Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00453


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Full Text
'
^~1
Anuo de 1846.
Quinta-feira 26
O DIARIO pulilio-se lodos os (lias que no
foreui desurda; o pteco da assignatura lie de
4{000 rsi por quartel, pagoi ailiantados. Os
mi.nuncios dos assigoaotes sao inseridos. razao
de lo ris por liona, 40 ris e'n typo diflerii-
le, e as repetiros* pal malade. Os que nao t-
tem (asignantes pagio 80 ten por linda, c 100
em typo dill'ereule.
PH ASES DA LA NO HEZ DE NOVEHbRO
l.u clieia a 3, asO horas e 51 minutos da manli.
Mlngoanlea ,0> ** horas e 21 inin. da manh.
La iiora a IB, as 8 doral e 19 ma. da tarde.
descantea Ja, ai 8 hora c 11 miu, da larde. .
PARTIDA DOS CORRF.IOS.
Groianna e Paraliyiia, Segundas e Sedas lenas
Ro Grande do Norte, cliega as Quartas feiras
ao ini'in rlia parle lias mesinas Loras as
Quintas feiras.
Calm, SrinhaSm, Rio Formoso, Porto Calvo e
Maceyd. no I.*, II e 21 de cada me.
Gai-anhuns e llouito a 10 e 2 1.
oa-Vistae Flores a 13 e 28.
Victoria as Quintal feiras .
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE llJK.
Priraeira a 10 h. 54 minutos da manlia.
Segunda a 11 h. 18 minuto! da tarde.
de Novembro.
Anno XXII.
N. 26G.
das da semana.
53 Segunda. S. Clemente. Au-I. d.i J. dos orpl .
eilo J. doC. da 2. V., doJ. M da 5 v.
2 TerCa. S. Pnrriaiio Aud. doJ. do civ. da I.
v. c'c.'o J. de paz do ?. dist de t.
!5 Quarla. S. .Incunda. Aud. do J. do civ. da 2.
V e ilo J. de pal do 2 dist. de t.
56 Quinta. S llellino. Aud. do J. deorpln'os,
do I municipal da l.vara.
27 Seda. S. Josapliat. Aud. do J.do civ. da I.
y edo J. de paido I. dist. de I.
58 Sabbado. S Ilortulano. Aud. do J. do civ.
da I. v., e do J. de paz do I. dist. e J. de t.
50 Domingo. S. Saturnino.
CAMBIOS NO DA 5 DE NOVEMBRO.
Caml.io soleLondres28 a aS'/sJj- P-'f**0 ""'
Paiis 355 ris por franco.
.. Lislioa 100 /0 de premio.
Pese, di'letras de boas firmas I'/, p. /Oaomex.
OuroOncasliespanliolas.. 30(1000 a 30J00
Moedas do CJIOO vel. I*00 a ICJUO
ilc OlOOuov. lUjIOOO a IGllOO
. de 1J000... 9/000 a 9I0O
Prala Palacoes.......... I0KO a 2/Ouii
. Pesos columnarcs. I99 a 21000
. Ditos Mejicanos. t#920 a l|0
Miuda.......... I#760 a 1*780
Accsda Comp. do Beberibe de 50*000 ao par
DIARIO DE PERNAMBUCO
fp ""' i
PARTE QFFICIAL.
MINISTERIO DA FA/.F.NDA.
Iltm.e Erm SrTcndn rcccbldo ordem de V. Exc. para
pal (ir na barca de vapor Currtiu-llrasiUiro, na noile do
da5 do corrrntr, meia-nollc, dirigl-me mencionada
barca hora indicada, c all reerbi as instruccriej de V.
I ic, que me forao entregues pelo capitao-tcnentc Jos
Mara Pereira de Lacerda. O cotnmandante do vapor fez
I, vantar a ancora logo depois da niinlia chegada abordo;
portn desarranjos.que sobrevierto na machina, o ourl-
4o a dar fundo, c mi is 4 horas da madrugada do
a 0 podemos partir. Fizcinos o trajelo com 61) horas
df viagem, tendo sempre ventos rijos pela proa, anco-
rando defronte da villa de SJoao-da-Barra urna hora
da tarde do dia 8 do correte. Depois de esperannos
intilmente, quealguma visita de trra nos abordasse,
ocommaudantcordenou, que se atlrassetn tres tiros de
peca com algtins Intrrvallos, o que teve o mesinn re-
sultado : npproxlmou-sc a nolte, e o mar era mui forte;
por Isso resolvemos desembarcar no dia seguinlr, oque
com (licito teve lugar s 6 horas da manhaa. Logo que
deixinos a barca, eonlieceinos, que grande perigo nos
rodeava, pols logo perdemos a trra de vista, e lambem
a barca : o mar era cavado e o vento rijo ; por toda a
parte avlstavamosarrrbcntacdcs nos bancos de arela, de
que he bordada toda a costa da villa; n/In tinhamos pla-
tico; porm tudo supprio a pericia c fra coragein do
commaiidanle.
Chcgados trra, procuramos logo Indagar onde tl-
nha naufragado a galera Orienta/, e soubcinos, que era
na prala do Ass; porm soubemos lambem, que n.in
era coiiiiminicavel, por ser urna costa bravia, oque de-
pois tivemoi de rcconheccr. Dirigi-me s autoridades
para tomar todas as providencias, que o caso exigia ; e
depois de acautelar una parro de volumes, que se a-
diavfio depositados no trapiche, e de fazer dar buscas
em alguns lugares, que me forao denunciados,"e onde
se cncontrco algumas fazendas, que forao arrecada-
das, dispunha-me a partir para o Ass ; porui fui de-
morado, bem a nicii petar, por uiio ter uinguein, que
me acompanhasse, pois apenas nliaiiiiis desembarcado, c o cscale no poda vollnr pa-
ra bordo pelo muilo mar, que havia, c a grande distan-
cia, em que se achava ancorado o vapor.
Depois de procuradnos por todos os melos ao uosso
alcance convencer ao patro-mr deque devia mandar
a catraia a bordo para desembarcaren! os guardas e al-
guma frca, com que podessemos partir, c tendo per-
dido a esperanca de o resolver, alagamos nina lancha,
que se resolveo a ir a bordo do vapor, e. que conseguio;
porm, por causa do multo mar, s podero desembar-
car os qualro guardas, que leve! e setc imprlacs, e (les-
tes apenas quairo com o competente armamento, com-
inandadoi pilo piloto ; quando a lanchase approxlmou
prala, encalhou em mu baixio, cuchendo-se d'agoa ;
porm felizmente no llvemos a lamentar a peda de
iinguem, api /.ai da inmensa arrebentaco, que havia.
No dia II, a tnela-nolt, parli para a prala do Ass,
distante da villa para mais de nove legoas, tendo antes
exigido das autoridades e do patro-mr o desembar-
que de mais alguma forja. Depois de una marcha en-
fadnnha em una praia deserta, em cuja costa se nao
eucoiitra iiculium abrigo, uem sequr una arvore, que
aduce o rigor do sol apratador, chegmos ao mcio-dia
ao lugar do naufragio, onde havia cinco barracas fritas
com as velas do navio ; parle da fazruda eslava deposi-
tada em una barraca, as autoridades cro absolutamen-
te passivas, a lugar era frequcnlado por inultos especu-
ladores c ratoueiros ; a frca da guarda nacional com-
punlia-sc de II liomens, tendo por nico armamento tres
li.iiiinclas. Trate! de os despedir e offlciei aojuiz muni-
cipal supplciile.qucalli se dcinoiassc porniais dousdias,
1 .na poder dar ordem ao acampanicnto.
Destaquel dous guardas da alfandcga para a barraca,
em queeslavo depositadas as fazendas, c uin lercciro
para a em qu se Irabalhava, colloquei sentinellas
porta das mesinas, nao permitiindo ingresso nellas se-
nao s pessoas, que traballiavao. Fu despedir do acam-
pamento todas as pessoas, que a,ellc nao perteoclao.
rdeneia unr-guarda municipal permanente dccavalla-
ia, queme acompanhou da villa, que nao consentisse,
que se approximasse pessoa alguma tem ser reconheci-
da e declarando o que quera. L.'ooieatl, que os France-
ses, que se di/.io dnnos, continuassem a beneliciar as
! i/elidas e a enfarda-las,com a cumli^o deque Ibes nao
irconhecia valida a chamada compra : continu! na ar-
recadaco dos gneros, que derifo cosa em distancia
de seren dcscobcrlos. Tratci de reiurtler para o porto
deVianna, distante seis legoas do acampamento, para
llalli sercm embarcadas para a villa, todas as mercado-
rias, que se achavao promplas, tendo de alugar corros e
de os lazcrescollat pelos guardas da mesa de rendase
por alguma frca, aqual j se havia augmento por m'a
haver remcltido o commandante do vapor, que parti
para a villa na nolte do dia 13, para providenciar sobre
as necessidades do navio, do seu commaudo, dcixando
lodaa forca s uiinbas ordens, debaxo do commaudo
do piloto.
Anles da sua partida, consulte! com elle sobre o que
conviria fazer aos restos do casco da galera e seus per-
tencea, c couviemos eui que se dcveriiio arrematar, pos-
sando cu imniediataniente depois a mandar atusar na vil-
la o competente cdital, leudo a avaliaco sido fcila pelo
misino cominaudanlc e pelo pillo, na qnanlla dc.iOO^
"., que em praca subi sobre esta avaliaco a >:S00/
"s.: uutro aim consultei ao mcsino conim'audante no que
eouviria faier a certas niercadorias, que pelo seu estado
de ruina, e nutras icio seu peso c pequeuo valor, o sen
pioduclo nao pagara as despezas do transporte, e con-
cordamos, que onvlrla vend-las em leilo. Nesle sen-
tido oluciei ao juiz municipal supplcntc, que anda se
achava no acampamento, assini como ao administrador
ta inc.a uc icuuua, 3 iju.ii j i.iini'i ni jiiiiiiiui.i :gs-
-lopinio. F,m virtudc do que, mandei passar editis
para seren atusados na villa de S.-Joo-da-Bai ra. e pu-
blicados nos joriiaes da cdode de Campos. As avalia-
(es subilo a 4:678/970 is., o lanjo em prara foi de
<>OW r;
Flndo 0 lellaO, c tendo sulTiciente numero de carre-
tas, mande! carrrgar todos os volumes, que anda se
achavao em deposito;ordenei,queos acompanhassem os
guardas da alfandcga do Rio c a frca de inperiaes nia-
linlieios.coiiiiuaiidados pelo seu cabo de esquadra: isto
liz por ter recebido urna caria do commandante, cin que
me avisava de que me acaUUiaise, por ter elle sido ata-
cado quando voltou do acampamento para a villa.
Part do Ass no sabbado, i7 do correle, as quatro
horas da tarde, acoitpauliado do piloto, doi emprega-
de algumas pessoas, que ti- ynha recia, alTniao, e deslc, na mesma HnUt, % Pereiri-
nliao ido para o lellao. Os precos, por que forao arrema- nbaem o fJ^f^hAem, os quaes todos ficariao penen-
dos da mesa de rendas c
todas as niercadorias, me Indilraoadlxar ficar em dc-
Sosito na villa todas as fazendas arrecadadasj masten-
o-inc representado os agentes, que queriao, que a-
quellas Ituendas fossein para o Rio, tive de mudar Uc
resoluciio, a vista do art. C0 do regulamcnto da alfande-
g.i, e por isso Ordene! a um dos-agente, que frciasse
urna embarcar-o para levar as niercadorias para o Rio.
Tendo sido frelado o patacho nacional IndmWia, dei
as precisas ordens, para que fossein embarcadas as fa-
zendas, dcixando os guardas da alfandcga para acoin-
panharem. O embarque j princlpiou, e estar conclui-
do com mais mu ou dous dias. O producto do lellta B
con ni nio do adminslrador da mesa de rendas para o
rrmi'iier thesouraria. As fazendas, que devem vlr pelo
patacho nacional liutvitria, julgo pod-las estimar em
sessenta a setenta contos do ris.
Aminha correspondencia ollicial, assim como lodos
Os documciilos, que mosliao os providencias por inim
dadas no Inlercsse do fisco, o edilal publicado na cldade
de Campos, assim como a relaeo dos volumes, que fl-
cro em S.-Joo-da-ilarra, para seren transportados
para o Rlo-de-Janeiro, a lista das avaliaces, o termo
da arre matacn, ludo (ello com a inaior soleinnldade,
T. Exc. encontrar nos documentos anuexos de nme-
ros 1 a 14.
Os incommodos, que passri, os riscos que corr, nao
podcui escapar i penelra;ao de V. Exc, bastando lm-
brar, que tive de residir por niuitos dias em um lugar
Crino, rxposlo ao lempo, tendo por abrigo una barraca
de lona, doruiiudo sobre a arela em cima de una ta-
bea, aliiiicntaiido-nic das comidas mais grosseras, <
bebendo a iiessima agoa de um charco, com a roup.i,
que levei no corpo, is vc/.es molhada pela eliuv.i, Oti-
lias vezes exposto ao sol abrazador de una praia desa-
brida, eucarrrgaudo-me c atlendendo aos mais peque-
os drialhes.porque os agentes, que daqu foro, dexa-
rao-sc llcar na villa, logo que soubcro dos incommo-
dos, que leriao de passar, o risco que corrijo. De ludo,
ciiiliin, i.mii. Sr., me julgarei amplamente compensado,
se a ininlia conducta no dcsi-mpenlin desla Io ardua
quanlo honrosa commissao merecer a approvacao de
V. Exc.
Resta-mc Esm. Sr., agradecer a V. Exc. o compa-
nheiro, que me deo no coniniandanlc do vapor, que,
alm de urna fina educafito, pericia na sua arte, e do
perfeito accordo, que entre nos existi, prestou-mc a
mais decidida e franca cooperacao.
Nao deixarci de levar respeltavrl presenja dc_ V.
Exc, que os guardas, que me acompanbrao, tiverSo a
iiielhor conducta e boa vontade, fazendo marchas de
seis e oito legoas a p, expostos a ludo o rigor da es-
tacan.
Dos guarde a V. Exc. Bordo do vapor Correio-Braii-
Uiro, 19 de outubro de 1840. Illm. c Ex ni. Sr. Anlonlo
Francisco de Paula c Ilollanda Cavalcauti de Albuquer-
que, ministro e secretario de estado dos negocios da fa-
zenda. Liopoldo Amjuilu da Cmara Lima, giiarda-mr
da alfandcga.
PERNAMBUCO.
AaSEMBLt'A PROVINCIAL.
SESSO EM 24 DE NOVEMBRO DE 1840.
(presidencia do SR. SOUZ. TEIXtiaA.
(Continuaco do numero anlecedente.)
Sao lidos, julgados objeelo de deliberaeo e mandados
imprimir, os srguintcs pareceres c projeelos :
O tenenlc-coroncl Mauoel Joai|Um do Reg C Albu-
querqiic dirigi urna ]ietiro a esta asscnibla, naquali-
dade de ai rematante da segunda parte dn 8." lanco da
estrada de Po-do-Alho, pedindo a cxcciico do que de-
termina a lei provincial n. llS.dc 8 de maiode 1843, "em
favor dos cidados constituidos endures da fazrnda pro-
vincial por vii lude da mesma le, como elle se acha ;
essa pelicao foi presente comuiissan de fazenda e or-
cainento, que, depois de procurar as convenientes In-
tniiii.o oes, p.ir.i bem formar o seu julio sobre a reclama-
cao do peticionario, observou, que a lei citada, procu-
rando adiantar a conclusao das duas estradas, que par-
ten! desta cidade para a cidade da Victoria c villa de Po-
do-Alho, determinou, que o importe das arrcmatarSes
dos leos das duas estradas se dividisse em duas parles,
reservada urna para ser considerada divida provincial
e para o concert das estradas a amorlisaco e os juros
deOpor cento, que eslabeleceo para essa divida, man-
dou crear barreiras, que prodnzissein 12 por ecuto, pro-
curando assim garantir aos arrematantes credores pro-
viocei; mas, nao se tendo al boje estabclecldo as dilas
barreiras, fallando por conseguirte o meio, que se devia
applicar para ainorlisaco e pagamento do juro vencido,
a piouiessa, 0u condifo, com que furao celebradas as
aiieiii.itacn.'s, he mullo justa a rcclamaco dopelicio-
nario, quando solicita desla asscnibla una medida,
pela qual lique garantida a sua divida, .a f dos contra-
tos celebrados e o crdito da fazenda provincial.
A commissao reserva para a discussao o inaior desen-
volviincnto desla materia, e emende, que nalei doorca-
niCDto futuro se dever consignar urna quanlia desua-
da para o pagamento dos juros da divida do peticiona-
rio, e de mitras de igual nalurea, c por ora aprsenla
a esta Sssembla, como medida urgenlssima cpropria
a evitar, que continu o sistema de arrcmatacs es-
tabclccdo na lei n. 115, que aulorisa urna divida de
30t):0O0/B00, e que j monta a mais 1)0:000/000, a srguin-
te resoluciio:
. A assembla legislativa provincial de Pcrnambuco
resolve:
Artigo nico. Ficarevogadaalel n. 115 de 8 de maio
de 1843; c as arrematajocs das duas eiradna da cidade
da Viclorla e villa do Po-do-Alho coulinuatd a ser
fcita's pela legislacao anlerior.
Sala das coininiscoes, 2J de novembro de 184b.
Ptixolo dt Brilo. Reg Uontro
- A commissao de legislacao exaimnou o ollicio do juiz
municinal c de orphaos do termo d'Agoa-Preta, nova-
mente creado pela le n. 155, em o qual, expondo dun-
das a respello dos limites do niesnio lermo, pede, que
esta assembla as desvaneca, interpretando o artigo 2."
da citada lei.
A lei n. 155, elevando a categora de vIHa apovoa-
cao d'Agoa-Preta, eslabeleceo uo artigo 2., que esse
municipio coinpreheudesse toda a freguciia do mesmo
nome, ciis os engenhos Lopes, e Altinho,eslendendo-
sc dcste a Limoeiro, deste a Jos da Costa, deste, em II-
ocndoamcsina fregueiia d'Agoa-Prela: parece,pols, que
todos os terrenos comprchendldos entre os limites da
amiga freguezia d'Agoa-Preta e a nova lnha divisoria
flerao pertencendo ao municipio e freguezia d'Agoa-
Preta. Para evitar, porm, toda c qualqucr duvida a res-
pello, offerecoa commissao a segiiinte resoluciio :
A assembla legislativa provincial de Pcrnambuco
resolve:
Artigo nico. O municipio e fregueia d'Agoa-Prela
comprehende lodos osterrenos ao Sul do ro Serinhaem,
que estilo dentro da linha, que parte do engenho Lopes
na inargem do rio Una ao engenho Pereirinha na mar-
geni do mesmo rio Serinhaem, al o ponto, em que a
mesma freguezia d'Agoa-Preta confina com a do Bonito:
ficando assim Interpretado o artigo 2 da lei n, 155, de
31 de marco de 1840.
Sala das cominissoes da assembla legislativa pro-
vincial de Pcrnambuco, 23 de novembro de 1840, Joa-
ijiim Villrla. ~ Cunha Machado.
Sao lidos e approvados os seguintcs pareceres:
A commissao de conlas c orcamentos das cmaras
inunicipaes, a quem forao submettdas as da cmara da
cidade de Goianna do auno, que decorreo do 1." de ou-
tubro de 1S-14 ao ultimo de setembr de 1845, entran-
do no seu exame, achou, que a quanlia oreada foi de
5:271/852 rs. c a arrecadada de 1:274/331, Bcando em
divida activa 3:997/517; e que, se tendo despendido
1:310/174, lie.iioem divida passiva840/400rs. Achou mais
a commissao, que, comparada a receita oreada com a
despeza paga e por pagar, vem a resultar um saldo a fa-
vor da cmara de 3:109/272, que est em debito. Obser-
vou f'maliiienlc a commissao, que as despezas eslo le-
galisadascomos documentos, que acouipanlinro epor
islo he de parecer, que as coutas sejao approvadas.
Sala das coiiiiuissoes, 23 de novembro de 1840.
Pinto d'yilmcida. Souza Ia&o. Luix Roma, a
A commissao de conlas e orcamentos de cmaras
municpaes, a quem foro submeltidas as da cunara
desta cidade do Recll'e do anuo, que decorreo no Io de
outubro a 30 de setembro de 1845, entrando no exame
das mesinas, achou, que, sendo a receita oreada den-
tro do anno em a quantia de 32:904/100rs., arrecadou-se
30:140/045 rs. e litou por arrecadar 3:824#045 rs. ; e que,
tendo a cmara despendido toda a quanlia arreeadada,
flcou aluda a dever 918/834 rs. que, deduzdos de
3:824/045, vem a ter o saldo a favor de 2:905/211 rs.
. Observou finalmente a commissao, que as despezas
estao Irgnlisadas com os documentos, que aconipanliii-
rao ; e por isto he de parecer, que as cuntas sejao ap-
provadas.
Sala das commlssc.es, 24 de novembro de 1840.
l'inlo d'Almeida. "oiisa Le.io. Luit Roma.
He npprovado o parecer do commissao de legislaciio
adiado na sessao antecdeme.
uniiKvi DO CU.
Terctira discuuSo doprojeclo n. 30, jm orea a receita e
fija a despeza das camarai munieipaei.
O Sr. Tiburtino: Senhor presidente. Joao Anastaco
de Mello Maribondo foi arrematante do dlziino das
miuucas no municipio da Victoria, no triennio, que dc-
rorreode 1842 a 1845, e quando fez essa aiTcmataco-|
foi baseado em una lei provincial, que mandou arre-
malar os di/iiinis na rasao de cinco por cenlo, e na for-
ma do rrgulamculo de 31 de marco de 1832: fundado
peala le fez elle a arrewaUcSo; depois dlsso houve ou-
tra lei provincial de 1844, que revogou aquella, iiiaiidan-
do, que se arrecadassem os dizimos iia mesma raso dos
ciuco por cenlo, mas daquillo, que no fosse consumido:
ora, leudo-se feilo a arrcnialacao, fundado naquella pri-
mciralci, c depois apparecendo esta segunda, que re-
vogou a primeira, est visto, que houve rrscisao no
contracto, scguiido-se grave prejuizo do arremalanle ;
porque os di/.iiuados uo ijuizerao mais pagar, allegan-
do, que as suas lavouras apenas davao para seu consu-
mo; e assim licou o arremalanle sem podor cobrar o
ultimo auno. Como, porm, elle cndcrecassc una pe-
licao acsla casa, eessafosse rcnietlida paia a cnminis-
san de conlas c orcamento municipal, esla atlendendo
rasao e justica do peticionario, v.Ti agora mandar a me-
sa um artigo, providenciando a respeito; c he essa a ra-
sao, por que pediapalavra.
Art. additivo, para ser collocado as disposjoesge-
iacs:
Joao Anaslacio de Mello Maribondo, arrematante
dos dizimos das miuncas do municipio da Victoria no
triennio de 1842a 1845, fita desoncradode pagar a quah-
tia relativa ao irllimo anno desta arrciualaeo. S. R.
Pinto de Almiida L. Roma
Apuiadu, entra cin iliseu-s.io.
U Sr. /.inin iiiiini manda mesa, c justifica a srguinte
cmeuda:
Ao artigo 2. 3.:
a ga-se = coui o portcrn500/ri.
Apniada, entra em discussao.
lie lula e approvada una emenda do Sr. Peixnlo de
DrltO, autorisundo acamara do Po-do-Alho a mandar
construir em a estrada da respectiva villa una ponte,
que substitua a que all existe fcila por particulares,
qiicsubjcilao a nina contribuicao aos viandantes, que
por ella passoo.
Ue lida na mesa a seguintc emenda :
additivo ao artigo 19:
ii rara augmento dos rendas da cmara de Olinda rs,
0/400 sobre cada um curial de pescara do seu munici-
pio.S.-R.-Pinlo de Almeida.Larvalho Mcndonca.
Apoiada, entra em discussao.
Encerrada a discussao, he o projecto opprovado com
as emendas dos Sis. Pcixoto de Brito c Tiburtino, sendo
rejeitadas as outras.
Sao approvados em terceira discussao os projectos n-
meros 40, 41 e 42 : este, transir rindo a sdc da freguezia
de I tamb para a capella de Santo-Antonio em I'cdras-
dc-Fogo ; aquclle, mandando considerar como matriz
da freguezia de Pasmado a capella de S.-Goncalo em lia-
pissunia ; e aquell'outro, dispondo, que do ordenado
do medico do municipio se descont Oque pe ceber co-
mo vaccinador provincial.
Segunda discussao do projecto n. 43, que reinstaura a
cadeira de grammatlca latina do Limoeiro, reconhecen-
do direito para reg-la em o respectivo professor, Ma-
nocL/lves Pereira
OSr. Laurentino: Quando pela vez primeira falle!
Sobre a materia, que se discute, cu averbei de inexacta
a inforniacao de S. Exc. Reverendissima. o Sr. hispo
rrilgnatario, ea demissao do peticionarlo de injusta ; c
nao querendo fallar mais sobre a materia, tcncionava
cointiido pedir a palavra para explicar-mc, que longc
de querer tachar a S. Exc. Reverendissima de iuexaelo
por vontade, cualtribuiaa falta decxactldao notada na
Informacao, quemolivou a demissao do peticionarlo, a
falla de legislo de iiformacocs na reparlcao, que S. Exc.
diriga, assim como que o acto da presidencia era uina
couscqucncia natural daquella informacao : quando,
porm. me achava nestas disposices, he quando me
venias nios o documento, quevou oll'ercceracasa; avis-
ta do que CU peco a V Exc. e a casa licenca para nao fa-
zer analyses sobre estas duas pecas ; cu as oflereco a
consideracSoda casa, que Ihes dar o iiierccimcnlo, que
julgar. Fas o doUinenlo (ir, :
. Illm. e E.T15 .Sr. Diz Mauoel Alves Pereira, que a
bem de seu direito precisa por cerlidao o teor da 11-
formacao dada pelo director do lycco emjulho de 1841,
acerca do requer ment, que o siipplicaute fez para
a ser pago do seu ordenado, como professor da cadeira
de latini do Limoeiro ;_c P. a V. V.xc., se digne de
Ih'a mandar passar. E. R. Me.
Certifico, que a informacao, de que faz mencao a
petirSo retro, he do teor seguiute : ...
Illm. e Exm. Sr. No teinpo, em que a cadeira lati-
na de lguarass foi legalmenle supprimida, regia o
suppllcantc Manocl Alves Pereira esLi cadeira ; e foi
. elle por isso transferido para idntica, vaga no Limo-
eiro. E pedindo eulo lempo para se preparar a fazer
aquella inudanca com sua mulhcr e fillios, a presi-
K delicia llic concedeo 3 inczcs com ordenado. Antes de
k terminar este lempo, allegou, que odoeceo gravemeu-
mente, c de modo, que foi precisado a entrar para o
i< serlo em busca de inclhor clima, mas l se aggravou
. a sua cnlermidade ; e assim, s em novembro passa-
do he, que. meio convalescido, foi tomar conta da di-
la cadeira do Limoeiro, que desde eolio est pacifica-
1 mente regendo : atlendendo, pois, ao exposto, nao me
a parece, que islo seja o abandono da cadeira, deque tra-
ta o artigo 3." da lei provincial de 1841. visto que aln-
da nao tiiiha tomado conta delia. Se esta falta tivesse
sido sensivel, a cmara a terla representado ao gover-
a no ; mas nao consta tc-lo fcito, ncm este deo a cadeira
por vaga, ncm Io pouco o professor della se demit-
lio. Tal he a mlnlia opinlao. V. Exc. mandara o que
.1 mais justo lhe parecer. Lycco de Pcrnambuco, a 21
dejunho de 1841.-O director, Riipo resignatario de 0~.
u linda. P. S =Parece-nic, que os subsequentes artigo*
da citada le favorecen! ineu parecer, e que so se se-
,. gue ter elle perdido o ordenado daquelles mezes, que
o decorrrao, at que tomou posse da nova cadeira.=1
E para que o referido conste aonde convicr, passel a
presente, em virtudc do despacho relio. Secretaria
(i da provincia de Pcrnambuco, 17 de novembro de 1840
=0 ollicial archivista, Paulino uguilo da Silva Frei-
re.
O Sr. Rocha manda mesa a segninte emenda :
a Artigo additivo ao projecto D. 43.
i( Flcdo lambem instauradas na villa do Bonito as ca-
a deiras de grammatica latina c primelraa Ultras do
sexo feminlno, que d'autes all cxislliio, tendo sido
aquella supprimida pela lei provincial n. 94, e esta
removida pelo governo para Fra-de-Portas, em vir-
il lude da lei provincial n. 130.--S. R.Rocha.
Apoiada, entra em discussao.
Encerrada' a discussao, he o artigo do projecto appro-
vado com a segunda parte da 1 incnda, sendo rejciadu
o segundo artigo d'aquellc, e a primeira parte desta.
Segunda discussao do projecto 11. 34, que supprime
a freguezia de Hanciros.
He approvado depois de algumas reflexoes do Sr.
Laurentino.
So approvados em segunda discussao os projectos ns.
45, 40 c 47: o I.", sentando do imposto da decima a casa,
em que os Inglezes se reunrm para celebrar os actos de
sua religio ; o 2., coucedendo igual iscncao por dez
annos aos estabcleciuentos, que Chrislovao SUrr 4tC.
edilicii.io em Santo-Amaro para a sua nova fabrica; e
o lercciro, dando faculdadc presidencia para autori-
sar a adiiiinistraeo dos cslabelccimentos de caridade a
contratar com Manocl Vicente de Ilollanda Cavalcanti e
scus rnios tutellados o pagamento, em prrstaces, do
que elles devem ao grande hospital desta cidade.
Terceira diseusso do projecto 11. 33, que declara a c-
mara de Olinda com direito arrreadar, at o 1." de
juina de 1841, o imposto sobre as balancas de pesar as-
sucarno municipio do Recifc.
So approvadas em segunda discussao as posturas da
cmara da Hoa-Vista.
Segunda discussao das posturas da cmara de Cim-
bres.
Sao regeitados osarligos l.\ 0., 7." e9.; approvados
os 3*, 4.", 8. c 10.u; eliminados os 2. c 5.; sendo ap-
provada a primeira das emendas, que abaixo vao trans-
criptas, c ficando prejudicada a segunda.
Ao artigo em discussao.--Supprima-se a palavra =3
caes Carvalha.
Ao artigo 7.~Depois da palavra = publico *=acres-
ccnlc-se = por mais de um dia Cnrvalho.
O Sr. Peixoto detrito, depois de succlnlas rellexoes,
manda mesa oseguile requcriincnto, que he appro-
vado. .
Rcqiicro urgencia para sercm dados para ordem do
dia d'amanhaa os projeelos, que passrao boje em pri-
meira e segunda disctisso, e Igualmente o projecto apre-
sentado pela commissao de fazenda e orcamento, revo-
gando a lei provincial n. 115. Peixoto de Brito. >
Segunda discussao das posturas da cmara municipal
da Victoria.
He approvado o artigo, sendo rejeitada a seguinte
emenda; .... ,
o Emenda s posturas da cmara da cidade da Victo,
ra = Suprima-se o = Fiaueiredo.
Segunda discussao das posturas da cmara municipal
do Limoeiro.
Sao approvados osarligos L", 2.. 3.,4..5., 6. 7.#
8., e bem assim a emenda do Sr. Laurentino ao artigo
5. ; sendo rejeitada, a que pelo mesmo Sr. lora propos-
ta ao artigo 7.
- Emenda ao artigo 5. Supprimao-se as palavras
= caes, cabras c ovelhas = Cartalho.
Emenda substitutiva:
Artigo 7." Em lugar das palavras = ninguem po-
der andar a cavallo diga-se = nenhum almocrevepo-
dei andar a cavallo = c o mais como no artigo. = Car-
ea/lio. a
Entra em discussao o artigo 9., e fica adiado, por em-
pate na volaran.
OSr. Presidente d para ordem do da da sessao se-
guinte: coutinuaco da de hoje; leitura de projectos
c pareceres; discussao dos pareceres adiados; primeira
discussao do projecto 11. 44, e do que apresentou a cout-
misso de la/eud.i c orcamento, revogando a lei n. 115;
e terceira dos dens. 34,43,45,46 e 47: elevanta a sessao.
(Erao 2horas da tarde).
I MUTILADO


DMH1II HE PERXIlllliliCO.
Hoolein ufio comparecen na assembla numero de
diputados suffleiente para formar casa; e por isso del-
xou de Ii.im i scssfio. ___
Corresponden cid,
Rio-Gri(Je-do-Norte.
OMOT1M NO JURY DA VII.I.A I) V MAIOIUDADE, NO
DA 8 DE ACOST DE 1845.
Antes do di 8 de agosto rirllo tranquillos e nrriipa-
dos deseu trabalho os habitantes do termo da Mainri-
dade ; c para nao fomentaran disseiiscs particulares,
ate se esqueciao das niliiencias dos partidos polticos, a
que perlencio. Nao oblante rsj harmonlosa convi-
vencia, snftriao dequando ein quando os amigos da or-
deinalgnni desgasto, que Ibes dava utn nortista de no-
va especie, Individuo presumido de valentc e protector,
cuja valenta deriva?* da delegatura, que dco fnn ao
capilo Manorl Prixolo Dantas, e cuja decidida protec-
cSo criminosos do apoio, que recebia de dous tres
zoilos da sna parcialidade.
Para o dia .'{(primeira segiinda-fcira de agosto) havia
Idoconvocado o J017, era <]ue devlo serjulgados cri-
minosos de roubo e moi te : vieran de Aira, talvez para
defendc-los, tres advogados, todos protegidos como os
n'ose protectores todos : fcil, poli, era prever o resul-
tado.
No dia 5 velo debaixo de vara ao tribunal una teste-
inunba desobediente e protegida ; e essa pristo nao des-
mereceo a attencao dos prolectores.
No dia* entrou ein julgaincnlo o criminoso de roubo,
Pedro da rsula, trazendo por seu advogado O bacha-
rel formado Tieolilo Bu lino Bezerra ttenezei: gran-
des esforcos fizerao os defentores da humanidade para l-
vra-lo, nuo tendo comtudo maior empenbo era defend-
lo, do que em fazer acreditado o advogado. O valenle
protector, e nao menos do Pedro da rsula, por ter aco-
lliido em sua casa a rsula do Pedro, quando, indiciada
corre do niesmo roubo, entrn no jury do Pedro com
nials dous proteclorri alliados scus ; e tal geito Ihcderao,
que tt>rii.i,k> o ro de preto branco, proclanirao-o
mais Innocente do que Jos do Kgyptn, anexar de ter o
reoconfessado o roubo : c o juiz de direito, o bacliarel
formado JoSo Valenlim Uantas Pinaj, vio-sc na neces-
sidadedeabsolve-lo; mas, nao se conformando com a
de< sao negativa do jury, appellou ex-officio, e mandn
conservero reo na cadeia. Com esse legal procrdiiieu-
to do juiz de direito se ollendeo e scchocou taino o ge-
nio protector dos prolectores, vendo prrjudicada sua om-
nmoda proteceo, que desde logo projertrao maligna
oppostcao, e criminosa ruina d juiz de direito, c mul-
tiplicara seus cmpenlios para livrareni os reos, que de-
viao responder novo jury, Loureiico Ixila e Antonio
de Snuza, cuja coiidcmiiaran nao poda aunuirau-
laucia dos protectores, e osen dselo de se tornaren! pa-
tronos. Pos que? Devino ser punidos reos, que rouba-
riio e matriio no acto do roubo? Eo J.ourcnro I.la.que
i-oiiliou e matou a sua la e bcmfdtora, nao devla adiar
gente estranha dsposta a coinnietter crimes para drlcn-
d-Io ? Milito pode o genio do mal!!
Para presidir ao novo jury, couipareceo, no. da 8, o
juiz municipal, segundo supplenle do termo da Maorl-
"tdade, Jos Ignacio deCarvallio, no impedimento do I."
supplente ; e como juiz lelgo, c novo na presidencia do
jury, nstou com o juiz de direito da comarca, que com-
parecesse no tribunal, para, com presteza,.inslrui-lo de
direito, noque precisasse. Formou-se o tribunal, com-
parecen o reo I.ourcnco Alves da Costa Lola, e compoz-
se o concelho dos doze, em cuja formaran, rtisse o juiz de
direito ao seu substituto, que, para nao incorrrr as
penas do artigo 129 1.* do cdigo penal, pracedendo
contra a litteral dis'posicao do artigo 2/5 do cdigo do
processo, concedesse ao aecusado, e nao ao seu advoga-
do, o direito de recusar os jurados Assim entendido,
o aecusado recusou doze, c o promotor tres jurados,
nlm dos impedidos. O juiz de direito para nao to-
mar parte na sentenca, assim como nao Intervalo no
interrogatorio do reo, e nrm no resumo da materia da
acrusarao e da del'esa 'nicos actos naquelle jui), cni
que podia elle prejudic.ir ao reo) pedio ao presidente
do tribunal, que procurasse um advogado, que o diri-
giste.
O presidente, atlcndendos rasfSrs do juiz de direito,
convidou ao Dr. Theophilo, c depois ao advogado An-
tonio Jaeoine; mas ambos se negiao, lalvez com o lim,
ou de comproinetterem o juiz ddireito, Intrrvindn na
sentenca, ou o juiz substituto,por nao saber da-la: villa
do que', o presidente convidou ao professur de primeiras
leltras Joaquim Xavier da Cunta, o qual formuloii a
sniicnra, c o Juiz escreveo no processo. Vendo os pro-
tectores, que nao pndiao argir de milla a sentenca pela
intervenc'u do juiz de direito, procurrSo desfaier por
nielo de um molim, para o qual estavao ensaladus, to-
dos os artos daqiiillc dia, excitando na sala do tribunal
lao grande deso dan, que nao dsse lugar escrever-
se a sentenca, neni a acia, e licasse assim preludlcada
aquella sessiio. e o reo fosse submettido a decisao de (fu-
tro concelho. Para isso, apenas foi lida a decsodo jury.
pelo desejo de ver e admirar as maravillas da Europa,
nao ter necessidade alguina de fazer a vlage'm da Gre-
cia para ver Athenas, porque achara esta famosa cida-
de logo iniio, c formando desde ja um arrabaldc, que
dentro de pouco ha de passar a ser bairro da capital do
reino chrislansslmo. Entre as ideias extravagantes,
que as vezes passo pela cabeca dos habitantes de Pars,,
nao he a menos curiosa de todas a que ha pouco tlvc-
riio de fundar, mes'mo s portas da capital, urna cidade,
que ni -ir momento est sahindo das entranhas da ierra,
e a que tierno o nomc de Nova-Alhenas. A ambiefin do
nome he justificada, nao s por aquelles, que se vao dan-
do s diversas ras c edificios, medida que vao sahin-
do do nada, mas pelo cuidado, que tomo os fundadores,
de imllar quauto a- localcade o permute as slluaccs
originaes, que escolhro para modelo.
A futura cidade pega com a barreira do Maine, no lu-
gar, em que comeca a estrada de ferro de Versalhes,
que corre ao lougo da margan esquerda do Sena ; c
como ueste sitio he que est o baluarte chamado do
Moute-Parnasso, fol este nome quciu fez nascer a prl-
meira Idela do projecto sollrivelmenle extico, que se
et executando actualmente. Defronte do Monte-Par-
nasso est o Monte Olympo, baptisado ha poucas se-
manas com este rime ; e cada um destes montes con-
siste n'uma pequea elevacao de terreno, que entre nos
uein merecerla o simples nome de morro ou de collina.
Neni no Olympo ha deoses, nem no Parnasso ha musas ;
mas, se quizerem tomar por taes as Terpslchores de es-
cada abaixo, denominadas grisetas, que nos domingos
frequento a 6'rinde Chaumire em lugar de nove ni-
cas musas, como na antiga Creca, poder-se-hao encon-
trar 90 ou 900. A Grande ChaumUri he o baile dos estu-
dantes de medicina e de direito, famoso por tuna dar.sa
lu ijenn-is que l se exceula chamada Caucan, e que,
pilo esbagaxado dos posturas, nao deixa de ter sua ana-
loga com a que no llrasil cliaino fado.
Em pondo os ps lora da barreira, aclia-se um boinem
em plena Grecia. O primeiro edilicio, ein que se da
com os olIms, c que anda nao esl acabado, he o Pry-
taneo : a ra, que conduz ao Sena, he a do Pyrco, c val
dar comsigo no caes d'Aspasia, onde j mora urna, que,
pela magnificencia da casa, cm que habita c pela vida,
que leva, nao deixa de ter alguma scmclhaiica com a
famosa rameira da Athenas grrga : este largo, que al-
gum dia ha de ser eircuuiscripto por edificios elegantes
e magestusos, j lera o noine de praea de Lenidas .
aquella passagem, que tamban cslriu projecto, j lie
chamada a das Therniopj las. O resto he tudo lio mes-
ino gosto.
A Alhenas parisiense niio aprsenla por ora mais im-
portancia, que a de una simples aldeia ; mas, por pou-
co que nella se continu a trabalhar com a mesma boa
vontade, com que se comceou, cm breve Ihe acou'.er a
mesma < ousa, que de Italgiinlu-s, pegada com a bar-
reira de Clichy, a qual acaba de ser condecorada com o
titulo de cidade, c conten 2S mil liabilautcs.
antlgainente os Romanos, expondo as Geirionias os ca-
dveres dosf riininosos ejecutados as prisoes.
r (J. do Commercto.)
Varicdadc.
Ouvi a vot do soldado, que he a voz da rasao.
L. A. Palmeirim.
(Peridico dos Pobres no Porto)
CGM1Y.ERCI0.
comecou o jurado Joiio Chrisostomo llezerra Cavalcanli
a qucsiionar, que, tendo sido empalada a decito do ju-
ry, sobre rxistireui, ou nao circumslancias attejiuanles,
lora erro do prrsidenle do jury nao por votacao a exis-
tencia de cada nina deltas. Apezar das vozes desse ju-
rado, pude o juiz de direito substituto lavrar a senten-
ca; mas. apenas foi ella publicada, tocarn sedicioso re-
bate o jurado Antonio Horges de AuJrade e o especta-
dor Manorl Goncalves Gloria, gritando una c militas
vi -/es -: clama, povo. contra a injusta sentenca =. Nesse
runenos o advogado do reo, Francisco Xavier de Mene-
zes, declaron, que appellava da sentenca, por se nao te-
rcio guardado ai formulas substanciars do processo: o
juiz presidente despacbou, adiando o Jefa imano da
apprllaco : continuaran voirrias, insultos, c lumullo
tal na casa e na ra, que, cada um tratando de defeu-
der-se, o presidente do ti ibuiml, promotor publico, es-
crivao. jurados e espectadores, abandnnro a casa do
jury, e procurarn abrigar-se as proprias casas,
O delegado de polica tainbeni se achnu no niotini;
mas m-iii :111.,io, pnrquc o commandante do destacamen-
to policial, o sargento Manoel Onofre de Audradc, tam-
hem protega; e por issu eslava alltado aos desordeiros.
Aplacada a maior furia dos protector*, vollou o juiz de
direito substiluto, (serto 10 lloras da nolte] com guar-
dase casa do tribunal, ultimou a acta, cncerrou ases-
sao, e (ambeni os trabalhos do jury, para nao reappare-
cer igual, e maior desaguisado, no julganicnlo domaior
protegido, Antonio de Dou/a Saraiva Este premeditado
molim, levantado pelos norlistas da nova especie, fez
reappsrerer melhor organisado o partido do Sul ordeiro
da Serra-do-Martins, ein oppoiico esses protectora
desordeiros. Oinesmo acontecinento patentea a ndole,
c lins de um e de nutro portillo ; e demonstra com evi-
dencia a conducta das pessoas, que os conipoein.
Julgue, pola, o publico imparcial, vista do allegado,
qual dos dous partidos procura a coiidcmnaco, ou
mpunidade dos criminosos; qual dellcs moralisa, ou
drsuioralisa asociedade; qual dellcs proinoveo bera, ou
mal do seu paiz; qual driles, finalmente, deve dirigir os
negocios da villa da Maioridade, parte integrante do
imperio do Brasil, e o ponto mais importante do centro
da provincia do Rio-Grande-do-Norte. E Vmcs Senho-
res Redactores, dando publicidudc esta uarrac.o, fa-
rao servifo ao publico, e ao seu constante lertor
O Inimigo da desordem.
lMM.llIvns DA Cllll III,n ITALIANA.
A cirurgia italiana acaba de realisar um progrrsso
verdadeiranientc extraordinario c espantoso: o medico
fraucez Guillote, que conseguio eternisar o seu nomc
com a invenco da gtiilhotina, acaba de ter ein um ci-
rurgio de l'adua, nao sei se un imitador, se um rival.
As \ Iglllas, que os outros ciruigies emprego eineico-
gilar novas inaiieiras de conservar a vida da triste hu-
manidade, empregou-as este lilho bastardo de Escula-
pio em imaginar um novo iiistruuiento de Ih'a tirar.
Parece, que a gloria do Ilustre deseabecador fraucez
Ihe fez inveja : deo, como elle, ligas mortc, e obrigou-
a a conceder-lhc patente de imiuortalidadc.
O governo austraco, a qiicni o suppliclo da torca,
al agora adoptado no paiz, pareca demasiadamente
brbaro, procurava alguma nova maneira de tirar a vi-
da mais docemeute aos condemuados mm le, coman-
lo que nao fosse a guilholiiia, ein que se achava o in-
conveniente de habituar o povo ao espectculo daell-
so de sangue. A execuco do prograiiinia, posta a con-
curso, nao cm mitriui em todo o corpo niedico crurgi-
co do imperio queui se quizesse encarregar da resolu-
fo do problema; porm o compatriota de Tilo tirio,
menos escrupuloso, nao leve duvida de por nios obra,
c dco no vintc. O instrumento por elle inventado, ej
adoptado pelo governo, consiste n'un mecanismo, por
cujo nielo o ro pn do padceme he puxado com violen-
cia ao indino lempo em dous sentidos opposlos ; as duas
primeiras vertebras do pescofo desloco-sc iinmediata-
Uiente, e a inorte he cst.iiitauca.
As lolhas italianas ditera lacs maravilhas da nova in-
venco, que para qualquer salteador ou assassino deve
de ser um goslo'morrer moda de Italia A guilboliua
era san duvida excedente nlo instantneo da obra:
Llgelra qual um rteipe mi golpe,
Ferrinho abaixo, cabcciulia em tena;
J. A. de tlacedo.
porm por mrin do instrumento italiano faz-se a cousa
i 'um ni.iis tiinyi :ii, porque nao lia ell'uso de una nica
golia de sangue. Que a vida se perde por tal maneira
cit el lulo, segundo c.sigc o aphorismo, he iiiuegavcl;
resta saber, sesera tamban jucutul, e boni seria, que o
iiivenloroe.xperiincntas.se para uo-lo dizer.
I'.nin lano, o governo desejoso de premiar o homeni
com recompensa anloga aos seus servicos, crcou para
elle o eniprego de carrasco-mr do imperio, c impz-
llic a obrigaco (que elle aeccitou sein ccrenioiiia) de
atsitlir a todas as execucoes capllacs, alim de poder di-
rigir prssoalmeiite n empregn do seu instrumento, c
para formar ao menino lempo discpulos dignos da sua
pessoa. To grande solciludc do governo pelo bcui
publico be certamen te louvavel; porm he mu prova-
vel, que a nova escola de cirurgia uo seja minio fre-
quenlada.
REVELACOKS.
Unamo-tiw, poii, como irmas, t
abracando-nos unt com outros, caiad
algumas lagrimas di reconciliacao so-
bre esta trra to regada de lagrimas
de amargura, lio ensopada no sangue
da fratricidio.
(A Voz do Pbopheta.)
Ha horas da noite, cm que o socego traz a ineditacao ;
entao o espirito do hornera he allumiado de um i luz di-
vina, sent c fax sentir aoi raait, cora palavras do cora-
cao, a verdade dessas revelaedes.
E cu eslava nessas horas : o socego era prorundo ein
tomo a mlm, c foi entao, que eu rae sent inspirado de
una verdade eterna.
Sent-a no cora9ao e nao a calci, porque era do ineu
dever revela-la.
Porque, quando Dos da a inspiracao, proscreve o
egosmo ; e a tena da patria eslava dividida em accei,
e esse egosmo seria um crime, que me nao perdoariao
os nniis ii ni.io- na desventura.
Os sonhos, que Dos manda ao hornera, sao conselhos
a a i no vi i l ii.
Eeu era soldado, e senta-rae, qua o povo me nao
chaniasse Irnio ; c doia-inc no fundo d'alina o ver di-
vidida ein facedes a bella trra de Portugal
Eu fora povo antes de ser soldado ; e agora, que o era,
niugueiu me impedirla de defender os ineu* irraos
d'outr'ora.
Mas elle me repellia, porque dava a farda tima signi-
lioacao, que nao era a sua : foi entao que cu me lera-
brei de I lie fa/.er conheccr a verdade.
O povo e o soldado sao lilhos di mesma ini ; abra-
cem-se um ao oulro, e nao queirao no meio dos odios
civis dilaceraran com niaos fratricidas as eutrauhas de
iiueui Ibes deo o ser.
Escule de.-la vez u povo a voz do seu irmao soldado.
Quando eu anda o nao era, via no soldado um ami-
go : nascido do povo, regando a tena com suor do
meu rosto, quera ver defendido o iiicu trabalho c
ama va o Soldado.
Agora, que o povo nos repelle, ergo-me altivo, nao a
pedir, mas a mostrar os mcus direitos tena da pa-
tria.
E ai do Irmao, que trahir o irmao Caira da popula-
ridatle, niancliar-se-ha com o sangue do innocente Abel,
as azas da patria anude todos devem commungar o pao
da independencia-
Taes ero miiihas ideias, quando o socego me trouxe a
reflexao ; a voz de Dos me inspirou, c oo povo, a que
perienco, inostrarei como soldado, que a virtude da tra-
icruidade.be um dever sagrado, c que o povo, abra-
cando os seus antigos limaos de armas, s cumpre,
como deve, com o divino preceito do evangelho.
Povo a voz do mancebo, s forlcde verdade, echoar
ein tua alma: di/.-ufo o.coraco, que assim dever
ser.
Perda ao soldado do povo o defeuder os seus irmaoi
il'.n m.i- ; sao amigos do infortunio, abaudoua-los nal
horas da amargura he covarda de velho.
'Povo o soldado novel sympathisa com o pensamien-
to da icvolta ; porque Ihe bate no peito um corafo de
vinte anuos, porque por entre nuvens de balas, se a
tena da patria fosse aggredida, as horas do exilio te
chamara irmao, e jimios pugnaramos pela liberdade
da patria.
Mas alcuuhais de bastardos a quera pensa como nos,
e o povo soldado escarnece e ludibria aquelles, para
qiieni a farda he um leito de tormentos.
ain ai, ai-vos : e que se nao diga, que um pensamento
alias nobre e generoso dividi a mesma nacao eiu duas
farces diversas.
I'nia classe inleira nunca era si he una.
Quando os criuies dos hoiuens ollendiao a Dos; quan-
do os reprobos.s fortes de maldade, dominavo a tena ;
decretou elle o diluvio: mas de cada especie c de cada
classe houve alguem, que se salvou.
Porque a jusiie.3 do Eterno assim o entendeo ; o julto
Alfandega.
RENDIMEMO DO tlk 25......
DESCiRREOid UOJE 26.
BrigueTarujo-I-inercadoras.
BrigueJosephina U Emiliadem.
lirigueFritbn-- idem.
lirgiie Andesbacalho
PolacaNovo-Raio-- ceblas.
Patacho Haxaricarvo.
brigueCismmo tijolos.
Hiate nacionalNereidcharutos e raantelga.
14:377/881
Eriilal.
A cmara municipaldesta cidade do Recife, etc.
Contrata, cora quem por menos fizer, o forneciinen-
lo de azeite para luzei da cadeia deila cidade: devendo
o azeite seri de carrapato. Os prctendentes poderse
comparecer na casa de suas scmcs nos das seguintei
ao da data deste.. ,.,., a, ,
Paco da cmara municipal do Recife, era 25de noveiu-
brode 1840.
Manoel Joaquim do Reg e Albuquirque,
Presidente.
JoSo Josi Fcrrsira di Aguiar,
Secrelario.
Declaracao.
Os Srs accionistas da companhia de Beberbe queirao
rcallsar a entrada de 6 por cento ltimamente pedida ,
at o da 30 do crreme. .
O cana,
t. G: da Sirte,
PRESF.PE NO TIIEATRO PUBLICO.
Tpd.is as meninas e meninos j coutratados a 20^000
e a 30/000 rs.,eosque anda o pretenderen! ser, spresen-
tein-se no domingo, 29 do con ente, as 7 horas da nolte,
para receberein os scus papis.
Puhicacoes Iliterarias.
OORADORFRANC-VACO, ou escolha de dlscuruM
pronunciados por occaslo das solemnidades da majo-
neria. relativos ao d ogma, historia da ordem, a moral,
s inlclacdes, As festas das lojas, etc., eto. Um volunit
de mais de 500 paginas em francez. Veude-se por 10/
rs., na ra do Quclmad o, n. 27, loja de Manorl Jote
Gonjalvcs.
O HOTEL LAUBEBT
Historia Contempornea
roa
Eugene Sui
Acaba de chegar do Rio-de-Janeiro, e vende-se rra
tres volunies na pra^a da Independencia, liviana n. be
8 : a grande nomeada, que tem adquirido seu autor, lie
sufnciente para o elogio desta historia.
Avisos martimos.
PIllI.ANTROI'IA UESPANUOLA.
Kslranha pliilaulhropia he esta da nossa poca!
Por
Miscellanea.
ATHENAS EM PARS.
{Extr. di corrisp. par.)
Se alguem daqui a anuos l dcsie calcauhar do inun-
do do Rio-de-Janelro houver de vlr a Pars, estimulado
pura phllaotbl'opla acaba o governo austraco de deler-
iiiiuar, que os. coiidciunados mu te nejan estrangula-
dos moda italiana; c se com islo nao tiraren, bem con-
vencidos do amor, que o soberano Ibes teem, lie por-
que sao di Miras de contentar; agora he o governo de
Hespanha, que, para provar a solicilude, que o anima
pela felicidade dos liespanhoes, invena tambera pela
sua parte nina nova maneira de Ibes tirar vida! At
aqu p.nlt 11.io os condemuados pena ullima cm Hes-
panha inorle natural de garrote para semprc ; agora ha
de o condciiinado inorte iiiorrerasphyxiado pelo vapor
do ca vao, e n cebera mace.
A rxccuco da pena de garrote era cerlamcnle appa-
ratosa para os espectadores, mas instantnea para o pa
decente. O pescoco deste ultimo, amarado por dous
arames de ferro, era unido a um poste, detrs do qual
eslava um torniquete, que coinmuiiicava com os ara-
mes. Ao iniiinciiiii, em que o carrasco dava volla ao
torniquete, abaixava o padceme a cabeca, e eslava
mono. A sensIbIHdade bespanhola, pledosa para os
espicladoies, mas nao para o suppliciado, propoe-l
mudar o genero do suppliclo, A cabec.a do padceme
ha de ser inlroduzida em urna especie de recipiente ou
caixa, que, por niel de um tubo, ser posta em com-
ni ii miaran ruin n ni fogarciro accommodado ao intento.
Quelniar-se-lia enlo no fogareiro quaniiilade de carvo
ou .le minas ni.iiena, coinbiistives: o vapor que pela
combusto se desenvolver enclicr immediatamaitc o
recipiente ou caite, e o |>adeceutc morrer asphy.xiado.
O tempo ni i e.--ai ni para a execueo da operafo, que
ca descripta, he evidentemente multo mais longo que
o que exiga acxecuco do garrote : se os guveruos que-
rem realmente ser piedosos para com os condemuados
moi le, eis-aqui a mellior maneira de realisar lal iu-
lenvao. F'a9a-sc cahlr o suppliciando, semille aiiuun-
ciar a sortc.que o espera, einsoinnoletliargico.por meio
de algumas dessas bebidas soporferas, em que a mate-
ria medica tanto abunda; e quando elle estiva- ueste
estado, lire-se-lhe entao a vida, asphixando-o pelo va-
por do carvo ou abrindo-lhc as veas. A exposi(o do
cadver no patbulo, acompauliada da leitura da sen-
tenca, be o que basta para exeuiplo. Astiui pralicavo
nao devla pagar os crimes do percador ; porque urna
classe inleira nunca be perversa,, c aos reprobos c mal-
fritores eslampou Dos na Irontc .imaldicoad.i o ferrete
da sua colera.
Povo! assim sao teusmaos ; se alguns peccaro,
doei-vos dellcs, porque assoalliar-lhes os vicios seria
lima va golilla coiiiiiiuiii.
A iniquidade (sl innge driles : OS que obedeceni ca-
lados, os que soti'rein pacientes, sao os teus irinos, que
foro, que anda o virad a ser, quando os anuos, tollieu-
do-lhes as fdr(as, os li/.erem ir mendigar o pao da esmu-
la na Ierra de seus pais.
Enlo o soldado nova mente ser povo ; os mesinos n-
teresses os ligarn patria, e voz do i ursino chele cor-
ra ao s anuas cm del'esa da causa cainmum.
Nos os soldados sollremos como voso jugo, que cx-
pirou; e agora que elle est longe, envergonhais
una classe, chamando sectarios do poder a liomcns, a
quera o pensar be crme, a quem a voutade he pruliibi-
d.i por lei.
Povo Sdejuslo.
O symbolo da obediencia he o soldado: para vos ap-
peiln, ollial para elles, que morrein voz do seu chele,
para riles, que por vos pugnarn cm horas de deses-
pero.
Km vnlta- das quinas porluguezas, quando as boceas
de fogu vomitaran mortc, quando o p- do eslrangero
inslenle pisar a nossa trra, l o veris iiniiiovcl em
defensa da patria, cm defensa de scus irinos o
povo.
Querer extermina-los seria urna covardia de vence-
dores.
Quando a senda da liberdade anda bem se nao des-
cortinava, quando o futuro anda ero trevas, emal
lo/ i,i o pharol da esperanca, elles avanfro lo resolu-
tos e desassombrados, como osexcrcilos protegidos de
Dos atravessro as agoas revoltas do mar Vcrmelho.
Mas mais obrdieulcs do que ellrs nao murmurarn
dos rhi lis ; c por cutre lomes e sedes, arvorru na
nossa tena o pendan da liberdade, entao seini-inorta
as trevas do absolutismo.
Povo Foro os soldados 01 vossos irinos na des-
ventura, quem defciidcro vossas casas, protegern
vossas iruias, c viierro as cas de vossos pas de-
crpitos.
.Negar-Ibes o parentesco nao he timbrar de justos,
he esqtn i 1.1 -vos do vusso melhor braso c gcuerosi-
dade.
Sede tolerantes como sois valentcs.
Quando o povo se levanta as pracas publicas como
uuis houieni, quando o seu grito he unnime, lie por-
que Dos o alumiou, c a sua juslia he imincusa.
E ai de quem Ih'a contrariar! a valdadc dos podero-
sos Ir-se-ha entao quebrar de eucoutro causa popular,
de ordinario a mais santa, se nao chega a degenerar.
E assim acontecco, porque foi justa esta.
Mas ao soldado, que obedece porque o mandan, e ao
jurar bandeiras dcixou de ter vuutade, e se tornou um
ente passvo, aecuso-no de Janisaro!
Povo! C ii .uli ii bem o voiso coraco ; no fundo dille
adiareis escripia a palavra irmao : dai-a ao solda-
do, que vo-la merece.
ascido entre vos, coinvosco ir descancar no ceuii-
terio da aldeia, onde juntos briucastes nos felises ho-
ras da infancia, em que nao bavio era cuidados ueiu
tristezas.
Nascidos na mesma trra, os vossos inleresses sao os
mismos, anida que as vossas oceupaedes srjo diversas.
Ouvi a vui do soldado, que falla do coraco ; povo,
rscuiai-u ; c abrajaudo os vossos Irinos d'arraas, le-
reis dado um usterauuho da Voua franqueza e geue-
rositUde.
= Para o Maranho sahir com o maior presten o
brigue escuna brasileiro Ytloz ; tan metade de ifu
carregamento prompta : para o resto dinjao-se ao
consignatario Manoel Duarte Rodrigues na ra do
Trapiche n. 24 ou ao capltao e pratico Francisco
Bernardo de Mallos.
= Para o Aracaly sai, era poucos das, a sumaca Lor-
ila mestreJos Goncalves Simas, por ter a maior
parte da carga prompta : quem na mesma qulzer car-
regar ou r de passagem entenda-se com o inesnio
meslre ou com Luiz Jos de S Araujo na ra da
Cruz, n. 26.
: Para o Rio-Grande-do-Siil seguir breve o brigue-
barca (ientroso o qual recebe escravos a frele, e para
passageros temos inelhorcs conimodos: quera preten-
der, pode tratar com Amorlm Inuaos, ra da Cadeia, a.
45.
Vcnde-se o veleiro hiate Espadar'
te de lote de 27 toneladas de milito
boa construccao, prompto a seguir via-
gem, e que se aeha Tundeado defronte do
trapiche do algodo : a trutr na ruado
Torres, 11. 1^.
-- O brigue Soares, de priniera marcha," far-sc-ha vela para o Rio de-Janeiro, no dia sabbado, *8do|iu-
sente mez; que se participa a quem liver escravos
embarcar.
Para o Aracaly o biatc nacional fiereide *eSue"'~
geni cora inuiia brvidade, com o inesrao carrrgmnri .
que trouxe de S.-Matheos; recebe algMtua cargaia tren-
os pretendentes dirijao-se a ra do Vgario, n. o
Para o Cear seguir, at o dia 4 de dczenibro pr_
xiino, o bem condecido patacho Laurenlina, por "'ri''ull
s toda a carga prompta ; porm anda recebe ais "
carga para acabar de abarrotar ; assim como leai
cellente commodos para passageros: quem .(-0'
carregar ou ir de passagem, entend-se com o cap ^
do me.mu, oji com Joaquim Teixejra I.ete, n-i '
Cadeia de Santo-Antonio, n. 26, casa.cm que mora rra
cisco Joaquim Cardozo.
Para o Itio de Janeiro se-
gu, no (lia 29 do corrente, o bri-
gue nacional Despique-, o que se
faz sciente aos Srs. passageiros,
e a quem.liver escravos a embar-
car : esles dever estar a bordo
naquelle dia As 7 horas da na-
nhaa.
......"
l,cilao.
- Sabbado, 28 do correte.
ha leilio JJldlcW^J
presenca do Sr. l)r. jux de orphaos, de tetMidas, que i
rao da loja do linado Luz Jos de Souxa. "a '""
Quemado, n. 10, as 10horas do da: quemquixcra
malar comparece, ___ .
Avisos diversos.
Quem annunciou querer comprar "ina
dando leile, se anda qufser, dirlja-se a ra Veioa.
117



Lotera da matriz
da cidadc da Victoria.
Tendo-se apenas vendido pouco me-
nos de metadedos bilbetes desta lotera ,
e nao podendo, por conseqnencia, effei-
luar-se andamento das rodas no dia it
d< correte; lie o niesmo andamento
transferido ainda para o dia i a de dezem-
hro prximo futuro na esperance deque
para esse tcmp se tenlia completado a
extraccSodo resto dos referidos bilhetes.
Una mulher portugueza j idosa e de bons
costumes se offcrece para servir de ama em uma caa
de puca familia c mesmo de homein aolteiro : quein
de seu presumo precilar auuuncie uu dirlja-se a ra
Augusta, n. l.
AlugSo-se oa segunda e tercciro andares da casa da
i u. do Queimado u. 17 : a tratar na loja da mesma
= Aluga-se a grande olaria, n. 7, sita nn travrssa do
Mondrgo : a tratar com F. Pires no Aterro-da-Boa-
VUU. u. 37. .
= Fas-se todo negocio com urnas dividas na cidade
deOliuda, as quaes sao cobravcis: a quem convicr, d-
ja-se atrs do Cnrpo-Saiilo, n. 68.
* = O maior Jos Gabriel de Moracs Mayer embarca pa-
ra o Rio-de-Janciro a suaescrava, parda, por iionte Do-
mingas.
= Aluga-se uma casa terrea com quatro portas na
frente, e uma mda-agoa no fundo da mrsin.i, sita lias
Cinco-Pontas : quem a pretender, dirija-se a Boa-Vista
na travesa do Veras, sobrado n. 15.
>= Precisa-se de urna ama secca: prefere-se estrau-
geira : na Soledade, paitara n. 22.
= O abaixo assignado, vendo nos Diaria uin remedio
para bubas e cravos seceos, cujo remedio he cousa ex-
traordinaria, e tendo engenho, ha inulto* anuos, e leu-
do perdido diversos escravos, e desde o annuucio des-
te remedio, tendo salvado lodos, e por flm Sua senho-
ra, que padeca esta molestia a ponto deja nao se poder
calcar, e com este remedio licou perfeitamente sita, e
Umbein uiu lillio de idade de 20 anuos: e como vio este
remedio produzr estes ruellos, por sao fat este annuu-
cio para beneficio dos Sis. de engeuho, tendo visto ne-
gros aleljados e perderem a vida, por causa desta moles-
tia. Faz este annuncio para beneficio da huniandade.
Antonio Corrtia Ptuoa di Mello.
= Urna senhora de bons cosime se encarrega da
iriacio de meninos de pello, impedidos c desinipcdi-
dos e tanibem recebe meninos para desmamar no
que promette esinerar-se : quem do acu prestiino se
quizer utilisar, dirija-se a ra Augusta na loja do so-
brado novo, que tcui a frente o6r de chumbo : na mes-
nia casa vende-se un berco alada cm boin uso, por pro-
co comniodo.
= Precisa-se de urna ama, que tenha boin leite : na
i ua Hova, loja n. 9.
__Allbnso Salnt-Marlin, na ra Nova, n. 14, segun-
do andar, por cima da loja do Sr. Diogo Jos da Costa,
recebeo pelos ltimos navios viudos de Franca inais
linimento ao que j tem annunclado, constando do
seguinte : mantelete de gros de Naple preto, guarne-
cidos de franja de retroz,.muito em moda, e cujos coses
assento o melhor poisivel; mantas da inestna fazenda,
igualmente guarnecidas-de franja de retroi ; chales de
seda mullo superiores, c de padres modernos ; inan-
ias de seda do cores, para todos os precos, e d entre
ellas ai ha do que ha de melhor e mais rico ueste ge-
nero ; clines de sella branca c de cores, para vestidos ;
chapeos de seda para scuhora, de muito boiu gosto,
modelo a la Duchsse c a la Ponidas ; dilos de palha
de Italia, lisos c abertos, para senhora ; dilos para
meninas, de novos modelos; chapelinhos para meni-
nos de 2 a 8 annos, modelos a Bolivare ;. lencos de se-
tim multo elegantes para senhora ; barge verdadeiro,
lesse que sefhein os tacs vestidos, que, a justo Ululo,
sSo tao afamados ; cortes de ganga de quadros para
visiidos.imitaiidoperfeitamentcse.la, eque nao desbolao
e durao a enfadar; sorlimento de luvas de pellica supe-
rior, para hmeme seuhora; panno preto da melhor
qualidade a 6/000 rs., e casimira prcta chamada selim
/.lir, muito superior a 4^000 rs. Os Srs., que preten-
deren! ver qualquer desies objectos, terao a boiidadc
de mandar avisar ao annuncianie, que iiiiinedialainen-
te Ih'os levar cm suas casas.
-- Ua chegado novas dragonas para ofliciaes de guar-
da nacional, viudas do ltio-de-Janeropelo ultimo va-
por, por preco commulo : na ra da Cadeia do Recite,
loja de miudrias de Guedes & Mello.
Desapparecco da casa do abaixo assignado, no dia 23
do crreme, um moleque, crioulodo Marauhao, escravo
de Jnaquini Raymundo Crrela Machado,da nirsmacida-
de, que representa ter l4 annos de idade, cor fula, bvi-
cosgiossos, sobrancelhas bastante alias; tem um signal
na cabeca de golpe, levou caifa de rseado aiul e ca-
misa branca : quem o pegar, leve a ra do Vlgario, n.
2i, primeiro andar, que ser recompensado.
-- Quem precisar de uma ana, a qual tem muito e
bom leite: dlrija-sc a ra da Cadeia-Vclha do Rccife,
n. 19.
A mesa regedra da irmandade de N. S. da Coacei-
c.io dos mlliures, de conforutdade com os scus esta-
tuios, convida a lodos os huaos comparcccirn no
consistorio da respectiva igreja.s 9 horas da inanha do
dia 29 do correte, aliui de elegerein o novo jui.
Precisa-se de um caixeiro para venda : prefere-se
ilos ehegados agora: quem esliver nestas circunstancias,
dirija-sc a na Nova, n. 06, que se dir quem precisa.
Precisa-se de um caixeiro com pratica de venda,
que seja hbil e de fiador sua conducta : na ra larga
do Rosario, n. 52, venda da esquina, confronte a igreja.
--Jos Soares Pinto Crrela vrndro a sua venda, que
liuha na Soledade ao Sr dnenlo Lupes Lima.
Precisa-se de um caixeiro para um deposito de
vender pao e bolacha, que csteja no caso de o tomar por
balanco, dando fiador a sua conduela : no palco da Sau-
ta-Crui, padaria n. 6.
Quem esliver em circunstancias de dar algumas
liedesde naulira, annuneie, para se procurar.
Preisa-se de um ou dous bonicos de boa condue-
la e sem familia que queirao ir trahalhar de rnxada-
i ni ierras de um engeuho dislaute desta praca Slegoas,
dando-sc-llie o sustento e o jornal, que se ajusfar : na
ra do Noguelra, sobrado ao pe de oulro, que calilo, no
segundo andar.
OflVrcce-se uma mulher para ama de casa de ho-
mem sollelrn, n qual abe engommar bem e cozlnhar to-
das as qualidades de manjares : quem dclla se quizer
utilisar, dlrija-sc ao becco do burgos, casa n. 3, que to-
do negocio se lir, seudoque Ibe convenha.
__Uriappareeeo da cosa da ra da S.-Cru, n. 82, um
bolo de abertura de camisa, com um brilhaute grande,
e um circulo de dilos mliidos com esmaltes, formando
nina Hr, c jnlgavse ler sido furlado para empeuhar ou
vender, e por isso previnc-sc o publico, para que a
quem fr ofl'erecido o apprehenda, que se gratificar.
-- Una parda de regular conduela, e que sabe bem
coser engoniiiiar e cozlnhar o diario de urna casa ,
propoe-se a servir de ama de casa de lionieni solteiro :
quem de seus servicos se quizer utilisar, dirlja-sc a ra
ue S.-Rita, loja do sobrado u. 40.
'sr..-'"!' vi; '
Trancelins de qualquer modelo, anneis llores, flus,
aderecos, pulceiras, brincos etc. ; ludo o mais bem
feito iiossivel por preco mdico.
PrecUa-se de 300/rs., sobre penhores, ou hypotcca
em duas casas terreas, que rendeui 8/000 rs. mensaes,
cada urna : a quem convier este negocio, dirlja-se a ra
da Gloria, n. 23, ou a ra larga do Rozarlo, n.46, pri-
meiro andar.
Precisa-se de urna mulher, para uma casa de pou-
ca familia : na rjja do Brum, no segundo andar do so-
brado do Sr. Francisco Al ves daCuuha
OSr. F. M. B. queira salisfater a quantla de /OOO
rs., que pedio emprestada em 6 dcjullio do correute,
se no quizer ver seu nonio por extenso.
. Aula de navegaco .
Agostinho Fernandes Catando de Vasconcellos
contina a ensinar navcgacilo pratica e theorica, na
ra Imperial, n. 39.
I'm homemeom alguma familia, e que sabe
ler e escrever, se olcreoe para qualquer adminis-
traeo de sitio, ou fazenda nesla praca, ou mesino
fra della, pois tem bastante pratica de servico ;
lambem destila agoas arden tes, e percebe alguma
cousa da arte de coinpor c cristal isar a mesma ; tam-
bem se propOe a ensinar as primeiras (ultras no mal-
lo seguindo sempre a melhor orlhograpbia : quem
delle precisar, dirija-se a ra da l'raia, serrara de
Silva Cardial.
Aluga-se uma ptima casa terrea sita na ra
Nova, que vai para a Trompe, com mu i tos comino-
dos para urna iiunicrn.sissima familia, muito fresca,
comjiom quintal e cacimba de boa agoa de beber:
a tratar no pateo daS.-Cruz, n. 70, primeiro andar.
0 cucadernador, que d'antes leve loja na pra-
ca da Independencia, est agora com a cncadcrnacno
na ra do Queimado, n. 43, contiguo a esquina do
becco da Congregarlo ; o qual seacba munido de
arranjos parqualquer encadernacSo, e do ultimo
gosto, viudos recentemente de Franca, com a poli-
doz e brevidade exigida por seus donos ; tamliem
vende alguns livros"para preparlaorios, cm me o uso
livros em branco, baratos, e pastas para meninos e
repartieres.
Precisa-se alugar um sobrado na ra do Cabu-
g ou Nova : quem tiver, annuncio.
Quem precisar de urna preta para todo o ser-
vido, dirija-se a ra dos Pires, n. IV.
lloje, pelas t horas da tarde, a porta do Sur
doutorjuiz de oipluios, se ha de arrematar impre-
lerivclmenle um escravo do servido de campo.
I'erdeo-se, desde a ra da Cruz, vindo pela
ra da Cadeia do Recite, ponto, Passeio-Pubco, pa-
teo do Collegio, pracinha do l.ivramento, pateo do
dito, at a ra Direita, um embrulbo contendo seis
varas de bico largo : quem tiver adiado e quizer
restituir, dirija-se a ra do Rangel, n. 17, que ser
generosamente recompensado.
OSr. Manoel Joaquim, alfaiate, que morou no
Mundo-Novo, queira annunciar a sua morada para
negocio de seu muito interesse ; isto no prazo dea
diiis: do contrario perder toda agencia.
lia 13 dias, pouco mais ou menos, que se deo
poi falta dos livros segu hites : Di re lo das gentes da
Europa 2 v.; Manual dos juizes de paz; 1 dito de
dircito natural de Franca ; I dito de direito natural
e privado. Estes livrossuppOc-se tercni sido Curiados
por pessoa mesmo de casa : quem delles soiber ou
Ibes Corein oflorecidos peder apprchcndc-los e
leva-losa ruado Sol, n. II, que sera recompensado ;
ose estiverem vendidos se lhe dar o importe delles.
1HEATRO DE APOLLO
A BE II TU HA
S. H-T.
Os Srs. socios queirao mandar receber os bilhetes,
que Ibes pertencem e pagar as mensnlidades, que es-
tiverem devendo, ao thesoureiro o Sr. Dellino dos
Anjos Teixeira, na ra de Apollo. E igualmente
quirilo apresentar as suas propostas para convida-
dos, sem cuja approvacao nao poderaO estes ter in-
gresso. ,
-D-sc a quantla de 500^ rs. a juros de um e meto
ir cenlo ao mez, com hypotheca em casa trra, ouro
ou prata : na ra de Saua-Thereza, casa n. 22, se dir
quem d.i ditaquautia.
Frecisa-se ahigar uma preta escra-
va, que sailia engonunar e lavar, sendo
para uma casa eslrangeia de pouca fa-
milia ; poga-se bem no caso que o ser-
vico da preto agrade : qucm a tiver, di-
rija-se a ruada Cruz no Rccife, n. 4^
primeiro andar ou ao armazem do mes-
mo sobrado.
Precisa-se de un pelo cozinbeiro,
para cofa de um liomtin solteiro, seagra-
dar tombem se. cempra convindo as
partes: na ra da Ciuz no Rccife,
n 43.
= ^'o largo da Soledade, n. 32, se fazem chapeos para
senhoras, vestidos e qualquer outra roupa ; bem como
bordados de todas 'a qualidades, e camisas para ho-
inem, tudo na ulllma moda, c por precos cpminodos.
R'ua de Apollo, ns. 2e 5o.
Troca-se, por casas lencas e lambem vende-se a
dinheiro por preco rasoavd, como convieraosprelen
denles, um grande terreno que deita o fundo para a
mure' ; o qual est estacado e aterrado e tem un ar-
inazi'in edificado dos nmeros cima declarados, e he
de esquina ; o seu bom local mciecc toda a preferen-
cia para quem quizer levantar um elegante predio e
pJTerece vanlagem a quem saiba apreciar a boa locali-
dade do dilo terreno : a tratar com Joo Estevcs da
Silva. .
Manee! Teixeira de liveira ou
outra qualquer pessoa nao pode frzer
negocio algum relativo aos sitios da Tn-
carun.i ; porque Ihea nao pirtencem e
se acbao litigiosos, e com nutras com-
plicaedes, nao de pequea monta. .
Alugao-se varias caas na Cnpungn,
proprias parase pasear a festa, por te-
re ni muilos commodos, com grandes sa-
las, qtiarlos, cozinba, estribarla, quartos
para rscravoa, copiar, &c. : a tratar na
ra da Senzalla-Velba, n. i38, ou no
mesmo lugar da Capunga, sobrado novo.
Aluga-se um sobrado de dous an-
dares e sotSo, com bonita vista e"bas-
tante fresco, sito no largo do Hospital do
l'araizo, esquina da ra da Roda : a tra-
tar no pateo do Garmo, sobrado novo de
um andar, n. 16.
~ Precisa-se de um caixeiro para um deposito de
seceos: na ra Direita, n. 18, a tratar ate as 8 horas, c
de ao mcio-dia al 2 da tarde.
~ O abaixo assignado avisa ao scus devedores, que
Amaro francisco de Moura c Oliveira deixou de ser
cobrador de suas dividas desde o dia 24 do corrente, e
por Isso nao levar em cunta qualquer recibe, que possa
apporeccr desta dala cm diante, passado pelo mesmo.
Joaquim Vertir Aranlet.
~ Desappareecrao, da casa ii. 55 da rua da Crus, no
dia 22 do corrente, dous reloglos de algibeira com os
signaes srgiiintes : um de ouro, suisso, de syliii'lro,
com mostrador descoberto, tamanho regular, pontel-
ros de ouro, a caberla da machina de dentro lambem
de ouro e a coberta de fura lavrada, figurando una pas-
sagem: o oulro dito, de prata, ordinario, de mostrador,
descoberto, bastante grande, e juntamente um trance-
lim de cabello. Roga-se a qualquer pessoa, a quem fo-
rem oll'creeidos, o obsequio de os levar dita casa, que
ser recompensada,
~ lloje, 26 do corrente, as 4 horas da tarde, se ha de
arrematar em praca, ua portado Sr. doulor julzde or-
pliaos, o escravo Jorge, declarado bem de ausentes.
Aluga-se urna casa com copiar trapeira no lu-
gar de S.-Auna com dous porliics cjardiui ao lado,, a
qual pode servir para duas familias leudo a mesma 4
salas Tquartos, cozinha, cocheira c estribarla com
terreno plantado de capim para uin cavallo alciu de
algumas arvores de fructo : os preteudenlcs dirijao-
se a praca da Boa-Vista botica n. G, ou ucsla lypo-
r.iplu.i que se dir quem aluga.
AO BOM TOM PAUISIESSE.
BA NOVA, N.7.
TEMPETTE ALFAIATE,
tem a honra de participar aos scus Ireguczes que dis-
solveo desde o dia 15 de setcnibro do anuo passado ,
a sociedade que tinha com os Srs. Golombicz & l.'oni-
panhia largando ao niesmo lempo a loja dos sobredi-
tos Srs. As pessoas que o quizerein favorecer com a
sua freguciia o acharan na sua loja na rua Nova ,
ii. 7. Tem pannos para calcas, golletes c casacas, de to-
das as qualidades os mais novos chegados de Pars, e
a collec{3o dos mais recentes figulinos ; c recebeo no~
ramenteuiu lindo sorlimento de objeelos de luxo c
phanlaiia, de diversas qualidades.
Precisa-sede dous lavradores ; cm casa do doma-
dor, ou fabricante de candieiros de gaz na rua No-
va n. 52.
Aluga-se por preco rasoavel o
armazem da rua de Apollo, n. 3o com
embarque para a mar : a tratar com
Joo E?leves da Silva.
Precisa-se alugar um sitio, prximo da cidadc,
preferindo-se a uiargem do rio com boa casa de vi-
venda baixa para capim cocheira : no Aterro-da-
Boa-Vista n. 3b, scdlra quem precisa.
Milita attencao.
Compras.
Compn"o-scduas ou tres canoas, que nlo to-
ntillo mais serventa que silo para fazer um aterro :
a tratar com Manoel Antonio da Silva Molla, ou au-
uuncie.
= Compra-se una negra 1009a, que saiba cozer, en-
gommar c colindar, e nao 1. nlia vicios : na rua Nova,
n. 3.
= Comprao-sc escravos de 1G a 20 anuos de idade,
sadios, sem vicios, com ofiicios c sem cllcs : na rua Di-
reita, sobrado, 11. 29.
Coniprao-se, para fra da provin-
cia escravos de 12 a 10 annos : na rua
da Cruz, n. o a tratar com Macbado
& Tinlieiro.
-- Compra-se a orlhographia de Madureira que es-
leja em bom uso ; na praca da Independencia loja
de miu Je/.as u. 3.
Vendas.
rol huillas.
Vendem-se folhinhas de porta, algibeira e padre ;
na praca da Independencia,livraria, ns. fie 8.
=s Vendeni-se 7 nietas com habilidades, de 18a 25 an-
uos de idade; 1 inoleque de 18 anuos de elegante figura
e de mili boa conduela; 1 pardo bom carreiro, de 20 an-
nos c bem robusto; l pelo de lucia idade, por barato
I.i eco ; 1 mulata de 15 anuos, de bonita figura : no pa-
teo da matriz de S.-Anlonio, sobrado n. 4.
Conlina-se a vender chocolate novo, a 240 rs.;
caf moldo, a 180 rs. ; dilo em grao a 140 rs. ; cevada,
a 100 rs. ; bolachlnha ingle/a, a 200 rs. ; passas, a 240
rs. ; figos, a 120 rs. ; letria a 240 rs. ; mMteiga in-
gleza, a 800 rs. c franceza a 600 rs. ; cha hyssou a Itf,
2240 e 2/50 rs. ; dito uchim, a l/OO rs. ; dito perola ,
a 2#4O0 rs.; rspermacele deC e7ein libra, a720 c 800 rs. ;
carnauba de 6, 7 e 9 cm libra a 320 rs. ; lingolcas do
Porto, novas, a 400 rs. ; paios novos c grandes, a 280 rs. ;
banha deporto, a 30rs.; feijao mulatinho, a 240 rs. a
cilla ; arroi branco, a 320 rs. ; dito vermelho, a 280 rs.;
tu 11 lio, a 120 rs. ; arroz de casca a 120 rs.; queijos no-
vos frescaes a 1/440 rs.; no pateo do Carino, esquina
da rua de lenlas, lado direilo, n. 9.
P| Vendem-sc superiores chapeos de castor de
. Lisboa a polka mais baratos do que em nu-
-^^. lia qualquer parte; na rua do Queimado,
loja n. 19.
Vende-se urna preta mofa de boa figura perfeita
cozinheira muilo diligente para o servico de urna
casa ; e que se dar a contento ; uma dita eiigomma-
delra coziuheira e cose, com nina molatlnha de um
mez muito bonita ; i pelos de 20 annos proprios
para pagens, e para todo o servico ; um uioleque/dc
12 anuos, muito bonito : na rua larga do Rozarlo, vol-
tando pata os quarteis, n. 42, primeiro andar.
- Vende-sc excellcnte inarmelada e doce de ginja, em
latas, por cominodo preco: na rua Nova, venda da es-
quina da rua de Santo-Amaro,
Vende m-se uvas raucas anda na parreira: na rua
da S.-Cruz, n. 3,
Vendc-sc potassa riissiana
muito nova c de milito superior
qualiflade; os scnlioreg tle cn-
gcnho( que goslao de fabricar
bom assucar, manden, com-
prar a potassa russiana a Cu*
nha & Aniorim, a rua da Ca-
deia, loja n. SO, que o bara-
tsimo preco, por que se ven-
tic, convida.
Veide-se, para fra da provincia, urna fonnidavel
escrava, preta, criotila, moca, boplta figura, coiluha o
ni......um: na rua da Cadeia, loja n.50.
Vcudc-se um cavallo multo pequeo, propno para
menino, de cor casunha, com mullos bons andares bai-
os sem deleito algum, e muilo manso : os pretenden-
tes dirijan-se a rua larga do llorarlo, botica de Barlo-
loinco. ____
= Vendc-sc um lindo moleque de 14 anuos, pouco
mais ou menos ; bem como duas pretas, boas para todo
o servico, sem vicios c por preco comuiodo ; e um casal
de escravos, proprio para todo o servico c por preco
coniniodo: na rua do Crespo, n. 12, a fallar com Jos
Joaquim da Silva Maja.
- Vendem-se duas canoas, em bruto,
uma propria para abrir e outra para ca-
noa de carreira : no telhcico por tras da
igreja de Santa-Mita, pel-eiicenle a resti-
laco de Franca & Irmo.
Vendem-se caixas de tartaruga feius no Aracatj:
na rua da Cadeia do Hecife, loja de caloados, n. 35.
Vende-sc um rico guarda-roupa, euvidracado. por
50* rs.; urna cama de angico para casados, com colchao
e enchergoes, por 40^ rs. ; um lavatorio novo, com ha-
cia e jarro, por (f rs. ; dous pares de mangas de vidro
pequeas, po^rs.; um par de bauqulnhas de amarel-
io com gavetas, por 8/rs. ; urna baiiquinha quadrada
com um s p, que pode servir para mel de sala, por
12/ rs.; e urna cama de vento de armacao, por ll# rs.:
tiesta Ivpog aphia se dir quem vende.
Vende-se, para fra da provincia urna escrava
cabra, de 18 a 20 anuos, sadia c robusta, que coziuua o
diario de uma casa.lava bem, engoiiima sollrivelineu-
te, c tem milita aplidao c deseuibaraco para todo o ser-
vico : em Oliuda casa do doulor Loureiro se dir
quem vende.
CARNAUBA.
No armazem de farinhado caes do Collegio conli-
tu'ia-sea vender cera de carnauba, a relalho, de nim-
io superior qualidade
= Vende-sc unta casa terrea com bons commodos
para grande familia quintal murado e cacimba na
rua da Concordia junto as casas do Sr. Jos Amonio
Crrela Jnior : a tratar na rua de Apollo, D.I, pri-
meiro andar ; vende-se por seu dono rctirar-se para
fra da provincia, com sua familia.
Na botica da ruado Rangel, vendem-sc os reme-
dios seguintcs, dos quaes a experiencia tem confirmado
os niclliorcs cffeitos : dentilico, que tem a propriedade
de limpar os denles cariados, c restituir-lhes a cor es-
maltada, em muito poucos das ; o uso do dito reme-
dio fortifica as gengivas e tira o ino cheiro da bocea,
proveniente nao s da carie, como do trtaro, que se
une ao pesepeo destes orgos; o remedio he designado
pelos nmeros l. e 2.": orchata purgativa, inui til as
criancas e as pessoas de toda e qualquer idade ; he com-
posta de substancias vegelaes, nao contm mercurio,
nem droga alguma, que possa prejudicar: remedio para
curar calos,- cm poucos dias ; dito para curar dores ve-
nreas antigs, e que teem resistido ao iralameuto fe-
ralmente appllcado ; dilo para provocar a menstruaco,
e accelerar a accao do tero nos partos naturaes, em
que nao se precisadas manobras scientificas da arte ;
dito para resolver tumores Ivmpliallcos, vulgo glndu-
las ; dito para curar bobas c cravos seceos, o inais eAl-
cas que secoiihece at aqui ; dilo oximel de ferro, mui-
lo til as chloroies, vulgarmente chamadas frialdades ;
pos anti-billosos de Manoel Lppes ; capsulas de gelati-
na, contendo balsamo de cupabiba ; ditas de oleo de
recinos purificado ; ditas de cubebas cm po fino ; ditas
de assafelida; ditas com pos purgantes; ditas de ruibardo
da China; ditas de sulpliaio de quiiiiiu de I e 2 graos cada
capsola ; algaleas, velinhas elsticas; pillas de sal de ca-
baciuho; agoa das Caldas, chegada prximamente; reme-
dios que cunio a l'rialdadc dentro de 40 dias, mesmo estan-
do ochado; oleo mullo bom para conservar o cabello, que,
alm de nao deixar cahir o cabello, limpa a caspa, e
cujo uso continuado faz reapparecer o cabello perdido ;
pillas especificas para curar as gonorrheas chronlcas,
quando a lesao nao passa da urcta Igualmente um xa-
rope auli-heniorragico, applicado nos casos, em que se
dclla sanguc pela bocea : o preco de todos estes reme-
dios he mui rasoavel, c os bons resultados da sua appli-
cacao he que devem fazer sua apologa.
= Vendem-se barricas c nielas ditas com farinha gal-
lega muito superior; barricas c metas ditas com cal
vlrgera de Lisboa ; barricas coni potassa branca e preta;
lechaduras para porla de aiiiiazein ; peneiras de rame;
rodas de arcos para barricas ; bichas de Hamburgo ;
tudo por preco couiuiodo : na rua do Vigario arma-
zem ii. 9.
Vende-se vinbo tinto commum, em
querlolas, pelo baratissimo preco de4<>'
rs. cada uma : na rua da Cruz, u, ao.
NO ATEIIRO-DA-IIOA-VISTA T.0JA N. 3, DE JOAO
CHAROO.X,
acabo de ebegar, pelos ltimos navios" vindos de
Franca ricos c muilo linos chapeos de palha, para se-
nhora'e meninas ; flores finas para chapeos e vestidos;
muito boas fitas de setim lisas e lavradas ; ricos cha-
les e mantas de seda para senhora muito finos ; cam-
balas de linho fraileras sem mistura nenhuma de
algodo ; ditas de algodo, muilo finas c transparentes;
bonitos coi tes de vestidos decambraia de listras de co-
res : cassas finas lisas c de cores ; bonitos lencos de se-
da setim c cassa para jlioinem c senhora ; luvas e
meias de seda c linho ; bons supensorios de borracha ;
limito ricas bengalas ; chicotes de multo bom gosto ,
pai-a cavallos ; chapeos de sol, de seda e de panno, de
boa qualidade, par. honicm e senhora; um novo e
bom sorlirnctilo de perfumarlas finas ; calcado para
senhora ; oculos degro ; chapeos de seda para se-
nhora ; bonitas bijouterias chapeadas de ouro baleias
para rsparlilhos ; dedaes de aso ; caixlnh.s deporcel-
lana dourada para sabo e para guardar escovas; rico,
apparclhos para cha ; e outras mais fazendas ,dc lojas
frauerzas.
As cautelas da lotera da cidade da Victoria achil-
se de hoje cm dianle expostas venda no Aterro-da-
Hoa-Visi.t. as lojas dos Srs. Cela no Luiz Ferreira.
n. 40; Thomaz Perelra de Mattos Estima, q. 54; Leal
& Irmo, n. 58, e Antonio Ayres de Castro, n. 72 ;
assim como na travessa do Veras, n. 13, onde os fre-
guezes acharad setnpre uin variado sorlimento de bons
nmeros. O pagamento das que sahirao preiuiadasi
na passada lotcria do I.ivtmenlo, contina*ser felto
como d'antes a toda c qualquer hora do dia, seu en-
cpelo de domingos c dias sjalos,
\ MUTILADO
-rr


*.
A
Vende-se a cxrcllenle historia de Saint Cl.iir das
libas cin 3 volumes: ni praca da liidipondcncia, llvra-
ra n, C c8.
a Vende-sc a bordo do briguc Conceicao-Caboelo sal
do Asm. de boa qualidade : trala-se abordo com u cap
lao.ou rom Aniorim Irinos, ra da Cadcia n. 46.
a Vendem-se mocudasde forro para engrudos de as-
111. ir, para vapor, agua o bestas, de diversos famanhos,
por pirro eoininodu ; e igualmente laixas de ferro coado
e batido, de todos os tamanhos : Da praca do Corpo-San-
iii, u. II, i ni rasa de Me. Caliuout & Conipuuliia, ou na
ruado Apollo, armazem, n. C.
= Vcnde-sc potassa branca de superior qualidade,
fin barris prquenoi; rm casa de Matlieus Austin Si
Coiupanbia.ua ra da Alfaudega-Velba, n. '.Mi.
Superior farelo.
Farcln de Trieste, em bar-
ricas de ."> arrobas ; qual se
rcomnienda como o inais nutritivo de quantos aqui se
importan e por isso o inais proprio para niellior en-
gordar os eavallos : vende-sc no primeiro armazem do
caes da AH'andcga indo do arco ou cin casa de J. J.
Tasso Jnior.
= O corretor Oliveira tem para vender cobre em fa-
lla e pregos de dito para forros de navios : os pretn-
deme* dirijao-sc ao luesmo, ou aos Scnhorcs Mcsquita
k Pula.
Venderse potassa da Rus
sia, pelo limito mdico pre
e-o de 160 rs. a libra ; cal vir-
gen, de Lisboa chegada no
ultimo navio : no armazem da*
ra do Trapiche n. 17.
R ELOGIOS.
Vendem-sc 4 rclngtos 2 de ouro novos e suissos,
mu dito um pouco usado e un de prata, em muito
bom uso ; 3 crreme* de ouro novas ; tudo por mdi-
co preco : na ra da Cadeia n. 4.
Vendem-sc capadlos redondos c compridos para
nrnamemosde salas de diversas cores ; na ra larga
do Rozario n. 2i.
= Vcndem-se as inais modernas caixas de tartaruga,
de riquissimo goslo, com chapa de ouro ; superior ra-
p de Lisboa muito fresco : na ra larga do Rozario ,
n. 24.
Vende-se cal virgem em nielas barricas chega-
da prximamente, por preco cumuiodo; na ra da
llocda ariuazeui n. 15.
Na ra do Crespo, loja nova
n. 12 de Jos Joaqun.
da Silva Haya,
vende-sc brim Je puro linho de quadros c llstras de
cores e que sao muito proprios para a festa pelo ba-
ralissimo preco de "20 rs. cada vara ; ricos corles de
casimiras clsticas para calcas a (i/ e 8,#000 rs. cada
corte ; alpaca preta a 8(10 e 1^600 rs. o covado ; pannos
finos, preto e de cores, por barato preco; cortes de col-
Icte de velludo Mitin e gorguro ; tudo por preco ba-
rato ; assiiu como un ricosortiiuriitodc lencos de seda
para grvalas muito proprios para a (esta.
-- Vende-se una negrinha recolhida de l5 annos ,
que cose, engomma alguma cousa e lie de bonila fi-
gura ; um pardo bom carreiro : no aiiuazeni de fort-
una do caes do Collegio.
jv? padres e cores minio finas, pelo baralissimo fg-f
8 preco de 3/ is cada um ; corles de chita de no- Sjj'
K vos padrcs ; muito finas camnalas, da ultima Kfi
^ moda ; lencos de seda da India os inelhoies, S9
que leein apparecido, assim como mais inferi- fc^
res ; merino preto, muito fino; pannos finos de %\
todas as qualidades e cores ; esguio e brrta-
nha de puro linho ; toalhas de mesa de todos os J^-
tamanhos; assim como u ni completo sor timen- '(
,'. la de l.in ikI,is finas tudo por precos, que a $
y., vista dellas he impossivel o romprador deiiar f5j
IM de comprar : na ra do Qucimado loja nova K(
fc^ da casaamarclla nos quatro-cantos n. 29. BS
Vende-se o resumo de ariliimelica,
por um l'eriiombucano : na prnca da In-
dependencia, Hvraria ns. 6 e 8.
Vende-se pofassabranca, da
mais rece-chegada por mdi-
co preco : em casa de L. G. Fer-
reira & Companhia.
=Vendc-se urna rede; um bahu ; nina espingarda de
caja ; 400oitavas de prata ; tudo muito em conla : na
ra Velha n. .'18, das 10 horas ao meio dia.
Vcndem-se cortes de cambraias com barra pa-
driies os mais modeiios, que teein apparecido : na ra
do Qucimado n. 42, lnja de Jos Joaquim da Cosa.
Vende-se um cavallo rujo c grande, proprl"
I para carro por ser ensillado ; na ra das La
> rangriras, n. 18.
Vende-se, para lora da provincia nina escrava
crioula de 16 anuos, he recolhida de bonita figura,
multo prendada rngouiina com perfeijao, marca, bor-
da faz lavarintn e renda e tambem cozinha : na la
Nova ii. 50, terceiro andar.
Vende-se fai tnha de trigo da marca SSSF de ra-
niiiiho ; no caes da Alfandega armazcm do bacelar, a
tratar com Manbrl da Silva Santos.
*a ra do Crespo loja nova
n. 1, de Jos Joaquim
da Silva .11 aya ,
vendem-sc superiores cobertores de algodo proprios
para escravos a i/mhhi rs. cada um ; nina fairnda de
linho escuro tambem para roupa de escravos ou sac
eos de assucar por ser de muita clin oco por barato
prejo.
\ ende-se urna armajiio para loja de couro feita a
moderna com os poneos fundos, que tem ou sem el-
le* por puco coiumodoi: na ra do Livramento, n. 27.
= Vende-se urna parda recolliida perfeita engoin-
niadeira., cose e cozinha ; 4 escravas mojas com ha-
bilidades urna dellas cose, engomma e cozinha ; una
negrinha, de l4 annos, boa para ser educada; urna
inulatinha de i5 annos que cose e fas rende ; una
prcla de 35 annos por V80/ r. que cozinha lava
roupa e vende na ra ; tt escravos mojos bous para o
trabalho de campo ; um dito bom carreiro ; um dito
bom official de alfaiate um mulatiiiho, de annos, bom
pagein ; dous molcqucs de i2 a 1(1 anuos: na ra
do Crespo, n 10, primero andar.
Vende-sc um preto de najao de JO annos de bo-
nita figura ; um pardo, de 18 anuos bom para pagem,
emende do servijo de campo e he bom carreiro ;
i preta* com alguma* habilidades que se dir ao
comprador; urna negrinha de 6 annos, muito boni-
ta ; todos sem vicios nein achaques ; na ra da Con-
cordia passando a pontezinha a direita segunda
casa terrea.
Na ra da Cruz no Recife n. 2(i, ha para ven-
der duas esclavas mojas de bonitas figuras com al-
gumas habilidades ; dous inulatiuhos ,*cndo um de i(i
nnnoSe o nutro de 12 ; sola em porjao c a re tal lio; cou-
ros miiidos ; bcierros; esleirs de todos o* tamanhos,
fritas no Cear ; urna porjao de barricas de sebo do
Aracaly ; um oeulo de v er ao longc
Va ra do Crespo loja nova,
n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Haya,
\rnde-se um restante dos bem acreditados cortes de in-
dianas para vestidos de scuhora, pelo barato preco de
2/800 rs cada um; cortes da blenda victoria, a 3/600 rs.
cada um; ricas cambraias com lislras de seda, ab/000 rs.
cada tuii-, ditos de gosto chines, a 5/000 rs. cada um
corte; cassas chitas para vestidos, a 2/8000 e 3/500 cada
corte ; cambraias de quadros de cores escuras, para ves-
tidos, a .'1^500 rs. cada corte; calcinitas para meninas de
escola a 400 rs. cada um par; mcias linas para meninos,
de dillerentes tamanhos; e nutras umitas fazendas, que
ludo se vender por prejo barato, assim como um resto
das ricas e baratas lanlernas com caslijaes de linissim
casquinha, e que se vendempor 9, lOe 12 mil ris cada
par.
Lances
da fortuna aos 20:000,? rs.
Bllhetes, ineios, quartos, oitavos, e VIGSIMOS da
lotera do theatro deS -Pedro-de-Alcantara de Rio-dc-
.i.in. i ni : na ruada Cadeia duRccifc, loja de cambio do
Sr. Vicha.
Vendem-se as mais superiores adra
gonas para oliciaes subalternos da guar-
da nacional chegadus ltimamente do
Uio-de-Janeiro, por mais barato preco
do que em otilra qualquer parte : na ra
da C adeia do lleeife, loja n. 5i.
No fabrica de sab3o da na Impe-
rial n. 116, vende-se silo amarello
epieto, muito superior e muito secco ,
pelos precos ahaixo mencionados e tam-
bem no armazein do Sr Jos Rodrigues
l'ereira na ra da Cadeia do Ilecile.
Sabao amarello encaixado, a libra a io5
Dito dito a granel a 100
Dito preto encaixado. a .100
Dito dito a granel,a.....o5
Sendo partidas de mais de 5o caixas .
abate-se alguma cousa no preco, e man-
da-s levar aonde for mais commodo ao
comprador.
Na ra do Crespo, loja nova,
n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Haya ,
vendem-se ricos chapeos de seda lidamente enfeita-
dos para-senhora chegadns ltimamente de Franja,
pelo diminuto prejo de i2/000 rs. cada um ; mantas do
grande tom a 6/000 rs. cada una as quaes se torufio
reeommendaveis para as srnhoras que coitumao ir
passar a (esta.
Vendem-sc relogins inglezcs de patente, de
^ ouro ; na ra da Cadeia loja de cambio ,
ln.38. J
_ Vendem-se boas c lindas sedas brancas para ves-
tidos de noirado ; ditas escuras de bonitos padrdes ; ri-
cos chales e mantas de seda escoceza do melhor gosto
que pode haver ; guarnijoes de llores para vestido ; cai-
xosdedita para chapeos de seuhora ; chapeos de seda
com plumas e caixos ; ditos dcpalha mili bem enfei-
tados, para meninos ; luvas de seda compridas e cur-
tas de todas as cores, com dedos c sem elle* ; ditas
de pellica, brancas e de cores, tanto para hoinein como
para seulioia ; ditas com enfeites ; chapeos de sol, de
seda para hoinem e senhora ; ditos de panno ; corles
de cambraia de lislras para vestidos ; borieguins para
hoincm e senhora ; sapatns de lustro e niarroquim pa-
ra senhora. hoinein e meninas ; nieKis de seda {branca,
bordadas e lisas ; ditas pelas para padre ; assim como
de laia limito boas ; um completo sortiinento de boas
pe fumarias bem Como ouiras militas fazendas, que
se vendeui por prego muito commodo ; na esquina da
ra do Cabug; junto a botica do Sr. Joao Morcira.
Ka ra da Cadeia Velha, loja
n. 19, de J. O. Elster ,
vendem-se o* seguintes vinhos engarrafados, de su-
perior qualidade : vinlio do Pnrlo muilo vellio ; dito
daMadcira ; llucellas ; Carcavellos ; Sherry ; Rheino ,
Bordeaux ; Chei ry-cordial ; Tenerille ; Champanha ;
marca enmela ; e tambem superior genebra hollande-
za ; ago'ardeme de Franja ; velas de composijo ; cha
preto.
AO IlARATOEIOMf
Vendem-se superiores chapeos francezes ; ditos de
massalina.a polka, do ultimo gosto; e de tudas as
mais qualidades at o diminuto prejo de 2/500TS ; di-
tos brancos de verdadeiro castor a8/rs. ditos dcpa-
lha do < hile, de todas as qualidades, al o diminuto pie-
jo de 2/500 rs. ; bonetes de velludo para meninos : na
ra do Qucimado loja de chapeos n. 38.
= Vendein-c, recentemente chegado* queijos lon-
driuo ; presuntos inglezcs ; conserva* ; cerveja bran-
ca ; ludo da melhor qualidade ; verniz copal, proprio
para fabricantes e pintores de canos: na ra do Tra-
piche, n. 44.
Na ra da Cadeia Velha, loja
n. 29, defronlc do Horco-
Largo,
vende-se nm grande sorlimcnto de pel-
Incia de seda linj e mais utensilios p.r.i
chapeos bem como: chapeos de papi lo,
rs. ;
rs. :
8oo is. e de mansa, a i|2oo
a G^o
chapeos de (irlliinlia de ao
bonetes de dita a 48o rs.
Vcndeui-se, pur barato prejo, o objecloc seguin-
tes : duas bancas de conduru, com gavetas ; una ban-
ca de amarillo com cinco palmos de comprmeme e
tres de largura ; un babu pelo e grande; urna caml-
nha de bonecra ; nina limeta com passador de ouro no
tranreliin ; urna calja de casimira anda nova ; um rl-
lele de seda novo e da moda; una quarta da medida
velha ; mu cachimbo novo, fabricado fin paiz eslran-
geiro ; dous quadros pequeos ; urna jaqueta de bom
panno azul ; 2 garrafiuhas lapidadas para cheiro ; al-
guns objectos para cavallo una escada de 10 palmos ;
dous serrotes urna terrina branca e grande uina gar-
rafa lapidada ; I callees lisos ; urna jarra soffrivei. em
tamaito ; um caldeirao de ferro, de bom tamanho ; 6
eadeiras e urna mesa redonda proprias para o interior
il. nina casa; urna tinc de amarello; dous copos com
pe !iso ; moa eolher azul para terrina de mollio ; urna
i egra de Jacaranda, targa'e comprida ; 6 botflcs doura-
dos de mas'sa para cOllete ; una ahumadura de du-
raque preto lina e nova ; una bengala grossa enver-
ui/.ada; 21 torcidas para candieiro de globo; tuna galo-
la grande com tabn em baixo ; um afiador de na-
valhas, francez ; urna correntc para cao : na ra das
l.arangeira* n. 2; assim como tambem se veode, pelo
prejo que for oflerecido o primelro volme do Guar-
da Nacional, bem encadernado den. 1 a 87 e os n
meros arulsos de 88 a 128.
f;53395s9333353:g339^33^
II UMA,
lp> Na ra Novay n. 2, primeiro
rpi andar, -
S] tem para, vender dragonas, ban-
| das c fiadores para ofciaes su-
\KI periores e subalternos da guarda
El nacional; mantas e coldres guar-
!pi necidos de galSo de ouro; chapeos
fpl armados ; espadas de ac e metal
do principe; ditas com copos lloa-
rados ; estrellas para abas de far-
das ; gal fies de ouro fino para
calcas, bonetes e divisa de todas as
patentes; botoes de metal para
sobre-casacas militares ; ditos pa-
ra artilharia ns. i e4 ; luvas de
camurca branca ; um arreio com-
jj] pido ilos mais modernos, para ca-
im vallo de olicial da guarda nacio-
!hi nal ; o que tudo se ven
[rrj co commodo.
ide por pre-
Vendem-se bichas grandes deliam-
hurgo chegadas ltimamente ; e tam-
bem se alugao, por preco commodo; no
Aterro-da-Boa-Vista primeira venda
ao p da ponte, n. a.
b Vende-se urna pela do gento de Angola, com
una cria de 2 anuos ,- 150 alqucires de sal do Ass por
prejo commodo : na ra da Praia, n. 18.
= Vende-sc muito superior carne do sert'o queijoi,
e lingoijas airas do Corpo-Santo, n. 68, loja de louca.
Cartas francezas de jogar
para voltarcitc as melliorcs, que ha no mercado; pen-
tes de tartaruga para marrafas pelo diminuto pre-
co de 640 rs. : na ra larga do Itozario n. 24.
Vende-se una casa terrea, peque-
a, no pateo do hospital do l'araizo, envi-
dracada e em bom estado: quem a preten-
der, dirija-se ra eslreita do Kozario,
n. 34) segundo andar, que ubi se dir
quem a vende por preco commodo.
Vende-se, na ra da Cruz, n. Go,
ceracm velas do Biode Janeiro, de 3.a 16
em libra, em caixas pequeas, e por preco
mais commodo do que em outra qualquer
parte.
Vende-se um fardamento completo para infe-
rior da guarda nacional, por preco muilo commodo ;
na ra da Mndre-de-l)cos, n. 8.
Na loja de llypolito Saint-Martin & Companhia,
na ra Nova, n. 10, ha um novo sorlimcnto de fa-
zendas de goslo, recebidas pela ultimo navio, vindo
tic Franca, sendo: ricos MANTELETES DE TODAS AS
COIIES e dos moldes.que se usilo hoje em Paris;man-
tas de seda do melhor gosto e padres modcrnosjlcn-
qos de seda e setim ; chapeos de setla, para senhora,
ricamente enfeitados, para senhora; ditos de pa-
Iha ; ditos para meninose meninas; luvas de pel-
lica, para homeni, de todas as cores; ditas para se-
nhora, curtas e compridas, ricamente enfeitadas; di-
tas de seda, curtas e compridas, muito ricas; veos
para chapeos, de todas as cores ; crep de seda para
chapeos, de todas as cores ; fitas de todas as quali-
dades e larguras ; flores para chapeo caneca e en-
feites para vestido ; hicos de blondo, muito ricos o
de todas as larguras; espingardas para caca ; sel-
lins francezes, muito bons ; ditos inglezcs, muito
superiores;
em conla.
eoutras muitasfazendas, tudo muito
Vende-se um sitio no lugar de Agoa-
Fria de Bcberibe com casa de pedia e
cal, arvoi edos de fructo, lia xa. para ca-
pim, por 600,000 rs.: na ra da Trempe sobrado
1) Oo.
i\o Aterro-da-ltoa-
visla, loja n. 14,
vendem-se lencos de seda para homem e senhora,
a 640 e 1000 rs.; chitas finas ,al(0 rs. o covado.
Vende-sc um preto de nacSo, moco, bastante
alto o reforjado do corpo, proprio para armazein do
assucar, por ter disto pralica, e mesmo para parelha
de cadeirinha na ra da Cadeia, n. 59.
Vende-se um alfinetcde peilo, de ouro de lei o
de bom gosto; alguns trastes ja annunciadose mui-
to baratos : na ruadas Larangeiras, n. 2.
CHCGUEM FRECUEZES!
Na ra do Collegio, loja nova de miudezas do an-
tigo barateiro, n. 9, vende-se o seguinte, por barato
pi eco : botoes de madre-de-perola, a 480 rs.; bico
estrello, a 40 rs. a vara ; meias de menino c menina,
a 240 rs. o par; pellos do marroquim, a 1U80 rs.; tor-
cidas para candieiro, ns. 12,13 e 14, a 100 rs. a du-
zia ; raixas e carteiras de agulhas finas francezas ,
com fundo dourado, a 280 rs. ; botoes Turados, de
metal branco c preto, a 300 rs. a grosa ; medidas pa-
ra alfaiate, de marroquim, a 560 rs. cada urna; luvas
de algodio, brancas e de cores, para homem e se-
nhora, a 320 rs. o par; luvas do pellica, para ho-
mem e senhora, a800 rs.-o par ; carleiras para al-
gineira, a 160 rs. cada urna ; Illa de ISa, a 160 rs a
pea ; linhasde oorescm carretel, a 320 rs a duzia
pecas de cordflo, a 20 rs. ; o outras muitas miude-
zas por mais barato prec,o do que cm outra qual-
quer parle. ^
Veodem-se at 9 sacadas de piedra mulatinha
lavrada, por prego commodo; na ra de S.-Francisco'
palacete novo, at 9 horas.
Vendem-se eadeiras deangico, bem fornidas e
bem foitas, mais em conta do queem outra qnalqucr
liarte ; na ra Augusta, n. :tl,ou n tratar com Jojv
Fernandos Gortz, na ra Imperial, n. 145.
Vendem-se duas casas terreas bem constru.
das,cm boas ras do bairro de S.-Antonio,ou ocao-
se por um sitio nos arrabaldcsdcsta cidade um ele-
gante sobrado do dous andares e mirante, ptima-
mente acabado : na ra do Agoas-Verdes, n. 46.
Vende-se urna escrava de nacflo, de 22 annos
de boa conducta, ptima cozinheira e lavadeira, por
450,000 rs.; duas ditas, sem vicios nem achaques
de 23 a 24 annos, por 700,000 rs.; unA dita boa co-
zinheira, por 350,000 rs.; urna dita, de 26 annos
por 250,000 rs. ; urna parda de 30 annos, com hbil
iidades, por-350,000 rs.; um moleque, de 19 annos
por 460,000rs.; um oscravo de nacHo, de 26 anuos'
por 350,000 rs-; um dito peca, por 400,000 rs. ; un
dito bom pescador, por 330,000 rs.; um dito pra
todo o servico de urna casa por 350,000 rs.: todoj
estes escravos se do a contento e so afianca suas
vendas : na ra de Agoas-Verdes, n. 46.
Vondem-se 16 travos de louro, de 33 a 35 pal-
mos; na ra da Praia, serrara deSilva Cardial.
[\a loja da esquina
confronte ao arco de S.-
\nIonio, 11. 5 ,
de Guimariles*^ Sorafim & Companhia, veudem-se
cambraias largas, de padiOes os maisjnodernos, uue
teem viudo a este mercado, pelo diminuto preco do
320 rs. o covado ; corles de chati fino, muito mo-
derno pelo barato prego do 3200 rs. o corte; alm
destas fazendas, ha um completo sortimento, o tudo
se vende por prego muito commodo.
Vende-so urna cadeira de dous bracos, feila a
moda, em bom uso, por prego commodo: na ra de
Manoel Coco, ou da Calgada, n. 16.
Vende-se a venda da ra da Madre-de-Deos
n. 22, com poucos fundos e bem afreguezada, tanto
para a praga como para o mallo : a tratar na rnes-
ma venda.
Vendem-se, na loja de livros da ruado Crespo,
n. 11, os seguintes livros latinos: Selecta, a 1280 e
1000 rs. ; Fbulas, a 1000 rs. ; Conidio, a 1000 rs.;
Virgilio, a 1600 rs.; Sluslio, a 1000 e 1280 rs.; Ho-
racio, a 2000 e 2500 rs.; Ovidio, a 1000 rs.; Proso-
dia da stima edigo, a 10,000 rs.'; ditas francezas;
Telemaco, a 1000 rs.; grammaticas ditas, a 1000 rs.;
ditas inglezas, a 1000 rs.; Thomson, a 1600 rs.; dic-
cionario dito e francez, a 1600 rs.; dictionaire cro-
nologiqueelraisonnc des descouvertes en Franco,
17 v. em brochura, a 8000 rs.; obras de Pantheon,
1 v., a 2000rs.; diccionario classico, a 5000 rs.;
Primeiros elementos pralicos de (Incito civil, a 2400
rs.. com um appcndice; Ephemerides nuticas, ou
diario astronmico, 1 v., a 2000 rs.
= Vendenwe 17 trave* de po-ferro de 40 palmo*
de coiupriineiilu, que se chao no caes do fallecido Jos
Hamos; a tratar com oSr. Thomaz, administrador das
obras do dito fallecido Ramo*.
Vende-se urna escrava do gento de Angola, com
una cria de mu para don* auno* bem ladina e que
sabe fazer todo o aervico de una asa como teja : co-
zinhar bem, e engoiiimar ; na ruado Cullegio n. 3.
Vende-se, por muito barato prejo, nina mobilia
quaii toda de Jacaranda e em muito bom uo ; um pia-
no quasi novo e de excelientes vozes : ein Oliuda ra de
Matliiaa Ferreira, ao chegarno* Qiialro-Cautos.
Escravos Fgidos.
Alerta !
0 moleque Jos, crioulo, que representa a idadede
16 a 18 annos, fugio no dia 23 do correntc; levou cai-
gas de brim pardo claro, camisa branca; he bem
parecido, cor fula, olhos pequeos e as palpebras pe-
lo lado de dentro pretas, que parece estardoente dos
olhos; tem um dente da frente do lado superior par-
tido ao meio, que ao primeiro golpe de vista parece
fallar-lhe um denle; tem o pescogo comprido; he
muito humilde, e falla muito brando: quem o pe-
gar, leve a ra do Crespo, n. 11, que ser bem re-
compensado.
Joaquim da Silva Lope* pede ai autoridades poli-
ciaes c capilar* de campo a captura de um cscravo de
nome Jos de naco Rebolo, estatura regular; falla
tao bem que parece ser crioulo ; representa trr 35
anuos; tem op esquerdn muilo grosso, e na perna
urna ferida. Kste esclavofoi de Manoel Delinques da
Silva, da cidade de Goianna, e foi embargado pur divi-
da tiesta praca, e arrematado em prava publica pelojuiz
da segunda rara.. Quem delle der noticia, dirija-se a
ra da Cadeia Velha n. 29.
Fugio, no dia II do crreme da casa de Framii-
cos Jos Ouarlc u m cscravo cabra, de nome Miguel,
cabellos macios alto, cor um lano fechada meio za-
rolho, roslo rcdondo,grossodo corpo,ps largas, prnus
um tanto grossas, com mu meio geito para dentro; levou
chapeo e caifas de couro. Esle cabra eslava no sllioda
Uoa-Viagem c couduzia lcilc para o Recife em um ca-
vallo : quem o pegar, leve a ra de llortas sobrado u.
48, quereccberoO/rs. dcgratllicacao.
Fugio, no dia 23 do crreme, uina preta de no-
me Mara, de najao Angola ; reprsenla- 14 a lli annos ,
de bonita figura, secca e baia do corpo ; tem un g-
nal em um braco cabello grande ; levou 3 vestidos chita e um de chila panno da Costa j velho : quem
pegar, leve a ra do Encantamento 11. 4, terceiro an-
ua que ser recompensado.
Desapparece* no dia 22 do crreme, pela 7 hora*
e meia da nolte, um preto, de nome Jo*, de uajo Bou-
guela de 30 annos pouco inais ou menos. de esta-
tura regular, beivos grossos, nariz grande e chalo pe
c miios pequeas, pernas cabelludas ; levou calvas de
algodao riscado e camisa de dito branco uina lata p-
3nena ao pescofo com papel de matricula de catraeiro;
esappareceo junio com um bote pequeo ; julga-e
ter sido seduzldo. Roga-se as autoridades p'oliciael c
capujes de campo de o pegarem e levareis) a seu U-
nlior, Izidio Jos Caparica no caes da I.ingoela, qu*
generosamente recompensar.
-- Anda *e achan fugidos do engenho Tapicur os es-
cravos de nome* Antonio, Caclano cJoanna, nnuncia-
do* no Diario de Pernnmhuro e Diario di Nova de 10 <1
corrente; sendo o primeiro, de nome Antonio, vito u
ra das Cinco-Puntas, ha das, o qual he crioulo, all'>.
clieiu do corpo, pernas c ps grossos com a culis enru-
Sada de calor de ligado, do meio da canella at ao* d^"
os, e he carreiro : roga-sc a sua appreliensao s autori-
dades policiacs, caplnies de campo, e nrais pessoa*.
queoslcveinaomeaiiioengei.hu, ou ra do < .aboga,
11. 16, onde se dar generosa recompensa, reconinie"-
dando-se a apprchcnsao do diln Anlouio, que foi visw
nesia praf a.
PERN. : KA TYP. DEM. F. DE rARlA. 1846.


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