Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00456


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Full Text
Anuo i!c I84>.
Segn da-feira 50
O III ARIO puWiei-ie lodo o dial que olio
orem He guarda: o prcco .ulUmn lie de
4|non rs. por quartel, pt*p' aaiantaaot. O
aununcinr dos Mignnte**So inseridos raijo
,lc 20 ris |r linl'. *0 r'5 n lTI>" diara,
te e reiieliroej pala matailt. Os que nao (b-
rem asignante* pagio 80 raa por liada, e ICO
m lypo ililTerciite.
PHASESDALUANOMEZ,liJiOVEMBIlU
I.u elieia S, aa< lloras e SI minutos da iimuIi.
Minijoantea ro, M 1' horasa J min. da naanli.
Ltn ora a l a 8 horas e SS mi. da tarde.
Crocante ib, ai 8 horas 11 mo. da tarda. |
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Paraliyna Segundas e Saltas l'eirai
llio (rinde ilo Norte, cliega nal Quarlas feiras
ao mcio da parte uas mesmas horas nal
Quintas Telras.
Cano, Serintiaem, Rio Formoto, Porto Cairo e
Maceyo no l.*, II e 2 1 decid mez.
Garanliuns a Rnnito a 10 e 24.
Boa-Vista a Flores a Lia l.
Victoria as Quintas feiras .
Ulinda todos os dia.
PREAMAR DE MOJ?.
Primeira a !k I minutos da tardo
Sexuada a 2 h. JO minutos da raauha.
de Novembro.
Anuo XXI.
y. *ft9.
\fs das da semana.
10 v> Segunda. S. Andrc Apostlo.
I Terra." S. Eloi And. do J. do civ. da I. v. e
do j. de pat do 2. diit de t.
. Quarla. S. Bibiana. Nao lia despacito.
3 Quinta S. Sofonias. Aud. do J. deorphilos,
ro I municipal da I. Tara.
4 Sexta. S. Haibara. Aud. do J.do civ. da I-
t edo J. de pal do I. dist. de t.
i Si,l,liado. S Geialdo. Aud. o S. do civ.
da l. t., a do J depaidol.dist.eJ.de!.
4 Domingo. S. Micolao.
C.\TIBIOS NO DA 28 I)E NOVEMBRO.
Cambio sobre Londres 2* a 28/.. d. p. l| a 60 .1.
PaiisS5S ris por liauoo.
Lisboa 100 /0 lo premio.
Dese.de letras de boas firmas I V.P-7oaom"-
.UwrjOorasheiDanliolU.. 30*000 a JOfSOO
MoedusdcBJloo el. I?00 a
de BjtOO nov. lo|000 a
de tjuiiij... 9#080 a
Prata Patac6------------ U9K0 a
a Pesos columnares. t|090 a
Ditos Meiicauos. ifiivii a
Miurfa......... I|700 a
1(1*300
lflOl)
9I0"
2/OO
2*()0i
ifoto
1,780
A ccS da Comp. do Heberiue de i0*000 ao p
DIARIO DE P
NAMBUCO
AVISO.
No ultimo desrc moz ac La na thesou-
raria da fazenda o troco daa notas de
I OO.VOOO T8. de cor verde e as de
20#00 T8. papel encarnado, por
outras de igual valor: e dessa data ero
diante s poderS ser ellas substituidas
nacaixa da amoitisaco em a corte do
aAio-de-JaiU'iro.
PASTE OFFICIAL.
I.EI N. 167, M 18.DE NOVEMBRO DE 18VG.
Equipara aos professores pblicos de primeira* Ultras
odo ensino-mutno do collegio dosorphdos.
Antonio Pinto Chichorro da Cama, presidente da
provincia de Pernambuco. Faro saber todos os seus
habitantes, que a assembla legislativa provincial
decretou, e cu sanecionei a rcsoluc,flo seguintc :
Artigo nico. O professor de primeiras letlras do
collegio dos orphfos dcOlinda lica considerado co-
mo os demais professores de primeiras Ultras da pro-
vincia, e gozando das mesmas vanlagens, que Ihe
silo concedidas.
Ficflo revogadas todas as leis e disposiefies em
contrario:
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quera,
o conhecimento e execucSo da referida le perten-
ccr, que a cumprflo e faeflo cumprir tilo inteira*-
mento como nclla se contera, o secretario interino
ilcsla provincia a faca imprimir publicar e correr.
Cidade do Recifede Pernambuco, em 18 de novem-
bro de 1846, vigsimo quinto da independencia edo
imperio.
].. S. Antonio Pinto Ckiclwrro da Gama.
Caita de lei, pela qual V. Exc. manda oxecutar a
resolueflo da assembla legislativa provincial, que
manda considerar como os dentis professores de
primeiras.fcllras da provincia o professor de pri-
meiras letlras do collegio dos orphflos de oiinda,
como cima se declara.
Para V. Exc. ver.
Ignacio Antonio llorges a fez.
Sellada e publicada nosta secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 18 de novembro de 1846.
Antonio Jos de Oliveira.
Registrada a folhas 301 do livro 1." de registro de
leis, que serve tiesta secretaria da provincia de Per-
nambuco, aos 18de-novemhrode184i>.
Manoel Joso de Sow.a Luna.
LE N. 168, DE 18 DK NOVEMBRO DE 1846.
Declara, que o professor jubilado, Jos Concalo, tem
direito ao ordenado de 600,000 n.
Antonio Pinto Chichorro da Cama, presidente da
provincia de Pernambuco. Faco saber lodosos seus
habitantes, que a assembla legislativa provincial
decretou, e cu sanecionei a resoluciio seginte :
Artigo'Unico. O reverendo Jos Concalo, lien com
direito ao ordenado de seiscentos mil ris, que per-
rebia antes de ser jubilado nacadeira de philosoplna
racional e moral.
Fichj revogadas todas as leis c disposic^es em
contraro.
Mando, portanto, podas as autoridades, a quem
o conhecimento e cxecugflo da referida le pcrlencer,
que a cumprSoeracao cumprir tilo inteiramente co-
mo nclla se contera. O secretario interino desla pro-
vincia a faca imprimir, publicar e correr. Cidado do
Recife de Pernambuco, aos 18 dias do mez de novem-
bro de 1846, vigesimo-quinto da ndepcndenoia e do
imperio,
f.. S. Antonio Pno Chichorro da (-ama
Carta de lei, pela qual V. Exc. manda executar a
resolucaoda assembla legislativa provincial, queda
ao reverendo Jos Concalo^direito ao ordenado de
seiscentos mil ris, que percebia antes de ser jubi-
lado na cadeira de pttilosopliia racional o moral, co-
mo cima se declara.
Para V. Exc. ver.
Ignacio Antonio llorges a fez
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
do Pernambuco, aos 18 do novembro de 1846.
Antonio Jos de Oliveira.
Registrada a folhas 302 do livro 1.do registro de
leis, que serve nesta secretaria da proviocia de Per-
nambuco, aos 18 de novembro de 1816.
Manoel Jos de Sou:a Luna.
LEI N. 169, DE 18 DE NOVEMBRO DE 1846.
Reconhece, que o professor de >rimeiras letlras de Goi-
anna, Antonio Mximo de Horros Leste, lem direito n
gratificaedo concedida pelo artigo 10 da lei de i 5 de
oulubro de 1827; e faz esta disposiedo extensiva aos
demais professores, que liceren preenchido ascondi-
dicoes da mesma lei.
Antonio Pinto Chichorro da Cama, presidente da
Ervincia de Pernambuco. Faco saber lodos os seus
abilanles, que a assembla legislativa provincial
decretou c cu sanecionei a resoluciio seguinto :
Artigo I. O professor de primeiras letlras da cida-
de de Coianna, Antonio Mximo de Barros l.eilc, lem
direito gratificado animal consignada noailigo
10 da lei de 15 de outubro le 1827, que (cara percfi-
beudo com o scu ordenado.
Art. 2. Ficflo comprebendidos na mesma disposi-
C1o todos os mais professores, que ptccnchercm as
condicOosda referida lei.
Art. 3. Ficflo revogadas todas as leis o disposires
em contrario.
Mando, portanto, Indas as autoridades, a quem
o conhecimento c execucSo da referida lei pcrlencer,
que a cumprflo e fucilo cumprir tflo inteiramente co-
mo nella se conten. Osecretario interino desta pro-
vincia a faca imprimir, publicar c correr. Cidade do
Recife de Pernambuco, aos 18 dias do mez de novem-
bro de 1846, vigesimo-quinto da independencia e do
mperio.
L. S. Antonio Pinto Chichorro da Cama.
Carla de lei, pela qual V. Exc. manda exceular a
resolncflo da assembla legislativa provincial, que
considera o professor de primeiras ledras da cidade
de Goianna, Antonio Mximo Barros Leite, com di-
reito a gratificacfln imnal consignada no artigo 10
da lei de 15 de outubro de 1827, ed outras provi-
dencias, como cima se declara.
Para V. Exc. ver.
Ignacio Antonio llorges a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 18 de novembro de 1846.
Antonio Jos de Oliveira.
Registrada a folhas 303 do livro 1. de registro de
leis, que serve nesla secrelaria da provincia de Per-
nambuco, aos 18 de novembro de 1846.
Manoel Jos de Souza Luna.
ios.
1
MEMORIAS DE UM MEDICO. (*)
pon aiejrandre punas*.
PRIMEIRA PARTE.
CAPITULO XVI.
MAGIA.
Inclinou-se Balsamo humildemente, mas, levan-
lando quasi ao niesnio lempo a caheca, chcia de in-
diligencia de expressflo, cravoii os ollir.s claros,
nas respetosos, na dilphina, c esperou em silencio,
que esta o inler rogasse.
-r Se he do senhor, que nos acaba de fallar Mr. de
iaverney, disscMaria-Antonicla.opproxime-se, que
queremos ver, que casta de homcni he un fciti-
ceiro.
Balsamo avancou um passo, e inclinou-se segun-
da vez.
i) Sr. tem o ollicio de predizer, disse a dclpbi-
na, filando-Balsamo com maior curiosidade talvezdo
que Ihe quizera conceder, e bebendo o leite a peque-
nos tragos. ,
Nflo fac disso o mcu ollicio, miu.ha senhora,
disse Balsamo, mas predigo.
N famos criada em una fe Ilustrada, disse a
<*) Vide Diario n." 268.
delphina, e os nicos raysterios, que damos f, silo
os da religiflo catholica.
Sflo sem duvida veneraveis, disse Balsamo com
profundo rccolbimento. Mas alli est o senhor car-
deal do Roan, que dir a V. alteza, apezar de ser
principe da igreja, como he, que nflo sflo esses os
nicos mysterios, que merceflo respeitos.
Ocardeal estremecen; a ninguem bavia dito oseu
nonie, ninguem o havia pronunciado, e todava o cs-
trangeiro o conhecia.
Maiia-Antonietla nflo deo mostrasde attender a cs-
sa circumstancia, e continuou i
Confessar ao menos, que sflo os nicos, que
nflo ofTrem controversia.
Senhora, respondeo Balsamo com omesmo res-
peito, mas com a mesma firmeza, a par da f est a
certeza. .
Falla um pouco obscuro o senhor feticciro, eu
sou boa Franceza de coradlo, mas anda nflo de es-
pirito, e nflo com prebendo muito bem assubtilczas
da lingoa: verdade he, que medisserflo, que M. de
Hierre me eosinaria ludo isso. Mas por omquanlo son
obrigada a pcdir-lhe, quoseja menos enigmtico, se
quer, que cu ocntenda.
E cu, disse Balsamo, meneando a caheca com
melanclico sorriso, e eu pedirei a V. alteza a per-
missflo de me conservar obscuro. Sentiria m extre-
mo revelar a tflo alta prtnceza un futuro, que talvez
nao seja conforme ;is suas csperaDCas.
Oh! oh! isto he mais-seno, disse Maria-Anto-
nietta; e o senhor quer aguilhoar-me. a curiosidade
na neranca do que cu exija, que me leia a bue-
nadicha. .....
Dos me preserve, pelo contrario, do a isso
ser obrigado, minha senhora, disse framente Bal-
samo. ,
Sim. respondeo a delphina rindo, porque isso
o poria em grande embaraco, nflo he istoi1
Mas o riso da delphina acabou, sem que Ihe fizesse
echo o riso de um s cortezflo. Ninguem ahi eslava
isento da influencia do homem extraordinario, que
LEI N. 170, DE 19 DE NOTEMBRO DE 1846.
Autorisa o govetno a mandar contratar pela thesoura
ria provincial o pagamento, em preslacOes, de cinco
contos e seiseentoi mil ris, que a ella dtve ctmara
municipal desla cidade.
Antonio Pinto Chichorro da Cama, presidente da
provincia de Pernambuco. Faco saber a todos os seus
habitantes, que a assembla legislativa provincial
decretou e eu sanecionei a resoluciio seguintc :
Artigo nico. O governo da provincia lica autort-
sado a mandar contratar pela thcsouraria com a c-
mara municipal desta cidade o pagamento da execu-
eflo de cinco contos e seiscentos mil reif, que a mes-
ma cmara deve referida thesouraiia, em pitsli-
Cesnnnuacs.c pelamaneira, que Ihe parecer mais
conveniente aos nleresses pblicos.
Ficflo revogadas todas as leis c disposicoes em con-
trario. ., ,
Mando, portanto, todas as autoridades, a quem
oroiihecimenlo e execu>,3o da referida lei pertenec-,
que a cumprflo e fa<,-flt cumplir tflo inteiramente co-
mo nella se conten. O secretario interino desta pro-
vincia a faca imprimir, publicar Recife de Pernambuco, aos 19 do mez de novembro
de 1846, vigesimo-quinto da independencia edo im-
perio. ,
L, s. Antonio Pinto Chichorro da Cama.
Carla de lei, pela qual V. Exc. manda executar a
resolncflo da assembla legislativa provincial, que
autorisa o governo da provincia a mandar contratar
pela thesouraria provincial com a cmara municipal
desta cidade o pagamento da execueflo de cinco con-
tos cseiscentos mil res, que a mesma enmara deve
referida thesouraria, como cima se declara.
Para V. Exc. ver.
Ignacio Antonio Bcrgti a fez.
Sellada e publicada n'esla secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 19 de novembro do 1816.
i4nioio Jos de Oliveira.
Registrada a folhas 304 do livro 1. de registros de
leis, que serve nesta secretaria da provincia de Por*
nanibuco, aos 19 de novembro de 1846.
Manoel Jos de .Souza Luna.
con tas da respectiva reccita o despoza, no anno lindo
do*1845 a 1846.A' ommissiu de cunta municipaet.
Outro do mesino, remullendo acopia do contrato
celebrado pela thesouraria das rendas provinciaes
com Jos Candido de llanos, e quo fra exigida pefa
assembla provincial. A'committlo de obras publi-
cas.
Outro do mesnio, participando, que S. Exc. o sr.
presidente da provincia tem designado o dia 30 do
corrente, para, pelas laboras da mantilla, receber
a deputaeflo, que tem de Itieapresetitar os actos le-
gislativos, para seren sanecionados.--/nt'irua'w.
Para esla deputaeflo l'oiflo nonieados os Srs. Viile-
la, Anuda e Cabral.
lCoBil>IMtr--A<)
PERNAMBUCO.
ASSEAIBLE'A PROVINCIAL.
SESSAO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1816.
PRESIDENCIA DO SENHOR SOL'SA TEIXEIRA.
SCMMARIO.Expediente.--ApproraeSo de um parecer
da cummissdo de polica propondo a rlemisso do of-
ficial-maior dasccrelaria da assembla, llu/ino Jos
Correia de Mmeida.Adiamento, prluhoru, dateirei-
ra disenso o do projecto n. 39.
As 11 horas da mantilla, o Sr. 1. secretario faz a
chamada, e" verifica acharem-sc presentes I Sermo-
cs deputados.
OSr Presidente declara aborta a sessfio.
O Sr. 2. Secretario l a acta da sessflo antecedente,
que he approvada.
O Sr. i."Secretario menciona o seguinto .
EXPEDIENTE.
L'm ollicio do secretario interino da provincia,par-
ticipando, que se cxlrahir"io,c liverflo o competente
deslino,ropias dos pareceres, porque a commissao c
cotilas e orcamento das cmaras inunicipaes appro
vott as da cidade da Victoria, e villa de Mazarelh, no
auno de 1844 a 1845.Inteirada.
Outro do mesmo, transmitlindo um ollicio da c-
mara municipal da villa do Po-do-Alho, com as
DIABIO DE PERSA1BDC0.
nessa occasiflo era o centro da atlencflo de todos.
Ora, confesse francamente, disse a delphina.
Balsamo inclinou-se sem responder.
Entretanto, foi o senhor quem predisse a minha
vinda a Mr. de Taverncy? replicn Maria-Antonietta
com ligeiro movimento de impaciencia.
Sim, minha senhora, fui eu.
Como foi isso, barflo? perguntou a delphina,
que comecava n sentir a necessidade de intromeder
ootra vezTavernoy no estranho dialogo, que Ihe pc-
sava ter encelado, mas que alias nflo quera aban-
donar.
Oh! meuDeos! dissoobaro, da maneira mais
simples, minha senhora, a olhar para um copo
d'agoa.
lie verdade'.' uterrogou a delphina, vollando-
se para Balsamo.
Sim, minha senhora, respondeo este.
He oseu livro de magia; ao menos he inno-
cente, tflo claras fossem as suas palavras !.
O cardeal sorrio-se.
O barflo approximou-se.
A senhora delphina nflo ter nada, que apren-
der com de Hierre, disse elle.
Oh! mcu charo hospede, disse alegre a delphi-
na, nflo me lisongeie, ou lisongeie-me melhor. Creio,
quo disse urna cousa muito mediocre. Voltemos ao
senhor.
E Maria-Anlouielta voltou-se para Balsamo, para
quem como que, mo grado seu, era attrahida por
una potencia irresistivcl, como algumas vezes o
somos para um lugar, onde alguma desgraca nos
espera.
Se o senhor lo o futuro para o senhor barflo em
um copo d'agoa, disse ella, nflo o pollera ler para
mimem urna garrafai'
Blc,a,nente, minha senhora, disse Balsamo.
Porque entflo recusava ainda'agorai'
Porque o futuro he incorto; e se eu ahi visse al-
guma nuvem.......
Balsamo parou.
Na assembh-a a ordemdodia para a sessflo de hojn
te a mesma da de ante-Bontem.
Anlc-honlem entrou ueste porto, procedente dos
do Norte, e com 1 dias de viagem o vapor Impera-
dor. Por elle recebemos diversos peridicos.
Os do Ccar traten! por ultima data a tle 21 do coi-
rente.
Os actos de perversidade o carnificina, que, como
eatarafl lembradoa os nossos leilores, por um nflo pe-
queo espaco de lempo quasi quoquotidianamenteso
succediflo nessa provincia; os repetidos oxemplos do
ferocidade,dados por aquellesmcsmos.qucmaisem-
penhadosdeviflo seren evi taro apparecimonlo de Tac-
tos, que fossem de encontr s leis do paiz, pois erflo
depositarios da autoridade publica, e por isso, mais
que ninguem, cstavflo na rigorosa obrigaeflo de a-
piesenlar-se iVspeitadoresc acatadores dessas leis,
em cujo nome.c em virludedasquaes funccionavflo;
o galardao, que. em vez tic urna justa e severa ptini-
Cflo.esciindalosaeabusivamente recebiflo alli os mais
faeanluidos criminosos, cotilo aconteca com uns laes
Balduinos do Sobral, (|ue,ao passo que assassinavflo,
neendiavao, roubavflo o cspancavflo.erflo chamados
a oceupar os mais importantes poslos da guarda na-
cional, e da administraeflo provincial recebiflo ou-
tras nflo equivocas provas do Considerado : ludo is-
to tem desmoralisado tanto os Cearenses, por tal mo-
do os tem l'amiliarisailn com o erime.que, nessa mal
aventurada (erra, as proprias crianca> em cujos co-
races, segundo a orifcm natural das cousas, stnen-
te deve haver innocencia, pureza e eandura, seapu-
nhalflo, se assassinflo, e isso por motivos- tflo fuleis,
quaes os quo devem de produzir urna rixa entre me-
ninos ; e alguem ha tflo pouco apreciador dos foros
da humanidade, e que em tflo pouco avalia a vida do
umescravo, que publicamente Ih'a tira, c com urna
IndemnisacSo pecuniaria ao senhor da victima, quo
sacrilicou ao seu brutal furor, julga ter-se justifica-
do, para com Dos e para com os homens, da abomi-
navel acedo, que praticou, o deque alardeia. O
primeiro dos ltimos casos, que nos referimos, te-
ve logar nina legoa da villa do Crato. no silio de-
nominado Jacob, em o dia 5 de agosto prximo pas-
sado, entre dotis rapazitnsde mu tenra idade: o se-
gundo, nessa mesma villa, em odia 20 de oulubro
(indo, entre o lillio do niajor Vicente Venancio, cum
captivo de Jos Francisco Lefio, a quem O- assassi-
no ficou de dar um cont e diizentos mil ris pelo
morlo.
Osjornacs do Maranhflo alcancjio a lldeste mez.
OSr. Franco de Sa,poroccasiflodc rommunicar aos
diversos funecionarios publicosacbar-se deposseda
presidencia, Ibes declara, que : fiel observancia da
constiluieflo o das leis, peiTcita igualdadc de pro-
a leccAt seguranca individual e de propriedadu ,
. Entflo? perguntou a delphina.
Sim, pezar-me-hia, romo j tive a honra de di-
zer, de causar tristeza a V. A. real.
Ja me conhecia, ou me ve pela primeira vez '
Tive a honra de ver a V. A. roal anda menina
no seu paiz natal, com suaaugusla mfli.
Vio minha mili?
Tive esta honra; he urna augusta o poderosa
rainha.
tmperatriz, senhor meu.
Quiz dizer rsinha puloanimo c pelo espirito; o
todava.....
Relicencias, senhor, e a respeilo de minha mfli!
disse desdenhosa a delphina.
Os mais esforcados nimos teem suas fraque-
zas, minha senhora, sobreludo quando crem, qui-
se trata da ventura de seos lilhos.
Espero, que a historia, disse Maria-Anlonieda,
nflo consignara urna so flaqueza de Maria-Thercz.
Porque a historia nflo ha de saber o que s a
imperatriz Maria-Tbercza, V. A. real e cu sabemos.
" Temos en l re nos tres algum segredo, senhor.'
disse a delphinacom desdenhososorriso.
Entre nos tres, minha senhora, respondeo tran-
quillo Balsamo, entre nos lies.
Vejamos esse segredo, senhor.
Se cu o disser, nflo osera mais.
Nflo importa, diga sempre.
lie desejo de V. alteza ?
He minha vonladc.
Balsamo inclinou-se.
lia no palacio de Schoenbrun, disse elle, um
jabiucle, que se chama o gabinete de Saxonia, por
causa dos magni fieos vasos de norcellana, q ue conten.
He verdade, disse a dolpliina, que mais?
Esse gallineto faz parte do aposento particular
de S. magestade a imperatriz Maria-Thcreza.
He verdade.
He nesse gabinete, que ella costuma fazor a sna
correspondencia reservada.
Ho verdade.



U-Ll- '
u prudencia e firmeza na directo poltica dos ne-i
a gocios,ca maiorsolicitude pelonelhoraniento mo-
a ral e material da provincia silo os principios e os
meins, por que, sobre a base esiencial da ordem e tran-
tjuillidade publica, pretende regular a sua marcha no
desempenno da ardua trela, quo Iho conliou 8.M.
O Imperador.
(i 'ublicador Maranhense, que he folha ollicial, ex-
plicando este piogramma do 8r. Franco, nota, que,
oomqiianto elle ah nilo diga exprcssamente, quo re-
jeita o jugo de qualquer partido, milito menos se
rompromette a acceita-lo ; e assevera, que o novo
presidente tem manifcstameiitedado a entender, que
hede sua lirme ntcncio collocar-se no centro dos
bandos polticos, o fazer imparcial justica.
Se o programma for cumprido com a exaccio, que
tic de esporar de quem com a lei e em nome della fal-
la ; e se a asscveracDo da folha ollicial funda-se, co-
mo he do suppor, em dados certos e positivos, pare-
ce-nos, que teremos de nos congratular com osMa-
ranhenses pelo scu novo administrador, e que elle se
iian manchar com actos tilo illegaes e arbitrarios,
como aquellos do Sr. Angelo Moniz-, que com suin-
ma repugnancia, os levados do desejo de por os
nossos subscriptores a par do que de mais saliente
vaisuccedundo pelo norte do imperio, por mais de
una vez registramos em uossas paginas.
No Trise de Maio, nica ga/.eta do Para, que temos
visto, e que chega a 11 do corrente, o aconleeinie-
to, que encontramos, digno de especial moncio ,
foi a perda do hiate porluguez Nossa-Senhom-do-
l'.armo, quo, tendo sahdixdo Cibraltar com destino
iquellc porto ,J sossobrra a 4 de ouluhro deste
auno.
2
COMMERCIO.
Alfandega.
HF.ND1MENTO DO DA 28.....
DESCABUFCA5 HOJK 30.
Calera-Sicortf-FYiAmcrcadorias.
Brigue-escunalauradem.
Josephina dem.
5:603,440
Cern. .
Provincial
Consulado.
RENDIMP.NTO DO DA 28.
781,952
234,474
1:016,426
PRACA DO RECIFE, 29 DE NOVEMBRO DE 1846,
AS TRES HORAS DA TARDE.
REVISTA SEMANAL.
Cambios Pequeas tiansaccflcs.
Assucar As entradas doensaccado forio avultadas,
c do encaixado entrrilo 248 caxas, e 48 fe-
chos ; tendo-se vendido a 1,200 rs. por ar-
roba sobre o ferro do branco oncaixado, ea
1,050 rs. por dita sobre dito do mascavado ;
de 1,900 a 2,500 rs. a arroba do branco
embarricado e cnsaccado, e de 1,450 a
1,550 rs. a dita do mascavado dito dito.
Algodilo Entrrflo 737 saceas, e vendeo-sc a 6,200
rs. a arroba de primeira sorte, e a 5,700 rs.
a de segunda.
Couros Ilouvet lo vendas a 115 rs. a libra,
liacalho O deposito he de 3,000 barricas, que se
estilo retalhando a 13,000 rs. a barrica.
Carne secca Inclusive dous carregamentos entra-
dos nesta semana, o deposito he de 40,000
arrobas.
Cervcja Vendeo-se a 4,400 rs. a duzia de garrafas.
lar i ii ta de trigo Existein 4,000 barricas a vender,
tendo as vendas da semana a retalho regu-
lado de 17,000 a 19,000 a barrica da ameri-
cana, e de 19,000 a 20,000 rs. a de Trieste
marca SSSF.
Fio Yendeo-se de 560 a 600 rs. a libra do de vela,
o de sapateiro.
Pixe da Sucia Nao ha.
Enlrriio depuis da ultima revista 10 embarcacOcs
i' sahirio 8, exislindo boje no porto 54: sendo 2 aus-
tracas, 28 brasileras, 1 belga, 2dinarmarquczas,2
Irancezas, 2 despatilllas, 7 mglczas, 5 portuguezas,
3 sardas o 2 suecas.
quim Ncry ilaFonscca, Manoel Antonio Alves Ri-
beiro, Joiio Francisco Xavier Paes Brrelo, D. Cla-
ra A. Amlrade, com 1 escrava, dontor Francisco
Xavier l'aes Brrelo, com 1 criado, o prelo Jos Joa-
quim Carneiro, com 3 escravos : para o Sul, o al-
fercsLuiz Antonio de Couto, 2 recrutas de mari-
nha o 2 escravos.
Parahiba ; 24 horas, hiate brasileiro Conceic&o-llr-
da-Virlude, de23 toneladas, capitilo Antonio Ma-
noel Alfonso, cquipagem 4, carga lenha; a Paulo
Jos llaptista.
Rio-de-Janciro; ISdias, brigue ingle/, litro, de 173
toneladas, capitfo James Scdgeley, cquipagem 11,
carga assucar, caf o tapioca; a Dean Youle & Com-
panhia. Segu para Liverpool.
Navio sahido nomesmn dia.
Rio-Crande-do-Sul; brigue brasileiro Uout-lrmOos,
capitilo Joaquim Antonio Maia, carga sal. Conduz
2 escravos a entregar.
Navios entrados no dia 29.
Camaragibe; 8dias. hiato brasileiro Noto-Deslino, de
21 toneladas, capitilo Esteviio Ribeiro, equipagem
4, carga assucar ; a Jos Manoel Martins.
Ass ; 9dias, brigue brasileiro Paquete-de-Pernam-
buco, capito Joiio Concalves Reis, equipagem 12,
carga sal; a Leopoldo Jos da Costa Araujo. Passa-
geiros, Manoel da Costa, e Miguel Roberto, Por-
tuguezes.
Navios sahidos no mesmo dia.
Ccar ; brigue brasileiro Soeiedadi, capitilo Jerony-
mo Jos Telles, carga familia, por conta do go-
verno.
Aracaty ; patacho brasileiro Tres-de-Marco, capitilo
Antonio Albino de Sousa, carga farinha, por con-
ta do governo.
Rio-de-Janciro; brigue brasileiro Soares, capito An-
tonio Cabral, carga varios gneros. Passageiros,
Manoel Joaquim Percira Lobo, D. Josephina Ale-
xandrina do Albuquerqne, com sua sobrinha 1).
Mara Itarboza de Moraes Ancora, D Maria Lodovi-
na de Moraes Ancora, com 10 escravos, Pedro A-
lexandrno de Barros Cavalcanti do Lacerda, alfe-
res Ayres da Sorra Carreiro, com 4 escravos e 18
ditos a entregar.
Rio-Grandc-do-Sul; barca brasilea Generosa, capi-
tilo Jos de Sonsa Oliveira, carga varios gneros.
Passageiros: Tihurcio Antunes de Oliveira, Rrasi-
leiro; Antonio Flix, Lourcnco da Costa I.ourciro,
Portuguezes, e 8 escravos a entregar.
Barcelona; brigue hespanhol telo, capitilo Vicente
Piccoma, carga algodilo.
Kdilaes.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade, o/ficial da im-
perial ordem da llosa, cavalleiro da de (hrislo, e ins-
pector da alfandega den a provincia, por sua S. M
/., etc.
Faz saber, que no dia 30 hojo> do corrente, ao
meio-dia, sehfio do arrematar em hasta publica, na
porta da mesma, 2 canaps de serdeira, no valor de
8,000 rs., e mesas redondas de Jacaranda, no valor
de 40,000 rs.,impugnados pel guarda Honorato Bar-
boza da Costa, no despachos por factura de James
Crabtrec & C. sendo a arrcmataciiosubjeitaa direi-
tos.
Alfandega, 28 de novembro de 1846.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
Miguel Arohanjo, etc.
F'az saber, que no dia 30 (hoje^ do corrento, ao
meio-dia, na porta da mesma, se. hilo de arrematar
em hasta publica 1150 massas para chapeo, novator
de 115,000 rs., impugnadas pelo guarda Francisco
Rodrigues Pinheiro, no despacho por faetnra de Ma-
noel Joaquim Ramos eSilva: sendo a arremataciio
subjeita direitos.
Alandega, 28 de novembro de 1846.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
Dcclaratyoes.
111 o\v i id en lo do Tuno.
Navios entrados no dia 28.
Para e mais portos; 14 dias e 5 horas, c do ultimo 12,
vapor brasileiro Imperador, de 467 toneladas, com-
mandante o 1 lente Joaquim Salom Ramos,
equipagem 13. Traz a seu bordo : para esta pro-
vincia, Alexandrc Bernardo dos Reis, alfcresJoa-
ARRfiMATAQAd, QUE rERAKTE A TIIESOUnARIA DAi RENDA*
PRi VINCIAE* -ERA' REALUAUA EM O DIA 16 DE DEZKMIRO
PROXIM FUTUR.
O empedramento de 270 bracas da 1.' parte do 8."
lae. da estrada doPo-do-Alho, feitosegundo osys-
toina de Mac Adam, principiado um mez, e acabado
Suatro mezes depois da arrercataclo, epela quantia
e 2:160j000 rs., pagos em qualro prestacoes, e pela
maneira proscripta no artigo 15 do regulamento pro-
vincial de II dejulhode1846.
O vapor Imperador recebe a mala para
os portos do Sul hojei30', aomcioda:
e as correspondencias, que viercm de-
pois desta hora pagarO porte dobrado.
O cscrivao da rcci bellote, do midas internas geracs
sci vii.do no iinprdiini uto de administrador fai saber
a todos os devedores dos impostos de lujas abrrtas do
anuo corrente, da taxa dos escravos, do anuo lindo e
Em um magnifico bufete de Boule, que foila-
do ao imperador Francisco I por el-rei Lulz XV.
Atquioquoosenhordiz heverdade, mas isso
todo o mundo pode saber.
Digne-se V. alteza ter paciencia. Um dia, era
demanha pela volla das sete horas, a imperalriz a'in-
da se nao havia orguido, V. alteza entrou nesse gabi-
nete por urna noria, que lho era particular, porque
das augustas filhas de S. M. a imperalriz era V. alteza
a predilecta.
E quemis?
V. alteza approximou-se do bufete, eomossha
de lembrar i faz justamente cinco annos.
Continu.
Sobro este bufete estava urna carta aberta, que
a imperatriz havia escrito na vespera.
Eentfio?
Entilo V. alteza a leo.
A delphina crou ligeirainenta
E ao lc-la, desagradrio-lhe seni duvida certas
expresses, porque pegou da penna, e com seu pro-
prio punno.......
A delphina como que esporava anciosa. Balsamo
continuou.
Aspou tres palavras.
Eque tres palavras ero cssas? exclaniou de
prompto a delphina.
Erilo as primeiras da carta.
Nao Ihe pergunlo o lugar, onde ellas estavo,
mas sim qual a sua significarlo.
Um excessivo testemunho de afTeicio, por cer-
to, para a pessoa a quem a carta era dirigida he es-
ta fraqueza, que eu alludia, quando disse,que ao me-
nos em urna circunstancia poda a augusta mili de
V. alteza ser aecusada.
E o senhor lembra-so dessas tres palavras?
Lembro-mo.
Epoder-me-hadize-las?
Porcerto.
Diga-as.
Em voz alta ?
Sim.
Minha chara amiga.
Maria-Antonietta mordeo os labios, cmpalli-
decendo.
Agora, quer V, A. real, que lhcdiga quem era
essa carta dirigida!'
Nflo, mas quero, que m'ocsrreva.
Balsamo tirou da algibeira urna especie de ca lei -
ra com atacador de ouro, escreveo n urna das lid has
algumas palavras com urna canela do mesmo metal,
rasgou a folha de papel, dobrou-a, o apresentou-a
respeitoso prinecza.
Maria-Anlonietta pegou no papel, desdobrou-o,
cleo:
A carta era dirigida amanto de el-rei tuiz XV,
t marqueza de Pompadour.
A delphina levantou os olhos espantados para esse
honiem, que fallava em termos tilo claros, com voz
tilo pura, o tilo potieo abalada, eque, mostrando-se
humilde, pareca domina-la.
Tildo isso assim he, disse ella, e anda que eu
ignore por que meiosorprendeo o senhor estes por-
menores, como nflo sei mentir, repito-o alto e bom
som : isso he verdade.
Entilo, disse Balsamo, permita V. alteza, quo
me retire, e conlenle-se com esta innocente prova do
minha sciencia.
\o, senhor, replicou estimulada a delphina,
quanto mais sabio o senhor se mostra, mais me inci-
ta a exigir a inhiba prediclo. O senhor fallou-me
do possado, e o que eu Ihe reclamo he o futuro.
Pronuncio!! a prinecza estas poucas palavras com
urna agitaefio febril, que em vfio procurava ella en-
cubrir aos circunstantes.
Eslou prompto, disse Balsamo : todava ainda
urna vez supplico a V. A. real, que nilo inste com-
migo. %
Nunca repeti duasvezes urna cousa: he-minha
vontade, e o senhor ha de se recordar, que j lh'o
disse urna vez.
Deixe-me ao menos, minha senhora, consultar
corrente, e da srgnnda de cima de mo morta, que, e
nao alisii/.rreni o que rst.o a dever at o fin do mei
de de/.embro prximo futuro, serfio executados judici-
almente: incorrriulo oque (icarein a deveros impostos
na multa de 3 po cento dos cus dbitos.
Recebcduria, 27 de novembro de 184(1.
Estantillo rereira de Oliveira.
COLLECTORIA DA CIDADE DEOI.INDA.
O colleclor da dcima e mais impostos da cidade
de Olinda manda fazer publico que do primeiro
de dezembroprincipifloa conlar-se os 30 dias uteis
marcados no artigo 21, capitulo sexto do regula-
mento de 16 de abril de 1812, para a cobranza
bocea do cofre, da decima urbana,do 1."semestredo
corrente atino financeiro, de 1846 a 1847; e que, lin-
do este prazo, icarO subjeitos os que deixarem de
comparecer a pagar a multa de tres por cento,
na forma de terminada no paragrapho primeiro do
citado artigo, e serfio executados : outro sim, faz
tambem publico, quo no mesmo prazo far a co-
branza das mais imposicOes a scu cargo; assim co-
mo que estilo promptas as rclacOcs dos devedores,
3ue deixi'fio de pagar ale o Mili do anuo llnaneeiro
e 1845 a 1846, para seren a juizadas quanto antes :
o que manda publicar, para nilo allegarem ignoran-
cia. Collectoria de Olinda, 24 de novembro de
1846. cscrivo, Jodo (onfalves Rodrigues Franca.
Os credores o fallecido Joaquim
Antonio Ferreira de Vasconcellos s3o
convidados a reunirem-se na sala da as-
sociacao commcrcial no dia 3 de deiem-
bro prximo futuro ao meio-dia em pon-
to.
BEBEBDBrj,
Os Srs. accionistas da compaiihia de Bebrrlbe queiro
realisar a entrada de 6 por cento ltimamente pedida ,
at lioje, 30 do corrente.
Ocaixa ,
SI. 0 da Silva.
THEATRO PUBLICO
GRANDE FOCO ARTIFICIAL
NO
DA DE DEZEMBRO,
innmrsirio de S. M. I. e C.
Concordando alguns benemritos patriotas em apre-
si-ut ir mu IimIIi me fogo de artificio, desde a ra da
Oadea at palacio, o director do theatro se lembrou de
construir um tablado seguro, -e decentemente guarne-
cido com as cures nacionaes, para todas as familias, que
toinareiii camarotes, gozaren) gratuitamente do dito ta-
blado : e para combinar as lloras dos dous divertimen-
tos, principiar iiifallivclmcnte as 8 horas em ponto, e
acabar as '0 lloras e meia, hora propria de principiar o
fugo de nitiflcio.
A' chegada do F.xm. 8r. presidente, se representar
um novo.drama, em que Dgurao: Olinda, o Despotismo,
ea Liberdade.
Em seguida subir a scena a magestosa pe;a nova
D. JOS II
nalocanda de Armenstad, chegada do Rio-de-Janeiro
prximamente no vapor S.-Srbtiitiitn, enmposta pelo Sr.
amulo Jos do Rozario Guedes, primeiro tacbigrapho
da assembla geral. s
O director do theatro declara ao respeitavel publico,
que est antorisado pelo Sr. Andrc Alves para annun-
tiar a apparico de um ni>vo panno de bocea, em que
mostra, que nao se precisa mendigar auxilio estranho,
quando o genio brasileiro quer laucar inao dos recursos,
que prodiga Ihe liberalisoii a naturezi (palavras do
prnprio artista, a que se rerere o director).
Parece, pin lauto, lora de toda a duvida, que he este o
n.ais Ih illunte auuiversano do nosso Augusto Monar-
cha, pois que, principiando a< sociedades patriticas de
Apollo e Thaliense a fcsteja-lo desde o dia l. a pro-
pria Diana presidir no scu brllhante carro, at a au-
rora do terceiro dia.
Pubieldes Iliterarias.
Se a brevidadee clareza siloqualdades, de que
se deve revestir qualquer syslema de cnsino he na
verdade excellente o das novas cartas para aprender
a ler, compostas pelo professor S. H. de Albuquer-
que, onde, alcm da mu bemfeila divisan do alplia-
belo, seguem-so immediatamente os nomes, cornos
o orculo, disse Balsamo cm tom supplicantc. Vere
depois, se posso revelara predicelo a V. A. real.
Boa ou m, quero-a assim mesmo, ouvio bem,
senhor? replicou Maria-Antonietta cada vez mais ir-
ritada. Sclorba, nao a arreditarei, tomando-a por
lisongeira; se filr m, considera-la-hei como um avi-
so, oqualquer queseja, prometlo-lhe ser-lhegrata.
Portanlo principio.
l'ronunciou a prnceza estas ultimas palavras em
tom, que nio admita observaco nem dilacilo.
Pegou llalsiimo na garrafa redonda de pescoco cur-
to e lino, deque j fallamos, e p-la n'uma salva
de ouro.
A agoa, assim Iluminada, raiou com relictos aver-
melhados, que, confundidos com o ncar da super-
ficie interna, e com o diamante do centro do vaso,
como que oflereciiio alguma signiicaQilo ao aliento
olliar do adivinho.
Todos se calrflo.
Balsamo levantou as mitos a garrafa de crystal,
e depois de hav-la considerado com altcncilo por
alguns instantes, p-la outra vez na mesa, menean-
do acabeca.
Entilo? perguntou a delphina.
Nilo posso fallar, disse Balsamo.
As feicoes da princeza tomrao urna expresso, que
visivelmcnte signilicava:
Nilo tem duvida: eu sei como se faz fallar aquel-
los, que se quercm calar.
K proseguio em voz alta :
Porque nada tem a dzer-me.
Ha cousas, minha senhora, que nunca sedevem
dizer aos principes, replicou Balsamo cm tom, que
indirava estar ello decidido a resistir, at as ordens
da delphina.
Sobre ludo, repito, quando e9sas cousas se re-
duzem ao tormo nada.
Nao he isso O que me detm, minha senhora;
pelo contrario.
A delphina sorrio-se desdenhosa,
Balsamo pareca embarazado; o cardeal coinecou
quacs se aprende igualmente as syllabas o que se
nilo consegua pelas antigs cartas visto que estas
as Iraziffo em separado.
A vista disto, hedesuppor quo ollas sejflo bem
acceitas, pela stipcrioridadc, que levlo s outras..
Achilo-se a venda na lvraria do Sr. doutor Coiti-
nho, esquina defronte do Collogio, pelo mdico
preco de oitonta ris cada urna.
O HOTEL MM1E1T
Historia Contempornea
ros
Eugeni Sue
Acaba de cliegar do Hio-de-Janriro, e vende-se *ni
tres volumes na praca da Independenciai livrarl.i n. Be
8: n grande nomeada, que tem adquirido seu autor, he
siilicienle para o elogio desta historia,______
kvisos martimos.
=Para oRio-Grande-do-Sut seguir breve o brigue.
barca (irnerota, o qual recebe escravos afrete, c para
passageiros tein os* metbores commodoa: quem preten-
der, pode tratar com Atuorim Irmos, ra da Cadcia, n,
45.
-- Par* o Aracaty o hiate nacional Nereide segu va-
gem com inulta brevldade, com o mesmo carregiuiirnt,
que trouxe de S.-Malheos; recebe alguma carga a frete:
os pretendenle dlrljfio-e a ra do Vigario, ti. 9. .
Vende-seo veleiro hiate Espadar-
te de lote de 27 toneladas de milito
boa constrticcito prompto a seguir via-
gem, e que se aclia fondeado defronte do
trapiche do algodSo : a tratar na rus do
Torres, n. \l\.
Para Lisboa sai com brevidade por ter a maior
parte da carga prompta, o bem conhecido brigue
porluguez Josephina et Emilia, de que he capitilo
Izidoro Ayres de Souza : quem nelle quizer carre- S\
gar, dirija-so ao mesmo capilQo, ou a Francisco
Severianno Babello & Filho-
Para oMaranhito sai, em pericos dias, o bri-
gue-escuna Laura, de primeira marcha : para tar-
ga e passageiros,'para oque tem cxeellonles com-
modos trata-se com o capitilo, na praca ou com
Novaes & Companhia, na ra do Trapiche n. 34.
A sumaca Carlota sai para o Aracaty, hoje, 30
do corrente sem falta, na mar de manhaa : so
recebe passageiros.
Para o Maranho sahe, coma maior brevidade
possivel, o lindo brigue-escuna Josephina.de primeira
marcha, por ter a maior parte de scu carregamento
engajada: para oresto e passageiros.aosquaes ofTcrece
excel lentes commodos, trata-se com o capitilo, Jos
Manoel Barbosa, ou com o consignatario Firmino
Jos Flix da Rosa.
Para a Baha sabe o hiate nacional Flor-do-Jleci-
fe, forrado e pregado de cobre : quem ncllc quizer
carregar ou ir de passagem, dirija-se a ra do Viga-
rio, armazem de cabos, n. 5.
Para Lisboa partir com a maior brevidade pos-
sivel o bem conhecido brigue porluguez Tarujo I,
forrado eencavilhado de cobre, do que he capitilo
Manoel de Oliveira Faneco; lom 2/3- do seu carrega-
mento promptos: pura o resto e passageiros, para o
que tom excellentes commodos, trata-se com o con-
signatario Firmino Jos Flix da Rosa, na ra do
Trapiche, n. 23, ou com o capitilo, na pra?a.
l.ciloes.

= O corretor Oliveira far leililo, por mandado do
respectivo juizo, e a requeriinento dos credores do
fallido Antonio Joaquim da Silva Castro, das fazen-
das da loja deste e de oulros, que se venders a di-
nheiro ea prazo: terca-feira, i. de dezembro, s 10
da manhfla, no scu armazem, na ra da Cadcia.
= Schafheitlin & Tobler farilo leillo, por interven-
efo do corretor Oliveira, de grande sortimenlo de
fazendas as mais proprias do mercado: quinta-feira,
Sde dezembro, tis 10 horas da manhaa, no seu ar-
mazem, na rita da Cruz
Leililo de urna porcilo de caixas de passas,que faz
Jos Joaquim Dias Fernandes, no seu armazem, ra
do Azeite-de-1'eixe, no diaterca-feira, 1. de de-
zembro.
iu- .i__.i__ .. -_Lja^
Avisos diversos.
(1) Nao a ouca, minha illia.
(2) Deixe-a ouvlr, ella qulz aber, altera,
O NAZARENO N. 65
est a venda na prac.a da Independencia, livcaria ns.
6 e 8, e' na casa da Fe, na ra estrella do Rozarlo, 11.
6. Est muito digno de ser lido : os freguezes se nilo
arrepender de o comprar por 80 rs.
-Precisa-se de um moco porluguez, de 14 a 16 an-
nos, para urna vcnda.c que saiba r e escrever: quem
estiver neslascircumstancias, dirija-se ao pateo do
Hospital, n. 14, que achara com'quem tratar.
a rir-se-lho na cara, e o baro chegou-se a elle mur-
murando :
Ora bem, acabou-se o meu feiticeiro : nilo du-
rou muito lempo. O que nos falla agora he ver mu-
dar-se esta baxella de ouro em folhas de parra, como
no cont oriental;
Anles quizera, replicou Maria-Antonietta, sim-
ples folhas de parra, que toda esta oslenlaciio fciU
pelo sonhor, para conseguir ser-me apresentado.
Senhora, rcsppndeo Balsamo com a pallidczno
rosto, digne-se lembrar-se, que no soheitei esta
honra.
Gh! senhor, nflo era diillcil prever, que ou que-
rerla ve-lo.
Perde-lhe, minha senhora, disse Andrezac.m
voz baixa, suppoz obrar bem.
E eu digo-lhe, que pbrou mal, respondeo a
princeza, de maneira que so de Balsamo e Andreza
podesse ser otivida. Ninguem se deve exaliar, humi-
ihando um anciiio; e nilo seobriga urna delphina a
beber no copo d'ouro do um charlatlo, quando ella
o pude fazer no do estanto de um lidalgo.
Balsamo retesou-se eslremocendo, como se una
vbora o morder.
Senhora, disse ello 'com voz trmula, estott
prompto afazer-lho ver o scu destino, j que a sua
cegucira a impeli a sabe-lo.
Estas poucas palavras, pronunciou-as Balsamo com
tfio firme eao mesmo lempo anieacador accento, que
os asistentes sentirfio correr-lhe pelas veias um fri
glacial.
A joven archiduqueza empallideceo a olhos vistos.
(Ubh imkeingeh(er,meineTochltr{i), disso cm
allcinilo a vclha dama a Maria-Anloirietla.
laissie harn, sie hat teiisen icolten, und s sol
lie icissen (2, respondeo Balsamo na mesma lingoa.
Estas palavras pronunciadas em idioma eslrangci-
1
alsati


.&
Precisa-se de urna ama, que tenha bastante
leite para acabar nina criacfo; |>aga-se por sema-
na oilo patacas : na roa dascruzes, n. 2, segundo
andar.
~ Aluga-se, por mdico preco, o segundo andar
c sotiro do sobrado n. 20, atrs do tbeatro ; a tratar
na ra da Cadeia do Recita'' n. 52.
-- Jos Pires dos liis, por havar outro de igua
nomo, so assignarii por Jos Itodrigucs Pires da
Rosa.
-- Aluga-se um sitio na ra da Casa-Forte, com
copiar e gradara de ferro na frente, cocheira, es-
tribara, ccom muitos commodos; varas casas,
por preco commodo, tanto na campia e ra da
(lasa-Forte Como na estrada do Poco ; o primeiro
andar do sobrado amarello da ra Augusta; a toja
do dito propria para venda ; urna loginha na tra-
vessa do Monteiro ; o segundo andar do sobrado do
pateo do l.ivramcnto ; osterceroe quarto andares
de sobrado da ra do Amorim n. 15 : a tratar no
primeiro andar do mesmo sobrado.
Tboniaz Das Souto embarca para o Rio-dc-Ja-
neiro o seu escravo cabra de nomo Pedro.
Pcde-seaoSr. Silvano Thon-az de Sotiza Ma-
galhflcs, que, no caso de nfo saber a moradia das
pessoas, que assignrfloepagrfo para o seu com-
pendio de geometra lineare plana, tenha a bon-
dade de designar o lugar, onde os assignantes devem
receber o dito compendio.
Antonio Xavier Sobreira de Mello roga aosSrs.
irmos de S. Jos da Agonia de nao tirarem os os-
sosdesualllha, sepultada a de setembro do cor-
rente anno sem assistencia do mesmo.
.Na ruado Jai di m n. 32, cosem-sc lsde linho
^esoda perfectamente sem apparecera costura, por
proco commodo; e tambem se tinge de differentes
cores, bem como mantas, diales, &c.
Precisa-sc de dous contos de ris a premio com
garanta: quem quizerdar, annuncie.
Precisa-sede um trabalhador de massera e
que tenha alguma freguezia de vender pito : promet-
tc-se bom ordenado no becco das Rarreiras n. '.
O Sr. Joaquim Pinto de Mello queira. dirigir-sel Antonio Jos Vera faz publico, para conheci-
ua da Florentina n. i\, a negocio de seu inte-[mentde quem convier, que pess
a ra
Jt'SSO.
Agencia de passaporles.
Narua do (Jollegio, n. 10, c no Alerro-da-Boa-
Yista, loja n. 8 tirflo-so passaportcs para dentro
e fra do imperio ; assm como despachflo-so escra-
vos : ludo com brevjdade.
-- Ainda esto parasoalugar as casas tarreas de
ns -''>, 27, 29 e 31 sitas na ra Real, prxima ao
Manguinho, com quintacs murados, cacimbas,
muitos commodos para familia, c serventa para
a ramboa : a fallar com Manoel Pereira Texera,
morador prximo aquello lugar.
Aluga-se o sobrado do dous andares da ra do
Aragflo prximo a botica, com muitos commo-
dos para erando familia quintal com serventa
liara a ra do Tambi grande cocheira c estribara :
a tintar na botica inmediata ou com seu proprie-
laro Manoel Pereira Texera morador prximo
ao Manguinho.
Qftem precisar do um forneiro dirija-se a ra
larga do Rozario ao p do quartcl de polica, n 19.
Quem precisar den m destilador de ago'agoar-
dentc e que est acoslumado a trabalhar segundo o
systema moderno, annuncie.
" O abaixo assignado declara pelo presente an-
nnuncio, que fez venda do casco da sumaca bra-
sileira Santa-Maria-lloa-Sarte aosSrs. Joaquim Jos
c Jomo da Trindade: c por sso, que nada mais tcm
com o mesmo casco. Rccifo 28 de no'vembro de
1846. Por orocuraeflo de Joaquim Teixeira Leite ,
Victorino Teixeira Uite.
Perdrflo-se, desde a ra Velha (entrando pelo
becco do Quiabo alca ponte da Roa-Vista uns co-
raes de i naco com riqulil'es : quem os achar e
quizer restituir, ou delles der noticia, drja-se a
luuNova n.32, quesera recompensado.
.lose Soares de Azcvedo, professor de lingoa
franceza no lyceo tcm iberio em sua casa, ra do
Itaugel, n. 59, segundo andar, um curso de llll'-
TORICA e outro de GEOCRAI'IIIA. As pessoas, que
ilesejarem estudar urna ou oulra destas disciplinas ,
podem dirigir-se indicada residencia a qualquer
llora, excepto cm dias santos ou feriados.
1HEATRO NE APOLLO
ABKRTUKV
AMANHA ,1.' DF. DEZEMRRO.
S. H-T.
Por inconvenientes no dia Dous do Dczembro de-
lberou a commissito administrativa dar a prmeira
represenlacflo na vespera de tilo magstoso ilia.
Os Sis. socios queh fio mandar receber os blhetcs,
que Ibes nertencem,o pagar as mensaldades, que i's-
tiverem devendn, ao thesourciro o Sr. Pcliino dos
Anjos Teixeira, na ra de Apollo. E igualmente
queirito apresentar as suas propostas para convida-
dos, sem cuja approvacfo nflo poderaO estes ter in-
gress.
A commissio faz constar aos Srs. socios ou con-
vidados Cheles de familia que, se as aconipanha-
rem, podem entrar com hilliolo de galera : e ao
mesmo lempo previne a todos estes senhoros, que
nfio ser admiltida pessoa alguma, ainda mesmo
sendo menor, sem que traga competente bilhetc.
o Ateno-ila-toa Vista, loja de
Manoel Joaquim Venancio kdc Souza, fa-
zem-se casacas e sobre-casacas de superior
panno ," merino e alpaca ; assim como
todas as mais obras com a maior brevi-
dade, perfeioo e preco commodo.
io, que s algumas pessoas comprehenderflo, derflo
a situaeflo um ar anda mais myslerioso.
He preciso, que elle falle, disse a delphna, rc-
sistindo aoconselho da sua velha tutora. Se cu Ihe
dissesse agora, que se calasse, supporia elle, que te-
llllO Hiedo.
Ouvo Balsamo estas palavras, e um sinstro mas
tuitivo soi riso IheassomoU ao.s labios.
He o que cu havia dito, murmurou elle, cora-
gera fanfarrona.
Falle, dsse a delphina, falle, senbor.
V. A. real entao sempre exige, que falle ?
Nunca vollo atrs, quando tomo urna decisflo.
Entao, seja para.V. A. real smente, disse Ral-
samo.
Seja, dsse a delphna. Forca-lo-hc as suas
ultimas trinche-iras. Retrem-sc.
K um signal, que denotava, que a ordem era ge-
ral, todos se rclirarilo.
He um. nieio como qualquer outro, disse a del-
l'liina, vollando-se para Balsamo, de obter urna au-
diencia particular, nl be assm, senhormeu i'
Nao procure estimular-me, iiiinba scnbora, ros-
pondeo o esirangero; nflo sou mais que um instru-
mento, deque Heos sec-rve para ilumina-la. Insul-
te a fortuna, celia sevngar, porque sabe vingar-se.
lu traduzo somonte osseus caprichos. Nao faca mais,
l'ortanlo, V. alteza pesar sobre inini a colera, que Ihe
causou a minba demora, que me nflo fara pagar as
ilesgracas.de que nflo sou mais-que o sinistro araulo.
Temos entilo desgracas MI sse a delphna, a-
ln-andada pela respeitosa expressflo de Balsamo, e
ipplacada pela sua apparente resignaeflo.
Sini, miiha scnbora,emuto grandes desgracas.
ga-as todas.
Vou tenta-lo. *
F. entflo t
Interroguc-me V. alteza.
Primeiramente, vivir feliz-* minba familia
Que familia ? A que V. alteza deixa, ou a que a
espera ?
oa alguma nflo p-
I de contratar negpco algum, seja elle do que gene-
ro for., com a casa sita no Abreu-de-IJna, do pro-
pricdadedoSr Jos Pedro do Mello, visto achar se
este debitado com o annuncianle : o todo aquclle ,
que o contraro lizer, correr o risco; pois que,
para sso, o annuncianle passa judicialmente a oxe-
cutar aquello* Mello.
JosSoares Pinto Concia faz publico c princi-
palmente a todas as pessoas, que tcem negocios com
o annuncianle que mudou-se da Solcdadc para a
ra de S.-Rita*, casa n. 85. -
Ra de Apollo, ns. 'lile 5o.
Troca-se, por casa terreas ,jt tambem vcndc-c a
dinliriro por preco ratoavrl, como convier aos pretru-
dente mu grande terreno que delta o fundo para a
man!; o qual est estacado c aterrado c tcm um ar-
mazeiu edilicado dos nmeros cima dec -Lirados che
de esquina : o seu bom local merece toda a preferen-
elnp.ua quem qulirr levantar um elegante predio e
ofl'erccc vantagem a qurui salba apreciar a boa locali-
dadedo dito turnio a tratar com Joao F.aleves da
Silva.
= Precisa-se de um cax'eiro, que tenba pratica
de venda : na ra Direita de Fra-de-Portas passan-
do a intendencia, n. 135.
Precisa-sc de oificacs de alfaiale,
de obra grande : na ra Nova, n. 6o.
O abaixo assignado faz publico aos proprieta-
ros das barcadas, que conduzem saceos com assu-
car por esla praca que aquellas barcacas, que
desearregarcm nos trapiches da alfandega velha do
primeiro de dczembro em vante pagar de des-
carga para sarco 00 rs. de cada um, e tambem os
Srs. ri'cebcdorcs pagarO UO rs. de cada um no aclo
da entrega dos meamos saceos pelo traballio de os
separar e evitar com istoalguns extravos queja
tcem apparecido (cando tiesta forma o abxo as-
signado responsavel pelos que all dcscarrcgarcm
tambem se excederem a dous dias de deposito nos
ditos trapiches pnpira mais 100 rs. de cada um de
arniazcnagem. Iteeil'e -27 de novcmbro de 18l(>.
Jos Francisco Ribeiro da Silva.
Em o Passeio-Publico na loja de chapeos de
sol, de Joo Loubel, se achflo ricos sortimentos de
chapeos de sol, de seda, tanto para homem, como
os de mais lindos gostos para as senhoras, queapro-
cilo o lempo festivo eque em lugar algum desle
mercado os ha de tilo bom gosto ; o seus baratos
precos animfio aosSrs. compradores. No mesmo
estabelccmento se achilo a venda ricos castoes pa-
ra bengala e mesmo ponteiras, e bolotas para as
mesmns. Outro sini tem de presente inventado
uns chapeos de sol grandes, de 32 pollegadas ,:
para senhores de engenhos delles usaron no campo.
Na nicsma loja se concertflo c cobrem-se com per-
fi'cflo e asseo c isto sem demora : tambem se ven-
don chapeos do Porto.
--JOAQUIM IM SILVA LOPES pede s autoridades poli-
ciacs c eapiles de cnuipii a captura de um escravo de
nomr .lus de nafSo Hebolo estatura regular Talla
lao bem que parece ser crioulo ; reprsenla ter 35
anuos; tem o p urna ferida. ule escravo fol de Manoel Heurlquc* da
Silva, da cidade de (ioianna, c fol embargado por di\ i-
(l,i neatapraca, e arremaladoem praca publica pelojui/.
da segunda vara. Quem delle der noticia, dirija-se a
ra da t.adeia Velha n. 29.
O administrador da mesa do consulado, Jlo Xa-
vier Carnelro da Cunha, inudou a sua residencia, da ra
eslrrila do lto7.aiio para a praca da Boa-Vista, casa n.
32, segundo andar.
= Tberc7.a l'.ies de Miranda rrlira-sc pala a capital
do imperio, levando cm sua conipanbia uiua cunhada,
dous sobrinhos menores c quatro esclavos.
= O abaixo assignado, vendo nos Diarios um remedio
para bubas c cravos seceos, cuja remedio hecousaex-
iaa"aamsaMrjK
traordinarla, e tendo er.genho, lia inultos annos, e ten-
do perdido diversos esclavos, e desde o annuncio des-
te remedio, tendo salvado todos, c por litnsua srnlio-
ra, que padeca esta molestia a ponto deja litio se poder
calcar, e com este remedio licou pcrfeitamcnU^saa, e
tambem um fllho de idade de 20anuos: e como vio este
remedio produ/.ir estes ell'eilos, por sso fat este annun-
cio para beneficio dos Srs. de enffcnllO, leudo vislu ne-
gros aleijadose prrdri-eni a vida, por causa desla moles-
tia. Ka/, este annuncio para beneficio da buiuanidadc.
Amonio Correia Pesioa de Mello.
Alnga-sc tima casa com copiar s trapeira no lu-
gar de S -Auna com dous pin loes e jardim o lado a
qual pode servir para duas familias, tendo a mesma 4
salas ? ? quarlos co/iulia, cocheira e estribara com
terreno planudo de capim para um cavado alm de
algumas arvores de fructo : os prrtendeules dirijao
se a praca da Boa-Vista botica ti. b\ ou a esla lypu-
graphia que se dir quem aluga.
AO ROM TOM PARISIENSE.
RA NOVA, N.7.
TE.MPETTE, ALFAIATE,
tem a honra de participar aos cus Ireguezes que lis-
sol veo desde o dia 15 de setembro do anuo passado ,
a sociedade que tinha com os Srs. Golombie/. & Com-
panbia largando ao mesmo tempo a loja dos sobredi-
tos Srs. As pessoas que o qui.creiii favorecer com a
sua fregu/i.i o acharad na sua loja na ra Nova ,
n. 7. Tem pannos para calcas, colletes e casacas, de to-
das as qtialidadcs os mais nuvos chegados de Pars, e
a colleocao dos mais recentes ligurnos ; e recebeo no-
vameiilc um lindo sorlimeiilo de objeelos de luxo e
phaniaiia, de diversas qualidades.
Precisa-se de dous lavradorcs ; cni casa do doura-
dor, ou fabricante de caudiciros de ga na ra ISo
va n, 52.
flores, fitas,
o mais bem
Oh! a tninlia verdadeira familia, minba m.li Ma-
ra-Thcreza, meu irmfio Jos, minba irmfla Carolina.
As desgracas de V. alteza nao a attingirO.
Esaas desgracas entilo ser-me-hflo pessoacs ?
A' V. alteza e sua nova familia.
Pode dizer-me essas desgracas ?
Nflo posso.
X familia real eompc-sc de tres principes ?
Sim, scnbora.
O duque de Bcn y, o conde de Provenca, o con-
de d'Artois.
Justamente.
Qual ser a sorlcdeslcs tres principes?
ReinarO todos tres.
.Nflo lerei entflo filhos?
Te-ios-ha.
Entflo nflo serflo vanles?
Entre os filhos, que ha de ter, haverflo varos.
Terei cnlOo a ddr de os ver morrer P
Sentir, que um seja morlo, pezar-lhc-ha, que
o outro seja vivo.
Amar-me-ha o meu esposo P
Ama-la-ha.
Muiln,
De mais.
Mas, pergunto-lhc eu, que desgracas me podem
sobrevr, tendo o amor de meu marido e o apoio de
minha familia?
Cm c outro !hc faltaro.
. Ficar-me-ha o amore o apoio do povo.
0 amor c apoio do povo !.... lio o ocano du-
rante a calma.... J vio V. alteza o ocano durante a
tempestade ?.'...
Fazendo bem, evitarei, que se levante a tem-
pestade ; ou se ella se levantar levatar-mo-hei com
ella
Quanto mais altas s3o as vagas, mais fundo he
oabysmo, que ellas cavfio.
Rcstar-mc-ha Reos.
neos nlodefende as cabecas, que elle mesmo
condemnra.
mmkA) o scntior'.' pois nflo scrci rainlia.1
Tiancelins de qualquer modelo aunis
aderecos, pulcciras, brincos, etc. ; ludo
feilo possivel por preco mdico.
~ Offerece-se una pessoa hbil pora caixeiro de
ra: quem precisar annuncie ou dirija-se a ra
da S.-Rita n. 57, que se dir quem he.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado da ra
estreita do Rozario, D. 3 : a tratar no mesmo so-
brado.
Precisa-sede urna ama forra ou .cscravu que
Bba ensaboar, engomniare fazero servico interno
de urna casa de pequea familia : ua ruu duAlfundc-
ga-Velha, n. 5.
- Os Srs.doiiosde
obras e mcslres pedi'riros que precisaren! de alguns
materiacs, como cal branca, dita pela, barro amarello,
dito prcto, arela lina de fingir, dita grossa, tedias, li-
jlos de l.nli illiu, ditos de alvcnara batida, dita gros-
sa, lijlos de tapameulo largos, ditos estretos, tudo
mais cm conla do que cm outro deposito, quinao diri-
gir-se ao ariiiazem u. 8, por detrs da ra de.S.-Fran-
cisco, ou aoariiia/.cni B.3, delionle da rcs|icctiva Or-I
(Icio Jrneira.
Precisa-se altigar um sitio prximo da cidade
preferindo-se a margrn do rio com boa casa de vl-
veiula baixa para capim cocheira : no Aterro-da-
lloa>Visla n. 3o, se dir quem ]>reclsa.
Alugflo-se os segundo e terceiro andares do so-
brado n. 49do Aterro-da-lloa-Yisla, por preco com-
modo: no primeiro andar do menino, ou noescripto-
rio do Kavireno, ra estreita do Rozario, primeiro
andar do sobrado n. 0.
Aluga-se um preto por lempo, preco o servico,
que se tratar: na ra Nova, loja, n. 58.
O abaixo assignado tem ordem do Reverendo
padre Francisco de Missias Rarboza (de S.-Miguel-
das-Alagoasj para pagar urna lettra de cenloe tantos
mil res, que o mesmo Sr. deve a Joaquim Concalves
Cascflo: e quem sejulgarcom direito a ella, bajado
aprcsenta-la, que promptamente ser para.
Joaquim llibeiro I'onlei.
0 abaixo assignado tem a declarar, e isso por oc-
casiflo de urna correspondencia do Xazareno ultimo,
que nexacla he a manera/por cjtic naquclla so dis-
se ter o mesmo abaixo assignado tratado o I). Mo-
ntea Sarniento.
Manoel Jos Pereira
Precisa-sede urna ama de leite : na ra larga
do Rozario u. Wi, primeiro andar.
Aluga-se urna casa terrea na Soledade, propria
para passar a testa,por ser fresca, e o alugucr barato:
a tratar na ra liireita, venda, n. 9S.
l'rccisa-se alugar urna prcla escra-
vo, quesaiba cngoinmar e lavar, sendo
para tuna casa estiangcira de ponen fa-
milia paga-se bem no caso que o ser-
vico da prela agrade : quem a tiver, di-
rija-se a ra da Cruz, no llecife, n. 48,
"_ primeiro andar, ou ao armazem do mes-
mo sobrado.
Braz Florentino Henriques de Son-
sa, estudantc do segundo anno do curso
juridico, prop5c-sea dar licoesde pliilo-
sopbia^ francez rbetorica e geographia
qnelles Srs. que se quizerem habili-
tar para os exames destes preparatorios
cm marro : os que de sen prestimo se
quizerem utilisr, podem dirigir-se a casa
da sua residencia na ra do Queimado, n.
\>, primeiro andar.
Quem precisar de um sacerdote paradzer as
missas de testa, uo sendo para minio longo, dirja-
se a ra do Mundo-Novo, n. 3.
No dia 17 do presente uovunibro, cntregou-se um
barril de manlega iuglczii a um preto na porta da
alfandega: e como o nflo enlregasso aonde devia, ro-
ga-se o favor de, no caso de o ter entregado, por en-
gao, cm alguma venda,'parlicipa-lo na ra do col-
legio, venda, n. 5, de que muilo agradecido seibo
tirara.
Lotera da matriz
da cidade da Vicloria.
Tendo-se apenas vendido pouco me-
nos de metade tos bilbetes desla lotera ,
e no potlcndo, por consequencia, efl'ei-
luar-se o andamento das rodas no dia ai
dt crtente; be o mesmo andamento
transferido ainda para odia \i de dczem-
bro pruximofaltuo na espranca deque
para esse tempo se tenba completado a
extraccao do resto dos referidos bilhetes.
Os abaixo assgnadosscientificfto ao commer-
ciodesla praca que tcem contrahido urna socieda-
de cni com m a nd i te com o Sr. Antonio Joaquim Vi-
dal, na loja da ra' da Cadeia, n. 56 : e para an-
damento da qual dcixrflc fundos siilllcientes, li-
cando dora cni diante gyrando o dito estabelcci-
menlo soba tirina somonte do socio responsavel o
ditoSr. Antonio Joaquim Vidal e os annunciantes
desodorados de qualquer mitra rcsponsabilidadc ,
mais que a dos fundos.com que entrarn como socio
commanditarios. Recite, 26 de uovembro de IRtli
Mesquila & Oulra.
Compras.
Compra-se urna espada para oflicial de guarda
nacional, sendo toda pralcada sem roca o com
pouco uso : na Iravessa da Concordia n. 5. Na mes-
ma casa vende-se urna barretina com pouco uso ,
para guarda.
= Couiprao-se escravos de 10 a 20 annos de idade,
sadios, sem vicios, com officios c sem ellcs: ua ra Dl-
reila, sobrado, n. 29.
-r Compra-se um almofariz de bronze que te-
nha de peso arroba e nieia para mais : no Attero-da-
Roa-Ysla, loja da esquina do becco n. 10.
Compra-se o Diario de Ptrnambuco do da 20 do
julhodelHH: na praca da Independencia, livra-
ria ns. (es.
~ Compran vaccas de boas qualidades : na ra
dos Pescadores n. 22.
Comprflo-se escravos de ambos os sexos: na
ra Nova, loja de ferragens n. 1. ________
Vendas.
Vcndc-se urna morada de casa terrea na ra
Imperial, n. !U com bastantes commodos, fcita
a moderna : no pateo de S.-Pedro n. 9.
Pelo contrario, miuha scuhora, e prouvera a
Dcos, que o nflo fosse V. alteza.
A joven princeza serrio-se desdenhosa.
Ouca, minba senhora.e guarde bem na memoria.
Ku esruto, replicou a delphina.
Observou, V. alteza, continuou o propheta, a
(apocara da prmeira cmara, em que dormio, ao
entrar cni Franca ?
Observe!, respondeo a delphina, estremecendo.
Que rcpresenlava essa (apocara ?
I ma matanca, a dos innocentes.
Coiil'csse Y. alteza real, que assinistras liguros
dos matadores Ihe licrfio ua lombran^a.
Confesso-o.
Rom c durante a trovoada nada iiotou.
Oraio despeila.;ou a ininlia esquerda lima ar-
vore, que, aocahir, quasi me esmaga a carruagem.
Isso sflo presagios, disse Ralsamo com carrega-
da voz.
F presagios funestos!'
Parece-me, que fdiadilcil ;itcrpreta-los d'ou-
trn modo.
Iieixou a delphina cahr ac beca sobre o peito;
mas, erguendo-a depois de alguns Instantes dereco-
lhimcnto e silencio:
Como morrera meu marido!'
Sem cabeca.
Como morrer o conde de Provenca ?
Sem pomas.
Como morrera o conde d'Artois?
Sem corte.
E en ?
Ralsamo meneou a cabeca.
biga... replicou a delphina, cntio falle...
i Nada tenho a dizer.
Mas eu quero, que diga! exclamou Mara-Anto-
nietta toda trmula.
Por compaixao, minba senhora....
Oh fallo !... disse a delphina.
Nunca, minba scnbora, jamis!...
Falle, senhor, replicn Maria-Antoniclta em
toiidc ameaea. Falle, se nflo, digo que tudo isto In-
tima comedia ridicula. F tomo sentido, nfose zomba
assm de urna (Iba do Mana-'I bere/a, de urna inu-
Iher... que tcm as mflos a vida de trinta militos de
borneas.
Ralsamo ficou mudo.
- Ora adeos, o sonhor nada mais sabe, disse a
princeza, encolhendo os hombros com desprezo;oti
antes, a sua imaginaeflo est exhausta.
Dgo-lhe, que tudo sei, minba senhora, replicou
Ralsamo, e ja que assim o quer absolutamente...
Quero.
Tomou Ralsamo a garrafa, na mesma salva d'ouro,
e foi po-la em um recanto sombro do caramanchel,
onde alguns rochedos fingidos figuravflo urna gruta.
Depois, Iravando da inflo da archiduqueza, arrastrou-
a para a sombra escura da abobada.
Est disposla!' disse elle princeza, a quem esta
aceflo vehemente quasi que havia aterrado.
Estou.
Entflo, de joellios, minba senhora, de joelhos, e
assim (cara em postura de pedir a Dos, que Ihe pou-
pe o tcrrivel deslecho, que vai ver.
A delphina obcdccco machinalmenlc c deixou-so
cahr sobre os dous joelhos.
Tocou Ralsamo com a sua varinha o globo de cris-
tal, no nieio do qual se deseuhou so ni duvida alguma
iriste e tcrrivel ligura.
Procurou a delphina ergucr-sc, cambaleou um Ins-
tante, tornou a cabir, soltou um grito lamentoso, o
desmaiou.
O barao acudi, a princeza eslava sem conhccimcn-
tus.
No lm do alguns minutos tomou a si.
Passou os mflos pela fronte, como faz quem procu-
ra despertar Icmbraucas.
Depois, do repente:
A garrafa! exclamou ella com rcenlo de inex-
primivcl terror.
A garrafa!
O barfloapresenlou-lha. A agoa eslava lmpida e
sem mancha alguma.
Ralsamo havia desapparecido. [Continmr-tt-ha.)
TT


A
Folhinhas.
Vendem-se folhinhas de porta, algibeira e padro ;
na praca da Independencia,livraria, ns. Ce 8.
Vcndc-se urna preta de 18 annos, de bonita
(gura, quecozinha, lava he muilo habilidosa ,
e sabe tratar de meninos ; nflo tem vicios nem acha-
ques: na ra do Itangel, n. 3C, primeiro andar.
Vcnde-se una casa terrea no sitio, que liea na
travessa doMonteiro, e que serve para passara festa,
por ser milito fresca; o Juntamente algous terrenal
junto ao rio Caplbaribc, e cun 150 palmos de fundo :
quem pretender, diriia-seao mesmo sitio.
Vende-se palha ce carnauba chegada prxima-
mente do Ass, em poreflo ou a retalho, por prego
commodo: na ra da Praia, armazem, n. 34.
Vendem-se 35 escravos de ambos os senos, en-
tre elles bonitos moleques de 12 a 15 anuos, 2 ne-
gros de 70 annos, mulatos, sendo un proprio pa-
ra pagem, de idat'e de 16 anuos, c o outro de 13; ludo
por pirro commodo : na ra da Cruz, armazem, n.
SI.
-- Vende-se um negro e urna negra mocos c de
bonitas figuras, proprios para todo servico de casa e
decampo ; assim como um mulatinho de bonita fi-
gura, proprio para pagem : na ra da Cadeia de San-
to-Antonio, n. 25.
Contina-so a vender barato calcado para ho-
mens, gennorai e meninos, de couro, marroquim e
do lustro, obra bem feila : na ra Nova, loja, n. 58.
, Vende-sc sal do Ass bem grosso c claro: a bor-
do do lirigue l'aqurle-de- l'ernambuco, ou a tratar com
Leopoldo Jos da Costa Arauio-
Vende-se urna ricamobilia de sala, de Jacaran-
da, duas commodas, e urna riquissima cama franec-
za de dito com souscortinados, lanternas, candiei-
rti fraucez, tourador, etc. etc., ludo muilo novo, c
sem o sem o mais pequeo defeito : na ra da Auro-
ra, n. 24, segundo andar.
CARNAUBA.
No ,ii 111.171 m nua-sc a vrndcrcora de carnauba, a rcialho, de mul-
lo superior qualidade.
= vende-sc um lindo moleque de 14 annos, peiuco.
mais ou menos ; bem como duas pelas, boas para todo
o servico, sem vicios e por preco commodo ; e mu casal
de escravos, proprio para lodo o servico e por prrro
commodo: na ra do Crespo, n. 12, a fallar com Jos
Juaquim da Silva Maya.
- Vendein-sc 7 pretal com habilidades, de 10 a 25 an-
nos dr Idade; 1 moleque de 18 annos de elegante figura
c de mui boa conduela; 1 pardo bom carreiro, de 20 an-
uos e bem robusto; i preto de niela idade, por barato
preco; 1 mulata de 15 annos, de bonita figura: no pa-
teo da matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vende-se CERA EM VELAS do Itio-de-Janciro ,
sorlimcnto rompletodel at 16em libra e bogias
para castigaos, de4,5e6, em caixas e as libras;
colla da llaliia superior, as saccas c os arrobas,
por preco muito commodo : na ra da Scnzalla-Ve-
Iha, armazem n. 110.
Vendem-se 3 escravos, sendo: um moleque
peca de 17 a 18 annos; urna moleca, da mesma ida-
de; urna preta quitandeira; todos vendem-se por
preciso: jia ra cslreita do Rozario n. 23 pri-
meiro andar.
= Vrnde-sr a bordo do brigue Contfi^ao-Coborlo sa
do Ass de boa qualidade : trata-se abordo com o cap-
tao.ou com Amovm limaos, ra da Cadeia n. 45.
= Vendem-se moendasde ferro para rngrnhos de as-
sucar, para vapor, agoa e bostas, de diversos tamaitos,
por preco commodo e igualmente taixas de ferro eoado
e balido, de todos os tamaitos : na praca do Corpo-San-
to, n. 11, em casa de Me. i .-iIukuii Companhia, ou na
ra de Apollo, armazem, n. 0.
= Veudc-sr potassa branca de superior qualidade,
em barra pequeos ; em casa de Madieus Ausliu cV
Companhia. na rua da Alfandega-Velha, n. 30.
= O corretor Oliveira tem para vender cobre em fa-
lla r pregos de dilo para forros de navios : os preten-
dentes dirijan-se ao inesiuo, ou aos Senhorcs Mrsquila
& Dutra.
R ELOGIOS.
Veodem-se 4 relngjos 2 de ouro novos c suissos,
um dilo um pouco usado e um de prata, em muito
bom uso ; 3 correles de ouro novas ; tudo por mdi-
co preco. : na rua da Cadeia n. 4.
= Vendem-se as mais modernas caixas de tartaruga,
de riquisslmo goslo, eom chapa de ouro; superior ra-
p de Lisboa muito fresco : na rua larga do Rozario ,
n. 24.
wt Vende-se ral virgem em meias barricas chrga-
da pruximaniente, por prreo commodo; na rua da
Mocda armazem n. 15.
IV a rua do Crespo, loja nova
n. 12 de Jos loaquim
da Silva Maya,
vende-se brim Je puro linho de quadros c listras de
cores e que sao multo proprios para a fesla pelo ba-
ralissiino preco de 720 rs. cada vara ; ricos cortes de
casimiras elsticas para calcas a 0/ c 8/000 rs. cada
corte ; alpaca preta a 800 e lliill rs. s covado ; pannos
linos, prclo e decores, por barato preco; cortea de cop-
ine de velludo setim e gorgtiro ; ludo por preco ba-
rato ; assim romo mu i icosortimeuto de lencos de seda
para grvalas muito proprios para a festa.
-- Vende-se una negrinha rrrolhida de l5 annos ,
que cose, engoiuma alguina cousa r he de bonita fi-
gura ; um pardo bom carreiro : no armazrin de fari-
iiha do caes do Collrgio.
-Vende-se pofassabranca, da
mais recem-chegada or modi
co prego : em casa deL. G. Fer-
reir & Companhia.
Vende-sc farlnha de trigo da marca SSSF de ra-
loinlio ; no caes da Alfandcga armazem do llacrlar,
tratar rom Manoel daMIva ,-anlos.
Vendem-se 18 duzias de assoalho de louro
porpteco muilo commodo, por se querer desoc-
cupar o armazem sito na rua da F'raia de S.-Rita _
n. 23 : a tratar na rua cslreita do Rozario loja n. 31.
Vende-se farol lo muito bom e novo em sac-
cas de 3 arrobas : no armazem do Bacelar defron-
teda escadinha, e na rua da Cruz, n. 52.
Vcnde-se urna cfpada prateada sem roa ;
canana ; 1 Ulim ; 1 banda rica ; 1 fiel; 1 barretina ,
tudoquasi novo cen muito bom estado, por pre-
go commodo : na rua Nova n. 58.
T\lo-de-.lanelro, por mais barato preco
do que em outra qunlquer parte : na rua
ra (,'adeia do Recife, loja n. 5i.
Na rua do Crespo loja nova,
n. 19, de Jos Joaquim
da Silva Maya ,
vendem-se ricos chapeos de eda lindamente enfelta-
para senhora chegados ltimamente de Franca
Casa da F,
na rua estrella do Hoza rio, n. 6.
Nesteeslabelecimcntoacliflo.-se a venda as cau-
telas da lotera da matriz da cidade da Victoria,
cujas rodas andlo no da 12 de dezembro. A ollas ;
dsorecos sao os do costume.
Vendem-se as mais superiores dra-
gonas paraofliciaes subalternos da guar-
da nacional chegadas ltimamente do
dos
pdo diminuto prrro de 12/000 rs. cada um ; mantas do
grande tom a (i/000 rs. cada uina as quars se tornan
rrcommendavcis para as senhoras que coslumao ir
passar a festa.
Na rua da Cadeia Velha, loja
n. 29, de J. O. Elsler ,
vendem-se os seguimos vinhos engarrafados, de su-
perior qualidade : violto do Porto inulto velho ; dito
da Madeira ; Bucellas ; Carcavellos ; Sherry ; Rheino ,
Hordeaux ; Cherry-cordial ; Teneriffe ; Champanha ;
marca cmela ; c tainbem superior genebra hollande-
vi; ago'ardentc de Franja ; velas de composicao ; cha
preto.
Narua doCabug loja de miudezas, n. 1,
vendem-se pilulas purgativas, antibiliosas e anti-
dartrosas; cujas pillas teem produzido elTeitos
maravilhosos a varias pessoas, que dellas teem
usado em differentes enfermi tem 25 pilulas, aeompanhadaeom um folheto que
declara assuas virtudes emanoirasde usar.
~ Vende-se um bem construido sobrado de 2 an-
dares e mirante, em boa rua ; duas casas terreas,
com bons commodos, c tambem se troeflo por um
sitio nos suburbios desta cidade : na rua de Agoas-
Verdes, n. 4fi.
Vndese, narua da Cruz, n. 6o,
cera em velas do Rio de Janeiro, de 3 a 16
em libra, cm caixas pequeas, e por preco
mais commodo do que em outra qualquer
parte.
Vcnde-se a casa terrea n. 20 no becco do Veras,
a sabir da praca da Roa-Vista o para a rua Volita, por
commodo prego : na rua do Queimado loja de for-
ragens do Sr. Cordeiro, se dir quem vende.
~ Vende-se urna cadoira de armar, forrada de
seda ; macacos para arrumar carga ; encerados para
cobrirgneros : amado Amorim n. 15.
FOLHINHAS PARA 1847. .
Na livraria da rua da Cruz do bairro do Recife ,
vondem-se folhinhas de algibeira e de porta, pe-
lo prego do costume.
lYo AteiTO-da-Boa-
ylsla, loja n. 14,
verdem-sc longos de seda para homcm o senhora,
a 640 e 1000 rs.; chitas finas, a 110 rs. o covado.
Vcnde-se a venda da rua da Madrc-de-eos,
n. 22, com poneos fundse bem afreguezada, tanto
para a pragaeomopara o matto : a tratar na mes-
n a venda.
Vende-sc sement de alface, muito nova, tan-
to branca como preta na venda da esquina do Ater-
ro-da-Uoa-Vista, n. 88.
Vende-se um carro de quatro rodas, com os
seus competentes arreios no largo da praga da Roa-
Vista cocheira, n. 30.
Vende-se urna escrava de nagfo prrfoila co-
zinheira por 400,000 rs.; urna dita, por 350,000 rs.';
urna dita para o matto, de 21 annos, por 250,000
rs.; urna dita de boa conducta de 25 annos por
350,000 rs.; um bonito moleque de nncilo, de.18
annos; umescravo para todo o servigo, por 280/
rs.; um dito, por 350,000 rs. ; um dito bom para
engenho, por 420,000 rs.; urna parda boa ama de
casa por 320,000 rs. : na rua de Agoas-Verdes,
0.44.
Vendem-se presuntos o queijos inglozos ; latas
com biscoutinhos finos e marmclada; tudo muilo
novo : na rua da Cruz, no Recife venda n. 06.
Na rua da Cadeia loja de Jos Mara Sevo ,
vendem-se ricos chales e lencos de seda, de cores e
protos; superiores mantas de sodada Italia; lengos
de seda, para algibeira ; ditos de cores e pretos, para
gravata ; chapeos de sol, de seda e panninhn, com
asteas de baleia ; tudo rocentemenlo chepudo: e
oulras niuitas fazendas por prego commodo.
Fazenda da ultima
moda.
Na rua Nova, n. 12, continuao-
se a vender lindos cortes da in-
napreeiavel fazenda de seda, cha-
mada b.rege, de b nilos goslos,
c muito piopria para a estacan
presente; mantas escocezas, mui-
to ricas ; lvas e meias de seda;
cortes de chita, de muilo lindos
padrees, a 3200 rs. superior fa-
zenda, com 14 covados e de co-
res fixas ; cassas; casimiras els-
ticas ; cortes de collete ; na I/o -
i ina de la, a 300 rs. o covado ,
muilo recommendavel pelos lin-
dos goslos; lanzinha de listras,
a 220 rs. o covado ; chita fran-
ceza, a 280 rs. o covado; e ou-
lras umitas fazendas por preco
commodo.
Vendem-se don* escravos aptos para todo o
servigo: na rua daMoeda armazem n. 7.
Vendem-se as instituices de medicina forense,
por Jos Ferreira Borges 3000 rs.; Memorias his-
tricas do Rio-de-Janeiro 9 v. novos por80o0rs. :
na livraria da rua do Crespo n. II.
Vendcm-se sapalOcs de bezerro, de tola e vira,
pelo commodo prego du 14*0 rs. o par; ditos supe-
Kfc
riores, bem trabalhados, a 1760 rs.: no Aterro-da-
Boa-Vista, loja deferragens, n. 46.
=3 Vende-se, ou permuta-seporum sitio pertoda
praga, urna excedente casa terrea: a tratar no
principio da rua Imperial, n. 9.
Vendem-se superiores charutos, ltimamente
chegadosda Rahia, de todas as qualidades, bem
como : regala nonplusultra cigarrlha, cabezu-
dos, estrella, &c. ; ditos feitos no paiz, por bons
meslrcs ; dous relogios, sabonetes de prata, sendo
um dellesdo patente muito bons reguladores, e por
isso proprios para martimos : na fabrica da rua l)i-
reta defronte da laavessa da Penha.
CHAl'EOS DE MASSA A POLKA,
A 2400 e 3500 RES.
Vendem-se ditos chapeos, no escriptorio da rua
Direita, sobrado n. 29.
Vcnde-se a venda da rua das Agoas-Verdes,
n. 15, ea venda da Cambna-do-Carmo n. 3 : to-
das vendem-se por seu dono retirar-se para tratar
desuasade : na Camboa-do-Carmo, n.3.
Vendcm-se saccas com superior colla, fabrica-
da no Rio-Grande-do-Sul, por prego barato ; barris
de varios, tamanhosdevinho do Porto, Figueira e
Lisboa : na rua da Moeda, armazem n. 7.
Sal de Lisboa fino e alvo, a 1600 rs. o alquei-
ro velho, e sendo porgilo dar-se-ha por menos na
rua da Praia armazem n. 18.
Vcnde-se urna espingarda de cagar, por pre-
go commodo : na ruj da Praia, n. 18.
Vende-so um prctobcm procedido, trabalhador
de cnxada por 350,000 rs.; 3 canoas de carreira a
saln': duas a bertas novas, pintadas a oleo, de car-
regar familia e urna pequea de um s pao: na
rua cslreita do Rozario, botica, n. 10.
fM$mm
Pechlnchas novas para a festa, a saber : cor-
ftes de velludo da melhor quaidade e lindos j(!
padres, que teem apparreido, a 5/000- rs. ; di- 9\
tos de setlm de cores, de listras c quadros a *
4Q 2/500 rs.; merino de du.-is larguras a2/0O0rs. t&
2 o covado; alpaca superior a 1/280 rs. o cova- rk
?T do ; panno fino verde cor de garrafa a 5/000 *j
Kf rs. o covado ; dilo preln a 4/500 rs. ; lencos *v
h de seda da India, a 1/280 rs. ; sedas decores, (S
fde lindos padroes para vestido, de senhora 2,
a 1/000 rs. o covado ; meias compridas, estam- *K
1 f320 rs. ; luvas de pellica, para homem a 1/ ,*.
rs ; ditas para senhora, a 320 rs ; triem drslas Jt
ha oulras multas fazendas bem como: ricas fjr
fcambraias de cores; lindos riscados para vrsti- at}
dos de senhora, por imilareiu cassas, de dille- b
rentes cure*. 8F
Vende-se, na rua Nova, loja n. 38,
o supplemento ao vocabulario portnguez
e latino por lltiteaux, obra prima ra-
ra e nteressante para os amadores da
lingo i nacional.
.Vendem-se passas muidas, para fazer podins ; cetc-
jas e amrixas sercas; fcijcs ; rrvilbas ; lentiha ; cham-
C.inlia ; vinlio du l'oi lo Schcri j ; Madeira; vi olio do
heno ; San (cines ; ( la i elle, em i| liar (olas c caixas ; di-
lo engarrafado a 400 rs. muilo bom; superior cognac;
rliiiin de Jamaica ; arrae ; grnrbra de Hollanda ; violto
de Malaga velho, em nielas garrafas ; frascos de todas
as qualidades de finetas da Kuropa ; repollaos conser-
vados ; barris pequeos drcaviar.de nina libra ; mus-
anla francesa e iuglea ; Scherry cordial; latas de sal-
omo ; sai dinlias. n villias e mais oulras conservas de
peixc e carne ; conservas de pepinos e ceboilluhos; cer-
veja preln e branca da celebre m..iva harrlay ; ueile
doce superior ; ch ; charutos regalia. F.stes geni-ios
sao todos da melhor qualidade e se adan amostras
para os similores compradores, no armazem de Fernan-
do de Lucca na rua do Trapiche n. 34.
Xova publicarn porlugueza
de Pars, a 0^000 rs. cada
cxcmplar, cm 2 volumcs
de mais de mil paginas, rmn militas es-
tampas ricas encadernncao elegante da
Historia completa de Napoleo, extra-
liiil.i dos melhores autores c especialmente das obras
de Mr. Thlers pelo doulor Cela no Lopes de Moma,
cirurgiao-mr da Irgiao portugnea ao servico do im-
perador Napoleo.
I\o Atcrro-da-lSna-Vista so-
brado n. I, casa de modas
'r.'uicc/ns, do llillocliau,
T''ndem-se ricos e'mullo lindos chapeos de seda bico,
crep c palha fina para senhora e meninas ; toucas
enrolladas, para m jilas ; chapese mantas par* luto;
1 indissimos e ricos capules Inanios de fil bordado e
cassa dita para senhora ; corles de vestidos bordados.
de lilu, eanilirai.i e tailatana; cambalas lisas c bor-
dadas ; larlatana lina branca e de cores ; mantas de
bico preto ; ditas de larlatana bordadas ; boas fitas de
setlm e tafel de todas as larguras ; ricos blcos de
blonde ; ditos de linho ; flores finas para chapeos e
enfeiles de vestidos; dilas para noivadoi ; lencos de
seda, para grvalas de senhora; ditos de cassa fina ,
parahoiiiein ; luvas de pellica para homem e senho-
ra ; toncados para meninas ; ditos para baptisado ; lu-
vas de seda, curias e compridas para senhora ; bicos
de lindos padres para cabrers ; lencos bordados ,
de cainlnaia de linho ; ditos de cambraia; ditos de c.-un
braia Imprimida'! Hielas de seda para senhora; dilas
de linho para meninas ; lindas bejoutrrias fr.111ce7.as,
imitaran peifeila ; liras bordadas ; ditas de fustao ;
mallos outrns ubcelos de moda. Ma mesma casa fa-
/.ein-se vestidos de casamento do ultimo goslo por
trr lodos os figurinns os mais novos c ludo u mais, que
necessita o toilele de una noiva.
-- As cautelas da loteriada cidade da Victoria achio-
te de hoje em dimite expostas venda no Aterro-da-
Koa-VIsta. as lujas dos Srs. Cactano I.uli Fernira
n. 4(i; Tlinina?. Perelra de Matlos Estima, n. 54; I.eai
&t Iriimn, n. 58, e Antonio Ayrea de Castro, n. 72;
assim como na travessa do Veras, n. 13. onde oa fre-
gurzes acharad srmpre um variado sortimeuto de bous
num'eros. O pagamento das que sahiro premiadas
na passada lotera tu Livramento, contina a ier frito
como d'antes a toda e quat(|ucr hora do dia, sem ex-
cepeo de domingos c dias sautus.
Cal virgem.
Vendem-je ancoras e barricas com cal
virgem, de Lisboa chegada J>tmn-
------------------------ ^n ....-----^^-r^
mente por preco mais barato do que
em outra qualquer parte ; na rua da Ca-
deia loja n. 5o.
Vendem-se duas necrinhas de 14 a 16antins-
dous moleques muito lindos e ptimos para todii
servico; 4escravos do |rvico de campo; Spretas
de bonitas figuras, com vanas habilidades : narua
Direita n. 3.
Vendem-sc4 lindos moleques, de 14 a 18 an-
uos; 2 ditos de 7 a 11 annos; 1 pardo ptimo para
pagem de 17annos; um preto bom canneiro, de
30 annos; 2 preta* com algumas habilidades, sen-
do urna de nacilo com urna cria miilatinha; de >
annos, com todas as habilidades; urna parda, d,"
25 annos, com algumas habilidades: na rua do c.ol-
legio, n. 3, segundo andar.
Pechinchas na loja
do nicho !!!
Na esquina do Livramento, loja do nicho, ven-
dem-se corles de cassa pintada, a 2000 rs.; chapeos
deso, do panninho, imitando seda a 2000 rs.;
camisas de meia a 1000 rs.; e recebem-so cdula,
encarnadas de 20,000 rs. sem descont.
Vende-se um moleque de 8 an-
nos, mullo bonito, esem defeito algum.>
em Fra-de-Porlas rua dos Guarara-
pes, n. 49.
Alerta freguezes!
Na rua do Collegio n.9, loja do antigo baca-
teiro contina-so a vender barato botes dema-
drc-de-perola a 480 rs. a grosa ; bico cstreito a
40 rs. a vara ; meias do meninas e meninos, a 2Vfl
rs. o par; pe les de marroquim, a 1280 rs.; ditas
de couro de lustro, a lfiOO rs.; torcidas de candiei-
ro de todos os tamaito*, a 100 rs. a duzia; caixas
e carteiras deagullias francezas, de fundo doma-
do, a 280 rs.; botes furados, do metal branco c
preto, a 300 rs. a grosa ; medidas do marroquim',
Earaalfaiate, a 560 rs. cada urna ; luvas de algodilo
raneo e de cores, para homcm e senhora a 3n
rs. o par ; ditas de pellica ; para homem e senhora,
a800rs. o par; carteiras de algibeira a 100 rs ra-
da urna ; peinas de fita do bla para debrum de sa pa-
tos de todas as cores, a 160 rs. ; bico de lindo do
l'orto a 100 rs. a vara ; bengalas de canna da India,
tic di llrenles qualidades a 1920 rs.; bonetes de
palha para o fresco, a 100 rs. cada urna ; carapu-
casde algodio, de todas ascres, a 160 rs. rada
urna ; chapeos de sol, de panninho, al200rs. rada
um ; bonetes de panno para homem e meninos, a
480rs 'lencos de seda de todas as rrtres, n 1280
rs. ; fitas de seda e selim do todas as q nal titules;
ditas lavradas; retro/ de todas as cores a 180 re. 1
oilava; botOesde du raque e seda para casaca a 200
rs. a duzia; luvas de camurca para eavallaria; hi-
cosde todas as qualidades;. ricas tesourasTinas para
1111 ha e de oulras qualidades o de todos oa-tamanios;
caivetes finos para petum; e outras umitas fa/cn-
das, para acabar.
~ Vende-so uina mulalinha, de 20 annos, que en-
gomma, lava e cose, ludo com perfeigao : na rua
larga do Rozario 11. 35, primeiro andar.
Vende-sc a venda da ruada Madrc-dc-Dcos,
n. 22 com poucos fundos e bem afreguezada, tan-
to para a praca como para o mallo : a tratar na mes-
ma venda.
Vcnde-se um preto, de 30 annos, oanoeiro u
pescador, sem vicios nem achaques, por proco
commodo : no Aterro-da-l!oa-Visla fabrica de li-
cores n. 26.
-- Vende-se urna escrava crioula de 22 annos,
do bonita figura que cosechfio, eozinha lava de
Mbfio, e lom principios de engommar; urna dita tic
narao, ile t) anuos, que eozinha, lava o vende na
rua, por 250,000 rs. um cscravode nacflo de 24
anuos, de todo o servico de campo ; na rua das Cru-
zes, n. 22, segundo andar.
lisera vos
1..........gi.j-
F11 si dos.
Alerta !
J^kcii
0 moleque Jos, crioulo, que representa a idade de
10 a 18 annos, fugio no dia 28 do corren te; levou cal-
cas de brim pardo claro, camisa branca; he bem
fiarecido, cor fula, olhos pequeos e as palpehras po-
li lado de dentro protas, que parece estardoente dos
olhos; lem um dente da frente do Itulo superior par-
tido aomeio, queao primeiro golpe de vista parere
faltar-lhe um dente; tem o pescoco comprido; he
muito humilde, c ralla muito brando : quem o po-
ar, leve.a rua do Crespo, n. 11, que ser bom re-
compensado.
Fugioa escrava Mara, de nacflo Congo, ladina ;
representa torio annos de idade, cor fula, com al-
gumas marcas de bexigas pintas, on earocinhosnu
maca do rosto ; venda azeite de carrapalo; ausen-
tou so da casa desua senhora, na tardo do dia 85 do
corrento : quem a pegar, leve a rua de S.-Thcrcza.
n. 22, ou a rua da Concordia casa de Jos Anto-
nio de Miranda que ser generosamente recom-
pensado.
Fugio, desde o dia 21 do corrente urna pre-
ta de nomo Thcroza de nacflo Angola; representa
30a 31 annos, de estatura alta, bem preta, don-
tes limados, rosto redondo, aspecto alegre; tem *
costas todas eheias de grossas costuras que pare-
ce m torcm sido de bexigas ; levou vestido de chil'i
saia de lila prota o pi nnoda Costa tudo usado,
mais 2 caixos do folln do (Tamlres, um maior o
oulro mais pequeo nimia novo com algumas fa-
zendas e miudezas que eostumava.<3p0flder na rua.
Roga-se as autoridades po|ces, capitScs de camp"
e qualquer outra possoa de a tkpturarom elovarcni
a son senhor Jos Saporili, na rua da Cruz no lle-
cifo, n. 18, terceiro andar, quo serflo recompon*1"
dos generosaineute.
Fugio no dia 23 do corrente, urna escrava,
donme Maria de nacflo Angola, do 18 annos.
Souco mais ou menos ; levou urna poreflo do roupa ;
e baixn do corpo ; tem una pequea cicatriz o1
un braco, rosto redondo, nariz chato, olhos pe-
queos cabellos grandes, omito ladina : quem,a
pegar, leve a rua da Cruz, no Recife, n. 26, que se
gratificara generosamente.
PERN. : ka TtP. DEM, F. DE FAWA.84^'
-


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