Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00447


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Full Text

Anno de 1846.
Quinta-feira 19
O DJARIO poMic-sa todos os das que n!o
f0rf di de guarda: o preco da assignatur lie He
400|i rs. por quartcl, pagos adiantados. Os
nniincins dos assignnntes sao inseridos a razio
de 2 ris por ainlia, 40 ris en tvpo difieren-
te, e as repelieses pela melado. Os que nao fo-
rem assignantes pagSo 80 ris por liolia, e 160
en) lypo difierentc.
PHASESIJALUA ^0 HEZ. DE MOVEMBRO
l,u elieia a 3, as 6 horas e 51 minutos da manli.
IMingoanlea 10, asi* llorase 31 min. da manli.
La nova a 18, as 8 horas e 89 min. da larde.
desenle a 34, as 8 horas e 11 min. da Urde.
PARTIDA DOS CORttEIOS.
Goianna e Paraliflia Segundas e Sextas feiras.
Rio Grande do Norte, cliega as Quarlas feiras
ao meio dia e parte as mesmas horas as
Quintas feiras.
Cabo, Serinhnem, Rio Formoso, Porto Calvo e
Macev no I.*, II o! de cada mez.
Garanhuns e Bonito a 10 e2t.
Iloa-Vista e Flores a lie J8.
Victoria as Quintas feiras .
Olinda todos os dias.
PREAMlR DE HOJB.
Prmeira a 6 h. 18 minutos da manha.
Segunda a 5 h. 42 minutos da Urde.
de Novcmbro.
Anno XXII.
n. ac.
DAS DA SEMANA.
"*Jfcl*i"
0 Segunda. S. Valerio. Au.l. da i. dos orpb.
' edo J.doC.da 2. v.,doJ.M da 2 v.
17 Tere*. S. Gregorio. Aud. do J. do civ. da 1.
v. e do J. de paz do 2. dist de t.
I! Quarta. S. ItomSo. Aud. do J. do civ. da 2.
v e do J. de par do 2 dist. de t.
19 Quinta. S. dinas. Aud. do J. deorphaos,
do I municipal da I. vara.
20 Seita. S. Kelii de Vnlois. Aud. do J. do civ.
da 1.1 edo J. de pai do I. dist. de I.
21 Sabbado. S Colunibano. Aud. do J.do civ.
da I. v., e do J de pal do I. dist. e J. de I.
22 Domingo. S. Cicilia.
CAMBIOS NO DIA 18 DE NOVEMBRO.
Cambio sobre Londres 2 8 a 28'/., d. p.lfa 00 tf.
a Paiis 855 ris por franco.
Lisboa 100 "/ *'e premio.
Desc. de letras de boas .rias t '/,[>. %aomes.
OuroOne? hcspanholas.. $#000 a 3IJ00
Modasde OtnOvcl. I6j200 a l|400
deOatOOnov. 16^000 a "'
. de 4(000... 9IOO a
Prala Pataces.......... tlVVO a
Pesos coluinnarcs. 2(000 a
Ditos Mexicanos. (#920 a
Miuda......... IJ7C0 a .....
A croes da Comp. do llebtribe de 50(000 ao par.
CflOt
9*10
21010
l|40
(780
DIARIO DE PERNAMBUGO
meMtar^mamtv ea^mrjaM i ui -
PASTE GFFiCUL*
DE' RETO N. 470, APPROVANDO O REGULAMENTO
PARA EXECUCAO DO ARTIGO i7 DOS ESTATU-
TOS DA ESCOLA MILITAR.
Hri por bem npprov.ir o regulamento para execucao
do artigo 17 dos estatuto* da escola militar, que coni
este bafxa, assignado por Jotro Paulo dos Santos Brrelo,
do met concclho, ministro e. secretario de estado dos
negocios da guerra, que nssim o tenba entendido e ex-
peca os depardos necessarios. Palacio do Rlo-de-Ja-
nefro, em 20 de setembro de 184(1, 25 da independencia
c do imperio Com a rubrica do S. M. o Imperador.
* JojB Paulo do Sanios Brrelo,
mr.iLiMENTO r>AA xecucac do abtigcH7 dos estatutos
DA ESCOLA MILITAR, APPItOVADO POR DEC8ETO
DESTA DATA.
Art. I." O alumno, que liversido approvadp as ma-
terias do stimo anno da ese.da militar, obter o titulo
e grao de bacharel em malhrmalicas, e o diploma, cujo
modelo vaho I i 111 do regulainento.
Art. 3." O titulo e graosero conferidos no dia seguin-
te ao ultimo dos actos, na sala das congregarles e
sein apparalo, pelo lente,que houver presidido aos actos
do selimoanno.
Art. 3. A conferencia do grao le fu pela simples
jmposicao da borla, prestando logo aps o novo bacha-
rel, as mos do director da escola, o juramento, cujo
lpor se aeba no lim deste regulamento. Prestado o ju-
ramento, o director entregar-lhe-ha o sen diploma.
Art. 4." O bacharel em mathematicas, que pretender
o grao de doutor, dever reqnerer ao director, instru u-
do seu requerimento com ce rtido de todos os exatnes
preparatorios, exigidos nos estatutos, c bem assim com
as duasapprovacfics plenas em todos as materias ensi-
lladas na escola, pediudo o dia para o acto gcral da re-
pellcao.
Art. 5. Com esse requerimento dever o bacharel
entregar ao director da escola quarenfa exemplares de
urna di3sertacao por elle fcita sobre qualquer ponto da
sciencla mathematica dos mals profundos c dos que se
ensino nos tres altimos annos.
Art. 6 Essa dissertaco dever ter sido vista c ap-
provada por algum dos lentes cathedraiicos, a quem o
doulorando recorra.
Art. 7. A approvacao do lente nao importa approva-
cao do deduzido na dissrrlco, nem jnlgameiilo sobre
o seu mereciniento identifico, senao nicamente, que
nada conten ella, que deslustre a escola, ou que o Ren-
da as leis ou a individuo algum.
Art. 8. O director, ao receber o requerimento e as
dissertaedes, far distribuir estas pelos lentes, inanda-
ra.ilgiim.is para a bibliolhrca da escola,remetiera outras
para a bibliolheca publica, c outras para a secretaria de
estado dos negocios da guerra, afim de seren presentes
ao governo.
Arl. 9." 0 requerimento ser presente a congregacao,
que designar qualro de seus hieuibros para examina-
dores, e o dia para o acto : o presidente delle ser o
lente escolhido pelo bacharel, e que houver approvado
a iln se.
Art. 10. Cada examinador poder argumentar mcia
hora, se em menor praxo, que nunca ser, menor de um
(piarlo de hora, se uo der por sitisfello. Tero votos
smente os examinadores e o presidente do acto. De
tildo lavrar terlno o srcretario cin livro para isto des-
tinado.
Art. II O director da escola, de accordo com a con-
gregacao, marcar o dia para aerremonia do doutora-
inento, e como seja esse grao a prova mais subida de m-
rito seieutilieo, releva, que nasua collaco haja toda a
magnificencia possivel.
Arl. 12. Para esse fim rcunir-sc-ho ps lentes da es-
cola com sitas insignias na sala das congrrgacoes, ahi
ser-llies-ho aprcsrntadns os doutorandos por um dos
lentes, que a rogo desses tenba querido deseiiipeuhar as
funecesde padrinhn: partirn todos em prestito para a
sala dodoutoramento, que se achara decentemente or-
nada, a expensas e a gosto dos doutorandos, os quaes
todava se conformard comas ordens do director.
Art. l3.. Tomando assento as doutoraes os lentes, os
doutores, que estlverem ornados de suas insignias, o
lente mais amigo ao lado do director, e ambos em lugar
de liniii a, os doutorandos e o seu padiinho em cadeiras
de espaldar, que estiran convenientemente enllocadas,
o secretario em cadeira rasa, eos convidados e mais as-
istentes nos lugares, que Ibes forem destinados, coine-
(ar a ceremonia por um discurso recitado pelopadri-
ntio, em que peca escola, coufira o grao aos candida-
tos, e logo o lente mais antigo responder, fazendo sen-
tir aos doutorandos a importancia da honra scientifica,
que vao receber, c a< ubi gares, que vao coutrahir mais
solemnes, para com as selencias e a patria.
Art. i4. Euto sero os doutorandos levados pelo pa-
orioho ao director, dianle doqual deve estar urna mesa
com o livro dos Saotos EvangeJhos, sobre o qu.il as
maos do director preslar o respectivo juramento.
Art. i5. Feito Isto, cucainiuhar-se-ha succcssivamcn-
c cada doulorando para a cadeira, junto qual deve
haver una mesa com as insignias doutoraes, e euto o
lente mais antigo Ihe conferir o grao, lancando-lhe o ca-
pello, pondo-lhc na cabera a borla, c mctlcndo-lhc o an-
el nu dedo.
Art. 16, Conferido o grao, o doulorando abracar lo
go ao lente mais antigo, depois ao director c aos mais
lentes e doutores, mareando a antiguidade a prece-
dencia.
Art. 17. Terminada toda a ceremonia, un dos douto-
randos subir cadeira. e, tomando venia do director
'lentes, por si e pelos seus collegas, recitar um dis-
curso de agradecimonto
Art. 18. As insignias do grao de doutor sero, exclusi-
vamente, para as grandes solemnidades escolares, a bor-
la e o capello de velludo nuil orlado de cor de ouro, e
permanentemente oannel de ouro com chapa de esmal-
te aiul e a esphera armilar em car de ouro.
Art. l!L Os diplomas, qur de baehareis qur de dou-
tores, serao iinpressos em pergaminho, com as designa.'
toes especiaes escripias por letlra do secretario da es-
cola, ccompetentemente legislados na secretaria; tra-
po pendente, e de lita azul orlada de ir de ouro, o scl-
'o da escola.
V- 20. A fita dos sellos dos diplomas de doutor ser
mais larga, e o sello fechado ein caixinha de prata.
gl*U 2t. Asdespezas do diploma sero .feitas peloba-
uarel ou doutor, a quem perlencer.
Artiqus especiis para o douloramenlo dos hntis.
Art. 22. Publicado este regulamento, o director da es-
cola remetiera ao governo urna lista de todos os lentes e
substitutos, comprehendldos os jubilados, aos quaes
compete o grao de doutor.
Art. 23. O governo convidar um ou mais doutores
em mathematicas ou outras sciencias graduadas por es-
colas regulares, para conferirem esse grao, e mandar
ao director a autorisaco imperial para essa conferen-
cia, e o decreto de nomcacao do doutor ou dos douto-
res, que o deverd conferir, marcando igualmente o
dia para a ceremonia.
Art. 24. No dia marcado, reunidos os lentes na sala
doutorainento, perante o director da escola, as mos do
doutor Humeado para eonferir-lhes ogro e sobre o livro
dos Santus F.vangclhos, prestars o devldo juramento.
Denols do que. ibes conferir o doutor as Insignias ilo
gran. De tildo lavrar-se-ha termo, asslgnado pelos
doutores convidados pelo governo, pelo director e por
lodosos lentes. Esse termo ser lanpado em o livro
destinado para os termos de collaco dos graos de dou-
tor, com a integra da autorisaco imperial e do decre-
to de nomcacao do doutor.
Art. 25. Urna copia desse termo lavrada em perga-
minho com sello pendente, de tita aiul e orlada de cr
de ouro, fechado em caixinha de prata, servir de di-
ploma, sendo especialmente concertada essa copia pelo
director c pelo doutor, que, a convite do governo, hou-
ver de conferir o grao.
Palacio do Rio-de-Janeiro, em 29 de setembro de
1846. Joan /'(Milu dos Sanios Brrelo.
rORML'LA. DO DIPLOMA DE DACH lili I..
Escola militar do imperio do Brasil.
F. etc., etc., etc., director da escola militar,
faco saber aos que a presente.- virem, que o Sr.
F. til lio de F. nascido em de
de 18 na cidade, ou villa de provincia
de leudo concluido o curso desta escola
pelo acto do stimo auno, no qual foi approvado,
iiualidade de approvacao) pelos estatutos della,
deve ser considerado bacharel em mathematicas,
e como tal gozar de todas as honras, privilegios
e isences, que pelas leis do imperio Ihe sao con
ferdas. Em firmeza do que, inandei passar o
presente titulo, que vai por inim assignado, pelo
secretario da escola e pelo proprio bacharel.
Secretaria da escola militar, aos dias do mez
de de 18
(Assignattira do director.)
(Assfgnatura do bacharel) (Assignatura do se-
cretario.)
Lugar do sello.
FORMULA DA CARTA DE DOUTOR.
A mesma do bacharel coma seguinle alterarn :
Depois da designaco da provincia, continua
temi conseguido o grao de bacbarcl em ma-
(hematicas, habilitou-se completamente para o
grao de doutor, que Ihe foi conferido com todas
as solemnidades dos estatutos de-ia escola, e re-
conhecido doutor ein mathematicas, e como tal,
etc., etc etc.
FORMULA DO iniAMl-Mii DO SACHARE!..
Jlll'O ;iianljl a cmislituieno, as leis, -l'lirlao
imperador, e cinpregar toda a sciencia, cujo
grao acaba de me ser conferido, nadefesa, pros-
peridade e gloria da patria : assim Dos me
ajude.
JURAMENTO DO DOUTOR.
Reitero o juramento, que prestei, quando toinei
o grao de bacharel, e de novo juro ser-lbc fiel, e
concom- com todas as iiiinhas Torcas para oadi-
antamento da scieucia. (Jornal do Commercio.)
je o trabalho dos liomens livres deve ser considerado
comno apoio da existencia daquelle imperio ca fonte da
prosperidade, que Ihe est reservada. A quarta pagina
eonvida com instancia a todos os Alleinaes para Irem
procurar no llrasil um futuro mrldor do que o que Ibes
proincttc a sua patria. Finalmente disse-se na quinta
pagina n que as leis destinadas a regular a emigrarn se
promulgarto lem demora, e que por isso nao havia pre-
cisan de eipera-lm, pelo contrario, os emigrados obra-
ran bein, se milis.issem logo as vantagens, que Ihes of-
ferecia o llrasil, pm'r magnifico, cujo ingrrsso eslava
prompta a sociedade a facilitar-Ibes, habilitando-ns a
aproveitai-se do momento para conseguireiu as ditas
vantagens, "
Quantn ao outro receio, Isto he, que este negocio se-
ria um objecto de especulaco, tein chegado ao conhe-
ciinentn da polica desta capital, que pessoas, cujo ca-
rcter e posico parece ni nao oll'erecer garantas necea-
sarias, aniiuncio-se como agentes para prompta execu-
eo do plano, de que se trata, procurando animar a e-
migraco debaixo do pretexto deque assim pratico por
orden) do governo brasileiro
Neste estado de cousas, he do dever das autoridades
rninpetentcs dar una seria attenco ao projeclo da co-
lniiis.ir.aii desenvolvido na supracitada memoria, afim
de que, no caso em que os subditos do rei fosseni ef-
feetivanienle indiizidos a expalriar-se, os agentes, que
para Isto contribuissem, soll'ressein, na conformidade do
decreto de 20 de Janeiro de 182O, (colleccao das leis do
anno de 820 pagina 35) as penas legaes, que em cir-
ciimstancias aggravantcs podem elcvar-se at priso
por ilmis annos.
O abaixo assignado nao julgou dever hesitar em fazer
a presente communicaco ao Sr. visconde de Abrantrs,
enviado extraordinario c minislro plenipotenciario de
S. M. o Imperador do brasil em missao especial ; por
isso que sein duvida iilcumbe-lhe desviar do seu go-
verno qualquc' apparencia de suspeita de querer favo-
recer projectos, cuja execucao expolia os que livessem
servido de agentes na Prussia a ludo o rigor das leis.
O abaixo assignado aproveita a occasiuo para oll'ere-
cer ao Sr. visconde de branles a seguranca da sua alta
consideaco.
Ilerliui, .'idejulbo de 1841)..'anilr. Ao Sr. visconde
de branles.
PRUSSIA.
COLONOS AI.I.HHARS.
.Vola do ministro de eslrangeiros do governo da l'rusiia
ao visconde Ae branles.
Tem-sc ltimamente multiplicado tantos projectos de
emigraco para paizes ultramarinos, e ha tantos exem-
plos de iin ni sido os emigrados engaados naesperan-
a de inclhorarem a sua siluaco, que o governo do rei
litara aos seus deveres, se nao dsse providencias para
obstar, que as provincias da inonarchia, em que os ha-
bitantes pendem mais ou menos para abandonaivin os
seus lares, os emigrados nao se embarqiieiu para paizes,
em que nao teiihao una subsistencia segua. Os convi-
tes dirigidos, especialmente aos Allemes, com o filo de
decidi-losa estaheleccr-se no llrasil, attrabiro todaaal-
tenco do governo, pois que a experiencia Ihe provou,
que as colonias allemes estabelecidas naquclle p.iz
nao teem correspondido ao que rsperavo os emigrados.
Em verdade o Sr. Sturz, cnsul ge ral do Brasil, lem mais
de urna vez manifestado a sua indignaco contra os que,
por meio de sedueco, procuro arrastrar os desgrana-
dos para um futuro desastroso, que elles Ibes teem a-
presentado como mullo lisongclro ; e chegou al a de-
clarar, que eslava convencido, que, por mais proprias
que fussem para a colonlsaco as provincias meridin-
n.ies do llrasil, nao cbrgra ainda o momento de fazer
com que os Allemes nellas procurassem urna segunda
patria, e que para esse flm ero tnisler esperar ainda modi-
ficncho na legislarn do paiz.
Entretanto acaba de apparecer em Berlim, com Olitu-
lode assoclaco para animar Allemes, que queirao c-
migrar para as provincias mcridionaes do Brasil, una
memoria, a que parece que M. Sturz nao he estranbo.
Esta publicarlo sabio da imprensa dos Srs. Unger e li-
maos, c ter certamente, Sr. visconde, chegado ao vos-
so conhecimento.
Apezar do apireo, que se faz, dos sentmentos e carc-
ter do Sr. Sturz, nao se pode deixar de concordar, que a
dita memoria servir : por una parte, para crdito deo-
pinlo de que os emigrados terao um prospero futuro,
se desde agora se destinaron prra o brasil ; e por *utra
parte, que os especuladores se aproveitai disto, para
que, com vistas interesseira, procuretn animar as emi-
gracoes para aquelle paii.
Parece,-que heais bein fundado um desses recejos,
considerando-sc, que a memoria, na pagina priineira,
pinta o Brasil como contendo, mais do que nrnbiiin ou-
tro paiz, ricos elementos para urna o vida feliz, e onde,
por oonsequencia, podem esperar, mais doqueem nc-
nhuma regio, una prosperidade semprecrescentc. Na
pagina terceira d-se a entender que a escravido nao
existe quasi mal* no Brasil, e accresccnta-se, que j ho-
Ketpoila do ministro do Brasil na l'rusiia a nota cima.
O abaixo assignado, enviado extraordinario e minis-
tro plenipotenciario de S. M. o imperador do Brasil em
missao especial, recebeo a 7e Swinemunde a nota da-
tada de 3 deste mez, queS. Exc. o Sr. general bario de
Caniti, minislro de estado e do gabinete na reparlicao
dos negocios eslrangeiros, Ihe fe/, a honra de dirigir.
A essa nota S. Exc. dignou-se fazer saber ao abaixo
assignado:
Que he do dever do governo de el-rei obstar, que seus
subditos se des (i nem para paites martimos, em que nao
teuho nina subsistencia segura,esobretudo para o Id i
sil. onde a experiencia tem mostrado, que as colonias
allemes nao correspondero ao que os emigrados es-
pera van.
Que o Sr. Sturz, cnsul gcral do llrasil na Prussia, ti-
nha-se mais de urna ves indignado contra os tedHelo-
res, que arrastravo os emigrados para um futuro de-
sastroso, e que elle at tinlia declarado, que era misler
cpcrur-se ainda por modificacdes na Icqislncav do Brasil,
para fazer com que os Allemes all se estabeleccs-
sem.
Que no entretanto acabava de apparecer em Berlim,
com o ti tillo deAssociaco para animar os Allemes
que quizessem emigrar para as provincias nieridionaes
do Brasil, una memoria, a que parece nao ser estra-
nbo o Sr. Sturz, e cujo ell'eilo nao poderla deixar de ter
(logado ao conhecimento do abaixo assignado.
Que esta memoria pode por una parte servir para fa-
zer acreditar a opinin, <|ue os emigrados cncoutrar
desde j um prospero futuro no llrasil; e que por mitra
parte os especuladores da emigraco dislo se aprovit.-i-
i( com vistas interesseiras: sendo o primeiro receio as-
saz justo, pois (ue, na pagina priineira da dita memo-
ria, pintava-se o Brasil cuino um paiz, que, mais que
nriiliuiu outro, conten ricos elementos de riqueza para
una vida feliz; que na terceira pagina dava-sc a enten-
der, que a escravido nao existe quasi mala no llrasil,
onde o trabalho dos hoinens livres devia ser j conside-
rado i iiiiin o apoio da existencia desse imperio: que na
pagina quarta RUiS-SC o mais forte convite a todos os Al-
lemes para irem procucar no Brasil um nielbur futuro;
que finalmente na pagina quima assegurava-se, que se
promulgario inmediatamente leis para regular a emi-
graco ; mas que nao se precisava esperar-sc a sua exe-
cucao para cstabelecerein-se no Hrasil, paiz magnifico : e
ai li.iiido-se ja verificado o segundo recelo, porque linda
chegado ao conhecimento da polica de Berlim, que pes-
soas, sein ollei eeei em alias as gai.llili IS HeCeSS.HiaS, .111-
nuiciavo-se uino agentes do plano desenvolvido na
memoria?, procurando animara emigraco com o pretex-
to, que assim praticavo por ordein do governo brasi-
leiro.
Que neste estado de colisas devio as autoridades
competentes dar seria attcnco ao plano.de que se trata,
e a condeniiiar com as penas legaes, na conformidade do
decreto de 20 de Janeiro, lodos os agentes, que livessem
contribuido, para que os subditos do rei seexpatriassem.
Que .1 vi si.i da cun in un ic.ieo (lestes Tactos, o abaixo
assignado estara no caso de desviar do seu governo to-
da e qualquer suspeita de favorecer projectos, que ex-
porioos seus agentrs na Prussia a todo o rigor das leis.
Antes de comecar a sua resposta, o abaixo assignado
pede pe niisso, nao so para deseulpar-se de a ter demo-
rado alguns dias, porque, acbando-se ausepte, era-lhe
misler esperar alguns esclarccinicntos para satisfazer
esse dever, mas tambem para submetter antes consi-
deradlo de S Exc. una ohscrvaco, que ser talvez ne-
cessaria, para que se cimbrea perfeitamentc o seu pen-
samento sobre o negocio, de que se trata.
Encarregado pelo gabinete imperial de dar-lhe infor-
inaeoes sobre a emigraco allema, c sobre os meios de
attrahi-la para o Brasil, o abaixo assignado ctunprio essa
incumbencia, publicando urna memoria eScripta em
portuguci, e iiupi essa em Berlim no fim de fevereiro
passado, tendo nicamente em vista destina-la para co-
nhecimento dos seus compatriotas, e faze-la chegar ao
Rio-deJaneiro no principio de malo, poca da rcuno
das cmaras legislativas.
Nesla memoria, de que junta um exemplar para co-
nhecimento de S. Exc, para que se digne manda-la exa-
minar, o abaixo assignado pronunciou-se altamente
contra o genero de, sedueco, que to justamente con-
demni o governo do rei.
O abaixo assignado,attendendo ase terem uiallogrado
varias emprezas coloniaes no Brasil, durante o tempo de
el-rei D. Joo VI e do imperador Pedro I, e na Russia
meridional no tempo de Catharina II e Paulo I, e bein
assim esclarecido pelo estado dos meins, que empreg-
ro os Estados-Unidos e as colonias britanuicas para fa-
zer estabelecimenlos de colonos, proppz ao seu gover-
no na dita memoria a adnpco de medidas pouco mais
ou menos iguaes s que to bem sortro na Unio
Norte-Americana no Canad etc. Chegou at a pe-
dir ao gabinete e parlamento brasileiro, que renun-
i iassem absolutamente ao meio de convidar ou ac-
echar emigrados, antes que taes medidas estivessem
a ponto de executar-se. e que Ibes assegiirassein sufli-
i ienteinente mu futuro no paiz. Aecrescentoii ainda
mais a esta rogativa, que, (piando nao ie julgasse con-
veniente repellir os Europeos, que quizessem ir para
o Brasil, era indispensavel, durante todo o tempo ne-
cessario para se adoptaren! e executareui as medidas
propostas, preparar de autemo o genero de trabalho o
de e.talii leniiirnin. que se devio destinar aos emigra-
dos, logo que desembarcassein, aeceitando-se-lhes a*
olleras, e fazendo-se a esculla driles pelo intermedio
de cnsules c agentes responsaveis, e nunca pelo de ar-
madores e eoinpanhias de especuladores, etc. A' vista
desta manifestarn solemne de sua convircao particu-
lar, e da sua opinio olllci.il, o abaixo assignado julga-
se livre Ja suspeita de prestar o seu apoio a projectos,
cuja execucao fosse encarregada a especuladores, que
alias nao teem feito at agora senao transportar para o
brasil, de euvnlta cun um pequeo numero de pessoas
capazes, indignamente iiijslilieadas, una multido de
Vadlos, com grande detrimento daquelle paiz.
Tendo terminado esta previa observaeo, o abaixo as-
signado apressa-se a responder aos paragraphos da no-
ta de S. Exc, seguindo a ordein, em que eslavo collo-
cados.
Longe de desconhecer o dever do governo do rei, de
reprimir os seductores immoraes, que, su cuidando em
enriquecer-se custa do.s emigrados, arrasto todos os
annos, alm do ocano, milliares de Allemes, os quaes,
pela niaior parte, vegeto cm una terrivcl miseria, nao
s e so'in m/ii no Brasil, mas cm toda a America, seiu
exceptuar os Estados-Unidos, o abaixo assignado faz a
este respeito os mais sinceros votos, para que se consi-
ga urna repressao to louvavel como justa e necessaria.
O abaixo assignado julgi-se antorrudo a assegurar a
S. Exc, que o cnsul gcral do Brasil na Prussia, quan-
do indignado faz as dcclaraccies, que S. Exc. reconhe-
ce, parlilba os sentimentos e as opinides de todos_os
Brasileiros dislinrtos, que nos ltimos annos oceuprao-
sc das questdes de emigraco e colonisaco ; e er po-
der igualmente asseverar a S. Exc, que o coracao e o
modo de pensar do Sr. Slurt a respeito deste negocio
nao tivern a menor rntidanca.
O abaixo assignado, depois de dar a sua palavra, de-
clara, que nao leve parte alguina na redaeco p na pu-
blicaco da memoria, que sanio das tvpographias dos
SrT -Unger Iruios, e que ignora, se o Sr. Sturz contri-
buo para essa memoria, ou se he respoiisavel pelas opi-
iiines mil.i sustentadas. Verdade he, que o abaixo as-
signado, nao deixando nunca de examinar todos os cs-
criplos, que dizem respeito ao seu paiz, tem debaixo
das suas vistas urna tradueco da dita memoria ; e por
isso nao hesita cm declarar, que nao encontra nclla
colisa alguuia, que inquietasse o governo do brasil ou o
da Prussia, nem que fosse contraria .i sua convieco
particular. Pelo exame que fez o abaixo assignado, a
memoria tinba por lim predispr o publico a favor da
org.inisaco de nina sociedade, que protegesse os emi-
grados, que prelendessein estibelecer-se as provincias
nieridionaes do Brasil, e cujas oceupaedes serio seme-
ntantes s de outra sociedade, que existe actualmente
em Texas, paiz tambem de esclavos.
O abaixo assignado, porin, tenr o maior pezar de ver,
que o modo, por que encarou o texto daquclla memo-
ria, nao concorda com o juizo das autoridades compe-
tentes, que, pelo contrario, nclle eucontrro urna du-
pla tendencia para desvairar os emigrados e provocara
especulaco. O abaixo assignado, sem contestar a exac-
lido (leste juio, e apezar da sua disposico a concor-
dar com eile, acredita todava, queS Exc. Ihe perinlt-
lir dizer algum.is palanas sobre o primeiro desses re-
cejos. Pareca ao abaixo assignado, que pintar, ainda
que fosse com cores de rosa, a um paiz como o Brasil
(que est to desacreditado como he desconiecido
Allemanha), quizdar a entender, (pie o trabalho de lio-
mens livres existe j (o que he lima pura verdade) as
provincias nieridionaes daquelle paiz, onde o numero
dos esclavos he mili pouco consideravel ; quiz promet-
ter um melbor futuro, debaixo dos auspicios de una
sociedade bem organisada, aos que com poucos recur-
sos na Europa quizessem estabelecer-se ein um pais
novo, temperado, frtil n sadio ; quiz pretender segu-
rar nelle o cslabele iinento dos emigrados, antes que
leis estivessem em vigor, por outros meios, que a socie-
dade lisongeava-se de obter de anteiuo para este fim
do governo respectivo ; que descrever o Brasil emopai:
magnifico, dcscripeo que alias, longe de ser irnica,
he assaz exacta ; que tu lo isso finalmente, eaiuda mais
a maneira, cm que he redigida a memoria, nao tende
lia de modo algum para desvairar os colonos allemes,
desviando-os do caminho, que teem,ha tanto tempo, se-
guido para irem lixar-se na parle septentrional da Ame-
rica. Partindo, pois, deste ponto de vista, c adiando s-
mente iii pouco leviana a preteiicn de nao esperar a
nova legislaran, pode o abaixo assignado convcncer-se,
que aquella memoria nao teria consrquencia alguma
triste. Pelo que respeita, porm, ro segundo receio,
leudo j a polica da capital verificado, que especulado-
res ti.'ib illi iv.o para aprovrilar-se do plano concebido
na memoria, o abaixo assignado s tem que deplorar
um faci to criminoso, que nao esperava.
O abaixo assignado, vista deste facto, c na sua du-
pla qu.ilid.nli' de elnist.lo e de Brasileiro, nada tem tan-
to a peito como chamar a attcnco a mais svia das au-
toridades piiissianas sobre taes especuladores assim
como todos os traficantes, que, serviudo-se da mentira
e prometiendo o Eldorado, eslo habituados a fazer pas-
sar centenares de victimas alm dos mares para alian-
dona-las miseria e para difamar o crdito da hospita-
lidade de paites, que nao sao assaz barbaros para re-
cambia-los. Deseja outro lim, com todo o ardor, que
a execucao do decreto de 20 de Janeiro de 1820 possa re-
primir todos esses agentrs cobicosos, que no seio do
chrislianismo ouso reproduiir as hecatombes do paga-
nismo, e por mais difticil que seja a cura deste grande
mal, ser sempre bem servir humanidade, quando se
laco esforcos para alteuuar esse mal, una vez que nao
se Ihe possa por termo.
Km concluso, o abaixo assignado declara a S. Ex.,
do modo mais categrico, que o governo, que tem a
honra de representar, aprecia-se tnuito, para consentir.
(MUTILADO
_W #


que sefomentem projectoa criminosos, nnr na Prnssia'v
ou u ontrn qualquer parir ; que n "n govcrn
cumhlo .-> ninguem de ahistar emigrados na aJIema-
h*. ri<-ii den ii i inpinv.il "10 nn npnio n ni'nlin
no psr.1 allralll-lo* pira n RivhII
r>. occ.inindn >< de resolver definitivamente a qitestftO
avilada, ha tres nono*, sobre estabejecer-se uto syttema
derolonlsae8o na base solida do Interesse reciproco do
emigrad.....do pal*, que o recebe, nfio poderta tomar
paria na execticao da projectos ( eondomnados pela roa
propria experiencia, c que foriii.. quii., ser pode, mili
prejadlclaes .ao senpaiz. Todne aqnelles, pola, que se
anniinchfo em Berllm romo agentes lo governo hrasilcl-
ro pira ajusfar emigrados ou para fazer ortir beta un
prnjecto ilr colonisico, nao sendo sena.. Impostore pe-
rigoeos, o ftbaixo aesignado ruga a S. Ex., que se digne
recniimendar apllela, que os tenha rtebaixn da roa vi-
gilancia ; nssim ronin i< autoridades competentes, que
liles iiupnnhn lodo o rigor daa leis.
O abano antiguado pede a S. Ene., que accelte n sc-
guranc.a renovada de sua mais alta e dislincta conside-
relo.
Swinemunde. 20 de julho de I84.Y--A S. F.vc. o Sr.
general baro de Canil/., ministro de estillo do eahine-
te cdos negocios cstiangeiios.~Assien.ado-- Ovisconde
de branles.
(Jornal do Commerrio.)
PERMAMBUCO. "
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SF.SSAO EM l DE NOVKMIIHO DE 184.
PRE.SIDI.NCIx DO SR. COOU TEIXEIRA.
[ContinuaeSb do numero antecedente.)
Olll.EM U DA.
IVi./i.imir.".. tOlUtilMifSo I poderes, aterra ia retena do Fxm. bispo dio-
cesano. '
O Sr. Fiqueireda: Qiiando, Senlior presidente, na
sessao passada foi aprcsentailo o icqiiei -tinento do nobre
drpulado, o Sr. Nunes Macha.lo. meu compadre, 'risadas
esusurroj e que Sobre elle se Institua logo Una disrus-
sao calorosa, e inesmo eneamicada entend, que alta era
eccasifio opp.ruina de pedir a pala vra;fufio so purqu.
*enborpresidente, conrinha dar lempo a que > nobr
deputado, autor do reqiirrlmento se arrefeeesse mu pou-
co do calor patritico, de q.....-ntfia setomou; comoe
principalmente porque, recoilhecrndu a gravldadc da
materia, asacntei dersperar, que a illustie couimisafio
de constitu!ao e poderes, .ciidiii.ln-nus com sitas tuses,
nos d.'-sse o sen prudente parecer de tal modo, que pi-
drssemos contar com nina bntsola liem revada para gui-
ar-nos no tempestuoso mar de una discustfio mus do
que milito sena, (tpaiados)
Mas, Senhorpresidente, n*a posto esconder ,1 v. i.\.
o meu descosto por ver, que a nobre collllllissfio, beui
que moderada ein suas espressAes, como era de esperar
desua pulidez, se delsra possulr lamoeiu da i..s...a
preocciipacfip, deque se havia possuldo o nobre depu-
ado, autor do requerlinenlo de m.ineira que, Senhor
a Pnissla vldo, manda-0 o ministro ourir pelo presidente o* a pro-
o nao In- ; vincia antes de sanoeionar a lei. Ora, o presidente deve
Mlemn- saneelnnar a lei dentro de dez diai, artiglo do acto
polo a nenliiiMi ph- addielonal, p he nesse curto espaco de lempo, em que
O enverno luasilei- se deve ouvir o prelado, ein que o prelado deve ouvir
e em outras o elemento religioso tein querido avassal-
lar o elemento temporal, ou governamental. Assiin he,
que por auloridade dos concilios se dcc.lio os negorios
polticos, elcgco-sc e jnlgavfio-se os reis. Os concilios
de Toledo e de Lefio, c as a mearas do papa Honorio III,
c <>ii 11 os, desligando os subditos do juramento de deso-
bediencia, lailn anula mili alto. Mas, depois de militas
pretendes exageradas, e de seren escotadas as fontes
dos sophismas dos aduladores do poder, vnho a ser
terminad is as dissrnces por nielo de concordatas, em
que ambos os poderes se fazio concessfles reciprocas,
que servan, por un lado, de provar a Independencia
de anillos os pndics, e por outro, a necessidade de se
liarmonisarem, em lugar de se Invadirem, vislo-que am-
ie da consiiiuicn : legislemos,nao pc doutrl"^^ dos ''"" '."C" e,ltriu no grande laboratorio social. Daqui
ana parochos respectivos, que mnrflo, inultas vezes,
mais dr "
-o oi'din
cem legoaS lie nesse espaco de teinpn, em que
lerla se pdd Informar das localidades, das com-e-
inem i is da divisan; he nesse espaco de tempo, em que
tnd. isso se pode larer, e o presdeme sobre ludo isso
pensar, para dar ou negar a sua sanrcao..... Senhores,
nao he isso nina anomala F Nio he taes juizos e juizes,
que me parece dever-se obedecer cegainente!.... Senhor
presidente, legislemos, nao diante do* avisos, masdian-
avisos. mas ajud.idos de principios saos e seguros. Se
nos deixnnnos sedur.lr pela doutrina dos avisos, d'aqui
ponen os avisos, ou antes a vnntade do governo ser a
tarta waqna dos hrasileiros. (Mullosapotadoi e rumor)
Em ontra oeeasiao, Senhor presidente, inostrei a ca-
sa, que a vista da nttureu dos heneliiios ecclesiasticns.
Iipponha en lerein os hispos illreito de intervir as di-
visi'sccelesiaslicas, observando, que taes funecoes nao
linh.io mu carcter pinamente temporal, ou material,
mas que apresentavlo mn carcter, ou produiio ellei-
tos esplrltoaes, que vio reflectir no munur pmrendi; e,
se o amor proprio inenSocega, crelo nao tereni sido
linlnhas proposifes. Mas agora nao quero
encaiar a questfio por este lado, c sim pelo lado pol-
tico. ...
Foses; Isso sim ; vamos ; isso.
O Orador:~Tcin-sc repetido nestacasa un argumen-
to, que se julga tao incontestavel, como cu absurdo.
A constitiiic:io(iepetein ; caila lisiante us nobles depu-
tndosj nos incumbe a tarefa de fazer a divisao ecclesias-
lica, e nos nao manda, que oucamos aobispo: in.s so-
mos legisladores temporaes, nlliamos smente para a
constitiieao; a cousltuicao he o n'osso alcorSo, inda te-
mos com os caones. Nao diiem assim? Mas Senhores,
Isto nao he modo hernieneulco de entender a COnStitul-
cao : .rirr lenes non tsl earum verba lenere, sedvim ac potes-
l'ilem. Kupiovarei aos uobres deputados, que a consti-
tuirn, suli pena ile mo ser con.stituicfio, nao pode delur
di-i|u ier, que seja ouvido o prelado, e iiem o governo
pode declarar, que o prelado nao teja ouvido, sein oll'en-
fler os principios dedlreito publico, sem fazer violen-
cia aos din dios il.i huinanidade. (Movimenlo de euriosida-
Ot, e profatv/n silmrinj
A coosliliiicao, proclamando, como proclaiiiou.'a reli-
giao eatholica c apostlica romana como a rcligifio do
estado, nfiodotou o estado com nina religlfio i bel pra-
l.'-r, e mo poda dolar, poique a religlfio nao he colisa,
que se Inipdnha .i alguem o estado j; tlnlia urna rell-
BlllO, a sociedad.' Inasileia J atioli.i; pois que a leli-
glao, que he unidos elementos1 da vida do I......rm,trans-
pon i-s enni ||e para a soeicdade. A consliliiiyao, pois,
liad i mais fe/, do que declarar uin dlreito linpreacrepti
v. 11 do lioiocni, e pi isonilica-lo na suciedade, nu no es-
tado; porque a sociedad- he o tiansumplo do homcni
com todos os seos direitos, e com todas ascondlcde* de
existencia e desenvolvlmetito.
lie eian, pula, que a religlfio, antes da constituidlo,
jaexlstia na sorledadi-, eesistindo, ella devla entrar, e
ell'eciivamcote entioii, tal como exista, na orgauisacfia
danossa assiiciarao poltica, e deve ser garantida e i.s-
peiiadi com todas as suas leis, com todos usseiis miuis-
rrsidencia.quc o governo ibes mandn facultar em a III
das Cobras, Im ao laucados no caes Fharoux pelo can,
tao do navio, que os conduzlra, e ah prnnanrerao n
postos ao sol c a todos os rigores do tempo, at que S
M o Imperador Ihrs fet franquear un grande armazi-m
pertencenleas cavallaricas inipeiiaes do largo do Pco'.'
sao os acontecimentos si a corte, que a leltura das me '
clonadas gazrtas nos habilita a noticiar ein additainr"
toaos utios, de ]iic hontem demos conta aos nossos
subscriptores.
F.sse vapor tambem us trouxe o Crrelo Mercantil iU
Rabia, de 30 do dito mrz de outubro a 12 do em que es-
tamos.
A icdaccao desse jornal, referndo, que em casa de
um negociante estrangeiro d'aquella piara fora apa-
nasrrr.'io, para os ec< lesiaslieos. algumas prerogativas nhada pelos caxelros nina poiuba urfpJ, que entra-
temporaes, como o privilegio do loro, espripto na con* fa pelas jmilas da casa, e em.cada um dos p-s tr,i-
coi ilala com el-rei 1). Alfonso I e V ; e para os imperan- ?-ia urna bolea de e.la, cuidadosamente amarrada, c
i'-. i iniei veni'ao as noiiieari'.s dos liispos, no provl- que contlnha um bilhele escriplo em caracteres arabl-
presiilenie, m-parece t.r pon......lianlado .ni cscolhrr I "0S| *'. ul" ""'"s os cus altares ; (muitns npolodoi) por-
que, adinittida ella como causa, ou como mu elemento
social, se itrio pode demodo aiguin recusar os aes attri-
.Olltos essenciaes, e ii(-m as pOlldicVt do scu dcsenvol-
vinienlo podeni ser impune c l\ 1 .luiiieainent,- compri-
nudas p. lo estado, ou pelo governo, visto Como a mis-
sao do governo lie favorecer e proteger todos os duei-
losdo I.....tein, todos o* elementos sociaes.
Se mepergiintarem, porin, em que conslstem essas
condlcdesde existencia, c desenvolvliento do elemento
religioso,direl mol de passigem, que consisteni em
que as ovelhas possfio cotiveiiienteinenU ouvir a voz do
sen pastor em que possfio receber proinpUmente del-
le OS soecorriis espiriiuaes em tereui um aprisco pro-
porcin ido as mi as necessidades espiritiiaes em po
ilerenicom a decencia d.vid exercer as funcedes dn
coito ein1 que os sacramentos septo-lhe ministrados
rete ae valide. Ora, tudo istn, Senhores, tem una rea-
co mu otima com a divisao das Iregunlaa, con. a
divisa., dos blspados, com a divisao dos arccbisin-
dos, 8ie. Se., 8tc. '
tlSr. Barreta: Milito bem, apoiado, inulto bem
0 OraOft: -- M IS en. Sr. pirsideilte, deixarel o desen-
volv.nenio deslas til. ses ans oradores ^eclesisticos
mais entendidos na materia doqueeu, e com elle eu
Crein.qne respondera cabalmente observaco do no-
1,1.....tordo lequeiimenlo, .piando dis.se, que a divisao
...i'Mi-ii.a nada (inha com o espiritual. Entretanto,
voltarri para otrilho, que me havia tracado isto he,
eoiitiuuaieia rocarar a questfio peto lado poltico.
I..:..; Vamos para all; p na ah sim.
O Orador: Supponho, que os uobres deputados es-
1.10, como eu. convencidos, de que a relgalo ufio be
obra da consllUllfrio, assiiu como o nao s.io lodos os d-
relios iiiqncM'icpiives dolime, aindaque a constl-
inlcao falle emreligiio eem direitostecidadfio A cons-
iitm.ao nao be senii, afdrma daorgauisacao do rsUdo
en. rilaran aos lacios sociaes; mi he senao a i'iicaina-
cao los dueitos dn lioinem no estail.......
ti Si. fiunes Machado: Esta coufundlndo.
OSr. CarntiraamCunka: Prosiga, prosiga.
0 Orador:- Ora, se aconstiuiiffio nao pude dar, 011
"v:l1...... rpl'gifio, c por voiisegulnte, se anfiopde
nmdificar, masaccelln-la til.pial se a. ha adoptada pela
cons lela dos poyos ; como suppor-se, qUl- ,-iia nennu
no poder espiritual a faculdade uu antes a necessidade
de se desenvolver, quero dizer. de seguir as rearas r leis
da Igreja.as leis da disciplina? Urna constltuicfio tal se-
ra absurda, .- nao obligara ncni jieranlc Dos liem pe-
ante OS h.imriis.....
U Sr. .\nnrs Machado : Oque vai por aqu de confu-
so) da materia;
II lirado, : Qnando cm qu.ilqm-r aigu.iicnlacao nao
con b. cemos ns principios, ns v. rdadr indo parece ion-
'"'}..... Maa, M-nlior presidente, contlnuarei com o
meu raciocinio. Dizem os nobres deputados : a oonstl-
tulefio nao nos manda ouvir o hispo. Dbil argiinienta-
Co/. Sun. naoesi. isso ni HUa Icitra, e 111-111 devia es-
tar, porque basiava, que a r. liglo livesse sido declarada
na constltuicfio, para se rntendereiu declaradas as con-
diroes desua existencia,sein haver necessidjdc dse
t.aiisplantir para a constiluIcSo lodo o corpo do direilo
rauonico: da mesma surte que, garautiudo ella lodosos
011 tros elementos sociaes, como oseienlifico.arliitico, asa*
ral, eje., nftodeseco aosdetalhes de cada mu AconaU-
tn.cao coinpoe-se apenas de theses, que denota, os prin-
cipios eiiiniui mies, uu os elementos, que canstitueui as
esplieras do corpo social
i.nilioi.i, pois, a ronstltuicfio nao diga, em una phra-
je especial, que seja ouvido o prelado na divisao das
'""U.....' o si 11 din ito csia impliciameiitc, .'ni.'llior
ferali/lmml* consagrado na natureaa do sru officio-
11 ..sce d 1 necessidade, 111. que o prelado se aclia, de des-
envolver 0 demento religioso; o o elenieuto re|igiVM
se 1180 |nde desenvolver copveuieatbmeiita sem a uta.
iiul.i.Vao da disciplina, e a necessidade de iiianler a dis-
cipllna leinoseu fundamento no culto', e o culto beque
coiistllue a ,1 llglfio, c a ..ligia,,, como elemento social
(qnando por DUtra lor.ua se a nao .[uelra considerar, de-
ve se., conioj dsse, abracada, e garantida na consii-
tuicao, rresp. rtada pelo gove.uo.para que possa haver
ordrm e fraffuilhdad, publica ; porque orilcn e t,,:,-
ocrasifio de pedir palavra: tenhn agora di:......dosolhos
0 mesuiorampn de batalba, o mesnm plano,o uiesino mt
neral. e de 111 lis .-i mais ae.....pandado.le llm eorlejo cor-
midavel. (Riladas) Que remedio b-rel, poicm,Senhor ine-
sinetite, seofio encarar o perlgo!!!
Bem previ. Senhor presidente, que tlnhainos de ebe*
gar esta critica sita fio, desde que correo aqu o prin*
clplo cnllo ser ouvido a prelada, quando se trata dealteru-
fio, ereaco, ou suppruiHo dr friaueiiat..... Lamenta sobre
modo, que o pr. I ido diocesano e os honrados meiobros
ilesti1 as.cinhlca, que lodos devino symbolisar armona,
esttjfio ofl'erecendoao brasil Intelroum espectculo bs-
tanle desagradavel, estejfio dando um exeiunlo de ti la-
tes conseqnencias o .nnllicio entre dous poderes t...
1.ce. -sinos :i manuteiijau da ordem publica..... riiailoj
apoiailos).
Mas, Senhores, sejamns t iterantes, ao menos em quan-
to discutimos, o prelado emende, que tem dlreito de
s.-r ouvido aceres da divisao rceleslasiica, < esla .issein-
blea note-se benij estiva na pralica dr o ouvir. Agora,
porem, na., qui/ onvi-lo, rooveneida .! que diserrciunof
Tinmenle pode dividir as rregm lias: quii assignalar a -ua
iiid.'pcii.ici.c.a, dando o primelro exeuiplo de dlsaiilen-
ela: eoprilado, que seiulga con. dlreitoIndlspiitavel
de ser ouvido, coi respondeo ao exempln desta as%ein-
bl.a. pretendi'udo lambem sustentara sua independen-
cia nos negocios espirituaes. Se, pois. temos discordia,
nasseuiblea api:.....ir: p se por acaso planlou-a por
......rdesusientar a sua dlgiildade. nu Independencia
se obrou por um aero de riemo, nao deve exprpbrar o
prelado, por i.-la iiniad,, ; elle tamben, qulstcr o si 11
civismo rccleaiastico.....
OSr. /.'arrilo: Multo bem, milito bem, cxcellene.
mente.
O Orador: Mas, Senhor presidente, desejo rele-
var os uobres deputados, autores do parecer cm dis-
cussao.....
0 Sr. Joaquim Villila: Rejeilo o perdao.
O Orador: II. por ser mal agradecido.
Anda quero relevar, Senhor presidente aos nobres de-
putados, que sia.. pensando em favor do parecer 1 por-
que me parece, que > nosso mal provlu de mais alto ....
Quid quid dliranl Reges pleclantur Aehivi. Os regulamen-
los, es avisos... gnve no cmliin nos con.I../, as vezes, pe-
la miO ao precipicio. (.twni.i.fV.j; Se ogove. 1.0 livesse de-
1 lar.ido francameute, como devera, o di 1 cito, que tem o
prelado, de s.-r ouvido acerca dasdivisdes dasfregut
zias, tal vez, Senhor presidente, que nao rslivessemus
agora em conjiinrtuia tao desagradavel. Mas oque fes
o governo i1 Pretendendo negar ao prelado umaprcroga-
Uva, que certamente II.e compete, cabio no niaior con-
trasenso, que serve de provar o dlreito, (|ue os nobres
deputadoscon testfio, Emuin aviso diz o ministro,que a
assemblt'a nao tem obligar, o dr ouvir o prelado,e nesse
inesmo aviso recominenda, que o presidente nao delxe
de o ouvir ames de sanecionar a |.-i. r. de donde resiilta-
1.1 rasa obrigacao, que o governo linpde aoaeu delega-
do, de ouvir ao hispo, simio do dlreito, que Icio este, de
ser ouvido? Pude o governo Impdr algutna obrigaefio,
que n,io tenlia osen fiiiidamei.to cm alguina lei, ou di-
reilo? Nao certamente. (tfuitot opoiados)
Eut o 1 tro aviso desie auno, to. na-se a negar ao bispn
11 direilo de ser ouvido ; mas censurase ; ccnsoiasc, lio*
te-sebein, aoa.tu.l presidente, por ufio ter ouvido au
Hispo ames de Sanecionar as leis de que se trata. 1 01110
censurai-se aquein faz ou d.ixa de f.izei aqmliu, que as
Os, uu o din lio nao ordena, 011 prohibe.' Logo, se ha
..lisura, he porque da parte da p. esiih neia Se delxou
de unipiir nina.,1.ligarn; e se li 1 esU obrigaefio, co-
la.) esta provado o direilo de s. r ouvido o bisjio. ( pola-
do) l'orcn o mais extraordinario be, Senhor presiden
te, que, confessaiido u governo n poder discrrcloiiario
e am/disiimo dasasscmbh'-as provinci es, cujas leis de-
. tara elle, que nao, pdelo ileixar de ser execuladas pelo
prelado, levanta a nova doilirina deque, vei ilicandose
pelas Inforuiacoes, ou reprmentacVs do ordinario, que
laisdrvisoes nao sao convenientes, leni o governo o di-
reilo de nao aprese..lar beneficiarios para as Igrrjas 110-
vaiuentecreadas: sioasexpressdesditavlso. yu>- ioco-
lierriicias, ineus Senhores!I. Ao cdlador. ao prelado,
que he mais. [Restes objectosj nega-se o dlreito de iu-
mento dos- beneficios, concordata de 1778 com a ranilla
1). Maria, etc.. etc.
Organisada, portanto. a ennstituieo sob a influencia
dos principios expendidos, ella nfio pode ser entendida
-1 n.10 em consonancia com ns cnones, assiiu como he
entre nos entendida em harmona cornos caones na
parle benecial ; he cm raso, e na furnia dos caones,
|iie o poder exeeiitivo nonica hispos, c aprsenla vina-
rios ; he ein rasan e na forma dos caones, que os mo-
narchai leein algumas outras prerogativas ecclesiasti-
cas, que man.lisamente forao incorporadas na legis-
lacfio patria como inein seguro de o poder tempo-
ral conservar melhnr a posse dessas prerogativas. e tal-
vez estendc-las.... Mas tudo isto, em lugarde pflr em
dinida o direito do prelado acerca da questan, serve de
conArtna-lo.
llavera, portanto, rasao, Senhor presidente, para re-
\-ollar.no-nos tao precipitadamente contra o modo de
pensar e proceder do prelado ? Poder elle ser tachado
de refractario, de conspirador ? Nao, certamente nao:
merece antes n reputacaode denodado defensor das pre-
rogativas rpiscopaes : e quando o fosse com algum ex-
cesso, seria um titulo de mais para Ihe tecermus enen-
nios, r para desaliar a equidade de ipialquer juii, que,
isciiio de negras prevences, o livesse de julgar.
Quem me poder persuadir, Senhor presidente, que o
prelado tiesta materia se tein condozido por espirito de
partido ? Eu reputo o prelado um cidadao neutro no
nielo de nossa poltica, (pie nao posso dejxar de chamar
esquinha. E que gaiiharia elle com o mo cuinpriiiien-
to das leis ? Nada : e se os nobres ileputndos entendem,
que ganhoii, tenhao a bondadede me informar, para eu
poder responder. ... (Dorador p,ra um ponen ; espera, que
Ihe respondan, turna a provocar, e contina) Disserao os no-
bres deputados, que o prelado nunca pugnara, senao a-
gora, por seiis direitos rpiscopaes : mas a ra.iao he sali-
ente ; sabemos, |iic at certo lempo se rncarava por di-
versa forma os poderes das assemblas provinciaes :
nunca se contestn i esta asseiubla a faculdade de le-
gislar at sobre o ensino do seminario episcopal : nun-
ca se queslionoii, que os couegos fossem euipregados
gentes, etc. .etc. : mas eiufm, uu fosse porque as cousas
tenhao tomado mrllior ordrm....
OSr. I'eixoto de tirito : Foi depois da ntei prclarao
da inconstitucional representacao.
O tirador.... 011 fosse pela luterpretacio, como diz o no-
bre deputado, 011 porque as sciencias teem seus pro-
gressos, 011 einfin porque o prelado attrndesse mais a
iicsio ; o caso he, que tem-se tomado nova direccao.
ppols, Senhor presidente, multas vezes um acontrel-
ineiiio ino nos adverte de 1101 certo letliargo. Nao ha llovida, qiieiein-.se que-
rido faz.er das dlvlsdes de fregurzias um joguele cleito-
ral-: nao podemos negar este laclo j mu amigo. 0 pre-
lado tem presenciado com dor, que os intrresses espiri-
tuaes sao militas vezes comproinettiilos por causa dos
interesses materiaes : talv. isso o fiesse despertar e
recoiiheccr, .jue eslava a sua reja em um estado dc-
ploravel ; cean fui ucees,.n n proiiuiiciar-sc: re-
presentoii..... Mas quem representa quer acertar, e uao
tem caprichos...
Um Sr. Deputado : Foi espirito de partido.
ti Orador : Nao me persuado, que o fosse. Mas, Se-
nhor presidente, arelo, que anda 11:10 lie lempo de se
pronunciar esta assemhla por urna manrira Io violen-
ta contra a insistencia do prelado : elle tem suas convic-
fes ; respeitenin-las. liem conheco o empeiiho, alias
rasoavel, |iie a assembla deve ter ein sustentar seus
actos, e a crise lie mui si ia, e nein posso delxar de a-
preciar o seto da nobre commisso ; mas, Senhores, re-
corramos ai oda algum outro expediente menos seve-
ro, e talvez mais justo. En nao posso suppiir capricho
no prelado diocesano : acredito inesuio, que o scu cora-
cn estar siiiiiinauenle amargiiiadn, por ver, que os
gritos ila sua consejencia o teem posto ein desharmonia
< em provas con. esta assen.l.l.a ; c portanto supponho;
que a i'ommissiio obrarla mais cu. regia, se, aposentan-
do bem desrreiiiinadamente as rasOes, por que julga mo
ter a assembla a obrigaro de ouvir o prelado, convide
a S. Exc. refleitir de novo sobre o caso ; porque, Se-
nhores, bi-in poda acontecer, que.....Sopenii. en awtars
conrilium.
OSr. Feixoto de Brito: Compare a conducta dcllc
com a nossa.
0 Orador: Parece, que se tocao, quando cada um
quer ou pretende sustentar a sua Independencia, s
con. a dirferenea de uo ter sido o prelado o provoca-
dor. Em todo o caso, jnlgo, que o parecer mo deve pas-
Sar, Medite -
r
eos oiui.difficeis de decifrar, suppr, que essa ave era
portadora de algutna rorresponaencia pe gusa, e cha-
ina toda a atlencrio da polica para a averiguaran dei-
se lacio, que ao seu conhecimento havia sido siibiurt-
tldn pelos proprios apprrheusorrs dos mj stei iosos bi-
Ihetes, e que a mesma redacfo reputa como precur-
sor de .'lignina conspirarn.
Parece-nos, com elTeilo, pouco engenlioso o tal uieio
de enmmunicar a um amigo, ou conjurado ausente
segredos importantes, de cuja revetjffio grave mal
possa provir a quem fas a coiiununicac'o e a quem a
recebe, pois que ninguem deve contar com a fideli.
dade de utn crrelo, que, como una innocente poiu-
ba, pode com umita facilidade desviar-sc do lugar
a que a mandan, e buscar outro, em que nrm de leve
deveria tocar, como sucerdeo 110 caso em questfio, em
Jue foi ella pairar em porto desconhecido, e povoa-
0 de iniuiigos tao pronunciados, que apenas drsro-
brirfio-lhe a mala, apprehenicrao-na, e a frao por
as mfios da auloridade publica; e por laso, e por-
que estamos persuadidos, que j ninguem deve sup;:r,
que sao indecifraveis os seus escriptos, por mais com-
plicados que sejao os caracteres, de que uelles se sirva
depois que vimos a facilidade, com que cio iraduildaj
as diversas caratujas, com que, nao ha milito, buscara)
por anu ein prava os coiihrci.nentos do autor da CAryp.
loqraphia revelada, estamos persuadidos, que a tal pon.- 4
ba, bemlonge de ser uin postilho de conspiradores,
era apenas e mus*slmplesinenle uin intermediario de
dous nainorados, desejosos dse corresponder.!!, e que
nfio linliao os ineios ordinarios dcsaciarcm easedesejo.
Alm dessa occurencla, de que nos ocupamos por
acha-la mu pouco curiosa, nada mais contlnha o citada
jornal, cuja noticia possa iutcressarquelles, para quem
m revemos.
Correspoiideiicii,
ar. Medite esla asseiuhla na gravidade da materia ;
i-lliela, que obispo diocesano pugna por um dlreito
eu. que julga iiuiinustavei : recorde-se anda do cant-
illo veuladeiranicnlc pastoral, c do enraco pi do po> \
lado, snbretudodos si-rvicos relevantes, que icm fc'o *'
achispado de Pernamburo, ea Peruambuco ein parti-
cular 1 passe mn golpe de vista cm Indo. Isso, e ento
. nncluira, que o prelado nao merece tuinanha n-prova-
cao ; e que i-uilim nao .levemos ser mis, que no seculo
chamado das tutes apresenteiiios aqurlle di-ploravel es-
tado, en. que llobbes conteuiplava os lime.is da sin
poca como lobos devorando a lobosHomo lupus homi-
111". i.Siuuii'in prolongado)
(Continuar-se-ha).
Na atsrmb lea. a orden) do da para a sessfio de boje
ie : leilura de projeetose pareceres; pi inicira discus-
sao do piojccto, que supprine a fr.-guczia de HarrelMMi
Hoque iseuta do imposlo da dcima a casa, cm que 1,es-
ta capital clebiao os Ingleses os actos da sua icligio
c do que autorlsa a presidencia a mandar coutratmr
pela adi.iiiiisir.icao dos eslabeleciinenlos de
Srs. Redactores.--Vendo publicada, ein o seu Diario de
III do pass.'.do, u.na pciico de denuncia, quede mil., deo
ao Exui. Sr. presidente da provincia o bacharrl Fer-
nando Alfonso de Mello, pelo crime de prculatn, como
collector leste municipio; c sendo csse procediinento
Albo do despeito c da vinganca desse calumniador pu-
blico, que, 1111 vez de defender-se de seus crimrsde
prevaricador, commettidos quando juiz municipal des-
la enmarca, sci tenia Lncommodar-me, com o fni de
me deslustrar, de que protesto defender-mc com a n.aior
clareza, para satisfacio do publico, e de meus superio-
res :rogo-lhes a fayorde darem piiblicidade aos dous do-
cumentos aballo transcriptos, eiuquanlo obteuho on-
tros, que requer, e que igualmente pretendo publicar,
para laucar lama cara de meu calumniador: com o
que multo obrigaro ao scu consiante Icitor e assig-
nante
Josi Luiz da Silva GuimarSes.
Hlo-Formoso, 3 de noveinbro de 1846.
DOCUMEBiTOS.
i lllm. Sr Diz Jos Luiz da Silva Guiniaraes, quea
bem de sen direilo precisa, que o official cartulario, a
vista dos livros de receila da siza dos bens de raz da
collrcloria do Rio-Forinnso a seu cargo, Ihe declare
por rerlido aquantla, que o supplicante recolheo, da
siza do engenho Caiioiuha, c metade do engenlio Sitio-
do-Melo. tem da siza do engenho Dona c propriedade
Para-Que. tem da siza do engenho Multas-Cabras. I-
lem liiialineute das tres quintas partes do engenho Mas-
cate : em termos, que faca f. Porlaulo, pede ao lllm.
Sr. inspector da thesouraria da fazenda, assiiu o delira.
I', reeeb.-r nirrcc. Como procurador llarlholomeo
Francisco de Soma.Passe. Thesouraria da faieuda de
Peruambuco, 29demaode i84.-iDa
n Em cunipi .nenio do despacho retro, certifico, que
dos livros de receita das sizas dos bens.de raz da col-
lectora da comarca do Rio-Formoso, dos ann'os linaucei-
rosde l839 a I84.V deHes consta ter o supplicante, Jos
l.ltiz da Silva Giiimaraes recolhido dos cofres desia the-
souraria rom as quantias segiiiutes: :840/D0O rs. da
siza do engeiilio Canonlia, e das tres partes do enge-
nho Sillo-do-Meio; ,ri5J/:i22 rs. da siza do engenho Do-
na, e propriedade Para-Qne; 1:1300/000 rs da.siia do en-
genho Mullas-Cabras; e finalmente i:44i/0OO rs. da sita
das tres ipiimas parles do rngchho Masquate.
E para constar passel a presente. 1 ..11 torio da thesou-
raria da fiuenda de l'ernaiubucn, 29 de tuaio de 84G,
--O cartorario, Joo Jos Lopes Jnior.a
lllm. ir.Diz Jos" Luiz da Silva fuiiniaracs, que
a brinde seu direilo precisa, que o olficial compelen*
le, a vista dos livros d<- receila da meta siza dos escravo
da rolle.-tnrla do lliu-Foriuoso a seu cargo, Ihe declare
por cuida., aquantla, que o supplicante recolheo da
meia siza de tres esclavos adjudicados a llaiinel Jos
de Castro Aiaujo. tem da esclava Joanua e sen lilhoKu-
zebio, arrematada pelo mesuio Castro Araujo. tem da
meia sita de lies quintas parles- de S7 esclavos, arte-
matados por Gabriel Antonio. tem final.nenie da meia
lia de mais 7 eseravos, arrematados pelo inesmo Gabriel
Antonio: em termos que faja f. Portanto, pede ao
III111. Sr. Inspector das' rendas provinciaes. assiiu o de-
lira. E receber mcrc Como procurador, Barthnle-
meo Francisco de Sousa.Passe,- Thesouraria das rendas
provinciaes de Peruambuco, -.'0 de malo de i84 l.obo.
Em observancia do despacho retro certifico, que
do livro de receita de niela siza de eseravos da collrc-
loria .1.. It o-Komi uso, que s.-rt-io em o auno de ex. rci-
cn. de l845a i846, a tullas J verso, se aehfio as verbas
ilo theor s.-guinte. i84.V-seteinbro i9.~ Recebi.la de
"^ Antonio a quauHa de 100^00 i rs., que com a de
IH/.mO rs. prefas a de 30lp50 rs. correspoupenle
,.. Iqulll.dade nu pude liavir
senao qiiaudu existe liaruio-
s/ma entre as Idisl-eliglosas, moraes, indusii-iars, e os de-
V.sege ,ua dlsposlco lie. que
acCeVu*-: "'",'''"'"Podendo....
...nvemenca c o d.relto, que tem o prelado, de ser u-
l ... Um tflO novo.
ale menle llegar
Nosi peridicos, que do itio-de-Janeiro nos trouxe o
3.-bibasiiao, laltuu-.uis o Juii,l do Commercio, de 22 de
outubro fiudoa 2 do correte, c u tlercantil, desde a
priiiicira das citadas datas al u iiliimo d mez, a aue
ella be relativa. Essa falta, po.ni, j est suppriua.
pois pelo vapor Antelope, que hoiiicm cutrou ue.-nor-
to, recebemos essas gazetas.
Um pequeo incendio, manifestado e iiuiucdiataiiieii-
aaDalado em o morro da Coucciro; a inurie repentina "., non
do Americano SiniU,, caplo da barca -"-iKare, 'produ- engenho
ida por uin ataque apopltico, de que ful aecoinm nido leo em i
inesmo sobre o convez da barca, quandoesla buscava o .--(Vuu:
anioradoiiio; o desapparecimenio d.
A Insto, ia. Senhor presidente, vem ein apoio dos meus
principios. Em algumas Oecasioel teem os soberanos
temporaes pretendido avassallar o elemento religioso
1 f >S----- P lUilHiltt UU
Jos Tilomas da Silva, conforme o conheciuient... que
se lite deo ua mesma data cima, sob n. 2320/000 is.
--Ouiiiiuiej -.Maduteira.-Oiilubru, 10.tem de Manuel
Jos de Castro Araujo aquamia. que prelaz a de 2^/460
rs., correspundruie a de 449/000 rs., por qtianto ane-
m.iioii em praca pu: iica a escrava Joanua, de Angola,
i'O.ii um lilln. de nome Euzebio, crioulo, conforme o
conhecimenio, que se Ihe deo em 9 de marco de 1844.
Outubro, 20.Itecebida do mcsino cima a quanlia,
que prefaz a de 176^000 rs., correspondente,.-! de 3:520/000
porquanto Ihe forfio adjudicados Irese eseravos do
-o Dona, conforme o cinliecimento, que se Ihe
>o de iiovembro de (843, sob numero iO66/MOI)
maraes.Madurara.
He o que consta do
suvao recoahecldos.


COMMERCIO.
AI fondera.
REND1MENT0 DO DA 18........9:030/263
ni .i'iiinri.ui 11 ni i. 19.
RrigueAragoviuho.
EscunaHarriet- -bacalho.
Brgue--7'nrii>o-/ cebollas,
ilrigueMcnmilijlos e vergas.
Rrigue Vnlura-Ftlii-- inereadorlas.
PatachoMaiarddem.
ConsuLilo.
RE1NDIMENTODODIA 18.
Geni. w .... l:.r>2.VlT2
Provincial............. 728/>83
2:lr)l7.V>
ll<>\ intento
do Torio.
Navios enlradm no dia 18.
Liverpool; J8 da, galera ingleza Stcnrd Fith, de 345 to-
nelada!), capitn Richard Grecn, equipagein 22, carga
Ta7.en.la* ; a M. Calmont 8c Companhia. Passag"iros,
Alfred Villars, a Sra. Austaln, filha do reverendo pa-
dre inglez, o doutor Peterson, cout sua senhora, 3 fl-
Ihos menores e I criado.
Terra-Nova 32 dias, escuna inglesa Hariiet, de i24 to-
neladas, capitao Williain Willians, equipagein 8, car-
ga bacalho ; a James Crabtree 8c (oiupanhia.
Blo-de-Janeiro e Babia ; l4 dias, e do ultimo porto 6 ,
vapor ingle/. Aulelope, capitn H. O. Unan, equipagein
39, carga fazendas ; a Dean Youlc 8c Couipanha. Pas-
sageirn, Joo Jos de Goveia.
Barcelona e Cartagena ; 60 dias e do ultimo porto 43 ,
barca hespanhola llanolanei, de 265 toneladas, capitao
iiidro Marislany, equipagein l5, carga vinbo; a Manuel
Joaquliu Ramos e Silva.
Navios ihiih' no mesmn dia.
Portos do Norte ; vapor S.-Salvador, roinmandatite An-
tonio darlos de Azeredo i'outiuho. Leva aseu bordo :
para a Parabiba, Pedro Antonio Hernardino, coin l
escravo, Antonio Francisco de Oliveira, doutor Del-
fino Augusto Cavalcanli de Albuquerque: para o C'ea-
r, doutor Francisco Xavier Paes Brrelo, coin I cria-
do, Lencadro de Audrade Pessoa, Vicente Alvcs de Pau-
la Pessoa; e os que vicro dos portos do Sul para os do
Norte.
Rio-Grande-do-Sul ; brigue brasileiro ndependente, ca-
pitao Fructuoso Jos Pereira linda, carga sal c mais
gneros. Passagelro, Manoel llenriquc Ribeiro, Por-
tuguez, e 34 escravos a entregar.
Liverpool ; vapor inglez Anlelope coinmandante H. O.
Hi \ mi, carga a mesilla, que troupe. Passageiros, I.. L.
Yautbier, coin sua senhora, I lillio menor c I preto,
el ais Jnior, Fiancczes.
que ; recebe carga pats8geirs e escra-
vos a frete : trala-se com Machado &
Pinheiro na rua da Cruz, n, 6o, ou com
o capito, Domingos Jienriqne Msfra
Para a Babia segu ein poucos dias o hiate Espadar-
te: quein no mesino quizer earregar, dirija-sea rua do
Torres, n. 14.
= Para o Aracaty sabe em poucos dias a sumaca Car-
lola, nicstre Jos Goncslves Simas, por tera maior parte
da carga prompta ; quem na mesilla quizer earregar ou
ir de passageui, pode, entender-se com o mesmo uiestre,
ou com Luis Jos de S Araujo, na rua da Cruz,
u. 26.
Avisos diversos.
Deca mead.
Os Srs. accionistas da companhia de Beberibe queiro
realisar a entrada de 6 por cento ltimamente pedida ,
ateo da 30 do corrcnle.
O caixa ,
.1/, 6'- da Silva.
THKATRO PUBLICO.
Penltima represenlnco.
Sabbado, 21 lo crreme, a pedido de multas pessoas,
ir scena a bellissima peca = D. Ignez de Castro de-
pois de morta cornada =, a qual ha mais de qualru an-
uos, que se niio representa, I.minia pela priiiieira vez
a pai te de D. Pedro o Sr. Gamboa, o qual conta com a
indulgencia publica em tan diflicil papel, no qual rm-
pregar todos os seus eslorcos, para agradar aos be-
nignos espectadores.
PiiMiffleao Iliteraria.
Acaba de sabir lu o prmriro volume do Olrn-
sor Hrasilriro Jornal Iliterario pictoreal, impresso no
Itin-de-Janeiro : consta de 62 nmeros cada volume ( o
Indo 416 paginas), coutendo cada iimnero una estampa
fina litngraphada, de nbjecte brasileiro; bein como nio
Hmenlos, cidades, villas c lugares do Brasil, e retratos
de llrasileiros illustrrs, tanto as armas como as
ledras.
Este jornal rivallsa com os lucidores, que teem appa-
reeldo na Europa, lauto na prrfrico e delicadeza das es-
tampas, como lias malcras, de que traa, que sao exclu-
sivamente temientes ao nosso paiz. Podemos Irliitai-
nos por lo sublime c patriuea empieza, admirando ao
Ursino lempo a rapidez, rom que o nosso paiz vai pros-
perando em todos ni ramos. O amor da patria, f o inle-
resse, que devenios tomar por ludo qiinnto pode con-
enrrer para o seu cngraiidceimenlo, nccessariaiuente nos
devero persuadir a roadjuvar lo ardua c. dispendiosa
eiiipreza.
Aeba-sr venda o 1. volume por 8/ rs na livraria da
rua da t rur, n 56, ende se rrccbein lanilli ni assigua-
turas para o 2. volunte, que constara de 12 estampas, e
ser Sabio tan:|ie:n a luz no Rio-de-Janelro a tradur9io do
'"volume do engracado romance de Alcxaiidrc Domas,
iilitiil.-iilo)-- A (Ierra dai Mullures.
Ai iia-M- ,i venda na mesiua livraria da rua da Cruz do
Recile.
o non i. lambert
lliitoria Contempornea
ros
Eugene Sue
Araba de ebrgar do Rio-de-Janciro, c vende-sc em
rci vobimes na praca da Independencia, livraria n. 6e
h : grande nnuirada, que tein adquirido seu autor, be
"Hilenle para o elogio dcsta historia.
Avisos marilinios.
ParaoAss segu viagem o hiate S.-Joo, at 18 do
curente; tein parle de sua carga pronipta : quem pre-
tender earregar, ou ir de passngem. dirija-sea luja de
Caetano da Costa Moreira, ou a bordo do mesmo.
Para o Rio-de-Janciro segu o cotilleado e veleiro
brigue Soares, chegado do Assn em i6do crlente, de-
niorando-se smenle os dias precisos a receber una
porcio de carga para abarrotar : qjicm quier ra regar,
ou ir de passagrm.para o que tein atseiadoscoiiiuiodos,
e mandar escravos a frete, dirija-sc a Gaudino Agosli-
i'lni de Marros.
=Para o Rio-Grande-do-Sul seguir breve o brigue-
harca Generoso, o qual recebe escravos a (rete, e para
passageiros Irm os melhu es commodos: quem preten-
der, pode tratar rom Aiiiorim limaos, rua da Cadeia, n.
*^.
-Para Porto-Alegrc e Rio-Grande-do-Sul sahir bre-
ve o vel.no biigue Argot; podendo receber para os
fJUeui pretender, pode fallar com Amoriiu limaos, rua
"a Cadeia, n. 45. ,
I'ara o Rio-de-Janeiro, ale ai do
c'oriente sabe o brigue nacional Despi-
O NAZARENO N. 62,
est a renda na livraria da praca da Independencia, e
na rua eslrrita do Rozario casa da F, n. 6, em cujo I.*
andar est o escriptorio da redaeco. Deve ser lido este
numero.
= rio largo da Solcdadc, n. 32, se fazem chapeos para
senhoras, vestidos c qualquer outra roupa ; bem como
bordados de todas as qualidadrs, e camisas para hu-
niein, ludo na ultima moda, e por piceos commodos.
D. Izabcl da Sllvelra Seve e Cnnlia faz scienle, que,
tendo fallecido seu presado marido, Antonio Pereira da
Cunda o cstabelcciinentn de sua casa contina com a
tirina de Vluva Pereira da Cunda.
= Maria Joaquina retira-se para frira da provincia.
= Antonio Francisco Vlanua retira-se para fra da
provincia.
= Jos Anselmo de Faria e Souza retira-se para fra
da provincia.
=Precisa-se de una lavadelra para lavar de varrella
grande porcao de roupa, lodos os mezes, rr.sponsabili-
sando-se pelas faltas, e que lave coin perfeieo : na rua
das Triucheiras, n. 16.
= Miguel Arcbanjo de Figueiredo faz scienle ao rrs-
peitarel publico, c principalmente aos seus freguezes,
cinc inudoii a sua luja de ourives,da esquina do beccodo
Capim da rua da Cadela-Velha para a esquina do Bec-
co-Largo, junto ao cambio do S. Vleira.
= Prccisa-sc alugar urna preta, que sirva para todo
o servieo de una casa de pouca familia : quem a tiver,
dirija-sc ao Alerro-da-Vista, luja de trastes n. l2, que
ahi achara com quem tratar.
Quem annunciou querer comprar un violan e o
niel luido de Carulli : dirija-se a rua da < adeia do Reci-
le, loja n. 35. que no deixar de l'azer lodo o arranjo.
rai-se negocio coin un predio nesla praca, de dous
andares e soliio, em chaos livres, troco de escravos ou
esclavas, e se o predio exceder, se recebe o resto em pa-
gamentos ou leltras : trata-se na rua da Cruz, n. 50.
Quem precisar de mu criado francez, que falla por-
luguez .11,1111111 i. por esta folha, ou dirija-se rua da
Cruz, n. 43, loja de barbeiro.
Lotera da matriz
da eidade da Victoria.
Nao obstante todas as rases que foro ponderadas
nos aiinuncios anteriores ainda o abaixo assignado,
Ihesoureiro desla loleiia e que laminan o be da do
iliraiiu matriz da Boa-Vista e outras, se ve bem a
seu penar, na rigorosa iireessidadc de declarar que o
.andamento das rodas, annuiiciado para o dia 7 do cor-
arme mes, nao pode infelizmente ser realisado; porque ,
dependendo elle da completa venda dos bilbeles esta
i-iii sido morosa e poiico adiantada. A vista do que,
iiov.iuiente trausfere o sobredilo andamento para o dia
21 do corrcnle, na esperanca deque os compradores de
bilhetes o lialnln.il .ni para levar esse acto a etl'eilo em
o novo dia designado cessaudo assiin tantas transfe-
rencias, bastantesdesagradaveis ao publico emuito mais
ao abaixo assignado. (Jonlinuao a estar a vendaos bi-
lhetes nos lugares do eoslmue. He realisado o anda-
mento das rodas no consislorio da Conccifo ; eos pre-
mios serao pagos imiiiediataineiite c com a inesma
promplido com que leeni sido os das outras loteras,
de que he thesoureiro =4n(omio da Silva Guimo.
Prccisa-se de una ama, que tenba bastante lcitc,
para acabar urna criaeo, com lauto qucoleile seja di
o mezes para cima, e paga-se por semana sete patacas :
na rua das Cruzrs, n. 4i, priineirt andar.
= l'reeisa-sc de una ama Icile, para acabar de criar
una menina de 8 mezes : na rua do Vigario, n. i3, nos
piiiiiriro e segundo andares.
= Preeisa-se de tres tontos de ris, por um auno, so-
bie dypothcca a contento'. q*ein tiver, annuncie por es-
te Diario.
= Preeisa-se de dous pequenos chegados ltimamen-
te do Porto, para caUelroade loja no Rio-Formoso: ira-
ta-se na rua da Cadeia do Itecile, loja n. 55.
= Ofl'erece-se nina mullier para ama de casa de ho-
nii-iii solteiro, para lavar, riigommar e totinbar: na rua
de lionas, n. 28.
= Prrcisa-se de urna ama, que tenba bastante lcitc
ecapacidade : na rua larga do Rozario, n. 50.
Diio-sc iUM# rs. ni papel por lOO/rs. em robre : na
rua larga do Rozario, na. 8 c 11, a qualquer llora
do dia.
= Aluga-se a homrn solteiro, ou a mullier viuva coin
pouca familia, um sobrado de um andar com soleo inul-
to grande, sendo a sala neeupada por um huniein es-
Iraiigeiio: quem o pretender, dirija-se a rua largado
Rozario, ns 6 c 8, que se alugnr milito em coma.
= LUI7. JAC1M110 R AIOZO declara a quem convier
que ningueni faca negocio com n ver.da. que foi de Jos
Fernandes da Costa Torres, na rua de S -Hila, n. 1, por
ser esla proprirdade sua, e estar de posse e dominio.
o= Ilnje, 19 do crreme niez, tarde e na portado
doutor jiiiz dos feitos da fazenda se ha de arrrmatar
por venda, por s< r a ultima praca, um sitio com casa de
pedraccal, situado na estrada do Espindeiro, n. ni,
lom 630 palmos de frente, e de fundo, terreno liiiiu,
1,3(12 palmos, com una liaixa com mangues, que tein
500 palmos de frente e 72 de fundo, avallado em 4:000/
de ris; c de renda animal se ha de arrematar mu so-
brado de lies andares na rua do Amoriui, n. 29, ava-
llada sua renda em 300^000 ris ; ludo por exccuco da
fazenda provincial.
= Freta-se, para qualquer porto do Norte ou do hu,
urna barraca de lote de 24 eaixas. Vende se um terrino
na passagem da Magdalena cun 48 palmos de frente ede
5U0 a 600 de fundo: na rua das Tiinebeiras, casan. i9.
__Veslem-se alijos com toda a perfeicao e assrio, por
preco roiiiiuodo : na esquina da rua do Cabug, n. II.
Furlrao, na noite do dia 7 do crreme, da casa da
rua do Quelmado, n. 42, dous bahis dellandres, um
grande e oulio pequeo, coutendo opriineiro Icnces
de panno de linho, brelanha e toalhas de mesa ada-
mascadas, ele, e o segundo alguina roupa de hoiiiem,
um estojo de navalhas, um maco de cartas de familia
e ut os muitos papis de importancia para o dono:
a quem, pois, forollereeido algum dos objectos cima
meo. minlos, roga-se o favor de apprcbendcr.c annun-
ciar: assiin como se recompensara a quem der alguin
Indicio desto furto: tendo-se rnente em consideraco
as cartas e mais papis.
Joaquini Fe reir Mendes GuimarScsfaz sciente ao
conunercio, que d'ora em vante todas as suas transac-
cesseio feitas sob a Urina de Mendes 8c Terroso.
-Prrcisa-se alug r um negro captivo : a tratar no
pateo da Sanla-Ciuz, esquina da rua Veiba, n. 127, no
deposito de assucai. -.
-- Precisa-se de dous trahalbadorrs destes chega-
dos ltimamente do Porto : na rua do Queimado, n.38.
Quem precisar de una mullier de boa conducta pa-
ra ama de occupar.se no servieo interno de alguma ca-
sa, dirija-se rua, que travesa a de Manoel-Cco para
S.-Jose", n. 16.
__Preeisa-se de um pequeo chegado ltimamen-
te do Porto, nue de conhecimento de sua conducta; no
Alep-o-da-Boa-Vlita, vendan, 54.
to engajado ou que for instrumento em
sua captura. Sabe-se, que parti desta
eidade por trra, echegou a l'araltiba no
diai7do corrent, apresenlando-se ao
cousulbritannico nnquella eidade, diien-
do, que foi encatninbado por um fulano
Scoit, que ltimamente trabAlhou no ser-
vico da companliia de Beberibe; e des-
confia-se, que dilo Jobn Dalziel, vendo,
que-a sua fuga pela Paralaba oi obstada ,
:--BPrrcisa-cdedouslavrdores; em caa do doura- anda vagando pelo matto OU p0V08C5eS
" ahi perto: portento, roga-ses autori-
dades pelcias, que fac3o ludo quanto
ser possa, idiin de o prenderem e recolhe-
rem acatleia. OdiloD.ilziel teni ossignaes
segtiinles : altura regular, de '02 a 34 an-
uos cabellos louros, cortados, ba pou-
, suissas ruivas nariz c bocea regula-
SOGIEDADE
fARMONICO-THEAT\AL.
A couiinissao administrativa,tendo marcado o dia Dous
de dezembro para abertura do Theatro d'ApollO,convida
aos Srs. socios espectadores a niaudarein pagar ao the-
soureiro o Sr. Hollino dos Anjos Teixeira as mensa-
lidades de dous nieics conforme adeliberacao da so-
ciedade de 23 de abril prximo passado : e roga igual-
mente aos Srs. accionistas em atraso queiro ultimar
o pagamento das prestaces queeslao deveudo.
Ciniiinii io a e-1 ir para se alugar as casas de ns. 15,
27, 29e3i, sitas na rua Real, prxima ao Maiiguinbo :
os pretendeutes dever entender-se com seu propie-
tario, ilanoel Pereira Teixeira, morador prximo quel-
dor, ou fabricante de candleiroi de gaz na rua No-
va n. 52.
Aluga-se una boa casa na rua Imperial, annexa ao
sitio do tinado Machado, com 2 salas, 6quartos, cozinda,
copiar equintal murado : trala-se na rua Direita, n. 82,
1 andar.
Prccisa-se alugar una casa de dous andares,, sen-
do as ras do C'ollrgio, Cadeia, Cruces, Livranieiito ,
larga do Rozario c Nova : na rua do Queimado n. l3
Aluga-se o segundo andar da casa da rua do Col-
Icgio n. 17 proprio para familia : a tratar na rua do
Vigario n. 5, priuiciro andar.
Arrenda-se, pelo lempo de frsta urna casa com
bastantescominodos, sitio coin arvores de Inicio, lugar
para estribara, sita a iiiargem do rio,confronte aolaiia
do Sr. teucnte-coroiiel Antonio Carnciro : na rua da
S.-Crut n. 74.
Manoel Joaqulm Lamas faz scirnte ao respeitavel
corpo de roiiiiiicreio desla praca que no dia 5 de se-
tembro prximo passado fez venda da padaria que
possuia no paleo da S.-Cruz n. 6 aseu primo, Joo
I.uiz Ferreira Ribeiro.
Aluga-se por preco rasoavel o
armazem da rua de Apollo, n. 3o ,
embarque para a mat : a tratar
Joao Eleves da Silva.
A pessoa, que, por engao tirou
carta do correio em nome de Jos Fran-
cisco de Araujo Guimates, baja, por ob-
sequio, tle mandar entregar na rua larga
do lAozaiio, n ii que, alm dd se I lie
restituir o potte, se icar obiigtdo.
Antonio Vaz de Oliveira, lilbo de
co
I
com
co m
res,
cicatriz na
>
rosto ovado cor branca ; tein urna
Ccrtrudes Vaz, na'ural do lugar tle Pa-
redes, freguezia e concelho de Macieira
deJJambra, morreo na eidade de Per-
nambtico, imperio do Brasil, e abi se a-
cha o seu espolio em deposito: e como a
mai nSo be a sua berdeira, por elle ser
lilho de coito damnado, mas sim seu ir-
mao Manoel Vaz de Oliveira para que
ninguem contrate com ella sobre a beranca, e para que esta n3o seja entre-
gue outra pessoa, que nao seja o r-
mao e berdeiro do delunto, o dito Ma-
noel Vaz de Oliveira; por isso este, para
os devidos effeitos, faz este annuncio.
(Do Peridico dos Pobres no Porto.)
(.iiiii.i Silva 8c C. fazem publico, que tcem cedido a
ua loja sita na rua Aova, n. 6, c que foi de Jos Fran-
cisco iiaiui de de Aducida aos Srs. Jos Jnaquim
Maja Ramos & Ccoin as fazendas existentes na mesiua.
Igualmente se avisa as pessoas, que devem na inesma lo-
ja, que o Sr. Jos Joaquim Maya llamos lica encarre-
gado pelos abaixo assignados de proceder cobranta
ce seus respectivos dbitos.
Guerra Silva c C.
Jos Joaquim Maya Ramos 8c C. fazem publico, que
a loja de fazendas da rua Aova, n. 6, lhes lica desdi-
buje perlenceiido, por cesso, que Ibes li/.erao os Srs
Guerra Silva 8c C. e continuar o seu jtjro sol sua pro-
pi ia liriua, e debaixo de sua i esponsabiliilade.
Ofl'erece-se um rapaz brasileiro para caixeiro de
qualquer rslabeleciinenlo, loja, rua, venda, de at-
racar, ou escripia, e que de ludo tein bastante praliea,
c tein pessoa de credilo, ]iara dar iufurinacoes sobie
sua conducta: quem de seu prestiuio se quizer ulili-
ar, far favor de dirigir-se a rua larga do Rozario, so-
brado, o. 38,srgundn andar; pois tein mais urna garanta,
que se dir a quem o prrdender.
-- Francisco Jos llgalo Braga embarca para o Rio-
de-Janciro o seu escravo de nome Jos, crioulo.
I'rrcisa-se de una ama que leuda bom leilc
para ci lar um menino de idade de dous inezes : ua pra-
ca da Boa-Vista n. 6.
Aluga-se, ua rua do Cotovrllo animalmente, um
sitio bom para qualquer negociante eslrangeiro : a
Halar com Jos Thomaz de (ampos Cmaicsma na rua
Nova loja n. 30 ou na rua da Aurora n.62.
O Sr. que prrdco um chapeo no Vondego a
noilc dirlja-te a rua da Senzalla-Vclha n. 46, que ,
dando os signara Ibe ser enlrcgue.
oc Quem precisar de nina ama para casa de um lio-
niein solteiro que cozinda c eiigoinina muito bem
dirija-se ao beceo do Burgos, n. 3.
= Na rua das Tiinebeiras casa n. 25, dao-se boli-
;ihos de vendageni ,pagando-se qualro vintcns de cada
pataca. Na niesina casa se aprouiplao bandejas com
diversas qualidades de bolinbos por preco muito em
coma.
Braz Florentino Hem iques de Souza estiidante
do segundo anuo do curso jurdico, prope-se a dar l-
ccs de I HILOSOPIHA, FRANCEZ, RHKTOUP A EGEO-
ORAPHIA: as pessoas, que de seu presumo se quizercm
iitilisni- dirijao-sc a casa de sua residencia, na rua do
Queimado n. 4?, priniciro andar.
Prccisa-se de um bom refinador de assucar : na
rflinaifio da Senzalla-Nova, n. 4
D-se dindclro a premio com penhnres, incsiiio em
pequeas porcoes : na rua do Rangel, n. 11.
l'ievine-se aos capites de embar-
cacSes lauto nacionaes como estrangei-
ros que nSo levem a seu bordo, por mo-
tivo nenbum que seja o Inglez Jobn
Dalziel, o qjal he engajado noestabeleci-
mento de Cbristovo Starr & Compa-
nhia, e anda ausente desde domingo, 8 do
corrent pena, seo levarem, de incor-
pena,
rerem no disposto na lei de i de outu-
bro de 183? pela qual, qualquer indi-
viduo, que derasyloaum engajado, sub-
jeita-se a pagar o dobro que o mesmo
estiver a dever ao locatario com despe-
zase cusas. Outro sim os abaixo as-
signados promettem recompensar a qual-
quer pessoa, que der noticias certas do di-
face ; quando se Hpresentot
na l'araltiba levuva urna tronxa de rou-
pa e trazia calcas bastantes sojas de suor
tle cava I lo emqneandou; tem < cos-
lume de mudar de nome c tentn ru-
gir desta eidade ha punco a bordo do
brigue inglez Countss-oJ'-Durham de-
baixo donme de Wilson e na Parabi-
ba deo o nome c Douglass.
C. Starr & C.
Copio-io msicas coin exactidao e liiupcza, a pre-
co conimodo. Oil'ereee-se um rapaz brasileiro de boa
conducta a hbil para caixeiro de loja ou de escriptorio,
e que d fiador a sua pessoa. Na rua de Agoas-Verdes,
n, 21, se dtrS as inlbrinares.
_!Ai^!!j Aluga-se por '1 mezes um bom sobrado
YhftV1 "ana de S.-Bcnto, em Olinda com fenle
^_.'i5k:^ para o Y ara do uro : a tratar na rua da Ca-
bug, n. 61, das 6 as 10 horas da nianlia.i.
Kazem-se quaesquer cortinados tanto de camas
como de jancllas c para decoraces de bailes ou so-
ciedades ; furaces de cadriras esopbs; cnlchcs els-
ticos i e em tiiu ludo quanlo for conci-riicnte a tipcca-
ria ; tambem se vai por taptese csteiras em qualquer
lugar que seja por se ter protestado esie ofUcio em
Parit por preco mais rasoavel que se pode fizer : na
travessa da Concordia n. 13, atrs da torre do Carino.
Prrcisa-se alugar um sitio para inoradla
aiinu.ll de um familia ingleza; tendo boa
ca-a de vivenda, quintal plantado bai-
xa para capim ; pagando-se o aluguel de 600/000 rs. al
800/000 rs. aiiiiuaes escudo este situado em quaesquer
das estradas al Poiile-de-lcdoa ou inetmo na Pas-
sagcin-da-Magdalcna : no eseriplnrio de .liihnston Pa-
ter te Companhia, na rua da Mare-de-Deot.
~ Arrenda-sc una casa no Casanga, de pedia e cal,
enm 7 quartos inclusive 4aleovas grandes e 3 mais pe-
quenos, tendo um dellea de serventa da dispensa, co-
tlnha fura, estribarla para 3 ou 4 cavallot, a sala iudc-
pendente do corredor toda envidracada, banho no
fundn da casa; cuja casa fica no lado da sombra. Quem
a pretender, dirija-se a rua da Cadeia, bairrode Saulo-
A Ionio, no sobrado, em que nos lujos rsli a guarda.
All'onsoSainl-Martiu, na rua Nova, n. 14, segun-
do andar por cima da loja doSr. Diogo Jos da Costa ,
reeebeo, pelos ltimos navios viudos de Franca mais
soi'limento do queja tem auuunciado costando do te-
guinle : manlclotcs e mantas de gros de Naples pelo ,
guarnecidas de franja de reiroz ; chales de seda, deno-
vos padres inulto bonitos c de superior fazenda ;
mantas de seda de cores as mais modernas c dVnlre
ellas as tecni do que ba mais rico nesle genero ; corles
de seda tarrada, tanto brancas como de cores, para ves-
tidos ; chapeos deseda para senhora, ricamente or-
nados modelo a duqueza e a Pomel.s ambos os mo-
delos em grande voga em Paiis ; Igualmente O* tem de
palha da Italia lisos e abertos, lano para senhora ro-
mo para meninas e outros a bolivard para rapazes
de 2 a Salinos; lencos de sctini de priineira qualidade ,
para senhora ; bareges verdadeiros do que se fazem
os tais vestidos que a justos ttulos sao bem afamados;
corles de vestidos de ganga de quadros Imitando per-
litaiuentea seda ; soi tmenlo de luvas de pellica e se-
da para doinein c senhora ; panno pelo de Pars ,
lodo de laa milito leve e de milita dura proprio para
sobre-casacas e au dcixaiulo de o ser para casacas ; ca-
simira pela de lecido cruzado chamado setini zfer ,
muito fino e uo larga acor nein o pello: os senho-
n s. que pretendo ou ver qualquer destes objectos ,
tcr.o a bondade de mandar avisar ao anuuuctanfai, que
imiiiediataiiiente Ih'os levar em suas casas fic.indo
cirios, que o Allouso be eamai adinha c no vende caro.
AO BOM TOM PAKlSItfNiE.
UA NOVA, N. 7.
TEM PETTE V LPA1ATR ,
tem a honra de participar aos seus Ireguezes que dis-
solvco desde o dia Ifi de selembro do anuo passado ,
a sociedade que liuba coin os Srs. Colouibiez c Com-
panhia largando ao mesmo lempo a loja dos sobredi-
tos Srs. As pessoas que oqulzerein favorecer com a
sua freguezia o acbar.io na sua loja ua rua Nova ,
11. 7. Tein pannos para calcas, colleles e casacas, de to-
das as qualidades os mais novos chegados de Parla, c
a collefccia dos mais recentes ligtirinos ; e reeebeo 110-
vaiucnteuin lindo sortimeiito de objectos de luxo c
phanlazia ,de diversas (puaiidades.
lahrica de chapeos de sol,
>......: 1.
T
rua do l'usseio-l'uljlico, n.
Joo Loubrt tein a honra de participar ao res-
peitavel publico que acaba de receber de Fran-
9a pelos ltimos navios franceses um bello
sortimento do ultimo gosto sendo : chapeos de sol ,
para hoiiiem e senhora de seda lisa, lavrada e furta-
coret com calise castocs muito ricos ; seda de todas
as cores c qualidades ; panninlios entrancados e lisos;
ludo para cobrirchapeos de sol; chapeos de sol de pan-
ninho de todas as cores para boinein coin cabos e
castoes ricos : tambeiu coiicei la os mesnios tanto
de lioniem como de senhora ; pois tem ludo quanto he
uecessario para os dilos epromette muita brevidadc,
para fazer qualquer concert : ludo por preco com-
modo.
Compras.
Compra-se una mesa de jantar coin pouco uso,
duas veneiiannas ; um par de lamentas bordadas; una
coninioda de Jacaranda : na esquina do I.ivr.inieuto, lo-
ja de 6 portas.
__Compra-se um bi ac de balanca, com suas com-
petentes conchas, c que pese 16 011 20 arrobas: na rua
da Cadeia do Recife, loja de Manoel Goucalves da Silva.
Comprau-se duas duzias de cadeiras de palhiuha,
c duas bancas ludo em meio uso i ua rua Imperial ,
n. SU, ou annuncie.
= Compro-sc escravos de 16 a 20 annos de idade,
sadios, sem vicios, coin officios e sem elles : na rua Pl-
rcita, sobrado, u. 29.
I MUTILADO


A
Compr^o-se, para fra da provin-
cia escravos de 12 a 30 annos : na ra
da Cruz n. 60, o tratar com Machado
&" Pinbeiro.
= Compro-sc acedes da companhia de llebcribe : na
rua da Cadete do Reeife, laja de canil>io n. 38 de Ma-
noel (lomes da Cunda e Silva
Comp a-se una negra de u.ico oh mesino crinla,
de 28 a 30 minos de id ule, pouco mait OU menos, i|iie
saibacnzinhare vender na ra : na Boa-Vista ra Ve-
Iba, D. Si.
Vendas.
Folbinhas.
Vendem-se folhinhts de porta, nlRihc-ira c. padre ;
na praea da Indepeudrnria.livraiia, ns.CcS.
Vende-se un lirtnitn mnlcquc peca de 14 anuo ,
por 350/rs. ptimo trabalhadnr de enxada nao tem
vicios e nunca fugio ; 3 canoas dccarrrira sendo ditas
abertas, de eonduzlr (amiba, ambas novas e pintadas a
oleo ea nutra pequea de um s pao : na ra isti ci-
ta do Rolarlo, botica, n. 10.
Vende-se una cabra de 22 annos de boa figu-
ra com habilidades c de exeellente conducta, nao tem
vicios nem achaques ; um moleque, de 8 annos o mais
bonito no todo c sem o menor vicio ; o que tildo se
afianca : era Fra-dc-Portas ra dos Giiararapcs n
4!) defronte do sobrado, que tem venda.
Vendcm-se, por preco commodo, os seguintcs tras-
tes em boin estado : nina banquiulia de Jacaranda de
meio de sala ; nina dita de angico ; una par de Lin-
ternas; dous ditos de mangas de vidro pequeas; una
estante de botar livros ; nina mesa com dous aparado-
res, para janlar; una dita para engoinmado ; duas
banquinhai cora gavetas um lavatorio ; una cama'de
angico com colclu'iese eiixrrgfies ; una dita de vento
com armarao ; um exeellente guarda-roiipa envidrafa-
do eoin enmmoda e gavotes ; um berco de Jacaranda,
coin limito pnueo uso com sen competente cortina-
do : nesta typographia, se dir qiiein vende.
Na ra do Crespo loj.i nova,
n. 1*J, de Jos Foaquitii
da Silva .Hay. ,
veiidein-se ricos chapeos de seda lindamente enfeita-
dns para senhora chrgados ltimamente de Franca,
pelo diminuto prego de i2/n00 rs. cada um ; mantas do
ti lude mu a li^UOO rs. cada una as quaes se toruo
recomiiiendaveis para as senhora que costumao ir
passar a festa.
>a ra do Crespo, loja nova
n. 19, de Jos Joaquim
da Silva Haya ,
vendeni-se superiores cobertores ele nlgndo proprios
para escravos a l000 rs. cada um ; nina fazenda de
linho escuro tambfUI para roupa de escravos ou sac-
eos de atracar poner de multa duraefio, por barato
preco.
Vende-se a venda sita na travessa dns Martyros ,
n. H iMiii piiiicns I nudos : a tratar na iiiesma venda.
a Vcudem-sc4 caixillios para jancllas, e una rotu-
la para porta tmlo novo, por preco commodo : na ra
da C.adeh-Vcllia n. 60, segundo andar.
Anda continua a estar .-iberia a loja da ra da C-
dela dolterire II. 19, que foi de l.udgro Teixeira Lo-
pes para se vender por todo o preco o restante da lou-
9a e vidrns de varias finalidades que na mcsiua exis-
t 111 j aaeltn como nina enrteira de lium gosto.
1-oja do nidio,
na esquina do Llvranicnto, veinlem-se cortes de cam-
bala de cores a 2/560 rs.
Potassa branca,
da mis superior qualiilnde em
barricas peqttenns, e desembarca-
da no da 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pre-
go commodo : em casa de L, G.
Fe reir & C.
= Veiidein-se inoendasde Trro para engenhos de at-
racar, para vapor, agoa e beslas, de diversos tamaitos,
por preco commodo ; e Igualmente taixas de ferro t. i.nlo
e hatillo, de todos os taiiianhos : na iiraca do Corpo-San-
to, 11. II, em casa de .Me. < alninnt A Coiupaiiliia, 011 na
ra de Apollo, ariuazeni, n. B.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barril pequenoi; em casa de Malhcus Auslin i\
Coiiipanhia, na ra da Alfandega-Velha, n. 36.
Superior fardo.
Fardo de Trieste, em bar-
ricas de > arrobas ; o quai se
recoinmeiida como o mais nutritivo de quantos aqui se
Importan e por isso o mais proprlo para mrllior en-
gordar os cavallos : vende-se no primeiro ariiiazcm do
caes da Alfandcga indo do arco ou em casa de J. J.
Tasso Jnior.
= O corretor Oliveira tem para vender cobre em fb-
II1.-1 e pregns de dito para forros de navios : os preten-
dcnlcs dirijao-ee ao mrsmo, ou aos Scnhorcs .Moquita
& Dutra.
JoSn Jos de Carvalbo Moiars ,
agente, nesta provincia, do contrato do
tabco rape piincozi, de 1'ortDgal z
publico que se aclia a venda o incsmo
rap chegado pelo ultimo navio tle Lis-
boa cni porco e a iclalbo pelo preco
marcado pelos contrata lores de '600
rn. cada bote a dinliciroa vista ; na ra
da Catleia do Hecife loja de iniulrz s,
D. 5i; tambe 111 se vend m as oitavas a 4<>
ris.
Vende-se potassa da Ilus-
sia pelo limito mdico pre-
co de 100 rs. a libra ; cal vir-
geiii de Lisboa clu-gadu no
ultimo navio : no armazetn da
ra do Trapiche n. 17.
Vende-se farluba de trigo da marca SSSF de ra-
niinlin ; no caes da Alfandcga armazcn do ll.icelar, a
tratar com Manoel da Silva Santos.
Na rua do Crespo, loja nova
n. 12 de Jos Joaquim
da Silva Ifaya ,
vende-se brim Je puro linho de quadros e llstrasdc
cores e que sao milito proprios para a festa pelo ba-
ralissinio preco de 720 rs. cada vara ; ricos cortes de
casimiras elsticas para calcas a 0/ c 8/000 rs. cada
corte ; alpaca preta a 800 e l'lilll) rs. o covado ; pannos
linos, preto e decores, por barato preco; cortes de col-
lete de velludo selim e gorgorita ; ludo por preco ba-
rato ; assim coninum rlcosortiinento de lencos de seda
para grvalas multo proprios para a festa.
-- Vende-se um piano ingle/. horizontal, de um dos
nielhores autores em nielo uso epor isso milito pro-
prio para quem quizer aprender, por preco muito com-
modo ; na rua do Crespo, n. i2.
\ terro-da -Boa-Vista, loja
n. 14,
vendem-sc riscados Irancezes de qua-
dros e cores fixas a 2oo rs. o covado.
Vende-se, OH arreada-te um terreno que serve,
tanto para serrara como para armazcm de assucar ;
tem serrara armada e casa para caixeiro : na praia
de S.-Rita serrara n. 21.
Ventle-se rap de Lisboa em li-
bras por preco cummodo ; na rua da
Cruz n t).
~ Vendein-se 8 pretas de 16 a 25 annos com habi-
lidades, sendo .Idas quaes boas para o servico decam-
po ; uma negrinha de I) anuos duas iiiulatinlias, de
15 anuos, de elegantes Asuras ; um inulequc pee-a de
18 a 20 anuos : no pateo da matriz de S.-Antonio n. 4.
Alegra Alegra!
(.'hegon finalmente esta tao desejada e encantadora
fazonda denominada =Alegria= : iiao he preciso te-
cer elogio a esta faienda porque o seu nonie bem dei-
xa ver-se qual nao ser sua qualidade; e de mais, tenda
ella a pi opriedade de fazer-se namorada s pedimos
ns senhoras de bom gosto que se quizerem prevenir
de um elegante vestido para a noite de Natal de man-
daren a loja de Antonio Luiz dos Santos & Compauhia ,
na rua do Crespo, n. ll.
Oh que peehincha
para a festa do Natal!
He smente na ruado Crespo,
loja de Antonio Luiz dos Santos
8 Companliia, n. 11, que se ven-
dem nelo barato prego de ti e
8#000 rs. os mais elegantes
chapeos tle crep ricamente en-
feitados, para senhora.
- Vndese uma porgo mui-
to grande de grvalas de seda ,
de difieren les pialidades, por pro*
<;o muilissimo commodo : na rua
do Cabula loja de fazendas,
n. G, de Pereira & Guedes.
Venden-se dous pretos proprios
para loJo o servico c j
para o tle engcnlio po
to ; na rua do ( rispo, loja n. i
Vendein-se duas toalhas e duas saias
bonitos lavariutos iiovami ntc acabadas da ngullia, por
preco coimuodo ; na rua do Queiinado n. 57.
a roa do Crespo loja nova,
ll. l, de los Joaquim
da Silva Maya,
veude-se um restante dos bem acreditados corles de in-
dianas para vestidos de senliora, pelo barato preco de
2^800 rs cada um ; cortes da hienda victoria, a 3/(100 rs.
cada tiiii; ricas eainluaias com listras de seda, ab^'OOO rs.
cada corte; ditos de gosto ehiiiez, a 5/(00 rs. cada um
corte; eassas chitas para vestidos, a 2/S000 e 3/500 cada
corte ; cainbraias de quadros de cores escuras, para ves-
tidos, a 3/500 rs. cada corte; caleiuhas para meninas de
escola a 400 rs. cada mu par; metal tinas para meninos,
de dill'erentes tamanlios; e nutras umitas fazendas, que
ludo se vender por preco barato, assim como um resto
das ricas e baratas lanternas com caslicacs de liiiissim
casquinha, c que se vendem por 9, lOe 12 mil ris cada
par.
=Vende-se una casa terrea, construida a moderna,
sita no bairro da lloa-Vistn com 5 quartos sala In-
dependen te quintal e cacimba : na rua da -S.-Cruz ,
ii.38.
Vendcm-se mergullios de parreira de boa quali-
dade ; na rua da Concelcto da Koa-Vista, n. 58,
= Vende-se em obras urna porco de ouro bom
sem feitio ; 5eolheres de boa'piala: na rua do Roza-
rlo da lina-Vista n. 0, prximo ao becco doTambi.
= Vendeiu-se varios escravos sendo de 10 a 30 an-
nos com habilidades e de bonitas figuras : na rua o-
va n. 21, segundo andar.
Vende-se urna escrava perfeila corinheira e que
lava de salan e faz todo o servico com ligereza; a qual
se dar a contento ; 3 bonitas escravas lavadeiras c qui-
taminias um molecao peca ; mu moleque de 12 an-
uos ; uma negrinha, 4e >4 anuos : na rua larga do lo-
zano voltando para os querala n. 24, primeiro an-
dar.
= Vendeni-sc 5 negrinlias, de 14 a iS annos de lin-
das figuras com habilidades ; na rua estrella do Ro-
zado ii. I'.i, segundo andar.
Ka loja n. 3da rua do Crespo ao pe do arro de
S.-Antonio vendem-se duas muito boas e exeellente
redes de cores feitas no 'ai anlio : sen preco dimi-
nuto em proporfao da sua boa qualidade he de 20/ rs.
cada urna.
Na rua das Trincheiras loja de tartariigueiro ,
n. 5, vendem-se bous penles de tartaruga de dill'eren-
tes gostos muito bem feitos ; mullo boas murrafas de
tartaruga 'e calxal de ditas para rape limito bem
feitas ; tainbem se fazem Cala! de chifre e baleia fin-
gindo tartaruga ; e concerla-se toda e qualquer obra de
tartaruga ; ludo por preco commodo.
=Vrnde-se um oratorio dourado com porta de vi-
dro i-ni.lis di-linos palmosde comprimento e aiuda
novo por preco commodo : na rua das I.arangeiras ,
n.2.
Vende-se
larticularinenle
preco cornmo-
5.
abertas de
de boa agoa de beber e estribara : a
lratar com Joaquim de Oliveira e Souia,
junto ao mesmo sitio.
Aos Senhores armadores
e alfa i a tes do dignisslmo clero avlsao Guimaraes Fera-
fitn & C com loja na esquina da rua do Colleglo, n. 5,
que vendcm-se os seguintcs artigos, que se tornao in-
dispensaveis .is su.is occnpaciies, a saber; volantes no-
vo, largos e eslreitos, sonidos em cires ; trina, larga e
estrcia;galesfiiigndoosdo verdadeiro ouro; dito de
p.iiheta com novo riscos, de um quartoat duas polle-
gadas de largo ; rendas amarellas, largas e estrellas, de
novo padroes; espiguilha branca e ainarella; tafet
de todas as cores; e ha ura exeellente sortiinento de e-
tim-papel; cambraias lisas e ordinaria! fil de linho
branco, com uma e mria vara de largura ; bobinet da
mesma largura ; cscoinilha preta ; sargelhn de todas as
cores, e tainbein preto ; (esta fazenda be arhamalotada,
finge .seda e por isso suppre a falta da verbotina e do vel-
ludllhnj pannlnhos preto e cor de rosa ; mitin preto ;
hollanda preta. parda e branca; franquelim preto; prin-
ceza preta"; alpaca ; Illa branca de patente; dita preta
muito superior; c dita ordinaria.
E bem assim, tainbeni se vendem cxcellcntcs meias
curtas, de lirdio, feitas no Porto; babados de linho, lar-
gos c estrritos, ao que chamao tramoia, fabricados em
Guimaraes; pecas do verdadeiro panno de linho de Alle-
manha, com 25 varas, por 12/ rs.: todo os artigo ci-
ma anmineiailos serao entregues, a prec.o mais mode-
rados possiveis, e podemos asseverar, que por menoa al-
guma cousa do que em outra qualquer loja desta ci-
dade
Casa da F,
na rua estreita do Hozario, n. 6.
Contlnuao-se a vender na casa cima as cautelas da
lotera da matri* dacidade da Victoria cujas rodas eor-
rem a 21 do corrrnlc mei : os preco sao os do costume.
Aos Srs. proprietarios de
engenhos.
Vemlem-se taixas de ferro coado, nioenda de canna
para agoa, ou animaes, rodas dentadas, crivo, bocea
de fornalha, e mais objertos necessarios para engenho ,
por preco eoinmodo ; na fundifo de ferro de M.c Cal-
I ii ni & (.., na rua do Krum no Reeife, ns. 6 e 8.
Vendem-se 6 anneles com riquissimo brllbantes
e diamantes ; brincos e alfinete cora riquissimos dia-
mantes ; umacruz.com brllbantes ; um frontina cora
dous diamantes ; um habito de rhristo com diaman-
te, para padre ; um dito para cavalleiro; dous dito do
Cruzeiro, para dito ; um alfinete de peito com ricos
diamantes; um correntao ; um eordao grosso ; todas
estas obras sao novas, de bom gosto e de ouro de lei ,
para as pessoas do grande tom : na rua estreita do Ro-
zarlo n. 30, segundo andar.
RF.T.OGIOS.
Vendem-se 4 relogios 2 de ouro novos e suissos,
um dito um pouco usado e um de prata, era muito
bom uso ; 3 con entes de ouro novas ; tudo por mdi-
co prcvo : na rua da Cadela n. 4.
=Vende-se nina parda mo^a de bonita figura : na
Estancia n. i 4.
Vende-se, por preco commodo uma casa terrea ,
sita nos \ 11 mu li idus : a fallar com o escrivo Coelho ,
na rua de Cadela de S.-Antonio.
Vendem-se capachos redondos c comprido para
ornamentos ile salas de diversas cores ; na rua larga
do Rozarlo n. 24.
Vende-se toda a qualidade de louca, bem como :
apparelhos de cha vidrns de todas as qualidade, co-
po para agoa a 1/400 rs. a duzia casticaes de cas-
quinha terrina para soupa de (odas as qualidade;
tudo para liqnidacn e despejo da casa ; assim como
um fngao de ferro obra muito rica para torrar fatias,
por muito menos de seu eusto : na rua do Queiinado ,
ai mazno de Imica n. 32.
~ Vende-se una casa terrea com inuilos conimodos,
na rua da Cnnceiro da Hoa-Vista n. 18 por barato
preco ; 40 acedes da companhia de Beberibe cora 70
por cento de entradas : na rua do Queiinado, loja de
ferragens, n. 3l, do Cordelro te dir coin quem se
deve tratar.
Vendem-se 3 lindo moleque de i4 a 18 annos i
dous ditos, de 7 a ll annos ; um pardo proprio para
pagein de 17 annos ; um preto, de 30 annos canoei-
ro ; uma parda, de 25 anuos, com algumas habilida-
des; nina pela de 25 annos, com um fillin inulati-
nho, de dous anuos a pela tem todas as habiliJades :
na rua dot'ollegio n. 3, segundo andar.
Vendem-se charutos finos da fabrica hambur-
guesa de Joo Frederico, de duas marcas da regala : na
rua do Crespo loja de ni'udezas n. II,
= Veude-se uma garganlilha para senhora, de ouro
de le com 18 oitavas c niela de peso ; um par de pul-
ceiras de diamantes ; na rua dasCinco-Pontas n. fi.'i.
=Vendem-se passas miiidas para fazer podins ; cere-
jas < amelxas seecas; feijies ; ervilhas ; Icntiha ; cham-
pa nha ; vinbo do Porto ; Scherry ; Madeira ; vinlio do
Rheno ; Santernes ; Clarelte, em quartolas ecaias di-
to engarrafado a 400 rs. muito bom; superior cognac;
rhuill de Jamaica ; arrae ; genebra de Hollanda ; vinho
de Malaga vellio, em ineiasgarrafas ; frascos de todas
as qiialidades de fructas da Europa ; repollios conser-
vados ; barra pequeos de caviar, de uma libra ; mos-
tarda franceza e nglrza ; Scherry cordial; latas de sal-
mao ; sardinhas; ervilhas e mais outra conservas de
peixe e carne ; conservas de pepinos e ceboilinhos; cer-
veja preta e branca da celebre marca Harelay ; azeite
doce superior ; cha ; charutos regala, listes genero
siio todos da inelhor qualidade e se achio amostras
para os senhores compradores, no arihazem de Fernan-
do de l.ticc.i na rua do Trapiche n. 34.
Cal virgein.
Vendcm-se ancorase barricas com cal
virgen de Lisboa cbepjada ltima-
mente por preco mais barato do que
em onlra cjualqi er parte ; na rua da Ca-
deia loj n. 5o
Vende-se uma cadeira de arruar com vidros dos
lados em muito bom estado ; um relogio patente in-
glez ; dous iliios suissos todos de ouro ; assim como
varias obras de ouro ; 4 mangas de vidro la viadas : no
pateo da S.-Cruz sobrado n. 2.
A livraria da esquina do Collegio acaba de receber
de Lisboa algiins cxemplarcs da seguintc nova e inte-
ressantr obra :
O Pastor idelissimo ou defesa
da relijjiaocalholica: ,
conten a douli na mais aa sobre a independencia da
aioridadc da greja necessidade da divina misso e
jurisilieco legitima para exercersrus actos e o raa-
iiancial donde estas emano sobre a alta digndade do
sacerdocio deveres do. subditos dos pal de familia ,
autoridades c imperantes provado tudo de um mudo
ir reluca vel com faelos histricos innegavels, autbrida-
drs sagradas, e rasesa mais poderosa e coiuprehen-
siveis at dos llitieratot : 1 v. de mai de 400 paginas,
em lo i inalo de oitavo francea : vende-se por 2/400 rs. ,
preco correspondente ao de Lisboa 1/(00 r.
Ainda existenij venda alicuus gigos do superior
vinho ehainpanha de Sillery : na rua da Cruz do Reei-
fe, n. C, primeiro andar.
que cose engomma c faz todo o mal servico de urna
casa ecozlnha aoflrivelmenle ; na rua Direlta, n. 117,
Vende-se uma escrava de nacao, de bonita figura^
recolhida de 22 annos eVjue he perfelta engomma-
deira ; 3 ditas para Jodo o servico ; dous pretos por
700/rs. ; um pardo official de tanociro de 20 annos;
nina parda de boa conducta que engomma coje
cozinna muito bem ; um dita, de 18 annos boa mu-
cama : na rua de Agoas-Vcrde n. 46.
Vendeui-se dragonas proprlas para officiae de guar-
da nacional, rindas do Rio-de-Janeiro pelo ultimo va-
por, e por preco commodo : na rua da Cadeia do Re-
cife, loja de miudezas de Guedes k Mello.
Vende-se uma venda na rna do Collegio n. 2| p
que offerece alguma vantagens ao comprador por trr
commodo para inorar uma familia no interior que
bota para o Passelo-Publico, com muito poucos fundos,
e tiro-se alguns. anda nao qiierendo o comprador com
tanto e se dar algtim abatimenlo em raiao do do-
no e achar doente e ter de retlrar-ie para fra : a
tratar na mesma venda.
Vende-se uma canoa nova de car-
reira propria para familia e bem cons-
truida por preco commodo: na rua No-
va n. 9.
Vende-se uma negrinha recolhida de 15 anno,
que cose, engomma alguma cousa e he de bonita fi-
gura ; um pardo bom carreiro : no arinazem de Tari,
nha do caes do Colleglo.
__Vendem-se superiores pedras marmores, para con.
solos e mesas redondas ; no Atcrro-da-Boa-Vita casa
de J. B. Herbster.
= Conlina-e a vender a agoa de Ungir o cabellos
e suissas ; na rua do Queiinado n. 31 e 33. O incthn-
do de applicar acompanha aos vidro.
Vende-se una venda, na rua Nora, n 55, a dl-
nlieiro, ou desonerada a praca ; assim comoum terre-
no e urna canoa quecarrega 700 lijlos : a tratar na
mesma venda,
= Vende-se uma padarla coin boa freguezla ; um
preto padeiro bom ainassador e foinelro, junto a pon-
te de S.-Amaro : a tratar na mesma paJara.
= Vendem-se duas ac(des da companhia de Bebei> J
be ; na rua Bella, n. 14.
= Vendem-se as mal modernas caitas de tartaruga,
de riquissimo goslo, com chapa de ouro; superior ra-
p de Lisboa muito fresco : na rua larga do Rozarlo ,
n.24.
-- Vendrm-se duas garrafinha lapidadas para cheiro,
por 1/280 rs. r terrina grande, branca garrafa lapida-
da 4 callees liso dous copos de pe- liso colher azul
para terrina de molho, por 2/500 rs. ; regra grande o
larga de jicarand abotuadura de duraque preto, por
iiiedade de seu valor ; 6 botes dourados de raassa pe-
queos com aigolai para cullete por 640 rs. ; ben-
galla de queri grossa e envernisada, torcida para can-
diciro de globo por metade de seu valor ; afiador de
navalhas, francez, por metade de seu valor ; urna rs-
cada com serrote pequeo muito proprio para trata-
mento de arvoredos, por 1/280 rs. ; uns arranjos para
cavallo inulto em conla ; uma corren te para cao, por
metade de seu valor : na rua das Larangeiras, n.2.
Vende-e una das melliores vendas em Fra-de-
Portas n. 92 bem afreguezada para a trra e inatto ;
tem um bonito sotan, anude se pode inorar ; vende-sc
por seu dono ter outro negocio e nao poder estar tes-
ta della : a tratar na venda defronte da mesma 11 95.
= Vende-se cal vlrgem em nielas, barricas chega-
da prximamente, por preco commodo; na rua da
Moed.i armazem n. 15.
Escravos Fgidos,
um .'lio na estrada dos
Allit-tos, com boa casa de vivenda ijLaL
, i .- I 1 Vende-se iimaese 'va de nacao, moca, bem pos-
pedra e C-O COm seu SOtaO Cacimba- aante,quitandeira;trabalhadeenxada; he lavadera eco-
zlnha o diariodc uma casa : na rua Direita, n. i2.
--Vende-se uma parda de bonita figura, de 20 anno,
Desappareceo, 110 dia 7 do corrente um moleque,
de nome Jos de nacao Bcnguela ; representa Jl a2i
anuos de estatura regular piuca barba r esta eres-
ei.l.i befos um tanto vcruielhos e grossos nios e
pe -. bastante largos e um pouco maltratados de bichos,
ainda que fol sera elles. Este moleque bebe muito o
que na cara raulo indica ; he canoeiro e padeiro; le-
vou camisa e ceroulas de algodao de fra e chapeo de
palha. Roga-se as autoridades policiaes c pesssas par-
ticulares, por quera possa ser encontrado o mandeni
pegar e levar na rija dos Quartel hoje larga do Ro-
zarlo, n. 18 que se recompensar generosamente a
quem o irouxer.
-- Fugio, das 6 pira as 8 horas da noite do dia 8 do
correte, o cabra Francisco ; levou calcas de algodao
trancado camisa de cllila ; tem o rosto comprido, bar-
ba serrada ; tem no hombro direito um osso sabido pa-
ra fra. Kste escrav'o he casado e he remettido pelo
capitn Manen I Jos Fernandos do Ass ; levou tam-
ben) una rede. Rog.i-se aos captacs de caiiipo e to-
das as autoridades de o pegarem p levarem a rua da Ca-
deia loja de ferragens de Joo Jos de Carvalho Mo-
raes, que recompensar
-- Contina n andar fgido o moleque Francisco ,
de Angola desde o da 22 de junlio do corrente anno,
estatura regular um tanto fulo com um t.ilho na ca-
ra do lado direito ; lera um cravo no p direito : qnein
o pegar, leve a rua da Cadeia do liecife, n. 24, que ser
he 111 recompensado.
= Fugio, no dia 17 do corrente, pelas S horas da noi-
te, da casa de Mauoel Alves Ferreira um escravo de
nome Antonio 1 de nacao Angola de 18 anuos gros-
so docorpo estatura regular, bem fallante ; lem nina
belida em um olho cabello grande; tein no peito unas
ccatrzes de ventosas ; levou caifas de brim sujas, ca-
misa de algodao americano, de meia manga ; levou
mais uma trouxa com caifa camisa uma jaqueca de
ganga azul e um lenfol. Quem o pegar, leve ao becco
do Theatro por cima do botiquim do Paira.
= Fugirlo, 110 dia l5 do corente dous escravos do
proprielario do engenho Piaba em Serinheiu : mu
pardo de no.ne Pedro de estatura regular secco do
corpo suissas e olhar atravessados e por costume fe-
cha um olho : outro crioulo de nome Manoel alio ,
de bom corpo ; tem uma marca de frula em wdo o
comprimento de uma das candas ; he natural do ser-
to do Ico ; fo comprado no Reeife ao negociante >
Francisco loaquim Cardozo Recoiiinienda-se a todos
os capilaes de campo a captura dos ditos escravos, e
mesmo as autoridades policiaes avisando estaao pro-
prielario dos mesuras. Gunfalo Francisco Xavier Caval-
canli Ucha; e aquelles de o conduzir ao dito engenho,
qne serao bem recompensados.
Fugio, no dia i7 do corrente um preto, de nome
Joo de 11 ic:io Calmuda ; representa l nnnos ponen
mai ou menos secco do corpo rosto redondo coin
espinhas e alguma cousa opado andar sombro ; levou
caifas e camisa preta. Esle preto he pertrncenle ao
casal do finado Antonio Vaz de Oliveira. Quera o pe-
gar, leve a Luiz Jos da Costa Amoriin na rua da Ca-
dela do Reeife, sobrado n. = : que er recompen-
sado.
Fugio, no dia 24 de tetembro, do engenho Goj-
Safari um preto, de nome Joo por alcunha Joao
anana figura ordinaria crioulo ; tem nina cleatrn
debaixo do olho eiquerdo ; levou um ferro no pescof o:
quem o pegar, leve ao dito engenho, ou no principio
do Aterro-dos-A Togados sobrado 11. 31.
rugi o preto, de nome Constante de i8anno
balso errforfado de nafo Inhambane ; tem mden-
te de menos na frente pequeos signaes no roslo. nao
he retinto; levou caifas e camisa de algodao da te rra ,
que talvez tenha randado, ferro 110 prscoco e p ; ha
pouco tinlia levado algumas pancada na costa. Quem
o pegar, leve a rua Imperial n. 67 que er recompen-
sado.
PEHM.
NA
TTP. DEM. F. DE FAR1A. l84 *-
MUTILADO
r*~


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