Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00484


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Full Text
ti
INNO XXXI. N.257.
Por S mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.


CUARTA FE IRA 6 DE NOVEMBRO DE 1855:
Por armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
JMARIO DE PERNAMBUCO
ADOS DA SUBSCRIPCAO'- CAMBIOS. METAES. .PARTIDA DOS CORREIOS. AUDIENCIAS. EPIIEMERIRES. DAS DASFMAW
ENCARWGADOS DA SUBSCRIPCAO'
** Recife, o tsretntMMio M. F. de Faria ; Rioile Ja-
. o, v Sr. Joao Pereira Martin; Babia, o Sr. D.
nd; Macei, o Seuhor Claudioo Falcan Dias;
hia, o Sr. (Vervazin Viclor da Nalvidade ;
Hl, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior; Ara-
Sr. Antonio de hemos Draga ; Ceara, o Sr.
niin Joao de Oliveira ; MarandSo o Sr. Joa-
a Marques Rodrigues; Piauliy, c Sr. Dominaos
lian* Ackiles Pessoa Cearense; Para, oSr. Jus-
. Ramos; Air.iazooat,|o Sr.Jerouymoda Coila.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 5/8
Pars, 348 rs. por f.
Lisboa, 98 a iUO por 100.
Rio Acces do Banco 48 0/0 de premio.
da Companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de leltras, de 8 a 9 1/2 por 0/0.
METAES.
DuroOncas haspanholas. 29i*O0O
Moedas de 6MoO velhas. 169000
de 6C400 novas. 1615000
de 4000. HfOOO
Prata.Patacbes brasileiros. 2!>000
Pesos columnarios. 29000
mexicanos..... 13860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito eGaranhuns, nos dias'l e lo.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 e 28.
Goyanna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Yictoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DEHOJE.
Primeira s 2 horas e 6 minutos da tarde.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e sabbados.
Relaco, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas.
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo deorphos, segundase quintases 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio-dia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio-dia.
EPI1EMERIDES.
Novemb. 1 Quarto minguante as 2 boras 46 mi-
nutos e 48 segundos da urde.
9 La nova as 5 horas, 11 minutos
e 4 segundos da tarde.
16 Quarto crescente as 9 horas, 20 mi-
nutos e 49 segundos da manha.
23 Luacheia as5horas, 31 minutos e
44 segundos da tarde.
PARTE WFICIiL.
DIAS DA SEMANA.
5 Segunda. Ss. Zacaras e Isabel.
6 Terca. S. Severa b. ,n. ; S. Athieo.
7 Quarta. S. Florencio b. ; S. Frosdoeimo.
8 Quinta. S. Nicostrato m.; S. Castorio m.
9 Sexta. Ss. Urcissino e Agripino bb.
10 Sabbado. S. Andr Avelino f. ; S. Nympha.
11 Domingo. 24. Patrocini da SS. Virgem
Alai de Dos; S. Marlinho b. ; S. Verano b.

rs


OOVBRNO DA PROVINCIA
Bt*tUnU o da 3 da Miembro.
Offltt-Ao commaodanle superior da guarda na-
cional de Olinda e lauarass, inteirando-o de haver
autariead o inspector da thesoararia de faienda, a
mandar pagar, estando notsemos legaes, a rolha e
/pretqueS. S. remellen. .
DitoAo iuii relator da junta de juslica, trans-
miltindo parleosla relatado, em seseio da mesma
junta, ot woearovgta* dos soldados Autopio Ma-
l* d= ** Aldre
fcaUuto rratatM* do bailes
HSmo balalhSo do Leer e aquel-
Sscorpos em guarnidlo iiesla pro-
jeraiu-se as necetsarias cnmmutika-
* Dl'loAo inspector do arsenal de marinha, re-
conMoendndo que contrito Com algum dos meslres
de barcadas qajpejuirein para o Rio Grande do Nor-
te, a caoducrao eWnito agulbas de oavdo de pecas e
ofto tayoeles-eom lanada* que se achato no aranal
da guerra ana distiosiro.Fz-se o necesario x-
padienlea retpeii. ^.^l^a^a^L^Bf
Dito Ao mesroo, pura mandar transportar para
bardo do 1. vapor que seguir para o norte capi-
Lauta, sua Emilia bagagem,
ltsAodireclor das obras publicas,' npprovando
a delibortcAoqoe tomou de mandar (atar os reparos
a precisava a ponte da Boa-Viata, os quaes
. podara importar em 6QS/00U r. Comrauuicuo-se
ao inspector u'a IbeMmraria provincial.
Dilo\n mestnBpjnleirando-o de haver expedido
BrcTvincial, para mandar entra-
car ao proprietario Jo3o Mauricio de Barros Wan-
derley, mais iOOOJOO rs., para a continuacao da
abra da ponte do Gindahy, eumprindo que Smc. re-
ene ndeiro mcarregedo de semcldan-
Ira, que snpregue todo OfCuidado pata ser ella
a maior economa a o mais approximada-
sativel ao respectivo ornamento. Ofllciou-
ifMto a mencionada tbesourarit.
iAo delegada do t. dislrelo doTWaao desta
ale, inteirando-o de haver traosmittldo a tdesou-
I provincial, paraserem pagas, estando nos ter-
o lgaos, as coalas qoe Smc. rcmelleu das despe-
las cora o saslentodos presos pobres da ca-
Sarinfiaem, e com a compra de medcaroen-
I curativo dos presos pobres da cadeia de
_. A compa
aa o qoe em
iraeltria da con
-tlxt que nesla'
a aauadado ens
ebeaa aasirn
laman 11
a 11 nica
a -Al de a a
atelligencia a
ie.-SUaalan-
aNoroenndoW
ajea" rta, municipio de B
maaaao hatathio aos cidadi
1 Jusliuiano de
ambocana. Emrespos-
gosto ultimo dirtgio-me
Pernambucana, tenlio
nrdein, para que
s se trate de fazer
de Gallinhai,
da qoe vai de
'm a aberlura
Maogabeira pa-
m con o Rio For-
rio Ariqaond p Ta
com o porto de Ta-
Hnregar a exeaucjlo da obra a
proco dos orcaraenlos taitas pela re-
articao daa obras publicas, o qual acra aatisfeilo poi
partea pata cofre provincial, segundar as soas furias:
Mcommanico a Vv. Ss. pr
Binar deliberacjii).
Ul|a A cmara muniei;
doaa-rc a amiao da
b)aCto da
da, faj aai4wrmai
eonfornl.
eommandaate do balalliSo
nacional dsjreajuezia d'A-
flcpio de Barreiros, para- officiaes do
liaUlhio aos ci.tadios segqintes \
Eslado-maior.
ante quarlel mestreJenoioo Alves Maciel
CirorgUo UHVealeLeandro Cavalca^ti da Silva Gui-
maraTBa.
^vler.
Alfares porta baodeira l.ourUa
Bol lauda Souza.
,1." companhia.
iit*oJos Beieraa Cavalcauti Maciel.
renteManoel FrtflKisoo da Almeida.
AlferesFrancisco Roseiido de Barros,
a JoaqaifflJastiaoyde Almeida.
2> companhia.
CapitoManoel Filippe paesde Luna.
Teueale Pedro francisco de Mello.
AlferesLaurelino de Barros Lins.
I Manoel Filippe Santiago.
3* companhia.
irtelelo Cavalcanli de Alboquerqne Mello.
ealeLun Matheos dos Santos.
aaPedro Bezerra Cavalcauli Maciel.
Jos Cirios da Silva.
' 4" companhia.
1Joaquim Tlieodoro Ferreira da Costa.
.1Antonio Venancio Ferreira da Costa.
sAntero Aprigio Ferreira da Costa.
JoSo Bapliala Ferreira da Costa.
' e; impanliia.
^^B-Antonio Vjeira Callado.
nloiiio Rufino Pesaos de Mello,
indino Mieira Callado.
-Antonio PoMicarpj) Callado Juuior.
6" cempaiiia.
IdoAugusto (rOncalvesMa Rocha.
> de Oislro S Brrelo.
AiTeresManoel eje Bastos Mello,
a Filippe Raimundo de Brito.
j*f!* eatT.pal''a.
00 da Azevedo Silva.
Teneale^v P*o da Rocha.
AlfaresJoVj-"i|l||^BWiliiiRo Hamos.
Jo.lj^erJjB^Qto Borro* Lins.
n panilla.
o de Albnquerque.
dfo Kinjano da Silveira Lessa.
fcftde Aiauio Lima.
Jjaello.
Bo commaudanle supe-
la do lente coronel commandanle |do batalho de
infanlariade guardas nacionaes da freguezia de Bar-
reiroa, comarca do Rio Formoso, para ofticiaes do
mesmo batalhao os cidadaos seguioles :
Eslado-maior.
Tenenle-quartel-mestre Jos de Mello Albuquer-
|, qne Montenegro.
Cirurgio tenanteAntonio Jos Dias.
Alferes secretarioAlfredo Alvea da Silva Freir.
Dito porta bandeira. Jos Manoel de Miranda
Luua.
- 1' companhia.
CapilSo.Bacharel l.ourenco Avellino de Alhnqoer-
quer Mello,
lenleAntonio dos Santos Pinheiro.
Alferes-Jos Lui/ de Barros.
DiloCarlos Roberto Fot I.
2* companhia.
CapilSoManoel de Amorim Salgado.
TenanteHerculauo Francellino Cavalcanli da Al-
bnquerque.
AlferesJoao Manoel TCxeira Cavalcanli.
[DitoJoSo Ciiilherme Bezerra Cuimarei.
i 3 companhia.
CapitoJoao Carlos do Meudunca Vascoucellos.
TenenteAntonio Santiago Ramos.
AlferesJoao Filippe Nepomuceno Jnior;
DitoRento Sereriaoo da Fonseca Pita.
Ia companhia. "
CapitaaManoel Honorato de Barros.
TenenteManoel JosPessoa de Mello.
AlferesManoel Anlonio da Costa.
DiloJoao Marinho Falc3o.
5a companhia.
CapililoJoaquim Cavalcanli de Albuquerque Mello.
TenenterAntonio secundo Accioli.
AlferesManoel da Rocha Wanderley.
DitoFraucisco Marques da Fonseca.
6* companhia.
CapilaoAntonio da Rocha de Hollanda Cavalcanli.
TenenteJos Cvalcnli de Vercosa.
Alferes JosTheodoro da Fonseca Pita.
7a companhia.
CapitaoJos Francisco Bello.
TenenteFrancisco de Vasconcellos Litis. ,
AlferesPaulo Leilao de Vercosa.
DitoFrancisco Ferreira Castello Branco.
8* companhia.
CapilSoJoao Unilherme de Mello.
TenenteJos Xeferino do Barros. ^
AlferesTheodoro Jos Pereira Tavares.
DiloJos Nicolao Bezerra.
Communicou-se ao respectivo commandanle su-
perior.
JUDO DAS ARMAS
Qaartal-geoaral do comisando daa aranas de
Pernambaeo Bieldad* do Recite,em 5
aovembro de 1856.
ORDEM DO DA N. 142.
Com deslino a provincia da Parahiba.onde vai -.
vir,. embarca lioje no paquete de vapor Imperador,
Sr. 2. cirurgio alferes do corno de saude do eier
(o Dr. Fortnalo Augusto da Silva; e a rcuflir-se ao
tavataHiio 11. de infanlaria na provincia do Para,
nbem no mesmo vapor oSr. alfares Joaquim
^de Albuquerque Bello : determina, por-
^larechal de campo commandanle das ar-
i e oulro sejam desligados do batalhao
na arma, ao qnal esto addidoa.
Jote Joaquim Coelho.
-Candiingttfll Fcrriira, ajudaate de
___aaTaTaaaVs DH/r*, de ... rattaa d
etaraesoaj du liaram sido detprezados os tm-
bargos em*qfn eram :
Embargante, Mathias Lopes da Costa Maia.
Embargada, D. Maria Leopoldina da Costa Crng-
ger.
Secretaria do tribunal dncommcrcio 6 de novem-
bro de 185.O secretario,"
.iprigio Juiiiniano da Silta Guimaraes.
Porem estes indicios vehemente! de que existe
nm plano perseverante e manejos seguidos sobre os
quaes he ja necessario chamar a attenco do gover-
no e do paiz, para que um e entr te previnam con-
tra snas consecuencia., e se averige qnem sao os
eos autores, adqoiriram maior gravidade, e nos
obrigam a romper o nosso silencio, desde que lti-
mamente appareceu no peridico britnico urna no-
va correspondencia na qnal esiao reassumidas todas
as noticias e insinuaces que a perfidia mais refina-
da pJe imaia'nar para conseguir o objeclo ja indi-
cado ; e desde que coincidindo com o mencionado
diario, se manifestaran! em peridicos desla corle e
no estado da poltica aspirarSes anlogas e fondadas
no mesmo motivo, ai quaes o correspondente do
Tima manifesla. lia em ludo iito qoe temos dito
indicios mui vehementes de orna conspirado verda-
deira, e alguma cousa mais grave transcendental
qne nessas outras de que, com tanto no--1 fortuna
se tem fallado estes dias em Madrid^
Efectivamente, na ultima correspondencia a qoe
nos referimos, qne comer annunciando a formal
negativa de S. M. a assignar o decreto sobre o re-
gutamento do palacio, negativa revogada depois, nao
falta nma nica das insinuaces, nem um s dos
meios que pudesse inventar o odio on o espirito
da vigaoca mais profundos para realisar indignos
e criminaes projectos a a maior parle de snas apre-
ciacoes tem grande semelhanca com as que ltima-
mente viram cutre nos a luz publica com escndalo
geral. Falla-se nella do designio do rei deaisegu-
rir a posse da coroa ao conde de Montemolio ; e
vindo a cabir no thema de allianca, se deixa ver
claramente a idea de conjurar as potencias em pre-
juizo da rainha com as seguinles palavras :
a Estas intrigas hespanholas nSo sao Uto eslranhas
a i grande questao em que a Inglaterra e a Franca
o leem lano empenho, que carecam do iuteresse
a para ellas. Tenho pravas positivas de qoe o mi-
niiterio bespanhol est unanmemenle decidido a
" adherir grande allianca contra o inimigo corn-
il murada liberdade e da independencia da Europa.
n Sobre este poni nao ha duvida alguma ; porm
a rainha, influida pelos que a rodeam, dando on-
a vidos, como nlo o faz a miudo, a seu esposo,que
n lambem he influido por pessoas moi astutas, e re-
r cebendo communicares do mesmo sentido, da
sua msi se nega resolutamente a consentir na al-
nca.
'otegoindo sobre este thema o correspondente do
'i'mes, para exptora-lo lodo em damos* daaHinha,
diz que os odiados polacos residentes no estrangeiro
sao inslrumeritos da Kussia.a antore c fomentado-
res daquellas intrigas; emprehendeodo-a era segui-
da coma condessaide Mojnij.eslampa as seguinles
palavra que copiamos -ornele para que se veja o
sentido em que se produzM),* respeito da allianca
ando o correspon-
des demos para
koessol-
jawjatean
*o correspoo-
;-t
ormidada com a propos-
OLIV
THUMO. *
, EXTERIOR.
O TIMES E .V.FAMILIA REAL DE HESPANHA.
Ha lempos %fe observamos cuidadosamente a cor-
respondencia sobre os negocios da Hespanha, qne
datada em Paris, publica o Timis de Londres. O
sentido em que ha redigida, perseveraolemente hos-
til pessoa da rainha de Hespanha' e a toda a sua
familia ; as noticias qne cosluma conler fados de
nalureza reservada, e que naturalmente podem ser
condecidos someole pelas revelares officiaes ou
quasi ofticiaes o proposito sempre nella manifest
de predisporas potencias occidentes conlra a nossa
d\mnastia,estimulando o seu iuteresse com diversos
pretextos e*principalmente com o da questao da al
lianca, cuja origem e vicissiludes conheccni ja nos-
sos leitores ; e outras muias circumstanciasda nos-
sa historia contempora'nea, que eslao na memoria
de lodos, e que tendo srande analoga com o espi-
rito da correspondencia menciooada, Ihe allribuem
urna inquestionavel gravidade, e jostificam a nossa
preoecupacao e o inleresse com que vamos seguindo
o curso da dita correspondencia.
Ja recenlemente, e *om motivo de ataques diri-
gidos conlra S. A. o duque de Montpensier, qoe
pelos decretos ovenloaes de sua esposa, a infanta D.
Luir Fernando, na successSo da coro de Hespanha
foi sem duvida o alvo mait.de urna vez da maledi-
cencia do correspondente parisieuse do peridico
inglez, livemos occasilo de repellir injustas accasa-
Qes, que por nma circunstancia inconcebivel pre-
tenda fondar o citado correspondente em commo-
nicagocs officiaes das que suppuuha ler conheci-
menlo. N,u> h,i mui lo que estes ataques se repro-
ducirn) com igual carcter,e|prectaniente nestes dias
os copin as suas colpmnas, Iraduzindo-as um pe-
ridico desla corte. .
XVI
23 da onluL; 4852.
lia menina, miuha Susana,
sfijt pelas Tulherias, pelo
Luxemburgo, pel batos, pelos passeios
publico., pelas roas e f B|fa Observei todos
> aaeniuos que paisavam Bb aclici. Uevia ti-
la seguido honlem. Voltel nei aposento que-
brado de fadiga.
Vj'erlurbe-me talvez sem rn,1o. IJ* nenios sao
-^aeeitoi a afleices sublaa, em que ni.o pesam mais
alguns minlos depois. A approiimicSo (lo singu-
lar de sen uascimento e nao ijamaisdo que una das mil cjanbinacoes do
acaso, ^ao gosio de erar no acaso ; (Riis aquelles
chps tristes e sua expresso de dr ioefavel... Oh !
qnem me dir a verdade 1 Mnha eabeca esta atur-
dida, esinlo qoe minhas ideas nao tem mais segui-
meutu. Padaso muilo ; creio qu se pozesse gelo so-
bra froole, isso me aINviaria. Toda a noile souhei
que va Sosana aninando orna eabeca de criauca que
sa aba asseojelhavu.
aa ippaaico he mais do que urna chamada, he
J^Brcprialieoto. Sjlvio tem razSo, nao a amei
nltim i tusaros d>3 rainha vida ; hei de escrever-llie,
xafKaajtjsfir-llie ; nao leuho mais forjas para ser
dos o pareeem ser, excepto eu ; invejo a
i vejo, a aborreco-os porque seu repouso
___llar meo soflrinienlo.
ifora que vou receber em meo labios o fri
norte, agora 'qne ludo est acabado, e que
nao cadver epsaiuwentado ser dallado
ile costas, dtalgum pergurklar-me qoe peiisameulo.
rrtie psjHilitf que aspiradlo Joule minlia alma, rea-
pndafci: Ol .' quants devaan sor felizes aquelles
ema letfaasaa mulner moca e formosa que rodea-Ibes
o l>e*aal|JMi seos bellos bracas, e qjie veem erescer
nrr "MlHnae os chamameo pni VSe habitara o
a ropo, a re va vordejarlhes em rd^H i cata, e
qnaode sa htm, nm co
rara nn vi Ja os pnzeres da familida^Htotu
ser fel:'. aquello que vela de mita inesaDado rJH
um lvro, e deixando recaliir por instantes caberl
cheia de medilares algumas vezes levanla-ae para
ir ver misturas eslranhas que fermentan! em vasos
de cryslal; elle tomn na vida os prazeres da icien-
cia. Quanto he feliz o pintor que sobe e desee a es-
cadinha com a palhela na mSo, o estatoario qoe ta-
ina' o marmore, o compositor qoe empallidece esco-
lando as melodas que canlam-lhe na alma, o escrip-
lor que revale seo pensaineulo de formas maguili-
caj'. tiles tomaram na vida os prazeres da arte.
Quanto he feliz o capito vestido do bello uniforme
que o faz contemplado das mulheres ; eommanda a
soldados briosos e estupidos como elle, morrer con-
tente para salvar a fronfeira ou impedir qoe um cao
entre as Tulberies! Tomou na vida os prazeres da
gloria e da sujecao. Qoanto he feliz o secretario de
estado que abre despachos para nao ler, e assigna
papis que nao leo Beija graciosamente a mao s
damas, nao falla afim de parecer refleclir, e inclina-
se dianle da* bordadoras que passam porqoe quer
ser minittro ; lomou na vida os prazeres ds ambicio.
Quanto he feliz o banqneiro qoe alinha suas cifras!
conlu seu dinheiro, conlempla com amor as cncoen-
4a fechadores de sna caxa solida, e ganha oilenta
por cenlo sem flcsr deshonrado l Tomou na vida os
prazeres da riqueza. Qoanto he feliz o mancebo qoe
vai de noile com o coracSo palptame e patso ligeiro
para a jaoella da amante 1 talvez escalando apare-
de quebrar o espinhaco, mas qoe importa se pode
ler nos bracos aquella que chama soa querida ? To-
mn na vida os prazeres do amor. Como sao felizes,
como s8o dilosos todos aquelles qne nao sao como eu
devorados pelas inquietarais de suolios impossi-
veit! a
Invejo a lodos e alit nao quizera estar no lugar
de ningoem. Urna cousa tmente leria talvez podi-
do fazer-me feliz, a miseria ; porque a necessidade
de Irabalhar para sustentar mnha vida, tea suffo-
cado os sonlius insensatos qne lem-me enchido de
dores. Mas talvez nisto me engae ; ha oolras po-
brezas alm da qoe uot he laocada continuamente
em rosto, e a miseria do estomago nao he certamenle
a mais lerrivel.
Eu nao quizera \er-me rodeado de nenhoma das
familias que tenho vislo ; pois nellss t tenho adia-
do desuniao, di-putas, adulterio, vileza e maledicen-
cia, lia pessoas ja murtas que nlo cotillea duran le
lam. Trata;
m
qafe scougnteo1
no" CTIeuTe. i Teja ce mo ^
dente : A
ii Jia oulra pessoa tambafn, subdita hespanhola,
a qual, postoque por certas circunstanciasdevia
b absler-se de intervir em Ues materias, Irabalha
a sem embargo diligentemente na metma causa e
a nao ommitte esforco para embaracar nma allianca
que nos daria trinta mil bont soldados sobre a
a forra qoe ja temos no Oriente. i> Esta pessoa,
a approveilaodo-se da posic^o que a fortuna den
a aquelles sobre os quaes julga todava ter infiuen-
ir cia, lem feito qoanto est da soa parte nos altos
a circuios em favor de seus proprios amigos politi-
eos, cojo triompho se conseguir com a queda do
acloal governo de Hespanha, e ser seguida de
oulra mais lerrivel catastrophe.
Depois da ameaca qne se cncerra nesla ultima
phrase enlre a parte mais grave da correspondencia
a qual comer com as seguinles palavras : o Nao ha
a paiz na Europa, nem quic na Ierra, que .'aja
i sonrido nem feito tanto pela sua mooarchia, e
a cojos sacrificios e padecimentos tenliam sido pa-
ii panlia.
Continua a historia dos Buoorbons do nosso paiz,
e vindo a qoesl.lo da successSo a coroa diz o se-
guinte :
. n A mudenca da successSo da corda, tal como a
n decrelou Carlos IV, foi annullada por Fernando
ii depois de a ter consentid, e a mesma Maria
a Christina foi quem Ihe poz a penna na m3o, quan-
a do se achava o rei teu marido no leilo da morle,
para que assigoasse a liberdade do povo hespa-
ii nhol; se a successSo ficou por fim segora nSo se
i deve a elle, mas a tua irmaa Loiza Carlota, per-
seguida depois at morle.
Finalmente, para qoe nada passe no quadro com
que o aulor da correspondencia quiz manifestar teo
odio o condemnar aos olhos da Europa a pessoa da
rainha D. Isabel II, e os membros mais importan-
tes de sua familia, diz as seguinles notorias falsida-
des qoe acompanha da amearadora prophecia que
verso nossos leitores :
a Os hoinens que silvaram o Ihrono e quic a
ii vida da rainha na revolucao do anno pastado, sao
a os mesmos qoe boje se veem ameacados por ella
a e por seus favoritos conselheiros. O jogo, tem
n embargo, pode ser perigoso ; porque te os subdi-
tos do rei Bomba rliegam algara da a seren bs-
tanle forles para Ihe ajustaras asconlat, he qua-
si seguro que a corda de Hespanha nlo pat/lencer
n moilo lempo ao nico Bourbon que restar cntin
" na Europa.
Qualquer qne seja a importancia que o duqoe
Montpensier allribua a sua allianca com o conde
ii de Chambord, as 'suas esperarjos a respeito da
ii Hespanha nao valem o pree^fc ^.i coopon atra-
ii zado da divida daquelle p _Se as intrigas
ii de Malmaison em Pars e ... .^d. chegam a
ii produzir urna criie, todos ot Bourbons, desde o
a primeiro at ao ultimo podem dirigir o ultimo
adeos ar/ ihrono da Hespanha.
Os pontos de conlacto qne toda' islo (em com os
arligos de certa parle da imprensa bar pandla e com
os designios manifeslados mais de nma vea, desde
julho do anno passado, sSo evidentes; nao ha, pois,
que insistir nelles. Oolro he o nosso objeclo; o de
pedir esclarecidamente ao governo que sem perda
de lempo, com toda a orgeocia qne o cuso reqoer,
investigue a origem da conspirado indigna qoe es-
lao revelando lanas e ISo graves coincidencias,
cora o qual se est comprometiendo a honra do re-
presentante da rainha na capital do visinho impe-
rio, e por tanto a honra do mesmo governo e do
paiz. ,
Pois bem, supposta a necessidade imprescindivel
de um esclarecimenlo completo que conderane ao
escarneo da Europa e do mundo ISo miseraveis ma-
nejos, julgamos quo a oinguem se pode confiar com
mais proveilo urna commissao (So imprtame, como
ao Sr. Olosaga, porque ningoem pode ler mais iu-
teresse no seu desempenho, nem mais facilidade e
meios de leva-la a termos salitfalorios. Do mesmo
modo que na singularidade dos senlimenlos que ex-
primi mais de urna vez, desde o raemoravel eoc-
cessso em que foi actor em 18W, pode achar alguma
malicia anloga como a que se revela na correspon-
dencia do peridico de Londres : do mesmo modo
que as opinies que, com sorpreza geral. manifes-
tla" ltimamente as cortes aceres dos direitos de
D. Isabel II coroa, eoiocidem de urna msneira no-
tavel com as insinuaces do'eorrespondente do dito
peridico, do mesmo modo qoe leve esle mais de
urna vez a iucrivel audacia de tuppr-tsajjsiteirado
dts commonicacet e noticias ofticiaes cornudas
prudencia do representante de Hespanha tml'arii,
he evidente que o Sr. Olosag lem aaWinter
pecial em que os factos se esciarec.am e.acred
qoe receben com goslo o encargo d'obra
Mido.
Ningoem, de oulro modo, poderla faze-lo, ja O
distemos, com melliores meios e esperanzas de bons
retallados, dando-se a feliz comhinarso qoe o so-
brdilo wrwepoodent, pessoa mui condecida erh
Madrid e casado cora urna hespanho-ln, lie enm-
sjaaajjal astidao do nosso embalxador, e tat *m lio
alleWpreco. a capieidade e os dotes que adornan) a
S. S. e lamben, os membros de Ma lamida que
diz-se em urna de suas cartas publicabas no Times,
e a proposito de um discorso do Sr. Olozaga ,n.
Jos), qne ir o dom da palavra e de talentoso ho-
rnera de estado esl vinculado na familia de Olo-
zagas. Quem, pois, poderia desempenhtr melhor
o encargo de averiguar a origem dessas calumniosas
inspiraces que dctam as cartas do correspondente
do Times'! Quem tem, por ootra parte, maior obri-
gaco e aoloridade mais efffeaz de dissuadi-lo das
faltidades qoe publica ? Quem ha de averiguar se
mente oo falla verdade qoando (em a posubilidjde
de conhecer as communicacnes officiaes de qoe nao
ser certamenle o Sr. Olozaga na sua lesldada no-
loria, quem Ihe dar conhecimenlo '.'
Porem todava, se por os meios de persuasSo. e
fazeodo oso do ascendente qoe a soa coosideracao
pessoal d ao nosso representante em Paris sobre o
correspondente do 7'fi/ifs, nSo te conseguase des-
cobrir a origem de suss prfidas e infames corres-
pondeuciasiMie a todos claro que o Sr. Olozaga,
nSo s pdSFteu proprio decoro, mas por honra do
governo tem deveres a cumprir, e os enmprir se-
guramente como o exige a sua posicao de represen-
tante da rainha de Hespanha, nao tolerando em sua
rasa nem soa mesa a presenr.a de quem de lal
maneira conspira contra aquella augosla senhora, e
perseguindo peraote os tribunaes o delicio de aboso
de confianza a violaco da correspondencia official
da embaixada de Hespanha, qoe frequentemenle, e
de certo sem fundamento revela a correspondencia
do Times.
O sincero amor de Olozaga i pessoa da rainha,
nao meos que os deveres de seo posto Ihe impde
esta conducta, que o governo pela sua parte o en-
cnrregtr indnbitavelmente de observar: por ven-
tura se dir que deveria te-la adoptada ja ha tem
po; porem nao nos fundaremos neste apparenle
olvido urna imputacilo contra o nosso embaixador
em Paris ; porque talvez considerarles de pruden-
cia que diqui nao se podem apreciar devidamente,
Ihe impediram de obrar segoodo o seu desejo. Se-
ja como for, o que agora importa, o qoe urge, he
qoe se empregoem todos os meios necessarios, pela
lvida, e pelas quaes sals&>dam profunda piedade,
Vid Diario n
t

rhenle por ver em qt uviveram, e com-
duvida liveram.
So como Rene de
nao ler -nt mlnha ocisidada ama dr real qne sof-
m, combalr e vencer, para occopar-me e entre-
ne o peoai Millo. Mas nao lenho lido razSo,
i'renlmente ; mnha vida tara sido'de-
pa|Oa roa, o eiurae. Nunca abra-
cel una ar amada sem ver erguer-se enlre ella
espectro daqoelles que lioliam poisuido,
equando a pobre creatura fechava os olhos, eu di-
zia comigo : He para nao ver-me, e lembrar-se i
vontade daquelles qne amoo em oulro lempo. Ah 1
isso he horrivel, e potso dizer que esse peosamenlo
lornou-me relativamente virtuoso, afaslaodo-me
para sempre de toda a traicSo. He verdade qoe mi-
nha ternera, se Uve alguma verdadeira, tirava novas
forras desses tormentos de lodos os minutos. O amor
deve ter como ai religin, e ter seu baptismo de sa li-
gue ; mas ha lembrancas que a gente quizera arran-
car do peito embora fosse misler arrancar ao mesmo
lempo o corceo.
Eis-mq ainda raciocinando on antes devaneando,
e para qoe. meu Dos, para que ? Tenho ainda cou-
sas que fazer, olas que escrever, papis qoe qoei-
mar, disposices qoe lomar, despedidas que dirigir e
mil oolras particularidades que nao sospeitam aquel-
les qoe nao estao para morrer. O lempo iotta, a
morle esl assentada a minha porta, e espera-mu ;
vou faze-la entrar dando-lhe a boa vioda rabe :
Dismillah em nome de Dos !
Com Indo eo desejara tornar a ver aquella menina,
que he Susana !
XVII
25 de ou Abro de 1852 s tres horas da madrugada.
Todo esl prompto, meu coracio aeha-se prepara-
do ; escrev a Porcia, fiz minhas ultimas inslruc-
ees, iSncei ao fogo meus papis inuteis o qoeimei
todos os retratos qoe me eram charos ; prefiro des-
troi-los eu mesmo a saber qoe ir8o ser eipottot i
venda pelos adelot dos caes e dos passeios pblicos.
Sao tres horas da madrugada ; o sol da manha nao
allumiar mais minha existencia acloal. Teoho qua-
si vontade de escrever como ootr'ora no cnllegio :
Ave, morilnrx te salutanl Eo devia ter morrido
uessa poca ; de qoe serve-me ler vivido at agora ".'
Estoo tranquillo, e minha resoluco certamenle
nao vacillar ; mas minha carne esl.i perturbada e
cheia de apprebenset; he evidente que teme sof-
frer ; sinlo a cabera ouca bem como se hooveste lo-
mado urna dote forte de qoinino, ouco murmurios
confusos que cantam-me aos oovidos ; meot olhos
eslao abrazados, minha mao tecca e inflammada es-
creve diflicilmenle ; o coraran palpila-me irregular-
mente, respiro com ancia e sinlo estremecimenlos
Eercorrerem-me o corpo como em um accesso de fe-
re. Dar-se-ha caso que eu teoha medo 1
As pistolas eslao dianle de mim sobre a mesa ; ha
ponen lomei urna e armei-a. Ouvindo esse rumor,
meo galgo que eslava deitado junto de mim, levan-
(ou a cabeja o eocarou-me com ar inquieto como ia-
zia as viagem, qoando va-rae preparar a casjabi-
ua. Perguntei a mim mesmo, se nao obrara nafjhor
malando-o afim de leva-lo comigo, vislo qo* tem
me segoido desde lautos annos ; mas isso he intil;
seu cadver sera laucado oo montero ; Bekir Aga o
levar para seu paiz, e ello se cootemplarao triste-
iiitervencSo de nma pessoa 13o entendida e ISo zelo-
s.a dos direitos de S. M. a quera represente pela sua
propria honra e do governo, Jpara seguir o fio de
tan niquo (rama. Procedeudo-te astim, he para
nos inqueslionavel qoe, por maior inleresse que te-
lilla o Sr. Olozaga em arraslar o teu paiz a orna al-
lianca que nao Ihe convem por hoje, taber conjorar
as calumnias e os ataques com qoe para excitar o
inleresse das potencias occidenlaes se rebaila o no-
me augusto da rainha, mislurando-o com as mise-
raveis intrigas da emigracSo polaca c outras especies
igualmente despresiveis. Talvez sari possivel ave-
riguar por esse caminlio e sempre por via do Sr.
Olozaga a origem desse plano perseverante com que
se pretende sobverter o paiz. Assim deven esle
ao nosso embaiador em Franca ora assignalado ser-
vico alm dos muitos qoe ja Ihe lem prestado.
Tornamos, pois, a excitar o governo, e se for ne-
cessario lambem nos dirigimos ao Sr. Olozaga, para
que sem perda de lempo se dedique.ii ao esclareci-
menlo dos faclosi; a imprensa, epcincipalmenle a da
siluarao, lao alleicoada ao trabalho de descobrr cons-
piracOes, nos secundar efticazmenle ; nao dnvida-
mos que se a nossa recommendacao for allendida,
Ihe dar materia com qoe empregoe as suas armas
favoritas a bem do pajz. /
L-se no Times de 24:
Sir Carlos Sapier no bombardeamento de
Sweabory.
Ao Editor do Times.
Senhor:O anno passado estraohou-me grave-
mente o Almirantado nao ter eu eraprehendido o
ataque de Sweaborg nos fias do ultimo oulubro. In-
dgnou-me o reparo, e Iralei de responder desde
logo, como era da digoidade de nm Almirante in-
glez. Esle incidente deu lugar a urna correspon-
dencia om pouco severa de parle a parte, e Irouie
sm seguida a rainha demissSo de commandanle da
esquadra do Bltico.
Sollicilei um inquerito sobre o meu procedimen-
to, e foi-me denegado. Appellei para o gabinete, e
nao live resposla : al que a final vi-me obrigado a
recorrer a cmara dos communs. 1 ambem ah me
foi indeferida aaopplica, sob pretexto deque impli-
cava urna fraVValTroola ao governo de S. M.
Agora que Sweaborg acaba de ser novamente bom-
bardeada, desappareceu por urna vez semelhanle pre-
texto, e he chegada a occasiao de explicar os porqus
dessa inaccao que se me lanra em rosto.
.Depois da tomada de Bomartuud, tratamos de exa-
ainar ainda urna vez Sweaborg, e foi opioiio do ma-
rechal francez, dos almirantes, e minha, que nSo
possuimos os recursos inditpeniaveis para atacar orna
fortaleza ISo formidavel (nao lindamos arlilharia
nem barbas cauhoneias}, e qoe por nutra parle a
estarlo eslava j dejasaiadamenle adiaolada.
O general Jonet,esrie parecer qne, desembar-
cando 5,000 horneas a iiha de P.ak-Holaaea, levan-
lando as obras convenientes, c fntcmiu ao mntBOT
lempo om ataque com a esquadra, pederamos re-
duzirapraca dentro de 7 oo 8 dias. Este plan
foi ltimamente rejeitado. O general Niel erade
opiniSo qoe 7 oo 8 naos de linda bsnlariam para a
arrazar em poocas horas; mas accrescenlava que se-
ria em lodo ocaso urna opperacflo tres liardi, qoe
nunca se linha tentado semelhanle cmpreza.e que
nunca seria elle quem aconselhasse a p-la em pra-
tira.
Todos estes pareceres foram submettidos a atori-
dade competente. O povo inglez n3o se moslron
aalitfeito, e eu recebi inmediatamente ioslroccOes do
almirantado para convocar om conseldo de guerra a
Gm de se decidir se devia ou nao comprehender-se
alguma ronsa.
O marechal francez linha partido com o seu exer.
cito; o conseldo redozio-se por consegoinle aos al-
mirantes adiados, qoe foram de rolo que nenbuma
operaco podia emprehender-se em semelhanle esta,
cao, e com os fracos recursos de que podamos dis-
pon
Antes desta resolano recebeu-se odlra ordem ai-
ra discutir o plano do general Jone). Como o ma-
rechal francez se achava ausente, nao foi possivel
rennir o conselho.
Poucos dias depois recebeu-se urna lerceira ordem
para convocar o conseibo de guerra afim de se discu-
tir a conveniencia do plano do general Niel.
O almirante francez eslrauhou com razSo que o
convocassem novamente sobre este assumplo, ainda
mesmo antes de chegar a noticia da primeira reso-
luco, e recusou comparecer. O conselho ficou por
tanto redn'zido aos almirantes ingieres, que respon-
dern) que nao viam motivo para mudar de resolu-
co
Pouco depois o almirante francez receben ordem
de retirar a esquadra franceza do golpho da Finlan-
dia, ordem esta que foi cbmmonicada so governo
inglez no dial de selemhro. A 18 a esquadra fran-
ceza deu a vela, e em seguida psrli en para Vargen,
a fim de examinar nma segunda vez Sweaborg, e
ver se haveria a mais pequea probabilidade de ser
bem snecedido n'uma tentativa de ataque tem com-
prometler a seguranza da esqoadra.
Al enjao correo o negocio plcidamente com e
almirantado. Nao recebi senSo louvores e elogios
pelo meu procedimealo.a excepc3o de um nico ca-
so, e/n que se me fez orna advertencia por ter sabido
de Winso Sound, u parecendo SS. Excs. ter esque-
cido queme haviamdado inslrucces expressas
para seguir em ludo as ordens de Lord Clarendoo,
ii o que eu fiz naquclla occasiao.
Os louvores de Sir James (jraham eram por oulra
parteenfadondos ate certo poni; mas quando elle
vieque o povo principiava a raoslrar-se descontente
que poMia 8 seu salvo repredender-me, mudou
iiumenatamente de rumo, e subslitoio no seu usual
(mmenlo. Meoqoerido Sir Charles sl'ou-
Iro*Meu querido almirante. Compre!etiili a
niudanca, mas nao esperei pela traicSo que se me
urda e, supposlo elle conlinuasse oolra vez com o
seu anligo tralameolo, Qquei entendendo que nao
devia por mais lempo confiar as suas palaV as.
A 26 de tetembro part para Sweabcrg no
Lighfone, pilotado pelo capitn Sollivao, alravsde
orna passngem escabrosa e diflicil,pouco mais de um
quarto de milha de largura, e fondeei uas alturas da
iha de Gobarn, pe'rlo de duas milhas ao sol Ce (jus-
tafsvaard. ^^^
Os rochedos Ha passagem, de que faaV, apparecem
apenas" nos mappas rossos. OlhaMasla posicao, a
forlaleza reprsenla urna multidso de bateras aceu-
moladas umat sobre oolras, e assestadas para o lado
do mar.
Da parle do sul de Gostafsvaard e Vargon, 77 ca-
nhes defendem a entrada de qualqoer embarcaco
pelo lado do sol, alm de 27 pecas qoe guarnecem
at tres baleras em Bak-Holmen. a enlnda da
passagem entre Bak-Uolmen e Goslaftvaard ha al-
gumas embarcaces de 3 ponles, qoe defendem lam-
bem a ahordagem pelo lado do Snl.
Nao podemos alcancar una vista dat forlificacoel
do Occidente, e creio que o general Niel andn pre-
cipitadamente em dar a ana opioiao de qoe bastaran
8 ou 10 oaos de linha para arrazar a forlaleza em
duas horas, quando apenas linha lido lempo para
examinar a parle occidenlat das fortific ires, e ain-
da assim a ama distancia consideravel.
Nao era lempo d'abrir passagem airases das rochas
para podermos ver a parle occidental, em cuja ex-
tremidad septentrional se tinha collocado orna em-
barcaco em linha de balalha para defender a en-
trada por Laogholm, e onlra ao lado para sus-
tentar. No meu primeiro relatoro foi de voto com
o capilao Washington que poder amos uo esli col-
locar a esquadra no ancoradooro de Milo. Nao ha-
va difticuldade nisto, porque se lindam consli
bateras na nxtremidade sul de Sannhamn; roas
las podiam fcilmente ser destruidas.
Escrev ao Almirantado a parlcipar-lhl
ataque de Svxeaborg fosse eraprehendido
esquadra tmenle, deveria esla aproxv
em urna linha < Hedida por 160 .
das embarcarles principas deveria
capar as baleras em Bak-i
4and ama.
menle pensando em mim. Pobre arnaole, minha
morle o penalisar, elle amava-me muilo, o havia
dez annos qoe nao deixava-me. .v
Ah como ficou ludo sombro, com quanta brevi-
dade veio a uoile 1 como cahio todo as Irevas da
fadiga e do deslenlo Eo leria talvez podido ser fe
liz, pedia smente como tantos outros, meu logar
ao sol. Nao me foi dado ou eu nao sube adqneri-
lo t Ah I conheco rainha doenca, be uro cancro mo-
ral no cerebro, morro delle. Estoo moto triste, de
sejra oovir msica, o quizera chorar.
Qoeimo meus papis, excepto estas notas, queimo
ludo, mesmo os pergaminhot doode pendiam gran-
des sellos de cera e qne estavara goardados no co-
fre velbo de cedro. Para que perpetuar essas nnha^ .
ras inuleis? Percorri toda esta papelada, e Ii a di- i
visa mentirosa de minha familia : Levius fit palien- '
tia. Nunca houve zombaria mais amarga. Certa-
menle quando nosto bitavd, encarcerado em Lon-
dres com o rei Joao reeitava ao seo real companhei-
ro, para lnduzi-b> a soffrer corajosamenle o caplivei-
ro, os versos de Horacio, cojo segundo hemitlichio
devia ser-lhe dado por divisa, nao suspeilava qne
um de seus descendentes, o ultimo, havia de procu-
rar na morle um refugio conlra a vida, rindo da iro-
na desse dilo impostor.
Que dirao amanhSa qoando entraren) no meu
quarto e virem-me morto f isso inquiela-ine e ator-
menla-me. Panto sempre com pezar no meo en-
terro que nao verei. Sem duvida as gazetas me cha-
maro louco, insensato, impo, desgranado ; dirao
qne malei-me porque estoo arruinado, iovenlaro
algum vicio secreto pelo qual se leuda dissipado mi-
nha riqueza Mas he grande lotice loinlia cuidar em
ludo isso ; qoe me importa ? .
Acabo de abrir a janella. Ha estrellas no dori-
zoole, nuvens grandes afugenladas pelo vento pas-
sam diante da la ; respirei largamente como te qu-
zesse fazer provisao de ar conlra a sutlocarao do t-
mulo. Urna rajada enlrou, e apagou-me a luz ; t-
quei repentinamente na escuridao, e tive medo ;
pareceu-me oue via formas roxas agtarem-se nat
irevas. Acceudi logo i vela, conlemplei-me ao es-
pelho ; eslava muilo paludo.
Escrevo minhas ultimas recommendaces; sao
mui simples e faceit. Serei vestido com meus rou-
poes de viagem, tendo o capello abaixado sobre o
rosto. Serei todo envollo com os bracos ao lougo do
na bella coberlinha de pt que Porcia deu-me.
de carias que preparei, seao enllocados
mim, e a carteira de velludo aaul bordado
de ouro que conten um relralo e cabelles ser posta
sobre o meu corceo de marteira que encubra a fe-
rila que ahi vou fazer.'. Meus nnneis ficarflo nos de-
dos, meus cabellos nao serSo cortados, e nao se tira-
r de mim .desenlio nem |molde. Debaixo ide |mi-
cnrjiu na be
i Is saa^os <
junta de ni
nha eabeca se metiera urna Biblia grande |in folio.
Sei que islo he cheio de meninice ; mas qoe im-
porta se assim me agrada '.' Deve se conceder algu-
ma pliantasia a om moribundo.
Serei metlido era um caixao de carralho ; nao que-
ro fretro de chambo ; bastara o peso de seis ps de
rra e de om pedaco de marmore.
Nao querc ser embalsamado ; a destruicao Iraba-
1 tie em paz !|A vista das mumias egypcat basta para
infundir nojo dessa especie de empalhamenlo ridi-
culo. Importa como dzia o lazarisla sobre o tom-
lo de Susana, que o corpo te converta no p de qoe
foi formado, e o espirito remonte para Dos qoe o
creou.
Senhor, vos qOe me lancastes na vida para nm fim
que ignoro e que brevemente vai revelar-se, perdo-
ai-mjL se deixo a existencia pelo simples fado de
mima vontade '. Nao lindis poslo em mea peilo
urna coragem goal s mindas dores ; ellas esgola-
ram-me paulatinamente, e devo desapparecer agora
que nao sirvo mait para nada. O' senhor dos desli-
nos, director das Iransmigncoes, aceilai-roe em vos-
ea misericordia, perdoai-me ; lenho clamado moilas
vezes a vs, cujos apostlos todos padeceram ; mas
bem sabis que nnnea duvidei ; sempre vos sent
obrar dentro de mim, e adorei vossa presenca em to-
das as cousas da nalureza. l)ai-roe, Pai benfico, as
forcat necestarias para ser menos desgrasado na vida
prxima, nao me reservis ainda em expiaran de
minhas faltas para supporlat o peso das existencias
ms ; reaqoecei-mc nesse foco de amor, deintelligen-
cia e de bondade que de vs emana ; leude piedade
de mim, livrai-me de minhas fraquezas, aniquilai
minhas prevariraces, appro\imai-me de vos, meu
Dos, e beradlto seja vosso sanio nome !
XVTII.
A Porcia.
25 de outubro de 1852, urna hora antes de morrer.
He a (i, Porcia, qoe dedico estas olas do urna ex-
istencia que vai extinguir-se. Tua quemeuj li-
nha condemoado a morle, foste para mim como a
virgem dos ltimos amores que osselvagens da Ame-
rica enviam ao pritioneiro ja alado ao poste do top-
plicio ; illuminastes-me os instantes supremos da
vida, e ler-mc-hias talvez salvo se eu ainda o ppdes-
se ser.
Encontrei-le muilo larde ; podeste galvanizar mea
cadver ; mas nao reanimar esse ente exhausto, ven-
cido e prestes a partir. Era a li, Porcia, que en
edamava, e invocava alravez de minhas paixoes, de
meus enfados, de meu deslenlo, de minhas viagens,
de minhas aspirarles, era a li que eu quera. Nos
nn)es raminlos da vida onde ensangnenlei os pos,
moi o cpracSo, enfraqueci a nlellizencia, ere a espe-
ranza imprescriplivel de acher-te om da que aoima-
va-me. Nessa pesquita desesperada gaslei aefbrcas,
perd a coragem, e quando Dos laocou-le emfim I
nao sabe a razao porque os Ioglezes nlo ocenparam
o oulro!, e accreicenlar-se esqoadra barcHeanho-
fieiras, armadasi com petas de Laocaslre ; corioear-
se-hao estas em differenles pontos, a distancias con-
venientes das footicatOesT bem providas de balas,
bombas e fogueles, e comecara assim ora bombar-
deamento qne dever continuar at qae se ncen-
deiem completamente as obras de madeira, que alo
em graode numero, o se consiga por este modo fa-
zer mpressio na fortaleza. As naos deverSo enlio
approximar-se, e concluir o resto.
Nao posso calcular o lempo qae levara esla em
preza, mas he certo que a fortaleza seria infallivel-
raenle redolida a cinzas, e muito provavelmeote fi"
caria abarla as nostas embarcares urna estrada
franca.
Ainda nao disse nada acerca dat tropas, mat nSo
ha duvida que podem servir de muilo.
E daqoi ja te v. pelo que tenho eseripto, e. em
vista do despacho do almirante Dundas, qoe, se o
meu plano fosse executado arisca, Sweaborg leria
sido iofallvelmenle ai.niqulada.
Parece que os alliados lem apenas 43 pecas e bar-
cas canhoneiras, e muitos dos teus raorleiros leem si-
do inniililitados; devem pelo menos ter uns cem.
Sir James Graham, n'uma carta que me escraveu
cootava dnzenlot.
Soppondo qne havia esle nomero, o bombardea-
mento deveria ter continuado, revesando-se para es-
te efl'eito o servido as trincheiras. Desta maneira
leriam os tnorleiros lempo de arrefecer,' e o bom-
bardeamento progrediria de forma qoe nao (casta
na forlaleza urna pedra sobre ootra, e abrir-te-hia
assim entrada franca aos navios para corear a vic-
toria.
Bem longo disto, o'almirantado parece nao ter
previsto qoe os roorleros nao poderiam sustentar-sa
continuamente, nao obstante ter recebido o compe-
tente relatoro de Sebastopol; e astim ama operaco
que foi condolida na apparencia cora o maior dis-
cernimento, sorUo apenas om effeito parcial, porque
o almirante Dundas no sea relatoro confetsa que
as obras de mar soffreram muilo poae damno.
Quanto as nossas perdas pareeelpsm sido de
pouca, ou nenhuma importancia, tetaem dmeos
como em material,,
mais meios soa i
o bombardeamento, ata qu
vaste favoravel, e a esqu
argn,poderia ter an
primeiro anno |
I
;
1
I
vios de tres ponjaj jiila nn afig
sudoeste de CiUsfa^Mra^*W aWiia a imraadia-
ta, que deveria lambem descarregar urna banda con-
tra as embarcaces de 3 ponles, e ancorar em frente
da soa guia, e assim snccessivaaajnte, e oa o-dem o
mais completa possivel.
Neste meio lempo as embarcacSes de 3 ponles le-
riam muilo provavelmeote tido meltidat a pique, e
toda a fente occidental de Sweaborg se adiara
empenhada no combale.
Requisilar-se-hia um pequeo esquadrao pira au-
corarao sul de Langholm. Teriam por con?guiej|e
a-combalcr esla forca, dous ou tres navios en linha
de balalha e todas as peras assestadas em llelsing-
fors.
Deveriam balisar-se lodos as passagens, e colloca-
rem-se pequeos vapores nos ranaes mais eslreitos e
perizosos. Os vapores grandes deveriam dispersir-se
cm lo.lasas direrees, afim d'acudir aos navios no
caso de necessidade. E finalmente deveria estar
espontanejpoeale. EdMfear de construirem bar-
cas canhoneiras naaadrem fabricar urna pareja de
balera} flucluanlesKferro, que, podiam navegar
com toen o desembpaaja^sffcs q%l%e m-da servan,,
porqoe, se fossem collocadas a 00 jardas de Sebas-
lopol terasio sido infallivelmente anniqoladas, e se
se cbllocasssjn a maior distancia, nenhum estrago
caasariam na pra^a.
A primeira experieaeia com o ferro catin ao paiz
effeitos d'um bombardeamento, nao obsta
prompto om esquadrao de reserva para tomar o lo- gar dos navios impossbililados para o combate.
He impossivcl saber se esle ataque seria oa nao
bem snecedido, porque deveriamos contar em todo
o caso com alguus navios incendiados pelas bombas
e balas ardentes, de qoe havia sem duvida abundan-
cia na prtca. E, fosse oo nao fosse bem snecedido,
he evidente que os navios nao ficaram em estado de
arrostrar posteriormente com a esquadra rossa ; e
se o ataque se verificasse n'uma estaclo em qoe nao
he possivel contar com o lempo nem se quer por
duas horas seguidas, nao sei eu quanlat nos arrisca-
ramos a perder. Peco a SS. Excs. que nilo julguem
nem por um momento, que nao he possivel atacar
Sweaborg; entendo que lie muilo possivel, mas de-
ve haver cntela e discrijao.
Resla-me dizer que pooco lenho a accrescenlar ao
relatoro que mandei a Sir James Graham, do qual
remello urna copia ao almirantado, e ootra a V.
Exc.
Depois daquelle relatoro mndaram inteiramenle
as circumstancias : temos agora grande qnaiitdade
de peras de Lancaslre ;'n.lo ha um s navio na es-
qoadra qne nao esteja armado com ellas; devem
collocar-se raorleiros de 13 polegadas na ilha de Lan-
gholm, e nos rochedos de Vargo, (os Francezes oc-
cuparam um delles. cinco raorleiros ficaram damni-
ficados, e dous arderam completamente. Ainda te
nos meus bracos, eu nao linda em mim mait le que
urna ruina vacilante qne devia cahir brevemente e
sepullar-se debaixo de seut deslrocos. Estes iocom-
modos, estes marasmos que devoravam-me alada vi-
vo deixaram-me enervado e mais fraco do que um
recemoascido. Tente lutor, quiz readqnrir a exis-
tencia afim da viver feliz com tigo; mas j era larde;
meus senlimenlos alrophiados pela longa miseria nao
tero mais valor, meu coracSo smenle sabe soffrer,
minha bocea n.lo sabe mais do qoe lamentar-so, meu
espirito nao salte mais do qoe devanear ; lomei-me
(do fraco o arruinado que a mesma felicidade abte-
me como um peso insopporlavel. Para oolros lerias
sido urna recompensa ; mas Dos he justo, lia para
mim nm castigo. Sinlo-me indigno de ti, e bem
como Moiss vou morrer avistando a Ierra di Cba-
naan.
Teu coracSo, o maior qoe tenho condecido, aceita-
ra-me com minhas imperfeicoes sem numero e minhas
dores sem molivo. S tu povoasle minha solidao, e
consolatle-me da retirada daquelles que nao exislem
mais; foste ao mesmo lempo mnha esposa, minha
irmaa e minha mai ; lerias sido|minha consolacao a
minha forra, se eu nao pertencesse j a oulra amiga
fiel que chtma-se a Morle. S feliz todava, pois
grabas a ti, po- so morrer creudo com fervor que nao
he impossvel achar-se a felicidade. Sobreludo nao
te afflijas, nao digas. Se eu inesse feito mais, elle
leria talvez vivido ; se eu o tiyesse amado melhor,
elle leria talvez sido menos miseravel. .NSo, issoera
impossivcl, repito, eu nao poda' mais viver, e para
servir-me de orna compararlo velhae mu justa, dir-
te-hei : Nao havia mais azeite na alampada, ella
exlingue-se, e ninguem teria podido acende-la nova-
mente.
Fica certa uo que tornaremos a ver-nos, Porcia.
Dos que reonio-nos entre tantos obstculos, nos
reunir ainda em urna existencia futura. Deixo-le
urna parle de mnha alma, e levo urna parte da toa ;
atlrahdas pelas soas lembrancat e pelat suas pri-
meiras afinidades nossas monadas saberSo a : 11 a r se
depois. e viveremos emfim Juntos dias cheiot de fe-
licidade qoe nossa ternura merecen.
Perdoa-me, pois lambem tou culpado para eem
ligo ; nao linha o direilo de fazer-me amar, e reli-
rar-me lugo deixando-te taudades.
Neslas olas uenhuma he dirigida a l; cslavam ja
em parte fechadas no da em que pela primetr vez
aperlei-le a mao ; ellas te ajudarlo a comprelien-
der o ente taciturno e selvagem, qne t teu amor
pode domesticfcj lendo-as|acliars talvez a decifra-
cSo decerlos gritos de desespero qoe elle sopara
ti ; ellas le explicaran as repulste, ase
pertinencias de menino doente, para s li-
ndas lana indulgencia, e que adormec lo linean-
la de teat olhos.
0' Porcia, 1 Deo le gairde e le pagoe todo i bem
I
um milhSi
gunda ex
e ainda as
vavelmen
cancar-se
Wtt eslo essat bateras '.' A se-
nSo cnslou menos de meio milMo
ios sahir dos nossos portos, e pro-
catadirao. Quando ha de o paiz
dinheiro a homens incapazes ?
Os ministros lembraram-se de reformar a [rcbarl-
c5o da goerra qoando bSo de elles reformar o al-
mirantado ? Em quanto o nSo fazem, o dinheiro
do povo vai-se prodigalisaodo desgracadamenle<
O almirantado parece n3o ter caleolado
a acontecer ; e, se-tivessem lido a historia
de saber qoe Martinica foi lomada com roa
nao havia casat-matlas para loda goarnc,ao,^
as havia lambem en Sweaborg.
O almirante Doodas afiirma qoe nao entrara oo
seo plano uo ataque geral por mar < baleras, e aa
suas operaees se redoziam a fazer lodo o estrago
possivel com o fogo dos morteiros- na fortaleza, e no
arsenal. Se o almirante Dundas livesse os meios
soflicenles, projectaria sem duvida um ataque s
baleras, e reunira a forra total da sua esqoadra/
prompta a aprovetar-se do terror, e confusao occa-
sionados pelat barcas cdnhoeeiras, e pelos raorleiros.
Bastara s o calor da conflagrtcao para afastar a
guarnir.lo das pegas, a esqoadra entrara fcilmente
em Sweaborg, e fortiTicaces, e Ibas lado ira pelos
aret. Em lugar de tudo itto redxizio-se o negocio a
incendiar as obras de madeira, e ot armazent, o nao
havera remedio senao comecar onlra vez a (arefa
no anno segointe.

O almirante Dun
anno passado acer
A escabrosidade do
de rochas, e recifes
".-
I
1a o meu relalorio di
ildades da uavegacio.
rdiz elle, todo semeado
ebaixo d'agua diffleulta
tummamenle a escolhade poeijaes a uraa
veniente para as barcas canhoneiras;
que me flztle, e se nlo qoiier pool
mele de minhas faltas reooa-me a ti na
nova para a qoal vou dar o primeiro pasto.
Joto Mr
m
plode.
Era assim qoe termioava o manoscripWS Joao
Marcos ; colhi algumas ioformaedes sobra sea mar-
te, e dou-as para completar a hisloria desse desgra-
nado.
Quando de majiliaa Bekir Aga, altrahido pelot i-
vos do cao, entrou na alcova
inleirirado, e deitado
Por urna precauco si
da a parte superior do
qoe o fogocommuoi--
figarasse ; elle fall
limas notas, l'erira
morreu logo ; poit a
coraran fora achatar-i
bera-lhe a ferida, de
o cadver eslava man
achou-o morto,
mo um soldado.
ir cus d espira lo-
sem duvida
idos, o des-
de soas ul-
ivelmente
vessado o
O co lam-
o rotlo, porque
saosue.

Esta morle causou grande (amallo ao qusrleirSo.
e a Igreja, como jt disse. recusou orar dianle desea
corpo. Suas instrucedes foram seguidas lilleralmen-
te. Demais elle lomar todas as medidts ; compra-
ra om terreno, e compozera sen epitaphio como
poeta do socalo XVII. Li-o no cemilerio Montmar-
tre om da que l enconlrei urna mulher vestida de
luto qoe orava chorando|de joelhos dianle de sea In-
molo. Era Porcia, a qnal ainda nao o esqueceu.
O epitaphio era este :
(aaatljMiai
Os despojos de urna alma
Eterna.
O morle. >
Que forcei a obedecer-me,
Sas minhas existencias anteriores
Jd te H umitas vezes,
Ehei de ver-te ainda
Sas minhas existencias futuras. :
l-:scolhe-me de preferencia
ijaando quizeres
Livrar.
Um homem do envoltorio
Que abncalhe a alma
Eterna:
E de transmigrarse* em tranumigracGes conduz-mc
A Dos
Afim de que eu potsa eal/or
Para lempre
A' un etsencia infinita
' *s /.terna.
Amenl
A



llmiranle DonJa foi uin dos membro do conseibo, cesso conlra elle instaurado por oceasiao de urna al-
19 T3S Cemnrhn ni\* n> I 4l>lln (lluril nln (erCaCAO hHVida AnlrA n litinliriantn .<___I..
qo tac censaron por nSo ler atacado Srreaborg, nao
obtaule mo ter u minha disposielo nem ama so
b.rej eanhotulra, e isto sen eslavo invernosa, no
has e recifes por debaixo d'agaa, ao pas- raesmo despacho de V. S. e do rconhecimenlo d
soqoe actualmente en mu I fcil asustar urna bar- tahelliSn: porlanlo P.a V. S., Illm. Sr. subdelega-
ca canhoneiri, lando demai a maii todo o invern ,",,S%"u '' Ar?ado5 > mande passar por
nar. -,n!n.r i matado o terreno. ,. "' .^T,?*-"-om,',ffos <" Hollando Oval-
I
para examinar i volitad o terreno
i. no h fcil a entrada de navios
m razas do pcrigo, que ofierecem *s
rfVft, a com todo eu nao llie eslranho
Iguina a msneira, porque me tratou. O
pensavel he Sir James Graliam ; porque
^^Ki* de escrever a comroiwao de Se-
^^Bsaus collegas n,1o protedessem em
Bit S saas imlrucres nSo conlinua-
snerobros do seo consellio; a a accres-
Nfe linlia o ireito de dar puhlicidade s
liras dos oliciaes.direilo que Ihes nao
Has. Sir Jams (raham ha de conhe-
sr causa d'oma que eu nao obedec ao
Sir lames deve ser o raais tcaulela-
ia da carias. i.
Grabara fui um dos ministros que roan-
rcito roglez a iabastopol no meiado de
timo, sera meios de transporte sem
I tandas onvenieules, ou vestidos, e
w, para morrerem all no meio dos ri-
irno ; e foi o ministro que precisou de
f tima esquadra ingleza a urna tnorte
rodiedos de Ssaaborg, e, para sua vergu-
alo qua dous oflieBjes de marinha se
Un a prestar o seus nomes carta in.
sultana qae me escrevea ; e estes liomens conti-
nan) anda do snirantado, e lie este, o estado em
que. est a marinha do sea paiz.
Oa don verte plisados no Bltico ho de serrir-
llies clelicSo. Esto senhores dos meus planos de
ataque a Srreaborg, e ouso affirmar que est de pos-
aa dalles o almirante Dundas ; e sir James Graliam
os eos dous coadjutores andariam bem em leva-
Ios a execuco no prximo esli.
Provarei n'outro .despacho a minha argoicao ao
almirantado de ter pervertido as minhas cartas, e
son, senhor, tomo obediente servo
Carlos Sapier.
Perifdico dos Pobre no Porto.'
(ftg
PEmiBim
REPARTIC1AO DA POLICA.
Parle do dia 5 de novembro.
[Upa. e Exm. SrNa ausencia do Dr. chefe di
polica desta provincia, teuho a honra de lerar ai
conhecroento de V.Exc. que das difiranles part
ciparoes houtem o hoje recebida nesla repartica,.
consta que se deram as seguales occorrencias:
liram presos: pala subdelegada da fregueza do
Reeife, os paados Bernardino Francisco de Sena e
Virginio Antonio Pereira, por iosultos, Ignacio Jos
de Frailas, por uso de armas defezas, os pretos es-
eraros Joaqum e Napoleao, por furto, Antonio, a
requerimeiito do eeuhor, Jos, por espancamento,
tcente rerreira da Silvl, o o preto escravo Pedro,
ambos sem declararlo do motivo.
Pula subdelegada da fregueza de Sanio Antonio,
o preto escravo Roberto, por ebrio, o porloguez
Jes Jos Ferrer, por tentativa de morle, o pardo
AlOMDdre Jos Pereira, por hiver a tira do urna po-
dra sin urna labern,, o pardo escravo Maximano,
por inga, a o porluguez Manuel Alexandre da Sil-
va, swo declararlo do motivo.
.*.'-* "J^1!]^???^,^- tnea!ai? *S. Jos, a par-
da Candi
nuu;iada
Mara Fr
Epela
Manoei J
tivo, |
Na|
ta re
- mi.
lo.
D. Jo.
fr.
onunciacao, por se achar pro
J do cdigo criminal, e a prela
'Asaompcao, por desordem.
-da da rregSMzia da Boa-Visla,
i Silva, -es* riecUrasao do mo-
i em janetra desle aono i
lira Vitoria,
oatabro findo,
cerno a V. T
I dedil
no lt
j*
oes.
mm E KMHBIICO QUIRTI FEIRI 7 01 NOVEMBRO DI 1855
:ercacao havida entre o supplcante e Malaquias
Iraocisco de Paula Carneiro. Ihe d por cerlidao o
Iheor de urna petirao feita pelo- mesm Malaquias
sobre objeclo do mesmo processo, e hem assim do
Domingo
canti de Albuquerque.
Passe em taino.Subdeiegacia da fregueza dos
A rogados 2 de novembro de 1855. Vianna.
Antonio Alves da Fonseca Jnior, escrivo da sub-
delegada da fregueza dos Afogados, em virtude
da le, ele.
Certifico que revendo os aillos de processo crime
ei-oflicio contra Domingos de llollanda Cavalcan-
, dalles consta-i peticao do Iheor seguinle :
Un Maluquio* Francisco de Paula Carneiro, mo-
rador nesla fregueiia, que Ihe constando achar-se V.
S. procesando ao alfares Domingos de llollanda Ca-
valcanli, morador na Estrada Nova desta mesma
fregueza, pelo fundamento de haver feilo oflensas
phisicas na pessoa do supplicanle; o supplicanle em
respetoa venia.le e desencargo de sua consceucia,
vem declarar, quo houve na verdade urna altercarao
entre elle e o dito Hollanda no da 6 do correle
mez, e que indiscretamente ambos Be excederam,
mas que o referido liollanda nio leve ten^ao de of-
fende-lo, que houve reciprocidade na imprudencia,
masque nem o supplicanle, nem aquella Hollanda
commeiteraa.erime algum, sendo qoe ao menos pelo
quediz respailo a sua pessoa e raesmo ao supplicanle
nao se reputa ofleodido, e para que esta declararlo
sirva de esclsrecer o juizd de V. S., o supplicanle a
faz, e requer a V. S. que a aceite, mandando juntar
esta nos autos paraconslar, e assim pede a V. S.,
Illm. Sr. subdelegado da'fteguezia dot Afogados Ihe
defira.E R. M. Malaquias Francisco de Paula
Carneiro.
Sellada e reconheciila a asignatura do supplican-
le, como requer. Subdeiegacia da fregueza dos Afo-
gados 2i de oulobro de 1855. Vianna.
Keconhe(o vetdadeira a assignalnra djkrequcri-
menlo retro, por ter visto outras scmelfiileVcda-
de do Kecife ti de outubro de 185"). Em tastemu-
nho de verdade, o tabellijo publico, Francisco de
Salles da Costa Monteiro.
Nada mais se contnha em dita pelirao, despacho,
rconhecimenlo e sello, ao qual me reporto, e vai na
verdade sera cottsa que duvida faja, por mim esorip-
to o assignado, e estrah a prsenle cerlidao dos pro-
prios origioaes qoe licam junto aos autos, dado e
passado em virtoileda petirao e despacho relro, nes-
la fregueza de Nossa Senhora da Paz dos Afogados,
termo da culada do Reeife da provincia de Pernam-
buco aos 2 das do mez de novemhio do anuo do nas-
ciiiienlo de Nosso Seobor Jess Chrislo de 1855, tri-
gsimo quarloda independencia do imperio do Bra-
sil. Eu Antonio Alves da Fonseca Jnior, escrivao
o escrevi. ^^
Em f eflBunho de verdade. O escrivao,
^Kff Alvet da Fonuca Jnior.
N. -J.Diz Domingos de llollanda Cavalcanli por
eu procurador que a bem de seu dreito precisa que
V. S. Ihe mande dar por cerlidao o Iheor da veslo-
ria que se proceden nos ferimeulos feilos em Mala-
quias Francisco de Paula Carneiro, ludo em termos
que faca f. Pede a V. S. Sr. subdelegado da fre-
gueza dos Afogados assim Ihe defira.E R. M.__
Jote Tkoma: Cacalcanli Pessoa, procurador.
DO.Subdeiegacia da fregueza dos Afogados 18
de outubro de 1855.Vianna.
Antonio Alves da Fonseca Jnior, escrivao da sub-
deiegacia da fregueza dos Afogados em virtude
da le etc.
Certifica que por esle juzo se proceden ao auto
de vesloria a ei-olficio, nos ferimenlos fetosem Ma-
laquias Francisco de Paula Carneiro, que lude he
da forma e maneira seguinle :
Auto de vesloria que a ex-otile i o mandn proce-
der o subdelegado da fregueza dos Afogados, o l-
ente coronel Francisco Luiz Maciel Vianna, na
pessoa de Malaquias Francisco de Paula Carneiro.
Aos T das do mez de outubro do anno do Nasci-
menlo de Nosso Senhor Jess Chrislo de 1855 as 4
lloras da larde sendo no lugar do Lucca.quarleirJo da
freguezia dos Afogados termo da cidade do Reeife
da provincia de Pernambues, presente 'o subdele-
gado da mesma freguezia o lenle coronel Fraor-
cisco Luiz .daciel Vianna, comigo escrivao de aaB
cargo abaixo assignados e os peritos chamados oW-
.- rurgiio approvado Joaquim Jos Alvea de Albuquer-
L que morador no lugar da Magdalena desta fregu-
la*. VA B am fulla flannlvn >mi4umS. t-l >!.._.A^ Si__
di* '' l ucorrM,e fui "aantado oes
nc3o, o cri- >juc iunmir no lugar ua Magdalena Iregue-
**, bo, proutiBciado zia, e em falta de oulro cirurgiao fui chamado Sim-
^o A (*JWo Rodrigues Campello, morador no lugar do
Lueca e as teslemunhas Antonio Alves Pereira, e
-Rofino Rodrigues Campello ambos moradores no lu-
gar do .ucr.iMe-i,! mesma freguezia; o subdelegado
Mfera| aos peritos o juramento dos Santos Evan-
gellia. de bem e fielmente cumprirem sua mssao,
declarando com verdade o que dafejfcrisaem e en-
* o que em suas cooae iciai entendes-
gou-lhes que proceM roaos exi-
los feilos na pessoa de Malaquias K
lia Carneiro, que presente esl e
ajaos fluesilos seguintes: t
fenmenlos ffa orretraas (.uisiLas.
2." Se lie morui.
3. IJual o insri atento que o occasionou.
*. Se houve ou resoltou mutilaclo, ou deslrui-
j3o de algum memliro ou orgao. v
5." Se pode haver ou resultar essa mutilacao ou
WttruisAo.
^. Se pode haver ou resultar inhabilitado de al-
gum membro ou orgao. '
il*.5? pod6 re'alUr alguma deformidade e qual
Illm. eExm. Sr.
lic.i levo ao ronhecirpentojjl
lerenles parlicipacoes hoje recebldae nesta reparli-
, SW, consu que se deram as aagaintes occarreecias
Foram presoi.sS*miufct otde, os marojos Oaoi^
bur?ueieaJorg_eerederioo, por serem desertores
do hrigue Aejnslo.
Petojoiuodos feilos da fazendt, o porirjrmez Mi-
el Jow da Costa Meira, por falta de cumprimen-
lo el os deveres de fiel depositario.
-jw uc.cre ae nei oeposnarto. '- oa poue resultar alguma deorraidade e qual
Pula aubdelagacia da fretoezia do Reeife. Fran- ella eia-
> Vieira, por insehos, o prelo Cvpriesjo, por r 8- Se mtl resullanle do fermenlo ou oflensa
K ,, fizerem produ*lr grave ncommodo de saude.
la delecaea dn iapnasswn .SK^J^K^ Pala delegacia do, tcrrnlpo
Gomes de Souza, Joe Pereira
por serem criminososjdh morle,
ferimenlos graves, e ROfioo Jos,
do < xercilo.
E recolhido ao quartel do eorpo d*-y
to Firmino, escravo de Jos Thomaz Pires r,
a requenmento desle.
u^2L?,"rd.? ? V" E,c- Sewlria da polica de
I!,,>!,.C0- *> e ""orabro de 18.5.5.Illm. e Exm.
isawselbeird Jos Bunio da Cunta e Fieueiredo,
jpte da provincia.^O delegado do primeiro
io desle lermo.-/-nWC Joaquim
ina, ambos
maro, por
desertor
ilcia, o pre-
L^M^Pwm
IfanAor redactores: No Liberal Pernambu-
cam n. 899 de 9 de oulobro' desle anno appareceu
um cemmumeado as-ignado por um miseravel deno-
inado matulo da /toro, no qual fui eu torpe e io-
fammemeole calumniado com o epilheto de assassi-
m0^liLU'Ver..8?fag,ea.0 MSund0 dil dito com-
inuiiicado, a Malaquias Francisco de Paula Carneiro
o ntsa oceasiao o muilo digno subdelegedo dos Afo-
IL.0. ,,nc?. ^ leDel-='f'>nel Viann, foi
Goalmenle mordido por esae desgracado calumuia-
dor.que eogendrou aquelle communicado, e bem as-
part.ncer Q,Vilc,nti' Ia* '"'o a honra de
ii .Embora eonlieeeaae a miseria do autor de same-
' p"1",m> "^ "e Umlo mais desprezvel.
7.1 i.TP"der'lhe Pr1ae Uvanie d. minha mol
rom tnqae vnUt ?l",c,, dei"r ,em oef". P-
_omelhoraconselhadoesperei que se instaurase,
b-K1.T ?,pec,,vo Proces- ar'" de poder cal
b..linenle desmatcarar a esse sevandija que lao co-
bardemenle mu n>r,in u. .i.___A .H M? co
bardemenle rae aggrcd
poder faze-lo.
I>iz o lamigerado
queeiao referido Mal
ero risco de vida, mas _
lejvojia deese vil calumi
L
i

chegada a oceasiao de
Inora que eu esfa-
nlo de achar-se elle
fltrar a infamia, a a-
rr 'basta apresenlar. co-
precio, o, do... docuraenlos que abaixo se se-
'*que he o mesmo Malaquias
ipaaas ae dera entre mim e elle
i qual nao resultara esse
JBJ< le o referido calumniador
menciona: ni toa eu quem fallo, he
w i peranle a competente autori-
lvsexallacao da nossa parle no da G
t tslo nao passara dos limites
Je urna altercaco, sendo que, se imptu-
tele foi etj, tambein elle o foi : ora sendo esta a
aelaracse de Malaquias, porgunlaremos cmti qoe
*r hea o tal perverso qoe se, inlilul. malulo da
ea o nao conheeo; pelo con-
"|rn elle he, e por isto nflo
ibranca da fazer publi-
porqoe qoera lera a
estese oulraa geni i-
i apanhado em o-
ra qoe elle seiba e te-
sso he capaz, Ihe di
lo entre mim e Mala
ilanea.nao no acoogoe
inieado. masem fren
so pense ella
.iraiio sei muilo
SBeadhiro
car
cara _.
lean, e ,
jealM me
hn
ai que
ajuias uatw oonl___
como torpemente diz
." Se o inhabilita do servico por mais de trinla
das.
gE finalmente qual o valor do damno causado.
Em cooseqiiencia passaram os peritos a fazer os
exames que julgaram i.eressarios e concluidos os
quaes declararan) o seguinle:
Que Malaquias Francisco de Paula Carneiro, sof-
frera um fermenlo simples na parle anterior o su-
perior da caliera, sob o osso coronal, o qual tem
duas polegadas de exleiicao e de profuudidade al o
mesmo osso ; assim como duas contosoes da parte
superior lateral direita da cabeca, sob o osso parie-
tal e um ligeiro fermenlo por baxo do peilo drei-
to, entre as ultimas cusidas verdadeiras, o qual ne-
nhuma allenrao merece ; porem tem a parle poste-
rior ao tronco, e hombros bastante maltratados por
difiranles contosoes e juntamente o ante-braco es-
querdo por causa da fractura de um de seus ossos:
eque porliinto responden). .
Quanloao l. quesito que Malaquias Francisco de
Paula Carneiro, sollrera. ferimenlos leves e oflensas
phisicas.
Quanlo ao 2." que nao he mortal.
Quanto ao 3. que esses ferimaotos e contuses
foram feilos com instrumentos contundentes e per-
furanles.
Quanto ao 4. que nao resullou malilaco alguma
de memoro ou orgao.
Quanto ao 5. que nao pode resultar mutilacao
ilguma. *
Quanto ao 6. que nao pode haver inhahilitacJo
alguma.
Quanlo ao 7. que nao pode haver deformidade li-
gnina.
Quanto ao 8. que pouco ncommodo de saude
poda haver.
Qoanto ao 9." que o inhabilita do servico por 25
das ; e que finalmente avaliain o damno causado
em 1008000 rt.
E por nada mais haver den-ss por concluida a
vesloria e de todo se lavroo, o presente termo, que
vai por mim etcriplo e rubricado peJo subdelegado
e assigaad > pelo mesmo, peritos e teslemunhas co-
migo Antonio Aires da Fonseca Jnior escrivao qoe
escrevi, do que de ludo dou f. Francisco l.uiz
Maciel Vianna.Joaquira Jos Alves de Alboquer-
que.Simplicio Rodrigues Campello.Antonio Al-
ves Pereira.Rofino Rodrigues Campello. Anto-
nio Alves da Fonseca Jnior.
liada oais se contnha em dita vesloria que bem
e fielmente exlrahi a preseute cerlidao do proprio
original que se acl.a uirido osautos.ao qual me re-
prtele vai na verdade sem cousa que duvida faca
por.inim escripia e assignada conferida e concertada
na forma do eslylo, e passei |a prsenle em virlude
do despacho supra nesla freguezia dos Afogados ter-
mo da ctdade do Racie da provincia de Pernambo-
co aos 19 das do mez de outubro do anno do Nasci-
mento deNosso Senhor Jess Christo de 1855___Eu
Antonio Alves da Fonseca Jnior, escrivao o es-
creY'-Ea le de verdade o escrivao, Antonio Alvea
da Fonseca Jnior.
*
1
a miin e a minha familia, a m,lo do as.as.ino. rom
a suhlracao de um irmao querido, ja ha um alivio
as providencias que lem dado as re,pBcii,as autori-
dades, leudo logrado a prisilo do malvado ; pelo que
Drs'iBuirUMT,,"ar,'leen,,|;lu'i """deque f uuqueza de I
prosegnn HeTnvavel empeuho do vingar a ... tmll,,ni. i ..
c\0**\eM sP' ,an, '""" 1"a'"o er.m re~- uan' desgoslo ?
iilir-cidaS.Mlas mma, as ptimas qualidades do fi-
nado e atltjpravacao c desfacalez do assassino.
.. M. Fonceca de Meaeirot
Recifo 6 de nevembro de 1855.
~sii'
Sr. redactoresPennilt, que sem ser por espi-
rito de imitacao ao costume de meus collegas elei-
tores, mas snmente or cousideragao ao mrito eu
venha lambem soiieltaiv-vos a publicacao da lisia
abaixo inscripta de ptitoas, qna em urna concordata
de amigos, assenlamos volar as prximas eleiees
provinciaes ; ps quaes entendemos, sem oflender a
susceptibilidades dos aspirantes, que bem e satisrac-
onainente represenlarao os interesses da nossa bet-
a Provincia na assembla provincifl. Assim, por-
tante fazendn-nos este obsequio mnito obrigarao ao
seu constante lelor, e assignanle
BaraodeCmaragib.. """"' '"""""
2 Baro de Capibarlbe.
3 Dr. Francisco Xavier Paes Brrelo.
- "r-Anl'mio Coelho S e Albuquerque.
Ilr. Manoei Joaqum Carneiro da Cunta.
Aih Irancsco de Paula Cavalcanli de
Albuquerque.
7 Dr. Sebaslao do Reg Barro, de Lacerda.
ae.Mello* Jernymo Marliniano Figuera
' Dr. Ignacio de Barros Brrelo.
10 Dr. SHvioo Cavalcanli de Alququerque.
a i." *1loni Epaminondas de Mello.
13 Ilr. Joao Jos Ferreir de Agufar
!.r" Benln Jo, da Costa Jnior. '
11 Dr. Jos Mara Mo>coso Veiga Pessoa
15 Tenenle Francisco Raphael Mello Reg.
b Dr. Joaqum Pires Maeii.idn Portella.
7 Negociante Antonio Marques de Amorim.
18 r. irancsco de Paula Baptisla.
19 renenle-ceronel Antonio Carneiro Machado Kios.
M Dr. Joao Francisco da Costa Braga.
2 ?dre '"qo'ni Pinto de Campos.
m vi?"o \eoancio Henriques de Rezeede.
J Dr. Caelano Eslelita Cavalcanli Pessoa.
24 Dr. Francisco Carlos BrandSo.
20 Dr. Augusto de Souza Leao.
96 r. Francisco de Mello Cavalcanli.
27 Padre Marcal Lopes de Siqueira.
28 r. Joao Ilircano Alves Maciel.
29 1 enenle Jos Pedro da Silva.
f! P An'"io de Hollanda da Roa Wanderlev.
Jl Major Florencio Jos Caruero Monteiro.
J2 Dr. Nabor Bezerra Cavalcanli.
? Ur- i0*6 Qui,"il"> de Castro Leao.
d* Dr. Cosme de S Pereira.
? D,r- 'e,an* -\avcr Pereira de Brilo.
36 Dr. Theodoro M. F. Pereira da Silva.
Senhores redactores Ap(oimando-se o dia da
reuniao dos collcgio eleiloraes. para effeilo de ele-
gerem os novos depotados assembla provincial, e
constando-me que pessoas respeilaveis, que ainda se
nao cancaram ,.o ser benvolas para comigo, me lem
compreliendido|em o numero dos seos candidatos re-
commendados; venho em quanto he lempo de pre-
venir perdas devotos, francamente declarar aos dig.
nos senhores eleilores da provincia, oue desde 1X1",
me honrara com seus sufrago, e conEc.! que d- m' "" qU6 '^^ COnlril-
ta vez nao me proponlio, e nem aceito a candidatu- nj (,ue condCoes, pergun
n as prximas elesoes, ao mesmo lempo que. agr- cnino com om lom de qoem nSo
sideracaocom que se'dignam cofandi"r-me,\oge-
Ihes hajam de aceitar esta minha declaracao.
Senlindo-mejassas impresionado pelo futuro de
rneus lfios, que agora seriamei.le se me antolha.-e
tatigado das lulas polticas, e;ncoramodo6 da vida
publica, em que bem pooco feliz lenho sido, durante
o longo espaco de mais de 10 annos de dedicaran ;
deve-me ser licito que quando nao me retire da ce-
na poltica, ao menos della descaoce por algum lem-
po, o que fazendo, nao posso impedir-rae de confes-
sar o rconhecimenlo de qoe me ado possuido para
com aqoelles de quem lanas provaeAe estima tenho
recebido, e mesmo com o digno coreo etailoral desta
provincia, que sem qoe eu o iiierecesseT se digoou
pempre conceder-me seus honrosos sufragios
Limoeiro 31 de outubro de 1855.
Jote Francisco da Costa Gomes.
sos, qoeelleseesforcavade DMIrar-llie ; esle ho-
raem entende lano da msica, como mu macaco
enteode o lasquinet. Porvantura s t, Fernando
s t, duqueza de Floridia, que me podes causar
Barbaja mnslrava-se to
promplo em animar com um vigoroso transporte Vmn%m,mm ..a
ma cavatina devinamenle transportada pelo tenor fnvorla do slgnor Barbaja,
ou prima-dona, quanlo o achata inexoravel orna no-
i: e como era o primeiro em bradar 6rat>o ou
,-------..,........... utaar vravo ou vas, quanto sania mellior que ninguem, o que ellas
rata, era lambem o primeiro em patear, e apenas Ihe cuslavam. Ora, acontecen que um dia o director
dsela o nanun. arremessava.sn aa *,*;,. .-.. j-c r*__i__..!________ ...,._ !-,___
agarra
- --------------------- -""iw, .igflfid- ua. uinus nsso u paea canianao a uiviiii ad-
a pela abertura o infeliz refractario, tratando com gelica tima mullida., de adoradores rivaes. A esta
laStai)[Q renr ahranaihln .,nl^-----1___i ....,._ .
-- .- .-...- .^...v..,,v, tiaid.iuu con.
bstanla rigor, abrajaudo pelo contrario com urna
elfusao sublime aquella ou aquelle que Ihe pareca
ler bem merecido. Embora, dizia elle a David em
um de seus transportes da jubilo, acabas de cantar
como nm Dos; as mulhtres estilo loufas por ti-
Esta noilebebe na ceia doas garrafas de xeres secco
a saude do leu amigo Barbaja.
Logo qoe um cantor ou urna cantora linl.a adqui-
rido a estima do publico, lornava-so o mimoso de
Barbaja, o qual desde esse dia o fazia sentar sua
mesa, passeava com elle em sua carruagem e o hos-
pedara em caso de necessidade em seu palacio. Se
Ihe aconteca algum incidente, se a cantora amagre-
ca, se o cantor se endeloxava, corra logo a prodi-
galisar-lhe os mais assiduos cuidados do mais temo
dos pas, esgolando al o fim seu repertorio de anc-
dotas para o deslrahir. Concordo que era este o
mellior lado de seu moral, porque nao possoindo ne
nliuma virtude, UjSM mullos viciozinhos agrada-
sajj
Apreciador da boa mesa e dos preciosos vnhos>
entenda que depois da bebida, as mu!.eres e o jo-
go eram em ultima analyse, o mais conveniente pas-
sa-tempo de um homem de hem. Nao he preciso
dizer queesle Sardanapalo habilava nm palacio das
MU e urna noites, onde o mosaico, as conchas, as
pinturas a fre>'-, o cristal, o veludo, a seda .e o ou-
ro se combina ^-mfusamente para o espfendor e
conforto da r cia.
Eram qualrohoras da larde pouco maisou menos;
roeslre Barbaja, acabando de dormir a sesta, bce-
java e espregoicava-se em nm sof, quando seu
guarda-roupa reio dizer-lhe, qne um eslrangeiro
desejava fallar sua senhora.
Como se chama 7 disse negligenlemcnte o di-
recfbr de San Carlos.
Joaquim Rossini.
A ah enlre.
O sullao levanlon-se o eslendendo as duas maos
ao maestro, disse: Folgo de ver-vos e conhecer-vos.
Aqu nao se falla senao de vos, e eu mesmo tenho
lido maravilhas sobre vossas ultimas obras.
He possirel f replicoo o joven compositor com
urna irona imperceptivel ; haviam-me dito, qoe li-
ohas razes parlicolares para no ler gazelas.
He verdade; estou to oceupado.... Mas va-
moa ao que importa : contrato-o e ja'.
ilou o sgnor Gioa-
(em empenho de
L1TTEBATLRA.
Com as mais vantsjosas... Em primeiro lugar,
don-vos casa.... oceupareis o segundo andar desle
meu palacio.
Bello; eque mais.'
E que mais f'Almocareis, jaolareis e ceareis
na minha mesa...^Crjjo que haveis de ter lido io-
formaces sobre ej[ Ife^dega e sobre o meu cozi-
nlieiro
So islo ? 4
Ponho a v
ruagens a um dos
agradar.
' Bem, mas nao me fallis do ponto cardeal
Convera-vos seis mil francos *? ;
Sgnor Barbaja, lombais de mim 1
urna das minhas car-
gem que. Jevem valer alguma cousa... Vejamos,
charo maestro, estis contente"?
Aceito.
"E quando passaremos a scrillura '.'
Ja,sefuizerdes. disss Rossini apresentando a

.1..-.'.-------------- mf'muo, masem tren
J ^T M pai' e ,9" em ra "a cobrataca de
agdiahe.ro que o sneemo Mal.qaias ma devia, e da
raima ee nmcavalln para o pagamente dessa dinbai-
ro, e lambem he verdade qoe tanto ee como Mala-
oas nos irritamos, a saber, en depois de provocado
relie, e palo moUvo da querer exigir o que se me
devia, e elle pela razto de nio me querer naear
aeas ,u. he meotir- que he calumnia, q,e he aW-
voila terem harido facsd.is, e ficar Malaquias grave-
mente fernlo. o
fc Agora perguntarei aind. a que vem a ramilla ca-
vai.canli par. o caso? Sou Cavalcanli he verdade,
as teuho bro, lenho honra, lenho dignidade, como
os principae. membros dessa importante familia e
tr uso nenhum caso fa^o dos laudos desse cao n'ue
imiolentemenle me acommetle ; viro do meu raba-
Iho, e ao sou como elle que faz osen forte de trafi-
eaiicios asquerosas especularles ; finalmente o Sr.
leiien e-coronel, Vianna muilo honrado ejusliceiro
subdelegado dos Afogados lambem he um varo
rlinelo o contra quem nenhum valor podem ler os
biites da serpenteqoe enroscada debaixo do cisco vo-
mita calumnias contra aqoelles que a nao irnilam.
Conclairai, senhores rodadores, declarando que
com bstanle pezar oeeupo hoje a atteneao do publi-
co, a quem peco disculpa ; mas que forcoso rao foi
essim proceder para defendrr-ma da argnicao, que
eem a maior falta de vetgonha me foi feita pelo se-
vandija malulo da Ibura.
-nes, senhores redactores, que publiquem ev
* liuhaj densa, constante leitoromi/ijoj
*V Hollanda Cnalctnti de albuquerque
Oocmmentoy. 1.
Diz o alferea-Dboifmjos da Hollanda Cavalcanli
de Albuquerque, que a bem de seu direito carece
jue e escrivao desti eajbMegacia, rarendo o pro-
Ainda rergado ao peso de affliclivo sentimento
que me enluta o eoracSo. venho por forra das cir-
_ cumslancias pedir-ihes, Srs. redactores, m espaco
em suas columnas, adra de consignar atlei.ojo pu-
blica um relo horroroso em si e aitamente'repug-
nar.te em suss circumstancias.
Araba em Paheltas de eahir ao ferro da traicSo
victima da requintad:, perrendade de Jos Rodri
aues. Magalhnes, o meu infeliz irmiio de nome Joao
Baplista da Fonceen Medeiros, qoe para aquella,
paraeens viva de negociar de sociedade com nm
rommerctanie desla cidade.
Enlrelendo honrosas relacfles. era alli bem quis-
to de todos,- o grande o considerara devidamenle
por suas qualidades pessoaes de nolavel excellenca
o pequeo o acalava, nao s por esses dotes senao
lambem por suas maneras sempre allenciosas' e ur-
banas, qoe por cerlo muilo capliram a benevolencia
de quem deltas he o alvo. i
Da existencia desses predicados era ainda urna
proya man.f^sta o mesmo assassino qoe Ihe roubou
a vida ; porquaoto, alm de ser tratado pela victi-
ma sempre como irmao, com a maior familiaridade
possivel, dispnnha como propria de sua bolsa e de
sua boa vontade, como ainda ha pouco houvera lo-
gar em abono de nao pequea somma na casa do
Sr. t. ravares Correa, cujo pagamento vira a pezar
sobre n.., outros seus irmaos, visto a impossibilidade
daqnelle para realisa-lo. '
hm. JLCrer^Sr"- r,edae,<>r. qe o coracao do
homem possa abngar n'um mbito lao limitado ta-
mar*a m.lvaideze. ponto da desconhecer por for-
hnnJL. '!. I"'10 qae '^""-era a m.lo
los une 0 !.,....... |h
.------ .,... g<
alimentava o
cases senlimentos de genero-
homtm a reconhecer o benrficio,
urna divindade credora de suas
?Y~!-J}'am araeler avillado
uni ha de infame
eja a propria hon-
peisoal que prosli-
_la momento.
eaUtie, pore> e dor ero que sepnltou-nos
de teJJ^aai
LesssxTfji
aignldasre pe
sentimeafo
Nesse momento, entrava sem ser aonunciada, urna
pessoa de physinnomia a mais seductora. Sua tez
ROSSINI.
Sua vida e suas obras
11 .
~ .Concluss.; m,
- emprezario Carbaja, a gnora Colbrand e o-
padr, Tolola.-Pamel* R0sim,-0 Bar-
*w^*1le^B*a>
O sisnor Domenico Barbaja, empre.-orfo de urna
das maiores scenas dramtica, do mundo, era nm
personagem illustre, ama especie de magnifio. pst-
tentado. Tendo sabido dos mais nfimos defraos
da escala social, alternadamente caixeiro de bole-
quim em MISo, conlratador de bestas, assenlirts,
alcovileiro, espiao, depois finalmenle emprezario
dos divenimentos e do theatro de aples, ond
reinava como despola absoluto, estehomem forca
de industria, de Uoo, de eslapido orgolho, e diga-
mos lambem, de habilidade, tinha-se elevado a
lodo quanlo a opulencia pode dar de considerarao
de crdito e de honras. Barbaja Ua*! naqu'ell
poca quarenta a quareuU e cinco annos. Imagi-
ne-se sir John Falslafl Iraduzido em ilatiauo ; era
urna dessas figuras broncas, de vcnlre voluraoso que
parecem creadas para servir nos brincos da, carica-
tura : dous olhinhos negros scinlillanles de lascivia,
debaixo do espesso acento circumllexo, coro que
sus i n crespa das sobrancellias os sombreavam, om
^ariz grosso e rubicundo, orelhas de fazer inveja ao
rei Midas, um cachaco de louro ou de lazzaroni,
los e ps em proporcio, e sobra esse abdomen
copioso cadeias de relogio com perendengues rodo-
sos, nessas maos de loovador mercenario lodos os ru-
bis. todas as .esmeraldas e todos os diamantes da
loja de um joaueiro da corda, e as orelhas anneis
do mais fino ouro. A respeilo de sua educacao,
tinha sido mnito desprezada, prelendendo at as
mas linguas qoe elle nao sabia ler, nem escrever,
o que nao o impedia de ser em negocios um fino-
no e illudir os mais esperlos: carcter cheio de
contradcete, urnas vezes parcmonoio at a vila-
nia, outras vezes prodigo e derramando ouro, pa.
sando em um abrir e fechar d'olhos do arrebata-
roeuto para a calma, camiohando coro ps de laa,
mas sobretudo cheio de audacia e moslrando-ie im-
pertinente, como meio de chegar aos seus los, o
que semelhante nalureza devia amar relativamente
ao espirito, todos o udeviuham : os palavres, os
equivoco premeditados, os ditos indecentes, taes
eram em suas horas de ocio os.passalempos favori-
tos dessa intelligencia volada por inslincto ao ma-
terialismo e ao niao gosto. Alm disto, desde a
prima dona, sua favorita (he um direito adqoirido
por qualquer director de theatro qoe se cdoduz de-
centemeute) at os mais insignificantes coristas e
bailarnes do seo harn, tinha por habito tratar po
lu, e segundo o costme das pessoa vulgares da
llalla, distribuir em redor delle alcunhn que elle
rava quasi sempre da ciaste dos passaros. Assim
urna sechamava .eu melro branco, oulra seu papa-
gaio negro, esta sua lutinegra indefluxada, aquel-
la sen torio ou seu mocho. As malheres compt
uliam o que elle cfcamav. nu eieeiro de passaros ;
os homem seu pateo de bichos. No roe esteode-
rei mus sobre os termos com que elle baptisara
seus leuores, seus baiios e seus barrinos ; inso-
leote e gruttesca facera, que nao poupara nem ao
pobre diabo do cura, encarreg.do de foruecer-lhel ioz de estertor 0M bradooqe enlTasie.
Z\Ln d. Ito""'"""""""'' P4Jf- honrad, fallar d^eenUo, .brindo discretamente
mu,go qne exhalar, sua Mmt a porta, um pequ.ni.io homem magro am.rello,
(alistas e nobres. Verdade he que, se o empregs
tinha suas vanlagen-, lambem linha seus pequeo,
inconvenientes, e o rimador de barloas e de galantes
tereelos corieu risco, mal da"sma vez de cansar
um prejuizo mortal ao libretista de S. Carlos. A si.
gnora Colbrend ra, cerno ja o distemos, a amante
, sullao cioso, se o foi,
tanto mais inlralavel a respeilo de suas prerogiij -
vas, quanlo sabia mellior que ninguem, o que ellas
da S. Carlos visse seu poeta cantando a divina An-
lescoberta, o odio do feroz emprezario nao se con
leve mais ; Barbaja niaudou chamar o pobre cura e
o ameacou de oesmagar nos salarios e manda-lo
morrer no hospital, se Ihe acoolecesse jamis rimar
urna s estancia em honra de sua favorita. O Sr.
Totola curvou a cabera e humilhou-se ; inns he f-
cil de ver que terrivel diminuirlo esle incidente
causou as suas finanzas. Iteduzi.lo a nSo fazer toda
especie de epithalamo e de madrigal sobre a prima
dona reinante, o pobre diabu foi obrigado a vultar*
se para as cantoras de seguuda onlem e de pouco
rendmenlo, o qoe fez que elle*cahisse do Olympo
sobra a Ierra, a tivesse de contentar-se, para viver
ou anles para vegetar, com o produelo de seus dra-
mas, ao qpal vinha junlar-se aqu e alli algum raro
e furtivo ganlio, que a musa das coplas engrarades
e dos versos jocosos trazia para a sua algibeira. In-
genuo e desasado poda, que nao tinha sabido diri-
gir as susceptibilidades ciosas de seu poderoso se-
nhor !
Rossini era um raposo muilo astuto e mnito sagaz
para se deixar apanhar nolaco. A'primeira vista,
a signora Colbrand Ihe linha agradado ; .chava-a
linda, agradavcl, feita par. encantar; sabia lam-
bem que esta mulher encantadora, digna de ser so-
licitad por suas gracas pessoaes, ganbeva alguma
cousa como como mil franco por anno, sem conl.r
os valores snornies em jolas e em especies sonantes
amonload aos pea de sua Daoae pelo Jpiter ri-
endo de S. Carlos. Apuixonado pelos lindos olhos
de Anglica, apaixonado lambem pelos bellos olhos
de seu cofrezinho de joias, o dissolulo maestro, se
desdo o primajio momento tinha lido projectos so-
bro a dama^HU linha deixado transpirar.Como
achais meu >Ww*fiol negro 1 Ihe pergunlava um
dia Barbaja, procurando sorprend-lo, .fim de ver
e nio devia tambem desconfiar desta lado. Por
Dos, reapondeu Rostin sem pestauejar, he urna
pergunta qu ainda nao me tinha feilo ; mas bem
abis, que s amo as louras.
Finalmente eis-aqui era-poncas pal.vras, qual era
naquella poca a vida do homem de genio ; sobre
o qual eslava firmada a fortuna do theatro de S.
Carlos. Dorma at s 11 horas, levan lava se |ao to-
car meio dia, passara orna ou duas hora no seu toi-
lette, d.pois ubi. para almocar segunda vez no
Mole. Das duas par. as (res horas, dirigia-se ca-
sa da ignora Colbrand ; das tro cinco, achavara-
no sentado debaixo da urna abobad, perfumada de
larangeras de um dos cafs do Chi.ja, oceupado
em ler as gacetas, em lomar sorvele e em conversar
com David e Gtrcia. '
Pelas cjuco horas passeava e a seis horas vollav
par. jaolar com Barbaja, ao qual nunca deixava de
Irazer bom appelite, digno em ludo do sua mesa de
Lucullo; depois do que ia um pouco ao theatro,
cortejava a damas na scen., passeava na sala de ca-
laroto em camarote, o que fcilmente o levara i
emendo por ou.ro- lado cropromelter 0. Tudb isto ferr e cr.p
arao respectiva com urna deC.r.rao, qpe^. Lioh de Ch.mpsr.hn no eS
na pr vocar a mais estupenda combara. s,l, w,lodii, (lum ,,, Tol*
Zr.W PrD*n,M> K """'"'^"P Trso. roa embriaga. oTl ^ *'*
tod e,pec,e de prconreilo, a alm diM. toX -*,,. nao apreciaran, lo7! [ ?0,tO*
I uesdav0.,;P,,qaB n,,'"'S 0VenS a'nd; d" ^-' f"De P" '-."
do cada m n ""m"e T "^"""^ "" bfU "e Ciraaro- P*^l
conheLroZre ,U* P0S,Cat'' N3 P*""-. .eomessrs por niTZiprehi
quando 9ePpodec;treDt*' ,'.U,01 """t"1'' U0" ^"^ he ^ *""' c<" ^
o p,.n: de catpTnhT ufiCI HTL T -"T*. <
que de ambos os lado se
Aigneui
sagrad*
guiad. |
da parle
o
meianoite, momento precioso, qoe elle passa'va cm
casa de urna de suas amables ; depois colando em
meos crallos de sella, qoe ros meia roz, rollara a casa par. dormir, e o somno,
oo fim de um dia lao bem empragado, nao se fazia
nunca esperar, como ha fcil de pensar. Alguem
perguntar, quaes eram os momentos cons.gr
ao Irabalho, em orna existencia assim regul
Ondsj quando Rossini compunha T Por toda ps
o ert aWs parte, em seu leito, na ra, jogan-
_J- d*j n.contdiidu urna ancdota. Malliuriu Reg-
qoe nenhum dos meus falla de'ura pueta, que procura versos fuman-
do cachtaibo. Rossini nao esa certaroeole esse
poeta, sendo e filho prodigo do'genio, o feliz vive-
(lor que as ideas viuham procurar em mullMjao. C-
minhara cercado de mslodias, como de u
d%abelha.,'sUsrrMjlss; bastar, somante estender
i m5o e apioh licando-se com oreas e
Don dez mil.
- He SMBS.iv.1.
^a*Poi bem dortioze mil, porm nem nm sol
dt'snai, porque juro-vos
mairi me custou tilo cap
Nao davido. tjuereis strorn que vos mostr
qoanto me offerece o emprezario da lenice '.'
Essa he boa acabemos com isto, e para ros
mostrar que sou carallero, junto urna gratificarlo
ao. doze mil franco,. Sabis quante ganho ? a ma e apai
--Unta empreza qoe vale so Sr. Babeja ama som- desprezando oulns? bem cerlo Um dislo de as tor
made.m cen, o cioent, m| fraaeSJ por a.r s ap.nh.r .. fcnor signal. A primeira cous.
anno.
Nao iRttorla! concedo-vos urna somma da
dous mil franfos sobre meus beneficios. Doze mil
de ordenado e dous mil de gratificajao, fazem qu
ir..m|T,, m m .i, a....... .....u.,-^ ouww.u .p.s ua mao estampar no papel essas
lorie mil, alem diste (endes mesa, caa e carrua- moscas de ouro da inspiracao.cujotumnlloo alurdia
cen rtue_ devem valar atanma rnn.a v>.qu. Mn __j^ ...__. ...
j- -----jA-----------....... -i".,...,. "' Ha iiugar-se no ineatro, e as gazelas de
mao director de San-Carlos, em signal de con- aples, que todas mais ou menos recebiam a senha
senlimnaln. ... u.._i. .. ____..
,~ w ,'..jo.-'..u..j... m,ig wuuuwa, aun .el .^-v. m.iu cuciiu d e\ecucao loi das mais bri
morena, seus olhos ardentes, nps quaes brlhavam Ihantes. Anglica Colbrand canUv. Eli.abelh Da
-----------, _p. ^_vuvH.....-.Hu.
achamrsa meridional, trahiam nella orna Hespa-
nhola, e neise delicioso oval emoldurado por ca-
bellos, cujo prelo linha os reexos azulados da aza
de corvo, recoubeceries o lypo das mais amavei fi-
guras da Velasquez ou de Murllo. Soa bocea ave-
ludada descobria, .quando sorria, Oms^upla fileira
de parolas e debaixo do lecido ligeiro filiaphano de
seos vestidos se arredondaram essas formas suareis,
que parecem unir nervosa dexibilidade da moci-
dade o provocante e voluptuoso contorno da maturi-
d.de, qae se approxima : era madameselle Isabel
Anglica Colbrand, prima dona do Iheatro de Sao
Carlos, tultaoa favorita do signor Muslaph.-Barba-
ja, macica irresislivel, que passara por ter custado
ja ao sea galante empresario dez vezes mais que a
duqueza de Floridia ao re de aplas..
Ei.liai, meu coracao, disse Barbaja, permit-
s qoe vos aprsenle o illustre autor de Tancredi ;
ha duas horas que chegou a aples e viole minutos
que he nm dos nossos.
Bravo bravo disse a cantora batendo suas
pequeninis maos enlovadus. E qoando taremos a
obra prima ?
S espero agora, senhora, nm librelto.
Nao saja esla duvid. interrompeu Barbaja;
ides ser servida a contento. Queris bufa ou tr-
gica ?
Seja o que fur ; isto me he inleiramente in-
difierenle.
Eutao trgica, charo maeslro, exclamou a sig-
nora Colbr.nd ; lrgica por amor de mim !
E se recbenles d'squi ha pouco rosso poema,
responden oengrezario, quando pensis que fice-
r promptT'^*^"^"
Conforme ; lalvez em tres mezei, e lambem
pode ser que em quinze .lias.
No dia seguinle, Rossini commodamenle iustalla-
do em esa do director de SSo Carlos, dorm, .inda
ao meio dia, quando urna mao ttmida vio bater na
ana porta. O madrugador visitante nao tendo res-
posta, batan oulra rez, e s n. terceira he que unta
relha.
Em surora. esta bizarra perumanem, que nao ao
b'.t urna nota de musir, nao entenda nada d. arla
de Terpsichore, possoi. om tacto m.rarilhoso de to-
das as consas de sua adminislrarao, e poucas rezas
se engaara a respailo do gosto do publico. Rela-
cionado com o mundo inleiro, familiar com os mi-
nistros e embajadores, miando quasi de goal pa-
ra igual com o rei Fernando I e soa bella amante .
duqueza de Floridia, Barbaja dar e tirara empre-
gos, fazia e desfaza a fortuna de muitos, alirava,
como Jpiter tonanle, o raio de sua ira ou o Ihesou-
ro de suas lberdades sobre um novo de adoradores,
a nao era sem razao que os passaros de seu titeiro
assim como o animaes de seu paleo o saudavam'
com o Ululo de sultao de San Carlos. 'Comprazo-me
em figurar esle glorioso pacha assisliodo i represen-
tarlo de urna oper. nova em seu sompluoso cama-
role defronte do camarote do rei, este Poljxr.le de
nova especie, contemplando Saraos subjugada do .1-
lo dos baluartes de sua cdadella, ou p.ra fallar orna
Itnguagem menos pica, julgando as evoIuSoes de
seus animaes bastantemente domesticados em virlu-
de da contrato, bem regalados. Quando succedia fi-
car contente, era o primeiro que applaudia furioss-
mente, e se a plafa se moslrava recalcitrante, vot-
tava-lhe as costas, rosnando alguma sme.ca. 0 pro-
prio renque elle cl.amava sroii coroado, nao
eslava ao abrigo da. borrase. desle humorista en-
furecida. Can de Dior ekel.mou Barfesj. mi
notteque su. ra.gest.de flngia-se sordo iotppUu>
coj.espinh. dorsal se corroo respetosamente.
He a elle mesmo ; qoe qner'.'
Perdao, rinht para...
Fazer-me a barba talrer t Venha d'aqui a
doat horas.
Perdao, maestro, nao son quera pensis; chs-
mo-me o padre Totola, e sou ao que estou encar-
regado pelo Sr. Barbaja de coropor'is pecas, que se
poe em msica para S. Carlos.
Ah meu chiro, porque nao m'o disseste lo-
go ? Trazes man poema. Vejamos o tilulo.
Elisabeita, regina "Inghilterra, opera se
ra.
Bem ; ponde-a sobre o plano.
Este bom homem, que o Ilustre raeslre recebta
cor, te D. Tolo. nio tiraste reunido esU oc-
cupco oulra industria qoe Ihe rendin alguns pe
quenos lucro.
Em seos momentos perdidos, e quando o
serio mjijcoto nao o oeeupnva, o pad
indo o drama C
drecosaflnha s
qoe fazia lodo os das logo qoe acordara, era tiran
debaixo do lrave.seiro*Ji /.orarlo a alguns cadernos
de papel pautado parnnusic. Te-lo-hiam visto
enta.. com e lapis oa mao estampar no papel essas
--------------1I...^.u^uju luii.uuo o aturda.
No roca de selerabro de 1815 tere lugar a repre-
tacao de Etsabelh. He ioulil dizer, que a especia-
lira e curiosidade geral estaram oo seu auge. Ha
eis semanas pouco mais ou menos, nao havia mai.
um lagar para alugar-se no Iheatro, e a gazelas de
le Barbaja, repelan) cada m.nhaa a incompara-
veis bellezas da msica e as maravilhas darepre-
senlajao. Com efTeilo a execurao foi das mai bri-
o pl.no de campanha,
fazia
Como he fcil de .devine, pail3o occapavl en)
odoi,lo o,* lugar secod.,io. Ningoeln era li0
hito de juizo que se dex.s Iludir por este brioco
imn7r0S, rqUe"e """^ "igamos"/!^ era
..raplraen.erazeM. uma con, e ,oa.v doa.
persooagens se co.locn, deb,i des.e nlT. vis-
p.rava a pastora, que tenho sei. 0B ,.,!,*'
que elle; ora es.. I u bel.a 12 e' in," """,
for^de.prenderoroe.....o. Alm dSTuS
anno. ja vero perlo, e sa nao quero morrer solt ro
na nos braco, do signor Barbaja, he lempo de coi
dar em casamento. Sou moito m.i, mo,0 -_,
ella, murmurara por sua vez o .pxon.do am.nle
mas lambem sou muilo mai pobre. Or. sem di
nheiro qne vale o genio ? Conheeo o' publico, r.j
hoje de mim seu dolo, amant a seria capaz d'B me
deixar morrer de fome. Frgo casemo-no.. nao por
amor, que nao ion tao louco, gracas Dos, mas
para obedecer aos co use I los da sla razio. Que mu-
lher poder ia convir mellior a e- les projectos qoe Col-
brand 1 O vokao de toa alma laocou suas primei-
ra lava ; o que Ihe convm hoje, nao bs um des-
ses papalvos, que rao e rem, mas om homem da
bem, qoe Ihe d uma posirao no'moodo, m noroe
Ilustre najarles, A mulher he um frgil canico,
que nao pode paasar sem Om apoio ; screi esle apoio
para Anglica. Caso com a su. riquezs; ella cata
com o meu talento ; e assia levemos ficar conten,
tes com o contrato, a
Algn mezes linham deror ido depois da repre-
seiilacao de Elisabelh, quando ninanoite(abril 1816)
o signor Barbaja acordou ao rumor do incendio de
seu theatro. Em menos de uma hora, um do mai
raslos monumentos de aples nao era mais que
um montao de eriza e de destroc;. O rei Fernand0
entio este desastre maisdolorsameote que Barbaja.
Dilettanle apaixonado, apreciador delicado da dan-
ta e da cantoria, esle principe ara dedicado de carpo
e alms a San-Carlos, e conla-se que a parda da' me-
lado de seus estados, o allhgira menos outr'ora qae
a perda deseti theatro ; mas Barbaja, qua soube en-
carar a calastropl.e com mais calma, disse ao incon-
aolarel mooarcha a Senhor, este immenso theatro,
que as chamm.s acabam de derorar, ea o torn.rei
a fazer em nore mezes a mais helio do que era. He-
la livamentc a. sommas, que islo rsi costar, Vosas
Magcslade nao se inquiete ; se se trata lmente de
adiantar-se dozeolos ou trezento mil escudos co-
ro, posso faze-lo. a
Em coutequencia do incendio de San-Carlos, a
maior parte de seu pesiual fui despedido ; s Col-
brand, por causa da dupla nalureza de suas runc-
coes ficou em aple. Rotsiui, restituido proviso-
riamente a sus liberdade part para Roma, e all
escreveu Tortaldo e Dorliska, que esjflgea ao Ihea-
tro Valle. Seduzido pelo .brilhante succewo dests
partitura, o director do theatro Argentino correo
apressadaroeute i casa do maeslro, propoudo-lha as
mais ricas enndicoes, se quizesi e obrigarse a dar-lhe
fmnredi.tameole oro. opera non.
S De mu boa rontade, di.se Rossini; mas ten-
del om poema prompto .'
Tenho dez ; lenho q ni aza ; infelizmente a
censura, que pretende rer por toda a parle allu-
soea criminosas, nao ma permute qae resftssente
nm s.
Importa o mesme, que dizer que nao leades ne-
nhum.
Deve-se convir que nussos rredecessores eram fe-
lizes morlaes.
Onde achar no lempo em qu> vivamos umMetas-
plela. A sombra de Paii*llo, se por acaso pairaste
por l, lana de passar em ro.io quarlo
tirar-sedlas;le das accl.msroe, psM
elyseo dos bemavenlurarados, do quH nem se
lembra neste mandoajK
Desla vez o vivo Iriomphara do morlo, coas* rara
o mundo das letras e das bellas arlas, e a obra pri-
ma elevada s nuvens, a comecar seo gyro na Eu-
ropa.
Entreunto Rossini segla o caminho de aple.
onde chegou no principio do mez da Janeiro ds 1817,
A primeira figurare o maestro:enconlrog aodeass
barcar da diligencia, foi Barbaja. Trazes-me algu-
ma consa, pergontou-lhe o descarregav.m malas? "
Creioquesim, responded Rossini, trago-ls S b*
caos do santo padre.
Barbaja fez uma carator.ha.
Alm dislo, continuoo o maeslro, tenho par.
ti o plano de Rema, o retrato do cardeal s meu
basto.
S?
.;.- U'me esquecende de fallarte de uma ora par-
y'n"l Mluha pera charoa-e Otelloou o Motero 4
nl~r".,i,,nn>P< he excelleols Lba, dsdi-
o ZJimL^Ue "^JMtaodtswasoi.las com
hoTeK encarre^0 de lewj em o
-Poi,qae!naou.oru.tom^
nao.
E a opera laauai
Estar loge^^^H
somma quiaiit^^^B
Quinhentos dafllj
Podas recusar
Milao. que se nse faz rogar para
Dou qnalro cantos ducados, j
Mea amigo, sabe que nloj
Rossini. Dizendo islo, os
rara-e.'
HfOtello.Xozzar.
Enlrelanlo S. Cario .
acabara de reniscer de f
de Janeiro de 1817, cor
nando II, o immanso i
tas aos appl.nsos de
poca por ElifUth.
r'a leve lugafa^IssoJliTepresenUeaode Otello. os-
smi linha .periloTparl. do Mooro par. GartU;
mas lends este cantor deixado sbitamente aples,
indo para Milao. confiou-se sea papel a Noxssri,
obscuro actor qae, das ordena ssbalternsa, o
nh ficado at entao confundido, dsria passar ee-
lebridade em alguma hora.
Ele Nozzariara um Mufle lazzaroni do caes da
Sania Lucia, com o qual Boesini tinha |raw> ,,.
versara emum dia que paweava. Encsn
bello aspecto do rapaz s do modo original c
pirito, o aotor de Italiana i diger conrids nia-
ra qoe fosse a %'a|
beneroleucia, nssso
agradavel maneira.
e qualro, de modo que
por uma
** Veneza e
nhas loroa-lo a seu
pebre
diaboeomecou .enrolar entre seus dedo o bonete
de laa, com um sr de qoem nao quera recasar, mas
Ihacu.lava bastante dJRr sim. O maeslro vendo
esle embaraaslj|srjsm&t>4be se per acaso aquella
proposta o M Isssdido?
- Emx
e de lo contrario: roas para fal-
lar-ros asm I reio, qae nao sirvo para esta
"~ eroprego. seis que nos Utsxent no gesta-
S^A^ ^tTs^epsIomln^par,, tenho 5
empre pelr* .ais preguic "**
inoffen-
----------------------- ..iciii, aja*
vid Leiceter, arcia (pai da Malibran) fazia o pa-
pel de Norfolk e madameselle Chaumel ( em italia-
no la Comelli) o deMalhilde. Logo no primeiro due-
lo entre o farolito ds rainlia e sua joreu mulher
dsfarcada em pagem; Incanta che fesli o ap-
plausos romperam com phrenesi. A cenlelha des-
sa meloda rossinian. linha incendiado a platea e o
theatro roara pelos are. Um enlhusiasmo geral
receben o duelo seguine entre Elisabelh e Norfolk,
assim como o magnifico final, no qual rainha offe-
rece sua coroa a su mao a Leicesler, casado clan-
desnamenle com Mathilde. O furor de Elisabelh
ao rer-se trahida,,o desespero de Leiceter, a ter-
nura npaixonada de Mathilde, o odio Iriomphante
do mrejoso Norfolk, eram outros tantos contrastes
de que o maestro tinha sabido aproraitar-se glorio-
samente e o publico, dorante a represenlacao, ego-
tou todos os meios de (eslgtnuubar-lhe seu jubilo a
sua admira cao.
O segundo acto eomecou debaixo doa mesmo aus-
picios, gracas ao sublime recilalro de Elisabelh
queseasforca em f.zer que Mathilde renuncie
seu esposo. Esle recilatiro obrigado he magnfico.
Na primeira represenlacao elle comprimi todos os
coracues. Convm ter visto roadamesella Colbr.nd
nesta sean., .-serete Mr. Bevle, para comprehen-
der-se o successo de enlhusia.mo, que leve em a-
ples, e (odas ai loucuras que fazi. commelter na-
quella poca. .. Pouco anles de desear o panno, no
momelo em que rebenlsva uma explosao de applau-
sos, acompanhada de uma chuva de llores, que ca-
hiam ao pe da Uta, o rei Fernando e a duqueza
de Floridia fizer.m chamar o emprezario para di-
zer-lhe; quanlo a msica e a execuco linham ex-
cedido a sua especlatira, e quo a Colbraud jamis
linha sido mellior inspirada, nem linha (dotoelbor
voz. Iraagine-se a embriaguez que Barbaja experi-
roenlou com igual comprmanlo, que lisooges-
va .o mesmo lempo seo amor proprio de di-
rector a sua vaidade de amante feliz. T.rdav.-lhe
pois, correndo ao seu camarote, ir visitar a bella
Elisabelh. Noso sultao titrhacomec.do sen discorso,
qoando bateram na porta, o Enlre, exclamou a
adorarel Anglica pondo um chale sobre o pescoro.
e rendo a cabeca rtonha a astuta de Rossini mos-
trar-so discretamente : Ah | sois ros, querido
mestre, rhegais finalmente para recabar os mil e
mil agrndecmantos, que vos sao derido?. Vos sois o
nico, que tem sabido escrever para a minha roz, e
ninguem no mando romprehende oran*), como ros
Qua mssica 1 bella sublime I arrebatadora I S-
gnor Barbaja permill qos a rainha Elisibeih abra-
ce o osado de Leicesler. E a cantora, ainda toda
anhelante de seu Iriumpho, atirou-se ao pescoco do
galante maestro. O direslor de Sao-Carlos, proles-
lando no fundo do coracao contra essas maneira? de
proceder demasiadamente familiares, nao ousou lo-
daraoppor-se-lhe .iberiamente; conlentou-seem en-
crespar as sobrancelhas a despedir o rancedor o
mais depreisa possivel, a pretexto de qoe a signor.
--- ------------ ....o .cic.iia mais uepreisa pussive., pic.e.iu oe qae signor:
com 13o pouca ceremonia, tinha panado do. noles precisar despir-se.-Boa nole pols, divo maestro
eumd.aarad.gir .eu Irabalho por um melodrama ida descancar sobra rosso. loiroa Iso docemenle'
Irancez, e deixando Rossini, oi-sa a dar os bon. qu.nlo rou dormir .obre o. meu..-E .prima don.
d..s.Barbaj.,quelheenlregou60rrlnco.emp.gn eslendendo su. linda m3o a Ronint, .eomp.nhon
de seu irabalho, mesqonho honorario sem durida, estas pal.vras com um aperlo, o qual dza man do
e que nao tena sido bstanle para sustentar o digno que o Sr. Barb.j dev saber.
COra. te I). Tnlno nlA i:.,.,-.... ____ti. .
cas j representadas algaras cou
ivo.
Tenho pensado niilo, mis receio que o litlo,
que vos vou propor, nao vo agrade.
Direi sempre.
O Barbeiro de Setilha.
Paisiello j o poz em msica. .
E he islo justamente o que faz aespeciWB
magnifica. A curiosidade se intromeHera, hacH.de
querer comparar e teremos guelfos e, gbalinos, po-
lemic, antagonismo, facc5es, gujrra de parti-
dos! jl
Bem, mestre, aposto eomvosco urna cousa...
Oque*
He qae ides fazer ama obra prima, eem poaco
lempo, niognem follar mais do Barbeiro de Paisi-
ello.
Veremos islo em tres semanas, respondan Ros-
sini despedindo o emprezario, que relirou-se encan-
tadodo resultado de loa tentativa.
Nesse mesmo dia Rossini escreveu Paisiello,
que eotao viva em aples, onde dirige o conser-
vatorio, depois de ter deixado Pars em 1814 com uma
pensao de quatro mil francos e a cruz da Legio de
honra. O relho mestre, que .> amava su. propria
msica e pouco applaudia a gloria dos oulro, res-
poodeu como homem de lino, jue nao duvidwa qoe
o brilbaote genio de seu joren riral soubeste dar um
noro encolo a seu relho Hiero., e qae nao poda
deixar de enri.r-lhe .nlecipsdamente saas cordeaes
flicitacoes, nao s elle Rossini, senao a todos os
thealros da Italia, que mui breve caulariara uma
obra prima de mais. Animado pelas coogralulacOes
mais oo menos sinceras de um grande compositor
jubilado, o autor de Tancredo eomecou a (raba-
Ihar e desdo esse memento niio poupou s inspira-
cao.
Tem-e contado umitas vezes o prodigioso esfor-
co, de que Rossini deu exemplo nessa occ.siao :' o
Barbeiro de SMlha foi composlo em Ireze dia..
(Um membro da academia friincez., dizia Mootes-
quieu, escreve como >e escrava; aro homem de es-
pirito escreve, como elle escreve.)
A precisan desta lida expresaao he demonstrada
por essa fascinante partitura, o em vo a repetira-
mos aos pedaotes, qae se gabaui de ler tomado suas
liciica.! Treze das, menos lempo do que he prci.
so a um desses grammalicos para corrigir os erros de
yntaxe, que seenconlram em uma partitura; Quem
esperara o resultado com uma auxedade febril!
Era o cavalleiro Paisiello. Se seu Barbeiro Irium.,
ph.r, o que duvid, dizia ella, o meu esta despreza-
de; se fdr mal succedido, o que me parece mais pre-
sumivel, torno a adquirir meus snligos dreilos, e
meu astro no seu declive ainda lem bastante brilho
para olfoscar a glora desse rapaz.
Pobre mestre.' nao devia ver a solocao da questao,
que preocupava lauto seo amor proprio. Uioranni
Paisiello morreo a 5 de julho de 1816 e so tres mezas
depois de.ua morle, he que o Barbeiro de Rossini
tere su. primeira represenlacao no tliealro Argenti na.
Adoptado o genero da romanea da Crebillon pelo
colorido geral & Barbeiro, ha imposirel rer-.ema
espirlloeessaoriginalidade salyrica.que faz oencan-
to da galantera, do qua nesla musiea. Mr. Bey le,
de qoem tiro a presente obserraeao, parece-me ler
caraclerisado indiciosamente e em poocas patarras
o modo francez desta inspirado rira, ligeira, petu-
lante, com om lera loque ds escameo e devaui-
das.
Patifc 1 nao te anvergkha desta rida, nao a
desejas trocar por outra mslnjiir ?
Se qas/o! mas.....
Eotao o que he ?-
Desajara muilo eotrr no thealro e rir a ser,
por ciemplo, nst cantor '.
Com eem isB frnoeos da rende ? Cosa effeiln
oada he laa. racil*?com a excellente' vacsajsj^^H
tens so te falta para isto doas cousa. s saber U
a uma voz 1
Pois bem nao saja esU a duvida.
Por ventura cantas,' maroto ? exclamou Ros
ni maravilhado de tanto sangu fre; neste ceso,
abre a bocea par. qne ea (e ooca 1
' E o maestro foi o piano para o acomp.nhar.
Vejamos, que he que roe ras cantar ?
Urna pes, qae liareis de conhecer sem duri a caralina de Lindoro a*'- Italiana.
E o lazzaroni com ama ros de temor firme e es-
plendida, entoou as primehas cadencias de fssfn'r
per una bella. Rossini nipv,podia dar crdito
ouvidoi, eraum vigor de .iceqtaacSo, um valor ao
ataque, uma limpidez ds
bradon of maestro sem'J
nao le afOijas, ah !
peilo I
E o pobre dia
toda s sus
mecer
Bravo, meu rapsz,
omper-se, conlintu,
ladeiro org
9
elogio, mostraba
idirarjo fazia eslre-
li nao vem le*-
iabamos tambem
L^L^L^Bas^LM1" '*
calora, jke
o
Desde ess. celebre noite, em que o cytne de Pe-
" saro e o rouxinol de Madrid linham trocado ana
Ihar 13o terno, hata-se estabelecido enlre Rossini e
.._ Colbrand um commercio toheranameote original de
wtonaoooecupava, o padrecofSjflrha syrapalhiat reciprocas. Reconhecssido ambos, floe
I das ca aloras celebrada odet a adelos, oro linha nascido para o oulro, e que infallirelmeo-
U .Pllfl flMtnloi n n.n(n ->.n ....'^^1 -^ 1~ J...!_^___._____._ ...
\
-y ---- ......------".iojh HUI39 a ^UIICIUS,
que renda *ot seu. amantes o mal caro possirel, o
que uao deava d Ihe dar bon lucre, sobretudo
quando a prima dtna seria, como a signora Col-
brand, procurada e seguida por om circulo de cap-
--------------- -------------------------------------..,...,..,,,....H...,i. v
lyrapalhias reciprocas. Reconhecastad' arabos, aa
ira linha nascido para o oulro, e que iufallirelmer.
te deri.m pertencer-se ou mais cedo ou mai larda,
nao se expleavm, gmpregaram a diplomacia e re-
serra^e recriando em parle o eiume do feroz Barba-
ja, di que elle mai ou menos dspendiam,
(1) Piclro Bonarentora Trapossi, chamado Metas-
tasio (nascido em Atsise a 3 de Janeiro da 1698 ;
merlo em Vieona a 12 de abril de 1792.) Tinha a-
panas qualorze annos, quando compoz sea primeiro
poema, /I Giustino. Em 1724 escreveu para Do-
menico Sarro sua Didone abbindonata, qae foi re-
presentada em aples ; depois escreveu para direr-
so mestres da seu lempo, .Ir'a.ier.rer, Attilio, Re-
glo, Temistocles, a Clemenza de Tilo, Aleuandro
netCIndit, e muitasnulras obras formando, edico
em dezrolumes, dedicada raarqoata da Pompa-
dntir, e publicada em Paris em 1755.l.ourenzo da
Ponle, nasridoam Au-lona em 1794, morlo em New
York em 1836. A elle cabe a inmensa honra de-ter
ministrado a Mozarl o texto i teir.menle Shaske-
peariane de sua obra prima, e p iuce importa a sus
gloria ler escriplo depois dislo u. Danaidet par. Sa-
lieri e'j Ircore de Dia'
lista Casti. autor .nasesVImall
do Melaslasio, nomado poeta I^^^H
Vieona, escreveu a Grot'ade
dopo in P'enezia, cuja inutlbs foi tesis por Pai.iefl
Cit-se tambem nn numero rju seus poemas drana
ticos uma opera de Catilina, ns qa.l o relhu Cicero
fas um papel cmico e caula urna caralina, qae tem
por luto Quousqae tndem.

\
o; H
o trinado ?
Desde
reio todos
cabo de sei.
fim de doaafjHks, seo]
bollas, om esa
ra debaixoKsBTS
tratara, como
ess. O
scena, s espirara
qoando o papel
Os 'asssjihai
devia Barrear eos u
nido as asterias d ____
crrcuroslanera ero sM
gres, e muilo ante de
roaos e amigos cont vam entre s^ historia do Jen an-
tigo collega.
--Se o conheeo! dizia nm orador, ao i
dilorro pareca lestsMWliliar orna i
n9o s pelo vigor de seas "K'jLt^L
riiladc de seu discurso, PS^fLt^H
riarcha da comporaejo, se oeonher '. oo aspar de
quatro annos dormiines ne mesma po-
dra, sen pai era o raaaf amigo Era um laz-
zaroni de sangutjMj hamiva-se Tilo M.nlio ;
mas enlre nos er ci lecide por-fcaramuccia ; imi-
lar. o canjadlj corno ninguem, e qnendo
procurava-se ir s companhia, lata, miau de
taln.a>quejlgsriairoeTr ledo ns rese galea
do tSaf^H
E sna r*ai, pertrsnlon nm do? cantarada?, a
beis algoma Mtna dtflfi "
ej S m3i rtiMliatS-se P?ametU e venda h,
eias. Corpo V Boceo! qie porte qoe olhos! _
bem conheei, ajuitton cnefa da companhia pis-
cando o otho e e.ntarolahdo nma barrare
Msconta-se, replicou um lerceregaM tornea-
se orgnlhoso depoer^ue tem tlenlo n rasiJn tlu i..
e enrertonha-se de serrraali
He uma ealamnln he urna porecalu
exetaatoa o orador ; ouri, honle.-.i a i
contrei-o qs.udo sahja do Ihe
________________________________________________\
(1) De pas.agem referiremos
sos desastres, que assigu
sini linha vestido urna i
quando aparecen em se
hilaridade geral. Gi
viva.chega rom senr
janellas de liossina;
cordas do viola*
linuam as raas
eslava chela dr
por sua rer.
as corda. rre
'.se sa.
hieia do limpar o 4Hmsi
.alcads., a
ote a oreheetra .
e corre a fschar-sej
et ians Bom. F/
a

i
f
i.
I
fi

s

V



s-rae elle aproiimahdo.at de mira ;
o praterde almorarmos junto* ? E
WjH trattoria, Q9W
Osvasiamos 6 garra
M| nte.
" ^^^Mkrdade, fez
il aindV fo momelo de separar-nos,
pe gantou-me, mas com loda a delicadeza, se por
r So uio linha preciso de dinheiro, e quaqjlo ea ia
res ponder a esta declararlo, sent a mao do lilho de
Ti1 :o Manilo, que introduzia discretamente alguraa
o ata na nshiha. Qaa vi ? orna moeda de ourt !
_ fcVi-i I eioica brandaram todos os amigos
gal isfeitos do rerem sen anligo collega mostrar-te
Mi t bom principe, e danoslos a fazerer o roais que
fot. ne possivel para sea trlumpho.
Com semelhantes antecedente era de esperar urna
ov icae, por poaco que o cantor lizesie por si, Nozza-
t respondn especttlivi geral, e cantn de tal ser-
le que encanton nao so la:zaroni, se n.1o o publico
in telro, que transportado de eulhusiasmo por esla
ni agnlfica voi.'chamava o canlor quasi depois de ca-
scena. Jamis se linlia visto mais bello trium-
V 10.
Na mesma hoite desla representaran, Nozzari fei-
primo tenori, atsignava com Barbaja um coulra-
or cinco annos a razio da qualro mimoseado*e
Mpty. A Colbrand, que canlava Uesderaara e
^ld, encarregado do papel de Rodrigo, parlilharam
Nozzari as honras da fcsta, as quaes dcve-se
oder Russln
que merece esta partitura de
]Mr. Beyle coa obra prima no esty-
i, h* ser cheia de fugo. He um vol-
tn-Cirlos, mas asta forc,a he sem-
ita variedades, nao passamotja-
> doce.do agradavel para|a seve-
rellido nisto, menos consigo com-
1
precl
M.
ceodennjs Je ca
|||j.4i*rproujador lao
'Teor nei
ea. Variedades pelo
etprobar Rossin nesla
dematiadamenle e
Rossini, infalizmenle
dramtico do astompto
talento dos seos an-
consummado, quer
a lodo o cusi ; lie
instante motivos de
da tragedia'; ho porque
! peffT soave, do alegre para o
isto qoeesta partitura re Olello
no estj lo, JrTT5us priweiros actos
tercelro, tao profundamente
ichaU capeare.
to pouco a Rossini o'.lerf*
lalivos forjados, por causa da
elho recitativo de forma lra-
isse a variedade. Alm
ionsica teja allemaa, he
e qoe o he, para que
Grtala, como para rugarseu tributo ao encanto ir-
Bjltivel dos lugares.
de ser que a msica teja chamada a mais altos
lestinos : os allemaet a lem elevado as nuvens, os
italianos acollocam sobre a Ierra, daodo-lhe por ob-
larlo dislrahir o pobre roraco humano de seus en-
fados, consola-lo de taas penat, expellir o humor
negro e os diabo azues, o esta missao, por mais que
o digam, he preferivel a qualquer outra.
Quaodo ea linha 20 annos,conheci um hornera de
muilo espirito, o qual deleslava systematicamente a
msica italiana e linha para com Kossini arca nver-
sao invencivel. O amador, de que fallo, no linha
naturalmente deitadu o asphalto do arrabalde de
Gand. Succedeu que um da o nosso homem fizesse
uufcl/iagem a Italia, ouvisse essa msica, objecto
sanio horror, executada por canlores e or-
siras muilo inferiores aquellas, que linha podido
ouvir aqui. Em menos de tres mezes sua conver-
so fo completa, l,1o completa, que este antagonis-
ta engelhado da vespera, tornou-se um apreciador
apaitonado. Eu mesmo o encoolrei na Italia algum
lempo depois,,e conversando juntos um meio da
debaito das palroeiras da casa de Campo Gallo;
pergunlei-lhe a causa deten trantformacao sbita
e radical; conlenloa-se com sorrir e moslrar-me o
espectculo, que e deseurolava em derredor denos.
O sal acabara de por-se por delraz do Pausilippo,
innundando com o ouro de seos ltimos rains at
ilhas de Caprea e de Orlando, e emquanlo os rimo-
do Vesuvio e de Sanio Angelo brilhavam ainda na
purpura occidental, Amphtrile etlendia j sobre o
golpho seu veo cor de vilela. Qoem j liver con-
templado o encantamento dette quadro, eompre-
hender como nos, quaoto o aspecto de urna nalure-
za, como essa, deve augmentar a magia dos sont.
Do seio desla maneira de senlir, he que se tem ar-
remessado os Raphaeis, os Corregios e os Cimarosas.
a Ha das em que a belleza s do clima he suflirien-
le para a felicidade. u escreveu o aalor dos Pas-
seios em Roma. Al aqu Koaaiui t tem co-
nhacido o eo de aples de Venezi; depois ve-
lo-hemos olhar piraj todo da Allemanha a da Fran-
enlrelanto deixemo-lo enlregar-se ao doce pra-
=
DIMIO OE PEMUBUCO QUAI.TA FEIR* 7 DE NOVEMBRO DE 1855
aLFANDEC.A.
KendimenU) do dia 1 a 5. .
dem do dia 6. .... .
44:6*2979.-1
13:9869646
58:6294-i1
remissao, O irai-
por hbil a desfal-
t
cor parante a inspirarlo ro*iniana,desla vez oslen-
la urna circamspece,ao, urna severiade que desori-
lla, porqie todos concardarao em q'ae Odlo lem
algum metilo, a ha pes.oas, que com bstanles ra-
sos preferein esta produccao, lao imperfeila como
h, a este Democrito e Polibto, objeclot da eternos
transportes do autor doi Pasteios em Roma ; mas
nSo, Mr. Bayle (lie esla a sua phanlasia ou sua igno-
a) quer ver absolulamenle em Olello ama ope-
ra allemaa e esta idea bizarra o leva a declarar que
abra, muilo embota as bellezas que conten,
ea o primeiro pasto para a decadencia. Tal he
ireoecupacjtf, que eheg* a tirar-
Mimes inspirarles do lercei-
ro acl<
esdemona cede a tentaran de ir sentar-sejunto
na harpa, canta o romanee da escrav africana,
aria : ssisa al pie portar mel'.or etle canto, o deve-te dize-lo para glo
ria do autor do livrclo. I Pouco ha, que dizer para
gloria da Rost ni ; esla roouatjfetie bem escripto,
lie de um eslylo ampio e eis tudo.jJJeve seu gran-
ja resultado i sitoagao.e em Partjpfcnaneira posqu
madama Pasta o cantoo. E ho anf homem que eom-
prehende Hhalupeare, que anlenda de poesa e do
colorido do assumptu, he api homem semellunle,
que jalga attira tima das cortcapfd>Las ai profun-
damente plhelicarliese pode encoiiTtar no'fheatro'7
Bar as aatnr do libreto a honra principal do ro-
mance do Jaljuearolrie certamente um lindo gracejo
u o hornero honrado que escreveu o poema de Olel
.lo, essa marquez de Bezio. to amavat na sociedade,
quanto era privado de tlenlo como poeta,'nao du-
vidava da obra prima que fazia.
Depois de ler insistido mui jaoViosamcntc so
de expretso not primetsiaclos, depois d
porque lada Rossini se aparta do*b^gnfico llie-
i, que- !lia' offereeia o trgico ioglez, como pode
Mr. Boylsfistar tao rpidamente por essa parle da
ipera, pela qual o inosico se ane a Shaktpeareigaa-
ido-o Deverei fallar por- venlura da cancao do
goodoleir, de ama melancola la o sentida '.' Citare'
idaosM de esdemona i tua amiga, e esse lugu-
ar dir.orcheslra murmurio de trovaojlonginquo
i faz persentir a entrada do Mouro ? E o que
i Mr. Beyle desee duelo supremo entre Olello e
jeroonn, principiando por ara cretcenle to for-
vel'.' Nada, Sem dovida ha de ser ainda aot
os marica ra ai lo alleraa Ha em algumas
zer da vida, deixemo-lo sohreludo obedecer a essa
fonle melodiosa, qoe transborda com o senlimento
do ditoso paiz, qoe o inspira, e nao scitroar que ha
no mundo outra msica senao a da Italia.
[Retue des Deux-Mondet.)
IHIIIHAIIES A PEDIDO.
HOSPITAL PORTUGIEZ DE
BENEFICENCIA.
lllm. Sr.Desejando de minha parle concorrer pa-
ra a generosa philanliopia a qoe se didica o Hospi-
tal Portuguez, para o mesmo fim envi a V. S. a
quantia de cem mil res, que espero te dignara re-
ceber.
Daos guarde a V. S. por muitos annos. Itecife
19 da oulabro de 1855.

Tllm.Sr.-Tendo sido preteulea junta administrativa
do Hospital Porlaenez de Beneficencia ama carta de
V. S., datada de 19 do correle, dirigida a seu pre-
sidente, e acompanhada de ama esmola de rs. 100,
porV. S.otferlada o mesmo Hospital; a mencionada
junta apretsa-se em significar a V. S. o tea reconhe-
cimento em nome de lodos os seus irados indigen-
tes. Com prazer aproveita ella tamben) a uccasiao
mil
l
:adencias dessa
relmpago, nao s
helios da ca
leve o acerlo o
Converolembrari
portea do i
norte. Be a*
to grao ;
ouve bater o cora
Mu
^lapida e brilhanle como o
, horrvel, que faz erriear
lit o terror em msica
io nem mais verdadeiro.
So, qoaudo aos Irans-
pente um silencio da
rada so seu mais al"
.qff^e
tita pela ul-
otiini, come-
asado inspi-
onlrario razia
do grande mo-
do Letour-
re metlre
queprodozia
semelhalle a es-
tratificado seu poeta,
abtea de Shakspeare,
i Ciolhio, fonle
Na^verdade nem
toa actos da parli-
l^totante commercio,
ve com Shikspeare naquella oc-
usana dizir o mesmo do tercei-
to acto, c/ueet) maiuiCpmeiite i> supro ro-
mntico do poeta J Alm disto, porque nao se ha de
jyCTlascoDdiccaado dima e de lugar, as
indepodante sacrifica for(ada-
1 Paia exi|ir-se que Rossini se-
ar, que o cjsne de Pesaro te ins-
fco Norli, como o podara fa-
.ier umdDase* ^
le cimmcri'tna'.'
dencia.s parlicularet
Depois de termos,
msica dti Olello to
W arriscar-nos o r
Uan. Sao form
pode cahir s cegas
tuasinve!,ligao6es,
critica. Quaodo
anos descendente/ da noi-
lem atlender at ten-
oella organisatao.
Bey lo adiar a
Mos por nossa
jojfar muilo ita-
thajea em que
no amavel atem
indos pela verdadeira
fifcakspeare, attoda-o na
Medida e seu temptrirsenlo, as condicOes da seu
^-proprio g;oQ. sem por mo deixar de ser o que he :
um italiano compondo nnska-para italianos. Dzei
^ajitler ter vivi eto Roma, em aples,
n para conhecer^e oclas diOereacas clima-
usa malo lUersa ouvir a msica
^^|Htoie 'ado dotAl-
|p> (n * primamica, nossas fa-
^Masjjp pres.tar-se ais ao
^^^k ntata patria das
epilss, o lenldo nervoso,
;a profundo e o (rain-
he urna malodia agra-
I a alma em ter
: do's gozos su-
[o exterior. Des-
para significar a V. S. de qoe a assembla geral dos
seiihoreeaiutiscriploresemsessaode 28 do corrale,
drlikwtou levar a permanencia o mesmo Hospital, a
competiodo a V. S. pelo respectivo estatuto a consi-
derarao da bemfeitor do estabeleeiraento, com a
maior anciedade espera etta adminislrarao que llie
cheguem at raaos os retpeclivot ltalos, que ja se
achara encommendados para enviar a V. S., aquel-
lo a que V. S. lem 1.1o honroso direilo.
Esla administraran vale-se do ensejo para apresen-
lar a V. S. os seas protestos da mais elevada esti-
ma e considerarlo.
Dos guarde a V. S. Sala das sessoes da junta
adminittraliva do Hospilal Portuguez de Beneficen-
cia^ era sessao de 29 de outubrode 1855.
"^-YltAtaV,
jj^ Jos rTAlmeida Joares I iraa Baslos,
v Presidente.
\ ManajalFerrelra de Souza Barbosa,
k. Baar*>*'lar,ar'0- -*^ 9
Bcrnardino Gomes de Carvalho,
Manoet Francisco daWilva Carrioo,
' Mordemos.
lima Srt.Teudo por officio de 10 de satembro
pros4fo aasaado, rfartado HospItaKPortugaez
PrnvitagM|H mensalWad* de oito mil ris, que du-
rara etaBJnnlo elle funccionasse, a conlar ato Io des-
le mez em Oanle; e como chegue ao meu conheci-
menlo querer esta Ilustre commissao tornar perma-
nente o mesmo Hospital, venho declarar que essa
proposla merece minha annurncia, e qoe de minha
parle conlrbairei com a esmola animal de sesseula
mil ris, por lempo de qualro annos, paga semes-
'"almente em vista de documentos qoe passarei, se
adoptada semelhante permanencia, e aceita esta
nha pequea, mas leal e espontanea ollera.
Permitlam-me, porra, VV. SS., que aqu emita
um parecer (apezar de reconhecer-me incompeten-
te para isso, em vista de minha nacionalidade) a
respeito da permanencia do Hospilal Portuguez.
Enteodo que easa medida he salular e convenien-
te, pois leude a abrigar e proteger cenlenares de in-
digentes, que perecem a fome e a miseria, por falla
de recursos e de caridade; mas ao passo qoe reco-
nhecoa suprema necetsidadedensa medida, reconhe-
50 mais qne nao se deve conserva/ o Hospital em
ca futuro ensrandecimenlo, e cujo aluguel absorva urna
grande quantia que pode reverter em beneficio do
eslabelecimento: e por isso he minha opioio que
essa benemrita commissao, cuja philanlropia he
asst reconheciila, promova a edificacao de urna ca-
sa appropriada a tal fim, por meio de urna atsocia-
Slo, que pela minha parte, alm de accionista, con-
tribuirei com a esmola de quiote milheiros de (ijol-
los de alvenaria srossa e cem canoas cjiii areia.
Rogo ainda a VV. SS., queiram consentir emno
publicaremem jornal cigom desta cidade este mea
resneiloso voto
Dos guarda a VV. SS. Recife 27 de oolubro de
1855.
Illms. Srs. presidenta e membrot da Commissao
Porlagueza de Beoeficetwia.

lllm. Sr.Tendo sido presente a junta adminis-
trativa do Hospilal Portagaez de Beneficencia, em
sessao da assembla geral dos senliores sabscriplu-
res, no da 28 do correle, urna carta de V. S. da-
tada de 27 do andante, na qual V. S. conformn-
dole com a idea da permanencia do meimo Hospi-
tal, se digna esmollar-lhe urna presiarao annual de
rs. 603000, e lerabrandoa neceasidade da construc-
C de um edificio proprio, e valioso concurso de
qaioze mil lijollos de alvenaria grossa e 100 canoas
com areia : nao pode esta adminislracao esconder a
V. S. a satiffacao que experimenta : em primeiro
logar, annuoeiando a V. S. qoe a mesma perma-
nencia foi resolvida em assembla geral, no mesmo
da 28 do correle; em segundo lugar, vendo qoe
as ideas de V. S. se acliam em perfeilo accordo com
a lellra do respectivo estatuto, e com o espirito ge-
ral da associscao; em lerceiro lugar, sentindo-te
lao poderosamente auxiliada nesta empreza de cari-
dade, por lodos os amigos da liaraaoidade, e espe-
cialmente por V. S., que desde a sua origem a tem
constantemente acompanhado com as mais eviden-
tes provas de maniresto interesse e adhetao. A so-
ciedade auxiliadora do Hospilal Portuguez' de Be-
neficencia, minguada de recursos mais eloquenles
para expresar o seu reconhecimenlo, para com tao
dislinclos cooperadores, consigoou no respectivo es-
tatuto que fossecOotiderado como bemfeilor do es-
labelecimento lodo aquello que como V. S. o auxi-
liaste. Esla adminislrarao lera, pois, o maior pra-
zer em remellar a V. S. o respectivo diploma, o
qual se vale pouco por ti, exprime muilo porque
reprsenla um manifest aalhenlico e solemne de
reconhecimenlo e gratidao porgarle de toda a fami-
lia porlagueza nesla1 capital, para com os proleclores
da indigencia desvalida.
Dos guarde a V S. Sala das sessOes da junta
administrativa do Hospital Portoguez de Beneficen-
cia, em sessao de 31 da oulubro de 1855
lllm. Sr....
Jos de Almeida 9oares I.ima Bastos
Presidente.
Manoel Ferreira de Soaza Barbosa
Secretario.
Bemtrdino Gomes de Carvalho
Manoel Francisco da Silva Carneo
Mordomos.
Deiearregam hoje 7 de noremoro.
Galera inglezaAtedoramercadorias.
Barca inglezaTastobacalho.
Brigue inglezTitaniaidem.
Brigue inglez01 he I loidem.
Barca americanaConrad farinha de Irgo.
Barca francezafritihe Maris' mercadorias.
Brigne brasileirrjSagitariobarricas vasia*, fumo
e sabao.
Hiale brasileiro/neenciiegneros do paiz.
Importacao.
Barca franceza Ixiuize Marie, vinda do Havre,,
consignada a J. R. I.asserre & C, manifeslouo se-
guiule:
2 caixas lecidos de seda, 20 ditas ditos de algoda e
seda, 2 ditas ditos de laa e seda, 4 ditas e 5 fardos
ditos de algodao ; a Schafeitlin &C.
1 caita tenjos de algodao, 15 dilase 2fardos le-
cidos de algodao, 1 caixa fitas de seda, 2 ditas ho-
lOes, 1 dita tecidos de seda ; a Tirara Momien Vi-
nassa.
2 fardos pannos, 20 caitas tecidos de aleodo, 9
ditas ditos de teda, 1 dita ditos de laa, 12 ditas rou-
pa feita, chapeos, pelles preparadas, chapeos de sol,
luvas e lecidos de algodao e seda, 50 harris e 50
roetos dilos manleiga ; a J. Keller & Compa-
nhia.
1 caita livros ; a J. F. dos Sanios.
5 ditas lecidos de algodao, 2 ditas globos de geo-
graphia, 1 dita seda, 1 dita filas de seda, 8 ditas cal-
cado, candieiros, peots e chapeos de sol, 175 har-
ris e 175 meios dilos manleiga; a N. O. Bieber &
Companhia.
1 caita lencos de seda, 50 harris e 50 meios ditos
manleiga ; a Isaac, Curio & C.
4 caixas papal pintado, 9 dilas conservas, 7 dilas
perfumara, llores, escoras, penles, chapeos, cami-
sas, vestidos e reupa feita, 1 dita bijouterias, 3 dilas
mercearias, instrumentos de msica e estatuas de
gesto ; a ordem.
1 dita chapeos da Italia, 2 (lilas e 1 fardo ditos de
palha ; a J. Saporlti.
2 caixas chapeos de palha, 2 ditas ditos e bonetes ;
a Christiani & Irmaos.
mi harris e 30 meios ditos manleiga ; a Schramm
Whately & C.
1 caita agua da Colonia, chapeos de'palha, bone-
tes de algodao e mercearia ; a^lellier & Compa-
nhia.
1 caixinha ignora-se ; a A.lWnasco.
18caixas arenes, chapeos, calcado, instrumentos
de msica, chapos de tol e roupa feila ; a E. Di-
dier.
1 fardo varaes, 1 caititiha,lanlemas, 2 dilas euli-
laria e objeclot de telleiro, 1 dita papel de dese-
nlio, 1 dita arligos de cacar, 1 emhrnlhu capsulas ; a
Pomaleau.
caixinha 2 machinas ; a Cavalcanli.
20 barris er, 2 caixas vidros, 3 dilas drogas. 2
barris znco, I dito bicarbonato de seda, 1 fardo flo-
res de tilia, 4 barris oca, 2 voluntes gesso ; a J.
So un.
10 barris 30 meios dilos manleiga ; a M. J. Ra-
mos e Silva. *
6 caitas perfumara, 1 dita mercearia ; a J. H.
Deoker.
8 volumes drogas, vidros e papel ; a Bartholomeu
Francisco de Souza.
1 caitinha livros, ocolos e vidros ; a J. D.l Fon-
seca.
7 caixas chapeos, bonetes, tecidos de laa, de algo-
dao e seda ; a l.uiz Antonio de Siqueira.
4 dilas chapeos para senhora e modas ; a madama
Thiard.
t caitinha tinta para lithographar; a A. Gar-
nier.
3 Bitas porcelana, 1 dita movis, 1 dita arreos : a
E. Baptisla da Silva. .
1 dita porcelana ; J. Ferreira da Silva.
50 barris a 50 meios dilos manleiga ; a Tasto Ir-
maos. '
15 caitas calcado, chapeos de algodao, eolletes, bi-
joaleria e objeclot de moda, 80 barris e 20 meios
dilos manleiga ; a Cala Frres.
. 5 caitas bonetes, T dilas e 2 barris mercearia, 7
caitas perfumara e pape' ; a Fedel Pinto & Com-
panhia.
6 dilas lecidos de algodao, 1 dila ditos de seda, 40
barris e 60 meios ditos manleiga ; a Brunn Praeger
& Companhia.
3 caitas e I fardo brinque'
de algodao, 1 caixinha ditos de
Castro.
2 caixas arreios ; a V. Alves
1 dila pelles preparada,! | |tb l)e-
raeste l.eclerc C.
s pianos ; a J. Vigne.
chapaos ; a M. J. Carneiro.
papel e vrds arduas chapeos, lima, ob-
edofJyMjAieridos
le d aneca &
>uza. .
e selloiro, calcado, vidros e mercearia ; aj.
ur AC. '-
as modas, 3 volume tnanteiga ; a Buessard
hean. Satarsv
toneladas, mestre Manoel Sophin da Penha, eqni-
pagem 5, earga vinho : a Justino da Silva Boa-
visla.
EDITAES.
feotes
Milloclieau. '
* caitas tecidos de alasato, 1 dila mindezas, 4
dilat lecidos de rinho, 8 ditas dilos de Isa e seda. 3
dilas ditos de 15a, 1 dita hales de laa, 104 dilas cha-
peos, llores, lecidos de rgodao, chapeos de palha,
livros, perfumara, coaros paca selleiro,instrumentos
de msica, espelhoi, pannos, porcelana, meias, cha-
peos de sol, camisas, roupa feila, candiairo e modas;
a F. Sonvage & C.
1 caita papel ; a A. L. de OliveiraAlevedo.
7 ditas perfumara, bonetes, porcelana e chapos;
a A. Robert.
5 ditas perfumarla, 1 dila modas, 1 dita cofre, 3
ditas vidros, 2 ditas bisroulos, 1 dita tabaco, 6 dilas
mercearia, 6 ditss tecidos de algodao, 2 dilas bone-
tes de algodao, 2 dilas calcado, 2 ditas objeclos fe-
tos, 2 dilas pannos, 1 dita filas de seda : a Burle,
Souza S C.
150 barris a 150 meios dilos manleiga, 100 caitas
garrafas razias, 1 fardo rolhas, 20 caitas queijos ; a
J. R. I.asserre & C.
1 dila papel, 4 dilas camisas, papel, bijouterias e
cartas para jogar, 1 ditaarefies, 12 ditas candelabros,
escovas, bolOes, pelles preparadas, penles, ele, 9 di-
tas vidros, 11 ditas chapeos de sol, perfumara, 1 di-
la mascaras, 1 dila mercearia, 14 dilat caitas para
tabaco, meiat, roupa feila, teeidosde algodao e qain-
qailharia, 19 dilas chapeos e vidros, 5 ditas papel e
linfa de oleo ; a L. Leconle Feron & C.
Barca ingleza Othello, vinda de Terra Nova, con-
signada a Johoslon Palor &C, raanifesldu o se-
gninte :
1,796 barricas bacalho ; aos consignatarios.
CONSULADO GEKAL.
Rendimentodo dial a'5.
dem do dia 6 .
Joao Mara Wandenkolk, cavalleiro da imperial
ordem do Cruzeiro. Chrislo, e S. Benlo de Avia,
chele de divis3o da armada nacional e imperial,
commandaple da eslacflo naval de Peruambuco,
romprelfendida enlre os parallelus do Rio de S.
Francitco ecabo de S. Roque, por S. M. o Im-
perador, que Dos guarde, cavalleiro da ordem
de Francisco primeiro do reino das Doas Sicilias,
ele, etc.
Faro saber queem execucSo de ordens do Etm.
Sr. ministro da marraba, queme foram Iransmilli-
das pelo quartel general, em oOicio n. 63 de 10 de
oulubro ultimo e do disposlo uas intlrurres qoe
baitaram com o decreto n. 1.591 de 14 de abril do
crrenle annn, fica aberto a bordo do brigue barca
Itamarac um alislamenlo de voluntarios para ter-
virem uos navios da armada nacional o imperial,
sob as segainles condenes :
Clastes do alislamenlo.
1.a Da mnrinliaaem, cojo omtalo fr sem lempo
determinado.
2.a Da marinhagem, por lempo de um a tres
annos.
3.* Da marinhagem cora osprazos de seis a oito
annos.
Os vencimentos e mais vanlagens que as pracas
contratadas em virtude destas inslruccoes lem de
perceber, sao asaeguioles:
Sidos por mez.
Ciaste superior 20,?, ujajeiros marinheiros 18J,
segundos marinheiros lq^Hkumeles 1J(.
Primos..
Os voluntarios de 1.' classeTto perceherSo os sol-
dos que Ihe compelirem na forma cima referida,
sem lerem direilo premio ou gratificarlo alguma.
Os voluntarios da 2.a rlasse, sendo marinheiins
lenlo 209, 4S9 ou "ti?, conforme lorem os contratos
por um, doas ou tres annos. Sendo grumeles te-
rao pela mesma forma 10), 929 ou 349.
Os voluntarios da 3.a ciaste receherao mais urna
quarta parle do maior premio-qae poderam obler,
contratando-se como os da 2.a ciaste, na praca de
marinheiro ou grumete qoe Ibes competir.
Se uto forem horneas do mar e tiverem mais de
40 annot, s terao o premio correspondente aos da
2.a classe.
(ralificacao.
Os voluntario* da 2.' e 3.a elasses terao alm do
premio cima dito, a gralificaco de 48 se forem es-
trangeiros, ou de 59 sendo naconaes, se se apresen-
larem por si proprios, indepeudenle de eagajadnr.
Esla gralificaco ser repelida todas as vezet que
lindo o primeiro conlralo a praca quizer ainda ser-
vir por lempo nunca menor de 3 aunse
Vanlagens.
A's pracas comprehendidas neslas tres elasses dar-
se-ha guia de desembarque no fim do contrato com
tanto que previnam ao commandaiile dous mezes
antea de que pretenden) em tal poca deitar o ser-
vico ; e ficam isenlos do reeru lamen lo, sendo 11a-
ciunaes por tempo igual ao que tenhain servido
etceplo o caso d circumstaocias ettraordioarias.
Asylo de invlidos.
Compele a todas as pracas naconaes qne para
ello concorrerem com um dia de sold por mez.
, Pagamento dos premios e gratificacoes.
Aos da 2.a classe, se o alislamenlo fr por um an-
nn ser entregue o premio integralmente uo acto de
assentarem pasca ; se por dous ou tres anuos em
tres preslacOes iguaes, sendo a primeira paga ao as-
aenlar prac,a, a segunda qoando vencido melada do
prazo, e a lerceira no fim do conlralo.
As da 3.a ciaste receberao urna Ierra parte do
premio ao asseular praca, oulra igual quantia no
lim do primeiro auno de serVico e o reslaule no fim
do contrato. ^^m
As gralilicaroesqueS^t U? s segundas e ler-
ceiras clssses serAo patlatl Hionclamcute cora
primeira presiarao do nj
1.a Nao se levar em conta aos voluntarios da 2.a
classe o lempo que passarem como doautes nos hos-
pila'es.
2.a O tempo de prsao em virtude de sentenca
nao sera contado para o preenchimenlo dos pratos
do alislamenlo dos voluntarios qualquer que teja a
classe a que pertencam. E o desertor atArer alm
disto a perda das vanlagens do premio do tempo
de servico anterior.
3.a tjalquer pessna que te propozer a agenciar
voluntarios para as Ires elasses cima mencionadas,
e que os apreseolarera a burdo desla brigue Jiarca,
lera a gralificarait de 3 por um eslrangeiro tn59 por
nacional.
4. O eslrangeltpaTa ser admittido deve exhi-
bir documento do seu consol, comprovando adiar-
te desembarazado para se poder contratar no servi-
co nacional.
5.a O premio e gralificaco terao pagos qoando a
praca contratada for adintuida a bordo.
Bordo do brigue barca ttkrAaracd, surto 110 mos-
iro de Peruambuco em o 1 de n'ovemhro de
Joao Maa It'anienkotk.
2.a O pagamento ter feilo por preslaces meniaes
em visto do aftoatado do eugeuheiro que assegure a
execu(ao do contrato por parte do arrematante.
3.a O arrematadlo sera ohrigado a empregar me-
lade dos trabalhadores de pessoJ[HH|
i.a Sa o arremalanie eulregar a etlrada no lim do
contrato, em melhor estado do qua quando a rece-
beu, lera urna gratificado arbitrada pelo engenhei-
ro, que nao exceder de 10 por ceuto do valor da ar-
remata cao.
5.a Para o que nao se acliar previsto as presen-
tes clausulas, nem no ornamento, seguir-se-ha o qne
dispe a lei n. 286.
Conforme.O secretario, A. F. d'Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem To Etm. Sr. pre-
sidente da provincia de 2 do crrente, manda fazer
publico que no dia 22 do mesmo, perante a junta da
fazenda da mesma thesuuraria, se ha de arrematar
a quem por menos fizer a conservacao permanente
da estrada de Pao d'Alho, por tempo de 10 mezes
a contar do 1. de dezembro prximo viudo uro, e
pelo preco de 4:0009000 rt.
A arremataran sera teita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anuo lindo, e sob as
clausulas especiaes abaix copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataran
comparecam na sala das sessoes da mesma junta nu
dia cima declarado pelo meio dia competentemen-
te habiltadat.i
E para constar se mandou affixar o presente o pu-
blicar pelo Diao.
Secretaria da Ihesourarla provincial de Peruam-
buco 5 de novembro da 1855.O secretorio, A. F.
d'AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1.a Eteeutar-se-hao dilos Irabalhos de conformi-
dade com o ornamento approvado pela directora em
conselho e appresenlado ao Etm. Sr. presidente na
importancia de 4:0009000 rt.
2. O pagamento verificar-ie-ha em det presta-
ces mensaes.
3.a A melade do pessoal ter de gente livre.
'i,'1 Seo arremalanie liver cumprido os dez me-
zes com as suas nbrigaces, e deixar esla estrada em
melhor estado que a lomara,recebera a titule de gra-
tificarlo mais dez por cenlo da importancia total da
arrematarlo.
5.a Para ludo o qaeniuseachar previsto as pre-
sentes clausulas nem no ornamento seguir-se-ha o
que dispe a respeito da lei provincial n. 286.
Conforme.O secretorio, A. F. d'Annunciaco.
DECLARACOES
|k49fi|0M
' 7830716
3:2193802
DIVEUSAS PROVINCIAS.
Rendimentodo dial ao.....
dem do dia 6 ...... .
2269314
280?,) 13
5061627
IJECEBEDORIA DE RENDAS INTEKNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Kendimento do dia 1 a 5.....2:3799866
dem do dia 6....... 9I8)9I0
3:2989776
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimento do dia 1 a 5. .
dem do dia 6......,
^:Sia>(iaS
75IJI85
3:5639873
MOVIMENTO DO PORTO.
lo lem podfoS
M ressaoi diia .
Lembramos aot dignos eleilores desla provin-
cia, para qua sedgnsm levar em suas ehapas o lllm.
Sr. Dr. Candido Aalrao da Malla Alboqaerque, um
dos mais habis advogados do noaso foro, digno por
sem duvida de occupar*uma cadeira na assembla
desla provincia, pela sua lluslracao e firmeza de
carcter. Se lembramos aos dignos eleilores desla
provincia o lllm. Sr. Dr. Candido Aulran he por co-
nhecermot muilo de perlo as boas qualidades do Sr.
Dr. Autran, e esiarmos convictos do amur que o
mesmo tem a Pernambuco e ao sea progretso. O
Sr. Dr. Candido Autran formn-se na academia del-
ta provincia, onde casou-se pela primeira e segunda
vez e lem educado seus filhos, e onde reside ha mais
de vinle tantas aunes, he por conseguinle digno das
altaneces dos Mostrados Peroambucanos.
Alguna Pernambucanos.
COMMERCIO
a
mguida ifluetWedos Jardiot de Ar-
e cheio da* sublmiddj faturas dos Rigue-
isofi e 'o /*rot>A canlileiias de /rmMm Conttwza e do Bsule di
WmmtuFf,i\ de .novembro as 3
HORAS DA TARDE.
CotafCes ofliciaes.
Frea de Par ihiba para Liverpool45| por assacar e
DilodediU 4110-9(16 d.e J% por ilgodao.
*Nacios entrados no dia 5.
Terra Nova35 dias, brigue inglez Titania, de
220 toneladas, capilao II. Pearce, equipagem 13,
carga 2,540 barricas de bacalho ; a James Cra-
blree & Companhia.
Rio de Janeiro16 dias, brigue portuguez Ama-
lia I, de 277 toneladas, capilao Joao Antonio da
Silva Mallao, eqaipagem 13, em lastro; a Manoel
Joaquim Hamos e Silva. Ficou df^uarentena
por 15 dias. >
Genova52 dias, patacho sardo Zaranzao, de 100
toneladas, capitn Guaguino Bernardo, equipa-
gem 9, carga _vinho e mais gneros; a Baslos &
l.einos. Com 5 patsageiros, tendo deslo numero
fallecido 1 aos 3 dias de viagem. Ficou de qua-
renlena por 10 dias.
Bio Grande do Sul31 dias, brigue brasileiro Ale-
greu, de 131 toneladas, capilao Manoel Pereira
Jardim, quiptgem 11, carga carne secca ; a Ma-
noel (iourtives da Silva. Passageiro, Christiano
Jos Moreira.
iVaMo.t sonidos no mesmo da.
Rio de Janeiro por MaceioPolaca brasileira a/.elo-
za II, mestre Fructuoso Jos Pereira Dulra, em
laslru. Passageiro, Antonio da Silva Tojeira.
l.ivevoaHGalera ingleza Imogene, capilao W.
NVilham's, carga assacar e algodao. Snspendeu
do lameir.lo.
Para e portos intermediosVapor brasileiro almpe-
radora, commandante o 1. lenle Torrezao.
Passageiros desla provincia, alfares Joaqoim Ca-
valcaoli de Albuquerqua Mello, sua tenhora e 4
filhos, Dr. Fortunato Augusto da Silva, sua se-
nhora e3 escravos, capilao Antonio Jos Lauca e
toa familia, Jos Lopes Machado, Dr. Filippe Ho-
norato da Cunha Miuina, o pratico Joao dos Quei-
jos qne veio no vapor S. Saltador, ex-prara A-
menco Vctpucio Saldanha. Seguio debaixo de
qaareutena.
Navios entrados no dia 6.
Aracaly10 das, hiale brasileiro Invencivel*. de
35 toneladas, meslre Joao Henriques de Almeida,
equipagem 4, carga couros e mais gneros ; a
Marlins & Irmaos.' Passageiros. Francisco Jos
Rodrigues, Joaqoim Jos Dias Pereira.
Parahiba24 horat, hiato brasiicro Flor do Bra-
silo, de28 toneladas, mestre Joan Francisco Mar-
lins, equipagem 4, carga loros de mangue ; a Vi-
cente Ferreira da Costa. Passageiros, Antonio
Julio de Matada Oliveira, Pedro Cavalcanli de
Olivelra. .'W.
Btliia7 dias,"sumaca brasileira (iHorlencfa, de
94 toneladas, mestre Joaquim de Souza Coulo,
equipagem 7, carga tabaco e mais gneros; a
Antonio' l.uiz de Oliveira Azevedo. Ficou de
quarenlena por 16 das.
Parahiba2 dto, Mate brasileiro aCames, de 32
awein
Wb.
A repartirao das obras publicas convida as
pessoas que quizerem ser engajadas como srvenles
da companhia de operarios, a compareeerera na
mesma as horas do espediente. Directora das obras
publicas 3 de novembro de 1855.O secretario,
Joaquim Francisco de Mello Santos.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco peT'ernairbiicocontinua a to-
mar lettras sobre o Rio de Janeiro, e a
sacar contra a mesma praca. Banco de
Pernambuco 10 de outubrode 1855.O
secretario da direccao, Joao Ignacio de
Medeiros Reg.
Tendo esta repartirlo necessidade de carpin-
leiros de machado, calafates, carapinat, pedreiros e
ferreiros de todas as classer, para ai obrat a seo
cargo, o lllm. Sr. inspector convida aos qne quei-
ram assim empregr-se, a spresenlarem-se-lhe, ou a
quem soas vetes faca, afim de serem admillidos con-
forme as suas habilitarles. Secretaria da Capitana
do Porto de Pernambuco 31 de oulubro de 1855.O
secretario, Alexaodre Rodrigues dus Anjos.
' O lllm. Sr. regedor interino do Gymnasio Per-
oamhucano, manda declarar que este estabeleei-
raento adunde do dia 2 de Janeiro do aono protimo
vinduuro em diante alumnos internos, os quaes de-
vem apreseolar cerlidao de idade, de vacciua, e re-
cibo do qajttol da pento, pago ao Ecnomo. Quai
lo ao eochow os prelendenlesenlendam-se com
iiie-ma lllm. Sr. regedor interino.
Secretaria do Gymnasio Provincial de Pernambu-
co 29 debulubro de 1855. O secretorio, Antonio
da Assorapcao Cabral.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo lem de comprar o se-
guinle :
Para o arsenal de guerra.
Plvora grossa, arrobas 2t).
Qoem quier vender aprsenle as suas proposlas
em caria fechada, na secretoria do conselho s 10
horas do dia 7 de novembro protimo futuro.
Secretaria do caitsellio adminilrlivo para {orne-
cimento do arsenal de guerra 31 de oulubro ile!856.
Betio Jos Lamemha /.i/u, coronel presidente.
Rernardo Permra do Carao Ji '
secretario.
Maranhao e
Para.
A escuna nacional JOS, capitao Joa-
quim Jos Alves das Neves, vai seguir em
poucos dias aos portos indicados: par
o resto do seu carregamento, trata-e
com os consignatarios Antonio de Almei-
da Gomes & C, na ra do Trapiche n.
10, segundo andar.
Companhia B-iasileira de Paquetes
de Vapor.
O vapor
Guanabra
comman-
dante o 1
lente Sa-
lom, espe-
ra-se dos
p orlos do
norte a 11
do correnle
deveiulo se-
guir para
Macei, Ba-
ha e Hi no da seguiuie ao da tua chegada : agen-
cia na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Para Lisboa, a galera portugueza Jo-
ven Carlota, capitao Bos ven tura Borges
Pamplona : para carga e passageiros, tra-
se com os consignatarios Nova es C, ra
do Trapichen. 34.
Para o Rio de Janeiro sahe coro muila brevi-
dade n brigue uacional aSagitarior, de primeira
classe, o qual tem a maior parte do sru carregamen-
to prompto ; para o restante e pussageirot, trata-te
com Manoel Francisco da Silva Carneo, na roa do
Collegio n. 17, segundo andar, ou com o capilao a
bordo.
A escuna porlagueza Leonor segae hoje pa-
ra as Ilhas dos Acores ; recebe mala no crrelo as
ll horas da manhaa, e cartas avulsas al ao meio
dia, oa roa do Vigario n. 7. *
LEILOES.
i
Guerra do Oriente.
Retratos dea prineipaes generaos, a estompas co-
loridas de algumas bita I has : na ra Nova o. 9.
Na roa estrella do Rosario o. 19, precita-ie de
urna ama de leileque
com generosidade.
OtTerecuWi
m ai sa I gn m|uflHH
segundo andar.
Na ra do Collegil
cita-te por aluguel de o_
nha mailo bora e ahondante
O Sr. do eogenho F.igtt
correspondente, oa a que
mulatinho, qoe representa
de, e diz ser do referido eng
ao armazem de madeiras n.
da ra Nova, que se Ihe
cravo.
ir escravs, a paga-te
fnadeira a para
^^^B> n.
Ir, pre-
cia o te-
s,ou seu
" escravo
de ida-
dirisir-sa
do porto
do dito es-
vog
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial
manda convidar aos possuidores do cautelas das lo-
teras da provincia, vendidas pelo caulelitla Manoel
da Fnnseca de Medeirot,<. para apresenlarem suas
reelamaees na mesma thtfouraria no prazo de 30
dias, a conlar da data deste, alim de ter lugar a de-
soneracau do fiador do mesmo caulelisla que assim
o requeren.
E para constar a quem jnleressar potsa se man
allitar o presente e publicar pelo Dyrio.
Secretoria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de outubro de 1855.O secretario,
A. F. d'Annwuiae&o.
O lllm. Sr. inspector da thesonria provin-
cial manda fazer publico que do dia 3 do correnle
por diaole pagam-se os ordenados e mais despezas
provinciaes vencidas at o fim de oulubro protimo
lindo. Secretaria da thesouraria provincial de l'er-
nambuoo 2 de novembro de 1855.O secretorio, A.
F. d'Aiinuuciarfio.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador da
imperial ordem da Rosa, juiz do direilo especial
do commercio, por S. M. I. e C. ele.
Faro saber aos qoe o presento cdilal virem que
no dia 2#de novembro se ha de arrematar por ven-
da a quem mais der,depois da audiencia desle juizo
na casa das mesmas audiencias, nm tilio no lugar
de Acaa Fra conleodo tres casas de lalpa, avaliado
por 2:0009000 o qual fui penhorado por etecucao
da firma social de Reso Albuquerque i C. hoje seus
herdeiros, contra Melquades Antones de Almeida
sua mulher.
; E para que Ichegue ao conhecimenlo de lodos
mandei passar editoes qne serio aluzados nos luga-
res designados no cdigo commercial.e publicado pe-
la imprenst.
Dado e pastado nesla cidade do Recife aos 3 da
novembro de 1855. En Francisco Ignacio de Torres
Bandeira, escrivao interino o sobscrevi.
Anselmo Francisco Perettl.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouratia provin-
cial, em cumprimenlo do despacho do Etm. Sr.
presidente da provincia de 2 do correnle. manda fa-
zer publico que nos dias 20, 21 e 22 do presento
mez, perante a junta da fazenda da mesma thesou-
raria, se ha de arrematar a quem mais der o rendi-
menlo do pedago da barreira da ponte da Tacaru-
ra, servindo de base a arrematadlo o ofierecimenlo
feilo pelo licitante Anselmo Jos Ferreira, da quan-
tia de 1508000 rs. por anno.
A arremataran ser feila por tempo de 31 mezes,
a contar do primeiro de dezembro do correlo anno,
ao lim de junho de 1858.
As pessuasquese propozertm a esla arremilac,ao
comparecam na sala das sessOes da mesma junto nos
dias cima declarados pelo meio dia compelenle-
menle habilitadas.
E para constar se mandou Silbar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretoria da thesouraria provincial de Pernam-i"
buco 5 de novembro de 1855. O secretorio, A. F.' '
d'Aimunciarao.
O lllm. Sr.inspector da thesouraria provincial,
les de que precisa o acude de Caruar, vai nova-
mente praca no dia 29 do correnle.
E para constar se mandou aflitar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 5 de novembro de 1853. O secretario, A. F.
d' Annundaco.
O lllm. Sr. inspector da Ihesourarit provin-
cial, em comprimento da resolacSo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que val oovamenle
a prara para ser arrematada a quem por menos fizer
no dia 15 do correnle, a conservadlo permanente da
estrada do sul, avallada em 5:4O0J>000 rs.
E para constar se mandou allitar o presente o pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 5 de novembro de 1855. O secretorio, A. F.
d'Annunciacao.
*
O lllm. Sr. inspector d thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da orden, do Etm. Sr. presi-
dente da provincia de 2 do correnle, manda fazer
publico que no dia 22 do mesmo, perante a junto da
mesma thesouraria, se ha de arrematar a quem por
meeos fizer a conservado permanente da estrada do
norte por lempu rie 10 mea s, a conlar do 1 de de-
zembro protimo viudouro, u peto preco de............
1:2019728 rs.
A auemalacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anuo lindo, e sob as
clausulas especiaes abaito copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arremataran
comparecam na sala das sesses da mesma junto no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou afllur o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da thetouraria provincial de Pernam-
5 de novembro de 1855.O secretorio, A. F.
lunciacio. aj.
Clausulas especiaes pt,ra a arrimitacao.
1>. Os Irabalhos da coftervacao da estrada do
norte, na distancia de 2,31) brajas, serlo ejecuta-
dos de coiiformidade com o orfataenlo approvado
pela directora em cooselho, e apretentado a appro-
vacJO do Etm. Sr. presidente da provincia, na im-
portancia de 1:2019728 n.
PUBLICACAO LITTERARIA.
. Contina a vender-se a obra de di-
reitoo Advogado dos Orplmos, com um
apndice importante, contendo a lei das
ferias e airadas dos tribunaes de justica, e
o novo Regiment de distas, para uso dos
juizes, escrivaes, empregados de justica, e
aquelles que freqhentam os estudos de di-
reito, pelo preco de gOOO cada exem-
plar; na loja do Sr. padre Ignacio, ra
da Cadeia n. 56 ; loja de encadernacSo e
Irvros, ra do Collegio n. 8; pateo do-Col-
legio, livraria classica n. 2 e na praca da
Independencia n. 6 e8.
DE
S. IHABEL.
Sociedade Dramtica Emprezara.
SEGUNDA RECTA.
Das duas vendidas para o festejo da acclamacao
doSr. D. Pedro V. V
QUARTA-FEIRA 7 DE NOVEMRRO.
Represeotar-se-ha pela primeira vez nesle thealro
o bello drama em 3 actos,
OU
O caixeiro.
A scena passa-se em Paris, em casa do banqueiro
Euccii'o Darbert.
Terminar o espectculo com a muilo engracada
e sempre applaadida comedia em 2 actos.
QUEM PORFA IAT1 CiQi.
Principiar s 8 horas
AVISOS MARTIMOS.
RIO DE
JANEIRO.
O brigue nacional MARA LUZIA, ca-
. pitao Pedro Valette Filho, com brevidade
em cumprimenlo da resorocSo da junta da latenda.j va ,,,,. a nnrtn 'inrlir-nrln toro m.o^
manda fazer publico que a obra d.s reparos urgen- Val KB^'r ao Porto indicado, tem grande
parte do seu carregamento tratado: para
o resto, passageiros e escravos a frete,
(aos quaes da' as melhores accommoda-
coes). trata-te com os consignatarios An-
trJio de Almeida Gomes & C, na ra do
Tt-apichen. 1C, segundo andar.
Para o Rio Grande do Sul
O asente Oliveira farn leMtMlii magnilimoca-
bilia doSr. Alfredo Youle, sudMF a qualquer'nu-
tra alu boje etposla a venda tiesta cida.te, pela sua
etcellenle qualidade, e apurado gosto ; consistindo
em lindos sofs e baocas de ditos, cadeiras de felio*
usuaes e de lialanco, consolos mesas de salada visi-
tas e oulrat, lindas estantes para livros, secretara,
bellos loocadores e espelhos, lustres, candieiros de
globo, Linternas e candelabros, cortinados e veoe-
sianas, quadros, relogio, vasos de porcelana, eofe-
les para cima de mesa, um ptimo piano, bancal de
jogo, mesa elstica para janlar e oalras, aparadores,
uard.i-loucn, guarda-vestidos, commodat, marqne-
zat, lavatorios, leilos de mogno inglezes com corti-
nados modernos, dilos de ferro,.apparelhot de tonca
para mesa, dilos para cha e caf, bandejas, garrafas,
compoleiras, copos para vinho e para agua, e ooiros
chryslaes, esleir de forro de sal, (rem de tozinha e
utencilios para jardim, assim como uro superior ca-
briole! com arreios para um cavallo.^e numerosos
oulros arligos muilo apreciaveis, inclusive porrao
de vinhos Anos engarrafados da Madeira, Porto e
\erez, agurdente de tranca e genebra : quiala-
feira, 8 do crrante, at 10 horas da manhaa, no sitio
que loi da morada do referido Sr. Youle, por delraz
do do Sr. Accioli l.ins, com frente para a estrada do
Uinguinho, e com entrada por esta o j pela da Sole-
dade.
II. Brunn far leslao por iulervencao do agen-
Olivejra, de um etplendido sortim-nlo de fazen
las de seda, la, linho e de algodao, recenlemenfe
despachadas: lerca-feira 6do correle as 10 horas
da manhaa, no seu armazem, ra da Crdz.
O agente Borja fari leilao sevta-feira,
correnle, at 11 horas da manhaa, em seu arm
na roa do*Collegio n. 15, de grande qpanlidade
objeclos de differeoles qualidades coreo bem, ob
de marcineria novas e asadas, obras de Ooro o pi
la, relogios para algibeira, vidros e laucas pai
vico de meataxandieiros da meio de sala, Ur
etc., neutro* muitos objeclos que impoamel
mencionar, ao meio dia em poni ira lanlbein a
leiino um ptimo carro de 4 rodas, e algnns escravos
de ambo* os sesos, os quaes sent aatUeguca poto1
maior tonco offerecido.
^Oagente Borja, auUgfsaco polojHpa.
Sr. Dr. juit rieOfpfiQf)taD~nlbrm O seu
despacho proferido em nquerimento do
tutor dos orplios, iillios do tinado Caeta
no Pereira Goncalves da Cunha, emjre-
8ent-a do dito Sr. juiz, fara' leilao d*mais
alguns bens pertencentes aos menciona-
dos orphaos, a saber : diversas obras de
brilhante e diamante, entreras quaes so-
bresahem%ous riquissimos annelloes, a'l-
finctes de pieito e botoes part abertura,
urna grande quantidade de obras de* u-
ro, como bem, trancellinsde lagraa mui-
to ricos, allinetes de peito com perolas,
brincos, botoes para camisa, coras e res-
plandores para imagem, e o tiras muitas
obras, etc., diversas pecas de prata, como
bem, salvas, casticaes, bacas, um tabo-
ieirogrande, estribos, esporas, etc., urna
casa terrea sita na qidade de Lisboa, com
1 o janellasde Trentee 7 de fundo, botan-
do estas para a ra do Abarracamento e
aquellas para a ra do Jardim, tendo a
qual quintal murado, as trras em Portugal
na'provincia do Douro, e as sobras das tr-
ras do engenho Coqueiros, na comarca de
Santo Antao, ambos ja' annunciados, o
engenho d'agua denominado Mamucaia,
na freguezia de San-Lourenco da Matta,"
tatnbcm ja' annunciado, pdendo ser ven-
dido a prazo com desobrtga dos credores,
ou com firmas negociaveis nesta prar-a,
e quatro escravos moc,os de bonitas figu-
ras : tera' lugar o leilao terca-feira A3 do
coarante, as 10 horas da manhaa, no ar-
mazem do agente annunciante, sit na
ruado Collegion. 15, aond os senhores
pretendentes aos bens cima menciona-
dos, que quizereni alguns esclarecimen-
tos acerca delles, poderao se enterlder.
Leilao.
Tatso Irmaos fazem leilao de 200 barricas com
farinha Ballimore, que veuderao em lotes a vontade
dot compradores, para fechar coalas : quarto-feirn,
7 do correnle, ao meio dia em ponto, uo armazem
do Sr. Jos Doarto das Neves.
Jamos Crabtree & Comqanhia farao leilao, por
inlervsneSo do ageste Oliveira, de 200 pecas de ma-
dapolCes averiados a bordo do navio Inglez Spirit
of Ihe Times, Da sua recento viagem a este porto :
testo-1eir, 9 do correnle, 10 horas da manhaa, oo
seo armazem, roa da Cruz no Recife.
O abaito assgnaio, morado) roa da Con-
cordia, da boa gralificaco a ojal
o teu escravo pardo ileicota
16 anuos, que do silio a ilfl
teiro aonde se cooservaraj
appareceu domina
ras da manhaa. N
Yarze, aonde foi I
leve noengeuho
aonde foi visto por
um lavrador do Mi
Correia para o comprar, i
finado Jos Xavier Lt|3_
crivo perlenceu ; levos
linho com quadros, castiisa _____
de palha piulatVi de aovo com lint
cor de roo (erra, lie regalar de i ma, tora
em urna das canallas urna cicatri ia de urna
ferida que leve, lem os dente* alvos da irenle
largos, abre um pouco at poma* quando esminha,
he bastante vivo e a cor he sobre escara. Ruga-te ai
autoridades policiaesa captara do mesmo.
Antonio Pinto de Barro*.
Furtaram liontem, da ra do Li-
vramento n, 20, primeiro andar, dout
pares de botOe modernos de pulso, de a-
venturinas sobre dous circuios, um preto
e outro branco antea do engaste; e bem
assim um par de botoes esmaltados de a-
bertura, representando urna folba'^ de
pa'rreira, na qual, sendo ella verde, se
nota o extremo da fofiameioamarellado,
como folha que principia a seccar, e com
urna pequea astea do lado opposto. Da
mesma casa ha algum tempo,se tem dado
outros diversos furtos, come de casticaes
de prata, salvas, anneis, argolas de te-
nhora e outros objectos, sem que se te-
nha podido obter resultado algum das
pesqutzasempregadas; assim, pois,olem-
nemente se declara que qualquer objecto
que por pessoa de sua cala for berecido,
a venda nao he autorisada', e sim por ter
sido subtranidoM. A. Vital de Oliveira.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os novos bilhetes
da .lotera, quarta, do recolhimento de
Santa Thereza, que devia correr a 5 ou
6 do corrente mez: as listas esperam-ce
pelo vaptjjr PARAN", que partir' in-
ajllvelmente a 10 do cotreatte, e deye-
ra' aqu^liegar a 17 ou 18: ot premios
itribuicMAaf mesmas lis-
segue com brevidade, per ler parle do carga promp-
to, o brigue brasileiro Sympathia : quem no mes-
mo quizer carregar o resto ou ir de passagem, enten-
da-te como capilao Candido Jote Francitco Goularl
a bordo, ou na ra do Trapiche n. ti, com o consig-
nando Manoel Alves Guerra.
Para a Baha sahe nesles 8 dias o muilo velei-
ro hiale brasileiro Amelia ; ja lem parle de seu car-
regamento promplo : para o resto e passageiros, Ira
ta-se com o seo consignatario Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo, ra da Cruz n. 1.
Babia.
, Vai seguir com brevidade o hiate na-
cional FORTUNA, mestre* Joaquim Jos
Silveira, tem grande parte do seu carre-
gamento prompto : para o resto, trata-se
com os consignatarios Antonio de Almei-
da Gomes iC, na ra do Trapichen. 16,
segundo andar.
Para o Para sahe na presento semana o hiale
5. Jos, meslre e pralico Paulo Jos Rodrigues, por
ler o seu carregamento prompto ; s pode receber
algumas miudezas Irala-se com Luiz Jos de S
Araujo, na ra do Bru q, 22, ou ua praco.
Para o Rio da Janeiro sahe quinla-feira, 8 do
corrento, o brigue brattreiro Mananta ; recebe
uuieamante passageiros e escravo* a frete : qoem
pretender, entenda-se com Manoel Ignacio de Oli-
veira, ou com o capitao Jos da Caoba Jnior, na
praca.
AVISOS DIVERSOS.
Almanak.
Como se esteja confeccionando o alma-
nak, ioga-se a todos os senhores que ti-
verera alteracoes a mandar, te dgnem en-
via-las a' livraria n. 6e 8, da praca da
Independencia.
Precisa-se arrendar um siliu que lenha algum
arvorerlo de/ructo, e commodos para cooservar i ou
6 vaccas, ainda que a casa teja pequea : na ra da
CunceicSu n. 9, se dir qoem precisa, das 6 as 8 ho-
ras da manhaa.
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
AOS 5:000$, 2:500$ E 1:000$.
O caulelisla Antonio da Silva Guimares, lem et-
potto venda ot seus muilo afortunados bilhetes da
primeira parle da lerceira lotera do Gymnasio, a
qual corre no dia 17 de novembro correte,ot quaes
eslo a venda as seguintes tojas : atorro da Boa-
Visla rs. 48 e 68 ; ra do Sol n. "2 A ; ra do
Rangel n. 54 ; praca da Independencia ns. 14 e
16 ; ii a da Cruz n. 43, e ra do Pilar n. 90.
PRECOS.
Dilheles inleiros
Meios
Quarlos
Oitavos
Decimos ^ '
Vigsimos
O mesmo caulelisla declara, que
mente os seos bilhetes inleiros oa Ql
do os premios sem odescon
imposto geral.
Aluga-se um preto e
de cozinha franaeza, por um preg ,' debai-
xo de certas eondcOes : na ru* do Trapiche n. 19.
Precisa-se de urna boa ama da leile : na ra
da Croi n. 48, segando andar.
53500
2*SD0 i
19400
TbO
ltanle unira-
paaan-
IBIO do
atoada bem
oa;
um collele de
roa do Catragn,
pagando as des-
ente annuncia a p*|
annyncios.
_ Jsa-*aile m preto captivo, cozinboiro,
pata casa ethaogeir.i, pagando-.se o aluguel mensal-
Snte, flaneando o senbor o teu coraportamento :
raa Nova 21. loja.
A pessoa que for senhor do tima parda qoe se
diz chamar-se Francisca, cabello enroscado, secca,
nariz afilado, a qoalsuspeita-se pertenece a pessoa
moradora na Boa-Visto, e estar fgida ha mande 10
anuos e se diz forra, tas desconfiare ser eserava :
dinia-se a ra da Coaeeicao, armazem do tal da Sra.
D. Joannaj 'aatar ** Marcellino Cardoso Ratalha.
D.
va do lo
previnem
ferro di
ministra.
toret, que
M|Mai
arltlR*odora Pereira Dttf) viu-
iz Eloy Otfro, seos filhos georo,
prezario a companhia da estrada da
vincia. bewcomo a seus agente*, ad-
correspoedeotes, accionistas e direc-
fajam Iraosaecjio nem contracto al-'
gum com a admioislrac.lo presente oa fufara do hos-
pital de caridade desta cidade a respeito da liba do
.N'ogueira, porque ella se acha cm litigio entre o*
annunciantes, o dito hospilal, os herdeiros da falle-
cidas Felicia A*ntonia do Amorira e outros, e isto das-
de 1824, sendo que a causa corre pela 1.* vaaatl
civel desla mesma cidade escrlvo Bsptitlajj
presente os" annunciantes proteslam contra lodi
qualquer acto que sem sua audiencia e consentin
lo se liver praticado, ou liouver de pralicar relativa-
mente ao dominio, posse, usofructo, e oceupaeao
daquella ilba.
Offerece-ta oui moco brasileiro para escripto-
rio de advogado, oo de casa commercial, o qual sabe
bem ler, escrever e conlar :,quem precisar, dirija-so
a roa Direita n. 86, segando andar.
Aluga-se pelo lempo da feslae por preco com-
modo, um silio na Torre, margem do rio, coreado
de moro ele. : na ra da Santa Crut n.70.
Precisa-te de oro caixeiro para padaria; do
paleo da Sania Cruz junto ao sobrado.
D-so al I r0009 a joros sobre penhores ou
com hj pnlheca em casa Ou Arma* a contento : na
padaria do Coala, no aterro da Boa-Visto n. 41, se
dir quem d.
Precisa-se de orna ama para casa de pooca fa-
milia : na ra estreita do Rosario n. 10, tereeiro an-
da/.
A fesla de ti. S. Mai dos Ilomeus, na Madre
de Dos, he transferida para o dia 25 do correle
por haver nos dias tlejK fastas na matriz do Corpo
Sanln.
Perdeo-se Manoel Jos de OJH ello, do engenho Morojo,
a favor de Jos RodPfhes de Sonta Sanios da quan-
tia de jOO; ; previae-se a quem quer qoe ella for
apresentada que nao a cumpra, visto^auaeaine Sr.
nao mais se respontabilisar por ella.
Ignacio Pereira da Cunha CanMtl
comprar a propriedade denominada Doas Una
tencenle a Sra, D. Francisca Pereira da Cario
como nao potsa fazer sem saber te exiaiaajftma hy-
potheca oa pon hora, faz o prese ntt^^^H
ver se alguem lem estos clausulas, isto por espaeo do
8 dias. Recife 30 de oulubio de 185S
No r.iberal Pernambncano de 3 o '> do corren-
le se publicou enlre os avisos diversos ama historia
de noite de loa com a epigrapheos seis mezes e 11
diascojo fim he prbvo
relativos a ama cer
que diz Uvera a dura
lende o pseado serla
ferir. lenha encobei
dos 6 mezes e 11 di,
quer engaar a oati
se refere amigo de
qoe eslo sujetot a
deitar de da-la aos
e 11 dias ; e para que
bliracao dos factoa
de contraria,
11 das. Pre-
ia qoem qner
idministracao
^ mKanado. ou
lfoTelle-a quem
^Itara os actos
acao, nao poda
Sitrar^Hl dos 6 mezes
convenga deste asserlo pro-
cure o relalorio com que se passou a administrado
ao lllm. Sr. Tilo Fiock Romano em 24 de telembro
do 18M, impretso na lypographia desle Diario. O
verdadeiro serlanejo aceito a luva, com tanto que te
descubra o falso serlanejo. Noie de cavalleiro eo-
cobrir-se as sombras do anonvmo para ferir impu-
nemente no seo adversario. Em quinto pois nao
descobrir-st coulenle-sa com estos poseas linhas,
vivo protesto de que n3o se teme discussao franca,
para qne est mailo promplo O tacco encarnado.
Para os terceiros franciscanos a nova e verda-
deira eslamenlia ; em easa da Narciso Jos da Co*U
Pereira, no pateo'do Carino o. 2.
Pelo juizo da primeira vara civei vai i praja,
nos dias 9, 12 e 16 dn correnle a renda annual da
caja terrea n. 9 da ra da Lapa, no bairro do Reci-
fe. a requerimenlo dot consenhores da dita casa Si-
mo Jos de Azevedo Santos e outros: convidare a
qnem quizer lancar qoe comprela ua audiencia do
mesmo juizo nos dias designados.
Aiuassadores.
Precisa-se de doas amassadores que euleadam
bem do servico de padaria ; paga-te bom ordenado:
na roa Imperial n. 173.
O abaito assignado tos scienle ao publico, que
hoje deitou de ser socio do Sr. Luto Cabral de Me-
deiros, na taberna sita oa travesa do vjanmado n.
,a quai c\rava debaito da firma de Braga dr Medei-
ros, e declara que nada tt deve a praca. e no caso
que alguem se julgue credor aprsente sua conta no
prazo de 3 dias para sor paga, na loja de fazendas,
no arco da Cunceicao n. 6. Recito 5 de Mvembro
de 1855.Domingos Jos Vieira Draga. w


I

,*.L-


OIMIO DE PERNAIBUCO QUARTA FklfiJ 1 OE NOVfcMBVRO OE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
<> i*,
Incas lodos os dis aos pobres, desde 9 horas da
P a qualquer liara do 'lia ou uoile.
Itr oHago dacirurcia. e acudir promplamenlc a qual-
e cuJMcirrumltiiiiasnao permutara pagar an medico.
Holicas de ai m Estos em Rio
Ditas altos a
Ditas 48 ' ditos a
Ditas 60 1 tltos a
Ditas ti* ditos a
Tubos a fUus , t i B
Frascos, de meia onga de lindura.
.TORIO DO DR. P. A. LOBO IOSCOZO.
t 5> RA NOVA
VNDESE O SEGUINTE:
sddicina homeopalhica do Dr. G. U. Jahr, traduzido em por
ozo, qualro voluntes encadernados em dous e acompanhadode
Tmos de mediciua, cirurgia, analomia, etc.,etc. ..... 20&000
franle de todas as que Iratam do esludo e pratica da homeopathia, por"ser nica
ental jt'esla dolrinaA PATHOGENESIA OC EFFE1TOS DOSMEICA-
)EM ESTADO DE SAliuEcouhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
i pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
lahnemann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
3ue estilo longedos recursos dos mdicos: a lodosos capiles de navio,
eixar de acudira qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
Fr circumstancias, que nm gempre podem ser prevenidas, sao|obriga-
1 primeiros soccorros em suas enfermidades.
i tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
Be se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
lecionario dos termos de medicina...... 10$O00
na, cirurgia, analomia, ele, ele, encardenado. 38000
dos medicamentos nao se pode dar um passo seguro na. pratica da
Meestabelecimento se lisongeia de te-Io o mais bem montado possivel e
sia^rioridade dos seus medicamentos.
i..........."...... 8S000
los, a 10, 128 e 158000 rs.
................. 208000
Ditos de verdadeira lindura a rnica.
08000
18000
2O00
nas, ae veraaaeira lindura a rnica....._........... 23000
Na mesma casa ha seropre venda grande numero de tubos de crysla. de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer ancommenda de medicaraeuloscom loda a brevida-
oe a por precos moito coramodos.
TRATAMENTO HOMOPATHiCO.
Preservatico e curativo
flp
DO CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS
fif SE2 jr_
ou iostruegao ao povo para se podercurar desta enlermidadc, administrando os remedios mais ellicaze*
para ata/ha-la, emquantoise recorre ao medico, ou mesmo para cura-la iudependente desles nos lu"ares
era qa* nao es ha.
TRADtZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Esl.e* dooi opsculos conimas indicagoes mais claras.e precisas, so pela sua simples e concisaex posi-
c.io eila ao alcance de'todas as inlelligencias, nao so pelo que dizrespeilo aos meios curativo, comoprio-
cipalmiinle aos preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parte em que
elles leo sido polos ein pratica.
Sendo o Iralamenlo homeopaihico o nico que lem dado grandes resoltados no curativo desla horri-
veleoferraidade, julgamosa proposito Iraduzir esles dous importantes opsculos em linzoa verncu-
la,{para dest'arlo facilitar a sua leilura aquemignoreo francs.
Vonde-se nicamente no Consultorio do iradurior, roa Nova n. 52. j>or 28000 rs.
Perdeu-se um cachorro d'agua no
da 24 do crtente, c6m ossignaesseguin-
tes : todo branco, com orelhas grandes,
curto, e eslava um pouco tsquiado, Jem
apenas urna nodoa porbaixo de urna das
orelhas,costuma acudir pelo nomc .KM -
LI: quemo adiaron dei"iiioti(ia*di-rija-
sea ra do Trapichen. i, armazem, (itat:
tera'hei
^aiRAHino DE
MNGHAUSEM
lH^iu. ordem alphabej
lodas as mol
brapeulica de li
, sen lempo
De um diecionai
os termos de medicina e
da peasoas do povo, pelo*
EN-
os ho
concordancia,
signiiesjft* de lodos
ia, e postojo alcance
Massa adai.ianti.ia.
Antonio Barboza de Barros, eslabelecido com sala
de barheiro na ra da Cruz n, 62, primeirp andar,
chumba denles com esla preciosa massa ; na mesma
sala vendem-se e alugam-se bichas por commodo
prago.
Novos livros de homeopaUia em francez, sob
lodas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............2OS0O0
Tesle, rroleslias dos meninos.....'. 68000
iering, homeopalhia domestica.....
Ar, pharmacop homeopalhica.
r, novo manual, 4 volumes .... 1
<, molestias nervosas.......68000
, molestias da pelle.......K8000
pou, historia da homeopalhia, 2 volumes 16^000
rllimarin, tratado complete das molestias
'os meninos.........
e, Salteria medica homeopalhica! !
Fayolle, dolrina medica homeopalhica
de Slaoneli .......
, verdade da homeopalhia. ^ \
onario deN>slen .- jlOSOOO
Altlas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripgiio
de todas as parles do corpa humano 308000
vedem-se lodos estes livros no consultorio horaeona-
*- Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50, pri-
Aar. \
Das dez s nove, fregaezes,
A sorveleira est prompla ;
I m srvele a dous luiloes,
Nao ha causa mai ero conta !
Hipases do sranrle tom;
:' Cii da Ierra e d'alem mar l
Se vos queris refrescar
Com bello, gosloso c bom,
Deveis a bolsa afrouiar.
10800o
88000
7)000
1*000
49000
DR. 1 J. DE MELLO MARAES.
Subscreve-se para esla obra no consultorio homeo-
paihico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
primeir andar, por 58000 em brochura, e 6800,
(SUTORIO CENTRAL
HOMOPATHICO.
Gratuito para os pobres.)
/fu de Santo Amaro, 'Mundo-Soco n. 6.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho di
consultas lodos os das desde as 8 horas da
roanhaa at as 2 di tarde.
' Visita os enfermos em seos domicilios, das
2 li iras pro diante; mas em casos repentinos
e de molestias agudas e graves as visitas serao
fei'as em qualquer hora.
As molestias nervosas merecem Iralamenlo
j e>|>ecial segundo meios heje aconselhados
i pelos pralicos modernos. Esles meios exis-
j lem no consultorio central.
Massa adamantina,
lie jeraluientc recouhecida a excedencia desla
prepaiacao para chumbar deotes, porqee seus resul-
lados tfinpre felizes sao j do dominio do publico.
Sabailio Jos de Oliveira faz oso desla preciosa
massa. para o fim indicado, e as pessoas que quize-
rem honra-lo dispondo de^s servidos, podem pro-
cura-lona Iravessa do Amo n. l,.loja de bar-
beiro.
DEHTISTimNCEZ, t
dentista, eslabelecido na 9
[q n_. 36, segundo andar,
I prwtiodo ar, o chumba #
I massa adamantina e outros me- 9
*
1 l'rancez, no aterro da Boa-
Vista n. 17.
Teta lodo os diaa.tas 3 horis em diante nm com-
pleto sortimenlo de bolos, bolinhos e pastis de di-
versa! qoalidades, assim como fazem-se de encom-
meoda podios, pasleloes, tortas, inphantes, genoiies
nooga, ludo com perfeicao e presos commodoi.
-O Pr.
leiro, m
que sua a
pede pa
d esculpa
mente, em co1
sua viagem
itouio Alves R-
ideara', e declara
alguna dias, e
s seus amigos
pedir pessoal-
da rapidez de
Ma sorvele d'ananaz
No Bosario junio ao becco;
O Soares que nao he pecco
'l'em na venda l' p'ra traz
L'm petisco doce e secco.
Quem ueste lempo calmoso
Mesmo co'a bola 111 ir rada
Sorvete ou agua nevada
Engeilar desdenhoso
Preferiodo a limonada ?!
Ao Bosario, rapagOes !
Nao choris ponco dinheiro
Que o Soare he baraleiro :
1 CqrSai da bolsa os cordes :
Nada de peona e tinleiro.
Precisa-se de urna ama porlugueza para casa
de pouca familia, e tambem precisa-se de urna prela
escravade meia idade, que seja sadia : no aterro da
Boa-Vista n. 78.
Aluga-se
para se passar a fesla duas.casas na Torre, cada urna
com 3 quarlos, 2 salss, cozinha fura, copear, e muilo
fresca, quarlo para escravos e estribara, por com-
modo preco : n iralar alraz da matriz da Boa-Vista
o. 13.
Precisa-se de urna mollier de idade smenle
para tratar de orna pessoa doenle : Da ra do Pilar,
em Pora de Portas o. 135, segundo andar.
Convida-se a lodos os proprietarios.de carro-
Ca a irem a ra do Pocinho, na loja do sobrado em
que mora o Sr. Miguel Felicio da Silva, paramume-
rar as mesmas, nos dias de Irabalho, das 6 as 9 ho-
ras da manhaa, e nos domingos todos os dias, por
ordem da cmara municipal.O agento da cmara,
Serra Grande.
1
Aloga-seum armazem na roa da Praia : quem
o pretender, dirija-sc ao Manguiobo, sitio de liercu-
lauo Alves da Silva.
LOTERA da provincia.
AOS 5:000$, 2:500,? E 1:000$.
O cautelisla Abnio Jos Bodrigues de Sooza J-
nior lera eipostoTvenda o bilhetes e' cautelas da
pnmeira parle da lerceirq lotera do Gymnasio, que
corre sabbado, 17do correle, aos presos abaixo
as lujas da prac da Independencia ns. 4, 13, 15 e
40; ra Direila n. 13 ; e ra da Praia, loja de Ta-
zando) b. 50. Sendo pagas por inteiro as sones
grandea que obiiverem suas ditas cautela), na ra
do Collegio n. 21, primeiro andar ; e asquesahi-
rem em seus bilhetes inleiros tambem o possuidor
recebe a sorle por inleiro, sendo o) oito por cenlo do
referido caotelisla, e o competente premio do Sr.
Ihesoureiro.
Becebe por inteiro
rr t>
Bilhetes
Meios
Tei^os
Ruarlos
Quintos
Oitavos
Decimos
5wn
28800
18880
iwo
18120
700
580
Vigsimo) 300
5:0008000
2:5008000
1:2508000
1:0008000
6258000
5008000
2508000
\
DISCURSO SAGRADO,
Recitado em commemoraca o da n-
djpeudencil do Brasil, no solem-
ne -Je-Deum que os habitantes da im-
perial cidade de Nictheroy.
fueram celebrar no dia 7 de se-
tembro de 1855,
PELO
SR. J0A(lilH P1PT0 DE CAMPOS,
Conejo honorario da capella ins-
pcrtal,oftlclal .1' piiijulo tttsenihla senil pe-
la provincia de l'ernaiubuco,
profesor de eloquottcia nacional
d antgio lyct-u da ciitailc do ite-
clfe, bibliothecai-ioda 1 acnlilu-
de de JJireito da inesiua cidade,
c- socio correspoitdente do Insti-
tuto histrico do Brasil, etc.
Est discurso impresso e vendido pelos Srs. La-
emroerl ciosa cenca do aotor, vende-se na livraria o. 6 e 8
da pnca da Independencia, a 18000 cada, extm-
plar.
Precisa-se de um e*cra*o por aluguel para
servijo de urna pequea familia : na rus do Hospi-!
gion. 7.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra do
Trapichan. 14, propria para escriptorio, ou peque-
a lamina : a tralar na mesma caa.
O padre J0A0 Capislrauo de .Mendooca, pro-
fesor da primaira cadeira de geographia c hisloria
do Gymnasio Provincial de feruambuc, (em aber-
lo, durante a*ferias, em sua casa, n. 3, da ra da
Concordia, um carso .le geographia e historia, e ou-
Iro de rhelorlea e poolica, cujas lices lero princi-
pio no ili 3 de novembro : os sen horca eilodante)
que se rpii/.crem matricular, poderdo dirigir-sea
mencionada caladas? as 12horas da manhaj.
No dia 27 do mez passado denapparcceu da ra
do Cabuga, de casa de Vicente de Paula Oliveira
Villasboas, um mualo por nome l'elix, de idade 10
annos, levou camisa branca e calca de riscadinho
azul ; elle he meio aeaboclado. cabello estirado, e
baslante esperlo ; e por o ter tido noticia alguma,
roga as autoridades i|oa em suas diligencias einpre-
guem alguns meios ; roesino algum particular,
pois ser gratilicado. 1
LOTERAS da provincia.
O lllm. Sr. thesoureiro manda lazer pu-
Mico, queseachama venda na thesoura-
ria das loterias, na ra da Praia 11. 27, os
bilhetes da primeira parte da terceira
lotera do Gymnasio, cujas rodas andam
irapreterivemente no dia 17 do andante
mez. Thesouraria das loterias 5 de no-
vembro de 1855.Luiz Antonio Rodri-
gues de Almeida, esejivao das loterias.
Precsa-se de um feitorbom. e iel:
na ra do Sebo, sobrado amarello, ou na
esquina da ra da Madre de Dos n. 15.
Aluga-se urna casa de um andar e solao com
quintal, as seguinles ras : Augusta, Direila, Li-
vramento, ou emoulra qualquer ra da Boa-Vista :
quem quizer procure na ra da Praia, armazem de
carne n. 2!>, ou annuncie por este Diario para ser
procurado.
No dia 7 do corrente, depois de fiada a audi-
encia do lllm. Sr. Dr.juizda segunda vara do civel,
na sala da mesma, se ha de arrematar a loja de iniu-
dezas.sita na ra larga do Bosario n. 35. penhora-
da ao reverendo padre Baphael Anlouio Coelho.por
execacao de Joaquim Jos da Silva, consenhor da
mesma casa, por aluguois vencidos e nio pagos, sen-
do o escnvflo Santos.
IJfecisa-se de urna ama para casa de duas pes-
soas : na ra das Trincheiras n. 8.
Precisa-se de um enfermeirn sufucientemente
habihlado para esse fim, para um engenho dislanle
desta praja / legoas : na ra da Cruz n.7, primeiro
andar.
Precisa-se do 3208 a juros, dai.do-se do garan-
ta 1 ou 2 escravos mocos: quem quizer dirija-se a
ra da Penda n. 31, que so dir quem faz este ne-
gocio, ou annuncie por esla folha? para ser procu-
rado.
Precisa-se d 200 a joros, dando-se por segu-
ranza urna casa que rende 105mensaes.
Precisa-se aiugar urna ama de leiie : na ra
das Cruzes n. 28.
' ~}>e .D0V0 se avis:' ;,s Pasis que lem obras em
casa do abano assignado, que as manden, buscar
imprelenvelmente no prazo de 30 dias da,dala dcs-
1 ?",Lraro ,era ve,ldi,| para pagamento de
seo (rjualho, licando em nada responsavel, Becife
> de novembro de 1855.Joo Baumann.
~,il?ba de .cheRar "ova pimema da Jamaica,
excellenle para temperos, assim como sag', cevadi-
uha e ervilhas : nu armazem de Paula & Santos,
roa do Amorim n. 48. '
Antonio Joaquim do Sooza Bamos relira-se
para o Bio Grande do Sol.
Aluga-se uin negro para vender pao pela ma-
nhaa ale as 10 horas do dia, ou mesmu para Iraba-
lho de padana, pagando-se bem : no largo do Ter-
O cautelisla,
Aolonio Jos Bodrigues de Souza Jnior.
Precisa-se de ura homem porluguez para feilor
de um engenho, na fregoezia de Nosja Senhora da
Escada.
Precisa-so de urna ama qne tenha bom leile
para acabar de criar urna crianca de 6 mezes : quem
pretender, dirija-se aos quatro canlos da Boa-Vista
n. 1, taberna.
_Aluga-se o terceiro andar da casa n.
5o da ra da Cadeia do Recife, uue tem os
commodos seguintes: sala de trente, al-
cova, gabinete e quarto interior, mais 2
quartos, sala de jntiir, cozinha e terra-
co: a tratar no segundo andar da mesma
casa.
Deseja-se saber onde esta' morando
urna parda de nome Anua Joaquina, na-
tural da Iba de Itaina'raca', (Iba de Mara
das era, a qual foi ltimamente ama da
casa de um francez, morador na ruado
Rangel, para se Ihe dar noticias de. seus
pareies:jdirlja-se a esta typograpliia.
O hachan Kaatio Ferreira deGouveia Pimen-
Irante se assignar como abaixo se da-
ble a>jldir,lo he o appellido conhecido
1.Gislao Ferreirn de Gouveia Pimen-
! No hotel da Europa precisa-sc 1
Iqoeseja muito hbil.
(inhei-
-No aterro da Boa-Visla casa n. 59,
precisa-se de urna ama de leite para criar
um menino de poneos dias.
Os cautelistas Oliveira Jnior ciC,
tem resolvido vender os seus bilhetes e
cautelas, da primeira parte da terceira lo-
tera do Gymnasio, pelos presos abaixo
notados, pagos sem disconto.
Becebe por inleiro.
Rilheles.
Meios.
Tercos.
Quartos*
Oitavos.
Decimos.
Vigsimos.
5.S-500
2.S800
I.SNXO
l.S'NJO
700
' 580
500
5:0O0.S'00O
2:500.S I :(it66
1 :-250,s000
OsOO a
50u,v000r
250.S000
Oliveira Jnior & Com-
elleza.
Di-i
cas.
)S a premio eWnypollteca em urna
1 tres bairros desla cidade : quem
quizaS le como Sr. Jos Cieiano de Car-
valho, na botica do Sr. Bartholomeu Francisco de
Souzi, da rul larga do Bosario n. 36.
Os cautelistas,
panliia.
Aluga-se durante a fesla urna casa no P050 da
Panella, concertada e pinlada, e moito perlo do ba-
nlio : na ra do Queimado, botica n. 15.
Precisa-se de um criado para fazer comprase
ajodar algum servido de cozinha: 00 Pocinho, casa
errea devidraras.
Precisa-se de um bom forneiro para ir para a
Paralnha, paga-se bem : na.ra Imperial n. 37.
Precisa-se de um caiftirode 10 para lannos.
com alguma pratica de taberna: na ra do Bosario
da Boa-Visia, defronte da igreja n. 2, achar con
quem Iralar.
100*000. B ,i
uralilica-se cotja^^illXK) a que tivar adiado a
.l""""3 d0 i SO e a outra doThe, pois se perder da ra .la
tadea >elha alo o Afogado* : qnam quizer resti-
tuir, dirija-se a casa das aferiret, ra da Floren-
tina.
Nos abaixo assignados fazemos scienle ao com-
inercio, que no dia 31 de oulubro prximo passado
loi dissolvida amigavelmenle a sociedade que gyrou
nesta praca sob a razao de Pacheco & Mouleiro, no
eslaheleciinenlo da luja de louca, aila na pracinha
alraz doCorpo Santn. 66; coulinnando o socio
Moiileirouo ayro do referido eslabelecimento.e lam-
hem na liqniac^o da exlincla firma. Becife 3 de
novembro .le 185..Francisco Jos Pacheco de Oli-
veira, Jos Monteiro do Siqueira.
Precisa-se de nm criado : a. tratar na ra Di-
reilau.Ul, primeiro andar.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Rrum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, lundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
evistem quihdastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os. mais commodos.
GUaKlAS.
'-------f----------------------
Em lioianna; becco do PavSo 11. 14,
armazemde.\ranha& Albuqtterque, com-
pra-se toda etjutdquer porcao de assucar
c paga-sc por bof pj-e^o,
Compra-se um escravodc meia idade para tra-
tar de um cava,llo; assim como urna casa Ierre
cm Apipucoi ou Monteiro, que nao exceda de 5005
a 6OO9 ; na ra da Cadeia do Recife n. 16.
Compra-se urna duzia de caetras do amarello
merno usadas, com Unto que sejam Tortes : na ra
da Cruz, armazem n. 1(i.
Comprj^e urna oscrava mea, sadia o que te-
nha bom vghrindaote leite : quem tiver annuncie
para ser jpfcurada.
Compram-se sedlas de 13 o $j em bom esla-
do, rom o premio de dous por rento ; na praca da
Independencia ns. 37 e39, loja de raleado.
A boa fama
VENDE BA BATO :
Libras de linhas brancas i,s. 50, 60, 70 6 80 1I00
Libras de ditas ns. 100, 120 e 130 1C280
Duziat de tesoura) para costura IgOOO
Duzia de ditas mais finas 15280
Ala..ni com 10, 50 e 60 pecas de cordap
para vestido 210
Pecas com 10 varas de bico estrello 560
llu'/.iaile de.lacs.para senhura, 100
Caixinhas com agulhas france/as 160
Caixas com 16 novellus de linhas de marcar 280
(rozas de holOes para carniza 160
Pulceiras encarnadas para meninas 240
Dilasgrandes para senhora 320
Pares de meias linas para senhora a 240 e 300
Meadas de linhas muilo finas para bordar 160
Meadas de linhas de peso 100
Crozas de holoes muilo linos para calcas 280
llabailos de linho aherlos e bordados 120 e 240
Carlciras linas de marroquim para algibeira 600
Fivclas douradas para calcas o collele 120
Tinleirose areeiros de porcelana,., par 500
Chartileiras entrefinas |go
Duzias de torcidas n. 14 para candieiro 80
Penlcs de verdadeiro bfalo para alisar 300 e 500
50
80
70
60
M
Pecas com 6 1|2 varas de fita branca de linho
Caixas com clcheles francezes
Carriteis de linhas de 200 jardas de boa
qoalidade
Macinhos coin 35, 50 e 47 grampas
Suspensorios, o par
Carrileis de linhas de 100 jardas, aotor Ale-
xandre x^)
Alm de lodas eslas miudezas vendem-se oulras
muilissimas, que vislade suas boasqualidades e
baratos precos causa, admiracao aos compradores :
na ra do Queimado, nos qoalro cantos, na bem co-
nhecida loja de miudezas da Boa Fama n. 33.
Bous gostos e de
boas qualida-
VENDAS.
Oracao contra a peste e 6 cholera-
morbus.
Acha-se-venda na livraria 11.6 e 8 da praia da
Independencia om folhclinho com, ilifferenles'ora-
coes contra o cholera-morbus, e qualquer outra pes-
te, a 40 rs. cada um.
. Vende-so urna eacrava
llortas n. 138.
de nacao : na roa de
Vende-se urna eacrava crionla cora urna cria, a
qoal engnmma, cozinha e lava de sabio e barella :
na ra Velha 11.105.
Vende-se um excellcnte carro de 4 rodas pro-
prio para familia ;
becco do Es'pinbei
novo.
Vende-se a tal.
fundos, propria para
do Paraizo n. 18, la
pretender, dirija-se o
iro sitio que lem'mijro
roa Bella, com poucos
' ule : a Iralar no pateo
Vende-se na ra da Cadeia do Re-
cife, loja n. 19, obreias muito linas en-
carnadas proprias para reparticoes, por
ja estarem cortadas do tamanh dos ca-
rimbos, e pelo preoo de i.sOO urna libra.
Vendem-seaaccos com gomma muilo boa, cou-
rinhos de cabra, citeiraa de palha de carnauba, cera
de carnaulia eiebo, ludo por preco commodo : no
armazem da ra da Madre de lieos n. 2.
VINHOIXERBZ:
Vndese soperior vinhn de Xerez em barrisdo
1|. em casa de E.
11. t.
II.
AVjall : ra do 'trapiche
Relogios cober-
tos e descobertos
de ouro, paten-
#i Vender
Iciles.ri'.i
daCalRaJ
dar, os
e d escobe?
Aluga-se urna escrava qne lava, engomma, co-
zinhaie cose1 bem : quem precisar, dirija-se a ra da
Cadeia do Recife n. 25.
Precisa-se de urna ama forra de meia idade,
que sama bem counliar : a Iralar na ra da Madre
de Dos n, :i(!.
Na na da Madre de Dos n. 36, precisa-sc sa-
ber se nesta praca rxislc Jos Joaquim Comes da
Nlva, natural de Vilariuho, cm Portugal, parase
llie entregar orna caria de sua familia.
'erguita-se ao Sr. E. F. Bailar, que razeslhe
assislem paja encamiuhar a cm de A. de A. Porto
as conlas qoe Ihc sao apreienladas para pagamento
dis-uespezas de Iralameuto dajinadjacintha '* Per-
Bm.l .iu liuul.nuiilM. S*, .. .oJBbo quem ficou
com o espolio ria dita Qnada, constante de algumas
poucas alfaias de ouro, urna cama etc. ele.; e se essa
|>cssoaqoeestnaposse dos reridos henaiiaohea
man obrigada a pagar os dbitos da predicta tinada
no qoe A. A. Porlo. que por caridade a recolheu a
soa casa ate a noite -. Sao pergunlas que reclamara
orna reipesla seria.O impaciente.
Arrenda-se urna das lojas do sobrado 11. II do
aterro da Boa-Visla, offereceodo mesmo commodo
|>ara ramilla : a Iralar no mesmo sobrado.
Attencao.
Precisa-se de olicaes de alfaiate, (|ue
saibam fazer obra grande: na ra da
Madre de Deosn. 56.
.-^Os cautelistas Olivei-
ra Jnior & C, venderam
ason de 2:300^000, no
nQ|658, em 20 vigsimos,
da quarta parte da segun-
da lotera do Gymnasio,
assim como algumas de
250,000, de 100,00 e SO^
ris; convidan, porta uto
os possuidores de ditas
cautelas, a virem receber
o premio, apenas se fizer
a distribui$o da lista ge-
ral, emseu escriptorio, na
ra da Cadeia do Recife
n, 50, primeiro andar.
Oliveira Jnior $ C.
MavHtiflljfiBnl^^
Jg Domingos Joaquim ua 'Co7la~pWvu*a }S
quem possa inleressar, que no dia I do pre- S
S sent, sna mulher Mariauuada Conceira.i, s,i- &
- hio de sua casa sem elle ser sabedor do mol- *
S vo, e levou em sua compauhia urna preta e *f
g 3 moleques captivos; pelo que ningoem a- te
M '.'a negocio com sua mulher sem elle ser si- 3
M hedor.
Os senhores SebastiSo Jos de Souza*
Antonio Jos Uibeiro Guimaraes, Avies
de Albuquerque Gama e Joviniano Dia-
mantino Al?es Lima, teem cartas em casa
de Novaes & C., ra do Trapiche n. 34 *onvencerao, assim como vende-se Indo por mui-
primeiro andar.
Precisa-se de urna ama de leite, sem
ilho, tendo bom leite nao se olh a,pie-
co: na ra estreita do Kosaiio, ho^ga
n. 25.
te inglez.
no escriptorio do agciitede
"fco Gomes de Oliveira. ra
ecife n. 62, primeiro an-
superiores relogios coliertos
tic ouro patente inglez, de
um dos mais afamados fabrican tes de Lon-
dres, vindos pelo ultimo paquete inglez, e
por menos preco do que em outra qual-
juer parte. <
Vendem-se chales de louqoim bordados, fazen-
da suporior: na loja de i portas, na ra do Quei-
mado n. 10.
Vendem-sc chapeos de castor brinco, os mais
soperiores qoe ha no mercado : na loja de portas,
na ra do Queimado n. 10.
Vendem-se saces com muilo bom milbo e no-
vo : na ra de Santa Bita, taberna n. 5.
Vende-se palhiuha preparada para empalhar
(oda a qualidade de obras, mais era ronla do que em
outra qualquer parl : na ra das Crines n. 29.
des.
Na ra do Quej
da loja de fazeo
relio, veudeni
mente fazem
finissimo, prova
ueaad
admir
do, nos qualro cantos, na sguu-
>22, deronle do sobrado ama-
Rendas por precos que rcai-
rar ao publico : Panno prelo
de lim.io, para casacas e palitos,

linho 9
prelo fin
Vende-se bico de blonde branco e prelo de seda
verdadeiro, 30 por cenlo mais barato que em qual-
quer outra parte, e de (oda as larguras muilo boni-
tas Tilas dilo : na ra Nova casa de relojoeiro n. 22.
aviso as fregue-
ses.
A taberna da roa Nova n. SO, ilm de se adiar
completamente sorlida, lem, que chegoo de prxi-
mo, latas de 1 e 2 libra) com muilo superior cha, e
que visla da qualidade o do gusto, os compradores
lo barato prerjo.
Farinha de mandioca.
Na ra do Vigario n. 5, primeiro an-
dar, vendem-se saccas com farinha de
mandioca, muito nova e de superior qua-
lidade.
Vende-se om piano de jacarando com pouco
uso, muito bom, e por preco commodo ; assim como
um toucador de Jacaranda e um berco de dilo, por
mu dono se retirar para fra : na roa do Cabuga,
loja do Sr. Guimaraes, se dir quem vende ditos ob-
jeclos.
Novas joias- de
ouro.
Na loja de Oliveira & Goncalves, ru.i do Cabuga
n. 12, ha um lindo, variado e modernissimo sorti-
menlo de obras de ouro, lano de 1 i como de 18
quilates, consisliodoemadcrec.m, meios ditos,roze-
i.i?. correnlne" e outro- objectos de gosto: Iroca-se
todo por >odiil.-, ainda que sejam \clin-. Os pre-
cossau mais commodos do que cm qualquer outra
loja.
Vendem-se Jcadeiras de bal.mco americanas,
pelo preco de 1U) cada urna : na ra da Cruz n.
13, primeiro andar.
Vendem-se machina) dedebulhar e moer mi-
lito, carrinhos de hijo muilo leves, pregos america-
nos de n. 2 a 12, e estanho de muilo boa qualida-
de : na ra du Cruz n. 13, primeiro and.r.
Vende-se um cabriolel descoberld, com-r-
rcios, ludo iwvoe muilo bolillo, por preco corrMKj-
do : na roa Nova, corl.eira por bao da cmara.
Cobertas de seda e ISa.
Na ra do Crespo n. 5, vendem-se por mdico
preco eoberlas de teda e l3a,lurcs,dos mais bellissi
mos variados gustos que tem apparecido ueste ge-
nero.
pelos baratsimos precos de 2J500, 3500 e 5)009
o covado, casemira prela de superior qualidade
a 23 e 29600 ocovado, alpaca preta muilo boa a
400. 500 c (00 rs. o covado, corles de collele- de
fusloes de bonitos padres e cores fixas a TOO o 900
rs., chales prelos de 13a e seda muito grandes
23800, chapeos de ni de seda prelos e de cores, fa-
zenda superior i b>iO0. camisas fraocezas pintadas
para homem a 19280, riscados da India muilo linos
c largos emuilo bonitos para vestidos a 280 o cova-
do, setim prelo mac.io, fmenda -muilo seperior a 35
o covado, sarja bespanbola muilo superior a 2,'i0 o
covado, merino muilo lino a 29000 o covado, meri-
no selim o mais superior que porte haver e muito
proprio para palito a lOOU o covado, chapeos de M
de panninho a 1?00, chilas francezas muilo finas e
largas, de novos padrOes a 320 o covado, fil de li-
nho liso e com flores a 1e I140 a vara, luvasde
pellica de Jouvin para homem e senhora, chegada
no ultimo navio francez a l800 rs. o par, lavas de
sed de todas as core* com belotas a 1280. camisas
de meia muito finas a I -, lavas de lio da Escocia
brancas c de cores 100, 500 e 600 rs. o par, mau-
las de seda para grvalas, prelas e de cores, moito
boa fazenda a 19280, panno fino azul d superior
qualidade a i o covado, ricas romeiras de retroz
bordadas a 11, lencinhos de relroz francezes a
19280, cassas francezas muito finas e de bonitos pa-
drOes a 300 rs. o covado, cambraia finissima de sal-
picos a 19 a vara, camisas francezas mullo finas e
bem felas para homem a 38500 e 28800, corles de
cassas para vestidos de bonitos padroes e com 7 va-
ras a 2 o corle, lencos branco de cambraia de li-
nho mailo linos e grande* a 69 a dozia, ricos chales
de ehally com lislras de seda e bastante grandes a
89, dilos de merino muilo finos e liso) a 69, linas.
prelasde lorcal, de Lisboa a 1t20, ehally amarello,
e que muilo se usa para vestido a
romeiras de cambraia com lacas
a a 19280, grvalas de seda "de
meias de laia para padres a
_semiras linas e de\bonilns,pa-
"5, l.rtiuinhosde linho de bo-
ovado, brim flaneado de puro
padroes a 800 t. a vara,
roprio para vestidos c bal
padre p&SVJrenvadu, riadirhoj francez
linos e bonitos padrOeajMtf o c
prcloa para grvala mt^asuperii
brancos de camhraia muilo lin Om r.,
amarclla muito superior a 32a>. B brancas "finas
para senhora a 240, 300 JIM Bb dilas pretas
m o lo linas a :120, diUe. pB| f fazenda su-
perior, sendo brancas, prerJeTenlaTV2S0rs. o par.
Alero de lodas e-tas fazcrrln outras muilas que s i
vista das boas qoalidades he que se podem ver o
qoanto *So baratas, aliancanrio-sc aos Sr. compra-
dores que nesbiestabclecimento nao ha fazenda al-
guma que aXMpvariada, e sim tudo sem avaril, de
bons goslosVKoas quslidades.
A boa faina
VENDE BARATO :
Lencinhes de retroz de odas as cores para pesco-
Co de seuhoras e meninas, pelo barato preco de 18,
baralhos de cartas linissinias francezas para vollarete
a 560, toucas de l.ia para senboras e meninas a 640,
luvas muilo finas de fio da Escocia brancas,e deco-
res para homem e senhoras a 400, 500 e 600 rs. o
par, meias brancas e ernas para homem, fazenda
muilissimo superior a 160, 200 e 240 o par, luvas de
pellica de Jouvin brancas e amarellas para homem
e senhora a 19900 o par, camisas de meia muilo li-
nas e de pura hla para homem a 39000 rs., dilas de
algodo muilissimo finas a 19 e 19200, lesouras mui-
lo finas para papel a 19500, dilas superiores para
barheiro a 19500, leques muilo linos a 39, ricas abo-
lladuras para collele de madreperola e de melal a
5011 r-., dilas para palitos a 600 rs., ctiinhas. com
phospbnros proprias para charutos a20 rs.. rico) jar-
ros dourados de porcelana pasa flores de diverso l-
manlo.- e precos, ricas filas de seda lavradas e lisas
de todas as cores e larguras, escovas liuissi mas para
roupa, dilas para cabello, trancas de seda de boni-
tos padrOes de diversas larguras e cores, navalhas li-
nissimas para barba, caivetes linissiino e de lodas
as qualidades, bicos finos de linho de bonitos padres
e diversas larguras, ricas franjas de algodo brancas
e de cores para cortinados, lesouras para costura as
mais linas que be possivel encrtnlrar-se. contras mui-
lissimas cousas que tudo se vende por 13o baratos
preco* que aos proprios compradores causa idmira-
c,o; na ra do Queimado, nos qualro canlos, na
bem couhecida loja de miudezas da Boa Pama n. 33,
A boa fama
,FAZEHDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENIORJ
Indiana de quadro muilo fina padroe i
corles de la de quadros e flores por preco e
do : vende-se na ra do Crcsp. loja Ja esquina
volta para a ra da Cadeia.
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Becife, de Henry GitAon, os mais superio-
rw. relogios fat>ricados"em Inglaterra, por preco
mdicos.'
LEONOR D AMBOISE.
Vende-se o excellcnte romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
nha, 2 volumes por IsOOOrs., na livraria
n. 6 e 8 da pra Vende-se cal em pedra chegada afeld-
timo navio de Lisboa, epotassa ameil
da mais nova : no nico deposito da Tita
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Basto tt
Companhia.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chatedu-Av, primeira qua- %
(0i lidade, de propnedade do conde Q
{) de Marcul, ra da Cruz do Re-
Si cife n. 20 : este vinho, o melhor
. de toda a Champagne, vende-se
. a "i.s'OOO w. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
9 comte Feron & Companhia. N.
W B.-As caixas sao marcadas a fo-
$) goConde de Marculcosro-
tt tillo das garrafas sao azues.
POIiSSA E CAL VIRGEN.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita de Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito iavoraveis, com os quaes li-
carao os compradores satisfeitos.
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se napra
9a do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Kostron Ro*
oker #C.
Vende-se ac em cimbeles de um quintal,! por
preco muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
mont & Companhia, prac* do Corpo Santo nt 11.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se Trelo novo.chegado de Lisboa pelo brigue/Yi-
deran$a.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
vteljia por ."$000 reis : nos armazens ns.
3, 5 e 7, e no armzem def ron te da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ra do Trapiche
n. 34, primeiro andar. atfiW
dSSSsS-9Sd:-$Mfl
POTASSA BRASILEIRA. $
Vende-se superior potassa, fa- &
bricada no Rio de Janeiro, che-
l'gada 1 ecentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L.
VENDE BABATO:
Bicos peoles de larlaruga para cabera fjO0
Dilos de alisar lambem de tartaruga ii-ooo
Dilos de marfim lambem para alisar lStOO
Dilos imitando tartaruga para cabeca, 1^400
Lindas meias de seda de core para crianzas 18800
Meias pintadas fio da Escocia para crianra's20e 400
Bandejas grandes e de pinturas finas33000 e JOIK)
Papel al maco greve e paulado, resma 45O0O
feunas linissimas bico de tanca, groza 10200
Ditas muilo boas sem ser de langa,groza 640
tlculo-de armario de ac com graduages 800
Lunetas com armario de lai taruga 19000
Dilas com armac.to de bfalo 500
Toucadore de Jacaranda coro bons espelhos 33000
Meias de laia muilo superiores para padrea 23000
lucas benuUsde canna com lindo casloes 23000
Ditas de |Ai com bonilos casloes 5(Jo
Bicos chieoes -para homem e senhora a 19 e 13200
Meias prelas de algodao para padres, o par 600
Grvalas de seda de todas as cores 18 e 13200
Filas de velludo de lodas as cores, a vara 160 e 320
Atacadores de cornalina para casaca 400
Bicos reloginhos para cima de mesa 43000
Suspensorios finos de borracha, o par 400, 500, 600
I'enles muito finos para suissa 500
Escova muilo finas para cabello 610
Capachos piolados muilo bonilos 700
Botoes fiuissimos de madreperola para ca-
misa, a groza 13200
Alm de todo isto vendem-se oulras muilas coo-
sas, que a visla das qualidades e pregos faz admirar:
na roa do Queimado, nos quatro canlos, na loja de
miudezas da Boa Fama o. 33. .
Cortes de meia casemira a .sOOO.
Na loja de (itiimariles iv. Henriqnes, ra do Cres-
po n. 5, vendem-se meias casemira de superior
qualidade, pelo baraiissimo prego de 23000 o corte
de caiga.
COGNAC VEB DA DEIAO.
Veude-se o verdadeiro cognac, lano em garrafas
como em garrafoes: ua ra da Cruz n. 10.
CASEMIRA PRETA A 4?500
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a ra da Cadeia.
FLOR DE FLOR.
A Farinha de Santander Flor de Flor,
he a melhor farinha de trigo que existe em
todo o mundo, porisso sempre liequalili-
cada a mais superior em torUaos merca
dos, aonde tem sido impor^p^; heestaa
primeira vez que vem a este mercado,
pore'm garante-se a veracidade da inor-
mncio: vende-se nicamente rio arma-
zem deTasso limaos.
algoi!
mni(ouperior, com 11 varas a pega, por 33500:
vende-se na roa dd Crespo, loja da esquina que vol-
ta para a ra da Cadeia.
A3$500
Muilo barato.
Antas de
L^Hk na ra
ou aluga-se
um mplecole de
Senzala-Velha n. 70, egun
Vende-se uma casa le:
Boa-Viila, na ra do Bosario D.
de Apollo n. 13.
Velbutiuasde lodas as core ^
m do prego de MO rs. ocovado : na
S21n- 9,e Joao Moreira Lope
&^9ij(S-99<
Vende-se no aterro da Boa-Visla ri. 17!
de um andar. 3vcneiana eom uas calf~
estado, umrelogio de qoatro bom re*
hom goslo, uma burra de tetro balido, todo
go commodo.
Cabriolete.
Vende-se um bonilo cabriole! cora bem e elesa ote
cavallo : para ver e tratar, oa roa da Boda, coc .ei-
r do Sr. Paulino.
Rape.
Vende-se o verdadeiro o muilo fresco rip&ao to
Crrdeiro : na ra larga do Bosario n. 38, i alo a
bolica.
Vendem-se cmbralas final
fizas a 200 rs. o
que finge seda a
com quadros esc
lina francez a 3>
loja amarella n.
Vende-se un 1
fundo *r baiio mar
lar alerrarti), ile 11
do Terso n. '
Continua-
denominada-
perial con
Ireila do R
do Can
n. 36
com a roesi
Vendem-se
qoe hano raen
lambem se alugarj
NICO DEPOSI'
roa da Cruz, n.J
Oliveira Au^l
co desle ufl
mente de [
Veode-* raen lo, 7 de|
novo, de cica
quem pretender,!
Vendem-se i
leile, e outra sem i
ros, oo sido da cap
Vende-na da Cadeia do Becife, casa u.
bi, um escravo de 10 aunos, robos'.o e de lodo ter-
vigo.
Sedas ricas.
Vendem-se corles de seda branca e de cores, com
babadns, fazeoda superior : na loja de 4 portas. Bal
roa do Queimado 11. 10.
Vendem-sc as bellas uvas musca
de Itamaraca% na ra do yuem
n. o).
Vende-se un
cellentes mollas:_
Boa-Vista, coc
Vende-se 1
eos e muilo frescoj
ua ra do Trafile
Vende-as^tta negra crioola, moga, com todas
as babilidadesfcu ra do Livramenlo n. 4.
Vendem-aA escravos, ten4* 2 de bonita fi-
guras, de ledo o servigo e o outros 2 que cozinham
o diario de uma case, e orna dellai engomma : na
roa Direila n. "
let com
a do aterro da
guel Sou;
de Lisboa em frai-
lo no ultimo Bario:
assucar 1
naiixzem de N. atJwtrtn. 4.
prela deNiage, que cozinha,
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da Bossia verdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
AGENCIA \
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estAelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos,
dito.
iefier & C, ra
Vende-se-ama
bem, ensaboa, e he perfeila engomroadeira : no
ro da Boa-Vista n. 74, se dir quet* vende.
CHAHISMO PAM ES&I
no.
FUNDjgAfDE FERRO DO ENGE-
MIEIRO DAVID W. BOWNAmj
RA DO BRUM, PASSANSO O JBk-
WA1
FARIZ,
ha sempre um grande soriimenlo dos
jeclos de mechaoismos proprios para"%!
- moendas e meias moendas da soa
ber;
para
Riseado de lis ti-as de cores, ]
para palitos, calcase aquetas, a 160
O covado.
Vende-se na ru do Crespo, loia da esquina que
olla para a cadeia.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Moinhos de vento
ombombasderepuiopara regar borlase baisa,
decapim.nafundigaOdeD. W. Bowman : narua
doBromm.6,8el0.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de, empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
CAL DE LISBOA A 43O0V).
Vendem-se barris com cal virgem de Lisboa, par*
fechar conlas, pelo diminuto prego de 49000 o bar-
ril : na ra da Cadeia do Becife, loja u. 50. defron-
te da roa da Madre de Deo.
Veude-sc encllenle taboado de pinho, rcen-
temenio cliegado da America : na rm de Apollo
trapiche do 1 erreira, a eolender-se com oadminis
ador do mesmo.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiro e casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
Taixas paca engenhos.
Na fundicao' de Ierro de D. W.
Bowmann na ra 'do.Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-te em carro
sem despeza ao comprador--
Vendem-se amarrados com :! arroba ,i
no do sertSo muito boa e barata : m
do Becife, loja de ferragens n. 0:1.
Vestidos.
Vendem-se chales de
mofo, pelo barato prego de
a de cores com barra e alauma pin
pelo diminuto prego de I96OO o corle, j^^H
oulras mallas fazendas por barato Brega: na roa
da Cadeia do Recito loja n. r0I defronle da ra da
Madre d% Dos.

iniesob-
aS-
. moderna
constroegao ; laizas de ferro fundido e batida), de
superior qoalidade e de lodos o Umaaitioe ; rodas
dentadas para agua oo aoimaes, de lochas as iirepor-
roes ; crivos e boceas de fornalhae regpilros de T
eiro, aguilboes, bromes, patafusos
uiio de mandioca, etc., etc.
NA MESMA
se executam lodas as en
ridade j conbecida,
modidade em prego.
MOENfi
Na fundicao
em Santo Am
moendas de ca
modello e
Vendem-&
caranda', contt|
dos os onHha
tendo vindo 1
go : na ruada CdeJB,
Em casa de
Cruz n. 10,
Lonase brir
Instrumentos pora msica.
Espel los com noldugf
Globos para jirdins.B
Cadeiras e solas para
Oleados para uesa.. _,
Vistas de Perntajfl
Cemento romfl
Gomma lacea.
NAVALUASAQ
Na ra da Cadeia d<
ilar, cKriptorio de
n'uam-se a' vender
bem conhecidas e afi
pelo hbil fabrica
de Londres, as
riamenle, oso se'
vendem-se com a
derem os comprado:
pa compra reslituin
s ha ricas lesourin
mo fai'icaole.
,OCBAS.
>48, primeiro an-
de Abra, con-
' UJteco fixo, as jm
Desap;
que de 001
nos ^0
de liara
ga de riscad
de pello
pegar,le
103, sera
FABIA 1865
r
\
S


Full Text
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