Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00481


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Full Text
XXXI. N. 254.
Por S mmcB adiantado 4,000.
Pr 3 nam vencido 4,100.
SABBADO 3 OE NOVEMBRO DE 1855.
Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUC
a= ------- "w--------------------------------------------------------__---------------------._-------------------------:________i____________
i
ENCVRREGADOS DA SUBSCRIPTO'.
itrio H. F. de Faria ; Rio de Ja-
hr. Jefa Pereira Martin ; Baha, o Sr. D.
Duprad; Maeei, o Seuhor Claudio* Falcao Das ;
Paradina, Sr. Cervaria Viclor da Natividade ;
Natal, o Sr. Joaquim Ignacio I'ereira JoDior; Ara-
cal v, o Sr. Aotonio da Lamo Braga ; Cear, o Sr.
.loaquira. Jee de Olivaira ; Maranhao a Sr. Jm-
qojm Marque Rodrigue; l'iauliv, o Sr. Dominaos
Herculano Ackile Pessoa Ceareos*; Para, oSr. Jus-
tino J. Ranas; Amazona, o Sr. JerauyaM da Coala.
CAMBIOS.
Sobra Londres, a 37 7/8 e 28.
. Pars, 360 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio da Jamiro. 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acc5< ilo Banco, 30 0/0 de premio.
da Companhia de Beberibe ao par.
a da companhia de seguros ao par.
Discerni de lellras, de 7 a 9 por 4/0.
METAES.
Ouro.Oncas baspanhols. 2955000
Moedas de 6*400 velhas. 169000
de M00 novas. 16&000
de 49000. DC000
Praia.Patacbee brasileiros. 19940
Pesos eolumnarios. 19940
u mexicanos. 1986O
PARTIDA DOS CORREIOS.
OfinJa, todos os das. '
Caruar, Bonito e Garaiihuns, nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista,Ex e Ouricury, a 13e28.
Goyanna eParahiba, segundas e sexlas-fairas.
Victoria e Natal, as quinias-feirai.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 10 llorase 54 minutos da uianha.
Segunda s 11 horas e l minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e sabbados.
Relacao, tercas-feiras o sabbados.
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas.
Jaiz do commercio, segundas as 10 horas Anas
quintas ao meio-dia.
Juizo deorphos, segundase quintases 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio-dia.
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio-dia.
pan tfFiciAL.
EPHEMERIDES.
SovKinb. 1 Quartominguanteas2 boras 46 mi-
nutos e 48 segundos ala tarde.
9; La nova as 5 horas, 11 minutos
e 40 segundos da tarje.
' 16 Quariocrescenteas9 horas, 20 ni-
atos a 49 segundos da manhaa.
23 La cheia as S boras, 31 minutos e
44 segundos da tarde.
DAS t)A SEMA
29 Segunda. Trasladaco deS. 1
30 Terca..S. Euno m. S. Macarr
31 Quarta. i Vigilia) jejum, S. '.
1 Quima. >i 2 Sexta. Comn.iemorac.ao de todos os
3 Sabbado. S. Malaquias b. S. Horberto.
4 Domingo. 23. S. CarlosBorromeo are. card.
S. Joannicio ab., S. Claro presb., S. Pierio.
Onal ira-ral 4a a 11181111 ara., da
aewirt aacliad a Kaclfa.aaa 1 da
aaaaalli a da 185,
ORBEM DO DA N. 0.
Hopo cemmandante das armas pu-
ittda guaroicao o resollado doea-
I aa Mjaitaram, nos lemos do artigo
o de 31 de marco da 1851, e do
r do ministerio do negocios da
lembro do crrante anno.o seguin-
*rpo do exercilo exilente nesta pro-
eiirionadoe, e determina de confor-
ordent eiu vigor qu esse r&ullado
e no retpeclivo asseolaraenlos.
torio bafthio de artiharia a pe.
lata primeiro argenlo, Joao Alvjs dos
guaira, approvado plenamente na ma-
' de exame, nomenclatura e manejo d'arma,
:ieie de toga, escala da pelolio e ponlaria ao
aminado a'arma de infantera a 2b de
oulabrc ulliuo.
oaqim Ferreira da Paiva, approvado
imeirte ua materia de exame, nomenclatura
Jo d'arma, exercicin de fogu, escola de pe-
e ponlaria ao alvo.dem.
rgeuln Francisca Eduardo Benjainiin, ap-
io planamente na materia de exame, nu-
nciatura e manejo d'arma, exercicio de fogo,
iloUo ponlaria ao alvo.dem.
1 Francisco lavares, approvado ple-
uteriasde exame. nomeuclalura e
ixereicio da fogo, escola de pelo-
itaria ao alvo.dem.
gando sargento, Americo Clemente
approvado plenaineute na mate-
an, nomenclatura e manejo d'arma, ex-
igo, asela de pelolao e ponlaria ao al-
enlo, Jos Antonio de Soma, approva-
enle Das materias de exame, uomen-
anejo d'arma, exercicio 'de fogo, escola
o ponlaria ao alvo.dem.
lio, Jote Nunes de Araujo Sudr, ap-
plesmeule na malarias de exame, no-
a e manejo d'arma, exercicio de fogo,
sloiso e ponlaria ao alvo.dem.
Segundo balalhao de infanlaria.
sent, Francisco Moreira Lima, appro-
Hsla as materias de exame, nonieo-
de arnsa, exereke de fogo, es
lo e ponlaria ao alvo. Exa-
eeliva arma a 27 de oulubro ul-
eiro sargento, Manoel Anselmo Pe-
le, approvado plenamente na ma-
noinenclalura e manejo d'arma,
1. escola de pelolao e ponlaria ao
balalhao de in/antaria.
primeiro sargeuto.Frandico Anloaio
Jnior, approvado plenamente na
exame,noroenclalur.i e manejodV
logo, escola de pelolao e ponfa
bbbbbbbisbSoV"
tato reir deUrjrirpiJrova-
aaleriasdeaafne.tioinenclalu-
m,'exBKttio de fogo, e ponla-
raiplesmente era escola de pelotao
segando sargento, Heuriqu'e Carnei-
, approvado pleaamente uas uiale-
laclalura e manejo d'arma e
nplesmeala em ejercicio de
_4_
OKDEM DO 1)1 A N. 141.
O marechal de campo commandanle das arma,
declara para ciencia da guarnido desla provincia,
que o Sr. capillo do 5 balalhao de infanlaria ad-
dido ao 9* da mesma arma, Joo do Regd Barros
Falcao, foi no da 31 da oulubro prximo rindo,
examinado na sua respectiva arma as materias
clarificadas no art. 29 do regoiamenlo de 31 de
marco de 1851, sendo plenamente approvado no ma-
nejo d'arma, exercicio de fogo, delalhe, escriptura-
cao e economa ; e simpleameole em manobras da
balalhao ..signado, Jote Joaqun Coelho.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudante
de urden encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
1 Mara de
a materia
a a pona-
lo de fogo
*
jlietMi, approvad
da jian.aomenolalura
. ria aa aro, e simplesnienl
e asela de pelolla^-Idem.
aarro cadtle.Pedro Vell de Sa'^irelo, apprn-
leula naa materia de exame nomen-
a maneja d'arma, a ponlaria ao alvo, e
Mate em exercicio de fogo e ecola de pe-
dem.
t cadete segando urgente, Francisco Uenui-
, approutjasimplesmenlc as materias
nmenetara e mauejo de arma, exer-
|o a escuta de pelolao, a plenamente em
^^^^^Ka,dem.
1 balalhao de in/antaria.
a primeiro sargento Antonio Fran-
^^Hrrado pie mmenle as male-
manclalura e manejo d'arma, ex-
fogo, escola de pelolio e pontana ao
leoi. /
1 dem Jos, Virgilio de Leaiosr-ai^
aenle as materias da exame no-
hmrjo d'arma, exercicio de fogo,
la a pontana ao alvo.dem,
difberto da Costa Corris, approvado
is materias da exame nomeuclalura
Irma, exercicio de fogo e ponlaria ao
npletrnenle em escola de pelolao.
ldanle, Julio Cesur da Foneaca,
menle nae malarias de exame, no-
e manejo .d'armf) e ponlaria ao alvo,
nenie em exercicio de fogo e escola de
Jdem.
riel, Francisco Victorino de Mei-
ima, approvado plenamente ua materia de
ncVatura a manejo d'arma,e imples-
a em exercicio de fago, cola da pelolao e
-pean dem.
reoto.Jos Qclntiuo da Rocha Oli-
approvado plenameule na materias de exa-
clalara a maaaje d'anaa e ponlrria ao al-
tamente era maneja d'arma, exercicio
la de pelolao.dem,
adele idem, Julio Cesar Peasoa de Saboia,
ovado plenamente na malaria de exarca no.
e manejo d'arma, e simplesmenlc em
la fogo, atedia de pelolao e ponlaria ao
|vb.
a de acallarla de Pernambvco.
lo Joao Pereua de Araujo, approva.
da plenameule na materias de eiamc, nomeucla-
lura e manejo d'arma, ejercicio de fogoe escola
de peloiap, a em ponlaria ao alva nuda responden,
a respectiva arma a 24 de ootubro
ultimo.
Particular ( ueolo.Jos Melquades Bezer-
ra da Silva' Coala approvado plenamente as ma-
terias de fame, iioinencl; tura manejo d'arma, e
_:'''.> e simplesmente em exercicio de
ponlaria ao alvo nada respondes.
fogo, 1
dem.
-egiimlo
r
Jaaejoim Vellosa da Silvera, appre-
ia materias de exame, nomeu-
rma, e simplesmenle em ex-
cola 1 responden.dem.
Ptrrira Sena, nada responden uas
exame, nomer el atura, exereido da fo-
ilvo, nendo approvado plena-
arma e simplemenle em isco-
^^^^^HK"> CoiUm.
t!. Ferreira, ajudanle de
lalhe.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBLCO.
LISBOA.
17 de oulubro.
Eslamo em plena invern, em pleno tranqoillida-
de, e nado.
Nao ha acto ueuhum governativo do novo sobera-
no que o caraclerise. *
Nolou-se porro que nao obstante a repugnancia
do marechal presidente do conselho de ministros,
El-Rei sempre nomeoo I). Carlos Uascarenhas para
seu ajudante de campo, decreto acompanhado de
oulro fazeudo igual nomeacio do coronel Paisos, ac-
tual governador da ilha da Madeira, que lie do par-
tido progressisla.
Tambem se nolou ja ootra. I). Pedro V nao foi
aos bailes que para festejar a sua inaugurado ao
throno deram os mioittros dellespanba e de Franca
e dizem que e est determinado a nao faxer reisita
como cosame sua mai, que a mai pouca casas foi.
Mas no domingo, El-Rei, sen angosto Pai, a os
Srs. iufaute D. Luix e D. Joao, foram jantar ao pa-
lacio do nobre duque daTerceira, juntou torre de
Belem, ao qoal aaiistiram a Sr. infanta D. Anna
de Jess Marta, o duque de Saldanha, o camaris-
ta de semana e o dou aju4ante de rvico. A'
nolcSSjnasestade permitliram ao duque que rece-
bee a suas visitas, e entao concorreram all os ou-
Iro^minlrosde estado e varia passoas de dislinc-
cao.
Esla aeleccao feila ao Ilustre prisioneiro da jauta
do Porlo lem causado sua appreliensoe aos progres-
ista maia exaltados. Todava nao ha de que fazer
juizo lermerarios, porque El-Rei, se vivesse o du-
que de Palmella, que era de partido opposlo, fazia-
Ihe a mesma fineza. Estes indicios so podem ser de
conciliaco, que he o qae o joven soberano mai
deseja.
Tem elle ido visitar os qaarleis e vario estabele-
cunenlo publico,aosqoaesd muita alleucao, moi-
Iraudo querer estar ao alcance de tudo, e scudo mai
investigador uas suas visitas. Sabe sempre a mililar,
como seu ajudante de campo e doos lanceiro a
atra, alm dos criados do costume para llie segurar
oscavallos. Ja o oulro da he que foi aos exames
dos alumnos do conservatorio de msica vellido
paisana.
Pelo motivo da sua accIamacSo, mandou S. ma-
gesl.de distribuir pelo pobres de Lisboa 2:i00#000
reu pela mlo dos paroclios das diversas frezue-
naa. 8
Eslaroo oolra vez com receio do cholera. Parece
que ja honve aqu alguna caso u'elle ma rarissimo.
Em Coimhra, ou antes as sua vizinl]asaBJambai
ella est fazeudo agora alguna eslra.
queocia, mandau-se fi
c.lambeta pelo mespsssrrro
>^misjT}raiide.
leslia acaba de morrer emS? _
ide de Villa Real, pai.nosso emba...
a corte. Era homm de bem, bom diploma -
,_e servical a patria.
Como Ihe disse ua minha antecedente, nao linda
fundamento algum o boato de que Lopes de Men-
donca fosse nomeado cnsul no Rio de Janeiro. O
Seculo, que be hnje o jornal semi-oflicial, declaren
que quatilo perganlaram a Jer.vi o que havia a este
respeila, elle responder que nanea tal Ihe pssara
pela idea, A' cerca da peatoa de Joao Baptiita Mo-
reira, lem havido aqu urna polmica por carias, uo
Jornal do Commercio, curiosa. Alexandre de Ca-
lillio apologista do cnsul, tem-lhe feito laes elogios
que 1 per fia lodos os que tere estado ne Rio, se vio
aahinda com ua queixa.
- O duque de Saldanha ja vai a secretaria, e da-se
fterioleiramente carado, dizendo-se at que vaica-
aaKro caminhos de ferro vao continuando, sem
occurrencia notavel ueste inlervallo.
'" O llieaim de S. Carla est fechado, u3o tanto com
o pretexto de collocar o novo lustre, como para te
renovar a companhia, que he deteslavel. Do Ihea-
Iro franeez podemos dizer oulro tasto. De serle
que os diletlanles lem que passar mal elas noites de
invern.
O pao e quasi todos os genero alimenticio vio
encareceudo grandemente. Alm da ruim quslida-
de de algumas colheitas accrescau agora a chava
prematura, de serle que parece termos anno de to-
me. Islo he para que a guerra do Oriente loque a
lodo. Os grandes pedidej de manlimenlos qoe
para all sa fazem sao causadores desta caresta.
vimento confuso, a muzica despregaram com vigor
uova, e cada uin tralou de ver se esteva em boa po-
icao, impinaudo-se no bico dos ps, com olho es-
pelados na illuminacao do navios. Nao (arda ahi ;
diziam lodos. Eflfeclivamenle aim foi. Ouvio-se
um ruido, o corpo que fazia a guarda de honra per-
lilou-se a voz de sentido, a muzica preludrava. Era
El-Rei.
O coches que eonduziam a real familia rodavam
vagarosamente pela frente do corpo em continencia,
SS. MM. apearam-se, subindo para a salas do lor-
reo. O fogo priucipiou; as hateras dos fortes de
Almada, Castalio de S. Jorge e vasos de guerra at-
troavam.
ria mund< e euUo em um momento desapparece-
ram lodaa aquella brilhautea bandeira, como fi-
tas do enchoval da uoiva no invern da vida.
Foi este lalvez o ultimo cauhgo, que rezn o me-
mento ao bravo de Sebastopol.
Ouer eja, quer nao viridicr a ueticia, onome de
Sebastopol sera sempre condecido no mondo, a par
de Troia, Alhenas, Roma e oolra, que maisdipeu-
diode fngue causaram a humanidade.
Talvez Ibes ralle nm Virgilio, om Homero,
um Tasco, um Kaut ; mas osvindouros nao pode-
Nao uos leindra ter visto anda tanta bicha de ra- rao jamis apezar d'io,equecer urna cidade onde le
i se-nao pe?
biar, nem valverdes; foi a qoe se reduzio o fogo de
artificio ; apenas a vista do incendio da eidadella de
Arzila nao parecen ra ; ainda agora estamos a es-
pera da bandeira mourisca da Losilania, que havia
de Iremular ovante uo fim da balalha ; nada se
cumprio como eslava tracado uo programma. O
fogo de Bengala, que appareceu na nao Cosco da
Gama, tambem nao foi mo. Diga-se a verdade.
Emeumpeusacau livemos para admirar I illamina-
co dos vazas de guerra que tinbam de eoncorrer
00 simulacro, realmente estava lindissima. A
l'a/co da tlama sobretodo perfeilamente illumiua-
da de popa a proa e toda a maslreacao produzia um
effeilo maravilhosu. A' urna hora os habitantes
de Lisboa recolhiam-se a's uas casas com o fragor
da artiharia.
O soberano, depnis da iutuguracao do sea reina-
do, lem feito escullas mai acertadas de ofllciae,
para seos ajudante de campo ; segando dxem por
sea ,-ilvedrio. Os cavalleiros"nomeado gozam da es-
tima geral.
O ministerio nao leve alleracao nenhuma, e ja el-
rei o tiuha declarado na allocucao que fizera us c-
mara no dia da acciamacao, dizendo nessa oecasiao
quo a actual administradlo continuarla da mesma
maneira ; isso nao obstante, a opposicaoconditncio-
ual prosride uo combate com o velho furor ; a ligi-
timi-ta faz a guerra ao syslema, como daoles, du*
do-lhe as fesla da acciamacao materia para novas
diatribes.
O Sr. Eseossura embaixa-lor da Hespanha deu um
baile em honra do novo monarcha, logo depois do re-
gosijo .publico, a parti para Madrid afim-de tomar
assento as cmara, de que be memoro e influente,
sta abriram-se no primeiro de ootubro ; e corra
que discuiiram assumptos d? importancia.
O citolera reappareceu 00 reino visinlio com in-
lensidade, e ama das suas victimas foi o Sr. Saaasli,
overnador civil da capital de Hespanha, caja morle
foi sentida por ser pessoa bemquista de todo.
0 embaixador franeez tambem feslejeu o joven so-
berano com um oulro baile muilo coucorrido e mui-
lo luzido.
De Inalulerra linham vindo alguns vasos de guer-
ra com expresso fim de aasislir a acciamacao do rei
da sua ulica alliada. Com o mesmo intuito vieram
embaixadores extraordinarios da Blgica e llol-
landa.
A muuicipalidadc do Porlo mandou felicitar o so-
berano-piir ama commissao composla do seu presi-
dente e outros >erea dores. A folha ollicial lem vin-
do atacada de felicitarnos dos outros municipios
do reino ; bem como de descripcOe dos festejos que
lera havido as proviuciis ; mas esta ultima parle
tem sjdo larcfa do feeolucilo de ticlembro partidista
e defensora da silnacao.
A joma orgnnisada em Lisboa a 12 de agosto
para p^s^MF os intereses dos offlciaea legilimisla
coiivajajajgdoseiy Evora Monte, fui apreseulada a
!l-l|jfeio marechal duque de Saldanha, poucos dias
ccessAo ao tlirono ; recebida coma alta educa-
1 auablidade do joven monareba, deposilou na
lo o seu memorial.
13 da correnle publicou-se
em jiirnal intitulado A Pai
ande formato, lalvez o primeiro jornal p.
tamanlio que leuda apparecido em
1 que a sua
%nao oei
rrlug
4a-
al
acao, he
'residentes no
faneiro) atsim como de enerosos Bra-
. confeccionando artigo especiaes para 09
imperio ; tero ensejo de o avaliar melhor
pfo poderamos fazer aqui.
^o tem ido mui irregular e doeulia, com
ramease chava, qoe tem prejudica'do a lavoora ; os
vveres v&oeaearscentondo cada vez mais.eoquietn -
do todos por essa calamidade, e ja os jornaes come-
erm a discaUr os roeioe de remover a caresta do
reaes. aU Bach.
ao dito ollieio, os pequeos concert qae se li/.e-
reni nos predios, baslava que conlouasse a prali-
ca que exista ao lempo era que vigorava a postura
a que alinde o procurador, nao julgando por isso
precito formular-se postura para esse fim.Inleira-
da e niaudou-se remoller por copia o' parecer o
fiscaes para nao obrigarem uiais a parle a ti-
rar licenca quaudo qnizerem fazer lae concert.
Oulro do fiscal de Santo Antonio, consultando se
devia considerar como infractores o dono das ca-
vallarica- que, nao pudendo permanecer nos lugares
em que se acham, ainda se nao mudaram d'ahi.
Addiado.
Oulro do procurador, reapoodendo a portara que
se Ihe dirigi, mandando-o informar se o estado do
cofre poda comportar a despera de 400?, em que
foi oreada ama ponte sa estrada da Jlo de Barro.
Kesolveu-se, a vista da oeceesidade da obra, se
pedise ao Exm. presidente autorisar.lo para e dis-
peuder a referida qoaulia.
Ontro do administrador da companhia encarre-
regada da limpexa da cidade, relatando o servico
feito de x a 13 do correnle.Mandou-se publicar,
resolveodo-se que se repetisse pedido de mais
6:0003, feito ao governo da provincia, em data de
26 de setembro ultimo, para serem dispendido com
a codlinuucab de mencionado enrico, visto adiar-
se gasta a primeira prestteao.
Oulro do eagenheiro eordeador, informando acer-
ca das pelicoes de divanos qae Ihe foram remedi-
das na sessflo antecedente, sobre terrenos de mari
valia a pena gastar tanto sangue, dinhefl a lempo, nna.'A' commissao de ediScaclo, bem como ootra
fizeram tao brilhantcs feitos, onde sitiantes, e sitia-
dos, contaron em suas tileiras innmeros h-
roes.
Oue influencia teresse eito uo flm aos adiado I
Apreisara elle a paz '.' Estar agora, como querem
Iguns, comecada a guerra ?
Sao por ca tantas a opinies, que me nao allre vu
a dizer qual d'ellas he mais prova'vel. Sutleutam nos
que o alliados deixando Sebastopol em ruina, iro
levar o desolameuto e destruirn, o ferro e o fogo,
a morle e lagrimas, a oolro ponto da Ruatia ; que-
rem oulro, que elles se forlificarao em Sebastopol,
cujoponto desejam conservar, bem como outros, pa-
ra dorainarem exclusivamente aquellos mares; ou-
tros finalmente, que elles farao urna serie de forlifi-
cacSe inconquislayjdjjjjcja costa, para segurarem
aquelle dominio, ^^r
Eu, porm direi, qoe elles faro o que qnizerem,
e o que Ihes deixarem fazer. Entendajuma nlo
enda que
heira.le
LISBOA.
, ti de oulubro.
Illumiii.-irain-aa as caas, illumiuarain-se o edili-
cosjinJiltco, loda a Lisboa esleve Iluminada du-
ranajras tres imites do festejo da acciamacao d'EI-
Re D. Pedro V., mas quem percoVresse as ras da
bixa, que vilo dar ao lerreiro do Pajo, notara pelo
brillio da columna, pela illuminacAo dos tropheos,
que cercavam a estatua equeslrc, a mullidlo que
para la se diriga que era all o poni qoe mais des-
pertava a curiosidade publica. Nao ha duvida nen-
huma, foi no lerreiro do Paco qne mais concurren-
cia huuve. e onde a luz pela disposico, ornatos e
jormusura do local.o conjuncto emfim mais atlrahia;
bonito effeilo e com dobrado gesto, se o fogo de ar-
tificio ancosamente esperado nao deixasse a todo
com aeoa na bocea.
Na frente de caria lado da gradara do monu-
mento eslava collocado um tropheo representando a
industria, commercio, agricultura, arles, armado de
objeclo anlogos ao emblema, e se nao cantiuham
riqueza, dislinguiam-M com elegante implicidade,
elevaudo-se no lopo um dstico, em cujo centro asso-
roavam as inicaes D. P. V., com urna eoroa sobre-
posta, ludo Iluminado a gaz.
As columnas em que ja Ihe fallamos, urna que da-
va para a ra do Ouro e a oulra para a da Prala I-
lunnnadas por cinco mil e tantos bicos cada uma.re-
mnlavam no capitel por urna pvra ardenle, os bicos
volviam-se em espiral, 110 pedestal havia um crelo
para a banda de muzica, que tocou por essas Ires
noiles. o lerreiro era loda sua quadratura estava
guarnecido de pilares, lendo tambera no ciino pyras
ardenles disposLa em symelra ua direccao dos can-
dieiros da illuminacAo publica.
A lerabranca de guarneeerem os inlervallo das
jauella doedificios cora transparente em que es-
la vam pintadas figuras alegrica da diversas muni-
cipalidades do reino, foi excelenle, prodnzindo ama
Iluda vista pela illuminacao, e de dia nao era menos
aparaloza, estimulando os provincianos, que pesqui-
zavam cora afn as armas do municipio respectivo.
Se a povoacflo da capital, que crescera pelo con-
curso dos forasleiros, dirigla-ae em cardumes para a
espacosaarea da praca do commercio as dais pri-
meira noites, na terceira subi de ponto ; e ja' ao
crepsculo os asenlos e toda a cortina do caes es-
lavam alulbado, a meia laranja, a rampa do da
columnas empachada procuraudo|todos com inquie-
tadlo, sitio donde melhor podessem ver o fgo ; uns
ja' altando em botes, oulros aeudindo a sinela dos
vapore, que linliuava de continuo, convidando os
carilos,
A niiile nao poda ser mais amena e apropriada ;
o ceo limpo de noven deslacava o rutilo da estrel-
la em lodo o espaco reiuava aquelle sombro agr-
dvel, que faz a vezes na auzeuda do loar, e a lim-
pidez duaiubieule nao era menos aprazivel. O Tejo
espregaeava-se raolleiuenle, e pela sua vela rhris-
lalinaespalhava-ea illuminacao dos vasos de guerra.
A chusma revolvia-se como as ondas, crescendo a
anciedade com a dilarao ; o castalio e lodos os altos
da cidade donde se poda avistar o rio eaUvam api-
nhado de nenie. Deram nove, deram 10 horas, o
causaco amortecer o ardor, depois veio aquella
iangaideavque Iraz u esperance, quaudo larda em se
realisar ; os crelos nflo eessavam de tocar, e a tea-
das harmnicas espalhaudo-se pela amplidao da
praca vinham exlingair-se 00 auvido aliento das
espectadores. Qnem espera, desespera, cosluma
diaer-se. JA havia enfadaraenlos, ditos de pilhe-
ria, garsalhadas lon^iinjuas, poxavam-se relogios ;
quanla '.' dez e meia, dez e Ir qoartos ; silencio,
canceira, retentivisde fazer estalar com rizo ; quan-
las'.' faltam 8 para as ti; pasmacosra geral Sao 11,
dsseram ; eo(3o ludo se reanimou\ fez-e um roo-
LISBOA.
17 de oulubro.
Poueo oa nada se me eflerece accrescenlar as m-
ulia precedente cartas.
Parece-me ja ler dito em ama deltas que as co-
piosas chuva qus ullimameule tem causado iuuii-
da;es era mais de um ponto- do reino, aggravam
muilo os embaraco do goveruo relativamente a im-
portantissima questao das subsistencias.
Antes de lioulem douve louga conferencia de mi-
nilr. para se Iralar de providencias contra a emi-
nente cnse.Oovi dizer que se resolver prohibir
toda a expovTacao de cereaes.
No domingo pasudo o duque da Terceira deu nm
jantar a SS. MM. e aos dous infantes D. Luiz e I).
Joo, e a Sra. infante D. Anna. Tiveram a honra
de serem tambem.convidado o duque de Saldanha,
o visconde da Carreira, ovisevnde de Sarment, o
conde de Lindares e Joao Jorge Lonreiro, ajudanle
de campo do Sr. D. Pedro V.
Depois do jantar honve explendido sarao, ao qual
concorreram diversa pertonagens, quai toda per-
lencenle a corle, incluso os ministros de es-
tado.
O Sr. D. Pedro V, em consequeucia de um gol-
pe que deu na canalla de urna perna (o qoe a prin-
cipio desprrzou est algum tanto incommodario.
lioulem leve de estar com'a perna' em descanco ;
mas felizmente o coso na lem gravidade, e den-
tro em poucos dia continuara no seu theor habitual
de vida, sahindo a cavado todos os dias.
Nedes ltimos qualro dia s sahiram doos na-
vios para es porto dewe imperio. Em 12 a barca
portugueza OUceira, capitao Silvera, para o Para.
Em 13 o vapor inglez Tnamar, da carreira transa-
tantica.
Remello o .rorna do Comotercto de don tem, nn-
do se achara declarados os navios queSestao carga,
com deslino para esse imperio, e o procos correales
do nosso mercado.
para ler o prazer de enchutar os Russos de um pon-
to de to pequea siguiGcacao estratgica, que de-
via ser desamparado no dia immedia lo.
>'este memento observo, que ainda boje atnanhe-
ceram embanderados o navios na porlo. I.embra-me
n'este memento um feliz dilo de um Franeez a mi
Uespanhol.Muilo medo devia ler o vosso rei na
occasia da balalha, visto que faz lio importante, e
dispendiosa promessa.A marinha pacifica ingleza
deve em verdade festejar o soccesso, porque ella lem
direilu grande parte do Iriumpho pelos ervico'na
condcelo das torcas e manlimenlos.
A saluhridadc continua sem alterac.au. Ainda te-
mos eaperancas de escapar ao flagello, qoe a coi la
nosso irmAus.
Tem havido algumas queixas por serem adrailtidos
a livre pralica os vapores, viudas do Pan, porque
dizem que all ainda apparecem caso de cholera,
principalmente as pessoa de tora, u que indica
qae a almosphera nao esl completamente purifica-
da, e uos pode ainda remetler alguns miasmas, que,
segundo o l)r. Rocignier, por mai diminutas, e mi-
croscpicas que sejaiu, podem encholeritar o genero
h amano.
A asicmblea provincial tem estado ioteiesanle
n'esles ltimos dias. O capitao (de polica) Alfonso
d'Almei la e Alliuquerque (nao he o engeuheiro,
embura tenha o mesmo nome^_j-subdelegad
rea, lem. levado artiharia grossa
nao lem a liugua queimada, tam'
pode.
J*^ -v/ReGL'uiUi.eniJu-JjM dous discursos d
um sobro a phlo^ABfjJa liugua por
belleza, e oulro,r ^jliea em gei
O vice-presiircmr-re> ')iau0 dee^^^r a]
assembd'-a, bem como a ai,ll)iflistrac,ao do
Paes Birreto.
A segoranra individual vai bem, e os thuggt con-
tinuara a ser prezos oa perseguidos, graessao incan-
savel zeledo Sr. Exm. vicepresidente, e Dr. chafe
de polica.
Algumas pessoa entendem, que se pode levar a
effeilo a represado do crime era eerlos lugares com
pannos momo ; mas, eraqaaula o principio de re-
pressao nao esliver bem enraizado no coracao de to-
dos, em quanio a consceucia do dever nao liver
torca, deobrigar a lodoso funacionario em tal grao,
que alfrontera aos compruraetlimenlos, nao he possi-
vel que pelos meios ordinarios sempre se oblenha
um proficuo resaltado.
A polica na prevencao dos crimes e captura dos
criminosos deve ler, para colher fruto, urna accao
proinpta e desembaracada.
S. Exc. nomeoo interinamente juizes de direito
para aseomarcas uovsmenle creadas, e promotores
definitivamente. Restara ainda vaga a promotoria
d'esta capital, e de Cabaceiras.
Saude, e quanto he bom Ihe desejo, eni concurso
com odinheiro, queraove as rodas do machinismo
d'este mondo.
Seimndo parteclpara para S. Pelersburgo o prin-
cipe iorlschakolT, os alliados dissolverara em gran-
de pirte oseo campo entre o Tcheruaia e Balakava
e no Jia 6 da oulubro bakaram em forra regular ao
valle de Belbek.
Ei Iretauto que assim procedem os alliados, o ge-
nera russo trata de concentrar quanto Ihe he pos-
sivel as forc-is que Ihe restara para poder susteular
o chrque do inimigo at que Ihe cheguem os refor-
cos qae espera de Perekop.
Eii quass s.lo. segundo o G'.-ar peridico polaco,
as pu-ices que easis torcas uucupam.
e 1) exercilo ,ruso oceupa urna linha fortificada
pela arle e pela natureza, que forma um simicircuto
em ledur das posice dos alliados, e estendendo-se
do lelegrapho at ao pequeo forte Constantino, si-
tuado sobre um pnnlal que entra pelo mar, ao longo
do pi rto, junio das altaras d'Inkermann e d Ma-
ckentie, al mpenelravel cordilhcira das monta-
ndas do Tcdali-Dagho. A< torcas rusaas principaes
ealSo postada na retaguarda des-a linha.sobr o pla-
to do Belbeck, em tres divisoes, com a frente para o
sul.
V ala direila he formada pelo eunsideravel cor-
=3F
ja em'
ssssVnes
Tu
IITERIDR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO SE
PERNAMBUCO.
PARAHIBA.
, 29 de oulubro.
Esla, ou nao, tomada Sebastopol ? I
Foi tomada, deixada, ou arrasada '.' I !
Qaaes os detalhes d'eise feilo f I
Quem primeiro meileu p dentro daquella ex-ci-
dade 1!
Como se reliraram os Russos, sem serem incom-
modados pelo exercilo victorioso ?!
Oual foi o grao de prazer, resallante d'essc sue-
cosso, esperado ha nao sei quanto lempo ?
Ei as questoe, que ora lorturim as sapieulisii-
raas calsecas de nosso polticos do ultramar, e qoe
leem de ser satisfeitas, no lodo oa em parte, pelo
seu Diario, que hoje devomos receber, se nos en-
tregaren!.
Anle-hontem, urna hora da tarde, cabio enlre
nos, como uraraio, essa noticia, que nao era espe-
rada por uns, a que por oulros o era com a conviccao
da verdade.
Apenas sooo a lomada de Sebastopol voaram os
pavilli&e britnicos na casa consalar, e navios iu-
glezes surtos no porlo, fazendo tambera Iremular o
seu um uavio bespandol.
O prazer he epidmico, e os Heapaalioes nao po-
dem deixar de se enlhuiiasmar eean a gloria mi-
lilar.
lioulem o som de um cauhao, quedj seis horas
da manbaa seou solitario, e como que encolhido, a
bordo de um naviu ingles, noramenle. Iremularam
os mesmo pavilhoes, que para mim s tiveram a
falta de nao estarem denegridos pelo fumo da Sebas-
topol, e os navios se apreienlaram eobertos de ban-
deira de diversas cores.
Nada ha mais eoquele de que um uavio era dia
solemne. Seu toilete multicolor d-lhes nma garri-
dice.que agrada a provoca o prazer. Infelizmente a
mesma peca, que annuuciara a gala, s Mis horas da
tarde, com sna rouea voz diste-no lielrantit glo-
PERMBIJCO.
ciasse
endientes da msr, como "-qnjuadstem ua proxi-
raiJiilM 1I1 iiiir^ugusla^ao Alecrim e oulras, ele,
sejaro coberlos com urna carnada de areia, que, pelo
menos, leuda um palmo.de altura.Mandou-se ex-
pedir ordem aos fiscaes para obrigarem aos pro-
prielario de laes terrenos a aterra-Jos, quanto an-
tes, applicando-lhes a disposicao da postura de
que cima se faz raensao, appcovada provisoria-
mente.
Oulro do juiz deorphos c ausentes desta cidade,
partidpando ter reassum do no dia 11 do correnle
o exercicio da vara, por ler expirado no dia 10 a
licenca qne rielo Exm. presidente da provincia Ihe
foi concedida. Inleirada.
Oalro do baeharel Silvino Cavalcanli de Albu-
querque, participando ler sido nomeado por de-
creto de 29 de setembro fiado, juiz municipal da
primeira vara desta cidade ; lomado posse no dia 10
do correte, e entrado em exercicio da primeira va-
ra crime dejara de direilu interino desla comarca.
Inleirada.
dulro do advogado, dando o sen parecer a res-
peilo do oflcio do procurador, que Ihe foi dirigido
em 29 de setembro ultimo, dizendo,. que nao com-
prehendendo a postura que acompanhou por copia
vinda da presidencia, de Jos Jacomo Taneo Jnior,
requerendo a S. Exc. mandaese fazer effeclivo o
seu despacho, pelo qoal Ihe mandou passar Ululo
de atoramento de todo o terreno devolulo, na con-
tinuara o da ra de Sania Rila e areial da Fortaleza,
ndeferiudo as pelicoes dos que seoppoem a es
coucessao. .
Oulro do fiscal d_ejs. Jos, dizeudu que, ua se-
mana de8 a 1 i do csaMpe, se inataram pira consu-
mo desla cidade 606 reze.Ao archivo.
Outro do fiscal do Poco, informando a favor da
prelenco de Manuel Jo Preslelln, relativa a adi-
lii-acao de um muro na frente do seo sitio na es-
trada do Monleiro.A' cbmmisaao de edificacM.
Foi approvado um parecer da commissao da erli-
ficaciio relativo aos reparo da casa do patrimonio
municipal.' sila ua ra da Florentina ; resolveudo
a cmara se pagasse ao respectivo arrematante a ul-
tima preslaca, abateudo-se a importancia das Ira-
ve e taboas cohslanles do orrameuto, que o arre-
matante nao empregou na obra, e mai a quaulia
de 258, de que falla o engenheiro eordeador em su
informarao.
Foi lambem approvado um parecer da eosamisso
de pelicoes, enlendendo nao haver inconveniente
em ser attendida o arrematante das aferices A-
delo Antonio de Maraes, que requeren ao governo
icia para se extender a 3 anuos o contrato
le ;irrem*acSp ''o mesmo imposto que fez por um,
embora ifcvcsse ler elle apresejf|asjjsssssssssximeiilo
nesle senlS0' no acl oa a!
.nfmrovaj^es^ar
fente, por estar elTe assiguado por om wi mem-
Fo da commissao, em consequencia de se adiar o
TSuiro doenle, devia cnlrar em discus-o ; e a c-
mara resolveu aflrraativamente, para nao demorar
o objeclo. A commissao de-policia, quem as ses-
s6es de 26 de setembro ullimo e 3 do correnle, fo-
ram remeltidos o apoutamcnlos a repeito da sata-
bridada publica, tomados oa oecasiao em qae aqui
esleve o Exm. presidente da provincia, e um oflcio
dos fiscaes, indicando certa medida de polica mu-
nicipal para serem redozidas a posturas, apresenlou
um projeclo de posturas no sentido daquella nota e
indicacao dos fiscaes, o qual foi imprimir para ser
discutido.
A commissao declarou qu aioda nao linua trata-
do com a Companhia de Beberibe acerca da forma
do fornecinenlo d'agua dos seu chafarizes para ir-
rigaco das roas da cidade, porque linha primeiro
de apreseular o modelo das pipas para esse lira'
Maudou-se ofliciar ao Eira, presidente da provin-
cia, pedindo esclareeimenlo acerca da prelenr.lo de
Barlholomeo Francisco de Souza, que pede indem-
uitacau de parle do seu terreno de marinha na ra
Imperial, que diz tora oceupado com a obra do no-
vo raaladoro.
Mandou-se remoller ao engeuheiro eordeador a
pelcao, vinda da presidencia, de Mara Rosa da
Assumpcao, sobre om Iraspasso a Jos Joaquira
Antaue, de um terreno da marinha alagado, n.
36 A. na ra do aterro da Boa-Vista, aflm de infor-
mar sobre ser ou nao esse terreno preciso para ser-
venta publica.
Despacharam-sa as pelices de Antonio Jos Soa-
res, de Antonio Peraira de Farias, de Domingos de
llollanda Cavalcanli de Albuquerque, de Eduardo
Frederico Bank, de Francisco de Barro Correa {2),
de Francisco i'ereira daSilva Sanio, de Jos Nune de
Paula, da Joao Luiz Ferreira Babel lo, de Jos Fran-
cisco do Reg Barros, de Jos da Costa Ribeiro, de
Luiz I'ereira Raposo, de Manuel Francisco da Silva,
de Manoel Jos de Araujo, de Miguel Archanjo Lor
pes da Fonceca, de Manoel I'ereira Leraos, de Ma-
noel Goncalvea da Silva, de Miguel Jos Ferreira
da Costa, de Pedro Soarea do Alraeida, de 1). Tde-
reza de Jess Coelho, e levanlou-se a sessao.
CMARA MTJNICIPaE SO RECIPE.
SESSCO EXTRAORDINARIA DE 17 DE'01 TI -
BRO DE 1835. .
Pretidencia do Sr. Bario de Capibaribe.
Presentes os Srs. Reg e Albuquerque, Reg, Dr.
Sn Pereira, Mamede, Barata e Mello, nbrio-se a ses-
sao, e foi lida a approvada a acia da aolecedeute.
Foi lido o segninte
EXPEDIENTE.
Um oflcio do Esm. presidente da proviucia,
Irausmillodo por copia, aura de qae srjam exeeo-
tadas a posturas addiccionaes que foram decreta-
das pela assembla legislalva'provincial, sob pro-
posta desta enmara.Inleirada, por ja as ler rece-
ido.
Oulro do mesmo, enviando approvada provisoria-
mente a postura addicional que a cmara Ihe remet-
an em oflcio de 26 de setembro ultimo.Inleira-
da ; qae e publicas-e e se remettessem copias aos
fiscaes para Ihe darem execucao.
Oulra da Commissao de Hygieoe Publica, vindo
da presidencia, pedindo a remocio das salgadeiras e
depsitos de couros salgados do centro das habila-
roes, por serem prejudiciaes a saiubridade pu-
blica.Quanto as salgadeiras, mandou-se expedir
ordem aos fiscaes para lazerem remover as que pos-
sam existir dentro da cidade; quanto aos depsitos
de couros, resolveu-se que se ofliciatse a commissao
para indicar os lugares para oude juica conveniente
que sejam removidos, vilo qae nada acerca delles rojos dinamarqueses S. Schmid, i
dispoem as posturas. vVilssem, C. Ducck, 11. Meyer, iodos
po qoe oceupa o lado do norte de Seabstopui, a sa-
ber ; a eidadella Severnaia, e os forte Constantino,
l.athi.riiia e do lelegrapho. A ala esquerda oceupa
os desfiladeros fortificados d'Actoder, e a cordilliei-
ra do Tcherkes Kermau al as nascentes do Belbeck
e s maolanha d'Valla. *
1' A reservas russa estau era Balchi-Serai eSim-
phenpol.
k Destacamentos especiaes mautem a communi-
cacn s com o principal exercilo e oulro (ras corpo
ruisos eslacconado na Crimea ; um que esl em
frente de Kertdi e que tem a sna ala direila apoiada.
em Kafla, u a esquerda era Araba I; o segosido de
ulwei vacao a Eupaloria, e o lerceiro, o man forte de
0:0t| humen que defende Perekop.
a As tropas russas da Crimea pussuem mais duas
estradas pelas quaes podara comrauoicar eooi a Rus-
sia ; urna pelo islhmo de Perekop, outra qoe cou-
dazau mar Ptrido pela ponte de Tchonger.
A respeilo do reforco. que esperara o Rassoa.
es o qae parlicipam dVS. Pelersburgo'ao Wanderer
de Vienna :
taoem marcha novo reforjo para os*corpo
que urcupam a posirt eutrincheiradas eutre In-
kerminn e Mackensie, cujas reservas esiao em Bat-
clii-Sarai e era Simpderopol;novos reforco rao apoz
estes. O exercilo da Crimea, incluindo os reforc
em marcha, nao cliega a 300:000 homens, qoe p'o-
remse acham cmestado de faer urna cafnp.niha.Ke-
cebein constantemente vveres e municoe<,e a maior
aetvidade reina nos astadelecimenlos militares.I)/.-
e queja se cunstroram em Nicolaieirnove vapores
de guerra que eeUo concluidos, c ootros acliam-se
em cjnetruccflo. i
Una parle eunsideravel das esqnadras alijadas sa-
hiram de Kamiesch, sem que saiba exactamente o
lugar deseu deslino, cre-sc todava que se dirigir
para analo nordeste do Mar-Negro oude ficam
Odesta, OczakolT, KinsbUrn, Niculjieil e Cherson,
cidailes qoe o Russo Irabalhain cora grande activi-
dad em fortificar. ,
O imperador Alexandre visitara ltimamente a
primeira e quarta, aedando-se j de volts para S.
Pelersburgo.
Ao cliegar em Moscow, dirigir ao conde Sakews-
,ky governador mililar daquella cidade o seguale
resciiplo : ,
< Conde Arsemo Andreewilcli.Desde a miuha
exall.icau ao llirono heredilario, o meo mais ardenle
deseja tem sido o de vir visitar a muida primeira e
bem amada capital, onde na*c e recebi o b'aplisino,'
sob as abobadas da igreja consagrada a S. Alexis, o
lliaui lalurgo moscovita. Ao levar a elleito esle de-
nais viva salisfaco a franca e cor-
1: me foi feila pelos hlbtanles de
nal que o Russos sem-
seus.czars.
Eu vos encarrego de eiorirainwLpdasas classe
da pnpulacao de Moscow o meu reconheciireiilo e af-
feicau.
r A minha felicidade seria completa sed> ltimos
aconteciraentos nao livessem perturbado esS5 feze
instantes. \^0"*'
a Vos j sabis, pela minJia ordem do dia aos exer-
cilos rossus, que a guarnicao de Sebastopol, depois
de um sitio de onze mezea, depois de ler feilo pro-
digios de valor e dedicarlo, repellindo seis assallos
tormidaveis, seretirou para o lado do mirle da cida-
de, s das. O heroico defensores de Sebastopol fizeram
ludo e qae era humanamente possivel fazer-se.
Eu considero o aconlecimentos ja realisadoa e
adunes como a insondavel vonlade da Providencia,
a qual quirsujeilar a Russia a dolorusas provac.de.
a Masa Russia ja tem recebido frequenles e an-
da mais doras provaces, e lieos nosso senlior sem-
pre I ic presura o seu paternal e ioviiivel auxilio.
Tenhamossempre nelle a noasa f, porque ha de de-
fender a Russia orlodoia, que pegou em armas para
a defensa de boa causa, a causa do christiaoismo.
u Regosijo-me em receber diariamente provas de
?|ue vos lodos eslaes promptosa sacrificar fortuna,
ujiilia e al a derradeira gotla do vosso sangoe, pa-
ra defender a integridade do imperio e a houra da
patria.
a lie nesle seulimentos e actos patriticos que
eu encontr torca e consolaran. .
He unindo-me indissoluvelmenle de coraefio
com o raen nobre e fiel povo, que eu repilo, coii-
liando ua proleccao divina, a palavras do impera-
dor Alexandre I: o Daos he sempre pelo direilo e
pela juslica !
v Fico para sempre o Vosso complacente impera-
dor. Alexandre.
Moscow, 8)20 de setembro de 1855.
Corra que o principe de tiorlschakoff seria dis-
pensado do commendo era chefe do exercilo da Cri-
mea e passaria a exercer o lugar de ministro da guer-
ra, sendo substituido naqoelle enromando pelo ge-
neral MorawiefT que actualmente commanda ua
Asia.
F.ui Constautinopla lemrevoltadose ontra vez os
bachi-bouzouk, par.liram dous- vapores inglezes e
um franeez cora 700 homens para suflocar a revella.
O sultao|inandou ao general Pelissier nma riqussi-
ma espada, conferindo-lhe ao mesmo lempo o titulo
de Sirdar, com urna pensao de 200,000 francos.
Outros generaes racebernm o titulo de pacha a al-
gnas coronis o de Bey.
Un peridico de Madrid referindo-se a cartas de
Turin, diz qne no Piemonie se projeeta crear urna
igreja sardo-calholica independenle de Roma, fican-
00 abolidas as disposigoes do concilio de Trenlo e
aeha encarregada de pedir para o hospital porln-
goez que se tem de eslabelecer uesla cidade.
AOS HABITANTES DO IMPERIO DO
BRASIL.
Seuhores! O acolhimenlo que sempre lem recebi-
do uo imperio do Brasil os iofelizes que recorreni a
proleccao dos seu habitantes, leva-no a querer que
09 uossos clamores a favor dos desvalidos bao de en-
contrar remedio aos males que eslo soffrendu em
consequencia do que nos deliberamos
pequeo esboco de estado da Illia de
de Cabo Verde.
Senhores A agricultura de lodo o arehipelage|de
Cabo Verde, depende da abundancia de chuva
essas lem sido encasase em aos ponto, e nenhnmas
em oulros. O sitios proprios para as plantaos
milho, feijSo, mandioca, e batata, acbam-aa nao a-
gricullados, em consequencia do motivo apontado
(falla de chavas). Heje infelizmente aindaique a Pro
didencia quizesse exercer o seu poder a favor dos
desgranados qae gemem de tome soccorrendo-o com
abundantes aguas nao existem j sement das plantas
radicada porque foram consumida na hora da
oa.
Agora o seu ultimo recurso lem s
banaueira, e carne de jumento, o que tem da
gem a grandes doencasde que muidas le
limas. Trinla mil habitantes conta a ilha
A olio no seio de suas moutanhas, e
verar qoe viole mil d'esles a estas horas estilo 1
lando as mies aa eo pedindo qoe ce--
eatligo, lembrando-se qae no mando exi;
roes bemfazpjosde I.omens, que dos gastos nacaaaa-
ries a vida Ibes resta muilo para poderem *oj
cocear teas i ufe lites Irma.
vida.
Nos como fildos da
sorledos nossos 1
na imprensa de
ventar os nosso
mos o seu lam
No imperio
pralicado por
dor por eccasilo
caita. N'am paiz onde
Simao Salvador, que se
tem de arrisca-la para sal
cem bem nao seren entregues ao
Nos, visto que as nosaas forja
fajamos mais do que pedir os mel
tao doloroso sozTrimentos, jul
uossa raissao. Temos por ultimo
Srs. redactores que publiquen) esl
Dos liabilaales do Brasil j temos
voces da so generosdade. T
les portugoezes pedimos
cebar qoaesquer qrj^^^H
ros qoe se prestarem a 1
qae sem perda de tem'
muuicipal da ilha de S> VI
te do povo qae vos envia
Ilha de S. Vicente,
Mantel .fJJJJJJJJJJJJ
t. AodsjjJpBB
O Ii'yario.SeoasI.;
' Boacentura Josa Ue 1
lolio Narcito Mi
Manoel Joao Oliar\
'*^ _tJ^TeTicSu~;
Antonio Joaqun Ma\
Theopho Jote
Antonio Hogerio Aadl
Arcenio f.eitr
va r e aa^^^H
eguem de re-
raso cavallai-
esas rogos; e
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a escrevi. aadi o rei soberano protector da moma.
Barao de Capibaribe, presidente.Reg e Albu-
querque. S Pereira.OUceira.Bego.
------ niwiai ------
hepahtii;ao da polica
Parte do dia 2 de novembro.
Illm. e Exm. Sr.Na ausencia do Dr. chefe de
polica desla provincia, leudo a honra de levar ao
conheciraentu de V. Exc. qne das diflerenlcs parli
cipacoes lioulem e hoje recebidas nesla reparlicao
CQMMHK1AD0
De lano nome recoman''
toral ilesta provincia para a futura
anda nao deparamos com dous dos nossos compro-
> incianos,.ornamentos dignos da des-
do pblicos, cidadaos presta:
Ilustres I E qual ser sido a 01
esquecimeolo '.'
Eis, pos, Srs. eleitoros, mais dousj
cados ao throno, a palrie e par.|
Pernarabuco que o vio,oacer : anda
inclu na vossas listas os ames dos 1 lima
noel Coelhoi Cintra e Dr. I.aiz de Carvalho
Audrade : assim o espera'
Ca Pernambm^^M
honlem e hoje recebidas
cobstam ssseguinte oceurrencias:
Foram preaos : minha ordem o porluguez Ma-
noel de.Rezende Reg Barros, a requisicao do juiz
de orphaos desle termo, e o pardo Virginio de Cam-
pirs, pursuspeito de.ser criminosa na provincia das
Alagoas.
Pela subdelegada da freituezia do Recito, oa ma-
II0I111, John
a requisicao
Oalro da mesma commissao, pedindo providen*- ^ respectivo cuosal.
.. ., Pela subdelegada da freguezia de sanio Antonio.
lasse &. Exc, para que os terrenos afosados pela 0 prel0 ecravo Luiz, por briga,
Pela subdelegacia da freguezia de S. Jlns, o par-
do Jos Velloso da Silva, por suspeilo de ler incen-
diado urna casa de palha.
E pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista, o
porluguez Cassiano de Souza Pntenla, por suspeilo
em crime de torio de escravos, e o preto Demetrio
da Silva Ramos, por briga.
Deo guarde a V. Exc. Secretaria da polica dc-
Pernamnaco 2 de novembro de 1855.lllm. eExra.
Sr. conseldfir Jos Benlo da Cunda e Figoredo,
presidente da provincia.O delegado de polica do
primeiro dislriclo deste termo, Francisco Bernardo
de Cartalho.
DIARIO DE PERY4MBIC0.
Pelo vapor S. Saltador, chegado honlem do por-
lo de norle, recebemos algumas gazela do Para e
Cear, alcatifando as primeira a 15 do correnle, c
as'seguuda a 24 porm nada encontramos nellas
que se possa mencionar. Continuara a gozar de so-
cego todas as provincias desse lado.
Pelo vapor D. Mara IJ entrado hontem de Lis-
boa recebemos gazelas portuguesas al 17 do pas-
eado.
Em Sebaitopol eonlinuava o fogo enlre oa dous
lado da cidade, mi um grande damno dos qae
nelle se achira estabelecido.
Em Roma como eslivesse o cholera fazeudo gran-
des estragos, o papa ordenou preces e mandou que
se eipozessem seueracao dos liis varias reliquias
e logu a pesie coroecou a declinar.
Pelo qae diz respeilo a Hespanha, conlioaava
Madrid a ser decimada pelo terrivel flagello, mor-
rendo victima delle o governador civil daquella ci-
dade.
Ou mo aos negocios polticos, eis oque seteno
Jornal do Commercio de Lisboa de 16 do passado :
o No parlamento hespanhol apresenlou o raioisiro
do fomento na sessao de 8, m projeclo de le para
regular as questoes indu-tnaes da Calaluoha. Porelle
se declara livre o exercicio da industria menafaclora
assim como o das machinas uleis e meios mcham-
eos para augmentar a produccao.
o Estabelecem-se regras equitativas nos contratos
de faaricantes e operarios, e protectores dos Iraba-
Ihadr res, tanto ao que toca a Idealidades qae se Ibes
destinen), romqjos abaso que possarn commetter-se
ou da mocidade ou da iguoraucia do operario.
a Elabelecem-se regras para as associacues, com
o lira de que nao se prstemeos abusos e monopolios
recprocos do fabricante e operario, era i explora-
cao do Irabaldador para objectos que nao sejam do
sea interesse.
a As associacues serSa publicas, approvadas a os
seas fundos collocados com seguranra em bancos ou
depsitos bem garantidos. Eslabelece-se um jury
millo de fabriranle e operario, presidido pela ao-
loridade local. Crism-se inspectores da industria, es-
pecie de procuradores sindico do operarios que ve-
lera pelo cuinprimcnlo da lei. Tambera so encar-
resa a execucao da le aos Chetos das ofUcioas.
Segando lemos o Diario Uespanhol, parece que
tende a reuovar-se a agitado dooperario em Bar-
colon 1.11
Ataixo enconlrarao o leilare orna corresponden-
cia qoa uos foi dirigida por alguns habitante da
ilha ie>Saulo Ant.lo de Cabo Verde, e na qual, ei-
pond) o estado de penara a qne se acham reduzi-
dos, imploram a caridade dos Brasileiros a em ge-
ral de todos os que liabitam o nosso paiz. Chama-
mos por lano a allencao do nossos conterrneos pa-
ra esse brado de angustia, e leraos a confianca de
que elle ser ouvido. Lembramos porem romo um
meto mais expedito para cousegoir-ie o lenitivo qoe
de nos reclama a humanidade aulicla, a convenien-
cia qoe haveria em tomar odre si.o encarga de pro-
move- ama subscripto em favor d'aqudla infeliz
populado, a mesma commlselo que entre Dos sa
OS AFRICANOS, O SR. CNSUL INGLEZ E O
GOVERNO DA PROVWCIA.
A provincia de Pernamboee achava-aa tranquilla ;
a allencao publica preoecupava-sc principalmente
com os grandes melhorameolns maleriaes a maraes
qne alguns auno de pai e ama ad hbil
e cuidadosa iam promovendo ; a propria oc
rixenla tendo esgotado o anomptoa <
I i vas contra a presidencia, ntrela
com as fagueira* esperanca* qoe Iba l
los do Rio de Janeiro, quando
barque de africanos veio dislrasi
o espirito publico, cxcilar o zt
cnsul inglez, c dar oecasiao aos oppoaicianisla para
tanta rem converter -em realidade aa esperances que
a eleicao por circuios Ihae fizera entrever.
J he lempo porm de qae a cariosldade publica
v sendo saliafeita, o cnsul brilannico descance 00
zelo e probidade do governo da provincia, e o
ventos procuren) novo campo para explorar, m,
zeodo a inielicWadeque Ihe nao permuteaiuda des-
ta vez escallar o poder e expedir da presidencia
Sr. conselheiro Jos Benlo, erabarcaudo-o em om
palhabole negreiro, como fora por ora partido em
Portugal o Sr. Drummond rolado em alguns barris
de paios e chowieHKPara ncermoa do
!|ue dissemos he dasante a simple narracSo dos
idos. *
A 5 de jaldo leve o governo da provincia noticia
de qae se" projectava nm desembarque da africanos
fin Seriuhaem. linmudialamente olliciou 10 caoi-
raandanle da estacao naval e ao chele de polica para
que tomassem providencias contra seraeldanle al-
ternado. Ofllcios foram dirigidas pelo Sr. Dr. Paiva
Teixeira ao commandanle do destacamento volan-
te, s autoridades policiaes e por estas aos seus
peclores, de conformidade com as ordens da presi-
dencia. Passam-se Ires metes, e j se jnlgava qae
a denuncia que (ivera, a presidencia nao passava de
um rebate falso, qnando leve lugar j
S. Aleixo o appareeimento e apprehensae do' uavio ,
negreiro palo delegado de Seriante*) e comroa
le do destacamento volante de Rio Formoeo. Pare-
ce que a' governo mai activo e ra;
poda esperar mai feliz resultadoVejai
como semelhanle aconlecimenlo se presta
leuda de um individuo e aos tires de ama
rixenla.
O presidente da provincia recebe em um ollieio do
delegado de iserinhaem a uarracao I
no procedimenl desla auloridade
mandante' do destacamento volanteAi losm
po porm qqe esse delegado manda ao esc
simples narradlo do occorrido, u
nhaense cncarrega-se de expdr convenientemente o
Tacto a provincia pelo orgaos dn Diario e do Liberal
Pernambucano, em daas epstolas qoasi idntica,
(I) que lomou o trabalho de dirigir aos doos jornaes.
Nao se tralava de prestar orna homeoagem prtmar-
ra auloridade policial de Serinhaem, era preciso dn-
acredilar o goveruo imaginando na comarca nma
acephalia que nao exista, e quaudo exislisse naa era
por colpa do presidente da provincia. Nata m
ma,o Sr. Drummond nao era o deleaado el
Serinhiem, ao qual por obrigaciu do seu cargo,alero
dos estimlos do patriotismo, cumpria execular a lei,
obrando de oonformidada com ella, ao roesmo lem-
po cora a devida mommeadac,Oes icia ;
lade
era raisler despir o Sr.
sob o fundamento de c
por causa das sa mol'
de um simples particular qoe
nona .,
(1) Nao admitidnos a Intinuacao de. id
peasoa que menciona o Sr. correspondente!
Os Bft.
icler
nro
de de
-ss

y



oin neme da patria cm
cu" e em Lima teirateiii gover-
eiemelhanle papel, qgc segura-
. Urummoiid exal-
olle oo
enied enipregado
coiisiderac.au
do Rio Formoto, a faga
i bollo* de que lian* a-
i apprehensio,facto que
iua< curr*tpondeii-
-unilos 4a aceusacno do negligen-
te na foiha opposiciouit-
ria da provincia.
rilas qu assim
-e Itnibrarain, queremos toppo-lo,
ogaram ao enverno do MU paz urna
il> do ama naci clraugeira,
i cum urna arma forjada pelos
i antes pessqacs. O Sr.
pim ninguQb interrogava sobre a
ileriores e posteriores este aconie-
iz, senio completo, s cabe s
i araaitriras. nem pessoa algumn inqueria
Jo jftci. 11) mfiema netle negocio, lem-
ide queixir-tc pievidencia do procrdimenlo
polirlaes Je Serinhem, do* africanos
insdo reduzidus escravido porcuu-
k*o das autoridades locaese de recordar
i* deveress ele repeitoOSr. con-
i pelo zelo de ama nobro causa
Mposada orno, foi visivelmente arraslado
or urna 'MMi einbrolnada em vales de opposi-
-s que foi mullo fcil om acre-
llar U Si", conselheiro Josu Benlo evitando ama
intil o tespondendo-Ihe com a diunidade
Relegado do governo imperial, lera rnojlrad i
este negocio que leni rumprido e ha de
os seus deveres. Estamos cerlos que
'ira'ileire e todo, inclusive o Sr. Cooper
" de fazer juslicaOs fados e as oas dalas
e oslaran para honra sua, lano no pastado,
tono futoro,semquesejan misler aainstigat;oes
;enle consular que quer apreciar o procedi-
s nossas autoridades locaes pelas palavras
uaes e por informaron particularesSe o Sr.
i< continua a suppor, como nos consta,
hawtlo fura feita, na abandono das au
om mero parlicolar, nao lem mais do
ilhinha de algibeira publicada pelo
M. F. de Paria para se convencer que o Sr.
Meoezcs V. de Drummond, sendo dele-
elleelivo de Serinhem, he iroliibifavelmente
da le, da mesraa sorte que o digno cominan-
slacamento queeOectnou a diligencia e
ipatai e inspector de quarleirio que inler-
legocio.Se o juiz de direilo do Rio For-
ir* no dia 10 de outubro o exercicio do sea
do qul fura removido pelo governo impe-
er que se saiba como sabemos, que o Sr.
por motivos genes-de iuleies-e publico
xnmendara quu nao deixasse a comarca'mi-
ada de seu suceessor o Br. Dr Jos Filip-
i* Lelo que all rliegou no dia II, devendo
m vespera, roas que. por causas muilo com-
uto ualuraes, snienle no dia 13 assumira
> cargo de juiz de direilo, interinamente oceupado
Dr. jan municipal o Sr. Borges Leal. A verda-
asta. SeoSr. Ur. Theodoro Machado, juiz mu-
1 do Rio Formoso, a muilo cusi sblivera urna
i do governo da provincia, he tbido que foi
por om bacharel formado, o Sr. Dr. Cal-
aeu legitimo o digno supplenle. Se o pri-
iplenle de delegado de Serinhem passara a
ao eu iminediato'n Sr. Jos Wenceslao, e
esle doeule e impedidos os mais supplen-
ra asMiini>la pelo delegado enViivo o dig-
Konoe existe a lio apregoada ace-
do Rio Formoso. e que culpa
Mi que a apprehenso fusse r-
ndante de desl'acamenlo o pelo
Serinhem, em vez de ser pelos
furain por veniura dadas pelo
nmendacea precisas nio es-
autoridades desde o juiz de direilo
slus e dovidaroente preenahi.laa ?
retallado lio vantajoso, nao fus-
ilo, que irrigularidade pode com
I rfsid>Hcia,em que para isso
maaloa verdadeirat cascas de
__unlo anda te nao sabia que o
|o, ou o patacho empeslado que Tora
i alguns africanos livenero. fugitbj
Iripulario, que cunseqoeucia jus-
ia lirar ? He preciso nao ler visto o
lo, para nflo ver que muilo pou-
| tile couler alem dot cenlo e tstenla
t apprehendidos ; e desla opiniao sao
le o esaminaramPara que do
qae enunciamos se podetse lirar um
presidencia, o chafo de policio e
des locaes, era misler que e governo te
.esse conservado em iifaeciu, que no prururasse
lade, libertar ot africano e punir os
Infelizmente o Sr. cnsul inglez, que
saber estas cousas, parece allri-
e no seu Rfieman a devida vi
desculpaveis, c nao as auluri-
) procedimenlo alias lem sido
i, que lodos os cruzeiros hrr-
rom um fim sein duvida lou-
ertur o zelo da presidencia que
ia ealar adormecido em presenca
^BHNudo nos con ^B>, engenhos j leem si-
o S*. chefe de polica, antes do rece-
eonsul inglez, iivera ordem
PUMO DE PEBMMBUCO SISADO 3 NOVEMBRO OE 1855
anteras> lem por fim o eterever mal, eiscreterfal-
sidadet, calumniase ludo quanlo tendea descoocei-
or.o queem nada os acredita; e assim tive tambero
de ler escripia em o numero-211 de 13 de setem
bro .l'esle uno assiguado oZeery: nio devia eu-
por lano apreciar IAo uojtnlo escripia sendo seu au-
tor covarde, ordinario e v.'quo nio id abusa da
governo e seas empregados, como da boa ndole do*
habilinles d'esle paiz, a da sua mais que boa hospi
lali.lade, porque como diz um anligo rillofalla dos
pralos em que comt,pois, salvat as honrosas exeep-
*0e, ettes civilitadot e ricos deiuram Indo psia
viraquino pandos chibes, piraraeqs, tartarugas,
lapoiome estpidos mudar a camisa e sobreeataca,'
porque casaca lies nao lem ; porm como leve u
arrojo e descaramenlo de laxar-me de'homuni, que
naga a sua paula, lenho por i.o de .lizer-lbe pelos
meamos ly pus, que sou Brasileiro nascido em aci-
dada de Obidos, da provincia do Par, que nio teria
deslmnra ero ser Porluguez, porque meu pai m5i
sao I'ortuguezes, esem Portugal lenho-prenles
a nao ser|8qui meus filhot boje, o com o ler pren-
les pai e mai P3rluguezes me honro lano qmnto
em ser Brasileiro ; mas nao son sevandija da classe
d'esse ou d'esses que daqu oterevem : desalio-os
por tahlo, para que assignem seus nome ou nornes,
pois o escriptor poltico, honrado e Ilustrado escre-
ve as verdades e utilidades para lluslracao dos po
vos, e nflo recea por ito, antes preza ser conhecido
afim de que nao s fiquem condecidos verdadeira-
roenle, comu para que eu Ihe posta dar de viva voz
o troco que merece, para o que me offereco aob pe-
na de re convencer de ser falsario, Irlidor, covarde
e verdadeiro sevandija. Nao posso escrever para ot
jornaes porqae me fallara as luzes do um escriplor
civil e lurnbeiu o lempo que me he pouco para tra-
balhar afim de sustentar com boura mlnlia numerosa
familia, a quem prero, e nio me resla para cuidar
da vida alheia.
Sirvam se, Srs. rcdaclores, inserir em seu Diario
de Pernambuco estas qoalro palavrinhas, pelo que
sempre ihes ser agradecido o seu coustanle leilor e
assignanle
Francisco Antonio Monleiro Tapajos.
Cidade da Barra do Kio Negro 8 de outubro de
1855.
Srt. redactores.Erguido ha poneos das do lei-
lo da morir, depoisderender a Dos as devnas gra-
ca-, au posso reprimir o deseju e ubriga;o, em
queeslou de manifestar a minha gratidao quelle
queabaixodo mesmo Dos me salvou a vida. Quero
fallar, Srs. redactores, de ura cidadflo til, de um
vario prestante, de um medico eiimio, em lim do
mu digno e respeitavel Illm Sr. Dr. Joaquirn An-
tonio Alves Kibeiru ; c a rude e succinla expo que vou fazer, mostrara que nao ha eipressOes,
com que eu possa etplicar o mrito de lo Ilustre
facullaiivo, nem definir o grao do seu mereciraenlo.
Adoeci gravemente em o mez de junlio d'este
anno; habis professores me traiaram : roas a minha
molestia era tao pertinaz, apresenlava lio variados
symplomas, que n,lo Ihes foi possivel qualifi:a-la,
nem onliecer a sua origem. No entretanto, aggra-
vando->c etda vez mais os meus soffrimanlo", liquei
quasi abaudonado, e esperava a cada momento o
fim da minha dolorosa existencia, quando felizmen-
te, por lembranr.i de alguna meus amigos.foi chama-
do o Sr. Dr. Ribeiro, que lio prompta como desinle-
ressailamenle. acudi a este chamado, e-vein ver-
me. Evamiuoit minuciosamente ot symplomas da
molestia, entrou em diversas iodagaces acerca da
sua causa, e com lana paciencia e perspicacia se
houve, que em resaltado conheceu a sua origero e
sede, denominando-a com os termos techuicos Var-
e, que nao sei exprimir, roas que em substancia
signilicam um qplso ou deposito d'agua no peito di-
reilo, proveniente de um pleuriz, qae em lempos
anteriores eu havia lido. Conhecendo o perigo ero
que eu eslava, posto que procurasse suavisar a mi-
nha atlribulaco coro as mais consoladoras esperan-
cas, exigi o Sr. Dr. Ribeiro urna consulla comu
Sr. I)r. Sarment, o qasl com elleilo se presin be-
nignamente a ella no dia immediato, e approvou
inleiramente a opiniao o marcha de curativo, que
a teguir o seu digno collega. Enlrei, pois, no Irala-
raenlo por ello p'rescriplo, passando-ine, por. sea
conselho, para o logar da Soledade, onde linha
a bondade de ir visilar-me diariamente
logo principiei a sentir allivi
melboramenlos, que-at1ull*Wou peTeitamente res-
ta belecido.
Juslificarhia razflo, porlanlu, quemeassiste para
render esle voto de gralidau aoSr. Dr. Ribeiro com
o duplo prazer decumprir o meu dever para com
lero. Elle ah ja se acha ba_ *l^e '-'; fazer om servico ao publico dcsia capital,
f diatj^a^vyifi^fljfljosdaiiiii 'iid.iles emi<
Ste-OTIregado, at boje aiiiuVia desmi
ler coiu todirWmeTTda
|ue o cato requer.
Pernambucano n.lu pude rr-
(ica de todas estas coiisiderarOes
mente criminar a presidencia
o contrabando aprehendido,
^^^mo/ficiaes da comarca ao liiu
te de sua parcialidade. O espritu
fcilmente conceber que Dos dvi-
rupos chamados parllos, lio
ado ot eslupidos,
e de uulio ladu, sem
^Hc, os inlelligenles, u> almas
^^^Helitos. Elle Caz mais: pro-
i lacios que conlranam as suas
'Jteral j te nao lembra de qae o
^^HTprincipio da sua adminislra-
h correligionantis, uro
, para importantes lugares da
nnozo, e que eses corru-
Itiararo de aceita-los, aos ap-
iiitligatio da tociedade
) urgao opposicionisla j
la queem urna poca, deque tam-
queremos lembrar, deram se vergo-
iidos de escravos, em Purto de Gal-
iii que aeinellunte* torpezas
i putar ao gover.io o ao
rrasto ua verdade suppor que o cou-
ros, o roubo e as viuganras parlicu-
etUm entre nos por causa "deslas ou
^^K(io uo poderle nio por causa
mtulivos da sociedadu eda riqueza
tita de viasdecommunicac,au,de edu-
al e religi isa, c tarobem de urna t-
disliuclu Sr. cunselbei*
romove attocia^oei induslriaes, vas
fio a vapor, a inslruccao da mocida-
ietUcaraeiiloa e forles aaloridadet pela
^^^^kamenlr acrusndo pelu Libe-
utifica-la, cuidando de iuleresses
lo promover f//ir;a;Bien(eainlruci;ao
' militarisar a provincia, maniendo u os-
m partido e a influencia despolica de
-
para no grande numero de pes-
>oss iroportanli'tmas que as differenles comarcas
> sacrificadas pelo desejo, lalvez exagerado,
rn duvida louvavel, com que a presidencia je
igrassar os nimos. Ede nio >,- 0
I Pereira da Silva, o dignsimo Sr. Au-
Macedo, lio pouco allenlnlo, o
ima, o Sr. Jos Antonio
os cidadaos illutlres sub-liluidos
r militares ou jaizes municipaes
igas das comarcas. Nao repara no
i de criminosos qae na presidencia
i sido aprehendidos pela poli-
ir que leem fgido para
para lugares recnditos.
er entregue cxctwicamen-
rdeiros d'aquetlrs
ii pelo erro lamen-
- arma'. E ainda'as-
incarnento na cidade
les locaes sejam ac-
curonel Tiburiino,
!a praia.e o
elogiado pelo Libe-
nliaein? O Liberal
. autoridades all
i motivo, denomi-
, Alvaro; porem e
joule e rao
nio lierma-
ssas autori-
Pasa* afripasliat u negocios
nos, nio qoer. adroillir
'Pillares, nao sendo as-
iaes que miUtarisam a
-m, a despeilo ilestea in-
*"*, o tyslema gOverna>
ndo os tnelhores resulta
"isla e poderosa hienarchia
^Jwtipoiameate admirada
^^Kiadr ,1o,
^^P* tfaastsssnista emre
'assssaeviioeem, est
irn a que
exlranhar o
llieio
daniR-TV a saber que temos a fortuna depossuir
entre nos este insigne facultativo, afim de que se
utilise da toa pericia e natural beneficencia, de que
muilos por cerlo estarao privadas ; porqae, seudo
o Sr. Dr. Jtibeiro natural da provincia do Ce-.o-, e
aqu residente ha pouco lempo, uo sera anda''de
lodos beni conhecido.
Pdtenleando assim o merilo e virtudes do Sr. Dr
Ribeiro, cnngralulo-me coma sua provincia natal
pela gloria que Ihe resulta de o contar entre os mul-
los e bellos talentos e. caracteres que fazem honra
ao seu paiz.
Termino, Srs. redactores, asseverando-lhes que
completa sera a minha salisfarao, se eslas mal tra-
tadas linhas merecefem a houra de ser publicadas
no seu conceiluado jornal ; astim como que por es-
le favor Ihes licari em particular agrad?cimeulo o
seu con.laiite leilor
Recife .11 de oulubro de Itj.
- .Wanocl Macedo (lardoso.
mnmmm.
d&uebaiio Je
ile ilo teu Diario
im rliuveir o Je cmrespnn-
ipara ahi ido remelli-
diversas attigaatura* auonj mas, cujo
Srs. redactores,Bem louae etlava eu de oceu-
par a-altencflo do publicu, urna vez que me leulio
conservadu rstrauho aos negocios pblicos, e retira-
do driles, mas desgracadamente sou provocado dn
modo mais alroz que se pude imaginar ; e por isso
nio posso deixar de recorrer ao sea bem conceilua-
do jornal para defenderme das aggres*oesqoe lti-
mamente me lem sido dirigidas. Bem aei que a si-
tuarlo em que rae colloco be sobreraaneira clesag-
gradavel, purque vou responder a quero nao lem
eoragem de publicar o seu nome, a quero a enie-
llianca do assassmo que mala de emboscada,me fere
a traillo, envolvendo-se uas sombras do annnymo
para nflo ser cqpliecido, roas erobora, Irafa-se da
minha honra e rooralidade, e nesle caso qualquer
que seja o terreno em que se eslabeleca a discussflo
eu devo acela-la : assim; pois. oTarei.
No Liberal Pernambucano de 23 e 31 de oulubro
sou torpe e indignamente calumniado, a saber, na-
qnelle.pela respectiva redaccao, c nesle por um mi-
sernvel, que se intitulaO innnigo do escndalo
altribuindo-se-me connivencia no facto que ocrr-
rera no cidade .la Victoria, relativamente ao padre
Fortunato Jos de Souza, e dizendo-se que os meus
eteravot furam ot executorea dera na pessoa do mesmo padre. Ora, que um ho-
rnera perdido, lalvez salteador e carregndo de cri
mes, como naturalmente ha de ser esse, que e al
eunhainimigu do escndalolizesse o proposito de
aleiar o meu carcter, e manchar a minha repula-
cao, era lugico e muilo fcil de compreliender, por-
que he visto que homent laes usaro de lodos os es-
Iralagenias. empregam lodos os meios para descon-
ceiluar aquellos que Ihes lazem sombra c cma
vida Ihes causa inveja, mas que o Liberal Pernam-
bucano procedesse da mesma forma, alirando-se
contra miro com um desespero proprio da hydropho-
bia, he o que ni verdade nio me pode deixar de
torprender Com elleilo, que provas lem a rararr.au
daquelle jornal para apunlar-me como'mandante*de
neniado de que se trata 1 Fui en purvenloraero al-
gum lempo qualificado como autor de factos dessa
ordem? Teubo contra mim, ja como particular, i
como empresado publico, algurn precdeme que
torne duvidosa a minha moialiladc'.' Nao lenho
sempre gozado peranleo governo getal e provincial
e entre ageites que rae conhecero, do conceilo que
he o fruclo de urna vidsjregiilar eescoimada .te cri-
mes? Cerlamenle que sira, logo para ser havido co-
mo autor de um fado reprovado da nalureza da-
qnclle, filra misler que pruvas mui concludenlet e
razoes mui poderosas concorressem ronlra mim
mas qnaes sio ellas? .Nao apparecem, logo a redac-
cao do tioeral he aleivosa e calumniadora, e por
coiisequencia represeulou o mesmo papel triste emi-
seravel que fe o tal anonynio denominado mi-
nian do escndalo. Do modo porque ambo el les
pr.cedema meu respe i lo, nada serla mais, acil do
que dier qae riles sao salteadores, assassiuos, be-
Dados, etc., ele.; tal seria sem duvida a ronsequcu-
cia natural de una sernelhnnte maneira de in putar
aos ooiros um crime ou vicio qualquer, e nulc bem
a redacr.'io do Liberal, que licsse terreno ella nao
eslana bem collocada.
u inimigo-du padre Fortnalo, a elle mes-
mo que dgase ja livrssot conlc*lar;us, conMonin-
Umente allribuir-sr-me connivencia no fado que
e deu a respeilo delle, he urna calumnia lo desa-
forada que s honiens embriagados e fra do teu iui-
zo, a po loriim proferir.
O docomenlo que abaixu vai Irauscriplo, moslra
a todas as Iotas que os meus escravos nao liveram
parte ilcuma no tllentado de que lenho fallado
porque .e assim aeonlecesse, elle, serum eonhecidos
pela pessoat que viram ot loaifeilores, na occasiflu
ero qnesccommeleram a padre, mimenle sendo ot
ditos rn.usescr.ves do conhecimento destnt mesmas
pessoat, por isso mesmo que transitara freaUenle-
roeiiU M cidad* da Victoria. Talve que a redae-
Co do Liberal ^viito eemo do desprezivel anonymo
nio me quero urcupar), pretenda averbar desuspei-
Iitwsm documento, por terein sido os interrogatorios
fritos psrahle o delegado do termo, que he meu cu-
nhaJo, mas desde j Ihe resp.ndo, dizeudo, que o
Dr promotor publico, a quem por ceno o Liberal
muilo acreditaren- ser de sua rommunhao esleve
presente a todo aquelle aclo, que leve lugar na
malor puhlicMade, e peraule numerosas peisoas,
sendo aflnal por elle assiguado. Supponho, por-
lanlo, que isso servir de garanda suluciente para
altesiar a regolaridade com que os inlerroeatorios
furam faltos. Alm de que a probidade do actual
delegado da Victoria he um fado que nenhum ho-
mern de bem e honesto podera contestar, he urna
verdade que se revela por urna langa vida ornada de
honrosos precedentes, e que s o demonio da ca-
lumnia puder de-conhcer.
Vou terminar, Srs. redactores, declarando qual-
li's que injustamente ni" aggridem, que eu e oulros
amigos mena, cujas i eputaces uo carecem .los
meus encomios, porque se achara bem firmadas e
establecidas, nflo faz"raus caso dos latidos de caes,
que ladram por.mero inslinclo, e qae assim provo-
camos a tod hem, para que se- apresenlem com provas que nos
cov>ver;am, e tambem au publico, da vrrarioade do
tu. a.sercoes : emquanlo assim nao fitrem, vao
muilo mal no seu plano de eleir&es, porque parece
que ludo se dirige a isso ; vio" muilo mal. repito,
pois que os hahilaules da Victoria nos couhecem,
no>apreriam, e o governo nos faz juslii;a.
Tenham,. Srs. redactores, a bondade de publicar
eslas linhas. do sen roiislaule lerlur
Jos Garateante Ferraz de Aztctdo.
Diz J. ,io Florentino de Goes Cavalcanli. que elle
precisa que o escrivao Luis d'Albuquerque Ihe d
por rerlidao o termo do ateiIgnacio frita emre Uei-
lina Mana .;'Annun. iaco e Auna Felicia, e os arri-
eirosde Fraucisco Cavalcanli d'Albuquerque.e escra-
vos do corouel Jote Cavalcanli Ferraz d'Azevedo so-
bre o facto occorrido contra a pessoa do reverendis-
simo padre ForlunaloJos de Souza.
Pede ao Illm. Sr. delegado supplenlu cm exerci-
cio que Ihe delira.E R. Mr.
Passe. Victoria 17 de oulubro de 1SJ3.Piulo
d'Almeida.
Jos Xavier Lilis d'Albuquerque escrivao do cri-
me e civel, tabelliflo do judicial c uoltas, e dos re-
gistros geracs das liypolliecus desla cidade da Victo-
ria, comarca de Sanio Auiao, provincia de Punan..
buco, por Sua Magesla le Imperial e on-titucional
o Sr. Ii.un Pedro II, que Dos gaarde, ele.
Certifico, que revendo o termo d'avenguacau de
que trata a pelicio retro, delle com i ser o seu
Iheor da furina, modo e maneira seguiule :
Aos ^(i das do mei de oulubro ue 1853, nesla ci-
dade da Victoria, comarca de Sanio Anulo, provin-
cia de Pemambuco, em casas de inorada do delega-
ilo de policio, -uppl-niu e em exercicio, o coronel
Tiburiino Pinta d'Almeida, mido eu escrivao de
seu cargo abaixo declarado e assignado me acliava,
com a assittencia do promutor publico o Dr. Luiz
C'irreia de (Jueiroz Barros, abi seachsvam presentes
Drllina Mara d'Aniiunciacio.e Anua Felicia, mora-
doras, a pruneira na mi Direita, e a segunda' ua
ra da Cabanga desla cidade, e juntamente Anasta-
cio. pardo, e Polycarpo. cabra, escravos do coronel
Jos Cavalcanli Ferraz d'Azevedo, como tambem
Floriaiie Jos Vieira, Vicente Ferreira Travassu, e
Mximo Gomes de Souza, pardos,e arrieirus de Fran-
cisco Cavalcanli d'Albuquerque, para o fim de pro-
ceder-ee averiguacjtn policial sobre o fado que leve
lugar dn dia 21 desle crrenle mez contra a pessoa
do reverendo padre Fortunato Jos de Souza, e em
ronsequencia o mesuro delegado passou a fazer a
Delfina Maria a'Auuuiiciacao as pergunlas segra-
les : /
Pergunlou se ella coohecia os doas etcrtvos dn
coronel Ferraz, que aqu eslavain preseules, per-
gunlou-the em que lugar ella to acliava quanduo
dilo reverendo padre fui accummetlido por duus in-
dividaos, pergunlou-lhe se es aggressores pela sua
conti.'uracao serla alen ni duiYefeiidos escravos, per-
gunlou-lhe aeella conhecia osameiros acuna decla-
rados de Francisco Cavalcanli d'Albuquerque, ese
pela sua coiiliiiuraca > podeiia distinguir que fusse
algum dos aggressores os referidos arricirot.
Rc-pulideti ao priineiro quesilo que conhecia os
dousescravos do corouel Ferraz. dos quaes se Irala,
respondeu ao segundo quesilo que se acliava sentada
na sua porta, respondeu ao terceiru quesilo que nao
furam os agiiressores os escravos em queslio, respon-
deu ao quarlo quesilo que uo conhecia. por ser esla
a priineira vez que us va, respondeu ao quinto que-
S) que uio pode distinguir que fosse algdm dos ar-
IruS meiiciuiudos, que agreaissem ao reverendo
padre, era seguida pauu o mesmo delegado a fazer
a Anna Felicia as seguinlrs |ieiguillas por Ihe cqns-
tarque ellavinln quasi junlu do reverendo aggredido
quando se deu o faclu :
Perguuluu-lnesequando o reverendo padre foi ac-
cominelli lo pelos aggressores se ella vinha junto a
elle.
Responden que vio quando donshomensaggredi-
ram ao dilo revereudo, e que um d'olles correu pe-
la roa d'Alagoa da Barro, e oulro loniou pelu becco
como quero procura o arude.
Pergunlou-lhe se senara osdousescravn
ronel Ferraz. que aqu se achara present.,,
gura dosarrieiros de Francisco Cavalcahiii d'AIbu
S^pff^3tW(UatAU>resenlo-. /
Responden que iliy pode distinguir ieiii de ma
neira que sis podes-e llh'f"'li"^""VV'*'"1 rur' "ei
pela roupa, mas que um dos aggressores era n
alio e oulru rnais baixo, e au Ihe sendu mais |
guillado, deu o delegado por lindo esle termo, i.
mal MSlgMa C0|n o Dr. promotor publico, e pela
interrogadas nio aberem ler nem escrever, assii
narain Manuel Jos Pereira Burges e o capito Jo
Tlionuz Gniicalves do Rosario, e us lesteiniinhas o
capiulo Jos SeverinoCavalcanli de Albuquerque e
o lenlo Jos Antonio Pesian*.
Eu Jos Xavier Lins da Albuquerque, escrivao o
escrevi.Piulo de Almetda.Luiz Correia deQuei-
roz Barros.Manuel Jo- Pereira BorgestJos
Tboinaz Gouralves do Kosario.Jos Severino Ca-
valcanli de Albuquerque. Jos Antonio Pes-
taa.
E mais teuflo cuntinha nem decltrava oulra algu-
ma eousa em dilo termo, que eu dito escrivao bem
e fielmente cupiei do proprio original que lica em
meu poder c cartorio, ao qual me reporto, e Vai na
verdade sem cousa que duvida tarja, por miro es-
criplo e assignadu na furnia do eslylu, uesla subre-
dita.cidade da Victoria, comarca de Sanio Anlio,
provincia de Peruambucu, aos 27 dias do raez de
outubro do anno do nascimento de No-so Senhor
Jess Chnsto de 1855, trigsimo quarlo da inde-
pendencia do imp-rio do Brasil.
Eu Jos Xavier l.ins de Albuquerque, esciivao o
escrevi.
PUBLI&4I140 A PEDIDO..
Estando prximo o dia da eleicAo para deputados
futura representaran provincial, iiuvamrule pedi-
mos aos Srt. eleilores, se dignem prestar seusvulos
aos cidadaos seguinles, ja em oulra occasiao lembra-
dos por combiuacao de alguns roeuibros do collegio
desle municipio.
" S s
Recife r. de novrmbro de 1855.
Dr. Joao'Jot Ferreira de Agoiar.
Tenenle-coronel Antonio Carueiro Mauhadu Rios.
Dr. Antonio Alves de Souza Carvalho.
Dr. Jos Maria da I rinda le.
liaron da lina-Vista.
Dr. Joao Vicente da Silva Cosa.
Dr. Francisco Garlos Brando.
Barao de Camaragibe.
Dr. Anselmo Francisco Perelli.
Dr Luiz de Cirvalho Paes de Audrade.
Empregadu publico Manoel Coelho Ciulra.
Dr. Apngiu Juiliniano da Silva Guimaries.
Dr. Ignacio Firmo Xavier..
Jos Ignacio de Abreu Lima.
Dr. Ignacio Nery da F'unceca.
Dr. Joaquirn Villela de Castro lavares.
Major Antonio Jus de Oliveir.
Dr. Jeronymo Villela de Catiro lavare.
Dr. Manoel Filippe da Fuusei-a;
Commaudanle superior Francisco Alves Cavalcanli
Caroboim.
Dr. Jos dos Anjos Vieira de Ainorim.
Dr. I.uureueo Francisco de Alraeida Calauho.
Negociante Anlomo arques de Amoriin.
Dr. Francisco de Paula Baplista.
Dr. Ainuniu Luiz,Cavalcanli de"Albuquerque.
lenle Francisco Haphael de Mellu Regu.
Dr. Abilio Jote Tavares da Silva.
Dr. Joaquiro Elviro de Moraes Carvalho.
Commandanle superior Zelirino da Cuuba Baslos.
Coneso Jonqiiiin Pinto de Campos.
Dr. Filippe Lopes Netlo.
VigarioNem.zio de S. Joao Gualberlo.
Dr. Francisco Xavier Paes Brrelo.
Dr. Antonio Coelho de S Albuquerque.
Dr. Joaquirn Jos da Fonceca.
Dr. Anlonio Rangel de Torres Bamieira.
h
i
LITTEHATIJRA.
ROSSINI.
Sua vida e suas obras
i
A mocidad de ltossim.
Todos os dias encontram-se pessoas sisudas, que
imaginara ler coudemnido sem remitsao um escrip-
lor ero materia dp arte, quando dizem delle. una
vz por ioda.s, que falla de msica como um pintor
e de pintura como um msico. Na verdade confes-
to que a priroeira vista urna senlenra detle genero
deve allectar certa gravidude aos oihos de alguinas
pessoas acosjumadas a tomaT as cousas ao p di lel-
tra'; entretanto, por pouco que se rcflicta. ninguem
lardar em reconjiecer que tal ceusura he um diplo-
ma ,ie capacidide, conferido ao erilico, qu. prelea.
da oble-io.
As musas ao irmiat; nat artes s ha urna fami-
lia, ooda tildse liga, onde ot caulraite mesmo te
aproximam por mytieriuias rela{ies, cujo fio uro
olho perspicaz chega a detcobrir. a A msica he
ama archiledur de tont, e a iirchiledura urna
msica de podras, a escrevia o platnico Nflvalis,
orna das inlellgeuciat mais obret, qae os lampo
moderaos lem produzido. Novalit acrescenlava
Aesculplura he a forma fix* ; msica a forma
Agida ; entre aesculplura ea msica, entre afor-
ro* fin e a forma (luida, a pintura terse de Iranti-
tio. Pode ser que me engae, e miabas tympa-
Ihias por um genio lio inlimtmenla revelador me
desvairem ; mas no meu entender, nio se pode ob-
tervsr nada lio vsrdad.iro. (ao jn.to. lio definitivo
sobre a nalureza elementar das bailas artes, sobre
esla consanguinidade virtual, unorida do vulgo,
que ao primeiro volver"d'olhos, impressione o ini-
ciado, o adepto. Plstica,-msica, poesa, elemen-
tos essenciaes de toda obra grandiosa e duradoura,
elementos eternos, que s circumslanclas patsageiras
dividen e que cedo ou larde turnara a reunir-te I
Julgar he comprehender ; comprehender he senlir.
Se o pintor estuda a forma e a cr, se o msico es -
luda o snin.o uiecliamcn equilibriu das turcas, o
critico examina ao mesmo lempo a forma e o soro, a
cor e as forcus, e pela contemplado philusophica,
paira por cima dessa vida idntica e Mltipla.
O qae aprecio ero Mr. Deyle, he juslamenle un
espirito philusophico, quedispfie dos conhecimenlos
mais variados, he em tumma urna erudico inteili-
genle, cunslanremeuteapaixonada pelas analogias.
Trata se de archileciura como nos Promenades dans
Hornee na Hi'loiri de la Pdnturs en Halle, ou de
msica como em algous de seus improvisos sobre
Mozarl, Haydu e Rossini, pode-se esperar sempre
delle urna critica lano mais competeule, quando a
especialidade all nio vera a cada patso restringir
seu horsonte.
Qualquer que seja oassumplu, de que trate, Mr.
Beyle. elle acha sempre meio de o ligar familia
commum ; urnas vezes por urna comparadlo musi-
cal laucada no meio de urna discussflo sobre a pin-
tura, oulras vezes por um termo de archileciura,
que subrevem no roeio da msica, lia nelle urna es-
pecie de irradiarlo perpetua do centro para a cir-
cunferencia,que na Histoire dla Peintureen Halle
faz lembrar s apreciador delicado, o hbil conhece-
dor de msica, assim como oulras vezes trahe o ar-
cheologo na apreciar ju de Cimaruta.
Finalmente he esle o processu, que Diderot eni-
pregava, quando o amador da mu'ica anda nio se
dizia diletlanle di-linuuindo de algoma orto a criti-
ca dot Salons, dizia : a O arco iris he para a pinlu
ra u que o baixo fndame! < he para a msica, o
donle rundn que nesle T. _.' s ha analogas, e
que; o unicu meio de couherer urna arle e julga-la
com auloridade, lie coraecar por conhecer (odas.
ParakpUr someule da msica, pergunlu quem
ousariahuje circumscrever a discussau de um primor
d'obra de Mozarl ou de Beelhoven, de Rossini ou
de Meyerbeer, nos estreilos limites do formulario
escolstico t Quem ousaria boje admirar cerlas par-
liluras desle.- m.es(res, nicamente deblixoilo ponto
de visla do que he a arle musical propiamente di-
ta ? Por veniura olas, que se giup.nn voulade
para a meloda ou se combinara para o contrapun-
to seriam lodo o segredo de D. Juau ou da sympho-
iiia em d menor de Guilherme Tell ou dot
Huguenoles ? Confundiremos a leltra com o
escripto, o hieroglypho cora o sentido invsteri-
oso, que representa, o elemento especial com o
elemento de vida ? De mui boa vonlade comiutn
que urna deslas duas cousas fique as niaos dos dou-
lores do templo, dos meslres de liturgia, dos inter-
pretes de profissio ; mas a oulra perleuce philo
sophia. O que he idea em philosophia, imagem
na poesa, lorua-se ua msica simples dispusico da
alma. Tudo aqu he dispotic^o e influeucia ; a
msica uio obra, limila-se a provocar oossos senti-
dos.
O aclo, na verdade, segu de perto a provocacao
por puuca energa que lenharo nussos sentidos. Mr.
Beyle jamis uu pude uuvirUmbra adrala sem que
a uiuurJu que Ihe causava esla divina meloda, ex-
citaste nelle nao sei que irretistivel tendencia para
.cidade^ Eulauvdivaga de braca! coro aro ami-
claridade da la nos terrados de
'ma s fica livre, quando lem ebega-
alguma sorle uroa forma pelo peosa-
ja esla harmona niJ^jiue/^jt,C0Jj^farai
ua familia, gru-
a philosophia.
icos, da msica
lores, N jjjjpT"||as sobre ludo como poe-
que islo censure, nflo sera
poa cerlo Rottiui nem Delacioix, Meverbeer nem
Ingrez,
Mr. Beyle perleuce a essa classe de espirilos, que
o enlhusiasmo faz eloqusnles ; ama as bellas arles
com lauta p.nxao, qoanla um mancebo de 20 anuos
sent por sua amante ; lem e-iudado a sua histo-
ria uas pruprias fonles, lem vivido na familiarida-
de dos grandes artistus, cujas obras e vida condece
al na parle a mais anecdtica. Quando se falla
deltas, va visla inl irama-se sua cabera exalta-te
eesle energmeno sceplico\>ra ingenuidades de ra-
paz. Couta-se que Grelry nao aroava a msica, mas
sua msica ; exprubrare ao dilletanlis.no de Mr.
Beyle o mostrarse inclinado qua soes desle genero. O que elle ama com elleilo nao
he umitas vezes a pintura, roas certa pintora ; nao
be a esculptura e a msica, mas certa esculplra;
certa msica ; em tres palavras : Corregi, Canova,
Rossini. Os primores de obra d-stes artillas,que elle
nao se enfada-de interrogar, fazem nelle verJadei-
rns milagros ; esse coracao tao profundamente des-
engaado, abre-se na presenca delles a ioaileraveis
emuces, e.comu acontece ordinariamente a todo o
humero que faz proti.-o de nao crer em nada, ele-
va al u faualismu o seutiiiienlo que o agila ; depois
de dgressao em dure-sao, de paradoxo em parado-
xo, sua admiraciu volla-se para a intolsrancia, seu
enthusiasmn para o anadenla. Admirar a Italia ja
nao Ihe he bastante ; deve-te proscrever absoluta-
mente tu.lo quanlo nio he ella, e-eis como esse li-
beral converle-se ero inquisidor sera pensa-lo De-
pois da religo, que no entender de Mr. Beyle, he
a causa de lodos os males, que allligem a humani-
dade, sua grande anlipalhia he pela Allemanha :
coro um traro de penna ruca seus pintores e seus
msicos e n-sea bandeirss despregadas de seus phi-
losopbos. Concedo sua condemnacalo fulminada aos
pintores e philosophut ; admiti que Darer seja um
borrador de relabulus e K.int em lunulil sonhador '
mas por acaso deve-s fallar com esta ineverencia
,do paiz de Beelhoven e de Weber ? Na .verdade
antes Jir. Beyle tivesse bradado como Cnrpani. que
com urna lingua lio barbara e tao ru.le, como a
lingna tudesca, era realmente inconveniente pre-
tender ler operas suas. '
Tenho criticado esle exclasivismo, comludo elle
lem suas vanlagens em coruinunicar ao eslyloinuila
nnimarao e urna sinzular cor local. Cuinptre-se
nos diversos romances de Mr. Heyle seut cscrilos so.
bre Leonardo de Vincei e Rossini, e ficar-sr-ha ad-
mirado de ver-se, como circula abunda lilemente
em suas biographiat a vida, que falla geralmeule aos
personagens mais ou menos abstractos, mais ou me-
nos picos da Charlreute de Parme e de Rouge el
foir. lie porqui em Mr. Beyle ha o homem e o
diletlanle: um rebujado coro uroa mascara e dolado
da insensiblidade a mais tenebrosa, o oulro pelo
contrario, accessivel s impresses as mais frvidas
e aa mais aigradaveis; ura sempre hypocrita, o oulro
sincer.., pela 'ii?rj>ta.- rao**; de que a razio u,lo men-
te, e se a verdade esta no virrlio, ella o esta sobre-
ludo na embriaguez do enlbusiasmo.
Ninguem imagina as divertidas coulradices, qae
prodaz esle antagonismo das duas nalureza*. A ca-
da passo, pergunla-se como he possivel que um es-
critor, como Mr. Beyle, leuha exercido laoapoucoo
vellio aphorismo socrtico. Ue muilo natural que
numerosos discipulus tenham sido e sejao anda seus
papalvus, compundu-sc o inundo geralmeule de mys-
lificadores e de pe-soas que se mislificam; mai Bey-
le pude por ventura lomar jamis ao serio seu papel,
elle que nao caba em s de conlote i vista das
meias tintas de Corregi e chorava como uro meni-
no a supplica de Moyscs ? Nao iutitlirei mais sobre
atlas cunlradic/Oes ; preliro occopar-me do diluante
e deiiar o homem aos psy chologislas.
Mr. Beyle esleve ua Italia durante os- dez mais
bellos anuo* do reinado de Rossini. Viven naquel-
la cidade, no meio daquella socieda'de, que o divino
cantor de Pesaro eleclrisava cora o fogo do ten ge-
nio. Urna alma menos sensivel que a sua, Uvera ce-
dido embriaguez universal; era muitu pouco pare
Mr. Beyle, que se couslituio seu historiador; rtis-
pulou a honra de ser o Dangeau daquella resista,
que elle gosla etpecialraenle de pin lar-nos em robe
de chambre. Se te Iratava de coraer pela estrada, de
ir de Roma a aples e de aples a Milio para at-
sislir i rrpretenlacao de um oovo primor de obra.
nenhuma fudiga, nenhum cuidado, nenhuma tribu-
lacalo eutlava ao oulcioso, ao apaixonado dilellante-
He detle modo que Beyle rerolheu lanas palavra'
ftlins, lantat roecdota chrislosaa, qne dao a certas
paginas de seu livro sobre Rostini una verdadira
originalidad*: he a vida italiana apandada toda*
eslampada por uro proento semrlhanle ao dagarr
reolyno, ron com um brilhu, que a propria luz ni
di t suas obrat.
Davo por ventura fallar depoii disto da ausencia
total de composicao ? acrescenlarei que este defeto,
que desfigura a* mellioras obras do autor dos pasteros
em Roma, nanea se fez senlir mais vivamente do
que uessas|paginas,faltas de classificaco e de ordem,
onde cada capitulo, sendo quasi sempre invadido pa-
la dgressao, lie tmenle ao acaso.que se deve recor-
rer para achar-se um paragrapho, qua se retira ao
assumplo?
Direi mais, a cusi se explicara urna rempressio
da tida de Rossini fura do quadro (tas obras com-
pletas de Mr. Beyle. Tirai perlo do cincoenla pa-
ginas de um seutimento e de una .elquencia raras, '
disseuiinailas aqu e all,e que figuraran! muilo bem '
em um volurae de miscelneas: o resto perleuce
circomttancia e a polmica, encllenle sem duvida
ha trinla annot,quando se Iratava de tencerou mor.
rer pela boa causa, mas despida de inleresse e de
sentido hoe, que esla boa causa tero Iriumphado a
ponto de legitimar as reacedes.
A vida de Rossini foi escripia coro preocupaces
militantes; foi escrita uo seio da muttidao, roo lu-
gar do julsar-te bem um hornera e seus contempo-
rneos. I) Desejariamos h..je tratar etle assumplo
de mais longe-e aproveilar o ponto de vista mais fa-1
vuravel para etudar sem enlbusiasmo ero fanalis
mo, mas rom lodo o inleresse que exige, esla physio-
noma, que hade de permanecer entre as cinco ou
seis grandes personagens do serulo. A vida de Ros-
sini lem finalmente o encanto e a variedade do ro-
mance, e se este Casanova de nova especie levaste a
escrever suas memorias os longos annos, que niu em-
prrga na msica, ninguem poderia queixar-se de sua
preguic,a. Al eniu, forja he recorrer s recorda-
rles: e as de Mr. Beyle, preciosas por mais de um
titulo, sio incompletas, porque s chegam at 1819.
no momento em que Rossini deixa aples, nem
mesmo assim comprehendem sua primeira pbase to-
da nleira, por isso que au tratam da Semiramet,
escrita em Veneza qualru annos depois, e fecha o
periodo italiano. He escusa lo dizer que aiao se
euconlra nellat uroa pat-vra sobre a excursao em
Vienoa, e viagem Venina durante o cougretso,
nem finalmente sobre sua residencia em Landres e
Pars. Depois que Mr. Beyle pablicuu sua historia
tero derorrido nula annos, mais de urna quarla par-
le de um culo, que pas-ada ao menos em grande
parle entro nos, lem devidu realmente pruduzir no
genio, no caiacter de um hornero, como Roisini,
militas modificaces, que convm referir.
Entendemos, pois. qae ninguem se illudir acer-
ca de nassas intenc,es, que nio procurara refazer
una obra, anda mesmo mediocre, de Mr. Beyle ;
mas ja que o autor da t-tda de Rotsini explicoa-*e
sobre a nalureza desses fragmentos, porque nao ve-
riamos ahi o que elle v ? E, por pequeo que se-
ja seu valor, porque uio evocaramos nossas pru-
prias recordarles .' Tambem lemot admirado o
grande metlre; tambera o amamos e ja o frequeu-
I,unos oulr'ora. Como esle titulo he em sumira o
raelhor que temos de escrever sua historia, abste-
mo-nos de oinilli-lo, e tentaremos por nosta vez fa-
zer reviver esse passado de moridade, servindo-
nos da obra de* Mr. Beyle, do poni de partida so-
meule.
I. Os primeirot sutxetsos. Tancredo e a Italia-
na em Argel.
Tres cidades dos Eslados Romanos podero reivin-
dicar a honra de ler dado ao mundo Joaquirn Russi-
ni, porque nascendo em Pesaro (1792), pequea e
encanta lora aldeia do gelpho de Veneza, Lugo ser-
vio sempre de residencia a sua fir-i|ja ifrfi Bolo-
nba que ihe ensinou os primriros elero-__ "***ale sua
arl. Pouco ha que dizer dos anlepassadoss^tfi'ff-
no petarese ; com (udu, dous delles foram ma o-
ii^-' s: Fabricio Rossini, nomeado em 15"
r de Raveiie por Alfonso II>aiui*iljSJ*alJs>K.>
qual sua cdadeio n.l o havia dei^^k**jT
Pedro*\V>ssin, igualmeule nasci
publicou
da : // I
A respeito de
um desses pobres diabos de iuslrumentisl
geirus, que vao de cidade em cidade soprtndc
urna corneta de cobre, e julgando-se felizet e s,
fritos, quando eslafados lem ganho n pi do da e o
leilo da noile. Sinigaglia, Fermo e Porli lero cou-
servado a leniiiranca dos despojos do virtuoso vaga-
bundo, qua viajava na companhia de sua chara ame-
lado, Anua Guidarlni, urna das pssuas mais bellas
da Romana ; roas ah I ao roesroo lempo coritla mui
lo mediocre, cuja nica ambicio Uvera sido elevar-
se ao empregu de segunda cantora, sonho de ooro,
que se teria realisado lalvez, se nao fosse a deplo-
ravel fraqueza, que leve de apaiionar-te por ura
tocador de trompa, com o qual casnu.
Iain pois assim, arabos pobres arlislas vagabun-
dos, disfargandu o mais que podiam soa miseria,
passundo de una companhia para oulra, e corren-
do aps a forluua, boje aqu, amanhta all, e em
quanlo ura lutava na orrheslra, a oalra, joven e
bella, esg>nava-se felizmente as estantes improvi-
sadas de um llieatru de aldeia, e pouco e pouco,
torra de Irabalho e economas naquelle feliz paiz,
onde he fcil a existencia, tinham conseguido ga-
nhar com que comprar urna pequea casa e prover
a educaran de seu lillio.
La sckegiji* ritrae del cepeo, diz um proverbio:
(allano que entre nos signilicarei prosaicamente :
Bom cao de caca vem de raca.Fiel retrato de sua mai
pelas quald.ides phy sicas ; da sua encanta.lora mai,
de qum era o orgulhu e a ad .raeo. u joven Joa-
qun) nao lilil i seu ual nos E'lados Romanos as
Iravessuras, no humor iudependente e no gazeio. O
pequeo Adonis, como seus pas so comprazam ero,
chaiua-lu, completiva sele annos, quando foi levado
para Bdonlia,onde cinco anuos depois '1804; foi ini-
ciado pelo Dr. AngelaTesei nos primeiros rudimento*
da msica. Em pouco lempo ja sabia bastante para
cantar uo churo e gauhar alguns paoli por semana.
A delicadeza*.!* suas maneiras, a vivacidade de sua
inlelligencia, a originalidade de sua pessoa, encan-
tartm logo a todos. Os veneraveis melropolilanos
nao cabiain em ti de conlenlameiHo, ouvindo essa
divina voz de soprano, cuja emissio por tua limpi
dez juvenil e seu encanto celeste, Jhes dava um co-
mo gozo aulecipado do canto dos anjos.Ou eu me
engao muilo, dizia em 1805 ao sahir do ullicio de
Ramus mu desles dignos prelados, ou eu me en-
gao ou aquelle menino ha de vir'a ser um dia um
dos maiures cantores da Italia. '
Ah mon'tynoT, murmurou a pobre mai, ve-
de, esle menino he (udu quanlo possuu.
E podis agradecer a Dos, que nao da> mul-
los delles a lodos ; eu vol digo, elle ja parece um
hornero.
Com elleilo a prupbeca do vell.o padre teve de
realisar-se logo. Apenas liuhaiu decorridu dous an-
uos, quando o intelligenle traquinas sabia mais que
seu mesire, > qual julgou prudente mandar ao con-
servatorio ura estudanle cujos progressos demasia-
dametile rpidos ameac,avani vir a ser um enibamro
para elle. A M de marro de 1807, Joaquirn rulrou
na classe du padre Estanislao Maltei, famoso cun
Irapontisla de Bolonha, cujo en.ino deu fruclus,
purque ao cabo de quinze mezes (ago-lo 808) nosso
discipulo coflipunha seu maiden Ued, e eslreavs a
carreira por urna cantata intitulada : /( Pianto
d'Armona, que Ihe valeu o diploma de diredor da
Academia drgti I nanimi.
Genios, como esle, u.iu apparecem lodosos
anuo, dizia o padre Maltei, chelo de gloria pelot
successos de seu discipulo.
Nio, cerlamenle, responda u Dr. l'esel,
cea i 9 de tatareta
leudes dupls rizf!*%. Ira, por iiso qoe
Joaqnim nasceu i 9 de fatereiro, islo he, em um
dia qne, como sabis, s lem lugar de qoalro em
qoalro anuos.
Doulor, esse fedelbo nos lia de deixar muilo
atrai delle.
Em Ii* boa I nio he punca cousa Ur como
professor o padre Maltei !
B v, doulor, n.lo tendel contribuido pela
vot'a parle para a tua educarlo T Nio fostes vos qu
Ihe rooslrastes o alphabels 1
i Siro, e glorime disto.
E entilo, aperts esta mi e rslicileruo-uee pe-
lo nosso disripulu.
Na primavera do anno de 180. metlre Joaquirn
compoz sua priroeira opera. Demetrio e PoUbio, s
apparrcea era tcena Ires annos depois, mas muilo
lempo aoles da companhia Muinbelli as ter revela-
do no Ihealro Valle em Roma, estas melodas des-
abrochadas ao sai da mocidade e do genio, onde res-
pirava o sopro da paixio e estremecia a vida, ja
nio eram mais na Italia um segredo para ninguem.
A amavel cavatina : Pien de conteni H sent o
delicioso duelo : Qaesto c*r ti gura amare, II-
nitira dito aos dettanlet, que oulro Cimarosa aca-
bava de nascer.
Eslas adoraveis inspiradles corr'ram logo de cir-
culo em circulo, de bocea em bocea ; lodos as dis-
pulavam. As mulhere, cuja admiraco uestes ca-
sos passa alero da obra para" u autor, quizeram co-
nhecer o livioo maestro, que sendo joven' ousado
e emprehendedor, fez que todas ellas se apaxo-
nassem delle : successos de saloes que devlam ser
seguidos por mais preciosos ucee-sos, porqae desle
periodo comeca uroa terie de loucas aventuras e
amorosas emprezas, das quaes o brilbanle Amphion
foi cerca de quinze anuos, podemos dizer hoje, o
infatigavel hroe.
Meu querido menino, Ihe disse orna noile a
bella Gradilla 1'., mulher do mais tico a Ivogado de
Bolonha, o clima desla paiz uio Ihe couvem mais :
\ o-n- etlraga sua mocidade em mil Iravessuras, dat
quaes o menor inconveniente sena acabar tua sau-
de. Voss bem tabe, que mo sou ciusa, presinto
o perigo e (erei animo de o livrar delle. Mea pa
no esla formado, v..ss roe acompanhar al Vne-
ta, onde ovu passar dous mezes com minha mai.
Enlende ? Pois bem, meo marido conseale em
ludo.
No dia teguiute ao romper da aurora, a bella
Giu lilla parlia para Vneta, levando comsigo seu
chichisbeo. Devenios crer que a anliga cidade de
Sao Marcos produzio urna viva iroprestao no joven
maestro, porque prelongou sua residencia all alm
da licenca que o advogado da-Boloiiha linha con-
cedido soa mulher, e deixou soltar tero acompa-
nha-la, a amavel Gradilla de quem linha recebidu
muilos f.vnres.
Em Veneza, Ro Cambate di Matrimonio, opera cmica em um
aclo, a qualappareceu em scena durante o ootono
do mesmo anno (1810), e foi a priroeira de sua"
obras que leve at hourts da representarlo. Um
uccesso de enlhnsiasmu recebeu esla partitura, ca-
jo autor veio a ser immedialameote o (illio mimoso
do publico e o dolo dos gondoleiros. Entretallo a
lembranca de Giuditla P. na) eslava la apagada
em seu coracao. como elle mesmo te linha imagi-
do, e apenas chegoua primavera, o inconstante
mancebo deixou Veneza, atlrahido pelo brilho da
lumi.io-a aureol. quea melancliiada ausencia ciu
geafrunle de urna amante abandonada, lima se-
gunda opera, o Equivoco stravaganle, representada
uu Ihealro del Corso, fui o resultado de-la brilban-
le expedirlo, que nio leve oulra consequeacia. fi-
nalmente senio apaxonar-se o corceo do joven
maestro por urna linda cantora, que o charoava
Veneza ; de modo que, quando eslavt uo salo de S.
Marcos, ut amores de Bolonha Ihe avivavam as sau-
dades, e era batante estar em Bolonha para pen-
sar nos amores de Veueza.
u O paraizo dos honiens, dHse Joio Paulo, esla
sempre onde elle nio est. Rtssini, como homem
e como apaixonado, linha duplo direilo de applicar
a si esle aphorismo do philosopho de Baireulh. Vol-
teado Veneza corocha a Irabalhar e compoz, para o
carnaval de 1811 (X) o lugano felice, um desses
improvisos deslumbradores, cujo segredo s o genio
possueem sua prodiga aurora, e to como o diligen-
tndese agila esussurra o euxaroe sagra-
mit hade poyoar o mundo.
/ s
i linlia enlaa vi
que os primeiros ibealros
vanTenlre si as prodcenos do seo
colini, que fez contr.iclar [scritunare) o joven
tro em Milio pura o ouloinno de 1812.
o A scrilura, diz Mr. Beyle, he urna pequea
convenci de duas paginas, ordinariamente impres-
sa, a qual coutem obrutaces reciprocas do maestro
ou do cantor e do imprecarlo, qoe ot contrata. Ha
mulla intriga na scrilura dos primeiros tlenlos. A-
cunselho o viajante, qoe observe de perto essa diplo-
macia ; ha muitas vezes mais espirito nesla do que
na oulra. Os coslumes do paiz, onde a arle leve seu
beren, se confundem nessa diplomacia, cqino na pin-
tura, com a Iheoria desla arte, e muitas vezes expli-
cara alguns de seus processos. O. genio de iT^ini
foi quasi sempre dominado pela influeucia da seriiu-
ra, que linha assignado. Um principe que. Ihe livet-J
se concedido urna prnsio de 3,000 francos, o teria
poslo em estado de esperar o momento da inspira-
cao para escrever, e por esle simples meio teria dado
urna nova physionomia s crearles de seu genio.
O quesepassava na poca, em que Mr. Beyle
obsrvate loengenbosaroenle os coslumes da Ita-
lia, quasi que nao tero variado, e as visjnhaocas de
ja Scala sio anda h. je o que eram enlio, urna espe-
cie de bolsa musical do mundo inleiro. All desde o
amanhecer al o anoitecer, ras tojas e boticas, vao,
vultam, grupam se homent, que fazem da msica
sua nica oecupacio nesfVmnii.to^ para tras he um
ofo.'io ; para oulros uroa paixio ; lodos vivem della.
All se fazem os contratos relativos novaulcera ;
debatem-se enlre o poeta e o compositor at vanragent
e desvantagens de tal ou tal assumplo. E*le perso-'
nagem de porte allclado, e cojos vestidos Irabem
urna elegancia de mo gusto, he uro cantor em busca
de um contrato, e que, apreseiilando um luxu exte-
rior, imagina dar qce pensar aniecipa lamenle. ao
imprezario, que elle esta cima dessa* condicoes,
que a miseria algumas vezes pode obrigar um pobre
diaho a consentir que Ihe impouham, pur consegua-
le pode esperar.
Aquelle figurio lio contente de si mesmo qoe all
passa com um ar lo confurtalivo, equilibrando sua
vasla corpulencia cora o auxilio de suas duas mao',
cruzadas por de traz das costas e deixando eahir sua
bengala de ca-lio de ouro, he o agente dramalico
mais fallado, o director de uraa olUcinalbeatr.il. Em
urna de suas algibeiras enronlra-se lista dos caulo-
res, qne prucurara empregar-s* ; njpplra algibeira
a dos lugares vagos, que devem ser preenchidos.
Esle homem se corresponde com as cinco partes d
mundo. Forneredor indiipensavel das mil e urna lo-
calidades, onde o furor da imitaran, que possue a
especie humana, lem feito da moda a opera italia-
na ; escrevem-lhe da Hespanba o do ente, de
Copenhague e da America do Sul.
AHi enconlra-se tambera o gazelleiro astuto e fa-
niinio, que coro um tora protector, pede ao maestro
noticias de sua opera, que te est ensaiando. Dous
jovens passara esa u da ra com precipitacio um velho
pedante magro, calvo,.rosnador, que com os ocultis
no nariz e urna gazelta na mao, beherrica seu chuco-
late no bolequim dos diletlanle- Finalmenle nata
ha tao simples, como e mocidade idade desabrida e rabugenla, e todava
observe-te de perlo, que se descobrr nessa obse-
quiosa reverencia om poema ioteiro de mizeria e de
melancola.
Elas mocas sao eslrangdras, friurezas, alleroaas,
suecas, pouco importa ) e sonham uo futuro n glo-
ria dat Malebram e das Sonlag. A respeilo dfste ho-
mem seoco e duro, de nariz de gaviiu, do unhas re-
torcidas, a Italia niu possue ura professor mais Ilus-
tre que elle, a lialia. uraco p*u on Ua.
dicet lem sobrevivido,* he para ser in*Mn*j* pnr u.-
nos segredo* que esla* pobres mocas
ram at de-pezat da tia
pergunle-sc ao pai ou ni
recursos ns garganta de ua mita, eata
tos de ouro, que elle* es
morrerem. Quem pereorn
mavera, quaudo as jan aaMnit 4
brisa, dexam Irantpir.
m (odas as quinas
vezes, que etpalbam
licas e esses trinado
ua ler* de oceup
Rotsini compoz em Mi
ama de suai obras primas no g
suceesso foi immenso e e*tendeu-
capital da Lombardia. Na di.tanc
de circumtferencia, affluia povo (i
mutici deslumbrante de enthusia-
que canlavam para arrebatar
Bouolei e Parlamagni, enlio na
Cada dia Parma, Placencia, Berg:
viavam a Milio depalace* enlhasiasliri
beret euluuqueciarn e nao fallavam seno do
de Pesaro, do Orphce it Bolognt, do dia della .
sica.
No livrele da Piltra del Paragone. farce ba-
te divertida, e cuja dra primitiva poda ler nido las-
pirada pelo desfecho das Femmes lavantes-, figura-
ra, enlre eotroi personagens ridiculas, um certu
Marfozio, jornalitti intrigante, palrador
sempre prompto pira levar ao pelourinh
hiniesta*.
Mille val il suolo io tiendo,
Com un colpo di giornale I
Algumas vezes cusa caro a om lutot i
ilo fazer rir seu publico a cuta da crilii
muilo sutceplivel, como lodos sabera, e
que zombem dril*. Se Rossini tivesse podida
rar esta verdade, mais de um Marfozio d i
s lena encarregado de lembrar-lh'a, e t
que tentaos se exprim* proposito um jorsx
poca, ofleiidido pela allnsio :
o Era summa, esse Rossiui lem man
que talento : lodavia sua msica
desptovidaabsolulamente de men.,
na cavatina da Clarissa: fice* pietota;
oiividocem vezes cousa mellior, e sfa
bil, que exallamale as nuvens, nao h.
siello, nm Cimarosa, um Pa*r. Pela
nao hesito em dar (odas essas mosia-
ilo novo raeslre por um s P^^^H
Helia de Zingarelli, pela aria divine J
rara por exemplo. *
Oppor um genio novo aos grandet i
lera percedirlo, he ama tctica, que
luvio, e eujo uso, segando toda a
nossos netos achirlo anda coinm-J
bomem de tlenlo, que he balido
auxilio desla manobra tradicional ;
tambem dia vira, em que teja por ti
xada de burro, de que os Muros s
rio para opprimir a nova geraro
casos jase tetn dado coro Ro'i
rilo suppondo ler Ihe acontecido p
isto, o lera sem dovida contado no ]
lanas pequeas mizeria*, par
uos labios senio desprez e s*rcfsa*|
Seja como tur, a critica esmpria
argumentos nio Ihe rallaran). Algui
leudiam oulr'ora que ValUiri
phia : a Tanto peior para a
Rivarnl. Rooini incorreu na
rigoristas de Bolonha, que Ibe e|
l'augelas, em oolros termas, pec
di compo-icio.
A re-piHila. que Mr. Beyle poej
bocea de Rossini, he mallo *<|
ai mil rnaravilhas, afecun
desle periodo de sua vida. Nao
tos para censurar-me. diz elle aos pobre
se eu lesseduas vezes mea rosnaseriptq
sabis que s tenho seis semanas para i
opera. No primeiro mez detirlo-rtr, e
res que me divirta, se no for n
com mais amigos? Queris qae espere
ilo for velho e invejoso ? Finalmente,
ltimos quiuze dias. esvrevo lodas at
duelto ou urna aria, que lie ensilad
queris que d f de um erro de g
acocopanhamentoa ? Esle poni de vista I
n* lc^o aos aristarcos (como se
vque nao servase tambem de texto a J
disserlacOes
Mfl"ll|Lf primeiro!
de flienibfs)
quebrar mais de umnanji
cipios, e cultocar em tea lag*r esse ]
nao se elfvava cima da msica mecal
fazer smeute arabescos Finalmeot|
esta polmica, MsjBrrton se linha pe
cipadamente do^sentimento de soa inca
periorir*
na que
uma-imag
da'de e urna
nem tem
pessoas.
nem sao ji

llar quilquer era
hedra : O Sr,
e svni
nVaaDv \^^ i
(1; PntleaV ver neala obra e tambem nos Prona-
nado dan Home o que Mr. Beyle di*.de Donielli
e de Belliui.e prinripalmenle su.i opiuiio sobre M \ -
erbe, cojo nornealTecia alterar (Beyle o*erete May-
ar beer) fallando a cada pa-so as tuas cincoenla mil
libras de renda. Que sorpreza para o amavel .lize-
tlor e que boa licao, se nessa- amador, qua elle trata
como tjentlemam e mtftonario. Ihe liveasem mos-
trado o Ilustre anlor do Roberto do diabo, do* Hu-
guenoles e doProphet'a.n genio poderoso e investiga-
dor, que parece ter tomado a poto engrandecer o
doiiiiiiiu de sua arte, r que anula honlem, oeste ad-
miravrl segundo arto da Eslretla doSorle, uos reve-
lava a msica dessa vida dos Campos, caja piresia
toLacrMda pnlo autor de t**lltnttcin!
(1) Na Italia o anno Ihealral se divide cm Irrs es
laces (tzaateai) : a primeira e a man imnortanle
das tres, a do carnaval [tlagioni liatrale del carne-
rale,) abres* a 6de dezembn>* fecha-se em Milio
e aples us ltimos dias ta quaresma. A segun-
da estacio, chamaila della primavera, comees
a 10 de abril e acaba com o mez de" junho. A
lerceira, chamada do outomuo delll aulunni piin-
cipia a 15 de ag sio on t de etembro e prolonga-
se at o fim de novembro. Em cada stagiane a cm-,
panhia rpmiva-see aprsenla ern tceua uraa opera
nova, a qoal, sendo bem succedida, he representada
durante o* Ires mezes, todas as noiles, excepto a
sexta feir. as grande* cidades, como Napoli
Milio ajoula-se urna dansa figurada, que lie execu-l
ia.l. entre o prii** canlotee lempo* detetmar. -1 nio a le i d islrali ido de Retetm
iprezar
Ipaveisos errosdel
lingua era que se escreve. O Sr. Rossi<
islo, e he por isso, que lomo a llbei
De mais como os escriptores de nossas
ras, se coa-tituem junes m msica, el
auloridade tirada em Montano', Delire,
creso ter o direilo de dar minhas opin\
f'SSO.
Aos msicos perleuce a meSca : eos
discorrer, eterevia di Atemben. Par
Brrlon nao coiieor Java a este resoei
se aperceber, abra caminho a e*
que lioje se chame critica i
'Que nm msico patee da |
a Iheoria, que depois de t*r |
sciencia, queira disseriar sobre ella, |h
uina cousa' muilo simples e louvavel, e
m sempre da boa vonlade pecante a ai
escriptor, queempregar na discutis
historia estes conhecimenlos technr
queridas na frequencia das conversarej
inerrio assiduo dafobras doee^^H
este liomern he um masico, nio aVteaMr
ma-la cora d'Atemben, am plrlosi
qae os msico* dtscorram stdsMMMt^^l
una condiccio, urna s, que si f.cam isla
mais. lo mi terco di certa idea che mi
mente, escrevia Kajhrel, explieando *x>
Castiglune o sentido do su s inspiraeOes.
pistaineule votsa id i, que vos faz capa4he jaha:
as ideas dos oulros. Ninguem etompe geralmenle,
senil) com a condicro de ter urna
produz. Eis aqui om punto i
avel para um masico, que
centro de sua obra.'com* em ara so i* 1* quera
elle se compraz em dirigir ctJJ^^H Ver
ja te o bom Grelry em sea */** ,._ t,le
excedente Mr. Bertou ac
de Gutconde, e atirando a-coberlo sobi
sini do alio do seu palacete !
Rossini eonhecia muilo hem as
port.ir-se'muilo com o^ue dizisni
j critica sempre o acharain igualm
Se essa in.liffereu^a era nalni
importa ; o cerlo be que seu re-
te re-peito a mais pe nena e nfesso que
lenho conhecido mais de um homem de genio, pro-
fdssando o mesmo priucipio ; roas esta in
affeclavs a maior parte to lempo urna or-
berba, e nao sei que lyrisrno ariti
so nelle alguma cuusa de
comprometler-se ; algoma cu .
perdida em as nuvens, deixan
Era Rossini Rao Aa nada
systematica era mesmo peo
peusainuutu de ficar s em il
vivia a vida coiniiium mui
mi a mis. iculovelaado ao|
Ver qae su*peiU*a, que eale)
^Bflolia ii
^^Hliilrar
L\\a\\a\Kdtuid a
te sed sorriso chcio ti*
miradores, seus t'vae
Depois de le
burlescas, i' ti
a:zurdo. Ra-
,ua prirn
referir ai
tura pruvticun fon \
lor ne .que uerxe-
lestemanha detle
gada
I era irme ieucera,
riiraaniBR *>.._.


\
OIUIO DE fERIIIBUCO S1BIDS 3 DE ROVtMBRO DE I85S
-neta,
acora-
panhasaeotea) esayl imprewi-
eavam eoeslinlMPM ^^^^^Hf fexlam amenas
icia. A esle
M de Bu-
sos amadores di Veneza.
i doce e pcrfeila harmo-
\ ,i era um
i : a Fauno col canto con-
acompanhamenlos a res-
lo saliera nunca da lorra de urna
alo respailo.: u Expresiao inteiraroente
benvola, que Mr. B-yle se da pressa em
i m epigramnia e voltar conlra os Alle-
gues : Logo que o canto parece ler alguma cousa
r, o acompanhenienlo l> i o cuidado de ca-
msica alinala pelo contrario lie inso-
A exprsalo hesigniflcaliva, e Ihe ex-
e vir de mi saspeita. Mr. Bey-
isuraplosque o iullaiumam Fal-
(lia, porque he apaixonado,
^^Mmporlanle, aoecdoli-
trito e de observaran ; mas
M AHemanha, vislo que Ihe
senliinento dessa Ierra, onde
rangeira.
j, que o (luce tea de aples e de
o privilegio 10 merneuto em que pe o p fura do
iuo. Mozart Ihe parece obscuro e pesado :
lira de Olello, do Olello de Kutsini.
i aos seas olhos, quem o acrediten.".'
, e se de paisagem Talla de Weber, 1ie
io om homem ouvido e convencido de
rnmtt merecera ludavia ser enfor-
i de Tancredi, que em menos de qoalro
Mtreu todos os Ihealro* da Europa, refe-
luecdola bastante curiosa, que se lor-
lUal oaItalia, e que au posso omillir
caraclerba muilo melhor que tu lo
deste diier, a incrivel faeilidade d
i, que Ihe permitte juntar sempre as do-
nienle o< beuolicios da credo e cora-
primas, sem parecer que o Tai.
a Mlnotl, que devia cantar u papel de
.,era'muilo caprichosa, e quando alguma
Ihe deiagradava, nao se conslrangia em
tor, que escrevesse oulra. Deva-sesrepre-
a de Rossin no da.seguinte e a_prima do-
^^ou francamenle que nao cantara, se
noile para o dia. nao Ihe compozesse
Ide entrada mis acomrao lada sda
i.
mulheres e as cantoras res-
tallando para o seu gabinete e
I* augmento de Irubalho.
dia lodos os janlare comecain por um
t, como se gosla do arroz pouco co-
m nulos antes de por a mesa, o co-
atturaa fazer esta pergunla importante :
atiera i rizii *. Quando Kossini entrava
aperado, o Caneriere llie fez a pergun-
me. l'ot-se o arroz no fogo antes de
alo, Rossmi tioha acaba Jo a aria di lantx
lo-se-lhe na Italia o appellido de aria
la do arrot} por causa de sua origem
iea. He conseguir as coosas com'facili-
is que admira'rJo causara um prodigio des-
0 liomem capaz de c-crever em fre-
a do Barbeiro de SccUha .'
-sipi, o amor e.-a gloria I Fie vinliam ao
era nos bracos da mais eocantado-
|Ue se occaltava ao ruido, qnu tazia
Rossin amava eul.lo urna linda crea-
lora raui conhecidt, que por su
las delicadas e petulancia era clia-
teneni. Este diabreta vestido de
eufeilic,ado de tal sorte o novo
maravllalo de tanto bom humor,
este alegre enlretimenlo e por estes
hriatesesquecia suasmais Ilustres pro-
aquira, diste ao sea Lindor a galat|
locera manhaa, sabes que jb-*
^e aerificado u iranio dearn^i;
Luciano Bonaparle, depe/_ .
L^Balfe' '
. respraulen "Botaffil, que I
^faa de abajIonar por ti a prince-
joeza Vrs e) a cviideasa '/.... t Mas
islo me he
ir esla paiio
meu anjo 7"
toro e seus j
Kra este
pergunlar.muito,
ros. E dizendo
de terminar
) he mu'
va Mr. Beyle
[judicioso, e nao
aaab^) desU ubsrr-
Htylc, o pobre
que o dos pe-
ta amante de Mdao, abandonando seu pa-
ulando, sea ilhos, sua reputarlo, chegou
bja em sua pequea e inais que mo-
eslalagem. O primeiro momento foi
mura ; porm appareceu logo tam-
al nsas, celebre e raais linda de Bolo-
aceza B.... Rossin zomboo de ambas, can-
ama aria lufa e abandonou-as. Islo me faz
listona de um lluslre diplmala allemo,
ra violento pelo amor-paixao.
tinlia adorado e a qual ti-
ras mais compromelleilores, de
I dia que elle parti sublamen-
a Franca. A condesar immedia-
^llosde posta e segu as pisada do
a 'finalmente consegue alcanzar em
Principes. O diplmala ia-Iacer
a amante em trajo de viagem, en-
Aqu me leudes, disse ella, dei-
pensais nisto.minlia querida '.' Ihe
iiziaenteoma loucura como es-
W reparada ; mas eom a condi^an
Hjfder um mnalo. E o prin-
oavalha, Ihe eatende a mi do
possivel a e condoz ao patamar
i enloquecen, mas o principe foi
,U he dado a todos compreheader os pra-
' loucura.>
izedlas depois da representa^o da italiana,
i escrevendo a sua raui, punha na carta este
ripio cessoriano: Jll' Ulunriislma signara
Hoitini, madre del celebro motitro, in Pesaro.
Bala caria annunciava a bella Aon Guidarini'a vi-
ila de sen qoerdo fllho. Ah meu Joaqaim, e-
elamoa a digna roJi, abracandn-o, como esls
bello e grande Aqu nao se canta se nSo as tuas
msicas e eu me sinto a man feliz das mulheres por
te haver dado a existencia.Om ludo a erohriasuez
dessa aleare v.dla foi interroinpida por am incidente,
qae podia ler aa mais funestas consequenca. O jo-
ven maestro, lendochegadoa idade da conscripto,
era intimado para aue se reunisseao eiercilo. A
esta noticia a pobre mai cabio desmaiada. nMinha
mai, animo, Ihe diz o fllho, fazendo-a respirar nl-
gnns saes; vejamos um mel de sahirmos desle em-
bararo.n
Hava entao em Mlao, sede do vire-reinado da
Italia, urna pestoa, qual o prncipe Eugenio rfada
podia recusar. Kossini lembrou-se qua um auno an-
tes essa pessoa I ni lia sido milito bondadosa, paaa elle;
escreveu-lhe. A mensagem produzio lugo o effeilo,
que se esperava, porquanlo ovice-rei maudavadiier
ao seu ministro do interior. Fazei cora qne. Ihe
diz elle, n maestro Joaquini Kossini, qqe se acha
ueste momento em Pesaro, sua cidade natal, seja
enlodoservico militar. Nao toinarei sobre ininba
respunsabelidade expor i baila inimigas urna ess'
lenci 13o preciosa ; meus contemporneos nao m'o
perdoariam, e a poslerdade 13o puuco. He talvez
om saldado mediocre que perdemos, mashecerla-
uicnte um homem de genio,que conservamos pa-
tria. O principe despedo seu minislro,canlarolan-
do o recitativo da cavatina de laneredo : O Patria]
O carnaval de 1813 vio apparecer Aureliano in
Palmira, e o oulorono do mesrao auno o Turco in
Italia, obras eslas qae foram dadas igoalmente la
Scaln, mas com condices de successo bem difleien-
tes, porque se a partitura heroica suffreu urna espe-
cie de derrota a opera bufa, verdadeiro comple-
mento da Italiana in Atgeri, reuni lodo os soffra-
gios. (ialli o baiso predilecto, representava o joven
turco Selin, especie d menino musulmauo adrado
pela tempestado as cosas, da Italia, e que se in_
flamma jieU primeira mulher furmosa que encunlra
a qual aproTeita-se da occasiao para alnimentar um
marido rediculoe tornar cioso seu amante. Pacciui,
o mais celebre bufo da Italia naquella poca, repre-
sentava o papel do esposo escarnecido, e cm certa
scenn imillou Ulo perfeitamenle os gestos e os modos
d um illuslre personiafem, do qual lodo MilSo ron-
lava os recentes inforloneos conjugaes, que o espec-
tadores lodos rebentaram de riso por essa inconveni-
ente parodia.
O publico de MilSo, publico orgolhoso, que de
boa vonlade se conserva reservado, tinha coniecado
por mostrar-se indiffereule a Rossin, ao quil cen-
surava ler-se copiado a si mesura e ler tomado em
la Scala deesas liberdades, que um maestro, quando
mnito, deveusar nos thealro de pequea importan-
cia ; mas o burlesco incidente veiu a lempo para
modificar toda as suas ditposices.e a immensa gar-
galhada, que pruvocou fui com om j>de>ses troves,
que mudara a almosphera. Tinha-se rido e applau-
didoa impagavels evolucOes do buffo Paccini, e
quando canlou-se o lindo duelo entre Selim e Eio-
te: Siete Turco ton ti credo, os applaosos co-
mejaram oatra vez com tal enlhusiasmo, que o mes-
Ire. obrigado a deiiar o piano para en(regar-se a9
jiinumera saudades, nflo pode raiis sentar-se.
Idololradu do publico, amado, afagado c querid0
das mais nobres damas e lambem de suas criadas,
esleve as mo de Rossin julgar-se o homem mais
feliz e predestinado por excellencia ; todava falta-
va-lhe anda nma cousa, que quasi sempre nSo he
dada nem pela gloria neru pelos amores, sendo de
ordinario lAo drespresada pelo homem de genio us
bellos das de sua mociHadr-, e de que devia precisar
urna nalureza (ao pouco chimerc, Io incorregivet-
menle cheia de sensualismo e de positivismo desde
a infancia, como era o divino maestro ; quero fallar
de diulieiro. Oh ae urna chova de sequins Ihe lives-
se cabido nessa Ierra, onde seus vinte aunos deleila-
vain se ao sol da gloria e quanlo soamusa, quesoi-
nhava a iudependencia, e lambem, porque nao odi-
rei'? as (locuras e os sublimes gozos da,
9ua mnsa picursta nao Uvera dado
i ras ao Jpiter capaz ds/otTaVr Tii
oca um emprezario
eochia a Europa com
re de suas magnificencias. Ver^fipol
s morrer.s diz o proverbio ; ver aples e
Jepois viver melhor, disse o aulor de Tauciedaff
que pouco lempo depois, em ama linda maiihaa do
de maio de 1815, desembarcava no caes de
ota Lucia e pedia que Ihe mosirassem a morada
Um. Sr. Barbaja director do thealro real de
irlos.
., Continua..
dempatacho brasileiro lialanle Mara.
Para a Baha barca porlugueza aBella Fguel-
nne.o
dembarca brasileira Caledonia.
dembriuue porluguez Nova Amisade.
dempatacho porluguez alnduslra.
demescana porlugueza Novo Viajante."
Para Sanioshrigoe porluguez (-Tres Irmaos.
demsalera peruviana uLima.a
Para Pernambucobarca portuaueza Coostanle.o
demidem idem Carlota & Amelia.
demhricae porluguez Lealdade.
demidem dem Brilhante.
demgalera porlugueza ullracharense.
Para o M irnnliobarra brasileira Luzitania.
dembrigue porluttuez Urbana.
Para o Rio Grande du Sul brigue porluguez
((Machado 1.
dembrigue hnnoverann nCjtfneiis Augasl.
demescuna americana Elaar.
demescuna ingleta l.ill,- Trped.
MOVIMENTO DO PORTO.
Vario entrado no dia I.*
Rio de Janeiro13 dia, barra soeca Eleouor, de
620 toneladas, capitao Berkman, equipagem i-,
em lastro ; a Arauaga & Bryau. Ficou de qua-
reutena por l'.idias.
Salios sahidos no mesmo dia.
Colinguballiale brasileiro Sergipano, meslre
Henrique Js Vieira da Silva, carga bacalhao e
mais gneros. Passageiro, Severo Jos da Rocha.
Rio da PralaKriuue hespanh l.oeacovierla, ca-
pilflu Jacinlhu Llenas, carga a-sucar e, agurdenle.
AraralyMale brasileiro Uuvidosn. meslre An-
tonio Manuel Affoiisu, carga fazenda e mais ge-
nero. Passageiro, Uomingm Antonio Alves Ki-
beiro, Fredenco Alves Riheiro e 1 escravo, Joa-
quim llarboza de Lima, sua senhorae 1 lilho.Cor-
dolino Barbosa Curdeiro, Jos Marlins da Costa
Lobo, Manuel Maia da Silva.
.Vacio* entrados no dia 2.
Pai e porlos intermedios17 dia e 4 horas, do ul-
timo porto Ib hora, vapor brasileiro aS.Sal>ador,
commandar.le o capiao-ic nenie Vicente Navarro
Cardoso. Passageiro para esla provincia, Jos
de Castro F'reiles, 1 praja de prel. Seguem para
0 sul, o lenle Fraiiri*co de Miranda Kib-iru, o
acrivAo da armada Thomaz Kaymundo, 1 cadete,
1 pra^a de prl, 2 recrula para o ezercilo I pa-
ra a marnlia. Firou do quarenlena por 1 ."> dia.
Macei-2 da, hiate brasileiro Amelia, de 63 lo-
neladas, meslre Manoel dos Santo Costa, equipa-
gem 7. em- lastro ; a Antonio Luix de Oliveim
Azevedo. Passageiro, Francisco Rsleves Alves,
Filippn da Cunta Lima Jnior, Tilo Augusto de
Albuqnerque Portocarreiro, Joio Camboim, An-
tonio Francisca Correia e i filha menor, Mara
Candida do Espiruo santo.
Lisboa e porlos inlermedios19 dias, vapor porlu-
guez t). Mara lio, com mandan te Antonio Fran-
cisco Riheiro GuimarAes. Condoz varios passa-
geiios para esla piovincia.
Terra Nova45 dias, brigue inglez Othellou, de
lo toneladas, capilo John Knberlson, equipa-
gem 12, carga bacalhao; a Johnslou Paler & Com-
panhia.
Macio saliiio no meemo dia.
Ceani e MaranliSo--Patacho brasileiro Santa Cruz,
meslre Marcus Jos da Silva, carga fazenda emais
gneros. Passageiros, Luiz Rodrigues Samico
Segondo, Altino Le le Morae Reg, Francisco
Alves de Carvalho, Antonio Barbosa Cordeiro,
Antonio Marques Rodrigues, Francisco Uoinin-
goes da Silva Jnior, Antonio Teiteira Belford
Hi'ixo. Esmerino Gomes Prenle, Gentil liomem
de Almeida Braga, Jos Antonio Rodrigues, Ma-
noel de Moura Rnlim, Joaqun) l'eiiolo da Costa
Santos, Jos Un." te Bubosa.
509a ; esleirs, 1,079; sapaloifeiloi na provin-
cia, pares 3,523 ; maulas de la, 96 ; clchete pa-
ra capoles, pares 110 ; casemira encarnada, enva-
do 63 ; bulOei grandes eonvoio de metal dnurado
como n. 4, 5,208; dilos pequeos, 3.318 ; dUus
graudes.com o n. 2, 8,096 ; ditos pequeo, 4,554;
ditos grandes como o. 3, 1,176; dilo pequeos,
756 ; dilos grandes com a Icltra R, Tfi's dito pe-
queo ditos, 440 : aigmiao em rama, arroba 4;
cubos inodoros, 18 ; rolhas de cortina para garrafas
grozas 3 ; pavios, duzas 0.
Quem os quzer vender aprsenle as suas proposlas
em caria fechada na secretaria do conselho ns 10 hu-
ras do da 5 de novembro prozim futuro. ,
Secretaria do couselho adminstralivo para for-
necimenlo doarseu.il de guerra 29 de oulubro de
1855.Sent Jote' Lamenha Un, coronel presi-
dente.Bernardo'Peretra do Carmo Jnior, vogal o
secretario.
'0 IHm. Sr. regador interino do Gimnasio Per-
iianiliuranu, manda declarar que esle eslabeleci-
nonio adinille do da 2 de Janeiro do anuo prntimo
vinduuio em dianle rluuuius internos, js quaes de-
vem apresenlor cerlidao de idade, do vaccirta, e re-
cibo do quartel da penso, pago ao Ecnomo. Quan-
lo ao enchoval os prelendeutrsnilcndanvse cum a
iiie-iiio IHm. Sr. regedor uileriao.
Secretaria do Gymnasio Provincial de Pernambu-
co 29 de oulubro de 1855. O secretario, Antonio
da Assumpcao Cabral.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho admiuistralivo tem de cainprar o se-
gunde : ,
Para o arsenal de guerra.
Plvora grussa, arrobas 20.
Quem qui/er vender apresente'as suas proposlas
em carta fechada, na secretaria do conselho s 10
horas do dia 7 de novpQihr pro&irau futuro.
Secretaria do conselhoadmini-lrtivo para forne-
cimentodo arsenal de guerra 31 de oulubro de 1855.
. Benlo Jos Lamenha Lint, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogHl e
secretario.
Tendo esla repartirlo necessldadt de carpin-
teros de machado, calafates, oarapinas, pedreiros e
ferreiros de ludas as classe, para a obra a seu
cargo, o IHm. Sr. inspector convida aos que quei-
ram assim eiupregr-se, a apresenlarem-se-lhe, ou a
quem suas vezes faca, alim de seren admitimos con-
forme as suas habililac,6es. Secretaria da Capitana
do Porto de Ptrnambuco 31 de oulubro de 1855.O
secretario, Alexandre Rodrigues dos Anjo.
At 12 do corrale segae par* o Acarara' com
escala para o Ceari, o" patacho Emlafio ; para
carga oo passageiros, trtla-se no eicriplorio de M-
noel Goncalves da Silva, ou com o capilo a bordo.
Para a Baha sahe uestes K das o mulo velei-
ro hiate biasileiro Amelia ; ja lem parle de aeu car-
regamenlo prumpto : para o resto o passageiro, tra-
ta-se rom o seu consigo tarn Antonio LuizdeOli-
veira Azevedo, ra da Crui n. 1.
LEILO'ES.
EDITAES.
I'L lU.ICAf.A'O LlWilRABIA.
Contina a vender-se a obra de di-
reitoo Advogado dos Orphos, com urn
apndice importante, contendo a lei das
ferias e airadas dos tribtinaes de'justica, e
o novo Regiment deCustas, para uso dos
juizes.escrivaes, emprgados de justica,
aquelles que Irecmentam.s estudos de di-
reit, pelo preco de 5$000 jSida e\em-
plar; na loja do Sr. padra^gnacio, ra
da Cadeia n. ">(; loja de encadernaco e
livros, ruadoCollegion. 8; pateo do Col-
legio, I i varia classtca n. 2 e nwpraca da
Independencia n. 6 e8.
O agente Barja, atilorisndo po Etm. Sr. Dr.
jui/ de direilu especial do commercio conf-irme o eu
deipachn proferido eur' reqlierimenlo do deposi-
tario da massa fallida de Brandan & Diegue, faro
leilflo dos bens pertencentes a referida massa, cons-
tando de urna excedente mobilia de jacarando, urna
dila de amarell cadenas americanas, dilas do Por-
to, marquezas, lavatorios, touradores, uma'carleira
de nmarcllo. urna ptima banca de costura, ianler-
nas, candieiro desala, e mili as muilas libra de mar-
eineria, e mais objeclus etc.; ciueo barra de vinho.
diversas pipas vasias e nma ptima escrava de 30
anuos de idade, pouco mais ou meno: s^gun fer, 5 do rorrele, as 10 lloras da manha, no ar-
mazem do Sr. Cannido Alberto So^lr da Molla, na
lrave-sa da Madre de Den n. II, aonde se acharflo
patentes dilos objeclos.
O agente Borja fara lelao em suu amiazeiii,
na ru do Collegio. n. 15, sabbado 3 de novembro,
a II hora da manlia, de um grande e variado sor-
timenlo tle obra de marcineiia, inclusive ulna por-
i cao de cadeiras portugoezas e hohandezas, que lera
de ser entregues pelo maior pre?o uMi lo, varias
obra de ouro e prala, relogios para algibera, e un-
iros mulo nhjeclu que no niesinu armazem se acha-
rao'palente etc. ; e ao meio dia em puni ir;"i-> lam-
bem a leliao om eleellenle carro de 4 roda, diverso
escravos moQus de ambo os sexos, entre o quas, ha
um moleque de 4 anuo de idade, am como 4 va-
cas de leile rom crias : em ludo islo nao ha limite
de preco algum. *
O agenta Olveira fara leilo da magnilira mo-
bilia doSr. Alfredo Youle. superior a qualquer ou-
lra at buje expnsla venda nesta cidade, pela ua
evri'll-nlr qualidade, e apurado gusto ; consistindo
em .ni I sofs e bancas de ditos, cadeiras de feitio
osiiaes c de lialanc i, consol, mesa ile sala de visi
las e outra, lindas estantes \)*rn livros, errelaria,
belh\g touradores e espelhos, lustres, candieiros de
globo, l.-inlernas e candelabros, cortinado e vene-
sianas, quadros, relogiu, vasos de porcelana, enfe-
le para cima de mesa, om ptimo piano, bancas de
jngo, mesa elstica para jantar e oulra, aparadores,
goarda-lonca, guarda-ve-lidu, commnd-i, marque-
zas, lavatorios, leilos de mogno ingle/es rom corti-
nados moderno, dito de ferro, apparelho de loncha
para mesa, dilos pira cha e caf, bandejas, garrafas,
rompoleiras, copos para vinho e para agua, e uniros
ehryslae, esleir de forro de sal i, Irem de tozinha e
utenrilios para jar lim, assim como um superior ca-
hriolei com arreio para um cavallo, e numerosos-
oulros arligos muilo apreciavei, inclusive pnr^o
de vinho finos engarrafa lo da Madeira, l'.-rlo e
Xerez, agurdenle de Fr mea e gnebra : qumla-
feira, 8 do crreme, a 10 horas da manida, no silio
que oi da morada do referido Sr. Youle, por.detraz
do du Sr. Accioli l.ins, cum frente para a estrada do
M'nguinho. e com entrada por esta ou pela da Sule-
dade.
Holiel de Jaboa-
lao.
Este eilabelecimonlo e acha dematiadamenle pr-
vido coto o necessario aceiu de todo qaanlo se faz
miiler para receber qoalquer pessoa que nelle se
queira hosp 'dar por um ou mai da. As commodi-
dades sao aii melliores : poi alora do oplimo acco-
lliimenlo e pas-adio que se goza, ha um excedente
bauheiro perto da casa, estribara para cavallos, ele,
etc. O eono desle estaheiecimenlo asegura ao pu-
blico que ha envidado lodo os eus sforc,os alim de
qae pessoa alguma deixe de llcar muilo salisfeila.

para se paesar a
festa.
Aluga-se urna grande e excelente casa que nesles
das se acatiou de construir com todoo gusto em San-
to Amaro de Jaboatao. com o neces-arios commodos
e aceio para urna familia que selrate com (lincco:
qutm-a prelender, eutenda-se com o seu propriela-
nu no hotel do memo lugar.
Joo Vicente da Silva Costa arlia-se morando
no Coelhos, ma ao mirle, e junio ao grande hospi-
tal da caridade.
LOTERAS da provincia.
&abbr)do 5 de novem-
bro prximo futuro, he a
extraccao da quarta parr
t da segunda lotera do
Gymnasio, existe um pe-
queo resto dos afortuna-
dos billeles ecautelas.dos
cautelistas abaixo as sig-
nados, as lojas do costu-
ine.Oliveira Jnior 6fC.
Praria-se de uro feitor porlngoez, pra um
sitio i.erlo desta prace : na roa da Concordia, obra-
do de am andar, confronte a entrad nova.
No dia 5 de novembro, na sal1
e Hada a doMllin. Sr.Dr. jti -
vara civel, se ha de "arree
gueia, avallado por 5UU$ r
seiihur Juaquim Jo de Mirauda: he
Na ra Uireila n. 48, faz-e lodo m
urna armario, propria pira um prmeipi
A mesa regedora da irmandade
nhora Santa Auna admioislradora da .
dre de Dco, faz cenle a lo los os !
2 do mez de novembro vindomo, prii
va-sacra por espado de 8 dias, as 7 hora-
coaiM sacio.
rkACA O RECIFE2 E NOVEMBRO AS3
UOKAS l)\ IARUE.
(Des ofllciies.
Accoes da CompanliH Pernambocaua as par.
Al-ANOECA.
Hendimenlo do dia.ii......9:374*447
oescarreyam hoje 3 de nocembro.
Barca americanaConradl'arinlii de trigo.
Barca americanaManjlandidem.
Galera iuglezaMedoramercadera.
tliale brasileiroFortunamercaduras.
CONSULADO liKAI..
Reudimento do dia 2-...... I82&063
t-'IVKHSAS PROVINCIAS.
Reudimento do da >..... 52*768
KECEBEUOKIA DE-RENDAS INTERNAS CB-
KAES DE PEBNAMBIXO.
Kendimento do dia 2...... 402*830
COJrSULAliO PROVINCIAL.
Kendiinentododia 2...... 276-}959
BOLETIM.
LISBOA 15 DEOL'TUBRO.
emqae
essa c
4
iV
r
Roasini. A inspirado e o facee ulumno de 1813, no momento
loa de Leipzig serviam djs Ihealro a
ato, que devia ler por desfecho a
ipoleio, o feliz maestro dava
lo, in Venezj, a Italiana in Alger't,
osas otra primas, Em me-
. ladea a* lUntlos desta obra lioham se
; mas bavla urna serenata ao cla-
se.? cavatina de Lindor,
i bella ; os goMaJairtoa suepiravam
i a aria da Isabella ftmdatortee o
i de Popataci, Iransporfl^ a cidade
ti' a Kossini e conceda todos os
^^^Bb a, o de tirar os-cavallos de
Ht bstanle difflril em Veneza.
m contiuuavamii esUrdescon-
ias indignafoes gramma-
rbatadora opera, a qual ceusuravam
bre ludo essas lerriveis quin-
^^Hfrf' Cimarosa, diziiia ellos,
is aposlrophes a esses pes-
|. qae os offucam particnlarmen-
^^^^m> ama : lia emeada
no, que por um se-
r lodos us de-
ra de II i. Ouvi
ores de espii ilu, tendo
ia que elle nao tire
i, que lala de
' i ouroa
malhate
taris
oie1
. os
mi
Hhti'
he que
mein. Entrel.nln
' fTertker, porque
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15600
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13900
19800
15200
15201)
69000
15900
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15500
15700
Prerot correales don gneros de importarao do
liritsil. _
Por baldeaco
Algodao de Pernambuco.
Dito do Mai'anh.in. ._....
Dito da Balua...... .
Cacao do Pac.........
Dilo da Colonia.".......
Caf do Rio primeira sor le. .
Dito dilo segunda dila. .'.
Dito dilo terecira dila.....
Dito dito escollia boa:.....
Dilo da Baha.......*. .
Dilo do Cabo Verde......
Dito de San Thom e Principe .
Dito de Angola.........
Couros seaejtdo Rio 22 a 30 .
Dilos diteSlL........
Dilos ililoeV....
Dilos seccoWp>b.ailos da Babia
Ddos ditos d' Minas .....
Ditos sale, do Maranhao.....
Dilos dilo da Bahia.......
Dilos diln das llhaa.......
Dilos dilo do Cabo Verde. .
Cravo girofe..........
Dilo du Maranhao. .......
Gomma copal.........
Ouruc ._...'......
Salsa jianilha1 Sanlaiem). .
Dila dita tloropa").......
Dila dita Kio Nearo).......
Assucar de Pruainbuco ....
Dilo mnscavado. ,......
Dilo do Rio de Janeiro mase. ,
Ditu da Babia branco.....
Dilo dito mase.........
Dito do Para, bruto.......
tilo ilo Csbo Verde.....-.
Vaquetas do Para.'......
Dila do Maranhao......
Ditas de Peruauhocn.....
Chifres do Brasil pequeos. .
Arroz da India :lioa ....
Dilo do Maranhao e Para ord.
Dito dilo do melhor......
Dito dito superior.........
Tapioca............
Tartaruga.........., %
Agurdente do Brasil fcaxaca, alm.
Caslanhas do Maranhao.....1
Erva-doce: ...........
Oleo de copahiba........bar. 309000 31000
Dilo de linhsca......... 100 la
yodos a carga no Tejo a 15 d oulubro.
Para o Rio de Janeiro liaren porlugueza Pro-
gresai-1
m dem((Venu.i>
Idemdem idem D. Auna.
Iden)g.lera porlugueza ((Defensor.
brigue uoriugu-z olucomparavel'
Idei 'io aSoberano.
Idenidem idem'Encantador.
Idemidem i lera aEn
Idemdem idem uRcsolvido.o
Idem-aabarce americana Samns.
dembrigue dinamarquez tEmmanal.K
ldaiubarca tueca Auuila.#
Joan Maria Wandenkolk, cavalleiro da imperial
ordein do Cruzeiro, Christo, e S. Bento de A vi?,
chele de diviso da armada nacional e imperial,
coraiiiandanle da eslacao naval de Pernambuco,
comprehendida entre os parallelus do H10 de S.
Francisco ecabo de S. Roque, por S. M. o Im-
perador, que Dos guarde, cavalleiro da ordem
de Francisco primeiro do reuo da Duas Siclias,
etc., etc.
l-'uco saber que em evecucio de nrdens do Etm.
Sr. ministro da marinba, que me foram transmiti-
das pelo quartel general, em offcio 11. 63 de 10 de
oulubro ultimo e do disposlo as inslrucces que
baisaram com o decreto 11. 1591 de 14 de abril do
crreme auno, tica alieno a bordo do'Wigue barca
/amarar um alistamenlu de voluntarios para er-
virem nos navios, da armada nacional e imperial,
sub as seguintes 'condices :
Chses do alistamenlo.
1.a Da marinhagein, cujo contrato fr sem lempo
determinado.
a marinhagem, por lempo de urri a tres
IOS.
3.a Da marinhagem com osprazos de seis a oilo
nnos.
p. O veneimeolos mais vanlagens quo as prac.as
contratada em v rinde deslas inslrucces lem de
, sao as irguinles:
Suidos por mez.
superior 209, primeiro* inarinbejros 183,
segundos marinheiros 15 e grumetes lUT
PremiuSj y
unlarios'd^."1 i'.lss superceberSo 03 sol-
dos que Ihe rumpelirem na forma cima referida,
sem lerem direito premio ou gralilicac,ao alguma.
0>,voluntarjus da 2. classe. sendo inarnlieiios
ler.lo 205. 5 ou 709, conforme forem os contratos
por um, dos un tres anuos. Sendo grumetes le-
rdo, pela mesma forma 109, 229 ou 349-
0 voluntarios da 3.' classe recebeiao mais um
qaarla parle do maior premio que poderiam obter,
conlralamlo-se como o ta 2 classe, na praca de
marinheiro ou grumete que Ibes competir.
Se ido forem homens do mar e tiverem. mais de
40 anuo, t lerao o premio corres'pOndenle aos da
2. classe.
lralijicac.to.
O voluntarios da 2.a 3.a clases terso alem do
premio ocima dilo, a grattlicacan de c se forem es-
Irangeirus, ou de 59 sendo naconaes, se se aprcVen-
larem por si pmprius, iiidependente de engajador.
Esla gralifiraco ser repetida todas as vezes qur
lindo o primeiro contrato a praja quzer anda -ser-
vir por lempo nunca meuor de 3 anuos.
Vanlagens.
A's prarus comprehendida neUs tres classe dar-
se-ha guia de desembarque no lira do contrato com
tanto que previnam ao commandanle dous mezes
antes de que pretenden! em tal puca'deiiar o scr-
\ icu ; e tirein i-eutus du recruUmenlp, sendo na-
ciuuaes por lempo igual ao que leuhan servido ;
excepto o caso de circunstancias extraordinarias.'
Asvlo de invlidos.
Compele a todas as pracas naconaes que para
elle concorrerem com um dia de sold por mez.
Pagamento dos premio e graiillcuciVs.
Aos da 2.a classe, se n ah-tamonio i'r por um au-
no sera entregue o premio integralmente no acto de
asse ntarem praca ; se por dous ou tres anuos era
tres presta^es iguaes, sendo a primeira paga ao es
sentar praca, a segunda quando vencido melade do
prazo, e a terecira no fin do cntralo.
Aa da 3.a classe receberao urna terca parle do
premio ao asentar praga, oulra igual quanlia uo
fim do primeiro anuo de servico e o restante no lim
do c-.nlraln.
As gratifcaresqoe competem aa segundas e ter-
ceiras classes serao pagas conjunclameute, com a
primeira preslai.Do do premio.
Observare.
1.a Nao se levar eui conla aos voluntarios da 3.a
classe o lempo que passarem como doeules nos hos-
pital-..
2.a O lempo de pi i-ao em virtude de senlenca
au sera contado para o preenchimejito do pra/es
do alitaahenlo do voloiilanos qualquer que. seja a
classe a que pertein.-am. E o desertor soffrer alcm
disso a perda das vanlageoado premio e du lempo
de servico aulerior.
3.a Qualquer pessoa que so prnpnzer a agenciar
voluntario para as Iresclasses cima mencionadas,
e que os apresentareru a bunio deste brigue barca,
lera a gratificarlo de 49 por um eslrangeire e 5*por
nacional.
4.a O eslraugeiro para ser a dimitido deve ezhi-
bir ilociiuienlo do seu cnsul, compruvandu adiar-
se desembari;adu para se ptdr contratar no sem-
en nacional.
5.a O premio e gralilicaco scrao pagos quaudo a
praca contratada fr admitlida a bordo.
Bordo do brigue barca /amnica, surto no mus-
queiro de Peruambuco em .0 1" de nuvemhro de
1855. Joiio Alaria irandenkolk.
AVISOS DIVERSOS
Si. SHI,

Sociedade Dramtica Emprezaria.
relia concedida pelo Exna. r. Presi-
dente da Provincia.
ero festejo da f-liz acclamarao de S. M. o Sr. D.
Pedro V, de Portugal.
Vendida para 2 noites.
DOMINGO i DE NOVEMBRO.
Logo qae o Etm. Sr. presidente da provincia com-
parecer ua tribuna, a companhia dramtica cantara
."ranle as elligie de SS. MM. Imperiaes e Fide-
lsima,
0 HIPO DE D. PEDRO V
Composlo ctpressamente para esle dia pelo pro-
fessor de msica u Sr. Jos Fachinetli, lindo o qual
a urcliestr.i ejecutar a brilhante nuvertur, origi-
nal porluguez. .
\ BATALUA DE \LM0STER.
a qual linda com o bello
HYM.VO DE D.
Seguindo-e a primeira repres
drama em 4 aclo, original porlugu
de Souza, intitulado
Alogn-q o primeiro andar do obrado n. 59 da
rilado Rangel. eom 2 alcovaa, 3 quarlos e 2 sala:
na livraria 11. 6 e 8 da praca da Independencia.
A provedoria da saude responlendd ao noso
annuiicio confessoo que o dous navios Marianna e
San Manoel nao fizeram os quinze dias de quaren
lena, bem que o avian imperial declare que assim o
deve ser : porlamn nada diremo a tal respeilo.
Quanlo ao vapor Thamar, expondo n o que di-
ziam os passageiro e que h sabido par quantos es-
liveram na hospedarra, longe de negar ou assegu-
rar declara que vai chamar'a responsabilidade. co-
mo se se tivesse dilo mais do que o que ello* disse-
raro sem assegurar : pois bem quando for essa ocra-
sio havemos de requisilar os lancamentos da mes-
ma reparli^ao par 1 n-is orientar desle qualquer ou-
Iro farto.O 'guante.
Amanhaa, 4 dr novembro haver na praca du
Corpu Sanio orvele de cenle, de fructa, e diversas
bebidas geladas, assim como excellenlea charutos.
. Precisa-se de urna ama de leile : na raa Nova
n. 20.
Ao Sr. M...... deCaboVetde.
O dono do holel da Europa faz sciente a esle Sr.
que baja de se entender com elle o mais breve pos-
srvel, para liquidar sua conla, visto ler-se retirado
daquelle eslabelecimenlo, aproveitando se da sua
ausencia para brigar com o caueiro, e por isso tirar
os seu bahus. Se nao allender como Ihe compre, a
este annuncio, lera o desgosto de ver o eu noroe por
extenso nesta folha diariamente al quo se lance
nio de meios efticazes.
. No dia 27 do mez passado de-apparecen da loa
do Cabuga, d casa de Vrenle de Paula Oliveira
Villasboas, oro mualo por non.e Felit, de idade 10
anuo, levoo camisa branca e calca de ri-cadinlio
arul ; elle he mel acaborlado, cabello estirado, e
bastante esperto ; e por nao ter lido noticia,alguma,
ruga as autoridades que em uas diligencias empre-
guem algn meio ; e mesmo algum particular,
pois sera gratificado.
Prerisa-se de un prelo captivo co/mheiro, pa-
ra casa eslrangcira, pagando-se o aluguel menl-
menle, e a^ianc/udo o seuhor o seu comportamenlo:
na ra Nova 11. 2!, loja.
Os credores do fallido Andr N'auzer queiram
apre.vnl escriplorio de Paola & Sanios, roa do Amorim n.
48, para s-rem conferidas e pagas.
Precisa-se de ama escrava qae saiba cozlnhar
o diario de urna casa : quem liver annuncie para ser
procurado, ou dirija-se a ra do Queiioadu a. 28,
lerc'eiro andar.
A pessoa que nu Diario de 2 docorrenla an-
iiuncion a perda de uro rollete de selim prelo, pode
dirigir-se a ra do Calinga 11. 3, loja deeunves, que
dando o siguaes) certos Ihe ser entregue, r Fica po-
rm sujeila aa despezasdo annuncio.
Quem precisar de om portugaez com lioa con-
ducta para feilur de algum engenho, dirija-se a 111a
do Hospicio n. 15, u qual lem muila pralica por j
ler eslado nos engenbos.
Prccfia-se alugar um bom silio : a pessoa que
liver, queira annunciar por esla folba.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas b
tas, roa do Collegio n. 2,
rende-e um completo
de fazendas, Ji
precos maia baixos do qi
tra qualquer parte, tanti
rje, como a retalho,' al
se aos compradores um s j
para todos : este estatx-
ahrio-se de combina
maior parte d-is casas coi
inglezas, franeczas, o leo
sas, para vender fazendas
conta do que se tem vena
isto ollerecendo elle mai
tagens do que outro qit
proprietarto d^ste impe
tabeleciraento convidu
seus patricios, e ao pu
ral, para que venliam (1
seus .interenes) con
baratas, no arma
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz do:
LOTERA
Aun
0 CHR1S1 0 E 0
ij., '">tll'ft poP'-
AJISEDl
AI.ERTAl!
Pede-se ao Sr. engraradn, que levou da socieda-
de da ra do l.ivramento no dia 1* de novembro
um chapeo prelo novo e deiiou um velho, lenha a
hunda.le de o" ir re-lilmr a sen dono e rereher seu
lrale. pois se S. S. lem vonlade de scdofa,.er des-
le bello rarij, dirija se ao senhnres fabricante de
velas que Ih'o compraran para tirar a gordura : na
ra eslreila do Kosario 11. 5.
Perante a cmara municipal denla cidade con-
Unua a estsr em praca 110 din S do corrate o lu-
suel da casa 11. 7 da ra da Florentina, pela quanlia
1 de 400--.
Pertonagent.
O, Alfonso, tiuque de Cantabria. .
Verernuodo, velho amigo do duque
e lulor de ilormeziiida.....
I'el >i guerreiro christao irmao le
Hormezinda........
Leandro, filbode Vereroundoeami-
gu de l'i-lai-.........
Allonso, pagem de Pelaio. .
Munu/.a, TKoid, invernador de Ui-
jau...........
Esuiael, pagem de Muuuza. .
Hormezinda, juven chrisUa, es-
posa de Munuza.....
Alvida, confidente de llorn.-
/-inda. ........ Hila.
iNobre, Asturianos, guerreirus chrislaos, dilos
mouros, pagens, etc.
O espectculo da segunda recila ser annunrado
terga-feira 6 du crrenle, e tehi lugar na quarla-
feira 7.
Os bilheles acham-se a venda no escriplorio do
Ihealro.
Os senhores que encommendaram bilheles, po-
llera procura-Ios as ipao do bilheleiro de hj al
aiuaiina.i, sabbado, as 2 horas da larde, per leudo u
direito a suas encommeudas, passada esla hora
marcada.
Lisboa.
. Mouleiro.
'Meude.
Sr1 D. Luitinhi.
Leonor.
' 'tesapparetc 11 no dia 31 de oulubro proiimo
pass.idu. rt;, c,ta i Sr. I'um .1...... a 7 horesda nui-
te. on le eslava alagada,' o muleque Cornelia, de 18
annos, pouco mnis ou menos, levando nina- Irouia
einhrulhada em um couro de carneiro, leudo cima
lo nariz um lalho de am coice do cavallo, e pelo
pescoco uns iguaes ; iiede-se a alguem qae o pe-
sar, leve-o a ron Furmosa, na quinta eaa terrea do
rallen,lo Rarln de Betwribe, indo pela ra da Au-
rora, que gratifica-se o seu trabadlo.
Ojein precisar de um criado porluguez para
caa de pouca familia, ou para o malo, dirija so ao
paleo da Penlid 11. 10, que achara com quem tratar.
Precisa-se de urna ama qae lenha bom leile
para acabar de criar urna enanca de (i mezo : quera
prelender. dirija-se aos qiy.lru canto da Boa-Vista
n. 1, taberna. /-^
nprar e
TE-DEM.
AVISOS MARTIMOS.
RIOOE
JANEIRO.
O brigue nacional MARA LUZIA, ca-
pitao Pedro Valette Fillio, com brevidade
vai segttir ao porto indicado, tem grande
parte do seu cjncgamento tratado : para
o resto, passageiros e escravos a frete,
vaos quaes da' as melhores accomraoda-
coes) ti'ata-secm os consignatarios An-
tonio do Almeida Gomes & C, na ra do
Trapichen. 1 segundo andar.
' O I lira. Sr. Inspector da thesouraria provincial
manda convidar aos possuidores do cautela das lo-
teras da provincia, vendida pelo x'aulelisla Manuel
da Fonseca de Mdeiros, para a presenta rcm suas
reclaraaces mi ine-ina thesouraria no prazo de'30
da, n contar da dala deste, alim de ler lugar a de-
ml 305000 -400000
!N
55000
5100
5-t00
65-tXl
l?10
18000
1600
900
29100
I5OO sonerarao do fiador do meaiiio cautelisla que assim
o requereu.
E para constar a quem interesar possa se mandn
aduar o presente e publicar pelo Diario. 1
Secretaria da thesouraria provincial de Peruam-
buco 30 de oulubro de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciacao.
13400
25OOO
25000
134O0
I3VOO
o200
53600
63000
63400
13400
73500
13650
19000
23200
DECLARADO ES.
CORREIO I.EIIAL.
As malas quo deve comluzr o vapor .S. Salcai/oi* '
para us pullos du sul,principiaiu.se a fechar hoje 3.
as II horas da mauha.i, e depois dessa hora al o
momento de lacrar recebero-se correspondencias com
o porte duplo : us juruaes devoran achar-'se uu cr-
rele 3 horas antes.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco pe Peruatrbuco continua a to-
mar lettras sobre o Kio de Janeiro, e a
sacar contra a mesma praca. Banco de
Pernambuco 10 deoutubrode 1855.O
secretario da direccao, Joao Ignacio de
Medciros Reg.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem da comprar os ob-
jecios seguidles:
Casemita oarmesina, covadoslOO ; aniagen, varal
una escrava |
eoiinhar para duas pessnas : na pr.tr.1 1
d-ncia ns. 18 e 20, loja do relojoeiru.'
No Hotel de Europa precisa-se de um escravo
cozinheiro para ajudar a outro. '
S. Sebastto.
Na matriz da Boa-Visla haver todo us sabbndos
as 7-liuras da uoite pralica pelo Kevd. padre meslre
pr.-galor da capella imperial, Joflo Capislrano de
.Mendonca.
Aluga-se o lerceirp andar da casa n.
55 da ra da Cadeia do Recife, que tem os
commodos seguintes : sala de trente, al-
cova, gabinete equarto interior, mais 2
quartos, sala de jantar, cozinlia e terra-
co : a tratar no segundo andar da mesma
casa.
O Sr. Jos Fiel de Jess Leite, tem
urna carta nesta typographia.
Deseja-se saber onde esta' morando
urna parda de neme Amia Joaquina, na-
tural da ilha de itamaraca', filliu de Maria
dasNeves, a qual foi ltimamente ama
casa de um francez, morador ua ra
Rangel, para se Ihe dar noticias de Meu
patentes: dirija-se a esta typogrgfpha.
ALUHA-SE o primeiro andjjrr do so-
brado n. 19, da ramboa do Qrmo, mili-
to proprio para estudantes>^,10 segUndo
andar do mesmo.
Fogio do encenho \jTvo do Cabo, ha pouco
mais ou menos de um mez/o escravo Jo Calabar.
ja velhowaltn, com- os oBfios enfumaadss, e levou
rmipa de algodao azuly'Esle erravo foi do falleci-
do Jo liento qae rm/roii ha Cruz de Almas, e cons-
ta andar para o ladX de Reberibe ; quem ,0 pegar,
leve-o ao dilo evgenho, que ser bem recompen-
sado.
FugiraaTn do engenho novo do Cabo o escravo
JuaqsinnJjfhollo, cilalora mediara, hem prelo, fal-
la muilo/ilescaiirada eos olhos multo brancos ; Lou-
de na^ln, bailo, cheiodo carpo, bem prelo :
qiijrin os pegar, leve-os ao ilo engenho, que sera
recompensado.
Aluga-e o segundo andar do sobrado n. 13, na
ra da Lapa, por prejo commudo : na praja da Boa-
Vista n. 7.
Precisa -se- de^im preto ou de orna prcta Dar
o servico de urna casa : a tratar na ra alrtz da ma-
triz da Bua-Visla 11. 20.
Ainda est por alugar a muilo boa casa com
sitio na Capunga, com muilo arvorWos de varia
fruela, muilu h a afina para beber, e muilo rom-
modns para grande familia ; aloga-e por fesla 3003,
e por auno 40O3, dnihein. vista : a fallar na ra
du Ctbugi, loja de Juaquim Jos da Costa Fajines.
No dia 1. de novembro, as 6 horas da larde,
fngjo o cabra Ve'ix ; por isso recommenda-se ao
capital' de campo, assim como as autoridades pul -
ra-", a apprehensao do dilo cabra, e leva-loa na
do Queimado 11. 37 A, loja de ferragens, que alm
de se pagar ludas as "despeaos se gratificar genero-
samente. Esle cabra representa ler 26 a. 27 anuos
de idade, estatura regular, muilo desembarazado no
fallar, he ineip serco do corpo, a parle superior dos
denles bstanle gastos ; levou 2 pares de ealcascom
li-lra ami e camisa de algodauziuhn bronco'alguma
cousa saja ; suppde s-- ler fgido para S. lenlo pela
estrada de Sanio Anulo por ser natural dalli.
Os ahaixu assignados declaram que venderam
a Sra. D. Joaquina Maria da Conreicao o.seu eslabe-
lecimenlo de retinar assucar, sito em Fra de Porta,
na ra dos tiuararapes 11. 16 Recife I. de novem-
bro de 1855.GuncalVta & Res.
Aluga-se para ae pagsar a fesla orna casa em
Santo Amaro de Jaboatao com ufllcieiite commodos
e banheiro perlu decaa : quem a pretender enlen
da-se uo mesmo lugar cora Jo.1o Francisco Emeterio
Portella.
Jos Figueired de Aodrade, esludanle da Fa-
Para o Araraly sahe ne dia 6 de novembro, o cnldade de Direito, parlicipa que se retire para o
hiate Aurora, pera passageiros lrala-se cora Marlins j Rio de Janeiro no primeiro vapor que se espera do
Si Irmao : rea da Madre de Dos o. 2. I norte, declara que nada deve t pessoa alguma.
O subditos porlugoezes residentes em Per-
nambuco, leudo resolvido render grajas aoTO-
00 PODEROSO, pela clamara 1 e elevacAo a
throno de Portugal de S. M. EL-REl.D. PEDRO.
V., fazem celebrar na igreja matriz do Corpu
Sanio um l'E-DEl M por lo fausto inul'v
a comiois-an abaiso signada, encarrgada da sol-
emiiid.iil.-. havendo dingi lo couvilet aos 1 liras
Sr.. chefet de rrpai lices civis e mililaies desta ci-
dade para se diguarem Comparecer. rflUyo *eus em-
prgados a esta sulemnidade, pede "mui respeilosa-
nenie desculpa ao me-mus Srs. mpregadus, poi
nao Ihe ler Mo diredamente convites a cada 1.111
de per ti, alenla a diftlculdade f falta de lempo pa-
ra ludo prover em la s occasieg', epernnilo queda-
da esla sincera desculpa, se digisaiao os mesaros se-
nhores assistir ao referido aclj', qae deve principiar
II horas da maulula do/rfia de novembro, pelo
que desde ja Ihe tribiiu/a rummissau os seu agra-
deriroenlos. V
Recife 31 de oulubro dk 1855.
Jos Teixi-iufTRa-lo.
'es-de Souza Carvalho.
'jle Almeida Rodrigues Isaac.
Jos Muret\VLopes.
francisco Je9|e Barros.
- Domingo 4.de novrmbroniaaa^er'logar|pelasnn-
ze hora da manliaa na igreja mamado Corpo San-
to, om solemne TE-DEUM era
cas ao O.MMPOTEME pela acrlama
ciio ao lliruno de Portugal de. S. M.
PEDRO V.: o abaixo assignados,.
directores desla solemnidade, diri
aviso a toda aqaellas pes-oas nacin
ras que nao lenham rerebido convitaffaa*^^ pars
assistir ao dilo TErDEyjhj SJTlies rogam alten
la a falla de lempo pa|r cumprirem o seu dever. se
digiiem au ublante, V0,npareeer este acto, e pe-
dindu por conseguuiJei desculp, por semelhante
omis3o inleirainejj(f[e--j11V0iulluria.
11.111-rabresJlfi-^diires cnniam lambem, que os
seos compa.lriajj,,,., rnmo 1 icssullrlito do MESMO
AliLslIJJgENHOR, receberS o dilo aviso na
''"Melonada, pelo que esperara a seu campa-
GIMNASIO
Sa';bailo, 5 Je m
anda ni indubita
as rodas da refe
ra, pelas 9 Hq
nh, no et-pa<
da ra da Pi
Pernambuco 51 i
brode 1855.O
ta, Salusano de
Frreir'a*
Precsa-'e de orna ama
rora primeiro portlo p.
D-fe a quanlia de
penhores : na ra Nuva, I
Segu brevemente a es-
cuna nacional JOS, ca-
pilo Jos Jpaqmm Alves
das Neves: pata o resto do
seu catregamento, trata-
se com os cousipaterios Antonio de Al-
meida lioincsi\ C, na rnadoTraj
1 (i, segundo andar. (Este navio s to
Maranhao a receber pratico.^
Para o RioGninde/o.iSi
segu com brevidade, per ler parleI16 carga prora(.-
la, o bngiio brasileiro Sympathiqr. quem no mes-
mo quzer enrejar o resto ou iriHe pa?xem, enten-
da-se cun o capitn Candido ^^^crnrisco Goularl
a bordo, ou na ra d^jrfiVr#Iii. ti, com o consig-
natario Manoel Alv?stiuerra.
Para qoalquer um dos porlos do norle, sendo
Ceara, Maranhao ou\Par, prelende carregar ou fre-
lar-se o hi.de .S. Jotr-. ine-lie c praliro Paulo Jos
Rudrigue, com lano que seja para um dus porlos
em direilura : a quem convier, pode enleuder-se
com l.uiz Jos de S Ar.-mjo, na ra do Br'um n. 22,
ou uu i'iaca.
Para as Ibas dos
Acores
segu com muita brevidade, por ter par-
te de eu carregamentp prompta, a escu-
na portugueza LEONOR, capitao Joaquim
tiarcia Figuetra ; quem nella quizer car-
jegar ou ir de passagem para o que tem
excellentescommodos, entenda-se com o
consignatario Francisco Joao de Barros,
ra do Vigario ti. 1.
recm _
liTe 31 de oulubro de rN.Vi.
Jos Tcixeira |Bastu.
Vicente Alves de Suuza Carvalho.
Aureliano de Almeida Rodrigue'Isaac.
Juse Mureira Lopes.
Francisco Joao de Barros.
Acommissaoacma mencionada aproveita a occa-
siao para pedir ao dono e botieiros respectivos dos
carros que tem de conduzir as differenles pessoa pa*
raoTE-DEUM queiram entrar cornos seos
carros pelas ra da Cadeia Velho, Cruz, beeco da
l.inguela, ra do Torres ao largo do Corpo Sanio ;
e desle lugar na saluda, seguirem pela ra do En-
cantamento, Madre de Dos e Caes da Alfandega
ponte do Recife : que se espera se etecute para
m.-lhoi cominudidade do publico e do transito dos
mesmos carro.
Aluga-se urna muala captiva para o servido
interno de urna casa, e alianca-e as habilidades : a
tratar na ra da Gloria u.Sli.
Precisa-se de ama varea boa e qae d bastan-
te leite : quem tiver, dirija-se a ra da Cadeia do
Recife n. 36.
I'recia-se alugar urna ama para iodo servico
de portas dentro : ua pra$i da Independencia
n. 3S.
Ka roa do Encantamento n. i csese, engom-
ma-se e cotinha-se para fra, todo com perfeic^io :
quem precisar, dirija-se upsegondo andar.
, Precisa-se de urna ama para lavar e engom-
mar : no aterro da Bua-Vuta n. 6, segundo andar.
Precisa-se de 200S a juros sobre hypolheca em
urna casa neata cidade, que rende 103 mensaes :
quem |uuer dar annuncie.
O Sr. Beroardino Correia de Sena Cesarlo lem
urna caria nn ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a ra da Cadeia.
Precisa-se de um forneiro : na praca da San-
la Cri.z, junto ao sobrado.
Precisa-se alugar urna negra que saiba cozi-
nhar o diario de urna casa, e fazer tollo o servido
necesiario : no pateo do Terco pa.iari n. 38.
Pela segunda vara do civel, escrivao Molla, se
ha de arrematar os bens movis, inclusive uio-silio
com coqueiros e quatro corraetde peixe no lugar do
Rio Doce, perleuceiile a Sebaslio I ranci-co Belem
o seus herdeiros, por execu$ao de Joa.|onn Francis-
co de Alm e sua mulher, sendo a ultima praca. uo
dia 3 do novembro prximo futuro.
Precisa-se de.um preto captivo para tratar de I
cavallos e oulros servaos de sitio ; assim rumo de
Um bum cozinheiro: na ra da Cadeia do Rtc:
52, primeiro andar, escriplorio.
0 padre Joao Capislrano de Mendonca, pro-
fesor da primeira caieira de geographja. e historia
do Gimnasio Provincial de Perita i aber
lo, durante a- ferias, em sua cas. aa da
Cunrcrdia, um curso de geugra,ilua e historia, e ou-
Iru de rhelo'ica e ijas lisfies lerao princi-
pio no da 3 de nuvemhro : os senhores e-tudanles
que se \quizerein matricular, pudrrdo dihgir-sea
mencionada casa das 1 as 12 horas da ruaohaa?
Preeiaa-se de urna ama, para tozinhar eea-
gommar, pare una casa de pouea familia' aa roa
do Hospicio, taberna o. 1.
CO^SLLTOBIO HOMfflOPA-
TH1C0.
(Giatuito p;
28. RC\ DAS
0 Dr. Casanova d
tas a qualquer hor,
Us rnedic.imenfoS^^^H
dilados do Univeri^^^^H
rados fie'0 Srs. CATI
pharm'aceiilros era Pi
sempre om grande
dicamenls em tic
misaedes; e em g|
proprietario desle
ras de todos ns
conla do que em
1 carleira de 24
1 frasco de tiu
Tubos avulsus, a 300,
1 Elemento-
| K. B.i:
camen;.
) rere-mu _
Perdeu-se un' c
a24 do crtente, com
tes : todo branco, com
curto, e'estava.um poui"(
apenas urna'nodoa por b
orelhat, cotuma acudir
Ll: quem o adiar ou der noli
sea ruado Trapichen. 1
sera' bem recompensado.
0 ASSESSOR FORENSE
ou
o formulario de todas fia
nhecidas no nosso f
PELO
dr. Carlos amonio e
Acaba de ser publicada e ar
vraria da esquina do Collegio n.
Freilas & C. a priineir
contendo, alem do formulan
jory, ( adoptado pt
mentado com todas as pelicoes.
tormos que nella foram apenas
O formulario completo d
O do procesao de hobeas-r-
ti dos termo de bem ,
O dusdermesde seguranca, u<
requerimenlo de parle.
O formulario do pruct
termos.
O de todos os pr.
aleada,
O de suas appellaces. '
O du processo por aboso de i
quer por crime de injuria, quer por
lumnia.
O Jo processo de responsabilidad
do nao privilegiado.
O do processo por creae dja I
E-le trabalho ai
dado e clare;
delegados, e.-
Jeirao, procurador'
de justica. quando n
de processo, o poderao
mesmos regular e les
cajOes do A
.Na casa Ainia in
lercAo de prineipius, re-
direito em c
imniens.t van
ptovisionadt. w (Ka
em ordem al laetim
direito, etc..
Hii.las,
0 precio do A*-
6f eucadernado.
O da collec
"ARO PE
BOSOi
O nico deposii
Iholomeu Franei.
I^M^Hlr)
IMPORTAD
Para
grao, quer i Mlh_
ma. pleuriz. oja, d.ir de costados e
pello, palpitado i cSqiseluche, bronrliita
ddr na garganta, e todas aa molestias dea reles pul-
monares. r
[VCUn i riinniiTnBnA 1


MARIO DE PERNMBUCO SlBAOQ 3$JE NOVEMbUftO 01 id
CONSULTORIO DOS POBRES
SO KUA NOVA 1 AV1AE 50.
[) Dr. t. A !|ai homeopitliica todoi os das aos pobres, desde 9 huras da
nubla ale rio a qualquer hora do dia ou uoile.
ilicar qualquer operarn de cirurgia, e acudir uromplamenlc a qual-
quer muli rio, e cujascircumstaucUnao permutara pagar aomedjeo.
SO (IIMORIO DO DR. P. A. LOBO 10SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
)bomeopalhica do Dr. t. H. Jahr, traduzido eui por
tuguez peto Dr. Moacozo, qoalru velurnes encadernados em dous e acorapauhadodt
ernios de mediciua, cirurgia, anatoma, ele,ele...... -JUjOOO
le de lodas as que tralain do esludo e pratica da homeopalhia, porgar a nica
que conten Dase fundaraeotal <*'esla doutrinaA l'A THOtiENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
>MOEM ESTADO DE SALDEcondecinienloi que no podem dispeusar as pes-
atica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mdicos que quizerem
Hadiieroanu, e por si mesmos se convenceren) da verdade 'ella: a todos os
encenho que esiao looge dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaes de navio,
podem licuar de acudir a qualquer ucommodo seu ou de seus tripulantes :
i que por eircumstanciaa, que utrn sempre podem ser prevenidas, sao |obrga-
slar i conluienli os primeiros soccorros en> suas enfermedades.
aeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Herine,
ii pessoas que'se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
nauhado do diccionario dos termos de medicina...... IOjOOO
i de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., eocardenado. 300
bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo segur ua pratica da
lario deste.estabelecimeuto se lisongeia de te-lo o roais bem montado possivel e
m duvida boje da graudo superioridade dos seus medicamentos.
graude-...................... SJOOO
cas de i medicamentos em glbulos, a 10J, 12jJ e 159600 rs. '
..........'...... \ 209000
............... 2.5S000
.................. aoeooo
.................. 608000
................... I >000
1 nuca de liuclura................. -2j>000
lira lindura a rnica.............. 29000
srapreavenda grande numero de Jubos' de cryslal d diversos tamaitos,
ato, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentoscom toda a brevida-
por presos ramio cwnuiodos.
TRAIAMEHTO HOMOPATHICO.
Prservatico e curativo
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DBS. '
ercurar desta entermidade, administrndoos remedios mais ellicazes
nlo'se recorre ao medico, ou messno para cura-la independen le desle nos lugares
em que njo es lia.
UZIDO EM PORTUGLEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
js contm as indicares mais claras e precisas, so pela sua simples e concisaex cosi-
das as ialelligencias, nao s pelo que diz resucito aos rucios curativo*, como priu-
itivos que tem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parte em que
01 em pratica. ^l
homeepalliico o nico que tem dado grandes resultados no curativo desla borri-
nos r. proposito traduzir estes dous imprtanles opsculos em liugua vernacu-
ir a sua leilnra a quem ignore o francer.
e lio Consultorio do traductor, ra Nova n. 52. por 2^000 rs.
SPfCNGIO.
n de fazeiylas barals*m.is, na rt.
M~n. 50, defronte da ra da M
1 do legando berce viodo da pon-
ftoiln eslabelecimeulo achirao os
nmerciaules do centro, e o pu-
^^^^E sortimenlo de fazendas
as.le boa qualidade e sem avaria,
1. eudem por procos bara-
to boa disposifao para bem er-
1 os fregdezes que se diguarem
-
DE LATIM.
Ferrer de Albuquer-
'aula para a ra do Ran-
continu a receber aluiii-
xternos desde ja' por mo
o he publico: quem se
le su pequeo presumo o,
segundo a n da 1 da refe-
iora dos das uteis.
! Janeiro o
UO DO MEDICO
HOMEQPATHA.
KXTRAH1DO DE RUOFF E BOEN-
YUSEN.E OUTROS,
lem alphabelica, com a deicripcao
uasasmoleslias, a indcaselo phvso-
itica de todos os raedicainenlos lio-
^^^^E de accao e concordancia,
jonario da siguilicacao do todos
e cirurgia, e posto ao alcance
I. DE MELLO MORES.
para esta obra no consultorio homeo-
. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 500
SfOOO em broebur, e 600,
10 CENTRAL *
HOMEOPITHICO.
Gfa1llrr1k4>ara_OB pobres.
maro, (A/umo-Aow) n. 6.
^o Ludgef*vPnho d
1 s desde s oVras da
lula al as 2 da tarde.
rmos em seus domicilios, 0"
na em casos repentinos'
-e graves as visitas serio
qualquer hora.
erecem Iralamenlo
neis lioje aconselhados
lodernos. Estes meios ezis-
iral.
Massa adamantina.'
panrailuusat iconliecida a eicailencia desla
imbar denles, perquo seus resul-
s lio ja do dominio do publico.
i eir Caz uso desla preciosa
dicado, .e as pessoa*.que qoize-
judo de ees servidos, podem pro-
1 de Vigario n. 1,'jloja de bar-
B9
RTISTi FRANCEZ. :
^^^K dentista, estabelecido na
do Rosario n. S6, segundo andar,
niei com a prsalo do ar, e chumba %
tasa idamantlua e ouiros me- 9
>*
1 BA1RO DE SANTO ANTONIO.
oovecnbro, complelam-se 44 das
^raeao dos fiis a imagem de S.
- acto tenba de ser ultimado
^^pes quand'o se verificar ler
utelV accomeaettido, e de presen-
aprestar as'obras da oreja, por
leclara-sa ao respeilavel publico, que
a 4 o terco al enlao hi reado e
i'mlo lima pratica recitada pe-
1.Francisco Simes da Silva,
mi HMIS14. :
na roa Nova n. 19, primei- 9
Contratam-se
earawaM, qoe se queirnm empregar
Maando-sa por me/., ou fa/en-
-, que por veulor possam
de cunoa da ra da Aurora para
.niel, ou desle para aquella :
rmo n. 9 a qualquer hora do
MB quem Iralar.
chegar nova pimeola da Jamaica,
asslra como sago', cevadi-
a : Ihas: no armazem de Paula & Santos, ra
n.48.
JO*
niodaSilv
mullo afoi
LOTERA DO GYMNASIO PERNAM-
BUCANO.
CASA DA FAMA.
AOS 5:000{f, 2:5000 E 1:00
_ O caulelista da casa da Fama, Antonio*
(iuimares, tem e tunados bilheli-s e cautelas da quarla parle da se-
gunda lotera do tvmnasio, aqual corre no dia 3 de
novembro do crrente auno, os quaes eslao a.venia
uas segnihlps casas : aterro da Boa-Vista ns. 48 0
68 ; ra do Sol n. 72 A ; praca da Independencia
ns. 14 6 16 ; ra do Kangel n. 51 : ra da Cr
n. 43, e ra do Pilar n. 90.
FRECOS.
iuteiros
#
liilhetes inteiros .VjTOO
Meios 28O
Ouarros 1J40
Oilavos TOO
Decimos 600
Vigsimos 320
O mesmo cautelisla declara, que garante nica-
(mente os seos bilheles inleiros em originaes, pagan-
do os Ires premios grandes sem o descont dos oilo
por cento do imposto geral.
Para senhoras.
Os abaito assignados com loja de ourives na roa
do Cabug n. 11, confronle ao pateo da malrize ra
Nova, fazem publico, que receberam de novo muitas
obras de ouro, (e principalmenle pulceiras de eoslo ,
coulinuam a vender barato em proporcao as obras, e
passa-ae urna conla com responsahilidade, declaran-
do a qualidade do ouro de 11 ou 18 quilates, Meando
assim o comprador garantido Seraphim & InnAo.
Novos livros de homeopalhia em francez, sob
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
luntes. :........208000
Tesle, rrolestias dos meninos.....6000
Hering, homeopalhia domestica.....7X>00
Jahr. pharmacnpeahnmenp.ilhica. 62)000
Jahr, novo manual, 4 volunte .... 169000
Jahr, molestias nervosas.....'. 63OOO
Jahr, molestias da pelle. '.....89000
Rapou, historia da liomeopalhia, 2volumes I63OOO
Harlhmann, tratado) completo das moleslias
dos meninos. \. .'.....lOaOOo
A Tesle, materia medica homeopaihica. 89000
De Fayolle, doutrina medica homeopaihica 79000
Clinica de Staoneli \......69OOO
Casting, verdade da horheiopVIhia. e 000
Diccionario de N\ sien J...... 1" "
Altlas completo de aii,iloi\i com b
lampas coloridas, conleudWfl'nTscripcao
de lodas as partes do coripo humano 3O5OO0
vedem-se todos estes livrcS no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Mpcoso, ra Nova u. 50 pri-
meiro audar. S"
DlSptRSO SAGRADO,
Muita atteneao!
O cautelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que tomou a firme resolucao
de vender bilheles e cautelas das loteras vindouras
sem o descoulo de oilo por cenloda lei, pelos presos
abaixo declarados, principiando com u printeira par-
le da lerceira loleria do Gyiiinasio Pernambocano.
pennaueceiido firmes etes presos em quanto nao se
mudar o plano actual das loteras da provincia, a
qual he juitimente quarla parle das mu acredita-
das loteras do Rio de Janeiro.
Bilheles 395OO Recebe por nicho ."i:000g000
Meios 398OO 2:."itl0900O
Tercos 19880 ., 1:6669666
Quartoe 140O 1:3309000
Quintos 1*120 1:0009000
Okavos 700 i;WK)0
Decimos 380 u .3009000
Vigsimos 300 n 2309000
Pernambiico 26 de oulubro de 1833. O caule-
lista, Salustiano de Aquino Ferreira.
Massa adan.antiii.
Aiiionin Barboza de Barros, es|abelecido com sala
do barbeiro na roa da Cruz ir. 62, primeiro andar,
chumba denles com esla preciosa massa ; na mesma
sala vendem-se e alugam-se bichas por commodo
preso.
Espera-se de Pars pelo primeiro vapor inglez
Hdame lheard com rico sortimento de fazendas de
goslo.
Lotera do vm-
NASIO PERNAMBCANO.
Amanliaa, sabbado 3 do corrente,
audam as rodas da ultima parte da
segunda lotera supra ; as Iojas da pra-
^a da Independencia nmeros 4, 13, 13
e 40, e as oulras do costurne acha-se
a venda um resto de bilhetes e cautelas
do caulelista Antonio Jos Rodrigues de
Sutiza Jnior, aos preros do costil me ; as
sortes que sahirem em suas cautela sao
pagas por inteiro sem a meuor demora,
logo que se distribuain as listas, na ra
doCoilegio n. 21, primeiroandar, as que
sahirem em seus bilhetes inteiros, tam-
bem o possuidor recebe a sorte por intei-
ro, seiiuo os 8 por cento do referido cau-
telista e o competente premio do Sr. the-
soureiro.
Precisa-se de um preto escravo qne saiba en-
sommarbeoemiinhar, para nma casa de pouca fa-
milia : a tratar no paleo do Carmo n. X.
O cirstfgiJo Francisco Marciano de Araujn Li-
ma continua a dar consultas lodos os das na ra da
I.loria 11. 71.
Precisa-se de 3009 juros com seguran;! em
urna mulalinha de 12 annos, que j;i sabe cozer bem:
quem quizer anuuncie para ser procurado.
Perdeu-se na ribir urna carteira velha de
courocom409emsedulas,ide 2OS.2d.e10s e2de59,
duaslellras de 1:6009000 aceita pelo Sr. Antonio
Ktcardodo riego, e alguns papis que a uinguem po-
dem serBlei9> quem > achou. querendo restituir os
papis, flcndo com o dlnheiro, procuro au mesmo
Reg, na na do Collegio, sohrado n. 3, ou deite a
carteira por baiso da porta da loja de livros ns. 6 e
8 da prafa da Independencia.
Precisa-se por alague! de urna prela forra ou
captiva, devendo saber cnziithar o diario de una ca-
1 de f.iinilia : quem quizer. din|ue a ra de
pollo 11. 7 A, para tratar.
Pastelaria frncez, 110 alerto ta Boa-
Vistan. 17.
Tem lodo os diasda#3 horas em diaule un com-
pleto -01 lmenlo de lolos, boliulios e pastis de di-
veUM qualidades, assim. como fazein-sc de eucom-
menda podios, pasteloes, (orlas, iuphanles, genoises
c noaga, ludo com pcriVirAo c presos commodos.
' O Dr. Joaquim Antonio Al ves R-
beiro, medico, vai ao Geara', e declara
que sua ausencia sera' de alguns dias. c
pede particularmente aos seqs amigos
desculpa por nao se despedir pessoal-
mente, em conseqtiencin da rapidez de
sua viagem.
i
Veodo-se urna escrava moca, crioula, bouiU
figura, e ptima conduela, a qual se alianca, o Com
varias habilidades que se dirao ao comprador, e veu-
de-se por preso mullo commodo: na ra das Cra-
zas, taberna n. 20,
Vende-se urna casa terrea, sita no bairro da
Bo.-VistJ. na ra do Bosario n. 1 ; a tratar na ra
de Apollo n. 13.
Vendem-se dous pianos fortes de ja-
caranda construeco vertical e com to-
dos os melhoramentos mais modernos,
tendo viudo no ultimo navio deHambur-
go : na ruada Cadeia, annazemn. 8.
9 velbutinas de todas as cores pefo desgracs- 9
f) do preso de 640 rs. o cena do : na ra do Crs- 9
0 po loja 11. 9, de Joao Moreira Lopes.
VINHOlXEREZ.
Vende se superior vinho de Xerez em barris do
1|4. emeasa de E. II. Wvall: ra do Trapiche
n. 18.
Kelogios eober-
tos e deseobertos
de ouro, paten-
te inglez.
Vendem-se no escriptorio do agente de
leiles, Francisco l.ornes de Oliveira. ra
da Cadeia do Reciten. 02, primeiro an-
dar, os mus superiores relogios cobertos
e descobertos de ouro patente inglez, de
um dos mais afamados fabricantes de Lon-
dres, vindos pelo ultimo paquete inglez, e
por menos precodoque em outra qual-
quer parte.
Mtiilo barato.
Casias fraucezai
280 cada covado
portas 11. 10.
Guerra do Oriente.
Belratos dos principaes generaes, e estampis co-
loridas de algumas balalhas : na ra Nova 11. .
A'endera-se chales do looquira bordados, razen-
da suporior : na loja de 4 portas, na rita do Ouei-
mado 11. 10.
Vendem-se chapeos de castor b,ranco, os mais
superiores que ha no mercado : na loja de 4 portas,
na ra do (Jueimado 11. 10.
Vende-se um terreno para mais de meia legoa
quadrada : quem o pretender, dinja-e 1 ra das
Cruzes n. UH, que se dir quem faz o negocio.
Vendem-se saetas com miiilu bom millio e no-
vo : na ra de Sania Rita, taberna 11. 3.
Veude-sc palhiiiha preparada para empalliar
toda a oualidade de obras, mais em cotila do que em
oulra qualquer parle : na ra das Cruje 11. 29. i
1 de cores fixas e bonitos padrOei a
n do Queimado, loja de 4
prelo
AMAS.
Precisa-se de um bom amassadu
zal Velba n. 84.
Precisa -se de unta prela ou mo moJeque'para
comprar e coziithar : na praca da Independencia ns.
18e20. I
COMPRAS.
Vende-se bico ile Mande tira neo
verdadeiro, 30 por cento mais baratu'que em qual-
quer oulraparte, e de toda s larguras moito boni-
tas filas lulo : na ra Nova casa de relojoeiro n. 22.
i C\HBR\I\ IMPERIAL.
9 Na ra do Queimaoo 11. 19, vendem-se as Q
f mais modernas cambraias que leem viudo a
|$ mercado, pelo ,baralissimo prero' de 3t>0 a
la- _,
?30O saceos novos para encher de
a Seuzala Nove o. 4, se dir ouem
se os perteures da casa de pasto da
'Velha, esquina do becco do Por-
FLOR DE FLOR.
A Faiinha de Santander Flor de Flor,
be a nielbor faiinlia de trigo que existe em
todo o mundo, porisso sempre liequalifi-
eada. a mais superior em todos os merca
dos, aoude tem sido importada ; he esta a
primeira vez que vem a este mercado,
porm garante-se a veracidade da infor-
maco: vnde-se fTiiicainente no arma-'
zem deTasso limaos.
Bous gostos e de
boas qualida-
des.
Na ra do Queimado, uosquilro catiba, na senuo-
da loja de fazendas n. 22. defroule do sobrado ama-
relio, vendem-se as seguinles fazendas, por presos
que realmente fizem admirar:
Caserna a preta de superior qualidade pelo bara-
tsimo preso de 2> c 29600 o covado, encllente
panno prelo lino, prova delimito, para casaca e pa-
ulo a 27)300, 39 e 39, alpaca preta muito fina a 400,
300 e 600 rs. o covado, cortes de colleles de fustn de
boa qualidade e bonitos padroes a 700 e 900 rs., bo-
nitas cassas franeezas e muito finas a 300 rs. o cova-
do, cambraia muito fina de salpico, propria para
vestidos c ronpa de criansa a 1> a vara, camisas
franeezas muito finas com peitos de esguiao para Ito-
mem a 29800, corles de cassas para vestidos de bo-
nitos padroes a 29, tensos brancoi de cambraia de
liniio muilo finos e grandes a 69 a dozia, meras finas
para sen hora a 240. 300 e 400 rs. o par, ricos chales
de chally com lislra de seda e bastantes grandes a
99, ditos de merino muito finos e lisos a 69, lovas de
seda de oores para homem e senhora a 19 o par, di-
las pretas de lorral. fazenda superior, viudas de Lis-
boa a I9I2O, ricos corles de seda para vestido, pelo
haralissimo preso de 209, ditos de cambraia de seda
de lindos padroes a 69, ebally verde e amarello,
muilo superior fazenda, e que muilo se na para ves-
tido a 800 rs. o covado, romeiras de cambraia e fil
com lasos de ricas filas de seda a 19280, gravalasMe
seda de bonitos padroes a 640, meias de laia para
padres a 29 o par, corles de casemira finas e de bo-
nitos padroes para calcas a 59, brinzinhos de pnro
linho a 240 o covado, ricas eolias de damasco e mui-
to grandes, pelo haralissimo preso de 109, brins tran-
sados de puro linho e de bonitos goslos para calcas a
800 rs. a vara, melas croas para homem a 200 rs. o
par, chales de larlalana de bonitos padroes a 15, cor-
des de calcas de 1 asentirs de aluodSo a i, merino
Irelo, fazenda muilo boa a 19300 o covado, lapim
prelo o mais lino que he possivel enconlrar-se, pro-
prio para vestido* e batinas de padre, pelo haralis-
simo preso de 1,280 o covado, riseadinbos francezes
muilo finos e de bonitos padroes 240 o covado,
meios lencos pretos para Bravata, fazenda superior,
a 16, lencos brancas com lislr.ts, de cambraia, mui-
to fino a 300 rs., brim branco transado de puro li-
nho a I92OO a vara, e ttlm de todas estas fazendas
oulras muilas que s 4 vista das boas qualidades he
que se pode ver o quanlo s,lo baratas, nfiansando-se
aos senhores compradores que ueste eslabelecimeulo
nao lia fazenda alsuma que seja avariada, e sim ludo
sem avaria, de bous goslos e boas qualidades.
He fazenda mui-
to lida, os me-
lindres.
Esta fazenda be inteiramejile nova, chegada no
ultimo navio francez, e de lorias as que se usam pa-
ra veitidos. he a mais bella, he dr 1,1a e seda, e de
largura rcsolar, rada corle tem 13 covados e meiu,
evende- covado a 300 rs. : na ra do Queimado. nos qoalro
cantos, na seguuda loja de fazendas 11. 22, defronte
do sobrado amarello.
Cortes de meia casemira a 2$000.
Na loja de liuimarles& Henriqnes, ra do Cres-
po n. 3, vendem-se meias casemiras de superior
qualidade, pelq baralissimo preso, de -29000 o corte
de calca.
A boa fama
Kicos penlesde tartaruga para atar cabellos a
Ditos de alisar tambem de tartaruga
Ditos de marfim tambem para alisar 194
Ditos pretos de verdadeiro bfalo para alar
cabellos 1928
Luvas pretas de torca! com boletas, faze
boa *
l.uvas de s^da decores para Immeni e senhora 1
de seda de cores pnra
COGNACVERDADEIRO.
Vende-se o verdadeiro cognac, tanto em garrafas
como em garrafes : at roa da Cruz a. 10.
FAZENDAS DE 60ST0
r'ARA VESTIDOS DE SENHORA.
Intima de quadros muito-^^^^^Hse* novoi;
cortil de Ua de quadros e flores-po-prec.) commo-
do : reude-se na roa do Crespo loja da esquina que
volli: para a ra da Cadeia.
LEONOR DAMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza de Breta-
nlia, 2 volumespor ljftluO rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca-da Independencia.
Vende-se cal em pedra chegada no ul-
timo navio de Lisboa, a potassa americana
da mais nova : no nico deposito da ra
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Basto|&
Com panhia.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Av, primeira qua-
lidade, de propriedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
dejtoda a Champagne, vende-se
a 36JI000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
'B.-As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
0
i
Almanak de Lembrancas Luso-Brasileira
pan 1856.
1 voloms ero 32, com 38 paginas, 426 artigas .
12b gravoras, por Alesandre Maguo daCaslilhh.
pela
o 6. voturo.. he orna peqrjuma etfcejateUdia-
princip.ad. ea> 1851,^H Lfa. esi&hTnet
nhumdos, ,4wn,|
radacsao doyulor
em prosa, honra: ,k j. j
Collegio, imaj^^"
annos anleriq
Compra-se dous cari iuhos de mao, assim como
precisa-se singar oilo escravos, quem tiver para esse
liui apparesa ita ra do Collegio n. 0 para tratar
com o abaiio assignado.
i SaliKlhii) l.phigenio Carneiro da Citnha.
w3T
SO.
em commemoraca o da in-
icia do Brasil, no solem-
ne s-v^ m que os habitantes da im-
peflai-fidade de Nictheroy,
fizeram celebrar no dia 7 de se-
tembt-o de 1855,
pelo \
SR. JOA0UH m9 tE CAMPOS,
Conejo honorario da capella im-
perlnl,ofllciiil da ordem ila Kosh,
depattulo i nssenibla ?eral pe-
la provincia4 le l'ernambtico .
r um dianle at u chegada de
r fechada a.loja desla por can-
de de Ulreito da inesiua cidade,
e socio correspondente do Insti-
tuto histrico do Brasil, etc.
Este discurso impresso e vendido pelos Sis. La-
emmerl Companhia, do Kio de Janeiro, por gra-
ciosa licenca do autor, vende-se ua livraria o. 6 e 8
da presa da Independencia, a 19000 cada, exem-
plar.
Manoel Goncalves Agr,
administrador do estabelecnnenlo de carros fnebres,
silo em um armazem perlenceole aos religiosos fran-
ciscanos, confronte a secretaria do polica, faz scien-
te ao publico em geral e aos seus amigos, qoe se
aclta munido de lodos os preparos gira enlerros,
como lejam '. i icol caixOes de velludo de novos mo-
dellds, lano para alijos como adultos, assim como
encarrega-se de lirar licencas da cmara e parodio,
de fornecer carros de passeio, cera, afmisSes a con-
tento dos pretendenles, msica e conviles, promet-
iendo empregar lodo o /.elo e protuplido as obri-
gasfiei que conlrahir com qualquer pessoa qoe o
procure em o armazem icimaditoa qualquer hora do
dia, e da noile na ra de Sania Thereza u. 3.
Q Joao Augusto de Padua Fleury, leudo *
concluido os seus esttfdos na Faculdade de"
Jireito desla cidade, relira-se para iua
provincia, no primeiro vapor que ae espe-
ra do norte.
En>-tianua, becco ^o Pavaon. 14,
aVmazemdeArauha& Alhuquerque, com-
pra-se toda equalquer porcao de assticar
e paga-se por bom preco,
Compra-se um escravo de meia idade para Ira-
lar de um en alio; assim como urna casa terrea
em Api puco, ou Monleiru, que no exceda de'oOO
a G009 : na ra da Cadeia do Recite n. 1G.
Compra-se um brajo de balanra graude e que
seja do autor Huruuo : na ra larga do Rosario
n. 50.
Compra-se unta dozia de cadeiras de amarello,
mesmo usadas, com tanto que sejam fortes : ira ra
da Crui, armazem B. Ili.
VENDAS.
Oracao contra a peste e o cholera-
morluis.
Acha-se venda na livraria ti. u' e K da praca da
Independencia om folhetinlio com diflerenles ora-
SOes contra o elidiera-morbos, e qualquer outra pes
te, a 40 rs. cada um.
Vcnde-se urna preta de nasao, com 28 anuos,
professor de t I otjuencla iiiuioiial
do antitro lyceu da cidudc do ur-
ir- i.;i.i; .i. ..,. .X' vi.ui.-k uma ijicki uc iiac.iu, cun n arruos,
Circ, bibliothecarlo da FaCllltlaV>oa cozinheira e lavadeira, e engomma alsuma cou-
a : na roa da Guia n. 34, primeiro andar.
Veude-sc um resto de saceos com superior gom-
ma du Aracaty, por preco commodo, para fechar
contas de venda : ua raa Nova, loja de Judo reman-
des Prenle Vianna.
Velas es tanusde ti, pedras de marmore jjjji
jipara mesas, papel de peso inglez, papel de m
tan Kfiliiic nl.ii>(._ rH
embrulho, oleo de linhaca em botijas, chic-
les para carro e arreios para \ e'2 cavallos,
formas de fe.rro para fabrica de assucar, ro-
lim da India para erapalhar, tinta brauca e
verde, metal amarello\para forro, cemento
romano, armamento de tudas as qualidades,
cabos de linho, de cairo e A manilha, alra-
tr.lo pixe de ."-uecia, chamjugne e vinhos
finos do Kenho : vendem-se ii armazem de
C. J. Asllev & C, ra da CadeiV". .
m lUuirt eooheci-
ttsirrar fra desla
'Socio para a fre-
ue Iheeslpja mui-
ITeeisa-te du ae olTeresa
i lions commodos, paga-se bem siendo as ras
Siguiles : em a fremiezia de Santo Antonio, roa
larga do Rosario; Nova, Col-
legio, Cadeia, Cruzes; no bairro do Becife, Cadeia,
Cru:, Vigario : quem a quizer Slugnr, enleda-se
com Antonio Jnaqoim Vidal, na ru da Cadeia de
Recife, oo com Joaquim de Paula Lupes, defronte
da ascadiolia da alfaudega, e na roa Augusta n. 94 ;
assim como se compra ama carrosa e om boi para a
meema.
Atteneao.
Sabbado Ti de noj|embro, andam as ro-
das da quarta parte da segunda lotera
do Gymnasio ; os resto dos afortunados
bilhetes e cautelas da casa da Fama, esto
as vendas as casas do costurne, e ino
aterro da Boa-Vista n. 48 efJ8.
Precisa-se de um escravo por aluguel para o
lerviso de uma pequea familia : ua ra do Uospi-
gio n. 7.
' Aluga-se o segundo andar da tasada ruado
em laliui, francez, in- i Trapiche n. 11, propria para escriptorio, ou peque-
^^J na familia : a tratar na mesma casa. '
S -#
AO CORPO ELEITORAI. DA PROVIN-
LIA DE PEKNUnblCO.
9 O Dr. Sabino Olegario J.udgro l'inho, de- BJ
9 wjaudoa honra de ser oro dos membros da 9
U assembla provincial, roga a todos os senlio- 9
$res eleitores qoe llie prestem sena vetos, por Q
cujo favor Ihes ficar lunimainenle obrigado. A
SRecife 26 de oulahro de 1855. m
fc Aluga-ie uma escrava que engomma perfeila-
mente e trata de uma caa com todo o aeeio, poii
tero disto muita prattsa : na Passagcm dq Magdale-
na, primeiro sobrado depofe da ponlepequena. Na
aneima casa dn-se por amnmenlas.1o uma criansa de
2 meses de idade.
rende-se tima parelliadecavallos
ara. carro, crrussa, novos ebo-
nitos, ou' troca-se por dous caval-
los bons de sella: na passagein da
Magdalena, no sitio de sobrado
alera do viveiro ; no mesmo sitio
se quer trocar uma cabra secca
por outra que tenha leite, voltan-
Joa dillerenca.
Avisoaosfregue-
zes.
a ra do Vigario n.19, primeiro andar, lem
a venda a superior flanella para forros de sellis ,
chegada recentemente da America.
Vendem-se lonas largas eeslreitas, por preso
commodo : em casa de Fox Brolhers, na roa da Ca-
deia do Kecife n. 62.
POTISSi E CAL VIRGEI.
No anligo e ja' bem. conliecido deposi-
to ta ra da Cadeia do Kecife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Kussia, dita do Kio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo u
prec-os muito lavoraveis, com os quaes li-
carSo os compradores satisfeitos.
Atteneao ao nov* sortnento de fazendas
baratissimas.
Noval chitas de cores seguras e alaumas de pa-
drees novos a 16o. 180, 'JOO, 220 a 240 o covado,
corles de chita de bonitos desenhos. padroes inteira-
menie novos, com 13 covados por 39, riscados fran-
ceies finos a 240 e 260 o covado, cassa* franeezas de
cores, padroes bonitos e delicado;, a 600 rs. a vara,
novas melpomenes de quadros de 'core* a 640, 720 e
800 ri. o covado, hamborgo fino, de boa qualidade,
para lencoes. centolas e loalhasa 99, 99600 e 108 a
pesa de Ovaras, novo panno fino para lenses,com
mais de 2 varas de largura a 2J?210, chales de Ua
graudes de cores com barra a 59300, ditos de case-
mira finos e muilo bonitos de cores com barra por
89, selini prelamacao snperiar, proprio para velli-
dos e colleles, por preso que em particular se dir,
chales de seda grandes e pequeos, e oulras multas
fazendas, que a dinheiro vista se vendem por ba-
ratsimos presos : ua ra da Cadeia do Recite, toja
it. 50, defronte da ra da Madre de Dos.
Pratos oc,os patentes
para conservar a comida
que n te: vendem-se na pra-
ca do Gorpo Santo, arma-
zem n. 48, de 14ostrn Ko-
oker #C.
Vende-se ac em cuhhetet de um quintal,| por
preso muito commodo : do armazem de Me. Cal-
moot & Companhia, pra
. Na roa do Vigario n. 19, primeiroandar, ven-
de-se farelo novo.chegado de Lisboa pelo briaueti-
deranra.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
"""- 3S000 reis : nos armazens ns.
^o^fnizetn4ef ronte da porta da
'U a fratar-m, ^
impanhia na ra d
rimetroandar.
L niao, na ra da
bMpi vender um sorlin
mo pilis poii, sardinas, asperges, ^^B
paledefcieiaucisses, MafKak Jpn,
bon, poulel au ju d'erevbse,
assim como diversas qualid,
Champagne, Xers, Madetra,
lidade, vinho de franca brinco |
versos licores, homroel, ele., co
tambem ha pellicos acetados ad
qualquer hora.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundico de C. St
em Santo Amaro, acha-
moendas de carinas todas de
modello econstruccao
TAIXAS DEFER
Na fundico' d'Aurora
Amaro, e tambem no DEPt
ra do Rrum logo na entrada,
te do Arsenal de Maiinh
um grande sortimento de
de .fabrica nacional como
batidas, fundidas, grandes,'
razas, e fundas ; e em ambos
e.vistem quindastes, para
noas, ou carros livres de
precos sao' os mais
MANDAS E
Um lindo e variado sorlin:
varanda e gradarlas de gotto
fundic.io di Aurora, em Santo An
to da mesma, ua roa do Broca,
NAVALHASA CONTENTO E C
Na ra da Cadeia de Recite n. 48, j
dar, escriptorio de smalo C. da J
ouam-se a vender a 89000 o par i
bem conhecidas e afamaUas navaUwl
pelo hbil fabricante que foi preal_
do Lvndres, as ejuats alean 4m duraai
riameiile, uSoiesentem Mrostal
vendem-se com a coadiea* de,
derem os compradores devori
pa compra restainde-se o iru^.
sa ha ricas tesourinkas para mil
mo fat'icaole.
Vende-se osM canoa nova i
palmos da eomprido, propria I
eumsqoanlidade de 150 travs i
dades.de 35a 50 palmos dar
gaitas ero quina vita: quem
roa da Cadeia VeHia n. I, segn
Em casa de Soulhall Melh
da Cadeia do Recife n. 36,Tj^H
bertos e descobertos, de^^^H
superior.
ki por ser # que) mais se
im como taf^^^^H
ndepaiiden-
na
da
PARA A FESTA.
Aluga-se no melhor lugar da Torre> um
sitio com grande casa nova, estriharia e
cocheira equartopara feitor: a tratar na
ra da Cruz n. 10.
PUHlfcACA'O CORO|RAPHICA.
Esta'a venda na livraria classica n. 2,
o pateo do Collegio, a'obra intitulada7
Breve Noticia Corographica do Im
peo do Brasil, escripia em 1854; e ro-
ga-se aos senhores assighantes que ten lia ni
a bondade de mandar buscar os seus
exemplares, no armazem de leudes,
ruado Collegio n. 15.
Emeasa de Henry Brunn &C, ra
Cruz n. 10, vendem-se:
Lonase brins da Kussia.
Instrumentos pora msica.
Espelhoscoin moldura.
Globos para jardins.
Cadeiras e sofa's para jardi 111.
Oleados para mesa.
Vistas de Pernambuco.<
Cemento romano.
G o tuina lacea.
PIANOS.
Vendm-se em casa de Henry Brunn &
C- ra da Cruz n. 10, ptimos pian os
chegados no ultimo navio da Europa.
ARADOS DE FERRO.
Na fundico* de C. tarr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara?
Idos f ferro de -?rir- qualidade.
A taberna xla ra Nova n. 50, lem de se adiar
completamente sorlida, lem, que chegoo de prxi-
mo, latas de le j libras com muito superior cha, e
que i vista da qualidade e do goslo, os compradores
se convencern, assim como vende-sc ludo por mui-
lo barato preso.
Farinha de mandioca.
Xa na do Vigario n. 5, primeiro an-
dar, vendem-se saccas com farinha de
mandioca, muito nova e de superior qua-
lidade.
Ra do Q11 ciuia-
dO II. 1.
Chales de touquim .com
ramos de seda matiz, fa-
zenda nteirameute nova,
pelo diminuto prego de
O^OOO rs. cada um.
-- Veode-se um piano de Jacaranda com puuco
uio, muilo bom, e por preso commodo ; assim como
um luucador de Jacaranda e um berco de dilo, por
seu dono se retirar para fra : na "ra do Cabugn,
loja do Sr. Uuimaraes, se dir quero vende ditos ob-
jeclos. f
Aliudezas bara-
tas.
Os arremalaiiles da loja da ra dos IJuarleis 11.
O,junlbwt pjdaria do Sr. Manoel Antonio de Jess,
eslAo resoKdos a acabar com o restanlo das miude-
zasqueexisWi, por toda esla semana ; porlanlo, a
ellas, meus aflHs, que he boa occasiiio de se fazer
pechincbai. pollandem-se por lodo e qualquer
prero que se uflerW9. e aindn ha bom sortimento.
Novar^utLcle
ouro.
Na loja de Oliveira & Consalves. run do C.ihuat
11. IJ, ba um lindo, variado e modernissimo sorti-
mento de obras de ouro, tanto de I cuino de IH
quilates, consislindoem aderaros, meios ditos, roze-
las, correnles e oulros objeclus de osto : lroca-ie
tudo por sedulis, anda que seiam velhis, l'spre-Ai
So. .ao itt.is commodos do que cu. qualquer outrT '""'rMe reeiro? de PO"e> P"
loja.
Vendem-se (cadeiras de hal.mro americanas,
pelo preso de 109 cada ytna : na ra da Cruz u.
1:1, primeiro andar. '
Veudem-se machiuas de debulliar e moer; mi-
lito, carriulius de aiao muilo levos, presos america-
nos de 11. i a VI, o ejlanho de muilo boa qualda-
na ra da Cruz u, 13, primeiro andar.
renas linissimas bico de lany,a, groza 15200
Ditas muito boas, groza > 640
Canelas finissimasdemarlim 320
Oculosdearmaso de aro delodasas araduaroei 800
Lunetas com armurtlo de larlaruga 1S000
Toucadores de Jacaranda com bom espellio 3$00q
Meias de laia muilo superiores para padre 29000
Iticas bensalasde calina com lindoscasles 29 e 39000
Chicles finos para homem e senhora alie 29OQO
Meias pretas de algudo para padres 600
(iravatas de seda de lodas as cores 19000
Filas de velludo estrellas e de toda as cores,
a vara 160
Atacadores de cornalina para casaca 400
Kicos reloginhos para cima de mesa IsOOO
Escovas fiuissimas para cbelo e roupa, navalhas fi-
nssmas para barba, meias pintadas e croas de mui-
to boas qualidades, transas de seda de lodas as co-
res e larguras e de bonitos padres, fitas finissimas
lavradase de lodas ns larsurat e core, bicos finissi-
mus de linho de bonitos, padroes e de diversas lar-
guras, lesouras as mais finas que be possivel encon-
lrar-se e de lodas as qualidades, riquissimas franjas
branrai e de cores com botlas proprias para cor-
tinados; e iltirii de tudo islo oulras muitissim.ts cou-
sasque a vista de soas boas qualidades e o baralis-
simo|preco porque se vendem, nao he possivel haver
quem dei\e de comprar na ra do (jueimado nos
quiltro cantos na bem conhecida loja da Toa fama
n. 3.
Vendem-se sellins com pertences pa-
tente inglez, e da melhor qualidade que
tem vindo a este mercado: no armazem
de Adamson Howie&C. ra do Trapi-
che y. V2.
WSr COKIES-TLKCOS.
Vendem-se estes delicados curtes de cusa prela
com piulas carmezius e lislrados, os mais lindos pos-
si veis pela sua uovidade de padroes, e s se vendem
ias lojas dos Srs. Campos & l.ima, ra do Crespo ;
Manoel Jos Leile, roa do Queimado ; Narciso Ma-
ris Carneiro, ra da Cadeia, por preso muilo em
cotila.
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por prejos
mdicos.
A boa fama
Na ra do Queimado nos qualra cantos na bem
condecida loja de iniudezas da boa fama n. 33 en-
contra-se sempre um completo srrlimenlo de iniu-
dezas de todas as qualidade* e de diversos go.loi e
que tudo se vende por tilo baralos presos que aos
proprios compradores cansa admraselo :
Libras de linbas de| novelo, brancas u. 30,
60, e70a_ 1*100
Libras de linlias, dilas n. 80,100, 120 a 19280
Duzia de leiouras para costura a_ I90OO
Duzia de lesouras finas para costura a 19280
Pesas com 11 varas de lila de leda lavrada 19200
MaVo com 40, 50, 0 e-70 peras de cordSo
para vestido (00
Pesas com 10 varas de bico estreilo 560
Duzia de dedaes para senhora 100
Caiiinlias com agulhas franeezas 160
Caitas com 16 novellos de lindas de marcar 280
Pulceiras encamadas para meninas 240
Grozai de botoes para carniza 160
l'are>-*re meias final para senhora a 240,300 e 360
Meadas de lindas muilo finas para bordar, 160
Meadas de lindas de peso 400
Crozas de botoes muilo finos para calcas 280
Agulheiros finos com agulhas sortidas 200
Babados aherlosde linho lisos e bordados, a
vara a 120 e 240
La pis finos envernisados a duzia 120
Car lei rascle marroqu 111 para a licite ira 600
I- velas douradas para calcas e collele 120
J'rancelins pelos de borracha para relogios
a lOue
s
de
Vende-se om cabriole! descoberlo, com ar-
reios, ludo novo e muilo bonito, por preco commo-
do : na roa Nova, cocheira pprbaiio da cmara.
. Cobertas de seda e la.
Na ra do Crespo n. 5, vendem-se por mdico
preso cobertas de seda e lila,turcs,dos mais beltissi
moi e variados gusto que Um apparecdo ueste ge-
nero.
Charuteiras entrefinas
Duzias de lipis sem ser envernisados
Duzias de torcidas para candieiro 11. t
Penles finos de bfalo para alisar a 300 e
Pecas com 6 112 varas de fita branca de linho
Clisas com clcheles
Carrileii de linbas de 200jardus de boa qua-
lidade
Macinhos com 25, 30 e 40 grarapas
Suspensorios, o par
160
500
120
80
80
100
50
60
70
50
40
CASEMIRA PRETA A 4?500
0 CORTE DE CALA.
- Vendem-ie na ra do Crespo, loja da esquina que
tolla para a ra da Cideia.
Brins de vella : no armazem de N. O.
Bieber & C, ra da Cruz n. i.
POTASSA BBASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada 1 ecentemente, recommen
da-se aos senhores de, engenhoy
seus bons elfeitos ja* experimen-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar- J
W mazem de L. Leconte Feron & O
tjj| Companhia. B
Vende-se uma batanea romana com todos o
seus pertences,em bom uso e-de 2,000 libras : quem
pretender, diri ja-se ra da Cruz, armazem n. 4.
Esguiso de linho
e algodao,
muito superior, com 11 varas a pesa, por 3)500:
vende-ie na ra do Crespo, loja da esquina qoe vol-
ts para ra da Cadeia.
A3S500
Vende-se cal de Lisboa.u1tmamenleseuegada, as-
sim como potassi da Kussia verddsira : ua praca do
Corpo Santo n. 11. ,
AGENCIA
Fundico' Low-Moor. Raa
Senzala nov n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos,
dito.
Da
da
para
o, loia dacaquinaqne
cor0 P muito
to
Iliscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
O covado.
Vende-se na ra do Crespo, loia d
yolla para a cadeia.
Canales de merino' de
bom gosto
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Moinhos da vento
tmbombasde reputo para regar dorias e baixa.
decapim,nafundisa6deD. W. Bowman : na raa
duBrum ns. 6, He 10.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Ileduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln; empregado as co-
lonias ingle/.as e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a Venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portugitez, em casa de
\. O. Bieber & Companhia, na ruada
t"rnz. n. 4.
CAL DE LISBOA A 4*000.
Veudem-se barris com cal virgem de Lilboa, para
fechar contas, pelo diminuto preco de 49000 o bar-
ril: na ra da Cadeia do Recife, foja n. 30, defrou-
bi da roa da Madre de Dos.
Vende-se excedente laboado de pind, recen-
tmanle edegado da America : na mi de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-se com o adminii
ndor do mesmo.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tero para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadriUias, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
ohegado do Rio de Janeiro.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro aadar, ba
para vender superior relroz de primeira qualidade,
o fabricanteSiqueiralindas da rorii a de nume-
ro, e fio perrele, tudo chegado pelo ultimo navio vin-
co do Porto, e juntamente vinho superior, feiloria
id pequeos barris da dcimo.
aviso aos
vreiros
Na ra Nova 11. Si. f.
pelo itllimo navio vindo de Hat
factura doiubjeetos segeielea : ole
(es cores imitando a iiiarroquim, prop
dernidores, papeUu de dillerenles
turas, propria para 0 mesaos; e vende!
conla do que em oulra qualqaer parta. |
Vende-se superior rap P
muila aceilacao lem tido por ser
mellta aode Lisboa, asalm
lidade : na praca da Irn
Vendem-se amarrido! com 3
ne do sertao muito boa e bar
do Recite, loja de ferragehs 11.
Veudem-se duas moradas de casa*
ra da Ko-la n. 14, e ra de !
tendentes dirijam-ie ao Dr. Kuliro
" ieida, 110 seo escriptorio, roa do Cal
Vende-se ama escrava cr ,
nba, kUgomma lava de sabtt
Veilia n.tO.
. jiendem-se as melbores
"a^Wcado, tanto a cssjirfeaana
bem se snjIS^j ro,jXruzi |
Vende-se nuu .,/i, parda
dade, viuda do sertao : a tratar 1
n.69.
LN1CO DEPOSITO DE RAPE-
DA BAHA.
rui da Cruz, n. 1, escriplorio de AntoJ
Uliveira Azivedo, ueilt tleposilo eii.
SAodeste muito acreditado r..;
mente de,'
vi
ton A C.)
Sellins in
Relogios ptthte inglez.
Chicotes de carro e de mont
Candieirose casficaes bi
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vacmetas de lustre par*
Barris de graxa o. 97.
Vinho Cherry em b
Camas de ferro.
Taixas pe
Na fundico' de fet
Bowmann, na ra do I
do .o'>ciiaiariz continu
completo, sortimento dt
fundido/u batido de 3 a 8 ]
bocea, as quaes acham-se a 1
preco commodo e com
embarcam-se ou carregar
sem despeza aocomprador
^escravos rudi
Desappareceu 110 dia -JO <% m mole
que de noma Joao, cajea idade 4 ijouim-
110* 0 anuos, cor prela, bem fallante. Im blin-
de Itamaraca, tem um caroso ua verilha, levan jil-
ea de riscadinho deslajtado, camia I ipe*.
de pello prelo, o qual moleque he altaran
pegar, levando a ra do Pilar, em Fra da Porl
103, lera bem recompensado.
ESCRAVA FKIDA.
As 9 lloras de 29 de oulubro,** 1 occaiiao de
ir fazer o despejo da casa a prela Quterii, crenla
WJ8a j anuos de idade, sicci do carao-, pes e
mao ompridas, olbos grandes teildo no eeaacrd"
um deffeilo cahiado para cierta do ralo, narii ^ro-
So, lesou vestido de-chUa arrurrell 9l rj,.
misa de ilfldSoiinho usada,tendo raa a (ran-
celim de ouro eos uma medalha eea Jr, urna
liga toda de ouro ; rogase aos capilar :.- npo e
a loda.asaycortdadeipollolie.agppreheniSo, a tova
la a ra da/Crnt do Recife defronte da iz, no
segundo indar n. 18, qaese recomfj^H. -nero.
mente.
Fugip no sabbado C de"o iariau-
na Benguela, escrava de Fra 1 (Jama
boa e sua mulder, levos venido escuro desbolado s
um laboJeiro com roleles. lem os dados grandes do-
pe lorlos pura dentro: inllula-se forra, porqae Ihe
concedemos essa grasa por morle de nos ambos :
peisori condecida diz que vira o prelo forro Jaqoini
caiador e vendedor de miunezas, aedozi-la. no mes-
mo sabbado noile ua escada do Sr. Jos Claudio..
Leite na roa do Rosarlo; a dibi escrav Muran,
para que nao fosse para casa .le su senhora ; esse
prelo Joaquim foi escravo do Si. Thomaz de Aquino
Fonec.i: presume-st que a^^H "aJUdo, visio
queja de outra fgida, pela q adeii,
foi inlerceder porella. Sup'p
a vender miudezas para o iu
les,j
pessoas soas conhecidas a 1
va, qua se respousabelia
Frandi J
hiram
igaade
poea
dita ac.-a
ie aa-
bni
dedo da mo
ndaai
-tido de
lOOjJOOOj
Desappareceu
do, pelaiT^
Silo Angola, de i
menos, com oss_
direila iiicliii.io, j
pernas; Hvoo ca
no
rosa-s^^Hnraotori darte.* prdiViaev olcaj^C
de campo que a apprehendam e levem a en seobor
Joao Leite de Azevede. na praca do Corpo Sanio n.
11, que recebera a gratificara. cima.
PEBN TYP. DB M. F. DB'PaRIA *- S55


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