Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00449


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Full Text
Anuo de I84G.
i mi i
Sabbado 21
a>
O DIiIKIO pubHci-se lodos o dias que nio
forero de guarda: o prcro da signatura lie He
4lon rs. por quartel, pagos adiantados. Os
annuncios dos assignanles sao inseridos a razo
de I" ris por linha, 40 neis en typo difieren-
le, e repetices pel> metaele. Os que ho fo-
rero asignantes pg5o 80 res por liaba, e IGO
em typo dilferenle.
PHASES DA LOA NO SIEZ DE NOVEMBHO
l.u chela a 1, aa O horas e 51 minutos da inanb.
Mingoantea 10, as '> dorase S min. da manh.
I.ua ora a 18, as 8 doras e 89 min. da larde.
Creaecnte a Js, as 8 loras e 11 rain, da larde.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Parahrha Segundas e Setlas (eiras
Rio Grande do Norte, cliega as Quartas felrai
ao mel da e parle lias mesmas horas as
Quintas feiras.
Cabo, Serinhaam, Rio Formoso, Porto Calvo e
MaceyV no l., II e2l de cada mes.
Garanlums e llouito a 10 e 24.
Roa-Vistae Flores a lie 18.
Victoria as Quintas feiras .
Ollnda todos 01 dias.
i
PREAMAR DE HOJR.
Primeira a 8 h. 54 minutos da manilla.
Secunda a 7 h. 18 minutos da tarde.
de Novcmbro.
Anno XXII.
N. 6.
DAS DA SEMANA.
;(1 Secunda. S. Valerio. Au I. d i J. dos orpl\
edo J. dof.. da 2. v., do I. M da 2 v.
17 Terca. S. Gregorio Aud. do J. do cir. Ha I.
v. e do J. de pai do 2. dist de l.
Is Quarla. 8. RomSo. Aud. do I do civ. da 2,
v c do J, de par do 2 dist. de l.
19 Quinta S .* tibial. Aud. Jo J. deorphos,
do I municipal da I. vara.
20 Sexla. S. Flix de Valoii.. Aud do J. do civ.
da l. v ., erio J. He paz d I. dist. He I.
21 Sabliado. S Columbino. Aud, do J.do cir.
da I. r., e do J de paz do I. dist. e J. de I.
22 Domingo. S. Cicilia.
CAMBIOS NO DA 2 DE NOVEMRRO.
Caml.io sohre Londres 28 a 28'/,d. p.lfa 60 .1.
u PaiiltSS ris por I raneo.
,. I.ishoa 100 "/ de premio.
Desc. de letras de boas lirmas I '/.p. /,omer..
Our,)Onras lieipanliolas < JlfOOO a 3l#50O
. Moedasdc CJtno vel. I8i200 a I840O
denj400nov. m|000 a I6|I00
de 44000... 9/100 1 9I0
Prata Pataces........ I9M a 2/0ui)
.. Pesos columnares. 20000 a 2|0ld
* Dilos .Mexicanos. I|9J0 a l#40
Muda.. ...... 10760 a 1478
Accesda Coinp. do lleheribe de 50*000 ao par.
DIARIO DE PERNAMBUCO
PARTE OFFICUL.
DE' RETO N. 478, DE I2.DE OUTUBRO DE l840, PARA
A ARRECADACAODO IMPOSTO DOOURO.
Tendo otivldu a seccio de.fazenda do meu concelho de
estado sobre as duvidas ltimamente apparecidas ua exe-
cuco das lele, que regulu o curso e gyro do ouro em
por nrrrradaco do respectivo imposto j e sendo indis-
penaavel fizar a titelligcncia das nfimas leis, reino-
vendo difliculdadcs, que milito cstorvo a marcha do
servico publico e lisralisaco das rendas naeiouaes : he i
por bein, que se cxecule o regulamento, que cun este
h.ilxa, asilgnado por Antonio Francisco de Paula e Uol-
lanila CavaTcanli de Alhuquerquc, do meu concelho, se-
nador do imperio, miiiislro c secretario de estado dos
negocios da falencia e presidente do tribunal do tbesou-
io publico nacional,-que asshn o lenha entendido e faca
executar com osyjcpai los iecessarios. Palacio do Rio-
de-Janeiro em i2 de outubro de 1840, -.">' da indepen-
dencia e do impriio Com a rubrica de S M. o Impe-
rador. ~ Antonio Francisco di Paula i llollania Catalcanti
de Albuqucrque.
KM. [LAMENTO. A QOE SE REFEIE O DECRETO DESTA DATA SOR M.
478, PARA ARHECADACAO DO IMPOSTO DO OURO*
Artigo 1 O ouro em p ter livre curso c gyro nas
provincias, que o prodii/.ein, seja qual fr a sua quan-
tidade, como o permitiem o decreto de88 de noveinbro
de iS3i c art. 94 da lei de 84 de outubro de 1832. Nas cin-
tras provincial so poder gyrar e correr depois de redu-
cido a uioedas, ou barras na casa da moeda.
Arl. 2. O ouro em p s poder sal ir das provincias,
que o producen), para ser directamente levado s ca-
pitaes da curie e da provincia da lladia, c cidade de
hamos, na provincia de S.-Paulo.
Arl. 3.* O ouro em p, que fr conduzido d cidade do
K in-dc-Janeiro, ser manifestado na entrada della, vi n-
dci por tetra, na agencia do imposto do gado nn Pedre-
gullo, ou em qualquer oulro lugar, em que seeslabele-
ca ; e viudo por mar, na alfandega, te chegar em dias
deserrifo e a horas do expediente, e fura destas horas c
nos dias feriados se manifestar na capitana do pono,
no arsenal de marinha, onde licar guardado em de-
posito.
Art. 4." O ouro em n, que fr manifestado na agen-
cia do gado, ou na alfandega, ser logo remettido a ca-
sa da moeda, acoiupanhado por um empregado da re-
partirn, que ua volta apresentar documento da en-
trega.
Arl. 5. O que se manifestar na capitana do porto se-
r da iiirsma sortc remedido casa da mneda, no pri-
meiro dia de ser vico, acoiupanliaudo-o os douos, ou seni
riles, se nao comparecerein s horas, que Ihe tiverem
sido designadas.
Arl. 6 Na alfandega, capitana do porto e agencia do
imposto do gado se tomar prnmpta e gratuitamente os
manifest!, que Ihcsfrrm fritos pelos conductores do
ouro, e sero lancadoNi em livros, para esse flu especial-
mente designados abr tos, numerados, rubricados c
encerrados pelai meamas autoridades, a queiu compe-
le numerar e rubricar os oulros livros dessas repar-
tices.
Art.7.'Os livroi, deque trata o artigo antecedente, te-
rao de talo e imprrssos, de mancha que de cada um
dos Irruios liaja cloiis exrmplares, um que fique no talo,
c oiiirii i|iie acompanhe b ouro para a casa da moeda.
Art. 8.* os termos do manifest se laucar smente,
em duplcala, na furnia do artigo antecedente com
simplicidade c clare/, i, o dia, inez e anuo o nome do
eonduclor manifestante, sem se declarar se he ou nao
doiin, a quniitirl.ide do ouro conforme a declaracao do
me-nio'inaiiifesianle, c assignalura do chefe da rcparli-
eo e do sen respectivo escrivo ou secretario.
Arl. 9. O voluineoii einbiulho de qualquer nalurc-
z, que contiveruouro em pci manifestado, sem se abrir,
sera immediatamente lacrado e sellado, com o sello das
.i. ni is do Imperio, de que usar a reparticao ; e quaudo
chegar casa da moeda. enio ser ah aoerto'na presen
ca'dos empregados e dos nianifestanles, para se fater o
peso, de que se ha de faier a entrada. O peso, qjje assini
se verificar, lera o valilo, lano para as partes, coma
para a fazenda nacional,.posto que discorde do mani-
fest para inais, ou para menos.
Arl. iO. Depois de pelado o ouro em p, e deducidos
drlli- os direilos de 5 por ceid, na forma dai Iris, ser
i rehuido a uioedas ou barras, vouiadc dos manifes-
tantes, a queni sedar conhecmento da entrada, pa-
ra vista drlle se Ihes fazer a entrega depois da sobre-
dita redncfo.
Art. ti. Nas cidades da Baha e de Santos se larao
manifest na alfandega de cada una dellas, na l'im.i
dos artigo0,7 <-8. quando oourotiver de er reuiel-
tido rasa da moeda da corle.
Art. i!. Neste caso, procedendo-se na conformidad.-
'loprimiia pan.' d artigo 9, se entrgala ao manifes-
tante o voluinc on enibrulhode ouro com o lerino cor-
tado do talo, para icr apresentadd na casada moeda,
prestando o mesino manifestante nanea idnea a mos-
trar ler feilo a entrada na casa da moeda dentro de cer-
lo praz, que ser fizado na forma do artigo 84. do re-
gulaineulo de 22 de juuho de 1830, ou a pagar, na Talla,
a importancia das penas de contrabando.
Art. 13. Quando -os manifestantes de ouro, por falta
da prestar da nanea, por sua voulade, deixanin de
conduzir o ouro manifeiudo para a calada moeda, na
alfandega respectiva Ihe lera pago na raso de 4/000 rs.
por oitava de 82 quilates, depois de se ter procedido
abertura e peso, uos termos da segunda parte do artigo
9 e deducidos os d.reilos de 5 por cepto.
Art. i4. Para pesar e qualilicar o ouro, c designar o
valor delle, regulado na tabella aniiexa a cite regula-
menlo, havea em cada una das dilai a.lfaudegas um
empregado,que lenha para isso anecessaria doneidade;
sendo coiii-picfereiiciu encariegado dcsle servico alguui
dos que ja eslo empregados nas mesmas alfaudegas,
com a gratificacao de lueio por cento.
Alt. 16, yuando o empregado para tal servico fui'pes-
soa de fra, ter a gratilicaco de I por eruto, o a no-
ncacao de mu ou oulro lera feita pelo respectivo inspec-
tor da alfandega," com approvayo do da lliesoiir.lri.i.
Art. 10- Para satisfacer s dispoaifdrs doi artigos 14
e 15, haver nas referidas alfandega as bataneas pro-
priaspaia o peso do uro, e os inais utensilios necca-
laribi para a sua qulilicaco, fornecido ludo pela casa
da moeda. '- '
An. 17. Todo o ouro em p, que fr adiado fora dos
provincias,que o producen), e fura das estradas e caini-
uhos, que se dirigen) para ai sobredltas cidades do Rio-
de-Jaueiro. Bahia e Sanios, ou seja por nielo de buscas, a
que se proceda em conicqucncia de denuncias, nos ter-
mos do decreto de 27 de setembro de i827, ou seja por
oceasio de quaesquer outras buscas c diligencias lis-
caes, que se faeno em execnco dos rrgulamrntos das
alfaudegas, consulados, recebedorias, crrelos ou outlfcs
quaesquer repartiedes ficaes, ou seja accidentalmente,
ser apprehendido, e se formar o competente proces-
to, para seren punidos os extraviadorrs.
Art. 18, Da inrsiiia sortc se proceder qunelo o ouro
em p Tur achado no interior das referidas cidades do
Rio-dc-JaucIro, llahia e Santos fora do lugares do ma-
nifest.
Art. l9. Sero autoridades competentes para conhe-
eer de taes extravio e contrabandos, e impor as penas
respectivas em procesaos meramente administrativos,
o provednr dacasa da moeda na corle,' e os administra-
dores do comulado e inspeotores das alf.imleg.is nas
provincias liltoraes do imperio, na conformidade dos
regulamentos das alfaiidegaa e consulados, c com os
recursos pelo modo c nos casos nelles especificado!.
llio-de-.laneiro, em 12 de outubro de l846.~ Antonio
Franciico de Paula c llollanda Caoalcanli de Albuquerque.
Tabella, pela qual se dne regular o precos, por que se pagar
o ouro en Santos e taina, quando as partes o nao conduii-
iiii para a casa da moeda.
QULATEI.
tH, 3 gr. .
QUILATES.
22
3
s
8!,
2'.
2i,
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20,
0,
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20.
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19,
19,
19
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gr.
gr-
res.
4^000
3/954
3#009
3/864
3/8i8
3^773
3/727
S
3/501
3/fvt
3S.....
3/454
18,
18,
2 ir.
1 gr.
i7, 3 gr.
17. i gr.
17, 1 gr.
i7
16, 3 gr.
10, 2gr.
16, 1 gr.
10
res.
3/409
3/363
3/318
3/273
3/227
3/182
3/1.36
3/001
3/045
3/000
2/H54
2/90
DEC RETO N. 480 DE 24 DE Ol'Tl'llRO DE 18
<.;.
Resolv diversas duvidas sobre a lei requlamenlar das clei
fes, n/im de que a mesma lei seja uniformemente executada
em todo o imperio.
Solicitando a cmara municipal da cidade do Serr,
na provincia de Mrnas-Gernrs, esclarecimenios sobre al-
gumas duvidas, qwe enconir.i na execucao da lei n. 387,
de 19 de agosto do crreme anuo, que regula a maneira
de proceder s eleices ; e ponderando o presidente da
mesma provincia, que alm daqurllas podem nimia
suscitar-Si- outras duvidas, todas as quaes se reduzem s
seguintes: primeira, se derru considorar-e como pa-
roeliias algn curatos, que, nao sendo vrrdadeiras pa-
rochias, por nao seren collados os sena capelles, min
receberem congruas dos cofres pblicos, sao comludo
independen tes entre si, e teem capelles curas, Hornea-
dos pelo prelado, a cuja diocese perteneem, com todas
.i- aiti ibnr cii's. que comprteiii aos parochos; segunda
em que mesa parochial dever ser entregues e apura-
das as listas, que> de juies de pal, qucV de verradore,
quando a jurisdireo de pac de nina paroehia eoinprr-
ITende parle de outra ; terceira, se os dons eleilores e os
dous supplentrs, que segundo o art. 8, teem de couip'r a
junta de qulilicaco, devem ser lirado simnle den
tre os eleilores esupplenles da paroehia subsistente, no
caso de ler havido suppresso de parochias c Incorpo-
rac"o total de sru territorio ; quart'i, se, quando o empa-
te de votos obsta ao conhecmento do menos votado da
primeira turma e do mais volado Ha segunda, bi'm como
ti diviso destas, deve-sc recorrer lorie entre os empa-
tados presentes, sobre que versa a duvida, t dest'arte
marcar-te o lugar, em que seus nomedevenid ser pos-
to na siibstiluivo quinta, se, tendo o ni'. He paz de
eonvnlar, na forma do art. 4, um numero de lupplen-
les igual ao dos eleilores migiuarios, acontecer que o
uo possa fazer, por havereni lanos supplenles empata-
do, que excedo ao numero preciso, dever ser con-
vocados todos os empalados, e na oceasio da formaeo
da junta,de que trata o art. 8 sorteados os que ho de
prrfazer o numero ou se este sorleio deve ser feilo an-
tes que o juiz de paz convoque os supplenles ; sexta", se
os empatados, que nao forein designados pela sorle pa-
ra completar o numero desiipp'lcntei, eslao subjeltos
inulta imposta no art "26 5.*, n. 2. E conviiido, para
que a citada lei seja uniformemente executada em lodo
o imperio, nao o esclarecer aquellas queildet, mas
anula a que poder tutcilar-sc sobre a formaco da nie-
sa de qualilieavo nas parochias, em que todos os eleilo-
res lenho fallecido ou se achem ausentes: hei por bein,
tendo ouvido aseceo do concelho de estado, a que per-
teneem os negocios do imperio, declarar o srguintc:
l. Quedevein, para o acto das eleices, reputar-se
como verdadeiras narochia o curatos indepcndentes,
L* Oue, no caso de ter havido suppreisSo de umaou.quc me haviao de perseguir anida, quando achando-
is parochias, dever os dous cleitores c o dous sup- me no Ferrol recebi ordem de me apresentar lem perda
ules, que na forma do artigo 8. teem de compur a de lempo na Corunli i pnantc o capiliio-general de Oa-
3
na
pente, que HfdrnM do artigo
Junta de qulilicaco, ser tiradas smente dentre os e-
leilore e supplentes da paroehia subsistente, islo lie,
daqucll i, aque se liver incorporado o territorio das ex-
tinctas; porque, alen de dever suppr-se a paroehia
subsislente mais Importante do que as suppriiuidas,
tanto em pnvoaco como em eleilores c votantes, ac-
cresce, que, deizando de subsistir os vereadores e juj-
ees |de paz do municipio e Histi lelo, que se incorporao
em oulros, di' modo que seus habitantes Itco subjeitcs
s auloiidailes do municipio c disliiclo, a que assim f-
rao incorporados, uo ha fundamento para que o con-
trario se pralique a respeilo dos eleilores c supplenles,
lauto mais quaulo seri.ijmpossivel altendcr aos eleilo-
res Ha freguecia rxtincla, que fosse Incorporada a diver-
sas, por se nq nhVercccr nielo algum de distribuir por
estas os rlritares Haquella.
4. Que, quando o empate devotos de alguns chito;,
re obsle ao conhecmento do menos volado da priinei-
ra turma, c do mais volado da segunda, bein como a
divisan deslas, se reciura & torta entre os empatados
preteute, sobre os quaes versar a duvida, inarcando-sc
assim o lugar, cm que seus minies dever ser colloca-
dos, porque nao s cmgeral, mas aluda pela disposico
do artigo lt5 da lei, asorlc he o recurso mal! apropia-
do para curiar por oceurrencia leiuelhaiilcs.
5." Que, acontecendo uo se poder facer a convocaco
do numero exacto de up|ilentc, deteruiinado noarl. 1",
por havercni lautos empatadas, que excedo ao iiuiuero
de eleilores, se recorra tambem tone cu'rc os empa-
tados, precedendo o que primeiro sabir designado ao
que se Ihe seguir at inteirai-sc o numero preciso, e pa-
ra este fin sern convocados todoi os empalados, em cu-
ja presen,;.i e na oceasio da formaco da junta se proce-
der ao sorleio, que ter assim com a garanta da pu-
blicidade a de ser feilo peanle os que uclle sao iiitcies-
s.ido. mais directa e inmediatamente.
6. Que os supplentrs empalados, que, sendo convo-
cado para a formaco da junta de qulilicaco, nao
coinparecerciii, ou, leudo comparecido, nao assignanmi
l acia, lico suhjeilos multa do ii.2f)- artigo i26,
iiimprehendidos iiiesmoaqiielles, que uo forein esco-
llados pela son para coinplelar-se o niinicro preciso ;
poique, sendo imposta aquella prna falla de compaie-
riniriito, nao seria justo isenlar dell i aos' que nao com-
parccescin s porque a lorie os uo houvesse designti-
do, quando alias podia ter nelles recahido.
7. Finalmente, que, quando tenhlo fallecido ou se a-
cheini ausentes todo os eleilores de alguina paroehia, se
proceda uella junta de qualificaco pela maneira in-
dicada no artigo 8.' : e porque, supposto teuha oulra ori-
gem a regia esiabelccida iiaquelle artigo, a hypolhcse
he a mesma alli providenciada, islo he, a absoluta falla
de cleitores, deve, portanto, observar-se a mesina re-
gra.
Joaqun) Marcellino de Brito. do meu concelho, nii-
istro e secretario de estado dos negocios do imperio, o
lenha assim enlendido e fa(a executar. Palacio do llio-
de-Jaueiro, em 24 He outubro de l846, vigsimo quinto
Ha Independencia c do imperio.
i mu a rubrica de S. M. o Imperador. .
Joaquim Marcellino de Brito.
EXT
se
IIESPANHA.
ADHID, 26 BK SKTEMI1RO.
Protesto do infante I). Ilenrique dirigido s
cmaras hespanbolas.
As cortes se acharan em breve reunidas, e a el l.u deve
lirlgir sua vil/., do desterro,um principe perseguido. Ao
gove mi siria j escusado, IMcflo podei ia parecer pe-
iign-o. Smenle ai crlet conoillar o que te deve
tranquillldade do pas, ao decoro de seus principios, c
ao Intu o da fanrilia real.
Viva cu mili lunge da curte, o* Isento de todas as vis-
tas ambiciosas, exclusivamente dedicado niiiiha pro-
fisso de marilimo, quando por flus do anno de l845 fui
a Madrid com liccnca real, pira ver a meu venerado
mo verdad/irai parochias o curatos independcnlf
cujos capelles curas, embora nao sejo collado!, ncm
recebo congrua! do cofres publico, forein Horneados
pelo prelado da respectiva diocese com todas as all i bui-
ces, que conipeteiu aos parochos propriamente ditos,
porque lae curatos nao elo na raso das capella cu-
radas liliae, dependentes das parochias, com que fr-
mo um s corpo; e alm dislo, considerando a lei a di-
viso eccleiiaslica como base das operaces eleitoracs,
sei'u que contemple a posico do pastor, que preside em
cada una dessas dlvlsdct, desde que, como no caso fi-
gurado, a diviso he completa, que he o que exige a
le, deve em cada curato assim dividido e independeute
pratuar todo! os actos, que lo ordenado em cada pa-
roehia.
2." Que, no caso de conipreliendcra iurisdicciode pac
Lde una paroehia parle do territorio de outra, ser as
lista, lauto para vereadores como para juices de pac,
recebida na mesa parochial do votante; devendo a
mesma mesa apurar as lisias comniuus s parochias do
muniejpio, que forein relativas a cleico dol vereadores,
e reiuclter a Ha jurisHicco civil do volante as que dis-
lerein respeilo eleicn dos juices de paz ; parque, co-
mo votaco segu a qulilicaco, e esta comprchende
todot os habitantes da paroehia, qin-trnhao os requisi-
tos da lei, qualquer que seja a jurisilicco civil, aque
pertenco, he claro, que muguen! pode votar em urna
paroehia di lie rente daquella, a que pertenee, sem que a
islo obste o preceito da lei, que lornou pessoai a voto-
cao; porque, icudo a mesa parochial .a competente pa-
ra receber os volosdospnrocbianOs reipeclivos, he igual-
mente claro, que icpulo-se haver volado pessoalmcii-
tcosque, sendo de jurisdicro civil de oulra paroehia,
hajao dado suas lillas peraute a mesa da de que sao fre;
guer.es, anda que taes listas tenho de ter remcllidas e
apuradas em oulra mesa; por conterem votos de aulori-
dade cj'.ranha paroehia onde sao apreieniadas.
pal. Julgmi este eui scu cariuho paternal, c mais ou
ueno fundado un que eonhecia ou presuma da vonla-
de da rainha, que me achava no caso de tomar certa
iniciativa na imprtame questo do seu nialiiiiionio.
Cri ru ein presenca da opinio publica, manifeslada
Unnimemente pela imprensa de todas as cores, que
isso se nao podia fazer sem consignar por cscripto, c do
modo mais solemne, os principios polticos, que devin
ter-se presentes ein caso tograve, para segurar o thro-
no constitucional e a independencia da narao hespa-
nhola. Meu charo c bondoso pai encarregou-se de
apresentar em meu noinc a S. M. a expresso desle
seiitiineiitns ; e o que se passou empalado me obrigou
a publicar o nieu manifest de 31 d dezembro, o qual
nao podia ser bem avallado, ignorando-sc o motivo,
que produ/.io a (ni puhlicaco.
Desde ai|iicllrs dias eoinernii a' poca da ininli.i per-
seguieo, sem que apenas se lenha passado um, em que
nao possa contar um novo aggravo. Nao descerei a enu-
merar loHas as vexacocs, que tenho soilrido. liaslo as
mais publicM e not.iveis, para que as corles vejo, se
devem ou nao tomar alguno resolufo pelo passado,
que evite para o futuro, que os principes, bem como
os mais llespauliocs, sejo victimas da arbitrariedade
dn9 ministros.
Ha'vendo-iue feilo sahir prccipitadamciite de Madrid,
fui i ('reluci e Halado pelas autoridades de Glica, de
modo queme fe/, conhecer as duras provas, a que o mi-
nistros rcsolvcro subjritar-iiie. O apreco e acolhi-
uiento dos habitantes, que Ibes nao era dado demons-
trar, coinpcnsavo sem embargo tantos vexaiues, e
nunca gocei urna paz de alma, e de >nna tranqulllida-
de interna to completa, como loquclle primeiro pe-
rindo da ininlia perseguico.
Nao pensei se qur em adquirir una posico. em que
me houvenpm de respeitar os mesmos, queme perse-
gulo Pelo contrario auheleva no fundo de minio al-
ma, como a inaior fclicldade para a rainha e para a pa-
tria, que a escolha deS. M. recahissena pessoa de meu
querido irino, como mal digno de oceupar Lio dis-
linctoe elevado posto, o que bel manifestado com leal-
dade, logo que se me oil'creceo oceasio de u fazer dig-
namente.
Depois de to relevantes provas de abnegaco como
del naquelle lempo, r. vlvendo tranquillo e absoluta-
mente isolado, nao podia eu ento coinprehcuder o por-
lica, que me eoininunicou a ordem, que junio, com
n. 1, para que dentro de quarenta e oito horas sahisse
do reino, apezar de qualquer inconveniente, anda incl-
ino de enfermidade, circunstancia consignada na ordem
do governo, que me entregou, para que me intelrasse,
mis que nao me dcixou em meu poder.
E por respeilo rainha por amor paz, consent
nesta tropela, e escrevrndo aS. M. nos termos, que so
vceiu no documento n. 2; embarque! para i'ayonna ne,
gindo-se-me, ao deixar ai praias da minli.i patria, as
honras devidas niinh.a, ciaste, e sendo objecto de
crucis prcveinjes feilas ao comiuandanle da embarca-
cao, que me coudiizia, a queni de mai a mais se exigi
recibo da minio pessoa.
Att1 onde a aeco e o poder dos ministros poda facer-
se seniir na trra cslrauha, experiinentei os efteitos da
sua ira. .
j -Nao. podendo coniprehender o verdadeiro motivle
o objecto, que se propunba, al quecm Pars aonde lo
bondosamente fui recebido por meu augusto lio o re
dos Frauccccs, vi claramente, que n:io me caitlgavao
por haver aspirado um dia mo de S. M., mas o nao
continuar uestedesejo, suUmrtUndo-me a certa influencia e
combinando-o com certa rcmi/irao. Nunca pensei dizer
islo, masa repreaentaco nacional Ihe devo cu toda a
veriade, c nao bel de fallar a elle dever, como nao fal-
tei em Pars aos que me ligao com a iiiinha patria o
com a minio familia.
Sahi precipitadamente Haquella capii.il paradle pa-
cifico reino, aonde tenho vivido retirado o tranquillo,
se bem que calumniado, esperando o desenlace da
questo, que devia decidir da minio sor te. Fizcro-se-
me propostas por va, para iiiiin a utais rcspeitavel,
para voltar llrspauha. Consultando meu intereste
pessoai, devera talve/. aclmilli-las ; mas, allcndendo i-
inente a minio dignidade e a meu severos principios,
rechacei-a declarando, que posso exigir e devo obter
mais tarde ou mais cedo nina reparadlo completa, tu
honrosa, como (Di grande a injuslira de inc expellir do
Paiz- ,
O silencio, que se teguio a estas eommunicacoet, de-
via ser precursor de alguin grande tucoetto, e com
clcito assim succede : u casamento snlc-ininentc au-
iiun. iado de 3 M. com meu querido irino, c o da in-
fama com o duque de Moiilpensier, que se accordou ao
inrsmo lempo,' aluda que nao foi publicado do mesma
modo na llespanha. O |iriineiro completa nicus desc-
jos repetidamente manifestados, e o segundo revela
llespanha e Europa o que eu comprehendi durante
minio brevissiina residencia ein Pars.
Do uso, que a llespanha ea Europa faro desta revela-
co, nada tenho que dizer, nein me toca examinar, se
pude ou nao opprc-se a este enlace una clausula, que
no auno di- l si- iuterfu na consliluirao. O que me
toca de direito, e o que faipo, movido menos por vistas
ou interesses de familia, que pelo desejo de evitara pos-
Ibllldade de quesles dillicies, e acaso guerras de suc-
cessiio, que to funestas teem sido llespanha, he pro-
testar contra todo o direito eventual corda, que posta
coneeder-se aos lilhos Ho tiuque He Moiilpensier, se
chegar a unir-se inlanta. A renuncia, que a familia
He Urleans li/.cra no tr.it ido He 1 trceh, annuaria de
ante-mo ludo o direito drsla especie, quepodra de-
clarar-se ou suppr-se ; escudo a minio familia a inait
directamente prejudlcada," protesto perante as cortes
contra lodo o prejuizo, que possa seguir-se.
Assim, este documento, que respeitosamente dirjoao
eoiigressn, servir ao mrsiiio lempo para que a crlet
posso adoptar a medidas convenientes, para que no
futuro se re.spetem por sua ordem os direilos preferen-
te! de todo e caHa um dos individuos da familia real,
no que se lirina a tranquillldade a Independencia da
nacao, que, aonde qur <|iic eu me aehe he c ser o do-
lo He meu corato, como o de lodo o boui llespanhol,
sem distiocr.io ele partido.lame, 9 de setembro do
|846. Ilenrique Mara de Bombn.
[Diario do Ooverno.)
PERNAMSOCO.
A^SEMBLi;'A PROVINCIAL.
SESSO EM 17 DE NOVEMIIRO DE 1840.
inn.siiiF.sciv DO vie iii/.v ii.i\i:ii. v.
(Continuaco do numero antecedente.)
OSr. Villela 7'ai'ares: Senhor presidente, constau-
do-me, por noticias viudas da corte, que o baplicado da
Sereuissima princeza imperial nulo de eit'ectuar-sc no
da 15 do corr-ule; sendo este I icio grandioso de minia
importancia para o Ilrasil, e devendo eiicher de jubilo
o coraco de todos os llrasileiros; verdaderamente ainan-
les da moiiarchia, aprettri-inc ein redigir o seguinte re-
Juerimenlo, que pe. o V. Ex., submctla coniderai;ao
a casa.
ei Rcquciro, que c nomc-c una depulaco de cinco
uiembros, para felicitar S. M. o imperador, pelo facto
grandioso Ho baptizado da Sereuissima princeza imperial
recemnascida. Paco d'asseinbla provincial de Pernam-
buco, i7 de novcmbro de l84(i. Villela Tavares. n
Apoiado, entra ein discusso; e nao haveudo quem
sobre elle lome a palavra, he submetlidn volacao, e
unan i nieiuenle approvado.
O .Sr. Presidente munea para membros da di-puta^o,
que te refere o rcqueriiuento, os Srs : Exm. conce-
Iheiro Jos Carlos Pereira d'Almeida Torres, Dr. Urba-
no Sabino l'essoa de Mello, Exm. coucelheiro Caetano
Mara Lopes Gama, Exm. senador Jos Marliuanno de
A le ni ai, Exm. coucelheiro Jcronymo Francisco Coelho.
lir.llKM tl 111 V.
ContinnaeSo da discussa do parecer da commisso de constl-
tuicaO e poderes, acerca da medida a adoptar para fazer cum-
prir as ultimas leis provinciaei, que enlendem com as fregne-
tias, e o diocesano dictaron nao haver mandado por em exe-
cucao.
O Sr. .Ytim i Machado : Senhor presidente, nao lie
sem grande coiistrangimento, que vou entrar ua presen-
te discusso, que tem tomado quasi a forma de um ta-
mandu, c lo longo c to extenso, que ja val produzin-
do la si ni: ajm disto, os nobres depu lacios, que susten-
to a opinio contraria, tirro-uie aquella liberdade,
que illes querem ter, c de que usro, porquanto, la-
zendo-mc como tomado de Ira, e influido por tentiinen-
tos de raucor c odio, collocro-inc, em um estado de
V


&

US
I
.1
perfcita coacco, srm aquolle direilo, que cu presuma
tn-, j.- cooin cidadAo, < j. como legislador, demlttir II-
vremente innis tentiinentoa, explica-loi, eiattlflca-loj;
doa, entrando em miubat ntenciies, Ibesemprestaran
cures,'ine ellas nao Irnn. K nole-se, que I -melh ante 111i-
m ha de argumentar no he tem mu lim. No tendo fe-
Mmente os meiis adversarios o pie me lanrarrnr-, ior-
Correin-te de me fazer passar por um huiiirin genioso,
colrico o desnrrasoado: contrito, que tinto tlguina
anin u ao cid inhibas palavrns, misino lalv"/. sejao mais
g itoa desordenados, porm, no rumio, ai mlnnat pal i-
vrat Bao noll'ensivas, c nunca me desvio das regras da
dreonria e da civilidide mas lie preciso tirar tnitt
a quema tem, e or lito, una apuros de .sostenlar lima
mi rana, trai c o odioso, para, se nao destruir, ao me-
nos modificar o dh~r)tfl de (juein o tiver Todava conlio
mclhnr na |uttlea di casi, c espero la blindado de nicns
amigos, que ellcs tero a coinplac-eiicia de ouvir-me
aioda esta vez.
S"iiliores, tem-se lamentado, e un nnlue depntado
declaron, que se Ihe rasgara ocnrae.Ho hdr.ao ver posto
4*111 lira o iininc do Iaiii. bispo diocesano, e tratado rom
acrimonia e teverldade; estou com os noin es deputa-
dos ; tamben! sintn apertar-sc-Kie o corceo, qitamln ve-
jo, qne as actuaes cireiiunt tiieias do meo pala, ein que
mu espirito dctoi g tnsidnr, que. por escarnen do senso
publico, se denomina ordeiro, tem abalado todos os
fiiiidtinenlos da sm rilado, estragando os cosliiiues,
CorrotnpPndo a moral, e quelir-iudo lodos os lacos da
deviila e necessiria obediencia i auloridade ; nest ,s rir-
cuinstancias. ilgo, t.imbem se me nperta o coraeo, r Se
entristece ininln .iliui, e estremece pela sorle' de mcu
pal, qnnndo vejo, que o bispo diocesano, que devela
ser o prlllieirn a apresenlar-se como o rxcmplo vivo dos
principios de moderaran e fie concordia, desnienliiido
sen carcter evanglico, todfMocura, todo li irmunla, se
api-seiila eoino un ridadn refractario, desobedeciendo
teiinoMinenle ios p idAVet do estado, ,e retlttlndo aner-
Intuente ;is leis lie is"to doloroso, e tanto oais censura-'
vel, quinto o F.xin. hispo na i ri tienliunn raso de sen
proceder, pols a sm cnnariencla, com que o querem
aeoliirt iros nobles der.uladns, rebelh-se ronlra toda a
oxpllraco, nitoqiier aceellar as instrurjiw-s.qiic elle mes-
nio procurara y. poli est travada urna lucia rrnhfda ;
e srjo quacs rorein as sins eonscquenclas, mis guarda-
reinos nono posto de liorna: r se hnuver escarn alo,
nao seremos mis os resp insavels ; mis, que liada oais
accresccnto osnolires deptitados. Sr. presidente, o no-
bre deputado, que liontein ralln, conhece mais cuta
materia do que eu, que a dp no segundo anno de meiis
estudos jurdicos, e nao mais a repnssei, quando o nobre
deputado he ah una rapeeialidade, puis he lente de
tiirto ecclesiastico, c por isso nao pode commrlter cer-
tos rrroa; pnrn os apuros, em que se aeha para deten-
iler nina causa ni e perdida, o izerao ter o proposito
de confundir aqiiillo, que se nao pride conriindir; cou-
sas lio dillerentes como o da da noite : confundi, nl-
velou ni' sino oceo com a Ierra, o creador coiu a crea-
tura, o divino com o que he humano; e lito, repito, fe-lo
limito de proposito.
O Sr. Fiqu.iredo : Nfin posso deixar de confundir.
O (Imitar : Illiislrado como lie o nobre denutado,
sabe bellamente, que o direilo ecclesiastico comprc-
liende rteinpor Hm dillerentes ohjeclns, e que una
coiisa lie a religiao considerada em si inesina, em sita dl-
vindade, coiu sins maravilhas, rom seus dogmas; e outra
o seu exen icio, a sua prallra, o culto enillin. Consi-
derada em si uiesmn. com relarn n seu autor e a sen
mysteriui, a rellgian uo icspeii.a no mecaniinp da
organisirao pnlitiea da sociedade viudo directa e ea-
senei lmente de Dos, que lie a bnndade, a aahedoi a
infinita, n luz eterna, o poder dos poderes, ella he in-
finitamente superior a todas as rnusas, e nao eoin-
prehelMe as inslltuicoee bninanas : sendo seu lim a
salvaran de noita alma, que lainbein emana de lieos,
ella lanosla subjelta grossrira inatri aullado de nos-
sos senliilos pliysicos; nao sea piidc delinir, iieui mar-
car-llie regias ; esl enllocada no altar da consciencia ;
percebe-se comprehelide-a a rasa o, c senso intimo,
que nos faz crer na existencia de un ser divino, autor
de tildo qunnto existe ueste mundo mas seu imperio
nao he (leste mundo, porque Jezus-Chisto disse=rr-
gnum mnim non r/l r.r hnr mundo. I'on'in. considerada a
religiao como nielo supplenientar e auxiliador das ins-
litunoes sociaes, a le do estado decreta o seu exerclo e
culto mas este nao pode por cnusrguiutc deixar d
estar subjeito a regias convenientes c ser limitado e
aprnpriado s convenienciasp ndole da orgauisaeao po-
ltica, entrando assim na classe das institiiicoes huma-
nas ; do contrario, nao seria un elemento social; ein
vez de garantir o (ni, a elle se nppnria prcjidicialniru-
le, c o resultado seria a anarrhl, porque nao he con-
ceblvel poder contra poder, estado no estado.
I'aia-se exireniaiein e nao confuiidiiem as cousas, pa
ra evitar a desorden!, para poder servir a rcligiiio de
fzeniOS qnezelar c defender o deposito glorioso, q.....linio auxiliar .i iiiperfi ir:io das obras dos bonicos, se
nos rol confiado.dai prerogatlvni da nacao, Dos est no dividi o direto eccleaiaico em divino, rtcrlpto c nao
< i'o. e elle que prescrnla O Intimo de IIOIIOS .orarfies,
sabe iiiiem he o criminoso, e castigar o sacerdote rebel-
de e (rabilarlo, que troca a sua missao de paz pela tur-
bulencia do poltico,
"i nlior presidente, cu estabelecerei dnas questdes,
narn sobre ellas desenvolver os meiis pe,sanenlos
l'iiineia. n fienldadc de fazer as leis, que nos perten-
ce pela noss.a iiualidade de legisladores, esl SIlIHel-
ta a nutras regrat e reslrlecdS. alm daquellas esta-
Im-Ii i-'nlas pela lei fundamental' Segunda, na especie
feriente de divi.o de territorio ein freguezias, o hispo
entra concorre comnoaco naacon-cfllo daa leis?
Quanlo primrlra queitSn, nao fnjo Injuria ;\ Intelll-
gencla dos nobret deptitadot, para luppor, que drtco-
nhecein elles, que o direilo de legislar lie aniplissimo,
e leu exerrlcio s,i regulado pelos principios do justo e
do honesto, pela milidade publica, que he ocnndictTo
intrnseca dai leis, que a conatitnfcAo nflnquer, que se
fnro seno em provelto dn publico, que nos den o man-
dato de heni curar de las neceilldadea ; sendo as fiir-
mas as condlfAea exirlmecas, lato he, a pioposirao, dis-
CUlaao, saneco e piomulgarSo: e desde o momento,
Clll que os nnssos actos se conve (em em leis, sendo s.inc-
cionados e publicados, ellcs ei-nini inilo a obediencia c
obrig irao a qucniqur que seja.que exista na sncied ole,
sem dill'eienia de coi.dlciin, grao, estado, classe eliie-
rarchin; lodos, lodos estao inbjeiloa ao imperio da le,
que, nao sendo nutra coma mais do que a cxpresso da
vontadr nacional, niiigiicm se pode subtr.ahira sua tibe
diencia. porque nlnguem pode pretender collocar-sc
cima da naffio.
Ora, eatet principio*, que sao inconcuiloi e depri-
nieira intnicn nSqperdein de manelra algain sua for-
ra e piocedcncia. applicados segunda qilPttflo, islo
lie, a entrar o bispo e concorrrr coinnosco na confec-
i ;in das leis, anda que especiara sobre divisfi i e crea-
re-, de fregiu/ias. Dlier o ronti.rio he Ignorar oa prin-
cipios mais triviaea de noaao direilo poltico he nao
conhecer o que lo claramente diapde a ronatituicio,
Segundo ella o poder legislativo be conferido s cama-
i it i ao Imperador, eadinitlira concurrencia do blapo
sera faaer nina enxei ta absurda c routrtfria s bases de
nossas organisacoes polticas, que, recoiiheivudn a lia-
ran como fonte le lodos os poderes, nao se compadece
ion, a existencia de uin quarto, que della nao deriva,
di n I tu rea diversa, que nao piule ser igual, quanlo
ii ili superior, como querein o nobret depntadoi, Por-
t mo. o hispo nao he seno ulna creatura, ni.....bro da
toriedade e lio subjeito ia auaa leit como outto qaj-
qitei iilado: e a n.itine/a Cupeci.M do negocio, |lie
ellas coniprehendem, sserve dpestabeleoer a aleada e
competencia hoje dos divertot ramos do poder legislati-
vo, geral mi provincial.
Mis o que lie que quer o Sr. hispo? Ser ouvido em
todas as divisrs p < reardes de fregucias : e para que .'
Para dar t Irii o cnnhn da legalldade? He um absur-
do iiisii|,pio i ive, porquanio as iinlcnt comllcfle da I iuimrdiatamcnte dclle, ua qualhlade de luccrssoret-doi
i a utiliriiidt pul-lira.e u< fmmul.it, como j Hl vei ; diseipiiloa, a fainblade de administrar os hens espii-
ii noasivel entancbar-lhei formalhladet, que a mus. e be -ti misado aagrada, que conaiitue rm ea-
( oiisiiiniro leseonlie. e. S o podi legislativo piidc \ acucia a jurisilh <;an, a qual nada pi ule de sua iialuie-
laer bis; r est confiado s camai as < ao Imperado! ; /.a e liii ra, pela maior ou menor i xtcnso de teiiitorio,
iptn
eseripto, clinniano, lambeni escrplo e nao escriplo
t) direilo divino tein por nbjeelo os dogmas, os nivste-
rlot, os pontos le fe. e he i xercido no foro interno, na
cnntciencia, cuja liheidade nao he tuicepllrel de regu-
lar-se, nem he objeeto de lei; elle acha-Se no rclho (
novo testamento, nal sagradas esiriptiiras, e naa tra-
dledes dos apostlos, como inspirados e tendo ouvi-
do ai patarras de i'ens, de quein, como dille, direcla-
meiite deriva a religiao aparle divina; mas, sendo os
bulliros, por efleiln de sua naliiial flaqueza e iniper-
fi-iro, mais propeniot no mal do que ao brm, c uo
bastando os gritos e couselhoi da consciencia que
nos adverle, jue sem religiao nao pode haver felici-
dade peifeila, daqni velo a necessidade de eaiabclecer
o culto, por ineio de regias e lisposirnes, todaa ein har-
mona rom a ndole da sociedade, sen systema poltico,
etc.; p he lito n que muslime a outra parte do direilo
ecclesiastico, llamado linn ano, que, estando limitada
lelas conveniencia! publicas, he nina especie de direi-
lo social, com maiorou menor rxtenan e generalidade,
eoii forme a organlaacln poltica dos di He re otes poroi,
que compicin .> mundo c.uholieo Kste direilo consta das
c iiistiiuiroes, que s i os caones, os concilios, decre-
tos dos papas, ordeiis episi'opaea ; C taiuheui dos usos
e costunies reeehidos e adoptados pela igreja; pelo que
se chama direilo cnntintco. Dh respelto ou as pcaioai,
detignaiKto, quaei sao aquellas, a quein est donfladu
oeierciciodo culto, como o papa, os cardeaea, arce-
blspos, hispns, curas, vigaros, etc., ou scouaas, que
?o divididas rm dnas rsprcii s, espiriluaet t rmporaet:
as es; iiiluaes compi'l lieiidem o inailyiio, o nfBclo divi-
no, oa aacramentoa, e outrot objectos de rrenca; po-
rein a diviso de tei litorio ein dinceses e freguezias, os
bens moveia e iiiunovria, os rasot tagiarioa, olpretbl-
(erios, sao ohjPCIOl corpornes p cons giiintcnicnle Irm-
pnran Olanlo a jui isdiiro, p direilo aiioiiico a csta-
belece, segundo as divertai dignidades eccleiiastica,
determina o modo como he exercldo, eo respectivo fii-
ro, qur be o d i cons ii ni a, coiisagiando a supreinaria
da auloi idade socal, pie, ndiuiltindo o pdenla igreja
romo ai t ossorio, como nielo para o lim, nao pode dei-
xar de superiiiteuder na parte temporal
Srnhorra, a ronriilio das ideias he a maior ininiiga
do accordo, em o qual se i,o cngara, te porveutura
-se nao di sci iiniiarcni s objectos : e desde que a ba-
se be falsa, lodosos raciocinios paigiuncutacoes se re-
tntelo leste vicio. Os nobles (lepnlailos peceo nisto ;
pois, para coiiseguiem o que pntcndein, confuiideni
a jurisdii i ao. considerada em ti mcsnin, com o exerci-
cfii, que So colisas limito c mult (lili' rentes; a j mis
dieran he o direilo, lit lie, a lacilltlade de distribuir
os bent ( on,n,mis da igreja pelos liis, que depende e
tein a nalnie/a i'o clin mural, donde deriva,mato exer-
ricio he um fai tn inilcpeiidciili' do direilo, pie pode
existir irm tauclle em toda a aun loica pjirrfeicao: as-
vigaiius de J ziis-i liiisio na ierra rrcebrSo
nconcurrencia, pois, lo hispo seria una excrecencia.
Para que, rnlretantn, a sua concurrencia r Para etla-
beleecr o criterio do aceito em nos-as decisdes ? Tam-
ben! ado cocinado, porque nos legisladores s' prcsii-
ineiii todos OS entibe cnenlos, todas ai habilitares pre-
( isas para brm legislar : c 0ll quanlo possa ser conve-
niente e bom ajud.ui m-se las InTonnajOei lo hispo,
isso nunca ronalitu* mn Incito, tamo que a asseiublca
pode deixar de rstai p> la oplnlao lo bispo, c leaitlai em
aenlldo, i ella contrario raatiiu, quando muitn, o ne-
gocio he de mera deferencia.....
O Sr. Figurirnln : Deve estar....
O Orador : Sr. presidente dtM MftW he un dos nb-
em que se exercita, e nem ln aflecladn em sua intiin-
culade, pelo f.u tn material la I. signarn lo rcbanlio :
e se nao, Invertflo os nobret di pinados os termos, c di-
gao-nie; tn de que seiveria a tlesignncno do rehanho
sem odiii'ito de curar de suas nreessidades espirituaes?
De colisa nuoliuma : logo a validade do direilo de ad-
ministrar os sacianieiiii s, a juiisdicco espiritual, nao
vem da liviso do t, rritorio ; e ae nao vem, o ser frita
pelo poder ten poral nao allrrla as prerugativaa da au-
toi idale ecclesinstica.
Ksias verdades loi i,iio-se anda mais icnaiveit, com as
propuso,oes in, so.as dos nobles deptilados : dizeiu el-
lei, queoofflclo im paroeltot nao se saiUfaz
. q... u uuicui sos pnroenos nao se saiisla/. tmenle
tordos, que apena se pode nreaninir no momento de administrando 01 aarraiurnloa, pori'in administrando-
onvi-lo pi, |, ni. piiqni ciilao se lomarla O biS|,o iiiui os lite rl valide, islo he, dentro le Uriilorio eslaheleci-
y idadeiro legislador; c mi Un. r seria, uesse caso, que loe marcado a cada um ; c que, nao se podenilo b.ni
a manelra dos principe, que leeill astenia no senado, conhecer por onde se faiem as livisi'us das freguezias
elle Uveise urna cadeirt mstacatar vlrsse discutir Com-'no pode a adminlstraciio dossacraiurntot fatrr-fcrti
noaco.ao inen-s em todas as oocasioes.rm que se tratas-{tei/Ws, porque um poderla ei tiar no districto de 011-
sede divisan de Irrgmzias;< que nos poupariao lempo, tro. l-.ste aigmiu oto, Senliores, ou prora de mala con-
que se leva com nquei imentos. nlli Mai, obieclaii os nobret d pinados, tendo a consumo;ao "** Pvldei|tenieitte a sem-raso dos nobrri d'rpuladot
admillido nina religiao de csiado, ella sdpile ser eiilen- pulque, nCSSF caso, ludo se cifra ein lima cii iiiiiislan-
dida ni i, laro com os caones Nao ha nada de novo : a i onslilui;ao subentendeos anones, pori'iu o aulaga-1 SlVCU) OS pontos le divisan; o desde O momento, ein que
iiismo est em que os uohi es depiitados qderem enten-; W se Uzease, 1 obiei co cahlrla por ierra ; log a maior
der a coiwtiiuicaopelos caonea e de uina maneira rea-1 Iricva, e eu emendo, pelo contrario, que a constitu-Iaoa legltlmidadej e por cons giinic lie sem funda-
rn he, que pide restringir os caones; ae nao, deiin-| ment a preteitcAo lo bispo.
ra a religiao f ter um elemento so. lal, mu aceeesso-| Sinhor presidente, eu nao hnptovlso; digoaquillo
rio ao principal, que he o estado ; poique, Senluiies, que ('olio lido em sn iploics de nota ; fallo um a au-'
devenios recohnecer coin mullos sabios ricriptores esa Uirlda-ie dos rscriplores, dos quacs ae ve, que Ucos
(icn a Igreja c suas bis de modo a nao causaren! de-
trimento a sociedade, cantes prestaiein-llie auxilio. =
lirl ffeiim modo ab eo determinuto. Quid quid bono el fin el-
rilali, repugna!, omille =. Lembru o cxeinplo de Jczus-
(hrisio, que, viudo ao mundo, l'oi o primeiro em i, le-
gar obediencia nos poderes da terra, mandando dar a
I.e soes, apezar de muto Iniquas.
lie verdadr, que em alguna lempos a ainbicao dos
padres nao tefe I (miles, e a invaso no dominio foi com-
plcia : lies eacarnerrio do espirito de abneaacaoe
desinteresse da lellgiap catholUa; se arrogiro a urna
siipiiiuacia obre os |.o.lcrea teuiporncs, como, -or
rxeniplo, a disporriu das coroas, dispenssreui rta si>-
dilos do jiu menlo de lidclidaUe, prestado aol sobi ra-
nos. ei-. Mas o iim- prova o fado ? Musir siucnie, que
<>s ministros da igreja nao csto iirntoa dos defeits da
ttligiao esl no rifado, e nao o esludo n rtligiao =
Seguramente nSo pode ha ver oeste inundo perfrlla
felieidadc para o hoiuein sem a religiao ; mas a oigaui-
safo poltica de um poro piidc ser perfeita sean lima
religiAo, [loilendo cada individuo seguir aquella, que
n,ais agradar a seu coracao....
OSr. Hrrelo :Oh ileu Dos .'!!
O Orador: O que se nao concibe, cntrelanto he
nina organisaeo social sem leis, que inarqui ni os dlrel-
tnse dci eres dos gove liantes ; dirritos e develes dos
i'uve nados : por eonsrguinte a religiao nao eolia siman
aupplei.....ilarinente, cunto em auxilio da sociedade, que
adinitie una ri ligiao derstido, por conveniencia liro-
pria; e por isso seu exercio be, p d. ve ser subordina-
da s conveniencias da oiganisacao poltica.
.vluiiiiiila a religiao como religiao de estado, ella o
deve acr cm toda a sua vida, relates, e consequencias,
'uinanidade ; mas nem o abuso conslilue direilo, nem
ea.tamoa neases lempos tenebrosos. Nada se oppfle, nem
resiste mrca do progreso, no desenvolviinentn das
IU7.es e cvilisaeao; estamos felizmente no seculo XIX, e
nao mala se ver um sacerdote, com o crueifixo em
una ni,io e a capada na outra, aaerlflcar vn timas inno-
centes ein lime de Dos! Nao: esses lempos j pass-
ro; hoje s dominio a rasao e a intelligencia. Toda-
va, por honra da igreja. esses excessos forao reprovn-
dos c corrlgidos por prf lados dignos, que, s tendo em
vistas n glora lo Creador, nao se rinpavonrao coin as
cousas terrestres. Houvero duvidas, inuita* duvidas,
erenhidaa contesta;aei a respeito da extenao do po-
der ecclesiastico; mas presentemente ninguetu mais se
oceupa com essas queites de hyi'ope, e o negocio fol
levado luz da evidencia, sobre ludo depois da famosa
concordata lo I.* de marco de i682, em a qual n clero
francez, um dos niaia Instruidos, em urna reunido de
arcebi.pos e biapos, que leve lugar em Paiis, declarou,
que S. Pedro e seus successore, vigarios de Jetus-
Ohristo, e loda igreja, nao reeehirao auloridade de Dos
senao sobre as couaas esplrituaes, e que dlzem respeito
salvaco da alma, e nunca sobre as lemporaes, por-
(|ue Jess-'hristo dlsse, pie sen reino nao era (leste
intuido; e esta concordata foi publicada cuino ledo
estado, por decreto de 25 de fevereiro de 1810. Mais
modernamente, cm 3 de abril de 1826, fes-te nutra con-
cordata, assignada porquatorze arcebispos, epelosbispos
exilenles ein Pars, e adherida por seiscenlotoutrot
prelados; e foi teu flm acabar co-n a lyrannia e abso-
lutismo do poder da igreja, e garantir a Independencia
da cinia, e os direilos do poder poltico em tudo, que
respeita s relacdrs do poder temporal com o espiri-
tual, e polica dos cultos.
Senhor presidente, nutras omitas decises podara ci-
tar ein apoio do que tenho dito; mas creio, que tenho
provado siillicicntenienle a miiiha (hese; lato he, que a
religiao he s iudependentc naquillu, que ella tein de
divino e pertence aofro da consciencia; porin que,como
elemento social, subordinado ao temporal, ou ao direilo
ecclesiastico humano, he autoridade.tjue derivado pacto
civil, de quena nao he nesta parte senao accessorio; epor
conseguinte.qtielie exagerada r Ilegitima a pretenfo do
hispo Senhorrs.esta dontiina he to verdadeira e corren-
te, que em Franca.e entre nos,por disposico escripia da
coiistituico, as hullas, rescriptos, decretos, proviadet
e outros quaesqurr mnndndos da corte pontilicia nao
podem ser reeehidos, publicados e execulados sem exa-
ine e autorisato do governo, para evitar, que vo de
encontr, conlrarlcm as leis ; caso, cm que podem ter
suspensas.
Senhor presidente, eucrrio le dito, se nao quanlo era
para desejar, ao menos qpanto pude, para provar ao
nobic deputado, que elle uo tem laso nenhmua ein
sustentar a exageiaila prrtcnco do Sr. bispo : por isso
aeuto-nie, votaiulo pelo parecer.
O Sr. t'igueiredn : Senhor presidente, antes de res-
ponder s prnposic ba de senlar-se, nll'rrrcrn consideraran da i-as.i, a res-
peito do objeclo do parecer, devo faer nina ohserva-
yao, dirigindo-ine mili positivamente ao nobre depu-
lado, que, nao sel porque, entendeo, que eu o havia
de algnma sorte ainado para o odioso, quando nada
mais declare! seno aquillo, de qur a tasa foi tcs-
temunha.
Sr. Amiim Machado : Eu fallei em geral.
O Orador : Nada mais disse seno que o nobre de-
putado, pelo calor de sen patriotismo, tiuha estreado
com enca nicainenlo a (liscussao do seu requeriinenlo,
e iiie, teniendo eu. |iie naqueila occasio nao tiv.'sse
elle a taima e a paciencia necessarias para me ou vi i, li-
nba i esri vado-nie de pedir palavra, esperando pelo
prudente parecer da commisso: porlanto, Sr. presi-
dente, nao tive a iiitenro. que me empresta o uohre de-
pulado, c estOU persuadido, que elle, se se referi a
miin, uo tem a menor raao. Mal diaae o nobre de-
putado, que eu tice necessidade de laucar nio dessa
estrategia, para, Ir algiima sorle, apadriuhar a causa
injusta, que defcnilia Devodizera V. F.xc. c a toda a
assemblea, que estou persiiadidlssimn, que nao defen-
do senao a causa da jusiica e da rasao; rstou linne,
niui firme no principio de que a assemblea no pode
regularmente proceder diviso de fregueias antes de
ouvir o juizo do prelado diocesano, sem nisso ae Ihe fa-
zer o menor favor Km diviaea de frrgucziaa e oulroa
negocios ecch siasticos, elle deve intervir, nao como
mero i iiluiman ti-, enmo se aqui tem dito, mas como
poder....
Foses:Como poder ... mais esta !.... Com efl'eito !
O Orador : Siiu. deve ser ouvido romo poder. E
apinvcito a oecasio, para responder ao principal ar-
gumento, que o nobre deputado eseus collegai teein
api i-sentado como o mais terminante e ponderoao, e
que infi lizmente uo tenho a foi luna le ve lo comhati-
do por capacidades, que tecni'um di'ver mais rigoroso
d o que eu tenlio ; e que se ai lio mais que muitn habi-
litadas para se nprcscntarrin em prol d..s prerogalivas
da igreja, r em tutlejltacao de sua disciplina ; mas,
Sr. presidente, que desanimo no he o meu, veudo-ine
quatl s, Clamando entre quein me nao quer ouvir se-
an por nimia condescendencia. Coulava Sr. presiden-
te, cun os eaforcoi de um nobre diqiutadn, que a prin-
cipio touioii parle na disi n-so, mas que agora me
d saniparnu coiu a iiiainr dishumanidadr, abandonan-
lo -me ueste valle de lagrimal: quanlo sintn, Sr. pre-
sid nle, a falta do honiado inembro, o Sr. Karia, que,
tendo sido provocado pelos nobles depulaiios, que se-
guein a o| iiiiao do parecer, eaperava eu, que rile oa
pulrci'liaaac com a lrpa dos raciocinios, que sem duvi-
da llie tem coiu mullicado o aru longo magialeiin
Onde rala elle!? A sua radiara acha-8e diserta!___
(.Vuaurio, hVaiidadej Apenas vejo o ineu fiel companheiro
(olhinida purao Sr. Humiu c .-.....go vellio, que, na ver-
il.ule, parece querer-ine acnnipnihar na carreira espi-
nl osa, que enc Inmos. Nao desisliieinos, pois, da em-
preza. Veiei, se posso responder a esse argumento in-
conlestavcl dos nobret ib pillados, ao menos para pro-
var-Ihrs, que nao estou hincando nio de lidenlas ar-
gucias, smente para defender urna causa, queappel-
lido de mi r deieiptrada : talvez consiga mostrar aos
nohrrs depuladoa, que, nao havrndoda ininha parte
seno a profunda convieco da doutrina, que sustento-,
luio unxo-lhrs, quando u uiin, seno o conecito de
IndoulO, r nunca de api ii lioso.
."eiiboi presidente, eu disse, que o prelado devia srr
ouvido nesia materia como poder, porque supponho me
ser possivil mostrar com toda a evidencia, que a divi-
so de una li i guia nao he finieran meramente physi-
ca, ou ten,poial, romo dizrm os nobrea deputadoa, mas
que tein urna i rlaio niuilissimo iuiinediala com o exer-
icio do poder espiritual, ao ponto de haver um comple-
to desconcert no rgimen da igreja, se essas diviadet
nao foreiu f. las de uina maneira conforme s necessi-
dadi s paiui hiacs.
Snpponha V. Exc.que se dqualqiier freguezia urna
circuinfcrencia lo mal travada, que.ali'ni de uina gran-
de extensan, rniuprclienda rioi raudalosos, diuiceisde
atravessar, sobretodo cm certas cstaces, c que o paro-
dio uo possa vencer nem a longitud!-, e nem oa los,
para ir ai udir ao enfermo de conlisso ; ser isso indif-
ferenleao dever de apascentnr ? Snpponha mais V. Kx,
que aa ivelhas sejo unas e to dispersas, que nao pos-
sao ouvir a voz do aru pastor anio de seculo em secu-
lo, e nem inesnio de aeculo em seculo: aera isso in-
diili-ii nti- ao rgimen da igreja, ao poder espiritual ?
Snpponha anda V. Exc., que os limites sao esla-
licb sidos lo joiilusaiurntt-, pie os vigarios esb-ju
seiupre cm conflictos, e que por iaao se torurm nullus :
sera isso iidillerenle ao pastor, ser isso conveniente a
paz das familias? Mal aioda. A freguezia be mili gran-
de, he miii agreste ; o jgario nao conhece as suas ove-;
Illas : nao pesaia isso na ronsidrraco de quein tem a
sen cuidado a cura daa almas? Ora, o que eu digo de
una fu gnezia mal dividida, nao s pela incerteza d
considerao as lionas matheinalic.amcntc, lodavia no le
pode negar, que em relafo adinlnistrnc.ao dos sacra-
01 en toa, torna-te objeeto essencialniPiiie espiritual Tal
he a ininha f, Senhor presidente, P a de mais alguein.
O Sr. /frrelo : -- Apoiado, e a ininha tauheiu.
O Orador: No liando nada, Senhor presidente, *ov
ininha auloridade, pie rrconheco ser nenhuma....
O Sr. Mmijct da C'unha : Isso no.; tein auloridade
tem....
O Orador..... nao dando nada peloi meut conhecinu-n-
tos, e sempre receloso de achai-nie ein erro, foliei t\n.
da honteni mu livro, e deparei com nina grande autnr
dade, que nao posso deixar de citar sem milita satiafa-
eo : he mu lioinem sabio, um poltico instimulado,
um prelado exemplar : fallo do metropolitano do U,al
sil.....
Voiei: Oh! siin. ai ni..
O Orador : Pois he de ana grande autoridade, de
que agora me valbn : o aicebispn, fallando, na assem-
blea provincial da Habla, acerca da diviso de una fre-
gtiezla, depois de clamar contra a inania de ludo dividir
e su bdividir, contra esse pruido de divisos, que con-
sidera como um resultado dai doutrinas philosophica
da ;poca, asyuaes, proclamando a soberana, ou inde-
pendencia da raso, teein frito quasi desapparecer a-
quelle espirito e senlimento dennidade, quecoustliuein
um dos principios conservadores daordem, da estahili-
dade e a t da belleza as obras do genio e da arle, as-
sim como da nalurezn, discorre o primaz acerca da
questo, por esta maneira : Raqui peco, licenca a ca-
li mar, para explicar oque eu disse em outra sessao
que os bispos nan sao meros informantes, copio as ca-
li niaras iiiunicipars, i-iu materia de crearfiu le fregue-
zias. mas devem intervir etirncinlmente, como poder,
i, pois que s a riles compete desligar as ovelhas da su-
boidluaco a um pastor para commeit-lai aoulro, e
a coiisegiiintemenle conli-i ir a jurisdicro espiritual, e
marrar os limites, dentro dos quacs ella deve aer
exercida. Tal he a disposico das leis cannicas, re-
ennhecida e sustentada pelos rscriplores menos sus-
peitos, que reprovro altamente a usurpaeo da aj-
o sembla consliluinte da Franca, deimenibrando hlt-
padoi eparochiai, tem a menor intei vencn do poder
i'cclesiasiieo. Hoje, porin, na iiicsina Franca nao se
podem elli-iiu.ir senu-lhaiiiei desmembraedrs, senao
mediante o accordo do biipo diocetano e dtj prefeilo
do departamento, tendo ludo lubmcltidu depoii
( saucro do governo. Se entre nos o soberano' padro-
( eiro exercia quasi exclusivamente este/direito, era ein
u raso das anipli-siuias facilidades e privilegios apoa-
tolicoi, de que elle goiava, como grao-meitrc da nr-
dein de Chrialo, e que Ihe conferan urna Jurlsdicfo,
que n sabio Mello Freir nao duvida chamar prelall-
cia : era de fado urna supremaca pouco dDerruir da
que exerce o rei de Inglaterra. Mas, crssando aquel-
las pi crngaiu as, pela eMinc, ao do referido gro-mes-
Irado, lica evidente, que, ie uo he licito faier altera-
r;io algnma no territorio, nem crear novot emprega-
" dos eecli siaslicos. pagos pelo estallo, sem auturisafo
do soberano temporal e padroeiro das respectivas
gnjas, tambeui nn he licito transferir, limitaron es-
n tender a juiisdicco espiritual, sem o concurso ou ap-
(( provaco daquella auloridade, (|uc s a pode dar : sen-
il do pin cons guite i uilispeusavcl O COIlCUrsO de aili-
boa os poderes. Ku s tronce sin, de paasagein, para
o mostrar, que o actu de mandar ouvir aprimeira au-
loridade ecclesinstica uo he um mero favor, mns un
di-ver fundado em direilo expresso, cuia omissau im-
portarla a uulliilaile da crcafo de uina parochia, te
porvenlura faliasse o assenso do prelado diocesano
u Tornando, poiin. s rrgras eatabelecidas cm tbrel-
to sobre as diviadet de freguezias, bastar abrir o*con-
( i i lio de 'I i ei,io na si-as. 2i de rrforniat. cap. 4, para
ver, que o augmento da popularn, por maior que se-
ja. uno he por si s causa sulliciente e legitima para
dciiuembrar-ae una parorhin : devendo, ueste caso,
o bispo diocesano compelllr o parodio a chamar tan-
(i tos coadjurtores ou s pn ai ios, quautos basteui para
celebrar os officios divinos, e adiiiiuislrar o sarra-
" menina: aa principaca cauaas para essaa desmembra-
< (del ao : a distancia da igreja parochial, a aapr-
riza dos caminos, iiiiiindaciV-s de ros, llioiniente
quando a nulo islo se junta a fulla de quem adminis-
- lie os sorcorroa esplrituaes. A sagrada congregado
inlrrprrie do concilio, cuja auloridade he de tanto pe-
(i so em toda a igreja. rrsnlveo igualmente ueste senll-
do aa duvidas piopostaa.
Parece, que estas riflexes forao feltas para o nono
calo ; parece, que o metropolitano est fallando entre
nos. .
O Sr. filela Taaren Ni no temos nada com iito.
0 Orador : Nao temos nada coiu islo? Poli nos, co-
mo deputadoa, no temos ohrigaro de fazer com que
na provincia baja, bous emprrgndos. bons parochos ,
quando sabemos, que dos bons empregados e dos bons
parochos resultan numerosas vanlagcua para a nossa Ier-
ra, e para o brasil inteiro ?
0 Sr. Mtndes daCunha: Se o Sr. bispo quer meiot
para ter melhorrt parochos, ni Ih'oi damos; quer
augmento de congruas ?
O Orador : Para termos bons parochos, que poaao
curar bi ni aa ovelhas, nao s Ibes devenios ministrar
nu ios de subsisten, a, como fa/.er rom que leuhaofre-
guezias beni divididas, segundo fr indicado pela aulo-
ridade competente, o bispo.
Similores, drpuis do trecho, que acahei de lir, pan
que accrrscrnlar mais argumeutoa!.AIui disto, Sr. pre-
sidente, a lim a est dada: acho-nie fatigadissimo e a-
dm otado: rogo a V. Kxc, me continu aioda a palavra,
e amauha, terei a honra de acabar de responder ao no-
bre deputado.
A discuaaao ca adiada pela hora.
0 Sr. /'reeidenle d para nrdem dodia da aenao seguiu-
te conlinnaco da de hoje ; leitura de projectos e pa-
receres ; (liscussao de pareceres adiados ; c 1." dos pro-
jectos na, 45 c 4 : c levanta a leuao. ( trao 2 horas da
tarde).
UMIt 10 IIE pEHUliliHC.
Na assrinbli'a, a ordem do da para a sessao de hoje he
ciuitinnaro da de hontem, e 2.* dlscusso : do pro-
jecto, que manda descontar no ordenado do medie''do
municipio os vem ion utos, que elle pererber como vac-
cinador provincial; do (pie quer, se considere como ins-
Irlz da freguezia de Pasmado a capella de S.-Gon(alo
ein Itapissuma ; e do que transferc a sde da IrrgUMU
do liamb para a capella de Santa-Antonio em Pedras-
de-Fogo.
Vnrcdndc.
O IIAIIBF.IRO F. O FRF.GUKZ.
Fr. Ora salve Dos a bizarra Ca me vou encalxando
dentro tem mala ceremonia.
B. Se me nao engao he o Sr- Aniceto! ha um scculOi
que me iuio honra catas baciaa : al cuidei, com aua i-
cenea, que Deo o tiuha chamado sua prrsenca.
Fr. Pols ruidou milito mal ; por ora estou aao como
um pero, nao ha mal, que me chegue, bema-me Dos .
0 mesino succede ininha companhelra, que esl gorda
como uina bacora. Olhe, que faz pasmar .' J o Sr. re-
gedor me disse, pondo-nie a nio no hombro se a la
miilber assim vai, olba que d um estourn, que me ha
de incouunodar os cabos de polica.
Ii. Melhor he assim : en lo quer fazer a barba, ja se
sabe ?
t'r. Falln: quero, que me delte estes queixoi absixo,
mas coin caridad, pois bnnaabe, que nao lenbo la mu
boa carnadura ; tambem a minha ciinipanheira, salve-a
Dos, se quei a do inesnio. O lempo las boas carnndu-
tet, cniiu pela suaexl.uso. lamb'em le pddeappll- ras fl-aev" Ora. o anuo" no triupo d'o rei-velho ludo cor-
a, que nao riainelliiu, al e o gente tiuha a carne dura; hoje he
It sempre alias
car a nina freguezia demasiadamente peque
couia tgora lam-
qolelinbo com a ca-


brea, que Ihe la meltendoo sabio pela bocea dentro.
Fr. Foi unir maldita mosca, que se me cncaixou no
envido, que he una zanguinha de mil diabos. Tambem
a minha cotn|ianhefra, quando Ihr chega a mosca, lie le-
v.nimba dos diabos Mas brevemente alcas proprias mos-
cas lio He levar a paga do sru ser.rico. .
ft. Tambein espero o mrsino. O notsi governo, que
felizmente nos rege, vai tomar serias medidas a rsse ret-
peito : talvrz que todas as moscas passem 3.' seccao,
e he bem feilo : todas as moscas, que hoje existen) an-
da sao do lempo dos (.braos : he preciso dar cabo dol-
as; uo fio moscas de confanos.
Fr. Para ahi uo appello cu, mostr ; nada, nao vou
para alii, a cous he oulra. Delxe chegar o nosso legltl-
mn rei o .">r. I). Miguel I., que j sanio de Roma, e ver
o que vai. Delxe vir o anginho, como llie chama a ini-
nlia compaiilieira. que, nao desfazendo as outras, he
una reallstona de escacha nrcegueiro! Se Vine, inestre,
Ihe ouvisse aquella lingoinlia! olhe, que he de prata! O
Sr. cura.e inais sabe o sen pedac.ii de latim, v-se attonl-
te com ella ; e o Sr. rea-odor coiifessa, que a mullierii-
nha eni economa poltica Ihe pe o sal na molea. Eu
mc.Miin, mrstre, e inais j fui jurado e ineinbro da jun-
ta de parochla, sou um peda," d'asno diante della. He
una talentaca, como Ihe chama o nosso boticario, que,
aqui para mis, nao tem nada de tolo.
8. Etilao, pelo que vejo, o ineu amigo he realista ?
Fr. At crista, mostr, at i crista. Eu c, bemdito
Dos, sempre o fui ; lie verdade, que tanto eu, como a
iiiinha compaiihrira temos andado al agora de orolha
baixa ; mas hoje, que se foro aquellos patifes dos Ca-
baos, Ja gente escarra grosso: tambem ora tempo.
B. Kntilo com efleito sempre espera, que venlia D.
Miguel 1
Fr. Aiitoin : isso, mostr, he lao corto como andar de
esperanzas a iniuha egoa ruca, que, nao desfazendo as
outras egoas, sempre tem um andar, que encama. En-
tilo, mostr, ver Vine, como esta carangurjola consti-
tucional a leva mil diabos queremos as nossas curtos
do Lainego, as nossas Iris vellias, os nossos juizes de fu-
ra, e os nossos capites-mores. So assim seendreita
o carro. Mas, Vine, embarrou-me em un} boi bulla e
fez-me sangue ?
B. Nao he cousa de cuidado.
Fr. A modo com isso nada dobostelas no frontispi-
cio ; a iniuha coinpanhoira tambem tem as suas lim bu-
llas, mas o nosso boticario Ih'as esprcme, e tica logo
prompta. Fu espero, que, em governando o Sr. D. Mi-
guel, isto de borbulhaslio de ter multa diminuirn.
B. Admira como Vine. taltacm D. Miguel com essa II-
berdade nao tem modo, que o prcndo, c que llie ar-
inoni algum trabalho >
Fr. Qual pristi ncm qual- trabalho Qucm so havia
de atrever a isso ? Jslo, que eu Ihe digo he publico c no-
torio; nos caja nao fazemos mystorio drslas cousas: se
ellas j nao term remedio! ....
B. Mas, se chegarcm aos ouvidos do govrrno, nao pode
Vino, passar mal.
Fr. Nao. tomos medo do goverun, que, se nao est
comnosco, tambem nos nao allligo; lodos sabeinquaes sao
os nossos chofes, J Vine vio prender algum ? J vio
menor meadeia os que cantan o rei-chegou ? Se ellos
nao podem fazo-lo. He um gosto ver como as autorida-
des oucolliem os hombros c nos deixo manobrar nos-
sa vontadr.
B. Nao he tanto assim, olhe que tudo tem seus termos;
a Eiirella do Norte e o Nacional j pedem concelbos de
guerra, c qucm sabe o que ser.
Fr. Nao Ihe d isso cuidado. os c os realistas, quan-
do nos lem isso, pomo-nos a rir.e a luinha conipanhei-
ra d cada gargalliada, que Ihe estourao os clchelos da
enagua. Que uo fossem tolos ; ello para voiiccrrm pe-
dirn o nosso auxilio, mi-tiro-uos as armas na nio, r
at metieran os realistas om grande numero de empre-
gos, e no fin cuidavo, que eramos srus criados! Pobres
latelas; estamos armados, e brrve nos (lavemos escar-
ranchar no poscojo dos tacs pan-iotas, apezar da suars-
perloza.
B. Melhor o ha de faier Dos; Vm. bein ve, que, ten-
do dado o grito aqui e all, o povo est soccegado c nao
se inove.
Fr. Elle se mover, mostr, por ora aquillo nao passa
de ejercicios, que lasemos. Nos os realistas estamos lo-
dos arrcgiinentaiios, com compauliias, esquadras o src-
ccs; ti-inos ooiiiiiiaudanlos, olliciacs, olliciaos inferio-
res e at msica ; para exercitar a nossa gente sahimos
aqui c all a campo; luto he inulto bom, aoostuma a
geule an fogo, incomineda os vossos soldados, r pop o
paiz em susto ; por ora he o que nos convm. Deuiais,
cuino ningiiom nos faz mal, isto desengaa a nacao, que
lio ijuasi toda nossa. Quando chegar o da grande, Vm.
vera, mrslrr, toda a nossa (urca.
B. Nao Ihes tenho medo, trinos por nos a tropa de li-
nlia e a guarda nacional. Para os reduzir a nada, basta,
que se ai me o paidu setembrista.
Fr Dossa me rio eu a iropa de linha I Nao se fie nls-
sn, inestre; queni Iho assogura, que nos uo temos j
grande partido na tropa de linha: uo v Vm., que eon-
srgiiiiuos dosinoralisar o exeretto Kmquanlo a guarda
naciunal.a pouca, que houver, lia de ser de proletarios,
lilao coinnosco primoira voz : domis, nos lomos om
anuas todos os milicianos e voluntarios realistas. A
respoito do.-, soteiubi isla i, para nos he um alnioco; quan-
do clicgaj- o dia grande, Vm. se desengaar.
Ii. Eu j eslou desengaado de que nada fazom ; po-
dem iiicomuiodar, piulemos ter guerra civil, mas por
fin nada.
Fr. Fique-se com Dcos: aqui est um palaco; no
mala nao se assuste, eu sou sen amigo, quando sn.u- a
hora do livrainrntu, fuja l para a casa, olhe que nao
teiri porigo, l sempre lia de liaver um caldo c mis fci-
jOcs. Adcos, inestre, palavra, osla dito.
(Peridico do* l'olrttno Porto.)
Augusto. Passagciro, Francisco Vicente da Silva, Por-
tuguoz.
Navios sahirlot no meimo dia.
Parahiba; hiale brasileiro .S'.-6'rui,ca pitan Nicolao Fraa-
clsco da Tosta, carga fazendase inais gneros,
dem ; lilate brasileiro Con'fif(io-P/or-dn-Fir(oJ pltao Antonio Manoel Alfonso, carga varios gneros.
Klitaes.
OLIDADOR.
/anaci doi Ret Campillo, fiscal da frtguetia dt S.-Jot, em
virliule da Ici, ele.
Faz constar aos habitantes da dita freguezia, aquel-
los, que tiverein qualquer genero do negocio, ou in-,
dustria de portas abortas, que dora em diante devenid '
aguaras tostadas do edificio, om que se comprehende-
rein seus ostaboleeimentos, tres veres ao dia sendo as
10 horas da manlia, a nina, c as quiltro da tarde; con-
servando-as vari-idas at o mcio da ra, ou toda a largu-
ra desta, se do lado opposto nao houver igual obrlgacao:
sob pena de seren impostas aos contraventores as pe-
nas comminadas no artigo 12 5 I e 2 do titulo 2." das
posturas addicionars do 3 de abril do iS-10.
Freguezia de S.-Jos, 10 de novembro de I84G.
Ignacio dos liis Compeli.
= Ignacio doi Iteis, etc.
Faz. sciente aos moradores da dita freguesia, aquel-
los, que teeni casas de negocios onde hajao U. llamas, pe-
sos e medidas, que, achando-sc j adiantadno tempo
marcado para afericao dos referidos objectos, havendo
aluda muitos ostaboleeimentos, que os nao aferirao, os
adverte para que o facao, sob pena de incorrerem nas
penas do 2. titulo 11 das posturas municipars de 19
de feverelro de l833, se o nao fizerem dentro do tempo
marcado no respectivo rogulamento de aferlcOes.
Freguezia de S.-Jos, iz de novembro de 1826'.
___ Ignacio do$ Reis Campelln.
Deca raedes.
Cartas seguras existentes na adminislracao do corroio
desta cidade, para as possoas seguimos ; Anua de Si-
queira e Albuquerque Mello, Anastacio Jos Machado,
Antonio Francisco de Araujo, Antonio Marques de Pa-
rias, Fidelios 'Jarnoiro, Francisco Goncalvrs (llespa-
nhol), Francisco Machado Brindeiro, Ignacio Goncalves
Lima, Joaquim Podro Marques de Figuolrcdo, Joaquim
Teixoira Diiartc sampaio, Joo Antonio- da Litigela,
Manoel los da Silva Noiva, Pedro Ivo Hedivivo.
BEBEBOBB-
coiviMERCio.
Alfandega.
ENDIMENTO DO DIA 20........4:444/500
l*i:scnisrc.AU I10JF. 21.
I;rigiicUemmalijlos e vergontas.
BrigucJoiephina Si Emilia luercadoi as.
fialiiaSword-Pishidoin.
Briguc Velotidem.
BarcaEsiher-Annferro, machinisnio, carvo e barri-
cas vaslas
Brigue--Tarvjo-I.mercaduras.
''lacho//asartfdem.
eral. ,
l'iovlnrlal.
Consulado.
RENDIMENTODO DIA 20.
Os Sis. accionistas da companhia do Bebcribe qinio
roalisar a entrada do 6 por cenlo ltimamente podida ,
at o dia 30 do crlente.
O colxa ,
ti. O- da Silva.
THEATRO PUBLICO.
Penltima representaeo.
Hoje 21 do crreme a pedido de ninilas possoas,
ir soena a bollissima poca = I). Ignet de Castro de-
pois de iiioi-ia cortada =, a qual lia inais de qualro an-
uos, que so uo representa, fazrndo pola primen a vez
a parle de D. Podro o Sr. Gamboa, o qual ronta com a
indulgencia publica 0111 In difficil papel, no qual em-
pregar todos os seus eslorcos, para agradar aos be-
nignos espectadores. .
Pubiencao Iliteraria.
O Fvonleiro d'frica, oh fies
Hoitcs aziag*.
Drama om fresados.
Assigna-so para essa bolla prodcelo ao Ilustro os-
criplor portiiguoz A. Hoiculano : na livrarla de.Cardo-
so Ayres, ra da Cadeia volha, n. 31, P1090 i^OIM) ris.
O n 142 acha-se venda, na praca da Independencia.
livi.nia ns. Ge8; na toja de livros da esquina da ra do
' ollegio ; e na lypograpliia Uniao, tanto esto numern ,
como os anteriores.
Prroisa se alugar urna prrta, que sirva para fazer
o servido de nina casa de pouca familia : quem a tiver,
dirija-so ao A(orro-da-iloa-Vista, loja de trastes, n. 12.
Um lioiuom viuvo do 50 anuos, propo-sc a ser fei-
tor de algum sitio, de que tem muita pralica, o qual sa-
be tratar de todos os arvorodos : quciu.de sou prrslimo
sequier 11 tilisar, dirija-so a travossa ai Carino, 11. 9.
, O redactor em chele do Progreuo avisa aos Srs.
assignantes, que por causa dos muitos trabalbos, de que
se acha oberada a ivpograpliia, nlWJie posslvel, que os
nmeros de outubro e novembro apa(e(o senao de-
pois de concluidos os trabalbos da assembla provin-
cial.
=Furt;iro, no dia 18 do corrente, das 8 para as 9 ho-
ras do dia, um bah com diuheiro.obras de ouro, e rou-
pa, do porto vclho das canoas,- durante o embarque de
outros trastos; desconlia-se aonde o bah osla, por se
ter visto na cabera de um negro, na ruada Sen/.alla-
-Nova .- roga-so a prssoa, que o tiver em casa, otia qual-
quer oulra, do dar parte na ra da Cadeia-Velha, n. 3,
que, a le ni de se guardar segredn, ser recompensada.
Precisa-so fallar com Jos Mara Morolca, a nego-
cio de sen iniercsse : na ra da Gadeia-Velha, n. 3.
Precisa-se de urna ama que tenlia bom loile e
que soja forra ; na ra Diroita loja do couros n. 61.
A mesa rogodora de N. S. do Kozario da Boa-Vis-
ta convida aos irmos em geral para se acharciu no
consistorio da dila igroja domingo 22 do corrente ,
polas dii.is horas da tarde afim de se tratar de certo
objoclo a bom da irmandade.
Quem precisar de tuna preta para lodo o servico ,
ou vender na na dirija-se a ra dos Piros, n. l4.
*= Na run das Trincheiras, casa n. 25, dao-se boli-
ihos de vendagem pagando-se quatro vinlcns de cada
pataca. Na mcsina casajse aprompto bandejas com
diversas qualidadrs de bolinhos por proco milito em
conta.
Manoel Lui da Velga o inais herdelros do finado
Manoel Luis da Velga pelo presente prostoslo contra
o alio amonio foi lo polo goveino da provincia nas tor-
ras do sitio Arar como terrenos de inaiiuha quan-
do oslo terreno pe lonco aos protestantes por com-
. Aluga-se o terceiro andar da casa da esquina da.
ra larga do Rozarlo defiontc da groja : a tratar na,
ra das Cruzrs, n II.
Ollercce-se nina possoa inuilo hbil para seencar-
regar da cobranea de dividas dentro desta cidade,
qual d as garantas precisas ; assim como tambem se
enoarrogar de tirar comas ou fazer qualquer oscrip-
iuracao, mediante unta mdica gratlficacio quom de
seu prestlmo se quizor utlllsar, dirija-so a pracinha do
I.ivranionKi loja 11, 5l, que so dir quem he
Preci*S-sede lina piel 1 6u parda lona, do inais
de -tu.unios para faser conip inlii 1 a una senhora ca-
sada dando-se-lhe do "coinor c vestuario : na ra
Nova loja n. 58, se dir quom pretende.
=f O professor substitua das cadtlras de rbetorlea e
grographla db collcgio das artos do Oliuda la/, publico.
Avisos maridillos.
Para o Rio-do-Janeiro srguo o oonhrcido e vrleiro
briguc Siiiii-p. 1 llegado do A-sn em 16 do crlente, de-
11101 ainbi- ,e siiiin ole os das precisos a i'ocolior tuna
porcao de carga para abarrotar : quem qularr carrrgar,
ou ir de passagom,para o que tem assoiados commodns,
e mandar escravos a frote, dirija-sc a Gaudino Agosti-
iilin do Barros.
r=Para o Uio-Grondc-do-Sul seguir brrve o brigue-
barca tienroio, o qual recebo esclavos afiele, c para
passageiros lom os melhoros cominotlos: qucm pretcn-
ili-i, pude Halar com Aiiioriiu lriuos, 111.1 da Cadeia, n.
45.
Para Porto-Alogrc o Rio-Graiido-do-Sul sahir bre-
ve o veloiro brigue Argot; podendo recobor para os
il.os portos escravos a frote, e mosmo passageiros :
Siieni pretender, pode fallar com Amoriin limaos, 1 na
a Cadeia, 11. 45.
No dia 23 do corrento sai iuiprelerivolnionto o hia-
le S.-J o por oslar quasi lodo carrogado e anda re-
cebe alguma carga miuda ou passageiros : quom pre-
tender ir do passagem dirija-se a loja de Caelano da
Costa Moren a 011 a bordo do mosmo hiato.
iHRnsSRsaasHanHaawa^aaa
pa dello frita polo pai dos protestantes a 1). Josepha
Marlade Paula. Est sitio com a oxtinecao dos josuistas
licou portonrondoao oslado : o govorno o lovou a pra-
ca lie viuda o foi arrematado pola vluva do Jos Vas
Salgado ; por mortc desta coubo em lioranca D. Jose-
pha Mara de Paula que o Tendeo ao tinado pai dos
pi 01. si.1 mes e dosto passou a ellos por legitima. Nao
poda, pois, o govoinoda pros inca conceder este terre-
no de aforamento romo terreno deinarinha, que como
tal uo podia sor definido iieni classiticado, a vista das
lois a respoito o inais aluda da constitiiicao do oslado o
das lois garantidoras do direlto de propriedade. Os do-
cumentos que provo o enunciado atiina no protesto,
rxistom corren tes o indubitavris.
OSr. Antonio Francisco Vianna,antes de relirar-so
para fiira da provincia quera mandar recobor nina
arta na rua do Vigario, n 25, primoiro andar.
A possoa, que qiior dar 200/ is. a premio, dirija-
se a rua Diroita n. 18.
lUia de Apollo, ns. 2Je 5o.
Troca-so, por casa torreas e tambem vende-te a
(linio ii o por proco rasoavcl, como convior aospreten-
donlos mu grande terreno que delta 0 fundo para a
maro ; o qual est estacado o aterrado e tom um ar-
ina/.eni edificado dos iitunorns cima declarados, i lie
de esquina ; seu o bom local nieocc toda a preferen-
cia para quein quior levantar um elegante predio e
ofl'erece vanlagom a quom saiba apreciar a boa locali-
dade do dilo terreno; a tratar com Joo Esteres'da
Silva.
I)-se dinhoiro a premio sobre ouro ou prata ; na
rua da Cadeia, n. 46.
Dosapparecco no dia iG de outubro, um pardi-
nho forro de iiouie Belarmino do 12 anuos com
os signaos soguintos : cor parda sein deleito algum
no curpo quando falla puxa polo R ; levou camisa
branca calcas azurs descalco e sein chapeo. Roga-
se as autoridades policiacs a appichonsao do mesiiio, o
lova-lo a piafa da Independencia II, .'17.
Os Sis. Joo Augusta de Pifrlio e Luis Fernandos
Vas toom carias na rua da Cruz u 7.
Louroiico da Cosa I.oureiro, leudo do retirar-so
para a provincia de S,-Pedro julga nada licar dovou-
do ; com tudo so alguoin julgar-so sou credor, quera
aprosciilar sua conta, no prazo do 3 das.
'n-Bill' Aluga-se, por 3 mozos, um bom sobrado
"-'W" 1 na rua de S.-liento, om I Huida, com (rento
.*i3*j para o Varadotito : a tratar na rua da Ca-
Ium. n. Gl, das 6 as 10 horas da luanha.
que o onsino das materias dossas cadeiras principia
secunda-felra. 23 do corrente pelas 7 horas da ina-
nhaa na rua Uirelta, n. 82, sefuiWo andar._
OBerecr-srfuflpipaz portuguo/, de IG a 17 ali-
os para caxeiro^rr i ua ou loja do fazendas e que
d fiador a stia conducta : qucm de seu prcsiiino se qut-
zer ulilisar, annuncio.
= Frota-so, para qualquer porto do Norte ou do Sul,
urna barraca de loto de i\ cai.sas \eiule-se um lorrcno
na passagem da Magdalena com 48 palmos de frente c de
500 a 600 definido: na rua das Trincheiras, casan. 19.
= Francisco Jos,, llgalo Braga embarca para o Rio-
de-Janeiio o sen cscravu de nonio Jos, crioulo.
=Aluga-so a'li'oniein solteiro, ou a inulbor viuva com
pouca familia, um sobrado do um andar com sotao mul-
lo grande, sendo a sala oceupada por um homem es-
irangeiio : quom o pretender, dirija-so rua larga do
Rozario, ns. 6 e 8, que se alugar milito em conta.
Precisa-sc de dous lavradores ; em casa do doura-
dor, ou fabricante de candieiros de gaz ,' na rua No-
va n. 52.
Precisa-se alugar una casa de dous andares, sen-
do nas ras do (.ollegio Cadeia, Cruies Llvramento ,
larga do Rozario e Nova: na rua doilueimado n. |3
Aluga-se por prero rasoavel o
armazem da rua de Apollo, n. 3o com
embarqiie para a otar : a tratar com
Joao Efteve da Silva.
Precisa-se de una ama que tenha bom leite
para criar um menino do idade de dous uir/n : na pra-
va da Boa-Vista n. 0.
= QUem precisar de una ama para easa de um ho-
inein solteiro, que cozinlia, o ongoinma muito bem,
dirija-so ao boceo do Burgos, n. 3.
Bras Florentino Henrlques de Bouia cstudante
do segundo anuo do curto jurdico, propoe-se a dar II-
i oes de i llll.o.soi'in \, II-, iNCEZ, RHRTORICA EGF.O-
GRAPHlA: as possoas, que de sou pretilmo so quizeretn
ulilisar dirijo-so i casa do sua residencia, na rua do
Queiuiado n 42, primoiro andar.
AO BOM TOM PARISIENSE.
KANOVA,N,7.
TEMPE! TK ALIA I ATE ,
lem a honra de participar aos seus Iregiiezes que dis-
solvco desdo o dia 15 do setembro do anuo passado ,
sociedade que tinha com os Srt. Golombicz & Com-
panhia largando ao tncsmn lempo a loja dos sobredi-
tos Srs. As possoas que Oqui/.ereiii favorecer rom a
sua freguezia o acharad na sua loja na rua Nova ,
n. 7. Tom pannos para calcas, colloios o casacas, de to-
das asqialidados os inais nuvos ohogados de Paris c
a collecco dos mais roecntes figurinos : e roceboo no-
vanionle um lindo soilimonlo do objectos do luxo o
pbanla/ia ,do diversas qualidados.
= ^o largo ila Soledade, n. 32, se fizom chapeos para
senhoras, vestidos e qualquer oulra roupa ; bom como
I bordados de todas as i|ualidadrs, e camisas para ho-
inein, ludo na ultima muda, o por procos oomiuodos.
* = Mara Joaquina rolira-sc para fura da provincia.
= Antonio Francisco Vianna rclira-se para lina da
provincia.
= Jos Anselmo de Faria c Souza retira-so para fina
da provincia.
= Miguel Archanjo do Figiieircdo'faz sciente ao res-
peii.in I publico, e principalmente aos seus freguezes,
que inodou a sua loja de ourivos.da esquina do boceo do
Capim da rua da Cadoia-Volba pira a esquina do Bcc-
co-Largo, junio ao cambio do S. Veira.
Fa-se nogiicio com hu predio msla praca, de dous
ailares o soto, em cll'is livros, troco do escravos ou
oscravas, e se o predu exceder, so recebo o resto em pa-
gamentos ou liiiin-.: trata-te na rua da Cruz, n. 50.
,l
AIuga-se a casa terrea da rtn do
Lcifoes.
1:038/731
551/899
1:500/730
lovimeilo do Torio.
A'orto entrados no dia 20.
Aricaty ; l2dlas, hiale brasileiro Flor-do-Recife, de 32
mu ladas.rapilo Jos Machado Malhriro Braga, equ:
pagriu 6, carga sola, couros e cera de carnauba ; a
I.uiz Korgos de .Serqiieira. Passageiros: Jos Rodri-
gues Montriro, Francisco Carueiro Montriro Brasi-
leros; Jos Antonio Rodrigues, Portugucz, com 6 es-
cravos e i5 dilos a entregar.
Tcrra-Nova ; 31 das, brigue inglez Andel, de 206 tone-
ladas, capitn VVilliam Paliickson, equipageui IX, car-
ga bafalho ; a Lalham & llibbei t.
Slorre: 50 das, brigue dinamai-quoz Rostid, de280to-
"' l.nl.is-, i apilan Duuberg, equipogom i2, om lastro ;
a ordrm. Pas'.-igi-iro, Luis thenltr, Franco/.
S.-Mallic us pola Babia ; i Odias, hiale brasileiro Nereide
de 97 toneladas, capiao Manoel Francisco da Silva A-
rtujo, equipageui 9, carga varios gneros; a Carlos
= Joo Kcller k C. farao Irilao por intci veuou do
corretor Oliveira, de um lindo mu i. monto de fazendas
novas de seda, linho, laa, e de algodo ingieras, fran-
ce/as, e sussas, reconlemente despachadas, e todas
proprias do morcado : lerca-feira 24 do corrente, as 10
bolas da iii.uilina, no sen arma/0111, rua da Cruz.
Lello que faz L. Bruguloro no seu armazem da
rua da Cruz, n. I, perante o delegado do cnsul fran-
cs, e por coma de quem portrncer, de una caixa de
chapeos de sol de panninbu avallados, viudo no brigue
.-Ii mu-n/iir, segunda-foira, 23 do corrente, as 10 horas da
naubaa.
= Lcilo que faz Victorino Teixoira Loile, por tonta
e risco de qiieni prrtencer, do casco e apparclho que
existe dd sumaca Sanla-Matia-foa-Sorie, Aindiada ao pi-
do arrecife, e, construida em S.-Miguel das Alagoas, ler-
ca-feia, 24 do'corrcnte as 10 horas da manha, no caes
do Ramos.
Richard Royle faro loilao por intervencao do
orrelor Oliveira, de um sorlmonlo dealgodeszinbos ,
madapolcs pannos chitas e de mimas outras la-
zondas proprias do mercado: sogunda-foira 23 do
corronle, as 10 horas da manhaa no seu armazem; rua
da Alfandega-Velba.
Avisos diversos.
Jos Soares de Azevedo, lente de lingua franceza no
lyco. tem alicrto cm sua casa, rua do Rangel, n. 59,
segundo andar, um cur o de PHILOSi'PHlA o outro
de LINGUA FltANCICZA. As pessoss, que desejirem
seguir una ou outra tiestas disciplinas, podem dirigir-
se indicada residencia a qualquer hora, excepto em
dias santos ou feriados.
Dao-se 200/i-s. sobre hypotheca de una cscrava ,
oude una cata : quem quizer, annuncic.
ar n. 12 : a tratar na. rua do Trapi-
che annazi'in n. ig, com Domingos So-
i innno tjoncalve- Fetreir.
O barao do Ilamarac leudo dado gratuitamen-
te, einsoii silio do Hospicio, a herva denominada linaria,
para as possoas afl'octadas de relencos, e vendo que el-
la produzio mullos beneficios a liumanidade em geral ,
iii.iiidiiu buscar em Lisboa una oulra poreo que ha
pouco, Ihe chegou para fa/.er a mosnia dislribuican e
por isso faz publico para que as possoas,'que dola
precisarem, a vo buscar om o dilo seu sillo, que se
Ihes dar a qualquer horado dia, cntendendo-se para
este lim com o guarda-portao.
l-'u i ru ao una canoa pequea do carreira com
os signaos soguintos : concorlada toda de novo mo-
tado da bucarda da proa nova, un baiiquiulin peque-
o i nulo in novo c que nao est piulado, piulada de
verde por dentro o de preto por lora c fundo e assen-
to verde proa rouibiida c alia : quem a achar leve a
seu dono na rua do S.-Amaro casa terrea n. 20 ,
que ser recompensado.
= Precisa-se do um ollicial do charutriro ; na rua de
Hurlas venda da esquina que volta paraS.-Podro.
No da 18 do corronle polas 9 horas do da, des-
apparreco do sobrado da rua Nova, n. 47, um menino
pardo claro de 8 anuos ; tem bom cabello ollios
proporcionadore pardos, bocea grande, beics grossos,
falla dcseansada.c'uu marcas de bexigas apagadas, nios
e ps pequeos; sahio descalco o sein chapeo, comea-
misa cumplida de madapolo enchovalhada ; suspei-
la-so, o si dn.isseni, o n liu-lassoin. Portante as auto-
ridades polieiaes hajao de proceder com a reconhe-
cida vigilancia, que pralicao em casos taos : e protes-
ta-so com todo o rigor das leis contra qucm o seduzio e
o tiver acuitado ou vendido.
i'recisa-se alugar urna prela es-
crava que saiba cozinhar e fazer o ser-
vico de urna casa de pouca familia ; sen-
do que agrade o servico se pagar bem:
quema tiver, dirija-se a rua da Cruz, no
Recife n. 48, primeiro andar, ou ao
armazem do mesmo sobrado.
--Guerra Silva &C. fazom publico, que teem cedido a
sua loja sita na rua Nova, n. 6, e que foi de Jos Fran-
cisco ilamedc de Almeida aos Srs. Jos Joaquim
Maya Ramos S C, com as fazendas existentes na mesma.
Igualmente se avisa as possoas, que devem na mesma lo-
ja que o Sr. Jos Joaquim Maya Hamos lica encarro-
ado pelos abaixo assignados de proceder cobranea
de seus respectivos dbitos.0'atrra Si/ra & C.
Trancclins de qualquer modelo, aunis lloros, fitas ,
atirreos, pulcoiras, brincos ele. ; ludo o mais bem
feilo possivel por proco mdico.
~ Arrenda-se o silio do Arraial, da viuva de Burgos &
Films, que oll'crcco grandes commodidades para nume-
rosa familia : oslo silio lie minado, lem exfolente casa
sobradada, cercada de um esparoso o lindo jardim, co-
zinha fura, com armatom; lem sobrado para pombos,
casai para fcitor o escravos, estribaras, corral para
vaccas, duas coclieiras, e nina dolas com soto, que te
avista parle da cidade de Oliuda; 24 cantoiros, pontee
um grande li.inlieiin ; todas oslas obras sao de podra e
cal;'lem boa agoa do rio, que passa pelo sitio, viveiro
do peixo. baixa para capim, e numerosas fructeiras :
tiln o pretender, dii i-n-s.-bi^Bh Hiieita no sobra-
aueni o
o, n. -j
29, que achara com qucm
llar.
Compras.
= Comprao-sc escravos de 16 a 20 anuos de idade.
sodios, si-mi vil ios, com ollii o. e sein .-Ib-. na rua Di-
roita, sobrado, n. 2!).
Compra-so um diccionario de Maduren.i, em mcio
uso: na praca da Independencia loja n. 3.
Coinpra-se umaovolha ooiu cria pequoua a qual
deve dar loile siillicieule para um doente : na praca da
Independen! i.i linaria, ns. (i c 8.
Coinpro-se, para ra da provin-
cia escravos de m ?o annos : na rua
da Cruz, n. 6o, a tratar com Machado
6c Finbeiro.
Vendas.
Vende-so a cjtcollente historia de Saint Clair dat
llhas rin 3 volumet; na praca da Independencia, livra-
ria n. G e8.
=Vende-se um preto robusto de nacao proprio
para todo o servico ; na rua da Semalla-Nova n. 7.
\cndcm-se travs do camacari louro c outras
qualidadcs, do 35 al 40 palmos de comprimento e
deOa 10 pallegadas om quadro ; na rua da praia da
Ribeira aruiazcui n. 35.
j ILEGIVEL


^~
- ""

.----------
"Vendem-^e 5 c.srravas 5 e um es-
trave toilos le bonilit'S figuras, cbe-
gndos hontem do Aracaty : no pateo do
Collegio, segundo andar da casa da ca-
na".
Veiiili-m-si- 3 rscraavos seudo: nina parda ma;aj
um BtoletlU i UOl preto ; a tratar com Jofio Jos de
Carvalho Moris, no Recife.
Vende-se uro bonita moleque prca de 14 anuos ,
por 350./rs. ptimo trabalhadnr de cnxada nao "'"
vicios < nunca fugio : 3 canoas abrrtas, de conduzir familia, ambas novas e pintadas a
oleo p a outra ppqupua de tfm so pao : na na cstre
ta do Rozarlo, botica, n, 10.
Ka ra do Crespo loja nova
n. 12, de Jos oaquim
da Silva Hay ,
vrndem-sr "ios chapeos de seda lindamente enfeita-
dot, para senhora chegado ltimamente de Franca,
pelo diminuto preco de risIMIll rs. cada un ; mantas do
grande tom a (si'ion re. cada urna as quans se tonino
rccoininciidavris para as scnlioras uc costumao ir
passar a fosl I
Ainda contina a estar aberta a to]a da ra da l.a-
dcia do Recife n. 19, que fui de I.udgero Teixeira Lo-
pes para se vender por lodo o preco o restante da loti-
za c vidros de varias qualidades que na inesuia exis-
t ni ; assiin como nina enrteira de boui gosto.
I o ja do nidio,
na esquina doT.ivimenlo, vendem-se cortes de cm-
brala de cores a 2#Tx)0 rs.
Fofassa branca,
da mais superior qualt|ade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no dia 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pre-
co commodo : em casa de L. G.
Ferreira & C.
bb Vendem-se mopndasde Trro para engenhos de as-
ucar, para vapor, agua c besias, de diversos taannos,
por pceo commodo, e igualmente lalaas de ferro eoado
e balido, le todos os tamanlioi: na praca do t"orpo-San-
lo.ii. 11, em casa de Me. < alniont S Companliia, oii na
ruade Apollo, armazem, n. .
Vende-se potassa branca de superior qualidadp,
em barra ppqupnoi; em cata de Mathena Austln a
Companhla, na ra da Alondega-Velha, a. ,'Ki.
ceiapreta; alpaca; lila branca de patente; dita preta
muito superior; e dita ordinaria.
, E bein assiin, tambrn se vndem excellentes meias
curias, de linlio, feilas no Porto; babados de llnho, lar-
gos e estreilos, ao que chamo tramoia, fabricados em
Giiimaraea ; pecas do verdadeiro panno de llnho de Alle-
manha.com 2.ri varas, por 12/rs.: todos os artigos acl-
in i annnnciadoi seriTo entregues, a prer.os mais mode-
rados possiveis.c podemos assevprar, que por menos al-
gmaa cousa do que em outra qualquer loja dcsta cl-
dade
Vende-se um sitio na estrada dos
\ Aflictos, com boa casa de vivenda de
pedia e cal com seu sotao cacimba
de boa agoa^ll beber e estribara : a
tratar com Joaquim de Oliveira e Soma,,
junto ao incsnftf sitio.
por preco commodo: na praca da Inde-
pendencia vraria n. G c 8.
'Vendeni-s. novos cortes de cassa, de novos
padnesr cores muito Anas, pelo baratisslino
preco de .1/ rs cadaum ; cortes de cinta de no-
vos padrlcs ; muito finas cambra.as, da ultima
moda ; lencos de seda da India, os melhores ,
que teemapparecido, assiin como mais iniciio-
res ; merino prelo, muito fino; pannos linos ue^
todas as qualidades e cores; esguiao e brcla-r
nha de puro linho ; toalhas de mesa de todos os
tanianhos ; assiin como un completo sortimen-
to de fazendas finas tudo por precos, que a
vista dellas he impossivel o comprador deixar
de comprar : na ra do Quclmado loja nova
da casaamarella nos quatro-cantos n. J.
JL-
Superior fardo.
Fardo de Trcate, em bar-
ricas d- ."> arrobas ; o qnal se
recomineiiila eninoomais nutritivo deqitaulos aqui sp
iiiipnrliio | por Uto o mais proprlo para melltor ni-
gordaros eavallos ; vende-se naprluinro armasein do
cae da Allandega, indo do arco ou em casa de J. J.
Tatio Jnior.
= O corretnr Oliveira tem para vender cobre em Tu-
lla e presos de dilo para forros de navios : os prelen-
dentps dirijfm-se ao niesino, ou aos Scnhores Mesquita
& Dulra.
Joiio Jos de Carvalbo Moiaes ,
agente, ncst.i provincia, (lo ronlrnlo do!
tab*C0 rappiincez', de Portugal fI
publieo que se ada a venda o meMno
rap ebegado pelo ultimo navio (Je Lis-
boa em porcSoea retalho pelo preco
111 tirado pelos con I rata do res tle 6600
rs. cada bote a dinbeiroa vista ; na rua
da Cadeia do Rjecife loja de miudez*,
11. 51-, tanilxm se vende m s oitavas u 4
ris
Vende-se farlnha de trigo da marca SSSF de ra-
ninho ; no caes da Alfandcga armazeiii do bacelar, a
Halar com Manorl da Silva Sanios.
Venderse potassa da ius-
sia, pelo mullo mdico pre-
co de KiO rs. a libra ; cal vir-
gen! de Lisboa chegada no
ultimo navio : no armazem da
ra do trapiche n. 17.
=Vende-scuuia cscrava perfeila coinhrira e que
lava de sabao c fa?. lodo o se rvico com ligereza; a qual
se data a conteulo ; 3 bonitas rscravas lavadeiras e qul-
tandeiras ; mu undecSo peca ; um moleque de 12 an-
uos ; una iirgriiiha, de i4 anuos : na ra larga do Rn-
zario i voltando para os qiiarlcis n. ?4, primeiro an-
dar.
= Vendem-se > negrinha, de 14 a 18 annos de lin-
das figuras com habilidades : na ra rstreila do
zario 11 19, segundo andar.
-- i\a loja ii. .'lila na do Crespo ao p
R ELOGIOS.
Vendcm-sc 4 relogios 2 de ouro novos c suissos,
um dito um pouco usado c um de prata, em muito
bom uso ; II crrenles de ouro novas ; tudo por mdi-
co preco : na ra da Cadeia n. 4.
Veudi-m-sc capachos redondos e comprldos para
ornameniosde salas de diversas cores; na ra larga
do Rozario n. 2-i.
Aos Srs. proprielarios de
engenhos.
Vendem-se taixas de ferro coado, moeiidas de canna
para agoa, ou animar, rodas dentadas, crivos, boceas
de fornalha, e mais objeelos necessarios para engenho ,
por preco cominodii : na fuudicn de ferro de M.' Cal-
liiin & C., na ra do Krum no Recife, ns. 6 e8.
Xa na do Crespo, loja nova
n. 12 de Jos Joaquim
da Silva IIaya ,
vende-se brim depuro llnho de quadros e lislras de
cores eque sao muito proprios para a festa pelo ba-
ralissimo preco de 720 rs. cada vara ; ricos cortes de
casimiras elsticas, para calcas a (/ e 8^1)00 rs. cada
corte; alpaca preta aSIlOe i#600rs. o covndo ; pannos
linos, preto e de cores, por barato ptfCO; cortes de col-
lele de velludo setini egorguro; tudo por precu ba-
ralo ; assiin como un licosortimenlo de lencos de seda
para grvalas muito proprloi para a festa.
\lerro-da-lloa-Visla, loja
o. 4,
vendcm-sc riscadoa Iranceies de qua-
dros e core* fixas a 2oo rs. o rovado.
Vendem-se dragonas proprias para ofTiriaes de guar-
da nacional, viudas do Rio-de-.Ianeiro pelo ultimo va-
por, e por pin;" commodo
1/iT I' tifldi'IlS lll' tilK-ll
21
de i5 annos
lie de bonita fi-
nrmazcui de fari-
Ro
na ra da Cadeia do Re
cif', loja de" ini'udems de Guedes & Mello.
Vende-se una venda na rna do Collegio n.
que offerece algumaa vantagens ao comprador por trr
commodo para inorar UUia familia no Interior que
bola para o Passeio-I'iiblioo, rom muito poneos fundos,
ptirao-se alguiis, anda nloquerendo o comprador com
tamos, p p dari algum abailmento, em rasio do do-
no se achar lenle e ter de retirar-te para fura : a
tratar na inesina venda.
__Vende-se una canoa m-va tle car-
rcira propria para familia, e be U1 cons-
truida ,. por preco commuda : na roa No-
va n. O.
Vende-se urna negrinha rerolhida
que cose, riigiinima alguma cousa
gura ; Uin pardo bom carreiro : n
nha do caes do Collegio.
Vendem le superiores pedias marmores, para con-
solos e nies.is redondas ; no Aterro-da-Hoa-Vista casa
de J. II. Ilerbsler.
= Coniimia-se a vender a agoa dr Ungir os cabellos
e snissas ; na na do Queiinado ns. 31 e 33. O luetho-
dodpapplicar acoinpanha aos vidros
Vende-se una venda, na ra Nova n. x>, a di-
nheirn, ou desouerada a praca ; assim coinoum terre-
no e urna canoa qtfrcarrcga 700 lijlos: a tratar na
niesiua venda,
= Vende-se una padaria com boa freguexia ; um
puto p.uleiio bom amassador p foriiciro, junto a pon-
te de S.-Amaro : a tratar na inesma padaria.
Oh que pcdiindia
paro a festa do Natal!
He smente na ruado Crespo,
lo|a de Antonio Luiz dos Santos
8Companl)ia, n. 11, que se veri'
dem pelo barato preco de 6 e
8.9000 rs. os mais elegantes
chapeos de crep ricamente en-
feitadi s, para senliora.
=5 Vendpm-se as mais modernas caitas de tartaruga,
de riquissiino goslo, com chapa de ouro; superior ra-
p de Lisboa muito fresco : na ra larga do Rozario ,
,24.
Continuao-se a vender sapataes e sapatos para
homem ; ditos de couro, marroquim e couro de lustro,
para senliora : na ra Nova loja n. 58.
Vrndem-se novas cartas para aprender a ler por
um novo svstema composlas pelo profess Albuquerquej na llvraria do Sr. doutor Coutlnho, es-
quina da ra do Collegio a 800 rs.
- Vende-se um melhodo de piano, por Vlguene ,
em bom uso; na praca da Independencia, loja n. 4.
= Vende-se una flauta branca com 4 chaves an-
da nova ; assim como a Norma e outros papis de m-
sica para flauta : na ra da Cruz n. 39.
=\endpm-spespadas praleadasparaomciacsdeguar-
da nacional : na ra Nova, loja de ferragens, n. 10
- Vcnde-se familia da ierra mullo superior em
saccas ; um frasquelra multo rica ; tudo per menos pre-
co do que em oulra qualquer parle : na ra Uirrita
n'=Vendem-se passas muidas, para fazer podios ; cere-
jas ameixas seecas; feijoes ; ervilhas ">"
panha ; viphodo Porto ; Scherry ; Madeira ; vlnho do
RhPno ; SautPrnPS ; ClarrltP, em quarlolaaecanas di-
to engarrafado a 400 rs. multo bom; ""or cognac;
rhnm de Jamaica arrae | genebra de Hullanda vlnho
de Malaga, velho, em meias garrafas ; frascos de todas
as qualidades de fructas da Europa ; repolhos conser-
vados ; barril pequeos dp caviar, de urna Irbra nins-
tarda francena e inglesa Scherry cordial; latas de sal-
inao ; sardinhas; ervilhas e mais outras conserva de
peive p carne ; conservas de ppplnos e cebo.linhos; cer-
vela prela e branca da celebre marca Harclay ; azeile
doce superior cha; charutos regala, fcsles gneros
san iodos da melhor qualidade e e acliao amosl.as
para os scnhores compradores, no armazem de Fernan-
do de Lucca na ra do Trapiche n. 34.
Cal virgen..
Vendem-se ancorase barricas com cal
virgem de Lisboa chegada ultima-
mente por preco mais barato do que
em potra qualqier parte ; na rua da Ca-
deia loja n. fio.
_ Vende-se una cadeira de arruar com vidros dos
lados em muito bom estado ; um reloglo patente in-
gjei ; dous dito suissos todos de ouro assim como
varias obras de ouro; 4 mangas de vidro lavradas: no
paleo da S.-Cruz sobrado n. .
CIIOCDI.A'IK DR SADB.
ATF.RRO-DA-BOA-VISTA. NA FAUR1GA DE LICORES,
DE FRF.DERICO CHAVES, 26 ,
lia spmprp um grande sortimento de chocolate de todas
as qualidades JS'o se faz preciso diier a boas quali-
dades, por ser conhecido e por er bem superior
outros quaesquer.que teem vindo c que veem das ou-
tras provincias do impeli como lambem da Europa ,
porque o niesmo fabricante nao se tem poupado a tra-
balhos, para o obler superior a todo os que podem.se
apresentar. Os precos das qualidadps sao : saude ,'ca-
nplla e baunilha a 400 r. ; o chocolate ferruginoso a
ItfOOOrs.alibra. Esle ultimo se aclia agora mu co-
nhecido e em toda a Europa acha-se mu vangloria-
do, por suas virtudes tnicas; e por este motivo torna-se
mili necessario nos palxei quemes, onde enipre se pa-
deeem as fromidesde estomago e no quars os tni-
cos se lornao indispensaveis. Na inesma fabrica ha li-
cores de todas as qualidades p dp todos os prreos com
ricas tarjas Inundas, e por preco mais commodo do
que Pin oulra fabrica ; gpnebra ago'ardenlcdo reino ,
dl'a de aliiz dita de Franca em caadas u engarra-
fas ; vinagre br.loco e Iluto muito forte a 400 e o
rs. a caada ; espirito de violto dp 3o grao*.
N. lt.r=Qupm comprar q chocolate em arrobas, o dite-
ra mais em conla.
= Vende-se graxa superior, para vapore, engenhos,
fabricantes de velas e para dar em encerados a 200
c 240 rs. a libra, e sendo em porcao dar-SP-ha por me-
nos a fallar na rua da Praia, armarm, n. 18.
Yendeui-se vidios para espelbos ,
de varios (amonbrs; ditos para vidracas:
na rua da CrUJ n 10-
Rap prineeza Kovo-Lisboa
a IS000 rs. a libra.
Oe todos os rapCs, que a industria brasileira tpni al
hoja fabricado, nenhuiu imita melhor o verdadeiro ra-
p pruceza portuguez do que o intitulado RAPE PRIN-
CV.'/.X NOVO LISBOA, fabricado no Rio-de-Janeiro, sen-
do to perfeila a sita semelhanca, que os mais veteranos
tabaquistas o tomao pelo genuino rap princesa de Lis-
boa.
O deposito deste excpllpntp rapl, he no armazem de
AlvrsVianna, rua da Senzalla-Velha, n. u0;e lambem
se vende nos tres bairros da cid.nle : no do Rtcife, em
ULTIWA MODA.
Na rua do Quelmado toja n. 18 vendem-te
chapeos francezes, da ultima moda a polka,
_chegados ltimamente de Franja e mais ba-
ratos do que em outra qualquer parte.
Vende-se sement, de alface inulto nova ; Unto
branca como prPla; na venda-da esquina do Aterro-da.
Boa-Vista n. 88.
= Vende-se um moleque, de 14 annos muito lindo ;
duas negrinhas de 14 a 16 annos ; 3 pseravas de naeao,
mocas de bonitas figuras e com varias habilidades ;
4 escravos mocos do servlco de campo : na rua D-
reita, n. 3. '"
=Vende-se una armacao para loja de couro, Teila a
moderna com os pouco i fundos, jue tem ou sem el-
le por preco coiumodol: na rua do Livramento, n. 27.
Mova publicaeo portugueza
de Pars, a S00 rs. cada
cxemplar,
da Historia completa de Napoleao, ex-
trahlda de variss obras aerediladas e especialmente
das de Mr. Thiers pelo doutor Cae tao Lopes de Mou-
ra 2 v. com multas pstampa linas ; vende-se na ll-
vraria da esquina do CoIIpeo.
Vpnde-se urna cama decondur nova : na rua do
Fogo, n. 3l.
Cartas francezas de jopar,
para voltareite as melhores, que ha no mercado; pen-
tps de tartaruga para marrafas pelo diminuto pre-
co de 640 rs. : na rua larga do Rozarlo n 24.
= Vende-se una parda recomida perfeila engnin-
nadeira cose e cozinha ; 4 escravas mocas com ha-r
hllldades una dellas cose, engomma e cozinha ; urna
negrinha, de i4annos, boa para ser educada; uina
luulatiuha de i5 annos que cose e fas rende ; uina
preta de 35 annos por v80/ rs. que coiinha lava
roupa e vende, na rua ; 6 escravos moros, bons para o
trabalhode campo ; um dilo bom carreiro; um dilo
bom ulHclal de alfaiale um mulaiiuhn, de anuos, bom
pagem ; dous moleque de i2 a ib' auno: na rua
do Crespo, n 10, primeiro andar.
Vendem-se 3 escravo com habilidades ou sem
rilas: na rua estrella do Rotarlo, n, 23, primeiro an-
dar.
S.-Autonio vendem-se duas milito boas
do arco de
excelleiites
redes dr cores I, las no i aranho : sen prr(o diini-
nuto em proporcao Ayua boa qualidade he de 80/ rs.
cada uina.
Na rna do Crespo loja nova
n. 1*1, de Jos Joaquim
da Silva Maya ,
vendem-se superiores cobertores de algodao proprios
para escravos', a 1^000 rs. cada un ; una lateada de
linho escuro tamben! para roupa de escravos ou sac-
eos de assucar por ser de multa duiaco por barato
preco.
-- Aos Senliores armadores
calfaiates do dignissimo clero avlsao GdluiarSe* -era-
iim t C com loja na esquina da rna do Collegio, n. 5,
que vendem-se os seguintes artigos, qiiP P lonnio in-
ilispensavi-is s suas oceupaces, a. saber: vnlaules no-
vo, largos e esireitos, sonidos pin cores ; trina, larga e
ejtrejla ; galoes nglndo os do verdadeiro ouro ; dilo de
palhela com novos riseps, de um quarto al duas polle-
gadas de largo ; rendas amarellas, largas e estrellas, de
novos padroes ; espiguilha branca e ainai ill.i; lal'ein
le todas as cores; e ha un excelleule sortimento de sp-
tini-papel; cnnibraias lisas t ordinarias fil de Hubo
branco, com nina e meia vara de largura; boblltel da
inesma largura; pscomilha preta ; saigelini de todas as
cores, e t.'iiubem preto ; (rsla faienda he .-< Ii.i>,. Unge kfds e por isso suppre a falla da vprbotina e do vel-
ludilho. p.m niulius pelos e tur de rosa; mitins prrlos ;
hollanda prela, parda e branca; franquelimpreto; prln-
Moeda annazein n. 15.
v a rua do Crespo loja nova,
n. l'J. de los sjoaqtiim
da Silva Maya,
vende-se um restante dos bem acreditados corles de in-
dianas para vestidos de senliora, pelo barato preco de
2#800 rs cada um; cortes da faienda victoria, a 3^600 rs.
cada um; ricas cambraias com lislras de seda, abU00 rs.
cada corte; dilos de gosto chines, a 5^000 rs. cadaum
corte; cassas chitas para vestidos, a 2S000 e 3^500 cada
corte ; cambraias de quadros de cores escuras, para ves-
tidos, a .VftOO rs. cada corte; calcinhas para meninas de
escola a 400 rs. cada um par; meias linas para meninos
de lillereutes tamaiihos; e outras uiliilas fazendas, que
ludo se vender por preco barato, assim como din resto
das ricas e baratas linternas com caslicaes de tinissim
casquinha, e que se vendem por U, 10 c 12 mil rcis cada
par.
, Vendem-se as seguintes obras :
l'ainnzo l.tizitano, G v. ; Camoes, obra
completa 3 v dourads; Bocage
di-
to
das estas obras em muito boni estado ,
la 7 v. ; Virgilio em lolun 3 v.
ompa
tan I'ereira de Mallos Estima.
Para as senhorasdobom tom,
lia na loja de Antonio .da Cimba Soares
Guimaraes na rna do Crespo, ti. i5,
os mais modernos e por escellencia deli-
cados corles do verdadeiro barege por
ser todo de la e com liatras de seda. A
ellas poi (jue sao ao gosto da princesa
Jaiinnria.
= Vende-se superior gomma para as engommadel-
ras ein paneiros por multo mdico preco ; no ar-
masen) do Bacelar, defronle da escadinha da allandega.
Vende-sc muito boa sarca-pan-illia, ebegada pe-
lo ultimo vapor por preco commodo : no armazem do
Bragurs, ou a tratar com J. B. da Fonseca Jnior, na
ruadoVIgarlo n. I, primeiro andar.
Vende-se urna excellente mpbilia de Jacaranda, de
goslo moderno com pouco uso a qual coinpc-se de
iftcadeiras duas bancas umamesa redonda e mu so-
ph por junto ou separado por preco eoiuinodo : na
rua Di re i la loja n. 3(i
Vende-se nina cscrava de bonita figura que co-
iinha lava de sabao, e he quitaudeira ; em Fora-de-
l'orias, rua dos Guararapes, n. 7.
Escravos Fgidos.
= Fuglo. no dia l do crreme, pelas 8 horas da nol-
te, da casa de ManoelAlves Ferreira, um escravo, de
nome Antonio de naco Angola, de l8 annos gros-
so docorpo estatura regular, bem fallante tem una
belida em um olho cabello grande; tem no pello uina*
cicatrlzes de ventosas ; levou calcas de brim sujas, ca-
misa de algodao americano, de meia manga ; levou
mais urna irouxa com calca camisa urna jaqueta de
ganga azul e um leneol. Quem o pegar, leve ao becco
doTheatro por cima do botlqnin do Paiva.
Ainda continua a estar fgido desde a noite de
sabbado 29 de agosto do correte auno o molecole
Francisco ; representa 18 anuos olhos grandes, oceos
grossos nariz chato denles limados ; semnre muito
risonho, e que, apezar de ser de nacao falla como
crioulo por ter vlndo pequeo ; levou camisa de al-
godaozinho trancado caljas de zuarte azul um sus-
pensorio de meia, de cor urna jaqueta de panno ver-
de rota no cotovello esquerdo chapeo de palha, e
mais urna trouia com o resto de sua roupa. Rogase
as autoridades pollciaes, promovi a captura do reler-
do preto ; e se rccominenda aos capitaes de campo, a
quem se dar geiiprosa recompensa para o levar a
rua da Senzalla-Velha n. 110, a casa de Alves Nianna.
Fugio.no dia i7 do correte um preto, de nome
Joo de naco Cabund ; representa 12 minos pouco
mais ou menos seccodo corpo rosto redondo com
espinhas ealgu.ua cousa opado andar sombro ; levou
calcase camisa preta. Este preto he pertencente ao
casal do finado Antonio Vaz de Oliveira. Quemo pe-
gar leve a Luiz Jos da Costa Aniorim na rua da Ca-
leia do Recifc, obrado n. = : que ser recompen-
a Fugio, no dia 24 de setembro, do engenho Gon-
eacari um prelo, de nome Joo por alcunha Joao
Banana figura ordinaria crioulo ; tem urna cicatriz
debaixo do olho esquerdo ; levou um ferro no-pescoco :
quemo pegar, leve ao dito engenho ou no principio
do Aterro-dos-Afogados sobrado n.3l.
Fugio o pelo, de nome Constante de iHannos,
haixo e reforcado de naco Inhambane ; tem um den-
le de menos na frente pequeos signaes no rosto, nao
he retii ; levou calca e camisa de algodao da ierra ,
me talvez lenha mudado, ferro no pescoco e pe ; ha
pouco tinha levado algumas pancadas as costas. Quem
o pegar, leve a rua imperial n. 67, que sera recompen-
sado.
ENIGMAS
PITTORESCOS.
DISTINGUE
DECIFRAyiD
liorna foi berco de Ilustres e denoda-
dos campeocs.
PERM. : NA TVP. DEK. F
, DE FAMA'. 1&46'
C\


Full Text
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