Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00443


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Full Text
Anno de1846.
Sexta-feira 15
O VIARIO puhlici-se todos os dias que d"o
fortn de guarda: o prefo daatsignatnra lie de
4/000 rs. por qiiartel, pagos adan lados. Os
nnuncioj dos assignanle sSo inseridos a raio
de 50 rij por liona, 40 ris e-n typo diflern-
W, *s repetiroes pela melade. O que nao fo-
rem assignantes |>go SO ris por linha, e 160
em typo dilTerente.
PH ASES DA LOA NO MEZ, DE NOVEMBRO
La eheia a ai 6 horas e 61 myiulos da inanh.
Mingoanlea 10, as horas e 2 i mi. da manli.
La nova a 18, as 8 horas e 19 min. da Urde.
Cresceate ilt,ul horas e f I mi, da tarde.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Paraliza Segundas e Sedas feiras,
Rio Grande do Norte, cliega as Osarlas feiras
no mel da e parte uas mesinas lloras as
Quintas feiras.
Calm, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cairo e
Maccy. no I.*, It e Jl ife cada mez.
Garanhuns e Bonito a 10 e 24.
loa-Visiae Flores a 13 e JS.
Victoria as Quintas feiras .
Olioda todos os dias.
PREAMaR DE HOJE.
Primeira a 0 h. So minutos da Urde.
Segunda a 0 h. 54 minuto* da manilla.
de Novembro.
A nno XXII.
N. W&1
DAS DA SEMA [NA.
0 Secunda. S. Orestes. Aud. d.i J. dosorpb.
1 edo J. doC. da 2. v., doL SI da v.
10 Terca. S. Andre Avelino Aud. doJ. do civ.
rif i v. e ilo J. de pax do 3. dill. de t.
11 Quarta. 9, Marliulin. Aud. do J. do cir. da
5. v ,e dnj.de pal do i dist. de t.
I? Quinta 8. Dioco. And. do J. deorplios, ilo
i municipal da l.vara.
IS Sexta. S Eugenio. Aud, do J.dociv. da
I.t. edo .1. dr paja do I. dist. de t.
14 Sahbado. Ss Clementino Aud. do J. do cir.
da l. r., e do J. de paz do I. dist. e J. de f
15 Domingo. O Patrocinio de Nossa Scnliora.
CAMKIOS NO DA 12 DE NOVEMBRO.
Camino sol.reLondres3 a M'/f d. p.l#a 0 d.
Paiisiio res por franco.
Lisboa Inn % de premio.
Desc. de letras de boas firmas I 7,p. /omex.
OnroOnras despalilllas.. J1J000 a 3I#S00
Moedasde CjIOO re. I6j200 a l|400
a )i deO^tOOnov. I#300 a |0#400
de IJOOO... 9/100 a 9i30l>
Prala Palaces.. .. .:.. H9S0 a 3/000
a Pesos culuinnares. I|990 a 3O0O
Diloj Mexicanos. i/!l?n a 1/940
Miuda.......... I/7C0 a l70
A croes da Comp. do Reheribe de OjOOu ao par
DIARIO DE PERHTAMBUCO.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMHTJCO.
LISBOA, 7 DE OLTLBO DE 184.
No da tres deste mex trrininava a ultima moratoria
concedida pelo govcrnn ao banco de Lisboa para o cur-
so Cortado das suas notas. Fazio-se mil conjecturas
sobre se se ptoiogai ia ou nao a moratoria. Lns opina-
ran pela alfil mal va, fundado* em que o banco faria mu
einpreslinio aogoverno; outros pela negativa, nte s
porque duvidaro da nalisaco desse eiuprrititno ; mas
11 min ni porque o publico, em vista das nenhumas me-
didas efneazes, tomadas pelo dito banco, para recupe-
rar o crdito perdido, nao via faroraveliueutc a conti-
nuaban das moratorias.
Posteriormente soube-se, que o governo havia podido
ao banco uin eniprostimo de 560 coutos de ris, oO'ere-
cendo-lhe.cm pagamento varias garantas, entre ellas a
concesso de una nova emisso de notas. Estas propos-
tas un;iu presentes a una cniumissfio de accionistas, na
qual a maioria era contraria .ios principios do governo,
pois nella figurarte o conde de l'orto-t ovo de llat.deira;
Azcvedoe Mol i, Augusto Xavier da Silva, Jos Louren-
co da Lux e muros.
Apenas se vio a nomeaco derla commisso,logo se au-
gurou mal do resultado; e coui dicho o parecer foi,
que as propostas do governo nao podio ser altendidas,
por falta de garanta, e por nao "augmentar o compro-
metimiento do banca. Este parecer foi logo approvado
geni discusste, nao obstante os esbirros dos se tibores Ga-
briel llorgei Marques da Rocha, Jervis de Atougala, e
sobre ludo do Sr. Jos Mara Grande, como procurador
do marque?, do Faial.
CusU a erer, que um cstabelecimento, que empres-
tou uiilbares de contos de ris ao governo cabralno,
tcm recelo de que Uto flttsse abalo o* eompromettesse o
lenco, recusasse agora ao governo actual urna somma
de 560 ionios de reis, e dissesse eom o inaior descaro,
que receiava comprometttr o banco com essa transaccao,
quando esse j se ochava comprometilo, e o seu crdi-
to no estado deplorave.1, que exjste, pela imprevidencia
dosseus directores.
Conheceo-sc logo, que o fim distes, pela maiorparte
se nao no todo inimigos flgadaes da nova[ordem de cou-
sas, porque recoio.quc liles fuja das mos a gerencia da-
quclle cstabelecimento, donde tem tirado consideraveis
lucros e onde os capitaes, qne tem sao lieticios, visto
que tcm empf libadas as suas acedes por 500/n., quando
ellas nio valeni boje no mercado mais de 440/ rs., era
causar unta crsc tina un ira ao governo, collocaudo-o
em tal apuro, que, nao tendo lucios de altender as des-
pegas curreiites, nao podesse permanecer a frente dos
negocios, c pedisse a sua demisso : isto na supposicao
deque ninguem.ano ser o banco, prompti lieai a recur-
sos aogoverno.
l'orni, enganrao-sc completamente nos seus tene-
brosos planos esses corifeos da agiotagem; porque o
governo achou na companhia = UniCio (.ommercial = e
nos capitalistas marque?, do Faial, I'olicarpo Jos Ma-
chado e outros bastantes senlimentos patriticos para
Ihe fornecerein os meios necessarios, com que podesse
occorrer as despezas por algum lempo.
A noticia de que o goveerno tiulia adiado qiiem lhc em-
prrstassc 600 contos de ris; o prempto pagamento, que
se fez logo dos prets, e os annuncius para outros paga-
mentos dosoouirurfHi mullo os satlites do cabralisino,
queja canlavte victoria pelos seus orgaos o Tclegrapho
e a ftestauracao.
Acrrdilou-se, que em vista do procediinento do banco,
o governo niio lhe concederia a moratoria, e desmoro-
nara esse edificio tito abalado, que duba o arrojo de ar-
rostrar com torcas superiores as suas ; purm nao acon-
tecro assiui, au obstante a Imprenta da situaran, ser
unnime em clamar, que a direccao do banco era un
loco de intrigas, e at de revoluraus contra o actual go-
verno ; rra un parlamento de nova especie, que queria
conceder uu retirar a sua ennfianca aos concclhciros da
cora, einprestando-lbe ou nao alguus ceutos de eolitos
de ris.
0 governo comtudo, mais prudente, c altendendu a
represwtaces do corpo coinmcn ial, com motivo do
transime, que causara ao conimercio, o retirar de
i buhe da circuala'! as nolis, concedeo ao banco a pro-
rogaco da moratoria at ao lim do crreme un no. A
mesilla coiiccssho fez companhia Canfianca, para o pa-
gamento das suas notas proluissorias; e tambein proro-
,;ini pelo inesino prazo o curso dos soberanos ingleses,
patacas despatilllas e mexicanas, e as inoedas de cinco
francos francesas.
Conjunctamente contestas medidas apparecerao outras
ilutares. Entre ellas figura a creacfio de urna caixa de
ainorlisacao na junta do crdito publico, para supprir
odtftii Ja drsptza crreme a cargo do lliesouro. Esta
a'xa he dotada com todos os foros nacionacs, com ou-
l'us beot pertenecaos fazenda publica ou que lite fo-
oin adjudicados comas dividas activas dos exlincloscon-
venios, e com varios outros rendimentos.
Creou-se tambein una commisso para proceder
reforma do collrgio militar; e mandou-se proceder ;
organisacao de urna companhia de aspirantes a ofliciaes,
donde devein sabir estes para ns coi pe do ejercito com
ludas as habilitaces coinpelentes.
Segundo o ultimo mappa publicado pelo banco, rela-
tivo ao seu estado de crdito c operacoes, que tcm frito,
11 sulla, que eui 4 de agosto ultimo, a sua rosponsabili-
dade erado 10,308:005/777 i., c buje lie 9,041:117/453
i':is. Desde a luesmaVpoca tem litado notas da circu-
I H ao, no valor de 643:430/400 rs.
As noticias das provincias silo satisfactorias. O conde
das mas icm conseguido eslabeicccr o socego por to-
da aparte Entreunto, o padre Casimiro, que na mi-
uda ultima llie annuuiici, que se havia apreseulado em
''raga, tornou a fugir, porque alguus intrigantes n per-
'uadirao de que as autoridades o querio prender para
drpois ser assassinado. Afliima-sc. que lato fui mano-
lira cabra I isla pois o padre coufessou, que tiuha sido
'"Jiriiiiieni di agiiiUi deste puido. Entr. ar.to a
credita-se, que este agitador j est desengaado, que
nada pode conseguir, e que, abandouando os seus pla-
nos, e desprezaudo loucas suggestes, tratar de vivir
'ni soccego em Vieira, sua trra natal, ou em algum ou-
II o ponto da provincia do Miulio.
/ Os trabalbos cleitoracs teeni progredido com activi-
( dade. a ominlsso central eleiloral de Lisboa discutio
' ni o,uitos dias o progiamina eleitoral, de que ja lhe
iallei, o nual sofl'reo andes alleraces. Orna dolas,
fuiarespeito da refridsfda cmara hereditaria, que se
decidi, casse para ser considerada do parlamento.
No domingo 4 do crreme foi o apuramento da clei-
f iio da cmara municipal de Lisboa', e llcro apurados
par voleadores os seguimos individuos : .lo.iu de Mal-
los Pinto, Jos Ignacio de Andrade, visconde de Aiara-
ra, Jos Antonio Percha Sorzedrllo. Domingos Ferrcira
Pinto Basto, D. Fernando, de Souza Bolrlho, Aniceto
Ventura Rodrigues, Manoel Joaqulmde Freitas, Manoel
Jos Machado, Joo Antonio I,cite, Jos Mara Frazao,
Prcoro Jos de Gouvela, Manoel Marcellino l.uuienco.
Todos obtiverao mala de 4,000 votos.
A lista opinada na assoclaco eleitoral em resultado
das actas das differentes freguezias da capital cumplie-
se dos Ms. Alberto Carlos Cerqueira do Caria, advoga-
do; Amlr Avellino llanadas, negociante ; Antonio
Aliiisio Jervis de Atuuguia, fabricante ; Antonio Cesar
de Vasconcrllos Crrela, coronel de cavallarla Anto-
nio Rodrigues de Sampaio, redactor-da Reooluf&o de
Selembio ; bario de Vllla-Nova-de-Foscoa, capitalista e
prop iet.it in Faustino da Gama, negociante; Francis-
co de Paula Aguiar Otlilim, magistrado; Joao Uaptista
de Almeida Garret, dito; Joao Pedro Soares Lima, bri-
gadeiro ; Joao Ferreira Pinto Bastos, negociante ; Joa-
Jtiiin Antonio de Aguiar, actual uiitilstro de estado ;
os Antonio Pereira Serxedello, negociante; Jos Cac-
ttii'i de Campos, magistrado ; Jos Eslcvo Coelho tic
Magalhes, lente, c redactor da RrvolufSo de Setembro;
Jos Ferreira Pinto Bastos, propriotario ; Julio Gomes
da Silva Sanche.., actual ministro de estado; Joaquim
Judie* Samora, magistrado ; Leonel Tararea Cabral,
advogado, e redactor do Patrila; Manuel Joaquim
lardoso Castello Rranco, advogado. Vc-se, pois, que
os ministros leeiu ei lia a sua ciindidaliira pur Lisboa,
excope.ao do ministro da marinlia, Mosinho, que pro-
vavelmeute sahir polo circulo de Leiria. Os muros tres
ministros sao paros.
Na lista confeccionada na reunan em casa do marquez
de Vallada, ligurSo os incsmos nomos com pequenas
cxccpces. I.ss.is sao suppi tilas polo marque?, do Faial,
pelos amigos diputados Jos Mara Grande c Derrama-
do ; e pelos candidatos inlguelisl.is, I). Cbristovo Ma-
noel de Vilhena, c Manoel Mara Ferreira Beirao.
I alleceo iilttiiianienle em Lisboa umarcclial de cam-
po graduado, batao de Villar de Torpim. Era um ami-
go militar, que fez grandes serviros liberdade c ao
tbrono constitucional.
No dia 3 do crreme, em consequencla de urna de-
nuncia, foi revistada pela competenteautoridade acasa
n. 23 da i na de s.int t-M.ii iba, e enconlrro 20 armas
de mullican, 2 pistolas, 2 espadas, i2 arrobas de pl-
vora encartuchada e por encartuchar, e varios outros pe
trechos. Os donos da casa, que sao lilhos do brigadei-
ro Pontos, j fallecido, e que foi inembro tl.i ulc.ul.i do
(.'astillo, no lempo de D. Miguel, forao presos ; assim
como nutras pessoas implicadas no negocio. Diz-se, que
os presos declarrao, que as armas c inunifocs cro para
enviar para a frica, para comineroio ; purm suspeila
so, que era para algiima tentativa miguelista, e ha
quem diga, que o cabralismo tnmbem est envolvido no
negocio. Os presos, depois de interrogados, foro re-
mettidos para oLimoeiro.
DEM DO da 8/
Os cabr.ilist.is, inimigos irreconeiliaveis da ordem de
cousas estabeleoida depois da rcvohir'ao do Minho, nao
poupavao meio algum para tornar a adquirir a pnslcn,
que tintillo perdido, e que tilo provoitosa Ibes litilia sillo.
Confiados na tolerancia do governo traiuavo activa
e constantemente, ora suscitando embaracos ao gover-
no, privando-o dos recursos monetarios, que o banco
lhe poda foriiecer, ora alimentando um foco de insur-
rcicao, protegendo e alimentando os ofliciaes, sargentos
e soldados, que havio sido despedidos doservico, por
minio all'cicoadosaos (.'braos, por meio de commissoes.
que, sob o titulo dc-=philanti o|iias e beneticentos=:, nao
sero mais do que coninissoes revolucionaras. Vendo,
pon tu, que com a intriga c oceultos manejos tarde con-
fgnlrifa os seus lins, sobreluto, se as curios se chegas-
seni a eiinir, julgriio oppuituno appollar para o meio
da Curca, porvia de una reaeciio inilitat, visto que nos
i mpos da cual ni. ao da capital se conservarte anda
mullos elementos favoraveis*
no foi levado a cll'oto.
Hnntoin, pela volladas 8 horas da noito, espalhou-se,
que o regiment de infamara u. 16 eslava rcvollado
no seu quarlel do campo de Uuriquc. u aila i au-se einis-
sai ios averiguar o boato, e este mi se coiilirmuu, pelo
menos appareiitemenle. Depois disse-so, que o minis-
terio fura demitlido ou pedir a sua drmissiio, purm
tambein puuco depois so desmeulio o rumor. Entretan-
to nolava-se certa agllaco nos nimos, corto desaso-
cego, que pareca percutsor de algum aconlecimcnlo
extraordinario. Assim se passou o resto da imite.
Hoje, pela inanba soube-se : Que o duque de Pal-
mella boa chamado ao paco, pela volta das 2 horas da
noite, queallin linho retido at s 7 huras da manha,
Cazcndo com que assignasse, quasi a frca, os decretos
para a exoncrafiio do ministerio, de que era chefe.
Couslau logo, que o marquez de Saldaoha se achava
eneanegado da pasta da guerra, c da presidencia do
concedi de ministros, tendo por collegas no ministe-
rio o visconde de Ollrelra, para o reino c interinamente
para a fazenda; D. Manoel de Portugal e Castro, para a
Inarlnha Jos Joaquim Vleme Farinha, presidente
do tribunal do cominercio, para a justica; o marquez
de Saldanha encairogou-se lainbem interinamente da
pasla dos eslrangeiros.
Soube-se, que D. Carlos de Maseareiib.is havia toma-
do cu na do commando da guarda municipal; que to-
dos os commaiidaiiles de coi pos, que linho sido demt-
lidos, se acbavo de novo reintegrados; que o marquez
de Frni'teira era o novo governador civil de Lisboa ;
que estavao Igualmente reiulogradas (odas as antigs
autoridades administrativas; e finalmente, que todos os
coi pos da guarnirn de Lisboa se acbavo na piara do
Cumnierelo, resolridos a sustentar a nova mudauc.i.
O Diario do (ioverno, que se comecou a espalbar ao
nieio-dia, conlirmoii ollicialiucnte todas estas noticias,
a que a presenta das tropas no sitio designado, havia da-
do todo o fundamento.
Alm disto, uo Piarlo appareccoiima proclamacao em
noine da r.iinha, naqnal so di?, que rn altenco aoi cla-
mores, que de toda a parte subiio quolidianamente ao throno,
se harta procedido .i referida inudanca, para que a car-
ta nao fosse destruida pelos excessos, que se i.io com-
nietlendo ; manlcndo-se comtudo a derogaran do sys-
teiua tributario, da le de sade, e a demisso do mi-
nisterio Cabral.
O duque daTrrceira fui nomeado lugar-tcoente as
provincias do Norte, c leva por chefe de estado-maior
o visconde de Caiupanha, c por secretario para os ne-
gocios chis a Antonio Pereira dos Res, que foi secre-
tario da junta, que fe forinou no Porto, por occasio
aos seus designios. O pia-
do movlmento da Praca-Nora cm janejro de 1842, foitn I se poder esperar eom probabilidade algumas vanta-
por Costa Cabral. Igens. Mas no projeclo nada, mais se diz du que fica
Por emquanto-nan term havido insultos, nem prisoes: I ronrei/iifo a fulano Je tal o privilegio de (i minos paro elle id-
os habitantes de Lisboa eslo como perplexos, nao sa- Imenle lavrar prdrai, par meio de urna machina de vento --=:
bendo como se fez isto, nonios resultados, que t era. I.i nobre commisso nem nos dii, ncm prova quaes sao
Ignnra-se tambein, se as provincias annuir ou rcagi- jas vantagens, que piidc a provincia esperar em retribui-
o.ao dos sacrificios, que flier ; quaes as garantas, que nt
feroce o individuo, para cumplir a sua palavra, e os
meios, que elle lem para tornar ollectiva essa sua pala-
vra. alliu de que assim a provincia fique livre de uina
ombacadela, usando da pbrase, deque se servio un no-
bre depulado, ha puucos dias.
Scnliures, nao be a primeira vez, que DOS, nu desejo
do sen huios ao noito paiz, temos sido Iludidos por es-
trangeirus ospertus, que, procurando com boas palarras
captar a noasa'alttnco, iiiiincdiat.iniente que oliieein
os favores, osprivilogios, que siilieiio.illudoiu nossa ex-
pectativa. Eu nao quero, qiicalgueiu, com una le des-
s, tenha nina lettra de cambio para negociar, e nos II-
liida.
Senhor presidente, a constituico garante a proprieda-
di das i uve iiii ir-, he verdado; mas cuiupria, que o no-
bre deputa do pmva-.se, que a niaeliiua cni favor da qual
concede o privilegio, he una invciifao nova de grande
utilidado, seiu a qual nao se pido ler productos neces-
sarios, perfeitos, em abundancia o baralus, pois he s
cni lacs circumstaucias, que a constitiiieo manda pre-
miar c favorecer o inventor ou introductor; pelo con-
trario, vejo, que se trata de urna machina iiiuilo conbe-
cida, que at j existe trabalhando em materias primas
de um apcrfcicuaiui uto niiiitu cuminum; circumstan-
cia, que, quando milito, podarla justificar a concesso
de una iiideinnisacao pecuniaria proporcional s vanta-
gens, que a provincia tiver de obter desta machina :
mas a iiolire ciiiiiniissao, sem nada dzer, sem apresen-
tar um Cundaiiicnto rasoavel, val logo concedendo ao pe-
;u lunario tudoquanto elle pode: nao me parece, que
isto soja rasoavel, e v muito de accordo com as conve-
niencias publicas; se nao, pergumo: em que bases se
l'iindiiii a commisso, que documentos compulsou, para
conceder esse privilegio? Um papel piulado, que he lu-
do quanto rosuuibra do projeclo, cao que rile chaina
planta, plano, ou desenlio da machina. Pergunto tam-
bein : que individuo be este, que nos requer um privile-
gio por (i anuos para lavrar lages ?
Posta : 11c Jos da Maya.
O Orador: Mas que garantas ullrecc da fidelidade
de suas prumossas, c exacto cumpriiiienlo dellas?
O Sr. i iu ii. ini da Cunda: -Tudo isso compete presi-
deneia, quando lizer o contrato.
O Orador: Como ? Pois o presidente pode fazer mais
do que cumprir a le, que, alias, nao aprsenla nenhii-
ni.i regra, ncm propoc condiriics? Mesmo, para darmos
ao presidente essa faculdade, cumpria, que o nobre de-
pulado mostrasse as conveniencias, que a provincia tira
de sua adopeo.....
O .Vi. Netto: E que demonstrasse, que nos temos es-
sa all ibiiic.in.
O Urador: A constituico marcou os casos, por que
se podem conceder taes privilegios.....
0 Sr, Carneiro da Cunha: Esta assemblca j tcm con-
cedido sementantes.
O Orador: Primelramcntc o nobre depulado sabe,
que os tactos mi prov.io o diroilo.....
O Sr. Carneiro da 6'unfia: Mas explicao o din-i lo,
OOrador: Para iiiini, nesla quoslao, Senhor presi-
ib-nie, a primeira duvida he oconliecimeiito das vanla-
gens, que 6 pai?. lem di retirar com este privilegio, por-
que lie preciso, que se note, que com um privilegio des-
tes o paiz como que fica preso, inhibido de melhorar es-
la industria pelo lempodc6 anuos, e consegiiiiilcmente
cumple, que as garantas sejo extraordinarias, muito
seguras.^ para que nos concedamos um semelliante fa-
vor, c nao (elfo Iludidas nossas esperaucas.
Se o que queremos be, que a provincia tenha pedras
rao.
Diz-se, que o coronel Cezar de Vasconcellos, Jos Es-
tero, e Nleodes Lelte, se dirigiro ao Sul do Tojo pira
lublerareui as povoaces ; que tem partido cmlssarios
para diversos pontos, e que camoda j a emigrarte pa-
ra fr.de Lisboa, de pessuas coinproinotlidas no ante-
rior movimento, sendo multas dolas militare*.
O novo governo niandou para Santarem una frca do
regiment n. 10 de infamarla, cquiinaudada pelo seu
iiiajir Barros.
Acaba de publicar-se um decreto suspendendo as ga-
ramias, pelo etpafo de trinta dias. em todo o reino, fi-
eando o governo obrigado a dar contas s curtes do uso
que fizer dos poderes, que aSsumc, na poca da rcu-
uio das mesmas, n* coiiforinidade da caria constitu-
cional, que he a de 2 de Janeiro prximo futuro.'
Por nutro decreto te man don suspende^ a organisacao
da guarda nacional, e dissolver aquellos batalhes, que
j estivessoni organis.idos, ordenando-se, que se eotro-
gaitea as armas, municucs c outros elleiioi no prazo
de "24 horas. Igiialnionto se maodou proceder creacao
de tres batalhes : um dos empregados pblicos, com-
prelienilcndo todos os individuos desta classe de 2 i a
lo anuos ; c dous balalbdcs chamados de = Coiuuicr-
ciii ,cuino havia amigamente.
J se publicarn algumas exoneraces de governado-
res civis das principars torras ; como por excniplo ,
Porto, Braga, Coiuibra, lleja, Evora, etc.
Cuneo rumor de que inultos dos que leemoniseu po-
der as armas da guarda nacional, nao as querein cnlrc-
gar. Islo, se se verificar.Jhe um principio de resistencia,
que pode ter funestas consequeiuias.
Faiem-sc mil conjecturas sobre o desfocho dos acon-
ti-i iiiicnlos, que estamos presenciando. Ha quem mis-
peite da lidolidade do conde do Boiufim ao governo
lr.ins.iclo ; islo nao s.io mais do que conjecturas ; po-
rm consta, que as nrdens passadas para a entrega dos
colunia mo- dos i iirpo-, san rubricadas por elle, e foi
visto o seu tilho eseu ajudantc de ordeus entre os tri-
ninph.iilnrc-, com cara risonba.
ini m un un'.i.
Assegura-se, que o regiment de cavallaria n. 4, que
scesperava, Bsesse opposi{o nova ordem de cousas, e
que se achava as proximidades de Lisboa, acaba de an-
nuir i eaecao militar. Se a domis tropa das provincias
seguir este exemplo, nao llavera, polo monos por em
quanto, inimigos a cumbator, e he provavrl, que o go-
verno levante a suspenste das garanlias. Entretanto
Ignora se o que faro as provincias, esobretudo como
pioceder o conde das Antas, que se acha no Porto,
fronte de todas as tropas das provincias do Nmie, e que
pude, se quizer, fazer mudar o aspelo das cousas, cuino
o fez em 1837, por occasio da celebre revolta dos ma-
reebaes.
O duque daTerceira, acompanhado do visconde de
'.'. 11111 > inli.ia. e do concclheiro Pereira dos Reis, parti
liontom para o Porto, abordo de um vapor de guerra.
Contina a reinar socego em Lisba : os negocios
srgiioni o seu curso, c os espectculos nao teem sido
suspensos.
As notas do banco, que se trueavo a 420 rs., bailaran
a 2H0 rs.
As noticias de Hespanha chegiina 3 do correte, e por
nina parle telographica recebida em Madrid, consta,
que nu dia 2 linho chegado a liun, primeira trra hes-
panhola da Crontoira dos Pyrineos, os duques de Anua-
le e de Monlpensiei ns quaes seguirfio no mesmo dia
para Madrid, sendo bem rocebidos.
Em Franja e Inglaterra eoulinuavo a occupar-sccom
o easamenin do duque de Moulpensior cum a infama do
Hespanha, que parece dar lugar a complicares. 0 B-
llio de i), (arlos, que so achava como piisionoiro em
llourges, fugio dalli, o acha-se em Inglaterra. O gene-
ral carlista Cabrera tambein se evadi de Franca, c di-
rlgiu-so a Londres. Segundo alguus jornaes inglezcsj
se enciiniibiiii para as costas de Hespanha. Alguus ge-
neraos carlistas teoni sido presos em Franca, outros es-
lo sob a vigilancia da polica. Rcceia-se una tentativa
carlista na Despalilla, porin nao se espera resultadu al-
gum farorarel para esse partido, que, como o migue-
lista de Portugal, est inorto.
PERNAIYIBCO.
ASEMBLE'A PROVINCIAL.
SESSO EM 10 DE NOVEMIIRO DE 1846.
PRESIDENCIA DO su. sin ?v it l\l un.
Coiiiiniiaciio do numero antecedente.)
ORDEM DO DU.
Canlimtaco da primeira discusso do prajecton. 38, que au-
toria o presidente da provincia a conceder o privilegio de 6
anuo ao introductor de urna machina de lavrar lages, movida
por vento.
OSr. Nunes Machado: Senhor presidente, hontem
pi incipiou adiscusso deste projeclo, e uo tiremos a
Coi nina de ter na casa o nobre relator da commisso, na-
turalmente son autor, para us dar as rascles, que o le-
v.ir.io a propr a medida, cuja adopeo nosaconselha;
e pois, farei algumas refiexdes, s quaes elle me respn-
dela, querendo: e em vista de suas rasos, ento me re-
solvere! a votar, ou nao, pelo projecto.
Sonhores, n'um paiz novo, como o nosso; quando to-
das as cousas, ou eomeco, ou esto subjeilas aos incon-
venii ntes de tima rolina pesada.'o caronchosa; sao pou-
cos, sao justificados todos os meios tendentes a favore-
cer a industria, a melhorar a agricultura, arles, 'Ve. ;
tbdavia, quando se trata de conceder favores, de conce-
der privilegios, cumpre, da parte do legislador, ler a
inaior cautela, e toda a prudencia em taes concessos,
Eara nao ser Iludido em suas esperaucas ; antes de tudo,
e preciso examinar e conheccr bem as vantagens, que
se esperao do invento, quaes as garantas, que senos of-
ferece em favor dessas vantagens, a; mesmo quaes sao as
possibilidades, que tem orequcrenlo, paraexecutar suas
promessas. Sao estas qoestoes muito importantes, eque
derem ser attendidas e resolvidas prellminarmente; por-
que hes assim, que as conccsscs sero justificaveis, e
bem lanadas e baratas, me parece, epac tal resultado
nao se obtera smente com a concesite do privilegio,
sem mala regras, sem mais algumas cond^es; antes
bem se pode recelar grandes Inconvenientes de assim
Bear a provincia presa por 6 aonos sem poder adquirir
hovos melhuramoiilus, entregue siiiiplesmeute fideli-
dade e boa f desse individuo. Ora, istu su ercumstan-
cias minio aitcndlvcis, que me parecedeverem ser bem
examinadas.
Nao eslou disposto, Senhor presidente, a entregar a
sor te da inhiba provincia merec de qualquor indivi-
duo ; quero o positivo ; quero a certeza, a realidade da
compensante do favor, que vou conceder. Se o nobre
deputado emende, que as suas vistas scro precnchidas
e satisleilas s com a adopcu da medida, eu pens pelo
Contrario, c nte CStOU rcsulvido a conceder privilegio
sem estar bem convencido das vantagens resultantes da
Introdcete dessa machina, c seguro de sua ellicacia e
desempenho, da parte do requeronte, que, como outros
niuitos, nos pode pregar algum lugro; ecu uo quero
tor que arrepender-ine de incu pouco escrpulo e in-
considerada couliaiica; quero garanlias, umitas garan-
tas; equero anda mais,que o nobre depulado me pro-
ve, que a concesso est nos termos da constituico, pois
sabe muito bem, que os privilegios n'um pai?. liberal sao
sciiipreunia excepeo du direitu comiiium.....
OSr. I'edro Cuvalcanli: Em toda a parle.
OOrador:Especialmente n'um paiz constitucional: por
is-ii eouvi tu, que soja muito justificada a sua concesso,
cuja idela he um pouco odiosa. A constituico permitte a
liberdade de industria, e sem grandes motivos, sem re-
condecida utilidado, nao se deve faicr urna excepeo a
esse dlreilo: por lano chamo o nobre depulado para
este campo ; pruve-mc elle as conveniencias da sua me-
dida, sua unc s-icladc ; mostr as garanlias, que o indi-
viduo oll'erccc sociedade, da fiel cxccuco de suas pro-
messas, e que ella est em harmona com a constitui-
co, para ento lhe dar o meu voto : do contrario, voto
contra.
OSr. Carneiro da Cunha : Sr. presidente, cu nte pre-
suma, que o meu projeclo encontrasse tamanha leca-
pcsladc ; que fosse elle combatido com tanta frca : mas,
Sr. presidente, infelizmente acoolrceo, que a diiiiirin.i
inserida nu projeclo, que cu suppunlia, passaria trau-
quillamenlc sem encontrar embaracos, nem tropecoj.
rucoiitrnu muitos pela ai^uinenlaco, que o nobre de-
pulado ollerecco casa ; j julgaudo o projeclo como
anii-coiisiiiticiuuai ; j tumo nao sendo de utilidade re-
conbecida e provada, para que podesse ser acecho ; j
lio.lmenle como sciviudo de grilbo imposto indus-
tria da provincia : justamente he a salvo de lodos estes
defeilos, que se acua o projeclo.
O nobre depulado, c creio, que um nutro, que na ses-
so passada fallou, quando infelizmente nao eslava eu
presente, porque, por iiicoiiiinodado, me havia retirado,
rcconheccro, que o projeclo era oensivo da constitu-
*


Co : dirri a V. Etc., r> aos nobres dcputados, Tquc urna tras considrr.ic.ue8 : e conclue negando, seu voto ao pro-
tal propoilf.io me cauoti csiranli jecto.
nSr IS'rlIn : F cu pstranhn a rstranhrza do nobre O Sr. .Vunc Machado : Sr. presidente, nao comba-
rlrpnlid. lerei n prefecto pnresse lado, porque o acaba de fazer
(i frailar: Slm. 8r. proidenlp, en no pndln sup- o meu amigo, o Sr. Tirito : nao considero, que do prn-
pt)r, rin flMI da hura, do espirito e da Intrlllgenola, que Jecto resulte alguma nflrnsa aos dlreilos cernes de Im-
seuipre leni sido dada nnssa ronslltniro primitiva,
que tal concluso podesse ser aulorisada, porquanlo a
constituicao Ma de descobertasc drproduccoes;e nem
se poda outra cousa dedu:r, nuando se sabe, que o au-
tor da desrobeita be igualado aquella, que pela prlinel-
ra vez a pfle eni pratica ; lainbein se no poda tirar da
inteligencia, que tem sido dada i conttlluicao. porque
ru descubro na marrha do nosso corpo legislativo, qur
geral, qur provincial, seuiprr nina Intelligencia con-
ir.ii i.i a esta, e Isto conslanleinenle, porque cu vejo, que
a assembla geral, tralando-se d.i companliia da nave-
gacn dos vapores e de nutras militas, eslabelece privi-
leeios ; e nao be por certo pela invenciio, porque a na-
vegacao he ja conhecida, o vapor tambem he agente cx-
ppi'iinenladn ; e nao he senn fundada na npplicacao
desses invenios de una vantagem reennhecida, e deque
o paiz tira ulilldade, que tem a assembla feitn estas con-
ccssArs. Ora. se esla marcha tem sido seguida na nossi
provincia ena doItio-dc-Janeiro, aondp neis vemos todos
os dias, que a asseuibli'a provincial, Inlrressada pela
prosperidade da provincia, de que he representante,
tem concedido inuilos privilegios desla nrdein se en-
tre nos iiiesmo, para no ir mais longe mendigar ejem-
plos, ha privilegios iguaes, bpin como o concedido a
coinpanhin do enranamento das agoas, e outras rmpa-
nlo is privilegiadas, alguma dasquaes mesmn nnclieg-
ro a ser realisadas, como a da cnustruren do cemiterio
publico ; se mesmo, ha punios dias, fui un projrelu vo-
tado nesla casa para t companilla da ponte pensil dos
Artigados; se mesmn algiimas das ideias apresentadas a
qui pelo nobre, quando se Iralava do Japiinim...
OSr. .Vi/im Machada : Nao confunda ; lia inuita dif-
ferenca ; cu fallei de outra qualiiladc de privilegio.
O Orador : Tenho, pois, demonstrado, que o projec-
to no he inconstitucional, mu pela leltra, nem pelo
espirito, nnu pela intelligencia, que tem sido dada
rnnsdtucn primitiva.
Tambem nao posso considerar o projecto como al-
i ni ni prnsou, servindn de grillmo nossa Industria ; ao
contrario, cu emendo, que elle, facilitando-a e aperfri-
coando-a, presta mais um mel para o sen desenvolv-
mento.
Sr. presidente, diz anda um nobre deputado, que
convelo saber, se as Ideias oflerrridas pelo requerente
sao rralisareis, e se elle tem lucios para realisa-las, rm-
lim, que garandas nos nfr'rrrcc : en prdirei liccnca a V.
Re. para ainda nina ves me servir das exprpisoet, que
empreguel, rrdigindo o parecer, dii elle (le).
OSr. Jnaqiiim tllela : Donde se segu nao ser neces-
sario o privilrgio.
O Orador : Mas, Sr presidente, dizia en no parecer,
que as pedras de cantarla rlugavo aqui por alto preco :
parece-me, que esla prnposico uo pode ser combatida
pelos nubresdeputados, e esiou persuadido tambem de
que he limitadissimn o numero de cnteos, altlsslmn os
si us jornaes, que ba falla desle genero, e que, para pro-
mover abundancia dr I le be necesario laen mo dr mi-
tro nielo, e este nao pode ser oulro senao o fornecido
pela machina : heeilaqucm vem salisfa/.er esla necessi-
dade ; necessidaile, uo s da edificaeo em peral, mas
Hirsuto especial para certa qiialidade de edificaco, para
a edificarn mais nobre, mais elegante.
Eu dissr. que, alm tiestas consideracoes, outras rxis-
lio ; e por isso eiinlinuarel, nfti miando, que esta ma-
china tem, nao de lavrar e preparar cssas pedias, que
veem do estrangeiro, mas lavrar e preparar as que te-
iiliaiuos na nossa provincia, dispensando a retuesta e
fabrico estrangeiro, com que nata mis temos a ganhar. e
ao, contrario, indo, quando os podermos dispensar.
Por occasio disto, no posso deixar de memorar a ob-
servaron apresemada e.....m relatnrld de nina das ad-
iiiinistraccs passadas, em que se nos arelara, que I '.vis-
lio aln para as bandas do P.io-Ainarrlln grandes pulas
de urna qnalitlade multo semelhanle an mariuore ; pe-
dreiras, t|iir mo teem sido aprovriladas, por falla de
]iessons emprrliendedoras. que truhn corrido o rlfeni
de Ma cxirarcao; o que talvrz a-sim baja succedido pt-:o
alio pirco da mo de obra ; Inconveniente, que drixar
de apparerrr, quando se montar una machina, como
esla, propria a facilitar e diminuir o preco desse tra-
badlo.
V Sr. Minilf ,1,0 Se o dono da machina quirr.
O Orador : O sen iiiterrsse o convidara a isso ; que
qnantn mais extenso fosseo seu estabeleciinenio, quan-
lo malor seria o seu lucro.
Mas, Sr. presidente, alm tiestas consideraees, ru
trarei tima outra, que Ipm alguma colisa de medica : ti-
nha algum rrceiode aprsenla-la, porm sempii- a larri,
6 lie de que o Iraballio, me fazem os cnicos, lie fatal ,i
sade dos meemos, que drllr se cncarregao ; isto anda
fira remediado pela machina.
Sr. presdeme, estas eonsideracfiCS eu trouce. para
mostrar, que o projecto nSo tem 6deleito!, que lhc fo-
i .i-i imputados.
lh'ssc-sc anda, que se nSo demonstrou, que a machi-
na era nina dra realisavel.
Sr. presidente, a machina noseacha simiente hinca-
da no papel ; a itleia lie natural : fairr mover una ma-
china por nielo de vento, assim como puderia ser movi-
da por vapor, ou por oulro qualqurr agente : quaiilo
preferencia do.agrulc be, que se poda quesdonar ; mas
eu ah nao entro.
Sr. presidente, a dea de privilegio foi apresentada a-
qui, s para fazer-me recuar; mas be preciso notar, que
esta ideia he rcceblda por todas as na\es, todas as ve-
tes que lhc serve de base a ulilitlade publica, e uo de-
venios, portanto, declamar lanto contra os privilegios.
A respeito das qualidades moraes do individuo, nada
sel, nem me parece, que iso possa ser qurslo, mullo
mais quando o projecto nao d>, que se contrate com Jo-
s da Maya, diz simplesmente que se comale com um
eiiiprehrndedor, srgundo o plano por elle ollcrccido,
ii mili rin vista a concesso do privilegio, tendo em vis-
ta a segu ani;a do contrato.
Sr. presidente, eu nanconheco, nem de vista, oSr. Jo-
s da Maya; ser opporttina urna tal declaradlo! mas
elle he homem geralinenle conhecido na nossa trra co-
mo emprehendedor, de una actlvidade immensa, r mili-
to seguro nos seus clculos ; houiem conhecedor das ar-
tes, e milito cima destes prrjuizos vulgares.
Sr. presidente, concluirei, prdlndn, (j que o nobre
deputado me aconsclha, que peca) que em altencao ils
consideracoes, que tenho expolio, em atlenco a i -las
ralnba ideias, a casa acceileo projecto, e vote por elle.
O Sr. .Vi lia. allegando nao ter esiatlo na casa, em a
sessao passada, o relator da rommisso, que apresenlott
o parecer em discusso. e pedindo por isso facultlade pa-
ra repelir as consideracoes, que acerca desse parecer
ento lizera, pergunta se elle pretendevonceder a Jos
ta .Maya a proprlnladr, por seis anuos, da machina qu
esse individuo lenciona estabelecer, ou se quer dar-lbr
o privilegio exclusivo para, durante esse lempo* lavrar
lages nesla provincia ; observa a necessidade de exaiui-
nar-se, se, com um tal privilegio, sr no nao ir ohVn-
der a lettra do arto addicional, concorrrndo-se para 111 i 1111 i i, o dos dirritos de Importaco ; e ola, que esse
exame he lano mais necessario, quanlo nina lei da mes-
ina assembla, ante qtieni falla, cqiie lambem enten-
da com esse din no. foi pelo conceibo de estado decla-
rada inconstitucional, c inandada suspender ein sua exc-
cit(3o: diz, que mesmo quanto a assembla geial, he um
pouco duvidoso o direilo, com quw concede esse pri-
vilegios, lanto que os que ha dado tem presado por
uina inaioi ia de dous votos apenas: fas sentir casa,
que a atlopco da machina, de que se trata, Hoz males
extraordinarios aos operarios brasileos, que trballiao
de cnteos, e taire; mesmo os v.i rrdtizir miseria, c
3ue essa considerarlo deve lano mais pesar no animo
os Senhores drpulados, quanto he sabido, que a popu-
lacao, balda da necessaria proleeco, para competir
com o rslrangriro em as empreus coiumerciaes, oulro
porlaco ; esse argumento do nobre deputado nos leva-
rla ao ponto de at mesmo nao podermos lavrar nossas
proprias pedras, por isso mesmo que a proleeco e
aperfei(oamento desta industria trarla enmsigo des-
roncelto das pedras de fura, que assim deixario de ser
importadas, e conseguinleineiite liavrria balxa nos di-
rpjtos grraes de importaeo mas relo, que -a tanto
nao va o nobre deputado, e portanto coinmetteo um
exeesso de argunientaeo : e pois no combaterei o pro-
jecto por aqui.
Sr. presidenta, eu no nflirmei positivamente nada
do quedisseo nobre deputado autor do projecto; nem
que este era inconstitucional, nem desvantajoso e pre-
judicial; nem que o ppiiciooario, em favor de qupin sp
concede o privilegio, nao oflerecla garantas e nem ti-
nlia nieios r eslava em circutnslaiieias de salisfazer
'liialquer empenho; fallei hypotheticamente ; fis s-
nientc algumas cunsidera(des dtibitalivas, para dar lu-
gar ao nobre deputado explrar-sc e dar-nos as rascs
justificativas do projeelo. afim de beni formar o meu
juizo. Portanto nada afrirmri de positivo ; qnestonpi
o nobre deputado, que, respondendo-mr, ndiillprou
minhas ideias, enipresloti-mc inlencdes, que rumio llve,
foi iiicinccro commigo.
Sr. presidente, tambem no quiz argumenlar com
os principios da telenda, que respeiln materia ; po-
rm, como o nobre depulado os produiio, eu verei,
se os posso responder, provando, que vai errado, e
cahe no vicio, que tantas vezes aqui tenho condemna-
tlo, das itleias absolutas.
Sr. presidente, nao se pode negar, que a ideia de
privilegio, sendo una aberraco do direilo commum,
esla pxcepeo pnder apenas ser supportada, quando
se provnr, que della resulta um grande betn para o
lodo; que o objeclo seja de grande Importancia, e este-
ja na escala tic nossas urgentes precisoes : e, demais a
mais. que baja seguratica, certera de se obterrm os re-
sullados ; e nao ir smriite atrs da pocsia da ideia, da
sonorldade das promessas, mas contar com o positivo,
allender realltlade do que se espera obler: o nobre de-
I"i tiilci nao concede o privilegio s pclogoslode o con-
ceder, mas sitn as boas vistas de auxiliar a industria ;
e he por isso mesmo que conviu calcular todas as
vanlagrns rracs, que podeui resultar de tal con-
cesso.
Sr. presidente, o nobre depulado fez-me desconfiar
de ni i ni mesmo, quando, com ar irltiuiphanie, disse,
que eu lite llnba prestado aiguiuriilos a favor de sua
opinio : desconflel de niiin ; mas, t|uaudo esperara
pela deinonslraco to nobre depulado, elle scninii-sc.
Repito, nao me opponho, antes quero, e eston promp-
lo a dar o meu voto em favor de todas as medidas, que
tendi a auxiliar a Industria, elntrodnzir no meu paiz
lotlos os melhoramentos traes, que a iclrncia lem drs-
coberlo rin raulagrm dos productos intltislriaes, agr-
colas e artsticos ; nao me opporei a isio, e nem terl
forras pata o laicr ; seria deseonhecera grande Ion a
to engeiilin, e condemnar a sotletlade a un: cstaclona-
incnln absoluto ; lora resistir ao direilo, que lem a so-
ciedade, de melhorar; desemilirrer os progrrssos, os
recursos da Inlelligencia do hoiucn; seria, Sr. presi-
dente, nao eonhecer o scculu, em que vivemos, e con-
deinnarasitleias do progrrssn: porlauloj v onobre de-
pulado, que, em these, cu nao posso cnndrinnar todos
os inellioianienlos, tpie pnrvenlnra se (|ueiro iutrodu-
zir na industria do inrii paiz ; mas tu quero urna reali-
dade, nina eaianliade que os nieiis desejos, os desrjos
do nobre depulado no sejo Iludidos : nao bes, Se-
nhores, conceder a esmo, seni garanda, mu privilc*
gio ; he preciso demonstrar, que vanlogelis se podem
colber desse tiiesmo privilegio ; demoiislraco, tjuc o
nobre deputado uo fe;.
Senhor ptesidenle, n'umpaiz novo como o nosso, on-
de indo he pobre, qur de inlelligencia, qur de meios
pe iini.it ios, qur de bracos, nao lie niuilo bom concede i
privilegios por qualquer colisa, tem nenhliliia regia.
sein criterio, a lorio c a direilo ; como, por exrmplo, pa-
ra uina fabrica de clcheles, que nlnguem dir, que he
mu genero lAo Importante, lo nrcessariortSo suscen-
livcl ale aperfeicoamenlo, c lao cusloso, que conviu
aiiimn-la com um privilegio. Fatafnos applicaco des-
tes principios especie, para ver at que ponto conviu
animar una semelhanle Industria.
Ou.iI In- ni si i especie a urgencia que temos? P'ercisa-
iiios tic pedras em abundancia, bein lanadas e mais ba-
ratas do que se compran actualmente ; porm j,i provou
a i.obre coinmissao, que se oblein todos esses resulta-
dos coni a fabrica, para que pede privilegio? Existen)
garantas contra o mo logro, e as vexacors do moiro-4
poli de quem. Acando sti em campo, nao lera multa di?
fu'iildade em abusar c Impor a lei aos edificadores? Fu
nada disto vejo provado e ncn se poder. provar a ecrlo
respeilo. Se onobre drpuiado atlendcr, que a cares-
ta o falla (las pedras nao vem da caresta da mo d'obra
actual, mas slm da especialidade do genero, que, sendo
mullo petado e de grande volunte, que carece multo cs-
pa9o para conducir, nao faz cotila aos negociadles itn-
porlareni, reconliecer, que, n.io drstrulndo a machina
estes Inconvenientes, as cousas lio de permanecer qua-
ll no mismo p; haver falla c caresta do genero, por-
tille Infelitmente nem o temos na tena, que, lavrado,
possa dispensar o_ estrangeiro : conseguitileineulp as
vanlagens. ou sero poucas, ou contingentes; e cni du-
vida, n.'i. ilnii meu voto em favor do privilegio, da-lo-
hei antes por urna imle.....isaco pccunaiia, se he que o
Introductor toflreo prejulaoi com a IntrodoecAo.
Sennorpresidente, cu lafoJUstlca ao nobre depntado.
siippondo, que elle nao espera desla itiroducco gran-
des melhorainrnios na industria, nem vanlagens para o
consumidor; porquanlo com ella nao se alcanca, nem
mais abundancia de pedras, nem mais baratas ; alm de
que, o nobre depulado nao provou nruhuiiia das con-
diedes, que a lei exige para se concederem privilegios
taes, como se o individuo he o proprfo inventor ou in-
troductor, se tem a capacidade para realisar c exercer a
industria, etc.: o nobre depulado, nos nit-lhorrs dese-
jos de abracar uina ideia verdadeira, fasciimu-sc pelo
seu esplendor, r.sein nada mais allender,ei-lo conceden-
do um privilegia de seis anuos, entregando assim, co-
mo j lli ver, a sua pruvineia a vonlade de ferro desse
d<" obter a salisfacao de nossas neeessidades, ha tambem
a garautia da vida ; e portanto he nisto, que nao se de-
ve despiezar os meios de dar e oflerecer oceupacao aos
homem, habilila-los para satisfazerem com prompli-
do suas neeessidades. Ora, tendendoo uso das machi-
nas, nao s a dispensar os bracos como a augmentar a
prodiicfo dos gneros e diminuir o seu valor, he nisto,
que a sua inlroduccSo deve ser feita com prudencia, a-
flin de nao destruir a proporc.ao, que deve havrr entre
os gneros producidos, seu preco e aquelles, com que
os trocamos ; e tambem entre as frc,as productoras das
machinas c os meios de oceupacao dos cidadaos : do
contrario, o resultado seria a miseria. Augmenta! por
nielo das machinas os meios de produccao, applicai-as
indiscretamente a todos os ramos da industria, a todo
o genero de trabalho do homem, e vede, qnal ser a
sorte de um grande numero de popnlaco dos fabrican-
tes mesnios? A miseria seria o resultado, que obteria
aquelle, que assim procedesse.
Exijo, que sr iiie'ciitrnda, e nao se tortiirem minhas
pal arras : eu lomo o mel termo etn as duas oplnides ;
urna, que condemna absolutamente ouso das machinas,
e a outra, que manda applica-las a tudo. Quando urna
industria no for conhecida, quando as iiiaHiinas forem
inventadas para osprlncipaes gneros da ocupacode
um paiz, e forem mili complicadas e seu preco inulto
elevado, ueste caso, he milito conveniente animar as
descobertas, a inlroduccao mesnio, e meu voto estar
proinpto para conceder una compensacSo : do contra-
rio, quererei ao menos algumas cautelas
Senhores, anda ha urna outra considerarlo a fazer, e
he, que um dos meios de obter o melhorauenlo dospro-
duclos e das descoberlas vem a ser a concurrencia,
indar ia, em outras circunstancia?, a assembla tem en-
tendido dever prescindir dessas nformac^es, por cansi-
derar-se sufllcienteiiiente informada do estado da popul
lacao, desuas neeessidades, e por.conseguinte em pos
cao de legislar convenientemente.
Entretanto, Senhor presidente, nao sel por que faui-
il ule, i aun o dominio da poltica actual, apreseniao-sr
da parle do diocesano, pretenerjes to exageradas, teni
elle de tal modo entendido os direitos, que llie pertrn-
cein, como priineiropastor da igreja, que quasi se p(|fi
dlzer, que elle se tetn constituido na provincia um jfJ
gutulii poder moderador, com irlo absoluto, suspenden-
do, e minificando os actos prnvinclaes. Nenliiim molivo
legal,Senhor presidente, nenliuina considerarn honestj
pdp justificar o diocesano nesse seu proerdimenio,
pois que desconheco, que baja algiiem na provincia, qu
possa resistir aos actos da assembla provincial, depolj
de publicados como le. Nao sei, se em pocas remotas
o procetlimenio do actual diocesano tein sido o mes-
mo; nao sei. ,e r\\o rfpixmi de dar exeriieo algni;
lei provincial de outras asseiuhlas, feilas seintua an-
dencia ; o que sel he, que S. Ex. resiste, teiuiarui re-
sistir, e nao dir exeeuro a diversos actos legislativos,
relalivos diisao, suppresso e creaco de freguezai!
Poder-sr-hia, Sr. Presidente, tolerar e relevar o dioce-
sano em sua primera Insistencia, (apainda) porque at
ahi nos Ihe poderiamos stippr bastante boa f, conven-
cido de que o seu direilo exiga forcosamente, que clin
fossi. i ni r ido; mas depois de explicado este laclo, e do
decidida esta questo pelos poderes competentes.....
OSr. Faria: Competentes, nao.
O Orador: Foi o diocesano, que escolheo o juiz; e
foi elle o goveruo geral, a quem o Sr. hispo coinmrtleo
que laz com que os productores se esmerein parame- o negocio; e a declso foi, que a assembla eslava no seu
individuo, ou de oulro qualqurr, que estabcleca essa
machina; porquanlo o projeelo cria um verdadriro
monopolio; e durante o seu lempo ninguno poder la-
vrar mais pedias, ou, pelo i.....ios, dabt apparecer
qiiesles, que beui podem ser as nicas vanlagens re.ie
de tal concesso. Eu pee liccnca ao noble depulado,
para Ihe observar, que (auto a constituicao quer, que
em taes negocios baja a inaior cautela, qucestabelecco
os casos e SS regias para seim lliauti s privilrglos, exi-
gindo rxame c vciilicaco das vanlagens, c certeza de
sua ell'eclividadc...
OlSt. dirim o da Cunlia : Isso perlcnce ao poder ad-
inlnlstratlvo.
O Orador: Pertence ao podr administrativo e a lo-
dos aqurlles, que nterveein nesla concesso ; portanto,
repito, nao conviu Ir sti atrs da poesa da ideia ; he
preciso realldatle. No obstante rstar-se convencido
das vanlagens, que pode resultar de um privilegio, an-
da assim acautela lie mullo precisa, para evitar os ef-
li nos da mu f r da ignorancia.
Senhor presidente, estas minhas ideias n.io sao arbi-
trarias, ruasbrbi as lices escripias de. honiens cele-
bres, aprudencia he urna das primeiras condices do
areno, c segura garanda do fin. lie til, he conve-
niente animar as descoberlas, a inlroduccSo das ma-
chinas, que, ao passo que supprao a falla de bracos,
deem abundancia de gneros, e gneros bem fabricados
p baratos; mas como proceder cni tal caso precipitada-
mente e srm prreeilo nem regra? Nao: porque o re-
sultado dessa imprudencia poderia ser funesto ; tanto
bem pode trazer uina prudente anlmaco das machinas
recurso nao tem, para obler os meios de sua sustenta- como de males ten iveis sua e.vccssva inlroduccSo Sen- coMVc^nto.XU'a.?il^ I" resP,"c,'vo1dioc"ano,
cao, se nao o da industria caries: aprsenla diversa, ou- do o trabalho a fonlc da riqueza, e a rlquewo. mel, inforuar accca fan^^cYZn^i^rtK*
Ihorar o seu producto e dar-lhes vantagem sobre os ou-
Iros ; com o que a populacho ganha sempre : portanto,
quando dvrrmos de conceder uina anim.ic.iio a indus-
tria por meio de privilegios, deve-sc proceder de mo-
do, que se nao sacrifique o futuro an presente, para nao
coiuproinrtlrr a surte de nossos filhos, que nao teem o-
brigacao de carrrgar com as consequencias de todos os
crios do presente Quando a industria for conhecida e
e .venilla, quando os productos ou as materias primas
nao forem susceptiveis de iniiilosaperfecoamentos, nao
ha multa rasao para se Ihe appliearem as machinas fa-
vorecidas com privilegios; sobrrludo quando estas
tambem forem simples c de fcil nuncio : guardrin-se
os premios, os privilegios para as grandes empresas,
para aquellas machinas complicadas e dilliceis, cujas
despezas de inlroduccao e costeio nao poder supporlar
um paiz falto de capitaes, e ainda atrasado nos conhr-
i i un ai tos humanos; eni um paiz anude ha poneos
meios ile oceupacao, pouco habito de trabalho, uo va-
mos i m.ili niii.ar una pai le da pnplilaco ociosidade e
cutis. :uiniciueiiie miseria. Ora, como nao dou ma-
china, deque se trata, essa grande importancia; como
vejo, que a falta e caresta de pedras lacradas mi vem
da difiiculdade dos meios de produccao, e nem ge me
provou, que a machina ha de trazer a abundancia pro-
porcional sneeessidades do consumo e das forjas pe-
cuniarias de cada um, por isso voto contra o privilrgio.
Sr. presidente, se flzerrui excepces continuadas no
direilo commum, o que se seguir he, que a excep-
tan couslilue a regra geral, e nisto ve)o urna injusiica.
Nos carecemos de pedras, mas nao muito de quemas
manipule: por conscguinle', nao proporcionando o pro-
jeelo a iiilnidurco r baratrza do genero, nao posso vo-
tar por elle. S admiti os privilegios nos casos de reco-
nhecidas vanlagens.
Agora, quanlo ao mal, que fas aos operarios, que vi-
vem desla industria, nao direl nada ; smenle alUrma-
rri, que nao tenho ouvido na pequea sociedade, em
que viro, acensar a falta de sumciciiles e peritos artis-
tas; e quando os nossos lucan com tantas dcsvanlagens,
nao ai ho justo augmenta-las sein corteza de grandes
vanlagens: ivHio-dr-Janeiro, porexpinplo, que he uina
grande cldadc: c onde a edificaro he em grande esca-
la esdc pedra, nao vi nunca senlir-se alalia de o-
perarlos, nem ainda appareceo quem requeresse um
semelhanle privilrgio para a lavragem de pedras ..
in Sr. Qepulado : -- A pedra bruta.
" Orador : Knlao ainda he mais desnecessario o pri-
vilegio.
Quanlo ao argumento lirado da medicina, n.io rslou
por elle, porque al boje ainda nao onvi ninguem quei-
xar-sc; he o mesnio projuizo que aquelle que ha a res-
peito de cellos eslabclecinientos dentro das cidadrs : e
entrrlanlo elles exisleiu, e neiii o tenipo nem os factos
teem justificado semelhantea recelos! vejo, que se diz,
que os 11 niitei mis nos povoados oflendem a popularn;
mas, i mu ia em, grandes hninrns conlcslo esla propo-
..iiau : lugo nao eston por este argumento, que, se fos-
screrdadriro. ento iiiiigueni rxcrceria o ofiicio de la-
vrador de pedras.
Disse o nobre deputado, que a ideia da machina era
simples, nao careca de exprcsso: pois bem, se ella he
simples e lo fcil, nao Ihe dou privilegio.
Sr. presidcnle, a hora den, nao quero mais candara
paciencia da casa: por isso voto contra o projecto.
'feudo dado a hora, a discusso lira adiada.
O .Si- l'iesidmle da para onlriu do dia da sesso se-
guinle : --1 (inlinuacao da de boje, e primeira discus-
so das posturas addicionars das cmaras muniripars da
Victoria e I iinoclro, e dosprojeelos us. 36, 40 c 41 : c
levanta a'sesso. (Eto duas horas c lucia da larde}.
SESSAO EM II DENOVF.MBRO DE 1846.
PBESIUENCIA DO SU. sol a, TEIXEISA.
SUMMABIO. expediente. Calorosa discuno tobrt a
Mirria de um enfrio, imque o Kxm. diocesano declarara
lio ttr dado execu cao s ultimas leis provineiacs, que di-
videra, supprimem e criao frequezias. Apresentacao de
Ires pareceres. tlcjcicao do projeilon. 38.
\s un/o limas da manha, o Sr. 1."secretario fas a"
chamada, e verifica rslarriu presentes 22 Srs. depu-
tados.
O Sr. Presidente declara aborta a sessao.
O Sr. 2. Secretario i a acia da sesso antecedente,
que be approvada.
O Sr. 1." Secretario menciona o segulnte
IXPEDIENTE.
Um ofiicio do seerctario Interino da provincia; remet-
iendo, por copia, o parecer do Exm. bispo diocesano,
acerca da suppresso da freguezla de Rariciros, exigido
pela assembla. ~ iTaurm [e% a rcquisiciio.
Oulro do uirsino, conimiinlcando, q'uescunaras mu-
nicipios da cidade deOlinda, e villa do Po-do-Alho, se
pariicipou terem sido npprovadas as suas comas do au-
no de 1844 a 1845. -- Intcirada.
Oulro do mesmo, acensando rcniessadc urna copia do
ouicio, em que o Exm. bispo diocesano declara, que alu-
da nao forno postas em execneo a? leis provincias rela-
livas a dlvisao, creacao e suppresso de varias fregue-
ias. -- A quemfetarequisUAo.
Oulro do mesmo, reiiieii'endo quarenta exemplares do
relatado do engenheiro I.uizLeger Vauthier. Forao
mandados distribuir.
0.5r'i,AUr,,".,'',-*'"'0; ~ dente, ha fados tao graves, lio extraordinarios e rcvol-
taiues, que he preciso ser homem, para acreditar, que
riles possao acontecer; pois, como sabe V. Ex., disse
um plnlosopho= homo sam, el nihil humanum a mi alienum
plo = : c so assim, benbor presidente, podemos acredi-
tar no procedimento do Exm. bispo diocesano, que nos
acaba de ser coinmunlcado pela presidencia.
U acto addicional, marcando as allribuicdes da assem-
bla, estobelcce, entre ellos, aquella de legislar sobre
corporaces religiosas, divisao civil cecclesiastica da
provincia ; e ao cxereclo desta attribulco nao p ne-
nhuma l.mitacoo, senao aquellas, que se achao no mes-
nio acto addicional; attribuicno, deque a assembla
lem constanleinente usado, j creando frrguezias, j di-
ndo-as: e bem queulgutna vez tenha entendido con-
dirplto. quand leglslou a respeito da especie, sem de-
pendencia de algiiem, devendn seus actos ser executa-
dos, nao obstante nao ter sido ouvido o diocesano beiq
que ao mesmo tenipo aconslhasse, par evitar mesmo
duvidas, e em altenco a celias coiiveniehclas, se o ou.
visse: todava concluio o governo = mas isso nunca sera
motivo, para que as leis provinciaes deixem aV lr execu-
tadas. =
Ors,^Senhores no sei, que posso haver .principios
mais saos, nem se he posslvel haver, n'um paiz organi-
sado. algueni cima das leis, ou ouiros poderes com a
faeuhl.ide de susiar a execucao das leis, senao aquel-
les, que a consliluicao tem creado, e a quem lem da-do
parte na ennfeccao das iiiesmas leis : entetanto, o dio-
cesano nao se importa com os principios, pe-so cima
das leis, e de ludo ; e, nao querendo estar pelo decreto
daquelle juiz superior, por elle inesuio escolhido, rein-
cide, recalcitra, apresenta-se como verdadeiro refracta-
rio, desmenliodo seu carcter de paz; (apelados) esse ca-
rcter todo iioeiira, todo harmona, recommendado pe.
lo F.vangclho; para nos dar o etemplo, Senhor presiden-
te, da inaior desharmouia, da malor desorganisaco, da
malor falla de respeito aos poderes constiluciouaes do
estado. (Apoiarios)
Senhores, o hispo, na parte temporal, he um cidado
como qualquer um de nos, subjello s leis do paiz ; nao
he una auloridade mesmo; nenhuina circunstancia ha,
apeiar do carcter ecclesiastico, que o revesle, que o
exima do prrcelto de obediencia s leis geraes do paiz
pelo contrario, em vi rinde da elevacao desse seu carc-
ter ecclesiastico he, que elle he mais obrigado a dar o
exeinplo de obediencia, de respeito aos poderes -Consti-
tuidos de estado ; ideias estas, que elle ter bebido no
Erangelho : maso bispo nada qurr crdrr ; julgando-se
nfallivel e superior s leis, persevera em sua resisten-
cia, nessa leima, que. sendo un fri vicio em um parti-
cular, he um ri me extraordinario em um sacerdote.
Sr. presidente, o juiz nesla queslo foi escolb ido pelo
diocesano ; esle juiz decidi a qurslo ; logo tudo quan-
lo ha agora da parle do bispo he um mero pretexto;
pretexto, Sr. presidente, .improprio de lodo o homem
decente, porque, quando se traa com pessoas de urna
cavia posifo, revestidas de certa autoridad?, he preci-
to haver a inaior Ihancza e sinceridade.
Mas, quaes sao os motivos, que aprsenla o bispo pa-
ra rrsislir declso do governo ? Neuhuns : ao contra-
rio, at falta aos drveres e nbrigacries de seu estado ec-
clesiastico, porque tem deixado srm pasto espiritual lo-
dos os habitantes dessas freguezias, que elle no quer
reconheeer nem mandar-lhes bons vigarios : est a le
execulada na parle civil, e no na ecclesiasliea....
O Sr. Villela Tatares: Tal ves pense, que isso nflua
as elcicocs.
O Sr. AViio : Temos em conflicto o pastor e a ovelha.
O Orador : Fjj alquizera, que o presidente, no mo-
mento, em que nos remeneo a correspondencia das in-
!bi macos, que pedimos, nos hnuveste igualmente dilo,
que esse ofiicio do bispo linha sido remedido ao promo-
tor publico, para Ihe promover a devida rrspousabili-
dade ; porque, como j.i disse, o carcter episcopal nao
lira ao Sr. bispo diocesano da obrigacaa rigorosa, em
que esta, de obedecer as leis ciris, nem o releva da cul-
pa, no caso de desobediencia essa lei, e de urna resis-
tencia qualiliead.i ; resistencia, Sr. presidente, que eu
considero o matur allomado, lal romo o de querer co-
mo que erigir-se em poder supremo do paiz, para sus-
pender, nullificar n seu aibllrlo, se no capricho, uina
lei com lodos os caracteres de legllimldade, p rom for-
ra drohrigar a todos, quanlos rslao ua sociedade: por
consequencia cu vou fazpr um rpqiirrimento a V. F.xc. ;
porque, Senhores, cu acho, que he preciso, que islu te-
nha lllll leruio. .
OSr. Villela Tavares: tlin paradeiro,
O Orador: Que nao splo assim os poderes do esta-
do o ludibrio de quem qucrqi)e seja.e sa^caiba, se a as-
semlila lem sobre si oulro poder que nao a le : com-
pre s.aher, sr, alni dos poderes constituidos pela cons-
tituirn, existe algum oulro poder, alguma outr^frp,
que possa minificar todos os actos do poder legitnuu : se
ha oniro, eu o desojo saber ; mas, eu repito, nao o co-
lillero ; o que vejo lie um cidado. abusando do carc-
ter elevado e especial, que lem, recalcitrando, resistindo
ti lino.amento cumia a execucao das leis, que devia
obedecer.
Portanto, feilas estas observacSes, eu prdirei a V. Ec,
porque cu por mim nao sei o que bel de fazer, que isto
v commisio de consliluicao, par que ella emita seu
juizo a respeito da consdtiicioialidade desle procedi-
inentu, e o acoinp.inhc das providencias, que cllaenleii-
der nocessarlas para tornar realisavel a execucao das
leis provinciaes, einfitn para plantar a harmona no lu-
gar, ondeo .Sr. bispo diocesano lem plantado a desor-
den! e a desharmouia : se elle est no seu direilo, cun-
pie, que tejamos convencidos disto ; e se no est, com-
pre, que seja chamado obediencia, porque do contra-
rio, .Senhores, nao podemos marchar Deni.
Sr. presidcnle, eu pudra ainda alongar-mr, mesmo
dizer casa, que entro al cni suspeilis de que a Sr. bis-
po hr victima de algum laco,...
OSr. Hiendes da Cunha : Isso he o que me parece.
O Sr. Mello d un aparte, que no uiivimos.
O Oradnr : Faca. Justien sua intelligencia, para a-
ci editar, que elle nao percebe, que est, sein o querer,
si i rindo de instrumento a qn-iu qur (|iie suppoe po-
der ganhar com eslas e outras desintelligeiicias : toda-
va nao darei maior elasterio a estas iiiiubas ideias, cada
um que at commcute como entender. Vai o requerl-
uiento.
Id queiro, que o olncio do F.xin. Sr. presidente di pro-
vincia, com a copia de oulro do Kxm. bispo diocesano,
teja remedida conunisso de coustituieo e podret.
par sobre sua materia cmitdr seu parecer e propr ai
medidas, que entender precisas para garantir flelcin-
teira cxccuco dat leis provinciaes
(Continuar-se-ht.)
venieuie pedir informavOes ao respectivo diocesano,
le ceno ponto, habilitado para
essidades do pasto espiritual,
Olmo DE PERWiiBUCQ.
Na assembla, a ordem do dia para a sessio, de boje ,
he : -- leitura de prqjectos e pareceres; segunda dis- ^
cussao das posturas das cmaras inmiicpaes da Boa-Vis-
ta e Cimbres ; p'riinelra do projBfo, que tranafere pa-
ra a cnpella de Santo- Antonio einTedras-de-rogo ase-
de da frrguciia de Iuinbc, c do que restabelece a caracira


-
5
. .
degrammatlca latina do Linioelro, rrconhccendo habi-
litado para rcg-la o respectivo professor, MaiioefJAlves
pereira ; e tercena do que concede abalimento ao arre-
matante do imposto de $500 rs. Por cabeca de gdo ron-
sumido em o municipio do Brejy, no trionnio de i844
1846, e do que revoga o artigo 7.a da lei provincial nu-
mero 44.
Poruin dos navios entrado hontem de Lisboa, rece-
bemo diversos jomaos, e carta do nosso corresponden
te nea corle : daquelles nada l)oje transcrevemos. por
no termo espaco ; destas, c|iie veein datada* de 2.1 de
setem^ro a 9 de .iunbro prjimos lindos, publicamos de
prererencia a ultima, por seren a que de noticias mais
importantes e oceupao, e por confirmar nina delta a
siiblevacao da tropa a favor do partido cabraiista, e
rcslituicn de todos os empregados, que, por adoptar.-ni
ejse part lo, havio sido demittidos, dando conta ao
mesmo tempo da demissao do ministerio, que substi-
tu') o do* Caheaes, e da nonieacito de un oulro, oom-
posto de llomens, que scinprc tive.rSo mu pronunciada
adhesao poltica, que por momento decahio em Por-
tugal, e cqiu tanta forjase vai restabelecendo.
Atm dessa occuneneii, que, segundo e infere da
narracao do noso citado correspondente, erl'eitiiou-se
oom a rapidei do ralo, e doixou como que suspensos os
que a lesteniunhro, o que naquelle reino m.iis oceupa-
va a altenc.o publica era a lucia eleltoral, na qual os di-
versos partidos porfiadamente, e ruin toda a prudencia
de experimentados soldados, dispulavo a palma da
viciorla, esforcando-se cada un delles por apresentar
como candidatos os inais habilitado e acreditado den-
tro o seus, como melhnr vern 09 nnssos leltore das
cartas, que preterimos, e que d'amanha por diante co-
niccaremns a publicar.
Uina da primeira consequencias da contra-revolu-
caofoia suspenso daorgansafo da guarda nacional,
e a dissolucao daquelles dos respectivos corpes, que ja
estavo formados.
Vimos o Morninq Chronicli de 9 de outubro, que nos
fizerao a merc de prestar, o qual no habilita a recti-
ficar uina parle das noticias, que extractamos do IYsms
de 5.
As noticias de Pars alcancavo a .
As folha do governo france/. publicrao o segninle
despacho telegraphico acerca da jornada dos principes
para Madrid:
AIONNA, 5 DI OOSaO.
Os principes partiro de Victoria hontem s 7 horas
da inauhaa para Burgos. Elle chegrao a Miranda,
onde ludo se passnu maravilhosamente ( proseguiro na sua jornada s M liaras
O National dava uina noticia muito diversa dessajor-
nada, a qual, posto que nao tau recente como aquella
dada pelo letegrapho, tinha muito inais visos de sera
versan correcta do caso. Unia carta de h un, publi-
rad.i por aquello jornal, diiia k que a jornada ora urna
procisso militar, e que se tomavo as uiaioros precau-
(des para impedir a populara das cldades, por onde ella
passava, de se approximar dos principes.
Uina carta de Toulon de 2 fiia inencao le correr all
o boato de que o principe de Jotnvllle eslava prestes a
resignar o commando da esquadra, ora em Toulon.
0 gnverno francez recebeo no dia (i o seguinle des-
pacho telegraphico:
BURGOS, 5 DE 01 TCSItO.
Os principes chegrao mu hontem s C horas da
Urde. SS. AA. encontrro em Casto.la a mesiua rc-
cepcio, que as provincias Vascongadas. Em toda .a
parte se iiianifestava a inaior sofreguido por sauda-los,
e fazio-seas inais vivas acclain lefios.
Os principes seguiro esta inanlia s 8 horas a sua
jornada para Huilrago.
As noticias de Madrid chegavo ao 1" de oulubro.
O protesto entregue por Lord Normanhy (ministro in-
glez u Franca; ao governo tiuha sido tfecebido por Mr.
iilivor 111.1 Ilespaiili.i.. Era em suhstancia.procisamcnto
o mesmo, que fura dado ao governo hespaiihol.
Os jomaos pouco continho digno de extractar-se.
O/npernilorpiiblicnu urna carta de Algeclras, repelin-
do o boato de que a esquadra ingle/a recebla ordem
de partir para Cdiz ; mas parece, i|uo osse boato nao
liaba por origem foute alguma digna de crdito. O irs-
1110 jornal asseverava, que o governo hespanhol havia re-
cibido da Inglaterra despachos d'alla importancia, e que
logodepois houve um grandre moviineiito no gabinete,
c expediro-se correios para dillcrriitcs pontos. Toda-
via, o Heralilo dlxia, que tinha dados para crr, que o
boato da chegada de despachos ora falso.
A respe!to dos casameutos rcaes dizia o Heraldo. Os
casamento da rainha c da infanta trro lugar no da
II). O governo ncm anticipar, nom retrdala odia prl-
inoiaineiitc designado por S. M., aflu de mostrar, que.
nem lem a apposico do exterior, nom as machinaenes
dos partidos no interior.
O Eipectaior foi absolvdo 110 dia 31 de setembro. Ha-
via oilo acciies pendentes contra o Echo,
Nada houve de publico interesse na sesso do senado
do I." de outubro, e ocongresso nao se reuni naquel-
le dia.
A noticia inais recente da America do Norte ora a do
una proclamaco publicada pelo general Saiil'Anna a
repblica do Meneo, no seu desembarque 0111 Vera-
Cruz. Esse importante documento, que chegoii a Was-
hington na lingoa hespanhola, mi iminedialaiuenlc tra-
dn/.i.lo polo governo o foruecido ao Unto.
(.01110 exposico official das vistas do novo presidente
na sua actual posico. esse documento dominara a al-
tenciio da Europa. A proclamacan apparecoo n'uin jor-
nal hrspauliol do 16 de agosto, publicado em Vora-l.rut,
110 dia^m que Sant'Anna chegou aquello porto.
co*Mi.tlO.
Alfarulejja.
nF.NDIMENTO DO DIA 12. .
DESCABSECO IIOJE 13.
Brigue--Arago mrreadorias.
BarcaEither-Anndem.
EscunaNoto-Raiocebollas e figos.
4:06u/SS8
Geral. .
Provincial.
Consulado.
RENDIMENTODODIA l2.
1:337*^)70
479/432
1:817/402
reir, Jos Joaquim Machado de Oliveira, PorCuguezes
Natoi sahidot no meimo din.
Bahia e Rio-de Janejro ; paquete iag\ei Exprtu, com-
mandante Titanias James.
dem ; sumaca brasileira .VotHJ-^urora, capitao Domin-
gos Jos da Silva Papalina, carga varios gneros. Pas-
sagciios, doutor Antonio Agnelln Ribeiro, Antonio
Caetiino de Almeida Babia, Gregorio de Castro Masca-
renhas, Manoel Maria do Amaral Jnior, Miguel Joa-
quim de Castro Mascronnos, Caetauo Vicente de A\-
melda Jnliio Jnior, J0S0 do Sequeira Lima, JoSo
Vctor de Carvalho, Pedio Cactann da Costa, Pi Xa-
vier Garca de Hormilla, Pedro Kpiphanio Soares.
Aracaty ; hlate brasileiro Novo-Olinda, capito Antonio
Jos Vlanna, carga varios gneros. Passageiros: Wal-
torGranger, Inglez ; Manoel de Mello Castro, Anto-
nio Pereira da Graca, Nicolao Tavares Joio Baribe
Peres, Joaquim Jos de Sant'Anna, e o doutor Chaves,
com sua familia.
iHuviiuciito (lo forto.
Kavioi enlradoi no din 12.
Liverpool 43dias, escuna ingleza Contort, de 199 tone-
ladas, capitao Jamos Sinilli, equipagem li, carga fo-
rnidas ; a Jones Patn.
Aracaty; 7 das, brigue brasileiro tala, capitao Jacome
Vicei'ito, equipagem 8, em lastro ; a JoSo Francisco
da Cruz. ...
Antuerpia ; 54 dias, brigue sardo Gemma, de 144 tone-
ladas, capito Jos Cordglia, equipagem li, carga li-
jlo ; a F. Edlmann.
Lisboa : 30 dias, brgue-eteuna brasileiro Fros, de 252
toneladas, capitao Francisco Hornardo Matto, equipa
geni |3, carga vinho e inais gneros ; a Manoel Duar-
te Rodrigues. Pasaageiro Joaquim Vicente Rodri-
gues, Portuguez. ...
Ideui ; 4i dias. brigue portuguez Taruto-/., de 433 to-
neladas, capllio Manoel deliveira raueca. equipa-
gem 16, carga vlnho e mais gneros do pan a Fll-a
mino Jos Flix da Rosa. Passageiros : Jos Antonio
Leile, Jo Joaquim Rabello, Antonia Susana, Joa-
quim Jos Ribeiro iunir, Hraslleirps Manoel Feli-
ciano Gomes Joarftflm Mara Ribeiro de Andrade,
Joaquim Jos Gomes, Jos Joaquim Maja Hamos, eem
Rftaes.
Jacome Gerardo Mara Lumaehi de Mello, etcriuHo da alfan-
dega delta eldidt, lervindo interinamente de impeclor, em
virlude da lei, ele.
Fafo saber, que no dia l3(hoje)do corrente, ao inein-
dia, se lio de arrematar 0111 hasta publica e na porta
da mesina, 709 pecas de Cicas estampadas, em seis caixas,
rio valor de i:29l)#000 rs., impugnadas pelo amanuense
Gabriel Alfonso Regnelra, no despacho por factura de
J. Keller ScC, n. ioti3: sendo a arremata;o subjclta
direitos.
AlfJtidega, 2 de novembro de 186.
Jiicome Gerardo Maria Lumaehi di Millo,
Jacome Gerardo, etc.
Faz saber, que no dia )3 (hoje) do corrente, ao melo-
da, na porta da alfandega, se hno de arrematar em has-
ta publica, 4 duzias de mantas de seda, no valor de
288/000 rs.,e24 cortes decolllos bordados, no valor de
98/000 r., Impugnados pelo guarda Antonio Lopes Pe-
reira de Carvalho, no despacho por factura de Avrial
Irmos : sendo dita arremataco subjeita au pagamen-
to dos direitos.
Alfandega, 12 de noveuibro.de 1846.
Jurme Gerardo Maria Lumaehi de Mello
DccIaraQad.
o IIIni. Sr. inspector inteiluo do arsenal de ma-
1 inh.i inaiida fazer publico, que contratar, no dia l4
do corrente, as II horas da inanlia a compra de
chumbo em lencol. fino, ripas, pregosde assoalho di-
to calbraese riparos da tena; ludo do boa qualidadc:
devendo o pretende mes a venda destes objectos apre-
sentar suas propostas em cartas fechadas nesta se-
cretaria,at o referido dia e hora.
Secretaria da Inspensao do arsenal de marinha de Per-
nambuco 12 de novemhro de l84.
O secretarlo ,
Alejandre Rodrigues dos Anjot
THEATRO PUBLICO.
Sabbado, 14 do corrente,
se representa a insigne peca nova = Olhcllo e o intrigan-
te di Vneta dividida em ti neo actos coito quadros.
Para tirar lodo o equivoco desta peca com a tragedia
Othello, fazemos sciente ao respoitavel publico, que a
que se vai repesentar he improssa em Lisboa, roinposl-
ao do Sr. Jos Maria da Silya Leal, a qual obtiveinos
par especial favor do Sr. Franci 00 Guedes de Araujo, e
he nina das mais sublimes prodcenos daquellc insigne
lillorato, que, imitando o ponsanieuto do grande Shaks-
pear, enriquecen a serna porlugueza. He Complicad!*-
simo o seu>enredo, sua proza elegante, e suas scenas
ternas c patticas. Ella he adornada com duas chcaras:
a primeira -- Quanlo he grato ter amor ser canta-
da por mu amador; a segunda chcara, que se intitula
O romance do Salgueiro ser cantada por nina se-
nhora particular, que nos quer obsequiar nessa noite.
A platase achaprompta, conforme se annunoioii po-
las noticias; a superior com asscnlos de palhinha,- a
2/000 rs.
Avisos manliniiS.
=Freta-se para qualquer porto d Europa a escuna in-
gle/a Carolina, do lote de 160 toneladas, de muito boa
construccSo, o escolente marola ; a tratar com os seus
consignatarios Adamson Ilowie Si C, na ra do Trapi-
cho, n. 42. '
Para Liverpool sal o vapor ingle/. Antelope, capitao
O llriou; deve aqui ehegar dos portos do S11I, at o dia'
12 do corrente. e seguir, depois de 24 horas, sua vlagein
para Liverpool : quoin quizer Ir de passagein, procura-
r em casa de Deaue Yole & C
__Para o Ass com escala polos portos da Calcara ,
Pelitinga cTouros segu breve o bergautim Sagiltrio:
para carga e passaiieiros trala-se 110 ariua/.em ao lado
dacadola 11. 23.
Para o Aracaly segu viagem a-sumaca Carlota,
mostr Jos. Gonfalvos .'linas: qiiem na mesiua quizer
carregar 011 ir de passagein, drija-sc ao inesmo iiiestre.
ou a ra da Cruz, n. 2, a tratar com Lulz. Jos de S
Araujo.
-- Para a (labia seguir em poneos das o luate Ten-
oiior, forrado e progado de cobre e de superior mar-
cha: quem no mesmo qnizer carregar 011 ir de passa-
gein, trate com Silva Grillo, ra da Moeda, n. 9.
=-Para o Assii segu viagem, at 18 do corrente, o hla-
te S.-Joo, por ter a inaior parte do seu carrogaiueiitn
prnmpta: quem preundrr carregar, 011 ir de passagein,
dii ija-sc a luja de cabos de Caelano da Costa Moreira,
ou a bordo do mesmo.
= No dia terca-feira, 17 do corrente, segu viagem
para o Rio-Grande-do-Sul o brigue Jndependente; oque
se faz sciente aos Sis. passageiros e carrrgadorcs.
A barca Espirito-Sarita sai pura a
delude do Porto, impieterivelmcnle no
lia 2 de dezcmiiro: quem na mesiua qui-
zer carregar ou ir de passagein, para o
qne tem cxcellcntes commodos, dirija-se
ao seu consignatario, Francisco'A Ivs da
Cunha, na ra do Vigario, n, II, ou ao
capitao, Kodrigo Joaquim Correia,na pra-
ca do Commercio*
Frederico Hanseu, com cocheira na
ra do S.-Kraucisco, avisa ao respei-
tavel publico que tem carros bons
para alugar .levando 20OUO rs. inonsalinenle por cada
pespa c isto at o Montoiro ; sendo em o
possoas.
1 -- Preeisa-sc lugar uina piota de boa conducta, para
andar ii alarde meninos : na ra da Madrc-dc-Dcos,
n. 3.
Antonio Jos Gomes do Correio deseja fallar ao
Sr. Domingos Jos Dias de Oliveira, a negocio de seu
interesse.
O provedor e inais mrsarios da iruiandade de S.
Anna erecta na Igreja da Madrc-do-Deos, oonvid.o aos
1 unios da mesiua irmandadc para mesa geral, segunda-
felra 16 do corrente as 4 lloras da tarde.
Aluga-se por barato proco una grande casa de
pedraecal para se passara festa sita no Montoiro ,
defrontc da Igreja : a tratar no largo do Carino venda
11. 2. ,"|
. Apparecoo no largo do Carino uro cavallo com
cangalha MU dono ; quem br seu dono dirija-se a
Narciso Jos da Costa no inesmo lugar, que dando os
signaos Ihe ser entregue.
Precisa-sc de um rapaz, de (2 a 16 anuos para
uina venda : na ra direita dn Martyrlos n. 36.
- Procisa-se de nina a:na forra para casa de pouca
familia ; na ra Direita n. 112, segundo andar
O aballo assignado faz sciente ao respoitavel pu-
blico que ningiiem faca negocio, ou compra de una
escrava, de nonio Maria, de naciio Congo, com Isabel
Francisca preta, moradora nos Afugados e nem com
o seu procurador bastante Joaquim Francisco do Al-
buquerque Santiago, at final sentenca do libello ,
que contra ella inove o absixo assignado. O Padre An-
tonio Pereira de Azevtdo.
Perdrao-se, no da 30 de outubro prximo passado,
desde a ra das Trinoheiras al a praca da Indepen-
dencia mis papis contendo uns atteslados e um re-
queriinrntn, pertenecaos a Francisco do Paula Gue-
des : quem os acbou, diriia-ca ruadas Trinchoiras ,
n. 1, que ser recompensado.
Casimirotiarnicr, relojociro,
ra Nova, n. 22,
acaba de receber, pelo ultimo navio francez i um gran-
de m i ni n ioi i ti i de joias de ouro, como sojao: aderis de
In illiantes porolas, rublos e topazlos brincos ; alfi-
uotes de camafeo cassoletas para botar chaira retra-
tos pulceiras tildo do ultimo gosto ; dedaes de ourn
e piala domada corremos, para senliora passadores,
lunetas de ouro boles de camisa relogios de ouro,
ditos patente inglez, com lodosos brancos em pedia ,
ditos patentes suissos ditos horizontars ditos para
senhora com vidro e de sabonote caixas para rap, de
prata as mais bonitas que teemappareeido ; tainbein
tem uina grande sorlimento de ocultis ; tildo por pre-
90 barato
Domingo i5do corrente pelas 3 horas da tarde,
prctoiidcm|os devotos da Senhora do Patrocinio.erecta no
nicho da ra de Dorias expr ao publico om nrooisMO
a mosnia Senhora devendo sabir da igreja de N. S. do
Terco,seguindo pela Iravessa do Marisco,ras dos Marty-
rlos eHortas, travesa de S.-Podro mas de Agoas-Vcr-
des.DIrella.Livramcnlo.tollegio.Crospo,praca da Inde-
pendencia ras larga e eslreita do Rozarlo Trie.chei-
i.is, Novi. Atorro-da-lloa-Vista ra das Floros, Gam-
boa e pateo do Carino ra de Horlas c travesa dos
Wartyrios. *
A pessna, que annunciou no Diario n. 254 querer
tomar conta de nina venda por luan, n. c en-
trar com algiini fundo sendo queira fazer algum des-
les negocios em uina em boni lugar dirija-se a ra da
Cadoia n. 2, dofronte do thealro que ahi se dir quem
quer fa/.eresle negocio.
=^Precsa-so de mu ou dous homens de boa conduela o
seni familia, que enlondo do servico de campo, c qei-
losulijeiiar-seair irabalhar de cnxada em un rnge-
ulio distante dcsla praca cinco legoas dando-se-lhe o
sustento c o jornal, que se ajuslar : a tratar na ruado
Nogueira, subrado parcde-incia de nutro, que cabio,
iscgu Jo andar.
c= No dia 11 do corrente, pelas5 e inea horas da ma-
'nha, na ra da Assiimpco, n. 30, subiro ao segundo
andar da casa do solicitador Anuda, e da sala fuilaian-
Ihe um relogio de ouro, sabonete, suisso, e com ca-
delas : roga-se a quem for olleretido, queira ler a bon-
dade de o tomar, o prender o ladino, e for possivel.
= A senhora, que empenhou uina iuiageiu de Nossn
Senhora da Conceicfio, ua ra Direita, queira vir bus-
ca-la no prazo de lOdias, na ra doCollegio, u. l3: pas-
sando deslc prazo, perder todo o dircto.
=Na ra de Horlas, n. 86, se ada uina porcao de fa-
UDUBt parase vender a ilinheiro por procos eominoihis,
o inesmo a troco de um a dous esclavos,sendo de nacuo:
quem pretender compra-las, dirija-se mesiua casa, as 8
lloras da inanhaa, ou s duas da larde, que achara com
quera tratar.
Aluga-se um sobrado de um andar sotao, pintado
de novo c muito fresco, proprio para pequea familia :
na ra da Praia, n. 74.
Precisa-so de iiovanieule alugar una escrava ou es-
oi a\ o. que saiba cozinhar : na rita do Cabug, loja do
uiludexas, n. 18.
= Aluga-se um sillo, na ra da Casa-Forte, com co-
piar o gradara de ferro na liento, estribarla, dichona
e umitas accoiumod.iccs, e varias casas do procos bara-
tos, tanto na campia e ra da Casa-Forle, como na es-
trada da Poro ; oprimoiro andar do sobrado ainarollo
da ra Augusta; a lujado dito, prupri.i para venda; nina
logluha na ti.ivessa do Monleiro ; os 3," o 4." andares
do sobrado da ra do Ainoiim, n. lf> : trata-se nopr-
uiero andar do mesmo.
= Aluga-se nina casa terrea, na ra do Jasmim airas
deS.-Goncalo, juntoado Sr.Gadault; lem duas salas, dous
los, coziuha e cacimba nieeir.i : mu sobrado na
Lei loes.
O corrector Oliveira lara leilao. por mandado do
respectivo julzo,/e a requeriinento dos errdores lido Antonio Joaquim da Silva Castro, da armaco da
loja deslc, carteira, aluiaiin, lampeo de globo dcima
de mesa, mullo rico; um filtrador, etc., tudoem iiinoii
mais lotes, conforme convier: terfa-feira, l7 do cor-
rente, as 11 horas da inanlia, no lugar da mesiua loja,
ra do Uucimado.
Kalkiiiann & Resenmund farad leilo, por inlcrven-
c5o do correlor Oliveira, de grande sorlimento de fa-
zendas, recenleinentc despachada : boje i3 do cor-
rente moz s i0 horas da nianhia no seu arinazem
ra da Cruz.
Avisos diversos.
- Pede-se ao Sr. Amigo da Verdade autor da cor-
respondencia, distribuida hontem com o Diario-Novo ,
declare se as fallas, de que na-mesiua correspoudencia
se trata, de Manoel Pequeo, se entendem com um, que
rTOwVaah'la MajoeVjOT Afi",' Jo5 Vicente Tercera o mesmo apellido ahi para as Cinco-Pona.
luar
ra do Nogueira, n. 16, com duas salas, dous quai tos,
coziuha fura c dispensa : trata-se na ra de Apollo, n.
IV, tercelro andar
= Precisa-sc de um caixelro, que lonha pratica de
venda, o que soja de boa couducta: quem ostivor nestas
circuiiistaucias, drija-se a ra do Camaro da Boa-Vis-
a'=t' JOSF/ LOURF.NgO MEIRA DE VASGONCF.LLOS
transferio o enslno, durante as ferias, de LATIM, I ll a N-
CEZ I. KIIKTOBICA, do pateo do Tcrfo para a ra da
AURORA, prlmeiro andar, n. 48; c principiar 16 do
corrente.
= Pcrdeose um quaderno de fazer assentos de fiados
de pao escripto com Lipis dentro de um saquiuho
do chita, desde a padaria do Coclho atea ponto da l'as-
sageiu-da-Magdalona: a pessoa, que o achar e o quizer
entregar, visto elle n2o servir seno ao dono, ser bein
recompensado, dirigindo-se a dita padaria, ou aos Quatro
Cautos, na venda do Sr. Manoel Ferreira Fialho, ou a
Passagem, venda do Sr. Machado, que em qualquer das
partos recobor a recompensa promeltlda.
Quem quizer alugar una casa na Capunga para
passai a festa dirija-se a esta typoaraphia ou na pra-
ca da Independencia lirraria, ns. 6 c 8.
Na ra da Cruz, noRecile n. 66, se diz quem pre-
cisa de um bom refinador de assucar.
= Joaquim Pedro Thomaz, subdito portuguez, retira-
se para Portugal a tratar de sua sade, na escuna Feliz-
Lnitu.
Agencia de possaportes.
Na ra do Collegio, n. 10, e no Aterro-da-Boa-Vistn,
loja, n. 48, tiro-so passaportcs, tanto para dentro co-
mo para forado imperio; assiin como despachan-so es-
cravos: tudo com brevidade.
O leiiente-coronel Ignacio Antonio de Barros Fal-
can declara que nada bordn da legitima de seu ir-
mo Angelo de Barros Falco nem lem concurri-
do para coutenda alguma em julzo ou fura delle, cau-
da alguein a respeito da mesiua lieiauca do dilo seu
irmSo.
O bacharcl Angelo Henriques da Silva advoga no
clvel e criine ; pode ser procurado ua ra de Horlas ,
n. 22, priraeiro andar,
Offerece-se urna nulher capas para ana de urna
casa de pouca familia ou mesmo para de noinein sol-,
teiro que dallador a sua conducta : quem de sen
prestimose quizer utilisar dirija-e a ra da Penna ,
n. (i. pvimeiro andar.
Deseja-sc alugar um primeiro andar para uina pe-
quena familia sendo decente e em qualquer das me-
Ihores ruasde S.-Antonio ou Boa-Vista quem tiver,
annuneie.
Aluga-se oarma/eni com poi la-oocheia no pateo
da matriz de S. -Antonio; quem o pretender dirjase a
ra Nota loja n. 2.
Precis-se de una preta me taiba vender na rua;
d-se bom aliignel : na rua dos Pires n. 26.
Quem precisar de mu Portuguez de Si annos .
para caixeirode algum engenho, ou outro qualquer es-
tabclecimento Tora da praca annuneie.
Quem precisar de um Portuguez para administra-
dor de engenho
nuncie.
do que tem bastante pratica, an-
ompras.
Coniprio-se 4 calxhospara jancllas rasgadas e do
pitoril usados : quem liver, annuneie.
=Comprao-so esclavos de ambos os sexos, de tu a .*
anuos, com habilidades e sein ollas; epreclsa-se de um
earpina < outro barboiro e pago-so. beni : na rua Ua
Concordia, lado diroito, segunda casa terrea.
Compra-so un lomo de saetas : quem tlver, dlrl-
ja-seas Cmico-I'nutas, n. 2i.
m Compra-so um cordo do ouro coin duas varas e
roela, sein felllo: na rua de S. Hila, n. 9i.
-- ( onipio-se, para fura da provincia, escravo de
ambos os sexos de 12 a 22 annos : na rua larga do Ro-
zarlo voltando para os quarleis a. 24 primeiro an-
dar. ,
~ Compra-se una c.irroca do um boi em mel
uso ; defronte da igreja da Soledadc, n. 2._________^^
Vendas.
Na rua do Crespo, loja n. 9,
de Domingos Guimaraes,
acaba de ehegar de Pars um rico e variado sortiinento
de faiendas finas tanto para senhora como para ho-
iiiein tudoescolhidoe do ultimo gosto, como sejao :
cortes de seda de cures para vestido; ditos brancos, pro-
prios para casamento, os inais ricos, que tcem appa-
rocdo ; chapeos de sol para senhora, os mais rico pos-
siveis; ditos para liomeni; luvas de pellica brancas, coi-
de palha e de outras muilo bonitas cores com cordes
de gosto iiiodernlMimo ; ditas do seda para senho-
ra curtas e cumplidas; dilas de pellica, para ho-
mem brancas e cr de palha pespontidas ricos cor-
tes de casimira de cores, lisas, de Ultras e quadros;
ricos cortos de colletc de velludo seda e gorgurao ,
tanto lisos como bordados rquissimanifnlc ; panuos
mesclados para palitOs casacas e sobro-casacas, o
mais proprios para este paz por serem tanto ou inais
leves que o merino ; lucias do seda de todas as cores ,
para senliora c homem ; suspensorios iiiuilo ricos, tan
to em cores couioom qualidade ; rica mantas de soda ,
para senhora com franja ; chales de seda ; e onlras
inuius l'a/.ondas que se mos'.raiaoaos compradores e
que, assiin como as declaradas vendcr-sc-liao por
proco muito coininodo.
= Vendo-sea obra completa do F> linio Klizio ; no
Aterro-da-Boa-Visla n. 34.
Vondc-sesal por proco commodo a bordo do bialc
Exudarle, fuudeado defrontc do trapiche Novo, ou na
rua do Torres, n. 14. ._
Vcndem-so no hotel Francisco, nos das 12 o 13
do corrente as obras completas de Rousseau ; ditas
de Voltalre ; historia de Franca, de Anquetll ; obras do
Cousin Guizot, c oulras mullas de lilleralura plnlo-
sophiuc sciencia por proco muito coininodo.
=Vendo-souina linda gargantilha de ouro polo di-
minuto preco do 30/ rs. ou troca-se por 10 oitavas de
ouro do Ioi; na rua de S.-Rita-Nova n. 62.
Vende-se urna venda na rua da Aurora, bem afre-
guezada para a trra, com coiuiiiodo para familia, com
quintal cacimba, e com os fundos o gneros, que agra-
daren! ao comprador ; com algum dinheiro a vista e
o mal a prazo*: a tratar na mcarna venda.
~ V>ndeni-se os periences de una venda, como sojuo:
i lornos de medidas de folha um dito de pao um dito
de pesos de mcia quarta al lucia arroba una batan-
ea com conchas de pao o Brrente de lauto, 2 canleiros,
duas pipas arqueadas de fono una porcao de taboas
do p:nlio proprias para alguma anuaco pequea, por
j. loreiii servido ; ludo oni bom esladu : na rua da Au-
rora n, 4S ou na rua Forinosa, n. (.
- Vendo-sc una escrava 11109a boa eiigommadei-
ra costuroira e que emende alguma cousa de cozi-
uha ; na rua da Gadeia-Velha, n.30.
= Vende-se nina cadelra de arruar, forrada de seda;
macacos para arrumar carga ; encerados para cohrir
generaa : na rua do Amorlm n, 15.,
Na rua do Bangrl, ni', aluda ha para vender
varias obras de ouro lano para senliora como para
homem sendo : eordes. annelAts, brincos, etc.
Vende-se una venda com poneos fundos na rua
do Collegio 11. 17 : a tratar na rua do Crespo, loja n. 3.
Veiidein se 4 lindos moloques de l4 a 18 annos ;
2 dilos, de 7 a 11 anuos ; mu pardo ptimo para pagem,
de 17 anuos ; 2 pelos sendo mn carreiro e o outro ca-
nneiro ; diiaspntas.de 18annos, com alguinas habi-
lidades; una dita, de 25 anuos com 11111 lilho mulati-
nho de 2annos a preta covinha o diario de urna casa,
ongoiniiiabeni, coso chao e lava ; duas pardas, de lo a
25 anuos, cun algiimai habilidades: na rua do Colle-
gio, n. 3, segundo andar.
Vende-so magnifica cora em velas do Rio-de-Janei-
ro sortiinento completo de 1 al l om libra e tam-
bera hogias de 4, 5 o 6 0111 libra om caixas e as libras, a
vonlade do comprador ; collada Babia superior, por
pceo commodo : na rua da Scuzalla-Velha armazeni
11. 11O.
Vcnde-se una escrava de narao Angola de boni-
ta figura, que coxinha o diario de uina casa e lava de
varrrlla por proco commodo ; na rua Direita, n. 18
Vende-se una casa torrea, sita na rua da praia do
Cardeireiro, n.5: a tratar na mesiua casa.
Vendoni-se iros bonitas oscravas de 20 annos, com
prendas, que se faro ver ao comprador; um moleque
de 18 annos bom trabalhador de machado o Touce ; um
dito de 12 annos, proprio paraolficio: na rua larga do
Rozario, n. 24, primeiro andar.
= Yende-sc n padaria do Corredor-do-ltlspo 11. o,
prompta a trahalhar; un relogio de parede com sua
coinpelenlecaixa, cora a fabrica toda de metal e bom
regulador ; tres nesos de ferro de 2 arrobas cada
um ; 3 taixos de cobre que servem para refinacao ,
cora ponco uso ; pipas arqueadas de ferro que servi-
rao para ago'ardente; barril dlios; um alambique e ser-
pentina ; una arinaciio, que foi de venda de madeja
amarella ; 8 cadeiras em bom uso : na estrada de Joao-
Ferreira, 11. 19. ... ,.
Vendem-se ricas sedas escocesas para venido; di-
tas brancas para nuivado; mantas de seda as mais ricas e
de inelhor goslo, que teein vindo ao mercado; chales de-
seda igualmente ricos ; luvas de pellica de todas as cu-
res, tanto para hornera como para senhora; ditas com-
pridas brancas com enfeites; dius de seda de diversas
cores, tanto componas como curias lindas guarniedes
para vestido; os mais bonitos cachos de flores para cabe-
ra e chapeo de senhora; chapeos de seda para cabeca de
senhora, os mais modernos, que ha; ditos de.sol para ho-
rnera e senhora ; mu completo sortiinento de calcado de
todas as qualidade, tanto para liomem e senhora como
para meninos; boas e novas perfumaras; chapeos de
Ealha para meninos, os mais ricos e galantes, quepodem
aver ; bem como outras muias fazendas, as quaes se
veiidein por precos os inais commodos possiveis: na es-
quina da rua do Cabug, junto a botica do Sr. Joao Mo-
reira.


h
Fotassa bronca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no dia 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pre-
go commodo : emcasa de L. G.
Ferreira & C.
Na lo ja da esquina da ra do Collegio,n. 5,
deGoimaresSeraim &.C.,
vende-se, alcm de um bonito sortimento de fazendas ,
por precos bastante moderados, as seguintes :
Cortes de novas casimira* franerzas, a 4^000
Ditas ditas melliorcs, a......... S^OOO
Ditas pretas francezas, o covado, a 3/000
Pannos, pretos, azucs, verdes c de outras cores
di Itrenles, desde 2/400 rs. o covado a 12^000
Corles de caifas de pella do diabo a .... 1/4-fO
Chales de la e seda, grandes, a...... 2/560
Lencos de cambraia guarnecidos bico, a ^640
I, indiv.as para vestidos o covado, a /240
Escocezes de 15a e algodao, con xadrez lincindo
o covado, a.......... /32o
seda
Cortes de la e seda pira vestidos a
Cliila-cassas o corte a .
Cortes de colletes de Instan francez, a
Lencos linos para grnvata, a .
7/000
2^-240
jfOOO
/400
Vendem-se moendasde ferro para engentaos de as-
ucar, para vapor, agoa c bestas, de diversos taannos,
por preco coniinodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamanhos: na praca do Corpo-San-
to, n. II, em casa de Me. Calmont ra de Apollo, ariuazeui, n. 6.
Vollarclc.
Na esquina da ra do Colleglo loja n. 5, de Gulma-
racs Serafim & Companhia, vendem-sc cartas francezas,
finas, entre-Unas e ordinarias ; ditas portuguezas ; to-
das por preco mais barato do que em outra qualquer
parte.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barril pequeos ; em casa de Matheus Auslin &
Companhia, na ra da Alfandega-Vrlha, n. 36.
Superior farelo.
Fardo de Trieste, em bar-
ricas d<* 5 arrobas ; o qnalse
recomnicnda como o mais nutritivo dequantos aqui se
imparti e por isso o mais proprio para melhor en-
gordar os cavallos : vende-sc no primeiro armazein do
caes da Alfandcga indo do arco ou em casa de J. J.
Tasso I ii 11 mi'.
= Vende-se nina preta de naciio moca ptima co-
Zinheira lav.idcira de rabio e quitandeira e que
tem boa figura : na praca da Independencia livraria,
ns. ti e 8, se dir com qurm se deve tratar.
= O corretor Oliveira tem para vender cobre em fo-
llia e pregos de dito pata forros de navios : os preten-
drntcs dirijo-se ao inesmo, ou aos .Scnhorcs Mesquita
& Dutra.
Nn ra do Crespo, loja nova, n. 12,
de Jos Joaqun da Silva Maya ven-
dem-se ricos diapeos do seda para se-
nliora. chocados ltimamente de Franca,
e que sao milito proprios para o lempo de
fesla, tanto por seren de bom gosto,com<
pelo ditiiinulo preco, por que se vendem
Vendem-se livros em
rs. cada bote a dinheiroa vista : na ru!l
da Cadeia do Rccife loja de miudezas,
n. 5i; tambem se vendem as oitavas a 4o
ris
Vcnde-se potassa da Rus
sia, pelo muito mdico pre-
co (]c 160 rs. a libra ; cal vir-
gen, de Lisboa chegada no
ultimo navio : no armazein da
ra do Trapiche n. 17.
Vende-se farmha de Irlgo da marca SSSF de ra-
minho ; no caes da Alfandega armazein do Bacelar, a
tratar com Manoel da Silva Santos.
Na ra do Crespo, loja nova
n. 12 de Jos Joaquim
da Silva Maya,
vende-sc brim Je puro linho de quadros e listras de
cores e que sao muito proprios para a fesla pelo ba-
ratissimo preco de 720 rs. cada vara ; ricos cortes de
casimiras elsticas para calcas a 6/ e 8/000 rs. cada
corte ; alpaca preta a 800 e 1/600 rs. o covado ; pannos
finos, preto e decores, por barato preco; cortes de col-
letc de velludo setim c gorgurao ; tudo por preco ba-
rato ; assim romoinn ricosortimento de lcn(os de Srda
para grvalas muito proprios para a frsta.
Vende-se sement de alfacc muito nova e de qua-
lidade branca e preta ; na venda da esquina do largo da
lioa-Vista, n. 88.
; e um snrtimento
e de outras mui-
preco commodo :
n. 35, loja do
Na ra de pollo, armazem
n. 1$.
vende-se potassa da Russta nova, da fabrica nacional
do Rio-de-Janeiro. Esta potassa he muito forte e su-
pcior a estrangeira, que tem viudo, e j tem sido ex-
perimentada por diversos Sis. de engenho que assim
o afiirmo. Cal virgem de Lisboa, a preco muito baixo.
fVa na do Crespo loja nova,
D. 19, de alos Joaquim
da Silva lia a,
vende-se um restante dos bem acreditados cortea de in-
dianas para vestidos de senhora, pelo barato preco de
2/800 rs cada um ; corles da blenda victoria, a 3/000 rs.
cada un; ricas canibraias com listras de seda, a 6/000 rs.
sapatos de Nantes de urna e dnas palas;
'litoa de feitio inglez ebegados pelo
Armorique \ sapatos de cordovo, para
senhora a 64o rs. ; sapatinhos de cl-
chete para meninos
de calcados inglczes ,
tas qualidades, por
na ra da Cadeia-Velba
Moreira.
Veode-se rap de Lisboa em li-
bras por preco commodo ; na ra da
Cruz n 9.
Na ra Nova, n. 8,
defronte da Camboa-do-Carmo loja do Amara!, he
chegado, pelo ultimo navio de Franca um completo
sortimento de fazendas de gosto como sejao: cre-
p de todas as cores; fitas de setim lavrado; cha-
peos de palhinha para meninos ; linas de pellica
enfeiladas para senhora ; ditas curtas, para homein,
senhoras e meninas ; ricos Icqucs ; sedas brancas e
de cores para vestidos de noivados ; borseguins para
senhora e meninas; sapatos de couro de lustro, para
senhora, meninas c homein ; chapeos de sol, furta-co-
res para homem ; luvas de seda, geni dedos curtas e
compridas, para senhora ; lindos cortes de casia de
listras para vestidos ; c outras mullas fazendas de gos-
to por menos preco do que em outra qualqucr parte.
= Vendem-se cadeiras c sophs de Jacaranda ; mesas
di' uni de sala nina dita de Jacaranda em bom uso;
mesas de Jogo, de madeira de oleo, com columnas; ditas
de 4 pi's torneados ; um guarda-louca pequeo usa-
do ; urna commoda de coudur usada; urna dita no-
va ; camas de amarello
lira neo com
feitos em ilambnrgo ;
lepei'di ncia livraria ,
cipa de panno ,
na praca da In
ns. f) e 8
Vendem-se varios eicravos mocos de bonitas figu-
ras enm habilidades ; luna preta pal ida de dous mc-
zes ; na ra Nova n. 21, segundo andar.
Fardo de arroz, em barricas,
de 4 a 5 arrobos cada barrica a 35oo
rs., muito preerivel ao farelo de trigo; o
qual tambem sei've para engordar crine-So:
no armazein do Bacelar', defronte d*-
escadinba e no do Broguez junio ao
3rco da Conceicao.
O inconteslavclnicntcbaratii-
reiro da ra do Crespo, loja
n. 5, ao p d arco de
luIonio, vende :
Chitas de sofi'riveis pannos, lindos padrdes, o
covado a.........140, 160, 180 e 200
Ditas muito finas, algumas francezas, ricos de-
senhos, o covado a. .........240 c 280
Madapoloo, cxcellentcs qualidade, a vara 100, 180 e 200
Dito muito fino, a vara......... 240
Algodaozinho. cxcellentcs qualidades, sollrivri
largura, a vara........... j(i0
Lencos de cambraia arrendados para senhora a. 400
Ditos de cassa misturados com seda para gra-
aU; a....., ........ 400
Ditos ditos para metade, a........ 200
Ditos de setim lavrado, a. ...... 2 240
Cassas suissas com vara de largura, o covado a 320
Lindeza fingindo muito bem seda, o covado a 240
Corles de pelle do diabo e gambrees de tus
covados e ineio, a.......... 1,440
Ditos de bi ins 11 .i in i vis de lindos padrdes com
duas varas c una quarta, a.......2,240
Ditos de casimiras, padrdes novos, com tres co-
vados e meio, a...........1,800
('hales de la e escocezes fingindo merino, a. 2.000
Ditos de cambraia bordados, a.......1,000
Panno fino verde escuro o corado, a.....2,000
Ditos cor de vinho e azul escuro muito finos o
corado, a.............4,000
Chitas saramas de lindas ramagens, o covado a. 200
Peciuhas de cambraia lisa muito linas, com seis
varas e incia, a...........3,400
Biscadinhos franceses, litidissimos padres, o
covado,^ a............. 240
N. B. do-sc as amostras deixando penbor.
Joo Jos de Carvalho lYloraes ,
agente, nesta provincia, do contrato do
tabaco rapprinceza, de Portugal faz
publico que se acha a venda o mesmo
rap chegado pelo ultimo navio de Lis-
boa em porcaoea retalbo pelo preco
marcado pelos contratadores de 3^6oo
cada corte; ditos de gosto chines, a 5/000 rs. cada um
corte; cassas chitas para vestidos, a 2/8000 e ,'1/500 cada
corte ; cainbraias de quadros de cores escuras, para ves-
tidos, a3/500 rs. cada corte; calcinitas para meninas de
escola a 400 rs. cada um par; nielas linas para meninos,
de d. 'rentes tamanhos; c outras umitas fazendas, que
tudo se vender por preco barato, assim como um resto
das ricas c baratas lanlernas com castiraes de llnissiiua
casquinha, c que se vendem por 9, 10 e 12 mil ris cada
par.
Rap princesa Novo-Lisboa
a ISOOOrs. a libra.
De todos ns raps, que a industria brasileira tem al
boje fabricado, nenhiim imita melhor o verdadeiro ra-
p princesa poirugurz do que o intitulado RAP l'RIN-
CEZA NOVO LISBOA, fabricado no Rio-de-Janeiro, sen-
do lo perfeila a sua semelhanca, que os mais veteranos
tabaquistas o toino pelo genuino rap princesa de Lis-
boa.
O deposito deste excellente rap, he no armazem di
Atoes Vianiia, ra da Senzalla-Velha, n. n0;e tainbem
se vende nos tres bairros da eidade : no do Recite em
casa dos Sis. Jos Dial da Silva < Poutcsb Sampaio, to-
jas de ferrapens ra da Cadeia-Velha ; no de S.-Anto-
nio em casa dos Sis. Anlonio Domingos Ferreira roa
do Crespo, n. II ; Joaquim Jos Lody, loja de miude-
zas na larga do Rosario ; Jos Joaquim da Costa lo-
ja de miudezas na ra doCabug ; no Atcrro-da-lloa-
Vista Injas de miudezas dos Srs. Antonio Ayres de Ca-
iro Si Companhia Antonio da Silva Guiniarcs e Tilo-
ma/. Pereira de Mattos Estima.
Vende-se um piano inglez horizontal de um dos
melhnres autores em meio uso e por isso muito pro-
prio para quem quizer aprender, por preco mullo Com-
modo_; na ra do Crespo, n. 12.
"Vende-se una bonita escrava, alta, bem parteida,
de 24 anuos que eiigoinma, cose he muito fiel e no
tem vicios oquese aflanca : um preto mestie traba-
1 h.nliu de enxada, que ganha na ra e paga cerlo 500 rs,
diariamente; 3 canoas, sendo duas a licitas de carregar
familia novas, bem arranjadas e pintadas a oleo, c
una pequea de um sti pao : na ra cstreita do Rora-
rio botica n. 10.
A terro-da -Boa- Vista, loja
n. 14,
veniJcm-sc riscados Irancezes de qua-
dros e tares fixas a 2oo rs. o covado.
Vendem-se 4 escravos sendo : duas prrtas mo-
cas de bonitas figuras; dous i nula ti n los sendo um
de t anuos e o oulro de t2 ; sola ; couros miudok ; be-
zerros ; e una porcao de barricas de sebo ; esleirs ;
cera de carnauba : na ra da Cruz, n. 26.
Chitas fnissimas, a 160 rs. o
covado.
A prinielra loja do Aterro-da-lloa-Vista n. 10 acaba
de rrceber lindas chitas magnificas em panno c de um
gosto exquisito, porserem todas guarnecidas de bico
preto pelo preco cima dito ; ricos lencos de seda ,
pequeos, para meninas, a 480 rs
Vende-se
da amarello ; cadeiras de balauco de dito;
ngico ; inarquezasde coudur; ditasdeoleo;
toucadores de Jacaranda ; tudo por preco commodo :
ua ra da Cadein de S.-Amonio n. 18.
-- Vendem-se bezerros irancezes, de Nantes, de
superior qualidade os melliorcs que teem vindo a
este mercado, por atacado ou inesmo em duzias a
vontade dos compradores por mais barato preco do
que em outra qualquer parte : na ra da Cruz, n 20.
As cautelas da lotera da eidade da Victoria achil-
se de hoje em diante expostas venda no Aterro-da-
Hoa-Vista. uas lojas dos Srs. Caelano Luiz Ferreira,
n. 4(i; Thomaz Pereira de Mallos Estima, n. 54; Leal
& Irnifa, n. 58, e Antonio Ayres de Castro, n. 72;
assun como na travessa do Veras, n. 13, ondeos fre-
guezei acharad sempre um variado sortimento de bons
nmeros. O pagamento das que sahirao premiadas
na paitada lotera do Livramcnlo, contina a ser felto
como d'antes a toda c qualqucr hora do dia, sem ex-
cepcao de domingos c dias santos.
E6 PORTAS Nd8
N'ovaspechinchas e de entre ellas se an-
annunciao as seguintes corles de cambraia #J
com listras de cores a 4^000 rs o corte ; seda 5
decores, de lindos padrdes, para vestidos de ^
senhora a 1/000 rs. o covado ; setins de lis- jti
tras e quadros de cores de bonitos padrdes V
para ollcte, a 3/000 rs. o corte; casimira mui- .
o superior a 1/800 rs. o covado ; lencos de jD
seda da india a 1/280 rs. ; luvas de seda SS,
para senhora a 32') rs. ; nielas pelas para 2
meninos a 200 rs,; linhas de ns. GO a 120 a JP
2/500 rs. a libra ; pentes lisos, a 1/000 rs. a <*
diuia pecas de fita de retroz com 20 varas u
a 500 rs. a pera ; assim como una grande por- Q
cito de chitas, a 140. 100, 180 e 200 rs. e mu- &
to finas iii. liiiiirlo algumas francesas a220 J
240, 280 300 c 320 rs. S
Frtfnca ricos e mullo finos chapeos depalha, p&ri
nhora e meninas ; flores linas para chapeos c vestido,,
muito boas fitas de sellm lisaj e lavradas ; ricos ch '
les e mantas de seda para senhora muito finos can?"
braiasde linho francesas, scirf mistura ncnhiiina do
algodao ; ditas de algodao, muito finas e transpareni,...
bonitos cortes de vestidos de cambraia de listras de cu'
res : cassas finas lisas e de cores ; bonitos lencos de se-
da setim e cassa para homem e senhora ; luvas e
meiasde sida e linho ; bous supensorios de borracha-
muito ricas bengalas ; chicotes de muito bom gosto '
ira cavallos ; chapeos de sol, de seda e de panno,,]
oaqualidade, para homem e senhora; um novo e
bom sortimento de perfumaras finas ; calcado para
senhora ; oculos de grao ; chapeos de seda para se.
nhora ; bonitas bijouterias chapeadas deouro baleias
iara espartilhos ; dedaes de as o ; caixinhas de porcel-
ana dourada, para sabio e para guardar escov'as; ricos
apparelhos para cha ; e outras mais fazendas de loja
francezas.
-- Vendem-se seis a cito arrobas de sebo, do mais i.
perlor, que ha, tanto em ritn como de capas, a preco de
4/rs: nos acougucs de Joao Dtibois, ra do Bozario lar-
ga, ns c 11: nos mesmos ha presentemente sebo de rito
de carneiro, proprio para meisinlia: as pessoas, que Ji
tinh.io encominendado, venhao busca-lo quanto antes,
Vende-se cal virgem chegada ltimamente d
Lisboa em calas e barricas ; no largo da Assemblca
Provincial cscrlplOrio de Francisco Sevcrisnno Rabel-
lo Si Filho.
Vendem-se, na ra Imperial, n. 7, qualro frascos
de vidro, cada um com nove libras de acido chlorhjdori.
co, vulgo iniirialicn.
= Vende-se lagedo de Lisboa ; no largo da Assem-
bla Provincial escriptorlo de Francisco Severianoo
Rabello & Filho.
ALEGRA! alegra!
Chegouiinalmente csU tao desejada e encantadora
fazenda denominada =Alegria= : nao he.preciso te-
ccr elogio a esta faienda porque o seu nome bem dri.
xa ver-se qual nao ser sua qualidade; e de mais, leuda
ella a proprledade de fazer-se minorada s pcdimotA
as senhoras de bom gosto que se quizerem prevenir
de um elegante vestido para a noite de Natal de man.
darem a loja de Antonio Lui* dos Santos Companhia ,
na ra do Crespo, n. 11.
Vcnde-se. una parda recolhlda, que cose, engoni-
ma e cozlnha tudo multo bem; 4 escravas mojas, Una
deltas cose engomma e cozinha; duas negrluhas inul-
to lindas, de 14 annos queja cosem e fazeiu lavarinlo;
tima nuilaiinh.-i, de 15 annos ptima para se acabar
de educar ; urna preta, de 35 annos por 280/ rs., que
cozlnha, lava roupae vende na ra ; o escravos mo-
cos bons para o (raballio de campo ; um dito uo.n
ofiicialde alfaiate e bom pagem ; um preto velho.por
220/ rs. : na ra do Crespo, n. 10, primeiro andar.
Calcado.
Vendem-se sapaldes Je bezerro vindos de Nantei;
ditos de feilio inglez; sapatos de couro de lustro, de'
urna e duas palas; borzeguins gaspeados ; ditos com
pona de lustro ; sapatinhos de laa para enancas de
peito ; sapatos de lustro e marroquim ; borzeguins,
para senhora ; sapatos de tapete, para homem e senho-
ra; eoutros mullos calcados, recentcmente chegado
na praca da Independencia; ns. 13e 15, loja do Arantes.
Vendem-se. na ra da Gloria, sobrado n. M, te-
nas velhas lijlos, metralha, caljca em grande porcao,
u-iia porcao de pedias para alicerces de qualqucr obra,
caibros, ripas, e portas com as suas competentes grades.
t!
Livraria da esquina do Collegio.
Aos professores de primei-
ras ledras.
Primeiras noedes de aritlimctica para uso das escolas
de ensino primario em 28licoes pelo bacharel Avies
de Vaseoneellos Cardozoilomein, 184, brox. "
. 640 rs. ;
rumen-as noedes. de geomelria, para uso das mes-
mas escolas em 21 lices pelo mesmo autor 1845 ,
brox. dio rs. ; Dialogo gratmnatical da lingoa portu-
guesa, que, para inlelligencia das regras da orlhogra-
pliia, conten o que he absolutamente iudispcnsavel
coque apenas se pode cnsinar as escolas, por Anto-
nio Mara Ilarker obra iniprcssa em Coinlbra c reim-
pressa em Maranhao I v. encard. 800 rs.
= Vendem-se barricas c meias ditas com farlnha gal-
lega muito superior; barritase meias ditas com cal
virgen! de Lisboa ; barricas com potassa branca e preta;
leehaduras para pona de armazein ; peneiras de rame;
rodas de arcos para barricas ; bichas de Hamburgo I
tuo por preco commodo : na ra do Visarlo arma-
zem n. 0.
Vende-se um moleque de l4 annos mullo lin-
avalono
um gtiarda-ronpa e um
com seu competente jarro e
| tonco
no Ater-
bacia ; tudo com pouco
ro-da-Boa-Vista n 78.
Vende-se um preto, de 20 annos de nacao de
bouira figura ; um dito, de 26 annos que he bom ca-
ooeiro ; unta preta de 18 anuos, que engomma, cose,
cozinha e lava de salan e varrella ; urna dita de 16
annos que cozinha o diario de urna casa e cose alguma
cousa ; 4 ditas para o Servios de campo duas das quaes
cseme fazem renda ; una negrinha, de 10 annos, mul-
to bonita, e oplima para se educar ; todos estes escra-
vos n.io teem vicios neni achaques, o que se afianca : na
ra da < oncordia passando a poutezinha a dircita ,
segunda casa terrea.
Vende-se lindo damasco de seda de todas ns cores ;
cortes de cambraia ingiera, muito ricos para vestidos
de senhora ; casimiras elsticas de cores esouras ; vel-
ludo lavrado de bom gosto para colletes; pannos li-
nos de tudas as cores ; lencos pretos e de cores, de sar-
ja para grvalas ; ditos de setim com franjas, pora se-
nhora ; chales de seda ; ditos de la e seda ; los de li-
nho, brancos e pretos ; mantas de cambraia adamas-
cadas muito linar proprias tambem para cortinados
dei uxilhos ; chales de merino bordados muito ricos;
um sortimento completo de livros ein, brauco pauta-
dos e outro de espanadores; e outras multas fazendas,
por precos muito mdicos: na ra do Cabug loja
(1. .
Vendem-se os muito superiores
libra ; caf muido a 180 rs ; dito em grao, a T-0 rs "
evada nova a 100 rs. ; bolacliiulia ingleza a 200 ri. '
pama a 240 rs ; figos a .20 rs. ; manleiga inglesa
a SOO rs. 1 dita francesa a 600 rs. banha de porco a
^60 rs. ; chi hysson. a 2/240 e 2/56G.S. ;.dito irrua a
2^400 rs. ; dito ncliini a 1/600 rs. ; carnauba de 6, 7 e
.1 em libra a 320 rs. ; espermacete a 720 e 800 rs. ; no
paleo do Carino, esquina da ra de lionas lado di-
retto n. 2.
-- Vende-se una duzia de cadeiras ;' um soph ; una
mesa de meio de sala duas bancas ; tudo de Jacaran-
da mi Ixmi uso: na ra de Agoas-Verdes n. i9.
Vendem-se uns breviarios em meio uso; uus mui-
dles : na Iravcssa dos Mariyrins 11. 3.
.. Vr"dp"i-sr pretas de 16 a 25 annos, com habi-
lidades, sendo 3 das quaes boas para o servico de cam-
po ; urna negrinha, de li annos ; duas mulalinhas, de
Salinos, de elegantes figuras ;.um moleque peca, de
18 a 20 annos : no pateo da matriz de S.-Antonio n. 4
Vende-se laa de canna por preco commodo na
praca da Boa-Vista n. '5.
No botiquin, da Cova-da-Onca na ra larga do
Rozarlo, 11. 34 coiilinao-se a vender almocos de supe-
rior cafe com leite. a 200 rs. ; e urna porcao de ossos de
boi por preco coinmodu.
= Vcnde-se una escrava de muito boa figura
fetacozinheiraecoinpradeira, a qual se dar a
per-
con-
tento na ra larga do Rozario, voltando para os quar-
teis, n.24, primeiro andar.
Vende-se, na ra doQueimado, loja 11. -32 louca
e vidros de todas as qualidades por menos de seu va-
lor para liquidaco de contas, e despejo da casa as-
sim como apparelhos para cha, de todas as qualidades
i>0 ATKRKO-UA-BOA-V1STA LOJA N. 3, UE JOAO
CUAROON,
acabao de chegar
Fugio, das 6 para as 8 horas da noite do dia 8 do
correntc o cabra Francisco ; levou caifas de algodao
traneado camisa de chila ; tem o rosto comprido, bar-
ba serrada ; tem no hombro direito um osso fahido pa-
ra lora. F.ste escravo he casado e he remettido pelo
capitao Manoel Jos Femandes do Ass ; levou Uin-
bem urna rede. Roga-se aos capitaes de campo e to-
das as autoridades de o pega re m e levarem a ra da Ca-
deia loja de ferragens de Joo Jos de Carvalho Mo-
racs, que recompensar
FugiiSo do engenho Boa-Vista, da freguezia da Es-
oada, comarca de Santo-Anio, no dia 7 de outubrodo
corrente auno, dous escravos de nonies, Domingos e
Narciso, sendo o Domingos, cabra escuro, alto e chelo
do corpo; quando falla apena os olhos; tem a bocea um
pouco torta, por Ihe ter dado a molestia do ar, e Ihe fal-
tarem denles de urna banda; levou urna rede, carniza e
cerouin de algodao americano de listras largas,e mais ou-
tras carnizas e calcas de algodaozinho, chapeo de palha
piulado de verde. F.ste cabra veio do cerlo de Inhaniun,
villa de S.-Matheus, e foi vendido para este engenho.
O Narciso heallo.secco do corpo, bem parecido,tein mar-
cas as nadegas de turra. O primeiro pertence a Jos
Eloy Machado, do mesmo engenho, e o outro a um la-
vradnr do mesmo Consta, que seguirn pelas estradas
de Santo-Anto, Serra-da-Russia, ou pela de Paja-de-
Flores. Roga-se s autoridades policiaes e a outras
quaesquer pessoas, os prendan e levem ao mesmo en-
genho, ou no Recife de Pernambuco, ra das Crines,
n. 30, que se recompensar.
No dia 7 de noreuibro do corrente anno, fugio o
negro Manoel, de naco Congo, porm bem fallante, co-
mo se fnsse erinnio, de idade, que representa ter 50 an-
uos, estatura baixa, secco do corpo, cara comprida, e
por causa de urna queda de (avallo tem os peitot bas-
tante altos, e as costas mettidas para dentro, com o pes-
coco torio para unidos lados; levou vestido carniza e
calca de algodao trancado de listra azul; qualquer pes-
soa ou campanlia o poder pegar e leva-lo a sua senho-
ra na prafa da Moa-Vista, sobrado n. 12, que.ser
generosamente gratificado ; e roga-se as autoridades
policiaes, o faco prender onde qur que I'or encon-
trado.
= Fugio, do engenho Gongacari um preto, de no-
me Joo Ha na na figura ordinaria, crloulo; tem uiua
cicatriz debaixo do olho esquerdo ; fugio com um ferrt
no prscuco : quem o pegar, leve ao dito engenho, OU
no principio do Aterro-dos-Afogados sobrado n. 31.
Fugio, no dia 11 do corrente, o moleque Francis-
co de nacao Rebojo de 18 annos; levou calcas de
laa de listras camisa de algodaozinho ; chelo do cor-
po ; tem o cabello da frente da cabera crescido e da
parte de detras cu/lado rente ; julga-se andar nesU prar
9a : quem o pegar, leve ao pateo do Uospilal do Paraso,
na refinaeao que seca gratificado
-- Fugio, no dia 10 do corrente inez, do sitio do Ar-
raial una escrava crioula de nome Rmereneianna ,
natural do Ico de 20 annos, pouco mais ou menos al-
tura regular, grossa do corpo denles limados roslo
redondo belfos grossos olhos grandes testa larga ,
bocea grande ; levou um roupao de riseado, panno de
algodao bronco com as lemas E F fetas com linha
encarnada, lenco e coberta de chita encarnada, com
listras brancas Roga-se as autoridades policiaes e
empregados do registe do porto bem como aos caol-
ines de campo o favor de apprehenilerein < manda-
re m a ra da Aurora casa da Angelo Francisco Car-
neiro ou na ruado Sol em casa de Elias Uaptista da
Silva que. aliu de se pagar todo a despeza se dar
a devida recompensa.
-- Fugio, no da 11 do corrente da casa de Francis-
co los Duarte o cabra de nome Miguel alto, gros-
so do corpo rosto redondo zarolho, paa larga! ,
peinas grossas com um geito para dentro ; levou ca-
misa c calcas de riscado. Este cabra eslava no sitio da
lioa-Viageni, c trazia leite em un cavallo nielado. Quem
o pegar, leve a ra de Agoas-Verdes sobrado n. 70 ,
que recebera20/000 rs. de gratifleacao.
pelo, ulttmot navios vmdos detpERH. ; NA TYP. DEM.F.DE FAUU. 1846.


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