Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00433


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Full Text
Auno de 1846.
Ter$a-feira 5
O Til ARIO puMici-se todos 01 ftirein de K"rda: Pco da asslanator lie de
,indo rs. por qunrtel, puROf adinntarlnt. Os
* 11C,1S dos aSttMantei silo nseridoj a rnzio
"i. 'n rcis pn>" linfii i" rth ivpo difleren-
' c i- repetices Pe,a ,ne,ade. Os qua nSo fo-
rtn asis""'1* PaK!o 80 l0is P01' lin',a. IGu
ei lYpo"dilI'erenle.____________
P11ASES D\ LA NO Mi:/, 1)1'. .NOVE.MIMO
1 un eheia a 3, as 6 hora) e 51 minutos da manh.
'i'1ii'..oaiiwa tn, as < horas* il mln*. da manh.
i ,i.i nova a H, as B horas e 39 mln. da lano,
desenle a as 8 ^oru e 11 ma, da tarda.
PARTIDA DOS CORRKIOS.
Uinnn e Parnlivna Secundas e Sellas leiras.
[lio Grande do Norte, chepa as Quartas feiras
no racio Hia o parle as me,mus horas as
Quintal reirs.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Port Calvo e
Mucey. no I.*, M e 21 decida mez.
Oaranhiins a bonito a 10 e 21.
Roa-Vista e Plores II e 2.
Victoria as Quintas leiras.
Oliuda todos os das.
PREAMAR DE HOJR.
Primeira a i h SO minutos da tarde.
Segunda a 1 h. 54 minutos da ntanha.
Novcmbro. Anno XXII. N. 246.
DAS da semana.
2 Sr)nnda. Coinnicinoraro dos debilos.
3 Tere. S. Malachias: Aud. do .!, do civ. da I.
v. c do J. de paz do 2. dist de t.
4 Quarta. 8, Jcannicio. Aud. do J. do civ. da
2. v c do J. de pat do 2 dist. de t.
5 Quinta. S. Filoteo. Aud. rio J. deorphos,
do I. municipal dnl. vara.
Sexta. S Severo. Aud, do J. do civ. da
i. v. edo J. de paz do I. disl. de t.
" ?abt>ado. S. Florencio. Aud. do J. do civ.
da I. v., e do J de paz do l. dist. a J. de f
S Domingo. S. Sevcriano e seus companherros,
mailyies.
CAMBIOS NO DA 2 DE NOVEMBtO.
Cambio obre Londres S d. p. If 0
ii Piii 355 ris por franco.
Lisboa 100% de premio.
Dase, de letras ilcboat firma I OnroOncashespanholas.. IOJIOO0 a lfioo
Modasdc OjtOO vel. lfljzOO a l40
de 00400 nov. J#s0o a ll-Sot
> ile 4|000... U/100 a 9>3>n
Praa Pelaces.....------ lOSu a />*
i Pesos columuares. I lato a 2fo0#
Ditos Mexicanos. ifzil a 11***
f Miuda.......... l|70 a 11780
Acccsda Comp. do llelicrilie de 50|000 ao par.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
lISItZj!
PERNAMBUCO.
AaSEMBLE'A PROVINCIAL.
SESSAO EM 30 DE OUTUBRO DE 1S46.
PBESIDKNCU DO SU. SOCZ* TEIXEIH.V.
(Continuafo do numero 244).
Julgao-se objecto de deliberaco, c vo a itnpriiiiii' o
parecer e os projectos seguales:
A commisso de legislacn, examinando a represen
tacao, que a esta asscmbla dirigi cmara do munici-
pio de Dlinslal) prdiudu una nterpretaco ao $ 18 do ar-
tigo 19 da le provincial de 10 de inaio de 1842, e pesan
do bem as rases ofi'erecldas pela inencionada cmara
i consideracoo d'asscmbla, he de parecer, que se Ihe
delira favoravclmente, fixando-se a inlelligencia du ci-
tado 18 de mancha, que nao resulte absurdo de sua
execufu.
Acamara municipal de Olinda esteve sempre na
posse de arrecadar o imposto das bataneas de pesar as-
sucar nos trapielies desla eidade, como lbilmente se
eollige da provisto regia de de agosto de 1728, que
p.i-suu esse direito para a provedoria da l'azenda. c da
piovisao regia de 28 de abril de 17-50, que o restit'iio
referida cmara; e porque al pi oinnlgaco da lei de
.i .li' 111:110 de 1841, que no artigo 39 almliuessa iniposi-
90, dlspondo, que a cmara nao a arrecadasse mais, ne-
nliuuia otitra dlsposifo legislativa se encontr abolin-
do-a, e antes hojo unirs, (uc claramente do a eutl l-
der estar ella ein vigor, como sejo as do artigo 21 da lei
n. 79 e nrt, 38 da lei n. 87; parece evidente, qic so do
da 1." de jiillin de 1841, cin que leve execucao a citada
lei de 5 de uiaio, he que perneo acamara o direito de
perceber a iinposifo, sol pena de ter a mesina lei" of-
feito retroactivo; oque he contra o 3 do art. 179 da
1 iiuslitiiico poltica do imperio.
Assim, pois, para que se nao d ao 18 do artigo 19
da lei provincial de 5 de tnaio a absurda iutelligenein,
contra a qual representa a cmara de Olinda, offerece
a coininisao a segiiinte rcsoluco :
A asscmbla legislativa provincial de Pernambuco
resolve :
- Artigo nico. Acamara municipal da eidade de Olin-
da teut direito a arrecadar o imposto das batancal de
liesar assucarnos trapiches da eidade do Recite at o da
\." dejullio de 1841, ein que prineipiou a ter exeeucao
a lei de Ode inaio do mesnio anno, lieando assim livada a
iiitelligeucia do 18 do artigo 19, capitulo 2., da lei pro-
vincial 11." 108, de 10 de malo de 1842.
Fieo revogadas todas as Iris c disposicCrs cm con-
ti .'uto.
11 Paco daassrmbla legislativa provincial dePeinani-
bueo, 2!ide utitubro de 1840. ~ Joaquim VilMa. Cunlin
Hachado.
11 A asscmbla legislativa provincial de Pernambuco
resolve:
11 Artigo 1." Ficasupprimida a freguezia de Sao-.Mi-
Cticl-de-Harreiros ; e os seus fregueses passao perten-
ccr freguezia de Una.
Art. 2. O parodio da fregueiia supprimida, sendo
collado, continuar a perceber a sua congrua, at que
seja prvido em nutro beneficio eeelesiaslico
n Art. 3." Vicio revogadas todas as Iris e disposices
1 ni contrario.
l'aeo d'asseinlili'a legislativa provincial,30 de oiitu-
bro de 1840. Affanso Ferreira.
A asscmbla legislativa provincial resolve:
Artigo unien. rico revogado o artigo 7. da lei n "
44, de.lf de jtinho de 1837.
l'.ien ilaasseinbla lecrlalatlva provincial de Pernam-
buco, 30 deoulubro de 1840. ~ Yillcta lavares.
Olllltsi DO DU.
Conlinuaci'io.la Jitcuisiio iloprojtcto ti. 30, acerca da gra-
tilicntiiopediila pelo piofenor de primenu leltrai du eidade
de (iiiiauna. \
O Sr. llego Minleiro : Sr. presidente, o (Ilustre di-
putado, que na sessao de hoiilrm fallou ein tiltituo lu-
gar, linpngnou este protecto) eum dos argumentos,
que apri sentou para mostrar a sua inulilidade, fui, que
esta ilisposican se acbava j consignada no artigo 10 di
lei de l.'i de utitubro de 1827, (oiieliiindo d'esse seu ar-
gumento, qurjrra liesneeessario o pri.jeeto ; mas endi-
no ao nnlue depulado, que lian julgo desnccessaiia es-
sa dianosicSo, porque cunos professores ein identicpi
casos teem reeoriido ihe^ouiaria provincial e ella au
lilesteni pago;enem he possivel, quelites pague,porque
realmente a lei do orean enm mar ilc ve ii r cada prolessor, e arhaudo se oreadas todas as
despoaaa, nao lie ptMalvol que a theiouraria jiossa ex-
ceder daquillo, que Ihe loi marcado, e nein inesmo o
presidente da provincia ; tanto assim, que, ein casos
ideutieos, tetn lomado decisoes, depcndeiilcs da apjito-
|lo desta absembla.
Nrsleanno, na sesso extraordinaria apparecro na
casa iiiu 11 i|i,( 1 inii nlii do profesaos da 1Ior-\ isla, o qual
seaebava na uiestna dispusico da lei, qne se soet-or-
re este petieionario ; e esta asscmbla, altendendo is
snas justas iillegacoes, reconbeceo o sen direito, fazeii-
do ellecliva disposico da lei de l.'i de oiilnbro; e aliin
de animar os domis professori s no uinpi inenln de
si ns ileveres, cousIgBQU 110 uniuiinlo un quantita-
tivo para gratilicaio desse prolessor da lina-\ isla. A'
exempio deste n qner agora o pi i.l'issiir de Goianna,
que pede tamban, que se Ihe consigue tuna quantifl
[para giatilicarao, visto que se acha 110 caso da disposi-
1 cao da lei, ist be, tem precnchld 'odas as condlcoes,
que a iei ihe impoi 110 deseinprnho de seus develes. E
como nrgar-th'a, se a lei Ib'a concede. Km obediencia,
pois, a lei, que tem sido por ns acatada, c applieada a
011 tros, e (rno ein vista ter o peticionario quasi dobrado
'.''upo do qiJ ella elige para pe re tur o terco de gratl-
hcacao, ru aildicionarci ao projrcto una emenda, _fi-
xando a terca parte do sen urdenado como gratilicncan,
que he a itiesina que se teiu concedido a outros, que
nao teem os anuos de. srrvico do peticionario.
He lida na niesma a seguinle emenda :
nUepoIsdas palavras=;iatficafio antinalaccrescen-
lc-se=da terca paite = : o mais, como uoar'igo.llego
Mimteiro.
Sr. I.aurenlino : Sr. presidente, a materia, que c
discute, paiece-me, que ja (leve causar lastio a casa.....
OSt. .Ver/o; Oh! anda agora principia, ja enoja?
O Orador',__iini, porque teem sido tantos os preten-
den tes de igiucs negocios, teem sido tantas vo.es repe-
tidos os argumentos a favor de taes pretendenlcsi c tan-
las vezes apresentadas as lei a favor dos peticionarios,
que, me pareee.j nao ha lugar de apresentar urna nova
lei, ou de citar una nova dsposic.5o de lei; nao admU-
te, pois, scniio a irpeticao do queja se tem dito, por nu-
tras palavras. Se o nnbre diputado, ou algiim ineniliro
da casa mais lustrado apresentar como revogada a lei,
(|iie d. esta gratilicacao aos professores, bem; mas.se
nao apresentar, parece-ine, que o negocio deve limitar-
se a ver, se o peticionario est comprchendido, ou nao,
nal disposicOes da lei: provado, que est, decidido est
tainbeni, que a deve ter.
O nobre deputado, que conibaleo o parecer (o Sr.Nct-
to) obrlgou-tnc...
O Sr. Afelio : ~ Nao combat.... pedi explicaces.
O Orador : Pois bem ; o nobre depulado, que pedio
cxplieaffies, obrlgou-iue, como iiirmbro da commlssao,
a exjilicar-me ; o que vou fazer, bem cerlo de que nao
terei o prazer de o salisfazer.
Disse o nobre deputado, que qtteria, lhc dissessem, se
a lei de 15 de otitubro de 1827 estava, ou nao, eni vigor:
ora, eu poda responder a isto, perguntando tambem ao
nobre deputado, se ella est ou nao revogada ; porque,
Je ella est ein vigor para alguciii. est cm vigor para
o petieionario ; mas eu quero satisfa/-lo mais ampli-
uienle, e por isso Ihe digo, que, folheando as leis, nao
acliel iiriihuina posterior Aquella de 10 dejunho de 1837,
que revoge a gratincacito concedida aos professores,
que se achaiem as circuinstancias do peticionario; e
por isso peco ao nobre deputado, que me esclareca a
resnro.
Disse mais o nobre deputado, que no parecer nao se
marca va o quanlum da gratilicacao para o peticionario:
he vjrrdadc, e cu agradeco limito ao nobre deputado a
su.i leiiiiirane.i. em cunsequencia da qual vou mandar
lima emenda mesa, afim deque a materia nao fique
cm diivida ; mas, respondendo ao seuquesito, digo, que,
se a lei de 10 de junho de 1837 inarcou para os professo-
res, que llverem 12 anuos de servico, com certas condi-
cies, agrali6aa;3o de mu terco de seu ordenado, est
claro, que, feudo o petieionario 21 anuos de exereicio na
cadeira, leudo preenchido essas condicocs exigidas pela
lei, nao pode ter menor gratilicacao du que 0 mximo
marcado para o que liver 12 anuos.
Si', presidente, ludo quanto se tem dito a tal respeito,
est tao claramente respondido, que nada mais ha a
acrescentar; e por isto, leconhecendo eu a jnslica do
peticionarlo, entendo, que elle deve ser deferido favo-
laveliiiente.
O Sr. Arito: -- Saibor presidente, nao tive a fortuna
de al ranear dos nobles deputados, que acabao de sen-
lar-se, os rsclarrrimrntos, que lionteni ped, e riles ho-
je se prop/.nao a dai-ine. levo isto talves ao lempo,
que riacou da memoria dos nobres deputados asduvidas
manifestadas por niini na sessao antecedente, e srm ru-
ja soluco me 1100 podrec decidir a votar pelo projecto.
Frca he, pois, rcpcll-las agora, chamando sobre ellas a
atteiie.in da casa, para mostrar aos nobres autores do
projerto 1 salisl'avo, com que os acouipanhai ci na voto
{o, se as deslruirem, como devo esperar, provandoa
ilidade.jOStica copportuiiidadedelle.
Potiderci hontcm, que no pude entender a ultima
parte do artigo ein discusso, pois a clausula pie per-
cbela rom osen ordeuado parece indicar, que o pro-
fessor de (oanna, aiuda no caso de ser jubilado, tem
direito gratilicafo concedida, porque recbela assim
o ordenado ; e esta intelligencia considerava eu tanto
mais rasoavcl, quanto nao devia reputar ociosa iieiibu-
tna palavra do projecto, e para perceber gratincafoei
COIII o ordenado, durante o exereicio da cadeira, nao ca-
reca esse prolessor de autorisacao. Mas, inlelizinrntr, a
rata respeito 111 iiliutn dos nobres deputados, que ine
pici edro, profrrio una palavra.....
OSr. Laurcntino: Foi falla de lembranca.
O Orador: Kslou por isto ; mas sinto, que essa falta
trulla deser supprida, qnaiulo, pelo regiment da casa.
me nao cabe mais a palavra, para fazer algumas obser-
vaeiies a quem quizer juslilirar esla parte do parecer ein
discusso.....
O Sr. Aune lachado : F.ti acho tao claro.
O Orador: Oque csl claro be aociosidade, com que
sequi/. providenciar sobre casos ljexprrssamente pre
VCnidot na Iri de 10 de junlio de 1837.
OSr. Laurcntino: Vai tuna emenda.
O Orador: Vejo, que nao era infundada a minha du-
vida, pois o nobre di pillado, autor do projecto, a repu-
ta procedente: e cuino se prope a relorma-lo nesta
parte, passarri adiantr.
Duvidei tambem, se vigora ainda a lei de 15 de otitu-
bro de 1827; econfessoaV. Fx., que as rascs ataqui
pimln/id.is nao me rsclarrrrro.
Pelo acto addicional tomos autorisados a legislarsobrc
as aulas de instiuccao primaria, edessa autorisacao nos
aproveilinos na lei de 10 dejunho de 1837, em que re-
gulamos os direito* C obrigaertes dos professores de pri-
men as lettras; rstabrlrcrmos a forma dos concursos, e
demos umitas outras providencias, que se tlnhao dado
na rilada lei de "327. Entre ellas, foro asgralificaccs,
que devino ter aquelles-servidores do estado, quando ti-
vessemas aulas respectivas limito povoadas de alumnos
Ora, nao sendo a gratilicacao mareada para este caso a
do artigo 10 da lei de 1 j Ok ontnluo de 1827, parece, que
esta 1 ailucoii, c nao aove ser concedida ao peticio-
nario.....
O Sr. Kunc Hachado: Nao he esse o modo de revo-
gar leis.
O Orador: Vejo lser leis tao irregularmente, que
nir nao admirarla, se as visse revogar com a niesma ir-
icgulai idade ; mas pondero ao nobre deputado, que o
espirito, seno a lettra da lei de 10 de junho, nesta p ir-
te, lie diaiiictraliucnte opposlo ao-art. 10 da lei de 15 de
outubro; porquanto naquella se prrvenlo-e regulou di-
versamente o caso, rm que esla mandava gratificar os
professores.
Occorre, que r. lei de 10 dejunho, mandando dar una
gratilicacao ao prolessor, que tiver mais de 50 alumnos,
t crear oulra cadeira, quando esse numero exceder a 75,
nao deixou lugar para epueeder-se a gratilicacao, que a
lei de 15 de outubro autorisou o presidente em conce-
di a aibilrar aos professores, que se dislinguissem pelo
grande numero de alumnos, a quem ensinasseni;
sendo ainda para attender-se, que a le de 10 dejunho
o concedeo ao governo arbitrio algum a respeito das
gi atiticaroes, como concedeo a de 15de outubro, e es-
peciliiou luiu os casos, cm que devino ser pagas, a im-
portancia de rada uina dellas.
A todas as rasdes expendidas, e que me parecem va-
liosas para considerar revogada a lei de 15 de outubro,
secretee declarar-se tambem na lei de 10 de junho, que
a proporco mareada entre o ordenado e as gratificaces
11.111 coniprchi ndia as oblidas por forra da lei de 15 de
outubro, respeilando assim a posse, em que estavo al-
gn s professores.....
O Sr Xune* Machado: Deve conceder o direito c nao, Fallando assim, nao dou direito algucm para pensar,
0fact0. que dlvido da elevaco dos sentinientos da casa, consi-
O Orador: Assim tambem urna le posterior decla-
roi., que os professores prvidos antes de 10 de j un lio
nao sollressem .ilter.iro nos seus ordenados, para ell'ei-
to de se calcularen] as gratilicacocs, pelo fundamento,
justo, ou injusto, de se acharein cnto na posse driles.
Alguns anuos perinaneceo a asscmbla tiestas ideias,
indeterindo a pretences senielhantes, que apparecro
aqui. O governo e a thesouraria aacoiiipanli irn nes-
sa" fntelllgpncia da le de 10 de Junho; mas infeliz-
luenleTppareceo 11111 abuso, dando-se a gratilicacao da
terca parte do ordenado a un professor, que allegava
ter mais de 12 anuos de servico.....
O Sr. Villcta Tavarc: Tambem se concedeo ao de
Olinda.
O Orador: Segundo abuso.
OSr. Cunha Machado : Isto importa a fixacao da iu-
telllgeneia da lei.
O Orador: Os abusos nao explicao ai leis, e a repe-
ticao dellcs he mais una raso para cortarmos por
todos.
Nem niesmo, Sr. presidente, posso conceber, setn in-
juria dos nossos antecessores, que a asscmbla provin-
cial jiilzesse dar, como dco, Unta gratilicacao ao profes-
sor, que tivesse inais de cincuenta alumnos j joutra ao
quetivessegrande numero delles, inferior a75; outra
ao que routasse mais de 25 annos de servico: ealiinl,
que jubilassc csses professores com 20 anuos de servi-
So. e os mandasse remunerar tambem, por terem mais
e,12
Tudo isto nao passa de simples duvidas ininhas, que
espero ver dissipadas pela nobre coniniissao. Se o con-
eguir, asseguioa V. EX. que as renegare! para sem-
pre, nao mr rouipromcltenuo j a votar pelo projerto,
por m*o obslarem outras cooslderacdes.
Concedido, que vigore ainda a disposico doartigo.10
da citada Iri de 15 de outubro, cabe indagar, se o pro-
fessor de Goianna se inoslra habilitado, como o consl-
deron a nobre cnniinissao, paraaleanfar a gratilicacao
nella estabrleeida. l'crmiltaV. Kx., que entre noexaiuc
dessa habilitavao.
.11111 ton .10 m 11 requeriinenlo a sua provisao; um niap-
pa de seus alumno., escrlptO por elle; e nina attrstaco
da cmara municipal de Goianna, concebida nos segua-
les termos (l),
Atleslanios.quc osupplicantc, professor publico de
11 primearas lettras desta eidade, tem cumplido exacla-
mente com os seus deveres, apresentando sempre boa
conducta civil c moral, e tem sido assiduo, desdo que
11 toniou posse, nao srj da cadeira, que oceupa, romo
11 lamben) da de So-l.ourenco de Tijucupapo, que ou-
11 ir'oracxercco, e he a tua aula frequeiitada por grande
1 numero de alumnos com adianlainrnto. Goianna, cu
- sessao extraordinaria de 7 de outubro de 1840 &c. 1
Eis, porciu, o que dispdc o art. 10 da le de 15 de otitu-
bro: (le).
11 Os presidentes em eoncelho licao autorisados a coc-
ii ceder nina gralilieai o annual, que uo exceda terca
< parte do ordenado, aquclles professores, que, pormaii
de doze annos de exereicio nao interrompido se tiverem dis-
lini/uido por sua prudencia, desvelos, grande numero e apro-
H reilanienta de discpulos, a
Ora, sobre nao provar o peticionario a concurrencia)
ein sua pessoa, dos outros a ttri bu tos, exigidos por esta lei,
inoslra, pelo ailrstado da cmara, que apenas ciiniprio
c\i( 1 ente ps seus deveres; Isto he, nio sr distingui dos
outros professores, os qtiaes todos cnnipieni, ou, pelo
menos, sr presume cumprirasobrigacoei de seu magis-
terio. Mas isto nao basta, para que SC lhc conceda o pre-
mio eslabelerido para os que se di'.'iiiguirem dos outros,
por sua prudencia, desvelos, grande numero c aproveilamento
de discpulos, durante 12 anuos nio nter rompidos, co-
mo ilispi'ie o artigo 10 da lei de 15 de outubro de 1827.
O Sr. Cunha Machado: Kssa he boa.
O Orador: Essa he boa nao he a resposta do que aca-
bo de dizer.
Observe aluda a casa, que a cmara refrre-se ao pre-
sente, quando trata da populacao da aula de Goianna, e
nada diz acerca dos annos antecedentes, que se devein
tambem alteiider, nos termos da lei, para se apreciar o
servico do peticionario.
OSr. Maules da Cunha: Isso est multo grainma-
tiral.
O Orador: Mas nao he possivel argunientai-se de
outra inanrira, para se conliccer,-se a lei invocada pela
nobre commisso apoia a pretencao desse professor, e
justifica o projecto em discusso.
Ignoro, se o peticionario de facto salisfr essas con-
dicocs, durante os 12 anuos passados, r nao cslot longe
de acreditar, que na verdade he elle un cinpregado pu-
blico exrmplar ; mas, como incmbio desta asscmbla,
carecendo de outras provas para formar un juno segu-
ro a respeito dos Tactos, por elle allegados em seu obono,
vejo-mr nadilla neerssidade de nao dar por averiguado
aqinllo, que elle inesmo nao conseguio Justificar: e
quando outra cousa me fosse licito fazer, versando a
supplic.i sobre a applicaco de una lei, que a nobre
coiuinisso reputa vigente, nao relo, que seja esta as-
scmbla a autoridade legitima para deferi-la, sendo, co-
mo he, da exclusiva competencia do delegado do poder
execulivo na provincia.
I'orcni. sea nobre commisso en.carou o negocio co-
mo diividoso, se quiz dccidi-lo, interpretando a legisla-
cao vigente nesta parte, porque limitou os benficos cf-
l'eitos da inteipretaco ao professor dcGoiana, e deixou
de tomar urna medida geral e eouiprchcnsiva dos outros
professores de primeiras lettras, ein favor de quem se
derein as Condlcoes da lei de 15 de outubro de 1827?
O Sr. Joaquim Yillela : Estou com o nobre deputado
nesta parte.
O Orador Conheco, Sr. presidente, por experien-
cia, como he espinhosa e drsagradavel a posico de
quem se resolve a impugnar preicnedes desta naturea;
mas conheco igualmente, que, se nos nao revestirmos
da necessaria resignarn para all untar mesquinilos re-
senlimentos, apezar da pureza das nossas intencoes,
comprometiremos a sorte da provincia, que represen-
tamos. Todos se julgo com direito aos dinheiros p-
blicos : e quando alguem se oppdc pretenedes desla
ordem, por mais exageradas, que sejo, sempre molesta
o amor proprio dos iiilerrssados e de seus protectores,
que militas vezes na extravagancia niesma da pretencao
quereni contrastar sua importancia social. rnelo ma
efiicaz de saturnios dos embalaros, em que diariamente
nos venios por esse motivo, he nao desafiar as ainbicdrs,
Conccdcndo a un o que todos ou quasi lodos podem re-
clamar coin igual direito. Facainos leis, que conte-
nho medidas geraes ; e sobretodo evitemos odiosas ex-
ceptles em favor dequemqur que seja, que porveu-
lura tente depois fugir da applicaco dellas,
derando-ine o nico tUcal dos cofres da provincia. Nao :
todos clamos os interesses pblicos, o ncnhuin de na
he capaz de sacrifica-los por conslderacao alguma. Mas
esta conviccao me nao inhibe de repetir aqiil verdades,
que, para estarem sempre presentes 110 animo de cada
um de nos, deverd ser escripias as paredes desta casa.
Temos nina receita mesquiulia, qu nao pode ser aug-
mentada por novos impostos, c por conla da qual no
annos antecedentes se fizciao despesas consideravei; a
despesa actual a excede couslderavelmente; o dficit
avulta de dia em din; os empregados pblicos es tao
atrasados no pagamento de seus ordenados; os credores
da fasenda quelxao-se de naohaver dinheiro nos cofres,
para se dar execucao aos contratos com elles celebrados;
as obras publicas devein ser continuadas; a provincia
neeesslta de Innnineraveis inelhoramentos materiaes^ e
como haveiuos de supprir a deficiencia dos cofres pbli-
cos para remediar todos esses males, legados pelos nos-
sos antecessores ? F.eonoinisando as rendas actuacs; cor-
tando por todas as despexas menos necessarias; rcstrlu-
gindo talvez o peasoal das reparticoes publicas ; ftscali-
sindo a arrecadacao das rendas ; e principalmente recu-
sando novas gratilicacocs e augmentes de ordenados a
quem seni elles est servindo ao paiz. Teutemos, Se-
nllores, esta einpreza, que por certo he digna de nos: e
se nos nao apressarmos ei fazc-lo, o futuro pode traicr
provincia grande calainidade, que, posto nao seja pro-
vocada por nos, nao deixa de ser sumniamente fatal.
Fmquanto, pois, o nao fjennos, voto contra todo o aug-
mento dispensavel da despeja pubUca, c conseguinte-
uientc contra o projecto em discusso.
O Sr. Joaquim Yillela : Sr. presidente, eu preten-
da votar nesta questo sjmbolicauente ; por Isao que
suppunha, que se nao contestarla o direito do petlcio-
porin, como qur que houvesse quem o im-
pugnasse, como qur que o nobre deputado, que me
preceden, opine, que a gratificacao concedida na le de
15 de outubro de 1827 se acha abolida, pedi a palavra
para justificar o meu voto a esse respeito; porque, vo-
tante) pela resolucao, que se acha em discusso, com
alguma inodiAoatao, o faco, porque emendo, que essa
gratificacao se acha em vigor, e que conseguinteme-
te, mandando nos dar ao peticionario o que requereo,
nada mais fazcin*a do que rcconliecer o direito, que
llieassiste ; direito, que nao podemos negar, sob pena
de incorrernios na pecha de injustos.
O nobre depulado, que Jalda revogado o artigo 10
da lei de 15 de outubro, prineipiou fundamentando a
sua (minuto nos seguintes principios: que, tendo o
arto addicional passado para nos a atlribulcao de legis-
lar sobre a instrueco primaria, e tendo nos felto nina
lei, a de 10 dejunho de ia37, em que foi regulada essa
materia, haviao caducado ipso facto as leis anteriores,
que a regiilavo ; mas permitta-me o nobre deputado,
que eu me aparte um poueo da sua opiniao.
Prlmeirainenle nao posso conceder, que, porque
passe a atlribulcao de legislar sobre mu objecto para
este 011 aq mili' poder, ten nao caducado as leis ante-
riores I respeito.
O Sr. Netto: Quem disse isto 1 He abusar da sua
intelligencia : eu nao disse isto.
O Orador : (Eu Irci inesmo hypolhese figurada
pelo nobre deputado). Oque se segu lie, que passa
para esse poder a attribuiro de cstabelecer novas re-
gias alin il.iquillas que se adan cstabclccidas, e do
abolir as j. estabelecidas.
Mas disse o nobre deputado: o poder, para quem
passou esta auribuico, aassembla legislativa provin-
cial, legislou a respeito pela lel^dc 10 dejunho de 1837,
e, regulando a materia, dcixrao de tirar ein vigor as
iri anteriores ella ; crelo, que he esta a argumenta-
rn do nobre deputado, e que nao altero o seu pensa-
niento : mas permitla-me ainda o nobre deputado, quo
no concorde com elle.
Sr. presidente, eu nao reconhero seno dous modos
de revogar as leis : ou quando expresaamente sao re-
vogadas, di/a lulo o legislador pea revogada a lei tal,
ou quando se acho em opposico a disposices de leis
posteriores ; porqnc enlo o boni senso dicta, que nao
he possivel, que duas disposicnes oppostas cstejo em
vigor ; c, ueste srgundo caso inesmo, a revogaco he
sempre expresea, pois se acha estabelecida no artigo
geral, que acompanha todas as leis/Seo revogada*
tohas as leis, c disposices em contrario : assim pois, Sr.
presidente, se CU mostrar, que o artigo 10 da lei de 1S
de outubro de 1827 nein foi revogado expressamente,
nem se acha em opposico neuliuina das disposices,
que forao consignadas as leis posteriores, que regul-
rao a instrueco primaria, parece-ine, que posso con-
cluir, uue esse artigo nao se acha revogado.
O nobre depulado nao apresentou artigo algum da
le de 10 de junho de 1837, ou de outra qualquer, que
expressamente revogasse o artigo 10 da lei de 15 de ou-
tubro de 1827, c nein o poderia fazer, pois que iienlium
ha : por consrqucucia, dando por provado, que nao
liuuie revogaco expressa, examinare!, se ha algum
artigo, ao qual se aehe ein opposico o citado artigo 10
da Iri de 15 de outubro.
Principiaren Sr. presidente, pela lei de 10 de Junho .
de 1837, c lerci os artigos, donde o nobre deputado
uer concluir a revogaco. Temos o artigo 1." capitulo .
. da lei, que dii=-Ohonoiariodos professores e profes-
soras ser considerado desta forma Tres partes do
311c percebem, ou'houverem de perceber, como or-
enado, o mais como gratificacao, a qual perders,
quando estiverem, por qualquer causa, impedidos por
mais de quinze dias, revertendo esta para quem suas
veies. fizer. Nao tira, porm, comprehendida nesta
disposico a gratificacao, que tiverem, pelo artigo 10 da
lei de 15 de outubro ac 1827, ou por outro qualquer tt-
tuto -. Ora, bf"> se v, que o legislador o que fez no
artigo foi dividir os venciinentos dos professores p-
blicos em quatro parles, determinando, que tres se
considcrasscui como ordenado proprianientc dito, e
una como gratilicacao, que perderiao, todas as veaes
que nao estivessem em exereicio por mais de quinxe
dias : se, pois, detenninou, que nao ficasse compre-
hendida nesta dispusico a gratilicafo da lei de 10de
junho, he claro, que o que quiz cstabelecer foi, que
essa gratilicafo uo ticava subjeita, como os mais ven-
cluientos do professores pblicos, ser dividida em
quairo partes, c que consequentemente os meemos
professores nao liravo privados da quarta parte de Ha.
quando drixassein de estar em exereicio por mais de 15
dias, He esta a intelligencia que me parece dever-se
dar ao artigo, en vista dcll.i, longe de poder concluir,
que o artigo 10 da lei de 15 de outubro est derogado,
ao contrario v-se, que a lei o considera vigente.



.
MUTILADO


Mal o nobre ilrpuiado argumrntou ooin a palavra =
tiverem = e dase, que rsla Ir! s consrrvou a gratifica-
rn quelles profrssori'S, que j rstivcsscm de posr
della: cu peco lcenca ao nohrc deputado para obser-
var-lhc, que esta distineco nao est na le, e que nao
o julgo autorisado a fnze-la.
Sr. presidente nao vejo, que o verbo tiverem < refira
ni'cessariaiiienlr ao passadn, pelo contrario, vejo, que
elle tainbem exprime un futuro, pois que he synonimo
de hourerem ile ler: porque, pois, havemos de cnlrn-
der, que a lei s se quiz referir ao passado, que s com-
prehrndr os que j tiveretn a gratificaco, friendo uina
distineco arbitraria, quando be principio correte,
que ondea lei nao distingue uo porrinos distinguirf
Alm de que, Sr. presidente, qual ser a raso dessa
difierenca, se a le leve por flm regular o direito, e este
tein o mesino fundamento, a mesma rasao, quer o in-
dividuo j esteja de posse da gralificaco, quer nao?
A lei o que quiz foi, que o professor nao perdesse parte
da gratificaco, que llie lie dada pelos bons srrvicos an-
teriores, como mu premio, pelo facto de se nao adiar
era exerciclo, c cita rasao he a inesma para os queja
tiverem a gralificaco, ou houverem de te-la. Se o
legislador qulzesse fazer a distineco do nobre deputado,
explicar-se-hia rom mais clareza, e dira por cxcmplo
m que j tirerem = !c. 8tc.
Vamos agora ao outro artigo, donde quer o nobre de-
putado concluir a revegaco do artigo 10 da Iri de 15 de
outubro; he o artigo 5. do capltulo8. que assim dis-
pe O professor de lalim, ou de primriras lettras,
que liver em sua aula mil* de 50 alumnos, que i're-
quentcm, vencer, alm do ordenado, mais dous ter-
cos da gratificaco, que percebe, ic. Aquioque vejo
he, que a lei concede una nova gratificaco aos pro-
fessores, une tiverem mais de 50 alumnos coni frequen-
cia, mas ha alguma oppoico entre esta gratificaco
e_a rojicedida no artigo 10 da lei de 15 de outubro ?
Nao sao at t.o dlstlnctas estas duas gratificace ?
Ocio, que o nobre deputado uo o negar ; porque a
gralftraco da lei de 15 de outubro he relativa quelles
profi'ssore, que, contando mais de 12 minos de servi-
co.se tirerem distinguido, e esta he relativa quelles,
que tirerem mais de 50 alumnos com frequrncia, qual-
quer que seja o tempo, que trnho de exerciclo : e se
acaso sao diversas as especies, a que ella* e referem,
nao sel como concluir-se, que tima exelue a outra, sem
que assim a lei o tenha declarado.
O Sr. Netlo: ~ Trinos duas gratificardes para o mes
ino caso, uina de dous tercos, outra de un; quando tl-
. ver 12 annos ter outra, e assim ficar com um ordena-
do por inteiro.
' 0 Orador : Para o niesino caso, nao : pois acabo de
mostrar, que as especies so diflcrentcs. O que se col-
lige he, que o legislador quiz dar mais vantagens aos
professores; e nao estada porventnra no seu direito ?
Senhores, eu nao adinltto. que se conclua a rrvoga-
cao de urna lei por didurro ; [npoiadas) as lels sao re-
que, tendo requerido essa gratificaco presidencia,
leem sido indeferidos, (nao me retiro actual) com o
fundamento de estar ella abolida, entretanto que esta
assembla mesma, este anno, concedeo-a ao professor
da Hna-Vita. Ora, ser conveniente, que a orte dos
professores fique exposta estas duvidas, e que elles
obtenho, ou delxenl de obter essa gratificaco, segun-
do entender o administrador da provincia, que ella esl
em vigor/ ou nao ? Crelo, que nSo; e pois, o que deve-
los concluir, senao que he mister una medida legis-
laiiva, dissipando a duvida, urna medida relativa, uo
s ao peticionario, senao a todos os professores, que se
acbarrm as mesuias circumstancias ? He por isso, Sr.
presidente, que eu concordo com o nobre deputado,
quando entende, que considerar-se cm vigor a grali-
fcacao da le de 15 de outubro, deve o projecto ser
emendado de manrira, quecoinprrhenda lodos os mais
professores, que estlverem no mesmo caso; porque, se
ha direito para o peticionarlo, ha para os outros Igual-
mente: peCo licenca a V. Exc. para mandar uina
emenda neste sentido.
Sr. presidente, ponen dlrel sobre o ultimo tpico, com
que concluio o nobre deputado o seu discurso, porque
he elle um lugar coinmuin, de que te serve o nobre
deputado lodosos das, e appllca tudo. Acho, na
verdade, inulto helio apresentar-sc qualquer, fazendo
una pintura aterradora do estado dos cofres pblicos,
como o zelador delles; mas, Sr. presidente, he mister,
Sur se reconheca, que todos nos sabemos, que he nosso
ever zelar os cofres pblicos, e que nenhuiii de nos se
Julga autorisado franquea-los todo o mundo, que
tenha prrtrncdcs ; (apoiados) he mister, que se reconhe-
ca, que todos nos selamos a frtenda provincial, cnin-
quanto entendamos, que este dever nao pude, nein deve
excluir o de reconhecer a justica onde eativer, e dar
cada um o que lie seu (Apoiadoi) A questo toda, pois,
Sr. presidente,he se o peticionario tein direito. e nein sei
a que vem o estado dos cofres publico.
Concluo, Sr. presidente, declarando mu francamente
ao nobre deputado, que, se eu estivesse convencalo de
que ao peticionario nao assistia justica, votarla contra a
sua prrtenro, da mesma minina, que o nobre deputa-
do, que tein essa couvicco.quacsqucr que fossem as in-
fluencias, que o apatrocinassem : e estou convencido,
que todos obro da mesma sorte, porque supponho em
todos a independencia precisa para Isto.
Jlando a mesa a tegulnte emenda, para ser accrescen-
tada ao final do artigo 1.
Flcando comprehendidos na mesma disposlco to-
Terceira discussao do projecto n. 19, relativo ao jul-
gainento das causas da fazcuda provincial.'
Val meta, c he apoiada para entrar em discussao a
seguinte emenda:
A assembla legislativa provincial resolve:
Artigo l. O conliecimcnto dos feltos da fazenda
provincial fica pertencendo ao foro coinmiini, sendo o
processo o racimo cstabclccido para os feltos da fuzenda
geral.
o Art. 2. Para propor, dirigir, e promover as causas
da faienda provincial as comarcas de fra da capital,
he autorizado o presidente da provincia a Hornear aju-
dantes permanente* ou provisorios ao procurador-fiscal
provincial, arbitrando-Ibes graliricacde rasoavels, se-
gundo as regras estabclrcidas nos 1.*, 2." e 3.* do arti-
go 16 da lei geral de 29 de novembro de 1841. S. R.
26 de outubro de 1846. Nunes Hachado.
O ir. Figurirrdo : Sr. presidente, inconimodado em
ininha sade, nao pude acompanhar a discussao deste
projecto : portanto perd a orcasio de me fazer mais
entendido, e de me explicar com o* nobre* depurados,
que me fitero a honra decombater. Mas, Sr. presiden-
te, tomar a discussao no ponto, em que a delxmos, tao
einmaranhada, parece-meuma trela luminainente dea-
agradarel, e que sem duvida causarla enfado, se eu a
emprehendesse : assim, Sr. presidente, procurarei ago-
ra restringir, o mais que for possivel, o circulo da dis-
cussao : estabelecerel a questo na sua maior slmplicl-
dade, afim de ver, se posso serperfrttamente compre-
hendido pelos nobres deputado*, autores e defensores
do'prnjeclo.
Nao rntrarei, Sr. presidente, na questo suscitada a-
eerca il a divisan da fazenda provincial e fazenda geral;
Aqui tem \'. Exc, quaes os meu argumento, qUaw
competencia da assembla provincial. Agora Ipermit
tir-me-ha V. Exc, que eu diga anda duas palavras
cerca da questo de utllidade...
Senhores, nao reconhecn utilidade no projecto! Onnc
se allcgou a tal respelto foi: que nao era possivel ao ,,j.
dos feitos despachar tantas causas da fazenda proviucUl
egeral, cama* que suban mais de mil.... que a arre-
cadacao nao poda ser vantajoia.
Mas, Sr. presidente, multo se enganao os nobrea di-
putados ; porquanto posso assrgurar a V. Exc. ont
apeiar de seexpedirem mil e tintos mandados pelo jui-
zo dos fritos, niui poucas sao a causas, que aeagt0.
no anuo finanecirn findo e no crrente foro julgados j
revelia todos os feltos,que te prncessro em consequen-
cia das rela;des viudas das repartieses : os fritos ^ ellt,
que ha discussao, sao mu poucos, e o proceito ten,
marcha siimniurlssima, que nao pode embaracar a um
juls expedito, como o actual.
Quanto a arrecadacao timbem poso aftirma'r a V.
Exc, c at com documentos, que" de*de a creacao d
julio dos fritos, no* quatro ultimo* auno* linanceiros, a
arrecadacao, em comparacao ao quatro anuos prece-
dentes, foi multo mais vaotaiosa ; e no anuo financriro
de 45 46, nico, em que o Julz actual eateve em exer-
lIco, arrecadou-se mais que nos annos anteriores. Sem
duvida, Sr. presidente, que a arrecadacao ainda serla
maior, se houvessem o olEclae*, que te ha requisiladn
desde 1840 ; e fossem enifim fornecidos os meios pp-
cunlarios para as despetas do processo. Nein se diga
que convem, que as localidades hajao julzct, peraute
quem promovo os collectores as causas da faienda; por-
que este respeito tenho a oppr um facto, e he, que at
vogadasou expreasamente, ou pir disposiedes, que as
contrariao ; *e, pol, o nobre deputado nao pode mos-
trar iMsposIco alguma em contrario ao artiglo da Iri
de 15 de outubro, crelo, que drvo concluir, que ella
esta em vigor.
Mas, Sr. presidente, eu ainda posso provar ao nobre
depulado. que ha lei considerando vigente a gralifica-
yno da Iri de 15 de outubro ; tanto he verdade, que ella
nao frl derogada. Veja o nobre deputado o artigo 12 da
lei do orcamenlo de 1843, e ver, que elle suppe em
vigor a gratificaco concedida pelo exerciclo de mais de
12 annos. Eis o que diz o artigo a Com os professores
deprimeias lettras, nao podendo ser accinnulada a
gratificaco pelo exercicio de mais de 25 annos que he
concedida por mal* de 12 annos ic. Ora, sea lei pro-
ln!" a aeriiiMiilni.ili he porque uma e outra gratifica-
cao eslo em vigor; e o nobre deputado sabe limito
liem, que a gratificaco pelo excrcietb de mais de 12
annos he a concedida pelo artigo 10 da lei de 15 de ou-
tubro.
Sr. presidente, o nobre deputado, delxando a questo
de direito, e passando de laclo, fez todos os esforcos
para mostrar, que o peticionario nao eslava no caso de
merecer a gratificaco, que o projecto Ihe d, por isso
qur nao eslava provado, que elle liouvesse preenehdo
ascondicoes exigida no mesino art. 10 da Iri de 15 de
outubro de 1827; Inas, Sr. presidente, o nobre deputa-
do quli levar a sua seirridade um ponto exceislro,
quli er demasiadamente rigoroso, quando entendro,
ijne, exlglndoa lei, que o professor sr lenha distingui-
do, como urna condicao, nao rstava prnvada essa coiid-
cao, visto que o atlestado da cmara nao di*, que o pe-
ticionario se tem distinguido, e sim que tem cumplido
exaetapirnte ns seus deveres, etc.; de maneira que cu
collijo, que o nobre deputado s julgaiia siificieiite o
atlestado, se nelle se einpregasse a palavra tarramrnlal=
thilinquido = e todas as mais, que se leem na lei.
O Sr. Nrtto : Esta eoncliisn lie do nobre deputado.
O Orador: Nao. O nobre deputado nao julga o ai-
testado insiifliciente, pnrquc nao diz, que O peticionario
ae tem distinguido, coiuquanto empregue termos equi-
valentes ? '
Sr. presidente, eu nao sei em que consiste a distnecan
de um einprrgado publico, enao no exacto cumprl-
mento dos seus deveres.
OSr. Nunei Machado: Muito brm.
O Orador: Para inini, o que cunipre os seus deverr
com zrlo e esmero, e he isto o que eu chamo cumprr
exactamente, dislingue-se, e inulto.
O Sr. filela Tavaret: Apoiado.
O Orador:Sr. presidente, nao comprendido, que
a sociedade possa exigir de um empregado publico qual-
quer maisdo que o exacto cuinpriinentodasobrigacdes.
_ jjue Ihe sao impostas para o desempenho de seu minis-
terio, porque entendn, que nestas obrigaces est in-
cluido tudo quanto he necessario para conseguir o fin,
que elle he particularmente destinado. Se, pois, a
.amara de Cioi.iiina alte.ton, que o peticionario tem cum-
plido exactamente com os seus devere attcstou, que
se tem distinguido. (Apoiadoi)
Mas disse o nobre deputado a distineco he mais do
que o exacto cumprimento do dever; porque, para obri-
gar os rmpregados ao euinpriniento de seus deveres, ha
penas coniinada quelles, que os nao cumprlrrm = :
oh. pois o nobre deputado nao sabe, que nao he simien-
te no temor onde o legislndor val procurar motivos pa-
ra induzir os homens obrar f Nao sabe, que nos pre-
mios descobre tiinlieni incentivos poderosissimos? He
verdade, que as Iris cominao penas aos empregados,
que mo cumpreiii os seus deveres; mas daqul nao se-
gu, que e Ibes oo possa oHerecrr premio pelo cuin-
].limrnto driles; e crelo que ninguem negar, que,
unindo-se um motivo a outro, promova-se com mais
cIHcacia o fim. Assim, pois, Sr. presidente, persuado-
uie, que, para que r conceda um premio ao einprrgado
publico, nao he mister essa distineco, qur o nobre de-
putado tem na mente ; essa distineco, que consiste em
.nais do que o exacto cumprimento dos deverrs. A so-
ciedade interessa inulto no fiel cumprimento dos deve-
res dos que e acho em-arregado* das funeces publi-
<, e, para nmve-los a isto, apresenta-l.'ics urna alter-
nativa de soll'riinentos r de gozos, dzeiido-lbcs = se
faltarde* aos vosso dereres, seris castigados; se os
cumprirdes exactamente, erels premiados, tendo taes,
c tae vantagens =.
De tudo, poli, quanlo liei dito, Sr. presidente, con-
cluo, que a gratificaco, que o projecto manda dar ao
peticionario, est em vigor, e que, estando o peticiona-
rio, -que nao s conla 12 annos de sei vico, senao 21, na
circumstancias da le, mo podemos drixar de approrar
o projecto, sob pena de nrgarmos ao peticionario un
direito adquirido, e serillos conaeguintemente injustos.
Nein se diga. Sr. presidente, que, estando em vigor o
art. 10 da lei de 15 de outubro, nao he mister uina me-
dida legislativa, para que o peticionario tenha a gratifi-
caco por isso que a preadiencla esta autorisada a da-
la. Sr. presidente, o direito do peticionario nao esta tao
liquido, que nao admita contestaco: o nobre deputa-
do, a qurin tlve a honra de combater, entende. me e-
dos os mais professores, qur preencherem as coidcoes
da referida Iri. 8, R.
OSr. Laurentino : Sr. presidenle, quando me en-
tei, nao tencionava levantar-me egunda vez, para fal-
lar sobre esta materia ; mas, como o nobre deputado
piinclplou o seu discurso fazendo-me una Increpa-
V Sr. Nelto: Eu lncrepel-o ?
O Orador : Sim, Senhor ; nao posso deixar de de-
fendrr-ine.
O nobre deputado disse. que estranliava, que a com-
inissao lavrasse este parecer, como convicta da rasao e
da justica, que assistia ao peticionarlo, quando, ha pou-
co lempo, tinlia oflerecido um requeriniento mesa ,
em que se prdio esclarecimentos sobre a materia em
questo, eesses esclarecimentos ainda nao cheir.io
casa. B
O nobre deputado, na frca do seu discurso, disse
tambem, que, se estavamos convencidos da justica da
medida propnsta, deviarlla fazer-se extensiva a todos
os outros professores, e nao, por uina excenco, apro-
veitar smrntr ao prtirionario.
Sr. presidente, para poder responder argliicao, que
se me faz, dlrel, que, aprrsenlando o peticionarlo una
rrlacao de 114 alumnos, sem um s documento conipra-
batono de sua veracidade, e n.io qurrendo eu jurar iw
i-eroa mnyittri.pedi emmeu requeriinento esclarecimen-
tos a presidencia; mas, sendo meu re luerlmenlo com-
batido e rejeitado, apparrecrao na casa tintos nobres de-
pulados, aliancando a veracidade de tudo que allegou o
peticionario, eque abonavao seu mrito em tildo, que
Julgue-nie mais que munido dos rsclarecinunto* pre-
cisos para formular o parecer; eis-ahi a raso de o ler
frito, devendo, aleni disto, tera deciso da casa, que re-
jeitou, como suprrduo, o ineii requerimenlo, por uma
prov.i exuberante doqurru necessltara sabrr.
Dissr mais o nobre deputado. que acreditarla na c-
mara, porem que suas rxprrsses, quando dila, que o
prtirionario era exacto rm suas obrigacSrg, nao accorda-
vao com o termo denelar-se, que se acha na lei.
Deixarei, Sr. presidenle, de responder a esta segunda
parte, poique o nobre depulado, que me preceden, j o
rezmui satisfactoriamente; quanto, porem, ao crdito,
que o nobre deputado lera cmara, respondo, que,
quando o peticionarlo nao tivesse a seu favor oulro do-
cumentos, ru srmprr llir dara crdito, uma vez munido
do atlestado da caihara. por ser esta o verdadeiro fiscal
(Irt.ies rrparlices, creado por lei, e por isto digna de
toda a fe em negocios taes.
Disse o nobre deputado. que, se o individuo esta no
caso da le, deve confrssar-se-lhe o direito, mas que isso
deve ser por urna le geral, que comprchemla todos.
A Isto respondo, que nos nao somos procuradores dos
professores ; muito fazemos em deferir quelles, ouc
rer|iierem.
O Sr. yitto: Tem raso!!
O Orador: Sim, Senhor; pois, porque se nao faz urna
le geral a favor de qunu nada nos pedio, ha de negar-sc
o direito a quem o tem?
O Sr. Kello: Quem disse Isto ?
O Orador: He lima cunsequencia do que disse o no-
bre deputado.
O Sr. Nelto: Tirada pelo nobre deputado.
O Ormlnr: Eu assim o rntendo.....
OSr. Netto: Bein : como o nobre deputado he quem
lira a contequencia nao faz mal: eu uo a tiro
O Ororfor : -- O nobre depulado diz, que, se se ha de
delerir o peticionario singularmente, tomc-se uma medi-
da geral para todos os professores. Ora, supponhainos,
que a assembla nao toma essa medida, miI i, .
quero mesmo conceder de barato, que a lei de 41 sumen- boje o collectores nao leem necessidade do julzu para
n .r.... ........ j. r------j.-------..._>.-------x_ t.i fa/rr as cobrancas fiscaes!... Una s causa nanacha
prnposto requisico de taes exactores, Alcm de que
Sr. presidente, sabemos mui bem, que o seren cha-
mados o devedore* da faienda responder na corte,
quero dlzer, na capital, he uina garanta, que teui a
metma fazenda contra ot potentado! das localidades, i
cuja influencia multas vezes nao podem os juites loce
resistir. Esta doutrina he da antiga legislacffo, he dou-
trna dos... corcunda*.. ( aponiaiido para o Sr. dontor
Mende) dos corcundas, quemo nobre deputado deve
respeitar.
O Sr. Mtndci da Cunha: Respeito muito a doulina
dos corcundas.
O Orador : --Portanto, Sr. presidente, nSo rreonhe-
cendo competencia na assembla, e ora utllidade no
projecto, voto contra elle; e requelro a V. Exc, baja de
mandar declarar meu voto.
Tendo dado a hora,
0 Sr. Presidente d_ para ordem do dia da lenSo te-
guinte: conllnuaco da que viuda para bojei elevanta
a aesso. (Erao 2 horas da tarde.,
que a assembla nao loma essa medida, qual he o re-
sultado?
Disse o nobre deputado, que precisamos esclarcci-
inrntns dogoverno, para decidrmos com justica este
negocio.
Snhor presidente, eu declaro ao nobre deputado, que,
tendo o peticionario prernchido as condirrs da le para
merecer gratificaco, neiihuin favor pede assembla
nenlium favor esta (he faz; eque, para se administrar
justica, nao se preciso esclarecimrnto* mais do que os
que ha : pelo menos, dislo estou convencido; c urna vez
reconhecldo, que elle tem direito, toda a opposlco, que
selhefat, he em contraveneno dajualica, que Ihe as-
sisie.
Senhor presidente, o nobre depulado, todas as vetes
que se oppde a negocio dcsa nalurea, acaba por urna
lamenlaciio do estado mlseravel de llnancas, em que se
acha a provincia.
OSr. Nato: Una jeremiada, nao?
OOratlor: Sim, uma verdadeira jeremiada: aeabou
Cseu discurso, nio vendo senao males, e um triste fu-
turo, que ameaca a provincia: nada mais direi ao nobre
deputado a semelhanle respeito, eno que, e le tiatas-
e defrzer gracaa e favores, le a todaaraao: porin
nao ae trata disto, tratase de reconhecer direito, e ad-
ministrar justica; obre oque repilo o que tanta ve-
tes tenho dito:nao ha dlnbeirn nao e Ihe pague, es-
pere como os outro; porin recoulieca-c-lhe o direito,
confrsse-te-llie a divida: e como eu lh'o reconheco,
voto pelo projecto, com a emenda, que elo na
mesa.
-*c na mu, e, apoiada, entra em diacuaao a seguin-
te emenda :
X' palavra ficar percebendo com o seu ordena-
do accreseente-tc em quanto exercer acadeira.
Ptreira Carvalho.
Encerrada a discussao, he o projecto approvado, salva*
te *e refere s causas da fazenda geral; tambera nao farel
a analliomia da palavra natureza, com que o meu nobre
amigo (apontando para o Sr. Dr. Mendet) qult jogar : por-
que ella he tao extensa como a propria nalurea; (risa-
das) emfiii presclndlrel de todas eisas questdes, que fo-
ro largamente apresentadas ; e estabelecerel meu pon-
to de partida em tactos incontestavris, c mesmo as pro-
posicrs dos nobres deputado, defensores do projecto,
eque multo se presto ao meu intento. ( Bastante si-
lencio)
lie um faci c facto consnmmado, que o julz dos frito
da fazenda julga actualmente as causas da fazenda pro-
vincial. Muito bem E porque julga? Dissero os no-
bres deputado, que porque a lei provincial Ihe conferio
esta atlrlbuicio.
O Sr. Joaquim Filela : Eu nao diste..,
OOrarfor: Diste, e dissrrao todos.....apello para a
lemhranca da casa.... e at affinnro, que a assembla
provincial tinha coiuniettido um abuso.....
Os Srs. Joaquim Filela, i Nunes Machado : Nao dis-
semos.
O Orador : Felizmente o discursos dos nobres de-
putados estao impressns... Dissero, que o iuito dos (ci-
tas jnlgava as causas provinciaes por aularitaraa da atsem-
bita. Ora. prrguntarei eu, e, bavendo a assembla con-
cedido essa faculdade ao julzo do fritos, pode agora ti-
rar-lhr? Pode ; dissero o nobres deputado : e por-
que pode ? Porque o jult dos feltos julga em causas, era
que Ihe nao compete julgar, visto que a faculdade de
julgar as causas da faienda provincial he propria dos
juizrs do foro commuin : Isto dissero os nobres drpu-
lados em alto c bom soin....
(Ha iimitos aparte em sentido negativo Susurro, e al-
guma agitaco.)
O Orador: Dissero isto, e accrescentro, que, re-
tirando a assembla provincial essa faculdade, que ha-
vla conferido aojuiz dos felto, nao fazia mal duque
cortar por abuso-----Ora, sendo, como ditera o nobres
depurados, propria dosjuizes do foro coinmuin a fa-
culdade de julgar as causas da fazenda provincial; se
elle a decidera por direito proprio, poder a assembla
provincia! passa-las para o juizo dos feitos da fazenda,
como quer o decreto deste auno, c os nobre* deputa-
do?.... Nao, certamente....
(Repetem-se mudos apartes, e ha muito susurro.)
O Orador : Para que esto os nobres drputados en-
lejiando as suas proposicoei, que felizmente esto im-
pressa?
' ont i niiando no meu raciocinio, perguntarel aos no-
bre deputado, e, pertencendo, por direito proprio,
aos julzrs do foro commuin a faculdade de julgar certa
especie de causas, quaes as da fazenda provincial, ( co-
mo elles pensoj nao ser Isso rrstringir ajurisdiccao
drstes juirs, passando tars causas para ojuio dos fri-
tos, segundo a doutrina do decreto? Sera duvida algu-
ma ; porque o poder de julgar fica mais circuinscripto.
Nunca fu consistir a jurisdieco no maior ou menor nu-
mero de causas, como inculriu os nobres depotados ;
mas sim no maior numero de especies de causas ; e en-
Io a jurisdieco de tanto maior, tanto mais ampia, quan-
to mior he o numero de eapeele de causa, que tem o
juiz de julgar. Passando-sr, pois, para o juizo dos feitos
uma especie de causas, que develan ser julgadas pelo
jniao do foro comuium, tem-se restringido ajurisdic-
cao deste, e augmentado a daquelle. E ser Isso permit-
idlo, a vista do artigo 2. da inlerpretaco ? Certamenie
IIURIO DE PElU'AWiUCO.
A assembla oceupar-se-ha hoje com leitura de pare-
ceret e projectos; com a prdneira discussao dos projec-
los de ns. 23, 33. 34 e35; com asegunda do* de n*. 27 e
31; e com a tercelra do de ns. 20 e 21.
COMMERCIO.
esta fr-
Verei, ae
Fanoi Srs. Deputados do apartes confino.
O Orarfor : Nao el como argumentar por
mi! I dividan (taquillo, que estabelecrn....
Ihe agrada outro argumento.
Segundo o decreto, queo nobres deputado tanto a-
dorao, pode a assembla provincial conceder a faculda-
de de julgar as causas da fazenda provincial, ou aos
juizes dofrn commum, ou ao juii dos fritos da faien-
da ; o que Importa o mesmo, que dizer, que ambos os
jui gar taes causas, c que toda uacc e emana da asaembla
provincial. E poder a assembla provincial conceder
jurisdieco? Nin-uem me dir, que pode, vista do ar-
tigo 2 da inlerpretaco. Logo o decreto tuppe, por
um lado, um absurdo, que he considerar a jurUdicco.
a respeito da causas da fazenda, nao existente antes do
juno da assembla provincial; e por outro, concede
mesma assembla o poder de dar jurisdieco, contra o
que estaexpresso na lei interpretativa ...
Y""'-" A assembla nao pode conceder jurisdieco.
O Orador : Se nao pode dar, e iiera tirar Jurisdieco,
enlao deve esta achar-se j consagrada no systema ge-
ral, e radicada em algura juiz, ou no do* feitos, ou nos
do foro commum ; e portanto a questo er saber em
qual dos dous se achara ella ; e em tal caso a etprcie se-
ra ou de rim/lirlo de jurisdieco, ou de inlerpretaco de
le, e le geral : no priraeiro caso, devem decidir os tri-
bunaesjudiciarios ; no segundo, f assembla geral...
(Susurro. Multo* apartes.)
Algumas Foses: Repita o argumento.
O Orador: Se o* nobres depurados querem, eu os da-
r! agora mesmo, or por escrlpto, para que bem me
coinpreliendo. Aprsente! tres argumento.
Primenaai guielo. O juitr do frito julgo as
causas da fazenda provincial: e porque 1 Por lei da as-
AI fondera.
RENDIMENTO DO DIA 2. 9:784/96o'
DESCMEOS HOJE 3.
Escuna nglrza Carolinamercaduras.
Mguc inglez Minervadem.
Brigue.'lasquedem.
Brigue Ri/lemanbacalho.
A arremataco, j annunciada, da* 25 caixa com fi-
aba champanhe, lera lugar hoje (3) impretri vclmente.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 2
Geral. ,............ i:|04tTO6
Provincial. >........' 6tM/,3j2
1:768/378
Rendimenlo total no mez de outubro de 1846.
Consulado de 7 por eruto. 8:807l)-2G
Dito de'/, dito........' 4^843
Ancoragein para fra do imperio.....1:177/874
Dita para dentro do dito........ 371^1)75
Sello fixo
Dito de conhecimentos .
Dito de titulo.....
Si/.a de .'i por cento. .
Dita de 15 por cento .
Kuioltmenlos decerlidcs
373/V20
79/160
4/700
43/500
011/111 iU
16*720
Restituice
11:7
1/800
,11:707/318
1:653/427
.
Deposito existente......
Hcndimentos de diversa provineif..
Diimo do assucar das Alagas ...
Rendimenlo desla provincia)
Dizimo do algodo.....
Dito do assucar ...'....
Dito do caf........
Dito do fumo ........
laxa de 40 rs. por sacca de algodo .
Dita de 160 r. por caita de assucar ., .
Dita de 40 is. por fecho de dito .
Dita de 20 rs. por barrica e sacco de dita .
R.- ^45/358
Pernambuco, 31 de outubro de 1846.
O administrador
^____________ 3o3o Xavier Cairneirn da Cunha.
Movituriito do l'orto.
224/703
1:109/218
3:401/318
7/243
36/5111
32/720
25/120
120
157/380
Navios entrados no dia 2 do rorrrnf.
Rio-de-Janeiro; brigue urasilciro Sagitario, de250 tone-
ladas, capito Mauoel Francisco dos Rlk equipagein
9, carga plvora por conla do goverqo, c mais gene-
ro : a Antonio Francisco do Sanio Hraga. Pawa-
griro, Dr. Beni, Francez, Antonio Flix) Pnrtiiguez,
Mauoel de Carvalho Pac de Amlrade, Brasileiro
Aracaiy ; 20 dia, hiate bratilero Espadarte, de 270 to-
neladas, capito Joaquim Jos*1 do Santo, equipgeiu
4. carga iota e couros: a Joo Pinto de Lemos Jnior.
....ni,!., .._____ i- ,-------,-, --. ..,-,- ...-.,,. ula c (.uurus: a toa l'iuto de .
sei.ibla piovncial. fc pcKle a assembla provincial tirar-1-Traa *eu bordo 4 e.cravo. en.regar.
culdade he propria dos juite do foro commum. E e lie I Porto* do Norte ; vapor brasileiro Imprrad
mim!LC.!9 ^ l01"' eco"' elle penso'outrasla emendas; da quae sao adopta"d,"as"dor8rs'"I
TSS^JSk^2iSL3'!!S^^ $gUm? d,""d"|Ju"n V"'e'. Reg Monteiro, e rejellada a do Sr. Uu-
.<'"peno, enemuter acbar con ella. Haprofctsorei.lrentlno,
propria dosjuizes do foro commum, pode a assembla
paisa-la aojuiz dos fritos, como quero decreto ? Pdr
r. podendo, nao se altera a jurisdieco dosjuizes do fo-
ro coiniiium, e se amplia a do Juizo do fritos, e t*.
versai, E se altera, porfe-lo-ha fater a assembla pro-
vincial .'
Segundo argumento. Pelo decreto, que os nobre
deputados abracan, pode a assembla provincial dar a
laculiladc de julgar as causas da fazenda provincial
umou a outro juiz; dar a faculdade de julgar Jiedar
jurisdieco: logo nenlium deste juizes u pode ter, e
nao dada pela aiiemlila provincial. E pode a iiunt-
blca provincial dar jurisdieco ?
.j'rJ'ir? Teumrnio. Se a assembla provincial nao
. comman-
os.Leva a
iucia Nor-
-do-Norte o
por brasileiro Impri
danteo 1." truente Joaquim Salom R
seu bordo os passageros, que para os pi
te trouxe das Sul e para o Rio-Gran
Dr. Lulz Jo de Sampaio Jnior.
Cear ; brigue brasileiro Empresa capit,
Ferrelra uorges, carga diversos gneros.
Mauoel de Mello Monte-Negro, Brasileiro.
Lisboa; patacho portuguez Mara Joaquina. clpMo Ma-
noel da Costa e Silva, carga arro
Francisco
l'asaae,
roz e mata gesteros.
--i geral. No priraeiro caso, quem
i..rC.i sf"00' ,r,Dunae*' e no "'Sundo, a assem-
bla geral. (Movmento geral)
VaIUiI
O Illin. Sr. inspector da tbesnuraria d fa'iiula
detta provincia manda fater publico, que lio ultimo
do corrrnte mez tinda-ae o prato marcado iyla ordem
do tribunal do tbeaouro publico nacional,de 27 de
maio prximo passado, para a siibatituico tiesta pro-
vincia das notas de 100/000 r,s. verdes, e di 20/000 r.
encarnadas, da segunda estampa, e que dessa poca em
alante so erad ubstituldas na calxa da ainorlisaco de
MUTILADO


ww-
corte. Secretarla 'la thesouraria de Pernambuco, 2 de
novembro de 184(i. O oruclal-maior,
Ignacio doi Santoi da Fonteca.
Deca raeiio.
O arsenal de guerra precisa comprar fio de algodiio,
navios, aieite de carrapato r de coco : as pessoas, que
Mea gneros liverem para vender, qurrciidn, compare-
f.ao no mesnio arsenal, coin sitas propostas iiu carta fe-
chada, at o da 5 Jo eorrenle mez.
Arsenal de guerra, 2 de novembro de 1846.
O empotrarlo,
Franeheo Serfico de Aitit Carvalha.
BBBTH
Avisos marii irnos.
Para Liverpool sal o vapor inglez Anlehpe, capltao
O Briru; deve aqui rhegar dos portos do Sul, ate o dia
12 do correte, e seguir, depois de 24 hojas,sita vlagem
para Liverpool: qiiem quizer ir de passagetn, procura-
r em casa de Deane Youle k C.
Frea se para qiialquer porlo da Europa a escuna
ingleza Carotina, bem construida, e de excrllente mar-
cha, do lote de 180 toneladas : a tratar coin os srus icon-
slgnatarlos, Adamson Hotvic 3t C na rita do Trapiche,
n. 42.
Segu viagein para Maranho em potteos dial o Ma-
te nacional Mara-Firmina; tent melade do carrcgaiuen-
to prompta: quetn quizer carregarou Ir de passagent,
dirija-je a rita da Cadrla do Recife, casa, n. 34.
Para o Cear segu viagein a sumaca Carlota, mrs-
tre e dono Jos Gonsalves Simas : qiiem na mesina qui-
zrr ca regar ou ir de passagent pode rntender-se cont o
mesnio ntestre, ou coin Luiz Jos de S Araujo, na ra
da Cruz, n. 26.
Para o Rio-Grande-do-Sul saltir coin brevidade o|
brigue Tigre: para carga e passaeriros trata-se coin o
rapitao, ou na ra da Cruz, n. 45, cont Nasciincnto (S
Amorim.
= O bein construido palhabote S.-Joo segu vlagem
para a Rabia, cont escala por Macelo, cont a tnaior bre-
vidade possivel por ter parte do sen carregantento
prompta ; quem pretender carregar, ou ir de passa-
(ein, dirija-se a bordo do iitesmo, defronte do trapiche
do algodno.
Vende-se o vclelro brigue Doui-lrmtos, bein
construido e Torrado de pamba proinpto a navegar;
oqual chrgnti prximamente do Rio-Grande-do-Sul,
r acln-sc ancorado em frente do caes do Collegio: a tra-
tar com lou Francisco da Cruz na ra da (tu n.
Mi, ou rom o capitn, a bordo.
= Para a Hahia seguir, o itiats breve possivel a bein
condecida c vclrlra sumaca A'oa-4urora, capitn Do-
mingoa Jos da Silva Papalina: quem na Hirsuta quizer
carregar ou ir de pass.igem, pode entender-sc com o
ursino capitao ou com Ainorini limaos, ra da t.'adeia,
ti. 45.
Segu para o Rio-Grande-do-Sul o brigue nacional
Jpiter, no dia 5do crrante iuiprcterivelmente : para
passagclros e eicravos, para o que tem exccllentes cora-
modoa trata-se com o capitn do incsiim, Antonio Jos
do Res, ou na ra da adeia-Vrlha, n. 33.
= O hiato Nova-Ulinda sabe impreterlvelmente para
o Aracatl na prxima semana, cont carga, que tlyer
abordo : quem anda pretender carregar, se entender
com o mestre do mesnio, Antonio Jos Vianna, no tra-
piche novo.
___________-^-es-....._______l_______
le i loes.
Na ra de S.-Francisco n. 7, 011
na ra do Crespo, loja n. 10 precisase
de tima ama de leile preferintio-se
parda.
= Prrcisa-sr de dous pretos para venderein azeilr: na
ra Velha, n. 42.
Desappareceo, no dia 1." do corrente, un Africano
livre, dcsles que Ionio, ha pouco, arrematados, com os
signaes segiiintcs: chama-se Manoel, representa di S
annns, feicde regulares, rosto curto, nariz sellado, e
lein sobre o peito dimito um signal, que_parece un X
malfeilo ; julga-se ter sido furtado, por nao saber ainda
as ras : quem delle souber noticias, queira aprehnde-
lo, e leva-lo a rtia Dlrelta, casa u 78.
Alnga-se una casa com copiar r trapeira, no lugar
de Sant'Anna, coin dous nortees e Jardim ao lado, aqual
pude servir para duas familias; tendo a mesilla quatro
salas, sete qtiartos, cozinba, cuclirira c estribara, com
terreno plantado de caplin, para um cavado, aleni de
alguinas aore de fructo : os pretendriiles dirijao-se a
praca da Roa-Vala, botica, n. 6, ou a esta typographia,
que se dir quam aluga.
Alnga-se, pela festa ou por anno, nina casa no lu-
gar do Caxang, do lado do rio e da sombra, coin duas
salas, cinco qtiartos, coziuha fura, logar para estribarla
e prrtos : os pretendentes du ijo-sc a praca da Roa-Vis-
ta, botica, n. 6, ou a esta typographia, ^ue se dir quem
aluga.
Didgo Rodrigues embarca para os portos do Sul
o scu rscravo, de nonic Joaquini Grande.
Ainda se arha por .litigar, pela festi ou por anno, a
nielhor casa da pilla de S.-Francisco em Olinda, pouco
distante da borda do mar, c por isto ptima para o uso
dos banhos salgados. Est calada, e oflerece commodos
para grande familia; pois tem duas salas, quatro quar-
tos cozinba fra, cacimba c coquriros. A tratar na
mesma ridade, ra de Mullas Ferreira, sobrado, onde
mu (Hi o capitn PaSSOS.
-- Fin consequencia do Sr. Joao Jonkheym se haver
ausentado desta provincia, no dia 29 de Janeiro prximo
passado, o abaixo assignado faz cente ao publico, que
a sociedade, que existia sob a Arma de Jonkhcym tGur-
litt, se considerar dissolvida daqurlla data em diantc:
nao se responsabilisando o abaixo assignado seno por
transacroe fcilas em scu r.ioprio lime. Guilhermt
Gurlitt.
Tendo sido descncaminliada, pelo preto pedreiro,
de nonie Pedro, desde o dia 13 de outubro de 1845, a es-
clava iToul.i, de noine Escolstica, que representa ter
3(1 annns de idade, pouco inais ou menos, com os sig-
naes seguintes : estatura e corpo regular; quando falla
parece ter a bocea chela; costuina andar com cabello
grande c perneado, e quando anda sacode-sr;levou pan-
no e saia preta: e como o mesnio preto tem dito, que
anda, como forra, servindoein casas particulares: pede-
sc a qualquer pessoa, que dclla souber, dirija-se a ra
do Qurimado, loja, n. 38, que ser recompensada, visto
o seductor j se achar preso e pronunciado as penas
da le,
" Pertleo-se um cachorro muito no-
-- Fazem-se quaesquer cortinados, tanto decanas
como para Jane lias e para decoraedes de baile, ou
sociedades ; furaces de cadeiras, suplas, colchos clas-
icos, e em lini tudoquanto for concernente a tapecaria;
tainbein se vaiiior tapetes e esleirs ein qualquer lu-
gar que seja; ludo coin perfeicao, c por se ter professa-
do este oflicio em Parts por preco o mais rasoavel ,
que se pode fazer : na travrssa da Concordia, q.l3, atrs
da Jorre do Carino.
Fabrica de chapeos de sol,
na do Passeio-Publico, n. 5.
Compra-se piala velha, sendo de le r quein tirer,
anuncie.
Compra-se urna conmioda e 12 cadeiras cm meto
uso ; quem tiver, annuncie.
Vendas.
Tj
i
. 5
oao Loubet tem a honra de participar ao re-
peitavel publico que acaba de receber de Flan-
ea pelos ltimos navios frauceies um bello
soi tmenlo do ultimo gosto sendo : chapeos de sol,
para homeui e seuliora de seda lisa, lavrada fua-
dores com cabos c castes multo ricos ; seda de todas
as cores e qualidades ; panninhos entrancados c lisos ;
ludo para cobrir chapeos de sol; chapeos de sol de pan-
ninlin de todas as cores para homem com cabos e
casles ricos: tambem concedaos inrsmo*, tanto
de homem como de senhora ; pois tem tudo quanto he
necessario para os ditos e promette milita brevidade,
para fascr qualquer concert : ludo por prec,o coin-
modo.
Aluga-se, por barato preco, a
prensa do Fort-do-Matto, n. 7, largo
da Assembla que, por ser de bom ta-
maito e mellior localidade, tambem ser-
ve para ser applicada 11 um grande ar-
mazem de recollier alfandegado tor-
nando-se por isso til a-quem o preten-
der muito principalmente aos Srs. ne-
gociantes estrangeiros : a tratar na ra
do Vi
Leilao, que faz Manoel Joaquim Ramos eSilva.de
pipas de vlnlio do Estrello em cascos catalaes em lotes
de 5 pipas, ma vontade dos compradores : quarla-fel-
ra, 4 do correle mes de novembro.
Kalkinann 8t Rosejunund faino leilao, por Inlriven-
cio docorretor Ollveira de grande sorliuiento de fa-
/endas todas proprias do mercado : boje 3 do cor-
rente, s 10 horas da mauha, no sru aiinazeni, na ra
da Cruz.
Johnston Patcr 8t Companbia farao leilao, por 11-
tervencao do corrrtor Olivelra, de grande variedade de
la/endas inglezas, bein conhecidas de seus freguezes :
quaria-feira, 4 do eorrenle, s 10 horas da nianha, no
sru armasem, na ra da Madrc-de-Deos. ______
Avisos diversos.
Hnje deve arrematarse, na praca dojui/.o do civel
(la piimeira vara, o terreno penhnrado |ior Manoel Ze-
liiiiin dos Sanios a Jos .Inaqiiiiu Krzerra Cavalcanli, r
limado a Jos Niiiirs de Magalhcs.
Na 1 na de llnrtas. sabrado n. 22, primeiro andar,
ensina-se, eiiiquanlo durarem as ferias da academia ,
1 lielorica, geographia, e geometra: as pessoas, que qui-
/erem utilisar-sr do seu presliuio, podein comparecer
a qual(|iirr liora.
Ofl'erece-se una ama secca para casa de pequea
familia, 011 mesnio sem familia, que sabe cozinhar c
engominar: na ra das Cinco-Pautas, n. 17, ou annun-
cie.
O bacliarrl Joaquim Procopio de Figueiredo, tendo
de relirar-se par o Rio-de-Janeiro, leva o seu escravo
preto de nniiie Luiz.
Joaquim Rodrigues Nogueira, pardo casado, val
viajar pala interior desta provincia.
Precisa-sede una, ama que tenha baslante leite,
forra ou captiva : na ra .larga do Rozario, n.50.
Na 1 ua do Qneimado, loja de ferragem, n. 10, se d
noticia de um moleque, que reprsenla ter 8 annos pou-
co inais 011 menos, c dizque scu senbor se chama An-
tonio e qlie he seleiro; e nao sabe a roa em que mora:
e como o dito ia em conipanhia de nns inalutos, por
isso se sup|)o fgido: a pessoa, a quem llie fallar, diri-
ja-se a mesilla loja, que, dando os signaes cerlos, Ihe se-
r entregue:e tambem se declara, que se nao rrsposabi-
iisa pela fuga do mesnio.
Aluga-se o ptiuif iro andar do sobrado, n. 28 da ra
das Cruces : a tratar na mesma rua, sobrado n. 30.
A pessoa, que liiou do coerci cartas viudas do lla-
ve, pelos navios francc7.es Uoique e Armorique, para
Vctor Leltelier, baja de as entregar na rua Nova, 11. S,
ou na rua da Cruz, n. 53, que ser recompensada.
I'recisa-se de um feitor para um sitio : na rua do
Hruin, fundieo de Mesquita t Dutra.
Precisa-se de alugar nin escravo
ou e.scrava, que sai Lia cozinliar : na rua
do (jollepio, loja de miudezas, n. 1.
Jos Soares le Azevedo professor do lingoa
franca, no lyceo tem alierto em sua casa rua do
Kangp| n 59, segundo andar, um curso de
.PHiLOSOPHIA c outro do LINGOA FRANCF.ZA. As pes-
soa,que desejarem seguir urna ou rrutra tiestas dis-
ciplinas, podem djrigir-sc indicada residencia a
qualquer hora.
vo, com os signaes seguintes : preto, com
o peito branco e com a cauda bastante
comprida : quem o achar, far favor en-
tregar na rua da Cadeia-Vellia, sobrado
n. f>'i, que sera gratificado.
Precisa-se de dous lavradores ; em casa do doura-
dor, ou fabricante de candieiros de gaz na rua No-
va 11. 52.
iX
Allen^o!
Dcsencaminhou-se ,
da casa da
rua do Cruz n. o, terceiro andar la-
ver dous mezes, pouco mais ou
um alfinele de peito, de >enhora
menos
encas-
oado em ouro, trabalho tle relevo con-
tendo o rctradode urna menina sentada
em tima almofada de idade de 10 a 18
aretes com meias, Lorzrguins e tonca .
previne-se a toda e qualquer pessoa ,
que tenlia visto tal dfincle, de o tiazer a
soiiredita casa, que se dar tres vezes o
valor rio retrato nao se exigindoo ouro,
bem como se guarda segredo. Fz-sc ta-
maito etnpenio, por assim o exigir a
pessoa a quem elle perlence ; pois para
qualquer outra he zero.
Viuva de Alfonso & Companbia
aviso ao publico, que Antonio Goncolves
Bastos deixou de ser seu caixeiro, desde
o dia 78 de outubro.
Aluga-se um pequeo slio, perto do rio e que
esieja alem do Manguinho at os Aplpucos ou mes-
nio pelo lado da malta da Torre : a tratar por cima da
leja de Manoel Goncalves da Silva.
Aluga-se una casa com inultos commodos por
anno, ou para passar a festa, 110 Casanga : quema
pretender, dirija-se a rua do Crespo, 11. 15, primeiro
andar.
Jos I.ourrnco Meira de Vasconcellos substituto
de latni do collegio das Arte3 durante as ferias ensi-
na, nrsta cidsde, a malcra de sua proRsso, francez e
rhetorica.com a assiduidade ezelo deseu costume. Fin-
dos os exames da academia, dar principio, logo que
hourer numero sufficiente; pelo que os pretendcnles
concorrao a matricula coin antecedencia no pateo do
Terco n. 42, segundo andar
SOCIEDADE
Philo-Terpsichore.
O primeiro secretarlo interino avisa aos Srs. socios a
leunlrem-se amanha 4 do corrente pelas 7 lloras da
tarde parase dar cxecucfio ao disposto no L* do art.
3." dos estatutos : e bem assim ," que os csalos forjo
transferidos para as quartas-friras.
Jos Mues de Faria az sciente a
quem convier que n8o pagar cousn
! alguma sem bilhele, 011 alias so indo pes-
s'ualmcnte buscar qualquer cousa, pata
assm evitar qualquer duvida.
Precisa-se de um hoinrm, que tenha boa lettra e
que queira Ir para 11111 engrudo ; na rua do Crespo
n. 11.
Precisa-se de 2 Portogurzes, para servico de ola-
ria sendo destes elirgados ltimamente: na rua do
Qneimado 11. .'18. Na mesma casa compra-se um por-
tao de ferro, frito a moderna.
= Alugo-se a* seguintes casas : um sobrado de tun
andar rom soto.todo pintado de novo,na ruado Sol.n 93;
os i terceros andares COIII SOto, dos sobrados do A-
-terrn-da-Boa-Vista, ns. 4 e 6, por 300^000 rs. annuaes ;
o segundo andar do sobrado da rua do Rozario, n. 20;
duas casas terreas coin quintal, cacimba e mais com-
modos para grande familia, as ras Formosa, n. 5, e
na da lluio, 11. 3; outra dita pequea, na rua do Sebo,
n. -Vi, por 8*0110 rs. mensaes; una meia-agoa na rua da
Solrdade, 11. 37, por 6^000 rs. mensaes : quem preten-
der, duija-se aocscriplorio de F. A. de Ollveira, na rua
da Aurora, n. 26.
AO BOM TOM PARISIENSE.
RUA NOVA, N. 7.
TEMPETTE, ALPAIATE,
tem a honra de participar aos seus Ireguexrs que dis-
solvco desde o dia 15 de setembro do auno passado ,
a sociedade que tinlia coin os Srs. Goloinblez St Com-
panbia largando o mesnio lempo a loja dos sobredi-
tos Srs. As pessoas que o quizerem lavorecer com a
sua freguezia o acharo na sua loja na rua Nova,
n 7. Tem pannos para calcas, clleles e casacas, de to-
das as qualidades os inais nuvos chegados de Paria e
a collccco dos mais recentes figurines ; e rrcebeo no-
vamente mu lindo sui tmenlo de cbjecto de luxo e
pnanuiia ,de diversas qualidades.
gario, n. D.
LOTERA DA MATRIZ DA CIDADE
DA VICTORIA.
Antonio da Silva Giismo. thesoureiro desta lotera, faz
ver ao respeltavel publico, que, nao tendo sido possivel
fazer andar as rodas da mesma, no dia 26 do passado ,
como annunciou, em rasso de existir ainda por vender
mu rrescido numero debiltete*, pretende fazer an-
dar ditas rodas iinpreterivrlmente nodla? do corre-
te mez, no consistorio da igrrja da Conceicao dos Mi-
litares ; e por isso pede aos amadores desle jogo, que,
tendo aiienco s rasors ponderadas no primeiro ,111-
nunrln, concorrao a comprar o restante dos bilhetes ;
cerlos de que, se antes do dia, que ora he marcado, se
concluir a venda dos niesmos bilhetes, far inmedia-
tamente andar as rodas ; assim como ussegura aos que
se guardo para compra-Ios no dia do andamento, que
ueste dia se nao vender um l bilbete, ainda que al-
guns liquein por vender.
No dia27do passado-, chamando-se um prelo pa-
ra encher una barrica de carvo na venda 11. I do
largo do Terco este fui tai a, de dentro de una caixa ,
um bahiizinho fechado e envernisado de encarnado,
cornos seguintes objectos : um annelo com 4 dia-
mantes sendo de ouro de abertura sendo dous ordinarios ; um par
de fivelas de suspensorios ; um coracao de ouro ; um
lenco de seda preta ; una bolea de chita com una pnr-
cao de dinheiro deprata .entrando algunscrinados 110-
vos ; um peso mexicano corlado no nielo ; e entre al-
gn* papis alguma* cdulas, 1 nielo bilbete da lotera
a favor das obras da matriz da cidade da Victoria ; una
cautela da lotera do Rio-de-Janeiro. Este roubo j se
sabe .mude foi vendido 011 guardado; mas, no caso de
querer entregar, se gratificar c se guardar segredo;
do contrario se usar da pena da lei ; isto no prazode
tres dias.
FurtrSo, da rua da Gloria, sobrado n. 50,da caval-
larice do abaixo assignado, um cavallo melado-verme
Iho, gordo, ptimo rarregador baixo, coin os signaes se-
guintes : cauda e dinas brancas ripado de novo orc-
Ihas Inclinadas com signaes brancos as maos e pes ,
tendo um asir do lado esquerdo, estrella na testa, sig-
naes de cabellos brancos no lonibo em lugar de pi-
caduras : quem o achare levar a dita casa, ser bem
recompensado. = Jos Joaquim Bezerra Cavalranli.
Desapparecerao da casa do pateo de S.-Pedro n.
6. duas vollas de rordao, com nina medalha lisa, com
duas pedras una de diamantes e outra de crisolita.
Roga-se a qualquer pessoa, a quem for oll'erecido o dilo
furto faca o favor de tomar e leva-lo a casa cima ,
que ser bem recompensada.
~ Quem precisar de um perito padeiro e forneiro ,
que laiubem be coziubeiro liel c sem vicios, vnde-
se por veame, e lie bem moro, dirija-se ao pateo da
igleja das Chagas, n. 9.
Oll'erece-se una pessoa para ensinar primeiras lct-
tras e doutrina tanto nrsta praca como fra della :
quem o pretender dirija-se a rua Dircita 11 113.
-- Troca-se um niiilalinho de 10 annos por una
nrgrinha ou mulatinha da mesma idade para andar
com meninas : na rua largado Rosario n. 4li, primei-
ro andar.
lima pessoa milito capaz e de una conducta de ra-
ro exeinplo se ofl'erece para caixeiro de arma/fin ou lo-
ja venda por atacado e a relalho ; nao se llic d re-
ceber ludo por bataneo pois promette em ludo des-
cansar a scu palmo, j cm compras c vendas j em
despachos e escripturaedes por ter boa lettra e tudo
o mais tendente a commercio : para esle lim ollerece
pessoas fidedignas desla praca que dlr c abonaran
sua bem recouheeida conducta : quem de seu presumo
se quizer utilisar dirija-se a rua do Queiinado casa do
Sr. Manoel de Olivcira Ramos to do fallecido Jos Ra-
mos de Olivelra.
100^000 ris
de gratificacao a quem dcscobriro assas-
sino causador damorte docaborlo Francis-
co, de idade de n annos, escravo de Do-
mingos Sorianno Goncalves Ferreira ,
que desappareceo no dia 3o do prximo
passado outubro, bs 6 horas da torde ,
e appareceo, as 10 horas da noite do mes-
mo dia morto., no caes do arsenal de
marinha.
Precisa-se de um caixeiro, de 1*2 a 14 annos, c que
d. fiador a sua conduela ; na rua da Madrc-dc-Deos ,
venda n. 22.
Alugo-se dous escravos padeiros sendo um for-
neiro e outro trabalhador de masseira : a tratar no
pateo da S.-Cruz sobrado n. 2.
' Precisa-se de um menino brasileiro de 12 annos ,
para caiveiro de loja de leiragrns ; na rua do Quei-
inado, loja n. 13.
Aluga-se, por 40/r*. una casa terrea, para os 3
mezes da festa na ladeara do Varadouro da parle da
sombra coin duas salas dous quartos cozinba fra ,
quarto para escravos cercado p>rtao para o balde : a
tratar na casa terrea .junto ao sobrado do Sr. Cunha ,
no balde ou no Recife ruada Llngota n 8.
Desappareceo do lugar dos Remedios do sitio
de Manoel Ignacio Avilla 110 dia 28 do provimo passa-
do um boi de carro de cor preta ponte iras rotunas ;
tem ein una orelh.i urna falta e una estocada em un
quarto ; quem delle souber, dirija-se ao mesnio sitio,
quesera recompensado.
Vendcm-se8prrtas de bonitas figuras, de 16 a25an-
nos de idade, duas das qu.ies cozem, e engoinmo; I mu-
lalinl a de 1.3 annos, com principio, de costura c engotn-
mado ; 3 pretal para todo o servico; 2 mnleques, um
delles com principio de coslnlia, de nacao e o
boa conducta : no pateo da matriz de S.-Antonio, n. 1.
Vende-e una venda nova na praca da Itoa-Vista,
n. 20, com os fundos, nun convicrem ao comprador : a
trata no Aterro-da-Hoa-Vista, 11 44.
.-Vende-se 11 ni nmlatinho de 14 annos de idade, pou-
co inais ou menos : na rua do Crespo, n. 15.
Vende-se um preto moco de nacao para todo o ser-
vico, e por preco commodu : na rua Dlreita, 11. 18.
Vende-se sal do Ass a bordo do
brigue nacional Despique, ou na rua d*
Cruz, n. 60, Io. andar
Vende-se utna porcio de cera de carnauba, e tam-
bem a retalhn e cera amarella, chocolate muito novo,
passas e ameixas, figos, sag, araruta, tapioca, bolachl-
nha de Lisboa, amendoas, batatas, inacarro, letria, W-
lliarim, presuntos, paios. lingoicas, sebo ide Hollaoda,
pomada, vinho engarrafado superior, do Alto-Douro, di-
to do Ramo : todos esles gneros sao superiores e por
preco commodo: na rua Nova,senda, n. 65.
Vende-se nina negra crloula.de 16 a 18 annos de ldr
de, com principios de costura : na rua da Cadeia-Velha,
- n. 2.
Rap princeza novo lisboa
a 18000 rs. a libra.
De todos os raps, que a industria brasileira tmate
boje fabricado, nenhiim imita inelhor o verdadriro ra-
p princeza portuguei, do que intitulado RAPF. PRIN-
CEZA NOVO LISBOA, fabricado no Rio-de-Janeiro, sen-
do lao perfeila a sua scmelhanca, que os mala veterano
tabaquistas o tonio pelo jenuino rap Lisboa.
O deposito desle excellente rap, em Pernambuco, lie,
por ora, nicamente no annazem de Alves Vianna, rua
da Sen/alla-Velha, n. 11O.
Na loja de Guerra Silva & C rua Nova, n. II, ven-
de-se um mulato mestre carpiua c tres bous preto
para o servico do campo; duas ricas redes de palha. bor-
dadas de ponna, obra do gento do Para ; dous bahutzl-
niios de palba, obra dos inesiuos; e um rico chapeo de
palha do Chile, lalvez o mais fino, que aqu tenha viudo
tudo se vende por preco commodo.
ComniodHlades para a fesla.
Ha novamenle chegado ao mercado um grande sor-
timentn dos bem procurados chapeos de Chile: seu bem
manufacturado tecido, igualdade e alvura da palha, o*
tornan assaz recominendados aos amadores, tanto mais
sendo seus preco s mais commodos do que em parte al-
guma. Vendem-se as seguintes lojas : rua do Queiina-
do, ioja de miudezns, n. 16; na rua do Crespo, loja, 11.
3; nada esquina da rua da Cadela-de-Sa,nto-Antono.
u. l; e na praca da Independencia, fabrica de chapeo,
n. ,
0 m oras.
Compra-se urna venda sendo ein bom lugar : de-
fronte da igreja da Soledade, n. 2.
Pop 2# rs. cada ejemplar
do tratado do logo de Vnllarett com as lels (reraei do jo-
go, nova edicao, um vol. de 300 pag.: na lvraria da es-
quina da rua do Collegio.
~ Vende-se um carrinho de quatro rodas, que serve
tanto para um como para dous cavallos, com os compe-
tentes arreios, em bom estado : na ponte de L'cha, de-
fronte do sitio do Sr. Francisco Antonio de Ollveira, at
as8 horas da nianh 11
Fazenda da ultima moda.
Vendem-se na rua Nova, n. 12, os mullos apreclaveis
corles de barrge de seda, proprios para vestidos de se-
nhora, na presente estacffo; vndese alin desta fazenda,
alpaca preta, a 1,400 rs. o covado ; chita francesa mui-
to fina, de quatro palmos de largura, a 280 rs. o cova-
do ; riscadinhns franeczes c de lindUsimos gosto, a
280 rs. o covado ; cassas de muito lindos padroes, a
560 rs. a vara ; cortes de ditas, a 2,500 rs. ; balzonna,
a 300 rs. o covado; cassas de listras de seda, casimiras
elsticas multo linas, cazinctas, panno fino, sedas para
vestidos, l-nros de seda para algibeira, luva, malas,
corte* de colletes de todas as qualidades, almdeum
rico sortlincmeiito de todas as domis Cascudas, que re-
gularmente conserva esta bem acreditada loja.
Vende-se um lindo mulatiiiho de 9 anuos pro-
Srio para aprender oflicio ; un escravo de Angola de
i anuos de todo o servico ; nina parda de 24 annos ,
de boa figura com varias habilidades que e dir
ao comprador: na rua das Cruzes, n. 22 segundo andar.
Vende-se 110 estanque da Camboa-ilo-Carmo ta-
baco em p em pureo c relalho a 320 rs. a libra
= Vende-se um berco de coudur com armacao e
macanelas por lfttOO rs. ; dous espedios grandes, em
bom uso por 7/000 rs. cada um ; quatro castlcaes de
metal bronzeado cm bom uso a I .TOO rs. cada um ;
duas mangas de vdro lisas ; tres linternas de vidro ,
sendo duas lisas c outra bordada ; duas bandejas do
bom gosto : r.a rua das Larangelras n. 2.
Romances em porluguez, che-
gados de novo lvraria
da esquina do Collegio
0 Medico e a menina emigrada, por V. Ducange, 3 v.
com cst 1845; o Mysterio de um nascimenlo, pelo mes-
nio autor 2 v. 1845; o Gaiato do Tcrreiro-do-Paco ,
ou o GH-Kraz porluguez romance original, 4 v. 1845;
Oculosda velha, tambem original pelo mesnio autor,
4 v. 1844; Amanda e Osear,(i v. ; o Mosteiro, por Wal-
ter Scolt, 3 v. 1844 ; o Abbade seguimcnlo do Mos-
teiro 3 v. ; f.iiiq-Mars, oh nina conjuracao no reinado
de Carlos XIII pelo conde de Vigny 3 v. com est. ;
Viagens ao interior da Nova-HoTlanda obra critica,
moral e recreativa, por V. J. A., 3 v.; Han d'lslandia.
por -Vctor Hugo 3 v. 1844 ; Malhildes c Alfredo 1
v. 1846 ; o Donzcl de 1). llenrique, por D. Jos de La-
vra 4 v. 1845 ; Domingos 011 o Sineiroslnho, por
Mr. Ducray Duminil, 4 v. 1843; Elinonda, pelo mes-
nio aulor 3 v. 1844 ; de Dia para Dia, por Souli 4
v. 1845 ; Paulina, por Alcxandic Duina 2 v. 1843 ;
Indianna por Grnrge Saud 2 v 1845 ; Torre infernal,
pelo autor da Lcilcira de Itcrcy 2 v. 1844 com est. ;
estrella brilhante romance original, por Kduardo de
Faria 1 v. 1845; Hercules preto romance original,
por Augusto-Aragao 1 v. 1846 ; a Estraiigeira, por V.
d'Arlincourt 2 v. ; Marquezado Ganges ou o heroia-
1110 das niulheres ,2 v., 1843, com est. ; Abbadia de
Rutinglennc, 2 v., 1845; a Ueranca de meu tio, por Ale-
xandre de Lavcrgne, 1 v. ; o Gil-Bra da rrvolucao ;
. S. de Paris ; Mj slerios de Londres ; Fonte de S.-Ca-
tharina ; Enierance, 2 v. 1845; Deltlna, por Madama
de Stael ; Auna dcGeirestein, ou a donzella do nevoei-
ro.'por WalterScolt, traduccao dcRamalbo, 4 v. 1843;
keuilworth, do mesnio autor e traductor; os Dous Ami-
gos, ou a casa mysteriosa, por A. Lafontaine, 2 v. com
i'St. ; l.eona pelo inesino autor 2 v. com esl. ; o
Assassino ou a torre e a canella 2 v., com est. 1844 ,
o Amigo do castello, I v. 1843 ; a Bananeira, por Souli,
2 v. 1844 ; Carlos e Neselda ou o excelso do ciume ,
, 1843; Cnllecco de romances novo de P. de Rock ;
72 v. vendem-se juntos ou separados; Mvsterios do
castcl lo de Udolpho 6 v. ; Castello de GrairVille 4 v. ;
Castello dos morios ou a ilha do salteador, 2 r. 1844;
Castello dos l'y reos, por Souli 4 v. ; Vctor, ou o>
menino da selva; Celestina, 4 v., 1843; o Albeo, por M.
Supine 3 v. 1844 ; Elelvlna, 3 v.; D. Quizte dla
Mancha 8 v. ; Dlabo coxo 2 v. ; a Mulher ou sel
amores 3 v. ; e inuitos outros romances de boa esco-
lta se enconlrao acsta livraiia por precos commodos.
-



MWi
Vcndem-sc lencos de seda da India, a 1/440 rs. ;
riscadinhos franerzes de bonitos padroes pa- B
ra vestidos de senliora de core finas, a 240 rs. g
o covado ; cortes de cassa-chilas de ricos pa-
dres e de cores multo fixas com 7 varas, a 3/ S
rs. o corte ; chitas largas fraileras padres 3
niuilo modernos e de tintas multo linas, a 320 rs. g
o covado; cortes de ut'ias casimiras, de superio-
res padres o do una duraco superior casi- -
mira a 2/400 rs. o corle ; reos chales de laa c
seda inuito modernos a .'1/ 3/300 c 4/000
rs. ; cassas linas, o mais rico possivel de cores
lixas e de ricos padroes a 5f200 rs. o corle ,
panno prctoe de todas as cores c qualidadcs ;
bretaoha cesguiao depuro linho; chlese man-
tas de seda e crep ; assini como un completo
sortimento de fazendas finas; ludo por preco
t.io em cunta que he Impussivel a vista da fa-
tenda o comprador delxar de comprar : na ra
do Queltnado nos quatro-cantos casa ama-
ren i loj n. W,
1/C00
8/000
/G00
1/120
/280
i2#ono
1/440
2/ViO
640
/240
/320
7/000
2/240
1/000
/too
O bazar da ra do Crespo, to-
ja u. 5, ao p do arco de
S.-.lnlomo ,
modernamente sonido para a frsta. Este importante rs-
tabclt-ciincnto de varias e bellas fazendas, de gostos in-
teiramenle novos oll'erece a coosideraco dos concur-
rente* de entre as inals notaveis as seguintes :
Alpaca, para aquetas e sobre-casacas, a uic-
llior, o corado a...........
Clialy de la e seda riquissimos vestidos, o co-
vado, a ..........
Casimiras bremenses, o covado a......
lirins de puro linho, ricos, estampados, a vara a .
Riscadus parisienses, riquissimos, para vestidos,
o covado,a ............
Ditos franccics para jaquetas e sobre-casacas,
a fresca, o covado a......... /280
Chales delaeobertosdesedaem ricos lavroies, a 6/.VI0
Lencos igualmente coberlos a seda com franja, a 1/440
Mantas a la-moda, de seda, listra Jas a setim a 15/000
Chales de garca tecidos aseda, a......M/V20
l.iudeas e loucainhas, o covado, a .... /240
C'assa-chitas, padres novos, o covado, a /320
Rlcrines os mais superiores, o covado, a4/500c5/DOO
Fotassa branca,
da mais superior qualidade em
barricas pequeas, e desembarca-
da no da 30 de agosto prxi-
mo passado, vende-se por pre-
go commodo : emeasa de L. G.
Ferreira & C.
!Yi loja da esquina da 111,1 do Collegio,n. 5,
de (iii 111a raes Sera (i 111 & C.,
vende-se, aliu de mu bonito sortimento de fazendas,
por procos baslantes moderados, as seguintes :
-Cortes de novas casimiras franeczas, a .... 4/000
Ditas ditas melhores, a.........5/000
Ditas pretas fraucezas o covado, a 3/000
Pannos, pretos, a?.ues, verdes e de outras cores
ilill'ei entes, desde 2/400 rs. o covado a .
Cortes de caifas de pollo do diabo a .
Chales de laa e seda, grandes, a......
Lencos de Cmbrala guarnecidos a bico, a .
Lindezas para vestidos, o covado a ....
Escoceses de laa e algodfio, com xadrez linglndo
seda o covado, a........, ,
Cortes de laa c seda para vestidos a .
Chlta-cassas o corte a........
Cortes de colleles de fusto francez a .
Lencos finos para grvala a.......
(i-arde sortimento de cha-
peos do Chile.
Ka loja n. 3, da ra do Crespo aop da esquina do
arco de S.-Anloni.>, ha chrgado, em drritura, um gran-
de sortimento de chapeo) do Chile novamente man-
dados \ ir para a estacan da fcsla ; lo bem inanu adu-
lados bem alvos palha minio igual e proco iiiuito
commodo ; vendem-se tanto a retalho como em poi-
cos grandes. A elle, portanto, que a testa est a
porta
Na ra da Cadeia-Velha loja
de chapeos n. ), de
J. O. Elsler ,
vendem-se os seguintes violtos engarrafados de supe-
rior qualidade: vinlio do l'orlo inuilo velhn ; dito
Madeira; Ilucellas ; Carcavellos ; Sheriy ; Rheino;
lloi deaux cherry cordial ; TcnoriHo ; Champauha ,
marca cometa ; e tambem superior geucbra liollandeza,
e ago'ardente de Franca.
= Vendem-se moeudas de ferro para rngeuhos de as-
sucar, para vapor, agoa e bestas, de diversos tamaitos,
por preco commodo ; e Igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os taannos : na jirafa do Corpo-San-
to, n. II, ra casa de Me. Calmont i Companhia, ou na
ra de Apollo, ariuazcm, n. 6.
-- Vende se familia de tri-
go da marca SSSF de ra mi-
nti : no caes da Alfandcga,
annazem do Bacelar, a Iratar
com Maiioclda Suva Santos.
Voltareic.
Na esquina da ra do Collegio loja n. 5 de G ni ma-
raes Serafim 8t Companhia, vendem-sc cartas fraucezas,
linas, rntre-finas o ordinarias ; ditas portuguezas ; to-
das por preco mais barato do que em outra qualquer
parle.
Vende-se um mulatlnho, de 10 a 12 anuos ; na ra
da Gloria, sobrado n. 59._
=uVende-se uina porcao de pranches de po-earga ,
tanto inteiroi como serrados a voutade dos compra-
dores por preco commodo ; assiin como cobliuua-se
a vender todo o mais taboado mais em cunta do queem
outra qualquer parte : na serrarla da Ponte-Vclha.
- Contiuua-se a vender o superior vinho da Figueira
e de outros autores tanto eiu garrafas como em cana-
das por menos do que em outra qualquer parte; as-
siin como passas ; ligos uvas presuntos ; chouricos; e
todos os mais gneros de venda por preco couimodo :
na ra do Livraineuto defrente da torre da igreja ,
n. 38. Xa mesina venda deseja-se fallar com o Sr. Joa-
quim do Reg narros Pessoa ou com iiuein laca suas
vev.es ncta praca a negocio que muito Ihe interessa.
Vende se um pardo moco, de bonita figura, pro-
T>rio para pagem e entend-de nadarla-, um preto de
boa figura proprio para engenlio ou sitio do que
tem bastante pralica ; na ra da Cadela de S.-Antonio,
u. 13, segundo andar. |
= Vende-se um talho coin todos os seus pertences,
e em bom lugar; d-se a prazo : o motivo desta venda .
he por seu dono ter outra oceupacao : a tratar na ra
dos Quarteis n. (i.
Vendem-se chapeos de sol, de aedn a 5/800 rs.
hrctanha de linho fina, a 480 rs. a vara; castor escu-
ro bem encorpado a240rs. o covado ; fustetes pinta-
dos n 320 rs. o covado ; cassa lisa a 280 rs. a vara e
em peca* 2/700 rs : na ra do Queimado, lojan. 8.
Vendem-sc seis esclavos, entre clles um casal,
bous para o trahalho de campo ; urna preta, de 20 an-
nos que engomma, coiinha e lava de salan e varrrlla ;
nina dita que coiinha o diario de urna casa e cose ;
um preto, de 20 snnos, de naco, de bonita figura; todos
sem vicios nem achaques : na rna da Concordia pas-
saldoapontezinha, a direita, segunda casa terrea.
Vende-se nina parda de bonita figura de 17 annos,
boa engommadelra cozinhabemo diario de tuna casa,
cose .entendede fazer lavarinto nao tem vicio d qua-
lidade alguma, o que se afianca ; bem como se vende
junto com um filho tambem pardinho, de anno e nielo,
multo bonitlnho : na ra do Crespo, n. 12.
Vende-se urna bomba de pao, que esgota agoa
com multa presteza propria para alguma cacimba, ou
embarcaco ou para outro qualquer rstabelrciinento,
em que se qurra usar dola: a tratar com Jos Percira,
na sua venda na ra da Senzalla-Nova n. 7.
= Vende-se potassa branca de superior qualidade,
em barris pequeos ; em casa de Matheus Auslin &
Companhia. na ra da Alfandega-Velha, n. 36.
Vende-se um casal de escravos acostumados ao
servico de campo ; na ra da Cadria do Recife a fal-
lar com Jnao Jos de Carvalho Moraes.
Vendem-se 2 embonos de aedro com 00 palmos
de comprimenio e 5 '/., a (i ditos de grossura por pre-
co commodo ; na ra da Cruz no Recife n. 4(i
Vende-se a armacSo de tima loja ,
feita ao goslo moderno e quasi indi en-
vidracaila por commodo preco : a tra-
tar com Thomaz, marceneiro na ra da
Cadeia de S -Antonio n. ix.
Na rua da Cruz n. 3G, vende-se
sebo derretido de superior qualidade ,
por preco mdico.
Superior farelo.
Farelo de Trieste, em bar-
ricas de 3 arrobas ; o qual se
reco.....enda como o mais nutritivo de quantos aqu se
impoiio e por isso o mais prnprio para melhor en-
gordar os cavados : vende-se nnprimeiro armazem do
caes da Alfandoga indo do arco uu cm casa de J. J.
Tasso Jnior.
es Vende-s" nina preta de naco moca ptima co-
/inlieira lavadoira de salino e quitandeira' e que
tem boa figura : na praca da Independencia iivraria,
ns. e 8, se dir com quoin se deve tratar.
No armaiem do Itraguez, ao p do arco da Concei-
oo, vendem-se caasteis com batatas do Porto, a 2/240
rs. a arroba, c cebollas cm mullios' c reslcas, ao cento,
e por proco couimodo.
=Vendein-se, no deposito de farinlia de mandioca, na
rua da Cadeia de S.-Amonio n. 19, sacras com fari-
nlia ilo Muribcca a .'/ rs. ; dila de S.-Mathous a 4/
rs ; ditas do milito a 4'rs. ; ditas de arroz de casca,
a 4^rs. ; ditas de arroz pilado branco, a 2/ rs.
Vendem-se 13esclavos, sendo urna
negra com idade de 18 annos, de elegante
figura, Loa costureira,e quccozinha o dia-
rio de urna casa; quiltro mulatas da mes-
ma dude, ponco mais ou menos, e entte
estas urna perfeita engommadeira, cnstu-
reira c coz i n lie ira ; dous moleques e qun-
tro mulatinlios de \.\ annos; e dous ne-
gros tle naco de aa a 3o annos, proprios
de todo o servico: na rua da Cadeia do
larro de S.-Antonio. n. i5.
Vende-se um preto, de 30 anuos, apio para lodo
o trrico por ser bastante intolligoute ; por pirro com-
modo; na rua estrella do Itu/ano n. 31, primeiro
andar.
Vendem-afl palhas de riiquciro para banheiro ;
no sitio do Cajueiro jumo a Francisco Iliboiro do Hia-
to : na loja do lartarugeiro, no pateo do Carino, n. 2.
= O corrotor Olivoira tem para vender cobre em fa-
lla e progos do dito para forros de navios : os preten-
demos dirijo-se ao inosino, ou aos Senliores Mcsquita
t I mi i...
MAR MELADA NOVA,
em latas de duas e qu.itro libras viuda no ultimo navio
de Lisboa ; na venda da rua da Cruz n. 66.
Na rua do Crespo, loja nova
n. 12 de Jos Joaquim
da Silva Haya,
vendem-se mantas de garca de soda para senliora e
meninas, proprias paia quoin vai paitara fcsla, al/
rs. cada urna ; lencos de soda para un ninas a 320 rs
cada um ; mrias do algodao, linas, para meninos, de
nifi'crenlcs tamanhos ; mu rosto dos bem acreditados
cortes de inilianna, para vestido de senliora polo ba-
rato proco do 2/K00 rs. cada corte ; cortos das ricas cam-
braias com listras de soda, a (i/000 rs. cada corte: al-
paca, a 800 o I .linii rs. o covado; casimiras largas e ras-
ticas para calcas a (i/000 rs. o corle ; fustes para
rollete a 800 rs. ; una rlotl I i i ma para colletc com
listras de soda a 800 rs. o covado ; rassa-chilas; e ou-
tras militas fazendas que serao palrntes aos compra-
dores : tudo por preco commodo; assiin como lamentas,
a 9/, 10/e 12/000 rs.
Rap de Lisl.oa.
Vende-se este excellenterapna rua larga do lio/ario,
n. 24 : afianca-sr ser o mais moderno e da melhor qua-
lidade possivel.
Yeiidcm se barricas com
farelo superior ; no caes da
AI (andera, armaiem n. o.
~ Vendem-se 2 mangas de vidro lisas ; 4 rasticaes
de metal bromeado : na rua das Larangriras n. 2.
Vende-se sal do Ass a bordo da sumaca l-'lr-do
Anyrlim : a tratar na rua da Cruz, n.26. Na mesma casa
veiidein-se dous bonitos escravos pardos, de 12 a 16 an-
nos, proprios para qualquer servico; una esclava mo-
ca, de bonita figura; couros; sola; beirrros e urna por-
cao de barricas de sebo.
Vende-se um piano em meio uso,
por preco commodo : na rua dos Marty-
rios, u. 6, primeiru andar, onde se pde-
la ver, das G as 9 horas da manbaa, e
das 4 as 6 d3 tarde.
= Na rua do Pirca vende-se o sitio do finado Anto-
nio deOliveira Lima, o qual tem casa de vivencia, bas-
tantes p de coqueiros, larangelras, manguelras e ou-
tras umitas li uteiras: assiin como um parreiral e boa.
agoa de beber ; este sitio he muito proprio para se edifi-
car, por ser de esquina cao correr da estrada, que val
para a Soledade : os prrtendentes dirijiio-se ao mesmo,
aonde acharad com quein tratar, ou na rua da Praia ,
n. 32.
= Vendem-se 24 escravos de ambos os sexos sendo :
3 pietos ; 4 pardos ; 3 pardinhos ; 2 pardinhas ; 5 pre-
tas ; 1 parda com 4 filhos ; 1 parda com um filho; to-
dos de bonitas figuras : na praca do Corpo-Santo n.
23, a fallar com Antonio Rodrigues Lima.
Os tnicos charutos, que supprem a
falta dos de Havana vendem-se na rua
da Cruz n 26, primeiro andar
= Vende-se urna litelra nova com os competentes
arrcios ; um apparelho de arreios para dous cavallos ,'
rom ferragens tudo novo c chegado ltimamente da
Franca por preco commodo : no Aterro-da-Boa -Vista,
n. 52
Vende-se potassa da Rus-
sia, pelo muito mdico pre
90 de 160 rs. a libra ; cal vir-
ftem de Lisboa cliegacla no
ultimo navio : no annazem da
rua do Trapiche n. 17.
Na rua de \ pollo, armazem
n. I.
vende-se potassa da Russia nova, da fabrica nacional
do Rlo-de-Janeiro. Esta potassa lie muito forte e su-
pior a strangeira que tem vindo e j tem sido ex-
perimentada por diversos Srs. de engenlio que assiin
o aflirmo. Cal virgem de Lisboa apceo muito baixo.
Vende-se vinho tinto commum, em
quartolas, pelo baratissimo preco de 4os'
rs. cada urna : na rua da Cruz, n. 20.
=Vendem-se passas mludas, para fazer podins ; cere-
jas o amellas sec-cas; feijes ; ervilhas ; lentlha ; eliam-
panha ; violto do l'oi lo ; Schcrry ; Madeira; viuho do
ftlieno ; Sautei nes ; Clarrtte, em quartolas c caisas ; di-
to engarrafado a 400 rs. muito bom; superior cognac;
rliuin de Jamaica; arrac ; genobrade Hollanda ; vinho
de Malaga velho, em molas garrafas ; frascos de todas
as qualidades de fructas da Europa ; repolhos conser-
vados ; barris pequeos de caviar, de uina libra ; mos-
larda francesa e inglesa ; Schcrry cordial; latas de sal-
niiio ; sardinlias; ervilhas e mais outras conservas de
peixe e carne ; conservas de pepinos r ceboilinhos; cer-
veja preta e branca da celebre mrca Harclay ; azeite
doce superior ; cha ; charutos regala. Esles gneros
sao todos da melhor qualidade e se aclio amostras
para os senliores compradores, no armazoui de Fernan-
do de I.eca na rua do Trapiche n. 34.
c= Vendem-sc barricas c meias ditas com familia gal-
lega muito superior; barricas e meias ditas com -cal
virgem de Lisboa ; barricas com potassa branca c preta;
(echaduras para-porta de armazem ; penciras de rame;
rodas de arcos para barricas ; bichas de llamburgo ;
tudo por piero commodo : na rua do Vigario arma-
zem n. 0.
Vendcm-se bezerros francezes, de Nantes, de
superior qualidade os melhores que tcciu viudo a
este mercado por atacado ou mesmo em duzias a
voutade dos compradores por mais barato preco do
que em outra qualquer parte : na rua da Cruz, n. 20.
ll '
Allcncao !
Na rua da Cadeia, loja n. 50, de Cimba & Amorim ,
ainda ha para vender o formidavel rap prinerza de
Lisboa j bem condecido dos fregurzes, pelo baratis-
siino proco de 3/000 rs. cada bote ; dito do Paulo Cor-
driro do Rio-do-Jaiioiro al/400 rs. o bote. Os to-
mantes que goslao do bom c barato, venhao a esta
loja que serio bem servidos.
As cautelas da ioteria da eidade da Victoria achil-
se de boje em diantc rxpostas i venda no Aterro-da-
Hoa-Vista. as lujas dos Srs. Caolano Luiz Ferreira,
n. 4(i; Thomaz Percira de Mattos Estima, u. 54 ; Leal
& Irmn, n. 58, c Antonio Ayrrs do Castro, n. 72 ;
assiin como na travessa do Veras, n. 13. onde os fre-
gurzes acharao seinpro um variado sortimenlo de bous
nmeros. O pagamento das que sahiriio premiadas
na passada lotera do Livrainrnlo, contina a ser folio
como d'anles a toda e qualquer hora do dia, sem ex-
ceptu de domingos c das santos.
Livros nnvamcntcclirgads de
ItruxHlas c de Paris, de mo-
dernas cdicoc.s, que eslao a
venda por mdicos precos,
na Iivraria da esquina do
Collegio :
Curso de direito natural, segundo o estado actual da
ciencia por Ahrens cdic.iodc 44 ,1 v. em 8." ; da
Democracia na America, por Tocqueville 5 v. em 12;
Systems penitenciario nos Estados-Unidos por Keau-
mont e Tocqueville 2 v. ; Carlas sobic America por
Chrvalier 2 v.; Curso do economa poltica pelo mes-
mo 2 v. em 8 1844 ; Tratado de drrto penal, por
P. Rossi novas edicoos ; Curso de economa poltica,
polo ni stiKi edicao de 43 2 v. em oitavo ; Theoriadu
cdigo penal, por Chauveau, rdico augmentada com
asdoutrinas do profossor Koitard 4 v., 1843 ; Obras de
Pothior edicao, Hnpin.S v. ; Curso de direito civil ,
por Zacharitt ; os Cinco Cdigos explicados por J. llo-
gt un o comparados com os uuvos cdigos da Hollan-
da 1846; do Poder paterno marital c tutelar por
Chardon 3 v. em 8.a ; Curso de direito civil, por Dc-
mante 3 v em oitavo ; Curso de direito commercal ,
por Pardessus, nova edicao 3 v. em oitavo ; Direito
coiinneiiial marilimo por lonlay-Paly ,2 v. ; Tratado
da 1' tira de cambio por Perril, 1 v cm oitavo Ma-
nual de direito commerrial, por Bravard ; Direito ro-
mano pelo mesmo ; Sociedades commcrciaes, por
Dolanglc, 1 v. ; Historia romana por Mebuhr, trad.
franerza de Golbcry 4 v. 1843 ; Obras completas do
Renlham nova odieiio, 3 v. grandes em oitavo ( ven-
de-so o quarto lambein separado ); Novos cursos de
philosopbia c de littrralura por Ilecart, 1846; Trata-
dos do ai iiliiueiii a egoomolria por Hourdon e Legrn-
dre, 1846; Obras rompilas de Lamartine 1 v. grande
em oitavo ; Obras economico-polit. do J. II. Say, nova
edicao ; Obras completas de Michelct, 3 v. em oitavo;
Obras polticas de Sismondo e de B. Constant; Historia
do consulado e do imperio por 'I lucs ; licrs de elo-
quencia judiciaria, de llerryer ; Historia da vida de J.-
Christo polo padre Ligny, riquissimatdcaocom mul-
las estampas; Opsculos thoologcos de Muzzarrlli ,
6 v.: Grandezas do calholirismo d'Aug. Seguier, 2 v- em
oitavo 1842; Kstudos philosophlcos sobre o ebristi.mis-
ino por Aug. Nicols 4 v. 1845 obra adiniravrl ,
applau'Jida pelo clerico catholico e particularmente
elogiada pelo arrrb. de Bordeaux mi urna pastoral in-
serta na obra ; esludos sobre a Inglaterra por Len
Faurlier, 2 v. em oitavo 1845 ; Tendencias pacificas da
ssciedade europea por Durand 1845 ; Assoclacao das
alfandegas allomaos par M. Kichelet, 1 v. 1845; Ks-
tudos sbreos reformadores ou socialistas modernos,
Saint-Simn, Owen e Fourier, por M. Raybaud nova
edicao ,Sv., 1844 ; Setnelas soctaes par J. Rey ( de
Grenoble ) 3 v. 1842; Economa social, porPecqueur,
un v. em oitavo 1842 ; Tratado das provas em direito
civil e criminal com referencia aos cod. das nacOes, por
Bonnier, um v. em oitavo, de mais de 700 paginas, 1844;
Curso de direito publico e administrativo, por Laferrire
(he o mais recente trabalho sobre esta materia) ; Obras
de Turgot, de Malthus e d'Ad. Smilh (etc. formando
urna bibliothcca do economista novas cdicOcs enriqul-
cidas de notas extrahidas dos principaes economistas,
como Mac Culloch Rossi.^ Blanqui etc. 1843 a 45 \
Ohi'as de Domat, nova edicao, 4 v.; Dilogos ou ques-
tOes de direito dscussao cabal de todas as questors
de direito .que sfio anda controvertidas, c que se apr-
senla* mais freqiientemenlc no foro por J. Conloo ,
3gr. v. em oitavo 1840 ; Explicaran histrica dos ins-
titutos precedida de. historiada legislacao romana', por
Ortolan 3 v. em oitavo, 1844 ; Curso de legislacao pe-
nal comparada pelo mesmo 2 v. em oitavo ; Tratado
da aeco publica por Mangin 2.' edicao de 44.2gros.
v. ; Manual de direito romano por Mackeldy 1841 i
v. em oitavo ; Tratado de direito criminal, por M. Hau-
ter 2 v- em oitavo ; Tratado de medicina legal por
Devergiee Sedillot; da llumanidade e de suas diversas
ordens de civilisaco condlcao do prngresso social e da
felieldade dos povos na unidade por llonnetaln um
gr. v. em oitavo 1844 ; selencia poltica fundada sobre
a scienria do homem, ouestudodas rafas humanas dc-
balxo da relacao philosophica histrica c social, por
V. Couitet; Manual de direito publico eccleslaslico ,
por Diipiti 1845 com os relatnos de Portalis e os
principios sobre os recursos por excesso de poder as
congregaees seminarios, e o ensino publico a prin-
cipal legislacao relativa a polica e ao rgimen dos cul-
tos aos bens ecclesastic'os etc.; urna chronologia dos
papas c o catalogo das principaes obras sobre o direi-
to cannico um v. ; Tratado do governo representa-
tivo porTh. Descubes em oitavo ; Obras de Carlos
Com te ; Obras jiirldico-philosophicas, de Kant, de Ler-
minler e de Joufiroy ; obras completas de Cicero tra-
ducedes francezas, 30 v. em oitavo ; ditas de Platn ,
13 v. em oitavo trad. de Consin ; Do Aperfecoamenlo
moral ou da educacao de si mesmo por Dogerand ,
4 v. ; ''urso de littrratura ahliga e moderna.de La-
harpa, 8v.; Oraces fnebres de Rossuet e de Flecgier,
2v. ; o livro scientlfico dos porqus? por D. Levj ,
1843,umv.; Obras de Vctor Consin \ grandes cm
oitavo.
Vendem-sc terrenos proprios para
se edificar e para sitios por muito com-
modo preco na nova rua que vai da
Trempe para o Manguinho : a Iratar com
[Nicolao Gadault no seu sitio na estra-
da do Manouiniio
Vendem-sc 8 escravos mocos bons para todo o
trabalho de campo ; 3 moleques de 16 annos ; um pre-
to velho muito forte, por 220/000 rs., bom para tra-
balhar e botar sentido a um sitio ; 6 escravas mocas;
duas ditas que cnziuho, cnsrm engnmmio o lavan
iniipa; urna negriuha de 14 annos, recolhida com
bons principios de habilidades ; urna parda de 20 an-
nos de bonita figura : na rua do Crespo n. 10 pri-
meiro andar.
Hap-Gassc.
O encarregado da agencia do Rap-Gasse nesta pro-
vincia tem a honra de participar aos srus fregurzes ,
que se acha venda no deposito da rua da Cruz no Re-
cife, n. 38 unta das melhores fumadas, que aqui teem
vindo do Rlo-de-Janeiro do muito apreciado rap
gosso c meio-grosso fabricado rom as melhores qua-
lidades de fumo da Virginia cujo aroma rivalsa ao
mais superior rap princesa de Lisboa.
Vendem-se 3 lindos moloques de 14 a 18 annos ;
um dito, de 7 annos ; um pardo de 18 anuos ptimo
para pagem ; dous pelos sendo um carrriro e o ou-
tro canoeiro ; tres pretas, sendo nuia dolas de naco ,
com urna cria de 2 annos ; mu mulatiiiho, com habi-
lidades ; duas pardas, urna de 25 aunse a outra de 15,
com algiiinas habilidades : na rua do Collegio n. 3,
segundo andar.
Vendem-se dous bonitos moloques de nacao, pro-
Sros para pagens ou oflicio ; duas pretas mofas de
n annoii, sendo una dolas para fura da provincia : na
rua larga do Rotarlo voltando para os quarteis n. 24,
primeiro andar.
Escravos
Fgidos.
= No dia 30 de outuliro prximo passado fugio da
casa de Antonio Alvos l'arboza morador no bairro do
r.eeil'o um rscravo de Angola de nonio Agostinho ,
alto, secco, peinas cninpridas pos grandes mal fol-
ios c com os dedos arroganhados, gago de nasconca ,
bom parecido cor retinta sem barba ; representa 18
a 22 annos ; levou calcas de algodao da torra e camisa de
riscado j usada ; quoin o pegar, leve a seu senhor, que
recompensar gen o rosa mente.
fugio no dia 30 de outuliro do frrente anno,
um iiinle nie de 18 annos de iiomc Joo de naco
Congo alto, secco docorpo cor preta com urna ci-
catriz no lado esquerdo debaixo do nariz ; lem os es-
crotos alguma cousa grandes pos grandes; lem no bra-
co esquerdo a marra S ; levou camisa de riscado aiul,
calcas do mesmo e sem chapeo; tem no alto da ca-
beca urna cora pequea de carrrgar, por ser ganhador.
Roga-sc as autoridades policlaes, ou qualquer pe-sen
particular oucaplo do campo, de o pegar e levara
seu senhor Francisco de Sa Poixolo na rua larga do
Rozarlo, venda n. 37, que recompensar.
Fugio, do engrudo Matto-Grosso da frrguezia do
Cabo no dia 26 do outubro prximo passado o escra-
vo Joo coiilicciilo por Joo Marceneiro ; he deste offi-
cio e ca pina ; representa 30 annos ; tem olhos grandes,
testa larga horca grande lricos grossos bons den-
tes pos bem feilos sem nenhuina barba falla gaga ;
foi seguido at torras do eiigenbo S.-Kslevo onde se
verificou da polica daquellc lugar, que dito escravo
esleve apoiado fall mesmo por uina prea chamada
Del lina e seus Irmaos lodos estes escravos sao de una
viuva alli assislenlo ; ruja viuva com ditos srus escra-
vos estn dando principio a niudar-sc para as partes das
l ni oiiranas, para onde ha suspoilas, que lenhao man-
dado o escravo fgido. Rogase as autoridades pol-
ciaos, capilacs de campo e pessoas particulares, que o
pegue ni e leveui ao dito ingnito ou na casa do
Burgos no Recife, Tiia Direita, n. 29, que serao recom-
pensados gene i lisamente.
= Fugio, no dia 20 do passado una parda de no-
mo Raj inunda de altura e corpo regularos de 16 an-
nos ponen mais ou menos, rosto redondo, cabello
corlado e almelado enxorga ponco, por ler ludidas nos
olhos ; tem na nuca por detrs do prscoco, uina grande
cicatriz, quasi do forma e tamaito da palma de urna
mo; levou camisa de algodoiinho cun remolidos.
polo talho mu vestido de chita que foi encarnado e
que j rsl bastante desbolado e tem na guarda-pisa, da
parle de detrs, um remend da mesma chita, porni
mais novo ; tem j fgido 3 vetee e ainda mo lia doz
dias, que fugio efol aohada na Capunga, costtiiua.quan-
do foge, Inculcar-so forra e mudar o nomo: qurm a pe-
gar leve a rua da Cruz n. 3, a Manuel Dias que re-
compensar bem.
= Fugio, ha 5 dias o molecote Constante deJS
annos reforcado dororpo estatura baxa com falta
de um a dous denles nfrente de naco lnhainbane ,
do que tem pequeas marcas no rosto falla ipuilo ex-
pressiva romo de ci ionio, e he mullo sagas; dizoin an-
dar com calcas de casimira parda e camisa branca. Pe-
de-seas autoridades, ou qualquer pessoa que o pegar, t
de levar a seu senhor, Vicente Thomaz dos Santos na
rua Imperial, n. 67, que recompensar.
PERN. : NA TYP. DEM. F. DE FARU.-l846.
^
_~


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