Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00337


This item is only available as the following downloads:


Full Text
'''*-,
N9 107.

Anno de 1829:
Di ARIO DE PRNMBCO.
5uWrve-se na Tipografa do inesmo Diario roa Dir*iti N 9A7 o -j. mAn .
floe satura -toilo, os das ttt.is. W# 27 V andar 'm ?ne"s !><>' 40 re* horca folfea
Segunda Fbiha 18 de Maio. Venancio M.
*-
<
Preamar as b horas e 18 minutos da tardt.
CQRRESPOKDEJVCM.
.'*" /
Sr. Edictor.

. r
9



i



JL ENDO se muito de propozito espalda*
do ser eu. o Author de huma corresponden-
cia inserta na Aberha tfernambucana. com
0 fim cogitado de iutri#arem-ine com certa
gente, julguei do meo dever discubrir o in-
trigante que a isso se propoz, e conhecido
quem fos^e, ver se elle se converta; como
poremelle continu com toda a impavidez
de sustentar ser eu o proprio corresponden
te, e eu deva dar ao Publico huma plenissi-
ma prova do contrario ; rogo-lhe o obze-
qoo de imprimir em o seo Diario a corres-
pondencia, que remetto sob as cartas N.
1 e 2 com as suas competentes resp stas,
assim como a de N. 3, que nao foi accei-
tpela pessoa. a quem dirigi; advirlindo
e*ta ultima vez por todas, que j mais oc-
eoparei o tempo que me he ta precizo pa-
la o dar a outros trabalhos de publica utili-
dade, nerh o importunarei, com objectosde
tal natureza. Por cujo obzequio muito o
brigar.
Ao seu atiento venerador.
me porbem da minha reputado, c para
desmantelar esse Colosso da intriga, levan-
tado com o fito talvez de introduzir a des-
confianza entre mim, e pessoas, que por
tantos titulos me sao ta charas, e irtesmo
ind digne por sua honra, e amor a verdade, de
responder-rae ao p desta, ue com efi'eito
V. 8. assim o fez, assim xcomo apoutar me
o canal, ou a fon te de onde eraanou essa
ta revoltante calummia, que s pode s*r
acreditada por alguem taeivado Vjuizo, e
de boa t, que me faifa a injustica desup-
por-me rapaz de dar ao prelo prodceles
tao recheadas de falsidade, e de ignorancia.
Espero pois que V. S. satisfaga categri-
camente este meo pedido, no que muito
obrigar a quem he com mais sinceridade.
De V. .
Compadre Amigo Venerador Criado.
Jernimo Vi!lela Tavaress.
S. O. 5 de Maio de 1829.
' .
R ESPOSTA.



Jernimo Villela Tavares.
S. C. 15 de Maio 1829.
111J"0 Sr. Jernimo Villela Tavares. .

Hi
'
%

N. I.
MI-- e R."> Sr. P. Fran.ro Ferr. Barretto,
c,
ONStandome com toda a evidencia
c por mais de huma pessoa, ter V. S. dito
ser eu'o Author da Correspondencia assig-
nada =0 Com Provinciano = inserta cm
humdes N.o da Abelha Pernambucanapor
assim Ihe hayer afirmado hum meo Paren-
te, que segundo os sgnaes, he meo Cunha-
do Joaquim Joze da Silva Castro, compre-
E verdade, que se me affiancou ( e a-
inda hoje mesmo ) ser V. S. o escriptor des-
ea carta. He verdade, que eu bffirmei ter-
se-mo dito. Que toss o Sr. Joaquim Jo**
da Silva Castro, que mo dissesse, he i.-to
huma falsidade redonda : que eu indicasse
aquelle Sr. pelo seu no me, nem por algum
outro signl, que o tornasse sutp* ito em
scmelhaute materia, he oura falsidade de
igual monta. Tendo livrado dessa impnta-
c,ao o Sr. seu Cimbado, que por sua* virtu-
des me he credr de toda a consideraba5 ;\
nao me julgo obrigado a r< v*)ar a pessoa,
que me fez essa confidencia, e nem creio,
que se possa exigir isto de algum boa em!
Cuanto a* mais oa imagiue V. S. que a



^w
y
\
T

f


s
V

- -

-

-


'

.' (4?6)
I

, ., u iu io,i*i'\rnnrias das almas bem formadas, pelo con-
doao ftil trajino Jaquel, propriwi aas *i canservar esse ta6 im-
5 (quando a suVcarta bem tmno e^^^..i. ,. taque "
. contrario ) >er.a .o ^6 portan^ g ^ ^ ^ c que
...pormeaseu ^P"^'^^ d|> huma prova na5 equivoca da pouca se-
-lt |l0!leSSec,ber-men 1 rj e firmeza de suaamizade para com-
& X%S^ fr)8-o;5oqueoadaobstautecoatmuoaSer
conocido, "que 2 creio, que posso ter al- Por honra mmha y
sruiBj quaudo sou

'.
-

De V. S.
Compadre Amigo e Venerador,
Francisco Ferreira Brrelo.




.
.
N. 2.
.
Illustrissimo Sr.
De V. S.
Atttento venerador e compadre.
Jernimo VillelaTavares.
-
Resposla.
111." Sr, Jernimo Villela Tavarea.
Fassando de larg:o por algumaa' "corsas,

-


*

Ttoo sido o motivo, ,r.W-- 55*555* S ;-v"s.Ve dig-
escrevi, o de conhecerqualsena esse Ente que rompo n^ H> H ^ le
despresivel, que me clunWbu^fcsre no ** fare car,,0 de ^
O Comprovinciano, para o coovencel de a "!> salientes, em que V. S.
leivoso e.intriSante,_ TO^'^ So boje para comigo como o te,
fosse capaz disso, nao fique, sat.sfto com m os ij| Umbrou-ie de fenr-
a sua res posta, .nrmente quando^je com '* y, e |>em as cla.as; no que ...e
dera desobrigado de revelar a pessoa que me de pr tata importancia,
ll.efez essa confidencia, e ser sso coiza eznu hvpoc,isa en. ahrn.ar,
ue se nao possa exigir de pessoa.0 gma, que se ^x.,i!umete hlima injta-
por quauto nao sendo esse l.u.n segre lo d que te^ (irl.
L.elles que mentado per.gasse o Ib.tado na, e^**,^ roiabkgr*ftda&, pqr-
?. vidaValguen. e o qual mesmo^. yo. empen ^ t^ '*""'';
oassaria de mim, de V. S. e desse emou H Q11e nao sendoo segredo, que
&ro," o qual eonhecido sena someate pe- ^"ft*^ *m ,fa*.>. <:
anteV. S. e Porfm c^'do fiM. 7 "$ 0 ,*, o,AA*,
a deveria beeer hum tal empeuho em oc laUoj s tal
cutalo. Acresce me.ueV. S. petaua .* ^ 0 hou.em de educacao, e
resposla se convence de mOOS^osero^* n cullerva nicamente nosi-
meo.respeito, po.a que nao lheJalUndo o del ^ deg t ula.
devido discernimeuto para conhecer, e de., lencloc. ^0|l|ia(los: e s as almas
.msturur oque le verdadeiro do falso, e res qu amzade, e do reco-
o^hecendo'mede Wo. ^todooc.to, gg^WJ .,,,po(lc essas de.icade-
epezo a essealeive, aponto de o espainar, ... 8l,reinaoeira aquel es ho-
>Sm tal inf.lic.dade que de Sotoe .- ^l"^0lhm faze, hulaida maisalta,
nVhVUPt%nld:: pod-mtiSVem ^ Justa do sen dever, e da suac.rcun.
g,:avainen dar a V. S. wmoaWprima. P^a 0eB(es inci|)i<,8 ta5 trivi-
fiadesta descube.ta; o desprezo devena ^ y g> tenta ain(la redu.
Ser a represalia qu" "e ^mP' ^ ^o apu^o de revelar-lhe a pessoa em
dcixar que o tempo, que lie o soberano re 2> dlbaix do pretexto d, se poder sem
1^'ado'de todas as coizas descubriste quem que o deba ^
era esse Comprovine e es se que ,nj f ^^^ mal(0)
tanto ll.e offende a m.iiha codAicU, e pro pro mas pude tabem ajuizar, que
ceder al agora ilb.-do, .".'""^e,,1*, Te 5 assombralium tal procedimento,
SSS 2BStSS^ rpsse naraoenubar casa i"*pai '" .
c0m oPfim de saber o seo Antbor com -s- rota. ^ ^; e ^
^c'S-^S-; pSS S V. teofmais necessidade i.^. P*


i
i


t

1
' >?.

-




(427)

-

m
me tratar de outra maneira, cloque para1 oque lhe nao convinba, fazer porque em
couaervar-*e de boa avenga comigo, depis fin n*5 he dudo a todos o valor de assignar
de me conceituar aoseumodo; eu o dis- a sua propria infamia e coudemnaca, e
pens ctanlas honraras, e ser o ultimo deste modo sempre se ficara na duvida.
obsequio, ou mandar-mealguroa couza do Na5 prezuma porem que eu vacilava
seu Ber*ic ou e-nla dispensar-me de todo sobre ser ou nao V. S. a fonfe primaria des-.
deui dar-i.e o praaer de confessarme



.
,*




De V. S.
Cap ella 5, e servo.

Francisco Ferrara Barrcto.
8. C. 6 deMaode]S*9.




*


N. 3.
?


111 Sr. P. Francisco Ferreira'Barrete.

IV
_L^ A5 me conformando com o pedido em
a sua respo.^la de 6 cfcorrente para o dis-
pensar de correspondencias untis, porque
nao as considero d tanta inutilidade, quao-
doseeucaminhaoao descubrimento da ver-
riade e a d< smascarar a impostura ataviada
com as roupas da tingeleza, passo a fazer
afumas reflexoes aow pontos cardiaca da
sua carra, pelos quaes suppondo V. S. ter-
me combatido, pelo contrario, descubri-
se m;is, e frariqueou-me as armas com que
o devi debellar, ensinando-me at a ser
vir-me dellas.
hoj<
os nns a que se propunba uesse manejo, co-
nbeco mu bem a grande caballa, e basta-
JDjg por ora assegurar lhe que essa intriga
jamis triunfar, porque eu muito alerta,
e vegilante a saberei abortar em o seo ap-
parecimento, e nascedouro. Comporta-
ment esse de V. S. o mais proprio das
" almas affeitas ao desprezo da a.Tiizade; e
" do reconhecimento, e indigno d'aquelles
" que eabem fazer huma idea ma9 alia, e
" mais justa do seo dever, e da sua circuns-
" peccao. "
Se V. S. creo que metia huma lanca em
frica e feria muito de perto a min'ha honra
quando ( ero .troco ao que eu oisse, de
sepoder sem injustica nem gravamen dar-
se a V. S. como a tonte primaria dessa des-
cube rta) conclue eu me prezarei mui-
to, que o faca : mas pode tabjem ajui-
zar, que me nao assombr hutn tal pro-
ced ment, e nem eu o julgaria recto em
seos principios, e coherente com sigo
mesmo, se por esta vez o visse deviar-se
de semelhante rota" engauou-se ;
completamente; por quanto nos nos couhe-
cemos, e a minha conducta tanto particular,
como publica, grangeando-me respeitos dos
que me conheceni, e honra ao imrecimen-
to responde victoriosamente a todos esses
motivos : Se alguma vez, .e por momentos,


*
Diz V. S., V que a Homero de Edu-
c&cad, e de melindre nao conserva uni- a intriga tem podido fazef vacilar ojuizo
cameute no silencio do seo coracao.os de algumas pessoas, a respeito da mesma,
*' grandes particulares, que lhe sa5 confi- e dos meos principios de moral e poltica,
ados e s as almas affeitas ao disprezo da para isso tem V..S. muito concorrido ; e pa-
'* amizade, e do recouhecimento tem em ra que lhe' natt reste a 'menor duvida, su
*' pouco essas delicadezas, que honrad so- pondo ser deabafo, c evaziva, deque i
bre maneira aquelles horneas, quesabem valho, sempre o quero demonstrar.
nic
fazer huma idea mais alta, e mais justa Oepois que ein defeza do Governo des-
'* do seo dever, e da sua circunspecto. ta Provincia escrevi pura o Diario ascorres-
V. S. seria credor dos meos sinceros pondencias o Franciscano eoCarme-
ellogios, se estes dictames fossem por V. S. lita da Reforma qu*- en tinha aberto maS
religiosamente observados ; e eu seria dig- de escrever para as folhas publicas, mor-
no da mais severa censura, se pretendere mente sobre materias p.liticas, quando re-
fazer apostatar de-asas grandes verdades peatinamente V. S. Miando o silencio em
(com quanto proferidas pelos labios da.hy- que estava toma muito em groco o desastre
tocrezia perca muito do seo merecimento) doseo Redactor, e l para seus fins particu-
lumcoracao, que as proffessasse ; mas V. lares, carrega sobre os seos hombros a ar-
S. ja tinha trbido esses dictames, trahindo dua e pezada tarefa de redigir o Diario ; e
essa confidencia, pela hayer vulgarisado, porque V. S. he vasto enTgrandes planos,
como confessa em a sua primeira res posta, para melhor encapotar se annunciou que
e eu nenhuma outra coiza exiga, sena "tres Joveiis Pernambucanos ousa\a5
que V. S. avanca&se mais hum passo no ca- tomar em suas maos o j moribundo ai-
minho, que tinha eucetado, descobrindo- chote d Liherdade de lmprensa, e n-
me oseo autbor, para em sua presenta trtendo este fego sagrado, prestar mais
convncelo de falso ; mas era roister que este servido ao seo amavel Paiz M eo
V. S. se descubriese a si mesmo, e era isio, que em ferdade V. S. desempenhou, ape-
-m:
II ii H|iiMMI
imm



H *: r.
'

(428)
sardealgumasexpressoes hum pouco exal- \ por isso mesmo livre. Sim, o ferro vi'
ladas, e de outras que por indiscretas', e ,, brado pela mao corrompida do infra
sobre maneira offcncFvas do author do de- ctor das Leys ( fallando do Major Maye )
' -1
edaS
>}
>
>)
>
>>
,

sa-tredoex Redactor, este supprjmio-as na
compo/Jca, masque existem em o auto-
gt'ohp de sua propria letra : Os advinha-
lores, que nunca fallan, suppozerame
hum dos da tripeca, e corno quer qne antes
de discobei to esse segredo, apparecessem
ceitos papis inteiramente desaforados
tra alguinas Authoridades, e offencivos
honesiidade, qnedive guardar hum Re<
tor, e indignas de huma penna modesta,
nenhuma duvida houve em crer-se, que eu
era hum dos que concoma para* sua publi-
cacno, ou mes m o era o Author desses Li-
"bellos: isto arteiramente espalhado indis-
pos o Dezembargador Gustavo, e outras
pessoas para commigo, as quaes nenhuin ,,. do erguido noeio das Naces livres, e
inutivo me tinha dado para semelhante ,, que derramado o seo culto no Mundo
procedimento, antes, se alguus havia^ra Filozofico a pesar das fogueirns, e dos E-
.de as estimar, e hnralas, alienta as rena- dictos sanguinarios da fastidiosa Tyran-
cots de amizade, que entre nos havia ; eis ,, nia. Enta desassombrado, e valeute
por consequencia o juizo dessas pessoas em dizia V. S. com tudo nao nos atterrao as
osci-.ca6 a meo re&peito: V. b. porem, que ,, perseguices e o ..odio dos inimigos da
linha la asado o pomo da discordia, ria-se, ,, Magna Carta do Imperio, e da sua mn-
e de palauque hia colhendo os. frutos da Ihor ga*antia = A L'berdade de lmpren-
boa arvore, que havia plantado ; ese al- sa = O Martyrio augmenta a seita e o
goem ouvia incrapar-me disbo, nao Ihe aju- meio irais rpido de firmar a. Opinia he
,, poder privar-nos da asistencia, mas nos
na5 acabaremos, corno o homem servil. O
t nosso craca anda hitando com o gelo
da morte nao deixar de ser hum momen-
to o*abrigo eo receptculo dessa virtnde
generosa, e verdaderamente grande; des-
conhecida do escravo, que treme diante
dos ferros, e que empallece ao brado do
seo carrancudo Senbor. E mais adiau-
te fallando da Liberdade bin entendida. "
,, Bracejndo no nosso propriosangue, fen-
do sobre o Icito da morte, arrostraremos
,, o sepulchro, mas o nosso ultimo Adens
ser com o. mato inclinado para esta filha
,. do Ceo, que tem o seo Templo veneran-
*



i-
dava o animo -detTender me, embora se
nao discobrisse ; c hoje sem se iembrar do
passado, e para melhor desempenhar o seo
papel, insultarse asimesmo, quaudo insul-
ta eswj Diario, alias com justissima razaif,
perse^ruila E qum hoje o aterra, e fez-
mudar a V. S. esses
trioticos f Dicant Pa
leml
a fura
itimentos tao Pa-
i
re
Ao depois pintando os risco? que cor-
hum Redactor no Brasil, e fallando na

(a certos respeitos) sem ao menos exceptu- diviza, e diversidade de sentimentos entre,
ar o tempo, em que f/ ridigido pelos tres os Brazileiros continua V. S. No Bra-
Jovens, que se encerrava, e redu/ia na ,, zil he precizo que hum Redactor tenlia
penna de V. S. que por algumas vezes se acoragem de accender a f^gueira para, o
Nervio delle para espaldar o fel da maledi-
cencia: felismente o tempo que tudo reve-
a, ,e a declaracaa que fiz no mesmo Diario,
tez i essurgir a ininha innocencia, e hoje
junguen ignora, q ella ter estado em perigo.....
Foi justamente nesse tempo, que V, S.
expendeo as ideas, c principios os mais li-
be raes, patriticos, que agora tanto de-
tes ma. Que mgico Talismn obrara esla re-
volugad
com
,, seo mesmo sacrificio, e de se tornar victi-
ma da Liberdade do Prelo Nelle
" H pessoas de hum^afferro decidido, e ex-
tremo aos principios Constituci/naes, ha
tabem outras, que se resentem da sua*
tidade deaie Systerna, e que lansad os o-
Ihos ebrios de saudade, para o rgimen*
que dictava Leys ao escravo, c que de-
moliria o nosso rnagestozo Edificio, se
Ibes fosse dado huma vez Existe de i-
% .

V
ao? Como pode V. S. amalgamar-se gual modo lum grupo de Indifferentistas
hum assassino inmoral, e (''alma mesquinha, perniciosos ; sem amor as novas institui-
corao em hum dos seos autographos deno- coes ainda que sem trabalhar por distrui


mina, aquelle que ferio ao autigo Reda-
ctor ? Qucm teria o mgico poder de conver-
tei aT. de Chiistao novo, e amante das
coizas novas, em Ckristad velho, e que s cr$
na.fi do Crvoeiro? Hjnister queAl-he apr-
sente o que entao V. S. expendeo com tan
las, elles vem tao apticos medrar a Cons-
,, titui^a que nos rege, como veria ( seis-
,, so fosse possivel ) voltarem os das azia-
tt gos do absolutismo antigo
Concluindo afnal V. S. com o seguin
te encerramento, mil vezes bein escripto



to'enthusiasmo n'aquelles papis, e fique e digno de hum coraca mais siocero =
ao seo cuidado de consiliaj; aquellas do* ,, Bastava o quadro, que de morte cor,
chinas com as que agora apregoa. ,, e de huma maneira rpida acabamos de
....." J mais retrogradaremos da esbo5ar, para que nao tomasse-mos so-
carreira encetada; isto h de deixarmos ,, breos nossos hombros a penivel, e fati-
de ser hum Brazileiro Constitucional, e gajate tarefa da Redac5a5 deste Diario. O
i i


<

m^at i


w
*..; ., H i'>
**
I i'"

(429)

-.


*' Desastre Jo seo primeiro Redactor de vera Discul|eme a dureza de alguns termos:
" desenganar-nOs. Huma tal euipreza he be cu ..oso % que, quando calumniados, nos
em Pedanbuco mais impraticavtl anda, dispmos do todo oazedume.

it>
.

r


" Confesamos potem, que por mais que
" mos desauiuiasse o cardume das reHexJes,
ue nos acahrtinhava, a todos os instn-
(es na5 uospodia-mos recordar sem peijo,
"'de que apparecendo em tantas^outrai Pro-
" vincias do Imperio, Redactores habis,
"i cuja penna desassombrada, e luminosa
tem tratado de consolidar a opinia, e de 10 de ]V
1 Entr tarito sou o mesmo
>
yf rautiicar por toda a parte o Systema
"Constitucional, so o infortunado Pernam-
" buco hia perder de huma vez o nico vis-
" lumbre de Liberdade de lmprensa, que
" Ihe restava anda. Em quanto mesmo na
" Capital se observa huma falange aguerri-
" da de Escriptores intrpidos, que a som
*r
De V. S.
Atiento venerador,
Jernimo Villela Tavares.
de 1829.










i
ti
Avzos Particulares.

A
Pessoa que percizar de huma
" pelo

" bra do Throno.Augusto do Perpetuo Def- ama de huma casa, sendo pessoa de poura
" fensor do Brazil, sombra da ssernbla tan lia, ou que nao tenha meninos, que
*' Nacional., espalha de hum modo corajo- sabe cuzinhar, engomar, e o mais ananjo' s
" zo suas opinies, setn temer o choque vi- que se ihe inundar fazer : dirija se a tua do
" olento,. em que as circunstancias tm la- Rangel D. 24, para tratar do ajusta. _
" sado os espiritos. Pernambuco la em- 2 Manoel da Paixa Paz da Assumpc>5
" mudecer de todo, e apenasse poderia sa- ofticial e MarciuHro morador na ra do
" ber que Ihe restava alguma por^a devida, Ninxo do muro da Peuha deba xo do-o-
ffrimento. Estremecen! s cora' brado novo D. 18 se offerece ao publico
*'esta* ideia, e a pesar da ferida.ir " sada do antigo Redactor do Diario, nos mellinr goto possivel e com umita brevi-
'* nos resolvemos a lasar ma da penna pa- dade rebecas, viola?, violoeus e Guitarras:
" ra provar aos uossos Cotffcladaf-s, (neo ctjew se quizer utilizar " Bem Publico he a mira Jwica do homem, procure na caza cima dita.
" que ama a sus Patria. peza'r das pie- 3 N. 125 A follias41 do Livro da Re-
"venenes da nossa Idade, hum dia, hum celta e Dspeza que serve u frrenle anuo
" dia abencoarao os vitidburos a'memoria d' com o Thrzoureiro Geral Jcze' Antonio de
" aqutlles Brazileiros, que a CUSta de suo- Oliveira Ihe tica lanzados en Debito, a
"res incriveis, a rusta'da sua existencia qoautia de tres cont? stU centn trmra e
" mesma, nlantarao no dilicioso terreno se te mil c seis ceios reis. Kecebidos de
" dos Caets, dos Tupihambas, e dos Ta- Lurenrp Joze Rib'iro Diietor do Cific
" moiosa Aivore Religioza da Independen- JnTdiro daCidade de 01 ruda po ma de
" ca e da Contituicao. Antonio Manoel Fernandez, emportaneia
Ora qufeni se apregoava ,o Encomiasta das matriculas do encerrameuto, e abertura
das novas instituicoes Constituciouaes, o do mesmo Cirjo nsaber, encerr. ment das
deffensor dos direitos do Humen, e p firme matriculas de .38 Es tildan te* no anuo de
apoio das Liberdades Patrias, e dentro ehi 1828 a 25,600 rs. cada huma 972 800 rs. A*
poneos mzes muda rapidaurenre, e boje so- Bertura das matriculas de 108 dto* no-anuo
mente ere na f do Carvoeiro, de ve nocessa- de 1829 a 25,600 rs cada huma 2:64X00 rs.
riamente ou ter perdido a tramontana," ou E de como o dito Thezureiro Geral rece-
ser omito volvel, e incoherente; estbu beu a referidaquantiaassiguot comigoEs-
porcm pela segunda parte porque sei fazer criVaS da Junta da Fazenda Nacional. Per-
jnstica aos seus talentos inttlcctuaes, assim rambuco 16 de Vaio de 1829. Antonio
Mariano de Azevedo. Joze Antonio de O-
liveirc.
Vende-se.



i
t Hum preto bom marinheiro: na Pra-
comoaos bous dezejos e direilura do aco'co-
rafao.
Parece-me ter demonstrado V S.* com
documentos'irrefragaveis, que ncnliuma in-
jjstic Ihe tenho feito, quando o argui de
pouco firme em seus principios de moral, e ciuha do Livramento, loj de fazendas D.
de menos sincero pa/a amigo; resla-me a- 28.
gora certificar-Ihe, que bem a meo pezar 5 Huma propriedade de Ierras no lugar
uie vi na dura preciza de mendigar esses da Boa-viagem com fundos de huma legua,
preciosos documentos, donde extrahi as e meia de largo, com duas cazas de viven-
mais terminantes provas em abono.do que da, huma muito grande, e com bous com-
tinha avausado em a minha.segunda carta, modos; grandes mattas para lenha, ctrea-
.4
_ '







I


\
t

do para criar gados, bastantes p$H| arvo
res l" fructos de diversas qnalidades\Uigar
erra
Alluga-se.
de targem para plantar capim, B trra su- 16 Huma preta de Angolla, ladina, com
i cente para tudo quanto quizer\piantar: boni leite : os pe tendentes falleiu a Mi
na ra do Colegio em Caza do Escriva guei Bernardo Qinteiro,
NjL-, ,n.,l XT..~ J_ u____:*i J..
JNascimeuto.
6 Huma- mojada de caza terrea, no lar-
go da renoa D. 9 : na ra da Conceicao da
oa-V^a>..2fi f
7 Cal preta 'da Cirlade de O linda: na
Praciuha do LivramenlO loja de J^a gar-
los Pereira de Burgos.
Compra-se.
morador na ra'
ovaao p do Hospital de S. Pedro de Al
cantara N. 32.
\
r


Amas de Leite.
' lltIUt
8 Ou alluga-se, hum negro que en
da bem de Carreiro : anuncie pelo Diario
para ser procurado.
9 Alguus escravos de oficio de Pedrei-
to, e Carpina : anuncie pelo Diario para
ser procurado,
10 Dois Diccionarios .Ma^num Jjexi
1? Ha huma, com bem leite : na ra da
CambSa do Carino D* 12.
18 Preciza-^e de huma, que tenha bom
leite, para huma casa capaz : anuncie pelo
Diario.



Noticias Martimas.

cor rente.



ion : na ra Dirojta. Botica de lgnaeio Ne- Pedira seus passaporles [de saluda no din 16 d\
ri da Fouceca, defronte da Typografia,
11 Hum. mulcque sem vicios, com offico,
ou sem elle: ua Contadura do Hospital Mi-
litar das 0 oras da manh; at as 2 da tafde.
JLeilau.
12 Que pertende fazer Joze Antonio d'
lliveirano dia Tercafeira 19 do corren te Bomfim, Mestre Joaquim Fernandes Coe-
[pelas 10 horas da ruanha, was cusas de sua lho, dono JozJfei reir de Aran jo.
rezidencia ra da Conceicao N. 31,. de Para LsH| flp Brigue Portugus L-
B- geiro, Capita Pedro dos Sautos Lessa.
Para Londres o Brigue lnglez Ebeue-
r, Capita H. Bartelet. T
JL Aba.Rio Formoio a Sumaca Ave Ma
ria, Mestre Joze de Dos Monteiro, dono
AJanoc Joze.
Para o Rio Grande do Sul a Sumaca
diversas fazeuuas, entre ellas algumas ava
riadas por canta de quem perteucer, epor
todo o pre^o. i
13 Que pertende fazer Jones & Wyune
le yarias fazendas limps e araadas, no
da Quarta-feira %Q do corrate pelas 10 ho-
ras da man ha na caza de sua rezidencia ra
c)a Cruz N. JO. ]
Viagens.
zer.
'


Ehtradas.
JL/Ia 16 do corren te Maceio ; 2 dia?,
E. Ing. Anna, equip. 8, M. Wiliam lssoj>
carga assucar, a Smith Mitchell Lamben e
Compauhia. Arribou a Sumara Espirito
rancezaj'Miuerve "sahir no fim deste Santo, que sabio honttin para o Rio Fon
mez de Maio : quem nella quizer hir de mozo.
Dial7 Lisboa; 28 das; G. Fran-
ceza, L'Hiroudelle, equip. 13, kCapita P.
P. DI ornas, carga vinho, rape, e mais g-
neros do paiz, a Lasserre e Compauhia.
--------_~-
14 Segu viagem Para o Avre, a Galera
passagern dirjase a Ricou & Boilleau ra
da Cruz N. 60, ou ao Capitao bordo.
Arrenda-se
.





15 A morada de casas denominada o Jar-*
(Jim, com huma grande,salla, 6 quartos
grandes, tres qintaes, dois pocos : na es-
quina do Sacramento a fallar com Joa Bap-
tista Pereira Lobo


-
Saludas.


Dia 16 Sahklas nenbumas.
/

. ,

-

v
-
i

'

, Pernambuco na Tipografa do Diario.
fe-
Diario. -
i


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ED6MVTJYV_7EVF1W INGEST_TIME 2013-03-25T14:47:34Z PACKAGE AA00011611_00337
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES