Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00490


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Full Text
s
MNO XXXI. N. 263.

Por 3 aezes adiantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
ii ------
OUARTA FEIRA U DE NOVEMBRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o.snbscriptoi. '
DIARIO DE PERNAMBUCO
=
LXCARR.GADOS DA SUBSCRIPCAO'-
Rccife, o proprieterio M. F. de Faria ; Riode Ja-
oeiro, o Sr. Jo< l'ereira Marliut; Baha, o Sr. 1>.
Duprad; Maceio, o Senhor Claudino Falclo Das;
iba, o Sr. Gervazio Viclor da Naliyidade ;
tal, o Sr. Joaqun Ignacio Pereira Juuior; Ara-
ealjr, oSr. Ajilo lio de Lemos Brasa ; Cear, o Sr.
Joaquina Jos de Qliveira ; Maranhlo o Sr. Joa-
liim Marque Rodrigues; Piauhy, c Sr. Domiusos
lerculano AckilesPessoa Ceareuse; Para. oSr. Jus-
10 J. Ramos; Amazonas,|o Sr. Jerouymoda Coala.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 5/8
l^ris, 348 rs. por f.
. 9P*. 9S a 100 por 100.
JJTb de Janeiro, 1 por 0/0 de descomo.
Acedes do Banco -43 0/0 de premio.
da Gompanbia de Beberibe ao par.
_ da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras, de 8 a 9 1/2 por" 0/0.
METAES.
uroOncas haspanholas. '. 295O00
Moedas de 636400 vfflhas. 168000
de 69400 novas. 169000
de 4000. 99000
Praia.Balacees brasileiros. 29000
Pesos columnarios. 29000
mexicanos..... 138G0
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanbuns, nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista,ExeOuricury, a 13e28.
(oyanna eParabiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Priineira s 8 horas e 30 royiuios da manha.
Segunda s 8 borasc 54 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e sabbados.
Relacao, lerces-feiras e sabbados.
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas.
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizodeorphos, segundase quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio-dia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio-dia.
EPHEMERIDES.
Novcmb. 1 Quartominguanteas2 boras 46 mi-
nutos e 48 segundos da larde.
9 Lita nova as 5 horas, 11 minutos
e 4 segundos da tarde.
16 Quartocrescenteas9horas, 20 mi-
nutos e 49 segundos da manha.
23 La cheia as 5 horas, 31 minutos e
, 44 segundos da larde.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Martinho.p. m. ; S.' Levin b.
13 Terrea. Ss. Arcadio e Pauliloram. ; S. Zebina
14 Quarta. S. Abiliodiac. ; S. Guriasm.
15 Quinta.S. Clementino m. ; S. Felomeno.
16 Sexta. S. Goncalode Lagos; S. Elpidio m.
17 Sabbado. S. Gregorio Tbaumaiargo b.
18 Dorntago. 25.. S. Odom ap., S. Esequio
in. ; S. Barcela m. ; S. Oriculo m.
PARTE IFFIGI1L.
I

D
i*
QOVEPJO DA PROVINCIA.
Eiaasais-at do aUa 7 anadra.
OllicioAo Exal. commaodnte superior da. guar-
da nacional do municipio do Cabo, declaraudo que
por portarla de baje eomiderou vago o posto de al-
tar da 8." coin'panhia do 3. balalhao da mesma
guarda nacional, para o qual fui Humead Julo Af-
funso Ferreira, visto olo (er elle solicitado patente
no prazo marcado ; quanlo, pore*, ao major Braz
Carneiro Lelo, cutnprp que S. Etc. Ihe oOicie no-
vameule para mandar receber oe,cretaria do gs-
vtrao a ua patente, depois dehaver salisfello a ira-
porlancia dos lespecltvos direitot e emolomentoa,
"ao4 S. Exc. sciencia i presidencia da resposta que
elle lhe dirigir para resolver-se i vista della.
IHIoAo Exai. marechal commandante das ai-
mas, rocommendaudo a expedidlo de suas ordens,
para que nio luyendo inconveniente, seja conser-
vado ao quarlel do 10. balalhao de infantera a
daapsicSo do jinz municipal da primeira vara des-
la cidade, o sentenciado padre Francisco Pi l'erei-
ra Campos, qui) tena de vir do presidio de Fernan-
do.Coamunicou-se ao referido jaiz.
DiloAo msmo, transmittindo por copia o avi-
as de 16 de outubro ullimo, no qual o Exm. Sr.
aaioistro da guerra declara, que para ler logar a
cawcetsao da carta de oaluralisagio pedida pelo sol-
"*do do 2. balalhao de infanlaria Joaquim Antouio
Roquete, faz-se necessaiio que elle satisfaga as dis-
ponerte doa arla. 6 e 7 da lei de 23 de oulobro de
1832.
DiloAo mismo, remetiendo por copia a prov-
m do contellio supremo militar de i do corrente,
sobra os casos em que os otilases militares deslaca-
dos ou em srvi(;o podem aer presos por autoridades
civis..,m .-.
litAo ii spector da tliesouraria de fazanda,
inleraodo-o de haver aulorisado Ihesouraria de
(azeuda a pagar oflperet Francisco Jos Joaquim
'Barros, a infporttacia das rages abonadas aoa
atea rterutas > indos do termo de Caruar.
Uila *o,mir-mot devolvendo o requerimento do-
cumentado do airetjtaa^relio Joaquim Piulo, e au-
tk sua infunnarloa mandar
pHarei as quantias sobre que
uo bou ver diiflda.
DitoAo mesma, recommendando a expediento
^e soa orttens, .para que a reparliro de marinba
seja indaraui*!,:1a.& qaanlia do 529802 rs., em que,
.fsjaaaio cania que remeta, mpsrUm as deapezas
_ eiliii cora Ir- praga da guarnir* tfaj^ateuna Lin-
doya que esliverim ero Irataraoadwaonfermaria
seual da i mariolu. ConiinJaKaas-e ao ree-
puclivo inspector.
DMoAo rresino, csmraunicando que por decre-
lo des 12 de oolubro ullimo, stguudo conslnu de
participarlo da repartirle do imperio de 15 do
mame raez, rrucoudrmado o Dr. Jlo Ferreira
'tMWtWI Ut IHgJJfrlu ws-vedor lts-,aad lo psHo
deala provinea. ^^
DitoAo inesmo, davolvondo o requarimeulo e
Riis ppela que vieram annaxos a soa iaformacSo
aub n. 709 relativamente ao pagamento que pede
Manoel Joi la Casta, do luguel da casa que, per-
Uncendo aos seus pupillo, lillios do fallecido Jos-
da Olivcira, ha sido oceupada pelo tribonal
ereio, afim de que proceda a respeiki
^^Hporjr.id i le com o parecer da conladoria da-
quella Iheaouraria, lcando na inlelligencia de que
acaba de reommendar ao presidente do menciona-
do (ribooal, qae remella a S. S. urna copia do ter-
mo de arreniameuto de semelhanle casa.'Ofli-
ciou-ae resr ilo ao referido presidente.
DiluAo capiUO do porto, transmittindo para
ler, a conveuinale pablicidade copia do aviso circu-
r do ministerio da marinlia de 25 de oolubro ul-
timo, e om eiemplar da traduccao da nota, dando
conhecimenlt da medida sanitaria a qqe teem de
fiear su[eitas as eanbarcac;oes bratileiras que, parlio-
do doa porlos deste imperio, forera ler aos de Bue-
noa-Ayres.
DiltfAo inesmo, remetiendo com copiado aviso
circular da ri:partic i utliato, para ler dcYida publicidade, um exemplar
do avijo aoa navegantes enviado pela UgarSo irnpe-
rial*en> Madrid, sobre Orna altera;o no pharol da
filia de a:
PilAoVielegado do primeiro dislriclo do termo
do Kecife, inteiraadeo de haver Iransmillido atbe-
Mitarta provincial para ser paga, estando nos ler.
na legacs, a conta qoeSmc. re rteo da despeza
com o siislento doa presos peces da- cadeia de
ii nos mezes de selembro e outubro all
JMilmisao de Hygiene Publica.Antea
(le.dar deer menlo final is duas repreaaulafes que
ata. sentido'contrario, mas pelo inesmo motivo, me
dirigiram diversos tia.bilantes de Olinda e Beberibe,
compre que a comraiatgo de Uygieue me Informe
carea do bjecto. daa roesmas represen lachea ; al-
lendendo primeiro, qae o esUdo actual da salubri-
dado^ (qaaai no moto do verlo) nao pode ser mais
liaagaio, iJoobstaute oteceio qae unira a com-
risaVe de qne, acbando-se o pantano descoberto,
recebendo i acc.3o dos ralos solares, operando nos
res:os das i abstaaciaa animaes e vegelaes oulr'ora
orgolhsdo', sao concoma para o desprendimeot
miasmas segundo, ae no'easo contrario, islo
|rrombado e alagado o terreno que
o aecco, uao sera maia provavel
Mfcajl
que se desenvolvam os miasmas, como ja aconteceu
em caso idntico e da que fui testemuoba em poca
mais remola.
HiloAo conselho de administrarlo naval, inlei-
rando-o de haver dado sciencia tbesouraria de fa-
zenda doa contratos que o mesmo cnnsellio celebro
com Jos Maicellioo da Rosa. Joaquim Jos Goncal-
ves llellrao, Jos Ferreira Coelho e JoaoCarlos An-
gosto da Silva, para faruecimente da varios seeros
necessarios aos navios da armada, barca de escavano,
ale, nos mezes de agoslo e selembro deste anne.
DitoA cmara municipal do Recite, recommen-
dando que rom brevidade foroeea commissilo de
Uygieue Publica os mappas eslalisUcoatrimestraesde
outubro de 1853 al selembro do corrente aooo,
tendo cada um a mortalidade de cada mez e as mes-
mas condicoea que os dous dos semeslrea do anuo
passado, podeudo-se dispensar a declaradlo das ida-
des.Iolerou-se i sopradila coramisso.
l'orlariaMandando admilir ao servico do exer-
cito por lempo de seis anuos esmo voluntaria o pai-
sano Manoel Antonio da Cunha e Alliuquerque, que
percebe alem dos vencimentua que por lei Ibe com-
pelirem o premio de 300$. Fizeram-se as neceaaa-
riaa communlca(6es. __^
Oflicio. Ao Exm. presidente da Parabiba.
Dessa provincia como de algumas oulraa limitrophes
em vindo presos para serem conservados as pri-
ses desla capital.
Do que lem resullado nao so urna agelomeraco
de presos, que a casa de detenerlo nao poda compor-
rora "
leolq. J1'
agUT po
velinenle pesando sobre o cofre provincial, e
que nao estk em proporcjlo cora a quata que a pro-
vincia destina para tal servico. Nesles termos ve-
jo-me obrigado a rogar a V. Exc, qae antes de man-
dar remellar para esla provincia presos para serem
nella conservados, baja de me conaallar previamen-
te, afim de poder en informar a V. Exc. sobre a pos
sibilidade de recebe-Ios ; sendo em lodo o caso con-
veniente, que dahi se deem as necessarias providen-
cias acerca do sustento delles, que inqueslionavel-
raenle, nao deva correr peloa cofres desla provincia.
Iguaea aos Exms. presidentes das Alagoas
Cear.
Djto Ao Exm. commandante das armas, com-
mullicando que, segundo conslou do aviso que re-
melle por copia,expedido pela repartirlo da guerra,
se determinou que aeguisse para a corte, afim de re-
colber-se ao corpo a que pertenee, o||major Carlos
de Moraes Camiso que se acha neala provincia.
Communicou-se Iheaouraria de fazenda.
DiloAomiesmo Mand.rS. M. o I. que em seu
augusto oome louve o capillo Flix Jos* da Silva,
commandante do deslacameoflholaule do Rio For-
moso, pelo zelo que manifeston na diligencia, ou
appreheuiio dos Africanos bu(aea na barra de Se-
/inliaaaa ; e que commuoieo a V. Exc, para o la-
zar escalar pela ma#eira que for m*is va na josa ao
samo euptlftn. a quein ]a liavia loovado ofrtKal-
meule pelo modo brioso com que se portou naquel-
la conjunclura.
' Dito Ao inspector do arsenal de marinha, re-
commendando. que ordeue ao commandante do
transporte Legalidade, que conduza a seu bordo lia-
ra o presidio de Fernando os sentenciados que fo-
rem remellidos para o mesmo patacho pelo joiz mu-
nicipal dal vara desla cidade.
Dilo Ao mesmo, dizendo que faga seguir n
transporte Legalidade para o presidio de Fernando-
depois qne estiverem a bordo os presos sentencia-
dos, e bem assim os gneros qua o conselho admi-
nistrativo tem de reraelter para o referido presidio
Dilo Ao director das obras publicas, remellen-
do para sen conheclmenlo e execucjto na parte qoe
lhe tocar copia do oflicio que dirigi a companhia
Pernamburana de navegado cosleira, relativamen-
te a factura de algumaa vas de communicacjto re-
qnisitadas pela mesma companhia, cumprindo que
Sme. faga executar com urgencia a estrada e repa-
ros de qoe (rata a primeira parle do citado oflicio, e
inspeccione as obras qae tem de ser feilas pela* men-
cionada companhia, e coostam da segunda parte do
mesmo cilicio. Remetleram-ss companhia eo-
piaa dos ornamentos daa obraa que tem de ser por
ella emuladas.
Dito Ao mesmo, inteiraodo-o de haver recom-
mendando a tbesouraria provincial, qoe vista do
orcameolo qne Sme. remellen ; contrate com o arre-
matante da obra da ponte de Iguarass a oxenlo
das qua ainda precisa a mencionada ponte. Oftl-
ciou te a respeito u referida Iheaonraria.
Dito Ao commandante do presidio de Fernan-
do, declarando qae no transporte Legalidade, serSo
remettidss para aquelle presidio, os presos mencio-
nados na relacSo que|envia.Olucioo-se ao'marecha!
commandante daa armas para prestar as praras que
fossem precitas para guardar os aupradilos presos.
Dito Ao inspector da Ihesouraria provincial,
transmittindo para o lim conveuienle a relacao das
despezaa feilas para o expediente e asseio da reparti-
lo das obras publicas no correle mez.
Dito Ao mesmo, para que vala dos armamen-
tos e claosulas ajne remelle por copias, mande por
mu hasla publiea a conservado permauente da es-
Irada da Victoria. Cominaiiicoi-se ao director das
rat publicas.
Dito Ao mesmo, recommendando que mande
por em halla publica o empedramenlo qoe precisa
faier-se no 3 lanca da estrada da Eicada, aervndo
Na poca que paesou-sa esta historial, a llava-
na nao ettav civilisada e pnliciada i'.omo presente-
mente. Antes do anno de 1K'U, do qual dala sua
regenerarlo debaixo da enrgica admioislra^o do
general Tacn, a llavana nlo liaba menos loxo e
menos opulincia do que agora ; porm os habitantes
nao gozavarn desses dilosos privilegios com a paz e
^ mturaoca qoe duplicam-lhea o prego. Cada em era
abrigado a tratar de sua defeza peasoal com as armas
a mi.
Ajtataiuava-se, fortava-se, roobavn-ae e insulla-
va-se a geuti; no maio da roa como em um bosque,
ao meio-dia, como debaixo do maulo de brevas da
A polica r ajusliga po; medo e por fra'queza eram
cmplices iioases crimea qiwlidiauo* e nessa desor-
dem social, felizmente eaquecidos boje, roas que en-
Un deahuniavam a toda ilba de Cuba.
Cooaa extraordinaria I tmente os escrevos resis-
liaio a esta relaxadlo de todas aa leis e instituidles.
A auloridade do seubor, sua lorga moral, teas meios
de dominarii), aos quaes os ladioes e bandidos fa
/.iain i toda i hora flagrantes odensas mesmo vista
dos eteravos, nada jjerderam de seu prestigio. Estas
v.olagSes odiosas nao deslruiram nos ltimos ero o
respeito, neto a aobmisaao, ncm o temor do chicle.
Dianle deasi desmoralisac^o geral parece que Ihcs
lucia sido, fa:it recobrar a liberdade.
Duas su lites loucas lenlativas de rebelliio aogge-
ridaa por eniitsarios inglezes, mas promptameols re-
pritmdiis, nlo conseguiram abalar o formidavel po-
dar do tealioi s-ibrs o escravn ; pelo contrario dahi
itwtloa ubi nagmenlo da severidadu, que aperlou
astada nwria ,n lagos da tubmsslo, mes dio em presen-
Ede destnvolvunento incessaute do latrocinio. Para
rar ao cabo a larefa dilDcil qne emprehendera, o
general Tacun recorren a algumas das correegoes que
ou prourielaiioi applicaro aoa escravos, e foi por um
despotismo euergico e nfleiivel que conaeguio res-
labalecer no paiz a ordem e a paz.
Alguna tac loa que tiremos de raferir minuciosa-
/.
de base a essa arrematadlo o ornamento e clausulas
que remelle por copia.
DitoAo capillo Joao da Gama Lobo Bentes,
director da colonia Leopoldio.Seguodo o. conven-
cionei com o Exm. presidente das Alagoas, encarre-
go a Vmc. de, entendendo-se com o director .da co-
lonia de Pimeuteiras, tratar da demarcarlo da legua
em quadro da mesma colonia, sendo aoxiliado nesse
Irabalbo pelo capilao Brasilio de Amorim Bezerra
que com Vmc. seguir.
Juntas achara as duas plantas que Vmc. requisi-
lou a secretaria desla preaideocia.Fizeram-se, aa
necessarias eominouicates.
Dilo Ao mesmo.Kecommendo'a *Vmc. que
quandu estiver Tazando a demarcarlo de qae trata o
mea oflicio desla data trate de compara-la com *
planta da sesmaria qae a esle acompanha, afim de
se poder saber se o terreno desta tica incluido no
da legua quadrada da demarcarlo.
Dito Ao (hesoureiro das loteras, dizendo em
solurao a davida por Sme. proposta que as rodas da
lotera do hospital da candada, a que se refere o
oflicio da presidencia de 27 de outubro ultimo de-
vora correr s urna vez.
Dijo A cmara municipal do Reeife, interan-
do-o de haver em vista de sua nformaclo deferido
favoravelmente o requermenlo em que o portelro e
guardas do cemiterin publico pedem pagamento do
augmento de seus ordenados vencidos do 1 de ou-
tubro ullimo em dianle.
rtaria Nomeando de conformidade com a
ta do tenante coronel commandante do bala-
lhao de infanlaria da guarda nacional da fregoetia
de Aguas Bellas municipio do Buique, para olliciaes
do mesmo balalhao aoa cidadlos seguintes :
Eslado-maior.
Tenente quarlel-meslre, Manoel Nones da Concei-
clo Brrelo.
Alferes secretario, Luiz Comes da Rocha e Souza.
o porta bandeira, Jos Victorino da Silva Br-
relo.
1.a Companhia.
Capilao, Francisco Leite de Albuquerquc Caval-
canl. >u
Tenenle, JW de Mello Cavalcanli. -
Alferes, Antonio Jos Pereira dot Bentos.
o Autonio Pinheiro Dantas.
2.a Companhia.
Capillo, l.uiz Tenorio de Albuquerquc.
Teuente, Manoel Tenorio de Albuquerque Balo.
Alferes, Vicente Cavalcanli de Albuquerque.
o Jos Antonio da Gama.
3.a Companhia.
Capilao, l.ourenco Itibeirn Pereira Torres.
Tenente, Francisco Barbosa da Silva Mello.
Alferes, l.ourenco Barbosa da Silva.
Jos Florentino Ramos de Vascancellus.
. Companhia.
Capillo, F'rancisco Tenorio de Albuquerque.
lenle, Paulo Tenorio de Albaqeerqae.
Alteres, Domingos Vieira de Mello.
5.a Companhia.
Caplitlo, Luiz Gonzaga Lina de Albuquerque.
lenle, Manoel de Araujo Cavalcanli.
Alferes, Francisco da Silva Qoeiroz.
6.a Companhia.
Capillo, Manoel de Albuquerque Mello.
Teoeole, Pedro de Albuquerque Cavalcanli.
Alferes, l.ourenco de Albuquerque Mello.
Jlo Cavalcanli de Albuquerque.
7.a Companhia.
Capillo, Severino Rodrigos Lint.
Tenente, Jlo Martina Cavalcanli.
Alferes, Manoel Ramos de Vasconcellos.
i) lago Rodrigues Lios de Albuquerque.
8.a Companhia.
Capillo, Francisco Flix de Albuquerque Caval-
canli
Tenente, Isaac Joaquim Cavalcanli.
Alferes, Benlo I.eile de Albuquerque Brrelo.
Faz-sea necessaria commuoicaglo ao respectivo
comuianganle superior.
9
OflicioEo Exm. commandante superior da guar-
da nacional do municipio d Reeife, approvando a
deliberadlo que lomou da mandar dispensar do ser-
vico da guarda nacional a Cesario Lucio Correa Ga-
daull, porser subdito francezconforme declarou o
respectivo cnsul.Communicou-se a este.
DitoAo Exm. marechal commandante das ar-
mas, para mandar passar escasa por ler apresentado
isenrao legal, a Valdevlno Nones de Andrade, que
foi remellido a S. Exc. como recrola.Commoni-
cou-se ao juiz de direilo de Garanhuus.
DiloAo chefe de polica, dizendo que pode au-
torisar o delegado do termo do Limoelro a encarre-
garalgum medico all residente do tratameolo dos
presos pobres existentes na cadeia d'aquelle termo.
DiloAo mesmo.Mandando S. M. o Imperador
que em seu angosto nome louve o delegado de Se-
rinhiem, corouel Gaspar de Menezes Vasconcellos
de Drummond, pelo zelo que manifestou por occa-
silo da prjima appreheosio de africanos bucaes;
assim o commuoieo a V. S. para o fazer constar da
mnera mais vantajosa ao mesmo delegado a quem
ju louvei oflcialmente pelo modo patritico com qoe
ae portou n'aquella conjunclura.
Di loAo consol francs, ioteiraudo-o de que fl-
cam expedidas as convenientes ordens, par que baja
lodo o cuidado na ineisio das carias que live-
rem de ser desinfectadas pela reparliclo da saude.
DiloAo provedor da saude, dizeudo fiear aciente
mente nenia historia dao urna idea exacta da ad-
ministrarlo extraordinaria, da polica burlesca, da
justica miseravel e dos coslumes extravagantes, no
meio dos quaes movia-se, antes da ebegada de Ta-
cn, ama populadlo altiva e aristocrtica, que nlo
obstante os elementos de morta que a'rodeavam, eon-
segoio fazer-de Cuba a ilba mais rica e mais inveja-
da da arcnipelago.
Em 1831 o senhor Andr de Laverdanl chegou a
Cuba tua palria, onde herdara do chefe de sua fami-
lia grandes propriedades na provincia de Santiago.
Mr. de Laverdanl, seu pal, fuera parle da emigra-
rlo de colonos I'rance7.es, que e\pellidos de Son Do-
mugos pela aauguinolenla nsarreiglo dos negroa,li-
nham ido procurar asilo na parle oriental de Cuba,
a qaal povnaram e enriquereram com o seu Iraba-
lbo. Mr. de Laverdanl fora um doa primeiros que
arroteara as maltas immensas qtVe o governo liespa-
nbol enlregou a esses emigrados arruinados, mas in-
dustriosos. Elle comecava a-gozar em paz doa frac-
tos de suas fadigase de soa inlelligencia, quaudo no
momelo da nvaslo da Hespanha pelo imperador
Napolelo houve quem imaginatse que os colonos
francezea refugiados em Coba linham recebido as
inilruccoes necessarias para sublevar a colonia e apo
derar-se della em proveito da Franca.
Esta calumnia loi acreditada, e dahi resullou se-
rem expulsos da ilha todos os aotlgoa colonos de San
Domingos,apenas restabelecidos das einoroes violen-
tas que liaviam experimeutado em seu paiz natal.
Mr. de Laverdanl vio-so obrigado a deixar Cuba
Com sua mulber e aeu lilho. Ketirou-se Franca,
onde asleve algum lempo, o quando vollou a Santia-
go para recobrar a posse de sout bens, que o gover-
no liespanhol mandou restiluir-lhe com jusliga. dei-
xou seu lilho Andr em Paris.
Se o velho fldalgo ara reconheeido a Hespanha
pela aua hosplalidade, e se devia-lhe toa riqueza,
alo po patria que os crioulos de todas as ilhas sempre pro-
fessaram com enthosiasmo. Desejou que Andr as-
tenlasse praca no exercilo, assim como teria (eilo se
Sao Domingos ine-se permanecido ilha franceza,
Andr entro u mis guardas rea es, posto que os jo-
ven crioulos procuram com mais avidez, e era sar-
gento em ama das companhias da casa da Carlos X
do haver Sme. admittido ao servico d'aquella repar-
tirlo como guarda eitraordinario a Ignacio Jos Pa-
checo em lugar de Jlo Fetlppe da Coala Cordero,
que sedespediodo metmo serviro.Communicou-se
1 Ihesouraria de fazenda.
DiloAo teneute-coronel Jos Antonio Pinto,
communicando que, segundo conslou de aviso da re-
parligao da guerra de 2 de jullio ullimo, se coocedeu
a derois'ao que Sme. pedio do comroando do presi-
dio de Fernando, e nomeou-se para substituir ao
major Seliasljlo Antonio do Reg Barros, conforme
conslou de ewo aviso de 19 de culebro prximo
fiado.
DitoAo juiz municipal de Olinda, recommen-
dando qae nlo remeta para esla capital presos coo-
demnados se nlo com as competentes guias dirigidas
ao joiz municipal da primeira vara.quehsodasexe-
cucdes^-Nesle sentido ofliciou-se aos demais juizes
munlcqfces da provincia.
DiloAo delegado do lermo deOuricury, dizeudo
que com a copia que remelle do parecer do couse-
Iheiro presidente da relacao, responde ao oflicio em
que Sme. consulla se ha iucompatibilidade 110 etav-
cicio das funccOes de collector das reodas geraes o
de juiz municipal supplenle.
DitoAo inspector da alfandega, recommendando
de conformidade com o que requisito^ o provedor
da saude, a expedirlo de suas ordens, para qae de-
pois do sol posto teja vedada a entrada de qualquer
embarcarlo uo porto desla cidade.Neste sentido
ofllciou-seao marechal commandante da armas eao
capillo do porto, o commuuicou-se ao mencionado
provedor.
PortaraOrdenando que nlo se paste patente
Je tenenle-quarlel-mcstredo balalhao de infanlaria
de guardas uacionaes de Barreiros a Jos de Mello
Albuquerque Montenegro, sem que elle aprsente
folha corrida.
-10
OflicioAo Exm. marechal commandante das
iteirando-o de haver expedido ordem, nlo
e se d transporte para a Corle no vapor,
rado norte ao major CgHos de Moraes
mas tambem para qae sef lhe passe guia
rrimenlo.Expediram-se as ordens de qae
la.
'Ao inspector da tbesoorararia de fazeoda,
ajado que o commandante superior da guarda
onal dos municipios de OHJaHla e Iguarass',
icipara em oflicio de 7 'dtfBorreute, que na
a data e por incapacidade Ihisica fora despe-
lo serviro do primeiro bataibls de infanlaria
guarda nacional do primeiro dos referidos rou-
isjgios, o corneta Jos Francisco dea Reis.
DMoAo mesmo, recommeodaodo que mande
indemnisar o commandante do brigtjt) barca Ilama-
rac da quanlia llJOOO ris, que ella despenden em
Hio Fo'rmosocoma compra de tres peras de- panno
de algodlo para dar algma roopa aoa Africanos ba-
gaes, all apprehendidos. .
. Hilo 'jai" iataiisf lorAaauatPal do ait\fiiia, oucu-
do licar inleirado de haver Sme. incumbido o ines-
Iredohiale nacional Jtuencirei, da condqcgao dos
.soquetea e agulhas destinadas ao deposito de arti-
go blicos do Rio Grande do Norte.Ofliciou-se
ueste sentido ao Exm. presidente dnquella pro-
viucia.
DiloAo director das obras publicas, inteiran-
do-o de haver expedido ordem, para que a vista do
competente certificado, pague ao arremalanle do
quinloesexto tangos da estrada do norte, a impor-
tancia da segundajirestagao a qua tem direilo.
DitoAo delegado do primeiro districlo do ter-
mo deala cidade,dizendo em vista de soa informa-
rlo, que pode anlorisar ao cirorgio eocarregado do
Irataoienlo dos presos pobre da casa de detenrlo,
a mandar fabricar otwilioeslravesseiros e lences de
brirn de que tratam oa ollicios daquella repartirlo
tob ns. 617 e 693.
DiloAo inspector da Ihesouraria provincial,
para mandar adianlar ao thesoureiro pagador da re-
partirlo das obras publicas a quanlia de M;7'J09000
ris, constante do pedido que remelle, para conti-
nuarlo das obras- por administrarlo a cargo da-
quella reparliclo no correte mez.Communicou-
se ao respectivo d rector.
DiloAo mesmo, intefrando-o de haver nomeado
ao bacharel Adolpho de Barros Cavalcanli, para
ofliciar como procurador fiscal interino daquella
Ihesouraria, do inventario de D. Anoa Jacinlha de
Sooza Raposo, a qae se est procedendo pelojuio
do civel deita cidade visto ler se dado de snspeilo
em dito inventario o procurador fiscal da tbesoura-
ria, bacharel Cipriauo Fenelon Goedes Alcofo-
rado.Fizeram-se as oulras commiiriicarOe.
DitoA cmara municipal do Buique, dizendo
qua com a copia que remelle do parecer do pro-
curador fiscal da Ihesouraria provincial, responde
a davida em que se acha a mesma cmara de ler ou
nlo o fiscal daquella villa parle as rendas daa mul-
ta por elle arrecadadas, e bem assim de lhe per-
lencerem seis ceios ris de cada alinbameuto das
casas edificadas na mencionada villa.
EXTERIOR.
no momento em que rebenlsu a revolurao de 1830.
Tiiiha eolio viole e oilo aooo. Seo primeiro coi-
dado, o qae elle considerava sea primeiro daver, foi J entrar. As talantes sao com entilo"admiradas por
arrancar as dragonas da farda e embaiuhar a espa-
da. Nlo lomou tal resolurio sem pesar, pois na ho-
ra do sacrificio ouvira urna voz gritar-lhe :
He renunciar muito cedo a esperanzas legi-
timas 1
Andr com lagrimes nos olhos responder a essa
voz do luluro :
Qoe importa 1 Assim he preciso !...
E alguns dias depois embarcou-se no Havre para
llavana.
Por mor le do pai Andr achara-se frente de urna
riqueza cnnsideravel citada no paiz. Seu naseimen-
to, sua posiglo de militar francez, sua bravura, seo
espirite e sua dislincglo previamente exaltadas por
alguns compatriotas que linham podido aprecia-lo
em Paris, eram ttulos para ser recebido de bracos
aberlos por orna sociedade Uo hospilateira metmo
para com gente menos favorecida da tone.
Chegando a llavana, Mr. de Laverdanl lmente
vira acudir ao teu encontr semblantea nsonhos e
coracoes sympalhlcos. No momento em qne punha
o p enHerra, toda a joven aristocracia do paiz es-
tendia-lhe a mo, disputando entre si a honra e o
prazer de otTerecer-lhe hospedagem.
Audr eslava muilo embarazado nlo querendo
causar ciumes e ioveja ; anas foi livrado pela sbita
chegada de um parsonagem que depois de alravessar
a mullidlo, correu eabaforido ao encontr do joven
nllicial, e diise-lbe em lom respeiloao :
Senhor, seu aposento esl preparado no hotel
do Almiranlado.
E quem he Vmc. pergunlou lhe Andr.
O mayoral de seu yngeiUo de t'itget.
Senhores, diste o joven ollicial iqaelles que o
rodeavam, miulia gente serve-me moito bem e ulo
devo fazer-lhc a injuria, logo no primeiro da, da
parecer duvidar de aeu zelo. Assim al oulra vis-
ta Vamos, acrescentou dirigindo-se no mayoral.
Em aqui ama roante que condazir vossa ex-
cellencia ao hotel.conlinuou o servo designando om
sege, cojo caletero saudou com respeito. Mas como
o senhor nlo saliera guiar esse vehculo pelas roa 1
da cidade, vou encarregar-me disto.
E o mayoral recusando absolutamente por-se ao
lado do amo, assenlou-se com as pernas pendentes
em um doa varaes do carro, e griten ao cocheiro:
Segua '.
A carroagem parti a galope, Andr nao deixou
de eslranhar a forma da sege em qoe acabava de
ERRATA.
Na ordem do da de 12 do eorrenle sob o numero
147, na quinta liaba em lugar derepartirlo do
quarlel mostr general, leia-sede quarlel-meslre
general ; na 13.a linha em ves de quarlel meslre
general, leia-sedo quartel general.
As uossascorrespondencias de Constanti nopla che-
gam al; a data de 24 de selembro.
Ao passo que ogrossoda pupulaglo se entrega
alearla epe lhe causa a lomada de Sebastopol, as
nsilojoe mais lamenlaveis continuam a se fazer sen-
tir nailnas regiocs do poder, as questoes pessoaes,
que tem sempre oceupado a primeira categora co-
mo importancia na poltica local, se agilam mais
vivas do que uuoca. Mas como incelar um assnmp-
to lio delicado, sobre qoe he quasi impossivel saber
ludo exactamente,, oque s se pode tratar nomeando
as pessoas, entrando as particularidades das suas
paixes ou dos seus inleresses particulares 1 Como
fallar das intrigas do paro, das manobras cujo alvo
real nunca foi confessado, dos odios individuaes que
sabem occullar maitas veres a sua violencia sob os
exteriores dapolide,z ou mesmo da afeigao ? Como
narrar os manejos destes amores-proprios, deslas ri-
validades que, sobre o pequeo Ihealro de urna cor-
le quati privada de lodo o contacto com o.mundo
exterior, julgam poder representar todos os papis
sem medo de ser de nipotente, mas fatigado da sua triste grandeza, e
cotlocado n'uma posirio tal que a luz nlo lhe po-
derla vir do exterior, anda quando manifestaste no
negocios, como o tulllo qoe reina actualmente, um
verdadeiro desejo de saber e urna bondade de cora-
rlo que he impossivel deixar de tributar home-
uagem, posto que se chegue muitas vezes a abusar
disto. Por maior qae seja o esplendor do throno,
exislem poucaa existencias no mundo que devam
cansar menos inveja do que a dos aulloes ; por maior
que seja exlenslo apparente do seu poder, exislem
mu poneos homens cujos actos e voolade dependam
de lanas causas que Ibes sejam descoohecidat e im-
possiveis de penetrar.
Como quer que seja, a mudaug.a de pessoas cjo
signal a retirada de Reschid-Pacha deu ha poaco,
mezes, segu seu curso activado, se devemos dar
crdito ao que nos chega de Cunstantinopla, pela op-
posiglo mais ardenlc e relleclida que fazi_o em-
bajador de Iuglalerra. Habituado d 11 raSaa) longos
annos a urna preponderancia quasi exclusrvtnio Di-
vn, v no movimento que se opera o enfraqueci-
ineiilo da sqa influencia pessoal, c cmbale contra
esla siluacao com a energa de carcter que lhe he
propria. Todava esta energa parece hoje despen-
der-so intilmente, se nlo aggrava as cousas. Al-
guns actos pouco reflectidos que lhe exprobam sem
razio ler pralicado relativamente ao sultao, teriam
sido lomados aaui vivamente por esle principe, que,
apezar da docara lio couhccid do seu carcter, pa-
rece ler lomado o partido de acabar com a especie
de luidla que leed KeJclifla pretendeu algumas ve-
zes exej^cer sobre seu governo e at sobre elle. As-
sim, he com urna satisfazlo que niugocm procara
esconder, qae seacolhea ero Conslanlinopla o boalo,
que todava ainda merece confirmarlo, da retirada
de. lv^RejJeML e da sua substituirlo por lord
Ligio.
Seria esle o remedio para a situarlo'.' Nlo nos
atrevemos a lisougear disto absolutamente, mas
comtndo he corlo que estas lulas de pessoas e de in-
fluencia causara grande damno aos negocios publico.
Seja qual for o parlido, seja qaal for o con-
ventculo a que se pertenra hoje oa Turqua,
a causa da refirma ahi esta definitivamente ga-
nha, e o ministerio, qualquer que teja, se se
podesse firmar e guiar de alguma securauga, prose-
guira certameole na obra emprehendida com tama-
ita energa pelosulllo Mahinoud, contiuoada com
grande clemencia e rectd pelo sullao Abdul-Med-
jid. As pastas da administrarlo estao cheias de pro-
jectos otis para a reorcaoisago poltica ou fina-
ceira do paia, queso esperara um momento de calma
as altas regies do poder para appnrecer, o que se
acham parausadas com o detrimento do bem publi-
co. Posta o sultao comprehender islo, e possa elle,
no iuteresse do seu imperio, empregar om pouco
do vigor qu elle acaba de mostrar contra lord Red-
clilTc para conjurar e reduzir impotencia lodos es-
tes odios intestinos que se agitara em torno do seu
throno e retardara oprogresso que elle pretenda as-
sigoalar.
1 [Journal des Debis.)
O general Mowravief, frente do exercilo da Asia,
faz na Armenia, desde o auno passado, a mesma
campanha, qoe o marechal Paskewilsch all fazia ha
viole e ciuco annoi. Os logares eram os mesmos,
as manobras estratgicas do-acloal general segoem o
mesmo trilito, porque a estrategia nlo he ootra cou-
ta senloa appropriaglo dos movimentos de uro e-
xercilo com a configurarlo geographica da om paiz.
Propomo-nos fallar brevemeute das operages do ge-
neial Mawravief, qoe, sem ler podido tomar ainda
a fortaleza de Kan, ameagou ltimamente a cidade
Erzerouro, e ainda mais recentemente execotou cou-
Ira aquella cidade om ataque que acaba de ser re-
peludo pelos Torco.
Esperando o resumo de suas operages, vamos dar
om esboco da campanha do marechal Poskewitscb
em 18286 1829; ser om meio de alguma sor le pra-
lico de fazer conhecer ao leitor o Ihealro da guerra
ua .vsia. Urna vista de olhos retrospectiva, laucada
sobre a poltica, as opioies e es acontacimenlos pai-
sados tem alem disto um iuteresse importante e int-
troctivo, quaudo algaem os compara com o de hoje.
Todos'ie lembraro que em 1828, no momelo em
que toda a Europa se apaixooava pelos Gregos, em
qoe a Turqua rectisava assignar o tratada de eman-
ciparlo da Grecia, quando a eiquadra oltomana, aca-
bava de ser queimada em Navarino.e a recente des-
truglo dos janizaros modava teda a organisaglo mi-
litar da Turqua, o imperador Nicolao se apreesou
em aproveilar-se de um estado de cousat lio favo-
ravel aos seos projectos para declarar a guerra ao
sultao Mahmeud sob pretextos frivolos. Seria um
grande embarago assignar-se por motivo guerra
de 1828 e a guerra actual queixas serias e urna ra-
zo, qne nao seja a do mais forte; mas a opinilo
europea, fascinada de um modo eslranho, acompa-
nhava com todos os seus votos os exercilo do czar,
confundindo os calclos secretos de sua ambigo com
a caosa mui popular dos Gregos. \pplaudia-se de
antemo a destruirlo do imperio ottomaoo, e cele.-
bravam-se osRussos como os campeos da civtlisaclo
e da liberdade. ludo islo parece incrivel hoje.
Um grande exercilo rusto, commandado pelo czar
em pessoa, invada a Turqua da Europa ;uma es-
quadra russa percorria o mar-Negro sem obstculo,
eumsegundo exercilo penelrava 'na Turqua da
Asia as ordens do marechal Paskewilsch, conde de
Erivau, qae acabava determinar vanlajosameote a
guerra da Persia. Sabe-se que a primeira campa-
nha, a de 1828, nlo leve resullado para a Europa.
Oa Russos eram obrigado a voltar para os seus qcar-
teis de invern sera lerem podido tomar Varoa de-
pois de muilos mezes de assedio. O exercilo linha
soflrido horrvelmente com a doenca e com a Tome.
Urna lerrivel desordena reinava oa administrarlo
militar. Fornecia-se, por exemplo, dezeaeis mil
rages por da uo quarlel general do imperador e
oa duas trros desta rar&es eram vendidos com om
extremo despejo. Nicolao, aioda qae milo sabio
em materia de exercico e manobras m,litares, nlo
tulla os altos talentos de um general em chefe.
Desgostado do pouco aneceseo de sua campanha e
comprehendendo qoe sua presenca era um embara-
go, deixou o commando supremo ao marechal Die-
bilch para a campanha segunte.
Mas nlodevemo-nosoccapar aqui, senlo das ope-
rages elecatadas na Armenia pelo marechal Pas-
kewilsch.
O marechal Paskewilsch, hoje carregado de an
nos, era ha vinle e cinco anuos, um general de
concepglo e execuglo, espirito ao mesmo tempo de
calculo e de promplidlo ; linha someole i soa dis-
posiglo um pequeo exercilo, mas elle e seus solda-
dos eslavam perfeilamenle exerctados ua guerra
contra os asiticos, as suas precedentes campa-
nhas na Persia e uo Caucaso. Obrigado ero um
paiz sem recursos, a levar comtigu um comboy de
2,000 carros o 2,000 mulos levando vveres para
quarenla das, elle linha estabelecido una ordem de
marcha hbilmente aproprinda s circumstaucias e
que nlo deixava nenbuma presa ao inimigo
seu systema de lctica linha adoplado.de
ca ao quadrado, a ordem em columna dobi
meia distancia, para resistir as mas:
irregular, e procurava sobretude
lillwri* em fogot convergemos. Su:
raglo foi atsegurarsua esquerda com a occupaglo
de Biyazid ; depois foi cercar Kars, praga muito for-
te, situada perto das fronleirit da Georgia no ca-
minho de Erzeroam.
Kars linha urna guarnirlo de 11,000 homens e fo-
ra um pacha cobria a prar* com 15,000 horneas es-
tabelecidns em um campo eolrincheirado. Em qoa-
tro dias o campo e a forlalezuajhiram as ralos dos
Russos. A rapidez deala cofl^Ma he mui extraor-
dinaria, qualquer qae fosse a soperloridade dos Rui-
sos na sciencia da guerra e na arle de assedio. A
conducta ulterior do pacha de Kars deu lugar contra
ti a graves sospeitas, como se ver maisadiaote.
O exercilo russo foi lazer depois o cerco de Akhall-
zik, onde encontrou urna defeza mais seria. Akhall--
zik, cidade de 25,000 habitantes, situada as frontei-
ras raonlanhosas da Armenia, era habitada por urna
popolagio bellicosa, iotratavel, habituada a correr o
paiz para fazer presa em grandes distancias, sobre-
ludo na Georgia. As reformas do sultlo Mahmoud
nao linham penetrada) naquelle pacbaiido.
All insaltava-se publicamente os dignitarios e os
firmaos da Porta, o muitus centenas de jarataros
cnoservavam all suas instituirces, nlo obstante oa
decretos do sultao. A cidade alta he defendida por
urna boa raaralha flanqueada de torres e bastios. A
cidade baixa, protegida na freute por um rio de mar-
geos pantanosas, era defendida por um palaoqoe,
fortificarlo pouco condecida na Europa, mas de mui
grande defeza, e consiste em orna palissada enorme,
composta de muitas ordens de pioheiros enterrados
no cMo e flanqueados de basliOes de ljalo,ou de pi-
iiheiros como o resto. Urna semelhanle palissada,
formada de tres ou quatro fileiras de arvores, resis-
te mellior s balas de 21 do qoe as lucidores cons-
IrucgOes. A artilharia russa leve muito trabalho em
fazer urna brecha.
Diversos pachas dos governo da Armenia fizeram
grandes esforros pira impedir o bloqueio da cidade,
mas como ulo havia oem sciencia, nem accordo em
suas operacoes, o marechal Paskewilsch achou meio
de os bater por aoa vez e fazer sen cerco, que prose-
gaio com actividad, e depois de oilo dias de [raba-
Ido, eslaodo desmontadas as baleras dos sitiados, os
Russos tomaramgte assalto o palanque. Este aasalto
trouxe urna lerrnl mortaodade dos habitantes, e o
Rosaos perderam ahi 2,500 horneas.
Tal foi em retamo a campanha de 1828. A exces-
siva aspereza do.clima durante o invern, assim co-
mo a falte de vveres e forrageo, obrigaram o ge-
etlavam
lodos os eslrangejros ; por isso pedireP ao leitor a
permisslo de dar-lhs aqui qm rpido esboce deltas.
Ao primeiro aspecto nada he mais feio do qae orna
volante ; ama caixa de catriolet collocada entre
doua varaes demasiadamente longo, doaa rodas
enormes que excedem algumas polegadas a cober-
tura e langa m-se muito para Iraz, um ca val lo oa am
macho atado a extremidade dos varaes, parecendo
primeira vista arrestar oulra cotisa.e nlo essa singu-
lar carruagam. Eulre a caixa e o cavallo ha um es-
paco de cioco a seis pos. Essas seges alo moilo bem
suspensas e mni macias. O que tem de notavel he o
luto de aeu adorno : bastar dizer qae urna volante
de boa casa cusa muitas vezea 4,000 piastras (20,000
francos.)
O estribo he ofdnariameole de prata massiga,
de ouro ou de prala dourada ; as molas da cobertura
slo do mesmo metal bem como a fita exterior dat ro-
das. E por toda a parte onde pode se embutir de
ouro ou prata, semea-se com profusao. Quanlo ao
cavallo he ricamente ajaezado, e leva ao pcilo um
escodo de metal precioso da largara de ama mo,
sobre o qual eslo gravadas ns armas da familia.
sta louca prodgalidade he explicada pelo lagar
de honra qoo os Uavanezes dio a roanle em seu sa-
llo, entre duas prateleiras estregadas de louca. da
China.
O calesero encarregado de condozir essa carrlin-
gera ordinariamente paxada por om t cavallo, he
quasi sempre um negro da cor mais viva. Seu ves-
tuario de riqueza astas pittoresca, compoe-se de una
sobrecasaca iberia odiante e guarnecida de galoes em
todas as costuras, um chapeo de feltro prelo de abas
revoltas e rodeado de um cordlo de ouro, ds eujas
ponas peudem duas balotas. Longos polainas do
couro prelo euveruisado, descem-lhe do nielo da coxa
at aos toroozelos, onde chat fram-se para deixaram
>er apelle que rivalisa em lustre com o couro. Os
ps sao calcndos de sapatos Gooa sem tallo e trazero
esporas cartas. As polainas qoeabrem-se sobre o joe-
Iho em forran de funil slo justas ao longo da perna,
e fechadas exleriormente por clcheles do mesmo
melat ds qae slo feitos os enfeiles da carroagem e o
juez. O cocheiro calcado de luvas pretas tem na
mi um chicote corlo do cabo ricamente escul-
pido.
Andr passoa do espanto admirarlo, examinan-
do todas a mionciosidades da laxaosa volante, na
qaal seolia-se Unto mui brandamente embalado,
porque o chao das mu de Havana compoe-se sim-
plesmenie de ama carnada fina de poeira qoe tem
um pe ao menos de grossura.
A quem pertenee essa colante? pergantou An-
dr ao mayoral.
A vossa excellencia. Comprei-u por ordem de
seu intendente, o qual pensou com razio que, ainda
quando pastaste smenle vinte e quatro horas em
llavana, vossa excellencia olo poderia andar a p
ou em carruagem de aluguel.
Meu intendente he homem afilado, disse com
sigo Andr.
E essa delicadeza nlo deixou do dar ao joven mi-
litar urna alia idea do luxo da cidade em que en-
trava.
Demais ia de sorpreza em sorpreza contemplando
os edificios grandiosos de fachadas de marroore qoe
guarneciam-lde o caroinho, a profuslo dos monu-
mentos, dos jardins magnficos, das lujas elegantes,
dos bolequins resplandecenles. Era urna cidade es-
plendida no tempo em que Andr chegoo ; presen-
temente a magnificencia tem duplicado. Mesmo um
homem habituado s elegancias de Paris, devia fi-
ear deslumhrado vendo tanto laxo a 2,000 leguas
distante de Franca.
Mas da admirarlo Andr passou logo ao pasmo.
Ao voltar urna ra ouvira o mayoral gritar ao cale-
sero :
A la derecha !
A carruagem dobrara o ngulo da ra, e cunl-
uuara seu caminho palavra: a segua que lngara
o mayoral.
A ta izquierda, y segua '. ordenou esle pouco
depois.
Como essas diflerentes ordens j.t linham-se reno-
vado muitas vezes desde a partida. Andr iuclinou-
se para dianle e pergantou ao mayoral:
Enlo este calesero n.o conhece at roas de
llavana '.'
Porque he qae vossa excellencia faz essa per-
genia '.'
Por causa dai ordens que os obrigado a dar-
Ihe a cada instante.
Pode ser que o calesero nlo conhece. as roa
da cidade, senhor ; maa ainda qu as conhecesse se-
ria preciso que eu lhe indicasse o caminho qae deve
lomar, sem o que ira tempre em direilura dianle
de si.
Enlo, lornoo Andr, se o caletero guia o ca-
vallo, la qaa guias o caletero t
oeral a fazer reentrar suas tropas oa Georgia para lo-
mar quarleis de invern.
Achando-se senhor dasfortalezas de Kars, Akhalt-
zik e Hsrwitz, as nicas que defendem aquella frou-
leira, elle esperava entrar na campanha seguina no
coraglo da Aoatolia.
Eis-aqoi qaal era aeu plano: depois de ler forra-
do as gargantas do Saganluck, descia a plaateie de
Erzeroum e se apoderava desta cidade, capital da
Armenia. Dahi dirigia-se aTrebisonja ou Sansoam,
para entrar em communicagao com a esqoadra rosea
do mar Negro, ou eolio marchava sobre Kara-Hie-
sar, 00 cenlro da Asia Menor, para corlar as eom-
municagoes'de Conslanlinopla com Bagdad e Diarbe-
ker. Mas a fortuna nlo concedeoraaalaaeos, ostia
vasto plano, senlo a tomada de EraeaBpl, fio difli-
cil be a guerra naquelles paizes, a* nSd daquella
populacoes indmitas.
Os Turcos, nao obstante a sua iaJsrioridsde em
tctica millar e o descontntameos*, causada pelas
reformas do sultlo, batiam-se com iutitajaider, uta
nlo linham organisaglo. Ditsensoe pat
vidiam e o pirilo de partido, sobrati
amigos jansaro, favoreca at 1
Todava o Seraskier de 1
gos; abri a primeira campanha
liar Akhalizik no mez de fevereiro,
muilo desabrido,, eroquanto as tropas 1
dispersadas nos acantonaraenlos da Georgia. Pas-
kewilich apressou-se em enviar am corpo de tropas
em soccorro da praga, que foi livre depois ds ler sas-
tentedo ura cerco muilo mortfero. O Tares da-
vara o assalto com furor indisivel, e faziam-se Ba-
lar no alto da raaralha. O marechal, tendo fa^^H
o Seraskier a relrar-se e tendo-o batido depois, nlo
hesitou em penelraf mais adianle.
Apressamo-nosemchegtr tomada de Erzeroum.
Dous pachas defendiam os desfhaMgss do Saganiug,
qoe condozam esla capital, \ t apoiondo-te no
campo enlriqcheirado, o oulro eBjam castello fer-
ie. O intei vallo entre estes doearanrpos era forma-
do por um raacigo de monlanhas, considerada rosl*
mo i m pirtica veis. Entretanto he por all queso di
rige Paskewilsch com aeu pequeo exercilo, seu
comboy e aoa artilharia, pondo em pratica o prin-
cipio de Napolelo, que am exercilo deve saber paa-
sar por toda a parte, onde om homem pode por o
p. He intil dizer que esta mauobra devia des-
concertar os pachii, e qoe o general russo, teodo-os
separado um do outro, 01 baleu cada um de per si.'
Desde eolio o caminho de Erzeroum lhe foi aborto.
J cootamos em um artigo precedente a toaaada
de Erzeroam : lembramos aomenle aqui.qne as intri-
gas de dous aghas dos janisaros, coi*JMpidos pelo
ouro moscovita, semeitam na cU|a1tatbcordia e a
aoaredia para neulralisar os meips j
qoe o Seraskier quera desenvolvere
e mais recalcitrante contra o jago do
peria qae ss defendesie; o Seraskier, osj
tropas regalare eram do partido do povo%]
doos aghas, ha poaco prieooeiro dos Rus
a ope- ido enviados para a cidade, onde o inimigs linha
intelligencias, acharara com suas intrigas meio de
paralvsar as intencues generosas do povo e doa pa-
chas. O marechal Paseewilseb apressa-se logo em
atacar a cidade; ns Rassos spoderam-se das baleras
exteriores depois de alguma resistencia: immedia-
lamente as portas lhei sao abertas por traidoras O
povoretgoa-ae e o marechal faz urna enlfada IrSrn-
phaote netta capital da Armenia.
A disciplina e a moderago dos vencedores fazam
a admirarlo dos mussulmanos.Os generaes russo sa-
bem muito bem que esta disciplina o este modera-,
.rio to um dos melltorea elementos de soccetto,sem
o que as menores cdadezioha mal lortilieada u-
leolarilm longos assedos e os habitantes combale-
riam at a morle. A populacho de Erzeroam e dos
arrabaldes ficava pois pacifica;comtado este facilida-
de deservidlo uo se estendia as populacoes do in-
terior e das monlanhas. Assim os Lasos, ajjHirda
e oolros povos indmitos olo deixavam di
guir os Russos, que nao sendo senderes, senSa do
terreno que pisavam, alo podiam aveolurar-se nem'
manler suas commuuicarsjjiem fortes escollas. El-
le geuero de guerra se eafeaplra em todos oa paizes
habitados por estas ragas-Clieosas crataiticada com
o nome de povos arraigaras. A Asia Menor, a alta
Atia, o Caacaso, a frica, a Arabia, o Lbano nos
oflerecem exemplo bem condecidos.
O marechal Paskewilsch nlo desprezava neohum
meio de astucia,de poltica oa corrupglo para con-
seguir partidarios ou neulralisar os da Porta. Ti-
uha conseguido formar um regimenlo de carillaria
mussulmana, recrulado eolre os jaoisaros e os sal-
teadores que a lomada de Akhalizik deixava sem
recursos. Conhecendo a venalidade oriental, paga-
va bem e era bem servido. Pode-se comprehender
sem presumir corrupglo, qoe o pacha de Kars, de-
pois de se ler rendido, lenha servido de guia ao
exercilo rusto para rodear 0 campo eolrincheirado
de Akhalizik?
Com um ponto de apoio como a praga de Ene-
ro ume os recursos que o exercilo poda tirar
o general em chefe leve a liberdade para
soaa operagese ramilicar-se na centro da Ao
pelas estradas de Kara-Jliasar, de Sivaa e i'n
da. Com effeilo elle e po Isaj em marcha
esta ultima cidide, mas he obrigado em saar cami-
nho a sitiar Biibourt, capital de La.'itlao ; h
do logo por desfiladeiros sem caminho* e por popo-
lages sublevadas. O exercilo roas j alaslado oi<
lenta leguas da frooteira da Georgia, nao eslava
Exactamente, excellenlissmo senhor, he esse o
aso aqu. <
De sorle qae eu qoe olo conhego as roas de
llavana...
Corre o risco, se nlo apreoder a conhece-las,
de nunca saber onde ir...
Chegando emfim dianle do hotel do Almiraotado,
o mayoral dea am vigoroso : Arrima O cocheiro
puxou a redea o a volante paroo.
O introductor de Andr conduzio-o ao aposento
que lhe fura preparado ; depois teodo fechado a por-
ta, laocou-se aos ps do mancebo, e disse-lhe abra-
raudo-lde os jnelhos :
Agora, senhor, permita que eu o veja, que o
contemple, que o admire Como vossa excellencia
cresceu e como esl bello I Eu. que o vi ainda eoga-
lnliando I
Quem fallava assim era om homem de cincuenta
annos. Sun fez cor de cobre,seus cabellos lustrosos,
corridos e meio tu ancos, seus olhos prelos. vivo e
braedot, seus deotes alvos como leite engastados em
gengivas antea rotas do qoe vermelhas, eram indi-
cios cortos desuaorigem india. Chamava-se Jos,
e era cora efleilo am dos descendentes da raga pri-
mitiva do paiz, cujos restos reunidos na planicie de
Santiago, ao p das rannlandas, necupam o pueblo
(aldea) de Caney, apenas um cante dessa grande ilha
de que foram oulr'ora posauidores. aj
Estes destrozos de urna rara preseni^fcpte des-
truida, nlo conheceram nunca a escraviaj*. Os In-
dios conservaran] depois de sua dispersao o de soa
sobmisso os antigoa privilegios; roas a liberdade
que salvaran! do naufragio consiste em vi vereni em
orna degradante roandriance. Algn, (a he urna
exceprlo) lomaram da civilizarlo que os rodea o
amor e a necestdade do trabalho. Foi parlicolar-
mente no mnuteoto em que chegaram a Santiago
emigrados de San Domingos, que seu pacifico retiro
foi perturbado por esses arroteadores de malas, e eo-
lio elles dsperlaram uto pouco de aoa apalhia.
Mr. de Laverdanl, pai de Andr, vindo reslabele-
cer sua riqueza em Cuba, recorrer aos bragos e a
inlelligencia pratica de urna familia da Caney, da
qual Jos era lilho nico. Esses Indio linham en-
trado debaixo do tecto hospitaleiro do>colono velho,
nlo a litlo de escravos, nem mesmo de eogajados,
mas em postes de co
Assim Jos vira
toda a affeiglo que
prietario do me/*
Jfc.-
m
oca.
Andr, e concentrara nelle
ilia linha ao velho pr-
fugos, llerdra tambem
do pai o litlo e as fonegoea de mayoral da habita-
rlo de Mr. de Laverdanl, Uto he, de administrador
secundario, o qae as oulras colonias chama-se eco-
nomo. E recebendo a noticia da prxima ebegada
de Audr, Jos (ora a llavana com permisslo do in-
tendente do joven militar, afim de ser o primeiro
qoe o recebesae.
Andr leve grande prazer de tornar a ver sssa ve-
lho servo, abrio-lhe os bragos e aperlon-o cora effu-
slo sobre o peilo. Jos fez ao joven amo os protes-
tes maisardentes de dedicarlo e do respeito, e poz -
te as suas orden ou para esperar o da em que ella
quizesse ir a Saoliago ou para partir immediata-
meule.
Passarei punco dia em llavana, responder
Laverdanl, e tu morars comigo, Jos.
Este ficara com eneito e acompanhava sempre a
Andr como um co acompanha o senhor. Asaim
nlo foi sem certo pesar cioso que elle percebe a no
fim de alguns dia que devia moderar um peoco ten
papel de fidelidade exagerada.
Deade o dia seguiole ao de soa chegada, Andr
fora atiradido ao redomoinlio dos prazeres, das fes-
las, do laxo, dos cavados, do jogo, do amores qae
la slo lio facis, dos galaoteio igualmente embria-
gadores m todas as classes, e ao cabo de urna sema-
na era como o rei dessa sociedade refinada.
Andr era digno a lodos os resuellos dessa realeza.
Fidalgo em toda a accepeo da palavra, infunda
respeito e afeiglo a quanlo se lhe approximavam.
No jogo, onde nesae paiz arriscam-se de urna vez sal-
va elisias de dobrie* (pera de ouro ds st> fr.) cila-
va-se sua iudi'erenca na perda, e aeu fro recalo no
gando ; 00 Paseo da Kainha e uo Lamada suas vo-
lantes sciotillavam .tic ouro. (.toando alravessava a
cidade em um de seus cavallo, lodos chegavam as
verandas para v-lo, as seoras ocullaodo-se alraz
dos leqoe, e as mogas de cor ou borgueza encarau-
do-o aero ceremonia. Elle disputara corajosamente
com a espada ua mo o prazer de apandar ama das
rosas que a Havanesa Irazem perpetuameole 00a
cabello, e qos cahira-lhe de ama varanda aos pea.
Emfim linha em seu favor a belleza, a graca, a
elegancia, o espirite que a fama doplicava, e a ove-
ja que formava-lhe um cortejo esplendido de calum-
nias e de odios.
ndem que Andr nao leve
r Havana para ir encerrar-te
(Conttmar-U'ha,)
11 r nlu r 1
Ti
-i



MMlO DE PRMBBiiCO QUJtRTA FElM 14 D NOVEMBRO
DE ISS5 '
man i.a-laulr forte para conversar as pracas ron-
quid rar-*eao raramc lempo na grande
cadeia ils monlahe*. que lia enlro as nasceriles do
Tigre e gro. Tnve de retroceder para Erzeroam ; lenlou-se
lapoij i uireccao de Svas e tonara-** duas mar-
cbas note camiaho, mas teve anda de abandonar a
ernpreza por motivos anlogos; lmllouse porlanlo
a oecopar a visiuhmcii de Erieroura.
Este moeioeulo retrogrado, maisos reveses par-
dees solfridos por tres difierenles columnas rustas
contra m Adjars, os Lazos, e os Kurdas lornava a
pascaodos vencedores rooilo precaria.
Ubi novo SerasWier enviado pela Porla, reuna em
quanln sanente au nwladouro, e n.lo capella. por
nilo ronvir a demorah sua conclusSo, em vista do
adtantxmruto eni quera ocha.
Outio ilo masnin, remeltcudo U) leliras para se-
rerp recolhidas ao coTre, provenientes das rendas ar-
remaiadas, c pedindo abonasse i cmara a despeza
de 3OJO0, que fez com o sello das mesmas.Man
dou-se recollier i latirs, e approvou-se a dea-
pe*.
Oulro do engenheiro cordeador, informando a ra-
zao por que deiiou de conferir codeadlo a Angelo
Custodio da I,uz, para editlcarao de urna casa ter-
rea de pedra e cal. no largo da matriz da freguezia
do Poso.\ commissao de edificarlo para tratar
com o requer^nle sobre o valor da casa velba, que
segundo .a planta do lugar, deve ser demolida.
Outro do mesmo, informando a favor da pelicSo
Ubi novo seraikier enviaao pea rona, reuma eju----------- viiuauuu inm u Siva, as tropas dispersa,, recava por toda a par -~'- ^ r'^,^=1^
Je ganla Isabel, relativa ao acrescirao de
soldados a toootanhezes. PaskewiUch linha pedido obra, que pede o mesmo arrematante se faca, e di
-.30,000 de reforro, os quaes diziam, estavam em
marcha! mas anda muto longe do Caucaso. A n-
Mmi!< esleudia-se em saus flancos e sua retaguar-
da ; o paella de Musch, que o-uuro moscovita linha
conservado at eutio em neulraldade, tomava as
armas ; o pacha de Van cercva Bayarid, cidade on-
de ae apoiava a etqnerda do exercito russo; final-
mente tlgumas conspirares lramavam-se no inte-
rior de Erzeroum. S ,
A energa e babilidade de PaskevrilscIT; a cons-
taada das tropas russas e o ascendente da tctica
europea podiara resistir a todos estes embaraces,
mas as rircumslancias nao deixavam de ser criticas
por is >, desde o mez de setembro e sem esperar o
invern o general em chafe teve de tomar o partido
da faser retirar suas tropas para a Georgia,'no dei-
xando lias provincias turcas, seoao a guarnirlo da
cidadella de Erzcroum, posta em estado de defeza.
ylis oulras pracas, de que se linha apode-
X
#


Ve-: poisque om ejercito ru-sd, abastecido por
si nietnio por meio de um grande comboy, pene-
trar fcilmente no seio das provincias turcas da
Asa, iras nao pderia conservar-se, senio com om
sagundil exercito, empregado em proteger suas com-
mauictOes, ainda assim ser* perseguido inces-
saalenniBatrjaiL todos aqoelles povos, que acbam
prazer oaJ| k)h e 1U0 nenliuma autoridade lem
podido HuSmeller.
As rocmasdifliculdades esperam o general Mou-
UMlW.
O rasrechaMjJ^wilsch coinec;a\a pois sua reti-
rada, <| jando recebeu a noticia de coodosao da
paz, i.eaibreinos, para terminar, o successo ines-
peradj aa produzio este resaltado. O marechal
Uiebilc aanandamlo o exercilo de Bulgaria de-
brear o grande campo da Schumla,
njeclo ousado de transpor o Balkan,
daixan lo anos si o exercilo turco. Por urna mar-
cha rpida almez das monlanhas, vinha descer as
plaid' da Romelia e apoderar-se de Andnopla.
Esta minobra, que os Russos compararara a passa-
getn do monte S.' Bernardo, fez honra ao mnrechal
Uiebilc h, cansn viva sesarSo na Europa. Coos-
|liocpla eslava ameacada ; aesqaadra russa com-
Tara ejajimetiUva o exercito de trra pelo mar-
Negro ; iiitgava-seqat a esquadra e o exercito po-
dan) i- legar ao mesmo lempo aos moros do serralho.
Entreunto Uiebitch, selivesse na frente outros ge-
iieraes queaS IJIra os pachas tarcos de entao,
(a leri adiado aUn embancado. Elle nao linha
podido levar ser*, 15,000 homens a mui pooca ar-
tilhari i ; o resto da seu exercito se arrastava nos
camin ios desde o Danubio al Andrinopla. Se o
grao vizir coma exercito de Schumla, e se os oulros
corpos da exercilo turco tivessem voltado e segoi
do a rolaguarda dos Kussos, Diebilch, fortemeole
compramellido, era obrigado a evacuar Andinopla,
ganhai Bourgas com a esperanza de adiar ahi a es-
quadra russa, ese nioachasse, sua posirao lornava.
se inuio critica ; mas elle coniava com a ignorancia
dos geieraes turcos, iucapazes de conceptees estra-
tgica!', entretanto Uiebitch senlia-so tSo avenluro-
so que recebeu com urna alegra secreta as propos-
las da paz,ai se apressou em fazer-lhe o sullao
Mahnoud, ca^a energa foi parausada pela presen.
cados Itusaaapa segunda cidade do imperioe pelas
conspiraroeJHpgtramava em (onstanlinopla a tac
doi aalgos janisaros.
I foi enlao a attilude da Europa, que 13o c
te linha abracado a causa da Kussia '.' A I
ra que, sem partilhar .-idreiracao geral pelo*
Russos, os deixava obrar ; a Anstria que va |iassa/
os aconrccimenlos, como sempre, agiiaram-so liosl-
mente com a noticia da marcha de Diebilch. Mu-
dou-si! de repente
a causa turca, o principio
rio ollomano, oblneraro opiuilo e a reac(3o al foi
arden.issima. A Inglaterra mo-trava a inlensio de
enviar una esquadra para proteger Coiislanlinopla,
e a .1 ustria do seu lado reuna tropas no Danubio.
A Fnnra reuni seus bous aoflicins em favor da
Porta aos das ootras potencias. O tratado de An-
drino jla foi enlao concluido.
O imperador Alejandre tinha adquerido a Bessa-
rabia eo limite do Prnth ; o imperador Nicolao ad-
qucrii o Danubio. Entretanto, ou fosse magnani-
midaile bu impossibilidade de exigir mais, Nicolao
ligo Kblioha apparentemenle vanlagens proporcio-
uos successos de seus exordios na Europa e na
mtudo a Kussia tirava a Moldavia, a Va-
a Servia da prolecc.jo da Porta, para as
ebaixo da sua com r.s fortalezas tarcas da
esquerda do Danubio ; adquira com isto
o cuno desle graude tjaw vaolagem immensa que a
Aosliia n0 comprehaHki por muto lempo. A
Kussiagaobava Aapa a^kti, lugares que pareciam
in>ig icanles, mas, cuja^Jsossc lhe dava toda a cos-
ta oriental do mar Negro em urna extensao de du>
zenln leguas, desde o Koubam al o golpho de
"frebiz'onda. Na Asia,' adquira o pachalido de
Aklultzik, qualro Corles uiis monlanhas e alguna
oulrts territorios, destinados a cobrir sua frouteira
e a ficilitar-lhe a ofl'ensiva em caso de uecessidadt,
roas restitua Eneroum e o pachalido de Kars.
Alem disto fazia pagar-sc-llie urna indeniuisarao de
Kuerrade ISO milhOes de frs. Assim a rapacidade se
reuna a urna generosidade apparenle com que a
Europa anda foi Iludida, porque ninguem com-
prehoodeu logo as consequencias do tratado, e todos
se ji Igavm felizes por terem salvado Constanli-
nopln.
Nao estamos boje no mesmo caso ; os lempos es-
lo randados.
(dem.)
oeogeidieiro deve serum eurocbameutojunto da es-
lacada.Que orcasse o acrescimo.
Oulro do rr.esioo, informando acerca da peliyo
de Jos Francisco do Reg Barros, pedindo paga-
mento do excesso de obra que fez, na conslrucrao
dos canos de alvenaria, que arremalou, as ras do
Corredor do Bispo, e da Eiperanra, assim como
augmento do prazo, a favor do qu se prouunciou
oi engenheiro cora reatricrOes. A' commissao de e-
dlhcar.lo.
Outro do mesmo, informando acerca das pclicOes
sobro aforamenlo de terrenos de marinha, de Joa-
quim de Almeida Pinto e Francisco Antonio das
Uiagas.A' commissao de edificaran.
Uous do administrador da companlia, encarrega-
da da limpeza" da cidade, de 29 de ontubro e S do
correnle, pondo n Irahalh feito de do dito
mez de oolubro.Que e publcasse.
E como dos mesmos ollicios conslassc que se eslo
benifellorisando terrenos as ras da Concordia e
Alecrn], mandn-se qne o administrador informas-
so com urgencia se esses terrenos sao pblicos ou
particulares.
Foram
de
approvados tres pareceres da comraisiao
ertifirac,ao : dous, nao se oppondo a cotceselo
dos terrenos de marinha requerido! por diversos,
deque faz menrao o final da acta da sesso de 10
de oulubro ultimo, nein ao traspasso que D. Maria
Rosa da Assumpcao quer fazer a Jos Joaquim An-
lunrs'do terreno alagado por traz de sua proprie-
dade, no aterro da Boa-Visla ; e o terceiro a favor
da |iruiem;o deManoel Jos Prestello, a quem du-
vidou o engenheiro cordeador dar cordeacie para
construir muro na frente do seu sitio, na estrada do
Arraial, produzindo a commissao diversas razoes,
pelas quaes entenda que se devia permittir ao reque-
rente licenca para essa cooslrucgao, ainda qne se a-
ceilasse a obrigarao, a que se fjeil, em sua peti-
00.Mandou-se de novo por em praja o aluguel da
caa datua da Florentina pela quantia de 3309000
annuaes, offerecida por Jos Pedro Galo de Mi-
randa.
Os Sr>. Mello e Barata apreseotaram os dous se-
guiotes artigos de posturas:
Arl. 1. Nenhom proprielario poder levantar i
margem das estradas publicas, muros de podra e
cal, que teuham mais de seis palmos de altura, me-
didos do nivel das mesmas estradas ; (cando porm
permillido collocar grades de ferro sobre o muro,
que tiver esta ou menor altara.
Art. 2. Ficam expressamenle prohibidas *s
caiacocs dos referidos muros com cnl branca, poden-
do ser eilas de oulra qualquer cor : os infractores
soflrerao, no primeiro caso, a mulla da 43000 rs-,
e a demoliro da parte do muro, que exceder
altora determinada, e no segundo, somonte a multa
de taOOllrs., eo duplo na reincidencia, o
Posta em discussao postura, o Sr. S Pereira,
depois de fazer varias reflexoes, tendentes a mos-
trar que se devia fazer um estudo mais serio, pedio
o sea adiamento, que nao foi appravado, e.aVn
consequencia obtendo de novo a palavra,diste, quau-
lo ao 1." artigo, que se o lim da postura era exigir
um ar fresco e maior veolilacaio, o meio mais fcil
de obte-lo era a plantario de arvnres, que lizessero
sombra, margem das estradas ; e quanto ao se-
gundo relectio que se nao devia riacar d entre as
cores, que emhelezam e tornam alegre o exterior
doa moros, a.cor branca, e que pato contrario (ica-
ria urna estrada trisliaaima, dndole aos seus mu-
Tos cores omento escuras; alm de que, se a cor
branca era a que mais refleelia os raios da luz, era
ella tarabem a que mais refleelia os raios calorficos,
adquirindo por isso a vanlagein do permittir um
mais prompto resfriamento, sendo mais iucommodo
i vista do que ella, a cor vermolha, permitlida pela
postura. Uisse ainda o mesmo vereador, que ne-
nhum fado aotorisava a necessidade desla postara,
quer naquelles devidos someute a vootade do lio-
mem, qner naquelles devidos s teis da natoreza ; e
que se devia alteuler que no interior da cidade ha
ras mais eslreilas que as estradas e mais frequen-
tadas com casas mais altas, que os mais altos muros
do campo, catadas de branco, eem posirao declaren]
vivo reflexo, sem que se teuha. exigido a obrigac.ao
torna-las de cor escura exleriormenle ; e coo-
edindo qu nao fosse approvada a postura.
Barata e Kego suslenlaram com razoes op-
poslura, a qual sendo posta a volos, com
veriuelha, foi apprevada, pedindo o
declarasse o seu voto na. acta.
para odia 10 do correnle.
Despacharam-se as pelirOos de Antonio da Con-
ceirao Calado, baclurol Abilio Josc lavares da Sil-
da sentimenlos e de iinguagera > \f< *' "J A *" \Fncf ,Aui,niotdl ^ *"
., go Monleiro, Lstevaoafose de Barros, Freierico Ja-
irincipio de lalegridade do impe- que rel Francisco de Assis de Oliveira Maciel, Ignacio
Jesc Pinto, Jos Baptista Kibero de Farias, Jos
Antonio de Araujo, Jos Ignacio Ferreira da Silva,
Joo Jos de Moraes, Isabel da Silveira e Miranda,
Prudencio Jos.J as. de Azevedo e levanloo-se a
Eu Mauoel P[Xccioli, secretario a escrevi
Bario de Ci ^Stibe, presidente. (Hiedra
llego .S Pereira.Mello.
PElUIBbCO.
Ht annriciPAZ. oo recite.
KAORUINARIA DE 7 DE NO-
VEMBRO UE1855.
-iderta do Sr. Bar Jo de CapUfribe.
senles os Srs. Reg. Dr. S Poreira, Oliveira,
Barita, e Mello, abrio-se a sessao, e foi lida a ap-
pnvMiW a acta da auleccdeute.
Foi li lo oseguinlc
EXPEDIENTE :
l m ollicio do Exm. presidente da provincia, enm-
muaicaiido que, mandando ouvir commi-sao de
Hvgieua Poblica acerca do objeclo do ollicio desta
cmara n. 11, de 10 do passado, foi ella ^le parecer
que uao sa devia admiltir o systema de umidouros,
e que ae levi-sseo negocio a ronsiderarao do governo
imi erial, o que ditse S. Ese. que liuha feito, e e-
tMtuva pela deliberacao do mesmo goverao. Pos-
to ( ni dscuaaio, o Sr. Sa Pereira requereu, e foi
ap| rovado, qne se oflicasse i commissao de Hygie-
ne, pedindo lhe por copia o referido parecer 'para
a cmara ler scieucia delle. *
Outro dos qualro fiscaes desla cidade, represen-
tando e pedindo providencias contra o procedimen-
te dos soldados do eorpo de polica, qne deslacam nos
pontos designados para despejos pblicos, em desam-
panrem esses logares, apezar das instracroes que
recobem delles fiscaes de so se relirarem 'd'ahi em
quinto almocam ejantam, e n noite. depois das dez
horas, suecedeodo que rnuilas vezes, sahindo para
jaclir, s vollem no dia segiinte na occasio de se-
ren rendidos. Resolveu-se que se representarse ao
chele de polica, para providenciar de modo que se
nio reproddza semelhaute abuso.
Oulro do administrador do cemilerio, communi-
caaejs lerem sobrado da obra da capella W alqueires
de cal branca e lemhrando a conveniencia de ser
este material empregado uo liogimenlo das cero
catacumbas da municipalidade, com o qnu disse se
no augmentara a despeza actual, por ser possivel
a lei supracitada.recorreu ao (.averno Imperial por
intermedio do Exirt. Presidente da Provincia, a
quem pediu quo se ilEnaeae de levar aconsideracao
dojmesmo Governo nao s o parecer da Cmara mu-
nicipal, senao a resposla que lhe dera a mesma Com-
missao.
Na carta parlicular, de que se trata, tamhem se
falla das qnarenlcnas e solTriinenlos de algumas pac
soas que esliveram no Lazareto da ilha do Pina ;
mas, nao estando esse Lazareto sol) a directo da
Commissao de Ujgiene Publica, e sim do Sr. Capi-
lo do Porto e Inspector do Arsenal de Marinha
desla Provincia, nada me compele dizer.
Sou, Srs. Redactores, com toda a consideracao &.
Dr. Joaquim de .quino Fonceca.
\i de novembro de 1855.
REPARTIQAO DA POLICA
Parte do dia 13 de novembro.
Illra. e Exm. Sr.Na ausencia do Dr. chele de
polica desta provincia, lenho a honra de levar ao
conhecimenlo de V. Esc. qne dasidiOerenles part
cipac.ocs boj recebidas nesla repartir., consta que
se deram as seguales oceurrencias:
Forafti presos: pela subdelegada da freguezia de
Recife, Anua Joaquina dos Prazeres, por Turto.
Pela subdelegacia da fregutzia de anto Anto-
nio, o preto escravo Francisco, por desorden].
Pela subdelegacia da freguezia dos Afogados, a
prela livre Bellarmina, por furto.
Pela subdelegacia da freguezia do Poco da Panel-
la, o preto Flix, por suspeito de furto.
Pela delegada do termo de Garanhuns foram cap-
turados desde o dia 13 ate o ultimo de outubro (in-
do os criminososJoaquim Ferreira Paes, Joao Bar-
bosa Maciel, l.ourenco, escravo, Manoel Mendea da
Silva, Jo5o 4e Barros Correia, Jos Ferreira da
Cruz, Izidoro, escravo, Francisco Jeronymo da Fon-
seca, Firmina Maria dos Prazeres, Antonio Alves
Chaves, Manoel do Nascimento Chaves, e Jone, es-
cravo, todos pronunciados em crirne de motaj, Ro-
mualdo Carlos de Almeida, sentenciado por crime
de injuria, Antonio Ignacio Alves, por ser desertor,
Pedro Jos Guimares, por denuncia de ser crimi-
noso no termo do Brejo, Joio Torres Sardnha, pro-
nunciado em crime de fenmenlos, Jos Bernardino
de Araujo, por supeilo de ser criminoso, e Joao
Salgado da Cruz, por denuncia de lentalivi de mor-
s em Palmeira dos Indios da provincia das Ala-
goas.
Deas guarde a V. Exc. Secretaria da polica de-
Pcrnarabuco I:) de novembro de 18.).").lllm. eEs.ni.
Sr. conselheiro Jos Beulo da Cunha e Figutiredo,
presidente da provinciaO delegado de polica do
primeiro dislricto deale termo, Pranciteo Bernardo
ae Carvalho.
CORRESPO^DUCIAS.
Lendo-se sm orna carta particular, datada do Ke-
dfe em 8 de oulubro, e publicada ao Jornal do
Commercio do Rio de Janeiro de 18 do mesmo mez,
qne a Commissao de Hygieiie Publica des Provin-
ciaquer que as coxeiras e eslrebarias, que existem
nesU cidade, sejio removidas i* continente para os
seus suburbios por assim convlr salobridade publi-
ca .cumpre-me, como presidente da referidaCom-
miao, dizer algama cousa.
A Commissao de Uygiene Publica o3o qOer qae
sejao removidas as coxeiras. De cooforroidade com
o disposlo no 1 do artigo 4 da lei de U de setem-
bro de 1850, propoz cmara municipal do Recife,
para ser convertido em Pontura, que as estrabarias
de aluguel, e nao as coxeiras, fossem removidas :
propoz ,que esses eslabelecimenlos fossem removidos
das ceiros de populajao, onde nao devem perma-
necer pelas razoes aposentadas, nao para os subur-
bios, mas para a margem do mar e rio, em qae po-
den) (er com a maior facilidade canos de esgolo para
as ourioas e lquidos: propoz qae rossem removidas
as eslrebarias de aluguel,nao (a continente, mas no
lim de cerlo prazo. Isto pois he bem difireme do
quo disse a pessoa, que escreveu essa carta a que me
redro.
A Coruaajesao de lljgieue Publica nao se echa em
lula coisj^Hiinara municipal. A lei del i de se-
tembro rJa^il cerceou um pouco das allribuiroes
Nivel *"' Pel" "" d de 0U,abr d8 *** tioMo ,s Ca-
e este servido com as pedreiros serventes maras """"cipac! S do artigo \ diz que a
e mandou-se responder
dac.uella obra.Annuio-se
ao administrador.
IMM do procurador, tratando do augmento qee
tein lido, em om mez e tantos dias, as despezas
com as obras da capella do cemilerio e maladouro,
montando as daquella em 4:tlOyIO, o dizendo que sendo a qoota volada pa-
ra a primeira, no eiercicio correnle, de 6:0009 ".
e ara a segunda de IO.-OOOji rs., nao era possivel
qoo logo nos primeiros mezes do anno se podesse
depender toda a importancia das verbas, pelo aje
peilia que, era attencao a isto, providencasela maia de mudo qae essas despezas se vSo fazendo
proporcap da arrecadacao, c posjam ser pagas as
pacas tos veneimentos das lafras. provenientes
das rendas arremaladasResolreu-se que neste sen-
tid sa affioiasaa aa director das obras publicas,
Junta Central e Commisoes de Uygiene Publica in-
dicarAo s Cmaras ss medidas que jolgarem con-
venientes ou nccesHiias, para que se converlam em
Posturas, e manda qu e recorram ao governo no caso
de n.io seren attendidas: a Commissao, julgando
conveniente que as eslrebarias de aluguel fossem re-
movidas dos centros de populacho par* a margem do
mar e rio, propoz islo como medida sanitaria, alim
de ser convertido em Postura; mas, nao salisfazendo
a Cmara municipal ao que propozera a Commissao,
visloquepermiltiuque esses eslabelecimenlos per-
manecessem nos lugares em qne se achao, urna vez
qae lanlo on comtrnao samidouros e canos de es-
golo, a Commissao, segnina i qne lhe determina
Senliores redacloret:Homens grandes liloso-
phos, da todas as nares, e em lodos os lempos com-
prehenderam e conseguram levar a lim muilos esla-
belecimenlos de cardade nos quaes a mizeria, e a
molestia de seus sementantes achassem prompto II-
nilivo ; mas este inslnclo sablime sobre lodos,
em todas as pocas ainda a mais remota, se lem
distinguido no genio e no coracaoporluguez.
Nao ae demonstra Ierra algama que perlencesse
ou ainda perlonca aquella cora, qae ngod disso
prova plena, porque os hospilaes e oulras casas de
asyllo para a meudiddade aparecen) por toda a par-
le, e muilos sao os nomes dos hroes qoe as fun-
daran). Porm com o fado da independencia do
Brasil, passaram tamhem a pertencer-lhe taes esta-
belecimeulos creados nelle, e a indigencia porlu-
gueza vio-se privada de seus auxilios se nao uo todo
em grande parle, porque, delicil era ao DMtuguez
verdaderamente desvalido e indigente teringre>so
uelles. ( ) A pesie ja algumas vezes viatoaau tr-
ras du Brasil, e que ha pouco muto tinnjfl Btado
esta bella provincia, uovamente se apressfl Hobre
o aspecto docholerae com quanto a | plden-
cia Divina lenha ( al hoje) preservado esTTmesma
provincia, ella ha sido temida com justa razao. Enlao
a sorle do Portuguez desvalido nao he esquecids de
seus concidadaos apuleotos e remediados da fortu-
na, e quando desamparados, espesinhados e odia-
dos por seu cnsul a quem lodos os deveres, e mais
que todosos da cardadeaconselhavam a que
cuidasse desuasortc om lao criticas cireumstancias,
nada apparecia.
Felizmente achou-se entre nos o roni illuslre e
doulo Sr. Jos de Almeida Soares de Lima Bastos,
que congregando motos Portugueses rezideoles nes-
la cidade, propoe a fundacao de um hospital de,
beneficencia na cidade do Recife, nao s para nos-
sos concidadaos desvalidos comepara aossos irmaos
Brasileiros, al quanto comporlassem as Torcas do
estabelecimeulo. Idea lo generosa foi plenamente
aceita, e o hospital creado, como todos sabem. lu-
flamma-me um grande continuo e sincero dezejo da
vossa eiallnrao por feito Uto sublime e qnizera,
varao ilustre, que nunca desprezasse os meios de
vos elevardes anda mais, evos nao os podis adiar
melhores se uao continuando em vossos esfor$os,
unido a nossos concidadios e os cidadaos desla pro-
vincia, que se lem imortalisado concorrendo para
essa obra pia para que ella prospere o produza os
fructos, que se esperam. Vosso nomo illuslre nao
morrera jamis, a posleridade lhe fari justica ; ella
o presentar cheio de gloria a par desses benem-
ritos, quo te ajudam.
Que mais posso dezejar-le '.' As hencaes do co ?
Ellas recahirao sobre vos todos porque jamis elle
dena sem recompensa obras 13o meritorias. Acei-
tai, senhor, os sinceros volos de um patricio vosso,
que vos applica seguale verso de um poeta de nos-
sos das, como signa! degralidao.
Brado interno me diz que afronte a sorte,
a Que pize a inveja, e que desarme a inorte.
S. M.
Pernainbuco 13 de novembro de 1855.
PUBLICAC0ES A PEDIDO.
nissao ene,
AO PWUCO.
dos, qu
jilo assignadoa,f que compozemos a com-
missao encarregada do exame da gesiao das obras
publicas desta provincia, declaramos que smenle
oflerecemos presidencia o uosao Irabalho a osle
respailo, em obediencia as ordens do governo de que
somos empregados, ou em attencao s instancias do
St. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Fignei-
redo.
Nao havendo a maioria dos membrosda dila com-
missao lomado parte as impularoes feilas direc-
tora das obras publicas na assembla provincial, nem
sido tirados do seio desla, o havendoSos quasi todos
escusado de perlencer commissao, nenhum empe-
nho linhumos de tomar o papel de aecutadoret na
tarefa para que fomos nomeados e ansiados.
Comprimas simples e gravemente o penoso dever
de raqjBjadores,quo nos foi imposto,sem peaiarmos
que IsSanaade sollrer a replica, nem os insultos de
pessoasTR que nao nos suppozemos aecutadoret no-
meadot pelo governo.
Can o nosatf exame nao contavamos nem satisfa-
zer a repartirn das obras publica,nem obriga-la a
declarar-se convida de cousa nlguma, nem escapar
ssuas" injurias nao ofliciaes.
Bissamos lio sement, c por um devene houra,
o que ninda hoje entendemos ser a verdade ; e dis-
semo-lo uiianimemeiife, embora%uitos da nos ti-
vessem relatoes amigaveis com os Srs. engenheiros,
e soabessemos que/ i cites deixavamos campa largo
para altenuacSes e negativas mais ou menos habis,
mais oo menos corajosas.
Dssemos e prnvamos aqoillo que geralmente se
pensa, isto he, que na repartirlo das obras publicas
lem havdo varias infracc,oes da lei, que as obras
arrematadas sao netaveis pelos ejemplos de deleixo,
e, pelo menos, contemplarlo que apresentam, e que
na casa de delencao, feila por adranislracao, houve
grande extravio dos dinheiros pblicos, operado
por quslquer forma, e por quem quer que
fosse.
A nos,porm, nao cabe responder repartirlo
_. obras poblicas, fazendo qaestao pessoal de um
egocn em qae apenas fallamos ollisjslmenle.
Apreciar o nosso Irabalho, segundo a sua inlelli-
gencia, e a consciencia que lem de seus deveres,
compele ao governo, elambem ao poblico sensato,
que he quem julga afina! todos os engenheiroi, to-
las as commissoes e todos os governos.
Da nosta parle estamos qnites com a nossa cons-
ciencia, e islo nos satisfaz e nos consola.
Se lodos os Srs. engenheiros tambera eslau com
as suas conscieocias tranquillas, lano melhor ou
peior para ellos !
Sobre este assumplo nada mais (endonamos es-
crever.
Pernambaco 10 de novembro de 1855.miliario
Antonio do* Santos.Antonio Alces de Sou:a Car-
ralho. Manoel Coelho Cintra. Jote Pedro da
Silva. Bernardo Pereira do Carmo Jnior.__
Manoel Antonio f iaf de Oliveira Silvino Ca-
valcanti de Albuquerque.L*iz Filippe de Souza
Ltao.
das
Expeclador da solemnidade do ponto do Gymnatio
Ptrnambuco, feila pelos respectivos esludautes no
dia 31 do mez prximo passado, nao podemos deixar
de fazer ama mui breve descriprAo, que, pobre de
adornos poticos e flores de rhetorica, apenas serv,
ra de inteirar, anda que mal, ao publica dos pro-
menores de um 13o agradavel festejo.
O edificio, Acmente mobilado e pintado de proxi
mo, achava-se franqueado visila dos habitantes
desla bella cidade. Na sais da frente via-se debaixo
de am elegaate docel a efligie de S. M. o Imperad-
do BrasH,retratada pelo hablfarlisla JoaquimJos de
Carvalho Squeira Varejao, cdlocada sobre ama es-
pecie de ilirouo guarnecido de jarros com flores na-
luraes, cojo perfume junto ao aroma suave da ca.
nella qua em abundancia havia semeada as demais
salas, rescendia naquelle templo da Minerva. Os
portaes interiores eram guarnecidos de ricos cortina-
dos de cassa bordada, qoe com o lindo papel qae or-
na as paredes da sala e o vistoso tapeta qae cobra
assoaiho, coocorriam para embelleza-la.
As onze horas da manhaa, seudo annanciada, por
meio de ama gerandola, a ebegada de S. Exc. o Sr.
conselheiro presidente da prouncia, ama commisiao
composta de tres membros, nomeada denlre os esl_
daiilesdoGymnasio pelo director do festejo, se diri-
gi ao poriao, ond receben a S. Etc., inlroduzirjdo
o na sala em que eslava collorada a elllgie deS. M.
o Imperador ; a nessa oecasiio um dos membros d&
mesma commissao deu vivasa S. M. o Imperador
do Brasilao Exm. presidente da provincia__e a
Congregarlo do Gymnasio,os quaes foram enlha-
siaslicamenle correspondidos pelos esludautes e pe-
losnumerosos expecladores; seguindo-se immediata-
mente o hymno nacional locado pola banda de mu-
sica do 8. batalhao de infanlaria, que occapava a
sala immediala. Fiuda esta ceremonia a commissao
convidou S. Ejc com seu Ajudante d'ordens, e o
Hegedor interino do eslabeleciincnlo a tomarem us-
sento ao lado esqoerdo da efligie dcS. M. ; e ao di-
reilo, os Srs. Lentes Jos Soares, Torres Baodeira,
Antonio llygidio, Jos R)>mundo, Colaro, padre
Capislrano, padre Ignacio, Porfirio, e Carvalho, re-
citando esto ultimo um longo discurso, em que djos-
Irava autilidade do dczeiiho, a o progresso que fize-
ram os alumnos desaa aula durante o anno lecl
seguindo-se um oulro, recitado pelo eldanle
poleao de Mello Cantoso, e urna linda poesa, ,
abaizo poblicamos, pelo Sr. F'rancisco de Fre
Gamboa, grangeando lodos elles dos c-tudanles
livo;
-Na-
que
eitas
do
( ) Nao est bem informado o correspondente,
, -- *.....iu.uiauuu uuiies|iuiiue
por quanto nos hospitaes de cardade sempre fo
admitlidussem empenho, nem prevencio, e no
mesmos por mais deu ma vez para la encaminhamoa
algnns ; e lauto he verdade qoe as acensarles feitaa
conlra o Sr. cnsul desta cidade se mencionou qoe
deisava os Porluguezes aerem tratados nos hospitaes
eomo desvalidos.
Ot rwtoclom.
ram
nos
Lyco;
Gymnasio muitos e repelidos applausos, que eram
coirespundidos pelos expecladores.
Depois de terminados osdiscursose poesas, foram
dados segunda vez os mesmos vivas, que eram aba.
fados pelas Vozes cheias de enlhosiasmo, de que se
achavam possuidos os jovens esludautes no dia em
que tcrminalvo os saus Irabalhos escholaslicos para
se dsporem a receber o premio de suas lucubra;oes-
S. Exc. queis maneiras benvolas e urbanas rene
todos quanlus predicados podem caber a flin perfeito
prolector da mocidado estudiosa, qoerendo dar mais
urna prova da salsh.c.ao com que acabavade assiatir
aquello acto, dirigio-se, a'compauhado do Regedore
Lentes do Gymnasio, sala onde se achavam expos-
los os Irabalhos da aula de dezenho, e ahi conlcm-
plou com satisfazlo o proveito que em 13o pouco
lempo colheram os jovens que se applicao a urna ar*
le (ao sublime e de (anta ntilidade.
Em verdade, dezeuhos haviam all, qae nao se
pode crcr fossem feiloa por jovens^que apenas con-
13o i, "i, efi mezes de aula. Entro esses taremos es-
pecial menr3ode um que, por muilo curioso e bem
irilo. prenda mais a attencao dos visitantes : era o
quadroa* illosao, e da realidade. De um lado,
represenlava urna joven bella como urna des-
eas visoes dos contos Be llolfmann, como a sombra
do Blanca resvalando a furto em noite de loar pelas
galeras fuscas e compridas da solitaria Alhambra,
carpindo saudades de Abcocerrage. Na superficie de
seus grandes olhos negros espelhava-se o brilho des-
maiado dos raios da la : eram seus labios dous de-
bruns de carmim onde paira va um riso melanclico:
emseu col, que dara celebridade ao estatuario que
o reproduzisse em marmore, descancavam as tran-
cas luzdias de sua madeixa aseara : de mais encan-
to era a pallidez tocante e embriagadora de suas fa-
ces avelludadas : sen rosto, de parissima alvura, re-
fleelia o colorido sombro da tristeza, era ama rosa
branca descorada pela geada da no i le. Essa ligara
de aojoloda poesarepresenlavao engao Uo
outro lado deixava-se ver urna figura mirrada, me-
douha e com os ossos lvidos: esse quairolodo (ris-
lezarepresenlavao desengao !
A.' urna hora da larde retirou-se S. Exc, sendo
acompanhado at o portao pela commissao. Nolava-
se no seu semblante o contentamento por^char-se
uo meio de urna briosa mocidade, qne elle se dig-
nou proteger com tanto desvelo, creando nm eila-
belecimento de lo reconhecida ntilidade, como he
o Gymnasio, que nosdeixa ver um futuro brilhanle
para os que se dedicara cultura das lctlras.
A's 7 lloras da noite achava-se;o edificio elegante-
mente Iluminado tanto interior como exleriormen-
le ; sendo a Iluminaran interna feta em candela-
bros, lastres e laoternas; e a exlerna a lampioes
que guarnecan) ioteiramenle os porlaes. As varan-
das forradas com colchas estavam Iluminadas por
meio de globos. No portao do edificio via-se um
grande arco de madeira lodo rodeado de muitas lu-
zes. Mais adiant, pouca distancia, estavam col-
locados alguns bancos qae eram occopados pelas du-
as bandas de msicas do '2. de fuzileiros e corpo
de polica, as quaes ao locando alternadamente a
entrada das familias, qae eram recebidas, e conduzi-
das para as salas por urna commissao composla de
Ires esludanles.
A's nove horas, sendo annuncada, por meio de
urna girndola, a chegada do Ilustre inaugurador do
Gymnasio, tocaram as doas masicas,'e a
missSo se dirigi a recebe-loe a sua Exm,
conduzindo-os sala do docel ; a ahi fi
mente cantado o hymno nacional pelo tal
ldante Jos Cicilio Lilis de Albuqnerque,
'ermiuar deu oseguinies vivas a S. M. o
radorao Exm. Inaugurador do Gymnaaa
Congregarlo do mesmo,os quaes foram
smenle corresponados. Terminado o hy
vivas, e lomaiidaaienlo os convidados, foi
panhado a urna (Na collocada ao lado esqae
S. M. o hbil estudanle o Sr. J. Borges Ca
joven de maginacao ardeule ; e ahi recitou e
eloquente discurso, qoe nao publicamos petv
os ter rhegado as roaos, emo qual se viara dis-
persas as mimosas flores da poesa.
Parabaus, pois, mocidade por contar no delicio-
so e vasto jardni da literatura mais esle boho, que
comer a desabrochar com tanto viro e bel-
leza.
Em seguida aa Sr. Borges Carneiro, oUvimos do
Ur. Julio Amando de Castro um lindo soneto, que
tamben) pulihcaaaaa abatxo, com que ganhou applau-
sos e sympathlas do bello sexo, que em recozfpansa
deiiou graciosamenle desusar de sens labios nm
mdgo sorriso de prazer e agradecimento. lguaes
parabns ao talentoso mancebo que leve a fortuna
de agradar a tantos coracoes.
Depois do arOr. Julio livemos o prazer de ouvir
o Sr. F. A. Cosario de Azevedo, recitar urna gra-
ciosa poesa, que abaixo publicamos, em qua deu
nos um novo testemunho de sua reconhecida voca-
rao potica.
A este seguiram-se os Srs. Guilherme Maniz de
Souza e Frandsco de Freilas Gamboa, recitando es-
le um bem elaborado discurso, que tamhem abaixo
publicamos, e aquello urna interessanle poesa, me-
rvceudo ambos as uossas sinceras congratula-
efles.
Tambem coube-nos a satisfacao de ouvir dos ta-
lentosos estudanles os Srs. Moraes Navarro e Jesui-
uo de Miranda, duas poesas, que merecern) igual-
mente nimios applausos, e as quaes).nao publica-
mos por nao nos terem ellas chegado as maos.
Terminados os discursos e poesias, que tanlo agra-
daran) aos assislentes, a commissao convidou S. Exc-
com sua familia,assim como o Regedor e Lentes do
Gymnasio, e todas as senhoras para urna sala, onde
eslava armada urna mesa com ricas baodeijas de bo-
los, enfeiladas com ramos e figuras de massa : seo-
do ahi todos bem servidos pela dila commissao, re-
llrarain-se pouco depois ; e enlao foi franqueada a
mesa aos convidados, inclusive- a msica de polica,
qae eslava locando em urna das aulas. .
A's 10 horas locava a msica a engranada sholkt ;
os cava'lleiros Idavam em procura de pires, e dahi
a pouco o genio de Terpsicore dominava no re-
cinto.
A' 1 hora da madrugada quando ji se haviam
dansado cinco contradansas e Ires thotkt reliraram-se
os convidados, levando as impresses agradaveis da-
quella mi le, que diluid luiente se apagarao da ima-
ginario de quem leve a dila de goza-las.
Terminando aqui a nossa succinta descripcao, ca-
be-nos a satisfacao de render commissao eucarre-
gada os nossos sinceros louvores pela actividade, de-
licadeza e aflabilidade com que se houve na direc-
;3o daquella brilhanle fesla, ondeo decoro e boa
ordem nao deixaram de reinar am s instante.

Ditcurto recitado pelo Sr. Guilherme Muniz de
Souza, por occaiiao do encerrameno das aulas
do Gymnatio, no da 31 de outubro.
Um imperioso de/er, senliores, me faz lambem
apparecer ueste importante lugar; nao para de-
ampenhar a sublime mssao do orador, pois em
mim nao existen as habililacOes neceasariaa ; mas
para tomar algama parle no regosijo de qae se
adiara possuidos os meuscollegas.osquies, querendo
dar nm (estemunhq do amor que eonsagram as cien-
cias, hoje se empenham em patentear-tos os augus-
tos recintos do Templo de Minerva, o foco da ins-
iruccao, para onde diariamente ae enonminham os
jovens pernimbucanos, a lim de colheram os precio-
sos fructos do saber.
Sim, senliores, possuido do mesmo jobito qae hoje
oceupa os cultivadores da sciencia, he qae oaso, em
presenea de nm auditorio tao Ilustrado, dizer algn-
mas palavras sobre a Testa escholaslica, que ora nos
entreten) : o GymnaiinPernambucano v. o encerra-
meno de seus trab: Ihos.
Quasi desnecessario parece narrar-vos fados oc-
corridos em nossos dias, porm como o esquecimen-
to osleja ua aleada do lempo, tornam-: de muita
ulilidade as recordaedes do passado : ees rio eslou que
nao haves de lodo ignorar, que uo dia I 0 de setem-
bro de 18:27, se inslallou en) nossa pi ovinda um
Collegio de iuslrucrai para a mocidade, denominado
l.ycea Pernambncano, sendo nomeado | ra seu 1.
Directoro padre melre Laarenlino Anl ono More-
ra de Carvalho, anc ao digno de loda a veoeracO,
j pela sua capaci de scienlifica, jn pelas bellas
qualidadesqileorna^am o sea coradlo : forarr igual-
mente escolhidos para Lentes homens dt experimen-
tado saber, e dignos pela sua probidado de desera-
penhar a ardua e sublime tarefa do mig isterio.
Assim, eslabelecido o Lyceu l'ernim bueano, co-
metn mraediatamenle a produzir sason,- idos fructos,
que se devem esperar de urna arvore | plantada em
terreno tao ferlil : ricos e pobres, nobra s e plebens,
desde logo para all enviaran feas rubor, a beberetn
i lit|W sorros al rvaia da imlrtrerji >, al intSo
bastante dilrlcullosa na nossa bella provincia : mos-
trando as-irn as jiajcs todas, que os pernambucaoos
lo amigos da sciencia, e provando igaalmenle ser
Pernambuco a patriado talento e dos homens de
saber.
Na verdade, senliores, a narao que nao consagra
um acrisolado amor a sabedoria, nunca ser feliz :
embora se esforc por suas victorias a por suas coa-
quistas n altingir o ponto do glora que aspira, ja-
mis o allingir.se uao tver a sabedoria precisa para
osar destas mesmas coaquistas e victorias, e para ca-
minhar ao sen engrandedmento. O Legislador dos
legisladores, o mesmo Jess Chrislo, qae s vio
o mundo fazer a felicidade dos homens, ordenou
aos seus Discpulos, que rossem por toda a trra en-
sinar e instruir ao seu povo, pois que elle sem ins-
Irucrao n3o cooheceriii os seus deveres, nSo temera
o seu poder, e porconseguinte nao podera ser fe-
liz lie in univertum mundum, docete omites
gentet. *
Compenetrados desta verdade, foi que os nossos
cooterraneosfizeram por sua appllcaclo s sicencias,-
e com manifest approveilamenlo que o Lyceu Per-
nambucano culhesse a palma de gloria para que
fra creado. E ainda llavera quem conteste, qae
foi elle a chave que abri ama das portas do templo
da sabedoria na nossa amena provincia ? Nao, cer-
taraenle ; pois todos sabem, qae quando livemos a
fortuna de possuir um Collegio das Arlea e urna
Academia de Direto,j o Lyco linha sido o seu pre-
cursor, ej linha aplanado os escabrosos caminhos
por onde deveriam passar aquelles dous respetaveis
estabelecimeolos para chegarem ao seu nobre e im-
portante lira.
O Lycc l'ern.imbiicano, senliores, foi um estabe-
lecimeuto scieotifico que entre nos produzio ineon-
testaveis beneficios : percorrei (odas as posices im-
portantes qner civis, quer clesiaslicas, a vj veris
que a mor parle dos que as oceupam, a elle foram
primeiro receber a inslraccao qae hoje possuem em
elevado grao : lanc,ai vossas vistas para algumas das
cadeiras do Collegio du Arles, e da hoje Facaldade
de Direito desla cidade, e vs veris que sao preeu-
chidas por sabios e eruditos profassores, filbos do
Lyco Pcrnambucano : recordai-vos, emlim, do
grande numero de oradores eloqueoles, que feliz-
mente ornam as nossas tribunas, tanto sagrada, co-
mo civil, e conhecereis que foi o lyceu quem os ioi-
cioa ni grande-familia luterana.
Porm, seubores, aquelle mesmo Lyceu.que olr'-
ora tanto florescera, e que de lana ulilidade era pa-
ra a tiossa provincia, linha de passar por aquellas vi-
cssiludes a que esli sageitas lodas as insttuic.es
humanas : o momento crtico da sua decadencia es-
lava prximo: defliciencia de muitas aulas que re-
quer o estado de progresso do nosso seclo, e outras
muitas privarOes que soffria sua organUacao, reeja-
mavam prompto remedio; a necessidade desla
palpitante, e a Providencia uos sena arcanos ja
escolhido para esle fimo sempre roeraoravel dia "de
setembro de 1855, dia de gloriosas recorda^oes para
os per.iambucauos. Ao lllm. e Exm. Sr. cooselhei-
ro Jos Benlo da Cunha e Figaeiredo, sabio e honra-
do administrador desta provincia, eslava reservada a
gloria de levar a effeito tao nobre empreza ; louvo-
res a S. Exc, qae veacendo (odas as difllcoldades,
conseguio transformar o decante Lyco no florescente
Gymnasio Pernambucano.
Eu nao nocessito, senliores, moslrar-vos as vena-
is que leva o Gymulsio Pernambucano ao antigo
nao, ellas Jo de primeira inluirao: con-
ootai essea dous estibelecimentos, e 01 veris qoe
quellc apenas contavamos 9 aulas, qae apezar de
regidas por habeia professores, nao eram bas-
tes para salisfazer todaa as oossas necessidades
mefaes e inlelleclnaes ; neste, existindo 15 cadeiras,
para que foram escolbioos Lentes de reconhecida ca-
pacdade, enconlramos ludo quanto se requer para
urna apurada e completa educacao aquelle nao nos
conferia prerogaliva alguma, esle pelo contrario,
nosconcede preferencia aos era prego* pblicos, e nos
facilita om honroso titulo,qua 1 o de Bacharel em Bellas
Ledras'; o l.yco.emfim, nao amplava as suas fonles
de inslraccao,pois sadmittia externos ; o Gymnasio
vai mais longe, elle se facilita a todos, adoptando
externos e internos.
Eis-aqui pois, senliores, as grandes e innegaveis
vanlagens qoe nos oflerece oGymoasio Pernambu-
cano, que pela sua importancia far com que os fi-
lhoa da nossa heroica provincia corram pasaos de
gMbnte al aquelle ponto da ctvilisarao, a qae sao,
destinados pelo seu natural franco, nobre e patri-
tico; e eis-aqui lambem o justo motivo do doce jubi-
lo que hoje ressumbra nos nossos semblantes, e que
procuramos palentear nesle dia em que recebemos o
ponto terminante dos nossos Irabalhos.
Avante, oobres collegas, continuemos a trilhar a
senda dos nossos deveres ; esforcemo-nos por colher
UUtl 3
Para sempre desfez, lancou por Ierra,
E em vasto, magestoso, nclito Imperio
A lernSANTA CRUZfoi transformada '
Desde eniao se moslrou rival de Alhenas
as arles, as sciencias t|ue porfa *
Vao sargiudo mais bellas e mais floridas
Que do ferlil abril mimosas florea I
Ja vejo se ufanarem prasenleiros
Autores da progenie estudiosa,
Que s aulas coucorreu assiduamenle,
Da gloria pelo amor, que a patria gaarda
Para os lilhos honrar que honra lite deram,
Gloria excelsa e immortal, qae alm dos seculos
Ha de fama levar !... O voraz lempo -
Jamis pode extinguir taes monumentos 1
Mocidade segu vossa carreira
Com os olhos no porvir, no estudo alenlos,
Que esforcos como os vossos douram sempre
Felizes resaltados !
Dentre vs sahrao as sumidades
Ornato do Brasil, da patria esleio,
Que no templo da glora anrifulgenle
Vao seus nomes gravar em ledras de oiro 1
A vsjpois, Mocidade, o augusto templo
Uas sciencias, das leis vos seja franco,
Qual o tancto sanclorum dos Hebraicos
Ao grao mestre da lei foi permillido !
Regosije-se a Europa por ser berro
Uos Aragos, Garretls, e dos Castilhw,
N3o nos faltam varOes ja tao profundos
as artes e sciencias, que compitan)
Com os Newlons, Racines, Molieres,
Teosos e Fenelons, Gllenos, Selsos '.
Glora da patria, do porvir esp'nnjas
Vossos nomes serao na larga historia
Como o dos sabiosafa da aoliga Grecia!
O idioma francez, cuja harmona
Captiva em doces sons o orbe inteiro,
A lingua dos Brelnes e a Latina,
Grave e seria espres<3o das leis romanar,
A saa Phosophia, a Moral pura,
Rhetorica, Desenlio, e a Geometra,
Essa fillia mimosa da verdade,
Que abrace trra e co, e mar e todo
Sao por vos cultivadas com esmero ;
B em breve mostrareis que sois com ellas
Quaes em lmpido co puras estrellas'.'
POESA
recida pelo Sr. Francisco Antonio Cezario ie Aze-
vedo, por occasiio do encerrameno dat aulas do
Gymaario. tur da 31 dt outubro.
Jovea,Ja.vi-mc.' Se as vossas lidas
Nao*awa o gosto de estender o braro
Para ajudar-vos como lrmao e Amigo ;
Seja-me dado no prazer ao menos
Ser hoje o orgao das conquistas vossas
as bellas arles, na scienria e ledras,
Qae hoje admiramos neste templo augusto.
Scalos pasudos! gerac.0es inundas,
Que o lomao eterno ja dorms na louza,
Que ha tragar-nos como a vos um da!
Gregos I Romanos Nao invejo a gloria
Destei triamphosno mavorcio campo,
Com que 13o alto vos ergueu a fama I
Se ao mondo desles de bravura ejemplo.
( Comvosco campa vosso nome desee.
O que eu invejo, o qoe respeito e admiro
Sao aun agoas de saber altivas,
Que inda conservio pezar do lempo
Seu nome impresso em caracteres d'ouro
No livro immensa das Naces do mundo.
Oqueeu invejo Onde eu ia absorto
Fra da patria procurar o assumplo
Desses meas versos, qae j s3o bem fracos
Para contar os Brazleiros feitos ?
Patria, perda !A mocidade he laa 1
Ueixa essas velhas, que la vAo correndo
Paludas, tristes, quaes nocturnal lazes,
Que, desmaiadas ao romper do dia,
Fracas se somera u'outra luz mais lorie,
Jovens, ouv|Hne I O eolhusiasmo he tanto,
Quando dirijo minha voz Patria,
Que alem dos asiros colocara ira,
Se alm dos asiros me cuevease o astro.
Hoje he o da de c'roar o genio, *
Qu vai instantes repouzar no* louros, ,
Que como premio das ladga* d'alma
Saube alcancar. E qual de vos mais diguo
Receba o alegre parabem festivo.
Que Bello Sexo, qae as Brazileas graras
Soliao dos labios de carmim formlos
Por essa turba de gentis mancebos,
Qoe Patria, e ao throno, e liberdde e ao amor.
Ledas esp'ranras no porvir agourao.
SONETO
os louros que devera corear as nossas radigiis cacholas- recitado pele Sr Dr. Julio Amando da Ca-
ticas ; e obrando assim, provaremos ao Brasil todo,
que os peruambucaiios n3o s sao valerosos as ar-
mas, como tarabem versadoa as ledras.
Discurso feito pelo Sr. Arfelim Jos da Costa Car-
valho, por occatiao da encerrameno dat aulas
do Gymnatio, to dia 31 de outubro.
Charos collegas.No momento em que lodos os
nimos se alimentara do mais vivo conlenlamenlo ;
quando a cada lado se manifeilam os raajosijos de
urna mocidade bem formada ; quando enfim lu-
do se levanta para commemorar soeemnemenle urna
das phases da vida escolstica, eu posto que aeaoha-
do esludanle, e sem os recursos de unta intelligen-
cia fecunda, nao podera cahir no peilo o prazer e
enlhusiasmo de que me ado possuido neste mo-
mento tao solemne.
Sim, senliores, he peraole vos que devo manifes-
tar a parte que me cabe de embriagar-me no con-
tentamento de hoje, c a isso nao me obstara a pre-
senta desle Ilustrado auditorio, nem mesmo a pro-
funda cmivicco qae leuho da fraqaeza de meas
conhecimeulos, porquanto, nao podero exigir de
mim mais do que posso, nem eo projeclo fazer mais
do que devo.
Depois de penosas e duriferas fadigas porque pai-
sa durante o dia ara viajante alravessando ridos
desertes em busca de sua felicidade, vem com a noi-
te a benfica e placida la, que amenisando as par-
les do globo, lhe oflerecem um ledo de flores, qae
se lhe loma indspensavcl.
Assim nos velo, depois de nove mezes de ippli-
carao ao estudo, depois de aove mezes de lucubra-
res e fadigas, o lempo determinado para o repouso
do espirito, o deicauso da nossa|nteIligencia, que,
inda mui. tenra e pouca desenvolvida, podera
amoliuar-se por um Irabalho superior s nossas
forras, do mesmo modo que a lenra planta nao ve-
geta regularmente quando a banha mais agua do
que he uecessaria.
Neste momento solemne cada um de nos tem con-
cluido a tarefa que foi distribuida ; cada um ie
prepara para dar conta|dos seus Irabalhos escholasli-
cos, e he tao ditosa a sorte daqaelle qoe houver
preenchido verdaderamente saa raiisao, como deve
ser triste e lamentavel a daquelle que, nao fazendo
oulro lano, nao se poder defender no dia de seu
lerrivel julgameulo! Eslou cerlo que nenhum de
vos tremer em vista do futuro que vos aguarda, e
bem assim os que ie esmeram com maior somata
de conhecimenlo e cuidado era favor de nossa edu-
cacao; nao experimentarse os desgostos de urna
m applicacao e indiflereuc,! vossa.
Porlanlo, charos collegas, esle apparatoso cortejo
qae parece talvez causa de um orgulho insignifican-
te e iololeravel, sirva-nos antes de urna lembranca
de nossos deveres, sobretudo de um meio para pre-
senlarmos aos nossos sabios e virtuosos Meslres os
sinceros volos dos nossos coraroes por demais gratos.
Por este camuho seremos bem guiados, e a futan
mocidade nada encontrar para censurar-nos.
poesa
recitada por Francisco de Freilas Gamboa, por
occatiio do encerrameno das aulas ato Gymna-
sio Pernambucano, no dia 31 de outubro, e offe-
recida ao lllm. Sf. Manoel da Cunha e Figuei-
redo.
Si a Grecia decadente, outr'ora altiva
De seus sabios, assombro do universo,
Com os seus Plolomeas, 1 lales, If parces,
Meda os astros no ignorado espado
As leis do moviinenlo conhecendo ;
Si Euclides e Archimedes soaberam
A sciencia descobrr do infallivel ;
Si ai Homricas h ras decanlaram
A memoria immortal de hroes antigoa ;
Nao menos dignos silo de egregia fama
Mancebos, que no porvir esp'ranras dando,
Ornam de Miurica a plaga invicta I
O Dos,principio e fu da natoresa,
Ofiihto colonial que nos prenda
tro, per oecaalao' 4o eacerrameate las aaUs
de Gymnasio Pernambucano, na aorta Ae
3' de outubro.
Os undosos suspiros de harmona
As luzes mil, o brilliiusmo, a gala,
O suave perfume, qoe ae exala
Que infunde n'alma singular magia :
Os aojos de belleza e sympalha
Mimosas flores adornando a sala,
E todo quanto aqui de amor nos* falla
De prazer, de venturas, de alegra:
Todo o qae eu vejo nesta noite pura
Me diz ao corarao, qae n3o me engao
Que bem posso afllrmar com f segura,
Qae hada ler inmortal e soberano
O GYMNASIO qae briHia, que fulgura
Como um astro do co pernambucano.
COMMISSjaO GERAL DE 1.NSTR1 .T.CO PKl-
M VRIA PELO METUODO PORTUGUEZ o.M
REINO E IL1IAS.
Manifest.
Como todaa as coosas cumple lamente novas e de
grande importancia, (em o melhodo portuguez en-
contrado, de envolti com muilo favor, dos espirilos
Ilustrados e de bem, religiosos, patriticos e huma-
nos, opposi(Oei improvocadas, aciolosaa ecooluma-
zes. Debalde os poderes supremos do estado o auto-
risaram ; debalde fados, aos centenares e militares,
o Irazem abonado sem que a malevolencia apostada
em o desacreditar lhe podesse desferir al hoje urna
nica objeccao, que por si mesma nao cahisse. Como
todava a guerra contra este, o primeiro, o mais ne-
cessario dos casinos, e de todos o mais diflicil e
odioso oa mais fcil o aprasivel^olo s conlina se
nao que parece exacerbar-se, ea^Hk a commissao
geral da nslrucgao primaria peto melhodo portu-
guez, ser obrgac,o fuudaraeolal^impreterivel e u-
declinavel do sea oflldo expor ao publico as segra-
les considerarles.
O melhodo portuguez asseota em bases naluraei.
1. Os meslres inveterado. endureca
e nudo ensino pelos ante njetfiodoj.
2. Os homens excessva e eiclu.ivamella 'alar,
radoj ao pretrito. '
3a. Os desappruvadores e detractores da l
qoeliaohe seu.
i'. Os oppUslos por sjslema diHusao das
o". Os que de ludo fazem armas para a J
poltica.
Poucas palavras aos das qoalro primeiras calhe-
gorias. Aos meslres que alnda'refogem do bapi
ia luz diremos: o melhodo novo Dio lera as ditll-
, i que elles Ulv imas'nam encontrar para
0 aprenderem.e a prova he dexar-se coropreheader
.i ?,' de c,oc? menos ""> Em se eniie-
at,r.n 9 P^P"01' "' aprendzagem. e era
rata, T^ulT V P'ilet VCios" "" "'
harn'iJi P i""'0 M"Um' anl" mnil "ei
UMin?m ^lS"'l0 Ph"P'"ca humname..-
ie, nmpam de esprahos a sua tarefa. desanwreo-
raranssuas hora,, lucrara a decios doa diX
1 a duracao* doT'""' abre,iam **<' E,
s^n^v^-r^4m"s
carcter paternal que desta arle ssuraem, fliesdeve
conciliar a veneracao e estima de qoe o magisterio
primario lem ale agora desgraclamente caree!
Aos fanticos do passado, leimKremo :
nhuma coasa, grande, era pequeni, tein on f
mal leve o mundo que era lempo anterior outros
allerrados ao pretenio de enlao, nao coademnatse
como utopia ; que o progretsivo creacim.nto he ai
lei da Providencia, que bom grado ou meo grado homens, se cumpre sempre,qae se lie prudencia du-
vidar das innovares,era quanto nao provadasas soas
vanlagens, d'ahi avante, o impugna-las, he omnsit
ne de serviro a Jlnmanidade ; e que os toovores s
izes c legumes do Bgypto, e as murmeracSea con-
tra o mana, nena (ram ao man a saa natoreza ce-
lestial, nem podem fazer com qae do carmeno da
Ierra da promissao, se desande para o captivairode*
raraos.
O sol nao retrocede no dia, o* annos nao retro-
gradara as eras, a arvore nao reverte a semento,
oem o ro a fonte. iiem o hornera a infancia, neme
civilisacao a bejprar Quem nao fr coma tr-
renle das cousw, maravilhosa correle qae sobe
sempre para aa alturas desconhecidas, nella se ha ti
afogar. Aos murmuradores por habito e per Vicio
uao diremes colisa alguma, Aa sais reprovsedes
nao lionram nem deshonrara. Se elles podeMen
descer das suas sumidades de orculos, s humild
des chas do discutir pedir-lhes-hiamos que, em vet
de saurisar, arlicalassem accutacOes, esse Irabalho
podera servir para tornar ainda mais patenl
hondada do melhodo libertador e cerno tal merece
ra agradecimentos. Ao revs disso, qailqner des-
ses delraclores, se lhe pergunlardes pelos proceasds
do eosino qne elle cobre dos seus improperios ves
confessar mui glorioso, qoe nunca o estudou, nem
vio, nem tal fara nanea, ser essa ama verdade salu-
da dasua bocca;e a prova a todas as horasapparece.
Em qoe recahem as arguices precisamente no qae
o melhodo tem de melhor na decomposicio, na fat-
turaauricular. nos valores extremes das le ras as
figuras que as moemonisam.nas nfleiN da pontua-
cao, oo canto, as palmas e ne conlenlamenlo de
quem aprende. Oa que sera dwprezarem inslruir-
se e reconhecendo i bondade da sciCnda, leroetaa
diflusao della pelo povo, farem a mais deplora*!
eonlissao de egosmo ou calumnian) o saber, atlri
bnindo-lhe tendencias desordenadas e infloxo* cor-
ruptores. Se a loz, em vei de eneaminhar o* ho-
mens, os exlraviasse, o entino dos ignorantes deve-
ria passar dat obras de misericordia pareas de Sa-
lanaz. Vendamos aos politices j qae esa Uo caaj-
lal assumplo se no escusa dir Ihes lambem oan
quiuhao de verdade.
A iastruc(o publica deveria ser para lodas as par-
cialidades campo neutro, como a religiao de cuio
carcter aogusto e superno parece de cerlo modo
participar. Por qualquer systema que aspiren
caminhar os homens par a felicidade, se procedis
de boa f e honradamente q|Bdeveis ler medo da
ciberas que sabem e discorreW. Aecear-se doa.ii
Iruidos he fazer centra si proprio V mais injurioso
depoimenlo.
Todo o verdadeiro estadista lem como, dogma fun-
damental a sociabilidad* na ta mais ampia o com-
pleta acce,prSo : a linguagtm, he da sociabilidad* o
primeiro vehculo,o vehculo natural Escripia e lev-
tura, qae ampliara e perpetuara a oaama linguagei
sao pois o seu complemento, comptemealo artificial
e adquirdo.Em qualquer posirao que se ade um baq
do poltico,o3o pode sem abdicar a su* propra,
nidade, e sem raetter debaixo doa ps a consciencia
e sem deixar pso fado de ser poltico, repulsar a
luz embora ella veuha Irazlda pelos seas mais irre-
conciaveis anUgouistas. Nos assumptos de iocon-
lesUivel nteresse commum, nao sao licitas as oppo-
sicoes. Muilo*maleficies Iraz no mundo entorila-
dos o uso e aboso da guerra, ma* envenenar as
aguas, as aguas donde toda povoarao ha de be-
ber..,, nem barbaros o praticam. E todava...,.,
v-se.
O odio, que certas fallas peridicas, animadas pila
incrivel indifferenca de oulxas, jararam e coa*
vam ao melhodo liberal do emir-j primario ; o acer-
bisimo raneo;, com que nella'. costumam Mac*-
rar os zelosos Jarroloadores daaama do povo7Se
rico e immeuso baldo milenario s podem provir di
recusarem o. beneficio quando feito palos que cha-
mam seos adversarios. _A commissao de mstrucrj
esta muto longe de querer ventilar aqui disput
polticas; o investido nesle cargo, nao as conhi
reuunciou-as j de auno, e he tard para entrar
neophito em nenliuma das variagoes da igreja liberal
toda a sua poltica se reduz, como cidadlo '
ao raesmo que emende ser-lhe dever, como L
narie ; islo he, trabalhar por todos os modestar
mximo derramamenloda mxima inslraccao prima-
ria pelo mximo numero possivel de pessoas.sera dis-
lincco de sexo, de idade, dejerarcbia.de prel iu
de fortuna, e, nem se quer de naturaldede.
Neste sentido e presupposlo.lhe parece ler dircilo,
n3o dir, ao agradecimento ; mas, dir' de certo, a
benevolencia, eal, a coadjuvicao d* ledos oe Albos
deata Ierra, que, se nao a alrair.oarem sob especiosos
pretextos bem pode anda ser feliz. Se os acloae
parlamento e ministerio,amparara.comoPertaguezes
o melhodo porlugaex, como sabios, o melhodo ra-
cional ; como liberaos, o mais liberal de lodos os
me I nodos.; n'outros campan, e por ostros mdi
aggrdam, se quizerera, mas nao se lhe roube i
ga-lard3o,e tanto menos se lhe* roube,quanio mais se
Ihes leve reconheeor longanimidade no promovern
elles propriora laiture na plebe, a quem es prelos
opposiTonstas mal poderae eaViar as suas donlrinas
se ella nao souber ler. Mas a fevofacao iulelledaal
e consegulntemente moral, do methodo porluguer,
n3o he mesmo desle lempo detcrrainadamMie, nem
em particular d'estes homens, boje consliiados n*
poder ; comecoa aates.O primeiro, qae lhe eerapre-
hendeu o alcance ; o primeiro que lhe esteadee rodo*
favoravel e furte.foi oExra.conde dcTlio*nar,q*eem-
portara expedida do ministerio do reino, a qee Ateo
presidia, eonridata em nome da Soberana oaotor do
melhodo portugueza aceitar direcelo da esa
uormal^umlfm1 Lisboa ; para que d'essa elevada
e favoravel poeWo, o beneficios do ensino philosjo-
pliico se principTassem logo a derramar copiosos pela
vasta populacho adolescente da casa pa; com o que
em pouco se remorara perfeito o magisterio prima-
rio de um e outro sexo, largamente, e-pelo reiu*
todo.
Obrou como portuguez o ministro de entao ; cerne
porluguezes esli obrando os rdnislioi de hoje ees- .
ta parle ninguem ainda vio digladiarem-se as soas
polticas. Nem aquelle, era a estes he por lauto li-
cito, honeste ou conveniente, bostlisar por tai sao-
tlvo.
Os mi rastros revesim-se e soceedem-se; o podW
voa de rao em mao aos sopres da forluna; os soeces^
os variara os systemas, as ideas e eom 011*!!
ellas a sociedade, sem drixarem nunca de apon!
seu norte, bordejam de continuo ; mas o cresdn.
lo da instrocoao do povo, he om faeto saperier a
dos os oulros fados ; acedera-se, augmenta por so
forca intrnseca ; dissereis que do co uao da ter-
"i de Ueos e nao dos homens lhe proven a indestruc-
, pVra o
immineulemenle analylico cossivel a lodos os en-W*rT,,,*l,,aae e*1 o"** e,Pan'M
i as voutades. inti- Jr,"nla lograra ja agora comprimir, j
lendimenlos ; convidalivo a tedas as voutades, insi
nna-se as memorias mais rebeldes, e se grava as
mais inconsistentes. Rene a > proveito das pri-
meiras norocs Iliterarias,o hygieoico uso dos bracos,
das pernas e dos pulmes, dos bracos pelas palmas,
das pernas pelas marchas e dos pulmes pelo canlo.
Aflelra os nimos des analpliabetos a um trabadlo
que se Ihes aprsenla com todas assedac{6es de ama
innocente e continuada festa ; facilita fazer um s
mestre o ensino simultaneo a cenleaares de alum-
nos, precesso d'enlre lodosos prooessos at hoje ima-
ginados o preferivel.
Reduz os muilos annos de inefllcat e rigoroso en-
sno.a poucos mezes de ellicacssima e sobre modo
moravel doutrinr13o.'l'nz por lano incalcolavel eco
nomia de lempo e de dioheiro, e completa abolicao
de moiuas malquerenras entre meslres e dscipul'oa,
e de odios de discpulos e meslres contra os livros .
fomenta e favorece desde os annos da puericia o fe-
cundo gosto da lelura, emlim d alm do perfeito
lr que raras vezes por outro qualquer melhodo se
consegua, e do esjerever corrate e legivel. urna
notavel correcrao e um primor sem exemplo no pro-
nunciar as palavras3e no acentuar os perodos da
conversarlo do que deve porvir em alguna anos o
desaparecimenlo quasi total das gaguezes e re-
forma do viciosisaimo vocabulario da nossa plebe.
Os hbitos mnemonicos e a regularidude lgica,
nos processos iutelledoaes, pelo methodo portoguei
se adqoirem muila cedo, cora vanlagera raanifesta
para os estudos ulteriores e ate para os usos cuni-
muns da vida.
O melhodo portuguez lie por ludo islo um verda-
deiro Ihesoum para o presente e futuro, que no s
se nao deve dilapidar leviaiiaineiile,mas est exigin-
do o zeloso amparo de lodas as pessoas probas a ai-
sudas.
Um fado mui para notar aqui he este, que, entre
as muflieres n3o achoa inda o methodo portuguez
urna s adversara (as muflieres dscorrem pelo cora-
ran e as mais lhe qoerem declaradamente como a
em cima lhe car re: uo roaos de ferro.' 1
Nao he porlanlo o melhodo pactngcz
daquella administrarlo ; de-'eoii
desles ou daqaelles campeo a ou para
aquelle bando poltico ; hej
e para lotos os Portuguesa todos us lem-
pos, ha de aobreviver a, rin, a modos
apostlos, confessores a aos, e a todos oa
seus ingratos persegaMe, nomes destes hlo
dejazer esquecidns, a de reinar,
bem quisto e pacifico, em lodas as cidades, aldeiaa e
casaos: e por elle cada mii ha de ser conforme Dos
e a natoreza o querem a instituidora, a meslra, ella
propra de saa prole e familia, o3o s no ler e eaere-
ver, mas oas rail cousas, de que se compue a ven-
tura domestica, e pda somraa das venluras doaesli-
cas, a ventura publica e geral,
Arriscado assm*> nuthodo portuguez do volc-
nico terreno das paxOes, para onde teinerariameolaa
o (ransplanlaram sem uo doi destinos de qoatro mh-
IhOes de homens, e reposto nos seus nativo* ares de
seremdado oamor, s resla a commissao geral de ins-
lraccao primaria dirigir se aos anda nao convert!***
para este ensino paternal e maternal, ram que ni
juraran) cerrar eternamente os olhos evideap*,*
conyida.los, a qae, anlesele assenlarem o senzo
decisivo sobre este capital processo, procuren) reco-
nhecer, por seus proprios olhos e oavidos, em exi-
mes rigorosos e reiterados, a que lio. o que podo, o
qae vale e o que produz em realidade esle methodo
portuguez. As escolas ahi esli francas lodos os din
e fiera numerosas e hem povoadas qae ellas sao !)
percorram-nat. preterndo aa melhores nesle oorao
em lodos os eosinos ; os diversos graos de pericia do*
meslres produzera esullados mol diversos; por pen-
co amor qoe lenham verdade, por pouquitsm
que os inll.imme a santa cardade para com os in-
nocentes, bao de vr, como j claros e nobre enten-
(lmenlos o tem feilo, abjurar varonilmeule (aceda
narao. Quando a commissao geral de inatrarcao
V
orna carta de alforria para os pobres escravosiohos, primaria'assevera pela honra, e Jura pelea Kvaoge-
' lhos, que o mediado portuguez he de lodo o ponto
preferivel aos outros melhodo, nao faz mais do qae
repetir o depoimenlo conteste de lodos o meslres <
raestras que por elle ensinam com hahilitace e fw-
mnlar n'uma s phrase o que os fados, em mais de
cem escolas, evidenciara ; mas nem inculca, neat
lera a fatuidad* de presumir, qae nesle eaaino, aasia
regenerdo, e j lio fracliero nao possam caber ai
da melhenmedtM ; lodas remdras qae nene sJve
ficlarema mira serao bem vlndas : e aproveitaaai
ou ale, segando or rae iaat.ceeraaWw,'ge-
em cujas carnes o coricao deltas era lodos os dias
aroitado. Nao he lado : dentre os que tem erapre-
hendido denegrir o methodo portuguez, nem um s
so descobro ainda qne fosse pai I
Donde se originam, porm, essas malevolincias
contri o methodo porlugoez de qae a religiao se
maga, e cora que verte snngue o patriotismo ? Be-
sas perseguirle* que escandalisam o bom senso. aa-
poliam innocentes e defraudan) os vindnurm '.' '.
A eemmlaiao geral rnldi poder reduzir o* abser-
seriM i cine* especies
f
f
-*f
f



DIARIO DE PEfflUIBUCO QUARTA FtIRA 14 D NOVEMBRO OE 1855
rio sempre devidargenle eseuladas aeradecidas.
A erilica sisada he o cryioi;d> boa obras ; o au-
tor era todas ai adietes do **u livco lem com ins-
linciaa couvidado maii de urna vez, se aproveituu
Mil. A commissao geral de nstrucc,ao primaria,
b menos enipenhadamente s sollicila. Inslaure-
* aauilD as boas horas urna enmpanlia regular, in-
repida, desabrida.conlra o melhodo portuguei.mais
leal, mal houesla, mais nobro as armas, e na slra-
" gia. He larde. Mira 18.il, para embustes supersli-
psos de reilisos. artes dubolicas e maznaras ; e
ira inidemissivel em qualquer lempo substituir cd-
lumnis a argumentos, e a verdade que honran
ppoci(>lei injuriosas. Ao chrisliaoismo naiceute,
SjKa'rn fuerra d'esaa especie os pgaos, de puro cons-
ternados com a dtierc,ao de seus templos e com o es-
TfUMciniento de seus dolos fautores de torpezas, re-
tintos em saogue da victimas, e tutelares de escra-
vidao.
is, w la Jjnmpulavam aos deis sacrificios de car-
npdu u genero de abominares, era su
leu religiao .santa do Crucificado, perdoadore
ilvador de hetaens, ousava apenas.despoular das
fteriokas trevtsdas catacumbas. A religiao ler-
> do ensino pelo amor, admitte convida, creles
rentes, a presenciaren] todos us seus ritos ; nao
Mm precisa mysterios ; o que pralica, folga
m -, certa deque nem urna s leslemu-
spdr em seu desabono, e todas pelo
contrario
sao gen"
venieuc
que nen
M esqui
seute xa_
iVtreiro de 18.O commissario
b primaria pelo methodo porlugnez
Amonto ^Feliciano de Caslilho.
arara a sua santidade. A commis-
ente convencida da exac(3o e cou-
Iuanto deia ponderado, espera
9 patritica a honrada redaccAo
J,uzir as suas columnas o pre-
i
I
COMMERCIO
PRACA DO RECIPE 13 DE NOVEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarfies offlciaes.
Frele de algodao para r.iverpool1|2 d. e %
Cambio"s)bre Londres 27 d. 5f e -'7 d. 1|J e KO
lv. *
jlLFANDEUA.
lUudiflH'tuJ do da 1 a 12.....175:6204775
Ideiu do dia 13........23:3039258
198:924*033
Ojicarregem hoje 14 al* novembro.
Barca ingiezaSaphobacalho.
Brigae iafilezHeralddem.
Brigae americano S. Thurstohvrgonlas de pi-
nto.
Galera poilugueza Gratiduodiversos gneros,
Hiale brasileiro Castrofumo e charutos.
CONSULADO ERAL.
Renflmur lo do dia 1 a 12..... 15:3539108
dem do dia 13 ...... 4.-2749913
19:5289021
1IVERSAS PROVINCIAS.
RendimmHo do dia 1 a 12..... 7789251
Ideot do dia 13........ 909457
8733708
Export&cao'.
Parahita, hiale brasileiro Flor do Brasil, de 28
leanlas, condnzio o seguinte '. 50 caisas charu-
tos, 2 lalat fumo, 12 laceas caf, 22 ditas arroz, 250
eaixas sabio, 2 rolos fumo, 2 gigos quarlinhis, 6 coi-
las velas.
Rio Grande do Norte,-hiale brasileiro Invenci-
vel, de 37 (ooeladas, condnzio o. segdinte : 250
volme* gneros eslrangeiros e nacionaes, 1 caia
rape, 1 eanao charuto*.
t barca infltza Tasson, de 380 toneladas,
eourtotW o seguinla<- 4,600 saceos com 123,000
arrobas do assuear.
RECEBKDOKA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Reodimenle do dia 1 a 12.....5:8768857
dem do dia 13........ 370160

6:2479017
N, CONSULADO PROVINCIAL,
endimuterlodial a 12. 12:9839084
dem do dia 13....... 2:549j926
15:5338010
MOVEMENTO DO PORTO
Ntos intrads no dia 1S.
n>4 das, 'iirigue americano oS. Tliurslon,
210, toneladas, capitao John Beals, equipagein
i caria breo e madeira ; a lleury Forsler &
nhia. Passageiro, Jos Caetaoo Piolo. Che-
gou hon lem a larolinha.
Liverpool16 dias,)(yU^ra ingieza nBonitau, de 299
^^Kttiu,fiapiial
afaienuas e miU geueros ; a limes Rvder &
iipanhia. >
Sanios taidosno meimo dia.
ParahibaHiale brasileiro Conceicao de Alaria,
mestre Meveriano da Costa e Silva, carga farinha
trigo e raais gesieroi. Passageiro, Antonio Jo-
o uFlordo Brasil, meslre Joao
\carga bacalho e mais gneros.
> Gadnnlt.
asileiro sSanla Lnzyi, mes-
, carga fazeudas e mais gene-
late Paolo de Albuquerque,
', Mhoel Francisco.
-Hiale brasileiro Invenc-
elxe Joao jHenriqo.es de Almeidn, carga
mais (eneros. Passageiros, Amaro
Jrrelo J Albuquerque Maranhio, Francisco
Tj ares Pessoa di Araojo Jnior, Joao. Meo des
LSomi Ferra/Tra. ,
Dgleza ((Richardsonu, capito John
]fga a mesma qne Irouie. Suspendeu
demHi He brasilef,
ico Martins
niro, llypolii
lieHiate "
(re Est(v3o Ribeir
ros. P.issageiros,
Jos Chxes de Mel)
Rio Grant e do Norlt
Swansea Bar
Morgan
do lameirao.
Gal comjnii
rense, coi
rano.
iBrigae de guerra' brasileiro Cea-
maodaule o capitao de fragata Mu-
EDITAES.
. Sr.inspector da Ihesqnrarla provine al,
primelo da ordem do Ezm. Sr. presidente,
jucia de 8 do correle, manda fozer pablico
S aojli 29 do meimo, peranle a junta da fazeu-
dtateuma tliesouraria.se ha de arrematar a quena
por ntR(U Caer a cooservaejo permanente do 4
termo daiislradada Victoria, por lempo de 10 mezer
euutar do di 10 de dezembro prximo vindouro.e
pelo pren5 de 2:4209000 rs.
A arrwiiaUc^o ser fe^T^terma da lei provin-
il u. 3;i de 15 de iio do anno lindo, e sob as
clausulas i?t^aiaes atSaixo copiadas.
* pesii^que se propozerem a esta arremalaro
Ifttrecn na Sala das sessoes da mesma junta* no
iMIJraeclarado pelo meio dia competenlimen-
MaVUdat.
Ma constar se mandou affliar o prsenle e pu-
l pelo Diario.
Secretaria da UtesolNria provincial de Pernam-
bpco 9 d novembro de 183o. O secretario, A. F.
CUumtat ttpedaet para a arrematafao.
l. Bxneoiar-s-hao os Iraballio* de conservadlo
lo qaarts termo da estrada da Victoria de confor-
midade rom o orcamento approvado pela directora
em cooseiho, e apreseulado a approvaco do Exm.
fenle da provincia na importancia de......
2:4209000 rs.
O pagamento verificar-se-na em dez prestares
1 Se o arrematante cumprir lodos os mezes com
iUasoM,'se forera horaens livres pelo menos
1 Irabalhadores, e deixar em njellior
i recebera, ter a titulo de graiiiioa*.
r cenlo da importancia total da ar-
ar previsto as presen-
nlo, seguir-se-ha o que
ncial n. 286.
4. F. "Annunciat da thesouraria provin-
rdem do Exm. Sr. presi-
correulc, manda fazer
szembro prximo vindou-
? oeranla Junta da razenda da mesma llicsouraria,
de arrematar a quem por menos fizer a obra
lpe< ramelo do^langoda estrada da Escada,
feniao d 20 bracas avaliada em................
?HWajOOu rs. .
* njraetacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de malo do auno fiode, e sob as
clausula i especiaes aballo copiad.
i peisoas que se propozerem a esfa arremala^o
~Zmf*tt*m na la das sessoes da mesma junta no
aaWUt"* r,do pe, meto dia competeulemente
E pera eonslar se mandn afiliar o prsenle e pa-
"~ pelo Diario. v
aria da thesouraria provincial de Peruambu-
nv*n*nro ae 11855. o lecretario, A. F.
_ O Illin. Sr. inspector da Jliesooraria provin-
cial, em cumprimeulo da resol ueflo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que no da 6 de dezem-
bro prximo vindouro, vai novamenle a praca para
ser arrematado a quem por menos fizer as obras
supplenlenlaresa fazerem-se na ponte sobre o rio
Capibaribe na estrada de Pao d'Alho. no valor de
12:8919822 rs.
E para conslar ad mandou afiliar o prsenle e
publicar pelo Diario;
Seerelara da thesouraria provincial de Pernam-
buco 10 de novembro de 1855.O secretario, A. F.
tfAnnunciacdo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em camprimenlo da resolucao da junta .la l,i-
zenda, manda fazer publico que peranle a junta da
razenda da mesma thesouraria, se ha de arrematar
a quem por menos fizer no dia 6 de dezembro prxi-
mo falnro, os reparos de que precisa casa da c-
mara mouicipal e cadeiada cidadede Olinda, ava-
llados em 2:2003000 rs.
E para conslar se mandou afiliar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
, 'j>*,no.vcl"bro de 1855.O secretario, A. F.
O Illm. Sr. inspector Ja thesouraria provin-
al, em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. pre-
denle da provincia de 8 do correnle, manda fazer
Jblico que no dia 29 do mesrao, peranle a junta da
izenda da mesma thesuuraria, se ha de arrematar
quem por menos fizer a conservadlo permanente
1. termo da estrada da Victoria, por lempo de
- mezes a contar do dia 10 de dezembro prximo
vudooro, e pelo precc- de 2:0579000 rs.
A arrematar jo ser feila na forma da lei provin-
cial ii. 343 de 15 de malo do anno findo, e sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que a> propozerem a esla arrematarlo
comparecam na sala das sessOes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia competentemen-
te habilitadas.|
E para conslar se mandou aflixar o presente e pa-
blicsr pelo Diario.
'Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de novembro de 1855.O secretario, A. F.
d Annundacao.
Clausulas especiaos para a arrematando.
l. Execnlar-se-bao os irabalhos de conserva-
cao do I. termo da estrada da Vicloria de confur-
midade com o orcamento approvado pala directora
em cooselho e appresentado a approvaco do Exm.
Sr. presidente na Importancia de 2:O57|00C rs.
2. O pagamento verificar-se-ha em n sla- pre
joes mensaes.
3. Se o arrematante liver enmprido todoi os me-
zes com snas obrigajOes, liver trabalhado pelo me-
nos com metade dos Irabalhadores livres, e deixar a
estrada em melhor estado do que a recebera, lr a
titulo de gratificado mais dez por cenlo da impor-
tancia total da arremalaro.
4.1 Para o que nao se adiar previsto as pr-
senles clausulas nem no orcamento seguir-sc-ha o
que dispoe a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, A. f^LtnnundacSo.
O Illm. Sr. inspector d Ihesoeraria provin-
cial, em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 8 do correnle, manda fazer
publico que no dia 29 do mesmo, peranle a junta da
fazenda da mesma thesouraria, se ha de arrematar a
quem por menos Gzer a conservarlo permanenle do
2 termo da estrada da Victoria, pelo lempo de 10
mezes, a contar do dia 10 de dezembro proxlmolvin-
ouro, na importancia de 2,0573000 rs.
A arrematado ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de rnaio do anno Ando, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataran
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
da cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. .
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de novembro de 1855.O secretario, A. F.
d*Annunciardo.
Clausulas especiaes para a arrematar-o..
1". Eexecular-se-liSo os Irabalhos da conservado
do 2o termo da estrada da Victoria de conformidade
com o orcamento approvado pela directora em
conselho, e aprisenlado a approvaco do Exm. Sr.
presdeme da provincia, na importancia de..........
2:0579000 rs.
2.a O pagamento verificar-se-ha em dez preslaces
mensaes.
3. Se o arrematante cuaiprir lodos os mezes com
suas obrigajOes, se forem homens livres metade pe-
lo menos de seiis Irabalhadores, e deixar a estrada
em melhor estado do que a recebera, ter a Ululo de
gralificac..1o mais lOpor cento da importancia total
da arremalaro.
5a> Para o que nao se adiar previsto as presen-
tes clausulas, nem noorrameote, seguir-se-ha o que
dispoe a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, A. F. d'A anunciando.
(I Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimeulo da'Bbrdem 4o Eim. Sr.
presidente da provincia de_8jlu eot&entc, manda-ta-
eT"ptlbtiCo qu no dia 29 do mesrao, pecante a
junta da fazenda da mesma thesouraria, se ha di
arrematar a quem por menos fizer a conservaste
permanenle do 3. termo da estrada da Victoria, pl
lempoTle 10 mezes a contar do dia 10 de dezembro
prximo vindouro, e pelo prejo de 2:0579000 rs.
A arremalaro ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do auno ilindo, e sob as-
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoasquese propozerem a esta arremalaro
corapareram na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado pelu meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se" mandou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretarla da thesouraria provincial de Pernam-
buco 9de novembro de 1855. O secretario,^. F.
(Annunciacdo.
Clausulas especian para a arrematarlo,
1." Executar-se-hao os Irabalhos de conservar ao
doterceiro termo da estrada da Victoria de confor-
midade com o ornamento approvado pela directora
em conselho e apresentado a approvaco do Exm.
Sr. presidente da provincia, na importancia de.......
2:0)79000 rs.
2. O pagamento verificar-se-ha era 10 preitacOes
mensaes.
3. Se o arrematante cumprir todas as condirOes a
que se obrigar, se forem homens livres metade pelo
menos de seus Irabalhadores, e deixar a estrada em
melhor estado do que a recebera, ter a titulo de
gratificarlo mais 10 por cenlo da importancia total
da arrematado.
4.' Para o quese nSo achar previsto as prsen-
les clausulas nem no orcamento seguir-se-ha o qui
dispoe a lei provincial o. 286.
i>trforme.O secretario, A. F. d'Annunciacao.
Joao Mara Wandenkolk, cavalleiro da imperial
ordem do Cruzeiro, Christo, e S. lenlo de vz,
chele de diviSao da armada nacional e imperial,
commainlnne da estsctlo naval de Pernambuco,
compreliendida entre os parallelos do Rio de S.
Francisco e cabo de S. Hoque por S. M. o Im-
perador, que Dos guarde, cavalleiro da ordem
de Francisco primeiro do reino das Duas Sicilias,
ele, etc.
Faco salier que em execo^o de ordens do Exm.
Sr. ministro da marinha, queme foram Iranimilti
das pelo quartel general, em oflicio n. 63 de 10
ontubro ultimo do disposto as imlruccOes q
baixaram com o decreto o. 1591 de 14 de abril
crrenle anuo, tica aborto a bordo do brigue lian,
Itamarac um aliilameoto de voluntarios para ser
virem nos navios da armada nacional e impena
sob as segiiintes cendiroes :
is do alistamenlo.
i, cojo contrato fdr sem
ceirai clisses serlo pagas conjunctamente com a
priraeira prestarlo do premio.
Observa^Oei.
1." Nao se levar em conla aos voluntarios da 2.
clasi.0 o lempo que passarem como doeoles nos los
pitaes.
2. O lempo de priso em vrtude de senlenra
nao sera contado para o preenchimento dos prazos
do alistamenlo dos voluntarios qualquer que leja a
classe a que perlenjam. E o desertor solTrer alm
dsso aperda das vanlagensdo premio e do lempo
de serviro anterior.
3.a Qualquer pessoa que se. propozer a agenciar
voluntarios para as tres clanes cima mencionadas,
e, que os apresenlarero a bordo desle brigue barca,
lera a gratificado de 49 por um cslrangeiro e 59 por
nacional.
4. O eslrangeiro para ser admittio deve exhi-
bir documento do seu cnsul, comprovando adiar-
se desembarazado para se poder contratar no servi-
do nacional.
o.a O premio e gratificarlo serilo pagos qoando a
praca contratada fiir admiltida a bordo.
Bordo do brigue barca Itamarac, surto no mos-
quehro de Pernambuco em o 1 de novembro de
1855. Joao Mara tt'anienkolk.
Q Dr. Jos Quintino de Castro l.eo, Ijuiz munici-
pal do termo desla cidade de Olinda, por S. M.
o Imperador, que Dos guarde etc.
Faro saber que pe o Dr. juiz de direilo interino
da I.' vara da comarca do Recife, Silviuo Cavalcan-
li de Albuquerque, me fui communcado haver
designado o dia 28 do'correle, pelas 10 horas da
manhaa, para abrir a seguuda sessao do jury, que
Irabalhar em das consecutivos, e que havendo pro-
cedido ao sorleio por forja do arl. 327 do regula-
menlo n. 120 de 31 de janeiiode 1842, dos 48 ju-
rados que leem de servir na mesma sessao, em con-
formidade do arl. 328 do regolamenlo citado, fo-
ram sorteados e desiguados os cidadaos seguiules :
Freguezia de S. Pedro Martur.
Joao Antonio de Medeiros.
Antonio Feliz dos Sanios.
Ivo Correa Lima Wanderley.
Cosme Damio Correa,
lenlo Alves Ribeiro.
Francisco Pereira Pinto Cavalcanli.
Boavenlura de Mello Castello Branco.
Joo Antonio Carvalho Squeira.
Antonio Joaqoim de Almeida Gaedes.
Francisco Luiz Vir.les.
Jos Roberto do Espirilo Sanio.
Manoel Zacaras da Silva Braga.
Major Miguel Jos Texeira.
Antonio Bernardo ferreira.
Antonio Martins de Moraes.
Jos Lncio Teieira Cavalcanli.
Francisco das Chagas Salgueiro.
Trajano Filippe Nery de Barcellos.
Filippe Mena Calado da Fonseca.
Jos de Barros Cavalcanli.
Bemardino de Sena Dins.
Joaqoim Correa Lima Wanderley. <
Porfirio Antonio Esleves da Silva.
Alexandre Jos Dornellas.
Vicente F'erreira de Barros. *
Chriiluvio Pereira Pinto.
Dr. Antonio Herculaooda Souza Bandeira.
Francisco Esleves de Abreu.
Curato da S.
ilo Eduardo Daniel Cavalcanli Vellez de Gui-
ira.
le Archanjn de Barros.
Francisco Candido das Chagas. '
Capitao Joao Goncalves RodrigaesFrnc,a.
Manoel Gomes da Costa.
Capitao Joao Baplista da SilvaManguinho.
Jlo Lepes Lins de Albuquerque.
Manoel Dionisiu Gomes do Reg.
Freguezia de Maranguape.
Antonio Pinto da Molla.
JoSo Marques Bacalho.
Feliz .lose Alves.
Joaquim de Sa Cavalcanli de Albuquerque.
Jos Martins Lopes.
Marra I Bczerra de Paula.
Lourenco Jusliniano Torres.
Luiz Belmico Pereira.
Manuel de Jess da Silva.
Francisco Xavier Carnelro da Conha.
Joaquim Cavalcanli de Albuquerque.
Jos da Costa Soares de Brito.
Ootro sim, faz mais saber que na referida sesi.
Ido deier julgados os reos que se acham ausentes
e pronunciados em crimes qicadmillem fiam i, a
saber:
Jos Pereira Caldas, Jos Joaquim,' por antono-
masia Zuca, Joaquim da Costa, Tertuliano Bezerra
Leite," Jo3o de Mello, Domingos Gomes, Manoel
Machado, sua raulhcr Francisca, Candida, sua cu-
ndida, Jo3o de tal, primo e Antonio, tambem pri-
mo. Feliz Jos do Rosario Arantes.
A-lodos os quaes, e a cada um de per si, bem co-
mo, a todos os iuleressados em geral se convida
para comparecerem na casa das audiencias publicas,
por cima da cadeia desla cidade, em a sala das ses-
soes do jury, tanto no referido dia e hora, como nos
maia dias segointes, emquaoto durar a sessao, sob
-s pauas-da i**-w faltaieinV------*-------
. E para que chegue a noticia de lodos, mandou
no so pastar o prsenle edital, que ser* lido e aul-
lado nos lugares mais pblicos, e publicado pela
imprensa, havendo orno remeter iguaes iioseeb-
delegadns do lerrao para publica-lus e mandarem fa-
zer as noliliescfles necessarias aos] jurado*, aos cul-
pado as e lestemonhas que se* acharciu nos sens
dislrictos desla cidade. Olinda 9 de novembro de
1855.
Eu Filippe do Nasciraenlo do Faria, escrivao o
subscrevi. Jos Quintino de Castro Ledo.
de
ue
.. do
barca
tea
dispoe1
Cenfi
ctal, em ci
dente da provine!

Cluusulat especiaes para a arrematado.
1. As obras do empedramento do 3 lanco da es-
Irada da Escada, far-ie-bao de conformidade^com o
ofc.arniilo approvado pela directora era conselho e
apreenladaa,approvasaodo Exm. Sr. presideute
da provincia na importancia de 1:0929000 rs.
2." O iirrsmdlaute dar principio ai obras no pri-
so de um mez, e dever conclui-las no de doze mezes
ambos contados na furma do artigo 31 da lei provin-
cial n. 9H6.
3.a O pagamento da importancia da arrematarlo
realizar-so.ha na forma do artigo 39 da mesma 'lei
ptvrvincial n. safi.
.* O i rremalanle eicedendo o prazo marcado
par ceer'asao das obras pagara ama multa de cera
il re* para cada mez, embora llie seja concedida
pW! ofietSajt. n
O rremalanle durante a e*ecric,8o das obras
raptreiociar transito ao publico e aos cantos.
C atremalanlo ser obrigadu a empregar na
tiecocio las obrai, pelo menos nielado do penca I
da peni livre. v
7." Pata ludo a mais que nao t-e adiar deterini-
' praNnlM claasalas, na no orcamento,
1.* Da ma
determinado.
2." Da marii
annos.
3.a Da marinhagim cora os prazos de seis a oi
annos.
_ Os vencimentos a mais vantagens que as praca
contratadas em virtude deslas inslrucroes tem '
perceber, sao as seguinles:
. Sidos por mez.
Classe superior 209, primeiros marinheiros
seguiTdoi marinheiros 159 e grumetes l.
Premios.
Os voluolarios de l. classe s perceberSo os
dos que Ibe compelirem na forma cima referid
san lerera direlto premio ou gralificacao alguma.
.ero-Cal ^-,"-' C',as,e' endo marinheiros
" ^Sh18 .,08, conrorn> 'orem os contratos
por um, dous ou tres annos. Sendo grumetes
raoipela mesma forma 109, 229 ou 31
Os volonlarios da 3. classe recebero' mais
qnarta parte do maior premio que poderiam oc
conlratando-se como os da 2. classe, na praca
marnheirn mi oroniAlo ma ik^..___-. *
> lempo
im, por lempo de um a tres
lo
de
189,
> sol-
le-
obter,
de
presen-
-----------------. ...?!*:, un
mannhekro ou grumete que Ihes competir.
Sa nlifforem homens do mar e tiverer mais
40 annas, so lerao o premio correspondente aus
2.* claise.
Gratificao.
Os volunlario da 2. e 3. 'aises lerSo alem
premio cima dito, a gratifica 10 de 49 se forem
Irangeiros, ou de 59 sendo na ionaes, se se apresi
larem por si proprioi, indepeudenle de engajad
Ella gratificaco ser repetida lodas as vezes
fiado o primeiro contrato a praca quizer anda
vir por lempo nunca menor de 3 annos.
Vnlaeens.
A's praras compreheudidas neslas tres classes
se-ha guia de desembarque no lim do contrato
tanto que previnam ao commaudanle dous 1
antes de que pretendem cm tal poca deixar o 1
vico ; e ficam iientos do recrulamento, sendo
ciunaes por lempo igual ao que lenham servi
excepto o caso de circumstancias extraordinarias
Asylo de invlidos.
Compele a lodas as pracas nacionaes que para
elle concorrerem com um dia de sold por mez.
Pagamento dos premios e gralificaces.
Aos da 2. classe, se o aliilamenlo fr por um
no sera entregue o premio integralmente no acto
assentarem pra$a ; se por dous ou tres annos
tres presta^fles iguaes, sendo a primeira paga ao
sentar prac, segunda quando vencido metade
prazo, e a lerceira no lim do contrato.
As da 3." ciaste racebarao orna terca parle
premio ao amolar praca, oulra igual qouniia
lim do primeiro anno de sen-ice. e o reslaule no
do contrato.
As sntlifie*t6Mqw eornpMem ws itgouda 1 lar-
qu
dar-
na-
ido;
an-
de
cm
as-
do
do
110
fim
do fomento, se receberam nesle eitabelecimento no-
ticias relativas alleracao que se ha de effectuar
em a luz do pharol de Tarifa debaixo da direcrao
do corpo de engenheiros Je caminhos, canaei e por-
os e em presenta das quaes se ha vdigiao o seguin-
le aiKiunrio. ,
Pharol da ilha de Tarifa Estrello de Ghrallar.
Em o 1. de setembro do presento anne alumiar
desdo a por al ao nascir do sol, o novo apparelho
calaclioplrco de primeira ordem, grande modelo
com que se acaba de substituir o enligo pharol gira-
lorio collocado em a parle mais meridional da ilha
de Tarifa, sendo sua situado que em nada ha varia-
do a segoinle:
, Latilude 360000" N.
Longilude 00.35' 38" E. do observatorio de
marinha de S. Fernando.
O foco luminoso esl elevado 142,5 pus sobre o
nivel dos pleamares do equinocio.apreseulando una
luz branca tia visivel a 20 milhas, sempre que a
permita o estado da alinosphera e o olho do observa-
dor se ache 60 ps sobre a superficie do mar. Ma-
drid 28 de julho de 1855.Joaquim Gutirrez de
Rubalcara.
Secretaria da capitana do porto de Pernambuco
8 de novembro de 1855.O secretario, Alexandre
Rodrigues dos Aojos.
i> rectora geral
instruyo' publica da
provincia.
Pela respectiva secretaria se faz publico, para co-
nhecimenlo dos Srs. professores e directores de esco-
las e eslabelccimenlos particulares de inslrucco pri-
maria e secundaria, que anda nao tiverem apre-
seulado ao Exm. Sr. director geral interino as Ii-
cencas que obtiveram para abertura de ditas escolas
e eslsbelecimentos, os pc/>grammas de estudos e re-
gulameulo interno, e una- ola declaratoria da ruaje
numero da casa onde se acham ; para que o facam
al o da 20 do correnle, sob as penas infligidas nos
arts. 99 e 101 da lei provincial 11. 369 de 14 de maio
do corrale anuo. E para constar a quem convier,
inaudeu-se publicar o prsenle. Secretaria da di-
rectora geral da inslrucrao publica 8 de novembro
de 1855.O secretario, Frantisco Pereira Freir.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco pe Pernarrbuco continua a to-
mar lettras sobie o Rio d$ Janeiro, ea
sacar contra a mesma praca. Banco de
Pernambuco 10 deoutubrode 1855.__O
secretario da direccao, Joao Ignacio de
Medeiros Reg.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar o se-
guinte :
Casemira carraesim, covados 100 ; auiagem, varas
509 e '/i ; esleirs, 1,079 ; tpalos feitos na provin-
cia, pares 2.000 ; algodao em rama, arrobas 4 ; cu-
bos inodoros, 18 ; rolhas de coruja para garrafas,
grozas 3 ; pavioi, duzias 9.
Qoem quizer vender estes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretarla do
conselho, s 10 horas do dia 19 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimeulo do arsenal de guerra 12 de novembro de
1855.Bento Jos Lamenha Lint, coronel presiden-
te.Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e
DECLARACO ES
BISPADO DE PERNAMBUCO.
Eslanno por S. Ex. Rvma. designado o dia 2o du
correte par a soleranissima proeissao de Corpus
Chrisli, que deve sabir da matriz de Santo Antonio
pelas 4 horas da Urde, e pelas ras do Cabugt, Cru-
zes, Cadeia, Collegio, Pracinha e Livramenlo, em
directa ao pateo de S. Pedro, desle ao largo do
Carmo, e desle as ruasdas Flores, Nova e matriz de
Santo Antonio ; espera o mesmo Exm. e Rvm. Sr.,
que os moradores das meocionadas ras ornem ai
janellas, e mandem limpar as testadas das casas de
suas residencias, recordando-se que nSo devem con-
sentir hernens as janellas emquanlo a proeissao
Iramila, como Ihes he recommendado na conslitui-
Q3o, pela qual se rege esla diocese. Palacio da So-
ledade em 12 de novembro de 1855.O provisor,
Francisco Jos Tarares da Gama.
O Illm. Sr. capillo do porto satisfazendo o dis-
posto no aviso circular do ministerio da marinha de
25 de outubro ltimamente findo ao qual refere-se
a ordem do Exm. Sr. presidente de 7 co correnle
mez, manda fazer publicoa traduceao abaixo da no-
ta dandocoohecimenlo da medida sanitaria,' a que
lem de ficar sujeitas as embrceles brasileras que
parlindo dos porlos dese imperio forem ter a Bue-
nos-A yres.
Trducr3o.
Da copia annexa ao aviso n. 108 de 17 de outu-
bro de 1855, dirigido a repartido da marinha pela
dos negocios eslrangeiros.
Minisleriq do goverao e relajes exteriores, Bue-
nos-Ayres 27 de Miembro de 1855.
Ao Sr. encarregado de negocios de S, M. o Impe-
rador > Brasil, cavalleiro commendador Dr. Joa-
quim Thomiz do Amara!, ele.
O abaixo assignado lem a honra d dirigir-ie a
S. S. por ordem especial de S. Exc./i' Sr. governa-
dor, manifeslando-lhe que a capitana du porlo re-
presentou ao governo a inconveniencia que resulta
de que os navios de guerra eslrangoiros e os paque-
tes em contravengo da pratica anteriormente ob-
servada em o nosso ancoradouro, e.'que he tambem
commumeule admiltida, nao s olio se aproximam
o navio que o governo lem estacionado no canal
exterior para a visita de saude do porto quando
procedem do ultramar, como nm anda esperara a
dita visita para desembarcarem 01 passageiros.
Se em todas as pocas pode ser prejudicial esle
abuso, na aclualidade em que nao s a Europa, co-
mo o mesmo Brasil, se adiara iufectados da terrivel
epidemia do cholera-morbos, indubitavlmcnle po-
de, compromclter a saudo publica.
Em lal casoS. S. coinprehender bem a absoluta
necessidade de que (Cora em diante todos os navios
de sua naca sem dislinccfio alguma, quando chega-
rem a nossa baha .procedentes do ultramar, e an-
da quaudo lenham socado em Monlevideo, se apro-
ximen) anles do desembarque de suas eqnipagens,
passageiros e oulros i objectos ao referido navio do
estado situado no canal oilerior, para a dita visila
de saude e do porlo le.para obter sua classillcarao
depois de submeiiidjo ella.
O abaixo assignado espera que S. S. se sirva adop-
tar as medidas convenientes para que os comman-
danles e capitaesdej navios da uarao de S. S. nao
possam allegar ignorancia.
O abaixo assignado aproveilando esla oecatio,
renova a S. S. os jpMeslo da sua mais elevada con-
sideracao e apireo.Valeulim Ahina.Conforme,
Joaquim Mari! Mscenles de Azambuja.
Secretaria dja capitana do purlo de Pernambuco
8 de novembrl de 1855.O secretario, Alexaudro
Rodrigues doaj Anjos.
O Illm. $sr. capitao do porlo em cumprimento
da aviso circulad da repartidlo da marinha de 17
de outubro ultlnkameole lindo, e de ordem do Exm.
Sr. presidente enhofrlcio de 17 do correnle mez com
referencia a ello Imanda fazer publico o exemplar
abaixo dn aviso a os navegantes enviado pela legaco
imperial em Madrid, relativamente urna alleracao
no pharol da ilba -Ju Tarifa.
DIRECCAJO' UE HIQROGBAPHIA.
''Jija ao naeganut.
Pheross^das epiUs, da Hespanlia.
Palj minislerji, da maltona e wmmqnicadas peto
BLICAQA'O LITTERARIA.
iptina a vender-s a obra de di-
Oo Advogado dos Orphaos, com um
dice importante, contendo a lei das
tiradas dos tribunaes de justica, e
legi ment deCusta^para uso dos
,escrivaes, empregadeJ* de justica, e
les que freqnentam o estudos de di-
pelo preco de 5'000 cada exem-
na lojadoSr. padre Ignacio, ra
da Cadeia ru 56 ; loja de encadernacao e
livros, ra do Collegio n. 8; pateo do Col-
legio, livraria classica n. 2 e na praca da
Independencia n. 6 e8.
I. IS ABEL.
Sociedade 'Dramtica Emprezaria.
Segunda recita concedido pelo Exm. Sr. presidente
em beneficio do ando Hoberl/te Al-
buquerque Mello.
QDARTAFEIRA11 DE NOVEMBRO.
Representar-se-ha pela segunda vez o bello e mni-
lo appltudido drama em i actos, original portocuez
deA. M. de Souza
OCHRISTAO' EO MOURO
OU
i QUEDA DOS .MIIS.*
Segue-se o mu lo engranado duello bahiano
O ESTUDANTE E A LAVADE1RA.
Cantado pela senhora D. Amalia e o Sr. Lisboa.
Dar lim ao espectculo a primeira representara
da nova comedia em um acto, escripia expTessamen-
te para o beneficiado, intitulada o
RECEM-NASCIDO
Persoiiagens. Actoret.
Vitello, velho pintor.....Sr. Mendes.
Aflonso, amante deSeraphina. Lisboa.
Ferrabras, piftoo disfamado em
recem-nascido. O beneficiado.
Goncalo, criado de Ti Ir lio Sr. Monleiro.
Cm sargento do batallio de Fer-
rabras......... Pinto.
Margnrida, mulher de Vitello. Sra. D. Rila.
Seraphina, sna filha : a Leonor.
Rosa, criada amante de Goncalo. 11 Amalia.
A sceua passa-se no Rio de Janeiro, n'om dos ar-
rabaldes da cidade.
Ue este o espectculo que o beneficiado aprsenla
aorespeilavel publico, quem pela segunda vez pe-
de toda a proleccjlo que se possa prestar a um ente
impossibililado de ganhar os meios de sua subsis-
tencia.
O beneficiado nao querendo lornar-se importuno,
resolveu no passar bilhetes, e por isso pede ao be-
nvolo publico baja de vir compra-Ios no escriptorio
do Iheatro onde esiao a sua ditposicao.a>
Principiara' as 8 horas.
SAMADO 17 DE NOVEMBRO.
Recita a beneficio do actor Bezerra-
Ir a scena o drama em 3 actos de 1- rederico Son-
liornado de msica _
AS MEMORIAS DO D1AB0.
Actores.
O'beneficiado.
Sr. Pinto.
Sebasliao.
Mendes.
n Senna.
Monleiro.
Sm. I). Rila.
Amalia.
Leonor.
Jcsuiua.
sempre applaudida
Personajem.
Robn.........,
Rapinlere.......
Mrquez de Lormias. .
Conde de Ccr 11 y .
Joao (jaulhier......
Valenlim. .......
Ta Calharlna......
Baroneza de Rouquerolles .
Amelia........
Condera de Cerny .
ti udar o espectculo com a
comedia vaudeville em 2 aclos
0 CARA LWDJ.
O heneliciado sempre gralo aorespeilavel publico
pernambucano, espera nao desmerecer aiuda desla
vez a sua illuilre protec^ao.
AVISOS IvIARITIMOS
REAL COMPAMIIA DE PAQUETES IN-
GLEZES A VAPOR.
No dia 20
desle mez es-
pera-te do sul o
vapor Thamar
commaudanle
Bevis, o qual
depois da de-
mora do cus-
luuie seguir
para Southamplon,locando nos porlos de S. Vicente,
TenerifTe, Madeira e Lisboa : para passageiros tra-
ta-se com os agentes Adamson llowie & C ra do
Trapiche Novo 11. 42. Os volamos que pretende-
ren mandar para Southamplon deverao estar na
agencia 2 horas antes de se fecharen) as malas, e de-
pois dessa hora nao se receber vulume algum.
laranhao e
Para.
A escuna nacional JOS, capitao Joa-
quim Jos Alves dasNeves, vai seguir em
poucos dias aos porto indicados: para
o resto do seu carregamento, trata-se
com os consignatarios Antonio de Almei-
da Gomes & C, na ra do Trapiche n.
10,segundo andar.
Para o Rio Grande do Sul
segu cota brevidade, por 1er parle da carga promp-
ta, o brigue brasileiro Sijmpathia : quem no mes-
mo quizer carregar o resto ou ir de passagem, enlen-
da-se com o capitao Candido Jos Francisco Goularl
a bordo, ou na ra do Trapichen. 14, com oconsig
nalario Manoel Alves Guerra. ,
Baliia.
Vai seguir com brevidade o liiate na-
cional FORTUNA, mestre Joaquim Jos
Silveira, tem grande parte do seu carre-
gamento prompto : para o resto, trata-se
com os consignatarios Antonio de.Almei-
daGome8&C, na ra do Trapichen. 16,
segundo andar.
Para Lisboa, a galera portugueza Jo-
ven Carlota, capitao Bosventura Borges
Pamplona: para carga epassageiros,tra-
se com os consignatarios Novaes & C., ra
do Trapiche n. 34.
p Rio de Janeiro sabe com muila brevi-
igue nacional Sagitarios, de primeira
1 lem a maior parte do aeu carregamen-
, para o restante e passageiros, trata-se
II Francisco da Silva CarriQO, na ra do
17, segnndo andar, ou com o capillo a
-j Para a Babia o hiale nacional Amelia prelende
sahlr no da 13 do correnle, por ler o seu carrega-
mento quasi promplo ; para o resto e passageiros,
Ira-se com o seu consignatario Antonio I.aizde Oli-
vein Azevedo, ra da Cruz o. I.
PARA O MARAMHAO E PARA'
Sahe com brevidade por ter maior
parte da carga a barca brasileira Bri-
lliante : para o resto trata-se com os
consignatarios Novaes & C, ra do Tra-
piche n. 34 primeiro andar.
Para Lisboa sahe o mais breve possivel por ler
parle da carga prompta, o brigue portognez Laio
II, de que he capitao Caelano da Costa Martins;
para carga ou passageiros, trata-se com F. S. Ra-
bello & Filho, ou com o capitao ca praca do com-
mercio.
LEILO'ES.
O agente Borja far leliao em seu armazem,
na ra do Collegio n. 15, quinla-feira, 13 do corren-
le, as] 10 horas da manhaa, de urna grande quanli-
dade de objectos perlencenles a orna pessoa que re-
tira-se para fra da provincia, consislindo n'uma
excellenle mobilia de Jacaranda com pedra, urna di-
la de amarello, orna rica cama franceza com corti-
nados, um ptimo guarda-vestidos, comroodas, la-
vatorios com perlences. aparadores, metas grandes e
pequeas, Iouc.a e vid ros paro serviro de meta, um
rico candelabro, linternas, vasos, caiuncase eufeiles
de porcelana para sala, algumas obras de ouro e
prata, e oulros muilos objectos. qua impossivel fra
mencionar, os quaes se aHiarlo paleles 00 mesmo
armazem no da do leilao, e se enlregarao pelo
maior lanco offerecido ; assim como varios escravps
pecas de ambos 01 sexos.
C. i. As'.ley & Comoanhia farao leilaojor in-
lerven^ao do agente OliveM, de um cxpleodido sor-
timenio de fazendas, ledas modernas e as mais pro-
prias para a prxima fesla : quarla-felra, 14 do
correnle, as 10 horas da manha em ponto, no seu
armazem, ra da Cadeia do Recife.
C. G. Astley & Companhia farao leilao, por in-
tervengo do agente Oliveira, de porcoes de Untas
preparadas a oleo, oleo de lindara em botijOes, de
barris de pixe e alcatro : quinla-feira, 15 do cor-
renle, as 10 horas da manhaa, no armazem da ra
da Moeda, oulr'ora eslab'elecimeuto de assuear do
Sr. Luiz Antoafo Vieira.
O agente Borja, au^orisado pelo Illm. Sr. Dr.
juiz de orphaos conform o seu despacho proferido,
uo requenmenlo do tuor dos orphaos filhos do fal-
lecido Caelano Pereira oocalvesda Cunnajtgh pre-
senta do dito Sr. juiz, continuar o leilfeijHfaguus
bens j anauneiados, perlencenles aos fl^Kados
orphaos a saber : diversas obras de brilhanla dia-
mante, entre as quaes subresaliem -2 riquissimosau-
neiae, alBneles de peito e boles para abenara,
urna grande quantidadede obras de ouro como bem,
Irancelinsde filagrana muito ric<.s, alljneles daxacil
com penal brincos, rozelas, bolOes para camisa,
coroas, ra)Moderes o sellas para imagem, e outras
muitas abras; divanas pejas de prata como bem,
salvas, coIKeres, canicies, bacias, estribos, esporas,
urna rica bau1eja.grande etc., as sobras do engenho
C.oqiieirea'na comarca de Santo Antao. e o engenho
d'agul denominado Mamucaia, na freguezia de S.
Lourenco da Malla pudendo ser vendido a prazo
com desobriga dos credores.ou com firmas negociaes
nesla prar;a: lera lugar o leilao quarta-feira 21 do
correnle as 11 horas da manhaa no armazem do a*
genle annuociante, silo na ra do Collegio n. 15,
aonde os Srs. pretenden les aus bens cima mencio-
nados, que quizerem alguna esclareciraeutos acerca
iclles, poderSo se entender.
AVISOS DIVERSOS-
Quarla-feira, 14 do carente, fiuda a audien-
cia do Illm. Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, ne
lugar do cuslume, vilo em ultima praca os bens se
guiles, por eiccures da fazenda provincial : por
venda a casa terrea no pateo da Ribeira n. 17, com
32 palmos de frente e 68 de fundo, com cozinha den-
tro, cacimba propria e quintal murado por 1:0009,
penhorada a Manoella Maria do Nascimento ; o ler
reno ja anumeiado no becco do Quiabo da povoar.io
dos Afogados por 255, penhoraflo aos filhos de Bento
Joaquim de Carvalho ; a cass terrea na roa do Rao-
sel n. 53, penhorada a Joaquim dos Reis Gomes por
900$ ; um sobrado j annunciado, silo na ra de S.
Jos o. 20, penhorado aos herdeiros de*Antonio Mi-
guel por 6005 ; a casa lerrea na rna de S. Jos n.
36. penhorada a Aulonio Francisco Aloclo por
400."); dita no becco do Hurtos n. 25 j amiuticiadl,
penhorada ao padre Raphael Airtomo Coelho por
.5009 ; a penda animal da casa terrea penhorada a
Joao Thoraaz Pereira, na roa de Sania Rila n. 107
por 249 ; os movis penhorados a Caelano de Assis
Campos, que estarao presentes, lodos em 169 ; a ar-
marao da toja de sapatos penhorada a Joao.Gomes
Pereira, na ra Direita n. 100 por 109 : quem qui-
zer arrematar comparera.
Precisa-se de umescravo por aluguel para Ira-
balhar em urna refinaso em Fra de Porlai, ra do
Pilar n. 131
Precisa-se alagar um prelo p*ra o serviro de
pouca familia : a Iralar na ra do Quelmado o. 7.
A pessoa que anuunciou querer lomar 1:0009
a juros com hypolheca, dirija-se a ra Nova n. 44,
segundo andar, das 9 as 3 horas da larde.
Os directores da companhia de Seguros Marti-
mos rtilidade Publica, em cumprimento ao artigo 41
dos estatutos, convidam os Srs. accionistas a compa-
recerem no escriptorio da companhia no dia 15 do
correte ao meio dia, ra da Cadeia do Recife n. 42,
primeiro andar.Os directores, Manoel Joaquim
Ramos e Silva, Luiz Antonio Vieira. Recife 10 de
novembro de 1855. *
Precisa-se de um bom cozinhei- O
10 para casa estrangeira de pouca d
familia : na ra da Cadeia do Re- M
cien. 21. S
A abaixo assignada avisa ai pessoas que leem
penbores em sua mao por maior esparo de 6 mezes,
que os venham resgatar dentro do prazo de 8 dias,
pois depois de passado o prazo marcado, a abaixo as-
signada os vender para seu pagamento, visto que
nlo pode pur mais lempo conserva-Ios.
Antonia Carolina da Conceicao.
Roga-ie ao Sr. que por engino trocou um
chapeo, de mola por ouiro da mesma qualidade, no
dia 10a noite, do botequim do Sri Paiva, queira
annujjciar a sua morada para Ihe ser entregue o seo,
ou o procure no oilio da matriz de Saoto Antonio,
sobrado o. 14, primeiro andar.
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO D RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS.
posto em ordem alphabetica, com a descrlpcSo
abreviada de lodas as molestias, a indicado physio-
logica e Iherapeulica de lodos os medicamentos ho-
meopalhicos, sen lempo de aejao e concordancia,
seguido de um diccionario da significacao de todos
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. nssignanles podem mandsr bucaros seus
exemplares, assim como quem quizer comprar.
Aluga-e um armazem na ra da
da Praia: atMtar no Manguinho, sitio de
Ilerculano Alves da Silva.
CARROS FDHEBRES.
ADMINISTRADOR AGR.
Este estabelecimento sito em um arma-
zem, pertencente aos religioso Francis-
canos, confronte a secretaria de polica,
esta' competentemente montado; tendo
excellentes carros para prvulos e adultos
com' ricos adornos, excellentes pannos
com ricas borlas e Iranjas.tudode confop-
Itllfl lili >>(-\>v\ i. ...ii->!,>. a J^.______ -aBBBBal
LOTERA
GIMNASIO PMAMBCARO.
oabbado, 17 do correte
andam as rodas da pri-
meira parte; da terceira
lotera do Gymnasio : o
resto dos meus bilhetes e
cautelas esta' a venda as
lojas do costume, e no
aterro da Boa-Vista n. 48
e 68.Ocautelista, Anto-
nio da Slva Guimaraes.
HOSPITAL PORTGEZ
De beneficencia
Tendo de abrir-se solemnemente o Hos-
pital Portuguez de beneficencia nesa ci-
dade, no domingo 18 do corrente as 10
horas da manhaa no sobrado sito ao nfr-
te do corredor do Bispo, pertencente ao
Sr. Joaquim Ignacio Ribeiro Jnior, sao
pela respectiva junta administrativa con-
vidados todos os Srs. subscriptores f
assistirem a este acto de religiao e carida-
de. Neste dia estara' patente o estabe-
lecimento a todos os Srs. vizitantes de um
e outro sexo, desde as 9 horas da manhaa
ate as 2 da tarde, e desde as ate as 0 da
noiteRecife 1 i de novembro de 1855.
Manoel Ferreira de Souzavavarbosa, se-
cretario.
Apessoa que annuneiou no
de 4009000 a juros, dando em b
nesta cidade : dirija-se a rna
n. 47,loja.
Diario, prttizr
urna casa
doRate
forei-
Precisa-se de urna escrava para eogommar,quer
seja captiva, quer forra : na Solidade no sil loTis-
sel. ou na ra do Trapiche casa de Laaa
Joao da Confia Reis faz pabsfSB^Le perdeu
? ma letlra da qaanlia de reis 1:24O)0atT eer-se
em 15 de fevereiro de ia6, aceita pata senhor
Henrique Gonralves de Albuquerque, senhor do
engenho Desierro, comarca de Pi d'Alho, calo se-
nhor ja est prevenido e pedio esta declaracia i la-
se afim de poder pa.sar nova leltra a* propr
l.eis ficando a perdida de nenhom valor.
Nos dias 16,19 e 23 se lino de arrematar pela
primeira vara do civel um chao para casa ca "
palmos de frente e 112 de fundo no baq
Francisco por delraz de Saula-Therwa,
ba,) cujo terreno foi avsliado uor 4i
ro a S. Pedro.
No primeiro andar do sobrada a. 46 roa larga
do Rosario, de quiuU-teira 16^j reo le mez da
novembro em diante, haver cala^alinrios|de varias
qnalidades, e sorveles das mel horas fruelas, sob o
melhor aceio, promptidao e deceacia, capaz de re-
ceber-se familias.
Aluea-se um escravo ptimo cozinheir* e seta'
vicio algum, proprio para servir em tuna casa de fa-
milia : a tratar na roa do Rangel n. 42.
Armazem para alagar.
Alnga-se o armazem da roa. do Encantamento,
aonde est collocado o lampean, na casa qae faz fren-
te para a ma da Cadeia n. 23 : a Iralar na mesma
ou em o n. 25 da mesma ra da Cadeia.
Precisa-se de urna pessoa que tenha as hibili-
tai-oes precisas para ser leilor de um engenho de as-
suear, a enlender-se com o abaixo assignado na ra
do Qucimado n. 8, Tambem precisa-se fallar com o
Sr. Francisco Joaquim Gaspar a negocio de san in-
teresse, devendo entender-se tambem asm o mesmo
abaixo assignado-----Antonio Aurelia* Lopes Con-
linho.
No dia 12 do correnle desappaaueu do sitio
denominado Agua-fria. no caminho de Beberibe,
j.li- ------ *" iu iinus ae mane, cnama-f
publico, tem TICOS caivies denovos mO- testa um pnuco saliente, he um
dellos tanto para uns como para- outros;
?ende mortalhas de prnlio e cncarrega-sc
ndo quanto pertence a execucao de
sem que os dolidos tenhanj.
AI ni a na k.
Como se esteja confeccionando o alma-
nak, ioga-se a todos os senhores que ti-
verem ateracoes a mandar, se dignem en-
via-las a' livraria n. C e 8, da praca da
Independencia.
Na loja n. 2 da ra Nova, atraz da malriz, pre
clsa-se de oiYiriaes da alfaiate de obras grandes.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, para engommar e fazer algum ser \ ico de casa:
na rus da Cadeia do Recife, defronle do becco Lar-
go n. 25.
Fugio do engenho l.'baquinlia urna escrava
crioula de nome Monica, idade de 35 annos, alta,
fula, com falla de denles na frente, con bastante
leite, a qual foi comprada nesla praca ao padre Jos
Francisco de Arroda : a pessoa que a pegar, dirja-
se ra Direila n. 3, que ser recompensada.
O abaixo assignado pede a lodas as pessoas que
Ihe sao devednres por lelirasj vencidas e ou'.rasde
conlas de livros documentadas, tanli-avjticTevj que
sao agricultores como algumus pessoaJ d/rsfa prfcra,
que venham resgatar seus crditos al lm M> tor-
rente mez; este prazo he para os que morara neta
praca, e at o lim do correnle anno para com os se-
nhores que sao agricultores, principalmente para
aqulles devedores que o abaixo assignado j proles-
lou seus dbitos peranle o juiz do commorcio des-
la capital em :i(i consta dos edstaes publicados era 3 de julho do cor-
rele anno nos lugares pblicos desta cidade como
he de costume, e tambem no Diario n. 151 de ter-
ca-feira 3 de julho do correnle anno, que conslou a
rL-l.ii;,lo de 21 devedores que foram publicados, e
que seus dbitos imporlam em 7:8819367. O abaixo
assignado declara a esles seos devedores que s es-
pera o prazo marcado nesle annuncio, que vai pu-
blicado 3 vezes, pora nao chamarem-se n ignoran-
cia, e para depois quando tormos a juizo nao terero
razio de qucixa. Recife 12 de novembro de 1855.
Joaquim Antonio de Santiago l.essa.
Galvanoplastia.
Doura-ie e pralea-se com toda perfeic,Ao e aceio,
e por mdico prejo, lodo e qualquer objecto de me-
tal por mais delicado que seja: na ra Direila n. 50.
Aluga-se urna loja de um sobrado silo na Pas-
sagem da .Magdalena, quina que volla para os Re-
medios, com armarao e ulencilios de taberna ou sem
elles : quem pretender, pude entender-se com o ad-
ministrador Manoel Antonio de Jess, na rna larga
do Rosario o. 18.
No hotel da Europa d-sc bom ordenado para
um hbil cozinheiro.
Paga-se generosamente a prelas que vendara
azeile de carrapalo ; assim como se compra urna
cari oi.i em bom uso ; os prelendenles dirijam-se i
cocheira que fica na Iravessa do Ouvidor.
Domingos Jos da Cunba Lopes faz publico
que venden a sua podara, sita na ra da matriz da
Roa-Vista n. 26, livre e desembarazada, aos Srs. Mi-
guel dos Sanios Coimbra e Antonio Abelmo l.eile
Braga, era a qual iizeram os meamos compradores
sociedade sobre a Urina do Coimbra & Braga, como
consta do recibo e lellras que me aceitaran, a qual
padarla nao foi s vendida ao Sr. Miguel dos Santos
Coimbra, cuido o fez publico pelo Diario n. 260.
Na ra do Collegio n. 21, segundo andar, pre-
cisa-se por aluguel de urna ama que seja sadia e le-
nha mullo bom o abundante leite.
Precisa-se do urna ama que saiba cozlnhar
bem e fazer o mais serviro de urna casa de pouca
familia, e qued conheciraenlo de sua conducta : na
ra da Reda n. 52.
No aterro da Boa-Visla n. 33, precisa-se de
urna escrava que coziuhe e emgomme.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
das Crozes o. 22, a Iralar no mesmo sobrado cima.
Precisa-se de 4O0$0OD a juros,dando-se em hy-
polheca urna casa nesta cidade : quem quizer dar
annunciepara ser procurado.
Precisa-se de um caixeiro que tenha pralica
de taberna, a d fiador a sua conducta : Da ra do
Sebn. 23l
mid.ide com o regulament do cemiteirit!r inll^.8 "l siS"aes esai"'es:
' jer io annos de idade, charoa-se Hennqoe, teta a
-Testa um pouco saliente, he um pouco barrlgad
alegre : quem o pegar leve-o no Corredor do Bispo,
casa em que mora o promotor publico, que ser re-
compensado.
Aluga-se o primeiro andar da ra eslreita do
Rosario n. 17, priprio para escriptorio, ou pessea da
pouca familia r tratar do mesmo andar. A pessoa
que nesle mora o dawccupar logo que se alagar.
Aos amantes das pechinchas.
No pateo do Carmo d. 8 haver sorvete todos as
dias das 6 as 8 horas da noite, a 200 rs. o copa.
I)a-se dinhero a jaros sobre penbores de ouro
e prata : na ra do Qaeimado n. 37, se dir a pea-
soa com quem se deve Iralar.
Anda esl fgido do abaixo assigoado o prelo
Aulonio, angico, j idoso, porra forte e bom Iraba-
Ihador de enxada, olhos pequeos, com cicalrizes
oas tolas dos ps de eraros, fetor que eia do sitia
entre as duas ponteada Passagem, junto an que
mora o Sr. Dr. Velloso ; o dito prelo iutitula-se for^
ro, e tem sido visto pela Torre e algores, Irabalhan-
do a algoem ; prolesla-se contra quem o empregar e
recolher: quem o pegar leve-o a Firmino "
Oliveira, no pateo do Carmo. qae o recoi
Antonio Joaquim de Mi
Precisa-se de 2508 a joros sob penht. _,
ro ebrilhantes: quem qoizer dar annnncie.
i ncommodo; fajis cha-se esf<
tabelicimenlp) conj proporc^es de bem
servir por ter pessoas destinadas a todos
os misteres; para tratar, no mesmo arma-
zem com o admnistr;idoi^apea hora; do
da ou as ras da Cadl Santo Anto-
nio casa n. 34 e nado l^i^En. 1,L a
ntte na de Santa Tbercza n
Urna pessoa comhabilitacoes preci-
sas encarrege-se de cobranras em Macei:
atratra na ra do Queimado n. 7 .pri-
meiro andar ou annunciem suas moradas
para serem procurados.
Por deliberarlo da mesa regedora da venera-
vel ordem terceira de S. Francisco desla cidade do
Recife contina estar exposta vista dos fiis a efll-
gid do milagroso S. Roque, advogado contra a pesie
aleo dia 18 do corrente mez, havendo nessedia mis-
sa cantada e ladainha a noite, para o que se convi-
da a lodos os devotos a comparecerem na referida
igxeja, afim de qne com as anas fervorosas oraies
implorem a prolecrao da-mesma imagem, para'que
nos livre do (lagelio da peste de que tem sillo victi-
mas 09 rfossos patricios.Secretario,
Galdino Joao Jacinlho da Cu una.
Aluga-se ama preta de ptima conduela, sa-
bendo bem engommar e cozinhar, dando-se prefe-
rencia a casa estrangeira : quem pretender, dirija-se
aos quatro cantos da Boa-Visla n. 1.
flp annuneiou pelo Diario do 1.- do cor-
rente cfferer alugar nm bom sitio, dirija-se a ra da
Guia, casa n. 5, segando andar.
- s nhaixo assignados, com casa de negocio nes-
la cidade, peden aos seus devedores, qae se dignem
salisfazer seus dehilos anles do fim do correnle mez,
afim de nao verem seas nomes as columnas desle
Diario, como ser forrqso para se evitar a prescrip-
o de snas dividas, conforme o disposto do cdigo
commercial, da qual sa(sfac3o resollar reciproca
vanlagem^ evitando-se deste modo despezas judi-
ciaes e desgostos. Recife 12 de novembro de 1855.
Andradeft Leal.
O abaixo assigoado peda aos seus devedores,
quese dignem salisfazer seus dbitos anles do fim da
correnle mes, afim de n8o verem seus nomes as
columnas desle Difiri, como ser forzoso para se
evitar a prescripcSotle suas dividas, conforme o dis-
posto no cdigo commercial, da qual salisfacSo resul-
tara reciproca vanlagem, ovitando se deste modo
despezas judiciaes a desgostos. Recife 12 de novem-
bro de 1855.Manoel Carneiro Leal.
Augusto Frederico de Oliveira pede a lodos
que tiverem conlas a receber da casa do seu finado
pai o Sr. Barao de Beberibe, qne hrjam de as man-
dar entregar no escriptorio da ra da Anrora n. 26,
afim de serem opporlunamenle pagas ; bem assim
como declara que nao reconhece cerno valido qual-
quer pagamento'feito ao seu caixeiro por alugueis
quer de seus proprios predios qur dos de seo finado
pai, quando nao lenha tido logar em virtude da
aprevenanlo de recibo impratso assignado pelo pro-
prio finado seu pai, ou por elle Augusto V. de Oli-
veira, sendo que ao seu caixeiro foi sempre expres-
sameote vedado firmar recibos por qnatquer cobran-
za que lizesse, segundo j* foi em oulra peca annun-
ciado.
Perdeu-se um coraran com um diamante em
Ires vollas de cordao de uuro, no bairro da Soleda-
de : quem o achou e quizer restituir, ser gratifica-
do, levando ri casa de sobrado nos terrenos de Uer-
cnlano Alves da Silva, ou ao sitio da quina defronle
da do sitio dos dous leoes. na estrada de Joao ler-
nandes Vieira.
Casa de commis-
sao de escra

para lavar e <
ua Direila u. 96, se-
Precisa-se de u
mar para urna crianza
gundo andar.
O padre Thomaz dementa Marianna de Jess
Magalhaes se ofTerece para ser capellao para aquelle
senhor de engeuho qae quizar utilisar as minas e
mais actos proprios do ministerio sacerdotal, e para
cnsmar primeiras lellras, doutrina chrisUa, arith-
tqetica, grammalica da lingua portugueza, grararaa-
lica da lingua latioa, msica e francez : o senhor de
engenho que quizer, pode procurar o annuucianto
na casa de sua residencia, na ra da Concordia, das
9 horas da manhaa era diaulo de qualquer dia.
O abmo assignado declara pelo presente que
tem justo a compra da casa Ierres sita na ra do
Hospital do Paraizo n. 7, perleuceole a Sra. There-
za Maria de Jess,moradora na mesma casa. Recife
2 de novembro de 1855.
Manoel do Nascimento dos Santos.
Precisa-se de ama ama de leite: na hotel Fran-
cisco.
Attengo.
Perguola-se ao juiz da rrnandade de N. S. do
vramenlo o motivo porque anda nao prestou l
commissao que foi encarregada da faiar nj
Erocissio da mesma senhura, visto que se ~
er os nomes dos qse coiilriborram pr I
importancia deesas esmolas, mesmo para aa
vidas HIT outro sim se j se dispeasot ao adi
dor do altar de Santa Luzia de prestar contas men-
almente, da tal adminlslracao !!!* ou se est admit-
na aanal mesa o tzf hodie mih eras
I!!!?Oa olhos vivos de Santo Lacia.
ti-
IraVp de S,
n-s"liscravo!
Na roa Direila n. 3, confroule a Ira1
Pedro, sobrado de 3 andares, reccbi m-se"scravos
de ambos os sexos para sa vender de commissao, na*
se levando mais por esle Irabalho do qee dous por
cenlo, e sem despeza alguma de comedorias, otTere-
cendo-se para isto loda a seguranra e commodos
precisos para os ditos escravos,
Aluga-se urna ama forrav oa" acravo, de boa
conducta, para fazer compras e coziaSar para doas
pessoas, preferindo-se tambem saber engommar.
Precisa-se de um pequeo de 12 a 14 annos
para taberna ; na ra da Conceicao n. 6, se dir
quem precisa.
Sor vetes.
Na ra eslreita do Rosario ha sor-vetes ledas as
noites a 200 rs., e nos domingos depoii das 4 horas,
honssorvetes de rreme.a 360.
Precisa-se de um Mlor ; no sitia ds A. V.tta
Silva Barroca, ni Magdalena.
tido
bi
A pessoa que aonuneioa querer comprar 2 ba-
lis, dirija-se a ra dos Prazeres, no bairro da Boa-
Vista, a ultima casa pintada de ciozenlo.
Precisa-se de urna ama de algumas habilidades
e qae lenha boa conducta, para casa de pouca fami-
lia : no Paaseio o. 7, se dir qoem a quer.
Precisa-se de 800J a premio por hopolheea,
pelo prazo de 6 mezes, pagando-se os jaros adianto-
do, dando-seporseguranfi orna boa mobilia de Ja-
caranda e un bom piano,o qaal s vate'6009; qoem
quizerannuncie para ser procurado.
Massa adamantina.
Antonio Barboza da Barros, eslabeleeido com sala
de barbeiro na ra da Cruz n. 62, primeiro andar,
chumba denles com esla preciosa massa ; na mesaos
sala vendem-se e alugam-se bichas por commodo
preco.
Candido Jos Lisboa, antigo discpu-
lo do Sr. padre Joaquim Raphael da Sil-
va, approvado plenamente pelo lycu
desta cidade, da' lices de latim, francez
e portuguez: na. ra de Apollo it. 21.
IECHAHISMO PARA EHGE-
110.
NA FUNDIDO DE FERKO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W- BOWNUN. WA
RA DO BRUM, PASSANDO O BA-
FARIZ,
ha sempre um grande soriimenlo dos seguinles ob-
Stos de mechanismos proprios para engaitos, asa-
r: moendas e meias moendas da mais moderna
conslrucc.to ; taixas de ferro fundida e batido, de
superior qualidade e de lodosos lmannos; rodas
deutadas para agua ou animas*, de todas aa propor-
(oas ; crivos e boceas de foroalliae registros de be-
airo, agVilhoes, broozes, parafusos e cavilhoes, moi-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICA'O.
se executan todas aa encomraendas com a wpatio-
ridada j cenheeida, e een a devida prwleta e com-
niodidadean prata.
-'
i


/




CONSULTORIO DOS POBRES
SO IVA VOT 1 AlfMB 50.
PIMO Dt PEBMUjBUCO U.nTfc FEIRI 14 uE NOVfcMEVnO 01 I8B5
O Dr.P. A.Lobo Moscozo di consullas homeopalhica! todos os diasaos pobres, desde 9 horas da
manhaato meio da, e emcasosextraordinarios a qualqoer hora do dia ou noite.
Offerece-eIgualmente para praticar qualquer operagao de cirurgia. acudir proniplamenlc a qual-
qaer rculher qu esleja mal de parto, e cujascircumstanciaaoaopermitUm pagar ao medico.
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Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qaalro volumes eocadernados em doas e acompanhadode
un diccionario dos termos de medicina, cirurgia. anatoma, ele, etc.
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soas que se querem dedicar a pratica da verdadeira medicma, isteressa a todos os mdicos que quizerem
experimentara doulrina de Halinemsnn, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella a todos os
sendeiroae senhores de engenhoque estaolonge dos recursos dos mdicos: a lodosos capules de navio
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo sen ou de seus tripulanles:
a todos os pais de familia que por circunstancias, que era sempre podem ser prevenidas, saolobriKa-
doa a prestar in eonlintnli os primeiros socenrros em suas eofermidades.
O vade-raectim do homeopalha ou Irtdocgilo da medicina domestica do' Dr Hcriug
obra tambera til as pessoas que se dedicara ao esludo da homeopalhia, um. volu-
me grande, acompanhado rio diccionario dos termos de medicina KVWXN)
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele encardenado MMH)
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar un. pauso 'seguro na pralicada
homeopalhia, e o propr.etar.o deste estabelecimento se lisongeia de te-lo o niais bem montado possivel e
ungueal duvida hoje da grande supenondade dos seus medicamentos .-------------
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Bolicas da S1 ou 30 dynamisagao. Menores.
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................ 55000
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Uualqner deslas boticas em linduras, o dobro.
Cada tubo avulso..................... i*qoq
Meia miga de qualquer tinctura do quinta dvnaraisago........ "aOOO
bm frasco ha sempre i venda grande numero de iubos de cryslal de diversos lmannos,
dieamentos, e aprompti-se qualquer eucommenda de meflicameoloscom toda a brevida-
e por preces muilo commodos.
Da
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13 tubos
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TRATAIEHTO HOIOPATHICO.
preservativo e curativo
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CHOLERA MORBUS,
PELOS DRS.
aiE: ssa .-^ _
ou inWroccJo aopovuparaso poder curar desta enfermidade, administrndoos remedios mais e Incales
alu/ha-la, emquantoise recorre ao medico, ou mesmo para cura-la independente desles nos Usares
'. os lia. .
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
os opsculos coi.lemas ndicaces mais claras e precisas, e pela sua simples e concisa exposi-
nce de lodas as inleliigencias, nao s pelo que dizrespeito aos meios ruralivo', como prin-
*-eservativos que lem dado os mais satisfaclorios resultados em tuda a parle em que
uera pratica.
homeopatliico o unicoque lem dado grandes resoltados no curativo desla horri-
losa proposito Iraduzir estes duus importantes opsculos em liogua vernacu-
lar a sna leilura a quem ignore o francet.
ile "O Consultorio do traductor, ra Nova n.52, por 29000. Vendem-se tambem
tos e boticas de 12 lubos com um frasco de lindura 109000, um dilo de 30 tubos
AVISO.
Em Uoianna, becco do Pavao n. 14,
armazemdeAranha& Albiiquerque, coto-
pra-se toda equalquer porcao de assucar
e paga-se por bom preco,
Compra-se urna cadeir'inha feita na Ierra ou
una dita de rebuco feita na Baha, mas qualquer
urna dellas seja de bom goslo e que eslejam com pou-
co uso : quem liver amiuncie ou dirija-se a ra do
Hangeln.36, primeiro andar.
Compra-se tim ou dous balil de 3 ou 4 pal-
mos, coberlos ou mesmo sera serem coberlo?, que
eslejam era bom estado ; qoem liver annuncie.
Compra-se urna escrava que cozinhe e engom-
me, nao precisa ser moca, agradando paga-se bem:
na praca da Boa-VisU n. 22.
Na ra do Vigario 11. 22, vende-se por preco
couimodo graixa -m bexigss, paios e sebo, cliegados
ltimamente do Kio Grande do Sul.
VENDAS.
.......-
cipatee
elles leo
LOTIS
GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
*jXJ0,S, ^OO/JE 1:000$.
O cauelisla Antonio da Silva Guiraares, tem c\-
posto a leuda os seus muilu afortunados blhefes da
primeira parta, da 1 .-retira lotera do Gymnasio, a
Corre no lia 17 de novembro crrenle, os quaes
esUoaieuda as seguinles lojas: alcrro da Boa-
J ns. 48 e 68 ; ra do Sol n. 7-2 A ; ra do
Rangel n. 51 ; praca da Independencia ns. 1* e
16 ; ra da Craz n. 43. e ra do Pilar n. 90.
P PRECOS.
Bilhetes iuteiros 59500
Meios 29800
Ouarlos 19*00
Oilavos 700
Decimos 580
' Vigsimos 300
mesmo oaulelisla declara, que garante iinic.i-
menteos seos biltielcs iuteiros em oricinaes, llagn-
doos premios sem o descont dos oilo por cenlo do
imposto jetal.
I. JANE. DENTISTA, S
continua a residir Da roa Nova n. 19, primei- m
9J ro andar.
Aviso aospais de la mi lia do Recife.
Lina .'ienhora habilitada e com moila praljca ii
educar (riancas fio aexo femenitio, oflerece-se
honrados seuhorej, que sendo queirsm servt-se
w preslimo, a sopplic.anle avisa com lempo para
ser procurada ; delerminu abrir um collegio no dito
higar; llie paree muito ulil e necessario, pois que
He sendo queiram ir matriculando de hoje
em daHRe as suas lilhas, sendo lenha urna colleccilo
de 20 alnmoai, ella vai para o' dilo lugar e receber
pensionistas externas e internas : quem Ihe convier,
dirija-se ra do Vigario, segundo andar da casa
13, que l se dir quem he ;o sopplicaDte.
CONSULTORIO CENTRU
H0MW4THIG0.
Gratuito para os pobres.)
de Sanio Amaro, (Mundo-Soto) n. 6.
Novos livros de homeopalhia em francez, sob
Indas de. umma importancia :
llahnemann, tratado das molestias
lumes......* .
Teste, rroleslas dos meninos.....
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas. .
Jahr, molestias da pelle.......
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
rJavthmann, Iralado completo das molestias
dos meniuos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Sl.10n.eli ......;
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario deNjslen.......109000
Aulas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, cnnlendo a descripr^ao
de lodas as parles do corpo humano 3090O0
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Ihico do Dr. -Lobo Moscoso, ra Nova a. 50 pri-
meiro audar.
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. 69OOO
. 79OOO
. 69000
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*. 69OOO
' 89OOO
I69OOO
IO9OO0
89000
79000
6*000
49000
fiollihilias
r. PARA I8S6.
t-stao a venda as bem conhecidas fo-
nnhas impressas nesta typographia, as
de algibeira a 320 e as deporta a 160; as
de aigibeira alem do kalendario 4*cclesi-
astico e civil, conte'm um resumojos im-
posto municipaes, provinciaes fjfl|kaes
que allectarntodas-asclasses daC Ka-
de, extracto dos regula mentos paWmes,
docemiterio, enterrse sello, tratamen-
to de varias molestias, inclusive a do bo-
lera, contos, variedades e regras para fa-
zermanteiga e queijosde diferentes qua-
lidades: vendem-se nicamente na livra-
rta n. 6 e 8, da praca da Indeprndencia.
No lim do mez saliiro a luz os alma-
naks, assim como as folhinhas deresa.
Vendem-se uceas com millio, muilo grande,
cnegadasagorada Parahiba.e muilo novo:na ruade
sonla Hila taberna 11. 5.
Vende-se a taberna da ra da Florenliua n.30,
visto que o dono deseja retirar-se desla provincia
a tratar de sua saude : quem pretende-la drija-se a
amesma, que com o domo far todo negocio.
v CHALLY.
venuese pelo menos que he possivel, mais barato
doqueem onlra qualquer parle, chally mnlo fino de
todas as cores : na ra do Queimado 11. 33 A, loia
rumo a da fama.
Vendem-se ceblas de Lisboa che-
gadas ltimamente : na ra da Madre de
Dos ao lado daAlfandega n. 31.
ROLAO FRANCEZ
Vende-se esta deliciosa pitada tanto em
porcao comoa'retalho,.em porcao na ra
da Cruz n. 26 primeiro andar,* e a reta-
Iioa40 rs. aoitava: na ra da Cadeia,
loja de Vaz & Leal.
Na ra da Cruz n. 26 primeiro an-
dar, vende-se urna porcao de caixas com
sai dinlias em latas, muito novas por terem
chegado no ultimo vio francez, e por
baratissrmo preco.
Vende-se extellSnte cbampage
em caixas, ltimamente chegado deFran-
ca, e licor de Kirsch: na ruada Cruz n.
26, primeiro andar.
Vend-se na ra da Cruz n. 26 pri-
meiro andar o apreciavel ch preto em
libras, assim como chocolate francez o
elhorquetern apptireciaono mercado,
teco muito em conta.
Vende-se por preco que convida
nina escrava crioula ele meia idade, bo-
nita figura, cor retinta, co/.inhao ordina-
rio de utna casa, ensaboa excellentemente,
ngomma pouco, vende na ra e sobre-
tudobe muito carinhosa para meninos :
na Camboa do Carmo 11.18.
Vende-se um casal de esrravoa com algumas
habilidades: a (ralar na Camboa do Carmo
segundo andar.
10,
Velas.
Vendem-se excelentes velas de carnauba pura, de
6, 7,8. !1, 10 e 13 por libra, e por menos preco do
que em outra qualquer parle : na ra ireita n". 59,
na fabrica da viuva do lina 1.. Brito.
No armazem do caes da alfaudega 11. 7, de J.
J.*P. de Mello, vendem-se saicas de farnha da Ier-
ra muilo nova e bem torrada.
Vende-se a armaran da loja da ra Direita n.
85, toda envi.tracada, proprm para calcado ou oulro
qualquer estabelecimenlo, olTerece lort'a a vanlagem
por ser o local mnito bom, e o aluguel muilo em
coula.
Camisas france-
sas,
de peitos finissimos, de muito bom goalo ; veudem-
se por 29400, 29600 e 29800 a camisa : na ra do
Queimado n. 33 A.
Cortes de case-
mira de cores
Ocauleiista Antonio Jos Rodrigue* de souz
mor lem exposto venda os bilhetes cautelas d
primeira parte da terceini lolaria do Gyrai
corre sabbado, 17 do crrente, os 1
I del."as lojas da prae*4*j^a^Afi
ira
TOS
voltar
. 50.
grandes que obt
do Collegio 11. 5
em seus bal
ua
primeiro iada^>W>Tque san-
eles inleiros lambem o possoidor
leiro, sendo os oilo por ceolo do
e o compleme premio do Sr.
por inteiro

Dr. Sabino Olegario I.udoero Pinho d
altas lodos os das desde is 8 horas da
ila al as 2 da larde.
[Visita os enfermos e sens domicilios, das
Shoras em diante yus em casos repentinos
e de molestiasagojM^raves as visitas serAo
relias em qualquer^^p.
As molestias nervJfcmerecem Iralamenlu
pecal segando nfflbs hoje aconselhados
pelos pralicos modernos. Esles meios exia
tem no consultorio central.
&
Alassa adamantina.'
Jie gerlmente reconhecida a excellencia desla
preparado para chumbar dentes, porque seus resul-
tados sempre felies sao j do dominio do publico,
sebasliao Jos de Oliveira faz uso desta. Jireciosa
mana, para o lim indicado, e as pessoas qjrquize-
rom honrfi-lo dispondo de seus servijos, podem pro-
cura-lo na .travesa do Vigario n. I,..loja de bar-
beiro. '
r
*

DENTISTA FRANCEZ, X
Pul. baigooux, denlisla, cstabelecido na
roa larga do Rosario n. 36, segundo andar,
'* dente com a pressaodo ar, e chumba
I com a raassa adamantina e outros me-
:rso sagrado,
commemoraca o da in-
ndencia do Brasil, no solem-
ne Te-Denm que os habitantes da im-
perial cidade de Nictherfy,
fizeram celebrar no dia 7 de se-
tembro de 1855,
PELO
SB. JOAffUlI.PIKTO DE CAMPOS,
Conego honorario da capella im-
perial, offlcial la'ordem da Kosa,
depulado assembla geral pe-
' provincia de i'eiiianibuco,
la
professor de eloquencia nacional
do antigo lycu da cidade do Ke-
elfe, bibliothecario da l<'aculda-
de de Ulreito da mesura cidade,
e socio correspondente do insti-
tuto histrico do Brasil, etc.
Este discurso impreso e vendido Dlos Srs. La-
emmert A: Companhia, do Kio de Janeiro, por gra-
ciosa liceuca do autor, vende-se na livraria o. 6 e 8
da praga da Independencia, a 19000 cada, exem-
plar.
I'recisa-se de um escravj por aluguel para o
servido dr, urna pequea familia : na ra do Uospi-
gio n. 7.
LATERAS DA PROVINCIA.
O 1'Ira. Sr. thesoureiro manda azer pu-
blier., queseachama vehda na thesoura-
riXl is loteras, na ra da Praia n. 27, os
bill.t tes da primeira parte da terceira'
lotei\c do Gymnasio, cujas rodas andana
impieterivelmente no dia J7 do andante
mez. Thesouraria das loterias 5 de no-
vembro de 1855.Luiz, Anlonio Rodri-
gues de Almeida, escriva j das loterias.
AULA.DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
(|nemuilou a sua aula para a ru-do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico prajo comn h publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar r.o segundo andar da refe-
rida casa a' qufquer hora dos das uteis.
5:0009000
2:5009000
i) 1:6665660
1:2509000
1:0009000
6259000
5009000
2509000
O caulelista,
nlonio Jos Rodrigues de Souza Jnior.
Aluga-se nm sitio com boa casa de sobrado, a
qual lem mullos commodos, sila na povoacao do
Mooleiro ; a tratar ua ra do Trapiche n. 14.
Precisa-se de um criado para lodo aervico de
nm homem solteiro ; a tratar na rna do Queimado
n. 7, primeiro andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os novos bilhetes
da lotera quarta, do recolhmeato de
Santa Thereza, que devia correr a 5 ou
9 do corrente mez: as listas esperam-se
pelo vapor PARAN', que partir' in-
fallivelmente a 10 do corrente, e deve-
ra' aqui chegar a 17 ou 18 : osBtemios
sao pagos a distribuido das mesrfll! lis-
tas.
Obras de
ouro as mais mo-
dernas .
Os abaixo signados, donos da loja de onrives, na
ra do Caboga n. 11, confronte ao paleo da matriz e
ra aova, faiem publico, que esto recebeodo con-
iinuadamenle muito ricas obras de ouro dos melho-
fea goslos, fanlo para seohoras como para homeus e
ueninos ; os precus continuara mesmo baratos como
iem sido, e pasea-se conUs com responsabilidade,
especillcando a qoalidade do ouro de 14 ou 18 qui
lates, licando assim sojeilos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim 4 IrmSo.
Al"ga-e ou vende-se um escravo muilo pro-
Pri para armazem de assucar, do que ja lem muil.
pratica : a tratar na ra da Cadeia do Kecife n. 15.
Precisa-se de um servente moto, preferindo-se
escravo, para trabalhar ua casa das aferisOes, paga-
se bem: quem quizer, dirija-so a mesma casa, ra
da Horentiiia n. 36. '
Ainda se vende o imposlo das aferiooes perlen-
cenle ao corrente anno de 1855-1856,das fregueziasde
Santo Amaro de Jaboato e lluribeca : quem pre-
tender, dirija-se a ra da Florentina n. 36, a fallar
com o erremalaole.
Precisa-se de urna ama de leite, pa-
ga-se bem : na ra Nova n. 4G, segundo
andar.
Graliflca-se com 109000 a quem levar a roa do
Jm>! n. 23, segundo andar, ou descobrir quera pegou
um xexoo rugido no da 6 do correnle, pelo lado da
ra das Flores.
Precisa-se para ensnar a tres meni-
nas em umengenho.de urna senhoraque
CaraJM|*se ache habilitada, que tenha
3a c^pheta e todas ;is condi^es que
eexigBipara tuna boa mes ira : a quem
convier procure no pateo da matriz, de
Santo Antonio, sobrado de um andar n.
1, que achara' a pessoa com quem deve
tratar.
de sete centos mil res a
precio, daSdo-se duas esclavas por segu-
ro : quem os quizer dar annuncie.
O SOCIALISMO
|PELO GENERAL ARRE E LIMA.
Ainda exislem alguna exemplares enquadernados,
acham-se a' venda na loja de livros dos senhores
Ricardo de Freilas & C. esquina da ra do Colleaio,
e en caa do autor, pateodo Collegio, casa amarella,
110 primeiro andar.
Para os terceiros franciscanos a nova verda-
deira eslameoha ; em easa da Narciso Jos da Coila
Pereira, no pateo do Carmo o. 2.
iCiu-ie 'iit ra da,
elieados para apreciavel jo
trete, ou para outroqualquei
tunamente vindos'de Franca, 'e
baratissimo-
Vende-se urna porcao de frasco
com rolhas de vidro, muito proprios para
conservar toda a qualidadede rape, e por
preco muito commodo: na rua da Cruz
n. 26 primeiro andar.
Vendq-se no armazem de Donrm-
gos Forrara Maia.na rua de Apollo n.
4, um escravo preto de idade 22 annos e
bonita ligura, muitosadio e ptimo para
todo e qualquer servico.
Milito barato.
Pecas de cambraia com salpicos brancos, vendem-
se para acabara 19500 cada peca ; na rua do Livra-
menlo, casa da esquina u. 2.
Saccas com farinlia.
Vendem-se saccas com tarinha da Ierra, nova e
bem torrada, por precio commodo; nn rua da Cideia
do Recife, loja u. 23.
Fazenda rica he
flavina.
Chegada ltimamente pela barca franceza Luiza
Mara ; est smente venda na rua do Queimado
n. 38, em Trente do becco da Congregacao ; cuja fa-
zenda he loda de seda coro lavragem de cores, com
una vira de/argura ou mais, pelo diminuto preco
de 1J96U> o ovado ; do-se as amoslrai, deixando
peuor. _^,
Rico gaze d
seda,
com quadros de lindas cores, fazenda propria para a
noile de festa, pelo diminuto prego de 19 o eovado i
em frente do becco da Congregacao, rua do Quei-
mado n. 38. .
Ckally
A 800 rs. o eovado,
com lindas e variadas cores, rica laa com quadros da
cores fingindo seda, pelo diminuto prejo de 640 rs.
o eovado ; na rua do Queimado n. 38.
Gaze de seda a
1,000 o eovado.
Chegou pela barca franceza Be:ur una fazenda
para vestido d senhora com listras e quadros|asesli-
nados, o mais moderno que lem viudo, denominada
gaie ; veude-se pelo baralissimo prejo de 19 o eo-
vado ; ua rna do Queimado n. 21.
Chally de
listras e quadros
asetinados
A 1,600 o eovado.
Chegou pela barca franceza Bezur urna fazen-
da para vestido de senhora, o mais moderno que lem
viudo, denominada chally, de quadros e luirs asse-
linados, com mais de vara de largura ; vende-se ni-
camente na rna do Queimado n. 21, pelo baralissimo
prego de 19600 o eovado ; dao-se as amostras com
penhor.
Veode-ie um bom cabriole! deicoberto com
arreios, e lambem um carro de 4 asientos, novo,com
arreiu>,ludo visla de quem quizer se tentar. Unto
mais porque o prego he razoavel ; na rua Nova, co-
cheira do Sr. Quinleiro.
Vende-se urna loja de funileiro com ledoi os
ulencilios.bem afregnaxada e com bstanles obras de
goslo : no aterro da Boa-Vista n. 17.
Vende-se um moleque de idade de 14 annoi,
de bonita figura ; no paleo do Carmo n. 1.
A 4.5000 RS.
He muito barato, coates de casemiras de lindos
gostoa a 49500, fazeoda que so lem vendido por 39;
cheguem ao barato que j resta pouco : na rua do
Queimado n. 33 A.
Atteucao ao ba-
rato.
Riseados franrezes de lindos e modernos goslos,
cores titas a 240 o eovado, alpaca de seda de qua-
dros, fazenda muilo nova e superior qualidade a 800
rs. o eovado, chales de chally bordados, riquissima.
fazenda a 139, lencos grande de casemira da loda
as cores com franjas a 29500, e oulras minias f:izen-
das, que vula os Srs. compradores nSo deixarao
de comprar* na rua do Queimado n. 33 A.
Na rua Nova, loja n. 2, vendem-se bara-
pto, a dinheiro a' vista.
l.a Subrecaaaeas de panno de cor
Co I leles dn seda para meninos
Chapeos para homem
Camisas de linho para homem
Ditas de cores para dilo
Lencos de seda para senhora
Ditos de fil de linho
Veos de fil do linho
Vinagre aromtico, 1 frasco
Pavios para caodieiro. 1 duzia
Dilos para dito, 1 groza
Espedios de quadro
Caigas de casemira
Ditas de dila
Abotoaduras dooradas
l.eques de papel
Ditos de seda
l.engos de selim preto 4
Collariuhos para camisa
Leugos de seda para grvala
Corles de rllele? de fostao
Ramos de llores
l.uvas prelas para senhora
Ditas de cores de seda
Fitas para cartas de hachareis
Atraz da matriz, na rua Nova, loja u. 2, de Augusto
Colombiez.
104000
I29OOO
I9OOO
69000
49000
29500
I92OO
500
39000
I9OOO
loo
A boa fama
VENDE BARATO :
Libras de linhas brancas us. 50, 60, 70 e 80 19100
Libras de ditas ns. 100, 120 e f30 19280
Dozias de tesouras para costura 19000
Duzia de dilas mais linas 19280
Magos com 40, 50 e 60 pegas de cordo
para vestido -240
Pegas cem 10 varas de bico estreilo 560
Duzia de dedaes para senhora 100
Caixinhas comagulhaa francezaa 100
Caixas com 16 novellos de linhas de marcar 280
rozas de hotes para carniza 160
l'ulceirai encarnadas para meninas 240
Dilas grandes par senhora 320
Pares de meias linas para senhora a 240 e 300
Meadas de linlias muilo finas parabordar 160
Meadas de linhas de peso loo
Crozas de boldes muilo linos para caigas 280
Babados do linho aberlos e bordados 120 e 240
Carleiras linas de marroquim para algibeira 600
Fivelas rlouradas para calcas e collele 120
Tinteirose areeirusde porcelana,o par 500
Charuleiras entrefinas 120
Dozias de torcidas n. 14 para candieiro 80
Penles de verdadeiro bfalo para alisar 300 e 500
50
0
70
60
40
O
Pegas com 6 1|2 varas de fila branca de linho
Caixas com Clcheles francezes
Carriteis de linhas. de 200 Jardas de boa
qoalidade
Macinhos com 35, O e 47 graropas
Suspensorios, o par
Carriteis de linhas de 100 jardas, autor Ale-
jandre
Alem de lodas estas mindexas vendem-se oulras
muitissimas, que visla de suas boasqualidades e
baratos pregos causa admiragao aos compradores :
na rua do Queimado, nos qualro cantos, na bem co-
uhecida loja de miudezas da Boa Fama.n. 33.
Bons gostos e de
boas qualida-
des.
Vende-se um escravo de muilo bonita fizura,
de idade, pouco mais 00 uienos, 18 annos: quem
pretender, dirija-se a rua Fnno6i, 111 qoin'.a cas
lerrea, do linailo BarSo de Bberibe, vindo pela rua
da Aurora. '
VeudenjMLchaos de diueienles larguras, a
voneade dos MHpMore, para fazer casas, os quaei
tem perlo drWppalnios de fundo, e sao plantados
de arvores de frueio alindadas em boa ordem,sitos na
rua da Esperance, que lie a que se abri da Soleda-
de para a Estancia: a tratar coa! Manuel Pereira
Teixeira, morador 110 mesmo Ioott^
Erva mal le.
e Paraguay a verdadeira erva roalle,
Forte do Mallos, rua do Codorniz,
a 79500 a arroba, e a 320 a libra.
Vendem-se travs lie qualidade e de louro, de
30 c 40 palmos, 2 canoas pequeas de 1 10 pao, sen-
do 1 de amarello e oulra de bordaozinho, ludo por
pregos commodos para fechar comas : os pretn-
deme* dirijam-se a Antonio Leal de Barros, na rua
do Vibrio n. 17. ,
Vcnde-se nm carro novo de
rodas e de 4 asseolos, mullo
leve e de conslrucgo moderna
por .prego commodo: na roa Nova, cocheira de
Adolpho Bourgeois. y
Cheguem freguezes ao qiie-Jie bom e ba-
rato para o passamento cte resta.*
Na liberna da rua Nova n. 50 ha oV. doce de
goiaba, queijos frescaes, champagne da melhar, pre-
sunto, paios, chourigas, superior qualidade de nxgn-
leiza, chocolate e bolinhosde Lisboa, a melln- qua-
lidade de cha hysson e do Rio, em latas de 1 e 2
libras, velasdespermacele,bolachinhas de ararula
e iiigb>za, muito superior louciawn de Lisboa, e ou-
lras muilas cousas.
Vende-se urna casa de taipa mnilo bem feila e
muilo propria para passar a festa, na Capunga, sita
no portodo Jacobina, lem um quintal bastante gran-
de de comprimento, e lera 50 palmos de frente:
qoem a pretender, dirija-se a rua Direita n. 95.
Vende-se um escravo de bonita figura, possan-
ie e muilo fiel, idade 18 annos, com principio de
marcineiro, enlende de cozinha, ptimo para pa-
gem, bolieirn. ou armazem de assucar, assim como
urna escrava de 30 annos, eogommadeira, lavadei-
ra, cozinheira equitandeira, arabos muilo sadioi:
na rua de Hortas o. 82.
Venderse a casa lerrea n. 33, sila na rua de
Mocotoloinbo*, nos Afogados : n tratar na rna do
Queimado o. 21.
Vende-ae urna porcao de pipas vastas qoe fo-
rera de agurdente, despejadas ha pouco : na rua da
Guia n. 64, seguudo andar.
Na rua do Queimado, Dosquatro cantos, na segun-
da loja de l'aiendas n. 22, defroole do sobrado ama-
rello, vendem-se fazendas por pregos qoe real-
mente faiem admirar ao'publico : Panno preto
linissimo, prova de limao, para casacas palitos,
pelos baralissimos pregos de 29500, 3500 e 59000
o eovado, casemira prela de superior qoalidade
a 29 e 29600 o eovado, alpaca prela mnito fina a
400, 500 e 600 rs. o eovado, cortes \le colletes de
fustes de bonitos padrOes e cores fixas a 700 o 900
rs., chales prelos de laa e seda mnilo grandes a
29S0Of chapeos de sol de seda prelos e de cores, fa-
zenda superior a 69500, camisas francezas pintadas
para homem a 19280, riseados da India muilo finos
e largos e muilo bonitos para vestidos a ;280 o eova-
do, setiro preto maco, f.i/.emla muilo Superior a :ft
o eovado, sarja hespanhola muilo superior a 2,4flfco
eovado, merino muilu fino a 29000 o eovado, meri-
no selim o mais superior que pode haver c mallo
proprio para palito a I96O o eovado, chapeos de sol
de panninho a 19600, chitas francezas mnito finas e
largas, de novos padroes a 320 o eovado, fil de li-
nho liso e com flores a 19 e 19440 a vara, luvas de
pellica de Jouvin para homem e senhora, chegada
no ultimo navio francez a 19800 rs. o par, luvas de
seda de lodas as cores com belolas a 19280, camisas
de meia muito finas a 19, luvas de lio da Escocia
brancas e de cores 400. 500 e 600 rs. o par, au-
las de seda para grvalas, prelas e de cores, mnilo
boa fazenda a 19280, panno fino azol de superior
qualidade a 49 o eovado, ricas romeiras'de relroi
bordada a 119, lencinhos de relroz francezes a
19280, cassas francezas muilo finas e de bonitos pa-
droes a 300 rs. o eovado, cambraia fioissima de sal-
picos a 19 a vara, camisas francezas muilo linas e
Jjiem feitas para homem a 2500 e 29800, corles de
asas para vestidos de bonitos padroes e com 7 va-
a 29 o corte, lengos brancos de cambraia deli-
0 muilo finos e grandes a 69 a duzia, ricos chales
dechally.com listras de seda e bstanle grandes a
89. ditos de merino muilu finse lisos a 69, luvas
prelas de torgal. de Lisboa a 19120, chally amarello,
fazenda superior e que muito se usa para vestido a
800 rs. o eovado, romeiras de cambraia com lacos
de ricas filas de seda a 19280, grvalas de seda de
bonitos padrOes a 640, meias de laia para padrea a
29 o par. corles de casemiras tUias'e de bonitos pa-
droes para" caigas a 59, brinzinhos de linho de bo-
nitos padroes a 240 o eovado, brim Irangado de.puro
linho o de bouilos padroes a 800 rs. a vara, lapira
preto linissimo, proprio para vestidos e batinas de
fidre a 19280 o eovado, riscadiuhos francezes muilo
nos e bonitos padroes a 240 o eovado, raeio%|engos
prctos para grvala muilo soperiores a 19, lencos
bronces de cambraia mailo finos 1 300 rs., ganga,
amarella muilo superior a 320, meias brancas fio
para senhora a 2i0, 300 e 400 rs. o par, ditas prelas
julo linas a 320, ditas para homem, fazenda si
^*i endo brancas, prelas e cruas a 240 rs. o pa
Alem de lodas elas fazenda ontras mnilas qoe s
vala das htws qaalidadea he que se pdem rer o
qoanto sao baratan, efiangando-se aos Sr*. compra-
dores que nesle es!ahele|| nto nao ha fazenda al-
sumaque seja avariadaJajIaMBdo sera avaria,
bons goslos e boas qualidades.w
FAZENDAS DE GOST
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de1 quadros muilo fina e padroes novo;
corls de laa de quadros e flores por prego commo-
do :; vende-se na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
Vendem-se no armazem 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por preco
mdicos. k v
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Ambse, duqueza de Breta-
nha, 2 volumes por 1^000 rs., na livraria
n. C e 8 da praca da Independencia.
Vende-se cal em pedra chegada no ul-
timo navio de Lisboa, epotassa americana
da mais nova : no nico deposito da rua
de Apollo n. 2B, de A. |. Basto [&
Companhia.
Deposito de vinho de cham-
fiagne Chateau-Av, primeiraqua-
idade, de proprjedade do conde tt
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a jjOOO rs. cada caixa, acha-'se
nicamente em casa* de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azue*.
mmmmm*mmm
POTASSA E GAL YIRGEI.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ruada Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, Jia para vender muito superior
potassatta Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgfcm da Lisboa em pedra, tudo a
piceos muito avoraveis, com OS quaes i-
carao os compradores satisfeitos.
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quenteyendem-se na pa-
po Santo, arma-
18, de ostron Ro-
ca .48
oker #C.
Vende-se ago em conhelcs de nm quintal, por
prego muilo commodo : no artnazem de Me. Cal-
mont& Companhia, praca do Corpo Santo n. 11.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pelo brigue/Vi-
deranfa.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 5^000 reis : nos armazns ns.
5,5 e 7, e no armzem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
8
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemgnte, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
(9 Companbjjji
das melhores fabricas la Suissa, lauto de ouro como
de prala, ditos foliados cdourailo. ; vendem-se mais
barato do que em outra qualquer parle, na,rua da
Cadeia do Recife n. 18.
Relogios cober-
tos e descobertos
de ouro, paten-
t inglez.
Vendem-se no escriptorio do agente de
leiloes, Francisco Gorues de Oliveira, rua
da Cadeia do Recife n. C2, primeiro an-
dar, os mais superiores relogios cobertos
e descobertos de ouro patente inglez, de
um dos mais afamados fabricantes de Lon-
dres, viudos pelo ultimo paquete inglez, e
por menos preco do que em outra qual-
quer parte.
Vende-se bico de blonda branco e prelo de seda
verdadeiro, 30 por cenlo mais barato qne em qual-
quer oulra parte, e de toda as, larguras muito boni-
tas filM lila : na rua Nova caa de relojoeiro n. 22.
A boa fama
VENDE BARATO:
Lencinhos de relroz de lodas as corea para pesco-
gode senlioras e meninas, pelo barato prego de l>,
barallios de cartas funssimas francezas para voltarele
a 560, toucas de 13a para senlioras e meninas a 6i0,
luvas muilo finas de fio da Escocia brancas e de co-
res para homem e senhoras a 400, 500 e 600 rs. o
par, meias brancas e cruas para homem, fazenda
muilissimo superior a 160, 200 e 2i0 o par, luvas de
pellica de Jouvin brancas e amarellas para homem
e senhora a 19900 o par, camisas de meia mnilo li-
nas e de pora La para homem a 39000 rs., (lilas de
algodao muilissimo finas a 15 e 19200, tesouras mui-
lo linas para papel a 19500, dilas superiores para
barbeiro a 19500, leques mnilo finos a 39, ricajjbo-
loadoras para collele de madreperula e de metal a
500 rs., dilas para palitos a 600 rs., caixinhas com
piosjjlioros proprias para charutos a 20 rs.. ricos jar-
ro dourados de porcelana para flores de diversos ta-
maitos e pregos, ricas fitas de teda lavradas e lisas
de todas escores 9 larguras, escovas finissimas para
coupa, dilas para cabello, trancas de seda de boni-
tos padroes de diversas larguras e cores, navalhas fi-
nissimas para barba, caivetes finissimos e de (odas,
as qualida .les, bico* linos de linho de bunilos padroes
e diversa! larguras, ricas franjas de algodao brancas
e de cores para cortinado!, tesouras para costura as
mais finai qua he possivel enconlrar-se. e oulras mui-
lissimas consas que tudo se vende por lao baratos
pregos que nos proprios compradores cauta admira
gao: na rua do Queimado, nos qualro cantos, na
bem condecida loja d: raudezai da Boa laman. 33.
A boa fama
VENDE BARATO:
Kicoi penles de tartaruga para cabera 49500
Dilos de alisar lambem de tartaruga 3?000
Ditos de marlin' tambem para alisar 19400
Ditos imitando tartaruga para cabega 1>il)0
Lindas meias dt\serta de corea para criangas 19800
Meias piuladas fip da Escocia para criangas 240e 400
Bandejas grandes e dt pinturas finas 39000 e 49000
Papelalmagogre*ee pautado, resma 49000
I'ennas finissimas ibico de langa, groza 19200
Ditas muilo boas sem ser de langa,groza 640
Oculos de armago de aro cora graduagei 800
Lunetas com armagao de tartaruga 19000
Dilas com armagao de bfalo 500
Toucadores de jacarando vom bons espelhos ,39000
Meias de laia muilo superiores para padrea 29000
Ricas bengalas de ca una com lindos casles 29000
Ditas de junco com bonitos casles 500
Ricos chicotes para hornein e senhora a 1 e 19200
Meias prelas de algodao para padres, o par 600
liravalas de seda de lodas as cores 19 e I92OO
Filas de velludo de lodas as corei. a vara 160 e 320
Atacadores de cornalina pato casaca 400TT,
Micos reloginhos para cima ele mesa 49000
Suspensorios finos do borrachaV,o par 100, 500, 600
l'enles muito finos para suissa 500
Escovas muito finas para cabello. 6J0
Capichos pintados muilo bonitos; 700
Boles finissimos de madrepe oW para ca-
misa, a groza 1 I92OO!
Alm de lodo iilo vendem-se #ulras muilas cou-
sas, que avista daa qualidades e>pregos faz admirar:
na rua do Queimado, nos quallto cautos, na loja de
miudezas da Boa Fama n. 33. \
COGNAC VKMllAIE1K0.
Vende-se o verdadeiro cognarV tanto em garrafas
como em garrafes: na rua da (ruz n. 10.
Vende-se urna balanga romana com lodos os
sam pertences.em bom uso e de 2,000 libras : qoem
pretender, dirija-se ^na da Crnz, armazem n. 4.
sguiao de linho
e algodao,
muilo superior, cornil varas a pega, por 3$a00:
ae vende-sq na rua do Crespo, loja da esquina que vol-
la para a rua da Cadeia.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
lim como potassa da Itossia verdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para eogenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos
dito.
Vende-se um casal de cachorros d'agu
lo gordos e bonitos ; vMdem-se tambera separadoi
na rua das Cruzea, sobrado de Ire andaras^,,..,!,
do becco da Pol n. 32, segundo andar.
ATTENgA'O!
Na rua do Collegio a. 3 loja, vend
se por 20S000 as seguintes obras em pei-
eito estado: Melli, peral? vols.. Bavoux-
Conflits -2 vol., Berenger, Justice Crimi-
ne I vol., De Felice Droit da Geni 1
vol., P. Bonin, Comenlaire ttcod. pe-
nal 1 vol., Le Ferrier, cui-s. de droit r>
Wic-2 vols. Nazareth, procesi crimines
1 vol., Nicollini droit penaj kvol. Va-
tel Droit des Gens 2Vol., Glfl
sophiede A. Rosmini 3 volad
soph.e Cretienne 2 vols., %
Goestn o vols.
Vende-seum'piano ing
por prego commodo ; quem 1
aterro da Boa-Vitla n. 34, sob
que ahi achara com queralral,
Vende-se nm moleqoe del
Cruzes n. 9, loja.
Atteiw
Vendem-se duaa carrogas 1
as carrogas de pouco oso : qi
se ao Manguinho, sitio que
que achara comquerotrala/.
7
dirija-
Caudido,
Vender urna |
cavallospara caiTO^ cor ruca, 1
vos e em boas carnes,, ou trocam-se
por dous cavados desdla : -na ru*!
da Cadeia do Recife^n. 21.
prio para um
Veude-se orna morada de casa. Terrea can
quintal, sila na raada Trincheirasj qoem a pie-
lender, diri|a-w a raa da Cruz u. 16.
Vende-se um Mal de 1
presente: as CinesTponU* a. I
Na rua do Crespn. 4, loja de qua-
tro portas vendem-se riseados francezes
com quadros, fazenda mui linda para ves-
tido a 300 11. o eovado,,dao-se amostras
com penhor.
. Oraca contra a peste e o cholera*
morbus.
Acha-eea venda na livraria 11. 6 e 8 da praca di
Independencia om follielinho com difleTaotes'ora-
ge. contra o cholera-morba, e qq.lqter
le, a 40 rs. cada om.
Na rua do Crespo n. 4, loja de 4 portal, ve-
dem-se cassas de quadros de cores fingindo easaa.se-
da, fazenda mui linda para vestido a 400 rs. a ca-
vado..
Attencao.
Vende-se urna escrava com algumas habilidades,
com id.rte de 28 annos, pouco mais oa senos, por
prego commodo ; na rua Direita a. M
COM PEQUEO TOQUE DE AtARIA.
Indiana de quadros'de seda e algodao, de
muito bom gosto. a 520 o eovado.
Vende-ae na rua do Crespo, loja da
volta para a roa da Cadeia.
horoTflilo paleo
IiUlade
ine-
Vende-se amo taberna das aM_
da Sauta Cruz : quem inleressar este nag
ja-se a padaria do paleo da Sania Cruz a. 6. qoe se
lira quem faz este negocio, e lambem se dir ao
comprador porque se vende.
17".Vendem-e <> eacrava mocos, sendo 2 preto,
1 boda molalinh. recolbida que ose*, enaomma
retina assucar, 2 prelas engommadeiras e
meia idade : na roa Direila n. a!^
Mar more branco
Ihor qualidade
A en&e um reslaote de parea di
dras marmore para consolos a um ou man)
volitada do comprador, por prego mais bar
que em oalra qualqoer parle, po ser p.r |
cao de factura : era casa de Rfabe Scho*
Companhia, rua da Cadeia de Recife n. 37.
VENDEM-SE POB 49000
ricos cortes de collele de casemira prela non
49, dilos de selim lambem bordtdos or 4.
(la vallnH.. > ..-ll...t_-----^
Him
para senhora a I9 o par'len
200 rs., ditos de chita
com bico para mae a
linos a 100rs.: na
ot tamauhos, para
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase] aquetas, a 160
o eovado.
Vende-ae narua do Crespo, loia da esquina que
olla para a cadeia. H.
Chales de merino' de cores, de mnito
bom gosto.
Vendem-se na rna do Crespo, loja da esquina qne
volla para a cadeia.
Moinhos de vento
ombombasde repuso para regar. horUs e baia,
decapim.uafundigaedeD.W. Bowman : narua
doBrum ns. 6, 8el0.
AOS SENHORES DE ENGEHO.
Reduzido de 640 para 500 ps. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o maj|oramento do
assucar, acha-se a venda, en atas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portugffi^ em casa de
N. 0. Bieber & Companhia, na- ruada
Cruz. n. 4. NJ
r" V;"d; Vt V}totojin, tom "loque a 2, ^
t!m p7eT^e^a-caoTl360, >,(, dT.eda braWa.
para senhora a I9 o par, lengf
200 rs., ditos de chita pan id
rua do Oueimado n. 18, loja '
REL
cobertos
bertos.d
Patente i
Vendem-se no escriptorio 1,
Companhia, na rna da Cadei
mais snperiores relogios coberl
ouro, patente inglez, de nm dos .
les de Liverpool, viudos pelo ulli
i\a loja da
portas. >
Em frente do Livrat&ulo.
Brim de algodao com 5 palmos de largura, proprff
para tengoes e loalhas a cruzado a vjra,/# esUeilo
com 3 palmos a qualorze vintens, chales) degaoga
encarnados a duas patacas, e de quadros Ji iraMack
oe laa tambem duas patacas, crleijM vestido de
cambraia a doui cruzados, proprios parVrao btnk*.
1 a
dceeobertaa de
abrienu-
3*0 paquete inglez.
seis

CASEMIRA PRETA A 4?B00
0 CORTE DE CjUCA.
Vendem-se na rua do Crespo, loja
volta para a rua da Cadeia.
FLOR DE FLOR
A rarinha de Santander Fl
he a melhor tarinha de trigo q
todo o mundo, porisso semp
cada a mais superior em toi
dos, aonde tem sido impor
primeira vez que vem a e
porm garante-se a yecacid
maco: vende-se unicam
7.em de Tasso Irmaos.
V1TSHO IXEREZ.
vende se superior vinho de Xi
1|*,emcasa de E. H. Wyall i
Da 10.
la esquina que
r de Flor,
existe em
liei|iialili-
s os merca
a ; he esta a
te mercado,
de da inor-
no arma-
res em barra do
rna do Trapiche
* CAL DE LISBOA A 49OOO. -*"
Vendem-se barris com cal virgeni de Liiboa, para
fechar conta?, pelo diminuto prego de 49000 o bar-
ril : na roa da Cadeia do Recife, loja n. 50, defrou-
te da roa da Madre de Dos.
Vende-se eicellente laboado de pinho recen -
lemente chegado da America : na rus de'Apollo
trapiche do l'erreira, a enlender-se com oadminis
ador do mesmo.
_j Vendem-se em casa de S. P.. Johns-
ton i C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins ingleses.
Relogios patente inglez.
Chicotes ele carro e de montara.
jCandieiroi e casticaes bronzeadoi*
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaqueta de lustre para carro.
Barris de graxa t. 97.
Vinho Cherry err| barris.
Camas de ferro.
> Taixas para engenhos.
Na- fundicao' de ferro de D. W.
BoYvmunn, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vestidos e chales.
Vendem-se chales de seda grandes com algum
mofo, pelo barato prego de 69OOO rs., arles de cas-
sadeenrescom barra e algumas pintas de molo.
pelo diminuto prego de (9600 o corlo, fssim como
oulras muilas fazendas por barato prego: na rua
da Cideia do Recife loja n. 50, defronte da rua da
Madre de Deoi.
Brim de yella : no armazem de N. O.
Bieber .& C, rua da Cruz n. 4.
Vende-se o verdadeiro e muilo feescoVap I'aolo
Ccrdeiro: narua larga do Kosariovo. 3, nato a
botica.
Villa- vterde.
Conlinua-se a vender a verdadeira bolacha fina
denominadaVilla-verde, na nadara da rna Im-
perial confronte a fabrica de sabio n. 173, roa f-
Ireila do Rosario n. 39 A e 45, Rangel n. 14, largo
do Carmo.quina da roa de Hortas n. 2, Livraaneolo
11. -*> ; e a qoe se vender em outra qoalqatr parta
com a mesma denomioagao be falsa.
I
I
ESCRAVOS FGIDOS.
la
lornozello,
laaMpn
chamado
la ler 50
tem urna
fumare
, .mulato, Jero-
Fugiramdo e.igenho daa M
novembro le 18.55; 3 eslavos, sai
^erniclho, crioulo, idade de 35 ai
olhoi brancos, nariz afilado, te
urna marca de ferida a
muilo fallante e mnilo
de 18 libras na per na
Mauricio, bailo a groas]
anuos, em cima das c
marca de om lalho de
levou urna pg, de 15
n> mo, idade de 22 a 25 ai rosso,
grsnde, falla arraslada e-gagaejsda, cisl l
leiro, cabello estirado, com urna ppi na
I. libras: qem os pegar elevar ao en;
Maltas, sera bem recompensado.
No dia 11 de correnle mez fugio o prelo J080
crioulo, de idade de 20 anuos, mais aM bbjmm de
estatora e figura regolares.leudo unuJBH
Iriz sobre o olho direilo, levando comsig b cal-
gia de algodao riscado azul, iras camisas do ateame
tres dillas de madapolao com peilo de linho coaaa
marca D. W. Bowman, qoalro camisas novas de al-
godaoznho, um chapeo novo de pnlha americano
com Illa prela, orna jaqoeta nova de ganga amarella,
um chapeo de sol novo de panninho preto, Ma
coberta de chiU velha ; qoem o appehender le-
var francisco M a noel dos Santos Lima, aiw do
Brom n.8, sern generosamente recompensaawF
Fugio na noite do dia 9 para 10 do correnle
mez um negro Cassange, de nome Manoel Pequeo,
de 45 annos, pouco mais ou menos, corpo secco, pea I
largos e seceos, figura sexra e barbado, levou camisa
brinca e caiga de riscado azul, chapeo de palha com
urna lila prela, tambem levou urna irona de ronpa ;
pode-se conliecer melhor por ser quebrado, e tam-
bera nas maos por ser amassador de padaria : quem
o pegar leve-t> a padaria franceza do aterro da Boa-
Vista n. 50, que sen recompensado.
lOOSOOOde gratiGcaco.
Desappareceo no da 17 de agosto prxima Mui-
do, pelas 7 horas iM noite, a prela Lourenge, de oa-
gilo Angola, de idade 35 a 10anuos, pouco mata ao
menos, com os signaes seguinles : nm dado da oio
direila inchado, magra, lem marcas brancas aaa tfaot
pernas; levou camisa de algodezinho, vestido de
chila rosa, panno fino, e mais nm Irona de raopa-
rosase a lodas as autoridades policlaes e% apies
da campo que a appreheadam e levem a m seabor
J0.I0 Leite de Azevedn. na praca da Corpo Santo n.
ti, que receber a gratifleagao cima.
PERN XYP. DB^M. F. DB|FaRIA 1855
*
i-
)


Full Text
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