Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00320


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Full Text

INHO XXXI. N. 298.
Por 8 meses adiantados 4,000.
Por 3 mexes vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 27 OE DEZEMBRO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco/ ^o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RREiADOS DA SUBSCRUH-.AO'. I '.AMMOS. METAES. PARTIDA DOS CORMSIOS. AUDIENCIAS. EPIIF.MKHIOES. I DIAS DA SEMANA.
EN'CARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'- CA
o proprelario M. F. de Karin ; Rio de Ja i Sobre Londres, de 27 3(4 a 38 d. por 19
3, o ^r. Joao Pereira Marlins; Baha, o Sz D* Piris, 348 rs. por f.
r*d ; Macoi, o Seuhor Claudiuo Falcio Dat; i iAn. os son nnr ltifi
hiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalividade; LiSDOa, s a uw por iuu.
alai, o Sr. Joaqun) Ignacio Pereira Jnoior; Ara- mo de Janeiro, ao par.
ty, o Sr. Antonia de Lemos Braga Cear, o Sr. I Acedes do Banco 40 0/0 de premio.
Daquim Jos de Oliveira ; Maranhao o-Sr. Joa-I da Companhia de Beberibe ao par.
liro Marques Rodrigues: Piauhv, o S>r. Domingos m._K- -_- _,
.Tolano Aekiles Pessd Cearens.; Para, oSr Jus- companhia de seguros ao par.
lia J. Ramo; Amaaonai, o Sr. Jwonymoda Coala. | isconlo de ledras, de 9 a 12 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas haspanbolas. 299000
iMoedas de 69400 velhas. 16000
de 09400 novas. 169000
de 4000. 99000
Praia.Pauees brasileiros. 29000
Petos eolumnarios. ." 29000
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS CORUEIOS.
Olinda, lodos os das.
Caruar, Bonito eGaranhuns, na dias lelo.
Villa-Bella, Boa-VisU,ExeOojitury,a 13e28.
Goyanna eParahiba, segundasemias-feiras.
Vicloria a Natal, nasquinlas-feiras.
PREAMAR .DE HOJE.
Primeira s 6 horas e >4 minutori manhaa.
Segunda s 7 horas e 18 minutos m tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e sabbados.
Relaco, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horai.
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizodeorphaos, segundas quintas s 10 horas
1' rara do civel, segundas e sextas ao meio-dia.
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio-dia.
EPHEMER1DES. DAS DA SEMANA.
Deiemb. 1 Quarto minguante os 9 minutos e 24 Segunda. 8. Delfinob. ;8. Tharsila m.
40 segundos da tarde. 25 Terca. *N5cimentode N. S. J. Christo.
a 9 La nova as 7 horas, 47 minutos 26 Quarta. S. Eaievao Prolomartyr; S. Marinbo
e 48 segundos da manba. 27 Quinta.S. Joio Apostlo e Evangelista.
16 Quarto crescenle as 4 horas, 36 28 Sexta. Ss. Innocentes mm. ; S Castor.
minutos e 40 segundos da manhaa. 29 Sabbado. S. Thomaz de Canluaria are.
23 Luacheia as 8 horas, 18 minutos 30 Domingo. (Vago) S. Sabiuob. m. ; Ss. Ve-
e 47 segundos da manhaa. | nustianoe Agripiniano mm. ; S. Anisio.



EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
FERHAHBUCD.
LISflOA.
4 de dezembro.
Solida* *' Oriinte.
L-te tu Cazeta Aiulrtica:
He poiilivs que depo da queda de Sebastopol
a qeestao das IndemnitacSe* da guerra fui suscitada,
e que a Inglaterra se mostrara bem dwpotta a ac-
eresceatar cale artigo s e O imperador Napoleao pronanciou-se> contra
par dona motivos : em primeiro logar, afim de pro-
var Earopa, que aa potencias occidenlaes s teem
procedido, levando em villa o equilibrio da poltica
geni, em reclamar iad lugar, por que a tituaeo das finalizas da Rosta he
tal, que oto llie conseule iodemnisar, nem mesmo
em parte, a* deapezas da guerra felas pelas poten-
cias occidenlaes, a que filas nao querem impor
Raisia senio condicoes acuita ven e de possivel exe-
cocio.
a Mas, por utro lado as potencias occidenlaes
ergiram com mullo maii energa e aceitara com-
pleta e sincera dos qualro ponto, e at enlo con-
servarlo aCrimacomo peohor.
Urna caria du 12 de novembro, dirigida da fron-
. teira polooeza Gaztta d'Augsbourg, conlm as
saguinles iudicaceo* sobre as Torcas de que po-
da dispor o general MourawielT em frente de
Kart.
a Sbe-se boje que o general MourawielT passou o
Arpatrhat com 27 batatines de infantaria, e qne to-
do o sea carp) expedicionario compunha-se de
33,000 horneas cnmprehei deudo a cavallaria e art-
llatela.
Nette* ltimos lempos, e ataoassalto da Kart-
, linl.a recebido reforcos (ousideraveis, e raesmo dos
regimentos que lavam no Caucaso. Eis aqu os
regimentos quo eslo acia lmente diaale de Kars, ou
as proximidades desta ci lude ; Brese Baloslok, Li-
thuinia, Wilna, sto he a 13.a diviso de infantera
conunandada pe general Kowalewaki que foi morlo
em Kars, lUejun. Riga, Hielen, Tulu, da 18.a divi-
so. Os regimentos uvaraente chegiijbs: Eri-
van, Bishlii, Ttl se Mn:;relie, furmam a 2.a divi-
sto, que pertenec ao carp do Caucaso, em quanto
qe as duas primeiras divitoes so deixaram a Euro-
pa o anno pastado. O efftclivo distas divisos he de
18,000 hmeos.
Depeit das psrdas solfridas no assallo de Kars,
podare avaliar a Torca i dual em 30,0110 homens,
por qne os batalhftes de reserva da 13.a divisio se
reumram lamber. Deve accresrenlar-se abrigada
de graoadetros do Canease de 5,000 homens, o bala-
Iba de cacadore* do Caoisaso do 1,000 homens, o
balHjhio de sanadores de 1,000 homens a drut-
ekhe nebro e a arlilhiira que conla ao menos
3,000liq(B*o*. XtiiCX*llrin ha na Torqa'* ailiea
3 regimenlos da nsacos, 2 reginieA de Kurdos e
a milicia da moaiaiiha. (I corpo d*Erivan do aene-
ral Sasboff asbi em coinmuolca<;a|r;omesle exerciio,
de maaeira que apezar das saas.perdas, o general
MaurawicIT pode dispar de OJtCO homens ao me-
aos, sendo diante de Kn s, palo menos na Ana-
tolii.
Uc isto o qun explica a razAo porque nao le-
vaolou o sitio de Kars logo depon de se ter malogra-
do o aasalio.
O exercilo do Caucaso foi reforcado igualmente
de orle que o general MourawielT podera concen-
trar uovaa tropas.
A Gaztltde Huma falla da seguiolc maneira do
astado do imperador Alexnndre em Odatu :
a Odessa 4 de novembro.
As audiencias dadaa pelo imperador comeraram
boje. Eran onze luiraa da manhaa, qaaode S. M. se
aprsenme na grande tala, ondo o eiperavam os
eommerciantes inais notaveit e as corporacnes das
artes e oflicios. 0 asaire di) Odessa, e que nao sabe
^o idjoma rusto, dirigio-se ao imperador em franeez.
O imperador o iaterrompcu, a die, no idioma rus-
to, ios eircarattaolet.
yoadepais de dezesele annos nao liaba estado
Vn Odessa, mas ejde naque lie mmenlo era feliz em
ver (Mas aspease as presentes ; apezar dos lempos
sertm tristes, etc.
a tim commer-ianle lerdo expressado a esperanra
d'uina prxima paz, S. M respondeu com vlvacida-
da. < Deoa a d eu a disejo tambem, e certamen-
te, de lodo o raen corceo.
A Unirla Austraca diz tambem sobro o mesmo
assumpto o seguinte :
Odessa 5 de novembro'
O imperador chegou aqu no dia 3 do cor-
rente, s nove horas da noite. Militares de pessoas
(inham ido esperar S. M. e vivas acclamarrs reben-
taram u sua pastagem.
O imperadoi apcou-se no palacio do prncipe
Woronioff.
Houlem as onza horas, S. M. visilou a calhedral
e all dirigi ao Todoa,Poderoso fervorosas supplcas.
Foi depois ao llypodroino, onda pauaa revista s
tropa acantonadas ao redor de Odessa.
Estas tropas forniam um axercito de 50,000 ho-
mens, n saber:
a 11 drusehines, t rfgimentos de infantaria, 3 de
cavallaria, cossacos e artllharia, S. M. moslrouse
milito -alisfeilo do resultado das manobras.
o Ilontcm fur.nn convidados a janlar meta do
imperador, todos os funecionarios superiores.
a DepoU de janlar S. M. visiloo as hateras da
costa, examinando com particular atiendo aquella
de StehegolofT. Esta manhaa o imperador iospecciu-
nou as forlilicaedes do lado da Ierra em direcco a
l.uidorlf.
Trieslo 12 de novembro.
Tadas as varias noticias vindas da Crimea, de
Varna e de Constantinodla confirman), que as hosti-
lidades terminaran) por este anno. Alguns navios
leutaram remontar o Dniper, mas as baleras dag
margens obrigaram-nos a vollar s aguas de Kiu-
burn.
Na Crimea lado no mesmo estado. Onier Pacha,
que adoplou para base de suas operarnos na Asia Su-
chum Kulc, posiejo pouco eslralegica e reprovada
mesmo pelos generaes alliados, recebeu ha pouco
om ajudanle de Schamyl, por nome Enna, que veio
declarar-lhe que aquello principe nao eslava de oe-
nlium modo disposto a ajudar-lhe os planos contra
a Kussia por causa do armisticio existente entre eMe
e o principe BobutofT. .
Em quanto a Turqua nao debclh*aK|aJhiatia oa-
quellas provincias asiticas, nao pode ararar coo-
perario d'aquellas tribus, que por imlincto de
connervacio seguem sempre o partido do in.iis
forte.
Berlim 25 de novembro
Ha dias qne dizem que t Rotsia renovoa as suas
propostas de negocacAo ao gabinete prussiano, e pe-
dir, que (sis i'ominuuicaplo fusse fela a polenciat
ailiadas.
A Prossia objectou que n sua rdediaejo nao era
aceilavel, mas consentio linatmente ero fazera com-
niunicacao.
Secundo boatos dignos de crdito, parece que co
me;arain novos. arranjos a respeilo dos principados
danubianos, e corre que isto ha de ter effeilo sem a
partieipacao da l(us$ia.
Tai renovou os seus protestos para se
ma a este respeilo sem ella ser
nao f|
ouvida.'
O'w^fcJBWaarrtn/iatio /tamo publica despa-
cbos do principe (jertschakofl, com dala de 14 de
novembro.
O inimigo lem oslado a embarcar tropas para Eu-
paloria houlem e nej1. A maior parle dos seus na-
vios lez-se i vela boje de larde.
Saiut-Pelerslwurg 81 de outubro 11 de novembro.
a As noticias lelegraphicas d Crimea alcancum
al honic.n. Nada de novo se lem passado sobre ai
operacOes militares, mas em compensaba j leve logaa
lia Crimea outro acontecimeuto.
O imperador chegou a Simpheropol a 8 de no-
vembro. No dia seguinte8. M. I. eslava em Back-
chi-Sera. leudo ja passado revilla a varias divisoes
do exercilo activo, e inspeccionado os arantonameu-
los de todas as tropas que oceupam os poslos avance-
dos, S. M. ficou satisfeilo do eslado em que achou
estas bravas tropas.
a Convcm aqui observar que sendo a primeira vaz
que o exercilo da Crimea v o imperador, depois
da sua exaltado ao Ihrono, he fcil couceber-se quao
profunda foi a impressau que eautoo a sbita appa-
ricao do imperador as suas tropas. S. M. I. an-
tes de ir a Crimea esleve ero Odessa d'oude no dia 5
de novembro chegou a Nicolaieff. Nesse mesmo dia
lioham sido conduzidos all seis ofticiaes fraocezes,
Teitaa prisioneiros as immediaces de Kinbarn,
dunlle o lempo em que eslavam cacando, por um
destacamento de cossacos.t
O general Schabelshy, que commandva ocorpo
de cnvailaria em-frente de Eupatoria, foi lobslituido
pelo general llelfrech.
O almirante Novossi, qne se tiolui distinguido oa
S finos DA FORTUNA. (*)
Por Paul Feval.
CAPITULO V.
Hirtuia a VtmdretU.
Oh 1 ditse o bello Du l.ueret, o qual linha s-
riameate inveja do effeilo prorinzirto'pelo desconhe-
cido, totat nanea viram no campo da feira o ar-
rancador de deules para oceuparem-se tanto lempo
com atse arrgame'.'
Uim eL'eilo, lio Taillis e o artista segaiam todos
os movimentos i> homem da hcela inesgotavel, e
nao fariavam-se de admirar o negro vestido de bran-
ca, lendo orna grvala car de rosa em seu peicoc,o
mais prelo do que tinta do escrever.
Qaecachimbo.'... murmuran Po Secco ; Va-
leria mil Mudos em casa co mercador, qae Tica di-
aole de Chevet junto ajo corno da guarda.
uerel, imitase tambem o m-
bar agora 1
Mas, aquella chaleim he de ouro accrescen-
toa Du Taillis.
He de catqcinha !... Tenlio visto muitos des-
ses strapas, que depois de haverem fascinado urna
meta de hospedara pelo *)n lino asitico, offere-
ciam a lodos lenros de teda pura e de lindas edres
a vinle a qnatro francos a Jnzja.
Aojaelle nao!... mormaroiv Ricardo Pao Sec-
eo ticadindo seas longos cabelles ciuzemos..... Que
mannico esludo de quaktn se nao livesse barbas
lio loogas!
O eslrangeiro )gndo derramado na cluvenao con-
velido da chaleim ensopara urna lata de pao. Foi
aaaa lodo o teu almoro. O fumo louro do que eslava
cheio o cachimbo pegou fono, e a fumara envolven
como uina nuvem o amo e o servo.
Qae fumo excellenle :... diste o artista, cujas
venias aulosat dilalaram-s.-.
Du neret ergueu ot hombros e exclamou :
O certo he que dainos-lhe muilo praxer oceu-
pando-not com elle !
Depois, mudando repentinamente de attampto,
acoreseenloa :
Su bem para qne nos) primo Des Garennea nos
coovocoo hoje'.'
O artista beliscoti-lhe o joelho como velho malig-
no que era, a respondeu :
Sita, tim, b(:m sabemos, viovinbo, vas perder
o tan ululo.
Deveras? totaou Du 'juerel evidentemente li-
songeado ; falla-se j desse negocio".'
Valla-se, ditse Du Ta.Mis, nas nao creio em
tal coaaa.
Qae! nao crea, propnelario? exclamou o ar-
tista ; te a viuviuliu nao nega !...
Embora... g)tle de filiar franco... Camilla po-
de casar melhor!
Do tiueret ergueo-te sobre a cadeira.
Ouve-me, viovoho, bem slies qae nao pro-
caro mrios termo* para dizer o que pens, tornsu
Da Taillis ; Camilla tero desasis annos, e tu elas
perto do* qaarenia... Camilla he mu linJa e gentil,
a ln nao ea mais bello do que o di.ibol
Da tiaeret nao [i'ide conler urna careta.
Se eate casamento tor feito, coatinuou ocria-
Vida DUrto o. 297.
defensa de Sebastopol, foi nomeado governador mi-
litar de Cronstad. O aeu predecesor, o almirante
l.ulhe passou ao conselh do imperio.
a Eicrevem dos diversos portos da Kussia, que o
regiment de caradores da familia imperial, chegou
das provincias do Meio dia a Saint Petersbourg,
para tomar parle uat operacites do exercilo ac-
tivo.
a O imperador Nicolao tinha feilo recrular, para
este regiment, nos dominios desde Arkhangel at
Oural, a mandado fardar e equipar os recrulas i
cusa do liolsinho imperial.
nNio obstante a grande distancia qae lia entre
A rnhaogel e Oural acharam-se no posto indicado
nao os 3,000 homens pedidos, mas uus 7,500 armado,
com carabinas de Minie, o animado de grande ar-
dor para lomar parte na lata.
A' noticia da roissao do general Canrohert iSae-
cia, tero dado a maior allencao publica.
D se a este astampto urna gjande importancia.
..- Segando certas posteas, nao se trata nada menos
do que fazer entrar a Suecia, e mais larde a Dina-
marca na allianca occidental, d'uma maneira activ-
e poderosa.
a Para a Sueeia a concessao mais vanlajosa seria
a restituidlo da Finlandia. Pretende-se que o gene-
ral franeez consegua o tim da sua missao e qne na
partira de Slolkolmo senao depois de se lerastignado
urna convencao militar cojas disposices serao exe-
cutadas na prxima primavera-
Lo-se n'um jornal de Liverpool :
n O general Bosqnet respondendo felicitacoda
municipalidade de Pau, e fallando das probabilida-
des de urna prxima paz disse : Urna guerra dinlur-
na que parece improvavel, porque a Kussia realmeo.
le nao lem exercilo.
O novo de Copenhague prepara urna brilhtnle re-
ceptan ao general Canrobert.
O correspondente de Pars do Times diz, que pode
considerar-se oflkial a raisso do general Canrobert
a Copenhague, e ha fundadas esperanzas de ajajajjc-
r bem succedido na su i embaixada. Diz-ae que es-
tilo combinados os termos d'ama convenci mililar,
em virlnde da qual aSuecia se ohriga a fornecer um
conliiigente na prxima primavera, para operar con-
jiinclamenlecom osalNadae, aa-a paz nao esliver
concluida n'essa poca, devendo as suas canhoneiras
cooperar com a esquadra alliada no norle. Diz-se
tambem, qne um exercilo com posto de Fraocezes,
Inglezes eTurcos ser mandado Cariancha, de mo-
do que a Austria e a Prussia sejam obrigadas a de-
clarar-se. Anda nao he positivo q se lonha feilo
o offerecimenlo Suecia da Curlamiia para a levar a
tomar parle na guerra, mas asaspiracOes do povu
sueco, para rehaveraCurlanda.devem entrar forjo-
samente as principaes condicoes du allianca.
O MoniiMg-Adxurliser diz que se jeilg autoris.-
do para declamar que reina a maior placidez no
mu mi,' pul i tico de Berlim, existe ah o foca de urna
liga qae naturalcente lia de arraslar todos os pe-
Humos estadns d Alleinania para ctao da Xinsia.
A poltica do rei e dos seus ministros he apoiada pe-
los eslndosde Bavera, Wurteoberg, Bade, Nanu.
Odembourg, llauovre, Saxonia, e lodos os ducados
Saxe-Weimar e Saxo-Cobourg-tiollia. A prfida neu-
Iralidade da Prussia Mlvez llie venha u ser fatal,
como Me suuedeu de Bade em 1795.
Marselha, quarta feira, 13 de novembro, s 11
horas e dez minlos da manhaa :
O Ganje. que sahio de Constanlinopln no dia 5
acaba dechegar Irazendo as OfJMH teguinles :
Os alliados terminaram osa||PMpnrl antes traba-
Ihos prximos ao forle Nicolao.
0 numero das baleras destinadas a bombardear
o lado do norte de Sebastopol foi augmentado.
As collinas adianle de Frucksir foram poderosa-
mente fortificadas temendo-se que o inimigo tenia,-
se um ataque.
Nota-se um grande movimenlo da paite dos Rus-
sos ; os alliados teem grande vigilancia nos seus pos-
tos ayancados. !
Fallava'-sc muilo do lado dos alliados de urna pr-
xima halalha, que devia decidir a retirada do prin-
cipe Gortscntkoff.
' Os Tarcos lomaran) om correio russo viudo de Ti-
fus portador de despachos para o general Mouraf*
wieff.
Estes despachos foram mandados para Constauti-
nopla, e iu4icam o segredo da posiejo dos Kussos.
Kars anda esta sitiada, e diz-se que llavera um
novo ataque.
Omer-l'tchi dispde-se a lomar quarUis da iover-
no na frunteira de Mingrela.
O general Codrington dirigi ao governo inglez
uro despacho com a data de 16, cuja1 theor lie o se-
guiute : f
A no a parda cansada pela et
be de 22 morios, incluindo um olli
ridos, sen lo .1 offlciaas, ha 4 told
Ghegarama Balaklava os refon
O dapoito de axercito sardo esla
o seo qaarlel general em Kamara
A ca vallara dos alliados, com exi
cavallos, m devia deixar o T'cheru
quaudo o inveruo obstar a toda a ai
po aberlo.
Faziam-se aa neeessarias disposiflea para atacar
ot fortes do norte com as baleras flictuanlos inven-
tadas pelo imperador Napoleao.
Osjormes inglezes publicaraui un despacho en
ciando que liiham destruido perto ft Uheukeman,
no mar d'Azoff. urna grande quantiade de trigo e
forrasen".
Parece porm que no mappa ala se enconlra
ao de honlem
e Je 110 fe-
extraviados.
piemonte/e-,
kadikui e
de 3,000
| Eupatoria,
i*;lo em cajav*
Ghenkleraan; provavelmeule irata-satfo Liman, ou
golpho de Eisk, qae limita do lado mate o governo
do. cossacos do mar Negro visinho
Francfort 21 de novero
A missae do general Canrobert,ifclaliva a urna
allianca. oflensiva da Suecia com aajpolenciaa occi-
denlaes, nao leve o resultado que ameperava. He
verdade que o general nao tinha a*o encarregado
de appreseutar este projeclo, e s d>n de sondar os
nimos.
A Suecia nao deve collocar-se n'ima p.isicao ten-
dente a a muir a urna allianca, que i exporia a todos
ot ineonimodos d'uma guerra, sen obler nenhuma
vantagem real. Talvez que ae Ihe pttaillisse a ion-
quista da Finlandia; mas nao landjr.a certeza ofli-
pial d> seccorro para esla conquista, e3o era polti-
co coroprometler-se por probabeliagdes. A Graa-
Brclauha nao est no estado de romanar a Suecia nm
carpo a ni iliar, e a Franca tambero ala pode actual-
mente dispor de tropas para estas euprezas, quando
tao oeceasarias llies sao para suston.ar a guerra da
Crimea, por qae Austria, nao obstante os seus
reiterados protestos de amizade c ee allianca, uao
parece dipostaja tomar urna parte activa na guerra
oriental, que em caso contrario podara tomar pro-
porsSes europeas.
O rei da Blgica, sem perder de aisla a questao
actual, faz todos os esforcos paia idir as poten-
cias occidenlaes a enlrarem em nego|iai;Ces de paz.
Mas a Graa-Brelanha, e sobre lado lord Palmers-
lon esto animados do espirito bellcoso, e a Iran-
ia, oa antes o imperador Napolcaq, cuja-poli lira
pssoal nio he a do paiz, lom avaucado demasiado
ua quesulo do Oriente, para que posta separar-te
da allianca ao objecto principal, a saber u as condi-
Ciics da paz.
Pelo teu lado a Russia nao pode aceitar as qualro
condicoes taes como eslao formuladas, parque a
aaceptao Ihe imporia a obrigaejo a raslriogir as
forc-w naaa un mu N'.ar, ai isto compra-
mellcria a sua soberana e raeaaao a aua int'egrl-
dade.
Tambem nao se pode lomar una prompfa so-
lurJo d'uma questao, da qual resallen urna guerra
boje tao encaminada e sanguinaletila, e que ulo
pode ser transportada fcilmente ao campo das ue-
gociarjoat.
He provavel que se negocie durante o" Averno ;
mas nem por isto lia razao para presumir, que
deixara d'j secombaler de novo na prxima prima-
vera.
O imperador da Russia, depois de regressar a S.
I'elershur^o, ondo deveria chegar anle-hnntem, par-
lira' para a Fnlafadia.
Esla viagem pode ter olhada como um meio do
inuliiisnr a misso do general Canrobert, e o aco-
lhimenlo com qae ae espera teja recebido S. M.
nette grao ducado, provara' que elle nao lie menos
russo que os da Curlaodia e da Livona, onde as
populacoes se dao bem com o rgimen russo, que
tem sido sempre favoravel aos teas iuteresses.
Sera prematuro contar na Finlandia com dispo-
sicOes nos nimos que facilitassem demomlracoes
hostia contra a R ussia.
Talvez que se queira achar oesla assersao um
colorido que favore;a o qaadro da ilussia ; mas
coiihocer-se-ha bem qae no somos nada exagerados
quando -se recordar que o mesmo pode arrestara
Finlandia revolla, o que a poda'fazer olhar co-
mo anli-i'ussa, ou simplesmenla como desrjo de
querer mudar de governo.
He o rgimen verdaderamente conservador, com
todas as suas vanlagens que se empre ga ueste paiz,
e sobre ludo o senlimeuto nacional, confundido
com os inleresses que d ao goveroo a certeza de
poder contar com a moderacao ajo povo.
Vieuna 21 de mvenbro larde.
Um numero consideravel de soldados tunesinos,
dot alborotadores, foram tondemnados a morle.
\i hopas lunesinas serao enriadas a Baloum, e
Sonkoam Kalek.
Os Russos saquearam urna aldea kurda e malaram
os seus habitantes.
A saude das.lropas turcas em Tchuruska nao he
boa.
A cavallarta anglo-tnrca foi para Ketlch.
As noticias de Trebizonda, de 15, dizem, que du-
rante a ultima quinzena nada se lem tbido de Kars
e Erzeroum.
S. Pelersbourgo 1(5 de novembro.
Falla-se aqui muilo de um armamento geral da
nacao. O projeclo esta' em discossao neste mo-
mento.
Esta leva ha de eu*ecluar-se em caso de necessi-
dade, com o titulo de lerceiro bando.
Londres 22 de novembro.
O Timti, na segunda edicao, diz que o general
Canrobert assignou em Slokholmo, urna convencao
mililar, em virlode da qual a Suecia fornecera' aos
exercilot e esquadraa alliados, um contingente de
tropas, chalupas e canhoneiras. A condicao para
a Suecia adherir i allianca occidental he a retlilni-
rao da provincia da Finlandia. O exercilo aoglo-
francez fara' na prxima primavera as suas hosti-
lidades oa Curlandia. L.
Solidas diversas ettrangeiras.
A Prette iCOrienl diz que em consequencia da
derrota do general MourawielT em frente de Kars,
o principe Behuloll fora chamado de Tifls para as-
sumir comraando.
Ficou de guarnirlo em Kiuburn o 95 de linha
com a arlilharia grossa.
As auloridade turcas desarmaran) metieran) cm
con.olho de guerra os tunesinos, culpados do acto
de aggressao do da 4 do correle.
Os tunesinos lendo perdido vinte morios oo feri-
do, depois de lerem por duas vezes atacado o hos-
pital franeez, malaram dous enfrmenos e feriram
a golpes de espada o primeiro lenle de marinha,
Biaise.
A popalacao turca fkrmaneceu impassivel du-
rante o conflicto, o o grao-visir apoiou constante-
mente as medidas lomadas pelo general I.archev.
Espera-se que Mr. Biaise se reslabelecer dos
seus ferimenlos.
Bucharesl.* Acaba de lar lagar um facto que
poder ter serias consequencias, eqaecausou urna
profunda sensacao. Anle-hanlera s 2 horas da
larde, as autoridades militares aaslriacas mndaram
prender no seu domicilio o coronel Thur, que ha 10
dfcator a|ai eavtado peto enverne fcrilanleO com
o lim de compar cavallos e carros : eslava acrmlila-
do junto a todos os agentes inglezes e junio aa au-
toridades otlomanat. Despiram-lbe o seu uuiforme
qae Ihe subsiiluiram com o capole austraco. O co-
ronel Thur he Hngaro, segundo se diz.
Servio no exercilo austraco no posto de lenle
em 1819, e frente de sua companhia desertou pa-
ra o ldo dos Piemonlezes ; alcancon depois o poslo
de coronel no exercilo ingtez. Logo que Mr. Col-
qubouii foi iuformado da priao do coronel Thur,
dirigiu-te ao rommandanle austraco para o Decla-
mar, recebendo porem urna recosa formal.
Escrevcu ofticialmenle, na noite porem que se-
guio a toa prisao, o coronal Thur foi escollado para
Cronsladt. Consta que o comiiiaudaule austraco
dissera a M. Colquhoun que prendera os desertores
onde quer que os enconlrasse.
Heipanha.
Saragoca 13 de novembro^
No da II s 8 horas da tar le reuuiram-se gran-
des grupos na praca de S. Francisco, e passado um
quarto de hora dispararan) dous tiros para que se
reuniste a toda a pressa a milicia nacional. Assim
acontecen. Reunida ja a maior parle da Torca no
poni ineucionado, deram vozes de : a lora con-
sumos e direitos de portos, queremos que baixem
otprecos dos coniesliveit! pois para isso he que
se fez a revolucie de julho.. A's doze horat da noi-
le, vendo que faltavam bstanles nacionaei, deram
descargas por compendias, com o objeclo de que
lodos se apretentassem: assim o verilicaram, excep-
dor, ninguem me tirar da cabera que houve algn
ma estrategia !
Mas, Mr. Du TmIIi... nterrompeu Dn (ue-
rel recobrando emlin. a falla.
Agasta-le, se quizeres .... En digo sempre o
que pens 1
O neero e o amo aasisliam a essa scena immoveis
e impassiveit coma) duas estatuas. O artista ria com-
sigo mesmo ; era um amador decidido das ftidas e
dos incliacos.
Ah ah disse elle quando vio que a dispu-
la ia applacar-te. Ha oulro motivo para a convoca-
cao desta munhaa : tratare de um cootelho de fa-
milia.
Para o filho do palife sem duvida.'... exclamou
Du Guerel satisfeito de lanrar seu rancor sobre
alguem.
O estrangeirn ergueu a cabeca atravez da nuvem
de fumov
Hnmpossivel, disse Du Taillis, nao feriamos
sido incommodados por causa daquelle miseravel
Holando! ^*-^
Qoem ah etlivetseyeria sorprendido a esta pala-
vras no semblanle palldo e fro do desconhecido al-
goma conta que assenielhava-se a um sorrlso. Ha-
via muilo lempo que oNtrlitla nao beba ; afagava
coro a visla desde alguna ntfoulos urna garrafa anda
virgem. Lancou nulo della mbr-J^randamente ; mat
no momento em que enchia o copoVo.) g'u"S'0 'r*'
hio-o. Du Guerel e Du Taillis agarraWim-no cada
um por um braco, e exclamaram ao mesm
Nio lens ceremonia!...
O vinho esl derramado, devo bebe-lo .
pondeu Pao Secco descaradamente. Vosss bem a*>-
bem que nao estamos em casa de madama Des
rennes!
Bebeu eezealalar a lingua como verdadei
mador.
Do Gueret e Du Taillis irocaram nm olh
implicava a promeaaa mada de nunca mais d
rem Pao Secco. O viuvo lancou com mo hi
guardanapo sobre a mesa, dizendo :
A idu dease conselh de familia faz-m
piar os cabellos!
Oh ditse o artista, vamos ver o pri
Jardins, o primo Du Vergtr, o primo Del'* l-a
terne.....
Urna tocia de lilhos da fortuna I... eafclamou
Du Taillis com deedem.
Vnmoa ver noasa bella prima Augusta..
Du Gueret fez um geato pouco litongeirril para a
bella prima.
Vamos ver Mr. Mattoojieau, sau esr
A contado almoeo! exclamou Du Ga
vantando-te ; o ebero da gente de fortuna
me j ao nariz I Irra I
Irra repeli o criador com mais forra
ta do almoro !
Pao Secco disse tambem : Irra! mat muil
porque eiilrelivera-se com o fundo da u|l> ia
rafa. f \
Ao grito dos tres primos Morin ap- >oa l-se et-
collado por Antonios. Du Guerel r y 'alilit fize-
ram algumas diminaiaOea na sonra, e da 'ixaram
urna moeda de dez sidos alm dn lolal, nfim \ re con-
Iribuirem para o dote da rapariga. ~n*
Os seohoresvao agora directamente ao, Jaslel-
lo? pergunlou Morin com respeito. 1
Sim, sim, repeli Du Taillis batendo n a bar-
riga ; agora podemos nlfronlar a hospedas? 'a
prima.
Nie caso, lornoa Morin, se ea nio
, a con-
abusar de sua bondade.....Anlonina, vai depressa
buscar a caria daquelle senhor.'
Que!... exclamou Du Guerel indignado, Mo-
rin vai encarregar-nos de suas commissoes'.'
Elle enlregou-m'a, diste Anlonina lirando a
caria do seio.
Equeres que a levemos?... pergunlou Du Tail-
lis. Nio son orgulhoso, e faro de boa vontade algum
servico tqaellet que frequentei quando nio linha
anda minha policio... Da-me a carta, meu velho
Morin.
Muito obrigudo!... ditseo estalajadeiroentre-
gando-lhe o papel.
No momciilo em que os tres primos iam sabir,
Morin chegou-te ao desconhecido, o qual acabava
de fumar o cachimbo, e dsse-lhe ahrndo o re-
gistro :
I'rc.ende demorar se em minha cata, senhor?
Conforme, respondeu o quakers.
Ha regulamenlos que obhgam-nos a perguntar
o nome dos viajantes.
Cos urna abederer aos regulamenlos.
Du Gaeret e o artista approxmaram-se por ins-
tincto ; Du Taillis, que eslava j no lumar, e que
nao oovira, grilou de longe : .
Ao menos, velho Morin, quero saber a qnem
faco este favor... Como chama-se o homem que en-
va esla carta ao caslello det Garennea?
O desconhecido abra a bocea para responder ;
Morin corlou-lhe a palavra.
He um nome inglez, disse elle consultando a
ultima linha escripia no registro, cnsla-me ler isto...
StepheaT... Slephen Williams.
O desconhecido eslremeceu visivclmente. Nesse
momento Morin voltavs-se para elle e dizia :
Sen nome, senhor /
O quaker agarrou vivamente o registro ; mas em
vez de escrever teu nome, examinou a ultima linha,
cuja Unta ettava ainda fresca, e murmuran :
a Slephen Williams!... nio so pude negar! po-
rem esla nio he a sua lellra.
E o homem que chama-se Slephen Williama es-
t nesla casa? pergunlou elle ergoeodo a visla para
Morin.
O eslajadeiro fez um aignal affirmativn.
Entao, disse o desconhecido, chamo-me...
Moltura a penna na tinta, e conservuu-a um ins-
tan le suspensa sobre o registro como te procuraste
ao acato o nome que ia escrever. Todos repararan!
nisso, e te o desconhecido era avenlnreiro nao li-
nha realmente habilidade. Du Taillis voltira afim
de participar tambem da comedia, e oa tres primos
formavam om circulo em torno do registro. Morin
linha nm ar inquieto, Anlonina arregalava os
olhos.
Nao he preciso refleclir lano para adiar aeu
nome, dase Morin ; o senhor chamase ?
ltohiiiaoii! respondeu o quaker repentina-
mente.
Pao Secco qoe eslava mais do que alegre, poz-se a
rir sem ceremonia, e exclamou :
Eu leria apostado pelo Kobinson, vislo que
aqui esla o amigo Vendredi l
Moslrava o negro, o qoal nio mudara de lugar.
Dn Guerel torrio brandamente, como quero lamen-
ta uao ler adiado elle mesmo o gracejo. Du Taillis
contente repeta :
Kobinson.'..... Vendredi!..... he verdade, he
verdade l
'or a penna na escrivaninha.
Encaran alternadamente ot
Iras p^nnt com ar de profunda indiflerenca, depois
lirou o chat-ude feltro mostrando pela primeira
O quaker lornou. a po
e repellio o regitlro. **
vez sua cabeca for temen le modelada o coberla de
cabellos rentes, e chamou com acento gollural e
brando :
Vendredi!
O negro levantou-se como urna mola. *
Qne dizia eu exclamou o artista transportado
de alegri. ,
O negro collocra-se dianle do amo immovel e de
bracos erizados ; por um sigual do quaker elle li-
rou-lhe a sobrecasaca.
Oh! ditse Anlonina, nao he hora de dei-
lar-se!...
O negro dobrava a sobrecasaca mui cuididoaa-
menle, e a depunha Sobre t mesa junto do guar-
danapo.
Que vai elle fazer? pergunlon Du Taillis.
V6e-ae a commodo, responden Do Gueret, o
qual linhs os ocolos sobre o nariz e a mao na algi-
beira do rollete.
O artista' bada mais- dizia ; metlra-se alrt dos
doas corapanheiros por inslinelo, bem como elle
mesmo ditse depois contando esta historia memo-
ravel.
Vendredi! pronanciou Kobinson pela seganda
vez.
O negro vollou ao seu posto e poz a mo sobre a
cabeca. Kobinson estendeu para Du Guerel seu bra-
co, que pareca de mar more, e disse :
Traze-mc aquello.
Vendredi pareceu hesitar : era smenlo sobre a
escolha.
Aquelle que lem cabellos cor de aranja... es-
pecificou Robinson.
Eu?... disse Du Gueret recusndo.
Do Taillis abri enormemente a bocea, e ficou ob-
servando. Vendredi agarrara Ricardo Du Goerel
pela gola da casaca, e arrastava-o para o meio da
sala. <
Mas, dizia o desgrtcado no tom rhorao qjaj
lomam ot meninos na estola para accosarcm-se om
aos oulros; nio fui eu... foi o urlisla!...
Pois nio!..... protalou corajostmeete Pao
Secco.
Como Dn Guerel retisla um pouco, Vendredi le-
vanloo-o lo chao e foi depd-lo dianto do amo. Este
tomara a altitude de jugador de murros,
Bofo, exclamou Du Taillis ; o viovioho prefe-
rira qae se Ihe oflereceae lenros de seda pura e de
lindas edret a vinte qualro francos a duziat
Viuvo, lornou o artista, o qual Iranquillisava-
se vendo o primo pagar por elle, nao es cavalleiro...
D-lhe! elle he um quaker, e os quakers sao gente
pacifica.
Essa alegra cruel provava bem ao desgracado Du
Gueret que nao devia contar com o aoccorro dos
prenlos.
Senhor, balbuciou elle tentando sorrir apezar
de sua perlurbacao, uao levo a nuil uro gracejo...
Nao gracejo nunca, ditte o desapiedado Hobiu-
aon, e rogo-lhe que pooha-te oa defensiva.
Mat eu nao disse urna palavra l exclamou o
viuvo alfli:to.
Deveraa?... ohjecDo Pao Secco, e o atlrapa
da mesa da hospedara? ..
E o arrancador de dentea do campo da feira ?
accrescenloo Du Taillis, traidor n lei do tangue.
Robinscn cobrindo-te co-i o braco etqoerdo se-
gundo a arte, coieu o hran direito para dar o pri-
meiro golpe.
Meu pai, men ra disse Anlonina, nio con-
ven) deixar matar o cabnlo ruivol
Foi com pezar visivel ua Mora inlerpoz-se.
lunndo a maior parte dos chefet, que oao appare-
ceram.
O general corren praca de S. Francisco e diri-
gndo-se aos revoltosos Ibes disse: Que o duque Ihe
lnlia manifestado que coulava que o povo saragoca-
uo se retirara a suas cosas, e que elle dira o reme-
dio a ludo n qne pediam. A resposla do povo foi :
Que ja te liuha acabado o lempo ero(que a som-
bra desle homem os engaoava, e que se quera
relirar-se para Logrona muilo osobsequearia.
O general insisti anda dizendo : Don*vos
a minha palavra que porei remedio, a Mas a mili-
cia replicn. Tanto eogaoam a V. Exc. como a
nos, e assim Dio cederemos em quanto se nio leve
aelTeiliiarevolurnodejulho.il
A' una liura da noite deram vozes de morram
os que, a sombra da revolueao, lem feito forluoas
colossaes com o sangue do pobre, o inmediatamen-
te uus cem homens marcharan) sobre a ponte de
l'erlra, e mndaram descarregar orna porcio de bar-
cos cheios de trigo: oulros dirigiram-se porta do
Ca mo, e all queimarain o carlorio da municipa-
lidade, e destruirn) alguns depsitos de farinhas.
Ao mesmo lempo alguns milicianos oceuparam-se
em lanrar fogo s guantas dat guardas dat postas
e oulros s casas onde habitam Chapera, Villar
Joja, Armer, e Pestio, dispararan) aa espingar-
das contra ai portas e jaoellaa gritando ao mesmo
lempo : a Viva a verdadeira liberdade e morram os
traidores polacos.
Nesla occasiao a presen too-se o general com Pes-
tio, que quiz tomar a palavra ; imme liatamenle
Ihe aponan) as armas ; mat, grasas ao general,
que se mellen de permeio, pode salvar-se.
ltimamente mndaram formar qoadrado por
companhias, e ocenpando os cheles, o centro par
lerem ama proclamacao, os milicianos lodos a urna
voz disseram : a Ja te acabou o lempo dos pa a
pes. Os dieres liveram que retirar-te, porque
viam o aspeclo que apretontava a revolueao. Por
ti ni noite disse-se a' milicia que ludo o que pe-
diam eslava concedido, Mas ro obstante res-
pondern): a Qae se reliravam cora a condicao
de qae se nao se cumprisse tornariam a reunir, e
entao por mesmos coqcluiriam a revolacao que
ae principiou a 17 de jaUho.
Nunca se linha visto a milicia de Saragoca como
nettes dous dias, he incrivel o enthosiasmo que em
todos elles Jiavia.
Eis aqui o bando do capilao general de Arago.
CapUania general deArasao. Saragocanos. Pro-
fundamente arreciados pelos escadalotos actos perpe-
trados por algont malvados qoe levaran) os seus
excelsos a commellerem roobos as torres, e casas
das mmediarOes da cidade, incendiando aa.gaarilas
das guardas das postas, a entregando-sa a oulros
excretas que- repugnan) urna sociedade Ilustrada,
vejo-me na preciso de recordar que o diatricto se
acha cm estado de sitio, e como capilao general do
Araga, reaicamo o commando e ordeno :
Arl. Toda a paaeo ajena proprcm- oxes tohver-
sivas ou nolicias aferradoras, ou qoe directa oa iodi-
rectaioeule tratar de alterar a ordem publica, ser
jolgado verbalmenlepor um conselh de guerra etla
belecido na capital.
Arl. 2. Todo o individuo qne nio perlencendo
i milicia nacional, liver armas brancas oo de fogo,
sem a competente auloridade. e nao aa apresen tar
no parque de arlilharia as vinle qualro horas, a
contar da dala desle bando, sera' qualificado como
infractor da ordem publica, c entregue commia-
sao militar para ser verbalmenle julgado pela mes-
ma e castigado com a pena de 2 annos de presidio.
Arl. 3. Passado o termo que fu o artigo ante-
rior, te farao visitas domiciliaras e os conlraven-
lorts que resulten) em consequencia dellat toffre-
rao a mesnia pena.
Arl. 1. Ot ladrOet, vagabundos e malfeilores de
qnalqner genero serao jolgados pelo mesmo conse-
ibo de guerra breve e summariamenle, conforme as
leis.
Arl. 5. Encarrega-se o mais exacto cumprimen-
lo Jo bando que sobre grupos pablicou o senhor
govjrnador civil da provincia, e os infractores se-
rio entregues ao conselh de goerra permanente
como perturbadores da ordem publica.
Arl. 6. Observar.te-hao estrictamente todos Oa
bandot vigeules da polica e bom governo que at
autoridades locaes lenham publicado, on que publi-
quen) para o futuro de accordo com a miuha aulori-
dade. *
Aragoneses: Por muilo qne repugne minha ra-
zao o ler qne impor castigos, nao retroceder! en
tre os mais severos, considerando que como capitao-
general do Aragio a minha mitaio, me todo, he
de conservar a ordem,[o respeilo ao governo cans-
liluido, ao* inleresses, i tranquillidade a ao bem ca-
lar dos cidadaos. Para levar a effeilo aa medidas
q le etlou dispotlo a adoptar, por rigorosa* qoe pos-
sam chegar a ser, cont com o apoto que aei que
me nao ha de fallar dos honrados e leaos Aragone-
zes, a com a cooperario efiicaz da milicia nacional
e do exercilo.
Saragoca U de ooveaibro da) 185.
* Catarrea.
l'art 19 de novembro.
Fizeram-se ai exequias de M. Pailat, grande-
advogado, que morreo no campa da honra, plei-
teando dianle do tribunal civil !
M. Paillet era estimado de Iodo Pars, o sea prn-
cedimento poltico oa questao dos bens da Orlaana,
havia-lhe grangeado ja muitas syaspathias, >e o nu-
meroso coocurso qne appareceo no aeu funeral, ara .
ainda um leslemuoho de estima pela iodependencia
da loga qu elle prefera conservar a seguir o ejem-
plo do Baroche, de De Laogle, deBillaat de tanto*
ootros que o imperio recrotou nat filenas orleanis-
lat, enchendo-os de honras e de dignidades froc-
laosat.
Um oalro sinistro afflige hoje Parii.
Sao ot promenores do incendio qne honlem hou-
ve no grande deposito de vveres de goerra.
Nio lie taoto a perda material que praoeeapa os
nimos, cotno o receio on a tuspeita de qae (ora a
malvadez que deitaro fogo. Como ha atgom lem-
po o* incendios te lem multiplicado bastante, foi
enviada gendarmera ama circular ministerial qae
Ihe recomnienda que facam emfJoscadat, e qoe (to-
men) em uma palavra todas as precauroes que se
pedem na frica contra ot vagabundo*, e pergon-
ta-se com inquieUeao senio te formara tambem
mira muros ama aasociarao de incendiarios a que
tentaste ensaiar-se na Manalencao, que he nm es-
tabeleclmenlo de trigos, de farinhas. de edificios
queimados que contltniram um verdadeira de-
sasir.
Terminen ha Iponco nm procetso interessaoJ.e.
O judeu hollaodez da ilha de Java, que por algsm
lempo desempenhou o papel do principe da Arme-
nia, exilado dat toas propredade* pelo imperador
da Kussia, e que por sua sagaeidade enganou .muitas
pessoas foi preso em Berlim. Foi btm ridicnloque
a sua prisao livesse justamente logar no mesmo dia
em que o Times em Londres publieava a noticia de
que o principe Leao da*Armeoia te reconciliar com
o imperador da Russia.
Le-e na Esperanra :
Trieste 10 de dezembro
Os promenores acerca do fatal acoatecimento oe-
eorrido na quarta fdra pastada em o serenissimo Sr.
archiduque Feroando Maximiliano, irmio do impe-
rador d'Aoitra, sao as segaintes r '
S. A. I. linha sabido a> 4 horas ala manhaa a dar
om pasteas em om carrinho tigelro, puxada por
um cavallu que elle mesmo diriga, indo acom-
paDhado pelo conde Michelli aeu ajudanle de
campo.
Ao chegar entrad* do passeio chamada de Saint
Andrea, entre o mar e o jardim de Ville-Mural, o
cavallo espaulou-se e desembtsloo.
Querendo conle-lo. parlio-se uma das rodeas, e
com isto perden-se a esperanra de o poder conse-
guir. Dominados, sem dovida por esta idea, ar-
chiduque e o sen ajudanle julgaram Ulvax menos
perigoso arrojar-se fura do carrinho, como effectua-
ram. O ajudanle ficou por a*ro momento Iranstor-
nado ; mas levantou-se e vio com o maior espanto
qne S. I. estova etteudido por Ierra e sem mo-
vimenlo.
Com o auxilio de alguns camponezes que liaban)
presenciado a calastrophe' e dos quaes alean* ja li-
uham deudo o cavallo, foi o archiduque transpor-
tado a uma caa immediata, bera pequea e modes-
ta, per pertancer a om trabalhador. Ao chegar all
S.A. recobran oa sentidos e pedio agua, para lavar-
te do btrro qae linha na canaca, e mandn qoe lije -
descalcassem ai botas. Eroquanlo o deitavam na
cama lornoa a perder os sentidos. Por casualdade
achava-se visitando urna enferma, na mesnia cata,
om medico, o qual quiz logo sangrar a S. A. I.;
mat o sen ajudanle se oppoz al qne se vase o qne
dispunha o medico do augusto enferno que se tinha
mandado chamar.
O medico chegou ; mas foi contrario a sangra, e
mandou qoe se Ihe applieassem bixas e nava na
cabeca. Mais larde apresenlou-se outro medico e
Esla casa he honesta, senhor, disse elle, e aqui
ninguem bale-se como nat tabernas.
O viuvo passou a mo pela fronte banhada de suor,
e respiran.
Vendredi!..... chamou pela lereeira vez Ko-
binson.
Quando o negro tomn a altitude consagrada, o
lerrivcl quaker barbudo accrescenloo :
D vinle loizes a esse bom homem, afim de
que elle cale-se.
Qae !... exclamou Anlonina pasmada : vinle
luizesl... v
Viole loizes! repeliram unnimemente Mo-
rin, o criador e o artista.
Vendredi tirou nma longa bolsa de cores vivas e
variadas, e lancou viole moedas de ouro sobre a
mesa.
Ah! disse Morin soflocado pela emocao, a me-
cha chimca esl bem paga .
Anlouina pansava que era pelo menos o impera-
dor dot selvagens.
Quando eu tiver ajustado conlas com este, lor-
nou Robinson em tom tempre fro, darei outro tan-
to por aquelle villao vermellm e por aquella especie
de macaco, que lem cabellos cinzenloi mal pon-
teados.
Mostrara suceeseivametile com o dedo Du Taillis
e o artista. O criador que era sanguneo e musculo-
so leve um instante o pensamenlo de appellar para
sen chicle ; mas refleclio que nao convinha por em
risco de ser qoebrada a cabeca de um proprietario,
qoe postua Irinta e cinco mil libras de renda, as
quaet. graras a lieos, nada deviam a ninguem.
Eu tempre ditse qae era um verdadeira disse
o artisla adianlandn-se descaradamente.
Senhor, balbuciava Du Guerel, estou lio lo-
cado pelas suas maneirat de obrar...
Que devo fazer para determina-loa comba ler?
pergunlon Robinson.
Nao conliern nada I...
Euiao v-ac inlerrompea anda Robinson a-
cenando a Vendredi que lomaste a levar-lhe a so-
brecasaca.
Com muilo prazer! respondeu Du (uerel, o
qual aanhou a porta de um sallo.
Vmc. lambem pergunlou o quaker a Pao Sec-
co, o qual len'.ava fizer-te amavel.
Vine, tambero 1 accrescenloii vollando-se para
Da Taillis.
Ma... qoz protestar o criador.
Vendredi!... pronnnciou tranquillamenle Ro-
binson, lanca-os fura!
O negro arregacno as mangas braneas da veslia e
moslrou seos bracos negros e musculosos. O artisla
esquivou-se murmurando :
He um duudol...
Um doodo furioso.'... repeli Du Taillis esca-
fedendo-se lambem.
Ah! dizia Anlonina ao pai, ot Ricardos foram
tratados como inerccem... Sao valeules como galli-
uhat molhadas!
Sim, mas o m\lord...
A elio bom o ni \ lord !
Robinson abotoava pacificamente a sobrecasaca,
bem como se nada I i vate havido.
Amigo! dista elle chamando Morin, o qoal
acudi de barrete na mi. Faca vir aqui a pessoa
que assignou no registro o nome de Slephen Wil-
liams.
Sim, meo senhor, respondeu Morin sem saber
que titulo dsse au hospede, eslou promplo para obe-
decer... mas se elle nao quizer vir ?s,
Vendredi m'o Irar. i
Pois bem, senhor, diste Morin, o qual incli-
nou-se e tibio escollado pelo negro.
Oh disse com sigo Anlonina, elle vai corta-
mente comejar de novo, e pz-se parte para con-
(en pla-lo melhor. Robinson lancara-ie sobre nma
cadeira, e apoiava a cabeca na mao. Jolgava eslar
sosinho, e ficou om instante pensativo e absorto em
soai reflexOes ; depois disie repentinamente ;
Que palife ser esse ?
Antonios roeditava que nunc. vira homem lio
bello.
Nosso galhardo soube no Havre que era perse-
guido de perto, conlinuou Kobinson em meia voz e
entre os denles, mellen nma bala na cabeca, e tea
cadver foi echado na praia... Eia at informacoea
que a polica deu-me... mat a polica nao he iofalli-
vel... se foi engao, te eu o enconlrasse agora ainda
vivo 1... Oh elle nio teria tido o descaramento de
conservar o nome de Slephen Williams I
Ei-lo fallando sosinho dizia Aolooina com
sign em teu canto; itao deve enfada-lo. Tenho von-
lado de conversar com elle...
Bobinton fez om grtlo de ladiga, e concluio :
Em todo o caso esperemos... veremos I
Diga-me, senhor,... comecou Anlonina appro-
ximando-se tmidamente.
Robinson voltou-se, e poz-se a sorrir apenas avis-
tou-a. O sorriso assentava nesse semblante varonil,
anlonina que parara atemorisada, recobroo logo o
animo, e disse :
Eu quera pergeniar, se o senhor leria prazer
de convertar comigo.
Grande prazer, linda niocinha !
De veras ?.... exclamou Anlonina contente.
Oh son feliz !
Robinson puxou uma cadeira para junto de si,
disse :
~ Asaenle-se ah. Sobre que vamos conversar?
Anlunina roa a pona do lenco sorrindo sorra lei-
rainente.
Vamos conversar sobro seo amante ?... lornou
Robinson.
Oh I nio! replicn a rapariga. Smente con-
verso a ease respeilo com elle mesmo... Com vosaa
senhoria eu quera dizer que sei ler...
Correnlemenle ? .
Sim '. sim, mesmo lellra de mi !... E qne 1
um livro sobre os cavalleiros errantes, como cha-
ma m-se...
Volton a visla para Robinson, e acrescenlou re-
pentinamente :
Vossa senhoria he talvez um !
Ah I respondeu Robinson, rujo sorriso lornou-
te inai< communicalivo, quem tabe ? '
He mu) bello um cavalleiro erranle ditse An-
lonina rheia de con vir rao, protgeos meninos, aa
mi Hieres e as raparigas... Se vossa s-nhoria fosee
cavalleiro erranle, eu lite dira uma cousa...
Entio o que f
Anlonina approximeo a cadeira, e conlinuou com
myslerio :
Qoe ha perto daqui uma rapariga mais linda
qne os amares !... E boa como nm anjo !... E que
querem casa-la com aqoelle homem de cabellos rui-
vus que acaba de recebar aqui tao boa lelo.
Qoem he qne quer isto 1 pergunlou Kobinson.
Priini-irameiile o cabello ruivo, e depoia mada-
ma Des Garennea.
E que posto fazer nette negocio, minha linda
mocinha ?
Essa he boa L'vnrto'qae vossa senhoria he ca-
vallro errante...*''
. Justamente !... disse Robinson rindo, conven
impedir essa uniao ?
Ouvio-se no andar superior ama voz qoe dizia cera
agastamento :
Acho engranado esse senhor !... Se quer Ul-
(ar-me venha aqui!
Nao he elle disse com sigo Robinson.
Houve um rumor de lula na escad*.
Diga, insisti Anlonina crdula e fagueira ;
vosea senhoria impedir itto?
- Talvez, retpoodeo Jtobinaon cem ar distra-
hido.
Nesse momento a porta abnjo-se, e enlrou o ho-
mem do primeiro andar, o qoal lotava qoaolo poda
com o negro. Tinha as costas valladas no esforc da
lata, nio poda ver at pessoas qoa te achavam oo
fondo da sala, e dizia etforcando-s* para desemba-
razar-te.
Nio conheco eate Robinson I... Nuoca oavi
filiar delie... oio toffrerei...
Seuhor Slepheu Williams, inlerrompeo o qoa-
kef, com voz sempre tranquilla, mat fortemente ae-
centnada, vamos Iravar conhecimeoto.
Slephen Williams etlremecea, e conteguio voltar-
io. Vendredi impellira-o at ao meio da tala, onde
elle acboa-se justamente diante du quaker, o qoal
reroatavn-te com negligencia na poltrona, e cruzava
at pernat uma sobre a oalra.
O primeiro olhar que Williams lancou sobre Ro-
binson exprima mais temor ainda qae colera : va-
se que esse homem linha alguma coma que temer.
Esperara talvez ver dianle de si a cabeca de Seda-
ra. Seu temblante mudou-se, e elle fez-se arrogan-
te depois que medio o quaker da cabeca al os pt.
Elle linha at palpebras meio fechadas, e ooiilempla-
va o recem-chegado com o ar qae qaer dizer : Onde
encontrei esse pertonagem ? Pelo contraro era evi-
dente qne Slephen Williams nunca vira oo julgava
nunca ler vislo o amo de Vendredi.
He Vmc, senhor, disse elle com altivez provo-
cante, qne loma a liberdade...
Sim, inlerrompeu Robinson.
Poit dirige-te mal !... exclamou Slephen Wil-
liamt pondo o punho na anca.
Quem tivease examinado Robinson nesse momen-
to, leria adevinhado sem difllculdade, tao expceaaivo
era seu bello temblante, que elle procorava applicar
ao recem-chegado um nome difirante de Slephen
Williams.
Deiie-nos, linda mocinha, disse elle a Anlo-
nina, tenho necessidade de estar s com este seuhor...
Tu, acrescenlou elle, mottrando a porta a Vendredi,
ficart all fora.
O negro sahio, e Anlonina ubedeceu mas com pe-
zar. Retirando-te ella dizia com tgo :
Cerlamenle he um... e elle impedir a teaj
Camilla de catar com o cbelo ruivo I
A nos dont agora, senhor exclamou Slephen
Williamt apenas a porta fechou-te.
A nos dooi, reapoudeo tranquillamenle fio.
binton.
Explicar-me-h* emfim ?
Farei o que poder... mat como lentos de con-
versar muito lempo, charo senhor, convido-o a as-
seotarae.
Bem a sin pezar Slephen Williams parecb perder
o m pouco de sua firmeza dianle desta tranquillidade
fra e ao metano lempo incisiva. Tomou uma cadei-
J

ra, a aiseotfO-te mormurando
No nm te ca
cantam at gloria* 1...
Pens, chiro seuhor, lornou Robinton carre-
gando o tobrolho a alagando as barbea, pens que
ningaem cantar glorias. "(Continuar-se-Aa.)
'
*JP"


_
*
.
enrasn-o^-o-
ou* ^
aira *l cinco entilo resolvente sangrar o enfer-
me. Prilicada a sangra, o Augusto enf|
raicou i recobrar os sentidos e i pergao
chiva. Desde enlao o alivio contine
cora vagar ; man o archiduque ficuu na mesi. casi
de Irabalhador,,porque os asedeos nao le alreverim
reeaeve-ie, torneado que o mili leve movimeoto
pote** Majfcl fatal.
a Segend* cantan, 0 irohidoque, quando illtou
fura do oaftinlio ficOH Mi pe, mas taltei ama eom-
aoclo fofta M cerebro, ira conseqdiacia do salto,
Ibe fe* parear as sealld., eahir de costu, dando
cora a parta ansaterior da cabeci no olo.. Por for-
Uiia, coma tarrago he plano notara hemido,
uem houve fariila neta conlosao aalavel. 6 aira
commotao cerebral.
a Desde o priraeiro rumor que se ouvio na cida-
da deste ranalo aconteemeuto, a populacho mani-
fesou-je possaida d mais profundo seolitiienlo, e
a noticia de que S. A. 1. linlia eomecado a vollar
a s, prodazio maior conientamcnto entra a niul-
did que tinha a:odido t- immediac,oes da casa.
lato uio he ealranhn, porque o archiduque lera
aqai grande popularidad?, nao s pelas suas manei-
ras aBaveis e benevolencia com que recebe a todos,
come pela sua muila rhlUnlropia, tanlagens que
raoaUaaa cidatl* da sua estada salla. .
Todas as autoridad acudirm logo. Inler-
cept'se o transito das earruigens pelas immedia-
SOea a doram-sa aalras providencias.
x Na parachia daqaello balrro eipoz-se o Sanlis-
i*ao, o u blspo (irdenoo preces as mais igrejai pe-
la oontervacao da vida do principe.
* O Mographo transmudo logo a Vieona a fatal
adUeia, a pata Urdo sonbo-sa quo o imperador par
HM para Trieste, sob o mais rigoroso Incgnito,
lslo nlo impedio que a [pulacao, clieia de jubila
palo alivio do irchiduqii* e pala chegayia do sea
amado soberauo, sahiate s doas horas a meia da
Mito ao encontr do imperador, e o recebesse cora
aa n.iiores acclamaooas da enlhosiasmo em todo a
transito at ao pilado do governador, onda se al joa, sendo obsequiado o camprimenlado ao baixr
da earruegem de posta, por todas as autoridades ci*
vil militares.
Com pencos momentos de reponso o imperador1
diriaio-aa para onda eslava sea augusto irmao, ara
imiasta carruagem, tendo despedida as ricas equi
pagaos que lindara poeto sua diiposicio.
a S. HA. la aoompanl adj do primeiro cirurgiao
da cmara, o bario da Wattman. Este, de accor-
do caa os detraen) assisl sotes Julgaram opportuoo
que o imperador se abstivesse por um momento de
ver sen aogasto irmao- S. M. I. nao insisti, per-
maaacau parto da raoia hora em urna casa immedia-
la a do enfermo, doude se retirou depois de ouvir
com satisfcelo que o aujuslo enfermo conlinuava
besa e quasi fra da perigo.
O jovoo meuarcha austraco, que nao deia
pastar ueuhuma occasio sem manifestar as suas
lynipalqias e affaiooes pilos mostrea priucipes hes-
pauhoes, aqui proscriptos, visitou ao auoilecer do
mesmo da da sna cheguda, a Sra. condessa viuva
da Molina, e a seu filbo o Sr. U. Fernando, que re-
gretaaram a esta cidade dsde o ultimo dia d mez
passudo. A visita durou mais de meia hora, parece
eee* S. M. I. manifestoii o seu agradecimeolo aos
Ilustres proscriptos, pelas demonslraces de'cnidado
edo inlereste em favor de san augusto irmao, pois
o Sr. D. Fernando, advertido a lempo, dirigio-se
ikneeedialamenie ao litio da calastrophe e oflereceu
lujo qoantu podesse ser neeessario, por achar-se a
sua habitculo bastante proiima. Houve idea de
trasladar S. A. I. mesma, mas os mdicos nao o
jelgaram conveniente. Tamben) a Sra. condessa
de Molina, em puasoa, foi ura pouco mais tarda In-
fortair-se da como passava o augusto doente.
Honlem clieguu a esta o archiduque Carlos
Luiz, gaveruador de Tirel. donde sabio logo que
sool* da desgrasa occorriila a seu irmao. Tambera
o mesmo dia fez urna visita aos priacipes hespa-
nhoes, tendo sido couvidudo o Sr. D. Fernando a
janlar com 8. M. I.
12
O estado do augusto archiduque Femando Maxi-
miliano he o rais salisfalorio, atientas as circums-
tancias pergosas do fatal iiconleeimento.
Ro pode, porom, effecluar-se anda o transpor-
ta-1 o ao sea palacio, o qne lera lugar logo que seja
mitigada a forte seosibilidade qaa soflra.
S. M. o imperador esla anda em Trieste e nao
pode separar-se de sea limado irmao, a quem dea
grande alivio a sua prest o^a, bem como a de seu
lerceiro irmao, ogovernaJor de Tiro!, archiduque
Carlos Luiz, que chegou da Insprnk um dia depois
do Imperador. Como a vinda de S. M. nao leve
demonstrares publicas, no entrelauto dignou-se
vitilar iodos os etlabelecimeotos pblicos ereparali-
(es militares a rivis.
Ai priocipaes autoridades tiveram a honra da ser
convidadas para a mesa imperial, bem como o infan-
ta D. Fernando que habita esta cidade, e he geral-
menle estimado e amado. A partida de S. M. leve
lagar as 8 da manhia.
Le-ee no Journal da Lo ir!, da 19 de novembro:
Bita uoile acontecen uina deagraca no caminho
da fUrro de Orleaos, periodo San-Miguel.
O trem tinha partido i ama hora da manilla e a'
punca distancia da **lacAo principal, os Wagoasen-
cuatraram um obstacnlo! Era ora carril que o peso
da machina tinha feito eucurrar. No invern ha
infci risco por estes incidentes, porque com os pri-
Bsatras frios o ferro dos ca ra he sasceptivel de qoe-
brat. roa esta oa nutra a causa do desarranjo do
carril, varia carruagens loram arrojadas ao fosso,
Felizmente nio houve dSssijraca. a larceoiar, eos vil-
jantes lavanlarani-se. da queda salvos saos. A's 6
horas o coraboy ebegava i Pars com orna demora
da a ssaras. U carril (si lago reparado, a esta ma-
nhaa todos ai Iraaa viados de Parts chegiram a hora
ordinaria.
Os jornaes fnneazes publicam os pormenores d
iactodio que devorea omi parta do eslabelecimen-
to militar de vveres do ces de Bill).
O incendio mauifeslou-se na parle do edificio
oada eiistta o de pasito doi trigos; ai oulras partes
deste setabelecimeolo sao desliaadas, urna ao fabrica
do po, e ontra ao deposito de fartnhas.
Jalga-se que a causa do incendio tin o segainte t
Hara um apparclbo para ventilar, afimde o preser-
var do gsrgatho; e aarao dahi resultava tnuila
poeira damnosa i gente ooe ah trabalhava, estabe-
leceu-se ama chamf afim de attrahir a poeira
conoaaii-la pela aejao do fogo; desconfia-se que
acaumalando-se a poeira as paredes da cha mine se
inflummra e .lestacando-M em carvao inflammado
sobra o sobrado *]uu era de madeira, dera rogar ae
incoad io.
Pene trigo se paude mlvar, 6a aoccorros forsra
prempios e enrgicos. fogo manifestoa-so*il 6
barasdaaoiudadiali.esits 0 pode ser domi-
aate
ata parte do edificio liana tref audares que todos
foram consumidos pelss cliammas; o resto do esla-
bakcimento nada soffreu, a a parda be conside-
re 1.
entrada dotfi'do Piemonle em Paris tere lu-
ir sem grande ettrondo, por iaso que crcarostan-
cias imprevistas, diOereaca de horas, mo lempo,
ate., ufo dan lugar i encurto do programma, ao
aaJrt ilgans Itiliaoos lin^ionavam ajuntar os viven
ao rei da Italia 1
Madrid 28 le aovembro.
A litoDeto em Saragoca continua sem navldade.
A iranqaillidade publica nao lornou a ler pertur-
bada.
Oajuntamento lanca m.'odetodos os metoapara ali-
viar a mizeria daqoela povoatao. Promoveu nmaiubs-
cripcao voluntaria. Ordenoo qne se proceda ico-
branca da prasUco dos auninhoi viiinaes de- lodos
aquellas, que nao partencam a milicia nacional, e
anbalha eom a maior activldade para eitabelecer a
contribuido de cinco a c ncoeula reales, que marca
a lu para a isem;ao da mesina milicia.
IMila-seem Saragori qne um ser panados pelas
^as nove individuos afeudado* em Torres roa-
> os colono.
leocobrio-se em Bnrgia nro.i consufacao enlre
oa presos de Burgos, que tinha por fin fngirem, e
aairain-se com Marianno Hierro, com o qual li-
aban) nlacOes. A aotortdade militar ji Ihes ius-
laurou o ptscasao.
O eonrmiadinre g*ral anda percorrendo a provtn-
ia da Cacerai, porque tem corrido boatos deauachi-
aa^oas cartillas.
iaereveta de Iterga aue as tropas procurara aos
trrudures da Cardona, Soria. Sobona ss gaaridas
dos Tristsays, os qoaes li>imam em nao abandonar a
lata.
I*araaa qaa M conceden iodsrUo ao cabecilhi Cas-
*&
Dlimo II PERMMHUCO QUINTA FEIRI 27 DE OEZEMBRO OE IIS5
lor, companheiro de Huguet.'uao que te espera de
um momento para o oulro a sua apresenlacfio com
os 25 horneas, que tem debaiio das suas ordens.
J nao ha funeces no Principado.
Estarlus est preso em Franca, onde os legitim-
las francezes o succorreram com 500 [eales.
Diz nma correspondencia de Paris, qne estando
Luiz NapoleSo em urna cacada eom d'seu confiden-
te Foold. atancoii eom o imperador um veado pe-
queo, que tambem alaeon o Sr. Foold, a quem li-
ria um olho.
Tambem se diz qu dentro em pouco a filha se-
gnnda da rainha Chrislina. devVeasar com um man-
cebo da dislineta familia Furher de la Pajerie.
Marselha 22 de novembro.
. O rei de Sardeoha chegou esta manhaa, pelas 9
horas e meia a bordo da fraaata Cario Alberto,
qaa Irocou as salvas da sua arlilhara com as do for-
te. O rei Viclor Mauoel enlrou na cidade Irajan
do hussard, e seguido de um numeroso eslado-
maior. A luullidao era consideravel pelos sitios
onde passava, e os Sardos que residem em Martelha
cercavam especialmente a carruagem do rei. Vi-
vas acclamacoes resoavara durante o Iraiisilo.
Oulro despacho diz que as tropas faziam alas no
caes para a sua recepcao ; e que o prefeilo e o ge-
neral commandanle da divisilo militar foram a bor-
do da fragata queconduzoS. M. Que os navios do
porto e as casas por onde segoia o cortejo, estavam
adornadas com bandeiras Devia partir dentro de
poucalhoras para l.yon. onde havia ja alguns das
que Indo eslsva em preparativoi para o receber co
mo digno adiado e hospede da Franca.
Amaohaa he S. M. esperado em Paris.
Fundos pblicos.
Bolsa de Paris 24 de novembro.
o r J Ao Cpl. Der. c. 6575 Baisie i 05 c.
*)Fn Ct------------6590 llausse a 15 c.
1
Au Cpt. c. Der. c. Ul Ilau.se 25 c.
Fin O..--------------91 b llausse 05 c.
Vi en na 23 de novembro.
A oossa Bolsa eslava heje muilo fraca.
Todos os valores eram ofierecidos, mas o cambio
melhorou. -
Os 5 0i0 melallicos abaizaram de 74 a 73 3|4; os
4 1)20*0 ficaram estacionarios a 64 3p3. Asaccfies
do banco abaizaram de 932 a 922.
Os lotes austracos de 185 abaiiarem de 96 1|8
a 96 1|4; as aceas dos camiohos de ferro austracos
de:t.Uia :t30 l|t.
O cambio sobre Loodres abaizou de 1,103
1,101; o sobra Pars de 131 1|2 a 131 1|4; o sobre
Ausburgo ficon estacionario a 114.
L.
HTERI01.
COIUIESPOXDENCIA D<> DIARIO DE PER-
WAMBICO.
AMAZONAS.
Barra 26 de novembro.
Proseguodo na analyse da profunda modorra a
diversa ao progresso da provincia, era que ousada-
metile, por seamos os menos habis, nos ingerimos
em solucAo ao decreto deVmc.; eis a irrnsseira peo-
na a inlerromper-nos declaraudo um reohido comba-
te as nossas exiguas ideas com baldas exigencias re-
sultando que na natural esterilidade deilas se mani-
Teatou a victoria da porfa, por isso que os frustrados
esforcos daquella aceuderam nellas a perturbarlo
que dissipou de pertinaz pluma assuasvaidosas pre-
lencoes exiciaes a pobre rttente, e porlanto accom-
modadamente ao curto alcance desla vamos conl nos-
sa locurao obsoleta comecar uosso arduo compro-
misso.
Se bem nos recordamos da ultima parle da nossa
desordenada eslra que Ihe dirigimos em 10 do mez
que corre rom referencia especial ao estado da pro-
vincia, tratamos dosaldeamenlcs de' indios, e elles
ainda nos reportamos.
Os administradores, ou commandantes de Iraba-
thadores, como aqui Ihes chamao, das taes alfless
i conforme j Ihe iuformamos) sao homens que s a-
mau o ocio habiloal, nao teem qualidade aiguma de
ambirao.aiuda a mais til e commum ao hornera, em
hm sao verdadeiramente misanlhropos que tudo
quanlo na de moral e conveniente aborrecem; e s
amao a mais escandalosa prosiiluicSo! Os indios
entregues a sua guarda em ligeiro lauco perdem a
ua boa congenealidade e abraca os seos lorpes e-
zeinplos. B enlendem assim os taes feitores dar sa-
lisfalorio cumprimeulo ao flm de siia administra-
jao.
Keconbecenaos a aversao das (ribas 'indgenas ao
Irabalho, (rallo desta provincia) mas nao procede se-
nao ra ralla de habis administradores o atrazo de
taes estsbelecimenles; por soque postuem aquel-
Jes ootrasboas qualidades, em cujo numero compre-
heude-seo genio humilde que os rara obedecer as or-
dens que Ihes forem dsdas.
He tal a iforaoralidade dos admiuistradores, que
em sequer, para se forem urna casa de palha.que
sem a despeza de um vintem a conseguiran),por is-
so que elles tem os Indios as suas disposicOss, por
quem podan) mandar cortar.as matas os paos e pa-
llia para a sua conalroccao; preferem os miseraveis
habitar em um girao, com tanto qne se poupem a
maioi trabalho do que he misler para a acquisko
desle. "iv
Adquirara os presidentes pessoas de mais conside-
ruau para confiar-Ibes esla sorle de eslabeleeimento;
ordeuem-lhes a construccao dessas casas de palha,
no modelo das que eiistem no interior da provincia,
para cada familia de ludios habitar separadamente:
organizan) um regulameoto, cuja observancia leuda
a repellir os vicios damoosos ao moral e phyaico e
a abregar a veciosidade, que Ihes emponha o dever
de Irabalhar. urna vea que para isso nao baja iucou-
venientes, que Ihe. arbitre um jornal, que facilite
aos que por sua idade inda nossam aproveitar.a.ins-
truccao primaria ; verao enlao os presidentes seos
esforcos coroados por fel ezito: apparecer inconti-
nente da parle dos Indios o amor a eslibilidade e ao
trabalho, dalle colher ao fruclo, aborrecern! tantos
vicios pernicioios a sna saude v") a agricultura ser
semeada, e ramificar-se-he, lornar-se-hao para o
futuro imponentes povoac.0es os aldeas, osiens terri-
torios nao seram como at hoje baldos, ao contrario
a sua ferlilidade ventajosamente raiar, e u5o s a
provincia ganbsra nesla parte como o paiz inleiro
com ai civilisacao de homens que inda hoje por falla
della Ihe sao inuleis e a censura qneClay. ao governo
rejatou a indolencia reinante aesta previncia de que
por espaco de Irezentos annos tem maotido os vastos
deserlos que a rodeao uo estado em qne sahiram da
creaco nao mais asseotara ao governo, que de aigu-
ma forma hoje se empenha para o seu progresso.
Segundo o relslorio do ex-presidente desta pro-
viucia o muilo digno coosclheiro Penna achavam-se,
e ainda acham-ee, nao providas dos respectivos pa-
radlos treze parochias privados assim seos habitantes
de todos os soccorros da relgiao. Em toda a pro-
vincia apenas eiistem trez missionarios, destinados
para a calhechese e civilisacao dos Indios!
Alguraas escolas o ensillo das primeiras letras es-
tao bsm mal providas: um conluio de vadios, paral-
vilhos c estpidos sao os professores, salvo urna ou
ootra honrosa excepcao. Urna das cadeiras que se
acha bem provida he a de Alvellos, oceupado pelo
Sr. Felisardoque, segundo coufessao pessoas habis,
reunem si os coodecimentos uecessarios. E devo-
tos a essas tradicoes, dizemos qoe he inconlestsvel
que S. Exc. o Sr. Dr. Miranda fez umaloptima ac-
quisicao.
O governo deve quanlo aoles expedir as mais
positivas e terminantes ordens para que na provin-
cia sejam todas as aldeas e parochias prvidas dos
respectivos parodio* e missionarios afnn|de quo estes
prestara as medicina espiritual aos Indios, a princi-
pal recurso a acabar o estado corrupto de moral em
que se achsm: quanto mais se aproxima a poca da
civilismo e moral, mais della elles se afaslara, con-
servando-se anda no gremio da barbaridade como
dao prosas em cumiantes roubos e sstassinalos qne
soem praticar-nos passageiros que as proximidades
de suaa habitaces possao; chegando a nao hesita-
rem em vir assaltar os mesmos passageiros a margein
dos nos.
Um desses relos de barbaridade acaba de verifi-
car-se a rousa de um mez pouco mais ou menos em
trez infelizes. conseguindo unicnmeole urna das vic-
timas fugir poeto que gravemente ferida com urna
precha: os aggreesores evadiram-se com lodo o des-
canto em seu bel prazer, e segundo as iuformacOes
que nao psssam por duvidosas, pertencem elle a Iri-
bre tfaraquie.
A que pdeos atlribnida a reprodocao de factos
dessa ordera senao a ralla de moral qoe se resseute
na raca indgena, no que tem havida o maior ndi-
ferenlismo?
Supponho, meu senhor, haver-lhe feito urna suc-
cinla synopse ou ezposicao a rudemenle, demons-
Irnr-lhe como marchao os negocios a respailo de al- i me9"><> um circulo vasto, vasto he o liorsuu'te por
deameolos.
manufactura pertenre a eslabeleeimento dessa or-
dem, estavam empregados oito ou dez oleiros desle
numero eram trez pretoseu resto africanas livres
queja se teem bstanle aperfeicoado no oflicio. Se-
gundo a acliv.idade com que trabalhavam pode-se
certamenle calcular que cada um delles diariamente
possa fazer de- cen a cenlo e viole lijlos ou de ses-
senta a oilenta tedias.
A maior parle dos lrabalhadore.< eram Indios que
preslavtra nao pequeos serviros, mas, segando fo-
nos informados, tendo fompletado o pra/o ealabele-
cido nao quizeram elles all continuar no nervico, e
nao ha uai mez que se retiraran), ao que S. Ezc.o
Sr. Dr. Miranda, reslringlndo-se as ordens que vi-
gorad acertadamente julcu nao dever oppor-se.
limparativameiile porem a distaocia em que esta-
mos da ultima venda de seus productos, ao razoavel
calculo que cima enunciamos e ao numero de vinle
e lanos trabajadores dirigido! ininterrumpidamen-
te ,Mc a reliraJa dos Indio) aje aeu respectivo ad-
ministrador, eslranho que a flalidade dos produc-
ios da fabrica em deposito regale metade da do nos-
so calculo, accrescendo mais, que dcstes existentes
devenios deduzir urna grande parte correspondente
ao resto que hayia licado da ultima veuda.
Nesse estabelcimenlo nao ha edificio algom de tal
ou qual importancia, s se a isso se quizer chamar,
se bem nos recordamos, tres lelheiros ou entes todos
(seu verdadeiro nome, por isso qne inda estao como
expouho) parte delles coberla de palha e parte de le-'
Iba*. As obras da casa ; que no lempo da adminis-
trarlo do conselheiro Penna, havia sido comecada,
destinada para residencia dos redores e para arreca-
dar os productos do eslabeleeimento, pequeo impul-
so lem lido, e esle, segundo consta-nos, limila-seem
haverem gradado com ripas os caibros do tediado,
inda nao caberlo. As paredes que formara o racin-
to da casa conslanjnor ora smenle dos esteios que
sustentara o I el hala-, faltando porlanto, como he uso
ua proviucia, formar o engradameolo de forquias de
tahuas ou ripas.e encher os vaos eom barro e pedras,
e o mesmo falla praticar-se na divisan interna.
O Tornos onde se cozinham os productos da olaria
sao subterrneos ( nao sabemos o nome que Ibes
dao os homens das scencias exactas a designar o lal
modello e uao nos parece o tal modello mu conve-
niente, a causa Ihe daremos em oulra occasio se
pudermos com junta base emillir uossa opiniao, ua
materia.
Xoticias diversas.
^ -N dia- 9 ou 10 do cor rento, o uiuito digno jui de
direilo Flix Gomes do Reg, lomou interinamente
possa da chefalura de polic ia.
Tendo no dia 7 do crreme, chegado de Obidoa o
bacharel Marcos Antonio Rodrigues de Souza, jaiz
municipal da capital, tomou interinamente posas do
cargo de juiz de direilo, por impedimento do Exm.
Sr. Dr. Miranda.
A 2." sessao judiciaria do presente auno que havia
sido adiada conforme j Ihe communicamos aa
Eriraeira missiva, foi anuullada pelo intelligente Dr.
[arcos Antonio Rodrigues de Souza, que hoje inte-
rinamente exerce o cargo de juiz de direilo, convo-
cando novamente os cidadus que haviam sido qoa-
bficados afim de comparecerem a ses tura lera lugar no dia 15 do prximo futuro mez.
Louvore ao Sr. Dr. Mareos, que nunca deixoa
duvidoso oinleresse que toma peas justica publica.
Saiba que estamos u'uma feliz espectaliva At
hoja nada Ihe haviamos dilo sobre o Dr. Joo Pedro
Das Vieira, ltimamente nomeado presidente desta
provincia, por nao termos d'elle maior couheciraen-
to ; mas ha dias fallando oora o Sr. Dr. P. L. Leao,
hornera sizudo em toda a extensao da palavra, e
d'elle buscando mais ampio conheclmenlo do Sr. Dr.
Vieira, o Dr. Leao declarou no modo seguinte : o
Dr. Vieira couiem em si as qualidades que desig-
nara um prestaute cidado : o governo fez d'elle
orna boa arquisigAo.
Protestamos desde ja com a mais estricta imparcia-
tldade, tiarmonisando-nos cora os respeitos de queja
nos he credor, referir Ihe todos os seus actos.
9 de dezembro.
Meu senhor.Cada vez mais nos convencemos
deque esto provincia naurragou no regresso perden-
do de vista algunias das suas irmias, que se elevara
pelos patriticos espirilos congenilos daquelles de
quem cada urna dellas roi o berco ; e urna deltas he
essa provincia,'-m torno da qml os lyocesPERNAM-
BUCANOS volvem sua penetrante vista, e nica-
mente a elles deve todo ose realce Oulro tanto,
on nem a centesima parle, succede a esta inteira-
inenle abandonada proviocia.
O vapor Mar j recolhea-se a esle porto de volla
de sua viagem Santa ( 2. linha ) no dia 1 do cor-
rente.
Iurorma-nos o seu commandanle que em todos os
pontos da escala nao se raaaifestou nos nimos de
seus habitantes senHo urna profunda apathia, um
verdadeiro indifferentiimo aquillo que no priucipio
nos parecen aniraa-los ; por mauirestarem enlao fer-
vorosos anhelos pela chegada dos vapores, e logo
qoe esta se realisava Vinhara pressnrosos visita-Ios,
e saber o que havia de estrepito ele. ; mas qual 1
actualmente chegara os vapores, os moradores de
taes lugares se estao deitados .( ociosidade iudestruc-
llvel ) move-se ah Vmc ? assim elles all fazem. Os
mesmos foruecedores da lenha, que serve de com-
bustivel ao vapores, au cuncebem ua idea que a
navegaco a vapor foi inventada para viajar-se com
rapidez,' asseniaono verem demora-Ios o lemfto que Ihes parece, por isso
qoe uns nao se recordando de seas compromisaos
deixam de tr lenha cortada, os oulros que a tem
coro muila morosidade tratao do seu embarque,
como que eslivessem fazendo'grande favor ; vend-
se o commandanle desta sorle obrigado a mandar a
tripolaca da barca corlar lenha as maltas para
sobresalenle, prevenindo que ella falle nos punios
em que exialera os encarregados de sen fornecimen-
lo; uao-duvidamos que ainda aucceda alguraa via-
gem depois de encelada, ser interrompida pela ne-
gligencia de homens, cuja intelligeneia lacanha nao
Ihes permute eonhecer u prejoizo de lanto delexo !
Mas estamos ao mesmo lempo convencidos que o
Exm. Sr. Dr. Miranda nao se poupara a providen-
ciar mui terminantemente, para que nao padeca in-
lerruprao a navegaco do* vapores, por isso que
conliecidamenle compete-lhe, visto qoe os acluaes
foruecedores a quera he paga a lenha a razio d qua-
renfa res cada acha ( umafachasinha de lenha por
quarenla res !I ) nao sao os mesmos corladores, mas
aim o Indios, sob direecao do administrador da
provincia, de cujos sen icos taes fornecedores se
ulilisao sem que por isso elles percebam a menor
paga alem.de algum golbe de cachaca.
A immoralidade tiesta proviocia vai subiudo con-
sideravelmente. .
O commandanle da fortaleza de Santo Antonio do
lea ( segundo nos cooiaram ) havia abandonado o
seu posto com os soldados do destacamento all po-
tado, e sido encontrado- na factura da raaiiteiza
de ovos de tartaruga !! Eis o modo porque se acha
nesla proviocia distribuida a forca publica !!...
Consta-nos que o governo peruano mui breve-
mente mandara postar dona vasos de guerra para
estrearm a guarda das suas fronteiras limilrophes as
desle imperio, e mais quinhenlas pracas para guar-
nece-era diversos pontos das meamos Ironleirai.
Nao servir isso de eslimulo'ao uosso governo *!..
Segu neste vapor Tapaja: um cidadau peruano
nomeado pelo governo da repblica cnsul na pro-
vincia do Para.
Estpor ura Irii a naufragar para sempre o anuo
de 1855. Isso vehementemente designamos por a-
guardarmos a partida do Sr. Joao Wilkans de Mallos
para a corte no mez de abril do anno futuro, para
lo.oar asiento na cmara dos deputados, onde asa-
mos convictos de que elle desempeuhar tal misler ;
e assislindo-lhe muilo patriotismo nao deixar Con-
tinuar esses estrangeiros a se quereram fater brasi-
leros, apresenlamo-Bos gratos ao seu elevado pa-
triotismo !
Pelo seguinle vapor dir-lhe-hei era duas palavras
a cania do arreigo ao regresso qoe lera feito ella
provincia.
Icannol be longer: until Ihe first time.
Your humble Servant.
O /io-negreiue.
Boa-P*itia, ou mies o terreno, em que houve algum
dia ors eueenho com e.se nome. E o que havia
tentar o incanaavel e corajoso Sr. Jo* do O'? Urna
colonia, que moilo augmentara a belleza deala cida-
de, o germen de urna Nicllierohy. Para issoconlra-
lou colonos portuguezes e nacionaes, .dando-Ins
pareara nos lucrosalm dos avlleos que Ihes faz;
afora* o terreno com a vanlagem de se nao pagar
don anuos ; e sendo eslabeleeimento fabril ou agr-
cola, oulro qualqaer. s paga depois de eslar traba-
lliaudo. Mas que decepees nao lera elle lido, ca-
pases re desanimar a voatades menos enrgicas e
decididas ? o cholera dizimou-lhe 0< colonos ; ou-
lros rugirara I sera pagarem-lhe ; os que restara
alteroain-se as doencas ; os invejosos procurara
desviar os que qaerem para la ir ; soffreu prejui-
oa com urna iuTratifera coramissao para o Cear ; a
maioria da assembla lm matado quanto projecto
se apre*>nla ent sentido ravoravel colonia, nao obs-
tante o que dase em seu relatorio o mesmo Sr. Pin-
to, e a proleccaoque quer dar-lhe o Exm. Sr. Reg
Barros. Mas, a Colonia vai zumbando de todos es-
tes obstculos; conla ja oilo familias alm dos in-
dividuoi que lem feito arren lamento ; cada dia
apreseula urna cousa nova ; j manda veiduras ao
mercado da cidade ; j se vai paasear l aoa domin-
gos e ja alguns negociante*, amigos desta boa Ierra,
procuran) rundar ama associacao com o lira de aug-
mentar a povuarC.u, abrindo estradas, construindo
creando una escola de aaricultura, etc., e mandan-
do vir ura vapor para mais f.icilidade da communi-
cajao I Vejamos florescer a empreza do Sr. Jos do
O e coroados os seus trabadlos.
II
E de poliliea iremos lamban assim ? Oh nao se
pergunla : e tal de ella, qaa s pusso pinta-la ci
ule emprestirno a um montador do Pegaso .
( J vi melhor,
Peior j vi ;
Mas cousa aasim !....
a Eu nunca vi.
15
PARA'
de dezembro. -
O meu Para I... el-lo ahi oulra vez bello, como
sempre, como antes do terrivel 26 de raaio Rello-
resce o commercio e com elle s riqueza publica e
particular. A ulil e patritica companhia do Ama-
zonas cnutina com a sua linha de vapores, a dar-
nos noticias freqaenles de quasi lodos os pontos da
provincia do Amazonas, o rio Uiganle de caja ar-
pa nao denm dia manar correles de ooro e prala
pra festilisarem o Brasil lodo e toda a America. A
alegra est em lodos os roslos ; sign.il de que nos
corarue- est o conteutsmento : fr.i-e o cholera !....
Foi se, on etlinguio-se ?.... Es.tiu.clo ou encholado,
nao alardea mais o aeu furor por estas ras, conten-
tndose o molino cora alguns, que acaso pilha, im-
prudentes ou casados eom a porquidao : nao se
contara os morios por dezenas, ha dia* de dona, e
ha dias em que o Treze de Maio nos di/.: Falleci-
dos zero.OU Ao co devemos esle beneficio, he
verdade: na* o cuquerqueo hornera Taca algum,
cousa ; nao cruze os bracos. Tivemos esse liomein,
porque temos na administrar-So da pr.-viucia o Sr.
conselheiro Reg Barros, qae n,.oso limita roti-
neiros expedientes e demsses ; e lendo Iracado a
encherga
ca tinha
no Pfci
rio, enu,
ou seria ella
cousa assim, que o poeta que
cousa que ninguem encherganuu-
devia de ser... o que ? um phenome-
o he urna cousa rara, extraordina-
n.lo vista se nao de maravilha !...
numero desses que pas*am por alto
as primores.'... nao digo bem, os che/es obra da
natureza d'arli. e embasbacam vista de um no-
nada Onde Mocaremos a tal cousa ? Na classe
dos phenomenoi dos prodigios, oa das cousas ordi-
narias ? Creiidi na agudeza do poeta, ao menos por-
aue,tantos agudos juntos denunciara muila agudezas
julgo a cnusa um phenomeno. Os ha tao especifico,
e originaos, ase o-jlrus podem excede-los no mais
ou no manosf porm, igualarem-nos, nao. Ha mi-
xinifadaii, tao troporcionalmente combinadas, de le-
veza, ruiudade. imprudencia e arrojo, qae o espiri-
to, ainda o ma s adiado, nao Ibes acha nma classe ;
as vsosinhasi isoladas ua vastidao do universo, e
he obrigado a tirar-Ibes o barrete e exclamar com o
vale : '
niesmai condicoes esla o seu correipou-
Ji vi melhor,
o Peior ja vi;
I a Mas cousa assim !...
. <* Inda nao vi.
as
denle.
Dispersos desanimados andavam os Russos com
a tomad;, de Sebastopol : raros, e raras vezes appa-
reciara no campo, contenlando-se de repelirem pe-
las toja e bolitas o queja linhara gritado na occa-
sio da lula desastrada intrusao, illegalidade !!
Entretanto, iam trabalhaodo os intrusos e dando a
provincia leis, iue merecern a sanrcao da presi-
dencia, e militas discassea brilhaules e de ioteresse
se ouviram Ciega o agudissimo e valeotissimo Pen-
nickojf, rauda-ae a scena ; os di*persos se reunem ;
os tmidos se encorajara ; os desalentados se reani-
man) ; os frios lomam calor com o novo plano de
ataque, engendrado no mero das cuins de leite e da
carue de Marai.a Vosssandaram apatelados.iaalur
siye vos, illustradissimo Sr. Dr. Castro ; e tambem
vos, eloqirenlistimo e sapieniissirao Dr.Nunes,aperar
do vosso peratrainho neslas materias. A Intrusao
de ura maio qae s lembra caberas oucas : a inte-
rinidade, sim, a inlerinidade he que ha de derroca-
los! Que achais, senhores '. o Pelai miabas bar-
bas, ilissi um de barbinhas nao dara nunca por
este meio E eu seria incapaz do concebe-lo, por-
quanlo nao u vejo na rainha papeleta. Mas eu,
de cerlo o descobriria, se nao andasse atarefado a
combinar o limito com a lanceta. E... perdao,
meus amigosse lenho proferido oulros a/faires-io
importara issimo de levant ir-vo< e a raira do abati-
nieiito em que jazemos, nao fui porque en pensasse
subir ao apogeu da gloria.cora um p na lanceta e
outro no ioto ; sim, porque a liumanidade soffria
por faifa de un remedio heroico, e eu, eu que vos
estoii fallando, prefiro a liumanidade patria, a pa-
tria familia, a familia a mira mesmo 1 viva,
viva, muitobem, raudo bem '.
O humanitario foi curaprimentado pelos assisten-
tcs.
lies: a, conlinuou o Pennikofi, qne vos entre-
guis a' rainha disrricao : fazei o que eu fizer; re-
pet o que eu disser.Sim, mis o proraettemos.
Armadas coma interinidade apresenlam-sc na as-
sembla. S9o l; mas devem ficar torios de um la-
do para nao se extraviaren), e para isso introduzera
novas cadeiras e alguns ticam assenlados de meias.
n Sou a bocea da maioria, diz o escolhido orador, e
venho reconhecer a legilimidade da mesa, qoe os
meos rom minen les pretendern) desasadamen le com-
haler, vendo oh meu Dos! em que se metleram !
que o Eira. sr. presidente sanccionava-Iheasleis!!
Mas penssndi, noctesque diesque, como otstomo,
nos negocios da patria descobri oh bois de Ma-
raj quanlo vosdevo! qoesois interimtX (sensa-
caogeral: conleaJUraento na direita.) Sim; quan-
do voa elegeram aquellos qae aqui se apreieularara
no dia marcado para a abertura, elegeram-vos inte-
rinamenU para irdes servalo al que nos reunisse-
mos em maioria : nem oulra poda ser a mente des-
ses eteitores, veudo elles que en ca n;li eslava, na
eslava o Sr. Ferreira; estes doua senhores eslavara
escondidos do cholera em Igarap-mirim ^'eoatros
estavam razando povo no cirio de ->o*sa Ssuhora de
Nazarelh. Porlanto, agora que somos 15 e maioria,
ponda em disoossao o meu projecto, a eleic.au da me-
sa aflectiva.lia contra o vencido. Appello para
mim, eos meus.He contra o regiment.Pois en-
lao nos retiramosI...o E de frito, reliroa-se a um
de fuodo a illaslre maioria. Ollicia-se presidencia
para chamar sapplenles, vista do occorrido, e le-
vanla-se i sessao portaIta de numero.
Foram-se; mas voltarara no dia seguinte / Esta
yoIU patritica que vinha substituir s que-les de
inlcresse publico quesloesinh.is de ciuines de assen-
(o, me letabra urna poesa modello, da coraposicao Ido I !...! '......
de cerlo aggressor do Parnaso, que nao he nenhuma .....Nao hoi
cousa roiin.
as brigas de eu com mea bem
v Nao se mella ninguem ;
ci Porque, os arrufos passados,
Oa'eu voa, oa ella vem.
Yodados, volla a' carga o vleme general; insis-
te na sua exigencia da veapera : tambem o presiden-
te que sangue-frio opposla/a' tanto luror I in-
joude estende as suas vistas, que se demorara sraen-
Na nossa missiva passada tambem de lava (aliamos IJ" no 1ue deve merecer a altenc.'o de urna alma no-
tare a olaria provincial, e a elle ainda uos referi- bre> B l'"-le inieressai realmente ;i provincia. Nao
quero ainda dizero meu pensaineiilo sobre a admi-
so
mos.
Nao qoerendo nicamente cingir-nos as infonna-
ces mais ou menos injustas, nio nos queremos ruc-
iar a, para cora mais exalidao Ihe darmos urna bre-
ve noticia do seu estado, fazer mo* ama visita a esse
eslabelecimenlo de tao urgente necessidade.
No dia 12 do cadeule mez tirara-nos de nossus cui-
dados e la eslivemos. Primeiro que tride notamos;
alientos as circunstancias pa provincia, muito asaeio
e urdeui, njo sabemos si devidu a prevenidade a vi-
sita que nesse mesroo dia, antes de nossa chegada,
havia S. Exc. feito a esse eslabelecimenlo ; mas in-
da que assim fosse induz a crer que ea S. Esc. o
Dr. Miranda nao existe abrigo a qualqueT neglicen-
cia que por ventura baje na sua direecao, por i sao
que nesaa occasio hesitaran) moslrar-lha qoalquer
proya de deleixo.
Na fabrica de lijlos, tedias e mais objeclos caja
nislrac.io do Sr. Reg Barros : o meu collega en
chergaria na minlias palavras una adularan,' como
enederga odio no quo temos dito, em bem mesmo
de certas individuos. Faco apenas nolar que urna
niorlidd hvgieuica, de que se nao lembrou o Sr. Dr.
Castro, ehefe da hygieiie, maiaoceupado cm sangrar
o cholera o rofi igera-lo cora Unto, do que cm pro-
curar a causa do mal, fii lembrau'a pelo Exm. coa
selhciro o asseio das casas! E quautas, uessa
eorrecgao, foram adiadas inmundas, asquerosas e
inhbil ivefi mesmo ? !....
Por este lado, e em ludo o mala que depende da
presidencia, estaraos salisfeitos. Urna falla sentimos
e essa bera sensivel, a falta do Ilustrado e recio Sr.
Dr. Campos Porque lano se demora era vir aju-
dar a presidencia a completar a felicid.ide de sua
patria ? Estamos cerina que o patriotismo nao Ihe
sollrena a mais pequea demora, ae elle soubesse
como vai a reparticaa de qaa he ehefe.
Defronte e bem perto desta cidade, na margein
~, opposla do nosso Guaraj, fica-nos a illia das tncas;
l^H^r^.?. n m""""'* aincaria dos propr.elarios tornou-a um deserto, e
Z imZc^caTy\rT^^:3: "a ^1 'P^am-se com dizerem que a ilha he toda um
razara u^ro os m hahiura?^^ "d" d8^*T",*- Ah, na parte mal. fronteira cidade,
fazem uzo os seus habitantes. "| com9,oa 0 Sf. ]os6 uo y, A| ida t
aisle na sua resolucao anterior, e negao recurso pa-
ra os 15. Eula litaremos aqui mudos e quedos
nai nossas cadeira*, e nao tomaremos parle nos tra-
badlos. Segundo o asi. 193 do regiment ne-
nAum deputado pode recusarse de votar, salvo se
nio tiver assislldo aiscussilo: porlanto, se a di-
|areita nao quer votar, deve retirar-se.a Que enlala-
cau como se de-faz assim com duas palheladas pa-
chorrentas o mais bello plano qoe jamis concebeu
urna cabera de homemls Que escolbem, meus
amigos? ou comer ou verter : aqu nao ha meio....
Fiquen os, porque a oosaa retirada seria urna ver-
gonhosa debandada. Sim, fiquemos; porque eu
precisla rainha diaria.E eu nao posao-a dispeu-
aar.E eu.Mais eu.E eu tambem.
Ainda aem; nao ficon a provincia sem a sua maio-
ria de prcdiieccao.
Entra-ie na ordera do dia: consultada a cmara
se contrallara objeeto de deliberarlo ein-segunda
leilura) os projectos 445 e 44o dos senhores Dr. Sal-
les e Rodrigues com asuadireila volaran) a inuti-
lldarie e insignificancia dos seus projectos.' E um
delles auloriaava o governo'a garantir ura premio de
12 a 15-Contos a quem raonlasse ua provincia appa-
relhos novos ou mais modernos para fabricar o assu-
car, que imada boje importamos! Mas que quer? !
Elles cun'.priara am compromisso; enlregavam-se
discricao. -~
Entrando era segunda discussao o orcamcnlo, a
direita volou logo coutra a volado nominal reque-
rida pelo Sr. Dr. Tilo Franco de Almeida. E de-
pois?.... ndamenos do que alirar de carabalhota
lodo o orea ment, e cora elle toda a raceita e des-
peza de 1856. Ora, se eu disser que os motores an-
dan) com as cabecas cheias de ideas velhas e caruu-
chusas; qoe querem agora por em obra aquillo que
as opposicoes mais iufrenea recouheceram ser urna
loucura rematada, hao dse zangar os humeas! Ne-
gam pao e agua ao governo e fazem como o sargen-
to enfezado: Pe direilo, firme ; en/uerdo nio se mo-
ve ; odiante, marcha Ou quererau, quera sabe 1
ae a presidencia pague Coa seus bens ou do seu or-
inado oa M9 decretado, por cada cabera de gado?
ssim nao vale a pena ser presidente.
Quaodo estourou-lhes a bomba sobre as cabejas,
ficaram allonilos e pasmados da sua obro : n3o pen-
savam que rejeitando o primeiro artigo prejudica-
vam lodoorcamento... Tambem os meuiuos em-
bashacam elles s qiieriam queiuiar us carocinhos de plvora
que eslavom na emboccadura. La vai correndo para
a presidencia o agudis*imo restaurador.il Senhor,
Tui eu o escolhido para dar a V. Exc. todas as expli-
cacesqua exigir, dos nossos maireilosde hoje ; e
cora muitj gosto recebi a honra deste mndalo, por
quo he mui juslo que seja en o orgao reparador
das loucuras que pralicaram por se deixarem levar
por esla rainha cabera. Nao foi a opposicao V.
Exc, Uo poderoso, Uo rarle, (3o superior";! nos, e
pudendo esmagar-nos, a regeicao do orcamento
na aa
n, fe
tr. As
(*) O Dr. Lobato, qne em commisaao do governo
visilou Inda as povoacoes a margen) do Rio Nerro.
1 t 8 Pois bem; 1 8 = san 9 depuiados da -
querda pelo circulo da capital; -7 5 fpelo circulo
de Saularein) C pela voas Camela), 20, aos
quaes se bao subinelter os 8 que vos ftcain; se muito
Irabalhardes. A visla disto, como nao odiar de inor-
le a esse anuo que he o prugnosllco da oossa ruina?
Se agora 15 fugimos da 13, qu ser qoando forraos
8a esses incerlos contra 20?... Decida V. Exc.
mesmo, se lemos rallo uu nao...
Tem, duas veies lera, Ires vezes tem!.
Tem rnzo i carradas, tem razao a viniera.
Mais urna prova exhaberaute da nossa dodi-
cactlo nobre pessoa de V. Exc. e do uosso Salo
pela replselo de V. Exc.: mas peco uiua conferen-
cia secreta, assisiida aqu pelo Sr. Tilo FriBeo de
Almeida, a quem vou convencer de urna i ufana ara
prajuizd da illihada honra de V. Exc.
Fnrtunara Pnami. caniabo, et nobile belluta.
Quid riignum tanto ferel hic prornissor hiald ?
Parluriunt montes, nascetur ridiculus mus \
E foi o que succedeu. Mas oucamos : a O anno
passaio em Marojo, cora a mais extraordinaria, es-
Iranliavei e inqualilicavel audacia, alardeava de do-
minar a V. Exc. aqui o senhor. Por 300J arrancn a
soltura de um preso, dizeudo qae consegoi-la-hia de
V. Exc, se la h'a nao dessem. Paimei, Sr., quao-
do ferio-me as orelhas um tal allenlado, arripiqa-se-
iiie a coma ; a goela estreilon-se-me, a nao pude
dizer nada rMas guardei em mim o caso, para vir
roma-lo a V. Exc. u'uma occasio como esta, em
que elle vem muito ai rem demonstrar a sem razao,
com que o presiden le da assembla nao quiz dar-se
por interino, 9 rejeitoo o mea recurso.! Se o pro-
motor conhecesse a sciencia de Lav-ler. fugiria de
vergonha... mas, felizmente para elle, 1180 ljjtaas
pliisiuiioniias, nem pensameutos, nem aentimentos.
Deixou-se ficar para ouvir a deteza e a senlenca :
Em Maraj, contrarei, entre ootras causas, a de
um hornera que aecusavam de furto. E prevendo os
interessados na cundeoiuacao que o advogado feria
valer peraule o jury a justija de aeu cliente, e que
por conseguale cadiria por Ierra essi acensulo evi-
dentemeule falsa, recorreram ao expediente de re-
crular o aecusadu. Fiz-lhes ver a iualilidade desse
meio, porque sendo feilor o reorulado, linha por si
as mslruccOes ; a qoe oSr. presidente, que tinha o
cumprimeulo da lei, allenderia representacao do
rerrulado e o mandarla aliar Inmediatamente.
O .-sr.'Penna ouvio, sera objeclar, ,1 auniquilacan
do sea gigante, e ouvio tambem estas palavras. O
Sr. Dr. Tito pode continuar a comprometter-me
assim, e atsegurar a todos que licerem juslica, que
eulh'afarei. *
A Caliope invocou o cantor dos Lusiadas, para
inspirar-lhe o que aa rei contou o Ilustre Cama. A
quem invocara o pebre correspondente nos apuros
em que se acha,a quem pedir um eslylo grandiloquo
e pomposo, digno das glorias que vai celebriaar ? I
Inspirar-me-haa tu, gaioleira Thalia, tu, o flagello
do pedantismo e da Tmposlura ? Nao ; o assumplo
he muito serio e elevado para o classico Scco. Ins-
pire-m genio, qu inspira os 15, o genio das ba-
ga ledas, venda elle dizer-me aqai ao ouvido o qne
tem medido naque I las dou las cabecas.
lio o 11 de dezembro. Talvez eniergaudo um
proguoslico nos dous algarismos deste numero, ir-
maos muito unidos,, mas qae qaalqaer Iranslorno
ra-los parecerem duas langas em risle a accommel-
terem-se, quiz nesse dia o Sr. Penna fraternisar
cora a minoria, fazendo as reclamaces do costume,
porem com menos agrura. Respondu-lhe. o seguu-
do secretario, o Sr. Dr. Tilo, que nao insera oa ac-
ia a declararlo do Sr. Penna, primeiro porque nao
ha declaraco de voto, onde nao ha volacilo : seguo-
do porque .nculcava-se vol da assembla o que era
voto de 15 : lerceiro porque nao se podia considerar
votando os fue di*seram muito solemnemente que
nao tomavam parle nos Irabalhos : quarlo, porque
a honra da assembla, e a caridade mesmo para
com os protestantes, acouselhavam que se deixasse
no esquecimentoas indecencias e deshonestidades da
declaraco. Os senhores Rodrigues e Penna nao es-
Uveram per isso: e tomando a palavra o Sr. Dr.
ftasdemonslrou a procedencia das razoes do segun-
ivjasairetar,,,, e u, recousideracao da quarta, disse
qae eram tac* os insultos dirigidos na declaraco ao
digno presidente da assembla, qae a' serem com
-de, sua nica resposia aeria romper o papel a quera
llioapreseniasse.a E eom a acejao acompaohou o
dito.... Eslrondosos apodados oa esquerda ; silencio
sepulcral na direila, pallidez de morle em lodos os
rollos, o pasmo em lodas as ptiisionomias......
Levanla-se o Sr. coronel Magalhaes, atlenrao e
curiasidade geral) e diz : Sr. presidente, requeiro a
V. Exc. que laca cuinprir o regimenlc ; nao consin-
la que as discussoes ;ehoave-a?) as diieussdes
desta casa (moviraeoto mais profundo de altencaol
lomem parle as galeras. (Decepcio geral..'.) Esla
ngauado, disae um depulado da esquerda: nao
houve manifeslacao ; as galeras, o medo he
querer crer ao Sr, coronel qae Ihe vinha pelo
encalco um grande exercflo. E quando houvesse
perigo. dase oulro, um golpe de lanceta o alguna
pingos de limio sanaran, lado. (O Sr. Dr. Castro
mecheu-se, acta a muida declaraco ? perguntdu o Sr. Penna.
N3o vio o nobre depulado o destino da sua decla-
raco ? Se lera o borran, mande para se copiar.
Nao tenho : mas diga-s na acia que. que um uru-
b a carregou >uppde crnica pelo redor qoe ex-
dalava.
Oulra inspiracao do genio das imprudencias. O
sondo conslante do Sr. r. Castro be a cadeira !
Para reave-l nao poupa meio algara por mais in.uf-
hciente que seja. Asaentaram dizera os'maiores
da direila era mandar fazer urna chave (11) para
abrirem a assembla e empoleirarem-se jas cadeiras
suspiradas, doudeeoniavam nao ser expulsos, porque
sabem raudo bem que as armas da minoria sao a ra-
zao'e a lei,cousas,que para elles nao lem'sigoificacao.
Mas o Terreiro que nao eslava influenciado pelo
aeino, (emeu as consequencias, edeixou-o em falla.
E pois. desde aaaUsJIB da manhaa (ninguem o crer.i
-. foram anrrrtrWaf-se porta da assembla,para
serem os primeiros que entrassem, e enoarapilarem-
se. L eslava tambem o velho do melhor senso, o
vice-presidente da provincia, o Sr. Miguel Anlouio
Pmlo de uimaraes, sem ler tomado a sua taca
de caf com pingos de limio, com risco de urna n-
vaafa do cholera que nao resneila os servidores da
patria, ou de constipar pelo sereno a que ja esta
desacosliimado, e que he tao prejudicial aos cache-
ticos. La elavam lodos 15 ledos, salisfeitos palpi-
tantes de alegra; loncos pela victoria, apezar das
recommeu.laces hygienicas do doutor coolra os ex-
cesaos, quando ouvem am leve ramoi la denlro,
dislmgaem pisada* que Ihes parecem as dos geran-
ios carados pela lncela e pelo /imito ; abre-se urna
porta, e elles veem dous deputados da esquerda :
um philosnphoe um padre a passeiarem no terra-
houve remedio, senao ficarem a esperar,
das 5 as 9, quatro estiradas horas, odiando por des-
enfado para a nasceute colonia de Nossa Senhora do
O que la' da oulra margen) do Cuajara' parece ap-
plaudir a mamac.io dos maiores, que tao acinlosa
guerra Iba eslo fazendo.
Enfraquecidos pelo rorcado jejum recasarap dis
culir, e com essa recusa, qae eu chamarei fWca de
quanttdades negativas, preiudicarara a quanlo pro-,
jecio se leu nesse dia, at Tjne reslabelecidos um
pouco, ou inspirados desle novo capricho pelo gebio
das incoherencias, levaularam-se e dinerara : Sr.
presidente, agora queremos rofar.,,! Votan m,
mas para derribaren) o orcamento municipal ; um
projecto do Dr. Leiao que creava urna caixa de 50
conlos para ajudar as eraprezas da colonisacao ; e
oulros de nao menos ioteresse e necessidade.
No dia seguinle ao da grande scena, comportarn)-
se sisudos, inteiramenle carados da febre reclama-
toa e da interinitis. Parece que mesmo em taes
doencas lem lugar o aphonsmo : Quir medicamento
non sanat, ferrum anal; quiz rerruin non ta-
na!, ea ignis sanat. .
No da 13 do crrenle deu-nos o TYj de Maio
um proteslo on declarado da adhesao'a direila
pessoa do Ex.11. Sr. llego Baos, depois de Ihe ne-
garem puo e agua '.... Que* condece o sea erro
deve corrigl-lo, como poder a duvida esta' era pe-
garen) as bichas. I.eiao mundo esle padrao de eter-
na gloria para os signatarios, applauda e admire a
Tresquidao com que .esses maiores, ja" no fim da sua
legislatura, prometlem approvar todas as medidas
da presidencia,|dao-lde um poder djatTconario (!!)
em circumalancias rora de le, eaajr^embaracos qae
elles mesmos crearam remellando o projeeto que po-
nha em vigor o orcamento do auno passado. Nao te-
ndo tempu para copiar senao um .trecho ; mas ex-
dgito gigans...
Porm os abaixo assignados desejando dar a V.
Exc. a mais significante prova de sua addesao a'
pessoa de V. Exc. e da franca e leal coadjuvacao,
que esiao dispostas a prestar a sua administradlo,
apreram-sc ern desviar a primeira auloridade da
provincia da cada, com qae querem esaacular os
poucos (cum elTeito 13 he peuco para 15) senhores
deputados, que enleiiderao doder inleressar a V.Exe.
em urna qnestao, que Ihe he bem conhecida. Nesle
empendo us signatarios se apresenlam ans (he acu-
sado) V. Exc. para lerem ((ornaren) he mais polido)
a honra de depositar ua sua dexlra lorie (bem disse
que ahi andava medo) e juslicero esle memorial es-
cnpio nos pacos da assemdlea (aera' verdade?) pelo
qual significara a Y. Exc. que innimemente deli-
beraran) coraniuuicar-llie como penhor de sena sen-
limentos ntimos (.le macdiavelismo e esperteza ?)
com V. Eic. que eslao disposlos todos a approvar
lodas as medidas, que V. Exc. adoptara respeito de
receilas o despezas provincial e municipal, sem he-
sitaren) mesmo ( ol! qne araros I qoe sustos! aeu-
da-se aos homens ..) em con/Uir-lhs poder diteri-
cionao (..!...!...; certos e seguros como estao (mas
as correspondencias o meu cc nio se raoatra 13o
certo e seguro) dos principios econmicos, do carc-
ter firme, e dos senlimeulos honrados, qae enoobre-
cem e ia\o distinguem a t'.F.xc. tima re; que o
genio ia mal sera' condiro do carcter firme e dos
seiilimeutos de S. Exc. ? ) conserve em contumacia
o presidente da mesa oara obstar a promulgaran (qae
hypocrisia .'..., de aclos legislativos que notorisem
Antonio Plmenla Magalhaes.
Manoel Jos de Siqnera Mendos.
(Obi que be de do padre ou congo ? U' nao brisa
por esla falla?) "
Pedro Honorato Correia de Miranda.
Dr. Jos Ferreira Canlo.
Joaqun) Mariano de Lemos.
(Devia fiearla'juniinhu de gimbongo.)
E. Antonio de Oliveira Panloja.
Padre Prudencio Josc das Mercas Tarares.
Dr. Marcos Antonio Pereira de Sales '
-Manuel Antonio Rodrigue.
Francisco Anin o da Cota.
Manoel Roque Jorge Rlbeiro.
Antonio Iticirdu de Carvallio c Peana
^(Vaobem guarnecidas os reertius: at podem
sempre cposamos as ideas poltica de V. Exc.seui- a receita edespeza provincial e municipal para u an-
k-??""'-""" -L 'mP'.!"0". somos e no linanceiro futuro. (Com elleilo, coragem assim
nnnea vi Trabalhava regularmente a assembla e
mudas leis linha mandado sanelo. Chega o Sr.
Penna, e parausa ludo com a ua n^rinidarte : pte-
se em discussao os orfamenfoj ; elles rsgeitam todo,
e dizom, ousam dzer a presidencia que o presidente
da meta ubtla a promulgado de actos legislaticot
que autoritem a recesta e despeza I I
u Digne-se V. Exc. acedar com sua costumad*
boodade os voto de respeito, svmpathia adhesao/
que por esla forma os abaixo assigna*dos se-apresen
tam a' cousagrar V. Exc. em- sua respeitavel'pre
senca.
Dr. Francisco da Silva Castro Antonio (joncalves Nunca! I
hemos de ser puro*, purissimos e puritanos... Saqua-
rema*. Fui acinle a esse maldito anno de 1856; por-
qae, snior, as raiuhas viagens, oceupado sempre
com a sorle'da maioria, consultei a ura saftso; e elle,
depois de mudo lelhear o Lunario Perpetuo, res-
pondeu-raeqiieni,umero _'0,que heasomma do al-
garismos desse anno. lgubre, indica qoe na prxima
legislatura t* de haver na assembla urna maioria
de 20 membros : e guando eu pulava de contenta
cuidando qoe seriamos esses 20 porq-ii dispomos dos
dous collegios deSaolarem e Camota, cahi das nu-
vens coro a esplicarao olhai para a esquerda des-
se numero, disse o Inesorave astrlogo com urna tlr-
mesa que nao rae permit i,1 dnvidar; que vedes?
PlAUHY.
Therezina 26 de novembro de 1855.
O seu gigantesco Diario he o magno bazar Ilite-
rario, onde os numeroso* leilorea encontrando paslo
a des soccessos a peripecias dos oulros povos, como das
ocurrencias e progresso do nosso paiz : expediente
do governo geral e provincial, relalorios dos ditle-
retUes ministerios e dos presidente* de provincia
minuciosas correspondencias de varia* capitn da
Europa e de quasi lodas as provincias do imperio, se-
lectos roldetins, extractos do* mais acreditados peri-
dicos das ni{6ea cultas, poesa de induspulavel me-
reeimento, precioso coramunicados tracados por
raaa de meslre cerno os do Syrins. discussoes do par-
la.uenlo e da assembla provincial, artigo* de litte-
ratura etc., he urna verdadeira encycoptedja para
o hornera qoe nao viiita ura poderoso elemento de
illualraeao.
Ea quizera que Vmc. exlrahisse milhares de'ex-
empiares, com oque lucraria o seu eslabeleeimento,
e o paiz experimentara o benfico e civiltsador n-
fimo da imprenia, que lano ha influido nos destinos
das najos.
Louvo a sna perseverante solicitado e admiro ..
eaforcM ovidados por Vmc. para melhorar o deca-
no do jornalisma do uorje, por sem dovida, hoje ri-
val do Jornaf do ComKtrcio^e sem o adjalorio dos
irezenlo e tantos cont* do governo,percebides pelo
principal orgao da impreusa Ilumnense.
He por certo digno de reparo que o governo do
Brasil para favorecer orna empreza parlicular,insen-
sivelmente lenha despendido tao avallada somma,
com a qual a exemplo da Franca, Ja poda ler mon-
tado urna rolda sua com o Ululo de Cajeta do Esta-
do. Pablieador Ofilcial, Registro do Parlamento eu
outro qualqaer. era que se publicassem lodos os ac-
tos ofiiciaes e trabadlos das cmaras legislativas: um
jornal de lal fricao em pouco lempo grangearia m-
meoaa circularlo, e servira para manter o equili-
brio do iornalismo da corle.
Estamos na raar das inlirnidades, o presidente e
edefe de polica da provincia, o juiz de direilo e
promotor publico da comarca, o juiz muuicipal e de-
legado do termo, os subdelegados dos dislrictos da
capital e o secretario do governo sao todos interinos :
he de simples intuirlo a inconveniencia da actual
ordera da.cousas, porque o runecionario reflaclido,
por raudos buna desajos que nutra de bem Tazar,
sempre procede escrupulosa e acaudadamente quan-
do he chamado para alheius poslos.
Ainda nao sao chegado* o presidente e chafe de
polica nomeadas para esta provincia ; o primeiro
consta qae aportara ao Maranhao em 28 do mez pas-
sado e aqui he esperado al 8 do vindouro: do ou-
lro nao ha uovas nem mandados: venham estes ca-
valleiros, aliados a viver conrortavelmeole, parlilhar
cora nosco da* privarle* desta Ierra sera goz*.
Continua na adminislracao da provincia o secre-
tario do governo a lerceiro vice-presidenle Balduino
Jos Coelho, lenle-coronel dos invalides da guar-
da nacioual, e nao Dr. como a fortiort quer o Sr.
ministro do imperio. S. Exc. depoi* dedousadia-
meutos da assembla provincial, final no primeiro
do crreme abrio-a apresentande por essa occasio o
seo relator.
Na nosea assembla os projectos u3o passam pelo
cadinlio e*)-dscus.ao, apenas sao propostose logo vo-
tados, talvez que esta seja a razao porque lano caou-
too os depotados, sendo raro a dia, que por falla de
numero, htv casa.
Ja passou em 2, discussao o projecto que cra urna
comarca nesta capital: era urna necessidade palpi-
tante a criacao da referida comarca, ,9ois qoe, per-
tencendo o termo da Therezina a comarca de S.
Goncalo.que coraprehende* tambem os termos do mes-
rao nome e o deJerominha,'lisiante este da capital 80
leguas,muita vez aconteca nao funeciouar o jur\ an-
imalmente naquella longiuqua villa. Com a prnjec-
tada divisao a admiuistracao da juslica regularizar-
se ha em ambas as comarca,que ficaram organisadas
da seguate forma a comarca de S. Gonzalo consta-
va dos termos do mesmo nome e Jeromenha, e a da
eapital dos termos da Therezina e da Cniao que ser
de-membrado da de Campu Maior.
Pela legislacao vigente em cada termo, alm dos
trabalhos da revisti dos joizes de faci e sortera dos
jurados, hade de daver duas sese judiciarias au-
nuaes e urna correicao que nao pode dorar aoa*)* de
um mez. Ora existindo comarcas oora trez, quatro,
e cinco termos distantes dezenas de legis uns dos
oulros, ser possivel ao jais direilo camprir es-
crupulosamente as bous deveres '.' Pobres magistra-
dos 00 nao bao de ler momento de reponso, ou Ihes
sera forcoso claudicar: por tanto para que de aigu-
ma sorle se hirraunise os commodos dos juizes de
de direilo do interior com "o desempeoho de suas
multplices obrigaceSj e exigencias do servco publi-
co, as comarcas nao deverao ler mtis de doas ter-
mos.
Esla' sendo proessa lo Joao Izdoro Franja,meslre
das obras publicas desla cidade, por pretendidos es-
baujaraeniosdos dnheiros publico; eu que nao
catrapisco (he palavra do Mendes Leal) de materias
crimiiiaes tenho ouvido dizer aosDrs.e licenciados da
tena,que o juiz processante uio procedeu curialmen-
le o violn o arl, 75 5 do cdigo do processo, ad-
mi Unido a denuncia,por ser o denunciante, era con-
sequencia desle Ihe ler proposto ama aeco civel ora
pendente no juizo municipal. Como son carioso, e
dezejava saber a sigmlicacaa jurdica de inimigo ca-
pital curupolni os meui caruochoso alfanabios. e de-
parei com a definicSo na ord. 1. 3 tit. 56 7; tra-
dii/o pois;o i*> farizaico do denunciante pelos di-
nhairos da provincia por raladora io'veja, porquanlo
a gente doPiaudy nao tolera que Braseiros de oo-
tras provincias cu estrangeiros medrem em sna Ierra
ha ama cruzada contra o inoflensivo velho qae ma-
quina a sua ruina e protesta reduzi-lo a expressao
mais simples, a o malsn) he o ehefe ostensivo dos
gal Tartos.
Nesta provincia sobe de ponto o bairrismo estpi-
do, lodos os Braseiros que para c veem sao odia-
dos de esguelha, mas a maior anlipatdia he eonlra
os Cearenses, qae em abono da verdade hlqajjajo os
seus civilisadores. s Cearenses em geral ajj^pbo-
riosos, iotelligeotes e emprehendedores, o*ieu-
hienses ao coolrario nabecci, matracos e ociosos,
couseguintemeate he da orden) das cousas, que uas
lides da vid? aquelles se avaotagem ueste*. O Cea-
rente nasce ajn um solo desprnvido de recursos na-
tufaes, e para mauler-se desde a infancia sujeita-se
a toda casia de lervico e contralle o habito do tra-
balho. O Piauhienae ao inverso nasce em um solo
prodigiosamente favorecido da natureza, ubrrimo
em caca, mel e deltaiosas fruclas indgenas como o
burily, pequi, caj, guabiraba, coco de variadas qua-
lidades, e mudas oulras, das quaes se alimentara e
dispensan) de Irabalhar ;pelo que seria am contra-
seo querer-se qae o semi-selvagem (fallo em rela-
eao compita com o hornera civilisado.
' lima illusto fatal deslnmltra os infelizes Cearen-
ses, que todos os annos era tropel emigran) para esta
provincia era demanda da trra dn prorais*o, e tar-
do he o seu arrepenriimento qaando em vez dos so-
ndados commodos s encontrara roaos tratos, recru-
lamento e as mortferas aMoesque os% extermina : a
proposito saiba Vmc. q**J de (odas as .provincias do
imperio, a qae mais contribue com o imposto de
saugue he a do Cear, quedando por si Vim crescido
noinero de recrutas, nesta provincia e na do Mara-
nlrlo o recrutamento recabe exclusivamente sobre os
ex( alriados Cearenses sem proteceao.
Desde o dia 5 do crranle estexercendq interina-
Villa de Valenca 11 de novembro
Mea charo senhor.Ta smenle para nao iutei- .
romper a rainha larefa de noticiador ao seu Otario
faco Iracar esta lose* missiva para inleira-lo das
ullimasoccurreueias. GflBante queonaofaria
se nao achaase nm snjaHI|ae de bom grado me
raz o ravor de escrevioaHI, pois qae ha 14 das,
loffro d* ama terrivel ephlalraia, da qaal Ihe del
no ica, qniliBeando-a de lig.iros ataques na mi 11 tu
anterior da 2o do paasado.
Alera dedesarranjo no raaa naMaao aaaai ooe
nao lenha o que lhecon,e,.*jZ5e oulro modo
S2r.VeI-. a qM U"h0 "Sriom os/ario,
Tundo dec?u'Tole:M"rgar ',M """'^
A oplilaMala, calirrhOes, atgaas caso* de pbly-
easajapoplaxlas, eoo.tip,.c.oe, fabres seaOnaUei,
at., ele, que teem maltratado a popolacSo e feito
indo numero .te victimas, eonstituem aqu o
che- era-morbus, pirque nao lia remedio a oppor-
se-lhes !! Mudas pessoas hao sido atacadas ilrnul-
laneumente de lodo* aquelles achaque*, e mermen
te da ophtalmia, da qual se achara alguut Indivi-
duos privados da visla !
O Rv. Nogueira, vigario delta freguezia, be
urna das Ipessoas qae mais lem *offrido dos olas*
neslas ullimos dia, ponto de desconfiar qne os
olhos Ihe haviara eslalado. Taraanha foi a ineda-
cBo I Consume, porem, qoe 8 Rvma. experi-
menta melbora ha Ires dias. Faco votos por mu
reslabeleciraenlo, sem nenhum perigo, e timbear
pelo meu...
Continuamos na abundancia prodigiosa do* bu-
ritys, como Ihe ooliclei derraderamente ma*,
meu charo amigo, sofiremos caresta excessiva nos
gneros alimenticios. A feriaba, o arroz, o fejiao,
hlalas, ele, a carne, assim secca como verde es-
tao por precos subidos, e o peior be nlvapparee*.
rem aiguma raezes por preco nenhum Admira,
em verdade, qoe sendo esla villa no centro do ser-
tao. ondeseeria o gado vaccobvem abonBocia, e
onde se cultiva em terreno fecundsimo e adaptado
a lodo o genero de lavoura, havendo chuvido nes-
te oj mais do qoe n.s provincias do Caar, Rio
Grande do Norte, Parahiba, etc.. ae observe esla pe-
iiuna.-que comprime a populaeao, qoe cerUmeote
he a causa do mal que soffre pelo sed deleixo e aver-
sao a agricultura !' I...
Por esta vez nao posso ser mais prolixo, como he
de meu cosame, deveado Vmc. desculpar-me,
tanto o desarranjo epistolar, eomo -
1
'. -
ueriierilo jaiz de direilo da comarca rifo Campo Maior
Dr. Jo3o de Carvalho FernaniltjrVieira. S. S. para
logo que enlrou em exercicio/tratou de confeccionar
um bem elaborado regulamento para ai cadeias des-
ia capital e dos deraais pontos da provincia : na ver-
dade era para estranhar que, u regulamento de 31 de
jan-iro de 18*2, poslo ercxecucSo ha 13 annos,ue-
nhuin dos modos chegres da polica qae tem lido a
proviocia se tivesSdado a semelhanle trabalho ; fi-
lialmente oilo do digno magistrado sapprio tao
seo'.iveld%Jrtia, e o regulamento submeltido a con-
sifltvflSo do vice-presidenle ja foi approvado pro-
Visoriamente.
Ha mudos mezes esta provincia nao regislrava
o mseus annaes criminaos allenlado algum coolra a
%i a do cidnitao, esta benigna intermitencia, porem,
Tot inlerrompida no dia 8 do correple pelo barbero
hoKaieidio s desventurado Jos Carvalho de Sou-
'-a, Hssasalnado por seu fmulo Jos Apollonio. O
infeliz era comprador de cavados, t sahindo da vil-
la de Campo Maioractimpandada do dito eu rem-
lo co m deslinoa fazenda do abastado criador Estevao
I.opevs Caslello Branco no Inluilo de comprar-Ib
urna DorcSo de podro, na sesma estrada o sicario
invett io a falsa f contra sea amo e troc lou-o para
rouba r-lhe a quantia de tres cmilos de ris em papel
raoed. a e rfetaa do .banco da Baha, que inconsidera-
damei iie em presenta do scelerado havia meltio na
macea ; o assascino depoisde efTectar o HlrSrinio
logrou evadir-se bem montado, levando a mace e
mais |. orlen*** de na victima ; infelizmente a des-
peito o asaelieitas diligencias da plida, atada nao
consta que fosse capturado o mosnlrn.
Os< {eneros de primeira necessidade e de estiva,
pa*rr aos ua loiet* do costme, usto par preces fa-
bnloac ,.
O el v,fe d>. polica inlerlee expedio a seguinle
circu* ir ao* delegado* da palicia da provincia, a
qual p rodotM benficos resultados se por ventura
for exe eaUall eom efOcacia pelos mesmos delegados
e inspe j^-es de qnarteirao.
C" o 'o-moralis ir a populaco proletaria del-
la pro' vtfv eanpellndo-a pelos meio* legaes a
CMUrajbjO'is^. ilo do trabalho, hsja Vmc. de re-
comra'V.^^.^>|nspectores de quarteirao do dislriclo
de ai I juriidlcc^o o exacto cumprimenlo do art.
295 d' > cdigo criminal, combinado com o art. 4 da
lei d ti do oulubro de 1831, proceasando Vmc. os
tetra canos que nao atlenderem a advertencia dos
respe ciivu inspectores de quarteirao. a '
aja vai por demais estirada.e aqui far;o ponto.
O Expectador.
,;-: \ itm r .-----'. mw m "laoiuave ae
noticia!, certificndole de que nao he por falla
de bous desojo., e alm pelo mea estado dVsoflrl-
1 com
que
da-
pas-
menlos, eqne de oulra vm, Mo mt Mbrevier al-
guraa remandtola, aer Vmc. betr. servido.
lenho receido conlanlementeo seo Diario, 1
que \ me. me liem obequiado, e at 2* da
tembro prximo passado lenhon) lido. O
nao enconlrei ainda foi a rainha missiva qoe d'a-"
qui Ihe dirig com dala de 10 de agosto prximo pas-
sapo u aenao foi mangada capacha, logo le-
re. no Diarfo de Pernambuco, pois qae Vmc. al*
-T"ra rf- melle-|a DO Prel. elIH'be ehega s
raaos. Disto eslou cerlo.
.rtlS; aA^"e 'T0"d e'lima, respeito a eon-
sideraco de seu amigo e criado
Palmeira
CEiRA'.
- j ForUlaia 20 de dezembra.
Estando a desaer os ullimos denrao* da 1855, poi
mi 5'a ,856, cuP^"ne faaer-me a
m.nhas despedidas do velh .000, e apelMer-lha as
u.,nelr,da, D0V0' Ptoodezea.broe*;m
tanto annuviado carrancudo com a. aprox.macS
do cholera, mas desd. j o conjuro a que BoVaej
mais propicia do qae o expirante ; assim
Esla vai por despedida
Pois com ella o anno feixo,
E lado que aqai omiti
Para o 110*0 anno deixo.
Comecsodo agora a dedilhar a minba desaunada
lyra nao se persuada Vmc. que son algum vate lOaV
pirado e enamorado, come oTaaso, o Camoes ou u
ante, nao senhor, nao lenho a menor communi-
cacao com as musas, a quem nanea condec de visla.
mas soo protegido do velho Apollo, nunca sub ae
Helicn, nem dese ao Parnaso, e ao proprio PetaT
.0 couheo por ve-lo aqui pintado no panno de bol
do nosso thealrinhoThaliense. Por tanto nao
era verso, e sim na cosloroada prosa, me fria. 01
Ihe vou dirigir a devida missiva.
Dezejava fazer-lhe um ralrespeclo animal, porem
vou forrar-me a esse trabalho improbo, come or
cerlo deve ser a resenha dos fados oceorridos do-
rante um anuo massante e ncommodallva como roi
o prsenle, todo cheio de caso* fatees.logobrea e ne-
rausiof, e que eraquanlo tem levado a desolacao e a
morle aos nossos irmaos das oulras provincial, nos
t-eareases tem conservado sempre, aterrados entre o
sentimento de ver o seolimento e a desgraca de
nossos palacios e amigos, e o receio de serme* a-
corameltidos a cada momento de ama igual calarai-
dade. Porlaato ao despedir-me desle* 12 mezes,
qae nunca mata hei de ver, cumpre que Ihes diga
Adeos o' eincoenla e cinc* !
",'ue saudades na* me daixas,
Antes d*le amargas quenas,
Qual.onfru quarenla e aneo I
Nao fasta anno de brinco,
Ma* ea extremo fatal !
Ileixa meos qne o Natal
Um poaco alegre paseemos,
E que a vida desfrutemos
Emqoaoto nao ebega o mal...
Quando digo o mal, quero fallar dessa terrivel epi-
demia reinante, que flagella os nossos irmao* das
oulras provincias.
Dizem algn moralistas que o* malea sao relati-
vos e uos trazem mudas vezes bens oceultos e raes
porem os malel que "no* legou.eale anno foram tac s
e lo grandes, que nao encontramos compensarlo
nos pequeos beneficios que deixoq I 1855 semeou
os males uo Brasil com urna mo lio prodiga, qnlo
mesquinba foi a oulra qoe praticou o bem.
A?oMf afi?0* de dor de d6, ""jurarnos desde
ja a 1856, fara que venda suavisar os desirocos do
sea irmaata espaeo, trazendo-nos horas amenas
para refocilarms um pouco azedume do aoe vai
expirar.
Aon* a*> eincoenla a seis
Ea t* saodo e conjuro A' que nao seja* lie duro,
Como ilguem ji parecas*,
Espero que nio trareis
A desolacao e mor* ;
E antes sajas Uo forte
Em a vida conservar-nos,
Quanlo roi della em tirar-nos
A peal* no rol e norte.
Vamos agora, depois das despedida* das amidas
e entradas dos taes annos, comprir o promettido.**
Kealisaram-se os bailes masqe, tendo Jvtsar,
um a 9 a outro a 15 do crrante ; conlam-ae que
o segundo estove muilo concorrido, a agradare I
quanio a fantasas, e mais aiada porque feuaio mui
bellas carnhas para cootraslar com algn mascaras
que de proposito se fizeraar horrendos ni eaneatn-
ra. Do 1. baile duu-lhe noticia de vista, porque
para .180 jurar falso fui assislic, e o mais ve aoe
liquei tao arrebatado, qaa quando d**i acento de
mim ja tinha dansado daza* qaadrilhas le so nao
tomo cuidado luida licado engajado para ama 3a.-
porera fui logo me safando com medo de aos taes'
alforgesquehapor aqui. e anda sais medo Ove,
quando deparei cora am mascara que, trazia ao pea-
coro um rormidave! pardos taes alferges !. Apage !
disse-lhe eu, e fui ae e*gneirando delle -k-Nada
mais com tal gente,* para dar Delicias ao mea cor-
respondido, he qaanlo basta...
Tem de partir amarmaa o roeanfaiu portador ales-
la, hoje chegado dos porto de norte, e acha-** en-
golado o mea canhenho noticioso, parque nao tam
Qccumdo noridades, e felizmente esta Ierra vai (re-
uni Iranqaillidade a branda paz, as qoaes a Vtbc.
envi. Era nma trra tao inspida, coma cate, em
iue para haver abroma di*lrecc*e he misler ftater
bailes do mascara oeste lempa, he por sem dsrvida
larefa de um correspondente pobre le
mente ocargo de ehefe de polica da provu.trtlT^o-be^. ideas,como esle seu criado, qu* naosaba ser d
coro--BieJ*tadu aludo, qaanlo mars ao correr da
penna. Porlanto vou terminar esta, prometlendo-
Ihe mais zelo e dedteacae aos meas serviros am
1856, se este me guardar atMias ; ma* nao Man
contar as cocegas que sinto aja fazer-lhe o finil
della, na nbrase da rainha desafinada Ivra.__Per
isso v que seja,
Adeoa meu correspondido.
Pois rom esla me despoo
A raiuhas feslas Ihe peco,
E fico aos res compromellido.
Heos Ihe d sempre dinhtiro.
E refresco* para a guela.
Va' p'ra o Poco da Panella,
Oa fique no Caldeireiro.
Danse eincoenla quadrilbas
Cum schottischs e polkuTAis,
Com* mui bella* goi.dos ; *
Dos o liare de furquilhas
Adeos, adeos, adeorinho
l.embrancaa ao bello exo,
E receba o doce ampl.i
Do seu amigo Sequinho.
N. B. D lembrattcas ao eollega
Do Rio Grande do Norte
Qoe na poesa de forte
Mas comigo nao se pega.
I
Va>

i
I
RIO GRANDE DO NORTE.
Cidade da Imperetnz 14 de novembro.
lie com peijo.que lauro ma* da penna para escre-
ver-lhe ; porque lendo-*e pasvaaa lanto lempo sem
dar-lha noticias deste 'ugar, Vrae. ha di ler jaita-
do que a causal desta falta lera sido por omisso mi-
nlta ; anda pois estou no meu poslo de correspon-
dente noliciador do qne occorrer nesla, e raeemo
em oulros pontos da comarca, o qoe n5o lenho fetlo
por motivos de molejlia : per isso qneira Vmc. des-
culpar a inlerrupcaotque tem havlrlo desde a minha
ultima-issiva, em dala de 16 de abril do corrale
anas.
Principiando pon por esta trra, tenho a noticiar-
Ihe o seguate : -
O nosto acnagae publico vai mnito mal, porque
nao lemos qoaaa olhe par* elle; porque um gamenko
quer o peso, a seu bel prazer, e um rabequrtta quer
o peso tambem como Ihe conrem. Afinal, soflra o
povo pesos falsificados 111
A foate publica tambem vai em deploravel eita-
V
t.
/
/
.-


\
OIMIO OC KRRAIIWO QUINTA FIW 27 Df DFZEIBRO 91 18
3
do, e al lera Mida a agua pies* ; por quera '.' pe-
*\

i
la exadanle,, aoalo povo soffr.i!
Paitando agora a outrw ojelos lio deixarei era
ilaucio, alando fin l-jajty que o* habiUntes des-
II cidade. que oulr'ort tBfl desirmooisados, por
commosoes polticas, o ell *> os ajo hoja loilp
arrooaisados negociando, pd >- uus aos oulros
ele. le, a excapelo de ahom qjidam fantico,
, muilo aferrado a p tejar a Seuhora da Conceica >, orego desln cidade,
para que lirarao uta suhscripci .a eekula-e ao
maiioa em l:3UQS^Mlaa ser oo da 6 ds Janeiro
vindouro. Etlo oaeI>ie agora hi, qae es Srs. da
Imperalriz toinirarajuizo, deixaudo aeiim os ctpri-
ehoa polticos qae nada inftuem.
A poltica lem sido a arma de engaar aos ho-
rneas e cono oa d'aqai viviara ceg destii engauo,
agora anda que larda aeordarana dilate leltiargo, e
tratacam de tirar at cataratas qae oa venerara,e fcil-
mente conhoceram o qae ella tem dudo. Dos assim
o queira conservar oo posto ero qae se acharo.
Atoan.
rucc,ao tanto primaria como secandaria vai
ando aero novidade, e os professores etlio
ceatenles pelo augraeoto de ordenado que liveram,
alude que poseo ; mxime os das primeiru. Pa-
ciencia, soffram, e quando poderem ler ama assem-
bla com um numero de professuret para raelhor-
neole pagnirem pelos seus coHegai, u para melhor
diiec pilo beio da nslrucc,ao, terio melhores orde-
nados.
AJcollecloria marcha regular, sendo para louvar
o lele que o sea chefe emprega para a anecadacao
dos direitn* aerees.
Atada estamos um delegado de polica, pon o
aelual pedio demissao, e S. Exc. anda nao se dig-
uoo faxar eesa oomeacio: lie de crer que elle ao
depeis da eleicio provincial o faca.
Dixem que a eleicosera oo da 16 de dezembro
vindouro; oala que aso se de oais o caso de qae
se dea em 1853, que dous compadras licatam fros,
itto be, fros em toas antigs amisades e assim se
conservara ainda boje, om dalles he da Cisplatioa,
aem ser a ds HBuenos-Ayras, pois uo ro panema
tambera temos urna ; e o outro mora..,, entura uada
havera. Desejaria pormqua a eleicio se litesse li-
vreronle e som lalervenco de cerlos sucias, que so
querem gaofesr e nunca perder.
Foi reeonduiiilo o Dr, tianoel AdIodio de Oli-
veira, para oucupar o lugar de jai), municipal dos
tormoadesla cidade, Portalegre e Apudi, e be pro-
Taral qe ella entre logo em exercicio, pon muita
falU lera feit desde 9 d agosto, porque os juies
nappleales se accoilam aempre ao peior ; islo poslo
fallo com honro-as excepces.
Como Iratei sobre juies, nao quero deisar da con-
tar certa branquinha de cerlo envi que um ami-
go me envin sin um bilhete, e he a seguinte:
Um pobre velho pai de familia oppoi embargos
de terceiro em cerlos beni, que a prelexio de serem
o> um fillio batalo sido embargados: fvram recebidos
saus embargos final, e cenderanada a parte embar-
gante, o envi purera a despeilo d'aquella sen-
tenca e de ter n parle con lemnada com que pagar
as coates, depois de ler oQuscado o direilo do pobre
velho, nlo quii por modo algum Icivanlar o embar-
go e aem lio pouco entregar os bens do velho, pre-
textando serem para as cusas, e elleelivamenlo lao-
cou mi d'aquelles beus o escrtio, sera formalida-
de alguma. Brando o pobre velho com a simienza do
nii a favor.'e a ante-sentenr;a do escrivio contra,
i. I. Os berra forera urna basta com orna cria ," urna
meca de fariuha qae bem leria 3 4 alqueiret. Le
go qsje tenha mais cousinlias Ihe direi, ele, etc.
Veja Vmc. como ousam os escrivaes I Porque
lano se alirinn '.* lia porqu nio leinem .os juies !!
Logo Ihe direi d'outros escrivaes.
Kst a sahir o correio e para niu perder o ensejo
Ihe foco esta, apexar da que Ihe peco descnlpa pelas
faltas porque ainda estou de resguardo dos remedios
que estou usando,
Queira mandar ao seu moilo respeilador e obri-
gado Ja labe.
tal, e eu tiro'bom agoaro dessss felizes disposiedes,
22
Nio sel o como nio fu deilar no correio a caria
supra, e quando, depois do correio, vejo-a sobre
a mesa, fiquei boqui-aberlo de sorprea, sem poder
aliar com a causa de un tal esquecimente quando
tinha conviccio de hav-la feilo seguir.
Ha coasas verdadeirameate maravilhosas, e insx-
plicaveis I!.
Fosse como fosse. que (al falla >e desse, para Dio
perder meu Irabalho, que em verdade nio he dos
menores, lorao oaccordo de remeller-lh'o com te
a poslseriplum, alim de que Ihe d o destino, de
que a julgat digna.
Nada, ou quasi nada lem occorrido de novo, 'de-
pois daquella, que mereca as honras da ama espe-
cial mencio.
A salubridade continua inalteravel, e ainda esta-
os em duvidas a cerca da existencia do cholera em
algsm aoulo deesa provincia.
ja se acha preparado de to lo o necessario o hos-
pital dos presos ; assira como creio que hoje ou
amanhaa passara o meio bilnlhao para seu novo
aqoarlela ment.
As providencias conlinuain, e a-ham-se uomeadss
as comrniaaoes, que tem de corar os doentes pobres
em toda a proviucia.
Ja foi annunciada a possibilidade da qaarentena
e cordio sanitario eutre easa e esla proviocia, se
por ventura ahi se desenvolver a epidemia.
Ja quasi que podemos saber qoaes tio os nossos
provinciaes. He a metras Rente, com mu lo peque-
na-alleraco, motivada apenas por um, ou outro ba-
charel, uovo que fni procurando eucaixar-se, assira
como quera nao quer a coosa.
Os Ihuggs ainda se conservara sem notidade.
Tenho de segoir para o qae ja estou de bucpha-
lo promplo, ale a casa do meo amigo D. abbade de
S. Benlo no engenho Mara, a passar a fesla com
aquelle amavel religioso.
Se (ver opportanidade de portador dar-lhe-hri
oolicias minhas, e no em quanlo psea a Dos, qae
me livre na viagem de alguma varia grossa, por-
que eu quando irado em ps emprestados nio me
repulo em seguranca.
Estimo, que passe felizes featas, bem como lodos
os seus assignanles, que eu repato lodos meus mi-
go* ; e meus collegas currespuudeule, aos quaes
me recominendo.
Siude, e quanlo deseja. sem prejuio de terceiro
Ihe desejo por tantos annos, que perca a conla.
PERNAMBIJCO.
COMARCA DO BONITO.
22 de dezembro.
Str compadre. Com quanlo as autoridades aqui
lenham feilo animar o povo, que muito se achtale-
morisado, com lodo eslamoa com, podemos dizero
cholera entre noshoje morreo Isidoro de Tal com
caimbras, vmitos e dores pelo veotre, e seu rosto,
dizem, ficou por tal forma desfigurado qae exprima
um perfeilo cadver cholenco. Isidoro chegoa de
Aliinho e Panema. A polica de accordo rom a mun-
cipalidade designou um local para eemilerio louge da
villa, qoal foi hoje benzer o Krd. vigaria Alm
desse caso cocta-se que onlros se Uo daodo. Os
presos que iara psra o Kecife nao vio mais, porque
he provavel que l nio os quizessem, e nem era bom
que daqui Ihes maodassemos lio ruim prsenle.
Consta-nos qae o delezado e a cmara pedem pro-
videncias, islo be, om medico, remedios, ele, ele,
e confiamos que S. Exc. nos mandar lado. Adeos,
esta he felfa pretsaMas felizmente aioda estou
em paz ; lea pois esta sem ser preciso desinfccla-la.
Helo que se hagdilo do limao, aqui he raro ver um
que oo veoha cheirando seo limSoxinho.
lu relourncr.
' {Carta particular.)
PARAHUSA.
16 de dezembro.
A nossa (ypographia esla na infancia da arle, e de
cerlo se taStoa. apopltico, e reformado, enligo
soldado de cevallaria da polica, fosse oncarregado
o noticiar a Londres as phases dos oeaocios da Cri-
ma, ainda boje Sebastopol, na supposicao dos ama
dor da guarro oriental, eslsria resislmdo, ainda
boje Nicolao seria vivo, u sabe Ucos mais oque.
Creo.que niu ha alti(areiro, que mais paciencia
empregue, qoe mais Irabalho leeha, que pur mais
lempo conserve o ocolo assesldo,mas tambera creio
que ole tu rabe mais peloso, njliciador mais ful
livel, joru.ilisla mais impravisador, sebastianista
mais visiouark. lie certa que elle tem contra si 4
longas leguas, que mediam entre u lugar da viga, e
o tjabedelio, a peseimidade do instrumento, a ruina
de ara olho ; o extracto do Moreira, a insignifican-
cia da gratiQuacio, e finalmente, a causa de todas
as causes, a economa do ministerio da juslica, para
as provincias ; por lano he disculpatel quando di
um rebate falso, oa quando, aniMtrado pela dora
experiencia, so aos noticia o vapor, como fex rom o
Paran, quando as malas eliegam do Cibedello.
Tal foi a razio, porque Iba nio crev. por aquel-
le menslraoee inaarrerasto, cujas feste**- sao roetqui-
uhai para errastar o alentado vo ame.
Cabo aqui dizer-lhe, que a co-rpaaitiia de va|>ores
BrMleirs, depois de hever feilo aSwrdos de lodos
os gneros, fez um absurdo vapor, chamado Pa-
ran.
Fique de orna vea advertido, de que se Ihe nio
escrever par algum vapor o culpado he o lelegrapho,
e a pressa dos commaodanles, que mesrooassim, fi-
cando no Cabudello, nio sio servidos como desejam,
ao pasto qoe nos lainbem pouca!. horas temos para
arranjar nossa correspoudeucia.
Vamos indo sem novidade sanitaria ; e as provi-
dencias adoptadas por S. Exc. para esta capital vio
ser tendidas a todo o interior da provincia. A
salubridade vai com pequea alleraco ; mas os in-
coaamodos, qoe apparecem sao proprios da eslarAu
e du grande calor qoe estamos solTreudo.
Teoho ouvido dizer, ainda pela baaaa pequea,
qae se a cholera se desenvolver nessa pjawlncia cer-
rar-te-ha netta um cordio sanitario, qoe vede quan-
lo for possivel a sua communicacao com esta.
Ue elle, pea sus grande exleosio, summamenle
difficil; mas a boa vonlade, secundada pelos habi-
bilanlM desla poderlo relarqar o ingresso do mal,
ao menos em quaulo ahi elle raelhura, e permita a
asta provincia soccorrer-nos com facuilalivos, e ou-
Iraa objeclos, que precisarmos.
O cominerc solTrera alguma coosa ; porem mui-
lo peior sera se ambas as provincias forem accom-
sateilidas igoalraenle.
fm quanlo em Sergipe houve cuidado, Alagoas,
e asta xooa wlava isenla, mais infelizmente Ser-
i sean lar prevenido, abri ts portas ao los-
DIARIO DE PERMITO.
l)eram-se honlem a' sepultura os resto'morlaes do
Sr. Hauoel Pereira Rosas, cnsul de Werlemberii, e
socio gerente da Arma commercial Rosa, Braga ^
C. Nascido em Portugal e Braseiro por adopcio, o
Sr. Rosas residi nesla cidade por mais de 35 annos,
oode foi consideredu e amado de lodos pelas excel-
reoles qualidades deque era dolado. *
lomado recommendavel e creeordo. reconhecimen-
lo publico. Creou-se um posto sanitario na casa da
cmara, porem sem medieo do govevno ; e apenas o
Sr. Dr. Pedro Autran da Malta e Alboquerqoese lem
prestado, tizilando-o sempre. Appareceu do meio
para o fin o Sr. Dr. Po Adduci, de quem mailo
esperavamose pouco livemos, porque com o sea pro-
grmala de ganhar dinheiro ueohuai ser tico presloo
a humanidade carecedoralano assim que por duas
visitas qae fez o engenho Brejo d'aqui a duas le-
guas deo ama conla de 'iltlMNltl reis, que Ihe forera
pagos.E ai de mis se nio uos valesae a Divina'Pro-
videncia, qoe toda chea de mizericordia nunca des-
preza a seus filhos ; a fui assim "que durante esta
crise epidmica w> no con-ta haverem emigrado os
Sr. subdelegado GarcezDr. Borgesprofessor l)i-
nizdirector do collegio P. de A. Paria e Angelo
Custodio Policianopadeiro, que bem falla nos fez.
Foi assim que vimos um poto intrpido a resig-
nado guiado por ora delegado de polica o Sr. ma-
jor Francisco Feliz de Freilas Barretlo, incansavel
no eamprimento de seus devereso qual, nao obs-
tanle soffrer grandes pardas na soa casa e n*s de
seus parantes, tem sempre dado as mais acertadas
providencias cora aquelle zolo, energa e activid.ide
qae o* Larangeirenses Ibe nio desconhecem. Foi a
propria providencia quem nos conceden o Sr. Dr.
Francisco Alberto de Braganra, que com o seo lino
medico e dedicacao pela humanidade lem loreslado
vsliosissimos servidoassim como o Sr Dr. Au-
tran, que com mo menos lino e dedcacio tem-so
prestado com afn, aoimaodo e acudindo a quaulos
pode de da e de noitetornando-se assim merece-
dores da eterna gralidio, dos Larangeirenses.
A mesma providencia nos enviouo religioso eapo-
cliiuho Fr. Candido de Tagia, cujos serticot sio de
alia valia, tanto no pulpilo, como om lodos os lares
e nos cemilerios animando os vivos a enterrar os
morios.
O Rvms. padre Jos Jeaquim de Vasconcelos,
Fr. Firminu, religioso franciscano, padre Felisberto
Marcelino do BoraSm, e padre Manoel Piolo mere-
cer igualmente muilos louvores no cumprimeoto
dos magisterios.
He digno de toda admiracioo philnnlropissno qoe
se tem desenvolvido entre alguns mocos, para quem
o povo nio tem eipresades que bem po-sa exprimir a
sua gralidio pois qne dotados de alguma intelli-
gencia, pralica ou b mi desejos achtrvam-se em loda
a parle a qoulquer hora do da, oo da noite, ani-
mando, enfermando e ministrando pobreza medi-
camentos soa casia, e tirando maltas vezes bous
resallados ; d'enlre elles citarei os Srs. Antonio Pe-
dro Vedegal, negociante, Fraocisco Leite de Blan-
couri Sampaio, que j freqoeotou ama das acade-
mias de Direito. Eugenio Jote de Lima eaixeiro
da casa de Espinheiras & C, desia pra{a, Belizirio
Baplisla Gomesartista e o infeliz liento Jos Por-
tugal, victima do Qigello depois de moilo se ler
prestado.
Moilo se deve lambem aoeymmercin desla, que
nunca fechou-se, e principalmenle a Iguns Srs. ne-
gociantes iiicansavels na sepalta;io dos corpos; e
d'enlre elles nao se deve esquecer os Srs. Agoslinhu
Jos Ribeiro Guimaraes, Aoacleto Jos Chavantes e
Verissimo Jos Gomes.
Temos, pois, luclado rueigicamenle com o terri-
vel flagello sem dlle fagirmos, porque nnguem fu-
ge do castigo de Dos, cuja misericordia infinita tem
feito-progressivamenle declinar o mal, e ha oito du-
que a mortalidade tem regulado de 4 a 8 pesoas por
da. Mas o viajanle errante contina em sua mar-
cha destruidora, e actualmente esta fazendo os seos
estragos uo Maroim, cuja mortalidade e-i sendo de
30 a 50 por da no Rosario que lem regulado de
10 a60, uranio cadveres insepultos 3, 4 e 8dias ;
consta ler ja' invadido a Opella, Divioa Pas-
tora, Aracaj, San Christovio e Itapuranga.Dos
lenha compaixio dos peccadores. Larangeiras 23
de novembro de iS55t
(Jornal da Bahia.)
Depois detlss pilavras o araulo da ordem apre-
sentou a Jarreleir; rainha, qne a collocou na
perna do imperador com assislencia do principe Al-
berto.
O chanceller'da ordem prouuocioo em seguida a
formula da recepcio, depois da qual a raioha locoo
com a mi ao pescoco do imperador, segundo a for-
mula.
Em seguida o imperador reerbeu a felicilurio de
loaos os membrns da ordem, reliraado logo o ca-
plolo e a corle, pelo meio de ama elasjanle molti-
diq de damas e cavalleiros reunidos nos saldes. Es-
ta imponente ceremonia atlrahio ao caslello as pes-
soas mais noUveis de Inglaterra e Frenen.
Os memores da ordem com as snas insignias te
reuniram logo para um esplendido banquete em
que o servico e baiiella era ludo de ooro, bem as-
sim os sobarbos vasos maricos qoe cobriam a mesa-
O coude Spencer, chanceller da orderc fez um brin-
de ao imperador, a qae este responden. Durante
lodo este lempo Dio cessoo de tocar a mosica do 'J'i
de linha. O servido das guardas reaes eslava as
ordens do major Uamao.
;Bra: Tisana.)
COMMERCIO
KACA DO RECIFB26 E DEZEMBRO AS 3
HORAS DATARDE.
Celaefie ofllcias.
Nio houveram colarse.
.-.I.KANIiEI.A.
Reodimento do dial a 24.....331:9808t>8
dem do da 26........6:65783b
E para constar te mandn ,allixr o presente e
publicar pelo Diario. .
Secretaria da Ihesooraiia provincial de Pernam-
buco 17 da dezembro de 1855.
O secretario.
A. F. n.-imiunriariio.
O Illm. Sr. iospeclor da tliesouraria provincial
em cumprimenlo da resolucao da junta da fazenda,
manda fazer poblico, que no da 24 de Janeiro pr-
ximo futuro, perante a mesir.a junta, vai novamen le
a prara para ser arrematada a quem por menos fi-
zer a couserva^io permaneute da estrada do Sul,
valiada em 5:4009000 reis, por lempo de 10 mezes.
E para constar se mandou atinar o preseule e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesooraria provincial de Peruamb-
cu 17 de dezembro da 1855.
O secretario.
./. F. d'Annunciacio.
O Illm. Sr. iospeclor dalhesouraria|provincial,em
cumprimenlo da resolacio da junta de fazenda,manda
I fazer publico, qne nodia 24 de Janeiro prozimo Vin-
dooro, vai aovameole a pra(a para ser arrematada
a quem por menos fuer a conservacio premaneote
da Irada do Norte, avahada em 1:20197^8 reis, por
lempo de 10 meies. '
E para conslar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraris provincial de Pernaro-
lmco 17 de dezembro de 1855.
O secretario.
A. F. t Hmttnciacao.
lila poMWlip Cabral de Mallo ; urna
9900 saecUVTiO de novembro de 1842,
338:638*704
eZMt
Dticarregam hoje-2"! ie de,
Barca ngleziGenevierecarvio.
Barca nglezaBnthutiattdem.
Barca nglezaBltza HandtUX09 e carvio.
Barca francezaJntoercadorias.
Barca portogoezaCarlota Ameliadiversos gne-
ros.
Patacho americanoLecantbreu.
Patacho poriugneiAlfrtdofroelar a falo de pas-
sageiros.
Brigue braseiroAdolphopipas vasiis.
Hiato braseiroAragugneros do palz.
IMPORTACAO
Brigue americano lAcant, viudo de Fredkborg,
consignado Roitrou Rooker & C, ruanifeslou 0
seguale :
950 barricas fariuha de Irigo, 100 barris banha
de porco, 300 ditos breu, 100 saceos pimenla ; aos
consignatarios.
Palliabote americano Rotemond, vindo de llalli-
more, consignado 4 lleury Forsleri!s C., maoifeslou
o secuinle :
853 barricas e 40 pelas dilss farinha de Irigo, 200
barriquinhas bolacbinhas ; aos consignatarios.
lingue brasileir > Adolfo, viudo do Rio de Janei-
ro, consignado Eduardo Ferreira Ballliar, mani-
fe-tnu o segoiute :
55 pipas vasiaa; a J. J. de Luna Bairao.
1 caixa chapeas ; a Miguel Alves Goerra J-
nior.
184 pipas vasias, 1 lardo fazendas, 81 barricas va-
stas, 10 caixas chapeos, 9 Jilas merca donas, % ca
xinlias cha, 80 rolos fumo, 30 latas dilo ; or-
dem.
CONSULADO (.ERAL.
Rendimentododiai a 24 'JU:>4768
dem do dia 26...... 2:602J752
UR1EDADE.
9:857j>520

Anda Me aftssntoe na duvida, se por ventura em
Aguas Bellas ha au nao novidade, e a Exms. presi-
dooeia deesa provincia poda aduar nosaas preven-
roes, oa fszer-nos traoquillisar om pouco dzeodo
a qae ha.
cio, e o tegredo mais prejudicial, do que a ver-
dade.
k tranfuillidade vai aem allarafio.e oslhoggs nio
les dado sigoaes de sua zislencil. Est M pecUtiva com a nova administrarlo ? Oa ea
e aatfM cauto oa idiota, ou elles nio lerio del-
laqaarlcL
0 nota jury que foi bem dgjio de um poca
chstVarica, findeu sea jubileu plenario, chelo de mi-
eneordi, e pregui(. Se nio fora esse stimo nec-
eado toartnl, que o viciou escandalosamenle, eu pe-
dia caaottiucao ; atas lera oa baile dado pe-
lo litas.
O Santa Isabel com todo e mrito, servio de bode
tramar i; mas ainda pera tu vez de eahir sob a
greca agarra aran victima para ootro desfeehar-lhe um
tira, he alo innocente, como Job ; qoe quem estro-
fia am com om -iitlolaco, e mala outro, qoe nunca
aotMle, publica, e eacand.losamenle, s merece
Izan ankot de dapotilo, espera da prmeira op-
partaaidade, quando a advogado, per muito favor e
aataolt, ped 24 auno.
fadaTai mais me convenc, de qoe o glande sa-
bor eeaa mundo, consiste era escoll.er hora, occa-
aa, a lagar.
Aiada asaimnio son contri a inslituicio do jurv;
porqae as branqaiuhas tambera andnm nos horneo
dtj ara.
Aqai leuot IrMsapplenles do juii municipal em
axereici ; deorte qoe he diflicil ssber-se, qoando
aabe a vez de aarh am. Eu ti, acca/i mei tidwrunt
a supplenlesonando jurado, Da salado tribunal,
deapacliando autos! !
Tea ehegado o resultada ilaelai'jao provincial de
pooeta collegio ; mas, pilo que ha, anda muila
gente de lingua branca. O- elethires quiteram re-
tornar a provincinf; mas toasatiulo da reforma.
Beos queira, qun para o aono, porque quero vi-
ver al li, o lenha a r,izr-lhe, senio bens da
ata atterablea.
Espero saber retallado geral pira dizer-lh'e.
As elei^oes de senador nio leeni anda lomado
aquella aoimatio, que era dr. esperar, entre po-
polafio. A aclivi.iade cuncenlroii-se nos candida-
to ; entre os quaes juslameate deve existir, Quem
qaizer bullas trepe, dizia oieu bisnvo.
O Parahibano deu ama coirespoudeocia, em qoe
aerecoinmenda, o velho commendi lor, o uostu va-
ledo Abialij. o decano parlamenUr, o antgo lida-
dor da independencia, o ex-capilio-mor da Jacoca.
Ea sYapalhiso com os homniis da minba idade, e
principalmenle com elle, qae foi importancia no
amavel barrio de iaeu uasi iinuulo, a Jacoca ; oin
digo nos nateimento, porquo creio, qua elle be
Peruambacano.
uda o trigadeiro Sergio, Para-
[cestados, que tero pieslado vali
provincias do imperio. Tam-
bara vou por He porque e-limo a farda.
Se me fora licito recommendar alguna recommen-
daria (olheqae o nio faro, porque nio tenho para
raso lmenlo} o nosso coinmend idor Fredeeico de
Alaaeida e Alboqaerqae, que not tem prestado mui-
ta trricos eaa todas as eaocat, que he Parahibano.
aataawdoaeo paii, honeatt e mal compeoiado. O
Baaso patricio Flavio Clemenlino da , diga da lado peto bem qee lem feilo sa provin-
cia.
ODr. Francisco de Asis Pereirj|Bocha,magistrado
ntegro. honrado, semprt probey e sempre eiqoe-
ddo ; inimigo do critne e imant da juslica.
Ainda linha mais tres i recofiiaaendar ; mas au
eoaclni minha lisia, e nao posto volar em seis.
A yaojautu prepara-te para divertlr-se pele Na-
Pelo vapor Tocant'ms, entrado ante-honlem dos
porlos do norte, recebemos jornaes que alcancam :
os do Para a 15, os do Maranhio a 18 e os do Cear
a 20, lodos "o crranle me/..
as carias dos nossos correspondentes encontraro
os leitores o qoe de mais irnportaote ha.
No Para eslava quasi extinelo o cholera, dando-se
tmenle um ou dous casos por semana.
Em um carta de Cururup, no Maranhao, pu-
blicada no Diario da mesma provincia, encontra-
mos o seguinte horroroso facto :
o O crime horroroso que acaba de ler lugar no
nosso dislricl, empresado no infeliz, lenente-coro-
nel Paole Francisco Alves, homeni de cincuenta e
seis annos, mas inda cheio de vigor, nos faz chamar
a atten^i dn aoverno para esta localidade, oulr'ora
considerada o seio de|Abraham ; nio porque as auto-
ridades polieiaes tenham deixado decomprir com
seo dever, mas por falla de fu rea militar, que acu-
da rpidamente ao lugar do crime para serem pre-
sos os malvados depois do facto consumado, e para
os contar cora o recelo da puni^io : te assassinalu
he de sumnia transcendencia, quer pelas circums-'
Uncas aggravantes de que foi revalido, quer pela'
posiro que a victima oceupava na sociedacle. O in-
feliz leudo sido avisado de que um lal Joaquim Jos
Selubal o pretenda assassiuar, acanlelava-se em soa
fazenda, recolhendu-se ao interior de soa morada ;
mas oo dia 7 desle mez, achando-se o vgario da
fregunia all era desobriga, nio julgando sem du-
vida lio malvado o assassino, deixou de ler as pre-
cisas cautelas para a sua seguranza, e pelas 7 para
s 8 horas Sa noite, achando-se a mesa em soa va-
randa de casa terrea, servio lu de cha ao vigario, e
Fr. Beuediclo, leigo do hospicio, de Santiago dessa
cidade, o malvado sem respeito para com lu pa-
dres, e muito especialmente i iraagemde nosto Be-
demplur que Gcava fronteira em uro altar porttil,
qoe all lava levantado para a desobriga, ni dis-
tancia de Irinla e tantos palmos, fazendo de seu pei-
lo o alvo, oo infeliz empregou quatro qoarlos de
bala e 23 carocoa de chumbo, de qoe morreo inme-
diatamente. O frade l completamente cago de
om olho, e privado dos denlas e labio inferior, de
que por dias lev em risco de vida ; mas entre-
gue aos cuidados do honrad lavrador o lente An-
tonio Correia de Mendonca Bilancourt, qoe o levou
para soa casa, lem de ficar bom, mas com a* difor-
midades que temos notado.
Haviam all ehegado na barca portugueza Linda
lUBbtlonns porluguer.es para a empreza do Sr.
FroaWKd Marques Rodrigues, sendo elles de
o sexos.
L-se no Cearenie de 7 do coreante :
a Culaatrophe.' Ha poucos dias deu-se est fado
oo dislriclo (jo Brejo-Grande, na chapada Araripe.
a Dous caladores de vado ealndendo lograr
melliormenle teu objeclo, separaram-te por duas
veredas diversas.
a Um delles, depois de alguns rodeios, procuroo
om arbuslo e se delou entre sua folhagem, fcando
apenas com a cabera fra das follias, e cobriodo-a
com auas roupas de couro, deiiou sa assim ador-
mecer.
n Infelizmente o outro, depois de igoaes excor-
ios, ehegoa a aquelle lagar, e vendo ao longe e
almez a claridade do sol de meo-dia a caneca do
companheim, illudiu-se suppondu-o um vado, e
nesla crela lootou altura e disparou-lhe a espin-
garda.
a Cnrrendo pata u lugar, onde suppunha encon-
trar su car,:, o qae v? Seu corapsnheiro se dis-
putando morte. O catjadnr homicida em extremo
alfliclo, lemou o seu ferido, e assim o levou ao pai,
que o vio expirar era poucos momentos depois de
haver confirmado a relarau di offensor. O pai do
raerlo aconsethoa ao outro que se evadiste, oque
de facto elle fez. Este facto nos foi garaotido por
testemonh Do Rio Grande do Norte e Paralaba nada ha dig-
no de mencSo.
A ORDEM DA JARRETEIRA.
Ja disemos qae no da 18 leva lugar uo caslello
de Windsor a ceremonia da recepcio do imperador
Napoleio como cavalleiro da ordem da Jarreleira.
Antes de referirmos as parlicularidades do aclo, pa-
rece-uos a proposito dizer alguma eousa desla illus-
Ire e auliga ordem.
A muito oobre ordem da Jarreteira ( Ihe inosl
noble order of Ihe Garder ) foi instituida em i31~
por Eduardo III.
As snas insignias sio : 1. a jarreteira de vel-
ludo aznl, com a divisai Honni soil qui mal y
pense ; 2. o acinfo o de velludo carmezim3. o
brrele de velludo encarnado ; 4. o o collar
de oura ; 5. a imagem de S. Jorge sbrenosla em
ama larga banda tambem azul ; 6. a a estrella de
prala. O utimero dos cavalleiros nio pode pastar
de 25, nio cotupreliendendo os soberanos, principe
UIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimentodo dia 1 a 24 4:%4i53
dem do di 21........
I:%.;..vi
Exportacao'.
Ki.o Grande do Norte, lancha hrasileira Flor do
Rio, ennduzio o seguinte : 157 vulumet gneros
eslrangeiros e naoienaes, 2 caixintus rapara prela,
5 taccas arroz. 20 ditas caf, 2 rolos fumo, 2 barri-
cas com 2 arrobas e 9 libras de assucar.
Cabo da Boa Esperan;, brigue americano No-
ble", de 207 lanciadas, couduzio parle da carga qoe
Irooxe de Boston.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAE s DE PEItNAMBUCO.
Rendimenlo d.. dia 1 a 24 23:513*960
dem do dra 26...... 7710124
sangue, e principes
eslraageiros.
24:2859084
PliBLICAfO A PEDIDO.
O ehelcra-morbus, poderoso e Icrrivel inimigo,
que lautas vidat lem ceifad'o ao Para, n'tssa provin-
cia a no Rio de Janeirolambem niu quiz deisar
*s descarregar a sua mi fatal sobre o povo Sergi-
pe ose.
Os termos de Campos Le agarln, n'esla provincia,
foram os que era primeiro lugar liveram de hospe-
dar a esse viajante destruidor, o qoal tem que dei-
sassede diiima-los invadi a Colmquiba, princi-
piando os seus estragos u'esla cidade a 23 de oulu-
bro prxima passsdo.
Desde enlao fomusrfesleraanhat das scenas maii
tristes que se tem presenciado 1u terror, .a dar e
inorleeis o que seenconlrava a cada pasto !e nao
poda del lar iva ter a*sim.Larangeirai, que co-
|ava apenas se le mil linas, pouco mis ou menos,
lem visto rfleclivamenie prder 60, 70 e80 pot dia,
nlo fallando em um dia de 101 passoas !'.!
Desde o principio da epidemia al hoje, qae n'es-
la cidadevaija era bastante declinado, lem-se se-
pnllado im cemiterius nao menos de 2100 cadveres',
nio cumpreliendeudo lodo o municipio.
Deveaos crer que em punifiu dos notaos grandes
Os iuembros
-
da ordem sio
A Rainha.
O principe de Calles.
O principe Alberto.
O re de Hannover.
Duque de Cambridge.
Re dos Belgas.
Re de Wurleraberg.
Re da Prossia.
Rei da Saxania.
Duque reinante de Saxe-Meiiiingen.
Duque reinante de Saie-Coburgo-Gotha
Principe d Leiningen.
1. O duque de Rulland.
2. O marquez de Augrney.
3. O duque de Devonshire.
4. O marqoez de Exeler.
5. O duque de Bichemoiid.
6. O duque de Buclencb.
7. O marqoez de Lansdotvnr.
8. O duque de Somersel.
9. O duque de Salherlaod.
10. O duque de Beaufort.
11. O duque de Buekingham.
12. O marquez de Sallsousv.
13. O duque de Clevland.
14. O conde Grey.
15. O marquez de Abercon.
16. O marqoez de Canden.
17. O marquez de llerlford.
18. O duque de Belford.
19. O duqae de Norfolk.
20. O conde de Claren dun.
21. O conde Spencer.
22. O marquez de Norma robv.
23. O conde de Fitz-William.
24. O conde Edtmor e.
25. O conde de Aberdeen.
Prelado da ordem, o hispo de Winchester.
Chanceller, o bispo de Oxford.
Registrador, o decano de Windsor.
Prime Porteiro da vara negra, sir A. W. ClirTord ba-
ronet.
Agora fallemos da receprsao.
A's tres a rainha reuni o capitulo da ordem da
Jarreteira para Iba propr a immediata eleicio de
imperador Napoleio.
Os rneinbrm da ordem com os trajes offlcia fo-
ram introduiidos na sala da recepcao.
A rainha com o maulo de velludo violeta lendo
ao pescoco o collar da ordem e um magnifico diade-
ma de diamantes na cabera, apresentoa-te no sali
seguida de paftens cora libr de gala e escollada pe-
los grandes offkiaes da ordem. eutre estes o duque
de Cambridge e o principe'de Leiningen.
Entre os inembros da ordem achavara-se o mar
quez da-Exeler, o duque de Buekingham, o duque
de Richmont, o marquez de Lansdowne ; o duque
de Cleveland, o conde Gre>, o marquez Abercorn,
o marquez Uerlford, o conde Clarer.don, o ronde
Spencer, o conde Filz William, o conde de Elles"
mer e o conde de Aberdeen.
Como empregadus lavara o bispo de Wioches-
ler, o bispo de Oxford, o decano de Windsor e sir
C. G. Young e ir A. Clifford.
Revenidos com u mani, collar, cadeia e anneis
fda ordem, estes dignatarios eutraram na sala do
(hrouo e se atseotararo. Na frente eslava a rainha
em cadeara de espaldar, lendo i direila o prelado da
ordem, o a eaqnerda o cliatvceller.
TroDxeram-se os registros, a Jarreteira e mais in-
signias da ordem.
Coraeca a ceremonia pela Itilura dos estatutos,
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudimenlododia I a21 77:5359121
dem do dia 26 ...... 2:658958
80:1945079
MOVEVLENTO DO PORTO.
. ilamburgo35 dias, brigue hainaurguez Olindao,
de 240 tonelada, caplio C. Maass, equipagem
11, carga fazendas mais gneros ; a IV. O. Bie-
her S Companhia. Passageiroi, H. Barlhold
Francke, Frederico Augusto 7.eeu.\
Cotingoiba8 das, hiale braseiro Sergipano, de
54 toneladas, metlre Henriqaa Jet Vieirada Sil-
va, equipagem 6, caiga assucar ; a Jos Teixeira
Batios.
Taraandar6 hora, vapor braseiro Marquez de
Olinda, conimandanle Antonio Mlvrira Maciel
Jnior. Passageiros, o gerenle da companhia
pernambucana l.oureuco da Silva Araujo e Ama-
zonas e 1 lilha. Joaquim Alves Moreira e 1 criado,
Joio Doarle Carneiro Monteiro, Bercliior Jote dos
Rea, Luciano Xavier de Moraes Sarment, 2 es-
cravos a entregar, Jos Joaquim de Gouveiaf*Jos
da Silva, Oliveira e 1 eteravo. Antonio Jos de
Moraes Ponte, Joaquim Correia da Costa, Eplii-
geuia Mara da Conceieiot, 1 eteravo a enlregar.
Par a porlos intermedios9 dias a II horas, do
ultimo porto 6 horas, vapocbrasileiroaTocantins,
comraandante o capilla dtrTragala Gervasio Man-
cebo. Paswigeiro, Dr. Maximiano Francisco Do-
arle e 1 criado, Jos Jorge Saramago, Dr. Joio
Paulo Monteiro e 1 criarlo. Seguem para o sul,
Joio Pedro Ribeiro N., Elias da Costa, Loiz An-
tonio Maciel, Joio A. Vellez, 5 recratM para n
exeicilo, 8 cscravos a enlregar, 1 preso do exer-
cito.
.\acios entrados no dia 26V'
Rio de Janeiro30 dias, patacho braseiro Valen-
te, de 130 toneladas, capillo Nicolto Francisco
de Araujo, equipagem 11, em lastro ; a Caetano
Cyriaco da Cotia Moreira Ficou de quarenlena
por 10 dias.
Maranhao17 dias, hiale braseiro Lindo Paque-
te, de 205 toneladas, meslre Jos Pinlo Nones,
equipagem 12, carga arroz e mais gneros ; a
Antonio de Almeida Gomes.
Nado sahido no mesmo dia.
Ro de Janairo e porlos intermediosVapor brasi-
leiro aTocanlinso, commandantc o capillo de fra-
gata Mancebo. Passageiros desta provincia, Mi-
guel de Siqoeira Lima, alteres Gustavo Chrisliano
Dezouzarl, 2.* lenle Augusto Netto de Menflon-
Sa, Dr. Julio A muido de Caslro, o commissario
o.lo Evangelista, escrivio Antonio Pedro Freir,
Joio RodrigoM da Craz, Manoel Lopes da Cusa
Soarcs, ex-praca Manoel Severino.
O Dr. Anselmo, Francisco Perelli, commeodador da
imperial ordem da Rom, joiz de direilo especial
do eommereio desla cidade do Recife, provincia
de Peni trabuco, por S. M. I. o C. o Sr. D. Pdro
II a quera Dos guarde ele.
Foco aber aos qoe a prsenle caria virara, em
como o coinmendador Elias Baplisla da Silva por
seu procurador nesla cidade o negociante Manoel
Ignacio de Oliveira, que hecredor das pessoascujos
dbitos constara da inclusa relaflo por dividas com-
merciaes contrahidas anles da promulgarlo e exc-
co;go do cdigo commercial braseiro, e por adiar-
se prxima a poca marcada pelo mesmo cdigo para
a pres:npc/o dos titulus e dividas commerciaes, o
supplicante para segurar seo direito vera perante
elejuizo proleslar para iolerromper a prescrprio
dos referidos litlos, e garantir seu direilo contra os
ditos devedores, e requeren lo que lavrado o termo
da protesto Ihes saja ultimado por caria de edilot
como o dispe o artigo 453 paragrapho 3 do citado
cdigo admillindo V. Exc. ao supplicanle a prodn-
zir a justificacio de aazencia vislo os devedores se-
rem moradores em lugar nio sabido, pede a V. Exc
Illm. ftenhor Dr. juix especial do eommereio que Ihe
defira.E R. M Jos Mariano de Albuquerque.
E mais se nio eonlinha em dita pelicio a qoal
dei o despacho do theor segoinle :
Tome-se por termo o protesto do supplicanle a
produza esle a juslificflo de qae trata.Recife 10
de dezembro de 1855.Perelti.
E mais te nio continha em dito despacito, em vir-
tnde do qoe o escrivio lavrou o termo de protesto
do theor seguinte :
Aos 13 dias do mez de dezembro de 1855 nesla ci-
dade do Recife de Prrnambuco em mea escriplorio
veio Manoel Ignacio de Oliveira como bastaute pro-
carador do eoromendador Elias Baplisla da Silva,
e peraule mim e as leslemuiihn abaixo assignadas
disse que proleslava contra Diniz Jos Hercul.no e
ootros mencionados na relaco que diante se segu,
pelo cenleodu em sua peiiciu, que fazia parle da
presente termo para o fim ua mesma requerido, e de
como assim o disse e proleslava, assityina com as
lealemunhat u pres-nle termo. Err Maximino
Francisco Doarle e-crivio privativo do faizo com-
mercial o escrevi. Manoel Ignacio de Oliveira.
Estanislao Pereira de Oliveira.Aulonio da Silva
Ramos. ,
Nada mais se coolinha em dilo termo de protesto
depois do qual se va a relario dos devedoros uze-
les do Iheor seguinte :
Saldo de urna letra acceila por Diniz Jos ltereu-
lano. garantida por Manoel Pereira Guin-res & C.
da quanlia de".IS?. importando o referido saldo em
3.549240, letra aceita pelu dilo Diniz Jote Hercuhmo
sem garanta, de 4589362, dem aceita por Joaquim
Francisco de Mallo Cavalcanti sem garanta, de
5639646, titulo de divida. que la obrigado Joa-
quim da Silva Salles da-quanlia de 659623. dem
dem a que'esta abrigado Francisco Albino de Brilo
da quantiad 2219271, letra 798gem prala de 1/440
o palacio, sanada por Jos Joxquini de Lima, ac-
ceila por Joaquim Pedro Brrelo do Reg e garan-
tida por Joio Manoe' de Barros Wauderley Lio en-
dostada por Antonio Lint Ribeiro de Brit. Prr-
nambuco 10 de dezembro de.1855.Por procurarn
de Elias Baplisla da Silva, Manoel Ignacio de Oli-
veira.
E mais se nio conlinba em dita relacio aqai fi-
elmente transcripta e lendo o supplicante produzido
soas teateinanhas, e sendo-me os autos conclusos dei
a senlenca do Iheor seguinlr :
A vista na inquirirlo de folliat 6 a folhas'7 verso,
pala qoal se musir eslarem ausenbjs em lugar
nio sabidos os individnos mencionados) oa relacio
de folhas 3 mando que, para -er-lhes intimado o
protesto de folhas 2 se passe caria de editos cum u
prazo da 30 dase cusas.Recife 15 de dezembro
de 1855.Anselma Francisco Perelti.
E mais se uiu coolinha em dita senlenca aqui
transcripta, em vrlode dqua o crivio qoe la
subscreveo, mandou pastar a prsenle caria de
edictos como prazo de 30dias,pela qual e tea theor
se chama e intima, e hei por intimado o suppli-
cados devedores ausentes cima declarados de lodo
o conleudo na pelieo retro e termo de protesto
cima transcripto.
Pelo que, loda e qdalquer pusoa, pareulesoo ami-
ao mez, acei
dita de 1219900
a 8 naezM de prazo vJIcda a 29 de jolito de 1843,
a decorrer 2 por cenlo ao mez, aceita por Jote Vic-
toriano de Souza ; urna dita taccada a 20 de maio
de 1845, a 7 mezes de prazo, vencida em 20 de de-
zembro de 1845, da quanlia de 1829660 a decorrer
2 por cenlo ao mez, aceita por Antonio Fernandet
Rotas ; urna dita da quanlia de 429500 uceada a Ia
de maio de 1848, a 3 mezas de prazo, vencida a 1*
de agosto de 1848, a decorrer 2 por cento ao mez,
aceita por Jos Joaquim de Saul'Anna ; ama dita
da quanlia de 12811140 zaceada a 15 da tMrce de
1849, a 2 mezes, vencida em 15 de maio de 1849, a
decorrer 2 por ceulo ao mei, aceita por Anlero Jo-
s Mnnz Pereira ; ama dita da quanlia de 2099590
saccada a 9 de maio da 1849, a 2 mezes de prazo,
vencida em 9 de julner de 1849, a decorrer 2 por
cenlo ao mez, aceita por Anlero Muniz Pereira, cu-
ja relacio lava sellada com a verba mguinle :
Numero 165. 160. Pigou 160 rs. Recife 5 de
dezembro de 1855.Carvalho.Senna.
E mais se nio coolinha em dita relacio aqoi trans-
cripta e tendu o supplicanle produzido saas letle-
munlias, sendo os aulot conclusos dei a teuteura do
theor eguiule :
A vtla da inqurirau de fulliat 6 a folhas 7 verso,
pela qual se moatra eslarem ausentes era lagares
nao sabidos es individoos musanle da pelicio de
folhas 2 e da relami de folhas 4, mando que para
ser-lliM intimado o protesto lomado por termo .a
folhas 2 verso, se paste carta de edilos com o ptazo
de 30 dias e cotias.
Recife 15 de dezembro de 1855.Anselmo Frao-
cisco Perelti.
E mais te nio continha em dila senlenca aqai
transcripta, em virtode da qual o escrivio que la
subscreveu mndoa passar a prsenle carta de edic-
to com o prazo de 30 das, pela qual e seo theor se
chama e intima e hei intimados aos supplicadoa de-
vedores antales cima declarados de todo o conleu-
do na pelicio e termo de prolesto cima trans-
cripto. Pelo que loda e qpalquer petsoa, panules
on amigos dos diloa* supplicados o podero fazer
scienle do que cima fie exposto ; e o porteiro do
juizo afiliara' o prsenle nos lugares do coslume e
ter publicada pela imprenta.
Dado e pastado nesla cidade do Raelfe de Per-
namboco aos 21 de dezembro d 1855. Eu Maximin
no Francisco Doarle, escrivio privativo do joizo
commercial o sobscrevi.
Antelino trancuco Perelti.
iiii i
Para o ixaealy segoe com brevidade o hiale
uExalacie; recaba carga e paatagalrm : Irata-se
coas Caetano Cyriaeo da C. M-, o laa de Corpo
Sanujju^j.
jf v Acaraco' sabe al o dia 6 de Janeiro o
hy i Inda recebe alguma carga e pasta-
T f taraeom Gouveia & Lile, rea do Ooei-
mauo o". 27.
Para o Rio de Janeiro segoe com brevidade o
brigue braseiro Elvira; t recebe carga miada,
escravo passageiros, para o qoe leo) axcelleu(
rom modos : a tratar cota o cantigudlaria Joto Joa-
qun Diat Fernanda.
Par e Cear.
Segoe no dia 5 do mei prximo vindouro pallia-
bote / niu; pan. o reto da carga a pattageiros,
Irata-se com Caetano Cyriaco da C M., ao lado da
Corpo Sanio h. 25.
LEELOESI
DECLVUACOES
gos dos supplicados os poderlo fazer scenlet do que
cima Gca exposlo, e o porleiro do juizu affizara' a
prsenle nos lugares do coslume e sera' publicada
pela im'prensa.
Dado e pastado nesla cidade do Recife aos 11 de
dezembro de 1855.Eu Maximino Francisco Hil-
arte, crivio privativo do juizu commercial o es-
crevi.Anselmo Francisco Perelli.
EDITAES.
peccado ktos mesmo lenha permittido haver lama- j aepos da qual se leu o decreto da rainha conferin-
nha perda.; roas nao se pode duvldar qoe a falta de
recursos oo de providencias do governo da provin-
Perusmbacano.
Tambem rMaojateiii
hiborra d qattBcost
m tervVres dflPi
bem vou por Te pora
cia allameale Um concuirido para isa. Durante lo-
do esse flagello temut lido sanate dous mdicos
Horneados para our;i|ni*Mte municipio um dos
quaes u disliuclo Ur. Jas Candido de Faria mor-
reu logo ni influenciado mal, lendo com todo pres-
tado relevaniissnna tervtms antes da sua Toarte.
Alera d'islo apenas pos consta ter viudo nm cont
e quiilienlos mil rejs para as desaezas dos eemile-
rio-, enlerramenlM, fogueiraa ele,, assim como tre-
za retes qoe foram corlada por cunta do governo,
distribuiudo-se pela pobreza com alguma greca, itlu
hepelo mdico preco de 149 re s libra.
Urna ambulancia nica, que d'alii veio para ter
nos distribuida, chegou sem os medicamentos mais
etencU para o cholera, porqae ficaram ero Ma-
roim, aoude enlio s havia principio de choje-
""" rf r'
O pequeo e nico hospital de caridadeoi logeno
comego da epidemia desamparado' por seu medic o,
Sr. Dr. Joio de Carvalho Borgesficamra somonte a
cargo da seo roui digno provedor o preslirr)r riu-
guez Sr. Joaquim Policarpo Semedo, que (era
do o collar da ordem a seu augusto filiado
perador dos Fraoeez.
Momentos depois o imperador e a imperalriz fo-
ram conduzidos ao salao do concert, e em seguida
ao da recepcao, onde lo "ii.irain lugar entre SS. A A.
RR. o principe Alberto e duque de Cambridg. SS.
MM.eram precedidas de om araulo d'armas da or-
dem qae levav o escude e (andarle.
O imperador collocou-se i direila da rainha em
una cadeira de espaldar qae te linha preparado.
A imperalriz e a duqueza de Cambridg licaram ao
lado da llrrono. Eram lestemunhas o principe de
Gales, a.princeza real, o principe Alfredo, a prin-
ceza Alice, a duqueza de Cambridg, e a prinerza
MaV.'
A'rainha dista com amahdade ao imperador
que Ihe confera a condecorac^o da mu illuslre or-
^-"i da Jarreteira, am ra(iflca(io da ditosti a since-
r"alliai'ca que com elle acaba da fazer.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da junta da fa-
leoda, manda fater publico, que no dia 17 de Janei-
ro pruximo vindonro vai nventemen pra^a para ter
arrematada ii quem por renos iizer a obra do tm-
barrauieiiiii da estrada do sul eolre os marros de
7,000 e 8,000 bracas, avallada em 9909.
E para coiiilar >e mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thewuraria provincial de Pernam-
boco 24 de dezembro de 1855.O secretario,
Anlonio F. d'Auouiiriacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesooraria provincial
em cumprimenlo da resolucao da junta da fazenda,
manda fazer publica que M obras supptenaentares a
fazer-se na ponte sobre o rio Capibaribe na estrada
de Pao d'Alho, vio novamente a prsc, no di 17 de
jaaeiru proiimo viinldnro, para serem arrematada,
a quem por menos as Iizer, avahadas em 12:8919820
reis.
Epara conslar se mandou aluzar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da theteuraria provincial de Pernaat-
boco 17 de dezembro de"1855.
O secretario.
A. F. d'.itmunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da resolucao da joola da fazenda,
monda fazer publico, que im dia 17 de Janeiro pr-
ximo vindouro, vai novamenle a praja pt ser
arrematada a quem por monos liaer a cousarw^io
permanente do I. termo da eslra* da Victoria, ava-
hada em 2:0579000 reis, por lempo de 1 mezes.
E para constar te mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesoararia provincial de Pernambu-
co 17 de dezembro de 1855.
O secretario.
A. F. a'Amunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesooraria provincial,
em cumprimenlo da resolucio da junta da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 24 de Janeiro prxi-
mo vindouro, vai novamenle prara para ser arre-
matada a quem por menos fuer a conaervacio per-
manente da Irada de' Pao d'Alho avaliada em
4:0009000 rei, por li
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commeodador da
imperial ordem da Rosa e joiz de direilo especial
do eommereio desla cidade do Retire por S. M.
I. e C. que Dos guarde ele.
Fajo saber aos que u preute caria virem, em
como Antonio Monteiro Pereira me fez a pelicio do
theor seguidle:
Diz Antonio Monteiro Pereira que adundse a
findar a poca mareada pelo cdigo do eommereio
para a prcrpe.io dos ltalos das dividas commer-
ciaes, e quereudo segurar teu direilo sobre os deve-
dores de sua casa de negocio, vem requerer a V.
Exc. digue-se de admtttir ao supplicanle a justificar
a ausencia dos devedores segointevqoe morara em
lugar nio sabido, a lim de Ihes ser mimado o pro-
testo para interromper a prescriprno por carta de
edilos :Jos Anselmo de Araujo Birro, devedor
ao supplicanle por letra 9609140, vencen Jo os juros
de 2 por ceulo ; Fraocisco Gomes dos Santos, dem
por ama letra de 1389740, com o mesmo joro ; Ber-
nardioo Ferreira Gaimaries, por letra de 4649930,
com o me por ama lelra de 1049880, com o mesmo juro; Fran-
cisco Csrdcso de Mello, letra de 64/760, cora o mes-
mo juro ; Francisco Jos de Amorim, lelra de 3129,
com o mesmo juro ; Januario Cabral de Mello, le-
lra de. 1129210, cora o mesmo juro ; Jos Victoria-
no de Souza. lelra de 12(9800. cum o mesroo joro ;
Antonio Feruand Rosa, lelra de 1829660, com o
mesmo juro ; Jos Joaquim de Saul'Anna, lelra de
429500, com o mesmo ; Anlero Jos Muniz Pereira,
lelra de 1289140, enm o mesmo juro ; o mesmo por
oulra lelra de 2099590, com o mesmo juro ; reqoer
portan'o a V. Exc. que lavrando o termo de proles-
to digne-se oe admtttir o supplicanle a produ/ir e
justificar exigido pela le, seguindo-se em ludo os
mais termos. Pede a V. Exc. Illm. Sr. Dr. joiz es-
pecial do eommereio que Ihe delira.E R. M
Anlonio Monteiro Pereira.
E mais se Mto continha em dila pelicio aqu trans-
cripta, a qual sendo-me apresenlada dei o despacho
do Iheor segninle : ,
Tome-se por termo o protesto do supplicante, sen-
do este admittido a prodorir a justificedlo requeri-
da. Recife 5 de dezembro de 1855.A. P. Perelti.
E mais se nio coolinha em dilo despacho, aqui
transcripto, em virtude do qual se lavrou o termo
de prolesl" do Iheor segoinle :
Aos 5 de dezembro de 1855 nesla cidade do Re-
cife de Pernambuco em meu escriplorio veio An-
lonio M .nleiro Pereira, e peranle mira e ai leste-
munhas abano assignadas disse que proleslava pelo
conlendo cm un pelieo e relacio releo, contra Jos
Anselmo de Araujo lluro, e onlros referidos na re-
lacio seguinte. que faz parle da nu-sni peticao para
o lim uella requerido, e de romo a".un u disse e
prulesloitejtsignoii com as leMemonTias o presente
termo. Eu Maximino Francisco Duarle, escrivio
privativo do juzo commercial oecrevi. Antonio
Monteiro Pereira.Leopoldo Ferreira Marlfns Ri-
beiro.Celim Coelho de Serpa Brandio. 9
E mais se nao con imita em dito termo de protesto
aqui transcripto, dopois do qual se via e segua a
relacjlo dos devedor, senles do theor seguiute :
Urna letraaccad. em 21 dejando de 1810, a 8
mezes de prazo vencida a 21 de fevereiro de 1841
a decorrer 2 por ceulo ao mez na quanlia de
9G09I4H. areila por Jos Anselmo de Araujo Birro ;
ama dila saccada em 21 de junlia de 1840 8 ma-
tes oe prazo, vencida a 21 de feWreiro de 1841 de-
correudo 2 por cenlo ao mez da quanlia de 1389740
aceita por francisco Gomes dos Santos ; ama dita
da quanlia d 464/930,saccada a 1 de rosio de 1841
a 12 meies de prazo vencida em o 1 de maio de
1842, a decorrer 2 por cenia ao mtz. aceita por Ber-
nardina Ferreira GuimarAes ; ama dila da quanlia
de 1049680, saccada a 13 de dezembro de 4842, a 3
mezes de prazo vencida em 13 de marco de 1843, a
ecorre; 2 por cenlo ao mez aceita por Francisco
avaras di Tnndade ; ama dila de 649760 saccada
a 20 de Janeiro da 18(3. a 6 metes da prazo venci-
da em 20 de jolho de 1843, a decorrer i por cenlo
ao mez, aceita por r'rnnc seo Catado de Mello ; urna
dila de 3129 saccada a 17 de juuho de 1843. a 6
mezes de prazo veacida a 17 de dezembro de 1843,
a decorrer 2 por cenlo aornez, aceita por Francia
co Jos de Amorini ; urna dita de 1129240 saccada
30 de ontubro de 1848, a 2 meus de prazo, vencida
a 30 de dezembro de 1843, a decorrer 2 ser dial
Correio ge ral. r
Cartas seguras existente na adminislracio do cor-
reio, para os Srs. : dnembsrgador Agoilinho Erme-
lindo de Leio, Alexaudre Coelho da Cunha Calanho,
Anlonio Gonralves Ferreira. Antonio de Paula e
Mello, Candido Narbal Pamplona, Caetano de
Caslro, Domingos Antonio Garca Das Pire, Joio
Anlonio da Piedade, J. Baplisla de Oliveira Gui-
maraes, J. Duarle Carneiro Menlelro, J. Gomes
Ferreira Velloso, Juseplu Joaquina de Vasconcel-
os, Jos Coriolano de Souza, J. Moreira Lope,
J. da Silva Res, Manoel Jos Ribeiro Cavalcaoll
Lima, Vicente Mendes W.inderlej.
A adrointslraeio do crrelos engaja 4 eorreios
eaminhelros: qoem quizer, comparece ua respectiva
administrarlo.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Peitiarpbiico tacca a vista
sobi e o du Brasil ao Rio de Janeiro. Ban-
co- de Pernambuco 5 de dezembro de
1855.O secretario da direcciio, Joao
Ignacio de Medeiros Reg.
O banco de Pernambuco toma dinhei-
ro a juros, de conformidade com os seus
estatutos. Banco de Pernambuco 24 de
novembro .de 18.i">.Joao Ignacio de,
Medeiros Reg, secretario da direccao.
Tendo-te de proceder nesla provincia a demarca-
cao e balisamenlo das barras de Caranragibe, Porto
de Pedrat, 1-mandar ao sul e Maranguape ao nnrle
na conformidade do diaposlo no aviso da repartirlo
da marinha de 13 de novembro prximamente lindo,
ao qual refere-te o ofticio do Exm. Sr. presidente de
27 do mesmo mez, o Illm. Sr. inspector do arsenal
de marinha manda fazer publico qoe contraa com
qoalquer das fundieres desla cidade a aeqoiticio das
seis boias de ferro precisas para um lal Gm, de cou-
tigiiracoes con.lanles da planta existente nesla se-
cretaria, que sera franqoeada a quem queira ve-la
aiitM do contrato ; devendo esle ler logar no dia 31
do andante mez, pelas 11 horas da manhia, preee-
dendo as retpeclivas propotlas enlreguee at esta
mesma hora.
Secrelaria da iusperr,,3o do arsenal de marinha de
Pernambuco em 15 de dezembro de 1855.O secre-
tario, Alexandrt Rodrigues do* Aniot.
O Illm. Sr. inspector do arsenal de marinha,
contrata com quem mais vanlagens ofteiecer a favor
da fazenda, a eneommenda e compra de 4,000 bar-
ricas da bom cemento, par as obra do mtlbora-
uientu do porto, viudas da Europa, e entregues ao
ludo ou em partes as apoca qoe convencionar-se,
lendo losar o contrato no dia 30 do correle mez,
pelas 11 huras da manhia, em vista de propostas em
carias fechadas apresentadas al est hora.
Secretaria da inspecrio do arsenal de marinha de
Pernambuco em 18 de dezembro de 1855.O secre-
tario, Alexandre Rodrigue* do* Alijos.
O conselho de admini.tracto do fjrdamenlo do
corpo de polica, nao lindo effecluado a compra do
sapalus que annuncira em consequencia de nio le
rem agradado as amostras apres-nladaa, faz publica
que precita contratar a manofacluracio de 242 pa-
res : as pessoas que se propozerem deverio compa-
recer na secrelaria do mesmo conselho no dia 28 do
correle, pelas 11 libras da manhia, com suas amos-
Iras. Qaartel de corpo de polica 22 de dezembro
de 1855.O lenle secretario,
Epiphanio Borges de Menezw Doria.
Precsase contratar o fornecimenlodosseiun-
les gneros para consumo do 9. balalhio de aten-
tara : pi de 6|0 e de 4|0, caf muido, dilo em ca-
roco. assucar braoco, manleiga franceza, carne ver-
de, dita secca, bacalhio, arroz, feijio, azeite doce,
viuagre, loucinho, tal, vinho, farinlu, lenha : qoem
os quizar forneeer, aprsenle soas propostas not da
17 e 18 do protimo mez da Janeiro. Qaartel ba So
ledade dp 9.' batalhaode iufanlaria 2ode dezembro
de 1855.Villas Boas.
O ageute Oliveira, autorizado pelo Sr. E. Feo-
Ion. que seguio prximamente no vapor Tay para
Inglaterra, fare leilio da moilo superior mobilia e
mait artigo da soa cata de morada no campo, sendo
loda ella de madeirat etcolhidat, contiilindo em me-
sas redondas e consolos com lampo de pedia, ofat,
cadeira, dila de balanco e de bracos, bancas de jo-
go, dita para sof, tpeles e esleir quasi novas, de
forro de tala, candtiros de globo, laulernat, vasos,
Ggoras e oulrus eufeites de porcelana 'para ma,
linda caixinha da costara, etpelhot grandes, bellas
Suadrot, relogiot perfeilo com corda para Id e 9
at, om ptimo piano moderno, goarda-reapas,
guarda-lvr, commoda, toucadore, marqotza.
ledos riquissimos para casado e aiogelos, banqui-
nhas para luz, lavatorios com pedra a sem ella, ba-
nheirosde folha, meta dejanlar, aparador, anar-
louca, apparelhos de looca fina para jaolar a para
almorz, crystaM muito ricot, armarios. Iludo earri-
nho para meninos, irem de coziolia, porreo de vi-
uhos da prmeira qoalidade, conservas, preparo pa-
ra jardim, vasos de louca para dilo, e oatrot mailM
objeclos : sexta-feira, 28 do correle, at 10 hora da
manhia, na pdicada casa, na Irada da Ponte de
Uchoa, defroole do litio do Uado Exm. Bario de
Beberibe.
AVISOS DrVERSOiS
Illm. Exm. Sr.Acha-te nata prsca um ho-
rnera lofelizmenle desgranado, qae vlveodo de am
pequeo negocio, leudo-te atrasado, e vendo-se in-
juriado pelos seus credores, deserlou, deixaodo toa
pobre familia, e ve-te hoje no.detatpero de Dio te
poder unir com ana consorte e teui nlhiohot: par
isto cabe aos ps de S. Exc qae pelo amor de Dos
e de su familia o queira valer, recurrendo om meio
de qaalqoer erapregooo adminislracio da am qaal-
qoer ter vico qoe poeta por le meio respirar a tob-
tittir com toa familia, da que espera em V. Exc. e
nio desampare. O.'C. A.
IM SINCERO AGRADEC1MBATO.
O abaixo assigoado agradece cordialmenle a todas
as pessoas qoe assi'liram as exequias de ten prezdo
lilho Jerevnias de Seos da Poreianeola nos da 14 o
17, lano tecujaret como ecclesiatlieat, astn casao
ao Rvm. provincial do convento do Carme pela pro-
icccao qoe se dignoo sempre fazer ao mesmo icima
dilo, leceonando-lhe gratis os todo que eam elle
aprenda. Recife 26 de dezembro de 1855.
Beroardoo de 1
AVISOS MARTIMOS
Para o Aracaly pretende seguir por esle das
o hiale aCapibaribe com a carga que livor ; para
o resto oo passageiros, dirija-se a" ra do Vigario
n. 5.
Para Lisboa pretende sahir com
muita brevidade o brigue portuguez Im-
perador por ter a maior parte da carga
prompta: para o resto da carga ttata-se
com os consignatarios No vites & C, raa do
Trapiche n. 34, ou com o capitao na
praca.
?
Maranhao e Para'.
Segoe em poucos das o brigoe cona Graciosa ;
recebe carea a passageiros : Irata-se cora o consig-
natario J. B. da Fouseca Jnior, na roa de Vigario
u. 23.
Real cinpaDhiarie paque-
tes itigleies a vapor.
No fim do
mes es pera-se
da Europa um
do vapores
desta compa-
nhia, o qual
depois da de-
mora do cos-
t a me seguir
para o sul : para panageiros. etc., tral-se com o
agentes Adaratoo Howie & C, roa do Trtpiche No-
vo a. 42.
Para o Aracaly deve segoir com muila brevi-
dade o hiale Aurora, o qoal ainda recebe alguma
carga : a tratar com os propiielarios, ua la da Mac
drede Dos u. 2.
PARA O BIO DE JANEIRO.
A barca braseira Ipojuca, forrada e eiicavhada
bem conbecida pela sua veloz marcha,;
, Precist-se de nm eaixeiro porluguez d 12 a 20
annos pura taberna, cam pratica oo tem ella : ora
Fra de Porta, ruado Pilar a. 84.
Precisa-sede um rapaz prefere-te porluguez
do ha pouco chegadw), para lomar conla a fazar
cerlos servico da om fabrico de calcado : na roa da
Gloria o. 30.
Joio Francisco Marques, wUbelacido com caca
de negocio na villa do Passo, proviocia de Aiagoa,
declara que lendo euconlrado oulros individuo do
mesmo mime, e desojando evitar a duvidas qae auto
pode occasiouar, desde o 1.- de Janeiro da 1856 ttu
diaole e usaguar Joio Francisco Teixeira Mar-
ques.
Precisa-te de urna ama de leile qoe lenha bom
leite e seja sadi : no aterro da Boa-Vola u. 78.
Precita-se de urna ama par cata de pouca fa-
milia : qoem esliver oeslas circumsUneias, dirja-os
a roa do Eucaotamenlo o. 5, que ahi adiar cotti
qoem tratar. I'aaa-te bem.
Precisando-se fallar uo Sr. Jos Cae*
tao de Faria. e ignorando-se sua mora-k
da, roga-se de annuncia-la ou dirigir-?
a ra da Cadeia n. 50, primeiro andar.
Manoel Ignacio de Oliveira Jnior.
Pela terceira vez se annuncia a pes-
soa a quem faltar um caixo com litas e
trancas de velludo, que te achou na estra-
da da Capunga, que baja de dirigir-ce a
ra do Crespo n. t6 A, para se Ibe en-
tregar, no caso que d os signas* cerro.
Magalhaes da Suva Irmfios.
Fabrica de bo-
toes.
Jos Baplisla Braga, com fabrica de laloeiro, fun-
dicao e fuoileiro, na ra Nova o. 38, acaba de moa-
lar ama oulra fabrica da botoe de metal em ponto
grande para fabricar toda a quali i.ide de bolOea eoat
numero, lellra ou qaalqoer dizer qoe o prelendeet*
3oeira, lauto para Iropa dIerra como da marinha,
ourados ou em amarello, attim como para o bala-
Ibdes de guarda nacional, por preco barato.
Fogio na noite do dia 25 do correle am mole-
que crioolo, de neme Liberato, idade de 12 annos,
o qual foi comprado oo dia 24 do naetoto mez ao Sr.
Francisco Xavier Cavaleanti. e auancado pelo Sr.
Fraocisco Xavier Cavaleanti Lint, morador na roa
da Rosario da Boa-Vista ; o ojoal maleque teaa o
signaes segoinle : car prela', olho grande, roste
redando, ps apalhelado, lem ama das parns qae-
foi qaebreda, ata de pootat da charo loe detraz da
orelha, levou camisa de rteado e calca de algodae-
zinhoazul je velha e bastante saja : roga-se at att-
loridades policiaet a qaalqoer capilio de estopo
qoe virem o dito moleqoe. o qoal foi da^dttrcto de
Serinhaem, o apprebendam levem-o roa DiraKa
o. 3, que ser gratificado.
Alaga-se urna grande cata com solio, 4 quar-
lo, cozoha fora, ettnaaria, t*%* pare preles, 2 co-
piares, porlio de inrleir,i, boa ejoialal ptaatode,
sendo na Capunga, cunio da roa dos Drofet: pre-
lendentes podem dirigir-se a roa do Queimado n. 7.
Atoga-te ama grande casa terrea com muito
cemmodo, tita na roa alraz da raalriz da Boa-VU-
la : a tratar oo Manguieho, sitio de Herculaao Al-
vt da Silva.
Fagio no dia 19 do corrale, pela 8 horas da
noile, ama escrava de neme Demasa, idade de 25
annos, altura baixa. cara larga, olho grande, na-
riz chato, bocea grande, falla aprestada, p apeaba
lados, as pastadas muito llgeiras, est com veafido de
chita brenca e velho, sala prela, chale* de casta de
quadro zoes: a petsoa qae apyebeoder.leae-a
caa n. 15, na roa de Jado Fernanda Vieira, que
ser generotameule recompensada.
Precisa-se de ama ama* do aterra da Boa-Vis-
ta n. 60.
Precisa-te d>> orna ama qoe saiba cozinhar e
egommar : oa ru do jaanrapes n. SS.
COMPANHIA
Pernambucana.
A direccao pede aos
Srs.. accionistas qae anda
nao entraran, com a ulti-
ma prestaso oe 15 por
cento, se dignem paga-la
.at o fin do corrente an-
SS^^^pW:T no escriptori^ n. 86,
oater carregar, diria-e a roa da Cadeia do Becife ., An C\ri*W
n. 12, escriplorio de Bailar & Oliveira. >w* "** ^""" ______
MIM
MI
i'iim.vs rm.( k>s vs-
-
Adereru de brhanle, *
diamntites e peroles, pul- ceiriis, alfneles, brincos
e rzalas, bolues e anneis ;
de dillientes goslos e de i^
-> diversas pedras de valor, s
s? ?
' Compram, vendem ou
* trocam prala, ooro, bri- *
v Ihaples.diamaulesepero- *
leje onlras qaaesqaer g
* joiasdessaler, a dinheiro J
- uu por obras. *,
JSeTR*. ?** 8ea6H8aaa
MOREIRA t DDARTE.
LOJi US WK1VE8
Ra do Cabuga' n. 7.
I
&a-irftH-
K-***-*>
OUHU K l'KAT.V.
^ Aderemos completo de J
ooro, meios ditos, paleet- s>
- ra, alcele, uriooos e *
| rotela, eord. traaca- ^
lint, medalhas, correule *
e eufeites par reloaio, e *'
J aulro muiio objecl-t da ^
% aaro.
Apparelhos cemplela,
Recebem por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan- |r&'^ to de Franca como
de pral, para cha, ban-
%' dejat, salva, castice, ?
de praU

de Lisboa, as quaes vendem por
pre^o commodo como costmam.




v

V


JIMIO DI FEMMBUCQ QUINTA FM 27 Jt UEZEMBRO t 855
*'

tU>ULUHIU 00* P&RE*
O ULU* 1^ %.. 1 *W**J. O. Qh
U Dr.F. A. Loto M >sciuo d con ,. "palhica lodos os das aos pobres, desde > horas da
mauhaaateo tneio dia, a em casos eitrsordi.trf. j qualquer hora do dia ou uoile.
Ofleraea-M igualmanle para praear qualquer operadlo de cir urga, e acudir promptamente a qual-
aer muIHerque edeja mal de parlo, e cujaseircumstanctaf nao pcrmitUm pagar ao medico.
VUIIRIO DO Mi. f. A. LOBO 10SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VNDESE O SEGINTE
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. O. H. Jahr, traduzidoem por
luguez peto Dr. Moscozo, qualro volumes encadernado* en dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, crurgia, anatoma, etc., etc.
203000
Esta obra, a mais importante d
e todas as que tratam do esludo e pralica da homeopathia, por|ser a nnica
Be conten a tuse fundamental "esta Contri naA PATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
SNTOS NO ORGANISMOEM ESTADO DE SAIJDEconhecimenlos qne nao podem dispensar as pes-
adas qne se querein dedicar a pratica da verd.id.eira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
etnermentar a doctrina da Hahnemann, e por si meamos se convenceren! da verdade d'ella: a todos os
azendeiros e senhores de ensenlio que estilo longe dos recorsos dos mdicos:' a lodosos ca pitaes de navio,
que urna on oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo sea ou de seus tripulantes :
a todos A pais do familia que por circumstancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao |obriga-
doa a prestar in confinen'i os primeiros soccorros ern suas entarmidade*.
O vade-mecum do homeopalha ou Iraduc'cao da medicina domestica do Dr. Heriog,
obra tambem til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopathia, um volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 103OGO
O "diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratira da
homeopathia, e o proprielario desle estabelecimento se lisongeia de te-lo o ruis bem montado possivel e
nineuem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
PRECOS INVARIAVE1S.
Boticas da 5* oo 30a dvnamisarao. Menores. Grandes.
De 12 tobos.......................89000 I09OOO
De 24 .......................159000 -209000'
De 36 .......... ... :....... 201000 259000
De 48........................25000 303000
Da 60 >......................309000 353OOO
Da 1U .....................'. 609000
Oualqner destss boticas em linduras, o dobro.
Cada tubo avulso..................... I9OOO
Meia 009a de qualq ter lindura da qointa dynam.sacSo....... 29000
Usa frasco da verdaeira tinctnra de rnica............. 23000
Na mesma casa lia sempre venda grande numero de tubos de crystal de diversos tamaitos,
vidrospara medicamontos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentoscom toda a brevida-
de e por presos muilo rommoos.
""TRAIA1EK0 H01I0PATHK
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MQRBUS.
PELOS DRS
ou iuslrucco ao povuparase podercnrardesla enfermidade, administrndoos remedios mais eilicazes
para ata/ha-la, emquanlojsi recorrcao medico,ou mesmo para cura-la iudependente deltas nos lagares
em qne nao es ha. ___
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LORO MOSCOZO.
Esles dons oposculos conlm as indicares mais claras e precisas, e pela sua simples e concisa expsi-
to est ao alcance de todas as inteligencias, nao so pelo que diz respeilo aos meios curativos, como prin-
cipalmente aus preservativos qne lem dado os mais satisfactorios resallados em toda a parte em que
lies tem sido poslosem pratica. .....
Sendo o Iralamenlo horaeopathico o unicoqoe lera dado grandes resollados 00 curativo dala horri-
velenfermidadc, jolgamosa proposito Iraduiir estes dous importanles opsculos em I nigua veruecu-
la.lpara desl'arte facilitar a sua leilura a quem ignore o francs.
Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, ra ISova n.52, por 29000. Vendem-se tambem
o* medicamentos precisos e boticas de 12 tubos corn um frasco de lindura 109000, um dito de 30 tubos
909000.
Matos 23700
Tere,os 13820
Qoartos Qaintos 1*360 n
I9O9O
Oilavas 680 r
Decimos 560
Vicsimos 280 a
lotera nv itoimi \.
O caotelista Salusliauo de Aquino Ferreira avisa
as pessoas que comprara bilheles e cautelas das lote-
ra* da provincia para negocio, o qoal est resolvldo'
a vender os referidos bilheles e cautelas pelo* procos
abuso declarados, dioheiro i vista, sendo a quanlia
de 1009 at 1:0009, permaoecendo firmes estes pre-
0* em quinto nao se alterar o plano actual de 5,000
bilheles pelo qoal sao cilrahidas ai loteras da pro-
vincia. Sin pagos sem n descont de 8 por cento do
rnoslo geral, na ra do Trapiche n. 30, segando
59100 Recebe por inleiro 5:0003000
a 2:5009000
1:6669666
1:2509000
1:0009000
" 6259000
a 5009000
a 2503000
. *. G cautelista
Saluttiano de quino Ferreira.
Traspaasam-se as diaves e ama linda armacJo
de amarelloenvidrscada da loja n. 35 da praca da
ludapeodencia : a tratar na ra Nova n. 23, fabri-
ca de chapeos de sol, esquina da Gamboa do Carmo.
Daguerreoty po.
Na rna do Crespo, sobrado n. 19, primeiro andar,
a* abri um novo estei>etecimenio dagaerreotypo,
aonde se aclia um completo sorlimeolo chegado l-
timamente de Paria, dos perlences ueceisarios para
se tirarem retratos de pewoas de todos os tamaitos e
idades. Tambem se vo tirar em toda a parte aon-
de for chamado para esse lira, tanto de vivos como
de morios, rulas, edificios, ele. : quem se quizer
utilisar, pode ir ao mesmo sobrado das 8 horas da
manilla as 4 da tarde ; os precos sao razoaveis.
RAP iRANCEZ.
O verdadeiro e {entuno rape francez
deeter preferencia sobre outro qualquer
rape tanto pelo sen simples e agraaavel
aroma,como pela sui quahdadehigyenica,
visto nao ter a menor composico que
faca daino as pessoas que delle fazem
uso. Vende-se por 5$000 cada meio ki-
lognima. que regula muito mais de urna
libra: as fojas dos Srs. Moreira &Duar-
te ra do Cabuga' n., Joao Cardozo Ay-
res ra da Cadeia do Recife n. i 1, e no es-
criptoriode Burle, SouzaiSi C. ra da Cruz
n. 48.
Chegando ao conhecimento do IA
publico pelo almanak do anno de Q
1851% que he morto o Sr. Anto- /a
nio Carlos, pede-se encarecida- I
mentea'lllm.Sra. viuva de An- 5
tonto Carlos do engenho Una de *
Santo Antd, de publicar por es- W
ta folha onde se acha morando, e JA
quando pretende proceder o in-
ventario dos bem; para uelle serem
contempladas as dividas passiva.s
detxadas pelo seu muito prezado
marido, alim de ser tambem pago.
Um de seus credores
aviso importaa-
tissimo para os
Srs. jogadores
das loteras.
O cautelista Salustiano
de Aqu no Ferreira
avisa ios Srs. jogadores das loteras da provincia,
que oa precos dos bilheles a cntelas ficam firmes
cetaeabaito se demonstra, os quaes sao pagos sem o
aconto de oito por canto da le as tres prirreiras
sortee grande* em qaftnlo existir o plano actual de
5,000 bilheles, pelo qoal sao extrahidas as loteras
da provincia. Elle* eslBo expostos venda as lo-
ja* do cosame. So he responsavel a pagar os oito
por rento da le sobra as tres primeiros premios
grandes em seas bilheles itileiros vendidos em ori-
na***,
(S 53600 II

, DEKTISTi FRANCEZ. S
Paulo Gaignoux, dentista, eslabelecido na V
9 roa larga do Rosario n. 36, segundo andar,
0 enlloca denlescom a pressaodo ar, e chumba 0
0 denles cum a massa adamantina e outros me- 0
9 taes. sa
0000S 0000000 0000
Illm. Sr. presidente c mais membros da com
missSo de hvgiene desta provincia.Diz Paulo Luiz
Gaignoux, dentista france/, que precisa a bem de
seu direilo, V. Ss. serem sefvidos examinar a pre-
paraban de que se serve para chumbar denles, e de-
nominou matsa adamantina, em ordem de verificar-
se quo a dita preparac.no difiere inteiramente de to-
das as conhecidas. Pede a Vs. Ss. sejam servidos de-
ferir-lite como requer.E. R. He.
Paulo Luiz Gaignoux.
A massa denominada peh)t"supplicante Adaman-
tinae por elle apresentada i coirunissilo de hvgie-
ne publica, difiere de tadas as apresentadas itessa
mesraa occasio por oufros; sendo a confrontarlo
feila na presenca de Indos. Sala das sesioes da com-
mtsslo 30 de jullio de 1855.Dr. A. Fonseca.
Aluga-se um sitio com boa casa de sobrado, a
qual lem mullos romntodos, sita na povoacao do
Monleiro ; a tratar na roa do Trapiche u. 14.*
Urna pessoa versada em latim, francez, inglez,
porluguez, geograpbia, geometra, arithmeltca e phi-
losopha, ensina para a freguezia de Santo Anillo ou
parte conjancla a ella : quem precisar annuncie.
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEQPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E ROEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabelica, com a descrpfo
abreviada de todas as molestias, a indicarlo phvsio-
logica e llierapeulica de lodos os medicamentos lio-
meopalhiros, seo lempo de accao e concordancia,
seguido de um dicciouario da significado da lodos
os termos de medicina e cirurgia, a posto ao alcance
das pessoas do poyo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
O Sr*. assignantes podem mandar bascar os seas
exemplares, assim como quem quizer comprar.
Massa adamantina.
Hegerlmenle reeoohecida a excellencia desta
preparaejo para chumbar deules, porque seus resul-
tados sempre felizes sao j do dominio do publico.
Sebasliio Jos de Oliveira faz oso desta preciosa
massa, para o fim indicado, a as pessoas que quize-
rem honra-lo dispondo de seos serviros, podem pru-
cura-lo na Iravessa do Yigaro o. 1, loja de bar-
9e900<0000:000000000
IIA JRIi'OS.
Teem a bonra de participar ao respeita-
vel publico que teem aberto urna nova loja
o fabrica de chapeos na ra do Crespo,
no sobrado novo que faz esquina paro a
ra da Cadeia, aonde os compradores
acharfio desde hoje em diante um bello
sortimento de chapese lazendas tenden-
tes ao mesmo estabelecimento, e por me-
nos precodoqueemoutra<|ual(|uer parle,
tanto em porcao como a letalho, e desde
ja Ihe recommendam chapeos francezes
de bonitas e elegantes lrmas e de boa
qualidade, ditos fe i tos na tetra de todas
asquaiidades de palha,. seda, e montara
para senhora, de lustre para pagem, e um
rico sortimento de galoes finos, de prata
e ouro para os mesmos; chapeos de castor
francezes e inglezes, ditos de Italia para
homens, meninos esenhoras, do Chile linos
para homens, meninos e sen horas, bone-
tes de todas as qualidades, assim como se
apronte qualquer encommenda tendente
ao mesmo estabelecimento, e tudo por
precos mais baratos do que emoutra qual-
quer parte.
C. STARR&C.
respetosamente annunciam que no seu extenso es-
tabelecimento em Sonto Amaro,continuam 11 fabricar
com a maior perfeico e promptidao, toda a qoaida-,
de de machinismn para o uso da agricultura, na-
vegado e manufactura; e que para maior coromodo
de seus numerosos freguezes e do publico em geral,
teem aberto em um dos grandes armazens do Sr.
Mesquita na roa do Rram, alraz do arsenal de 111a-
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimeulo.
All adiarlo os compradores um completo sorti-
mento de tnoenda* de canoa, com lodos os melhora-
menlos (alguos delles novos e origiuaes) de que a
experiencia de muitos anuos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta prsalo,
taitas de todo tamaito, tanto batidas como fundi-
das, carros de mSo e ditos para conduz.ir forma* de
assucar, machinas para moer mandioca, prensa, pa-
ra|dilo, tornos de ferro balido para familia, arada* de
ferro da mais approvada construccilo, fundos pira
alambiques, crivos e porlas para fornalhas, e roa
infinidade de obras de ferro, que seria enfadonlio
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
intelligente e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os annuncianles contan-
do com a capacidadedesuas oflicinase machinismo,
e pericia de seus officiaes, se comprometlem a fazer
execular, com a maior presteza, perfeicio, e exacta
conformidade com os modelos ou desenhos,e instrnc-
c6es qne lites forem fornecidas.
BOM E BARATO.
Willian. Lilley Jnior avisa ao respeilavel publi-
co amante do bom e barato, que recebeu pelo ulti-
mo navio dos Estados luidos um rico p exptendi-
do sortimento de lampadas, lustros, caudieiros, glo-
bos de todas as qualidades e tamaitos, a precos ad-
miraveis ; assim como uro rico e variado sortimento
de relegios de parede e de mesa do goslo mais mo-
derno possivel, e fabricados pelo mais afamado fa-
bricante que existe em os Estados Unidos, pois
quem comprar um desles relogios, em vez de com-
prar relocio compra chronomelro, e qoeni dnvid.tr
dirija-se a roa do Trapiche Novo n. i, primqjro an-
dar, pois so com a vista se acredita.
- ROB ILAFFECTElR.
Ounico aulorifado por decisilo do conselho real e
* decreto \imperial.
Os mdicos dos hospitaes recommendam o Arrobe
de l.afl'ecleur, como sendo o nico autorisado pela
governo, e pela real sociedade de medicina. Este
medicamento d'om gosto asradavel, e fcil a tomar
em secreto, esta em uso na marinha real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmente em potico lempo,
oom pouca despeza, sem mercurio, as alfecres da
pelle, impigens, as consecuencias das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos parios, da idade critica, e do
acrimonia hereditaria dos humores; convm aos ra-
tarrhos, aitexiga, as conlraccdes, e a fraqueza dos
orgAos. procedida do abusa das injecroes ou de son-
das. Como anti-syphilitieo, o arrobe cura em pui-
lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, que volveo
incestantes em conseqoencia do emprego da copac
ba, da cubeba, ou das iojercOes que representen) o
virus sem neulralisa-lo. O arrobe Laflecleur he
especialmente rernmniendado contra as doenras, in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio o ao iodureto de
potassio. Lisbunne. Vende-se na botica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Azevedo,praca de D. Pe-
dro n. 88, onde acaba de chegar urna grande porcao
de garrafas grande* e pequeas viudas directamente
de Pars, de casa do dilo Boyveau-Laffecteur 12, ru
Richeo Pars. Os formularios dan-sc gratis em
casa do agente Silva na praca de D. Pedro, n. 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Halda. Lima Irmilos ;
Pernainbiiro.ijoum; Rio de Janeiro, Rocha & Fi-
Ihos ; el Moreira, loja de drogas ; Villa Nova. Joao
Pereira de Magates Eeile; Rio Grande, Fran de-|
Paulo Cont ft C.
0 contina a residir na ra Nova n. 19, prmei-
"" ro andar.
J. JANE, DENTISTA,
i

INDUSTRIA ALGODOEIRA PERNAM-
RUCANA.
FIACA'O E TECIOS DE ALGODA'O.
SOCIEDADE EM CONNANDITA
Para a fundacao de urna fabrica de fiar e
tecer algodao, organisada por Francis-
co Mara Duprat na capital da provin-
cia de Pernambuco.
CAPITAL SOCIAL 300:O00o000.
Socios em nome collecllvo gerentes retponsaveit
da sociedade, os Srs. Antonio Marques de Amorim,
Justino Pereira de Farias, Manoel AlvesTiuerra.
Socio de iinJusiria administrador do material e
00000000000 uTpr.lt.llif'",rCa edePeDj":ia'. 1"ran"" Mara
Precisa-se rallar com o Sr. Manoel Mendes, Firma social, Amorim, Faria, Guerra & C.
terreira t.uimaraes, 011 com pessoa encarregada dos Esla sociedade admilte socios commanditarias de
negocios do mesmo : em casa de Paln Nash & Com- | IOO9OOO al 5:0003000.
panhia, roa do Trapiche Novo o. 10.
O SOCIALISMO
PELO GENERAL ABREU E LIMA.
Anda existem alguns axemplares enqoadernados,
e acham-se a' venda na loja de livrosdos senhnros
Ricardo de Freitas & C, esquina da ra do Collegio,
e em casa do autor, paleo do Collegio, casa amarella,
noaprimeiro andar.
Precisa-se de urna ama para urna casa de pou-
ca familia : na praca do Cor po Santo a. 17.1
Bilheles 5600
Mos 2*00
Taraos 18920
Quarloa 19440
Quintos Oilavos 19160
720
Decimos 600
Vigsimos 300
ulsirtj 5:0009000
2:5009000
1:6669666
1:2509000
a 1:0009000
6259000
5009000
1 2509000
O cautelista
Saluslianc de Aquino ferreira.
O* credores da caca fallida de Ricardo Royer
airara se aprasentar para receber o primeiro divi-
dendo de dez por cento; todas as seguodas-feiras de
1 as 3 horas da tarde,em casa dos Srs. Johnslon Pa-
ter & Companhia, ra do Vigario n. 3.
Attencao.
Na coofeilaria da ra da Cruz o. 17,aclta-se ven-
da ara grande sorlimeolo de doces seceos e de calda
de todas as [qualidades, por preco mais cainmodo
que em oalra qualquer parle, assim como lainbem
se apraasplam encoaamendis para dentro afora do
imperio < n actividad* limpeza, e igualmente um
grande soi Intento" de confeitos a jrande porcao de
aamnaiei abacaida, proprios para embarque para fura
do imperio, todo por preca coromodo.
Precisa-se da ama ama para eogomraar a tra-
tar da criancaj : a tratar na na do Brum u. 30, se-
gando andar, oa na roa do Vigario n. 9, aromen)
da Mocar. #
Aloga-se ama sala muilo fresca, om um segun-
*) andar na ra do Qoeimado : a tratar oa mesma
roa, loja a. 91.
K
C0NSILT0R10 CENTRAL
1I0MIE0I' ATIIICO.
(Gratuito para os pobres.)
Ra de Sanio Amaro, (Mundo-Novo) n. 6.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho di
consaltas todos os das desde s 8 horas da
mandila al as 2 da tarde.
Visita os enfermos era seus domicilios, das
2 horas em dianle; mas em casos repentinos
a de molestias agodas e graves as visitas serilo
feilas em qualquer hora.
As molestias nervosas merecem tratamenlo
especial segundo meios hoje aconselhados
pelo* pralicos modernos. Esles meios exis-
tem nocpniullorio central.
JtalHatittar*a8fr3fr^
Novos livros de liomeopalhia em francez, s
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............2OJ3O00
Teste, nrolestias dos meninos.....69OOO
Uering, homeopathia domestica....."oOOO
69000
163OO0
6s000
K000
169000
10900o
89OOO
79000
69000
4*000
109000
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. .
Jahr, novo mannal, 4 volumea ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Kapou, historia da homeopathia, 2 volumes
Harllimann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Tesle, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doutrina medica homeopalhica
Clnica de Staoneli .......
Culinc, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Nysten.....; .
Artlas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, conlendo a descripcao
de todas as partes do eorpo humano 309000
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
lhica do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova n. 50 pri-
meiro andar.
-Precisa-se de tima ama de leite, pre-
ferndo-se esclava : quein pretender di-
rija-se a ra das Cruzes n. 11, segundo
andar.
LOTERA DO RIO DE JAIEHtO.
Acham-se a venda os novos bilhetes da
lotciia 8 do theatio de San-Pedro de Al-
cantara, que de vi a correr a 18 db pre-
sente ; as listas esperamos pelo vapor
nacional no dia 1 ou 2 de Janeiro vin-
dburo: os pretno*>serao pagos a' distri-
buirlo das listas-. t:
A dur.icao da sociedade ser de 12 anuos a contar
do primeiro dia em que a fabrica principiar a traba-
litar.
Ella poder ser prorogada no lim do dilo prazo,
oa dissolvidn anles por deliberarlo da maioria dos
socios de 500JIO00 reis paro cima, se a sua duracao se
(ornar prejudicial.
Os socios realisaran as entradas de seus fondos ao
passo qne I lies forem reclamadas pelos socios geren-
tes, que Ibes passarao us competentes recibos.
0 mximo das entradas sera de 20 por cento do
capital subscripto, a primeira entrada ser de 10
por cento e ser reclamada pelo gerentes para ser
paga no corren le de Janeiro prximo futuro.
llavera sempre pelo menos 30 das d'inlervallo en-
tre cada chamada de fundos.
A sociedade conta com o concurso das asignatu-
ras dossenhores de engenhose plantadores de algo-
dao, por serem directamente interessados na promp-
ta realisacHo da fabrica.
Ella podem consumir anoualmenle 30 a 40 mil
arrobas de algodao,' quando ella te adiar em pleno an-
damento.
I'odera dar o tecido para saceos de assucar, e ron-
pa da classe pobre a 240 reis a vara ; o da Baha
qne costumava vender-se da 260 a 280 rei* lem se
vendido ltimamente a 320 reis, e nao ha mesmo a
este preco agora que he mais procurado.
A fabrica oceupara diariamente para mr.is de 200
Irabalhadores de 10 a 12 annos de idade para cima.
A lem dos aprendizes que sero muilo numerosos,
ella empregar muitos teceloes dos que traba-
Iham em leares a mao em diversos lugares da pro-
vincia, sobre os quaes fazem com muilo cu.slo 5 a 6
varas de tecido por dia, em pouco lempo se lornarilo
habilitados a poder fazer sem grande esforco 40 a 60
varas por dia sobre o* teares mecnico*.
O feitio Ibes sera pago como as fabricas da Baha
20 res a vara, o que Ihes produzir um jornal de
800 a I92OO reis por dia.
Os senhores que residem fora da capital e que qui-
zerem entrar neslaulil sociedade,podero dirieirsuas
cartas de pedido a qaalquor dos tres socios gerentas,
oo ao socio de industria Duprat, que lem em seu po-
der o livro das subscripQoes.
Elle* declararlo os s*us aomes por extenso, do-
micilio, e o nome do correspondenla n'esla capital
encarregado d'ellectuar o pagamento das entradas
das preslacoas, quando forem redamadas.
Alem do bem geral que resultar para a provin-
cia com a introdcelod'esta industria crear.lo d'es-
ta fabrica, os socios podem contar, logo que a fa-
brica estiver em pleno andamento, com um bene-
ficio animal de mais de 12 porceuto do capital.
t'ma copia impressa da.escriplura da sociedade
sera entregan a cala um dos socio* na occasiao de
efleduar o pagamento da primeira preslarao da 10
por cento do capital subscripto.
l'crtiamlaico | de dezemlirnde 1855.
F. M. Dupral.
ttenrique Eduardo Pmgeon retira-se para a
Europa;
O Dr. Joao Mara Seve, medico, mudou a su*
residencia para a roa da Cadeia do Recife, casa n.
53, segundo andar, onde poda ser procurado para*
exercicio de sua proflssao.
Precisa-so de ama ama : na roa Bella n. 36'
Precisa-se
de urna ama forra on escrava para casa de pnoca fa-
milia, paga-se bem : quem estiver oestas circoms-
ta
ili*. \
ncia,
dirija-se a tua do Qoeimado n, 30.
COMPRAS.
Compra-se qualquer porcao de calica a 240 a
carroca : na cocheira da rna da Roda.
Compra.se eBectivameiile brouze, lalao e cobre
vdho : no deposito da fuiidic.au da Aurora, na ra
doRruin, logo na entrada n. 28, e na mesma fundi-
c3o, era Santo Amaro.
Compra-se urna ampulhela de hora ou de meia
hora : nesla lypograplu 1.
Cnmpram-se 3 pc-iiilm. de frucla-pao de mas-
sa : nada lypographia.
VENDAS.
lolliiihos
PAR 1856.
Estao a' venda as bem condecidas fo-
Ihinbas impressas nesta typographia, as
de algibeira a 320 e as de porta a 160; as
de algiboira alm do kalendario ecclesi-
astico e civil, conten um resumo dos im-
postas municipaes, provinciaes e geraes
que ail'ectmtodas asclasses da socieda-
de, extracto dosregulamentos parochiaes,
docemiterio, enterrse sello, tratamen-
to de varias molestias, inclusive a do cito-
lera, contos, variedades e regras para fa-
zer manteiga e queijos de dilTerentes qua-
lidades, ditas ecclesiasticas ou de padre,
correctas, e conforme as rubricas e uso
deste bispado, inclusive a resa de S. Tito,
e feitas pelo padre Machado, o mais atv
tigofolbinheirodesta provincia, (sem pri-
vilegio visto como a constituicao e leis do
Brasil o prohibem) aiOOrs. cada urna:
vendem-se tnicamente'na livraria n. 6 e
8, dapraqa da Independencia.
Oracao contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n. 6 e 8 da prara da
Independencia um folheliiiltu com dderentes ora-
efles contra cholera-morbos, equalqaer ontrapes*
te. a 40 rs. cada nm.
Vende-se om terreno de marinha, sito em Fu-
ra de Portas, do lado da marc grande, no correr das
casas do Sr. Jlo Leite Pila Ortigueira, com 210 pal-
moa de frente, e fundos al a baixa mar, muito pro-
prio para armazera de recolher por ficar defronte da
barra : a tratar na ra do Livramento n. 33, luja.
TAIXAS DE PERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Harinlia ha' sempre
um grande sortimento de taiclias tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sap' os mais commodos.
EmcasadeN. O. BieberA C, ra
da Cruz n. 4, vende-se
Vinho de Madeira em quartose oitavos
barris.
Vinagre branco.
Tiritas em oleo t
Lonas.
Brinsda Russia.
Papel d embrullio.
Saceos de estopa.
Cemento.
Por commodos precos.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fiindicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acba-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e conslruccao muito superiore
Em casa deHenry Bi/unn & C, rua^da
Cruz n. 10, venoem^e:
Loriase hrins d'a Kussia.
Inslrtmenlos poia msica.
Espeihoscom moldura.
Globos paraJardins.
sdeiras c sofa's para jardim.
Oleados pirt mesa.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano. >.
Gomma lacea.
%
BOSQUE
O 11 u ico deposito contina e ser na botica de Bar-
thelomeu Francisco deSoaz, na rna largado Rosa-
rio n. 36 ; garrafas grandes 59500 e pequeas 39000
IMPORTANTE PARA 0 PIBL1C0.
Para cura de phlistca em todos os seusdifferentes
Cos. quer motivada por constiparoes, losse, aslh-
ma, pleuriz. escarros de sangue, dr de costados e
peito, palpitarlo no corceo, coqueluche, broochite
dr na garganta, e todas as molestias dos orgos pul-
monares. ..' v
Patente.
Vendem-se relogios de ouro palate1 ingle? ; no
escriptorio do agente Oliveira, ra da Cadeia do Re-
cife n. 62, primeiro andar.
I.IQUIDACAO.
Na antiga [e bem conhecida loja de miudezas da
ra dos Quarleis n. 24, vende-se um completo sor-
timento ile miudezas por menos do que poderia
comprar um primeira mo,que heparaliquidar-se, e
afianca-se a boa qualidade,
NO CONSULTORIO
HOMtEOPATIlIjTO DO
DR. CASANOVA.
, 28.' Ra das Cruzes 28.
lia sempre grande sortimento dos mais
acreditados medicamentos homa-opalhicos,
carie iras da todos os tamaitos, e muilo
mais era conta do que em oulra qualquer
parle.
(Os pobres Iratam-se de ciaca.
Vendem-le linauiras do Reino muilo novas a
460 a libra, chicolale a 400 rs.: na ra dos Mar-
lyrios, taberna n. 36.
O 55 A.
Vende-se barato
A 5,6 Chales de boa seda, os mais delicados gostos e mo-
dernos que exUlem no mercado, igualmente os pa-
drees dos de seda a 39600, chapeos prelos francezes
o melhor qne veio ltimamente de tranca, de for-
mas intoiramente lindas, pelo diminuto precio de 89
o chapeo, assim como anda existe a bem conhecida
pichincha de pajino fino preto, prova de limSo, a
39500 e 4JO00 o covado : na ra do Queimado n.
33 A, loja de Rodrigues & Lima.
Vende-se um novo e escolen-
le carro de 4 rodas ede moder-
no gosto: na ra da Madre de
Dos n. 36, a tratar com Sezis-
nando Joaquim da Sil vena.
Na roa da Aurora n. 58, em qne esleve o ho-
tel da Europa, anda ha para vender 2 candieiros
patenta inglez, moioho e torrador para caf, proprio
para refioacao, casaarolas, caldciroes, ludo se vende
em cunta.
Vende-se unta escrava de nacflo. moc, boa
cozinheira e ensaboadeira : quem precisar, dirija-se
a ra da Penha, sobrado n. 19, segando andar.
AOS PROPRIETARIOS.
Vendem-sa excedentes maslros de 75 a 80 palmos
de comprmanlo e de madeira de qualidade, pro-
irios para sabir madeira para obras, por preco mui-
o commodo : nos Afogados, a tratar cora tialdino
Lopes de Oliveira, casa do defao'o Canuto, pateo (le
N. S. da Paz.
Vende-se cola superior da Babia : na ra do
Qoeimado, loja"n*e ferrageo* n. 13.
Vel|de-se um terreno na ra do Hospicio, ja
aterrado e promplo para se edificar, he proiimo ao
quarlel : a tratar na ruado Trapiche n. 14.
Veudem-se saccas de farinha chegadas de pro-
timo : no armazera. do caes da alfandcga 0.7, de
Jos Joaquim l'ereira de Mello.
Vende-se superior feijo miilalinlio chegado
ltimamente : na ra do Vigario n. .'.
SYSTEMA MEDICO DE HOI.LOWAY
II LULAS HOLLOWAY
Este iiieslimavelespecifico, composto inteiramen-
te de hervas medicinaes, au contem mercurio, em
algama oulra substancia delerlerea. Benigno amail
lenra infancia, e a complano mais delicada, bs
igualmente proropto e seguro para desarraigar o mae
na compieicHo mais robusta ; he inteiramente inno-
cente em suas operuroes e eDeitos ; pois basca e re-
move as doencas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e tenates que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com esle re-
medio, mollas que ja estavam as porlas da morle,
preservando em seo oso, conseguiram recoDTar
saude e forcas, depois de haver tentado intilmente
todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregarse a desespe-
rarlo ; facam um competente ensaio dos eilicazes
efleitos desta atsombros* medicina, e prestes raen
peraro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar esse remedio par
qualquer das stgaiutesanfermidades :
Acciden le s epilpticos.
Alporeas.
Ampo las.
Arela* (mal d',.
Asthraa.
Clicas.
Convulsoe.
Debilidade ou eitenna-
C."o. _.J
Debilidade oa falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desin trra.
Dor de garganta.
< de barriga.
nos rins.
Dareza no venlre.
Enfermidades no figado.
venreas.
Envaquera.
Erysipela.
Pebres biliosas.
intermitientes.
Febre toda especie
Gota.
Hemorrhoidas.
Uydropisia.
Ictericia.
Iodigcsles.
Inflammar^es.
Irregolaridade dmeos
iruact*
Lombrigat de todaespe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na cutis.
Obslruccao do venlre.
Plitisicaou consumprao
pulmonar.
Ketencao d'oarina.
Rheumatlsmo.
Symptomas secundarios.
Temores.
Ticodoloroso.
Ulcera*.
Venreo (mal.
Vendem-se estas pillas no estabelecimento gara
de Londres, n.244, Slrand. e na loja de lodos os
boticarios, droguistase ootras pessoasencarregadas
de sua venda em toda a America do Sal, Jlavana e
Heapanna.
Vende-se as bocel i n has a 800 rs. Cada urna della
contem urna instrur^ilo em portuguz para explicar
o modo da se usar destas pillas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum phar-
maceulico, na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
Vendem-se a precos moilo commodos, os ae-
guinles objeclos : relogios de ouro patente, obra* de
ouro de goslo moderno, metal amarello para forro
de navio,cemento romano moilo novo, pipas vasias:
Irata-se no escriptorio de Isaac Cario & Companhia,
roa da Cruz n. 49.
Vende-se om cabriole! em bom uso ; a trata
na ra do Collegio n. 21, primeiro andar.
I CARDA NACIONAL. |
Acha-se a venda no pateo do Carmo n. A
9, primeiro anear, o MANUAL DOW
1.1. ARDA NACIONAL, rabra ioteressante 0
a todos ossenbores odiciaes c goardas, e
mesmo aos Srs. advogados, por comer lo-
(p ilas as leis, reglamentos, ordens e avisos
concernentes a mesma guarda, desde
creado da lein. 602 de 19 de setembrp de W
^ 1850. at 31 de dezembrod 1854, acom- M
ul pandado de um importante indica. Ha en- 2
%} cadernadqs embrochura. fy
A's senioras de
bom gosto.
Verdadeiro bico de Monde blanco e preto, e bo-
nitos chapeos de senhora por preco muilo commodo.
A mesma loja acaba de receber muitos relogios
americano* para cima de mesa, do ultimo gosto ; e
tambem relogios francezes com caita, por preco
moito em conta.
Vende-se no piteo do Carmo, quina do becco
da Bomba n. 13, vinho bom a 4b0 rs., dito da Fi-
gueira a 480 e 560, lioguicas a 320 e 400 rs., caf de
caroco a 160 a libra, velas de carnauba pora a 440,
passas a 500 rs., lamida do Reino a 120, guroraa e
outros gneros, por preco commodo.
O 59
confronte ao Rosario de Santo Antonio, avisa ao res-
peilavel publico, que recebeu ltimamente de Paris
um grande sortimento de coofeilo* e caitnhasas
mais delicadas que tem vlndo a este mercado, as
quaes se acham etpostas em um grande lileiro para
bem poderem apreciar o que ha de mais delicado
neste genero : vendem-se por prejo commodo ; e te
algum senhor Insista quizer ficar com porcao, ven-
de-se com un, pequeo cando.
Vende-se boa farinha para escravos ; a tratar
no trapiche do pelourinbo.
A.ctria.
Vendem-se caitas com aletria, proprias para casas
particolares por serem muito em conta ; uo arma-
zemdocaesda alfandega, de Joao Joaquim Pereira
de Mello n. 7.
Vende-se urna porcao de Sota mnilo boa, pelles
de cabra, vindo do Aracaly r a tratar coba Antonio
Joaquim Seve, roa da Cruz n. 13, primeiro andar.
Vende-se urna fabrica de charutos bastante
arregueza,da, com commodos para familia : no pateo
do Terco o. 71.
Novo sortimento de calcados1 ^trancezes,
no aterro da Boa-Yist, defronte
da boneca n. 14.
He chegado um novo e completo sortimento de
calcado da todas as qualidades, tanto para bomem
como para senhora, meninos e meninas, assim como
os muilo desejados borzeguins e sapalo* de Nantes,
tudo por pre^o commodo, a troco de sedlas velhes ;
assim como muilo superiores velas de carnauba fei-
las no Aracaty pelo melhor fabricante que 1* ha.
Em casa de Timtn Momsen t Vin-
nassa, praca do Corpo Santo n. 13, ha
para vender:
Um sortimento completo de livtos em
branco viudos de llamburgo
Cartas france-
zas.
Vendem-se superiore* arla* francezas para vol-
larele a 500 rs. <> baralhu : na ru do (Jueimado,
laja de miudezas da Boa Fama n. 33.
Cousas finas ede
bons gostos
NA-LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se rici.s leques com pluma, btala e
espelho a 2. luvas de pellica de Jouvin o'tteih'or
que pode haver a 1J80O o par, ditas de seda ama-
relias t brancas para hornera e senhora a 15280, di-
tas de torcal pretus e com bordados de core* a 800
rs. e 13200, ditas de fio de Escocia brancas e de lo-
dasaa cores para bomem e senhora a 500 ra., ditas
para meninos e meninas moito boa fazanda a 32
lenciobo* de retroz d* todas a* cores a 19, toacas d
Isa para senhora a 640, pentet de tarlaruga para
alar cabello, fazenda moito superior a 55, ditos de
alisar tambem de tartaruga a 3#, ello* de verdadei-
ro bfalo para atar cabello imitando moilo aoade
tartaruga a 15280, dilo* de alisar da blalo, faxen-
da muilo superior a 320 e 500 rs., linda* meias de
seda pioladas para crianzas de 1 a 3 annos a 15800
o par, ditas de fio de Escocia tambem de bonitas
cores para ancas de 1 a 10 auno* a 320 o par. s-
pelhos para parede com escolenles vidrot a 500,
700, 1/e I92OO, toacadorescom ps a 19500, filas
de vallado de todas as cores a 160 e 240 a vara, et-
eoya* una* para dente*a 100 ra., e finsimas a 500
rs., ditos tiuissimss com cabo de mar lim a I5, tran-
cas de seda de todas as cores e largura* a 320, 400 e
500 rs. a vara, sapatinhos de 18a para mangas 'de
bonitos padroes a 240 e 330, aderee.0* prlos para
Julo com brioaos e alfineles a 15, loucas pretas de
seda para criaocas a 19, Iravessa* das que se usara
para segurar cabello a 19, pisloliohas de metal para
cri-ngas a 200 rs., galbeleiras para azeile e vinagre
a 252OO, bandejas muito finas e de todos o* tama-
ito* de 19, 2, 39 e 49, meia* brancas finas para
senhora a 240 a 320 o par, ditas prata* muito boa*
a 400 rs., ricas caitas para rap com riquissimas es-
tampas a 39 e 29500, meias de seda de cores par*
homem a 640, charoteira* moilo finas a 29, castOei
pura bengalas a 40 rs., pesias para guardar'papis
a 800 rs., oculos de armado de ac prateados e dou-
radosa 640, 15 e 1200, lunetas com aro de bfalo
e tartaruga a 300 rs. e 19, -superiores e ricas benga-
linhas a 29, e a 500 rs. mais ordinarias, chicotes pa-
ra cavallo paqueos e grandes, fazenda muilo supe-
rior a 640, 800,19,19200,19500 e 29, atacadora* d*
cornalina para casaca a 320, pentes muito finos para
suisa a 500, escovas finas para cabello a 640, ditas
para casaca a 640, capachos pintados para sala a
640, meias draocas.e cruat para homem, fazenda
superior a 160, 200 a 240 o par. camisas de meia
mnilo finas a 19 e 19200, lavas brancas encorpadas
proprias para montara a 240 o par, meias de core
para senhora moilo fortes a 220 o par, ricas abotoa-
duras de madreperola e deoolras muitas qualidades
e gostos para colleles e palitos a 500 rs., (velas do-
eadas para calcas a colleles a 120, ricas filas finas
lavradas e de todas as larguras, bico* finissimot de
bonitos padroes e todas as largaras, rica franjas
brancas e de cores para camas de uoivas, tesouri-
ndas para costura o mais lino que se pude encontrar.
Alm de todo islo oufras muilitsima* causas muilo
proprias para a fesla, e que ludo se vende par pre-
go que faz admirar, como lodos os freguezes ja sa-
ben) : na roa do Qoeimado, nos qualro cantos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa Fama
o. 33.
Meias pretas pa-
ra padres.
Vendem-se superiores meias de laa para padres,
pelo baralissimn prego de 19800 o par, ditas de al-
godao pretas .1 640 o par : na ra do Qoeimado, loja
de miudezas da Boa Fama n. 3;).
Camisas deiiieia
de pura la a.
Vendem-se superiores camisasde meia de la*, pe-
lo barato prego de 39 : na roa do Qoeimado, loja
de miudezas da Boa Fama n. 33.
V ende-se cara de carnauba superior ; na rna
da Cadeia do Recife, loja n. 50, defronle da ra da
Madre de Dos.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se o verdadeiro cognac, tanto em garrafas
como em garrafoes: pa ra da Cruz n. 10..
Corles de cassa para quem quer dar fes-
tas por pouco dinheiro,
Vend#m-se cortes de cassa chita de bom goslo a
, ditos de padrees rancezes a29400, catsas rotas
para ataviar luto, ditas pretas de.padroes miados a
2$ o corle, alpaca da seda de quadros de todas as co-
res a 720 o covado, tangos de bico tanto pintados
como bordados a 320 cada um, grvalas de seda pa-
ra homem a 19 e 19600 ; lodas estas fazodas veo
dem-se na ra do Crespa n. 6.
LEONOR D'AMBOISE.'
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duquesa He Breta-
nha, 2 volumes por IjjOOO rs., na livraria
n. 6 e 8 Vende-se cal em pedra chegada* no ul-
timo navio de Lisboa, e potassa americana
da mais nova : no nico deposito da ra
de Apollo n. 2B, de J. T. Basto &
Companhia.
Pratos ocos patentes
para conservar a c
quente: vendem-se na
5a do Corpo Santo, arma-
zera n. 48, oker #C.
Na ra do Vigario n. 19, primeiroandar, ven-
de-se farota novo, chegado d* Lisboa pelo brigne/Ys-
deranca.
StiataBSS*: $:$$$*
Deposito de vinho de cham- 9
W Pagne Chateau-Ay, primeiraqua- t)
| lidade, de propnedade.do conde 0
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
cotate Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
go^Conde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
TINTAS DE OLEO.
Vende-e tintas de oleo sortidas da me-
lhor qualidade que tem vindo a esta pra-
Ia e Pr preco commodo : na casa de
Ada mson Howie & C., ra do trapiche n.
Vinho (l Este exceltento vinho ena,rrat*ldo, acl.a-ie a ven-
da a 191100 a garrafa, na, seauible* taberna*: na
ru. da Ladeado Rocie, casa do, srs. Fonle* r-
mao ; na roa estrella do Ro,., do ,. K-
ca, e defronle na lo|a de doe 39 a. pOT (la-
cado vende-e na taja do* Srs. Oouveia l.eit., ra"
do Qoeimado n. 27.
Wpas vastas.
Vende-se porreo de pipas vasias uraprlat (H, e_
cher de agurdenle, a preco de 179 cada, ,
Irnlar no escriptorio de Maooel Alves Gutrra, ua
ra do Trapiche o. 14.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa- |
bricada no Rio de Janeiro, che- |
:ada recentemente, recommen-
a-se aos senhores de engenhos os
su bons elf'eitos ja' experimen-
tados: na ra da Crusn. 20, ar-
m.izem de L. Leconte Feron <
Companhia.
J
Doce.
Na roa do Qoeimado, loja n. 2, vende-se doce de
calda e secco de todas as qualidadea.de frcla, mui-
lo bem feito, nSo sr as libras como em barrruho*
o de calda, e o secco em bacetioba* enfeitada*, pro-
prias para presentes.
AGENCIA
Dn Fnndicao Low-Moor. Hna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauho*. Dar
dito.
Moinhos de vento
ornbombasdereputopara regar brlate baja,
decapim.nafundicadeD. W. Bawaun: Mru
do Brum os. 6, 8 e 10.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redondo de 640 para 500 rs. a libra.
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado'as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguz, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho.Cherry em barris.
Camas de ferro.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D, W.
Bowmann, na ra do Brum, pastan-
do o chafarz continua haver ura
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se eu carregam-se em carro
sera despeza ao comprador.
Navalhas a contento.
Na rna da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an*
dar, escriptorio de Angosto C. de Abreu. eonti-
ouam-se a vender a 89000 o par (preco 6x0, a ja
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba, taitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ei,i*si>3o
de Londres, as quaes alm de durarem etlraa-duia-
namente, nao se sentem no rosto na aceito d cortar ;
vendem-sa com a condicao de, nio agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 das depois
pa compra re*titoindo-*e o importa.
Relogios
cobertos *e des-
cobertos,
de ouro, patente inglek.
Vendem-se no escriptorio de Soolball Meihtf &
Companhia, na rna da Cadeia do Recita a. &(**
mais superiores relogios cobertos e descoberl^s, de "
ouro, patele inglez. de om dos melhores fabrican-''
te* de Liverpool, vindo* pelo ultimo paquete Ingle
Or CORTES TURCOS-
\ endem-se esles delicados corles de cassa preta
com piolas carmexius a Uslrados, os mais lindas pos-
si veis pela sua novidade de padroes, e s se vendem
tas lojas dos Srs. Campos Lima, rna do Crespo ;
Manoel Jos Leite, ru'a do Qoeimado ; Narciso fia-
ia Carneiro, roa da Cadeia, por preco moito em
conta.
Vendem-se sellins com pertenec pa-
tente inglez, e da melhor qualidade que
tem vindo a este mercado: no armazem
de Ada mson Hawie&C, ra do Trapi-
che n. 42.
Veas estearinas de 6, pedras de marmore i
ara mesas, papel de peso inglez, papel da!
embrulho, oleo de linhaca em botijas, chico- i
i tes para carro e arreioa pan 1 e cavados, ;
formas de ferro para fabrica da asnear, ro- ]
lim da India para empalhar, Unta branca a :
verde, metal amarello para forro, cementa '
romano, armamento de todas as qualidade*,!
cabos de linho, de cairo e de manilha, alca- j
Irao e pixa de Soecia, champagne e vinhos ;
finos do Reoho : vendem-se no armazem de >
C. J. Asllev & C, rna da Cadeia n. 21.
Cortes de seda
superiores.
Veudem-se corles de seda de quadros, estreitas e
largas, de moito bonrgosto e modernas, assim como
lencos'decamhraia mnitn finos com bicos muilo lar-
gos, chales de lita e merino, lisos, com barra* de co-
res, lislras de seda e bordados, assim como oulras
umitas latendas por preco muito commodo, a di-
nheiro a vista : na roa da Cadria do Recita, loja n.
50' defronle da ra da Madre de Dos.
Cura nfalivel
DO
cholera-mor bus.
Acaba de ser publicado, e acha-se venda na li-
POTASSA E CAL VIRGEI.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e calvirgem de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito favoraveis, com os quaes i-
carao oscompradores satisleitos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-e superior farinha de mandioca
|em saccas que tem um alqueire, medida
velba por 3S000 reis : no* armazens ns.
3,5 e 1, e no armzem defronte da porta da
alai.'dcga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ruado Trapiche
n. 34, primeiro andar.
que trata do modo de curar essa te ni vel
pelo sumo do lim,*,, por 200 rs.
'lijlos de marmore.
Acaba de chegar om novo sorlimeolo de lijlos ai
marmore, e vende-so no armazem de Tasto Irma '
no becco do Goocalves.
Vende-se cal d< iboa ltimamente chegada, as-
lim como potaste da Russia verdadtira : na praca do
orpr Santo n. 11.
Vende-se a<0 em omtelas de um quintal, por
preco mnilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Carpo Saoto n. 11.
Vende-se urna batanea, remana com lodos os
saos perteuces,em bom uso e de 2,000 libras: quem
pretender, d1ri)t-se roa da Cruz, armaxam n. 4.
Brinsde vell: no armazem deN. O
Bieber & C, ra da Cruz n. 4.
Vende-se etcejlenle laboado de pinho, recn-
tenteme chegado da America : na rus de Apollo
vraiia universal, roa do Collegio n. 20, nm 4>lhet*
nfflestil tapichcrbj'Ferreira. a entender-so comoadminis
ttajor do mesmo.
VINHO XEREZ.
Xerez em barri* do
ra do Trapiche
i... VINHO XEREZ.
Vende-sM superior vinho de X
1|i.| #sa d*E. H. Wyatt:
PIANOS.
Vendem-se em casa de Henry Brunnos
C- ra da Cruz n. 10, ptimos pian A
chegados no ultimo navio da Europa.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' ole C. Starr. 4 C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara;
dos t** ferro de :'~ar~" qualidade.
IECHAHISM Plfli EHGE-
HHO. -
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. ,sA
RA DO BRUM, PASSANDO O *.HA,
. FARIZ.
ha sempre om grande soriimento dos seguales ob-
jeclos de mechanismo* proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna'
constrocJ; taita* de tarro fundido e batida, de
superior qualidadeV de lodosos (amacho* ; rodas
dentadas pira agua oo animaes, de todas a* propor-
coes; crivos e boceas de foroalhae registros de bo-
eiro, aguilhoes, bronzes, parafusos e cnvilhoes, moi-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se execnlam lodas as encommendaaie*Tn a superior
ridade ja conhecida, e com a de rllaf presteza e com-
modidade em prero.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugo no dia 17 do correnta o escravo erioulo,.
de nome Manoel, com ot, signaet seguiote* .' baito,
cor preta, ps grossos, tem na lest* ama cicatriz, he
quebrado a imbas as varhas, levoo calcha e camisa
de algodaoz, .ha azul, sendo a camisa da meia man-
ga ; consta ter sido encontrado por Santo Amaro e
Porobal : rog-se, portante, as autoridades policiaca
e capiteles de campa, qoe o apprehendame levem a
mu seohor, no paleo da Santa Craz n. 6, padaria,
que sero recompensados.
PERN.: TtT. DB U. F. DE FARIa. 1855
'#


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