Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00487


This item is only available as the following downloads:


Full Text


I

ANO XXXI. N. 260.
Por 3 inezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencido 4,500.
SABBADO 10 OE NOVEMBRO DE 1855.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscript
DIARIO DE PERNAMBCO
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO'-
Recite, O ptopriet^tio M. F.-de Faria ; Hiod* Ja-
deo, o Sr. Joao Pereira Martin; Bulla, o Sr. D.
Duprad ; Macei, o Seuhor Glaudiuo Falcao Das ;
arahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Natividade ;
iatal, o Si. Joaquim Ignacio Pereira Jnior; Ara-
eaty, o Sr. Antoaio de Leinos Braga ; Cear. o Sr.
quilo JnsdeOlivara ; MaranliAo o Sr. Joa-
C Marques Rodrigues; Piauhy, c Sr. Domingos
alano AckjIesPessoa Cearense; Para, oSr. J lis-
io J. Ramo*; Amazona,|o Sr. Jeronymoda Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 5/8
Faris, 34 rs. por f.
Lisboa, 98.a loo por 100.
Rio de Janeiro, 1 por 0/0 de descont.
Accijes do Banco 43 0/0 de premio.
da Companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par. .
Disconto de leltras, de 8 a 9 1/2 por 0/Q.
HETAES.
Ouro.Oncas baspanholas. .
Moedas de 69400 velhas.
de W400 novas.
de 4000. .
Prala.Palacoes brasileirog. .
Pesos columnarios. .
mexicanos. ,
299000
165000
169000
99000
29000
29000
1*860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olibda, lodos os dios.
Caruar, Bonito eGaranhuns, nos dias 1 c 15.
Villa-Bella, Boa-Visla,ExcOuricury, a 13o28.
Goyanna eParabiba, segundas*sextas-[airas.
Victoria c Natal, nas quinlas-leira*.
PREAMAR DE 1IOJE.
Primeira as 5 horas e 18 minutos da manha.
Segunda as 5 horas e 42 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quarlas e sabbados. |Noverab.
Relaco, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, quarts e sabbados as 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao raeio-dia.
Juizodeorphos, segundase quillass 10 horas
1* vara do civel, segadas e sextas ao meio-dia.
2* vara do civel, quinas e sabbados ao meio-dia.
EPHEMERIDES.
1 Quartominguanteas2 boras 46 mi-
nutos e 48 segundos da tarde
9 La nova as 5 horas, 11 minutos
e4 segundos da tarde.
16 Quartocrescenteas9horas, 20 mi-
nutos e -9 segundos da manha.
23 La cheia as 5 horas, 31 minutos o
44 segundos da larde.
PARTE IFFICUL.
OOVS^D DA PROVINCIA
Estadas* aa ala 6 da ovemos-*.
OtcioAoExm. commandanle das arnrai, an-
toruaado- > mandar pastar acusa do servico ao se-
guido cadete do dcimo balalhao de infantaria,
Joan Pereira de Carvalho, aceitando ero seu Jugar o
soldado por ella offerecido Matiocl -Vives dos
ara.
pitoA n mesmo, remelteodo.com copia do aviso
da repartido da guerra de 15fde oulubro ultimo,
fe de oflirgo do alteres Manoel Joaquim' Machado.
que leve papagem do quarto regiment de coval"
lana ligeia, panr a companhia fixa desla pro-
vincia. *
DitoA o mesmo, para recommendar ao major
Sebastian Antonia 1 Kego Barras, que avista da
nota que remelle pir eopia, trate de pagar na re-
bedocia le reodas internas a importancia do
olumentos que est a dever pelo aviso que tam-
besn remelle por copia do qual consta que tora elle
Horneado commandanle do presidio de Fernando.
Offkiou-se a respeito a lliesouraria de fazenda.
"Dito.i.o mesmo, trausmitliudo por copia o avi-
as) da repartilo da guerra de 12 de ootubro ultimo,
mandande eitrahir para ser remetlida ao mesmo
l. presidente de S. Paolo, cerlidao do que cons-
ilivie meslr* do seguudo baltlhio de infanti-
tesjeito do major Cypriano Jos da Rocha
Le, ae oulr'ora perlenceu ao mesmo bala-
Ihao. (
DitoAo mesmo, remetiendo com copia do aviso
circalar dit repartieo da guerra de 20 de oulubro
llimo, cincuenta exemplarcs do decreto n. 1649 de
6 do me-ino mez creando ronselhs econmicos nos
eorpo* arnigimentades do ejercito e approvando o
respectivo regulamenlo.
DitoAo mesmo, para mandar apresenlar ao juiz
Mieipal da segunda vara desta cidade um soldado
cavaltaria, para levar os oflicios editaes rela-
M a coi vocacio do jury.Commonicou-se ao su-
prodi* jo z. *
Dito-1 o Eim. general Jos Ignacio de Abreue
Llaa.PirtielpaiMlo-aae Reg 4 Brrelo, qoe des-
de o primeiro de oulubro, ndia-sc funecionando a
mrica de refinar aucar de qoe sao p4prielarios,
tenho nesla data designado V. Exc. para que com
o eagenheiro Jote Hamede A Ivs Ferreira, e o ins-
pector d tfeesouraria provincial, a eada um dos
quaes acal de udiciar, trate de examinar e dar-me
M parectrseo dilo eslabelccimenlo trabalha. em
igra na I arma do contrato que lies assigourim na
ssouriri.i provincialOfticioo-e aoa oulros.
UnAo inspector da lliesouraria de toieed,
immitti ido por copia o aviso de 12 de oulubro
no, no qual o Exm. Sr. ministro da mariuha
Alda qoe lique de uenhum ffeito o aviso
J*JaaaVP*Ujrio em H d seiembro
^IIWkV* ata ollicina-sto eatoto-
les.Filicme Francisco Gomes, do----Tri----itn da
) caraplnleiros Miguel dos Sanios Costa, e de man-
dor da todos do arsenal de marnha, mas lambem determi-
na que continu a observar- acerca desses opera-
ie que eslava em vigor antea do segundo dos ci-
I aviaos.Igual copia remetleu-se ao inspector
do mencionado arsenal.
WoAo mesmo, recommendando expedirlo
couveaieule* ordens, para que na recebedori*'de
rendas inaruas, tejara arrecadados, a vista da nota
que remece os, direitdl e emolumentos que eslAo a
dever os olllciaes do estado maiur da guarda nacio-
nal da comarca do Rio Formoso, mencionados em
dita nota.
Nota a que te refere o 'oflicio a cima.
Major lijudante de ordens do com-
oando superior Juiu UaplisUi l'aes
Barrete.
Direitos . 708000
Sello. . 1G0
- Emolumentos. liftUOU
Dito dito Paulo de Amorim Salgado
Jnior. s^JM. l>ireilos ^t Setto. . 708000 160
Emolumentos . 149000
^^^p secretario^do mesmo com-La^Lweuiieriar Antonio l'inhair.i da

Pilma.
Dirtilot. . 509000
Sello. . 160
Emolumentos. 108000
Campitio auartel mestre do mesmo
mande superior Manueftafinarque
de Gosmati Lima.
Direitos. .
Sello. .
Emolumentos.
CapiUo cirurgiio do mesmo com-
laando Da', Candido (ioacalves da Bo-
cha.
O9O0O
160
1(18000
Direitos. .
Sello. .
Emolumentos.
305000
160
108000
Communieon-se ao respectivo commandanle su-
perior.
DitoAo mesmo, declarando que o juiz munici-
pal do termo do Rio Formoso baeharel Theodoro
Machado Freir Pereira da Silva Jnior, participa-
ra que no dia 25 da oulubro ultimo, reassumira o
exercicio ajo seu cargo.
DitoAo mesmo, remetiendo por copia o aviso
de 22 de oulubro ultimo, no qual o Eim. Sr. mi-
uislro da guerra declara que os negociantes Novaes
& C. tem direito ao pagamento do frele de que tra-
tara os papis que envia.
DitoAo mesmo, recommendando qua mande
adiantar dous mezes de veneimenlos, como emprin-
gado em ComraissAo ao capilAo Braulio de Amorim
Bezerra, que se acha nomeadu para ajudnr o capilao
J0A0 da Cama Lobo Benles, nos Irabalhos da de-
marcarlo da legua de Ierra da colonia militar de
Pimenleiaas.
DitoA o vice-eonsnl Antonio Valentim da Sil-
va Barroca, duendo Bear inlrirado de haver S. S.
reussumido o exercicio de vice-consul da repblica
oriental do Urngaay nesta provincia.Fizeram-se
as necessariat communicaces a respeito.
DitoA. J. H.U.Holm.Iransmillindolporeopiao
aviso de 17 deoelubro ultimo, do qual consto ha-
ver o Exm. Sr. ministro de eslrangeiros, approvado
a deliberado que lomou a presidencia de mar-
car o prazo de 3 mezes, para S. S. apresenlar o be-
placilo imperial confirmando a nomearo qae Ihe
foi conferida para etercer temporariamente as fnne-
Soes de cnsul da Austria nesta provincia durante a
ausencia de J. Teelmieier.
DitoAo coinmandaiiie do presidio de Fernando,
declarando que o commandanle do transporte Lega-
lidade receben da lliesouraria de fazenda para en-
tregar a Sinc. a qoantia de 15:0009, Pra occorrer
as despezas daqnelle presidio.
DitoAo director do arsenal de guerra. Intei-
rando-o de haver o Exm. Sr. ministro da (narra
participado em avjso de 23 de oulubro ultimo que
etpedira ordem ao director interino do arsenal de
guerrj da corte, para remelter 40 arrobas de plvo-
ra grossa e 40 dilas da dita fina para esta pro-
vinria.
DitoAo presidente da corami isao de hygiene
publica, declarando que em 26 de seiembro ultimo
commuoicon a lliesouraria de (alenda, qae Smc.
se achava autons.ido nao a a admiltir alguma pei-
soa para coedjnver os Irabalhos de escripluracao
d*eaUa commusio, per cebando a gralilicarao de
iSt menaaes, mea tamben despea dar al a qoan-
lia de 50 com a acquisicao de papel e maia objec-
c^aeeataarins para a respectivo ndedieata.
'",0-*o regedor interino do Cymnasio Proviu
rwt, inteiraedo-o de nevar espedida ordem a Uie-
soiiMtta provincial, para dar o .liujjajr-11"~*"
para a-ennapra Jim uhjiHndsjej
mesmo (o ninas*.
HiloAo mesmo, approvando a mediejprop.i-t.1
pela congregado de serem nesle auno os exames
dos alumnos externos daquelle Gymnatio feitos do
mesmo modo, porque te pralicava 00 extinct
lycu.
liilcAo mosnw.aulorisando-o a ir salisfazeudo
o pedido qae fez o professor Brunel dos ubjectos
necesarios para o ensiuo da segunda cadeira de sci-
ancias naluraes, e bem assim a mandar vir da Fran-
ja os indicados pelo mencionado professor e que se
uAu podom obler aqu.
DitoAo delegado suppleoto do termo de Pao
d'Alho, remellando urna caixinba couleudo laminas
com sement vacciniea.
PortaraCoocedendo a demissao que pedio o
leuenle coronel reformado Auionio Germauo Ca-
valcanle de Albuquerque, do lugar de regente do
grandehospilaida caridade, e nomeando para o
mesmo lugar ao padre Joaquim Mauricio Wander-
ley. Fizeram-se as necessarias cominunictsOe*.
justira.Rio de Ja-
i (DSTlilES DE.MW-Rk EM i83i.
**r tnadama Mara Fontana;.
8<*ak Carduwif a Nt-Yorktn$c.
Vi
O saloet le misa wt\ reiplaudeciam de luzes
c de flores, qaaad 01 alie seguinle Hicardo e Ju-
liano ah eeaj wolaraai. ai mais bellas Ameri-
canas aa laatteac >M, cnoul.s achavam-se reunv-
dasuesMCllM a ni 1*0*0, cada qual mais
boiuto, melboT ataviada e mais feslejada. A Ame-
ricana osteiitava orgulhosamenle seus louaoa e va-
(mk-os. cabellos looros, tea toa rosada e suas espa-
iluas atoas, a crtooU da 8l alisava anas pastinhas de
aviche, na para mostrar o esmalte hmido de seus
denle de perolaa. tocia ondear .> clarldade dos Iom
r'C" "aatta."'1* orM0'Mi,o, e waltando dei-
xava ver n?a
i de seda pesinhos delicados que a
. a.
Nunca a fiinatUm americana fora lio aedoclora,
minea o curlng-chair linliam reunido eusaea mais
morado e mais elegants. O taUo da IHrtation
im de iiost delicioso, e nada era Uo favoravel aos
innatos poticas como a claridade hbilmente lemne-
rada qoe cahia em vagos ftiot nease camarim voln-
lutna. r
aVerganlei a ama rapariguinlia alva e rosada, de
olhos azeet e tornos de bracos mimosos :
O qu'i he a /liria/ion ?
EHa encirou-nie com znmbaria, e respoodeu-me :
lie 1 palavra de um seRredo masnico.
Mas. lornei, entre os numerosos mancebos bel-
lo* qoe n lodeam, e com os quaes a sendera faz flir-
tatiom, aluim ser brevemente esrolhidn f
Nao, ditae a mofa, nao tenho anda viole e
cinco anuos ; os janolas de New-York enmeram a
Ulmar-me, re pastar o invern prximo futuro en,
} Anda nao acabei mlnha vida de sol-
t ira.
Odas ilizem mOtoo tido de tolleira absolutamen-
le como es loroens.
Et aln bell.s projeclo-, disse eu sorrindo ; mas
pode a senliora conservar a ndependeneia por lano
tempo como promelle '?... He linda e em Ilusin se
. \V'X r ^ylo. puifi responder pelo su coracAn ?
Uta lancou-me um olhar de que j.mais
I) Boston1
jdos-l'nirio.
n. 258.
1 considerada come a Alhenas dos Es-
Ministerio dos negocios da
Miro, 25 de oulubro de 1855.
Illio. e Exm. Sr.Pelo oflicio n. 331, que com
dala de 16 do crtente mez V. Exc. me dirigi,
Qquei inleirado de haver o delegado de Serinhaem,
vigorosamente coadjuvado pelo commandanle do
destacamento volante uo Rio Formoso, apprehen-
dido, junio da ilha de S. Aleixo, um palhabole com
eenlo e sosenla e dous Africanos que licaram sob
a suarda do dito commandanle /aguardando as mi-
uuciosas informaeos que no citado oflicio V. Exc.
promelle dar, em as quaes devera declarar os no-
mes daquellas autoridades. Recommendando a V.
Exc. a maior diligencia na iajmediala formac,ao do
respeclivo processo, e promplo castigo dos eulpa-
-dos, cont que V. Exc. lera providenciado conve-
nientemente para conservar em seguram.-a nao s
os mencionados Africanos como os indiciados crimi-
nosos de sua introdcelo : comprindo que desde ja
V. Exp. loUve em nome de S. M. o Imperador a
aquelle delegado e commandanle pelo zelo que ma-
nifestaran! em semelbante diligencia.
l)os guarde a V. Exc. Jos Thomaz Naboco de
Araujo.Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.Cumpra-se.Palacio do governode Perua al-
buco 7 de novembro de 1855.Figueiredo.
COMMANDO DAS ARMAS
Oeartal-seneral do eoaaaaamdo da arma de
Penaaaabeco na el dada do Recite, em 9 de
novenabro de I8S0.
ORDEM DO DIA N. 145. ,
lie para o superior um monieulo de regosijo
aquella em que tem de pateotear a capacidade e o
mrito dos seus subordinados : conseguintemenle o
marechal de campo commandanle das armas sent
a maior satisfago em publicar na presente ordem
do dia, para sciencia da guarnicao e necessarios lins,
o oflicio qoe se segu :
Illm. o Exm. Sr.Manda S. M. o Imperador,
que em seu augusto nome louve o capilo Flix
Jos da Silva, commandanle do destacamento volan-
te do Rio Formoso. pelo zelo que manifestou na di-
ligencia da apprehenaao dos Africanos bajaes na
barra de Seriuhaem : o que communco a V. Exc.
para o fazer constar pela raaneira que for mais van-
lajosa ao mesmo capilao, quem ja havia louvado
uflici al mente pelo modo brioso
naquella conjectura.
Deo guarde a V. Exc. Palacio do governo de
Pernambuco 7 de novembro de 1855.Jote lenlo
da Cunha e Figuitredo.llim. e Eim. Sr. maro-
cha! commandande desarmas.
Assignado.Joi Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajndaole de
ordens encarregado do delalhe*
DAS DA SEMANA.
5 Segunda. Ss. Zacaras e Isabel.
6 Terr.a. S. Severo b. m. ; S. Aicu.
1 Quarta. S. Florencio b. ; S. \ rosdociuio.
8 Quinta. S. Nicostralom ; S.Caslorio m,
9 Sexta. Ss. UrcissinoeAgripino Lb.
10 Sabbado. S. Andr Avelino f. ; S.
11 Domingo. 24. Patrocinio da SS. 1
Mi de Peos -. S. .Martiuio b. ; S. Verano b.
com que se porlou
EXTERIOR.
me esqueceiei. Era ao mesmo lempo cheio de des-
prezo e de piedade.
-<- Responder pelo mea coraro 1 disse ella er-
guendo os hombros delicados. He necessario ser
crioula ou Francesa pa-a fazer toes perguolas !
E nfastuu-se de mim 11A0 julgando-me mais digna
de conversar com ella. Pens que commelti nina
ralla enorme suppondo que linha om cora;Ao.......
Fiquei estupefacta.
Os poucos Francezea que vi adiantados na socie-
dade americana accommudnvam-se muilo bem com
a /irlation e afurmavam mesmo que eia a cousa
mus agradavel do mundo. As jovens ladies Uto re-
caladas para com nosco o sao mmto menos para com
esaes senhores, aos qoaes iratam com muita benevo-
lencia. A mor parle dos mancebos de meo conheci-
tiento aprendern, o mglez e a flirtation pelos cui-
dados intelligenKs d. urna bella e elegante miss.que
levavam ao Iheatro, no pasasjo, u a ceiar e 23
das ricas hospedara que abondam em New-Vork
He esse o costume, he raaisainda.ha a moda. riuTm-
loao patea mai, niuonem me pergunle que he
dellea... ^unca os vi. Miuha opiuiao a seu respei-
to lie que sao como se n3o xslissein.
VII
Juliano e Ricardo alravessaram ondas de mulla.
res ricamente ataviadas que em pe nos saldes coo-
versavs.n em voz alia, e trocando esxlamac&es es-
trouilosas com os reremchegados de sen conheci-
menlo.
Hoto du you 1 diziam as Americanos rindo sera
ceremonia. ,
Hgw n you do 1 respondiam os gentlemen no
mesmo lom.
E liavfa aperlot de mao gtraet capazes de arran-
car o braco.
As Americanas riem muilo, nAo porque tenham
ndole eipansiva e jovial, pelo contrario; mas uellas
o rin he um signal de alegra exigido pela de-
cencia.
Um da en lia no canto'de om salao do hotel, e
perlo de innn riam louramenle duas raparigas bo-
nitas e bem vestida. O lvro fatgava-me, e que-
rendo participar des-a alegra, ippliquei o ouvdo
sua conversaran. Ellas devem ser espirituosas e
boas, dizia eu comino ; o riso sempre
signal de genio excellenle.
ll't tery team lo doy, tmma,
lor hoje Emmal, dizia urna.
Oh
S. M. EL-REI D. PEDRO V.
Dom Pedro V de Alcntara Maria Fernando Mi-
guel Kaphael Gabriel Gonzaga Xavier Joaa Antonio
Leopoldo Victor Francisco de Assis Julio Amelio,
Irigesimo rei de Portugal, e vigsimo sexto dos Al-
garves, d'aqoem e d'alra mar em frica, senhor de
Gui e da Conquisto, commercio e navegado da
Ethiopia, Arabia, Persia e India, etc. ; gr3o-melre
das ardeos milHaras de Portugal, duque de SaXe-
Cobargo-Golha, grao-cruz do Cruzeiro do Brasil, caV
valleiro do Tosao de Ouro de Hespanha, grao-cruz
de Leopoldo da Blgica, do Lean Neerlandez, d.i
Agnia Negra da Kuasia, de Santo EstovSo de Hun-
gra, de Ernesto Po de Saxonia, do Fakao Braneo
de Saxe-Waimar, da Corda de Saxonia, da Legiao
de Honra de.Franca; de S. Fernando de aples,
da Annunciada da Sardeuba ; naseeu no Real Paco
dos Neceaudades, em Lisboa, a 16 da setemhre de
1837, e foi jurado principa real pelas corles em 26
de Janeiro de 1838. filho do Senhor Dom Fernan-
do IT e da Senhora Dona Mara II, rainha de
Portugal.
Iknlior D. Pedra V nao Icm iograpliia, lie um
qae deapoiila. he st'faluro clieto
de esperamraa qne se deixa adavinhar. he o symra-
lo de um reinado de paz e do Micidnde, sobre o
qual a Providencia parece querer velar. '
O Sr. D. Pedro V, creado no amor de seus au-
gustos pais, aprenden cedo o respeito e a obediencia.
A senhora D. Maria II, da saudosa memoria, a v
luosa rainha de Portugal, foi a primeira mestra de
sen loguslo filho, sendo de lal forma dirigida a sua
educatao, que logo que o Sr. D. Pedro eomecou a
articular e a enlonder palavras, comprehendia e res-
ponda ao que se Ihe dizia, quer em portagoez, fran-
cex ou aliemao. Mais tarde foi confiada a sua edo-
cajo, sob as immedialas vistas da senhora D. Ma-
ria II, aoa cuidados de habis professorcs ; os mea-
tres a qnem foi commellida a educarla do Sr. D.
Pedro V toram os seguidles: primeiras leltras, sua
augusta mai a senhora D. Maria II; aliemao, o Sr.
conselheiro Dietz; inglez, o Sr. Carlos Milion Gr-
vele) ; desenlio, o Sr. Amonio Manoel da Fonseca,
professer da academia de Bellas-Arles de Lisboa ;
msica, o Sr. Manoel Iuuoceocio dos Santos ; dan-
sa, o Sr. Jos Zenoglio ; gymnaslica, o Sr. Antonio
Hermano Roeder; lulira, o Sr. Francisco Antonio
Marlins Basto; grego, o Sr. Antonio Jos Vale;
maUemalica, o Sr. conselheiro Filippe Folqoe; es-
grima, o Sr. Henriqae Pelit; o sub-inspeclor dos
esludos fpi o Sr. Manoel Moreira Coelho, e o aio de
sua mageslade, que constantemente tem tido a hon-
ra de o acompanhar desde 8 de maio de 1847, he
o Sr. visconde da Carrcira. A rara intelligencia do
Sr. D. Pedro mostrou cedo o seu extraordinario des-
envolvimenlo, poi, abslrahindo da realeza que sem-
pre allrahe a lisonja, he atlettado por lodos os que
cercavam o Sr. D. Pedro na infancia, qae moslrava
um raro talento e urna comprehensao como poucos
exemplos lein havido.
Myserio acomprehensiveisda natureza I A Pro-
videncia, dando a Portugal um prncipe com dotes
lao precoces e ounca desmentidos, pareca trazer oes-
te milagre o annuncio da fatal desgraca qae no da
15 de novembro de 1853, devia eucher de luto, de
assombro e de terror, este paiz, que tao feliz e 10,-
cegado caminhava no meio das agilac,es do mundo !
Depois da infausta morle da senhora D. Maria II,
como se deviam aii.oa passar cora ma regencia os
dous anuos que fallavam ao prncipe real para lomar
conta do governo do paiz, estando bem concluida e
bem perfeila a sua edacaco pelo esludo dos livros,
resolveu seu augusto pai, o Sr. D. Fernando que o
senhor D. Pedro terminara a sua bella educacAo
com urna viagem aos principis paizes da Europa,
iliin de aprender com a vista e o eiepjplo aquillo,
que porvenlura os livros llie nao leriain ensinado
com perleic.io.
Teve principio esla viagem no mez de maio de
1854, sabindosua mageslade el-rei o Sr. I). Pedro
V, do Tejo a bordo do vapor de guerra porluguez
Mindello, que seguio directamente a Londres. O
Sr. D.Pedro V foi recebido em loodres com todas
as demonsiraedesda mais cordeal sympalhia e ami-
zade, e deixou admiradas, tonto as augustas possoas
da familia real ngleza, como todas as outras que
liveram a honra de fallar com sua mageslade, do
profundo saber, extraordinaria iiitelligeaMt e natu-
ral perspicacia do monarcha porluguez.
Observador aliento e profundo, nada escapa sua
invesligarAo ; todo examina, indaga coro nobre mo-
destia aquillo qne ignora, e em geral, musir ler
conhecimento exacto em todos o ramos da indus-
tria, das artes, do commercio e da scieucia.
Sua Mageslade o Senhor Dom Pedro V seguio de
Londres BruxeIJas, e depois alravessando a Hol-
lauda, a Prussia e a Austria, dirigio-se Sua Mages-
lade a patria de seu Augusto Pa, Saxe-Coburgo-Go-
tha, sendo em toda a parto recebido com as de-
monstracoes da mais perfeila sympalhia e enlhusi-
asmo, e excitando em toda a parte a admiracao pelo
seu precoce tlenlo. No seu regresso, sua mages-
lade imperial Napoleao 111 veio ao enconlro do Sr.
D. Pedro V, no acampamento de Boulogoe, deven-
do ser adiada para o futuro auno a visito de sua
mageslade a Pars, em consequenea da epidemia
quenIAo all reinava. O Sr. D. Pedro vollou en-
Mo a Inglaterra, seudo recebido por sua mageslade
a rainha Victoria na sua residenciada ilha do Whi-
le. e demorando-se all pouco lempo, vollou el-rei
a Portugal, chegaudo a Lisboa uo mez de seiembro
do mesmo auno.
Esto auno, 1855, leve lugar a segunda viagem de
Sua MagesUde, que sabio de Lisboa a 30 de maio,
e regressou a 14 de agosto, lendo nesle ntervallo
percorrido a Franca de nortea sul, quasi toda a Ita-
lia, indo a Roma receber a
de ; estove em aples, ei
rira, Soiasa, visituo as
petsou de novo Blgica, e volta
faz orna terceira vbrita a Sao
nlia Victoria, que te achava
While.
pareceu-me
Faz moilo ca-
(Oh I muilo calor cor-
ren/ warmindeed
lamente) responda a Mira.
Tornef logo n tomar meu lvro.
Apoiada em urna mesinha carregad.i de bucias e
de flores, mis Sarah Iriumphanle e bella sorrij aos
seus adoradores, e formav.i no meio de sna pequea
corle projeclos para o dia teguime. A'vista de Ju-
liano e de Ricarda fez om movimeolo, a indo-liles
ao encontr date :
Os senhores cliegam mai Urde,e ha muilo lem-
po que dansamos. O senhor Juliano dansa a polka *
Com a senliora respoudeo elle encarando-a
cheio de admiracao.
A Americana sorrio. Ouviam-se os primeiros
computaos da orcqeslra ; mulherts moras e formosas
lendo o coito e as espaduas ouas pasvam levadas
por fnebres yanl.ee* vestidos de preto como o pa-
gem do Marlborongh. Procure muitas vezes entre
os filhos da Uniao ama physionomia joven e ama-
vel : nunca a achei.
Juliano e a New-Yorkense (orvelinharam um ins-
lanle, e depois pararam para descansar ; ella sem-
pre apoiada ao brajo do cavalleiro, e elle enlacan-
do-a brandamenle e fallando-lhe em voz baixa
Mits Sarah radiava de alegra. Seus olhos Ma-
vara hmidos e sua linda bocea pareca aspirar com
delicias as palavras abrazadoras que murmurava o
joven e ardenle viajante.
Durante o serio lodo continuaran) assim a vagar
juntos pelos saldes procurando ama janella, ou orna
cortina que os abrigas* dos olhos da mullido.
Devenios fazer juslica ; na sociedade americana
ninguem oceupa-se de maneira nenhuma dessas mil
consinhas que enlrelem tontas vetes nossa conversa-
co franceza. As mullfOres, longe de se dilacerarero
muluamenle, suslenlam-se com ardor, e desgracado
do imprudente que se atrevesse a fazer contra a'vir-
(ude de alguma deltas a menor insinuacAo. Vera
mmedialameute fechadas para elle as portas amigas.
Quando urna rapariga ha engaada, todas lamen-
Inm-na e consblam-na, ao mesmo lempo que o se-
ductor Dea abandonado. A L'niio lie realmente o
reino das mulheres, todava para noasos snnhadoret
francezes Quimper-Corentn quererla mais do aue
New-Vork. '
Adeos! dizia s tres horas da madrugada Ju-
liano a miss Sarah, adeos, a senhora he too Bella c
too ana vel !
E aperlando-lhe teruamenlu a mao, beijando-l
a furlo a fronte, acrescenlou com um sorriso .
Islo he flirtalion ".'
Flirtation disse ella requebrndose, anida
11A0 fizemos.
Ah disse o poeto comsigo, aperlei-rhe a cin-
tura, beijei-lhe a fronle, loquei-lbe com a mito e com
n hablo o eolio e os cabellos, e isso anda nAo he
flirtalion ? Que enlende ella culo por flirtar i
Al amanhaa, lornou miss Sarah ; venha bos-
car-roe s seto horas, llavera representadlo em Vi-
feto : quero ir l.
Juliano vollou para junto de Ricardo murmu-
rando :
Ella he minlia, dlvindadrs do Pind '.
VIH
Emquanlo retiravam-se Irauquillsmcnle, os dous
amigos on versa vam sobre a joven New-Yorkense.
Sabes que essa molher parere-me lAo inlelli-
genle quanlo bella ? dizia Juliano.
Sim, iotolgento.... retpondeu Roberto com
Sua, S.inliila-
Genova, Tu-
do Rlieno ;
glaterra
e a rai-
enlAo \ Baja de
Nao pertJaPHns pequeas dimenaes desle jor-
nal que se faca aqui a descriprAo circumstanciada do
madoenlhuslauco, grandioso e amigavel, com que
Sus Magealade o Senhor Dom Peflro V ioi 'ecobido
cuj luiu a> corte, que. visilou e eBklodus o paizea
qae aercotraa. Pareca que todW pud se esma-
ravam em ser obsequiadores ora acatar a reale-
za de Portugal na pcasoa d'esse monarcha de 17 an-
uos, que abra, pessoalmenle, relacoes de aroisade
com o soberanos1 seus collegas.
Este mesmo talento prematuro den ao Senhor
Dom Pedro um ar de sisudez e'un modo peusativo,
pouco natural na sua idade. Nao queiramos pres-
crular o futuro. O futuro para nos hemauhia ;
manha ver a nacao que, se e principe que a vai
guvernar lie sabio, o seu reinado ha de ser pros-
pero.
Um rei nunca deva esquecer o seguinle : elle foi
feito para o todoe nao o iodo' para elle ; a felicidade
dos seus subditos nao pode ser urna propriedade real,
he apenas um deposito precioso, rujo abuso he um
crime ; onde termina o bem publico, cessa a aulo-
ridade legitima.
ouanto mais esclarecido he um prncipe, mais el-
le couliece a necessidade da intima ligarlo da felici-
dade do povo com a sua propria. Couliece que o
amor dos seus subditos he o seu mais seguro apoio,
e os seus louros mais virosos sao os da nacao ; os
seus verdVieros thesoiiros sao o bem estar publico,
e quando esto existe, o Estado sempre tem recursos,
o mais poderoso dos quaes he o patriotismo,que t se
produz reinaudo de modo que nunca o subdito
possa esperar mais felicidade de um nutro go-
verno. He esta a alta poltica: toda a oulra be
desprezivek errnea, vaciilaole, e tarde ou cedo
tuecumbe sob a fraqueta de seus ptoprius princi-
pios.
Verdadeiramente a poltica consisto na prudencia
e na justira adaptadas aosobjectos de administrarlo
publica eaos iuleresses recprocos do Estado. U
com os mestnos principios de equidade e de bondade
que se deve obrar com milhares de horneas do mes-
mo modo que com um s.
O amor da patria deixa de ser virlude quando se
transforma em ceg fanatismo para a gloria e en-
grandecimento da sua nacjio, com prejuito das ou-
tras e desprezo da equidade. Os Romanos assolaodo
tantos paizes, sem outro direito mais que o da torca,
foiam hroes na execuro, lyrannos no Qm. Ha
s dous casos era que cora juslica se possa combaler
ou submeller um povo, lie quando a seguranza pu-
blica o exige absolutamente, ou quando he necessa-
rio suldralii-lo k tyrannia e dar-lhe melhores leis.
Oualquer oalro motivo he injuslo. A patria do sabi
he o universo, os seus irmo sao o genero humano
eo principe 011 ministros.quc sem necessidade sacri-
fica sua as nacoes visinhas, he Uo condemnavel co-
mo o parlicular que, para augmentar a sua fortuna,
rouba a ulheia.
Mandar asiastiuar um homem he cousiderado co-
mo um infame homicidio, mandar assassinar cem
mil horoens he considerado como um felto heroico!
Usurpar as Ierras do visoho he urna violencia ver-
onhosa ; empregar a forra ou a perfidia para usur-
par um estado iuleiro he a gloria de um conquista-
dor Menlir no Iralo ordinario com os homons he
atlrahir sobre si o mais liumilliaule desprezo ; men-
lir nos negocios os mais importantes e engaar urda
mulldao inleira, quer de eslrangeiros, quer dos seus
proprios concidadaos, be chamado urna excellenle
poltica !
Pude-se dizer que ha um direito que aulorisa a
malarem-se e roubarem-se uns aos oulros ? A hu-
manidade revolla-se com esto palavra e comludo
sempre so tuppoe que o Eslade ganhouabuso Ma
palavra.
Um prncipe que quizer ser adorado, e restituir a
energa a urna nacao abatida, deve procurar s o
mrito para depositar uas suas mao a auloridade.
Um re deve esquecer que be senhor absoluto, ou
peto menos deve s lembrar-se qoe o he para fazer
bem; deve conspirar com o povo contra si mesm,
deve ser o primeiro conspirador pela liberdade. Ot
grandes que eajram o Ibrono nao devem intimidar
o rei ; o seu egosmo, as suas queixas, as suas intri-
gas s merecem desprezo ; as inloucoe* da realeza
devera ser bem publicas, e lera adquirido a cordeal
sympalhia do povo. O exercto nao deve sustentaras
lberdades publicas, os foros da realeza, e debaixodo
estandarte da virtude deve cahir a tyrannia. Novo
conquistador nos seus proprios estados, um rei deve
fallar como homem nas suat proclaraacOes. Alexan-
dreuuuca foi too pequeo como quando se quiz
inculcar por filho de Jpiter. Nunca deve receiar
de dar conlas aos sens subditos das suas opera-
rOes, e de motivar as ordens que expede. Deve
dizer ludo em expresares bem novas c bera pro-
priat para inspirar o amor; e a conlianra ; deve di-
zer : o Taes foram as nimbas inleuces, mas
cu posto errar ; esclarccei-me, porque nunca a
espressao da verdsde me pode offender. Nao olvidis
que sou homem, que a inhiba capacidade tem um li-
mito, meu lempo curio, meus deveres immensos. O
parlicular. que geme ciu o peso do imposto que o
opprime, lembre-se das necessidades do Estado ; eu
nao tenho lliesouro ; o meu Ihesouro he do publi-
co. Persuada-se bem que s cora magua neg
urna merc ; que o concede-las me parece o lado
mais bello dos meus direitos. Aguaite que meaccu*a,
que soffre com as reformas, lembre-se que s pos.
so lomar medidas em goal, e que o huttytnyttF
ge muitas vezes sacrificios, que na apparencia po-
dom parecer injustos. Convido lodos os humeas
honestos de quaesquer condir;es,^*j prestar-me o
seu auxilio nos meus projeclos uteia." Uoamo-nos,
zombana, quanto basto par fazer-te o mesmo qoe
lem feito a muilos oulros, aos quaes ha deixado de-
pois de tres dias de couhecimenTo.
Talvez 1
Imaginas qae ella esl enamorada de li '.'
E porque nao ? Ella captivou-me muito.
Excellenle razan com effeilo 1 Nao habitaste
alguma cidade do Norte '.'
Nao, conhero smente o sul, o oesle e o Cana-
d. Pelot estados do aorle andei apenas de pas-
sagem.
Enlao vou eosioar-te os costumes de noatas jo-
veos Americanas.
Eu os conliern, sei que as coasas que parecen)
mais compromelteduras na Franca, aqui nao sao con-
sideradas como de grande consequenea. Sei lam-
bem que debaixo de seu ar livre e promplo, de suas
maneiras francas e desembarazadas occultam pro-
funda dissiraulacao e extraordinario egosmo ; mas
nao lia regra sem exceprao, e se entre tres rail Ame-
ricanas pode-se encontrar una capaz de amar, por-
que 1.3o a ochara eu ? Coufesso qae miss Sarah
tem-roe parecido rnui superior s suas companhei-
ras ; jolgaej ver lluctuar na papilla'da joven Ame-
ricana um inundo de amor e de mediacao ; em-
quanlo eu fallava-lhe, ella linha altitudes que s
pode inspirar a mais profunda catquilhara, esse sen
limentn que precede ou segu o amor, e qoe as mu-
lheres desle paiz comprehenJem 13o differenlemenle
de nossas bellas Francezas. Ou engano-me muilo,
ou essa loura miss enfadada de flirtar a direito
e a esquerd, deseja fixar seu coraran em alguma
parle. Quem sabe se oao Ihe pareci realisar seu
ideal?
He o que veras, disse Ricardo ; entretanto ja
chegamos, entra..
IX
Quando no dia seguinle Juliano acordou, o sol j
evado toncava-lhe 110 quarlo alia vos da gelosia lo-
se luminosos ralos. Chamou a Bicardo; mas esto
trege a hbitos laboriosos, linha sabido ha muilo
lempo. Juliano levanloit-se, e nao leudo que fazer
senAe pensar no encontr da ve-pera, sabio, e entrn
no mnibus que diriga-se para Broadway.
Broadway he o passeo do thealro italiano de New-
York, he o ponto de reunan das elegantes ociosas
que vao de arm.izem.em armazem visitar os mais
helios estofo e cscolhor as joias mais novas ; a isso
chamam ihopper. Urna New-Yorkense que nao l-
vesse algumas centenas de dollars para gaslar por
mez nesses passeios.se considerara mui pobre, e por
conseguinle a mais desgraca 1a molher do mundo.
Raras vezes as Americanas janlam em sua casa.
O marido oceupado na parlo baixa da cidade smen-
le Mdla de noile e d joven esposa Inda a sua li-
berdade, a qual ella aproveita. Entilo a casa he
abandonada, 01 meninos aio enviados ao collegio, ou
farlot de assucar candi pelas suas mane se sao anda
babys. O ai para a Americana he a vida, he a
amigos, compatriotas, para abater a injuslica e a
ignorancia : forcemos o vulgo a ser feliz. Invoque-
mos e Dos para que nos profeja, e sustentando seu
verdadeiro culto, qne he o patriolismo da probi la-
de, deixemos de parle os vaos clamores do phanati-
co e do impostor. Suslenla-mc, defeodei-me,
conservai-me essa amisade, essa eslima que infeliz-
mente a niinlia posirao muitas vezes afasia, e com-
padece-vos do vosso chefe, pela sua posiejio tao
asnada, que tao raas vezes da a felicidade que pa-
rece cerca-lo. n
Foi sob a direccAo de Aristteles que Aletandre
veio a ser senhor do mundo : foi pelos principios
de Plutarco e peto amizade de Sully que Trajauo e
Delinque IV vieran) ser o modelo dos res. Uro
rei nao pode enlrar circurostouciadamenle uos ne-
gocios da administrarao de um Eslado ; falla-lhe o
lempo; nao deve prelender saberludo ; limile-se
a consultar os maia honrados, os mais inlelligentes :
anime o seu zelo pela confiauca, a merecer amigos
dedicados.
A llecista Contempornea nao lem a ridicula
preleurao de se dirigir ao monarcha do seu paix ;
se estos refleies foram aqui transcriptas, he por-
que as suggerio a prxima entrada de em novo rei
uado, que, para maior gloria do Sr. Pedro, fa-
zemos ardiles votos que seja deprosperidade e de
felicidade, cerno lauto o prometiera as virtudes, os
couhecimenlos e o talento do el-rei o Sr. D. Pe-
dro V.
'.llecista Contempornea.)
_______ (Braz Tizona.
Cuba, seus recursos e popularlo.
I.
O* acontecimentos de que Cuba acaba de ser
thealro, ou antes que anda estoo palpitantes, allrai-
ram a nossa aiicucau para urna polmica muito ca-
noti imporlanteqo* se toro suscitado, ha algunsan-t Os estados do sul da Unio Americana sao os un-
no, sobre os uieios de sublrahir esto colonia des- eos em que a preporcdlp entre as duas ciaste* oflere-
grara de que esta ameacada, lauto da parte da sna cem maior vaulagem do qua na Cuba; all oa bran-
populacao escrava, como dos seos vziohos a qnem eos esl3o em relaco aos eacravoa de 3 para S.
convim a acquisicao por fas e nefas. Examinaremos No entretanto os acontecimentos de Matanzas, em
a origem desla questoo, que teve principio em 1846, uuea Hespanha recootiqceu a influencia de om po-
em consequencia de alguna tumultos deque Matanzas vo I"* cubijava a sua colonia, allrairam a aua al-
io, o ponto principal. teucao sobre a disposielto iuvasora do elemento afri-
A esto respeito, o procurador fleal de Madrid, D. ""o "o deaeovolvimento da colonia da Coba; a no
Vasques Queipo, dirigi ao governo da melropole *"" relatorio, o fiscal D. Vasques Queipo ptjrjlo for-
um longo relatorio, obra de mais de .500 paginas, 00 raalmentorfjue jamis se premellisse a eulrada dos
qual se oceupara de Cuba, dos seos recursos, da sua | negros porque 1 os rcenles aconlecMnanu de Ma.
adiniuislracao, da sua populacho, segundo o ponto de
visto da colonisarAu europea, e da emauciparao pro-
gresava dos escravos. Em cootrapofn;ao da opiniSo
metn polilana, representada pelo procurador* fiscal,
apresenla-se a opiniu colonial, representada por D.
Jos Antonio Saco.
Esto colono, um dos mais dialiuclos da Havaoa fez
critica da obra de D. Vasques Queipo, em urna bro-
chura escripia era forma de carta a um amigo, e pa-
blicad* em Sevilha em 1847. Esla brochura provo-
co urna reaposla de D. Vasques Queipo, que lam-
bem leu lugar a urna replica de D.'Jos Aotoaio
Saco. Todas estas pecas colligidas foram traduzida
em francez, e publicadas em 1851 por Mr. Arlhurde
Avrainville, empregado da adminislrardto central das
colonias, e formam um grande volume que tivemos
occasiao da examinar.
Desla maneira o ponto de partida era a extencdlo
da colonisjcao no meio da rara branca da Europa,
tendente reducrAo proporcional, e altraccao gra-
dual da raca africana. Os dous interlocutores pare-
cen) de accordo sobre estes dous termos do proble-
ma ; e todava, nao s dilTerem esaencialmeole sobre
os meos de chegar a este resultado, mas aiuda apre-
se utaui entre si um cuulrasle,muilo singular,o mais
iulerossado em conservar o maior espaco de trabalbo
a um escravo be o metropolitano, em quanlo que o
mais inclinado em substituir, o mais breve possivel,
o trabalbo do eseravo da raca da Elhopia pelo tra-
balbo livre da rara branca, he o colono. Seja po-
ror como Jr, ot" ponto seguioles moslrarAo este
nlerussaule e consetencioso debate.
A Hespanha, na lempo das conquistas da Ameri-
ca, mostrou urna solclude viva e cardosa, nao s
em proteger e conservar a populacho iodigena, mas
anda era augmenla-la, pela eingrarao dos peninsu-
lares, por meio de dispixires a que as ideas adminis-
IraJivase econmicas da poca dav.im preferencia.
Infelizmente os recursos da emigracAo europea n3o
correspondan! i eilensao das necessidades.e a cob-
?a dos aveotureros que fueram parle das primeiras
expedicoes; por isso que eram obrigados a procurar
o ouro e a prala naa eulrauhas da Ierra ; mas a co-
ra do Despalilla 11a imposslbilidade ero qua se va
de reprimir todos os abusos que resullavam ds ex-
plorarlo das minas a respeito dos indgena, aulori-
sou a introdcr.'io da rara africana, como meio de
conservar a-rara da colonia, alas como os resultados
uein emsaacor/espoudem as boas|intenr6es,ojque de
priiici! aWIJlLli aa urna piedosa aoliicilude pela
vida dos principaus liabilante-, converleu-se mais
larde, em poder de vidos especuladores, em um tra-
fico udioso e permanente que sera suspender a ex-
lincrAd da raca caraiba, a subsliluiopor urna popu-
lacho uiarlyr.
Taes sao os torios que Iraensivelmeuto leem lra_-
zido s colonias bespauholas o augmento da raijo de
edr, e conseguintomente a exlnccao relativa da raca
branca. Segundo o reeenceameulu de 1827, a popu-
Uc,ao deluda a ilha de Cuba suba a 70t,487 almas,
divididas da seguale maneira: brancos, 311,051 ;
livres decr, 106,494 ; escrajos, 286,942. Esto po-
pulacao, segundo o receeseameato de 1841, elevoa-
se a 1,807,624 almas; islo lie, brancos, 418,291; li-
vres de cor, 152,838; escravos, 36,495.
II
No espaco de 14 anuos, e pelo effeilo de uro trans-
porte clandestino, a populacho negra escrava, aug-
mentou mcomparavelmeute em relafo a populaba0
branca livre ; ea cifra da primeira excedeu muito a
da segunda. Todava esto desproporcao eslava mui-
lo longe de chegar,em Coba, a que exista 11a niesma
poca entre as duas raras nas colonias das outras 11a-
ces. Na Jamaica, por exemplo, a populacho escra-
va em 1831, monlava a 322,421 almas e a populacho
branca apenas ebegava a 35,000 ; o que dava apro-
ximadamente a cifra de 10 negros para om braoco.
Esla proporcao n3o se allerava nas dezoilo colo-
nias queaGraa-Brelanha possue naquelles mares, por
isso que a popularan escrava subi uaquelle auno a
639,131 almas, a livre de cor a 63,410,e a populaca0
branca chegara apenas a' cifra de 75,000 almas. Na
parto da Guyana que perleoce a esla potencia, a ,dif-
fereoc,a era tres" vezes menor porque represntala
tres negros contra um braneo. Anda que a propor.
rao entre as dillereules casias nao fosse (3o detvan-
lajosa na Guyauae uas Anlilhat francezas, era anda
assim menos favoravel do que na Cuba, por isso que
par.1 nina populado de 23:087 brancos, ha va 185,897
escravos. A relaro eDlre os primeiros e os ltimos
era pois de 8 e meio para>68, em quauto na Cuba
era de 42 para 43 seguudo o recenceameoto de
1841.
1P
enl
felicidade pois o serao he muilas vezes montono e
fastidioso, quando ella nao deseja ir ao espectculo
ou fica retida em casa pelo fri. L nao se conhe-
cem as doces relarocs de familia, a inlimiJade do
lar domestico.
Odilo de Mr. de Taleirand: As Americanas nao
lem filhos, tem meninos., conserva atada toda a sua
verdade. I'm rapazinlio de qualorze annosji em-
pregado em um armazem onde a mai despende por
anno cinco ou seis mil piastras, paga muilas vezes
sea alimento na casa paterna ou deixa-a para viver
independenle. Se na ruaou algures acontece-lhe en-
contrar algara membro de sua familia, he a'pressa
que elle Iroca dtbcas palavras e que perguuta : llow
is theold man going1! (Como vai, meu velho ?)
Juliano entrou pois no mnibus de Broadway, e
apenas (inha-se assenlado, chegou orna mulher de
porto resoluto, sobrancelhas bastas e fronte preemi-
nente. Em New-Y'ork nao ha conductores que po-
nhara aVescriplo completo, p para aju taren! a subir
ou a desrer. A lady laucn um olhar rpido uo in-
terior, e mo diatoguindo nenhum lugar livre disse
Juliano em tom duro :
Levaule-se !
O rapaz ohedcceu j ul san do que a desconfe cida es-
quecera-se da bolsa ou du lonco sobre a banqueta.
Qual foi sua admiracao quando vio-a assentar-se
Iranquillamanle em seu lugar sem dar-lhe o mais
simples agradecimeolo.' 1
Juliano n3osabia que fizesse de sua pessoa, e lan-
(ava a Americana olhares furiosos; emlm decidi-
se a desccr, quaiulB urna voziuha grilou-lhe do fun-
do do mnibus:
5ir! sir.'
Juliano vultou-se e vio urna rapargiiinha mu lin-
da vestida com goslo e dislinccao.
Venha pr-se aqui, disse-lhe ella rindo.
Mas nao ha lugar, senhoiinha, replicou Ju-
liano.
Nao importa, venha sempre !
A chamada era mui graciosa para Juliano recusar.
Dirigio-se, pois, a joven Americana, a qual levan-
lon-se. e redolido Ihe o lugar, disse:
I'onha-se ah.
Oh miss... murmura! a o rapaz confuso. NAo
cunsenlirei....
-'Aot a estupid feltow sque estpido camara-
da cxclamon a rapargiiinha impellindo-o com im-
paciencia para a banqueta.
Depois assentou-se-lhe resolutamente sobre osjoa-
Iho.
Com a presumprao que caraclersa os Francezes,
Juliano n3o deixou de altibuir a tomilaridade da
joven miss influencia de seu porto elegante e da
mulheres bonitas e recebendo em troca mais de um
sorriso gracioso, quando vio duas moras qoe cami-
uhavam ligeiramente dianle delle ; julgou reconhe-
cer urna, e seu empenho em excede-las ignaloo sua
curiosidsde.
Ah! disse repentinamente amis joven vol-
lando-se, he o senhor Juliano? Est fatigado da imi-
te do baile ?
Juliano saudou a miss Sarah.
Deixe-ine apresenla-lo a' minha amiga, disse-
lhe ella. Laura, eis-aqui um Fcanee/, um pintor,
um poeta. Vmc. he poeto'.' um poeta cojos versos
nao li; mas devem ser excedentes, se assemclham-
se a su 1 prosa, accrescentou a rapariga lanzando a
Juliano um olhar malicioso.
Nao goslo dos poetas francezes, disse mist Lau-
ra com firmeza ; sao elles que lem corrompido as
mulheres de l.
Enlao como 1 perguotou Juliano.
Elles as lem lisonjeado e incensado, lornou
Laura ; collocaram-nas sobre um throno he verdade,
ma ellas ahi ettao captivas e suas lisonjas respiram
osenhorio. O mais suave dos poetas francezes, La-
martine, lem escrinto monstruosidades 1 Qoe signi-
fica sai Graziella'f N3o he vergonhoso que cssas
mulheres se enlhusiasmem por urna crealura que as
rebatoa? Qne parece a rapariga de que elle faz-se
adorar, e cojo coracAo moslra dirigir?... Que he da
dignidade da mulher, que he de seu poder, que he
de seu orgulho ?
lie una Moomrri'sii, disse comsigo Juliano;
quereni fallar assim muito lempo ?
Mas miss Laura pareca meditar profundamente.
Tiuba apenar viole e cinco anuos, olhos ardentes
e firmes, bocea exprassiva, lez levemente paluda.
Seus cabellos eslavara corlados e caliiam-lbe em au-
nis caslanhos em Ionio do pescoro.
Quer acompanhar-nos? diss Sarah sempre l-
aeira 11 risonha, vamos tomar um sorvete no hotel
Tajlor, e dorante esse tempo Vmc. disseriar com
Laura.
Juli.no seguio as duas mulheres e esse inmenso
cslabe oriniento de tuxo e de riqueza desconheridos
em Fr.inra. Todava apezar de sua apparencia sump-
luosa, de seas espedios de Veaeza e de seus lastres
de mil luzes no domiugo, a lilha da verde Erin ver-
melba e luiente em seu vestido manchado colloca-se
no sof de velludo cor de purpura para lomar ao la-
do dat mais elegantes ladies um pralo de creme ge-
lado. A igualdade preside ns menores circumstau-
cie da vida publica nos Estados-Unidos.
Depois de haverem saboreado o sorvele e comido
algus hollinhos.as duas moceas acompanhadas por Ju-
lanzas liaviam deicoberto o vuleo debaixo de ,
a ja influencia s ilha se achava. a
Todos os esforcos pois se dirigirn desde logo pa-
ra os meos de augmentar a popuUrAo branca. Ja
anteriormente, 111 1817, e simultneamente por oc-
casiao da abolicao do traaeo oa Costa verno hetpanhol se havia occapade do augmenta da
popalaco branca naquella ilha, como urna medida
complementar da primeira. Mal* larde, em 1832,
julgou dever ligar a esto aarvico oulros recursos mais
importantes, applicaodo-lhe os 4 por c. provenientes
pas despezas ijudiciaes. concedeudo-lhe alm dtsso.
algons terrenos da coros, cslabetocendo all aova* co-
lonias que, anda que alo estiveseem em completo
prosperidade, promettiam, como a de Gcu fuegos,
brilhantes resollados.
Todava, taatos esforcos reunidos ||o liverma eau
geral as falizes consequenea que se etperaratu.
A facilidada concedida aot eslrangeiros peta acto
real de 1817 pasa a sua naluralisacao ; os direito* da
que estes gozavam (anda mesmo quaodoseachassem
de passagem na Coba) em relaco aos uacioaaas ; a
deferencia qoe sempre se lave peto sus prosperidade
e pelat suas erencas religiosa, pelas quaes jamis
eram inquietados, e finalmente a itencao do* direi-
tos e imposlos de que gozaram os Ilespauhos da pe-
"insula, nada ennseguio augmentar a imigraclo do*
operarios europeus a urna propongo noUvel.
Qoaes quer que foteem as causas desle iesaeeeaso,
qual seria a sorle das novas medidas complementa-
res propostas pela comroissao da junta real, e por el-
la adoptadas nas sestees de 29 de fevereiro e de7 marco de 1846?
Eram estes os pontos debalido* na potomica de
que nos temos oceupado. Nao combinamos com os
dignos interlocutores uo dr^nvolvirnaatoque d4o a,
suas deinonstraroes respectivas, e.em oalro, artigo
procuraremos indicar os pontos culmiuaatasjr que,
como se vera', nao deitam de ter coouexao com a i-
uasao actual,
III
Distemos que em cousequencia da revolla dos Be-
gros de Matanzas, a Hespanha, lemend a vaatogem
numrica que a popularao negra havia adquirido so-
bre a poiJnlaeao branca julgars.em 1846 dever lascar
mao do processo asesado em 1817 e em 1832, para
favorecer a emigrarao europea. O rotatorio do procu-
rador Bacal; D. Vasques Queipa, mostrando abando-
nar as idees do governo, critica os seus pontos es-
senciaes. Em urna parle diligencia atena, o aug-
meolo da popularao negra; em oolra, menciona mil
inconvenientes nas rtictlMM nteracs^elativa" k resi-
dencia dos eslrangeiros na.ilha.
Reprova que em contraro pralica ettabelecida
pesos demas governos, em que se comprebende o da
repobliaa de Washington, que prohibe aos eslran-
geiros, qoe apenas residen) temporariamente nos
seus Estados, a toculdade ae aDrr armazeos, prestar
llancas, e satistozer a actos civis alm dos estipula,
dos nos tratados diplomticos, na Cuba nAo s'se to-
lera que estobelesam casas de commercj. mesmo
sem salistozer a tormalidade da inscnpcAo de malri-
cala, mas lambem se admita, sea banca alm -da
sua palavra, pleitear pcraule os Iribunaes, e apre-
veitar na alfaudega o lapso concedido aos nacionaes
para pagamento dos direitos de mportajao, e em ge-
ral gozar das mesmas franquas e lberdades.
O colono crounf D. Antonio Saco, de que j fi-
zemos meiirgo, considera as cousas de oulra manei-
ra, e debaixo de um aspecto mais liberal ; proclam,
que a prosperidade e seguranca futura da, Cuba es-
tou subordioadai ao desenvolvimeuto da colonisajao
branca, meio udireclo, mas mais seguro, para sebs-
luiro trabalho livre pal Irabalho escravo, e na al-
enla colonisacao de ta a ilha, da qual mais dd
melade esto anda balda.
Admiltiiido que os escravos se multiplicam, o seo
augmento lento e quasi imperceplivel, desde o dia
em que liver lugar a suppressdo completo do trafi-
co, ser suflicicnlc para salisfazcr s grandes neces-
sidade da agricultor* cubaneza ? Essas vaslae ex-
teucoes de terreno incali nao exigro grande nu-
mero de bracos para os rotear e fazer produzir com
vanlagem recproca da colonia e da melropole? Urna
vez que a cultura nao est ioleiramenle despiezada
na parle occidental da ilha, nao deverAo empregar-
se esforcos para melbora-la nessa mesma parte, pro-
curando eatender esles mesmos beneficios s regioes
feriis que aiuda hoje se encontrara 00 mesmo esta-
do em qne sabiram das inaosde Creador ?
A Hespanha nao he de certo um modelo que deva
citar-se em materia de popularao ; todava, que dif-
ferenca nao existo a esto respeito entre a metropale
frescura de suas luvas ; porm cngan.va-se grossei- liano, snhiram do hotel Tavlor.
ramenle: ella leria feito oulro tanto com qualquer \> Adeos, disse mis* Laura :i amiga, deiio-leaqui
ankte. r para r Tribuna. Irs esln noite a Cottage Place?
t .. ~ N'0' retpondea Sarah, eu desojara ir a
Juliano passeava em Broadway contemplando as | Niblo.
" ,UL"
Nao vs, e leva-nos este
Americana designando familiarmente a Juliano.
Pois bem, respondo por mim e por eile. A
quem ttrs li '.'
Todas as nossas.... excepto l.ucy Slone qoe
est agora no Kenlucky. Redige com Lucretia
Smoolb e Antoinette Bmwa um peltfio para esla-
belecer nossos direitos polticos : enviei minha as-
signalura; queres fazer o mesmo, Sarah ?
NAo sei; tornaremos a fallar a este respeito.
As damas de Cincionate oftoreceram urnas cal-
cas a nossa joven oradora ;2) lornou a blomerista dis-
m 111 alando sua ultima palavra em urna periphrase.
Com effeilo li isso na Tribuna, exclamnu Ju-
liano rindo, e a resposta pareceu-me mui curiosa.
Que disse ella ? perguntou mist Sarah.
Parece que nao achon o preseote completo,
laruou o rapaz ; agradecea dizendo que, para qoe
Ihe toss* mais agradavel devia ler sido offerectdo no
corpo de um bello Keucluckiense. f)
Depois de haverem applauddo esse bem dito, se-
pararam-se leudo trucado vigorosos nperlos de mao.
Quer nalmenle ir casa della, miss Sarah ?
perguntou Juliano com aprehensAo, sentindo-se ja
envolvido por nina atraosphera de dissertacAo.
Certamente Laura he urna mulher superior, e
Vmc. tora' la um esludo excellenle ; podara' dUer
as suas F'rancezas o que sao nossas americanas : mu-
lheres de corac,Ao altivo e de aspecto serio quefatem-
se independeiites e livres emquanlo ellas permane-
cen) anda escravas, e encerradas am um circulo de
preconceilos mesquinhos. Oh I en antes qoizera ser
lilha de ura Indio do que molher de um Fraoeez,
embora fosse duque ou marquez !
Enlo porque ? perguntou Juliano.
Porque suas mulheres sao cobardes e vaidosas,
e nao tem oulro prazer senao dlacerarem-se urnas a*
nutra. Nsanglo-saxoniassu&lentamo-nos mutua-
meule com perseverau^a e curageui, e somos assim
forlese grandes. Quaitrio alguma de nos deixa-se le-
var alm dos lmites, em vez de dcspreza-la e de re-
pelli-la com desdem, como se faz em Franca, apoia-
mo-la com toda a nossa alma. Segundo nosaos cosa-
nles mais simples e mais verdadeiros,n3o infligimos o
opprobrio e o castigo a' victima, porm ao seductor.
Sim, sei que as leis aqu protegen) a mulher,
disse Juliano.
Sem duvida, tornou mist Sarah, e isso nos faz
ainda mais amadase honradas..., mas antecipo-naa,
accrescentou a rapariga rindo, e usurpo os direfte*
do miss Laura... Creio qoe rccilei-lhe quati um dis-
curso I Adeos, deixe-me squi.
E ella aparlou-sa rpidamente.
(Conftantar-se-riaO
i2) Hittorico.
(3) Histrico.
r
.:



T
Mimiftnn


DIARIO OE PERRA1BUCO SBADO 10 DE NOVEMBRO DE 18*5
I r

ae toai colonia,.i que poete chamar-** a rainha das
Anlilliiii Em toda a Hespanhaconlam-seTSO ha-
bitantes por legua garfada, em quanlo na Cuba,
na sua parle mais JMosda, nao se enconiraro roaii
de 587. De qajaprOTm la clilferenra ? Mr. Sa-
co nao hesita m allribui-la ao duplicado Tacto de
que em Uesoanba, aaa eidades, assiincomo no cam-
po, toda n populacho lie branca, n* Cuba sobre-
ludo no departamento occidental, o maia povoado,
raais de melada da popalafo he negra e lugeita
escravidlo.
Segundo Mr. Saco, a emigrado na Cuba ha de
urna daa maii urgentes neceuidadea para dar po-
pularlo branca urna preponderancia integramente
moral e numrica sobra I de cdr,que lende a tornar-
a excesaiva ; ha necessaria e argente para neutra-
iiiar, at corlo poni, e terrivel influencia dos tres
milboes de negros que circulan) a rainha das Anti-
Ihas, milhOes que vo augmentando e que podem
dentro em pouco subjugar a colonia, se ella se con-
servar estacionaria ; he necestaria e urgente, quan-
do mais nJo fosse, para oppdr no departamento ori-
rjtft fr4,300,01)1) habitantes do Hait e da Ja-
pft|M das costssdcslas duas illi.is, consideram
antenle a as plagas desertas e as solidOes da
Cuba : a be finalinenle necessaria o urgente a para
quebrar o dique perigosoqoe, manobrado por maos
iuimlgas. pode per ilhade Cuba em grande pe-
rigo, cobrido-a de cadveres, e innundando-a de
sangue a
He necessaria Convlr, que he maito notnvel e dig-
na de altencao a appreciacao de M. Saco, consig-
nada, ha perto de dea annos, na sua brochura. Uni-
camenle o ponto de vista tem mudado, mas o todo
da sitoaoao he o mesmo. Em 1815, 186 e 1R7, a
eventual iriade que se tema, era que as plagas de-
sertas e a solidoesda Coba fossem objeelo de cu-
bica da |K>pnlarao negra emancipada do Hait e da
Jamaica, e que esta, nao fosse para a populacho ne-
gra da Cuba, um elemento de excilacao, de desen-
Volvimenlo e de concurso, que pode renovar Os maa-
sacres de S. Domingos. Actualmente existe o mea-
no perigo, mas manobrado por maos inimigas de
oulra natareza e de oulra cor.
He poisivel qne se lema que as plagas descras e
as solidos? da Cuba venham a ser povoadas pelo es-
pirlo de cubica dos negros livres da Jamaica e do
Hait, pelas suas paixdes, sen ardor da propaganda
e de represalia contra a, rata branca ; mas se estas
mesmas Mliddescorrem risco imminenle,he antes pela
alinelo que Ihe prestam os cliefes proletarios ne-
gree noa talados do suida l'niao, para encontrar
um mercado aos seus producios naqoeila trra, da
Saco, est ainda no mesmo eslado em que sahio
das maos do Creador.
IV
Tal he em urna Ipalavra a situaran da Cuba, na
occasiao irm que o feoio anglo-americano, ianja as
sua* vistes para esta tevra de promisso. Favoreci-
do pela lib-rdadc hospitalera de que o eslrangeiro
goza na Cuba, planlou-seo elemento anglo-amer ca-
no, creo > railes, e procura desenvolver-so. Tem
hoje em teu poder as mais escolenles trras, privi-
legiadas pela prodncr,do da canna e do assocar ;
para fecundar estas Ierras, a extrahir dallas as suas
riquezas saccarinas,seriam necessarias numerlos bra-
cos habituados ao Irgbalho sob os ardores do sol tro-
pical ; esi.es bragas fallam em sofliciente quonlidade
em Coba, quando a doua passos dalli. no continente,
existen), e alm do que he necessario, para a cultu-
ra e colheila do algodfto.
D'aqui provm as tenlaces reciprocas ; porqne
ae, pe eireito da annexarao da Cuba, o transporte'
loa negro do continente para aquella ilha, se tor-
nease om negocio licito ; como se opera de um esta-
do pan 'oulro da mesma federaeao, era pelo me-
nos mallo especioso segundo o poni de vista mate-
rial, e seria de vanlagem para a agricultora cuba-
ueza, assi-n como para a agricultura dos estados do
sol, que se entregan) educarlo da raca ethio-
piana.
Eis o estado em que eslo as cousas, e assim per-
mnecerao com ruco da perda da Cubil peta Hespa-
nha, em qaanto se conservar dabaixo do imperio do
prejuizo de que as callaras eqaaloriats sito sobreto-
do o apaaagio da rae africana. Se esta opiniao toa-
se fundada, o futuro colonial da Cuba jogaria nos
dous extremos do terrivel dilema ; vegetar com o
miscravel movimenlo que Ihe 'ornece um trafico
clandestino, que cada vacie torna menos pralicavel,
oo lorriar-e o principal floraodo rgimen de escra-
vidio deaaes Mudos do sul Uto forlemanle slygma-
litado.
Mes esla opiniao que considera ai latitudes tej>
restrs mais quelites proprias ao trabalhoda raja ne-
gra, he a ais falta que existe no rugado. Esl des-
mentida aelcji'estemunho da propria Cuba, onde o
braocoeuropeo est perfectamente acclimatado aos
trabamos,do campo ; ainda esl mais desmeotida
pelo que se pasta oas colonias inalezas e francezas
em coueeqtrcoeia da emanciparao.
l'or toda a parta os negros, urna vez iivres, leer
fgido do Irabaiho, e tem sido Decenario sobstilai-
los pelos Chinas, Cooliese Mudeirense. D'aqoi po-
de eolligir-se sem blaspbemia, qne, qaer seja pelo
vicie original, quer pelo vicio eanlrahido pela odio-
sa lampera da escravidao, a raja negra he a menos
laboriosa lo globo. J3e possivel que seja orna vir-
tode da sua parte, virtode de te contentar com poo-
co ; mas por isso lie a menos sensivel s oecestida-
desda vidi. qoe as demais rafas, he o maitffeode-
roso estimulante do trabaJta.
Esta verdade ser cedo M tarde comprehtndidn
pelos Americanos, e dizemos por ellos, por jaso qoe
saors que melhor conhecemo valor do lempo eo
prec.o do Irabaiho. Entio irlo procurar com o mes-
mo intcreise que os Inglezos eos Francezes.os Coolies
e es Cnlna>< para substituir os negros nos trabamos de
campo.
A raja africana prefere fattr-se castigar a Iraba-
Ihar de bna vontade, a rasa americana estima antes
exterminzr-te do qne sajeilar-se civllisajao. Ha
apenas"deas rajas no mundo qoe secularmente se
tem votado.ao Irabaiho agrcola e industrial, e que
leal compreliendido os progresos humanos ; sao o,
descendentes de Sem que lem povoado a Asia, e os
descendentes de Sapliet que tem povoado a Europa ;
he sobre elle pelo que parece, qoe reca.ir a impo-
)Voar as immensas solidOes do novo
I comecou e foi seguida pela Asia. Os
uitaUm nn Califormia. Deixai Irilhar cada
i. estrada mariliraa da Asia pira a America
I deixai lainbom multiplicar aa meios de
muir.ec,es de um rio com o oulro do continen-
te .mericiino ; deixai finalmente alargar a costa do
istlimo de Panam, qoe apenas data de hoje ; e nao
eslar.i lon;e a^ poca em que se vera eslabelecer aira-
vez do Pacifico orna vasta correnle de emigrarlo
asitica anloga s grandes correnles de emigra;8o
europea que buje atravessam o Atlntico. Jiao se-
rla onica nenie sgaos individuos solados, mas ver-
daderas legies chinas e indias qoe virflo pacifica-
menle ao encontr das legiOes alemaas e Irlandezas
eamo para responder a|um rendez-vnus providencial,
dado no solo americano : depois dividiiulo enlre si
fraternalmente o Irabaiho, oos aeguirao para as la-
liludes sentenlrionari oo.lros para as lalilodes meri.
dionaes, segundo o centro de gravidade qoe a Pro-
videncia lies indicar.
Nao he necessario ser grande prophela para pre-
ver estas evolocoes. Se he verdade qoe eslaa sao as
eventualidades mais inminentes, porque he qoe a
Hespanha vai procurar fora o seo gola A salva-
Co da Cuba esl patente ; convm qoe por todo
praea, e u mais breve possivel, se ponda em campo
para racmUr os Coolies, Chinas.Madeirenses, os ha-
bttantes das tilias Baleares, os proprios habitantes da
Pennsula Ibrica, para povoar as solidOes da rainha
das Antillias, e fechar desta maneira a via uvasera
aoglo-americana.
(Extrahldo do Jornal do [lacre.)
{Jornal do Commercio de I.isbpa.)
seculo das luzes, em que estamos Para nao
reproduzir aqoi o monle as dores do parlo, eo Ihe
digo logo :o escrivao Jo.quim Jos da Cosa Mal-
los, .depois de correr Seca o Meca, den fuiHJo em
cerlo ancoridouro de S. Jos de Mipb ; e deven-
do recollier-se cadeia para inlerpdr o recurso no
crime de tentativa de mora, l anda sollo de can-
ga e corda toeculi mii vidtrtint) \ face de Dos e
do mundo, menos do carcereiro, que por urna deseas
pelulicas do nosso jactanciosojseculo das luzei pas-
sou certido de se achar elle recolhido a prlslo !
Ja vi melhor,
Peior ja vi;
Mas couta assim...
Eu nunca vi !
E quo felizes que sao o laes csrriv.les! Quer se
conaiderem pela voz activa, quer pela passiva, ellet
asas) aquella certeza Pela voz acliva elles sao acti-
vo na exIansSo da palavra, principalmente com a
suhvencAo/lc am tal regiment, que he nbrinha do
seculo das fu;e com o qual e por virtode, ou vicio
do qual elles esfolam aquellos que Ihes cahem da-
baixo do anno do nascimento. Pela voz passiva,
qu* he quandoo anno do nascimentovira por
cima do feiliceiro, elles nao vflo i cadeia : ha sem-
pre urna chamada epike... e, eogratias'. Qoe
vidoca Pe emendaem lugar de scula das luzesilga-se
secuto dos eum guibur.
Tome agora ola do qoe disse o meu incomp?ra-
vel almanak ao impagavel auan :
Quando|cu vejo, amigo Nanan, alguem por sua li-
are vonlade, sem crime, sujeilar-se urna prisao, digo
logo, aqoelle meco malriculou-se na escola de Ve-
nus ; he a mesma tolice em osso e carolo. Quando,
purera, vejo alguem com crime snjeitar-s a ver por
urnas jaoellas de grades o mundo c por fura, digo
sem medo de erraraquelle taful lem os cum i/ui-
bus ; e conla por certo coma nbsolvicao, porque a
cantiga diz :
He razao fundamental
O preso querer fume,
E o pobre adquirir
Para nunca pastar mal :
ora, se o preso, por urna tendencia natural, sem-
pre intenta fagir ; o que quer dizerfazer-se pre-
so quem oAo eslava preso Quer dizercerteza
de absolvirAo.E se por ventara nem essa prisao
se di".' Qocm quiter que adevtnhe ; tange eu gue
o diga.
He voz publica quo o (al escrvBo Mallos nao
ficoo salisfeilo com o Dr. juiz municipal i porque
pronunciou-o na pena de ameacas : liouve appello
para o Dr. julzde direto. A respeito de escrivaes
parabolam hanc. '
Ora, ja Dcos nos vai ajudando. A cmara muni-
cipal pedio ao govemo providencias acerca do
limpeza desta villa, e edificac.ao de um cemi-
terio.
A exemplo (diz o Nanan; os negociantes daqui
va"o pedir ao govemo a execurao de lei sobr a cons-
lruci;Ho da ponte do rio Cat : be justa esla peti-
5Sn j por falla desta poni o transito publico daqui
para Villa-Flor (ou Villa-Prela. como Ihe chamou
0 misionario etl impedido.
Sem exemplo (diz lambem o almanak) os pais de
familias vao pedir ao mesmo governo que ponba a
concurso a cadeira de laura desta villa, instaurada
ha mais de tres annos. Apoiado (quero dar o meu
aparte1; a mocidade desle municipio lambem nc-
cessila desse pequeo subsidio de ioslrucrao.
A proposito de inslruccao, saiha qne na carleira
homeopalhica provincial (le do ornamento) passou
um addilivo aulorisamlo o govemo da provincia a
mandar om Riograndcnse quem seria esse baplitan-
do ') esludar foja daqui o melhodo Castilho, para o
vir ensinar aos professores que nelle se qozessem ins-
truir. Felizmente, antes que o mimoso neo-
philofosse levado pa baplismal, onde respon-
dendo as pergontas dos exorcismos dissesse que
rennnciava i todas as detpezas pequeas e todo o
estudo, appareceu, qual oulrd Joas, a capital
um mestre do tal ensino. Pelo menos o novo Jo-
as poupou bons e avultados patacos aos cofres da
provincia.
Diz-se que llavera jury nesta villa a 19 do pr-
ximo futuro novembro : lambem se diz que une
haver.i correicao -He nessa orrelcJo sjue lodos ti-
iiham a mira, porque todos esperavam qoe ella fos-
se osana guod e$l sauc'um ; mas por arle do
cpela (como diz cerlo amigo) ainda nesle anno
nao s ever a Ierra da promissao.
Doo-lhe parle que estoo determinado a arvorar-
me medico liomeopalliap; en voo dar a rail desla
majia nova resoluc,ao : o ensino primario foi sem-
pre a partilha dos ignorantes, ass'nn como a cura Iip-
meopalhica est sendo hoje o Ufado pingue dos pro-
letarios. Eo eslava muilo no cato de ser um pro-
fessor de primeirasledras; mas n3o quiz sujeitar-
me, como os oulros a om exrne, para nao dar a
conhecer a rainha ignearancia : erre i no plano, por-
que fiquei seni os Iraaentos bagos annuaes. Perdi-
da aquelle boa vasa, appareceu a poca dos dooto-
rea improvisados; c podendo eu com o pequeo
dispendio de om 2o sem patsar pelas provancas
dos exames, fazer-memedico ou doulor, leudo
por comensaes aquellas tres senhoras donas, de qoe
traa a Mylologia ; lambem nao qoiz, porque, mel-
lendo-me a consciencioso enlcudi que nao devia in-
vestir'-me do jus vilw el neds. Qoe tolo fui eu !
Que mal me fazia o litlo deseohor doolor, e
mais os sanios bagos que nunca empanzinam t Re-
ceilando gratis, a.lqueria o ltalo decaridoso ;!im-
pingindo doses a rail ris gauhava o nome de rico ra-
da ferro: errare humamim c cum: se a Magdalena nao eborasse, nao seria sania ;
se Santo Agoslinho nao se convertesse, ainda hoje se-
ria manicho: portelo, maos a obra; veuha o pteni-
let ,me peccati; coulriclo e arrependldo choro o
lempo da minha tolice, o ja de acora faco voto so-
lemne de entrar as flleiras dos Caleos e Hypo-
crales do seculo das luzes. Amen.
Dado este primeiro passo, voo declarar-llie o riso
gracioso com qoe a fortuna me est fazendo seus
cortejos. Ha nesta freguezia am ricaro padceme
de um culo esponjoso n'um p ha mais de cinco an-
nos ; com esle posso ajuslar a cora por um cont de
reit: ha lambem urna ricac.ii que soffre de um can-
cro no peito ha mais de qoalro annos ; com esta
posto ajustar a cura por ttMK
Ora, estas molestias sao chronicas, e por isso pe-
dem urna cura morosa. Feitos os ajustes, entro no
tirocinio da vidahomeopilhica;passados algunt dias
paco a ambos o padecemos por conta a melade do
prero conveneionado, afllrmo-lhes qoe em poneos
das eslatao restabelecidos, digo-Ibes meia dozia de
palavrOts da tarifa e oulros mais que posto ivnen-
tar... emetlo-me em cobres. Ao depois appare<;o-
lliea, caolo-lhes um dondon, e Deo graliat.
E dado o cato qoe a minha ignorancia nao faca
milagros? Appellarei para o reaguardo quebrado,
que he a taboa em que se aalvam mullos dootores
que eu.cunhec.0. Ao depois finjo-me impaciente
e deixo os laes meus rieacos com agoa no pico, e a
minha bolsa com os novecenlos bagot. O que me
diz a alo t Diga o qoe qnizer ; os dados etlao lan-
Cados < compra-se e regislre-se. D'ora em diaote
Irate-me portenhor doulor.Vire folha.
Mnlto clamou o meu collega da capital contra a
gralilicacao que coocedeu a assembla desla provin-
cia a um homeopelha da capital, sem estender a
mesma gratificacao aos oulrot homeopathas que tem
prestado igoaes temeos. A principio live como
razoavel a cantora do collega ; mas ao depoit lten-
te! que era infundada ; l vai a rarto do meu
dilo :
.Nao ignora o collega que anligamenle, antes da
PARAHIBA
5 de novemhro.
llonlem esperamos de balde o vapor do sol, no
qual loriamos naosn noticias daqoella parle do im-
perio, que serios cuidados nos esl cansando, como
o Em. Piulo, presidente desla provincia, apezar do
rumor, que uestes ltimos dias lem trgido, de qoe
elle recusara a rommissao; mas nao chegou o vapor,
e nossas esperancas cariosas appellaram para
hoje.
Como Ihe estnu etrreveodo ai t hora* da manhBa,
he muito provavel que Ihe nao posta dar noticia da
chegada, te ella te realisar.
Contina sem alleraeao o nosso eslado sanitario ; e
nos esperanzados de elravesiarmos esta qoadra ter-
rivel, grabas ao aceio em qoe se'acha a cidade. A
populacho presloo-s proraplameote a limpar, caiar,
e al pintar suas casas, remover os esterquiliniot de
seus quintaes e adoptar todas as medidas hygienicas
lerabradas pela prudencia, de sorle que a cidade es-
l com um ar alegre e festival, incompalivel com o
cholera.
O Exm. Sr. Dr. Flavio he digno dos maiores en-
comios, pelas medidas e providencias enrgicas que
lem adoptado, para slvasenos desse terrivel fla-
gollo, mil louvores, pois"o nosso dislincto pa-
tricio.
A popularan pelo fervor com que lem enneorrido
aos templos a invocar o auxilio divino, e a pedir
perdao de snat culpas, iodobitavelmente ha conse-
guido da Bondade Divina que a proteja.
A nossa assembla contina calma. Aquella ani-
macao, vida, e dircl mesma enlhoalaimo, qoe te ob-
tervava na diseossao da Torca policial, e qoe to
saudosos momcnlos nos deram de galeras, esfrioo,
afrouxou, desappareceu, como bexiga entumecida
d'ar, a que travesa mao de rapaz maligno applicou
pontoda agolha. Sictrantit gloria mundi.
As philipicas, affonsinas e resarinas oraees, dig-
nas de figurar a par das Ciceronianas e Demoslhe-
nenses, cessaram em prejuizo lamentavel de nossa
Ijlleralura.
Os cysnes da nossa assembla emmodeccram, e s
nos resta a dor de have-los saboreado porpooco
lempo. Mal haja qoem tal quebranto Ihes dei-
lou.
S agora um ou outro aparte eloquenle sorge co-
mo lampejo de lampada mortuaria, para indicar qoe
aioda nao etiao de todo extinctos os volces, que
ameac.iram Pompea.
Corre, mat aqoi ha mentirosos de raja, que ere-
mos empees na discussao do orcamenlo ; como as
lavas pin iliquem a atmosphera, e nos tememos por
essa importante lado algum mal, Dos as traga, e
bem quenlinhas.
Anda em incubac/io om projecto, qoe j tem o
pinto desenvolvido, o qual recommenda ao governot
que man> vir una resptilavel matrona, entendida
na obslreticia, vulgo parteira, e d-ias irm.las da ca-
ridade. Nao sei ae a juncrao de petsoat de misleres
(ao contrarios, olTender a tusceptibilidade de qoal-
quer deltas ; e por isso, a ser depulado, pedira, que
fosse desligada a comadre dasdiscipolat de San Vi-
cente, afim deque nao apparecsssem* Incompatibili-
dades. Cada qual no sen circulo
Acho tarabem desproporciona! o numero das de-
signadas.
Entretanto, em honra de quem nos ensinou a en-
trada desle mundo, direi qoe at hoje, a respeilabl-
litsima Sozana. coja influencia no seu genero, s he
cclypsada pela do nosso Roguier na horaeopnlhia,
lem limpamenle desempenhado as funccOes do seu
elevado ministerio ; o mesmo direi de oulras matro-
nas respeilaveis.
Quanlo as irniaas caridosas, lambem as lemos, c
bem experimentadas ; logo que a necessidade deser-
vir ao prximo sofTredur se aprsente.
Quem podera negar a dedicacao de cerlat mnllie-
res, das quaes temos muitas que lomaram a si o
passarcm o teu lempo a cabeceira dos doenles, prin-
cipalmente aneciados de molestias epidmica!, como
adas bexigas. Nos pontos do interior da provincia,,
onde fallam mdicos, teu sacerdocio he substituido,
e as vezes com vanlagem, por molheres, que nica-
mente e sem avanza, se dedican) i cura dos en-
fermos.
Faca, porm, a assembla o que entender na sua
stbedoria.
Passou a lei do rorpo de polica, conservando o
numero de pracas actual.
Passou lambem a que eleva o ordenado dos prot-
"Jgfitssores de primeiras ledras desla capital c cidade da
4 Rre
vioda do Messias, havia em Jerutalem urna Pitciua P"r,ruln ,0 Instante ?
Ircia a
ris.
60050^1.
os mais da provincia a 5508000
Esqueceram-se que Sonza e Mamangoape lambem
sao cidadesJ$or censeqnencia, qoe seos professo.
res leem dircito aos jprjJOOO rs. pro labore.
.Morreo, morte sbita, om projecto de reforma da
adminislracao de rondas, apresentado pelo respecti-
vo inspector. S leve orna discussao. O aotor tem
observado alguma falla de movimenlo as rodas da-
quella machina, e quiz modar-lhe o plano ; porm
a assembla enlendeu, que com as mesmas pecas,
nao era possivel oflerecer na prxima futura exposi-
c.io urna machina difierente.
Ambos leem razao ; mas eo recomroendn o em-
prego do azeile, visto que fica o machinismo tal
qual.
Tamben) no qoiz a assembla creara cadeira de
liogua nacional, falla de dinheiro '.
Eo lambem nao iaporahi, mas somonte pila razao
de nao ser obrigado a eslodar, depois de velbn, ou-
lra lingua, porque a que neis todos fallamos nao he a
nacional e sim um pato. He doloroso, no oltimo
qoarlel da vida, esludar elhmologia, synUxe e or-
thographia, para entender e ser entendido.
O Dr. Rognier moslrou seus conheclraenlos vastos
em todas as humanidades, al mesmo as sanias es-
criptiir.iv, n'am ultimo artigo, em que deo urna
macada de Hrcules em certo profano, qoe foi escre.
ver allopalhia com H inicial no Parahibano, e
flndou svbilalico, prophelisando, qoal Moyss, sea
prximo fim.
Em ludo o qoe eo mais senli foi aquella triste, no-
ticia. Nao ser possivel conservar o gaz, qoe sus-
tenta aquella lampada, que nos conserva a luz? Se-
ja fcita a vonlade de Dos :
Temos bravala grande Ihuggal qoe lambem qoize-
ram fazer sea MalokofT.
Um tujeito do Flores, desta provincia, preso por
innocente, nao vao agora os Hornea, mas na priraei-
ra Ib'os mando), foi aCaropina responder ao jury ;
mas, lendo doos irmaos de birrada, eotenderam es-
lea de dar ama licao da mao de meslre na polica,
a, unindo seus vintee lanos homens, filiados na as-
tociacao Iboggal, bem armados, munlciados o equi-
pados, cahiram de chorre em om desle oltimot dias
na cadeia, atacaran a guarda, romperam a porta e
tomaram Malakoff. Houve om liroteiro enlre ot
ossallanles, a guarda e os mais soldados do destaca-
mento, do qual sahiram gravemente foridot solda-
dot. O preso procorado tafou-se na coiopanlua dos
teus dedicadoi irmos, bem como toda a tropa assal-
tanle, e felizmente, ou porqoa pelajresislcncia no
podestem lirar lodos, ou porque os outrot nao qui-
zessem sahir, oo finalmente porque ella* meemos os
nSo quizessem levar (nao sei bem os dctalhes do
assalto) os mais presos flcaram todos engaiola-
dos. ^
Como be, pergunla mnlia curiotidade, quethem
de Flores vintee tantos homens cavallo, armados,
atravessam toda essa provincia, e parte desla, sern
impedimento das autoridades '.' ,
E ftcar um tal allantado impune'.' Segnir-se-ha
na captura desses ousados criminosos a mesmas de-
lougas, os meamos caminhos aspiraes, porque segoi-
moi para prender om criminosa ordinario, oo dei-
tar-to-ha no seu encalca urna escolla que os nao dei-
VA njrir nm ai ntlinU *)
IlTEBKffi.
;t

COBB1\SPONDENCIAS SO DIARIO DE
PERHABIBUCO.
RIO CHANDE DO NORTE.
Goianninha H de oulubro.
Mon cher.
Ja vi melhor,
Peior ja vi;
Mat couta astim
EnnuBcati.il
Por en epigrapha esl Sane, aulorisado a per-
fMtar-nieH que he que eo vi ? Eo respoodo.:
i ana cousa... (miraW/e dictu'l). ana coma..!,
toa nao i:ahendo no possivel, coobsj m canoa do
(em hebraico Bethsaidaj, ao redor da qual em cada
nno, em um da determinado se ajonlavam lodos os
leprosos, cxos, cegos, surdos, "etc. : i esla Piscina
descia um aojo que revolva a agoa ; e aquelle en-
fermo que s dova ser um, embora hoovessem
muitoi) qae primevamente se iriellia na Piscina,
licava sao e salvo de soa cnermidade. ngelus
omini descendibal secundam lempus inpiscinam ;
el mocebalur agua: el gul prior descendisset inpis-
etnam pos! molionem aguip, sanus fieba gua-
cumgue delinebalur in/irmilale.
Feila applicarao, a assembla ful a Pitciua, e o
homeopalha agraciado o primeiro enfermo qoe te
lavoo. Attim como naqoelle lempo os demaii
enfermos chochavam no dedo, assim est hoje acon-
leceodo : agora devem espergr qoe oo anno vindoo-
ro se abra a piscina, e qoemr|iter alcansar aquel-
a taude qoe trnz a gralificarao, faja-te esperto.
O mait para oulra vez. Atltrti.
Ai
.
Veremos, mas eo protesto lomar osse fado para
minha motina, e Vlizer-lhe qoanla indolencia nelle
observar, afim de que, js que mais nao posso, con-
corra com essa parle para a punicAo.
Quando liver noticias mais circumstauciadas do
assalto, dar-lh'as-bei.
Saode e patacos, longa vida, e lunge dos Mala-
koOs.
Bananeiraa I de oovembro.
Nao be tenao debaixo dahrapresiao Joeolhotiasmo
qoe por aqui excitou o imprtame acontecimento da
lomada de Sebastopol, que Ihe voo dirigir esta mi-
nha epislola, para qoe te nao desconheca que tam-
bera applaodimos o triumpbo dacivilisacflo e do
progretso. Sim, tenhor cabio Sebastopol, e qoem o
esperara tao cedo!fE poder-se-haqoedizeraprepoo-
derancla rosta no Oriente levar avan le n brbaro
projecto concebido pelo czar no comeco dn guerra ?
Estar ainda em tristes coojecluras o inleresse ge-
ral do enropen.'
Impor ainda o segundo czar a homilhacao nos
al liados, com a forca do teu gladio, e com o pnico
lerror de aun numerosa esquadra ?
A queda de Sebaslopol annunciou ao mundo o
grande desfalqne em que cahiram no thealro da
guerra os inimigos da civilisacao. E, se o proscrip-
to de S. Helena acabou ot seut diat legando a Fran-
ca om monumento de valor e de gloria em todas as
bellicas evolocoes porqoa pasioo o sea paiz, nao he
moilo que hoje vejamos na pettoa do sobrinho, um
seguidor incaosavel de lanas glorias.
Foi tnister disse Napoleao o tobrinho, qoe
te detse da parla do czar orna pretendi mal funda
da sobre Conatanlinopla, para despertar Europa
adormecida, n
E com efleilo, qoandii pareca ruminar na Euro-
pa ot tenlimentos de paz e concordia, quando o es-
pirito europeu te inebriava no mximo pentamenlo
de civilisacao e progresso, quando as suas bellicosas
leodencias pareca ni querer esfriar respirando o doce
nctar da paz ; foi necessario que o revollante or-
gulho de nm Nico|o a viesse arrancar de toa lelhar-
gia ; no entretanto mal julgava o intitulado meusa-
geiro de Christo que a forca de seus pulmoes havia
de derrocar o experimentado valor de om exercito
de bravos que em loijos os lempos ha de moilo hon-
rar as gloriosas Iradiccdes do eximio Bunaparte.
Mas divaguemos um pouco do assomplo que pro-
vocou a corlosidade das partidarios da lula torco-
rossa nesta Ierra, e com o qual encetoi a minha eps-
tola, e vejamos o asiento de oulras reflexes qoe com
qoanlo tejara oriundas da mesma fonte, tegoiram
rumo diverso : ei-las.
Ser a momentota qoestaoem se debalem as pri-
meiras ames do mondo em poder phytlco, e saber
apoiada no consenso da razao onivenal ? Nao di-
zemoa bem : Ser guerra em todos os casos am
elemento de anniquiiacao do genero homano ? !
SaoqueslOes que me havendo sido proposlas por
cerlo jnic de paz da roe, at nao pude retolver, con-
fesso a minha fraqueza, mas que elle com a sua
meia lingua moslroa-me satisfactoriamente que a pa-
lavra guerra era syoonima da palavra necessidade,
e qoe de suas comequencias haviam de seropre re-
resultar o progresso e o engrandecimento do espi-
rito humano.
Que importa, me dizia elle, que o profundo
Lamartine na vasiidao de sua pericia apregoasso co-
mo Prr^BP" iuconcusso, que a guerra era um ho-
micidio incompleto, e que esse homicidio incomple-
to nunca poda ser o progresso 1
Se Lamartine, conlinuava o cadoao jui de paz,
he om dos aslros|que mais tem Iluminado a Fran-
ca, ofiuscoo os planetas que o cercam, desde o ins-
tante em qoe consagroo como dogma de soas verda
des scientifieas semelhanl,e these : por quanlo sem-
pre ser recebida.enlrc a humanidade a theoria en-
tinada por oulra escola qoe nao a daqoelle sabio re-
lativamente o materia em queslao. No entanto dei-
xemot o leigo joiz, com o excesso de tea consamado
pedanlismo e vollemos ao primeiro asssomplo.
Sebastopol foi conquistada e contra a espectaliva
de molla geole, cahiodebaixo do dominio dos alija-
dos, qoem n dlria ? dissemos nt cima !...
He astim qoe se ha de tornar osla e de nao diffi-
cil ronsecucilo indemnisacilo de urna divida pa-
ra aqucllet que pretendern) realisar a occopa-
C1o limitada do mar Negro c do Bltico,? a con-
quista da Crimea,e a soppressao do commercio exte-
rior da Rossia.
E que importa que os grandes estados da Alle-
manliu consagren) o principio do indiflerenlismo nea-
sa lula em qae deviaa) convergir todas as soas for-
Cas de um modo directo para auxilio da conserva-
ra" e do inleresse commom Os bravos da Franca
queimaram o ultimo carloxo e o seu denodo, embo-
ra a par do esmorecimento britnico dar em resol-
lado o iriamplio d^mslija e Ha razao, o exemplo co-
mecou a manifestarle com a queda inexperada de
Sebastopol, apj| Bbora na opiniao de Russos sec-
tarios essa |Pa signifique um ponto cullocado
no meiod espero que nem allera c nem di-
'"'r P''cal-BB^ no riiom 'teucalis.
O qae far agora a Prossia com as tinte dcclara-
ces qoe asatgnou coodemnando a poltica estupen-
da do czar, e prometiendo atlianca a Aoslria contra
osataqoesdaqaelie ? Seguramente nao ser* lem-
po de ser intetTStJipidp o silencio e o machiavelismo
de soa poltica, Mas se urna serie do novos e desas-
trosos acontecimentos se egoir a tomada de Sebas-
topol e eniao teremos de ve-la engalilhar soas espin-
gardas, prompta a marchar, o fazndo ama diverso
poderosa'iobreo Vislola, segando presagiou o ;Sr.
de Cattagnac. Devo rematar as minbas rodea ob-
servarnos declarando'a Vine, qoe nao son Rasio nem
Torco, e se de tlgomas proposices eslabelecidat no
decurso de minha mitaiva 'se poder inferir qoe tenho
ama opiniao a'respeilo da queslao (oreo-rotsa, ellas
08o devem ser consideradas senao como hypolheses
que aventei, mat nao como dedures legitimas de
principios qoe a (al reipeilo adopto.
Sou da roca, estou pooco a par das altas queites
de qoe se preoecupam o* espirilos goerreiros de
alem mar, e por couseguiule oenhama opiniao (se-
gara tenho a respailo : tanto mait porque goito de
adoptar o expediente de certos poltico! de M... qae
obram d um modo e tenlem de oulro.,.
Pode ser qae de miabas pnlavras se collija clara-
mente que sou tufeo da lodosos qoalro costados, en-
gana-se qoem astim o julgar, ou entilo seguiodo o
expediente cima mencionado, escrevi ama cansa e
linio oulra mlii diversa. Ja liouve lempo em qae o
meaea'rraociimoreaitlia a adopelo de expediente
de tal ordem. porque eo nao tabla dizer aeno o qoe
fazia : hoje porem sigo o contrario, hoje nmoldo-me
as circunstancias, e aot coadunes do seclo, e qoem
me vir dizer orna eousa nao se fie om minhas obras,
porque, v. g.: teodo eleitor com too, e- leudo t-
menle de volar-em J8 senhoras depotadoa ^pruvln-
ciaes, diego a ser capaz de prometter votos a OO
preleodentes com tanto qoe apparentemeule agrade a
todos.e quem nao pensar com a pessoa ficar codilha-
do ; pois lemos o exemplo na distincla e tempre he-
roica familia do fallecido Pop de Piane, a qoal
havendo sacrificado a sua fortuna e a sua vida por
amor de seus honestos principios, e por dedicacao k
aquellos que lauto o incensavam as occasioes de
precisoes polticas, boje os dedicados apostlos de
sua lcaldade tao os proprios qae mal dizem a me-
moria do Ilustre finado,o compensara os seos valio-
sos servcos, coocorreodo para o marlyrio de teus
respeilaveis descendentes! !
Se vejo e observo olas coasas porque razao nao
me liei de accommodar ao espirito do seculo '.' Por-
que razao nao hei de trazer occnllo o paohal com
qoe pretendo ferir a viclima que na votpcra do seo
sacrificio rio-se e briocou comigo '.' O egosmo
mais vergonhoso, a hypocrisia mait retinada, a Irai-
r.lo mais proverbial, os senlimenlos mais ignobeis e
mesqoinhos eis, meu charo, o leile que no seclo
presente comecam a beber aquelles que se moslram
sectarios devolados dessa ordem de coasas porque
heenderecada a chamada poltica do seculo 19.
Felizmente esle eslado de coosas vai sendo bem
couhecido, e condemnado pela sinseridade e illuslra-
rio dos homens de bem que lionrnm a geracio pre-
sente, e porque eu de boa f desojo acompanha-los
na cruzada impenetravel qae vio oppondo ao exer-
cito dos iiu'toi. relratando-me do qae a meo respeito
disie,declaro em alto e bom sora qoe me prononcia-
rei tempre contra o lado romi do toculo em qoe vi-
vemos.
Creio que abreviando attim o oieu pensamenlo
poderei mui bem ser entendido.
Ora, leudo dilo ja lana coosa, sinloquenao me
retle mait lempo para tratar de oulras, que aos d-
zendo reipeilo de am modo mais positivo e directo,
talvez se lornasse mais conveniente c apropriado
ao fim a qoo me dedico, porm temos pannos para
mangas, o qoe hoje nao tem lugar manlian lera',
e por tanto deixemos o mais que tenho a commoni-
car a Vine, para oulra occasiao, mesmo porque o
conductor deala, zangado pela massada, ja nao qoeajffi
esperur tequer um momento. *,J:
Finaliso, porm, afllrmando a Vine, que o termo '
fica em paz, e>is negocios pblicos correm no mesmo
p em que na oulra figorei.
Alguma cousa leria a observar a respeito da nossa
assembla provincial, o quejido liz ainda por falta
da lempo ; faz-te mister porem lembrar a qoem
quiaer qae agora estamos na boa qoadra de conhe-
cer devidamcnle as capacidades parabibanas, tem su-
bido n tribona provincial varios oradores, a opiniao
publica deve ter apreciado o tlenlo e palriolitmo
de cada om delles, e moito convir qne se faxendo
a verdadeira dislinrcao nSo prestemos os notaos suf-
fragios a estes macacos que de nada taro servido
senao para (atar caretas a maraqoicet proprias da
quem nenham mrito riosaae par ocenpar os tilos
lugares. Inteligencia e mrito devem ter os nicos
pontos de recommendacao|para os'eleitores consjen-
nosos de seus mndalos.
ConclUindo a presente missiva, me permiltir
Vmc. que dirija os meus cumprimeulos ao sea illas-
Irado correspondente de Ipojuca, a qoem felicito
pela soa nova estrea na politice. At minhas lynv
palhias ao teu do Ati.
Sande e prusperidade apetece a Vmc. o
Velho Aldiao.
PERNAMBUCO.
CMARA MUNICIPAL SO RECIPE.
S8SSAO EXTRAORDINARIA DE 2 DE OUTU-
BRO DE 1865.
Presidencia do Sr. Bardo de Capibaribe.
Pretenles os Srs. Reg a Alboqoerqoe, Reg, Dr.
S Pereira e Oliveira, fallando com cauta ot Srt.
Mamede, e Mello, e tem ella ot mnit aenhoret,
abrio-ie a sessao, e foi lida e approtada a acia da
antecedente. ,
Foi lido o eguinle
EXPEDIENTE.
L'm ofiicio do Exm. presidente, communicando,
em resposta ao desta cmara de 26 de selembro ul-
timo, ter em dala de 19 do correnle mandado or-
dem thesouraria de fazenda para entregar pessoa
por a cmara designada, a qoanlia de 6:0009 ra. pa-
ra tupprimenlo das despozas que se devem fazer
com a conlinoacao da limpeza da cidade. Declaran-
do lambem S. Etc. que devia esla cmara com os
teos meiot ordinarios manter o asseio das pracas e
lugares, -que ficarem urna vez limpot pela compa-
nhia de rilioirinhos, fazendo com qae o fiscaes se-
jam vigilantes em nao consentirem qoe os par-
ticulares conlionem a abasar do beneficio exlraor-
diuario, qoe aa esl fazendo, e qoe por mui onero-
so nao pode continuar por muilo lempo, convindo
que a cmara aprsenle medidas repressivas, for-
mando posturas conducentes a remover semelhanle
abuso e acreicentava que apenas eslivesse concluida
a limpeza geral cessariam as delpezat que ora te es-
tilo fazendo pela thesooraria geral, sobre as quaos
recommendava a maior fiscalisacao. Resolvea-se
qae se dsse ordem ao procarador para receber os
6:0009 rs. ; que se mandatse o ofiicio por copia i
commissao de polica para, lomando-o em considera-
cao, apretenlar algum Irabaiho conforme ao penta-
menlo de S. Exc. ; que te ofilciasse aos fiscaes
renovando ai ordem que Ihes lem sido expedidas,
para reprossao do aboso de qoe trata S. Ex.
Oulro do mesmo, autorisando a cmara a dea-
pender atea qoanlia de 2:i00) rs. com a factura da
urna ponte de pedra e cal, na estrada de Joo de
Barros.Mandou-se por em praca a obra.
Outro do secretario da provincia, remetiendo de
ordem da Etm. presidente, am exemplar da falla
com que S. M. o Imperador encerrou no dia A do
crtente, a terceira sessao da assembla geral le-
gislativa.Qae se arehrivatte.
Oulro, remedido peljlpretidencia, do director das
obras publicas, informando qae, a vista da disposi-
rao do artigo 10 do regultmenlo de 22 de dezem-
bro ultimo, ucnliuina davida havia em conceder-,
se a Jos Joaqoim Novaes a Mcenca qoe pede para
communicar o cano da serventa particular de tua
rasa da ra do lVingel, com o aqueducto do paleo
da ribeira, com tanto que a obra seja feila sob ins-
Dtccao c direcro daquella repartirlo e se colloque
na cano om ralo de cobre convenientemente seguro
para avilar a passagem de objecloa qoe possam obs*
truir u aqueducto. Acamara resolveu se infor-
raasse S. Exc. cooformando-sa com a ioformacao
da directorio dat obras poblieat.
Oulro do vcreador Mamede, participando qoe por
ler de seguir para o interior da provincia a tratar
de soa sau Je, nao ihe era possivel continuar a com-
parecer t sesses desta cmara, e expondo o eslado
dos negocios do cemiterio, de que eslava encarrega-
do, quer a reipeilo do contrato que doha feito com
Antonio Alve da Fonceca para fornecimento dat
alfaias precisas capella do mesmo cemilerio, qaer
com Jos de Saparilt para esle mandar vir de fora o
aliar de marmore ; dlzendo que os teiis omnmo-
dos nao Ihe permildram fazer a encommenda da
imagem e cmz, e concluiodo por manifestar a todo*
os seos companheiros a aaa gratjo, e olTerecendo-
Ihes seus serviros.
Foi nomeado para a gerencia dos negocios do ce-
miterio o Sr. Mello, a quem se maodoa remeder o
oflicio por copia do teu antecessor, para cumprir o
qoe aquelle nao p le fazer, por doenle, recum-
mendando-se qoe, quanto antes te enlendette com
da limpeza publica e particular da cidade, e man-
dou-se distribuir copias d-dle, pelos vereadorea
para ter discalido na setsao teguitile. .
Ketolveu-ie olliciar ao presidente do tribu-
nal do jury pedindo para dispensar de Servir na
preseule setsao ao veraador Simplicio Jos de Mel-
lo, por te achar encarregado da negocios muni-
cipal a ;que ha preciso dar espediente assenian-
dosaqueo Sr. presidente da cmara, em caso i-
denlico, pediste a dispensa ao pretidenle do mot-
mo tribunal.
Concedau sa a Uatpar Antonio Vieira Gaintarl
a I cenca que pedio, para ler eilabalecimenlo de
carrea funeliret em um armazem, debaixo do con-
vento de S. Francisco, dafronta da repartic* da
polica.
Hpacharam-te as pelices de D. Anna Cenida
'do Corarlo de Jesos, do Dr. Alexandre de Sooza
Pereira do Carmo, de Angelo Coildiiio da Luz. de
Antonio Jos de Magalhaes Batios, de Antonio Jos
da Costa e S, de Antonio Jos d'Oliveire e oulros,
de Francitco de Barrot Correa (2), de Francisco Bo-
lelho d'Andrade, de Catpar Antonio Vieira Goima-
raes, de Jote Francisco do Reg Barrot. de D. I-
s.ibel da Silveira Miranda Seve, de Joao Fran-
cisco Pettoa, de Manoel da Cosa Mangericao, da
Manoel Joaqoim Ferreira Esleves, e Carlos Ao-
goslo d'Albaquerque, de Mara Magdalena dos Aa-
jos, de Manoel Gomes Ferreira da Conha, de Ro-
sa Francisco de Miranda, e levanlou-se a sessao.
En Manoel Ferreira Accioli, secretario a escrevi.
liarao de Capibaribe, presidente. Oliveira
Reg Manoel Joaguim do Reg e Albugurque
S Pereira, Millo.

DA LIMPEZA PUBLICA E PARTICULAR DA CI-
DADE DO RECIFE.
Das habilaroes.
Art. 1. Todos o proprielarios de casas' habitadas
sSo obrigados a te-las exleriorruenle limpas, calan-
do ou piolando-at logo que se acharen) denegridas
00 aojas, e a reparar lodo e qualquer estrago, quer
em toas paredes, qaer em suas calcadas : o proprie-
laiio que astim o nao fizer ser advertido pelo fiscal
de sua fregoozia, o qual Ihe marcara 15 dias para
faze-lo, e nao o fazendo, sei modado em IO90OO
ris., e o concert feito a sua cosa immeduja-
mente.
Art. 2. Ot proprielarios de Ierras devolutas, den-
tro da cidade, ou mui prximo d'ella, sao obriga-
dos a ta-las muradas; e nos teut tuborbiot, sao
obrigados, pelo menot i cerca-las ; os iufraajores
desle artigo soflrerao a malta de :0.;ooo rs.
Art. 3. Em qualquer conslruccao, recnns(rucc,ao,
colicortos ou deinolirao, u3o ha permillido ajunlar
01 materiaet para ditas obras as ras, e te por ne-
cessidade algum d'ellet seja posto, s seis horas da
larde dever o transito estar completamente deiem-
bararado ; e te for preciso para estar obras levantar
andaimet, ettet serio circulados de (aboas al a al-
tura de 10 palmos, com um porta.) de entrada, e a-
lumiados por lampees not lados Iransilaveis.
Art. 4. Todo o individuo que se encontrar omi-
nando ou descorcendo as pracas, cuas, beccot ou
oulro qualquer lugar publico desta cidade, no bor-
rando as portas, paredes e moros, em qoalqoer par-
te desle municipio, quer de-dia, qaer de nole, ser
multado em 2g0U0, ou dous.dias de prisao.
Art. 5. He expressameota prohibido laucar de ci-
ma das casassobre as roas, lquidos quaeiquer, cis-
co, utensis velhos e aoimaes morios ; e bom assim
ajonlarfjem qualquer parle dat ras vaaosquebrados,
como garrafal, loucas.elc.
Da limpeza das ras e pr acas, e de sua ifri-
gaco. -
Art. 6. lodosos moradores de urna casa sao obri-
gados a mandar varrer a frente de sua habitacao at
distancia de 3 bracas, ajeniar o lixo, ligeiramenl,
homidecido, logo adianle da calcada: esse servico
aera feito das 5 s 7 horas da inanliaa, lodos os das:
00 caso de infraccao d'esle artigo, todas as familias
residentes nessa morada, pagarao a malta de 59000
rs.; igual limpeza be exigida para os quinlaes, os
quaes serao varridos ao menos urna vez por semana
ler fcil etgolo para as aguas de chava, e coberlo
por ama carnada de areia limpa.
Arl. 7. As varreduras do inlerior dascasai pode-
rao ser deilada not carros queconduziram 01 dep-
sitos dat* rnas : feila a varradura dat ruai, terSo ai
calcasiMafrefadas com urna vaatbura raolliada >tP
ficarem Etapas, o o eslanle Irarrifado com agua
limpa.
Art. 8. A irrigacao aera feila baixa, com ag\ia bem
dividida, e de- modo que ensope bem o delricto
Sapurili e Ihe fizesse ver que devia elle mandar* qoe existir sobre at roas, sem empocar em parte el-
virsomenle o aliar, porque a imagem devia ser fei-
la onde o fosse lambem a cruz, afim de nao dar-se
dilferenra as dimenres, sendo ambas de madeira,
e a cruz de crprela.Mandou-se responder no ve-
rcador Mamede, e remeder lambem {copia do tea
oflicio ao procurador para o salisfazer na parte que
Ihe diz respeito.
Oulro do bacharel Joaqoim Francisco Duarlo,
participando qoe no dia 11 do correnle deixara o
exercicio da vara de orphaos e aosenles desle termo,
visto have-lo reassumido o respectivo proprietario.
Inteirada.
Oulro do administrador da companhia encarroa-
da da limpeza desta cidade, pondo o servico feito
de 15 a 20 do correte. Que se publicaste.
Outro do fiscal desla freguezia, pedindo Ihe de-
clarasse acamara se o terreno, no largo de palacio
do govemo, annexo a' casa da reparlicao de polica,
oode preleode edificar urna casa com 21 ou 22 pal-
mos de frente o Dr. Jos Joaquim de Moraes Sar-
ment he novo ou velho. Mcudou-se responder
que novo, e que cumprisse a postura de 21 de maio
ultimo.
Oulro do mesmo, ponderando ser convenien-
te pelas razoet qoe expunlia, qae se transferiste
do paleo do Paraizo para o do Carmo a praca de
horlalices, fructas c oulros comesliyeis.Mandou-se
responder que o largo do Carino poda lambem ser-
vir para o mesmo lira, sem que fosic precito inuli-
lisar a praca do Paraizo, com tanto que obrigasse as
quitaodeirai a conservar asseiadot e limpos esses
lagares.
Outro do procurador, participando ter aparecido
quem qaeira alagar a casa do partimonio munici-
pal, sita na roa da Florentina, que acabou-te ha
pouco de reparar, o qoe oao tem feito por nao ter
ordem desla cmara. Resolvea-se que fosse em
praca o arrendamento por a quantia annunl de 4005
ri., qoe renda a easa antes de ser concertada.
Outro do engenheiro cordeador, participando ter
contratado, por empreilada, com Manool da Coila
Mangericao a conslruccao da pequea extem3o de
caet oa exlremidude do tol da ra da praia de San-
ia Rila, por a qoanlia de 1505 rs. e nao de 120 rt.
em que foi a obra oreada, em conseqoeocia da alia
dot precos dos maleriaes.Approvou-se.
Oulro do mesmo, requisitaodo ama escrivaninha,
om caivete de aparar peonas e 12 folhas de papel
de desenlio. Mandn se fornecer pelo procu-
rador.
Oulro do mesmo, informando que o terreno, qae
quer Iraspassnr 1). Mara Rosa da Assumpcao. silo
por Iraz da sua propriedade, no aterro da Boa-Vista,
esla destinado a edi(icac,es particulares, e a reqne-
reele no caso de obler a licenoa que pede. A'
commissao de edificarn.
Oolro do solicitador, dizendo que para eflecluar-
se a.desapropriarao do terreno da praca do capim,
perteoceule a Maria da Couacao e seo filho, era
preciso qae se recolhesse ao deposito geral a epan-
lia de 1:0008000, em que foi julgada a desapropria-
cao. Que te novisse ao advogado.
Outro do fiscal de S. Jos, informando que Eduar-
do Frederico Bapks podia levantar, como reqaereu,
lelheiro pira guardar maleriaes, no seu terreno, na
ra da l'raia de'Sania Rila, com lantn que o faca 5
palmos arredado da face da roa. Neste sentido
defl'erio-se ao peticionario.
Outro do mesmo, declarando qoe na semana de
a 21 do crrente se tnalaram 571 rezos para coli-
mo deila cidade. Qae se trcliivasse.
t iiilrn do fiscal do Poco, indicando o sitio denomi-
nadoChacn, e mais dous, na estrada do Arraial,
como proprios para a malenca do gado, destinado
ao cooiomo da rregaezia, declarando o nome dos
seos proprielarios. A' commissao de saude.
Outro do actual arreraalaote do imposto de a
fericOes, declarando que por nao p*oder, por do-
enle, culregar-se aos Irahalhos das afericoes, li-
nlia conslilattjlo seu procurador a Antonio Gon-
Calve de Moraes.Inteirado, e mandou-se publica,
paro conhecimento do publico.
O Sr. Dr. S Pereira apresenloo o projecto de
posloras, abaixo transcripto, substulivo ao que foi
apresentado na sessao anltrior pela commissao de
pe-licie, eotiterwlo meis ampia* goma.
Arl. 9. A companhia encarregada da limpeza des-
la cidade mandar varrer e irrigar os seguimos lu-
gares :Paleo do Pilar, ra da Cruz do Reajfe, pa'
leo de S. Pedre Goncalve, largo da Assembla, pa-
leo da Alandega, ponte do Uecife, paleo de Santo
Antonio, roa Nova, praca e ponte da Boa-Vista, pa-
teo da Santa Croa, paleo do Carmo, dilo de S. Pe-
dro, dilo do l.i vramenlo, dilo da Penha, dilo da Ri-
beira, dito de S. Jos, dito do Terco, largo do thea-
lro e ras, pateo e caes do Collegio, oas horas j in-
dicadas, e ler alvarengas com loneis para receber
as immundicias junto dos eaea, e noile.
,. Do despejo e seu tazltame.
Art. 10. O despejo publico d'esla cidade ser fal-
to em toneis collocados em alvarengas, amuradas 15
20 palmos distantes do caes, e ligadas eites por
ama poate levudira de 10 palmos de largura, e 20
de comprimeuto, pouco mais ou menot.
Art. 11. Sobre o caet em que eeliver presa a pon-
te levadica, existiro dous lampones que dem vi-
va luz para poder se fazer eom perfeicio o des-,
pejo.
Arl. 12. As alvareogat com seas loneis estarao
postadas nos lagares, que forem indicados, desde as
7 horas da imite al as 5 da madrugada.
Arl. 13. A conducrao das materias de despejo
das casas para as alvarengas, sera feila em linas qoe
temo a forma de am cone truucado, coja baie lera
de dimetro palmo eatneio, e o vrtice oilo polega-
das e 3 pilmos de altora, com arcos de ferro, azas,
e com urna lampa de 2 polegadas de grotsura, urna
inlroduzida na bocea da lina, e ontra, cobrindo as
bordas desta, por dentro alcatroadas, ?por fora pin-
tadas oleo.
Da polica.
Art. 14. Nos puntes Je despejo permanecer toda
a noile um guarda, que examinar o eslado das li-
nas, nbrigando a seas couductores a limpa-las bem,
e a levar em seu interior, ao menos meio palmo d'a-
gua limpa ; e a manter a ordem do servico n'esse
lagar, evitando conversaees, brigas, ou oulra qual-
quer couta que interrumpa este S'nico.
Arl. 15. Ot fiscaes quando julgarem conveniente
rondirflo todas as noites as mas desta cidtde, prin-
cipalmente nos lugares mais disposlos serem em-
porc.ilhados, obrigando c corrigindo aos nescios a
respeilarem estas postoras e multando aes que asin-
fringirem icienlemenle.
Arl. 16. Os infractores dos artigo deltas posto,
ras, qoe ja nflo eilao declarado! sers multados, pe-
las infracr.Oes commetlidas, em 53000 r.
Arl. 17. A cmara promover desde j a corfs-
Irucrao de 16 lorreoei coinrouns, sendo 4 para ca-
da nina fregnezia, os quaes deverao 1er limpot lodos
os dias pela manlia sem falta alguma. Uecife 2*
de oulubro de 1855.
S Pereira.
Mello.
RJEPARTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 9 de novembro.
Illm. eExm. Sr.Na snsencia do Dr. cliefe de
polica cresta provincia, tenho a honra de levar ao
conhecimento de V. Exc. que das difierentes parli-
cipacies hojerecebidas nesta repartir.', coasta que
se deram as seguiotes occorrencias:
Foram preeos : pela subdelegara da freguezia'do
Recito, o marojo nglet Samuel E. Broce, a requi-
sico do respectivo cnsul.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, o
guarea nacional Pedro Luiz de Sooza, eem declara-
cao do motivo.
E pela sobdelegacia do Poco da P.mella, o pardo
cscravo Jorge, por fgido.
Da >s guarde a V. Exc. Secretaria da polica de-
Pernamboco 9 de novembro de 1855.Illm. eExm.
Sr. contelheiro Jos Benlo da Cunha e Figutiredo.
presidente da provincia.O delegado de polica do
primeiro dislricto dote termo, Francisco Bernardo
de Canalla.
prir um imperioso dever, reoder o jutti
verdade, em tomma dar a cada nm o que ki
sutim caique Iribuere, e "por conteguinte lodo aquel-
loque procura ofoscaresse refleio da divindadeeona-
litue-ie reo da mait torpe, e tremenda in'efuidede.
Da feito, a manifettaco doi fados honrosos de
qualquer indivdoo, torve" poderoitmente para afer-
vorar o seu louvavel proceder, aniraa-lo proseaW
nena gloriosa carreira, em summa concorre aotrre-
maneira para exemplificar iodo oa que t)odem af
Ungir a sua juila apreci.cao. Neila razoavl c
viccao nao not he dado negar a poblicidade a ma-
neira dislincla e digna de lodo. 01 encomio porque
se ha portado o Rvm. Sr. Padre-metire Frei Lino
do Moole Carmello, ex-provincial da ordem Carme-
lila desda cidade, na presente conjooctara, como he
bem notorio. Parece-nos qoe j nao pude entrar
em duvida que esle religioso lem gr.ngeado urna bem
merecida repntnr,ao de eximio pregador sagrado, per
qae por innomeras vezet lia feito brilhar oa liibona
evanglica o tlenlo, e a eloqnencia pooco vulgar**
de que he dolado, lano assim que nota-se qoe para
ouvi-lo alDue sempre immenso concorso de pes-
soas de lodat ai classes aos Templos em qne elle he
chamado, as quaes sobre modo o aprecian), e prei-
lam-lhe incessanles louvores, ora comparando-o com
oulrot famoios oradores qoe aponan), ora reconhe-
rendo a jusiira da merc, qoe ha pouco Ihe foi a*a)4
cedida de pregador da capella imperial.
Pois bem, o Rvm. Sr. padre-mgalre Frei Lino do
Monte Carmello, torna-ie aiotMBdo
eslima, e consideracao por factos oaooli
actos de subido valor.
f
1
-
dor daasa geral
oalra ordem,por

Conbecendo elle que o exemplo he o qoe mait edi-
fica e persuade, que as palavras do orador sagrje
devero ser as sombras dos tcot laclo, para que a
nao diga fsllartVt om modo, e rivera de oolro
aliler logueris, aliler ticilis, o seo maior empenhe,
lodo o sea zelo, 110 retiro claustral jj_que se lem
concentrado, consiste em demonslrar urna vida se*
mancha, e verdaderamente religiota,^n)0 at)l
serva parlicolarmente, e bem te recoqhje pela gra- i
vidade, e crcumspeccao con eapreaeola
em publico.
Quando adrede te apregda a imprestabildade dos
religioiot clautlraes, quando te yhanlatiam preUxlos
para se juslificar a pretendida eilinccao das ordena
religioaas, a maneira de quem procura, e cata man-
chal no astro do dia, vemos que laes corporac>,
netla provincia prosperara e progridem no cabal pre-
enchimenlo dos fins da sna santa inalituicao-
A extraordinaria propagacao do culto uestes tem-
plo, a pleua dedicacao, e o inditivel afn cota qoe
os membrot dessas orden correm preisorosos a todc
01 ieut sagrados deveres sao prova exuberantes, e
inconcussai desse asserto.tilo faci da maior u.
dade publica neila cidade.
E, pois, se ainda assim mesmo por ventara ae ae-
lam algomas leves nmissoe, releva nao pretenda o
orjdmismo, e a perfeclipilidade humana, nem elevar
o rigorismo ao ponto de querer por ella exterminar
urna claise inleira.em jugar de procurar corrrgir laes
defeilo, por quanlo os meimos te encooUam om lo-'
das at attociacoe, as quaes nem por isso tilo votadas
a proteripcao e odiosidade.
Enlre modos do dignos religiosos qoe se empe-
nham na rehabililac-lo do bom concedo Mmprejievi-
do, e prestado t suat veneranda! orden, compre
fazer honrosa inencao do Rvm. Sr. padra-mcMre
Fei Lino do Monle Carmel lo,ex-provincial da ordem
Carmelita desla cidade. He geralmenle sabido que
elle postile qualidades naluraes mai a precia veis, h
oplimo filho, eteellenle amigo: reslava-lbe apee
que demonslrasse ser digno do estado que al
em urna palavra ser dislinclo religioso CarmeliL
O Rvm. Sr. padre-moslre Frai l.ioo do I
Carmello, smepre se acha promplo a qualqaer hora
que o chamam para acudir aos moribundas, e preslar
lodos os soccorros espiriluaes, zelo este puramente
religioso que comprovou assas as tenebrosas poca
em que a febre amarella flagellon aos habitantes drs-
la cidade, e ceifoo muilat vidat preciosa, sempre
cliaras, e credora de vivas saudades.
O desvalido delle nunca se lem approximadn, que
nao recebesse a possivel cousolacao, e o lenilive
compativel com os proprios recorto. Ot seobellos
escriplos, com qoe ell^de coaliaijo ha procurado en-
riquecer a imprensa sobre^^A-iat religiosai, bem
demonstran) os pos senUmeotoS que o an'unam.
Na actoalidade mesmo em qife predomina o receto
da invasaodocholera-morbas neeta rcidade, reqoin-
lam as mais solemnes pravas do eipirilo de rt^H
sidade dos seus habitantes sem excepcao, o Rvm. Sr.
padre-mesire Frei Lino do Monle Carmello, lem
mostrado evidentemente o desinloresse, {ortodoxia, e
as virtudes que o caracterisam. Ua bem poijco dia
onvimos dizer a corla pessoa fidedigna, qoe por oc-
casiao da exposirao das imagens em diverso templos
para sapplicar-se'a suspemao daquclle terrivel fla-
gello elle lem sido incaocav|l na predica, aleando
gratuitamente, p por algumas vezes a soa poderosa
voz nes igrejas de Sanla-Cmz, Cunetelo dos MiUU
res, Matriz de S. Antonio, convento'do Carmo, Or-
dem Terceira, N. S. do Livramento, Terco, Marty-
rios. S. Jos, Malriz dos Afogados, e capella dea
demedio, e tal tem sido e furen dos sea meios sua-
sorio qoe ha conseguido levar a profunda cosniccao
dos verdadeiros principios de moralidade, v
e arraigados em cerlo espirito quic* aioda i
rentes, emfim obter muitas contriccOes, ea transic-
C3o de alguna mos habito, e vida detregrads para
um pioceder deiejavel, e csn.lucenle a verdadeira
felicinade de lodo cbrislao.
Se puis he conveuienle an pralica das acees -merjtonas. P se pode del>ori
tributar todos etses elogio ao Rvm. Sr. padte-meslre
Frei Lino do Monle Carmello, porque detl'arle se
lem esmerado em dislingair-se por seui Neurosos
precedentes. Repellimos teda a esageracao e a!
minamos a miiiimarionja, tal be o noo. carcter,
mas nao podemos resistir a cerlo orgulbo, que nos
anima quando vemos prosperar, e elevar-se qualquer
dos nosso comprovincianos, a por isso no podemos
deixar de tecer esses devidot elogios-tfquelle nosso
palricio, que por lanos ltalos he digno de sabida
considetacio.
Oala qoe esta irTgTnua exposicSo trajoda moi
voluolariamenle por pessoa que nnp entrelem rtla-
coe com o Rvm. Sr. padre-mestre Frei Lino do Mon-
le CaJinello, mas que sabe conhecer, e prezar as soa
raras qualidades, e distincla virtudes, nao offend
a sua recouhecida modestia. ".Oxal qoe elle prosiga
sempre nessa gloriosa senda, e possa dar vivos exesn-
plos do qoanto sabe bem compenetrar-te da verda-
deira importancia do sea diflicel e honroso ministe-
rio 1 sao esses 01 p-iroe anhelo, qoe animam, e ce
fervorosos votos qoe dirige l'v confr-te.
I
~J

VVRIEDAOJES.
COMUNICADO
Quem elogia rnetito,'tr*> rae mirt de qoe enm-
CARTA DE BRAZ TISANA. BOTICARIO l)E
LISBOA, AO BARBE1RO
.l/o)i cher. Nao sei ae sube que he hoje e dia
invocado a San Tiborcio e a Santa Sozana, marty-
res, meslre, 110 hay nal ota r bien no renga, a'i-
zem os nossos vizluhos de atetado Miabo, e he ama
verdade quas evanglica ; as noasas malcrenras an-
tigs por causa dos ritos, davam d ai ama quanti-
dade dtmarlyret, que era mesmo astpMattiraa ; mea
em compenaacao focmigavun os saaslai e ns santa;
qoe era um louvar a Dees ; ja v qoe esta' confir-
mado o rifao castelhano.
Mas como Ihe ia dizendo, e dia de hoje he tm-
bese oltimo da lea, e e tereeirn qoe aos aessota cora
om calor abrazador e esquentador, que eni vesperas
de uova phase quer diier qoe grauda tormenta cal-
rica no ameeea, e que havera' inajndures de 'inajB>
re, lraspircoes e exalacees, cortfTj que en embir-
ro, quer seja as velhas ou nat moca. Meslre, otlie
qoe urna joven a transpirar, inda be para mullos
urna queslao duvidosa, mas ama veiha gorda a sunr
e ai baforadas asiticas, isso he demorrer abre-
nuncio !
Acabo de receber noticias fidedignas de real sitio
do Escorial, onde se acha a fresca srainha Isabel, e
a tua calholica corle; o eslado dos negocios do para e
o susto da cholera, Iraz toda a real camarilha'ato-
matada, e a propri prinreza das Asturias y su gue- *
rida madre, apezar da realidade da su realeza, tra-
zem los corazones muilo encolbidos. Ja abera' que
o grande Escorial be urna das raaravilhas do mondo,
a a mais grandiosa de todas as reaes casas de urbe a
nao ser a residencia do imperador da China qee te'm
duas leguas em circuito; aquella maravilrta he dedi-
cada a San Loorenro que morreo frito, eo mais
bem, assado o'umas grelhas, he por isso qee o sumn
tuoso edificio he do feirio de amas grelhat, obiecto
que apparece ecolpide e pintado por todo o vas,
recinto.
O templo lem 360 ps de comprido e 2SO Ho
go, 4,000 portas 10,000 janellas, 800 eort2.
paloos, 1. tlaaslrot, e 9 coro, d, m
complele oreao ; (oda, esla, monslroosid^e)?rr?
O grande Filippe II, fcabiloo o Esctrial 1
IIunos annoi, Melaaasfk wu derrad
admirar o aitar-mor da W/ttit 4. X
lugar oode acabou he vedaSe ao m *
9o do grande re a fazer gaifona,. "nw'
/

uiiTimnn



DIARIO OE PERMMBCO SBADO 10 O NOVEMBRO PE 1855

l* niethores e mais preciosas do universo: ac-
* o Escurial serv,tambem ile Panthoon do*
* UMpanlii e tuas ramilla* ; os rallos morlaei
llecidus. de taogue real, .que ao concluir-se
*ra lila g'nantezca se aehavam im jazgos difieren-
foram para all par ordem. e coraasiistuncia de
ilippe IV, u ullimu que serngou de veras o noiso
tugal.a queioos no*.. hroes de 1610 foram ,n
tabaqueiras, e ai do eu valido conde duque de Ob-
res, que era nma peca de chpela, e que segun-
do refuten) as historial, linha dedo para inculcar
boas requenas, ;um que o seu amo Filippe e ab-
lanosla. Meslm. ialo de ser rci, sempre lie muilo
mil, linda qoe seja uo syslema representativo.
(Braz Tisana.)
aKCEBKUORIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE rKHNAMRUCO.
Rendimenlo do da la 8.....4:2909081
dem do da 9....... 850*245
5:44018
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I a 8..... 6:628J2.V>
...... 2:3858278
9:01:18533
dem do dia 9
MOVIMENTO DO PORTO!
HISTORIA DOS SAPATOS,
Seria urna historia raui curiosa a das transforma-
rles sera numero do calcado e da sua fabricarlo,
coraerando pela do colhurno clstico dos Creaos al
a bola e o tpalo de polimenlod'hoje.
)s Romauus liveram diferentes calcados, porcm
particularmente doas especies principaes : urna, o
calceta, cobria quasi todo o p, como o nosso sapa-
ese apertava adianto cnm urna correa ; ontra, a
sandalia io/ea;, resguardava smente a plauta do
p, eteaperuvii lambem com correas. Em publi-
co levavam tambero o caletas ; as fniiccrtrs era
permiltido npresenlar-se com sen.lalas ; purm se-
ria eyor apaur por elteminailo apresentar-se des-
la inilieira em Isoipo ordinario. O calcado dos se-
nadores era enr qaecido por um adorno d'ouro ou
prata (fua pattitia ) ; ocrecenle da la era de cor
, negra, e cliesjava so, meio da perna. O soldados
Iraziaaa um espacia de botas (caligtr), guarnecidas
da la i as ; os pobres osavam calcado com solas de
pao ou soceos.
Sera da lasiadSHRiso dejcrever todos os cal-
cados extravagantes qoe tiveram em oolro lempo
voga ein Franja e nos paizes visinhos, assim como os
trajos que linham relatan com esla parle do vestido.
Formavam parla dos prsenles ollerecidos pelos
papas aos imperadores, no lempo de Lu o Pi, al-
gos parea de spidos. Um edictor do romance da
Rosa|pretendia que os monees da famosa ahbadica de
San-Marlinho de Tours, Iraziam n'oolrn lempo es-
pantos noi tpalo'. As chroocas e sermonarios da
idaderaediaestao cheios de invectivas contra m sa-
pata* deboque, muiloein voga no lempo de Filippe
roa ordenanza real de 10 de outubro de
t cin Fram.a esse clcalo; que acaba
orna popla qoe linha as yeiet meio p de
largara e embao-a muilo o andar.
t chronicas do seculo XIV referen) que os caval-
Mdo duque Leopoldo da Auslria, derrotado e
iam.1386 pilos Bustos na famosa balalha de
eli, havend.t posto pe em Ierra no principio da
n corta i a o as largas ponas dos sapatos
para facilitaren! a tiberdade seus movimenlos.
Depois dos sapillos de be*Joe, veio a moda dos sa-
patos largos, de im meio p, que quasi nilo deixa-
vam andar.
Km Inglaterra os sapatos tomaram em 1G33 a for-
ma que quasi tem hoje, desde I6T0 appareceram
com fivelus.
a Russia lie niui commura o calcado Je curuca
, chamado lapli ; tem-se calculado que um
re russo gasta animalmente pelo menos, 50
paqoasi represenlam a corlira de 150 pe
We uns 3 annos de idade..
epeptuando os China, que anda conservan!
estrellas primes era-que quebram desde a il-
la o p das Dtulberes, o calcado he quasi racin-
lal, em lodas as parles, e o capacho da moda nao
lite uoilinc a forma senAo do um modo insignili
cante.
e inesmo lempo constilue oro ramo do industria
connidoravel em inuila fabricaco, o cnmmerrio de
:at(ado sobe a lano qoe se avalia em maior de 1 mi -
tOea.de cruzados cada anno, lauto para o consumo
interior como para eiporla^Jo. E he sabida a aceit-
is qo.il lem nos mercados eslraogeiros os arligos de
loso parisiense netle genero.
SHass lenlado ja diflerenles ensaios para melhn-
*.e simplilicar a falsilicacao distes abjeclos depri-
lira necessidde, tornandu-os, assim pela sua bara-
sa cada ves mais accessivais a lodas as classes da
upuliicSn. Imaglnoo-se substituir as costuras pw
inos no taitas rmatidas. N'oulro lempo lodas as
pecas te corlavam a nulo, presentemente eorlam-se
de um so golpe rom instrumentos prnprios.
Ifesle genero acaba de fazer-se nma dajcoberla.
tfr. Codet Ntgrier invenlou um cimeulo 8om quo
te acaba loda a qualidade de calcado tem costuras,
nem pinos, nem lanas. Sola de"dentro e de (ora,
orelhas, talao, ludo se juncia por esle moio ao rosto
sapalo : 15 minutos de pressSo di/.-se baslarem
e.labelecer urna perfeila 'adherencia enlre es-
tas diflerenles p irles.
Mr. BodetNe;!rer achoo lanfberao meio de ap-
ivitar lodos es relalhossem oulio uso: lv/. delles
I pera ute js calcad, s, Por un prucesso leu
Lodos os rilalhos a urna maasa que endurece
he Je um'cmprego mais vautajoso para o uso
tae acabamos du indicar.
sanos entrado no dia 9.
Rio de Janeiro20 das, barca americana Marlha
Anno. de 272 toneladas, capilao Bocock, equipn-
gem 11, em lastro; a James Rvder & Companhia.
Ficou de quaranlena por 15 das.
De cruzarBngue de guerra inaloz Express.), com-
mandante Henry Boys.
Rio de Janeiro22 dia, fragata ingleza alnfali-
aable, commandanle o cnpito de mar e' goerra
IhomazUope, 520 pessoas. Conduz o sen almi-
rante. Ficoo do quarenleua por 10 dias.
EDITAES.
.(Jsclrali.)
s considerar a
uca indieena como
lie verdade a 31 de
ASSUCAK E Al U
Do Jornal dos
No inez a que chei
eanipinlia da falirica
SfjttKabada ; jila i
a produccio^sgoncio o cosiume qua^rilol-
mos coiit.oo tres mezes. e o resulla.los
te publicar sao Monitor o fazem na reali-
terot do yeiercicio. Eis o que el les di-
zem : f
ram-sc/rTorante os dez mezes da campanha
''VlTS kiloaramipas de assucar de be-
*a, cordera":, milhoes 872:037 kil. duraule o
periodo cocrr,yp(ldenle de 18535i.
'njrultaii, como te he enorme ; sob a 31
*t}867,8o4 kil. oua mais de 41 por cenlo.
"r-se-ha tyxa o Irabalho das fabricas de asiu-
pJUTtfoi menos activo'.' Seria um grave erro ; cm
^Tpoca altuimata eserceu com lana aclividade nem
/com lauto prova.lo na belerraha ; rnenle esla, cm
igar de aisiicar. nos da' um anuo quaulidadesde
aleo! que vo tem cessar crescendo.
Ivaliam-se om lathOOQ pipas o consumo geral
leoel da vinhnem Franja ; ora, para es-
1e, nflo parece que esle onuo a vinlia te-
Tornecrr mais de 20 a 30:000 pipas : ve-
ue margem comideravel o mercado oere-
jSBomtuto aos espirilos que a industria ha
i sxtrahir da belcraba, coron aquclles que
epporlun e inteliigente modilicar^ae da paula
-*-ianioo do eslringeiro. Dahi a alta persistente do
/) das agaai-ardeplet, alia tenos forte cormodo
qae ha um naijisajanos (orle tambrm do que
anteo da,diminuigteedireilos de qoe acabamos de
fallar" ^r
l|i especie de iiivasao do alcool qoe o
das fabricas de assucar indgena, que o anno
I do 303. he qpeuas aclnalmenle de 207.
!iarain-se (Mi, ou parlo d'um terco de di-
0 pelo menos pelo que raspeila ao "assucar.
aseriitencias as fabricas e nos enlrepostos
"> liaste mmenlo pooco consideravois ; importam
I3 (nhiiqsde kilograminas enlrelaiito
no i nao pasaado se f levavam a 2(!. ,
"*, Cliemin Dupontet.
(dem.)
JoSo Mana Wandenkolk, cavalleiro da imperial
ordein do Crozeiro, Chrislo, e S. lenlo de .iviz,
chele de divisao da armada nacional e imperial,
commauduiile da eslaeflo naval de Peruambuco,
comprehendida enlre os parallelos do Rio de S.
Francisco ecabo de S. Roque, por S. M. o Im-
perador, que Dos guarde, cavalleiro da ordem
de Francisco primeiro do reino das Duas Sicilias.'
etc., etc.
Faro saber qoe ein evecuco de ordens do Eim.
Sr. ministro da marinha, qoe me foram transmilli-
das pelo quarlel general, em ofllcio n. 113 de 10 de
oulubro ultimo e do dispoito as inslriicees que
bauaram com o decrelo n. 1591 de 11 de abril do
crrante anuo. Oca aberln a bordo do brigoe barca
Itamarac um alislapiento de voluntarios para ser-
virem uos nartead armada nacional e imperial,
sob as seguintet condices :
y^fc Classes do alistaineulo.
l. Da marinliagem.ujo coulralo fr sein lempu
determinado.
2." Da mnrinliaze.m, por lempo de um a tres
aunos.
3." Da marinhagem com ospratos de seis a oilo
annos.
Os veiicimenl'is e mais vanlsgeus que as pracas
contratadas em virlude deslas instrucres tem de
perceber, sao as seguintes:
Sidos por mez.
Clasie superior 20, primeiros inariuheiros 189,
segundoi marinheiros 15 e grumetes I0J.
Premios.
Os voluntarios de l. classe s perceberilo os sol-
dos qoe llie competirem na forma ncrasa referida,
sem lerero direilo i premio ou gratificarlo alguma.
Os voluntarios da 2." classe, sendo marinheiios
lerao 203, ^>9 ou 708, conforme forero os contratos
por um, duus ou Ires anuos. Sendo grumetes te-
rso pela inesuia forma 109, 328 ou 34.
Os voluntarios da 3. classe receberAo mais mu
quarta parle do maior premio que poderiam obler,
conlralaulo-se como os da 2." classe, na praga de
marinheiro ou runele que Ibes competir.
Se nao forem horaens do mar e tiverem mais de
40 anuos, s lerao o premio correspondente aos da
2.a classe.
Gratificarlo.
Os voluntarios da 2." e 3." classes lerAo alem do
premio cima dito, a zralilirar.ii> de 4 se forem es-
Irangeirot, ou de 5 sendo nacionaes, se se apre.-eu-
larem por si proprios, iudepeudente de engajador.
Esla graiilirarao sera repelida todas as vezes que
fiodo o primeiro contrato a prara quizer ainda ser-
vir por lempo nunca menor de 3 annos.
Vantasens.
A's pracas comprehendidas neslas tres classes dar-
sa-ha guia de desembarque uo Um do contrato com
tanto que previnam ao commandanle dous mezes
antes de que preteodem cm lal poca deixar o ser-
vido ; e licam isenlos du recrulamenlo, sendo* na-
ciunaes por lempo igual uo que lenliam servido :*'
icepto o caso de circumslancias extraordinarias.
Asylo de invlidos.
Compele a lodas as pracas nacionaes que para
elle concorrerem com um dia de sold por mez.
Pagamento dos premios e gralifc.i(es. "
Aos da 2.a clssse, se o alistamcnlo fr por um an-
no sera entregue o premio integralmente no acto de
assentarcm praca ; se por dous uu Ires anuos em
tres prestaees iguaes, endo a primeira paga ao ab-
sentar pracja, a segunda quando vencido melade do
prazo, o a terceira no lini do contrato.
As da 3.' classe reccherao orna terga parle do
premio ao assenlar prara, oulra igual qaaulia no
Um do primeiro auno de serviro e o resluule no Um
do c ii h ale.
As gratificares que competem /es segundas e ler-
sidente da provincia de 2 do correnle, manda fazer
publico que no din 32 do mesmo, peranle a junta da
fazenda da mesma lliesuuraria, se ha de arrematar
a quero por menos Uzer a conservaiao permanente
da estrada de Piio d'Alho, por lempo de* 10 mezes
a contar do), de dezembro prximo vindooro, e
pelo preco ale 4:0008000 rt.
A arremalaco ser leila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno lindo, e sob as
clausulas especiaos abaix copiadas. ,
As pessoas que se propozerem a esla arrematarao
comparecam na sala das sessOes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia competentemen-
te habilitadas.'
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da llstlournria provincial de Pernam-
buco5 de uovembro de 1855.O secretario, A. F.
d' Annunciario.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
I.a Esecutar-se-bad dilos Irabnlhos de cqnformi-
dade com o orcameulo approv.ido pela directora em
conselho e aj^preseulado ao Emi. Sr. presdeme na
importancia de 4:0009000 rs.
'i." O pagameulo veriGcar-ic-ha cm dez presla-
3." A melade do pessoal sera de gente livre.'
4,* Seo arrematante liver cumprido os dez me-
zes com as suas nln igaces, e deixar esla estrada em
melhor estado que a lomara,reerber a titulo de gra-
lilicacao mais dez por cento da importancia total da
arrematarlo.
5. Para ludo o que nao se adiar previsto as pre-
sentes clausulas nem no orcainenlo seguir-se-ha o
que dispe a respeilo da lei provincial u. 286.
Conforme.O secretario, A. F. d'Aimunciarao.
Peraule a cmara municipal desla cidde con-
liuii-i a eslar em praca no dia 10 do correnle, o alu-
gucl da ca*a da ra da Florentina n. 7, por a quau-
lia de 330 animal, oflerecida por Jos Pedro (jaio
de Miranda. Paro da cmara municipal do Reeifc,
em ses-ao de 7 de uovembro de "1855. Barao de
Capibaribe, presdeme.Manuel Ferreira .tecioli.
secretario.
O l)r. Anselmo Francisco Perclli, coiniuendador da
imperial ordem da Ro do coinmercio, por S. M. I. e C. etc.
Fago saber aos que o presente edilal virem, que
por falta de licitante-! vai segunda vez em praca pu-
blica desle juizo no dia lodo correle, para ser ar-
rematada por venda a qulrn mais der. com o lba-
le da quarta parle na forma da lei, a melade da bar-
cara denominada lurnra Feliz, avaliad.i no lodo
por II2009U0 rs. ; cuja melade fazendo mcnc.au do
referido abate, lio da quanlia de 4509000 rs., a qoal
foi penburada aas herdeiros de F'ranciaco Carneiro
da Silva, por execuc.lo do Jos Antonio Baslo, por
si e como sessiouano de Joao de Oliveira (juimarAes
e oulro.
E para que cliegue noticia aos licitantes, man-
dei passar o presente que ser publicado pela im-
prensa, e dous de igual theor para serem afxados
nos logares designados por lei.
Dadoc passado nesla cidade do lien fe aos 7 de
uovembro de 1855. Eu F'rancisco Ignacio de Torres
Bandeira, escrivAo interino o sunscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
DECLARACOES.
nfm m
pf cnni.iyrljmi.nle r..,
pre*fBTov>
que
raiuKiiAO iIedido.
Illm. Sr. Joao .le Frenas Barbosa.Tendo che-
gadWo MJO :onhecluienlo qe V. S. declarara ao
Sr. Dr. Joaqu m de Aquino Fonseca, que liavia pre-
rmnlo um dos guardas mooicipaes da freguezia a
nieu cargo, mindar hincar fora batatas denominadas
Fainha; u coovindo-me por lodos os melos ao
.toan alcance, indagar e averiguar semelhanle fac-
a, aura deque na qcalidsde de fiscal, posta provi
deneiar ou peJir a quem compele providencias vou
, S. se lirva dizei-me ao p desla, se cim
ciou V. S. semellianle Tacto, e se co-
enle'qoo era guarda muuicipal da
) lugar c horas em que se deu.
lit llie agradecer, o de V.
i respeiltdor e criado,
f Joao Jos de Maraes.
8. Casa 4Je oulubro de 1H>5.
Illm. Sr. Rt>stx ja ca la, dizendo sef ver-
date que pra>< qug n0 dia 2 do corren-
le prximos.! ggrafsriz (tes Clnco-Ponlas, um al-
roocreve que/HRa urna carga de batatas, altercando
ctm nm soldids de eorpo de polica, por este lie d-
tet que as n o poda Vender par, eslarem prohibi-
das; foi esle o relo que te deu, e quecommuniquei
ao Sr. Dr. Aquino, na sendo purm exacto, qoe se
jltme o occorrktagom o guarda monicipal.
""^ isponlia V. Wie seu venerador e criado,
yoto da Freilai Barbota.
Recita 6 i e alobr ile 1855.
rimeira presltc.lo do
Observatoes.
1.a Nao se levar em cunta aos voluntar'n
classe o lempo que passarem como doentes
pil.aes. *
2.'1 O lempo de priAo cm virlude de senlen^a
nAo sert contado para o pieencliimelo dos prazos
do nlistamenlo dos voluntarios qualqoer que seja a
classe a que perteneci. E o desertor solfrera alm
disto a perda das vautageus do premio e do tempo
de servico aoterior.
3.a Qualquar pessoa qoe se propozer a agenciar
voluntarios para as Ires classes cima mencionadas,
e quo os presentaren! a bordo desle brigoe barca,
lera a graiilicacAo de 4 por om esirsngeiro e 5 por
nacioual.
4.a O cstraageiru para ser admillido deve exhi-
bir documento do seu cnsul,.oomprovando adiar-
se desembarazado para se poder contratar oo servi-
co nacional.
5.a O premio e graliHcacau -crao pagos quando a
praca coulralada fr admitila, a bordo.
Burdo do brigue barca Itamarac, surto no roos-
queiro de Pernambuco em o I" do uovembro de
1855. j>ao Marta Wandenkoiji.
O Illm. Sr. inspector da Ihesuurarial provin-
cial, em cumplimento da despacho do Exru. Sr.
presidente da provincia de 2 do correnle, manda fa-
zer publico que nos dias 20, 21 e 22 do prsenle
mez, peranle a junta da fazenda da mesmi thetou-
rarii, se ha de arrematar a quem mais der o rendi-
menlo do pedagio dn barreira da ponle da Tacaru-
ra, serviudo d buse a arrematarlo o ollerecimenlu
feilo pelo licita ule Anselmo Joso Ferreira, da quan-
lia de 1509000 rs. por anno.
A arremalaco sera feita por lempo de 31 mezes,
a contar du primeiro de dezembro do correte'anno,
ao lim de juoho de 1858.
As pessoas que se propozerem a esla .irremalarSo
comparecam na sala ds sessoes da mesma junta, nos
dias cima declarados pelo meio dia eumpeteule-
menle habilitadas.
E para coustar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 5de novembro de 185.'. <) secretario, A. F.
d' Annunciaruo.^ 0
O Illm. Sr.inspeclor da thesonraria provincial,
em cuinprimenluda resoluto da junta, da fazenda,
manda fazer publico que a obra dus reparos urgen-
tes de que precisa o acude de Caruarii, vai nova-
uieute a piuca no da 29 do correnle.
E para constar se mandou aUixar o piesenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 5 de uovembro de 1855. O secretario, A. F.
d'Annundacav.
O Illm. Si', inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolocAo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que vai novamenle
praga para ser arremslida a quem por menos flzer
00 dia 15 do correnle, a conservarlo permanente da
estrada do sul, avahada cm 5:40(>3000 rs.
E para coustar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Peruambu-
novembro de 1855. O tecre(ario, A. F.
COMMEBCIO.
d'.sVinpnciafuo.
O Illm. Sr. iuspeclor d.. lliesouraria provin-
cial, em cumprimeiilo da orden, do Exm. Sr. presi-
denle da provincia de 2 do crreme, inanu fazer
publico que 110 uia 22 do mesmo, peranle a junta da
mesma lliesouraria, se h de arrematar a quem por
meeos Uzer a conservar-So permanente da estrada do
norte por tempu de 10 mezes, a contar do 1 de de-
zembro prximo vindouro. e pelo nreco de
1:2019728 rs. F ^ ............
l'HACA DO RECIFE9 DE NOVEMBRO AS3
HORAS DATARDE.
Colorees olliciaes.
atrtsuuar ntascavado escolhido2350 por arroba.
ALFNDEtiA.
tteudinxtjnU do dia 1 a 8. .
** 9......
91:3834691
29:7569186
121:I3J877
Oatiirrajam hojettt i nocembro.
Galera inglesaMotorairrurcaderiat.
UtabrasiieiroB0//1 yesuj--sabo e pipas vasias.
i.a.NSULADO GERAL.
. 7:1779i7S
, 3:0579650
t.>.S3UI.Al
_MPni< do dia 1 a 8.
dem do da 9 .
10:23>134
iIVEUSAS WlOViNCiAS.

6509267
729114
A arrersatacao ier eita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de jnaio do anno lido, e sob as
clausulas tspeciaes abaixoacopiadas.
As pessoas que. se propu'zerem a esla arrematarao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
da cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou afluir o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de novembro de 1855.O secretario, A. F.
d'Annunciacao.
Clausulasespectaes para a arrematarao.
Ia. Os tniballius da conscrvac.au da estrada do
norte, na distancia de 2,319 bragas, serAo execula-
dot de conformidade com o orc^menlo appmvado
pela directora om conselho, e apresenladn a appro-
vai;n do Exm. Sr. presidente te provincia, na im-
portancia de 1:2019728 rs.
2.a O pagamento ser fcito por preslarues mensaes
em vista do atleslado do eugenheiro que assegnre a
execuro do contrato por parte do arrematante.
3.a O arrematante ser obrgado a empregir me-
lade dos trabalhnflores de pessoas livres.
4.a Se o arrematante entregar a estrada no Un; do
contrato, em melhor estado do que quando a rece-
ben, lera nma gratificaran arbitrada pelo eugenhei-
ro, que nao exceder de 10por cenlo do valor da ar-
remalaco.
5.a Para o qoe no se adiar previsto as prsen-
les clausulas, nem no ornamento, seguir-se-ha o que
dtspfie a lei n. 286.
Conforme.O secretario, A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ibatoararia provin-
cial, cm cumprimenlo da ordem do Ba. Sr, pra
O Illm. Sr. capilao do porlo salisfazendo o dis-
posto no aviso circular do ministerio da mariuba de
25 de oulubro ltimamente lindo ao qual refere-se
a ordem do Exm. Sr. presidente de 7 o correnle
mez, manda fazer publico a lia.lucran abaixo da no-
ta dando coohecimenlo da medida sanitaria, a qoe
tem de licar sujeilas as embarcaroes brasileiras que
parlindo dos purlos desle imperio forem ler a lluc-
uos-Ayres.
Traducido.
Da copia aniiexa.,10 aviso u. 108 de 17 de oulu-
bro de 1855, dirigido a repartirlo da imrnha
dos negocios estrangetrps.
Ministerio do guverno e relaces exteriores,
uos-Ayres 27 de selerabro do 1855.
Ao Sr. cncarregade.de negocios de S. M. o Impe-
rador do Brasil, cavaffeiro coiniuendador Dr. Joa
quim iliomiz du Amaral, etc.
O abaixu assigoado lem a honra de dirigir-sc a
S. S. por ordem especial de S. Exc. o Sr. goverua-
dor, manifeslaudo-lhe qoe a capitana du porlo rc-
preseolou ao goverrio a inconveniencia quo resolta
de que os navios de guerra estrangeiros e os paque-
tes em conlravenrno da pratica anteriormente ob-
servada ein o uus.su ancoradouTo^e que he tambero
cummumeule arnillida, nao s nao se aproximan)
ao navio qoe ogoverno lem estacionado no canal
exterior para a visita de saude e do porto quando
procedem do ultramar, como nem ainda esperam a
dita visita para*|desciiibarcarem os passageiros.
is pocas pode ser prejudicial este
abuso, na acloalidade em quo nAo s a Europa, co-
mo o mesmo Brasil, se acham iufecladus da lerrvel
epidemia do cholera-morbos, indubilavelmeote po-
de compromeller a saude publica.
Em tal casoS. S. comprehender bem a absoluta
necessidde de que d'ura|em dianle lodos os navios
de sua uarau sem dsliuccao alguma, quaudo chega-
rem a nossa baha procedentes do ultramar, e ain-
da quando leuham tocado cm Montevideo, se apro-
xmelo antes do desembarque de suas equiparen*,
passageiros e oulros uhjeclos jo referido navio do
estado situado no canal exterior, para a dita visita
de saude e do porto e para obler sua classilicarju
depois de submeltido ella.
O abaixo assigudo espera que S. S. se sirva adop-
tar as medidas convenientes para que us coinman-
danles e capilaes de navios da nac.io de S. S. n.o
possam allegar iguoranciu.
O abaixo assigudo aprovel indo esla occaso,
renova a S. S. os proteslus da sua mais elevada con-
siderarlo e apreco.Valenlim Alsina.Conforme,
Joequim Mara Nascenles de Azambuja.
Secretaria da capitana do porlo de Pernambuco
8 de novembro de i85">.O secretario, Aleandre
Rodrigues dos Anjos.
O Illm. Sr. capilao do porlu em cumprimenlo
da aviso circular da reparcAo da inarnha de 17
de oulubro ltimamente linde, e de urdem do Exm.
Sr. presidente em olllio de 17 do correnle mez com
referencia a elle manda razar publico o exemplar
abaixo dn aviso aos navegantes cqviado pela lezio.ao
imperial em Madrid, relativamente orna alteraran
110 pliarol da ilha de Tarifa.
DIRECCAO' DE HIDROGRAPHIA.
ajote* uos naxcijantes.
Pharoes das cosas de liespanha.
Pelo minislea da marinha e communicadas pelo
do fomento, se wceberam ueste estabelecimeulo 110-
licias relativas alleracao que se ha de efectuar
em a luz do pliarol de Tarifa dcbaixu da direc.ao
jocorpo de eiigeuheiros de caminhos, canaes e pur-
los e em presenta das quaes se ha redigido o, seguin-
le anuuiico.
Pliarol da ilha de Tarifa Eslieilo de (iilirall.it.
Em o 1." de selembro do preseule anuo alunfiara
desde a p- al ao niscer do sol, o novo apparelho
cilacliuplrico de primeira ordem, grande modelo
com que se acaba de substituir o snligo pliarol gira-
lorio collocado em a parle mais meridional da ilha
de Tarifa, sendo sua situaran que em nada ha varia-
do a segoinle: .
Lalilude 360000" N.
Lojigilode 00.a35' 38" E. do observatorio de
marinha de S. Fernando.
O foco luminoso esl elevadu 112,5 ps sobre o
nivel dos pleamares do equinocio.apreseiilando urna
los branca lita vsivel a 20 milhas, sempre que a
pe milla o esladodd almosphera c o nlhodo observa-
dor so ache 60 ps sobre a superficie do mar. Ma-
drid 28 do julho de 1855.Joaquim Gutirrez de
Kubalcara.
Secretaria da capitana do porlo de Pernambuco
8 de novembro de 1855.O secretario, Alexaudre
Rodrigues dus Anjos.
rectora geral da inslrucco publica 8 de novembro
de 1855.O secretario, Francisco Pereira Freir.
A repartirlo das obras publicas convida as
pessoas que quizerein ser engajadas como srvenles
da compauhia de operarios, a comparecerem na
mesma as horas do expediente. Directora das obras
publicas 3 de novembro de 1855.O secretario,
Joaquim francisco de Mello Sanios.
BANCO DE PERNAftJBLCO.
O Banco pe Pernatrbycocontinua a to-
mar li'ti rus sobre o Rio de Janeiro, e a
sacar contra .1 mrsina jjiaca. Banco de
Pernambuco 10 de outubro de 1855.O
secretario da direccao, Joao Ignacio de
Medeiros Reg.
Tendo esla repartirlo necessidadelle carpin-
teros de machado, calafates, carapinss, pedreiros e
Terreiros de lodas as classes, para as obrat a seu
cargo, o Illm. Sr. inspector convida aos que quei-
ram assim einpregr-se, a apresentarem-se-lhe, ou a
quem toas vezes faja, alim de seren admillidus con-
forme as suas habililaoOes. Secretaria da Capitana
do Porto de Pernamburn 31 de oulubro de 1855.O
secretario, Alexaudre Rodrigues dos Anjos.
CONSELHO ADMINISTRAIIVO.
O conselho administrativo lem de comprar o sc-
guinle : '
Para o meio balalhaoda Parahlba.
Algodaozioho, varas 803 ; hriin brauco lizo, ditas
803 ; pauno preto para pollinas, covados 80 ; bo-
lcs hrancos grandesde osso, gruzas 20 ; ditos dilos
pequeos de dito, dilas 10; ditos prelos, ditas -3;
sapatos, pares 304.
Meio balalhAo do Cear.
Algodaozinbo, varas 653; hiim branco lzo, dilos
653 ; panno preto para polainas, covados 60 ; bo-
les brancos grandes de osso, grozas 15 ; ditos ditos
pcquciins de dito, ditas 8 ; ditos prelos, di-
tas 17.
Fortaleza do llrum.
Caldeiras de ferro estanhado pequeas, 2.
Arniazens do arsenal de guerra. OfHcinas de 1.a e
2.a classe.
Cabos de linhu velhu, arrobas !>0 ; teboas de a--
soalho de louru superior, dazias 12 ; dilas' de dito
de dito inferior, dilas 12; dilas de dilo de pinho,
dilas 20 ; costados de pao d'oleo, 8 ; secante, libras
20 ; ochre, arroba 1.
Ofllcuas de '.).' classe.
Ferro sueco quadrado de 7)8, quintaes 20; dilo
inglez ditu de polegada e J,, dilos 10 ; dilo de verga
de varanda, inglez, dilos 2..
4. classe.
rame de lat.it eutrefinu, ar/obas 2 ; dito de fer-
ro de amarrar, dita 1; caitas com fullmsilc FUndres
iiigillas, 2; ditas com ditas dobradas, 2 ; Icngiies
de cobre lino de 7 libras de peto cada um, 12 ; cai-
xacom vidros da 18 a 20 polegadas, I ; cobre, arro-
bas 20 ; cadinhos do norte de n. 10, 20 ; dilos de
dito de u. 12, 20.
Quem quier vender esles objeclos aprsente as
suas propostas cm caria fechada, na secretaria do
conselho s 10 horas do dia 14 do crrante mez.
Secretariado conselho administrativo para fornc-
cimento do trienal de guerra 7 de novembro de 1855.
Bento Jos Lamenha Ihs, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e
secretario.
Baha.
Vai seguir com brevidade o Iiite na-
cional FORTUNA, mestre Joaquim Jos
Silveira, tem grande parte do seu carre-
gamento prompto : para o resto, trata-se
com os consignatarios Antonio de Almei-
da Gomes segundo andar.
Maranhao e
Para.
A escuna nacional JOS, cupito Joa-
cpiim Jos Al ves das Neves, vai seguir em
poticos dias aos polios indicados: para
o resto do sen carregamento, trata-se
com os consignatarios Antonio de Almei-
da (lomes & C., na rua do Trapiche n.
16, segundo andar.
Para Lisboa,a galera portuguesa '"Jo-
ven Carlota, capitao Bot ventura. Borges
Pamplona : para carga e passageiros, tra-
te com os consignatarios Novaes & C, rua
do Tra picli e n., 3 i.
Para o Rio de Janeiro sabe com muita brevi-
dade o brigue nacional Sagitario, do primeira
classe, o qual lem a maior parle do seu carregamen-
lo prompto ; para o retanlo e pissagcirot, trata-se
com Maooel Francisco da Silva Carrico. na roa do
Collegio n. 17, segundo andar, ou com o capilao a
bordo.
Qoem liver conlas com o brigue sueco If'm.
Tersmeden, arribado a esle porlo, queira apresen-
ta-las para serem pagas al o dia 12 do correle ao
meio dia, no escriplorio dos consignatarios N. O.
Bieber & Companhia, rnada Croz n. 4.
Para a Babia o hiate nacional Amelia pretende
sahir no dia 13 do correnle, por ler o seu carrega-
mento quasi prompto ; pan o reslo e pasiageiros,
I tra-se com o seu consignatario Antonio Luizde Oli-
veira Azevedo, roa da Cruz 11.1.
LEILOES.
PUBLICACA'O LITTLRARIA.
Cor ti ma a vender-sc a obra de di-
reitoo Advogaddos Orpliaos, com um
apndice importante, contendo a lei das
ferias ealeadas dos Iribunaes de justica, e
o novo Regiment de Cristas, para uso dos
juizes.escrivaes, empvegados de justica, e
5iquelles que freqnentamos cstudos de di-
" iito, pelo preco de s'OOO cada exem-
lar; na loja do Sr. padre paco, rua
ra Cadeia n. 56 ; loja de encadernacao e
livros, rua do Collegio n. 8; pateo do Col-
legio, livraria classica n. 2 e na praca da
Independencia n. 6 c8.
O Sr. Roberto Gomes de Fraga queira mandar
em casa de F. Pires, na rua Formn, casa n. 4. hin-
car um sea eteravo preto, velho, de nome Pedro,
que hoje ahi chegoa c diz ser seu.
Antonio Pedro, preto velho, casado com a pre-
la Victoria, moradores nesla cidade, relirt-se para
Macei, levando em sua companhia sua mullier e
urna flha de nume Mara Pedro.
Pracin-M de 1:5009 a juros de 1 1r2 por cen-
lo, di-seos juros adiantados de um anno, e por se-
guranca hypolheca em om sitio : quem pretender
annuncie.
Jos Candido de Barros mudou o sen escriplo-
rio para a rua da Cruz u. 52, primeiro audar.
Na rua eslreita do Rosario l>a sorvele lodas as
noiles a 210, e nos domingos depois das 3 horai
bons sorvetes de creme a 360, havendo lodos os dias
eicellcules charutos.
Precisn-se de um caixerd : na Iravessa da roa
da Concordia n. 2ti.
Precisa-se de um servente mofo, ureferiiulo-se
escravo, para trabalhai na caa das aferises, paga-
se hem: quero quizer, diija-se a mesma casa, rua
da Florentina n. 3ti.
No sobrado 11. 17 do aterro da Boa-Vista, pre-
cisa-te de urna ama forra ou captiva, que taiba co-
zinhar e engommar.
Ainda se vende o imposto dasaferic.oe.s perlen-
cenle ao correnle anno de 1855-1856,das fregueziasde
Santo Amaro de Jaboalao e Moribeca : quem pre-
lender, dirija-so a rua da Florentina n. 36, a fallar
com o erremalanle.
Devendo om virtode de ordeus da directora
geral da instruccao publica rcmeller-lhe um mappa
al o dia 20 do mez vindouro, das escolas publicas e
particulares de instrucrjtu primaria de ambos os se-
xos, existentes nesta freguezia, acompanhando-o da
declararan do numero dos alumnos e almonas qoe as
frequenlaram, bem como dos nomes dos professores
que se acharo competentemente proviiionados. rogo
ans Srs. professores, professoms e directores de esta-
belecimenlos deita ordem, que anda nao apresenla-
ram nesla delegada as liceuras qoe obtiveram para
abrir aula, e nem remelleram os nrogrammas de en-
tino, e os mappas trmensaes de quo trata o art. 86
da lei previn.'ial n. 369 de 14 de.maio do correnle
anno, queiram fazer essa remessa, edar cumprimen-
lo ao disposlo neste citado artigo al o dia 20 do mez
vindouro, ficando sujeitos as penas commnadas pela
referida lei em caso de omissSo. Para maior com-
modidade se poderao dirigir a roa da Santa Cruz n.
78. Delegacia do districto Iliterario da freguezia da
Boa-Visl:i 10 de novembro de 1855. O delegado,
Rufino Augusto de Almeida.
Precisa-se de urna ama de leite, pa-
ga-se bem : na rua Nova n. 46, segundo
andar..
Gratca-se com lSjOOO a qotJalavar a roa do
sol n. 23, segundo andar, ou descobrir quem pegou
um xexo rugido no dta 6 do correnle, pelo lado da
roa das Flores.
REMEDIO IMCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY. '
Milbaresde individuos de lodas as najos pedem
fcslemonhar ae virtudes desle remedio incomparavel,
e provar em caso necessario, qu, pelo ase que delle
tizeram, lem seo corpo e merobros inleiramenle
silos, depois de liaver empregado inulilmeule etttros
Iratamenlot. Cada peasoa poder-se-ha convaat
dessas coras maravillosas pelaleilura dotperiMies
que II, as relalam lodot os dias ha rooitos aunos ; e
maior parte dellas sao liio sorprendentes qoe admi-
ram os mdicos mais celebres, (luanlas pestoaare-
cobraran! com esle soberano remedio o o de seos
bracos e pernas, depois de ler permanecido tengo
lempo nos hospitaes, onde deviam soflrer a ampnU-
''.'"' Dallas ha militas, que havendo deixado esaes
asylos de padeeimento, para se nao soboietlerem (
essa operarAo dolorosa, foram coradas eonpteU-
roenle, mediante o oso deste preciuto remedio. Al-
gomas das lae pessoat, na efusao de seu recoBbeci-
menio; declararam esles resultados benficos diaote
do lord eorregedor, e outros magittridot, alim mais antenticareni Ma allirmaliva.
Ningoem desesperara do estado de sua saude as-
iivesse bastante confunda para eosaiar este rnedio
constanleioente, teguindo algum tempo o trala-
meuloque necessitasse a naturrza do mal, cojo ra-
tuiado teria provar incooteslavelmenle : Oue ludo
cura I
O ungento he til mais particularmente nos
seguintet casos.
matriz.
AO
DE L
8. IHABIL
Sociedade Dramtica Emprczdm.
Segunda recita concedida pelo Exm. Sr
presidente em benelicio do anao Ro-
berto de Albuquerqut Mello.
SABBADO 10 DE |NoVfcMBRO.
Reprsenlar-se- ha pela segunda wz o bello
muilo applaudido drama em J
liigoo/. de A. M. Souza.
actos, original por-
0 CHRISTAE 0M0UR0
OU
A QUEDA DOS ISFIKIS.
Segue-se o muilo ensrarado duello bahiaiin
O ESTUDANTE E A LAfADKIHA.
Cantado pelSr.a D. Amalia eo Sr. Lisboa.
Vaca' fim ao espectculo a primeira reprcnlar,iio
da nova comedia em I acto, escripia etpressameule
para o beneficiado, intitulada o
iiecem-nascido.
Personagens. Actores.
Vilello. velho pintor. Sr. .Mendos. a
Alfonso, amante deSccaphine. Lisboa.
Ferrabras, plTano disfarcado
em recemnascido.....O beneficiado.
t'ninr ilo, creado de Vilello. Sr. Monieirn.
Um sargento, do batalliSo do '
Ferrabras....... Pinto.
Margarida, mullier de Vilello. Sra. D. Rila.
Seraphna, tua lillu. ... a Leonor.
Rusa, criada amaule de lion-
calo.........i) a Amalia.
A scena pnssa-se 110 Rio de Janeiro, 11'um dos ar-
rabaldcs da cidade.
leosle o espectculo que o beneficiado aprsenla
ao -espcitavol publico, a quem pela segnn la vez po-
de loda a prolerruu que se possa prestar a um eule
impnssihililado de ganhar os meios de sua subsis-
tencia.
O beneficiado nao quercudo lornar-sc importuno,
reolveu nao passar bilheles, e por sso pede ao be-
nvolo publico baja devjr compra-Ios no escriptoiio
do Iheatro onde estilo a sua disposr.io.
Principiar as 8 horas
THEiTRO D'APOLLO.
Expeclacolo phinlaslico deexercicios ph\sicospor
Mr. Robn, no da (crca-feira 13 do correte.
Depois da orcheslra execulnr urna bella overlura,
comerar o expeclaculo da maueira segoiute :
1" parte.
Nova pndulaaeria, cuja campanilla colimada cu-
ir as ruaos do expeclador dar a hora pedida com a
celeridade desojada.
A columna de luvas.
O novelo de linha. __.
O lapa-vento mysterioso.
A burra.
O cofre de crystal.
O electro medical.
2a parte.
A caixa de joias.
As bombas o as balas.
As moedat.
A garrafa inexgotavel.
As rollas sympalicas.
3a parle.
Finalisarii com as vistas dos principaes inoiiumcn-
los da Europa em poliorama.
Fis o programla do espectculoqoo Mr. Robn
lem a honra do ollerecer ao publico desla cidade, de
quem espera a sua generosa coadjuvatao.
O bilheles se acham 11 venda a* meimo Iheatro
cima indicado, em casa de Mr. Hcbrard, rua du
Trapiche Novo n. 22. e em casa de Mr. Scasso, at-
ierro da Boa-Viela n. 31.
Comrrar* as 8 horas.
Oagente Rorja, aulorisado |x>lo Illm.
Sr. Dr. jui/. deorpbaos, conforme o seu
despacho proferido em requerimento do
tutor dos orpliiios, lilhos do finado Caeta
no Pereira Goncalvcs da Cuaba, em pre-
senta do dito Sr.juiz, fara' leilao de mais
alguns bens pertenecntes aos menciona-
dos orphaos, a saber : diversas obras de
brilbante e diamante, entre as quaes so-
bresaliem dous riquissimos a miel loes, al-
linetes de peito e botoes para abertura,
urna grande quanlidadr de obras de ou-
ro, como bem, trancellinsde ilagraa mili-
to ricos, al I i netes de peito m perolas,
brincos, botoes para camisa, coras e res-
plandores para imagem, e outras militas
obras, etc., diversas pecas de prata, como
bem, salvas, casticaes, hacas, um tabo-
leirogrande, estribos, esporas, etc., urna
casa terrea sita na cidade de Lisboa, com
13 janellasde (Ventee 7 de lundo, botan-
do estas para a rua do Abarracamehlo e
aquellas para a rua do Jardim, tendo a
(|iialquintaliii lirado,as terrasein Portugal
na provincia do Douro, e as sobras da*, ter
rasdoengenhoCoqueiros, na comarca de
Santo Anto, ambos ja' anunciados, o
engenho d'agua denominado Mamucaia,
na regue/.ia de San-Lourcuco da ulatta,
tambem ja' annunciado, podendo ser ven-
dido a prazocom desobriga dos credores,
ou com irmas negociaveis nesta praca,
o quatro escravos mocos de bonitas ligu-
ras: tera' lugar o leilao terca-leira 15 do
coarente, as 10 horas da manhaa, ^ ai_
inii/.em do agente annunci"10, s,t na
i uu do Collegio n. lo, aonde os senhores
pretendentes aos l>ens cima menciona-
dos, que quizerem alguns esclarecimen-
tos acerca delles, poderao se entender. *
Leilao de (i pipas de seoo, seallfcparte do
carregamento da polaca nKpanhola
Mathilde, condemuada ne)Jx porto.
Com anloiisaciio do Illm. Sr.- inspectora alfan-
dega J. E. Roberts far leilao no dia 13 do crran-
le ao meio dia, no armazetn alfatidegado do Sr. J.
A. de Araujo, no caet de Apollo, de ti piplts de sebu,
as quaes serSo vendidas por cania de quem perleii-
cer, para pagamento das despozas inherentes ao car-
regamento da.mencionada polaca.
O asente Borja por autorsacin- do Illm. Sr.
Dr. juiz municipal da 2a tara civel, OliveiraMa-
ciel, a requerimento de D. Jeronyma Mara d*AI-
buquerque, credora da firma soeial de Costa & Le-
mos, far leilao de diversas, fazendas pertencenles a
dita firma, constando de madapolyes, algod.loziohos,
brin- para calca, meias para homem e senhora, urna
grande poroso de relalhot de chita e de outras fazen-
das, ruupa feita etc., asfquaes fazendas se adiarlo
patentes no armazem da rua Collegio n. 10, do agen-
te iiununriaiilr-, onde ter lugar o leilao, segonda-
feira II do correnle as 11 horas da manhaa."
A verdadeira
garanta !
Na rua Dreila n. 75 olTerece-se aot amantes do
jogo dat loteras, a verdadeira gara.nlu nos bilhele,
coja garanta enlende-se lo smeule com 01 bilheles
brancus, us quaes se pagano como se silti.se o mesmo
dinheiro. (is bilheles garantidos s.lo firmados com
dous sellos pasa dislinaur-se dos qoe nao o sin.
PRECOS.
Bilheles 8-3000
Meios 1*000
Ouartos 28000
(lila vos 15000
Decimos 800
Vigsimos 400
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores decabeja.
das costas.
dos membros. t
Eufermidades da cuts
em geral.
Eufermidades do anos.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de ca-
lor as extremidades.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incitarles.
Inflammarao do figado.
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de raplis.
Picadura demosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurac.es ptridas.
Tiliha, em qualquer par-
le qoe seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do fisade.
das arlicolafet.
Vejas torcidas, ou norra-
das as pernas.
- O arsenal de marinha compra no dia 10 do an-
dante mez 100 arrobas do plvora grossa para o con-
sumo dos navios da armada.
As pessoas que quizerem fazer semelhanle venda,
sao convidadas a comparecer im mencionadodia pe-
las 12 horas, com assuas proposles em carta fe-
chada.
Secretaria da iuspccc do arsenal de marinha de
Pernambuco 8 de novembro de 1853.O secretario,
Alexandre Rodrigues do Anjos.
Directora gera
AVISOS martimos
l)\
./
INSTRCGA PUBLICA DA
PROVINCIA.
Pela respectiva secretaria se faz publico, para co-
nhecmento dos Sn. profestores e directores de co-
las e estabelecimeulus particulares de inslruccao pri-
maria e secundaria, que anda nao liverem apre-
sentado ao Etm. Sr. director geral interino as li-
cencas que obtiveram para abertura di ditas escolas
e estabelecimenlos, os programmas de estados e re-
gulamrnto interno, e umn nota declaratoria da rale
numero da casa onde se acham para que o (ac^tm
at o dia 20 do correnle, sob as penas infligidas nos
aris. 99 e 101 da lei provincial 11. 369 de 14 de maio
do correnle anno. E para constar a quem convier,
mandoQ-se publicar o presente. Secretaria .da di-
.
r
|vai
11.11
RIO DE
JANEIRO
AVISOS DIVERSOS.
Almaiiak.
Como se esteja confeccionando o alma-
nak, toga-se a todos ds senliores que ti-
verem altcracOes a mandar, se dignemen-
via-las a' livraria 11. e 8, da praca da
Independencia.
Vende-so um carro novo de
4 rodas e de 4 assentos, muilo
leva e de cooslruccao moderna
por preco commodo: na roa Nova, cocheira de
Adolpho Bourgeois.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira, ollera de muilo livce e espon-
tanea vontade, para as obras da igreja
do Divino Espirito-Santo, as seguintes
cautelas, da primeiraparte da terceira
lotera do ymnasio rernambucano.
4oitavos 11 2248, 4 ditos n. 2tW, 4
ditos n. -2343, 4 ditos n. 2544, tercos
n. 2587.2591, 3035, 3059, 3041e 3043,
quintos ti. 3476, 347%5478, 3479,
3480 e 3511 ; as quaes se acliam em po-
der do thesoureiro da irmandade.
Precisa-se para ensinar a tres meni-
nas em um engenho, de urna senhora que
para isso se"che habilitada, que tenha
boa conducta e todas as condiciies que
seexigempara urna boa mestra : a quem
convier procure no pateo da matriz de
Santo-Anlonio, sobrado de um andar n.
1,'que achara' a pessoa com quem deve
tratar.
Precisa-se de 4008 a joros de 1 1(4 por cenlo,
dando-se por seguranza nma casa nesta cidade qoe
rende 10 mensaes : quem qoizer dar annuncie pa-
ra ser procuradu.
I'reci-ii-se de una ama qne tenha boro Icile para
criar urna menina de 30 dias, paga-ea bem : na roa
do Collegio n. 2.
Sorvetes.
Domingo, II de novembro, haver sorvele das II
horas as 2 da larde, e dat 5 as 9 da noite : na roa
da Cadeia do Recite u. 15, primeiro andar.
O encarregado do casal do coronel Antonio
O brigue nacional MAHIA LUZl A, ca-
so Pedro Valette Filho, com brevidade
seguir ao porto indicado, tem grande ^es da-Cos,a &".. a>!isadu, P.de aos
parte do seu carregamento tratado : para
o resto, passageiros e escravos a lete,
(aos quaes da' as melhores acconimoda-
c/ies) trata-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & C, na rua do
Trapichen, l,segundo andar.
Para o Rio Grande do Sul
segua com brevidade, per ler parte da carga promp-
la, o brigue brasileiro Sympalhia : quem no mes-
mo quizer carregar o resto ou ir de passagem, enlen-
da-te com o capilao Candido Jote Francisco Goulart
bordo, ou na rua da Trapichen. 14, com o consig-
natario Manoel Alves Guerra.
ores do mesmo casal, que se dignein satisfazer
seus debilus anles do lim do correnle mez, alim de
nao verem seus nomes ntt columnas desla Otario,
como sera forzoso para se-evitar a prescripedo de
suas dividas, conforme o ditposto no cdigo commer-
cial, da qual salisfarao resultar reciproca vanla-
gem, evitando-se desle modo despezas judiciaea e
desgoilos.Jos Marques da Cosa Soares.
O abaixo assignado pede aos seos devedoresdo
nsito o pivorde mandarem remir suas ledras ha
muilo vencidas, antes do lim do correle mez, para
assim pnuparem despezas e detgoslos. llecife 7 de
novembro de 1833.
Jos Marques da Cosa Soares.
Aluga-se ou vende-se um escravo muito pro-
pro pira armarem de assucar, do que j lem maila
pratica : a tratar na roa da Cadeia do Becia a. 16.
Obras de
ouro as mais mo-
dernas .
_ Os aliauu asignados, donos da loja de ourives, na
. *ua do Cabog n. 11, confronte ao paleo da malti e
rua Novr, faiem publico, que csUo recebendo con-
tinuadamente muilo ricas obras de ouro dos melho-
res gestos, fanto para senhuras como para homens e
meninos ; os prerus conliuuam inesmo baratos como
lem sido, e pnssa-se contas com responsabilidad".
especificando a qoalidade do ouro de !*- Io'
lalts, Ikaudo assim sujeitos os n>'"' Por qualquer
duvida.Seraphim (v- ~*.
Alus e nina evccllenle luja propria para
miudezas ou qualquer uutrn estabelecimento, na rua
dos Quarleis o. 20, a qoal loja est prnmpla com urna
ptima armaran que se vende por menos de melade
do seu valor : a tratar na mesma roa, na padaria do
Sr. Manuel Antonio de Jesns.
Pcrdeu-se om ordem de 300$ sacada por Ma-
nncl Jos t'eruandw Hibeir a favor de Joaquim de
lieos Baptisla contra o Sr. Antonio Pereira Ribeiro
Ijuimaiiles, do Mo de Janeiro ; quem a achoo fara
o favor de a levar ua rua Direilo n. 2 junto ao paleo
do l.ivramenlo, que ser gratificado, visto que a dita
dem para oulra qualquer pessoa de nada vale por
nP*e dado as provideucias necessariaa.
A fesls de N. S. da Sotad a de, erecta na igreja
do l.ivramenlo, que havia Ho marcada para o dia
II do crtente, lica transferida em contequencia ata
se darem outras nesse mesmo dia. O preuramma da
fcsla ser annunciado pelos jornaes quando ella bou-
ver de se faz-T. O secretar i o inlcrino,
Alphau Odn da Cuulia loinnna.
A possoa que aottonciou a compra de urna cs-
crava moca, cnm bastante leite, dirjase a rua do
nueimado u. 9, que achara ormsqem Iralar.
Miguel Jos dos SanloajCoimbru previne ao
respeilavel publico, qoe enmprau a padaria sitajM
rua por delraz da matriz da Boa-Visla n. 26 al
mingos Jos da Conha Lages, cm 4 de outubro pro-
simo passado, livre e desonerada de lodos os dbitos
e onus a que a mesma eslava obrgada.
Candido Jos Lisboa, antigo discpu-
lo do Sr. padre Joaquim Kaphael da Sil-
va, approvado plenamente pelo lyceu
desta cidade, da' liqes de latim, francez
e portugus: na rua' de Apollo n. 21.
O proprielaro da linha de M-
NIBUS faz scienle ao respeilavel
publico, que llavera mais um m-
nibus na i.irecriio de Apipucos, vindo a ficar cinco
mnibus para aquello lugar, sendo as horas ola par-
tida do Recife 3 yi, 4,4 ; 5 e 6 horas AT tarde,
e o regresso de Apipucos, li, 7, 7 ',', 8 eg X horas
da roanhs, assim como haven nos das uleii, nm
mnibus do Recife para o Mouleiro a 7 ,'(' da ma-
nhaa, e oulro do Mouleiro para o Recife as 4 horas
3|4 da Urde.
O bacharel Joao da Silva Costa, mo-
ra no bairro da BoaVista, rua dos Praze-
res.
Precisa-se alugar umpianoem meio
uso : a tratar no armazem da rua de
Apollo n. 20.
I.cmliramos aos dignos eleitores desla provin-
cia, para que se dignem levar em suas dupas o Illm.
Sr. Dr. Candido Autran da Malla AlbUquerqoa, nm
dos mais habis advogados do nosso foro, digno por
sem duvida de oceupar urna cadera na assembla
desla provincia, pela sua illuslra$4o e firmeza de
caracler. Se lembramos aos dignos eleitores desla
provincia o Illm. Sr. Dr. Candido Autran he por co-
nhecermes muilo de perlo as boas qualidadet do Sr.
Dr. Autran, e eslarmot convicios do amor que o
mesmo lem a Pernambuco e ao sea progresso. O
Sr. Dr. Candido Aotran formou-se na academia des-
ta provincia, onde casou-se pela primeira e segunda
vez e leu educado seus filhos, e onde reside ha miis
de vinle tantos annos, be por eonsegninte digno das
altenroes dos illuslrados Pernamboeanos.
Alguns Pernamboeanos.
Precisa-so de um criado para fazer compras, e
ajudar algum servido de cozinha : no Pocinho, casa
(erreade vidracai. *
Precisa-sede um sacerdote para capello de um
engenho distante desla praca 7 legoas, e que lambem
cniine p nucirs Ictlras : a fallar na rua das Cruzes
n. 40.
Manoel He/erra Cavjlcanti faz scienle a quem
interessar possa, qoe comprou viuva Vicencia Ma-
ra de Jess o sitio denominado Agua Branca ou Sa-
pucaia, na comarca de Nazarelh, junto ao engenho
Pirao, ;uja escriritura foi lavrada pelo labellUo S.
Precisa-se de urna ama de bons roslnmes para
amametilar e criar um rescem-ntscido, prefere-se
urna prtla escrava : na rua de Sanio Amaro (Mun-
do Novo) n. 6.
Antonia Mara dn Coiicciro, por liaver outras
nomes iguaes, de hoje em diante se assignart por
Antonia Maria tiouzaga.
PRESEPE.
Troca-se por dinheiro, tira excellente
presepe de muito bom gosto : no ater-
ro da Moa-Vista n. 75.
Aviso aos pais de lainilia do Recite.
lima senhora habilitada e com muila pratica de
educar rriancas do seso femenino, ofTerece-sc aos
honrados senhores, que sendo queiram tervir-se do
seo presumo, a supplicante avisa com lempo para
ser procurada ; determina abrir um collegio no dito
lugar ; lite parece muito til e necessario, pois qoe
no ha ; c sendo queiram ir matriculando de boje
em dianle as suas fillias, sendo tenha urna collcccao
de 20 alumnas, ella vai para o dito lugar e recebera
pensionistas esternas e internas: quem lhe convier,
dirja-se rua do Ylgario, segundo andar da cata n.
13, que l se dir quem he o supplicante.
Precisa-se de naaa boa ama de laite : na roa
da Croz n. 48, segando andar.
da betiga-
V'ende-se esle ungento no estabelecimento geral
de Londres,n. 2U,S/rand,e na loja de lodos bo-
ticarios, droguistas e outras pessoas encarregadasde
sua venda em loda a America do Sul, Havana e
Hespanha.
Vende-se a 800 riscada bocetinha,conten) orna
inslrucsao em portugus fara explicar o modo de .
lazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
maceotico, na rna da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
0 AS'SESSOR FORENSE
O
o formulario de todas as* acco'es co-
nhecidas no nosso foro
PELO
DR. CARLOS ANTONIO COROWHO.
Acaba de ser publicada e acha-sc vraria da esquina du Collegio n -^ de Ricardo de
Freitas & C. a r--"' parte do Assessor Forense
contend- **"> du formoltrio do processo petante o
j0P, ( adoptado pelo goyerno ', nolavclmenle aag-
..lentado com lodas as pelicoes, despachos, e mais
termos que nelln foram a perlas indicados : 4
O formulario completo dos recursos.
O do processo de habeas-corpus.
O dos termos de bem Ive'r.
O dos t*rmetdesegoraava, qoer ei-oflkio, quei a
requerimento de parle. -
O formulario do procesto por quebrntenlo deslas
termos.
O de todos os procesaos policiaes. e que caera na
aleada.
O de suas appellaroes. \
O do processo por aboso da llberdadede intpratju-
quer por crime de injuria, qoer por crime de ca-
lumnia.
0 do processo de responsabilidade dos emprega-
dos nao privilegiados.
9 u*'Proe*^Por crime de contrabando.
Este Irabalho cha-se feilo com tanta minneosi-
dadaja clareza, que os Srs. joizes. delegados e sab-
leleWdos, escrivae, advogados, inspectores de quar-
teitao, procuradores, ou oulro qualqoer empregado
de jusliija, quando niio teoham mesmo ideia alguma
de processo, o pHerao instaurar e eonduzi-lo por
i mesmot rego^JT e legalmeole ; taes sao as expli-
catoes do Assessur Vorense. ,
Na casa cima indicada, vende-se lambem a col-
leccSo de principios, regras, mximase axiomas de
direilo em geral, pelo mesmo Dr. Cordeiro, obra de
immeiwa vantagem para os Sn. joizes, advogados
provisonados, ele, por isso'que nella se enconlra,
em ordem alphabelica, todas as regras, mximas da
direito, etc., com citacio das footes de onde silo coi
lidas.
O preco do Assessor Forense he 59 brochado, |a
6$ encadernado.
O da colleccio dos principios e axiomas de direi-
lo he 25.
KOB fl-AFFECTEUR.
O nico aulorisado por decisao do conselho real
a. decrelo imperial.
Os MBicos dos hospitaes recommendam o Arribe
de l.alTecteur, como seatflb nnico aulorisado pele
governo, e pela real socMRe de medicina. Esla
medicamento d'um gotlo agradavel, e fcil a tomar
em secreto, esta em uso na marinha real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente cm pouco tempo,
oom pouca despeza, sem mercurio, as affeccoes do
pelle, impjgens, as consequencias das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos partos, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; convni aos ce-
larrhos, a bexiga, as coatracees, e a fraqueza dea
urgaos, procedida do abuso das iojectoes ou de son-
das. Como nii-s> philiiico, arrobe cora era pooco
tempo os fluxos rcenles oa rebeldes, qoe volvem
iucessaules em consequencia do emprego da copai-
ba, da cubeba, ou das injcccGes qoe representara o
viras sem nealralisa-lo. O arrobe Lalfecleur [be
especialmente recommendado contra aa doencaa, in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio e ao iodureto de
potassio. I.isbunne. Vende-se, na botica de Brrala de
Antonio'Feliciano Alves de Azevedo,praca de D. Pe-
dro n. 88, onde acaba de chegar nma grande poroso
de garrafas grandes o pequeas viddas direelamenic
de Pars, de casa do dilo Boyveau-l-allecleur 12, ru
Bichee Paris; Os formuariaa dSo-ae gratis era
casa do agente Silva na praca de D. Pedro, a.
Porta, Joaquim Araujo ; Sabia, Liara & Irmit
Pernambuco,Soum; Rio de Janeiru, Bocha
Ihos ; el Moreira, loja de drogas ; Villa Nova, .
Pereira della&jis Lei le; Kio liranda, Fran
Paulo Caato / W
f CO^LTftRie flOJUEOPA-
1 THICO.
tA (Gratuito para os pobres.)
2 28. RUA DAS CRUZES 28.
O Dr. Casanova da consultas e faz visi-
tas a qualquer hora do dia.
Os medicamentos honneopalliir.os mais acre- I
dilados do Universo, sSo os que slo prepa-
rados pelos Srs. CATELLAN e WEBER,
pharmaculicos cm Pars: nata casa tem
tempre nm grande sortimenlo dettes me-
dicamentos em Unturas de todas as dyna-
misaroes; e em glbulos preparados pelo
proprielaro desle eslabelecimenlo: cartei-
ras de todos os lmannos, e muito mais en
conla do que em qualquer onlra parte.
I rarieira de 24 medicamentos. 69000
1 fraco de Untura a escolber. 13000 i
Tubos avulses, a :!00, 500 e 1.
Elementos de homiropalhia, 4 vol. 68001)'
N. B.Cada carteira eucerra os med- |
camenlus preservativos e curativos do cho-
lera-morbui.
MECHNISMO PARA EHGE-
RHO.
NA FUNMCAO DE FERRO DO ENGE-
NHE1RO DAVID \V. BOWNIAN, rVA
RUA DO BRUM, PASSANDO O 4|A-
FARIZ, .
ha sempre nm grande sormento dos seguintes ob-
jeclos de mechanismos proprios para en^enhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
coostruccSo ; taitas de ferro fundido e batido, de
superior qutlidade e de lodos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua oo animaes, de lodas as propor-
coes ; cri vos e boceas de fornalba e registros de bo-
eiro, flguilhOes, bronzes, parafusos e cavilhoas, moi-
nho de mandioca, etc., ale.
NA MESMA FUNDICA'O.
ie executaKtMa* as eacommendat com a snperlo-
ridade j WraaeMa, e oom a derida prastezae eom-
modidade asi araao.
H
t
r



a"*'n 01 BMMBUCO SBAOOA O NOVEMBVRO OE 1865

COMSLTORiO DOS POBRES
O &V NOVA 1 AM&kA 50.
O l)r. V. A. I.nbo Moscnr di consultas hoiueopathicas lodos os dias os pobres, desde i) horas da
mauhaa leo eio *ia, e m caso* cvirnordiivirio a qualquer hora do da ou noile.
Otrerec-e igualmente para pratiear qualquer operaco de eirurgia, e acudir promplameule a qual-
mulla* qaa csteja mal pulo, e cujascircunislauciasu"
quer
nao permiltam pagar ao medico.
SO MLT0R1U DO DR. I L LOBO 1USC0ZI).
5o RUA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddirina homeopalhica do Ur. G. 11. Jahr, traduzido em por
tufuez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirursia, anatoma, etc., etc.
209000
I!"
8000
209000
29000
309000
609000
I9OOO
39000
2000
Bita obra, a mais importante de todas as que tratam do esludo e>pratica da homeopathia, porlser a nica
contm abas fundamenlal <*'esla doulrinaA PATHOGENESIAOU Er'FEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO l>E SAUDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pea-
la que se querem dedicar a pralica da verdadeira medicina, inleressa a lodos os mdicos que quizerem
imeular a doulrina de Hahiieiuaun, e por si meamos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
taiois e senhores de engenho que esUo longe dos recursos dos med icos: a lodos os ca pitaes de navio,
I um 011 oulra vez nao podem deixar de acudir qualquer incommodo sen ou de seus tripulantes:
a todos os pas de familia que por circirmstaucias, que mm sempre podem aer prevenidas, sao |obriga-
doe a presUr iu continenti os primeiros soccorros em suas eofermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou Iradoci-ao da medicina domestica do Dr. rjering,
obra tambera til a pessoas que se dedicam ao esludo da homeopathia, um volu-
me grande, acompaohado do diccionario dos termos de medicina...... 109000
O diccionario dos lemos de medicina, eirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 39000
Sem verdadeiros e bein preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro 11a pralica da
homeopathia. e o propietario deste eslahelecimeulo se lisongeia de te-lo o mais bem montado posaivel e
ninguem dovida hoje da grande superiorido.de dos seus medicamentos. '
llolieas a 12 tubo grandes...................
Itoticas da 24 medicamentos em glbulos, a 109, 129 e 159000 rs.
Ditas 36 ditos a .
DiUa 48 ditos a...........'..''
Ditas 60 ditos a................
Ditas 144 ditos a................
1 abo* a tu Isos.......................
Frascos de meia ouca de lindura............'..." '.
Ditos de verdadeira tinctura a rnica................
Na mosma casa ha sempre i venda graude numero de tubos de cryslal de diversos Umanhos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por prseda muito coiumodos.
~ TRATMENTO H010PATHIC0.
Preservatico e curativo
00 CHQLERAMORBUS.
PELOS DRS
t2 ^^av jsfe 1E2 ." j^_ m m mm m v
u mslruccao aojovo para se peder curar desta euferraidade, administrndoos remedios mais eflicazes
para ata/ha-la, emquautose recorre ao medico, ou mesmo para cura-la iudepeodeute desles nos lugares
em que nao os lia.
RADUZ1DO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LORO MOSCOZO.
Estes dous opsculos contm as indieaces mais claras e precisas, so pela sua simples e concisaex posi-
i;ao esla a) alcance de todas as indiligencias, nao s pelo que diz respuilo aos meios curativos, como prin-
cipalmente aus preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parle em que
elles teiu sido postosein pralica.
Sendo o Iralamtilo homeopatliico o nico que tem dado grandes resallados no curativo desla horri-
veleofermidade, jolgamosa proposito traduzir estes dous importantes opsculos em liagua verncu-
la,;para dest'arte facilitar a sua leilnra a quero ignore o francer.
Vende-se nicamente 110 Consultorio do iradurior, ra Nova n. 52, por 29000- r.
Perdeu-se um cachorro d'agua no ]^Ji
dia24 do corrente, coin ossiguaes seguid-
tes :. todo branco, Com orelhas grandes,
curto, e eslava uta pouco tosquiado, tetn
apenas uiiu nodoa porbaixo de una das
orelhas, cosluma acudir pelo nome JOU-
Ll: quemo adiar 011 der noticia, di-rija-
sea ruado Ira piche ujd, armazem, que
sera' bein recompensado.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quciniKi/iu a sua aula para a ra do Ran-
gel n. II, oid,; continua a receber alum-
nos internos ee.vteinuo .l,.Sf|e ja' por mo-
quizer ulilisar desepequeo prestimos.
pode procurar no segundo andar da refe-! ^"ic de siaoneli
rida casa a' qualquer hora dos das uteis. I iccVnario dedl>.,^.!!0,,'eo,'a'l,'1, "
a, I Aulas completo de a'naliuia .Wbc'lUs' csl
sisa adaiLuntiiia.
Antonio Barboza de Barros, estabelecido com sala
de barbeiro na roa da Cruz 11. 62, primeiro andar,
chumba denles com esta preciosa massa ; na mesma
sala vendem-se e alugam-se bichas por commodo
prero.
Novos tivros de homeopathia em francez, sob
lodasde summa importancia :
Halincmaiin, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
_. Iun>e............209OOO
Teste, irolestias dos meninos.....08OOO
Hering, homeopathia domestica....."9000
Jahr, pharmaenpea homeopalhica. 69OOI)
1 Jahr, novo manual, 4 volumea .... I69OOO
Jahr, molestias nervosas.......69000
Jahr, molestias da pelle.......
Kapou, historia da homeopathia, 2 volumes 1
llarthinaiui, tratado completo das niqleslias*
dos meninos..........
A Tesie, materia medica homeopalhica. .
De Favulle, doulrina medica homeopalhica
Precisa-se de urna ama de leite, sem
ilho, tendo bom leite nao se olha a pie-
coi na ra estreita do Rosaiio. botica
n. 23.
O SOCIALISMO
PELO GENERAL.ARREU E LIMA.
Anda exislein aleuus ejemplares enquadernados,
oaiham-sea' veuda na loja de livro dos senhores
Kicardo de Frailas A C esquina da ra .lo Colleiiio,
e erp casa do autor, pateo do Collegio, casa amarclla,
no primeiro andar.
- Aluga-se um sitio com boa casa de sobrado, a
qual tem inultos coiumodos. sita na povoaro do
Mouleiro ; a tratar na ra do Trapiche u. 11."
Relogios
das melhores fabricas da Suissa, tanto de ouro como
de prala, ditos foliadosedourados ; vendem-se mais
baralo do que em oulra qualquer parte, na ra da
Cadeia do Kecife n. 18.
Precisa-se deSOUJ a premio por bopolheca,
pelo prazo de 6 mezes, pagando-se os juros adiauta-
dos, dando-seporsegurajau urna boa mobilia de ja-
caranda e um bom pianajb qual s vale 0009; quem
quizer anuuncie para er procurado.
A pessoa que por engao mandou reineller por
um preto urnas encommendas rua-do ijuuimado 11.
37, queira mandar buscar porque foram recebi-
das por engao.
Aluga-se o sitio grande de Parr.ameirim, aon-
de esteve o Sr. cnsul iuglez ; os prelendeules di-
njam-se ao Passeio Publico, loja n. 11.
Em cumprimeuto de ordem superior, o delega-
do do dislricto Iliterario da freguezia de S. l'r. Pe-
dro Goucalves, exige que lodos os professores qur
pblicos qur particulares desla ffeguezia Iheapre-
seulem at o lim do correnle mez mappas dos alum-
nos que frequeularam suas aulas co correute anuo :
ebemassimque os directores de eslabelecimenios
de insliucces particulares Ihe declarem os nones
dos pro/essores e professoras que nos mesmos ensi-
uam, a ra eo numero da casa era que se acham
collocados, e a licenca que da presidencia obliveram
para eslabclece-los.
Offerece-se um homem de meia idade para
caixeiro de qualquer casa de nenocio, o qual da fia-
dor de sua conduela, tem boa leltra e bastante pra-
lica de negocio de Tazendas. moldados ou padaria : a
fallar na ra de Saulo Amaro n. 16, loja.
Aluga-se Urna excedente casa para se passar a
fesla, na povoacao do Cachang : a tratar na mesma
com o Sr. Romualdo, ao lado da igrrja.
Precisa-se de um amassador que seja perito em
sua arle : na ra da enzala Nova, padaria n. 30.
LOTERA do gymnasio PERNAM-
RCANO.
AOS 5:000$, 2:5000 E 1:000'.
O cautelista Antonio da Silva Guimaraes, lem ex-
posto a venda os seus rauito afortunados bilheles da
primeira parte-da lerceira lotera do Gymuasio, a
qual corre no dia 17 de novembro correte, os quaes
estao a veuda as seguiules lojas : alerro da Boa-
ns. 48 e 68 ; na do Sol n. 72 A ; ra do
Visla
Rangel
16 ; ra
t l. MI DENTISTA.
0 coujua a residir na ra Nova n. 19, priiuci- 9
# ro andar. 0
Eat a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXT RBIDO DE RUOFFj
-^KHAUSEN E 01
c pofol'JaHRam alpliabelica, rom
abreviada de todas as molestias,
lgica e Ibarapeulica de todos u
meopalhiros, seu lempo de accao
seguida de um diccionario da sigMpac;io de todos
' slennos de medicina e eirurgia, fjenlo ao alcance
das peaio.is do povo, pelo
. A. J. DE MELLO NORAES.
Subs<:rove-se para esta obra no consultorio homeo-
ptico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
primeiro .ndar, por 58w0 em hrochura, e 6900,
eocadernado.
C^SCLTORIO MTAL
nOWEOPATHlCO.
109000
83000
70000
69000
49000
OOOOO
..tlla es-
lampas coloridas, contando a deM.,i,lcn
de todas as parles do corpo humano 30aom
vedem-se lodos esles livros 110 consultorio horneona-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 5o nri
meiroaudar.,
, Dasdez s nove, freguezes,
A sorveleira esl prompta ;
IJm sorvete a dous tuiloes,
Nao ha cous mais em conla !

(Gratuito para os pobres.)
Hun i/e Sanio Amaro, 'Mundo-Soco) n. 6.
(J Dr. Sabino Olegario Ludgero Pk
vjtjcauiullas lodos os das desde s 8 hor
?*iiiai)liia at as 2 da UHria.
5[ \isita os enfcnnos^Hbeus domicilios, das
2 llora em diaute; irlPem casos repentinos
e di! molestias agudas e graves aa visitas aero
feilas em qualquer hora.
molestias nervosas merecen) Iralaincnlo
espacial segundo meioi hoje aconselhados
pelos pralicos modernos. Esles meios exis- ;
lert 110 consultorio ceatral.
EX3E98K8Ka@83BSS3a
Massa adamaatini.
Ue ceriiloiente reconheeida a excellencia desla
preparaejo para chumbar denles, porque seus resul-
tados sempre felizes sao j do dominio do publico.
Sebasliao Jos de Oliveira fax uso desla preciosa
massa, para o lim indicado, e as pessoas que qaize-
rem hoora-lo dispoudo de aeus serviros, podem pro-
cura-loua Iravessa do Vigario n. I, >ja de bar-
kei.ro.
a i>* m s 9s 9 o
2 DE1ITISTA FRAS'""
iou, dentisla,
1 < larga do Rosario n. 36,
[ loca de ules com a pressio
in a massa ada;

Recitado em 4 VH&'n4B da 1
dependencia Iflrasil, no solem-
ne Te-Deum q le os habitantes da im-
perial dade de Nictheroy,
;:eram celebrar no dia 7 de se-
temb o de 1855,
PBLO
SH. JttAlJI IH PIMO DE CAMPOS,
Conegohonorario ta cnpella ini-
Serial,ofilcial la orcloin da Rosa,
epatado a>jsembla eral pe-
la provincia de i'ei miiulmcu ,
professoralcclouucm'ia nacional
tu- anttro ljcu da cidade do Re-
cite, bibliotliecario da Kactilda-
de de Direlto da in< 111a cidade,
e socio correspondente do Insti-
tuto histrico do Brasil, etc.
5|o discurso impresso e vendido pelos Srs. La-
*rt 4; Companhia, do Rio de Janeiro, por gra-
ciosa liceuc do autor, vende-se na livraria n. 6 e 8
dapcacada Independencia, a 19000 cada, ex#m-
plar.
Precisa-se do um escravo por alugucl para o
serr.co de orna pequea familia : na ra do llospi-
. giaV. 7. p
... "Alaga-so o segunoo andar da casa da ra do
lrapieheu. l, propria para wcriplorio, ou neque-
ua familia : a tratar ua mesma casa.
LOTERAS DA PROTlHCIaTis
y lllm. Sr. thcourejiomanda fazer pu-
blico, que se acham a venda narbesoura-
ria da loteras, na rua da Praia n! 27, os
billictes da primeira parte da terceira
lottxis do Gymnasid, cujas rodas andam
impreterivelmante no da 17 do andante
mist. Thesouraria das loteras 5 de no-
embrode 18").").Lui?. Anfonift. Rodri-
gues de AltneiJa, oscrivao das loteras.
- Aluga-sa pelo lempo da feata e por preco com-
.le, um sitio na Torre, margem do rio, cercado
e maro etc. : na rua de Santa Crux n.70.
liapuzes do graude lom,
Oi da Ierra e d'alem mar 1
Se vos queris refrescar
Com bello, gosloso o bom,
Deveis a bolsa afrouxar.
Ha sorvele dtfklnaz
No Rosario jumo ao becce :
O Soares que n3o he peceo
Tem na venda l.i p'f iraz
Um pelisco doce^H
Suem ueste lempo calmoso
esmo co'a bolsa mirrada
Sorveleoa agua nevada
Eui:eitta'slaaaenl,oso
Preferisaffa limonada.':
Ao RosanofHpagOea I
Nao choris pouco diobeiro
Que o Soares he baraleiro :
Corlai da bolsa os cordoes:
Nada de penoa e liuleiro.
Aluga-se-
para se patsar a fesla duas|casas na Torre, cada ulna
com 3 quarlos, 2 salas, cuzinha fura, copear, a muilo
rresc, quarto para escravOs e estribara, por com-
modo preco : a tratar alraz da matriz da Boa-Visla
LOTERA da piiyinoa.
AOS 5.-000.V, 2:500$ E 1:000$.
O caulf lisia Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior le* exposto a venda os bilheles e cautelas da
primeira prle da terceira loleria do G\ muasio, que
corre sabbado, 17 do correnle, aos precos abaixo
as lojas. da praca da Independencia ns. 4, 13, 15 e
40; rua Direila n. 13 ; e rua da Praia, loja de fa-
zendas n. 50. Sendo pagas por ioleiro as sorles
grandes que obliverem suas ditas cautelas, na rua
do Collogio n. 21, primeiro andar ; e asquesahi-
rem em seus bilheles inleiros lambem o posluidor
recelie a sorle por iuleiro, sendo os oito por ceolo do
referido cautelisla, e o competeulc premio do Sr.
Ihesoureiro.
Recebe por ioleiro
s
Bilheles 59500
Meios. 2J800
Tercos 19880
Quarlos 19*00
8 oiolos I9120
itavos 700
Decimos 560
Vigsimos 300
5:0009000
2:5009000
l:(66Boof>
1:2508000
1:0009000
6259000
5009000
2509000
54 ; praca da Independencia ns. 14 e
da Cruz n. 43. e rua do Pilar n. 90.
PRECOS.
Bilheles inleiros 59500
Meios 23800
Quarlos 19100
Oi latos 700
Decimos 580
Vigsimos 300
O mesmo cautelisla declara, que aranle nica-
mente os seus bilheles inleiros em origiuaes, pagan-
do os premios sem o descont dos oito por cenlo do
-roposlo geral.
Aana Mara Theodora Pereira Duro, viu-
va do finado Luiz Eloy Durao, seos lilhos e genro,
previnem ao emprezario ou companhia da estrada de
ferro desla provincia, bem como a seus ageules, ad-
ministradores, correspondentes, acciauislas e direc-
tores, que nao fac.im Iransaeco nem contracto al-
gum com a adminislrafao prsenle ou Tulura do hos-
pital de carirtade desla cidade a resoeilo da Illia do
Sogueira, porque ella se acha era litigio entre os
nnuncianles, o dito hospital; os herdeiros da falle-
cida Felicia Antonia do Amorim e oulros, e islo des-
de 1824, sendo que a causa corre pela 1.a vara do
civel desla mesma cidade (escrivo Baptisla); e pelo
prsenle os aiinuncianles proteslam contra lodo e
qualquer co que sem sua audiencia e consenlimen-
lo se tiver pralicado, ou houver de praticar relativa-
mente ao dominio, posse, usofruclo, e occupacJo
4nuclla ilha. '
cisrseNoral!lS.C.0lieB0 "' 21' se?UDJ ">*" Pre-
c sa-se por alugu^i e uma am rf. <
nl.a mullo bom e abuod.uie i.ilc. J
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
a yenda os novos bilhetes
rta, do recolliimento de
, que devia correr a 5 ou
mez: as listas esperam-sc
pelo vsJRrr PARAN", (|ue part.ra' in-
falbvelmente a 10 do corrente, e deve-
ra" aqui/:hegar a 17 ou 18 : os premios
sao pagos a distribuicao das mesmas lis-
tas.
COMPRAS.
Em Goanna, becco do Pavao n. 14
armazemdeAranha&Albuquerque, com-
pra-se toda equaiquer porc-o de assucar
e paga-se por bom preco,
f.ompra-se um escravo de meia idade para Ira-
lar de um cavallo; assirn, como uma casa Ierres
em Apipucos ou Monleiro, que nao exceda de 500b
a 6009 : na rua da Cadeia do Recite n. 16.
Compra-se uma escrava moca, sadia e que le-
nha bom e abundante leite : quem tiver anuuncie
para ser procurada.
Comprararse acedes da divida provincial!: na
jua larga do Rosario h. 36, segundo andar.
Compra-se um carro de carregar fazendas, o
qual esleja em bom estado : quem o liver anuuncie
por esla rolha, 011 entenda-se na porla da alfandega
com Ovidio Kerreira da Silva, que dir quem com-
VENDAS.
O cautelisla,
Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior.
D-se 9009 a premio com hypolheea em uma
casa em um dos tres bairros desla cidade : quem o
quizer, eolenda-te com o Sr. Jos Caelano de Car-
valho, na botica do Sr. Barlholomeu Francisco de
Souza, na rua larga do Rosario n. 36.
Aluga-se uma caa de um andar e sotAo com
quintal as seguales roas: Augusta, Direila, Li-
vramenlo, ou em oulra qualquer rua da Boa-Vista
quem quizer procure na rua da Praia, armazem de
carne u. 29, ou anuuncie por este Diario para ser
procurado. r
Acaba de chegar nova pimenta da Jamaica,
exceilente para temperos, assim como sag", cevadi-
,^,L ml^S : "," arma""' de Paula & Sanios,
rua do Amorim n. 18.
i"^.Mrreda~,l,r ,UIDa da* '"J" d0 sobrado n. 11 do
alerrVda Boa-Visla, oflerecendo mesmo commodo
para familia : a iralar no mesmo sobrado.
Attencao.
Precisa-se de oflicaes de,alfaiate, que
saibam fazer obra grande: na rua da
Madre de Deosn. 30.
Para os lerceiro franciscanos a nova e verda-
deira eslameoha ; em easa da Narciso Jos da Cosa
Pereira, no paleo do Carino n. 2.
Carros fnebres
No eslahelecimeulo de Jos Pinlo de Magalhies,
silo no paleo do Paraizo, casa n. 10,. enconlram-se
canos fnebres para defunlos, donzelas e anjos com
ricos rnalos seguudo as orden.-, de cada um, alu-
Sain-se cauoe para una e oulros, e vendem-se mor-
latas de piulio de lodos os lamanhos. Encarrega-
se de tirar licencas parochiaes, guias da cmara, for-
nece vestuarios para defoulos e anjos, armacf.es em
casas e igrjas, carros de passeio, cera, msica, e
ludo o mais que or uecessario, por precos commo-
dos e promplido.
Guerra do Oriente.
Retratos dos principaes generaes, e estampas co-
loridas de algomas balalhas : na rua Nova 11. 9.
Amansadores.
Precisa-se de dous amassadores que entendam
bem do servico de padaria ; paga-se bom ordenado:
na roa Impenal n. 173.
iolliiiifias
, PAR 1856.
Estao a venda as bem conhecidas fo-
Ihinhas impressas sjesta typograpliia, as
de algibetra a 520 e as de porta a 160; as
de algibera ale'm do kalendario ecclesi-
astco e civil, conte'm um resumo dos im-
posto* munioinaes, provinciaes e geraes
3ue afl'ectamflpaas asclasses da socieda-
e, extracto dos regula montos parochiaes,
docemitero, enterrse sello, tratamen-
to de varias molestias, inclusive a do cho-
lera, contos, variedades e regras para fa-
zer manteiga e queijosde diRrentes qua-
lidades: vendem-se nicamente na lvra--
ra n. 6 e 8, da praca da Indeprndenca.
No im do mez sahrao a luz os alma-
naks, assim como as folhinhas deresa.
Oraco contra a peste e o cholera-
morbus.
Aclia-se venda na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia um folhelinho com difieren les'ora-
<;oes contra o cholera-morbus, e qualquer oulra ness
te, a 40 rs. cada um.
Vende-se um moleqae de Oannos : na rua das
Cruzes 11. 9, loja.
Vende-se uma morada de casa lerrea, na qui-
na da rua de S. Jos n. 29 : a Indar na mesma, e la
se dir quem he o dono.
Veudem-se chAoa do differentes larguras, a
vonlade dos compradores, para fazer casas, os quaes
lem perlo de 400 palmos de fundo, e silo plantados
de arvores de fruclo alindadas em boa ordem.silos na
rua da Esperance, que he a que se abri da Soleda-
de para a Estancia: a tralar com Mauoel Pereira
Telxeira, morador 00 mesmo logar.
Erva mutle.
lie chegada de Paraguay a verdadeira erva malte,
e vende-se 110 Forte do Mallos, rua do Codorniz,
taberna n. 9, a 79500 a arrobat c a 320 a libra.
Vendem-se Iraves de qualidade e de louro, de
id e SO palmos, 2 canoas pequeas de 1 s pao, sen-
do 1 da ainarello e oulra de bordaozinbo, ludo por
presos commodos para fechar conlas : os pretn-
danles dirijam-se a Anlenio Leal de Barros, na rua
do Vigario n. 17.
Vende-se uma negrinha de 9 para 10 annos,
com principio de costura : as Cinco Ponas n. 136.
PIANOS.
Vendem-se em casa ate Henry Brunn &
C rua da Cruz n. 10, ptimos pianos
chegados do ultimo navio da Europa.
Chegueui fregueses noque he bom e ba-
rato para o paasamento da i'esta.
Na taberna da rua Nova 11. 50 ha hora doce de
Solaba, queijos fresces, champagne da melhor, pre-
sumo, paios, rdouriras, superior qualidade de mau-
teiga, chocolate e bolinhosde Lisboa, a melhor qua-
Wade de cha l.ysson e do Rio, cm latas de 1 e 2
libras, velas de espermnrele, bolachinhas de aramia
e ingleza, muilo superior louciiiho de Lisboa, e ou-
tras mullas cousas.
Na rua Direila u. 8, primeiro andar, se dir
quem vende uma casa lerrea feila a modernas, c bas-
laute grandeva as Cinco Puntas.
Atteueao.
0
Francisco Jos
Germano,
lelojoeiro suisso, na rua
Nova 11. l,
lendo recebido um rico sorlimcnlo de relogios de
ouro auissos, cdrouomelros, meios chronomelros,
patntese orisoutaea, de segundos, independenles, de
uma nova invenrao, que para se dar corda uo ue-
cessita de chive, cujos estiverain ua eiposicjo de
Paris ; assim como orisonlaes de prala, dourados e
foliados, os quaes sao dos melhores fabricantes, e por
cujos se responsabilisa por um ou dous anuos o seu
regulaMenlo, e quanlo ao preco se vendem mais ba-
ratos que em oulra qualquer parle ; assim como ua
ino-iiu arharao um cmplelo surlimenlo de relogios
patente inglez, linio sabouele como de vidro, por
prei.os baratissimos. Na mesma existen) consta lile-
mente relogios americanos com disparlador e sem
elles, de um goslo muilo agradavel e por precos mui-
lo em coula, que s visla os freguezes poderAo
avallar.
. Vehdem-se no armazem no caes do Ramos n.
4, saccas com milho, chegadas ds Mamanguape, de
superior qualidade.
Vende-se a casa da rua da Gloria n. 10: a Ira-
lar na relinacau da rua de Hurlas 11. 7.
Vende-se um laboleiru envidracado para ven-
der Tazeudas ; ua rua da Moeda, sobrado n. 23.
Veu'de-se uma tela de nacao, boa cuzinheira
lavadeira e enaommadeira, com 28 anuos de' idade :
ua rua da Guia u. 34, primeiro andar.
MIL'DEZAS BARATAS PARA ACABAR.
Vende-se a loja de miudezas 110 aterro da Boa
Vista 11. 82, cora pouco. fundos, ou a relnlho, seudo
pelos precossemiiules: lindas de 11. 40 a 80 19, di-
'* de crea a 19, raeias para senhuras muilo boas a
jOOe 240 rs., pellae de uiarroquira a 19600 a pelle,
lio para sapaleiro a 680 rs. a libra, grampos a 60 rs.
o maro. Iinhas de carrilel de cores a 20 rs., ditas de
00 jardas a 60 rs., creides seis por 20 rs ditos de
chumbo 40 rs., sapalos de marroquim a 560 rs., Ra
de seda de todas as cores a 60 rs. a vara, ditas de ve-
ludo a 100 rs.- a vara, colxeies a 40 rs., ditos fran-
cezes a 70 rs., sapaif.es de loslre a 29800, cenlos de
armacao a 160 rs., ditos de cantalha a 60 rs., lixa a
20 ra., espelhns a 180 rs, marcas para jaqula a 80
rs., papel de cores a 600 rs. o pacole, dilo almaco
perlino a 39, filas de lindo a iO rs. a peca, ditas de
cores a 30 rs., Icsouras linas a 120 is", e oulras
mullas miudezas que estarlo patentes a visla dos
compiadores, assim como se veude a armacao da
mesma toda euvidrarada e envernisada, propria pa-
ra qualquer eslauelecrfcenlo, por preco muilo favo-
ravel.
Vende-se uma ca,sa de laipa minio bem feila e
muilo propria para passar a fesla, na Capunga, sil
no pollo do Jacobina, lem um quintal bastante gra'
de de comprimenlu, e lem ..0 palmos de freuti
quem a pretetJUer, dirija-se a rua Direila n. 93.
l.'niao, na rua da-Cruz n. 40,'
ha para vender umsortimenlu de conservas finas co-
mo pitcls pois, sardii.es, asperges, laogue de buf-
pale de feiesaucisses, beafslak, chaponneau au jara,
bon, poulet au jo d'ecrevisse, Iriean^eau de veau;
assim como diversas qualidades de viuho>, como
Champague, Xers, Madeira, Porlo de oplima qua-
lidade, vinho djsjJMo;a hranco antigo) e linio, di-
versos licorejjpfmel, etc., cognac engarrafado,
lambem lia^Haeos aceiados au modo europeu a
qualquer a^pr
J^|de-se urna negra moca, muilo sadia, que
cozM H eli..r 10 de u..... casa, engomina solTrivel e
'avaaBpilo bom ; no comprador se dir o motivo:
na rua do Rangel 11. j, das 6 horas a s 8 'i da raa-
nhaa. i
Vende-se um escravo de bonila figura, possali-
le e muilo fiel,.idade 18 anuos, com principio de
niarrineiro. en laude de co/.inda. ptimo para pa-
cem, bolieiro. iHSsjpmazem de assucar, assim como
uma escrava de30 anuos, engummadeira. lavadei-
ra, cozinheira equilanaVira, ambos muilo sadios :
na rua de Hortas u. 82.
Vendem-se duas mezas de eniommar. novas :
ua rua da Seuzala Nova o. 38.
Vende-se a casa lerrea n. 33, sila na rua de
Mocotolomb, nos Afogados: a Iratar na rua do
Queimado n. 21.
lelas.
Vendem-se excellenles velas de carnauba pura de
6, 7, 8, 9, 10 c 13 por libra, por menos preco do qde
em oulra qualquer parle : na rua Direila 39, ua
fabrica da viuva do finado Brilo.
Vende-se Itm moleque de 14 anuos de idade,
sem defeilu : na rua estreita do Rosario n. 31, ar-
BMoai.
Vende-se uma porcjlo de pipaa asas que fo-
ram de agurdenle, despejadas ha pouCo : na rua da
Guia n. 64, segundo andar.
Vende-se um palanquim era bom estado ; ua
rua da Guia, taberna n.9.
Vende-se rap de Lisboa a 60 rs. a oilava : na
praca da Independencia, loja 11. 3.
r Vendem-se 100 saceos que foram de farinha
de trigo ; na rua da Senzaia Nova, padaria n. 30.
Na rua do Vigario n. 33, veude-se uma boa
escrava de 24 aunos de idade, oplima para lodo o
servico.
Vende-se na rua da Cadeia do Re-
cite, lojan. 19, obrcias muto inas en-
carnadas proprias para reparticOes, por
ja esta tem coitadas do tamanho dos ca-
rimbos, e pelo ipreco de tyOOO uma libra.
Vendem-se saceos com gnmma muilo boa, cou-
rinhos de cabra, esleirs de palha de carnauba, cera
de carnauba e sebo, ludo por prec;o commodo: no
armazem da rua da Madre de Dos 11. 2.
VINHO 1XEREZ.
\ ende se superior vinho de Xerez em barrisdo
1|4. em casa de E. H. Wyalt: rua do Trapiche
i). 18.
Relogios' cober-
tos e descobertos
de ouro, paten-
te inglez.
. Vendem-se no escriptorio do agente de
leloes, Francisco Gomes de Oliveira. rua
da Cadeia do Recifen. 62; primeiro an-
dar, os mais superiores relogios cobertos
e descobertos de ouro patente inglez, de
um dos mais afamados lubricantes de Lon-
dres, vindos pelo ultimo paquete inglez, e
por menos preco do que em outra qual-
quer parte. '
Veude-se bico de blunde hranco e prelo de seda
verdadeiro, 30 por cenlo mais barato que em qual-
quer oulra parte, e de luda as larguras muilo boni-
tas fitas dito : na rua Nova casa de relojoeiro n. 22.
a viso aos fregue-
zes.
A taberna da rua Nova o. 50, lm deseachar
completamente sortida, (em, que chegou de prxi-
mo, Utas de 1 e 2 libras com mullo superior cha, e
que visla da qualidade e do goslo, os compradores
se conveocerao, aaaim como vende-se ludo por mui-
loTiaralo preso.
A boa fama
VENDE BARATO:
Libras de Iinhas brancas ns. 50, 60, 70 80 19100
Libras da dilas ns. 100, 120 e 130 19280
Du/.ias de Icsouras para costura 19000
Dui.ia de ditas mais Tinas 19280
-Macos com 40, 50 e 60 pecas de cordo
para vestido 240
Pecas r m 10 varas de bico estreilo 360
Du/iade dedaes para senhura 100
Caixinhas com aguldas francezas 160
Canas com 16 novellos (je liudasaje marcar 280
Gruzaa de bolees para carniza 160
Pulceiras encarnadas para meninas 240
Dilas grandes para seuhnra 320
Pares de meiaa linas para senhora a 240 e 300
Meadas de Iinhas muilo finas para bordar 160
Meadas de Iinhas de peso 100
Crozas de doif.es muilo finos para calcas 280
Babadus de lindo aberlos e bordados 120 e 240
Carleiras linas de marroquim para algibera 600
Kivclas dourad is para calcas e collele 120
Tioleirose areeirosde porceJana,u par 500
Charuleiras entrefinas |j()
Duzias de torcidas n. 14 para candieiro 80
Penles de verdadeiro bfalo para alisar 300 e 500
Pecas com 6M|2 varas de fila branca de lindo 50
Caixascom clcheles francezes 60
Carriteis de Iinhas de 200 jardas de boa
qualidade 70
Macinhos com 35, 10 e 47 grampai 60
Suspensorios, o par 40
Cumiis de Iinhas de 100 jardas, aulor Ale-
jandre 40
Alm de todas estas miudezas vendem-se oulras
muilissimas. que visla de suas boas qualidades
baratos precos causa admirado aos compradores
na rua do ijucimado. nos qualro calilos, na bem co-
ndecida loja de miudezas da Boa Fama o. 33.
Bous gostos e de
boas qualida-
des.
Na rua doQueimado, uosqualrocautos, na secun-
da loja de fazendas 11. 22, defroule do sobrado ama-
relio, vendera-se fazendas por precos que real-
mente fazem admirar ao publico : Panno prelo
linissimo, prova da limflo, para caaaeaa e palitos,
pelo* baratsimos precos de 29500, 39500 e 59000
o covado, casemira preta de superior, qualidade
a 29 e 29600 o covado, alpaca preta muilo lina a
400. 500 e 600 rs. o covado, corlea de colleles de
fusloes da bonitos padroes e cores Das a 700 o 900
rs., chales prelos de Ua e seda muilo grandes a
29800, chapeos de sol de seda pralos e de cores, fa-
zenda superior a 69500. camisas francezas pintadas
para homem a 19280. riscados da India muilo finos
e largos e moito bunitos para vestidos a 280 o cova-
do, setim prelo ruaco, fazenda muilo superior a 39
o covado, sarja hespanliola muilo superior a 2,400 o
covado, merino muilo fino a 29000 o covado, meri-
no setim o mais superior que pode haver e muilo
proprio para palito a I96O o covado, chapeos de sol
de panninho a 19600, chitas francezas muilo linas e
largas, de novos padroes a320ocoado, fil de li-
ndo liso e com flores a 19 e 19440 a vara, luvas de
pellica de Jouvin para homem e senhora, chegadas
no ultimo navio francez a 19800 rs. o par, lavas de
seda de lodas as cores com hellas a 19280, camisas
de meia muilo finas a 19, luvas de fio da Escocia
brancas e de cores 400, 500 e 600 rs. o par, man-
as-de seda para grvalas, prelaa e de cores, muid.
boa fazenda a 19280, panno fino azul de superior
Iualidade a 49 o covado, .ricas romeiras de relroz
dadas a II.-, lencinhos de relroz fra11ce7.es a
', cas-tas francezas muilo finas e de bonitos pa-
a 300 rs. o covado, cambraia finiasima de sal-
19 a vara, camisas francezas muilo finas e
feitas para homem a 29500, e 29800, corles de
cassas para sesudos de douitoapadrf.es e com 7 va-
ras a 25 o corle, lencos brancos ale cambraia de li-
ndo muilo linos e grandes a&la du/ia, ricos chales
de chal)- com iislras de serlPe daslanle arandesa
89, dilos de merino muilo finos e lisos a 69, luvas
prelasdc torcal, de Lisboa a 191,20, cdally amarello,
fazenda superior e que muito se usa para vestido a
800 rs. o covado, romeiras de cambraia com Uros
de ricas fila de seda a 19280, Bravatas de seda de
bonitos padroes a 640, soeias da laia para padres a
29 o par, cortes de casemiras Usas e de bonitos pa-
droes para calca* a 59, brin/.inhs de lindo de bo-
lillos padroes a 240 o covado, brim Jraucado de puro
linho e de bonitos padroes a 800 i;s. a vara, lapim
prelo linissimo, proprio para vestirlos e batinas de
padre a 19280 o covado, riscadinlios francezes muilo
liuos e bouilos padrfiesa 240 ocovadn, meios lencos
prelos para grvala muilo superiores a 19, lencos
brancos de cambraia muilo linos a300rs., ganga
amarclla muito superior a 320, meias brancas tina-
para senhor* a 240. 300 e 400 rs. u par, ditas prelas
muilo finas a 320, dilas para domen), Uzenda su-
perior, seudo brancas, prelas e croas a 240rs. u par.
Alm de todas estas fazendas oulras muias que s 4
visla das boas qualidades he que se pdem ver o
quanlo sao haralas", aliaucando-se aos Srs. compra-
dores que nesle eslabelecimenlo uo ha fazenda al-
gomaque seja avariada, esim ludo sem avaria, de
bous goslos e boas qualidades.
A boa fama
VENDE BARATO:
Lencindos de relroz.de todas as cores para pesco-
co de senderas e meninas, pelo barat preco de 19,
baraldos de cartas finissimas francezas para volturete
a 560, toucas de laa para senhuras e meninas a 640,
luvas muilo finas de fio da Escocia brancas e de co-
rea para homem e sendoras a 400, 500 e 600 rs. o
par, meias brancas e croas para homem, Uzeada
inuilissimo superior a 160, 200 e 240 o par, luvas de
pellica de Jouvin brancas e amarellas para homem
e senhora a 19900 o par, camisas de meia muilo li-
nas e de pura Ua para homem a 39000 rs., dilas de
algodio muilissiroo finas a 19 e 19200, tesouras mui-
lo linas para papel a 19500, ditas superiores para
barbeiro a 19500, leques muito finos a 39, ricas abo-
toaduras para collele de madreperola e de melal a
500 rs., dilas para palitos a 600 rs., carnudas com
phosphnros proprias para charutos a 20 rs.. ricos jar-
ros dourados de porcelana para flores de diversos la-
mandos e pre^s, ricas filas de seda lavradas e lisas
de lodas as cores e larguras, escovas finissimas para
roupa, dilas para cabello, trancas de seda de boni-
tos padroes de diversas larguras e cores, navalhaa fi-
nissimas para barba, caivetes linissimos e da lodas
as qualidades, bico* finos de lindo de bonitos padroes
e diversas larguras/ricas franjas de algodao braucas
e de cores para corlinadoa, icsouras para coslura as
mais finas que de possivel enconlrar-se, e oulras mui-
lissimas cousas que ludo se vende por Uo baratos
precos que aos proprios compradores causa admirn-
c.lo: na rua do Queimado, nos qualro canlos, na
bem condecida loja de miudezas da Boa Fama n. 33.
A boa fama
J .uualid,-
%:
49500
.teooo
19100
19400
VENDE BAR ATO:
Ricos peples de tartaruga para cabeca
Dilos de alisar lambem de tartaruga
Ditos de marfim lambem para alisar
Dilos imitando tartaruga para cabeca
LinrJes meias de seda de cores para crianzas 19800
Meias pintadas fio ds Escocia para enancas210e 400
Bandejas grandes e de pintura* linas ,'lcOO e I9OOO
Papel almaco greve e paulado.^resma 49O0O
Penoas finissimas bico de lanca.groza 19200
Ditas muito boas sem ser de lauca,eroza 640
Oculos de armacao de aro com graduarles 800
Lunetas com armacao de tartaruga 19000
Ditas com armario de bfalo 500
Toocadores de Jacaranda enm buns espaldas 39000
Meias de laia muilo superiores para padres 29000
Ricas bengalas de canna Com lindos casle* 29000
Ditas de junco com bonitos castes 500
Ricos edicotes para domem e senhora a le 19200
Meias prelas de algodao para padrea, o par 600
Grvalas de seda de todas as cores 19 e I92OO
Pilas de velludo de lodas as cores, a vara 160 e 320
Atacadores de cornalina para casaca 400
Ricos reloginhos para cima de mesa 49000
Suspensorios finos de borracha, o par 400, .500, 600
Penles muilo finos para suissa 500
Escovas muito finas para cabello 610
Capacho* pintados muilo bonilos 700
Roldes linissimos da madreperola para ca-
misa, a groza 1^200
Alm de ludo isto vendem-se oulras muiliis cou-
sas, que avista das qualidades e precos faz admirar:
na roa do Queimado, uos qualro caulos, na loja de
miudezas da Boa Pama o. 33.
COGNAC VERDADEIRO.
Veude-se o verdadeiro cognac, lauto em garrafas
como em garrafOes: na rua da Cruz o. 10.
CASEMIRA PRETA A 4*500
0 CORTE DE CALCA.
Veudem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
a-lla para a rua da Cadeia.
' FLOR DE FLOR.
A Farinha de Santander Flor de Flor,
lie a mellior farinha de trigo (jue existe em
todo O mundo, porisso sempre he qual li-
rada a mais superior em todos os merca
dos, aonde tem sido importada ; he esla a
primeira vez que vem a este mercado,
porm garante-se a veracidade da infor-
marlo : vende-se nicamente no arma-
zem de Tasso Irmaos.
Vende-te uma grande aseada Usa de 22 palmos
de comprido a 4 1|2 de largura, oplima para solo,
de madeira pella-marfim, muilo bem feila, por pro-
co moito barato, para desocupar o lugar: na rua de
Hortas n, 82.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENIORA.
Indi na de quadro* muilo fina e padroe novos ;
cortes ile laa de quadrot e flores por preco commo-
do : ve ide-se ua rua do Crespo loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
Veudem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia d) Recile, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios Ufaneados em Inglaterra, por precos
m odios.
LEONOR D'AHBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amhoise, duqueza He Breta-
nha, 2 volumes por lsQOO rs., na livraria
n. t e 8 da praqa da Independencia.
Vende-se cal em pedra chegada no ul-
timo navio de Lisboa, e potassa americana
da mais nova : no nico deposito da rua
de A folio n. "2B, de A. J.T. Basto &
Companhia.
$*t*@ssG3a6*a
Deposito de vinho de cham- W
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do. cpnde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
oife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a t.s'000 rs. cada caixa, acha-se
8 nicamente em casa de L. Le-
oomte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
A goConde de Marcuile os r-
& tulos das garrafas sao azues.
Ei
POTASSA E CAL YIRGEI.
No antigo e ja' bem conhecid deposi-
to da rua da Cadeia do Recife, escritorio
n. 12, ha para vender muito superior
pot.issa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e calvirgem de Lisboa era pedra, tu do a
precos muito avoraveis, com os quaes -
cariio os compradores satisfeitos.
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de K ostrn Ro-
oker #C.
Vende-se ac em cunlieUs de um quintal,| por
prec,o muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni ci Companhia, praca do Corpo Sanio n. 11.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-sefarelo novo.cliegado da Lisboa pelo briguei-
deranfa.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velaba por o$000 reis : nos armazens ns.
5,5 e 7, e no armzem delronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 54, primeiro andar.
POTASSA BRASILEIRA. fib
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons eTeitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendenno ncraircom g"NaB^Hol At
matriz da Boa-Vista, qtnna que vira pa
ci, laberua n.88; aasim como pelo mais barato
do que em outra'qualquer parte.
Venderse tuna batanea romana com todos os
saus pertences.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se rua da Cruz, armasktto n. 4.
lao^elho
e algodao,
muito superior, cornil varas a peca, por 3500 :
vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que vol-
U para a rua da Cadeia.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da Aussia verdadsira : na praca do
Corpo Santo o. 114sm
AGENCIA
Da Fundicao1 Low-Moor. Rua da
Senzaia nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
d.*e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Ftiscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase jaquetas, a 160
O covado.
Vende-se na rua do Crespo, loia da esquina que
olla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de moito
bom goslo.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volU para a cadeia. .
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar hortas e baixa,
decapim, uafundicade 1). W. Bowman
do Brumos. 6,8e10.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aiirors
Ama rq, e tambem no
rua do Brum logo a entrada j
te do Arsenal de Mar
m glande sortimento de taichas tanto
de fbrica nacional como estranjjeira,
batidas, fundidas, glandes, peqttehas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despera. 0
precos sao' os mais commodo.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr 4 Companhia
em Santo Amaro, acha-ie para vender
moldas de cannas todas de ferro, de um
modello e construCcao muito sdperiore.
Em casa de N. O. Bitbcr & C.# rua
da Cruz n. 4; vende-se :
Vinho de Madeira em quartofe oitavo
barril.
Vinagre branco.
Tintas em oleo.
Lonas.
Brinsda Russia^
Papel de embrulho.
Saceos de estopa.
Cemento.
Por commodos preros.-
"uT *Con,Pr**e effecliVamenle broot, Ulan cobre
veiho : no deposito da fundicao da Aurora, aa roa
do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma fundi-
cao em Saulo Amaro.
__ fm casa deHenrj Brunn 4C, ruar da *
Lruzn. 10, ha para vender um i
sortimento de ouro do melhor gostt
sim como relogios deji o de patente.
ARADOS DE FERRO.
i fundicao' o> CfPtarr, 4 C. em
Amaro acha-se para vender ara
" ferro de '--rir- qualidade.
C. STARR 4 C.
respeilosamenleanuunciam que no seu exlemo' *s-
labelecimeulo em Sanio Auiaro.conlinuaro a fi
com a maior perfeicSo e promplido, toda) d-i
de de machiuismo para o'uso da
veaacao e manuraelura; e que para l_
de aeus numerosos fregueses e do pojj
leem aberlo em um dos 'grandes arafl
Mesquila na rua do Brum, alrsz do arse te ma-
rinha
x DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seo eslabelecimeulo.
A lis acharo os compradores um complete sorli-
menlu de moendas de cauna, com ludo* os melhora-
inenlos {algoos delles novo* e origiuaes) de que a
eiperiencia de inultos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de balsa e alia presea,
tarta* ale todo lamaoho, tanto batidas como fnudi-
da*, carros de mao e ditos para conduxir formas de
assucar, machinas para moer mandioca, prensa*) pa-
ra dilo, fornus de ferro balido para fariulia, arados de
ferro da mais approjada cooslruc(lo, fundos para
alambiques, crivti* e porla* para fcrualhas, e
infiuidade. de obras de ferro, que sera enfadonbo
enumerar. No mesmo deposito eiisle uma
inlellisenle e habilitada para receber toda
commendas, ele., ele, que os annuncianUa latan-
do coma capacidadede suas ollicinase mac asmo,
e pericia de seus ofliciaes, se comprssa
execular, com a maior presteza, penaj
conformidade com os modelosou destu
cues que lhes forein forueCidas.
PLBLICAgA'O COROGRAPHICA.
Esta' a venda na livraria classica n. 2,
no pateo do Collegio, a obra intitularla
Breve Noticia Gorograpbica do Im-
perio do Brasil, escripta esa 1854;. ero-
ga-se aos senhores assignai&tes que tenbam
a bondade de manda i? buscar a t seus
e\empl%>*j,o artmjjjeVn de leilocs, na
Vende-saa^i sjco1vvoVao de chaves,
todoaBarchi
muito bons
era: a
sjp-ija-se a pl
l*el.
Santo
dos o"
na ras
Heduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hoandezas, com gran-
de vantagem para O melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber 4 Companhia, na rua da
Cruz. n. 4. >
CAL DE LISBOA A 9000.
Vendem-se barris com cal virgem de Lisboa, para
lechar conlas, pelo diminuto preco de 49000 o bar-
lil: na rua da Cadeia do Kecife, foja n. 50, defrou-
le da roa da Madre de Dos.
Vende-se excelleute laboado de pinho, receu-
i emente chegado da America: na rui de Apollo
irapiche do rerreira. a eotender-se com o admiuis
ador do mesmo.
Vendem-^fcrij^easa de S. P. Johns-
ton 4 C., na rua de Senzaia Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montaria.
Candieirose casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris. v
Camas de ferro.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferio de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a yenda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em caiTO
sem despeza ao comprador.
Vendem-se amarrados com 3 arrobas y de car-
ne do serUo muilo boa e barata : na rua da Cadeia
do Recife, loja de frrrageos a. 53.
Vestidos e chales.
Vendem-se chales de seda grandes com algum
mofo, pelo baralo preco de 69000 rs., corles de cas-
sa de coras com barra e alaumas pintas de mofo,
pelo diminuto preco de 19600 o corla, aaaim como
oulras muilas fazendas per barato prego: na rua
da Cadeia do Recife loja n. 50, defroota da roa da
Madre de Dos.
Pechinc
No alerro da Boa-Visla ao p da ponaVSsK **a*
dem-ae corles lurcoa de meia casemira- HN
muilo encorpados a I96OO, grvalas e manv'** d *"
da a 100 rs., corles de chita' franceti coto'-Jg?* a
19U0, chales de laa a 19000, ditos de laa e
39JOO, castores para calcas, de lindo* padre..-,, o
vado 240, e ootras mollas fazendas por preces eos- -
medos.
Avisa-se ao publico, que na loja u. 4 da roa
Nova, de Jos Luis Pereira Juuior, vend
nificos loucados para seoltorss, chegadas 1
le pela barca Louite MarU, pelo I
de S9 cada um.
Vende-se a armario de urna
poucos fundos que lem, no largo da t
commodos para grande familia indep
beana, com bom quintal, cacimba
denro de casa e coro a qual se in urajeas
mae*. do que eat muilojf'
guel he moito commodo:
ao sobrado u. 1 uo inen
quem Iralar.
Vende-se o verdadeiro a muito fresco, rap l'aolo
Crrdeiro : ua rua larga do Rosara u. 38, junto a
botica.
BOM E BARATO..
Vende-so um terreno com 60 paliaos de frente, e
fundo .t nano mar, promplo para edificar por Os-
lar aterrado, -Uo aw aterro dos Afogado : do paleo
do Terco n. 4.
Villa-verde,
Couliaua-sa a vender a verdadeira. boUdva 6na
denominadaVilla-verde, na padaria da roa Im-
perial confronte a fabrica de sa,bio n. 173, rua es-
Irea do Rosario n. 39 A e 45, -Jtanaei n. 14, largo
do Carmo, quiua da roa de Horr|s n. 2, Livramenlo
11. 26 ; e a que se vender em outra qualquer parle
com a mesma denominarlo be falsa.
Vendem-se as melhores bicha*
que ha 110 mercado, lano a cenlo* 1
lambem ae alogam: na rua das Crine
Sedas ricas.
Vendem-se corles de seda I nca a de* cores, cen
babadus. faienda superior f j da 4 'parlas, na
rua do Queimado n. 10.
Brins de verla
Bieber & C, ru"
dcN.O.
ESCRAVOS FTJG
_
O abaixo assiguade, morador na ruada Con-
cordia, d boa gralificacao a quem Ihe apprehender
o seo escravo pardo Ilercolano, jSjue representa ter
16 aunos, que do sitio a ilharga W igreja do MoW
leiro aonde se conservava acerca de dous anuos, des-
appareceu domingo 28 de oulubro Modo, as seis ho-
ras da mandas. Nease mesmo dia fot enconlrado na
Vanea, aonde foi nascido e criado, e no egoiute e*-
teve 110engenho San Joao no dilo lugar da Vartea,
aondefoi visto por diversas pessoas, e procuroo a
nm Uvrador do citado engenho Francisco Xavier
Correia para o comprar, cujo Xavier he sobrioho do
finado Jos Xavier Lins Waoderley a quem dilo es- '
cravo pertenceo ; levou uma calca de laienda dj*"
linho com quadrus, camisa de iiiodapoUb e chapa*)
de palha pintado do novo com tinta a(di, e urna rila
cor de roso Ierra, lie regular de corpo, fuma, tero
em uma das canellas uma cicatriz por causa da |
ferida que leve, tem os deutes alvos *)^^^^
largo*, abre nm pouco as pernas quandoi
he bstanle vivo e a cor lie sobre escura. II
autoridades policiaesa captura do mesmo.
Antonio Pinlo da Barro.
1.S000 de gratiticacao.
Desappareceu no dia 17 de agosto prasUsw
do, pelas 7 horas da noile, a prela Looreil
cao Angola.-de idade 33 a Oannos, pooeo
menos, com o* signae* seguintes um dedo w
direila inchado, magra, (em marcas brancas na* 1
pernas; levou camisa de a
chita roa, patino fi
roga-ae a ledas as a
de campo que a api
Joao Leite de Aievedi
17, qee recebar a
WBN tTP. DB
imdaucg.
iedotf^H
icas na* das*
onnho, vestida de
1 Irona de roupa:
'liciaes ou tjj^^^K
levern a ato *
ca do Corpo Sanio a.
cima.
DBIFAR1A 55


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EECNPJN3M_3QDLHF INGEST_TIME 2013-03-25T12:47:44Z PACKAGE AA00011611_00487
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES