Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00451


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Full Text
-------
Anuo do 1846.
.Tcr$a-fcira 24
O Til ARIO piihlic i-se todos os das que alo
foreni de guarda: o preco da assignalurn lie de
IfOOO rs. por quartel, 'pagos adtantado?. Os
anouncins dos assignantes to asehdoi a razio
de 2" res por linda, 10 ris e'n typo difieren -
le, e as repetirles pela melado. Os que nao fo-
rera assignantes P'gSo 80 ris por linda, e 100
eni typo dTeronte.
PHASES DA LOA NO HEZ DE NOVEMBRO
Lux clieia a 1, as 0 horas e SI minulos da inaoh.
Mingoanlca 10, as dorase 24 mi. da manli.
La nova a lj*L^ 8 horas e 39 mi. da larde.
Ci cscenlttfVHM Koras 11 min, da tarde.
PARTIDA DOS CORRFIOS.
Ooianna e Parahvlia, Segundas e Seatas Taires
Rio Grande do Norte, chega as Quartaa feiraa
no incio dia e parte uas raesmas horas uaj
Quintas Pairas.
Galio, Sen'nhaem, Rio Formoso, Porto Cairo e
Macey no l., II e 11 de cada inez.
Garanhuns e llonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as Quintas feiras .
Olinda todos os das.
PREAMAR de ioje.
Prmeira s 9-h ll minutos da manha.
Secunda a l) ti. 42 minutos da Urde.
de Novembro.
Anno XXII. N. 64.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. S. Clemente. Aul.di J. des orpb.
edo J.doC.da. v., doJ. M da 2 V.
24 Tere. S. Porciauo Aud. do J. do civ. da I.
v.e do J. dcpai do 2. dist del.
25 Quarla. S. Jocunda. Aud. do J. do civ. na 2.
v e do J. de par do J dist. de I.
20 Quiuta. S Relimo. Aud. do J. deorpbos,
do i municipal da I. rara.
27 Sexta. S. Josaplut. Aud. do J. do cir. da I.
., edo J. de paido l. dist. de t.
28 Sabbado. S llortul.no. Aud. do J. do civ.
da I. y., e do J. de pal do I, dist. e J. de t.
29 Domingo. S. Saturnino.
CAMBIOS NO DIA 23 DE NOVEMBRO.
Cambio sobra Londres! a J8'/,d. p-tf d-
Pars 164 ris por franco,
a > Lisboa 100% de premio.
Desc. de letras de boas firmas I >/, p. Ve0. ".*.
OuroOncashespanholas.. I0|000 a
Moidasdc CJtOOvel. I200 a
a di 0J400 nov. IfifOOO a
> u de IjOOO... 8/000 a
Prata Pataroes......... I 990 a
Pesos colmnnares- Ift90 a
Ditos Maiicanos. 'I9'0
Miuda......... Ifl60
30|600
I6f00
lOflOO
9*100
2/060
2*000
1/140
11780
A croes da Comp. do Beberibe de bOjOOO ao per.
DIARIO DE PERKAMBUCQ
PERNAMBUCO.
ASSEMBLE'A PROVINCIAL.
RECTIFICAgO.
No discurso do Sr. Figueiredo, publicado em o Diario
ii "62, pagina 2.a, columna 3 '. linlu 152, em lugar de
= e que por isso e tornem utios = la-se = e que por
isso se.tornem nullos os Sacramentos.
I m o discurso do incsinoSr. publicado rion ." 23,
pagina 1.", columna 1.', linha 51, em ve de = rife ev va-
Uilailt = diga-sc = rile ac valide =: na iiicsnia pagina e
columna, liiilia 107, onde se diz = exhibi-s = enten-
'%-se = exhibo-os = : na luesma pagina columna 2.* I-
.ilia 45, por = entendendo-se = lea-te = eiitendcm =;
na inesnia pagina e columna linha 103, ein lugar de
- obrlgaco = deve lr-se = religio =: e na, mesma
pagina, columna 4.*, linha 50, ein ves de = sobre o ta-
maito = la-se = acerca do tamaito =.
DISCURSO. QTJB NA SF.SSA DB 18 DO CORMKTB FRO-
RUNCIOU O SR. JOAQl'IM VILLELA Bal RF.S-
POSTA AO ne SR. FIGDEIRRDO, PUBLICADO
Hotrr&M.
0 Sr. Juaquim VitMa: ~ Nunca talvez, Sr. presidente,
rae envolvesse n'uina discusso, emque sentlsse tanto
embarace De um lado, vejo a pessoa do Sr. bispo, um
dossuccessores dna apostlos, um meinbro deste colle-
glo, quem Jezus-Christo disse = Steiil misil me paler vi
t f ni rl ego millo vot =, digno, s por isso, de todos os res-
peitot, que te nega aocumplimento de li'is provinciaet:
do oulro, vejo a assrmbla provincial, um dos poderes
polticos do estado, que sustenta um direito, que Ihe
ronfere o acto addicional: por um lado, yejo-me chris-
to, catholico romano, e como tal obligado a respeitar
e obedecer um principe da igreja: por outro, vejn-me
iiirinbro da assciubla provincial, e como tal obrigado
a pugnar pela tua dlgnldade, a telar o mandato, que el-
la recebeo da provincia, a envidar todas as Torcas, para
que suas Icis (enhilo a devida execucao: c dc'vendu, Sr.
presidente, harmonitar os devres de christo coni os de
meinbro ilesta assciubla, acho-iiie, purscm duvida, em
urna collisiio embarazosa.
Mat, Senhor presidente, pesando bem asrases, que
podeni assislir ao Sr. bispo, e as que assistem assem-
blea,' examinando bem os direitot, que pertencem aoSr.
bitpo, c ot que pertencem assembli'a, nao posto dei-
xar de tomar nrsta quettio o partido da atsembla, por-
<|iie, seguindo-o, dou a Cesar oque be de Cezar, em
todava negar a Dos o que he de Dos. E por isso, Se-
nhor presidente, trndo a honra de ser meinbro dacoin-
luisso de constituicao e poderes, convidada pela casa a
riuillir u seu juizo sobre a materia, me atho assignado
no parecer, que te discute, e que nunca tuppuz, toflVes-
c a menor hnpugnaco.
Senhor presidente, o nobredeputado, que combate o
parecer da cominisso, queixou-se, de que aqui te hou-
veste levantado una teinpestadc; de que te livesse en-
rolado tuna discusso calorosa e encarnizada ; quando
lie elle justamente quem tem levantado toda a tempes-
tado, quem lem tornado a discusso calorosa e encami-
cada ; porque, Seulior presidente, cm um negocio o
inais simples potsvrl, qual a divisjo, suppresso e crea-
cao de freguezias, em um uegoclo, ein que os inte-
resses da igreja se podem.optiiiiaiiienle harmonisar coui
ns inteiesses do estado, o nobre deputado tem levantado
nina celeiinia tal, tem rnxrrgado tantos perigos para a
, Uin imaginado um empeubo tal em despoja-la de
siia^pTeri>Kalivas essenciaes, que, aouv-lo, parece, que
a religiiiu de .le/us-t liristn est atacada por lodos lados,
oque se v a bracos com todos esses lierisiarcbas, de
que a historia (eclesistica nos falla..... : parece, aou-
vir-te o nobre deputado, que insta casa, Senhor presi-
dente, reapparecein os Joaos lluus, otWloleflot, osi.u-
theros, nsClvinos, os Crainuers, os llcnriqucs VIII......
parece, Si. presidente, que queremos usurpar todos os
direitot ta igreja que queremos dar o sacerdocio ao
estado, aniquilando o poder espiritual; que queremos,
em nina paiavra, constituir o poder temporal chofe da
igreja..... Mat, Senhor presidente, feMiiente tildo isto
nao passa de urna flecao, cessa tempestado, com que o
nobre deputado tan temeroso se nioslrou, so existe em
sua imaginaco. A quostao, que not oceupa nenhuiua
iniliiencia tem no es-om.ial da igreja, e por isso, quando
u niibre deputado terinnou o seu discurso com o texto
de S Matheua ti porta inftri bn prevaltbunl averiut
rain rudisse-lhe qur te iitidho, qur nao ai/regue-
n'ni; (apaiadoi) porque entendo, que qur te executem,
qur nao, as leis provinciaes, que o Sr. bitpo naoquor
iniiipir; qur se cstabeleca, que elle tem o direito
de ser onvido na confrecao das leis relativas divisao
eeilesiasllca, qur nao; qur ellat lejo feltas com a
ua previa audiencia, qur nao; a esposa de Jetus-Cbjfrto
tora sempre a mesma, e durar uiquead conikmmatimfm
"culi: a menos que o nobre deputado queira levar as
musas a pouto de suppor, que at portas do inferno pre-
valicer contra a igreja, te poi ventura at freguezias
livereui antea esta divisao do que aquella ; o que nao
posso irer ; pos seria demasiada fulta de f.
1 assarel, -r. presidente, a responder ao nobre dipu-
tado na parte relativa materia do parecer.....antes, po-
n'in, de occ'upar-nie disto, perniilla-me V. Ex., que eu
faca anda alguiuas observacrt teontderaedes geraes,
com qu o nobre deputado cttreou o teu discurso.
O uubie deputado disse, que se nao havia aprestado
em lomar parte na discusso, logo que se disinti na
casa rssa materia, porque julgou acertado esperar pelo
|n udeiite parecer da i'oiiiiuissao; mat que, entretanto,
ii.is esperances foro illudidas, por.issoquc acouiiuis-
so de constituicao c poderes se dcixou postuir de unta
preoccupacaW, e nada adiautou. Crcio, que o nobre de-
putado nao pode dcixar de confessar, que a parecer da
< ununlstao fie com ell'eilo prudeiile, e tal qual elle o po-
da espitar ; ao menos j confesin na casa, que elle te
cha icdigido no> tiiiiiua os mais cuninu uios : mas,
Senhor presidente, qual lie etaa preoecupaco, deque
se desou potsuir a coiumistao? A euniinissao examinoii
um Tacto, traiido ao conheciiuento da assciubla, e este
laclo, que o uobre deputado nao nega, he a resistencia
do Sr. bispo a Iris i unfeci i uadas pela atsembla, sauc-
cionadas e publicadas pelo presidente da provincia; e,
se esse tacto nao admiti duvida, e a comiuisso em vis-
ta dille disso, que havia, da parte do Sr. bispo, retinen-
cia alis provincia', onde est a preoecupaco, de que,
disse o uobre deputado. te deixou potsuir a comiuis-
}o_? Quera o nobre deputado, que, .nao podeudo a
-ummisso pegar o iact* da resistencia, concluitse, que
o Sr. btsno etti no seu direito, nulliBcando ai leit pro- ter um organismo absolutamente independente do_et-
viuclaes? De preoccupa{5o, Senhor presidente, te acha
possuido o nobre deputado, que, lascinado pelo respcl-
to e obediencia, que todos deveinos ao prelado diocesa-
no, entende, que o carcter, deque te acha elle revetli-
do, que a mitra, que o cobre, e o bculo, que o adorna,
sao motivos sumcieutet, para que tUe demos ratao em
ludo, e por ludo.....
O Sr. Figaeirtio: -- Do que faco menos caso, lie da
mitra e do bculo.
O Orador: A mitra c o bculo denolo o ministerio
sagrado,' que o individuo exerce.
OSr. Figulina : --.Neste sentido, sim.
O Orador: E be justamente neste sentido, que me
refer mitra eao bculo.
O nobre deputado, Senhor presidente, dula cu, se
delxa preoceupar tanto pela mitra e o bculo, por etsa
mitra e esse bculo,' que denotao um ministerio, que
ou sou o prlmcro a reconheccr digno do inaior acata-
mciito, quecntende, que devemos regular-nos em lu-
do e por tudo por aqulllo. que o Sr. hispo dlsser;que de-
venios concordar cm tudo, quauto elle qulzer; que de-
vemos conformar-nos com todas as suas ldeat e consen-
tir c ni todos os dircitos, que elle se quizer arrogar
0 Sr. Mendei da Cunha:- Eso porque elle diz, que
quer isto.
O Orador: Mas, Senhor presidente, he Isto posti-
vel? lnguem por certo o dir.
O nobre deputado, combatendo o parecer da com-
inisso.niio o encarou pelo lado, por que o devia encarar;
pois que, nem de passagem, prncurou combaler os fun-
damentos, em que se acha elle baseado.
Senhor presidente, o prelado dlocetano reousa-se a
executar leis provinciaes, que crero, divdlrilo e sup-
priinio freguezias, e a commissao de constllincSo c
poderes, chamada a einitllr o seu parecer a respeito
(leste Tacto, diste, que uo poda dcixar de concluir, de-
pois de maduro exame, que bavla una resistencia for-
mal, da parle do diocesano, ,a leis provinciaes, que, d-
poisde sanecionadas pelo poder competente, devino ter
e liiiho toda a forca coercitiva ; e que S. Exc. Rvma.
com essa resistencia, que oppunha, arrogava-se um velo
superior ao do presidente da provincia, um velo mesmo
absoluto, por Isso que nao eslava subjeito ao correctivo
do ai ligo 15 do acto addicional. Parece, pols, que o no-
bre deputado, querendo combaler o parecer da com-
missao, devera, urna vez que nao pode negar o Tacto da
resistencia, demonstrar, que as leis provinciaes, relati-
vas divisao, tupprcsso e creacao de freguezias, coin-
quanlo sanecionadas pelo poder competente, nao tccni
para o Sr. bispo a necessaru Torca coercitiva ; assiin co-
mo, que o facto da resistencia do bispo nao importa um
velo, ou que, importando,- o bispo o tem. Mas nestas
qucstes nao entrou o nobre deputado, nem podia en-
trar ; porque, se por tal rumo levasse o seu baixcl, ello
teria necessariamenle de encalhar em terrlveis etco-
Ihos. E com cfTcito, Senhor prrtidentc, como poderla o
nobre deputado demonstrar, que lela confeccionadas
pela assciubla provincial com todas as formalidades,
3ue a constituicao cstabeleca, leis sanecionadas pelo po-
r competente, nao teem toda a frca coercitiva, su por-
que dlzem respeito A divisao ecelesiastlca, c o Sr. bispo
nao foi ouvldo, quando o nobredeputado nao pode con-
testar a legitimidade dos poderes, que Intervierto na
conTecciio aellas ? Como poderla o nobre deputado de-
monstrar, que ao Sr. bispo compete um velo sobre lela*
da assciubla provincial, relativas divisao ecelesiastl-
ca, quando a constlluicao Ih'o nao d ? Como poderla o
nobre deputado demonstrar, que a resistencia feita pe-
lo diocesano no Importa uinr.lo, e um velo absoluto ;
quando essa resistencia nullinca as leis, que estaasseni-
bla Tez, e o presidente da provincia sanecionou ; quan-
do, anda luesnlo approvando-as, nos novainente por
dous tercos de votos, flco ellas sempre tem execucao ?
O nobre deputado. pois, previo bem as dfficuldades,
que linha a vencer, se porvnitura tratasse de comba-
ler os fundamentos do parecer ; o, para as evitar, disse,
que a comiuisso se havia baseado nos avisos do gover-
no, e abracoii-se com o direito. que julga ter O prelado
diocesano, de sor onvido, sempre que se tratar da dlvl-
so cccleslastica, seiu todava refleclir, que a commis-
sao apenas falloii em un aviso do governo, expedido
sobre consulta do diocesano, para mostrar quanto era
reparavel a sua rrsulencia ; -- tem ta dar ao trabalho de
provar, que, aluda mesmo concedido, que o diocesano
tenha esse direito, sao nullasas leis follas nem a sua au-
diencia.
Mas vamos, Senhor presidente, ao direito, que diz o
nobre deputado ter o prelado, de ser ouvido, sempre
queso tratar de divisos (eclesisticas.
Senhor presidente, o nobre deputado, considerando a
igreja em una etphera, a todbt os retpeitus Indepen-
dente do estado, arguinentou com ot principios de di-
reito ecclosiastico, e disse, que ao prelado, e so a elle, he
que compela o direilo de dividir as suas ovrlhas ein pe-
queos rebanhos, su bjei lando cada mu del les a un pas-
tor, que particularmente cuidaste de tubmiuisti ar-lbe o
pasto espiritual Assiin pois, Senhor presidente, o no-
bre deputado suppdc a igreja em tuna independencia
absoluta do estado, e como te nao ettivesse no estado-:
mas o nobre deputado nio pode negar, que nao he nes-
te ponto de vista, que te deve encarar a questao ; o no-
ble deputado nao pode negar, que s por umaabstrac-
(ose pode considerara igreja nena absoluta indepen-
dencia do estado, como exittindo fura delle ; o nobre de-
putado uao pode negar, que, tahindo-te dessa abstrae-
cao, o considerando-tea igrrja no estado, os principios
soilrem modificaedet, proveniente* das relucoes, que
rle ivao do consorcio, que se d entrega igreja e o esta-
do ; consorcio, que a nossa constituicao reconheceo.....
O Sr. Figutirtdo : E que est roto pelo faci da as-
sciubla. .. .
O Orador .... quando proclamou coma religio dq es-
tado a religio cathoiica apostlica romana.
O estado, Sr. presidente, por isso mesmo que repre-
seuta este estado de direito, que he urna condicao es-
scncialssiiua da vida, regulado de urna mancha inais
ou menos perfeila por un poder social, he urna insli-
luifao ceiiimi, que iiecetsariamenie ic. o direito de
inspecfo, de superintendencia, e, por assiin dlier, de
tutella sobre toda e qualquer insiiiuico, que seja um
eleiiientosocial; por consequencia, se o nqbre deputado
foi b primetro-a conTessar, que a religio he um elemen-
to social, e ella o he tanto, quanlo he a moral, quau-
to to as sciencias, as artes, a educaco, a Industria e
o commerciu, quanto sao, em tuniina, todos os objec-
lot, que com o teu organismo particular concorrem para
formar o organismo geral, deque vive a sociedade, o
uobre deputado, digo, nao pode negar, que o estado
tem inspeccao na religio, como a tem em todos o*
giais elemento* sociaes; e que, assiin, a igreja Dio pode
O Omdor : E urna vez que as coudicea uao Ario a
tes jiii tJi^iiiii.iiitu aiouiiuaiiirim iiiuvi'vhmv... --------- i.-* ..s, -ht*
lado, como se Ihe deve conceder, considerada Tora de essenca da rcbgiao, una *z q ue naodeatriio.orga-
toda rclacaocom elle. E eis. Sr. presidente, porque, I ulsino particular da igreja, o estado esta cm ha pouco, eu disse, que os principios, com que o nobre to. Ora, estas condiOescomprehendem os direltos. que
1 *..-. "j. i..____. 1 ..t.J. ..,.., ,..,,H,soi.(.iLrA ri iirrfi.i ina*. nPrllfltO CU
deputadoargumenta," aoflVc'in mo'dilicacfles, "dado o con-1 o estado tem a exercersobroa igreja : '" P"nt re,u
relo entre a igreja e o estado ; porque, declarada a|ao nobre deputado; onde he que o esudo estabelece^e,-
religio um elemento social, o estado adquire o direitcg
de coordenar os movimentos de seu organismo.
OSr. Figueiredo : Mas nao de Invadir.
OOrWor: Nem eu digo isto: mas posso mostrar
ao nobre deputado, que, sem invadir o dominio da
groja no que Ihe he essencial, sem desnatura-la, o es-
todo pode, edeve intcrvlr no seu tiiovimento. Sr. pre-
sidente, osf>c;tuuorcio entre o estado e a igreja, de
que mancha, c para que fin se opera? Nao he por-
ventura alliaudo-se, para que mutuamente te auxi-
lien!, e prettem os precisos soccorros, de que cada uui
delles necessita? (Apoiadot) Inquestiouaveluieute : logo
temos, que o estado est no seu direito, exigindo da
igreja todos, as soccorros, quejulgar necessarios, para
conseguir o grande lim da sociedade, e que a igreja os
uao pode negar. Isto nao he dizer, que o estado, ein
vii tinlc do consorcio com a igreja, tetilla o direito de
crgir-se ein urna potencia ('eclesistica, pois que tam-
bcui nao pode erigir-sc em urna potencia industrial,
ein una potencia commercial, para arrogar-sc o direi-
to de decidirs questoes, que respeitao privativamente
ao dominio Ue cada urna dessa* lusliluiccs ; mas sim
que elle tem o direito de preparar os caminhos, de dar
os incios necessarios para o desenvolvlinenlo e pro-
gresso deltas ; que tem o direito de Intervlr no mov-
inoiiio particular de cada una dolas ; pois que da justa
cooperario de lodos ellos depende a regularidade do
uiovimento geral, no qual deve velar o poder social;
que tem, cm una paiavra, o direito de exigir de cada
urna dolas os auxilios precisos.
O Sr. Figueiredo: Mas nao de destrui-las.
O Orador : Nao certa ment. Ora,_ detses principios,
Sr. presidente, que bem demonstran' que o estado po-
de lulervir no uiovimento da igrrja, resulta, que a
questo, que nos oceupa hoje, no pode ser decidida,
como quer o nobre deputado, que combate o parecer,
simplesmente pelos principios do direito ccclesiasticu ;
e he em vista dos principios, que aprsente!, que eu
provarel, que o estado, que tuautem una religio, e a
faz entrar em sua organisacao poltica, como um ele-
mento social, pode reservar-seo direito de fazer a divi-
sao ecelesiastlca ...'
OSr. Figuiindo : Do que disse no se conclue tal :
dos principios, que estabelecco, nao te deduz tal conse-
quencia.
O Sr. Filelo Tacare : Pols nao etl por aquillo ?
O Orador : Eu mostrare! ao nobre deputado, Sr.
presidente, que as duas instituices sociaes, que teem
marchado testa do desenvolvimenlo social, so o es-
tado e a religio ; mas ellas eslivero por muitos sec-
los cm um etlado, para assiin dizer, de antagonismo,
de maneira que tem-se visto, ora a religio absorvendo
todos os elementos sociaes, inclusive o estado, ora o es-
tado, liborlando-se della, c absorvondo-a a teu lurno.
A anilguidade grega e romanaoTferece-nos o cxcmplodo
estado absorvendo o elemento religioso, e exorcendo
por si mesmo o sacerdocio. 0 cliristianismo, Sr. pre-
sidente, essa religio de paz e harmona, foi que pri-
meiro estremou as esplieras dosses dous elementos so-
ciaes, porque o seu divino fundador Toi a primeiro a
proclamar, que o seu reino nao.era dcslc mundo. Mas
anda mesmo depols doli tem-se visto a igreja arrogar
se urna tutella suprema sobre toda a ordem social, de
maneira que adquiri na idade media nina superiori-
dade bem notavcl sobre o estado mesmo.
Felizmente, porm, Scnhores, esses lempos se lio
passado, o no lie por esses abusos, que nos devenios
regular. Nos lempos modernos, o poder publico tem to-
mado a posico, que Ihe cabe, esc ha procurado extre-
mar a esphera do estado e da igreja. Entretanto, Sr.
presidente, sempre que disto se trata, cumprc evitar o
terrlvel rscolho, em que cabio o nobre deputado, o, ten-
do tmente cm vista a dislincco essencial, que se deve
fazer entre essas duas instituices, esqueceras rclaces,
queasligo, e os direltos, que, no interesse geral da so-
ciedade, o estado tem a exercer sobre a igreja
O Sr. Figueiredo : Sem usurpaco.
O Sr. Yitlela Tavara: J vejo, que concorda nos
principios, mas nao as consequencias.
O Orador : Estes [dircitos, Sr. presidente, so exer-
cides pelo estado, por meio de intervenco no movi-
inento da igreja, em troco da prolecco, que Ihe pres-
ta, e dos incios, que Ihe d para seu desenvnlvimeiito.
Assiin, o estado, adoptando urna religio como a do-
minante. Taz as despozas do culto, paga os ministros do
altar, edifica templos, aonde a divindade teja adorada,
etc. etc.; mat por isto mesmo no pode abandona-
la si mesma, e tem o direito de exigir da igreja os au-
xilios, que julgar necessarios, tem ser obrigado a-ac-
ceitar todos, que ella Ihe quizer prestar, e de que elle
nao necessite. .E se acaso o estado necessita de um pas-
lor-nrste ou se aquello lugar, se o estado julga precisa
una parochia aqu ou al(t, porque nao hade ter o di-
reito de o determinar?
O Sr. Figueiredo : Com essa condicao, enlo nao de-
via querer a proteco; he proteger, para usurpar.
O Orador : Usurpar Acaso o estado com isto exer-
ce algum poder espiritual ? Com isto o estado no Ul
inais do que exigir da i groja osocedrro, que precisa
O Sr. Figueiredo: ~ E deve ficar s ah.
O Orador: Mas, lie indo mesmo abi, uo se Ihe pode
negar o direito de Tazer a diviso ecclesiaslica, Isto be o
direito de cstabeleccr um pastor, qucu. paga, onde
julga necessarlo, que elle estoja.
O Sr. Figueiredo : Dar dinbelro, para receber espi-
rito, he troca inuilo m.
O Orador :--Para receber os auxilios precisos, a que
*S Igreja se nao pode negar, em virtude do contorci,
que contrahlo com o, estado; consorcio, que assegura
etico direito de coordenar-lhe os movimentos, e dar-
Ules o iletenvolvimento preciso, para concorrer na devi-
da propoi cao para o organismo geral, que nao pode ser
reguiar, ic a qualquer dos elementos sociaes fallar a ne-
cessaria acti viciado.
Ora, Sr. presidente, estes principios, que acabo de
expender, nao teem outra frca inais do que a que Ihe d
a raso, a quem se nao pode negar forja obrigatorla ;
mas o consorcio do estado com a Igreja nao se opera de
maneira, que os dircitos, que o estado deve exercer so-
bre a igreja, fiquein entregues tmente < garanta da
ennsciencia. Isto seria abrir a porta a mil duvidas e con-
lestaces. O estado, pols, adinitlindo urna religio, es-
'tabelece as cotrdices, debaixo das quaet te impe o de-
ver de protcg-Ia.
O Sr. f ijtierrrctb.-. At certo ponto.
... condices ? No he na le fundamental, onde tain-
jtm declara a religlodominaute, a religio protegida,
e d-lhc conseguiniemente todos o privilegios, de que
deve ella gozar respeito das mais, eiu consequencia
dessa mesma dcclaraco ? Logo, sempe que ee trata
de dircitos do estado sobre a igreja, deve-te recorrer
constituicao do estado e nao resolver as questoet tliu-
plesmente pelot principios da selencia ecclcsiastia, co-
mo se tratasse de extremar cm abstracto a esphera da
igreja, considerando-a em urna indepeudencia absoluta
do estado.
O Sr. Figueiredo : As leis da harmona tao outrat.
O Oradorj Assim, pois, o nobre deputado pode ter
inuiloboasrases, para sustentar a sua opinio, enca-
rando a questo nicamente pelos principios da juris-
prudencia ecclesiaslica ; mat cu teuho lamben multa
rasao, encarando-a pelos principios constituclonaes. O
que resta saber he, qual de ns'a encara uieihor ; se o
nobre deputado, suppondo a igreja tora do estado, e
sem relaces com elle, ou eu considerando-a no estado,
e em suas relaces com elle.
Agora vejamos, Sr. prctidente, te as condicet et-
tabclecidas na conslituico est, ou uo, a de fazer o
estado a divisao ecelesiastlca.
Para convencer-nos, que est, basta abrir o acto ad-
dicional, e 1er o I." do artigo 10. que mili explcita-
mente dlz=perteuce s assemblas provinciaes legislar
s'obre a divisao ecelesiastlca...
O Sr. Figueiredo : Estamos no mesmo circulo vi-
cioso. .
O Orador : --Est engaado ; nao he o mesmo circulo
vicioso, nao Sr. O estado, que pode estabelecer condi-
ces na adopeo de urna religio, como confetsou o no-
bre deputado, estabeleceo a de fazer a dlvltao cccleii-
astica: o que resta, pols, exanimar he, se esta condicao
fere o essencial da rcligio.ou se hedo numero daquellas.
que linporlo o direito de coordenar os movimentot da
igreja, o direito de exigir della os auxilios-precisos. .
Mas disse o nobre deputado que com esse direito o
estallo destruira a Igreja, e eu dlgo-lhe, que nao. O no-
bre deputado sabe inulto bem. e nao pode ignorar, que
a religio, para seu augmento, para o seu progresso,
nao dependeo dadvlso ecelesiastlca; o nobre deputa-
do sabe uiuito bem. que Jezus-Chrlsto.lnstiluindo o mi-
nisterio sagrado, nao designou territorio a neiihum de
seus discpulos; o nobre deputado sabe multo bem,
que Jezus-Christo, 'enviando seus discpulos, assim co-
mo seu pai o havia enviado, Ins disse, que prgassem
por toda a parte....
O Sr. Figueiredo: Comecava a edificar a igreja.
O Orador : Alas os poderes, que Jezus-Christo deo
para edificar a igreja, nao se estcndro, depoit della
plantada. ...
O uobre deputado, dzta eu, Sr. presidente, nao pode
negar, que Jezus-Christo Institulndo o ministerio sa-
grado, no designou territorio nenhuiu de seus disc-
pulos, mandou-os pregar o cvangclho por todo mundo
=Eunlet docele omnee nenies ele. =; ou, por outra, Jezus-
Christo assgnou como territorio a seus discipulos o
o bftodo. A religio poderia continuar-se a pregar da
mesma sorle, e anda assiin se prega onde anda nao est
plantada. A disciplina da Igreja, para inelhor rgimen,
dividi o territorio, e atsignou cada porcode rebanho
um pastor particular.
OSr. Figueiredo : E porque isto ? '
O Orador: -A raso he muito simples, he porque o
pastor, que particularmente se oceupa de um pequeo
rebanho, necessarlanionte o hade apascentar melhor.
J ve, pols, o nobre deputado, que as divlses ecle-
sisticas constituem un ponto de disciplina ecclesias-
lica*, muito Importante por certo, pois se remonta aot
mesmos apostlos; mas, Sr. presidente, trata-se, por-
vrntura. desso ponto de disciplina nocessario ao rgi-
men da igreja ? Nao cerumentc. Na etpecle, que no
oceupa, o que he essencial he, que hajao parocluat, mas
nao, que ellas tenho tal ou tal dimenso, que ellat te-
jo divididas dcsta, ou daquclla inaueira : e nem o no-
bre deputado pude mostrar canon algum da Igreja,
quedctcrmliieaextcncao, que devem ter as paroclnas.
Se, pos, o direito, que suppouho no poder temporal,
crra-se em designar os limites do territorio, que de-
vem ter as iroguezias, he bem manifest, que elle nem
ao menos conlende com a disciplina da igreja; que elle
nao a fere de maneira alguma. Nio te trata, Sr. pretl-
dcnle, c o nobre deputado deve rellectlr bem uistn, nao
se trata de abolir as parochlas, que recouheco uecesta-
riasparaobom rgimen da Igreja; trata-se tmente de
designar os seus limites; trata-te de una devisao pby-
slca, que tejas circunstancias peculiares do pata podem
determinar: e cm que usurpa o estado a jurisdicjao da
igreja, fazendo-a? Nao ha duvida, que essa divisao deve
ser ieita da inaueira inais conveniente; mas isto Tica a
prudencia de qualquer poder, que a faca. r. se acato a
duvida consiste na babilltaco do poder temporal para
Uto, dirci ao nobre diputado, que elle esta mais naDl-
litado do que a igreja; poique tem mais mcios para co-
nhecer as dimences do territorio, e taber quaes os li-
mites, que mais convm a tal, ou tal freguezia : nao es-
quecendo, que sem esse direito elle nao podena obrl-
gar a igreja a concorrer tamo, quanto deve, com o seu
organismo particular, para o organismo geral. Creio,
pois. Sr. presidente, que pelo lado da conveniencia da
dlviso, o nobre dcput-ido nao adianta, pois que o esta-
do a deve fazer, por isso mesmo que he o mais nabllila-
do para conhecer essa conveniencia.
O Sr. Figueiredo : Sem contar com o poder espiri-
tual?
O Orador: Contando, ou deixando de contar, se-
gundo julgar necessarao, quando. pols, a assembla
provincial entender, que pode dispensar a audiencia do
Sr. bitpo, pde-o fazer.
O Sr. Figueiredo: Como faz a raiuha de Inglaterra
O Orador : Bem disse cu, ha iuco, Sr. presidente.
ue o nobre deputado nos quera aqui apresentar como
uthero, Calvino, Crainner, e lienrique VIII.
OSr. Figueiredo: Nao, Senbor.
O Orador :Anda disse o nobre deputado, que o es-
tado nao pode ter o direito de dividir as freguezias. por-
que essa divisao respeita ao espiritual: mat cu nioatnl-
reiao nobre deputado, que elle esta em um engao.
O Sr. Mendet da Cunha: Pode ter relaco.
O Orador : A divlsSo de urna freguezia tem rela-
co com o espiritual, lie verdade : mas o poder tem-
poral,. Tazendo-a, nao invade o poder espiritual; pois
que este faz o que Jhe compete. Por onde principia a


3
di visita de urna freguezia, e o riuc se segu della? Prin-
cipia pela designado physicadc seus limites, onde nada
lia de espiritual, e deila se segu una re^iio como
espiritual. Mas qual de esta rclaco ? He a inatituifo
de un parncho nquel le lugar, pese creou frcguczla
lie a subjeieao de una certa purcu de ovelhas sua o-
bediencia. He isto, poi Yin, feito pelo poder temporal ?
Nao pols tica reservado ao poder espiritual : logo o
poder temporal nao invade a jurisdieco espiritual..
OSr. figueiredo : Mas como fazer-se isto, sen o his-
po sernuvido ?
O (irattnr : Sim, sem ser ouvido nara a denignaco
physica do territorio porque nisto nao ha nada de es-
piritual ; mas, fazendo aquillo, que respeita ao espiri-
tual, para o que llie he enviada a lei, que estabeleceo
a divisao.
OSr. fijeiredo: A divisao phvilca obriga o hispo
quillo, a que elle nao deve ser obrigado sem ser ou-
vido.
O Orador: Obriga-o a exercer a sua jurisdieco, por-
que o estado prerisa, que elle a exerca.
Eis, pols, Sr. presidente, extremado oque he tempo-
ral do que he espiritual ; eis estabelecida a harmona
entre os dous poderes; eis ambos concorrendo, para que
C estabele; i a divisan O poder civil naquillu, <|Ue he
temporal, na divisao phvsica do territorio : o espiritual
concorrendo noque lie espiritual, na institiiifo can-
nica do parodio, na subjcieiio das ovelhas sua juris-
dieco.
Kssa harmona, porm, Senhor presidente, desappa-
rece coin n doutrina do nobrl deputado ; porque, sendo
a assembla obligada a ouvir e obedecer o Sr. hispo, he
o Sr. bispo quem faz s as divisdes ecclesiaslicas ; c se
acaso as nao lizer, como exigem as necessidades do es-
tajo, nao tem este recurso algum. .
Mas, Senhor, presidente, este dircito, que o nobre de-,
putadn quer, que tenha o Sr. bispo, de ser ouvido c o-
bedecido, sempre que se tratar de divisdes ecclesiasli-
cas, he tanto mais iiailinissivcl, ipiaiiio se oppe di rec-
iamente constitiiicao, onde seacho estabelecidos os
poderes polticos reconhei'idos no estada, c determina-
dos us que devem ter parte na confeccao das leis ; por-
ue, Senhor presidente, se o prelado tem esse direlio
e ser nao s ouvido, senao obedecido, quem he que
faz as leis relativas divisao ecclesiastica? He purven-
tura a assembla provincial? Nao certamente : a as-
seinhlca provincial, neste case, torna-se um instrumen-
to do bispo. Quem as fat, pois, he o Sr. bispo, que desta
sorte constitue-se uin poder poltico do estado, cun o
direitode fazer leis de nina certa especie.
O Sr. fiqueiredo:0 bispo tein direito de tazer leis
ecclesiaslicas.
O Orador: Mas nao leis civis ; e estas, deque trata-
mos, sao civis.
Sr. presidente, una liinitacao do exercicio de um di-
reito poltico nao pude deixar de ser consignada aonde
o misino direito he concedido ; mas o acto addicioual,
conferindo s assemblcas prnvinciaes o direito de legis-
lar a respeito da divisao ecclesiastica, nenhuma liinita-
cao Ihe poz: logo ellas nao esto subjeitas limilaco,
que Ihe quer por o Sr. bispo.
O nobre deputado fallou lambein em conflictos de ju-
risdieco, provenientes de urna ni divisao: este argu-
mento nenhuma frca tem; porisso que esses conflic-
tos se podem dar anda niesino fazendo as divisdes o Sr.
bispo, pois ningiiem contestar a possibiiidade de que
elle faca divisors, ein que os limites nao fiquem beiu
designados. He a questao da conveniencia das divisdes,
sobre a Sr. presidente, se a assembla tratasse de olTcnder
por mu acto seu os dogmas ou os pontos da f, ou mes
ino os pontos de disciplina ger.il, cu seria o priineiro a
acompanbar /prelado, e ajuda-lo a defender a reli-
gio ; porque ento cumpria-lhe mostrar toda a resis-
tencia, imitando esses grandes pastores, apon lados pela
historia, que soubrao combater as usurpaedes do po-
der temporal, e 'clamando como Santo-Aiubroiio
tgem veilram, o mptrator, tuper ti ligem non eut ;
mas eiu una questao, que n;io diz respeito, neiu dis-
ciplina da igreja, nao vejo rasiio, para queira mostrar tanta coragem evanglica, a ponto de se
querer inculcar de marlyr. Nao he esta questao, Sr.
presidente, jue Ihe pode servir de motivo, para entilar
os pastores, que tanto honran igreja por seu deuodo
chi istiio; nao he por se oppor execuco das leis pro-
vlnciaes, que elle ha de poder unir mais um annel ca-
deia gloriosa dos martyres. E neui eu vejo, Sr. presi
dente, a menor applic atan mis exemplos trazidos casa.
Quanlo aos documentos, que o nobre deputado apre-
sentou, e que suppouho, sao o tacs comprobatorios de
qin- S. Exc. talla no seu uRico....
O Sr. Filela 'lavares: Nao sao comprobatorios sao
comparativos.
O tirador: .... elles nao veein para ocaso; porque
sao iiiformacoes de parochos de algumas freguezias,
que foiao divididas, e por sso susprilos.
Agora diiei duas palavras quaulo autoridade do Sr.
arcehispo da Baha, que o nobre deputado prnduzio:
respeilo-a muilo; mas, como nao visse mais do jue nina
opiniao emtlida por S. Exc, permitta-me o nobre le-
mi.iilo, que a nao adopte s cegas, quando vejo, pie S.
'.xc. leva a cousa a ponto de querer, que os bjspos sejao
ouviilos i uni um poder.
Entretanto, j que o nobre deputado segu tanto a
opiuudo.Sr arcebispn, e tenha opposto grandes duvi-
das aoplacito regio, rejeitando o judicioso argumento
leduzido, por um nobre niembro da commissao, do
M do art. 102 da coiistituico, ollerecii-lhe a esse res-
peito a inesiiia autoridade do Sr. arcehispo.
Km una resposta dada ao goveino imperial, que o
c mi Mil lili respeito de una represei.tacodo concelho
provincial de S.-Paulo, pedindo a abolicao do celibato,
o Sr. arcebispo asslin *e exprimi st por impossivel o
papa, ou um concilio gtral, abrogaue a lii ilo celibato, ogo-
turno do fratil deveria nrgar-the o beneplcito, etc. Kis-
aqui, pois, o Sr. arcebispo reconhecendo uo poder tem-
poral o direito de dar, ou negar o plcito: e eni que ma-
teria Km um ponto de disciplina geral, em materia,
cuja importancia se piide bem avallar lendo-se a incsiua
resposta ao Sr. arcebispo!!
Sr. presidente, eu deveria aqu lindar; mas creio de-
ver dizer aluda alguma cousa sobre a emenda do nobre
deputado. Quer o nobre deputado, que, lendo o Sr.
bispo opposto nina rrsistencia formal a leis da assem-
bla, mis o Inii linos em reinuueraco disto, por de-
fender tan bem osdin ilosepiscopacs. Ora isto, M, pre-
sidente, he por sem duvida irrisorio. Mas o que admi-
ra he, que o nobre deputado, que er, que o Sr. bispo
est no seu direito. que o Sr. bispo defnele as suas pre-
rogativas episcopal', proponha, que Ihe pecamos, que
rcllida; o que suppde, que S. Ese. Itvm. tem obrado sem
reflexo: oque admira, Senhor presidente, he, que o
nobre deputado, pie no re|uermeiiti> eslahelece o mo-
tivo, porque o Sr. bispo e tem opposto s leis proviu-
ciaes, e pmpde que o louveinos por elle, queia, que
Ihe perguulemos pela raso do seu proci'dimeuto. kssa
iiuenda, Senhor presidente, l.e injuriosa assembla,
rebalsa a sua diguidade, e como tal nao pode ser ap-
provada.
A hora est dada, e eu fatigado; e, crendo ter abusa-
do da atieuco da casa, cuucluj volando pelo parecer,
SESSa.0 EM 23 DE NOVEMBRO DE 1846.
MiuiiiEMcu no sa. socza teixciia.
SUMMARIO. expioikkte. Parecerse Reclamac&o
do Sr Villela Tarares. Approvucao: tm primtira dis-
cussao, rfoi projeciat tu, 34, 45, 40 (47; em segunda doi
Ana. 39, 40, 41 42,
As onte horas e lucia da inauliaa, o Sr. 1. secretario
faz a chamada, e verifica acbarcm-sc presentes 21 Si a.
drputadoi.
O Sr. Prtsidenti declara aberta a sesso.
O Sr. 2." Secrttario l a acta da sesso antecedente, .ue
he appruvada.
O Sr. i Secrttario menciona o seguintc
EIEEDIENTE.
Um ofAclo do secretario interino da provincia, remet-
iendo a informacao do Exm. bispo diocesano, cerca do
coinprninisso da irmandade do SS. Sacramento da cida-
de de Geianna. A' quem fes a rtquitito.
I'ui requi'ii.....uto de Pedro Ernesto Rodrigues da Sil-
va, arrematante do imposto de 2/300 rs. por cabeca de
gado consumido no municipio de Cimbres, em que pe-
de um bate no precu da arremataco. A' eommiuio
de [alenda I ore.amento.
(<3oliBHar-M-*aJ.
COMPANH1A DE IIEI1E1UBE.
Cnila do que se ha despendido com a empresa do eneanawum-
to das agoai do Prata at o ultimo de oulubro de 1846.
Abril de 1846.
30 Pela Importancia despendida aties-
ta data, como do Diario n.* 127, de
26 de mata, e dos documentos n. 1 a 1029 338:1111/493
Maio.
2 Pela importancia de vencmentos de
i mrz ao apontador Peixoto ....
dem do pagamento da feria de urna
semana.............
5 dem de carretos a Manuel Joaqun
Carneiro Leal..........
dem ao advogado da companhia .
dem de 2 milheiros de ladrilho a
Joaquint Francisco Franco ....
6 dem de vencmentos de 1 mezao
administrador SeSouza.....
dem ao procurador das causas da
companhia ...........1036
9 dem do pagamento da feria de 1
semana.............
13 dem de despezas de escriptorlp e
r escripturacn, 4 ine/.es ......
n dem de vencimentos de 1 mez ao
engenheiru rlowinan.......
dem de ferrasen e ferramenta a
M. Callum Si Companhia.....
16 dem da feria de una semana .
19 dem de I pedia marmolc a Antonio
Domingos Pinto.......
20 dem de 2 mil ladrilhos a Antonio
Carneiro dai'unha........1043
23 dem de madeira, pregos e mo de
obra para a armaco no dia da a-
bertura a Francisco Joaqulin da
Costa Fialho...........1044
dem de 5 milheiros de alvenaria a
Mauoel Antonio de Jess.....
26 dem de 22 canoas de arria a J. F.
F. Catn.............
dem de salario ao machiuista Seot .
" dem de remessa para Londres a
Foster Irmns de 2,000 ao c. de 26
V, d.porl/000..........1048
27 dem da feria de una semana 1049
30 dem de canos, torneiras, etc. a C.
Starr...............1050
ii dem de crnicas de arela a Jos
Garda Monteiro.........1051
dem de feria de uiua semana 1052
1030 3O/DO0
1031 357/510
1032 1033 43/420 150/000
1034 38/000
1035 100/000
1036 75/000
1037 364/290
1038 400/000
1039 320/920
1040 1041 145/140 462/240
1042
1045
1040
1047
30/000
38/000
.59/180
80/000
51/200
212/500
18:113/220
507/570
412/320
40/000
'346/290
22:396/800
JllllllO. =C=J====
3 Pela importancia de carretos a Ma-
noelJoaquim Carneiro Leal. 1053 98/540
dem de vencmentos em 2 mezes
ao mestre W'ilmer........1054 200/000
i dem de ditos em 1 dito ao aponta-
dor Peixoto...........1055 50/000
5 dem de ditos em 1 dito ao adminis-
trador .s e Soiiza.........1056 100/000
6 dem de carrocas de areia a Manoel
Francisco Haslo..........1057 2I/OO0
7 dem da feria de 1 a 7.......1058 240/020
9 dem de carrelo de areia a Manoel
Ignacio d'Avila..........1059 41/000
12 dem de 2 guaritas a Francisco Joa-
qnun da Costa Fialho. ..._... 1060 130/000
I de ni de 15 grades de ferro ao admi-
nistrador do theati u.......1061 86/400
13 dem de aluguel de armazem a fla-
va i mili.i Guimares.......1062 150/000
dem da feria le 1 semana .... 1063 162/240
dem de vencmentos de 1 mez ao
engeuheiro llowmaii........1064 320/750
ii dem le ferragens a M.' Callum 8c
Companhia......... 1065 118/620
15 dem de 90 alqueires de cal a Juo
Doiuingos da Silva Porto.....1066 21/600
18 dem de armazenagem do chumbo
deudo na alfandega........1067 22/900
21 dem de 4080 alvenaria a Leandro
Jos Carneiro..........1068 651280
dem da feria de semana de 15 a 20. 1069 179/720
dem de vencmentos aos cobrado-
res da taxa............1070 108/000
14 dem da feria de 10 a 14........1101
9 dem de despezas de escrtptnrta e
escripturaco, 3 mezes.....tft i 1102
21 dem de vencimentos de um mez ao
engenheiro llowman...........1103
dem de ditos aos cobradores da
taxa................'.......1104
22 dem da feria de 17 a 22........1105
26 dem de urna duzia de ps a Anto-
nioCordeirodaCunha.........1108
29 dem daferia de24 a29........1107
31 dem de 11935 lijlos a Bernardo
Jos Harreto................ 1108
dem de cabrea, slmplices, ate. ao
carplna Francisco Jos da Costa
Fialho.....................09
Setembro.
1 Pela importancia de yenclmentos ao -
apontador Peixoto..........1110
4 dem de tintas a Jos Maria Con-
calves llamos............U"
ii dem de 10 canoas de arela a J.
Ferrelra.Catao............1112
5 Mein da feria de urna semana : 1H3
9 dem de aluguel de carrocas a A. J.
Pires..................114
dem de vencimentos ao adminis-
trador S e Souza...... ... .1115
10 dem de dito ao engenheiro Bovr-
man..................1118
12 dem de carretos a Manoel Joaqun
Carneiro Leal.............'"'
dem da feria de 7 a 12.......1118
19 dem de 41 taboas de plnho a J. Be-
ranger.................1H0
dem de 180 alqueires de cal a J. D.
da Silva Porto............120
dem da feria de 14 a 19.......1121
21 dem de vencimentos aos cobrado-
res da taxa..............1122
202/390
300/000
326/920
84/000
266.J620
13/000
213/406
190/920
42IOOO
"2:S65/935
50/000
10/760
16/000
251/100
78/000
100/000
320|75O
15/920
88/300
34/140
50/400
225/330
84/000
26 dem da feria de 21 a 28.......1123
29 dem ao procurador Barata, segun-
do semestre.............. 1124
(tatabro,
1 Pela Importancia de vencimentos de
ura mes ao apontador Peixoto. 1125
dem de ditos ao mestre Wiluier,
dous mezes..............1126
3 dem de ditos ao administrador S e
Souza, um mez. ...........1127
dem da feria de urna semana. 1128
6 dem de custas judiclaes ao procu-
rador Barata.............1
9 dem de ditas ao dito........1
10 dem 118 rs. de lagedoa J. Pinto de
Lemos......'...........1131
dem da feria de 5 a 10. ......1132
dem do custo de um chafar!;, vindp
de Genova a J. Pinto de Lemos fe
Fllho.................1133
17 dem da feria de 12 a 17........1134
20 dem de desembarque de canos a
Norberto Jnaquim Jos Guedes. 1135
24 dem da feria de 19 a 24.......Ii36
dem de vencimentos aos recebedo-
res da taxa..............1137
dem de vencimentos ao engenheiro
Bowman, um mex..........1138
31 dem daferia de 26 a 31.......1139
227/740
75/000
l:77/44q
-50/009
200/000
100*000
19/450
U/955
330/400
244/480
3:031/195
317/880
Hi/soo
279/000
84/080
320/740
_146/I00
557>
DrmoitiiYafo. f.
mportancia arrecadada at 30 de abril.
dem no ultimo semestre........
Balaufo em faror do caixa.....
338:245/120
35:852/045
1:302/680
3^399/845
DEVE-O CAIXA D COMPANHIA DE BEBIBIBE EM C/C COM AMESMA COMPANHIA- HA VER.
1846.
Abril 30. Por bataneo da conta correnle pu-
blicada com esta data............
Maio !. a 31 de outubro. Importancia arre-
cadada no semestre :
93/627
4 p. c. sobre
6 >
4
5 acedes da 2.* prestacao
0
12
27
127
152
352
277
267
2617
10196
3.'

. 4.*

5.*
n
6.'
-
7.'

10/000
30/1)00
24/000
81/000
254/ O
456/000
704/000
831/000
534/000
7:851/000
20.392/00(1
1846.
Maio3l. A mportanciadespendida neste
como consta da conta cima.....
Juuho 30. dem dito...........
Julho 31. dem dito...........
Agosto 31. dem dito...........
Setembro 30. dem dito.........
Outubro 31. dem dito..........
1:784/310
2:201/660
2:5S5/>)35
!:797|440
5:592/177
27 dem de alemn, breo, veruiz, etc.
a I aciano da C Moreira.....
u dem da feria na semana de 22 a 27.
30 dem de 18 ps e outras ferrageus a
Josl.uiz Pereira
1071
1072
1073
Julho.
1 Pela importancia das despezas com
msicas e fugeles no dia 21 de maio
cotilas pagas por ordem do en-
carrrgado Antonio Jos Gomes do
Correio....................1074
dem de impressdes de contase an-
nuncios a ti. Figueiroa de Faria. 1075
dem de 2 mangas de sola aFerrei-
ra fc Braga..................1076
dem de vencimentos ao apontador
Peixoto....................1077
4 dem de ditos ao administrador S
e Souza...................1078
dem da feria de urna semana .... 1079
II dem da dita dita de 6 a II ... 1080
14 dem de areia para o Manguind a
(.andido Lobo...............1081
15 dem de vencimentos de um mez an
engenheiro Bowinan...........1082
dem de ferragem a Caetajio Luis
Ferreira...................1083
18 dem da feria de 13 a 18........1084
23 dem de tintas a Francisco Mamede
I' Aducida..................1085
24 dem de mangneira de lona ndito 1088
dem de veucimeutos aos cobrado-
res da taxa.................1087
dem de canos de ferro a C. Starr 1088
dem de feria de 20 a 24........1089
28 dem de ferragem a Antonio Cor-
deiro da Cunda...............1090
29 dem ao advogado, o 2.* semestre I09l
n Mein de lete do chafariz viudo de
Geuova a F. Robilliard........1092
Agosto. o
1 Pela importancia de vencimentos ao .
apontador Peixoto.............1093
dem de ditos ao mrstre Wiimer
dous mezes................|094
dem da feria de urna semana .... 1095
4 dem de despesas com una escrip-
tura publica.................1096
6 dem de cinco milheiros de lijlos a
Manoel Antonio de Jess.......1097
7 dem de vencimentos de um mes ao
administrador..............1098
8 dem da feria de urna semana de
3 a 8....................-. 1099
13 dem de impressdes a M. Figueiroa
de Faria...................1100
482/030
161/150
25/090
2:784/340
326/400
65/580
39/000
50/000
100/000
2131320
206/020
39/000
320/740
5/880
233/680
820
13/UO
76/000
82/740
183/100
27/520
159/00
61/380
2:201/660
31:167/000
dem de restituicao de direitos....... 315/865
Maio 21. dem do rendlmenlnd'agoa ein Pon-
te-d'llchda neste mez............ 176/880
31. dem dito na Boa-Vista.......... 126/070
Juuho 30. dem dito.............. 585/850
Julho 31. dem dito.............. 675/000
Agosto 31. dem dito.............. 775/280
Setembro 30. dem dito............ 934/090
Outubro 31. dem dito............. 1:095/330
35:045/872
Balanco.................... 1:302/680
Rs.~37:248/352
Pernambuco, 31 de outubro de 1846. ~ O secretario, K. J. Fernandti Barros.
Rs. 37:248/352
niimn lie i'EimuLtuco.
A assembla oceupar-se-ha hnje com leitura de pro-
jectos e pareceres e discussao dos pareceres adiados:
com asegunda discussao das posturas das cmaras inu-
nicipaes da Boa-Vista, Cimbres, Limoeiro e Victoria, e
dos projectos us. 34, 43, 45, 46 e 47:--o priineiro sobre a
suppresso da freguezia de S.-Miguel-dos-Harreiros; o
segundo sobre a reinstauracn da cade ira de grammati-
ca latina do Limoeiro;o terceiroe o quarlo sobre a isen-
co da dcima para a casa, em que os Ingleses celebro
nesta cidade os actos de sua rehgiao, e para os edificios,
que, para nina nova fabrica, construirn em Santo-
Amaro os engenheiros C. Starr Si C.; e o stimo sobre
o pagamento, em prestaedes, do que ao grande hospi-
tal de caridade devem Manuel Vicente de Hollanda Ca-
valcanli e seus irmos e tutellados: e finalmente com a
terceir discussao dos projectos:--n. 33, que reconhece
direita na cmara deOlinda.para cobrar at o 1, de julho
de 1841 o imposto sobre as bataneas de pesar assucar nos
trapiches do Recife;n. 36, que orea a receita e lixa a des-
peza municipal para o anuo de 1846- 1847; n. 39, que
reinstaura ainspeceo do assucar e algodo; n. 40, que
manda descontar nos vencimentos do medico do muni-
cipio o que elle perceber como vaccinador provincial;
n. 41, que dispoe, seja considerada matriz da fregucsia
de Pasmado a capella de S.-Goncalo em Itapissuuia ; c
n. 42, que transiere para a -apella de Santo-Antonio em
Pedras-de-Fogo a sede da freguezia do Itamb.
Variedadc.
50/000
200/000
237/180
15/480
80/000
100/000
172/020
72/000
A SEBRA DOS MARTYRIOS.
'.MVmori apretentada ao govemo.)
No numero das descoberlas, que mais illustrrao os
Paulistas no teuipo em que erao os sertdes do llrasil
propriedade exclusiva dos seus primitivos habitado-
res, relatan antigs memorias a Srra-dos-Yarlyros, na
provincia de Matto-Grosso. Se o espirito de cmprrza,
que anima va ento essas perigosasexploracdes, se tives-
se conservado por mais alguna auno, de ha multo es-
taan exmelas uossas duvidas acerca desse lugar mys-
lerioso; j boje saberiams, se he realmente a Serra-
doi-Miirtyiioi um deposito inmenso de ouro, ou um
sonho potico, a que a Iradico ter dado nao merecida
importancia.
Fol, diiem, Bartholomeo Bueno da Silva o primeiro,
que em priucipios do secuta passado se transporlou ao
vasto paiz. que banda o Chlng (*). Bem que o levasse a
tan rt'iuiita paragem a conquista e redueco dos indge-
nas ao captiveiro, provavel he todava, que elle eos da
sua comitiva tivessem considerado salisfeita sua desen-
freada ambicn em presenta desses moutes de ouro,
qiicjaiem pelas immediaces da decantada serra. Obs-
tculos insuperavels vierao, porm, inutilisar todos os
trabalhos, pnvaees e perigos, a que se navlo exposto
at aquelle ponto. J ento se acbava diminuido o seu
numero sem muniedes, sem vveres, e sempre ante-
di untados, ora pelos selvagens, que os ameacavo dia-
riamente, e ora pelas febres, que, em certas madras,
(*JAssim o lem.'s ein um manuscrito, por cuja authen-
ticidade nao nos responsabillsamos. Ein geral nem
sempre coucordo entre si as relarrs histricas, que
dizetu respeito s aiitiga expioracrs peta interior do
Brasil ; do que aluda ui.iis nos convence a leitura dos
Anaaei das cmaras de Cuyab e Villa-Bella. O que pa-
rece certa he, que Bartholomeo Bueno, pal, que. por
suas astucias, denominarn os Indios Anhangora (diabo
velho). enlrou para o sertp eut i682. Seu filho, do
inesmo noiue, que, anda menino, o acompanhra nes-
la exploraco. ejfectuou, quareula anuos dermis, nova
entrada pelo mesmo rumo, e .chegou, em 1722, ao rio
Vei-melho, que reconheceo ser um dos pontos, oude es-
tivera comseu pal. Relativamente aoobjectu desta nos-
sa memoria, he indillereu te, que atlrlbuainos ao pal ou
ao filho a descocerla da Sirra-doi-Utrlgrioi.
assolo aquellas regides. Tlvero, pois, de accelerar a
seu regresso a S.-Paulo, donde, depois de bem provldoi
e armados, se pozerao de novo a caminho.
Entretanto Antonio Pires de Campos descobrira o rio
Cuyab (l7i8j. Quatro anuos depois, seus ditosossuc-
cessores derdo com o afamado Tanque-do-Ernetto, donde
no espaco de um mez exlrabiro quatrocentas arroba)
le ouro, como se all o houvesse consignado desconfe-
cido avarento. E tendo sido outr'ora o transito de Bue-
no pelas proximidades destas minas, receloso agora de
que seus companheiros o abandonassem desanimados,
resol veo praliear diverso trildo e eiitraiihoii-se pelo
paiz dosGoyaz; desvio, que Ihe custou tres annos de in-
til traballio, ao cabo dos quaes, velho e sem mais espe-
ranza de alcancar o desejado termo,deopor linda a eni-
preza, coiitenlando-se apenas com o ouro que ueste
gyro descobrio cm i722 no rio Vermelho, s margens
doqualseacha a cidade de tioyas, antiga Villa-doa.
Patentcou comtudo seu segredo, invitando a que fosscui
Dutros cm procura desse Ihesouro de [que j nao po-
da gotar. Neste sentido se ho em verdade feita dif-
ferentes tentativas, mas todas infructuosas, pela incons-
tancia dos emprehendedores. O coronel Amaro Leile,
3ue partir de Goyaz coin 300 homens, mal chegou ao
istricto aurfero dos Araycs, dando dest'arte orlgeni a
urna povoaco, que, depois de haver prosperado algum
lempo, foi por flu completamente abandonada, perdi-
dos hoje talvez os vestigios da sua cpliciuera existen-
cia.
Oulros, sem mais profundo exaine, guiados apenas
por suspeitas mais ou menos verosimeis, llmitSo-ie a
vagas dissertaedes, e procuro .resolver a queslo por
uni de brilhantes argumentos, julgando desta sorte
poder provar a nao existencia da Seria-doi-Harlgrioe.
Servem-lbes de pharol os Martyrios do Araguay ; mal
este pharol he, quanto a nos, bem fraco, bem pouco
luminoso. Verdade he, que, segundo o coronel Antonio
Pires de Campos, no seu roteiro de i746, ha pelas mar-
gena daquelle rio um rocuedo coin os Sj mbolos do inar-
tyrio sagrado em grosselra escultura ; mas esta circuios-
tancla, que justifica a homonyniia, nao basta para pri-
var a iilentidade. do lugar. Etretanto, o general Cu-
nta Mallos, no seu itinerario, nao reconhece por Mar-
tyrios senao os do Araguay, e considera os oulros como
nina maravilha graciosa, scmelnante s do El-Durado
de Pai ni.
Nao obstante, porm, o bem merecido credido deste
Ilustre escriplor sentimos nao poder adoptar suas
Idcias, relativamente a un objecto, que nos parece dig-
no de mais aturada observaco. Ein verdade, pelas im-
trucedes de Bueno a Pires de Campos, est a Serra-doi-
Martyrios ao N, O. do tuorro de S. Jerouymo, direcfo
inii dillerenie da dos Martyrios do Araguay, que de-
moro ao N. E. Alcm disto, ha nolavel coincidencia en-
tre estes dados e as inforutacoes, pie nos minislran o
Aplacas, os Munduruciis e oulros Indios do Tapajoz, os
quaes, quando se ihes aprsenla qualquer amostra de
ouro, incnciuiiao um lugar, nao mu remoto, onde exis-
tein. em nionlao, grandissimas folhetas leste metal
precioso; e este lugar, para o qual apoulio, est justa-
mente ua direceo da apregoada serra.
Nao digamos, pois, tao levianamente, que tal serra
nao ba, uem coltaquemos de chofre na ordem das fie*
fcs essa crenca dos nossos matares. Aconselhemos an-
tes um exaine escrupuloso em todo o territorio, que
rai desde o Araguay al o Tapajoz. Este eium seria de
umita vantagem; e, por pouco que o auxilie ogovern
coin dinlieiro, ardas e iiiuiicjies, nao fallar quem se
encarregue do mais. O Cuyabano Jos Alves Ribeiro. a
quem devenios curiosas informaces sobre o objecto.
nos parece, por sua dedicafo aos inleresses do pai>,
constancia, resignacu e carcter emprehendedor o
hoinem mais capas de dirigir esta expedico. Assim o
saibo aprovetar, que elle e seus numerosos prenles,
Kla iuliueiu la moral, de que gozao, nao deixaad uisl-
jrar os menlos da admiuistraco publica.
Quando se nao encontr o preconisado Ihesouro, le-
vemos, eiutodoo caso, descuber|c outra mina de inrs:#
gotavel vantagem para Cuyab; urna bella estrada en-


3.
tre aquella cidade e o Para. Esses terrenos, dominio a-
gora.de nacdes selvagens, virad aer ftequentados por
gente laborima. Oa proprios indgenas, urna vez sub-
ui'iiidos, de imitis, que nos teein sido, rnar-se-h"o
colonos anrovcitaveis : a agricultura se eslcndrr; o
coinnierclo ter mais nina porta ; a navega;lio lluvial
inais um vehculo pelo lveo do Paranatinga e do Chin-
go; e finalmente, os nnssos conhecimentos lopogra-
j)hlco se ampliars, extlnctaa incerteza en que vive-
mos, sobre a parte septenario nal da provincia de slallu-
Grosso. llcnriquede Ueaurepain Rohan.
(Jornal do Commcreio.)
Pul).cacito luterana.
O HOTEL LAMSERT
Historia Comlemporanca
roa
Kugnie Sue
Acaba de clicgar do Kio-de-Janeiro, c vende-se en
tres voluincs na praca da Independencia, liviana n, lie
8: agrande noiiicada, que tcm adquirido seu autor, he
sufficiente pira o elogio desta historia.
Avisos martimos.
*C0MMERCI0.
Alfandega.
REND1MENT0 DO DA 23........4:985/055
DZSCIIKEGMJ II01B 24,
Brigue-Tarujo-I --mercadorlas.
Brlguc--Joecphina k Emilia PatachoW*rdmercaduras e carvao.
Hiate.YersMsmercadorlas.
EscunaOwuorlmercadorias e carvao.
Briguefrilott-farelo e cimento
Ilriguc Andesbacalbo.
.Uovimento do Porto.
Navio entrado no da 23.
Malaga ; 46 dias, patacho sueco Agnei, de 100 toneladas,
capitao E. R. Vickstrom, equipagem 9, em lastro ; a
Me. Calmont & Coinpanhia.
Navios sakidos no tnt$mo dia.
Cear; sumaca brasileiraS.-CVm, capitao Jos Joaquim
Aires, carga varios gneros. Passageiros, Helizin Ma-
ria da Coneeic.io, Victoriano Augusto Borges, Simio
Barbosa, Joo Antonio Pereira rasilciros.
Loudres ; brigue iuglez Venut, capitao Abraham Mau-
glr, carga a mesuia, que trouxe.
Edifaes.
Malhias de Albuquergue e Mello, fiscal da freguezia de Sanio
4ufoni, em virtude da Lei, tic.
Avisa aos douus de estabelecimentos da inesma fre-
guezia, que em W'tude do 2. artigo 12 das posturas
addicionaes, de 3 de abril de 1840, de ver aguar as tes-
tadas dos edificios, em que se comprehcndein ditos es-
tabelecimentos, tres vezes ao dia : as dez horas da ina-
uha, a uina hora, e as quatro da tarde, sob pena de
incorrerem as penas comminadas no citado .
Freguezia de Santo Antonio, 17 de novembro de 1846.
Mathiai di Albuquerque Mello.
lynari > Jote Pinlo, fiscal da freguezia da Boa- Villa, em
virlude da lei, lie.
Fa;o saber aos habitantes da dita freguezia, quelles,
3 ue tiverem qualquer genero de negocio ou industria
e portas abenas, que d'ora en diantc deverd agoar
as testadas do edificio, em que se comprehenderem seus
estabel-cimentos, tres vezes ao da, sendo as 10 ho-
ras da manha, a una e as quatro da tarde ; conservan-
do-as limpii at o mel da ra, rfu toda largura desta,
se do lado opposto nao houver a mesma obrigacao : sob
pena de seren impostas aos contraventores a-, penas
comminadas no art 12 paragraphos l.e2.*, das postu-
ras addicionaes de .3 de abril, de 1840.
Recife 17, de nuveinbro de 1846.
Ignacio Joti Pinlo.
Manoel Ignmtio de Oliveira Lobo, fiscal da freguezia de S. Fr.
Pedro (ronca/ves do bairro do Recife, em virlude da lei, ele.
Faz lembrar a todos os donos de casas de negocios, of-
Acinas, etc as dlsnosicdes dos 1 c 2." do artigo i2
das posturas addiciouaes, de 3 e abril de 1840, publi-
cadas en 5 de juuho do luesmo anno cujo artigo e
siio do teor seguidle!
Art. lt. Os vendedores nos mercados, digistas, U-
vernelros, donos de armaiens, pallaras, lelinaceics, ar-
tistas de qualquer nllicio, sacrislcs de igrejas, ou ca-
jiellas, e finalmente lodos os que tiverem qualquer ne-
gocio, ou industria de portas abertas, lieara subjeitos
as seguidles dispusieres alcm das J especificadas.
l. Nao lancar.io a ra, e passagem interior de
teus cstabeleciiiicdtos, palha, risco, cavacos, ou final-
mente qualquer residuo, que iiiconiniode o transito,
ou menor asseio de seus lugares, lojas, fabricas, ou
ras, cembarace por qualquer nianeira a livre e fcil
cireulaeo do ar aliuospberico, qur na rua, qur em
ditos lugares ; nos dias de sol, aguars con regadores
suas testadas tres vezes ao dia: as dez horas da ma-
nilla; a urna hora, e as quatro da tarde.
S 2- Todas as maiihas at seisTrotas serd obrlga-
ilos a fazer varrer os ditos lugares, lojas, oincinas, r
respectiva* testadas do edificio, em que se comprchen-
der a loja Uvcrna, ariuazem, ou ofticina ale o nielo
da ra, se do lado oppostu houver igual obrigacao, alias
toda a largura da ra, azendo logo couduzir o lixo, ou
varreduras, para os lugares a esse lint destinados pela
cmara, sob peua de ZfUOO rs. de multa c de duus dias
de pristo,
K para constar a quen convier, fas o presente, Bairro
do Recife, 18 de novembro de i84.
O fiscal,
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo.
" Para o Maranhao sahir con a inaior prstela o
lirigue-esciina brasllelro Velos ; tem inctadc_ de leu
carregamento prompla : para o resto dirijao-sc ao
consignatario Mauoel Duarle Rodrigues na ra do
Trapiche, n.24. ou ao capitao e pratico Francisco
Bernardo de Mallos.
= Para o Aracaty sai, em poucos dias a sumaca Car
loto, inestre Jos Goncalves Simas por ter a inaior
parte da carga prompta : quen na mesma quizer car-
regar ou ir de passagem entenda-se con o niesino
inestre ou com Luiz Jos de S Araujo ua ra da
Cruz n.26.
= Para o Porlo saln com a posslvel brevidade, o
brigue portuguez Ventara-Feliu, por ter a inaior parte
da carga prompta : quem no niesnio quizer carregar ou
Ir de passagem, para o que tcm bous commodos, diri-
ja-sc ra da Cruz i. 54, I.' andar, ou ao capitao'
Antonio Francisco dos Sanios.
Para o Rio-de-Janeiro segu o conhecido c veleiro
brigue Sonre, chegado do Assu em 16 do corrente, de-
morndole smente os dias precisos a receber urna
porco de carga para abarrotar : quem quizer carregar,
ou ir de passagem,para o que tem asseiados commodos,
e mandar escravos a fretc, dirlja-se a Gaudino Agosli-
nho de barros.
=Para o RIo-Grande-do-Sul seguir breve o brlgue-
barca (jeneroso, o qual recebe escravos a frete, e para
passageiros ten os nielhores Commodos: quem preten-
der, pude tratar com Auioriiu limaos, ra da Cadeia, n.
45. .__________________________
i _mB^Bm^am^ammmB~am-sm*-~
Lciloes.
l.eilao de uina vacca ingleza, viuda na galera in-
gleza SuordFish, chegada ultlinainente: na pra$a do
Corpo-Santo, quarta-feira, 25 do crreme, ao iiieio-dia.
Francisco Scverianuo Rabrllo A Fillio faro lei-
lo por conta e risco de quem pertenec', de 20 bar-
ril com bacalho em moura, das pescarla! portuguesas:
quarta-felra 25 do crrente as 10 horas da manha,
no armazem de Francisco Dias Fcrrcira, no caes da Al-
fandega.
= Joo Kcller fc C. farfio leilo por intervencao do
corretor Oliveira, de um lindo sortemen de fa/.eudas
novas de seda, linho, la, e de algodao inglezas, fran-
cezas, e suissas, rcccuteinente despachadas, e todas
proprias d mercado : hoje 24 do corrente inez as 10
horas da tnanha, no seu armazem, ra da Cruz.
= Leilo que faz Victorino Teixeira Leitc, por conta
e risco de quem perlencer, dn casco e apparelho que
existe da sumaca Sanla-Maria-Hoa-Sorle, fundiada ao pe
do arrecife, e construida em S.-Miguel das Alagoas, ho-
je 24 do corrente me/., as 10 horas da manha, no caes
do Ramos.
Avisos diversos.
-
lieclaraedcs.
Ohiale Imperador recece a mala para ai Baha hoje
(24; imp eterh cimente, as i0 horas da inanhaa.
O arsenal de guerra precisa comprar azete de car-
rapa c de coco, lio de algodao, pavios, 10 toneladas de
carvao de pedia e 32 duzias de limas de di'erentes ta-
iiiaulios e qualidadrs : a pessoa, que taes genero tiver
para vender, he convidada a comparecer no meinio ar-
senal, com amostra c proposla em carta fechada, ate o
dia 25 do corrente inez. Arsenal de guerra, 23 de no-
U'uibrode 1846. O eserlplurario,
Francisco Serfico de Atiii Carvalho.
O arsenal dr mantilla compra, no dia 24 do cor-
rete mez, pelas H liorai da manha, talxas de bomba,
de cobre, c taboas de pitillo, de diderentes grossuras e
eoniprimento. As prssons, que semelhantes objertos
inizerem vender, co"iiparr(o nela secretaria, nos in-
licadosdla e hora, com as suas proposlas em cartas fe-
chadas, acoinpaniiadas das coinpelentei amostras.
Secretaria da Inspeccao do arsenal de marmita de
l'ei iiainbucn, 21 de norcuibro de 1846.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Arijos.
Lotera da matriz
da cidade da Victoria.
Tendo-se apetus vendido pouco me-
nos de inetade dos liillieles desta lotera ,
e nao podendo, por conseqnencia, effei-
luar-se o andamento das rodas no dia 21
ii' corrente ; he o mesmo andamento
transferid o anda para o dia 11 de dezem-
bro prximo futuro na rspe anca-de que
para esse lempo se tenha completado a
extraccao do resto do referidos bilhetes.
= IVo'largo da Soledadc, n. 32, se fazein chapeos para
leuboras, veslidos e qualquer oulra ruupa bem como
bordados de todas as qualidades, e camisas para ho-
uieni, ludo na ultima moda, e por precos conimodos.
BGBEBDBBa
Os Srs. accin islas da coinpanhia de Beberibe querra
reiliur a entrada de 6 por ceuto ltimamente pedida ,
al u dia 30 do corrente.
Oeoixa,
M. Oda Silva.
Trancelini de qualquer modelo, anncls llores, fitas ,
aderreos, pulceirai, brincos etc. ; ludo o mais bein
fello possivel por preco mdico.
Quem precisar de um rapaz portuguez, para cai-
xriro de ra ou de oulra qualquer arruniacao au-
nuucie.-
Prccisa-sc de un homem, que entenda de massei-
ra, para una padaria : na ra do Rosario da Boa-Vista,
11. 2.
Precisa-se de 300/rs., sobre penhores, ou hypotcca
em duas casas terreas, que rendeiii 8^000 rs. meiisaes,
cada una : a quem convier este negocio, dii ija-e a ra
da Gloria, n. 23, ou a ra larga do Rozarlo 11.46, pri-
meiro andar.
Precisa-so de urna mulhcr, para urna casa de pou-
ca familia : na rua do Brun, no segundo andar do so-
brado do Sr. Francisco Alves daCunlia
Ofi'orece-se um homem para criado de algutn es-
trangeiro, ou iiirsmo Brasileiro, o qual d fiador da su a
conducta : quen precisar, dirlia-se a rua de S.-Francis-
co, 'outr'ora Mundo-HovoJ 1. 58.
,. O doutor Luii de Franca Monix Tavares inudoii a
sua residencia para a rua Direila n. 04 primeiro
andar.
Precisa-se de um ou dous homens de boa conduc-
ta e sera familia qiie queirao ir trabalhar de cnxada
eui terral de um engenbo distante desta praca 5 legoas,
daiido-se-lhe o sustento e o jornal, que se ajustar : na
rua do Nogueira, sobrado ao p de oulro, que cahio, no
segundo andar.
Preci-se de um ran portngB^, que queir ir ser
caixeiro no luatto perlo drita praca : a queu convier,
dirija-se a Diogo Jos da Costa, na rua Nova, n. 112.
Ofl'trecc-seuiiia mulhcr para ama de casa de ho-
mem solteiro, a qual sabe eiigAinmar bem e cozinhar to-
das as qualidades de manjares : quem delta se quizer
utilisar, dirija-ir ao becco do hurgos, casa 11. 3, que lo-
do negocio se rara, sendo que Ihe convenha.
Desappareceo da casa da rua daS.-Cru, n. 82, mu
boto de abertura de camisa, com mu brilhante grande,
e um circulo de ditos miudoi com esmaltes, formando
una ilr, e julga-se_ler sido furtado para empeuliar ou
vender e por isso prevlne-se o publico, para que a
quew fr oflerecldo o apprelieuda, que se gratificar..
Os Srs., que encoinmeiidrao mergulhosde parrei-
ras na rua do Rozario da Boa-Vista, n. 2 queirao os
vlr buscar, por j se acharem promptos para se planta-
rem; assiin como se vende a qualquer outra pessoa, que
precisar.
-- Uina parda de regular conducta, e que labe bem
coser engomiiiar c cozinhar o diario de una casa ,
propoe-sc a servir de ama de casa de homem solteiro :
quem de seus servaos se quizer ulilisar, dirija-sc a rua
de S.-Rita, loja do sobrado 11. 40.
A mesa regediVa da rinanJade de N. S. da Co.icci-
co dos militares, de conforinldade_ com os seus esta-
tuios, convida a todos os irmos eomparecerein 110
consistorio da respectiva igreja.s 9 horas da manha do
dia 29 do corrente, alim de eegercni o novo jui.
Precisa-se de um caixeiro para venda ; prefere-sc
dos chegados agora: quem esliver nestas cireuinstancias
dirija-se a rua Nova, 11. 65, que le dir quem precisa:
Precisa-se de um caixeiro com pratica de ve.ida,
3ue seja hbil e de fiador sua conducta: na rua larga
o Rosario, 11. 52, venda daesquiua, confronte igreja.
= Quem precisar de um sacerdote, para diicr as mis-
sai de natal, ale dia de Reis, dirija-se na rua da Ca-
deia do Recife, loja de fazenda n. 54.
O advogado Antonio Borgcs daFonseca se acha mo-
rando no Aterro-da-iloa-Vista, sobrado, n. 49, primeiro
andar, onde pode 1er procurado, ou no escriptorio da
redaeco do Nazareno, na rua estrella do Rozario, n.0.
Arrenda-se o segundo e tereciro andar do sobrado
do Aterro-da Boa-Vista, 11. 49, por preco cominodo : a
procurar no primeiro andar, ou no escriptor'o da-re-
dacciio do Nazarena, na rua estreita do Rosario, n. 6.
-Jos Soares Pinto Crrela vendeo a sua venda, que
tintn na Soledade ao Sr Goncalo Lopes Lima.
Aluga-ic uina preta escrava para oiervico interno
de qualquer casa de familia, c sabe tratar bem de crl-
nncas, cozinha e engomma : a tratar comMauocl Luiz
daVelga, na rua da Madre-de-Deos, 'n. 36.
t ozein-se camisas lisas e bordadas para homem, do
golto que convier, com a inaior perfeicao possivel; as-
siin como toda e qualquer costura bardada e lavarais ;
11a rua de Hurtas, sobrado 11. 138.
Quem preciiar de una lavadcira de roupa, que la-
va em Heberibe : dirija-sc a rua Augusta, n. 54
Precisa-se de um caixeiro para um deposito de
vender pao e bolacha, que esteja no caso de n lomar por
bal.into, dando fiador a sua conducta : no pateo da San-
ta-Crus, padaria n. 6.
- Quem estiver em circuinstancias de dar algumas
lcdes de nutica,annuncie, para se procurar.
OU'erecc-sc um rapaz portuguez para caixeiro de
oja 011 venda, o qual tem pratica de venda: quem qui-
ier pode dirigir-se ao Aterro-da-Boa-Vista, casa 11. 6,
que achara com quem tratar.
Aluga-se-, por fcila una casa na biquinha de
S.-Pedro em Olinda, com 4 quartos, mirante ca-
cimba c um tanque para banlio, quintal murado e
bastante fresca : a fallar junio a tuesiiia casa.
Os Srs. Antonio Lopes de Aimeida e Mauoel Jos
Dantas teeiu cartas na rua do Trapiche 11. 34 ter-
ceiroaiidar.
~ Uina mulhcr portugurza j idosa c de bons
costutiies se o'eiecc para servir de ama em una casa
de pouea lamilla e mesmo de homem solteiro : quem
de seu presumo precisar annuncie ut dirija-se a rua
Augusta, 11. 16.
AlHg.'m-se os segundo e terceiro andares da casa da
rua do Queimado 11. 17 : a tratar na loja da mesma
casa.
Precisa-se alugar urna preta escra-
va, que saiba engommir e lavar, sendo
para 11 un casa estrangeira de pouea fa-
milia ; poga-se bem no caso que o ser-
vico da preta agrade : quem a tiver di-
rija-se a ruada Cruz, no Uecifc, n. 4$,
primeiro andar ou ao armazem do mes-
mo sobrado.
Aluga-se, por 10/rs. mensaes o segundo andar
de um sobradoiia rua estreita do Rozarlo : a tratar na
= Compro-sc escravos de 16 a 20 aunoi de idade.
sadios, sein vicios, con oflicloj e lein files! na rua Di-
reila, sobrado, n. 29.
Compra-se uinaovelha com cria pequea a qual
deve dar leitesulficicnte para un docute : na praca da
Independencia, livraria ns. 6 c 8.
CoinprSo-se, para lora da provin-
escravos de na 10 anoos : na rua
com* Mac liado
para a provincia de S.-Pedro julga nada ficar deven-
do ; comtudo le algucm Julgar-se seu credor, queira
apresentar sua conta. no prazo de 3 dias.
Aluga-se o terceiro andar da casa da esquina la
rua larga do Rozario delrontc da igreja : a tratar na
rua das Cru/.es, n II.
Precisa-sede douslavadoses ; em casa do Uoura-
dor, ou fabricante de candieiros de gaz na rua No-
va u. 52.
Aluga-se por preco rasoavel n
armazem da rua de Apollo, n. 3o com
embarque para a mar : a tratar co m
Joao Efteves da Silva.
__Prrcisa-ie de urna ama que tenha bou leite
para criar um menino de idade de dous niezes : na pra-
ca da Boa-Vista n. 6.____________ _________
Compras.
a tratar
ca
da Gnu ', n. (i.>
&c Pinbeiro.
Compra-se a ortliographia de Madureira que ei-
leja em bom uso ; na praca da Iiidependenela loja
de miudezai.n. 3.
a Compra-se urna rotula para porta nova, ou usada :
atrs da matriz da Boa-vista n. 22 <>u annuncie
Vendas.
Fu I Inultas.
Vendem-se t'olhinlias de porta, algibeirac padre ;
na praca da Independencia,livraria, ns.be 8.
V Vendein-sc superiores chapeos de castor de
Lisboa, a polka mais baratos do que en ou-
^B^. tra qualquer parte; n rua do Queimado .
loja n. 19.
Vcnde-seuiu terreno prompto com um viveiro de;
peixe em multo bom lugar, e per da praca : a tratar
com Manoel Luixda Velga, na rua da Madredc-Deos,
n. 86.
Vendem-se uns breviarios em bom uso por 8/
rs. ; 3 moitoes por 12/rs. : no Atrrro-da-Boa-Visla ,
travessa do Marlins n. 3.
Vende-se urna preta moca de boa figura perfeita
cozinheira, muilo diligente para o servieo de uina
casa ; c que se dar a contento ; uina dita engomina-
delra cozinlieiiu e cose, con uina mulatinha de um
inez mu bonita ; 2 prelos de 20 anuos proprios
para pageos e para todo o scrvico um moleque, de
i2 anuos, multo bonito : na rua larga do Rozarlo, vol-
lando para os quarteis, n. 24 primeiro andar.
~= vende-se nina casa terrea com lions coimnodos
para grande familia quintal murado e cacimha na
rua da Concordia junio as casas do Sr. Jos Antonio
Correia Jnior : a iratar narua de Apollo, n. 1 pri-
meiro andar; vende-se por seu dono rclirar-se .para
fura da provincia, con sua familia.
= Vendem-se 6 escravos, sendo: 4 nioleques.de 14
anuos, c entre riles um lindo mulatlnho, proprio para
pagein ; 2 mulatas de 20 a 24 annos, sendo urna utuito
boa cngoinmadeira, costureira, e cozinheira: na rua
da Cadeia do bairro de S.-Antonio, n. 25.
OLIVRO DE TODOS
ou
Manual da sade,
Conteiido
rua do Nogueira n. 27. remiendo
=i Precisa-se deum cozinheiro, no becco do Abrro [todos os eselarecimentos theoricos c praticos necessa-
n. 20, defioute do Corpo-Santo ; a pessoa que esliver
lias circiiinslanciai, dirija-sc ao dito botiqliiii.
t) abaixo assignado previne ao publico, que nln-
gucni contrate com Manuel Teixeira de Oliveira negocio
algiim, relativo aos silios da Tacaruna, seta que sejo
ouvidos os herdeiros da fallecida Auna Josepha de Meu-
donca.
Manoel da Silva Mendonca.
Quem precisar de um criado (ranees que falla
portuguez, annuncie por esta folba, ou dirija-sc a
tua da Cruz n. 43, loja de bal beiro.
Fairin-sequaesquer cortinados, tan de camas
como de Janellas c para decoracors de bailes ou so-
ciedade ; furaedes de cadenas esoplts : colches els-
ticos ; e em lim ludo quanto for couceriicnlc a tapera-
ra ; tambeni se vai por tapetes c esleirs em qualquer
lugar que seja por se ter piofessado este ollicio em
Pars por preco mais rasoavel, que se pode fazer : na
travessa da Concordia, n. 13, atrs da torre do Carino.
Precisa-se de un caixeiro preferindo-sc dos l-
timos chegados agora do Porlo : no paleo da S.-CrUS ,
deposito de assucar n. i27.
Alnga-se urna casa con copiar e trape! ra no lu-
gar de .n.-Anua com dous portes e jardiin ao lado a
qual pode servir para duas familias, leudo a inesma 1
salas 7 quartos cozinha, coclicira e estribara com
terreno plantado de capiui para um cavado alm de
de algumas arvoresde fructo : os pretendentes dirijao-
se a praca da Boa-Vista botica n. 6, ou nesla lypo-
grnphia', que se dir quem aluga.
JosSourosduAzevedo, lente de lingoa frsnreza no
Ijceo. tem aherto em sua casa, rua do Bangel, n.* 59,
segundo andar, um curo de PHILOSOi'IHA c outro
de LINGOA FRANCEZA. As pessoas, quu desejarom
seguir urna ou outra destas disciplinas, podum dirigir-
se indicada residencia a qualquer hora, excepto em
dias santos ou feriados.
OSr. Antonio Francisco Vianna,antes de rclirar-se
para ftira da provincia queira mandar receber una
carta ua rua do Vigario, n.25, primeiro andar.
Rua de Apollo, ns. Site So.
Trbca-sc, por casa terreas e tanibem vende-se a
dinheiro por preco rasoavel, como convier aos preten-
dentes, un grande terreno, quedeitao fundo para a
maro; o i|nal esl estacado eaterrado e ten un ar-
mazem edificado dos nmeros cima declarados, che
de esquina ; seu o bom local merece toda a preferen-
cia para quem quizer levantar um elegante predio e
oflerrec vaiitagcm a <|uein saiba apreciar a boa locali-
daile do di te i re..i : a tratar com Joo Esleves da
Silva.
U-se dinheiro a premio sobre ouro ou prata ; na
rua da Cadeia, u. 46.
AO BOM T0M PARISIENSE.
KUANOVA,N.7.
TEMPETTE, ALFAIATE,
tem a honra de participar aos seus Ireguezes que dis-
solveo desde o dia 15 de setenibro do anno passado ,
a sociedade que tinha com os Srs. Goiombiez-St Coin-
panhia largando ao mesmo lempo a loja dos sobredi-
tos Srs. As pessoas que o quizerein favorecer rom a
sua freguezia o acharad na sua loja, na rua Nova ,
a. 7. Tem pannos para calcas, clleles e casacas, de to-
das as qualidades os inais puvos chegados de Pars, e
a collecco dos mais recentes ligurinos ; e recebeo no-
vaineuteum lindo sortiiiieuio de objectos de luxo e
pbantaiia, de diversas qualidades.
- Lourenco da Cesta Loureiro, leudo de retirar-ge
rios para poder preparar e cinprcgar, icm o soccorro do
professor, os remedios, e se preservare curar-se promp-
tamente, com pouco dispendio, da mor parte das moles-
tias curaveis, e conseguir um alllvio quasi equivalente
sade, as molestias incUraveis.
Seguido
de um tratainen especifico contra a coqueluche, e de
rrgras higinicas para prevenir as molestias ;
pelo doutr G. de Ploesquellec.
Prc9o 4^000 rs. em brochura.
O suppleiueiilo, iiidispensavel aqun tem a obra, da-
se gratuitamente aos compradores. Odilo supplemen-
tras as tres dillerentes rrceitas para a composico da
agoa sedaliva;este precioso remedio,que tamaita repu-
tacao j ten gauho, c que deve existir em lodas ai casas
para remediar proiiiptainentc aos accidentes c incom-
modos repentinos.
Vende-se na pin a da Independencia, lirrana ns. 6e 8.
Livraria da esquina do
Collegio.
Novo Ministro dos enfermos ou methodo pratico de
administrar os Sacramentos aos enfermos c assisiir aos
moribundos 1 v. em oitavo, de 360 paginas por 3)O
rs. ; Mclhodo de ajudar os moribundos recopilado de
varios autores 1 v. de 300 paginas por 3/OOP rs. ; o
( li i ist.io enfermo c moribundo,lonforinando-se a Jess-
Christo as dilTereutrs circumstancias da sua paixo e
morle 1 v. de 216 paginas por 2/000 rs.
=Venden-sc passas iniudas, para fazer podins ; cere-
jas e ameixas seccas; feijoes ervilhas ; ientiha ; cham-
panha ; vinho do Porto ; Scherry ; Madeira ; violto do
Hheno ; Sauternes ; Claretle, em quartolasccaixas di-
to engarrafado a 400 rs. muilo bom; superior cognac;
iliiiii de Jamaica; arrae ; genebrade llollatida ; vinho
de Malaga velho, em meiasgarrafas ; frascos de todas
as qualidades de fructas da Europa; repolhos conser-
vados ; barris pequeos de caviar, de uina libra ; mos-
larda francesa c ingleza ; Scherry cordial; latas de sal-
no ; sardinhas; ervilhas e mais outras conservas de
peixc e carne ; conservas de pepinos e ecboiliuhos; cer-
vrja preta e branca da celebre nirca liarclay ; azeite
doce superior ; cha ; charutoi regalia. Estes gneros
sao todos da melhor qualidade, e se acho amostras
para os senhores compradores, no aruiazem de Fernan-
do de Lucca na rua do Trapiche n. 34.
Cal virgera.
Vendem-se ancorase'barricas com cal
virgem de Lisboa chegada ltima-
mente por preco mais barato do que
em oulra qualquer parte ; na rua da Ca-
deia loja n. 5o.
Por 040 r. rada e ve ni piar do
breve coiiipudio de geometra linear e
plana, resumida de diversos autores, por
Silvano Thomaz de Souza Magalhaes, i
vol, brochado : na livraria da esquina da
ua do Collegio.
Por 2$ rs. cada exemplar
Oflerece-se urna mullier para ama de casa de ho-
mem solteiro, que sabe bciu engommar e cozinhar-:
quem do seu presiimo se quizer ulilisar, dirija se ao
becco do Burgos, casa, n. 3.


m ~
/5L
-- Yende-se a excedente historia de Saint Clair da
llhas pin 3 voluntes: in praca da Indi-pendencia, livra
ra n. C c8.
=-Vendc-se um preto robusto de nacfio proprio
para todo o servico ; na ra da Sentalla-Nova D. 7.
a Vende-se a bordo do brignc Cvmcticao-Caboclo sal
do Ass de boa qualidade : trata-se abordo com o cap
i.ni. mi com Amoriin Irinaos, ra da Cadeia n. 45.
c Vendeni-se manidas de ferro para engenlios de as-
ucar, para vapor, agoa e bestas, de diversos taiuaiihos,
por preco commodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os laiiiauhos : na piafa do (.'orpo-Sau-
to, n. II, em casa de Me. Calinout iS Coinpanbia, ou na
ra de Apollo, arinazeni, n. (i.
= Vende-se potaisa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa de Matheus Austiu &
Companhla, na ra da Alfandega-Velha, n. 36.
Superior farelo.
Trelo ce Trieste, em har-
nasele 3 arrobas ; o qual se
recommenda como o mais nutritivo dequantos aqui se
importa e por sso o mais proprio para melhor en-
gordar os cavallos : vende-sc no priuieiro armazem do
caes da Alfandega indo do arco ou etn casa de J. J.
Tasso Jnior.
= O corretor Ollveira teni para vender cobre em fo-
lln e pregos de dito para forros de navios : os prelen-
dentes dirijao-se ao inesmo, ou aos Scnhorcs Mesquita
i Dutra. #
Na loja u. 3 da ra do Crespo ao pe do arco de
S.-Antonio vendem-se duas multo boas e excedentes
redes de cores fritas no Viaranhao : sen preco dimi-
nuto em proporcao da sua boa qualidade he de 30/ rs.
cada urna.
Vende-se potassa da Rus
sia pelo ni u i lo modieo pre-
co de 160 rs. a libra ; cal vir-
gem de Lisboa chfgada no
ultimo navio : no armazem da
ra do trapiche n. 17.
R ELOGIOS.
Vendein-se 4 relngios 2 de ouro novos e suissos,
un dito um poueo usado e-uin de prata em omito
boni uso ; 3 correntes de ouro novas ; tudo por mdi-
co preco : na ra da ('.adela n. 4.
Vendeni-sc capadlos redondos e compridns para
ornamentos de salas de diversas cores ; na ra larga
do Hozarlo n. i-i.
Oh que peehineha
para a festa do Natal!
He smente na ra do Crespo,
loja de Antonio Luiz dos Sanios
& Companlii-i, n. 11, que se ven-
dem pelo barato preco de 6 e
8.9000 rs. os mais elegantes
chapeos de crep ricamente en-
feiad. s, para senhora.
= Vendrm-se as mais modernas mitas de tartaruga,
de riquissimo goslo, com chapa de ouro ; superior ra-
p de Lisboa muito fresco : na ra larga do Rozarlo ,
n.24.
= Vende-se cal virgem em meias barricas chega-
da prximamente, por preco coiniuodo; na ra da
Moeda arma/.em n. 15.
Na ra do Crespo, loja nova
n. 12 de los Joa(]uim
ca Silva If aya ,
vende-se briin de puro llnho de quadros c listras de
ores e que. sao muito proprios para a festa pelo ba-
ratsimo preco de 720 rs. cada vara ; ricos corles de
casimiras elsticas para calcas a 8/ e 8#000 rs. cada
corle ; alpaca prcta a 800 e i#600 rs. o covadn ; pannos
linos, prelo e decores, por barato preco; cortrs de col-
lele de velludo setini e gorguro ; tudo por preco ba-
rato ; asslm ruino um ricosortimento de lencos de seda
para grvalas mtiit proprios para a festa.
-- Vende-se una negrinlia recolhida de i5 annos ,
que cose, eiigomuia alguma cousa e lie de bonita fi-
gura ; um pardo bmn carreiro : no armazem de fari-
nli.i do caes do Collegio.
|W Vendem-se novos cortes de cassa de novos (^j
'' S padrr-s e cores muito finas, pelo baratissiino ;
L'-o preco de 3/ is cada um ; cortes de chita de no- fj.
! vosp.idres; muito finas ramhraias, da ultima %,
_- moda; lencos de seda da India, os melhores b\
' que teem apparecido, asslm como mais inferi- f
res ; merino preto, muito fino; pannos finos de
todas as quAlidadrs e cores ; esguiao e breta-
nha de puro llnho ; tonlhas de mesa de todos os j
tamaitos; assim romo um completosortimen- h
to de fazendas finas ludo por precos que a b^
vista deltas he impossivcl o comprador deixar tfi
de comprar : na ra do Queimado loja nova V
da casa amarella nos quatro-cantos n. 29.
'. KS$*>! *>BQBaetr ij^k^^'%aaHtIfl
Vende-se o resumo de aritlimelicii,
por mu Hernamliuruno : na torne* da In-
dependencia, livraria n. 6 e 8.
Vende-se potassabranca, da
mais recem-chegada por mdi-
co prego : em casa deL. G. Fer-
reir & ompanhia.
Vende-si iiin.i rede; um baln ; una espingarda de
cafa ; 400 oitavas de prata ; tudo muito em conta : na
ra Velha n. 38, das 10 horas ao meio dia.
Vendem-se cortes de cambalas com barra pa-
drOesos mais modenos, que teem apparecido: na ra
do Queimado n. 42, Inja de Jos Joaquim da Costa.
n^* Vende-se um cavallo rufo e grande, proprio
UrJ-fHi para carro por ser ensillado ; na ra das La-
JEEPtrangeiras, n 18.
Vende-se. para for da provincia urna rscrava
crioula de 16 annos, he recolhida de bonita figura,
inulto prendada engomma com perfeico, marca, bor-
da fas lavarinto c reuda e tambem cuzinha : na ra
>'ova n. 50, terceiro andar.
Aos rs. proprirtarios de
engcnhns.
Vrndein-se taixas de ferro coado. munidas de canna
para agoa, ou aiiliuaes, rodas dentadas, crivos, boceas
de fornalba, mais objectos necessaiios para engenbo ,
por preco commodo : na fundlcao de ferro de M.e Cal*.
lum St (.., na ra do l'rum nd*n>cife, ns. 6 e 8.
Vende-se farlnha de trigo da marca SSSF de ra-
ininlin ; no caes da Alfandega armazein do Bacelar, a
tratar com Uanocl da Silva Santos.
>a ra do Crespo loja nova
n. 19, de Jos loaquim
da Silva Maya ,
rendein-se superiores cobertores de algodo proprios
para esclavos a i#000 rs. cada um ; urna fazrnda de
linhu escuro tambem para nnipa de escravos ou sac-
eos de assucar por ser de mulla duraco, por barato
preco.
=Vendem-se espadas pratcadas para officlaes de guar-
da nacional: na ra Nova, loja de ferragent, n. 16
= Vendese superior gomma para as engommadei-
ras mu paninos, por muito mdico preco ; no ar-
maiem do Bacelar, de fronte da escadinha da alfandega.
Vende-se muito boa sarca-parrllha chegada pe-
lo ultimo vapor por preco commodo : no anuaiem do
Bragues, ou a tratar com 1. t. da Konseca Jnior na
ruadoVigario u. 25, primelro andar.
' ULTIMA MODA.
n Na ra do Queimado loja n. 18 vendem-se
chapeos francezes, da ultima moda a polka,
-^^fcchegados intimamente de Franca e inais ba-
ratos do que em outra qualquer parte.
~ Vende-se gemente de a I lace multo nova ; tanto
branca como preta ; na venda da esquina ilo Alerro-da-
Boa-Visia n. 88.
Vende-se.urna armaciio para loja de couro feita a
moderna com os poneos fundos, que teui ou sem ri-
les por preco commodoi: na ra do Livramento, n. 27.
= Vende-se urna parda recolhida perfeita engom-
madeira cose e cozinha ; 4 cscravas mofas, com ha-
bilidades urna dellas cose, engomma e cozinha ; urna
negiiiilia, de 14 anuas, boa para ser educada; uina
iiiulatinlia de i5 annos que cose c fas rende ; una
preta de 35 annos por V80/ rs., que cozinha lava
roupa e vende na ra ; 6" escravos mocos bons para o
trabadlo de campo ; um dito bom carreiro; um dito
bom i.llieial de a 11: lale um mulatinho, de annos, bom
pagem ; dous iiioleques de i2 a 10 anuos: ua ra
do Crespo, n 10, prlmeiro andar.
Vendem-se 3 escravos com habilidades ou sem
ellas : na ra estrella do Roiario n, 23, primeiro an-
dar.
Na ra do Crespo loja nova,
D. 12, de Jos Joaquim
da Silva Haya,
vende-se um restante dos bein acreditados cortes de In-
dianas para vestidos de senhora, pelo barato preco de
2.1800 rs cada um; cortes da fazeuda victoria, a 3/600 rs.
fada um; ricas cambraias com listras de seda, alisniw rs.
cada corte; ditos de gusta chines, a 5/000 rs. cada um
corle; cassas chitas para veslidos, a 2/8000 e 3/500 cada
corte ; cambraias de quadros de corea escuras, para ves-
tidos, a3/500 rs. cada corte; calcinitas para meninas de
escola a 400 rs. cada um par; nielas finas para meninos,
de difieren les lmannos; emitas muitas fazendas, que
ludo se vender por preco barato, assim como um resto
das ricas e baratas lauternas com casticaes de tinissiiu
casquiuha, e que se veiidem por 9, tOe 12 mil ris cada
par.
Vende-se urna parda de cor escu-
ro tic boa figura que sabe coser cbao,
engommar liso lava mu beni e faz
rendas e bicos e sendo dotada das me
llini es (|u liilmlrs possiveis, nao lem
vicios nen achaques, o que se pode flan-
ear ao compiddur ; vemle-se para 'tien-
do da cidade : um moleque, de 8 anuos,
o mais bonito no todo : em Fra-dc-For-
las, ra dos Cuararapes n l\$, defion-
te do sobrado que It-m vendn.
Vende-se tima casa terrea no bairro da Boa-Vista ,
na Ponte-Velha n. 54 a qual tem negocio dentro : a
tratar no Atrrro-da-Boa-Visla piimeira venda ao p
da ponte, n. 2.
Na na da Cruz no Recife n. 26, ha para ven-
der duas esclavas mocas de bonitas figuras com al-
gumas habilidades ; dous inulatinlios sendo um de 16
aunse o nutro de i2 ; sola em porcao e a retalho; cou-
ros mluxlos ; bezerrns; esleirs de lodos os tainanhos,
feltas no Cear ; urna pnrffio de barricas de sebo do
Aracalv ; um oculo de ver ao longe
Vende-se uina moleca crioula peca fina de.l5
as (.'meo -i'niii.i,, ti. 71. Na niesuia casa com-
cores, e tambem preto ; (esta fazenda he achamalotada,
finge seda epor isso suppre a falta da verbotina e do vel-
ludilhoi panniulios pelos e cor de rosa ; mitins pretos;
liollanda preta, parda r branca; franquelimpreto; prln-
ceia preta ;* alpaca; lila branca de patente; dita preta
muito superior; c dita ordinaria.
V. bein assim, tambem se vendem excellentes meias
curtas, de linlio, feilas no Porto; babados de linho, lar-
gos e estreitos, ao que cliamao tramla, fabricados em
Ciiiimaraes pevasdo verdadeiro panno de linho de Alle-
manlia, com 25 varas, por 12/rs.: todos os aitigos ci-
ma annunciados sero entregues, a precos mais mode-
rados possiveis, e podemos asseverar, que por menos al-
guma cousa do que em outra qualquer loja desta ci-
dade
tr-- Vende-se urna venda no Mangulnho, n. 37 com
poucos fundos e com commodos para morar ramilla ;
a posse de um terreno; e urna mcia-agoa : a tratar na
ini'sma venda.
Na fabrica de sabSo da ra Impe-
rial, n. nG, vende-se sahao amareil
epiero, muito superior e muito secco ,
pelos presos abaixo mencionados e tam-
bem no armazein do Sr Jos Rodrigues
Fereira na ra da Cadeia do Recife.
Sabao amarello encaixado, a libra a io5
Dito dito a granel a 100
Dito preto encaixado a ioo
Dito dito a granel,a.....q5
Sendo partidas de mais de 5o caixas ,
abate-se alguma cousa no preco, e man-
da-se levar aonde for mais commodo ao
comprador.
Yendem-be 5 escravas ; e um es-
rravo todos de bonitLis figuras, clie-
gados liontem do Aracaty : no pateo do
Collegio segundo andar da casa da c-
mara.
pra-se uinsellim usado, para montara de menino.
Vende-se o suppleiuenio ao vocabulario poi tugurz
e latino obra rara pi ima e iiiteressante para os ama-
dores da lingoa nacional : pa ra Nova, loja n. 38.
= Vende-se tima preta de 22 anuos, com um mu-
latinho de 2 anuos a pela he boa vendedeira ele bo-
linlios ou outra quali|ui'r cousa, sem vicio alguiu;
lamn ni se troca por outra que seja anula robusta ,
n.io exeeil. Hilo a mais de diizentus mil rs. : a fallar com
Francisco Antonio de Carvalho Siqucira na ruado Bo-
zario esquina do Peixe-Frito.
a ra Nova loja n. 58 sedirii.qurm tem para
vrndei 6 arrobas de doce de laranja goiaba e banaua ,
a '20rs a libra.
Vende-se um preto de nacao de JO annos de bo-
nita figura ; um pardo, dr 18 minos bom para pagem,
enlende do lrvico de campo e he bom carreiro ;
i pulas com algumas habilidades que se diid ao
comprador ; tima nrgrinlia de 6 anuos muito boni-
ta ; todos sem vicios nein achaques : na- ra da Con-
cordia passaudo a poiiteziuha a dlreita ,
casa teriea.
segunda
Lances
da fortuna aos 20:000? rs.
Bilhetes, meios, quarlos, oilavos, e VIGSIMOS da
loleriado theatro deS -Pedrn-de-Alcantara de llio-de-
Janeiro : na ra da Cadeia do Recife, loja de cambio do
Sr. Vieira.
- Venilem-se as maissuperioiesadra-
gonas para fTicixes stib.ilternos da guar-
da nacional ebegadns ltimamente do
Hio-de-Janeiro, por mais barato preco
do que fin outra qualquer parle : na ra
da ( adeia do Rtrife, leja n. 5i.
-- Aos Senhores armadores
e alfaiates do dignissimo clero avisao Guimaraes 'era-
li ni & C com loja na esquiua da ra do Collegio, n. 5,
que venilcm-se os seguinlcs artigos, que se lorno in-
dispensavcls s suas oceupaces, a saber ; volantes no-
vos, largos e estreitos, sonidos em cores ; trina, larga e
estrella ; gales fngindo os do verdadeiro ouro ; dito de
palheta com novos riscos, de um quarlo al duas polle-
gadas de largo ; rendas amarellas, largas e estreitas, de
novos padres; espiguilha branca e amarella; tlela
de todas as cores; r lia um excelleute sortliiienlo de se-
tim-papel; cambraias lisas e ordinarias; fil de linho
branco, com una e ineia vara de largura; bobinet da
mesma largura; cscomilba preta; sargelim de todas as
Vendem-se 3 escravos sendo: urna parda mofa ;
um moleque ; um preto : a tratar com Joao Jos de
Carvalho Moraes, no Recife.
Vende-se um bonito moleque peca de 14 annos ,
por 350/rs. ptimo trabalhador de enxada nao tem
vicios e nunca fugio ; 3 canoas decarreira sendo duas
abenas, deconduzir familia, ambas novas e pintadas a
oleo e a outra pequea de um s pao : na ra estrel-
la do Rozario, botica, n. 10.
Na ra do Crespo, loja nova,
n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Haya ,
vendein-se ricos chapeos de seda lindamente enfeita-
dns para senhora cln gados ltimamente de Franca,
pelo diminuto preco de 12/000 rs. cada um ; mantas do
grande tom a 6/000 rs. cada uina as quaes se torno
recomiiieiidaveis para as senhoras que costnuio ir
passar a festa
Peehineha na loja do nicho !
Na esquina do Livramento, loja do nicho ,'vendem-
sc corles de cambraia de cores, a 2/000 ra.
\ ciiilfin-st: bit-lias grandes de Ham-
burgo (llegadas ltimamente ; e tain-
lein se alngo, por preco commodo ; no
Att-rro-da-Bou-Vista piimeira venda
ao p da ponte, n. a.
FAZF.NDA DA MODA.
Aua A'ot>a,. 12
Em ronsrquencia da proiupta venda que obtivero
os lindos cortes de barege que se vendrao por mul-
to teinpo ueste estabelecimento ; o proprietarlo man-
dn vir de Franca um novo e variado sorlimento que
se aclia rrcentemenle chegado e previne aos seus fre-
freguezes que quizerrm comprar um vestido de seda,
pelo barato preco de 12/ rs. a nao se descuidarem em
vir a mencionada loja aonde estilo patentes as amos-
tras que se dara com o respectivo penhor.
Vende-se un cavallo de bonita figura que car-
rega baixo at nielo e que he muito manso ; na pra-
ta da Boa-Vista, n. 30.
Carta** francezas de j^ar,
para voltareite, as melhores, que ha no mercado; pen-
tes de tartaruga para marrafas pelo diminuto pre-
co de 640 rs. : na ra larga do Rozario n 24.
Vende-se vinbo linio cominum, em
quartolas, pelo baraJissimo preco de 4os'
rs. cada urna : na ra da Cruz, n, ao.
NO ATERRO-DA-HOA-VISTA, LOJA N. 3, DE JOAO
CHARHON,
acabao de chegar, pelos ltimos navios vindos de
Franca ricos e muito linos chapeos de palha, para se-
nhora e meninas ; flores finas para chapeos e veslidos ;
muito boas fitas de setim lisas e lavradas ; ricos cha-
les e mantas de seda para senhora muito finos ; cam-
In-.iias de linho francezas sem mistura uenhuma de
algodo ; ditas de algodao, muito finas c transparentes;
bonitos coi tes de vestidos de cambraia de listras de co-
res : cassas finas lisas e de cores ; bonitos lencos de se-
da setim c cassa para homrm e senhora ; lUvas e
lucias de seda e linho ; bous supensorios de borracha;
inulto ricas bengalas ; chicotes de muito bom gosto ,
para cavallos ; chapeos de sol, de seda e de panuo.de
boa qualidade, para hoinem c senhora; um-novo e
bom sorlimento de perfumaras linas; calcado para
senhora ; oculos de grao ; chapeos de seda para se-
nhora ; bonitas bijoulerias chapeadas de ouro baleias
para rsparlilbos ; dedaes de ac ; caixlnhas deporccl-
lana dourada para sabao e para guardar escovas; ricos
apparelhos para cha ; e oulras ibais fazendas de lojas
fiaucrzas.
Vendem-se bezerros francezes. de Nantes, de
superior qualidade os melhores que leeiu vindo a
este mercado por atacado ou inesmo em du/.ias ,
vontade dos compradores por mais barato preco do
que ein outra qualquer parte : na ra da Cruz, n 20.
= Veudem-sc barricas c meias ditas com farinba gal-
lega muito supirinr; barricas c meias ditas com cal
virgem de Lisboa ; barricas com potassa branca e preta;
fechaduras para porta de armazem ; peneiras de rame;
rodas de arcos para barricas ; bichas de tiainburgo ;
tudo por preco commodo : ua ra do Vigario rma-
telo n. 0.
Vendcm-se, por preco commodo, os seguales tras
tes em bom estado : uina banquiuDa de Jacaranda de
meio de sala ; nina dita de anglco ; una par de lan-
ternas ; dous ditos de mangas de vidro pequeas; uiua
estante de botar livros ; una mesa com dous aparado-
res para janlar; urna dita para cngoinuiado ; das
hanquinhas com gavetas ; um lavatorio ; una cama de
anglco com eulchese eiucrges ; uina dita de vento
com armaco ; um cxcellenle guarda-roupa envidraba-
do com comiuoda e gavetes ; um berco de Jacaranda,
com mullo pouco uso com seu competente cortina-
do :" nesta typograpbia. se dir quem vende.
Vciidcin-se relogios inglezes de patente, de
ouro na ra da Cadeia, loja de cambio,
n. 38.
= Vendem-se boas e lindas sedas brancas para ves
tldosdenolvado ; ditas escuras de bonitos padrocs ri
eos chales e mantas de seda escoceza do melhor gasto
que pode haver ; guarnieses de.flores para vestido ; cal
xos de dita para chapeos de senhora ; chapeos de seda
com plumas e caixos ditos de palha ,*mul bem enfi-
lados, para meninos ; luvas de seda, compridas e cur-
tas de todas as cores, com dedos c sem elles ; ditas
de pellica, brancas e de cores,-tanto para hoinem como
para senhora ; ditas com enfeites ; chapeos de sol, de
seda para homein e senhora ; ditos de panno ; cortes
de cambraia de listras para vestidos ; borzeguins parj
hoiiiem e senhora ; sapatus de lustro e inarroquim, pi-
ra senhora, homeni e meninas; meias de seda Ibranca
bordadase lis.v ; ditas pitias para padre ; assini como
de laia muito boas ; um completo sortlrnento de boai
perfumarlas bein como oulras multas fazendas, qUe
se vendem por prego multo commodo : na esquina dj
ra do Cabug; junto a botica do Sr. Joao Moreira.
Na rua da Cadeia Velha, loja
n. 59, de J. O. Elsler ,
vendem-se os. seguintes vinhos engarrafados, de su-
perior qualidade : vinho do Porto muito velho ; dito
da Madeira ; Bucellas; Carcavellos ; Sherrr ; Rheino
Bordeaux ; Cherry-cordial ; fcneritt'e ; Champanha '
marca cometa ; e tambem superior genebra hollandr-
za ; ago'ardcnte de Franca ; velas de composlcao ; cha
preto.
Vendem-se dous moleques de i5 a 18 annos;
3 eacravos de nacSo ; 1 negrlnhas de 14 annos ; 4 es-
cravas com varias habilidades ; una dita de niela ida-
de por 2t0/ rs.: na rua Dirrita n. 3.
AO BARATO E BOM!
Vendem-se superiores chapeos francezes ; ditos de
massa lina a polka do ultimo goslo ; e de todas ai
mais qualidades at o diminuto preco de 2/500rs ; di-
tos brancos de verdadeiro castor a8/rs. ditos de pa-
lha do i hile, de todas as qualidades, at o diminuto pre-
co de 2/500 rs. ; bonetes de velludo para meninos: ua
rua do Queimado loja de chapeos, n. 38.
M== Vendem-se, recentemente chegados queijot loo-
linos ; presuntos Inglezes ; conservas ; cerveja bran-
ca ; tudo da melhor qualidade ; vernlz copal, proprio
para fabricantes e pintores de-carro : na rua do Tra-
piche, n. 44.
T,
LIMA,
Na rua Nova, n. 2, prinieiro
andar,
tem para vender dragonas ban-
das c fiadores para ofliciaes su-
periores e subalternos da guarda
nacional; mantas e coldres guar-
necidos de galo de ouro; chopeos
armados ; espadas de ac e metal,
do principe; ditas com copos dou- Q
rados ; estrellas para abas de fir-
das ; gal oes de ouro fino para
calcas, bonetes e divisa de todas as
patentes; botes de metal para
sobre-casacas militares ; ditos pa
ra artilharia ns. ie; luvas de
camiirca bianca ; um arreio com-
pleto dos mais modernos, para ca-
vallo de ollit-ial da guarda nacio-
nal ; o que tudo se vende por pre-
co commodo.
Sg^^gSSt^^g^^^
rll
fli
B
>a rua da Cadeia Velha, loja
n, 29, defronle do Berco-
Largo ,
vende-se utn grande sorlimento de pel-
lucia de seda (ina e mais utensilios para
chapeos bem como: chapeos de paprlo,
a 800 rs. e de massa, a i$2oo rs. ;
chapeos de prlhiulia de 1 ao a 6\o rs. ;
bonetes de dita a 48o is.
Vendem-se, por barato prec.o, os objectos seguin-
tes : duas bancas de conduru, com gavetas ; una tun-
ca de amarello com cinco palmos de.compriineiitor
tres de largura ; um babu prelo e grande ; nina canii-
nha de bonecra ; una luneta com passador de ouro no
traneellm ; uina calca de casimira anula nova ; um di-
lele de seda novo e da moda; urna quarta da medida
velha ; um cachimbo novo, fabricado em palz rstran-
griro ; dous quadros pequeos ; una jaqtteta de boiu
panno azul ; 2 garra Hullas lapidadas para chebo ; al-
en ns objectos para cavallo urna escada de 10 palmos ;
dous serrotes ; urna terrina branca e grande ; tuna gar-
rafa lapidada ; 4 clices lisos ; uina jarra solt'rivrl eiu
tamaito ; umcaldeirao de ferro, de bom tamaito ; 6
cadeiras e una mesa redonda proprias paran interior
de una casa ; unta lina de amarello; dous copos com
p liso ; nina collier azul para terrina de iiiolho ; unu
rrgra de Jacaranda, larga e coinprida ; 6 botes doma-
dos de massa para collrle ; urna abotuadura de du-
raque preto fina"e nova ; uina bengala grossa enver-
nizada; 21 torcidas para candieiro de globo; nina gaio-
la grande com taboas em baixo ; um aiiadur de na-
valhas, francez ; nina concille para cao : na '.i i'1
LarangMras n. 2; assim como tambem se veode, pe"
preco que for oR'erecido o primelro voltune do Guar-
da Nacional, bein encadernado den. 1 a 87 e os n-
meros avulsos de 88 a 128.
= Vende-se una preta do gento de Angola, coro
una cria de 2 anuos ; 150 alquelres de sal da Ass pr
preco commodo : na rua da Praia, n. 18.
.Escravos Fgidos.
Fugio, no dia 21 do conenlc as6 horas e mfi u"
tarde urna parda de nomo Domingas de 40 anuos,
pouco mais ou menos, estatura regular, delgada do
corpo, rara coinprida, denles pretos, de fumar cachim-
bo ; levou saia velha panno da Costa ; descoiia >'-
estar acollada, para fugir para o sertao em nlguin cm-
belo se nao sanio (inmediatamente : queui a pegar .
leveao Corredor-do-Bispo ao major Mayrr. -
No da 21 do correnle, pelas 10 horas do dia na
sabida de um comboio para o Brejo-da-Madre-Oeos ,
desappareceo um moleque criouto de l3 a 14 anuos,
com camisa e calcas de algodao da trra e chapeo de
couro ps grandes, cor fula ; tem nos peilos eicatu-
zes bastantes sobre sabidas, originadas de fugo : quem
o pegar, leve a rua largado Rosario venda (le Joao Ja-
cintina Perelra Cabial, que gratificara generosamente.
PEHJ. ; NA TTP. DEM. F. DE FARU. l\G.


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