende-se na agencia livraria n. 20 do esodoa d
-ol'egio, onde se achara tambem os vehSoTdo.
annos aniwiore.. Preco 800 rs. porc.dTrl
Em casa de llemy Brunn & C, rua da
t-ruza. 10, vendem-*e:
Eonaie brin da Hussia.
Instrumentos pora msica.
Espelhoscom moldura.
Globos para jardins.
Cadeira e sofa's para jardim.
Oleados para mesa.
Vistas tle Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
\ elai Mleaniiosde 6, pedra de marmol
f'1" mesas, papel ,1e peso inglez, papel de \
embrulno, oleo de linliara em botijas. Chico- !
les para carro e arreios para i e2 caedlw, .*
formas de ferro para fabrica de assucar, ro-
lnn da) India para empachar, tinta branca e V
verde, I metal nmarello ps>a forro, cemento \
ron.ai.ol. mmenlo de lodas ns qualidade, [
ea^io, de airo o de mnilna, abra- i
tde anecia, champagne e vinhos
nl.o : vendem-se no armazem de
C rua da Cadeia n. 21.
IrAo p
finos do
>'A
faina
l.encir.lios d
(o de senhoras
baralhos'de cari
a 560, toacas d .
luvas muilo finas
res para homem e
pe*, meias brancas
VENDE BARATO.:
relroz de Indas as cores para pecen-
ninas, pelo barslo preco *J9,
nissiraas francezas para vdt
para se nl.o ra> e meninas a 640,
fio da Escocia brancas e de eo-
nnoras a 400, 500 e 600 r. o
s para homem, fazenda
a 56S00 rs. cada'caixa, acha-se
un'cat)fcte em casa de L. Le-
comte reron & Companhia. fi-
fi----As caixajj^^marcadas a fo-
oConde dflBrcuil^^s ro-
los das gayian, tSy aa
potassa "e ufflteim
No anfigo e ja' bem conhecido deposi-
to da rua da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior,-
potassa' da Hussia, dita do Rio di; Janeiro'
e cal virge\n de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito avoraveis, com o quaes li-
carao os compradores satisiitos.
FARINHA AE fmODCA.
Vende-se superajWarinliJt mandioca
em saccas que tem um alquRre, medida
velha por 3$000 reis : nos armazen ns.
3,5 e 7, e no armzem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptotio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
54, primeiro andar.
& POTASSA RRASILEIRA. 0
^ Vende-se superior potassa, fa- (A
^ bricada no Rio de Janeiro, che- m
(A gada recentemente, recommen- |
q da-se aos senhores de engenhos os 1
' s$us bons elFeitos ja' experimen- *
tados: na rua da Cruza. 26, ar-
g mazem de L. Leconte Feron &
fJ9 Companhia.
mu.tissimo superior a BO, 200 e 240 o par, Uvas de
pellicadeJouvn bran&e e amarellas para hornero
e senhora a 1J900 o par, tamisas de meia moito fi-
nas e de pura Isa para hodscm a 3S000 rs- ditas de
algodio mo.n..roo finaea 11 e 1*200, tesouras mui-
lo linar para papel a 19500, Was superiore,
barbeiro a 1500, leques muilk linos a 3J, rii
fiadoras para collele de madiVperula e de re
oOO r dita, para palitos a 60W, caiiinhas coro
phosplinros proprias para charoleV a20/a..caa jar-
ro, douradoa de porcelana para flo\res de diversos la-
mauhos e precos, ricas filas de seda lavradas e lisas
de lodas as cores e largores, escovas lioissimas para
rdup;.; ditas para cabello, trancas de eda de beni-
tos padres de diversas largaras eoaree, navalhas fi-
niss.mas para barba, caivetes huissimos e de todas
as quahdades, hicos finos de linho de bonitos padrees
e diversas larguras, ricas franjas de akodo brancas
e de cores para cortinados, tesouras pitra costara as
mais finas qoe he possivel enconlrar-se. Voulras moi-
tissimas cousas que tudo seNvende porliao baratos
preco. que ao proprios compradores causa admiro-
Cao." na ru o Queimado, nos quatro calilos, na
bem conhecida loja do mi atezas ds Boa fama n. 33
A boa fa
VENDE BARATO :
Ricos pentes de tartaruga para canee*
Dilos de alisar tambem de lartarogj
Uilns de marfim tambem para alisar
Ditos imitando tartaruga para cabeca
Lindas meias de seda de cores para criancas
4500
33000
19400
15400
19800
finas
eiirles de
ssas para vestidos de bonitos padroes e com 7 va
s a 29 o corto, lencos brancos de cambraia de li-
nho inulto finos e grandes a 63 a dozia, ricos chales
decUslly com l.stra, de seda e bstanle grandes a
89, ditos de merino mudo finos e lisos a 69, luvas
prelasde loreal, de Lisboa a 1120, chally amarello
r.izenda superior e que muilo se usa para veslido a
800 rs. ofovado. romeiras de cambraia com lacos
de ricas litas de seda a 18280, grvalas de seda de
bonitos padroes a C40, meias de laia para padres a
29 o par.cortes de casemiras finas ede bonitos pa-
droes para calcas a 5, hriiiKnhos de linbo de bo-
nitos padroes a 240 o covado, brim trancado de puro
linho c de bonitos padrees a 800 rs. a vara, lapim
preto finissimo, proprio para vestidos e batinas de
padre a 19280 o covado, riscadinhos frnneezes muilo
linos e bonitos padreesa 240 o covado, meios Idhcos
prelos para grvala muito superiores a 19, lencos
brancos de cambraia muilo finos a .'100 rs., ganga
amarella mnito soperior a 320, meias brancas fina-.
para senhora a 240. 300 e 400 rs. o par, ditas pretas
muito finas a 320, ditas para hornero, fate'nda su-
perior, seudo brancas, prelas e cruas a 240 rs. o par
Alm de lodas estas fazendas outras muilas que s i
vista das boas quatidades beque se pdem ver o
quanto silo baratas, aliaiicaiido-se aos Srs. compra-
dores que nesle estabeteciraento nao ha fazenda al-
liso u-io de linho
e algodao,
muilo superior, com 11 varas a peen, por 3500:
vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que vol-
a para rua da Cadeia'.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
m como potassa da Hussia verdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
Meias pintadas lio da Escocia para crian,a"s240e
liandejas grandes e de pinturas fu.as3cKM) e ~
Papel almacogrevee pautado, resm
Pennas bnissimas bico de lape*, groza
Bitas muilo boas sem ser.de lanra.groz
culosdearmaco de ac cea'* Ifc.r^..
Lunetas com rmaco de tartaruga
Dilas com armacao. de bfalo
Toucadores de Jacaranda com bons espelhos
Meias de laia muilo superiores para padres
Ricas bengalas de canna com lindos easldes
Uas de junco com bonitos rasloes
Ricos chicles para homem e senhora a Ije!
Meias prelas de algodao para padres, o par
(ravatas de seda de lodas as cores 18 e lj
hilas de velludo de lodas a cores, a vara 160 e 320
Atacadores de cornalina para casaca
Ricos relogiiihos para cima de mesa
Suspensorios finos de borracha, o par
Penles muilo finos para snissa
Escovas muilo finas para cabello
Capachos piulados muilo bonitos
Botoes liniss.mos de madreperola para ca
misa, a groza-
Alm de todo islo vendem-se oulras muilas _
sas, que a vista das qualidades e precos faz admirar:
na rua do yueimado, nos qualro cantos, ua leja de
miudezas da Boa Fama n. 33.
ESCRAVOS FGIDOS.

"*'
I Vende-se uma casa na rua do Fogn. 32: a
tratar na roa do Livramenlo n, 21.
para quera quer dar es-
tas por pouco dinheiro,
oV5!!dem",eC'rlM de.c""* cl,il Je bom goslo a
Z|, ditos de padrees frsncezes a 28400, cassas rozas
para aleviar lulo, dilas prela. de.padroes rniudos a
28 o corle, alpaca de seda de quadros de lodas as co-
res a 720 o covado, lencos de bico tanto pintados
como bordados a 320 cada um, grvalas de seda ca-
ra homem a 13 c i600 ; lodss estas fazendas ven-
dem-se na rua do Crespo n. 6.
Farelo novo
prximamente chegado : no caes da alfandega, ar-
mazem n.
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recife, de ilenry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos. para
dito.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcas e aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loia da esquina que
olla para a cadeia. M .o
CAL DE LISBQA A 49000.
stK tst-2 v^ddeesao g
Moinhos ds vento
omhombasderepuiopara regar borlase baixa,
decapim.nafundicadeD.W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6. 8 e 10.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregad^ as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o inethodo de empre-
,uma que seja as.inada, e sim ludo sem avaris, de. K-lo no idioma portuguez, em casa de
bons gostos e boas quahdades. n n;K *. r-_ u- i
r. N. O. Btebci 4 Companhia, na ruada
Cortes de cassa ------ *
Cruz.
4.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 4.
Si'llins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 9*1.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.

Desappareceu nanoile do dia 9 para 10 do cr-
reme mez um negro Cassange de noifle Manoel Pe-
queo, de 4 anuos, pouco mais oo masoa, cerpb
secco, pos largos e seceos, barba.ln,jja.n &
branca e uma calca de riscado azul e um chapeo de
palha com urna fita prela, larnbem levou urna Iron-
a de roopa, he quebrado e era as mos dejada*
por ser amacador de padaria : quem o Miar teve-o
na padaria franceza do aterro da Boa Vista a. 50
que sera recompensado.
' ~ Desappareceu no dia II do correle mez, de
engenho bmipapo. comarca de Sanio Anta, om es-
cravo por nome Zacaria.. reprsenla ter 28 anno,
baixo, secco do corpo, pea bstanle palhetados. lem
urna rendinlia ero uma perna. suppoe-se que elle
anda nesta prac como ganhador : qoem o appre-
liender leve-o ao mosmo engenho, aue ser genero-
samenlegra.ilicado.^.
Appsreceu no engenho Paulisla, em om des
das desle mez um prelo de nome Antonio, qae diz
ser escravo do Sr. Jos Gailherrae d Fonseca, do
engenho Ribeira Grande : quero se julgsrcomdi-
reilo ao mesmo, baja de o procorar uo lugar indica-
do, certo de que o proprielario So mamo eogenha
nito so responsabilisa pela morteoo loga do mesmo
escravo.
Desappareceu do engenho Sitio do Mel da
Iregueza de Una comarca do Rio Formse, oo dia
de oulubro do eorrenle anuo, o negro Cosme,
cnonlo. reprsenla ter de idade 35 annos. edr fula,
altura regular, ollios redondos, testa saliente, com
pequeos cantos, eicalrizes de relho as cosas, ps
largos, pouca barba, denle* perfeilos, levando roopa
de algodao azol, e chapeo de palha, sendo official
de carreiro, cujoescravo foi comprado nesta praca ao
Sr. Jlo rrederieo de Abreu Reg em 13 de malo de
18o0do que rogase a todas as autoridades polieiae*
e capiUes de campo o aprehendam entregando nesta
praca o Sr. Manoel Alves Ferreira oo no melWf
engenho a seo Sr. Leocadio Francisco Cavaleanli de
Albuquerque, e protesta impor-se as penas da le
sobre qualqoer pessoa que o teoha occullado.
No dia 11 do corrente mez fugloo (treta JoSo
cnoulo, de idade de 20 annos, mais ou menos, de
eslalora e figura regulares.lendo uma pequea cica-
triz sobre o olho direilo, levando comsigo-doas cal-
Cas de algodao riscado aznl, Irrs camisasdo mesmo,
ires ditlas de madapoln com peilo de linho com a
marca I). W. Bowman, qualro camisa, novas de al-
godaoznho, um chapeo novo de palha avteriranu
com fila prela, uma jaqoeta nova de ganga amarella
um chapeo de sol novo de paniiinlio prelo, e uma
cobertade chita velha ; qoem o apprehender e le-
vara Francisco Manoel dos Sanios Lima, na roa do
Brom n. 8, sera generosamente recompensado.
100,000 de gratificactk.
Desappareceo no dia 17 de agoslo prximo ouu
do, pelas 7 horas da noile, a preta Lourane. Ja a.
C3o Angola, de idade 35 a 40annos, pouco mas eu
menos, tnm os signaes seguinles : om dedo da snZn
direila inchado, magra, lem marcas brancas as doai
pernas; levou camisa de algodantfjka vestid* i
chita rdxa, panno fino, e mais um troSx'a de reoea*
roga-sea lodas as autoridades policiaes oo caniUaa
dejeampo que a apprehendam e levem a seo seobar
JoSo Leitede Aievedo. ns praca do Corpo Sanio n
1/, que recebera a gratificarlo cima
*
*
. .
PERN TYF. DE M. F. DE FaRIA -' 1~855
i


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