Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00319


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Full Text

MPHHM -'" -
I I A.' .v-.'- A-
I

INNQ XXXI. N. 297.
j
t
t
i
l
i
I
Por 3 raezes adjuntado 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
OUARTA FEIRA 26 OE DEZEMBRO DE 1855.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o supscriptot.
MARIO DE PERNAMBUCO
' ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTA'-
Recife, propriataiio Id. F. de Faria ; Rio da Ja
na>[>, ii i Inl i'treira Mirlios; Baha, o Sr. D"
Deprad ; Blacei, o Senhor Claudiuo FalcAo Das ;
l'arahiba, o Sr. Uervazio Vctor da Nalividade ;
Natal, o Sr. Joaquina Ignacio Perli Jnior; Are-
caly, oSr. Amonio de Lemos Braga ; Cear.o Sr.
Joaquim Joade Oliveira ; Maranhao o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues; Piauhy, o Sr. Domneos
llerculano AckilesPessoa Ceirense; Para, oSr. Jus-
tiao i. Ramo; Amazonas,o Sr. Jeronymoda Coila.
CAMBIOS.
Sobre Londres, de 27 3|4 a 28 d. por 1$
Pars, 348 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, ao par.
Aceces do Banco 40 0/0 de premio.
da Companhia de Beberibe a par.
. da companhia de seguros ao par.
Disconto de ledras, de 9 a 12 por 0/0.
HETAES.
Ouro.Oncas haspanholas. 299000
Moedas de 69400 velhas. 16*000
de 69400 novas, 169000
de 4*000. 99000
Prau.Patacbes brasileiros. 29000
Pesos columnarios. ... 29000
mexicanos..... 1*860
at
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns, noa dias lelo.
Villa-Bella, Boa-Vista,ExeOnrieury, a I3e28.
Goyanna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quinias-feiras.
, PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda s 6 horase 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Gommercio, qnartas e sabbados.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas.
Juiz do eommercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Jnizodeorphos, segundase quintas s 10 horas
1' vara do eivel, segundas e sextas ao meio-dia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio-dia.
EPIIEMF.RIDES.
Deznmb. 1 Quarto minguanteaos 9 minutos e
40 segundos da Urde.
9 La nova as 7 horas, 47 analos
e 48 segundos da manhaa. *
16 Quarto asente as 4 horas, 36
minutos e 40 segundos da manhaa.
23 Luacheiaas8 horas, 18 minutos
e 47 segundos da manhaa.
FUTE IFIICUL.
MINISTERIO DA CIERRA.
CIRCULAR.
Rio de Janeiro. Ministerij Jos negocios da guer-
ra, em 8 de dezembro da 1K."5. Illm. e Exm. Sr.
De ordem de S. Al. o Imoerador remello n V.
Exc, para seu conherimeolo a exeeu^Ao na parte
que Ihe toca, oro exemplar d) Jornal do Commer-
cio n. 337, hoje publicad", en) que vem estampada
a relacao dos lliciaes suhall srnos transferidos de
uns para outros corpos, e do? promovidos por de-
creto de do correle, que flo distribuidos pelos
diversos corpo' do eiernio. Por esta occasio man-
da o meta auzusto senhor d tarar a V. Exc, que
os olllciaa a rregi mentidos pi omovidos uaquelte du
devain imraediala e tndependentemenle de nova
urdam recolher-se ios respectivos corpos, eumprin-
do s (tteaeorarias sob sua resp .nsabilidade, suspen-
der o pfgiiaeuto do suido eo>. que assim nao com-
prirem, salvo o caso de esperial lelcrmina^A desta
secretaria de estado para qu algum dos despacha-
do* continu na provincia onde s- achar, nao ser-
viudo inesmo de pmiexlo :i demora a falU de outros
ofliciaes que te epe -ero de d versa provincia. Den
guarde a V.~E\cMarque:: de Caxiat.Sr. pre-
sdanle du provincia de.. .
UOBDUNOO Das AHMaS.
Ovarte teatral do oomiaaodo dy armas da
PniBbaco n. ciS.de do Recife a i i de
dasetahro de 18.55.
ORDEM do DA N. 17:t.
O mareclirl de campo-coiamanaute das armas,
faz publico para conheeimeiiiu da gtiarnicao e tins
convenanles, que govorno He S. M. o Imperador
houva por bera, por aviso do ministerio dos negocio-
da guerra de 28 ile aoverobro ultiin", approvar a no-
meacao que se litera do Sr. Joaqun) (jilsino de Mes-
quila, para o lugar de escrjviiodo hospital regim-n-
Ul deata provincia, por avise de ,'l.do crranle mui-
dou seguir para a proveca ita Babia am capillo do
10." batalhao de lafanlaha, alim de reuder no com-
mando de deslacalneulo <1 rresmo halathao que all
se acha, o Sr. capillo Jos Francisco da Silva, que
de ve recolher-se ao corpo; e finalmente por aviso
de 7, Minliein do crrenle, cieclarou, que nao [india
.lar lagar a paatagera pedida peloSr. rapitSo Manuel
Luciano da Cmara.Uuaran i, do 10. par o 8."
balalho da sobredi!, anua, em consequencia de
Ao haver vaga nea'te balalhau: o que todo fui com-
municad em oUicijda presidencia daladodc >\ do
ailante tset. Determina portanto o metmo man -
dial decampo, qne o Sr cap tilo do 10. que for no-
meado para tomar o caminando do' destacamento
lstente na Babia, devora estar promplo para seguir
a seu deslino no vapor que espera do norte. Deter-
mina oolro Jim, em vista da falta da olllciaes, que
presentemente tem o mencionad > batalhao 10., que
regrese para osrric,o do mismo oSr. lenleFran-
cisca de Assi Guimaiaes, licundo desligado do
4.a bstalhSo do artillara a iic, em o quat te acha
addido.
Jote Joaquim Coelho.
Como ja 6 communicamos na correspondencia
anterior, a retirarla da divisao eflecluou-se na ma-
nhaa no dia 14 do mez passado ;e a datar desse
roomenioos rumores c boatos a que nos referimos
foram progresivamente crescendo e avulatndo de
hora em hora, a pomo de se lornarem o objectoex-
clusivo de todas as aitences, pondo ora de duvida
o rompimento prximo da cataslrophe que se ro-
ceiava.
A liga dos generaos Oribe e Flores, do que tarn-
bem demos cunta na nossa antecedente ; as noticias
dallas varias mories e ferimentos nao s dos nteres-
sados na lula, como tambem de estranhos e de in-
differentos, que porcuriosidade ou procisao cruza-
vam as ras no momento em que igualmente as
cruzavam as balas. Assim he que no priraeiro dia
contaram-se no numero dos morios o joven D.
Francisco Tajes, fillio do coronel Tajes, que seacba
ausente, e um Lora, que acabava de passar-se para
os revoltosos ; conlando-se entre os feridos o ma-
jor Hubo, um lilho do coronel Lavandera, c um
cstrangeirn que passava na occasio do foso.
DIAS DA SEMANA.
24 Segunda. S. Delfinob. ;S. Tharsila m..
25 Terca. Rascenlo de N. S. J. Cbrisio.
26 Quarta. S. Eslevo Protomartyr; S. Marinho
27 Quinta. S. Joo Apostlo e Evangelista.
28 Sexta. Ss. Innocentes mm. ; S Castor.
29 Sabbado. S. Thom&z de Cantuaria are.
30 Domingo. (Vago) S. Sabiuob. m. ; Sf. Ve-
nustianoe Agripiniano mm. ;S. Anisio.
que a cada instante chegarirrn.de reuniea- de-gente A^-tard* os deputados D. Francisco Teranos D-
armada as visinhancas daeidade: o movimento em- Fernando Torres, e o presidente da junta econ-
mica D. Francisco Vidal, apresentarara-se em ca-
EXTEMOS.
REPOBLICA ORIENTAL.
Montevideo 4'de de/e:nbro.
Bastaram apenas onze dias depois da retirada da
divisao imperial auxiliadori para jus ificar todas as
apprehcaaoes, nam tornar em triste realidade lodos
os boatos de urna nova revolla nesta cidade.
Efrectivamenie as pagines da historia da rep-
blica do Uruguay teto anda urna vez de trajar-se
de preto para reeeaerem a narracao dos desgracados
episodios da mais urna lula fratricida, e o espi-
rito imparcial e refueclidc lerj ainda urna vez de
cansar-se debalde na indagtco das legilimas causas
c Jos fias dessassuenas sanguinolentas, que nem
seasiproprios aoleres podero por ventura determi-.
nar 1
Enlrelanlo o que lie de primeira iniuicyu, e in-
felizmente bem cei-to, beque de dia em dia seen-
fraquecee defnha um paiz.iliscom elementos para
ser urna importante narjao commercial da America
do Sui !...
Deixando porem de parle as variadas considera-
Jes que os factos e a situacao naluralmenle sugge-
rem, e limitando-nos posico de simples narrador
calmo e desapaixondo, procuraremos daraos lei-
tores do Jornal do Comnurcio esnta, quablo for
|iossivi. exaru das lamentaveis oecurrencias que
ltimamente tivenim lugar, de algumas das quaes
fojmis testemunha ocular.
E para que nem de leve nos averbem de suspeiln,
para que nem sequer pelo colorido, da exposicio
os scoinMm de favorecer isla ou aquclle dos parfi-
. das bel I iteran tas, no resumo chronologico que va-
,.mos azer acompnnharemcs por assim dizer oer-
m bum ad vtrbum o qne foi publicado pelo periodi-
eo Nacional, quu, sobre nos parecer o mais ap-
proximado da verdade, estescripio ao menos com
ss apparencias da corvenienieieutralidade.
Desde que se annunciou nesta cidade a sabida
da divisao' imperial comecaram para logo a circular
os rumoresjde urna levolucaoque rebentaria apenas
frcalirssileira se puzeseem marcha. Pensava-
se geralmente, e n experiencia desgracaoamenle o
demonstren, que era a presenea dessa forja a nica
garanta da ordem publica, o nico embaraco ao
appareeimento do certamen imado que a intole-
rancia e a anitnosidade dos espiritos preparava.
Time a aclividadedos cheles do? partidos na capital,
daixavam ver claramente que era inevilavel a re-
presentaco do drama.
Assimebrreram as cousas at sabbado 24. Nes
se dia, segundo diz o Nacional, em consequencia
dos rumores que circulavam, e Jas informacoes que
tinha de urna revolucao prxima, que pretendiam
levar aeffeito os chamados conservadores (urna das
Iressiibdivisoes do partido colorado) constando-
Ihe que com o corpo de arlilbaria, nica turca- de
linha existente na capital, nao poda contar para
reprimir os revoltosos, ordenou o governoao com-
mandante reformado D. Benito Larraya, que, pon-
do-sca frente de trinla soldados veteranos de ca val-
lara, que se achavam no quartel de artilharia
se l'osse aquartelar na reparlicao da polica, e
ao mesmo lempo convidas a todos os cidados que
se quizessem reunir para apoiar o governo no caso
de urna revolucao. Effectivamento o commandanle
Larraya reuni cerca de 50 homens, e se eslabele-
ceu com ellos na mencionada reparlicao.
Pela meia noite, diz mais o Nacional, urna
iwrtjao de gente s ordensde D. Jos Mara M.i-
Jihoz apoderou-se da casa do governo, quartel de ar
lilharia e forte de S. Jos, cujas pecas voltaram
contra a cidade. Os revoltosos levaram consigo os
serenos que encontraran) pelas ras; mas derain-
Ihes liberdade apenas foram reclamados pelos aju-
dantes do corpo que estavam de servico.
Tudo isto porem se passou sem que fosss presen-
tido em geral pela populacho, pois que durante o
dia 24 at depois das 10 hprasda nols, a cidade
conservou-se perfeitamente tranquilla. Fallava-se,
he verdade. em urna revolucao prxima, as appre-
hensoesaesserespeitoeram unnimes, mas, a nao
serem os iniciados nos myslerios, ninguem poderia
dizer, ao recolher-'se no sabbado noile, que ella te-
ria lugar na manhaa seguate.
He entretanto exacto que no domingo 85 a po-
pulacho dosta capital ao acordar encontrn a novi-
dade que vimos deexpor ; e mais a de que os revol-
tosos prenda ni nao s a todo o individuo de cor,
quer da classe dos artistas ou trabalhadores, quer
da dos criados, como tambem a lodos os filhos do
paiz que passavam pelas immedacoes dos pontos
por el les oceupados.
As 9 horas da manhaa o presidente da repblica
eslabeleceu-se na casa da polica, onde se reuniranv
os officiaes-inaiores interinamejats^iiarraiadoa do
expediente dos ministerios, geiieraesTWref, Medi-
se Freir, varios outros coronis, chefes e officia-
es, e bem assim alguns cidados, armados uns. e
ourtos tem armas.
Puco dopois compareceu o depulado Conde com
proposices por parle dos revoltosos, e conferenc-
ou com o presidente. sjt
Segundo diz o Nacional pediam a composieso
de um ministerio que Ihesofferecesse garantas, ea
deporlacade algumasdas pessoas notaveis que as-
signaram a liga dos generaos Flores e Oribe.
O presidente cuamou os Drs. D. Florentino Cas-
lellauos e D. Mateo Magarnos, com os quaes se
achava conferenciando, quando pela volla das 10
horas pouco mais ou menos appireceu na ra de
Serandi o alfares invalido llegino Mndez, o qual
de espada em punho, seguido de outros individuos
armados, dando vivas e morras desde a igreja ma-
triz, dirigiram tiros aos cidadosque se achavam no
cabildo, ou casa da polica. Apezar de fer sido o
fogo correspondido por estes, nae houve com tudo
ferimenlo abjum ; mas cumpre observar que o pre-
sidente da repblica anda ah se achava e s se re-
colheu a sua residencia pouco lempo depois.
O que fica escripio nos parece bastante para dar
ideia das bases e dos primeros passos da revolueao,
assim como do alarma eda conslernacaoqueprodu-
zioem toda a populacao pacilica, e sobretodo as
familias desla capital, que pela primeara vez foi
iheatro de semelhantes scenas ; pois que, segundo
nos informan),a-anteriores represenlatam se sempre
fora iravando os belligerantes a lula nos campos
circumvzinlios.
Nao podemos nesta narracao seguir passo a pasao
os acntecimentos, descrever urna a urna as varia-
das peripecias do drama a que assistimos. Fora is-
so fatigante ppra os leitores, e demasiado longo pa-
ra nma correspondencia desla ordem.
' Resumindo, diremos pois que o dia de domiugo
passou-se em escaramuess pelas ras, resullando
PALHISTig,
OS FILHOS DA FOlTli (*)
Fob Paulo Feval.
CAPULLO IV.
Tras Ricardos
Kcarde .Du Taillis, proprielario e criador, era
um bello bomem de cincoenta aanos, que linha so-
bre a fruate baiva e vermelha urna fioresla de ca-
bellos meta brinco, talludas como escova. Tmha
boas polainas de couro abo oadas al barriga das
pernal, tima ampl|sobreciaca azul e chapeo de abas
Urga<. Tralla na mito uiaihicole, e entre seos den-
les pareca morar um cachimbo de madeira. Era el-
le que fnzia motirn no paleo rindo 0gritando. Onan-
do Auionina chegoo, achem-o tirando o cavallo do
earriuho de vimes, ajudado pala velha serva de
Morin.
He preciso dar aveia ao meo cavallo, dizia el-
le ; coilon-me mil e quinlieirtoa francos, embora nao
o pareca... E tornarei a vende-lo por doua rail
quando me aprouver.
Boro dia, jr. Du Taillis, disse Anlonina fa-
, sendo-lhe ama reverencia.
O canipouez vollou-se e moslroo leu rosto rubi-
eando. F.ra impoMivel achar-se modelo maia com-
pleto desse. aldedesaemcerumuoia, que leal o bolso
ebeio de dinheiro, e anecian franqueza Tonaira e
eilravagaole.
Quem he aquella ?... eiclamou elle deixando
o cavallo. Oh quando vim aqui pela ultima vez
eraaindi rapariguinha!... Ei-a, tirigata, vem a-
brafar-me... NIo? Poisbsm, como quizeres en-
lo vai chamar leu pai... Hto son nrgulhoso, 'goslo
de lomar a ver aquellea qua conheceram-me na mi-
dRial
Itso he mui gentil, Mr. Da Taillis,... disse An-
tonina.
To beque e gentil, velhaquinha, respondeu
o criador passaniln-llie brutalmente^ mo pela cin-
tera. ,K
Anlonina repcllio-o vigerosa>||Hi dizendo-lhe :
Deixe-se disso, por livor!
Mr. Du Taillis vacillsa li eslavo prestes a cajiir*.
Eqoe famoso puuno! murmurou elle com ari-
salratlo. Todo o qua preciso para agradar!...
AMehl grilava do Milm lado da fachada a
voz secci quebnidn que ouvimos, lio entilo urna
ilha desirta... umn matla virgem '.'...
Bls-alli, unlior, eis-alli!... respondeu Anlo-
nina, a qual accresceiUou mire os denles : o cabel-
le ralvo!
(Jueviuvo importuno I disse Mr. Du Taillis
ceta deidem, por ler amas pobres viole mil libras de
randa, que regateos nao mi onde...
sado presdeme da repblica cora outras proposites
de arreglo. Escrevemosa palavraarreglopor-
que nao queremos dexar de consignar nesta cor-
respondencia a lembranga que a respeito delta leve
um homem de muila illustracao e espirito que aqui
est actualmente.
Arreglo,como os queconhecem alioguahes-
panhola sem duvida sabem, significa accordo,
combinacao, arranjo ele.rjeaexpressaofavoriu
dos movmentos revolucionarios nesta ierra. Ape-
nas rompem as hostilidades suocedem-Uies logo as
propostas dearreglos.Disculem-;e estes entre
ambas as partes, combinam-se," eoDcluem-se emfim,
e sao reduzidos a escripto com todas as solemnida-
des neeessarias mas quando se espera ou se sup-
poeque vio sercumpridos, sabe-se que as cousas
ainda mais se complicaram, e dahi a alguns ins-
tantes ouve-se de novo o sybillo das balas e a voze-
ria dos lidadores I ..
Quando poisrhegava ao conbecimento da pessoa
a que nos referimos a noticia de algum dos taes
arreglos,facto que durante o dia succedia tres,
quatro e cinco vezes^ dizia ella sempre com muila
graca, que reformassema expressao, subslituindo-
a porpoteou pasticio, pois que osarreglos
cada vez mais embrulhavam os negocios !
Alein do*que fica dito, pelo que toca ao dia de
domingo, s nos falta accrescenlar que na larde des-
se dia foram nomeados o Ur. Florentino Castellanos
ministro geral, eo general Flores, antecessor doae-
tual presidente da repblica, commandanle das ar-
mas. '
Na segunda-feira pela manhaa (2b) lwuve con-
ferencia, para e\ecuvao do ultimo arreglo do dia
anterior, enire o ganeral Medina e coronel Munhoz.
Consista o arreglo no desarmamento da gente re-
voltada, que devia em seguida recolher-se as suas
casas.
Estavam lalvez nessa conferencia, quando pela
volla das 10. horas rompeu um fogo vivo na alfan-
dega e ras adjacentes entre as forras do batalbo
de. artilharia que guardavam aquella reparlicao, e
alguns homens de ca vallara da forca do governo que
para all io em corcraissao.
Uestes bomens morreram dous o houvc varias
mortes e ferimenlos de pessoas estranhas, que por
necessidade percorriam as ras, em busca de vive-
res uns, eoutros offerecendo-os vonda. No nume-
ro destes eslava m pobre vendedor 3e verduras,
que foi varado por nina baila.
No meio deslas scenas de dor e de desolaco,
quando por um lado a anxiedade e o terror domina-
vam as familias, e por oulro o frenes das paxes
polilieas fazia derramar o sangue de irmaos, n'um
dia emfim que bem pode cha mar-se de lulo e de la-
grimas, ouvia-se, de mistura com o echo das des-
cargas de fuzilaria, o som dos repiques dos sinos
convidaado os subditos dasnaces alliadas para as-
sisiirem ao 7e-Dem,que peta tomada de Sebasio-
pol semandava celebrar na igreja matriz 1... '
Deenvolla com os gemidos e os gritos de ma-
gos e de afllccao das vi uvas e dos orphos,dos pa-
is edos irmaos. osares repercutan) os vivas enihu-
iasticos e os eslrondosos urrahs que feslejavam os
vencedores de Sebastopol!! E a mesroa' ru por
onda cruza va a guerra civil e a anarchia era igual-
mente trilhada pelos subditos das naces alliadas,
que orgulhosos e alegres se dirigiam ao templo pre
cedidos por urna banda de msica, e acompanhados
por urna escolta de 70 soldados da marinha fran-
cesa.
Quanias e quao variadas reflexoes nao suggere
por ventura este contraste? Que (cao fecunda nao
podera delle colber os proprios Orienlacs?.... A
nao serem as repetidasdissenses.qud'lanto tem en-
loquecido e deQnhado este paz, assisliria elle por
ventura a semelbanle scena ?___
Mas prossigamoi: eram 2 horasda tardexquaodo
do paqu de artilharia sahiram duas pecas de 6, qua
foram posiar-se a porta do Cabildo. A's 4 volla -
vam os alliados do grande banquete, ainda mais en-
thusiasmados do que se achavam de raanhSa, e per-
corriam varias ras da cidade do mesmo modo que
o haviam feito antes do Te Deum. Nessa occasio
ouviam-se igualmente os tiros de alguns pontos dos
sublevados, >
A's 8 horas da noite foi assassinado um soldado
pertencenii! forca do governo. Achava-se esse
infeliz n'um venda na ra de Buenos-Ayres quan-
do por ahi passaudo qualro dos revoltosos, disparou-
Ihe um dellcs um liro, que instantneamente o ma-
lo u.
Durante o resto da noile suspenderam-se as hos-
tilidades, mas de certo nao se suspendeu o susto e a
consternacao, que pelo contraro suba de ponto
proporcan que se demorava, e conseguinteniente se
complicava o desenlace da questao.
Odia de lerce-feira -7 passou-se pouco mais ou
menos como o antecedente. Novos arreglos, ne-
vos encontros dos belligerantes, conliiiuai;ao da an-
-xiedade e da inquielacao dos espiritos. A nica
novidade que so deu nesso dia foi avproclama;o pu-
blicada pelo, encarregados de negocios de Franca
de Inglaterra e de Sardenha, aeonselhsndo a seus
respectivos subditos a mais perfeila neutralidade na
situaban. Ainda bem que nao teve a legaco do
Brasil necossidade de lancarmaoasase recurso, con-
vencida coma eslaya, e com rscaofle que os sent-
mentes dos Brasileiros aqui residejes eram unni-
mes n.io s nesse ponto, como a i ola a respeito do
desgosio e do pezar que inspiramfimpre desgranas
semelhantes.
Sob estas impressoes recollierarafc os habitantes
da cidade de Montevideo na noile a27, e sem du-
vida que bem pencos, ou nenbuosfdetles talvez, a-
pezar de quaesquer clculos o prevSfces que formas-
sam, pensaram entao que toriain de.ser testemunhas
do espeetac lo wrdadeiramente honfatel que dahi a
algumas horas devia representar-*
Com effeito s 4 da madrugada do dia 28 rompeu
um fogo horroroso que durou sem cessar sempre
com a raesma intensdade, at depois das 9 horas da
noite!
A linha se eslabeleceu na ra de Missiones de
NorteaSul; eas torcas legaes foram ganhando
terreno por lodosos lados da casa do governo, ou
forte, onde se achavam os revoltosos, e desalojando
a estes dos poslos que oceupavam.
Nao se pi)de em. verdade pintar ou descrever a
scena de que fallamos 1 Nao lia tintas, nem expres-
soesque bastera para dar sequer urna idea approxi-
mada do reinado da anarchia no grao a' que aqui
chegou 1
briram todas as casase lujas de eommercio, eas
ras comecaram logo a ser cruzadas em todas as di-
recces pelas senkorilas, que. de passagem seja di-
te, aqui s dexam de passear quando ha chuva de
agua ou .le balsa.
O governo bouve-se generosamente com rerolu-
cionarios, nao perseguindo sequer um delles, e per-
mitanlo a emigracao dos que qiazessem. Com ef-
feito embarcaram |iara Buenos Ayres cerca de qua-
trocentas pessoas, comprebendidas as pravas do ba-
talbo de arlilbaria. O chele da revolia D. J. M.
Munhoz embarecu tambem para o mesmo deslino.
Segundo urna eslalislica que vimos, sobe a ma-
do com o numero dos modos e feridos de ambos os
lados.
INosjornaes que enviamos encontrara nao s a
opnio dos respectivos redactores acercada lula,co-
mo tambem os actos officiaes do governo, e as pro-
clamaces e boletins dos revoltosos,
Temos concluido o resumo que nos propinemos
fazer da memoravel revolucao do dia 25 de novem-
hro. A neutralidade absoluta e perfeita que enten-
demos dever guardar sobre os importantes aconte-
cimentos que acabamos de expor, nos faz calar as
multiplicadas consideraces queelles despertam.
Lastimamos dentro da alma semelhantes lulas
fratricidas, e ainda maisjastimamos observar que
cada va mais se alonga e se difiiculla o termo do tao
desgranada siliiac^o!
A transcendencia do assumptocomque nos temos
oceupado diminuc, se nao oscurece absolutamente o
interesse que por ventora poderiam inspirar outras
occurrcnciosque tem aqui ldo lugar depois da nos-
sa ullima. Porisso, e porque receiamos haverj
sido demasiado longo e enfadouho, faremos apenas
menciio de um ou oulro faci mais importante.
Por decretos da data de hontem foram nomeados
os Sr. D. Juan Jos Duran ministro da fazenda,
e D. Antonio Rodrigues ministro do governo e das
relacoes exteriores. Fica pois assim definitivamen-
te organisadoo gabinete, occupapdoa pastada guer-
ra e'marinha o general Costa, como j disse-
mos.
O Nacional de hontem larde transcreve do pe-
ridico Tribuna, de Buenos-Ayres, um arligo da
As ras lodas lornaram-se absolutamente inlran- redacrao, no qual se annSncia entre o governo do
Viiia Diario a. 293.
L^
Tor aqui, senhor, grilava Anlonina porta do
paleo.
Ricardo Du Uuerel appireceu, e Du Taillis lan-
cou-se a elle de bracos aberlos. dizeodo :
En fallava justamente de ti, meu viuvinho.
Ah lenho grande prazer em ver-te! e apertou Do
Gueret contra o peilo rom violencia.
Bom da, mea charo, dizia este mel snffocado,
e teniendo pelo seu trage elegante, pois eslava bem>
vestido, ainda melhor da que o agenle de cambio.
Era um homem magro e orgnlhoso ; suir.is Inoras
guariieciam-llie o semblante inspido e insignifican-
te ; os f.musus cabellos ruivos de qne lemos fallado
multas vezes, formavam-lhe aunis/ carregados de
pomada sobre a fronte eslreila eJagiliva ; era mais
moQO que Du Tailli, e nao pareca ler mais de qua-
reaia annos. Anlonina contemplava-n allenlameule.
Rapariga disse elle com altivez depois que
livrou-se dos robustos abracas do criador, maude re-
colher meo lilbury sem demora!
- Rapariga repeli Du Taillis, mas ella he An-
lonina :
Du Uuerel pozos oculossobre o nariz, conlem-
plou Anlonina. que dobrava o ngulo da casa para
eiecular a ordem, e murmurou na pona dos beiros:
>an a couhecn !...
A lilha de Mora, accresceolou Da Taillis.
Morin?... ah! sim... mas isso me he indif-
Terente.
.Nesse momento Antonina voltea e diwe-llie :
J mandei recolher seu caSnnho.
Tilbury!... rectilicoo Du (iuercl seccimenle.
Ergueu os hombros, e tomando o braco do cria-
dor, pergunlou-lhe : -
Qoeres v-lot... he novo
Londres o mez pastado...
1'reGro meu carrinho de vimes, disse
Taillis.
Du Uuerel ergueu novamente os hombros m
murando :
- Que villilo estpido!
U r.iniiiiiiii ouvin-M uma voz um lano ala
fSM idade, mas ainda alegre, que caulava am
eslrihilhos exlravngante conhecidos pelo nom.
c as uilirinns parisienses :
Senliora, nao v
A' tone de San Nico, nico, nico,
Senliora, nao v
A" torre de San Nico, Nicolao.
O bello da sele coosisle em fazer esperar o
lempo possivel a queda do ultimo verso pelo
ou pela inflezao da voz, e em repetir sempre
nico, nico, sem jamis chegar a nico, fiicolo,
assim qua os carolos sAo joviaes.
All vem Pao Secco, o artista I... eicl.m
Taillis no momento em que Morin sabia da ei,
de chapeo na mito para anoonciar que o almo
lava promplo.
Enconlrei-o ha poaco, diste Do Gaeret so
do lolamenle. Elle tom.ra a lerceira ciaste,
ra a eslaejo como aslonvado qae he._ Can
p sipos to as sel, e pareca oto pouco fa
sitaveis, as balas cruzam em motil continuo por
lodas ellas; ss soleas ficao nuase desertas, nao se
descubre viva alma Apenas por enUe as i restas das
janelias algamcurioso mais ousado procura ver pas-
sft os morios o.os feridos, nicos viandantes da ci-
dade. *
Alm diso as communicaaiM foram complete-
mente interceptadas, de modo^fie as familias iue
nao possuiim algumas sobras de alimentos em casa
tiverara de resignar-se a um jejum forcado!
O Dr. Castellanos demitlio'-se do cargo de mi-
nistro geral, que acceiiara com a condicao de o con-
servar nicamente aleo momento em que se conven-
cerse da impossbilidade de realisar definitivamente
um arreglo. Em seguida foi nomeado ministro da
guerra e mar inlia o general Cosa, continuando os
oTBciaes mVtores dos outros ministerios com"o res
peclivo despacho. As 8 horasda noile apresentou-
seem casa do general Flores um delegado dos re-
voltosos, D. Luir. Candido Gomes, pedindo a or-
ganisacao de utn ministerio que Ihe desse garan-
tas, e declarando que em seguida deporiam as ar-
mas.
O general Flores, ao que parece, cansado de tan-
tos arreglos infructferos, em nome do presidente
da repblica assegurou, sim, a effeclividadedas de-
sojadas garantas, dizendo que seriara tan ampias
como as du que gozavam os sustentadores da auio-
ndade, mas repellio a exigencia da organisacao de
um ministerio.
O delegado Gomes regressou ao seu poste ; c pe
la volla da meia noite compareceu perante o gene-
ral Flores um novo parlamentario dos revoltosos,
insistindo pelas garantas, que-alias j haviam sido
affancadas quelle. Era tal o estado de affliccao e
de desespero em que se achavam os familias, que as
tres horas da madrugada uma commissao de senbo-
ras dirigio-sea casa do presidente da repblica pa-
ra implorar indulgencia. S. Exc. acolhendo com
benignidade esses anjos da paz, respondeu Ibes que
os generaes Flores o Oribe, em nome do governo e
sob pjhwa de honra de ambos, j a haviam offe-
recfdo s revoltosos. 0 que he certo he que quan-
do na maaha do dia 29 a populacao se ergua,
preparada lalvez para assislir conlinuacao dos
horrores do dia antecedente, soube que esteva tudo
terminado, e vio que as forjas do governo percor-
riam as ras fazendo fluctuar" a bandeira da paz 1
. EHectivamente, os revoltosos, extenuados de fa-
diga, baldos de lodos os meios, haveodo queimado o
ultimo cartucho, e sem um grao de alimento, enten-
dern! que o recurso nico que Ibes reslava era a-
bandonar o forte o dispersaretn-se ; e foi o que fi-
zeram.
Deposse a aulordadedeseusdreilos.osvoliaram
as cousas ao estado normal. Immediatauente se
lado esquerdo junto do coraco Felizmente nao
foi murtal a ferida, e acba-se hoje o menino resla-
belecido ; mas nao he menos certo que poderia ler
sido fatal, pranteando a estas horas uma familia de-
solada a sua raorte.
Dizenj-nos que o aggressor por uma pequea rixa
de palavras que tivera com o filho do Sr. Barroso
jurar,, vingar-se dando-lbe uma faeada E disca-
nos mais que sabendo da inellicacia do primeiro
golpe, declarara cathegoricaraante que o oulro seria
dado com mo mais cendra. Que carabao, que
instados de crianca ...
No dia 30 do mez lindo leve lugar a abertura do
hospital de marinha que o governo imperial mandou
eslab-decer nesta cidade para o reeebi ment dos en-
fermes da divisao naval brasileira que estaciona nes-
tria e o eommercio, >m sea progretso actual, podem
lirar dos elementos qae possuimos: sobram-lhe tara-
ros, rapitaes e oulros meios. A nossa tociedade oso
marcha, porem, na vereda econmica, a par dnt ou-
tros povos. porque as ideas pralicas c tambem as pai-
xdes applicam-se a objectes estranhos e talvez eea-
trarios io verdadeiro bem eslar da maioria.
Para que dizermos poi. ara que ronlavam com a
completa pacificacAo do paiz : i< Nao aIravesseis o
ocano, porque ha Ires mezes, poaco faitea para que
nossot irmaos se devotassem reeSprocamente nao
veuhais, porque ainda ha oilo dias derrataamos re-
ciprocimenle nossu sangue em presenta de nosaas
mai, de nussas espoaas e de nossos filhos....... nao
venhais, porque ama tormenta lerrivel, um cmba-
le a todo transe se prepara para dentro em pones ;
aprosaptain-se as armas, os horneas aprazam-se,
e os partidos eicitam-se ; nao venhaff, porque o te-
mor invade j as populaeOes, a os amneos ante*
querem fogir para os busques e lolar com at ferat
te porto. Est montado em um edificio inteira- se'vagens do qu< permanecer- entre seos irmaos de
.___. ,. m iinniri^s mi Aa hOacA*. rnnlr.rlu 1
mer.to novo, e que parece reunir as condteoes pre-
cisas para bem preencher os fins a que se destina.
Por uma rpida visita que fizemos ao eslabeleci-.
ment depois de aberto pareceu -nos que sua orga-
nisacao haviam presidido aintelligencia, a ordeme
a economa.
No dia 2 do corrente, anniversario natalicio de S.
M. o Imperador, estiveram embandeiradas durao-
le odia, e salvram, as nossas eaibarcacoes de guer-
ra, eos Brailseiros aqui residentes dirigiram-se
casa da legaco para eomprimenlar os dous minis-
tros, viscondede Abaele conselheiro Amaral. SS.
Elix, trajando uniformes de grande gala, achavam-
se de p no salo onde est collocada a eHigie de Sua
Magesiade; e ahi cora aurbanidade e delicadeza
que os caraclerisa, acollieram aos seus patricios
Nao liouve porm manifestacao slguma exterior que
~ podesse qualiGcar de feslividade. Sem duvi-
modelo chegado di
mus
gesto
nico,
lie
o Du
zinha
o et-
*rrin-
Porque o nao fizeste subir ao leu lilburv ?
NCio goslo de fatigar meo cavallo.
Bum dia, charos prenles l disse Ricirdo De
l'Elanc, appelliddo Pao Secco, artista pintor, en-
trando no paleo.
Era qoasi velha, linha cabellos compridos e cin-
zenlos, e bigodes enormes da mesma cor. liro pabl
velho de lalhe am tanto extraordinario, cobria-lhe
o corpa corlo e grosso. Trazia ao hombro uma Iroa-
xinlia aa pona do baatao.
jloin dia, artista, bom dia! disse o criador
dandu-iiie um de seos formidaveis aperlos de m.to.
O sjlegaulc Du Uuerel estendea-lheo dedo.
j En bem le reconheci ha pouco no caminho,
meo/viuvinho, disse o pobre piular.
j- Tenho a vista exlrcmamenla curta, respondeu
,SJ i porque no me chamaste? Eu le leria assen-
laejo junio de mim... Meo cavallo ingle/ conduzi-
rza dozt' como nos sem incommodar-se.
A' mesa exclamoo Da Taillis, o qoal fez a
orn a honra de bater-lhe fortemeule no hombro.
E gozas boa sade, meu viuvinho? disse Pao
iecco a Du Uuerel emquanto iam para a sala de
antar.
1-adero anda a maldita gaslrite.
Ah! ah ah lornou De l'Etang em tom li-
ngeiro, esas doencas silo para oslidalgos.'
Ricardo Da Taillis ievou Ricardo Da Uuerel para
ama janella, e disse-the tolemnemenle :
Viuvinho, tenho ama propotla a fazer-te.
Veamos toa propotla.
Sanes qae Pao Secco nao he abastado...
Isso salla aos olhos! murmurou Du Uuerel
contemplando o palito velho do lerceiro Ricardo.
Nos pelo contrario, tornou o criador, tomos
opulentos.
Sem duvida!
EntaO comprehendes?... Convm fazer um sa-
crificio I
I-aramos o sacrificio!..... disse Du Uuerel, o
qual suspirn e nln pode couter uma carela ; mas
eolio tomaremos smente almogo para dous.
Ilu Taillis approvoo fazendo um aceno.
Artista!... prouunciou Du Uaerel eom dig-
nidade.
Pao Secco que eslava oceupado em farejar o chai-
ro da cozinha, approximou-se logo sorrindo.
lias de almocar comnosco, meu charo.
Pao Secco centava com isso ; todava responden
Ongindo certo espanto :
Mas o escote de vosss qne sSo ricos...
Nos fazemos a despeza, interrompeu Da Uue-
rel mageslosamenle.
E Do Taillis accretcentou balando no bobo:
Sim, meu charo, nos fazemos a despeas !
Entao com mudo prazer eiclamon Pao Secco.
Asenla-te aqu entre nos doas, lornou o erla-
dor, ao qual a conacienca de sua generotidade fazia
anu ainavel. Eis-alli. Morin, que tras o bom viuho
de Anjou... Collado! no tou orgnlhoso, embora
leoha trinla e cinco mil libras de renda... que, gra-
Brasil o o general Urquiza'a eoncluso de um trata-
do de allianca offensiva para fazer a guerra ao Pa-
raguay. Mostra-sc mesmo lio bem informado que
ebega ao offereccr a seus leitores em extracto as ba-
ses desse tratado, que resume em qualro artigos.
Pelo primeiro se comproraeite o governo da Confe-
deracao a collocar sobre a fronteira do Paraguay que
limita com a provincia deCorrentes 3,000 homens
decavallaria; pelo segundo, faeulla transito pe
mesma provincia a lodas as torease pelrecbos belli-
cos que o Brasil julgue conveniente dirigir ao terri-
torio d Paraguay; pelo terceiro, nao s concede
permi sao esquadra imperial para que suba, co-
mo poe a sua disposicao todos os pontos da costa
que Ihe parece apropriadosjura deposito decarvo;
e pelj quarlo, finalmente, como compensado das
concessoes antecedentes, o Brasil abonar dojs mi-
Ihes de duros ao governo da Confederarlo, obri-
gando-se ao mesmo lempo a garantir a inlegridade
do seu territorio sempre que for aggredido ou amea-
(ado por torcas paraguayas.
A Tribuna, que com invejavel segundado c de
um modo categrico d ludo isto por averiguado e
liquido, vendo levaniar-se esta que chama grave
emergencia como um gigante queameaca subjugar
sob suas poderosas plantas povos.insluises, liber-
dade esocego, estigmatisa enrgicamente o governo
de Bueoos-Ayros por nao haver anda exigido as
convenientes explicacpes a semelhante respeito do
ministro brasileira naquella repblica !...
O artigo a que nos referimos merece a altencao
do governo imperial, e por isso lh'o recommenda-
inos.
As noticias que hontem o Camilla nos trouxo da-
quella repblica pouco adianlani s que linhamos,
e que tambera j l chegaram.- Alm de alguns
porineoores sobre as excurses dos indios, que tem
sido balidos, s sondemos quo foram all muito bsm
acolladas os emigrados de Montevideo, aos quaes se
procurava ministrar os necessarios soccorros por
meio de subscrpeoes que se agenciaram.
O Sr. haro'de Man, que dessa corte veio por
enfermo, o que daqui, ja com sensveis melhbras,
seguir no mesmo paquete para aquella capital, ha-
va dalli partido para o Rio Negro, onde he prova-
vol, ao menos taes Sao os nossds mais sinceros e cor-
diaes desejos, que encontr o coraplelo rosiabeleci-
menlo de sua inleressante sauda.
No da 18 ou 19 do passado deu-se aqui um
triste aconlecimenio, que causou geral sensagao de
to. Um menino do 9 ou 10 annos, filho do
nosso distinelo capito de mare guerra Barroso, ac-
tualmente commandando ahi o corpo de imperiaes
marinheiros, foi accommelldo pona de sua casa
por outro da mesma idade pouco masou menos, o
qual com uma navalha Ibe deu um golpe sobr o
se
da os ministros brasileiros enlcnderam, o em nos-
sa humilde opnio muilo acertadamente, que a
siluaco do paiz nao era compadvei com quaesquer
festejos. Por nossa parle, do fundo do coraco,
jmVilosos festejamos esse dia nacional, e alevmos ao
co os mais unientes votos pela conservacao da pre-
ciosa existencia do magnnimo e virtuoso impera-
dor a quem os Brasileiros, incontestavelmente, de-
vem a tranqullidade de que gozam, a posico quoj
oceupam no mundo civilisado e o bnlhame futuro
"para que camnham a passo largo.
Temos noticias da divisao imperial auxiliadora
al 27 do passado. Achava-se naquella dala a-
campada no lugar denominadoPonas do Tala,
cerca de 40 leguas distante desta capital. Havia
feito marchas muito vagarosas em consequencia das
chuvas continuas e das inundacoes, que algumas
vezes absoluta mente a im pediam de seguir. Al i
mencionada dala contava 34 desertores o 3 morios,
sendo um destes afogado. .
Acompanham a divisao imperial 300 e tantas car-
retas, entre as do Estado e as de particulares, e vo
na frota cerca de'300 mulheres e 100 a 120 crian-
fas !.. Diz-nosum amigo em tima carta que, a neo
ser o mo lempo, a caravana tornar-se-hia diverii-
dissima 1
E com effeito, pelo .namos as vastas campias
porque viajain que BlAlWMranSTnsas raonsfos
nao poderia formar as horas depousada essa im-
inen,idade de pares!... Sem duvida que os bai-
les mascarados do nosso theatro Provisorio ficariam
a perjer de vist !...
Basta por osta vez. Eslou cansado de escrevor,
e mais ainda devem estar os leitores do rae aturar.
Cas a Dos, nada devem a oiuguem... Aperla esta
mo, Morin!
Anlonina entrava com um pralo em cada mo: o
arliata abosando de sua posirao ahrarou-lhe as faces
dizendo :
Tambem nao toa orgalhoso, embora nada
lenha 1
Silencio! senhores! excl.imou Du Uuerel, o
qual baleu na mesa com o cabo da faca ; saibamos
conter-nos um pouco !
Pao Secco assentou-se logo dcil como um disc-
pulo, que ouve a voz severa do meslre. Anlonina
rindo e corando ameacavo-a ainda com o panlio.
Amigos, tornou Du Uuerel vollundo-se para o
etlalajadeiro e a lilha, basta!... Teoham cuidado
para que nao tejamos incommodados.
Voltando cozinha, Morin dizia lilha.
De lodos elles o dos cabellos ruivos he o que
mais aborrego!
Ao menos, respondeu Anlonina lanzando a
Pao Secco um ultimo olh.r de rencor, ao menos o
velho pintor he um palife!
Morin npplicou o ouvido e diste :
Uuco locar uma campalnha, be no quarlo do
homem que pedio tinta e papel.
Oh exclamou Anlonina, ja levei-lhe dous ca-
demos... Elle tem rasgado mata de dez cartat!.....
Pastis, conversa comsigo mesmo, acea, e diz que
vai comprar um castello Je mil e seiscenlos francos /
Tomou no acato terceiro caderno de papel, e laa-
c,ou-se na .scada.
Ei-a, arlitla, dizia Du Taillis em lom cordeal
e buspialeiro, come e bebe i loa vontade..... NIo
este em cata do primo Des Garennet, cuja mulher
segu com a vista cada boceado at ao estomago..,..
come tem receio.
Do Gaeret coc,ou os brices e diste :
Madama des U aren nes he uma mulher de bem,
talvez um tanto econmica...
Bem podes dizer avareola !
Um pouco inlralsvel.....accretcentou liuda-
mente Pao Secco.
E iuleirdmenle diablica.' lerminou Du Tail-
lis soltando ama gargalhada. D-nos vinho. viuvo !
O artista adiantou ten copo, sempre vatio a
lempo.
Viva Dos! lornou o criador, goslo de fallar
francamente.....Para qae me conslrangeria lendo
trinla e cinco mil libras de renda?
Ah .' proprielario, suspirou Pao Secco, et mu
feliz!
Depois, no querendo desagradar a Du Uuerel,
deu segundo suspiro e accresceolou :
Tu limliem, viuvinho!
Com effeito, disse Do Gueret empericndo-
se, nossa iHMlcao he mui gentil I
Cada qual tem o qae tem, redarguio Dn Tail-
lis evidentemente offendido pela compararlo ; mat
tu, artista, lemvalguma costa na mi da Des Ga-
rennes'
Uma miser j...
Pois nao! disse Da Taillis iincindo incredoli-
dade para saber.
O artilla alimpoo o goardanapo com uma miga
Iha de pao, e pronunciou em voz baixa com ar hu-
milde :
Talvez mil escudos.
Justamente o prec,o da meu lilbury, disse Da
Uuerel rindo.
Qae fatuo intoler.vel!..... disse comsigo Du
Taillis, o qual accresceolou em voz alta : Tenho
gasto este anno o triplo dessa sonuna smenle com
os ment reparos!
Du Uaerel peiganlava a si mesmo se havia no
mundo outro villo odioso como este.
Entretanto Ricardo Pao Secco nao ponpava os
denles.
Se vosss no comem mais, disse elle, lomare!
de boa vonlade o resto dessa fritada d'ovos.
Toma, loma, artista .' exclamou Du Taillis.
E Du Uuerel enternecido acrescentoo em meia
voz:
Haz gosto ver um homem pobre comer i von
lade!
Ah! he verdade que elle come conscienciosa
fenle, (ornen Du Taillis apoiando oscotovelot so-
bre a mesa, l'ui en que live a idea de encomraen-
dar este almoco... Eu disse comiso : No cttlello Des
Uarennrs gasla-se dez mil francos em um s jaotar
quando trata-te de deslumhrar os convidados ; mas
ordinariamente faz-te penitencia... Madama Des (ja-
rdines tem a religiflo do vinho baptisado, do pao
duro e dos lambo j comidos moilis vezes..... Oh I
viva Dos! eo seria capaz de dizer isto a ella mes
ma ; pois goslo de fallar francamente a indos...
O artilla alimpra segunda vez o guardauapo com
muito cuidado.
Ninguem quer esta ullima coslellinha'.' per-
gunlou elle.
Nao, mea charo, responden Du Taillis com cf-
fusSo. Come! come!... come por oilo dias se po
deres !
O que deia-se as hospedaras lica perdido,
disse Du Uuerel; nao deixes nada.
O artista descaruoa a coslellinha mormurando
com reroiihccimenln :
Ah como tao bom prenles vost Da Tailiit e Du Gueret trocaram um olhsr tslisfei-
(o. Tinham obrado bem, e recebiam a recompensa.
Aqal he qae almoca-se perfeitamemte bem I
exclamou Du Tailiit recotlando-te na cadeira ; nao
he como as entras hospedaras, que sempre estao
cheiat de gante... O respeito que se lem nesta casa'
a mim e ao vizinho, qne tambem he abastado, faz
que ninguem vir incommodar.nos.
Incommodar-nos! repeli Du Gueret loman-
do uma allitude de principe ; oh eu quiera ver
Uso!
Ilouve grande rumor no paleo, e ouvio-se Morin
chamando a (ilha com loda a forja.
O qneheaquilloT o qne he aquillo'.'..... per-
gantoo Du Taillis.
5 de dezembro de 1833.
iVilo he para o exterior.
Para qae revelar ao eslrangeiro em um artigo efe
pecial nossas chagas e .lostat dores, se nao pode dsJH
nos a panacea mgica que as cura e nos coosole.TB
nt aguados pela paizoe furiosas, de fronte curva-
da para oceultar uosto pezar e nosso eilado ?
0 paiz. compre daselo, acaba dn livrar-se de
prolonga Ja rioenja; eemqoanlo suas forjas nao se
restshelecem de lodo, arratta-se pobre, desanimado
e sorprendido por falsos recaladas : sobra-llie jo-
ventu Je ; todos os dous de ama naturezii generosa e
talvez prodiga furlara desle tolo o paraso da vida, a
coy-oUrilo e amparo dos que gemem sob cao* ingra-
tos : a felicidade da familia, a inveja lalvez de ou-
tras sociedades que gabam-ao de posinir forca de
industria e de Irabalho o que sobra netla Ierra.
Aqui o ar, as aguas, as inoulanlias e os prados
com i.l.un o- braco laboriosos a baunuctrs de ftfM-
peridade, sem que cada grao de Iriso custe am sur
desuorede fudigas. Aquiencnnlram-se nasentranhas
da ierra Ihesonrot qoe a faholota CaliforniaejSSJJsis-
tralia, paizes aurferos, nAo detenhariam, eqoe en-
tretanto dormein iufrucliferos no seio materno por
fallida mao que queira extraa los. Aqui podis en-
tregar vosa agricullura, i criajao de gado e' a c\-
Iracjio de materias primas, sem perigo de que os
sel as d> norte paralysem vott* Irabalhos, c os ar-
doies dix trpicos esterilisem vosso esforcos. Aqu
ennintrare gente hospilaleira que com prebende a
desgraes, que a respeila'e a consola ; naturezas per-
lesas que coniem todos o germen necessarios para
dar e receber ventura. Nao aportis porem s nos-
sas praias, porque nos estaatS* devorando diaria-
mente.
Nao he este o annuorio detejado pela Europa,
qii-j em tua tenaz investigabas j descobrio as ex-
cel lentes qialidadcs desta parte do Rio da Prata.
Ella condece nossas margena e nossas cotias, nos-
sos producios naturas* e o proveilo que a indus-
A sala de jantar aeda-se occopada por senho-
res que querem eslar sos, dizia Morin fora.
Eit-ahi quem pode ir janlar sobre a rclva !
die o artista rindo ; grajas ao respeito que vosts
infunden!, elles nao serSo recebidos.
0 postigos das janelias estavam fechados por can-
sa do sol ; os Iret Ricardos, cuja curiosidad* fra
dis|>erlada pelas palavras Iroeadat entre o etlalaja-
deiro ei recem-chegados, olhavam para o lado do
paleo. Viram abrir-te um postigo, apparecer a ca-
beja de um negro, e por cima dctla am temblante
respeitavel e de carcter eslranho. O negro e o amo
lan ;aram a vista no interior da sala e retiraram-se.
Ao metmo lempo Morin gritara :
Eu j disse qne o senhor nao entrar!
Nlo honre resposla ; mas a parla gyron sobre seas
gonzot, e o amo enirou seguido do servo negro.
Era am homem de estatura alta, robusta e gra-
ciosa. Snas feicoes eram aquilinas e firmes. S-
menle havia um defeito em ten temblante bello e
vaionil : seus olhos negros e grandes guarnecidos de
longas petlanas, pareriam immoveia e como adorme-
cido! debaixo da arcada altiva de toa fronte.
Elle linha um vestuario qae o elegante Da Uae-
rel achou mui ridiculo, e que causou sorpreza a Do
Taillis. Era nma aobrecasaca longa de panno prelo
e abotoada desde o queixo al altura dat ancas.
Seus cabellos estavam cortarios rente, e tua caheca
co'oerta com um largo chapeo de feltro.
O negro eslava lodo vestido de branco, excepto
nma grvala de selim cor de rosa, qoe Irazia ao pea-
coco.
Genero de guaker, diste o artista ; bom objec-
lo de estado !
Da Gaeret conlemplavs-o, lendo os ocales sobre o
nariz e o palito na bocea, e murmuran :
Mo mo Isso nao tem o sent commum
1' u Taillis eslava indignado por este eicesso de
audacia : entrar em ama sala de hospedara qae elle
honrava com tua presera;*, elle, Ricardo Da Tailiit,
proprielario e criador !
O desconhecido licoa um momento immovel do li-
minar, e lanjou a vista sobre os Ires primos ; depois
aliavessou a sala em silencio e sem tirar o chapeo.
Que Incivil !... murmurou o artista.
opinies ou de afleicSet contrarias-1
Para que dizer pois lodo isso a homens e a poros
que nao comprehendem esse modo de ser, que reapei-
tam as nslituicoes como nicas garantas da felicida-
de publica e domestica ; qae sao arriscara a vida te-
na* nai solemnes questoes de independencia e liber-
dade da patria ; qae toleram e discilem framente
as.opinies e nao as ajuslam a casnalidade de ama
vclona militar senao u ultimo cato da mais extre-
ma necessidade, como nico recurso para salvar a
existencia social 1
DeitemOvDni< o arligo do Hrlerior. paia qoando
postamos dizer honrada mentedlo eslrangeiro : Vis-
da ao nosso tolo; aqu nao ha guerra que devore ho-
mens e eousas ; ha naomizeria,porque oco e a Ier-
ra musirm -se os mais bellos de mundo ; ido ha fa-
natismo |i jlilico nem religioso, porque nossas insti-
tnici-s escripia e tradicionaet perteneetn a oivilita-
cao do secuto XIX ; rinde, que a Providencia aos
lea Ierra bstanle para fazer a felicidade de inte
miihes de habitantes ; cullivamo-ln em pasa nos-
sos filhos nao coohecerSo as angustias da miseria,
nem ot dissabores da pobreza ; vinde, e unidos' le-
varemos o paiz aliara e a felicidade qne de direilo
Ihe pertence, e lemos esperanza de qne em breve
polen mos exclamar com o corac3o nos labio* :He
chegado o momento que ardentemeote anhelavamos
: vinde a estas praiat, e elvidai o que distemos,
nao para a Europa, mas para nos merinos, no dia
5 de dezembro de 1855.
Comercio del Plata.)
Jornal do Commercio do Rio.)
CORTUSSPONDENCIA SO DIARIO BE
PERNAMBUCO.
LISBOA.
28 de novembro. *
De ilespanha nadu ha de importante. O cholera
coniinua a diminuir em Madrid. No dia (i nao bsu-
ve neiihum ataque, e apenas morreram 5 Destosa,
dat que anteriormente tinham ldo invadidas.
O numero d'invadi.los desde o principio de maio
at ao dia K linha sido de 5,5111 pessoas dos qo.ies
morreram 3,677.
Km 1834, ,,'om prazo maia corto morreram victi-
mas do mesmo flagello cerca de 5,00 individjioi. .
Agora a morlalidade fui igasl ou lalvez maior, se
cifra dos 3:677 casos fatacs, ajo marinos os casos'de
que se nao den parle, e os morios do cholera dege-
nerado em (yphut.
O Piemote publica ai seguinles elymologitt dos
tusares mii^importanles do theatro da guerra. I)a-
mo-las porque Ihet echamos algum interesse na ae-
tualidade :
Alma, rio e montanl (do grego.)
Azoff (nnr d') do nome de ama cidade assim cha-
mada em memoria d Azoff, principe polaco, que a
possnio por 1200.
Balaklava (slavo.) bella chave.
Balsehi Stray (trtaro) palacio de jardn.
Belbeclt e Balbek (russo-tartaru; bella monlanha
(Monje-bello.)
Bug, Boug. e Boa trtaro slavo,) alllueiitc, rio.
Bojuk-Uzen (lurco,) grande rio.
Bojuk-Dr, grande ca*.
Crimea, da pennsula Cimmeriapa.
Erzerum, d'Arzel-Rum turco,) cidade ou paiz dos
Romanos, como a Romelia dos Romeliotas.
Eupatona de Milhridates Eupalor.
Euxino (mar Negro,) do grego Eu e Xeoos, byn,
bom. propicio aos eslrangeiro. A enicial En eneoo-
Ira-se frequenlemenle nos nomes de origein grega.
S
O quaker depoit de haver examinado duas ou Ires
mesas que sem duvida nao eram de ten goslo. esco-
Ihno ama e experimentoa-a com a roflo. Tirn a
lotloa qoe a cabra, envolron-a e laneou-a em um
canto. Fez tignal ao negro, o qual Irazia debaixo
do braco ama bocela asss grande. Este approxi-
mon-se logo, abri a bocela, tirou um goardanapo e
eslendeu-o sobre a meia.
Pao Secco aproveiton a occasio para beber soc-
cesilvamenle don copos cheiei, e como sem bom
prraot o sorprendern) no meio desta occopacSo,
diste com ar liiongeiro :
- Bem tei que no eslou no cattello Des Ga-
rennet I
como Babea, Engaes, Eupalor, Eodice.aphemia
Eugenia, isto he, de boa raen, bem natcida.
Veni-kal (lurco) castello novo, j
Veni-Sala, nova aldeia.
Yeuilk, novo atalho.
Kall'a, de Kafirs (trtaro) inlieis ou gregos a quem
a lomaram.
Ka mar (greso) arco.
Kamiesch, de Kamientz (slavo,) pedra.
Kars (da cltico car, caer,) lugar ferie ou mais
provavrliaente da antiga Caria.
Kderton (grego) e Khersoneto, pennsula.
Kerlsch (lurco llevo) arduo, ptssagem difficil. .
Kiuburn (trtaro) penintnla.
Liman (grego,) porto' ou golpbo formado pelas
boceas de om rio.
Nieolaiefl (grego-rmto,) cidade da Victoria.
ll.lessa .d'Odesmi) antiga colonia de Milsima,pou-
co afa lada, segando alguns, do litio em que se acha
Otsch akoff, e tegnndo outrot, de Warna.
Perecop (grego-russo) termo, limile.fronleira.
Sebastopol (grego) cidade respeilavel, aegosta.
Sunpheropol (grego) cidade feKz.
Taganrog (lartaro-russo) cidade na foz de um rio.
laman (trtaro)quasi o grego timan.
Tchernaia (rosso) negro.
Wanagoria (Tanagona ou Phanagoria) antica es-
lonia grega, qoe significa pharol alravez dos eseo-
Idos.
Anda na China ha lempos nmarevolucio, como
eslamot farlos de taer, o qae porm ainda no nos
passou pela idea he qoe n'essa revolucao levassem as
mulheres agora melhor. Ahi vai a prora do que
dizemoi, colhida das mais recentes noliciai que te-
mor do celeste imperio.
Ao nome Des Gsrennes o quaker lancon um olhsr
obliquo aos nossotdres compaoheiros.
O negro pozera a bocela aberta sobre o goardana-
po. Tirn ama chaleira de ooro, orna alampada e
ama eh'tvena pequea com teu pire. O desconhe-
cido tomou a ehavena, collocon-a dienta de si e as-
sentou-se.
Vejam qae trera l... diise Da Taillis.
Oh! responden Da Gueret, quer affeetsr ori-
ginalidade... Aquellas maneiras estiveram em moda
antes do diluvio... agora deixamot isto para os cai-
xeirot viajante qae applicsm-te ao commercio dss
casemiras.
Ha all lindos utentiliot, e aeho-o carioso !
diste o artilla, o qual beber furtivamente ostros
doas copoi de vinho.
Com effeito! murmurou Da Tai lies maia admi-
rado qae no theatro; aquillo comees s divertir-me!
Entretanto o desconhecido tirara de am copinho
de crytlal uma eolher de p airo ; o negro encheo a
chaleira de agua e eollocoo-a sobre a alampada em-
quanto o amo lancava a eolher de farinha. Ftilo
isso, o eslrangeiro lornou a por o copinho em tea
logar, e ergueu-se para dizer com ro maxeslosa :
Rapaz !
Por essa nica palavra os Ires primos poderam
jolgar que elle linha um aecenlo ingles bem deter-
minado,
Aqui eslou, tenhor, diste Morin, o qoal acu-
di ; mas tentindo a offensa qoe flzera sos Ricardos,
tomou um rodeio pira nao pastar junio delles. Qoe
devo fazer para o seo tervieo f
O desconhecido fitou sobre o etlalajadeiro esos
olhos immoveit, e respondeu com seriedade quasi lo-
go bre :
Uma mecha chimica.
Que ? perguntou Mora julgando ler ouvido
mal.
Da Tailiit e Da Uaerel ritm ii gargalhhda, e o
artista dizia :
Elle pede-te ama mecha, velho Morin... asna *
mecha para doot !
O estalijadeiro |iasmado dea a mecha pedida, e
ditse :
Smente isso, senhor ?
if Somente, respondeu o quaker moalrai. o-lhe a
Morin ha de pagar-nos isso disseram com si-Tpsrla com o dedo,
ao mesmo lempo Da Uaerel e Du Tailiit. O descool
desconhecido aceeodera a alampada, e eom a
gravidade qoe nones o deixava, oceupava-se em ase-
rder a agua da chaleira. O negro cortara fatiaa do
pao qoe tirara da bocela, e arrumava-as sy melrca-
menle formando sobre o goardanapo om bello edifi-
cio. Depois tirn tambem dn ineigolavsl hocis
dez ou doze ceudos que alarrachoo ousapot dos ou-
lro. Em uma dat extremidades desta machias o
negro psafatoo nm grande e bello cachimbo, na nu-
tra orna caboc,a de mbar que linha a lorma da am
oro achatado. ^
Depois aassatoo-te no shio leudo at perias cruxa-
dat a ot olhos filos no amo na allitude de obedien-
cia paatrva, que os pintores deram em todos ot tem-
I
.
.-
pot aot escravot orienlaes. (Contiimar-te-hm.)
a-----------
1}
**
SKe^tH




K

-
O governador Waichow parlindo teita de 10
mil homens, para acuilir a tropas do governo, qua
M achavam em maos lenges, por um eoconlro que
iiveram coro ni iosurgenteiem 26 de agotlo patudo,
lopcu a poucui pitaos oom um ctiefe dnuaattmns,
caoimandando 3,000 moltures. ^^^
O combate erapeohou-te, e com ldr /('una
foi comegado i|ae as m idernas araaronai, u. Jtarirn
completamente os Imperialistas. O' caso nunca
vlilo Os toldados diixane-hiam vencor porque
se envergonhavam de lerem vencedores do sexo fr-
gil ? Seducidos pelo arrojo da (Jo torraosas eoer-
reiras, ajoelharism junio dallas, e deportan) as ar-
mas, enlregando-se diterigao ? NSo sabemos, rana
de qaalqaee tos modos larubem ns podamos ser
vsnoidos por ellas.
Em om povo da provincia de (uipscua (Hes-
panha) dto urna mulher a loz um feto de lodo o lem-
po, que Um dous coros, unidos, pelo urobigo, doua
bracos, duai pernal, una so cabera com 4 orelhas e
at**J ^ 'mPr'n,a l'Ctpanhola'acontelha ao mi-
fJIro do Tmenlo, e ao reitor da universidade cen-
tral, que adoplem as disposiges convenientes, .iflm
cloque este raro moottro, lao importante para os ei-
tudos phsiologicos,seja condolido i corle, e colloca-
do o gabinete aiiatorr ico, da faculdade de Medi-
cholora fulminante o marquex de CaaGaviria,
conde de Boa-Esp-ran-ja, que com inedo da epide-
mia havia ltimamente partido de Hespaoha para
aqutllla cidadr. O raaiquez de Gaviria passava pelo
irimeiro capitalista da Hespanha.e ao que parece,
aixou urna fortuna d s aetsenta milhSes de realea a
sos esposa e nove filhos.
t Itimainenle, di o jornal de Francfort, um
medico de Vieona, 3 l)r. .... fea urna inleressanle
experiencia, com o tini de averiguar que influen-
cia poderia exercer, em qualquer individuo de
perfeita saude, o modado cholera, depois deobter
o eodseolimenlo da competente auloridade o l)r.
Y.... promelle u a om condemnado robusto e sanio
a eoramulagao da pena se coosensse em meller-se
na cama com um choletico que acabava de morrer.
Se lisadoe e mudos mdicos lhe asslsliriam incessante-
mente, O preso consenlio ; depois de alguma exita-
(3o, e a experiencia cotnmegou. No fim de algumas
hars, ledos os symptomas se manifestaran), e om
ataque formal de chotera se apreteutou. Fizera m-
se-lhe lodos os Infmenlos, e gragas sua forte cons-
tttuigflo, foi salvo.
Mas, qoal fui a sorprexa dos sssistentes, qaandoxi
l>r. F,... dedarou qua nao tioha raorrdo do cholera
aqoelle com quem o condemnado se metiera na ca-
nia e que (inha feito acreditar iso, a fim de observar
o effeilo da imaginagac e do modo sobre o arga-
maso.
Em Londres, repeliraro-se aa detordens em
ootMoquencia da caresta do po, reunindo-se a pavo
em grande natnero em Hyde-Park. No ultimo do-
miago em que isto leve lugar darou a desorden) to-
da a Urde. A juiliga inlerveio, e ludo concilio
como de coslume, fazendo algumas pris.
Sahio a'lume em Varia um magnifico trabalho de
M. le Ptey : les Punri.ni Europeens, que mcreceu
wm juizo etlico de Mi. Chevalier, Toda imprensa
Iliteraria e economista da Franca te oceupa daquelle
inleresasnUescriplo, (publicado com aulorisacdo do
imperador); concordara em que he de sumnia im-
portancia, tanto peto lado da erudiga. como pelas
vistea que branse, sobre aa mais debatidas quesles
teeiaea daa nossos das.
Os jornaes de Berli-n dSo os segninles detalhes
acerca de um aventrelo, que durante moito lem-
po se fez passar como principe, e que explorou h-
bilmente as complicado da qoesldo do Oriente :
A prisJo do fingido principe da Armenia pro-
dnsio aqui moila nosigao, porque se enconlrava
frequenlemenle nos lugares mais pblicos, e prin-
cipalmente no passeio ("nler-den l.inder. F"o em
Turin que elle habiloc ltimamente : represenloo
la um papel moito impirlanle, e manleve relagOei
com altas personagens. Esleve em Londrea, ha
alguns annos, e pretenden ser nomeado ajadanle
decampo. Perdeo, perem, o apoio dos seus pro-
tectores por causa de algumas circumstancias que o
tornaran) guspeito. Adquiri importancia desde a
guerra do Orienta, dizendo-se mariyr e victima da
nvaaSo da R issia ; as sympalliias qae conseguio
alrahii a si em Inglaterra facultaram-lbe bons ne-
gocios, principalmente achando-se elle quasi em
meios pecuniarios e redazido a laucar inflo de lodo
o genero de recursos. Alm de um grande nume-
ro de artigos que Inserid noi jornaes de muitos pai-
las, publieou quatro m; nifeslos impresaos eoptra o
imperador da Russin ; o mais aoligo he datado de 26
de maio de 1850, o mais recente de 19 de fevereiro de
1853. Nestas proclamadles reclamava da Russia n3o
ao o reino da Armenia >> o seu dominio privado, no
valor-de 15 milhoes de francos, mas tambera os teas
diamantes, valendo um milhao de francos, qoe cer-
lamenle lhe teriam tido roubados pelos generaet
rustos. Regeiton com altivez a miseravel pens3o da
500 francos por mez qun a Russia lhe oQereceu co-
mo indemnisagdo. Publieou tambem em francez
urna autobiograplia qu-r traz idea as Mil e urna
nuiles. Inlitula-se do seguidle modo : S. A. R.
o principe Lon-Jaqaes, principe da Armenia, de
Koriliosz, da Georgia, de Lusignan-Kupignac, do
Japio, herdeiro presumptlvo da eoroa da Armenia.
tfio dovldon invocar i benevolencia de (odas at
claaaes da populacho. Fot o nome de Korikosz,
otado por este individe que poz a polica no cami-
nho da verdade.
Os registros da polica de Berlim, do anno de
18*7, cootem ejm efteiln, sob o noir.e de Korikosz,
a segainte noU :
e Korikesz, o pretendido principe eczarewitch
da Armenia i da Geuride, neto de Len VI e offi-
rial rosso. Chegoa a 24 de outubro a Braxellas
com um passaporte di S. Petersburgo datado do
mesmo anno, e declaran la que os seas bem, no va-
lor de 15 milhSea, liuhain sido confiscados pelo go-
verno rasso, mas que havia de receber ama peiudo
annual-de 1:000 oo 1:5110 rublos do prncipe Gorts-
chaknlT, ministro da Russia em Slutlgurdl. Mas
as iovMligagOes feitas sjbre este estrangeiro prova-
ram que elle ufo era qae pretenda ser, que os
seas lien nao linham tido confiscados e qae nao ha-
via puosSo alguna a receber ; qoe seu verdadeiro
nome era Jomis, sea pai era constructor de na-
vios em Lamarang (Java) e toa mal Keiwig,
nina allemaa. Joanuit seguio durante dou-
anno os aursos da L'n veriidade de Leyde e che-
goa a receber all o grao de bacl'iarel. I)e
Braxellas o pretendido Korikosz parlio para Ingla-
terra, onde pedio a patente de ajadanle de campo,
que Ih negaran). Dirigio-ie em seguida rainha
Victr'-<, pedindo-llie auxilio debaixo do pretexto
qae no vira .tingado a abandonar o san pax em
coosequencia da urna conspirarlo oonlra o impera-
dor Nicolao. Obteve amim 1:500 francos. A 2 de
julho de 1817 pasaou por Aix-la Chapelle, e parti
depois para Stuttgardl, onde tedemorou alguns das
em na dos prinripaes dolis que abandonou cora
lado, sem pagar a despsza qae linliu feilo, para Ir
habilnr era ama eaaa purlicolar. Nao obstante ler
o (passaporte falsificado, ooson apresentar-se ao
principe Gorttrhakff e soslenlar em sua pre-
senta o papel de priacipe armenio. O princi-
pe, entretanto, nao qaiz reconhece-lo como subdito
rasso, nem dar-lira dinheiro. O pretendido prin-
cipe, lendo deixado at suaa cartas em Bruxeltei, e
nio consegnindo Uroar .icredilavel o seu passapor-
U, tei expulso de Slullgardt e parlio, como disse,
para Bade.
Bacrevem ao Timas da Crimea :
Ot habitante! do lagar de Kareni, que fica a
mel eamioho entre Balaklava e o moaleiro de S.
Jerge, ot qeaat, durante lodo o lempo do sitio de
(Sebastopol linham permanecido tranquillos oas tnat
casas, recebendo quasi sempre racoes dos alliados
qoa queriam evi'ar-lhes os horrores da fome, depois
da tonuda da praca moslram detejol da aerem trant-
porUdos p los Russos, Ueu-te nolicia disto ao inimigo, e fi-
zeram-se ot uecestarlos preparativos. Sabbado pas-
sado toraro embarcado para Kaffa. O principe
Vittor de Hohenlobe commandava o navio que
os receben a bordo, e foi acompanhado pelo ma-
jor Ross, e bem aasiu, alguns officiaes qae iam co-
mo amadores.
Cerno anda eat viva ti lambranca de llanao, na-
luralnienlo tamaram-se prudentes precau(es e ob-
er*aram-arigiirosametie as formalidades. Che-
ganee a visU de Kaffa, am ofilcial rasso veio a
barde para tratar do desembarque dos emigrados.
Ficoo para almocar, e como alguns Iogleus I lie di-
ziam qae estavam penuadido que nao Ihesseria
psrraillido desembarcarain, o ofilcial responden que
peasava o contrario, e com effeilo desembarcaran).
Apenas poferam pe em Ierra, viram-se no meio de
urna grande mullidao, baveudo ahi muilot costa-
coa que voliam reuniudi-se prccipUadameute.
Os Ioglexea loram eonduzdos cita de campo do
principe Gagariu, duas milhas, ponco mais ou
menos da praia, e foram recebidos com mulla cor-
lezia pelo proprio principe, que lie um hornera de
tstenla anuos, pouco mjjt ou menos, usa d m-
tela, em cousequencia da falla de nma perna qae
pTdeu na campanha do Cancaso. O principe fal-
lou-llies em fraatez, e d ste-lhet que comprehendia
o inglu. AssenUram-se e depoit terviram-lhes vi-
nho e Iructat que aceitar un.
A conversarlo esteva rao animada, e te te der ere-
dito to que me diste am ofilcial que eslava prsen-
le, foi al cordeal. Fallou-ae alguma cousa da
guerra, e referiram-se alguns incidentes do sitio,
Iraranle a conversarlo, o ollicial russo qua eslivera
a bordo, diste ao principe Gauarin algumas pala-
vras, entre at quaes o ofliciat-iegjez.pode perceber
qae filiara em Kioburn.
) principe retpondeo com ama enrgica excla-
BMCfio que os Inilezes ato comprehenderam, e logo
Ihes persuntou quaes enm as ollimas noticias.
e e Inglaterra, respondern) lhe, 080 ha nenliu-
ma ; mat na Crimea ha o ataque e lomada da Kin-
buro. a
O principe pareceu coi turnado com esta nolicia ;
aaasvsimplesmenU encolleu os hombres e observou
tmeera a fortuna da gutrra. C^nieetjte om fac-
to mu curioso, a saber que a grande exploto do
paiel francez na Collina- Verde matara e ferira gente
metano daaUo de Sebastopol.
(.loando os oflleiaes iozlezes vollaram para bordo,
maadoa-lhfs um porr.lo de vinlio e de uvas que
lies inhaia) oai-rido comprar anlea de saberem que
podaran destmbarcar, e peJio-lhes cha em relri-
baialo; mandaram-lhe cha, qneijo o oattes gene
raxatjaa hea parecen' que elle aeeltnru com prazer.
do Ut. crer
flIMIO SI PtMWBBCO.QUmi.FEHm 26 01 OEZEMBRQ OE 18S5
que
aas se concluirn)
as operacoes s>
por este anno e mesmo deti;ailamenle na Crimea.
A ultima parte da campanh* dvinouslrou qoe os ai-
liados lo impotentes no interior conlra a Russia,
assim como, qae esta nao Ihes pode resistir na costa
aeno em muilo poucus ponloe. Esta situaco nao
pode terminar sendo pelo cansasso das duas parles,
ou entAo lomando mait algaem parle na guerra.
Os fados qne vamos refeiir prova'm que os alliados
sao os que leem mais presta em acabar, ou obrigar
os outros a tomar parle na lnl>.
Ris-aqui como o Morning Herald descreve a si-
tuarlo .
a As duas maioret na;oes da Europa esldo em
guerra com a Russia ha dous annos ; e que temos
feilo ueste lempo '.' Quebramos algumas pedral em
forlificacOes insullicienles do Bltico, lomamos ama
pequea torre em Kinburn n iau(ames os Russos da
parle do sul de Sebastopol.
a Eis-aqui qoantn lemos podido fazer conlra esle
grande imperio que oceupa ama Urja parle do glo-
bo habilavel.
a Se cada dous annos conseguirmos outro lano,
ser pelo menos necessara urna gera guir o uossu iulento. A Russia pode sem inconve-
te perder em Cada doos annos um Sebastopol, e ca-
c,l,, da dous mezes um Bomarsiind ; de orle que por
Acaba de morrer em Pars de um alaquede esle andar nos acharemos no fim de 50 annos no
___ti<* acabou este episodio pacifico e amf-
gavel.
I-e-se no jornal la Esperanza i
Va apparer.endo nolicias importantes, mas em
rtlarno to falaro e ao em rela;8o ao patudo. To-
slalu i/uo.
a He urna cousa terrivel considerar os remidios
illuiorios desla campanha de dous annos, que cus-
lou sacrificios de horaens e dinheiro bastantes para
conquistar vastos imperios e derribar gigantescas
dymnaslias.
O imperador Napoleao, qaerendo lestemunhar ao
general Butqueltoda a sua eslima pela gloriosa par-
le qae lomua no grandes successos da guerra do
Oriente envin, a encontra-lo em Mtrseille, o capi-
tn Moraud, seu ajodanle de ordens, a eotregar-lhe
amedallia militar.
O vapor Simoon parlio em 31 de oulnbro de
Spilhead para Balaklava com o primeiro regiment
de infanlaria ligeira da legiao anglo-allemfla. "
accidente romanesco, acredilando-te as palavras do
Times, astignalou a partida dessas tropas. Segunda-
feira noile, diz aquello jornal, decobrio-se que
se achava regularmente alistada no regiment urna
mulher franceza, casada com um soldado do mesmo
regiment. Dea -se parle ao coronel, que ordenou
qoe a fizesse desembarcar ; mas foram Ues at ins-
tancias da mulher. apoiaram-na Ido calorosamente
os carneradas do marido, que foi ella aulorisada a
arompanha-lo como simples soldado. O enlhosiat-
mo foi geral, e o regiment ufanou-se por contar
no numero dos seus camaradas esta herona. Gran-
de numero de pessoas qoe visitaram o navio ficaram
lao maravilladas do porle marcial desla mulher,
qoe abriram immediatamenle'uma suliscripr.io em
sea favor, a qoal produzio mais de vinle libras ;
maneja perfeilamenle a arma e faz exercicio com a
maior pericia.
Necetsario he ir dislraindo a imaginacao com
etlas e outras excenlricidades, ja que ai peripecias
da guerra lano lem de pesado a qualquer luz que
e consideren).
Aqui vot remello urna de inglez, o qae lhe basta
para ser recommeodavel no seu genero, mas por
cuja veracidade nao respondo. Conla um jornal in-
glez que n'um meeling da tociedade Tempornea,
am orador fizera osegujnle discurso :
Meas amigos, ha Iras mezes qae assgnei o
meo compromisso nesla associarilo(signaesdeappro-
vac,ao). m mez depois, era possunlor de urna libra,
cousa que nanea me succedera antes (applaotos*.
Pastado outro mez, meas amisos, envergava urna
boa casaca, cousa que nunca d'anles possnira (ap-
plausos phieneiicns Finalmente ha quinze dias,
meas amigos, comprei um esquife sisnaes de ad-
mirado.) Queris saber para que comprei am es-
quife? Meus amigos, he porque e'lnu firmemente
convencido que se continuo a ser fiel ao meu com-
promisso por mais 15 dias, prtcisarei que rae mel-
lan) mi esquife e me leyem para u cemiterio (a aa-
sembla conserva-s muda e queda.) a
O celebre eaeriptor francez Viclor Hago, l-
timamente expnl-o pelo governo inglez de Jersey
era esperada em Madrid no dia 21 do correle.
m Madrid dorante o mez de outubro falle-
cern) do cholera 1487 pessoas. Actualmente pode
considerar-se exlincta a epidemia.
Um terrivel incendio devoroua.cidadedeGrass
Velley. N" dia 14 de selembro ultimo s 11 horas
da noile peaou foga no hotel de Franca, e lavrou
lo rapidamento qae em menos de duas horas qua-
si loda a cidade eslava om ruinas. Trezenlas e cin-
coenla casas, oceupando 2i a 30 aeres de terreno
foram preza das chammas. Avalia-se a perda em
400,(100 dolan.
Diz o correspondente da Preste:
Foram tentados reconhecimenlos sobre muilot
pontos, e al houve reeonlros das avancadas Isobre
Ichernaia e em frente de Inkerman. Por isto o
marechal est vigilante ; essa vida pacifica qae in-
vadir as coroas do Chersuneso dcsappareceu suc-
cedendo-lhe lodo o rigor da ordenanzas. Tres ve-
zes, de noile, os piquetes avanzados, llladldos pela
escuridio qoanlo ao numero de Russos qne mar-
chavam para ellos, deram rebate geral, e dentro
em meia hora lodo eexercito eslava promplo para
combale.
As circumsUncias sao graves, espera-se que se-
jam decisivas. O marechal promelle ja a victoria
aos seus soldados ; n'oraa ordera geral Ihes annun-
cia que cumpre preparar para nova peleja ; que os
Rnssos fabricaran) grande quanlidade de ponles
raovedicas e qae breve o iaimigo (eatar de novo
romper as nossas linhas do Tchernaia.
Todas as correspondencias sao conformes em
reevjiihecer que nao he adraissivel qne os dous ex-
ercilos pnssam passar o invern am a par do oulro,
separados smenle por um rio fcil de passir. Se-
ria renovar essa vida penosa das Irincheiras, essas
sanguinolentas sorprezas que ao inimigo nao costa-
ran) menos do que aos allia'os ; e julga-se por to-
das as appareocias que o marechal nao aceitar es-
la siiuar.ii.
() Ru-sos, pela sua parle, nao podera retirar-
te sem serem obrigados ; he por lano necessario
que a sorle das armas decida noYamente anlre os
dous exercitos. Em geral peusa-se que o exercito
rosso, sendo o mais inquietado, aoja o primeiro a
sahir dessa situac.lo ; mas presume-se, por alguraas
palavras significativas do marechal, qae est resol-
vido a ir procurar o ioimigo se elle mi yier para
nos. Tal he em resumo, e segundo informadles
emanadas de boa origem, o estado das coasas da
Crimea. .
a Sebastopol coalia ua a ser alvo das balerias do
norte. Os bairros mais etposloi ao fogo dos fortes
Constantino e Calharina detabam diariamente com
balas rusias. As nossas bateras responden) com
vaulagem. Diminoo-se a guarnirlo da praca pan
nao espor gente inalilmenle. S ha um regimen-
t em Sebastopol ; esta guarncao nao corre pergo
algum, residindo em abarracamenlps do bastido do
MasIrQ, cuja distancia mui consideravel a protege
intcirainaule.
b As coroas das alturas do CU^rsoneso repovoam-
te ; espera-se do valle de Bidar o primeiro corpo
de exercilo.
De ConsUntinopla escrevem em dala de 29
de outubro, que segando parece, o salUo tencin.)
visitar Londres e Pars, e quejadera parle do seu
projecto ao grao-visir e a alguns dos principaes mi-
nistros, para qne traten) de adoptar as convenien-
tes medidas afirn de que esta viagem possa. realisar-
ae. Isto ha um boato apenas, por em qaanto, he
porcm cerlo qae o sulldo ja poi difiranles veze
manifestara o deaejo de conhecer a Europa. Ora,
a occasiao nlo poda ser melhor, pois qae ot allia-
dos achando-se em forja no paz obstaran) a qual-
quer tentativa contra o Ihrono d'Abdul-Medjid.
Napoleao impera em Londrea. quasi como impera
em Parten A larra que blaioolva de ser guarida a
to los ot exilados, converle-se em carcereira do impe-
rador dos Francezes.
Eis o que se l na Esperanza jornal hespanhol.
a Varios peridicos ingle/es coiihccem omioisterio
pela expulso dos refugiados francezes. Ao jornal
de Francfort, escrevem de Londres :
A maioria do publico nao parece disposta a ver
cora o Butojo do Time e Morning-Post a expulto
de 36 refugiados de Jersey.
Por lodas ai parles se ouve murmurar : o gocerno
esta sob a presta de Luiz \apoleuo. Este proce-
der nao he iuglez. Combaleinos no Oriente conlra o
despotismo russo, e mellemos aqui o despelitmo fran-
O faci aje que o Monileur den nolicia primeiro
que neiihum jornal inglez.confirmaa.humilhaole sus-
peita de que o governo inglez nao foi sendo o exe-
cuiordo decreto imperial dado em Paris.
Eis-aqui como se exprime Viclor llago em seu
protesto conlra o desierro de Jersey :
O golpe de estado acaba de penetrar as libertades
inslezas.V Inglaterra j cliegou a proterever os pros-
cipto*. Lm passo mais. e a Inglaterra ser um feu-
do de Napoleao. O futuro qualificar esle facto. No
colamos lomamos nota ; nada mait. Deixando da
parle o direito ultrajado, as perseguicSes de que so-
mas alvo, obrigam-not a sorrimo-nos. A revolueo
franceza he cierna ; a repblica franceza, o direilo
Qoe vale ludo o mais t Que significa esla expulso ?
Lma gala mais para o nosso exilio, um rasaao mais
para a votsa bandeira.
Depois proteste conlra todos os actos de Loiz
napoleao.
Envio-vos um extracte da correspondencia par-
ticular da \arao, datada de Londres em t de no-
vembro, para Urdes occasiao de apreciar maia.al-
gumas circumslancias qae revestirn) este aconte -
cimeulo. *
A quealao do jornal Cllomme lem-se tornado
grave. O proprielario, o redactor e o vendedor des-
la lu lia foram expulsos de Jersey.
Os refugiados, residentes na mesma ilha, se (or-
naran) solidarios de seus compauheiros e assigna-
raat.em forma de protesto, urna declararao que
termuia porera nma especie de desalio ao governo in-
glez. Esle irrefleclidaraente leranlou a luva c a
ordem do expulso se eslcmteu a 3(i signatarios da
fjM declarado.
(i lli-lo-hemos bem alio, o gabinete Palmerston
r3o Tez n nlo mais que ser um execolor da vonlade
(l< Luiz .Napoleao.
-Delerm.noucsla expulso, no convencido deque
elja fosse necessara a seguranza do Himno imperial,
roas vendo que havia de ser agradaval o governo
francez; te qoerait ama prova desla condescen-
dencia do governo inglez, ei-la .Koi a 27 qua se
deu a Viclor Hago a ordem de ser etpnlso, e com
elle os seus companheiros d'exilio, e j a 26 o Mo-
nileur francez annunciava o facto. a
Eis na sua integra a declararao alludida :
Declaracjtq,
a Tret prowtiplot, Rlbeyrolh**? inlrepido e clo-
quete escriplor ; Piaucini, o generosa represen-
tante Mo povo romano; Tnomaz o corajoso prisionei-
ro do Monte S. Miguel,ocabam de ser expulsos de
Jersev".
n aclo he serio.
o Que aprsenla elle na forma '.'
" O governo ioglez.
a Que aprsenla na estancia?
" A policia franceza. A indo de Fouchc pode cat-
ear a luva de Casllereagh. Islo o prova. O golpe de
ealado acaba de invadir as libertades luglezas, a In-
glaterra cliegou a esto poni : proscrever os pros-
criptos.
Anda mais um passo e a Inglaterra sir um feu-
do do imperio francez, e Jeriey um cnido do dis-
triclo de Conlances.
a A este hon psrliram j os nossos amigos. A
expulso est eonsummada. (('futuro qualificar es-
te fado ; da nossa parte, limilamo-nos a regs-
tra-lo.
Regislamo-lo, nada mais.
" Pondo desparte u direilo ultrajado, as violen-
cias de que as nossas pessoas sSo objecto, fazem-noi
sorrir.
A revolnrao franceza est ero permanencia. A
repuhlica franceza he o direilo, o falaro he iucvil.i-
vel, que importa o resto ?
n Que significa esla expulso ?
Luso de mais para exilio, um rasgo de mais na
bandeira.
a Nao haja pos equivoco.
En o que nos vos dizemos, ns proscriptos da
Franja, voz do governo inglez.
Mr. Bonaparle, vosso poderoso e cordeal allia-
do nao lem oulra existencia legal se nao eslahe
aecusado do crime de alia traic.io.
a Mr. Bmaparle esl ha 4 annos sob a iiilluen-
eiadeum mandado de ritaedo assignado por Uar-
douin, presidente da Haule Cour de Jmlice ; e La
Palme,Palaille,iMoreau (De la Seinaf Cauchy, juzes;
referendado pelo procurador geral Renauard.
Mr. Bonaparle jarou como funecionario a re-
pblica, e perjurou. ,
Mr. Bonaparle lurou a lealdade consliluicao
e quehrou a conslilaijau.
b Mr. Bonaparle depositario de lodas as leis, vio-
lou todas ai leis.
Mr. Bonaparle prendeu os representantes do
povo que eram inviolaveis e expulsou os juzes.
Mr. Bonaparle, para escapar ao mindado da ci-
lr;ao dn Maule Cour fez o que faz om malfelor para
se sablrahir a policiamiiloo.
u Mr. Bonaparle aculilou. metralhou, exlrem-
nou, massacrou de dia e fuzlou de noile.
Mr. Bonaparle guilholinou Cuisinier, Ciras-
te, Charlel, culpados de lerem auxiliado o man-
dado.
Mr. Bonaparle tubornou os soldados, subornou
ot runccionarios, suboraou os magitlrados.
Mr. Bonaparle roubou os bens de Luiz Filippe.a
quem devia a vida.
Mr. Bonaparle sequeslron, roobon, confis-
cou, alterou as consciencias e arruinou as fami-
lias.
- Mr. Bonaparle proscreven, banio, rxpnlsoo. de-
porlou para a frica e para Cavenne. deporten para
o exilio 40.000 edadaos, do numero dos quaes sSo
os signatarios deslat dcrlaurao.
Alia Iraicte, juramente falso, perjurio, sabor-
no de foneconarios, seqaeslro de cid.dac;S, expo-
lia;ao, roubo, assassinio, sao crimes previstos por to-
dos os cdigos, em lodos ot povos, punidos em In-
glaterra com o cadaalso; punidos em Franja, onde
a repblica aboli a pena de morle, com as ga-
A Conr d'Assises espera por Mr. Bonaparle.
ir Desde esle momento a historia diz-liie ccusa-
do, levenla-le !
O povo francez lem por carrasco e o governo in-
glez por alliado o en'meo imperador.
Eis o que vos dizemos. Eis o que diziamos
honlem, o que loda a imprensa iugleza diiia cum-
nosen.
a Eis o qae diremos amanhaa, e o que a posleri-
dade repetir lambemcomnosco. Eis o que diremos
sempre mis, qoe nao temos sonflo urna alma qae
he a verdade, e urna palavra que he a iut-
lica. '
io-i*Sra' IPn,8'-,,M-Jersey 17 de oulabro de
185.1.
Viclor Mogo.J.Chahacgne.Tulbermarlln.ad-
yogado.Coronel Sandor Telelli.E. Beavais Bon-
nel.Duverdier.Kesler.Arsne Hayes.Alberl
Barbieux.Koumillac. advogado.A. C. Wiesener,
aoligo ofilcial auslriaco.Gornel___Charles Hogo.
J. B. Amiel (de Ariege) Francisco Viclor Hugo.
F. Tafery.Thuiile Guerin.Francisco /ichon.
B. Coln.Eduardo Coln.Eduardo Collel.Ko-
zzelli.V. Viucenl.A.piasecki.Giusepperancan.
Lefehure.Barbier,|l)r. medico.Dr. Franck__
Ednnrdo Bifli.BouilardIteville, Dr. medico das
faculdades de Pars, membro do Collegio real de
cirurgifies de Inglaterra.Foniberlaux, pai.Fom-
berlaax. filho.C. A. Chardenal.Papouski.H.
P.-everaud conderanado morle em 2 de dezembro.
Zeno .Snieloslawybi.
A celebre caria de Flix Pyal a rainha de Ingla-
letTj anterior ao cornejo ,iesla correspondencia,
nao v-U envi, por me persuadir que a devela j
ler visln, e mesmo publicado nara conheeimento dos
vossos le i I ores.
M. M. Flix Pyat, Rouger, e Jaurdain, autores
da caria i rainha de Inglaterra,acaban de pedir que
oa lornem respoosaveis, nos segninles termos :
a A. M. redactor do Times.
Monsieur.O ministerio inglez em consequen-
cia da expulso dos refugiados de Jersey fez-te Bo-
napartisla, commetlen ao mesmo lempo om acto de
iniqindade e covardia ; de eovardia, porque n.1o
ousando, on nao podando chegnr aos autores da car-
ta, protegidos em Londres pela lei geral, lornon-se
aos nossos amigos de Jersey, que prelenle acha-
rem-se collocados em ume posiedo excepcional ;de
iniquidade, porque ferio, como se diz, ao innocente
em vez do culpado, so se podem chamar culpados
homens que usaram de um direilo inconieslavel,
expendo ao povo inglez os perigos da sua all anea
com Bonaparle.
. a Os membros da commana revolucionaria resi-
dentes em Inglaterra reprovamesla pena arbitraria
inflingida a oolros que nao sejam cites, qoe recl-
mame soa plena e completa responsabilidade. a
Responder o gabinete a este desafio por meio
dum processo crime? He o que parece muo
duvidoso, e prtenle pesar ainda sobre elle a incri-
minacao de perseguir e punir era Jersey alguns re-
fugiados por um faci que nao se atreve a persesui.
em Londrea. ~------------*- "'"
Fez-te em Paris no dia 15 o encerramenlo de
expsito universal, e a dislribaicao dos premios pe-
lo imperador, com a maior tolemnidade. .
Sahio a confirmarao oflirial de Sr. William Co-
drigton para general em chefe do exercilo inglez da
Crimea.
Um acontecimenlo que indirectamente esl li-
gado a guerra do Oriente he a miasao do general
Canrobert junto dos res .la Suecia e Dinamarca.
>uvi.la-se geralmenle qae elle possa lvalos que-
brar a neulrahdade em qoe se conservaran! al
agora.
Est inminente emsLondres orna quesiao en-
tre os donos das fabricas e os operarios, em eonse-
quencia de urna reduejo de salario, feila pelos
primeiros.
A opinia publica lem-se alli pronunciado alia-
mente ronira a expulso dos refugiados francezes.
i em iiavido numerosos meelingt 'osle sentido.
Km Hyde-Park lem ron lio nado as reuniet popu-
Uraa pur causa da caresta dos cereaes.
- Trala-se de urna exposicilo uuiversal em 1859
era V leime. Parece qae os planos do archileclo ja
roram approvados pelo imperador Francisco Jos.
Este archileclo he Mr. Forsler protessor da acade-
mia das Bellas-Arles de Vienna, contlrnclor do
grande arsenal da mesma cidade, e recenlemente
commissano na exposicao universal do Paris onde
ro mandado pelo imperador por cansa do prujeclo
em quesiao. J
- MademoUelte Rachel. diz a Preste, abandonou
New-York em 21 de outubro para tadirigir lloslon
onde conlinua as suas representares. Antes de
uua partida ofiereceu 400colters caixa da socie-
dade francezade beneficencia, igual sorm).. aos
isr.el.slas. O New-York Herald termina assim
o seu artigo sobre a ultima representado da insig-
ne trgica :- hirai dar urna idea do'succeaso do
Mademoiselle Rachel enlre nos diremos tambem
que as as rectas das 24 representecoes sa elevaram
KSMaa*^*dM qBa-ciia deve
Enlrarara tambem nesle porto, diz o o.res-
pondente da Preazeein New-York dooi navios fle-
laseeoArttc, que era 30 de maio iilii.no linham
lomado rumo para as regiet polares, coja viagem
tei coroada do mais feliz successo. Expedidos palo
almiraulado americano em busca do Dr. Kane, que
em183 tinha embarcado no Advance em demanda
de Sr. 1-ranklni e de seus companheiros, encontra-
ram o Dr. Kane e os da sua comitiva excepte [res
homens, saos e salvos prestes a fazer se delvela para
Inglaterra n um navio dinamarqnez. O lr. Kane
denou o seu navio no meio dos gelos, e depois de
ler percorrido 1,100 milhas sobre nevechejiou a8*>
JO de lalitade. Nao enconlrou vesligio al-
gum de Sr. Franklin ; e ainda que junio do polo o
mar eslava desembarazadodegelos n'iiinagrande ei-
lensao, nao podecerlificar-se da existencia da famo-
sa passagem do norte, preoecupasao constante de
todos exploradores deslas regiues. Lisonjea-te mui
lo do acolliimenlo que os Esquimos lhe fizeram e a
lodos os seus, e filia das diversas feilorias dinamar-
quezas qoe enconlrou. Quanlo ao numero de novas
baluss, plagas desconheciilas, e cabos sem nome,
que descnbno, e de que a imprensa americana Ido
accessivel a hyperbole faz um catalogo immenso de-
ve-se esperar pelo relalorio exacto, qoe o corajoso
navegador nao deixara de apresenlar para inleres-
ae da ciencia e da geographia.
Escrevem de Conslanliuopla*ao Monileur de Pa-
rs, o governo oltomano acaba de adoptar ama me-
dida haapuilo lempo reclamada pelos navegadores.
A Porte encarregou o capiio Michel, perlancente
a adminislracdo das Mcssagcries imperiaes de col-
locar as costes da Asia e da Europa desde os Dar-
danellos ate ao mar Negro urna serie de pharoes,
que permillirlo aos navios passar os eslreilos e re-
conhecer as Ierra', a que a apprnximar.do se toruava
excessi va mente perigosa por falla de semalhautes
signae?. O capiUo Michel esla empenhaJo em exe-
eular os Irabalho, e fazer collocar os apparelhos
aiiles do mez de Janeiro. Mais lardo os phares se-
rao generalisadot, e ludo nos faz esperar que antes
de alguns anoos as cotias do imperio e as ilhat do
archipelago turco nao apresentarlo ja os perigos,
que as marrabas militar e mercante taotu lem temi-
do, e sobre modo louyavel eite deienuiuajdo do
governo otlomano.porque lendo a evitaros numer-
los sinislrns.que todos os annos afiligiam o co-nraercio
europeu, lao activo nesta parte do imperio.
Encontrou-se perlo de Calw (Wurlemberg)
urna medalha de ooro commerooraliva da tomada
de Jeiusalera no anno 70 da era chrislda. Esla me-
dalha, do laraanho de urna peta de dous francos,
tem a elligie de Veapasiano com a inscripeo te-
guinle Vespasianas, Rom., Imp., Aug. ebai-
xo da elligie vem-s as duas ledras S. C. O rever-
so da medalha lem gravada ama palmeira e duas
ligurai urna das quaes esl seutada e a oulra em p,
a legenda he-Juda capta. Oatrn medalha sere
lame a esta, mas nSo da ouro. Imha sido descober-
la, na doos annos, em Liebeozell.
Um jornal inglez conla a segninla ancdota
romanesca, possival, mas pouco provavel, contada
por um soldado do exercilo da Crimea a um seu
amigo ; eis o easo ;
Im destacamento de soldados de diversos rgi-
men!, s, depois da temada de Sebastopol, foi man-
dado lar busca is caas, tomando conla do qoe poV
la entonlrassem.
N'uma casa depararam os soldados com urna for-
mo.a menina de 17 a 18 annos de idade. Para a
livrar de qualquer insulto, um soldado anda man-
cebo, do regimenlo 18, consliluio-sc seu protector
e ameacou tezer sallar os mio|osaqueJle que se aira-
vesse i insnlla-la. Desde enlao a bella captiva,
grate io seu defensor, acceiloa a prnlecrao que elle
Ulo generosamente lhe offerecera. e acompanhoo-o
ao acampamento. De balde o soldado quiz persoa-
di-la a que voltease para a cidade, ella por forma
alguma quiz annuir as instancias do soldado.
O toldado foi castigado por estar ausente, achan-
do-se o regiment era armis; a joven russa acorn-
panhou o seu libertador .i prisao. pedindo era altos
brados que a nao sepsrassem delle.
O coronel commovido com Ido extraordinarias
provas de alTeclo, penloou a prisao ao soldado
niandi u apresenlar o inters-.inte par ao general
larris.
Hrocorou-sa um interprete, ao qutl a formn ros-
ta conlou a sua hiiloria. He lilha de um general,
possunlor de uma fortuna de muilos milh5es de ru-
blos. Tratia um relogio de ouro e iras braceletes
riquissimos. O soldado casar ,com ella, que nao
qoer hsolutamenle separar-se delle. Ora eis-aqui
um soldado aforlunado !
O Monileur de 14 publieou o seguiote oflicio do
general Felissier :
Qua riel general em Sebaitopol, 2 de novemhro.
Sr. marechal. Ja informei a V. Exc. que p
meiadnde oulubro, mandei para Eupaloria a divi-
sdo de infantera do general Failly. O general Sim-
pson tambem fez embarcar com o mesmo deslino a
brigada de cavallaria do lord Pagel. Este reforeo
devia permillir ao general d'Altehville, reconheeer
as dis| usires do inimigo as duat direc(oet de Pe-
rekop e Simpheropol, molestar a linha de commu-
nicatoes que liga estes doos pontos, e alargar em
caso de. necessidade, porem com a maior prudencia,
a iua acedo em redor de Eupaloria. Para o habi-
litar a avanrar por esla rida zuna, quasi deipro-
vula di: agua, enviar.im-sc-lhe de Ksmiesch trana-
porle, como bambas e todos os engenhos necetsariot
para aproveilarem os raros pojos do paz.
No grande recoohecimenlo realisa lo do oulabro
do que ji tive a honra de enviar a participado a V.
Exc. o general de Allonville convenceu-se de que
era ao sal, qae o inimigo formava os seus pontos de
concentrando.
Para se cerlificar completamente diste, o general
parlio de Eapaloria na manhaa de 27 de outubro,
com 2* balalhoes .lo general de Failly e do Muchir
Ahmed-pach.i, 38 esquadrOesinglezes, tarcos e fran-
ceses, e 56 peras de arribara.
Tendo rhegada a Sak as 2 horas da larde, e lendo
na sua frente apenas uma linha de cossacos apoiada
por poneos esquadrOes, o general de Allonville pos-
lou em escallam as diviertes francezas e turcas pela
direila na frente de Sak, apoiando a direila sobre
Um navio
fo Alberto, foi
o a vapor da marinha real tarda, Car- \ enriquecer infallivelmenle ot cultivadores (11 Por
a arribar a Mes's^vtdoTa SZt 57 hS"- Um "do ,erao'' """" -
les da cidade aproveilaram este occasiao para leste-
munhar os aeus senlimentos de amisade aos soldados
ura desfiladeiro abaulado, perlo desla povoarao, e
com o grosso de cavallaria e arilharia montada, a-
vansou para Tchebolar, pouco mais on menos legua
a meia para alm.
Os eiquadroes inimigos eonlinuivam a retirar te-
guindo a estrada de Simpheropol, e qnando a nossa
cavallaria chegou a 1,500 metros das possessOes que
cobrem o poni onda essa estrada alravessava o des-
filadeiro deTcheholom. os Russos desmaicararam
30 pec.as de grande calibre (32), cajas balat vinham
cahir sobre loda a nossa linha, matando-nos 4 ho-
mens fernde 18. O general de Allonville dili-
genciou atirante ao combate a numerosa cavallaria
do inimigo. Mandn avanrar pela nossa esquerda
qualro quadroet lurcos coulra 10 etqaadrnet ros-
sos, os quaet se retiraran).
O immifo no aeatrevendo on nao qaerendo ac-
ceilar balalba, o general de Allonville jolgou nao
dever alacar rorteijosisOos defensivas, nicamente
com a cavallaria. O dia eitava passado. O general
resolven reunir-se infanlaria, e bivacac n'nma po-
sitao sezura, coberla a sua frente pete povoaejo de
Sak, e i seus flaneds petes dous lagos prximos.
Algaos navios ligeiros, francezes e inglezes, anco-
raram perlo da praia, eslavam promplos para apoiar
as forjas de Ierra, se fosse necessario, porra o ini-
migo ndo atecoa.
Era provavel qae os Runos i vista desla demons-
Iratao, livessem reunido todas ai tercas dissiminadas.
petes puntos viziohos, para acndirem era defeza do
poni a nearado. Para melhor apreciar as forrai e
os planos dos Rnssos, o general de Allonville resol-
ven avanrar no dia 28 sobre o desfiladeiro inferior
de Tchebolar, foi confiado defeza da infantaria
tarca e egypcia do muchir Ahmel-Pach, o general
de Failly poslou-te com a sua divisao a uma legua
para a frente, e o general de Allonville com a briga-
da do cavallaria ingleza de lord Pagel, a cavallaria
tarca de Ali-Pach. e a cavallaria franceza as or-
dens do general Walsin-Eslerhzg avancen para les-
te, seguindo a direccao entre Temesch e Dianimi,
torneando as posiees dos Russos.
Osesquadres inimrgos mottraram-sc pela nossa
direila a aventaran) sem not incommodarem, ainda
que a nossa cavallaria eslava a daa leguas da infan-
laria. Nesles movimcnlos os Russos moslraram
pouco mais ou menos 60 esqnadrfles, e foi possivel
distinguir obras de Ierra e (ropas reunidas do lado
de Toulut e Aich. Depoii de ler em vio por difi-
ranles manobras forcejado por Irazer a cavallaria ioi-
mtga a planicie, o general de AJioimlle, o qoal s
achou agua em Lez, parinjjrram d Tonlal. reli-
roupelu meio da para a infanlaiia do general de
Failly, o a larde, sem ler sido seguido, chegou, ao
-euj)|vic em fenle de Sak.
s pojos de Sak eslavam quasi exanridos, nSo te
enconlrou agua para melada dos cavallos, pnrr" o
objecto principal da operario, que nao era dar urna
balallia, mas fazer um reconhecimenlo sobre o ex-
ercilo inimigo deste lado, foi levado a efleilo. O ge-
neral do Allonville vollou no dia seguinle, 29, para
Eupaloria, depois de haver reconhecido que desle
lado, como de lodos og ou Iros da praca, o inimigo se
retirara, e que dentro de um raio de sele ou oilo le-
guas, o inimigo fizera abandonar pelos habitantes as
povoacfles, e qae o exercilo rasso nao tinha ama s
barraca nesle poni.
Sou, ote.Pelittiir.
Viclor Hugo.Este grande engenho, o primei-
ro poela lyrico deste seculo.expulso ha pouco de Jer-
sey pelo governo Inglez, he eflectivamente' esperado
era Madrid, e nao deixara' de cerlo deviaitar Lisboa
eas nossas provincias, porque sabemos que Portugal
he um paz que o prodigioso escriplor francez deseia
conhecer.
Bem vindo ser.
Trieste, 15 de novembro.
Noticias de Trebizonda, em dala de 1 de novem-
bro annunciam que ni Humos lem dirigido da Kars
sobre Alexandropol o grosso de mas bagagens, o que
parece indicar que vio levantar o bloqueio de Kars.
Ot tillados lem conservado a liberdade de suas
coninionicates, 8,000 Turcos roarcham sobre Ko-
lliais.
Anegara-se qae os Russos evacuaran) ja Killais e
que se r tirara para Te files. .
O duque demewcaslle parlio, no primeiro de no-
vemhro, de TrebNzonda para Conslanlinopla.
Conig-berg, 16 de novembro.
A finlia lelegraphica de Simpheropol a Nicolaieff
e San Pelertburgp esla' aberla e funeciona nesle
momento.
Ilamborgo, 16 de novembro.
O conlra almirante Menaul, com os navios fran-
cezes Tourville e Dui/uetne enlram no porte de
Kel, viudo do Bellico.
Le-se no jorn I de Madrid:
Tod is as carias da Crimea chegadas pelo ultimo
correio de Conslanlinopla parecen) indicar que a
campanha nao ser ainda terminada, o que se julga
piemonlezes, e uma deputer,o de mancebos foi a
bordo do Carlos Alberto para convidar a janter o
commandante do navio, os ofiiciaes e os teridos oo
invlidos qae voltevam ao Piemonle.
O commandante agradiceu depalacdo, mat de-
darou que por razes de conveniencia, nao poda
aceilar o convite. Ha intil ajunlar que a policia
siciliana ficnu em alarma a' vista deslas demontlra-
ces, e com ludo nao havia nenhunt ameacos de in-
quietarn da ordera publica..!)
O Times tratando de se ler dte que a guerra
actual s acabara' quando uma das parles belige-
rantes esliver exaulla de recursos, e referindo-it
Russia diz o seguinle :
a Os dados sobre que o podemos fundamentar,
diz o jornal inglez, sao muilo vasos ; ignora-se qoe
gente e que recursos mimares pottoe este immenso
imperio, que s conhecemos pelas narrativas dos
viajsnles que mutuamente se conlradzem.
Os jornaes do continente publican) mailas vezef
correspondencia! que pinlam como mui lastimosa a
siluaedo interna da Kuuia, mas nos estamos con-
vencidos qae essas correspondencias nao vem do cr-
rete de S o czar pode pelo menos sustentar perfeilamenle a
prxima campanha.
Islo nao pode conleslar-se, e poderemos conlar
que as forras da Russia licardo gastas, se ganhar-
moi loda as balalhat de 1856. Parcm como esla
questan anda na bocea de lodos, examinemo-la.
Diz-ie que a Russia lem falla de soldados, de di-
nheiro, de provisoese de meios de transporte. Al
hoje os nossos soldados que leem estado a bracos
com o Russos ndo deram por etla falla.
Os Rustot to como enxames deabtlhai: leem per-
dido lal vez desde o principio da guerra. 300:000 ho-
mens, e o seus regimenlos leem sempre o mesmo
numero de soldados. He verdsde que esses 300:000
humeas erara soldados aguerridos e desaforados, e
que o czardifrieilmeole os substituir.
No qae Inca falte de provisf.es nao podemos ad-
milli-la. Iliz-se que o paiz eslava exhausto petes
requisases forjadas para a alimentando e sattenla-
{3o do exercilo. O de qae poda haver fi.tsa em cer-
los pontos, ha de cavallos o de bois, que ha 15 me-
zes alo requislados para os transportes de provi-
stas para o sul. Porem os cereaes e as terragent
abundan) por loda a parte. Essas vaalai provincial
que todos os annos preenchiam o defficit das colhei-
lasda Europa, nao podera exhanrir s com a ali-
menlac,ao de um exercilo por omito numeroso que
elle leja.
O nosio correspondente not diz, que suhindo o
liman do Dieper, ficou pasmado ao verai planicies
feriis a cultivadas, agrande accumulacjlo de ce-
reaes, os magnilicoi casaes, e os bellos rebullios qoe
de ume oulro lado do rio te perdiain vla. Es-
tamos convencidos que he ella a situadlo geral
da Russia meridional. Esperamos portan! que nao
ha que ver os Russos passarem o Belhock por fal-
ta deviveres. A victoria e nao a forae ha quem ha
de expulsa-los.
Emquanlo aos recursos financeiroa. he possivel que
a Rui.ia comece a ler falla de dinheiro, mat abun-
da em lodos os recursos da guerra. O leu territo-
rio prodnz todos os gneros de que um paiz pode
carecer, lauto na paz como na guerra.
Pareee-nos que nao ha necessidade da insistir ues-
tes difieren 'es pontos; baila que Icuhamos demons-
trado que he uma taidade ridicula confiar que te
csgolem os recursos do inimigo. Mais vale conlar
com a nossa coragem, com os nossos tercos e o va-
lor dos nossos soldados.
Um boato mais que grave acaba de cheger da
America do Norte. Ot Estados-Unidos desejam re-
almente o papel de raclianeiros entre a Russia e o
Occidente. He possivel que a Roste veja esla me-
diarlo com boni ollios, porem n,1o sabemos al que
poni possa ser aceite pela Frange e Inglaterra. A
desavenga enlre esla ullima potencia e, o gabinete
de Washington nio e aggravou. O boalo que cor-
rara de ii na caria credencial ao ministro america-
no em Londre, eom a faculdade de >e tervir delta
em caso de necessidade, nao he exacto; e etpera-se
que este conflicto se arranje amigavelmenle.
O mondo diplomtico oceupa-se muilo com a
missdo do general Canroberl. Sabe-ie qae o gene-
ral foi recebido eom grandes honras pelo rei da Sue-
cia, e com imiiloaenlhnsiasmo pela populacho. He
provavel qae o mesmo aeolhimento se lhe faga em
Copenhague, onde deve levar ama caria aolographa
do imperador ao rei de Dinamarca em resposla a
dupla missflo do general Mourter, e do camarista de
Berling. O general dever estar de volta em Paris
no fim do mez. Qualquer comentario sobre a sua
viagem he por ora premalaro.
despalilla.No dia 18 verificoa-se a abertura do
corso acadmico de 18">51856 na universidade cen-
tral de Madrid. S. M. honran esle aclo com a soa
presenga, eslando tambem presente o arcebispo de
Toledo, os ministros da cora, os Sn. Marlinez de la
Rosi, San-Miguel, e mnilas oulraa pessoas de cou-
sideracdo.
Foi nomeado inspector geral da milicia nacional
o lenle-general D. Valenlin Ferraz.
O general I). Evaristo S. Mignel foi larobem no-
meado commandante dos allabardeirot, e elevado
a grande de llespanha do prlmeira classe, com o li-
tlo de duque de San-Miguel.
L.
pelo grande movimente de tropas que enlram nos
seus acampamentos de Tchernaia. Sabe-se pelos det-
eriores, que o Russos, na impotsibilidade de raan-
ler-se durante o invern as posiees que occapam,
lem lenrdo de se retirar, mas que para justificar es-
te movimente, vio tentar uma balalba, e que esla-
vam disposlosa alacar os alliados. Por mais inve-
rosmil que parega esla sapposigSo, he de alguma
maneiro confirmada pelos relalortes dos espides do
quarlcl general. Os Russos tezem efteclivamenle
grandes preparativos no seu campo, e reunem quan-
lidades prodigiosas de plvora qae mandara vir de
Semphempol. Tudo aununcia emlim a decidida re-
solugo de lomar a oUeuaiva : espera-se mesmo que
isto nao lardar muilo, e quedevem por-saera mar-
cha nos liiiiuios dias de bom lempo. A parte do sul
de Sebastopol he ltimamente inquietada pelo fogo
das bateras e pelo do forte do norte. Convencem-
se da necessidade de expulsar o inimigo de uma pn-
sigdo que se torna imposiivel para os alliados, e logo
qae chegae o invern ser indispensavet o poder
abrigar confortavelmenle o maior numero de ho-
mens, atraditanite-se que linham sido lomadas lu-
das as disposiges pelo marechal Pelissier para che-
gar a este fim, Sao estas lem duvida as probabili-
dades de alaque de que fazem mensdo a maior parte
das carias da Crimea, e que fizeram nascer o boato
que se eiptlhoo em Paris da lomada do forte Cons-
lanlino. Este boalo oao se confirma.
As noticias pacificas cessaram : ao contrario he
quesiao a decidida plano de campanha da prima-
vera proiima, que consistir em ferir a Russia no
corarSo. O. esforgos das potencias afiladas, dirigir-
se-bao principalmente sobre San Petersburgo e Crnns-
tadt.
He provavel qae uma expedigao que parla dcFin-
lande. de accordo com aSuecia, faga parte deste pla-
no, piz-se al que ha possivel de costear Cronttedl,
e subir o Newa com chalupa caiihoneirai que de-
manden) pouca agua. A%apilal do imperio rosio
corre os mesmo risco qae Sebatlnpol. Tde ter que
os vastos preparativos de que a Russia se v ameaga-
da, a decidim a pedir a paz da qual tem tanta ne-
cessidade.
PEIWAHBICO.
REPARTgAO DA POLICA.
Parle do dia 22 de dezembro.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
ixc. qua das difiranles parlicipiget hoje recebi-
dasnesla reparUciOjauasta que se deram as seguin-
les oceurrelirias : \
Foram presos : pela delegada do primeiro dislric-
lo desle (armo, o marojo ioglez Charles Lucai. por
haver puado a ura menor com o eavallo em qae te
montedo.do que resulloa ao dilo menor ferimenlos
e contundes
Pete subdelegada da freguezia do Recite, os pre-
tes tscravos Mauoel e Ivo, este por briga, e aquel -
te por fgido. *
E pela subdelegada da freguezia de Santo Anto-
nio, a preta escrava por ferimenlos.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco22de dezembro de 1855.Illm.e Eira
Sr. contelheiro Joi Benlo da Cunha e Figueiredo!
presidente da provincia.O chefe d* policia, Lu;
Cirios do -Paita Teixeira.
24
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que .lili difiranles pirlicipgOes honlem e hoje
recehidas nesla reparlgao consta qae te deram ai
segninles oceurrencias :
Foram presos: pete delegacia do primeiro ditlric-
to desle termo, o pardo Manoel Janaario, por
ebrio e saspeilo de sor criminoso oo termo do Cabo.
Pela subdelegada dafregoezia do Recite, ns por-
tuguezes Judo Gomes da tosta, por des ordem,e Joa-
qun) Jos deMeiquita, porTerimenlot.
Pete subdelegada di frege/.ia de Sanio Antonia,
Manoel de Pai va, por ebrio, e c bolieiro Jos Mara
Cardoio de Soaza, por haver pisad8.com o carro a
ama mulher. v
Pela subdelegada da freguezia de SVJos, o par-
do escravo Manoel do Nascimento, e a prela Narci-
sa Mana, ambos por briga, Firmino HertVlauo dos
Santos, por desurdera, e a prela eicrava Befledicte,
requerimenlodo senhor,
Pela snli lelegacia da freguezia da Boa-Villa, o
pardo llercalano Leopoldina da Silva, por suspeilo
de ser escravo fgido.
Pela subdelegada da' teeguezia dos A/ogados,
francisco Camello da Silva, por furlo de |Cavallos,
Miguel lilippe .le Mello, em flagrante por friraede
rurto, e o preto escravo Luiz, por ferimentoi.
E pela subdelegada da freguezia da Vrzea, o
pardo Josc tidelis, por suspeito de ter criminlo de
morle.
Dos guarde a V. Exc. Secrclaria da polica de
Pernambuco 24 de dezembro de 1855__lllmi e
Exm. Sr. consejheiro Jos Beplo da Cunlia e fV0*'-
redo, presidente da provinciaO chefe do pJlicia,
Luiz Carlos de Paica Teixeira.
VARIEDADES.
Mr. Barra! Iranscrevenas columnas do seu Jow -
naJ d-Agriculture Prallque, um artigo nolavcl e
curioio do celebre Mr. Biol, membro da Academi i
dat Sciencias em Franga, publicado no Journal d, s
Socante como titulo A Agricultura e a Scieni
eia.
Nette escripto ido combalido os syslemas dos ro-l
lavis chimicos Mrs. Liebug, Boossiogault e Piveu j
na parlo em que as-suas Iheorias peccam por exces-
sessivamenle absolutas. Soppe Mr. Barral que,'
os que vieran) depois deslcs sabios Ilustres, e que 1
leem procurado explicar e propagar a palavra dos
mislres, sao os nicos eulpados das exagarages
e erros qae he terroso destruir. ,
Damos em seguida a traducido do arligo de Mr.
Biol. Pelo interesse que encerra, que os nossos lei-
lorcs poderao apreciar, contamos obler indulgencia
para com aa incorrecroes, que, por ventora, postan)
escapar neste nosso rpido irahalho.
O. J. de AlarcSo.
A agricultura e a sciencia.
Talvez que nunca se li/.esse enlre ni taula agri-
culluia oral o legal. Desla nada tenhu a dizer res-
sacra^! Quaulo i oulra, he laulo mais permitlido
fallar, quanto o sea lim principal he,julgo eu, que
ilella te falle. Cultero nesla calliegoria aquella que
eslimaveis sabios fazem especulativamente no sen
gabinete, sem htver carencia de prender-te s mi-
nucias da pralica ; e aiuda, com (ilutes mait nota-
veii sem duvida, a que noi eevttem,: de lempos a
lempos, esses ChrislovSos Colranos da arle rural,
invenlore de vegelaes giganteicos oo de ri(rome
aoncentrado em garrafas que, por ura nada, vao
gloria, pelo oolro o proveilo; mss
para o publico o rastillado he quasi o memo. De-
pois dos infortunios de V lomme aux quarante
cus, ao principio meio arruinado seguindo ai pres-
cripgOet agronomlca da am Musir acadmico, de-
poit perdendo o reto do tea dinheiro crendo em
oulro que lhe promedia qae eom um avanro de
4,000 franeos, nrranjava 4,000 libras de renda am
alcachofrai, tem revitlo perpeluamenle^ ai meimai
prometas, e ot meimos eflettos reproduzirem-se sob
mil formu diversas, cora om augmento sempre
novo.
Quer itto dizer qae os labios Joraram a perda dos
pralicos t Nio, de cerlo. Pretende, pedan] effec-
livamenle fornecer-lhei nogoet inlinilameole otei|
sobre a nalureza do tolo e dos adoboi proprios a fe-
cnnda-lo, sobre a organisaedo dos aninues e dos ve-
geteei, tobre a compotigao chimica dos seas pro-
daclot e do modo de alimentegio mais conveniente
para augmenlar a quanlidade c a qoalidadr. O
mal esl em qoe eilat detcoberlat s se oblen) pro-
cressivamente uma apoz oulra, e qae cada urna no
momento em qne se annuncia, he apresenlada quasi
sempre como uma panacea absoluta, lotellivel, uni-
versal, uao lardando tedas ellas a ter contestadas e
deomenlidas por invesligagdes ulteriores no qae el-
lai linham deexclusivo. Por excmplo ; os agrno-
mos julgaram quail geralmenle qae n terlilidade das
terrai depende lobretudo desie compoila complexo
! pouco esludado que se chima vulgarmente trrico
ou humus ).
O interesse que excilam hoje no publico ot pro-
atemas agrcolas atrio tobre este objecto a altengio
le um chimico jaslamenle celebre, qaetalvez nun-
ca cultivaise orna polegada de Ierra. A malve
comparativa dot vegetis lhe faz ver qoe eonleem
lodo, em granda proporgao, ot meimos elemento!
xue exitlem no estado gateio iia-alhmosphera, ele-
rneulos que as plantas deveram appropriar-se pela
aegSo da vida. Ve-oi ahi constantemente atioeiadoi
com substancial mineraei constituidas iob a forma
de taes, tanto soluveis como ntoluveis, os quaes
conenrrem lodos para a assimilagdo dos gazes, favo-
recem-n'a e ido mesmo indispeusaveis para a exis-
tencia do vegetal. Ora, quando esle ultimo enlra
oo alimente dos nnimaes, leva-lhes o elemento
somlilalivoi doi otios, do langue, da carne, nao l-
menle reunidos, mai j preparadoi e grupados quasi
cerno devem oslar para passar ao organismo animal,
qua desle modo i lera qae fazer a toa reparaedo, a
appropria-loi por urna ullima elabongan.
Depois diste, o que lemos a fazer parece mui f-
cil. Uma vez qoe a tente dos principios gazoso se
i presenta naturalmente iadefiioida a inesgolavel na
ilhmosphera, evidentemente s nos reita fornecer
i plantea, em abundancia, eiiet saei mineraei qoe
na completen) e qae excilam a sua aegao abtorveute.
Nao precitam mais nada. Com o emprego dos
es, o teleirot Iranibordarao. Eii lodo o mvt-
lerio da terlilisagao e do adubo revelado. O humus
nao paita de um accetaorio : he, na verdtde, om
reservalorio donde a plante podar exlrahir ama
ilil provisdo da acido carbnico, te fr convenien-
inente excitada: porem he mbretudo um espigo livre
n'movil onde podera estender-sa.e por de reserva os
principios ulteriormente necesario .ao leo desen-
volvimeolo.
Tal he, em retomo, o brilhanle lyitema que um
dot experlmenladore mait diilinetot da nossa poca
i nnunefa ios lavradores. Tendo esle fallado e coln-
do os applausos que oblem sempre ama doolrina
scienlifica que parece resolver uma grande quastdo
i aturai. apresenlam-se oulros chimicos, do mesmo
modo habis, e qoe virara de mait perlo as pralicas
agrcolas. Enlao, eii-noi bem dislantet de concor-
dar 1 A seus olhot ot taet miner.ies e o hamus leem
alguma olilidade. Mas f principio terlilitante fun-
damental, universal, he o azote ; e o valor relativo
dot estrames deve medir-te pelas quantidailes ab-
solutas qoe elles conlem combinadas, ao menos su-
I'e-se, cora a toa aptidio em fornecer-lh'oa. Assim
uma simples tabella numrica, calculada sobre a
tua dotagem em azote, exprimir as toas religos
e a fixa-lo qae deverdo applicar-te ; tudo depende
disto. He ler nicamente o cuidado de empregar
bastante ; os cereaes produzirdo copiosamente. Islo
d a qaesiao ama face diversa. Qae te deve crer ?
Eis o espirites ipemos e incertos enlre ellas duas
rave auloridadet.
Uma academia do departamento, mais prxima
que outras das ideas pralicas, a de Houen, propoe a
o iscuiiao comparativa das saas doulrinat cordo as-
sumplo a obler um premio. O autor he ainda um
(.lbil chimico, roanos celebre talvez qae os prece-
dentes, porra mais livre, nao se havendn pessoal-
mente engajado em tyttem ligara. Analyzet preci-
sas e rigorotit lhe fazem ver que ama e oulra opi-
nido.he juste, quanlo causa particular de terlili-
dade que aatignala ; mu que ambas ellas lio
inexacta! noque leem deabtoliilo e exclusivo. De
maneiraqae u azple, ossaes e'o humus concorrem
s mullaneameule para a eflicacia da proiluccdo, por
meio de reacgSes mutuas extremamente complexas
que aera necetsario seguir e a preciar cuidadosamen-
l nos seas detalhes para compreheuder e prever e
effeilo total que deve retallar dallas. Em sumira,
i quesISo que se julgava resol vida tem de eslodar-te
por novot trabadlos, e a sua solugao final parece de-
ver ser muito menos simples e menos prxima do
qoe se havia esperado. A conclusdo, Ido exacta co-
no parece ser, nao he lisongeira, e far provavel-
raente menos bulha no mando cientfico do que fa-
zem oa syslemas exclusivos de qoe ella descobre a
parte vulneravel.
Agora, como admirar-ie qoa o homem do campo,
0 verdadeirt cultivador, teja tardo a eitei precei-
tus i'onlradiclorins, e nao cuide, sequer, em experi-
menta-tet T Nitto nao te motn falte de inteli-
gencia ; ao contrario, tem juizo. A experiencia deve
ter-lhe ensioado, s vezai bem aiperamente, qae
intendencia d'uma exploraglo agrcola be essencial-
nunte ama ampreza financeira moi complexa, a so-
bremanera perigosa. Para carainhar bem, qne digo
oa, pira nao encoulrar ahi a sua ruina, deve, i pra-
lica da cultora, juntar todes asqualididei d'om ne-
gociante: aaclividade, a ordem, a economa, o co-
nheeimento da tbida favoravel oa dettevorivel not
mercados qae ei!8o ao seo alcance, a previsao das
circuruslaucias prximas que firdo subir ou deicer
os pregos de (al oa tal genero, para ampliar a pro.
1 osito a prodaegao oa diminu-la. Emfim, deve sa-
ter proporcionar prudentemente ai suas especuteges
aos hbitos physicos e moraes da populagao de qae
dispe como instrumentos de Irahalho manual. J
he bstenle prover a lanas cousas orgenlei. cerlas,
necessarias, sem se langar em azares ihcoricot. Por
exemplo : como principio geral aconselhais-lhe a
caftora em grande das raizes para variar o seo afo-
lliamenlo, augmenlar o numero dos animaes. e acres-
ciralar a matsu dos cstrumes. Tudo islo tea, com
eleilo, muilo para desejar. Mas, supponilo-lhe bs-
tanles capitaesdisponiveis para dianlar as despezas
de mo d'obra consideraveis que estes culturas exi-
g!m, se a populagao circumvisiuha nao esl desde
n uilo lempo coslumada, e se ella nao conhece o de-
ver que impeni as obrigages contrata-las, o que
he cousa comraum era Franca, ei-lo gravemente com-
----------------------------------------- ii
promeltido. Fallemos trabalhadoret orna s vez de
vir sachar o seut campos no momento prateripte,
lardera alguna dias em effeclaar a ceifdf toda' ao-
Iheila ficar em perigo e pode perder-ie inleira-
.mente ; nao esta, rait a segainte, se a estecSo te
acha muilo adianiada para as lavrat a temealeirai
qoe devem taecader. Fm taet circamttencias o'JU-
vrador prudente tratar de tornar-ie, o maii potti-
vel, lodepandente dot bragoi auxiliares. Culliva-
ra cereal, pradoi arlifieite,, que Oto exigem mai,
do que u l.vr.i exeeolav.u par eavallot (j). En-
lao o theerito volt, earg,. A. roen* abjura! a.
vo^irotoH. Cabri l.rrade mMda, parpa.o.t,
vo'Jn'io h"" ,""[." ; r,DBDe,,i M taP^-
tteojpoorio. Ht mullo bem dito. Mu, ,em penal..
parda, occopar o gado de^vigfno
interv.llod..colheite.? E com.ndo o, ,Dim.M
oe trabadlo preciiam ter eonitenlemente ilira.oia- *
los para que eslejam promplos, e possam Irablrnr
sem demora em lempo opportrfno. Toda' etlas ne-
cettidadei se acham ligadas come os f.oi d'oma U.
qoe te nio devem despedagar. Jolgar-se-ha por
itto qoe eu quero vitoperar ou desconsiderar aa io-
tegagoesporamentesctenlificas e especulalivas ana
so. Olho-as, ao coolrario, como podando, como da-
vendo ter no falaro conseqaenciat moi imprtenles
e moito otis para as applicagat. Mas panto e .toa
firmemente convencido qae es I es bom efeite nlo
Poderiam obler-se pela Iransminao immediila das
*"lat theoricat, i mana doi agricultor. Havaria
Para elles moito perigo em tegoi-Iai. He tnintr que
sejam previamente eitodadas, enlajadas, e, te ouso
'lize-lo, elaboradas n'oro meio Intermediario donde
x> propagnem at elles, pelo resultado, e pelo asem-
illo, tem precisio de conselho. He o qae piden,
tezer com tente fraclo como prazer ot proprieUrtei
o5o tornale rieot, mu aba.udo, qu Uem o bom
sen. oo a ventura de pana, orna parte do anno na,
sua, ierra. Em lugar de vegelar ahi na inutilidad,
de uma v:d. ociosa, iraill.m a. .lu. C| 0, i_
glaterri, da Escocia,, o pequeo numero d. horneo
esclarecido!, qoe enlre not comegarara a mirar oes-
te via. Renrrem para experiencia, a axplomeio
d ama parle ,estrete da. toas fazendas, onde pos-
sam entaiar em pequeo, cora dirainutei deii*,,,
as innovagoetmaii esienciiei qne a sciencia prupo,"
Xetlat condigoes uma_.xperiencia solada qu. telhir-
Ihei, cansar pooeo prejoizo, e previniri para oolros
grave erro-. No cato d'um bom laccetto nevera
pretm em imita-tos. O bem propagar-t.-ha imme-
dialamenle. Se me diuerem que i.lo he ainda ota*
utopia sciedtifica. errara. Pelo espago de deieaete
annos preenchi esle oflicio de experimente., 0
cenlro d'oma populagao tobarte, n'um valle deli-
cilo qoe m< perUncia. Procorava, para rainha rr
palagSo, nao cahir em muitoi err, e linha Umbem
melhorai cere do qae ninguem. O campos alli te
veilem ainda de cultural qae para la importe!, e o
que foi oao pera mim nra diverlimento. roe raiais-
Ira hoje agradav.it lembrangai. Ha freqnenl ve-
zes muilo trabalho e deigoslo para obler meo. Mas
a vida do campo, mesmo quando u eonheea de pen-
cos ano, e que della se eompreheode o encante,
nSo coovm mocidad. livre e rica. A sua aetlri-
dadenao deve moi cedo sepultar-te alli. Selle, an-
iel qae seja chegada a hora .le goxar. pode preparar-
e fruciuosimeuie para ella e para os oolr,a pra-
encher em loda a tua eilento eise papel da gaia
clarecjo qae o deilino lhe reserva. O catada, a
Icilora, as viagem, lhe torio adquirir conheci-
menlo poi factoi, dai Iheoriai, dai pratica pl.il,
qa. am di. estera em poiigao de oipalhar. Maamo,
anlet qae chegae a tezer applicagSet petsoa,
nogdes qae liver assim recomido, tendo .presenta-
das aoi Iheoricos e adminislragao publica, como
proposites, oa como coqselhw, podwao dar fruet
honrosoi.
(ioraaf do Commercio de Lisboa.
EXPOSICAO DE CRIANCAS.
Acaba de ler logar em Inglaterra orna segunda
eipoiigao de criangas, Wilhermea; como na primei-
ra, havia muilos premios para o. concurren! dos
dout wxot: 1-, 5 libra (22J500 rs.), cabega mais
formosa de menos de t2 mez; 2-, 4 guineos
(14l400 r.-, erlanga da mma Idade que peHe
mah; 3-, .) guineos (103800 rt.) criaoca mtit for-
te e mal desenvolvida de 6 a 8 mezes; 4-, 2 goi-
neot (7JB00 .) criaoga mal formo e gentil de
2a annos ; 5-, 1 guineo (.I56OO rt.) criaoga
mal. perfeita varo da mesma idade. Houve 150
concorrenl a les premios.
Xa sala da MpwigSo reunirim-se mais de cinco
mil espectadores.
O jury qne devia adjudicar os premioicompanha-
se de cinco membros, sendo om medico, lodw ha-
bllan'.ei de Hall, cidade vizinlia ; decidir- qa*
em cato de duvida o publica decidira m olliroa
imteneia.
Mat eis-aqui a parle dramtica desla (esla : ape-
nas foi proclamado o nome do primeiro premiad.
de lodot ot ngulos da tala rebenlaram reclimago.s
enrgicas e furiosas vociteragoea. A01 brado. de
cem mais despedidas e raivosas reoniram-tc os gri-
tos de oulrai tan! criangas; er. orna buIhJ infer-
nal. O jory vendo qae a lemp/stede ereicte e te
lornava ameagadore, prudentemente l retirou da
sala, e o publico sahio alraz delle, emquanto aa
mlit, que is conservaran) na sal, dispntevam
forga premios.
He provavel, diz um jornal de Hall, qne triste
do que se passou. ai outras eldad de Inglaterra,
nao se lenlirao com expoiiglo deila pede.
(Journal des DtbitS.)
ENTERRO EM VIDA.
O flamengoi sao conheeidot peto ditparalado da
ua imaginacao; deleitam-se com exposigfles de ca-
chimbos, de chapeos velhos, com concn de pas-
saros cegos, com banquetes de velhai wlteirn. Et-
tat eoilumeir demonstrara qoe debalxo da capa de
am carcter fro e reservado, o flarnengo potsue
ama boadse de jovialidad, mai ipreciavel.
O (Umengo Cari V, qoe foi natural de Gand.
f
1 -
(1) O autor refere-se aos especuladores, qae ten-
te bulha leem feilo em Franca com os annuncos de
um milagrosos adobos qua s rm o sea emprego
l'ivanam .103 lavradores uma fortuna cena 1
Esl e-Ido no mesmo caso dos que .leem no te-
luro. Um o outraarpoderiam lornar-se riquissimos,
i. a cou-a tos como apregoam. Mas, intelizmen-
lii, asta obaervagfto que lilla aoi olhos de quasi teda
vJb gente, capa ordiitriamente aqoettei que mais
[iirecisam lembrar-s. della ; e o desdo ardenle de
111 .'llorar de sorle levon alguns cultivadores a en-
tregaren se nai maos de taei charlaldes, qne a nao
seir a energa com que os sabios chimicos os detmas-
cararim, o males resultantes devertim r gravis-
sinVios.
W"ara qae le faga idea do detearamento e m
cn-.ii que ineiilcavam es leas norinfosoj efi
basjte citar este titulo de om annuncio : a Ca
se 111 adubo I 1 a
Culta
1 absuedo hem claro deia ver ; para qne ven-
D. J. de A.
'.am, en Ido, os adultos?!
lio nma lubslancia negra, hygroscopica, mui-
lirosa, leve, conleudo grande quanlidade denci-
irlwnico, e composloi azotados ; resulta da de-
oiigao dassubslaucias orgaucas, o he muilo ce-
lda de lodos pelo emprego que della se faz nos
aa.
Jnome consagrado na liuguagem da sciea-
1 o de Aumii.N ; porm nao sei qual seja o no-
iilgar enlre nos que corresponda ao francez de
Km.
termo frrico porque o traduzo, he oque adop-
Exra. sr. Grande nos sem Elemental de Agri-
A nao baver um mohecido entre o prati-
re cerlo, he o mais convoniente.
D.J.dtA.
J
(3) Aproveito etuoccaiiao di mencionar aqui ama
excedente insliuiigdo, que p.rlence ao departa-
mento da Sena-inferior, onde realiss, cora lodas at
vaolagens desejaveis, a prudente transmtalo da
llieoria pira 1 pralica agrcola, cuja oeeeMld.de a-
cabo de assignalar. Na cidad. de Rvoen, cabega dea-
te departamento, lecciona-se, na escola municipal,
um curso de chimica industrial.
He professor Mr. Cirardn. chimico hbil *ho-
mem muilo praticn. O conselho geral encarregou
Mr. Girardin de dar todos os annos, 00a logar
pnocipaes do cnido, ronferencias agricolai.qaa sao
publica, e annunciadas com antecedencia por car-
laz. Os rendeiros e 01 proprietorios sao mnl asai-
duos em coacojrer, tabeado que Ihes nao levarlo
Iheoriat vlis, exprestat era termos uientineo. ; mas
qae Ihn apresenterak facli cerlo, experiencias
positivas e mellindos seguros, apropriados as saas
necessidades, aos seus inlercsses ao wa mesmo
local de exploragSo. Mr. Girardia Iba expe moi
claramente e raudo simplesmente, ot principios que
devem dirigir .s operages mais Imprtenla da cal-
lora pralica : a disposigao d estello., a alimen-
tagao a mantenga dos anima, o fabrico da cidra,
a manipulagdo e emprego doa Irumei. Tudo itto
he dilo na sua linguagem, com ai palavras de que
elles se servem. Nao inlervra nesla! conferencias
oulra sciencia mais qne o bom sema, a experiencia,
a discutido critica das pralicas vieiosas. e a demons-
trarlo das boas pete raciocinio e petes Mioltado*.
Mr. Girarm permanece assim por alguna dias era
cada cnido, acolhido com fervor pelos proprlelarios
que ostimim a tua pessea, e uliiinm ot seos conse-
nos. Visite, nesles seo* gyros, at hdades princi-
paes, faz nellasosieus ciempis mesmo ,1 viste
dos cultivadores, pralica experiencias chimicas 10*
seu alcance, que Ihes moslrara eom evidencia o bom
trat.imenlo ou delerioragao dos seus estrames, o qne
comprova o pieceilo.
Mr. Girardin auxiliase lamben) de figuras im-
pressas para lomar somiveis as condigoes dai boas
oo dai mal conslrurgesqae quer fazer compreheu-
der. Eslai oleii conferencias nao moi mil retribuidas
por ama approvagde especial qae o conselho aal
votoo, e que he independeote do (ratamente affeclc
ao corso da cidade. Emfim, Mr. Girardin lem am
bello laboratorio, manlido caita da cidade, para
effecluar as indagagoes da .pplicagao qu. a loa ha-
biltele lhe soggere, 00 que lhe sao pedidas no in-
teresse publico, oa pete eouseltio municipal, ou pelo
conselho geral. Este he de cerlo, uma adminislragao
que conhece juuiciosaraenle os teas Interesses ; te-
ria muilo para detejar que semelhanles iotliloigo
se multiplicas., se o teu retallado nio estives
ligado a ama condiedo, cojo cumprimenlo he mui
difcil : lio encontrar sabif que renan), as quali-
dades de Mr. Girardin. Ora, a ndo haver islo nao
se deve pensar em tal. Porqn* neslai materias, a
falsa sciencia he peior qae a ignorancia ; e paga-
sempre demasiadamente ch ro o mal qoe ella faz.
Aqui o proveilo he obvio. Ha dous aun que du-
ran) as conferencias de Mr. Girardin, mais d. qui-
nhenlos cultivadles reedificaran) a suas ma's pra-
licas de Ira lamento de eslrume. Csda localidade re-
clama moito lempo antes a sna visite, e algunas so-
licitan) para o anno prximo. O conselho geral deve
adiar o negocio proveiloso, Etlabelece o sea dinhei-
ro com um juro elevado.
Do autor.
\ I
^
^.
X




-.s-t.- ^^/&&h?2
ciu'o oe rmMiiiueo quarta nm ;s o dezeibro ?e isss
i,
i
mandou, como he sabido, celebrar ai ceremonias do
aeu enlerramento, aehando-W de perfeilaiea.de. Uro
outro flamengn agora, reiidente n'nroe aldeia, ou-
n lo fallar da mana sa de mandar 'Sobrar en linos da aua parochia an
noticiando o eu fallec nicnlo. He urna siugulari-
dade, porflB inToi perinillida a um imperador, por-
que ua > seria licita a un pobre camponio'.' Entre
gestos na i lia 4lspuus.
Fol pois o nusso flamrago procurar o meslte de
primeinsletlraede commona. Todo sabem que
ne campo, o metre de primeira ledras he orna es-
pecie de Sianiil faz Uto, he rnes'.re, sacristo, s-
neiro, coveiro, escrivao do juiz pedneo, e apelar
deata accumulajo em lhe cuita alimentar-ae a si
e a au familia.
metlrq-sineiro obsirvou ao flamengo'que a tua
exigencia era disparatada, roa que pediste autori-
siclo ao maire, para salisfazer o seu louco desejo.
Assim fea o boro do camponio, e obteve a necetsa-
ria lictnca, o magistrado anles de Ih'a conceder,
rio-ie e refleclio: Cira uro dobre fnebre nao
fu mil a ningiem, eeile pobre, hornero tica muito
contente con iiso; e utes lempo >l careilia, al-
guui vinlens de rnais dn algibeira do liueiro, darao
a este tambera mnilo cinlonlarnenlo, portan! > esta
dito, autoriso u dobre fanebre.
;o conendo ter com o smeiro, e immedia-
la o sinoi cometarim a dobrr cora luria, e o
bom do ftamengo nao :abia erd si de contente, a
genio d alileii ra do disprale do hornera..que se
delaitava cora aquella l'onebro enferneira, e eslava
imaginando coro boa aaude n que ie pastara c no
nand a tea respeilo, tlepois delte morlo.
(Idea.)

H
SCENA B TYPOS CONTEMPORNEOS.
O homem de Mitas.
(Per Vfclor Foornel.)
bJoxi prlneipium. Comeamos, pois, pelo ho-
rnero de leltr.s.
Nlo too escrever nm arrazoado, uem ama requi-
sitoria ; mnilo oulro hSo eucarregado disso an-
te* do roim : ou Ira en um rermelo, e nao sera nii-
nha culpa de nao ier el sempre lisongeiro as me-
nores particularidades.
Todos oa arriatas concordam ejn que os burgueze,
so Insupporlaveis quindo tazan i-ie retratar. Elles
queixam aedequc.o_4isgracnda Apelles que encar-
regon-sa dais* ruda lraba>rmTlIp> nlo lenha encar-
tado noria, alargado fronte, enYV'Ascjdo os ca-
bullos, dando-lbea lam >em a atlilade olyrnpb* Jo
Apollo do Belvedere. De boa vontade se agasiariam
cora o proprio daaaemotypo, porque Ihes reproduz
eslupidimenle as feictVs, taes qaaes lo, sem lanzar
por sobre ellas a gar; i lisongeira de que tanto ne-
eussitam.
Ora, isto he ta daga arreo!) po. Os aenhores ho-
men de leltrat qa ra i,m divertido largamente n
cuala desta mana do burguez lerSo bastante espirito
para nlo calirum nella lambem, e pira nao sequei-
xirem do pinturero vei de accasarem o original
En-aqui, secando erttio, om solido argumento ad
homintm do contrario nlo entendo di.so.
Ja se s.boque segooloo aso aotgo nos o excep-
taaroos, aenhor taller, n que eslamoa persnadldos de
que uiste nao temos de aecosar-nos da menor com-
placencia.
Deeaais, para evitar todo p eqnivoco aflirmemos
anda que nao he o penenagein colleclivo mu res-
rel amado o hnroem de letras, que taremos as
vrtea de atacar; porra os horneas de leltrai, o que
nlo lie inttiranenl a mesma coas ; nao rallamos
do principio, mas do fuete; nao da abslracao m.
do individo. +f
Tomadas ama tm por todas estas precavo* ora-
torias, van cometer.
O homem de letra* nlo deve ser conf adido, com
o escriplor. Cerlamenlu_*sta variad; do genero
niio exista no :empo don vales primili i ; vemo-la
('parecer na poca do rapsodas qoe Tcorrem as
ciJades gregas, cantando un pgame i j da hospe-
dagem, de um lagar esr.olhido e da p '< ruis suc-
culenla mesa do sent tr, os crios da Hada enri-
quecidos pela* soas inspiracei peiioacs.j A filiarflo
continui-se alravez dos aaphistas e bm 1 Vlanlsej e
cliega atena IransmilliJa pelos miaen aiyer alle-
maea, pelos trovadores e meneslreis france; *es-
Noaeeulo XVII j proBssio tanda a co. sliluir-se
sobra urna *ar^ >(,da : .ementa^- *i de df
ri^irem-se ao ^^*~
mana delar^,^B8o nUgm-se aos Ueejjiias" Wle% au (urciirels da fnienda, que Mies Mgam os
elogia cum bellos escudos, e os epigramra com
bastonadas. O inicio o<1) era'rendoso ; perg (lai-o
a Collelet a a Saint Aman!, os duna poetas enl< lados;
nxshtvia as vea* beneficios inesperados qiA in-
deiunisavam largamente o pasnado. lie eniai'que
or^anisa-aa a eugenhosa industria das dedicalc'ias,
urna das quaea ca para o escriplor hal'l e
pouco avareuto le h) perboles, um capital empre a-
da a bom juro.
O homem de leilras, cuino resulta dessa rpida c -
posi(iio hislorici, oo le inleiraraenle urna creac*
contempornea ; etisla ja em estado He embrjao!
tinto etherea, e fique! espantado ouvindo ama eon-
versajao que logo quebrou-mo ambas at azas de
mea ideal. Hecouhaci que astalua de ouro tinha
ps de barro,
Semellianle desengao haraairvado a lodo o man-
cebo ingenoo. Conduzam-no a om crculo inlimo
de homens de lellfaa, ello vollar.i mui pouco ins-
truido sobra a arta e aohro a poesa ; mais rico de
ancdotas e contos familiares sobre Mogador, Pavil-
lon, Rose-Pompon, Turburelle e Pomare.
Sim, releva ter a coragem de dizer a nos meamos
atas verdadaa om tanto duras. (E desculpem-me
um pedacioho de sermSo, assaz improprio na minha
bocea e nealas columois ; mas quem he que nlo
ten? feito ama aceJo impropria ama vez de passa-
gem *) A exisleaeia do homem de letlras he mu
pouco digna e mui pouco regular para ser comple-
tamente honrada, lie urna existencia que Ituctu
i merc<> de todos os ventos, abandonada ao impre-
visto, despendida de um dia para onlro, toda de
exterior, sem a inlimi lad tranquilla e serena da
familia, urna vida de club onde peroram, de bole-
quim oudo lingera e compoem ; conhego alguusque
nao podem escrever urna linha tenao no meio il-
garrafas e dos copos.
Olanlo as relar,es mais seguidas, aquellas a que
vollara com maior goilo, fazem muitas vezes part
da sociedade fraudulenta das pescaras a quiuze si-
dos, onde vao bascar ao msmo lempo prazeres e
inspiragees.
Nesles ltimos lempos invenloo-se urna palavri
particular appropriada a esse genero de vida la b-
heme ; vil palavra para urna vil consa.
A easa escola esta ligada a dos mo?os, a qual faz
profissio (Triameule, o que he ainda palor) de exa
geraeao Togosa, de arrebatameulo cavalleiroso, dr
loucura vernal no eslylo e as ideas. Os moepg
agilam-se para fazerem crer que tcuj febre ; des-
prezam naturalmcnle e insultam os vellios, us des-
dentados, os caduco, que n3o lem o jnizo de reti-
rar-se a lempo pra Ihes cederem o lugar, e nao
cuidara que serao veihos no fira de dez nnnos, e
anles mesmo de lerein tido lempo de o perceberem !
Zombam em seus livros de toda a idea seria, de to-
da a crenca recebida, por travessora tralam nosso'
grandes homens de bignrrilbas e estpido*, trans-
rormani-se em Dons Juans scepticos, materialistas,
zsmbeteiros, por affectarao e por espirito de moci-
iaie. A desgrana he, que leuda comearlo asiim
cam' por um justo castigo condeinnados a proie-
guiem at ao lira no mesmo lora ; o publico os
aprisiona uesse genero, elles nao pndem mais sabir
ainda que queiram, e ci-los obrigados a fingir eter-
na^nente, como um saltimbancu que sente-ie per-
dido lo?R2 1U* Dio mover mais o rino da galera, a
saltar e caWl*ij'"r 8em <"essjr. sendo ja calvos e bar-
rigudos, a fazeiN^cbeiV' ne eslouvadus com um
rosto ja devastado pela. em urna palavra a
representar o papel ,AluTculiriado e escarnecido
por lodos os comic<**i P'pel dos Gerontes que
querem macaquear .os Leandros, e cujo crneo pel-
lado v-se alravez i-Ia cabelleira loura, ou dos velhi-
nhos que se pfrlm as paradas e ilesenrugain-se
cora risos sin/^ros e lamenlaveis.
Achava-se^ssa mascarada graciosa emquanto o
autor nao \ jKl\ mais de Iriula annos ; porem de-
pos ella rey filar o coraban, e faz pena. E quin-
tos nao ha i seulemente na lilteratura desses fin-
gidos, desses Ihos-rapazes que tentara ainda illu
dir a si mesm os e no poblico, semelhantes i mu
Hieres eolio: les que mostram-se as festas e que
contam vinl e dou< annos desde o dia de sua es-
" IreajtArf^ de sua morte todava podemos alalia-'
os otjl-los daquelles que sao verdadeirameule mojos,
?S norm
nuito do tacerdoi
porque nao ousam mais zombar directamente dos
velhos. O leilor poiler por aqu dez nomes pro-
prios : di'pense-me dessa larefa.
Aqualles que chamam se raocoj sja qnasi sem-
pre celAos na realidade ; *3o moros pelo mov me-
lo febril e nervoso que nao lie oulra coma sen3o
urna especie do epilepsia moral ; sao velhos pelo
ceplicismo, pela eiilnceSo de toda acrenra ingenua
em nm coracao enervado pelo abuso das emores
vilenlas, *slm como urna guela de beberrao pelo
abuso do* licores fortes.
Todo isso nao pode deixar de desdourar a litlera-
ra. Antigamenle fallava-se muito do sacerdocio
das llettrai e da miss.lu do escrfana^^Bja/^rja
anda esses palaviOes com a empl
ce hoje lio jocosa maneira de!
A; jletirTjaai ec5ra-*o a^ora o^BJff ^^^^..i-itas.
Da ora em diante soroeute se ralb-resa missao pa-
ra fazerchacota. Imaginemos os senhores mem-
bros da sociedade dos homens de letlras vestidos de
grandes sacerdotes, e tenlaudo tomar em aerio o
titulo de pontfices : pens que como |os aaraspice*
de Cicero nao poderiara encarar-se sem rir.
Ja se v, pois, que deixa-se de ora em dianle o
sacerdocio das letlras, preconceilo golhico e velho,
aos irovadores qne esiao atrazados jim seculo, e aos
laureados das Academias de provincia, Vejamos as
aprecisc.oes que subslluiram esta. A primeira lie
a doi phautasislas que resumir.so oesta formula ce-
lebre : a arte pela arle 1... divisa materialista que
auinila qnasi a ulilMsde dos escriptores a dos bous
jogadores da bola, por um 'processo renovado de
%
, "T1 *5y t"1"*' 8'0"1 d* "** MlhNh de ; P"" qe lodavia Ive a
v..lo coosUl Hd. .fin,.IMm.M. err, corpo social, ^i, elevid8. Abunda he a do, espirito.-0Ji-
M me perdoam .m p.oco .la anthmetic. em .. I ,,-, inimi ,, hfilM,
malhanl. ...umpto d,r qoe o homem d. I.tlru be vsfJIVH^tmhlfHJn^^ naqpoesia ,,
par o poeta e u artista u que mauufaclureiro e as_____.,>* ,_____________
vetes o marcador sao para o inventor. Ba smenle
urna pequea dilTerenca. he que se em geral o mar-
cador enriqueca a cuta do ii ventor, o homem de
leilras jai quaai tempte coso o artista em urna pe-
nuria qoe he aua segunda ouliiresa i maa etsa par-
ticularidade he iuiignifianle. laso nao quer dizer
que jamis te posta deicobrir o menor vestigio de
ionpiracao, neni no man ufacureir, uem ne homem
de leltras : porm he mais diOlcil. ,
Ha daaa clati ts grandes de bomens de lettrcs, ha
mesmo mais de duas, pnrm ruduio-as a duas para
simplificar: os lomens ile letlras impretsas e os ho-
rneas de lettrai inditos. Estta Uo iunameraveis.
Sao animaat bravios emipunlo nao ehegam publi-
cidade ; persegnem aa lollegas mais felizes cum a-
pertos de mao < nudajCes; riem cobardemente de
aens chitle; iio ao Divn para fazerem crer que
eterevem ae Monique!iii; procurara intelllgen-
ciaa na ptlaa iiHiada, lem confidencias por toda a
parta, e cnnh.eeam lodcs os. acusos homens illuslres.
ijueni os ouviw d imprenta o di penna de Ramo. Has nao temos
do c*etmar-nos hoje com easa daise. Demais, de-
pos de alguna anuos de pratica o hornera de letlras
indito consegu pastar graras a alguraa das gazeti-
nlias que ala a providsnca dos bem fallantes amii-
cimos, ciaste de hornera de Mira impresio, e en-
Iri na nossa roda.
He inaudito u verdadliramenta humilliador o nu-
mero daqrrellea que mandan imprimir suas obras
V
lias, e que lem leilarea. Honlcm ron-
versamos com un senlrar no botequim; elle encon-
Iri-nothojaainustra-iiosseu ultimo artigo do San*
le lou. Crotanio-ns n i ra com om antlgo clle-
ga caucr 1* primeira urde, n alie nos diz : Sa-
bi.iqaa.aoo redactor em che(e da Trompille arluti-
?u?; Iraze-me atguma vasa. Abrimos doasga-
zelH each mu ua primeira um artigo pbilosopbi-
co de pensamciloi licret de um estudanle de medi-
cina domo compatriota, e na segunda urna aprecia-
rlo dramtica de om forte ni thema grego que ga-
nlma o premio no conrertogei-al e qne encarregou-
auBa tbeatros em urna folha infinia para ah ei-
pjHr-se sobre os bellos olho. d madarnaseiia At-
inlfcl, do Pala Roya. A mulliplicarao dos pas dn
Evangelho'tieaiTimvtlio mui podido relativamente
a esta multiplicasao. fao se pude mais dar um
palto tam pi.r u.n Iwufui da letlras, astim eomo no
secuto \ VII nao ae podia andar sena tropecarem um
poeta pico.
Feilos enes pielimiaa.-es, nada me impeda ae tra-
tar an pooeo do philoiophia piatiea. Ha duai cou-
sas obre ludo <|ue me parecen! fallar aoanossos ho-
meoi de latirs; sao o resaeiU de ti meimo, e o que
d !lle resulla, e respailo do publico. Espero que
serei dispensado de desnvolver rolnlia proposicao
pintos de jm term3o.
te qui',oi hen.eot de Ultras commattam
m,us iiil'raeeSeatia moral do quiamr parte dos ou-
,ro, rm ccmmellem tanto pelo menos,
para humen; que dvem ter ideas e sen-
liaaeiilos tao altos e -t> genaraaa, quando lem a
puas na aiSn. Jamis me esquecerei do dspODta-
meiilo qne live a primeira vez jue achei-tne cm um
cenculo de jovens poetas e remanciatas.. Havia
abi abrumas illu trac/es medianas, algumaa celebri-
dades de Inar, cujas elucubracea eu tinha lid.i e sa-
boreado. -s-* t.
Confetao qoe esperara adiar entea de oalnreza nm
ra exeeptlo tornou-se regra de lal torta qoe al os
prof>'.ssores da Sorbonna e o< escriptores da Reme
des Deux-Mondet pSem-se a eultiva-Io tambera He
cous.i tao cunimum e trivial boje, c,uj a melhor ma-
neira da singalariiar-te seria sustentar bellas e boas
verdades vulgares, e voltar ao bom senso He om
recurso que siiggiro aos eapirllos udepeudentet que
iiaagosiao do papel de cordeiros de Panurgo.
Receita simplet para fazer um paradoxo : teme
urna proposito bem evidente, bem geralmenta ad-
miltila, vira a como urna casaca valha, misture-lhe
em largas doses alguns ingredientas da cozinha lille-
raria, moral fcil, epiltielot arriscado!, neologismos
da cores vivas, ludo o que subslitue vantajosamenle
a canella e as tobaras, salpique ludo da pimanta e
de sal o menos allico que for poitivel, amatse bem e"j
apresenle-o quente. N3o he mais do que isso.
Para) fazer uiu sjliimbanro, tome um homem que
indava de cabera para cima e ps para baixo, e po-
iha-o de cabeca para baixo e ps para ci.na. O pu-
blico que nao dsva-lhe altearlo quando elle andava
orno tudos. Picara alegre, a te apinhara em cirrolo
pasmado.
He assim que se nos (em provado que Messalina
"ra matrona de costuraos irreprehensiveis, que Ro-
bespierre era o mais iuoffensvo dos homens.e Mural
o mais temo dos plilantropos. Tem-se-nos provado
lambem que Hacine era um bigorrilhaque nao sabia
o francez, eque era dignu quando mnilo de varrer
o Iheatro de Mr. Nepomuceno Lcmercier. Algum
dia lalvez nos provaro que foi Pompeo quem derro-
lou a Cezar em Pharsalia e que a hyena he um ani-
mal bello, benigno, manso e espirituoso como o
proprio Mr. Romieu. Desafio meus leilores a acha-
rara qualquer verdade histrica, Iliteraria, pliiloso-
phica, religiosa cujo absurdo flagerante so no tenha
tentado demonstrar.
Anda se isso fosse sempre alegre! Mas nao ; se-
parando os res do genero que sao recreativos, quan-
ios pirwluj is/i* ficaram que irritara'? Iwa gente que
jnga grosseiramtnle com as faiscas quejcabeiu do ca
chimbo marselhez de Mery ou da cigarrilba hespa-
nhola de Gozllan.
Uavia muitos tallimbancul que andavam sobre a
cabera, a concurrencia malou-os: ella matara igual-
minie o paradoxo.
A originalidade parece ter a ultima palavra da ar-
le I Mat as menos nao te devia confundi-la coma
extravagancia que se lhe issemelha nm punco de
longe. Quem corre a pos a primeira, encontr a te-
gunda. Nlo gosto dessa desgranada sede de origina-
lidade ( alias con.a cm si mesma louvavel ) drpoii
que teulio refieclido em todas as acees mis que ella
na pro ln7.Mii. Nao fallo das barbas gigantescas, e
dos chapeos puntudos de uulr'ora que estao torada
moda, nem das declamarles contra a panella, contra
u especieiro burguez. porleiro, propietario, alvos ja
muito usados, cousas respeilaveis que eram demoli-
das porque represenlavam a vida regular e normal.
Mas o que resta n.lo he mediar. Entre aquellos que
oo andam de cabera para baixo,uns andam sobre as
maos, outrosalLto sobre um s pe em seut livros ;
este cultiva particularmente o adjecllvo e a opposi-
cao, este oulro o substantivo extraordinario e os ar-
canos do vocabulario hind tiansplaulado na lingua
franceza, ludo para ser original. Kazero alternati-
vamente, pintura, garaluja. esculptura, msica, ara-
bescos, hrinquedos, quincslharia sob pretexto de lil-
teratura. SSoas vezes artistas, quns nunca t.lo poe-
tas. As avessas do proverbio he a bainha que gasta a
lamina. Nada ha i'ii espontaneo, natural, nada que
parta do curar.au nem das enlranhas para chegar as
entranhas e ao corarao ; sempre u lilo de ser original.
Oi collegas achara isso excedente, promplusa cri-
lica-lo em reunan secreta, e como os senlmres Ilite-
ratos sao mullo inclina los a tomar sen cenculo pe-
lo cerebro do mundo,persuadem-sc da que o publico
est mui contente.
Quintas cousas teria eu ainda que dizer Se hou-
vesse querido Irarar urna physiologia db homem de
leltra le-lo-hia estudado debiixo de (odas as faces,
te-lo-hii seguido por toda a parte em soas travessa-
rat, em suat inanias intimas, em seus esludos, ao es-
pectculo ao paiseio, n casa. Talvez fata isso algum
dia. Entretanto vou terminar por um correctivo
qoe sera ao mesmo lempo acto de ju-lira.
Foste condemnadu ou a compor estes versos ou
a ser enforcado ? dirinm a nm mcu poeta. Pois he
es-a ju-lanuMile a\ allrrnalivi da ma.i J:l|Jj aj'||,i
vemos llize-lo em seu
desencargo) a exercer esse nide ofllcm para viverem,
e a concluir apres mo diz-se que em 1830 as cmaras cancluiram a car-
la. Nada ha tao tarrivel e eoevidor como a liltera-
tura necesitada tenao para os caracteres e os espiri-
to* fur!emente temperados,que estao em minora des.
de Adam. Mais que lodos os outros os horneas da lei-
lras podem repetir esl: dito cynico que alias lem um
lado verdadeiro:
a A pobreza nao lie vicio ; h muito peior,
[ JUuslration.)
~ COMMERCIOT-
fKACADO REClFE2il)EDE^EUBKOAS3
HORAS DA l'ARDE.
CotafAes olliciaea.
Nao houveram colacOes.
AUFANDBUA.
Readiroeauo do.lia I a 22.....319:0-X)J86y
dem dvdia 21........12:8899!>
merendona do genero particular como na sociedade
homens de ledras, urna grande machina industrial,
qual convem fazer pruduzir o mais possiTel. ac-
coramodaudo se ao gctlo dos consumidores.
Ha ainda ga/.etas que se inculcara por Iliteraria*,
onde homens que se dizeui escriptores depoem essas
cousas. Essa opiniao ganha terreno de dia em dia,
e turna-te cada vez mais ridiculo e inepto nao cun-
furmar-se com ella.
He'mui limpies que com semelhanles ideas ns
do homem de ledras ponham-se como lodos os fabri-
cantes habis cala das modas e das predilecc,es
do dia deixando-se dirigir pelo publico, ao qual
deviam vjatjdcr, deifralem os goslos e preeoncetos
do moiiie'T' ^
com um
romances,
mas. A t
hibilidade <
n especulem com o escndalo como
p. Dalii ainda as manufacturas de
nifjf'^'V-4** caudeciltei e de melodra-
upprevC! ? da e incm. /,en,e fo^ S"'J''-
couaa det.ua neutt exclk./ a0 m'8mo 'empo. .
Deut, cce 'mam nossoa cares do da
9 OC Cxrlll SL
vendo as peca mo vem C0Jdados do livreiro Lteoo ;
e o eothusias bri-los com suas azas 1ra-
mulas.
s1eve se vi
Bem sei que i. n3o |)e rer, e que sobreludo nesle
teculn o dinheiro maJ njg'dniera, embora o tonha-
dito Mr. Scrilie ; ,e|l(e. janJplo desai capilulac.Se*
de penuas Inlellif. M be||o tyjjda estatua do becerro
de ouro. Com es.- florido dicta""' escrevem-se me-
morias em estylo .nj Conce* Por JU'-'iner Mo-
gsdr que as assi
gna.
u i/i pello o i Peritamente a-
qn.lle. que rediga. -, ^urnal de Cl-pice-
<5ue f""n Pr0 a de vlnbo, e $< P" Jen-
qoe ninguem
gabain-se dis-
ta ; esses s3n
Hitas e os mercadore
lo finglndo ric para
cunsequenles.
^omo podem o ,
Com laespancppiost. iloqueN8 metteraloa ter
para o leitor oolro respe. i,em o^^reador par,
os freguezes 1 K todos t*i ka V^tta ao nienSlr lodos d-
zem que os mercadores n; './lem por m aectjto enga-
ar o fregsez sempre que podem. A pobre V bona-
chona mageitade do publico eali hoje mui de\cahida
como todas as majestades : nao tem mais o dr? exigir eacalamenlo infinito, eo (remor supremo" com
qoe todo aa lhe approximavam oolr'ura. Huj' h*
tratada mui eavalleirotamente nos ututos e noi pre-
facios, ot quaes algant autores esmeram-se em fai'er
quanlo mais imlependenles e mais insolentes he po'-
sivel, e todos lem para com o amigo leilor ares dv'
prolecQ3o muitu orgulhusos.
Porque he que lornam-ie tan ra'ot os livrot bom
e bellot'! Sem procurar a causa disso em toda a es-
pecie de raines sociaes demasiadamente protn lm
para roim que nao escrevi o mauoi entejo sobre a ei-
riliaai,.lo moderna, acho-a na vida de estufa de que
'allei, nos hbitos pouco dignos, na aucia de ganhar,
no eropenho de fuer-te couliecido para ebegar mais
brevemente ao ganho, tobretudo no amor insalubre
do paradoxo que he sua conseqaencia inmediata, e
qoe ataca lanto o eilylo como a idea. O paradoxo
parece aot espidise coratoe enervados* meio mala
331:98t)868
Oeiearregam hnjeli de dezembro.
Barca iuglezaHltza Handsmercaduras.
Barca inglezaMeieorbacallio.
Barca inglezalinlhusiaslfarro e taitas.
Barca porlnguezaCarila .imetiadiversos gene-
ro*. "
Barca francezaJotenercadorias.
i'alaclio americano Levan! (arinlu, pimenta e
breu.
Hiate americanoKaiamondfarinlia e bo'achinha.
IMPORTADO
Barca franceza Jos, vinda do Havre, .consisnda
J. K. Lasserre & Companhiu, mauife-lou u se-
guale :
t caita fild'seda, 2 dilas lecidos de seda, II di-
las dilus de algodao, 1 dita chapeos, I dita ditos de
tal, 1 di la lecides de 1,1a e algo iau, I fardo casemi-
ras, I caita roupa, I dita artigos para chapeos. 1 di-
la tecidos de seda, huneles, grvalas, etc., ele.; a J.
Keller i C.
1 dita chapeos de fellro 1 dita calcado ; a Itabe
Schameteau ij C.
dilas tecidos de algo lu ; a C. J. Aslley de Com-
panhia.
I dita dilos de dito e las. I dita ditos de laa e se-
da, 6 voluntes dilus de algodao, I caica panno, I di-
ta teda, 4 ditas dita, penles, preparo pata daguer-
reolypo, 50 barris e 50 meioa dilos manleiga ; a N.
.Bieber&C.
1 caita Sida, 80 barri e 50 rueios ditos manleiga ;
a Isaac, Cario & C.
1 dita objecin de selleiro, 1 dita seda, I dita ig-
nora-so, 1 di'a roercearia ; ordem.
13 dilas lecido de algodao, 4 dilas dilos de seda e
algoda >, 3 ditas dilos de laa e algodao, t dita seda,
1 dita couros ; a Timm Momseo & Vinassa.
1 dita suspensorios, escovas, carlees e merceaiia ;
Sairm-r & Espolly.
2 dilas seda, 9 dilas dita, tecidos de dita e algo-
dao, I dita iiiliumenioi de msica, Wlbarns e 90
raeios dilus manleiga ; a H. Brunn i\ C.
dilus manleiga ; a Fox
e 50 meios dilos dil.i ; a Taaso l>; Ir-
ceito de prodatir rpido effeito, de popularisar-sa
pelo espanto. Seria mal longo enlrar pela porta
elieslpreferem enlrar pela brecha. Imilao assim d
cortezao atrevida qne para ser notad pelo inonar-
cba na ceramonia de beija ruie, mordeu-lhe o dado
pollegar fingindo querer tocar-llie com os liegos.
O paradoxo he lambem fracto do leculo XIX.
Nao era desconheeido naa dadas precedentes ( per-
guntem-no a Diderot a a Jeaa Jaeques ); mas o qoe
96 ditos e 25 meios
Frres.
5u siilos
maos.
20 ditas e 20 meios dilos dila ; a Cals Frres.
1 dilu carbonato de soda, I dito clilurureto de cal,
3 caixas garrafas vasiai, t dita drugas, 1 erabrolho
livros-, a Alineada Pinto.
16 caixas lecidos de algoda >, 2 ditas camisas de
dito, ,1 dilas tecidos de seda, 2> gigu clumpgne ; a
Cliarcilliu (V C.
1 eaixa joias, 1 dila vidr.ts e calcado, i ditas teci-
dos de laae seda, 4 dilus chales de laa, 5 dilas leci-
dos da algodao, I diladtos de liulin, 1 dita ditos de
dito e algodao, 1 dita seda, i ditas vdrus, 5 ditas
porcelana, 1 dita perfumaras, 1 dita chapeos, 1 di-
tas agoa da Colonia, 1 dila mercearia, I dita livros,
1 dita modas, 1 dila objeclos de selleiro; a F. Sau-
vage & C.
I dita braceletes ; a .Nicolao Bruno.
1 dila modas ; a Buesiard Miilocheau.
1 dita objectos de tarro galvaoisado ; a Meuron &
CoVipanhia.
.Villas livro ; a Ricardo de Frailas & Compa-
nhia:_
3 duV 0,los' 1 dl1 guora-se, t djla agurdenle,
I dita eAjampas ; a Miguel Jos Al.ves.
30 ccs(Y>* champagne, 2 caitas moslarda ; a An-
tonio do Jlmeida Gomes 4 C.
1 caixai'ccidos de algodao, I dila inupa feila ; a
Burle Son'." & C.
1 dita le 60 barris,' 30 meios dilus manleiga ; a'Schramm
Walely C.
1 caixa c hapoa de fellro, 2 ditas lecidos de algo-
dio ; a V.' Lasne.
1 caica rioupa feil*< dil*i' chapeos, 1 dila dilos
de sol de?"da, 2 dilas tecidos de seda, bonetes de
algodao, m-odaa e chapos de sel de senhora. I dita
chapos di' pnlha, 2 ditas tocidui de laa, I dita mo-
veis, 1 dilaViv".. seda e calcado, 2 dilas chapeos e
mercearia, dilas tecidos de seda, 1.1a, chapeo e
joiii, t dita il lercadnrlaa ; a l.uir. lAutonio, de Si-
qneira.
1 dita ron : a Siqueira & Pereira..
16 ilitai vidros e drogas ; a Bartholomeu F. de
Souz.
3 ditas pianos. 1 dita objeclos de funileiro, t dila
imprensa, 2 dilas sparlaria, 5 ditas quinquilarla, 7
dita, chapeos, I dila formas, 1 dita aviameutoi de
chapeos de sol, 1 dila calcado e perleocea, 1 dila te-
cidos de seda e calcado, 2 ditas ignora-se, 1 dita
carta* ; a J.dP. Adour & C.
1 dila eticado ; a Demesae Leclerc & C.
2 di laa elher, 3 btrris tinta, 1 caita livriohoa de
pao de ooro e prala ; a J. Soom & C.
i dita-mantilhai ; a Arauagafi Bryan.
i dita livrot, chumbo em obra e roupa, 2 ditas le-
cido de linho e algodao, 2 ditas vidros, 1 barril pao
campi-che, 4 dila calcado, 1 dila papel, 1 dita tin-
ta de oleo, 3 dilas chapeos ; a I.. Leconte Faron
&- Conpanhia.
2 d. las ditos; a Chriitiani & I raos.
I dita fitas de seda ; a E. H. Wyalt.
3 d las agua de Colonia, 7 dilas mercearia, I dita
perfumara, 1 dita chapeos, I dila barbante, 1 dila
hiscoiios, 10 barris tinta, 2 caitas agurdenle ; a Fei-
del Pinto & C.
1 dita carne salgada ; M. da M. Machado.
1 dila modas, I dita papel, 2 ditas vidros ; a A.
Robet't.
2 ditas rodas de carro ; a Elias Baplisla da
Silva.
120 btrris e 60 meios ditos manleiga, 1 caita fer-
rameida, I dita moinhos ; a J. R. Lasserre & Com-
panlua.
I dita chapos. porcelana, 2 dilat vidros, 2 dilas couros para sellei-
ro, 1 dila muica;2 dilat roupa feila ; a E. Didier
iS Cnmpanhia.
Barca portugaeza Carlota Amelia, vinda de Lis-
boa, consignada a Francisro Severianno Rabello &
Filho, manifeslou o segrate : *
.10 Haceos farello ; a tioilherme Frederico de Sou-
za Carvalho'.
3 barris vinho ; a I.oir Antonio de Siqueira.
4 suecas favas ; a .Manuel do Rec> Lima.
i caitas amendoas, 52 barril manleiga de porco,
21 dilos loucinho, I embrulho livrot, 30 barric.fa-
rinka de trigo, 1,000 molh >s ceblas, 17 caixas fru-
tas, 1 dita carne, 1 barril vinho, 4 utos alpsla, 50
pipaa vasias, 75 molhos aduelas, 25 moioi sal, 2
saceos dinheiro de auro ; Francisco Severianno Ra-
bello <& Filho.
1 caixa livros ; a Jo3o Manoei Tinto Basto.
50 molbns aduelas, 50velomes arcos de pao ; a
Jo.lu Jas de Carvalho Moraej.
1 caita azeita doce, 1 dita conserva, 6 dilas vi-
nho, 1 fardo camisolas ; a I'olicarpo Jos Layne.
2 barris flor de sabugueiro, 2 ditos macella, 1 dilo
rosas, 1 dito crmor, I fardo retadlos de pellica, 1
barril malva, t caita drogan, 1 lardo raiz de espar-
go. I dilo alfazema ; a Joao da Cuiicec.3o Bravo.
5'barns azeile doce. 1 caixa eacriyauinha, 1 dila
mercurio, 1 dita perfumadores, 1 dita farradores, 1
dila [ eneiras ecapsulas, 2 ditas chapeos, 2 dilas bo-
netes e chapeos ; a Auguslo Ceiar de Abreu.
1 dila bracos de balanza; a Joaqoim Juvencio da
Silva.
I embrulho livros, 5 barris vinho ; a Ainorim,
Irmaos (\ C.
5 ..itos prrgoa ; a Ballhar & Oliveira.
.' Jt barrica farinha de trigo, 9 barris paios, 15
dilus chuuriras. 10 dilos presuntos e ch,rica*, 1 di-
lo azeile doce, 2 dilos vinho ; a Manoei Ignacio de
Oliveira.
40 Tardos r.ravo, a J. J. Tasto Irmaos.
40 barr banda de porco, 40 ditos loucinho, 50
dilos cu, 10 ditos carada, 5 ditos alpista, I dito vi-
nho a Antonio Casemiru Gooveia.
47 pedras de canlaria ; ios membroi eocarraga-
dits da milriz di Boa-Vista.
5 saceos alfazema, 1 caixa marmelada, 1 dilo cho-
colalc ; a Fianci-co Alves Monleiro Jnior.
ti5 molhos adnelas, 50 barris cal ; a J6ao Pires
Suari.-s.
40 volumes aduelas e arcos, 1 barril haloques ; a
Joo Macedo Amara!.
I caixa escrivaitinha ; a Sebastian Jos da Silva.
1 barril paios, 1 dilo chouricjas, I dito azeile do-
e, 1 dito vinho, 1 dito vinagre ; a Joao Jos de
vinho ; a J. Caelano de Corva-
vidros; a Manoei Elias
ce,
Amorim.
12 ancorelas
Iho.
2 caixa! drogas, 1 dila
de Mutira.
2 ditas drogas, 1 dita vidros, 1 dila gras de pedra
e co ios, 2 dila agoa ingleza, 1 fardo macella, 1 vo-
lumu imagem ; a Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vede.
2,000 aduelas ; a Nuvaes \ C.
I barril vinho, 1 caixa molduras ; a Vicente Al-
ves de Sonza Carvalho.
I taclo livros; a"Antonio de AlmeidaGomes
& C
92 barris pregoi, 40 ditos cbourijas. 18 dilos lou-
cinho, 11 barricas nozes; a Luic Jos da Costa
Amrrim (5C.
9 cairel cera em velas ; a Forluuilo Cirdosu de
(iouveia.
1 calca bolachinha.l dila chocolale, 100 ancorelas
azeitonas ; a ordem.
1 barril presuntose paios ; a Manoei Cavalcaali
de Albuquerque.
1 dilo vinho, l dilo presuntos c chuuriras ; a Jo-
aLl'ireira da "
o escrevi.Victorino Jos de|SouzaTravisto.' Jos ae declarara em dilo despacho aqu transcripto, a
Maria de Albuquerque. Paulino da Silva Min- produzimlo o supplicinle las leitemunhas, sellados
dalo. | oa autos sublram a cooclusao, noi quaes dei e pro-
Nada mais se conlinha em dilo termo da protealo feri i senlene,a de theor, forma a m.ioeira tegoiole :
em virlude do qual dei a seguiule aententa ; A riita da inquiri;ao de folliai 6 folhas 7 verso,
Atlendendo a justificaban de fuiliat 3 a folhas 4 jnlgo prorada a amencia em logar nao sabido, da
vei-o, jnlgo provadi a ausencia de Hanoal Airea Luic Epifanio Mauricio Vandorley, palo qua mando
Maia Jnior devedor do justificante, o qual Maia qua saja citado per editos, pasiarJdo-te a respectiva
detta ci lude parti sem que se faina o lugar onde caria cum o prato de 30 diat; logo que putear esle
de presente reside, palo que ruando que leja citado prazo mareado nos editaei fur dito Var.derley ha-
por edilos pistando-se para isso a reipecliva carta vido por citado, sera na forma do diposlo ne art.
com o piazo de 30 da e cusas. 54 do reg. n. 737. noraeado curador ao ausente para
Recite II de dezembro de 1855.Anselmo Fran- cora elle correr a cansa a seus devidos termos a
cisco Perelli.
E mais se nao conlinha em dita senlepca aqu
transcripta, em virlude da qual o escrivSu *qae etta
subscreveo mndou pinar a presente carta de edic-
to! com o prazo de 30 das a cusa, pela qual -e sea
theor se chama e intima e Itoi por intimada ao sup-
plicado devedor ausente cima declarado de todu o
conleiido na peliclo e termu de protesto cima
costas.Reeife 15 de dezembro de 1855. Anselmo
Francisco Peretli.
E mais se nao conlinha nem paira cousa algama
e deelarava eufdita lenlcnca aqai bem e Belmente
transcripta, em virlude da qual o oserivAo que esta
subtereveu, mandou pauar a presente, pela qual e
eu theor te chamae cita o dito devedor, para qoe
no prazo de 30 das comparec por si oa por seu
transcripto. Pelo que tola e qoalqoer pessoa, pa-' bastante procurador, para rciponder aoa termos de
rentes ou amigo; do supplicadu devedor o podero ama aecao de 10 das, que lhe propoz Antonio Emi-
fazer scienledo que cima tica exposlo; o o porleiro gdio Ribeiro.
do juico iIBla/a o presente nos lugares do coslume Pelo que, loda e qualquer pesioa,pareolason ami-
e sen publicado pela mprensa. goi do referido devedor o poderlo facer sciente
Dado e passado nesta cidade do Reeife de Per- do que cima fica esposto,
iiainhuco aus 19 de dezembro de 1855. Eu Maxima E para que chage ao conhecimento da lodos,
no Francisco Daarte, escrivau privativo do jui/o man Jei paitar edilos qoe serao afflxados nos lugares
commercial o suhscrevi. designados no col. cuinmereial e publicadu pela im-
An'ibno tranciico Perelli. prensa.
A cmara municipal desla cidade manda pu- Dado e paitado neita cidade do Reeife aos 21 da
blicar afim de que sejam etecula.las ai posturai ad- dezembro de 1855.Eu Matimiano Francisco Du-
dicionaes abaixn Iranscriplis, approvadas proviso- arle, escrivao privativo do juico commercial o es-
menle pelu Exm presdanle da provincia aos 12 crevi.Anselmo Francisco Perelli.
do correnle. PaSo da caraaramumeipal do Reeife O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria
avisos"
martimos.
Para o Aracaty pretende seguir por esle diaa
o hiate Capibaribeseam a earga que tiver ; para
o reato ou pastageiros, drija-ae a ra do Vigario
pretende ahir com
|igue portuguez Im-
Uuor parte da carga
O da caiga trata-se
iN'ivaeiiiC.,ruado
1 n o capitao na
Uendiinenlo dol
dem Co dia 21
90:254o768
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rer.Jiueiitodo dia 1 a 22 4:728*182
dem .lo dia 24....... 2369271
4:9bU453
Exportacao .
llalli a, patacho liolliu le/. Bernardm, de 229 lo-
neladas. conduzio o seguiule : 150 saecut cora
750 arrobas de assucar. 4,000 chino, 4,000 couros
salgados seceos cora 12*541 libras.
HKC.lillEllUItlA lili KE.MiAM I.M'KliMS UE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Keniliinenlo do dia 1 a 22 21:9019240
dem do dia 24........1:6I2;720
2:1:5133960
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododia 1 a 22 71:5815177
dem do dia 24 :...... 05lff230
73:6355170
MOVjTMEISTTO do porto.
Savios entrados no dia 24.
Golhenburg39 da., brigae sueco ni). Tberezan, de
202 tonelada, capitn J. F. Berusten, equipagem
11, carga tnadeira ; a Me. Calmout \ Compa-
nliia.
Maranlio50 das, hrigue brnseiro Elvira, de
181 lonelada, capilla Manuel Jos Pereira Mari-
nho, equipagem II, carga varios gneros ; a leen
Joaquini Das Fernan.les.
Liverpool40 das, brigae inglez Freemanu, de
196 tnnelada, capiae James Graban), equipagem
11, em iastru ; a James Crabtree c\ Compauhia.
Jdem29 dias, barra ingleza uGenovevan, de 271
tuneladas, capitao James Turner, equipagem 15,
carga calva de pedra ; a Scolt Wilsou A-Com-
pauhia. '
dem24 dia, barca ingleza Floadng Clooda, de
296 toneladas, capitao W. Carne, equipagem 14,
carga fazendas ; a Johnsloii Pater & Cnmpanhia.
Cabo Verdelidias, barca norurguense Laura",
de 350 lonolada, cupiao Alexaudro Lude, equi-
pagem 14. carga sil ; a N. O. Bieber A Cumpa-
nina. Seguiu para Montevideo e Boeuos-Ayrcs.
navios saludos no mesmo dia.
LiverpoolGalera ingleza Hermione, capiUo Jo-
hn Tanaele, carga assucar.
.LisboaGalera portugueza -(Joven Carila, capitao
it ..i .entura Borges Pampliina, carga assn-ar.
CanalBarca ingleza aAiiguslati, capitao W. Payn,
carga assucar.
Rollar lam pela BabiaPatacho bnllanduz Bernar-
das!, capitao II. Ponck, carga parle da que
Irouxe.
EDITAES.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, rommendador da
imperial Ordcra da Rosa e juiz du direilo especial
do cummercio desla cidade do Reeife por S. M.
I. e G. qua Dos guarde ele.
Fajo saber aos que a presente carta de editos
virero, em cumo Joi Ignacio Ferrcira e Silva me
fez a peticHo to theor leguinle:
Illm. o Exm. Sr. Dr. juiz do commercio.
Diz Jos Iguacio le reir e Silva qua enilo-lhe
devedor Manpel Alve Maia Jnior da quanlia de
l:02IS'.iiti ris import d ama Lira mercantil uc-
eada om 16 de selembro de 1853, a vencer desta da-
ta a l-iraezes, Mcccde que at ao. presente ajo 18-
uba o supplicadu pago, nena dado quantia alguraa
por ro ta, quer do principal, quer dos juros eslipd-
lados e:n d'ia leltra, acre-ceu lo ter deiappirecido
sem que se lenha sabido o lugar de sua residencia,
i.'lo que quer o supplicanle protestar contra ello ua
urina da legislarlo commercial, requer por isso a
a V. Etc. si digne ra indar tomar por termo o seu
proleslu e admitli-lo a justificar a ausencia do sup-
plicndo, e sendo qua alo baste e julgadu por senlenca
mande passar carta de editos por 30 lias lira de
por ella ser n proleslu intimado ao referido devedor.
Pede a V. Exc. drfierimenlo.E R. M< Joaqumr
de Albuquerque Mello.
Nada mais se conlinha em dila polifilo, a qual dei
o despacho seguate :
Ton.e-se por termo o protesto do supplicanle, e
justifique este a ausencia do supplictdo. Reeife 10
de dezembro de 1855.A. F. Perelli.
Nada mais conlinha o dito despacho, em virlude
do qual o scrivio rjspeclivo lavroo o termo da
pioleslo do theor segointe :
Aos II de decembio do 1855 nesta cidade do Re-
eife de Penuinbuco ;m meu eirriplorio veio Jos
Ignacio Ferreira e S Iva por aeu bstanle procura
dor Victorino Jos da Souzi Travasso,e diste perant
mim e ai lestemunt as abalan asii;iiaJai que pro-
lestavn contra Manuel Alves Maia Jnior pelo can-
leudo era sua pelico relro, que faz parte de pre-
sente termo para o lira ua mesma requerido, e de
eomo astim o diese' e prolestoii fie eate termo que
aisigniu com asteslemunhas. Bu Maximiano Fran-
cisco Daarte, escrivao prlrativo do juizo commercial
em sess.tj de 19 de dezembro de 1855".Barao de
Capibaribe, presidente.Manoei Ferreira Accioli,
secretario.
ALIMPEZA PUBLICA E PARTICULAR-DA
CIDAOE DO RECIFE.
Dai Itabilacoes.
Art. 1. Todos os prnprielario de casal habitadas
sao obrigados a te-las etleriormeute limpas, caian-
do ou piulando-as, logo que se acharen) -denegridas
ou sujas, e a reparar tn'lu e qualquer estraga em
suas paredet. o proprietario que aisim o nao fizer,
ser advertido pelo fiscal de sua freguezia o qual
lhe marcar 15 dias para faze-lo, e nio o fazendo
ser mllalo era 109, e o concert feito a sua cuita
immedialamente,
Ari. 2. Os proprielarios de Ierra devallas den-
tro da cidade ou mui prximo delta, sao oltrigados a
te-las muradas ; e nos seu subarbius sao obrigados,
pelo menos a cerca-las, os infractores desle artigo
solTrcrao a multa de 31X9.
Art. 3. Todo o individuo que sa encontrar ouri-
nindo ou descomeudo n s pravas, ras, haceos, etc.,
ou oulro qualquer lugar publico desta cidade, ou
bqrrando as portas, paredes e muros em qualquer
parto desle municipio, quer de dia quer de nuile,
era mudado em 29 ou 2 das da rela.
Art. 4. He etpressamente prohibido laucar de
cira das casa ubre as ra lquidos quaesquer, cis-
co, ulensis velhos, animies morios, bem aisim
juntar em qualquer parte das ruasvasul quebrado!
cumn garrafas, luura ele.
Da limpeza das ra' e pravas, e de saa irrigtcao.
Art. 5. Tolos os don.ts de estabeleciraentos de
poilas abertas de qualquer nalureza que lejam, ar-
tistas de quaesquer ollici is, sacrfcties de igrejas etc.
estao sujeitas s segrales dispo-icies :
S 1. Nao lan(arao, nem mandarn tancar a ra,
palba, cisco, eslill>a(us, uparas, ou tinaluiVnle qoal
quer residuo, que embarace o (ransiln uu concorra
para n menor aceio das ras, e dificulte livre e f-
cil circulado do ar almu-phercu.
2 Toda at roanhaas al as 7 horas, mandante
rarrer as lealada dusseu eslabeleciineulos e ofli-
cinat at o meio da ra, te do lao upposto houver
igual ubrigacao, altas luda a largara delta, fazendo
c.niduiir o lixo, e varreduras para os lugares desig-
nados pe'i cmara, e a irrigar nos diaa de tal, aH
mesmas testadas iminediataineute que fuera varn-
das : os infractores de qualquer das diiposiraes des-
te e >tn l.nagara.i a mulla da 5/, e o duplo ni
reincidencia. A cmara municipal mandara varrer
as ras onde na o bajara eslabelecimeiilo.
Art. 6. Todos os moradores da cidade sao obriga-
dos a conservar limpos, sem lamas e inmundicias,
ot quinlaes das casas desuas residencias, dando fcil
esgolo as aguas pluviaes, e cobrindo-os c.m ama ca-
rnada de areia linip i, conUnuaudu era vigdt* o dis-
posto no art. 2 til. J d.s posturas de 30 dejunhodu
1.849. Os infractores incorrerao na mesma pena
do artigo antecedente. Esta limpera aera feila
expensas da muuicipaiida.le nos quinlaes das casas
habitadas p r pessoas nimiamente pobres.
Art. 7. As varre tur .s do interior das casas pode-
r3o ser dedadas aos cirros, que onduzirem o de-
psitos das roas, faita a rarredura das ras serao as
calcadas esfregadas com urna tassoura molb.ida al
ficarem limpas e o rstame borrufulo com igui
limpa.
Art. 8. He prohibido que andem caes sollos e va-
gando pelas ras da cidade, sindo someule permitli-
do te-Ios em caa, sob pena de aerein apprehondidos
os que forera encontrados e de Ihes ser applicada a
no -vmica.
Nesta disposicao se nao comprehendem os caes
que acompanharein seus donos, ama vez que .le-
es lirado para isto licenca, e pago a mulla
b*era a-aim -"fl lULC l[g----------colleri
coro o^UeeVnracao dus no. dus mesta^BaVauDoa.a qnes
ser.io e^aiaire^iicsjajdtni a muda de^JlJ.'
Art. 9. II- iuleirameiite prohibidaMkLLgrcacaii le
parcas dentro da cidade, e o qoe forejn eucorrirr,-
dos na ra, ou nos quinlaes serao apprehendidos e
entregues aos ho'pitaes de candado. Nesta prohi-
bigao nao licaio compreheoddus os que enlrarem
para serem morios, qua nao podero demorar-ae
dentro d i cidade r mais de 2 dias, sob pena de
pagar a multa d,e 10$, quem os conservar alera desle
lempo. J
Art. 10. A irrigaran ser feila baila com agua
bem dividida e de iiioio que ensope bem o dolriclu,
que existir suhre as ras sem empicir em parte
alguraa.
Art. II. A compauhia eucarregad.i di limpeza
desla cidade mandara varrer, e irrigar os segrales
lugares e aquellas iuai, cajos mora lores ao por es-
tat posturas lientos de fazer esle ser vica : palto do
Pilar, ra da Cruz do Reeife, paleo de S. Frei Pe-
dro Goncalves, largo da Assemhla, paleo da alfan-
dega, poule do Reeife, paleo de S. Antonio, ra
Nuva, prega e ponte da Boa-Vista, pateo da Saeta
Cruz, paleu do Carmo, pateo de 5. Pedro, dilo dn
Livramenlo, dito da Penlia, dito da Ribrira, pateo
de S. Jos, dilo do Ter jo, largo do Iheatro, e ra,
paleo o caes jo Collegio, as horas jar indicadas ; e
lera alvarengas com tunis para receber as immun-
dicias junto aos cass e a noite.
Do despejo sea casilhame.
Art. 12. O despejo publico desta cidade ser fei
loem toneis enllocados em alvarengas amuradas 15
a 20 palmos distante do caes, e ligadas esle por
urna ponte levadija de 10 palmos de largura e 20
de cumplimento pouco mais ou menos.
Art. 13. Sabr o ciei, em que esliver presa i
ponte levadija exislirao dnus lampefies, que deem
viva luz para poder-se fazer com perfeic.au o des-
pejo.
Art. 14. As alvarengas com seus toneis estarn
postadla nos lugares que forera,indicados, desde as
7 horas da noite at as 5da madrugada.
Da polica.
Art. 15 Nm pantos de despejo permanecer loda
a noite um guarda que examinara' o estado das tinas
obngando a seus cnudulores a liinpa-las bem, e a
levar en sen interior ao menos meio palmo de agua
limpa, e.a manler a ordem do servico nesse lugar,
evitando conversatjOes, brigas ou nutr qnalquor
cousa que interrumpa esse servifo.
Art. 16. Os fiscacs quando julaarem conveniente
rundarAo todas as noites as ras desla cidade, prin-
cipalmente nos lugares mais dispostos a serem tro-
porcalhados. obrigando e corrgindous nescios a rci-
peiterem eslas posturas, a multando aos que as la-
friugirem scienlemenle.
Arl. 17. O infraclore dos irtigos]|desla postara
quej' nao estao declarados, terSo muttidus pelas
infracroesrommcJIidas em cinco mil res.
Art. 18. A cmara promover' desde ja' a cons-
Irucjao de 16 (orredes communs, sendo 4 para rada
urna freguezia, os quaes .leverao ser limpos lodos
os dias pela manhaa tem falla algama.
Pujo da cmara municipal do Reeife em sessao de
10 .fe novembro de 1855. JJrdo d Cvibaribe,
presidente, Simplicio Jos de Mello. Gustare
/.me do llego. Dr. Cosme de S Pereira ( vencido
em parla).Antonio Jos de Oliveira.
Approvo provisoriamente.Palacio do enverno de
Pernamb(ico20 de novembro de 18.55.Figueiredo.
Cuufurme, Antonio Leile de Pinho.Conformo,
o secretario Manoei Ferreira Accioli.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, rommendador da
imperial ordem da Rose, jdiz de direito especial
do cuuiinerciu desla cidade du Reeife, provincia
de Peririmbiico, por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro
II a quem Dos guarde ele.
rajo saber aos que a prsenle rurla virem, em
como Antonio BmiatAo Rilteiru me requereu o con-
leudo em saa pelijjo do theor segujnte :
Diz Antonio Emiglin Ribeiro morador nesta ci-
dade, qua Antonio da Cunta Soares Guiinaraei,
lambem morador na mesma, e Luiz Epifanio Mau-
ricio Wan le lev. que se acha tora ilell. sem que se
possa delcrmiuadamenle flxar o termo on comarca
desla provincia em que elle reside, lhe sao llovedo-
res da quantia de 3863 ris, principal de urna letra
sacada pelo primeiro, e acceda pelu segundo, a qual
e vencen a 9 de dezeinbr.ule 1850, de cuja dala lem
decorrido o juro do 2 por cerno estipulado, e por-
que os supplirados Ih'a nao lenham quendu pagar,
requeru supplicanle a V. Etc. sirv-se da os mandar
notificar para a primeira audiencia e depii de efiec-
luada as citarOee verein assgnar-se-lhes os 10 dias
da le, dentro nos quaes .lvenlo os supplicadoi ale-
gar oa seu meios Ja deflexa, sob pena de serem con-
derondos no principal, juros e cusas, sendo o sup-
plicanle admiilido a justificar a ausencia do accei-
laule Vanderley, e marcando V. Exc. era sua sen-
tenja qua julg.tr a jutlificaciio, ura prazo vazojvel
para a Gxajao e publicaj'.o dol edilos nos lermoi
do artigo 45 paragrapho 3 do regulamcnlo n. 737
de 25 de novembro de 1850, pena de revelia : atsim,
pade a V.Exc Illm. leuhur Dr. miz do commercio
Ibe delira.E R. M More Silva.
E nada mais secunlinha nem uutra c,ousa alguma
ieileclarav.1 em dita pelico aqu bem e fielmente
copiada, ero virlude da qual dei e profer o despa-
cho du theor. forma e maueir seguiule :
Noliliqne-se u primeir sapplicado, e jusllque o
supplicanle a ausencia du segundo.Reeife 3 da de-
lembro de 1855. Perelli.
E nada mats at) conimba neta entra cansa alguma
(
provin-
cial, em cumprimeulo da retoluco da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 17 de Janei-
ro prximo vindonro vai novamente praja para ser
arrematada a quem por menos fizer a obra do em-
barrearaento da ettrada do sol entre o marcas de
7,000 e 8,000 brajas, avadad,, em 9909.
E para conslar te manduu afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesonraria provincial de Pernam-
buco 2t de dezembro de 1855.-O secretario,
Antonio F. d'Annunciacan.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria le tazm-
a desla provincia manda fazer publica, qoe tenda
de terem vendidos a quem maior preeo offereeer, ot
maleriies resudantes de um barracJto qne se demo-
li no furto das Cinco Ponas, e qoe no mesmo forte
existem ; as pessoas a quem cunvier a compra dos
meimos raateriae, devena npresentar suas propos-
las em carta fechada al o dia 8 do prximo futuro
mez de Janeiro.
Secretaria da tlresburaria de fazenda de Pernam-
buco 2 de dezembro de 1855.O ofticiai maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
O Dr. Abilio Jos lavares da Silva, juiz rieorphaoa
o auseqles nesta cidade do Reeife de Pernambuco
e seu termo, por S. M. I, e C, que Deoa guarde,
etc.
Fajo saber aos que esle edilal virem on delle noti-
cia tiverem, qua por eslejuizo ae esle instaurando
processo de inlerdirjao contra D. Mara Joaquina
Martins, viuva de, Manoei Jos Martina Ribeiro ; e
para qoe ninguem se chame a ignorancia, mandei
pauar o presente por meio de meu despacho.
Dado e paitado nesta cidade do Reeife 10b meo
lignal e tello desta mea juizo de orphans, qoe pe-
rant mim serve aos 20 de dezembro de 1855.
Ba Florianu Correa de Brito escrivao, o ftz escre-
ver e sobscrevi.
Abilio Jos Tacares da Sito*.
O Illm. Sr. inspector da Ihesonraria provincial
em cumprimenlo da resolujao da junta da fazenda,
manda fazer publico que as obras supplemeolares a
fazer-se na ponte sobre o rio Capibaribe ua estrada
de Po it'Alho. vao otramente a praca no dia 17 de
Janeiro proximoy^ilouro, para terem arrematada.
a quem por irjr^sas fizer, avaliadaem l89f9822
reis,
E para constar se mandan afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de dezembro de*1855.
O secretario.
A. F. i'Annunciaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesonraria praviacial,
ero cumprimenlo da retoiueao da junta da fazenda,
manda fazer pub\jco, que lo dia 17 de Janeiro pr-
ximo vindonro, vai novamente a praca para ser
arrematada a quem por menas liier a conservado
permanente do I. termo da estrada da Victoria, ara-
liada em 2:0579000 reis, por lempo de 10 mezea.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 17 de dezembro de 1855.
O secretario.
A. F. a'Annunciar.ao-
O Illm. Sr. inspector da Ihesonraria. provincial,
em cumprimenlo da resoluro da junta da fazenda,
manda fazer publico, qoe no dia 21fle Janeiro proii-
indouro, vai novamente praca para aer arre-
r menos fizer a conservajao per-
Para Lisboa
muita bn
pei-dor por
prompta: par
comosconsigi.'
Trapiche n.
praca.
snai an ti- i x .
Segu em poucos dias o escuna Graciola ;
recebe carga e passageiros : Irala-t* eem o consig-
natario J. B. da Fouseca Jnior, na roa do Vigario
u. 23. i)
Pura o Aracaty deve seguir com muda brevi-
dade o hiate Aurora, o qual anda recabe alguma
carga : a Iratar com os proprielarios, na ru da Mac
drede Dos n. 2.
PARA O RIO DE JANEIRO.
A barca braaileira Ipojuea, forrada a encavilhada
de cobre, ej bem conbocida pela saa velox marcha,
vai segoir para o Rio de Janeiro com presteza, por
ter meio carregamenlo prompto : quem na mesma
quizar earregar, dirlia-te a ra da Cadeia do Reeife
ii. 12, escriplorio de Bailar & Oliveira.
Para o Aracaty segu com brevidade o hiate
Eialataon; recebe carga e peetageiroa : Ifala-se
com Caelano Cyriaeo da C. M., ao lado do Corpo
Santo n.25.
LEjTJLO'ES.
O agente Oliveira, aotoriado pelo Sr. E. Feo-
tn, qae seguio prximamente no vapor Tay para
Inglaterra, ftr leilao da muito superior niuiliae
mais artigos da sua casa de morada no campo,.sendo
loda ella de madeiras escultiida, consislindo em ma-
sas redondas e contolas com lampo de pedra, solee,
cadeiras, ditas de balanco e de brajos, bauca d ja-
go, ditas para sof, lapetea e citeiras quasi novas, de
forro de sala, candmros de globo, lau'.eruat, vasos,
figuras e outros enfeilea de porcelana para meta,
linda caixinba de costura, eapelhos grandes, bellos*
quadros, retugioi perfeitos com curda para 16 a 8
dias, om ptimo piano raodern, guarda-roupas,
guarda-livros, coramodas, toucadores, marquezas,
ledos riquisimos para casados e singelos, banqui-
nhas para luz.lavatorios com pedra e eem ella, ba-
nbeiros de folha, mesa de jaotar, aparadores, guar-
Inujaa, apparelboa de lonja Una para jaotar, e
almojo, crvilaei muito ricos, armarios, lido Bft> .
nho para meninos, tram de cozinha, porrfio de
uhus da primeira qoaldade, conservas, preparos pa-
ra jardim, vasos de louja para dito, e outros mudos
objecloe : sexta-reira, 28 do correnle, as 10 horas da
manhia, na indicada casa-, na estrada da Ponte de
1'choa, defroole do sitio do finado Exea. Barao dn
Beberibe.
AVISOS DIVERSOS.
DECLARADO ES.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernairbuco sacca a vista
sobre o do Brasil no Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 5 de dezembro de
1855.O secretario da direccao, Joao
Ignacio de Medeiros Reg.
O banco de Pernambuco toma dinbei-
ro a juros, de conformidade com os seus
estatutos. Banco de Pernambuco 24 de
novembro de 1855-Joao Ignacio de
Medeiros Reg, secretario da direccao.
Tendo-se de proceder nesta provincia a demarca-
rlo e hali-amento das barra* de Casaaragibe, Porto
de Pedras, Tarnandar ao sal e Maraoguape ao norte
na conformidade do disposto no aviso da reparlijito
da marioha de 13 da novembro prximamente (indo,
au qual refere-te o ofiicio do Exm. Sr. presidente de
27 do mesmo mez, a Illm. Sr. inspector do arsenal
de marinha manda fazer publico que contrata com
qualquer das fundijdes desta cidade a acqaisijflo das
iieis boias de ferro precisas para um lal m, de cuu-
liguraooes constante* da planta existente nesl ae-
rnlarin, quesera franqueada a quem queira vela
ates do conlrala*; devndn este ler lugar no dia 31
lo andante mez, peda tt horas da manhaa, prece-
deudo as respectivas propostas entregues ale esta
mesma hora.
Secretaria da inspeejao do arsenal de marinha de
Pernambuco em 15 do dezembro do 1855.O secre-
tario, Alexandre Rodrigues dos Anioi.
O Illm. Sr. inspector do arsenal de marinha,
contrata com quem mais vantagens offererer a favor
da fazenda, a encommeuda e compra de ,000 bar-
rica de bom cemento, para as obras do melhora-
mentn do porto, rindas da Europa, e entregue* no
.mo ou em partes as pocas qoe convencionar-se,
tenda lugar o contrato no da 30 do correnle mez,
pelas 11 horas da manhaa, em vista de proposlas em
carta fechadas apresentadas at easa hora.
Secretaria da imprejao do arsenal de marinha de
Pernambuco em 18 de dezembro de 1855.O secre-
tario, Alexandr* Rodrigues ios Anjos.
Pela recebedoria He rendas inleraatgerae* 'se
declara que no correnle mez *e linda prizo para
pagamento, sem mulla, dos im^ostos do anno de
1855 1856 a saber : renda'dos proprio nacionaee,
'orot dot terrenus de marinha, decima addickmsl
las corpor.ijes de m.1o mora, imposto sobre tojas,
oasai de descont, etc.. dito sobre cai*,da movis,
-oapas, etc. fabricadas era paiz estrageiru, dila
uobre barcoi do interior e laxa de eicravoi, depoil
lo qual pagaron a malla de 3 por canto em favor
loa cobradores. Recebedoria de Pernambuco de
leznmbro de 1855. O administrador, Manoei Car-
neiro de Souza Lacerda.
Na fabiica de chapee* de fellro de C. W".
Mull, defroole do nova boapilal militar, piecisa-se
de um afflcial perfeilo para propiagitta.
O delegada do primeiro dislricto do Reeife de
sja fallar com o padre J osuno Demingeea'% aeajo-
cio que lhe diz reipeilo, e per laso drija-se a mesma
delegada, usa declare saa orada.
Aluga-se urna tala muito fresca, em mu segan-
do andar na roa do Qoeimado : a tratar'na mesma
ra, toja n.21.
Precisa-so da urna ama : oa roa Bell* u. 36.
O ex-proprielane do hotel da Eurupa fax pu-
blico, qoe nada deve nesta praca ; maa ae alguem
se jolgar sea credor, aprsenle suas cunta lega-
lisadas, que serao immedialamente pagas.; ignal-
raenle roga aos teas devedotea que vculiam sa-
tUfazr seus dbitos : a casa de aaa residencia be
ua ra da Aurora a SSv
Fagio no da 17 do" crranle o eacravo crioulo,
de nome Manoei. cum oa aignaea segaalaa.- baixo,
ctir prela, pea grouoi. Uro oa leste ama cicatriz, ha
quebrado de ambas aa vendas, levou catea e opina -
de ilgodgozinho azul, sendo.* camisa de mea man-
ga ; csala ter tido encontrado por Sania Amaro e
Porabal : roga-se, porlanlo, a* auloridade* polkaes,
e capities de campo, qae o apprehendam c teveen a
eu senhor, no pateo da Santa Craz n. 6, padarie,
que terao recompeusados.
COIPHHIA
JPernambucana.
A direc9ao pede aos
Srs. accionistas que ainda
nao entraran, com a ulti-
ma prestac&o de 15 por
eento, se digneni paga-la
at o finido correte an-
rua da Cru
de Pao d'Albo avahada em
1:0009000 reis, por 10
E para conslar aa mandou ara)iiTo^e1Bits>TlaB^^ : 110 eSCrptOrQ
publicar pelo Diario. ~ -*> i' "'i'"*-> m
Secretaria da Ihesouraiia provincial de Pernam-
buco 17 da dexembro de 1855.
O secretario.
/ A. F. n'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector .la Iheaoararia provincial,
em cumprimenlo da resolucilo da junta da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 24 de Janeiro pr-
ximo futuro, perante a raesir.a jaula, vai uovamente
a praja para ser arrematada a quem por menos fi-
zer a conservajao permanente da estrada do Sal,
avallada era 5:1009000 reis,'por lempo de 10 mezet.
E pira cooslar se manduu aduar o presente e pu-
blicar pela Diario.
Secretaria da Ihesonraria provincial de Pernambu-
co 17 de dezembro de 1855.
O secretario.
A. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector dathesourariaproviucial,em
cumprimenlo da resolujao da junta de fazenda,manda
fazer publico, qae 00 dia 24 de Janeiro prximo vin-
,uuro, vai novamente a praja para sar arrematada
quem por menos fizer a couservacSu premaoenle
da estrada do Norte, avaliada em 1:20197% reis, pajr
lempo de 10 metes.
E para constar se mandou afxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de dezembro de 1855.
O secretario.
A. F. i Annunciario.
INDUSTRIA ALGODOEIRA PERNAM-
BLCANA.
FIAf-AO E TECIDOS DE ALGODAO.
SOCIEDADE EX COMANDITA
Para a fundarSo de urna fabrica de fiar e
tecer algodo, organtsada por Francis-
co Maria Duprat na capital da provin-
cia de Pernambuco.
CAPITAL SOCIAL 300:000^000.
Socios em nome colleclivo gerentes retponsaveia
da sociedade, os Srs. Antonio Marques de Amorim,
Justino Partir de Karias, Manoei Alves uerra.
Socio de industria administrador do material a
peatoal da fabrica e dependencias, Francisco Maria
Itapral.
Firma social, Aeaorim, Faria, Gaerra ,\ C.
Esta sociedade admita aocioa cotnraaudilarias de
1009000 at 5:0005000.
A duraco da aociedade ser do 13 enaee a contar
de prioteiru dia em qne a fabrica principiar a traan-
Ihar.
Ella podar aer prerogada no m de dilo prazo,
oa disiolvida anles por dtliberacAo da maioria m
ocio* de 51)09000 reis para cima, te a ana duracAo sa
oraar prejudicial.
Oa tocio retritarao as entradas de Man fandes ao
paaso que lhe* lo*em reclamada pelo* socios aren-
les, que lhe* pasaarao ui competente* recibo*.
O mximo das entradas ser de 20 por cente do
capital subscripto, a piimei* entrada era de 10
por cente e teta reclamado pele seriales para tea*
paea no corrate de Janeiro prximo futuro.
llavera sempre pelo meaos 20 dias d'ietervallo en-
tre cada chamada de fundot.
A sociedad* corita com o eoncorjo da* aaaignatv-
ra dos senhores dj engranse plantadores ao algo-
dao, par serem directameute intercalado! ate promp-
ta realsac.3.0 da fabrica.
Ella peera couaaanir aaattalmcale 30 a 40 mil
arrobas de algodao, qunudo ella se achar era pleno an-
damento.
Peder dar o lecido para saceos de assucar, e rou-
pa da classe pobre a 2i0 res a vara ; e da Babia
que costgmava vender-se de 260 a 280 res (em se
veedido ltimamente a 320 rei, e nio ha mesmo a
este prego agora qoe b mais procurada.
A fabrica oceupara diariamente para nais de 200
trab.dhadores de 10 a 12 anuos de dado para cima.
Alera dos aprendizes que serao muito numerosus,
ella empresar muilos tecelOes doi que traba-
Iham em teares a mu cm diversos lugares da pro-
vincia, tubre o* quaea fe/en) rom mus cuito 5 a 6
vara de lecido por dia, eu pouco tempe se tornaran
habilitados a poder lacee sem raudo esforc 40 a60
varas por dia sobre t tearet mecnico.
O l'eitio Ihes ser;, pauoceaiu aa* fabricas ila Baha
20 reis aanua, o que Ihes pruduzir um jornal de
'800 a I Jet reis por di
O senhores qua residem tora da capital e qne qui-
zerrm entrar nesta ubi suciedad,pdrale dirigirsuas
cartas de pedido a qualq.iur do tres lociot gerentes,
uu ao sucio de indu-lria Duprat, que lem em aeu po-
der o livro daa subscripi
Elles declararau os seus nomes por extenso, do-
micilio, e o nome do correspondente n'esla capital
encarreaa.lo dVUeclusr 11 poBaminlo de* miradas
das prestaces, quando forera reclamada.
Alera do aem geral que resoltar para a provin-
cia com a introducto d'est industria e creac,o d'as-
ta fabrica, os socios podam contar, logo que a fa-
brica atliver em pleuo.aodamenlo, cora um bene-
ficio animal de maia de 12 por cenlo do capital.
Urna copia impressa da eacriptura da sociedade_,
sera entregue a ada um dos socios na occasiao
eO'ecluar o pagameulo da primeira prestar 10 i|
por cenlo do capital sobtcrinlu.
Pernambuco 1 de dezru.bru de 1855
**. M. uprq
Os i-redores da c:sa fallida de^^^^T
queiram se apresautai para receRei
dendo de dez por-ceniu; todas as soauodaaaPiras da
I as 3 hora da tarje,cm casa dos Srs.
lee & Cumpanhia, ra do
llenrique Eduardo Pingeos
loropa.
O Dr. J o o Maria '
residencia para a ra da^^B^
53, segundo andar, onda pode *JF pr
exercicio de aua proBssau.
1 Pa-
aa a saa
"^ado Pra


t
OIMIO DE PERNIIBUCG QUMTA FEifU 26 OE OEZEMBRO O I85S
V
CHStlL TORIO DOS POBRES
O BA IOVA1 4I1A1 o.
u ur.e. A.Lobo ai:oscou d consultas humeopalhicas todos os dias a o pobres, desde D lloras da
maBliiaalcoroeiodia, smcasoe extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
ODeree-se igualmente pira praticar qualquer uperac,So de cirargia, e acudir prompUmeute a qual-
qoer mulberqM estoja cuide parlo, e cujascircumstauciasMopermillam pagar aq medico.
m oMsmmio do dr. p. a. lobo ioscozo.
SO RA NOVA SO
VNDESE O SEGUINTE:
Marmal compiti de nviddiciua homeopalhica do Dr. G. U. Jahr, Iraduiido em por
tuguez pelo Or. Mostazo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhado de
Din diccionario dos lermos de medicina, cirargia, anatoma, etc., ele...... 20O00
Esta obra, a inaisimportante de todas as qne tratara do esludo e pratica da liomeonalliia, porlser a nica
que contem a base fiindimenlal ''esta dootrinaA PATHOGENESIA OU EKFETOS DOS MEDICA-
MENTOS HO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconhecimeotos que nao podem dispensar as pes-
soa qitete querein dedicar a pralica da verdadeira medicina, iuteressa a lodos os mdicos que quizerem
eiperimentar a ^oulnna de Hahnemanu, e por si mesmos se eonvencerem da verdade d'ella : a todos os
azendcirose senhores de cncenho que esto lonse dos recursos dos mdicos: a todos os capitaes de navio,
que nma ou oulra vez nao podem deixar de acudir qualquer iucommod seu ou de seus tripulantes :
a lo loa os pas de familia que por circumslancias, que uein sempre podem ser prevenidas, sao lobriga-
dos a prestar in eonlinenti o* primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vude-mecum oo homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tamben til as pessous que se dedicam ao eatodo da homeopalhia, un volu-
nte grande, ncompanliado do diccionario dos termos de medicina...... 10$000
O diccionario do termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., eucardenado. 3oO00
Sem verdadeiros e hnm preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopalhia, e o proprietario dcsle estabelecmento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivele
uinguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
PRECOS 1NVARIAVE1S.
Boticas da 5 ou 30 dynamisacio.
Do 12 lubos............
De 2* ...................
De 86................'.'.'.'.'.
Da 4 ....................
Da O ... ,...............
De 1U ....................
Qualquer deslas boticas !m linduras, o dobro.
Cada tubo avulst...................... laOOO
Meia oc de qualquer .indura da quinta dynaraisac,o.....'.*.".". IMQ
Um frasco da verdadeira lindura de rnica............. "SHHi
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de crystal de diversos lainanhos
vidrosparaaaedicamentoi., e aprompla-se qualquer encommenda de medicameoloscom toda a brevida>
de e por pregos muilo commodos.
Menores.
. 8000
. 159000
. 20000
. 259000
. 309000
. 609000
Grandes.
109000
20&000
25*000
309000
359OOO
fi. NO CONSULTORIO |
HOMffiOPATHICO DO m
f& K. CASANOVA.
t& 28. RuadasCruzes 28.
fff) lia sempre grande sorlimenlo dos mais
acreditados medicamentos humoeopatliicos,
Ocarteiras de Indos os laminhos, e muilo
mais eraconta do que em oulra qualquer
a, P'le.
W vOs pobres Iralam-se de graca.)
A HOMEOPATHIAEO CHOLERA.
nico trataraento preservativoe curativo.
00
CHOLERA MOBBUS,
Pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero I'inho.
Acaba de sabir a luz esleezcellenle opusculo, que
muilo deve contribuir para a salvado do povo no
Iratamenlo da epidemia que se recis.
Vende-se por..........1JOO0
He destribuido gratis aos senhoresassi gnanles do
llie'ouro homeopalhico ou lade-mecum do homeo-
palha e igualmente a lodos os Kvms. Srs. vigario',
que acredilam na homeopalhia.
Consultorio central homeopalhico de l'ernambuco
(Mundo Novo) 11. 6.
Pastelaria fran-
cesa,
aterro da Boa-Vista n
17.
k
TRATAIEHTO HOMEOPTHICO.
Preservativo e curativo
00 CHQLERAMORBUS.
PELOS DRS
Z3JaVMJ3^_JC.aJE: SE JT^LHCftCt,
lo ao povo paia se poder curar desta enfermidade, administrndoos remedios mais ellicazcs
para ata/ha-la, mquantcfserecorreao medico,ou mesmo para cura-la iudependenle desles nos lugares
em que nao os ha.
TRADUZfDO EM POUTUGUEZ.PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes duus opsculos conten as indicacoes mais claras e precisas, e pela sua simples e concisa expsi-
to est ao aleante da lodis asitlelligencas, nao s pelo qne diz respdlo aos meios curativos, como prin-
cipalmente as preservativos que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parle em que
elle:! lem sida poilos em pratica.
tralament* liomeopathico o nico que tem dado grandes resoltados no curativo desta horri-
veliniftirmiitada, julgamtsa proposito traduzir estes dous importantes opsculos em iingua vernecn-
laJpanaWesi'arte facilitar a sua leilura' a queni ignore o francei.
feode-se nicamente no Consultorio do traductor, ra Nova n.52. por 29000. Vendem-se lambem
msdicameutot precisos e boticas de 12 tubos com um frasco de- lindura 109000, um dito de 30 tubos
2O9OOO.
\
LOTERA DA PROVIMilA.
O cautelista Salustiauo de A quino Ferreira avisa
as petsoas que compran bdheies e cautelas das lote-
ras da provincia para negocio, o qual esta resulvidu
a vender os referidos Jiilhetes e cautelas pelos presos
abaito declarados, diuheiro i vista, sendo a Quaulia
de IO09 al IjOOO:), permaoecendo firmes estes pre-
sos emquantuuao se alterar o pimo actual de 5,000
bilhules, pe qual sao extrahidas as loteras da pro-
vincia. Sao pagos sem o descont de 8 por cenlo do
impost geral, na ra do Trapiche n. 30, segundo
andar.
59400 Reeebi por inteiro
Bilheles
Mei*s
Tenjos
QuartM
Hu OtOS
Oka vos
Deeiuoi
Vigeairnos
2570J
1&820
f3fj i> |
19090 D ir
80 a 11
560 B
380 9 i>
5:0009000
2:5009000
1:6669666
1:25090t)0
1:0009000
625*000
5009000
250*000
",-
ffciutelista
Salustiauo de .Iquinu Ferreira.
Traspassanl-sa as dirres e nma linda armado
de aanaratloeuvidragada Ja luja 11. 34 da praca da
Independencia : tratar na ra Nova n. 23,'fabri-
ca de chapos do sol, etqiinada Camboa do Carmu.
Dag-aerreotypo.
H:t ra do Credo, sobrado n. IV, ptimeiro andar,
se abra um novo eslabeleeimento dsguerreohpo,
aontle se acba um completo sorlimeoto ebegado ul-
tima mente de Pars, dos rerteiices necessarios pata
se lirarem retratas de peaaias de lodos os lmannos e
idades. Tambera se vo tirar em toda a parle aon-
de for chamado para esse ,im, lauto de vivos como
de morios, vistas, editicits, ele. : quem se quizer
utilisar, pode irao mesmo sobrado das 8 horas da
nwiibaa as 4 da tarde ; os ptecos sio raioaveis.
Madama Blandin lem recelado pelo ultimo na-
vio francez chocolate Baunilha a I96OO a libra, dilo
Bagueres a 19280, dito Bain Ture a 19280, e um sor-
lmenlo decaizinhasdejonfeilos.
aaEsassags :SK mmmmamm
ao muco.
Precisase de uns ama com hom leite, paga-se
bem : na ra estreili do Koiaiio, deposito de pao
n. 4.
Arrenda-se o sitio da capella da Conceicao, na
estrada de Joao de Barros, com urande casaftiova e
um grande viveiro, com coqueiros em roda do dito e
umitas fructeiras.
Jiaqum Ferreira Pinto relira-se para fra do
imperi > a tratar de sua saude.
O cautelista Antonio
Jos Rodrigues de Souza
J uuior, vendeu em quatro
quartos o n. 4070 com a
sor te de 5:000,000 rs., e
outras militas de 200,000,
100,000 50,000, 20,000
e 10,000 rs., e convida os
posuidores de ditos quar-
tos e mais premios de
200,000 e 100,000 rs. a
virem receber em sua ca-
sa, ra doCilIegio n. 21,
primeiro andar, logo que
s ihir a lista geral, e as ou-
tras sortes,em as lojas aon-
de lbratn vendidas
O cautelista Salustiauo de Aiiuino
Ferreira, avisa aos possuidores dos dous
meios billietes u. 1052, da segunda par-
te da terceira loteria do G\ mnasio, em
S
Ovwdadeiro e genuino rape francez
deve ter prefrencia :iobre outro qualquer
rape tanto pelo seu simples e agraaavel
ai orna,com)pela sua qualidadehigyenica,
visto nao ter a menor composicao que
far^a damno as pessoas que delle iazern
uso. Vende-se por ^'OOO cada meio ki-
lograiua, que reguli muito mais de urna
libra : as lojas dos Srs. Morena & Utiar-
te ra do Caliuga' n., Joao Cardo/.o A\-
res ra da Cadeiado Recie n. 41, eno es-
criptorio de Burle, S onza & C. ra da Cruz
n. 48.
Chegaodo ao conhecimento do
publico pelo almanak do anuo de
1856, que be miorto o Sr. Anto-
nio Carti, pede-se encarecida-
mente a' Illm. Sra. viuva de An-
tonio Carlos do engenlio Una de
Sanio' Antao, de publicar por es-
ta folha onde s acha morando, e i&
tptando pretentle proceder o in- l*(
ventario dos bens para nelle serem ^
contem|)ladas u dividas passivas jjg
L detxsdas pelo n;u muito prezado f
marido, aliui de ser tambera pagu.
Um de seus credores $
Manoel Jos Leite
declara qne, arrematou as
dividas' activas da casa
commercial dos Srs. fiilva
^* Araujo, e roga aos deve-
dores da referida casa,
tenham a bondade enten-
der-se com oannunciante
na loja da ruado Quei-
mado n. 10, am de a mi-
ga velmente salda rem seus
dbitos.
^viso importan-
lissinio praos
Srs. jogadores
das loteras.
O cautelista Salustiauo
de Aquino Ferreira
avisa aos Srs. jogadores das loteras da provincia,
que os precos dos bilheles cautelas licaui firmes
como abaizo te demonstra, oxsqaaassio pagos sem o
descont deoilo por cento da lei nas Iras pfiroiras
orles grandes cui quanto existir o plano aclu.l de
i.UOO billiate, palo qual sao ezlrahidas as loteras
provincia. Elleawitao ei|)oslos venda lias lo-
'ilo rstame. S h responsavel a pagar osoilo
Stento da lei sobre os tres primeiros premios
5j,s em sniis bilheles oleiros vendidos em ori-
Ale'iosU *<"** 9v iol*u
Terjos
Maia rmao
avisara as senhorasde bom goslo^Nuo seu novo es-
tabelerimeiilo da roa do Crespo qne^raz qoina para
a ra da Cadeia.sha um variado sorlimenlo de ch-
peos, lano de passeio como de montara, de bonitas
formas e riquissimos eufeilcs, assiin como se vendem
gorros de malha de seda bordados de diversas cores,
ludo por mdicos precos.
DENTISTA FRANCEZ,
Paulo aignoux, dentista, estabelecido na
roa larga do Kosario n. 36, segundo andar, &
W colloca denles com a pressaodo ar, e chumba &
denles com a massa adamanlidl e oulros me- M
a taes. S
3#
Illm. Sr. presidente e- maismembros da com
misso de hygiene desla provincia.Un Paulo Luiz
Gaisnous, dentista francez, que precisa a bem de
seu direito, Vs. Ss. serem servidos examinar a pre-
pararlo de que se serve para chumbar denles, e de-
nominou massa adamantina, emordem de verificar-
se que a dila preparac.au difiere iuteiramenle de to-
das as conhecidas. Pede a Vs. Ss. sejam servidos de-
ferir-lhe como requer.E. K. Me.
Paulo Lulz Gaignoux.
A massa denominada pelo supplicaule Adaman-
linae por elle apresenlada coinmissao de hvgie-
ne publica, dilfere de Indas as apresenladas essa
mesma oceasiAo por outros; sendo a ronfroua**
feita na presenta de lodos. Sala das sessdes da eseaf
miiso 30 de julho de 185.5.Dr. A. Fonseca.
Aluga-se um silioco
qual '"" "<<2' lN/fmi}n i sita na poToacau do
ratar na roa do Trapiche u. 14.
L ma pessoa versada em lalim, francez, ioglez,
porlugoez, geograpbia, ceonietria. arilhmeticae phi-
losophia, ensina para a freguezia de Santo AnISo ou
parte conjuucla a ella : quem precisar annunCie.
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
N1NGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabetica, com a descriprao
abreviada de todas as molestias, a indica;ao physio-
logica e Iberapeulica de Iodos os medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo de ac^.lo e concordancia,
seguido de um diccionario da sisnilicac,ao de todos
os termos de medicina e cirurgia, a posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO M0R4ES.
Os Srs. assigoantes podem mandar bascar os seus
ejemplares, assim como quem quizer comprar.
Massa adamantina,
e'gerlaienle reconhecida a eicellencia desta
preparacao para chumbar denles, porque seus resul-
tados sempre felizes sao ja do dominio do publico.
Sebastian Jos de Oliveira faz uso desla preciosa
mass, para o lim indicado, e as pessoas que quize-
rem honra-lo dispondo de seus servidos, podem pro-
cura-lo na .Iravessa do Vigario u. 1, lojadebar-
beiro.
S J. JADE, DENTISTA, f
9 contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
Iro andar. t
> ?.
Pr.ecisa-se fallar com o Sr. Manoel Mendes
Ferreira ijuimarAes, ou com pessoa encarrecada dos
negocios do mesmo : em casa de Patn Naih & Com-
panhia, ra do Trapiche Novo n. 10.
O SOCIALISMO
PELO GENERAL ABREU E LIMA.
Anda existeraalizuus ejemplares enqoadernados,
e acham-se n' venda na loja de livros dos senhnrcs
Ricardo de Freitas & C, esquina da ra do Collegio,
e em casa do autor, pateodo Collegio,casa amanilla,
no primeiro andar.
Preciss-se de urna ama para urna casa de pou-
ca familia: ua prai-a do Corpo Sanio n. 17.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo ortment *>
de fazendas, lina e grotsas, por p
precos maisba>:o8 do que emou-
tr qualquer parte, tanto em por-
ces, como a retaliio, afliancaiido-*
ae aos compradores um s prero
para todos : este estabelecmento
alirio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciae
inglezas, Irancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta doqqe se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio u. 2, de
Antonio Luiz dos Santos tltolim.
'qtie sabio o premio de lOO.^OOO rs.,
podem vir receber sem o descont de
8 por cento da lei, na ra do Trapi-
che n. 30, seguido andar, logo que sa-
liir a lista geral. Pernatnbuco 2i de de-
zembro de 1855.Salustiano de Aquino
Ferreira.
SALA DE UM.
0 ababo signado faz sciente aos Srs.
assignantes de sua sala, que a mesma se
acba fechada, e pretende abrir no dia 8
de Janeiro prximo futuro.,
Antonio dos Santos Mira.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os novos bilheles da
lotera 8 do theatiode San-Pedro de Al-
cantara, que devia correr a 1T do pre-
sente ; as listas esperamos pelo vapor
nacional no dia 1 ou 2 de Janeiro vin-
douro: os premios, serao pagos a' distri-
buicao das listas.
MAIA IRHA'OS.
Teem a honra de participar aores
vel publico quejgeaiatefto urna n,
e fabi'ica.de^apeos-'TOl na do C"
nojobrad^novo que A UqiliU ,Cra a
deia, aonde os compradores
achanto desde boje em diante um bello
sortimento de chapese azendas tenden-
tes ao mesmo estabelecmento, e por me-
nos precodoque em outra qualquer parte,
tanto etn porcao como a icta'llio, e desde
ja lhe recommendam chapeos francezes
bonitas e elegantes lrmas e de boa
de
qualidade, ditos feitos na trra de todas
asqualidadesdepalha, seda, e montara
para senhora, de lustre para pagem, e um
rico sortimento de galoes finos, de prata
e ouro para os mesmos; chapeos de castor
francezes e nglezes, ditos de Italia para
bomens, meninos esenhoras, do Chile linos
para homens, meninos e senhoras, bone-
tes de todas as qualidades. assim como se
apronti* qualquer encommenda tendente
ao mesmo estabelecimento, e tudo por
precos maisbaratos do que em outra qual-
quer parte.
Bonetes de seda para homem de gos-
tos muito modernos: vendem-se na ra
Nova n. 54, fabrica e loja de Christia-
ni & Irmao.
Attencao.

O cautelista Antonio da Silva (iuima-
rres vendeu o n. 1550, com l:000s<)00
rs., em doiu meios bilhetes, assim como
outros de lOO.s e O.SOIM. Recife 2i de
dezembao de 1835.Antonio da Silva
Ouimaraes.
LOTERA DA PROVINCIA.
O Illm. Sr. thesotireiro manda azer
publicu, que seachama venda os bilhetes
da terceira parte da piarla lotera, a be-
neficio da mahizde San-Pedro Martyr de
linda, cujas rodas andamnodia"5 de
Janeiro de 1850.Luiz Antonio Rodri-
gues de Almeida, escrivSo das loteras.
Attencao.
Na CQiifeilaria da ra da Cruz n. 17,aCha-sen ven-
da um grande sorlimenlo de doces seceos e de calda
de todas as 'qualidade', por pre^o mais commodo
que em ootra qualquer parle, as.ra como lambem
se apromplam encommendas para dentro e fra do
imperio com actividad e limpeza, e igualmente um
Brande sortimento de confeitosA grande poron de
ananazes abacaiis, proprios para embarque pata fra
do imperio, Indo por preco commodo.
Prscisa-se de ama ama para ereommar e tra-
tar de enancas : a Iralar ua ra do Brum n. -JU, se-
gando nadar, oo na roa do Vigario n. 9, armazem
de assucar.
Precisa-se
de urna ama forra on ecravn para caa de pouca fa-
milia, pasa-se hem : quem eslivrr neslas circums-
laucias, lirija-e a ra do Qneimado n, 30.
2U) a|
ira la ra da Roda.
Compram-se notlHusc garrotes que sejam
Sordos, e que lenham de 4 arrobas para cima na
ra largado Rosario, ac,ougue n. 5.
- Compra-se urna barcada novaou em muilo bom
estado para o servido do lazareto do Pina ; a tratar
ua provodoria da saude, defronte do arsenal de ma-
rinlia.
Novo sortimento de calcados francezes,
no aterro da Boa-Vista, defronte
da boneca n. 14.
He chesado um novo e completo sorlimenlo de
calcados de todas as qualidades, tanto para homem
como para senhora, meninos c meninas, assim como
os muilo desejados borzeguins e spalos de Na ules,
ludo por preco commodo, a troco de sedulas vellias ;
assim como mailo superiores velas de carnauba fei-
las do Aracaly pelo melhur fabricante que li lia.
Ceblas.
Vendem-se ceblas ehegadas ltimamente de Lis-
boa no patacho Brilhante : na Iravessa da Madre de
Dos u. 16, armazem de Agostinho Ferreira Senra
Guimares.
i Vendem-se a precos muito commodos, os se-
guintes objeclos : relogos de ouro patente, obras de
ouro de gosto moderno, melal amarello para forro
de navio, cemento romano muilo novo, pipaAasias:
Irata-se no escriplorio de Isaac Curio u> Companhia,
ra da Cruz n. 49.
Vende-se um cabriolet em hom uso ; a Ir ala
na ra do Collegio n. 21, primeiro andar.
DO
1
GUARDA NACIONAL.
Jl Acha-se a venda no pateo do Carino n.
72 9, primeiro andar, o MANUAL 1)0 ,-,
$, GUARDA NACIONAL, obra luleressanle &
a todos os senhores ulliciaes c guardas, e At
mesmo aos Srs. advogados, por conler lo- ^/
@ das asleis, rtgulamcnlos, ordens e avisos (A
conrernenles a mesma suarda, desde a
creacao da lei n. 602 de 19 de setembro de W
(#) 1850. al 31 de dezembrode 1854, acom- i%
, panbadu de um importante ndice. Ha en- 2
^ endentados e em brochura.
OS@^SS-S ^-SSSS@9
i's senhoras de
bom gosto.
Verdadeiro bico de blonde blanco e prelo, e bo-
nitos chapeos de senhora por prei;o muilo commodo.
A mesma loja acaba de receber muilos relogos
americanos para cima de mesa, do ultimo goslo ; e
lambem relogos francezes com caita, por preco
muilo em cunta.
Vende-se no paleo do Carmo, quina do becco
da Bomban. 1.1, vinho boma 100 rs., dilo da Fi-
itueira a 480 e 360. liogoicaa a 320 e400 rs., cafe de
carino a 160 a libra, velas de camauba pura a 440,
passas a 500 re., farinha do Reino a 120, gumroa e
oulros gneros, por preco commodo.
Cura infalivel do cholera
mordiis.
Acaba de ser publicado e acha-se venda na loja
da ra do Crespu D. II, um folhelo qne Irala do mo-
do de curar essa terrivel molestia, pelo somo de li-
mSo ; pre;o do folhelo 200 rs."
O 59 a
confronte ao Kosario de Sanio Antonio, avisa ao res-
peitavel publico, que recebeu ltimamente de Pars
um grande sorlimenlo de confeitos e caiiinhas as
mai< delicadas que lem viudo a este mercado, as
quaes se acliain espostas em um grande fileiro para
hem poderem apreciar o que ha de mais delicado
nesle genero : vendem- algum senhor legisla quizer ficar com porcao, ven-
de-se com um pequeo canho.
Vende-se hoa farinh
uo trapiche do pclouriuho.
Cartas franee-
zas.
Vaadem-sa superiores caria trncelas para vol-
larele a 500 rs. o baralho : na ra* do Queimad,
loja de miudezas da Boa Fama n. 33.
Cousas finas ede
bons gostos
NA LOJA DA BOA FAIA.
Vendem-se ricos leques com plomai, bolola(e
spelho a 29, luvas de pellica de Jouvin o melhor
f|ize pode haver a 19800 o par, ditas de seda ama-
ellas e brancas para homem e senhora a 19280, di-
las de torcal prelas e cora bordados de cores a 800
rs. c 19200, ditas de fio de Escocia brancas e de to-
das as cores para homem e senhora a 500 rs., ditas
para meninos e meninas muito boa fazeoda a 320,
Ifncinhos de relroz de todas as cores a 19. toncas de
lia para senhora a 610. peines de larlaruaa para
alar cabello, fazenda muilo superior a 59, ditos de
alisar lambem de tartaruga a 39, ditos de verdadei-
ro bfalo para atar cabello* imitando mailo aos de
tartaruga a 19:280, ditos de alisar de blalo, faien-
da muito superior a 320 e 500 rs., lindas malas de
seda pintadas para crianzas de 1 a 3 airaos a I98OO
o par, ditas de lio de Escoca tambera de bonitas
c jres para crianzas de 1 a 10 anuos a 320 o par. s-
pelhos para parede com excelleutcs vidros a 500,
700, 1,0 e I92OO, toucadores com ps a 19500, lilas
de velodp de todas as cores a 160 e 240 a vara, es-
covas finas para denles a 100 rs., e li'nis M., ditas (inissimas cora cabo de niarlim a 19, tran-
cas de seda de todas as cores e larguras a 320, 400 e
500 rs. a vara, sapalinhos de lAa para crincas de
lionitcs padrdes a 240 e 320. aderemos prelos para
lato com brincos e allineles a 19, toucas pretal de
seda para criajucas a 19, Iravessas dasqueseusam
(ara segurar cabello a 19, pisloliohas de metal para
criancas a 200 rj., galheleiras para azeile e vinagre
a 292OO, bandejas muilo finas e de lodos os tama-
itos de 19, 29, 39 e 49, meias brancas finas para
*i ahora,a 20 e 320 o par, ditas prelas muito boas
a 400 rs., ricas caisas para rap com riquissimas es-
I: rapas a 39 e 29500, meias de seda de cores para
h mem a 640, cbaruleiras muito finas a 29, casloei
p>ra bengalas a 40 rs., pailas para guardar papis
a 800 rs., ocuios de armac.Ao de ac prateados e dou-
rudos.i 610, 19 e 1J200, luuetas com aro de bfalo
e tartaruga a 500 rs. e 19, superiores e ricas benga-
linhas a 2, e a 500 rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra cavallo pequeos e grandes, fazenda muilo supe-
rior a 6i0, 800,19,192OO, 19300 e 29, atacadores de
cornalina para casaca a 320, penles muito finos para
salssa a 500, escovas finas para cabello a 640, ditas
para casaca a 640, capachos piulados para sala a
640, meias bniucas e cruas para hornera, fazenda.
sjperior a 160, 200 e 240 o par, -camisas dciie,a
muito finas a 19e 19200, luvas brancas enj6rpadas
proprias para montana a 240 o par, mejarsde cores
para senhora muilo fo a 220 o pa.v ricas aboiea-
curas de madreperola -ulji-jnuilas qualidades
< colo para colletes e p^ a 500 n., fivelas doa-
tadnspara calcas c colleles ..120. ricas fitas finas
lavradasedelodasaslargurasX bicos finissimos de
bonitos padiOes e lodas as larguras, ricas franjas
trancas e de cores para camas de* uoivas, tesouri-
ii has para costura o mais fino queW-pde encontrar.
Almde ludo isto outras muilitsXmni coosas muito
proprias para a fesla, e que ludo se\vende por pre-
50 que faz admirar, como lodos os tr~guezes ja sa-
I etn : mi roa do Qucinudo, nos qua. > cantos, na
bem condecida loja de miudezas t> Boa Fama
n. 33.
Meias pretal pa-
ra padrea*.
Vinho de caj'.
Ela "ceUeoto vinho engarrafado, acha-se ven-
da a I9OOO a garrafa, nas icgaintes tabernas : na
ra da Cadeiado Rocife, casa das Srs. Footn Ir-
mao ; 11a ra estreiu de Rosario, casa do Sr. Po-
cas, e defronle na loja de dotas n. 39 A. Por ala-
cado vende-se na loja dos Srs. Gouvaia & Leite, ra
do (Jueimado 27.
Pipas vaaias.
Vende-se porcAo de pipas vastas proprias para ru-
char de agurdenle, a orejo de 179 cada urna :
tratar no escriplorio de Hauoel Altas Guerra, na
ra do Trapiche n. 14.
POTASSA BRASILEIRA. tt
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, eber
S gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
8
3
Doce.
lia para escravas ; a Iralar
i^atvi meq^agaft-
Na ra do Qoeimado, loja n. 2, vende-se doce d e
calda e seceo de tudas as qualidades de frueta, mui-
lo bera feito, 11A0 s as libras como tai barrilinhoa
o de calda, c o sece em bocetinhas enfeiladas, pro-
prias para prsenles.
AGENCIA
Da Fondicao Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e, meias mo^ndas para engenho, ma-
chinas de vaporf, e taixas de ftrro batido
e coado, de lodos os tamauho, par;,
dito. r
Moiithos de vento
ombombasderer uxopara regar borlase baia,
decapim.nafund<;adeD.W. Bowmaa : na roa
do Bramas. 6, 8d;10.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
TT1 iln liiln 1I1 Tfl||)iii IfWI'i 11 a ibm.
Do arcano A invencao' do Dr. Eduar-
do StoUe'm Berlin, empregado nas c<>
lonas inglezas e hollandezas, com gran-
de yantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto co^ o metbodo de empre-
ga-'lo no idioma pOrtuguez, em casa de
N. O. Bieber 4 Companhia, tta ra da
Cruz. n. 4.
Vendem-se em casa de S. P. Joluis-
ton.& C, na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro 'e de montana.
Caudieiros e casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris. de. graxa n. 97.
Vinho Cherry em barril.
Camas de ferro.
fundido
bocea,
VENDAS.
co-
X-98BGK9G83K3S
CONSILTORIO CENTRAL
IlONILOmilHO.
(Gratuito para os pobres.)
Ra de Sanio Amaro, (Mundo-Novo) n. 6.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho d
consallas lodos os dias desde s 8 horas da
roanliaa al as 2 da larde.
Visita os enfermos em seas domicilios, das
2 horas em dianle ; mas em casos repentinos
e de molestias agudas e graves as visitas serAo
fei'.as em qualquer hura.
As molestias nervosas mercelo tralanrenlo
especial segundo meios boje aconselhados
f pelos pralicos modernos. Estes meios eiis-
iem 110 consultorio central. ., jtf
Novos livros de homeopalhia em francez, sob
lodas de summa importancia :
Ilahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 209OOO
leste, rroleilas dos meninos.....69OOO
Hering, homeopalhia domestica.....79OOO
^280O
Ovarlos
(.minios
OiUvas
llecimos
Vigsima?^
5:0009000
2:30t000
J :666966b
1::K19000
i> 1:0009000
oOOO
.oooooo
s 2509000
O cautelisla
"Nono de Aquino berntra.
Jahr, pharmacnpa homeopalhica.
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Bapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarlliinaiin, tratado completo das molestias
dos meniuos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Faynlle, don trina medica homeopalhica
Clnica de Staoneli .......
Caaling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, coulendo a descripjao
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
lhico do D Lobo Sloscoso, ra Nova o. 50 pri-
meiro sudar. ,
Predsa-se de urna ama de leite, pre-
fetindo-se escrava: quem pretender di-
rija-se a ra das Cruzes a. II, segundo
andar.
69OOO
I6|000
69OOO
89OOO
169OOO
IO9OO0
89000
79000
69000
49000
IO9OOO
309000
0 SSESSOR FORENSE
ou
o foi mulario de todas as acco'e
onecidas no nosso foro
PELO
DR. CARLOS ANTONIO CORDEIRO.
Acaba de ser publicada e acha-se a venda na li-
vraria da esquina do Collegio n.o 20 de Ricardo de
Frailas i C. a primeira parte do Assessor Forense
coulendo, alem do formulario do processo peranle o
ljurv,< adoptado pelo governo ) notavclinenle aug-
menlado com lodas as peliroes, despachos, e mais
lermos que nella foram (penas indicados :
O formulario completo dos recursos.
O do processo de habeas-eorpus.
O dos termos de bem viver.
O dos termes de segoranja, quer ex-oflicio, quer a
requerimenlo.de parle.
O formulario do processo por quebramcnlo deste
termos.
O de lodos os processos policiaes, e que cabem na
aleada.
O de suas appella^Oes.
O do processo por {abuso de liberdade de imprensa
quer portrime de injuria, querl por crime de ca-
lumnia.
O do processo de rcsponsabilidade dos emprega-
dos nao privilegiados.
O do processo por crime de contrabando.
Este Irabalho acha-se feilo com tanta mnociosi-
dade o clareza, que os Srs. juizes, delegados e sub-
delegados, escrivAes, advosados, inspectores de quar-
leirAo, procuradores, ou oulro qualquer empregado
de justica, quandu nio tenham mesmo ideia alguma
de processo, o poderAo instaurar e conduzi-lo por
si mesmos regular e legalmenle : taes sAo as eupli-
ca{oes do Assessor Foreuse.
Na casa cima indicada, vende-se lambem a col-
lecqAo de principios, regras, mximas e axiomas de
direito em geral, pelo mesmo Dr. Cordeiro, obra de
immensa vanlagem para os Srs. juizes, advogados
provisionados. etc., por isso que nella se enconlra,
em ordem alphabelica, lodas as regras, mximas de
dircilo, ele, com citado das fonles de onde SAo co
lidas.
O preso do Assessor Forense lio 59 brochado, e
69 eocadernado.
o da collecsAo dos principise axiomas de direi-
to he 29.
PARA 1856.
Esti.o a' venda as bem conhecidas fo-
Ihmhiis impressas nesta tvpographia, as
de algibeira a 520 e as de porta a 160; as
de algibeira alm do kalendario ecclesi-
astico e civil, contm um resumo dos im-
posto municipaes, provinciaes e goraes
3ue afectamtodas asclasses da socieda-
e,extracto dosregulamentcs parochiaes,
docemiterio, enterrse sello, tratamen-
fto de varias molestias, inclusive a do cho-
lera, oontos, variedades e regras para a-
zer maqteiga e |ueijosde dillerentes qua-
lidadi-s, ditas ecclesiasticas 011 de padre,
correctas, e conforme as rubricas e uso
deste bispado, feitaspelo padre Machado
o mais antigofolhinheirodesta provincia,
(sem privilegio visto como a constituicao
e leis do Rrasil o prohiben]) a 400 rs. ca-
da urna: vendem-se tnicamente na livra-
ria n. 6 e 8, da praca da Independencia.
Ora rito contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria 11. 6 e 8 da praca. da
Independencia um folhelinho com diflerenles ora-
(Oes contra o cholera-morbos, e qualquer oulra pes?
te. a 40 rs. cada um.
Vende-se cola superior da Babia : na na do
tjuein ado, loja de ferragens n. 13.
Vendem-se lincuicas do Reino muilo novas a.
460 rs. a libra, chicolate a 400 rs.: na ra dos Mar-
Ivrios, taberna n.-36.
Vende-se um terreno na roa do Hospicio, j
aleado e promplo para se edilicar. he prximo ao
quarlel : a tratar na roa do Trapiche n. 14.
Vendem-se saccAs de farinha chegads de pr-
ximo : no armazem do caes da alfandega n.7, de
Jos Joaquim Pereira de Mello.
Vende-se superior feijAo raulaliiibo chegado
ullim. iiicnle : na ra do Vigaiio o. 5.
O 55 A.
Vende-se barato
A 5,6000 rs
Vendem-se excedentes chapeos de Italia, abas
largas e'muito bem enlejiados, com filas linas de di-
versos uoslos, muito proprios para meninas, assim
como de seda de diversas cores por preco muito em
conta : naprata da Independencia loja ns. 2 e 26.
para sen doras e
meninas.
Na piara da independencia ns. 2i e 26, recebeu-
se ullineameiile de Pars um completo sortimento
da mais modernas chapclims de seda, tanto para
senhoras como para meninas, as quaes se venuem
por precos mais em cunta do que ero outra qualqoer
parle.
GOItRO.
Vendem-se excejlentes
gorros de malha de seda
bordado, de diversas co-
res G dos melhores gostos
possiveis, por mdicos pre-
cos: ua praca da Inde-
pendencia ns. M Vestido de ?eda.
Cortes de vestido de seda de cores, padrdes do nl-
lmo goslo, epor precos muilo commodo, havendo
muilos para ascolher > na loja de 1 portas, na ra do
Qucimado n. 10.
A!etria.
Vendem-se caitas com nidria, proprias para casas
particulares por seren muilo ero conla ; uo arma-
zem do caes da alfandega, de Jos Joaquim Pereira
de Mello u. 7.
Vende-se urna porjflo de sola muito boa, pelles
de cabra, vindo do Aracaly : a Iralar com Antonio
Joaqui.n Seve, ra da Crut n. III, primeiro andpT.
Vende-se urna fabrica de charutos bastante
afreguezads, com commodos parn familia : no paleo
do Terco n. 71.
Vendem-se superiores meias de laa para padrisv
pelo baratissimo precij de 19800 o par, dilas de al-
sodAo prelas .1 610 o par : na ra do Queimado, loja
< e miudezas da Ba Fama n. 33.
Qamisas demeia
de pura laa.
Vendem-se superiores camisas de meia delja, pe-
lo barato pre$o de 3 : ua rae do Queimado, loja
de miudezas da Boa Fama n. 33.
Vende-se cera de carnauba superior na ra
da.Cadeia do Recife, loja 11. 50, defronle da ra da
M a da^deUeoj^^
__^J' .._ AC VEKDAEIKO.
_^^^ Jdeiro cognac, lano em garrafas
"""'"j0^^ -jf ua_aitila.Cruz,n:JO
Cortes de nMa para jttem tas por pouco diuheiro,
Vendem-se corles de cassa chita de bom gosto a
;:;, ditos de padrdes francezes a2&400, cassas roas
para aleviar lulo, dilas prcla de.padrOes miudos a
29 o corle, alpaca de seda de quadro de lodas as co-
res a 720 o covado, lencos de bico lauto piolados
'01110 bordados a 320 cada um, grvalas de seda pa-
ra homem a 18 e 19600 ; lodas eslas fazendas veu
dem-se na ra do Crespo 11. 6.
LEOXOR D'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
uha, 2 volumes por lsOOA) rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Intiependencia.
-Vende-se cal empedrachegada no ul-'IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Taixas para engenhos.
i"(a fundica' de ferro de D. W.
Bowm. %n, na ra do Brum, passan-
do o bafariz continua haver um
completo ortimento taixas de ferio
. batido de 5 a 8 palmos de
fT quaes acham-se a venda, por
preco 1 nmodo e com promptidao' :
embarca -se ou carregam-se em carro
sem del )eza ao comprador.
VINHO XBRKZ.
vende f e seperior vinho de Xere em harris do
i|t. era cata de. H. Wyalt: Na do Trapiche
n. 18. U
Vefndem-se dous pianos fortes deja-
caranai >8aj|strucf;aQ/^^>|I e com to-
''^ .~T~7-*TC--- ^modernos,
tendd ,vindo^io ultimo navior^^Hambur.
go : |M ruada Cadeia, armazeuraTi. %
HAROPE
DO
BOSQUE
nico deposito contina a ser na botica de Bar-
,...ornea Francisco deSoaza, na ra largado Rosa-
rio n. 36 ; carrafas grandes59500 e pequeas39000.
Na ra Direila 11. ')!, primeiro andar, precisa-
se de um criado paraacompauhar u urna pessoa em
viagem ate alna.
Aluga-se ama mulher forra ou mesmo capliva
para o servic.0 de ama casa de pouca familia, pagau-
do-se generosamente : na ra do Kosario u. 50.
No dia 24 do correte s 10 }{ liu
ras da noile partir de Apipucos um
llmnibus na dirccWlo do Kecife, eda-
hi parlira outro depois de missa, as 2 horas, pata
AIiipucos : os bilhetes de entrada vendem-se no es-
criplorio da roa da Cadeia de Sanio Anlonie n. 13.
Do poder do abaiio assignado deseneaminhou-
se ama letlra da quanlia de 1209 aceita era 10 do
correte mez de dezembro de 1855, a 12 mezes pre-
cisos, por Antonio Jos de franca, morador em
Cruaugi ; por iisoprevioe-se que uingaent fac* ne-
gocio com a dila letlra, poisja ~e preven 10 o acei-
tante, e al aceitou oulra : por isso quem a achou a
podera entregar ao mesmu ahaixo assignado, qoe lhe
ficar obrigado. Engenho Verlente 18 de dezembro
de 1855.Francisco Joso de Souza Pinto.
\
Chales de boaeda samis delicados goslns o mo-
dernos qoe existen1 no mercado, igualmente os pa-
drees dos de seda a :l5l00, chapeos prelos francezes
o melhor que veio illimamente de Franca, de for-
mas inleiramenie lindas, pelo diminuto preco de 89
o chapn, assim como anda existe a bem condecida
pechiiicha de panno fino prcla. prova de limito, a
39500 e I5OOO o covado : na ra do Queimado n.
33 A, loja de Kodri.'ues & Lima.
Vende-se um novo e excellen-
te carru de 1 rndas e de moder-
no gosto: r.a ra da Madre de
lieos n. 36, a tratar com Sezis-
nando Joaquim da Silvana.
Na ra da Aurora n. 58, em que esteve o ho-
tel da Europa, anda ha para vender 2 caudieiros
patente ioglez, rooiohu e lorrador para caf, propno
para reioacao, cassarnlas, caldeirss, lodo se veade
em cunta. /
Vende-se urna escrava de nacSo. moca, boa
cozinlieira e enstboadeira : quem precisar, clirija-se
a ra da l'eutia, sobrado 11. 19, segundo andar.
AOS PROPRIETARIOS.
Vendem-se excellenles maslros de 75 a 80 palmos
de comprimenlo e de madeira de qualidade, pro-
prios para subir madeira para obras, por prec-j mai-
io commodo : 1101 Alosados, n Iralar com (aldino
Lopes de Oliveira, casa do defonlo Canuto, paleo fie
IN. S. da Paz.
timo navio de Lisboa, e potassa americana,
da mais nova : ifo nico deposito da ra
de Apollo n. _2^rfr^eTtrrTyBate>,&
Companhia.
Pfatos ocos patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se napra-
9a do Corpo Santo, arma-
zem 11. 48, de i\ostrn \\o-
oker #G.
ama dojVigario n. 19, primeiroand/sr, ven
de-sefarelo nova, chegado de Lisboa pelo bjriguefii-
deranca.
Deposito de vinho de diam-
ft pagne Chateaii^J-*,w%(^ueira qua-
j% lidade, de pr. j^* ^ conde
de Marcuil, n. mTQTxxl do Be-
cife n. 20 : est de toda a Cham pagne, yende-se
a 56$000 rs. cad^a caixa,.acha-se
nicamente em casa di L. Le-
comte Feron ci Companhia. N.
fB.As caixas s?*b mamadas a fo-
goConde de Marcuile os ro-
Ot tulos das garrafas sao afeues.
POTASSA E CAL VIRGEM.
No antigo e- a bem cjjnhecido deposi-
to da ra da, Cadeiado rfecife, escriptorio
n. 12, ha para vendef amito superior
potassa d Bussia, dita/do Biodc Janeiro
e cal virgfDi-HfiLisbcjh em pedra, tudo a
Vende-se rape fresco de Lisboa, em libras e a
relalho : na praca da Independencia, loja n. 3.
Para meniuos e
meninas.
Chapeos de palha abertos forrados e
enfeitados com setim, ditos de clina com
ricas fitas e gostos os mais modernos pos-
sivel vendem-se na ra Nova n. ii,
fabrica e loja de Cliristiani & Irmao.
precos rtinto favtiravieis, com os quaes ft-
Em casa de Timm Momsen & Yin- carao os compradolMssatisfeitos.
nana, praca do Corpo Santo n. lo, ha ^ABINHA DE MANDIOCA.
Pa'a .. .' .'... Vnde-se superior farinha. de mandioca
Um sortimento completo de hvtos em 1 i-j
em accas eme tem um alqueire, medida
Pa por sOOO reis : nos armazens ns.
e 7, e no armzem defronte da porta da
ndega, ou a tratar no escriptorio de
aes 54, primeiro andar.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da llussia verdadsira : na praca do
orpo Sanio n. 11.
Vende-se ac em cunhles de um quintal, por
preco muito commodo : no armazem de Me. Cal-
mol i, Companhia, praca do Corpo Santo n. 11.
SACHAS COM MI MI O.
Vendem-se saccas grandes com millio muito novo,
por barato prefo, para 'fechar coalas : na ra da
Santa Kita u- 5, taberna.
Vende-se urna balanza romana com todos os
seus pertences,em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, diriia-se.i ra da Croz, atmazemn. 4.
Brins de vella : no armazem de N. O
Bieber & C, ra da Cruz n. 4.
Vende-se excellente taboado de pinho, recen-
. teniente chegado da America : na mi de Apollo
te Irmaos, trapiche do Ferreira, a entender-se comoadminis
trador do mesmo.
branco vindos de llamburgo.
Cortes de seda
superiores.
Veudem-se corles de seda de quadros, estreilas,*
largas, de muito bous gostos e modernas, assim coisio
leni;osdecambraia muilo linos com bicos muilo lar-
gos, chales de 13a c merino, lisos, com barras des co-
res, (tiras de seda e bordados, assim como miras
muilas (siendas por piejo milito cnmmodu, a di
nheiro vsla : na ra da Cadeia do Kecife/, loja n.
50' defronle da ra da Madre de Dos.
Cura infalivel
DO
e hulera-111 orlvus.
Acaba de ser publicado, e acha-se venda na li-
vraiia universal, ra do Collegio n. 20. ium folhelo
que trata do modo de curar cssa terrivel molestia
pelo sumo do limito, por 200 rs. 'S
Tijolos de marmore.
Acaba ds chegar um novo sorlimenlo de lijles de
marmore, e vende-se no armazem d'
no becco do onc^ves.
-.
Para cura de phtisica em todos os seus dillerentes
graos, quer motivada por consti pagues, lase, aelb-
ma, pleuriz. escarros de sangue, ddr de costados e
peilo, p.ilpilaclo no corado, coqueluche, broocbit
ddr nagarganla.e lodas as molestias dos orgaos pu
monaies.
Patente.
Vendem-se relogies de ooro patente inglez ; no
escriplorio do agente Oliveira, roa da Cadeia do Re-
cife 11. t>>, primeiro andar.
MQIDACAO.
Na ntica [e bem conheeida loja de miudezas da
ra dos Qoarleis 11. 24, vende-se um completo sor-
limenlo de miudezss por menos do que poderia
comprar em primeira niSo.qne lie para liquidar-se, o
alian;a-se a boa qualidade,
MOENDAS SUPEBIOBES.
Na fundido de C. S&rr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas decannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito speriore.
Em casa de Henrj- Brunn & C., ra da
Cruz n. 10, vendem-se:
Lonase brins da Russia.
Instrumentos pora msica.
Espelhoscom moldura.
Globos para iardins.
n deiras e sofa's para jar di 111.
Oleados para mesa.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gotnma lacea.
Em casa deN. O. Bieber 4 C, rita
da Cruz n. 4, vende-se :
Vinho de Madeira em quartos e oitavos
barr.
Vinagre branco.
Tintas em oleo.
Lonas.
Brins da Russia. '
Papel de einbrulho.
Saceos de estopa.
Cemento.
Por commodos precos.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro,- e tambem no DEPOSITOna
ra do Brum logo na entrada, e deron
te do Arsenal de Marimba ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais comi*xodos. ^^
ESCRAVOS FGIDOS. ~"
Fogio na madrugada do dia 18 do correajle
de bordo do brigue nacional Flor da Rio, o escravo
de ame AdriSo, crioulo, de estatura alta, retinte, e
lem buco ; foi comprado j ba lempo ao Sr. Joao
PatiSu<: quera o pegar, levando a bordo do dito
brigue, ou no escriplorio dt ra da Cruz n. 49, ser
muilo bem gratificado.

y
-J

i
-J
4
u

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J
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i
PERN. : TYP. DB M. F. DE FAKIa.
ZT


Full Text
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