Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00405


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Full Text
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Annodel829:

DIARIO DE PERNAMBUCO.
Subscrefe-se na Tipografa do mesmo Diario roa Dlreita N. 967 1. andar em mezo por 40 reishoma folfaa
qne sahir todos os das atis.
Ter Preamar as 7 horas

Si
CORRESPONDENCIAS.
aJNr. Edictor. == Meus protestos de
indiferentismo para os peridicos de Per-
inmbuco, voarao com a leitura do engra-
^adi^simo, e assas judiciozo comunicado
do Constitucional N. 13. ssim, e so
assim, e ainda mais assim, se pode des*
mascarar ai garahulhas desse energme-
no Redactor Amigo dosinimigos do Povo.
Oh! Em meio do jocoserio, que de ver-
dades nao abunda esse bellissimo comuni-
cado, que de absurdos, e asneiras nao
poz a luz do Sol! Mas a todas suas razo*
es, a todos seus argumentos que respon-
deo o energmeno Amigo? Surdio elle
mesmo, como parece, emoN. 12 as-
signando-se o Bacalho dos tollos ,
pedindo-se, e rogndole, *que nao res-
pondesso urna so palavra: pedio bem, e
assignou-se bem. 1. por que nada elle
teria, com que contrariar verdades, dei-
xando de uzar dos seus costumados sofis-
mas, e sarcasmos : 2. porqqe nao tem
cabeca sendo bacal bao, dos quaes esta
senao aproveita, quando o rabo o mais
saborozo: 3. por que se bacalho de
acoutar, o aviftante instrumento dos ca-
tivos. Em o mesmo N. c 12 pede-lhe um
Seminarista zangado ("da mesma estofaJ
de nao dar ouvidos aos urros dos revolu-
cionarios, so* quando for mister refutar
suas doutrinas. Ora vamos ouvir o que
este carangueijo de literatura,, e de direi-
io, responde ao seguinte artigo das Cor-
les Portuguezas de 1641, convocadas pe-
lo Rei D. Joao 4. Nelle nao que sus-
peitar demagogia em um tempo, e n'un
fpovo, em que tal vez era ignorado este
nome: nao ha inauthorizacao da parte do
convocante, nem dos convocados.
Sendo pois necessario justificar a-
o/ielle procedimiento (o da Aclamac.a)
)
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)
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|42 minutos da manh.
e fazer chegar a posleridade a legitimi-
dade d'elle nos motivos, que tinha de-
terminado aNacao, eis aqui o que dice-
radias Cortes E presupondo, que ao
" Reino somente compete julgar.... e
eximir-se taobemda sua sugeicao, e
dominio, quando o Rei por seu modo
de governar, se fez indigno de reinar,
por quanto este poder Ihe ticou, quan-
do os povos a principio transferirn o
seu no Rei, para os governar.
Eis a qui a linguagem dos Portu-
guezesem 1641. Eis aqui assentada so-
lemnemente a soberania da Nacao. E*
isto novo ? Os Portuguezes derao os se-
us poderes a um so ; porem reservando na
le-fundamental o direito de os reassumir
em taes> e taes cazos: como o fizerao no
tempo de D. Afonso Henriques, sendo en^
tao vassallos do Rei de Leao : o mesmo
fizerao no tempo de D. Sancho 2. D.
Joao 1. D. Joao 4. ede Afonso 6.
passando por actos puramente Nacionaes,
a coroa, e o governo ao mais digno.
P' l Amigo tartufo Ouvio os sea-
timentos de nossos pais, desses Portugue-
zes velhos ; e que diz ? ? Calla-se com es-
ta rolha ? Entao passar por contradicto-
rio, e mofino, (oque nao lhe far pejo)
e fica reduzida a estrume toda a sua aren-
gada do N. 8: ou contrara negando, o
que o Constituir grandsimo tolo; ou
descompoem: entao Lucianno que o atu-,
re.
Sim, Sr. Edictor, esperemos pelos
colricos berros do carangueijo Amigo:
de diante para traz de detraz para dian-
te; elle em fim halle espirrar, porque a
mecha he forte; /se nao der de si heide
pespegar-lhe um Iclistel, sobre o mesmo
objecto, que ella hade rabiar. Deixe-o
couiigo. \^
Queira perdoarxlgutnas expressoens

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(700)
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TheatrOn

HOje 18 do corrente Agosto pelo pri
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inas-acres, pols de. outra sorte nao se ti- blica, que todos os Cidadaos, que a ella
ra vantagem das mordidellas do Amig ; se quizerem oppor, comprelo trintadi
e pela primeira vez fazer imprimir estas as depois da data deste uesta Secretaria;
urinas., que escreviuhou com boas unhas habilitados, e munidos de setis requerid
O Aguia. raentoscom os documentos do estilo.
------X------ Secretaria do Govemo de Pemam-
O buco 14 de Agosto de 1829 Vicente
3atk. Edietor. Ten! estado mudo Tliomaz Pires de Figueredo Camargo.
espectador vendo a luta dos Peridicos Secretario do Governo.
desta Cidadea respeito do Curso Juridi
co, o que me tem causado bastante rizo,
osSrs. Director, e Autran, rompoosilenci-
o, para lhe fallar verdades. Nao vou contra J^j^meiro beneficio que faz o actor Ma-
os elogios prestados aquelles Srs. elles noel Joze da Silva se reprezenta a nova
se tornao dignos, ainda que os nao sapo e famoza Comedia Roberto na Fran*
nho superiores em cousa nenhuma aosjpu- con i a, graciozos Entrevallos, e o No-
tros Snrs. Lentes; mas antes.......Jipo vo Entremez do Chapeo pardo.
rera deixemo-nos de odiosas parcialida- AvZOS ParticulareF.
des. O que sei dizer he, que elogios no
Cruzeiro e Amigo do, Povo a ninguem ^^ Procurador da Cmara Municipal da
honra, bem como as descomposturas ^^Cidade de Olinda, faz sciente ao res-
destes dous Peridicos a ninguemdeshon- peitavel Publico, que se achao afixados
rao. Se o Snr. Camponez soubesse de bu Editaes assignados pela dita Cmara, pa-
ma, cousa, talvez nao ringiasse tanto o ra serem arrematados nos passos daquelle
Er. Autran. En sempre o digo, porque Conselho em odia 1. 2. e3. do
sou escravo da verdade. Hum dos feria- seguinte mez de Setembro os Contractos,
dos do dia ,31 de Julho foi dado pelo Snr. e rendas da adrrwnistracao e Patrimonio
Autran, e tendo este no dia immediato da mesma Cmara, a saber : o rendimen-
d'aula passado huma licao desmedida de to das ballancas publicas de pezar assu
inte e tantos pargrafos, disse da cadei car, em grandes e pequeos volumes, na
ra abaixoOs Snrs. nao gostrao, que prac,a do Recife: o contracto das Afila
eu desse o feriado, para hirem aojury? ces das medidas, e pezos, dito dos pezos
Pois tenhao paciencia com esta licao ,e repezos do assouge, a renda da cazinha
maior. Quem quer os commodos deve sofrer os rncommodos. Eisaqui, Sr. E- eno que principia em I8J, e tindar em
dictor, apura verdade, e entretanto o 1832.
Sur. Moura, que nao estava no exercicio Olinda 12 de Agosto de 1829.
dacrdeira, e que, como lodos sabem, es- Miguel Joze Teixeira.
/tencacarregado pela Congregacao de Frederico Guilherme Roberto, agr -
organizar os Estatutos, foi atrozmente dece em a mais cardial.maneira ao respei-
calumniado no Amigo do Povo, tidoco- tavel Publico, a atten^ao que lhe tem me-
mo itisuflador dos Estudantes. Meu De recklo as engenhozas maquinas que teve
os! como se calumnia a innocencia, ese a honra d'aprezentar-lhes, e como esteja-
ultraja omerecimento! Ein quanto as bo- se aproximando o tempo de se retirar des-
as doutrinas, falla o Snr. Camponez ver-j ta Provincia, considera como sen dever o
dade, porem saiba taobem, que por ca se/

fes a apologa do Celibato..
Sou seu Leitor
Hum Alumno do Car so.
A
EDIT
,Chando-se vaga a
Cadeiras de Gramtica
tonca do Seminario, da ftidade de Olinda,
manda SJBx. oSnr. r-residente fazer pu
tornara repetir o seu primeiroavizo a fim
de convidar aquella parte do Publico que
ignorada existencia de ta importantissi
mas pecas nesta Provincia, as venha ver,
e nellas admirarem o grao a que se tem
elevado o engenho humano, em dezem-
pe/iho do seu dever par* com aquelle que
ubstituicao das o apprezentou como primeira raridadeen-
atina, e de Rhe- tre todas as existentes.
Os objectos sao os seguintes os quaes
em ser vistos a todas as horas do dia,

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ede naiteat as 10 horas nacazadesua m baixo no jardim ha huma Cascata
rezidencia ra dos Quarteis D. t. pri- cujas agoas se precipitaoem hum tanque
meiro andar, pagando para esse effeito a aonde vai beber huma Cabra, ao mesmo
quantia de 480 res. tempo se ve hum Macaco comendo huma
1. Moto continuo: pede-se aos Se- macaa, hum Cao que ladra quando se lhe
nhores^ conhecedores, e Mathematlcos tira huma pera, e huma Borboleta abrin-
queirao dizer se assim, ou nao merece es- do as azas.
te nome a vista dos principios da sua 6. O pequeo Mgico : Este respon-
construccao. de a todas as perguntas como o outro, e
9 2. Huma peca chamada das Damas, se o pertendem engaitar, apparece entao
nesta apparecem duas Senhoras, que sa- o seo Interprete em figura de Dragad com
hem cada huma da sua Torre ao som de azas.
huma muzica de campainhas, cortejao 7. Huma Caixa.de otro com hum
os Espectadores, e voltao-se de repente Passarinho que canta huma Valsa.
para ver, e ou vi r cantar hum Beija-flor Joze de Inojosa Varejao, avisa ao
no Bosque vizinho, inclinando a cabeca respeitavel Publico, que a sua rifa nao
de admiradas. Logo depois que aquelle pode ter extracao com a quinta Lotera,
passarinho se I lie esconde, cortejao de no- por se nao realisar a venda dos Bilhetes:
vo os Espectadores, se retira o cada hu- icando porem para ter com a sexta, e ca*
ma para a sua Torre fechando a porta, zo finalise a venda dos bilhetes antes cor-
Ve-se ao mesmo teinpo huma Borboleta rer particular; e as pessoas que tiverem
a brindo as azas ao som da Muzica, e vol- comprado, e nao quiserem estar por isso
tando continuadamente de hum a outro podero entregarem os brmetes onde com-
lado. V-se finalmente hum Automato prarao e recberem o seo importe,
que aponta as horas. Qualquer mulher branca, ou parda,
3. O grande Mgico, he hum homem de idade, e de bons custumes, que saiba
com huma grande barba, que estassen* cozer, e bordar, e quena hir para huma
tado sobre hum monte de livros, huma caza ensinar a humas muiatinhas, e ne-
vara na ina0 direta, e hum livro na es- grinhas, aparesa nesta Tipografa para
querda, responde a todas as perguntas se lhe dizer quein quer, ou annuncie por
que se lhe fazem, metendo-se estas na ga- este. Diario a sua moradia para ser procu-'
veta que para isto se abre para responder; rada.
levantarse politicamente do assenlo cor- Previne-se o respeitavel Publico de
teja a Compnhia fazendo varias aceces que um certo Italiano por nome Francis*
com a vara, e com a qual bate em hum co Adami, moco de fisionoma gentil, o-
postigo, queabrindo se most'ra a resposta Ihos azues, barbas inuito grandes, com
da pergimta que se meteo na gaveta, e ^ertinazes feridas as peinas, viudo de
logo balendo-lhe segunda vez a faz fe- Lisboa na Galera S. Joa Baplisla, serviu
char; quando porm o pertendem enga- ltimamente no Engenho Matupiruma
nar nao lhe metendo a pergunta na gave por espaco de 3 mezes como creado, de
ta, bate de agoniado com a vara, sacode que foi pago como consta do seu recibo,
a cabeca como quem diz te vos me enga- passado em 2 do corrente Agosto, em que
naes e longe de evanlar-se como antes sahiu do mesmo Engenho; e te:ido-se-lbe
deixa-se ftear assentado. prestado um pequeo cavallo russo, de
4. Huma grande, e bella Gaiola com bonita figura, para seguir viagem unica-
2 Passaros, macho, e fenea de grandeza mente at o Engenho Noruega, distante
natural, que saltando de hum poleiro a 2 legoas do mesmo Engejwiio seapropriou
outro, forceja por beijar-se, entoando do mesmo cvalo enga na ndo o negro que
com isto hum canto natural, at que ac- o acompanltava para o.conduzir ; ese di-
bau por hum Dueto que cantao. Ve-se rigiu a esta Placa aonde se acha ; A
taobem nesta peca huma Cascata, o'cur- pessoa em cujo Joder estiyer o dito cvalo,
so do Sol, e 4 Faunos tocando em Cam- e o quizer restiniir a seu dono pode diri-
painhas, emquanlb hum negro lhe fereo gir-seao Sr. Antonio Henrique da Costa,
compasso. na ra da San|alla, 3. sobrado de urna
^ 5. Hum Rochedo, onde se ve huma caza nova, pol detras da do iiJustiissimo
Cabra deitada remoendo, huma Rapoza Sr. Bento Jor da Costa, onde recel^er^
em sua toca, e o Sol fazendo o seo curio^jt^tUvida grarfncaVa.


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(702)
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Perciza-se de hum hornero para ca- Objectos para o uzo da Navegado
ieiro de hum Armazem, que saiba 1er, e Fato feito de toda a qualidade
escrcver, e que seja capas para o dito em- Selim em bom uzo
prego, quera est ver nestas circunstanci- Huma rica guitarra
as anuncie pur este Diario. Hum cvalo de pao
A pessoa que anunciou no Diario de Garfas e facas de cabo de marfm muiU
Sexta feira 14 do crtente ter quatro ricos
quartaos para vender os mande ao Arraial Diccionarios elacicos e histricos
a Francisco Manoel da Costa que os quer Espingardas de differentes presos
comprar. Huma pequea quantidade de pares de
O anunciante de quatrobois mancos k meias de laia preta
de carro, declare onde s achao ditos bo- dolares de missanga, e mantas
is para serem vistos, e entao serem justos Huma carteira com prensa
por tjuem os quer comprar/ Alem dos referidos objectos ha outros
Antonio Moreira da Costa, tendo re- luitos que se faz impossivel a sua descri-
cebido hm bilhete decobre em paramen- cao, asim como em consequencia das or-
to de Joao Francisco Peixe da quantia d dens francas que se tem recebido.se ven-
20#000 rs. este desapareco, e faz certo dem pelos precos mais cmodos que he
a pessoa que o ti ver adiado o quira en- possive; com aquella franqueza que
tregar, por isso que o dito Pixe ja est hum tao digno Publico he merecedor,
certo de nao pagar a outra pessoa cazo
lhe seja entregue. ------X O X------
Vndense,
TfcTO Armazem de Leilao Publico de
Jb^|F. V. da Silva roa de Taime i ros
K. l, seguinte.
culos de ver ao longe de muito boa
qualidade
Mappas da Costa do Brazil, Rio da Pra-
ta, Maranhao e Para'. 1
Veos de filo de seda, cor azul, e de ulti-
mo gosto na Europa
Meias de algodao lizas, e bordadas para
Senhoras, muito finas
Ditas dito curtas para homem o mais fino
que se pode encontrar
bitas dito cumpridas, para meninos
Relojos de todos os precos qualidades
Altinetesdepeito
Chaves de rekyo
Sinetes de Ouro de modelos nanea vistos
nesta provincia
Diversos objectos de coral para enfeite de
Senhoras
Quadros de diversos tamanhos, qualida-
des, e colecoes
Estampas
Historia de Pi 6. desde a sua coroa-
cao at* ser sepultado, Jim 0 estampas
Xarutos muito bons ^
Diarios nuticos.
Diversas obras de casquinl
Noticias Martimas.
.

Entradas.
/Ta 16 do corren te. JLntrada nen*
huma.


Sihidas.

MJt^ dito. Havre, com escalla
pela Parahiba ; Brigue Francez, Cr-
relo de Lisboa, M. Joao Francisco Gran-
din, equip. 13, em lastro. Babia;
S. Concicao, M. Joze Antonio Masca-
renhas, equip. 1.1, carga cascos abati-
dos, e lastro, pa^sageiros Francisco de
Sa Peixoto, e Florencio Manoel Ferreira
Leao. Una; L. N. S. da Penna, M.
Renovato JozePerejra, equip. 6, carga
differentes gneros, passageiros o M. do
Bergantim Felinto Elizjp com 6 p^soas
para o mesmo, que est em Porto de Pe^
dras, e Joze Antonio da Silva. Cara
vellas; S. S. Francisco-Vencedor, M.
Joze Florencio Jorge, equip. 14, carga
tyollos telhas, e mais gneros, passagfi-
sos 3 escravos com Guia remettklos por
Manoel Gonsalves Feneira. Cork;
B. Ing. Luey, M. John Ayre, equip. 9,
carga assucar.
\
*5-0""^*> >-
P&fajnfrueQ a Tipograa oDiark
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Snr. dictor.
Endo-sg divulgado na Cidade da For-
taleza Capital da Provincia do Cear huw
autgrafo armonioso, ass*iguado par .hura
celebre Fr, Alexandre da Purifccacao,
procurarse (como digem) com a capada
denominado de Hum Cearence
mandarle impremir na Typographia da
Cidade de Gram-Pur, ou na de Pefnam-
buco a tal papeleta, com o intuito de se
defenderem os crimes de seo acrizolado
Bemfeitoroex Commandante das Armas
Conrado Jacob de Niemeyer, imprpre*-
rando-se para esse fim aoa Castros com o
ftil pretexto de seren os nicos iniruigoj
daquelle seo Protetor, e don seos apani-
guados: fiquei atnito com a leitura de
tantas incoherencia, e fatuidades conhe-
cidas, cujas invectivas sao proprias nhecido orgulho do seo A'ictor., e por ter
perfeito conlieciment da,audacia d'st
revolucionario por esencia, e mentiroso
por natuivza, me limitar nicamente em
patentiar o baixo carcter deodiainr do
autgrafo para ficar sendo contiendo ios
Cido/laos probos, que o disco itk/*cfwi.
Eu me envergonho, eteni j pezarde
pegar na peona contra este biltre, escoria
dosBrazileiros (1) por issj que ovejo
carregado d' oprobrios, e privado das ga-
rantas do gozo dos seos Direitos, porm
como continua na efervescencia de seo ge-
nio intrigante, para fazer exasperar aCi-
dadlos probos, e prudentes (2) e que por
(1^) He desta infame corja, que se
compoc a sucia dos Colaboradores do a-
migo do Povo.
(2) Esse he o plano desses corifeus, so
cios do insolente amigo do Povo, porem
engana-se, porque os Castros sao conhe-
cidos no Brazd por ttulos que grange-
rao como homens de bem, nunca forao
ladrees da Fazenda Publica, e menos per-
turbadores do Cear, forao sempre esco-
Ihidos para ocuparem os lugares pblicos
daquella Provincia isto nao he huma nova
couza, pois que nesta Cidade ainda exis-
te Cidadaos probos, que de milito perMfft<
OS CastrOS. flnuanrtn ^ r
vezes implorara em seo beneficio, na.*)
omittirei seus censurad Este homem nullo (digo Fr. Alexan-
dre) heaquelie inesmo, que na revoiucao
de 1824 muito iufluio para a Instalaea
do Governo Demcrata : polo seas exal-
tados, e criminozos feito fot condemnado -
pela Commissa Militar em pena ultima,
na.J foi expeutada asirntoneaj porque seo
Patrono ooino Presidente da dita Gom-
missao Militar recorreo a Alta Clemencia
de.S. M. I. eobteve a (iraca de se Ihe
coimitar a pena em degredo (3.) como
de factoa Retaca doDestricto juigou que
deveria sofrer o degredo perpetuo em Rio
Negro. Desgra cadamente este Seo tari o
de Conrado, (4) fpi deportado de Per-
naihibiico com sua Carta de Guia, eseen-
oaixou mitra vez no triste Cear mendi-
gando euipenhos para $#r demorado na
Provincia, e poder desfruetar a seo bel-
prazer imb que Ihe couviesse debaixo dos
auspicios de seo Protector com quem con-
tinupu a Fomentar a negt'a intriga, sos-
ten latido os seo* vicios com assubseWeoes
qu tirawbem fe vera veis. Contimtm es-
te Reprobo na carreira das bajulacoens e
Poezias nao ocultas com que muito secan-
soueni prodigalizar^para por este nieio ter
entrada no Palacio do Governo Civil,
porem muito se enganon, por isso que o
Excellentissimo Presidente actual be. n de
perto o conhecia, e desengaado das suas
tentativas, ouzou com alguns dos seos i-
/
var a conducta dos Castros, e o carcter
distincto do ? .... Sr. Conrado.
(3) Como nao mereceo a proteca
do Sr. Conrado o desgranado Teen te Co-
ronel da Villa de. Granja, em iguaes, se
nao menores circ .instancias que Fr. Ale-
xandre aquele que prestou a Indepen-
dencia, e ao In parador servicos relevan-
tes, que Ihe me jecerao aComenda do Cru-
zeiro, servicos i que Ihe merecer a Pa-
tente de Teen lV> Coronel ; servicos que
talvez nao terialt* rVAlexandre ? .... al-
dOizoJda pfolecao do Sr. Conrado.


/
I
\
nimigos com quem se reconciliow a rarmv
rem por meio de sofismas huma terribilis-
sima revolutas contra o Governo, enjos
efFeitos produzirao o seu rzultado em
27 de Agosto do anno passado, e por isso
foi instantneamente embarcado para Ma-
ranhao em continuacao ao destino'de seu
degredo, e aportndole naquella Cidade
lhe foi esta dada por homenagem' aonde
somente esteve o periodo de seis dias em
sua liberdade, findos os quaes desmasca-
rou suas maldades, e por causa d'ellas
foi recolhido a prizao de onde embarcou
para a Provineia do Para.
Julgo desnecessario acrescentar ou
tros mu i tos factos para compro var o car-
cter de este corifeo que bem pezado foi
ao Cear com os continuados calotes,
tofa aplaudir seo* criminozos feitos, e
falcidades imputadas innocentes, para
alvar ao infractor das Leys como se h
de provar. Os Castros sao naturaes da
Provincia do Cear, e nella constante-
mente servem os cargo da Governanc,a
(6) e anda maiores Empregos na Pro-
(5J Acuda Fr. Belleza, nao deixe
man xa r a honra de seu Collega e amigo.
(6) He huma verdade e pelas ultimas
Elleicoes daquella Provincia bem se pro-
va ( do que miuto se tem mordido o par-
tido Conradino por taes, rezultados ) isto
nao he de hoje porqueja do tempo do Go-

vincia e fora d'ella, nao tem sido revolu-
cionarios, e nem pezados a Sociedade (7)
e os seos crimes consisten! em nao serem
do conloio de Conrado pelas suas volubi-
lidades nao descon heridas.
Que me responde a isso Sur. intri-
gante ? (8) ser dfficultozo provar o que
levo dito ? para que se mel a tralhao ?
nao forao os Castros os que por vezes se
empenharao em seu beneficio nos deffe-
rentes objectos do seu empenho, para con-
seguirem aquillo niesmo que nao deve ig
norar ? para que he ingrato com quem
nao o offendeo ? nao seja mentirozo por
proficuo, ten ha mais vergonha nessa ca-
ra!!!!! dir a' isso o Sur. Reverendo,
que a hum homem perdido todo o negocio
lhe faz conta. -
Queira Snr. Edictor em abono da
verdade admittir estas toscas linhas em
sua folha para ficar o Publico conhecen-
do as maldades d'este Zangao.
Sou com frequencia seu leitor
Hum offendido.
verno de S. M. F. os Castros rao esco-
Ihidos para servirem empregos grandes,
do que basta para provar a sua conducta.
(7) Isto nao perciza provar, porque a
experiencia o tem mostrado.
(8) Responda o Amigo do Povo, que
taobem nao he menos; os *eus inslenles
e atrevidos esenptos o provao.



9


Full Text
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