Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00434


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Full Text
Auno de 1846.
Qarta-feira 4
O DIARIO pnblici-ie lodos os dias que nao
forem de guara! o preco da assigmtun he da
4*000 rs. por quartel, papoz adiniitados. O
anniiocioi dos assignanles Jo inseridos a raio'
de 50 re po1' """* *" ri e,n 'yP" difleren-
te repelices Pe'" melado. Os que nao fo-
rera aSS'!^a:ml, P5K "> res P"' li,lf. c '0
em Ijrpo diferente.
PI1ASES DA LA NO MEZ DE NOVF.MBIIO
i uf- chela 3. jC llor 51 minutos damanli.
>in"Oantei I. '"" e 2I m'". da manli'.
| ua"nova 18,ai H horus t 30 mi. da larde.
I rstenle a 24, as 8 hora e 11 mi, da urdo.
PARTIDA DOS CORRF.IOS.
Goianna e Parnliyl. Seguidas e Sextas Ieiras,
Rio (randa do Nocla, chega ns Quarlas Ieiras
no mr-io da parte lias mesmas doras as
Quintas reiras.
Cali, Serinhae.n, Rio Formoso, Porto Caito a
Maceyr!. no t., II e 2 I de cada Bit,
Crarauliuns o Bonita a II) o 24.
Boa-Vista o Floros a IJ a 2.
Victoria as Quintas feiras .
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE 1IOJR.
Prmeira a 6 li 18 minutos da manha
Secunda a I> h. 41 minutos da Urde.
Novembro.
Anuo XXII.
N. U7
DAS DA SEMANA.

1 Secunda. CpninaAprsco dos defuntos.
3 Tere S. Mala|fc. Aud. do J. do civ. da I.
v.edo J. do pido 2. dist de t.
4 Quarta. 8. Icaiinicio. Aud. 2*. v o do J. de pal do 2 dist. de t.
i. Quinta. S. l'/kili.eo. And. do J. deorpliaos,
do I. municipal da I. vara.
Sexta. S Severo. And. do J. do civ. da
I.t. edo J. de paz do I. diit. de t.
7 SabLado. S. Floieucio. Aud. do J. do civ.
da I. v., e do J de paz do I. dist. o J. de f
8 Domingo. S. Scvciiano eseuscoinpauheiros,
WatlyCS.
CAMUIOS NO DA 3 DE NOVEMBRO.
Cambio obre Londres 28 d, p. If a 60
Paiis 845 res por Tranco.
.. I.isho 100 /o Desc. de letras de boas firma I ViP- '/
OnroOncas hespandolas.. lufOOO a
- Modasdc CjtOO vel. IJ200 a
i de Mito nov. 16*400 a
de 4J0n0...
Prata Palaees........
a Pesos columnares.
Ditos Menicanos.
Miuda..........
.1.
aomet.
SlftOII
1(10400
IC.'iOII
9>20!>
I/IlO
2)000
l|40
. I|TI
A croes da Comp. do lleberibe de 50|0U0 ao par.
DIARIO DE PERNAMBUCO
->
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DO IMPERIO.
Illm. e Exm. Sr. Tcndo S. M. o Imperador orde-
nado, que foe consultada a rcc.no do concedi de esta-
do do negocios do imperio sobre o objecto dos ollicios
lis. 77 e 79, em que V. Exc. participa as duvidas, que alii
nccorrriu a respeilo da poca para as chuces de verea-
clmescjuies de pat, em consequencia de havrr ido
rssa poca, consignada para lodo o imperio na le do I
de oulub'ro de l828, alterada pela Iri provincial de 20 de
-iliril de 1836, ltimamente revogada, foi a dita seceo de
parecer, em consulla de 23 do me/, passado, que, revo-
cado, como se acha, o nico obstculo, que embarazara
a execuco da lei geral, deve esta ter seu inteiro cum-
1 '. iiiieiitu, e prtanlo, servlrcm quairn anuos os verca-
ilnrc, que estn elriios eiiiiiu sea lei geral uo tivesse
ido incoinpcteiitemeiiti' alterada; c quanto nos jui/es
de paz, que se juramenten! mals doii9 para os a 11 nos,
que I'alto ; porquanto, anda que baja a respeilo des-
es alguma diH'errnca no caso, que consiste em terein
sido comprehrndldos nesta eleico lmente dotis nomos
(piando devrfo ser quatro, uno a reputa a seccao de tan-
(.1 niagiitutic, que exija una nova eleico. fc, havendu-
se S. M. o Imperador, por sua inmediata resolueo de 3
do crreme, conformado com aquelle parecer, nssini o
manda coumiuiilcar a V. Exc. para ua ntedigenela-c
execuco.
Dos guarde a V. Exc. Talado do Rlo-de-Janeiro, em
,'1 de oiitubru de 1840. Joaquim 'lareellino de tirito.
Sr, presid ntc da provincia de Sauta-Calharina.
Com mando das armas.
QI'ARTEL GENERAL NA IDADE DO RF.C1FE, 1.
DE NOVEMBRO DE 184G.
' ORDFM DO DA N. 131.
O brigadoto coininandante das anuas faz transcrever
as sentencas do concedi de guerra e da junta de Jus-
lica. lavradas 110 processo do cadete do segundo ba la-
dino de artilharla a pe, Vicente Fprreira de.Mello c Al-
biiquerqiic.
O tribunal de segunda e ultima instancia prefixou a
quesillo do cadete, 110 verdadeiro ponto de vista, c leo
nina prova de sua adheso aos principios de disciplina
e moralidade docxe'icito.que convein inanler, emquan-
lii (jue n 11 ihiinal de priineira instancia desvlou-se desle
saos pi inelpios, que nao devia esquecer, e guiou-se etu
sua entenca por considerantes 11111 lano duvidnsas a-
ccrca da categora do cadetes em concurrencia com os
sargentos.
SFNTFNTA.
Aos 24 dias do me/ de letembro do correnteanno de
1840, na sala dos concrlbos de guerra, onde se aebaviio
reunidos o presidente do inclino eoiiecibo, e os5Jujes
Horneados, e o audilor da gente de guerra, pelo E\in.
.Sr. ciiiiin.,'unanle das armas desla provincia, Antonio
(inicia Sira, para processareni ejulgarem o reo 1."
1 .niele da leiceira cnmpanbia do segundo balalbao de
artilbaria a pe. Vieenle Kei icia de .Mello e Albnquer-
que.depuis de l'cilo o lela torio do niesino enncelbo pe-
lo audilor da gente de guerra, o bacharel Ibriuado An-
lunio da Silva Heve, comante do acto de corno de delic-
io de 11., depnliuenlos de II. a II., e inais anda do inler-
1 ugaioi io fcilo ao nesnin 1 o a II., decidio-se por mai-
oria de votos, que a culpa do reo uo est provada, pois
este nao coinniellcra nenliiinia nfraciao dos artigas di
guerra, por onde devesse ser castigado na forma dos
inesinos; poqiianto no proeediniento do reo o euncellio
nao enxcrgou, que o mrsino desobedecessea oidcm,
que Ibe Cora Intimada da parle do conimandante, de se-
guir para o destaeanienlo, que liiiha partido para aci-
dad* de Olinda ciimuiandado por un sargento: mas siui
muaexplicarao, que o niesmo reo pedir queni Ibe
intiiiioun referida ordem, por se considerar prejudica-
do em suas regalias, c conbecer aquebra, que eine-
Ibanle ordem (caso passasse desapeici bida) Iraiia a sua
imbreza de 1. cadete, qiiebia, <|iic face doalvarde
16 de marro de 17;')? fica sullicienlenientc demonstrada,
Neiu oulra iiilelligencia se poderla dar no refcridoalvarn
seno a que o concedi deo, t que be toda eni abono c
soccoi 111 do reo, porquanto, igualando o j; citado alva-
r, a respeilo dos termos decivilldnde e rom mandos de
tropas, os cadetes aos sargentos, por una dedueeo lo-
gica.julgon o conceibo, que o reo nao se poderla subjei-
1.11' .10 1 ominando do sai genio, sem que sol]re se quebra
em su.is regalas de 1." cadete, avistada igualdade de
dircilos, que ueste caso linliao. igualdade, que as le
llic cnnferiao, e qiie un nao podia (azi r cessao delles em
favor do oulro, (011, o que be inais aggravaule, em obe-
diencia ao oulro) sem aesprcio da le, e completo rc-
baixainenio de sua dignidade.
Finalmente julgou o concellio, que m nbiniia oulra
intencfio relevn o pioccdimciilo do ico na declnracao
J referida, quaiido,,exaiiiiiiaii(lo escupulosimcnle ns
pecas substanciaes do processo, c confrontando-as unas
as ouiras, recoulieceo eslarcm todas conformes, j pc-
I01 depoimenios das teitemuiilias de II. II. que todas
jurao contestes j pelo mesuio iulcrrogatoiio do reo
de II., e Jai ltimamente pela mesnia parle de II. : poi-
tanlo.a vista do rxposlo o concedi julga o loabfolvido.
a Quailel general e saladas sesses, 24de setembro de
1846.iiioiiu duSilva Scvci, audilor. Isidoro Jote Ro-
cha do llrusil, eapilao presidente. llieardo Jote da Silva,
lene ule inlc ingaiilr. -Candido /Yaiiciiro de Carpe, le-
nenie vogal.( iii/o de Muran familia, 1. lente vo-
gal.-./earenlomo de Carvalho llamas, aileres vogal.--
Candido Franritco de "niU'/mia Uliveira, alferrs vogal."
Rcloimao a cnlenca do concedi de guerra, por-
quanto, nao diipensaudo o tyHilar de cumplir asordens
upci lores apersuaso de seren contrarias s disposi-
ces das le eaa ordens, porque, logo que o superior
iuiislir fin poremexeeiicao.cuinprcao inferior obedecer,
e drpois repreWblar ao Irgiiimo superior, capitulo 23
l.do regulaiiientodelSdefevcreiio de 1703. Outro-
slm, devendo o soldado aebar-se onde for mandado,
sem pi\r dilliculdades, etc., c s depois de fazer o servi-
jo pndeudo queixar-sc, se entender que e Ibe le 111 rel-
ia iiijustic.i, artigo '.1 do capimlo (i do mesiiin regul 1-
inento. He fem eonliadiceao, jue o cadele Viccnle Fcr-
reira de Mello c Albuqiferque, recusando servir no des-
tacamento de Olinda sob a ordens de 11111 argeritd
quaesquer que sejo as .isenffles e privilegios coim di-
dos n classe dos cade les) Icio cunlroverlido as disposi-
Ves dos citados ailigos.e outros, em que com terminan-
tes providencias se recominenda urna prompla obedi-
encia s orden dos uperiores, e por esse laclo, que
aniquilla a disciplina militar, e pouco consentanro
moralidade dos respectivos carpos, tem o iiiesino cade-
1 '.c iucorrido na diiixnicao do artigo l. de guerra, capi-
tulo 20 do citado regulamenlo. Entretanto, attendendo,
que desviara o dito cade de ciimprir asordens de seu
coinmandantc a c iiivlcrao de que a prestacao do servi-
co, que Ihe era ordenado, tra/.ia desar a categora, que
cabe-ie na escala inilitarcomo cadete,altendendoquea
persuaso do mesmo cadete (sem lemltrar-sc, que Mima
de todas ns cohsderacfle est a da obediencia) do que
os principios de honra militar ero ferldos com a exe-
cueo d'nqueda ordem, o levarlo a fazer recusa de se-
guir para o destacamento de Olinda sol) as ordens de
uin sargento all pronipto para qualquer oulro ser-
vico ; e attendendo, que estas rascles, sendo dignas de
apreco em Un militar /.eloso de seus foros, o nao rele-
van da pena comininada em o artigo I .do capitu1o23dn
regulaiiienlo de .'8 de fevereiro de 1763, julgando-o in-
cluso na pena do sobredilo artigo, o coudemnao a tres
i'ne/.es de pri-.au, levaudo-se em coul.i ao reo o lempo,
que lein estado preso.
Reelfe na saladas seisGes, 29 de outubro de 1840.
Palo Chicharro. Almeida. Olivara, vencido. Siquei-
ra.- Ctrqueira.Chaby. Yilarei.
Antonio Correia Sera.
-^TwnPTrrrTTwmmrJmMm^rre^TTwrwlmmr^r^tT '.-i*-ratfaT^aairaaaaai
PEBNAMBUCO.
ASSEMBLC'A PROVINCIAL.
SESSAO EM 31 DE OUTUBRO DE 1846.
PRESIDENCIA DO II. IOUZZ TIXEIB1.
SUMMARIO. expedientu. Aprprovac&o de urna iadicapao
doSr. leon Monleiro acerca da adminao do Sr. Franeiico
Joaquim de Uarroi Crrreia. Veriflcacao desia admis-
1S0 Terreira diicuuo do prnjecla 11. 19. -4/iproniifo
4hi emrndii luhililuliva deite projeclo.
A onze horas c niela da manliaa, o Sr. 1. secretario
faz a chamada, e verifica acliaicm-se prsenles 21 Sis.
deputados.
O Sr. I'retidenle declara aberln n sessao.
OSr. 2. Secretario le a acia da icsio anteceden te, que
be approvnda.
O Sr. 1. Secretario menciona o seguinte:
EXFEDIENII .
Ulli oDieio do secretario interino da provincia, parti-
cipando, que se exigi do juiz dos feilos da fazenda a co-
pla da senlenca 011 depabo, pelo qual se opp/. mo-
ratoria concedida ao cidadiio Jos Carlos Teixcira. /n-
teiradu.
O Sr. Reg Monleiro manda a mesa a seguinte indi-
cacao:
Indico, que a commisso de consllluieao e poderes
declare, se aluda faltao depulados a completar ol.....icro;
eque. fallando, proponha a admissao do Sr. Pfajjciica
Joaquim de Pairos Correia, no caso de Ibe eoiiipclir n
Apoiada, entra em diseiissao.
O .Sr. Nrtto impagna com diversas rasoes a indica;o
do Sr. llego Montelio.
OSr. llego Monleiro, allegando os precedentes da casa,
e ponderando a rirruinstancia de liaver sido o Sr. Parro!
Crrela convidado a vir lomar assenlo, fm i.....sequcncla
da falla de menibros, deque a rssembla se resenta,
milenta o seu recjuerlmento, eentende, nuea commia-
so de constilii{o e poderes deve exHiunar se a inda
rssa falta se d, e caso ella se verifique, indicar a ad-
missn do iiirsmn Sr. Barros.
OSr. A'unr* Maihado, declarando, que se ha convidado
.1 tomar assenlo numero maior de deputados do que a-
qurlle, fle que, segundo a lei, deve compr-se a casa,
irianilesta oenibaraco, enique seacba, para, na quali-
dade deinenibro da commisso ile conslituicao c pode-
res, dar o parecer, que della fe solicita.
ti Sr. Peixolo de rito d .ligninas explicaroes acerca da
iiialerin, que se discule.
O Sr Figuifredo : Sr. presidente, pretendo votar pe-
la Indlcacao ; porque entendo, que todos aquelles cida-
daos, que teeni a honra de recbelos sulli agios dos seus
cnniinillenles, eslo no caso de lomar assenlo na icprc-
sentaeo provincial, logo que para isso forem chamados
>ao posso compai lidiar o sriiliinenlo dos que julgilo,
que, riuquanto hoiivereni depulados mal volados, nao
devem tomar assenlo os menos volados, porque J se
diveiii rnnsiderar represeiilantes da provincia os 30 de-
pulados chamados proprielaiios, eos 30 chamadossup-
plenies, como cntende o nobre depulado, que fallou cin
peniiliiuio lugar. Parcce-iuc, que a provincia deve con-
tar com 36 representantes ueste recinto ; e que, sendo
avisados os que tlvereni a seu favor maior Homero de
votos, e no eimiparecendo, pde-se dar assenlo aos que
acudrem ao reclamo, anda que leuhao menor numero
i!e votos, porque a provincia sempre ganhai em que
estas caderas eslejan preenchdas.
O Sr. Nunei Machado I Un logo vi, que o nobre dc-
piitailn fallava neslc sentido !....
O Orador : Eu, Sr. presidente, detesto o systema dos
monopolios; princpalnienle em materia desla ordem,
em que nao devenios sacrificar as conveniencias publi-
cas a modos rrroneus de entender a lei, cujo espirito lie
heiu manifest. Torno a di/.er, trem direilo de tomar as-
senlo nesta casa todos os queeslivercm na lisia dos vo-
tados, desde o prmero al o ultimo, com lano que se-
jan chamados, c baja vaga de cadeiras : nada de mono-
polios... .
Voto pela indicaeo, e se ella nao for bastante, ah rc-
meltere nm requerinenlo.
Rrqueiro, que sede asiento ao Sr. depulado sup-
plenle, Francisco Joaquim de l'arros Correia.
Encerrada a discusso, lie approvada a iudicnco do
Sr. Reg Monleiro, e fica prejudicado o rcqucrimculo
do Sr. Fgueiredo.
O Sr. Prndenle convida a commisso de constituirn
e poderes a rctirar-se, para dar o seu parecer.
,' A commisso sabe da sala.)
(illlir.M DO DA.
Tereeira diicuuo do projeclo n. 19, acerca do julgamenlo
daj riiMim da /tienda provincial.
(Sr. MendetdaCunha: Na priineira discusso des-
te projeclo, leinbro-ine, que comecel por onde acabou
o nobre depulado, a quein lenhn a honra de responder ;
agora comeco por onde elle comecou.
O nobre depulado produzio alguns argumentos, para
provar contra o projeclo, os quaes, quanto a miai, re-
dii/ein-se scguinl* observ-aco = Nos nao ionios coin-
pelcnles para conferir jurisdicfao ; se nos llrarmos o
conhcchnrnio das causas da fazenda provincial do julzo
do foro commum, e a dennos aojuizo dos feltos da fa-
zenda, nos restringimos ajurisdiccao daqucllcs, e am-
pliamos a 111 isdic ao deste En relo, que tudo quan-
too nobre depulado disse com o desenvolviinento, que
be devido su 1 itlustracao, reduz-sc a islo ; mas a dif-
fiouldade, eln que labora o nobre depulado, rem de nao
querer elle distinguir odlreito de conferir jurisdiceo
do rtinilo de indicar aquelle jni', que nos conver, para
julgar as causas da fazenda provincial ; por islo en nao
posso prescindir da delinico de jurisdiceo : nao mp.
compruinelto a definir, reinoiilando-iue a outros ele>t
inentos, que nao sejo os nicos, que a consltuem, por-
que enlo me pedira elle a prova de cada un, y tiuba-
mos lima questo Interininarel ; mas smente aquelles,
que convein precisamente jurisdiceo >nsdn o
(sabe o nobre depulado melhor do que Cu o poder
de julgar. conferido pela lei juriidirlio ifmre dicenio ;
ni. porin, levando as nossas causas, ase mis is da 11-
zenda provincial, do foro eominiiin para o jattzo dos lei-
losda fazenda, uo fazemot inais do que retirar o co-
nhecinieiilo dellaa daquelle, c da-los ao oulro ; nao res-
iringimosa urisdiefo do foro couiiuiim ; porque ella
he, como j ponderoi, civel, ordinaria e conleueuis.i, 1
eivel, ordinaria e contenciosa fica sendo, lo plena e
to ptelra como era antes de tirarmoj algumas causas
para oulro jui/o : c aSsiin procedemos porque .' Pela ra-
so, ou pelo direilo, qiieicinos, de velar pelos interes-
sei da fazenda provincial, que nao he menor do que o
direilo, que lein a asseiublc.i geral, de/el.ir os inleres-
les da f.i/.eiida nacional; e entendo, que a asseinblc.i ge-
ral uo poda mesmo, sem oll'eiidcr as regras da Juris-
prudencia universal, retirar as causas da fazenda na-
cional do loro connniiiii para o juzo priralivo, se se nao
estrihasse niT privilegio eslabclecido lio SlOdoargO.
179 da conslituicao do imperio ; mas o privilegio all es-
labclecido uo he da exclusiva competencia da assciii-
bli'.i geral, porque aquella, pie tem a faculdadc de le-
gislar, (em necesariamente a faculdadc de conceder di-
rcilos, que nao so columnas, e dispensar deveics, que
sao coinmuns ; porque he nsto, que consiste o privile-
gio ; pin lano cada Ulna das assemblas decreta este pri-
vilegio, com lano que cada 11111,1 delta! exereile este d-
reito dentro dos limites de sua autoridad ; c como o
juiz, que 11111 de julgar as causas da fazenda publica,
em virliide de privilegio, he un euipiegnlo geral, he
claro, que s a assemblca geral compele o crear "o juiz,
e eonferir-lhe jurisdiceao ; c a us, se nos lizer eonl.i, o
indiearinos para julgar as causas da fazenda provincial;
mas islo nao he conferir jurisdiceao, da incsina sorle
que qualquer particular, qualquer individuo, pode le-
var, dcnic os juzes(baveiido inais de uin) do foro com-
mum, as sua causas aquelle juiz, que Ibe merecer mais
conliauca, sem que por isso diminua ajurisdiccao da-
quelle, peranle quein naoqni/, demandar, tiem augmen-
te a jurisdiceao daquelle, aqnciii prefere ua escolha...
OSr. Figueiredo : lie verdade, porque he coiuinu-
laliva....
O Orador: Esta he a raso a respeilo do particular ;
mas he a rasan, por que elle pode eseolher entre os jui-
zes do foro cominillo. A raso, porm, por que nos te-
mos o direilo de esculla entre o foro commum e o juiz
privativo, funda-sc na pai ticipaeao do privilegio at n-
qucllc ponto, que he eonipativel com as attribuices de-
signadas no 6.*do artigo 10 doactpaddiclooal, comofl-
c.i denionslr'iilo ; porque qualquer particular nfto pt
rslabelecer uin privilegio em sen favor. Mas, seos fiinda-
mcnlos san diversos, o direilo de cseollia, com as devidas
liinilacoes, nao he menos livre, ncm menos fundado pa-
ra mis, como he para o particular.
Agora consideremos a livpnlbese de se ampliar a ju-
risdiceao dojuizo dos felto da fazenda: digo cu, que
nao se amplia ajurisdiccao. porque lein de julgar as
causis da fazenda provincial, assiin como julga as cau-
sas da fazenda geral : a nica dill'crenra, que ha, uo
vcni da noro de juriidicro, mas veni das diversas pes-
soas luoiaes, a quein se referem os diversos inleresscs
da blenda publica, ou seja geral, 011 provincial.....
OSr. Hijutirtdo : Isso ronstilue diversa juiisdieco.
O Orador : Isso uo consiiluc diversa jurisdiceo:
o que consiiluc diversa jurisdiceao deve eonler se na
essencia da jui ItdiccSo e nalurea do julgamenlo ; o que
rea lla, por exemplo, entro o Juizo crime e o Julio ci-
vil. O juiz do evel julga urna causa civil, e julga para
o lim de decidir a quein compete un direilo contesta-
do! Um juiz Criminal julga una causa crime, e julga
para o lim diverso, para applicar a lei penal quollc,
que violn un direilo nao contestado. As mesillas ac-
i;i's sao diversas : o objecto de lima be a applicacffo de
nina pena, o objecto de oulrn he a repaeo de mu dai-
no. A conse vacilo da ordem |iubdca he o fundamento
da priineira ; o inlcrcssc privado he o movel da segun-
da : he preciso, pois, para que sejo distinclos por sua
nalure/a, que sejo diversos 1.0 principio e no lim, que
Ibes serve de base. Mas, no caso eln queslo, iienhiima
dill'erenra se d ; porque o juiz he o mesmo, que tem de
julgar, e com a niesina jurisdiceao j o processo he o
mesmo, c mesmo o objecto e lim ; porque uo traa
mais do que julgar acerca de 11111 direilo contestado, s
com a dillerenca das pessoas nioraes, que litigio; mas
ncm a dillerenca das pessoas, que litigan, ncm os difl'e-
renles inlcresses, que leem de ser applieados os fel-
tos da fazenda publica, podein servir para classficara
natiiriza da juiisdieco ...
U Sr. Figueiredo : A diversidade de pessoa c de cau-
sa altera a jurisdiceo.
O Orador :- As causas da fazenda publica dividan-
se em duas pessons nioraes, que so : fazenda provin-
cial c fazenda geral ; mas a especie be una, que he fa-
zenda publica....
O Sr. Figueiredo : Mas, se hadvisao, ha diversidade
de causas.
U Orador:Sao diversas as pessoas, que cninbalem,
mas no sao diversos os feilos; asapplicacAes he, que
sao diversas, segundo os diversos inlcresses, a que sao
applieados os producios da fazenda publica, j para as
necessdades locaes da provincia, jpara as necessida-
des geraes do imperio. E he esla a nica disiincco a
fazer entre fazenda geral c fazenda provincial. Aqu,
pois, nao lia dilleiciiea de juiisdieco. Se, porin, re-
tiramos as nossas causas do foro privativo, nao Ihe
diminumos a sua jurisdiceo ; porque, alm das ra-
ges, que acabo de referir, a declnracao da intelligencla
da lei remonta ao lempo de sua promulgacao, como em
oulra occaslo observe), c quando a le foi promulgada,
foi sem prejuizo do direilo, que as assemblas provin-
ciaes ti ululo, de legislar sobre a arrecadaeo, aduiinistra-
co e fiscalisaeo da fazenda provincial ; direilo, que[c
Ihe nao contesta, c que foi solemnemente icconhecdo
pelo imperial decreto.
Sr. presidente, eu jnlgo, que o nobre deputado no
produzio argumentos alguns mais doquecste, poique
lodos se rrduzem a islo ; e se houve mais alguma cou-
sa, digao-me, que cu aqui e.-tou.
Sr. presidente, cui oulra occasiao esforcei-mc por de-
monstrar a inlellgeneia da palavra noronai, einpregada
em nossa leglllacao poltica, para o (ni de UinUcm fizar
a intelligencia delta patarra, empregad. na le de 12 de
novembro de 1841 ; mas boje cslou convencido, que,
para por termo questao, nada inais he uecessario, do
que entrar no exnme da legitoiidade ou illegiliinidade
do decreto Impera ti, que explicoK referid. lei no ien-
lido do projeclo ; porque, provada a sin legitimidade,
nada mal reata d 1 que provar a nossa vontade, c a nos-
vontade sil se po le provar pelos vntinhos.
O nobre deputado disse, e se no disie importa o
mesmo, que nos podemos pronunciar sobre a lllegitlmi-
tlado dos decretos ...
O Sr. Figueiredo: Nao disse, no Sr.
O Orador : Pois, se nao disse, e reeonhece a sua le-
gitimidade, segue-se, que o decreto faz direilo entre ni,
e mu o podemos legtimamente seguir. Se o decreto,
pois, he legal, est provada a nossa .111101 id ule ; e ic es-
t provada a nossa auloridide para o fazer, anude est
m ii- a raso deduvidar sobre elle?
Se nN podemos declarar ao menos, que o decreto nao
f iz direilo cutre nos, que a sua declaraco nao foi com-
petentemente feitn, segue-se, que in'u somos competen-
tes pira corrigir os aliiisni dos podihei geraes, e por
consequencia par interpretar una lei geral, declaran-
do, que a intelligencla da lei he contraria aquella dada
pelo governo, c por conseguinte, que somoi compelen.
tes para fazer una interprctaciio authentlea ; porque,
leudo a intelligencla do governo, por sua naiureza, pro-
visoria, 11111a iulelligeiieia, que resolve sobre oulra pro-
visoria, he, por esta inesma rasao, dada por un lempo
Indefinido, que he uin dos caracteres da interpretarao
aulliciitic.l.
Mas disse o nobre deputado, que a assemblca podia
oppoi -se qualquer acto do poder geral, que fosse con-
trario as nossas allribnces; mas daqui segue-sc, que
nos temos o direilo de revogar os actos dos podre ge-
raes, c assiin d o nobre depulado s assemblas pro-
vnciacs, a respeilo dos poderes gerars, o mesmo direi-
lo, que tem a asteiublca gem a respeito das assemblas
njrovinciac porquanto a asiemblea geral, no obstan-
te a cxccllencia de suas altribuiees, lio pode revogar
seno aquellas leis provinciaes, que oll'endein os inlc-
resses geraes : lug.....obre deputado d assembl.i
provincial o inesiuo diicilo de por i'elo aos actos do po-
der geral. Uo v, pois, o nobre deputado, que de sua
upiuiao resullo necessaranienie os mesmns absurdos,
que, pela ftVrca de su 1 argiiinentaco, parece enxergar
110 decreto, cujadoulritia reprova?
Seubores, o governo, pelo ^ 12 do artigo 102 dacomli-
tuicao do estado, esl competentemente autorisado para
fazer regulamentos c expedir decretos acerca da boa
execuco dns leis ; mas puder o governo faicr rrgula-
menlos para a boa execuco das leis cuno 110 seulido,
em que as cntende? Como excoutaruma lei, de cuja iu-
lelligeiieia se duvida, sem os recursos da hermenutica.'
Eque oulra cousa he interpretar? Ou eu cslou doudo, ou,
paraexei utar una le de uin modoadequado, como quer
a consllnfo, lie niisier exccula-la no seu verdadeiro
espirito, se o texto nao he claro. A doulrina contraria
Importa o niesmo, que dizer, que, se a le for obscura
ou ambigua, fique o governo na duvida c na obscurida-
de; em una palavra, 1 enuncie niesmo ao direilo de fa-
zer rcgiilaini utos adrquadus execuco das leis, 011 re-
gule a sua CMcurau materialmente, por um modo qual-
quer, ainda que seja contrario ao espirito da le; renun-
cie ltimamente raso; execiite, na-, nao pense, nem
delibere ; seja una machina, mas nao mu ser inlell-
gente.
Scnhnres, quercr-se, cuinscrcva graiumalicalmenle Ueutro dos limite, preci-
sos das instiucecs, que Ihe foro conferidas pela cons-
lituicao, he querer uin iuipossivel, he querer aqullo
iiicsuio, que elle nao pode salisfa/.er, anda que rendo
lano, ou inais duque nos; lie suppor no homem urna
previsito cuma previ neo, que elle nao pode tirar, nem
das leis nvaiiavcis e constanles da naiureza physica,
quanto inais dos factos humanos, que suppem a sua
vontade limitada, C a sua inlclligencia ainda mais limi-
tada. Pois nao pcnetrl os mais ..1 cultos segredos do co-
raeo humano, que a deciso de um negocio, cuja solu-
co reclama urgencia, nao deve licar exclusivamente
a nicrce das cmaras legislativas, as quaes podrm deci-
dir, ou dexar de decidir, como ibes parecer, c cuja de-
ciso, sempre tarda, pode causar dainos rrrparaveil,
nao socio um, mas cui uiullus casosscmelbautcs e an-
logos, durante o espaco da demora? Se islo nao he cla-
ro, nao lia nada, que no seja obscuro.
Mas cu, (eu, pobre de mim!) que poderei dizer ao no-
bre deputado, que o satislaca? Nada: recorro, portanto,
a opinio de celebres publicistas e dos inaiszclosot ear-
denles defensores das lilicrdade patrias ; opinio, com
que o nobre deput uin mi pude deixar de couformar-se,
sob pena de protestar contra lodo argumento de autori-
dad,, porque entendo, que a opinio destes homeus,
tiestas materias, lie a inais solida cconcludentc, porque
riles nao pronuncian o seu juzo sobre ellas, senao de-
pois de tereni Oem calculado osbens c males, que po-
dein resultar da sua c das doutriiias contrarias.
Depois da revoluco de 1830, em Franca o ministro da
juitica levoii cu le de cassaco nina denuncia contra o
tribunal correcional de Ai'gentoii, por nao ter querido
este tribunal applicar uina oideuanca dorri, que, no
sentir do tribunal, contiuba materia vcrdadciraineute
perleuccnte s cantaras legislativas. O procurador do
re, o giandc Mr. Dupin, quando leve de fazer a acensa-
cao, disse, que a sua opinio individual era conforme a
do tribunal, quaulo ao excesso daordenanca, masque,
uo obstante, o tribunal nao eslava auiorisado para se
negar execuco, c por isso cslahclccco a seguinte dis-
tinceo: ouaordenanca conten aorganiaaeio de um
ramo do lervico publico, en,hora seja malcra de lei, 011
no; se ella cuuliu aorganisaro de um ramo de servi-
co, cutan cntende elle, que antes a oidrnanca que lia-
da, antes o estado de ordem, que ella prescreve, do que
a deso de 10, que nascc da falla de regras: ouaorde-
nanf a conlm materia, que all'ecta a honra, a vida, a li-
berdade e a fortuna do cidado, beui como scdecrrtai-
sc um impii-m, prcscrevcssc urna pena, impozesse una
multa, regulassc a ordem das successoes 81c., e em qual-
quer desle caso a prdrnanca be inexcquivel; por-
que se mo pode suppor nina sociedade civil aonde es-
tes casos nao cstejao previstos c prevenidos pelai leis ;
ento, e s enlo, os males, que podem resultar do
abuso do poder, nao podem ser compensados pela
proinptldo, activdade c energa de suas delibera-
r-oes.
Agora tica o nobre deputado o grande Corraenin, no-
ne digno de venc a9.n0 e respeito, no seu tratado de
quesldes sobre o direilo administrativo. Este boinem,
milito zeloso da divisan c independencia dos poderes,
nao quera, que o governo, pela conililuijao, Uvesae a


faculdade de fazerregulamentos relativo Vi administra-
r n errnl lo estado: r islo porque? Pela ti i fll < 111 <1 n f 1 <,
011 pela Impnsalilliilade dr distinguir pm mil rrgnla-
nicnto aquilln, nnr he proprio ilr un rrgttlamrnlo.
Irin, pela constituirlo, esta I'Culdadr, entilo (diz elle)
mo sr prtclr negar, que os regiilanirnto* uo Bello, ncm
poden drixar de ser, senao um descnvolvimenlo natu-
ral e neeessarlo das leis.
O Sr. Figueiredo: Ja disse o contrario dlsso.
O Orador: Se me (|irr acensar de ronfradlrrlo, issn
he outra cons.i; mas. antes de me explicar, pedirei,
<|iie se me diga, quando foi que rn disse outra cousa,^ e
qnrcnusafoi; porque o nnbrc deputado piiile suppr.
<|iie he um* eousa, c eu snppr, que he outra : portanto
peco-llie, que me aponte essi emit, e o .jnr foi......
[Oorador faz urna pauta, Hem: como nao qurr responder,
rnoinuarri ~n dcsrnvnlvinrnto natural e nrcessariii
das Iris, que estibrlccrm os principios, mas nao re-
una'os detilhrs, lie oque rilllipre.por forra das musas,
qu'eW poder, que rsl em ejercicio permanente, e que
lie para todos ns povns una necessidadr de todos os dial
c de todos os insianti s.
Agora l vai outro, eque outro! O sabio e incompa-
ravel Portsly, o mala celebre doi redactores do cdigo
i vil da Franca, por cnnsrgulnte de todos os coditos da
Kuropa, e tainlieiu da America Diz este sabio, que
.u leis positivas nao podem suhstituir o caso da rasao
biiniaua nos neeorios da vida ; porque as nrrcssidadc*
I i snciedade sao lo variadas, os intercsses dos I10111C119
tao ditTerrntes, lao extensas stias relacfics, que mesino
nos casos, em que o legislador quizesse ter lixado mais
particularmente sua attcnrao, ha urna mullidlo de de-
talhes, que Ihe escapa mas que nao podem ser indif-
ferentes a ordem publica, para que nao srjao resolvidos
eui lempo ecnnvenientenieiite: a questao, portanto, nao
lie saber, se 11 decreto tem, 011 nao, 011 se excede os carac-
teres de sua constitu ionalidadc, mas, se o bem publico
exige, que o governo suppra a insolncicnca das leis nos
casos, em que o poder legislativo, 011 ufio quiz, 011 nao
pode supprir. Que o bem publico exige he eviden-
te ; porque para que. faier regiilanientiis para a rxe-
1 111 So das leis seno para que ellas nao poss.io ser
Iludidas na pratica ? Mas a sua execueo s.r. i,e-
cestarUntente Iludida na pratica *c os rrgiilamcn-
loi nao forem feitos de um modo adequado ; por con
sequencia o governo lem a faculdade de prover em to-
da; as ques tiles de din lo e de Interesse publico que
reinllamn de sua excdelo: logo tambeiu tem a de ex-
plicar a lei.
Noha nada. Sr. presidente, to.ibstractocomoai attrl-
luiii oes do poder executivo o que he rerlo e constante
he, que elle fazlels,comoo podci legislativo, e Julga ruino
o poder judicial o, e rene em si os attributns, que dis-
tinguen! os muros tres poderes de una maneira tan es-
treia e necessaria, que se nao pude dividir o seu exer-
cicio, pira dar a rada um a porcia, que parece Ihe per-
teneer, nein dar todos a (un s delles sein violar os prin-
cipios, e rxpr a grandes perigm a libeidade publica.
Mas, comquanto, em certos casos e dcbaixo de certas
formas, o goverun parece, que absnrve todos os poderes,
lia signaes earactrristicos que distinguen sub-lanti-
almrnte as dlvrrsas funecors, e que he preciso nao con-
fundir O poder judiciario explica a lei, mas explica a
naorrasllo de julgar os processos ; o poder executivo
lamben explica as leis, mas explica-as por occaslfio de
layiT rrgulaueiilos para a rircucao dallas ; mas o poder
legislativo explica a lei de prnpria autoridade, plena e
absoluta, indeprndi-ntr dr qiialquer motivo, que em vir-
tildr de seu ministerio o fi.rce, por assiin dizer. a nina
explicarn.
O Sr. Figueiredo : K hes queni tem essedireito.
" Orador: Da iii.inrir.i, que contino a explicar. O
poder jiidiriario explica urna lei, mas responsavcl pela
boa mi in Intclllgencla, que Ihe der ; o poder executi-
vo explica a lei, mas provisoriamente ciuquaiito o le-
gislativo nao rrsulve o contrario.
O Sr. Figueiredo : Tifio explica, applica.
O Orador ;Para applicar he neeessarlo explicar;
o poder legislativo explica nao 'cspnisabilisaudn-sc
como o poder judicial io, ncm provisoriamente comoo
poder executivo, nas por um lempo indefenido c rom
tem, sao as niesmas.quc os nobres deputados adoptarn,
e concedern publicamente ; ellas esto felizmente exa-
radas nos jornaes, que agora aprsenlo; {tirando o> Dia-
rio* dVijihrtV. Movimento) e errio, que nao poderci
ser mais snspeito de inexactidao. (Movimento)
Sr. presidente, os argumentos, que ofl'ereci a'cons-
deraeso da casa, nao pastarlo de Ircs, qurprocurei bem
distinguir, para pdennos claramente cnxergar a ver-
dade. Persuado-me de que os nobres deputados mar-
chao ueste negocio con a melhor boa f ; que nao dr-
si jaia, que as attribuices da asseinbla provincial se-
Jao usurpadas, assiin como nao quercr, que sejao intt-
liladas as atlrihuicocs, que prrtenccm outros pod-
res do estado.
Kn part do facto inconlestavel.de que o jiliidos feitos
lem actualmentea faculdade dejulgar ascausas da fazen-
da provincial, eperguntei, seesta assembla Ih'a poda
agora tirar. Mas mu nnbre deputado, o Sr. Joaquim Vil-
lela, ronlrslnu o facto en mu aparte, di'endo, que nao
havia lri provincial, que tal faculdade tlvesse concedi-
do ao juiz dos feitos mas eotendu, que a assembla es-
t milito convencida da verdade do que avance: ; por-
que nao se pode negar a lei, que se acha na colleccao,
pela qnal nuloi isoii-se ao juio dos fritos a julgar as cau-
sas da fa/enda provincial. Onobre deputado, que hojr
falln, r o Sr. Nunes Machado e inesinn o Sr. Dr. .lero-
nymo Villela, confessraoo facto, cat li/.eran delleiima
das bases de sua argumentaran portanto he liquida a
proposieao de que = o juiz dos feitos jnlga actualmen-
te as causas da fazenda provincial, autorisadn por urna
lei provincial: ora, pai lindo desle facto. questionei. se
devia a assembla tirar agora ao juiz dos feitos esta
faculdade. Assenlci, que pndia. srguindo, uo a llii-
ulia, mas a opiniao dos niibrrs deputados, que disse-
ro, que poda e podia, porque a faculdade de julgar
laei rautas he propria e ordinaria dujuizo do foro commum :
ai|ii eslios discursos.
O Sr. Joaquim Villela proferio estas palavras (Ir) :
Forque, sea lri, que crtou o juizo privativo do> [ritos, nao
diz rnpeilo aos fritos dn fazenda provincial, os juizes do foro
com 111 nm rnnrreiiriioa altritiuitao dr julya-los.
0 Sr. Nunes, fallando da laculdade, concedida .10 juiz
dos feitos, de julgar os feitos provinciaes, disse : iiuV-
te dizr.r, que tem havido tolerancia de um abuso, que pode-
mos, e devemns acabar; pois, como ja fiz ver, he em virtual
de urna lei provincial, que o juiz dos feitos conhece das causas
provinciaes,
1 lue.unos ao Sr. Mendes.... ri-lo : O juiz dos feitos
da fazenda nacional jnlga, .i'wrr prnpria, dos feitos da
fazenda provincial ; mas julga jure proprio, cm vir-
tude de 11111.1 le provincial, que Ihe couferio autori-
dade para julgar os feitos da fazenda respectiva;
11 mas, prrsciiitliiido desta lei, j se nao pude dizer,
que elle jnlga 7 ti re proprio. 1
Portanto. Sr. presidente, os nobres deputados forao
hoiiii 111 mili severi s cominigo, qiiando derao a cnlen-
der nao me terem concedido a proposieao, que eslabe-
leci como base do met raciocinio, lato lie de que : a
[aculilude drjilquras causas da fazenda provincial he proriu c
ordinariadn juizodo [oro commum. Ora, se (alfaculdade he
prnpi ia (digo en} e indinara dos juizes do foro couimiliii,
he manifest, que, reiirando-se ella deste juizo, para
ser dada ao dos feitos, rrstrluge-se a jurisdir^ao do pii-
meiio, r amplia-sc a do segundo, Mas que a assem-
bla provincial nao pude restringir r ampliar jurisdic-
rao, o nobre deputado o Sr. Jerunyiuu Villela nos atlir-
luou uestes termos : Scnhorrs, esta minha proposciio he
tantomais verdadeira, quanto a arijumcnlacao do nobre depu-
tado nos leva d esta conclusio --que podemos ampliar ou
restringir as attribuices dos juizes creados por lei' geraes,
desnaturar mesmo sitas fanecrs, ou confundir as de um juiz
rom as de outros, augmentar a jurisdircao de'stes, e diminuir
a daquellcs objtcta absolutamente alheia de nos, objecto,
que M compele a asscmblu geral. O Sr. .luaquim \ illela
fui do niesiiHi senlinieiilo, quandu disse: Que depais da
ftttrpretittto do urlo oddicionol miop itanOS alterara nata-
reza e ota iliuifies de emprrgados provinciaes, criados por lei
geral, toes como os juizes de direito. Porta ni o, Sr. presi-
dente, mandando esta assembla, que as causas da l'a-
seilda provincial sejao litadas do juizo dos fritos, nao
l.i/ senao rsiicitar-lhc, altrtar-lhe a Jurltdiccfio,
assiin romo tica alterada a dos juizes do foro commum,
carcter de perpetuidade, emquanio elle mesmo uo de- parque, como ohservou o nobre deputado, o Sr. Joa-
ibera o contrario; o poder Judlclarlo explica a lei. inasfqull.i Villela, fiu-tt olteracao'de attribuicocs, augmentun-
lie nlingano a expliea-la no sen vrrd.idriro espirito: o
poder executivo explica a lei, mas lamben lie obligado a
explica-la 110 seu vei-dadeiro espirito para lazer um
regulajiiento adrquado us termos da constituido c
da rasao commum.
O Sr. Figueiredo : Olhe, olhe.
O Orador : Nao me hei de arrepender.
O Sr. Suntt larhado : K quein he o juiz desse ver-
tladeito espirito ?
(( Orador : Mas o poder legislativo explica a lei, sein
dependencia dr sua lettra, nem dr sru espirito piidr
mesmo explica-la de nm inoiK. difterente do seu espiri-
to, ronattenc.no nicamente is necessltldes presentes.
em cujo noitie ImpOe o legislador nina obrigacfio, e nao
en noine de.....a rasao abstracta e metli.iplivsiea; o que
importa nina nova lei. K eis-aqui como nos caaos men-
inos, cm que parece ciinfiindiiein-sr as attt iliniees, ha
qitalidades, que as classiliejo e as dislinguein.
Nos Estados-Unidos rraluirute acontece, que o juiz he
quein governaludii:pnrqueojui/.julga as questrs entre
o senado eas cmaras, entre > senado c 6 presidente;
julga ludo : nhi o poder jtulieiaiio nao applica a lei,
quandnemende, que ella he manlfestamente contraria
a constituirn ; mas ftra dabi u;io sei anude mais Isso
tetina lugar ; porque as legislaturas siiccedeiu-se ninas
as outras, e ellas san as competentes para currigir os vi-
cios das legislaturas, que as precederlo.
Sr presidente, parece-me, que tcnlto respondido a lu-
do, quanto o nobre tlcpiitado disse ; nao como elle de-
s,ejaria, porm como pude.
Voto pelo projeclo emrndado.
O Sr. Figueiredo: Senhor prrsideiile, trullo sillo um
ponen ml'eli/ na di.ciisso deste projerto. Por incomnioiln
de saude, nao o pude acniupanbar na primeira e segun-
da discussao ; agora, que apparece em terceira, adi-
me tan incommodado, que de certn nao teria boje com-
parecido, se nao receiasse em alguna espirito a supposl-
cao de ter en querido evitar a discussao ; bem que, na
verdade, me pnrrea ella tanto mais temivel, quanto, sen-
do eu um iauiili.nenie fraco e solitario, vejo em minha
trente qualro pecas de boni calibre, que sassestio con-
tra niiiu: apuntando para nsSn. Meades, Villelas, e Sunes)
nesla conjiinctura, parece, Sr. presidente, que eu drvr-
ria -.nein 111 bu solin nulo depois que ouvio a casa o dis-
curso do nobre deputado. que acaba de senlar-se, do no-
bre deputado, de 1 uios tlenlos nao ponemos duvidar,
" que tiesta occasiao se empeubuu com todas as sitas (or-
eas em rrspontler as mili sticcinlas rcllexcs, que oli'ere-
i, acerca do objecto en questao
do-as ou diminuinJo-as.
O nobre diputado, que acaba de fallar, parece, que
foi mais liel aosseus principios,...
" Sr, .\nnes Hachado : Indos ns.
O Unidor : Bem ; mas dala en limiten, que, estando
assrtii.ido entre os nobrea diputados, como principio,
que a juiisdi eao para julgar causas da fazenda provin-
cial he propria e privativa do juizo do foro uouuuuui, a
consequencia ser, que o direito, que tem o juiz dos
feitos tiestas causas, lie usurpado ao juizo do foro
commum.
O Sr. Villela Tavares: "He minha oplnltto.
O Oradof:--Ora bem: se lie usurpado, segue-se,
que, pm caso algiini. piule ser esse direito conferido ao
juiz dos feitos, cuino querein os nobres deputados, va-
lendii-se do decirlo; c se por liui fr seiiuIhanle direjln
conferido ao juiz dos feitos, temos alletacao najurla-
dicciio do jtuzo do foro coiniiuiui. i", agota pergiinlo
de novo: lera a assembla a faculdade de ampliar, 011
restringir Junsdlcfdes ? Nao : assiin o dissetao os no-
bies deputados,
O nobre orador, reconhecendu a procedencia do meii
argumento, eaforfoii-aa por coinbat-lo, o mais que
Me foi possivel ; mas com pie fuidanieiitos, Sr. presi-
dente? Estabelrceiido principios, que eu adopto, po-
rem que, na verdade, nio teem applloacio i especie
porque delinio jmisdicciio de tima maneira vaga e abs-
tracta, cm relacao ao poder de julgar smenle, e nao
em relacao ao julgador, que lal he .1 nosM especie.
Disse, que jurisdicco he a faculdade de julgar as
causas; sini, he o direito de faser justica ; mas, em
rolacio .10 que tem de bser justica, lurfsdlcoao venia
sera faculdade, que tem o juiz, de julgar as causas de
na competencia ; e ueste sentido podemos dizer, que o
juiz lera urna jurisdiccio lamo mais ampia, quanto
mais 11,,, nio i;,, o numero de especies de causas, cujo
julgatiirnto fr de sua competencia. Assiin he, que,
se um juiz pode julgar todas as causas, que se hou-
verem de propor deulro dos limites de sua camarea,
ter jnrisdic^o mu ampia; mas, se ao seu julga-
mento forem siibliahidas. lar e laes causas, dir-sr-lt.i,
que ae restringe a sua jurisdiccio. A exiensao da ju-
risdicco nao est, como j disse, na rasao do minino
das causas da inr.suia especie, mas na tas.io das dille-
rentes especies das causas, que estao debaixo da compe-
tencia deste, 011 d'aquclle juiz.
Um Sr. Deputado: Mis a especie he a inesma.
O tirador: As especies nao sao as mesillas' as causas
norn..p R '""J^V- JT Ti aM,U"' ""* Privilegiadas da fa.e.ida publica formau uu.a especie dr
porque ti.eaoho convencido dos principios, que tenno cusas di.Unc.la. da* ordinarias, a fazenda constii te
< mundo ; e a prova de minhacnnvicc.io he, que Uve a I una iudividii tlidade, que Un seos privltriios Hmu se
rianqnezadcscomniunicar, dantemao, ao nobre de- diga, que unta causa da fazenda be da mesn.a especie
junado, .1.|uen. respondo... que ...na causa ordinaria ou nao privilegiada, pe-la ra-
O Sr. Mendes da Cunha: He verdade.
O Orador: .....a 11 m de que elle, enlendeudoasini-
nlias pruposicoes, nos viesse esclarecer com sitas litzrs.
Ma.sinio, Sr. presidenle, que o nobre deputado ainda
hoje se aprsente, impugnando a min!>aopinio, de
un mudo, que me uo parece conveniente; e por isso
ha de me permiltir a casa, que eu forme novas instan-
cias, Antes, porm, de responder ao nobre orador, sou
toreado, Sr. presidenle, a ratilicar as prruiissas, cm que
liouteui assentel os ineiis fraquissiuios raciocinios; to-
das ellasdeduzidas da propria doultina dos nobres de-
putados, sustentadores do projeclo.
A assembla se ha de lembrar, que procure! bascar a
ininha argumentarlo em factos incontestavrls, as pro-
posite etnlitida pelos nobres deputados, que me tiie-
1ao a honra de combater; mas infelizmente, Sr. presi-
dente, os meus nobres adversarios, em mullos e multi-
plicados apartes, negro quanto me ha vilo concedi-
, ...... e Pnitio vejo-me enllocado na rigorosa obrltacao
deprovar a f.delidade, com que proced ; isto be. a pro-
var com os propt los discursos dos nobles deputados'uue
as proposlefics, que estabeleci no meu discurso de bou-
privilegiada, pela ra
sao de que ambas sao civeis ; porque, se por este lado el-
las se tocio, poroutto lado se distinguen! essenuialmen-
te. e formao duas especies, que podem achar-se em cir-
cuios de jurisdicco dillreuies, bem cuino as causas me-
nores, que se agitan no juizo de paz, por seren civeis,
nao deixaode ser dillerenies, e de pertenec- outra ju-
risdicco, que nao a dos juizes de direito do civcl, etc.,
etc. Assiin, pois, se se retira de qualquer juizo o Julga-
niento de certa especie de causas, a jurisdicco tica re-
duzida ealterada: e este poder de alterar he, que con-
testo esta assembla, nld-obstante o respeito, que me
merece o dec eto.
Sr, presidente, o meu segundo argumento he dedu-
zido desse drrreto: eu disse. que, dando o decreto A as-
sembla provincial a r.iculdade de determinar o juiz,
que dere julgar as causas da fazenda provinrial, denota,
3ue nio existe juis ceno, com jurisdirr.'io propria e or-
inara a respeho de laes causas, visto que a assembla
lem arbitrio a respeito. Mas bem v V. Kxc que seme-
Ihantc disposicao denuncia um absurdo, e he: = ou
que nao ha jurisdicco cet ta, ou se lia, a assembla a po-
de alterar, ora cominctteudo-a um juiz, ora outro....
K> Senhores, esse parecer do decreto he apenas a doutri-
na de un conceleiro de estado.,.
O Sr.Mendes da 6'untoi Se o nobre deputado confias-
se em mlin, cu Ihe dira, que ouvi a opiniao de todos
lies, e que nenhutna era contra o decreto..,.
O Orador: Enlao, porque se declarou s o noine de
un concclheiro ; porque ficrao os nomes dos outros no
escuro?...
O Sr. Mendes da Cunh*: Porque se estendem mais.
O Orador: Senhores, cu resprito a opiniao dos ho-
inens illusIrados ; mas nao se piidr negar as anomalas,
que iinrlnilli.iu do decreto, e que concorrem, para que,
por inals lgica que o nobre deputado tenha, nao o pos-
sa defender satisfactoriamente: pode diter inul bellgs
cousas, como leu dito ; e o que nao podera dizer os
grandes talentos? Nao vimos nos, que Erasmo fez o elo-
gio da loucura e multo bem ?.... Pois....
Os Sniores Drs. miela e Mtndei: Este argumento
tamben serve para o nobre deputado.
O Orador: Portanto me parece, que o nobre depu-
tado ostentou a sua erudicao, mas nao defeudeo o de-
creto.
Sr. presidente, urna lri da assembla geral, que eu
j cilei na casa, revogou outra provincial, que estabe-
leceo juizes privativos ; o que importa o reconheciinen-
to do prim pi de que as assemblas provinciaes nao
poden dar jurisdicco.
O terceiro argumento, qucsugfieri, ven a ser fundado
em que, nao pudendo as assemblas provinciaes dar ju-
risdicfo, nein crear juizes, lie claro, que a jurisdiefao
para julgar os feitos da fazenda provincial existe em al-
ginn dos juizes, creados por lri geral, mas, se ha llo-
vida acerca do juiz, a questao he de competencia, he
de conflicto de jurisdicco, porque conflicto de jurisdic-
cio, segundo todos os jurisconsultos, deflne-se = a con-
testaco entre juizes de diiTcrentes jnrisdicfdcs, que pre-
tenden, que o conheciincnto deum negocio liles per-
tence =. Se, pois, dissrr o juiz dos feitos, queadecisao
das causas da fazenda provincial Ihe pertrnce, c o mes-
1110 disserrin os juizes do foro coinmuin, he visto, que
existe conflicto, e necessidade de inlerpretaccs de lei :
no primeiro caso, a questao deve ser decidida pelos
tribunaes, e no segundo, pela assembla geral; nunca
pela provincial.... c menos pelo governo, que me nao
parece competente
O nuble deputado, querendo dar ao governo n direi-
to de interpretar as leis, tronce-nos a autoridade de
alguns publicistas, cujo saber multo aprecio, r cujas o-
piniocs tambein sigo ; maso que elles doutrino, cer-
1 niienie ii.io aprnvcita ao noine deputado contra o que
tenho expendido. O que diz, norexemplo, Cornieuii,
nao serve senao de provara diHinild.ulc, que ha em se
extremar as funches legislativas das executivas; a tlifli-
euldadede fazer o governo nm regiilainento sein oll'en-
der a lei, que o administrativo deve rrspeitar limito ;
mas nao adopta a doiilrina perigosa de que o governo
possa interpretaras leis. Tambein nao pnsso vizar na
opiniao de Mr. Portal}- um argumento favoravcl ao pen-
s Hlenlo do iinlirc deputado. i'.nleiido, que esse acredi-
tado publicista reconltecc a multiplicidadc de relacdes,
que existe na vida do honiem social, c que nao he pos-
sivel abrangc-las todas, especie por especie, na legisla-
cao humana ; e que por conseguinte conven, que o
execntor da lei a nao olhe materialmente, e sin no seu
verdadeiro espirito ; mas nao concille, que o poder SB-
iniuistralivn possa estabelecer novas leis em seus regu-
lainentos. Nao, Sr. presidente, o poder administrativo
ten sua esphera propria, deque nao pode sabir, e o po-
der legislativo tambein tem a sua : aquelle comer de
donde este acaba ; o legislativo pensa e ordena, e o ad-
ministrativo exectilao pensaiucnto c mandanicnto d'a-
quclle, sein poder allera-lo....
O Sr. Nunes Machado:.. Que distinecao!
O Orador: O nobre deputado noadinitlc estas dl-
as? ... Se nao adiuilte, parece nao estar a par do pro-
gresso da selenel, da doutrina dos tuodernus publlcis-
tas...
O Sr. l\'unes Machado : --Quaes sao ?
O Orador : -- Nao conhece O11I10I.11> ?
O Sr. Nunes Machado : Tenho : se o nobre deputado
qurr, o posso emprestar.
O Orador; Pois, se o nobre deputado o tem, parece
que anda o nao leo ; porque, se o tivesse lido, uocs-
iianli iri.i a distinecao, que cu eslava lazendo...
Senhor presidente, a faculdade, que pretende o no-
bre deputado conceder ao administrativo, de interpre-
tara le.e de legislar titulo de rrgulaiurnto.hc contraria
ao sysiema COOStilUCionalj porqueEjus eslinlerpretrare,
cujus est condece : o nobre deputado nesla casa j t.la-
nioit, c eu o acouipanlici, contra o excesso do poder
CXCCUlivo 11.1 eonleee,10 dn rrgll la I nen tu II. lili, onde Se
Incluirlo medidas novas, que nao foto previstas na lei
da reforma j esconjurou esse arbitrio do administra-
tivo : entendo, que o governo tem a faculdade de ex-
pedir reglame mus pai-a a cxcciir.o da le, deprupro
modo platico de ser ella applicada ; mas sein alterar,
sein innovar o sen preceto. De certo, nao pude compe-
tir ao poder executivo estabelecer a norma, por onde
dcveaassciiibleaproviiici.il legislar. Da competencia
tiesta assembla smenle pude conhecer a assembla ge-
ral. nos MSOSde abuso, e mais uiugucin.
Senhores,conveiu reconhecer azuissalal 011 qual eman-
ciparlo legislativa : cu tenho sido un propugnadlo',
anula que fraco, porm UTUi constante, das altiibuiroes
das assemblas provinciaes
O Sr llarrelo : Apoado.
O Orador:-- E seinprc me tenho opposto f ludo quaiilo
he invaso feila ao poder legislativo provincial, assiin
como hei resistido, como poseo, s exorbitancias das
assemblas provinciaes, acerca dos outros poderes do
estado ; porque entendo, que cada poder deve conter-
se na rbita de sitas allribuiccs; he preciso, Senho-
res, cppr una birreira contra todas as prctences des-
ses dono ns, ou mandiles da curte, que julgao, que nos
devenios subnietler sua voutade e a seus planos :
que lauto se allligciu com os foros provinciaes ; c que,
quando querem nos dividem. t.'ada provincia drve
constituir umaentidade poltica; deve formar sua opl-
niu, que deve ser respeitada prla corle, c a curte deve
formular seu pensaiucnto poltico cm vista das opinies
provinciaes.
OSr. llarrelo : Apoado, muito bem...
O Orador: fJonvein desengaar aos eortezes, que
nao estamos no caso de pupillos, sein rasao, e srm
norte proprio; o corpo poltico leu diversos orgaus, cu-
ja vida se nao pode extinguir seni se extinguir a vida de
todo o corpo.... Convein, pois, nao contrariar iiupiu-
deutemente os tnteresses provinciaes...
O Sr. Vilieln Tavares : Apoiado: s tinto, que seja a-
gora, que se pregue esta doutrina.,.
O Orador : -- Setupre a segu, c prrgue ueste recinto :
recorra o nobre deputado aos amiaes das discusses des-
ta assembla...
O Sr. Villela Ttivares : -- Nao me rento ao nobre depu-
tado.
O Orador: Eu posso dizer, que nesta casa me tenho
nrh.ido senipic cin i.|ipi>s:eaii aos que teem pretendido
centralisar demasiadamente o poder, como que desen-
nheeendo as vautagcus, que nos troure o acto addcio-
nal, quedesrjo maular na sua integridade
OSr. Joaquim Villela:Logo he certa a tendencia de
algiieui....
OSr. Villela Tavares : Elles s queriao isso, quando
os maniliies da corte crio delles.
OOrador : Nao perucho bem ao nobre deputado.
Senhor presidente, acho-nic bastante fatigado; nao
posso continuar; pulanlo concilio, duendo a V. Exc.que
voto contra o projeclo, pela rasao de entender, que a as-
fectivos, e nove supplcntes, que Ihe sao superiores em
votos, os quaes, bem que chamados para suppr|rril:
aquellas falta, nao teem comparecido at o presente
devendo-se por isso reputar anda 'nao preenchida a'
inesmas faltas, he de parecer, que se d assento ao mp.
pente indicado. Pacod'asscinbla legislativa provincial
31 de outtibro de 1810. Nunes Machado. Joaniitm
Villela. m
Tendo dado a hora,
O Sr. Presidente d para orden do dia da sessao se-
guiulc: -- leitura de prujectos c parecer; taecelra
discussao dosprojectosns. 20 21; s"gunda dos ns.2"r.'l|
eprlmelradosde ns. 23, 33, ?.i elli; clevanto'asesso!
(Erlo 2 horas da larde).
SESSO EM 3 DE HOVEMIIRO DE IMG,
riTESIDBNCU DO SR. SOCZZ TEIXElIt.v.
SITMMARIO. bxpediznti:. Apresenlicao do ptirecer da
rommissao de contal e orcamentos municipaes, tuerca do
orcamento da receita e despeta destas em o anno de 1846-1847.
Approvaca da ultima redaeca dn projeclo rclatim nu
jiilgumrnto das causas da fizenda provincial; emsequniy
discussao,dos de n.27e3l; e emlertcira dosde n.20e2l.
.Idumento, pila hora, do projeclo n. 33,
As onze e niela horas da manhaa, t>Sr. I." secretario
faz a chamada, c verifica estarem presentes 19 Sfs. de-
putados.
0 Sr. Preiidente declara abena a sesslo,
O Sr. 2." Secretarlo le a acta da sesslo antecedente,
que he approvada.
0 Sr. 1.' Secretario menciona o segu 11 te
' IXPEDIENTE.
lu ullieio do secretario interino da provincia, remet-
iendo copia de lim oRIclo, em que o juiz municipal sup-
plente do termo d'Agoa-Preta pede nina interpretaran
lei provincial n.l56de3l de marco ultimo, que crcou
aquella villa. A' commisso de letis{arao.
Outro do mesmo, enviando una copia da portarla de
24 desetembro de 1842, pela qual foi demittldu do lugar
de pi ofessor da cadeira de latn da comarca do f.ioiori-
ro o cid.11I.10 Manoel vives Pereira ; c brm assim asln-
formares do director do lyco e do inspector da the-
souraria das rendas provinciaes, acerca das llcencas, que
teve o referido professor. 4' commiisio di instrucca
publica.
Urna petirao, em que Jos Candido de Barros, arrema-
tante do lanco da estrada da Tacaruna, prde a iiidrmni-
safio do material, que foi preciso para a factura da
referida estrada; e, allegando ter estado ella parada, por
se haver a thrsouraria negado a essa indeinnlsaclo, soli-
cita a relevarlo da inulta, casodeixc a obra de ser aca-
bada dentro do lempo estipulado no contrato. A'com-
missao de obras publicas.
L-se, e manda-se imprimir, o parecer da commisso
de orcamento e cuntas jilas cunaras municipaes, acerca
do orcamento pira a mencionadas cmaras.
He ida e approvada a ultima redaccao do projeclo
n." 19, acerca dojulganiento das causas da fazenda pro-
vincial.
(Conlinuar-te-ha).
HUeifl DE PERl'UlllflO.
Na assembla, alen da materia, que fes o objecto da
1," parle da iiideni do dia de hoiileiu, ti atar-se-ha hoje
en 3.' discussao : do projeclo, que concede loteras
para a edilieaclo de mu grande hospital de caridade; do
que equipara o professor do ensino mutuo do cnllegio
dos orphlos aos dcinais professor es pblicos deprlmei-
ras lettras; do que concede ao padre Jos Goncaio o or-
denado de OOOl rs. ; do que permute a admissao de no-
vicos em asrdeos religiosas ; do que autorisa o gover-
no a mandar desobstruir o rio Oolanna, e construiruma
ponte sobre o rio Japomm ; do que pennitte que a
thesouraria contrate con a cmara municipal do Kccife
o pagamento, em prestaces, dr5:1)00/ rs., que esta Ihe
drve ; c do que declara, que o professor de primrlras
lettras de Goanna est no caso de perceber a gratifica-
cao consignada cm o ar.tigo 1." da lei de 15 de outubro
de 1827.
scmbla provincial esta fura de sua jurisdicco, quando
decreta qual o juiz,que deve julgar as causas da fazenda
provincial.
Cedeudo da palavra o Sr. Nunes Machado, he a discus-
sao encerrada; e a emenda substitutiva ao projeclo ap-
provada em terceira discussao.
Lc-se na mesa, e he approvado o segiiintc parecer:
A commisslo de constituyan e poderes, em vista da
iudicacu do Sr. deputado Reg Monteiro, exaiuuou a
acta geral da elelco de deputados provinciaes. e acliou,
3ue o siipplcnte, de que se trata, est no n." 14, na 01-
cin dos supplentes: c, faltando dez deputados cf-
necebemos jornaes francezes, que alcancao a 18 de.
setembro ultimo. O principal assuuipto, que oceupava
a inipreiisa parisiense, era o casamento lo duque de
Montpensier com a infinta de Despalilla.'
As cmaras legislativas de [ranea tindo sido adiadas
a 4 de setembro para 11 de Janeiro prximo futuro,
Tinlia sido apresentada ao rei Ulna petirao de coniniu-
tarao de pena, en noine de Joseph Heury 1 mas, depois
de nina louga deliberarlo do concelho de ministras,
decldlo-se, que se executasse acondemna^o de traba-
Ihos Toreados perpetuamente, proferida contra elle pe-
lo tribunal dos pares. Dizia-sc, que elle ia ser reinct-
tldo para o banho de Rochefort. No incsiuo dia, em que
eoinecmi o proresso de Joseph Hcnrv peanle o tribunal
dos pares, a 15 de agosto, venden elle por acto publico
a sua fabrica de nbjectos de phanlazia a seu lillio.l.nuis-
Claiie-Frederic-Ilenry, pelo prreo de 20,000 fr. que
drlegou a seus oledores, aquemesta soinma seria paga
cm cinco anuos, por presl.ic.ues de20 por cenlo.
O Follelim des l.ois de 8 de setembro ciiutinha umitas
01 llenan, as, que ahriao crditos extraordinarios, e en-
tre outros um de 13,000 fr, para as despezas resultantes
do processo de Joseph Heury no tribunal dos pares,
e outro de 14,500 francos para o excedente das despezas
da cmara dos pares.
O duque de Montpensier chegou a Pars a 9 desetem-
bro ; e por ordenanca real de II foi promovido do posto
de coronel do 5. regiment de anudara ao de marcclial
de campo.
A tiazeta de Madrid linda publicado a scgiiiutc nota
oflicial :
Estamos autorisados para ainiunciar, que o casa-
mento entre S. A. R a infanta D. Alarla Lulza Fer-
nanda dr Rourbon c S. A. R. o prncipe Antonio Mara
Filippe Luiz de Orlrans, duque de Montpetisicr, foi es-
tipulado, convencionado, e concluido pelo Exui. Sr.
D. Francisco Xavier Islurtz, l. secretarlo de estado e
presidente dn concelho de ministros, portador do plenos
poderes de S. M. a rainlia, uossa soberana, e o Exin.
conde bresson, embaxador de Franc.a, c Igualmente
portador dos plenos poderes do rei, seu augusto sobe-
rano : o acto do dito casamento fui lavrado, assiguadu,
c (lvidamente sellado. Em lempo oppoiluno se dar
cotila delle s cortes.
A este proposito faz a PreiH a um jornal legilimista a
segniute obscrvao : n que nunca tuha dito, que a
partida do duque de Montpensier eslava ndeliiiida-
niente adiada ; que, pelo contrario, dissera, que essa
partida ieria lugar ao mais tardar al o lim do inez
de setembro).
O Sr. principe de Joinville nao se demorn cm Roma
mais de 3 (lias. Tendo chegado aquella capital a 29 de
agosto tuinoii a partir d'alli a 31, para ir a aples.
J passavi por certo, que rainlia de Inglaterra uo
irla este auno a Eu, comohaviau aunuiiciadu os jornaes
iuglrzes. Ella linda concluido as suas rxcurses, a bor-
do de hiate real Alberto a Victoria ; eiitretantu havia de
demorar-se algn lempo cm Osborne-House, na illia
de Wight
0 general Narvaez linda chegado a Balonna a 9 de
setembro, e contava partir no dia si guite para Madrid;
todava a 15 escreviuo d'aquella cidade, que elle se
demorarla all ; mas diiiao, que devia partir n'aquclle
mesmo dia (15).
ssnssiM I
I'tiblicacau a pedido.
Sr. Redactor. Embora a iniprciisa lenha sido inuilas
vezes orgao de elogios lisongeirns c exagerados, toda-
va, na prsenle becurencia vemo-nos na impi tusa ne-
cessidade de recorrer a ella tomo inrio mal* ellicaz e
proprio de dar cxpanslo aos scnliinentos de gralidlo,
que transbordlo cuinossos pellos; persuadidos de que


gariHHjkC.
.

.5
cin nada faltamos nossa consciencin, nem tao pouco
n verdadc, Com sorpresa soubcmos da retirada do
lllni. Sr. Domingos Henrlquc Mafia do coininando do
vapor ParnnapU'inan, empreado na carrrira commerclal
ileste porto para o do Rio-de-Jinelro,e sem prrscrtilar-
mos os motivos dcste acto, que drixaremos de qulli-
car, podemos ossevprr, que a retirada de nosso amigo
deixon ""i vacuo, que 13o cedo nao ser preenchldo.
A habldade incontestavrl, rom que o Sr. Mafra preen-
chia os encargos de stin dilueil e honrosa prolissu, o
seu proceder, sempre franco e leal, durante o coninian-
iln do referido vapor ; em urna patarra, as boas mam-i -
ras, que rccotiimetidavao sua pessoa, grangerao-lhe
dos abaixoassignados uin sem numero de afi'eiccs sin-
cerase desinteressadas; he, pols, de nosso rigoroso dever
darmos ao nosso amigo uin testemunho publico e solem-
ne de nosso agradrciiiicnto, e de quanto desejamos scu
adiantaiiieutri e prosperidade nacarreira, que abracou, e
quejinati dcixar de honrar pela suaprobidade e lllus-
t celo
Santos, 31 de agosto de I84G. Jos Amonio Vicira Bar-
bn. Anlonio Fetreir da Silva Juntar. Antonia Mar-
tito dos Santni'Junior. llernardinn Ferreira da Silva
Romn Teixtira cornil. lligina liolelho. Joi Mariano
Carneiro. Jal M. do Monte Jnior. lilanoet Ignacio da
Silvrira Junior. Joi Atvn dos Santos. Aqoslinho da
/torna Miranda Jos Antonio di S /mo Timotheo de
Araujo. Joaquim Vergueira. Luiz Jos (ornes. Do-
mingos Jos Rodrigues Junior. lanotl Jos Carneiro
llaslos. Manuel Altes Ferreira da Silva.. Alexandre Je-
remas da Silva. /Uanoel Pereira dos Santos Jnior. Jos
Vicente Uitancourt. P. M. dos Santos.
{Jornal doCammercio.)
Jos Ntines de Faria
- Para oCear argueTiagcm a sumaca Carlota, nui-
tre e dono Jos Gonsalves Simas : quem na mesma qui-
zer carregar ou ir de passageiu pode entender-se com o qiiem COHVier qiie nao pS^ail COUSa
mesmo niestre, ou com Luiz Jos de S Araujo, na ra
da Cruz, n. 26.
= Para a Baha seguir, o mais breve possivel, a bein
conhcclda e veleira sumaca JYowi-urorfl, caplo Do-
mingos Jos da Silva Papalina: queiu na niesnia qui/.er
carregar ou Ir de passagcni, pode entender-se com o
inesino capilio ou com Amorini Irnios, ra da Cadeia,
n. 4.">.
....... IIMI lili I
eozinha fra ,
Leudes.
COWMEHOI.
Alfandega.
UKNDIMENTO DO DA 3.......16:933/696
DKSCAItnEGkO IIOJE 4.
I'rigue Ingle/ Minervacarvan e ferro.
lirlguT- Armoriquemercaduras.
Iiri- ue 'asqut idein.
V -cuna inglczaCaro/ina--ldem.
Cnsul rulo.
RENDIMENTO DO DA 3.
C.eral............... 944'438
Provincial............. 535/308
1:47J||746
loviiui'iito (lo I'orlo.
AVti'o sahido no dia 3,
Liverpool ; barca ingle/a habella, capito Jnlin Itobbs,
carga assucar r algodo,
L________________l______!
Kdital.
O doulor Jos Thjiinaz Kabueo de Jraujo Junior, /dalgo
cavalleiro da casa imperial, cavalleira da nrdem de Cbril-
lo, juii de direito da segunda vara do civil desta cidade
do Recife de Peinambuco, por S. 1. eC. Sic.
Faco saber aos eredores de Zeferino Dnmingues Mo-
reira, que o inesino se ada fallido ; para que os ere-
dores, que quiterem requerer sobre os bens seques-
trados e inventariados, denuncien! sobre a ni.i l da
mesma fallencia para os elidios civeis, roniparcco nes-
te jni/o un prazo de 2(1 dias, alim de rcqurrrrrm o que
llies couvier. F. para que chegue ao conhecimenlo de
lodo, mandri pastar o presente, quesera allixadu nos
lugares mais pblicos desta cidade e publicado pela im-
prensa. Dado e passado nesta cidade do Itcrife de
Fi-riiainbuco sob ineu signal e sello deste juizo, que
ante inim serve, ou trama geni sello ex causa, aos 20
dias de outubrodc 1846. Jos Thomaz Sabuco de Araujo
Junior.
Ao sello 100 res, valha setn sello ex causa.
Declara cues.
V1CE-CONSOLADO PONTIFICIO I M PF.RNAMBI/CO-
l'reclsando-se saber se existe nesta cidade ou provin-
cia, Saverio Margulii, natural de Srnigallia, cinprcgado
un i ominenm, c de qiiem sua familia nao recebe noti-
cias desde o anuo di' 1820, roga-se-lhe, ou na sua falta a
alguem, qne o conheca ou lenha conliceido, e saiba o
mu estado e residencia, qin ira vir di clara-lo ueste vlcr-
enn,atado, casa n. 10, da ra da Aurora. O cncarregado
do vice-cnnsnlado Angelo Francisco Carneiro.
Pelo juizo dos feitos da fazenda, e na poiia do res-
pectivo juiz, na larde do dia .') do crlente me/., se lio
de arrematar de renda animal, as casas segnintes :
uin sobrado de dous andares, na rus da Praia, n.29, a-
valiado eni600/rs. ; nina casa no paleo do Paraso, a-
valiada cm 240/rs. ; uin sobrado de mu andar, sito as
Cinco-Pontas, n. 2, avaliado mi 380/rs. ; un sobrado
de mu andar, n. 80, silo no Atcrro-ila-Yisla, avallado em
300/r. ; una rasa mrta-agoa, n. 43, siti na na de S. -
FraoPlsco, avahada rm 42/rs. ; nina dita na ra do Ho-
zarla da Boa-Vista, n. 20, avallada cm 40/ rs. ; una dita
na ra da Gloria, n. 100, avallada em 84/ rs. ; una casa
terrea na ra do Caldeireiro, n. 84, avahada em 00/rs. ;
nina dita no breco do Hozarlo, n. 2, avahada em 5(1/rs.;
un sobrado de uin andar e sotiio, na ra das ( Inco-Pon-
tag, n 26, avaliado em 2U0/ rs.; o segundo andar do so-
brado, ii. |., s|( mi uceen Largo, avallad!) em 100/rs. ;
un sitio com casa devivenda, na estrada dn Itnzarinli,
avahado em 10(1/rs.; uin tclheiro na estrada do Giqui,
n. 126, avallado em 24/ rs. ; una rasa terrea, na ruada
Assiiniprao, n. 70, avahada einSO/rg. ; tuna dita, na ra
Imperial,ti 8!l, avahada em 180/rs. ; una dita, na ra
Velha, n. 83, avallada em 100/rs ; um sitio com casa de
sobrado e arvoros de fructo, na estrada de Heleui, av.i-
llado em 250/rs. ; urna casa e nial ia, na estrada to Gi-
qui, n. 156, avahada em 100/rs. : nina casa, na Cam-
puia da llua-Vista, u. 5, avahada em 30/rs. ; una casa
terrea, na ra da Gloria, n. 28, avahada em 84 rs.; cinco
casas te,,ea, na ra da Gloria, ns. 0, II, 13, 15c 17. a
primetra avallada nu40/rs., ras mais em 70/ rs., cada
una : inda*por rxecucu da fazenda provincial, contra
diversos drvedures.
Jobo Keller t Companhia farao lellao por inter-
vencao.docorretorOllveira, de variado c completo sor-
tiniento de fatendas, todas proprlaido mercado ^ quin-
(a-felra 5 do crrente as 10 horas da inauhaa no
scu armasen) d ra da Gru.
I.cufio, que faz Manoel Joaquim Ramos e Silva, de
pipas de viulio do Kstreito em cascos catalaes em lotes
de ,'i pipas, ou a vonlade dos compradores : hoje 4 do
corrente mei denovembro.
= Johnston Pater & Companhia farao leilao, por in-
tervencao do corretor Ollveira, de grande variedade de
fatendas inglezas, bein conheeidas de seus freguezes :
hoje, 4 do corrente, s 10 horas da manha, no seu ar-
iii.i/i ni, na ra da Madre-de-1 icos.
IL.H...LI1L___ ..i wmmmmmmm
Avisos diversos.
-- Aos Senliores armadores
e alfaiates do dignissimo clero, avlsao Guimaraes Cera-
lim 4t C com loja na esquina da ra do Collegio, n. 5,
que vriulein-se os seguidles artigos, que se torno in-
dispensaveis is suas occupacdcs, a saber: volantes no-
vo, largos e estreitos, gortidogem edreg ; trina, larga e
estrella ; galdes lingindo os do veidadeiro ouro ; ditu de
palheta com novos riscos, de um quarto at duas polle-
gadas de largo ; renda amarellas, largas e estrellas, de
novos padres; esplguilha branca e atnarella; tafi (i
deludas as cures; e ha um expeliente gurtimento de se-
tim-papel ; caiubraias lisas c ordinarias ; fil de llnlio
bramo, cun nina c inria vara de largura; bobinel da
incsiua largura; cscoinilha preta; tai'Keliui de todas as
cures, c taiubem prcto ; (esta fazenda be achamalolada,
finge seda epor isso suppre a falta da verbotina e do vel-
IihIiIIio paiiuinhos pretos c cor de rosa ; mitins pretos ;
bol la ma prela, parda e branca ; franquelim preto; pi in-
coa prct.i; alpaca; lila branca de patente; dita preta
limito superior ; edita ordinaria.
K bem assim, tainbciu se vendem ex.cellentes nielas
curtas, de linho, feila no Porto; babados de linho, lar-
gos e estreitos, ao que chamao ti.nimia, fabricados em
Quintarles ; peras do verdadelro panno de linho de Alle-
in.uili.i, com 25 varas, por 12/ rs.: todus us artigo ci-
ma aiiiimifiadus scro entregues, a piceos mais mode-
rados possiveis, e podemos aceverar, que por menos al-
gunia cousa do que em outra qualquer loja desta ci-
dade.
~ Qiiem precisar de tuna ama de leitc, dirlja-se ao
beeco de S.-,lo n, 34.
Hoje, 4 do corrente peranteoSr. doulor juiz do
civel da segunda vara,,is horas do eoslumc se nao de
arrematar por ser a ultima praca dous escravos mo-
cos ; penhorados ao fallecido Antonio Joqitim da Silva
Castro por execucao do seus credores.
Cede-se o ariiiazeni de carne da ra da Praia,.n,
27 cm limito boni local por ser de esquina c multo
proprio para venda : a tratar no inesiuo arniazem.
Hoje, 4 do corrente ser arrematada, em praca
publica do Sr. doulor juiz do eirel da segunda vara,
toda a louca existente na loja sila na ra da Cadeia do
ftreife penhorada por execucao de Fredcrico Robil-
liard i uiiii.i Ludgero Teixeira Lopes.
-- Aluga-sc una casa lenca sila na ra Imperial,
n.7l ; una dita no lugar da malta da Torre, propria
para prquena familia pastar a festa : a tratar na rita es-
trella do Rozarlo n. 43, segundu andar.
D-sc dinheiro a premio cun penhores iiicsuiu
em pequeasquantias ; na ra do llangel.'ii II.
Precisa-sc de una ama de Icite ; na ra do Quei-
mado n. 41.
Itecebem-se escravos por comniissao cobrao-se
dividas dentro e fura da praca despacbo-se escravos ,
tiro-se passaportes ; tildo por mais barato prreo do
que em outra pualqurr parte dando-se a contento ga-
ranlia : na ra de Agoas-Verdes, ti. 46.
-- Precisa-sc alugnr una cscrava para servir em tima
casa de pouea familia : na ra da Cadeia do Ilecilc
ti. 50, defronte da ra da Madre-de-Deos ou aiinun-
algoma sem Lilliele, ouali.s s indo pes-
soalmcnte buscar qualquer cousa, para
assim evitar qualquer d ti vida.
Na na de S.-Francisco n. 7, 011
na rna do Crespo, loja o. 10 procisa-se
de tima ama de leile preferindo-se
parda.
Aluga-se tuna asa com copiar etrapcira, no lugar
de Saiit'Anua, com dous porlocs e jardim ao lado, a qual
pode servir para duas familias; tendo a mesma quatro
salas, sete quartos, eozinha, coebeira e estribara, com
terreno plantado de eapim, para um cavallo, alm de
algumas arvorri de frtelo : os preiendeiites dirijao-se a
prava da lloa-Vista, botica, n. 6, ou a csia typugraphia,
que se dir queni aluga.
~ Alnga-te, pela fegta ou por iuno, una caga no lu-
gar do Caxang, do lado do rio c da sombra, com duag
galas, cinco quartos, eozinha fura, lugar para estribara
e pretos : os pretendcntcsdirijo-se a praca da Boa-Vis-
ta, botica, n. 6, ou a esta typographia, que se dir quem
aluga.
Atleneo!
3T Desencaminhou-se da casa da
ra da Cruz n. 9, terceiro andar ha
inezes com monis.
previne-se a
toda
ver dous mezes, pouco mais ou menos
un ulfinele de peilo, de Kenlioia, eneas-
loado emouro, traballio de relevo con-
tendo o rrtradode urna menina sentada
em una almofda de ida de de 10 a 18
boi'zegnins e tonca .
e tpialqtier pessoa ,
f|tic tenha visto tal alfincle, de o trazer a
soredita casa, que se dar tres vezes o
valor do retrato nao se exigindoo ouro,
licni romo se guarda segredo. Faz-se ta-
maito einpenlio, por assim o exigir n
pessoa a qtieo elle perlcnce ; pois para
qttalrpier oulra he zero.
Aluga-se tuna casa com inultos commodns por
anuo, ou para passar a festa, no Caxang: quema
pretender, dirija-sc a ra do Crespo, u. 15, prinieiro
andar.
-- Jos I.ourrnco Metra de Vasconcrllos substituto
de latini do collegio das Arles durante as ferias ensi-
lla, nesta cidade, a materia de sua prolissao, francez. c
rlictoriea.coiu a assiduidade ezelo de sen cosluine. Fin-
dos os exanies da academia, dar principio, logo que
houver numero stillicienle ; pelo que os prclendenlcs
ooncorrfio a matricula com antecedencia no pateo do
Terco u. 42, segundo andar
O baeliarel loaquim Procopio de Kigueiredo, tendo
de relirar-se para o Rio-de-Janeiro, leva o seu esclavo
pelo de nonie Luiz.
Aluga-se o priineiro andar do sobrado, n. 28 da rita
das Crutej : a tratar na niesnia rita, sobradu n. 30.
Aluga-se por barato preco a
prensa do Fortc-do-.Mallo, n. 7, laigo
da Assemhla que, por ser de bom ta-
niaubo e mclbor localidadc, lembem ser-
a ceianln 9 sombra com duas salas dous quartos ,
a quarto para escravos, cercado, portao para o Balde: a
tratar na casa terrea junto ao sobradod Sr. Cumia ,
no Kalde ou no Recife ra da Lingocta n 8.
IKsapparecco do lugar dos Remedios do sitio
de Manoel Ignacio Avilla no dia 28 do prximo passa-
do niii boi de carro de cor pela ponleiras lombas ;
(em em tima orelha una falta e urna eslocada cm irtii
quartu queiu delle souber, dirija-sc ao mesmo ->iti" .
quesera rcconipensado.
100^000 ris
de gratificarlo a quem descobriro assaa-
sino causador da mor te do ca bocio Francis-
co, de idade de 11 annos, escravo de Do-
mingos Sorianno Goncalves Ferreira ,
que desappareceo no dia 3o do pr*imo
passado outtihro, as- 6 horas da torde ,
e appareceo, as 10 horas da noite do mes-
mo dia morios no caes do arsen! d
marinha.
Iresse, fabricante de orgSos
c realejos no Aterro*da-
lo.i-Vista, 11. !l,
avisa ao publico, que elle contina seu ofllclo; faz or-
gaos para igreja, de todos os tamaito?, com trombrta ;
realejog com latnbor e cainpaiihia, coiitendo quadrilhas
para dancar: ag pessoas qurolionrarc.u em visitar, acha-
rfl, enlreoulrasobra j proniptas.uin orgao para Igreja,
(quesendo ouvido nao teuiapparecido aqu) a duas finas,
a cl.ivier e chave de realejo, para falto de organista ou
por falta de gaber toca lo, ento ge toca com a chave (co-
mo se fosse um realejo) obleado a mesma vos, conten-
do nos evliiidnis a missa, ou qualquer msica para igre-
ja, e os nviHBOi para lodas as festas e dias santos do auno,
reunidos na mesma obra; dito orgao, fortepiano tam-
liemj.prompto. Concerta os ditos instrumentos e pOe
marchas novas; concerta pianos c qualquer instrumen-
to de msica, concernente ao scu omclo.
a 11111
rrande
,\IS( s fililH MIJOS.
'
" Para o Porto a escuna porlugiteza Feliz-Vnio sabe
iinpreterivelinrnte no dia 15 de novembro; recebe car-
ga a frete c passageiros : trata-se com o capitao na pra-
l'a doCoiiiiiiercio, ou como consignatario, Tliouiar.de
Aquiio Funseca, ra do Vigario, n. 19.
Para o Marauho segu vingein com brevidade ,
a sumaca S.-Cruz forrada e encavilhada de cobre :
quem qui/rr eauegar ou ir de passagem, dirija-sea
Novaes 4: Couipauliia ou ao lado do Oornn-Sanlo n. 2ft.
Para Liverpool sal o vapor ingles. Antlope, capiliiu
O llrieu; deve aqu elngar dos portn do Sul, at o dia
12 do correle, c grguiru, depois de 24 Ilotas,sua viagem
para Liverpool: quem quizrr ir de passageiu, procura-
r em casa de lieane Youle Jt C.
Frcta-se para, qualquer (Rarto da Europa a escuna
'ngleza Carolina, Dem construida, e de encllenle mar-
cha, do lote de'160 toneladas : a tratar com os seus ion-
signatarios, Adamgon Howie'iC, na rita do Trapiche,
n. 42.
Segu viagem para Maranhao.em poucogdiag, o bia-
te nacional Maria-Firmina; tem incladedo carrcgainen
lo proinpta: quem qui/.er carregarou ir de passageiu,
dirija-se a rila da Cadeia do Recife, casa, n. 114.
Para o Rio-C>randc-do-Sul sahir com brevidade o
''ligue Tign; para carga e passageiros trala-se cun o
'pitas, ou na rna da Crui, n. 46, eom Nagciinento &
Aiiiorim,
ci.
Perdeo-se denle o ManguinJrn at a ra da Ca-
deia do Recife opretda prlmclra legifio da guarda na-
cional do innnii ipioilo Recife pertencente ao me/, de
setembro. Roga-se a quem o adiar de entregar no ar-
nia/.em da esquina do bceeo do Capn, ao p do .neo
da Concelco. Adverte-se que j se ada prevenido o
respectivo Sr. Ihesonrelro, para nSo pagar seno ao
quai tel-niestie da mesma legiao Tlinniaz de Aquino
da Fonseea Jnior.
Oabalxoasslgnado como se ada com precisan dr
fazer una viagem a Europa com a niaior brevidade
pOSSlvel t nao o pono fa/er se'ni deisar sua easi
desembarazada tanto no activo como no passivo; por
isso pe.ie encarecidamente a todas os seus devedores
antigos, qur por lettras, obrigacocs ou cnnla de llrroj
que francamriile Ules liou qiie.no prazo da 3(1 dias,
vo salisl'azer seus dbitos alim de nao seren entre-
gues os seus nunics cm relaciio para serrn cobra-
dos jndnialoiente ; visto que toda a demora lie preju-
dicial ao aiiniineiaute. Antonio Ferreira da Coila triga.
a rita do Qucimado lojn de rnvadernacu n.
43, contigua ao beccu da Congregacao fazem-ge cn-
eadei naees eonlorme o goslo exigido por seus donos, e
pelo mais inodei no goslo viudo ulliiiiamente de Pars
(em polidez e simplicidad!1 de dottrado ) prouietten-
do-se brevidade e exactido ; tanibeui se fazem enca-
dernac's de missaes e breviarios que para islo leiu-se
o arrnjns ; faem-sc pastas para esc iptorio cartoes
de lodos os modelos c laniaiibos que quizerein. Na
mesma loja conipnio-sc alguna ti viros trocao-Sf e ven-
dem-se os segnintes : asidlo de (jrasville ; os Ksfola-
doies ; Rogelio ; Salteador de Saxonia ; biblia Santa;
livi inlins de S.-llai liara; Ruy lira/; pastas para meninos.
.Na ra de llortas, sabrado u. 23, primeiro andar,
riisin.i-se, einqiianto duraren) as ferias da academia ,
rhelorica, geograpnia, e geometra; as pessoas, que qui-
zerem utilisai -se do scu preslinio, pudem comparecer
a naatqaer hora.
Olleiece-se una ama secca para casa de pequea
familia, ou mesmo sem familia, que sabe cozinliai c
eiigoiiniiar : na ruadas Cinco-Pontag, n.'17, ou aiiuun-
cie.
-- Precisa-sede dous lavradores ; cm casa do doura-
dor, ou fabricante de candiciros de gaz na ra fl
va n. 52.
Precisase de alugar nm escrav
saiba cozinbar:
ve para ser applirada
ni i/mi de recollit r ,
nando-se por isso uti
der muilo principalmente aos rs ne-
roc'nntes estraiageil'OS : a tratar na rna
do Vigario, n. 5.
ar-
alfandegndu lor-
a quem o preten-
- Us Srs. donos de
obras e inestres pedreiros une precisaren! de alguns
nialeriaes.conio; cal branca, dita prela, barro amarello,
dito preto, arela lina de fingir, dita grossa, telhas, li-
jlos de I.oh libo, ditos de alvenarla batida, dita gros-
sa, lijlos de lapanirnlo largos, ditos estreitos, ludo
mais em conta, do que cm outro deposito, queirao diri-
gir-sc ao arma/em n. 8, por detrs da ra de S.-Fran-
cisco. ouaoarnia/.eiu n.3, defionlc da respectiva Oi-
di ni 7'erceira.
fj-- Fazrm-se quaesquer cortinados, tanto de camas
como para janellas e para rcoracors de bailes, ou
sociedadeg ; luracdes de cadeiras, sophs, colcheg els-
ticos, c cm lim ludo quanto l'or concernente a lanceara;
lambem se val por tapetes c esleirs ciu qualquer lu-
gar que seja ; tildo com perfeiciio, o por se ter professa-
do este olliclo cm Paris por' preco o mais rasoavel ,
que se pode fazer : na travessa da Concordia, n. 13, atrs
da'torre do Carino.
Compras.
ou escrava, que sama coznnar: na ra
do Calinga, loja de miudezas, n. i D.
Jos Soares de Azevedo professor de lingoa
franceza no lyceo, tcm abeito em sua casa ra do
Rangel n. 59, segundo andar um curso tic
I'IIILOSOPIIIA e outro de LINGOA FHANCEZA. As pes-
soas,que desejarem seguir urna ou oulra tiestas dis-
ciplinas, podem dirigir-se indicada residencia a
qualquer hora.
Desappareceo, no dia Io do corrente, uiu Africano
livie, destes que foro, ha poucu, arrematados, com os
signis segnintes: thama-se Manoel, representa ter 8
aniins, fcifoes regulares, tost curto, na/iz sellado, c
tem sobre o peito direito um signal, que parece un X
nialfeito ; julga-se ler sido furtado, por nao saber ainda
as ras : quem delle souber noticias, queira aprehnde-
lo, c leva-lo a ra Dlreita, casa u. 78.
I.OTKRIA DA MATRIZ DA CIDADF.
DA VICTORIA.
Antonio da Silva Cusniao, lliesoureiru drslaloteria, faz
ver ao icspcilavcl |iibli fazer aiid.ii as rodas da mesma, no dia 26 do passado ,
como aiiiiiiuciou, em raso de existir ainda por vender
um creteido numero de bilhrtes pretende fa/er an-
dar ditas rodas inprelcriu hlenle DO dia 7 do concil-
le mes, no consistorio da igreja da ConccleJq dos Mi-
litan- ; e por isso pede aos amadores desle jogo, que,
leudo altencO s rases ponderadas no priineiro 80-
Duncio, concorraV) a comprar o restante dos bllbetes ;
ceros de que, se antes do dia, que ora he mareado, se
concluir a venda dos nusmos bilhrtes, lar iminedia-
t.iinciite andar as rodas ; assim como assegura aos que
se gnaido para compra-Ios no dia do andamento, que
ueste dia"ae nio vender uin sii bilhete, ainda que al-
guns liquein por vender.
Fui lrao, da rna da Gloria, sobrado n. :">0,da caval-
lari-e do abalxo assignado, mu cavallo nielado, vci inc-
ido, gordo, ptimo rarrcgatlor baixo. com os signaes se-
gnintes : cauda c dinas blancas ripado de novo, ore-
llias indinadas com signaes blancos as maos e ps ,
tendo um asir do lado csqueido, estrella na lesta, sig-
naes de cabellos blancos no lonibo cm lugar de pi-
caduras: quem o achare levar a dila casa, que ser bem
recompensado. = Jos Juaquim llezerra t'.avalciinli.
esappareceriio da casa do palco de S.-Pedro n.
6 duas vultas de cordao cun una inedllia lisa, com
duas pedias una de diamantes e outra dr crisolita.
Roga-se a qualquer pessoa, a quem for ollerecido u dito
furto faca o favor de lomar c leva-lo a casa cima ,
que ser bem leeoiiipensada.
Quem precisar de mu perito padeiro e forneiro ,
que lambem he cozinheiro fiel c sem vicios, vnde-
se por vexaine, e be bem moro, dirija-sc ao pateo da
Igreja das Chagas, n.9.
Ollerece-se una pessoa para ensinar priineiras let-
tras e doutriua tanto nesta praca como lora dclla :
quem o pretender dirija-se a rna Din-i11. n 113.
I roci-se um ii i ti l.i (i ii lio de 10 annos por nina
nrgiiuha ou uitilalinba da nu-ni.i idade para andar
com lucilinas : na ra largado Rozara n. 46, primei-
ro andar.
Urna pessoa limito capaz e de urna conducta de ra-
ro exeinplo se ofl'erecc para caixeiro de arniazcm ou lu-
ja venda por atacado c a retallio ; nu se Ihc di re-
ceber indo por balaucu poig promrtte em ludo" des-
cansar a seu patrio, j em compras e vendas j em
despachos a csciiptiiracocs por ler boa lellra e ludo
o mais tendente a coniinercio : para este fin ollereee
pessoas fidedignas desta praca que dlr c alionar,o
sua bem recoiiheeida conducta : quem de scu prest i nm
-.- qui/.er utilisar dirija-se a ra doQueimado casa do
Sr. Manoel de Olivara Ramos tio do fallecido Jos Ra-
mos de Ollveira.
Agencia de passaporl8.
Na ra do Collegio, n. 10, c no Aterro-da-Boa-VIsta,
loja, n.48, lirao-se passaportes, tanto para dentro co-
mo para forado imperio; assim como despachu-se es-
cravos; tudo co'm brevidade.
Precisa-se de uin caixeiro, de 12 a 14 annos, e que
di -fiador a sua conducta ; na ra da Madre-dc-Dcos ,
venda n. 22.
Alugo-se dous escravos padclros sendo um for-
neiro e outro trabalhador de masseira : a tratar no
pateo da S.-Cruz sobrado n. 2.
~ Aluga-sc por sO/ra. una casa terrea, para os 8
meics da fasta, na ladeira do Varadouro da parte da
Compra-se nina venda sendo em bom lugar : de-
fronte da igreja da Soledade n. 2.
Conipra-sc prata velha, sendo de le : quem tlvrr,
annuneic. a_ ,
Compra-se urna coinuinda c 12 cadeiras cm niem
uso ; quem liver, annuneic.
(.'onipro-se Ilandres de vender azeitc com me-
didas ou scni ellas estando em bom uso ; na ra do
Fogo n. 41. Na mesma casa alugao-se pretas ou ino-
leques paraycndcreiii azeitc.
Vendas.
O iiiconteslaveln.cnte baratei-
rciro da ra do Crespo, loja
n. Sr, ao p do arco dS.-
Antonio, vende :
Chitas de sollrivcis pannos, lindos padroOi o
corado a.........|40, lt)0, 180 c 2(W
Ditas milito linas, algumas france/as, ricos de-
senhos, ocuvadoa..........240 e 280
Madapoln, cm clientes qualidades. a vara 160, 180 e 2i
Dito i ii ii i i o lino, a vara.........
Algodaosiuho, eacellentea qualidades, solIVivel
largura a v.ir.i............
Lencos de cainbraia arrendados para senhora a.
Ditos tle cassa misturados eom seda para gr-
valas, a..............
Ditos ditos para luclade, a........
Ditos de setlin lavrado, a........
Gastas tulssaa com vara de largura o < ovado, a
Lindeza lingindo muito bem seda, o covado a
Cortn de pille do dialio.e ganibreocs de tres
covados e meio, a..........
Ditos de brins fiancizes de lindos padres com
duas varas e una qiiarta, a.......
Ditos de casimiras, padres novos, com tres co-
vados c meio, a.........
' lales de loa c escocezes lingindo merino, a.
Dilos dr cambraia bordados, a.......
Panno tino verde escuro o covado, a.....
Ditos cor de vinho e azul escuro muilo finos o
invado, a.............
Chitas saracas de lindas ramagens, o covado a.
I'cciuhas de cambraia lisa muito linas, con seis
varas e nieia, a. ........
Riscadinhos fraueczes, llndissiinos padres, o
covado, a........'.....
N. B. dao-se as amostras drixando penbor.
Vcnde-se um armario com vidraca, proprio para
louca ou vidros, por 3/200 rs.; una espingarda de espo-
leta com todos og pertenec por 4frs.; tres capachos no-
vos por 1/440'rs.; um escarrador por 480 rs ; um lava-
lorio de rustu com bacia c jarro por 3/200 rs ; e nm jo-
go de baucas de abrir por ty rs. : na ra das Larangei-
ras, n. 2.
Vendem-sc ricas sedas brancas lavradas, para ves-
lidog de uoivado; luvas comprids de pellica, licitadas,
para senhora; ditas curtas de cores ; capcllas e guarni-
i oes de llores para vestidos ; bous chapeos de seda para
senhora, ohegadoi nltiniaincntc de Franca;.indas de
laia para padre ; sapatos de lustro c borzeguins para
huniein e senhora: e uin completo sorlimculo de fazen-
das, por preco com.nodo: na esquina do Calinga, n 11,
junto botica do Sr. Joo Morena.
Vi nde-se um bonito sitio na estrada nova do Man-
guind para a Soledade, com casa, jardim e plantacao :
nuera o pretender, dlrija-se ao mesmo sitio, tratar com
S. C. L. _____
__Vcndem-se bandas de seda de caixos e franja, Ga-
dores de ouro, e adragonas para omciaes subalternos da
guarda nacional; tudo do ultimo gosto c superior qua-
lldade. cltegado iiltimainrnle do Rin-de-Jaueiro, oque
se vende por preco ragoavd : na ra da Oadeia-do-Reci-
fe, loja, u. 51.
Vcudem-se8 pretas de bonitas llguras.de 16 a2i an-
uos de idade, duas das quaes cozem, e engoinmo; 1 inu-
latlnlia de 13 annos, com principio, de coatura e engoui-
iiiado ; 3 pretas para todo o serv;o; 2 muleques, um
dclles com principios de eozinha, de naco', e de
boa conduca : no pateo da matriz de S.-Antonio, n. 4,
24
160
40
400
200
2,240
320
240
1,440
2,240
1.800
2,000
1,000
2,000
4,000
200
3,400
240
I MUTILADO


4.
Vendem-se lencos de seda da India, a 1/440 rs. ;
| risculinlius francezos de bonitos padrocs pa-
ra vestidos de scnliora de core finas, a 210 rs.
o corado ; cortes de cassa-chitas de rlcoi pa-
drees e de cores milito lixas com 7 varas, a \\f
rs. o corte ; chitas largas franco/as padrftcs
multo moderaos e de tintas limito linas, a .120rs.
0 covado; cortes de meias casimiras, de superio-
res padres c de umadiiracn superior a casi-
mira a 2/400 rs. o corte ; ricos chales de laa e
seda milito modernos a :\g 3/500 c 4/1100
rs. ; cassas finas, o mais rico posslvcl de cores
lixas e de ricos padres a fi/200 rs. o corte ;
pasmo pretoe de todas as cores c qualldadcs ;
brelanha eesguio depuro linho; chlese man-
tas de seda e crep : assim como um completo
sortimouto de fazendas linas ; tudo por proco
i ein conta que he impossirel a vista da fa-
lla o comprador deixar de comprar : na ra
do Quclmado nos quatro-cantos casa ama-
relia loja ii. 29.
Potassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no dia 30 de agoslo prxi-
mo pas.sndo, vendese por pre-
co commodo : eincasa de L. G.
Ferreira & C.
Na loja ta esquina da ra to Collegio,n. 5,
detitiiniarcsSera.ini & C.,
vende-se, alm de um bonito sortimento de fazendas ,
Eor procos bastante moderados, as segiiintes :
orles de novas casimiras franeczas, a 4/000
Ditas ditas melhores, a......... 5/000
Ditas pretas francezas o covado, a 3/000
l'.niiiiis, pretos, azues, verdes e de nutras cores
dillcrcmos, desde 2/400 rs. o covado a .12/000
Cortes de calcas de pello do diabo a .... 1/440
Chales de laa e seda, grandes, a...... 2/T>60
Lencos de cambrala guarnecidos a bico, a /C40
Lindezas para vestidos, o covado, a /240
Kscocezcs de laa o algodao, com xadrez li mundo
seda o covado, a.......... /320
Cortes de laa e seda para vestidos a 7/000
Chita-cassas o corte a........ 2/240
Cortes decollles de fustfio francez a .... 1/1100
J.enyos finos para grvala a....... /400
brande sortmrnln de cha-
peos do Chile.
Na loja n. 3, da na do Crespo aop da esquina do
arco de S.-Antonio, ha chegado, eui direitura, um gran-
de sorliincnto de chapeos do Chile iiovamonte man-
dados vir para a estacao da festa ; loo bem manufactu-
rados bom alvos pallia limito igual o preco mullo
coimnodo ; vendem-se tanto a retalho como em poi-
cos grandes. A ellos, portanlo, que a Icsta est a!
porta
Ka ruada Cadeia-Vellia loja
de chapeos n. !), de
I. O. Elster,
vendem-se os seguimos vinhos engarrafados de supe-
rior qualidade: rinlio do l'oiio miiilo velho ; dito
Madelra liuceiias; Carcavelloij Sherry; Rhelno;
llonleaiix; oherry cordial; Toni-rille ; ('hampanlia ,
marea cometa ; e tamheui superior genebra hollandeza,
e ago'ardente de Franca.
Veudeni-se innendasde ferro para engenhos de as-
urar, para vapor, agua o bostas, de diversos tamaitos,
por proco coniuindo ; o igualmente taixas de ferro coado
o balido, de todos os tamaitos : na (iraca do ( nrpo-San-
to, n, 11, em casa de Me. t.almont Compauhia, ou na
ruado Apollo, armazem, n. 6.
-- Vende se farinha de tri-
go da marca SSSF de rami-
nho : no caes da lfandega,
armazem do Bacelar, a Ira lar
com Alanoclda silva Santos.
Yollarele.
Na esquina da ra do Colloglo loja n. 5 de (minia-
la rs Seralim & Compauhia, vendem-se cartas francezas,
linas, entre-final o ordinarias ; ditas portiiguozas ; to-
das por proco mais barato do que mi outra qualquor
parto.
^ Vende-se um nuilatinlio de 10 a 12 anuos ; na ra
da Gloria, sobrado n. >9.
Vende se um pardo moco, de bonita figura pro-
uno para pagem o entendo de padaria ; um piolo de
boa figura proprio para engolillo ou sitio do que
tem bastante pralica ; na ra da Cadeia de S. -Antonio,
n. 13, segundo andar.
= Vcnde-seum lalho com todos os seus pertenec,
o em bom lugar ; d-so a prazo : o motivo desta venda ,
lie por seu dono ter outra occupacao : a tratar na ra
dos Quartels n. 0.
-- Vendem-se chapeos de sol, de seda a fi/SOO rs.;
Iiretanha do linho lina, a 48U rs. a vara; castor escu-
ro bem encorpado a 240 rs. n covado ; fustrs pinta-
dos a 320 rs. o covado ; cassa lisa a 2K0 rs. a vara o
ni peca a 2/700 rs : na ra do Quclmado, loja n. 8.
= Veiidem-sc seis escravos, entre ellos um casal,
bous para o trabalho de campo ; una preta, de 20 an-
uos que cugomma. oorinha e lava de salio o varrella
nina dita quocoiinha o diario de urna casa o coso ;
um proto, de 20 simios, de nacao. de bonita figura; lodos
seni vicios mu achaques : na ra da Concordia pas-
sandoa poutezinha, a diroita. segunda casa terrea.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa de Malheus Ausiin A
Companhia, na roa da AJfandega-Velha, n. 36.
Vendo-so um casal de escravos, acostuinadns ao
servico de campo ; na ra da Cadeia do Recife a fal-
lar coin Joao Jos de Carvalho Moraes.
Vende-sen arniaco de urna loja ,
feita ao gosto moderno e qnosi toda en-
vidracaria por commodo preco : a tra-
tar com Thomaz, marceneiro na ra da
Cadeia de S.-Antonio n. ai.
Na ra da Cruz n. 36, vende-se
sebo derretido de superior qualidade,
por preco mdico.
Superior farelo.
Farelo de Trieste'em bar-
ricas d.e 5 arrobas ; o qual se
recoinmcnda eomo ornis nutritivo dequantos aqu se
importo o por isso o mais proprio para melhor en-
gordar os cavallos : vende-se no pi imeiro armazem do
caes da Alfandoga indo do arco ou em casa de J. J.
Tasso Jnior.
, = Vende-so urna preta de nacao inora ptima oo-
zinhoira lavadeira de sabo o quitndeira e que
tem boa figura : na praca da Independencia, livraria,
ns. Be 8, se dir com quem se deve tratar.
No arinazeni do ilraguez, ao p do arco da Concei-
cio, vendem-se canastras com batatas do Porto, a 2/240
rs. a arroba, c cebollas em mollina c rcsleas, no cont,
c por proco coimnodo.
\ en de in-se 13 escravos, sendo urna
negra com idade de 18 anuos, de elegante
figura, boa coslureira,e quecozinha o din-
rio de urna casa; quutro mulatas da mes-
ma idade, pouco mais ou menos, e entre
estas urna perleita engommadeira, costu-
reira e cozinheira ; dous moleques e qua-
tro m ti la t i ii los de 14 annos ; e dous ne-
gros de naciio de 11 a 3o annos, proprios
de todo o servico: na rita da Cadeia do
lian 10 de S.-Antonio, n. a5.
Vende-se um proto, de 30 annos apto para todo
o servico por sor bastauto Inteligente ; por pi09O com-
modo; na ra ostreita do Itozario n. 31, primero
andar.
= O corretor Oliveira toin para vender cobre em fo-
lln o pregos de dito para forros de navios : os prelcn-
dentes dirijn-se ao inesuio, ou aos Senhorcs Moquita
t Dulra.
M A II M V. I, A I) A NOVA,
em lalas do dual o quatro libras vinel.i no ultimo navio
de Lisboa ; na venda da ra da < i u/ n. 60.
Xa na do "Crespo, loja nova
n. 112 de los Joaquim
da Silva Haya ,
vendem-se manas de garra do soda para senhora o
meninas proprias paia quem vai passar a festa, al/
rs. cada uina; lencos de seda ]>ara meninas, a 320 rs
cada um ; meias de algodao, linas, para meninos, do
nillerrutcs tamandoa ; uin resto dos bem acreditados
cortes de imlianna, para vestido de senhora pelo ba-
rato proco de 2/800 rs. eada corto ; cortes das ricas caui-
braias com listras de seda a 6/tKI0rs. cada corto: al-
paca, a 800 o 1/linO rs. o eovado; casimiras largas e els-
ticas para calcas a (i/000 rs. o corto ; fustoes para
eollete a 800 rs. ; una rica faicnda para colloto com
listras do soda a 800 rs. o covado ; cassa-chitas; e ou-
tras militas fazendas que serao patentes aos compra-
dores: tildo por preco cotnnindo; assim como lanlernas,
a 9/, 10/c 12/000 rs.
Rap de Lisboa.
Vende-se esto excedente rap na ra larga do Rozario,
n. 24 : afianca-sc ser unais moderno e da melhor qua-
lidade possiv.-l.
= >a ra do Pires vende-se o sitio do finado Anto-
nio de Oliveira Lima, o qual tein casa do viveuda, bas-
tantes prs de coqiieiros, larangeiras, mangueiras o ou-
tras militas fruloiras : assim como um parreiral o boa
agoa de beber ; osle sitio he milito proprio para se edifi-
car, por ser de esquina e ao correr da estrada, que vai
para a Solcdade os pretendemos dirijo-sc ao inesino,
aonde achar com quem tratar, ou ua ra da Piala ,
n. 32.
= Vendo-so una liteira nova cornos competentes
arrojos ; um apparelho de arreios para dous cavallos,
com ferrageni, indo novo e chegado ltimamente da
Franca por proco commodo : no Atcrro-da-Uoa VM.i
n. )2
Vende-se potassa da Rus-
s'a pelo milito mdico pre
co de ICO rs. a libra ; cal vir-
gem de Lisboa chegada no
ultimo navio : no armazem da
ra do Trapiche n. 17.
Na ra de \ pollo, armazem
11. 10.
vende-se potassa da Russia nova, da fabrica nacional
do Rio-de-Janoiro. Rita potassa lio imiilo forte e su-
peior a estrangoia, que teni viudo, e j toin sido ex-
perimentada por diversos Sis. de engonho que assim
o aflirinao. Cal virga,m de Lisboa a proco muito baixo.
Vendem-sc terrenos proprios para
se ctlificar epara sitios por muito com
modo preco na nova ra que vai da
Trempe para o M angun lio : a tratar com
Nicolao (adault, no seu siiio na estra
fia do M.'iiu'.uinlm.
Vendein-sc 8 escravos mocos bons para todo o
trabalho de campo ; 3moloques de Hialino? ; llinprc-
lo velho muilo furto, por 220/000 rs., bom para 1ra-
liall:,ii o botae sentido a um sitio ; 6 escravas mofas ;
duas ditas, que cozinho, cosrm engnminob e lavao
roupa ; urna nogrinha de 14 annos, rocolhida com
bous principios de habilidades ; lima parda de 2an-
nos de bonita figura : na ra do Crespo n. 10 pri-
mero andar.
Vondem-se 3 lindos moloques, de 14 a 18 annos ;
um dito, de 7 anuos ; um pardo de 18 annos, ptimo
para pagem ; dous pretos sendo um carreiro c o ou-
irocanoeiro ; tres pretas, sendo moa dolas do naco ,
com uina cria de 2 anuos ; um inulatinho, com habi-
lidades ; duas pardas, una do 2.r> anuos o a outra de 15,
onni nlgiinins habilidades: na ra do Collegio n. 3,
segundo andar.
Vendem-se dous bonitos moloques do naco, pro-
Srios para pageos ou offlcio ; duas pretas mofas de
0 annos ; sendo una dolas para fura da provincia : na
i u,i larga do Hozarlo Yultando para os quartels a. 24,
primeiro andar.
RAPE PRINCIPE
do Bo*de Sempre acharad os tomantes as casas abaixo designa-
das este superior rnp principe do llio-de-Janrlro em
libras e meias ditas o sempre fresco. Torna-se ro-
onmmendavel tanto pelo arontn agradavol e faeilida-
de, com que destila, como por nao seccar neiu.ferir o
nariz conservando-s%seinpro fresco na caixa IVposi-
to na ra tt Companhia ; ra da Cadeia do Recife lujas de mtB-
dezasdos Srs. J. J. deC. Moraes, J. C. F. Soares Junior,
Pontes St Mello, Guedes & Mello A. F. Pinto Jt Compa-
nhia e de faiendns de J. da C. Magalhes e Ciinha 8c
Afnorim ; ra do Crespo llcnriquc i\ Companhia o An-
touio Domingues Ferreira; ra doQoeimado, loJa.dc
ferragrns, de (ampos 8t Alineida do iniudezas de J.
M. da Cruz 4 Companhia Codcra Si Cumiarnos ; ra
do I.ivi,-miento loja de fazendas, de r. C. de Albuqucr-
qnc.: ra do Rozario, loja de iniudezas, de Victorino
dc C. Moma, o venda de J. M. Rodrigues Valenca ;
praca da Independencia, loja deC. C Brockeinfeld; es-
quina da rita do Cabug e lojas de F. J. Dtarte c J. J.
da Costa ; Aterro-da-Hoa-Visla Caclano J.. Ferreira ,
T. P. de M. Estima e A. A. de Castro St Companhia; pra-
ca loja de cera, dc M. F. Rodrigues ; ra do Rozario ,
vend n. 43.
E6 PORTAS HJ2
Novas peehlnchas e de entre ollas se an- '
fr,f annunciao as soguintes ; coro s de cambraia rom listras de cores a 4/000 rs. o corte ; seda ^
i, decores do lindos padres, para vestidos de
Jg senhora, a 1/000 rs. o covado ; sotins de lis- S
Bp tras o quadros de cores de bonitos padres S
JL para rollete, a 3/000 rs. o corte; casimira mu- fl
fX to superior a 1/800 rs. o cavado ; lencos do M
fp soda da India a 1/280 rs. ; luvas de seda >
fli.ii a senhora a 32') rs. ; meias pretas para jt
meninos, a200rs,; linhas dc ns. 60 a 120 a 8*
2/.VH) rs. a libra ; pontos lisos a 1/000 rs. a <3JI
jta du'ia per is dc fila de retroz com 20 varas ga
w^ a 500 rs. a poca ; assim como uina grande por- S
<3* co do chitas a 140. 160, 180 c 200 rs. e mu- *ft
fto finas incluindo algumas francezas a 220 j*
240, 280 300 e 320 rs. P
NO ATF.RRO-DA-IIOA-VISTA LOJA N. 3 DE JOAO
CHAimON,
vendem-so multo finas cassasabertas, de novos padres,
para vestidos do senhora ; lapim proto ; sarja hespa-
nhol.1 para vestidos; flores; fitas tinas, novas o lin-
das, tanto para chapeos do senhora como para onfoites
do vestidos ; ricas luvas de seda c de pellica para se-
nhora ; boas meias lisas o abortas para dita; chapeos
da ultima moda ehegados agora para senhora; cha-
peos de sol de soda para homem ; ditos muito ricos ,
para senhora ; lindos o riqulssimns chales mantas o
loncos de seda dc qnadrns para dita ; pentes de segu-
rar da ultima moda; calcos para cspartllhos ; lacos
para botinas dc senhora; agiilhas francezas inulto li-
nas de todos os nmeros ; ligas para senhora ; ricas e
novas perfumarlas ; e nutras militas fatrndas de gosto e
da moda ; tudo chegado iiltimamontc. Na inesma loja
vende-se nina rica mesa de costura dc char verda-
deiro com seus pcrlonccsdo inarlini.
Vendem-se vidros para espellios ,
dc varios tamaitos; ditos para vidraeas:
na ra da Cruz, n 10-
Vondom-se dous bonitos escravos sendo um do
18 a 20 anuos e o oulro do 26 a 30 de lodo o trrico e
ganhadorde ra oque he ptimo para armazem de
atracar ; na ra larga do Rozario voltaudo para os
quartels n 24, primeiro andar.
Vendc-se una bomba de pao, que esgota agoa
eoni milita presteza propria para alguma cacimba, ou
ouibarcacao ou para oulro qualquer oslabelocimontn,
eni que so queira usar delta: atralarcom Jos Pereira,
ua sua venda na ra da Souiilla-INova n. 7.
Vendo-so um bem construido sobrado dc dous au-
paros o mirante ; duas oasas terreas com inuitos coin-
ii,mos ou troeao-se por um sitio nos suburbios desta
oidado ; mu formoso sitio na Cas.i-Forte com boa ca-
sa ; um di lo com excollonto casa mu bem plantado ,
c talvez o melhor que existe na estrada dc Joao-de-
Itarros : na ruade Agoas-Verdos, n. 46.
Vciidein-so2 embonos de srdro com 60 palmos
de comprlmenlo o 5 '/^ a 6 ditos de grossura por pre
co coimnodo ; na ra da Cruz no Recife n. 46
= Vende-so por commodo proco urna esclava de
nacao de25annos que cozinha lava e cose; una
dita para o mallo de 22 anuos por 300/000 rs. ; um
bom escravo pescador o cauooiro por 350/000 rs. ; um
dito proprio para o servico de campo por 400/000 rs.;
um bonito mulalinho do 14 anuos proprio para pa-
gem ; nina paula boa ama de casa por 300/ rs. : na
ra de Agoas-Verdos, n. 46.
Vendo-so farinha de araiuta em barriquinhas
eolia da llahia de superior qualidade por proco com-
mnilo : no armazem do Bacelar dofroute do caos da
Alfandoga.
Vende-so un mappa e oilantc ludo por mdico
proco : na ra do Agoas-Verdos, u 15.
=-Vendeni-se varias obras de ouro, tanto para senho-
ra eomo para homem ; assim como algumas dc prata :
na ra do Rangel, n. 11.
= Vende-te uina dusia de guardanapos de linho ,
por I0J rs. ; I pl.....a para ollicial superior, por 5/ rs. :
na ra do Crespo, loja de iniudezas, n. II.
Vendem-so canarios de imperio, ehegados lti-
mamente cantadores ; nielas de linho, muito linas : na
ra do Vigario ti. II, c na ra estrella do Rozario,
Vende-se urna rscrava, que cozi-
iba o diatio de urna casa, vende na ma,
compra faz lodo o mais servico e lie
milito fiel : no pateo do (armo sobra-
do de um ailar, n. 16.
=Vondem-so 3 exeniplares da rxcellonte obra o Judeo
Krranie dc Mr. EuseuioSue tradueco folla no Porto;
Synuniniia chiniica ou nomenclatura antlga e moder-
na dos productos chimicos com a descripciio de suas
proprirdados obra til a todos os pharmaceuticos ; a
Industrial Portuense jornal publicado na cidade do
Porto os dous nmeros j publicados he obra til,
porque trata do tudo que he industria, agricultura',
artes o receitas diversas com estampas Eslo jornal
tem tido muita extraecao am l'orlugal. Na ra da deia do Recife loja de Joao da Cuulia Magalhes.
ssi Vende-se una por9o de ps de parreira branca,
da melhor qualidade da illia de ltamaiac ; na ra da
Vira9o n. 37.
Fazenda da ultima moda.
Vend m-so na ra Nova. n. 12, osmiiilos apr.ciaveis
eortos do barrge de seda, propiios para vestidos de.se-
nliora, na presente estacao; vende-sc nlin desta faionda,
nlpaea preta, a 1,400 rs. o covado ; chita franceja mui-
to lina, de quatro palmos dc largura, a 280 rs. o cova-
do ; rtscadinhos Irancezes c do lindissiinos gostos, a
280 rs. o covado; cassas do muito lindos padrues, a
560 rs. a vara ; cortos dc ditas, a2,500 rs. ; balsonna,
a 300 rs. o covado; cassas dc listras de seda, casimiras
elsticas multo finas, cazinetan, panno fino, sedas para
vestidos, lencos de seda para algiboira, luvas, meias,
cortes do oolletes do todas as qnalidades, aluideuiu
rico sortlmemrmo de todas as domis fazendas, que re-
gularmente conserva esta bem acreditada loja.
Vendc-se um lindo miilatinho de 9 annos pro-
Srio para aprender oficio ; um escravo de Angola de
i annos do todo o servico ; urna parda de 24 anno;,
lie boa figura com varias habilidades, que se diro
ao comprador: na ra das Cruzrs, u. 22 segundo andar.
Vende-se no estanque da Cambna-do-Carmo ta-
baco em p em purco o retalho a 320 rs. a libra
= Vende-se um berco de rondur com armacao c
macanctas por 10/C0O rs. ; dous espelhos grandes, em
bom uso por 7/000 rs. cada um ; quatro castigaos de
metal bromeado om bom uso a 1/000 rs. cada um j
duas mangas de vidro lisas ; tres Linternas de vidro '
sendo duas lisas e outra bordada; duas bandejas d
bom gosto: r.a ra das Larangeiras n. 2.
-- Vendc-se um carrinho dc quatro rodas, que serve
tanto para um como para dous cavallos, com os comn?.
tentes arreios, em bom estado: na ponte de Uch, tt-
fronte do sitio do Sr. Francisco Antonio dc Oliveira, si
as 8 horas da nanhaa.
Commodidades para a festa.
Ha ocamente chegado ao mercado um grande sor-
timento dos bem procurados chapos do Chile: son be,,,
manufacturado tecido, igualdado c alvura da palba, a,
tornao assat rocommondados aos amadores, tanto inas
sendo seus precos mais commodos do que om parte a|.
guma. Vendem-se as soguintes loja* : ruadoQuelrna.
do, loja de miudezas, n. 16; na ra do Crespo, lojs, u
3; na da esquina da ra da Cadeia-de-Santo-Aniooioj
n. i; e na praca da Independencia, fabrica de chapeos'
n. 7.
Rap princeza Novo-Lisboa
al 8000 rs. a lilirn.
De todos os raps, que a industria brasileira tem ai,
hoje fabricado, nenhuui imita melhor o verdadelrora-
p princeza portuguez do que o intitulado R AP PRIN-
CEZA NOVO LISBOA, fabricado no lUo-de-Janelro, sen.
do l3o perfella a sua semelhancA, que os mais veteranos
tabaquistas o tomao pelo jenuino rap Lisboa.
O deposito deste cxcellente rap, em Pernambuoo, he,
por ora, unitamente no armazem de Alvos Vianna, rm
da Srnzalla-Vellia, n. no. -
Na loja de Guerra Silva tC, ra Nova, n II, ven-
de-se um mulato mostr earpina e tres bons pretos
para o servico do campo; duas ricas redes de pallia. bor-
dadas de penna, obra do gento do Para ; dous bahuszi-
nhos de palha, obra dos mesnios; e um rico ehapo Oc
palha do Chile, talvez o mais fino, que aqui tenha vindo
tudo se vende por preco commodo.
Vende-se sal do Ass a bordo do
hrigue nacional Despique^ ou na rtia di
Cruz, n 6o, i. andar
~ Venderse urna poreo de cera dc carnauba, a tam-
bem a retalho c cora amarella, chocolate mullo wnjo,
passas e amelxas, figos, sag, aramia, tapioca, bolachi-
nlia de Lisboa, ainondoas, batatas, macarrao, letrla, u-,
Iharim, presuntos, paios, liuguicas, sebo de Bollanda,
pomada, vinho engarrafado superior, do Alto-Douro, di-
to do Ramo : todos estes gneros sao superiores e por
preco coimnodo : na ra Nova, venda, n. 65.
Vende-so urna negra orloula, de 16 a 18 annos do ida-
de. com principios dc costura : na rita da Cadela-Velha,
n.2.
Vende-se uina venda nova na praca da Boa-Vista,
n. 20, com os fundos, que con vio rom an comprador : a
trata no Atorro-da-Hoa-VIsta, n 44.
Vende-so um mulatinho de 14 annos de idade, pou-
co mais ou menos : na ra do Crespo, n. 15.
Vrnde-se um proto moco de naco para lodo o scr-
vlco, e por preco commodo : na ra Direita, n. 18.
Escravos Futridos.
= No dia 30 de oulubro prximo passado fugio da
casado Antonio Alvos Karboza morador no bairro do
Recife um escravo de Angola, de nomo Agostlnho,
alto, sccoo, pomas compridas ps"grandes mal fa-
los c com os dedos arroganhados gago dc nascenca ,
bom parecido cor retinta soni barba ; reprsenla 18
a 22 anuos ; levou calcas de algodao da torra e camisa dc
riscado jii usada : quem o pegar, leve a seu scnbor, que
recompensar generosamente.
Fugio no din30 de oulubro do corrnte auno,
um molrcote dc 18 annos, de noinc Joao, de nacio
Congo alio, seceo docorpo cor prola com urna ci-
catriz no lado osquerdo dobalxo do nariz ; tem os es-
crotos alguma cousa grandes ps grandes; tetn no bra-
co osquerdo a marca S ; levou camisa de riscado aiul,
eal a. do luesmu c soin chapeo; tem no alto da ca-
beca una corda peqnena de earregar, por sor ganhador.
Ruga-seas autoridades policiaos, ou qualquer prsoa
particular, ou capitn do campo, de n pegar e levara
son senhor Francisco de S Peixolo na ra larga do
Rozario, venda u. 37, que recompensar.
Fugio, do engonho Matto-Grosso da freguozia do
Cabo, no dia 26 de oulubro prximo passado o escra-
vo Joao conhecido por Joo Marceneiro ; he deste olli-
cio e earpina ; representa 30annos ; tem olhos grande!,
testa larga bocea grande boic.os grossos bons den-
los ps bem foilos som non lumia barba .falla gaga;
foi seguido at torras do oiigonbo S.-F.stovo onde se
veriiicou da pulira daqucllc lugar que dito escravo
estovo apolado fall inosniu por uina preta chamada
Drltiua e seus irtuaog todos estes escravos sao dc uina
viuva alli assistrnlc ; cuja viuva com ditos seus escra-
vos esto dando principio a mudar-so para as panes das
Curciiranas, para onde ha suspeitas, que lonho man-
dado o escravo fugido. Roga-sc as autoridades poli-
ii.-, i apita. s de campo o possbas particulares que o
pogiiom e lovoni ao dito engenho bu na casa do
Burgos no Recife, ra Direita, n. 29, que sern recom-
pensados generosamente.
Fugio, no dia 29 do passado, una parda, de li-
me Raj inunda de altura c corpo regulares de 16 an-
nos pouco mais ou menos rosto redondo cabello
corlado e a une lado enxeiga pouco, por ter belidas nos
olhos ; tem na nuca por detrs do prscoco, urna grande
cicatriz, quasl do forma o tamaito da palma do una
nio; levou camisa do algudoiiuho com remondos
pelo t,illin mu vestido de chita que foi encarnado c
quejosla bastante dosboladoc tem na guarda-pisa, da
parto de detr, um i emendo da mesma Chita porm
mais novo ; tem j fgido 3 vozes e anda nao lia drz
dias, que fugio o foi adiada na Capunga, costmna, qnan-
do fogo, inculcar-so forra e mudar o lime: qurm ore'
gar leve a ra da Cruz n. 3, a Manuel Das que re-
compensar, bom.
= Fugio, ha S dias, o mole'cote Constante de I
annos reforcado do corpo estatura baixa com fall
de uin a dous denlos na frente de nncfto Inlianibnne,
(loque tem pequeas marcas no rosto falla qiuito e-
pressiva como de crioulo, e he limita sagaz; dzem an-
dar com caifas de casimira parda e camisa branca. Pf-
dc-se as autoridades ou qualquer pessoa qtio u pefi3'1
de levar a seu senhor, Vicente Thomaz dos Santos, ua
ra Imperial, n. 67, que recompnsala.
Aluda cnlitilla a estar fgido, desde a noite de sab-
bado, 29 de agosto do correte auno, o niolecotc Fran-
cisco ; representa 18 annos olhos grandes beic>
grossos nariz chato denlos limados e sempre mul-
to risonhn ; apezar de ser de unco falla como criou-
lo por ter viudo pequeo ; levou camisa de algodoii-
nho trancado, calcas dc /.liarte azul, un suspensorio
ile nieia, dc cor iimajaqiirta le panno verde, rol
no cotovello osquerdo chapeo dc pollo, o mais unu
trouxa coin o resto de sua roupa. Roga-se as autori-
dades policiaes, promovi a captura do referido proto ,
e se u i ecomnienil.i aos espitaos de campo, a quem SP
dar generosa rcoomponsa para o levarem a ra da
Senialla-Vrlha n. 110 .casado Alvos Vianna.
= Fugio, do engonho Congacari um froto de no-
nio Joo Hanana, figura ordinaria, crioulo; tem urna
cicatriz debaixo do olho osquerdo; fugio com um 1"'"
no POSC050 : quem o pegar, levo ao dito engenho, ou
no principio do Aterro-dos-Afogados sobrado n. 31.
Continua a andar fugjdo desde o dia 24 de oulubro,
o preto Paulo do nacaoXongo baixo corpo delga-
do calmen grande falla atravessada ; representa 32
omos ; voio do Rio-do-Peixe. Este- escravo fui com-
prado a Diogo Jos da Cosa na ra Nova. Roga-se a
todas as autoridades policiaes o capilos decampo que
o apprehcndn e levcni ao Recife esquina da Lingocli,
que serao generosamente recompensados.
PERN. : UA TYP. PEM. F. DE rARlA. 1%$S


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