Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00435


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Full Text
Ajino de 1846.
Quinta-feira i>
0 DMRfOpubKci-tt lodos os dias que nao
r mu ile guan : preeo da tsignatQra lie de
(Ion" r. por T'W'i P"?"^ "diantarlot. Os
'cios dos ssignanles 3o inserido* a ratfo
ic 20 rcis I""- lamia, l e s repcliroe P'1" me",,'t;- Oi qe "'O fo-
rtn MigM" I- _-.
cm lypo dilTerente.
5o 0 res |ior liona, e IDO
MIASES DA LA NO MEZ, E VOVEMBRO
c|it a 3, as G horas e SI minutos da in.inli,
5j;u08ntea 10, as llorase 21 min. da m.mli.
I ua"nova i S, as 8 horas e 39 min. da larde.
Crtscentea J&. as 8 toras e 11 min. da larde.
PARTIDA DOS CORRF.IOS.
folanna e Paralivl-a Segundas e Sertas l'eiras.
Rio Cu ande do Norte, chega nis Ojiarlas l'eiras
ao mcio dia e parle as mesinas horas as
Quintas fciras.
Cali, Seiitihacm, Rio Formoso, Porto Cairo e
MaceVO. no 1.", II e 51 decida me*.
Craranlinns e llonito a 10 e 21.
Boa-Vista Florea a 13 e H.
Victoria as Quintas fciras
Olinda todos os ilias.
PREAMlR DE HOJE.
Primeira a 0 li 0 minutos da monlia
Secunda a 8 h. JO minutos da tarde.
de Novembro. Anno XXII._____N.
UIAS DA SEMANA.
Secunda. Commemoraco dos dermitis.
9 Tere. S. Malachias. ^ud. do J. do civ. da I.
v. e'do J. de pan do 2. ilist del.
t Ouarta. S. Jcannicio. Aud. do J. do civ. da
2. v e do J. de paf do 2 ifist. de t.
S Quinta. S Filoll.eo. Aud. do J. deorphbs,
do I municipal da 1. Tara.
8 Sesla. S Severo. Aud. do J. do civ. da
I. t, edo J. de paz do I. dist. de t.
7 Sabliado. S. Florencio. Aud. do J. do civ.
da I. V., e do J de pal do dist. o I. de f
R Domingo. S. Severiano eseuacoinpanheiros,
mailyres.
CAMBIOS NO DIA 4 DE NOVEMBR.
Cambio Sobre Londres J* d. p. ti 00 d.
ii Paiis oi ria por franco.
Lilioa 100% de premio.
Desc. de letras de boas firmas I '/, p. %
0n>Oncasliespaiiholas.. SO/000 a
Modasde ejt novel. 184200 a
,, ii dcCJtOOnov. 1BJ400 a
de 4*000... 9/100 a.
AWi-Palacocs........ I JO a
. pesos coluinnarcs. y990 a
Ditos Mejicanos. I920 a
Miuda.......... "I'CO a
Accotsda Cojirp. do llebaribe de 604000
aomez.
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I #110
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ao par.
DIARIO DE PE1H, AMBUCO.
PARTE GFFICIAL.
MINISTERIO DO IMPERIO.
Illm. eExtn. Sr. Enri prrsentos a S. M. o Impera-
dor, com o oll'iclo de V. Exc, dn 25 de malo ultimo, as
actas e nials papel, que aconipanhavn, relativos s
eloices duplicadas, tanto para ven-adores como para
j11i7.es de paz, que ltimamente tiverao lugar nas fre-
sno/Jas de ossa Srnliora da Conccicao e Santa-Anna
do lloriti do municipio do Piejo.
Daquelles papis- e de outros documentos, que tam-
liem forao presentes ao mesiiio Augustq Senhor, com
11111 idlii io da cmara municipal da villa do Brejo, e com
una representarn de diversas pessoas residentes na
niesina villa, se verilicn o srguinle:
i.* Que na eleicao da fregue/ia de Nossa Senliora da
ConWicao, cuja mesa parochial se insinuara na casa das
rsadea da cmara municipal, e que presidir o juis. de
pa Joo de Sonta Cnuliiilio, houvc a essenciaMssimo
falta do parodio, que, nao estando impedido, nem se
tendo recusado a funeeionar, nao podia Irgalmenle ser
substituido, como indcvidainenle fui pelo sen coadjutor,
.1 queni alias nao tinlia para isso dado cmiimisso, mas
antes cxprrssamcnle deelarou, que Ih'a nao dava, como
se eoll('' do nllieio, que, cm dala de 20 de marro ulti-
mo, dirigir a V. Exc
2." Que na nutra rleleo da niesma frrguezia, cuja
misa se installou na igrrja matriz-c a que assislio o res-
pectivo parodio, se coiiuuetteo tambem a irrrgularida-
de de presidir ao acto o supplente Ignacio Juaquim de
arvalho, que nunca esleve rm exercicio, por ter obti-
do dispensa do cargo, e que multo menos o podia estar
entilo, por nao liaver impedimento algum da parte do
legitimo juiz de paz Colinlio.
3." Que na eleiro da fregue/ia de Santa-Anna de Bu-
riti, a que presidir n jniz de paz Jos Francisco Orejo,
iniiccinuou de parodio mu individuo, que rrein era sa-
cerdote, eque para esse fin fa illegalmente nomrado
pelo dito juiz de paz, quaudo he 1 cito, que o parodio
da freguezia nao eslava ausente ou impedido.
4." linalmenle. Que na oiitra rlciro, que teve lugar
na inesuia freguezia do liuriti, c a que assislira o respec-
tivo parodio, funecionou illegalmente de juiz de paz o
supplente Jonquim de Alinela llastos Fonseea, estando
alias ein oH'cclivn exercicio o jniz de paz Corojo.
E sendo souiclhntes faltas e irregularidades de subs-
tancia tal, que essenrialinenle prejudicio a vnlidade da
eleii, ;io : houve S. M. o Imperador por bem, ein sua ini-
inedi, ...liii^j .1.. .1.. ............. i,,.,!,,.;,!. ,!! CDn.
sulla da sectfio do concellio de citado dos negocios do
imperio, de 2l do inez. flndo, declarar millas todas as
mencionadas elclcocs fcilas nas fregue/.ias de Nossa Se-
nliora da Conceican e Santa-Anna de Buriti do munici-
pio do Brejo; mandando, oiitiosim, o inesnio Augusto
Senhor. que ein cada una das sobreditas freguezias se
procede nova eleicao, ta'ntopara vereadores, como pa-
ra juizes de paz ; e que se/iio legalmente responsahili-a-
das as autoridades, que concorreroo para a nullidade
das anteriores eleice, procedendo-sc igualmente na
l'iina da lei contra quaesquer outros culpados. Oque
ludo participo a V. Ex. parasru conlieciniento c execu-
rao, preveuiulo-o de que, se lhc ha este objeeto por
limito recoinuieiidado.
Dos guarde A. Exc. Palacio do Rio-de-Janeiio, cm
Bdeeumbro de ISIli. -- Joaqutm Maree lino di titilo. ~
Sr. vicc-prcsidcnte da provincia do Maiaiiliiio.
NEGOCIOS DO RIO-DA-PRATA.
NI.GOCIACOES DE I'W.
RESFOSTA DE D. MANO EL ORIBE AS PROPGSICXJP.S
AP1IESENIADAS PEI.O SR. IIOOD.
Utiguelele, II dagmo de I S-(i
O ministro dos negocios eslrangeiios do Estado Orien-
tal do Uruguay, ao cavalheiro D. Thoinai Samuel llood,
encarrrgaJo ae urna missiiu esni cial pelo governo de S.
M. Hiitaiiniea junto do da Confederacao Argentina.
Oabalxo assignndo por ordrm do Exm. Sr. presi-
dente da repblica, brigadeiro general I). Manoel Ori-
be, tein a honra de oouilufcnioaraoSr. llood,'que, leudo
considerado o governo de S. Exc. cun seria mcdilaco
:is 1 iiiposii'oes, ein que cuiivierao os gnvernos de S. M
B. e de S, M. el rei dos Fianeezes, queja l'oioaccei-
las, na parte que Un- corresponde, pelo governo daCnn-
(ederofao Argentina, coin o lim de rrstabeleccr as re-
lacoes dos respectivos pai/.es 110 seu Mitigo estado de
amizade e cnrdialidade, proposici'ics, que o Sr. llood se
servio Iransmillirrm copia authentica coma sua nota
de 4 do corrente, ordenouao abai.10 assignado, respon-
se, que S. Exc. se felicita altamente de que propoti-
toe, no fundo tao impoitantes, que lano lioni.io por
cu Imiv.-.vi-l objeeto aos gosremos de Inglaterra c Fran-
ja. Ihe tenhao sido tiaiismittidas de irm modo com-
pletamente amigav I por iulerinedio de S. S., cuja con-
ducta anterior uestes palies Ihe tein merecido gera!
approvaco, e lie nesla oceasio una garanta segura do
pronpto c fd'17 ajuste das dillerencas desgrafadainenie
existentes, ha algum lempo, c cuja tristes consequen-
ciassineeiaiueiiie tein deplorada o governo de S. Kxc,
como to contraria aos fervorosos votos, cine tu pela
paz e tranqiiillidadc.
Vai abrir-sc una nova poca. S. S. veio a estes pai-
res, cheios de benevoleneia para eoni as outias nacoe.
com a grata e nobre missiio de paz e prosperidade. S.
S.pois, deixar lidies novas recorffhfes, e regressara
n? sru, abundando em salisfacao, earregado de ben-
f aos, (.ara recebe r novo contentamento na digna ('jus-
ta approvacao dos illustrados governo de Inglaterra c
l-ranca,i;euscon.ii,iiientcs.
nao menos desejoso o governo de S. Exc, que os deS.
M. B. ede S. M. elrei dos Fraiu ces, de retaln le er as
boas relacoes interrumpidas destacadamente por cau-
sa bem albeias a sua vonlade, vai manifestar franca e
Icalmeiite a disposlfo, em que se ada, sobre cada un
dos artigos, que lhc corrcspoiidem nas enunciadas pro-
pusiese.
(Juanlo primeira, ein que se eslabelece que o ge-
neral Rosa se unir e cooperar eoni al duas potencial
pnraobter urna immediata siispcnsao das hostilidades
entre as forjas orientis na cidade de Montevideo, e
as que OCCtipau a eanipanha-o governo de S. Exc., eil-
sivel tanto a este liumano e nobre enipcnlio dos go-
vernos inglez c franei /., para fazer cenar o derraina-
ineuio de sangue ueste paiz coirfo ao acertado juizo,
com que desejrao a cooperaco do general Rosas, an-
tigo e Re amigo da Repblica Oriental do Uruguay c
da sua liberdade c independencia, acceita-a gosloso, na
parte que Ihe toca, julgandn conveniente e necessarlo,
que se flxe para a suspensao de hostilidades uno termo
breve c prudente, aliui de que po3a cm tempo chegar
a noticia a todos ; cujo termo, una vez lixado, ser ,
como he natural notificado ofliciahnente a S. Exc,,
allm de poder expedir asorden convenientes as auto-
ridades de sua dependencia.
Pelo que toca segunda propnsieo, em que se de-
clara que- estabelecido o armisticio,os plenipotencia-
rios ingle/, e francrz riel un: rao do governo de Monte-
video o desarinamentn imn-ediato da legiao cstrangrira c
de lodos os mais estrangeiros, que se achem cm anuas c
forinrm a gnarnico de Montevideo, 011 que estejo ein
anuas em nutra qnalquer parte da Repblica Oriental
aceita-a laiubeni o governo de S. ExC.j c, comquanlo
esta proposico por sua delicada importancia, darla
materia para entrar ein algumas exphcacoes.aliiu de as-
tegurar asuaelleeliva e lotal cxccucao, confiando, lein
embargo, S. Exc. nas explieacoes, que S. S. se servio dar
nas tuna CODrencta com o abaixn assignado, e na boa
f, que com prazer reconhccc em S. S., boa fe to con-
forme com as vistas dos Ilustres governo de Inglaterra
e Franca, nn julgou dever consignar aqui anienor ob-
servarn a n speito de tal pioposicao.
(Iiianto i tere ira proposir.o, cm qU se diz : que
o general Rosas, simultneamente com a cxccucao da
precedente condioao, fu, que s.jo retlrada todas as
tropa argentina, ofiiciaes e soldados de toda a paite
do territorio orientalacceita-a lambein ein toda* al
snas partes o Exm. Sr. presidente 1). Manuel Oribe, a
cujas orden se achSq as referidas tropas auxiliares.
i'elo que toca ([liarla proposico, que consiste cina-
que, inmediatamente que foreni desarmado a Irgio
estrangeira e mais estrangeiros em Monlevideo, e que
ns tropas argentinas tenbo saliido do territorio da Re-
publica Oriental, ser levantado o liloqm io de l'uenos-
Avre, evacuada a liba de Marlun-Carcia, restituidos os
navios de guerra argentinos, salvando-se com 21 tilosa
bandeira da repblica, c que ambas as parles entrega-
ro a seu donos lodos os vasos lurreautn coin scus
carregainenloso governo de S.Exc, a accrita tambem,
na parte, que Ihe loca, 'deveiido cessnr o bloqueia de
todos os porto bloqueados no Rio-da-Prala e mais
pontos das cosas da repblica, ao lempo ein que cesta-
rrm as hostilidades.
(.luanlo sexta propnsicfio, pela qualRea livicinen-
le rt'couhecido e adinitlidn, que a Ri publica Argeiiliua
se ada no gozo e exercicio inquestlouavel de iodo o
direilo lauto de paz como de guerra, possuido por
qualquei osean Inaepcndentc, etc., confia S. Exc., ou
Iguae principios de achar-sc no gozo c exercicio in-
qnrsiionavel de todo o dircito, tanto de paz como de
guerra, |ioss,...- .~--.^iy^u\_ii|i^ia-lL!lcj>endentc,
seio applieav is a Repblica ll(*lllJruw-----~- J>.
Pela que toca i stima proposico, {ato lie que, de-
pois do desaiinamenlo das tropa estrangeiras ein Mon-
tevideo e de evacuado o territorio oro nial, lea lugar,
segundo as formas prescriplas pela contituicS.o, una
nova elcico para a presidencia do Estado O1ient.1l, que
esta rlelcaose far livremente e sein coaecao de paite
algUllia, eque o general Oribe declarara previamente,
que estar pelo resultado o governo de S. Exc. o pre-
sidente D. Manoel Oribe a acceita cm toda ai snas parles
e nos nicsinos termos, cm que est eniiiK'iada, c o dito
Exm. Sr. presidente declara desdeja da aionelra a mala
f.rmal e explcitaJIM atar pelo retallado da IclcSo, a
que a dita proposico se refere.
Respeito a oitava propolicSo, de que se proclamar
uina amnista geral e completa seguranza para ns vidas
e prop edades, c esqueciinento do passado ; que OS dl-
reilos dos estrangeiros scio respeitados, e ad.nillidas
suas justas re laiuacoes de qualquer nalurcza. masque
esta amnista nao impedir, que aqurllea einigrados de
Blienos-Ayres, cuja residencia cm Montevideo possa dar
justa causa de qm xa ao gOvemO de lliicnos-Ayrcs, e
possa comproini tler a boa inldligencia entre a duas
republicas.Si jo removidos. ICgUlldo (Si ollierein.para o
mais prximo porto eslran^eiro, 011 transferidos, debaixo
de boa escolta, dos pontos Sobre a cosa 011 sua proxiini-
dade para qualquer nutro lugar no interior, que riles
Clliao acceita-a tainlieni o governo de S. Exc, nao
tendo Inconveniente em declarar desde j, que essa ga-
ranta plena para vidas e propriedades coincca a em re
da data ta presente accellacao; que os direitos dos es-
trangeiros sero respeitados (como semprc forao e que
as irclainacocs desles, de qualquer nalureza que sejo,
sero aduiitlidas e consideradas conforme as leis da re-
publica ca f dos tratados rxlstentea,
Rrespeito nova proposljlo, de <|iic tendo o gene-
ral Rosas e o general Oribe concordado no precedentes
artigos, se O governo de Montevideo recusasse despedir
as tropas estrangeiras, e em particular desarmar aquel-
Uta, que fornio parle da guarnico de_Montevideo, 1111
demoraaae desoecdiaarlaiucntc a execuefio deata medida,
declararn os plenipotenciarios, que reeebro ordens
para eeaaar toda a ulterior inlcrvenco, esc retirars con-
sei|iiciiteinente, no caso de uo produzircm ell'eito ar
suas recoinmrndacSes c repEearnta(d>S| que, neste caso
comtudo, devero, antes de reliai-se, obler do general
Oribe a proinessa ollieiol de urna amnista plena c intei-
ra, como cima se disse, bem como garantas para se-
gu-anca dos estrangeiros, que residen), tanto na cidade,
como na canipaulia o governo de S. Exc. a accolta
tambem. com tanto menos dliculdade, quanlu que as
gaiantias referidas nrsta proposico j eslo assenladas
na aceitacSo da oitava
Tocou ao abaixo assignado, por ordrm do Exm. Sr.
presidente da repblica, D. Manoel Oribe, a honrosa e
grata trela de ser para com S. s. o interprete dos scnli-
inentos benvolos e aniigavcis do seu governo, para rom
os distiurlo inonarcbas da Inglaterra c Franca, e para
coin as suas respectivas nacoes, dos desejos de paz e tran-
quillidade, que o animo cm favor de lodo os povos, e
mu especialmente em favor desta repblica, destinada
melbor sorU- e agitada, ha tanto tempo, por violentas
cummocoes.
Netes sentinientos encontrar S. S. a prora da sincr-
ridade, que tein dirigido o juizo de S. Exc. na acceilaco
da presente couvencao, e a intima conviejo de que os
desejos de S. Exc. pelo reslabrleciiiieuto do coinmercio
e boas relaede liarinoniso com os manifestados pela
Inglaterra e Franca por intermedio de S. S.
Pelo que loca a dcima primeira, as franca explica-
cSes. que deo neste importante assumpto, a boa f c
lealdade, que deiiionslrou em toda asna marcha, hon-
ro tanto o seu carcter, como a acertada eleicao e tino
dos'governo sen comuiillenlc, ao couliar-lbc to inte-
ressante como delicada misso. E o abaixo assignado,
por ordem de S. Exc., se compras em cxpressa-lo como
um bouolocauslo devido a amizade c justica.
Com tal motivo, tem o abaixo assiguado a honra de
saudaras. S. etc.
Carlos 0. Fi/fadrmoroi.
(Jornal do Commireio)
EGYPTO.
ALEXANDIIIA, ."O ni: AGOSTO.
8. A. Melicinet-Ali, que parti de Constantinopla o
17 do corrente, chegou a Alcxandrla na nianlia de 21,
depois de locar, de caminho, cm Cavalla c Canda.
O mesuro vapor lineo Esier Djedid, que levou S. A. a
Constantinopla, trouxe-o Alcxandria, acompanhado
pelo vapor cgypciaco SiOUl, que condu/.ia a comitiva do
vice-rci.
S. A. foi recibido com silvas de todos oa forte de
Alcxandria, ede lodosos navios existentes no porto,
com as vergas guarnecidas de gente c ornadas, ein
tres oceaalOea dillerente, ao apparecerem o vapores 11
roda da punta do farol, ao ancoraren! 110 porto, e ao
sallar o vice-rci ein Ierra. Tres mil boinens em rigo-
roso uniforme, com calcdei bramos tjaqus aiuea, es-
tavao formados em fenle do palacio para' receber o
vice-rci com honras militare, ao desembarcar. S. \.
trazla nopclto urna condeooracffo da vlilr, inui brilnan-
te, e um retrato, em miniatura, de Abdul Medgul, que
Ihe foi dado pelo mesmo sullo. e todos os inembro da
comitiva do vice-rei, incluindo os dous negociantes
gregoa, sens amigos, estavo condecorados com as in-
signias da Miaban Iftachar, ordem turca.
Toda a cidade de Alcxandria, todos os navios exis-
tentes no porto, e o palacio de Rasel-Teen esliverao Ilu-
minados por tres noites, depois da chegada do vice-rei.
O quarteiro franco, e especialmente as casas e jardins
dos validos gregoa du paella, eslavo milito esplendidos,
rom transparencias c insenpedes turcas c arbicas,
entre as qnies ero mais conspicua as srgtiintes :
.. Mehemal-Ali, t es o protector e a cspcraiica do
Egvpto j t esaalmae alnado coniniercio. a
a T es na guerra un leo, teu nome he eterno.
O'Meheinet-Ali, vive mil anno.
(i Elle foi com gloria c respeito, e voltou com poder
c boa ventura. '
k Possa o governo de Melieiuel-Ali B de sua poslenda-
de durar para semprc
Mehemet-Ali rorreo a cidade n'um coche novo milito
rico, puxado a seis, qne tinha mandado vir, ha ponen, de
INTERIOR.
RIO-GRASDE-DO-NORTE.
AsVMI'l 1'A PROVINCIAL.
Illm. e Fim. Sr. Se a censura, quando bem dirigida,
lie nos governo representativos a mais vainita harreira
contra asprevaricaces, n louvor, quando ingenuamen-
te enderecado, lie por sua vez o mais intenso incentivo
ilis boas acedes: e ein um secuto, em que, como no ac-
tual, a maledicencia tein substituido gravidade, c%
calumnia ao doin da palavia, desesperada seria a poi-
co do empregado publico bonesto. se o nao einh.-ilasse a
eaperanea de que sens actos meritorios receberS a au-
reola do louvor. E pois que V. Exc. tein sabido acriiinular
no pouco mrito no periodo de sua esclarecida adml-
nistiaeo, forcoso foi, que a assrinbla legislativa pro-
vineiii, lid representante deata pacifica provincia, nos
enviaste respeltavel preaencade V. txc, paradar-lhe
um lesteniunho, posto que l'raco, aiilhentico e aiucero.de
que ella, saliendo rceoiihecer o inerlto dos bon admi-
nistradores, sabe Igualmente agradecer oa valioso ser-
vicos, que emprol da provincia ha V. Exc. prestado.
Quem diaser, que o furto tein encontrado tima harreira
Inaupportavel a prevarlcacSo um |olmlgo Irreconsllla-
vel; a justira um arrimo ; as autoridades un firme a-
poio : quem disser energa sera violencia, srveridade
seui t\rannia, justica em rigorismo, foitalc/.a em ex-
...,. esse ter.i de'-eripto em pnueas palavra a admi-
nistrarn de V. Exc. Digm-se, pois, V. Exc, de receber
este authenlico lesteniunho, este sincero tributo de gra-
tido, que a asseinlila legislativa provincial, e nos,- co-
mo orgos legitimo desta, vienios aqui depositar entre
as nios de V. Exc; c, entregando-o, temos a misso po-
sitiva de significar, que, par da grande iinperfeicao da
locuro, leva este nnsso vol o primor da sinceridade
e a cxccllencia da ingeniiidade de todoa cm geral, e de
cada um daquelles, ein particular, que perantc V. Exc
nos enviarlo, e que nos eoimnetleruo de assiui oasse-
verar. Cidade dO Natal, 22 de outubro de 181(3 /0.1o
t'nrfo tVanderleij l.uiz (ionzaiji de *ro (uerra A/a-
Noel ttiu Calda Joo Nevomoceno Xaxier de A/endonea
'mnriieo de Soma Itilieiro Dantas.
'ronca, e que lhc cuslou 3,000 libras esterlina. S, A.
iiare ia milito satisfeito com c ta demonstrav-ao de boa
ventade c respeito da paite dos habitante de Alcxan-
dria, principalmente porque andava com um pacha
turco, que o acoinpanhou de Constantinopla a Alcxau-
i-i- r >. ..,.,,. .I.i.i.li piperava. 'me i''.1 '"
I>".*| ..,,*. T...!. ..,.-"i"" 11. .. (.'ni Com que alleieao lie o
viie-rei tratado no Egypto.
Elle demnroii-sc algum lempo nas casas dos uicrcado-
resgregos, scus amigus, onde loiuotl gelo c cal, c foi
eslrondos un. ole s.iiid.ido pela populcao franca.
Durante indas as Ircs noite, tanto a populcao turca
como a tranca de Alcxandria discorrero pela cidade,
gozando do brllhante acea, que era real, ida pelo lem-
po sereno e agradavel. Meliemet-Ali parece suuinia-
n, ule salisfeilo com a esplendida recepeo, (|uc llic fe/.
oauItSoem t:oniantlnopla. S. A. voltou com o traje
turco, que nem lie europeo nem asitico, c he milito
menos conveniente do que o genuino traje 111/ani
Quem liver viajado 110 Oliente, c tiver visto 11 vellio
paeb com o traje nizam, c aluda mais, com as largas
vestes e o ampio tullanle do csljlo mameluco, se allli-
gir pensando, que as aeliiacs ideias da etiqueta dn
curte turca coinplllsaem S. A-atrajar a calcas euro-
peas, multo juila com crrelas, cuma grvala. Mas
o pacha pora sem duvida de parte este grossciro traje,
e tornar atomaraquelle.a que, btanlo icuipo, eslava
coatumado. A nurlnba do vice-rei traz presentemen-
te 0 uniforme turco, que consla decalcas estrellas (
jaqu ; he de esperar, que este traje nao sera introdu-
cido 110 exereito pois que as acluacs roupaa largas sao
multo mala convenlentei aos Atabes.
Sabc-se, que o vice-rci despendeo, durante a sua cs-
lada ein Constantinopla, pelo menos, .riO,000 boleas
(250,000 libras esterlinas, 011 1,250,000 pesos); e tem-sc
observado, que S. A. leria por cello felo algum bem,
se tivesse dado.um peso a cada um dos 1,250,000 pobres,
iniseraveis fcllah. que habilo no Egypto, em vez de
disperdicar o eu dinlieiro to prdigamente, em Cons-
tantinopla, com gente, que so inoslra um srnliinenlu
exterior de amizade para com elle, mas no coracao be
sua rancoroaa iuimiga.
(nniludo, S. A. tetn-se mostrado srnipre hoiurin
muilo fii)Ocintclligcnle;e ai liberalidades do viec-rcicni
Constantinopla nao foro ccrlanientc (citas so por 1110-
tivo deostentaco ; malpara algum nutro hu desco-
nhecido, talvcz para obter o pachalico da Syua ou
Ca lidia?
O inez de Rania/.an, dotante o qual todos os bons
Musuhnanos jejuo, desde que nasce o sol al que se
pde, comecou a. 22 do corrente Nao sendo, poieni,
Melieiucl-Ali Miiaulmano austero, nunca observa este
pieceito, e nao faz distinccSo entre II.1111.1/ 111 e outro
qualquer inez do anno.
Mehemel-Ali foi a 27 do corrente ao Cairo, onde se
encontrar com seu filho Ibrablm Pacha pela primeira
vez depois da volta dcste da Inglaterra.
A chegada de Ibrahim Pacha ao Cairo, ha quince dia,
Aiiims Pacha, que tinha Interinamente tomado as redeas
do governo, siibnietteo-se logo s ordens do hrrdeiro
presumpltvo; c agora, que -Mehcmt-Ali voltou ao
Egyplo, tomn A. outrave/. a dirrefao dos negocios,
e continuars as cousas como dantes.
Tendo o Piilo j subido sua conveniente altura, es-
to ein parte suspensas as obras dacjuellc rio, e a niaior
parte dos soldados teem descido para Alcxandria, aliui
de trabalbar nos estupendas fortiiicafSea, iwe os Fran-
ceses eslo erigindo rdada cidade.
O vapor ylc*fcar da honrada coinpanliia da India Orien-
tal chegou a Suez a 2U do corrente, levando a seu bordo
SirGeorgc Arthur, rx-govrrnador de Bombaiin, e sua
familia. Sir Ceorge Arthur seguir para a Inglaterra
pelo vapor Orrnlai, que se fara i vela de Alcxandria a
8 ou 9 de scteinbro.
Pelo ^e*liar se recebeo noticia de Bonibaini ale 5-de
agosto. A noticia uo he de importancia. O cholera
tinli.i felizmente cessado.
A mala Uazida de Boiubaiiu pelo Ackbar, constante de
19 caixas de ferro c G de madcira, srguc boje para Mal-
ta, a cargo de 11111 inensageiro especial, pelo vapor
fran 1 /. .
[Time,)
PERfAMBlCO.
AdSKMBL'A PROVINCIAL.
si SSAO EM 3 DE NOVEMBRQ DE 184 PRESIDENCIA DO SR. SOI'/.! TCIXEIRA.
(Coutinuaco do numero antecedente.;
OHIIEM do da.
Teretira diieussao do projerto 11. 20, que regula o subsidio,
que direm perreber os deputados prooinciais na legislatura
de I818-1SI.
Nao havendo quem lome a palavra acerca delle, lio
siibm ruido votacio e appiovado, c rcmeltido para
a coniinisso de rrdaeco.
Tei ceira discusso do projecto n." 21, que concede um
abaiiniento no pceo da arremataco do contrato de
MOOO ra. por caneca de gado consumida no municipio
deOolanna,
lie approvado sem discusso.
Segunda discusso do projecto n." 27, que autorisa o
presidente a mandar construir um acude cmPaje-de-
Florcs, c outro napovo.ico da Clona, doGoita.
Approvo-sc sem discusso os artigos I. e2.
Entra em discusso o artigo 3.-
OSr. Arito: -- Senhor presidente, en nao quera fal-
lar contra o projecto, posto eslivesse resolvido a votar
contra todos os scus artigos, como felizmente tenhofei-
lo; ni is, contando O artigo em discusso uina Idela rela-
tiva s appn beiisoes, com que lucia mcu espirito, me
perinlttlra V. Ex., que cu provoque o nobre autor do
projecto, para que me diga, se lia essas sobras na appli-
cacao das rendas publicas, de que elle manda dispr
neste projecto.....
OSr. filela Tavarfsr.u nao digo, que ha, digo, se
bouver.
U Orador: Se O nobre dcpulado conta com eatas so-
bras, he o que pcrgunlo : se conseguir demonstrar a sua
existencia, me far um grande servico ; porque, Sr. pre-
sidente, eslou persuadido, que se ha gastado mais do
que a provincia podia gastar. Se o nobre deputado tein
a convieco, de que nao ha estas sobras, acho, que seria
uirlhor votarmoa contra o artigo; paaac a ideia da obra,
c na le do orenmento vejamos, se tem lugar propr al-
guina quanlia para leva-la, a ell'eito. Nao conteiuoa coin
sobras, (piaudo sabemos, que nao podeui existir. Assim
pois, se o nobre dcpulado nao demonstrar a existencia
dessas sobras, por inaloria de raso, voto contra case
artigo.
OSr. Villela Tavares: Ji nao fallo sobre a materia,
porque milito leulio dito acerca della.
Orador:-- Bein: en tambera nada mais direl, aenao
que voto contra o artigo.
OSr. Nuncs Machado: ~ Senhor presidente, tambem
sou um daquelles, que teem recorrido as sobraa; c crelo
que o tenho Icito com inuito boas rasdes.
Scnhorrs, mis teinoa necessidade de tomar algumas
medidas era favor dos Intcressea materlaes daprovlucia;
e me parece, que, semprc que decrelarmos algumas
dessas medidas, dcveuio crear os mcio de leva-las a
ell'eito. ., i
Na actualidadc, Senhor presidente, quando a lei do or-
caiueutoj se ada volada, quando nao podemos, em lei
especial, cslabilecer iniposlos, para oecorrer a nova
deapetaa, entendo, que nada he inaia curial, do que ad-
dicionar s leis, qiu essas medidas dccretarcni, algumas
providencias, que habilitem o execulivo a realisa-la;
nas o nobre dcpulado continua aduvidar, que a ren-
das da provincia posso chegar para toda as despezas
decretada*; nao ihe quero eonleslar esse dircito ; bem
que, pelo contrario, cu tenha una fe inuilo robusta de
que.se a ininha provincia continuar a ser bem adminis-
trada, se as rendas publicas l'oreiu bem arrecadada, ns-
calisadas, &c, cllater forca, ciuelos para satisfazer s
exigencias do servico.....
O.Sr. Kelto: Ter!
O Orador: Sim, Senhor, ter.
Mas, Senhor presidente, aonde est o inconveniente
da medida,que propSc o projecto? Se naohouveremes-
tas sobra, que inconveniente vem daqui para a pro-
vincia?
O Sr. JV'cilo: Nenhum: lie una embacadela.
I MUTILADO


1,----------------- --------------------------- ------------ -----------------------------
O Orador: Embacadela? Nao cspcrava tanto do mcu
nobrc amigo. Embacadela, nao Estou persuadido, qu
o tneu-nohre amigo nao uiou densa rxpresso, enm o lim
de l i" ti -ir r, c| 11 mis queremos embacar o publico: por
certo nao sao essas suas rtelas; est apenas na supposi-
cao, .' que a receita nao cheg.i para as desperas, no
entretanto que n, pelo contrario, suppomos, que estas
podem ser comprehendidas naquella.....
O Sr. tollo:A'vista do orcamento nao se pode suppr
tal cousa.
O Orador: Mas aonde est a embacadela? Creio, que
0 mpii nobre amigo nos va dar urna explicaco milito
satisfactoria Messe seu termo: elle no dir por certo,
que nao fol de sua Intencao altii ninr positivamente, que
nos mieremos cacoar como publico ....
O .Vr. tollo: --Para quemis explicarfles?
O Orador: Sini, foi nina destas faeccias.....
OSr. tollo: Son poueo faceto.
O Orador: Foi nnn dessas faeecias, que sao multas
vezes .precisas, para faier apparecer a bilarldadc na
vasa..,..
O Sr. tollo: Nao gostn disso.
O Orador: V. Ex. vio, como a sessao comecou una
pouco fra; he precito un pique, tima graca, para que
nos anmenlos, c lomemos algiim calor.....
O Sr. Nello: Sou pouco engracado.
O Orador: He alguma cousa engracado
M.is Ii'i.m'iikis isto departe, voltcinos materia, de
que nos oceupavamos.
Provada como fiea, Sr. presidente, a uecessidade de
incluir lias leis, pelas quaes te prove. aos inclhorameu-
tos materiaes da provincia, as medidas necessarias para
por o i xi cu li vo em estado de poder executar essas leis; e
sendo incmitestavcl o proveilo, que ao bem publico do-
ve provir das obras autorisadas cin o projecto que se
discute; claro he, que o mcu nobrc amigo nenliuma ra-
so tein para votar contra o mrsiiio projecto; pois que
a nica base, ein que assrntava o scu voto, isto be, o re-
celo deque nao houvesse com que levar essas obras a
(licito, ru reputo como nao existente, porque, repito,
Senhores, tenho esperanza c f robusta, emque os meios
mo val sendo, se nos auxiliirmos os diversos ramos dos
poderes polticos da provincia, se estes se auxiliaren) mu-
tuamente, para que a arrecadac.io dos dinheiros pbli-
cos sr faja com a maior aclividade possivel; assim co-
mo espero, que, conseguido isto, toda a provincia (cara
persuadida do melhoramento da jurisprudencia finan-
crlra do pal?, i.ao obstante alguma dlllercnca, que o no
bre drputartu i]ueira enxergar no orcamento, porque,
anda o repito, essas diHrrcncas sao li 1 lias de suas sup-
v p islroes.....
O Sr. Nello: Supposfes ?!
O Orador: Assim o pens ; c duvldo, que o noble de-
1 ni ido,a ilespolto da eminencia deseus talentos, me pro-
ve as suas proposiedrs.. ..
O Sr. Nello: E o dficit?
O Orador: O dficit o mas que pode provar he algu-
ma difl'crenca entre a recella e a despeza escripias em o
o {amento.
O Sr. Aello: E nao existe
0 Orador: Anda assim, para que vigorassrm os re-
celos do nobre depulado, nreessario era, que elle pro-
vasse, que innstrassr casa, que no auno financeiro, que
principia a correr, bao de falliar lodos os clculos, que
me levao a crcr, que esses recelos sao infundados ; mas,
como anda o nao fez, c eu, segundo j disse, cont
multo com os inmensos recursos da miaba provincia,
voto pelo artigo.
OSr Mi lia: Sr. presidente, nao darri explicaco da
palavra embacadela, que me parece baverde alguma ina-
ncira dado lugar ao reparo do nobre depntado......
O Sr. .Vino.' Machado : Eu quiz im i.u o reparo de al-
guem.
O Orador : Nao faca caso desses reparos, que cu tam-
bera me nao incominodo rom riles : quando nao fallar
aos drveres, que tenlio de romp ir como cidado e co-
mo ni iin I n <> dista rasa, nao me inquletarei com a m
iuterpretacilo. que se qurira dar ao meu procediiurnln,
porque estou persuadido, que, tarde ou redo, me lulo
O nirii nobre amigo emita milito com os recursos da
provincia, e sobretodo com n favor da i>.-...-ni.-~ ><-,
na. ,," f'-- "rasll ; mas, sem querer rouliar-llic
as consolarnos, que deve tratrr-lhe essa f Ilimitada,
observare!, que aquellcs recursos leem limites ; e liniii
ser, que procuremos merecer o favor da Providencia,
nao decretando drspezas superiores s fincas dos cofres
Iirovlnciaes : se o lizermos, he minio provavel, que a
invidencia no queira supprir o dficit, que occasio-
iiarmos.
OSr. Nunes Machado: Ella lie limito grande : quem
sabe o que far ?
O Orador: Se, que he omnipotente; mas dnvdo,
que esteja seniprr disposta a reparar as continuas faltas
dr quem ueste mundo nao fir.erdo sua parle por acertar.
O Sr. Mendes da Cunha : Ella tirn agoa das pedias.
O Orador: He verdade ; porui nao consta, que o te-
nha l'eiio limitas vetes, e menos anda, que costme a
encarregar-se de salisfazcr as precisocs de quem gasta
inais do que porte ...
O Sr. Aune Machado : Vamos demonstra, n.
O Orador : -- Sim : vamos a ella.
I'arci'ia-ine, que a existencia de um dficit rccoiiheci
da era sunVientc para drmoiistrar o que disse, c Hirs-
uto para rnfraqurcrr rssa fe robusta, que o nobre dc-
pulado [.ni nos recursos da provincia ; mas o nobrc de-
pntado quer provas, c eu Ih'as fornreo no orcainento,
que arabo de receber da secretaria : diz cllc(l).
Ao dficit mnis ou menos eonsideravcl, aqu declara-
do, addicione se a extraordinaria dimiiiuco da recei-
ta oreada, proveniente da irduceo da quarta parte do
preco da arrematarao do imposto do consumo do gado,
que coiistilue o ramo mais importante da receita pro-
vincial ; a moratoria concedida ao arrematante da bar-
reira do Giqul ; e terrinos aquella receita enflaqueci-
da no excrciclo crrente, tal vez com dtizcnlos eolitos
de ris.
N3o parrea exagerado este calculo, porque so aos ar-
rematantes do Beeife concedeo-se um rebate de sessen-
ta e quati o cuntos de ris: os que alc.mcro oulros
arrematantes ore So por anilladas mininas; e muitos
nuda nao tisrrao as suas reclamaces, c nao puder
deixar de ser attendidos, militando em favor dilles as
mismas rases, duque se baseou a asscuibla, paraal-
lender aos do municipio do lenle.
O Sr, tomes Machado: -- Est fallando ao rigorismo da
aigunirntaco.
O Orador- Nao ser a primeira ves, nem a ultima,
que caa ueste vicio. Essas concessors iiuporlaiiiissiinas
me teein inspirado serlo recri de que no fuu do ejerci-
cio crreme appareca um dficit enorme, que os recur-
sos da provincia,quaesquerque srjo, nao possao preen-
cher : e o meu recri avulia, prnporco que vejo aug-
iiiintar-se a despeza publica ruin repelidos accrrsciuios
de ordenados e gratificarles dos emprrgados piovln-
eiacs, que, a cxemplo mis dos oulros, diariaueule nos
mportunao com rrclamaccs seinelliantes.
lie certo, que, independentr de novas mposicors e
medante outro systema de arrrcadaco, talves se posea
elevar a receita publica; mas o que se ha feito para
meIhoiamento do systema actualmente em vigor' Nada;
e quando milito se tlvesse feito, nunca conseguiramos
nivelar a re cita com a despeza da provincia, por causa
dos aiigmrii tus repelidos de ordenados, das gratificarles,
das moratorias e dos rebates, que mencione!, c que d-
iiiiuueiii consideravelmente a receita, aopassoque aug-
jin nto a despeza em uina progressao extraordinaria.
Ora, sabeudo disto, deveramos contar no projecto em
discussao com sobras, que nao existciu? Nao por certo.
Eis aoque chamei embacadela, coque nao quizera ver
as nossas leis. Decretemos a obra, se a Julgarmos nc-
cessaria ou til; mas esperemos pela lei do orcamento,
paranella consignaruios aquantia.de que pdennos dis-
pr no anuo financeiro, a vista do balanco da receita e
desprza da provincia. Nao he a primeira ves, que assim
procedemos : e este procediinento me parece mais regu-
lar do que o indicado no projecto em discussao, por-
quanlo a lei da despeza publica he a do orcamento ;
posta a qual cm execucio, he_ extempornea a decre-
tacode obras, para que se nao destlnou nella porcip
alguma da renda publica,
Occorre termos j disposto das sobras; que possao ha-
ver no exercicio corrente, no artigo 34 da lei do!.0 dr
abril deste anno, que he a do orcamento em vigor:
como Invenios dispr dellas ontra vez, mxime tende
a triste conviccao da existencia de um dficit, com que
tal vez nao contasscinos, quando confeccionamos aquel-
la le ?
Entendo Sr. presidente, que devenios dotar a pro-
vincia cora os raelhoramenlos materiaes, de que ca-
rece ; mas desejo, que os vamos decretando na jnsta
proporciio das torcas dos colres pblicos, preferlndo
srmpre os necessarios e depois os mais uteis Decrta-
los quando nao podem ser levados a cflelto, e consignar
para sua oxecitco meios, que nao exlstem, he embacade-
la, que podemos dispensar.
O nobre autor do projecto declarou^ue nada dlria
acerca da existencia dessas sobras, e assim negou-se a
faier-nos um importante servlco....
OSr. VHiela Tavaret: Eu o que digo be, que, em-
quanto se nao decreta a le da despeta, que se nao vota
a quota neccssarla para essa despeza, se facao estas
obras com as" sobras, se as houver ; e se nao houver,
nao se fatein.
0 Orador : Entao, nao Conta com sobras ?
O Sr. Villela Tarara: Se as houver, bem; se
nao, nao se faz a obra.
O Orador : --Nisto nao posso eu acompanhar o nobre
dcpiitadn, porque julgo, que as nossas leis devem assen-
tar em bases mais seguras, ruinprindo-nos ter seinprc
diante dos olhos, quando traannos de drspezas, o es-
tado financeiro da provincia, para evitarnios erros fu-
iiestissmos ao publico....
O Sr. Villela Tarare: Nao sei de que serve isto
para o caso em questao.
O Orador : Como o nobre depntado diz, que isto
nao vem para o caso, termino mcu discurso, porque
nao quero fallar fura do compasso.
OSr. .Vimr Machado : Continua o nobre depntado no
seu louvavel costume e proposito de collocar-"se como
seutinella vigilante na porta do lliesouro provincial,
atim (fe que os dinheiros pblicos srjo o mais huina-
namrntc possivel economisados; mas eu peco ao nobrc
drputado, que nao leve a tal excesso a sua vlrlude, que
a faca degenerar em mu horrivel vicio.....
O Sr. Nello: Ao menos, nao sao esses os meiij de-
sejos.
O Orador: Eu o acredito assim; porin o meu ami-
go nao desconhecc, que o demasiado excesso na virtudc
he algunias vezes um vicio.....
0 Sr. Nello: Dos vicios o mais toleravel.
O Orador: Que tainbem as vezes fax um mal multo
grande.
O nobre depntado ealculou o estado da provincia mais
em sua materialirtade, nao metiendo em linda de con-
ta os recursos da lutelligencia e do patriotismo, as fr-
cas da natureza mesma ; o nobre depulado, como que
desronfiou de suas torcas proprias, pudendo, sem of-
fensa, comparar-so eoni o lioinem, que, aterrado ao pri-
meiro movimento de um iiicomniodo, nao faz iienbnm
esforco para vencer a difliculdadc; o nobre depulado
como que recua.....
O Sr. Nclto : Pelo contrario.
0 (JrWnr: Collocou-se u'iiina posicuo iniiito vanta-
josa e commoda ; faz apenas nina resistencia negativa,
e nao trata de fazer, como drvera, um esforco para ven-
cer os rmbaracos da actualidade: o seu syslema de, que
se nao decrete despera alguma, porque estamos milito
mal; mas nao r o nobrc drputado, que, se elle levar
esse sru s\stcina a tal rigorismo, a consequencia ser
aiiginentar-se o perigo, que lia rereni alguna saorilicos, para vencer essas dilliculdades?
O nial existe, lieverdadr; nao desconbeco sua gravida-
dr mas o remedio proprio nao he cruzar os bracos, es-
perar pela marte assim pratlca o homem Ir.un ; lie o
caso do avalento, que se recusa a fazer alguma despeza
no presente, e, quando seapercebe, tein perdido o sx-
tuplo e mais ; e estou, que o nobrc depulado ha de mu-
dar de systema.' augmentar as rendas da provincia nao
consiste s em nao decretar despejas ; umitas vezes he
iiieciso arancar e avaiicarjiniiito, para ganhar em nro-
pnrcao; re como prattcar m -i-" V i ill ailluiU Ti enteil-"
dem das leis docommercio.....
O Sr. NeUOi Eu fallri contra isto ?
O Orador: Destas obsrrvacOes geraes, que o nobrc
depulado nao desconhecc, coucluo, que, por isso mes-
ino que as eirciinistancias da provincia sao difltcels,
para sabir dessa dlfiieuldade ciuuprr fazer alguin sacri-
ficio, nlguiii esforco, aflu de termos em resultado um
inellior porvir ; e isto, Sruborrs, sr observa na natureza
humana: quantas vetes o medico, desesperando dotef-
leilos regulares da medicina, provoca elle misino nina
trise no din nte como nielo de o salvar? Quaiilo mais
que anda nao locamos o desespero; estamos milito Ion-
ge do caso extremo. Portanto peco ao nobrc depntado,
que tome outra posico porque osen carcter e as suas
turcas nao se eonipadeeein cun essa. O nobre depntado
nao he daquclli's, que se iiilimidao com qiralquer cousa;
o seu fugo, o seu espirito rejeito a posico negativa; o
nobre depntado deve, ao contrario, tomar a activa e ag-
gredir as dilliculdades.....
O Sr. A'ello: Estrcmeco demedo, quando considero
o estado da provincia.
O Orador: Hein : mas rumpre sahlr, vencer o pe-
rigo.
Vou entrar em materia; e prco licenca ao nobrc de-
pulado, para ili;nr-llie, qur falln ao rigorismo da ar-
gumentaco,que contlnuainentend o vemos apreseutar
aqu; e esta lo prevenido, qur tronce para a materia
ilneiimi utos, que Ide nao er.io applicavris. Servindo-sc
desses documentos, o nobre drputado procurou provar a
existencia de um dficit, q na lulo o que da na realidade
he um saldo a favor ; foi a demasiada prcvrnco, que il-
ludioo nobre deputadn, que, mais desassouiiiado, cer-
to nao se servira de documentos inexactos. Aqui est o
ornamento (le").
O Sr. Ntlto : Nao fol a esse orcamento, a tiue me re-
fer ; mande! pedi-lo na secretaria, remettrao-me ou-
tro (segundo vejo) ein lugar do que hara pedido.
O Orador: Ora, agora, por aiuizade, faca o favor de
me onvr.....
O Sr. Nelto: -- Aqui nao faco favores.
O Orador: Atlrnda-me, porque quero dizer-lhc
apenas, que fijl lo prevenido, que seus clculos foro
todos inexactos ....
O Sr. Nello: Comprometi-me a piova-Ios todos.
O Orador : O nobrc depntado, pelo seu systema,
lem-nos enllocado n'iiuia posico muito dillicil, anos,
e a si.
OSr. Villela Turares: A uiinlia he a mais fcil pos-
sivel.
O Orador: Tanto advogo os interesses da provincia
aqurllrs, qur sao nimiamente medrosos na decretacao
de quaesqiirr drspezas, romo aqurllrs, que nao trepidan
em decretar aquellas, que sao necessarias, embora para
ellas srja preciso fazer alguiii sacrificio: a nossa posi-
co tanibeiu he esta.....
O Sr. A'ello: E quem dit o contrario ?
O Orador: Tenho tanto mais uecessidade de expli-
car estas cousas, quanto que a voz cloquete do nobre
depulado, fallando tempre no sentido, que mais agrada
ao publico, nos coltoca cm una m posico.....
OSr. A'ello: ~ Nunca procure! os louvores da ea-
leria. 6
O Orador: Eslou quasi em coaccao. -- Senhores, eu
sempre salvo as intrnces do nobrc depulado.....
O Sr. Nello: Fax-mejuslica nisso.
O Orador : Devia fater-lli'a : que mais nuer'
OSr. tollo: Nada. '
0 Sr. Villela Tavaret: Eu, todas as vezes que enten-
der, que he preciso, hei O Sr. Nello: Quem Ihe nega esse direito ?
O Orador: Assim, he impossival a discussao.
0 nobre depulado fallou ao rigorismo, aquella frca
de argiiiuentaco,deque semprese reveste;ja cxhibludo
um documento ollicial, que nao poda servir as cir-
cumitaucias actuaes.. ..
2
0 Sr. Nello: Ja disse, que foi engao da secre-
sta.
O Orador:--Bem : e eu tenho tanto mais satisfacao
em o acreditar, quando espero, que o nobre depntado se
convencer de que seus clculos sao menos exactos.....
0 Sr. Nello: Eu hei de mostrnr-lhe, que todos estes
clculos sao exactos; compronietto-nie a fazc-lo n'uma
sessao prxima. ,
0 Orador: Bem : coneedo-lhe a moratoria ; mas de-
ve srmpre reparar e reconheccr, que este documento
no serve.
Outra Inexactldo, ou falta de rigorismo, fol que o no-
brc depulado, para provar, que havia um dficit, consi-
derou o calculo, que o thesouraria fez, da despea e da
receita.....
OSr. tollo: Slm.
0 Orador : Nao diga slm...
0 Sr. Nello : De repente nao podia faier outra eom-
paraco.
0 Orador : 0 que o rigor da argumentacSo exiga
era, que se comparasse a receita votada por nos cora a
despeta tambeiu por nos decretada,
OSr. tollo: No improviso de um discurso?
0 Orador : -- Mas entSo devra ter um grande cuida-
do em nao fazer arguiedes n'um Improviso, por cuja
exactidao nao pode responder....
0 Sr. tollo : Eu aqu nao acenso ningiirm.
0 Orador: Eu deixo a questao imparcialldade do
Sr. presidente, para que faca juslica a cada um de nos.
Outra inexactidao, ou lalta de rigorismo, foi o consi-
derar o nobre depulado as cousas n'um estado todo es-
tacionario, nao contando nada com o futuro, suppon-
do turto rulin, sem urna rsperanca de melhoramento :
ora, he ter multo medo, he confiar pouco nos seguros ef-
feitosde tima boa administraco, e tamben! na Providen-
cia Divina, a quem supponlio, que no temos tanto of-
frndido, que nos condemne para sempre ao infortunio.
Supponda-se, que na actualidade se calcula a provincia,
como pndendo produzir quarenta mil arrobas de assu-
car, e snbre essa base se calcula o rendiiiiento do impos-
to ; ser lo segura essa base, que se nao possa esperar
um augmento de rendas ? Nao ; porquanto militas clr-
eiiinstaiii ias favoraveis podem apparecer, que tragao
um augmento de produeco e augmento de preco no
genero, e por consegiiinte augmento do valor da m-
posico-
OSr. Nello: E tambera pude haver urna secca.
OOrador: Mas, meu charo amigo, entao o seu ar-
gumento prnva de mais ; porque todas as Iris de despe-
r i, iodos ns oriaiuenlos se resenlein da %ventualidade
de sua base, don de se segu, que nao podemos argu-
mentar com tanta seguranca, nem em favor lieni contra
a esperanca do augmento de rendas e devenios deixar
de autorisar despezas recondccldainentc necessarias, so
porque pode haver una secca. Nao vou por ah; nao
me niettem medo os orcamentos, nem os clculos finan-
Celros do nobrc depntado ; o que me intimida he a desa-
nlin ico, que, sera se querer, vai-se iutroduzindo na po-
pulacao ; e muito desejo, que a verdade appareca, por-
que servir de corpo de delicio para todos ; e acredito,
(jueo meu amigo estimar antes, neste caso, que os
seus clculos falhem : portanto faltou ao rigorismo,
quando, apreseniando os molos de renda actuaes, a exi-
i; n i d i de dos cofres pblicos, nao espera nada de sua i ti
telligencla, do patriotismo de seus concidados, nem da
excrllencia de uina admiiiistraco recta, que nao se des-
cuidar de prover a mclhor orrecadaco, para augmen-
tar as rendas publicas ; c tambera as nossas iutences,
pois nao recusaremos propilr medidas, que coadjivem
a obtenco bella provincia.
Sr. presidente, eu nao quero com isto dltcr, que esta-
mos n'um mar dr rosas : entendo, que lucamos com
multas iliilieuld.ules ; mas acredito, que o vence-las he
mu caso muito ordinario ; e para o conseguir, nao he
preciso sabir da rbita dos deveres de cada un, basta
um fiel c exacto cumprimento das proprias obrigajdes ;
basta uin estado ordinario e regular das cousas, para
que esse futuro, assim to feio, como se antolli > >
bre diputado, desappareca, e a provincia tome a posi-
co, que Ihe compete : o nobre depulado ha de concor-
dar contraigo, c acbar alguma exactidao uestes prinei-
Pertenceute ao rendiinento
anno corrente.....
dem dem da divida activa ,
do
2!:l8.ty3M
1:846/409
22:431/8i>9
Recebedoria, 3dcnovembro de 1846.
No impedimento do escrivaoO 1.' eseripturarlo
Manocl Antonio SimOei do Amoral.
DIARIO DE PE I! HllllliCO.
pios ; assju
-^-rwei.rmi "conveniente esse
_.....le espanto, que o nobrc drputado lancou as nos-
sas fileiras, porque elle pode fazer com que percatos
milito.....
O Sr. Nello: Appliquc-sc-uie o rcgulainento de
guerra.
OOrador : O nobrc depulado me dispensar, que eu
entre no examc dos lacios praticados-por nos.
Sr. presidente, outra falta de rigorismo foi o contar-
se com grandes despezas, qliando apenas temos aqui vo-
tado unas pequeas gratificarles de innsuiin ris para
iini ou outro pi ofessor ; e eu nao dou milita importan-
cia, nem acho decente andaruios apurando c regatean-
do dez rcis e viiitcm coraos emprrgados; circumstaii-
cia, que milito sobrrsahe nos orcamentos do Brasil.
O Sr. Nello: Se esse fosse o nico defeito ?
OOrador: Nao lie o nico, mas he um grande de-
feito.
Porm, como ia dizrndo, augmrntoii-se 100/000 ris a
um lente, a quem rendo um elogio, por trr elle poupa-
do a provincia muitos 100 mil rcis, pnr espa(o de 10 ali-
os, que ello linda direito de cobrar, e depois fez-sc
mu alate, ordenado pela honra c pela Justina, no preco
de algumas arrrinalaccs. ,
O Sr. Nello: Una lulu t mea.
O Orador: l'ina lula e mea, sim Sr. : o nobre depu-
lado sabe muito bem. que se escrevem muitos livros.rc-
chriados de multas palavras ocas, que nao dao resulta-
do alguni....
O Sr. Nello: Mas cslcs livros he por onde se podem
fazer estes clculos.
O Orador: A nao ser que o nobre depulado nos lance
as costas todos os rebates c despezas, decretados poras
anteriores asseinblas provinclaes, nao sei como dizer-se,
que temos augmentado muito a dspota publica.
Sr. presidente, para a demonstracao dos principios do
nobrc depulado exigem-se grandes clculos: elle os p-
dela fazer, mas peco-lhe, que atienda a ludo quanto de-
ve ser considerado.
Concluo, pois, duendo ao nobre depulado, que o sys-
teiua do medo nao de o syslema proprio para sabir das
dilliculdades....
O Sr. Nello : Mas s vezes evita grandes prejulzos.
O Orador. Pelo contrario ; eu entendo, que, quanto
mais eminente for o perigo, tanto mais uecessidade tr-
inos de reunir todas as nossas lincas, augmenta-las
ranino, para o vencer; porque quem foge nao desvia
reas, entao laiuucm Hei ile dar a mi
nda carreira,..
O.Sr. Nello: Fica emprazado para, em unasessio
prxima, me contestar a exactidao de meiis clculos,
O Orador : Acccito, e nao lenho remedio seno Ir cs-
tudar a materia
Encerrada a discussao, he o artigo approvado.
(Continuar-ie-ha).
Rendimenlo da meia da recebedoria de rendas i
no inri de outubro prximo /Indo.
A saber :
Siza dos bens de ralt......;
Dirritos novos e velhos......
Ditos de chancellarla .......
Dizima da mesma........
Matriculas do curso jurdico ....
Sellofixo.......1:624/0601
Dito porpueion.il 1 .'i.Vl/lf-O I
Emolumentos de eerliddes.....
Carlas de hachareis .......
3.a dcima de raao mora .....
Imposto de lojas abenas......
Taxa de esclavos :........
nlernat geraes
3:917/600
M7/MI
io/a;o
!.-400/897
11:468/800
3:177/400
8/600
28^)00
401/711
843/800
527/000
22:431/88
CONTINUACAs) DO EXTRACTO DOS JORNAES
FRANCE7.ES.
Urna carta de S.-Petesburgo, datada a 25 de a'gosto an-
nunciava, que o Imperador Nicolau eslava perlgoiamen-
te enfermo de uma febre cerebral, causada pelos exce-
sivos calores trplcaes, que, ha perto dr mez e meio, te
experlmentavSo na capital de tortas as Russias,
Eis-aqoi o retrato, que faz o Times, segundo una car-
ia de Madrid, do fatulo esposo da rainha 1). Iiabel.
a D. Francisco nao padece do physico; mas nada tein
de attraclivo ; te quasi a conformciio de urna mnlhrr.
A sua vot he desagradavelmentc fraca e gritante ; ao ou-
vi-lo, crr-se-hia ouvlr fallar unta menina de doze an-
nos. Elle lera procurado remediar este defeito, quanto
he possivel. Durante muitos mezes, tomou assiduainrii-
te llcoes de um coronel de cavallaria, em pleno ar, gri-
tando com toda a forra at l'u-ar roneo ; mas tudo de bal-
de. A mesma rainha escarnece da pessoa e da vot do
seu amante. Els-aqul como ella o trata, rindo-s
Dlzein, que o infante est bem gravemente india-
posto.
Na manlia do dia 31 de agosto parti o brigue de guer-
ra despandol Ebro, de Carlliagrna para Civita-Veccnls,
com despaedos dirigidos aoembalxador dr Hrspanba em
Roma. O crrelo, que trouxe estes despaedos a Cartlia-
gena, era tambem portador do decreto annunciando o
casamento da rainha.
Noticias da Perslade 29 de julho ditio, que o cholera
fazla os na ores estragos em Tehern. in dos I Idos do
sdah morreo. O pnico apnrteroit-se de torta a cirtade,
O re, os ministros c toda a corte abandonarn Tehern,
e dizem, que o corpo diplomtico dispunha-se a seguir
este exemplo. Rem depressa (icaria deserta a capital da
Persia ; todos aquellos, que anda nao estavfto anecia-
dos do terrivel flagello, se apressaro a abandona-la.
Afflrmava-se, que o novo papa Po IX, concedendo as
dispensas necessarias para o casamento da rainha deHrs-
panlia, havia testemtinhado a M. Rossi toda a alegra,
que experimentava com o casamento do duque de Moni -
pensier. M. Rossi, segundo o voto do santo padre, dco
parle ao re l.uiz Filippe desta circumstanda.
Tinlio corrido por mullas vezes, durante o curio
deste esto, era Pars boatos bastantemente assustadorrs
sobre o estado da sari (fe publica ; at se fallou era alguns
casos de cholera. Desejando a administiaco, talves un
pouco tarde, ser esclarecida sobre o valor desses boafos,
davia pedido ltimamente aos mdicos dos hospitaes dr
Pars umarclacSo exacta dos casos de cholera asitico,que
elles tivessein observado. Dessa Inforniafo resultou,
que nenhiun caso de cholera asitico opparecra, e que
nao tivrrao seno accidentes cholcriforinrs a tratar, tac
como aqurlles, que ic-.ulto quasi todos os anuos dos
grandes calores e do uso excesslvo das fructas, O estado
sa nitarlo de Pars era, alni dlsso excellenlc, ultima
data.
O principe l.uiz Napoleo tinha chegado a 12 de setera-
bro em Ostende, viudo de Londres ; e apeou-sc no hotel
de Franca, onde devia esperar passaportes, que Ihe per-
mittisseui Ir a Florcnca, afini de lomar posse das pro-
piedades, que Ihe foro legadas por seu pal.
Uina carta particular de ( nnsianlinopla, com dala de
30de agosto, dizia, que se tinha reuebido noticia deque
o sdali da Persia, em consequencia da perda de seu tildo
mais vellio, uinrlo do cholera, tinha nomeado, tutor de
..... ....." iimo, ue mime oc onze anuos, a sen to, o
friucipe Malek-Kassem-Mirza, irmao do precedente rei
etd-A li-Cdali. para o caso, cm que um acontecinicnto
imprevisto o edamasse prcniaturamciile ao lluono da
Persia.
Os jornaes inglezcs oceupavn-se muito com as ul-
timas noticias da India, c principalmente cora a ingra-
lido de Gnulab-Sing, em proveilo de quem a Inglater-
ra constiluio um principado ndependciilc. Este rajad
mostrava-se menos dcil do que se esperava. Elle re-
eiisoii decisivamente pagar ao governador geral a in-
demnisaco promrttlda cm troca das vanlagens, que
Ihe foro assrguradas pelo ultinio tratado, e pareca (lis-
posto a repellir, sendo necessario, a frca pela frya.
Esta attitude de Goulab ameacava intiuduzir serias com-
plicaccs nos negocios do Pendjab.
Outro edefe serrano, Dewau-Moolia, eslava a ponto
de proel un n -se iiidrpendrnte do reino de Labore., e
Ackbar-Kban, principe dos Afglimis, cuidava cm apro-
veitar-se de todas estas desordens para recobrar
Peshaivur, que os Sikhs Idc lindan outr'ora roubado.
No meio desta rrise, o durbar (governo) de Labore nao
s nao se consolidava, seno que tornava-se mais im-
popular do ifuc nunca ; ovitir, esse valido da rainlia-
iii ii. que uma intriga palaciana i le vou ao poder, era
geralmentc detestarto, c graves acontcciniciitos paic-
cio de novo prestes a manifcstai-sr.
n Assevera-se, dizia a Gazelad'Augsburgo, que o papa
se oceupava em regular as rclacrs polticas da Santa
S com a Porta Oltomaiia, no nter esse do coinmercio
italiano com o Levante. S. S.-inlidade contava com os
bons officios da Franca para facilitar este negocio, cujo
cuidado seria confiado ao conde de Escaln, cnsul da
Santa S em Marsrlha. Este agente Irla a Coiislanlino-
pla, i ikii ii i di ilu de uma missn especial.
Os padei iinrntos do povo irlandcz cresciao todos os
dias ; um correspondente de Carrik-Ousliannon escre-
va ao Globe de Londres, que no dia 8 de seteinbio s
5 horas da tarde anda estavao sem pao os delidos da
piisao da,|ni lia cid.ide, atienta a impossibilldade abso-
luta de o obter por qualquer preco ; tendo-sc tornado
o consumo mais forte do queos recursos do mercado,
ein conseqneiieia da enfeimidade d..j batatas.
I'.m h.illinvolie, bandos de creaturas liuiuanas, maci-
lentas c im o-esl'ainiad.is, percorrio a cidade, condu-
zindo uma bandrira branca com esta InscripcSo.' pao o*
tiabnlho. Foi necessaria para os aquietar a nlervenco
do clero calimben e de umitas pessoas distnctasda visl-
nlianca : isto nao fol mais do que nina rrpelicSo da
serna, que se passnra, havia alguns dias, emCastlrbaii;
e lemia-se, que au fosse tambem o ensaio de Ulna dc-
mpiistracao mais turbulenta, se nao se adoplassem me-
didas prnniptas e rflicazes para alliviar uma penuria
tao horrivel. Os camponezes viao em torno de si os
gneros necessarios vida, gneros para cuja produe-
co elles i nnn ib iiio com o suor do seu rosto, mas cojo
gozo a sua pobreza Ibes vedara; o pao e a carne Ibes
passavo continuamente por dante dos odos ; mas a
elevacao dos prreos os impeda de comprar ; era o sup
plicio de Tntalo. Riles rao inipcllldos, de um lado
pela pobreza a mas medoiida. e do outro pelas mais
fortes trntaces.
Vm jornal de Marselha, a (titile du Midi, publlcoua
carta seguihte:
TANGES, 24 DE Aoosro DE 1846.
Estamos na vespera de grandes acontecimentos.
Abd-cl-Kader, quallticando-se de defensor da f, de-
clara o imperador inhbil para reinar, e excita os povos
a aeccitarem como verdadeiro c legitimo soberano
Muley-Edris, descendente da familia imperial. Edris
j se acha perto de Fez com um numero inmenso de
partidistas, e n piimeiro clioquc com as tropas du g1'-
verno pode oecasionar una guerra activa, a que a tran-
ca c a Inglaterra nao poder ficar indill'ci-entes.
COMMERCIO.
Aifandega.
RENDIMENTO DO DIA 4. .......8:125/715
MUTILADO


DESCAPGo" no je" 5,
\,gn(0-3asiiue--mercM\nrat.
liiigiirArmoriquedem.
Iliiyuc/i'/lemimbacalho.
iiri-rae ingle*MtHntamercaderas.
Kscuna ngtM*<*inachirrismo,
Consulado.
ni.NDIMKNTOnODIA'i.
(eral. .......
Provincial...........
11 uv i ment do Porto.
jao comprcliendidos os delictos coiiimuns, de que se ha-
jao tornado reos os ooudoinnados Ou suspeitos, ou
exilados polticos: e emquanto a estes e nossa inten-
cfto, que tonino plena oxfcuco as leis ordinarias.
Nos queremos confiar, que todos aquelles, que usa-
rein da nossa clemencia, saberoi cm todo o lempo res-
peitar estes nossos direitos, e a sua proprla honra. Im-
peramos mais, que por este nosso perdi oceegados
os nimos, quercrA drpor quarsquer odios clvir, que
sao seuipre causa, mi efieito das palxoes polticas; a
assim se estabeloca vordadeiramcnle aquello vinculo de
paz, com que Dos quer, sejo cslretamenic-undos to-
dos os fillios de um pai. Quando, pnrin, as nossas cs-
ri7.VI!18|peraiicas em algunia pai te falhem anda que com acer-
ba, dr da nossa alma, nos recordaremos tanibem sem-
inis suave attributo da
38SUS45
IM0MM
Preelsa-se de serradores : na serrarla da Ponle-
Vellia. Na mesina serrara conliinia-se a vender pao de
oleo tanto em pranchoes como serrado, pao-'
.unan llu e louro ; ludo uiaiseni coma do que em uu-
tra qualquer serrarla.
CASA DAS AFKRICOES, RUA DAS I.ARANdl I-
RAS.N. 29.
O arrematante das afrricocs deste municipio de no-
v Irm a prevenir a quem intercss.ir que, estando a
lndar-sc o lempo marcado das ditas aferif.oes cm
concurrido poticas pessons ; motivo por que declara,
que uo se responsabilisa pelos que deixarrm de ale-;
rir dentro do tempo marcado ; pois que uo he possi-
veldar vencinientoa todos nos ltimos das.
Navio entrado no da 4.
Airl lidias, patacho braslleiro I.aurrnina, de 110to-
neladas, capitao Joo Martina dos Sanios Cardozo ,
rqU'pagcni 12 carga sal ; a l.ourenco Jos da No-
ves. Passrgclro, Sebasliao Lopes do Nascimento, Bra-
sileo- ____.__^__
Edital.
'
Jacome Otrordo Mara lumachi de Mello, eterivaoda alfnn-
drga desta eidade, itnindo interinamente di inspector, em
rirtude da le, etc.
Faz saber, que no da5(boje)do correnle, aonieio-dia,
e na porta da alfandrga, se lio de arrematar em hasta
publica varias obras Tniprrsrar, no valor di 0.ty300rs.,
Impugnadas,no despacho por factura de FranciscoSave-
nino Rabello & Filllii, pelo nmauuense Goncalo Jos
da Costa-e S: sendo dita arreinalaeo subjeita ao pa-
gamento dos direitos.
Alfandrga, 4de nnvembro de 1846.
Jarome Heraldo Mara Lumachi de Mello,
Aliigo-so cavallos, e tambem tomo-se pa-
ra se tratar, por proco coiiunodo ; na es-
tribara, que foi do fallecido Thomaz Ingle?,
pro, que, so a clemencia he o
soberana, a Jusllca he tambem o seu prlmeiro f*W.
Dado em Roma em Santa-Mana-Maiur, no da l de ( no funi]o das casas do Sf doutol. j03. Narcso.
julhodoannoM. D.CCCXI.VI. do nosso pontificado an-^
no primolro. Piut I'. P. IX.
" F.st conforme. Angelo Francisco Carntiro
Avisos martimos.
Deca raeocs.
O arsenal de inaiinha compra, no da 7 do enrente
un/, lirias 10 horas da mauhaa, lijlos de ladrilho. Os
n ti mii ules a venda siio (envidador pelo Illin. Sr. ins-
pector Interino a coinparrcerem nesta secretaria, com
as suas propostas em caria* fechadas, acompanhadasda
competente amoslia, nos indicados diae hora.
Secretaria da inspeceo do ai seal de niarinha de
I'crnambuco, 4 de novembro de 1840.
O secretario
Altxa id re Rodrigues das Anjea.
VICE-CONSrJLADO PONTIFICIO EM PF.RNAMBUCO.
PrecrsaBdo-ie saber so existe nesla eidade ou provin-
cia, Saverio Margutli, natural de Senigallia, empregado
no eoinmerclo, e do qtirin sua familia nao recebe noti-
cias desde o anno do 1820, roga-se-lho, ou na sua falta a
alguno, que oconheca ou tenha condecido, e saiba o
cu oslado c residencia, queira vir declara-lo ueste vico-
consulado, casa n. 16, da ra da Aurora. O encarregado
do vico-consulado Angelo Franeiieo Carneiro.
=- O aballo assiguado encarregado do vice-consula-
do pontificio nesta provincia, tendo recehido de S. Exc,
o internuncio apostlico na coito deste imperio, a carta
circular, que segu,"Inclulndo um exemplar do acto de
soberana clemencia de S. S., o papa Pi IX, a todos os
sriis subditos, qiic'cstiverciii no caso dos arligns nellc
mencionados assini o participa ans residentes nesta
provincia, para qiie estes, ouosr|iio a ella ebegarem, a
ipiein possa aprnvritar o referido pordflo, se dirijan
casa do vioc-consnlado, ra da Aurora, n. 16, onde je
laar a declarac.8o indicada no decreto de amnista,
que l inibeiii segu.
\ ice-consulado pontificio cm Pcrnambuco, aos 2 do
novembro de 1846.
Angelo Francisca Carneiro.
n N.' 74. A Snnlldade de Nosso Scnhor, qiicrcndo
distinguiros primeiros dias do seu pontificado por un
siugularissimo arto de clemencia, na conanca de que
qiicllci a quem este iiitercssa eorrespondcr.io com
sinceras c constantes pravas de lidelldade e adboso no
seu soberano e pai ; benignamente se ha dignado con-
ceder ios inesnios um goral prrdito, com alguina cx-
eepcao proprla de semelhantos casos.
Dos inclusos exemplares observar V.S. seu theor,
e juntamente o modo, por que o derem pralicar aquel-
es subditos pontificios emigrados do seu paii, que a V.
S. sedirlglremparaalrancat o elleilo. A rrspeto do que,
envi tambem a V.S. o modelo da deelaraeo pres-
t ipla no artigo 1." do acto soberano, cima menciona-
do, c com senlinurnto de di.iinela rsliiuacao Sou de V.
S. Iitunilissimo servo(i. Vedini, Internuncio apostlico.
Hio-dc-Janeiro, 29 do setembro de 1846. Ao Illm.
Sr, vici-consul pontificio em Pernanibuco.
ii Est conformo. Angelo Francitco Carneiro.
PI IX.
Aos sous fidrlissimos subditos, laude o apostlica
bencao.
Nos dias, cm que nos coinmovia o nosso coracao
piorundameiito a publica al. gria pela nossa exaltaciio ao
pontlcado nao podemos disfarcar um sontimento do
dr, pensando, que nao pomas familias dos nossos sub-
ditos orn excluidas de participar do coiiimuin praier ;
porque ta privaeo das domesticas consolacessuppor-
Para Cotinguiba segu viagem nestes das a su-
maca Flor-o-Angelim : para carga e passagoiros trata-
se cmii muestre Bernardo de Sousa, ou com Lui/. Jos
de S Araujo ni ra da Cruz, no Rcclfc n. 26.
Para o Maranluio segu viagem, com brevidade,
a sumaca A'.-Crus forrada e encaviihada do cobre:
quera quitA carregar ou ir de passagem dirija-so a
Novaos S Companhia ou ao lado do Corpo-Santo, n. 25.
Para Liverpool sai o vapor inglcz Anlelope, capilo
O Brieu; deve aqu chegar dos portos do Sul, at o dia
12 do correte, e se-uir, depois de 4 horas,sua.viagem
para Liverpool : tpieiu qiilzcr ir de passageiu, procura-
r cm casa de DeaneYoule &C.
Freta-se para qualquer porto da F.uropa a escuna
nglr/.a Carolina, bom construida, c de excellenle inar;
cha, do lote de 160 toneladas ; a tratar com os seus con-
signalarios, Adamson Ilowie 3i C. na ra do Trapiche,
n. 42.
--Segu viagem para Maranliao, em poneos dias, o lta-
te nacional A/ara-Firmiiin; tein metade do carrcgaincn-
to proinpta: quem quizer carregarou ir depassagem,
dinja-se a ra da Cadoia do Recito, osa, n. M.
Para o Kio-Graudc-du-Sul sahir com brevidade o
brigue Tigre: para-carga c passagoiros trata-se com o
capitao, ou na ra da Crui, n. 4&, com Nascimento &
Aiiiorim.
= Para a Babia seguir, o mais breve possivel, a bera
conhecida o veleira sumaca A"oca-4rora, capitao Do-
mingos Jos da Silva Papalina: quem na misma quizer
ca regar ou ir depassagem, podo onlendcr-se com o
mesuro capitao oucoui Amoriiii limaos, ra da't adeia,
n. 4.
SOCIEDaJIE
MELPOMENENSE.
O conceibo deliberativo faz Miente aos Sis. socios,
que os bullles para o espectculo de sabbado (7)
principio a ontregar-sehoje na ra da Cadcia lo-
ja n. 8.
No dia 14 do corrcnlo polas 4 horas da tarde pc-
rantc o Sr. doutor juiz do civel da seguda vara desta ei-
dade se ha do arrematar, a quem mais der, por nuda,
um sitio de torras com casa de vivencia, no lugar da
estrada de N. S. de Belm em chaos foroiros, com as
confrontarnos constantes do cscriplo cm poder do por-
teiro, Joo Janoario Sevra-Grande penhoradu a viuva c
herdoiros do fallecido Joanes Pinslis, por aiecucito do
cnsul de S. M. I'rilannlca cscrlvSo Rogo. Os licitan-
tes coiupareco no dia e horas aprazadas por ser a ul-
tima piafa.
Altiga-se a arniaco da loja da Boa-
Vista, n. i!f, toda cnvidrocatla e pro-
priu para qualquer negocio : a tratar na
ra da Catleia loja le calcado, de Joo
Luiz Viauna.
rJ.-
Leiles.
porq
lavao gran de parte da pena por algiiiu dos sous mere-
cida tendo oft'endldo a ordein da soeiedade c os sa-
grados diteitos do legitimo principo. Volvemos tambem
nm vista compassiva para muitos jovens inexpi rientcs,
l|ue ape/ar de ai rastrados por lisonjas fallates, no lucio
dos tumultos polticos, nos pareciio mais scduzidos, do
que seductores. Por isso desdo oniao medilainos csicn-
ier a niao, e ofi'rreccr a paz do COtaco aquellos estra-
gados filhos, que quizesseni moslrar-so siuccraim-uto
all |.elididos.
Ora, a nfli ico, que o nosso bom povonosha palcn-
tcado, eos signaos de constante vencacfio, que a Sania
S lem recobido em nossa pessoa, nos tora persuadido,
que podemos perdoar sem perigo publico. Dispomos,
pois, c ordouainos, que os primeiros dias do nosso pon-
tificado sejao soleinnisados com os seguiites actos de
graca Miliciana : -
" 1." A todos os nossos subditos, que se achao actual-
mente no caso de punieo por delitos polticos, perdoa-
inos o resto da pena; com tanto que ellos faeno, por es-
ciipto, solemne declararn, sob sua proprla honra, de
i|ue nan niirrom abusar, era modo o tempo algum, desta
rafa; mas antes <|iicrrm lielmeiilo cumplir lodosos
deveres de bous subditos.
nosso estado todos aquellos subditos exilados, por titulo
poltico, que dentro do praio de um anuo, desde a pu-
blii acao da prsenle icsoluco, por meio dos nuncios
apostlicos, ou oulros representantes da Santa So, lizo-
leiu cooliecei ila maneira conveniente o desojo de se
api-oveiiarein deste aeto do nossa clemencia.
ii 3." Absolvemos Igualmente lodos os que, por have-
niii lomado pane cm nualquer inachlnafao contra o
oslado, se acban vinculados por preceilos polticos, ou
declarados inca'pasrs dos olclos iiiunicipacs.
4.' He nossa ntencao que sojo suspensos c sup-
primidos os piocedimentos criminaes, por delictos me-
ramente poltico*, e ainda nao conhocidos com um jui-
jo formal, e que os suspeitos sejao libremente sollos ;
una vez que nohaja dclles quem poja a ciontiuuayiio
do procctSQ, na esperanca de Justificar a propria inno-
cencia, e de revlndicar os seus direitos.
5> Nao he nossa iiilenco, porin, que as dispo-
{rs dos precedentes rticos sejao coraprehendldnr a-
quilles poiiqnissiinos ecclcsiasticos, ou ofliciaos mili-
tares, e cinprogados do governo, que tenho sido j con-
demuados, ou ^tao emigrados, ou subjeitos a proces-
sos, por delictos polticos : c acerca desles nos reserva-
mos tomar outras determiuaces, quando o conde, i-
nento dos respectivos ttulos nos acouscllie a assini o
lazer.
i .* K3o queremos igualmente, que nesta gra;a se-
= Adamson IIowc & C. farad" leilo. por inlervcnco
do cm retnr (in i ii i, de grande c variado sortimento de
fuzendas ingloias, todas as mais pioprias do mercado :
sexla-foira, 6do correnle, as 10 horas da inauliaa, no
seu .irmaiein, na da Alfandoga-Vcllia.
= Luiz L. Vaiilhior, prximo a retirar-se desta pro-
vincia, far leiiao, por inlervcnco do corretor Oliveira,
de in-.l i a innlnli.a de sua casa, coiisistindo cm apara-
dores, mesas de jantar, de jogo, do.molo do sala, espe-
lhos grandes, um ptimo relogio patente iuglez de cima
ilc mesa, mari|ue/.as, cadeiras, ditas de balan, n, um
lindo piano, una burra de Ierro, louca, vldros, varias
obras de puta, eontros muitos utensilios assa/. necessa-
rios para nina casa : assim como do algiius esclavos do
ambos os sexos '. segunda-feira, do correnle, as ll hu-
ras da manba, na sua casa, i ua do Aragao, n. 12.
Joao Kcllcr Si Companhia l'aro leilo por inler-
\ i ir, a., ,i ,,,, tr Olivcua, de variado C completo sor-
o mercado : boje,
uo M II .11 III i-
linii'uto do lazendas, todas propras de
5 do correte a. 10 Imras da maulla
ni d .
wat1:,
u i da t rui.
?visos diversos.
s
IP
55
*u:zzizm~zizi v zi -
IB
LrwA,
SireueirOj ra Novrt,n. 2 ,
metro andar,
prximamente chegado do Rio-
de-Janeiro, tcm a honra de olTe-
reccr nos Siirs. odiciaes da gviar-
tli da nacional c exereito alo-ruis o!j-
[Pl jeelos perlciiccntes a seus nnilor-
rtj mes, sendo estes os do ultimo uso
^ naquell-1 corte a saber: chapeos
|tl armados, bandas, litlore. espa-
[ffl das de ac metal do principe ,
W ditas com copos do tirad os, tilins, \-\
cananas, diteiras, miniase col-
rjres guarnecidos de galo de 011-
io fino, gales de otiro lino pa-
ra coicas, bonetes e divisas, t!e .
todas as patentes. bolOcs para so- "iD
bi e-casacas luvas le camursa pj
liunnAi. <'' 4) intSAUHb^'M'^sripsMv' rW
respondencia comas priineiras ca-
lo Iio-dc Janeito.esta habili-
tado para se incumbir de mandar
vir daquella corte tildo quantu Ibe
1
K
9
i.
k
1
O n l.iO acha-ac'a venda, na praca da Independencia,
liviana ns. 6 c 8; na loja do livros da cipiina da na do
( ollogio ; c na typographia l'nio, tanto esto numero ,
Como os anteriores,
OH'oroee-se nina mnlher para ama do casa do ho-
mriii solteiro, que sabe bom eiigoinmar c coiinbar :
quem do seu presiono se quizer ulilisar, dirija so ao
becc.i do A/.cile-do-Poixe, casa.n. 14.
--O dono do relogio, que amuuicion ter cinpeuliado
em urna venJa na Boa-Vista iia noile de 21 do prximo
passado mf/. de onlllbro inora no Mundo-Novo, n. 'i,
casa terrea; o multo agradecer a entrega do dito re-
logio, pois suppoo ser u Sr. Kuropeo de saa consci-
eni i .
*-Traspassao-so as chaves de um dos melhorcr arina-
zciis da roa da Piaia, por sua lucaldade : a tratar no
incsmo arinazem, a. 2, ou na ra Dircita padarii, n.
24, .
Precisa-sedeutnfeltorpara tomar con.ta do um
pequeo sitio ; na praoinha do llorpo-Sanlo n. C6.
Arrenda-te, pela feria ou por auno o tambem
se vende por pceo comuiodo um pequeo sitio na
Varzea porto do rio com casa de vivanla bastante-
mente eniiininil.i o mullo arvol edos fi uclifei os : na rna
larga do Rozarlo n 30, prlmcro andar se dir quem
la/, rmalquer drsscs negocios
Precisa-so de una ama jiara casado punca fami-
lia ; na ra das Trincheiras loja n. 46. Na mesma loja
precisa-so alugar una pula.
Domingos Martina 1'oiiles faz sclenle as pessoas
que Ido comprarlo bilhetes da lotera da S. asa da Mi-
sericordia do Rlo-de-Janciro que a lista da cxtracco>
da dita lotera se arlia na ra da Cadoia do Recife, loja
de cambio do Sr. Vicira oudc poderreCcber os pre-
mios.
-- Alugao-se os segundo e tereciro andares da casa n.
53 do Atorro-da-Uoa-Vista por prefo comniodo : a
tratar na ra de .-Francisco, sobrado n. 2, casa.cm que
ullimanieiile esteve o escrivo dos protestos.
- Aluga-se un sobrado para se pas-
sar a festa em linda ladeira do Va-
radonro, deftontc de S.-Sebastiao, com
commodos para urna grande familia ,
quintal murado cacimba, c um parrc
ral com urna porcao de uvas : quem o
pretender, dirija-se a relinacao de assu-
car, junto ao inesiuo" tnbratlo, ou no l\e-
cife, ra da Cadcia-Velha n 5o.
__Roga-sc ao Sr. J. A. S., morador em Olinda o
favor do pagar o saldo de una Ictlra vencida em 30 do
oiilubro do anuo passado ; do contrario, ter de ver o
seu nonic por extenso nesta olha : c isto no prazo de 3
AOS SNRS. DE F.NGF.NHOS E A TODAS AS PESSOAS ,
QUE nVlERESSAREM.
O arrematante das aferi,oos deste municipio do Re-
cife previne aos lucsmos Sis., que as ancoras que con-
dtizem liquidos para vender no dito municipio devem
iridias pelo mesnio arrematante soguudo o arti-
go 13 do regiment das afcricAes.
Prccisa-se de douslavradores j em casa do doura-
dor, ou fabricante de caudicros de gaz na ra No-
va n. 52.
aJ.i
ll]
H resp
lsa8
fsi a encommeudatlo, com a maior
brevidade e comniodo preco.
-- Aos .Senhores armadores
o alfaiates do dignissimo clero avisao Guimares ecra-
m K C COIIl loja na esquina da ra do (.'ollogio, n. 5,
que vcnilcm-sc os seguiutes arligos, que so toruno iu-
dispensaveis s suas occiipa;oos, a saber : volantes no-
vos, largos o cslreltos, sorlidoscm cores ; trina, larga e
estrella; galAes finglndo os p.din la com novos rllCOS, de inu i|ii.ii m al duas pollc-
gadas de largo rendas amarellas, largas c esirCilas, do
novos padroes, ospiguilha branca o ainarclla; lal'el.i
de todas as coros ; o ha um exccllonlo sorliuicnlo de sc-
tim-papcl ; cambraias lisas c ordinarias; fil de lindo
lir.uu .i, com una o incia vara do largura ; bobine! da
nicsina largura; oscoiuilha prota ; sargelini de todas a
coros, c tambem piolo ; (esta fazenda lio achaiiialotada,
tinge aeda epor isso suppre a falta da verbolua o do vel-
liidilhoj pauniuhos pelos o cor de rosa; mitins nietos ,
hulla oda pela, parda o branca; franquelini proto; pi i ti
ecza piola; alpaca; lila branca do patente ; dita prota
mito superior ; c dita ordinaria.
E bom assim, tambem so vondem excollentes nioias
curtas, do Hubo, follas no Porto; baados de linho, lar-
gos c estrelles, ao que cbamflo tramla, fabricados em
Guimares ; pecas do verdadoiro panno do linho do Alle-
iii.inlia, cun 25 varas, por i2/rs.: todos os arligos ci-
ma aniiuuciados scro entregues, a procos mais mode-
rados possivois, o podemos asseverar, que por menos al-
giiiua cousa do que em outra jualquer loja desta ei-
dade.
Aluga-sc urna casa terrea sita na na Imperial,
n. 71 ; una dita no lugar da malla da Torre propria
para pequea familia nassar a festa : a tratar na ra es-
treita do Rotarle n. 43, segundo andar.
D-se dinlniro a premio com ponhores inesmo
Cni peq lie lias i| ii.ni lias ; na i na do Raiigel, n 11.
Precisa-sc de urna ama do lolle ; na ra do Quci-
inado n. 44.
Precisa se alugar urna escrava para servir oni urna
casa de pouca familia : na rua da Cadcia do Recife ,
u.50, defronte da rua da Madrc-dc-Dcos, ou anniin-
cie.
Pcrdeo-sc desde o Manguind ate a rua da ( a-
doia do Recife o pret da primeira leglo da guarda na-
cional do municipio do Recife pertenecnte ao me/, de
setembro. Roga-se a quem o achar de entregar no ar-
iiiazom da esquina do boceo do Capiui ao p do arco
da Gonceico. Advcrtc-se que ja se acha prevenido o
respectivo Sr. lho3oureiro, para nao pagar scno ao
quaiii l-nicsire ila mesma leglo Thomaz de Aquino
da Konseca Jnior.
O abaixo assiguado como se acha com precisan de
fa/er nina viagem a Europa, com a maior brevidade
poaiivel c nao o possa fazer sem dentar sua casa
desembarazada tanto no activo como no passiro ; por
isso pede encarecidamente a todas os seus devedorrs
amigos, quer por lettras, obligarnos oucnnta de livro,
i|in riancaineiiie Ibes liuu que, no prazo da 30 dias,
vao salisfazer seus dbitos alini de nao serom entre-
gues os seus noines cm rolacao para seren cobra-
dos judicialmente ; visto que toda a demora be preju-
dicial ao aun inician le, Antonio Ferreira da Coila Hraga.
' Na rua de Hurtas, sobrado g. 22, prlmeiro andar,
ousma-se, emquanto duraron as ferias da academia ,
rhetorica, geographia, egeometra: as pessoas, que ijui-
zerem utilisar-sc do seu presumo, podeiu Comparecer
a qualqucr hora.
Precisa-sc de alagar um escravo
ou escrava, que saiba coiinbar: na rua
do Cahug, loja de miudezaa, n. i D.
JosSoaresde Azevedo profossor le lingon
francezu no lyceo, lem aborto cm sua casa rua do
Ran}?ol ii. 59, segundo ailar um curso d
PIIII.OSOI'III V Q outi do I.1M.OA t'UAN<:i.Z.\. As p's-
soas,i|uo (losojiiioin seguir urna nu outradestas lis-
eipliiiiis, poden dirigir-so indicada residencia a
qualquer hora.
Jos Nunes de Faria laz sciente a
quem convier que nao pagar cousa
alguma sem bilhete, ou alias s indopes-
soalmente buschr qualquer cous, para
assim evitar qualquer dtivita.
Aluga-se urna casa com copiar e trapelra, no lugar
do Saiit'Aima, com dous portos ejardlm ao lado, aqual
pode servir para duas familias; tendo a mesma quatro
salas, sote quartos, cozinha, cooholi a e estribarla, com
terreno plantado de rapiu, para um cavallo, ajui de
al::nmas arvores de fructo : os pretondentes dirljao-se a
praca da Iloa-Vista, botica, n. 6, ou a esta typographia,
que se dir quera aluga.
Aluga-se, pela l'esla nu por anno, una casa no lu-
gar do Catanga, do lado do rio e da sombra, com duar
salas, cinco quartos, cozinha letra, lugar para estribarla
e protos : os pretondentes dlrijiio-sc a praca da Boa-Vis-
ta, botica, n. ouaesta typographia, que se dir quem
aluga.
-- Fa/om-so quaesqner cortinados, tanto de camas
como para jauellas e para decrameles de bailes, ou
sociedades ; furacAes do cadeiras, sophs, colchAcs els-
ticos, o em Ora ludoquanto for conceriiente a (apocara;
tambera so vai piir tapetes c esleirs em qualquer lu-
i;ar que soja ; ludo com pcrfeii o, c por se ter professa-
do este ntlieio era Paris por proco o mais rasoavel ,
que so podo fazer : na travessa da Loncordia, n. 13, atrs
da torre uo Carino
Crde-se o arinazein de carne da rua da Praia n.
27 era limito bom local por ser de esquina e inulto
propiio para venda : a tratar no nicsino arraazeiu.
AO BOM TOM PARISIENSE.
ROA NOVA, .7.
TEMPETTE, ALFAIATE.
(cm a honra de participar aos seus Iregiiezes que dis-
solvoo desdo o dia 15 de setembro do anuo passado ,
a soeiedade que tlnha com os Srs. Goloinbiez k Com-
panhia largando ao mesnio lempo a loja dos sobredi-
tos Srs. As pessoas que o quizrrrm lavoreoer cora a
sua frrguezla o .11 liaran na sua loja, na rua Nova,
11. 7. Tem pannos para calcas, cohetes o casacas, de to-
das as qualulados os mais novos chegados de Pars o
a colloeco dos mais rcenlos figulinos ; c recobeo no.-
vaiueuteum lindo sortimento de objectos ^e luxo e
phautaiia ,de diversas qualidades.
iahriea de ehapeos de sol,
rua do Piisseio-Publico, n. 5.
honra de participar ao res-
acaba de receber de Fran-
os fraiicozcs um bello
sorliuionto do ultimo gosto sendo: chapeos de sol,
para honiem o senhora de seda lisa, lavrada e furia
cores com cabos c casinos milito ricos; seda de todas
a* cores c qualidades j panninhos enllantados e lisos;
ludo para cobrlr chapeos de sol; chapeos do sol de pan-
ninlio de todas as cores para hornera com cabos
castAes ricos : tambera conccvla os inesnios, tanto
de limiii ni como Uo senhora ; pois tem ludo quanto be;
neoossai lo para ris ditos c pronicllc niuila brevidade.
j>arix rar qualipier concert: ludo por proco coin-
[ uumJo. "
SOCIKIMDE
HARMONICO-TnEATRAr.
A COmmissio administrativa faz sciente ao Srs. socios,
que nao assignarao aCeoes do srguudo cniprestinio vo-
luntario, c aquellos, que, tendo-as assiguado, nada al
linje leoni pago que em sessao do II do passado deli-
berou a soeiedade que fosseni oliininados se, no pra-
zo de .'il dias, nao pagasseni ou as meias inensalidados .
a que esto obligados pela rrsolucao de 14 de abril
de 1830 ou por nteiro as aeros, que assignarao.
Jos l.ourenco Meiradc Vasconceltos substituto
do (atlm'do collegio das Arles durante as ferias ensi-
lla, nesta chinde, a materia de sua prolisso, francez e
rhetorica,com a asslduldade czelo de seu costume. Fin-
dos os exaiues da academia, dar principio, lugo que
houver numero sufiiclonto; pelo que os pretendentes
cnmorio a matricula com antecedencia no pateo do
Terco n. 12, segundo andar
-- Aluga-se o prlmeiro andar do sobrado, n. 28 da rua
dasCiiurs: a tratar na mesma rua, sobrado n. 30.
LOTERA DA MATRIZ DA CIDADE
DA VICTORIA.
Antonio da Silva Gusmao, thesoureiro desta lotera, faz
ver .ni lespciiavi I publico, que, nao tendo sido possivel
fazer andar as rodas da mesma, no dia 26 do passado ,
como anniiucinii, fin raso de existir ainda por vender
mu crescldo numero do bilhetes prolendc fazer an-
dar ditas rodas imprclcrvrlmente nndiaT do corren-
te inez, un ennsistorio da igroja da Conce9HO dos Ul-
ularos ; e por isso pode aos amadores deste jogo, que,
leiidn ai ii ii.-in s rasios ponderadas no priineiro an-
nupclo, concHiro a comprar o restante dos bilhetes ;
conos de que, so antes do dia, que ora he marcado, se
concluir a venda dos inesnios bilhetes, far inmedia-
tamente andar as indas assim cuino assrgura aos que
se -mu dan para conipia-los no dia do andamento, que
neste dia se nao vender um s bilhete, anda que al-
guus liqucm por vender.
Aluga-se, por barato preco, a
prensa do Fotte-do-Malto, n. 7, largo
da Assembla que, por ser de bom ta-
manho e melhor localidade, tambem ser-
ve para ser applirada a um grande ar-
mszem de recollier alfandegado tor-
nando-se por isso ulil a quem o preten-
der muilo principalmente aos Srs. ne-
gociantes fhtiangeiros ; a tratar na rua
do Vigario, n. 5. '___________
TJoao I.oiihct tora honra
peltavel publico que ac
ca pelos ltimos navio
Compras.
Compra-sc una venda sendo embom lugar : de-
rronto da igroja da Soledadc n 2.
= Compra-so, a cullcccaio do Diario di Fernambueo do
inez de raaio de lS3i : quem tvor annuncic, ou dr-
ja-sc rua da Concordia, u. 4.
Vendas.
!=V'onde-so, por negocio raui favoravel, una olaria no-
a o bom construida, cora um pequeo sitio, que est
l.ein plantado com diversas arvores do pas, e de fra,
tendo barro prximo a mesma ni tria, alni de outras
militas vantagous para o comprador : quem pretender,
procure no lugar do Moutciro ao seu proprietaiio Jos
Cailirllo do Rogo /farros.
Vende-re um bonito sitio na estrada nova do Man-
guind para a Soledadc, com casa, jardira e plantafao:
quem o pretender, dirl ja-sc ao mesnio sitio, tratar com
I'-C.L. ________


A
\ rndem-se lencos de seda da India, a 1/440 r>. ;
, scadinhns francezes, de bonitos padrees pa-
ra vestidos de son hora de cores linas, a 240 rs.
0 covado ; cortes de cassa-chitas de ricos pa-
dres e de cores limito fixas com 7 varas, a 3/
rs. o corte ; chitas largas francesas padroes
muito modernos e de timas muito finas, a 320 rs.
ii covado; cortes de lucias casimiras, de superio-
res padroes e de urna dura j3o superior a casi-
mira a 2^400 rs. o corle ; ricos chales de 13a e
3 seda multo modernos a .1/ 3/500 e 4/000
rs.; cassas finas, o mais rico possivel de cores
fixas c de ricos padroes a f>/200 rs. o cflvle
panno preto c de todas as cores e qualidades ; '
bretanna e esguio de puro linho; chlese man-
tas de seda e crepc ; assim como um completo
aortimento de fazendas linas ; tudo por prejo
tfio em conla que.he linpossivel avista da fa-
tenila o comprador deixar de comprar : na ra
do Queimado nos quatro-cantos casa ama-
1 relia loja n. 29.
Potassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no dia 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pie
co commodo : emeasa de L. G.
Ferreira & C.
;\a loja da esquina da ra do Collegio,n. 5,
deGoimaraesSeram & C.,
vende-se, alin de um bonito sortimento de fazendas
or prerns bastante moderados, as seguintes :
orles de novas casimiras francezas, a .
Dllas ditas melhores, a........
Ditas pretas francezas, o covado, a 3/000
l'annos, pretos. axiles, verdes e de outras cores
dille-rentes, desde 2/400 rs. o covado a 121000
Corles de calcas de prlle do dia lio a .... 1/44(1
Chales de 13a e seda, grandes, a...... 2,^560
Lencos de cambraia guarnecidos a bico, a 640
Lindezas para vestidos o covado, a /'240
Kscocezes de 13a ealgodao, com xadrez ii mundo
seda o covado, a.......... /320
Cortes de laa c seda para vcslidos a 7f000
Chita-cassas o corte a........ 2/240
Cortes de col leles de fustSo francez a 1/000
Jemos linos para grvala a ...... /400
Grande sortimenlo de cha-
peos do Chile.
Na loja n. 3, da ruado Crespo aop da esquina do
arco de S.-Antonio, hachegado, emdireitura, um gran-
de sortimento de chapeos do Chile novamente man-
dados vir para a estacan da fesln -, sao bem manufactu-
rados bem alvos pal ha muito igual c preco mullo
commodo ; vcndcin-se tanto a retalho como em por-
ches grandes. A clin, porlauto que a testa est a
porta
Vendem-se moendasde ferro para engenhos de as-
ucar, para vapor, agoa e besias, de diversos tamauhos,
por preco cnniniodo e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os taannos : na praja do l.'orpo-San-
to, n. II, em casa de Me. Calmont & Companhia, ou na
ra de Apollo. .. -. -
Volt a role.
Na esquina da ra do Collegio loja n. 5 de ultima-
r es Serafim k Companhia, vendem-se cartas francezas,
linas, entre-tinas e ordinarias ; dilas porluguezas ; to-
das por preco mais liai alo do que em outra qualqucr
parte.
Vende-seum talho com lodos os seus pertrnces,
e em bom lugar ; d-se a prazo : o motivo desta venda ,
he por seu dono ter outra oceupajao : a tratar na ra
dos Oll.lltris II. (i.
Vendem-sc seis escravos enlre elles um casal,
bons para o trabalho de campo ; una preta, de 20 nn-
nos que engomma, coilnha e lava de sabao c varrella ;
uina dita quecosrnha o diario de una casa c cose ;
um preto, de 20 snnos, de n.icii, de bonita figura; lodos
setn vicios nem achaques : na ra da Concordia pas-
sandoa poiile/inli.'i, a direila, segunda casa terrea.
= Vende-sc potassa branca de superior qualidade,
em barril pequeos ; em casa de Matheus Auslin a'
Companhia, na na da Alfandoga-Velha, n. 36.
Vende-se um casal de escravos acostumados ao
servico de campo ; na ra da Cadeia do Recife a fal-
lar com Jnao Jos de Carvalho Moraes.
Vende-se a armncSo de urna loja ,
feila ao goslo moderno e quasi toda en-
vidracada por commodo preco : a tra-
tar com Tlioiiuiz, niHiceneiro na ra da
Cadeia de S.-Antonio n. ai.
Superior fardo.
Farelo de Trieste, em bar-
ricas de 5 arrobas ; o qualse
rccommenda como o mais nutritivo dequantos aqui se
importan c por isso o mais pruprio para mclhor en-
gordar os cavallos : vende-se noprlmeiro armazem do
caes da Alfandega indo do arco ou em casa de J. J.
Tasso Jnior.
aa Vende-se urna preta de najao moca ptima co-
zlnheira lavadeira de salan e quitandeira e que
teui boa figura : na praja da Independencia livraria,
ns. 6e 8, se dir com quein se deve tratar.
= O corretor Oliveira tem para veuder cobre em fo-
Iha e pregos de dito para forros de navios : os prelrn-
dentes dirijao-se ao uicsiuo, ou aos Scnhores Mcsquita
k Dutra.
Ra ra do Crespo, loja nova
n. 12 de Jos Joaqun.
da Silva 11 aya ,
vendem-se mantas de garja de seda para lenhnra c
meninas proprias para quein val pausar a festa a 1/
rs. rada nina ; leu jos de seda para meninas, a 320 rs.
cada uin ; meias de algodao, linas, para meninos, de
diferentes tamaitos ; um resto dos bem acreditados
cortea de indiaona, para vestido de senliora pelo ba-
rato preco de 2/800 rs. cada corle ; cortes das ricas cal-
bralas com llstras de seda, a 6/000 rs. cada corte: al-
paca, a 800 e 1^600 rs. o covado; casimira* largas e els-
ticas para calcas a 6/000 rs. o corte ; fustoes para
collete a 800 rs. ; urna rica faienda para cpllele com
listras de seda a800rs. o covado ; cassa-chitas; e ou-
tras multas fazendas que serao patentes aos compra-
dores: todo por preco commodo; assim como lauternas,
a 9/, 10/ e 12/000 rs.
Vcnde-se um mappa e oitantc tudo por mdico
prejo : na ra de Agoas-Verdcs, n. 15.
Vende-se potassa da Rus-
sia, pelo muito mdico pre-
co de 160 rs. a libra ; cal vir-
sem de Lisboa chegada no
ultimo navio : no armazem da
ra do Trapiche n. 17.
Rape de Lisboa
Vende-se este excellente rap na ra larga do Hozarlo,
n. 24 : afianja-se ser o mais moderno e da mclhor qua-
lidade possivel.
= Vende-se urna litelra nova com o competentes
arreios ; um apparelho de arreios para dous cavallos ,
com ferragens., tudo novo e chegado ultiiiiamenle da
Franca por preco commodo : no Alerro-da-Bua -Vista ,
n. 52
MAR MELADA NOVA,
em latas de duas e quatro libras vinda no ultimo navio
de Lisboa ; na venda da ra da Crus n. G6.
Na ra de Apollo, armazem
n. 1.
vende-sc potassa da Russia nova, da fabrica nacional
do Rio-de-Janeiro. Ksta potassa he muito forte c su-
peior a estrangeira, que tem vindo e j tem sido ex-
perimentada por diversos Srs. de engenho que assim
o aflirmao. Cal vlrgem de Lisboa, a preco muito balxo.
Vendem-sc terrenos proprios para
se edificar epara sitios por muito com
modo preco na nova rua que vai da
Trernpe para o Manguinbo : a tratar com
Nicolao (Jadatilt no seu sitio na estra-
da do Manguinbo.
Vendem-se 8 escravos mojos bons para todo o
trabalho de campo ; 3 moleques de 10 annos ; um prc-
'W""u|lovrlho muito forte, por 220/000 rs., bom para tra-
599! i balhar e botar sentido a um sitio ; 6 escravas mofas
duas dilas que cnzlnho, cosein rngoimnio e
milpa ; nina negrlnha de 14 anuos, recomida
lavSo
com
bous principlos'ilr habilidades ; una parda de 20 an-
no8 de bonita figura : na rua do Crespo n. 10 pri-
liieiro andar.
Vendem-se 3 lindos moleques, de 14 a 18 anuos ;
um dito, de 7 annos ; um pardo de 18 anuos, ptimo
para pagem ; dous pelos sendo um carreiro e o ou-
tro canoelro ; tres pretas sendo tuna dellas de najan ,
com una cria de 2 anuos ; um niulatinlio, com habi-
lidades ; duas pardas, nina de 25 anuos e a outra de 15
lgunias habilidades: na rua do Collegio n. 3,
segundo andar.
- Vendem-se dous bonitos moleques de najao, pro-
prios para pagens ou ollicio ; duas pretas mojas de
20 annos ; sendo una dellas para fura da provincia : na
rua larga do Notario voltando para os quarteis n. 24,
prlmeiro andar.
Vndem-se dous bonitos escravos, sendo um de
18 a 20 annos e o outro de 26 a 30 de todo o servico c
ganhador de rua e que he ptimo para armazem de
assuear ; na rua larga do lio/ario voltando para os
quarteis n 24, primeiro andar.
Vende-se farinha de aramia ein barriquinhas ;
colla da Babia de superior qualidade por prejo com-
modo : no armazem do Bacelar defrontc do caes da
Alfandega.
Vendem-se varias obras de ouro, tanto para senho-
ra como para hoinein ; assim como algumas de prata :
na rua do Rangcl, n. II.
= Vende-sc nina duiia de guardanapos de linho ,
por 10 rji. : 1 pluma para o Hiena I superior, por 5/ rs. :
na rua do crespo, lOja-n- .....anas, u. rrr
cozi-
MIIUIi
de. i\ ii. j j,
- Verjde-se urna escrava, que
nha o diario de urna casa, vende na rua.
i
compra faz Indo o mwis servico e lie
muito liel : no pateo do ( aro.o sobra-
do de um andar, n. 16.
=Vendein-se3exeniplarrs da excellente obra o Judco
Errante de Mr. Eugenio Sue traduccao feila no Porto;
Syiioiiiinia chimica ou nomenclatura anliga e moder-
na dos productos cliiinicos com a dcscripjo de suas
prnprirdades obra mil a todos os phai inai nticos ; a
Iiiilustrial l'oi Iliense; jornal publicado na cidade .do
Porto os dous nmeros j publicados he obra til,
porque lala de tudo que he industria agricultura,
arles e rrceitas diversas, com estampas Este jornal
tem tido ni ni la cxlracjao am Portugal. Ka rua da i a-
ili ia do Recife loja de Joao da Cunha M.igalhcs.
Vende-se um lindo mulaiinho de 9 anuos prn-
prlo para aprender ollicio ; uiu eseravo de Angola, de
26 anuos de lodo o servico ; urna parda de 24 annos ,
de boa figura com varias habilidades que se dir
ao comprador: na rua das Ouzcs, n. 22 segundo andar.
Vende-se no estanque da Cainboa-do-Carmo ta-
baco em pii em poican e retalho a 320 rs. a libra
ms Veude-se um hirco de eondur enm ai niacao e
macanetas por in.-a un rs. ; dous espelhos grandes, em
bom uso por 7/001) rs. cada um ; quatro casticaes de
metal bromeado em bom uso a 1/000 rs. cada um ;
duas mangas de vidro lisas ; tres linternas de video,
sendo duas lisas c outra bordada ; duas bandejas de
bom gosto : r.a rua das Larangelras n. 2.
Vende-se uin carriiiho dequatro rodas, que serve
tanto para um como para dous cavallos, com os compe-
tentes arreios, em bom estado: na ponte de Ucha, de-
fronte do sitio do Sr. Francisco Antonio de Oliveira, at
as 8 horas da manhaa.
Commociidadrs para a festa.
Ha novamente chegado ao mercado um grande sor-
tmenlo dos bem procurados chapeos de Chile: seu bem
manufacturado tecido, igualdadc e alvura da palha, os
tornao assaz recouimendados aos amadores, tanto mais
sendo seus preeos nai- commodos do que em parte al-
guma. Vendem-se as seguintes tojas : rua do Queima-
do, loja de miiidezas, n. 16; na rua do Crespo, loja, ll.
3; nada esquina da rua da Cadcia-dc-Sauto-Antonio,
n. i; c na praja da Independencia, fabrica de chapeos,
n. 7.
Rap princezn Novo-Lisboa
a lfjOOO rs. a libra.
De todos os raps, que a industria brasilea tem at
hoje fabricado, nenliuiii imita mclhor o verdadeiro ra-
p princeza portuguez do que o intitulado RAP PRIN-
CEZA NOVO LISBOA, fabricado no Rio-dc-Janeiro, sen-
do tao perfeita a sua scuielhanca, que os mais veteranos
tabaquistas o tomao pelo jenuino rap Lisboa.
O deposito deste excellente rap, cui Pernainbuco, he,
por ora, nicamente no armazem de Alves Vianua, rua
da Seuzalla-Vclha, n. mi.
Vende-se sal do Ass a bordo do
lirigue nacional Despique, ou na rua da
Cruz, n 6o, i. andar.
-- Vende-se farluba de trigo da marca SSSF de ra-
minho ; no caes da Alfandega armazem do Bacelar, a
tratar coui Manoel da Silva Sanios.
=Vendem-sc superiores charutos de regala cliega-
dos no vapor Imperador por preco commodo ; na rua
do Trapiche n. 34, lerceiro andar.
-- Vende-se um cscravo ci ionio bem parecido, ro-
busto de 22 annot, sem achaques : na rua do Hospi-
cio n. 48.
- Na loja de Guerra Silva ItC, rua Nova, n. 11, ven-
de-se um mulato mestre carpina e tres bous pretos
para o servico do campo; duas ricas redes de pslha. bor-
dadas de penna, obra do gento do Para; dous bahusii-
nhos despalha, obra dos metimos; e um rico chapeo de
palha do Chile, talvez o mais fino, que aqui tenha vindo
tildo se vende por preco commodo.
Vcnde-se um preto mojo de najao para todo o ser-
vico, e por preco commodo : na rua Direlta, n. 18.
~ Vende-se urna porjao de cera de carnauba, e tam-
bem a retalho e cera amarella, chocolate muito novo,
passas e ameixas, figos, sag, aramia, tapioca,bolachl-
nha de Lisboa, amendoas, batatas, macarrSo, letrla, ta-
Iharlra, presuntos, palos, llnguijas, sebo de Hollanda,
pomada, vlnho engarrafado superior, do Alto-Douro, di-
to do Ramo : todos estes gneros sao superiores e por
prcjo commodo ; na rua Nova, venda, n. 65.
-Vende-se una negra crioula, de 16 a 18 annos de ida-
de, com principios de costura : na rua da Cadela-Velha,
-- Vende-se urna venda nova na praja da Boa-Vista,
n. 20, com os fundos, que convlerein ao comprador : a
trata no Aterro-da-Boa-Vista, u. 44.
NO ATERRO-DA-BOA-VISTA LOJA N. 3, DE JOAO
CHARDON,
vende-se merino muito fino, de 4/000 rs. al 6/OOOrs.
o covado ; pannos francezes finos chegados agora ,
de 4^500 a 12/000 rs. o covado os melhores, que ha
nesta praja ; muito bons e ricos lenjos de seda sarja e
setim preto e de cores para grvalas ; bons chapeos de
sol de seda para homem ; lindas bijoutarlos chapea-
das de ouro; grande sortimento de caljado de todas as
qualidades para senhora ; bonitas e galantes perfu-
marlas, -llegadas agora ; miscroscoplos muito finos ,
oculos linos de todos os graos ; cluvenas de poreellana
para caf ; ricos apparelhos da verdadeira poreellana
franceza dourada para cha coixinhas de dita para
guardar sab3o c escovas ; escarradores de dita; globos
de cristal para candieiros de machinas ; e outras mais
fazendas de Iqjas francesas; tudo por prejo commodo.
=Vendem-se passas mindas, para fazer podios ; cere-
jas e ameixas seecas ; feijfies ; ervilhas ; lentiha ; cham-
panlia ; vlnho do Porto ; Schcrry ; Madeira ; viuho do
Rheno ; San ternes ; Clarette, em quartolas c calzas ; di-
to engarrafado a 400 rs. muito bom; superior cognac;
rhuin de Jamaica ; arrae ; genebra de Hollanda ; viuho
de Malaga vellio, em nielas garrafas ; frascos de todas
as qualidades de fi netas da Europa ; repolhos conser-
vados ; barris pequeos de caviar, de urna libra ; nios-
tarda franceza c ingleza ; Scberry cordial; latas de sal-
inao ; sardinhas; ervilhas e mais outras conservas de
peixc c carne ; conserva de pepinos e ceboillnhosj'cer-
veja preta c branca da celebre ni.-.rea Harclay ; azeite
doce superior ; cha ; charutos regala. Estes gneros
sao iodos da mclhor qualidade e se achao amostras
para o senhores compradores, no armazem de Fernan-
do de I .ucea na rua do Trapiche n. 34.
As cautelas da lotera da cidade da Victoria achao-
se de hoje em (liante expostas venda no Aterro-da-
Hoa-Visla. nas lojas dos Srs. Cactano Luiz Ferreira,
n. 46; Thomoz Pereira de Mattos Estima, n. 54; Leal
& Irru, n. 58, c Antonio Avies de Castro, n. 72 ;
assim como na travessa do Veras, n. 13. onde os fre-
guezes acharan -.einpic um variado sortimento de bons
nmeros. O pagamento das que sahirao premiadas
na passada lotera do Livramcnto, contina a ser feito
como d'antes a toda c qualquer hora do dia, sem ex-
ccpj3o de domingos c das santos.
Paula Rita de Barros vende a parte,quc tem na ca-
sa terrea n. 2, na rua de S. liento ein Olinda : a tra-
tar na mesiiia rua com a annunciante ou com seu
procurador, l.iiiireujo dos Santos Fradique casa n. 43.
= Vende-se nina pequea partida de sarja-parrilha,
por preso commodo : a tratar com Firmino Jos Fclix
da Rosa, ou no armazem de Fernando Jos Braguez, na
rua da Cadeia ao p do arco da Conceljao.
Vende-se um sitio com bastantes arvoredos de
fructo podendo ter-se vaccas soltas ; multas camboas
de pescarlas c entre ellas umo, de que com pouco nana-
llio faz-se uin viveirodc mais de mil palmos ; junto da
casa tem una eraude sai i ounas conveniencias ,
que se mostraran aos pretendentes : a fallar com O Sr.
Bcrnardino nos Afogados rua do Motocolomb.
Vendem-se 2 bonitos moleques de 10 anuos ; 2
mu 111nhiis da mesma idade; lodos de muito bonitas fi-
guras : na rua da Cadeia do Recife venda de Jos Gon-
jalvcs Fontes das 10 horas da manlia at as duas
ds larde.
Vende-sc urna porjao de couros e beierro ; no ar-
mazem do Rufino.
:.-Vende-se un iiiMlalinho de 13 anuos ; 1 dito, de
18 anuos ; un moleque de najSo de 18 anuos ; 3 escra-
vos, entre elles mu pardo de 20 anuos carreiro ; duas
iiegriiilias sendo urna dolas da Costa de 14 a 18 au-
no ; 3 escravas de najao mojas que coziuho e la-
vao : ni rua Direila n 3
= Vende-se farinha de trigo a 70 e 100 rs. a libra :
na rua largado Rozario n. 3'J
Vendem-sc, por piejo muilissimo commodo, os
seguintes trastes, em muito bom uso: urna mesa re-
donda de un io de sala um par de banqiilurias de an-
glco ; uina mesa de Jacaranda ; uin soph de angico ;
nina cama com enxergires e colches ; dous pares de
mangas de vidro pequeas ; um dito de Linternas ; urna
mesa de jautar com apparadores ; urna mesa de en-
eniiiin.il ; una cama de vento com armajao ; um'la-
vaini ni com a sua competente hacia e jarro; duas bau-
qulnhas com gavetas ; um excellente banheiro; e u-
t n. milites arranjos domsticos. Os prelendeiilrs dl-
rijao-se a esla typographia ,. onde lerO ns informtjcs
do dono que em breve deseja relirar-se para fura da
provincia; rasao, por que se desfax daquiUo que caro*
he custou, e que to barato pretende vender.
=VenJe se a venda da rua da Aurora, n. 48 bem
afregueada para a trra c que tem commodos para
familia com quintal e cacimba ; vende-se com os fun-
dos, queconvierem ao comprador: a tratar na mesma
venda,com Antonio Pereira dos Santos.
Jo3o Jos de Carvalho Moraes
do
en Vende-se nina porjao de p de parreira blanca
da inelhor qualidade da llha de ltauarac ujym V
VirajSo n. 37.
Vendem-se bandas de seda de oalxos e franja, fu-
dores de.ouro, e adragonas para ofticlaes subalternos d,
guarda nacional; tudo do ultimo gosto e superior nua.
lidade. chegado ltimamente do Uio-de-JancIro, oqUe
se vende por prejo rasoavcl: na rua da Cadeia-do-Rcc.
fe, loja, n. 51.
Vendem-se8 pretas de bonitas figuras, de 16 aS5an-
nos de idade, duas das qnaes coicui, e engommao; 1 iBU_
latinlia de 13 annos, com principio, de costura c engom-
inado ; 3 pretas para todo o scrvljo; 2 moleques, um
dclles com principios de cozinha, de naj.io e de
boa conducta : no pateo da matriz de S.-Antonio, n.f
Vendem-se ricas sedas brancas lavradas, pai
tldos de noivado; luvas comprldas de pellica, enli
para senhora; ditas curtas de cores capellas e gusrni-
jfles de flores para vestidos ; bons chapeos de sedapam
senhora, chegados ltimamente de Franja; nielas de
tala para padre; sapatos de lustro e borzeguini pan
homem e senhora: e um completo sortimento de fazen-
das, por prejo com.nodo: na esquina do Cabug, n. I|,
junto botica do Sr. Joao Morena.
Vcnde-se um armario com vidraja, proprio pira
louja ou vidros, por 3/200 rs.; uina espingarda de espo-
leta com todos os pertence por 4/ rs ; tres capachos no-
vos por 1/440 rs.; um escariador por 480 rs ; uin lava-
torio de rosto com baca c jarro por 3/200 rs ; c nm jo-
gu de bancas de abrir por 5/rs. : na rua das Larangel-
ras, n. 2.
O incontcslavelmentebaratei-
reiro da rua do Crespo, loja
n. 5, ao p do arco deS.
Antonio, vende :
Chitas de soil'rlveis pannos, lindos padroes, o
covadoa .......140, 160, 180c200,
Ditas mullo finas, algumas francezas, ricos de- '
senhos, o covado a..........240 o 280
Madapoln, excetlentes qualidadesa vara 160, 180 e200
Dito muito fino, a vara......... 240
Algodaozinbo. exccllciites qualidades, soll'rivel
largura, a vara........... 160
1 .euros de cambraia arrendados para senhora a. 400
Ditos de cassa misturados com eda para gr-
valas, a.............. 400
Ditos ditos para melade, a........ 200
Ditos de setim lavrado, a........ 2,240
320
240
1,440
2,240
1.PO0
2,000
1,000
2,0
4,000
200
3,400
240
Gassas suissas com vara de largura, o covado a
Lindeza fingindo mullo bem seda, o covado a
Corles de pclle do tjiabo c gainbreocs de tres
covados e lucio, a.........
Ditos de brins francezes de lindos padroes com
duas varas e una quarta, a.......
Ditos de casimiras, padroes novos, com tres co-
vados e nielo, a........., .
Chales de laa e escocezes fingindo merino, a.
Ditos de cambraia bordados, a.......
Panno fino verde escuro o covaih .
Ditos cor de vlnho e azul escuro mallo finos o
covado, a.............
Chitas sarajas de lindas ramagens, o covado a.
Pecinhas de cambraia lisa multo linas, com seis
varas e niela, a..........
Riscadinlips franceses, lindissimos padroes, o
covado, a.............
N. B. dOo-se as amostras deixando penuor.
OLIVRO DE TODOS
ou
Manual da mude,
'ontendo
todos os esclareeimentos theoricos e pralicos necessa*
ros para poder preparar e empregar, sem o soccorro Jo
professor, os remedios, e se preservar e curar-se.promp-
I.I.IHIII | mil |niuei. dlHp*Mji., ^n ...r p.rl. d. ..*!.
lias curaveis, e conseguir un aliivio quasi equivalente
sade, nas molestias Incraveii.
Seguido
de um ti .i lamento especifico contra a coqueluche, c de
regras higinicas para prevenir as molestias ;
pelo doutor G. de Ploesquellec.
Prejo 4/000 rs. em hrochura.
O supplemento, indispensavel aquem tem a obra, da-
se gratuitamente aos compradores. Odilo suripleiiieii-
to tras as tres dillerentes rrceitas para a conrpoiijao da
agoa sedativa; esle precioso remedio,que tamanha rrpu-
t nao j.i tem g.inho, c que deve existir em todas as casas
para remediar pronrptamente aos accidentes e incoin-
uinilii. repentinos.
Vende-sc na praja da Independencia, livraria ns. 6 e 8
Escravos
Futidos.
agente, nesta provincia, do contrato do
tabaco rap princeza, de Portugal., luz
publico que se acha a venda o mesmo
rap ebegado pelo ultimo navio de Lis-
boa em porco e a retalbo pelo preco
marcado pelos contratadores tic 3s'6oo
ro. cada bote a dinbeiroa vista : na rua
da Cadeia do Hccife loja de rniudezas,
n. 5i;tambem se vendem as oitavas a 4o
ris
Vende-se uina escrava de najao Angola, que co-
zinha o diario de una casa e engomma soll'rivel ; no
pateo de S.-Pedro, u. 20.
Vendem-se 12 cadenas com assrnlo de pnllfinha ;
4 ditas de brajos ; duas baiiquinhas; 1 mesa de meio
de sala ; 1 cninmnda com pedra em cima tudo de Ja-
caranda e goslo moderno ; dous espelhos grandes ,
douradns; 2candieiros para cima de mesa ; 4 lanlernas
de cristal; 14 quadros com molduras douradas ; uina
mesa de angico para meio de sala; 1 lavatorio; tudo
quasi novo e por piejo muito commodo : na rua lar-
ga do Rosario n. 27, aonde foi o liuiiiiiiiiu do falleci-
do Albiiqucrquc.
Aa rua Dircita, n. 9,
vendem-sc saccas com superior farinha, por prejo mais
rasoavel que em outra qualquer parte.
Vende-se uin mulatinho de l4 annos de idade, pou-
co mais nu menos : na rua do Crespo, n. 15.
Vendem-se canarios de imperio, chegados lti-
mamente cantadores; meias de linho, muito tinas: na
rua doVigario n. 11, e na rua estrella do Rozario ,
n. 13.
= No dia 30 de oulubro prximo passado fugio di
casa de Antonio Alves Harboza morador no bairro do
Recife itm esclavo de Angola, de noinc Agoslinho,
alto, sceo, peruas cumplidas ps grandes nial fil-
ise com os dedos arrrgauliadns gago de nascenja.
bem parecido cor relila sem barba ; representa I
a 22 anuos ; levou caljas de algodo da Ierra e camisa ile
rlscado j usada : quein o pegar, leve a seu senhor, que
recompensar generosamente.
Fugio, do engenho Matto-Grosso da freguezla do
Cabo no dia 2(i de oulubro prximo passado, o escra-
vo lo.io conhecido por Jofio Marceneiro ; lie deste ora-
do e carpina ; reprsenla 30 anuos ; tem olhns grandrii
testa larga bocea grande beijos grossos bons den-
les ps bem fcitos sem nenhuma barba, falla gaga;
foi seguido at tenas do engenho S.-F.stcv3n onde se
verificou da polica daquellc lugar que dilo eseravo
esleve apoiado 'all mesmo por una prea chamada
Dcllina e seus irmos lodos estes escravos sao de um
vinva all asslstentc ; cuja viuva com ditos kus f*''""
vos estao dando principio a iniidar-se para as parles das
Curcuranas, para onde ha suspeilas, que lenhao man-
dado o eseravo fgido. Hoga-se as autoridades poli-
ciaes, capitaes decampo e pessoas particulares, que
pegiiciu e levem ao dilo engenho u na casa do
Burgos no Recife, rua Direila, n. 29, que serao recom-
pensados generosamente.
= Fugio, no da 29 do passado, urna parda, de li-
me Raymunda de alturae corpo regulares, de 16 an-
nos, pouco mais ou menos, rosto redondo ^ rabel
corlado e alindado enxerga pouco, por ter bclidas nM
olhos ; leni na nuca por detrs do prscojo, uina grana'
cicatriz quasi de forma e tamanho da palma de un'*
nio ; levou camisa de algoduzinho com remend
pelo talho uin vestido de chita que foi encarnado .'
que j est bastante desbotado e tem na guarda-pisa, u
parte de detrs, un remend da mesma rhlla Por
mais novo ; tem j fgido 3 vezes, eainda nao ha dri
(lias, que fugio e foi ochada na Capunga, costuma.qii
do foge, inculcar-se forra e mudar o nouic: quein a pe
gar leve a rua da Cruz n. 3, a Manoel Das <|Ue r
compensar bem.
= Fugio, do engenho Gongajari uin preto de n*
me Joo Hansna figura ordinaria, crioulo; ten) uw
cicatriz debaixo do olho esquerdo ; fugio com um ''"
ijo pescojo : quein o pegar, leve ao alto engenh0,
no principio do Alerro-dos-Afugados sobrado n.'"-
Continua a andar fgido desde o dia 24 de ol,tulir .
o prelo Paulo de, naco Congo, balxo corpo ae'*LI
do, cabeja grande falla atravesada; n
annos; velo do Riu-do-Pcixe. Eme eseravo ui
prado a Dlogo Jos da Cosa, na rua Nova. RoK"'SL'
todas as autoridades pollciaes e capitaes de campo qu
o pprehendaoe IrVem ao Redfe esquina da Liugoei,
que serao generosamente recompensados.
PERN. : NA TTP. D|E M
F, DE FAMA. 18i^'I
MUTILADO


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