Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00426


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Full Text
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*rr-,3rr'
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N. 99.
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titilo de 1828.
DIARI O DE PERNAMBCO.
Subsereve-se na Tipografa do mcsme Diario ra Direa N* 2C7 1. andar em mezespor 640 rtw humafolhm
que sahir todos es dios uteis.
.......i......
Qarta Feira 29 de Otbro. & Feliciano M.
"' -Ji i asa-------1------ a g ^

.*.
tll.M.I
Preamar as 9 oras e 42 minutos da manha.

M
EXTERIOR.
ADEIllA. Os Funchlenses baque-
araq: tao infelices, como seus Compatrio-
tas do CoHtinente, suportao hoje, como l-
ites, o jugo do Tiranno Uzurpador: Portu-
gal e todos os scus Dominios est banido a*
os perjuros, o nome Augusto, que faz as
delicias, e a gloria do Brazil, e o da Jo-
ven Princeza sublime ramo da Dinasta Bra-
fciliense, destinado a sustentar a continua-
do da de Braganca no Sul da Europa, sao
vilipendiados por esses infames, que expa-
triad, perseguem, matad a todos, os que
com puros labios ainda osproferia, porque
os icm no coraca ; esses ;iornes, que va5
ser perpetuamente os sinonismos da Liber-
dade, nao podiao agradar aos, que abor-
recendo esta de morte, ouviraS soar o seu
nome cr>agestozo apoz delles. A verdade,
porem, que como o Sol, alumia o globo iu-
teiro, que nunca he velha, que nao conhe-
ce os limites dessas convences efmeras fei-
tas pela forca com as sociedades polticas,
ha de hum dia desenvolver seu archote, e-
clipsado por algum tempo, e fazer conhe-
cer aos illudidos Portuguezes seus verda-
deiros interesses: a Tirana entaobaquear
estrondosarnente com todos os seus satli-
tes, e em vinganca dos males sofridos siles
sabera calcar aquella aos pes, e entranhar
estes as sepulturas; porque em fim, toda a
forca he insuficiente, diz o Nosso Immortal
IMPERADOR, contra a vontadede hum Povo,
que nao quer viver cscravo.
CORRESPONDENCIAS.
Sr. Redactor.
S attentar contra a existencia de hum
homem de quem se tern recebido beneficios
c grabas he aos olhos do Philozofo hum cri-
me, que dve ser punido com toda a seve-
ridade, ficando swa memoria execravel aos
neiH contemporancoi ; qu ser d'aquelle
que atienta contra a caisteucia Poltica de
huma nacao que o recebeo em seu seio que
o nutree o enche de beneficios? Queatten-
ta contra o aeu Chefe, e Soberano attentan-
do contra o Systema de Governo livre e
Constitucional creado, jurado, e sustenta-*
do por elle ? Contra hum Soberano, que o
tem elevado grande dignidade e reprezen-
taca poltica, que o tem coberto de pa-
droens honorficos, e de destintivos; que o
tem orlado da aureola de gloria, e que eia
fim tem aberto o thczouro das gracas, para
mos largas repartir com elle ? TraicaS
inaudita! Crimc horroroso, que deve mar-
car o infeliz a que coube por sorte d'ocom-
meter com o negro indelevel ferrete da
reprovacao, e da infamia.
O Sr. Conrado Jacob de Niemeyer ex
Commandantedas Armas, ex Presidente da
Commssa Militar, Dignitario da Imperial
Ordem do Cruzeiro, Commendad >r da Or-
dem de Aviz, Condecorado com as meda-
lhas de valor e Constancia do Exercito Co
operador da Boa-ordem, e Tenente Coro-
nal do Imperial Corpo de Engnheiros. He
este o homem de quem fallo 1 He elle que
tendo adquerido todas estas honras e re-
prezentaca.5 sob o Governo Constitucional
deS. M. o Imperador, reputasao entre
os Brazileiros, traidor Aquelle, e taobem
ingrato a estes, quando Com mandan te das
Armas, deixando cahir a mascarada bypo-
crezia com que se havia acoberto, para a
seu tempo destilar o veneno, que goardava
oculto em leu coraca, se declara logo de-
pois d seu Governo, ataviado com as rou-
pas do crime, e da perfidia, o inimi^o da
Constituic,ao, do Imperador, e do Brazil.
As duas pessa-j authenticas transcripta* em
o seu Diario N. 92 sao os irrefragaveis
documentos, e pravas da sua traica, da
sua perfidia, e do seu crime.
A primeira d'ellas he hum officio da Ca-
mera do Crato aS. Ex. em que Ihe par-
ticipava haver supplicado a S M. I. a sus-
penca das Cortes, e o restabelecimento de
huta Governo absoluto, e forte, rogando
a S. Ex. quzesse ser o seu Mecenas, c guia
em taoctcaioza vereda, o ao racimo tem-

A
i


(400)
po protestando de seguir os Conselhos de
S. Ex., e mesmo ceder da supplica, e per-
teneci se na5 fosse da opiniao, e parecer de
S. Ex. A segunda he a resposta, que S.
Ex. sedignou de dar Camera em a qual
agradece o puro conceito, que d'elle fazia,
pelo supor capaz de servir de medianeiro,
de Mecenas e de guia em huma tao justa,
e bem fundada supplica, quauto patritica
resoli^a ; protestando nao desmerecer do
conceito, que d'elle se fazia, e de com a
maior saptisfacaS encarregar-se de enviar a
supplica a S. M. I. Oh vergonha das ver-
gonhas! E assim impune at hoje, o mesmo
crime, personalizado na pessoa do Sr. Con
radV, passeia de col levantad pelas ras
d'esta Cidade, e tal vez marcando com os
olhos quaes seriao as victimas da sua trai-
cao, se conguisse sahir victorioso, e levar
ao fin os seos damnados intento*!
Se he verdade, que nenhum homem se
arrisca a commetter hum grande crime, sem
esperanza ria o que tanto alucinou o Sr. Conrado, a
ponto de dezejar, e quem sabe se ate mes-
mo de tramar, escrevendo para oulras Pro-
vincias, contra o Systema de Governo que
felizmente possuimos? Que motivos pode-
rosos ohrigariao oSr. Conrado Constitucio-
nal, e livre, como se jnculcava, e protegi-
do pelo Governo Constitucional expres-
sar-se ern hum tom tao descisivo de assenti-
mento favor de hum Governo absoluto, e
forte, detestado pelo Augusto Deffensor do
Brazil = A quem disse mu bem o Sr. De-
putado Vasconcellos = A Constituicai he
a Alma da vida poltica de V. M. I. = go-
verno que para sempre ser aborrecido e
execrada pelos Brazileiros ; O premio he
sabido: a responsabilidad que o chama va
ao Severo Tribunal de Themis, eodezejo
de escapar se ao" bem merecido castigo dos
seuscrimes, estes os poderosos motivos que
o faziao dezejar hum Governo em o qual
contMva corn a impunidade.
Nem se diga, que as rasoens allegadas
em a sua carta impressa em o Diario N.
90 em resposta com que o mimozeou o
= Homem livre = incerta em o Diaiio
N. 92 o podem livrar da criminalidade.
Elle hera o Senhor doCear, hera n'elle o
Commandante das Armas, e Prezidente da
Commissao Militar, tinha sob as suas ordens
huma forca de linha, que hera capaz de
conter os revoltozos, e a hum homem n'es-
ta a!ilude sena5 pode supor coacto por
hum simples officio, de huma simples Ca-
mera, de huma tao simples Villa do Crato
na Provincia do Cear. A forca estar da
sua parte, e a fraquesa hera a partilha da
Camera.
Quero porem ter o prazer de dar-lhe de
barato, o que he hum absurdo, que elle fu-
ra coacto pela Camera a responder n'aquel-
le tom, e que he de eterna verdade que a-
onde ha forca desaparece a Liberdade, e
por conseguate a imputabas ; mas advirta
o Sr. Conrado Militar, que forca moral ou
decoa$af>nao aniquila o livre alvedrio; res-
tava-lhe a escolha de resistir; e podia bem
preferir a morte ao abandono das suas obri-
gagoens, e ao perjurio. Nem de outra ma-
neira se estremara os Grandes Homens, os
'Lenidas, os d'Assas, os Martins de Frei-
tas. Quem he mandado deffender hum pos-
to deve sustelo, e morrer n'elle sem Ihe
competir indagar, se seria melhor lrgalo,
e salvar a vida.
Mas para Y|ue hypotheses, qnando so-
brao as realidades. A forc.a existia debaixo
do mando do Sr. Conrado, e hera neste ca-
so a Camera quem podia allegar a coaccao.
Do seu mesmo officio se deprehende isto,
pois que ella protesta ejura arrepiar do
iutent >, e mudar de parecer se assim fosse
do agrado de S. Ex.: mas o Sr. Conrado
hera alavanca amoldada para aballar o
Governo Constitucional, e omito preprio
para hum digno Chefe de hum bando de re-
voltozos absolutistas. Na Provincia havia
hum Prezidente, e foi ao Sr. Conrado, Com-
mandante das Arenas, a quem a Camera se
dirigi. Qui potest capere capiat.
Se S. Ex. absolutissinia est infastiado
de saborear as docuras de hum Governo li-
vre e Constitucional, e de ser sudifo de
hum Grande Monarcha de cuja Constitucio-
nalidade e virtudes nenhuma duvida resta
aos Brazileiros, nada ha tao fcil como pro-
curar aquelle Governo que mais se ajuste
com os seus sentimentos, e educacao, c i\\-
ja do Solo Brazileiro, aonde jamis o Sr.
Conrado ver plantada a arvore do despo-
tismo ; essa planta extica, que jamis po-
de vicejar em terreno tao refractario : e dei-
xenos gozar em paz da ventura, e felicida-
des que nos promete o Systema Constitu
cional e o Paternal Governo do nosso Au-
gusto Imperador. Adeus Sr. Conrado va
para o Rio de Janeiro e la receber o bem
merecido premio dos seus feitos. Sr. Re-
dactor, se julgar que estas linhas merecem
de ser publicadas queira dalas a luz pela
que Ihe iaar obrigado quem he seu
Atento Venerador
O Pcrnambucano.
Sr. Redactor.
Chegou s minhas mas a sua folha de
25 io corrente, que me foi tnni til por me a-
brir a porta caridade, econformidade, que
sempre resptitei. Eu pois perdoo ao Senhor
Pensador todas as injurias, e culuinnias, qm?


*Bi
I*-*--mni.u.i >^m\K
?-^j- ~f
' *_ i

(401)
sobre mm vomitou, por seguir o principio de
candade, que manda perdoar os nossos de-
vedores; em compensaca porem da miriha
^ caridade, quena eu que me fizess* a honra de
responder-me a huma questa, que me traz
occupada a cabeca, e que com ingenuidade
confeaao a nao pude rezolvtr, esperando com
tudo qua se diario desempenhar o ser de pen-
sador, feixando neata occazia o cofre de
Salifico, e calumniador. Juntara-se quatro
Wembros de huma sociedade confirmada pelo
Summo Imp rantt para d' entra si elegereai
hucn para Chefe da sociedade exiatindo com
ludo entre os quatro hum, que, sendo hbil
para votar no Chefe social, tinha inhibica
legal para ser eleito. Corridos os votos appa-
receo empate; para este existir entre quatro
devia necessariamonte existir hum, que tives-
ae votado no inhbil: conhecido o engao, e
o rotante contra a Le Constitucional da fo-
ciedade, requereo-se, e deprecouse huma,
e atuitas vezes que votasse em pessoa hbil,
obedocendo assiai a Lei fundamental; e co-
mo tornasse a prostituir a Lei, votando no
mesmo, loi lhe cassado o voto. A perda do
voto trouce a da eleic^, e o eleito pasaon a
tomar logo posse do Officio com as solemni-
dades marcadas na Lei, ea executar ajuris-
dica do cargo. Hum terceiro, que existia
longedo lugar, em que se passava estea suc-
cessos, e quern 'ora conta los mui de pro-
pozito disfigurados, persuadio-se que estava
authorizado para invadir sociedade de que
nao era JVlernbro, preziona la e nomear o Pre-
pozito, annullando o que ja eslava feito, e
arrancando o da posse, em que estava. A
persuazao o conduzio a pratica do fado ; an-
nullou a eleica, nomeou novo P epo/.ito sem
serem ouvi los os socios, equa,,do pertendia
ultimar o facto, ou acto com a posse, hum
poder exterminador das violencias lhe embar*
gou o passo, e nao pode o eleito, que era o
mesmo, que atacou frente frente aConstitu-
icaO, para tirar commododesta immoralida-
meiro, se o socio, que votou contra a Lei
fundamental da sociedade, sendo advertido
para o nao fazer, e tendo dado puma prova
ta pozitiva de inconstitucional, podia ser
nomeado o defensor, e administrador da mes-
ma Lei, que elle acabava de prostituir pelo
seo mesmo facto ? Segundo, se o terceiro,
inda podendo-se dizer pessoa legitima por
huma epiqueia, de que nao haexemplo, lhe
era decorozo nomear o author do trama, e
que tinha dado huma pozitiva prova do des-
prezo da Lei, e de querer contra Ha tra-
mar? Terceiro, se indasendo-lhe licito no-
mear a este dezertor da Lei Director da mes-
ma, o podia f izer sem ter procedido por hum
acto legal ao conhecimento do negocio, ou-
vindo a todos os socios, e principalmente ao
legitimo empossado, sendo ae regraa de di-
reito queninguem pode ser punido, c arran-
cado da sua posse sem ser ouvido, e conven-
cido? Rogo pois ao Snr. Redactor queira
inserir no seo Peridico estas linhas, para
dar occazia ao Snr. Pensador de dar pro vas
que o he, assiat como eu sou
O Trigolodita gotozo.
Sr. Redactor.
Tendo sido, por tres vezes, incitado pe-
la opiniao publica a sabir do retiro, em que
sempre yivi, a 1.a quando aceitei o lugar
de Prezidente da Junta ProvizoriadoGover-
no da Provincia, na extulta sopozica de po-
der curar as chagas, ainda ensarmentadas,
que os governos antecedentes havia feitona
sua administraban, e prevenir com seguranca
o choque das trovoadas polticas, que enta
se formava ao Norte, e ao Sul, com ta in-
certas direces; a 2.a quando aprezentei
Assemblea Geral do Baneo do Brazil, roba-
do por alguns dos seus Directores, hum pro-
jecto de reforma, que o pndesse livrar do c-
bismo, em que se acha precepitado, como
desde enta se me atolhava; e a 3.a quan-
do lancei no Contracto d'ametade do rendi-
mento da Alfandega, na consideracTi de po-
der prestar a Naca algum servico, regulan-
do melhor a marchada sua arrecadaga, e u-
tilizando ao mesmo tempo a minlia familia
com o rezultado netesj-ario da miriha fiscali-
zado; e tendo a intriga obrigado-me a aban-
donar os dous primeiro* artigo^, e o Governo
de S. i\1. I., Rurprehehdido pela mesma in-
triga, julgado melhor haver por nulia, nofirn
de oito mezes, a arremataban do sobredito
Contracto, pelas cauzaas expendidas na Pro-
viza do Thezouro (|e 6 de Agost > do cor-
rente, antes do que ter aceitado a sua rezo-
luca, como desde logo propz a Junta da
Fazenda desta, e a S. M. I. pelo Ministerio
dos Negocios da mesma Fazmda; e pondo
de parte toda e qualquer refleca, sobre o
motivo de semelhante preferencia, e tempo
da sua declaraca, c^rto que o mesmo tempo
igualmente me justificar, corno o tem frito
nos dous primeiros artigos, restrinjo me ne-
ta a pedir-lhe, queira ter a bondade de inse-
rir no seu Diario a Certida junta, para que
o Publico combinan Jo o rendimento dos me-
zes de Janeiro, a Agosto do auno passado,
com o dos mesmos mezes do corrente anno,
a pezar dos diversos est rvos, com que a
Meza grande embaracava o seu expediente,
e da feira franca, que houve no m< z de Ja-
neiro, desde odia em que se anunciou a ar-
remataca do Contracto, a'e o dia da sua
concluza, melhor pos^a c d. ular os prejui-
zos, que cauzei a Fuzenda Publica, coma


f- -.'

--' "I*
minha fiscalizaca, em huma arrecadaca a-
Jiaz toda feita pelos mesmos Agentes do Go-
verno; e a rogar a Providencia, que os ta-
.lentos. Gonstitucionalidade e Patriotismo de
S. E., o Ministro da Fazenda, jamis tenha
de doer-se de semelhante procedimento, e
que a minha remoca, contra a qual todavia
protesto nada requerer, seja ta til Na-
cao, como cordialmente o dezeja este seu
Venerador e Criado.
(402)
hum Contracto novo, de tanto rico, com-.
prometimento, e que sera a alternativa de
correspondentes interesses, so poder convir
"quera nada tenha que perdtr.
*
Ferreira.
Gerrazio Pires Ferreira.
Recife 20 de Se-
tembrode 1828.
Mappa do Rendimento da Alfandcga
constante da Certidao infra para
mais fcil comparaca.
Annos
Janeiro
Fcvereiro
Marco
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
1827
30.-213230
32:102U483
47.-335558
25:126043
32.-169U938
35.-514164
31.-721005
39.-878903
274:06lU324
>i
n
n
n
11
11
11
11
Ill.m0 e Ex.mo Sr.
DizGervazio Pires Ferreira, que, ten-
do restituido desde logo o que avia recebi-
do pela ametade do rendimento da alfande-
ga, prelevadas as despezas da sua adminis-
tracao, faz a bem de sua justicia, que o Es-
crivao Interino da Junta da Fazenda, re-
vendo o rerfdimento da mesma alfandega
nos mczes de Janeiro Agosto incluzive do
anno prximo passado, lhe passe por Cer-
tidao a quanto montn mensalmente a sua
recoita; assim como a dos mezes de Janei-
ro e Agosto incluzive do corrcnte anno, de-
44:997U958 baixo da fiscalizado do Suplicante, ape
51:370166 zar de todos os estorvos, com que foi em-
50:836U832 baracada a marcha da sua arrecadaca, e a
52:844U808 feira franca do mez de Janeiro do corrente,
57:089U223 para a vista de urna, e outra couza S. M. I.,
63:000U972 e o Juizo Contenciozo mclhor puderliqui-
80:655U808 dar o prejuizo, que sofreo na arrematacao
feita ao Suplicante da ametade do sobre-
1828
52:02lU746
452.-817563 dito rendimento ; pelo que. P. a V. Ex.
--------- --------- seja servido mandar passar dita Certidao.
E R. M.Cft#
N. B. He percizo notar a fim de que se e- Pernambuco 17 de Setcm-
vitem mas inteligencias: 1. Que as adi- bro de 1828.
ces supra sao a soturna de todos os rendi- Gervazio Pires Ferreira.
montos da Alfandega nos mtzes indicados ;
2. que alguns destes rendimentos como o Passe, do que constar. Re*1
de Escravos, Guindastes, Fazeadas da In- cife 17 de Setembro de 1828.
dia, e Guardas, nao fora incluidos no Con- Cavalcante.
tracto bem que participassem da sua fiscali- t
zaca: 3. qut o Imposto sobre a carne se-
ca est incluido no rendimento deste anno, Joze Victorino de Lemos, segundo es-
na estando no do anno passado, por ttr es- cripturario da Contadoria da Junta da Fa-
tado contractado em separado; e 4 qut zeuda Publica desta Provincia, E escrivao
a Fazenda Publica ganhou, alem da parte interino da dita Junta, por Sua Magestade
respectiva quantia, em que com erro se Imperial Constitucional, e Defensor Per-
calculou de mais o computo dos rendimentos petuo do Imperio do Brasil, que Dos guar-
do trienio passado, que servio debaze a ava- de, &c. Certifico, que revendo os Livrosde
liaca do Contracto; e alem de 12: OOOgOQ Receita, e Despeza da Thezouraria Geral
e tantos mil reis dos direitos das fazendas da da sobredita Junta, do anno prximo pas-
India, que se mandara cobrar em separad o, sado, e do corrente, delles consta ter sido
huma nao pequea quantia na ametade dos o rendimento total d* Alfandega das Fazeri-
rendimentos nao arrematados; entretanto das desta Cidade,- oseguinte: no mez de
que o Contrato, aliaz de tanta monta, soga- Janeiro do dito anno passado, trinta con-
nhava, prelevadas as despezas da suagesta, tos duzentos e treze mil duzentos e trinta e
a quantia de 9: 253g773 rs., que immediata- hum reis; no de Fevereiro, trinta e doui
mente a sua dissoluca entreguei na Thezou- contos centoedotis mil quatrocentoseoiten-
raria Geral; do que tudo se pode bem inferir ta e trez rs.; no de Marco, quareata e seto
os prejuizos, que soflreo a Fazenda Publica contos trezentos e trinta e cinco mil quin-
com a minha fiscalizaca, e que se mandara lientos e ciucoenta e oito res ; no de Abril,
liquidar; assim como os ganhos, que me po* vinte e cinco contos eento e vate e *ei% mil
deriao caber, e aos meus Socios, as principa- o quareuta t trez reis ; no de Mayo, trinta
es cazas de Comraercio desta Praoa, e e dois contos ceuto o itMtntA e nove mil
i


^
(403)
novecentos e trinta e oito reis ; no de Ju-
ilfl, trinta c cinco contos quinhentos e
quatorzc mil cent o escssenta e quatro reis;
,nodeJull>o, trinta e hum contos setecen-
tos c Tinte e hum mil <; cinco reis ; no de A-
gosto, trinta e nove contos oito centos e
setenta e oito mil novecentos e trez reis ;
no de Janeiro, do correutestnno, cincoenta
edous contos vinte e hum mil setecentos e
quarenta e seis rds ; no deFevereiro, qua-
renta c quatro contos nove centos e noven-
la e sete mil setecentos c oito reis ; no de
Marco, cincoenta e hum contos trezenti>s e
setenta mil cento e sessenta e seis reis ; no
de Abril, cincoentacontos oitocentos e trin-
ta e seis mil oito contos e oitenta e dous re-
is ; no de Mayo, cincoenta e dous contos
oito centos e quarenta e quatro mil oito
centos e oito reis; nodeJuaho, cincoenta
e sete coutos oitenta e nove mil duzentos e
vinte e tiez reis ; no de Julho, sessenta e
trez contos novecentos e setenta e dous re-
s ; e no de Agosto, oitenta contos seiscen-
tos e cincoenta e cinco mil oito centos e oi-
to reis. E para constar onde conveuha pas-
soesta Certidao, em virtude do Despacho
retro, a qual vai por mim smente asigna-
da. Secretaria da Junta da Fazenda de
Pemambuco 10 de Outubro de 1828.
Fiz cscrever, e assignei.
Joze Victorino de Lemos.
-o
Sr. Redactor,
Huma das Ilegalidades, que O Padre
Manuel Jos da Coigregacao do Oratorio
apunta em peu Recurso para tornar nao ef-
fectiva a eleicao de Prepsito no Padre
MaximianoSoares, he oao ter este jurado a
Constituicao Poltica do Imperio. Corn ef-
feito! Isto he reconhecer o intruso Prep-
sito a sua nullidade mesma : he escrever a
ma sentenca, e provar ao Universo todo a
sua manifesta injtistica. Em que parte ju-
Tou o Padre Manuel Jos a uossa Consti-
luic:i ? Se isto inhabilita o outro, como
tador da Lei he o mesmo, que se vale della
contra os mais? Saiba-se, que he necessa-
rio ter huma cara de bronze ; ter a conuci-
encia calejada, e dormente do maior menti-
roso, e do calumniador mais emperrado pa-
ra avancar em Juizo huma assersao tao pro-
digiosamente falsa. O Padre Maximiano ju-
rou a Constituicao, e o seu juramento a-
cha-se apenso ao Recurso.
Digne*se, Senhor Redactor, de dar
publicidade as ideas de hum seu
Correspondente.
m ?#?
Avizos Particulares.
J 0 Padre Manoel Jote, Prepozito da
Congregacao de S. Felippe Neri, collocada
nesta Cidade em o Convento de N. S. Mi
de Dos, Ico corn lagrimal o avizo, ou ma-
nifest, que fez o Padre Maximiano Soa-
res denominando se Prepozito da Congre-
gado para elle se nao pagarem os rditos
da caza: o Prepozito sabe quo tristes
tem sido para a Religiao os scismas, e de
bom grado cedera do pezo, que tem reca-
do sobre seos debis ombros, se estivessea
seo alcance; mas disgracadamentc lhe he
denegado esse bem por ser elleito cannica-
mente, e ter tomado posse solemne, e adiar-
se pendente hum recurso, e ser a regra, que
as coizas pelos mesmos principios, que se
fazem se desfazem, e que pendendo recurso
nada se deve innovar : eumpre pois partici-
par ao respeitavel Publico que elle he o
Prepozito, e que toda a direcca daquella
caza religieza est a seo cuidado, em quan-
to a Meza da Corda nao mandar outra col-
za, que aquelle denominado Prepozito nun-
ca o foi, e nein o pode ser por nao ser Con-
gregado, tanto assim que nunca quiz en-
trar no Noviciado, e sim hum assalariado,
que recebe em paga do seo trabalho, alern.
das Mi^sas quotidianas, 240 rs. por dia, ves-
tuario, cama, e meza, e curativo, e que a
Authondada, que oellegeo, sendo alias mu
respeitavel, a nao tinha = ad hoc fes e que
anda que a tivesse por huma nao vista pi-
quis, ella era milla, por reeahir sobre hum
Eclesistico, que nao he membro da Con-
grcgacaS, e o nico crminozo na fac^ao,
porque na tendo voto, e tendo o partido o
da oppozica mettido-o ue numero dos vo-
tantes, elle para promover a convulsa8, vo-
tou, para haver empate, e p6r neste cazo
obrigada a Congregacao a chaar de fora
hum tercoiro decizor, em hum Congrega-
do a quem a Coustituicao remova de ser el-
leito, dando coin este facto'huma positiva
prova de odio, e desprezo a Lei fundamen-
tal, e quem prostitue a Lei tem impedimen-
to derimente para a fazer executar.
Manoel Joze.
Prepozito.
2 F V. da Silva participa a todas as pes-
soas que t i verem cobre para descontar prata,
e prala por cobre podem dirigir-se a seu ar-
mazem do leilao publico, Ra da Cruz N.
56, assim como, roga a todas as pessoas
que tiverem bilhetes de huma rifa por elle
asignados, que nao tiverem ainda visto os
objeetos os venha ver visto que est pr-
xima a sua extracao : no mesmo armazern
se recebem move is novos, c em meio n?.o
para vender, ou outro quaevquer gneros
na mesma conformidade.
Vendas.
3 Vender huma negra crila dado 12
k



1^ I. ,*1 I ,0 ...
:*Om- m*
T"^"
(404)
T
anuos sadia coze, e engoma chao, faz renda
e propria para o servido de hGa caza e para
mumbanda, assim coiwo se vende huma ne-
gra criolla bonita figura, idade de 22 annos
coze e engoma chao, enssaboa e lava rou-
pa, cozinha sofrivelmente, quem as perten-
tler comprar procure defronte da Praca da
Uuia ra do Rozario N. 147 primeiro
andar.
4 Quem quizer comprar bilhetes de hu-
ma Rifa, em aqual entra huin grande nu-
mero de livros deDireit, Dicionarios, His-
torias, &c. e mais alguns premios de valor
premiados: dirija se as Boticas de Miguel
Jftze Ribeiro na ra do Queiniddo, Joa5
Moreira defronte da Matriz de S Anton;o,
-e na ra Nova lado direitoentrandoda pon*
te para deatro na quina que tem huma ven-
ta.
Leiloes.
5 No dia quinta feira 30 do corrente se
acle arrematar a quem mais der, no arma-
.ze.n de leilao de P. V. da Silva Ra da
Cruz N. 56 os gneros seguintes
Espelhos grandes para sala
Camas novas, e uzadas
Cadeiras decondur, e de outras qualida-
des uzadas
Mezas para jogo do dito dito
Ditas para sala, novas de muito bom gosto
Frasqueira para i i por
Xa petla por libras em qualqaer quantida-
des
Quadros de diversos tamanhos, e alguns
com o busto de S. M. I.
Realejo de 3 cilindros muito bom
Serpentinas, castices, salvas de casquinha
Huma Flauta com 8 chaves muito rica
Dois violoes
Cambraias de Franca, e Hamburgo
Cavallos de esquipadoes
Estajos m a tem ticos.
Viuho velho de Fonceca e Filho, empipas
oaccelante para a nao pagar, mpedindo as-
sim que alguem se valha da natureza do iii-
dosso ; a pessda que achando-a a quizer
restituir pode fazer na ra da Alfandiga
velha caza N. 3.
Fgidas de Escravos.
8 No dia 23 do rorrente fugio huma
preta de nome Joanna, uac^o Cabund com
os si'g'naes seguintes, alta, boa figura, pei-
tos grandes, cor bem preta os dedos das
rnos alguma coiza encolhidos, levou bas-
tantes vestidos, costuma andar calcada,
qualquer capitao de campo que a pegar, le-
var em caZ*a de sua Sewhora queheLuiza
Isabel Martins moradora na ra da Sanzal-
la Velha N. 49 que ser bem recompen-
sado do seu trabalho.
n
NOTICIAS MARTIMAS.
ENTRADAS.
AllugTieis.
6 Quem quizer allugar Itum preto, pre-
ta, ou muleque, dirija-se a Fabrica de Pai-
\a, Guedes.
Perdas.

7 Manoel Pereira Guimaraens & Con-
panhia, faz publico ter perdido huma Letra
sacada porelle na dacta de quinte de Sep-
tembro a seis mezes percizos da quautia de
trez cont de. reis metade prata, e rnetade
cobre, asseita por Caetano Carvalho Rapo-
zo, endossada ein braneo, eit prevenido
Ia 24 do corrente. Malega; 38 dias ;
Caixo Hespanhol N. S do Bom Peaque,
M. Antonio Thomas Mazistenho, equip. 13,
carga vinhos, e mais gneros do Paiz, a
Antonio Joze deAmorim.
Dia25.Liverpool; 49 dias ; B..lng,
General Brok, M. William Priestmai-j, e-
quip- 13, em lastro, a Low llichardsun &
Com pan h i a.
Dia 26. Rio Grande do Sul; E. Pro*
tecca5, M. Francisco Mar.|nes, equip. i3,
carga carne, a Joze Antonio de Oliveira.
Dia27. Rio Formozo ; 24 horas ; L.
S. Joze Viajante; M. Joze Jpaquim da
Costa, equip. 6, carga caixas, a Antonio
de Souza Ornes. = Paq Ing. Queensberry,
viudo de Falmeuth, em 49 dias, e da Ma-
deiraem 33; Com. James R. Hannah, e
segu viagem hoje 29 do corrente pelas 10
horas da maulla para a Babia e Rio.
SAHIDAS.
Dia 25. Parahiba; B. K. Ing. Leab,
M. Htmry Col, equip 8 em lastro.
Dia 26. Liverpool ; B. Ing. Shube-
nacadie. M. Ricard Bartlett, equip. 9, car*
ga algodao.
Dia27. nna; S. Estrela Matutina,
M. Antonio Francisco Nunes, equip. 9,
carga diferentes gmeros, e II passageiro*.
= Rio Grande do Sul; B. Bom Jezus dos
Navegantes, M. Luiz Gomes de Figuere-
do, equip. ^0, carga sal, 1 passageiro, e
18 escravos com guia.
ttWAMMucQ u Tipoaiuru 09 Duho.

t
-


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