Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00442


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Full Text
A no tleI846.
Sabbado 14
O zM/l/Opuhlica-se todos os dias que h5o
forero de guarda: o preco ilu si^iialur lie He
4f0fln rs. por quartcl, pago* adianladas. Os
nnuncios dos assignanles sao inseridos a rio
c JO ris por linde, 40 rts e n typo difieren-
te, e es repclices pete melade. Os que nSo fo-
rein assignanles piglo $0 ris por linda, e 100
eni Ijpo dilTerciile.
PILASES DA LDA NO HEZ DE VOVEMBI10
Lo clieie a 3, a>6 hores e 61 minulot da manb.
Mingoanlea in, asi' horas e 2 4 min. damunli.
La nove a 18. as 8 horas e 39 min. da larde..
Crescenle e 14, as 8 horas e 11 mi, de, urde.
PARTIDA DOS CORRKIOS.
Goianna e Paralivha Segundas e Sextas leiras,
Rio Grande Ho Norte, ehege as Quarias feiras
ao meio dia e parlo as mesmas horas na
Quintas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cairo e
Macrvd. no I.', II o 2 I de cada mez.
ftaranhuns o Bonito a 10 e 14.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as Quintas feiras .
Olinda todos as das.
PREAMAR DE HOJK.
Primeira e i h. 18 minutos de tarde.
Secunda a I h. 42 minutos da manhie.
de Novembro.
Ansio XXII. N. 356.
DAS DA SEMANA.
9 Segunda. S Oreslcs. And. d J. dos orpl .
edoJ. doC.de 2. r., do J M da 2 v.
10 Terca. S. Andre Avclino Auil. do J. dociv.
da l. v. e rio .1. 11 Quarta. S. Martiulin. Aud.do J. do civ. da
2. v ,c doJ.de pardo J dist.de I.
12 Quinta. S. Diogo. Aud. do J. deorph.os, do
I municipal da I. vera. .....
13 Sexta. S Emento. And. do J.dociv. da
I.., edoJ.de pee do I. dist. de t.
14 Sebhado. Ss Clemenlino Aud. do J. do civ.
l!. Domingo. O Patrocinio de Nossa Sciihora.
CAMItlOS NO DIA 13 DE NOYEYMRO.
Camino sobre Londres 28 o l'/^d. p.l/a 00 d.
a .i PaiisJ ris por iranco.
Lisboa 100% de premio.
Dote, de leiras de boas (irmas l'/iP- %"omez-
OuroOacasheSpSnholaS.. S 1*000 a 3I50O
. MoctlasdeOJllOvel. I0J2OO a IsllOil
de njlio nov. |I!S00 a lOftno
de 4J000... 9^100 a 9i20n
Prata Palaccs........ 1*080 a 2/000
Pesos culuinnarcs I #990 a 21000
Ditos Mexicanos. IJ920 a l#40
Miuda......... IjflOO a ISTO
Accesda Comp. do elieribe de OJO00 ao par-
DIARIO DE PEMTAMBUCO
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO-DE PERNAMUUCO.
LISBOA, 23 DE SKTEMBRO-DK 184G.
O nimos csto aqui grraliiientr oceupadoa com as
elelces, tanto municipacs.coino parlamentares : as am-
liicdrs Trrvem por toda a parte, uo ao entre aqurllrs,
que pelos seus actos inspiran conflanca, o se tornan dig-
nos de er votados, mas entre os avrnturriros e le-
galhs, que nada tecni. e que s procuro collocar-sr
rm boa posirao, para dalii tlrareiu vantagens, atraicoa-
rrm a causa popular ; cm suiunia, tornarcm-se outras
Cabraes.
Formou-se aqu una commissao eleiloral central, que
rlrgeopara sru presidente o burilo de Villa-Nova de Fos-
crta. e vugaes osSrs. Jos Eslcvo Coelfui de Magalhaes.
Mannel de Iems I oelbo, T.eoael Tavarrs Cabial, Manuel
Joaijiiim de Freitas, JoSo Lara de Carvalbo, e nials mu
ou dous, rujos nonios nos nSo recorda agora. Todos es-
tn individuo* pertencem ao partido do progreuo, mas
he gente sisutla c que tcm que perder, e a llialor pane
delles se peccar, pode acreditar-sc, que pecca de boa
T.
Esta commissiio comecoii as suas reunios na casa da
antiga eomijssao rleitoral npposicinnlsta, situada na
calcada-do Sacramento, c decidi consultar as opinics
dos habitantes das frcgtirzias, para se tratar da rlelcao
municipal, enviando as inesmas ficguoilas cominissio-
nados reunan. Entre estes apresentnu-sc pela frrguc-
sia das Mercs, em Lisboa, uin tal Joao Candido de Car-
valho, e pela frrguezia de Pal haca (povoacao no sul do
Tejo) o seu jiarocho, o conhecido padre Lamprela.
joo Candido de Carvalbo, lamn m tai linde, e na vi-
da particular nao pude havrr hnmciu inals humoral ;
para elle todos os ineios sao bnns, com tanto que te a-
nbe dinheiro. Na vida publica ou poltica tem seguido
os meemos dictatura. Primeii,ament tai multo carlista,
depols sendo demittido do um einprrgo, que ti lia no
crrelo geral, por pouea limprza do nios, fez-se grande
solombrista, e escreveo o Atarrague c o Demcrata, jor-
naes abjectos e immundot, |irncurados spela canalha,
ein roiisoqiienola da sua virulenta e indecente lingoa-
gein. Envolvido eiu quantas rrvollas se fzrro contra
ns Cabaos, bandcuU-sc ultlmainente com elles, e era son
espino. Logo que estes cahrao, tornou-ae exaltado tribu-
no, escrevendo um pequeo jornal ntiliil.ido o Rabtriio
no sentido e na liugoageni do Prorrogue e do Drmuetala;
Instaurou nina especie de associaco cvica, onde s con-
corre, he verdadr, o que ha do mais baixo c dcsprezivel
do partido prngresssla mas que, comtudo, nao delxa
de dar Influencia a quem nao he digno.de a ter.
O padre Lamprela he.....condigno sacio de Joo Can-
dido de Carvalbo. Antigo redactor ds Procurador Vi 'o-
roi, fea depois niinmei aveis serviros aos Labraos ; hoje
he lambem tribuno popular. A sua vida particular be
tao indecente como a de Carvalbo.
lio de cre, que a presenca drstes diuis homens na-
quella reunan prrjudioaria nrressariauente a sua llil-
porlantr mlssiio, porque a desacreditava. Consta-nos,
que Iiouvc a ideia de os expulsar dalli, porin eta salu-
lar resolueo no se levon a elTrilo |ior conteniplacdes,
de que estamos cortos, que rom o andar dos lempos al-
::iiein se hade arrependor.
A couiiuisso eleitnral publicou, dopos de una lnnga
ilisoussan. o son programla Clrltoral. Nelle avulto
limitas disposcies salutarrs, como por i xouiplo : Que
se promovn, que a rduraco dos prinriprs e todo o ser-
vido da casa real sejo eucarregados CM-Insivamcnle a
Portugueze ; que baja le de respunsaliilidadc publica
]ira os miiiislriis, e para todos os ruiprrgatlos ; que baja
lei de habilitarnos ; que se reforme a Instruccao publi-
ca ; que se promova a factura de estradas,, etc., etc.
lNiit'iu a par tiestas inris providencias apparccriuoulras
nao m |irojuilii'iai'S, mas at Ipckiqtlivris, tais como a
refrnia da cmara dos paros, aexlliicco dns Iribunars
tln thosnuro o de ronlas, a organlsaco da gualda nacio-
nal romo ora amigamente. A constilulcuo da cmara al-
ta de ele leo popular nao est de aitordo com as nc-
tnaes oircumstancas da Furopa, e talvez esse passo co-
loreado nos soja mais prejudicial do que til.
Mngui in desi tinheee, que os Itibiinaes do (hesouro e
de rontas sSo drfritiiosos, e precisan de una reforma ra-
dical : lofoinieiii-iiiisinuito enibora; porin uo os extin-
gui, porque isso seria Urna calainidule publica pelacnn-
fusti e alrazo, em que ficato os negocios at ostabele-
cer-se e ennsolidar-se outra reparlifSo, ou o que qur
quefosie,que os substitus.o
Emquanlo organlsaco da guarda nacional como era
anteriormente ; isto he, pagando apenas I^UOO rs. de de-
cinin, he nutra calauidado ; porqun veremos alistarse
nella todos os wnriiu, o terrinos de novo em campo as
aceas de l837, que tao projudicars foro a esta insli-
tuicao. que bein urganisada ho o siislontaoulo da ordem
e dallbrrdadr i mal organisada sdserve de ludibrio s
faocoes, e de vehculo de desordriu.
O giiveriui acaba tambem de publicar o seu program-
ina eleiloral, na circular dirigida pelo ministro do rei-
no aos govrrnadorrs elvis dos dislrictos, e publicada no
Diaria rfn (invern do da 2r d corrento.
O govrrnn, depnis de demonstrar ueste documento a
Importante uilsso, a que sao chamados os elei toros ; as-
sini como que procurou remediar os malos, que aH'octa-
vSo as antigs leis de elrlces, com o decreto de 27 de ju-
Ibo ultimo, que serve de lei eleiloral ; maulfesta, que
nao he exclusivo noin pode s-lo nesla materia ; porin
que s clereca aquella Influencia innocente, que Ihe
ho licito exercer, abslrndo-se de usar dns seus proprios
Hielos. As bases, que o governo aprsenla para o seu
programma eleiloral, Sao as segumos :
Rever carta do modo, que os seuaprcccllos liqucui
mais evidentes, e salvos de falsa e abusiva interprcta-
co, ser uin novo culto memoria sauriosa do sen au-
gusto autor, o o cmiiprimeiito de una voulade e desrjo
seu, tantas vc/et manitestadn.
Reformaras Iris tributarias de modo, que os contri-
buintespaguem com a maor igualdadc e com o menor I
sacrlcio possivcl.
Fazer una rigorosa revisao dos quadros de lodosos
ostabelecnientos ; lixa-los inaltoraveliiieiite, gnranliu-
do assiin uin progressivo e seguro augmento de eco-
noma.
- Fundar o crdito nacional sobre estas bases e pres-
| rever o systcma de crditos phantaslicos, ruina da tar-
' una publica e dos particulares.
Dar real protecoo coininrrcioe a agricultura po-
la construceno de estradas e vias de commuiilcacao.
DIQ'undir a inslruccao por tudas as classes, fazendo
com que a selencia se derrame naa suas appllcacoes pra-
llcas asarles.
ii Tratar lobreludo da educacao moral do povo, pro-
veiulo para o inrsmo liiu aos mcios de educacao c Ins-
lruccao do clero.
Orgnnisar a tarca publica, e implificar osystrma ad-
ministrativo e fiscal
- Regular as babililaces para a admissao aos empie-
gos pblicos. ', ,
Finalmente faicr effecllva a responsabilidadc de
todos, a
Da coiuparacao oeste programma com o que publicou
a commissao central de rloices conbece-se logo, quan-
ta improvidencia presidio confeceo do dito program-
ma da commissao, sobretudo ein certos pontos ; e com
quanta prudencia se pensou o programma do governo.
Conhere-se laiiibein, que ejcsia vez teremos unas ver-
dadeiras cleifdes; ou rielo menos o mais approxlmado da
venlaileira expressao nacional, e nao o synibolo de um
su partido, com exelusao de todos os outros, como acon-
teca no tempo dos Cabraes, resultado incvitavel dos
seus abusos e prepotencias. Como o actual governo no
recela, que julguem imparclalinente os seus autos, por
issn mi quer, que o parlamento se couiponba s de ho-
inens do sen rmrtido, donatos do ministerio, dispostos
senipre a votar, no conforme a rasao e a boa coiiscicn-
cia mas a favor dns inlcresses dos seus sonliores ; po-
rin Min de representantes de lodosos partidos.
Sob as bases do prog anima rleitoral do governo aca-
ba de liavcr nina rouniao eleiloral em casa do marque/,
de Vallada, e formou-se urna commissao composta do
dito marqiiez de Vallada, conde da T.ipa, D. Thoniaz de
Mello llriiynei, vseondei; tic llenaguazil c de ronlc-Ar-
cada, Luiz llrcdernde, Alves do llo Jnior, Derramado,
Oarrrt, Fredorico Guillierine Pereira, e Pina Cabral.
Nao obstante os rxaltados indigl'arrin os membros
desta leiinloo como ordeirnt, e querendo restabelecer o
antigo partido da ordem, de que se tornro chefes os Ca-
braes, acredita-se geralniente, ,quc concorrrra para
trazer ao parlamento homens de una conducta illibada
e verdadeiros amigos do sen paz e da liberdade ; em lu-
gar de avcnturrlios ou saltimbancos, scom a iniraem
seus inlcresses.
Na commissao central de elcices procedeo-se ltima-
mente ao apuramrntn da lista para a cmara municipal,
e os mais votados taino: Aniceto Ventora Rodrigues,
fabricante; Domingos Ferreira Pinto llaslos, prupi lita-
rlo e negociante; 1). Fernando de Souia t'otolho, pro-
prietario ; Joo Antonio Leite, negociante; Joo de Mal-
los Pinto, negociante; Jos Ignacio de Andradr, nego-
ciante; Jos Antonio PereiraSerzedrllo, negociante ; Jo-
s Mara Frazo, cinirgiao ; Manocl Joaqiiim de Freilas,
negociante; Manocl Jos Machado, negociante; Manuel
Mareelllno Lourenco, artista ; Procoro Jos de Gouvi i.i,
medico ; c visconde de Aturara, proprietailo. Este ul-
timo pertenoe ao partido realista, e be ja inriiibro da
actual eommlsso municipal,
Diz-so, que o marque/ de Saltlanha_ se Indispoz com o
governo, que pedir a sua drinissao de todos os seus
rargos excep^o de marechal do rxercito. Parece, que
oseabralistas conscguiro seniprc chama-lo a si u par-
iU,<>- ^
O coronel Cesar de Vasconeellos, que havia sido des-
pachado liara o regiment de cavallaiia n. 4, pedio ser
pastado4 9 'seceao do rxercito, alini do poder ser .1, |.
to deputado, visto que a nova le rleitoial prohibe
eleieo dos coiiiniandantes de rorpos, atslin ennio de
huiros eniprogados de confianra. He este um dos tlo-
feltos, que so nota na actual lei de cloicies, que lie na-
tural, que as cmaras remrdririu juntamente com ou-
tros ; visto que a dita le nolie por cinquanto mais do
que um decreto provisorio.
A imprensa peridica contina a clamar contra a per-
manencia do coiicelhciro Dietz em Portugal e no paco,
A lleroluco de Setembro dedioa 0 MU primelro artigo do
dia 18 do corronte a mostrar quanto a Influencia disto
esliancelro tem sido damnosa ao paiz, e quanto pude ser
prejudalssnio, que elle continu a presidir a educacao
dos principes. A ssegura-so, que una das ni nielras coli-
sas, que a cmara dosdrpiitadns fai.i, lio dirigir aolluo-
no una inrnsagom, |iedindo a expulsan de DIeti do pa-
co o de Portugal. Parece, que encontrar nlsto resis-
tencia, porm he natural, que afinal se ceda ; porque
o Himno deve reconheccr, que he contrario aos seus in-
terosses estar em continua pugna com a nacao.
A familia real fez una excursao a Mafia e a Cintra,
.donde vollou n capital para assistir ao belja-niao, que
leve lugar no dia l6 do corrrntc, por occasiuo do anul-
vorsario natalicio do principo real. Fsta ceremonia es-
leve inulto brilhante e conrorrida. S. A. R. confossani-
se nesse da, e fez a sua primeira romuiiinliao; que Ihe
administrad o eardeal palriarcha de Lisboa.
O principo de Congo, D. Nicolao Agoa Rosada, parece
que regressa ao sru paiz, com toda a brevidade, a bor-
do da ci uveta Oito-de-Julho.
O governo restabelcceo asantigas leis de dcima, c
publicou as competentes instriiccOcs para a cobranca
da ine.sma c deis ImposloS annexus.
Tainbein priunulgou o inesmo governo varias instruc-
eiics sobre a maneira, p6r que se ho de faier as promo-
ces para o rxercito du ultra-mar. Segundo as uiesnias
instrueccies nlnguem pode obter o posto de aiferes para
o ultramar setn primelro 1er tid praca no exerclto de
Portugal.
Tem havidouma encarnlcada lucta entre Antonio Ca-
bral de S Nogueira, cominandantc do 2." batalhao da
guarda nacional, e Jos. Feliciano de Castilho, que por-
tence ao mesmo batalho. Castilho procura por todos
os meios esqulvar-se a alisLar-se no dito batalho, por-
que iit Imigo capital da inslituicao c acrrimo parti-
dario do cabrallsino. S Nogueira, que sabe isto, nao se
descuida, e os avisos para o alistaniento so repelidos.
Castilho, nao podendo tirar outra desforra, descoinpc
na ReitnuracSo, jornal, que redigo, nao s S Nogueira ;
mas Uunbeui o pobre do aargenlo incumbido de Ihe en-
tregar os avisos, cata controversia tem feita rlr a todos,
que conhecem quem he o petisco do tal Castilho que
alinal ter de mudar dedistiielo, ou de subjcltar-se
loi.
O Telegrafo, Jornal cabralisla publicou ltimamente
una caria, que Ihe dirigi de Cadi o conde de '1 homar,
na qual se qnelxa de ter sido exonerado do cargo de con-
ct Huiro de estado. |llrputa isto urna vinganca pessoal
do duque de Palmclla, c no seu despeito publica tam-
bem varias cartas confldeaclaes do mesmo duque, diri-
Sidas ao conde nos'annos de iMl, 42 e 43, as quaes o
uque declara oslar conforme com o restab. leciiiunto
da carta, e com a poltica cnto seguida pelo gabinete.
Ora, o conde de Thoimu de certo eslava desorientado,
quando resolvi publicar estaj carias. Primeiro, porque
pralicou urna aceaopouco cavalheira;segundo, porque,
as
i:iiii-
jnlgaodo fazer grande mal ao duque, fcz-lhc bem.
cutas ni que,i.id o nobre presidente do actual
celho de ministros no faz mais do que confirmar o que
por militas veies suslentou em pleno parlamento ; pois
que nngiiem ignora, que o duque de Palinella apoloii
al corla poca a administraran do conde de Tlioinar ;
porm, desde que a vio sahir da vereda da legalidade, na
sua primeira dictadura, rcllroii-lhc immediataiiicnte o
sen apolo.
O mesmo Telrgrapho, alm de outras falsldades, pu-
blicou iiltiinameute a noticia deque o duque tic Pal-
mella tencionava retlrar-se de Portugal Causa riso o
nggrrgado de mentiras, que todos os tlias publica tanto
o Telegrapho como a leilauraco. Esta deo, ha tlias, o
conde das Aulas ferldo em um encontr com os migue-
listas no Minti, p. provando-lhc os jomaos da situaran
e do ministerio a'falsidadc de scmclhante noticia com
as mrsuias parlicipaedes oflleiaes, assignadas pelo dito
conde, leve odescaro de sus'tentar a mentira.
A proposito do conde das Aulas, e da provincia do Hi-
pno, posso assegurar-Ihe. que se acha restabclccido o
socegu as provincias do Norte, c que j se no falla em
giierrilhas nilguclislas, e as tropas apenas se oceupao
boje na prlso de algunsdns principies agitadores.
A couiinlsso noinoada para os inelliorainentos da im-
prensa acaba de publicar um parecer cerca da inser-
eno dos annuneios judiciaes, que era alt' boje exclusiva
do Diario do Governo. A commissao opina, que os ditos
aniiuuciiispiiss."iu ser inseridos em dous Jomaos da ca-
pital, que mandem para as provincias mais de VOO exein-
plares de assguatura ; e em dous jomaos do Porto, que
remolino tambem peto correio mais de 200 rxeinplaret.
Este parecer he assignado iinlcamcnle polos Sis. Jos
Eslevao, e Antonio Rodrigues de Sampaio, redacto.es da
/lo/iif.o de Setembro ; e ha quem quera ver no dito pa-
recer urna especie de exclusivismo a favor do dito jor-
nal, que, excepeo do Diario do OVtrltO, he talvez. 0
nico, que manda para o correio mais do referido nu-
mero de exoniplarcs. Parece, que na discusso do pare-
cer haveria grande opposico, da parte dos atlvogados
de Lisboa, a favor da latela dos Tribunoei, c de outros
peridicos.
A sociedade do Oreaste Lillerario vai publicar mu Jor-
nal Iriniensal. Os redactores permanentes no poder
ser menos de do/e, e cada redactor se rrsponsabilisara
por una contribuicao corla de trabalhn. llavera, outro
sim, edaciores livros o redactores correspondente,
Consta,que o governo hrspanliolinaudou sahir de Ma-
dlld o conde de Thoniar.
Monsenhor de Pietro, nuncio de S.Santidade nesla
corte,sabio de Lisboa, e parece que vai a Madrid c a ou-
tros pontos. Diz-se, que a sua ausencia ser de dous mo-
zos. Monsenhor liarli, i'ica encarregado de negocios.
A crise fnaucrira anda contina. As olas do banco
coiiiiiiuao a ter o agio de 3G0 a 400 rs. Entretanto oes-
lado do banco inelhora pois que no prazo de 15 dias a-
niortiilisou com a c.ipitalisaco das notas c segundo
um inappa aprrseulado, lia donsdias, porto de 300 ion-
ios do res.
San diversos os boatos, que circulo acerca da proro-
garo da moratoria. Segundo nos, ser prologada, por-
que, nan podendo o banco fazer transactaoalgillua, em-
quaiiiiin governo Ihe nao estipular ineios de pagamen-
to ao milito, que Ihe deve, no pode levar fundos para
fazer liento ao pagamento regular das suas notas. Ou-
iiiis di/em, que se vao adoptar medidas salutaros, para
que nan baja prorogaeo de moratoria. Esla termina
ni.I principios do prximo mea de outubro. Oxala, que
se extirpe esto cancro, que diariamente nos est roendo
com descredilo da afio e do governo.
Tem-se procurado crear um novo banco ; por.m esta
ideia ho do celebre Carlos Morato Ruina, autor da pban
lasmagoria do crdito passado. O ir. Roma nao licou
innito contente com a derrota da companhia Conflanca
ede outras de quem era a alma ; e por isso quer vir, se
por meio de outra pliaiilasniagorla pode resarcir o que
perdeo, pilbando alada os poucos vintens de alguna,
que no cahlrao em Ihe entregar tudo; porm ja rata
do sobijo conhecido, c parece-iuc, que nao fura lor-
luna.
Na falla dosio expediento tem-se, por parte dos inte-
rrssados, procurado rehabilitar as coiiipauhas ; porin
so taes as exigencias, to desarrasoaveis as propostas,
que o governo tem julgado no dever annulr a ellas.
Por ennsi gninle o negocio permanece em estaluquo.
Parece, que cm breve ser esta capital Iluminada a
paz. A cmara municipal j abri o concurso para
quem qulser tomar a cousa de empieza, e j na ra da
Boa-Vlala se estilo fazendo trabalhos para esse liin.
Diz-se, que o Sr. Wan/.eller vai abrir no caes do So-
dr, onde o Mareare tinha amigamente um botiqulm ,
mu grande armaiem de cerveja, que cm nada soja in-
ferior aos que ha em Londres. ste rstabelrciuienlo
ser Iluminado a gaz.
Os melhoranicntos no so s em Lisboa. *Em Caci-
ihas, pm u.icaii da banda esquerda do Tejo, e para onde
vai milita gente no vero, alini de lomar banhos, trata-
se de alinip.ir as.rn i-, que utualmenle estavo cheas
de immuudice, cumo qualquer cidade uu povoaeo h-
bil, ida por intuiros ou judos.
frjT* > Mtlllii
PERAMBUCO.
ASEMBLt'A PROVINCIAL.
SESSAO EM il DE NOVEMBRO DE 1840.
PRESIDENCIA DO
sui /.i ri ivriiiA.
Ciiutiniiaeti do numero antecedente.)
O Sr. Xarrtlo : -- Sr. presidente, desde que tenboa
honra de apparecer nesla casa, posso asseverar a V.
Exc, que anda no Uve um momento de lauta amar-
gura, como este.
t'm Sr. Deputado : Mas quem he a causa ?
OCraior: Delxcinos a' causa, e vamos ao efl'oilo
Sr. presidente, o meu dever, como occlesiastico, faz,
que cii aventure agora na casa algmnas palavras. Eti
nao entro nos motivos, que poderiao dar lugar ao Exin.
Sr. hispo diocesano a obrar, como elle obrou. Se o I lio
para as leis ; se atiendo ao estado das cousas inclin-
me a crcr, quesera uirlhor dar casa as explicarnos,
que se pedirao: mas, vendo, por outra parte, a pri-
meira autoridade ecclesiastlca do paiz tratada com tanto
aedujne neste recinto, creia-me V. Exc, que cu Ih o
digo com a n-.aior sinceridade, rasga-sc-me o coracao
de allllccao, e de angustia.
Sr. presidente, nao dirruios nos todos os dias, liara
justilioarmos os nossos raciocinios, que pensamos deste
e daquelle mudo, porque as nossas oonviccoe nos con-
dii/.cn ,i isso No curre cada um de nos a abrigar-se
debalxo desta ideia e desta patarra do proleccao? Nao
crsso, nao finaliso nossas diivldas, toda a vez que
allegamos nossas contlecqei E alo tere o Exm. Sr.
hispo de Pernaiubuco as suas convieces tambem? Cer-
laiuente as tora ; c nesse caso, ello pode entender, que
deve obrar assiin, anda mesmo, quando o nao devesse
obrar : o nos, que respeitamos as nossas convieces,
que as allegamos, porque nao respritarriuos aconsci-
cnca e as convieces dos antros ? Porque uo respei-
taremos, as circumstancias actuaos, as convieces do
r.xin. diocesano? Nos, portanlo, as devoremos respei-
tar. A historia nos transmita alguns factos de grandes
homens, de prelados de primeira ordem em sabedo-
ria e sanlidade, que resislrao s prnieiras autoridades
com umacoragem assombrosa, qiiando se Ibes ordena-
vao cousas, que elles suppunhao, que nao deverlio
jamis prem execucao....
f.m Sr. Deputado : Isso ero ou tros lempos : hoje ha
lei escripia. ....
O Orador: Semprc liouvc lei escrljila, desde Moysi-s
at mis, o a da Graca tainhom he escripia. Mas suppo-
nho, que se uo levantar nesta casa nina s voz contra
o grande arceblspo de Mihio, contra Saulo Ambrosio:
os seclos reconhecein a sabcduiia deslc homein, as-
siin como eonfesso a sua extrema ilncura, a sua pro-
funda humildade : mas, anexar disto, elle soube sem-
prc oppi- una resistencia formal ludo aquillo, quo
elle entenda, t|ue era contrario aos caones, conlirio
s leis ecclesiaslcas, e por ponsequencia i% legtimas
Hniiii inas, e pureza dos cosluiues, e oonscencia.
No* sabemos, pela historia, pelos anuaes eccleslasti-
cos, o que pralicou Theotlosio o tirando, mas sabemos,
qno esse principe, illuslic por tamos ttulos, depols
das dcvaslafes de Thossalonlca, lornou-sc reo diaule
das leis cannicas, rao de grave cxcomiiiiiulio. Quan-
do o virtuoso prelado, quando Santo Ambrosio, tan
brando e tolerante, julgou, que o seu dever o deveria
tomar severo, elle o tai, o pouco Ihe iinportou a ma-
gostado do reo. Amigo do imperador, como elle o ora,
negou-lbe o ingrosso na igreia de Muo. Noeou-llieo
ngresso, o quando? Quando o imperador, penetrado
do son erro, o tal buscar groja. Mas que Ihe aconte-
ccoainda-asslp? <> arceblspo, to chelo da virtudes,
c mu carcter tao humano, tao lienelicn. de uuicora-
co tao votado caridado, uo conscnlio jamis, que o
inonarcba tivesse ngresso uo templo : correo a porta
principal, c com os bracos abei tos embargando-lhc o
passo, imprdio, que elle entraste. E podo haver nina
nassageui, um faeto to extraordinario, como esle ?
l'm pobre padre oppnntlo-se un to grande inonar-
cba? Oppondo se ao poder secular? Iinpedndo o
seu inosmo imperador, a que entrasse para o templn ?
E quem le/, isto r O hoinoin da maor piedade, o sub-
dito o mais humilde, o genio mais suave e mais carita-
tivo, que virio os srculos, o subdito mais fiel, que
exista nos estados do imperador Theotlosio. Foi Sanio
Ambrosio, que, couio ni j o disse, o impedosle en-
trar no templo, apezar da resposta, da rcclamacao sub-
uiissa, que Ihe dirigi o imperador, das exprcsses sen-
linenlacs, qu a religio poz em seus labios nesse mo-
mento.
Quando, pois, o arcebispo de Miln presumi, quo
deveria rxecular os caones, ello o fez. Releva notar
anda, que no era a obstinaban, que diriga o imprra-
rador, pelo conlirio, era o arrepondimento, que o
eontluiia all, c todava n porte do imiuurtal arcebispo
foi o que ou refer, tai o que lodos nos sabemos
NSo creio, .pois, Sonliores,-que entre nos, que nesta
easa se levante una s voz centro o proredimeuto do
Ilustre arcebispo de Mihio. Todos rccouheccn a sua
sabcilniia, assiin como respeilao a sua eximia sauti-
lade.
Yin he s isto. lia um Tacto, passado no Drasll. Um
hispo do Par, hoineiii de grande iilustraclo, e que con-
serva ein seus scrplos, em suas iiieinuiias uin ostylo
oxcellente, rxlgiudn dille O ministro de oslado desses
lempos [e hasta attender poca, e euto sepodrr ava-
har o qiie era, o o que valia um ministro de estado) exi-
gindo tlello, digo, o cuniprimeiilo de ordens, injuslas,
que Ihe enviara, em uome do rri, nunca o prelado as
poz. rin execueo. Nao tenho, (tlitiaelle) nao tenho
ditas almas, urna, que de ao ministro, e que por isso a
condemiie, e outra, que reservo para Dos.
E por que rasao obrario estes homens deste modo?
No ero ellos liis c submssos s autoridades ? Nao te-
iiio ellos talvez. mais patriotismo do que nos? Ou, se
isto he mullo, uo serian i.in patriotas, como nos o somos
hoje^ Nao era portanlo, por falla de patriotismo, que
elles obravo deste modo, obravo sm, pelsconvicco,
em que eslavo, da reelido dos seus pensamentos c das
suas acedes. P. do corto, quando o lioinem chega a cou-
vencer-sc de qualquer cousa ; quaudo elle julga, que
compre, que preenchc um dever ; quando esta seguro
de que o deve fazer assiin, e restrictamente segu os
dictamos da sua conscicncla, elle deve desprezar tudo
mais.
Agora tacamos tnnsleSo para o negocio do_ Exm. dio-
cesano. Elle est as ideias, rsl na couvicco, que de-
ve obrar de certo modo. E que taremos nos ? Nos, que
Atemos alarde de nossos principios phosophicos, nos,
que todos os dias laucamos aqui mesmo, quando- nos
apraz. um veo sobre as cousas, que protegemos, que
queremos? O Sr. hispo tem sua conscicncia, respeite-
mo-la: tem suas convieces, nao o increpemos tanto.
Marchemos com a caridade; a par da caridade marche-
mos com a lei....
Um Sr. Deputado: Mandando-o rosponsabilisar?
OOrador: Noni lanto! anda nao he lempo: adop-
temos medidas do brandiira, no cinpreguemos a lln-
goagein da virulencia, que nao pode sortir um bom ep-
fito, neni para aquellos, quo a empregaroiu, nem para
as autoridades, sejo ellas quaes forem. Saiba o nobrrt
deputado, que nada disto, que tenho pronunciado aqui,
he com o lito de molestar e oflender que tenho re-
petido provm da ingenuidade do niou coracao, pro-
vni das niinhas ideias eccleslastlca9, do meu carcter;
seguramente desejo tratar a-todos bein. Nao sel, se fa-
ca una confisso. nao aqueria Tazcr...
f'ottt: Fafa, tafa.
O Orador : Nao desejo desviar-me. Senhor preside-n-
le, se ha mu liomem, se ha um occlesiastico, que po-
desse de alguma sorte suppr-se desgostoso do seu mes-
mo prelado, talvez tasse eu ; mas nem o desacato, nem
o persigo, c declaro dante de .lodo o Brasil, dlante de
lodo o mundo, que jamis o faria. A principio senti o
uieu coracao mu pouco pesado, mas depois forcejel, pa-
ra que desapparecesse ludo, e nao acho em minlia alma
resto algum de desa0'ei(ao. Eu eslava tranquillo em
Pcriiambuco, viva em graudc paz ua ininha parochia,


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ru nao freqiientava o Exm. Sr l)spo diocesano, porque
en respeto, o fnj imiilo dos mcus superiores, c anda
mesmo quaiidn os meiis amigos se elevo, sor ^u n que
me esquivo o fujo dpllcs, son ru, qne os nao frequento.
Ha nina grande disparidade (lie o lioinem elevado e
aquello, que rasloja no son nada. Mas eslava en tran-
quillo, regiaem paz a minina pequea parochia, quin-
an apparreco aqu un religioso i apparecco 1). Francis-
co, x sua apparicao fez rahir sobre inin una tempes-
lado liorrnrosissima. flepnis Ue viole anuos de paro-
chia. passados com serenid ido ; de viole anuos de tra
baldos espinilla.,; de Tinte anuos de pobreza e de v< r-
d.iileii.i miseria ; de tinte anuos, gastos em sacrilicio
dos ineus parochlanas ; eu vi desnbar-se sobro iiiini to-
do o furor de urna grande tempestado. Asguns dos
ineus parochianos, som neiilinm acomiiieltimenlo da
ininha parlo, som neiiliiiin muiivo moii, tomaran o par-
tido desse liomom, o en vi una parto da mirilla fregue-
zia, dos ineus antigos paroe.'iianos, o talvez inesino de
alguns dos ineus amigos, rebellada contra inim; con-
tra o seu pastor, o sen vordadoiro amigo ; contra aquel-
lo, que em todo o lempo do sen ministerio paroeliial
tom tldo, eonio o seu niaior prazer. prostar-lhes, serv-1
los o ama-lee com predilecto o earidade.
E porque motivo ineacoiitoceoludo lltoP En noobrci,
Senlior presidente, sean por meu devor: ainda linje to-
mo a Dos por testeinunha. Obrri por minha convic-
ta; en seria infiel i vos da minha eonscieneia, se obras-
sedo mn modo dift'erentc Eu entendi, que, so obrasso
de ontra sorte, Irania O" inou ministerio, p prostiluia a
dignidade de parodio: ontrndi, que nllcnda o* costil
mes o a disolpliua da igreja no Brasil, talvez em todo o
inundo christao: ontrndi, que, obrando o contrario, ru
dev< i ia ser olh.ido, como mn desertor Ignobil; que re-
baliava a dignidade sacerdotal. Eu, Senhor presidente,
eslava nestas idoias ; mas o Exm. prelado tinha oulras.
rqnnnilii eu ponsoi, que unta spalavra sua destrnisso
as protencoes exageradas d'aquello religioso, seu amigo,
son hospedo, da sua niesuia nrdem, o prelado, como eu
j.i o disso, poiison entilo daquelle uio.li>. Kol o seu mo-
do de ver, de encarar cnto as cousas; ful asuacon-
v lelo.
Fiz apparecor, (som o pensar, nout o presumir jamis)
fiz apparocer este faci na casa, para provar duas cou-
sansas, o vem a ser; que as votes nos encaramos osob-
jeclos dobaixo de principios, que nos parecrin muilo
recios, aludo qiiaudn nao osojao; e em segundo lugar
para rogar aos nobros dopuiados, que so lembreiu, que
qualquor desvio co.n o Exm. dineosano lie urna colli-
eM com a primoira autoridade occlesiaslica, he mu cho-
que com o pastor da Igreja pornambiicana: he elle o nos-
i so prelado, nosso bispo, he opai espiritual do robando.
O fillio dove ser fiel o subinisso. Nao empreguemos tor-
mos aeres, censuras fortes.
Aqui lerininarei o meu pequeo discurso, roltando-
mo para o mea amigo, o iiobre doputado (o Sr. INunos
Alai liado) rogando llie, que eonsidere as imiilias idoias,
o meu discurso, como filhos dn meu devor unicaiiionle
que reineta, que en conlieco a rrctido da sua alma .
que en facojustica aos seus principios religiosos, e que
leiiho polos seos talentos e por sin pessoa a inaior siiu-
p.ithia; que nenhtima Omisa disse para o ofl'onder. I,e-
vaiilei-me, contra a minlia vnnlade, o rumo urgido pelo
meu devor ; nao premedilci fallar. O que rompe o si-
lencio, a que so tom volado, para oxprimir-se, quando
julga de neeossidade fazr-lo, nao dove merecer expro-
bracrs, o por issn mosino Jrvo coinpriinoiilar e aper-
ni a'uiao ao meu amigo.
O Sr. Villtln Tarares: Senhor presldonlo, croio, que
por falta do minha Intrlligencla, defoito do minha capa-
cidade Intellectual, nao pmlocomprehondor boni a ar-
guinrnlacao do nolire depulado, que acaba do si'iitar-so;
pormio a principio pareeia me, que o nobre depulado
toman .i poilo a dofosa do prelado, mas afinai conclu,
que ello o eslava acensando... .
O Sr. fnrreto: Nao, nao; isso minea.
O fradar: l'ois bem : ou aceeilo a explcacao do no-
bre doputado, e quero s oecupar-iiio de responder aos
pontos do son discurso ; nao todos, porque, em verdade,
a alguns nao posso responder, som sabir fura da queslao,
o que o regiment me n.io permute; mas aquellos, que
teeni rolaran com ocaso, que nos oeeupa.
Principou o nobre doputado, confossando, que elle
nao quoria justificar o proredlutonto do prolado, mas
que, sondo a primoira autoridade ecclesiastica tratada
Delta casa com algmna virulencia o aniaigura, rasguu-s. -
llio ocoracao, o, seni ler vnnlade de fallar, apressou-sr
em pedir a patarra para dizer algmna colisa esse ros.
peito. Mas, Senhor presidente, so o nobre depulado en-
xerga nasexpressfles do meu nobre amigo, que falln
em primoiro lugar, algmna aniargma, algmna virulen-
cia, o que por c orto ou nao vi, o, ao contrario, observe!,
que o inou nobre amigo iisou da liiigoagem a mas par-
lamentar, porque naoonxorgou taiubem dospeito, viru-
lencia, ou o qiirquo teja no procediinomo do Exm. bis-
po diocesano, que, som molivo jnsio e rasoavol, resiste
no oiimprimonln daslois o recalcitra.....nocumprlnirii-
to das disposicrs o Iris, emanadas do poder compelen
le, o confeccionadas no nielo da inais esclarecida dis-
cussaor
Senhores, ou nao Ira larri de responder d ossos argu-
nienios ooxeinplos, lirados da historia, e deque so sor-
rorreo o nobre depulado; poique, sondo alias verdadei-
ros, nao leem a menor applicaco para o nosso caso, nao
podein regular a materia em queslao.
O nobre depulado aprosentou-uos bispns e grandes
domos da igreja, que |resistrao ao poder temporal,
quando saliindo daesphora do sua jurisdiccao, tentara
invadir o poder espiritual; que resistirlo ordena ler-
iiiinaulos, e mandados at de soberanos; mas o caso, di-
que se trata, he milito diverso, (apniaAw) nao h(- mn
arbitrio, um mandado usurpador dos dirollos da igre-
ja, que o prelado de Pcrnambiico resiste, nao; mas be
anua le emanada do poder competente, sanecionada
tambeni polo poder conipetenlo : (muilnt apniadns) oca-
so, pois.hr milito diftereute,r Turca lie dizrr.qur o nobre
ileputado ladeou da queslao. nao a tralou pelo lado, que
devra tratar. (afama ponido)
O Sr. Jarreto: Ningucm sabe mclhor, que ladeei.
doqueeil inesuio.
O Orador: Em consoquencia do carcter, de que se
acha revestido, om consoquencia mesmo da extrema
bondade de son curacuo, o nobre depulado quiz defen-
dor obispo, quiz adocar o procodimenln, alias despeito-
so, que elle acaba de tor coninosco, r nao sr oceupuu de
esmerilharos ponlos da queslao; mas eu Ta-lo-hoi eo
nobre depulado me dir depois, se o prelado ainda lom
detesa.
Senhor presidenie, o Exm. bispo de Pernainbuco, ou
obraudo por si s. ou aconselhado por alguom, resisti
aucuniprimriitodcalguinas Icis provinciaes, que sup
primuo, crearlo, e dividirla froguezias. bascado no
aviso, que aconsclha a audieucia do prelado, cm casos
laes.....
O Sr. Nello: Niio; uo aviso, niio.
O Orador : Eu cielo, que foi firmado nesse aviso do
governo, em o ,ual soacuiisellia, que os prelados sejao
ouvidos em todos os negocios, que dizeiu respeilo
croacao, divisio esuppressao do froguezias, que o ordi-
nario doiiou de cuinprir as leis provinciaes, do que se
nata o recorri ao poder cun potente, mas o governo
decidi, que, nao obstante a duvida apresentada, uao
obstante a existencia desse aviso, nao obstante tudo isio
o prelado devia cumprlr as leis da asscmrSla provincial!
poique ja bavi.-io sidu promulgadas, r obrigavo a lodos
os cidadaos, qualquor que soja sua categora e Impor-
tancia na ordem social. Esl.poi, decidido eslr negocio,
decidido por quon, he o comprimir na materia; uo
jrm mais o bispo que allegar; o contrario he
lie rrcalcitracao no cumplimento de un
pmados)
conviccao, que a eonscieneia mosmo nao tom oelaste-
rlo, como llio quor dar o nobre doputado. Alguom pudo
ler conviccao deque una lei nao he boa, mas nem por
Isso podo oppor-se a sua execucao : o quantas vezes. nos
siibjeitainos ao cumprimento de una lei, embora per-
suadidos de que olla nao lio mil, nao he mesmo justa?
E do mais, lemoSr. bispo conviccao deque obra com
justica, nesla resistencia' Nao; cu provarei que nao,
eoni documenlos, mostrando, que seu proccdimenlo lio
todo dospriln he todo capricho, se nao fllho do espirito
de partido. (Profundo silencio)
Ou o prelado diocesano tem o diroito de ser ouvido em
todas as ipiesiuos, qiied/em respeto i croacao, diviso
o snppi e-san do f'reguozias, ou niio lom esso dreito : se
toni.e so est convencido, deque tomesse direilo, enlao
nao podia, em caso algum, cumplir leis provinciaes
confeceioiadas nesla casa som sua audiencia; se nao
lom, niio dove empecer, nao pode inosino, sein ser tacha-
do por desobediente e refractario..... uo cumprimento
dossas leis, do que nos occupanios. Mas, se eu provar,
que o Clin, bispo do Periianibuco tom sempro dado
exrcucSo todas as Iris provinciaes, que crcarao, divi-
dirn, o supprimlio pirochias som sua audiencia, sein
que elle fosso ouvido o consultado...... c queso agora he
que tom obrado dosl'arto, crelo, que terei conseguido
provar, que S. F.x Rovrrendissima nao tom conviccao
do que lom osse direilo, c que porconsegiiinte sua con-
duela, sii procedlmento actual he despeitoso, o impro-
prio do carcter, que o reveste. Eu peco ao Sr. tachigra-
pho, que tome nota do seguinlc. (Indicios de curio-
sidad?)
S. Ex. Reverendsima, o Sr. bispo de PrrambrJco,
doo inteira exeeucao e cuuipriineiilo s seguimos Iris
provinciaes. qne credrin, dividirn e suppriinfro fre-
giietias, som audiencia, oi consulla de S. Ex., som que
so Ihe livosse dado respeto o menor cavara, periiulta-
so-nie a oxprossao. A' loi n. ."18 i\c C de malo de 1837, que
erooii a freguezia dos Afogados ; lei n. 44, de I2deju-
nho do 1837, que supprimio a freguoiia de Pasmado, e a
deS.-Pedro-MartyrdcOlinda, quando vagar; lei n. 45,
de I2dojunho do i837, queelevou freguoiias asea-
pellas curadas do N.-S.-do-O' na povoacao do Altinho, e
do Josus-Maria-Jos na de l'apaeassa; a lei u. 05, do 12
do abril de 1830, que cronu a frogiioza do Ronilo; le
n. 7f>, do ,'lfl do abril do 1839, que olevoi parochia a ca-
polla curada de N.-S.-da-Conceicao da villa de Nazarolh ;
a loi n. 8,'i, de 4 de malo do 1840, que errou a fergueiia
do Itio-Fornioso; oulras mullas Iris ainda, qnr, como
oslas, do que faco nioncao, crearu parocllias, dividirn
noyamento as ja creadas, e suppriinfro algumas, sem
previo eoiihocimontn o audiencia deS. Ex......
Ora, tendo provado com este documento, que extra-
lli da seerelaria da assemhloa.qiic o Sr. bispo nao foi ou-
vido na eniifeecaodeslas Iris, r que entreunto Ibes doo
inteira execucao, nao estar claro, lian rstar.i evidente,
que S. Ble. nao obra por conviccao, como parece incul-
car o nobre doputado. o Sr. vigario llarreto. iiiassiiu
por despeilo, por motivos, que sao facris de explicar.
isto he, por inlorosses de partido, por Conveniencias
polticas? Rume quicen poupar a esta declaracSo mas
son foi cado a fazr-la, quando me propouho a refutar os
fundaiurntns da defosa, que o nobre doputado Tez sen
prolado. Mas qnaiiio he impropria da dignidade de um
bispo, do mn principo de groja.... nina iciiiellinute ma-
noira de obrar, nina tal conducta....!
Eu posso conceder, que um octiesiaslico qualquor le-
nha a libordade de pensar, como Ihe parecer, em malo-
ria do pniiiica ; posso conceder mosmo, que um bispo
tonda opinlo |mliiiea, pense, antes dosta. do que d'a-
qnolla Tur ma, rospoito dos negocios do son paiz; qur
oniprogiiotaiiibem son -
os principios, que ello .- veiiiaiieiras... ni
suppr, que o chefe de una igreja. que um bispo... col-
on contingente para ver trimnpliar
lio ere vcrd.ideiras... mas nao posso
de nina igreja, que um hispo... col-
locado em lanada posicao, revestido de tanta jnrisdic-
ca i, chelo de Unta dignidade, lesea at ao pomo dse
inlronieiier as inesqiiiiihas intrigas dejiai tidos, porque
desdo enlao, esse hispo, longo de sor um exeniplo edifi-
cante, o sniibolo da niansidao o da paz enlre os hoinens,
a roprehensao viva de nossos poccados, he um flagello,
e asociodailoganha limito cinsever livre dolle.
Senhores, do procediiiionio, apresonlado pelo prelado
diocesano, eu naosei o que se possa concluir : qneroi i
pon-entura S. Exc. Roverendissi.ua, que a assembla
provincial, descondo da alia dignidade, em que se
acha enllocada, desmanche asna propria obra, r rrvo-
gur rssas Iris, qur crido, divldeni o siipprhiioni frogue-
zias, para as confeccionar do novo, pedindo venia r li-
cenca a S Exc podiudoseu conseldo ? istn nao he pos-
slvel, guerera lainbein. que o Exm. presidente, que
aiiccioiiou oslas Iris, nulliiiqur, porassim dizor. a saue-
eifu, r peca previamente a audiencia dr S. Exc., ou o
seu vol, o son consoniimento para sanociona-las de
novo. Tambein entendo, que nao. Entao o que quer o
M. hispo : se nao quer noiiliuina desias cousas, o que
pretende, o que podo elle conseguir ? Nao sei ; ru del-
xo a resposla iquelles, que se cncarregareni de defender
o Sr, bispo.
O Sr. AV/to : Creio, que iiiiigueni se d esse Iraba-
lho....
O Orador : Senhores, nem polo acto addicional, nem
por qualquor aviso do governo se pido entender, que
a Taita de audiencia do prelado, quando so trata de fa-
ser uina lei, que orla, divido, ou supprime froguezias,
importa una nullidade na inesma lei; porque o aclo d-
dieional milito rxprrssa e positivamente nos garante o
direilo de legislar sobre a divisao civil e rccleslaslica,
eaosso.lirriionaovojo, que se ponda limitacao abru-
ma ; por conseguinie, quer o.ivlndu o presidenie, qui'r
deixando ilo ouvi-lo, qur ouvindo o prolado, qur del-
xando deoiivi-io.ns podemos supprimir, cicare dividir
froguezias.
Ora, a respeilo da saneciio do presidente, eu vejo le-
gislado da inesma maneira, porque o acto addicional
drz, que, quando o presidente entender, que drvpsanc-
conara loi, o fara por esta ou aquella forma, etc. ote ,
quando entender; mas mi subordina ossa nlelligencia
do presideente ,1a provincia ; iolelllgencla do prelado
diocesano; eSenlio.es. se fosso da inlencao do legis-
lador, que o prelado fosso ouvido, que sem sua audi-
encia se nao sanceonasse a lei, enlao elle determinarla
expressainenlc, que fosse ouvido no aclu da confeccao
da loi. porque parece a.....ualia deixar passar a lei, para
depois o iMspo sor ouvido na oecasiao da sanecao. Nao
ha, portanto, no acto addicional um s artigo, nina s
disposicau, mu principiosuos.no. do .pial, anda que
loreos.imenle, se possa concluir, que o uj dinai lo be par-
te Integrante na factura das leis, ,|uo tratdo da crea-
cao de f, eg.ioz.as. ote ; que elle dove sor ouvido, ou que
a taita de sua audiencia importa nullidade do acto le-
gislativo ; o por ronsrqurncia, que nao devr srr elle
san-clonado-: e querer argumentar em defesa do bispo
aroberlando-o rom esso aviso do governo, que nao be loi
que nao podo derogar leis, nem oppr-se a eonstitu
as freguciias, sem previa audiencia'do diocesano, nao
he tan liquido c incontostavel, como se presume, c por
cnusegninio nao he tambein a obrigay5o, que corres-
ponde da parte do mesmo diocesano, de rcspeita-lo :
observa, que ha a esse respeito duvidas, e duvidas mui
asoaveis e relevantes ; que, seos nobres deputados
assini o entendem, -lie orador e multa gente entende
c sustenta o contrario ; que j leve, nesta sessao, oe-
casiao de pronunciar-sc neste sentido, produzindo ar-
gumentos, que nao forao combatidos, c que he escusa-
do repetir agora.
Lcinbra, que'nuncase deve perder de vista a inde-
pendencia essencial dortlous poderes, espiritual e tem-
poral ; que ambos sao soberanos ; que nenhum delles
pode com dstica Invadir as atlribulcfies do outro ; que
nem o poder eccleslasllco pode ter ingerencia nos nego-
cios temporaes, em o poder civil nos negocios espiri-
tuars ; que, s inantendo-se e respeitando-se esta inde-
pendencia, he que pode haver aquella harinoniac re-
ciproco auxilio dos dous poderes, tao til a religio,
e tao necessario a socledade civil; mas qhc, quando
um invado o districlo do outro, as conseqiiencias sao
sempre funestas; quando o poder temporal prepondera
sobre a igreja em materias da competencia desla, e
avatsala o poder sagrado, a religio, longe de ser a
mais forte garanta das leis. e o sustentculo da socle-
dade, torna-so um instrumento perigoso, uini arma
terrivel as nios dos poderes da torra, que acabar
por arruinar a sociodide nos seus fundamentos, como
succedeo na Inglaterra no tempo de Henriiitie VIII,
3uando este impo se apoderou do todo o poder sagra-
o ; e na Franca no tempo da revolueo, quando os
ehefes da oligarchia revolucionaria so julgrao autorisa-
dos para reformar a rrligiu ; e como o attesto outros
horrores, que nosto genero aprsenla a historia.
O orador, depois de fazer nutras militas refiexes,
diz, que, a vista do que exps, no acha justa essa
censura tao violenta ; que julga dever-so proceder em
negocio lao gravo, como oslo, com muTut circumspcao,
milita prudencia ; que antes romper-so com o prelado
diocesano, se deve esgotar o ultimo recurso.
E romo toda a quostao versa sobre a inlrliigrncia do
i.do artigo 10 do acto addicional, o orador indica
como recurso pedir-so ao poder legislativo geral a in-
terpretaran desse artigo do acto addicional, alim de
sabor-so, so o poder dado pelo mosmo acto addicional
s assruiblas provinciaes, acerca da divisao ecclesias-
tica, be discroeionario e exclusivo das mesmas assem-
lileas. ou sr ollas o devein exercer de accordo com os
prelados diocesanos, devendo previamente ouvi-los
antes do drcrrtarein taes divisos. Motiva com varias
rasos a iudicacao, e manda-a mesa.
Indico, que esta asseuibl.i, por moiode urna re-
presentaco, .onsulte ao eorpo legislativo geral, se o
poder dado pelo acto addicional s assomblas provin-
ciaes, acerca da divisao ecclesiastica, be discroeionario
e exclusivo das mesmas assomblas, ou se ollas o de-
vein exereer de accordo com os proladns diocesanos,
devrndn previamente ouvi-los, antes de do. i el u om
laes divisos ; interpretando para esse fim o I. do
ai ligo ii do acto addicional.
Kcserva-sc para occashio oppnrluna.
___ (Continuar-se-ha.)
rigueGemma- lijlo.
PolacaJVoeo-Raiflmercadorlas.
Consulado.
RENDIMENTODODIA l3.
Geral. .
Provincial.
1;305W8I
01/509
1:797/080
lovimenlo do Porto.
Navio* entradas no din 13.
RIo-Grande-do-^orto ; 40 horas, hiate de guerra bra-
siloiro Catador, cominandanteo I." lenle Hermene-
gildo Antonio Barbosa de Almeida. Tras a seu bordo:-
o doii,tor juiz de direilo e chefe de polica daqurlta
provincia, Claudio Manoel de Castro, com I escravo, i
guardin da armada, 4 desertores do excrcito e 2 pre-
sos de justira. Entrn neste porto para deixar o
pratico e segu para a Haba.
Parahiba ; 24 horas, .hlate brasilero Puiem-dt-Maria ,
de id toneladas, capilao lleruardino Jos bandeira ,
equipagem 5, carga toros de mangue ; ao capito.
Savias sakidos no mesmo dia.
Liverpool por Parahiba ; barca ngleza orvnl capilao
Tilomas Kirk, carga assucar. Passageiro, WiniamRoy-
mond, Ingles.
Parahiba; hiate*rasilclroTies IrmUos, capito Lon ra-
no Jos Pereira, carga varios gneros.
Rrlilacs.
DIARIO DE l'ERMBIircil.
\J.l l" k' SFnh01 'm convlc9ao; mas cumpre lom-
b aran nobre deputado, que au Basta a conviccao de
memo,'X.F .' P""!" Pmo. resistir ao cumpr|-
252?-ff "' 'rf' iafiado') P-- pnnciploe una rasaj eoncludenio soaulr-se-hia mi
nuando qualquor cidadao enteudes'so, f,e o er'a csh,.'
einhla provin.ial.
Voto, pois, Sr. presidente, para que v o offieio do ad-
iiiini-lrador da provincia, e a copia do qur Ihe dirigi
obispo desla diocese. ludo, ce.......issio de consiitui-
cao r poderos, afiin de que ella, examinando a mate-
ria, proponha os mcios mas convenientes do por tor-
mo a esto abusn do prolado diocesano, c um paradeiro
a quosiors tao desagradareis.
O Sr. Faria diz, que exacerbar as palxdes he tyranni-
ra rasao; que elle desoja a discussao, que a julga
mesmo noi essarin por sor o molo do so elucidare!,! as
uiderrP7t "'" ""' 8"',od" r con. pleno conhecimento de
ni de^rr. (Mutlo, causa ; mas quizera sempre. que olla Tosse acoinpanha-
da da docencia o moderacao; que elle desoja tambein
A asseuihh'a oceupar-so-ha hoje com leitura de pro-
jectos c paieceres ; com a primoira discussao do pro-
jeotn, que supprime a freguoza de S.-Miguol-dos-liar-
reiros ; com a segunda do que reconhece, que a cania-
radrOlinda trm dirrito a receber, at o i." de julho
de i84l, o imposto das hdaneas de posar assucar nos
trapich! do Recfe ; e tanibem com a segunda das pos-
turas das cmaras miinicipaes da lloa-Vista e Flores.
Os jornars de Lisboa, que recebemos pelo briguc-
escuna Velos, alcancau a II) de outubro prximo passa-
do ; e por conseguinie adiantaos um dia s nossos cor-
respondencias publicadas hontein ; e s accrescento
o que he de Hespanha.
SS. MM. c AA. ciminuavan a passar no payo de Re-
icin, sein novidade na sua importante saude.
Por decreto de fl de outubro foro declaradas sem
elTeito as disposives dos de 27 do julho ultimo, que
manda rao proceder cleicio directa de deputados, con-
Terlr-lhes poderes extraordinarios, que a carta constitu-
cional niio reconhece, c convocaras cortes para odia
.de dezoinbro prximo ; por seren inanifeslamente
contraras inesma o ai i a,.|ii ando gualmenlc sem ell'ei-
to quaosquor actos, que em virtude daquelles decretos
se liniivessein platicado.
Tambein foi suspensa por 30 diasa publicaran dos jor-
nars ou peridicos polticos, por decreto de 7, acontar
jda sua publieacan no Diario da (overno.
Lc-sc no Patriota de 8 o seguinte :
Para collorar no regiment de Infamara n. I o co-
ronel e ofnciaes amigos, aprrsentou-sc em pessoa o ma-
rechal Saldanha, o .pul, nao comando assaz com asna
influencia, la acompanhado de una alta e augusta por-
sonagein, credra de respeito e especiaos coiilempla-
jOcs.
Apezar de todo o prestigio, de que se tem revestido
o moviineuto militar, Lisboa tem conservado a mas no-
bre aittude, nlliandn de longe em silencioso desprezo
para tudo quanto val occorreudo.
Una Joven tao entduslasta pelos altos c heroicos re-
tos, que s por ouvi-lus narrar a um domein, que por
ellos se havia assignalado no campo da victoria, nao
obstante a grande despruporco, que se dava entre a sua
ascendencia (Ilustrada c a inrsquinba desse hoinem,
doliese namora a tal poni, que o provoca a nina de-
claraco de amor, com olio abandona a casa paterna, e
da-llie a man de esposa : um intrigante, Inu frtil em
hori iveis inachiiiaroes, r tao pouro escrupuloso da es-
colta dos mcios. que julgava adaptados consecuco de
seus lins, que a louca e nao correspondida paixo, que
por essa moca concebera, immula a amitade, rsncrili-
ca o crdito da propria rniaa, pouco se importando de
por em duvida a sua honra: um anciao lao zeloso dos
seus lilulos de grandeza, que, guiado pelo desojo de
conserva-Ios prefore o papel de senhor lyramio e
desalmado au de pai carinho.ue all'ectuoso: um moco de
concia Ido Ihano. que, apezar de o terem persuadido
que o havia trahido a mulher, qne adorava, no ino-
iiionto, cm que mais magoadu dessa mulher se achava,
por una so palavradella he completamente desarmado,
e levado a restiluir-lhe a amiga allrirao : mn outro lo
precipitado, que, a dospeito das provas nao equivocas
doadhesao.qiiedaesposaha recebido, resolve-sr a lirar-
Ihe a vida, fundado em falsas infurmaces de um lemen-
Jaeome Gerardo Varia Lumachi de Mello, cscrivada alfan-
dega desta cidade, servindo interinamente de inspector, em
virtude da lei, ele.
Faz saber, que no dia i4(hoJe) do crreme, ao melo-
da, na porta da alfandega, se hao de arrematar eni
hasta publica dous eaixrs com hrinquedos para meni-
nos, no valor de 70/00rs., impugnados pelo guarda
Antonio Lopes Pereira do Carvalho.nodespacdo n. iBBt,
po factura dr Thomaz das Noves Teixeira Raslns : ^en-
dodita arrematacao subjeita ao pagamento dos direi-
tos.
Alfandega, 13de novembro de 1846.
Jaeom Gerardo Maria Lumachi d Mello.
-----i.------
Ignacio dos Res Campello, fiscal da freauciia di S.-Jos, em
virtude da lei, ele.
Faz constar aos habitantes da dita freguezia, aquel-
los, que tiverein qualquor genero d> negocio, ou In-
dustria de portas alnTi.is.ipie d'ora om (liante devorad
aguar as tostadas do edificio, em que se coiiiprehrnde-
rom souseslaboleeiinentos, tros veros ao dia sendo as
10 horas da manha, a urna, ras quatroda tarde; con-,
servando-as varrldas at o ineio da ra. ou toda a largu-
ra desia, so do lado nppnsto naolionver igual obrigarao:
sob pena de seren impostas aos contravenctores as pe-
nas eommiuadas no artigo. 12 j l e di titulo 2.' das
posturas addiciouaos de 3 de abril de i840.
Freguezia de S.-Jos, lO de novembro de 1840.
Ignacio dos liis Campello.
= Ignacio dos Reis, ele.
Faz sciente aos moradores da dita freguezia, aquel-
los, que teem casas de gneros onde bajan bataneas, pe-
sos e medidas, que, achando-sc j adiantado n tempo
marcado para afericao dos referidos objoctos, havendn
ainda inultos estabelocimontos, que os no afrrlrao, os
adverte para que o facao, sob pena de Inrorrrrem as
penas do 2. titulo ll das posturas municipio., de 19
de fevereiro.de 1833, se o nao fizerem dentro do lempo
marcado no respectivo regulamento de aTeriyes,
Freguezia de S.-Jos, II de novembro de 1820.
Ignacio dos Reis Campello.
l>e.clarn$ao.
tido amigo; urna senhora lao propensa Virtude que
com risco de -ua propria vida, e moiiosprezaiidu cons-
deraces.que no animo deoutra qualquor lalvez liiessem
multo peso, pur um aviso dado a lempo, coucorre, para
que esse acto de imprudencia se naoconsiimnia: taes sao
= O brigue Competidor recebe a mala para a ilha de
Fernando boje (i4) do crlente, as 4 horas da tarde.
TIIEATRO PUBLICO.
Domingo, I.'> do crrente,
se representa a insigne peca nova = Othello e o intrigan-
te di Venca, dividida em cinco actos e oito quadros.
Para tirar lodo o equivoco desta pera com a tragedia
Ottiello, fazeinns sciente ao respeilavel publico, que a
que se.vai repeseotar he iinpressa rm Lisboa, composl-
(o do Sr. Jos Maria da Silva Leal, a qual obtivemos
K..r rspecial favor do Sr. Francisco Guedes de Araujo, o
e una das mais sublimes produeces daquelle insigne
iliterato, qur, imitando o prnsamrulo do grande Shaks-
pear, enriquecen a serna portugueza. He complicads-
imo o seu enredo, sua proza elegante, e suas scenaa
ternas e patrtiras. Ella he adornada com duas chcaras:
a primoira -- Ouanto he grato ler amor ser canta-
da por mn amador; a segunda chcara, que se intitula
O romance do Salgueiro ser cantada por urna se-
nhora particular, que nos quor obsequiar nessa imite.
A plaia se acha prompta, conforme se annunciou pe-
las noticias: a superior com assentos de nalhinha, a
2000 rs.
PUBLIOACAO LITTF.RARIA.
Ha multo que os Iliteratos o bonicos de goslo reco-
nheeeni a neeossidade de infundir rm os nussos jovens
estudautrs as rrgras e rxnnplos classicos da eloquencia
nacional, disciplina do suimna iililidade, o que de crrlo
no he possivol adquirir cabalmente na rhotorica de
Quintliann, a qual, posto soja do grande mrito, com-
tudo na sua parte rssencial, que he a eloeucao, sondo
composla para T. a linos, nan pode seguramente servir pa-
ra a lingoa, om .]uo fallamos e escrovemos; alm deque
as nussas in .Muirnos polticas, os usos r cnstuilios do
presente socolo roquorrm especialidades oratoria), que
de ceno se uo eocontrao rm seus proceilos, prls mor
parte relativos ao foro romano. Esse desidertum aeha-se
elli'iiiiadn com a publicaran da obra = Lices do Klo-
qiienei.i Nacional = pelo padre meatre iigurl do Sacra-
mrnlo Lopes Gama. Foi recentrmente impressa na te do Rio-de-Janeiro, e tal acceitaco teve, que. apenas
sabio do piolo o I. vnlu.no. foi logo adoptado n'aula
publica de rhotorica, no seminario de S.-Jos, ole, etc.
Acba-seaqui venda, na ra larga do Rozarlo, botica do
Sr. Dartholomeo, cna ra da Cruz do bairro do Recife ,
livraria n. 56 : proco 5/ rs. cada exemplar, dous volu-
ntes cm brochura.
.visos niariiuiK s
a censura das autoridades, que"ropita-a "neccss'aria'!
mas quando he comedida, rasoavol e Justa.
Emende, que una censura tio forte e violenta, como
a que se acaba de fazer, s tem lugar, quando os direi-
tos o obngaces, que se dizrm violados, sao evidentes
indubitavels ; mas que no he este o caso, em que s
- -----1 .. .... mn j(, u
q..- ,.,... .v-rc .".|.iiiiii iiciase naocoiisumma: laes sao
as persnuagens da prca, que sob o titulo de = OTHKl.-
LO = srra amanhaa representada rm o thratro publi-
co ; na qual por mais de una vez se v a ternura filial
em completa lucia com os srutimenlns amorosos, a trai-
io om lenbido cmbale cun a sinecridade, c a virtude
a bracos com o vicio, acollonado do espesso e perigoso
veo da liTpocrosla e cujo enredo, por demasiadamente
complicado, so pode sor bou, apreciado pelos que lereni
a peca, ou presenciaren! a sua execucao.
COMMERCIO.
Alfa n deea.
RENDIMENTO DO DIA 13. .
DXSCtSRECt IIOJE l4.
RarcaCsfner-^namercadorlas.
Ilrigue/tragoidem.
Escuna(nuortdem.
Brigue FloicebaUas.
3:022/746
=Para o Rio-Grande-do-Sul seguir breve o brigue-
barca Generoso o qual recebe escravos a frote, r para
passagrlros trinos molhores coimuodo : quein preten-
der, pode tratar com Aiuoriui 11 unios, ra da Cadeia, n.
45.
Para Porlo-Alegre e Rio-Grande-do-Sul sabir bre-
ve o veleiro brigue Argos podendo receber para os
dous portos escravos a froto, e mesmo paeageiroi :
Juoin pretender, pode fallar com Ainorim Irmaos, ra
a '.adeia, n. 46.
= Quem liver carga para o Rio-Grande-do-Norte e
Parahiba, para onde segu viagoin a lian oca Victuria-do-
Recife, por osles illas dirijvse ao trapiche do Algodo,
ou ao mostr,Vicente Jos da Costa.
O hiate nacional Varia-h'irmina sahe em poucus diae
para o Maranhao: ainda recebe alguma carga, ou pas-
sageiros : trata-so rom Jos Antonio Basto, ra da l"a-
dea-do-Recife, n.34.
-- Para o Ass com escala pelos portos da Calcara ,
Pelitinga eTomos segu breve o bergantn! Sagitario :
para carga e passgeiros trata-se no armazn ao lado
da cadeia n. 23.
Para a "ahia seguir em poneos dias o hlate Ten-
tador, forrado e pregado de cobr e de superior mar-
cha: quem no mosmo qulzer carrrgar ou Ir de passa-
gein, trate com Silva*Grillo, ruada Moeda, n. 9.



r=FrPU-e para qualquer porto da Europa a escuna in-
glesa Carotina, do lote de 160 toneladas, de multo boa
coiistrucco, c excrllente marrha : a tratar com os eus
consignatarios Adaimon Howlc S C, na ra do Trapi-
che, n. 41
= No da terca-feira, 17 do corrente, segu vlagem
parauRio-Giaiide-do-Stil o briguc Independenle; oque
>e taz sciente aos Srs. passageiros e carregadore.
A barca Espirhq-Santn sai para a
ciclade do l'orto, impreterivelmente no
da 2 de dezembro: quem na raesma qui-
zer carregar mi ir de passagem, para o
tjue tem excedentes commo.los, dirija-se
ao sen consignatario, Francisco Alves da
Cimba, na rua do Vigario, n. 11, o ao
capit5o,.Hodrigo Joaquim Crrela,na pra-
ca do Gommercio.
Para Genova o briguc aus-'
trinco Conde Harfi/pifim, de
primeira cUsse devesohir, sem
fa'ln, at o din 5 de dezembro ;
anda recebe alguma carga a frete:
quem quizer carregar pode eti-
tenuVr-se com os consignatorios,
Lenoir Puget & C.
I.eilad.
__ O corrector Olivelra far lello, por mandado do
respectivo julzo, e a rri|iieriuiento dos credores do fal-
lido Antonio Jonqiiiiu da Silva Castro, da aralaco da
luja desie, carteira, almario, lampean de globo de cima
de mesa, milito rico; mu filtrador, etc., ludo Mil un mi
niais lote, conforme convier : terca-feira, l7 do cor-
rente, as II horas da manha, no lugar da iiiesma toja,
rua do Queimado.
I visos diversos,
Antonio Pinto de llanos embarca para o Rio-d-
Janejro -urna sua rterava, de nome Rosa, do gcnlio de
Angola.
= O nbaixo assignado fai soiente aos devedorrs da
entinla lirma Jos A. M. Basto Si Companliia, que Ma-
lioel Ferreira Chaves Jnior deiiou de ser o cncarrega-
do da cubra'nca de ditas dividas.
Jos Antonio de MagalhSti Bailo.
=s Tnmao-se 4 at 6 aprendizrs para loja de marcehei-
ro, conforme o trato, que se fizer, do malto, ou da pi ata:
na rua da Cidria de Santo-Antonio, n. 18.
Arrrnda-se um sitio na estrada, que val da casa
Forte para o Montciro, com oasaaoffrivel de podra e cal,
Instantes arvoredos de fructo, poco de boa agoa de be-
ber, e bastante trra de plantar; tambrm vende-sc ou
pi-muita-se por alguma ca5a.n0 Rccife : quem preten-
d'!-qualquer destes negocios, dirija-se a rua Nova, loja
ii. i'!, de Ferreira & Miaga, que achara com quem tratar.
-Alnga-sc un sitio na estrada do Rozarinho, defron-
te dosillo, que foi do fallecido Manuel Jos de Almcl-
da : quem o pretender, dirija-se a rua Augusta, 11. .'12.
Contiuuao a eilar para se alugar as casas de ns. 5,
"7, 29e3l, sitas na rua Real, prxima ao Manguind :
os pretendemos devorad enlcnder-se com seu propie-
tario, IWanocl Pereira Telxclra, morador prximo quel-
ie lugar.
AI liga-se o expeliente solao do sobrado n ll no
beccodo Sarapatel, o qual tem urna grande sala, dots
.piarlos com chaves,' boa coziuha com fogo ingle,
iiiui fresco edarissimo, indepondente dos andares, e
por preco multo commodo : quem quizer, dirija-se ao
segundo andar do mesino sobrado fallar com o mo-
rador.
Aluga-se urna ptima casa terrea, sita na rua no-
va que val para Trempe com inultos commodos para
tuna numerosa familia : a tratar no pateo da S.-Cruz,
-..lirado 11. 70.
Precisa-sede uma mulher para una casa de pou-
ea familia : na rua do Rriini no segundo andar do so-
lirado do Sr Francisco Alves da Cunta.
Aluga-se urna esclava para o trrico interno de
qualquer casa e que saiba colindar engoiiimar e tra-
lar brinde enancas: na rua da Madrc-de-Dcos n. .%,
piiuieiro andar.
-- Arrenda-sc o segundo andar do sobrado da rua do
Fogo n. 18 : a tratar na rua das Crines, 11. 20, pri-
ineiro andar, nos dias tercas, quintas e sabbados.
Piecisa-sc de nina ama de Icite para criar um me-
nino ra nina casa rstrangeira ; paga-sc bem : na rua
da 1 .icleia Ue S,-Antonio, u i9.
Precisa-se de 150/rs. a-piemiu, com boas firmas:
quem quner dar, aiintincic.
Aluga-se por 3 metra um bom sobrado
na rua de S.-Uento, ejn Olinda com (rente
_ para o Varadouro : a tratar na rua da Ca-
dria de S -Antonio no Reclfc n. 01, das 6 as 10 horas
da maullad.
SUiHKDADE
Drsappareeco na semana passada de urna ca'a,
fna rua do Livramento um cordao de nuro feito no
Porto, tendo de poso l oitavas e ylto graos; julga-se,
que a pesssoa, que o tlrou 'j o ter vendido, ou empe-
ntado : por isso, roga-se a nessoa, que Ihe for otierc-
cido ou j o tenha comprado ouempenhado_, dele-
gar a rua do Trapiche, 11. i, que aribe dar o seu
valor, ou pelo que elle estiver empenhado c se guar-
dar segredo.
= Tf 111.1 senhora de bon costumes se cncarrega da
criaco de meninos de peito, impedidos e drsiinpcdi-
dos, e tambrm recebe menina para desmamar; no
que prouiette rsmerar-sc: ella inora na rua Augusta,
as lujas do prlmeiro sobrado novo, viudo de Santo An-
tonio. Na inrsina casa vende-so um berfii anda em bom
uso, e por preco commodo. ,
LOTERA DA MATRIZ DA CIDADK OA VICTORIA.
Nao obstante todas as rasos queXforo ponderadas
nos anniinoios anteriores, ainda o afiaixo assignado,
thesourciro desta lotera e que tambein o lie da do
theatro uiatri/. da lloa-Viita e oulras se ve bem a
jen petar, na rigorosa nreessidade de declarar que o
andamento das rodas, annunciado para o dia 7 do cor-
rente inri, iio pode Infelizmente ser realisado; porque ,
deprndrndo elle da completa venda dos bilhetes, esta
tem sido morosa e pouco adiantada. A vista do que,
novainente transiere o sobredito andamento para o da
21 do correte, na esperanca de que os compradores de
bilhetes o liabilitard para, levar riso acto a elleilo em
o novo dia designado cessaiw'.o assim tantas transfe-
rencias, Instantes despeada ve i van publico r 111II i tu 111 ais
aoabalxo assignado. Continan a estar ,1 vendaos bi-
lhetes nos lugares do costume. He realisado o anda-
mento das rodas no consistorio da Conccicao ; eos pre-
mios ser o pagos inmediatamente e com a incsiua
prninptidiio com que teein sido os das outras loteras
de que he. thesourciro = (momo da Silva Guimao.
O professor substituto das cadeirasde rhetorica e
gengraphia do collegio das artes de (Huida lecciona, nos-
la eulado. pelo lempo das ferias, as materias drssas ca-
delras : aquelles, que se quizerem matricular, dirijo-
se .10 pateo dn S.-Cruz na lloa-Vista, n. 4, alim de darem
os seos nomos; c depois se designar dia, hora c lugar.
Frederico llansen, com cocheira na
rua do S.-Frailis.! o. avisa ao rrspei-
lavel publico que tem carros bons
para alugar levando 20/000 rs. mensalmente por cada
pessoa e isto al o Monten o ; sendo em cada carro I
pessoas.
-- Prerisa-sc alugar urna preta de boa conducta, para
andar e tratar de meninos ,' na rua da Madre-de-l)eos,
0.3.
O provedore mais mesarlos da irmandade de S.
Anua erecta na igreja da Madre-de-lleos, convidan aos
maos da mesuia irmamladepara mrsageral, seguud-
l'eira IG do corrente as 4 horas da tarde.
Aluga-se, por barato proco nina grande casa de
pedia e cal para sepassara fesla sita no Monteiro ,
defronte da igreja : a tratar no largo do Carino venda
u. 2.
Appareceo no largo do Carino um cavallo com
cangalha sem dono ; quem for seu dono, dirija-se a
Narciso Jos da Costa no inesuio lugar, que dando os
signaos Ihe ser entregue.
Prcciso-se de um rapaz de i2 a iO annos para
una venda : na rua direita dos Martyrlos 11.36.
- Precisa-se de una a:11a forra para casa de pouca
familia; na rua Direita n. n2, segundo andar.
Perdero-se, no dia 30 de outubro prximo paitado,
desde a rifa das Trincheiras al a praca da Indepen-
dencia mus papis 1 uniendo uns allestados c um re-
i|tuiiinenio, pcrlcncciitcs a Francisco de Paula Guc-
des : quem os aohou dirija-se a rua das Trincheiras ,
n. I, que ser recompensado.
CasimiroCaaroier, relnjociro,
rua Aova, ll. 22,
acaba de receber, pelo ultimo navio franco/. ; um gran-
de sortimentu de joias de ottro, como sejo: aderecos de
br
ncte;
tos
e
I
Precisa-se de nma ama para casa
de um iionietn estrangeiro solteiro, que
nto Ihe ser incumbida a 'cozinha on
ou tro qualquer servico, seno cuidar nos
arranjos da cisa ; sendo urna pessoa na-
tural tic Portugal, ou nutro paiz eslron
geire, seta preferida : quem estiver nes-
Ibs circumstancias dirija-se o rua da
Cadeia-Velha n. 5a.
Perante asegunda vara do civel ,doutor Nabuco ,
se ha de arrematar hoje, 14 do corrente uma lylo-
graphia de madeira, guarnecida de ferro com seus
pertences ; lOcaixasde tintas preparadas; 8 caixasdc
vidro para calxllhos ; 4 ditas de dito com faltas ; urna
caixa com estampas de gesso ; tildo penhorado a Luiz Se
Belil/., por execurao de Russel Mellon StC.
AOS SRS. DONOS DB TABERNAS E ARMA7.ENS,
QUE VF.NDEM LQUIDOS.
O arrematante das afericOes dos pesos e medidas deste
municipio fa sciente aos mrsmosSrs., que, nao obstan-
te deixarcm de vender ago'ardentedo paiz, sao obriga-
dos a ter lerno para bebidas espirituosas, pois que ven-
dom espirito de outras qualidades; assim como, que nao
he possivrl.quc uma taberna, que tem todos os Uquldoi
para vender, inclusivo aieitc doce, delxe de vender vi-
nagre, para o que o arrematante est disposto a denun-
ciar a quem compete, (lestes abusus: c'para mais escla-
recimento vai abaixo transcripto o artigo 10 do regimen-
t das ai, 11 11, s :
Artigo 10. Todos os armaiens, casas de negocio, de-
psitos, estaboleciineutos de coinuiercio, ou industria
de qualquer natureza, que sejao, tixos ou volantes, onde
se compre ou venda, em grosso ou a retalho, mercado-
rias'ou gneros, solidos ou lquidos, e onde soja noces-
sario pesar e medir, serSo obligados a ter, como jase
achava estabelccido, collecces ou temos completos de
pesos e medidas, na forma do padro do imperio, se-
gundo a natureza do objecto ; c os armazens e tabernas,
onde se venderem dilloienlos lquidos, continuarn a
ter uma collecco, ou temo de medidas para cada um
delles, com as especilieacoes seguimos: um para a-
zrte de carrapaloedc peixc ; un para azeilo dooo; um
para vinagre; um para vinlio, e nutro para todas as mais
bebidas espirituosas.
O capillo de fragata Caetano Alves de Souza faz
sciente que, por haverem sua fuinilia outra pessoa do
Hiesuio nonie, se assignar, d'ora em diaute, Caetano
Alves de Soma Hlgueiras.
LIWA, J
Sii'fjiieiro, rua Nova, n. 2 pri-
miro andar,
prximamente chegado do Ptio-
de-Janciio, tem a honra de offe-
recer aos Sis. officiaes da guarda
nacional e exercito alguns olijec-
tos pertencentes a seus uniformes,
sendo estenos do ultimo uso naqtiel-
la corle, a saber: chapeos armados,
dragonas, bandas, fiadoref, espa-
das de ac metal do principe ,
jrjj dilas com copos dotirados t3ns,
fj{ cananos, carleiras, manase col-
Vendas.
m
fe1
I

1
i
a
I

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H
HARMNICO IHEATRAL.
A cpmmisso administrativa, lendo mareado o din 2
do dezembro para abertura do theatro d'Apollo, convida
aosSrt. socios espectadores a' mandaieni pagar no the-
siiiuoiro o Sr. Dolfino dos Anjos Trlxeira as menta-
lidades de dous ineies conforme a deliberadlo da so-
i'edade de 23 de abril prximo passado : e roga igual-
nirnte aot .Ti accionistas em atraso queirn ultimar
o pagamento das pi estacos quevslao dovendo.
Fatem-sr <|uaesquer corriuados tanto de camas
como de janella e para de cerafdrt de bailes ou o-
i tedades ; furacoosilo cadeirase sophs; colchos els-
ticos; e em llm ludo quanto for concernente a ttprca-
ia i i.imbeui se vai pM tapetse esleirs ein qualquer
lugar que srja por se ter professado etle opicio em
fari por proco mais rasoavol i|iie se pode fjzer : na
'i ivessa da Concordia n. i3, atrs da torro do Carino.
Precisa-se alugar um sitio para uioradia
animal de um familia inglea; lendo boa
ca.a de vivrnda, quintal plantado, bai-
11 para capim ; pagando-se o uluguel de 000/000 rs. at
Nlll^000 rs. aiinuaes e tendo este situado em quaesquer
l^s estradas at Ponto-de-Ucha ou iiicsmo na Pas-
igein-da-Magdalona : no escriptorio de Johnston Pa-
lor SiCompanliio, na ruada Madre-ile-Dens.
, Aiuga-so o torceiio andar da casa da rua larga do
Hozarlo n. 30 ; com limito bous coinuiodos para uma
orando familia : a tratar na praca do Coinmcrcio lo-
ja n. i7.
Prccita-se saber da residencia do Sr. Militao ne-
i" do M.icolliuo de tal, iiuv foi entregue em 1838 a o
Sl- Antonio Jos Victoriauuo para aprender o ollicio
'' I' eiir.ii o ou .-arpilla que se llio deseja fallar, ua
'na do INogurira, n. 45.
Alugao-tr pretas ou inoleques para venderem aie-
'" I pagaudo-se por caada 300 rt. : na rua do- Fogo ,
I1.4C m
= O abaixo assignado declara todst os credores do
spu fallecido irinao, o doutor Manuel Pedro de Muraos
Maver, que o nico eolicideiro, que ficou tenhor da le-
Kitnnadu dito fallecido, he o coherdeiro Jos Feijii de
Mello, de quem os ditos credores dever haver suas di-
vidas ; purquauto nein o abaixo assignado, nem suas
irmas berdro do dito fallecido.
O major Joti Gabriel de Moraet Maytr,
ditos patente ingles com todos os brancos rm pedia ,
ditos patentes suissos, ditos horizoutaes ditos para
senhora cun vidro e de sabonete caixas para rap, de
prala as mais bonitas que teeinapparecidu ; lambem
tem urna grande sortiiiirnto de oculos ; ludo por pro-
co barato.
= No dia 11 do corrente, pelas5 e meia horas da nia-
nha, na rua da Assumpco, n. 3ti, subiro ao segundo
andar da casa do solicitador Arruda, e da sala furtaro-
llii- um relogio de unto, sabonete, suisso, e com ca-
lidas : roga-se a quem for otlorecido, queira ter a I.....-
dado de o tomar, r prender o ladro, se forpossivel.
=i A senhora, que empeuhou uma iniagom de Nossa
Senliuia da Conccicao, na rua Direita, queira vir bus-
ca-la no prazo de ludias, na rua do Collegio, u. i3: pas-
s.indo deste pra/o, perder todo o direito.
=Na rua de Hurlas, n. 80, so aclia urna porco de fa-
/.oiulas parase vender a dinlieiro por precos commodos,
e mesiiio a troco de um a dous esclavos,sendo de nac.au:
quem pretender compra-las, dirija-se inosnia casa.s 8
horas da nianha, ou s duas da tarde, que achara com
quem tratar.
Aluga-se um sobrado de um andar soto, pintado
de novo e muito fresco, proprio para- pequea familia :
na rua da Praia, u. 74.
= Perdeo se um quaderno de fa/er assentot de fiados
de pao escriplo com.lapis dentro de. um saquiubo
de hita, desde a paila lia do Coelho alea ponte da Pas-
sagcni-da-Magdalena: a pessoa, que o adiar e o quizer
entregar, visto elle nao servir seno ao dono, ser bem
recompensado, dirigindo-sc adita padaria.ou aosQuatro
Cantos, na venda do Sr .Manuel Ferreira Fialbo, ou a
Passagem, venda do Sr. Machado, que em qualquer das
parles receber a recoiiinensa promeltida.
Na rua da Cruz. Un Rccife n. t(i, se dizquein pre-
cisa de um bom reliuador de assucar.
Quem precisar de um Portuguez para tomar con-
ta de alguma venda ou de mil i u qualquer estabelcci-
inenlo, do que tem platica, e para o que d llador a sua
conduela o tainlieni nao duvida entrar com algum
fundo para o negocio fazendo-lbc inleresse, aiinuncio.
De hoje por diante continua a oslar aborta a loja
de louca da uta i\a i adeia do Reclfc, n. 8, que foi de
langero Teixoira Lopes, para te' vender por todo o
preco, que se adiar, a loiui, que na inesuia existe,
que consta de garrafas finas c ordiuarias, campolei-
ras dilas, gallioteiras mangas, bules de todas as
qualidades, chicaras, apparelbos para cha, pratos com
lampa, ditos travesos, lanlernas, candinos e oulras
mullas, que na inesina se achu.
-- Ao amanhecer do dia loica-fcira, lO do crreme,
drsappareeco do segundo andar da casa, ua rua estrel-
la du o/.ario, por cima d.i escriplorio do doutor Pedro
Ignacio, um par de castlyaes de piala : c como um mu-
loque encuutrasse na oseada urna prssoa de chapeo
branca e casaca, a qual nao he desconhecida, por isso
se pode, ar fui da referida graca, que haj.i de os
uaudar eutregar,quc, do contrario, sempre se far pu-
blico o teu nome,para nao comunial' a prallcarda mes-
illa mane ira em outras casas ; assim como lambcui se
podo a alguma pestoa, aquein frem offerecidos ditos
casticaos, dos apprehen.ler.
Hoje, i- do c, ionio pelas 4 horas da tarde, pe-
rante o Sr. doutor juiz do civel da 2." vara desta cidade,
se ha de arrematar a quem mais der, por venda, um si-
lio de trras com casa de vlvenda, no lugar da estrada
de N.-S.-de-Belem, em chaos foreiros, com as conlion-
taces constantes do escriplo em pudr do porteiro, Joao
Januario Sorra Grande, penhorado a viuva e lieidolros
do fallecido Joaues Pinches, por execuco do ousul de
S. M Britnica, escrivo Kego : os licitantes compare-
cao no dia c horas apraiadol, por ser a ultima praca.
Precua-sc de dous lavradores em casa do doura-
dor, ou fabricante de candleiro de gaz na rua No
va u. 93.
todas as patentes, boles para so-
bre-casacas luvas de camorsa
branca, ele O mesmo, tendo cor-
al
= Vendem-sc casaes de rlat de llambiirgo brancas
e pardas, por preco commodo ; na rua da Florentina ,
Vi na de S.-Francisco, casa n. 7, drfronte *>Ol>
dein-Terceiia, vende-se uma negra bem moca 8 de bo-
nita figura, que sabe tDgoininar, on/.inhar o diario de
urna rasa, lavar roupa de varreU e de sabo, coier r la-
/.rr rendas com porfeicfto. Tinibein vende-sc por iMiff
rs., urna mulata sem vicio algum, que,,ilm de ter mui-
to hbil para arranjar e dar tonta de uma casa, sabe co-
zinhar e coser. '
=Vendem-se, por preco commodo, casaos de poinuos,
grandes, bons balcdore c de inulto boa rae a ; assiui
como um rxrellcntc checheo : na rua da Horentina,
"'-'- Vende-sc uma cabra (l>icho) parida de mullo
bom leite, e por preco commodo : na rua do tjlona, n.
88
AO MODERNISMO.
Xa rua do Crespo, loja, n. Q
de Campos $ Maya.
Ha um rico torilmente de lindos cortcsdrcainbraia de-
barra, com quadros de rorrs, imitando trda, ao ultimo
gobio da prinerza de Joinville, e pelo milito barato pre-
co de 6/500 rs. ada um ; assim como oulras militas fa-
lendas por proco commodo.
bE PORTAS -Na;
31
m respondencia com as primeiras ca- Uj|
| sas do l\io-de Janeito est habili- mV
W lado para se incumbir de mandar Jf-*
T1 vir daquella rolle ludo quanto Ibe l
in.
h seja cncommendado, com a maior l
}-, brevidade c commodo preco. y)
fresse, fabricante de igaos
c realejos no rlterro>da-
lloa-Vista, n. ti,
avisa ao publico, que elle contina seu ollicio; faz or-
gaos para igreja, de todos os tamaitos, com trouibota ;
realejos com tainbur o campanilla, cotitendo quarlrilhal
para danca: as pessoas que o honraren! em visitar, aeha-
r, entreoutrasobrat j promptas.um orgao para igreja,
(quesendo ouvido nao temapparrcidii aqu) a duas linas,
a clavier c chave de realejo, para falta de organista ou
por falla_de saber toca lo, rnto se toca com a chave (co-
mo se i.isse um realejo) obtendo a mesina vot, coiilen-
do nos. \ luidlos a inissa, ou qualquer msica para igre-
ja, e os hyinnos para todas as festas e dias sanlosdoauno,
reunidos ua niesma obra; dito orgfto, fortepiano tam-
bem j promplo. Concerla os ditos instrumentos e p
marchas novas; conerrta pianos e qualquer inslninien-
lo de msica, concernentc ao seu ollicio.
--. Obacharol Angrlo Henriqurs da Silva advoga no
civel e ciime ; pode ter procurado na rua de Hurtas ,
u. 22, piinicuo andar.
AO BOM TOM PABISIENSE.
RUA NOVA, N.7.
TEMPr.TTi:, ALFAIATE,
tem a honra de participar aos seus Ireguezes que dis-
solveo desde o dia 15 de setcinbro do anuo passado ,
a sociedade que tinha com os Srs. Colombio/. l t.0111-
pauhia largando ao mesmo lempo a loja dos sobredi-
tos Srs. As pessoas que o quizerrm favorecer rom a
sua freguezia o at liaran ua sua loja na rua Nova
n. 7. Tem pannos para calcas, colleies e casacas, de to-
das as qualidades os mais novos chegados de Pars c
a collecco dos mais recentes liguriuos ; c recebeo 110-
vaineiile um lindo sortiinrnto de objeelos de luxo e
phanlJiia ,de diversas qualidades.
Compras.
de
Couiprao-ie 4 caixilhos para jancllas rasgadas c
pciluiil j.i usados : quem liver, annuncie.
=Conipr:io-se esclavos de ambos ot sexos, de 10 a 30
anuos, com habilidades c tem ellas; e precisa-se de um
-arpia c ouiru barben o c pago-sc bem : na rua da
Concordia, lado direito, segunda cata terrea.
i.omprao-se, para fura da provincia, escravos de
ambos os sexos de 12 a 22 anuos : na rua larga do Ru-
tarlo voltaudo para os quarteis o. 24 primeiro an-
dar.
Compra-se urna carroca de um '.bol em meio
uso ; defronte da igreja da Soledado, 11. 2.
Comprao-ie iO niilhelros de lijlos de alvenaria ; amarrlla ; 8 cadeiras em bom uso : na
na rua da benzalla-Nova, venda n. 7, trazendo a niostra. Ferreira, n. 19.
Pechinehas novas para a fesla. a sabrr : cor- *
*tes de velludo da inelhor goalldade c lindos JrS
padrOes, qur lerm apparreido. a .l/DOO rs. ; di- SC
** los de setim de coros, de Ultra c quadros, a "J^
f2500rs. ; mrrlii de duas larguras a 2/000 rs. y
o covado ; alpaca superior a 1/280 rs. o cova- S
fdo ; panno fino verde cr de garrafa a .'tfDOO ^^
rs. o ovado ; dito prto a 4/500 rs. ; Icncoi 'g
m desellada India, a I/80rs.j sedas de oiet, {p
"T de lindos padres, para vestidos de senhora, ._
W3 a ISTMIO rs. o covado ; mrias comprldas, cstam- i,
j,< padascom bonitos dcsenlios, imitando seda, a \f>
jtt 320 rs. ; luvas de pellica, para honiein a 1/ k
uM rs ; ditas para sniluira, a aV) rs ; ahiii drstass JK
J4 ha outras multas l'azriulas brui como: ricas f4P
i* cambraias dr core; lindos rlscados para vest- **
IV dos de senhora, por iniilarcm cassas de dille- A
Qt rentes coros.
Aos Srs. proprielarios de
en^enlios.
Vendem-sc taixas de ferro coado, moendas de caima
para agoa, OU animaos, rodas domadas, rrivos, boceas
de forualha, r mais objrctos nrcessarios para engonho ,
por preco rom modo : na fumlicao de rrro de M. Cal-
I11111 & C., na rua do Brum no Recife, ns. 0 r 8.
Casa da F,
na rua estreita do Hozarlo, n. 6.
Continuao-se a vender na casa cima as cautelas da
lotera da matriz da cidade da Victoria cujas rodas coi-
rcm a 21 do corrente luc : os precos sao os do cotlunir.
Vendeni-sr 20 escravos, chegados ltimamente do
Aracaty, seudo 6 pardas, qurcnzom, eiigouiino, lavao
eco/.inho; olio negras com alguma habilidades, sen-
do uma da Cosa, cquitandrira ; nove prrtos c mulatos,
proprios para o servico do campo, tendo 11111 mulato
pon cozinheiro; um moleque de i2 annes; eiinianr-
grinha de 11 anuos : trata-sc na rua da Cruz, 11. 5i.
Aos Senhores armadores
e alfaiales do dignsslmo doro avlso Oulmarae f era-
i'uii 8 C rom lega na esquina da rua do Collegio_n. >,
que vendcni-sc os seguintos arligos, |ue se tornao in-
dispensaveis s suas occupacOes, a sabor: volante no-
vos, largos e estreitos, surtidos 0111 cores ; trina, larga e
estrella ; galOea Bnglndo os do vridadero ouro ; dito de
palhola com novos riscos, dr um quarto at duas polle-
gadas de largo ; rendas aniarollas, largas e estrellas, de
novos padrOes; cspignilha branca e amarclla; tafet
de todas as Cores ; o ha um excellente surunenlo de c-
tiiu-papel ; cambraias lisas c ordinarias; fil de linho
braneo, com uma e meia vara de largura ; bobinet da
inesnia largura ; escondida preta ; sargelim de todas a
cures, e tambein piolo ; [esta fazonda he achanialotada,
finge seda o por isso suppre a falla da verbotlna e do vel-
liidillii.j p.inninhos prelos e cor de rosa ; mitins pretos ;
hollanda preta, parda 8 branca franquolini preto; prin-
cesa preta ; alpaca; lila branca de patente ; dita preta
milito superior ; e dita ordinaria.
K bom assim, tambrm se vondrm cxcellentr ineias
curtas, de linho, feitas na Porto; babados de linho, lar-
gos e estreitos, ao que cliamo u aiii.ua, fabricados em
Ultimarles ; pecas do verdadeiro panno de linho de Alle-
niaiilia, eiini 25 varas, por l2/rs.: tollos os arligos ci-
ma .11111110. i.idus seio entregues, a precos mais mode-
rados possivois, c podemos atteverar, que por inenos al-
guma cousa do que em nutra qualquer loja desta ct-
lade.
=Vende-se a venda da rua de Apollo u. 1, junto ao no-
vo porto das canoas, o tuna oasa torrea na rua da Con-
cordia, nova, muito bem construida, junto s casas do
Sr. Jos Antonio Crrela Jnior; vende-se tudo, por seu
dono retirar-so para fura da provincia com sua familia:
a tratar na inesma venda.
Vende-se sal por proco commodo a bordo do hlate
Espadarle, tundeado defronte do trapiche Novo, ou na
rua do Torres, n. l4.
Vende-se urna venda rom poneos fundos, na rua
do Collegio n. i7 : a tratar na rua do Crespo, loja u. 3.
Veiidem se 4 lindos moloques de l4 a 18 anuos ;
2 dito, de 7 a 11 annos ; um pardo ptimo para pagem,
de 17 annos ; 2 prrtos sendo um cancho r o.oulro ea-
noeiro ; duas pretas dr 18anuos, com alguinas habi-
lidades; una dita, de 2."i anuos com um lilho uiulatl-
11I10 de 2annos a pela cozinha o diario do umacasa,
engomiua bem, cose hu r lava ; duas pardas, de i!> a
25 annos, com algumas habilidades: na rua do Colle-
gio n. 3, segundo andar.
Vende-se magnilia cera rm velas do Rio-dc-Janei-
ro sortimriiio completo de l at ili em libra e tam-
bein bogias de 4, 5 < li em libra em eaixas o as libras,
vontade do comprador ; collada Haba superior, por
preco commodo : na rua da Scnzalla-Vellia armazem
11. 1 til.
__Vrndr-sr una rasa terrea, sita na rua da praia do
Caldeirriro. n.5: a tratar na inesnia casa.
__vendem-sc tres bonitas escravasdr 20 annos, coro.
prendas, que se faro ver ao comprador; um moleque:
de 18 anuos bom Irabalhador de machado e fouce ; um
dito de 12 anuos, proprio para ollicio: na rua larga do
Rozario, 11. 24, primeiro andar.
= Vende-sc a padaria do l'orredor-do-Hispo n. 8
prompta a trabalhar ; um relogio de parede com sua
competente caiva com a fabrica toda de metal e bous
regulador ; tres pesos de ferro de 2 arrobas cada
um ; 3 laixos de cobre que servein para refinacao ,
emii pouco uso ; pipas arqueadas de ferro que servi-
l-o para ago'ardente; barris ditos; um alambique e ser-
peutina ; tuna ,-irinaco, que foi de venda de madeira
- x estrada de J oao-


/i
Potassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no dia 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pre-
go commodo : em casa de L. G.
Ferreira & C.
Na loja da esquina da un do Collegio,n. 5,
deGuiniaraesSeram & C.,
vende-se, alni de un bonito sortimento de faxendat ,
por pref os bstanle moderados, at geguintcs :
Corles de novas casimiras francezas, a ..... 4#008
Ditas ditas inelhnrct, a......... 5#00
Ditas pelas l'raiicezat, O covado, a 3/000
Pannos, pre los, .r/.ucs, verdet e de outras cores
dlllcrriilrs, desde 2/400 rs. o covado a 12/000
Cortes de calcas de pelle do diabo a 1/440
Chales de lila c seda, grandes, a...... 2/.V0
Lencos de cambraia guarnecidos a bico, a 640
Lindezas para vestidos, o covado, a /240
Kscoeczcs de lila e algodo, com xadrez lingindo
seda o covado, a.......... /320
Corles de lila e seda pira vestidos a ",#000
Chita-cassas o corte, a........ 2/240
Cortes de collclcs de fusto francci, a i/llOO
Lencos linos para grvala, a...... /400
= Vendem-sc inoendasde ferro para engrnlios de as-
tiicar, para vapor, agua c beslas, de diversos taannos,
por preco coininodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e balido, de todos os tamanlios : napraca do Corpo-San-
to, n, II, em casa de Ale. Caluiont Si Companhia, ou na
ra de Apollo, ariuazein, n, 6.
= Vcndc-se potassa branca de superior qualidade,
em barril per|uenos ; em casa de Matlieus Auslin 4
Companhia, na ra da Alfaudcga-Yclha, n. 36.
Superior fardo.
Fardo de Trieste, em bar-
ricas de 5 arrobas; o qual se
recnmnienda como o mais nutritivo de quintos aqu se
importad e por itso o mais pruprio para melhor en-
. gordar os cavallus : vendc-se nn primeiro ariuazcm do
ca.s da Alfandcga indo do arco ou cni casa de J. J.
Tasso Jnior.
= Vcndc-se urna preta de naco moca ptima co-
zinlieira lavadeira de salan e quitandeira e que
lew bol ligura : na praca da Independencia livraria,
lis. e 8, se dir com qurm se deve tralar.
= O corretor Olivcira teiu para vender cobre em fo-
lli.i e prrgnsde dito para forros de navios : os prclen-
dentes dirijSo-se ao incsuio, ou aos Sculiorcs Mcsquita
& Dutra.
Na rua do Crespo, leja nova, n. 12,
de os Joaquina da Silva Maya ven-
dem se ricos chapeos de seda para se-
ntara, cliegados ltimamente de Franca,
e tpic so muilo proprios pira o lempo de
fasta, tinto por seren de boni gusto, com o
pelo diminuto preco, por que se vendem
Vendem-sevarios esclavos mocos de bonitas figu-
ras com habilidades ; urna preta parida de dous mc-
zet ; na ma Nova n. 2l, segundo andar.
Farelo de arroz, em barricas,
de 4 5 arrobas cada barrica a 35oo
rs., milito preerivcl ao furrio de trigo; o
tpiul Ismbemserve para engordar crinclo:
no arniazem to Burlar, defronte d<
e>cadiiilia e no do Bragnez junto 90
arco tia Conceitao.
Joo Jos de Ca vallio Moraes ,
agente, nesta provincia, to contrato do
tabico rapcpiincczi, de Portugal fui
publico que se ocha a ventla o mesmo
rap chegado pelo ultimo navio de Lis-
boa em potcoea retalho pelo preco
marcado pelos contraladores de 3s'Geo
rs. cada bote a dinheiroa vista : na rua
da Catleia do Hecife loja de miudezas,
n. 5i; tambem se vendem as oitavas a 4o
ris
Vendc-se potassa da Rus
sia pelo limito mdico pre-
co de 100 rs. a libra ; cal vir-
gen, de Lisboa, ebegada no
ultimo navio : no armaxcm da
rua do Trapiche n. 17.
Vende-te farluha de trigo da marca SSSF de ra-
ninlio no caes da Alfandcga armazcn do Racelar, a
(ratar com llanorl da Silva Santos.
I\a rua do Crespo, loja nova
n. 12 de Jos Joaqun.
ca Silva IIaya ,
vendi-se lirini Je puro linho de quadrns e listrasde
cores e que sao multo proprlot para a Testa pelo ba-
ratissimo preco de 720 rt. cada vara ; ricos curtes de
casimira! elattlcaa para caifas a 6/ c 8/000 rs. cada
corte; alpaca preta a 800 e i#oO0rs. o covado ; pannos
linos, prcto e decores, por barato preco; cortes de col-
lete de velludo trliin e gorgoreo; ludo por preco ba-
rato ; assiin como uin rico sortimento de lencos de seda
para grvalas multo proprios para a festa.
I* a rua do Crespo loja nova,
n. i'i, de Jos Joaquim
da Silva Hala,
veude-se um restante dot bem acreditado! cortea de in-
dianas para vestidot de senhora, pelo barato preco de
2/800 rs cada um; cortes da fazenda victoria, a 3/600 rs.
cada um; ricas cambraia* com lltlras de teda, ao/00 rt.
cada corte; ditos de gusto chines, a 54000 rs. cada um
corle; cassas chitas para vestidos, a 2/8000 e 3/500 cada
corte; cambraia de quadrot de cores escuras, para ves-
tidos, a 3/500 rt. cada corte; calcinhas para meninas de
escola a 400 rt. cada um par; meias linas para meninos,
de dln/ercnles tainauhot; e outras multas fazendas, que
tuda te vender por pref o barato, assim como um reto
das ricas c baratas lantcrnat com castlfaet de 6018811^
casqulnha, c que se vendem por 9, lOe 12 mil ris. cada
par.
Rap princesa Novo-Lisboa
a ISOOOrs. a libra.
De lodosos raps, que a industria brasilclrn tem at
hoje fabricado, iienlium imita melhor o verdadeiro ra-
p princeza porluguez do que o intitulado RAP PRIN-
CEZA NOVO LISBOA, fabricado no Rio-de-Janeiro, sen-
do lio perfeita a tua semelhanca, que ot mais veteranos
tabaquistas o tonino pelo genuino rap princeza de Lis-
boa.
O deposito deste encllente rap, he no armazem de
Alves Vianna, rua da Senzalla-Velha, n. nO; e tambem
se vende nos tres bairros da cldade : no do Recife em
casa dos .Sis. Jos Das da Silva e Pontetle Sampaio, to-
jas de ferragens rua da Cadeia-Velha; no de S.-Anto-
nio em casa dos Srs. Anlonio Domingos Ferreira rua
do Crespo, n. 11 ; Joaquim Jos Lody, loja de miude-
as rua larga do Roiarin ; Jos Joaquim da Costa lo-
ja de miudezas na rua do Cabug ; no Atcrro-da-Roa-
Vlsta lojas de miudezas dos Srs. Antonio A y res de Ca-
tro & Companhia Antonio da Silva Guimarcs e Tilo-
ma/ Pcrelra de Manos Estima.
Vcnde-sr um piano inglez horizontal de um dos
melhnres autores em nielo uso e por isso muilo pro-
prio para queni qulzer aprender, por preco multo com-
modo ; na rua do Crespo, n. l2.
=Vrndc-se tuna bonita escrava, alta, bem parecida,
de 24 annos que rngnmma, cose he muito fiel c no
tem vicios oque te alianza um preto mestie tr.ili.i--
Ihador de enxada, que ganha na rua c paga certo 560 rs.
diariamente; 3 canoas, sendo duas .iberias de carregar
familia, novas, bem arranjadas c pintadas a oleo, e
UOM pequea de um s pao : na rua estrella do Roza-
rio botica n. 10.
i\terro da l.oa Vista, loja
n. 14,
vendem-se riscados Irancezes de qua-
dros e cores fixas a 2oo r9. o covado.
Chitas fnissimas, a 160 rs. o
covado.
A prlmeira loja do Alerro-da-Roa-Visla n. 10 acaba
de receber lindas chitas magnificas em panno e de um
goslo exquisito por seren todas guarnecidas de bico
prelo pelo preco cima dito ; ricos lencos de seda ,
pequeos, para meninas, a 480 rs
Vende-sc um prelo, de 20 annos de nacao de
bonita figura ; um dito, de 26 annos que he boni ca-
noeiro ; una preta de 18 anuos, que engomma, cose,
cozinha e lava de sabao c varrella ; urna dila de 16
anuos i|iie i'ii/inli.i o diario de urna casa e cose algtima
colisa ; ililas para o si i viro de campo duas das quaes
cos ni e lasen) renda ; urna negrinha, de 10 anuos, mui-
to bonita, e ptima para se educar ; todos estes escra-
vos nao teein vicios neiu achaques, o que se afianca : na
rua da Concordia passaudo a ponlezinha a dircita ,
segunda casa terrea.
Vcndc-se lindo damasco de seda de lodas as cores ;
cortes de cambraia ingiera, m ti i lo ricos para vestidos
de senhora; casimiras elsticas .decores escuras ; vel-
ludo lavrado de bom gosto para colletes ; pannos fi-
nos de ludas as cores ; lencos pretos e de cores, de sar-
ja para grvalas ; ditos deselini com franjas, para se-
nhora ; chales de seda ; ditos de laa e seda ; los de li-
nho, brancos e pelos ; mantas de cambala adamas-
cadas mullo finas proprias tanibein para cortinados
de cimillos ; chales de merino bordados multo ricos;
um sortiiurnlo completo de llvros em brauco pauta-
dos e mitin de espilladores; e outras umitas fazendas,
por precos multo mdicos: na rua do Cabug, loja
n. 6.
Vende-se rap de Lisboa em li-
bras por preco commodo ; na rua
Cruz
por p
n 9
Na rua Nova, n. 8,
defronte da Camboa-do-Carmo loja do Ainar.il, he
chegado, pelo ullimo navio de Franca um rompido
sortimento de faiendas de goslo, como sejo: cre-
p de todas as cores; fitas de setim lavrado; cha-
peos de palhinha para meninos ; luyas de pellica
enfciindas para senhora ; ditas curtas, para licmein,
senlioras c meninas ; ricos leques ; sedas brancas c
de cores para veslidosde noivados ; boricguins para
senhora c meninas ; sapalot de couro de lustro para
senhora meninas e honiem ; chapeos de sol, fuila-eo-
rrs para homem ; luvas de seda, sem dedos curtas e
romp idas, para senhora; lindos corles de cassa de
ultras para vestidos ; e outras muitas fazeudas de gos-
lo por menos preco do que em oulra qualqucr parle.
Couiiuua-se a vender chocolate novo a 240 rs. a
libra ; caf moido a 180 rs ; dito em grao, a 140 rs. ;
cevada nova a 100 is. ; bolachiulia ingleza a200 rs. ;
passas a 240 rs ; figos a i20 rs.; mantriga inglea ,
a ROO rs. ; dita francesa a 600 rs. ; banha de poico a
360 rs. ; ch.i hysson, a 2/240 e 2/56Crs. ; dilo perola. a
2/400 rs. ; diln ueliiin a 1/600 rs. ; carnauba de 6, 7 e
0 em libra a 320 rs. ; espermacele a 720 e 800 rs. : no
paleo do Carino, esquina da rua de lionas lado di-
rcito n. 2.
-- Vendem-se 8 prelas de 16 a 25 annos com habi-
lidades, sendo 3 das qnars boas para o servico de cam-
po ; una negrinha de 11 anuos ; duas mulaliiihas, de
15 anuos, de elegantes figuras ; um moleque per.a de
18 a 20 annos : no paleo da matriz de S.-Antonio n. 4
Vende-se laa de canna por preco commodo ; na
praca da lloa-Vista n. '5.
No botiquim da Cova-da-Onca na rua larga do
Rozarlo, n. 34 ronlinao-se a vender alunaos de supe-
rior caf com leile, a 200 rs. ; e tuna porco de ossos de
boi por preco enmmodo.
= Vende-se una escrava de muito boa figura per-
feita cozinheira e compradeira anual se dar a con-
tento na rua larga do Rozario, vollando para os quar-
teis, n.24. primeiroandar.
-- Vende-se, na rua do-Qurimado. loja n. 32 louca
e vidros de todas as qualidades por menos de seu va-
lor para liquidaco de cumas, e despejo da casa ; as-
siui como apparellu.spara cha, de lodas as qualidades
Vendem-se selt a oilp arrobas de sebo, do mais su-
perior, que ha, lano em rim como de capas, a preco de
4/rs: nosajougues de Joo Dubols, rua do Rozario lar-
ga, ns 6 e i i: nos niesmos ha presentemente sebo de rim
de carneiro, proprio para melsinlia: as pessoas, que j
tinho enrominendado, veulio busca-lo quanlo antes
Vende-se cal virgem chrgada ltimamente de
Lisboa em caixas e barricas ; no largo da Atsrmbla
Provincial escriplorio de Francisco Sevrrianiio Rabel
lo Sl Filho.
=; Vende-se lagrdo de Lisboa ; no largo da Assrm-
bla Provincial escriplorio de Francisco Scverianno
Rabello & Filho.
Alegra Alegra!
Chegou finalmente esta tao desejada c encantadora
faienda denominada =Alegria= : nao he preciso le-
cer elogio a rsu fairuda porque o s.'u Uume bem dei-
xa ver-se qual nao ter tua qualidade; e de mai, tend
ella a propriedade de fazer-te namorada s pedimos
at senhorat de bom goito que se quizerem prevenir
de um elegante venido para a noile de Natal de man-
dareui a loja de Amonio Luii dos Sanio le Companhia ,
na rua do Crrtpo. n. II.
Vende-te urna parda recolhida que cote, engom-
ma e cozinha ludo muito bem; 4 etciavas mocas, una
drllas cose engomma e cozinha; duas negrinhas mui-
to lindas, de 4 anuos que j cnsein e fazem lavarinto;
urna mulatinha, de l5 annos upllma para se acabar
de educar ; urna preta, de 35 annos por 280/ rs., que
eozinh, lava roupae vende na rua ; 6 escravos uio-
fs bonspara o trabalho de campo; um dito, bo.u
(>n 220/ rs. : na rua do Crespo, n. 10, primeiro andar.
Vendem -s na rua da Gloria, sobrado >. 50 te-
Ihas velhas lijlos, metralha, callea em grande pnrciio,
nina porcao de pedras para alicerces de qualqucr obra,
cailiros, ripas, e portas com as suas competentes grades
RAPE'PRNCIPE
do Rio-de-Janeiro.
Senipre arliarn os tomantes as casas abaixo designa-
das este superior rap principe do Rlo-de-Janeiro em
libras e meias 'ditas e icmpre fresco. Torna-se re-
commendavel tanto pelo aroma agradavel e facilida-
de, com que destila, como por nao seccar nem ferir o
nariz conffcrvando-se seinpre fresco na caixa Deposi-
to na rua do Trapiche n. 34 escriplorio de Novaes
t Companhia ; rua da Cadela do Recife lojas de miu-
dezas dos Srs. 1. J. deC. Moraes, J. C. F. Soares Jnior,
Pontes & Mello Guedes & Mello A. F. Pinto & Compa-
nhia e de fazeudas de J da C. Magalhies c Cunha &
Aiiioriin ; rua do Crespo lienrique <\ Companhia e An-
tonio Doiningues Ferreira ; rua do Quelmado loja de
ferragens, de (.'ampos & Almeida de miudezas de J.
M, da iii7. A' Companhia Codcra S Gui maraes ; rua
doLIvramento loja de fazendas, de F. C. de Albuqtier-
nne ; ruado Rozario, loj de miudezas, de Victorino
de C Mmir.i, e venda de J. M. Rodrigues Valenca ;
piara da Independencia, loja deC. (1. Hrockamfeld; es-
quina da rua do Cabug e lojas de F. J. Duarte e J. J.
da Costa ; Aterro-da-lloa-VIsta, Caetano L. Ferreira ,
T. P. de M. Estima e A. A. de Castro Sl Companhia; pra-
ca loja de cera, de M. F. Rodrigues ; rua do Rozario ,
venda n. 43.
=Vendem-se passas miudas, para fazer podint; cere-
Jas e ameixas seecas; feijfles ; crvilh.n ; leutiha ; ehain-
p.inha ; vinho do Porto ; Scherry ; Madeira ; vinho do
liheno Sauternes ; Clarette, em quartolasccaixas di-
to engarrafado a 400 rs. multo bom; superior cognac;
i lu ni de Jamaica ; airar ; genebra de Hollanda ; vinho
de Malaga .velho, em meias garrafas ; frascos de todas
as qualidades de (Vuelas da Europa ; repolhos conser-
vados ; harris pequeos de caviar, de urna libra ; mus-
anla franceza e ingleza ; Scherry cordial; latas de sal-
meo ; tardinhas; crvilhas e mais outras conservas de
peixe e carne ; conservas de pepinos e ceboilluhos; eer-
veja preta e branca da celebre marca liarclay ; azeite
doce superior ; cha ; charutos regala. Estes grneros
san todos da melhor qualidade, e se ach.io amostras
para os senhores compradores, no armazem de Fernan-
do de laura na rua do Trapiche n. 34.
Cal virgem,
Vendem-se ancorase barricas com ca
virgem de Lisboa cheg^da ultima-
mente por proco mais
em oulra qualqcer parle
deia loja n. 5o.
Livraria da esquina do
Collegio.
= Vendem-se chicotes de superior qualidade '<
r. cada um ; ditos a 1/ rs. ; estropes de patente', para
calcas, a 320 rs. upar; cartel ras de agulhas francezas
com todo o sortimento ; agulheiros com o niesino sor-
limenio a 400 rs. : na ra do Crespo loja de mli,"
dezas n. ll.
c=Vendem-sc 2 pares de rodas novas e bem ferradia
proprias paracondiuir pipas, ou mesmo para enirr-
genho por seren de7 palmos de altura; na. rua di
Apollo n.27, primeiro andar.
Vendc-se urna cama grande de armaeo com to-
dos os perlences ; na rua da Aurora n. 50.
t=z Vendem-se garrafas de sumo de grosellos, vindaj
de Franca ; folhas de cstanho que servein para boceas
de garrafas de licores charopos e cerveja ; ricas lar-
jas domadas, para frascos de botica ; essencta de aniz
de superior qualidade ; tildo por preco mais eoiniuodo
possivel: no Aterro-da-Boa-Vlsta n, 28, fabrica de li-
cores de F. Chaves.
Vendem-se oculos para todas as idadet; ditos com
dous punhos com cabo para theatro a 4/.rt. ; In,,,
brancas para andar a eavallo a 100rs o par; hlco
h raneo lino da largura de 4 dedos, a 280 rs. a vara-
dito prelo da inesma largura a ifiO rs. a vara ; fita u('
velludo, para cabera de senhora ; pennas de pato
para secretaria; calzas grandes de bfalo e de raz'
niara rap ; suspensorios a polka a 640 rs. o par ; e ou!
tras mullas miiidezat baratas : na rua larga do Rozarlo
loja de miudezas n. 35.
Vende-se um bom quarto para carga ; na rua do
Quelmado n. 2.
= Vende-se urna pequea rasa terrea na rua do Ct-
bral em Olinda em chaos proprios : na rua do Foeo
n.4l. ^'
i= Vende-se urna preta crlotilo de i(i a 18 annm
com principios de costura ; fat renda, e coinha ;
superior cafe da trra ; cera de carnauba ; urna canoa
de carreia ; tuda por preco commodo: na rua daCa-
dela-Velha n. 2.
Escravos Fgidos.
barato do que
na rua da Ca-
Novo Ministro dos enfermos, ou melhodo pratico de
administrar os .Sacramentos aos enfermos, c assistir aos
moribundos I v. em oilavo, de 360 paginas por 3/1)00
rs. ; Methodo de ajudar os moribundos recopilado de
varios autores 1 v. de 300 paginas por 3/000 rs. ; o
( hrislo enfermo e moribundo,conforniando-se a Jesus-
Chrislo as dillerentes circuinslancias da sua paixo e
norte 1 v. de 216 paginas por 2/000 rs.
;: Vende-sc graxa superior, para vapores, engenhos,
fabricantes de velas e para dar em encerados, a 200
c240 rs. a libra, e sendo em porcao dar-se-ha por me-
nos ; a fallar na rua da Praia, armazem, n. 18.
Vende-se vinbo tinto commtim, em
quitlas, pelo baralissinio preco de 4os'
rs. cada una : na rua da Cruz, n, ao.
CHOCOLATE DE SAUDE.
ATERRO-DA-BOA-VISTA, NA FABRICA DE LICORES,
RE FREDKRICO CHAVES, 26.
ha srmpre um grande sortimento de chocolate de todas
as finalidades No se faz preciso dizer as boas quali-
dades, por ser rnnhecido e por ser bem superior e
outros quaesquer.que teein vlndo e que veein das ou-
tras provincias do impeiio como tambem da Europa,
porque o iiiesino fabricante nu se tem poupado a 1ra-
hallios, para o obler superior a todos os que podem se
aprrsenlar. Os precos das qualidades so : saude ca-
nda c baunilha a 400 rg. ; o chocolate ferruginoso, a
1/000 rs. a libra. Esle ultimo se acha agora niaal co-
ndecido e em lod.i a Europa aeha-se mu i vangloria-
do, por suas virtudes touieas; e por este motivo lorna-se
iniiifin i a ssai in nos paizes quemes, onde sempre te pa-
dreen! as frouxiddesdr rslumago e nos quaes os tni-
cos se torn.io indispensaveis. Na inesma fabrica ha li-
cores de lodas as qualidades e de lodos os precos, com
ricas tarjas dour'das, c por preco mais commodo do
que em oulra fabrica ; genebra agn'ardontedo reino ,
di'a de aniz dita de Franca rm caadas ou engarra-
fas ; vinagre brauco e linio milito furte a 400 e 5(10
rs. a ranada ; espirito de vinho de 36graos.
N. II. (Jueui comprar o chocolate em arrobas, o ohte-
r mais em conta.
Oh que pechincha
pama festa do Natal!
He smentena rua do Crespo,
o ja de Antonio Luiz dos Sanios
& Companhia, n. 11, que se ven-
dem jielo barato preco debe
8,9000 rs. os mais elegantes
chapeos de crep ticamente en-
feitadi s, para senhora.
Vende-se um casal ele escravos, de
narao Angola muilo proprios paria si-
tio, por o prelo ser do srrvico de campo ,
andios por Goos'ooo rs. ; na rua do'Cres-
po n. i?.
-- Vende-se urna porcao mui-
to grande de grvalas de seda ,
de differenles qualidades, por pre-
go muitis-imo commodo : na rua
do Cabu> loja de fazendas,
n. 6, de Pereira & Guedes.
-- Vendem-se cinco arrtiei da companhia do cncana-
mcnlo ; na rua da Concordia n. 25.
Vendem-se 850 t'jolot de alvenarla por preco
commodo : na rua da Muela n. 9.
= Vende-se um taUui canana e banda, para oln-
clal de guarda nacional; ludo com pouco uso ; na rol
da Aurora n, 50.
Fugio, no dia lOdo crrente inez, do sitio do Ar-
rala! uBaa escrava crlnula de nome Emereneianna ,
natural do Ico de 20 annos, pouco mais ou menos al-
tura regular, grotsa do corpo ..dente* limarlos rosto
redondo belfos grossos olhos grandes testa larga ,
bocea grande ; levou um rnupn de riirado, panno de
algodan branco com as lettras E F fritas enm linli.i
encarnada lenco e robera de chita encarnada com
llstras brancas Rnga-sc as autoridades policiaca e
empregadus do registro do porto-, bem como aos capi-
tSes de campo o favor de apprehenderem e ni.ind.i-
rem a rua da Aurora casa da Angelo Francisco Car-
neiro ou na rua do Sol em casa de Elias Raptlsta da
Silva que, alm de se pagar todo a despeza se dar
a devida recompensa.
No dia 7 de novembro docorrente anno, fugio o
negro Manoel, de nacn Congo, pnrem bem fallante, co-
mo se fossecrioulo, de Idade, que reprsenla ter 50 an-
nos, estatura balsa, secco do corpo, cara comprida, e
por causa de urna queda de eavallo tem os pellos bas-
tante allos, e as costas medidas para dentro, romopes-
coco torto para um dos lados; levou vestido carniza e
caifa de algodo trancado de listra azul; qualqucr pes-
soa ou campanha o poder pegare leva-lo a sua senho-
ra na piafa da Poa-Vista, sobrado n. i2, que ter
generosamente gratificado ; e roga-se as autoridades
policiaes, o lacio prender onde quer que for encon-
trado.
Fugio, no dia II do corrente, o moleque Francis-
co de afio Rebolo de 18 annos ; levou caifas de
laa de listras camisa de algodaozinho ; chelo do cor-
po ; tem o caliello da frente da cabefa crescido e da
parte de detrs corlado rente ; julga-se andar nesta Bra-
ca : quem o pegar, leve ao pateo do Hospital doParaiio,
na reftnafo que ser gratificado
Fugio, do engenho Capella provincia do Rio-
Grande-do-Norle no dia 10 do corrente um escra-
vo de nome Dionizio pardo acabralhado altura re-
gular cabello encarapinhado, olhos pretos e peque-
os nariz alilndo cara larga sem denles na frente ,
pouca barba, falla rouca e carregando no R; tem os pci-
tose o estomago bastante altse coma marca de uin
caustico; anda descompassado e dando muito com os
Dracosibebe milito toda a qualidade de espirito ejcazini-
bo aflecta decarreiro : quem o pegar, leve a aeu sel
nhor Francisco Teixeira de Araujo no seu engenho,
que ser recompensado.
Fugio una escrava de nome Mara de naraio
Angola, de35 annos, com falta de denles; tem um
calninbu no pesenfo do lado esquerdo que parece ser
lobinho ou vela arrebeutadas : quem a pegar, leve ai
rua da S.-Cruz n. 20, que ser rccoiiipeiisadu
ENIGMAS
PITT0RESC0S.
DECIFICA
As mortalhas das lagartas, vestem os
homens de gala.
PKRM. : NA XV. DEN. DE FABM. \9\G.


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