Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00450


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Full Text
'XRno M
de
1846.
Segn da-feira -23
O DIARIO pnblici-se lodos o das spie n."o
forem da guarda: O preco da assiin.tura he de
|H0O rs. por qnarlel, pugot adlantadas. Os
jnniincios dos asonantes sho inseridos a razan
de JO ris por lioha, 40 reis en typo difieren-
te,* as rr|K-lires pela melado. Os que niio fo-
rero assiijnantes p.gao 80 ris por liaba, c 100
em >ypo difirante.
PI1ASE3 DA LA NO MEZ> DE NOVEMBRO
1,'u* dala a as 0 horas e 5I minutos da roano.'
Mineaanlea 10, as ti dorase 51 min. da rnanh.
La nora a 18, as 8 horas e !9 min.-da larde.
Cresceote a I, as I boru e 11 min. da urde.
PARTIDA -DOS CORREIOS.
Goianna e Paralivba Segundas e Sextas feiras
Rio Grande do Norte, chega as Quartas feiras
o meio da e parte uas mesmas liaras as
Quintas feiras.
Caho, Seiiuliacm, Rio Formoso, Porto Cairo e
Macevri no 1., II e 21 de cada mez.
Garanliuns e Itonita a 10 e 24.
Doa-Vista e Flores a I Je 28.
Victoria na Quintas feiras .
Ulinda lodos os dial.
PREAMAR DE HOJB.
Primeira.a 8 h 30 minutos da inanha.
Seguuda a 8 ti. 14 minutos da tarde.
de Novqmbro.
Anno XXIL
N. 65.
DAS DA SEMANA.
28 Secunda. S. Clemente. Aud. do J. dos orpk
.do J.doC.da2.v., do) .M da 2 T.
24 Terra. S. Porciano Aud. do J. do civ. da I
v. e' do J. de pM do 2. dist de I.
25 Quarta. S. Jocunda. And, do J. do cir. da 2.
v e do J. de par do 2 dril, de t.
20 Quima S Hellino. Aud. do I. deorplmos,
do I municipal da I. rara.
2? Seila. S. losaph.t. Aud, do J. do cir. da I.
r., edo J. dr paz do I. dist. de t.
28 Sabbedo. S rlortulano. And. do i. do cir.
da l. r., e do I de pa< do I. dist. e J, de t.
29 Domingo. S. Saturnino.
CAMBIOS NO DA 51 DE NOVEMBRO.
Caml>0 sobre Londres 28 a SS'/jd. p.l# 0 d-
Paiia 555 ris por franco.
. Lisboa 100% de premio.
Desc. de letras de boas limias I '/,p. V"m"-
OumOnras hespaiiholaJ 20JOOO a *0#40O
* '-Moedesde 0JI400 re. I6.S200 a ISfMO
* de6J400nor. 16(0r>0 a ltoo
. de 4JO00... 8/000 a 9M0O
Prala Pataces........ IJOt-0 a 2/000
Pesos columnare. lf30 a 200O
Dilos Mexicanos. 11920 a l#940
* Miuda......... I260 a IIT80
A croes da Comp. do Peberibc de 50*000 ao par.
DIARIO DE PERWAMBUCO
PERNAMBUCO.
ASSEMBLE'A PROVINCIAL.
SES8O EM 18 DE NOVEMBRO DE 1846.
pkfsidencu do sb. sooz tuxeiiu.
6UMMARIO. expediente..- Coalmifli-io da diicussXo do
parecer dn eommiisilo de ctmitiluifio e prd/res tienta to
meio n adoptar para [aitr rumprir as leis penvinriaes no-
vestimos, qur entendem rom ot freqflesias, i o bispo diocesa-
no ieelarou na havir mandado cuiprir. ^nprocarad
itiu parecer.
As nze horas e tripla da maiiha, o Sr. 1." secretario
fa a chamada, c verifica estarein presentes 19 Srs. de-
putados.
O Sr. Presidente drelara aberta a sessao^
O Sr. 2.* Secretario l a acta da segallo antecedente,
niie heapprovada depols de algumas reflexdes do Sr.
Villela Tavares.
O Sr. 1.' Secretario menciona o seguinte
IXPEDIBNTE.
Um reriuerlmentodcF.stPvaodoJ Anjos daPorciuncula,
carcereiro da eadela do Cubo, em que reqner o paga-
mento d quantia de 38/840 rs., que despendeo, no au-
no de i843, com oa presos pobres. Ignorando, que a le
do orcainenln do mesino auno liarla supprltnido cssa
despea. .A' commiiio de fattnda i oreamento.
iintiF.M DO DA.
Continuaco da discusin da parecer da comminfio de consti-
tuido epadhet, acerca da uo execucllo iai leis provincia,
que dividen fregueiiai.
OSr. Figueiredo: Senhor presidente, continuare-
mos com a nossa via-sacra. (Ili/aridade) Hontein bein vio
V. Exc, que, por trr dado a hora, e por acliar-nie um
pouco incommodado, nao me fo possivel acabar de res-
ponder ao nobre deputado, autor do requerimento, e
membro da commisso de constituico e poderes. Hoje,
porm, senlindo limito, que nao tenha elle compare-
cido, 8ou obrigndo a nao desistir da intenco, em que
clava, de llie responder; pori|ue, na verdade, nao
posso deixarpasiai, sein algiima nhscrvaco, as propo-
siccirs, que elle fea correr na casa; A mais perigosa,
crelo, que fol hontein respondida, nao tanto pelas pe-
quenas conalderacoes, que de minha casa apresentei,
' como pela auloridade Irrecusavel, quecitei, e que nao
pdedeixar de ser npplaudlda. Parece-meque, depois
da doutrina consagrada no discurso do inr^rupolilano,
| ir me nao pnder chamar novador, quande pens,
que" uas dlvlses de freguezias deve o prelado ser ouvido
comopodr, pela iimi simples raso de que, Importan-
do a clivisSo ecclcsiaslira um meio essensial, para ser
iiiinistrado o pasto espiritual rileac validade, he eviden-
te, que o ordinario deve ser della apercebido, como
autoridade, como pastor, sob pena de ser violada a dis-
ciplina da Igreja. com Incalcularel perigo das almas ;
com o que os nobres deputados, sustentadores do pare-
cer, infellinientc se no'querein importar. Com inul-
ta r.'isiio, piiis, contina o diocesano a insistir no seu di-
rcilo, e V. Exc. lalvez tenha agora de dar-lhe o seu
apoio, em vlsla dos documentos, que vou lr, al'iui de
provar ana nieus nobres adversarios, (jueas minlias ap-
prrhense nao sao graluilas.
OSr. bispo, depois de sanecionadas as Iris provin-
ciars, que fitriu o objecto da queslo agitada, mandn
ouvir a todos os parochos, quem di/.iao resneito as ditas
divlsors das fregiie/ias,' ordenando-llirs mu posiliva-
nente, que em face das leis provinciae<, que lemeliia,
Ibe informasseni : I.*, quaes as vanlagens ou drsvanta-
geiis espirituaes, que resultavo de taes divisdes, drs-
iiieinhracOes, ou incorporarde; ; 2., se as fiegurzias.
assiin alteradas, oft'ereelSo malor, ou menor facilidad*
para a aduiinistracao doi Sacramrntos, ese os dhciios
parochiaes ou reiidiiiirntos eerh-siaslicoa poderio, ou
nao, rliegar para a decente subsistencia dos respectivos
parochos, e para manutenco e asseio do templo ma-
trii 3., eos limites pelo pontos Indicados lias leis
firavao, u lili", bein discriminad.>s, nu se davao lugar
a futuros conflictos de jurlsdiccao ; 4., se taes divi-
sdrs, desmembraedes, ou incoiporacdes repousavao no
livre assenso dos parochianns : c dec l.uando-lhrs, que
todas estas informaedes, que elle ordenara, fosscni mi-
nuciosas, para servir de orientar ao goveiuo Imperial,
drreriao vir acoilipaiihadas de documentos comproba-
torios. A' esta circular mu! providcnlnlo prelado dio-
cesano responder* todos osvigaiios. diiendo uns, que
as divisdes nao assenlavao no llvre assenso dos paiocbia-
nos. mas sim nos inanejns ebllorars ; outrns, que de
taes divisdes nao se legulan bens espirituaes, masque,
pelo iniilirin, appareciao por un lado a difliculdade
invenclvel de curar os novo parochlanos, c qur por
oniro lado se cnuarieo os confllclos de jiinsdirc.io.
visto como os limites novamente tra9ados nao ciao sul-
linViiirincnle descriminados e rinlini, que alguiuas
das frrguetias ficavfi" refluzidas a tiio pequeo circuito,
que nao offcrecISo meioa de subsistencia para o paro-
chos, nrn esperanvas de se poder manter o cnlto coin
a decencia de* ida: aqu eslao os docunicntos. (Puxando
fo'ele. Ir) '. _i
O Sr. Villela Tavares : ~ Quem lie esse vigario ? Sera
alguin, quem se lirou pai te da fi'egueiia r
O Orador : Aqu tenho dociiiiientos, nao s daquel
les vlgarlos, quelforao despojados d.' parte de suas fre-
guezias, mas tambrin dos que recebiao acerrscuno,
que li'verao proveilo : lodos elles se pronunciSO quasi
pelos nicsiiins icriuoi, grafas frca da verdade : eis os
documentos ollereco-os aos nobres diputados, para
ler.in r coiili-stamn : dlspinso-mi' de OS repetir todos,
com o necio de importunar a casa : mas cxhibi-os com
anielhor voutade. (O orador pos lodos ot documentos sobre
a cadeira, fatendo ver, ou elles vinho acompannados de
allestadosiosjuises de pas, empreados de polica, lida M-
nuirai, a quem os vigarios se dirigiriv, e prougut, t 4 v'5ta
disto, Sr. presidente, poder-se-ha anda clamar e de-
clamar, que as divisdes de fregunias sao da exclusiva
competencia desla assembla, nao devendo com < lias
se importar o prelado ? Aluda se poder avancar, que
rom as divisdes de fregueilas em nada se ollende asut-
tribulcdes on funedes ecelrslaslicas; e que o diocesa-
no ten' obrado por capricho ?! I Oh .' poder-e-ha di-
zer, e aluda niais 1 Velle suum euique est, nee rolo tlm-
lur uno. Aqu eslo os documentos, lelo-nos os uobres
depuiados.... ,, ,
Sr. Jooouim Pssla :--.... E o que provao elles?
f"v O Orador: Provao, que pelas divisdes nao sao co-
nliecido', nem os pastores nem as ovelha ; que tudo
sao conflictos, incertetas ; que a paz das familias se
perturbar ; que os matrimonios serio celebrados iiuj-
lamente, Sic, Sc, Sic. Mas, emtlm, isso nada tein com
o espiritual: nao entende assm o srobre deputado ?
Pasarel agora, Sr. presidente, a responder alguna
muros tpicos do discurso do nobre deputado, quem
me redro, esperando, que o incu couipanheiro de
Ideias, oSr. Dr. Faria, que hoje lenho a indivisivcl sa-
tisfacen de rer restituido sua cadeira, me estenda o
seu braco, me ajude nesta lucia porfiosa. (Uisadas)
Anda repello o nobre depulado um argumento, que
oSr. Mendes da Cunha apresentoii em oulia occaiu0 ;
a saber : que o prelado nao he membro do poder Irgitlativo
provincial, para coneorrer com o seu voto ni confeceo .das
leis prorinciaes, ItndentesdivisSodefregueiias, e que o poder
legiilativo provincial tem o diritoamplissimo de legislar, sein
conhecer outros limites senao ajusto, o honesto, e a uti
lidnde publica. Ora, he isto mesmo o que j disse, o o
que quero : por Isso mesmo que o pode:- legislativo pro-
vincial nao pode exercer a sua missao senao diaiite do
;'unro e do nonrtin, e em vista da utilidad publica, he que
nao pdde deixar de ouvir o diocesano na materia, de que
se traa; porque o ;'uto pede, que aqnellc, por amol-
de cujn ministerio es procede na dlrieo eccleiastica,
seja ouvido : se ella se faz por causa do rgimen da Igre-
ja; se o rgimen da igreja he o seu motivo, e tanlo que
he chamada diviso secl/siastica, como nao ser ouvido o
chefe da igreja? J nao (izverao nobre deputado, que
adlvlsao ecclesiastica nos prlmeiros seculos foi prali-
cada pelas autoridades eeclcsiaslicas, e que essa disci-
plina varlou com as prerogalivas dopadroado; c que o
direlto do padroeiro funda-se tambeni no direlto eccle-
slastico ? O nobre deputado sabe mu bein disto, c fol
para sab-lo.que deo ocurso de direilo publicoeeccle-
siaslioo na academia; devendo, nesta parte, conhece- lo
tanto, como cu, que nada aprend de especial. O ho-
nesto tanibem pede, que solicitemos o voto daquelle, que
melhor nos pode orientar em malcras de sua compe-
tencia; c a ulilirfad publica tambera exige, que esta as-
sembla faca a dirimo ecclesiastica de maneira, que li-
que o rebanho bem acnndicionaih) pelo lado espiritual,
c nao seja sacrideado um interesse eitranhO) como,
porexeniplo, s eleitdes. E, Sr. presidente, pergiiuta-
rei a V. F.X., se eniendendo os nobres deputados, que a
divisao ecclesiastica he toda material, ou civil, ou phy-
siea, que se importao, com a insisteneia da prelado, que
nada tem senao com o espiritual ? Nao, est a divisao
vigorando l para o temporal; que mas quercui ?
O Sr. Joaquim Villela: He porque devenios susten-
tar a dignidade da assembla.
O Orador: Nao he s Uso ; he porque nao se pode
negar, que a divisao physica tein uin resultado espiri-
tual; e se tem, a interveucao do prelado na eonfeccao
da lei sobre divisao de freguesia be cssencalissiina ; e
por aqu poder conhecer os nobres deputados, que
dlzer-sr, que neste objecto o blspo est no caso de sim-
ples cidadao he, ja nao digo ignorar, mas he querer fe-
char os olhos aos principios mals trivlacs de direlto pu-
blico ecclesla-lico; he querer erigir um absurdo em
axioma. Sr. presidente, se a assembla provincial pdde
discrecionariamenteproceder as divisdes das _Iregueiias,
estar na ana aleada reduzir obispado todo & una s
fregue/.ia ; e poder ella ser curada ?
OSr. arreto: Muito bein: o argumento he conelu-
dente.
im Sr. Depulado : Isso he gratuito
O Orador : Nao : est cei lamente nos principios dos
nobles deputados : se assembla pode dividir as l're-
gueiias sua voutade, sein attender ao prelado, pode
ate acabar com as paroehias : eser isso cousa nenhu-
ma para o munii de apasccolar ? Mas, se o he, devenios
concluir, que a assembla tem obrigacao de estar pe-
las conveniencias do poder ecclesiaslico. Se a respeilo
dos negocios Irmpoi aes.o poder civil nao conhece su-
perior, como die Innocencio III no livro 4." das Deere
taes: Rex in tmpora ilms supiriori non recognovil; tam-
l)i-i,i no espiritual : l'ontifex Episeopus supcwri non re-
cognovil. Nos temos bhrigaco, como legisladores ebrs-
taos, de abaixar a cabeca ao poder espiritual; e note-se,
que, se nos cabe a faculdade de dividir as rrrgiiezias, he
na qualidade de legisladores clirislos, e como taes nao
devenios prescindir do voto do prelado: queiT fazer en-
tre mis distinrcao do legislador c docliristao.hr pre-
tender urna c|iimeia ; nos somos nieinbros de duas so-
ciedades, e temos obrigacao restricta de obedecer s
leis de ambas (npoiadusj, que so por capricho poder
deixar de ser liannoiiisadas,
O Sr. alendes da Cunha : K se nao hai nionisarem i
O Orador: Ho de se harmonisar : assim.ceda ca
da nin dos seos caprichos, que tudo ir bein ; porque'
Dos he o aulor da igreja, assiin como o be da tele*
dade : o mesmo rei he obra de Dos, quando obra bem:
Dti enim minisler est in onum. (Apoiados)
Mas o nubre depulado, a quem respondo, querendo
levar por (liante os seus principios, levantou-uie um
falso irstemuiiho, que llie nao perdoarei nunca. (Hi-
ladas) Oisse, Sr. presidente, que eu tinha confundido
o divino com o humano, a disciplina com o dogma, fcc.
8ic. ; c depois de dizer tudo isto, pregou-nos a doulri-
zias, porque contendem esscnclalmentc com o munus
pascendi- c de passagein observarel, que o direlto ec-
clesiaslico humano nao se compde smente, como pa-
rrceo entender o nobre dputado, das leis de mera
polica exterior, ou disciplina varlavel ; mas compe-
se de todas as regras, que os caones teem prrsc ipto
para o governo espiritual da Igreja, de todos os decretos
dos papas, dos mandaiuentos dos bispos, c niesnio
das leis dos imperantes civis, que garaiilcni a disci-
plina, ou que llie dao forca temporal coercitiva, r.m-
qiianlo nao for negado ao prelado o direito de apas-
cenlar, de fijar e desligar, nao se llie pode recusar
ingerencia na divisao ecclesiastica ; porque os fins dao
direilos aos uieios conducentes sua conseLiijao, .
OSr. Joaquim Villela: O regimeu he, que bajio pa-
roehias.
O Orador : Que hajilo paroehias no Interesse da
igreja, no interesse do rgimen, no interesse espiri-
tual do principe da Igreja.. .
O Sr. Joaqun Villela : E a divisao da freguezia be
dogma ?
OOrador: He dogma de f, que a igreja tem ge-
rarchia, tem um governo, tem o poder de rgimen, de
ligar c desligar : a diviso de freguezias tem toda a
relacao com o exercicio de ligar e desligar, c resulta
deste poder. Portauto, j vem os nobres deputados,
que a igreja tem suas leis, que llie san propilas : a
igreja constilue por si um poder independeiitc do
poder temporal, c nao pode jamis servir a este, como
um accessurio, segundo disse o nobre deputado : a ser a
eligio, como o nobre deputado pensa, um accessorio,
.Ha tornava-sc um instrumento do poder temporal ; e
o poder temporal poder-lhe-hia dar a ticao, que bem
quizesse, como acontece nos paizes protestantes : nao ;
a rrllgio nao he um accessorio, mas, mu elemento so-
cial, que a lei do estado deve respeitar, sein poder alte-
rar, coinquanto llie preste proteCfSo, como presta ou-
tros elementos, ou poderes sociaes ; mas a prolecro niio
deve ser confundida com a uuipnfo, como parecem con-
fundir os nobres deputados : a ideia de arresorio ex-
c lue a de eemeiito, c nao sei como o nobre deputado
idcntillcot estas duas ideias tao palpavelmente distinc-
tas : o accessorio pode deixar de existir unido ao prin-
cipal; nao he essenclal ; mas um elemento seuiprc se-
r essencial. A sociedade nao pode deixar de trr urna
religin, e o estado nao pode deixar de contmpla-
la como elemento social : c se he impossivel lia-
ver sociedade sem Iris, he tanibeui iiipossivel haver
sociedade sein rcligio, emboca seja errnea.
Tornou o nobre deputado a fallar-nos em concorda-
tas, sem advertir, que ellas apenas aervem para provar
a auloridade da igreja; portanlO, por mais prerogali-
vas, que por ellas se achein concedidas ao poder iciu-
pOral, nunca servir de argumento contra o poder es-
piritual em si. a nao ser para demonstrar, que este tem
sido demasiadamente condescendente, e que os minis-
tros da igreja, aps as honras e fatuidades mundanas, e
boa f poder dler, que na inlnha argumenlacuo te-
nha eu confundido o divino com o humano, a discipli-
na com o dogma ; e nem estas distincedes, de que se
prevaleceo o nobre depulado, Ihc podein valer na es-
pecie vertrnte. Quando cu disse, que a diviso eccle-
siastica niio era un ("acto, que parasse smente na des-
cripeo physica ou material, mas que tinha resultados
espirituaes, nao confund enlmenle o divino com o
humano. Quando disse, que, para poder o prelado
cumplir com o munus de apasecntar, necessitava de cer-
tas condiedes,, como de una boa e conveniente divi-
so ecclesiastica, nao coiilundi a disciplina com o dog-
ma, nem dcsconhecl, que ha leis de disciplina, que
sao constantes, que nao podein ser alteradas sein pie-
Juizo d duerma e outres, que apodeui ser sein ineon-
nieute, mas" semprc por auloridade ou aiiniiencia da
igreja, luis legitimo em taes materias: mas tanto as re-
irs disciplinares estaris, como as de mera palela e
te i ior, constiluem as leis do rgimen espiritual da igre-
ja, com a nica dilleienca de que naquellaa, que eu
chaniei alteraveis, pdc o poder espiritual ter condes-
cendencia com o poder Irinporal, isto he, deixar de
as mandar executar nos casos, cm se oppozeiem aos
interesses peculiares das naces mas nao pude ceder
um apse aas leis disciplinares permanentes, que sao
como as molas reaes do n gimen espiritual da igreja ;
taes sao as que dizem respeilo s divisdes de fregue-
quando se trata de diviso de fregunias. (Apoiados)
A prova mais evidente de que as concordatas nao pro-
vao senao eoncesses feitas pela igrrja aos principes
lemporaes, he que, se elles se julgassein seguros no sen
pretendido direllp, jamis accederio a ellas, porque o
mais forte nao contrata com mais fraco senao para lesa-
lo. ( Muiint apoiados)
Qui/. ainda o nobre deputado reforjar os seus argu-
mentos, citando-nos o ait. 102 l4 da constituiyao, que
concede ao governo a faculdade de negar, ou conceder
beneplcito aos decretos dos concilios e lettras appos
tolicas ; querendo com isso mostrar, que a constltuicao
nao deve ser entendida em presenca dos Caones, por-
que estes sao limitados pela conslitnico. Mas basta,
Sr presidente, que ( como pensa o nobre depulado ) os
caones sejao limitados pela con'slltilicio, para di ver
ser seinpre enieudida vista dos caones: o nobre de-
pulado, Sem querer, condemnou-se Mas agora vou
negar, qur o preceito constitucional Importe a faculda-
de limitativa do direito cannico, ou do poder espi-
ritual, conforme pepsao os nobres deputados; c fdrea
lar, Sr presidente, que eu me remonte um pouco his-
toria de plcito regio, que a constituico coiisagra.
Ha de, sem duvlda, estar V. Exc. mui bem lembra-
do, que na sessao passada eu disse, que os poderes es-
piritual e temporal linho luctado em reciprocas usur-
paces : que, depois de esgotados todos o recursosMos
snphismas, elles por din davao-se as maos, c appare-
ciao as concrdalas. Ora. em alguns dos apuros das
usiirpacdes, sabemos, que a igreja, ou antes os seus
ministros domiiiio os leis, c envolviao-se militas
vezes no temporal, e houvc tempo, em que Portugal
foi inicuamente dominado pela corte de Roma. Subi
ao tbrono Sancho, quando ainda gracava a oppres-
sao ecelrsiastica, e pretendendo os prelados domina-lo,
exigro delle, cm Pars, o juranieulo de=efore respeitar
os direilos e liberdades da igreja -=; mas o iiiuuari ha prrs-
tou o juiaiiiento com una clausula at cnlo nunca usa-
da, salvando o seu direito inagestalico = salvo jure meo.
et reqni Porlugalim = ; isto he, salvos os direilos lem-
poraes e mageslaticos, eulo usurpados, ou que po-
dessem ser usurpados pela corte de Hoina ; pois que sa-
bio todos, que os reis gemio debaixo do jugo dos
pouiiliecs (o que al cerlo ponto foi um correctivo con-
tra o despotismo, ou poder absolutoj c contra elles se
expedio os raios do Vaticano. K D. Pedro I fez desla
clausa = aflojare meo = a lei do plcito regio, que ou-
tra cousa nao exprime senao, que, podendo haver
abuso da parte do poder espiritual, tem oprinclpc tem-
poral a faculdade de embargar a execucao das bullas,
ou rescriptos pontificios, se entender, que ellas se op-
pem s, leis do paiz. O plcito regio, orno nos diz um
escrlptor, que os nobres deputados conhecem, o nosso
bom Almeida e Souza de Lobo, tem por fnn examinar,
que as bullas nao conlenhogracas, que sejao prejudl-
ciaes aos direilos do estado. Hiose pode conceder, po-
rm, que, tendo ellas por objecto o governo espiritual
da igreja, c nao sendo OOIillriaS aos di,tilos tenipo-
raes, devo ser embaracadas pelo praime imperial ; por-
que, do contrario, eslava aniquilada a independencia de
ambos os poderes, espiritual, e temporal ; do contrario,
tinhamos, que o temporal absorveria o poder espiri-
tual : tal be a opinio dos jurisconsultos mais oiihodo-
xos, e tal he a philusopbla da constituico. O plcito
regio, pois nao be, em ultimo resultado, senao una
medida de picvcuco contra OS atuso j mas nao contra
o uio do poder espiritual.
No entretanto, Sr. presidente, quero levar os nobres
deputados ao ultimo denle da roda. A constituico diz,
que o governo pdc conceder ou denegar o spu bene-
plcito s conlilulcdes pontillcias : bem. He claro,
que a constituico uo ollia para tras ; rege o futuro:
mas en to me ho de conceder ao menos, que o direito
cannico e as bullas e constitulcdcs pontldciasanterlores
consiiiuicao eslo em vigor; porque j recebrfo o
pratme'. Pois sao estas constituiedes, sao esses caones,
he o concillo tridemino, que do ao bispo o direlto de
intervir na diviso de freguesas.
OSr. Barrito : Mullo bem: .listo se nao responde.
O Orador: Portauto, Senhores, a constituico nao
pude ser trazida contra um direito tao claro. Mas o no-
bre deputado ainda aventn una ideia, que, se bem a
entend, me parece extravagante. Querendo elle dis-
tinguir o que pertenee ao direito ecclrsiaslicn divino
d'aquillo, que pertenee ao direilo eecleslastico huma-
no, nos disse, que o direilo ecclesiaslico' divino consista
nos dogmas, nos musterios, nos pontos de fe ; m.is que, sendo
os homens propensos ao mal. dahirtio a necestidade di esta-
belecer o culto, isla he, reyrai e dispoi(oes,'todas em harmo-
na rom a ndole da sociedade, e So estas regras, que, na
opiniao do nuble depulado, formo oquese chama direi-
lo ecclesiaslico humano. De maneira que o intento do no-
bre deputado he subordinar o culto, como obra bu- '
mana, aos interesses materiaes da sociedade. Mas livrc-
nos Dos de aconipanbar ao honrado membro. O culto
entra tamben) no direito divino, porque elle clfra.se
no conheciinento'das verdades da religio, e no assen-
so prestado aellas: as ceremonias do culto ainda en-
tro na espliera do direilo divino, quaulo ellas tendein
essencial observancia dos dogmas da rrllgio e por
sso nao podein ser arbitrarias, e nrn modificadas : a-
gora oque he de mero rito pode variar; mas semprc
pela auloridade da igreja, desea sentlnella vigilante do
dogma c do culto, e mesmo do culto externo, note-sc
bein ; porque o culto exterior he o reflexo do culto
Interior. Nem, Sr. presidente, devenios traier para a
quistan os ieii da igreja, que nao lie do que tratamos,
e com elles de certo nao podemos argumentar acerca
das divises de frrgurzias : o direito, que rege os bens
paliiinoniaes das igrrjas, as leis da ainortisacfio,
4c, tc. 8tc, nao peilenceiu para o nosso litigio
da aelualidade : deueinos de confuso. Encaremos -
a queslo pela sua verdadeira face. Pergunta-so:
o que importa a diviso de fregueiias ? Importa
designadlo da um certo rebanho Para que desig-
narse um rebanho? Para dar-se-lhc um pastor, que
o possa apasecntar convenientemente, i', quem d
'esse pastor ? O bispo. Portanto o bispo deve saber, de-
ve dar o seu voto sobre o tamanho c circuinstaucias
desse rebanho, sobre cujas necessidades tein de pro-
Vr (pinados; Mas o nobre deputado disse, que a deslg-
nacao do rebanho. nada tem com a jurisdiccao: nos (dis-
se elle) designaremos o rebanho, c o bispo, que condra
jurisdiccao ao pastor. Mas, do que serrir conferir juris-
diccao, para nao ser bem exen ida, ou para s-lo nulla-
iiiente? Nao ser isso um criine de lesa-niagestade di-
vina.' Ser isso o que o nobre depulado chama = Col
Deun modo ab so determnalo? Senhor presidente, dj>re-
lado diocesano deve ser elogiado pelo seu zelo: nao he
sendo infiel ao seu ministerio sagrado, que deve tornar-
se complceme para com o poder temporal. Se o prela-
do nao deve arvorar o cruriflao em-espada mate-
rial, lambeiu nao deve consentir, que o erucidxo seja
despedazado pela espada material. Obrando assiin, elle
Imitar as virtudes de muitos pastores eximios da igre-
ja ; seguir os passos de um Fr. Iiartolomeo dos Mar-
tyres.de um Amador Ai raes, de na S. Francisco Xavier;
e nunca se llie poder chamar sacerdote rebelde, e atra-
biliario, que troca a Sata misado de paz pela turbulencia dos
partidos. Nao: o prelado nao he partidista.......
OSr. Filela Tarara: -- E multo.
O Orador: Admiro, que o nobre depulado se re-
volle tanto contra os partidistas, quando o nobre depu-
tado lein garbo em ser partidista, e est defendeudo aqu
os direilos do seu partido. Atienda o nobre deputado,
que nao podemos laucar culpa aos outrns, quando nos
atibamos culpados, e lembre, que, se he um mal ser
partidista, deve-se reformar primriio, porque dii o
l.vangelliu t Sibi non caven et alieum consiliun dan tstuU
lum est. --- Conseqneiileinente, ainda que o prelado fosse
partidista, nao derla por lasu merecer tanta censura do
nobre deputado. Quanto mais, Sr. presidente, que o
prelado nao obra por espirito departido, mas porvir-
lode de seus develes; e be por isso, que elle me merece
mais veneraco; nao porque eu abomine os partidos po-
lticos, pelo contrario considero-os mu necessarlos na
sociedade, rrputo-os niesnio elementos govcruainen-
taes; mas he quando os partidos representan una opi-
nio poltica ; lie quando todo elles laucan na grande
ealdeira poltica o sen contingente de ideias sociaes. que
passeui por una cbullico tal, que a final seconherao,
quaes as ideias, que, muil npuradiis, podein faier a fell-i
cidade do paiz: (miiiloa opoiado) assiin emendo eu a
doutrina dos partidos; e, ueste caso, quero, que todos vi-
van, e se tolerem ; mas, quando elles desceiu perso-
nalidades infames, invectivas amargosas, negras ca-
umiiias; quando tralao de comprimir e oppriiuir os
seus contrarios, malditos sejo os partidos; elles per-
dcm a dignidade de partidos, perdein a sua religio po-
ltica, para cuidaren! smente nos seus interesses perso-
ii ilissinuis K como, Sr. presidente, ha muito perigo'de
degenerar, logo que se entra em um partido poltico,
por isso direi,qiiequelle, que deve ser todo punta, to-
do conicicncia, conveni fugir dos partidos, como Taz o
prelado diocesano..... elle nao he partidista: ambos os
partidos esto descomentes com elle! hu poda produzlr
lacios; mas nao quero, c s cuidare! em lindar o meu
psqueno discurso pela incsiua maneira, por que acabei
o primeiro.
Pense esta assembla no que vai faier, reilicta, que o
bispo diocesano obra por amor doseudever; queestai
assembla deve esgotar meios mais blandos, mais pro-
iicuos; adopte o meu requeiiineiito, senao pela sua ma-
teria, ao ni-nos cm allencao aos relevantes servicos
prestados pelo prelado, eque se nao podein contestar;
eu espero desta assembla urna prova de docilidade, e
de religio......! Se ella proseguir no seu emento, oque
fazer? O prelado conhece bem a sua misso; a igreja
felisincnte nao leni asna base firmada nestaterra-,chela
de insectos c de vermes; ella a tem firmada as alturas
dos reos: et pona infer non preralebunt adversus com.
[Apoiadosgeraes, susurro prolongado).
O Sr. Ilarrelo: El porla Infer non. preralebunt adver-
sus eam.
He lid.i na mesa, e apoiada a seguinte emenda:
Que esla assembla, depols de louvar o txui, prela-
do dioceno pelo decidido iuleresse.que tomoiieni defen-
der os direilos rpiscopaes, o* convide meditar anda
acerca da especie:se esta assembla tem obrigacao de o
ouvir sobre as divisdes ou alteracOes de freguezias =
'


e dar afin.il a rasio, por que trm rielxario de cxrcutar as
Iris prnvinriacs S, R. -- h'iquriredo.
(Segne-sr o 'M-n-in-Ho do Sr. Jnaquiu Villrla, que aina-
nh ti1 publicuf uto*.
rocen.id i I |ll*CUs$0, he o parecer submrltldo vo-
taran e approvado ; sendo rcjrilada a emenda do Sr. H-
gm redo.
Contiiiii.-ic.uo da primeira discusso do projecto relati-
vo aoprofrsuor do l.iinnriro.
Nao havendo quein o impugne li<* suhmctlido vota-
ran, e approvado rui primeira discuss.io, parapassar
segunda
OSr. I'miilrntr d para orileui do dh da sessao se
giiinte: leilura de prujeclos epareceres; segunda dis-
cus.-io dos lonjelos ni. 30. 39 f.*J3 r primeira dos de
11. 34,45e 47 : e levantan apasito (Erao 2 horas da larde)
SESSO EM 9 DEOVEMBRO DE 1846.
S-KESIDINClA DO SR. jm / I TEIXEISA.
SUAIM*.Rlr>. excediente llrcvet qneeloee denrdem.
Adxnmmln, pela hora, da segunda diicuimo do piojec-
10 n. 36.
As onze lloras r niela da manhaa, o Sr. 1. secretario
fot a chamada, c verilica acharem-se presente* 19 Srs.
drputados.
O Sr l'roidenle declara aliena a sesso.
OSr. 2." Smelario le a acta da sessao antecedente, que
beapprovada.
U Sr, l.1' Secretario menciona osegtiinte
EXPEDIENTE.
Un officio do secretario interino da provincia, remet-
teinl.iii.il outi'oda canina municipal il'Oluida, acompa-
n lia (lo de copias de termos de arreiuaiaers do impos-
to das bdiucis de pesijr assucar nos Irapiclie du llcci-
fp, celebradas pela dita cmara.-- A'quem fci a reqai-
iito.
Outrn do iiirimo, traiismittlndo um olTicio da cmara
municipal da cidade da Victoria, acomp.iiiliado de una
rellflo nominal dos arrematantes e fiadores dos con-
tratos, e d'outra dos devedures da iiiesma cmara.
A' i/'irm fn n requitifo.
Um reqiif rmenlo dos liabitaules da povoacao dr-Je-
su*laria-Jos,.dc Papaeaca, pediudo a crcacau deiiuia
cadeira de priuieiras billas 1.aquella povoacu. --.4'roin-
jniij.ro dr innlrurcao publica.
U Sr. Nrtln pe giiut 1, se a coinmissao de legi -lacao J
den o seu parecer acercada represen laciin da assueiacao
couimercial desta provincia, sobre o imposto das balan*
i, is i|e pesar assucar bul trapiches dollecifc, e peden uc,
caso a c uiuiisso o nao tenlia dado, seja convidada a
f.izc-lii ipianlo ames.
11 Sr Itrgn Mnnleiin, depnis de breves reflrxt s, manda
i mesa o siguite requerimeutu :
11 Propoiih, que o projecto 11 33, dado para disrus-
llo de boje, seja o piiuiciro a discutir-se. Reg Mou-
niii.
O Sr. Joaqun filela, em respusta perguuta do Sr.
Nrllu observa, que a commissiio de legislac.no nao deo
o 'II parecer a respeilo da rcpr.scnlacu daasMiciacao,
porque eiiteiideo. que do defeiiniruto ou iidcl'criiuculo
do rei|iiei inienlo da cmara de Ulinda, resulta o del'e-
riiueuto 011 indiTei inienlo da ripies, nlayuo da assu-
ciacao.
lie apoiailo. e entra em discusso o requerimeoto do
Sr. Reg ilouteiro.
II Sr. .Vello combate o requeriuiento com a urgencia
das materias, que se acluin dadas para rdela do da.
O Sr*. Laurenlino, e llega Monteiro ubscrvau, que o ne-
gocio he urgente, pelas militas demandas, que acerca
del le existem, e votao pelo ri queriiiieuto.
Siibim itidn o 1 cqiicium ol. a volac.au, he rejeitado.
OBDEM no DA.
SrgundadiicusMo do projecto n. .'Mi, que orea areriilae
fixa a deipea dat enmara* muniripuei.
Entra em discus.an o anigo 1."
Al ligo l.u Adcspe/a das cmaras inunicipars da pro-
vincia, para 11 anuo do I." de ollllibru de |H4> 1 '.iUd.se-
(emuio de 1847, he lixada na qiiantia de is. 4U;42I/-2U(I
Kica reservado para depuis que se houver vnladu tudu
o piojelo.
Entra cui discusso o artigo 2. eum os seus 24 para-
graphos.
Ail. 2. A cmara 11.mili ipal daridade d. Recife he
nuiuiisada para despender 10111 us objecl'S designa-
dos lio* seguiiles paragraplms a quautia de 2'J.li(>lfb8U
A saber:
1. Com o secretario.............. THO^OOO
2. Com o contador............... SOi-Ooo
3. Com o poncho................ 400/000
Jj 4. 1 mu usquatro ajiidanles 1I11 porteiro
ten.lo oque fui por ultimo errado 300/000 rs.,
e os demais 4o0,'00O rs. cada ni...........1:500/000
J) 5. Com n pim 111.11I01 os 5 por ccnlo na
rumiada Id........................1:600/000
^ Com osliscaes das frcgui ras de San-
to-Antonio, San-Jo%r>, R tife, e Uua-Visia, a
.'HM)/ is. cada..... Poco e Alujados a 2U0| rs.;
&ao<-Luureuco e Jaboaiao a 100/rs........2:60(i/oou
S 7. i 0111 u eng. nln ir., curdeadur...... 500#00ll
S s. Com o Hdvugadu.............. 400/0011
9 din ueiiuigi.i do partido........ fiOO/OOll
^ 10. Com aluguel da casa desuas st-ssovs 302/001
^ II Com o expediente, inclusive a iiuprtv-
s.n das actas, e mus papis da caman...... Inii .unn
: 12. < 0111 a dcima dus predio- urbanos UOIUOOO
13. Com o tribunal do jm y-' eleices I:00 000
^ 14. Com as cusas dos pr- .rssos 1 ruui-
narSi a que lie subjeito o Cofr da municipali-
dad.-, e dcconlravciicoes de posturas......2:000/001
15. Cun o loincciineiilo de Uae para a
tad.ia ............................ 200/000
S 16. < mu a cmnpaiihia de Hibeirinbos 1:000/000
C i7. Cun o Concert dos predios dn patri-
iimuio............................1:000/000
8. Com a divida passiva sendo, a Jos da
Costa Domado.................... I:0000r0
A Joio Ignacio Avila........... 272/000
A Manuel de Si.pn ira.......... 463 USO
10. t.oin os negocios l'oreuses da cmara IOO4OOO
20. Com as desperas rveulnaes.......1:400/000
A'jlriiorrfiniirin.
21. Com o cale inienlo das ras......2:000/000
22. Com a euusliiiccu du mrrcadu pu-
6:000/000
ti I ico un bairro do Recif.
S 23. Pura dar i.iiucipiu ao cemiteriu pu-
blico ........................, 2:000/000
K 24. Com assiguatura du Jornal do Com-
meroo............................. 24/000
Vu mesa, e sao apuiad.is asseguiutes eiiieudas:
Au 2." do artigo 2." --
Cum u couiador bOO#000 rs. PinlOt'yllmrii/ii.
1, Ao 3. do ai ligo 2. --
Augmeiile-se o ordenado no porteiro cum mas ceu
mil res, ficaudu elevado a 500/uOO rs. -- llego Mon-
leiro,
Ao7.do artigo 2.--
Com ociigeiiheirocurdeador 800/000 rs. -- Camello
Ao20. Supprima-se 400/000 rs. => No 21. Di
ga-se 8 000/000 rs. daudu-se preferencia aocalfaiuruUi
dospateus do Carino, e -o-Pedro. = Supprima-se a vci.
lia do 22. Camello l'eiea.
Oepois de algiiiuas rellexoes dos Srs. Nunes Machado,
Piolo de Aimeida e Rrgo .Mouleiro, eneerra-se a disen
san, e so approvadns o artigo e seus paragraplms,
lieiii assim as emendas, com rxcepeo daduSr. Rigo
Mouleiro, relativa ao augmento ordenado do dupm teiiu,
que he rejeitada.
Entra em discusso o artigo 3 com srus paragraplms.
Art. 3." A cmara municipal da cidade di Ulinda li
autorisada para despender lum us objecius desluuados
nos srgoiiiies parugiaphos a quautia de ... 2:7liu/UOt,
A saber:
1. Com o secretario.............. 600 100
5 Cora o porteiro ...,............ 20/000
agoa p.i-
012000/^
150*000
150/000
150/000
40*000
100/000
50/000
300/000
56*000
3- rom o ajndante do porteiro......
3 4. Com u piocurador us 6 por cento na
i 10 1 da lei........................
5 Com o drogado..............
6. Com os Asear* das fregueras a por-
eeiitagem de 20 por cento na forma da lei an-
terior ...........................
*j 7. Com o expediente e despezas miinlas.
8. Com o ti ibiinai do jury e eleices ..
0. Cum fornecimento de luzes e agoa
ra .1 1 111. 11...............
10. Com as custas dos proerssos crimi-
uae.i..........................'
^ II. Com a declina dos predios urbanos.
l. 1 um o comerlo dos predios do patri-
liouio, calcamenio das mas e incllioranieu-
to das fontes publicas................ 800*nn0
13. Com despejas eventuaes........ 50/000
Sao lillas na mesa e apoiadas as seguintes emendas :
A o 6. do artigo 3.
Depoisda p ilavia =anleriiir=diga-sepercebendo a
quanlla de 100*000 rs. cada um dos liseaes das duas fre-
giie/ias da iid.ide. -- Cabial. taa'. Carvalho Me
itonca.
Subslituitiva ao 8. do artigo 3:
< mu o tribunal do jury e eleicdrs 300/000.-- Faria-
Carvalho -Menitonca. 11
Sr. Sello observa, que. no entretanto que 0 impos-
to sobre as balauras de pesar assucar em os trapiches
do Recife fura arrematado ante a cmara de (Huela por
Manuel Elias de Moura, em o anuo de 1839. pela quautia
de 1 .Vi I ai mi 1 rs. a mesa das diversas rendas pruvinclaes
a 111 1 iilnii por esse llirsmo imposto, em o exerclcio de
18391840, que corresponde quelle anuo, a quautia de
7:4l8o0()0 rs. que hequasi o quintuplo do precn de
Urna tal aireinalicao nota que, tendn o dito Manuel E-
lias contratado rom ariTeiida cmara, em n anuo de
ISn, a arrecadarao desse imposto pela uiesina souima,
por que o ai rematara em o antecedente, rendeo elle em
cncionada reparlicao, 110 exercieio de 18401841,
este anuo correspondente, a souima de 8:219/940 rs.,
'slo hequasi o sxtuplo do preco dessa segunda ariema-
la\ao: e fa ver a casa, que essas grandes dillerencas, de
que 11 miIi.ni cmara um prejuizo de mais de I.'! rontos
de re/, fdriio pur elle orador coiihecidas a vista dus ba-
laucns, que tem a inflo, e que podem ser examinados
por ijuein qurque d 11 vi dar da rxaclidio do seu calculo.
Ileiiiouiaoilo-se a aniiguidade, u uubre deputado re-
fere, que em 1810 o sargenio-uir Eiaucisco Xavi*r da
Hucha arremaiuu o iinpo-lo, de que se trata, por um
t.ieuuio c pelo pretil de 3:050/000 rs ; que em 1814 tain-
beni arrciiiatuu-u Maiioel Juse Martius Ribeiro, igual-
.....ule por um Iciinin, e pela quaiiiia de 4:010/000 rs.;
U- de 18161818 urrcinaliiil-o Jnao Manins Ribeiro,
por 4|CI0/ii0i is ; de 1819-1822. Jos Joaquim Dias
pin 5.435/VOOrs. ; e de I824--IK26, Gaspar Jos dos Res
Juui.r por 5.605/000, que de 18271830 fi.ru seus ar-
1 enlatantes los Aului.io Pinto ai 1 ompaiihia, e renden
lie 6:102^000 rs. ; e que em 1831 aneinnloii-o por um
uni, e pela souima de 1:900/101, u cidadiiu Simplicio de
buiua l.ius.
U orador, notando, que nrsses tempos, a que vi'in
de relerir-se, u provincia produca lucilos assucar du
juc boje, di/, que a I illa de concurrentes, de que ora se
icsenie a aneiuatacao do imposto, nao pode deixar de
provir da cuuviccim, rw que feralmente se esta, de que
elle ja nao I i parle das leudas daqiiclla niiloicipalid a-
de, mas sim das da provincia, c que, comquaiito va de
accoi do com i--.i com iecao g. i al, como ja por milis de
urna ves ha manifestado, todava, como esl persua-
dido, que ha de pausar u parecer, que decide sse ueg.i-
dc um limito contrario a tasa uicsina conviciao,
segu.do a principio il.'uioiisuuu, os cofres da
iiic-iu i mu.lieip.i.iii.nl.' sullirau mu graveprejuitu em
iluas a* mi.ataco, s, de que tamb. m a piimipio se
occiipou, c por furnia algiima d.S'ja, que nos inte
esses de lima lepa tiviio publica si jilo nnti pnsli.s us de
i"ni particular, v.u utlereoer umai incida, para que se-
ja a camaia de Ulinda aulurisada a rescindir desse cou-
Iraiu, que celebran cum .Manuel Elias de Moura, cque,
como demuusliou. he u lodos us respeitos Icuiiiuo.
L-c na ...esa a segn.le emenda :
A caniaid de Ulinda ii.lc.l.ua quaulo antes a necu
coiiipeleule para icscioilii do coniialo por ella olena
ni 18.(9 e 1840 cum Manuel Hias de Moura, acerca da
cuuuv'.iu das caixus de assucar pesauas uu Recife.
Copre ,\ello.
Apuiada entra em discusso.
A .iiscussau lica adiada pela hora.
Or. I're>idriile depara oidciii do dia da ses,.ni se-
giiinlecoiiiiiiuucuo da dcliojc.' c levanta a sessuu. I.i.io
t horas da tarde.j
SESSA.0 EM 20 DE M)VEMHR DE 1846.
PRESIDENCIA DO SK. SOUZA TEIXEIB.
SI'MMAIUO. i.xpediente. llrevisma queilao de or-
iltm. Approvacju, em itgunilu dicu'tuo, do'projtcto II.
36. .li/iuiiuiilo, pela hora, da seijuuda diieuteuo dopro-
jeelon.39.
As oiue horas e incia da manliaa, o Sr. I.'secretarlo
faz a eliaiuada, e veiilica acliaicui-sc picscntcs 19 Sis.
depu ladea.
t)Sr. I'residmle declara aberta a sessau.
Sr i."Serrelario le a acta da tessio antecedente,.iue
he appiovada.
U Sr. i." Secretario, menciona o scguinle
UMMBVTB.
Um ollieio do secretario da asscinbla da provincia de
Santa-' .alhariiid, acuiupanliado dus actus ligislalivos
promulgados na sessao uidiuaiia du cuirente uiiuu. -.-
i/uiidiiu- lu requi i inienlo de Mara Guilhermina de Olivria
M,ii u I, pioh ssra de piimeias |. mas da cidade a Vic-
loiia, em que pede, que agralilicacau, que se Ihr cou-
eedeo na"sessau i xlraudiiiaiiadolc aiiuu, seja incorpo-
rada a seu oidcnadu A'commiiiuo de ordenadoe.
l.c-se e approva-sc o scguinle parecer :
A comiiiissiio de legislayao ixamiiiuu a representa-
V.io.qiie uu iioinc da assuciacao coiiiu.cicial fui dirigida
i esta asscu.bla, pediudo a sustcuiacao da iotcipicla-
9lo dada, imj i8 du capitulo 2." da lei provincial u. itiS.
aosartigos,39da lei n. UO, 21 dalci u. 79, 38 da le n. 87,
e mais leis reguladoras da reccila lia cmara de Ulinda;
e porque subie essa materia j deu a coiuiuissao oscu
parecer, quaiidu foi subnicllida uu seu juizu urna i,-
preseutacau da c-iuiara deOliuda, pi'du.do a revogacao
dessa iiilerprcia^u, e esleja esse parecer cni uiscussao,
puilci.du, a vista dcllc, t asseinIdea turnar a resolujao,
que mais aceitada ji tgar, iclerc-se a coiiiiuissuo aopi-
uiuo. ahi euiiltida.
- Sala das conunissC-t, 20 de noveiiibro de 1846.
l)r. Juaquim Htela. i i > O Sr. Aunes Machado ni ver, que se d para ordem do
da a discusso do parecer relativo ao compromisso da
irmaudade ilu SS.. acraniciilo da l'reguera de oiao.ia,
para se ir diseul mo, cu.quaulo nao veeiu as iiiloriua-
coes, que se pcdiao.
oudeu DO da.
'onlinimrno da jiscustao do artigo 3." do orcamenlo mu-
nicipal.
O Sr. -Vrllo faz algiimaS rrdexes acerca dos defeitos,
de que em geral se presenten, as leis do orcamelito.
O Sr. HenUonca sustenta as emendas, que iiniudou
mesa; di leude a comu.issao, por ter decretado a des-
peza da cmara de Ulinda a vista da sua reccila ; c pede
ao Sr. l.op. s Nelto, que vol cum elle
Encerrada a discusu, he o art. 3. approvado, com
us paragraplms, c as emendas Urccidus, exceptuada
do Si. Nl'lto, que'he njeilada.
Entra em di.cu.sau e be approvado o art. 4* cum
Si US .
Art. 4 "A cmara municipal da villa dr Iguarass he
lUlonsada para despender Com u ubjectua deigiiailos
nos s. guiulcs paiagrapliu a quautia Uc 863/960
A saber:
1, Com os empregados seudo o ordeoa-
|Jo do secretario 250/00 rls, do portel.ro
oO/OOO, do ajudantedo porteiro 50/000; do
procurador os 6 por cento, calculados en.
"0*000 ris; dos fiscaes das fregupiias a por-
eenl gem de 211 por eenlo na forma da lei an- ^^
""rinr, calculada eiu 25/000 rls........ 445*000
2. Cum o expediente, e desppzs iniudas. M^^.
3. Com o tribunal do jury......... 10/000
4. Com as custas dos .proerssos crinU-1
nars, e contravPi.cues de posturas......
S 5. Couia dcima dos predios urbanos .
|5 6. Com o concert dos predios do patri-
monio, calfaiuriito p limppza das ras
lOOtfOOO
18/960
200/.100
60/000
80/000
50/000
100/000
16/000
150/01 "O
7. Coln drspezas eventuaes e elclcuos 60/00
Entra em discusso o art. 5." com seus paragrapnos.
Art. 5 A cmara municipal da cidade Golanna he
autorisada a despender com os objeclos designados nos
seguintes paragraplms a quantia de.....1:212/0/0
A saber:
I. Com os empregados, spndo o ordpna-
do dn secretario 400/000 ris, do porlriro
50/000 ris, do porteiro do auditorio 15/000
ris. do procurador os 6 por cento, calcula-
dos em 15U/000 rls, e dos liseaes das fregue-
zias a porcnlagein dp20 por cento na forma
da Iri antprlor, calculada em 20/000 rls 635/000
2. Como alugiicj da casa de suas ses-
siles e jury..........,........ 84*000
3. Cum o expediente e despezas iniudas. ^*9^
4. Com a dcima do predios urbanos 221070
$ 5. Com o tribunal do jury........ Hfxx
6 Cu.neleicoes.............. 30/000
7. Com as custas dos processos crimi-
nara e cmilravrncurs de posturas......
8. Com o fornecimento de luzes para a
cadeia......................
S 9. Com reparo dos predios, fontei,
poiites e limpeza das ras..........
10. fimi o sello dos livros da cmara .
II. Com drspezas eventuaes.......
Val mesa, e, apoada, entra em discusso a segulnte
emenda: .
Ao j< I. do art. 5:
Depuis de = 20/000 rs. m diga-se ssa tendo o fiscal da
villa o ordeuado de rrui mil ris. Cabrat.
Encerrada a discusso, lie o artigo approvado com a
emenda olterecida.
Entra em discusso e he approvado o art. 6. com seus
paragraplms.
aii. 6. A cmara municipal da villa do Cabo he auto-
risada para despender com os objectos designados nos
seguintes paragraplms a quantia de..... 330#000
* 1. Com os empregados, sendo o ordena-
do do secretario 120/ ris, do porteiro 25/000
ris, do procurador us 6 por CPBtOi calculados
em 25/uOO ris. e dos liseaes das freguezias a
porceiitage.il de 20 por cento na forma da lei
anterior, calculada em 20/000 ris..... 190/000
j 2. CiHtl o expediente e lespeas muidas. 10/000
3. Cum o tiilninal do jury erleicors 30/000
Jj 4. Cum as cusas dos prucessus ciiini-
uaes e cuiitraveuces de posturas...... 50/000
*j 5. Cum despejas eventuaes....... 50/000
Eulrao i ni discusso o artigo 7. e seus paragraplms.
Art. 7." A cmara municipal da villa do Pau-d'Alho
he aulurisada para despender cun os objeclos designa-
dos us siguiles paragraplms a quautia de. 1:006/310
A saber:
1. Com os empregados, sendo o ordena-
do do secretario 200/000 ris, do porteiro
50/000, do ajndante do porteiro 40/000, do
pin. orador os 6 por cuto, calculad os em
Oi'/OOO ris, r dos liseaes das frcgueiias a por-
ceulagem de 20 pul ccnlo na lu na da lei an-
leriui, cal. uUdaem 20/000 rls........ 370/000
2. Cum o eiicarirgado das bataneas do
coligue.................... 30/000
3. i om o expediente e despezas iniudas. 20/000
4. Com e foro dos teirriios uceupados
pela cmara.................. 6/310
5. Com o tribunal do jury e elricdes 60,-000
^ 6. Com as cusas dos processos criini-
nacse cuiilravriicoes de pstulas ... 80/000
7. i um o lu inclnenlo de luzes para a
cadeia ...................... 40/000
*i 8. Com obras, concertse limpeza de 3O0/000
ras............... ...... 300.-000
jj 9. i om despezas eventuaes....... 100/000
lie appiovado.
huta em discusso o art. 8.' com seus paragraplms.
Ail. 8." Acamara municipal da villa de Naiaieth he
autorisada a despender com us objeclos designados nos
seguintes paragraplms a quantia de.....1:144/000
A sber:
$ 1. Com us empregados, sendo o ordena-
du du secretarlo 250/ris; do porteiro60/000
ris, do continuo ajudaillr dn porteiio50>000
ris. du ] 11 < .en i.kI 1.1 os 6 por cento, calcula-
dos em Uti/liOO ris, e dos liseaes das fiegur-
zias a pon ntagein-de 20 por cento na forma
da l.i anterior, calculada em 20/000 ris 440*000
2. l.nm o expediente e despezas iniudas. 20/000
*) 3. Com o aluguel da casa de suas sessdes. 84/000
4. Com o tribunal do jury e eleifoes 50/000
5. Con. as custas dus prucessos crimi-
nal s e contravriifoes de posturas...... 150/000
6. Cum obias, concert, limpeza de r-
as, inclusive a compra de um aeuugue parti-
cular, e coiislriiccao de um quarlo auuexo a
este para a balanza de repeso
7. Com desbezas eventuaes
450/000
50/000
appiovado.
Entra em discusso o att. 9. rom seus paragraplms.
Ail. 9. a cmara municipal da villa do" Liinoeiru he
autorisada para despender cum us objectos designados
nos seguintes paragraplms a quautia de 1:008/480
A saber:
1. Com os empregados, sendo o ordpna-
do do speretario 250/ lis, do porlriro 50/000
ris du procurador os 6 por crnln, calculados
em 70/000 ris, e dos fiscars das freguezias a
purcentagem de 20 por eruto na forma da lei
anterior, calculada em 20/000 ris....... 440/000
2. Com o expediente e despezas iniudas. 20/000
S 3. I om a dcima dos predios urbanos 0*480
4 Cora o tribunal do jury e eleices 50/000
S 5. Com as cusas dos processos crimi-
naos r cuotravrncoes de posturas....... 80/000
S 6 Cum o fui uc( iuiento de luzes para a
cadeia..................... 50/000
S 7. Com obras, reparos e limpeza de ras. 300/000
S 8. Com assiguatura do Diario ...... 12/01 0
i 9. Com despezas eventuaes....... 50/000
Val mesa a scguinle emenda.
S additivu, para ser collocadu onde convier:
i om um advngadu, para tratar dos negocios da cma-
ra do i iiuueiro -- 80/i.o Carreta de Mello
potada, entra cu. dscusiao.
Encerrada a discusso, he approvado o art. coin a
emenda.
Entrau em diseussuo artigo 10 e seus paragraplms.
Art. 10. A cmara municipal da cidade da Victoria
"em Santo-Auto,'-he autorisada para despender com os
objeclos desiguados nus scguinle* paragraplms a quan-
t'de.....................2:090/000
A saber :
g 1. Com os r.npregaiios, sendo o orde-
nado do secretario 300/000 rs., do porteiro
80/000 rs., do aldante du porteiro 60/000 rs ,
doadvogado 120/iiOC ri do pruciirad'ul os 6
por ceulo,calculados em 100/000 rs., e dus lis-
caes das freguezias a pureentagcm de 20 por
ceulo na forma da lei anterior, calculada em
0/000 rs....................
150/000
50/000
1:000*00,,
16/000
'84/000
190/000
10/000
30/000
50/000
50/000
230/900
20/000
12*960
50/000
80/000
200*00
144*000
lOOUOii
2. Cum o guarda dus pesos e bataneas
do acuugne..............,.....
$ 3 ...um o expedieule e despezas iniu-
das.................'
S 4. Cora o tribunal do jury e eleicoei. .
680/000
30/000
20/000
o/OOO
5. Com as rustas dos processos crimi-
na e e contravrnfvs de posturas.......
6. Coin o fornecimento de luzes para a
cadeia......................
7. Com obras.reparos.ralcamcnto p lim-
peza de ras, inclusive a quanlla de 600/000
rs. para urna casa de mercado, que dpve SPr
feita no pateo da feira sobre os allcercrs e
terreno, que pertencem ranina, e que fo-
rao de Jnao Nepomuceno Paes de Lira. .
8. Coin assignatura do Diario......
9. Com as despezas eventuaes, inclusi-
ve a afericao dos pesos da acaingue.......
VSo niPa as seguintes emendas.
Ao artigo 10$ l.=lepois da palavra- com o advoga-
do=diga-se=200|000 rs..- Ao 7:
Snppriuiao-sr as palavrasque deve ser frita no pateo
da frlra- e diga-seao lado da feira actual,e suppri-
ma-se o mais do ./l'fjo Maneiro
Apoiadas enlr pm discusso, p p'm seguida sao ip.
provadas, com o artigo e spus paragraphos.
Emilio em discusso o artigo 11 e seus paragraphos.
Art. 11. A cmara municipal da villa drSeriiihaein hr
autorisada para despender com os objectos designados
nos seguintes paragraphos a quantia de. 330/000
A saber:
1. Com os empregados, sendo o orde-
nado do secretario 130*000 rs., do porteiro
25/000 rs., do procurador os(jpor cento, cal-
culados pin 25/000 rs., e dos fiscars das fre-
guezias a porcentagem de 30 por cento na
forma da lei anterior, calculada em 30/000 rs.
2. Coin o expediente e despezas iniu-
das.........................
S 3. Com o tribunal do jury e elelydes. .
4. Com as custas dos processos crimi-
naes c ciuiiravriic/ies de posturas.......
C 5. Com dcspeas eventuaes.......
He approvado.
Enlrao em discusso o artigo 13 e seus paragraphos.
Art. 12. A cmara municipal da villa do R io-Formojo
he autorisada para despender com os objectos designa-
dos nos paragraphos spguintes a quantia de. 836/floO
A saber: ,
* I. Com os empregados, sendo o orde-
nado de secretario 1209000 rs., do porteiro
50/000 rs., do procurador os 6 por cento, cal-
culados em 40/000 rs., e dos fiscars das l're-
uezias a porcentagem de 30 por rento na
urina da lei anterior, calculada em 30/000 rs.
3. Com o expediente e despezas iniu-
das.......................
% 3 Coin a dcima dos predios urbanos.
4. Con o tribunal do jury e eleiedes. .
5 Com as custas dos prucessos crimi-
naos e conlraveiicoes de posturas.......
- 6 Com obras, reparos e limpeza de
ras........................
7. Com o aluguel da casa da cmara. .
8. Com despeas eventuaes.......
__" approvado.
Entino em discusso o artigo 13 e seus paragraphos.
Art. 13. A cmara municipal da villa do Bonito he
autorisada para despender com os objectos desienadns
nos seguintes paragraphos a quantia de. 1:435/700
A saber :
1. Com os empregados, sendo o orde-
nado do secretario 200/000 rs.. do porteiro
50/000 rs., do procurador os 6 pur cento, cal-
culados em 42/700 rs., e du hscaes das fre-
uezias a poi ciiiagem de 20 por cento na
lirma da lei, calculada en 20/000 rs...... 312/700
2. Com o excediente e despezas_ iniu-
das........................
3. Com o aluguel da casa de suas ses-
sdes e do jury..................
4. Com o tribunal do jury e eleices. ,
$ 5. Com as rustas dos processos crimi-
naes e rouiravrncaies de posturas. ......
(i. Com a compra de una casa para as
sessoes du cmara e jury...........1:000^*000
7 l om despezas eventuaes........ 15/000
Vai mesa a scguinle emenda, que, sendo apuiada,
eutra em discusso.
Emenda substitutiva ao artigo 13 do projecto n. 3b,
sujipi iinindo-se o 3do inesmo projecto.
A cmara municipal da villa du bonito he autorisada a
despender com os objectos designados nos seguinlrs
a quantia de...................1:750/100
S f. Com o secretario........... 200/idO
2 Cum o porteiro..........., 50/00
3. Com o procurador, altn da porcenta-
gem........................
4. Coin o fiscal da villa, alm da por-
centagem ....................
$ 5. Cun u expediente e desperas iniudas.
*> 6. Com u tribunal do jury .......
7. Com elricalrs...............
8 Cum as custas dos prucessos criuii-
naes c coiitravcnc.o de posturas........
-, 9. Cum u aih og.ulo da cmara......
) 10. Cum as ulnas necessarias, reparos,
mrlhoraiurnlo c linipeza das ras e fontes
publicas da villa................
$ U. Como fornecimento de luics para a
cadeia....................
aj |2. Com a compra de una casa, para as
audiencias, sessoes da cmara e do jury. l^MVJJj
ij 13 Com despezas eventuaes....... 50/OOfl
S. R.oclia.
Encerrada a discusso, he approvada a emenda, e fi-
ca |>11 judicado o artigo. .
l'.nti an em discusso o artigo 14 e seus paragraphos.
Art. 14. Acamara municipal do Brejo he autorisada
para despender rom os objeclos designados nos ''uuui-
tes paragraphos a quantia de.......... 388/8!>"
A saber:
$ 1. Com os empregados, sendo o ordena-
do du secretario 150/000 rs.,do porteiro 50/rs.,
do procurador os 6 por ceutu, calculados ein
25/OO rs.. e dos liseaes das freguezias a por-
ceuiagem de 20 por cento na forma da lei an-
terior, calculada em 20/000 rs...... .
S 2. Como expediente e despezas iniudas.
$ 3. Com o loro dos terrenos oceupados
pela cmara. ...... ...........
S 4. Com o tribunal do juiy e eleices. .
i 5. Com as custas dos processos crini-
naes e coiitraveneoes de posturas. .,.'...
, 6 Coin despezas eventuaes........
He approvcdo.
Eutiao em discusso o artigo 15 e seu paragraphoi.
Art. 15 A cmara municipal da villa de Cimbres "C
autorisada para despender com os objectos dc,,j|j!(^
ios paiagiapbus seguintes a quaulia de. 415/1
A saber:
i I". Com us empregados, sendo o ordena-
do do secretario 150/rs., do porteiro 25/ rs..
do procurador os 6 pur ceutu, calculados em
30/000 rs., e dos liseaes das freguezias a por-
centagem de 20 por ceutu na forma da lei ao- MrlWU1
tciioi, calculada em 20*000 rs......... 22j/OW
S 2. Com o expedieule c despezas uiiu- ^^
ja,....................... jo/uu"
$ 3 Com o tribunal do Juiy e eleifoes. 30/000
j 4. Com as cusas dos processos enmi- ul,K|
naes e coniravriicrs de posturas....... Xififtll
5. i mu despezas eveuluaes....... 100/OW
He approvado.
Entrau em oicusso o artigo 16 c seus paragraphos.
Art. 16. A cmara municipal da villa de Oaranhuii
he autorisada a despender cum us ubjectus desiguaJ''*
nos seguimos paragraphos a quautia Ue. 4^0/ou
A saber:
1. Coin os empregados, sendo o ordena-
do do sccielariu 150/000 rs., du poilriro
40/000 rs., do procurador us 6 por cento, cal-
culados em 30/000 rs., e dos liseaes das fre-
8/000
50/OOfl
30/0011
20/000
50/000
30/000
20/000
20/0 0
30/000
100/000
50/000
OO/OOU
50/000
245/000
10/000
3*880
30/1)00
50/000
50/000


3s
giirzia a porcentagem na forma da le ante-
rior, calculada ein 20*000 rs.......... 1:400/000
-2. Com o expediente e despezas mia-
da......................... 11*0/000
S 3. Coin o tribunal do jury e elelcSes* 400000
S 4. Coin as distas do prncesso criini- aunon
nac e contraventora de posturas.......
J 5. 'oro despezas eventuacs........ oOfOUW
He approvado.
Knlraeui disemino o artigo 17 e seu paragraphos.
Art. 17 A ramara municipal da villa de Florea he au-
toriaada a despender ciim os oblectot deslg""'"* "S?
seguintes paragraphos a quanUa de......1;I4/IW>
ilier:
S <"-amps empresario*, sendo o ordena-
do do 4H>rio 300/000 rs., do porteiro
40/1100 rs., ifo procurador os 6por centocal-
culados em 50/000 rs., e do fiscacs das fre-
iurzias a prtenla geni de 20 por cento. na
mina da lei anterior, calculada em20/000 rs.
8 2. Coui o expediente e despeza miu-
da............"...........
3. Coiu a dcima do predios urbanos. .
4. Coin o tribunal do jury e eleices .
Jt 5. Com aa cusa do* procesios crimi-
nara c contravenenos de posturas......
S G. Com obras, concerlos e llinpcia de
ras. ...................... MO/OOO
P 7. Con Q fornecimcnlo de luces para a
cadeia...................... 40/000
8. Com riepezai eventuae*........ 50/000
He approvado.
Entrao ein discussao o art. 18 seus paragraphos
Ai l 18. A cmara municipal da villa da Moa-Vista he
autoriaada para despender com o objecto designados
nos seguintes paragraphos a quantia de; 1:081/000
A saber:
I. Coin o empregados, sendo o ordena-
do do secretarlo 300/ ris, do porteiro 40/,
do ajudante do porteiro "20/. do procurador
os 6 por cento calculados em 42/, e dos liscaea
das fregueiias a porcentagem na furnia da lei
410/000
10/000
8/160
.50/000
80/000
auieriasT, calculada em 20/........... 422/000
2. i oin o.expediente, c despetas mludas 10/000
3. Coin aluguel da casa, que serve de
archivo...................... 12/000
4. Coin o tribunal do jury, e eleifdes 40/000
$ 5. Coin as custas dos procesaos crimi-
nac, e contraveoce de posturas....... 80/000
6. Com a obra da casa da cmara. 300/000
7. Com o advoga Jo, que defende as can-
ias das libas do scu patrimonio........ 150/000
j 8. Coin despeas everituaes........ 50/000
Val a mesa a seguate emenda;
Ao Art. 18. 7 :
Uepois da palavra advngado --- diga-se da c-
mara. = S. H. Piulo d'Almeida.
Apon-ida, entra em discussao.
Encerrada a discussao, sao approvados, coma emenda,
o artiga c seus paragraphos.
Entrar eiu discussao o art 19 e seus paragraphos.
Art. 19. As cmaras miini'ipaes da provincia para o
auno municipal desta lei arrecadar dentro do scu mu
iii> ipii as rendas sob os ttulos abaixo designados.
Jj I. Alugueis dos predios muuicipaes.
$ 2. Furos e laudeuilns dos terrenos muuicipaes,
| 3. Aferice dos pegos e medidas.
$ 4. Licencas e cordeaedes.
a 5. Reposo de acalugues
'$ 6. Dirimo de mluncas,
7. Tasa de 2/Ou0 ris sobre mscales e bocetclras,
que venderem dentro dos seus municipios.
8 8. Taxa de 2/000 ris sobre os engenhocas.
9. Taxa sobre as passagens de rius.
(i 10. Taxa sobre as estradas e puntes municipaes.
< 11. Mullas segundo o cdigo ciiminal e do pro-
cesto
12. Multas por contraveneno de posturas.
% 13. Multas por eleices.
14. Multas das cmaras, conforme o art. 19 $ 15
da le municipal n. 135, de 2 de malo de 1844.
15. Quaesquer outras rendas, iuiposicOe, u taxna,
que ealiverein na posse de cobrar, e nao tcubo ido
abolidas.
16. Divida activa dos anuos anteriores.
17. Saldo do anuo anterior.
Depois de algumas reflexes dos Srs. Nunca Macha-
do eTIburtino, be o art. approvado.
Entra em discussao u art. 20:
Art. 20. Ficiio em vigor as' disposlrdes dos art.s 20,
21 e 22 da lei municipal n. l4l, de i9 de malo de 1845,
e todas as mais, .que nao liverein sido expressaiueutc
revogadas.
lie approvado, depois de breves obssrvacdes do Sr.
Netlo.
Entra em discussao o art. 21.
Art. Si. He prohibido s cmaras municipaes despen-
der uiais que as quantias designadas na presente lei
par suas desperas, sob a pena de entrarcui para o co-
fre da, inunicipalidade com o excesso, que ser dividido
proJgBU pelos vereadore, que livercm decretado -
PRACA DO RBOIFE, 31 DF. NOVEMBRO DE 1846,
AS TOES HORAS DA TARDE.
aEVISTA SEMANAL.
CambiosPela barca Antttopt houverao saques regula-
res a 28. 28 '/ e 2 /, d. p. rs.
AlgodaoEiitrro 632 saccas, e contina a vender-se
a 6/000 rs. a arroba de prlmeira sortc.
AssucarAs entradas em saceos (Orlo regulares, c ven-
deo-se de 2/100 a 2/600 rs. a arroba do branco,
e de i/500|a 1/550 rs a arroba do mascavado !
do cncaix.ado entraran 03 caixaf. e 130lecho.
CourosForo menos procurados, e vendro-se a 115
ris a libra.
MacalhoEntraran dous carregimcntos com 4000 bar-
ricas, que forao vendidas de 11/700 a 12/000 rs.
e se estao retalhando a 12/500 rs.
Caf-Venden-se de 3/000 a 4/800 rs. a arroba.
Carne seccaO deposito he 25,000 arrobas, em geral de 4^
ma (tualiilado ; tendo-se vendido de 20/000 a
30/000 rs. a arroba.
EspingardasVendero-se de 4/500 a 5/000 rs., as lai
rias.
Farinha de trigoSein dfferenca no preco, sendo as
vendas pequeas.
Queljos-Vendrao-se de 1/300 a 1/350 M os flamen-
gos.
Saldem a 400 rs. o alqueire.
VlnhosEntrrao 400 pipas de Portugal, e izerao-se
pequeas vendas. .
Entraran depois da nossa ultima revista 12 embarriles,
e sahlrao 8 : existindo hoje no porto 52: sendo 1 aus-
traca, 28 bra.ileiras, 1 belga, 2 dinamarquezas, 2 frah-
ceiaa 2 hespanholas 7 inglexa* 5 portuguezas
sardas c 1 sueca.
= Para o Porto alie com a posslvel hrevidade, o
briguc portuguez Kmiara-fVlix, por ter a maior parte
da carga prompta : quein no mesmo quizer.carregar ou
ir de passagem, para o que lem'bons commodos, diri-
ja-sc a ra da Croa n. 54, 1.* andar, ou ao capito'
Antonio Francisco dos Santos.
Para o Rio-de-Janelro sigue ocoiihecido e veleiro
briguc Soaref, ebegado do Assu em 16 do corrente, dc-
mnrandp-se smenle os das precisos a receber una
porcao de carga para abarrotar : qurm quirr carregar,
ou ir de passagem,para o que tem asseiados commodos,
e mandar escravos a (rete, dirija-se a Gaudino Agosti-
nlio de Barros.
=Para o Rlo-Grandc-do-Sul seguir breve o brigue-
barca (eturoto, o qual recebe escravos afrete, e para
passageiros temos uielhores commodos: quein preten-
der, pode tratar com Amurini limaos, ra da Cadeia, n.
m
lloviiiienlu do for(oa
.Varen tnlradoi no dia 21.
Cear ; 22 das, briguc brasilelro Helia-Manuela, de 264
toneladas, capilio Jos Mara Reges, equipagem 14,
carga sal; a rnorim !c limaos.= Segu para o Rio-
de-Janeiro.
Rlo-de-Janeiro ; 39 da, barca braalleira Constancia.
de 460 toneladas, capito Antonio de Almelda, equi-
pagem 16, carga lamilla por conta do govemo; a
Gauldino Agostinho de Barros.-=Seguc para Paraiiiba,
Rio-Grande-do-Norte e Cear.
Naeio entrado no da 22. ,
Montevideo ; 44 das, brigue lngle< l'nm, de 220 tone-
ladas, capito Abrahain Mangcr, equipagem 10, carga
cebo e couros ; a Deane Youle S C.=Vcm refrescar,
segu para Londres.
Navio laliidn no intimo da.
Maranhfio ; hiate brasileiro Maria-Firmina, capitn Joio
Bernardo Rosa, carga plvora e mais gneros
Porio-Alegre ; brigue brasilelro Argot, capito Jos da
Costa Pinienta, carga sal e assucar.
I.eifoes.
= Joao Kcller St C. farao lellao por intervertcap do
corretor Oliveira, de um lindo sortemento de fazedas
novas de seda, linho, la, e de algodo inglesas, fran-
cezas, e sulssas, recentemente despachadas, e todas
proprias do mercado : terra-feira 24 do corrente, as lO
horas da man ha a, no seuarinaxein, ra da Cruz.
Lellao que faz L. Bruguierc no seu armazem da
ruadaCrui, n. f, perante o delegado do cnsul frail-
ee, e por conta de quein pertencer, de urna caixa de
chapeos de sol de panninho avadados, vindo no brigue
rmorigur, boje, 23 do corrente, as lO horas da mauhiia.
= Leilo que fas Victorino* Itiaelra Lelte, por conta
e risco de quem pertencer, do casco e apparelho q|
existe da sumaca Sania-Maria-Hon-Sorie, fundiada ao p.
do arrecife, e construida ein S.-Miguel das Alagoas, ter-
ca-feira, 24 do corrente as lO horas da manilla, no caes
do Ramos.
~ Richard Roylc farao lellao por intervencao do
corretor Oliveira, de um sortimento de algodeszinhos ,
madapolues pannos chitas e de inultas outras la-
zondas proprias do mercado: boje, 23 do corrente,
as 10 horas da manbaa, no seu aruiazem; ruada Alfan-
dega-Velha.
I
Avisos diversos.
Editacs.
Miguel Arckanjo Monleiro de Andrade, oficial da imperial
ordem da Roa, eavalleiro da de Chriilo, e impeclor da al-
fandega de Pernainb>ico,por S. M.l.,0 Senhor I). I'edroII,
que Veos guarde, ele.
Faz saber, que no dia 23 do corrente, ao melo-dia, e
na porta da nlfandega, se bao de arrematar em hasta pu-
blica as seguintes obras impressas, no val >r de 242/310,
rs. impunadaspeioainannenscGoiifalo Jos da Costa eS.i,
no despacho por factura de Francisco Scvoi i uiun Ra-
bello Filho, a saber : 3 Salsons ; 12 Manual devoto e
Misan ; 2 diccionarios geogrophlcos ; 300 traslados ; 3
Fon les do cdigo ; 3 He ti, historia eccleslastica ; 30
melhodos para aprender a ler ; A picos ; 4 olHcios da
Semana Ssanta, 10 Goldsmitli ; 3 diccionarios poticos ;
2 MeditacOes ; 4 historia de Jullio ; 2 Gemidos de Nossa
Seulmra ; 1 Architectura ; 4Cpmmenlarios ;3 Mysterios
de Londres ; 2. Urna paixao; 48 folhetos ; 3 cdigos
coinmerciars ; 8 Direitu Cambial ; 2 Gengraphias ; 3
Contratos mercantis ; 2 Pcnsamentos ; 12 Thesouiu Ju-
venil, 6 Jczuitas e na mesina conformidade fui tain-
bein impugnado pelo mesmo amanuense, no despacho
por factura de Jos Antonio da Silva Jnior, 26 obras
Ouesles de Philosopbia, no valor de 26/000 rs.: aendo
dita arrmataco aubjeita ao pagamento dos direilos.
Alfaiidega, 21 de novembro de 1846.
Miguel Archanjii Monleiro di Andradi.
Deca raedes.
Mta mu
spiza, i
desfiefl, secretario e procurador.
He approvado.
Vai mesa, e he apolado o seguinte artigo addilivo.
' Artigo addilivo ao Capitulo 3 :
Acamara municipal de Olinda he autoriaada a con-
venclonarcornos herdeiios de Manuel Luiz da Veiga a
manelra de pagar, em prestafdes annuaes de quatrncen-
los mil ra., a iinporlancia do principal e custas, em que
fura cnndrmiiada ; asalm cuino a aforar i Joaquim Lo-
pes d'Almeida o terreno, que flea nos fundos da sua pro-
prirdade, sita lia ra do Balde, (uretra iiicsma cma-
ra S. R. Cabral Ptnto d'Atmeida.
He approvado aem discussao.
E tendo assim passadu o projecto em segunda discus-
sao, lio.i reservado para terceira.
Segunda discussao do projecto, que restaura a irtspec-
l'o do assucar e algodo
A discussao flea adiada pela hora.
O Sr. Presidente di por ordem do diada sessao seguin-
te : a mosuia de boje ; leitura de projecto e parece-
res ; discussao dos parecer adiados; coulinuacao da
rgunda discussao do projecto o.* 39 ; c segunda doa de
ns. 40, 41 c 42: e levanta a sessao. (Ero 3 horas da
larde. )
HUflO DE 1'BHyMllllCO.
Por falta de membros a asseinbla noo fez sessao tmo
dia 21 do rorrrnlc ; e por Isso a ordem do dia para a de
hoje be a mesma, que para aquella estava marcada.
COMMERCIO.
5:877/358
Alfandega.
REND1MENT0DODIA2I. .
DEsetaaEGi hoje 23.
'.nachoHmard-- carvao.
u igueb>msnalijlos.
I'i igue Andeibacalbao.
EscunaHarriitdem.
"'iguetrilunmercadura,
fialcraSuHird-*'*dem.
E>iu uat'owortidem.
Consulado. .
RENDIMENTODODIA II.
Geral.............. 1:429/138
l'rnvlnrlal............. 778/. 73
Diversas provincias. ........ ifW
2:S09/J79
[DBtDEBDtDBo -
Os Srs..accionistas da companhia de Beberibe qurirao
rralisar a entrada de 6 por cento ltimamente pedida ,
at o dia 30 do corrente.
O caixa ,
M. U da Silea.
O medico do municipio d laminas com vaccina ,
para fura desta cidade, n quein quier procurar, das 7 as
9 hora da niaiiha na rui Direita :-.. 36 prJineiro
andar.
O arsenal de ;narinha compra, no dia 34 do cor-
rente mez, pelas li lloras da mantia, taixas de bomba,
de cobre, taboas de plulia, de diiTerentes grossuras e
comprimento. As pessoas, que semrlhantes objectos
Suizerriii vender, coinpareco nesla secretaria, no in-
icadosdla e hora, com as suas propostas em cartas fe-
chadas, acompanhadas das competentes amostras.
Secretaria da iuspeccao do arsenal de marinha de
Pe lumnico, 21 de novembro de i846.
O secretario,
Alexandrc Rodrigue! doi Anjoi.
PubiCAgao Iliteraria.
O Fronfeiro dfrica, ou tres
no'ites aziags.
Drama em Ires aclos.
Aaalgna-se para easa bella produccao ao Ilustre es-
criplor portuguez A. Hrrculauo : na livraria de Card-
lo Ayres, ra da Cadeia velha, n. 31, preco 1/000 ris.
Avisos .martimos.
a Para o Maranliio aahir com a maior prestea o
briguc escup bri!ciro Ve'o: ; tin inetade de aeu
carregainrnio prompta : para o resto dirijo-se ao
consignatario Manoel Duarle Rodrigues na ra do
Trapiche .' n. 24 ou ao capito c pratlco Francisco
Bernardo de Mallos.
=s Para o Aracaty aal, erri poucos dias a sumaca Car-
ila mostr Jos G0119.1I ves Minas, por ler a maior
parle da carga prompta : quem na mesma quizer car-
regar ou ir de passagem entenda-se com u mesmo
mostr, ou coin Luiz.Jos de S Araujo na ra da
t.ruz 11. 26.
A barca portugueza Erpinlo-Sanlo de que he ca-
tito Rodrigo Joaquim Crrela, sai para o Porto no dia
. d dezembro do crreme anno.
Lotera da matriz
da cidade da Victoria.
Tendo-se apenas vendido potico me-
nos de inetade dos uilhetes desta loteria
e nao podendo, por consequencia, elTei-
luar-se o andamento das rodas no dia ai
di corrente; he' o mesmo andamento
transferidoaindd para odia 13 de dezem-
bro prximo felino na esperanca deque
para esse lempo se tenha completado a
extraccao do resto dos referidos bilhetes.
. Precisa-se deum oozinlieiro, no becco do Abren
n. 20, defronte do Carpo-Santo; a pessoa que estlver
ua circumstancias, dirija-se aoditu botiquim.
=> O abaixO assiguado previnc.au publico, que nin-
guem contrate com Manoel Tcixcra de Oliveira negocio
algum, relativo aos sitios da Tacaruna, sem que sejo
nuvidos os herdeiros da fallecida Anua Josepha de Meu-
donca.
Manoel da Silva Mendonca.
D-se a quantia de 500/ris a juros de um e mel
por como ao mez, com hypotheca em casa terrea, ou ou-
ro, ou prala : na ra de Santa Tbereza, casa n. 22, que
se dir quem d dita quantia.
Hoje, 23 do crrente, s 4 horas da tarde, se bao de
arrematar em praca, na porta do Sr. Dr. Juis de orphaos
deata cidade, os escravos, Amonio Jorge, e Antonio, de-
clarados beusde ausentes.
Hoje he o ultima dia que se acha aborta a loja de
l'iuca da ra da (adela do Recife n. 19, que fui de
Liidgoru TeJxoira Lopes para se vender por todo o
proco o resto da louca c vidros que rcsto e junta-
mente una ca teira.
yurm precisar de nm criado francea que falla
portugus, aiinunole por esta folha ou dirija-se a
ua da Cruz li. 43, loja de barbeiro.
~ Faiem-sequaesquer cortinados, lauto de camas
Jcomu do janeir.-is o para dccoracOcs de bailes, ou su-
cledade ; furaedes de radotras csophs ; colchos els-
ticos ; e em flu ludo quanlo for encornme a 'apoca-
rla ; tambem se vai pOr tpeles o esleirs em qualquer
lugar que seja por se ter professado esle oflcio em
Pars por preco mais rasnavel, que se pode faier : na
travessa da Concordia, n. 13, atrs da torre do Carino.
Precisa-sc de um caixclro preferindo-se dos l-
timos chegados agora do Porto : no paleo da S.-Cruz. ,
deposito de assucar n. t27.
Aluga-sc urna casa com copiar ctraprira no lu-
gar de S.-Aniia com dous portos c jaidiui ao lado a
qual pode servir para duas familias, tendo a mesma 4
salas, 7quartos, coziuha, cochelra e estribarla, com
terreno plantado de capim para-uin cavallo alm de
de .ligninas arvorea de fructo : os pretendenles dirijo-
se a praca da Boa-Vista botica n. 6, ou, nesta typo-
graphla que se dir qurm aluga.
Jos Soarcs do Azevedo, lento de lingoa frsncezano
Ijd'ii. lotn iiliorlo en i sua easa, ra do Rungel, n.* 59,
segundo andar, um curo do PHILOSOPHlA o outro
de LI.NGOA FRANCCZA. As pessoas, que desejaroni
seguir uma ou oulra destas disciplinas, podem dirigir-
se indicada residencia a qualquer hora, excepto em
dias santos ou feriados.
-- Um hoiiirui viuvo de 50 annos, propde-sc a ser fei-
tor de algum sillo, de que tem umita pralica, o qual sa-
be tratar de todos os ai voredos : quem de seu presumo
se quier utilisar, dirija-se a traveasa do Carino, n. 9.
Precisa-sede uma ama que tenha bom lelte e
que seja forra ; na ra Direita loja de couros n. Gl.
Manoel Luiz da Veiga e mais herdeiros do finado
Manoel Luis da Veiga pelo prseme proatesto contra
o aforamento feilo pelo governo da provincia, as tr-
ras do sitio Arar como terrenos de marinha quan-
do este terreno perlcnce aos protestantes por com-
pra dellc fcilapelo pai dos protestantes a D. Josepha
Mariade Paula. Esle sitio coma extineco dosjesuistas
licou porteiicondo ao estado : o governo o levou a pra-
ta de veuda e fui arrematado pela viuva de Jos Vas
alijado ; por morte desla coube em heranca D. Jose-
pha Mara de Paula que o vendeo ao finado pai dos
protestantes, c deste passou a elles por legitima. Nao
podia, poia, o goveinoda provinca conceder.este terre-
no de aforamento como terreno de marinha, que como
tal nao podia ser definido nem classilicado, a vista das
lels a reapeitn e mais ainda da consiiluico do catado e
das ieis garanlidoraa do diroito de prnpriedade. O d-
cil iiionlos que provao o enunciado cima no protesto,
ciistein correles e iudubitaveis.
OSr. Antonio Francisco Vianna,antes de retirar-se
para fura da provincia queira mandar receber urna
caria na ra do Vigario, u. 25, priinciro andar.
Rua de Apollo, ns. lle 5o.
Troca-se, por casa terreas e tambem vende-ae a
diulieiro por preco raanavel, como couvier osprolcn-
dentes, un grande terreno que delta o fundo para a
marc ; o qual est estacado eaterrado c tem um ar-
mazem edificado dos numero cima declaradoa e be
de esquina ; seu .o bom local nerecc toda a preferen-
cia para quem quizer levantar un elegante predio e
offerece vaiitagein a quem saiba apreciar a boa locali-
dade do dito terreno : a tratar com Joo Esteves da
Silva.
D-se diuheiro a premio sobre ouro ou prata ; na
rua da Cadeia, f? 115.
Lourenco da Costa Loureiro, tendo de retirar-se
para a provincia de S.-Pedro julga nada licar deven
do ; comtudo se alguem julgar-c seu credor, queira
apresenlar sua conta, no prazo de 3 dias.
Aluga-se a casa terrea da ruado
Pilar n. ia : a tratar na rua do Trapi-
che, armazem n. 19, com Domingos So-
riannoGoncalves Ferreira.
O barodc Itmnarac tendo dado gratuitamen-
te, em seu sitio do Hospicio, a herva denominada linaria,
para as pessoas afFecUdas de reiences, e vendo que el-
la produzio rhultos beneficios a hnmanidade em geral ,
mandn buscar em Lisboa urna oulra porco que ha
pouco, Ihc chegou para fazer a mesma distribuicao; c
por isso fat publico para que as pessoas que dola
precisaren!, avo buscar em o dito seu sitio, que se
Ihes dar a qualquer horado dia, entendeodo-se para
este fita com o guarda-porto.
Aluga-se o terceiro andar da casa da esquina da
rua larga do Rozarlo, defronle da igreja : a tratar ua
rua das Cruzes, u 11.
Precisa-se de urna prcta ou parda forra, de mais
de 40annos para faser companhia a uma senhora ca-
sada, dando-se-lhe de comer e vestuario : na. rua
Nova loja n 58, se dir quem pretende.
- Os Srs. donosde
obras e mestres pedrelros que precisaren) de alguns
materiaes, como cal branca, dita prcta, barro amarello,
dito prcio, arela lina de fingir, dita grossa, telhas, ta-
jlos de ladrilho, ditas de alvenaria batida, dita gros-
sa, lijlos de lapainenlo largos, ditos estrello, ludo
mais ein conta do que em outro deposito, querrao diri-
gir-sc ao armazem n. 8, por detrs da rua deS.-Fran-
clsco, ou ao armazem n. 3, defronte da respectiva Or-
dem Terceira.
Alugo-se as seguintes casas : os dous tcrcelros
andares com sotan e estribara dos sobrados ns. 4 e 0 do
Aterro-da-Boa-VIsta por 250/ c 300/rs. annuaes ; uma
caca terrea com quintal e cacimba c mais commodos
para grande familia na rua da Soledade n. 3i por
12/000 rs. tnensaes ; um sobradinbo na Poiile-l'cho* ,
para passar a festa na beira do rio Capibaribe^a Ira- .
tar no cscrfptorio de F. A. de Oliveira & Filho.
=H>je, 18,j;nosdias2l c 25 do crreme, pelas 4 horas
da tarde, perante o Sr Or. juii do civ'el da 2.' vara desta,
cidade, se ha de arrematar a quem mais der, por venda,
um sobrado de dous andares e soto, em chaos proprios,
na rua do Quelmado, n. 24: os licitantes comparecao uou
dias e horas apraiados, por ser a ultima praca.
Furtro urna canoa pequea de carreira com
ossignaes seguintes : concertada toda de novo, me-
tade da biicarda da proa nova um banqulnho peque-
no, tambem novo e que nu est piulado, pintada de
verde por dentro e de preto por fura e fundo e assen-
to verde proa roinbuda e alta : quem a adiar leve a
seu dono na rua do S.-Amaro .casa .terrea n. 90 ,
que ser recompensado.
= Precisa-se do mu olficial de charuteiro ; na rua de
Hortas venda da esquina que volta para S.-Pedro.
No dia 18 do corrente pelas 0 horas do dia, des-
apparceco do sobrado da rua Nova, n. 47 um menino
pardo claro de 8 anuos ; tem Dora cabello olhos
proporcionados c pardos, bocea grande, beicos grossos,
falla descansada,coin marcas de bexigas apagadas, iiios
e ps pequeos; sahio descalco e sem chapeo, com ca-
misa conipri la de madapolo cnchovalhada ; suspel-
la-se, o seduiisscm, e o furtassem. l'ortanto as auto-
ridades policiaes bajo de proceder com a reconhe-
cida vigilancia, que pratlcao em casos taes : e proles-
la -si- com todo o rigor das Ieis contra quein o seduzio c
o livor acollado ou vendido.
Precisa-se alugar uma preta es-
crava que saiba cozinbar e fazer o ser-
vico de urna casa de pouca familia ; sea-
do que agrade o servico se pagar bem:
quema tiver, dirija-se a rua da Cruz, no
Recife n. 48, primeiro andar, ou ao
armazem do mesmo sobrado.
Guerra Silva & C. fazem publico, queteem cedido a
sua loja sita na rua Nova, n. 6, e que fol de Jos Fran-
cisco Manicio de Almelda aos Srs. Jos Joaquim
Maja Ramos 8iC.com as fazendas existentes na mesma.
Igualmente se avisa as pessoas, que doveiu na mesma lo-
ja .pie o Sr. Jos Joaquim Maya Ramos tica encarre-
gado pelos abaixo assignados de proceder cobranoo
de seus respectivos dbitos.Guerra Silva Se C.
Precisa-se de dous lavradores ; em casa do doura-
dor, ou fabricante de candieiros de ja/. na rua No-
va n. 52.
Aluga-se por preco rasoavel o
armazem da rua de Apollo, n. 3o com
embarque para a mar : a tratar co m
Jo5o lileves da Silva.
-- Precisa-sc de uma ama que tenha bom leite
para criar um menino de idade de dous mezes : na pra-
ca da Boa-Vista n. G.
Braa Florentino Heuriqucs de Souza estimante
do segundo anno do curso jurdico, propoe-se a dar li-
ces de fHILOSOPHIA, FRANCEZ, RHKTORICA EGEO-
('RAPIIIA: as pessoas, que de seu prestlmo se quizerciu
utilisar dirijo-se a casa de sua residencia, na rua do
Quciinado n. Ai, priinciro andar.
AO BOM TOM PARISIENSE.
RUA NOVA, N,7.
TEMPKTTK, ALFAIATK,
tem a honra de participar aos seus Ireguezes que dls-
solveo desde o dia 15 de setembro do anuo passado ,
a sociedade que tlnha cornos Srs. Colombio? panhia largando ao mesmo lempo a loja dos sobredi-
tos Srs. As pessoas que oquizerem favorecer rom a
sua fregueiia o acharad na sua loja, na rua Nova ,
n. 7. Tem pannos para caifas, colleies e casacas, de to-
das asqualidades os mais novos chegados de Pars r
a colleecao dos mais recentes gurlnos ; e recebeo no-
vamt'iii mu lindo sortimento de objectos de luxo e
phanlaiia ,de diversas qualidades,'
=> No largo da Soledade, n. 32, se fazem chapeos para
aenhoras, vestidos e qualquer oulra roupa ; bem como
bordados de todas asqualiCides, c camisas para ho-
incn, tudo na ultima moda, e por precos commodos.
i.oj.-. \:>i. C
u. y*5 'fnx**
Trancelins de qualquer modelo aoneis florea, litas,
aderecos, pulceiras, brincas etc. ; tudo o mais bem
feito posslvel, por preco mdico.


.'"
JL
M.inorl Maximianno Gucdcs embarra pura o R!o-de-
Ifinlu ii un anian Marn Aniiiiii.i, crioiiln.
iVi'riii-ir .iliig.u un sitio, prximo da cidade ,
prrfrrindu-sc a iiiargom do rln com boa casa e vi-
ven.la baila para capin nrhcira : no Atcrro-da-
Bai-VIsia. n. 88, te 1 i i queiu prfTa,"
Quera qnii-i-alMg.-u ><*< javos para vcnderem acei-
te de carrapato -dirlja-se a na do Fogo, n. 28, casa de
inareenriru.
IVrdeo-se, desde a- ra Velha entrando peJo
becco do Quiali'.) at a ponte da oa-Vista Un coris
dejiraco cmn i quilines : quem os ncliar e quiz- i !
Illnii mi di II. s der milicia dirija-se a ra Nova n,
32, que ser recompensado.
Aluga-sc, por lO/rs. mensaes o segundo andar
de un sobrado na roa estrella do Rozarlo ; a trotar na
ra do Nugurira n. 27.
Joo Frederico Abren Reg participa ao Sr. Joo
deCarralho, do engenho S.-Anna que em sua casa ,
na mi de Aivas-Vudes n. 46 appareceo un seu es-
clavo, de mue Enfrailo, de aca-i 'locanihique : 0
mesmn Sr. qurira vlr oh manda? buscar o dll escra-
V0 ; pois o .iiiniiiii i.inte se nao icspunsabelisa pela fuga.
flompras.
= Comprao-se escravos de 16 a 20 annos de idade,
sadios, sem vicios, eoni ollicios e sein elles : na ra 1)1-
reita, sobrado, u. 20.
Compra-se iimanvcltm com cria pequea a qual
deve dar leitesufficicntr para uin doentc : napraca da
Independencia, llvraria ns. 6e8.
Compio-se, para lora da
cia rscraros de ri a
da Cruz, n. 6o
& Pinbeiro.
rovin-
in annos : na rua|
a tratar rom !Macli;itIo
=^ Compra-se una rotula para noria nova, ou usada:
atrs da matriz da Boa-vista n. 2ou annuucie.
Vendas.
Vende.se a cxeellente historia de Saint Clair das
Ilhas pin 3 volumcs: n* praca da Independencia, llvra-
ria n. C e 8.
=Vciide-sr um preto robusto de naciio proprio
para todo o srrvico ; na na da Senznlla-Nora n. 7.
Vcndcm-se travs de cam.icari lomo e outras
qualldadea de 35 ate* 46 palmos de comprimento, c
de 6a 0 |.llegadas em quadro ; na ra da praia da
Ribeira arina/.i-in n 35.
= Vende-se abordo do Irrigue Conceicao-C.aboclo sal
do Assii de boa qualidade trata-se abordo com o capi-
tn, ou com Ainorini Iruios, ra da Cadeia n. 45.
I'otassa branca,
da mais superior cji-ilMade em
barricas peejuenas, e- da no dia 30 de a^oslo prxi-
mo pas.sado, vende-se por pre-
go commodo : nn casa de L G.
Ferreira 8z C.
Aos Srs. propriclaros de
engenhos.
Vendein-jp talxas do ferro eoado. inoendas de canna
para agua, ou aniniacs, rodas dentadas, crlvos, boceas
dribrualha, emals objectos necessarios para engenlm .
por preco commodo : na fundicao de ferro de SI. Cal-
luin St C, na ra d Brtim no Recife, ns. 6 e 8. '
Xa na do Crespo, loja nova
n. 12 de Jos loaquim
da Silva Haya ,
vende-se brlm Je puro linho de quadros e listras de
cores e que so omito proprios para a fesla pelo ba-
rntUsimo preco de 720 rs. cada vara ; ricos cortes de
casimiros elsticas para calcas a 6/ c 8000 rs. cada
corte ; alpaca preta a 800 e i#600 rs. o covado ; pannos
linos, preto e de cores, por barato preco; cortes de od-
ete de velludo setim cgorgnro; ludo por preco ba-
rajo asslu coiiioiim rlcosorlimeiitode lencos de Seda
para grvalas inulto proprios para a festa.
-- Vende-se una npgrinha recolhida de tS annos ,
que cose, engomiua alguina cousa e lie de bonita -
gura ; Jim pardo boni carrclro : no armazem de farl-
nlia do caes do Collegio.
Oh que peehineha
para a fpsla do Natal!
He smentena ruado Crespo,
loja de Antonio Luiz dos Santos
&Companl)i.i, n. 11, que se ven-
dem pelo barato, prego debe
8.9000 rs. os mais elegantes
chapeos de crep-, ricamente en-
feitad. 8, para seuhora.
= Vendem-se as mais modernas caitas de tartaruga,
de rfquissiino gislo, cun chapa de ouro superior ra-
p de Lisboa milito fresco : na ra larga do Rozarlo ,
n. 24.
Vende-se cal virgem em meias barricas chrga-
da prximamente, por preco commodo; na ra da
Muela armazem n. 15.
4 eacravos mocos, do servlco de campo: na rna Di-
reita, n. 3.
=Vendc-se una armacao para Coja de couro felta a
moderna, com os poneos fundos, que tem ou sein el-
les por preco coiiiinodir: na un do LWratnento, n. 27.
= Vende-se una parda recolhida perfeita engom-
madeira cose e cozinha ; 4 escravas mocas com ha-
bilidades urna dellas cose, engomma c. cozinha ; uina
negrinha, de t4 annos, boa para ser educada; uina
mulalinha de l5 annos que cose e fax rende ; uina
preta de 35 annos por V80/.rs. que cozinha lava
roupa e vende na ra ; 6 escravos mocos bons para o
trabalho de campo ; un dito bom carreiro ; um dito
boui olliclal de aHajate ; uiu triulalinhn, de annos, bom
pagem ; dous moleqiles de i2 a l6 anuos: na ra
do Crespo n 10, primeiro andar.
Vendem-se 3 escravos com habilidades ou sen
ellas: da ra estrella do Rosario, n, 18, primeiro an-
09ttl9MftttHfc^
IVa ra do Crespo loja nova,
n. ri, dctlns loaquim
da Silva Haya,
vende-se um restante dos bem acreditados cortes de in-
dianas para vestidos de scnliora, pelo barato preco de
2/800 rs cada um ; cortes da faienda victoria, a MIMO rs.
cada mu; ricas cambraias com listras de seda, ab/000 rs,
cada corte; ditos de gosto chines, a 5/000 rs. cada um
corle; cassas chitas para vestidos, a 2^8000 e 3/500 cada
corte ; cambraias de quadros de cores escuras, para ves-
tidos, a 3/500 rs. cada curte; calcinitas para meninas de
escola a 400 rs. cada mu par; inclas'linas para meninos,
de diflerentes taannos; e nutras militas fazendas, que
tirio*se vender por preco barato, ftssim como un resto
das ricas e baratas lautcruas com caslicaes de tiissu
= Vendem-se inoendas de ferro para engenhos de as- casquinha, e que se vendeiu por 9, tO e 12 mil res cada
sucar. para vapor, agua e tiestas, de diversos tamauhos,
por preco coKImodo ; e igualiueute taixas de ferro eoado
e balido, de todos os tamauhos: napraca do t'nrpo-Saii-
to, ii II, em casa de Me. almoiit Si Coinpaiihia, ou na
ra de Apollo, armazem. n. 6.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em birria pequeo- ; em casa de Matheus Ausliu &
Coiupanhia. na ra da-Alfandega-Velha, n. 36.
Superior fardo.
Fardo de Trieste, em har-
neas d<- 5 arrobas ; o qual se
recommenda como o mais nutritivo de quautos aqu se
linportao e por isso o mais proprio para inellior en-
gordar os cavallo : vende-se nu primeiro armarein do
caes da Alfaudega indo do arco ou em casa de J. J.
Tasso Jnior.
= O corrrtor Oliveira tem para vender cobre em To-
lha e prego de dita para forros de navios : os prelen-
dentes dirijo-sc ao inesino, ou aos enhorca Mesquita
S paira.
Joao Jos de Carvalho Morars ,
agpntc, npsta provincia, do contrato lo
tabaco rape piincczi, de Portugal.', luz
publico que se acha a venda o mesmo
rHp chegado pelo ultimo navio de Lis-
boa em porcaoea retallio pelo pteco
marcado pelos conlrata(Jore9 de 3s'6co
rs. cada bote a dinheiroa vista : na ra
da Cadeia do Hecife loja de ..liudez*,
n. 5i-, tambein se vend m as oitavas a {o
liis.
Ka loja u. 3da ra do Crespo, ao p do arco de
S.-Antonio vendem-te duas limito boas e exccllentps
redes de cores Teitas no Maranlifio : srn preco dimi-
nuto em proporcoda sua boa qualidade he de 30/ rs.
cada urna.
Vende-se faiinha de trigo da marca SSSF de ra-
uiiiiho ; no caes da Alfandega armazem do Bacelar, a
tratar com Manorl da Mlva santos.
Vende-se potassa da litis-
sia pelo nimio mdico pre-
90 de 160 rs. a libra ; cal vir-
i;cm de Lisboa dirgada no
ultimo navio : no arma/.cm da
ra do I rapivbe n. 17.
R ELOGIOS.
Vendem-se 4 relogios 2 de ouro novos r suissos,
um dito um pouco usado e um de prata, em inulto
bom uso ; 3correntes de ouro novas ; tudo por mdi-
co preco : na ra da Cadeia n. i.
Vendem-se capachos redondos e conipridos para
.u iiameniosde salas", de diversas cores; na ra larga
du Uuzario n. 2*.
di-
to
par.
Yende.n-se as seguiutes obras :
l'arnazo Luzilano, 6 v. ; Camdes^ obr*
conipl.la 3 v. dour. dus ; ISucage,
ta '7 v. ; Virgilio em (aflu 3v. ;
das estas oLras ern imtil botn estado
por preco commodo : na praca da Inde-
pendencia livraiiu n.6c8.
83 Vendem-se novos crlesele cassa, de novo %$
K< padrdea e cores multo linas, pelo baratlssinio I>-
p5l preco de 3/ is cada um ; curtes de chita de 110-
vosjiailiOes ; milito linas cambraias,- da ultima K
mona; lencos de seda da India, Minrlhores, .
qiie teem .ip|iaiecdo, assiin cuino mais inferi- |
res ; inclin preto, uiuUo fino; pumos linos de S-v
todas as qualidade* e cores; esguiao e biela- t<
- w" \
nlia de puro linlio ; toalhas de mesa de todos os ji
tainanlius; assini como um completosorliiuen- fe
lo de fazendas finas ludo por precos que a b;N
vista dellas he impossivel o comprador deisar f^
de comprar : na ra do Qneimado loja nova '|M
da casa amaitIla nos quatro-canlos u. 29.
>'a ra do Crespo loja nova
n. 12, de Jos loaquim
d;t Silva Haya ,
vendein-s* superiores cobertores de atgodo proprios
para escravos a i^OuO rs. cada um ; urna fatenda de
linho escuro tambpiii para roupa de escravos ou sac-
.co de assucar por ser de umita duracao, por barato
preco.
oiiiiiiiiao-se a vender sapataes e sapatos para
homem ; ditos de couro, marroqulm e couro de lustro,
para seuhora : na ra Nova loja n. 58.
Vendem-se novas carias para aprender a ler por
um novo systema conquistas pelo professnr S H de
Albiiquerque ; na livraria do Sr. doulor Ccutiiiho, es-
quina da ra do l.'ollegio a 800 r.
Vende-se um methu'do de piano, por Vigurrie ,
em bom uso ; na piafa da Independencia loja n. 4.
=Vendein-seespadas plateadas paraofiiciaes deguar-
da nacional : na ra Nova, loja de ferragrns, u. 16
Vende-se familia da tena milito superior em
saccas ; um frasqueira limito rica ; ludo per menos pre^
codo que em oulra qualquer parte: na ra Dlrilla ,
n. 24.
Para as senhorasdobom tom ,
lia ti i loj i de Antonio da Ciinlia Sorfres
(.iijnifirars lia ra to Crespo, n, i5,
os mais mo'lernose por excedencia deli-
eaihis corles do veidudtiio barege pi.r
ser todo de la e rotn listias de seda. M
pois cjne sSo ao go-lo da pi inrez..
in-ta.
lll.iS
Ja'
= Vende-se superior goinma para as rngoniniadei-
ras em panchos por miiitii mdico preco ; no ar-
BMentdu Bacelar, ilefroiiie da escadiiiha da alfandega.
Vende-se muito boa sarca-parrlha cliegnda pe-
lo ultimo vapor por pceo comuiudu ; no armaieui do
brague?, ou a tratar comJ. H. da Fonseca Jnior na
ra do Vigario u. 25, primeiro andar.
Vende-se una exccllente mobilia de Jacaranda, de
gosto moderno com pouco uso a qual conipne-se de
i5cadi iras duas bancas nina mesa redonda e mu so-
ph por junto ou separado por preco commodo: na
ra Dircita loja n. 30.
.ULTIMA MODA.
I Na na do Qneimado loja n 18 vendem-se
i chapeo* franeezes, da ultima moda a polka,
-^BiaWchcgados iiltiiiiaiiicutc tic Franca e mais ba-
ratos do que em nutra qual.pin parle.
Vende-se sement de alfaee limito nova ; tanto
branca cuinoprela; ua vendada esquina do Aterro-da
lioa-Vista n. 88.
= Vende-se mu moleqne, de 14 annos muito lindo ;
duas uegrinhas de 14 a 10 anuos ; 3 escravas de nocao,
mofas de bonitas figuras, e com varias habilidades ;
Pechlnehas novas para a festa, a saber : cor-
tes de velludo da tnrlhor qualidade e lindos padrdes, que teem apparecido, a 5/000 rs. ; di- 9
tos de setim de cores, de listras e quadros a *
f 2/500 rs.; merino de duas larguras, a 2/000 rs. y
o covado; alpaca superior a t/280 rs. o cova- nf.
fdo ; panno fino verde cor de garrafa, a 5/000 :
rs. o covado ; dito preto a 4/500 ra, ; lencos 'v;
de seda da India, a 1/280 rs. ; sedaa decores, S
fdr lindos padrfles para vestidos de seuhora,
a lAOOOrs. o covado ; nielas como/idas, estam-
padas com bonitos desenhos, Imitando seda, a
S32G rs. ; luvas de prllica para homem a 1/
rs ; ditas para senhora, a 32") rs ; alcm deslas
ha outras militas fatendas bem como: ricas
S cambraias de cores; lindos viseados para vesti-
dos de senhora, por imilarem cassas de dille-
rentes cores.
%o Aterro-da-lioa-Vista so-
brado n. 1, casa de modas
francezas, de lliiSochau,
vendem-se ricos e multo lindos chapeos de seda, bico,
crep e palha fina para seuhora e meninas ; toucas
entenadas, para ai ditas; chapeos e mantas para lulo ;
lindisslmos e ricos capotes brancof de fil bordado e
cassa dita para senhora ; cortes de vestidos bordados,
de fil, cmbrala e tarlatana ; cambraias lisas e bor-
dadas ; tarlatana fina, branca e de cores; mantas de
biro preto ; ditas de tarlatana bordadas ; boas fitas de
setim e tafet de todas as larguras ricos bicos de
blonde ; ditos de linho ; flores linas para chapeas e
enfeiles de vestidos ; ditas para noivados ; lencos de
seda, para grvalas de senhora; ditos de cassa fina,
para homem ; luvas de pellica para homem e senho-
ra; toncados para meninas; ditos para baplisado ; lu-
vas de seda, curias e comprldns para senhora; bicos
de lindos padres para cabecoeg ; lencos bordados
de eanibraia de linho ; dilos de eambraia; ditos de cain-
braia imprimida ; nielas de seda para senhora; Mitas
de linho para meninas ; lindas bejouterias fraileras,
itnitaco perfeita ; tiras bordadas ; ditas de fistao; e
muilos oulros objectos de moda. ia inesnia casa Ta
irm-se vestidos de casamento do ultimo gosto, por
ter todos os figuriuos os mais novos e tudo o mais, que
nreessita o toilele de lima nulva.
-- Na livraria da esquina do Collegio.
vendfm-se folbinbas deporta para o atino
de 18^7, muito correctas, e impressas
em bom papel rnrorpado
As cau'telas da lotera da cidade da Victoria achSo-
se de hoje em diante expostas venda no Atcrro-da-
l'na-V ista. as lujas dos Srs. Gaelano Luiz Ferreira,
n. 46; Thoniaz Pereira de tallos Estima, n. 54; Leal
81 Irmo, n. 58, _e Antonio Ayre de Castro, n. 72;
assiin como na tr.ivessa du Veras, n. 13, onde os Tre-
geles acliar.i sempre um variado sbrtiiuento de bons
nmeros. O pagamento das que saldrn premiadas
na passada lotera du Livramrnto, contina a ser frito
como d'antes a toda e qualquer hora do dia, sem 0-
cepcaode domingos e dial santos.
Vende-s tima parda de cor escu-
ra de bot figura que sabe coser chSo,
r-ngotnm.Hr liso lava mu be-tn e lar
rendas e liitos e sendo dotada das me
llioies vicios nem achaques, o que se pode *-fian-
car ao comprador ; vende-se para den-
tro da ridade : um moleque, de 6 annos,
o inois bonito no lodo : em Fra-dc- Por-
tas, rm tlns Guararapes n ^9* defioh-
te do sobrado que lem venda.
Vende-se urna casa terrea no bairro da Boa-Vista ,
na Ponlr-Velha n. 54 a pial lem negocio dentro : a
tratar no Ateno-da-ltoa-Vista pi iuuiia venda ao p
da ponte, n. 2.
Na i nada Crin, no Recife n. 26, ha para ven-
d r duas esclavas mocas de bonitas figuras, com al-
binias habilidades ; (foiis mulaliuhos sendo mu de 16
anuos e o nutro de ii ; sola em purcao r a relalho; cau-
ros muidos ; letenos; esleirs de lodos os tamauhos,
fritas no Crar ; urna poreo de barricas de sebo do
Aracaly ; Uin oculo de ver ao lonpe
Vende-se urna moleta criuula pefa fina de 15
annos : as Cinco-Ponas n. 7i. Na mesilla rasa com-
pra-se um scllim usado, para moiitaria de menino.
Vende-se o supplenienio no vocabulario poi lugurz
e latino ulna rara pi ima r intercssanie para os ama-
dores da llngoainacioual : na ra Nova, loja n. 38.
= Vende-se una preta de 22 anuos, com uin mu-
laiinho de 2 anuos api ca he boa vi-ndedeira de bo-
linhos culmina qualquer causa, sem vicio algum ;
lainbciii se iroca por oulra que seja aluda robusta ,
nao excedendo a mais de duzenti......I rs. : a fallar com
Francisco Antonio de Carvalho Siqueira na ra do Ro-
zario, esquina do Peixe-Frilo. -J
Wa ra Nova loja n. 58, se dir qnem tem para
vender 6 arrobas de doce de laranja goiaba e banana ,
a i20rs a libra.
-- Vende-se un preto de nacao de JO annos de bo-
nita figura ; um pardo.de 18 annos boin para pageln,
emende du eryico de campo c he bom caiuiru;
4 prelas com algumas habllid.-ules, que se dird ao
comprador ; uma negrinha de 6 annos multo boni-
ta ; todos sem vicios nem achaques : na rna da Con-
cordia passando a ponteziuha a direila segunda
casa tenca.
Lances
da fortuna aos 20:000? rs.
Hilhetes, meios, quartos, oilavos, c VIGSIMOS da
lotera do theatro 4e S -Pedro-deAlcntara de lUo-dc-
Jaoeiro : na ra da Cadeia do Recife, loja de cambio do
Sr. Vicra.
Vendem-se as mais superiores adra-
gonas para oliciaes .ub-.tiernos da gtiar-
d.vnntional chegadas ltimamente do
Rio-de-Janeiro, por mais barato preco
do que em outra qualquer parte : na ra
da Cadeia do Recife, loja n. 5i.
Aos Senhores armadores
e a'lfaiates do dignissiiiio clero avlsao O^ftari;
fim le C com loja na esquina da rna oa^H^B, n. 5,
qufi vendein-sc os seguiutes artigos, que se tornao |n-
dispensareis s suas oceupaedrs, a sn >tea no-
vos, Jar sonidos em edres ; ti
estreln ns do verdad,
pal heta com novos riscos, de um q na rio at MM<
gadas de lar o t amarrllas, largas c i
novos padrdes; etpigiiilha branca e lunarella; lafet.
de todas as cores ; e ha um exccllente sortiincntjyfc ,e.
tim-papel; cambraias lisas e ordinarias; fil de linh
branco, com uma e ineia vara de largura; bobinrtdi
incsina lar(fbra; eseomilha preta ; sargrliin de todas a.
corea, e tambem preto ; (esta faienda he achamalotada,
finge seda epor isso suppre a falta da verbotina e do vcl-
ludilhn; panninhos prctos e cor de rosa; mitins prrtos
hollanda preta, parda e branca; franquellm pr^to; prin-
cesa preta; alpaca; lila branca de patente; dita preti
nmito superior ; c dita ordinaria.
E bem assiin, tambem se vendem exc'ellentes irOiai
cortas, d linho, fritas no Porto; babados de linho, lar-
gos e rslreitos, ao que chaman tramla, fabricados em
Guimaraes ; pecas do verdadeiro panno de linho de Afir-
man ha. rom 26 varas, por t2/rs.: todos os artigos ci-
ma annunciados serao entregues, a precos mais mode-
rados possiveis, e podemos asseverar, que por menos al-
guma cousa do que em outra qualquer loja desta ci-
dade
= Vende-se urna venda no Manguinho, n. 37 com
poneos fundos e com coinmodspara inorar familia ,
aposse de um terreno; e una meia-agoa : a tratar n
niesina venda.
Na fibrics de sabJo da rna Impe-
rial, n. n6, vende-se 8il>*o amarello
epieto, oiitilo superior e muito secco,
pelos precos ahaixo mencionados e tam-
bem no armazem do Sr Jos Rodrigues
Pereira na ra da Cadeia do Recile.
Sabao amarello encaixado, a libra a io5
Dito dito a granel, a ~.
Dilo preto encaixado a .
Dito dilo a granel, .
Sendo partidas de mais de 5o caixas,
abatese alguma cousa no preco, e mari-
tia-se levar aonde for mais commodo ao
comprador.
-- Yendem-*.e 5 escravas ; e um es-
cravo todos de bonilitas figuras, che-
gados hontem do Aracaly : no paleo to
Collegio segundo andar da casa da c-
mara.
Vendem-ae 3 escraavos (rudo : uma parda moja;
um moleque ; mu preto : a tratar com Joao Jos di
Carvalho Moran, no Recife.
Vende-se uin bonito moleque peca de 14 anno .
por 350/rs. ptimo trabalhadnr de enxada nao lem
vicias e nunca fugio ; 3 canoas decarrrra senda din.
ahertas, de coiiduzir familia, ambas novas e pintadas a
oleo e a outra pequea de uin sr> pao : na ra estrel-
la do Rozario, botica, n. 10.
Na ra do frespn Toja nova,
n. 18, do Jos loaquim
da Silva Maya ,
vendem-se ricos chapeos de seda lindamente enfeita-
dos para senhora chrgadns ltimamente de Franca,
pelo diminuto preco de t2/,>000 rs. cada uin ; mantas do
grande tom a 0/000 rs. rada urna as quaes se tornao
reconiineiidaveis para as senhoras que cosluinao ir
passar a festa
l'cchinclia na loja do n4j|o '
Na rsqulna do Livramento, loja do nicho vrndc-
e cortes de eambraia de cores, a 2/000 rs.
Vendem-se bichas glandes de Hm-
-burgo chegadag ltimamente ; e lam-
hrih .se alngao, por preto com'motl ; no
Alcrro-da-Boa- Vi>ta primeira venda
0 p da ponte, n. a.
FAZF.NDA DA MODA;
Ra Snva, ti. 12
Em consrqurncia da piompla.venda que obiivriio
os lindos cortes de barege que se vendro por limi-
to lempo nrste estabeleciiuenlo ; o proprietarlo man-
dn vir de Franca um novo e variado sorliuiento, <|i"
se acha.reccnlementi'chegado e previne aos srns fre-
frrguezes que quien ni comprar iimi vestido desella.
pelo barato preco de 12/ rs. a no se. descuidarcn em
vir a iiicuciosiada loja aonde esto patentes as oihos-
tras que se daru com o nspeclivo penhor.
-- Vende-se um cavallo de bonita figura (lie ear-
rega baixo almeio e qu he muito manso i ua 1"'*"
ja da Boa-Vista, n. 30.
100
100
95
Escravos Fus; i dos.
Fugio o preto, de nome Constante de i8anW"'
balso e rrforcado de nac.in Inhambane ; tem uin <'?'
te de menos na frente pequenos signaea no roslo.'*"
he retinto; levoii calcas e camisa de algudo da ierra,
que talvez tenha mudado ferro no p rscoco f p' i "'
pouco tinha levado algumas pancadas as costas. Q"1'1"
o pegar, leve a ra Imperial u. 67,'que ser recompen-
sado.
Fugio, no da 2l do corren te al 6 horas e ineia i
Urde mua parda de mue Domingas de*) anr.s'
pouco mais nu menos estatura regular delgada"0
eorpo, cara eniiiprida, denles prrtos, de fumaren hu-
bo ; levou sala velha panno da Cosut desconfa''
estar acollada, para fuglr para o ser ta em algum ru'""
boio se nao sahio iuiinediatanieiite : quem a pegar.
leveaoCorrodor-do-Bispo ao uiajorMayer. ;
No dia 21 do coi rente, pelas 10 horas do dia. "'
sabida ile um enuiboio para o Brejo-da-Madre-Df05
des.ippareceo un in.deque ei ioiiln de l3a 14 anno''
com camisa e calcas de algodo da trra e' chapeo "f
couro ps grandes, cor lula ; tem nos pellos cicat' i-
zes bastantes sobre sahidas, originadas de fogo : 1"""
o pegar, leve a rna largado Hozatio, venda de JoSoi-
ciutlio Pereira Cabial, que gratlflcara. gcnerosaiuenf'
PEBM. : NA TYP. DEM. f. DE FABIA.184>


Anno de 1846.
Segunda fe Ira 25 de Novcmbro.
N47.
BS1B @
DE
PERNAMBCO
(SOB 08 AUSPICIOS DA SOCIEDADE COMMERCUL.)
Subscreve-se na Praca da Independencia, loja de livros n. 6 e 8, por issooo rc"s por anno. pagos adiantados.
PRESOS CORREJNTES DA PRA^A (Correo-ido tSabbarfo as 3 horas da tarde.)
' t* > flnJ
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^TJ -0 .S
-SlssS-e
O c a 1 t. ^ o
U W W Ul U W d i,
S.STl'S*
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.*".
'


(t
: i;\l'ORTAg.\0.
Agoardente Casaca -
Agodio I. sorte -
J, -___-
' Assucar tranco era caitas -
mascavado -
ein barricas ou sac-
eos, 111 .luco -
mascavado -
(loaros seceos salgados. -
Meios do sola -
lliirts da trra -
do Ido Grande -
EXPORTS.
PBEO DA PRAf
Rum ------
Colln I. qualily -
> J. -
Sugar iu cases while -
a lirnwn -
a lor Barris or llaga
white -
brown, -
Dry salted hidrs -
Taime liidei -
Ox-horns -
4 5#0 Pipa.
6/on Arroba.
6JI500
i Nao lia vendas I i.ferro
2I00 i^oon
IS'5'.'O l,>S6b
115 Libra -
10500 l*6>0 Un ni.
3|u00 Ccnlo
2|000 4*500 a
POR
CAMBIOS.
Londres.......................
Lisboa ........>-......
Franca..........................
Rio de Janeiro...................
PRATA mili.la..................
Palaces Brazileiros........
Pesos Columnarios.........
fulos Mexicanos...........
ORO. Moedas (le 6*400 vellias...
o Ditas ditas novas...
a Ditas de 4*000............
a nras liespanliolas........
> Ditas Patriticas..........
Letras..........................
28 28 '/jd. por lf rs. a 0 din
ion por cenio premio,por metal eOcctuado
335 ris por franco.
ao par
l760 a iIlliO
l990 a 2*000.
10990 a 2,1000.
1*010 1*9111.
I6J200 a 10*300.
Id|jl()(.0 a IgJiOO.
9/000 a OjflOO-
80*000. a 30*500
80*000
@ 1 '/s Pr 'v0 Por me1.
F K JE T E S.
ASSUCAR.
i Liverptol.....;....:..;.......\ 2 10 0
i Cauolentre Amburgoellavre ..... I t 00
ii.liii.i.<<> pin ios lnglezes .
I Genova ein saceos ............ f I 3
|llamliurgo caixas.............
L Bltico......................
] Trieste para caixas...........,
I talados-Unidos..............
'Portugal.......................I\ 200 250
I frauca........................ f<* 80 e 10 / de primagem
i i
ALGODA.
Portugal................... 00 por @ sem primageninominal
K ranea.................... 30 por @e 10 p ,,/" uocamb. de 160 p ir nominal.
Inglaterra.............. ... */P ->efc"p- /e de primagem,
liarceloiia.................. 4C0 ral
Inglaterra Seceos f
franca...........
T.slatlos Unidos. ..
COUROS.
3 10 0 ... por tonelada e & porcenlo, nominal,
........... 70 itlicos por toneladas, coinlOp eenlo.
........... Nao ha.
wKBe
:3fcm:Bt
De da II de Novembro de 1844 K .liante pagar 60 p. c.O rape ou tabaco
de p<4, os charutos ou cigarros, o fumo eiu rolo ou em folha.
Pagaran SO p. c. os saceos de canharoasso grossaria ou gunes da India, os cai-
vetes em liirina de punhal, as almofadas uaracarruagens, as pedra lvr.-.da para la-
nado, as pedras decanta.ia p.ra porles, portas e jaut-IUs, as pedias lavrai s pata
encanainenlos, cepas, cnnliacs e cornijas, o assucar relinado, cryttelMUO ou de qual-
quer mimeira conl'eilado, o cha, a agoardente, a cervej a cidra, gene.:ra, o mar-
rasquino, ououtrnslicores, e os violtos de qualquer'malidade e precedencia
Pagar 40 p. c. as alcatifas ou tapetes, o canhamaco ordinario ou groMsr, as
balancas de q.ialquer qualidade, e roupa feita, nao especilicada na tarifa, as cartas pa-
ra jogar, as escovas de caito de marlini, o fogo da China em cartas, ou quilquer cin-
tro logo de arlilicio, o papel pintado, prateado. ou domado, sendo de iiuahdades
linas, o papel pintado para loriar salas em collecces ou paizagens, o pa|iel de Hol-
anda, imperial, ou outro nao especilicado na tarifa a plvora, os saboueles, o sahao,
o sebo ein velas, as velas de Slearina ou composico, as amenas, ou onlras (rucias
em frascos ou latas, seccas, em calda, ou em espirito, o chocolate de cacao ordinario,
o vinagre, os carrinhos, carruageiis ou caixas. jogos, rodas, arreios para urna e ou-
l-a cousa as esleirs para forrar casas, os carros para coiiduzir gente, os sociavcts,
silhes, os areiciros e tiutclros de porcelana, e qualquer objecto de lonca nao cum-
prehendido na tarifa; os lustres, os clices para licor ou vinlio de vidro liso ordina-
rio, os de vidro moldado ordinario lavrado ou moldado e lavrado ordinario da Alie*
mulla e scinelhantes os de vidro liso moldado ou lavrado, de fundo corlado ou liso,
cotn molde ou lavor ordinario ; os clices para Cliampanhe ou cervrja, as canecas,
e coitos dircilos de 10 a I cm quartilbo, as garrafas de vidro al I qnarlilhc ou mais,
sendo todos estes objectos de ns. I e! as garrafas de vidro pretas ou escuras da
nicsma capacidade, comprebendidas as que servem para licores ou I,e-Roy ; os copos
para tabernas at utna caada, os frascos de vidro ordinario com rolhas do tnesnio
li 3 Mir.is ou mais ; ou sem rolha al 2 libras ou mais, os de lioca larga com rolhas
do niesmo, al 4 libras ou mais, ou sem rolha para opodehloc os videos para a-
lampadas ou candeiros, as taboas ou follias de mognoou oulra madeira lina, e ttas-
tcs de qualquer inadeira.
Pagarlo 25 p. c. o aro, alcatro, zinco em barra ou em folha, chumbo em barra
ou len.-ol, estauho cm barra ou em vergiiinba, ferro em baira verguinba, chapa o
liuguados para fundico, folha de [-'landres, galha de Alepo, lata ein folhas, laloem
chapa, nuiiim, salitre, vime, bacalbo, pene pao, e qualquer ouiro, secco ou sal-
f.i.l.i ; bolacha, carne secca ou de la I moma, berva-doce. Inhiba de trigo, pellicas
iranca ou pintadas, cordoves ou cortes de bezerro para calcado, bezerros e couros
euvernizados, couros de porco ou boi, salgados ou seceos, sola clara para sapaleiro
ou correeiro, cobre e caparrosa.
Pagar 20 p. c. o trigo cm grao, barrilha, canotilho espiguilha, fieiras, fios,
franjas, lanlijoulas, palhetas, passamanes, sendo de ouroou prata eutrclin, ordina-
ria ou falsa : galoes da mestna natureza, ou tecidos com relroz, liiiho. algodo ou
seda, rendas ou entreodos de algodo uo bordados ; rendas de fil, as de algodo,
relroz ou Irocal j lencos de cambraia de liuho ou algodo, e bandas de retroi de
malla.
Pagarn 10 p c. os livros, mappas e globos geographicos, instrumentos nialhe-
maticos, de physica ou chimica, cortes de vestidos de velludos ou damascos, borda,
dos de prata ououro lino ; rctroz ou tracal, e cabello para calielleiieiro.
fagaru 6 p c. o canutilho, cordao de fio. espiguilha, fieira, fios, franjas, ga
lio de lio ou pall.itv lanlijoulas, palheta, rendas, cadarcos e lodoso mais objec-
tos desta natureza, sendo de ouro e prata fina.
Paga- 5 p. c. o carvo de pe.ha, ouro para dourar, ou quaesquerobras e
utensis de prata,
Pagar 4 p. c, as joias deouro ou prata, ou quaesquer obras de ouro.
Pagar 2 p. c. os diamantes e outrai pedras preciosas soltas semeules,"plan-
*as raras novas de animaes uteis.
Pairarn 30 p. c. todos os mais objectos.
Os gneros reexportados ou baldeados pago I p. c. de direitos alm da armae-
etW| e o despachante presta (.nica at a approvaco desta medida pela Assetn-
bla Geral.|
Coticedem-se livres de armazenagens, por IS das, as mercadorias de Estiva, e
i inezcs as outras ; fiados estes prazos, pagano,"/? p. c. ao mez do respec-
de qualquer naco, que sobrecarregar os gneros brasileiios de maior direilo, que
ii;iiaes de oulra naco.
Os artigos nao especificados na pauta pago o direito ad valoran sobre a factura
apresenlada pelo despachante i podeudo poim ser impugnados por qualqutr oflicial
da Alfandega, que etn tal caso pagan importe da factura ou valor, eos direilos.
No caso de duvtda sobre a classificaco da mercadoria, pillea parte requerer
arbitramento para designar a qualidade e valor da pauta, que Ihe compete.
Sao aculas de diicitos as machinas anda nao usadas no lugar, em que forea
hsa portadas.
EXPORTACAO Os direitos pago-se sobre a avaliaco de urna pauta semi-
nal na razo seguitile -. Assucar 10 p c. Algodo, caf, e fumo 12 p c. Agoar-
dotile, cotilos, e lodos os mais gneros 7 p. c. Alem destes direitos pago-se is
lasas de 160 rs cm cada caixa, de 40 is. em cada fecho, de 20 rs. em cada barrica,
ou sancos de assucar, e de 40 rs em cada sacca de algodo.
Couros e todos os mais gneros sao livres de direilos para os portos do Imperio, a
excepeo do algodo, assucar. caf, e fui/.o, que pago 3 p. c. e as laxas por volunte'
Os nietaes preciosos ein barra pago de direilos 2 p c. obre o valor do mer-
cado, e a piala e o ouro amoedado nacional ou estrangeiro paga nicamente '/i P- c
Os escravos exportados pago 5/000 por cada un
DKSPEZA DO PORTO As embarchces nacionaes, ou estrangeiras, que
navego para fora do Imperio, pago 00 rs de ancoragem por tonelada : eas
nacionaes, que navego entre os diversos portos do Brasil 90 rs. As que entraren
em lastro e saliirctu coui carga e vice-versa, pagar mtiade do mposlo supra e um
terco as qiieeuirarem, esahiretn etn lastro; e niesmo as que entrarem por franqua,
ou escala, quer enlrein em lastro, quer com caiga Desta imposico poim iero
isenlas as que impoiiareiiimais de 100 Colonosbrancos, e as queenlrnVem poi arribada
forrada, com tanto que estas nao carreguem, ou descarreguem s mente os gneros
necessarios para pagamento dos reparas, que fizeieui.
VENDAS DE NAVIOS As embsrcaces estrangeiras. que passarem a ser
nacionaes, pago 15 p. c e as nacionaes, mudando de proprielano, ou de baudeirt
pago 5 p, c. sobre o valor da venda.
r
dous
o valor.
REVISTA SEMANAL.
CAMBIO Pelo Antlope, houveio Iransacces regulares a 28, 28 '/ 28 "/
diubeirns por I* res.
ASSUCAR Entradas regulares, e oflerecido pelos creeos qunl" js
AI.OODAO Entraro 632 saccas, e vendas as quotaces.
( ni IIOS Menos procurados, e vendas pelas quotaco,
BACALIIAO Entraro dous carregaineutos com 4000 barricas, que consta
leiem-se vendido de 11,700 a t2,ooo ris.
KAR1MIA DE TRIO Nao houvero entrada); vendas pequeas, e sem
alteraco nos precos.
vIMIO Entraro cerca de 400 pipas de Portugal poucas vendas.
CARAE DE CHARQUE Nao tem havido entradas ; o deposito he de 2S
mil arrobas, geralmeule de mu. qualidade.
Resumo das t'mbareacei existentes neste porto no da 71 de Novembro di 1846
Austraca............................................................. i
Brastleiras ............................... 28
Melga...'''..............,,........,............
Diuainarqueza......................................................... -
1' i. u ei / i >................,...........................................
I lespam.olas.................-..,................................... '
Porluguezas.......................................................... t
bardas...*...,...,.....,..,.,.,.....
Sueco................................................,.........., I
U
. Tttal
A Provincia gota tranquillidad.
Os rdiretos das fazendas, que pago por rara, dere entender.se vara quadrada.
Os direitos nao podem ser augmentados dentro do anno fiuanceiro ; masoGo-
verno [todera mandar pagar em moeda de ouro ou prata urna vigsima parte das que
lorem maiores de 6 e menores de 50 p. c. dos precos das mercadorias, ou niesmo
dlniiiinil-os, segundo Ihe parecer.
O Covtrno est auloiisadoa estabelecer um direilo difl'erencial sbreos gneros
A


(5)
i ........i ni i i i ti i iiii ir~
LISTA das Embarcaces existentes nesle porto al o da 21 de Novembro de 1846.
TOADAS. DONDE f BM. CASCO. NACAS. NONES. TONS. MKSTRE. CONSIGNATARIOS. DKSTIN0.
Outubro 18 Trieste p. Regua brigue Aust. Cont de Hartig 111 Antonio Persch Lenoir Puget Se C. Genova
A gofio 28 tetemhro 2 Babia Hiate Brazil. S. Antonio Flor do Rio 27 T._ Gonce Ivs d'Almeida Jos de Oliveira Campos
Babia sumaca * Santa Auna 92 Joo de Dos Pereira Novaes Si C
0 Ass. sumaca S. Joo 44 Urbano los dos Santos Jos Maria Barboza Rio Grande do Sui
12 Hio Grande Jo Pul bair. m0 Geneosa 298 Jos de Olveira Suuza Araorm Irmos Porto Alegra
Porto Alegre bii^ue "" Argos IH7 Jos da Costa Pimenta a
14 r.G doS. eR.J 1 " Dous Irmos 177 Jos Antonio Mara Joo Francisco da Cruz
. n Itio de Janeiro brigue ~ Veloz 109 Jos IVIaria da Gonceico Amor m Irmos
2 llaliia Dri/ue * Victoria 181 Rento Jos d'Almeida a
Outubro * S. Mallieiis Garop " N. S. do Bomfira SO Domingos Soares Gomes l.uiz Borges de Siqueira
. 4 Aracaty sumaca ~~ Santa Cruz 74 Jos Joaquim Alves Machado & Pinbeiro
i II Rio de Janeiro brigue ~~ Brlzano 232 Manoel da Nlva Santos \ mu i iii> Irmos
. 14 Rio Grande do S. patacho hiate * Loureoco 138 Jos Mara da Graca Amorim Irmos
> II Ass ~"* Andorioha 72 J. A. de Magalhes Bastos
! Aracaty sumaca a" Carlota 64 Jos Goncalves Simas l.ui/. Jos de S Araujo
Novembro 1 Ass brigue Despique Sagitario 178 Jos Joaquim Duarle Machado S Pinbeiro Rio de Janeiro
3 Rio de Janeiro braga* 260 Manoel Francisco dos Res A. F. dos Santos Braga
Aracaty hiate mm Espadarte 27- Joaquim Jos dos Santos J M. dos Santos Caidozo J. P Lemos Jnior
4 A a paUcbo mm Laurciitina 110 Lourenco Jos das Neves
Novembro 7 Aracaty hiate ~ Tentador 4 Antonio Jos Barroco Silva Sc'Grillo Babia
8 rjlo U Aracaty brigue " Atla 182 Vicente Jacome
a Lislioa bri-esc. Veloz 2S2 F. B. de Mallos Lisboa Manoel Duarte Rodrigues
. 16 Ass brigue mm Soares 187 Jus iiionin Cabral Guadino Agostinho da Barros Rio de Janeiro
>8 Ass bague mm Conceicao 163 J J de Siqueira P. Jnior Amorim Irmos
10 Aracaty hiate mm Flor do Hecilc 32 Jos Machado Braga Luiz Borges de Siqueira
i Baha hialf nereida 97 Manoel Francisco da Silva Carlos Augusto de Moraes
21 Rio de Janeiro barca Constancia 460 Antonio d'Alineida Guadino Agostinho de Barros
Ceer brigue Bella Hanoela 264 Jos Mara Regs Amorim Irmos
Jimho 10 Gabo barca Belga. Amelia 179 E. Nodson A Ordem
Sflcml.ro II Londres brigue Dio. Louse 209 L. Ellwrg N. O. ReberSiC.
Novembro llambiirgo hi igue """ Tritio toa J. J. Dal N. O. Iiicbcr SC. Afretar
Outubro SI Havre de G race brigue Franc Armorique Arago 223 Varlet Dedier & Colombiez Havre
Novembro 11 Marsclha brigue mm 176 Deyrien Luiz Bi uguiere
Outubro i B. E M-laga breue Hesp. Othello 210 W. Recomev Nascimento 8 Amorim Uarcellona
Novembro II S. C. e Tenerife paUcbo ^~ Novo Raio 124 JooPli Joo Pinto de Limos & Filbo
76 Glasgow escuna Ingl. Carolina 160 John Stantay Adamson Howie & C. Canal
Novembro H Liverpool barca Esther Ann 2G6 Thomas lluuter James Crabtree St C. Lir. pela Parahyb
l> escuna Consorl 199 John Smiiii Jones Paln 8: C. Aire lar
14 a patacho Hazard i -'.' Paslot Rozas Braga ai C. Dito
> 18 Liverpool galera Sword-Fish SIS Rieharol Grecn Me. Caliiioiit a C. Liverpool
> Terra Nova escunii Harriet 124 W.m Williams James Crabtree St C. Afretar
20 brigue ~ Andes 216 W.n Patrickson Latham St llibbert
Outubro 17 Porto barca Port. Espirito Santo Prima vea SI4 Rodrigo Joaquim Correia Francisco Alves da Cimba Porto
21 Baha brigue 247 Jos Thomas de Lima A. Joaquim deSouza Ribeiro Dito
Novembro 12 l.isbia brigue Tara jo 1. 233 M. d'Oivera I/aneen Firmino Jos Felis da Roza
It Porta brigue Ventura Feliz 275 Manoel Francisco dos Santos Joaquim Femaudes Mendes
10 Lisboa brigue Josephina Emilia 186 Isidro Iris da Silva F. Severiano Itabello St Filbo
Malo 18 Montevideo hrigue Sardo Pvlades & Oestes 148 Antonio Grandelo M. Joaquim Ramos Silva Fredeiick rtobilliand Afratir
Oi-tubro 30 Rubia barca Washington 230 Antonio Copla Afretar
Novembro 12 Antuerpia brigue Gitnma 144 Jos Cardiglia F. Edleman Afretar
Novembro 20 Stoire brigue Sueco. Rapd 280 Damberg Me Calrnont&C. Afretar
\
Pernambuco na Typograpliia de M. t. de Faria.1846.
*
\




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