Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00495


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Full Text
INNO XXXI. N. 268.
Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
TERCA FEIRA 20 OE NOVEMBRO DE 1855,
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.

DIARIO DE PERNAMBUCO
1
ENCARnKGADOS DA SUBSCBIPCAO'-
Ko'cife, o propreterio M. V. de Faria ; Rio da Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Marlins; Baliia, o Sr. t.
Duprad *, Marid, o Senhor Claudino Falclo Das;
Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nalividade ;
Natal, o Sr. Jaiquim IgnacioVereira Jnior; Ara-
c|ly, o Sr. Amonio de Lemos Brasa ; Cear, o Sr.
Joaquim Jos de Oliveira ; Maranliilo o Sr. Joa-
qun! Manaes Rodrigues; Piauhv, o Sr. Domingos
lereulanjJAekilesPessoa Ceareose; Para. oSr. Jus-
lilo J. Rimo-.; Amazonas, o Sr. Jerouymo da losla.
. CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 5/8
Pars, 348 rs. por f.
' Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 por 0/0 de descomo.
Acc,6es do Banco 43 0/0 d premio.
da Companhia de Bcberibe ao par.
_ da companhia de seguros ao par.'
Disconlo de leltras, de 8 a 9 1/2 por 0/0.
HETAES.
Ouro.Ornas haspanholas. 299000
Mocdas de MOO velhas. 169000
de B55400 novas. 16C000
a de 48000. 99000
Praia.Palacbes brasileiros. 29000
Pesos columnarios. 29000
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS COR REOS.
Olinda, lodos os das.
Caruari, Bonito oGaranliuns, nos das lulo.
Villa-Bella, Boa-Vista,ExcOurieury, a 13c28.
Goyanna c Paralaba, segundas e sextas-feiras".
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Priineira 1 hora e 18 minutos da larde.
Segunda 1 hora o 42 minutos da nanahaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas c sabbados.
Relaco, tercas-feiras c sabbados.
Fazenda, quarlas e sabbados s 10 horas.
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizodeorphos, segundase quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas o sextas ao meio-dia.
2* vara do'civel, quarlas e sabbados ao meio-dia.
EFIIKMERIDES. .
Novcinb. 1 Quartominguanteas2 boras 46 mi-
nutos e 48 segundos da larde.
> 9 La nova as 5 horas, 11 minutos
e 40 segundos da tafde.
i, lt> (Ruarlo crescente as'Jhoras, 20 mi-
nutos e 49 segundos da manhaa.'
23 La cheia as 5 horas, ti I minutos e
4 i segundos da tarde.
DAS DA SEMANA. *
19 Segunda. S. Isabel viu. f. rainha.
20 Ter?a.' S. Flix de Velis ; S. Oclavip m.
21 Quarta. Apresenlacao da SS. V. no Templos
22 Quinla.S.Cecilia j. m. ;S. Palemn m.
23 Sexta. S. Clemente ji. m. ; S. Chrysogno.
24 Sabbado. S. Joao da Cruz ; S. Felicidade ni .
25 Domingo. 26 e ultimo depois do Espirito San-
io ; S. Calharina v. m. ; S. |*smo m.
r
i
i
v
i
.
ARTE IFTICIAL
GOMMANDO DAS ARMAS
Juartel-teaeral o eoaanaaado daa arma, da
Pachamanca aa el dada da Recite, am 19 a
avaveenare da IH55.
OKDEM DO DA N. 149.
O Illm. e Eira. Sr. roarecliat ile urapo Jos
JoeqnlsnCoellio.eomroaodanle das annathianda de-
clarar para os lio necesarios, que iiesla dala se a-
Eienlou no j artel general, vindo da proviucia do
Grandedi' Norte.o ir. capillo Joaquim Francisco
ta Oliveira. que foi maudade reunir ao balalhao '.!"
de iafanlaria 'le perlence.
Candido -al Ferreira, ejudante de orJens erj" "3itTurtrtinpl
carregedo do delallie.
IITERIOR.
aro
BE JANEIRO.
30 de ouluhrn.
NEt rOClOS DE MONTEVIDEO.
timos no ortigo precedente que a iulervenriio do
Brasil nos negocios do Kio da Peala, salvando a ra-
|Hiblicar do l'rugaay de urna ruina infallivel e im-
UMdiaU, asseipirou ao mesmo lempo a tranquillida-
adas nossas fronteiras, e deu novo loslre gloria
> noeaas atinas.
Mas ha fo cj contestar que os successos posterio-
res nao correipjnderam lauta como linhamos dire-
te da eapefai a estes brilhautcs comeros.
ceno e expulso'a dictador, e desassombrado
MontevUep. era bam natural que preponderaase o
partido trianipliaiHa da defeza, lio cniratmeute au-
iliada pato Ihasil.e que era galardn dos assignala-
dos eervicos que llie prestamos a repblica u-asse ao
aaos parra coiojmsco da mais extremada beuevo-
leaca eru lo las Aifelacoes internacionaes.
Mellior perern que essa exclusiva preponderancia
team partido apelar do quao devolado nos devia
elle ser, houve uin accordo entre lodos.aquelles em
qae se relalliava a pequea repblica, firmado nos
protestos do esquecimeulo completo do passado, e
a sincera uniao para cuidar-se do futuro.
A priaaeii i cousa a que cumpria provee para a
tfgeDiaace da repblica ota a eleicilo da as-em-
plea geral, ea consequente eseolha do presidente.
^^B**u ja a opporlunidade de averiguar se o llra-
II devia usar da sua influencia para encaminliar
essas eleiris. e ae cum effeito fez nesse intento
quanto poda e devia para assegurar nossos dirsitos
a iuleresses. Os fictos eslo consummados, e sao
irrevogaveis.
Bnlrelanl.i a mioria da assembla eleilasahio
oribisia ; e, como era de erar, escolheu para pre-
sidente da repblica um humero da sua parcialida-
de, oSr. Gi-o.
Depois da recente derrua de Rosas, e do sen lu-
gar-taaente em Montevideo, este resollado era re-
i imprevisto, e sem duvida o ultimo que de-
Mer>r. O Brasil lodo o considerou com um.
kpb>Dlo datorpreza e despeilo, e a marcha
ente do nuvqaejoverao nao fui nada propria
para dWaztr ou allsapar esse sentimeulo. .
Devenios (lurem confessar que a morle inesperada
i general Garzn, personasen! em quera se con-
satravam a ooufauca e as sympallnas universaes,
nado por este titulo para a presidencia, frus-
idas as cofAbina^es anteriores e concorreu
ponte para que o partido que acabava de
Ht lixesie essa especie de empalmarlo do
poder
e)aea*edaSa,.fc*n. nia bailaeaaa justilicar
a appreheaaie. que suselloa, a pinta que
presidie ccnstanlenftiile sua adminislracilo tiion
ledas as da*idas n rae respeilo.
No iptIse, a administrarlo, esquecida do ac-
cordo genel|Hp feito para r'>r liin a todas as amigas
dmencSee, i afanar al a memoria dellas, se fuste
postivel, MjlBpl" contrario urna politica mesqui-
nha e apo-M Impropria para elernisa-las a acen-
der novos >.)io. Os uomes mais Irislemeole celebres
e comprometidos ua parcialldade de Oribe figura-
ran) as diversas combiuerOes minisleriaes ; e as
medidas mais odiosas temadas por aqnelle general,
ae no erain maullas era loda a sua inlegridade pe-
le novo presidente, erara pelo menos revogadas com
visivel repugnancia, e depois de longas ililaces.
Dio obstante a* vivas reclaniaces da opinio e do
Brasil, iat-iressado pela sua parle em faaer cessar os
actos deeipoltacja qae os subditos do imperio ha-
viara tanlaa vezes soflrido durante o longo periodo
da guerra civil.
Pelo que dizia principalmente respeilo s relacCes
Ua repblica, com o imperio, o Sr. Gir coroecou
por querer annollar .os tratados de .llianca a que a
rnearoa repblica devia a sua salvaro, o que de
eerle se explica muilo bem da parte de quem prefe-
rira italtualenle o Iriurapho de Rosas.
Nao llie sendo possivel levar por diaote esse e-
traulioe eiejindaloso designio, dominado o Sr. Gir
on pela auiDc<1o pjessoal, ou pelo mais mesquinho
espirito de parUJo, JdIHdflsiado o seu proposito a
argainsar a alH HHprAo,-com que se
perpelaasse "aM a seus amigos. Todo
entregue i eaaap Bprocurou ir de ac-
cordo cot o gs H, antes deSprezou
sempr*e toiloa oiiZti^KQ B^e dava todas as
, prdvas e> um animo rnalevHHBotlil.
Em din paiz que, como Ioootos outros da mesraa
erigem, t; lom tornado famoso no mundo pela ios-
labilidada1 de suas cousas, semellunte poltica nao
pedia dei lar de produa^os fruelos euslumados ;
aatia anles de vencida^Hlde da sua carreara pre-
Seial, o Sr. Gir caHVno poder, quaai sem pres-
te maten.il apparente, e visivelinenle sobjugado
1 daaciHiceito e abandono geral. Silencioso e o-
!t prociirou, nao a protectSo do Brasil, porin
a da Fraac.1.
Hei
xujo pavilhu se foi abrigar.
proprio havia ilesvirluado pela sua
ndo seu annullameiilo, o Sr. Gi-
intervenoilo 'da forra armada do iin-
inanter no po ler, de que se havi
1 DMSe lie imupaz, e era cujo eiercciiu dera tantas
proras do malevolencia ao inesmo imperio. Mas
losando br.isileira emMotevideo era iinpossivel pres-
tar auxilios de semelhanle narureza, nao s porque
nlo liaba fcirja suflicienle a sna dispoSiru, como
porque ae achara para tanto aolorisado pelo gover-
no imperial, a quem nunca oSr. Gir flzera Lee pe-
didos, peri dera serr.pre o menor aviso acerca dos pe
rigos que <> r.ereavam, por maneira que no momento
supremo si decisivo nap eslava o governoapparelha-
do para Ih'o prestar dora aquella pronipti lao que
era conditao essenelarHla sea ellicacia.
Botrntaulo revoluro effectuou-s sem resisten-
cia, aueot leudo aoSr. Gir, primeiro um governu
pravisoric e depois o general llores, elcilo presi-
f,m quanto estas cousas se pasavaro, o ex-
presidenls desombarcava do navio francez a que se
havia acomido, e serecolliia Iranquillamente sua
easa, come simples particular, de modo que, quau-
do o Rowrno ai Brasil anda n.lo informado do
desfecho pacifico da revoluro, Ule offerecia a cn-
apersejo necessaria pura o reslalieleciinenlo da sua
aaloridad. legal, o Sr. Gir declsrava ao enviado
brasilairo que os sentimeulo manifestados pelo nos-
so govfrn i eraro summamenle honrosos, mas que,
na aitaaclo em que se acharara as cousas, a coope-
recie afereeida llie pareca inopporluna e inaceila-
B- Tal era o senlimenlo daBpropria fraqueza e
Wolamen.o qne o sJoiniuava, se nio he que esia ap-
parente ibnegarao toda ae encaniinhava a rebufar
projeelw ulteriores ja de enlao urdidos.
O cerlo he qae piuco depuis, em dezembro de
185:1, Tebanlou n campanha ama sublevarn para
restaurar a presidencia Gir, e este senhor, deslem-
Jtrado da sua rcenle e pereinptoria recusa, lornuu
a solicitar o auxilio do Brasil para conseguir-so
aqnelle denlo. Como era de rato o nosso auiilio
Ihe f->i recusado. Para o dianle, e a propnsilo de ou-
Ira revolucao semelhanle, eremos occasiao de apre-
ciar as'nsular discussJo travada acerca do pedido
e recaes da intervenco activa do imperio. Pelo
am qu.irito basta saber-se que ella foi negada, e
qne a sublevarlo da campanha, promplamenle re-
primida pelo novo goveroo, t leva em resultado
ama intil elfu3o de sangue. e dar mais um fu-
nesto e-emplo de paz publica perturbada pela ain-
hir.1o,,das procripi;oes e violencias de todo o se-
ero, que sao o lucubre e ordinario cortejo de seme-
Htautea cominocoes.
Causuinada a rev.ola{do, e castigada por este modo
a improvidencia, obsliuacio e cegneira da admiuis-
trai;SoGiro, uinguem crea que a ambirao do man-
do eeearnienlasse fui lo estrondoso e memoravel
meaaplo, equando nao ae abslivesse de todo, guar-
i a iimaou decoro a que lodos os homens pu-
i esla okrfados nai6 que os simples pirlicu-
idiz em um rlbelo recentemen-
^Andr Lamas, que uesta corte
o represeiitinte do Estado
m profundo couliecimenlo das coli-
sas da >iua pelrt), tenho vivido, por desgreca mi-
nha, fida d* nossasrtvolnaOes e das nosias tristes
ambaro*., e coabece m variados prismas por que
m wr-se as
Urea.
Tan
le publie
foi por ib
Ortental, o
soem<
Hs nafras e neis culpadas.
A|ambicjo produidelirios horriveis, e o misero qne
arde na sua febre, perturbada a razilo, lema de or-
dinario o caminho mais epposlo ao que desejaria lo-
mar, e que o seu dever Ihe indicara claramente, se
a paivio oio Ihe perverlesse a conscieocia.
Foi o que aconteceu primeiro com o presidente
Gir, e depois com o coronel Flores, ambos elle-,
alias, homens pessoalmente irreprehensiveis ede um
carcter honesto.
O coronel Flores fura parle mili principal na ulti-
ma revolarn, para cujo deseuvolvimeulo o esto
concorreu poderosamente a circumstancia'de exer-
eer elle o cargo de ministro da guerra do gabinete
do presidente decahido. Os conselhos mais obvios,
pois, da prudencia e do decoro o arredavam da cau-
didatura suuBjaj dJflMaRBnjdndnajagW ; mas u
^ cabedai, so-
licilou e oblSve J*pVeaalfneiT pelo resto do lempo
que faltava ao Sr. Gir para preencher o periodo
constitucional de qualro auno., vindo assim a le-
galidade a por o ultimo sello a obra da revoluro e
da violenciatrale, mas inevitavel recurso, dictado
pela prudencia no meiodas discordias eivis, em or-
dera a previnir males muilo mais graves.
De po.se domando, ja iiilo bastava ambirao do
general, nem do circulo que o inspirava, esse pe
riodu supplementar Uo curto ; e enlrou-se a divul-
gar a sua prelenrao de fazer-se recleger.
A esta prclenrAo obstava o arl. 75 da cooslituicao
da repblica, o qual estatu que as (unecOes de pre-
sidente nao durem mais de qualro anuos; eque ne-
iilium pos.a ser reeleilo sem quederorra oulro tanto
lempo entre a expirado das suas funcres e a sua
rerleicao. Seja que os legisladores coiistiluintes, le-
vados nislo das prevelirrs da anliga escola liberal,
se moslrassem simplesineute ciuss e desconfiados
da preponderancia do poder execuliro, augmentada
pete permanencia do mesmo individuo no seu exer-
cicio ; seja que livessem em vsia deiiar no inter-
vallo aos oulros poderes ampia liberdade de exame
sobre o* actos da administracao fiuda ; ou seja li-
nalineule que quizesaem prevenir os abusos a que
seria fcilmente amistado o presidente que de posse
de todos os recursos da autoridade suprema fosse
tentado a pleitear a sua reeleic.au, o cerlo he que a
di.posir.1u couslilucional he clara r evidente, a que
o general, solicitando a reeleicao que Illa dara seis
anuos de presidencia,'a feria de frente.
Cunhecida esta preleucilo, a opinijo publica se Ihe
mostrou para logo Iberiamente contraria ; e como
qoer que, alm ilisso, prasentisse o general que o
governu do Brasil nao Ihe era favoravel, enlruu a
proceder como o suu antecessor, isto he, iiojulenor
consliluio-se presidente de partido. Fautor exclu-
sivo dos inleresses da sua parcialidade, obsliuado,
ceg e sardo aos conselhos da opiniao, coja mani-
festarlo lenlou reprimir, altenlando contra a lber-
dada de imprensa, o general exlraviou-se nos mes-
moa desvos tortuosos que haviam levado o seu eu-
tecessor i perdilo.
No eilerior, moslrou-se, como elle, hostil polti-
ca da alliaura, e provocou seras desavengas com o
uosso representante.
O resuldado devia ser o mesmo. Abandonado de
lodos us partidos que Miccessivmenle alieimu, para-
lysado dianle da i'eprovarao unnime da opinio, e
redozido ao pequeo circulo dos mS.is conselheiros
que o perderam, o general vio-sc obriuado a renun-
ciar-ao poder rauilu anles do prazudc sua eipira^ao
UJBI.
Ao revez do que de si mesmo dissera rom lairla
n*brez e exactidito o illustre general Cavignac,
de ambos estes dous hoinens se pode afeilnmen-
te aflirmar poder.
E para que lodos se imilassem uns aos oulros at
e fim, sena I vareta aaaakaaas. pcwaatlo alas Uryes da
experiencia, rccela-se'qlre o general Flores lente
lambem os azares de urna restaurarlo.
O que he cerlo he. que todos elle. depoi< de des-
denharen, os conselhos do Brasil, e de lostilisnrcm
a sua politica e oe seus iuleresses mais ou menos
.-iberiamente, no momento critico recorren! a aua
cooperacao para se manieren!.
Sabe-se que durante o curso da ultima presiden-
cia o Brasil deu um subsidio de 720 mil pesos a Es-
tado Oriental, e enviou urna divisflo de cinco mil
homens do seu exercilo a oceupar Montevideo, ludo
por solicitadlo depois de reiteradas instancias do
respectivo governo.
A enormidade dos nossos sacrificios nao parece po-
rem titulo a.saz valieaaaara que sejam consulta-
dos os inleresses, ou leuos a opiniao do Bra-
sil, quando os senhoraaj 0^em successivamente di-
rigido oa deslinos da rdfJnblica tratam de seguir eala
ou aquella politica.
Esse desdem que affectam e pralicam pelos nossos
conselhos, lambem nao os impede de reclamar o
uosso auxilio, quando pelos seus desacedas esli
prestes a cabir, ou quando depois de cabidos lenlam
reslaurarOes 1,1o insensatas da sua parte, como fu-
nestas a sua palria.
Entilo vem a iucvilavel citarlo dos artigas do tra-
tado da 12 de oulubro de 1851. que estipulara a
prestarlo de soecurros por parle do Brasil para sus-
lenlar.lu do governo legal da repblica, qualquer
que seja o pretexto por que os sublevados tornera as
armar.
Enlao se e vcl discussJo, a que anda ha pouco nos referia-
t reclim.ir.lo da auxilio responde o goveroo do
llrasil que os arlgos do tratado se nao devem enten-
der materialmente, e pfesuppoem um perfeilo ac-
cordo entre os dous governo., bem distante do es-
lado de desinlelligenCM em que eflectivamente se
achara, e da mi volitado que Ihe manifesla o da re-
publica, nlo o consultando em rousa alguina, e
desprc/.andu sempre os conselhos ufliciososque Ihe
ota.
Se ha isso o que o Brasil pretende, responde-se-
llie ita oulra parle, mais Valeria renunciar o Estado
Oriental a sua independencia de urna maneira fran-
ca e decidida. Seria isso mais digno do que deixar-
se um governu independenle governar porauj/o go-
verno eslranho.
Nao hmenos cerlo, insta o Brasil, que irte deve-
nios sacrificar o dinheiro dos nossos cofres e o san-
gue dos nossos soldados, sera saberrnos ao rueos o
como e o por que. Nao Invenios manobrar como Suis-
sos ao aceno de um governo eslranho, que lie pago
em voz de pagar, para sustentar caprichos pessoaes
desregrados, e evitar crises para que nao concorre-
mos, e que antes a menor alienlo aos nossos con-
selhos leria fcilmente prevenido. O auxilio pac-
tuado pelo Brasil lem por fim a maiiuteiirSo dacons-
liltiirlo e das leis, e nao a dos homens que asviolam
alertamente.
Entretanto que assim se disputa, os aconlecimen-
los vo seguindo o seu curso natural, as mudanzas
iiiconslitucipnaes se operara, e oflerecem por lira ao
Brasil um ultimo a irresislivel argumento : o im-
perio nao lem que prestar as suas armas para revo-
ltear a guerra civil no intuito de restaurar um ho-
rnera, a de irapo-lo a turo inteira que o repelle ou
abandona.
Poupareraos ao leitor a repetico de oulros muilos
argumentos, raziius. replicas e treplicas que a dis-
cussiiu deste iuexgotavel assumptu lem fornecido a
ambas as partes.
O qu: nAo sol re duvida he que quem presta o au-
xilio lem o iudispulavel direilo de fixar as coodires
cofti que o presta. Presla-lo sem coudires, ou re-
cebe-las anda ero cima, da parte favorecida, seria
um monstruoso absurdo.
Nao he menos cerlo lambem que o modo por que
no tratado de 1851 se eslipulou a preslacAu do au-
xilio de forc lem resultado essus discusses. a a si-
tuadlo desagradavel em que uuineio dellas por ve-
zes se tera visto o imperio ouT seus agentes. Gon-
vences posteriores determinando da um modo
positivo a occasiao, a ualureza, exleuso e durarlo
dos auxilios prestados ou aprestar, eorrisirao era
parte o deleito dessas primeiras estipulares. Mas
isso anda nao basta para obviar aos inconvenientes
da alliaura, e lomar a sua conliiiuacao compativel
com-os inleresses do imperio, poupando-nos os gra-
ves sacrificios al agora leitos pela maior parle era
pura perda.
Nos comeos da allianca ama razoada confianca
jostilicava at cerlo ponto essaj estipularles. Depois
das tristes experiencias que havenios feito he impos-
sivi'l que continuemos pelo enligo Iheor.
Em oulro artigo daremos a nussa opiniao a esle
re todas as suas faces.
I de novemhro.
Os sacrificios que temos l'eilo nos auxilios presta-
dos ao Balado Oriental sao coosideraveis. Nao que-
remos computar aqu a saocua a dinheiro despen-
dido ua sustentaran da esquadra e exercilo que au-
xiliaran! a campanha coulra Ilusas ; o Brasil finura-
va enlao como parta directamente inleressada na
queda da lyraiinia, hem que o seu ulerease nao p-
deme de modo algiiui emparelhar cora o dos nossos
vi-iulios.
Porcm, a proposito dessa guerra, emprestamos
repblica 1,1120,11 i I pesos, depois da paz, 110 sub-
sidio mensal que doro mnimo, mais 7-20,000. A-
foro isso, a divisad que estacionou em Montevideo
conlinuon a ser manti la costa do imperio, quan-
to aos vencimenlos ordinarios das respectivas pravas,
pagando smenle a repblica o excesso da despeza
extraordinaria.
E anda nos servimos de urna expressao iqexacta
qoando dizemos que a repblica paga esse exces-o.
Nao, apenas se respoii'abilisa por rile, e o estado das
suas liuanras nem ao menos permute prever a poca
em que ella possa regularmente satisfazer, nao j o
capital, mas os juros siraplesmeule desses dous rai-
Ihes de pesos fortes que nos deve.
EJIque ganhou a repblica, e por consequencia o
Brasil Uo intimamente interessado na sua prospe-
ridade com esees enorinos sacrificios '.' Se compara-
mos a siluaco actual com a da poca anteriora
qued do dictador, o dillerenrs he sem duvida con-
sideravel. Cbssou a guerra civil com lodos os seus
horrores, e a paz que ihe succedeu, posto que per-
turbada a esparcs, lem produzido as suas naluraes
eonsequeucias ; ha mais seguranza de vida e de pro-
predade, o commercio e a industria tem Udo mais
desenvolvimenlo, a propriedade lem subido em va-
lor, a campanha acha-se tres oa quatro veze s mais
abastecida de gado ; na o puucps BraarteSro, e ou-
tros eslrangeiros pacficos a industriosos, nella se
bao eslabelecido, a populado era geral lera aug-
mentado.
Mas por oulro lado a situaran da repblica conti-
na a ser mais que precaria, e os melhoramenlos
mesmo que as-isnalainos esli muilo quem do
grao de desenvolvimenlo a que poderiam lee allin-
gido, se os auxilios du impeeio e as forras pmprias
do paiz livessem lido urna applicarJo mais pateioli-
ca|e mais sensato.
Longc disso, em menos de q-jaieo annos, dous pre-
sidentes teem sido successivamente apeados do poder
por meius violentos, concorreu lo mais que muilo
para isso. uao menos qae os proprios desacertos do
governo, a exclnsiva prenrrupar.to dos inleresses po-
tilicos a que se eulresaiu por igual governanles e
governados. s
Os presidentes fazem poltica pessnal, organisara
partidos que posaam Cvonea-la, aspirara a reeleires
iiicousliluciouses, e alimentara lalvea pensamentos
de dicladura. Se, de erro em erro, cahem abando-
nados de lodos, uen'i por isso recuaiu dianle das
leulativas das reslaiirariies, e da guerra civil, que
be dellas inseparavel.
0< seus adversarios, os que aspirara a subslilui-loa,
espreilam lodos csses erro*, tiranr dalles o partido
que Mies he possivel, envenenara ante a opiniao pu-
blica os actos mais innocentes, e provoram artificio-
samente os eioessos e abusos do boder, que condu-
jera s revolures.
.No raeio deslas lulas preponderan!, qoer como
agentes, quer como instrumentos, os caooilhos e sol-
dados ; gente asperrima a dura, que nao vive senAo
da guerra, e ido enlende oulra poltica, oulra juslica
e oulros direits senao us das armas.
Em vo, tratando delles. exclamou patriticamen-
te o Sr. Lamas no seu j citado folhelo : lili quao
triste he a existencia dos un.sus militares Servem
de esaada aos caudilhos cora suas espadas e sen sau-
gue, e os caudilhos, mal que salgara o poder, dao
cora o p na escada, a la vao seus despojos parar nes-
sa especie de Necrpolis que chamamos eslado-maior
general. All jazem na miseria al que; evocados pe-
lo clarim da discordia, apparecam de novo como
10.Ir lmenlos de dc.troirAo.
Em vio, dizemos nos, porque rodando de continuo
nesse circulo vicioso'de aecas e reacres.cs homens
de guerra da repblica esquecem ou desconhecera tat
seus verdadeiros inleresses, ioseparaveis da pro>pe-
ridaile della.
Diante da preponderancia quasi exclusiva das ar-
mas, as capacidades e virtudes civis so cun leinenle preteridas, e dahi nao se olha de modo al-
S'im ao nielboraraenlo do paiz, au se prumove a
(-olouisacao, nu se iuslituem bancos, to se protege
o commercio. Bem a. indtntria. uaiawe aariOMltu-
ra, sendo que esla ultima a bem dizer quasi nao
existe.
Nem osedeveres mais vulgares da administrarlo
trra sido dasempenhados. As linancas estao desor-
gani-adas romo no priraeieo da. e todas as recla-
inaroes do Brasil para que se pruveja nlsso seriamen-
te neiihum resultado lem produzidu. 1
O enorme dficit animal s poda desappaeecer
medanle a creacao razoada de novos impostse um
melhor systeraa de arrecadac.au. e sobretodo pela re-
durr.lo dasdespezas, despedindo-seoexcessivo e in-
til pessoal civil e militar que absorve as rendaspo-
hlicas, e pondo-se osvencimontos do qne for julgadu
absolulamenle iudispensavel mais em harmona com
os mioguados recursos do Estado.
I.onge disso, e nao obstante as mais solemnes pro-
messas, enredados os presidentes e os seus ministros
nos manejos e Iransacres da politica pessoal, que
vive dos abasos, se alguma cousa tem feito be cm-
peiorar a m siluaco dos negocios, cada vez mais
aggravada pela sua mesraa diuturnidade, e pelo en-
fraquecimento gradual das c-perinra< que a princi-
pio se alimenlavam de v-la melborada.
Ua quasi dous annos, tratando das funestas con-
sequencias que Irouxeea comsigo a intil lenlaliva da
restauraran do Si. Gir, dizia o governo hrasileieo
ues-a famosa circular de 19 de Janeiro de 1851, di-
rigida ao rorpo diplomtico desla corle :
tf Nos tres mezes que durou a lula (a da restaura-
ran a situadlo da repblica empeiorou cousidera-
velmenle.
e A popularao, j lao diminuta, soflreo urna perda
que excede a quinte mil pessoas uleis.
Os emigrados que vinham para a repblica to-
maran) oulro destino.
Os capitaes que comecavam a appareccr reco-
Iheram-se de novo.
O commeecio ticou paralysado.
ci As rendas, alias escassas, >consumiram-se por
anlecipacSea onerosas.
A divida publica augmenlou-se.
Os credores do Eslado, em cujo numero coutam-
se eslrangeiros de diversas uacucs, viram adar-se a
esperance de seeem pagos.
E, o que foi lalvez pciorque todo, aspaixese
os odios civis cada vez mais se enfurecern!, pela
prosceipr. 1 dos homens, pelos sequeslros dos beus, e
por violencias de loda a especie, o
Pois bem. no espaco decoreido depois' da expedi-
dlo desla eloqueulc cieculal. assistimos 4 queda vio-
lenta de mais um peesidenaW e lalvez estejamos con-
demnados t assislir anda aos horrura de mais ama
lenlaliva de restaurarlo.
Estes Tactos se reprodozem diante do nosso exercilo
poslado de arma ao hombro, ou as frouteiras do
imfiei io, ou dentro dos proprios muros de Montevi-
deo. E os nossos subsidies, longe de impedi-los, ser-
vem lalvez a prepara-1os>e desenvolv:.|us.
NHiguera dir quede enlao para c os hbitos de
daze de coiislilucionalidade se foram arreigando ; a
situarao pelo contrario tem erapeiorado, accrescendo
a lodos os males e erabararoa antigos, o novo mosi
exemplo de um. presidente fugindo dianle da suble-
vado que os seus desacertos provocaran!, edispon-
do-se para a guerea civil afim de recuperar a per-
dida autoridade.
Se ao menos, poslo que incarjazes de proverem
clles mesmos aos seus males, os nossos visinhos re-
coDhecessero a boa f.desinteresse e generosidade do
Brasil, j poderia ser de algum modo desculpavel a
continuara dos auxilios que Ibes havemos prestado,
embora o nosso exercilo alo servisse a prevenir as
revolucoes, embora a nees dinheiro fosse desviado
dos fins para que fra pedid o concedido, e dissipa-
du ein para perda, seja no expediente ordinario de
um orcamenlo sem equilibrio, seja em alimentar os
elementos de discordia, que sao o eterno lormeoto
da repblica. M4t as pequeuas facces que a per-
turban!, dissidenles em ludo o mais, .0 vao de ac-
cordo em acensar alternativamente o Brasil a sua
influencia, sempre que se vem contiariadas em
seus designios, ou se saliera mal das empiezas arris-
cadas que teiilam.
lteeonisa se a extrema sensibilidnde dos Orienlaes
ao verem livremente discutidos os eos negocios H-
lenlos uo parlamento e na impreusa do Brasil. O
Sr. Lamas chegou mesmo a reclamar, era urna nota
de 31 de maio de 1881, contra as injuria, que do al-
to da nossa tribuna dizia elle que haviam sido irro-
gadas a naran que represeulava, no momelo jus-
tamente em que o nossu dinheiro encllia u seus co-
fres e os nossos soldados guaedavam a tua capital ;
e dizia a esse proposito quao beneficio mesmo, an-
da que tora simples beneficio, e uSo alliaura e com-
huac.lo de recprocos iuleresses, e estrilsima com-
pletamente se fosse acompanhado de humilliaries
reaes 011 apparente., e se a mau que o liberasasse
fosse seguida de voaes imprudentes e incuriosas ao
pundonor nacional.
i.'ue dizemos nos ; Esse senhor quasi nosexprobra
o mau exilo da allianca, e qoei responsabilisar-nos
pelos des.icei los do seu governo, e pelos acloj dus
seus compatriotas. He intil dizer (escreve elle;
qual o porvir reservado a alliaura e influencia bra-
sileira, sa au terminar a iuleeyenro actual o impe-
rio nflodeixa a repblica malevo que a banca-rota,
a guerra civil, o chaos emlim de que havia de salva-
la, segundo a solemne promessa feitaa ella e ao
mundo inleiro. As inlencOes da alliaura e da inter-
venr.lo n,1o podem ser mais nobres e mais puras ;
porm nao he pela* intenses que ha de ser julgada,
porque essas s a lieos peelencem, senao pelos re-
sultados praticos, que sao do dominio dos homens.
funesto*, quanto lerao sido aggravadoa pelas'morlili-
cares que causara em lodos os pases as inlerven-
roes esfrangeiras.
(.loamu um hornera da illaslracao da impoelan-
cia do Sr. Lamas, que he o primeiro a reennhecer e
a apiegoar bs deplora veis excessos e desvos dos seua
compatriotas, chega a exprimir-se desla aorte. a
causa da intervenrao armada e dps subsidios pecu-
niarios esta julgada por si mesma.
A arrn do governu brasileiro be reclamada qu
repellla pelas facresalternadamente triumpliautes
da repblica ; e quando essa arcAe, que deve ser
necessaria mente restricta, he de lodo parausada por
paixoas aHieias que nao podemos domar, quando os
nossos conselhos sao desprezados, quaada o dinheiro
que francamente emprestamos he desviado, e disi-
pado, quando assim se frustrara lodos es nobres fins
mem forrada e irremediavel da parte do Brasil, di-
anle dos pencos incessantes que imaginara amea-
rar as suas frouteiras. A experiencia ha de mostrar
que os nossos soldados as defendern melhor dentro
do iios-o terrilo; jo do que dentro dos muros de Mon-
tevidsi. 1 s
Os nossos recursos, presla-los-hemos mui tarde,
se por venluea nos foeem solicitados com gacanlias
irrefragaveis da sua ellicacia. A politica de abs-
teucao esl de resto inaugurada. Os subsidios pe-
cuniarios ressaram ha muilo : e a iutervencao ar-
mada, segundo a runveiirau que a eslipulou a ins-
tancias da repblica, deve cessae nu dia em que o
Brasil o jnlgar conveniente.
Esse da nos parece chegada.
U que compre agora he dar i nossa politica, quer
de abslcnrilo, qne de iuteevencsio, um carcter de
a que aspiravamos. somosainda ateaadoa por ludo decisio que por ventura nem sempre a lem assigna-
quaulo se faz contra nos ; as nossas atruenes nfm i lado.
baslam, somos responsaveis pelos resollados para
que nao coacorremos, o que, pelo contraro, previ-
mos e procuramos desviar !
Que he pois o que qurrem de nos'.' jo que eleve-
mos nos fazee em ultimo resultado'.' Examina-lo-
hemos brevemente.
Terminamos o nosso uilimo artigo pergunlando o
que queriam de nos os nossos visinhos, e o que de-
viaraos faser os mesmos, no estado deploravel a
que tem chegado os seus negocios '.'
O que querem os nossos visinhos n.lo he fcil de
averiguar e liquidar uo meio dos clamores confusos
e encontrados das diversas facres que relalhara a
pequea repblica, e da iuslabilidade era que llor-
na m todas as suas cousas. As aspirarles de uns sle
o escndalo e a eepeuvacao de oulros ; e os auxilios
qne hoje se implora-ai, sao amaiiha calumniados e
repelllos. O Beasil leeia bem que fazee -e houves-
se de movee-e ao aceno de lodos os caprichos e am-
biques que all se disputara o podee e os despojos da
palria exhausta e moribunda, qudMo o seu apana-
glo ; porquanto, essas ambicies laMciaveis, se hou-
verraos de dar crdito a certas recentes publ-
cares, tem ido nos seus devaneios al imagi-
nar um protectorado do Brasil, realisado por meto
de louga e poderosa oceuparau militar, sombra da
qual faidessem ellae revar lodosos seosappeliles.
Na impossibiliilade purera de achar-nos por nos
mesmos da parle dos nossos visinhos urna prelenrao
asss positiva e asss riefiuida para se poder discutir
aceitar ou rejeitar com pleno conhecimenlo de csu-
sa ; e a dilculdade he lauto maior que|oa governos
ephemeros que o* representara, perpetuo baldan dus
caprichos revolucionarios, se tiansformam a cada
passo lauto no iiessoal como nos designios ; nessa im-
possibilidade, dizemos us, he torca que recurramos
a um dos mais eminentes d'eulre elles, cujas luzes,
razilu superior e louga experiencia, sao um seguro
fiador du acedo das suas apceciaces,. que nao dei-
xam de see exactas e instas, poeque sao seveeas, e
as exacerba o seiilimat) doloioso de lautos desa-
tinos.
Nenhura e nos outros (diz o Sr. Lamas, no fo-
lhelo citado), nenhum de nos desrjara qae as bara-
ndas estranpeiras operassem as nossas nm lauras de
governo ; mais aiuda que o quizesse. a isso se no
prestara o governo do Brasil. Somos nos outros
nos smenle os que,assim como inulitisamos os au-
xilios pecuniarios que nos deu o imperio, inutili-
samos lambem o apoio que nos presta com suas tro-
pas. O que suppunhamos. o que queramos, eo
que espera vamos.' a Ou o Brasil" Se fizesse susso
armado ao serviro de nossas personalidades e das
miserias da nossa guerra civil t a Isso faria elle,
lalvez, se quizesse absorver a nacioualidade oriental.
deixando-se conduzir pur na mesmos a esses cam-
pos de batalha da guerra civil,-em que derrmame*,
tttseaaatoav aiiaaaea a wisiaata.pafcev Masapis que
nao he isso oque elle quer, querendo pelo contraro
a nosea prosperidad^, para nao augineutar a inlensi-
dade de nossa desgrara, retira os auxrlins que nos
prestara, e de que nao soubemos apriiveiUr-nus.
Is.o he mais ulil ao imperio, e menos prejudicial a
nos mesmos.
Cierto no podem haver patarras mais explcitas
acerca do que se pretende de nos, nem conselho
mais s,io e desiuteressado acerca da resposla que de-
vemos dar.
as esperanras que creoo aliraenlnu por algum
lempo a mudanra extraordinaria de 1862, enas pre-
vises lisongeiras de um melhor futuro que entao
acudiera a lodos os espirilos anda nao escarmenta-
dos por lao repelidas e tristes experiencias,acha-se a
explicarlo e a escusa de todo o procedimenlo do
Brasil mis auxilios que lem prestado ao Esludo Ori-
ental. Mas ja agora a luaconlinuacao seria um er-
ro imperdoavel.
Ja que a aulecipacao desses auxilios nao den os
resallados que se e cousis e o melhoramento de lodos os ramos do ser-
vico publico, ja que, pelo contrario, os subsidios
pecuniarios lizeram com que, descamando nelles,
as administracoes quese lem succedido durante us
ltimos, qualro annos fossem dilatando de dia para
dia as reformas mais urgentes e imperiosas, mude-
mos iis de syslema, e esperemos pelos primeiro.
pasaosaa va das reformas, e por mustias decisivas
de uaa animo resoluto de contiuuar c perseverar
nellas, para que possaraos ile novo abrir os nossos
cofes e mover os nossos balalhes, se a isso lambem
nos empenharera entao os uossos bem entendi-
dos inleresses.
Necessilamos, diz anda o Sr. Lamas fallando
ao seu governo no principio deste anuo, necessila-
mos entrar nalvia ds reformas e economas mais se-
veras, devemos fazer como o pai de familia cojos
racios de subsistencia vilo minguando, e que reduz
os seus gastos tanlo quanlo he indspensavel para us
equilibrar com a receila, devemos-appellar para
o bom seuso, para o inleresse bem entendido, para
o patriotismo de lodos os que vivero cu.la do Ihe-
souro publico oa sao seus credores, devemos des-
pertar, estimular o sentimeulo da digiiidade nacio-
nal roinpromi'llda pela iiecessidade de auxilio de
dinheiro eslrangeiro, devemos mostrar o perigo
que corre a existencia independenle do paizse o paiz
nao souher b-t.tar.se a si mesmo,pos o bastar-se a i
mesmo he cuudirau esseucial da independencia,
devemos erafira provar qe o queremos |>or meio de
fados irrecusavrii, devemos provar quo nao se
sacrifica ara pice do dever severo porcm glorioso
que impoe a siiuac.lo da uo-sa palria a urna frgil e
estril popularidade, pois nao ha oulra base solida
de popularidade senao a reorgansar.lo do paiz. e a
conjurarlo dos riscos que corre a sos dignidade e a
sua nacioualidade por nao saber baslar-se a si
mesmo.
Sem duvida, c isso resulla claramente das pala-
vras eloquentrs que acabamos de transcrever, os
subsidios eslrangeiros 11,10 podem ser senao ura re-
curso provisorio ; mas dadu caso que devessem con-
tinuar, esperemos pela op|H>rlunidadc que assegure
a sua ellicacia. Em vez de os anleciparraos, fiados
em promessas cujo cumpriniento cada dia vai alon-
gando, deixeraos que os factos que sao a realisario
dessas promessas lanas vezes desmentidas se ante
cipem por sua vez. Confiero tarabem em us os
nosssos visinhos, que na boa vonlade o gentileza com
que at agora os temos servido devem encontrar se-
guro, abonos das prumessas que por aosso turno
tambera Ibes facemos.
Pelo era quanlo purera be funja que uol limite-
mos a prestar-Ibes um apoio simplesmente moral,
que quer dizer, lodos os bous oflicios de visinhos e
,-iiliadus, intimamente interessadus no seu bem-
estar.
Esse inleresse he tamanho e'tao evidente, que se-
r vilo quere-lo dssimolar. Alem do uosso com
uierciui da vida e propriedade dos uossos concida-
d.los, da nossa divida, da paz das nossas Irouteiras
que nos compre proteger e que and ara mais on me-
nos ligadas sorte da repblica, lemos a couservar a
josla e legitima influencia que como potencia de
prmeira ordem da America Meridional devemos
exercer nos seu* destinos. NSo succeda que por urna
exagerada politica de abslencao no-la veuham usur-
par, subslilaindo-nos na alliaura,quera para ella nao
lem (lulos iguaes aus nossos. bascados nos sacrificios
e servicos ja feilos e prestados, e na possibilidade e
facildade de os repetir logo que se nos ufferecam
garantas da sua ellicacia.
No raallogro do que al agora havemos feilo. sem
duvida fomos mais que m lito prejudkados; culpa-
dos, de neuhum modo. Por mais que se desligu-
rem as cousas, e se invertam as ideas o os termos, o
inundo civilsado nao nos ha de respousablisar pe-
lo exilo infeliz dos uossos esforros, uein ha de crer
que a banca-rola do Eslado Oriental proveio dos
dous milhues quu Ihe emprestamos, ou que as roji-
inories que o perturbara sejam devidas a preseuca
dus uossos soldados, modelos de ordem, disciplina
e conicdimeulo, e principie, senao nica garanta,
da segurnr que aiuda al i se goza.
A nossa abstengo, feit 1 com reservas, deve ser
explicada pela nnutilidar e dos auxilios at agora
prestados, innulitidade yertamente resultante da
inercia e frouxido que (.certezadesses auxilios ge-
rva no animo dos que donara ser fortes, diligentes
e promplos na extirparlo dos abusos que haviam
creado a sua necessidade.
Essa abslancao, feila de proposito firme o delibe-
Ora, esses resultados serlo funestes, e tanto miis|rado, servir tambero a desengaar oe qae preeu-
lle pouco digno de urna potencia da ordem do
Brasil andar ao sabor dos partidos de pequeos es-
lados quo nem compeler em importancia com mul-
tas de suas provincias.
O espectculo ncessante de auarchia e desordem
que elles nos oflerecem nao seja mais urna especie
de inlimidario que nos obrigue ao que nao devenios
nem queremos.
As iiarcs uarbaras vendiam aos Romanos, a pe-
so de ourn. as suas treguas 011 a guarda das suas
fronleirai. Mas nem nos estamos em poca de de-
cadencia como n famoso imperio, nem ns nos.os vi-
sinhos, que aspirara com sobrja raz.lo aos furos de
um povo civilsado', e*lao no caso de usar da auar-
chia como de instrumento e meiu de subvenettok
O que he certa e indispulavel, que deve ealrar
como elemento esseucial em lodus os calculos^me
queu Brasil,, pela eslahilidade e regularidade das
suas insliluces, pela superioridade comparativa
da sua forra, deve, com o aodar dos lempos, obler
decidida preponderancia na liquidarlo de todas as
emergencias em que por ventura os seus inleresses
se vejara eompromettidos.
E finalmente, o qae he anda mais indispulavel he
que o Brasil, quando fizer marchar os seus balalhes
ou fizer navegar as suas esquadra*,deve saber o por
que, deve quere-io resolutamente,e deve exerta-lu
de maneira que satisface a sua honra, esquive o
Oes,ir de cortos inesperados de.ferlios, que quanlo
mais sao sopilados mais alto fallara em seu desabono.
' II
Por decreto de 2 do corrente mez foi nomeado ju-
iz de'direito da comarca da Palma, em Goyaz, o bi-
chare! Vicente ferreira Gomes.
Por decreto de 9 do mesmo mez:
Foi concedida a demissao que pedio o juiz de'di-
reito Jos Ricardo de Si Reg do cargo de chefe de
polica da provincia do Rio de Janeiro.
Foram nomeados:
O juiz de direilo Jos Ricardo de Si Reg pare a
comarca de Nitherohy.
O bacharel Candido de lar i Lobato para juiz
municipal e de orphaos dos termos reunidos da For-
miga e Piunliy, da provincia de Minas Geares.
direcrlo fronteira todos os corpos da divisa> auxi-
liar all aquarentelados. Anda bem I
A situaran flnanceira da repblica coniinuava a
(razer inquietas lodos os espirilos. Tralava-se de
hypothecar as rendas da alfandega e outras a urna
companhia que adanjanse ao guvernn 70,000 pata-
coes por mez al marco de 1856.
A' eleir.lo do presidente, que deve (er lugar nessa
mesraa poca, era tambera oulra causa poderosa de
iuquietacao. ,
A ninguem he dado antever n que dahi saldr,
porque os parirlo, nao chegam a um accordo, en-
tretanto dessa elelrau depende esseucialmeule a or-
dem, senao a existencia do Eslado.
Em llnenos-.Y\ res houve urna nova tentativa de
suble\arao promovida pelos refugiados polticos.
Foi suflocada inmediatamente sera drrraniamenlo
de sangue. Menos feliz lem sido, porm, o gover-
no na guerra que sustenta ronlra os (adis, Q.e-
neral Hornos, commandante era chefe do exercilo de
operaces, na fronteira, cuconlrou o mimigo do dia
29 de-oulubro junto ao arroyo de Tapalqu e em
forra de2,000 homens. A despeitu da|habilidadeeom
que o general procuren disfarrar na sua participa-
rlo offlcial o revez que soffreu, v-se que perdeu
quasi toda a cavallaria, que parte da aua cavallaria
foi envolvida pelos ludios, e que leve de relirar-se
para tres leguas de distancia eum perda de 60 ho-
mens.
Do Paraguay fia dalas ate 20 de oulubro. O Se-
manario desla dala publica urna nota dirigida era
10 da agosto pelo goveroo da repblica ao da'Cun-
federarao Argentina sobre os incoorinianles da de-
mora ua raticarao do tratado de tete julhode52.
Os leilores ja sabem que o congresao de-Santa F
recusou ratificar esse tratado, iccrescenlsremos ago-
ra que o diplmala nomeado para abrir nova negoci-
acjio com o governo do Paraguay,sobre o mesmo as-
surapto he o general Guido,c un ocaratrr de enviado
extraordinario e ministro plenipotenciario.O general
Urqoiza 11,10 poda fazer melhor esculla.
O overun paraguayo tinha comprado o vapor
francez .^/ui/aiite.que ha poucos mezes passou nesle
porto em viagem de Boricaux para o Rio da Prala.
De Val para i xa, ha datas al 30 de siembro. No
dia 16 foi abena com grande pompa *e na distancia
de 60 milhas a estrada de ferro de Valparaso a
Santiago.
As repblicas do Per e da Boliva eslavam eS
paz. Do governo desta ultima tinha tomado posse o
novo presidente Corduv, georo do general Belzu.
Os dous primeiros actos da.sua administrarlo fazem-
Ihe a maior honra. Pnblicou um decreto de amnista
para os desterrados polticos, sem urna s exeepc.ao,
e iiomcou urna commi-silo para conduzir i patria aa
restos morlaes do general Bolivian, iuimigo poltico
de seu sogro, que falleceu nesta corte viclrma da fe-
bre amarella.
O paquete Camilla ira/, dalas, do Montevideo al
4 e de Buenos- A\ res ato 2 do correle.
Como suppunhamos e desejavamns, esla resolvida
a retirada ira media la da dvisao brasilera do terri-
torio orienlal. O Sr. Vsconde do Abaet, em nola
de l'i do passado, dirigida 10 mini-tro dos negocios
eslrangeiros da repblica, declara que leudo o go-
veroo imperial manifestado por mais de urna vezao
gabinete do general Flores os de retirar du Eslado Oriental a di\ i..lo auxiliar ; e que
havendo o ministro da repblica uesta corle commu-
n irado ao governo brasleiro, ein lila de de selem-
bru p. p., qne 0 seu governo julsava tambera desne-
cessara a presrnca daquella divisan, por achar-se
alliancada a ordem e a paz na repblica, eslavam as-
sim de accordo os daos goveraos sobre aquello ponto
e couseguiutemente recehera' S. Ese. ordem para
maudar retirar a divis.lo auxiliar, que devem achar-
se toda am territorio brasileiro al o dia 15 de de-
zembro.
Aqu lia 11 scre vemos os periodos mais ira portantes
da nola do Sr. Visconde de Abael e da re-pasta do
ministro dos negocio, eslrangeiros da repblica :
a .....Ua multo lempo, e por mais de ama vez
linb.i manifestado o governo imperial ao governo do
general Flores o desojo de reinar a divisan brasile-
ra.A entrada desla tropa fe pedida pelo governo
01 iental a S de fevereiro de 1851 e approvada pela
assembla a 20 de marro desle anno. No ajuste ce-
lebrado a 5 de agosto do mesmo anno oa corte do
Rio de Janeiro, e approvado por ambos os gover-
nos, delerminaram-se o objeclo, as condices e a du-
raran do auxilio daquella torca. Segundo ce ajus-
te, a durar.au do auxilio militar nunca poderia exce-
der o periodo da presidencia do general Flores qne
devia terminar no lile marro de 1856. No mesmo
ajuste eatabeleceu-se que o governo brasileiro pode-
rla retirar a forra fazendo a nolilicacAo era um mez
anles. O governo imperial, manifestando confiden-
cialmente o desejo de retirar as forras, tinha por
fim evitara notilicarSo olllcial.
O Sr. visconde cuoclue do modo segrate :
n Qualquer que fosse o motivo, he cerlo qne o en-
viado extraordinario e rainistio plenipotenciario da
repblica na corle do Ro de Janeiro dirigi ao go-
verno de S. M. o Imperador em 5 de selembro ulti-
mo urna nola expondo-lhe que tinha 'recebido or-
den* do seu governo para declarar ao de S. M, que
achando-se alfianradas a ordem e a paz na repblica,
e nao sendo portante uecessaria por mais lempo a
preseuca das lonjas hrasileiras nu seu lernlorfo, es-
perava que o governo imperial ordenara a sua conv-
plel evacuaran.
MAU ha pois, nem pode haver, entre ns dous go-
vernos, em visla das eonvenrnes que subsisiem e das
dcclarares que tera sido fallas, j por urna, j por
oulra parle, a menor divergencia acerca rimU
da divisJo brasileiro que se ocha no Esa^Horien-
tal.u
He assim que o abaixo aisignado receben ins-- M23, sendo :
Iror^es do seu governu para mandar evacuar o lar- L'vres.. .
rilorio da repblica pela referida d'visao, e, de con-
formulada Cornelias, vai para este fim fazer desde j
as necessarias recommrndaroes ao general a quera
S. M. o Imperador houve por bem confiar o com-
ino ndo desta parle do seu exercilo.
.Nao obstante, cumpre ao abaixo assignado ob-
servara S. Exr. a Sr. ministro de relacies exterio-
res da repblica, que esla evar iiar.io, por m ai ir es
que sejam os esforros que se tacara, uin poderia ef-
fectuar-se, anda no caso de ser possivel, sem gra-
vissimus inconvenientes, no prazo de dous mezes, se
estes liverem de contar-se do dia 5 de selembro.
a O abaixo assignado confia portento qae o gover-
no oriental, alenlos os prcipios de Justina qae o di-
rigen as suas relacOes iolernacinaes, e os seus sen-
lmenlos de benevolencia para com o governo impe-
rial, ralo deisara de recouhecer a difliculdade que
se olferece, e se prestar de bem grado a remove-
r.
Por isso,o abaixo assignado nao hesita em propor
que o prazo de dous mezes a que se refere o ajuste
de 5 de agosto seja contado desde a data da p.-esente
nota, e espera qae o governo da repblica concorda-
r nesta declaradlo, na intelligencia de que este pra-
zo lira assim lixado para nao poder exceder-se em
caso algum, devendo n.lo obstante, effectuar-se a
evacuaru do territorio orienlal peas forcas brasi-
leras no menor espaco de lempo que for possivel.
O ministro de rel.ic.6esexteriores da repblica res
pondeu a 17, e ua sua nola lem-se os seguintes pa-
ragraphos:
A' vista das exactas e poderosas eonsiderares
que delerminaiam aquella resolurau imperial, er o
governo qoe s Ihe cabe cumprir com o dever de ma-
nifestar a S. Exc.o Sr. visconde de Abaete.que adhe-
re a urna determinaran, que he a prova mais com-
pleta do elevado desinleresse que preside poltica
do governo imperial as suas rclaces cora a rep-
blica.
Porm esse dever nao ficaria preenchido como
cumpre*a honra da repblica e ao qne exigem a jus-
lica mais notoria e os seotiraenlns nobres e generosos
que formara a phvsionomia do carcter nacional.se
ao consentir na execucao daquella resolucSo nao re-
couhecesse a disciplina, moderarlo e morahdade
15
O Sr. Joaquim Thomaz do Amaral, encarregado
de negocios do Brasil na Confederado Argentina.em
liueiius-Avres, parti deste ultimo porto para a Ba-
jada, capital de Entre-Ros e da Con fe leracao, no dia
6 do mez passado, a bordo do vapor Ypiranqa. Este
vapor, depois de desembarcar o Sr. Amaral no pouto
a que se destinava, regressou a Montevideo no dia 30,
C 110 dia i do corrente sabio para o Rio Grande, le-
vando a bordo a familia do general commandante da
divsao aoiiliar.
O vapor V/it-.-, que tinha largado de Montevideo
para o Rio de Janeiro, arriban ao porto da sabida
uo selimu di de viagem, e com algumas averia..
l'rep irava-se para sabir oulra vez, mas ss algum
sudoeste nao vier em seu auxilio, ou o vapor Viamao
nao se encarregar de o trazer a reboque, torna se-
guramente a arribar, le vapor para vento a usina. qy
O t'tamHo sabina para o Kiode JanttfMHfl
20 desle mez, para trazer aoguveritofTrWllaWr te
evacuadlo da praca de Montevideo pelas forjas bra-
sileras.
Corra de plano naquella cidade que o Sr. viscon-
de de Abael seguira dentro de poucos das para
Bueno.. A j res e para a Bajada.
O Sr. I* lente da armada Luiz Pique!, chega-
do anto-hontem a esta corle, vera do Paraguay, oode
foi em cominissao do governo imperial.
14
Molrftiu reinante.Por noticias viudas pelo pa-
quete S. SalcQor, chegado aute-honlem do Norte,
-abe-so que infelizmente o cholera alacou com gran-
de inteosidade alguns lugares da (provincia de Ser-
gipe.
No esparo de onze das matn, s na cidade das
Larangeiras, ceica de selecentas pessoas, e havia-se
estondido pelo Lagarto, Campos. Riacho, Collegio,
Maroin, Santo Amaro, Rosario e oulros pontos.
. O vice presidente em exercico tinha empregado
o maior zelo e actividade em .acudir os ponlos inva-
didos; mas,apezar de serSergipe urna das provincias
em que nao se senle a falta de mdicos, fra forja
do a recorrer Baha, pedindo ao presidente que
Ihe. reraeltesse alguus alumnos da faculdade de me-
dicina, os quaes as ultimas datas licavao a par-
tir.
Felizmente pelo vapor Paran foram daqui envia-
dos pelu ministerio do imperio para aquella provin-
cia uma purrin de medicamentos! ordeus para mais
dinheiro. e par? rem da Baha alguns mdicos, a-
lem do llr. Toldas Rabello l.eile que sesuio a bordo
daqu lie vapor, tendo-se oflerecido para servir gra-
tuitamente na referida provincia.
Consla-nos que novas ordepse providencias foram
expedidas pelo mesmo ministerio pelo paquete in-
glez Tomar, por va da provincia da Baha.
Por noticias recetidas hontem sabemos que coul-
nua a ser satisfactorio o estado sanitario da povua-
tau a estahelecinenlo do porlo do Brejo.
Boletim to cholera. Fallecern! do cholera no
dia 12 i]o crreme 20 pessoas, sendo-livte* 10 (ho-
mens 8, mulheres 21, e escravos 10, dos quaes 9 ho-
mens e una imlher.
Morlalidade total dos cholencos al aute-honlem
.l.ii.'Hi: homens 1.021, mulheres 613
Escravus. .1,764;
C'iii'.li ;,io iocerla 23;
*3,4aB,
*:
1,323,
485
2
2,100
S. PEDRO DO SUC. .
Cidade do Bio Grande, 30 de oulubro.
Como Ihe havia dito na minha anterior, o novo
presidente, logo que. tomou posse, promoveu todas
as medidas sanitarias reclamadas pelo quasi total
abandono em que nos achavamos acerca da higiene
publica, recommendanda a fiel observancia do 2
do arl. 66 da le do l.e^^Bttouluhro de 18-28, a que
algumas cmaras muniCrpafs pou^-a aileocao presta-
vam, e o decreto e regulamento de 20 de selembro de
1851.
O presideule da commiss.lo de hyge'ne publica, o
Dr. Uhaluba, tem sido incansavel, e ja se arha
testa do um lazareto e esa de oliservacao o Dr. Tho-
maz Luurenco de Carvalho Campos, que o presiden-
te nomeou para dirigir este eslabelecimento. S. Exc.
mandou dar algumas quantias para serem applica-
das ao asseio das cidades e villas desla parle da pro-
vincia.
Finalmente, procura S. Ese. todos os meios para
oppr. invasSo dessa epidemia, que se nos he dolo-
roso recordar os estragos que lem feilo, resta-nos ao
menos a consolaran do que Dos era seus divinos de-
cretos permilliu que o carcter nacional podesse ap-
parecor anle o< povos civilisados com a caridade
rhrisf.a e elevaeau d'alma que lano ennobrecem ao
hornera como s nares.
A caridade publica, desenvolvida desde o alio do
tlirnnu al ao mais obscuro cidadao, de que tem da-
do exemplo os Inhibales da corte e provincia do
Rio de Janeiro, lem sobremancira feilo realrar
a amenidade dos coslumes e ndole dos Brasi-
leiros.
O nosso sanio e amabilissimo prelado de sua parte
tem levado aos templos o seu rebanho, ej na ca-
thedral, ja em todas as freguezias do bispado, se ele-
vara preces ao Allissimo pro vitanda mortatate tel
tempore petlilenlUr. Dos, sempre misericordioso,
ha de o.uvir as nossas snpplicas.
Em a imite do dia 6 do corrente evadiram-se da
cionislas e socios da praca do commercio para disen-
tir o parecer da ebromiseao acerca da resposta qae
se devia dar ao convite dus commercianles de Por-
to-A legre sobre a redcelo do valor da mocdas de
ouro eslrangeras, Je que ja Ihe dei noticia na mi-
nha anterior caria. Far-the-hei um exlralo.da ds-
cu-san lianda, qae nao deixa de ser intereesanle.
Lido o parecer, pedio a palavra Aulonio de Souza
ferreira Goimaraee, exprimiudu queasaigoara o pa-
recer com reslrcrflo, em consequencia de se nao
conformar com elle, pois qae entenda de summa
conveniencia adoptar-te a medida proposla peioa
commercianles de l'orto-Alegre, poeque ella nos
conduzia alinal ao resultado por lodos almejede, o
qual ara nao reconhecer-se oulra moedaque nao loa-
se a do cunho nacional, porque no seu pepear era
ja um passo que cm mais suavidade uot levarla a
esse grande fim pela razad de que era mais fcil sal-
var pequeos regatos do que um grande lago; qne
aos agiotas, aos introductores de rooedas der-ouro es-
lrangeras, como as americanas, nlo poda convir a
medida; mas aquelles que como elle tinhsm de pas-
ar seus fu udos para as outras provincias, a qoe ae
Ihes punha o p no pr.coco obrigando-os a aceitar
leltras cora 8 e mais 0|0 e a 60 a 90 das, a estes sim,
essa medida os livrava de emelhantes espaealado-
res e agilas, e por o volava contra o pareoer da
commissau.
O Sa Brito declarou que a maioria da commiasSo
leve o manr pezar de nao poder concordar com os
commercianles de Porlo-Alegrequeastgnarame eoo-
venrao, e qoe nao menor foi o sea detprazer por ver
que eslava divergente o Ilustre raembro que acabava
de fallar ; porem ella nao poda deixar suas convic-
roes por meras coiisnieraces petaoaes, em materia
de lanta importancia. Ero primeiro legar ponderou
que nem todo, os mais importantes commercianles
da capital tinham assignado a convncelo, nem todos
os desla cidade concordavam coro a medida proposla,
e tanto que alguns n.lo compareceram na prmeira
reuniao desta praga ; logo, entendendo-se que para
ser valiosa e inconleslavel a convencao be de mistar
um accordo commum, por isso disae a maioria da
commi-sao qne na adepcjto da medida, nao intervin-
do lodos os grandes commercianles e capitalistas, dar-
se-lna graves perlurbacoes as pequeas assim como
as grandes IransaccOes. F.m segundo logar, atten-
deu a maioria da cummssjo importancia da me-
lindroso objeclo da convencao, e nao Ihe pareeendo
stlirienie para acabar coro o mal de qae se qaeixa
o commercio em geral a medida proposta, pela falla
de iiiueda do cunho nacional, por sao que aa actaa-
lidade esses sacrificios nao eram compensad^
vantagensdeuma medida permanente, prevqe
que o mal poda ser vencido com a resolaajaflPb qoe
s a moeda do cunho nacional fosee considerada co-
mo moeda corrente servindo para base dos, calcufos
era todas as Iransacres commerciaes, e assim pare-
cea-lhe mais prudente esperar-se para quando o
banco teoha emillido suas olas, para com este au-
xilio aproveitar-ae o entejo, podeodo-te enlao marcar
a poca da qual em dianle fossem lodos es clculos
feilos sobre essa moeda,-licando ao livrearbit/io dos
contratos a moeda eslrangeira segundo o valor con-
vencional que se Ihe quize'r dar.
Disse que nao abandonara es seas principios, nem
dando esle parecer faltava confianca dos qae o ha-
viam hunradu com sea voto ; que era coherente.
O Dr. Candido Alvea Pereira prncipiou per.decla-
rar que s volara pela couclusao do parecer, per nao
concordar com as ra/esdo prembulo,jiue comba-
leu, dzeado qoe nunca o governo se imporou com
as perturbar/es do commercio quando quiz alterar o
valor da moeda", que o fez sem se un portar com o
translorno que pudesse haver nos contratos ; Irouxe
exemplos da anliga melropole, e oque ha pouco dis-
se sedera .em Portugal; demonslrou quaes as causas
que nos levaram ao pessimo estado do nosso meio
'reanle, apontou mesmo qoe caita pagaderia an-
cipava latirs contra o thesouro para compra de
oncas no Rio de Janeiro, que depois eraitlia a 329,
ou como bem Ihe pareca, obrigando as partea a re-
cebe-las ; altrvbuio aos governos de todos os tempos
os males do nosso syslema monetario, e o atrase e
pouca confianca que elle merece, innundando o paiz
de papel mueua, dessa moeda fiduciaria que nao he
garantida senAo pela palavra do governo, ao passo
que fechou todas as repartieses publicas introdc-
elo d moeda metlica eslrangeira, raslejando-se de-
pois a compra-la para a guerra de 1851.
Fez minias outras eonsiderares sobre a peralysa
rilo do commercio da proviucia,, lainenlaudo a- exia-
lejicia de um cambio sobre esta praca, aconselhaudo
Sue os commercianles de varejo eram os culpados
isso, por nao exportaren! lambem os productos do
paie em vez de procurarem deliras para pasear seus
fundos, e assim elles eslavam em m siluaco, nlo
s por isso era lamenlavel e deiohava o commercio
da varejo, lambem elle sevjo opprimido pelo maldi-
to contrabando, e pela escassez da moeda nacional.
OS Brito disse, eraalligo lugar, que nao lomara
mais o lempu asa commercianles se no Ihe pareces-
se justo defendqr aos governos que lem dirigido os
destinos do Brasil,'que comecando a cunstiluir-ee co-
mo naran, haviam feito todo paraveslabelecer o cr-
dito publico depois da revoluto de 7 de abril, O que
com endito tinham a gloria de o haver elevada ao
ponto de que gozam nacoes provectas ; que seoafron-
dos pblicos subiro de 50 % a que haviam baixado
com a revoluro. e achavara-se hoje a mais de lOO ?,;
que esses estadistas lularam com muilas difliculda-
des, e as lem ida superando, bem merecendo do paiz
e aos olhos da. bulras nacoes, pelo acert com que
elevaran) as lianrasdo imperio ao eslado prospero e
animador em que hoje se acham, lendo todo o crdi-
to e confianca oas prncipats precai da Europa e
ante seus governos ; que se o estado -monetario do
Brasil nao he perfeilo ou anles superabundante? nao
eneontrava razilo para arcusar a esses dislinclos esta-
distas; que S. S. muilo bem sabia que com a ins-
tituirn bancariaesse. Ilustrados Brasileiros, em caj
jo numero pedia aermissao para aponlar o nomo do
visconde da Itaboraby, ei ministro da fazenda, co-
mo habis economistas lem procurado couverler essa
moeda fiduciaria qoe temos por notas dos bancos rea-
lisaveis em cada momelo por moeda metlica ; quo
s com o andar dos tempos quando a industria, 13o
definiiada pala falla de bracos, reappareea vigorosa
com o augmento de popularao ecapitaes, enlaaferia-
mos abundancia de moeda nacional, que na aciaali-
dade nSn he possivel haver cok o exigem nosaaa a-
' (acul-
is
du
pala-
pre-

*
'
que nunca desmenlio a divis.lo brasilera durante a nova cadeia desla cidade o pardo Bernardo, que
sua louga permanencia no territorio, e que todos os
seus habitantes leslemuuharam sempre, sem quo com
isso faram mais do que pagar um trbulo de inuega-
vel juslica e de merecida adrairarao a lo emi-
uenles virtudes.
< Lisnngeandu-se o governo da repblica de ter,
ua sulititacao que se servio dirigir-lhe S. Esc. oSr.
Visconde de Almete, nina occasiao de mostrar quao
sinceros sao nelle aquelles sentimentos, encarregou
ao abaixo assignado, mustro de reanles exteriores,
de participar-lbc que accede gustoso ao seu pedido
referido ua citada nota, para que o prazo, dentro do
qual deve ler efTeilo a completa evacuaran do terri-
torio pela divisan do exercilo brasileiro, comece a
correr desde a dala filada por S. Exe. u Sr. Viscon-
de de Abarle. ,
No dia 1. do corrente foram rendidas as guirdas
brasileiras da capital e do Serr por guarda, orien-
taos, e al o dia 15 deviam partir de Montevideo em
em junho desle anno assassiuou a um corneta do
batalllo 13, eo preto Eugenio, escravo, que Matea
na cadeia a nutro preso com viole tres Tacadas. Ser-
raran! um dos varees da grade da j.mella, e pozeraro-
sean fresco. O alferes del." Iniha Arsenio Jos
de Souza, qne commandava a guarda, foi immedia-
lanie ite preso, c segundo se disse havia desampara-
do o seu posto para assistir a ummxime.tormo
que a iu exprime a reuniao de pagodeiros em algum
1 i'itir 1 para dausar e comer), achando o oflicial de
dia s a senlinella do portan, porque as outras (ira-
cas, que eram da guarda nacional, haviam seguido
o exemplo de sen commandante.
Felizmente esses doojeceleratos ja foram captu-
rados, e he natura1,qua^Bm tal eslado de relaxacao
se nao d mais vi.ta de 13o salientes exemplos,
pois que esles devem ter despertado a aileocao das
competentes autoridades.
No dia 8 reuniram-se em assembla geral os ac-
i moeda nacional
il haver cuasa o
s; que nem lado
izer em un mol
adojil
SUOjaWp
o qoe o
vultad.s transarles; que nem-Bdo era dado,
dades do homem fazer em aM momento,!
portentosa que fosse. perqu Dos he o
/iat Ly./ ; que concluirla dizendo mais alga
vrajpor Ihe parecer qae o seu oobre amigo 1
ceder nlo tinha tambero razio, quando 18o instrui-
do nos principios da scieucia econmica aconselhara
aos commercianles de retalho a darem-se ao commer-
cio de importarlo e exportaclo ao rqmro lempo',
porqu essa scieucia s adiniUia diriMaJo traba-
/10 como meio mais seguro para o augMHto e for-
ma(lo da riqueza ; qae mal iria o commerciante de
imporlacao que quizesse ser ao mesmo lempo expor-
tador e xarqueador, que acabara por nlo ser cousa
alguma com a perda de lempo e de seus capitaes ; e
cuncloido altribuindos ao seu digno amigo o ali-
bonus quandoaormitat Homero, pois recouhecia ser
S. S. profundo nesla sciencia.
I la ndo-se por linda a discusslo votaram 36 commer- .
ciantes pelo parecer e 22 contra, veucendo-se por-
tanlo que se respondesse aos oaeaaaareiaules de Por-
lo-Alegre que parece maiscqa^knle que se espere
que a caixa filial do baneo fla^Masil nesta cidade
emilta suas notas para com elU^Bneipiar-sea snbs-
liluicao nestes mercados da momT4e cunho estrau-
gero, poca em que, sem os embarncos de hoje, po-
der-se-hamarcar prazo do qual'em dianle devem
ser todas as transrmeles effecluadas em moeda do
imperio, sujeilando a eslrangeira as eMipulares es-
peciaes dos coutralus que forem feilos com esta clau-
sula.
Havendo o capillo do porlo organisado, em viclu-
de dn aviso do ministerio da marinlur de 11 de Ja-
neiro deste anno, um novo regulamenlo para a pra-
licagem da barra, a presidencia mandou ouvir a as-
sociaco commercial desla praca acerca de suas dis-
posires. A associaclo encarregou a uma comrois-
so iie seu seio do exame sobre as allerares feitas
no que aclaalmenle voga, e esla forroulou algumas
eonsiderares acerca da seos diversos arlgos, qae
resumirei tratando do esseucial da maneira se-
guiote:
Lembra a commisso. que na barra deve haver
mais um vapor rebocaBr, cuja necessidade se de-
monstra ao mais ligeiro reparo sobre os inconve-
nientes qne devem resultar de nlo haver ao menos
um vapor permanente uo servico da praticagem ;
que a tasa de 780 rs, por tonelada seria razoavel
no caso de havar dous vapores como cima se diz,
porm que sendo o vapor que all se acha parten-
cente uiarinlia de guerra pode era caso urgeule o
governo retira-lo para oulro servico ficaodo todava
subsitlindo tao pesada laxa ; que enlende por isso
que deve continuar de 280 rs. que ora se paga,pelo
servicO da praticagem, marcando-se precoq equitati-
vos para os reboques que se der aquellas embarce-
cles que u pedirem. Tambera enlende e commia-
>lo que o servico de reboqu neste caso nlo deve
ser exclusivo da administradlo da pralicagem, de-
vendo ser livre aos particuletoi euliu >m coacor-
teocia,.
i

!-



Fnu l.-ueitle, reflexionando sabr diversas oulras
dispohic,i>es de menor importancia, lembra a coro-
misso que tena lalvez Je grande ulilidade que a
adraiiiistracu ila prsticaiem da barra Tosae entre-
gue a uma emprcza particular, que por ineio de uro
quanliUlivo pag i pela* embarcaojSes se obrigawe a
prestar lodos o< meto a anxilio i navegacao, inclu-
siva rtous vapores para reboques ; podendo a com-
mistlo iibanrarque, te o governo manifestar vonla-
mente se organisar urna eompanliia para levar a
cfleite a referida emprcza cora todas as garantas
desejaveis para o comcierci ei navegaba da pro-
viocia.
A assembla provincial Toi inslallada peloadual
presidente o Sr. bario de Mnritiba no I do eorreii-
Ic. O relalorio ruin que S. Ele. abri a sessao <>>
poda per minucioso, entretanto locou em pontos im-
portante* da publica adminilrarjlo.e posto que ron-
PIMO BE KHIUIBUCO TERE* FtIRA 20 DE NOVEMBRO 0E 18S5
f-
er, a menos que se nao entregue esle servido a uma
cumpatihir particular.
Carla particular.)
[Jornal do Commereiq do Rio.;
Ili
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO,
PARAHIBA.
12 oe, Doverobro.
Pareee-mo que eslou era falta pur un correio,
us (eolia pacieucia, porque nem sempra lenos
lempo, commodo o materia para escrever.
Nette Ui.is tenho andado alareTado, porque as elei-
Ces para depulado* proviDciaes s3oa 9 le dezembros
futuro,e eu sou candidato; as ultime* para eleilores
do senador, que lein de precncher a vaga do finado
Manuel de Carvalho sao a C de Janeiro do anno fu-
turo, as ereiedes do senador a ( de fevereito, e a
ciso .-evela conlieeiuieutos'oao vulgares em materia ''">*" u s dB abril eu lambem sou candidato a
d administrara. Da maoeira polida esummamen- Ble,lor enador ; as eleic,oes de cmaras ejuizes
te alteniosa eom queS. Exc. falla de sus prede- Y*?.1.' ,Sd0 '"" daquelle anno, c eu lambem sou
ctjsaorta, de alguirs de seus actos, he miuba opiniao
que o aovo presidente (em encelado* a admiui-
trscfln da provincia com a prudente resulugao de
progredir na marcha imparcial e justiceira que com
lo benficos resultados seguir u Dr. Sinimb ; au
roenoi su ten de lornar-s'e reformista ou reacciona-
rlo. Dio tein dado a menor demonstrarlo, pela sabe-
doria ti firmeza de tuas decisfies, pelo modo altcn-
cioso cora que,acata eaustenla 01 fados iniciados ou
consujuraados dos seus antecessores. Confiamos que
nao sn realizara uma tal transformarlo, nao s pelos
precedentes houraso* da vida publica de S. Exc,
como porque os partidos de hoje na provincia nao
lam pretencaes exagerada%que olirigassein o Sr. bu-
rao de Muritiba a manifestar o en desprazer, *ou
unta poltica diversa para neutralizar o excesso dos
partidos, querido mismo parlisse do que est cid
inaion.i na provincia.
A litiga maioria.composta dos partidarios da liga,
se nio e*U de |odo etlincta pela forca das circoms-
Uncttt, ao menos lein inultos de seus meinbros gru-
pada* cem os de minora para dar ao novo presidente
o apoHi e a couiianra de que uecessitvm para a mar-
cha regular da administrarlo. O l)r. Flores apre-
senten um projecto de resolacSo autorisaodo ao pre-
sidente para. despender as quantias precisas com as
medidla de prevencao para acautelar a invaso da
epidemia que devasta algumas povoaces do im-
perio.
O Dr*. Brusque, Allonso Pereira, Barcellos, Bit-
taacoiirl o Mnraes assignaram um projecto de lei,
autoriHtndo a S. Exc. a reformar a instrucc^o te-
cundnria, dando de ludo cunta assembla na pr-
xima mjmIo. Assim,mais feliz do que o Dr. Sinim-
b, e Sr. barao de Muriliba nao tem de saltar pe-
las travs adrede plantadas ante a marcha dn ad-
tninislracao ; e a provincia no remanso da mais
perfeila tranquillidade ha de necessariamenle colher
iapoflantei mellioramentos de lo lisongeira sita-
Sao.
Beri'i lesagradavel sensaro causn no-la cidade a
pablicaajao da seguitile carta escripia por um do*
pinaiieiros do vapor Imperatriz, que entrn a bar-
ra deata provincia no da 24 do corrate. Diz :
Aindn eslsmosfora da barra,' porm como o pra-
tic amegura que temos de fazer quareuleua, apres-
so-aae a participar-lhe que a nona viagem foi a mais
lerrirel possivel. Sahimos do Rio no dia 13 ; 5
lloras Ja tarde rom cincoeuta e tantos paisageiro*.
20 escravo* e 100 recrulas para o exerrilo. Os po-
bres "il lados fnram pela nuior parte arrancados do
hospital para embarcar, pois ainda viuhain muilos
com a< beiigas por teccar, um com um caustico
( aberli, um com,diarrha de sangue e outro deilando
ngue pela bocea I
No dia 14 desenvolveu-se a epidemia a bordo,
e no ilii 15 s 8 horas da noite ja tinhamos laucado
ao nwr seis cadveres, etc.... So dia 16 de ma-
nhla '.Mitramos em Santa Catharina, e tomos obliga-
dos a quarentena, desembarcando todos os doeules
para ima velha-fortaleza eom o titulo de Lazareto.
A
ir Al o dia 21, dia eni quesahimos dalli sem (ti> Vn <.i
U cabo da guarda recebeu um fenmento no ros-
""> to do;
mas eiKemunicado com a cidade, o numero das
i de 14 soldados, 2 marinheiros e um preto
hssgeiro. A .tropa fieoa toda alli, e Tica-
i homens da tripulacio do vapor.
tamos informarmo nos sobre os fados que
wrelatam ness* carta, e Ovemos o dissabor de se-
ren confirmados por qnantos passageiros trouxe o
Imperatriz. Basta, nao Taremos a mais leve refle-
xo ; ests fados /allam muilo alto na quadra em
que nessa corle se lem desenvolvido a caridadechris-
Ua ern soccorro da misera humanidade assallada por
lio crael epidemia.
O commercio est aqoi oo periodo de sua com-
pleta pirah sa^lo. O sed movimento pdese gra-
duar dos Ir leguinles termo* proporcionaes : mar-
co, abril, mai* e junho lem-o. maxiuiD desenvolvi-
raenlo ; jutho, agosto, selembro e ootubro o mioi-
dio ; ii novembre, dezembro, Janeiro e Tevereirn o
medio. Conhece-se islo perfeilarasnte pela reoda
dasalfaodeaas. E*(a tem decrescido consideravel-
ment! ; j oo ejercicio pasudo de 1S54 a 1855 ren-
deu rueos do que no de 1853 a 18S4, as duas al-
fandenas desta cidade e da villa do Norte.............
222:9!)9j>321 e a desle anno ainda he inferior i do
anno antecedente Sobre esle assunipto conliaram-
os o wgDiute trecho do relalorio do inspector da
alfandega desta'cidade ao da theiouraria :
lle-mosummamente desagradavel Uo extraor-
dinario decresciinento na renda desta airandega ;
entretallo he feralmente altribuido esle Tacto a
mais d* uma causa : querem uns que provenha s-
meolu do mo estado da barra e do grande contra-
bando das Trooteiras ; outro* consideram-o smente
como elfeilo da paralysacjio do comme/cio em con-
sequin ia do estado de guerra em que se acham as
potencias occidentaes da Europa, e ao mesmo lem-
po a paz apparenle dos Estados da Prala,". para
onde tem abluido grande parle do commercio que
oulr'urii abasteca interior desta provincia, e das
povoicoes do Estado vizinho do Uruguay situadas
nas proximidades da nosaa linln divisoria.
A nioserem todas estas circunstancias suffi-
cienti.'s para trazerem este resoltado, que me consta
ser g'iral em lodo o imperio, so poderia er allribui-
do o dccrejcimenlo das rendas deslai alandegas i
falta b zelo ou malversacdes de seus empregados ;
dejtj iinpulacao, porm tenho a salifai;3o dea-se-
gurar a V.S. qoe eslo elles inteirarenle livres,
pelos incrificios e privacOes a que se tem sujeitado.
Aflirmu a V. S. que os empregados desta alfan-
degajuito sao retribuidos na proporcao de seus ser-
vico, ern um paiz caro como be a cidade do Rio
Grcil!, e se achajn todos necessitudas e desgostosos
nao leudo sido al agora alteodida a repriseolagao
Xnor intermedio da theiouraria e da presidencia
im subir presenra de S. M. o Imperador em
junho do auno lindo, pediudo augmento de venci-
raenlos ; todo solTrem res'gnadoi, e .i espera de que
ogovsi-uo Ibes far juslica.
Ijla alfandega, lllm. Sr.,japor mais de uma
vez a prosa de boraens corruptos e prevaricadores:
unsbrain laucados Tora, outros eslSo anda com os
procissosera auerlo. e nao enarei em julgar qoe es-
esjiidiiduos se nao toroariarn coocuwionarios oo
ladrOu-s se foswem bero pagos do Importante ervico
a quieran) destinados, e teraessent perder um em-
pregci qne assegurava-lbes uma subsistencia honesta
denissombrada dn miseria,ou capaz ,de satisfazer as
mais imperiosas necesudades da vida social. O pes-
*oal iMje desta roesma alfandega soflre e soffre muilo
por NHiielhantes razocs. procurando lodos ante* sa-
bir para oulras repartieres ou industrias, onde me-
nos menucio* possao fazer do que lancarem-se nas
vas da corruptao e do crirae. V. S., como chefe da
admioislracio de fazenda da provincia, deve ioler-
cedet por estes empregtdos para melhorar a sua sor-
levHjllu v- S. convencer-se que nao Tallo de mim,
neaipeco por mira, que nao riesejo permanecer por
mnito lempo a testa *Wsla rparlirao, onde tenho
arrsjtiiilo consideraj!lm*nte a miuba saude, e cou-
i qoe roe restaram com a ne-
1 tapio* annos assolou pro-
\
didalo a vereador e juiz de paz, em todos os mu-
nicipios e parochias ; e tiallmente as eleiccs para
eleilores e deputado sao lalvez muilo breve, e eu
sou candidato a elailor e deputado em lodos os cir-
cuios, e por todos os quadrados. Sos quoque gens
sumus... Se piiliax a melada do que pretendo eslou
com a vida ganba. Se i'or eleilor nas duas ekii.Oes,
tenho ni u i lo papel para embrulbo, mulla seohuria,
e al excelencia para o meu amor proprio, muilos
mimos, multas promessas de leteias para o.peilo,
muitas visitas, muitot apertei de mo, e uma p'ateule
na guarda nacional.
Se sabir depulado provincial, posso concorrer com
qualquer nas arrematarles dos dizimos, preteri-los,
chegando a um prero exagerado, pois lenho certa
uma moratoria, posso encarregar-me, por ama por-
cenlagem, de agenciar oulra para os amigos, posso
obler uma collectoria, e outros biquinhos. Se me li-
zerem senador, oh euiao Teniimut in f.atium I
Direi com o outro : De'us nobis hite otia/ecil
O que me importa o mundo e os tolos que oelle for-
migam.
Se abixar vereador, en(ro*bo dizimo do mercado,
oas aferires dos pesos, e imponho meu (ributozinho
nas pobres quitaodeiras, que vertdem sua sacca de
fariulia em casa, mxime se eu pilhar nma supplen-
cia de juiz municipal, para o que tambem Iraba-
Iho.
Se empunhar a vara de paz, que guerra Tarei aos
tratantes e velhacos, porque certas concurrencias
sao mis, e, sobre lodo, o regulameuto das cusas nao
he toso.
Se receber um assento ua temporaria, enlio le-
udo certa uma presidencia, uma pasta, commendas,
e ttulos, empregog e commissoes, ebuchadeiras e
sinecuras, porque u9o sou to tolo, que me esque-
ce do Amen, com que findarn todas as orares.
Esla visto que sou incorrigtvel em miupas eter-
nas divagac.oes.
Quiz dizer-lhe que occopado com tantas candida-
tura-, nao pudo escrever-lhe por um dos corrcios
passados.
Promelli na ultima que Ihe escrevi, dizer-lhe os
ames dos marrecos que lomaran) o preso da ca-
deiaj de Campia-Grande, quero, por tanto, cura-
prir agora rnha promessa.
O preso qm servio de motivo quelle attenlado
Toi um celebrrimo JoSo Francisco de Souza, que
linha por advogado um bacharel raaito condecido
nesta enrasa provincia, sobre oqual recahem se-
rias suspeitas de ler ageitado o rapio.
O general da expedirlo foi um lal Saturnino de
(al, irmao do preso, e oella achou-se tambem um
lal Zelirino, mano dos raesmos, e mais viole e dous
homens.
Foraui todos elles encontrados na Baixa-verde,
com destino a essa provincia, indo o facinora Zafi-
rino cora uma baiouelada, resultado do coutiicio.
O soldado que eslava de senlinflla recebeu doos
tiros, e est em risco de vida, por se haver oppos-
to com a baiouela calada ao arrombameulo da por-
J_ cadeia.
' Rio Graade passoa ulfTma-
DMOle por uma grande crise, qne Telizmenle durou
poocos das, .brindo-se ao lado do canal que exist
uma nova baru mais ao Sol, pela qual entrara ago-
ra-o Mliemlp navios.
Kebeias, que tiesta provincia ordinaria-
mente ii.lo paStam do mez de setembro, prolonga-
ram-se mais esle anno, e foi pelo concurso da cor-
reoteza das aguas do monte, de um forte tempo-
ral do largo que impetlia o mar em sentido opposto,
que leve lugar a mencionada modanra da barra.
Coota-se que.se nao conlinuarem, a oova barrase
conserve e melhore poaco a penco.
O lenenle-corooel Dr. Jardim, queja nao espera-
va par. novas alterac&es por ler pastado o lempo em
que ellas de ortli
mar e modificar
e dtua, egun
para a corle, n
nao leal podid
vxaiae da barra
manifestam, tem de VeTor-
> suas notas e traballios,
\ de seguir oeste vapor
i motivo, como porque
fezer o reconhedmento e
_on;alo. Seria para de-
sejarqueg. S. aqoi eslvesse prsenle quando se
morilasse e cmneras-e a traballiar a grade ou ma-
china erosiva pelomesnio proposla, e j d'anles lem-
brada por outros, como um nieio secundario e tai-
vez elflcaz de melhorameiito.Quando porm vira essa
mach.na, ou qoe noticia ha a esle reapeito ? Lem-
bfC-lhe para tocar mstn ao Exm.%-. Wanderley. Te-
mos mulla couiianra no resultado desle Irsbaiho.
O vapor Camacuan vai conliuuando a prestar mu
boas servicos, e grabas sua existencia no servido
da | raticagem, nenhuma inquielarao causou a no-
tieii da recente mudanca ou xleslocameDlo da barra,
alian nesses poueosdias que prejuizos nao teria sof-
frido o commercio... O preco dos reboques presen-
taaienl* he menor 21) por ceulo do que pagavam o*
navios as exlinctas rumpanhias, quando os denoa eu
consi^uatarios eram accionistas, oo menos 40 por
cerdo lo que pagavam os otates que o nao erara. No
projecto do novo regulamenfo que, como cima dis-
se, o capilao do porto, de ccordo em parle como
leneu fe-corone I Dr. Jardim, propoz ao gover'no por
intermedio da presidencia, considerare o rebociidor
raimo um simples melhoramenlo do servico da pra-
licagem. O reboques sao presentemente dados-ex-
officiu a lodos as barcos que precisarem de semelhan-
le iiiiilio na entrada ou saluda ; os primeiros foram
pagiisnas a I tandeis, porrn a presidencia ordenen
por iidermadjB e com o parecar da thesouraria, que
fesieat dm i na barra, e enlrassem para a caixa
e*peci.il oV-ajaticagem que alli existe.
lulo concordamos com este svstema : o reodimen-
lo ia pralicagem e rebealoes, ou despexai do porto
como Ihe quizerem chamar, deve enlaar para a
caixa da renda geral, e a despez do manual e pes-
aos! com es** servico deve ser paga peUMarica do
uflmilerio da marialia. Aoal istoassim be de *ir a
donde Ihe resullou a perda do olho direito.
Lid oulro soldado persegundu os facioras rece-
beu um (ro na Tace esquerda ; e finalmeate o cria-
do do alteres, Malinas da Gama Cabras, delegado
" com mandante do destacamento, na occasiao em
oe com o mesmo delegado sahia de cata armado
para o conflicto, recebeu grande carga de municao
no baixo venlre, de que esl* mortal.
Os malvados haviam cercado a casa do ccraman-
danle, afim de que elle nao podes-e sahir e talvez
que desTechassem no criado, suppoodo ser o mesmo
alTeres.
O Dr. chefe de polica segnio para aquella logar
a sindicar desse Tacto e processaros criminosos.
Convm, que as autoridades dessa provincia to-
rnera asa perseguir d laes Taccinoras, que ou-
savam commetter semelhaule ademado ; afim de
elles e os mais tuggs saibam que actos semelhao-
les trazem punirn immediata.
S. Eic. o Sr. presidente seguio boje para o Pilar
a assistir ao ofiicio do trigsimo dia qoe Tez a seu
Ooado pai. cuja mrle Ihe noliciei.
A salubridade vai sem alterarlo, e nada nos taz
receiar por emquanlo, os mais timoratos estao rea-
nimados, e como que rsquecidos do asitico ape-
zar dos rticos do Dr. foguier, que Ihe teem ga
nho celebridade. Elle presente nni-los em um
poscalo, nao quer protcce.,10, mas rontenta-se cog
* asaignatnras. So Ihe mereco alguma cousa an-
nuncie esse opsculo em lollras de salsa parrilha de
sands ; mas gratis.
A assembla vai bem e lem aventado mais algn-
mas leae posturas. Ainda inlo enlrou a amassar o
bollo do orcamenlo ; mas j apresentoa um bom bo-
cado, vale e cinco conlos de rei para medidas pre-
ventivas do cholera, se o goveruo geral nada desse.
Mdicos, cheeai! Qunnto a mim,uma das primei-
ros medidas era mandar-se imprimir e comprar to-
dos os exemplare do opsculo Roguier, para dis-
tribuido pelas boticas.
Creio, em vista do muilo que resM a Tazer, que
leremos uma estirada prurogacao :
O meu amigo Meireles, de quera me tenho esque-
cido, anda em aperlos por causa de um depoimento
que elle conscienciosamenle deu em nma quesian
contra o patrimonio de nma contraria da povoacao
de Santa Rila. Vmc. sabe, porque Ihe leoho dito,
que o meu Meireles he universal, he folliinha de al-
manak, he carlaz, he jornal, he leslemunha, he po-
ltico, he arrematante, be agricultor, he procurador
de causas, he simi-advogado, he capitalista,Jie bin-
queiro.e he lelegrapho-magoelico; ora com laes qua-
lidades he umbomem apreciabilissimo e quasi sera
jernio, muilo procurado e rnuito prestavel, mas,
como oao pode agradar a todos tem seas desiffeicoa-
dos, e qaem os nao ter t
Em vista de laes prestimos, chamaran) Meireles
para testemunha da lal queslao um pooco injusta,
he verdade da parado amigo do Meireles; mas Mei-
reles foi jurar e jurou como quem sabe.
A popblacao de Sania Rila irrilou-se com Mei-
reles, chamou-o xcommungado por ler jurado con-
tra a Santa, e na primeira occasiao em que elle bi-
Tureadu em paciente sendeiro aportou aquellas pla-
gas ; dea-lhe um chariiari de rail diabos...
Anda elle insultado, mas nao sabe como retribuir
aquella malinada infernal do laisos de cobre, bacas
assovioa e gritos, principalmente em occasiao em
que o maldito cavallo nada o ajudava, apezar de
suas supplicas. Aperladas horas! 1
Quando um hornera lem em seu auxilio um bom
burro, loma zas e da-Ibes o dorso; inas'quando
acha-secavalgando, em lugar de cavallo, um cava-
lele so estourando.
Nada ha mais que interesse.
Dispunha do diminuto presumo de quem Ido de-
seja ludo qaanlp ha bom, e um circulo por des-
canco.
BAIHA. *
5. Salvador 16 de novembro.
A pressa com que ubi desta capital, nao deu-me
lempo para provenir a raiuba falta ; islo, segando o*
preceiios civiliaadores, davia ser por Vmc. repara-
do ; porcm, a.crise porque pasaamos, perniillio que
ludo andasse atsim. Dou este cavaco para dioamisar
mioha impoltica ; pois sei por uma couylcsSo le-
Blima, que o espen quo ote upo no seu imprtame
fiarte, bearu mellior pcafjlkiilo com materia mais
inleressante do que estaMKjectivas rabiscas, visto
como hd elle o panorama dos bous e instructivos ar-
tigos, que de da em dia o lornam mais digno da api-
olar, publica, tao diuicil de contentar, por ser uma
velha rabujenta que oada Ihe agrada e satisfaz,
quando pela sua idooeidade he chamada para jul-
gar-nos. '
lerrival visita foi a do cholera ; eu nunca a jal-
guei (3o poderosa ; porm Os mdicos me couvence-
ram, que o sea Turor nada respeila, e o esparo que
divide a vida da morle he lo fcil de Iranspor, que
nao nos devemos admirar da rpida paasagem para
a elernidade, mormenle quando a incapacidade me-
dica se declara a medicina nao nos pode garantir a
"laude e a vida. Esla verdade, como creio, est era
perfeila harmona com as sublimes ideas da divinda-
de, e hoje demonstrada cabalmente pelos proprio*
filhos da scieucia de Hyppocrales.
A medicina, que al eolio muilo- a consideravam
como capaz de salvar o enfermo e dar-lhe vida, nan-
ea fez sacrificios, era jamis foi o nico recurso da
alfltda e soflredora humanidade : Dos he o nico
medico para os noasos males phjsicos e inoraes ; as
suas curas sao Teilas por uma medicina reservada,
cujos*ircanos ainda ninguem penetrou, porque sen-
do o nosso cerebro um apparelho evidentemente ma-
terial, so deve ter parte uas contingencias da mate-
ria e nada mais.
Alguns mdicos cumpriram bem o seu dever, du-
rante a epidemia que nos deixou 1,1o miseraveis e
desmascarou a impostura daquelles qae se jelga'vam
santelmos da saude publica ; oulros, porm, nega-
ram-se covardemeole e desprezarara a ciencia, por-
que so oullificando-a podiam escapar da morle e dos
seus transtornos. Em verdade cusa a crer, que o
medico, leudo consciencia de que a medicina he uma
valtoia garanta que se pode oppor u morle, paleo-
leasse com horror a sua Traqueza, i ponto de Degar-
sc cora poeris absurdas a essa uobre e valiosa prero-
galiva seu carg, que nao s anima os moribundos,
como Taz comprehender os os de que a sciencia de
curar he auxiliada pela m3o de Dos, e que se oao
lem a infallibilidade dos clculos da divindade, ca-
minha a par do sea diagnostico, por ter relames
com as sciencias que mai* inleressam sociedade e
do vida e animarnos a toda* a* cousas ; e pela leve-
zade alguns facullalivo, quena mais nobre da*
sciencia nao veem seno Urafico, be qae se altri-
bue de ordioario a uatureza a melhoria das mo-
lestias.
O Dr. Joo Francisco de Almeida, director da Fa-
culdade de Medicina desta capital, suecumbio oo dia
25 do mez passado, viclima da rigorosa dieta qua
se expoz, para prevenir a epidemia : medico de gran-
de tlenlo, considerou esse preservativo como o seu
safoi-cida- ; infelizmente leve pessimo resultado,
porque abrevlou-llie os dias de uma maneira lo sin-
gular; exinanindo-se systemalicamentc. Subslituio-o
no lugar de direclor o Dr. Jonalhas, qoe, romo vi
ce-direrlor da referida Faculdade, enlrou no exerci-
co ile suas funrrOss.
Com a nomeacao do Jesembarcador Marcellino de
Unlo para o upremo tribunal de justica, tomou in-
lerinainenlc o desembargador Soulo a presidencia do
tribunal do commercio desta provincia, e consta que
vai entrar na eflectivi lade do lugar o deseiubarga-
dor Messias de LeSo, cuja Domeaclo vcio no Pa-
ran.
A comraissao de hjgicne publica acordau em pe-
dir ao governu desta provincia permissao para man-
dar visitar por alguns dos seus meinbros varias loca-
lidades ; e leudo S. Exc. annuido lio til servico,
partiram qualro mdicos ncompunhados de enge-
uheiros, eucarregados de conhecer a lopog'/aphia das
inesina- localidades, destruir as causas epidmicas e
prevenir com medidas dygienicas os tusares que ain-
da nio foram atacados pela epidemia. Dous dos m-
dicos j voltaram, o os outros ainda se acham no
desempenhn de tan importantes Irabalhos.
Descobrio-se uma mina de cobre em Santo Amaro
do Calu, no districio da villa de Ilaparica : Irata-se
de averiguarse he cobre o que alli exisl, tendo-se
j dado as providencias necessanas para esle fin.
No dia 5 do correte deu-se busca em varias casas
de africanos, por denuncia de prepararen) estes uma
in-urreic,in ; felizmente os indicios nao provaram o
crime premeditado ; mas sem embarco disto, foram
alguns africanos presos, em cujas casas ncharam-se
varios objerlos que costumam empregar nos batuques
e dansas que fanticamente se entregan) e onde
tambem alguns individuos do paiz vao tomar ren-
tura.
Foi demillido do lugar de oflicial-maior da conta-
dura provincial Ju3o Emigdio da Silva Castro, que
ha muitos annos he empregado publico, e paisa por
um moco bastante hbil e inlelligeolc. Dizem que
a sua demi'sao proveio de descuidos e Tallas com-
raetlidas no exercicio daquelle emprego, mostrando
o demitlido pouco zelo e escrpulo no desempenho
dos seus deveres, como provam os documentos que
prepararan! a sua demisso. O governo da provin-
cia nao poda deixar de assim obrar, alenla a gravi-
dade dos Tactos, embora tivesre de lamentar a sorte
de nm empregado onerado de grande familia, para
quem de nada valem huje os sens 17 annos de ser-
vicpi, durante os quaes oceupou muitas vezes inte-
rinamente o lugar de inspector da thesouraria pro-
vincial.
Felizmente acha-se exlinctn nesta cidade a epide-
mia, que durante tantos mezes perseguio-nos : gra-
sas Providencia, j estamos livres de semelhaule
flaaello ; embora era alguns logares do reconcavo o
mal ainda nao se ache de todo exlincto, tendo havi-
do alguraas morles era Pap, Pajuca, Malla de S.
Jo3o, Alagoinhas, ele. ; porm os soccorros mdicos
e as acertadas medidas que se vao lomando para ala-
Ihar o mal, farao brevemente desappareccr de toda
a provincia o fatal cholera-morbos com o seu cortejo
fnebre e destruidor.
Grande foi o concurso de pov, que acompanhoa
a afocissao do Seuhor do Bomlim no dia 9 do cor-
(fi*- Esta respeitavel imageni que havia sido Ira-
zM em (rocissau de penitencia para a igreja da S,
volteo em triumpho pela eilinccao da, peste : arco
Iriumphaes, logeles, llores e todas as demonstra-
(6es de religiosa devojao a alegra se viam por to-
da a parle, e leudo sabido da cidade as 8 horas,
chegou sua igreja de Ilapagipe depois do meio-
dia, cahindo ao recolher-se copiosa chova. No do-
mingo houve alli um grande Te-Deum, onde o con-
curso de povo lambem foi imraenso.
No dia da procissao do Senhor do Bomlim a com-
panhia do Quemado, cujo* Irabalhos j se acham
bastante adianlados, fez jorrar por um tubo, em
Trente ao quartel de cavallaria, as aguas de uro
repucho dos seus chaTarizes, com Torca extraordina-
ria, formando diversas vistas segundo a dlreccao do
vento, e aprcsenlando uma maravilhosa perspectiva
semelhanea. dos melhore* chafarizes da Europa.
Seguiram para Sergipe doos mdicos e sele aca-
dmicos, que por ordem do goveruo desta provincia
vao alli prestar os soccorros mdicos, aliento o Turor
morillero do citolera, que ju immensas victimas tem
Teilo.
Chegoa no vapor Jamar, o engenheiro llenry
l.aw, encarregado do dique roechanico. O lugar
escolhido pelo dito engenheiro tem agua sufliciente
para uma grande fragata de linha, e pode accommo-
dar o maior vapor transatlntico.
Teve logar no dia 14 do correle, em om dos sa-
ies do palacio do governo desta provincia, nma reu-
uiao dos directores dps estabelecimeolos bancaes,
para levar-se a effeilo a crearan de um asilo pro-
vincial com o litlo deCollegio do ('.oraran de Je-
siisdestinado ao recolhimento das orphaas e des-
validas. Depois de expor o Exm. presidente da
provincia os motivos para que Toram convidados o*
Ilustres) ridadaos alli reunidos, concordaran) esle
ajuder S. Exc. em lo til erapreza, tirando-se do
Tundo de reserva dos raesraos estabelecimenles 10
por cento para o projeclado asilo. Avalia-se em cer-
ca de 40 conlos de ri* o donativo dos referidos es-
tabelecimenlos, assrm exponlaneamnle prodigali-
sado.
No domingo 18 do correnle haver na calhedral
desta capital um solemne Te-Deum, que a mesa ad-
minislrativa da jrinandade do Senhor Bom Jess
dos Passas manda celebrar em ac^ao de gracas pe
extinrcao da epidemia, que lano nos flagellou ; e
as 4 horas da larde do referido da ir a m'esma ima-
gen) em procissao de triumpho para a sua capella
d'Ajuda, depois de percorrer as principaes ras des-
la cidade.
O Ihealro publico j deu principio s sua* repre-
senlacoes lyricas, ha lano lempo interrompidas pelo
maldito cholera que nos visilou e pretenda fazer
desta bella capital um cemilerio ooiversal, onde an-
da existe lana gente qoe deseja diverlir-e. aera se
importar com a bemaveoluranca da vida eterna e a
immorlalidade d'alma, preservativos que produzem
singular elfeilo na saude dos que morrem.
Sabio luz om poema de qae he autor o poeta
Manoel Pessoa da Silva, om amigo Tranqueoo-me a
dita obra ; porcm o meo hospedismo lillerario nio
me permute avaliar-lhe o mrito. Como carioso li
algumas paginas do referido poema e acbei nelle
lal lab) rindi, que o dei por lido ; o prologo; onde
mais se apurara otraulores que dao a luz os seus es-
criplos, s he.notavel por um pedaco de inglez que
por eu nao enlende-lo, como talvez o poeta, julgo
o mellior da obra: e se islo em mim he pedantismo,
maior quinliao cabe i certos escriptores, que amar-
rara o leitor com citaces, que seriara mellior apre-
ciadas na lingua verncula, se fossem fielmente tra-
duzdas e estampadas, ja que para quem sabe he fa-
cil.essa opura^Ho, lao dflicil para mim e outros que
anda estamos aprendendo. Deslas reflexoc.s uao
conclua o poeta, que pretendo prejudirar-lhe. por-
que eslou bem cerloque o publico Ihe far a devida
juilira ao sea tlenlo, assim como a assembla pro-
vincial, dando valor s suas salyras, concorreu com
om cont de reis para a impressao do seu poema__
A Caridade mostrando assim o desejo de ani-
ma lo/
..Falla-se na publicar,ao de om jornal diario em
entender darte como impres.or ou compositor; po-
rm se o dito jornal seguir n mesmo preceito arts-
tico dat-abras impressas oesle esUbelecimento, em
Ia !IB"r Corr'io Mercantil, que cegando
de vellNfregela na insipidez sem ter quem o con-
deza para oceupar o lugar que de direito Ibe per-
lence pela sna aoliguidade. Na nimba opiniao o
Jornal da Dahia, com quaulo a impressao soja mim
ja pode apresenlarse como digno da curiosidade
publica, nao a pelo seu frmalo, como pela ponloa-
lidade das noticias e as materias interessanles que
iranscreve.. Dizem qae o novo jornal he animado
pelo tachigrapho da assembla provincial, ama das
melhore* peonas desla provincia e tullir soh o lilu-
tulo de Diario da Halda, o seu formato sera igual
an do Mercantil que aqu ouli ora se publicava e
desappareceu'repentinamente.porque o seu p'roprie-
tario assenlou que nAo devia cousi leraroes ao pu-
blico, e da noile par* o dia relirou-se da sceua jor-
ualislica, vendeodo o eslabelecirnenlo. Nao era
meo jornal e redigido por um sujeito, hoje fallecido,
que, sem ser Ilustrado e tmente com a pratica de
laesemprezesdava-lbe alguma importancia e lti-
mamente no elegante formato e lypos novo que
apresenlava ja satisfazla aos aasignaoles. O seu
proprietario, com quem algumas vezes fallei, nada
influa alli, segundo pareeia, porque deixaudo ludo
sob a respoosabilidade do pobre humen) qae redigia
o jornal, nao devia de certo obrar *enflo como um
aulomato, porque alem de ser anlipathico, e seu to-
do he um desse* lypos que denotam incapacidade
para todas as cousas ; do que deu provas, pagaudo
com inaudita ingralidiioseuao Irair.io, os Menucios
e dedicarlo de um hornera de quem se dizia amigo,
e qoe lalvez os desgostos o levatsem Uo depressa
a sepultura, embora j estivesse empregado uo com-
mercio com melhore* vanlagens, porem ha dore*,
que passara com o seu soflrimento por sobre toda
as coramodidades da vida e nunca perdem o seu
penoso elfeilo.
Agora devo coticloir, se bem que a Taiga qae Uve
devesse obngar-me a mais estirada* linha* ; mas as
mtnhas azas bumideeein-se Talla de luzes e para
oao andar a la sem saber collocar os termos pro-
prio da escripia, contenle-se Vmc. com o que ahi
deixo rabiscado ; promollendo-llie assim mesmo sem
gcilo, dar conla da lareTa que lomei sobre mim para
ler a gloria de ennsiderar-me seu correspondente.
Alguma* vezes este Irabalho me ser penoso, us
certo como eslou de que preslo-me de boa vootade
c sem exigencias dubrar-me-hei de hom grado ao sa-
crificio. Al oulra vez.
Nao quiz o Paran ser porlsdor desla missiva,
porque julgando eu que elle nao sahisse n.i mesmo
da qne aqu chegou, raandei levar tarde ao correio
o que pode arranjar para ser estampado nas culum-
nas do seu Diario, e volfando o meu porlador por
ler sido indeTerido, vou servir-me do lmar para
apresenlar-me ahi.
Nao tem uiuita graca a pre*s:i dos nossos vapores,
mormenle nao sendo a companhia brasileira exaeU
nas suas viagens, e Imito islo be prejudicial, que lo-
dos censurara a irregularidade de semelhaule servico
dando Torca a laes censura o caprichoso coriume de
nao amillonar a agencia desla provincia quando de-
ven) entrar e sahir os vapores. Para qoem mora na
cidade alta, quasi sempre a noticia da entrada dos
paquetes chega tarde e a ms horas, e, apezar de
ser (acil o rabiscar duas ou tres tiras de papel, toda-
va a falta de portadores embaraca-not, e voando o
lempo palo machinisaao das hora*, he preciso que o*
pobres correspondentes usem de algum lia elctrico,
par*.erem ponlaaes, do contrario cahirao rrruilas
vezes em fallas e passarflo por omissos.
Nada de importante occorreu depois do ponto fi-
nal com que fechei adianle o porl.1i) dos fados, que
pude compilar para fazer o corpo desla ; sei que r.a-
da ah ha de extraordinario, mas para nao perder o
meu lempo, que lem lauta forca como o dinheiro,
quero que os seus leilores se divirlam a minha cusa
nina vez estampados os meus absurdus ; digo absur-
dos, por nao desconhecer a miulia mediocridade
ueste misler, pois quando aprend a hulir na* ledras
nao nawa tanta causa quealrapalhassea gente pira
dar noticias suas e dizer meia dozia de asneiras em
publico ; hoje, porem, que o negocio he mais serio,
apezar das melamorphoses, nao se esquera Vmc,
de corngir os meus borres, logo que a minha pen-
na empurra-los Tuda na hondada dos seus composi-
tores, qUa corlando os cabellos das phrases e endi-
rei ando a linguagem da per^a, me fazem passar por
pificlsia, que he uma posicjlo brhante parase
correr o mundo no balan das ideas e declarar goerra
de exterminio ao svstema monetario e ,i todas as
desrobertas proveilosa* ao nosso bem-estnr.
Emfim, meo hom amigo, convem deixar a prosa e
jechando-se hojea mala do Tamar, quero aproveita-
I, para nao iuulilisi.r-me: o povo inglez, como
v me. nao ignora, he filhu do vapor c vivando sem-
pre enfumacado nao admitte razoes, segu a risca o
orgulho do seu governo nas suas olas e tratados ;
por consequencia disponha dos meus bons desejos
ale o seguate vapor, se elle me fizer a honra de
ouvir. a)
SEHGIPE.
14 de uiniiio.
lenho materia para caderno de papel, mas lie
que nao posso, por eslar convalescenle, e por estar
em grandes Irabalhos da raoag*m. L .vai o que
poder.
Morle importante.Morreu no dia 6 do corren-
d u"m- presideule da provincia Ignacio Joaquim
Barbosa, na cidade da Estancia, onde se chava era
curativo desde fins de julho. O seu mal Toi do pei-
Io ullimamenle. Collado morreu deixando no
mundo duas orphaas de pai e mai ; e por islo dizia
elle poucos minutos antes do passameolo que
nem de lodo olhava para Elermdade, porqoe duas
parles de si ficavara na Ierra. Pardea maito a fa-
milia, os amigos e mais qne lado a sociedade. Hon-
tem deveria haver na dita cidade um ofiicio solem-
ne pelo repou-odo finado, as expensas do barao de
Maroimquii este senhor dar um signal de amiza-
de e cousideragao s cinzas de quenrtanlo servio a
nossa provincia.
UleicoeiPrimou a chapa do barao, apezar de
a!j|uulLe,forSos do Sr. Travasso?, e mesmo do falle-
cido Barbosa, que recommendou alguns amigos.
Esta divergencia produtiri Inicios azedos para as
duas frac^Oes. Para Ihe dar idea do estado das cou-
sas, remello uma caria circular do Travassos, e uma
resposla dada por um bacharel ; e peco a sua pu-
blicado. Nao posto por agora enviar a lista dos
depulados, por nao saber ainda do resultado da
apuracao da cmara da capital.
Poltica.No periodo cima dissu o que ha, ago-
ra augmeoto que depuis da chegada do barao e de
sua apreseoUcao i cadeira vitalicia, lem havido na
provincia algum exlreinecimenlo pro e contra. O
lerceiro partidoconciliadorvai dando algunsjpas-
sns, e correr a passos de giganle ae receber appro-
varao do grande marqorz, o que esperam os sol-
dados desla cruzada. Eu nao sei bem para onde
peuda : acha ptimas as ideas dus conciliadores,
mas nao deixo de conhecer os servicos prestados, pe-
lo barao.
Est o Mamilar em funcces da presidencia, e o
povo lem mormurado contra sua administracilo, pe-
lo fado de ter aberlo os porlos da provincia, quan-
do se achavam fechados para aquelles lugares que
soffrem do cholera. O Trindade lomou grandes
medidas e provideocias coolra a mal lerrival que
assola os nossos visinhos da Baha ; e por isto aaua
adminislracao de dias recebeu a bencao e leuvores
de lodos, menos do commercio, que via empaladas
as suas relaces. O Trindade he horaem de voula -
de de Trro, no entretanto qne, o bario coma ho-
mem condescendenle e chele de partido nao pode
levar adianto esla medida Uo necessaria.
Esperamos o successor do Sr. Barbosa, cooliaodo
que o gabiuete nao uct mandar pessoa que nao sa-
ja de menos boas iiiiences e de Torca de vontade
para bem obrar a beneficio desta ierra. Venda o
Sr. Pereira Piolo.
Agricultura.Vao moendo os engenhos boa can-
na, e fazeudo bons assocare. A moagem sera boa ;
e dar nao pequeo lucro ao* lavradores.
A plantas vo boas, apezar do grande sol que (em
apparecido nesles ltimos dias.
Tem apparecido rauiu lufluencia na* machinas
dislilalona* ; e vai islo era (amando progresso que
daqui a pouco lempo ninguem dar o mel fabrica,
como danles, pelograDde preco que vai lendo. Pes-
soas ha que teem feito graode forlona com (al em-
preza somenle. J la o mel por OjtOOO rs. a pipa,
sendo esla de 200 caoad.as, que pipas lima pipa
grande assim d no jDinimo duas da cachaca, que
sao vendidas no Rio por 80000 rs. no minimo cada
uma : veja como nao lucram os laes emprezarios.
Ato cu vou fazer cacheta, mas quero loroa-la ma-
teria prima de espirito*, porqu pens que assim
anda maior lucro Uro. Todo o mundo busca ganhar
diuheiro, e o es/orco he lelo com nfeis lacilidade e
mais brevidade. .
Molestias. Tem arassado desde os primeiros
desle mez uracalharro orle.sendolnns casosaslhma-
ticos e oulros de aogina. Mas estamos soffrendo
enm resignado esle mal s com a idea de estarmos
fra do lerrivel cholera.
Eu nada mais digo desla vez.
lllm. Sr.O interesse nico que me' lem arras-
lado a loaoar parte na pnlilica, e a perseveranca que
julgotermaufesladoa todos os meus comprovincia-
nos, nesse sentido, nao obstante os rauitos incommo-
dos e opposice que hei sofTrido, he o desejo arden-
le de ver prosperar esla provincia, e assim conlinua-
rei a preslar-lhe os servico* que comportar minhas
debis tercas, al que se deseuvolvam os recursos de
que a mesmt provincia dispOe, e que a podem tor-
nar florescenle como uma da* ricas do. imperio.
Creio que orna poltica bem dirigida, isenta do
svstema exclusivista, que nos tem dominado, nos Ira-
n tem du.ida a prosperidade que almejamos. L'm
partido bem arrigimenlado de conformidade com o
nrogramma de conciliacao apresenlado pelo actual
gabinete; programmaque inaugurou uma poltica
nova, boje aceita pelo paiz, e sustentada pela coroa,
ha de necessariamenle progredir tendo o apoio mo-
ral do governo, que por coherencia de principios nao
pode deixar de o dar, nma vez qae o partido adople
ostensivamente o sen pensamenlo.
Assim, creio que a reorganisajao do paMWo sa-
quarema, lorn.mdo-se conciliador, longe de sar ama
idea temeraria e arriscada, he uma necessiuade em
relacao a poltica geral, e he o meio mais seguro de
dar impulso a" prosperidade da provincia, que se nao
tem retrogradado, tem pelo menos se conservado es-
tacionaria, devida sem duvida ao svstema do exclu-
sivismo que lem adoptado lodos os partidos nella
apparecidos: portante, he lempo de emendar-se
aquillo que assenlarmos ser um erro, e a quadra he
a mais propria de chegarmos as cousas a um eslado
normal. A idea de um chefe absolulo no partido,
he reprovada pelo syslema qoe temos de adoptar. O*
municipios devem dirigir-te internamente como
coovier as suas circamslaocias peculiares, dando-se-
llie inleira liberdade para a organisaefio conciliado-
ra, procurando-se finalmente o melhor meio de cen-
tralisarem-se, e de forma que com loda liberdade
possam exprimir seus pensamentos e exigirem o quo
prerltarem.
Um chefe governando absolutamente o partido,
nao pode agradar as diffeienle* localidades, por isto
qua he mui dillicil estar ao par de todas a* neces-
sidades que te dao nos dislridos, e muitas veze ca-
be em erros graves, contra sua vonlade, impondo-
Ihes cousat, que em vez de ser um bem, vem a ser
um mal irremediavel, como por muitas vezes lemos
experimentado, c mesmo avista do eslado de civili-
saco em que se acha a provincia, comparando com'
os lempos em que se instituirn) estas direesoes ab-'
solutas, esla conhecido que nao he possivel conti-
nuar o partido nesse eslado, e menos quo se lire
dille o proveito que de para desejar. Supponho fi-
nalmente que ao governo convm a reorgam-aco
que prnponbo ; porque em logar de ter elle em fren-
te um chefe de aspado imponente,a que deve Hen-
der mai* ou menos, Tica inleiramenle livre, podendo
concenlrar no sen delegado a influencia que se ra-
mifica nos homens do partido.
Eite* pensamenlo* que me lem suggerido minha
fraca imaginario, lenho apresenlado'"a alguns de
meus amigos, e creio que dahi se lem etpalhado. e
alguem invertido que me proponbo a fazer oppoti-
C*o ao baraodo Maroim. Contesto que nao tenho
semelhante inlenran, antes concordo de er o bario
de Maroim um memoro muilo importante do par-
tido, e dayo etperar qoe elle aonua de bom grado
a esla* ideas, tendo elle, como he, verdaderamente
governisla e interessado pela prosperidade da pro-
vincia. '
Judo quanlo tenho expendido, vou levar consi-
derarlo de V. S., pedindo-lhe toa reflexao a lal res-
pailo, e que adiando justa a idea proposla, Ibe pres-
te sua valiosa coadjuvucao, respondendo me com a
franqueza, prudencia e circurospecco qoe llfereco-
ndeen, e que por isso sou de V. S. amigo repeitador,
e obrigado criado, Antonio Jote' da .Silia Tra-
vassos.
Santo Amaro 28 de .goslo de 185..
Nao Itndo eu inllu.mcia herdada nem udquerida,
nio dispondo de terca ne dinheiro nem deinlelligen-
cia, attim sendo, para que serve uma retpotl*
a carta de VS. ? Que provello pode dar nina voz
sem echo .' Mas he qui erf devo corresponder a con-
sideracao, a mim dada :devo alguma cousa dizer
qoindo nao fater em favor desta Ierra, qae nao leu-
do mmli, he de meis avs e filhos. E* os mali-
vo. de principiar a expor o que pens a respeito
dos diversos periodo* da sua carta.
Tenho noticia dos sacrificios feito* dosincommodos
soffndos.e da couslanciaem lodosos lempos em seus
bons principios; e sei dos servicos fcitos: ludo me
convence do suas boas inlencoes em ver osla provin-
cia prosperar lano quanlo pode e deve.
* E he sem duvida naajktima.uui meio convenien-
te a este Inu a protoaaVade o seguir-te o pro-
grmala desse ora /'omaj-hornera que vai livran-
do o paiz dessa. amiga i rJafeBes reconhece o me-
nte de seu irmao, bra'iijalro, e nao os servicos, mui-
tas veze* mah i-ios de sao correligionario.
Sendo poi a necesiidade da paiz a creacio de um
partido de irmao, na, para melhor fall.r, a uniao
dot Brasileiros reconhecendo-se o direito deigoal-
dade, e respeilando-se a liberdade individual, nao se
pode ei nem se deve querer o seguimento de direc-
coe* absolutas. Se nos ainda lamenlamot o passado
pelo absoluimo, do sen lempo ; se desejamus qae
a liberdade como mai da civilsac.ao, enlre nos paizes
de escravo, poderemos offrer o absolutismo t era
cores diversas eril nossa propria patria 1 Porque de
algam modo lem sido rhimera [entro mis o governo
representativo nao fallando o povo, e soffrendo a'li-
berdade !
Eu emendo que tem sido porque a forma do go-
verno dos partidas lem sido|absolula em tedas ajpro-
vmcias. Sejamrs constilucionaes representativo* na
formacao dos partidos; e assim a nossa bella insti-
luicao produzrA (rudos como a monareliia ingleza
como a repjblica dos Americanos : e quando erro
baja teja pelo elemento democrtico adoptado, pois
que eu(i antes quero osperigo* da liberdade do que
a paz do absolulimo.
...Nao pono crer que|V. S. pJBnda faaer guerra ao
Exm. barao de Maroim, apezaTK* boalus nesle sen-
tida ; tanto mais quando sendo elle homem de boa*
inlencoes, e estando a par docaminho qae leva a
poltica do Brasil, nao deiiar de er um dot mais
trabajadores em favor deslas ideas. F. "pela sua po-
sicao e serviros prestados, bem merece o lugar de
principe detsa nova insliluirau.
Jolgo ter dada com franqueza o meu pensamenlo,
por ido respondido a V. S.
Sou de V. S.n
_..... le novembro..
O cholera!!! Este flagello qae assolou o Para,
a Haba e o Rio de Janeiro ja nos faz derramar la-
grimas pela morle do escravo, da mulher, do filho,
da mai e do pai:
Principiaran) os soffrimenlos pela villa de Campos
c Lagarlo.segaindo sempre de sula norte como cham-
ma de fugo, celeste faz arder a cidade de Laran-
geiras, Maroim e Rosario. A emigrarlo vai appare-
cendo, e os desamparados 3o sendo muilo*. Nao
temosmedicos, amemos auxilio para os pobres, e
so confiamos em Dos.
Se eslrvetsemos ero oulra provincia, os porlos nao
se teriam aberto, teriamos cordoes sanitarios enlre
aqui e a Baha, engajariamos medico a caulelam,
teriamos medicamento espalhado* pelos diverso po-
voados, teriamos limpeza na* villa e eidades ; mas
como nos acharaos no infeliz Sergipe, debaixo da
adminislracio.de um homem Icigo esera ronliecimen-
los choramos.... Dos de misericordia 1 vede o nos-
so desamparo e teja a vossa graca o nico remedio :
ao menos cuncedei-nos remedio d'alma a salvadlo
do espirite, a quem nao pode salvar o corpo. Eo
gabinete ainda faz nomeacoes de um presidente i
pela riqueza, pelos Ululo*, ele?!! o Senhor de Pa-
ran* nos aecuda e alteada as nossas lagrimas!!!
Eu nao quero dizer que faltem boas inlencoes ao
Sr. barao de Maroim; mas nm mero senhor d enge-
nho, sem educarlo scienlifica oo Iliteraria, lendo s
algum (raqueJQda corle, pode ler medidas nesses ca-
sos extraordinarios'! I Fallem os cholencos.
Campos a Lagarto teem perdido muito, Larangei-
ras era 5 dias 80! s morios! no Maroim so hootem
cahiram 30/ e Rosario 10. A homeopalhia vai dan-
do bons resallados, principalmente em Maroim, onde
o Sr. Tixeira Bastos e o Sr. Jo3o Aagaslo, como ca-
riciosos, a Indos correr: mas oao lemos boticas 1 as
vindas de Pernambuco foram tedas vendidas, sen-
do poucas. Ser o que ter.
Safras. Seriam boas, haveria muilo assucar se
tessem moida* tedas as caimas: mas be que supponho
que pelo desanimo geral oada se Tar. Por preven-
C3o quasi todos os senhores de engenho deixsram de
moer de noile, e o mesmo Irabalho diario esta' ten-
do i,io moderado, que nada augmenta. E assim de-
ve ser, porque se nos Tallar o braco escravo, a nossa
lavoura morrern. Esle estrago nao impon ao go-
verno o dever de tratar da colonisasflo como medi-
da principal para o seguimento da prosperidade do
paiz. A industria agrcola de a mai importante ten-
te de riqueza de nossa Ierra, ese faltar?! Eu do
meu retiro pens era cousas que talvez tejam des-
presadas, mas creiam os meus leilores nas boas in-
lencoes, digo o que julgo de proveilo para esle Bra-
sil, que s devendo ser da liberdade ainda he da es-
cravido: que importa a liberdade poltica sem a
liberdade individual absoluta?
Final. Eu poderia ainda fallar sobre diversos
assuraptos, mas nao me animo a tratar mai das coli-
sas desle muodo; alm diste eslou contestado e nao
devo ollcnder a meu prximo pondo em publico a
sut fraqueza. Que me importe agora com politica?
Que me importa com vistorias de eleicfle*, com pre-
lencOes a senatoria, com a crearlo da. partido conci-
liador na provincia ? S pens no* oflrroentot de
meus roaos, e em preparar-me para esta viagem
terrivel e necessaria, eslou como os outros com a se-
pultura aberta. Se vi*o ficar.direi mais alguma cou-
sa em bouaiica.
Adeos. Lamente o aperte do velho
Cotinguibeiro.
PERWMBl'CO.
JURY DOHEGIFE.
Dia 16 de novembro.
Presidencia do Sr. Dr. Alexandre Bernardino dos
Reis e Silca.
Promotor poblico o Sr. Dr. Anlonio Loiz Cavnr-
canli de Albuquerque.
Esciivao Joaquim Francisco de Paula Esleve
Clemente.
Feita a chamada s 10 horas Ha manhaa aedaram-
se presentes 18 senhores jurados.
Foram dispensados da presente sessao os segua-
les senhores : *
A requisic. 10 do lenle coronel commandante do
7. batalhao da guarda nacional do municipio do Re-
cite, por se acharera exerceodo as foncces do
cooselho de qualilicaeao do mesmo balajhao, os oTIi-
ciae* : Andr de S .Albuquerque.
Jos Thomaz Pires Machado Portella.
A bm do servico publico o presidente da eom-
missa de hygiene publica e encarregado da vac-
cioal:
Dr. Joaquim de AquinoFonseca.
A requisicao do secretario interino da provincia
o ofltcial archivista da secretarla :
Jo.io Valentn) Vilella.
A requisicao do director das obras publicas o llie-
soureiro pagador da mesma :
Jos Marcelino Alves da Fonseca. .
Por motivos de molestias os senhores :
Jos Joaquim de Oliveira.
Joaquim Ribeiro Ponles.
Ueuaran de ser dispensados ou multados por nao
terem sido notificado?,os aeguinles senhores:
Manoel Jos de Siqueira Pitaoga.
Francisco Jos de Araujo.
Amaro Goocalves dos Santo*.
Joao Valeplim da Silva.
Manoel Jo'se da Siva Grillo.
Antonio de Sonza Rangel.
Anlonio Joaquim Dias.
Joaquim deAbreu Ribeiro Machado.
Foram multados em mais 20> rs. cada um do*
senhores jurados j multados no anterior dia de ses-
sao e mais os seguintes senhores :
Francisco Manoel Berenger.
Dr. Gabriel Soares Raposo da Cmara.
Dr. Anlonio Alves de Souza Carvalbo.
Manoel dos Sanios Niines de Oliveira.
Dr. Joao Vicente da Silva Costa.
JoSo Anlonio Pereira de Brilo. .
Anacido Jos de Mendonc,a.
Jos Carneiro da Cunda.
Antonio Leal de Barros.
Antonio Goncalves Ferreira.
Joaquim de Souza Mello.
Jos Paulo da Fonseca.
Anlonio Leile Pilta Orligoeira.
Manoel Goocalves Ferreira.
Custodio Jos Alvrs. '
Anlonio Augusto Maciel.
Nao bavendo numeroajagil para haver sessao, o
Sr. juiz de direito presidente do tribunal fez sor.
lear da orna para completar o numero da48 ; e das cdulas ex-
Iradidas na urna resullou sahirem sorteados os se-
guintes senhores :
Jos Rodrigues Pereira.
Francisco Ignacio da Croz e Mello.
Jos Joaquim de .Miranda.
Jos Antunes Guimaraes. (
Antonio Fernandes de Araujo.
Manoe! (i- nralve- Pereira.
*l)r. Prxedes Gomes de Souza Pilaoga.
Jo.1o Ribeiro Pontos.
Dr. Braz Florentino Ilenriques de Souza.
Bernardo Jos Marlins Pereira.
Anlonio Martina Saldaolia
Leandro Ferreira da Cunha.
Dr. Caelano Xavier Pereira de Brilo.
Antonio Jos Gomes do Correio.
Joaquim Lucio Monleiro da Franca.
Dr. Pedro Autran da Malta e Albuquerque.
Dr. Deodoro Llpiauo Coaihu Cttanho.
Joao Xavier Carneiro da,Cajiha.
Filippe Nery Colaco.
Loiz Jos Nunes de Catiro.
Domingos dos Paisot Miranda.
Alexandre Rodrigues dos Anjo*. ,*
Dr. Jo3o Mara Seve.
Anlonio Pedro de Figueiredo.
Domingos Allonso Nerv Ferreira.
Carlos Jos Gome* de Oliveira.
Antonio Mximo de Barros Leile.
Dr. Bernardo Pereira do Carmo.
Dr. Luir. Duarle Pereira. *
Cypriano Luiz da Paz.
Concluido o referido sorleio maodoo o Sr. juiz de
direito proceder as nolificacoes dos mencionado* ju-
rados, expedindo-se para isto os competente* man-
dadas e levanlou a sessJo a uma hora da tarde
adiando-apara o diaseguiote as dez horas da ma-
nhaa.
em preienra de numeroso concurso qoe se apinhara
dentro de um barrado, e fra em lodo o campo de
SantAnna. O aeronauta uliio com sangue fri e
coragem, enlre os viva da mullidao commovida, e-
gundo diz o Correio Mercantil, por aqoelleespec-
lacclo que nunca presenciara. O balan pairou sobre
a cidade em diverasdirecroes, e depoi de viole mi-
nlos de pstete pd0s ares, em urna re|iao elevadi*-
sima, deteeu rpidamente, indo caUir aa agua a al-
gumas bracas de distancia da pontele Gamba' no
Saceo do Alteres. Enlao acudiram irnWedialamenle
alguns boles e escaler do vapor Hercules, o qual re-
cebeu sao e salvo a teu bordo o iolrepido aeronauta,
o Sr. Edouard Heill.
Le-se no Correio Mercantil
O rei de Portugal. oSr. 1)'. Pedro V, condeco-
rla diversos membrot do corpo diplomtico bra-
uleiro, pelo seguinte modo :
a Ao Sr. vitconde de Uruguay, com a grao-cruz
da ordem de Uirtsto, quando S.icpassou por Lis-
AoSr. Jos Marques Lisboa, coma gr3o-craz
da mesma ordem, quando S. M. esleve em Paria ;
Ao sr. Maciel Monleiro, com a grao-cruz da mes-
ma ordem ;
Ao Sr. viscoode de Santo Amtro e Pedro Carva-
lbo de Maraes, com a commenda da Couceicao
Ao Sr. Joao Pereira da Cosa Molla, com o habi-
te da mesma nrdem.
O.Sr. Maciel Monleiro foi tambem condecorado
cora a grS-cruz de S. Gregorio Magno por Sua
Satilidade. r
Quanlo au eslado sanitario da aorta e provincia do
Rio de Janeiro, reradlemos os leilores para o bole-
lim do Jornal do Commercio, que *m oulra narte
publlcam. p
Na capital da Baha fallecern) anda no dia 15 6
individuo da epidemia reinante.
Tambem recebemos hoolemjornaes de Alagoas,
com dala at 17, os quaes sem duvida nos vieram
pelo vapor Paran.
Comecava a reinar em Macei uma febre com o
mesmo carcter da tebre ama relia, mas, segundo diz
o Tempo, nao linha della morrido ninguem.
O Exm. presidente daquella provincia acabara de
Tazer uma distribuidlo dos mdicos para at differen-
let localidades, afim de acudlrem a popularao no ca-
so de ter invadida pelo cholera.
No dia 11 do carrete levj 'jipar na capital em
cati do Sr. J a ^""T>. uma riiigo
para a crear/ir^------ satsiaa'aii Achara m-
so presentes 13 pessoas. e lio..."I>raiu esla* seos Ira-
baldos pela eleic.lo de 3 meinbros para a conteccao
dos estatuios que lem de reger a associacao.
A Exm.' Sr.' O. Mara CaroMm Marques
Soares.
No da 15 do correnle fechou-se sobre aEirn.'Sr.
D. Mara Carolina Marques Soarea o maro de uma
calacumba do cemilerio publico.
Enlre o nascimento d'etla senhora era Portugal e
a apoplexia que a fulmioou nos bracos de seu con-
sorte o Sr. Jos Marques da Costa Soares, ha ama
vida modelo de lodas as virtudes, manifestadas du-
rante a* mai* rude* provaces.Esposa exemplar,
ella deixa inconsotevel teu marido.Mai extremosa,
lega ao Brasil seu filho, moco das mais explendidas
esperances, e que, por circumslancias, quasi rio
deve educacao maternaSenhora de sabida rflel-
ligencia, dea pravas de qualidades uolaveis no sea
sexo, regendo com (oda a discrirao ama casa de
commercio em Lisboa.
A Sr. D. Mara Carolina Marques Soares etpi-
rou looge desea anico filho qae esl a chegar de
ama viagem i Europa, longe de sua patria e deseas
consanguneos, mas nio sem as lagrimas ardentese
a vivas saudade* de todos quantos liveram a Torlu-
na de apreciara teu trato eucantador e os seas dotes
primorosos! I* S. C
aiant
O dia 26 do correnle he aquelle em que os elei-
lores pernambncanos, reAiidos nos diverso colle-
gios, leem de escolher os cidadiosdislioclos que nos
annos de 1856 e 18o7 deverio com suas luze* e es-
teicos promover a prosperidade e inleresses da pro-
rncia/dolando-a de leis sabias e providentes.
Pernambuco conla em ae seio lanos lilhos dignos
dessa nobre c honrosa missdo que nao he de admi-
rar ser l.lo graode o numero dos que a ella aspirara;
roas Torca he cunlessar qoe eolre os illaslres candi-
datos, alguns ha quo por seas merecimentos trans-
cendentes quasi que eclipsam todos os oatros.
O lllm. e Exm. Sr. Dr Joao Jos Ferreira de A-
guiar he um dos que se acha nesle caso. '
S. Exc. tem dado lo exhuberantes provas de hon-
radez, patriotismoe iolelligencia, que) governo im-
perial o escolheu ltimamente para ler era uma das
mais importantes cadeiras da Faculdade de Direito, a
cadeira de direito criminal.
Cidadao prstenle, magistrado integerrimo, depu-
lado independente, -o Sr. Dr. Aguiar tem sabido
proceder de modo que nao ha quem o nao eslime.
Certos,pois, de que obler uma graode volacao di-
rigimos-lhe de anlemao as nossas sinceras felicila-
C'ies.
MRRESPOMMIAS.
Srs. redactores.Achando-se prximas at elei-
COes para deputado* provinciaes, nao posso deixar,
como Pernatnbacano que sou, do fazer lembrados
aos Illras Srs. eleilores os nomos dos cidadaos abaixo
escripias.
Eu, Srs. redactores, poderia apresenlar mudares
de candidato* apio*, e com dabilacOes precisas para
fazer a Telicidade de minha provincia, mai vendo
que muilo* *e acham oceupadot em dirigir as desti-
nos, nao s da provincia, como de todo o Ttaperio'
deixei-os de enumerar, nao por que elle teaham
desmerecido o conceito que tiveram, e sempre terao
hs porque
lana qae
'W'
O l(
teriamos de arreda-
hoje oceupam. Com
red adores, ,fica r-l des-
ERRATA.
No resumo da sessao de honlem deiiaram de ser
mudados ou dispensados por o3o terem sido noti-
ficados os Srs. Antonio Duarle de Oliveira Reg e
Luiz Marques Cavalcanli, que eslao como mul-
tados.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pelo vapor inglez Tamar, chegado honlem do sul,
recebemos joruaes do Rio de Janeiro, qne alcaocam
a 11 do correnle, e da Babia a 17.
Alm dos despactab que em logar competente
vao transcriptos, pouco mais adianlara os jorneea re-
cebidos aos que nos vieram pelo Paran.
Constava achar-se nomeado presidente da provin-
cia de San Paulo o Sr. Dr. Francisco Diogo Pereira
de Vasconcellos, actual presidente da provincia de
MinaaGcraes, pastando esta a ser presidida pelo Sr.
conseldeiro Uerrulano Ferreira Peana.
Pelas 6 horas da larde do dia 41 do crrante, rea-
lisou-se na corlo a ascenso de um baiao eeroslatieo,
.1.
4. a

). n
6. i
7.
8. B
9, a
10, a
II. a
lat. a
11.
i. i
15. a
16 B
17. B
I'S. f
para alprovincia ; mas poj
los dos lugares importa
a publicarlod'estas Un"
ha obrigtdo
malulo imparcial.
1. Marechal decampoJos Joaquim Coelho.
2. Dr. Pedro Francisco de Paula Cavalcanli de Al-
buquerque.
Anselmo Francisco Perelli.
Jernimo Vilella de Castro Tarares.
Francisco de Paula Baplisla.
Manoel Mendrs da Cunha Azevedo.
Felippe Lopes Nelto.
Manoel Jos da Silva Neiva.
Francisco Carlos Brandao.
Francisco Xavier Paes Barrete.
Antonio Rangel Torres Bandeir*.
Lourenco Francisco de Almeida Calanho.
Antonio Alves de Souza Carvalho.
Antonio Epaminniiilas de Meilo.
Luiz Filippe 4a Souza Leo.
Manoel de Bata Wanderley Lias.
Augusto de Souza Leao.
Lourenco de S e Albuquerque.
19. Empregado publicoDomingos Allonso Nery
Ferreira.
0. Dr. Hollino Augusto Ca-
valcanli d'Albuquerque.
21. Empregado aposentado.Antonio Josde Oli-
veira.
NegocianteAntonio Marque d'Amorim.
b Antonio Valentim da Silva Bar-
roca.
Thomaz de Aqaino Fonseca Jnior.
AprullorFrancisco Antonio de Batros Silva.
Francisco Xavier de Lima.
Francisco Alves Cavalcanli Cam-
buira.
28. MedicoAlexandre Pereira do Carmo.
20. Caelano Xavier Pereira de Brilo. .
3<). Cosme de Sa Pereira.
31. PadreChrislovao de Uollanda Cavalcanli.
32. )> Francisco Jos de Faria.
33. b Venancio ileoriques de Kezeode.
31. I)l Joaquim Pire Machado Portella.
35. EalpregadoPedro Alejandrino de Barro Ca-
valcanli.
36. CapUao-secralarioFrancisco Camello Pessoa d
Liccrda.
Senhores redactores. Tendo-so de proceder a
eleicao de depulados i assembla provincial no Rio
tiraude do Norte, na falta de uma imprensa naquel-
la provincia, por meio do seo Diario vou apreaenlar
ao corpo eleiloral da mesma 20 Domes respeitaveis,
qae devem merecer os salfragios |de lodos esRio-
(randense* sensatos e nao dominados pelo espirite
de partido.
Na poca actual, quando o governo trata de re-
conciliar os Biaseiroa.o merilo deve estar cima de
u:t-squmhasconsiderarles, eo exclusivismo nao pqde
preterir a* capacidades. *
Eleilores Rio-Grandense, lie chegada occasiao de
escolherdes representantes dignos da provincia ; fa-
zei o asodevido desla importanteprerogaliva que vos
di a con.tiluicao, e o Exm. Sr. Pastos, fiel ao pro-
gramma do ministerio d* que he delegado, nao obe-
lara a que a provincia>eleja homens dignos de repre-
senta-la. Passo a apresentar-vns os meus candida-
to*, e o* seus nomes ao a su* melhor recommenda-
cao e elogio. Aristides.
Para depulado a assembla legislativa provincial
do Rio Grande do Norte.
O* lllm*. Srs.
Dr. Joaquim AnISo de Sena.
Dr. Jeronymo C. R. da Cmara.
Dr. Jos Moreira Hrau lao Castello Branco.
Dr. Amaro C. Bzerra Cavalcanli.
Dr. Jos Henrique de Oliveira.
Conego Manoel Jos Fernandes.
Vigario Joao Theolonio de S. e Silva.
Vigario Bartholomeo da R. Fagundet.
Vigario Manoel Jaouarin H. Cavalcanli.
A'ignrio Josde Mallos eSilva.
Padre Luiz da Fonseca Silva.
Padre Florencio Gome* do Oliveira.
Commandante superior M. Monleiro Mariz.
Coronel Eslevao J. B. de Mour.i.
Tenente-coronel Blias A. C. de Albuquerque.
Tenenle-coronel Trajano Leocadia de M. Murta.
Commandante superior M. Varella do Nascimeulo.
Majar Jos Ignacio F. B. II dacliinba.
Proprielarlo Joan Carlos Wanderley.
l Padre Joaquim S. Ribeiro Dante.
O CORREIO DAS ELEICES.
Srs. redactores.Acbando-me em mea giro, iilo
he, encarregado de entregar por este mundo carias
eleitoraes oude faro alguns vinlens para manter mi-
nha familia, pur quanlo neslas poca* ludo he ge-
nerosidade e franqueza, live de passar pela villa do
llonilo no dia i de novembro do correte aauo,e
como clirnteo velho, que ou.pois ainda rezo oo meu
rosario, que m tilo lempore davrm-se aos devotos
na Penda, dingi-me matriz para ouvir a Santo
Sacrificio da Missa ; mas qual nflo foi, Sr re-
daclcre, o mea espanto quando vi e pretenciei o
teclo, que passo a narrar.pralicado por nm ministro
do altar. Ei-lo lal qual te pattou. Ante* oo t-
centele consagrar corddro imraacolado patjtou
a ler os proclamas, e Tolheando-os deu por falte de
um, virou-te para o acolite e pergonlou Ihe pelo
que rallava.-lUte repoodeu-lhe com docilidade
que por esquecimento devia ter deixado em casa (o!
que he mimo natural.) O" que blatfemial!.' ainda o
pohre do acolito nao tiohaacahadaiea recado, quao-
r.,c? i" eofureeio colrico lanca nm mar'
m,i-'.C"n' t".,il"- "< com tona terta dos seus
de teazer 1 V P'U "' P0r Pe !!! S?s reda'cfnr Prr e"ial<"*->- Os^ouriales,
dososdo tt?nm !,""'d-o., Como duvi-
enrridf nq ""bava,D d presenciar, e o acolito
corrido por aquelle aclo. dei.a uma ootra nessoa em
seu lugar, corre espavorido a casa, voMa cZ ,ms
ptpe., ao acabar d, mia. Avl.u do 'qua Te*C
ce., sah. da m.tnz todo trmulo e convulso^ cZo
se viste algum phanlasma, e dirigido-me a ara au-
c.ao qua achava-se na porta lateral da matriz todo
pensativo, pergunlei-l,e:_meo bom velho qoem he
o aeerdote que acabou de celebrar e qaem o aco-
lite? Respondeo-me o bom do velho, aaaelle, mea
Sr., he o nono reverendo vig.rio, e o acolito o seu
sacrisiao. que com .quanlo seja mogo pobaa he hon-
rado, e bom cidadao, e dando meia volta, foi-*a tem
nada mais dizer-me.
A ouvir isto exclamei oh! mea Dos!!! be assim
que um ministro do Senhor porte-te no lugar em
que lem de asacrificar o Cbrdeiro vivo T.! he na i
quella morada enraivecida que lem de morar o cor-
po de Dos vivo 1 estes sao ot patloret qae lera de
velar no espiritual de suas ovelhas '.'! que ejemplo
pode dar om pastor, qoe possuido de Sataoaz bale
furioso sobre a mesa santa V. Eis a razao porque
muilos christao* deixam de procurar a morada do
Senhor, para nao serem leslemnha* desse, e on-
tros faclos^e laoto escndalo, praticados por ijnel-
les que deratriam ser os primeiros a dar um exem-
plo de respeito a casa do Senhor. Tenham, Sr. re-
dactere, paciencia era mandar publicar estes loteas
Mudas com que Ibe fica/ei eternamente grate,
' O vinjante eleiloral.
i
'
i I
Srs. redactores.O inaudito cvnisfho-com qua
homens desconceituados, e reeonhecid.imenta maa
seabalancam a recorrer a imprensa.e por ella cubrir
de baldo,s a* reputaos d'aquelle* qoe, qual espec-
tro aterrador, teguem e prescrulam um por um lo-
dos os seas paitos na carreira da prostitolso e da
infamia ;'e ainda mai, o propositosrmpre firme em
que estamos em nao consentir que passem ompuae-
mente as torpes e furtivas aggrestoes do prostitui-
dos dos cocos ; me obrigam hojea responder o lm-
mendo araozel eslampado nas columna do sao Dia-
rio de 9 outubro, ua parte al tusiva que a no* se re-
fere, e que se ioscrere com o j j condecido veihato
deBananeirense.
Refutando. Srs. redacljres, asse malvola e aalute
sacrilicador da honra, te allende bem da honra e
do pnndonor de seu proprio irmao ssy asta ril a
execrando abocanhador da inoocencia da rtataaV'
esse monsiro sedente de horror e vinganca I aase
absynlo detesta el sem cosame*. em lei, e tro oto- '
ral; refalando digo, semelhante coripheo, uma ae-
cusacao que a teu irmao subdelegado desla villa, fi-
zera om Sr. Al lei.lo correspondente da meamt villa
no seu Diarlo, depois de insultlos aleiva*. e- da
p)ntar i esse digno cavalleiro cora om hemern de-
leslado ecoberlo de .criroes pede Ihe, qae aprsen-
le formalmente documentada a copia d'um orTtcia de
sobredito subdelegado e de qae tratara o correspon-
dente. Ha no mando homens para lado 1 e com eT-
leilo, semelhaule coracem he um escarneo ao boa
senso, porqoe, pretender defender a um hornea* tem
credilo, a um homem perdido he querer alropeltar
lodat as regras da j ustica e da razao, he o maior da
lodos o* escrneos !! '
Mas todo ter.i infructfero, porque, Srs. talacutH
:t, lenho de dous aonos esta parte, rae errearrega-
do de arrancar a negra mascara com que este Tor-
rado! dos cocos nos seguem cobarde e traeoeirauen-
le na escuridao das Irevas, em quinto que nos os a-
companhamos com aquelle denodo, e com aquella
nobleza que em circunstancia nenhuma nos bao de
f.-lter, "por merc de Dos.
Nao nos imparte ,i nos qae3 Aldeiaoseja Pe-
dro ou Paulo, e que Talle ou dajie de Tallar a. ver-
dade, o certo he que na refulaco as rentaras ou
aecusarao ao subdelegado fia quem te trata, fomos
acinlosa e allasivameole mordidos pelea 1
denles das insaciareis vibora da pandilhanev.
cocot ; estamos em nosso direit* deir-ndeodo-nos,
repellir as torpes altesoes dofaefaodo escrivinhi-
dor, e nesse presupposlo dos ermillira o #.Al-
deiaoqaa era Tavor de conveniencia* qae nos di-
zem respeito, nos declaremos Tranca e abaolotamen-
le responuvel pela veracidade de suas atsarrCe* a
respeilo da ludo quanlooa ante*a respeilo do
que tem denunciado do subdlaga7lo inepta Tare
pouco Candido da* Neve*..63
Agora, perguntaremo* com aquella sineeriJade a
franqueza qne nos to condecidas, ao lal refotador
di S- Ald0*- queris, qae ante oa tribu naos
dn paiz, ramos provar como o vosao irraflo sub-
dejesado lam abasado do podfLnoblleo que in levi-
.damente exerce V.\ queris, qafame at mesmo* tri-
bunaes provenios ate a ultima evidencia eomo elle,
e.mais aindalodos ot vostos, nao devala, a menos
que nao seja por ama dessas circumitaacias que a-
sentam nu capricho, no esgoismo e ao atsregramen-
lo portlicodealgom pnlemaifo sem Opinio publica,
e sem criterio, oceupar as posicoes offlclaes ?! qae-
reis ainda, Sr. do aranzel, que provenas coi e tes- '
temunho de pessoas insuspeitas, que o votso irmao
subdelegado tem prevaricado em san efflcio, e lem
mandado chamar a pretexto de servico poblico Ira-
balhadores para seu engenho tem pagar-lhes derida-
menle aens competente* jomaet ?! queris aflnal,
que na propria histeria d vostos abominareis pro-
genitoresatiendei bem... n'essa histeria negra e
vergonhosa !!! procuremos fados para motlrar qoem
testes, quem sois, e quem para o futuro podis sar ?
Baila, Sr. arligniala ; e pouco tem tido o qne le-
vamot dilo; e poden dizer o mesmo de nos ? Quan-
do mostrardes claramente a opiniao publica que ta-
mos reos de crimes qoe me impntais. e que nao pau-
samos de uro calumniador, cabisbaixo, deixaremo*
que marchis sem traperos na entrada qae indigna a
iraicoeiraraenlebas Irilhado. Queris ainda raalor
franqaeza, Sr. dos cocos ? no he possivel. Tendes
visto prtanlo, a laldade e a franqueza eom qua vos
haremos acompanhaeVaxa'etaa pleito em qoe por
ventura temos seruaa|flH|An4ktMS designa*,
porqoe o vosso t/M Ware se ha*da aa-
semelhar ao do aiuJ m, mata, e t Te-
re mettido no* etajfJJ lasen* **condhjos.
>e qureis arrottaUtJJJ *aaariaa de rotjua
execraveis calaajjl MaalVaVto tandea dito*
nosso respeilo, ea*JJ_aa||lia de peawa* que me* site
charas, pode valer rfc alguma coaa na ernsoieocria
publica, garant a sna. veracidad*, a deieBfbocai-vot,
monslros do iaterno. d'etsa cap do anslatmo cota
que encubre* e**at faceBatacaadas d bria, d* vara
nha e de pudor AvanflHnhores, naves, tvaate !!!
c conlai eom a* franqueza* de advenario* gaacru-
tos qae nao sabem temer, sendo temidos; nao tabem
dizer o qae nao sabem provar.
Conhecemoi, Srs. redactores, que em Btjaaa
de exprimir-nos ullrapassamos as regiaaaal
cao e da prudencia, e ofrendemos aajB
da fina e educacao : sabemos tamben) que i
os vilenlos de defeza quasi sempre da *
di as graves agilaees que pem em consta
rao o espirito de sociabilidade que dere L
cer enlre lodo* os homens, e itto hNMe ftato
calamidadc .' mas, circumslancias de oulra ordem
existem as vezet que nos iudaaem 1 deseonlieeer lado
o peso de laes verdades, nesse caso no* acJiame-na*,
Srs. redactores ; e se com Indo merecernos as aaaif-
rat dos homens honestos, de boa menle Ibes ronasa
sejim indulgentes para quem nao deve calar s ver-
dades que proclama. Pv-rdao hamildemeal aadimos
aot homens honestos e entendidos.
Maito obrigado Vmc*., Sf. redactore*,ipela t>*
sercau de minha itcripla no Ha Diarlo.
Villa de Bananeiras 3 de norerobro de 18.'>.

PUBLICARES A PEDIDO.
Di/. Manoel da Fonceca Silva, empregado na at-
findega das Tazendit 'W"la cidade, qae a bem da
seu direito precisa qu V. S. Ihe mande passar por
certidao o Iheor do tero da declaraelo feita neste
jaizo, pelo npressor do Otaria de Pernambuco a-
cerca do annuncio publicado na seo Diario n. 9A5,
assignado peloRonquinha Pede V. S.sjjlr. Br.
juiz municipal da 2.< rara desta cidade se digne de-
ferir ao supplicanle.E R. tt.
Como pede. Hecife 27 de ootubro de 18)".Oli-
veira Maciel. *
Francisco Ignacio da Alliayde,* escrivo vitalicia
do cirel e crime do juiz mantel pal aa 2.a rara neaat
cidade do Recite, capitel da provincia dePernamb-
co do imperio do Brasil por S. M. o Imperador que
Dos guarde, etc.
Certifico qne o termo de declaracao pedido pir
cerlidao na peticao sopra, he do Ideor jeguinle.s*-
Termo de comparocimenlo e declaracao Feita pete
proprietario do Diario de Pernambneo, ManoM
Figneira de'Faria-----Aos 26 de oalobro de 1855,
nesta cidade do Hecife na casa da residencia do
doctor joiz municipal da i vara, Fr-nciscode As-
sis Oliveira Maciel aonde eo esciivao abano as-
signado fui vindo, sendo ahi presente o proprie-
tario do Diario de Pernambuco, Manorl Fljrneirda
de Faria, chamado a este jnizo pete peticionario Ma-
noel da Fonceca Silva, pira o fin constante em toa
peliCite retro, pelo dilo proprietario Manoel Figuei-
ra de Faria, fui dilo e declarado, qne elle estar
autorisado para declarar, como declarara, qoe o an-
nuncio a que se refere a dila pelicao, a que lem a
assigualura Konqoinha nAo se entende com o
predito peticionario Manoel da Fonceca Silva, em-
pregado ua alfandega desla cidade, e esiaado este
tambem presento por elle foi dito que Rearasatii-
feito com a declaracao snpra declarada, do qoe til-
do para constar mandn o referido juiz fazer esle
termo, no qual assigna com as parles. Eo Francis-
co Ignacio de Alhayde e-crivo o escrevi.Oliveira
Maciel.Manoel Figoeira de Ftria. Manoel da
Fonceca Silva.
E mais se nao conlinha no termo aa declaracao,
que par viriude do despacho rcliaaepiei per orli-
dao do proprio original ao qual reporto, e vai
sem cousa que duvida Taca, por mim escripia e aa-
signado neila cidade do RadTe aos 9 de oolabro de
1855. Escrevi e aailgnerTEm T da verdade, e
incertada, Franetaco Ignacio de Aibavtjje.Eda-
'
f

^
|
, I
J


*)
..:. i
.. .....,:,.,
_
_.
DIARIO DE KMHBOCO TERQA FEIM 20 DE NOVEMBRO

a ella naci lal anb o. 28.Concarlei.Mauoel
i Motn.
Dia Manad da Fooceca Silva, ampregado na al-
tendega d fazendas desla cidade, que a bein de
^j precisa que V. S. Ihe mande passar por
o n tneor do lermo d declarado feila.ueste
peto inipressor do Diario dt Pernnmbuco i-
\n anHonclo puhlicado no sea Diario n. 2i5,
toado pelo O R.Pede a V. S. Sr. r. jiiiz
pal iH 2* van deilt cidade tt digne deferir
iplicanH.-E R- M-
lomo requr. Recite 7 de novembro de 1855,
.Oliveira HacM.T
Francisco Ignacio de Alhayde esrnvao vitalicio
do crimee civel do juizn municipal da segunda va-
ra utsla cidtiie Jo Recita e seu lermo, por S. M. o
Ipiperador, que Dos guarde, ele.
*li(lco que o termo de declararlo pedido por
cerlldlo na pelillo supra. he do Ibeor e forma se-
nt. Termo de comparecimeulo o declaragao
B^B^Ble edilor do Diario.
3 da novembro de 1855 nesla cidajh do Ke-
I, ira cala, da icsideocia do r. juiz roWicipal da
vara, Francisco de Aesis Oliveira Maclel
l cu escrivj abaito assignado fui vindo, e sendo
rsente o propietario do Diario de Pernain-
MauoelFigueira de Faria para o lim conslan-
petiQSo relro, e sendo-lhc lida a dila peligao,
elle dito Figueira fui dito e declarado, que es-
rompeteulemenle para declarar, co-
|sjat o annuucin a que se refere a
>MSyM|io>tHeom assignalura.O R.e nao
a'india cotii flSsjliciorjario Manoel da l'oncrca
empreado na alfandega desla cidade, e es-
B^H esle Imnhem prsenle, disse que aceilava a
declaragao feila, do que para constar figo este ter-
mo, ern que assigoa o juiz com o declarante e de-
lirado. Eu Frauchco Ignacio de Alhavde escrivao
BJBWvi.Oliveira Maciel. Manoel ligueira de
ria.Mainel d *onceca Silva.
E maii se nao con ti nha no lermo de.declarado
o por cerluUo, que' por virlude do despacho
Dem e fieBenle eilrnbi do proorio original
al me reporto, e sai sem cousa qua.uvida fa-
Blim ampio e asignado nesta cidade do Re-
o* 7 de Dovnrobro de 1855-----Esrrevi e asig-
Em f da verdad* e Concertado, Francisco Ig-
nncio de Alha.Vd'- EsUVa'o sello nacional sob n.
[>Dcerrei Manuel Jos da Molla.
Deseja-se saber ae a dimtalo 4o digno et-deleea-
do termo de Barreiros 'o Or. Anlero Manoel de
iros Furtado the foi dada por nao gozar mal
sautianga, ou se por a haver pedido : pois que,
marrecs e intrigantes desla malfadada villa
ctos do dito et-delegado,propalara de taberna,
ni taberna seren os autores de semelhanle obra, e
abando-seser parlo de seus genios milfazejos. De-
ja pac conscueinta saber O amante da terdade.
GOMMERCIO. .
PRACA DO RECIFE19 DE NOVEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cota{0es offlciaes.
aibio sobre Londres60 div. 27 1(2 adinheiro.
s para Liverpool37|6 e 3 5 por astucar para
(antro.
ra dito da Macei19i32 d. e 5 % para Liver-
pool por elgodio,
aLFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 17. .
itera do dia l'.i......
Detca.-regam koie 20 de novembro.
rijos iiiglezSprayhacalhio.
ineleztVeltingtonfarinha de trigo,
^tal"Starcarvo.
inglezaBonitamercaduras,
jalera portugnezaUrafidiZa*dem.
lacho sardjarencafarinha de trigo.
Imporiaca o.
Calera ingliza Bonita, viuda de Liverpool, con
a a James Ryder & C, manifeslou a se-
LananaV* :
itiaha charutos ; a C. J. Astley & Cumpa-
Shte. '
Helada. 15 qomlaes, 2 arrobas e 8 libras fer-
a Rothc ,j[ Bidoulac.
mol, cbias de couro, 2 ditas selins, 1 barrica
ra, lili birricase 5 leii(es chumbo, 100 cai-
ta de landres, 3B barrica* ferragens, 4 ditas,
roba e 22 libras ferro, 2i caizas li-
10 embrulhoa pas ; a E. II.
ditos oleo do liDluca, 13
WUo, 25 barhs salitre; a or-
^Bm;i3 fardos lecidos da algodao, 40 ditas:
barrica tarjaba-, a Adamson Uowie i
1* 1 d.
ecidot da lia ; a J. Keller & Compa-
_ (Kdo teddos.de algodio ; ti M. G. da
aa I (ardo filia dito; a atoalran Rooker iV
taMuaa dita ; a Il>ury Oib-'

;cat ft rrageu, 2 caitas e 2 farde* lecidos de
Igjieijoi. 2 ditas provisoes, 1 dila.objec-
I o particular 105 fard.w a 48 caitas lecidos de al-
adio ; a i%|*Jash & C,
Ma ; a D. W. Bowman. ,
lita selins: a Bastos & Leinos.
iis* cjii ; i Laiz A. de Siqueira.
'ardos, Ui caitas e 10 volamos lecidos de algo
(7 fardos ditos de algodflo e linlio, 100 gigoa e
arriea lou ;a, 150 barris inauteiga ; a Jame By-
. 3dil
em casca...........
Azeile de mamona .....cauada
i) mendobim e de coco-.
de peiie......... ,
Cacau................ up
Aves araras....... ama
o ptKI10*.........un
Bolachas B........... ($ '
Biscoilos.............. a
Caf bom.............',
resslolbo...........
com casia...........
a nido.............
Carne secca............ o
Cocos com casca ..........ccnlo
Charatos bons...........
ordinarios........ u
b regala e primor .... a
Cera de carnauba......... (aj
em velas........ .
Cobre uovo mo d'obra ......
Cooros de boi salgados......
verdea. ,............
espiados.........
de onja..........
cabra corlidos.....
Doce de calda............
goiaba..........
secco............ a
jalea.............
Estopa nacional......... (jp
o eslningeira, m.io d'obra a
Espanadores gratules........am
> pequeos.......
Farinha. de mandioca ....... alqneire
inilho .......... @
)i aramia........ n
Feijau...............aiqueire
Fumo bom ^^......... (aj
ordioantf.......... >>
)> era folha bom. .......
ordinario.......
restolho........ u
Ipecacuauba.........
Gomma ^ .*......*. alq.
Gengibre. 4jP^...... (p
Lenha de achas grandes......eenlo
n pequeas.....
' a u loros....... ii
Pranchas de amarello de 2 costados urna
)) looro.........
Costado de amarello de 35 a 40 p. da
' c. e 2 'V a .'t de I. .... >
de dito uanaes.......
Cosladinbo de dilo........ >
Soallio de dito........... a
Ferro de dito...........
Costado de lonro.........
Cosladinho de dito....... a
275:3628678- Soalho de dito........... i
Forro de dilo ............ a
a a cedro.......... _a
Toros de tatajuba......... quintal
Varas de parreira......... dazia
a a aguilliadas........ u
". quiris.......... s
Em obras rodas de sicupira para c. par
a eitos u i>
laro ...............caada
lio..........'......aiqueire
Pedra de amolar ......... urna
a filtrar.......... a
a a rebolos ^........ a
Ponas de boi......... cauto
Piassava '............molhc^
Sola ou vaqueta..........meio
Sebo em rama............Q
Pelles de carMiro ........, ama
Salsa parrilba...........@
Tapioca.............. a
Unhas de bui ;........eeulo
Sabia...............a
Esleirs de perperi ......... orna
Vinagte pipa........... a
Caberas de cachimbo de barro. milbiiro
254:925} 539
20:4378239
agurdenla de
i ceneja, 2 barris
nca, 3 ditos viulio ; ao capitao.
17 fardse 18 caitas lecidos de abtodao, 1 caiti-
nha leojos. de dito, 1 ilila ditos da seda, 30 barris
:>alilre ; a Fct Bralhers.
ardos e 1 caita lecidos de laa ; a James Halli-
barris manleiga, 2 caitas livros ; a'Joliiuloo
rril vi alto, 10 caitas, 1 barrica, 4 barris e 25
provista* ; a George Nesbill.
droi cam seus perleaces ; a S J". Jouhs-
fijlrdM a
19280
640
19760
19280
59000
103000
39000
79000
89960
4500
39000
39500
69400
59000
39840
19400
9600
29100
109000
129000
9160
9200
9100
, 9OO
159000
9240
9^00
9160
9360
9280
1980
19000
2500O
19000
19600
29500
.19500
69400
99000
49000
89000
59000
49000
363000
3-3010
19500
29400
9900
109000
149000
79000
309000
149000
89000
69000
39500
79OOO
69000
39200
2900o
39000
193
13600
19920
. 19280
449000
209000
9*0
29000
9640
69000
9800
49000
3ft
29400
500
9240
179000
49000
9210
9120
9160
309000
.59OOO
sito; cumpre que Vmc. logo que esta receber nao
oonsinta maii que faram os almocfeves praca em di-
lo lugar, qsim em fenle do torrean do arsenal de
marinha e ra de Apollo, para onde os obrigar a
irem lodos os das, deletininatidn-lhes igualmente
que as entradas a sabidas dos cavallos que conduzi-
rem assurar sejam pela rna do caes de Apollo.
1 lieos guardo a Vmc. Passo da cmara municipal
do Reeife em sestlo do 14 de nnvembro de 1855.E
para que so cumpra a mesraa portara 13o inlera-
mente como nella se conten, faz publicar pelo jor-
nal oflicial, dando principio a etecucio no dia 19 do
currente. Barro do Reeife 17 de novembro de
1855.O fiscal. Muoel Ignacio de Oliveira Lobo.
A.RACOES.
RIO DE JANEIRO 14 Ufi NOVEMBRO.
Ctmhioi.
Londres27 1|4a271|2.
Paris 358 1 360 60 das.
Lisboa 100 0o a 60 das,
liamburgo 655, 660 a 90 das.
FRETES.
Antuerpia 65[.
Canal.....60| a 65|
Eslados-Uudos 80 c.
Uamburgo 60|.
Havre. -,, 50 fr. elO
Liver|H>ol 4j.
Londres 45|.
Marselba 55|.
Mediterrneo 55|a~7|6.
Trieste 55 a 65|.
atTAES E FliNDOS PBLICOS.
METAES. Onras da patria. 289700 a 289800
u a hespauholas 299500 a 299600
Peras de 6*00 velhas. I69OOO
Mo'edas defl Bl 99OO
1 Soberanos. 1 Wk 89700 a 89900
Pesos liespaisaBr: 19940 a 29000
a a da patria*. 198W a 19960
o Pataces. ...... Nominal.
Apolices de 6 %..........104a 105;;.
a provinciaes........Aopar.
(Jornal io Commereio- do Ro.)
CORREIO GERAL.
Cartas segoras viudas do sul pelos vapores 'ara-
na e Tkamar, entrados nos diss 18 e 19 do corren-
te, para os Srs.:
Antonio Amerito de Urzedo Jnior 1.
Francisco Antonio de Souza Camiso 1.
Francisco de Paula Lima 1.
?. Rochael P. do B. M. 1.
Izidora Seuhoriolia Lopes 2.
Joaquim dos Sanios I. ,
Joo.Jos Lns Wanderley 1.
Jos Antonio Pereira 1.
Leonardo Anlunes Meira H. 1.
Pedro Velloso Rebelln 1.
Tiburcio Autuues de Oliveira 1.
O Illm. Sr. regedor inlerino do Gymnasio Provin-
cial, manda declarar am confurmidrde doiarlign
134 do regulamenlo de 25 de jlho deste anoo, o
. calhalogo dos compendios adoptados para o ensi-
no das aulas do instituto no prolimo futuro anno.
Para a e 2 eadeira da Inicua latina.
Grammatica de Jos Vicente Gomes de Moura ;
compendio de historia sagrada ; Cornelio, Fbulas
de Fedro ; Saluslio ; Virgilio; Horacio ;Tilo-I.ivio;
,Orari>ei de Cicero.
Para a eadeira de lingoa franceza.
Grammatica por Borgain, em. 2- volnmes ; selela
franceza de Roquete, 2" edicruo ou a mais moder-
na so houver ; diccionario francs portuguez e por-
luguez francez de Fonseca e Roquete.
Para a eadeira do lingua ingleza.
Lic^es de grammatica ingleza pelo Dr. Peraira do
Reg ; Cours de Versiens anglaiaes por P. Sadler,
6' edicto ; Cors gradu de l langue aoglaise pelo
mesmo ; diccionario inglez portaauez e porloguez
inglez por Vieira, edculo de 1835.
Para a eadeira de malhematicas.
Elemeulos de malhematicas por Otnni, adoptados
Da academia de marinha e escola militar.
Para a eadeira de philosophiu.
Charma, liccoes de pbilosoplila.
Para a 2 eadeira da' sciencias natoraes.
Principios elementares de botnica de Lindley,
tradcelo do Dr. Ildefonso, Rio de Janeiro de 1843;
Suile* Bulln publi par Rural; Genera planla-
ruru. Decandolle ; Plantes usuelles des Bresiliens,
por Saiol Hilaire; Nouvelle.malier medcale Breai-
lienue avec planches par le Docteur Msrtias.
Cadeira de liogua e litleralura nacional.
Licfoes oraos, obrigando se o respaclivo pro-
fessor organisar o seu compendio no lim do anno
lectivo viudnuro.
Cadeira de desenlio.
Lirces oraes, ubrigando-se igualmente o respec-
tivo profassor a organisar o seu compendio.
Csdeira da lingun grega.
Liccoes oraes, obrgando-se o professor a organi-
sar ama arla no fin do annp ; electa grega, adap-
tada ao uso dos principiante diccionario de grego
para lalim ou francez ; tratado de raizes gregas ;
fbulas de Esopo, em grego s ; Novo Testamento
am grego.
Cadeira de tbetoriea.
Liccoes elementares de Eloquencia Nacional, por
Freir da Carvalho.
Dita de geographia.
Os mesmos compendios adoptados no ejliuclo ly-
cu.
Secretaria do Gymnasio Provincial de Pernambo-
co 19 de novembro de 1855,O secretario, Antonio
da Auumpcao Cabral.
O arsenal de marinha conttjsta a compra dos
objeclos abaito* declarados no da 1 do crrenle
mez ao meio dia para fornecimenlo do almoxarifa-
do :tinta branca, cairo velbo. sola, fio de vela,
saceos de conduerjo, brotas sortidas, linteiros de
estanto, dedaes de reputo, caivetes, pennas de
palo, ditas de lapis, folhas de Flandrcs grossas, d-
elas de navios, lona ingleza eslreila, dila larga,
bio, pedras de amolar, vistas d'osso, caetas, al-
vaiade, folha de obre de 18 a 20 onras, pregosde
dito forro para as ditas, e azeite para, o pharol.
Secretaria da iaspeccio do arsenal de marinha da
Pernamjiuco em 17 de novembro de 1855. Noiiu-
pedimeulo do secrelario, Miguel Paulo de Souza
Rangel.
BANCO DE PERNAMBLCO.
O Banco pe Pernarrbucocontinua a to-
mar lettins sobre o Rio de Janeiro, ea
sacar contra a mesma pi uca. Hunco (Je
Periiatnbuco 10 deoutubro de 1855.O
secretario da dirsjcrSo, Joao Ignacio de
Medeiros Bego.
O Illm. Sr. capitao doporlo manda fazer pu-
blico, que em virlude da ordem da presidencia, os
capites on meslres dasembarcacoes, inclusive hiates
que pretenderen sabir para os porlos do Imperio,
devarao apresenlar na occasiSo de etigirem desla re-
partirao o documento de qoe trata o artigo 19to re-
gulamento das capitanas, a carta de saude, alm
dos de mais despachos. Secretaria da capitana do
porto de Pernambucu 16 impedimento do secrtlsrio,
Francisco h'irmino Monleiro. .
urna grande qaanlidadede obras de ouro como bem,
Irancelins de filaarana muilo ricos, alfineles de peila
com perolas, brincos, rozelas, bolors para camisa,
coroas, resplandores e sellas para imagen), a oulras
muilas obras; diversas pejas de prala como bem,
salvas, colheres, raslicncs, bacas, estribos, esporas,
orna rica bandeja grande etc., as sobras do engenho
CoqiieTos na comarca de Santo Auiao, e o engenho
d'agua denominado Mamocaia, na freguezia de S.
Liiurenrn da Mal? pudendo ser vendido a prazo
cun de'sobriga dos credores nesla prarja : lera lagar o leilo quarl-feira 21 do
crrante as II horas da inanhla no armazem do a-
genle annnociaule, silo na rna do Collegio n. 15,
aonleosSrs. prelendeotes sos bens cima mencio-
nados, que qnizerem alguna esclarecimeolot acerca
dvlles, pudero so eutender.
caitas lecidos de algodao ; a Rosas
10 tottSPJjH
caixinba boirs
1 aRinliif
sonAC.
" 4saccufajnostr;
C. de Abreu.
islro.
1 ditas ferro, 1
Rae
tfWStft'do d
^Ha 19
a diversos.
I>0 GERAL.
a 17.....
Scolt Wil-
30:777|89
2:743*318
33:5219247
MOVIMENTO DO PORTO
O agente Roberts
far Ieilo com iiceuca do
illm. 8r. inspector da al-
fandega e por ordem de
I. Swensson, capitao do
brige tfVilliam Tersme-
den, o qual na sua iagem
do Rio de J aneiro com des-
tino para Stockhohn arri-
bou a este porto, salvado
e rebocado pelo vapor in-
glez Avon, por conta e ris-
co de quem pertencer, e
em presenca do >r. cnsul
interino da .Vjecia e No-
t
roega, de cerca de 700 a
800 saceos com caf, para
occorrer as despezas de
salvagem e dos coucertos
do dito brigue, quarta fei-
ra 21 docorrente ao meio
dia no armazem alfande-
gado de J; A. de Araujo,
caes do Apollo.
AVISOS DIVERSOS.
>-Madama Theard, che-
gada de Fran?a pelo ulti-
mo paqueteingiez, con vida
as senl.oras de bom gosto
a approveitarem ^sasnoi-
tesde la, para vir admi-
rar e comprar os enfeites
e adornos de todas as es-
pecies, que ella mesma
escolheu no meio de todas
as ndvidades de modas,
que appareceram- na ex-
posicao de Pars.
0 Sr. tliesoureiro das loteras da
provincia, manda fazer pubuco, quepor
engao da typographia sahio premiarlo o
n, 259 coto 5#000, da primeira parte
da terceir lotera do Gymnasio,devendo
ser o a. 2337.Luiz Antonio Rodrigues
deAlmeida, esOrivSq das loteras.
PL'BLICACAO' LITTERARIA.
Sabio a luz o Manual d> bttudante i iMlim,
dividido em duas liarles. A primeira conlm um
compendio de grammalica latina, -etlrahido dos me-
Ihores que selem publicado: comprehende ai qna-
Iro grandes divsoes da grammalicaelymolngia,
yntase, prosodia e orlhographiae trata de todas as
regras e etcep^des mais precisas, sendo cada ama
dessas parles enriquecida de copiosas notas etposlas
em ordem e ao alcance da todas as intelligeucas;
formando a texto um volume menor do qoe o da
arte do padre Pereira. A segunda parte coutm a
mvlhologia ou historia da antiga religiao dos Gregos
e Romanos, e um breve tratado dos coslumes e cere-
monias, tanlo civs como religiosas dos anliaos Ro-
manos ; um volume de mais de 300 paginas em 4.*:
acha-se i venda na cidade da Parabiba, na loja do
Sr. Raflno Olavo da Costa Machado ; aa cidade da
rea, na loja do Sr. Manoel Jos da Silva ; e na Ba-
bia, na loja do Sr. Carlos Pnggeli : preeo de cada
eteraplar 49000.
O abaito assgoado, lando vtlo neste jornal n.
239 de 9 do corrente o anuancio qne faz Jos de Ba-
nevides Falcao, declara que para con, elle anda o
djlo Sr. Benevdes niloesln de cootat liquidadas nem
saldo. Reeife 13 Jb novembro de 1855.
Antonio Jos Barros Veiga.
Preoisa-sede ama ama para o servico interno
de casa de um bomem rolteiro : na roa da Com
da n. 26.
Aos senliores proprietarvls de navios
desta provincia- *
Desojando o redactor do alntanak da provincia pa-
ra o auno de 1856 roclilicar a propriedade dos na- j
vios, raga a seus propnelarios se dignem mandar
una ola com o nome e toneladas, a' livraria ni. 6 e
8 da praca da Independencia at o dia 20 do cor-
."\ ESTA NO OM !
aMiecaiam ainda a' ra do Collegio n.
8 alguns ejemplares do HYfflKO TAlUIfl-
PH4L a' tomada de Sebastopol, posto em
msica pelo pianista Jos Fachnett, e
vendem-se a $000 rs. cada ejemplar.
Bella impressao do Rio de Janeiro : lia
poucos.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.^
Resumo dos maio^gs premios da lotera
4. a favor, do recolhimento. de Santa
Thereza, extraliida em de uov'embro
de 1855.
ta c
AVISOS MARTIMOS.
ism
INVERSAS PROVINCIAS.
4 lia 1 a 17. .... 1:2899397
lifcif "....... 66*473
1-3559870
_______
Exportacao'.
I pelo Maraoho, escuna brasileira
snadai. conduzio o seguinle :
^^Bdltas e 40 sacras farinha
J cutas velani% coniposirio. 15 dilss sar-
___(a 13 dita, e fardos diversas fazen-
is, 150 Islas, ,0 narriquiuhas e 4 sac-
911 arrobas e 20. libras de atsucar, 18 sac-
, 1 calila 1 sellini a perlences, 1 cai-
l(i guiaba, 1. dilo charutos, 1 embrulho re-
-'. I calila ferrageqs, 2 bahs e 3
calsoes livros, 2 tphajfapas,' 6 camas de vento, 30
saccas cafa pilado, 20 faMo* fumo no> folha, 4 rodas
i ferro fundido, 2 caitas tellias de vidro, 2
'versar iudezas.
i, brigue brasiloiro sSagitariou, de
do o seguinle : 9 caitas ta-
7 barris de 4. vinho, I3 caitas
lente, 6 ditas espirito, 2 ditas
^^^Hk, 1402 meios de soja, 5,000 cocx
saceos com 4,550 arrobas de assucaj,
laceas algjd.io, :'l ditas milho, 2
cbelioria db rjpoas internas ge-
aj^H ^Kmbucu.
stav'O c X.....9:9319506
WB do ca 1!) .... 897)38
.Vacos entrado/ no dia 19.
Ricbmond47 dias, barca americana I. A. 11a-
lard*, de 219 toneladas, capitao C. S. William,
equipagem 9, carga 2,450 barricas com farinha de
trigo ; a Schramm Whately & Compaohia. Che-
goa hootem as 6 horas da larde.
Rio de'Janeiro e Baha5 dias, vanoringlez Tha-
, cammaodanle Bevis. l'assageiros para esta
ncia, Francisco A. Leal, Dr. Buarqae Lima
Jnior, r. Ignacio M.noel de Lemas liouc.alves.
Fioou de quarentena por 13 dias.
Baha15 dias, hiato brasileiro Novo Olinda, de
85 toneladas, mestre Custodio Jos Vianua, equi-
pagem 8, carga tabaco e mais gneros : a Tasso (V
Irmflos. Ficouda quarentena- por 15 dias.
Swansea32 dias, barca ingleza. Saccessa, de 231
toneladas, capilfio John Flood, equipagem 16, car-
ga rarvio-de pedra ; a'Jobnston Pater & Compa-
nhia.
Terra Nova46 das, batea ingleza Norval, de
245 toneladas, eapilSn Thoroaz Scolt, equipagem
15, carga 2,560 barricas com bacalbo ; Jolins-
ton Pater & Compaohia.
Nacfos saludos.no metmo dia.
Par e porlos intermediosVapor brasiieiro Para-
n, commandante Borges. Pas>ageiro< desla pro-
vincia, Joaquim Antonio da Silva Martina, Dr.
Jos Nicolao. Rigueira Cosa, 1 lilho, 1 criado e 1
eseravo, Joaquim Luizdos Sanios, Jos Castro de
F relias, e 1 eacsavo a entregar. .
Southampton e porlos intermediosVapor inglez
Thamar, commandante Bevis. Passageiro, o
capitao Sharp. aa.
EDITAES.
CONSULADO PRO
liman!. do dia I a I
do da 19 .
tVIN
10:8295444
NCIAL.
21:3389779
I:952a383
^6:21#I62
PAUTA
dos prtfw cqntnlM do astucar, algodao, mais
ttntros do poi, oue se despachan na mesa do
sulaio de Pcrnambucn, na semana ie 19
a 24 da nopembr ie 1855.
Assucar aun calta* branco 1 qaalidade 9
asa a 2s 1,
ata mase. .*...... a
biir. esac. branco.......
b a RMScavado ....'. a
i) relinado..........
AlajaiSu em pluma de 1. qualidadc
2.
3.-
m caroto. .
Eaaviriie de agurdenle
AgaardeDlo cachaca .
de canna .
resillada .
aHb*..
cauada
9
9 '
9
39600
29300
3*840
59400
59OOO
496OO
19350
9650
9*00
9480
948o
9650
9.8O
240
9580
9240
svwo
-' Pala Ihesouraria da fazenda desla provincia se
taz publico, que Dt Senhorinha Xavier dos Reise D.
Rulina Antonia Xavier, allegando com annuocios
feilos nos peridicos desla eidade lerem perdido urna
apolice de rs. 4009000 de joros de cinco pr cenlo ao
anno e de n. 90 das cmillidas nesta provincia em o
anno da 1845, requereranrqne se lites entregaste
oulr.i apolice da mesma quantia e numero, ua for-
ma da lei de 15de novembro de 1827 ; o quea mes-
ma Ihesouraria passar* 1 cumprir. llavendo porm
qualquer ndiduo que dentro de um mez, a contar
da dala do presente aonnncio, se aprsente nesta re-
parlijao com a referida apolice, mostrando te-la re-
cebido am hypolheca 011 oulro qualquer litlo, se
nao dar oalra apolice aa sopplcanles, pois que no
caso allegado da perda de urna apolice iuvolve abso-
luta aniiullarflj da primeira. E para constar se faz
o presente annuucio. 'Theaoursna de fazenda em
Pernambuce 16 de novembro da 1855.
Joio Gonralccf da Silta.
A cmara municipal deta cidade faz publico,
qoe, allendeudo a que nao deve continuar por mais
lempo a prac,a que, no acanhado largo do Corpo
Sanio, fazemot almocrevesconductores da assucar,
agalomerando-sa ah diariamente em lempo de sa-
fra,corn grande numero de cavallos,sem a menor re-
verenda ai templo sagrado, e aos acto* de manir
acrlamento de ooasa religiao, que por ea gente fio
all tratados com o mais immoral indifferenlismo ;
alm de flear completamenle interceptado o transi-
to por aquelle lugar : tem resolvido a transferencia
da mencionada praca para a frenle do trrido do ar-
senal de marinha e roa de Apollo, e que "*enlra-
da e sabida dos cavallos, que eonduzem assucar sa-
ja de ora em dianle pela ra do caes de Apollo,
Pac/) da cmara municipal do Reeife 19 -li'
vembro de 1855.liarao de Capibaribe, presid
le.Manotl Ferreira Accioli, secrelario.
Manuel Ignacio de Oliveira Lobo, fiseal da freguezia
de S. Kr. Pedro Goncalves do Reeife, etc.
Faz constar ao publico, que a cmara municipal
desla cidade Ihe espedir a portarla abaita trans-
cripta, alini de Iba dar inteiro compriinenio.
Portara.Recoubecendo a cmara municipal a
irreverencia praticada pelos almocreves conductores
de assucar, que com seus cavailus se agglomeram em
grande numero no acanhado paleo da igreja matriz
dessa fregoezia, em oceaso, muilas vezes, em que
se celebram os actos de mais 'acalimento de noisa
religilo,' a que deitam da prestar o menor respeilo,
acreserndo que nao s deitam das grades para den-
tro do atrio cargas de assucar, qne fazem attrahir
quanlidades de miedos, como lama toda o trn-
Para a Babia segu em poneos dias o veleiro e
bem conhecido hial* Castro, do qual lie capullo
Francisco de Castro, por j ter parle da carga prom-
pta : para o resto, Irala-se com o seu consignatario
Domingos Alves Malheus, na ra da Cruz.
Para Aracaty segae em poucos dias o bem
conhecido biale Capibaribe; para carga e passagei-
roa, trala-ie na ra do Vigario'n. ~5.
PARA O MARAMDAO' E PARA'
Salte com bravidade por ter maior
parte da carga a barca brasileira ce Bri-
lliante : para o resto trafa-se com os
consignatarios Novaes & C., ra do tra-
piche n. ,14 primeiro andar.
Bahia.
Vai seguir com brevidade o biate na-
cional FORTUNA, mestre Joaquim Jos
Silveira, tem grande parte do seu carre-
gamentoprompto: para o resto, trata-se
com os consignatarios Antonio de Almei^
da Gomes c5 C., na ra do Trapiche n. 16,"
segundo andar.
Para Lisboa, a galsyaportuguesa Jo-
ven Carlota, capitao Boa ventura Borges
Pamplona : para carga e passageiros, tra-
se com os consignatarios Novaes d*j Trapiche n. 54.
PARA PARAH1BA
.Segu em poucos dias a lancha nacio-
nal Flor do Rio, por ter metade do car-
regamento prompto : quem na mesma
quizr carregar'.-c'irija-se a loja'de JoSo
da Cunha Magalhs, na ra da Cadei^
do Reeife loja n. 51.
RIO DE JANEIRO.
Segu no da 28do mez crrenle o patacho Bom
Jess, recebe carga e passageiros : a Iralar eom Ce-
lano Cvriaco da C. M. ao lado do, Corpo Santo n. 25.
.1 N. 4950......... 20:000#
1 4407. ........ 10:000(1
1 f su. :...... 4:000
1 5441......... 2:000$
1711 3095, 4024,
3931, 4395, 5611 . 1:000
10 1485 2288 155* ,
5092 3110, .5902 ,
3947 4172, W40 36lh. ........ 400$
20 -514, 1081 1*59 ,
198* 2244 2287 ,
2673 2754. 2972 ,
3054 55*9 3381 ,
3928 4723 4894 ,
1 4918, 4948, 4988, *200#
5285 5985.....
60 55 85, -54
395, 474, 519,
22, 740, 871 ,
915, 921 1009 ,
12*1, 1525, 1486 , . .'
1751 1736 1799 ,
1827 1855, 1991 ,
2107 2215 24*5 ,
2585 2615, 2620 ,
2813 2928 3087 ,
3096 5101 3105 ,
5119, 3395,. 546* ,
fcj^ S478 5495 5550 ,
I 56*6 5816, 3855,
. 4002 4086 4215 ,
4251 4*92 *55* ,
*802, *985 500* ,
5216, 55*6. 5478,
5553 5571 5627 ,
. 5652, 5972, 5984, 00$
Acham-se a venda os novos bilhetes da
lotera 58 do monte po geral, < ue devia
correr a 19 ou 20 do corrente mez.
Contrata-te por empreilada a conslraeritn de
urna casa sobre pilares, na estrada de Belm:
qoem mesma obra se antear propor, dirija-se a roa
do Pilar 5a, das 6 as Simas da manhaa.
OITerece-se urna ama para servir em casa de
pouca familia : a tratar no becco do Rosario, casa
n. 16.
Os abaito assignados declaran) ao reipeilaver
publico, e principalmente ao corpo do comraerclo,
que aparlaram amigavelmcnle no dia 20 de onlubro
protimo passado a sociedade que linham. na padaria
delraz da matriz da. Ba-Vista n. 26, que gyrava de-
baito da firma de Coimbra t Braga, flrando desla
dala em dianle por conta do socio Coimbra a geren-
cia da dila casa, ficando sujeilo a todo activo e pas
sivo debaito da firma de Miguel dos Santos Coim-
bra. Reeife 20 de outubro de 1855.Anlonio Ave-
lino Leite Braga, Miguel dos Santos Coimbra.
Preeisa-se rie um ptimo oflicial de pharmacia,
dando fiador a sua candada, do que ss Ihe dar um
bom ordenado : a tratar ua ra Nova n. 53.
O abaito assignado, morador na cidade de Na-
arelh, leudo de mudarSua residencia, avisa a,qu"in
Ihe convier, que elle arrenda duas casas de pedra e
cal qife lem uaqueila cidade, ambas no pateo da
feira, com etcellenlescommodos para familia, quin-
tal murado, com estribara, bons qnarlos e armaedes
convenientemente para vendas de motilados, com a
rondieo, porm, qoo os prelendentes serio obriga-
dos a comprar os efleilos. qoe esislirera as mes-
mas vendas : qoem pretender, dirija-se a fallar ao
mesmo abaito assignado. Nazareth 20 de novembro
de 1855.Ignacio Jos de Vascoocellos.
Sor vetes.
Uniao, rna da Cruz n. 40.
Sorveles de creme do meio dia em dianle, e de di-
versas fructas as 6 horas da larde.
Roga-se ao Sr. F. M. C. (enlia a boudade
do ir pasar a quanlia de 139210 ua ra da Roda, ta-
berna n. 18, do contrario sera publicado o seo nome
por ettenso oeste jornal.
Da-se dinheiro a joros sobre penhores de ouro
ou prala : na ra de sanio Amaro n. 16, das 9 as 4
hora ata tarde.
Antonio Joaquim Vidal & Companliia, com
loja de ferragens ua ra da Cadeia do Reeife, previ-
nem uela ultima vez aquellas de seos devedores qne
se aebam demorados em solver seus dbitos, que s
esperam al o lim do crrenle mez, do contara terSo
de ser incommodados por esle jornal e por Justina;
assm esperam que os ditos seus devedores nao llies
deem occasiaopara tal fazer. _
Precisa-aa de ama ama para o servico* interno,
da ama casa de pouca familia : na roa da Cadeia de
Santo Antonio, defronte da ordem lerceira da S.
Francisco n. 1.
No dia 21 do corrale, na sala das audiencias,
depois qie lindara do Illm. Sr. Dr. juiz dos fallos
da fazenda nacional, se ha de arrematar ama casa
tarrea, sita na roa de S. Pedro, em Olinda, n. 18,
com 20 palmos de frenle e 50 de fondo, avahada em
709, penherada por etecuran da mesma fazenda
contra Apolinario Francisco Portado. Kecife 17 de
novembro de 1855.O solicitador do jyzo,
Joaquim Tiicodojo Alves.
N dia 21 do crranle, na sala das audiencias,
depois que lindara do Illm. Sr. Dr. juiz dqi feilos
da fazenda nacional, se ha de arrematar um carro
fnebre, avahado em 609,* penhorado por etecucao
da mesma fazenda contra Francisco Lacas Ferreira,
cujo carro se acha no deposito geral. Reeife 17 de
novembro de 1855.O solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro Alves.
' No dia 21 do corrente, na sala das audiencias,
depois qoe lindar a do Illm. Sr.' Dr. jote dos feilos
da fazenda uacional, se lia de arrematar ama canoa
com 30 palmos de comprido a :l ', de vio, em mo
eslado, avallada em 89, penhorada por etecucao da
mesma fazenda contra Joao Muniz, a qual se acha
mi porto da ra Nova. Reeife 17 de novembro de
1855.O solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro Alves.
No dia 21 do corrente, na sala das audiencias'
depois qoo lindar a do Illm, Sr. Dr. jote dos feito'
da fazenda nacional, se bao de arrematar 2 barril
com 16 caadas de agurdente branca cada um del-
les, e ambo* no valor de 119680, peuhorados por
etecucao da mesma fazenda contra Jos Rodrigues
de Souza e Antonio Jos Martins. Reeife 17 de no-
vembro de 1855.O solicitador do jateo,
Joaquim Theodoro Alves.
No dia 4 do corrente fugio a cabrinha Joaqui-
na, bem condecida nesta cidade por andar sempre
na ra, e lem os signaos segainles'. batea, corpo re-
gular, bem parecida, cabello corlado com gafurina
na frente, orelbas grandes, deoles abarlos e limados,
com falta de um da parle de cima, mos grandes,
ps pequeuos e um tanto largos, multo resrista, lem
a cor fula, anda com vestido de qoadros encarnados
e panno da Cosa, ha noticia que ella anda petes
bairros de Santo Antonio e Boa-Vista, a qne '
te muda o trages e anda 4e chales: quem a
leve-a a ra da Cruz do Reeife n. 64, que sai
compensado.
Fusio no da 16 do corrate, do rancho do Pa-
dre, no B.irhalhn, um moleque crioulo de nome An-
tonio, ida le 20 anuos, baito, grosso do corpo, per-
nas finas, lem am sigoal de cabello no rosto, am la-
ido de um coico de cavalio na bochecha, tem daas
presas na bocea, o calcanhar do p direilc est estil-
lado de urna boba que o faz putar algama cousa pe-
la perna, e quando olha encarado melle am olbo pelo
oulro ; levou camisa e ceroula de algodao azul e
chapeo depnlha : roga-se o favor de quem o pegar
levar a seu senhor Jos de Lemns da Fonseca, no
Kibeiro Grande, districlo da Nazarclh#ou ao aterro
da Boa-Vista a Jos Faustiou de l.einos, que ser
recompensado.
m
serTe-
O Dr. Dias Farnandes, medico, reside no C
primeiro andar do sobrado da ra Nova, -2
esquina da do Sol : onde continua no
ercicio de sua profisso.
Claudio Dubeuv miidou o seu
escriptori para a ruada Cadeia
em Santo Antonio n. 15, por ca;
ma da cocheira dos mnibus.
O Illm. Sr. tliesoureiro manda fa-
zer publico que se acham a venda os bi-
Madama Scasso
modista.
Aterro'da Boa-Vista m 31.
Participa as senhoras desla cidade.qn receben um
ortimenln de alifferentcs objeclos de odas, ricos
chales de louquim estampados eom am bello dese-
nlio, dilos bordados, ditos de relro, romeiras bor-
dadas a matiz, chapeos de seda para senbora e me-,
ninas, novas modas de grioaldas de llores escarales,
ricos crlai de vestidos de clumaldle preto, ditos de
seda branca para uoiva, ditos de oores para baile,
turbantes lecidos de ouro, obrasqae as senhoras olo
deixarao de comprar, nobreza de todas as corea, ri-
fes, vestidos, enfeites para llieatro e bailes, e oulras
umitas fazendas de gasto.
Cigarro de S. Paulo, verdadero surucaba.
Avisa-se aos Srs. acadmicos, que de novo be che-
gado no deposito de charutos da ma larga do Rosa-
rio n. 32, am grande sorlintento da cigarras deS.
Paulo, viudo pelo Rio de Janeiro o ultimo navio,
e qne se veude em porco e a relamo, sendo a 500
rs. o ccnlo, e por menos em milheiro.
Ocaulelista Salustiano de Aquino
Ferreira avisa ao respeitavel publico, que
n5o sendo possivel correr mait loteras
de 6,000 bilhetes sendo a quarta parte
das mui acreditadas loteras do Rio de
Janeiro, emvirtude de existirem sempre
por vender a quantia de 5:00'0000 at
IkOOsOOO deris, as loteras vindoura
passarao' a 5,000 bilhetes, e os precos dos
bilhetes e cautelas das.mesmas loteras de
5,000 bilhetes na importancia de 25:0000
sendo os bilhetes e cautelas pagos sem o
descont de 8 por cento do importo ge-
ral, vendidos as lojas do costume.
Bilhetes 5sO sem descont 5:QQ0$00O
Meios .
Tercos
Ouartos
Quintos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
2*800
1'920
lsUO
1S160
720
600.
500
2:5000000
l:o9B{jMM0
1:2500000
l:00000u
6250000.
5000000
2500000
Pernambuco 15 de novembro de 1855.
Os cautelista, Salustiano de Aquino
Ferreira.
Pede-se ao Sr. director daa obras nabniaja ss'
digne ter a hondada de mandar publicar jaetSk jar-
nal o oflicio do arrematante da ponte dos Alagados,
dirigido ao engenheiro encarregado da inapeccSo da
mesma obra, o qual fura em res posta ao em qne o
dilo engenheiro determinava se desmanchaste a ote*-"
ma ponte por asaim a directora entender.
Aluga-se
para se passat a fesla daas casas na Torre, cada ama
com 3 quartos, 2 salas, cozinba fura, copiar, e mui-
lo fresca, quarlodfera eseravo e estribara, per cera-
modo prer.0 : a tratar atraz da matriz da Boa-Vala
a. 13.
Ihetes da segunda parte da segunda iW^J^iTp^J,!^ *
ra do Hospital de Candade, cuj as rodas kn.:i2.
andam no dia 28 do andante mez. O
mesmo Illm. Sr. thesoureiro manda de-
clarar, que pelo plano abaixo transcripto!
he que serao extrahidas as loteras da
provincia, inclusive a presente do Hos-
pital de Caridade.Thesoraria das lo-
teras 19 de novembro de 1855. Luiz
Antonio Rodrigues de Almeid, escrivao
das loteras.
PLANO-
5,000 bilhetes U>00 ris, 25:000*000
Beneficio o sello do 20 por canto. 5:0009000
remio. 40:00055000
1 p 5:0009000
. 1 . 2:5009000
1 . . 1:0000000
i . ' \ 500000
. 2009000 600000
7 . 1000000 7009000
14 . 509000 7009000
30 a . . 209000 6000000
70 . 100000 7000000
1,540 reimos. . 53O00 7:7009000
1,668 P 20:0000000
3.332 B ancos.
5,000
Tht'MMiraift das loteiias da provincia
7 de novembro de 1855.O thesouieiro
Francisco Antonio de Oliveira.-Approvo-
Palacio do governo.de Pernambuco 15
de novembro de 1855.Figueired.
XjstiOESjaSaBOtX
LEILOES
O ageole Horja far leilau em seu.armazem na
roa do Collegio n. 15, quinla-frira 22 do crreme as
11 horas da maullan, de varios objeclos de ditteren-
les qualidades, cotm bem obras de marcineria novas
e usadas, obras de ouro e prala, relogins para algi-
beira, vidioe e loucaepara eima de mesa, um rico
lustre, quinquillera* franceza e ou*los muitos ob-
jeclos, os quaes so ncharflo paleles no mesmo ar-
mazem ; assim como varios escravos mucos de am-
bos os sotos, sem limite de prego algom.
O agente Borja, autorisado pelo Hiru. Sr. Dr.
juiz de orphaos, conforme o seu despacho preferido
em requenmenlo du tulor dos medores lilhos do mia-
do Manoel Jos de Araujo Machado, em preejica da
dito Sr. juiz, far leilau de 3 escravos perltncnles
aos referidos menores, sendo ama muala de meia
idade, de bonita fisura, um roulalinbo de 12 annos,
c urna mulalinha de 10 aonos, us quaes teem de ser
vendidos no armazem do agente aununciante, silo
na roa do Collegio n. 15, setla-feira, 23 do curren-
te, as 11 horasda manhaa.
O agente Oliveira far leilao, por despacho
do Etm. Sr. Dr. juiz especial do commereio, etara-
Joeiii requernneiito do curador fiscal da ma lSUde ManoeJ iiomcs da Azevedo Ramos, das di
vidasfeJaJivro i mesraa massa, na Importancia do
rs. lclSIlJj-iegundo a respectiva relsrSo deltas
em poder aoa!lfeJgenla, para etame an'.ecipado
dos prelendeotes : sair7?sli.o, 24 do corrente, ao meio
dia em ponto, ou sea escriplorie, ra da Cadeia do
Reeife. 41
O agente Rorja, autorisado pe/u Illm. Sr. Dr.
juiz de orphaos conforme o seu despacito proferido
lio requerimentu do lutor dos orphaos lillios do fal-
lecido Caetano Pereira linuralvesda Cunhi.em pre-
senta do dilo Sr. juiz, continuar o leihln 9 alguns
bens ja annunciados, perleocenlas aos mesxfiVM&s
orphaos a saber: diversas obras de brilbanla e diar
ATTENCAO.
Precisa-se alagar urna casa n'utna das ras do
bairrodeSan Jos, porm que o aluguel nao etceda
deKgOOO.rs mensaes : quem a tirar a qoizer alagar
annuncie por este jornal para ser procurada ; adver-
le-se que paga se um ou dous mezes adianlados*
. Pergunla-se ao Rvd. Sr. Manoel Joaquim Xa-
vier Sobreira, vigario da freguezia da Boa Visla des-
la cidade, se nos domingos e dias festivos podera' o
parodio deitar de celebrar mista emsaa parorhia j
e mesmo se por impedimento lesitimo o lindera' dei
tar de fazer por nulrem. Com a reposte que espe-
ramos para a Iranquillidade de nossa consciencte
vollara' ao assumplo aquella, qoe nao ha seo, naro-
chiane. mas para se fzer conhecido de S. R, se as-
ignara' de buje em diante0.prooie/(Mo.
Desapparecea na uoile do dia 0 pira-10 do cor-
rente mez um negro Cassange de nome Manoel Pe-
queo, de 45 annos, pouco' mais ea monos, corpo
secco, ps largos e ssecus, barbado, levou camisa
branca e urna caiga de riscadu azul e um chapeo de
palba com orna fila prela, tambem levou urna lion-
ta de roupa, he quebrado e lem as maos calejadas
por ser amasador de padaria : quem u pegar leve-o
na padaria franceza do aterro da Boa Vista, u. M,
que sera' recooipensado.
Precisa-se de um eateeiro portuaiiez de 14 a
10annos, qneseja diligente .a que d fiador a' sua
conducta : na ra eslreila do Rosario n. II. -
Precisa-se de um caiteiro de 12 a 15 anuos de
idade : a Iralar com Manoel Jos Gomes Braga : na
ra da Senzalla Velba, pablara n. 98.
Precisa-se de nma pessaa que queira encrre-
gar- a quem convier dirija-se a ra dos Marlyrioi n. 14,
que achara' com quem tratar.
O abaito assignado comproa por ordem do Sr.
Eslevo dos Anjos da Porciuiicula dous bilhetes io-
teiros da segunda parle da segunda nterin a benefi-
cio do ho-pilal Pedro II. sendo m do numero 4424
eo oulro 1153 a correr no dia 28 do corrente mez.
Joio ta Malta Bellrio.
Manoel Gomes Leal Si Cempanhia pedem a lo-
dos o seas devedores queiram ler.a bondade de pa-
gar-Ibes as soas conlas al ao lim du cortele mez,
comparecendo para lal fin na sua casa, ra do Cres-
po o. 9, segando andar, ou na ra da Cadeia de
Sanio Antonio n. 22, primeiro andar, onde poderao
tambem refornur alguns de seus crditos e legalisar
as mesraas conlas por meio de uniros tilulos, visto
como na forma du cdigo coiuinercial he istode abso-
luta necessidade, cerlos de que lindo u presente mez
us annunciantes promoverlo a cobraoca das mesmas
dividas pelos meios jadiciaes.
JuAu Faria de Andrade faz ver ao publico, e
principalmente ao commereio, qne tem'justo e con-
tratado a compra da taberna perleneenle a Joao
(iongalves de Souza liuimarAe, sita as Cinco Pon-
tas o. 91 : quem sejulgar com direilo a ella declare
uo prazo de (res dias,
Aviso.
anSrr
ra
. 22
O Sr. I.. Drlouche, felojoeiro, nao cntregoe mais
o relogio que Ihe di para concertar, porque o recibo
que me deu fui perdido e era de n. 401, e o relogio
44704, o qoal relogio sdevrri entregar ao abaito as-
signado, ficando sem effeito alguin o dilo bilhete.
A pessoa que amiuuciuu querer, comprar ama
grammalica philosophica, por Jeronvmo Soares Bar-
bosa, dirija-se a praca da Independencia us. (i e 8.
Augusto Carneit'o Monteiro da Silva
Santos, dotilor em rnaiieiiia, podeta' ser
procurado na ra dsflpraijao n- 1", pri-
meiro andar, ou Maj^pT das Laraugeiras
n. 15, das 10 horas da, manhaa, as i da
tarde.
No batel da Europa precisa-se de um eseravo
para servico de casa.
I'iecisa-se de am rnieiro para lomar nma ta-
berna por balanco, sendo que d fiador a ana con-
duca, prefere-se qne lenha 14 a 16 annos de ida
mante,eolre as quaes sobresanen) i riqusimos aa\ da: a tratar ao p da matriz nota de S. Jos, casa
neloet, ilQoetes de pello e boloes para ibertari,]^. 5. i
Aluga-sc o segundo andar do sobn
dasCruzesn. 21 : a Iralar na segando
da mesma ra.
O abaiio assignado vendo no Diario de Per-
nambuco de quinta feira o. 263 nos annuncios
l.eils o engenho Mamucaia para ser vendido,
sen neiihuma observadlo relativa as obras feilas pelo
abaito assignado, por urna escnplura de contrato de
heinfeilurias e enleudendo o abaito assignado que ene
aiiuuuciu se deveria limitar a venda do soto smenle
e nao du engenho obrado como se acha, pois que to-
das as obras Ihe perteucem em quanlo durar o sea
contrato ; por isso previne aos pretendientes ao dito
engenho, que devem contratar a compra da solo
com os propnelarios delle, e as obras com o abaito
assignado, para po lerem desfrutar a propriedade, ou
eulSo esperaren! que o abaito assgoado linda o pra-
zo do seu contrato, para receberem engenho mo-
ente e corrente, como se acha.
Manoel Rodrigues Campillo.
No dia 21 do corrente, na aala das andiencias,
depois que findar a do Illm. Sr. Dr. jais dos fejlos
da fazenda nacional, se ha de arrematar um bote
com 28 palmos de comprido, avaliado em 209, pe-
nburadu por etecucao da mesma fazenda contra Jo-
s Ricardo da Jess, cujo bole ie acha em deposito
no arsenal rie maripha. Recite 17 de novembro de
185.S.O solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro Alves.
No dia 21 do corrente, na sala das audiencias,
depois qoe findar a do Illm. r. Dr. jote dos feiles
da fazenda nacional, se hAo de arrematar 12 cadei-
ras, 1 catnap, 1 jogo de banca?, tudo de madeira de
Jacaranda, no valor de 1109, e 1 relogio de cima de
mesa por 509, penhorado por ezecticau da mesma fa-
zenda coiiti.i Joaquim Francisco de Paola Esleves.
Reeife 17 de novembro de 1835. O solicitador do
juizo, Joaquim Theodoro Alves.
No dia 21 ilo correle, na sala das audiencias,
depois que lindar a do Illm. Sr. r. juiz dos feilos
da Uzeada nacional, se hAo da arrematar 1 commo-
da e t cadeiras americanas, ludo no valor de 169,
[>euhorado por terui.'Ao da mesma fazenda .contra
Anlonio Joaquim do Espirilo Sanio, rojos objeclos
se acham no deposito geral. Kecife 17 de novem-
b(o de 185S.O sulicilador do juizo,
Joaquim Theedoro Alves.
' No dia 21 do corrente, na sala das audiencia!,
depois que lindar a do Illm. Sr. Dr. juiz dos feitos
da fazeuda nacional, se h3o de arrematar daas casas
terreas, lilas na ra de Malhias Ferreira, em Olin-
da, urna n. 12, avaliada em 1509, e oulra n. 13, em
2009, ambas penhnradas por etecucao da mesma
fazenda contra J, fio Carneiro da Cunha. Reeife 17
de novembro du 1855.O solicitador do jaizo,
Joaquim theodoro Alves.
No dia 21 do correte, ua sala das audiencias,
depois que lindar a do Illm. Sr. Dr. juiz dos feitos
da fazenda nacional, se ha de arrematar 1 mesa de
meio de sala de madeira conduru', 1 banca pequea
de amarello e 6 cadeiras com assenlus de patria, In-
do no valor de 129, penhorado por etecucao da mea
ma fazanna contra Manoel Cancio Pereira doa San-
tos, Recite 17 de novembro de 1853. O solicita-
dor do juizo, Joaquim Theedoro Alves.
Precisa-se de nm preto eseravo para lodo o
servico : em casa de Pomaleau, no aterro da Boa-
Vista o. 16.
X.
PROGRAMA
DA
FESTA HE S4NT\ CEULIA
- NO LIVRAMENT.
No dia> 20 do corrente as 7 horas ja noile
ser a nominada u bandeira por tres girndo-
las ; as ie meia horas do dia 21 haver missa
cantad, e depois desla ser a bandeira con-
ducida por meninas decentemente veslidas,
euloando a virgem cnticos de louvore acom-
pauhados pela banda do segundo batalhao
de guarda nacional, depois de percorrer
algumas ras ser aorada. Ao meio dia
sera anoonciada a fesla de SANTA CECILIA
por Ires grandes girndolas, havendo espe-
ras cantadas as selle horas da noile. No dia
22 hs 10 horas ser a fesla, sendo esecoteda
antes a nova ouverlura Nell' opera, as ves-
peras cecilianas ; arraujad a grande urclies-
tra por Alfredo Pinto. Cantar-se-ha a gran-
de missa denominada S. Felisgfejrnada com
novos lolos. Ofliciara o EtnJFvice-prfsi-
denle e conego honorario o Rvm. Sr. vigarie
Venancio llenrique de Retende, sendo ora-
dor do evangelho o pregador da capella im-
perial, o Rvm. et-proviocial Fre Lino do
Monte Carmelln. As qoatro horas da larde
subir aos ares nm lindo ballao de nova in-
vencao, elogo depois haver aeita, etecu-
landu-se varias pegas de gosto. As ste
horas haver' Te-Deom dando gragas au lodo
j(f poderoso, sendo orejero nosso irmSo o Rvm.
Leonardo Grego, sHhlepuis sera recolhi-
da u bandeira, dunoMn a lodo festejo urna
estrella, que subir nesla occasiao : tofos
estes actos serlo prehenchidos com msica
militar, sendo da- fesla a de polica. He
esta a lesta que os professures prelendem fa-
zer a sua padroeira, para a qoal de novo
ruga au respeitavel publico queira houra-loa
con sua presenca.
XjOLScK
aviso importantissimo.
O cautelista Salustiano de Aquino Fer-
reira avisa a's pessoas que compram bi-
lhetes e cautelas las loteras da provin-
cia para negoci,que resolveu-sea vender
pelo* preeps abaixo declarados, sendo
a quantia de oOO.S'OOO para cima, dinhei-
ro a vista, na ra do Trapiche n. 56 se-
gundo andar. Sao pagos sem o descont
de 8 por ceuto do imposto geral.
Bilhetes. ....... 5^230. 5:000.s00
Meioi....... 2625. 2:500#000
Tercos% ......!$7ff5. 1:(66$G66
Quartos......1S338. 1:250^1000
Quintos. ...... 1$070. 1:000000
Oitavos....... 669. 6254-000
Decimos .f..... 5*0. 500^000
Vigsimos..... 270. 250J000
Pernambuco 10 de novembro de 1855.
O cautelista, Salustiano de Aquino Fer-
reira
No dia.21 do correle, oa sala daa audiencias,
depon, que lindar a do Illm. Sr. r. juiz dos feitos
da fazenda nacionsl, se ha de arrematar ama casa
terrea, sita na roa de S. Bento, em Olinda, n. 8,
com 20 palmos de frente e 80 de fuudu, avallada em
2009, peohorada por etecogao da mesma fazenda
contra o prior do convento do Carmo de Olioda.
Kecife 17 de novembro d# 1855. O loljpitador do
jaizo, Joaquim Theodoro Alves.
Precisa-se de um pequeo para taberna : a
tratar na roa da Conceigao n. 6.
Precisa-se de orna ama para todo aervigo de
ama casa de pequea familia ni ra eslreila do
Rosario o. 10, lerceiro andar.
Na tejada Boa Fama, na ra p
33, recebein-se encommendas de rama
diversas fructas, como pilanga, nbaia, cajo*,1
etc., lano para ornato de bandejas de bolinhas,
mo para doces seceos.
No primeiro andar do sobrado n.
46 da ra larga do Bozario, ha todas as
noitessorveteecaie, tudo com muito as-
seio e promptidao, podendo concorrer
toda e qualquer familia por estar, a casa
decentemente prompt paraesse lim, aav
sim como convida a todos os distinctos
cavalleirds, concorram com suas respec-
tivas presentas, e ha tambem bolihhot de
todas as qualidades.,
L'ma pessoa versada em cinco iingaat, varios
ramos icienlincos e historia, eosina pan fosa de In-
cite, porm s pode contratad negocio para a fregae-
zia de Santo Anteo ou parte conjuneta a ella.
REPERTORIO DO MEDICO
HMEOPATHA.
EXTBAHILX) DE BOFF E BOE.N-
NINGHAUSEN E OUTBOS,
posto em ordem alphabetica, com a descripgo
abrevi|da de todas as molestias, a indicago physio-
logica e therapentica de lodos os medicamentos be-
meopalhicos, seo lempo de aegao e concordancia,
seguido de um diccionario da siguibeagao de todos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO 10RAES.
Os Srs. asaigoaplea podam mandar bascar os sens,
etemplares, assim como quem quitar comprar.
padre Thoreaz de Santa Marianna de Jess
Magalhs se offerece para ser capellAo para aqoelle
senhor de eogenhn qne quizr ulilisar as mistas e
mais actos pruprios do ministerio sacerdotal, e para
pnsinar primeiras ledras, doolrioa christaa, arilh-
melira, grammatica da lingua porlugoeza, gramma-
lica da liugua latina, msica e francez : e senhor de
engenho que quizr, pode procurar o annuncianle
na casa de sua residencia, na rna da Concordia, das
9 horas da manhaa em dianle de qualquer dia.
MasSa adamantina.
Aolonio Barboza da Barro*, selabelecido com sala
de barbeiro oa roa da Cruz n. 62, prisneiro andar,
chamba denles com esta preciosa massa ; ua mesma
sala vendem-se e alugam-se bichas par commodo
prego.
Candido Jos Lisboa, antigo discpu-
lo Jo Sr. padre Joaquim Baphael da Sil-
va, approvadq plenamente pelo lycu
desta cidade, da" I roes de latim, (ranees
e portuguez: na ra de Apollo r. 21.
OMPANHIA DE BEBEBIBE.
O Illm. Sr. director da companhia de
Beberibe convoca os Srs. accionistas
sereuniremem assemble'a geral no
do corrente ao meio dia. no respectt
criptorio, para deliberasMe sobre o
ment do 15 dividendPRecT
novembro de 1855.O secretan1
da Obsta Porto jUarreiro. -
Antonio Roberto, com loja na roa Nova u, 13,
acaba de receber pelo ultimo navio f
pialo sortimenlo de fazendas de I
chapeos de seda pira senbora, ditos r]
ditos de fellro brgDCos u d ctres, dilosfl Bina pira
hornera gorras de .'Iludo bordadas, ricas cutas de
charAo. leques da cliarao e de peonas, lava* da pel-
lica de Jouvin, camisetes de cas* bordadas com
manguitos para senbora, ricos enfeites de cabeca e
flores, filas, bicos de blonda, jugos de sadrea, obra
ila China, e oulras muilas fazendas de gosto, Irance-
zas e da China, que estenio pateles ao comprador.
Aluga-ee urna boa casa na Baita-verde da Ca-
pnnga, muilo fresca e sem precisar de ser pintada, a
a qual tem os commodos seguate* : 2 alas, 2 alce-
vas, cozinba tora, gra
de beber, banho de ag
por 809000 pelos* nfi
leo do Tergo n. 32.
cacimba de agua
grande quintal,
a tratar! no oa -
Alada se acha por alugar uDaTeasa terrea, site
no lugar Sanl'Anna de denlro, cuj lagar he o mais
salubre possivel para a eslagAo presaste : na ruado
Trapicha Novo n. 20.
Qoem precisar de nm menino para caiteiro,
dirija-se a ra do Rosario da Boa-Aisla n. 10, que
te acbari com qoem tratar.
Precisa-se ae um eseravo ou escrava para co-
zinhar : a tratar na ra da Cadeia do Recite n. 17,
loja.
at.*^>j <
! J. JANE, DENTISTA,
0 contina a residir na rna Nova n. 19, primei- (
ro andar.

Precisa-se para o\igo interno de orna-casa
slrangeira, de nma pessoa que en.teoda de cozioha
e eogomme: na ra Nova n. 17, se dir quem pre-
cisa. v
' Aluga-se o primeiro andar de saneado da roa
do Hospicio, que foi da sociedade de daan Reereiu
Militar : a tratar com Frederio Chaves, no aterro
da Roa-Vista n. 17.
ana, liada
o par-
rtt
lerga-feira, 20 do corrente, vai!
a audiencia do Illm. Sr. Dr. jute de
do Anlonio, avaliado por 3009, escr,
Joao Rodrigues Lima, requerimenl*
Pite Orligueira, tutor do inaats* orpbao.
., > Revista puQ^^H|
Roga-#j*sSrs. assign.ule* tenhan a bondade de
maadar preturar da u. 45 a ate veluate, m
vrari*
roa
. ----... u www wnme, v re
^^^fadetnaego de Jete tleg-etu de Sean,
1.8.


1
''


DIARIO DE
PERiAIBUCO
CONSULTORIO DOS POBRES
O IUA WOVA 1 4W1AB 50.
O l)r.P. A. Lobo Moscozo da consulta liomeopatbicaatodot os das aos pobres, desd. OMnliaaatomeodia.eemcasoseiIraordinarftsaqualqoer hora da ou ooite.
OUe-ece-e* igualmente para pralicar qualquer operaso decirurgia, e acudir promplamente a aual-
qner raulber que esleja mal de parlo, e cojascircomstancia nao permutara pasar ao medico.
W FilRI 0 DE NOVEMBRO OE IS55
SO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO IQSfOZO.
Vende-se um opmo casal de escravos com al-
gomaa habilidades : na camboa do Carmo sobrado
ii. 10, segundo-andar.
. Vende-e muilo boin millioem saceos grandes
indos da Parsdiba, e muilo boa carne do serla j
Indo por preso eommodo : ua ra de Sania Hila n.
5,laberua.
Vende-se uma negra crioula oam ludas as da-
bilid.ide, de id.de de -J annos, e bonita 11 jura : ni
ra do l.ivrnmeulo n 4.
Manual completo da me'Jdicina homeopalhica do l)r. ti.
50 RA NOVA 50
ENDE-SE O SEGUINTE:
II. Jalir, traduzido em por
que
l!$O0O
' i nica
soas que sequerem dedicar a prat.ca da verdadeira medicina, inlcresa a lodos os mdicos que quizerem
experimentar a rtoolrina de Hahnemaon, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
azendeiros e serihores de engenho que eslo lon qae uma on oulra yez nao podem deuar de acudir qualquer inconimodo seu ou de seus Iripulanie-J
a lodcs os pais-de familia que por circumslancias, que u.m sempre podem ser prevenidas, sao lobriga-
dos a presUr ii conttnentt os pnmeiros soccorros em suas enormidades. iwuiiB
O vade-mecum do homeopalha oo IndocsAo da medicina domestica do Dr Herinc
olira taronem otil s pessoas que se dedicam ao esludo, da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanliado do diccionario dos termos de medicina .iianon
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, aualomia, ole., ele, eocardenadn iwain
Sera verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo 'esu na orali homeopalhia, e o propietario desle eslabelecimento se lisongeia de lelo ora.ibera
nmguam duvida hoje da grande superidridade dos teus medicamentos
l'RECOS INVARIAVE1S.
Blicas da ou Ilfla dynamisacao.
1:! lubos.......... ... "
+ .........., .......
3ti ........... ........
*n.............'.''.'.....
ti >....... ...........
D* 14+ ..........'.'.".'.'.'"*.'
Qaalqcier destas boticas em linduras,' o dobro.
Cada tubo avulso v*..........
Meia onca de qualquer lindura da quinta dwiaruisaco *."."*'
Um "Meo da verdadeira lindura de rnica"........
Na niesma casa lia sempre venda grande numero
vidros para medicamentos, e aprompla-se, qualquer encaa
" p*r presos muilo commodos.
montado possivel e
a
O
De
De
De
Menores.
. 89000
. 159000
. 20900
..259000
. :<09000
. 609000
Grandes.
109000
209000
259000
:10900o
359000

1
de e
19000
....... 29OOO
...... 29OOO
le lobos de crystal de diversos lamanhos,
imenda de medirameoloscom toda a brevida-
TRATAMENTO HOMOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLERAMORBUS.
PELOS DRS
C:H/.1CS-: 33 -"--=%. M*
ou instrucjao ao povuparase podercorar desla enfermidade, administrndoos remedio! mais efuYa.
para /ha-la, emquanlose recorre ao medico, ou^mesmo para cura-la independenle desle nos lue'are
em qal nao os lia. ufares
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. V. A. LOBO MOSCOZO
Estes doos opsculos cont as indicasoes mais claras e precisas, c pela sua simples e concisa exnnti
Ci esta aoalcance de todas as indiligencias, nao so pelo que dizrespeito aos meios curativo! comn nrii,
cipalmenle -aos preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda ankrlo .m,J
elles Icm sido posto em pralica. F* lD c,u que
Sendo o iralamenlo horaeopathico o nnicoque tem dado grandes sesullados no curativo desla liorri
veleofirmiilade. julgamosa proposito Iraduzr esles dons importantes opsculos em lin-u ve.,
la, para deslarte facilitar a sua leilura a quem ignore o francez. 'uecu-
Vende-se nicamente no Coosullqriodo traductor, roa Nota 11.52. por 29000. Vendem-se lambem
lindora IO9OOO, um dilo de 30 lubos
GRANDE ATTENCA'"
A tintura de losua romana, de Sollini, lie
um dos encllenles remedios Inicos eunbeci-
dos, e qoe maior numero de veze lem pro-
duzido melliores efTeilos as molestias a que
se lem julgado applicar. Cura com admir-
is vel promplido as dores nervosas do eslo-
9 ina'.'n, accelera a digest naj pessoas que a
W tem (arda, faz desapparcer os amargos de
bocea e os gazes que se accumulam no este-
ta mago, e desenvolve o appclilc ; cura igual-
8 menle as dvsvnleras chronicas, as flacluo-
9 idades, e he um poderoso remedio para as )g
ff crianraaquasuHremde lienleria 00 dejec^Oes ft
{* alvinas liquidas, emuilas vezes repelidan, as &
53 quar. scacham os alimenlos mal digeridos. P.
As senhoraoque padeeem de cliloroseou p^l- ji
A lida cor, acliarao na linlura de lona rumana S!
M u 111 remedio elllcaz. o qual sendo u-a lo por ;
9 algum lempo as (orna coradas. Tem sido de &
9 grande vanlagera 110 Iralamenlo ,la leucor- 9
rhea ou flores braucas, e juntamente no (luiu &
9 sanguneo proveniente tic aloiiio do ulero. 9
9 Seu uso he mui simples: as pessoas nriullai
9 devem lomar duas colheriulus de m mlia.i m
9 em jejum. e duas a noile quaudo se quize- A
O rein agazalhar, dissolvidas em pequea quan- @
lidade de agua morna. As criantes lomarao X
uma colhfrinha de manha e oulra a noile f
2 ye^e-so nnicamenle na botica de Joaquim
de Almeida Piolo, na ra dos Uuarleis.
SACCAS COM MIIJIO NOVO.-
Vendem-e na loja da ra da Cad
Velha, esquina do Becco-Largo.
FARINIA DE MANDIOCA.
Ife ra do Vigaiio n 5,vendc-sc por
mdico pror superior farinlia de man-
dioca.
ca
Camisas france-
sas.
n medicameolos precisos e boticas de 12 lubos com um frasco de
2O9OOO.
79000
60000
169OO0
69OOO
89OOO
169000
Novos livros de homeopalhia em francez, sob
lodasd: summa importancia :
HahMuuVa, Iralado das molestias chronicas
Iuns. ,........
udMleslias dos meninos.....
Uomeopalhia domestica.....
Hfkaclpa homeopalhica. .
Jahr^lPvo manual, 4 volumes ....
Jthr, irolesliss nervosas.......
Jahr, molestias da pe le........
Hapou, hisloria da homeopalhia. 2 volumes
llarlhmaiin, Iralado completo das molestia*
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Cliaica de Slaoneli
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvslen .. .
.Villas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao'
de todas as parle do corpo humano ... .
vedem-he lodos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova u. 50 ori-
meiro andar.
A Menead.
Ilesappareeeu na msdrugado de domingo. II do
i^tvy^rren.e, urna canoa de carreira de un, sd pao. ,,,-
* camboa das Barreiras : quem a achou leve a casa da
esquina, conironleao Ihe.lro de SaolaIabe"
s,era generusimenle gralilicado,
procurado; prolesla-se desde
pessoa que esliver de posse della.
Pre
10900o
89000
-9000
69OOO
49000
IO9OOO
309000
que
ou avise para ser
e ja conlra qualquer
isa-se de um padeiro que aiba Tornear e
que n.end. rte lodo o mais trafico de "daria
quein es.iver ..estas circumslancias, dririja-'e, u.
larga do Resano lg, quechara com quem lral"r
COMPRAS.
Piecisa-se de om'escravj por aluguel para o
serviro le uma pequea familia : ua ra do Hosd-
gio d. 7. r
ULA^DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquei>
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internse externos desdeja' por me-
dico preco comr lie publico: quem se
quizer utilisar d*seupequeo prestimo o,
pode procurar r o segundo andar da refe-
rida casa a' quWquer hora dos dias uteis.
Precisa-se de sete centos mil reis a
premio, dando-se duas escravas por segu-
ro : quem os quizer dar annuncie.
. Al-jga-se om sitio com boa casa de sobrado, a
qual lem mullos commodos, sita na povOaro do
Monleiro ; a Iralar na roa do Trapiche u. 14."
O SOCIALISMO
PELO GENERAL ABREO E LIMA.
Anda exislem algnns ejemplares enqoadernados,
a acham-se a' venda na loja de livros dos senlmres
Ricardo de FreiUi & C, esqoina da ra do Collegio.
e em caa do autor, pateo do Collegio, casa amarella,
no primiro andar. <
COIMSIILTORIO CENTRAL
IIOMffiOPATIIICO.
.(Gratuito para os pobres.)
M de Sanio Amaro, {Mundo-Soto) n. 6.
O "Or. Sabino Olegario Ladgero Pinho da
j> consultas todos os dias desde s 8 horas da
W mandas al as 2 da larde.
Vftita os enfermos em sens domicilios, das
2 horas em diante ; mas em caeos repentinos
e de molestias agudas e graves as visitas serao
feilaii em qualquer hora.
Aa molestias nervosas merecer Iralamenlo
especial segund meios hoje aeonsclhados
pelos pralicos modernos. Esles meios exis-
f ttm no eomwUerin central.
Massa adamantina,
erloienle reconheclda a .excellencia desla
lr/U> para chumbar denles, porque seu retul-
lempre felizes jo ja do dominio do publico.
1 Jos de OQreira faz uso desla preciosa
massa, pija o Ora indicado, e as pessoas que quize-
rom honta-lo dispoudo de seos serviros, podenLpro-
cura-lotsj .Iraveast) do Viganku.'l, .loja dfar-
beiro. .
IWTISTA FRASCEZ,
lj PaaaW/PIgnoux, dentista, estabelecido na V
^'rna larga do Rosario n. 36, segando andar,
collona denles com a pressaodo ar, e chumba
W dtnles com a maesa adamantina e oulros me- ai
laes. J
os* t
Obras de
ouroqs^iias mo-
dernas .
Os abaiio assignados, donos da loja de ourives, na
ra do Cabuga 11.11, confronte ao paleo da malriz e
roa Nova, fazem publico, que eslo recebendo con-
tinuadamente muilo ricas obras de ouro dos mellio-
res gostoi, fanto para senlioras copo para homens e
meoioos ; os preros conlinuam mesmo baratos como
tero sido, 11 passa-se coolas com responsabilidade,
especificndo rqualidade do ouro de 14 00 18 qui-
lates, lic.,nilo assim sujeilos os mesmos por qualquer
dovida.Seraphinr & Irmao.
O abaiio assignado Julga de seu dever conti-
nuar a declarar qoe cura radicalmente a molestia
velgarmenle chamado morphea, erysipella, arislins
peruas incitadas, qualquer que seja o estado do
doenle, ( sirva ialo de prole** ao publico e aogo-
verno em uome desses desgraijadoi, que allwjes
11 achado consolara na sua dor. Nao he islo ama
basota do anuuncianle, mas um aclo de puracons-
cieuclt. O abaiio assignado dar a quem o procu-
rar as garantas possivels, e ao governo da provincia,
que sustenta om hospital, com o qual lano gasta e
sam lirar o menor resoltado, aderece o seu presumo,
|eMroda>oui lempo cerlo e com todas as se-
guranras, u^BTde qualquer doenle que o governo
IPHar. O anuuncianle se sujeitar
meamo a pea* de prisao como estipulado or se uo
cumplir 1 que proroelter. Que mail pode o annun-
cinole oirorecer ? Qoemi su atreveu a fallar assim
pela mpicpsa ? O anndakianle he pobre e nao pode
leer a cirdada^gj talivo gratuito, deajpendendo
Ctelle dinlreir, Bm sr dar o que nao lem.
roen* qoe e aa Manle esl nesta Hade c j
apreeenl, em sua Matla roa do Padre Floriaoo
n. 18, dona eacravea carados.
Hanoel Borges de Mendonca,
Compra-senma masseira paraamassar nao a
IraUr na ra do Rosario n. 46. P "
,i.ru('0mpr<"n's6 escravos 8 recebem-se para ven-
^SfSL:"'rua DWta u-:l "^-^
Compram-se moedas de prata e $e-
dulas de i 000 e 2.S000 ris, que nao se-
jam rotas: na rua da Cadeia do Recie,
loja de cambio n. 38. .
Bm-v\.T.pT" "" bna ca lerrea 00 "i" u"
o,nh 1,a-a.u,e S<,J" P-nde. leuli
emnbo^c.d.de:aueaIiver
bom qoiutal, e
e qaizer veoder an-
rofTaSaT T"6 "es^. **** Provincial: na
roa larga do Rosario n. 36, segando andar.
Altenco,.
n-se 2 moleques que se'ia
le. Zl moN> IMsejam muilo bon-
\nn n. e^ueni0 le"ani mai, de 10 a 14
Novo I"""0"'". 'ja-Se a rua do Trapiche
di.ne gUDdU a"di,r' das 3 tv>ra da rara>
Attericao.
Comprase orna negrnlia'qne seja muilo bonita e
4d,a, e q?e na leha mai, Je 11 12 annos; quem
tiver, d.r.j.-Se a rua do Trapiche Novo n. 0 ...
ando andar, da, 3 horas da. tarde em diane. '
Atten5ao.
Ir.'raT'a'mtfar ^'^ "T V VCios- aue a"
iralar ammaes, e enlenda de silio : quem liver
-Oja-sea rua do Trapiche Novo n. lo, egoLo anl
dar, das .1 horas da larde em diinle. b
VENDAS.
folhiiilia
PARA 1856.
Eitaoa venda as bem cbnhecidas fo-
llnnbas impressas nesta typographia, as
de a gtbetra a 20 e as de porta a 100; a
de-algibeira alm do kalendario ecclesi-
asticoe civil, contem um resumo dos im-
posto* municipaes, provinciae e geraes
cjue alectam todas asclasses da socieda-
de, extracto dos regula montos parocljiaes,
docemiterio, enterrse sello, tratamen-
to de vanas molestias,- inclusive a do cho-
lera, contos,.yredades e regras para fa-
zer manteiga e queijosde dillerentes cua-
lidades, djttas ecclesiasticas ou de padre a
MO rs. : vendem-se nicamente na livra-
ria n. (, e 8, dapraca da Independencia.
- do mez sairao a luz as de al-
No fim
manak.
Palito
s ^rance-
zes.
dZT-T"* paliUis ""eos de panno lino
mnd. f T6'' ,odo* f"'"-10' d' "da, e da ollima
moda, pelo bar.U, preco d. 209000: na roa No
loj
Vestidos.
do, &rCnrle,ae bre' de eaa co> = cova-
rua Nov. 4" de 8S, a :i0!W00 5
. S. MATHES.
mlRm!?l f""pn" P"a"8ommado. para
ZOZZ.. I ,POt "!"" mui, 'ese ler muiU ar-
rumajao : na rua estrella do Rosario n. 13. f
perTai^" M'V*7i*t* "" Ca"S *,as Di roa ,m-
mesmalu; u.'-44 ^ qUe"1 """" drHa-
quem quizer, dirija-se a
HI7, \eaie-$e uma ne de nar.ao, ptima qollan-
labrr2riVi,D'n0d0: "d 'la Concordia,
lanerua n. 0, se dir quera vende.
Almanak de Lembranras Luso-Brasileira
para 1856.
1 volme em 32 com 384 paginas, 426 arffgos e
fW gravuras, por Aleandre Magno de Castilho e
o 6. volme, he uma peqt'euina encvclopedia
principiada em lftol, e a qoe nao he eslr'anho ne-
nlium dos ramo dos conhecimenlas humanos, pela
redacCao dos aulores, cujis produres, em verso on
en. prosa, honrara as paginas do Almanak de 18li
e vende-se na agencia livraria a. 20 da esquina do
t-ollegio, onde se acharo lambem os volumes dos
annos anteriores. l>re.;o 800 rs. por cada volme.
Emcasa de Henry Brunn &C, rua da
Cruz n. 10, vendem-se:
Lonas e brins da Russia.
Instrumentos pora mnsica.
Espelhoscom moldura.
Globos para jardins.
Cndeiras e sol'a's para jardim.
Oleados para mesa.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
Vendem-se camisas francezas coro neilo de l.nlio a
SlJ Da rui *> 'Ja *. e-Jos Luiz
I ereira Jnior,
Vestidos de seda
K A JOOCORTE.
-Na rua ,1o i,)ooado eBiTrente do becco da Con-
gregacao pa.sau.lo a uotfea, etonria loja de fazen-
HHo i"6".""", A Sa,,,, 'Jfdeni-se cortes de ,es-
" .L S ptnT *V *""' *-a'
Frondelioa de
seda.
Pelo ultimo navio francez chegou uma fazenda
!X,e5.le,.merCad0 das !,;C'T l,5c?mlis,r-5de*"> "'i:
r.m.^.? rea'S" o inn.poMvel,.vende-se un-
une V S?n'.a r"3 dP""'l 'J *0 de llenrK
que A Santos, em frente do heero da Congregarao
passando a botica a segonda loja de fazend"^ '
P \ tZ??'** uma,"' zc, n. i) lj,. 8 ve,,ded0" / : das Crui
liraceleles de bom goslo.
\endem-se bonitos braceletes de cornalina cara
senhorasa l3900 di.os de diferente, osle." cor^sa
1.1280, ditos para meninas. 18000 eslo se acaban-
;nUm'nna T ^".""''d -63 loja de Joo Chrisos-
lomo de Luna Jnior.
Feio e bom.
Na rua do yueim.do n. :| acaba de ehesar as
S2fc22M!2? """""" fe, '"" verdadeiro
S00 apen's poocos eslojo'e Pre da
, CEBA DE CARNAUBA.
n, t",. *ra C8Tnauba e' porrAo e 1 relalho,
por preco eommodo : na rua do Kangel o. I
^PALITOS FRANCEZES.
A lanrica de chapeos le sol da rua Nova n 23
esquinaida combo., do Carmo recebeu pelo uitimo
navio cliegado do Havre os objectos seguales : cali-
los de panno lino forrados de seda prela e de cores
dilus de selim do China, dilos de palha de eda,dito
de alpaca prela ede cores, ditos de linho de
lia branca, casacas de panno prelo e do uil
oras.
Para senhoras.
Na rua do Oueimado ::. 33 A, loja junto a da Fa-
ma, existe um Imdo e variado sorlimenlo de chapeos
com riqusimos enfeiles para senhora, igualmenle
alpaca do seda de quadrosdos mais lindos costos que
ha no mercado, cha de muilai qualidades, teneos
de seda, ditos de casimira enm franjas, luvas de se-
da, ludo de muilo bom goslo, que se vende por
muilo menos do que em oulra qualquer pirle ; e de
ludo se d.1o amostras.
Chapeos a
Chapeos prelos de pello, fradeezes, o mclhor que
pode liaver no mercado: vendem-se na rua do Uuei-
mado n. 33 A.
Oabriolete.
Vende-s'e um bonilo cahriolelo com Inim eelegan-
te cavaUo : |pra ver e Iralar, na rua da Roda, co-
che.ra do Sr. Paulino.
COM PEQUEO TOQUE DE AVAR1A-
Indiana de quadros de seda e algodao, de
muito bom gosto. a 520 o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja. da
volla para a rua da Cadeia.
esquina que
10 de brta-
lo, rquissimas camisas com abrhiras,"puhi*co-
larmhos de linho, um lindo sorlimenlo de tjevaUs
de seda, um completo sorlimenlo de chapcele si
de seda ede panno para hornero e senhoras, s.im
como chicles, bengalas e muilos outros objectos de
goslo, os quaes se vendem por prec.0 muilo dimi-
nulo.
Miu^cza&deboin
gosto e baratas.
&Vn,,!m,e:? como para "^hSS -
J*~" P*.r- dil de seda para senhora e homem a
10280 porem muilo boa fazenda, alfinelps de ma-
dreperola para chales a 800. lindas camnha, coro
b frasqonlios de estrado 20000, penles de tarlaru-
ga para aUr cabello a 4400, dito, de b.leia muilo
superior qualidade a 1JS600, 10200, 19000, 300, li-
nda de miada a melhor e amajs lina que ha no
, S aesed," burracha "'"mo goslo a Par,
a I028O d.lasa aOO o par, bonetes, roilinhas de filo
lavrndasfe.l.semPari, a lOOOO, moilo bon.las
baratas ricas carnudas de amendoas confeitadas pro-
pr.as para se dar de mimo a 20000 a caiw, ailineles
dourado emgaspe a 20000. rzalas douradas muilo
bonitas a lOOOO o par, ,n,i d, ,ala para paire
I800 o par. las escocezas, trancas, Liceos linos e
oulros objeclos por menos preco do que em oulra
qualquer parle : na rua do gueimado n. G3, loja de
Joao Chrisoslomo de Lima Jnior
I0W CORTES DE SEDAS
rPARA VESTIDOS.
Hicos corles de vestidos de sedas, corles de cm-
bralas de seda, cortes de cassa dulas, chales de me
nno de lindas cores, ditos de relroz bordados cami-
sus, camisas francezas para hornera, peitos paro ca-
misas* oulrasmulas fazendas novas : na rua Nova
loja n. l(i de Jos Lua l'eren a.
Fumo em folha.
Vende-s fumo em folha muilo superior nara ca-
5a a! ",VeS;? da Madrc de ueos da Agoslinho terreira Seura Guimaraes.
I\a loja das seis
portas.
Em frente do Liv va metilo.
na'l'nr de 'uqim P's oito mil reis, saias
.f.ra.a te de sei,,""as dez tusles, manguilos
uorados a qualro patacas o par, luvas de seda de
in. f,nc.'0,IOe> a*enlaes para meninas a dez lus-
,j ve* ld0.s de seda para mcuiuas de 3 a 4 anuos
a seis ron res, diales de seda a oilo mil res, ineias
piuladas para meninos de 2 e 3 annos'a qualro vi-
leos o par, chales de quadros e de ganga encarna-
dos a duas patacas.
Vende-se uma escrava mora, que sabe engoro-
mar bem, cozmha o diario, e de cariudosa para en-
ancas 1 na rua do Hrom, passando o chaariz, con-
fronte a taberna, casa de 1 perla e 2 j.nella.
Vendem-se 2 carros de 4 ro-
das, sendo um novo, que serve
pan-a um ou dous cavallos. e ou-
tro em meio uso, tudopor muito barato:
na rua da Cruz do Recite armazemn. 27,
que achara' com quem tratar.
Na praca da Independencia, loja
deCliapront & Bretrandrelojoeiros, n. 18
e 20 ha para vender uma collecao de ins-
trumentos de physica, incluido uin e\-
cellenle electro medical, ludo ou empor-
firJej.
A 5,600.
Na rua Nova o. 10, acafca-se de receber um lindo
sor'.imeuto de romeiras de rolioz bordadas, dilas de
linho muilo finas, dilas de barras a 33600 cada uma,
e esparlilhos muilo fino, ludo por prejo eommodo.
Vende-se orou loja de ferragens em muito bom
lugert afreguezada, por ser em uma das melliores
ras desla cidade ; vende-se com os fundos a vonta-
de do comprador : quem quizer comprar annuncie.
Veude-se um reslo de saccas com cera de car-
nauba, por prc.o eommodo: na roa Nova, loia
n. 20. '
a la parisiene.
Chegou um lindo lorlimeulo de chpeos de seda
para se 11 hora, meninas e meninos, loja francea, ua
rua Nova 11. 10.
Des poiiits.
Junio ao variado sorlimenlo ile fazendas france-
zas, sao contemplados chales de relroz bordados a
maliz, manteletes do ultimo goslo. lovas de pellica
de Jouvin, e muilas oolras fazendas que se encon-
trara na loja frauceza, na roa Nova o. 10, por eom-
modo prero.
Vendem-se saceos com muilo superior comma:
no aterro da Roa-Visla, loja de calcado n. 14.
Vende-se lima porrao de pipas vasias que fo-
ram de asuarder.le, despejadas ha pouco: na rua da
Guia n. 64, segundo andar.
Vende-se assucar refinado na fabrica de vapor
prata finaa 140 a libra : no largo do Carmo,
quina da rna de Hurtas n. 2.
Hap de Lisboa.
Vende-se rap de Lisboa, fresco, cliegado de pre-
sente : na prata da Iudpendeiicia, loja n. 3.
t;11 liles * endem-se diales delouquim bordados, broncos e
de cores, fazend* de muito goto e boa qualidade :
na loja de 4 postas, na rua do Quemado n. 10.
!>cdas brancas.
N'a loja de 4> portas, na rua do Queimado D. 10,
ha para vender corles de veslidosde seda liranea.coin
bahados esein elles. havendo sorlimenlo para eseo-
llir, e por prero eommodo.
Vendem-se cobertores para escravosflnia roa
do Oueimado n. 10, loja de 4 porlas.
Superiores chapeos d castor branco com pello
e rapados; vendrm-sc na loja do 4 porlas, na rua
do Queimado n. 10.
g l moliere.
te4,caba ile clieuar a loja franceza. na rna Nova n.
,.m lindo e variado sorlimenlo de raleado psra
mena como sejam. borzeguins elsticos, sapates e
boln, de um dos melliores fabricantes de Pars.
Castor.
Acaba de chegar um lindo sorlimenlo de chapeos
'de caslor brancos e de massa prelos, lodos moilo fi-
nos e de modelos os mais modernos, e de fellso,
brancos c pelos. *
Chegou rua do
Queimado n. 19, pelo ni limo vapor vindo
da Europa as seguintes fazendas manda-
das vir de encommenda, como sejam se-
das escocezas de quadrinhos mitids e
grandes de muito bonitos padrftes, e fa-
zenda o mclhor .que he possivel a IsOOO
n. o covado, Mandarme brilhante com
listiasdeseda, muito bonita fazenda al{(
rs. o covado, lindos vestidos polonezes
muitoAonita asenda toda de seda a 1 li.s
r$. o corte ; assim como ainda tem um
resto das rjcas sedas orientaes para aca-
bar a l.S'300 rs. o covado, chapeos de pa-
linha venezianos a 4,^500 \t. cada um,
assim como outras militas fazendas de
josto-
Vende-se um oratorio dourado e Iroca-se ama
imageui de Chrislo ; ludo capaz de se celebrar mis-
sa : ua rua da Couceirao o. I.
Mandarino bri-
lhante.
Acaba de chegar pelo ollimn navio fra
fazenda men 'menle nova denominada
Bnlhanle, sua qualidade he a melhor poi
tante largf, loda de seda com lislras e qoadrosasseli-
11.dos, formando uma cascarrilha, o qoe llie da mui-
ta graea, vende-se nicamente na rua do tjucimado
em frente do becco da Congregarlo, passaudo a bo-
tica a segunda loja de fazendas 11. 40 de Henrque &
Santos, do-se as amostras com pendor.
Vende-sAalalas novas cliegadas olHlB%menle
de Lisboa na aliralidaone do l'orlo na harn ol'lor
da Maia por preco eommodo: na Iraveraa da .Ma-
dre de Oeos 11. 16, arimzem de Agoslinho Ferreira
Senra Guimaraes.
- Vende-se uma loja de funileiro com lodosos
ulencilios.bem afregu.zada e com bstanles obras de
goslo : 00 aterro da Boa-Vista n. 17.
Saccas com farii
Vendem-se saccas coro farinha da Ierra, nota e
bem torrada, por preco eommodo; na rua da ('.adela
doKecife.lojan. 23.
I ROLAO FRANCEZ.
Vende-se esta deliciosa pitada tanto em
porco comoaretalho, em porcao na rua
da Cruz n. 26 primeiro andar, ea reta-
IhoaiO rs. aoitava: na rua da Cadeia,
loja de Vaz & Leal.
Na rua da Cruz n. 26 primeiro an-
dar, vende-se uma porcao de cai\as com
Sardinhas em latas, muito novaspor terem
ehegado no ultimo navio francez, c por
baratissimo prero.
Vende-se o excellente champagne
em caixas, ltimamente ehegado deFran-
ca, e licor de Kirsch : ua rua da Cruz n.
26, primeiro andar-
* Vende-se na rua da Cruz n. 26 pri-
meiro andar o apreciavel cha' preto em
libras, assim como cjiocolate francez o
melhor que tem apparecidono mercado,
c por preco muito em conta.
TENTOS
Relogios cober-
tosedescobertos
de ouro, paten-
te ingle/.
Vendem-se no escriptoruf do agente de
leiloes, Francisco (ornes de Oliveira. rua
da Cadeia do Recite n. 62, primeiro an-
dar, os mais superiores relogios cobertos
e descobertos de ouro patente inglez, de
um dos mais afamados fahricantesde Lon-
dres, viudos pelo ultimo paquete inglez, e
por menos prero do que em otitra qual-
quer parte.
Vende-se bico de bldnde branco e prelo de seda
verdadeiro, 30 por cenlo mais barato que era qual-
quer oulra parte, e de loda as larguras moilo boni-
tas filas dilq : na rua Nova casa de relojoeiro n. 22.
Vende-se uma morada de casa lerrea eom
quintal, sila ua roa das Trincheiras : quem a pie-
lender, dirija-se a roa da Cruz u. 16.
A boa fama
18100
15280
13000
1?280
240
560
100
160
280
160
240
320
ha.
para voltarete.
Vendem-se na rua da Cruz n. 26 pri-
meiro andar, caixinhas com tentos muito
delicados para o apreciavel jogo de vol-
tarete, ou para oulro qualquer jogo, l-
timamente viudos de Franca, epor prer^o
baratissimo.
Vende-se uma porrao de frascos
com rolhas de vidro, muito proprios para
conservar toda a qualidade de rape, epor
preco muito eommodo : na rua da Cruz
11. 26 primeiro andar.
Vende-se um carro novo de
e de 4 asscnlos, muilo
e couslrucgao moderna
Nova, cochoira de
levi
por prer.0 eommodo: u
Adolpho fiourgeoi
US.
lo:
VENDE BARATO.:
Libras de lindas brancas ns. 30, 60, 70 e 80
Libras de dilas ns.'tOO, 120 e 130
Duzias de tusuuias para costara
Hiuia de dilas mais linas
Macos com 40, 50 e 60 pecas de cordao
para vestido
l'ecas com Id varas de bico eslreilo
Uu/.ia de dedaes para senhora
Oiikinhas coro agullias francezas
Caizas^com 16 novellos de iiiihas de marcar
Grozas de boles para carniza
Pulceiras encarnadas para meninas
Dilas grandes para senhora
Pares de meias finas para senhora a 240 e 300
Meadas de lindas muilo finas p.iru bordar 160
aleadas de luidas de peso ^qq
Grozas de boles muilo linos para calcas 280
Babados de lindo aberlos e bordadas 120 e 240
Carteiras finas de marr jquim para algibeira 600
Fivelas douraij .s para calcas e collele ion
Tinleirosc areeiros de porcelana,o par 00
Cliaruleiras enlrelinas
Duzias de torcidas n. 14 para candltiro
Penles de verdadeiro .bfalo para alisar 300 e 500
Pesas com 6 l|2 varas de fila branca de lindo
Ganas com clcheles francezes
Carrileis de lindas de 200 jardas de boa
qoalidade
Maciolios com 35, 0 e 47 rampas
Suspensorios, o par
Carrileis de lindas de 100 jardas, autor Ale-
jandre
Alm de todas, estas raiudezas vendem-se outras
muit.ssimas, que vista de suas .boas qualidades e
baratos preros causa admiratao aos compradores:
na rua do Queimado. nos qualro cantos, na bem co-
ndecida loja de miudezas da Boa Pama n. 33.
Bous gostos e de
boas qualida-
des.
Na rua do Queimado, nosqualrocalilos.na segun-
da loja de razendasii. 22, defronle do sobrado ama-
rello^_ vendem-se fazendas por procos que rcal-
[""ft '"*"' *djr" "" l'oblico : Panno prelo
iiniMmo, prova de limio, par. casacas e palitos,
pelos barali'simosprecos de 2a00, 39500 c 55000
fVaii..wC.a'",n'r,,preU .sopenor qualidade
*nn -j* >Uocov*uo- alpaca prela muilo lina a
noo. ooo e LOO rs. o covado, cortes de colleles de
lustues do bonitos padioes c cores fizas a TOA e 900
'm.1"11..6' pre'?S ue.lia' "if ""''> rindes a
-3800, edapeos de sol de seda prelos e de cores, fa-
zenda superior 65500. camisas francezas pintadas
para nemem a 15280, riscedos da ludia moilo finos
e largos e mu:lo oonitos para vestidos .280 o cova-
do, selira preto raaco, faieuda moilo superior a :te
o covado, sarja despandola muilo superior a 2,400 o
covado, merino muilo lino a 25000 o covado, meri,
no -enm o mais superior que pode liaver e muilo
proprio para palito a I36OO o covado, edapeos de sol
de panniiilio a I.56OO, chitas francezas muilo fina, e
largas, de novos padrOes a30ocovado, fil de li-
nho lisoie com flores a I5e 15140 a vara, luvas de
pellica de Jouvin para hornera o senhora. chegadas
110 ultimo uavio francez.a 1800 rs. o par, luvas de
seda de lodas as cores coui belolas a 1280, camisas
de meia muilo finas a 15, Uvas de lio da Escocia
brancas e de cores i 400. 500 e 600 rs. o par, man-
as de seda para grvalas, preln e de c&res, muilo
boa fazenda a 15280, panno fino azul de superior
qualidade a 49 o covado, ricas romeiras de relroz
bordadas a 119, lenciuhos de relroz francezes .
9ttl0< cassas francezas muito finas e de bonitos pa-
droes a 300 rs. o covado, camh/aia finitsima de sal-
picse 19a vara, camisas francezas muito finase
bem reilas par? homem a 29500 e 29800, corles de
cassas para vestidos de bonitos padrocs e com 7 va-
ras a 29 o corte, lentos brancos de cambraia de li-
nho muilo finos e grandes a 69 a dozia, ricos cbales
dechally com hslras de seda e bstanle grandes a
89. ditos de merino muito finos e lisos a 69, luvas
prelas de lorcal; de Lisboa a 19120, cbally amarello,
lazenda superior e que muilo se usa para vestido a
800 rs. o covado, romeiras de cambraia com laios
le ricas das de seda a I928O, gravaUs de seda de
bonitos padrees a 640, meias de laia para padres a
29 o par, corles de casemiras finas e de bonitos pa-
- para calcas a 59, brinzinhos de linho de bo-
CHALLY.
Veude-se pelo menos que be possivel, mais barato
do queem oulra qualquer parle, cdallv mnito fino de
lodas aa cores : na rua do Queimado n. 33 A, loia
luoto a da fama. .
-Vende-se nm bom cabriole! deseoberlo com
arreos, e lambem um carro de 1 asuntos, novo.com
arreos.lodo a vista de quem qozer M talara, tanto
ir.ais porque o preso he razoavel; na rte Nova, co-
heira do Sr. Quinleiro.
v a "^ACVMUADEIRO.
\ende-se o verdadeiro cogoac. Unto em garrafas
como em garrafoes : ua rua da Cruz n. 10.
CASEMIRA PRETA A 4^500
Veod 0 CORTE.DEC4L(A.
V0Ua8DpdaCrTTr^'c^^ 'ja d' ^D" -
. FLOR DE FLOR.
A Farinha de Santander Flor de Flor
he a melhor farinhade trigo, que existe em
todo o mundo, porisso sempre hequalii-
cada a mais'superior em todos os merca
dos, donde tem sido importada ; heestaa
printeira vez que vem a este mercado,
porem garante-se a veracidade da inor-
maco: vende-se nicamente no arma-
zem deTasso limaos.
VINHO XEREZ.
Vende se superior vinho de Xerezem barril do
11*, emcasa de E. U. Wjall: rui do Trapiche
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros muilo lina e padroei aoves;
corles de 1,1a de quadro e flore por preco eommo-
do : vende-se na rua do Crespo loja da esquina qoe
volla para a rua da Cadeia.
LEONOR D'AMBOSE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
nha, 2 volumes por 1000 rs., na livraria
u.. (i e 8 da praca da Independencia.
Vende-se cal em pedia chgada no ul-
timo navio de Lisboa, e potas americana
da mais nova : no nico deposito da rua
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Basto [&
Conpanhia.
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Itostrn lio-
oker c^O.
Vende-se aso em cndeles de nm quintal, por
preso muilo eommodo : uo armazem de Me. Cal-
mout & Compandia, prasa do Corpo Sanio n. 11.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
ae-serarelo novo, cliegado de Lisboa pelo briguezYs-
deranra._
Vende-se uma balanra romana con lado os
seus pertences.em bom uso e de 2,000 libras -cioem
relender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n. 4
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esqoiat nr
olla para a eadia. .
Vende-se eicelleule Uboado da pinho, reeen-
emenle ehegado da America : aa rui de Apollo'
trapiche do Ferreira. a eolendedbe Com oadmiuis
ador do mesmo.
Taixas para engeahos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brutn, passan-
do o chafariz continua haverum
completo, sortimento de taixas de ferro
fundid e batido^de 3 a 8 palmos de
boceabas quaes acham-se a venda, por
preco eommodo e com. promptid*c^
embarcam-se ou carregam-$e em carro
em despeza ao comprador..
Vestidos e chales.
Vendem-se diales de sed. B.odei eom algum
mofo, pelo barato preeo d. baeWr.. ce
a de cores com barra e a! su mas piulas de mote.
dres
ilos padroes a 40 o covado, brisaraeado de"puro
lindo c de bonitos padroes a 800 rs. a vara, lapim
trelo finissimo, proprio para vestidos e batiuas de
adre a l$280 o covado, riscadinhos francezes muilo
linos e bonitos padresa 240 o covado, meios lencos
prelos para grvala muilo superiores a 19, lencos
brancos de cambraia muilo finos a 300 rs., gan a
amarella muilo superot a 320, meias brancas fiua-
para senhora a 240, 300 e 400 rs. o par, dil.s prelas
muilo finas a 320, dila, -para homem, fazenda su-
perior, seudo brancas, prelas e cruas a 240 rs. o par
Alero de lodas estas fazenda outras muilas qoe Y i
visla das boa. qualidades beque se podem veto
quauto sao baratas, ansando-se aos Srs. compra-
dores que nesle eslabelecimento nao ha fazenda al-
guna qpeeeja averiada, esim ludo sem avaria.de
bons goslos e boas qualidades. *
Cortes de cassa para quem quer dar fes-
tas por pouco dinheiro,
o* .'!f'm'8eCrl*s ,decaMa cl'" oe bom goslo u
2, ditos de padroes fr.nceze. a >M0O, cas,, rxas
pira alevur lulo, dila, prela. de padrees miado.
41.cwle, alpaca de seda de quadros de lodas as co-
k JT'^'k MC0S de uico ""'l0 Pintados
como bordados a 320 cada um, grvalas de seda pa-
ra homem a 10 e ijWOO ; lodas las fazendas ven-
dem-se na. rua do Cuspo n. o,
Farelo novo
prximamente cliegado : no caes da alfandega, ar-
mazem n. a. '
Vendem-se uo armazem do raes do Hamos n.
4, saccas de milho edegado da Paradiba, superior
qualidade e prero eommodo.
Gase de seda a
1,000 o covado. .
Deposito de vinho de cham- 0
I pagne Chateau-Ay, primeiraqua-1^
1 lidade, de propnedade do conde |
| de Marcuil, rua da Cruz do Re-
| cife n. 20: este vinlio, o melhor
| de toda a Champagne, vende-se
P a 365000 r. cada caixa, acha-se
f nicamente em casa de L. Le-
I comte Feron & Companbia. N.
i B.As caixas sao marcadas a fc-
I goConde de Marcuile o ro-
| tulos das garrafas sao azues.
POTSSA E CAL YIRGEI.
No antigo e ja' bem condecido deposi-
to da rua da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior]
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
preeps muito favoraveis, com os quaes fi-
caro os compradores satisfeitos-
FRINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alquere,*medda
velha por 3000 reis : nos armazens ns.
3,5 e 7, e no armzem deironte da porta da
alfandega, ou a Irs^jno escriptorio de
Novaes Ot CompinSBna ruado Trapiche
i i, primeiro anear.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa- (A
bricada no Rio de Janeiro, clie-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bns efleitos ja* experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
pelo diminuto preco de 1600 o?
outras muilas fazendas por barato preso: na roa
da C.de.a do Recife loja n. 50, defronle da rua da
Madre de Dos.
Brins de vella* no armazemdeN.O.
Bieber & C, rua da Cpuz n. 4.
Ora co contra a peste e o cholera-
morbus. #
In i.n.a i venda ^ ''" n. 6 e 8 da praca da
Rape.
A boa fama
VENDE BAKATO :
Leucinlios de relroz de indas aa cores para pfjco-
jo de senhoras e meninas, pelo barato crece d* 1.
baraldo. de carias finissimas francezas par. Uarete
a bO, louca* de laa para senlioras meninaaTwO,
luva muilo finas de lio da Escoria brancas e de Co-
re para boiuein e senlioras a 400, 300 e (00 rs. o
par, meias brancas e croa. par. doroem, i
muilissimo superior a 160. 20 240 o par, l
pellica de Jouvin brancas e amarelias para hoOMm
e cnlior. a IjyoO o par, camisa de meia mt
as e de pura lila par. Iiomrm a 3|000 r., d
alcodao muUsimo finas a 1j e 1i00, lomaras
lo linas para papel a I^OO, dila supriores -
darbeiro a ljjfJO, leques muilo Dnoe a, rica bo-
loaduras para collele de madreperola ede meia lia
o<)0 rs., dilas para palitos a 600 r., ciiiohaa- cota
pliosplioro pruprias para charutos a 20 rs.. rices jar
ro dourado d. porcelana para flores de diversos ta-
niauhos e pregos. ricas filas de teda lavrai
de lodas as cores e Urgora, escova linistim* tata
roupn, ditas para cadllo. trancas de seda 4
los padrOA de diversas largaras e cor*, sav
nissimas para barba, caivetes finitsimos e
as qualidades, bico finos de linho de bonilo* I
e diversas larguras, ricas franjas de alg io brai
e de cores para cortinado, .tesouras para costura
mais finas que he possivel eucontrar-se. e outras rnoi
lissimas cousas que tudo se vende por Uo btalos
prero qoe ao proprios compradores causa diaira-
S3o: na roa do Queimado, nos qualro cantas, na
bem couhecida loja de miudeza da Boa Fama*. 33
A boa lama
VENDE___
Kicos penles de tartaruga para rabera
Jilos de alisar lambem de tartaruga 3)000
Dito de roarfim lambem para alisar iSMO
Dilos imitando tartaruga para cabeca 1$100
Lindas meias de seda de cores para criabas 1J8O0
Meias pintadas fio d.Eicoci para criani>s240e400
Bandejas grandes e de pintura finas 33000 e 4*000
Papel laiaco greve e pautado, resma 48000
I'ennas finissimas bico de' Isaca, grexa 19200
D'las muilo boas em ser ile'lansa.froz. 640
Oeilo.de armario dea?. t gra&aeeea 800
Lonetas foro .rmasSo de>ailarug. laOOO
Dil.s com-armc..1o de bfalo
Toucadores de Jacaranda com bons espelhos 3M0B
Meias de laia rouito superiores para padres 2J0A0
Ricas bengalas de canna com lido. cAloes
[lilas de jynco com bonitos casle*
s
m
i
Cdegoii pela barca franceza Bezur uma fazenda
par. vestido d senhora cora lislras e quadros asesli-
nados, o mais moderno que lem viudoi denominada
gaze ; vende-se pelo baratissimo preco de 13 o co-
vado ; lia rua do Queimado n. Si.
Cbally de
[istras e quadros
aseti nados
A 1,600 o coVao.
Reiogios
das sselbores fabrieas da Suisa, lano de ouro como I r -Vendem-ge no armazem n. 60, da rua da
de prata, dilos foliados edourado; vendem-se mais taia do Recife, de Henry Gibson, os mais supero-
baralo do queem oulra qualquer parle, na rua da Ves relogios fabricados em Inglaterra, por nreco
I .anana Mu Rocf* n 4Q A l j... .. i: .. ..
Cdegou pela barca franceza flerurama fazen-
da para vestido de sflnhora, o mais moderno que Icm
viudo, denominada chally, de quadros e lislras asse*
tinados, com mais de vara de largura ; vende-se ni-
camente na fna do Queimado n. 21, pelo baratissimo
preco de I36OO o covado ; do-se a amostra com
penhor. /
Ca-
Esguiao de linho
e alg oda o,
mullo luperior, com 11 varas a pesa, por 38500:
vende-e na rua do Crespo, loja da esquina qoe vol-
a para a rus da Cadeia.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da Kussia verdadsira : ua prasa do
Corpo Sanio n. 11.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Pkste estabelecimento continua a ha-
ver Tim completo sortimento de moen-
das e mcias> moendas para engenbo, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. "
Riscado de liabas de cores, proprio
para palitos, calcase j aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crepo, loia di esqoina que
olla para a cadeia. H
Atacadores de cornalina para casaca
Ricos reloginhos para cima de mesa
Suspensorio finos de borracha, o par 400,
Penles muilo finos para soinsa
Escova muilo finas para cabello
Capachos pioladoa muilo bonitos
Boles finissimos de madreperola para ca-
misa, a groza jjgrjo
Alm de todo islo vendem-se oulras muilas vo-
sas, que avista das qualidades e presos faz admirar:
ua rua do Queimado. nos qualro canlos, nalojl Je
miudezas da Boa Tama n. 33.
CHAROPE
CAL DE LISBOA
Cadeia do Recife o. 18.

l/modicos.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar borlase baixa,
decapim.narundicaodeD. W. Bowmao : na rua
do Brumas. 6, 8el0.
AOS SENHRES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 ra. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do ".atolle em Berlin, empregadb as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras^ junto com o methpdo de empre-
ga-lrj no idioma portuguez, em casa de
N. C). Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
: Vendem-se emcasa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de Senzala Nova 11. i i.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
O nico deposWeonlinoa a ser aa boyea de Bar,-
Iholomeu Francisco de Snuzaje rua larga do Rasa-
rio n. 36; carrafas grandeso^^K'C |
IMPORTTE PARTO
. l'ira cura de plitisiea em todas os sesjssi
grao, quer motivada por eonslipaffies, to
na. pleuriz. esenrro de sangue, ddr de
peito, palpitaro no coraro, coqueluche,
ilr na garganta, e todas as molestias dos m
mooares.
NAVALHASA COKTEM E TESi
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, prii pao-
dar, escriptorio de Aususlo C. de AoH bmti-
nuam-se a vender a 88000 o PJSb(ftiM ss j.i
bem condecidas e afamadas navalHs di
pelo hbil fabricante qu foi prestad* na ex^eoicao
de Londres, as quaes alm de duraren) extrasrdkis-
riamenle, nao se sentera noreslo na acso^ cortar;
vendem-se com a condii-Ao de, Ddo avadando, po-
derem os compradores devolve-las al 14liasdrpois
pa compra restiluiido-se o imperte, fia mesmaca-
s. ha ricas tesouriobas para unha, feilaa pele e
mofai'icaDte,
Vendem-se douspianps fortes deja-
caranda', construccao vertical e com to-
dos os, melhoramentos mais moderaos,
tendo vindo no ultimo navio de Hambur-
go : na ruada Cadeia, armazem n. 8.
ESCRAVOS FGIDOS.
___________________________^_________.i-
Ainda esta fgido do abis* assignado o prelo
AuIonio, angico, j idoso. porem forle e bom traba-
Ihador de ciliada, olhorpequeiios, com cicalrizes
nas tolas dos ps de cravos,' feitor qoe eia. do sitio
entre as duas ponte d. Pasaagem, jonlo an que
mora o Sr. Dr. Velloso ; o dito- prelo iiilitula-se for-
ro, e tem sido vstemela Turre e aleares, trabalkan-
do a algoem ; p(Stsla-5e contra quemo empregnre
recolder : quemar pegar leve-u a Firmiuo J*a%de
Oliveira, uo paleo do Carmo. que o r*c*mpeau*r.
Antonio Joaquim de Mello.
No dial I do correle mez fugio o pret-a Jo.lo
crioulo,de idade de20 annos, inais ea osenoiaie
estatura e figura regulares,leudo uma per.ueua cica-
Irix sobre a olho direito, levando comsige osas cal-
ras de.Igodo riscado azul, ires earo.sas-t mesmo,
tres dillas de madapoUo com peilo de lioho ceso a
marca D. W. Bowman, qualro camisas novas de al-
godAozmho, um chapeo novo Me palha americano
com fila prela, uma jaquel, nova de gangaaouialla,
um chapeo de sol novo de plorando prelo, e uma
robera de chila velha ; qircm o apprebendee le-
var. FranciscoManoel o* Santos Lima, na roa do
Brom n. 8, sera generosamente recompensado.
100>-000 de gratificacio.
Deapparccu uo dia 17 de agosto proiimo pja-
do, pelas 7 horas da noile, prela Lourenca, je oa-
Silo Angola, de idade 3j a 40anuos, pooeo mtu *u
irfeuos. com 01 Signaes sr gumas : om dedo da m3o
direita nchado, magra, icm marcas brancas na duas
peritas; levon camisa de algodozinbo. Vestido de
chita rusa, panno lino, o mais uro. (roas* de roupa:
roga-se a todas as au toridadas policiaes ou cspiUes
de campo que a aprireheudam e levem a seu seakor
J0A0 Leite de Ar.eV'tdo, na prisa do-Corpo Saelo n.
17, que recbela rt gratlicasAo cima.'
Ausentou-se de casa desde o da 10 e correle
o escravo pardo de noroe Francisco, idade 40 sapos,
alto, corpo recular, cor plida, cabellos prelea e cor-
ridos, om tan 10 amatolado por ler vindo do malo :
quem o pegav, leve-o rua do Queimado n, 5* au*
sen gratule-|n.
________ 1
PBBN TiT; DB M. OBLARA 1855


.

i,


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