Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00346


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Full Text




.



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k
N. 116.

\
:

Anuo de 1829.
que
DIARIO DE PERNAMBUCO.
SabwwTe-se na Tipeja fia do meSmo Diario roa Direita N. J67 1. andv em mezas por 64C res huma foll.a

.
Preamar a 1 /W !

i

.
A
Continuagao dos Artips de Regulamenlo para o este Official pasear recibo de todas as que
_. Correto. lhe foreio entreUes, e marchar com ellas
em direjtura para bordo do Paquete, que se
Rt. 102. Todas as vezes que os Pa- far de \ela na manh do dia seguinte.
quetes deixarem de sahirj nos referidos di- Art. 109. As Malas hira acompanha-
js, ser oda sua sabida annunciudo no* das de huma parte assignada pelo Adminis-
Diarios, e por avizos affixados as portas
das casas da Administracad dos Correios.
Art. 103. De Pernambuco sal ira' no
principio de todos os mezes hum Paquete
para o Para, donde regressar para o Porto
da -na sabida, tocando na hida e na v os Porto do Cear, Totoya, e Manchad.
Art. I4. A demorados Paquetes, nos
Portos intermedios, ser nica mente a ne-
cessaria para entregar, e receber as malas,
com la ato que nunca exceda de 48 horas.
Nos ltimos Portos do sen destino, a de-


trador do Correjo, em que se declare o no-
iiie da Embarcado, e do Commaudante, o
numero de Malas que leva, e os seus desti-
nos, rom o da da partida. Na volta dos
Paquetes sera6.obngados os Commajidini-
tes a apres'nir nosorreios respectivos os
competentes recibos da entrega.
Art. 110. Os Commandaiites levaro
s Malas no sitio mais bem resguardad > da
Cmara; sempre lestes para serem laucadas
ao Marem tempo de Guerra.
Art. 111. Seguir-o rumo mais eonhe-


\
mora dos mesmos Paquetes ser regulada cido, fazendo sempre a maior forca de vel-
por forma, que a saluda se verifique sempre la, que permtttir a EmJ>apcaca5 ; e nunca
po principio, e no meio de todos os me/es, medaro de rumo, se ua obrigados de tem-
exceptan dos tres de Pernambuco pai o poral, ou >niini>.
Para, que deveuisahir no principio dos me- Art 112. Inmediatamente que entra-
Ze8" a ,nr rx j ., re ,,osPortos o'e.,de>tinot faraentre-
Art, 105. Os Presidentes, quando o gar nos -Correios as Malas respectivas, e as
bem do Servico Publico o exigir, poder
abreviar a sabida dos Paquetes, e s pde
r retardar a sua sahida por ternpo de qua-
tro das, havendo causa urgente, dando
encouimendas na Alt'andega: recebendo
as Malas que houver, na noite da vspera
da sua partida segnir para o *eu destino.
^ Todos os Commandantes,
conta ao Ministro do Imperio, das causas, Capita, ou f Mires re Navios, assim Na-
que a isso os obrigaro. cionaes\como trangeiros, qu vierem de
Art. 106. Os Commandantes dos Pa- portos Ll'-* iros, sao obrigados a en-
quetes sao respousaveis pelo aceio, e boa tregar ao AgenteMo Correio, que assim lhe
couservacaS destes, e devem trabar os Pas- requerer, todas as Cartas que trouxerern : e
sageiros com toda a urbanidade, e civilida- jeceberao, quereudo, 30 ris por eada Car-
de, sem que ja mais Ibes seja permittido ta que entregarem. da mesma forma que ja
insultal-os por alguma forma. Os que fal* recebem alguns Mestres de Navios Inglc-
tarem a estes deveres ters immediatamen- zes.
te dimittidos do Coinmando, punidos cor- Art. 114. Fica sendo prohibido a todos
reccionalmente com prisa de humaseis os Navios de Guerra, e Mercantes, Nacio-
ti.ezes, segundo a gravidade do caso o pe- naes, ou Estraugeiros, receber nos Portos
<3ir< 't^ : do Imperio Cartas particulares ftchadas, a'
Art. 107: Os, Commandantes dos Pa- excepcao nicamente das que forem relati-
qtjetes estarao promptos de todo o necessa- vas a uegoeiaea, e mais objctos do navio
rio, dous diasantes da sua partida. respectivo ; e todos os Commandantes, O-
Art. 108. Na vespera desta, logo de- fficiaes, Mestres, passageiros, ou qualmier
no das nove horas da noite mandar por pessoa da sua tripulaca, que for encontra-
hum Official buscar as Malas ao Correio; da com ellas, sera' multada em dez a tnnta
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mtfrls, pela frma determinada no Artigo
U. As pessoas, que quieretn ser porta-
doras de Cartas a bordan da* Embarcares,
devem pagar previamente o competcute
porte nos lerujoMlo. A/tigo 83.
(Conlinuar-se-ha)
' ?~

*

s,
Sr> Edicto*
*
JE as quatro mal tragadas linhas, que
jumas llie dirijo, mercete* o>aea acalbi-
mento, queira no seu Peridico reservar
alguma columna, para as~inser4*; pois a'
tanto me tem obngado as reflex^s do meu
Litte**to* d* <^em,, a instara* te rogati-
vas,, i^ocuto ser fiel observado!.
Naa senda anda occaaiaa <*pp*rtiuoa
para estupr cen o>qne promet* im minha
ta*^ &!*<>*, posto qua pUo tajrdar,
iata.w* sknon aunante a. sigtt6**r-Uie,
iwue son veniadeira, estima*
beu RespeUador
O PukUcoia.

Se comaisiu Wdan>cete. temos de-
monstrado qtuii o carcter, e fin*certo9, a*
que secondoaetn os: RevoUieionaiosespe-
guiadores, que propensos sempre a refor-
ma re m a verdadera existencia polaca dos
Povos, so a lies, precisamente poderla
couvr huma bei* detalhada rform, con-,
iwiietameute ua nos temos subtrahido
M> dever de lassificar, qual a forma de
goveiue, que segundo a opiniso dos pro-
fundos Poticos, s torna mais regular
a' qualquer Nacao ; forcoao he agora, que
nos, reconhecendo estas verdades, mu se-
r'umeute passemo* a observar, se oa gover-
nos actuats, com que se tem conformado
certas Nacftes, Ibes sa5 suficientemente a-
uro puados. .'
Seja por agora someute o pnmeiro ob-
Wcto da nossas reflexes ( que nellas pro-
ceguiremos ) o Imperio iPazileiro, como
huma Na<;a5, que reconk da emancipada
de*eja progredir na bri! e freir das
lutcs. Antes porem qu# entremos nestes
dealhes, convem, para com mais acert e-
inhtirmos nossa opinia, a analize primei-
ramente da estabilidade de sua Independen-
cia, e se esta para o facturo poden ser sus-
. ceptivel d'uma ruina, cujas funestas coose-
quencias toraem, o Brazil, por saciedade de
vingancas reconcentradas ahuma *ituaca
nipuoscoasideravcla, de que ja goza va, de
-atbegoria de Reino.
Duas sao as brmas que podem asig-
nar perigo a independencia Brawleira : iu-
vaza, eaedica; a prwneira, do Forcas
iavaes da^aca PoUugueza., intervindoa
sadjuva$*a da alguuia outf a Potencia; e a

segunda, de Portuguezes rezidenres no Bra-
zil e daquelles ja considerados Brajleiros.
QUaulo a pfimeira circunstancia he inuito
de crer que nao seja difficil empreza esta a-
najize: se prestar uiqs a devida aUenca a
hum Paiz, qual o de Portugal, delaceradq
pelas entestinas disidencias, concluiremos
com toda a segutaitca, que echando se pri-
vado- dos preces meio* para manter at a
sua existencia poltica,. a_p_enas (aj.uda. rnes-
me adHH*tido-e a coadjuvaeso) para Imi-
tivo de suas perdas pretritas Ihe poder
sjiggerir huma," empieza, da qual a Ingla-
terra com a sua re*peitavcl Forca Martima
e Terrestre, a pezar de ter sido empregada
com loda a pericia e actividade, nada pode
conseguir de suas Colonias Americanas,
desde 1776 at 1783 poca, em que se vio
enta obrigada a reconhecer a Independen-
cia- doe Estados Unido. Se com tudo po-
rem viniNOS realizados os seos projectos, a-
inda q* * cos maja a aectescentar este fenmeno em
atguw Fotbet de raridades? Pela, rnesma,
tdene quaes difficulda-
des se appr. zeutar ao Brazil, se pertender
adoptar naepoca prezente, a mesma liuha
de conducta em referencia a Portugal.
Nao sendo materia de tanta importan-
cia a elucidado desta primeira propozea,
porque a vista dos factos ede sua evidencia
nada ha de misterioso, nos traosmittiremo
a segunda, cujas cauzaes mnito podem con-
correr^ por omissao da totalidade dos Bra-
ndehcts, oti \ergouhoza indiscrip^a de
parte, para huma ruina consideravel do
Braaii; esao na verdade estas, a que po-
dem dar origem a sedicao dos Portuguezes,
ede certos jaeonsiderados Brazileiios, que
subtrahindo se aos deveres, que lhe sa5
prescriptos, pertenderem dezenvolver mais
huma prova de execranda ingratidao, e ran^
cor inveterado. Posto que seja por todos.
os respeitos mais digna de serias reflexoens
esta segundada proposit, pelo damuozo
rezultado, que poder apprezentar, e cujas
sceuas s podem ta bem ser dsacriptas. e
nao concebidas, ser com tudo esta tatajida-
de (uo cazo de realizar-se) devid somente
a humatmperdiMtvel omissaS dus Brazilei-
ros circunspectos bem intencionados ; po-
dendo-se em todo o cazo prevenir qualquer
attentado, sem ser precizo recorrer ao es-
troudo das armas. Se seriamente rUarmos
nossa atten^aS na Corte observaremos, que
aleui de ser a Augusta Prezenca do Impe-
rante Uum inabalavei Sastentaculo para con-
ter loda e qualquer revolta de semelhaute
naturezai aceresce que a Corppra^ao dos
Fidalgos, e de OfficUes (5eoeraes Braailei-
ros sera sewpre, constituindo se hum for-
midavel Corpo de Polica, jncan^aveis vegi-
lias para petquixarem ijualquer tfmm*


w








verdade que se nao pode negar, devida jus-
tamente ao seu zelo e patr^tjsmo. Nao
pertenden.lo nos prolongar r ..as nossas iu-
d-'gacoens por todas as Provincias dolmpe-
no, porque estando algumas, secundo o
sen csado inferior de grandeza, na Ordem
de secundarias, jamai* poerao sub rail ir-
se, como liis observadoras, a marcha poli-
litica das primarias das quaes, conforme a
experiencia te.n mostrado, ellas tem sido
constantemente o ecco, nos inclinaremos a
final a sondar com toda a individuacao a
Provincia de Pernambuco. E que quadro
tao avivado de tristsimas cores nao apre-
vena aos olhos do Explorador imparcial es-
ta aprazivel porca do Imperio Urazileiro,
porem malfadada Provincia !!! Ora envol-
vida dezabridamente em vertigiuozas revo-
Jucoens ten figurado, pela exalfaca de ce-
reblo de alguns de seos Naturaes de sede
horroroza a anaichia, e outras vezes sub-
Diettiila aos furores de certos avntureiros,
por huma abminavel e vergoufoozissima apa-
thia, carrcga eom toda a sobmissa entre
ludibrios invectivados a cruz doseu suplicio,
*M,irn*rta*A ^^^l^U^['?m^ueA^ele^ lo dent .rvoredo; e o venc.mento da el
( Que fenmeno !! ) apaixouados de si>a
prosperidade, e nao menos subrnosos res-
peitadores da Sagrada Pessoa do Chefe da
Naeao, querendo desla artefnriarem as re
flexoens e providencias dos Brazileiros as
suas perversidades, devidas sou.ente na o-
piuia dellas (gabamos-lhes a finura da iri-
venca) ao dezenreamento da plebe m
certos periodos.
Concedendo-se anda, que possao pro-
duzir as nossas reflexoens hum rezultado
muito difterente ao que ajuizamos, eque
entretanto srja taObem infructferas todas
as providencias lembradas, e anlogas a o
cazo, teremos & final a aecrescentar como
recurso intallivel, posto que sobre carreja-
do de fadigas e prejuizos, e que s se deve-
r adoptar em necessidnde extrema na5
.sendo as Provincias do Imperio B'azileiro
dividida por marcos, a semelhaeca das de
Portugal, he evidente, que com brevidade
na se poder dicidir sobre o rezultado de
qualquer rompimiento revolucionario, con-
sequenteinenteduradoiira ser a sua resis-
tencia, tepdo alem disto de ser apoiada pe-
ca deixade ser huma virtude. m que parte
pois poder melhor ramificar a sedica, de
que tratamos, do que nesla, se bem que o
seu rezultado nao possa dicidir da sorte do
lJrazil? Todava, tazendo-se a bem mere-
cida justicaaos seos Naturaes, em abono da
verdade nao sedever dar tanto pezo e con-
sidoracao a estas coitsequcticias, se nos der-
mos ao trubalho de reflecta* nos denodados
feitos, que muito os immortalizaS, e que
jamis, quaes mudos expectadores consen-
tirs, independentemente de coadjnvacao
de outras Provincias, ficar submergido em
desgrana o seu Solo Natal.
Fiis ao que promeltemos, emittiremos
preza se hade declarar a favor dos Georra>
phos do Paiz (seos Naturaes) Recorra-ae
aos exeinplos que se conhecer prompta-
mente a prova desla verdade.
-

N.

-

/
Sr. Edicor,
Ministro d Satanaz no Grande Conselho
deque falh. Euico I ni
MiuMro do
que eve ^
,lez, que de hum
A5 me fazendo cargo de retribuir a es-
sa cordilheira de incultos, e de desaforos ;
a essa energurnena linguaem em que foi
eseripta a Correspondencia impresssa no
Cruzeiro 20 >; do Sr. Vigario do Recife,
mais conhecido pelo Padre Xico Doutor
taobem a. nossa opin* ; se de toda a NacaS linguagem malSP propria da boca de h m
be hum dever sagrado, fazer toda e qual-
quer resistencia a escravidad, que a oppri-
me avilta vencend corajosamente todas
as difliculdades, que se Ihe apprezenta ;
quem poder, reconhecendo esta verdade,
ser indulgente com o Brazil pela omissa e
desleixo, que motivar as suas desgranas, e
que seja ta humano que as lamente, nao
leudo elieao menos por evaziva huma so
dessas difficuldades a vencer ? Poder a-
cazo allegar por desculpa, posto que muito
frivola, a demaziada crenca as prdicas
Jeuiticas de certos apaixonados da Unida-
de Luzo Bratileira ? Estamos firmemente
persuadidos de que individuo algum, a nao
ser destituido do seuso comnwim, se deixa-
rarrastar ptlo tom da liogoagem desses
izusChristo, de hum Pastor,
^sua uioderacao us palavras,
e exemplo edificar as su as ovelhas; de
quem abandonado da Grtna do Sr., e en-
surdt ciclo ao clamor da sua con ciencia 6e
arroja sem medo a sua completa, e irreme-
(a) Peridico, que tendo-nos promettido
grandes coizas, e que pertenccndo a Socie-
dade dos Christafs vellios, e gente da f do
Carvceiro, se tem tradiizido em ponco tem-
po ero huma fonte inxhaurivel de descom-
posturas,' arneacas, evetnperios- e que a-
final ficar reducido a Gazcta dasTabtr-,
uas.

i








diavei condemnacao; e de cora$a6 ja tao *. PrP0WJ
encanecido na maldade, e na culpa que tem O Correspondente do Cruzeiro foi a
retido ao toque da Graca con, queoSe- Jante primaria de onde emanen esa calurn-
nhprem sua misericordia vizita aquelles de "ia. i___...8J^ *
eos filhos, que O esquecem, e O nega, Nao tonda ate hoje apparec.do em
quero contado encardarme dealuir es- 6e indigitado alguma outra pes.oa de quem
aes frageis fundamentos em que se bazea o se ovisse ser eu o Comprovinciano ale.n
Correspondente do Cruzeiro, e derrubar es- do Correspondente e estando e le vone-
sa columna de lama, que mal pode susteu- ao peas auas respostas de o ha ver vulgan-
tar-se, eduzindo a a sua perfeita nullida- sado, he evidente recab.r lhe a mmha sos-
de peita.
3 Propozica.
O Correspondente he incoherente em
seos principios, e de hum carcter volu-
vel (b)
Por documentos, que aprezentei de
-

I
Nao he armado do facho da discordia,
e atibando o fogo da maledicencia, que o
Homem Literato, o se, quaudo increpado. Arrazar pelos ali*
cesces a censura, e os seos fundamento,
com documentos verdadeiros, e razfles pon. ana propria letra, aonde se lee exaradas as
derozas, ou arrependido confessar o seo er- doctrinas as mais liberaos, Documentos
10 : eis os doos caminhos, quecumpna tri- que nao teve animo de negar, e diametral-
Ihar o Correspondente do Cruzeiro: cum- mente oppostas as que te,n apparecido no
prialhe imitar a minha conducta : Fiz-lhc Cruzeiro, do qnal nos fez favor declarar ser
iaccuzaca, e aprezentei-lhe as proras; collaborador, (c) demonstran a verdade da
mas como esquecido da moral Evanglica, ^- .
emperrado, e renitente embrulha, e se afa- () = Viva o Re ou viva a Liga == tem
na por envolver hum negocio de tanta sim- sido a diviza do nosso Hroe: Sonetos ao
plicidade em hum expesso. e inextricavel General Reg, e ao Marechal Cogominho,
laberinto, e deixando de parte o ponto prin- quando empuleirados ; diacompusturas, e
cipal da questa, se limita a derramar o fel insultos quando o prnneiro aqueou ; enoo-
da amargura, em que nada o seo corado, mos, e elogios a Washington, Franklin,
e de que sa5 salpicados todos os seos escrip- Paine &c quando orn por oecaziao do jura-
tos, suppondo.rne aquillo que elle he, ede ment da Constituido ; e ao depois anar-
ques elle he capaz! julgo do meo dever, quistas, quando lhe parece; discompostu-
e interesse de o chamar a ordem, de o me- ras ao Padre Manoel Joze como Portuguez,
ter a caminho, e de reduzir toda a minha que disia que os Pernambucanos erao revo-
correspondencia a sua maior siroplicidade; lucionarioa; c hoje em Peroanibuco tudo
propozicoes; e convida-lo para as destruir, he rebelde, todos sao republicanos na sua
nao a maneira das regateiras, como o tem fraze ; ellogios ao ibera! o Sor. Joze Joa~
feito at agora, mas sim com documentos, quim de Oliveira Maciel em a Ode com que
e rasos plauziveis : e deixar-se por algm o mimoseou ; insultos a Beca na mesma -
tempo dessa rede do engao, em que seem- de : hoje o liberal he sevandi,a ; c so a Ma~
bala, quandoer, que os homens de bem lhe gistratura credora dos seos respeitos. fc-x di-
tem feito iustica, sem iujuria da raza, edo gito gigas. m
bomsenso, e esperar que elles, depbis de (c) Apropozto. Lembreime de huma
terem confrontado os nossos escriptos, e ** historia, e sempre quero contarme: iberia
valiado as suas provas, pronupciem asen- pessoa encoutrou se com outra, edenois
tenca final: deste modo me considero deso- dos primeiros cumpn.nentos de civilidade
lhe disse J sabe que sou membro de hu-
ma Sociedade, que vai trabalhar contra a
cor- Constituicao? Agora he chegado o tempo
de eu fazer a guerra que me for pussivel a
esses Liberaes, que tanto me tem escorna-
nerado de responder-lhe literalrriente.
inlff
Propezigoes, que ienho avansadi
re?pondencias.
1.a PropozicaS.
* min
A
Eu nao scu O Comprovinciano do, sem eu o merecer Passados das no-
inserto na Abelha. vo encontr, e nova conversa Ora Sur.
Dous modos havia de eu demonstrar es- tenh feito hum grande semeo ao Brazil.
ta propozica negativa: mostrar quera era A Sociedade em que lhe falle eslava em de-
oauthordessa Correspondencia; ou affir- sordem, dei-lhe nova forma, arranjei os,se-
mar que eu na5 era. O primeiro me. era us trablhos, e revert* de ariti Consiitu-
impo8*ivel peto segredo, que tem guardado cionai, para Sustentculo da Constituicao ;
o Redactor da Abelha n reata-me o segundo e assim tudo vai bem: Ao depois soube que
de que lausei ma. O Correspondente do tudo isso erao bazofias do tal sugeito e
Cruzeiro na6 teve o animo de o affirmar; e que essa mddanca ta3 sonriente em titulo,
eu desafio aqualqurputro para o fazer com era. aconselhada por pessoa, que por aqu
verdade. passou, par melhor illudir-se as Autbori-
t.
rzr
imUaiiai-

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asasi
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vi
M*


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WWMW* ero & *p>vei de que escreveo para outrern : ningnein al
boje se suppoz innocente de ter feito huin
assa*smio, ou huin roubo &c. porque a ro-
go de outrem taes crjates comel tes-e.
Gis tuo quauto difcse; e onde as men-
tiras? Quaes forad os Documentos autheu-
ticos, que produzio 90 contrario fco que fi-
ta que .pedido seria rescripto o'Cabecalho
impresso em 7-d Novembro ? Este Cabe-
calho oude elle distiiou todo o fel da male-
dioencia, e em o qua-l de sna propria letra
se lee escriptos os maiores insultos, e sar-
casmos contra o Sor. Major Mayer. e que
ora oiutilados, esuppriuvidas pelo Redac-
tor pura feliekladedo Sr. Vicario? Seria
Em o Cruzeiro 23 z ; que ente
Falsidades, que constad das Correspondencias do contra elle derramado apeconhamaia m
8nr.' l'igario. pelo Diario de Peruambuco,- j m
1. Falsidade. pioprio uoine, e j debaixo de outros
ca expendido, e que provavao, que en ti- tabam o Redactor, que lhe discubrio as
uha menudo em tudp quanto en tinha a- cabalas, quena Freguezia deS. Fr. Pedro
Yantado?. Porque nao apontou essaa faki- Goncalvez se forjavao para a elleica dot
dades? Aprsente as, e o faca pelo mee- Juizes de Paz, e que lhe pedio para fallar
n>o modo, que vou fazer a respeito das que sobre ellas em o eo Cabecalho inserto no
elle ainoutoou sem pejo, e sein temor d' Diario N. 25 de 31 de Janeiro do corren-
Aquelle, que v^o fundo dos corae,oes, e te auno?
jeza ouro fio as acedes humanas. 3.a Fal-idade.
Em o Cruzeiro 23 d z; que entenho
egra
meo
sup-
#, Em o Cruzeiro 14 diz -r Declaro, que punios,
neste Peridico ( o Diario ) tenho huma En desafio toda a audacia do Snr. Viga-
cor espondencia nica antes dar*-tirada ap- rio para apresentar esse* escriptos peeo-
parentedoseo antigo, e moderno Redactor, nhulos, que decerto nao podem ser os que
e essa correspondencia entre as imineusaa de prezente llie tenho dirigido, porque es-
auiimouio-u lo tahez huma das mais mo- tes sao Innpo* de toda a pe^onha, e de in-
detftSj e arrefecida* do Erario. ju,|as, que Ihe sao familiares; e apenas
Vejamos se asaim he : A retirada appa- superabundan en \eidades, proferidas rom
Fente du Redactor consta do Diario N. z 111 alguma for^a ; quaulo porem aos suppostos
de 13 de Novembro do auno prximo pas- posso affirear lhe nao me pertencervm; e
sadu; cantes dessa data forad impressas nenhuma con^ideraca |/oda obrigar-tne a
em vez de huma, rea Correspondencias do occnltar o u.-eo no'ine, quando temho toda a
S#. VigarioHuin Peqsador-^ OConsti- gloria de apparecer em campo rom taea
tucional ==OConespondenteA primeira coulend< res em defeza da minha honra, e
em 25 de Qutubro, em 4, e6 de Novem- repntacari.
bro; Diarios. N.09 97, 103, e 105. Ase- T. 11I10 findo a. resposta a que me pro-
funda em 27 do Outubro, Diario N. 98. pa; e h desta naneia que sel confundir,
A ten eir em 29 de Outubro, Diario N. e envergonhar aos dsprezivHs inin.igos,
99; esobre a sna honestidade, e arrefeci- que armados com as armas d<> ridiculo, e
iirento responda o Reverendsimo-Padre da injuria, pretendem di tfender-se, sacrifi*
Mam ti J'uzq da Congreguca do Oaioiio; cando a razad, e a verdade: e fico a espea
ti o Publico * %? Falsidade.' \as iiuontestaveis em que a tenho firmado,
Em o n.tsmo Cruzeiro diz; que rlede t que continu de tratar-me com a menina
1T de Novembro para c foi que escreveo urbanidade, e polidez com que o tem feito
o-> tres Cabecaihos a pedido do Redactor: at o prezwjf^.
......; ,,,t ,,, 11 1.1 ---------- s, Dse vme, Sor. Edictor o incom-
dade, e ao Publico; mas a Providencia mod'>!qe itiuuo de dar-lhe com taes Im-
que nao doirne, com quanto pareca a curta pressos. *
vista doa mprtaes as veaes toscanjar, tem Seo venerador.
em sua Sabedofia desmantelado ess8 hor- Jernimo Vilella Tavares.
rorozos planos, e nao cessa de velar ua
ptosperidade do Brasil, em a qtiul o Seo t^Pt'O*^
Augusto Chefe, faz consistir todo o Esplen-
dur do SoTbrono. Se o Snr. Vigario ad- E D l T A L.
\iubar o bisloriadorest mihi magnos Apol- O Doufar Ernesto Ferreira Franca, Omidot
lo. 'fttra Constitucional, oainda o he o
Snc. Vigaria; e as doctrinas, escripias para
o Diario tabf tu Coustitucionaes, para que
rogou ao Edictor que nasgasse os Authogra-
fos, e tem dado tanto cavaco por elles exis-
tiiem, e saber-se que sao seos ? Quem nao
de ve, nad teme.

desta Commerca e Superintendente d Decima
dos Bairros do Reci/e, e Fora de Porta, Boa-
Vista, e Jffogados por S. M. I.eC. que D-
os Guarde &fc.
Jj A0 saber que no dia 1. do mez pr-
ximo futuro principia a cobranca da Deci-






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ma do* Predios Urbanos .,dos Bairros do, de ferragem, ou de ra: anucie para ser
i,.ini.i or.(etHiici, prrtenceute ao primei- 'procurado,
ru eute-tre lo correle auno ; continua- CoHlDra-Se.
do >c a oie< na cobrauca por 30 dias na ca-
sa nrocenvr* ex cuhvainente contra os que gar barro para-Olaria: na ma do Livra-
iihii tiverein latneito. E para que chegue ment botica D. 11. '
a noiicia ie todos.mandej pausar o presen* Vofllle-Se.


te. lWtV 25 de Maiq de 182iJ;r- Theo-
dro M liado Freir fereira da Silva, Es-
crivao escrevi. ,
Ernesto Ferreira Franga,
7 Hura mulato, anda mos90, de todo
o servico do mato, para fra da Praca : ra
da Conceica da Ponte.N. 26.



V
Correio.
i Cla Administracao do Correio Ge-
ral de&ta Cic^de se fas Publico que paite
deste Port para os de Jaragua, Babia e
Hio de Janeiro no dia 30 do correte o Cor-
relNacional Imperial Pedro,'de que he
Comuaudante Felipe Vieira dos Santos
as cartas sera laucadas na Ca xa Geral at
as 9 horas da noite do dia antecedente, ti-
cando fora das Malas as mais cartas que
desta hora eludante houver de se eutregar.
Avizos Particulares.
<
Noticias Martimas.

Entradas.
t
i
Pess>a que aouncioil n< Diario
querer liorna p ssoa capas* para
N. liJ
ciar, e desmamar huma crianza de 16 me-
ses, dirija se deftuuU do Porta de S. The-
re/-a, D. 7.
t A pessoa que precisar (Je hum bomem
fara eaixeiro de ru, ou d'escripturaca,
que sabe prrfeitamente escrever, coular,
e versado wo Francez : dirja-se a caz* i\o
Advocado Joze Narcizo Camello, na ra
Direita, ou anuncie por.este Diario, para
ser procurado.
3 A pessoa que pelo Diario N. 113,
anuaoou, percizar de huma pessoa capas,
para desmamar, criar, educar* huma enan-
ca de \6 mezes, dirija-se a ruar > Mondego
N. 16,
4 Hum rapaz que sabe Ler escrever,
contar, e Francez, dezeja empregar-se eot
algumacaza de negocio, ou para escrever,
ou para cobrancas, porque ambas as couzas
j tem servido, e be capaz,, e sendo que
totuma pessoa d'elle tenha precizao, diri-
ja se a ra Direita defronte do beco de S.
Pedro, para fallar coui o anunciante que
dar fiador a sua conduta, ou anunciar
sua inoradla para ser procurado.
5 A pessoa que .percizar de hum rapaz,
para caixeiro de huma loja de fazendas, ou
J *Ia 27 do corren te. Babia ; 5 dia|
S. Constancia, M. Manoel Pedro Nobnga,
eqnip. II, caiga amarran, loica, efazendas,
a Majtoel Joaqoiin liamos e Silva, passa-
gejros JoaG. ncalyesTeixeira, Agostinho
Ileuriqms a Mlva, l'ranc^co de Paula
Mariiws, Amonio Pinto Lopes, e Joze Mar-/
tina deOlifvcira.i lia I fax; 45 dias; B.
Inff. Diadeui, JVl. Audi en B. Wallau, e-
qujjfi 13, carga bacalbao, a MaUu.ui e Pos*
ler. Terra Nova; 89 dias ; B. Ing.
Shubenacadie, M. itithard IWttell, equip.
JO, carga bac?Ibau, a Arnumeld Brade &
Cotnpaikhia. '
Da 28 Porto de Galinliaa; 12 ho-
ras ; S. Mara dos Aijos, M'. Manoel Do-
mingos Gomes, equip. 6, carga caixas, ao
n.i bino M.
Saludas.
Dia 27. Rio de Janeiro; S. Mathil-
de, M. Antonio Joaqun Correia de Biito,
equip. 16 carga sal, e lazulita*, passagei-
ros o Dezembargador .'oao Francisco de
Borges Pereira e 1 escravo, Angelo, Joze
Saldan ha e I escravo, JacomeGeraldp Ma-
ra Lumache de Mello, Carlos Diogo da
Silva,- Francisco Joze de Oliveira, Leoca-
dio Joze da Silva Santiago-Tenente da se-
gunda Companhia da segunda linha, o Re-
verendo Bernardo Tavares, Manoel Ferrei-
ra dos Santos, e 14 captivos 5 con passa-
porte e 9 com guia. Rio Formozo; S.
Thetes, M. Henrique Carneirode Almeida,
equip, II, m lastro Rio de Janeiro; B.
Ing. Slmbencadie, M. Richard Baritel!,.
Dia28. Nanlucket ; G, Amer. Pl^pt-
ler, M. Isaac Braytou Rio Formozo ; rf.
Uuadelupe, M. Custodio Moreira dos bau-
tos, equip. 13, em lastro.



"
Pernamlmco na Tipografa do Dia io.
?


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