Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00448


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Full Text
Anuo de
1846.
mmmmm
Sexfa-fera 20
O DI/tRlOpob\ici-t tocios o dias que niio
r m rfp guarda: o prof o da nssRnatura lie de
tO" ". Pr 1uar,e'' Pgot miiantadot. Os
nmineos do a,ssiguantcs ,3o inseridos a razio
je 2ft ri por ,inh> ri* '" ""l>0 difieren-
,. e repetire pe i melada.- O que nlo fo-
rem Msi^nantes p-o 80 ri par li.Hi>, e 160
em itpodifireme.
P11ASES DA LA NO MEZ. DE MOVEMBRO
] o> chita 1, as hora e SI minutos da manli.
Mi.ieoite 10, as liorase min. d manh.
1 ,ia nova I, 'O* 89 min- d Urd*
Cr-asceote a J&, a oras 11 ain. da tarde.
PARTIDA DOS COHREIOS.
Ooianna e Parahrl Segundas e Sextas feirs,
Rio Crand do Norte, cl.ega na Quartas feira
ao mcio dia e parte tas mesinas lloras nal
Quintas feira.
Cali, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Calvo e
Maceyd no l., M e dcada me/.,
('.ranliuns e Bonito a 10 e 24.
Roa-Viita e Flore a lie i*.
Victoria as Quintas feira .
Olioda todos os dias.
Primeira i 8 h 6 minuto da manlia.
Secunda a G h. 30 minuto da tarde.
de Novcmbro.
Anno XXII. N. 261.
DAS DA SEMANA.
0 Secunda. S Valerio. Aul. da J. dos orph.
edoJ.doC.da.v.,doJ.M d> 2 v.
17 Tere. S. Gregorio. Aud. do J. do civ. da I.
r. e'do J. de pal do dist de t.
3 Quera. S. Ro.rfSo. Aud. do J. do civ. da2.
v e do J. de par do 2 dist. de t. '
o Dtala S .-idhias. Aud. do J. deorplios,
do I municipal da I. var.
50 Seila. S. Flix de V"loi. Aud. do J. do civ
da l.v, edo J. de paz do l. dist. del.
21 Sabliado. S Culumbano. Aud. do i. do civ.
da r. T, do J de pal do I. dist. e >. a$ t.
22 Domingo. S. Cicilia.
CAMBIOS NO DIA 18 DE NOVEMBRO.
Caml.io sobre Londres? a J8'/,d. p.lf a 80 I.
Paiii 35S ris por Innco.
a Listioa 100% de premio. .. .
Deselle letra de boa firmas I '/ P- 0/o,,0'^f,
OuroOnrashespanholas.. JlfOOO a 31^.00
> lodasde njlOO vcl. I0>200 a
de 0**00 nov. 100000
. de tJIOuO... 8/'nn
Prata Palaccs........ IJOM) a
Pesoscolumnare. 2|000 a
a Dito Mexicanos. ijfitvii a
Miuda........ .ir *
I o 10(1
tojioo
9*Ion
2/00
2f0l0
11940
14780
Acteda Cnmp. do lleberibc de 50J000 ao par.
DIARIO DE PERlAMBCO,
PARTE 0FFICUL.
BISPADO DE PERNAMUUCO.
Dow Joad da Purificarais Marques Perdigad, conego regran-
le di Sanio Agoslinho. por grata de Dos, e da Sania S
Apoitolica, Hipo de Pemambuco, doconcetho de S. Al. I. e
C, ele.
Por especial mandado de S. M. o Imperador, commii-
nieado pelo imperial aviso de l4 de inao de 1829, expe-
di>lo pela secretaria de estado dos negocio da justica.
romos a concurso pelo presente cditalas scguinles igre-
j.i vaga* dete bi*pado : A de N. S. da (loria do Ar-
cual do (jrrente do rio das Bgoas ; a de N. S. da Con-
ccicfto da cidade do Sobral; a de N S. do O', do rio de
s.-Miguel; a de S. Jsn de Agoa-Preta; a de S. Jos de
i, irlnbanjla; a dc. 8. da Pena do buril!; a de \. S. da
i alou-ici dos Indios; a de Sant'Auta do l panenia, a de
S. los de MMio-Velha; a do Senhor lloin Jess de Ca-
inaiagibejad.) Senhor illoin Jess do Poito-dos-Tourosia
de Sairto AnConloda villa do Cabo; a de S, JoaodaVilla-
dd-Prliicipe; c a de S. Joo llaptista de l'oi-lo-Alegrc.
Todo o Reverendo sacerdote ou elerigo,(|ue queirafaier
opposicao s igrejas cima referidas, apresente-se coni
scu papel proinpto e correntes na r6ru.ia|do estjlo,
para eieni adinitlidos. faxendo termo de opposicao den-
tro do praio de 60 das, lindos os quaes se tara o con-
curso, cin o qual re ponderad os reverendos oppollore
0 casos de moral e couscencia, e fr urna euposicao
nu hnmilia d evangellio, que assignarmns, para pro-
|iormoi a S. M. o linpc, ador os que se julgrem mals
dignos na furnia, do sagrados caonea e concillo tri-
dentiiio.
Dado em Olinda sob o sello da chancellarla e imsso
signal, aos20 de novcmbro de l8<<6.Ktt.o padre Joa-
,/.im da AitumpcaO, cscriviio da cmara episcopal, o su-
bscrevi.
Joa, bispo diocesano.
Eslava o ello das armas episcopars.
Aliumpra.
Edltal pelo qual manda S. Exc. Reverendissima por
a concurso as igrejas vagas deslc bispado, na eonforlni-
Jule das mperiaes ordeus, como no iiiesmo se declara.
Para V. Exc Reverendissima assignar.
PERNAIYIBUCO.
AiSEMBLE'A PROVINCIAL;
SESSO EM 1(3 Div NOVEMBRO DE 1846.
I'lll SIDLNCIA DO SK. SODX IEIXIHA.
RECTIFICAgO.
No discurso do Sr. Figuriredo, publicado hontem, pa-
gina 2.', columna 2.*, linhas 91" e 92.' em lugar de
= e cun elle cu creio = la-se = cconi ellas cu creio =
(Cootinuacao do nuiicro antecedente.)
OSr. Hiendes da da Cunha : Comecou, Senhor presi-
dente, o nobre deputado, a quem respondo, por fazer
una aecusaco ao governo imperial, era consecuencia
dos avisos, que elle nicncionou, sobre o ottjccto oifl
quettao.
Sr. FiyiMirrdo: Nao aecusci, porque o lugar nao
he proprio para aecusaces; censure!.
O Orador: Isso he o mesmo; hequeslao de palavras :
porin aos laes avisos eu nunca me refer, e uo me refi-
ro actualmente; todava, do que o nobre deputado leo
uestes avisos, e algiima cousa se concille s serve para
pi ovar contra elle, porque nos avisos niio se diz, que o
M. hispo uo dever dar execucao as leis provinctae;
pelo contrario, sustenla-se o principio contrario : e es-
perava o nobre deputado, que houvesse um governo loo
estpido e tao insolente, que oiisasse aeonselhar ao Sr.
hispo, que niio vmh nl.isse as leis pruvinciae? E qtiaudo
mesmo hoiivcssr'governo tao estupido e lio insolente,
que diste modo procedesse, enteude o Sr. bispo, que a
sita causa licaria de melbor condlffio? Aonde vio o Sr.
hispo, em que le, ou rcgulamenlo achou, que o gover-
no pode, de qualquer inancira que seja, lollier a execu-
(o das leis do paiz? Equcria oSr. bispo, quando racs-
uio houvesse mu governo, que, saltando por cima de
lodos os di re I tos, de lodos os principios polticos e con-
siderares soclaes, aiiniiisse a sua pretenaao, concor-
lercoin a sua autorldade pastoral para estabelecrr no
mi u de suas ovelhas o anaichia e o despotismo ? Quein
o poderla esperar? Eu deccrm o nao espero. O Sr. bu-
po sabe, que elle di ve condutir o rebanho como acon-
ii-lhav S. Pedro aos apostlos >iao doniinnndo sobre
elle; mas coi o exemplo e o amor no fundo dseu cora
cao. Un prelado digno diste noine nao pode deixar
d( '< o modelo da obediencia c respeito s legilinias
autoridades, ao menos pelo amor da paz publica. Nao
be sem raso a ininhii soipreza sobre a esperanca, que o
Sr. hispo nutre nadecisau do governo obre a suareir-
'aiartprutnUtto: porque, olbando para a consliluicao
do esudn, nella nao vejo essa autorlsaco, dada ao go-
verno, porque o direito de derogar as lei> proviin'iacs lie
declushra couipctencia da assenibla geral, nos tres
nicos casas consignados no acto addicional. Se atiendo
(i'Siccuisu da inleiprelacao. esla he incontcstavel-
meiiie da attribuicaa do mesmo poder, que f* U JIS,
cuja exei-ucau o Sr. bispo se nega : quanto ao direito
deaaeipliear por mcio de regulameiilns e inslrucjoes,
quem, em vista do k 4 do artigo 21 do mesmo arlo ad-
dicional, o pode contestar ao presidente da provincia,
adveriindo, que nao he esle un direito cumulafivo cora
o poderes gerae, porque as.allrlbu9es ciiinulativas
lamben fonio expressameute declaradas naconsliluicao
ilonnada, e nella se nao ada esle coinprehendldo/
Ouc remedio, pois, espera o Sr. bispo do ministerio, que
u possa escusai da execucao das leis provinciaes na par-
te, que llie loca r Neui creio, que elle enfeuda, que, pro-
ieiando, como hr for ponivri, e-iteocm Jm U.i, tta che-
Snrao poni de ficar desabrigado de as eumprir. Ah. aqu
e, que e lamento a posico, em que o teem colloca-
do osseus ungidos amigos, ou ante verdadeiros iui-
inigos. Deixamlo a quesin a respeito do governo, passa-
rel materia em si.
Disse o nobre deputado, que havla um conflicto, por-
que nos nao temos querido ouvir o bispo ; que devemo
portanto sottrer as consequencias desse conicto.
Sinhics, eu seinpre entend, como anda entendo,
que ura acto legislativo he a cxprcsiao do voto nacional,
ou provincial, seguudo a classe, a qtte perlcnce o seu
objecto.manifesUda pelos seus legillraos orgaos: os seus
legllltnos orgSos sao os seus representantes; e a legi-
limidade da representacao, geral, ou provincial, dimana
Incoiilrstaveluiente do mndalo: logo a frca originaria
da lei consiste na frca do mandato.' donde vem, pois,
ao corpo legislativo a obrigafo de ouvir aquellef, que
neiiliuiu mandato tlverao para entrar na confeccao das
leis, uein para que Ibssem consultados sobre ellas? Sea
cuv eniciitia reclama o couselho do Sr. hispo sobre a di-
Vlsaoecclesiastica, UlU couselho mi estabcl.ee um di-
reito, c milito menos um direito poltico. Mas, Senhor
presidente, que direito he esse, que exige o Sr. bispo ?
Eu confesso, que, no caso delle, o tinha renunciado, por
telo mesura da diguidade episcopal; porque iinpr a lei
o deicr, cmo cnteudeo o nobre deputado, de cnsul-
tar-ine sobre objelo que, p"r sua naturea c esencia,
cahe debaxode iiiinlia jurisdieco, como Urabera pre-
tende o nobre deputado, flcando aquelle, que me nove,
cun o direito de rejcitar o meu parecer, se esle.lhe nao
agradar, he isto desnaturar aminlia jurisdieco; he ludi-
brlar o raen direito ; nao he sto um direito, he una
louibaria, una dccepfo ; poique o direito, que nao lie
todo, nao he paita, nao he o meu direito ; mal o direito
daqiclle, queso por favor ui'o concede, he lili) direito,
que s se me concede como para uielhor provar-me,
que elle me nao pertence. Ouvir-me sobre materia, que
be esseucial niinha jiirisdcao. e ser ella delinitiVameii-
te julgada por aulornade de jurisdieco diversa, como
classilicar o meu direito ? lie um direito contradictorio ;
nao te realidade: c aquillo, que nao teiu icalidade
nao pode entrar na ordem dos tactos humanos para clas-
sillcar diieitos c deveres. Se este direito he daessencia
da furUdlcco espiritual, nelle niio pode, debaixo de
nualquer rclacao queseja, intervir a autoridade tempo-
ral .< logo he da exclusiva competencia do Sr. bispo a di-
visan ('eclesistica, c sobre ella nao pdc legislar a as
seinlilca provincial.
Disse o nobre deputado, que o governo he culpado,
por niio ter declarado, que o hispo linha direito de ser
envido. Aislo j respond aparte, que respeita ao di-
reito : quanto ao inals haja-se o nobre deputado coin o
governo.
Censurou o nobre deputado, a commissao por dizer,
que o Uflo do Sr bispo era superior ao veto do presiden-
te da provincia. Admiro eu o nobre deputado nio ser o
priineiroa reconheccr esla verdade. Para provar, que o
wlo do Sr. hispo he superior ao do presidente, basta ver,
3ue o velo do presidente he arrasoadn, c o Sr hispo nao
i a i a.;io do seu veto: o vetoo presidente est cireiinis-
gfipto uma limilacao ; o esto do Sr. bispo he Indefini-
do e (Ilimitado : o tielo do presidente versa sobre um
projecto de lei ; o mo do Sr. bispo versa sobre a le mes-
illa : o velo do presidente he reparavcl, porque pode ser
coi rgido por dous tercos de votos tiesta assembla ; o
relo do Sr. hispo nao lem appello nem aggravo, lie inde-
pcndenle e perenintoro. E estas dift'erencas, Senhor
presidente, niio semo s'.'lllcients para juslilicar a supe-
rioridade do lWdoSr. bispo, a respeito do velo do pre-
sidente ?
O vilo do Sr. bispo, Senliores, he de uma ordem, que
se nao conhecc nos governo representativos dos nossns
lempos. Elle he em tudo setnelliante ao velo dos tribu-
nos romanos, sobre as delberafcs do senado. O velo dos
tribunos redn/ia-se t estas palavras = eu me npponho
= ; o rWo do Sr. bispo reduz-se aos srguintes termos
nao me he pnsslvel = : o telo dos tribunos nao se oppu-
uha a publicacao, mas smente execucao dos decretos
do senado ; o tifio do Sr. hispo tambera se nao uppe
publicacao, mas smente a execucao das leis provin-
ciaes : o veto dos tribunos nao se estrnda a todas as deli-
heraces do senado, mas smente aquellas, que conti-
nan disposces geraes sobre todos os rid.nl.ios roma-
nos; o filo do Sr. bispo nao se cstende a todas oslis,
mas smente aquellas, que dizem respeito divisan ec-
clesiaslica : nao obstante, o velo dos tribunos, o lenalns
consullus, eran publicados, e isl smente para constar a
opiniao do senado ; nao obstante o lelo do Sr. bispo, as
leis da assembla foro publicadas, nao leudo al hoje
oulro ell'eilo sean a mauifesiarao do nnssujuuo sobre
as divises legisladas : orlo dos tribunos, finalmente,
era nina consequencia dos clamores do Jitnlcula edo
\vcnliuo ; o velo do Sr. bispo he nina cunsequencia dos
clamores da opposicao. {Apniadot) Ah o nobre deputa-
do alliibue a oulra causa, sto'he, sua consclencla.
Nao, niio he"a consciencia dq Sr. bispo. E a islo respon-
den-i, depos de algumas observaceJ, as quaes corapre-
liendem, quanto a inim, prcclsanienle, nao s os racio-
cinios, mas parece-me, que as mesillas palavras do dis-
curso do nobre debutado ; o qlie farci coin o direito es-
cripto nos livros cannicos, c no testamento poltico da
naciio brasilea.
Senliores, son catholico romano, de dentro deste eo-
racao, (pondo amao sobre o peitoeiquerd) son um misera-
vel percador, mas souuiu verdadeiro cente, e couitiido
nao compwheiidoa extensao da autoridade ecclesiasli-
ca como o nobre deputado a compreliende, e no-la acaba
de explicar : e Dos uie livre de a entender assim. A ex-
tensao da autoridade eccleslastica est determinada por
sua natureza mesuia : o meu reino nn he deste mundo, dis-
se Jess-Quisto. Tao celeste como a sua origeui, o po-
der da igreja be puramente espiritual : (apoiadat) e elle
se ronceutra era dous grandes objectos : os dogmas de
f, a disciplina : e sendo elles de direito divino, nao Ibe
ve'eiu dos hoiuens, e por consequencia osho.nens nao
flie lodem tocar ; mas lia una dlBerquea t;o considei a-
vel entre o dogma e a disciplina, que nao pode deixar de
ser dila.ao menos, para determinar a extensao e a im-
portancia de suas relaccs enni asncedade civil.
Senliores, os dogmas consignados no evangelho sao
nvariaveis como Dos, e por Isso a aulordade dos con-
cilios a este respeito liuiila-se a fixar o seu verdadeiro
sentido, segundo a intenciio manifestada por seu divino
autor, i explicar alguns pontos, que possao parecer obs-
curos s iutclligencas ordinarias, e a-prescrever as for-
mulas, por que devem srr concebidos os artlgos de ie ;
portanto, a igreja estatu sobre o dogma coin nina in-
dependencia absoluta : mas, qnauto disciplina, mriis
amigos c Senliores, o caso muda multo de figura ; ji dis-
ciplina he obra dos honiens, e por consequencia tao va-
riare!, como vario todas o crasas humanas, porque he
fura de duvida, que s o peusamento divino he inimuta-
vel e s -brase, todos os sceulos, todos os hoiiiens, lodos os
lempos, lodos os governos, lodas as pocas, todas as crl-
dos, nao sao por Isso menos dignos de ser reputados co-
mo que se nunca fossetn recebidos. Com isto nenhuina
injuria se faz ao poder eccleslasllco ; porque o governo
civil nem se attribue a faculdade de legislar sobre a dis-
ciplina, nem o direito (Ilimitado de a rejeilar sem ms-
tinceo ; rapnor O contrario, lora tambera suppr, nao o
Interesse de velar pela deesa de seus dirritos, mas o
proposito de violar ura direito, que ninguem contesta, a
soberana espiritual da igreja.
Estadoulrna fui reconheeida pelos mrsinos concilios
de Nica. d Hale e de Trenlo, de cujos regulamentos dis-
ciplinares iniiitns nao forao recebidos em varios estados
cathollcos, Esta doutrlna, Senhor presidente, foi i''->">-
almente consagrada uol4do artigo 102 da coiislilui-
fiio do imperio ; o que' eu passo a ler. Conceder ou
legar o beneplcito aos decretos dos concilios e ettras
._!:_._,,__ __.._..-____ .,,.i.. ....,.,,. i ;n,i,-,,,-s ecclesias-
dos concilios c lettras apostlicas, que se oppozerem a
constitulcio, sao ipio fado iuadmissiveis, c estn por
ei.nseqiieucia/Mo/iicfolrada alfada de podOr exBOUll-
vo, para Ibes conceder, ou negar o beneplcito, porque
a conceswio, ou negaco do beneplcito suppde. o exauc
de mais ou menos conveniencia coin os negocios publi-
tes, todas os circuinsiancias ; mas a disciplina da igreja,
em todos os casos, tem alguuia cdUsa de exterior, era
inuitos casos, lem tao grandes pontos de contacto com a
ordem publica, que s pude ser rasoavelmente; Sendo de
accordo com os poderes lemporaes, c casos ha, etn que
algurts pontos da disciplina repugnan de tal arte cora
os interesses do' lempo c a furnia eslabelecida do gover-
no, que, aiitfla que uao fossem expressameute rejettt-
*>. I I i .1 I i (VIS lllb i* #. <>. >>>u>-------------- U ,
eos, mas, quando se trata dos que se oppoc a constitut-
to. entao, nao s por una necessidade poltica, pore.in
o que he mais, era cumpriinento da proincssa soliinm-
mente feita i face dos altares, todos nos, os cidadaos bra-
sileiros, temoso dever sagrado de osrepcllir, e, se preci-
so fot-, com a Turca de nossos bracos, e o sangue de uos-
sas vcias, porque todos haveinos jurado obediencia a
oonstiliiicao do estado, e nnnhiiui de nsjurou obce-
cer aos decretos dos concilios, que nao forera exponla-
ticamenle acceltos pelo poder competente.
Isto posto, Senhorcs, assim como as leis do lempo da
unan nao existem para nos, senao depois da nossa
independencia pulitica, do que tenho o melbor tesle-
munhn na lei da assembla eonsliluinte, pie as mandn
por em vigor, tanibcm os decretos dos Concilios, lettras
apostolizas, etc.,na sua rclaciio cora as leis civis, que
garautrm a sua observancia, nao existem para nos, lena
dipois da nossa independencia poltica : a rasao he a mesura :
mas eu, leudo a constituirn primitiva, nao vejo nella
nem una s palavra, nem urna s phrase, donde se pos-
sa ao menos remotamente induzir a aecuinulaciio daau-
torldade eccleslastica cora a autoridade temporal no
exercicio dos poderes politicos, que ella creou : pela
onslitiiicao reformada pertence s assemblas provin-
ciaes legislar sobre a divisao ecclesiastica sem llmlta-
{3o alguraa ; e coinquanto eu possa coinprehender ura
direito condicionalmente conferido, e por consequen-
cia mais nu menos extensos os seus ellitos, segundo
mais ou menos condifdes, a que fra ligado, todava,
sendo as condices Indif'cnidas, como poderei eu sa-
ber, qual a condicao, a que foi ligado o exercicio da
meu direito, se ella mesilla nao fr ciprrssainente de-
clarada ? Nfio deixaudo era silencio a lei Interpretati-
va do acto addicional, noto, que ella, limitando algu-
mas altribuices das assemblas provinciaes, declarou
em toda extensao da autoridade legislativa as que nao
forao interpretadas, e por niaior que seja a extensao c
coinpichenso de um Seto legislativo, eu nao poso
enmprchender um de seus allributos, que nao seja
tambera legislativo ;-las, se o Sr. bispo deve intervir
nacnclaluiente nst confeccao das leis; que se rrferem
a divisan ecclesiastica, he claro, que c!le he colleg.is-
lador coranosco, islo he, collegisladoi ad hoc. Mas qual
seria a furnia do governo, cui que a autoridade espiri-
tual coujiinetainente com a autoridade temporal inter-
viesse na confeccao das leis 1 Seria inquestioiiivcliiien-
te um governo representativo throcratico ; mas o nosso
geverno lie nionarchico, constitucional, representativo
e hereditario.
Senhor presidente, conheco multo bem o Sr. hispo
diocesano ; ja tive a honra de o communicar ; e posso,
sem recelo de oU'endcr verdade, aflinnar, que o seu
corarn he dotado de vil tildes, dignas do ministerio
apostlico : mas que concluir daqui vista da resisten-
cia criminosa, que elle faz s leis do paiz? Nao se pude
concluir senao que esla resistencia he devida a perlldas
suggestoes (iifioiadot) desses homens, sem alma, sera eu-
Iranli.is, que, recuando ao menor sacrificio de seus in-
teresses, nao duvida fazer da reputaeo allleia a vic-
tima, e o holocausto de suas paixes polticas. [ApoUsite]
Fajo justica ao GOrseSo do Sr. bispo e niio fajo injuria
sua inlelligencia, porque a experiencia de todos os dias
nos eiisina, que a malicia engriihusa tem mal recursos
para Iludir do que a scienria para trlumphar da illu-
sao. Se eu hoje coiuniuiiicasse o Sr. bispo, llie .liria
com toda a sinceridade do meu coracao : principe sagra-
do, oppea esses prfidos cohietheiros o capitulo 20 do evunge-
Iho de S. Lucas.... ; lembre-lhes V. Exc, que, quando
os escribas e os principes quicrao coiuprometler a
Jeius-i iinsiu para com os Cesares, inamttrio a alguns
homens do povo, para que Bzessem ao Salvador a se-
guiute quesillo : Mestre, tu que era ludo fallas a verda-
de, ea todos conduzca pelos caininbos do Senhor, di-
se-nos = he, ou nao licito pagar o tributo a Cezar/=a
Mas Jezus-Chrislo, c'onhecendo muito bem a hypocre-
sia destas palavras, e a perlida dos seus interrogantes,
ibes respondeo : = Para que me tentis ? Mostrai-mc
uma mucd.i, e diiei-rae de quem lie cssa efigie ? = A
isto, elles Ibe respondrao : = he de Cesar Pois en-
Ifio, Ibes tornot Jczus-Christo, dai Cezar o que lu-
de Ceiar, e a Dos o que he de Dos =. He claro, que o
lilho de Dccis nao quii com esla resposta estabelecer en-
tre Cesar e Ueos urna dillerenca, tal que implicasse a
independencia de Cezar para con. Dos ; porque isto se-
ria, aini de ura absurdo, urna blaspheniia horrlrel ; elle
qui/. apenas declarar-lhes, que nada quera do que en
de Cezar : mas o que quer dizer o que he de Cezar a
Cesar, oque he de Dos a Dos? E prime ament a
que he Ceiar ? Olhc licui o nobre deputado, Cesar be
o poder temporal : he o poder estabelccido, qualquer
que seja ; era o poder dos Romanos, no lempo de Jess;
poder, que linha siibjugado os Judos, e os tinha des-
pojado de sua independencia ; quiz Jezus-Chrislo rnsi-
nar-llies, que esle inesuio poder, anda que usurpado
fosse, devia ser -respeilado, se elle anda mantera mu
certo estado de ordem c de justica, que protege os in-
dividuos as suas pessoas, e beus ; que a forja mesmo
destituida de direito deve ser respeitada, se ella anda
serve para proteger direitos. Islo he o que quer dizer,
o que lu de Cesar a Cesar. E s quando Cesar se fas o
instrumento de iniquidades, e coininanda contratas leis
eternas, que sao a vida da humandade, enuio es en-
Uto he licito desobeder a Cezar para dar a Dos o que
he de Dos ; porque s Dcos tem um imperio absoluto,
e sem reserva sobre todos os homens, sobre todas as
cousas. ,
Mas quem dir de boa fe, que as leis provinciaes, a
que o Sr hispo se oppe, sao do numero daquellas,
que coniinaiido contra as leis eternas, que sao a 7da
da humandade, para que elle negu a Cezar o que he
de Cezar? He verdade, que o Sr. hispo di/,, que Ibe
n.-o he possivel execular as leis. .-e a impossibilidade
he physica, declare o Sr. hispo, porque o^ remedio
para ella est na m edicina, e para a execucao das leis
na conslituijao do bispado, e caones da igreja ; iims
sea impossibilidade he moral, como se. ve de seu ofi-
cio, dirigido ao Exm. presidente da provincia, declaro,
que a rasao, porque se oppOc, he a uielhor prova de
que niio quer; porque, ncsle caso, dizer, que nao ha
possivel he o mesmo que dizer, que nao quer. Toda a
dill'crrnca consiste na forma accidental do termo, para
nao aggravar a resistencia com a rudeza da expressio ;
mas he uma especie de defesa.que s escapa aecusacao,
refugiando-se as palavras.
Mas o nobre deputado e outros Senliores depilados ce-
clesiasticos, as suas ultimas reflexOeS, apellrao para a
consclencla do Sr bispo, e dissrrao, que o Sr. bispo,
leudo consciencia deque nao deve execular as leis, elle
niio pode liahir a sua consciencia : perde o nobre de-
putado ; eu nao posso concordar nesta parte coin o no-
bre deputado, porque, quanto a mira, islo tendera a
irrogar una injuria ao Sj\ hispo, porque fura suppr
nelle a ignorancia dos prinieiros elementos dos couhe-
eioientos humanos na sociedad.' civil. Se a conscien-
cia he o sentiuiciito interior, que nos adverle do bem
ou mal, da malicia ou bondade de uossas aejdes, e he
este o titulo justificativo da resistencia, sendo certo que
a consciencia do Sr. bispo nao deve ser menos respeita-
da do que a consciencia de qualquer individuo, e que
qualquer oulro individuo nao tem menos justica para
defender seus direitos, do que o Sr. hispo para susten-
tar as prerogativas da mina, segue-se, que qualquer
individuo, apoiado em sua consciencia, poda dizer : =a
Eu nao quero obdeccr esta le; nao quero obdecer,
porque entendo, que ella fere os meus direitos =. E eis-
aqui a consciencia, que deve ser o apoio da obdiencia e
respeilO devido s leis, sendo a causa de urna desoreani-
saco irreparavel. Masque seria enlo a sociedade ci-
vil? Ouc mais lrca Irriiio as leis do que as senlencas
escripias nos livros dos phlosoplios ? Que lei sahira das
naos dos legisladores, que se nao perdrssein as rasos
dos governad.is ? E qual seria o legislador? Aquelle, que
faz lei, ou aquelle, que a executa? Nao, niio he a cons-
ciencia do Sr. bispo, he a falla de consciencia daquelles,
que s advrrtem nella para fular cora os reraorsos: do-
mine o Sr. bispo sobre os vicios, c nao sobre as pessoas,
comuijurr S. Ambrosio, que elle achara forra para re-
sistir a resistencia simulada de seus prfidos consc-
I he i ros.
Senhores, cu uo me record de outrasobservacoes do
nobre deputado, e se outras ha, eu rogo-lhe, que as re-
pila, para que me nao fique o pesar de o nao ter acoin-
pa u hado fielmente. Ese nao ha, ou nao quer declara-las,
cuconcluo, dizendo, queaaulordade ecclesiastica se re-
dil/, a pregar a palavra de Dos por toda a ierra, arc-
niittir os peccados, a adminislrur os sacramentos aos
fiis, e a inipr as penas espriluaes quelles, que vio-
lan as leis ecclcsiaslcas : todo aquelle, que quizer mais
do que islo, est no caso de que se llie diga com mais ra-
so o mesmo que o re Amosias ao propheta Araos : a
l'iophcla foge para Jud; ah come o teu pao, ah pro-
phetlss, e dcixa de prophetisar em Bethel, que he o
sancluario dos res. = Disse.
O Sr. brrelo : Sr. presidente, eu nao direi j o que
o Sr. bispo fez, nem o que deve fazer. A' vista do que
se tem dlo na casa, nenhiima cousa accrescenlarei
mais do que urna pequea rellexo. Se o prelado dio-
cesano leve alguui desvo, se se julga, que elle o teve,
parece-rae.queos ineios, de que se procura laucar mao.
teem de Ir multo longe. Se as medidas, que se pretn-
delo lomar, sao as que eu imagino, sao as que cu tenho
concluido ; sem duvida ellas sero as mais funestas pa-
ra a religio, as mais funestas para os lempos actuaes.
Sunnoiihaiuos ns, que se manda processar o pe-
lado," e que se va assim de encontr as leis ecclesiastl-
cas, e que se faz tudo isto, porque se elle se conserva
ussa chamada renitencia; que dever.pois, acontecer ?
tllhcmos para o estado do paiz, espeteinos os costu-
ra.-,, e nao tiramos a iiioralidade, que convem conser-
var.
O Sr. Villela Tarares : Nao he a primeira ves, quo
elle he processado.
O Sr. .Yuiii- Machado : Quem forma os costumes he
a obediencia s leis.
O Orador : Prosigo. I.einbrar-me-hei de urna cou-
sa, se nao valem tantas : prosigo. Trarci memoria da
casa, que esta provincia receheo j do seu prelado dio-
cesano ura grande beneficio : esquejamos, pois, peque-
iiiuas cousas.
O Sr. Joaquim Villela : Mas, que fazer ?
O Orador (continuando) : A guerra de Pancllas, tac.
extensa, tu prolongada, lio chela de calamidades, loi
extincla por elle : essa guerra, que era um sorvedou-
ro dos-diiiheiros pblicos, ura motivo de conslernacao
para esta provincia, e que promettla una dura?ao pe-
rigosa, nao foi elle quem a teriiiiuou? Um pobre pa-
dre com um cajado cui uma mo, e um breviario de bai-
xo do seu braco!
i m Sr. Deputado : Fez o seu dever.
O Orador :Sini, fez o seu dever, mas he pouco fazer
cada m O sen dever? E nao poderla ter deixado dla
ir? Einprehciideo, e executou um negocio de sua na-
tureza dilficil, c dispendioso, negocio, que poderla
terminar por grandes desastres, c por grandes catas-
trophes livrou o estallo de sustos e desordens, des-
heudeoavulladosdinheiros da mitra, e, levado de movl-
im utos verdadeiramente evanglicos, prrscutou-se no
ponto da insurreico. e auabou com o estad. alUiclivo,
emiiue s. ol iva a provincia; c isto sempre por mel
de medidss cheiM de docura. Foi este um facto, Se-
iihnics, que deve elcrnisa-lo nos fastos, nos annaes da
sua dipcese. Nao posso recelar, nao posso temer, que
,, i,.v me urna s voz tiesta assembla, para desappro-
var o que redro.
O Sr. Mcndes da Cunha : Quid ii.de ? Pode oppdr-K
as leis provinciae por causa disto ?
O Orador Oud motivo poderoso para o traannos de oulro modo. Eu
nao posso crer, Sr. presidente, que, sabendo, o Exm.
Sr. hispo, que lem desattectos, queira de proposito nu-
trir e despertar estas desaliednos !
Um Sr. Deputado : Mas o facto ?
O Orador : O facto tem origem na consclencla: mas
se porventura julgamos, que a consclencla do prelado

I

i


L ..... ~~
" desvia, o nao est ligad' :i raso ; ser o nielo proccs-
ri-'o 1 O inelo ora WtlM, nao devem ser ninracas.
f* S' .Vine Machado; --Ourin t m ainracado.Sr. depn-
l"ci?f..
tMirurlnr ; Quem? F. uo o temo*, mis visto ?
T.rv uiti i-nip. Ronh.ircs, pira recordar, pura pedir II
aisrmlila. nue roP.ioiiiii.is pin tanto* serviros >lo pro-
lado, prestado provincia : nao fosse a dcslruico
total de lemelhante guerra, talvrz estlvcsscmos nn luc-
la anda boje com mu inimigo vicenlo e trun/.
Seo prelado lio julgado delnqueme pela sua insis-
tencia, anda assim. nos g deverlainoi chamar s nossas
IdeJa* deontm inodn.
O Sr. Villtla Tavaret : Nos nao podemos perdoar
nada.
O Orador : Nos, qnando queremos, fnzemos anu
tildo. (Apointlo)
OSr. Kunee Machada; Nao npolado.
O Orador : Embota nao me apoie : son ingenuo,
digo aqui o que pens. O inen parecer he, que esta *s-
s< mlilca jamis ieve esie negnio ao ponto, a que o quer
levar. F.n nao desojo outra omisa mais. Sr presidente,
do que una corta marcha de moderaran, c estou certo,
que ron ella venceremos ludo.
OSr, tillen Tnrnres: Senhor presdeme, depois
que toinnn parte nesla discussao un Ilustro iiienibro da
commisso de constituirn e poderes, e que com tanta
lialiilitl.ide e sahedoria respondeo a todos os tpicos do
discurso do uob.rc.dcput.-idn, que prinieiraiiiciite fallou,
impugnando o parecer eiu diseiisso, parrcia, nucen
Ir da palavra. e nao tratar ilesla materia,
-*Ss
nrmente quando Pin.....a das sessoes passadas j fal-
lei sobre ella, e expuz com toda a franqueza niiiilia opi-
nlSo; mas o rcspeilo, que devo casa, < o dever. que
terrtin, de sustentar proposites minlias. aqu eniltiidas,
c que, nao sendo deleodidas, me devem desairar, for-
cnu-me, por assini di/.er, a fallar aluda sobre o assuinp-
to, ca entrar m llca com otnobre diputado*, que se
tecinnioptisto defender c justificar o procediincnto do
prelado diocesano.
Quanto ao que disse o nobre deputado, meu amigo, o
hi. Parrlo, liuntn-nic a ponderar casa, que o Ilustre
orador nao defendeo S. Exc. Una., nao dcsculpoii nies-
mo sua conducta, mas apenas pedio, que alteiidessrinus
para os scrvico*. que o Sr. bispo pi estou na guerra dos
rnftnniM como nina cireamstnnria allenuanle doseu delicia.
O Sr. Ilarreto: Oh I nao disse tal; nunca.
O Orador : O nobre deputado nao disse positivamen-
te as,mi, mas he o que lgicamente se ilrduz de sen dis-
curso, e releva observar, que as ideias do unbrrdrpu-
lado, tu sta parte, sao mais propria* do advocado do
que do legislador ellas podero, deverd inesiuo tal voz
ser levadas no eonhecinienlo dos jitizes e tribuiiaes do
par, nas nao s.-rvrin para Orientar-nos ueste lugar,
obrando fin qualidadr de legisladores. [ tpoimthe)
SenhOf presidente, o nobre deputado. o Sr. Figiirlrc-
OO, disse. que nao pedir logo a palavra, quando se
traloil desta queslao, eill una das sessoes passadas, poi-
que .lie via, que a discussao camiuhava calrala c cncar-
ntcada. Nao si i por que raso se lem de proposito pro-
curad., fazer sentir, que a disrnsso desle olijecto......
que alias tanto lempo nos tem rouhado, tein sido reves-
tida de anliuosidade, virulencia, demasiado calor e en-
carnlcainento; parece que lia mu Din OCfOlto nlsfo.....
quando lodos mis sabemos, que a discussao, cnniquan-
t. uni pnuro animada, lem sido regular e decente, e
que nao recuma na (sembl* provincial sean o desojo
de defender sustentar um direiio c prerogativa, que o
Sr. bispo nos quer tirar. (Apoiidot)
Assevera o nobre deputado, que o "r. bispo lem tan-
to mais rasa,, ,111 sua resistencia, quanto esta assejubla
eslava seinpre na pivilca do oilvi-lo lias quesldes de
crcafo, tUtttlo e lupprmtoi (regaas; mas aqu cabe
di/' i, <|iie 011 o nobre deputado nao se de., ao truba-
Ibo de oiivir-n.e, quando a esle rcspeilo fal e .111 urna
ilns sess.MS passadas, liein niesmo i|U7. ler no iaiinric
Icrniimbiirn o discurso, que profer tiesta casa, 011 en-
lao. multo de pri posilo. quii esquecer alguns argu-
mentos c facios mili positivas, que .ipresenlei naiiu. lia
occasiao, e que distroriu com lodo o vigor cssa ideia
do nobre deputado. Seuliores, cu aqui apresenlei, com
a niai.M lealdade, nao menos de oilo leis, creand*, di-
vldindo, e supprlnilndo frrauetlas, feltaa por todas as
assi nibleas provincias, qut Iceiu havido desde i8.'15,
sem que l..s-e o Sr. bispo ouvido, 011 ronsuliado : poi-
tanlO apralirn, ;', ,jue se soccoric o nobre d. \ ui.-.d.,. nao
existe, nunca esisllo, e lie apenas obra da iiiiaginacoo
viva e penetrante daquclics, que se leein votado a deft-
sa do prelado.
Mas, Senhores, quero trazer casa uina considera-
ra.1. Os o,.ni. s diputados entendem, que o prelado
lem direlto a ser s. inpre ouvido asseverao, que esse
direlto est escrlnto nos livros da igreja, nos eani.n<5;
entretanto, anda se nao darao pressa de trazer-nos
rsses livros, de api eseiilar-nos eme amanen, para v r-
m a que .se qner dar. F.ll emendo, que un geral se pode
considerara dnnlrina, como queretii os nobre*deputa-
dos, mas quero ver, se lia hjpolhcse, cm que esse
pretendido direlto seja absolutamentencnlium ; quero,
que os nobles d. pul idos tragao cssa le, que dis|. que o diocesano teja ouvido; poique, eni verdade,
at agora 1 arguiuciilo lem sido desigual, visto que nos
:i|ii sentamos Ici escripia, que aulorlia uossa opinlao,
somos roldados a fazer sua analyse, comparar seus dif-
l.'iem.s artigse disposicfie* ciitrrlanlo que os no-
bre* deputado*, que nos combaten!, em lom dogmtico
nos dlzein apenas = reaman ooj cunrilim, rita ut cann-
)i, /.. deiliriiln lanocun, e ac, Sic. !! Confiomuilo as
llizes dos iiiibn s d. pinados, meus opposii iotiislas ;
1 n in limito eni suas palavras, mas qniz.ia ver a ju-ova
escripia 00 qUtf'Cilcs leeiu dilo, porque dlrci, como
disse o Sr. M.ndes di Cunlia, ainda liavendo cssas leis,
esses cnones. ... na parte que se oppororcm onsii-
. ao do paiz, nao podi 111 ser recebldos : e seja assim res-
pondido um argumento, que Irouxc o nobre deputa'do
apostlica romana como rellgiao do estado, adoptou to-
dos os seus privilegio*, seus coronarios, todas as suas
leis, llic. 0 que lie uieranienle disciplinar nao pode res-
tringir o pacto fundamental da naci: ponanlo nao h.
recebidn rntro no*, quando
do imperio.
O nobre deputado, S
oppozer u con.siiiuicao
presidente, ainda se oecupou
de fazer Ulna grave ai-cusacau ao governo : c me pare-
ce, que, por occasiao dessa accuiacao, e nos documento!,
que exhibi, deixou-se muslrar alguma cnusa contra-
dictoria Ao principio acensa o gnverno de querer ex-
plicar as leis, de querer com o seu voto e juio Influir,
para que facanios 011 di ixemos de fazer alguma cousa ;
mas ao depois se queixa do governo, porqur nao de-
clara esta assembla, que compele ao bispo diocesano
o direlto de ter ouvido nesses negocios de frrguezia*.
Ora, se o g.iveino be censiiravel, como diz o nobre de-
putado, porque, rutendeiido. que o prelado diocesano
abusou de sua autoridad., Ibe manda cumprir as leis
pioviiui.ies, (jue elle teiinosaiiieule resisti se o go-
verno nao pode explicar (ui M-. bispo a lei, que nos au-
t.uisa a legislar, sem liiniUcio algniua, sobre a divisan
civil, judiciaria e eclesistica da provincia ; nao seiia
timben, censuravel, segundo a opiniao do nobir depu-
todo, o inesiuo governo, se, airogaudo-sr um direlto,
.|in- Ule nao compete, nos dissesse, que o pr. lado (leve
ser senipie ouvido nessas que.-SSes de freguezias f Po-
derla o governo explirai-in.s. mis depulados piovin-
ciaes, urna lei obre a quul o Exin. prelado nao adinilte,
e nao qner as explicacora do governo/
FailoMeen absurdo, e crelo que ale em ofl'ensa dos
rcilos da Au.ur,uuu'c, poique o nobre deputado qoii
levara queslao a um ponto tao alto e distante do caso,
que nos disse, que a inlelligenci.i, que (lavamos ao acto
addicional e couslimico piimitiva, nosla pane, sobre
ser absurda.eraullriisiva dos dirtiio$da humanidndt'. Em
verdade, por esta nao perava cu = uU'eu>iva dos d-
reitos da hiiiiiaoidade....:! Se o acta addicidnal nos d
com inda a amplitude o direlto de l gislar sobre a dici.flo
ecctuiaiUea do paiz se o acto addicional da ao governo
pioviiuiul ouiuitode sanecionar as leis proviuciaes,
salvo em cerfaff c determinados casos cspeciilcados no
ursino aclo addiclonal *e Icls teem sido feius, crean-
do, divi.lindo c stipprimlndo parochias, tem audiencia
da Sr. biipn ; se essas leis o niesmo Sr. bispo tem dado
execueSo e cuinprlineoto ; se o governo geral araba de
decidir, que elle deve cumprir essas inesmas leis,
que por capricho se oppz.... como he absurda, eoiTen-
de os direilos da hiimanidade a Intelligenela, que da-
mos cotisHlnlcao c acto addiclonal? Eu nSo posso
coinprelieiide-lo.
Fallando, porm, de dlreilo, recordo-me agota de um
argumento, queja foi apresentado i assemble'a, e que
solfreo mpugnapao do dlstlncto deputado Sr. Farla.
Aqui se disse, que tendo o Sr. bispo direlto de ser ou-
vido, ludamos nos obrlgacao de eonformarino-nos
com o sen julzo, qualquer que elle fosse, e o Sr. Faria
negou a eonrliisao, trazendo at o exemplo do curador
me, que o nobre deputado nSo entendeo a rehcao, em
que considere! os avisos Lamente!, que o governo, pre-
li'tidendo negar um direlto incontestavel ao bispo, cre-
ass todava um para si, e que pecca na mesina forma e
materia, em que se suppde peccar o direlto do prelado,
sto he tendriu ambos a itiutillsar ( na phrase dos no-
bres depulados) as leis da assembla provincial. 0 go-
verno diz, que o prelado nao pode dclxar de executar as
leis provinciae* ; e st> reserva para si esse direlto. NSo
direi, que o governo seja ptuante por isso ; mas que, se
mo descuida de chamar para si o que pretende tirar do
bispo, nao ha duvida. E como os nobles depulados se
lenhao abracado agora com os avisos, e os invocado pa-
ra tornar mais saliente a responsabilidade presumida do
prelado, fdrea be, que eu diga, que taes avisos nao teem
geral de orpbaos, que tendo, segundo elle, direlto de Importancia, que se lhes pretende dar na materia,
ser ouvido em ludo, que di respelto orpbaos, pode,
entretanlo, o juiz julgar de um modo contrario ao pa-
recer e julio do un -mu curador.
Senhor presidente, n inen nobre amigo, dotado de
tantas luios, nao lem rasao neste son argumento. Se o
F.xui. prelado tem direlto de ser sempre ouvido, quan-
do aqui so tratar do rrear parochias, dividirs j exis-
tentes, 011 supprlmi-las. a consequencia necessaria lie,
que de nossa parle correspondo a obrlgacao de confor-
iiiariuo-nos com o son parecer : as ideias de direlto e
obrigacao, como lodos saben), nao sao, e nem podoui
ser is.dadas, mas leein entro si una relacao connexa e
limiiediata : se algiiom tem direito, algiiem ha, que lem
obrlgacao de fazer rffectivo, de garantir, de satisfazer
esse direlto, e vine venia : o romo assim darao Sr bispo
o direito de ser sempre ouvido.... net objeclo, de
que nos oeeiipamos, se niio tomos obrigacao do estar
por o que elle diz ; se podemos fazer o contrario do que
elle quer, que so faca ? Um direlto tal, meus Senho-
res, he ridiculo, nao he direito. (Apaiadat)
O Sr. >lendeda l'unltn: He una verdade....
U Orador: Essa doutrina nao he uiinha, he dos li-
vros, pelos quaes tonho aprendido; e por corto, ou to-
dos ellos nao 111< ti, o que dizoiu ou eniao u fal-
lo em regra.... O direito he sempre aenmpanhado da
forca coercitiva, porque, do contrario, ello (orna-se il-
lusorlo ; masque he da (orea coercilivn, que tem o pre-
lado, para fazer, que o ou. .1 mus, como pretende ? O ex-
emplo do curador geral de orphaos nSo he beirt trazido
para este caso, e se elle podo aproveitar algiiem......
enlao be por sem duvida aquellos, que susleulao o pa-
recer da cnminissao. Quem disse ao nobre deputado,
Sr, Farla. que o curador dos orphaos, fallando-so em
sentido rrstriotn, tein direito do ser sempre ouvido eu
Indas as qiioslncs, que inleressaoii orphns? A lei, con'
Iderando do sumuiaulilidadepara os orphaos, que hou-
vesse um advogadn especialmente oncarrogado de pro-
mover os iiiloressos ilesos infolizes, privados do auxilio
e patrocinio de seus pas, Creou, em verdade, mu cura-
dor, deo-lhe 1 crias aiti ibun.i.-s; mas nao pode o juiz
do orphaos prescindir em multo* rasos da audiencia des-
se curador; niio pido inesiuo julgar contra seu pare-
cer? Como, pois, dlier-se, que n curador tem direito de
serouvido? He til, que soja ouvido; a jusllca parece
reroinnieiida-lo; mas ello nao pode forrar o juiz auuvl-io,
a conformar-aecom son parecer. Euj fui curador ge-
ral de orphaos, e posso afiancar, que milita voz del-
xoj de ser uuvldo em negocios de orphaos, e milita vez
o juiz i!".p n liou, e jiilgou contrario meu voto o pa-
recer.
Agora, Senhor presidente, re! ao ponto, para o qual
especialmente ped a palavra, porque, como j disse,
levo milito respelto casa, e uo me fica bem delxar de
sustentar e defender cenas proposicoe tumbas, aqui
aventuradas. ,
Eu disse, em una das sessdos passadas, que oSr. his-
po diocesano nao liona oonvlccao nesla malcra, mas
que obrava por espirito de partido, e em virlude dos
clamores da oppnsiciio : prove enlao esta miuli.i idola,
esia ininlia assercfio com a apresentacao do oito ou no-
ve leis, que o Sr. bispo deo cumplimento, tratando
todas ellas de crear o dividir fiegueiias. e sem ter sido
S Exc. ouvido c consultado; argumento, que, em ver-
dade, lie irrespondivrl, c como (al fez demasiada mpres-
sao na casa: mas boje eu posso fazer mais anda, e Mr-
guillan i ao nobre deputado. Sr. Figueirrdo: = Se eu
provar, que dessas lei*, aqu follas em marco do cr-
reme auno, e que criao parochias. dividem algumas, e
supprimriii oulias, o Sr. bispo j deo cumpiiiiirntn
una, em que nnli foi ouvido, r deixou de da-lo outra, em
mu fai ouvido, e rico iru partcer, nao tere! provado, que
8. Exc. obra contradictoriamente ; que nao tem convlc-
Cfio sobre a materia, e que apenas he levado e lucsmo
dominado por espirito de partido?
0 Sr, Hgueirerio: Vamos ver i>so.
0 Orador : Qner ver? Pois ouca, que ha de persua-
dir-so de que cu trullo rtMO, quando alcunlio S. Exc.
IW111. de paitidista. (,1/oiimtiilo de iillencu)
Senhor presidente, V. Exe. ha de oslar lembrado, que
na rasao passada urna das bis, que aqu *e li/eio, foi
a que maiidoii icslitiiir ao paioclio de Una a porcao de
territorio, que por Iris aotrriore* Ibe havla sido tirada i
0 ?r. bispo niio foi ouvido nesla lei; entretanto ou, con-
fiando no lesteiiiiiiibo do Sr. deputado Figueirrdo, ali-
anco casa, que 11 parodio de Una est empossado des-
so letriloiio, 1 essa le foi cumplida por S. Exc Rvm.
m Sr. Deputado: Eo Sr. bispo nao foi ouvido?'
O Oriir/or: INo, Senhor ; cumprio essa lei, porque
Ihe fci. conla cumprir ; ella foi, como outras, (tila sem li-
enta de S. Exc Itcm.
Agora, Senhor presidente, tonho um documento, oh !
que documento, (riadut) que prova, que o Exin. prela-
do foi ouvido na erracao de uina dessas frrguesias, deu
ofu preciosojuito, rotilrelanlo a lei. que criou cssa IVe-
guezla, so porque, no entender de algiiem, favorece os
Interesar* do nai lido boje dominante, aluda nao foi cinu-
prida. tendodreorrido lanos inezes 11 Mius Senhores,
na essto passada, crlou-se a frrguezia de Curuangi; o
Sr. bis|io fui ouvido e consultado sobre esta criarlo a-
qui isla (mostrando) o sen parecer, ris-aqui a sua assig-
natiira J.y.o. hispo diocesano = o j deo execuciio
cssa lei ? Niiod asimilas, porque se'llic negou audien-
cia, o porque nao d osla, em que foi consulta.In e ou-
vuio? Ju be lempo ainda, leudo decorrido mais de 8
mozos? riao lem, pala, o Si hispo couvlcclo de que tem
direito de set -sempre ouvido instas materias; nao lie
por osla convicriio. que tein procedido, como lodos sa-
bemos, resistiiido aos actos dcsla assembla e do gover-
no de S. M. Imperial; he sim por espirito de parlido ; he
lalvez poique itMinuar de algiiem, a vonladc niesmo...
assim Ih'o lenha dele minado. Eu sento-me.
O Sr. t'igueiredo : Sr. presidente, vou responder aos
nobles depulados. que acabio do fallar; e comecaiel
por coiili nder rom o que por ultimo se srniou, priuci-
1 iaudo por onde ello acabou.
lie, lio gratuito, Sr. presidente, o motivo, que e al-
tribue ao Sr. bispo, acea da nao execuco das lei.
provinciae*, que o inesiuo faci, que o nobre deputado
cita serve para proiai o quanto o prelado nao obra por
espirito de partido, mas cm rasao de suas profundas
eoiivlccoe* A lei provincial, a que se refere o nobre
deputado, osla execulada; o osla executada, porque o
prelado acerca dola foi ouvido. Ue verdade, que a prin-
cipio hnuve um equivoco. Pensando S. Exc. Revoren-
dissiina, que a lei, que havia restituido Ireguezia do
Una urna parle de s. u amigo territorio, eslava no caso
das outras, sobre'esleve em na exe.uco; mas, faien-
do-lhe ver o vigaiio, que sobre essa diviso tinha S.
txc sido ouvido, e provando ludo islo com documen-
tos, o prelado iinmediaiainrnie oempossou nessa parle
de sua fnguezia; e a lei felizmente ocha-so executada,
Na secretaria, ha documentos, queeoupruvan o que ve.
uno uo izer ; e peco a V. Exc, naja de os mandar vlr,
caso querr algum nobre deputado desengauar-se.
Quaulo a -rgui zia de Curuangi, parece-uie poder as-
srgurar ao nobre deputado, que, se o Exiu. prelado li-
vci a certeza, como leve a rospeiio de Una, de que (ora
ouvldosoureadivisao.de quise iraia, ar sem duvida
o mrsiiio, que fez rrlalivaiiieuie Una.
Achoii-me o nobre dcpuudoeuicuntradlccaoa respelto
daicusoia comedida, que llz aos avisos, admirando-se
de que eu livesse estranhado mi ter o governo decidi-
do a favor do direito do bispo, ao mesino trmpoque Ihe
neg iiiliuencia quanto ao* actos da assembla. Parcce-
cotnqiianio multo respelto ao Sr. ministro.
A respelto do argumento, que o nobre deputado agora
OSr. I.Secrilariointerine, menciona o segalntc
axraMnrn.
Um requerimento de Joao Anastacio de Mello Mari
bondo, arrematante do dizimo de mmicas do municipio
da cidade da Victoria, p. diodo um abate noprero n0
que arrematnu a arrecadaco desse imposto.__A' com
mistaO de (atenda e arca menta:
Outro drCaelano Tlieodoro Antiines Vlllaca, arroma
tanto, que foi, do* rendas da praca das ribeteas de Sao"
Jos e boa-Vista e casinhas da Soledade e da plvora'
perteneentes cmara municipal desta cidade, pedind
a desoneracao da divida, em que se aeha para com
mesma cmara, 011 um prazo rasoavel para pag*r-lhr
em prostaertes. ,4'roatmiad di coaita orf.imrno da,
cam.iru.
Outro de .los Camello Posso* de Albiiquorque, Manort
d'Araujo e Alhuquorqu^, e outro, membrns da Irman
apresentou. e que considera mili valeute.como tenha es- dade de N.-S.-do-Bom-Despacho. na pnvoacSo de Usgo"
pecialmente provocado o Sr. doutnr Farla para re;pon- Secca. podindn a apprnvaean dn enmprnmln ds dit" Ir".
.IiT-llie, eu me calarri, esperando, que este acceitea lu-
va. o que mili perfeila e cabalmente satisfar a casa. A-
gora dirigir-me-hei ao nobre deputado, que me fica em
frente (apuntando para o Sr. doulor Mndez).
Disse o nobre deputado, que Ihe pareca intil con-
sultar o Senhor bispo ao governo para executar as leis,.
porque oslas s po.liao ser minificadas pelo poder ,
que as piule confeccionar, lias responder! que os
nobres depulados j teem tomado os avisos como re-
gra de legislar; mas, mesmo quando o governo nao
fosse, como uo be. autorldade competente para decidir
a queslao, nao eslava o Sr. bispo inhibido do conslta-
lo, o pedir o auxilio de suas luzes, e o soecorro de sua
amurillado, a quem os nobres depulados saberlo mais
rospoltar....
Entendeo nobre deputadn, que devcinos obedecers
leis, quando siio fcltas por quem lem mandato ; e que o
prelado nao tem mndalo para entrar na divisan eccle-
siastica. Estou, que devenios obedecer s leis follas por
quem tem mandato ; mas tambem crelo, que os que
teem mandato nao podem legislar sua vontade, e sim
segundo os principios do justo e do honesto ; lanto mal*
que enfeudo, que para a confeceo das leis. que dizein
rrspeitn ao rgimen ecclesiaslico, o prelado tem um
mandato, senap como membro do poder legislativo tem-
poral, ao menos como che fe da igreja : c nos caaos de
disciplina o seu julzo e autorldade he que deve prepon-
derar ; de tal modo que, se esta assembla estlver infor-
mada pelo prelado de que tal ou tal diviso niio con-
vein aos inleresses da igreja, deve nao pralica-la, me-
nos que nao qurira Obrar por capricho.
Fallou o nobre deputado muio acerca do veto, e com-
parou o procedile 11(0 do prelado com o velo dos Ro-
manos ; ao que bastar-me-ha diier, que as Iris da
Igreja nao ha essa palavra, e que o procedimento do
prelado nao pode sor reputado um tielo no sentido
constitucional. A doutrina, que o nobre deputado a-
cabou de ponderar, sobre ser o poder da igreja espi-
ritual, serve muilo ao meu intento. O poder da igre-
ja he esp ritual, mas he exercido sobre a trra e so-
bre os lioniens, feiios de Ierra; e por conseguinte
nao pode a igreja prescindir da materia : o circuito da
frrguezia serve para indicar os parochianos, e sobre os
parochianos he. que se tem de exercer o poder espiri-
tual: a rolafiio, que ha entre o espirito e materia, fas
mu dependente da outra, comquanto sejiio cousas dls-
tinctas. Reconheco com o nobre deputado, que os dog-
mas sao invariaveis, e que a disciplina deve estar de
accordo com o dogma : c aproveitu-me dcsteseu pen-
sameiiin a favor da uiinha causa, pois que, reconhecen-
do o nobre deputado o consorcio do dogma com a disci-
plina, aMii-nioii-iios, que osla deve de estar de accordo
com os poderes temporars; o que, sem duvida alguma,
prova, que, cm maleria de religio, o temporal nao po-
do prescindir do espiritual: ergo os blspos devem serou-
vidos sobro divisao de freguezias, em rasao da sua liga-
cao intima com a jurisdieco espiritual. A variedade da
disciplina nao exrlue a imei vencao do poder espiritual;
nem conclue a favor da pretendida ownipolenria do po-
der temporal. O facto de nao lerem sido recebldos al-
guns caones dos concilios em algumas naedes nao pro-
va senao que a igreja. como niai carinhosa, r.So cerra os
ouvldos s necessidades e circunstancias peculiares dos
povos, c que, ou por molo de concrdalas, ou por mel
de sua acquiescencia, cede, em parle, do rigor da disci-
plina, naquella parle, em que nao forcm gravemente
prejuilicailos os inleresses da religio; mas isto mesmo
Conclue a favor de sua autoridade, em lugar d concluir
a favor da omnipotencia (repilo) do poder temporal. O
art. i02 t4 da constiiiiico nao enconlracertamrnte ao
que venho de dizer, e o nobre deputado o sabe mui
bem; porqne, ainda ha pouco, nos acabou de dizer, que
era religioso de coraciio...... ohamio parn o Sr. Dr.
Uendit)
Senhor presidente, pugnar para que sejo guardadas
as conveniencias ocelesiaslicas, nao he querer um go-
verno th.-.ii i.iiioo, como inculcou o nobre deputado ;
o que nao nao desojo he o extremo npposto ; quero dei-
xar-me ficar no meio termo ; pretendo, que o poder
temporal nao domine o elemento religioso, para seus
lins particulares: porta 11 tu espero, que o' nobre depu-
tado nao me leve i para to longe. K nem c diga,
que as leis proviuciaes na., teem laogr.111.lt- alcance,
queso pnsso oppor s leis eternas ; podem muilo bem,
porque de rogar te vai ao longe ; principiamos por Inva-
dir e influir sobre o espiritual na divisao das freguezias,
e depois irruios adianto.... O nobre deputado me enten-
de, boiu ser, pois, que em qualquer occasiao demos
o que lie de Dos Deo, e o que he de Cezar (Jezar :
o teiupni.il be do re ; o espiritual he da groja : se se
pretende dividir frrguexias, he uecessario, que o pinlr
ecclesiaslico conheca que divisao se val fazer; se ella
cunvir ao ri/miio ; lie isto o que con%l)lae uquod Dei
Deo, de que o prelado n.io pode prescindir sem violentar
a sua coiisclencia; c se elle tem consclencia errnea,
ousrso prova criminosa obtinaco,desuaparle, rxistom
liibunacs superiores, que Ihe tumeui oonia: lie por isso.
que na igreja ha gerarchia, na qual neuhuui grao lem o
poder temporal, segundo me informo os livrna.
Disse o nobre deputado, que a obrigaciio do prelado I prao, o vendm dentro des!
mandado. A'commitiaf de negocio eccletiatlieat.
I.cem-se e sao mandados imprimir, depois de julgados
objeclo de dojiberacao, os segu 11 tes pareceres:
A commlsso de rnnlas e despezas provinciae*, a quem
foi presente a petlco e documentos deMannel Vleentt
de Hollanda Cavalcanli, seus irmos e tutellidos. podin-
do a esta assembla autorisacan, para que a adniislraco
dos eslahelecimentos de carldade posia contratar com
os peticionarios acerca do pagamento do que devem el-
le ao grande hospital de carldade da provincia, reflec-
lindo maduramente sobre a materia, e dando todo o pe.
so ao juico do governo provincial. Armado sobre o d
respectiva couimisso do estaheleoiinenlos de carldade-
lie de parecer, que se delira favoravelmenle aos peticio-
narios, rrmeltond.i-se ao F.xm. presidente da provincia
a pelieo e documentos do mesmo Wanoel Vleente e
seus irmos; acompanhando essa reuiessa a seguate re-
solurao :
A assembla legislativa provincial de Pernambuco
resolv- :
Artigo nico. O governo da provincia flea autoriza-
do a mandar contratar pela adminislraro dos estabele-
cimentos de carldade com Manoel Vicente de Hollanda
Caval.-anii, e seus irmos luleliados, o pagamento do
que devem ao grande hospital de carldade da provincia,
11a forma por elle requerida.
Fico revogadas todas as dlsposicOes em contrario.
Paco da assembla legislativa provincial drPernam.
buco, i7 de novembro de 1848. Reg MtmtHro. fu.
lela Tavaret.
A commissao dos negocios, representarles e postu-
ras das cmaras municipars, a quem foru subm.-iiidij
as addlcionaes da cmara da villa deNazareth, depois
de as ter com attenco examinado, he de parecer, que
sejo adoptadas com as a I tet-aco. s seguintes:
No artigo 4. Drpois das palavras na serfio multados
em 1/000 rs. .-- siipprima-sr al a palavra palmaioadas=a
c dlga-se = o o duplo na reincidencia.
No artigo 5.' Depois das palavras= de ift WffOdOri.
= diga-te = ou em 8 das de priso, se nao liverem com
que pagiiem a mulla.
No artigo 6." Depois das palavras = 2 das de priso
supprima-se at a palavra = palmaloadas = Ouiaii
como no artigo.
_ No artigo 7. Depois das palavras ou 2 dias do pri-
sa o = aeerescente-se = e o duplo na reincidencia =
Supprima-se o resto do ortigo.
No artigo 8.* Depois das palavras os contravento-
res pagarn = dlga-se = 2/000 rs. de mulla ; ou 2dias
de priso, nao leudo com que a pagiiemSupprima-se o
resto do artigo.
No artigo 9." Depois das palavras a ou 3 das de
priso = supprima-se at a palavra = palmaloadas =
0 mais miiio na artigo.
O artigo 10. Substiiua-se = Os animaos vaceum e
cavallar, adiados em lavouras,' srro remeltldos peloi
destruidos ao fiscal respectivo com duas leslemunas;
oqual, mandando lavrar o tormo de achada, com de-
claraco dos signaos, c ferros dos animaos, os deter por
tres das ; e, passados estes, os remetiera ao juiz dos au-
sentes, acouipanhados do lermo. Se antes, porm, da
remessa apparecer o dono, Ihe serao entregues ; pagan-
do este nao s a mulla de 2 4/000 rs., como as cusas
e despezas follas com esses animaos, da mesma forma,
por que se pagan as do deposito geral =.
t) artigo 12. Siibsiltua-se = Quando aconteca seren
arrematados pelo j uizodos ausentes os animaos, de que
traa o artigo lO, sern do producto d'ari'ematacao dedu-
sidas, nao s a q 11a 11 lia da multa, como tainbein a das
cusas e despozas follas pelo fiscal. Se porvcnlura nao
verificar-sea arremataco nunca scio entregue* a seus
donos, sem que satlsfuco as condices, que Ibes sao im-
postas no precitado arligo 10.
Supprima-se o artigo 13.
Sala das coinmissdYs, l de novembro de 1846.
l'intnd'.ilmrida. Cabral.
A coiiiinisso dos negocios, reprcseiitaces e postu-
ras das cmaras inuuicipaes, a quem forao subinellidat
as da cmara da villa do r.x, drpois de as ter examina-
do, he de parecer, que sejo adoptadas com as allera-
ce* seguimos:
Arligo t. Os propr ciar ios das casas desta villa se-
rao obrigados a trazer rebocadas as frentes das mesma,
e a fazer as calcadas com a largura de seis palmos ao
menos. .
Os contraventoressoffrcrd a multa de 2/000 rs., eo
duplo na reincidencia.
Artigo 2. Tambem sero obrigados a fazer linipar
oito bracas de terreno, que ficar em frente de suas ca-
sas, nos meses defevereiro ejunlio de cada mu atino,
sob a mesma pona do artigo antecedente
Arligo 3. Niugurm. dentro desta villa edaspovna-
efies de seu lermo, abrir casa de negocio sem licencada
cmara, ou seja para vender seceos, 011 molhados; de-
vendo ter pesos e medidas afertdas em o iiiez de Janeiro,
e revistadas emjuulio, pagando pela afencao centris,
o revista sesenta. Os contraventores sollreio a mulla
de seis mil ris.
11 Artigo 4." Os lavradores e mais pessoas, que com-
para pregar a palavra de Dos com o calor, e com o in-
leressc divino, que a religio inspira, he neccssarlo ser
perseverante ; be uecessario ter coragem apostlica,
para nao temer o rri Amosias .
l'.irece-ino.Sr. presidente, que o nobre deputado est
mu provenido para suppoi. queo Exm. prelado doixa-
se levar de alhela suggestcs : he excedente modo de
desca regar o golpe de um modo mais delicado : esc o
nobre diputado faz jusiica ao coraro ds prelado, deve
tambeio fater justica sua iuteii ig.ucia e sua dedica-
cao. Talvez que, se o prelado se deixasse vencer de sug-
gesles, eslivessom boje executadas as leis proviuciaes;
porque os inleresses, que ellas crcrao, poderlo me-
Ihor armar as suggestcs.
(O Orador contina a fazer mais algumas refiexdes, e
conclue, pronunciando-so contra o parecer).
A discussao lica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d para ordrm do di* da sesso sc-
g 111 ut,- coiiiinuaco da de boje ; e levanta a sesso. I Era
mais de duas horas da tarde).
SESSO EM 17 DE NOVEMBRO DE 1846.
raasioiNcu 00 s*. soez tiixeisa.
SUMMARIO. expediente. Pareceres. Conlinuaco da
ditciuiao sobre o parecer da commistai de constituiea t po-
deres, acerca meio a adoptarse para terem cumpridat as
leis noautimas, que enffndem tomas fregueiias,t que o bii-
pt diocesano declaro nao haver eumprido.
Ao melo-dia oSr. 1.asecretario interino faz a chama-
da, o verifica acharcm-sc presente* 19 Srs. depulados.
OSr. I'retidinli declaraaberta a sesso.
O Sr. 2. Secretario interino ti a acta da sesso antece-
dente, que be approvtda.
ugar de =3 travenaes = diga-*'
= travrssas : em lugar de buracos diga-se
escavacc : depois da palavra fazenda diga-se
em que deixar.
Arligo 7. Diga-se no principio em todos : em
lugar de criaedrs diga-se animaos--: depoil
da palavra ponas diga-se deslas : supprimio-
se as palavras de gados a'l lugares O mais como
esta no artigo.
Sala das commissocs, 14 de novembro de 1846
Palo d'Almeida. Cabral. 11 (Continuarse'- *)
Wa assembla, a ordrm do diapara a sesso de boje he
conlinuaco da de liontem.
Pela galera Sword-Fish tivemos jornaes iuglezes, cuja
ultima dala he de 19 de outubro prximo pastada.
Emquanto poltica interna nada conteui cllesdcin-
teressanlc para leiuires estraugeiros.
Os jornaes de Pars, recebldos em Londres, alcanca-
vao a Ib do prrdito mea.
O Semaphore de Marseilles puhlicou urna caria de T-
nez de 27 de setembro, dizcudo, que o bey tinha dado
noticia ollicial ds sua inlenco de visitar a i-ranca. Elle
drvla embarcar dentro em i5 das no vapor Dante. Pa-
rece, que o bey ia a Paris por convite do re do* Fran-
oezes.
Urna carta de Nice. datada a 8 de outubro, e citada
pelo Cvmmrrce, annunciava, que desde a fuga do conde
de Monleinolin se exercia a mais vigorosa vigilancia ao
longo da fronleira, e que todos os viajantes, que sal io
dos estados de Sautanba, crao cscrupulosameute exa-
minado*.


Uina carta de Pars dlila, que a indlsposlcao do re,
qar mpedio a reunio do concclho do gabinele.desig-
nado para o da 17, aftm de tomar ein consderaco cer-
to> objectoi relativos ao ministerio dajuatica, era ape-
nas urna forte defluxo. S. M. tossia muito, mas nada
baria de assustador no ataque.
Corria, e cra-sc- rm Paria, que tinha liavido un m-
vimento insurreccionarlo na visinhanea de Valencia.
Todas as en rus de Madrid, reeebldas mi Paris, de una
fonte aulhentica, eorroboravSo a noticia dada pelo cor-
respondente do Timei, acerca do silencio, e ate de symp-
touias inals fortes de descontentnmento, manifestados
pelas inassas, por entre as quaes passon o prestito real
para a groja de Atocha, no da As ultimas noticias de Madrid ero de t2.
A Gaceta daquelle din publicnu um decreto real, con-
ferindo ao principe I). Francisco de Assis Mara de Rour-
bon o titulo honorario de re, com o trataniento dema-
gtttmdt. Por nutro decreto tnlin a raittha, no intuito de
perpetuar na familia do conde firess^n a lembranca do
casamento desua inulto amada Inua D. Lui'a, e a par-
te, <|iie elle bavia lldo nissucomo plenipotenciario, con-
cedido a seu lillin (aillhadu de 8. M) a digndadede
grande de Hcspaaha di primelra elasse, e o titulo de
duque de Santa-lmbil. Houve uiqtiellc (lia ntn brllhante
beija-iiio em palacio. A rainha Christina uo asssliu
ceremonia; mas estivero presentes todas as autori-
dades civil, militares, e eccleslasticas, e os ministros
cslrangeiros, ntreos quaes eslava Mr. Bulwer. Acor-
te ilcvia Ir a noite ao thratro de l.aCrut, e a rainha devia
receber no dia segninte os magistrados da cora. O du-
que de Moulpensier tinha feilu rrserite ao Sr. Donoso
Cortes, secretario da rainha, ao cbrfe poltico de Madrid,
ao duque de Veragua, aa marques de Acapulco, e a mal-
los altos funcciouaries, de crines de gran-officiacs da
legiode honra. O principe tambrm tintn dado em seu
nome e no de seu pai um-pnrco de caixasde tabaco rica-
mente ornadas aos ministros, mestre de ceremonias do
paco, uiarqurzcs de Santa-Cruz e Del Povar, etc., e deo
glandes somuias aos estabelecluientos decaridade de
Madrid. Ainda se fallava em ainnstia para os crime
poltico., e o Herahln observava, que esses das de ale
gria uo paisario sem a publcaeo de algmn acto de
clemencia real na (Saeta. Ixenhum dos jornalisias de
Madrid tinha sido convidado para a ceremonia do casa-
mento, e o menino //cr/ihiViqiicixa-sc ainargaiurnte dea-
te descuido da mordomo do payo, que elle conliava,
que nao serla repetido.
No Km de una longa correspondencia do Timet sobre
a muilaiica do ministerio de Portugal com data de lO de
mimbro l-se o seguinte :
V. S. 11 de outubro ao meio dia ao fechar da
mala. A comiiiunieaco Irlegraphica com o Porto foi
mu 'rompida por um nevoeiro. Todavia, a intcrrupfo
11:10 foi lio constante, que inteirameute impedisse a re-
cepcao de noticias; e por isso suspeito, que o governo
as tem recebido desfavoravels, e as occulta no publico.
O Uniente he provavel una nova revolta 110 Minho. O
Diario desta manha publica um supplemenlo sem coli-
sa alguma do Porto ou do Norte. Elle d dous despa-
chos tclegraphicos de 1 Iva c F.slrinoz, nnuuiicianiloa
tranquilla e regular recepeo da noticia da mudanca do
ministerio naque lias guarnirles.
Apparecc igualmente no Diario um decreto para a
forinaeao de um quarto batalho de voluntarios em Lis-
boa, composto da gente empregada as diversas obras
publicas, a outro decreto nials noina o inarqur7. da
I mincha commaudaute geral de lodos esses novos bala-
llidi's nacionacs.
Uizem, que o governp de Sardenha entrara eni nego-
ciacocs com a llcspanha acerca da rrsliluic.no das cin-
tas de Chrislovo Culombo. Os restos morais deste
grande hoinrin, depnis de terem sido depositados pri-
mciramciilc ein Scvilha, forao removidos para S.-Do-
niingos, onde Mearan at 1705, lempo em que forao le-
vados para a igrrja catlicdi al de Ilavana, onde presente-
mente se achao. Como o re de Sardenha nao tem cm-
baixador em Madrid, foi por intermedio do represen-
taule das Duas-Sicilias, que elle se dirigi ao governo
liespanliul.
WBMBBJ III
Com mullicado.
No vapor Anltlopt, que a cada instante deve tocar ues-
te porto, vai relirar-se para a Europa o Sr. L. I.. Vau-
lliicr : o vasio moral, que elle nos delxa, cuslara mullo
a enclier Com a separacao do Sr. Vauthier de entre
mi.. Pernambuco snlrrrin com rffello grnndc atraso na
senda dos niclhnraineiiios inateriars, pela qual a pro-
vincia ia andando a passos beui largos, desde a acquisi-
1,111, que ella fez do Sr. Vauthier.
Intil seria aqui demonstrar os conhecimentos do 110-
bre engenheiro de pontes e calcadas de Franca; aponla-
ri'nios apenas para lembrana dos servifos, que elle nos
|ni'siim as obras em que encarnara o seu pensamen-
10, como hoinem da arte edasciencia, ns quaes licar
vivas entre nos como iiuiarcininiscencia niniorrrdouin,
e como um liicorruplivel pergaiiiiwho, em que ogenio
legar o seu nome s geracrs por vir. -- O thenlro pu-
blico, a ponic-pensil doCachang, a de S.-Amaro de Ja-
boato, a da Tacaruna, ele, etc. so o mais cabal elo-
gio, qoepossa ser felto ao Sr. Vnuililcr, c excedeni ludo
ipianto a seu respeilo poilermuns dizer, 110 tocante a
1 ciininia, perfeleo e pericia, com que elle ncara e
dirigir tars obras.
Agora, vista disto, por qnr raso niio fez a provincia
un sacrificio, sr sacrificio se pode chamar oprovitncn-
to de neeessidades palpitantes, psra contratar de novo o
Sr. Vaulhicr ? Nao stiginalinarrinos a ndministraco ac-
tual por srmelhanle proreduiirnto, porque sabemos,
ipie este aclo nn depende puramrute do administrador
da pioviiiria. Todavia (irsejarnmos, que os homens, que
se achao testa dos negocios pblicos da abencoatfa
trra, em que habitamos, se leinbrassem, que osculo,
en que vivemos, he o secuto dos Tactos ; que os vo< ali-
los polnilmno e libirdadi nada valein, quanilo nao pns-
s;io dos labios, ou do papel, e se uo cucas nao rm obras
de prove lo, e que por conseqiirncia todo aquelle, que
pnonove a prngresso deum palz, qur no moral, qur
mi material esse, anda nascido n'nutra paiagrm, he
la patriota, como o lhn mesiiio do pal ; riiiflm di
sejaramns, que esses odios mesquinhos, volados geme
* de fraternidade, como o prescrrveni as tendencias do
"culo, e mais que ludo o bom senso nos paizes cultos
da Europa eda America."
Possa o Sr. Vauthier, ao entrar chelo de riuociin na
su.i belfa patria, receber as l'eliriacrs do seu illnslra-
meio deum povo amigo, e boje por mais de um titulo
libada de-Franca ; e rccordai-se sempre com saudades
leste risoi.fio I'ern.'i lubiieo, onde tantas .sympalhas o
acoinpanhtr, e que a cada Instante Ihesrro presentes,
como um sunho agradavcl c benigno. (*)
CMMERCIO.
AlFandefja.
RF.NDIMF.NTO DO DIA tn. .......:302/}44
BESCARSEGAi BOJE 20.
RrlgueFrtoniueljos.
HrigueFen(ura-AXis~tnercadorM.
KsrunaCtuor(dem.
Rrlgue-ragoidem.
BrlgtieTarujo-I.idem.
Consulado.
RENDIMENTODODIA 19.
Geral. ,
Provincial.
Diversas provincias.
Lotera da matriz
da cidade da Victoria.
Nao obstante todas as rasrs que forao ponderadas
nos annuncos anteriores ainda o nbalxo asslgnado ,
thesoureiro desta lotera c que tambrm o he da do
Iheatro matriz da Roa-Vista e mitras, se v bem a
sen peiar, na rigorosa necessidade de declarar, que o
andamento das rodas, anniinciadn para o da 7 do cr-
reme mes, nao pode infelizmente ser realisado; porque ,
dependendo elle da completa venda dos bilhetes esta
tem sido morosa e pouco adiantada. A vista do que,
novamente transfere o sobredito andamento para o da
I do crreme, na esperanca de que os compradores de
1:08140 bilhetes o habilitar para levar esse acto a rlicito e
M./471)
13/497
1:6\W422
Mmiiiirulo do Porto.
Navio mirado no dia 19.
Ass ; lidias, brigue brasileirn Conrticdo, de 163 tone-
ladas, capitn Joaquln .lose de Sequeira Porto Jnior,
rqupagrm 12, carga sal ; a Amoriin Irmos
Navim tahidot no mi-smo da.
Maranhiio ; barca hespanlioln BarioUmti, capitao Fran-
cisco Mai isla n\, carga a inesiua, que tron.
Canal ; brigue ingiez Minerva, capitao D. H. Marsdon ,
carga assucar.
QfssVMfHv
O vapor ingiez Antelope sahio hoje e no hnnlem, e le-
Vou mais um passageiro portuguez, de nome Vauzelar.
Kdital.
Mnnorl Iqnario ile Olireira l.nhn, /iiral da fregittziadtS. Fr.
Pedro Goncalvtido li.iirro do Rteife, em virlude da Iri, ele.
Fas lenibrar a todos os donos de casas de negocios, of-
fleinas. etc., as disposiees dos 1 e } do artigo i3
das posturas nddicionaes, de 3 de abril de 1840, publi-
cadas em 5 de junho do mesmo auno, cojos artigo e
o do teor seguinte :
Art, i2. Os vendedores nos mercados, logislns, ta-
verneros, donos de nrmazens, pail.irias, rrlinaces, ar-
tistas de qualquer ofilrlo, saeristrs de Igrrjas, ou ca-
pellas, e linalmente todos os que tlverem qualquer ne-
gocio, ou industria deportas abenas, licaro suhjrilas
s seguiutes disposiees alem das j especilicadas.
I." Nao Llorarn a ra, c passagem interior de
seus estabelecimentos, pnlha, cisco, cavncoS, ou linal-
inente qualquer residuo, que incommodc o transito ,
ou menor asseio de seus lugares, lojas, fabricas ou
mas, e einbarecc por qualquer maneira a llvrc e fcil
circnlaro do ar almospherico, qur na ra, qur rm
ditos lugares, nos das de sol, aguarn com regadores
su.is testadas tres vrzes ao din : as dez horas da ma-
ullan, a urna hora, e as quatro da tarde.
2.* Todas as manhes ate seis horas sern obrlga-
dos a fazer varrrr os ditos lugares, lojas, ofllclnas, e
respectivas testadas do edificio, em que se comprelten-
der a loja, inverna, armazem, ou olncina al o meio
da ra, se dolado opposln boUver igual obriga(o, alias
toda a lurgura da ra, faiendo logo rouduiir o liso, ou
varredtiras, para os lugares a esse Din destinados pela
cmara, sob pena de 2/OOti rs. de inulta c de dous das
de prisao.
K para constar a quem convler, faz o presente. Dairro
do Recife, 18 de novembro de l84(i.
O fiscal,
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo.
llcclarncocs.
O biatr Maria-Fimina recebe a mala para o Mnrn-
nli.'ia boje, 20 do crlente, inipreterivelniente.
-----O brigue Argot recebe a mala para o Porto-Ale-
gre boje, 20 do crreme, impreterivelmenle.
O brigur-barra (irnerosorecebe a mala para o Rio-
Grnnde-do-Sul no dia J4 do correntc impreterirel-
nu-nte.
THKATRO PUBLICO.
Penltima repretenlncao.
Sabbado, 21 do correntc, a pedido de militas pessoas,
Ir secna a bellissima peca s= D. Ignrz de Castro dr-
pois de mora coroada =, a qual ha mais de quatro an-
uos, que se uo representa, fa/.cudo pela priiurira vez
a parte de D. Pedro o Sr. Gamboa, o qual conta com a
indulgencia publica em ln diflicl papel, no qual em-
pregar todos os seus cslorros, para agradar aos be-
nignos Cs|ll I l.llllll l's.
imsos m.ii innios.
Coi re.spoiKknci j.
Sti. Rrdaetorei.-Morador em Curangi.hadrzoito mezes,
qnando para all fui, rnconlre um professor de prlmel-
ras lunas para o riisno de niens filhos; mas nnogozri
mullo lempo desta vanlagrm.porque ha um anuo, pou-
co mais ou inrnot, que o rrspecllvo professor d'aquella
povonrao se achi ausente, eeu, e os mais moradores
la poroaco.srm terujos urna pessoa, que cnsinc os nos-
sos lilhos.
Rogo, portonto, aoSr, director do lyceo desta cidade,
'lucir representar ao Kxm. prrsidrnle sobre as provi-
dencias, que convrm dar, para rrstabrlecera coinnindi-
ladc, de que gozavo os moradores da sobredila poroa-
cao.
O seu constante Icitor
O Amigo da inilruecav publica.
(*) Este communicado esem nosso poder, ba'alguns
das : a afllurntia de materias, porcm, Jex com que so-
liente boje o podcssciiios publicar. '
Os ni.
a Para o Rio-Grande-do-Norte sabe, no dia 22 do
correntc, a bnreacn S.-JotPerreita, ineslre Joai|uim Fe-
rino de Espirito Santo : para caiga, trala-sc com Diogo
Jos da Costa, ra Nova, n. l2
Para o Rlo-de-Janriro segu o conhrcdo e veleiro
brigue Soare, chegado do Ass rm l6do correle, de-
mniantlo-se sijmcnle ns das precisos a receber una
pon, o de carga para abni rotar : queill qui/rr ca regar,
ou ir de passagem,para o que tem nsselados commodos,
c mandar rscravos a fete, dirija-se a Gaudiuo Agosli-
ulin de l'ai ros.
=Parn o Rio-Grande-do-Sul seguir breve o brigue-
ba rea tiene roto, oqual recebe escravos afiele, e para
passageiros trinos inelhnres commodos: quem preten-
der, pode tratar com Aiuoriiii limaos, ra da Cadeia, n.
45.
Para Porto-AIrgre e Rio-Grande-do-Sul sahlr bre-
ve o vrlelio biigur ^ii/>i; pudendo receber para os
dous portos escravos a frete, e mesmo passageiros :
quem pretender, ptide fallar com Amorim Irmaos, ra
da Cadeia, n. 45.
lJaia o Rio-rle-Janeiro, Id aa do
cDrreDte su he o brigue nacional Despi-
que; rectbe c-rga posageiro a escla-
vos a-fele: lralo-s>e rom Irlachado \
l'inheiio na ina da Cruz, n, 6u, ou com
o capilo, Domingos Henrique Iilafra
Para a Babia segu em poucos das o biatc Eipadar-
te: quem no uiesuio quizer rarrrgar, dirija-sca ra do
Torres, n. 14.
t= Para o Aracnly sabe em poucos dias a sumaca Car-
ila, incstre Jos Goncaives Simas, por ler a inalor parte
da carga prompla ; quem na inesma quisrr carregarou
ir de passagem, pdc entender-se com o mismo mestre
ou com I-uii Jos de S Araujo,
n. 26.
na ra da Cruz,
iiCilao.
-- Richard liri Companhia fcrSo lello por in-
tervencao do corrrtor Oliveira de um sortimento de
algodeszinhos madapoles pannos chitas e de
militas ounasfazendas proprias do mercado: srgun-
da-feira 23 do crlente os 10 horas da manhii no
seu annazein; ra da Alfandcga-Velha.
Avisos diversos.
Dao-se 200/rs. sobre hypotheca de una cscrava ,
ou de urna casa : qurm quizer, annuncic.
o novo dia designado cessando assm tantas transfe-
rencias, bastantes desagradavels ao publico e inuito mais
aoabaixo assignado. Continan a estar a vendaos bi-
lhetes nos lugares do costuine. He reallsndo o .anda-
mento das rodas no consistorio da Conceicao ; eos pre-
mios sern pagos inimediatamcnte e com a mesma
prnmptido com que tccni sido os das nutras loteras,
de que he thesoureiro = 4nIonio da Silva Outmao.
= l'ieeisa-se de nina ama, (|iie tenha bastante leite,
para acabar urna criaco, com tanto que o leite tejada
mezes para cima, e paga-se por semana sete patacas :
na ra das Cruzes, n, -it, primeirc andar.
Aluga-se a C terrea ila run do
l'dar n. n : a tratar na ra do Trapi-
che armazem n. ig, com Domingos 8o-
rinnnotioncalves Vetreir.
0 baraode Itamnrac leudo dado gratuitamen-
te, em si u sitio do Hospicio,,! berva denominadn linaria,
para as pessoas nll'cctndas de relencoes, e vendo que el-
la pruduzio inultos beneficios a humnnitlade em geral ,
iiiandoii buscar em Lisboa una outra pm cao que ha
pouco, llie chegou para fizer a mesma distribuico ; a
por isso faz publico para que as peisons que della
pi ei is.in ni, a vo buscar em o dito seu sitio que se
ibes il ,!-,, i qualquer horado dia, eutendeudo-se para
este fliH com o guarda-pnilo.
Alugo-sc as seguiutes casas : os dous terceiros
andares com sotan c eslribnria dos sobrados ns. 4 e 0 do
Ateno-da-Roa-Vista por 250/ e 300/rs. annuaes ; urna
casa terrea com quintal e cacimba e mais commodos
paragrande familia, na run da .S'oledadc, n. Si por
12/000 rs. meusaes ; um subrndiuho un Ponte-Uch ,
para paisa! a Testa na beira do rio- Capibaribe : a tra-
tar no c-criptorio de F. A. de Oliveira & Filho.
- Fui tro una canoa pequea de carrelra com
os siguars seguiutes: concertada toda de novo, IDO"
tade da bucarda da proa nova, um banquinho peque-
o, laminan novo e que nao est piulado, pintada de
verde por dentro e de preto por fura e fundo e assen-
to verde proa rombuda e alta : quem a achar leve a
seu douo na ra dr S.-Amaro casa terrea n. 20 ,
que ser recompensado.
= Precisa-se de um ofcial de charuteiro ; na rua de
Hurtas venda da esquina que vojta paraS.-Pedro.
- No din 18 do correntc pelas 9 horas do dia, des-
nppnreceo do sobrado da rua Nova, n. 47, um menina
pardo claro de 8 anuos ; tem bom cabello ollios
proporcionados e pardos, bocea grande, bei^os grossos
falla descansada,rom marcas de bexigas apagadas, tnns
e ps pequeos ; sahio descalco e sem chapeo, comea-
misa i uuqii ida de madapolo enchovalhada ; suspei-
la-se. o seduissem e o furtassem. Portanto as auto-
ridades policiaes hajo de proceder com a reconhe-
cida vigilancia, que pratieo em casos taes : e protes-
tn-se com todo o rigor das leis contra quem o seduzio c
o tirer acuitado ou vendido.
Hrecisa-.se alugar urna preta es-
crava que saiba cozinhar e fazer o ser-
vico de urna casa de ronca familia ; sen-
do qre agrade o sei vico se pagar bem:
quem a liver, dirija-^e a rua da Cruz, no
Rccile n. 48, primeiro andar, ou ao
armazem do mesmo sobrado,.
--Guerra Silva & C. fazein publico, que teem cedido n
su.i loja sita na rua Nova, n. 0, e que foi de Jos Fran-
cisco Mainede de Alnieitla aos Sis. Jos Joaqun.
M.ij.i llamos & C.com as fnzendas existentes na mesma.
Igualmente se avisa as pessoas, que ileveui na mesma lo-
ja qur o Sr. Jos Jonquim Maja liamos lien enenrre-
gndo pelos alinixo assiguados de proceder cobranra
de seus respectivos dbitos.(iturra Silva Si C.
= Na rua das Tiincheiras casa n. 25 do-se boli-
alins ilc vendngem pagaudo-sr quatro vinlcns de cada
pataca. Na mesma casa se nprompto bandejas com
diversas qualidades de bolinhos por pceo muito em
emita.,
L L. Vauthier, no pudendo despedir-se particu-
larmente de lodosos seus amigos, por amor da sua
inopinada partida, o faz pm este, ollrrrccndo, ao mes-
ma lempo a lodosos seus servicos em ParU.
OsSnrs. Jarinlho Allonso ilotelho Antonio dc
Azevcdo Ramos c.Antonio Pcixolo de Gaivalho tcem
cartas na rua da Cruz n. (iO.
O abaixn assignado faz sciente ao publico que
deixou de ser raixeiro do Sr Victorino de Castro Mou-
ro da loja da rua dos Cbiarlcis desde boje 20 do cor-
rente. l.uii Thnvi iionjaqn Jnior.
Aluga-sr o trreeiro andar da casa da esquina da
rua larga do Rozarlo d< limite da igrrja : a tratar na
rua das CJuzes, n 11.
Ollerecc-se uuin pessoa muito hbil para secncar-
rrgat da cobranca de dividas dentro desta cidade, a
qual d as garantas precisas ; assm Coma taiubcni se
eneai regata de tirar cuntas ou fazer qualquer escrip-
(uraio, mediante una mdica gratifcaco : quem de
sru prcsiiuio se quizer ulilisar, dirija-se a pracinha do
l.ivrainento loja n. ftl, que se aira quem he. .
O Sr Leandro Ribeiro de Siqueira Maciel tem
urna carta na rua do Trapiche n. IV.
Precisa-se de uina preta ou parda forra, de mais
de 40 anuos para faier companhia a una senhora ca-
saila dando-se-lhe de comer e vestuario : na rua
Nova loja n. 58, se dir quem pretende.
= 0 professor substituto das cadriras de rhetorica e
geograpliia do cnllcgio das artes de Olinda faz publico,
que o ensino das materias dessas cadelras principia
segunda-feira 23 do correntc, pelas 7 horas da ma-
ndila na rua Dreiia, n. 82, srgiuido andar.
OO'crrce-se um rapaz portuguez de l a 17 ali-
os para caixeiro de rua ou loja de faiendas c que
cbi fiadur a sua conduca : quem de seu presumo se qui-
zer ulilisar, annuncic.
Jnaquim Frneira Mendes Guimaresfaz scienlc ao
commercio, que d'ora em vaute todas as sitas transac-
cdessero feitas sob a firma de Mendes Si Terroso.
Precisa-se nlug r um negro captivo : a tratar no
pateo da Santa-Cruz, esquina da rua Velha, n. 127, no
deposito de assucar.
Precisa-se de dous trabalhadorrs destes chega-
dos ltimamente do Porto : na rua do Quciuiado, n. 38.
--Quem precisar de una mulhrr de boa conducta pa-
ra ama de oceupar-se no srrvico Interno de alguma ca-
sa, dirija-se n rua, que atravessaa de Manoel-Coco para
S.-Jos, n. di.
= LTJI/.JACINTIIORAPOZO declara a quem conver,
?ue ningueiu faca negocio com a venda, que foi de Jos
i'i'iiandes da Costa Torres, na rua de S.-Rila, n. I, por
ser esta propriedade sua, e estar de posse e dominio.
= Frela-se, paia qualquer porto do Norte ou do Sul,
urna barcaca de lote de 24caixas. Vendc-se um terreno
na passagem da Magdalena com 48 palmos de fren te c de
500 a 600 de fundo : na rua das Trinrhelras, casa n. i !l.
= Precisa-se de urna ama, que tenha bastante leite
ecapacidade : na rua larga do Hozarlo, n. 50.
-OsSrs.tlonosde
obras e mcslres pedrelros que precisaren! de alguna
inateriaes, como cal branca, dita preta, barro amarello,
dito preto, arela lina de fingir, dita grossa, tclhas, li-
jlos de ladrlho, ditos de alvenari.i batida, dita 8roj-
sa, lijlos de tapainento largos, ditos estreitos, tudo
mais ein conta do que em outro deposito, queiro dln-
gr-sc ao nrniazcm n. 8, por detrs da rua de S.-Fran-
cisco, ou ao armazem n.3, defronte da respectiva Or-
dem Tcrccira.
Agencia de passaportes.
Na rua do Collegio, n. 10, e no Aterro-da-Boa-Visla,
loja, n. 48, lirao-se passaportes, tanto para dentro co-
mo para fura do imperio; assiiu como despachio-se es-
clavos: ludo com brevidade.
I'recisa-sed......ia ama leite, para acabar de criar
urna menina de 8 mezes : na ru do Vigarlo, n. i3, nos
primeiro e segundo andares.
= Precisa-se de tres cotilos de ris, por um anno, so-
bre hypotheca acntenlo, quem liver, annuncic por e-
le Diario.
Ollercce-se nina mulher para ama de casa de ho-
mein solleiro, para lavar, eugomuiar e cozlnbar: na rua
de llortas, n. 2H.
=Aluga-se a hoineni solteito, ou a mulher vluva com
pouca familia, mu sobrado de um andar com solio mui-
to grande, sendo a san oecupndn por un homeiii es-
trangeiio : quem o pretender, dirija-se a rua larga do
Rosarlo, ns lie 8, que se alugar milito rm cotila.
Precisa-se de um pequeo chegado ltimamen-
te do Porto, que d conliecimcnto desua conducta; uo
Aterro-da-Roa-Visla vendan. 54.
=Continuao a euar para se alugar as casas de ns. 25,
27, J9c3t, sitas na rua Real, proiitna ao Mniiguiuho:
os pi demientes dcver entender-se com seu proprie-
taio, Manoel Perelra Telxeira, morador prximo quel-
le lugar.
Precisa-se de dous lavradores ; em casa do doura-
ilm ou fabricante de candieiros de gnz na rua No-
va n. 52.
Precisa-se alugnr nina casa de dous andares, sen-
do as ras do Collegio Cadeia, Crase I.vramento ,
larga do Rozarlo a Nova I na run doQuelinado ii. t3
Aluga-seo segundo andar d.i casi di ru.i do Col-
legio n. 17 proprlo para familia : a tratar na rua do
Vigario n. ,'i, piimeirn andar.
Arrenda-se, pelo lempo de festn urna cnsa con
bastantes cuimnodns, sitio com nrvores de Iructo, lugar
para estribarla, sita a margetn do rio,confronte solarla
doSr* tenciite-coi'oncl Antonio Carueiro na rua da
S.-Crti n. 74.
Manuel Jonquim T.amns faz sciente ao respeilnvel
corpo de coiuinereio desta praca que no dia 5 de se-
teuiiiio prximo paasado fez venda da nadarla i que
possuia no pateo da S.-Gru/., n. (i a seu primo, Joo
l.uiz Fcrrciin Ribeiro.
Aluga-sc por preco rasbavel o
armazem da rua de Apollo, n. 3o com
embarque para a mai : a tralar rom
Joao Ksleves da Silva.
A pessoa, que, por engao tirn
carta do correio etn nome de Jos Fran-
cisco de Araujo (nimaiaes, baja, por ob-
sequio, de mandar entregar na rua larga
do Bozaiio, n. i->. que, eltfm de se Ihe
estiluir o poi le, se iicar obiigulo.
l'recisa-se de una ama que tenha bom lelrn
para criar um menino de idade de dous mezes : na pra-
ca da Roa-Visla n. 0.
= i Quem precisar de una ama para casa de um ho-
iiicn. solleiro que coziuha e engninma multo bem ,
dirija-se no breco do Hurgos, n. 3.
Rraz Florentino lien tiques de Souz.i cstudanle
do segundo anno do curso jurdico, propoc-sc a dar li-
ces de 1'IIILOSOPIIIA, FBANCEZ, RHKTORICA F. GEO-
GRAPIIIA: ns pessoas, que de sen presumo se quizerem
ulilisar dirijo-se a casa de sua residencia, na rua do
Qucitnado n. 4z, primeiro andar.
Faieiu-se i|iiai'squcr cortinados tanto de camas
cuino de indas e para ilccoi aciics de bailes ou so-
ciedades ; lmenes de cadeirase sophs; colches cls-
ticos ; c ein lini tudo quanto for concernente a lip< ca-
na ; tambrm se vni por taptete rsteirai em qualquer
lugnr que seja por se ler profesando este nflicio em
Taris, por preco mais rnsoavel que se pode flzer : na
travesa da Concordia n. l3, alias da torre do Carino.
l'recisa-se alugar um sitio para inoradla
animal de um familia inglesa; tendo boa
casa de vivenda, quintal plantado, bal-
xa para capim ; pagando-te p alugnel de oo/ooo rs. ate
800/1100 rs. annuaes e sendo este mu ido em qunesquer
das estradas at Pontc-de-Ucha ou mesmo na Pas-
Hfgem-da-fflagdalena : no escriptorio de Johnston Pa-
ter & Coiiipnuliin, na rua da Mndre-de-l)eos.
INo largo da .'olednde, n. 32, se fa/.eni chapeos para
senboras, vestidos e qualquer mitra rnupa ; bem como
bordados de ludas as qualidades, c camisas para ho-
meni, ludo na ullitna minia, c por piceos commodos.
Mara Joaquina mira-sc para fura da provincia.
= Antonio Francisco Vianna retirarte para (ora da
provincia.
= Jos Anselmo de Faria e Souza rctira-se para fura
da provincia.
=3 Miguel Archaujo de Figueircdo faz sciente ao res-
peitavej publico, e principalmente aos seus fieguezes,
que mmlmi a sua loja de ourives.dn esquina do beccodo
Capiui ila rua da Cadela-Velha para a esquina do Rcc-
CO-Largo, junio ao cambio do S. Vieira.
. Fat-tC negocio com um predio nesln praca, de dous
andares e soto, em chal lvres, Hoco de rscravos ou
esclavas, e se o predio exceder, se recebe o resto em pa-
gaiucuios ou lettras : Irata-te na rua da Cruz, n. 50.
Quem precisar de um criado fraucez, que falla por-
tuguez annuncic por esta folha, ou dirija-se rua da
Cruz, n. 43, loja de barbeiro.

i CAft*
Trancelins de qualquer modelo, minis llores. Atas ,
aderecos, pulceiras, brincos etc. ; tudo o malt bem
feito possivcl por prefo mdico.
Uoiipras.
(-nmpra-.se ti ma mesa de jamar com pouco uto.
duas venc hutas um par de Linternas bordadas; urna
rnmmoda de Jacaranda : na esquina do I-lviJincnlo. lo-
ja de 6 pollas. *
Compra-te um braco de balsnca, com tuas com-
petentes conchai, e que pese 16 ou 20 arrobas : na rua
da Cadeia doReeifc, loja de Manoel Goncaives da Silva.
= Coiuprao-sc escravos de 1G a 20 anpns de tdade
= Francisco Josc Regalo Rraga embarca para o Rio-^sadios, sem vicios, com officios e tem ellcs na niVn
de-Janeiro o seu escravo de nome Jos, crtoulo. 'rcita, sobrado, u. 29,

::


4
E
[! -
rmrprPo-Kr, para (r da i rovin-
Cih i>ti.no.s de ii a i" anuos : na na
riaCrtu, 11.60, a tratar com .Machado
& l'inbeiro.
V ndas.
VcikK'-sc 11 iii liiiniin mulrqiio peca i de 14 unos ,
por 850/rs. ptimo (rali.illi.idor de cnx.iila nlo leM
vicloi f nunca fugio ; 3 canoas do c.irrrira sondo tilias
abortas, da ronduzir familia, amba novas e pintadas a
oleo en outra pequea de un s pao : na na ostrci-
la do Rosario, botica, n. III.
Vende-se uma cabra do 22 anuos de boa figu-
ra coi habilidades e de encllente conducta, DO tein
vicios nem achaques ; un moleque, de Sanos o mais
bonito no todo o sein o menor vicio ; o que tudo se
aliauca : em Fdra-de-Porlas ra dos Guararapes n
4'J defronte ilo sobrado, que tem venda.
Na ra do Crespo loja nova,
n. Vi, de lose .loaquim
da Silva Haya ,
vendein-sr ricos cliapeos de seda lindanicnti' onl'eia-
dos, para scniora, fincados ltimamente de Franca,
pelo diminuto pirco de i2/H00 rs. cada un ; mantas do
grande loni a 0/000 rs. cada nina as quaes se torniio
recommendaveis para as senhuras que coslumo ir
passar a festa
Anda i nnliniia a estar abena a loja da ra da Ca-
dcla doReciC* n, 1.0, que rol de langero Telielra Lo-
pes para se vender por todo o proco o restante da lou-
i;a e vidros d varias | nalhlades que na niesiua cxis<-
i- ni ; asslm como una carteira de bom gosto.
I-oja do nicho,
na esquina do LIvrameDto, vendem-sc cortes de cam-
brai.i de cores a 2/560 rs.
Potassa branca,
da mais superior tjualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no dia 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pre-
go commodo : emeasa de L. G.
Perreira & C,
Voiidcin-sc nmemlasde ferro para engenlios de as-
sucar, para vapor, agoa e bostas, de diversos tamanbos,
por proco nmimodo ; o Igualmente taltal do ferro coado
o batido, de todos os taannos: ua praca do t'orpo-San-
to, n. 11, em casa de Me. Calniout ii t.'ompaiihia, ou na
runde Apollo, armazem, n, G.
= Vendo-so potassa branca do superior qualidade,
em barril pequeos; em casa de Maihcus Ausiin Companhla, na ra da Alfandega-Vcllia, n. 30.
Superior fardo.
Fardo de Trieste, em bar-
ricas d<* ."> arrobas ; o qual se
recommenda como o mais nutritivo dequantos aqu so
inquiran e por Isso o mais proprlo para mellior en-
gordar os cavallus vendo-so un primeiro armazem do
caos di Alfandega indo do arco ou cni casa de J. J.
Tasso iiini..i.
= 0 corretor Olivoira tem para vender cobre em fo-
Ih i a pregos de dito para forros de navios : os preten-
doutes) dirij.lo-sc ao inesiuo, ou aos .Senhores Mosquita
& Dutra.
Jofio Jos de Carvalho Moraes ,
Bgpntf, nt'Sta provincia, do contrato do
lil)T0 rap princez >, de Portugal fui
publico que ge echa a venda o mesmo
mp chegado pelo ultimo navio boa em pmroea retallio pelo preco
marcado pelos conlratadorea le 3l6oo
is. c.ula bote n dmlieirna-vista na ra
da Cadea do Hecife loja de mituipzs,
n. :"ii: l nilioin se vend ni as oilavas a 4o
ris.
Vende-so farlnlia de trigo da marea SSSF do ra-
ininlio ; no caos d.i Allandtga arinazein do bacelar, a
tratar coin Hanoi I da silva Santos.
Vcndc-sc potassa da lilis-
s'a pelo limito mdico pc-
eo de 100 rs. a libra; cal vir-
sem de Lisboa clirgada no
ultimo navio : no armazem da
ra do Trapiche n. 17.
= Vendein-se varios escravos sendo de l a Man-
ilos, coin habilidades o de bonitas figuras : na ra No-
va n. 21, segundo andar.
=Vende-se una oscrava perfeita co/inhcii a c que
lava do sabo e faz indo o sei vico coin ligereza; a qual
se dar a contento ; 3bonitas escravas lavadeiras o qui-
tandeiras ; um molecSo peca ; mu moleque de iJ an-
uos una ucgriuha, de i4 annos : na na larga ilo Ro-
zarlo voltaudo para os quarteis n. 14, primeiro an-
dar.
= Vendom-se negrinhas, de 14 a 18 annos de lin-
das figuras coin (labilidades : na ra estrella do lio-
zario n. 19, secundo andar.
Ka loja n. 3da ra do Crespo ao p 4o airo d
S.-Autonlo veiidoui-se duas muito boas e oxcollontes
ri des do cores feilas no *aranho : sen prec,o dimi-
nuto em proporcoda sua boa qualidade he de 20/ rs.
cada una.-
Na ra do Crespo loja nova
n. 12, de Jos tloaquim
da Silva Maya ,
vendem-se superiores cobertores de aigodao proprios
para escravos a i/OUO rs. cada um ; una fatenda do
liubo oscuro (aiiibeiu para ruupa do escravos ou sac-
eos de assucar |iur > proco.
Vcndc-sc a veuda sita na travessa dos Martyrios ,
n. 8 nuil poucos fundos : a tratar na niesnia venda.
== Veiidein-si-1 caxilhos para jauellas, e una 1'OtUH
la para porta tudo novo, por proco oomuiodo : na ra
da Cadcia-Vclha n. 60, segundo sudar.
Aos Senbores armadores
ealfaiatos do digiiissimn clero avls&o Guimaraes Sera-
tun & C com loja na esquina da na do Collegio, n. 5,
que vendem-se os segufutes artigos, que se toruao ln-
dispensaveis as suas oernpacocs, a saber: volantes no-
vos, largos e cslrotos, sonidos em crirs ; trina, larga c
estrella ; galdcs fingiodo os do verdadero onro ; dito de
palheta com novos riscos, do um quarto at duas pollc-
gadas do largo ; rendas amarellas, largas e estrellas, de
novos jiadros; espiguilba branca e amarella; tlela
de todas as coros ; o ha um cxcclleutc sortlinento de se-
tim-papol cambraias lisas c ordinarias ; fil de linho
lo. i o. o, com una e nieia vara de largura; bobinet da
ou sina largura; cscoinilha preta ; sargelim de todas as
coros, o lamb ni |orio ; (esta faionda he achamalotada,
lingo soda epor isso suppre a falta da verbotlna e do vel-
ludilhoi panninhos protos e cor de rosa ; mitins pretos ;
hollanda preta, parda e branca; franqiiolimpreto; prin-
cesa preta j alpaca; lila branca de patente; dita preta
muito superior; c dita ordinaria.
K lino assim, taiiibom se vendem encllenles lucias
curtas, de linho, follas no Porto; babados de-linho, lar-
gos e ostreitos, ao que chaman tramoia, fabricados em
(iiiimarcs; pecas do verdadero panno de linho de Alle-
maiiha.com )!> varas, por 12/ rs.: todos os artigos ci-
ma annunciados sorao entregues, a procos mais mode-
rados possivois, c podemos asseverar, que por menos al-
guma cousa do que em outra qualquer lojadestaci-
dade
Casa da F,
na ra estrella do Hozario, n. 6.
Conlinuao-sc a vender na casa cima as cautelas da
lotera da matrii da cidade da Victoria cujas rodas cor-
rein a 21 do concille inei.: os procos sao os do costume.
Vende-se nm silio na estrada dos
Allictos, com boa casa de vventia de
pedra e cal com sen soto carimba
le boa agoa de beber e estribara : a
tratar com Joaqnim de liveira e Soutt,
]tmto ao iiicsmn sitio.
R ELOGIOS.
Vendem-so i relogins 2 de ouro novos e suissos,
um dito um pnuoo usado e um de prata, em milito
bom uso ; 3 corremos de ouro novas ; tudo por mdi-
co proco : na rua da Cadeia n. 4.
Vende-se, por proco commodo una casa terrea ,
sita nos Arromhados : a fallar com o escrivao Coelho ,
na rua da Cadeia de S.-Antonio.
Vendem-se capadlos redondos e compridos para
ni llmenlos de salas de diversas cores; na rua larga
do lio/ n io n. .!).
Vende-se toda a qualidade de lnura, bein como :
app ii cilios de c h.i vidrns de todas as i|ii ilidades co-
pos para agoa a 1^400 rs. a duzia caslicaes de caa-
quinlia terrinas para soupa de todas as qiialidades ;
tudo para lii]iiidac:1n e despojo da casa; assim como
um fng.io de ferro obra milito rica para torrar fatias,
por muito menos de seu ousto : na rua do Qucimado ,
armazem de louca n. 32.
Aos Srs. proprietarios de
en gentos.
Vendem-se talxas de ferro coado, ntoendas de canna
para agoa, bu animaos, rodas dentadas, crivos, boceas
de bu o.illn, o mais objertos necessarios para engenho ,
por proco commodo : na fundicao de forro de M.c Cal-
lum & (.....a rua do Hrum no Recite, ns. 6 e 8.
Vendeni-seO anneloos com riquisslmos bullanles
c" diamantes ; brincos o allinetes com riquissinios dia-
mantes ; iimaoi'uz.com brilhantos ; um frontn com
dona diamantes um habito de rhrlsto com diaman-
tes, para padre ; um dito para cavalleiro; dous ditos do
Cruzeiro para dito ; um alnole de peito com ricos
diamantes; mu correntao ; um eordo grosso ; todas
estas obras sao novas, do bom gosto e de ouro de loi ,
para as pessoas do grande tom : na rua rstreita do Ro-
zarlo n. .'lo, segundo andar.
Vende-se una casa torrea com niuitns coiiimodus,
na rua da Conceicao da Hoa-Vista n. 18 por barato
preco ; 40 acedes da oompanliia de Dcberibe enm 70
por cont do entradas : na rna do Quoiinado loja de
ferragrns, n. 3i, do Cordeiro se dir com quem se
deve tratar.
Vendenise 3 lindos moloques de >4 a 18 annos ;
dous ditos, de 7 a 11 annos ; um pardo proprio para
pagom de 17 annos ; um proto, de 30 anuos canooi-
ro ; tima parda, de 2ft annos, com algumas habilida-
des; una preta do 2.1 annos com um lillm inulati-
nho, do dous anuos a preta tein todas ai habilidades :
na rua dotbllogio u. 3, segundo andar.
Vendem-se charutos tinos da fabrica hambur-
gue/a de Joao Fredoi ico, do duas marcas da regala : na
rua do Crespo loja de inudezas II,
ai Vendo-so una gargantillia para senhora de ouro
1 le com 18 oilavas o meia de poso ; um par de pul-
iras de diamantes; na rua dasCinco-Pontas n. 65.
\a rua do Crespa, loja nova
n. 12 de Jos Joaquim
da Silva Maya ,
vende-se brini Jo puro linho de quadros c listrasde
cores o que sao muito proprios para a festa pelo ba-
ratsimo preco de 720 rs. cada vara ; ricos cortes de
casimiras elsticas para calcas a 6/ e 8^000 rs. cada
corte ; alpaca preta a 800 o i#CO0 rs. o covado ; pannos
finos, proto e decores, por barato preco; cortes de col-
lelo do velludo setim e gorguro ; tudo por proco ba-
rato ; assim coinnum ricosortimontodo lencos de soda
para grvalas muito proprios para a festa.
Vende-se um piano ingles horizontal de um dos
melhoros autores em meio uso e por isso muito pro-
prio para quem quizer aprender, por pirco mili tu com-
modo ; na rua do Crespo, n. l2.
Aterro-da-ltoa- Vista, loja
n. 14,
vendem-se risc^dos Irancezcs de qna
Iros e cores fixas a 2oo rs. o covmlo.
Vende se tap de Lisboa, etn li-
bras por pieco commodo ; na rua d*
Cruz n <).
Vendem-se dragnnas proprias para oMiciaes de guar-
da nacional, viudas do Kio-do-Janeiro pelo ultimo va-
por, e por proco couimodo : na rua da Cadeia do Re-
cife, loja do miudezas do Guedes Si Mello.
Vende-so urna venda na rna do Collegio u. 21 ,
que nll'erece algumas vantagensao couipradur por ter
commodo para morar urna familia no interior que
bota para o Passoio-Publico, coin mullo poucos fundos,
e ti rao-so algiins, anda uo que rendo o comprador com
tantos c se dar algum abatllenlo em ratao do do-
no se adiar doente e ter de relirar-se para fura: a
tratar na liiesiua venda.
Vende-se urna canoa nova de car-
reira propria para familia e bem cons-
truida por preco commodo: na rua No-
va n. (j.
-- Vende-se una negrinha recolhida de i5 annos ,
que cose, engomma alguma cousa c be de bonita fi-
gura ; un pardo bom carreiro : no armazem de farl-
iiha do caes do Collegio.
Vendem se superiores podras marmores, para con-
solos e mesas redondas ; no Alerro-da-Boa-Vista casa
de 1. B. Herbstcr.
= Voudem-se dez acedes da compaaba de Ueberi-
be; na rua Bella, n. 14.
del
ce
--= Contina-se a vender a agoa detingir os cabellos
c snissas ; na rua do Qucimado ni. 31 e 33. 0 incthn-
do de applicar acompanha aos vldros.
Vcnde-sc una venda, na rua Nova n. 55 a di-
nhoiro, ou desonerada a praca ; assim como um terre-
no c una canoa quecarrega 700 lijlos : a tratar na
niesma venda,
= Vende-se urna padaria com boa fregueiia ; um
preto padeiro bom amassador c forneiro, junto a pon-
le de S.-Amaro : a tratar na mcsina padaria.
Oh que pechincha
para a fcsla do Natal!
He smente na ruado Crespo,
loja de Antonio Luiz dos Santos
fS Companhia, n, 11, que se .ven-
dem pelo barato preco de b e
8#000 rs. os mais elegantes
chapeos de crep ricamente en-
feitados, para senhora.
= Vendem-se as mais modernas caixas de tartaruga,
de riquisslmo gosto, com chapa de ouro ; superior ra-
p do Lisboa muito fresco : na rua larga do Rozario ,
n.24.
Vendem-se duas garrafinhas lapidadas para cheiro,
por 1^280 rs.; terrina grande, branca garrafa, lapida-
da 4 clices lisos dous copos de p liso colher azul
para terrina de uiolho, por 2/560 rs. ; regra grande e
larga c jscarand ahumadura de duraque preto, por
motade de seu valor ; botos dourados do massa pe-
queos com argolas para co.llete por 640 rs. ; ben-
gala de queri grossa e envernisada; torcida para can-
dieiro de globo por metade de seu valor; afiador de
navalbas, francoz por nielado de seu valor ; urna os-
eada com serrote pequeo milito proprio fiara trata-
mento de arvoredos, por 1/280 rs. ; uns arranjos para
cavallo muito em conta ; una corrente para cao, por
metade de seu valor: na rua das Larangeiras, o. 2.
<- Vende-se urna porco niui
to grande de grvalas de seda ,
de differenles qualidades, por pre-
co mnilis-imo commodo : na rua
do tabuif, loja de fazendas,
n. 6, de Percira & Guedes.
~ Vende-se urna das mol boros vendas em Fra-de-
Portas n. 92 bem afreguezada para a trra c matto ;
tem mu bonito soto, aonde se pode inorar ; vende-se
por seu dono ter outro negocio e nao poder estar a tes-
ta dola : a tratar na venda defronte da mesilla n 95.
= Vrnde-se cal virgem em meias barricas cliega-
da prximamente, por preco coinniodo; na rua da
Mu Ja armazem n. 15.
Na rua do Crespo loja nova,
n. VI, de Jos Joaquim
da Silva .Maya,
vende-se um restante dos bein acreditados cortes de in-
dianas para vestidos de senhora, pelo barato preco de
2/800 rs cada um; cortes da faienda victoria, a 3/tRM) rs.
cada um; ricas cambraias com listras de seda, ab/000 rs.
cada corte; ditos de gosto chines, a 5/000 rs. cada um
corte; cassas chitas para vestidos, a 2/8000 e 3/500 cada
corte ; cambraias de quadros de cores escuras, para ves-
tidos, a 3/500 rs. cada corte; calcinitas para meninas de
escola a 400 rs. cada um par; meias tinas para meninos,
de di Hercules tamanbos; e nutras nimias fazendas, que
tudo se vender por proco barato, assim como um resto
das ricas e baratas lanternas coin casticaes de linissim
casquinha, e que se vendem por 9, lO e 12 mil ris cada
par.
Por 040r.cada excmplar do
breve compendio le geometra linear e
pldna, resumida de diversos autores, por
Silvano TbomSz de Sonza iMagilbes, i
vol, brorbado : na liviano da esquina do-
rna do Collegio.
Vende-se vinho tinto commum, em
qtiarlolas, pelo baralissimo preco de 4o'
rs. cada urna : na rua da Cruz, n, ao.
Vendrin-se bezerros francezes, de Nantes, de
superior qualidade os melhores que teeiu viudo a
este mercado por atacado ou misino em duzias a
volitado dos compradores por mais barato preco do
que em outra qualquer parte : na rua da Cruz, n 20
= Vendem-se barricas c nielas ditas com farinha gal-
loga muito superior; barricas e meias ditas com cal
virgem do Lisboa ; barricas com potassa branca e preta;
fechaduras para porta de arinatem ; pendras de rame;
rodas de arcos para barricas ; bichas de Hamburgo ;
tudo por proco commodo : na rua do Vigarlo arma-
sem n. 9.
(Yo AlcTo-da-Iftoa-Yista so
lirado n. i, casa de modas
fraiicezas.de llillochau,
vendem-se ricos e multo lindos chapeos de seda bico,
crep e palha lina para senhora e idoninas ; toncas
enleitadas para as ditas ; chapeos e mantas para lulo ;
lindissimose ricos capotes brancos de fil bordado e
i .i.-.i dita para senhora ; cortes de vestidos bordados,
de fil, cambraia e tarlataua ; cambraias "lisas e bor-
dadas; tarlatana fina, branca e d coros; mantas de
bico preto ; ditas de tarlatana buriladas ; boas fitas de
setim e tafet de todas as larguras ; ricos bicos de
bloude ; ditos de linho ; (lores linas para cliapeos e
rnfeites de vestidos ; ditas para nnlvados ; lencos de
soda, para grvalas de senhora; ditos de eassa fina,
para hoiueui ; linas de pellica, para lioniem c senho-
ra ; imic ubis para meninas ; ditos para baptisado ; l'u-
vas de seda, curtas e cumplidas para senhora ; bicos
de lindos padroes para cabeySes ; loncos bordados ,
de cambraia de linho ; ditos de cambraia; dito de cam-
braia imprimida; meias do seda para senhora; ditas
de linho para meninas lindas bejouterias francezas ,
imitacao perfeita ; tiras bordadas ; ditas de fustao ; e
inuilos outros oUjectos de moda. Na niesma casa fa-
zem-se vestidos de casamento do- ultimo gosto por
ter todos os Hguriuos os mais novos c ludo o mais, que
necessita o toilete de nina noiva.
Vendem-se as seguintes obras :
Harnazo Luzilano, 6t. ; Cambes, obra
completa 3 v. dourados ; Bocage, di-
ta 7 v. ; Virgilio em latim 3 v. ; to
das estas obras em muito bom estado,
por preco commodo : na praca da Inde-
pendencia livrarii n. 6 e 8.
~ Vendem-se superiores filas de seda lavrada, a 126,
IGO, 200,240, 320 c 400 rs. que servew para cinto no
Aterro-da-lloa-Visla loja B. 48.
Vendem-se novos cortes de cassa, de novos
padrdes e cores muito linas, pelo baralissimo
preco de 3/ rs cada um ; cortes de chita do no-
vos padrdes ; muito finas cambraias, da ultima
moda ; lencos de seda da India, os melliores,
que teeiu apnarecido, assim como mais inferio-
res ; merino preto, muito lino; pannos finos de
todas as qualidades e cores; esguiao e breta-
nha de puro linho ; toalhas de mesa de todos 01
tamanbos ; assim como um completo soriimeu-
to de fazendas finas tudo por precos que. a |
vista dolas he impossivcl o comprador deuar
de comprar : na rua do Queimado loja nova
da casa ama re la nos quatro-cantos n. 29.
Continuao-se a vender sapa toes e sapatos par
hoineui; ditos de couro. marroquini o couio de lustro,
para senhora : na rua Nova, loja n. 58.
Vendem-se novas cartas para aprender a ler por
um novo systema compostas pelo professor S H de
Albuquerqiio ; na livraria do Sr. doutor Coutinho, es-
quina da rua do Collegio a 800 rs.
Vende-se um inethudo de piano, por Vigurric ,
em bom uso; na praca da Independencia luja n. 4.
= Vende-se urna flauta branca com 4 chaves an-
da nova ; assim como a Norma e outros papis de m-
sica para flauta : na rua da Cruz n. 39.
NO ATERRO-DA-BOA-VISTA LOJA N. 3, DE J0A0
CHAROON,
acbo de chegar. pelos ltimos navios viudos ds
Franca ricos c multo linos chapeas de palha, para se-
nhora e meninas ; flores finas para cliapeos e vestidos;
muito boas fitas de setim lisas e lavradas ricos cha-
les e mantas de seda para senhora muito finos; cm-
bralas de linho francesas sein mistura nenhuina do
algodo ; ditas de aigodao, muito finas e transparentes;
bonitos coi les de vestidos de cambraia de listras de cu.
res: cassas finas lisas e de cores bonitos lencos do se-
da setim e cassa para honiem e senhora ; luvas e
meias do seda e linho ; bous supensorios de borracha;
multo ricas bengalas; chicotes de muito bom gosto,
para cavallos ; chapeos de sol, de seda e do panno, de
boa qualidade, para hoiiiem e seuhora ; mu. novo e
bom sorli ment de por fumarias tinas ; calcado para
senhora ; oculos de grao ; chapeos do seda para se-
nhora ; bonitas bijoutorias chapeadas de ouro baleiai
para esparlilhos ; dodaes de ac ; calxlnhaa deporcel-
laua domada para sabo e para guardar escovas; ricos
apparelhos para cha ; e outras mais faicndas de lujas
francezas.
!^>$e3ltt:D$3e%<$fei
Pechinchas novas para a Posta, a saber : cor-
| tes do velludo da mellior qualidade e lindos
padrdes, que teeiu apparecldo, a 5/000 rs. ; di-
tos de setim de cores, de listras e quadros a
| 2/500 rs.; merino de duas larguras a 2/000 rs.
o covado ; alpaca superior a 1/280 rs. o cora-
do ; panno fino verde cor de garrafa a 5/000
rs. o covado ; dito preto a 4/500 rs. ; lencos
de seda da India, a 1/280 rs.; sedas decores,
de lindos padrdes para vestido de senhora ,
a 1/000 rs. o covado ; meias cumplidas, estam-
5.idas com bonitos desenhos, imitando seda, a
20 rs. ; luvas de prllica para hoineni a 1/
rs ; ditas para senhora, a 320 rs ; ah'm destas
ha outras umitas fazendas bein como : ricas
cambraias de cores; lindos risrados para vesti-
dos de senhora, por imltarom cassas, de dille-
rentes cores.
=Vendein-se espadas p rateadas para olllciaes de guar-
da nacional : na rua Nova, loja de ferragens, n. ifi
Vende-se farinha da torra multo superior em
sieeas ; un frasquoira muito rica ; tudo per menos pre-
co do que em outra qualquer parte: na rua Olrrlta ,
n. 24.
Escravos
Futidos.
-- Contina a andar fgido o moleque Francisco ,
de Angola desde o dia 22 de jiinbo do corrate anuo,
estatura regular um tanto fulo coin um lalho na ca-
ra do lado direilo ; lem um cravo no p di ro lo : quem
o peg'ar, leve a rua da Cadeia do lleeife, u. 24, que ser
bem recompensado.
= Fugio, no dia 17 do corrente, pelas 8 horas da noi-
te, da casa de Manoel Alvos Ferreira um esoravo de
nomo Amonio de naco Angola de 18 anuos, gros-
so do corpo estatura regular, bem fallante ; tom nina
b' lid em um olho cabello grande; tem no peito unas
eieatrlzes do ventosas ; levou calcas de brlm sujas, ca-
misa de aigodao americano de meia manga i levou
mais iiiun trousa com calca', camisa urna jaqurta de
ganga azul e um lencol. Quem o pegar, leve ao boceo
do Theatro por cima do botiqun, do l'aiva.
= Fugirao, no dia i5 do corrente, dous escravos do
proprielario do engenho Fiaba c ni Sorlnhaeui : mu
pardo de no.ne Podro de estatura regular secco do
corpo snissas e olhar atravessados e por costume le-
cha um olho : outro crioulo de lime Manoel alto ,
de bom corpo ; tein urna marca de frula om lodo o
comprimeiito de una das canellas ; he natural do ser-
lao do Ico ; fui comprado no Recife ao negociante .
Francisco loaquim Carduzo Reroiiimenda-so a todos
os capitaos de campo a captura dos ditos escravos, e
mesmo as autoridades indiciaos avisando estas ao pro-
prielario dos uiesmos, Goncalo Francisco Xavier Caval-
cantl Uehoa; o aquellos de os conduzir ao (lito engenho,
que seii'm bem recompensados.
' Fugio, no dia i7 do_ corronlo hu preto-, de nome
Joo de nacao Cabund ; reprsenla 12 annos poiioo
mais ou menos secco do corpo rosto redondo rom
espinhas e alguma cousa .opado andar sombro ; levou
calcas e camisa preta. Este preto lie perlenconte v>
casal do finado Antonio Va?, do Oliveira. Oiirui o pe-
gar, leve a I.ni/, los da ('usa Amonio na rua da *
deia do Recife, Sobrado ii. : que sera recompen-
sado.
Fugio, no dia 24 d setembro, do engenho Gn-
gacari um preto, de nome Joo por alcunUS Ja.
Banana figura ordinaria crioulo ; lem una ctealris
dobaixu do olho esquordo ; levou um ferro no pescofo :
i|nem o pegar, leve ao dito engenho ou no principi
lio A torro-dos-A logados sobrado h. 31.
Fugio o preto de nome l.oustauto de 18anuos,
balso e refoirado do. uacao Inhaiiibane ; tem um den-
le de menos na frente pequeos signaos uo rosto, nao
he retinto ; levou calcas e camisa de aigodao da torra,
que lalvez leuda mudado forro no poscoco o pe i lia
pouen tinha levado algumas pancadas as costas. Quem
o pegar, leve a rua Imperial n. 67, que ser recompen-
sado.
PKR. I NA TTP. DE M, F. DE FAWA. 1846. t


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