Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00318


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Full Text
MINO XXXI. N. 296.

i

i



Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
!-----
SEGUNDA FEIRA 24 DE OEZEMBRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco paxak.0 nbscriptot.
DIARIO DE PERNAMBUCO
> ENCAKUEGADOii DA SCBSCRTPVAO-
Kecife, o preprietprio M. F. de Palia; Rio de Ja
neiro, o Sr. Joan Perein Martin; ; Baha, o Sr. i)-
Daprad; Maeei, o Seuhor Claudiuo tlelo Din ;
Pararriba, o Sr. (iervaiio VicKr da Nalividade;
Natal, o Sr. Joaqun) Ignacio Pereira Jnior; Ara-
caly, o Sr. Amonio de Lemos Briga Ceara, o Sr.
Joaquini Jos de Oliveira ; Maraubao Sr. Joa-
uim Marques Rodrigues; Piauhy, o Sr. Doroogos
lercolano AckilesPessoa Ceareme; Para, oSr. Jas-
lino J. Ramos; Amazona-, o Sr.Jeronytnoda Cotia.

3:
t CAMBIOS.
Sobre landres, de 37 8|4 a28d. por 1
Pars, 348 n, por f.
Lisboa, 98 a 10 por 100.
Rio de Janeiro, ao par.
Aecees do Banco <10 0/0 de premio.
da CompanhiadeBeberibe ao par.
_ da oompanhia de seguros ao par.
Disconto de Iellras, da 0 a 12 por0/0. .
METAES.
Ouro.Oncas haspanholas. .
Moedas de 69400 velhas.
" de 69400 novas.
de 49000. .
Prata.Pataches brasileiros. .
Pesos columnarios. .
mexicanos. .
299000
16000
169000
99000
29000
20000
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruari, Bonito eGaranhuns, nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista,ExeOnricury,a 13e28.
Goyanna eParahiba, segundas esextas-feiras.
Victoria e Natal, as quinlas-Wraa.
PREAMAR DEHOJE.
Primeira as 4 doras e 30 minutos da larde.
Segunda s 4 Iterase 54 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e sabbados.
Relaco, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas.
Juiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizodeorphos, segundase quintas s 10 horas
1* vara do civot, segundas e sextas ao meio-dia.
21 vara do civel, quartas e sabbados ao meio-dia.
EPIIEMER1DES.
Dezemb. 1 Quarto minguanteaos 9 minutos e
40 segundos da larde.
9 La nova as 7 horas, 47 minutos
e 48 segundos da manhaa.
* 16 Quarto crescente as 4 horas, 36
minutos e 4 segundos da manhaa.
23 Luacheia as8 horas, 18 minutos
e 47 segundos da manhaa.
parte erncui
OOVEzt.NO SA PROVINCIA.
111 m. e Exm. Sr___Agora (8 horas da
_j raesmo para o Norte. Depois iremos relatando i
V. Exc. o que ulleriormoote se for succedendo.
Doos guarde-a V. Exc. Maceil8 de dezembro
t!865Illm. eExm. Sr. Dr. Antonio Coe-
dc S e Albuquerque, presidente desta provin-
.Dr. Jos Zncliarias de Carvalho, encarregado
hospital c secretario interino da I. S. P.Dr
".-i' Antonio Baha da Cunta, membro da junta
Qmaatel
ahi, apresso-nie eni iransmilti-lo mesmo ent origi-
nal a V. Exc. -
Dos guarde a V. Etc. palacio do governo era
Maeei lSdedezerobroie 18..lllui. eExm.
Sr.' ronsalbeiro presidente da provincia de Per-
iaiobucoentorno Coelho dt .S e slbuquer-
qut.
Illm. e Exm. Sr.Vamos turar ao conheci-
mHo de V. Exc. a historiado um doente accom-
maltido da epidemia reinante cesta cidade, que sa
recolhera hontem ao hospital regiinental. Evaristo
Francisco de Souza, soldado da 5 companhia do-8.'
batalho deinfantaria de linha, do idade de 36 an-
uos, de temperamento bilioso, natural da provincia
do Rio Grande do Sul, foi accommetdo as 9e
meia horas da noile do dia 17 do crrante dos sym-
ptomas seguintes: dr fortissima na reglaoepigs-
trica acompanhada de calor, an-edade extrema,
vmitos, cephalalgia intensa, e sede abrasadora.
Nesta oocasio seus companheiros -farias desconfi-
ando sar a molestia reinante, lembraiam-jt da ap-
plicacao do samo de limao preconisada pelo Sr.
Dr. Silva Castro na previpcia do Para, e sobre o
doenlo fizeram a experiencia, coiiJuzindu-o depois
para o hospital, ondeo adiamos no seguidle esta-
da': Perda das faculdadesintelleciuaes, prosircco,4'urS''10 le"*nl8 Prxedes Gomes de Souza Pi-
de salubridade PublicaPedro Antonio Ce/ar,
"umno do sexto anno da escola de medicino da Ba-
ha, 9 medico oro comniissao desle governo.
A8 ABMaS.
ral do conmanda das armas de
ata cidade do Recite era 21 de
danashro da 1866.
ORDEM DO DIA N. 171.
arechai ile campo commandanle das armas,
um dos oflicio que Ihe fui enderecado pela
presidenciadasla provincia com a data de hontrm,
avisos do ministerio dos negocios da
luorra dr 1 eX do <:orrenle. traoscreve para scien -
c da goarniriii> e devido effeilo, a ralaces dos Sr.
olliriaes.ofliciaes inferiores, ecadeles que por decreto
r 2 do corrente mea de dezemhro foram promovido,
passados para ostros corpos, e distribuidlos pelos mo-
mos, hem como dos qae deixaram de ser promovi-
dos por nao (erem salisfeito as condicet secundo do
viso 8 'lo regtilamento approvgdo pelo decreto n.
772 de 31 demarco de 1851.
Reanle dos. a f/ciis, ta#>ri'ores < cadetes pro-
motidot. ?.
Corpo de eslado-maior de 2- classe.
Para coronis, o coronel graduado Trujano Cezar
Borlamarque, lenle coronel Jos Mara Jacomc
da Veiga Pessoa. por merecimenlo.
Corpo de laude do exercito.
Para primeiro crurgiAo capito, o primeiro ci-
modarna, difficuldadede fallar, que vinle minuto
antes era inleiramente ii ipossivel, segundo fomos
informados; ps e mos fras, pulso dando 64
pancadas por minuto, dr no estomago pala presa
sio, e ventre lympanico. No momento emqurJ
observamos oque vimos de dizer, notamos sobre a| remenlo.
barba do doenle alguns fragmentos da substancia do
limao. pot onde rahecemos ter sido taita esta ap-
plicacao, que cima deixamos iito : intentamos
continuar a experiencia. As 10 e meia horas aj
iniuisttou-se-lhe urna colier t'.esopa do referido sS-'
mo di limao, applicando-se ao mesnio lempo sobre
o estomago urna cataplasma de firinhade linhafa
laudanisada, Dez minutos depois desta indicaran
o doente pode fallar livrsmenle, aecusando enlao
dr ds estomago exasperada pelo toque.-esforcos pa
ra vomitar, forto cephalalgia, alquisbramento de for-
cas> e sede rdeme As 11 horas deo-se-lheoulra
colher da mesma substancia ; meia hora depois, c-
xaminando nos o doenle, encontramos com 87 pul-
sacoes por minuto; suava abundantemente, e csie
suorera o resultado de urna diaphanfa favoravel;
o calor do corpo coincida com esio eJirproduziJo
par mu i las coberturas, e de facto aa eslava bem
agasalhado. Mandamos mudar-loa a camisa, c
perganiamos-lhe se por ventura seirUa alguraa cousa
de mais respondera-nos, que nlo; perguniarrios-lhe
aiuda, se a dr do estomago continuava com inten-
sidade, disse-nos, que j havia diminuido muilo;
de nevo, como en> principio Qzemos, procuramos
saber, sea cabeca era li\ re desse pezo, que dizia
sentir, do-nos em respoita tambero que era menor
osle ineommodo; os esfoicos para vomitar cessaram
inleiramente coro a applicacao da segunda colher do
procoiiisado medicamento. A* vista da melhora,
que se apresenlava, julgamos conveniente espacar a
applicacao, e a urna horada noito tomou torceira
colher, e continuava sunr. O pulso enlao bata
76 vozes por minuto, existindo aieda a cephalalgia,
e ador na regias epigstrica no mesmo estado, que
anteriormente descrevemos. As 2 horase meia to-
mou a quarta colher ; a transpirarlo continuava, a
cephalalgia havia sido substituida por tonturas, a
dr do estomago eraomenor, o ventre aindo tympa-
iiico, e o pulso de 7i pancadas. As,quatro horas
mareavaeste 64 pulsa^es, o calor era normal, eo
mais no mesmo estado. As d horas da manhaa to-
mou quinta colher,transpirou ainila, aecusava con-
tinuasao das tonturas, e ludo rxais como a pouco
diseiuos. As 5 e meia diminuicio da dr do es -
tomagp. borborigmos pelo ventre: pedio agua, que
Ihe fi concedida adosad; c ligcir; menta acidulada
comorpesmolimo, suspendendo-ie enlao o uso de
Sumo de limao simples' As7 horasnenhuniaalieranio
.havia. As 10 havia cessado a diaphorese, o pulso
dava 52 pancadas, a regiao frontal um pouco fra,
o vonire menos lympanicD, o calor d trouco e das
extremidades normal. Receitamos cozimenlo bran-
cq [nma libra) com vinle collas do ludano liquido
de Sydenham, para tomar um ,calix de hora em ho-
ra. Ao mato dia conservava o mesmo estado. As
2 horas da tarde j havia tomado quairo clices do
cozimeMo; a regiao from al ainda eslava um pou-
co fra, O doente senta de vezcm quando Iremuras
pelo corpo; as tonturas s o accommetlem, quando
movea cabeca; a sede be menor; o pulso pequeo
dando ainda 5-2 pancadas: a dr do epigastrio so
se revela pela apalpac; senie-se muito fraco.
Mandou-se-lhe dar unta colher do vinbodo Por-
to era trez de caldo de gallinha de ?. era 3 horas al
a meia iioiie de hoje.
Aqui indamos, Exm. Sr., a exposicao do oc-
corrido, visto que nos foi orden ido por V. Exc.
que renieU|ssemos em lempo para ser enviada hoje
langa.
Arma de infanlaria.
Para major, o capilo da segunda corupanhia do
primeiro hatalhao.
G.balalhao.
1 Para major, o capillo da seila companliia do d-
cimo hatalhao Miguel Jeroovm.' de Novaes, por me-
^OLHETg.
ORIGINAL DO DI Al }J PERNAMBUCO-
Vo mnmenlo em que Aigoslo desfechava o ulti-
mo golpe no principio di liberdade e igualdad?,
nascia em Belhlem o Chrslo, o tribuno univer-
sal dos potos, o grande representante sobre a Ierra
da igualdade e lia liberdade, o qual, depois de
ter plantado a cruz para servir de limite a dous
mondos, se deixa atar a usa cruz, e nella morre
symholo, victima e redemptor dos soffrimentos ll-
manos. a>
Desde Adam al Chrislo he a snciedade com es-
cravod, comi* detigoaldade dos horneo enlre si;
desda Chrlst! al nos, he a sociedade com a igualda-
de dos bomeos enlre si, a igualdad; social do ho-
mem e ds mollier, he a igualdade s>;m escravos, ou
ao menos sem o principio da escravidno, be o pen-
semento redemplor e mississ do futuro do genero
humano.
Desde o berijo at o tmulo do sil, o dia 25 de de-
sembr, anniversano do oascimeoto de Jess, lor-
nou-se o dia m.iis festivo e mais potico de toda a
rhristaudade, ih formas e nomes diversos: Chrisi-
mai, enlre os lnglezes ; Atoes1, entre os Fraqcezes ;
.Varal, entre Porjuguezes a Brasileiros, ele., ele.
Nos le saudaroos, Natal, epopa divina da redemp-
cao hunianj, aurora brilhnnte e risjnha de um lon-
co dia de prazere de jubilo, Iu desperlas n enra-
raodobomem mil lernas emoees, alases sallar mil
reeprdarrs giaciosas, brincando leocamenlc-, do in-
timo d'alma. onde jaziam frrS> e inanimada!! Au-
rora mimante de orna novaaSvilis'5/10, de urna po-
ca de juiiea e d'amor Qam graves, serias e con-
soladoras reflexoes evocas uo espirito.' Refulgiodo
cada vez rnain, o sol deslumbrante desle dia glorioso
e immorlsl sebe o dissipa o ten primeiro clara Tron-
o e dubio. Natal, estadio genial e jocunda, nos te
andamos e applaudimos cordialmenle o leu raiar
festivo e rlsofihv..
Aqoi, e em toda a porte, celehra-se o natalicio do
bedempor com um fervor e dvor(ao que loca ao de-
lirio ; em toda a parle se encontrara iradiccOes mais
ou manos espiritualistas, mais ou menos razoareis,
para a commemoracao deste dia magnnimo nos
fastos da civilsimo moderna.
^,_ 8.- balalhac
JRcneole Candido Leal Fer'eira,
para a quarta cump-inhia.
1). halaih.lii.
major, o rapilSo dasevla companbia do pri-
mafro baialhao I.uiz Jase Pereira de Carvalho, por
merecimenlo.
lO.o hatalhao. ]
Para tenente-coronel commandanle, o major do
seguudo baialhao Joaquim Kodngaes Coelho Kel-
lyo, por anliguidade.
Para capitn, o lenenteJos Antonio de Carvalho
Dantas, para a sexla corapanhia.
ii.o lulalhao.
Para capillo. #lenenie Jos Maaocl de Souza, do
segundo hatalhao,'para a quarta companhia.
Baialhao de caradores de Mallo drojsu.
Para leneiite coronel commandanle. o m-ijor do
nono halalhda Joo Nepomoceoo da Silva l'orlella,
por anliguidade.
Para lenenlr da arma, os alferes Nicacio Alves de
Souza, Joao liuilherme Manad. Joaquim K-bricio
J -MlMMrt AAlll l'orluna
e Augusl i Carloi de SiqajBllHl
Para alfere d'arma. o argeiio ajudanle I.uiz
marco de 1851, o lenle do corpo de eslado-maior
da primeira classe, Francisco Haphael de Mello
fisgo.
O mesmo aarechal de campo commandanle das
armas, m coatprimenlu do citado aviso de 8 do cor-
rente, declara qop os Srs. ofliciaes arreximentados
promovidos no referido dia "-', devem indepeodenle
de urna ordem ilo goveruo recolher-s ans respecti-
vos corpos, sob pena de/su-peiisdo do paga me u lo de
sold pala Ihesouraria da fazenda, salvo ocaso de
delerminaco do soverno para que rlgum dos des-
pachados conlinuein a permanecer aqui : conseguin-
letnanle os promovidos eirausferidus para oulros
corpas e\i-(eme. viii oulra provincia devem estar
promptos para seguirem a seus deslinos nos primei-
ros vapores precedentes do norte ele., depois do que
deve chegar nesles doos dias.
Jos Joaquim Coelho.
2-2
ORDEM DO DIA N. 172.
O marechal de campo commandanle das armas
determina em addilamenlo ao Jinal da sua ordem du
dia n. 171, de lionlcm datada, que os Srs. capilaes
e subalternos promovido e transferidos para corpos
esisleulesem outras provincias, fiquera addidns sos
que nesta ganrniejo pertenciam, al que sigam para
os seos deslinos.
O mesmo marechal declara que por deliberado da
presidencia, coinmunicada em oilicio de 18 d* cr-
renle, a guarda nacional desta cidade se acha dis-
pensada de prestar s*rvap> na guarnirao da pra;a
nos domiiios e dias sanios, at o dia 15 de Janeiro
do anno vindouru.
Declara, oulro sim, que hoje contrado novo en-
gajamenlo para servir por mais seis annos nos ter-
mos do regulamenlo da 14 de dezembro de 18.52,
precedendo inspec^ode saude, o soldado da lercei-
ra cernpanhia do uono baialhao de infanlaria l.ino
l'raocico, o qual perceber alem dos vencimenlos
que porlci Ihe compelirem, o premio de 1008. pago
segundo o disposlo no arl. 3 do decreto n. 1401 de
ll'ciejuiihn do auno pretrito, e findo oengajamen-
lo urna dala de Ierras de 22,500 brajas quadradas :
dezerlando, iucorrer na perda das vanlagens do
premio e daquellas a que tiver direito, aera tido co-
mo se fosse recrulado. desconlando-se no lempo do
engajamento o de prizAo, em virtude de sentenca,
uverbando-se este descont, e i perda das vanlagens
no respectivo titulo, como he por le determinado.
Jos Joaquim Coelho.
DIAS DA SEMANA.
24 Segunda. S. Delfinob. ;S. Tharsila ro.
25 Terca. 26 Quarta. S. Eslevo Protomartyr; S. Marinho
1~! Quinta. S. Joo Apostlo e Evangelista.
28 Sexta. Ss. Innocentes mm. ; S Castor.
29 Sabbado.S. 1 hom&z de Cantoariatrtfp-'*
30 Domingo. (Vago) S. Sabiuo b. m. ; Ss. Ve-
nuslianoc Agripiniano mm. rS. Anisio,
EXTERIOR.
Knirr<\e^9U^IU!^^f^tn9Utla Fraii
klmdoKego Barros Cisalianli d'Albuquerque, o
primeiro sargento Joao Paulo Mirlins Nsiauger, o
primeiro cadete primeiro sargento Fclieiaoo Caliopo
Monteiro de Mello, lodos do segundo bataNUo, e o
primeiro cadete do 10. baialhao Manual Fernandes
dos Sanios Franco.
Reluci rfas offeiatt tramferidot de ras avir* ou-
Iros carpos a dos promovidos distribuido* pelos
mtimos.
\.' lialalliJo.
Os alferesFrancisco da CunhaSHaocuurl do dci-
mo baialhao, e 4usUvo.Clirisliano Da/.mart do se-
gundo.
2. baialhao.
Os lenles J.oflo Maris Petra Bilancuurl, c Jos
Mara do Nascuoonlo, Joaquim Jos Pereira Vianna,
e Francisco Jos de Bauza seixas.
3.- balalli.i.i.
O lente Manoel Antonio Soares da Cama, do
dcimo baialhao.
4.- haUUto.
O lente Augusto Carlos de Siqucira Chaves, do
dcimo hatalhao.
5.- baialhao.
O alferes K.iymondo d'Almeida Sampaio. para
secretario com posto acces-o.
6.- ha tal h-in.
O lenle Joao Cuilherme Mara!, do segundo
baialhao.
Os alferes Mtnoel Fernaudes dos Sanio Franco,
para ajudanles, e Franklin do Bego Barros- Caval-
cauli de Alhui|iierque.
8.- baialhao.
Os alferes Feliciano Caliupe Monteiro de Mello, e
'uiz Caslilhu de Aguiar.
.' baialhao.
Os lenles Theolonio Joaquim da Almeida For-
tuna, e Joaquim Fabriciode Mallos e Joaquim Jos
Gonralves.
10.' baialhao.
Os lenle Nicacio Alve de Souza, Joao Antonio
Leiao.
O alferes Jos Anaslaco de Carvalho, Pedro Al-
varo da Silva, Antonio da Veiga Cabral da Moraes
de Mosquita Pimenlel, Jos Caelano Ha Silva, Jos
Francisco daSdvs.
Corpo da guarnicao fixa do Paran.
Para commandanle do dilo corpo, o lenle co-
ronel Mancel Kulemherg d'Almcida, commandanle
do dcimo hatalhao de infanlaria.
'Meio baialhao da l'arahiha.
Os lenles Jos Antonio Alves, do primeiro baia-
lhao, I.uiz da Franca de Carvalho do nono.
Os alferes, llenrique Jos Borge Savo do nono
batalho. e Jos de Avel Bilancourl N'eiva, do d-
cimo.
Deixou de ser promovido por nao le lalisfeilo as
condiefles ao 2 decreto ao regulamenlo de 31 de
Os Italiano passam a \ espera do Natal em urna vi-
gilia absoluta, frvida e delirante ; defronle de cada
casa arde urna fugueira, e armam-se ricis lapinhas,
onde e enloam ao som de harmomoso inslrumen-
los cnticos anlogo ao aisumplo. A ras flcam
obstruida de geote, ebria de olearia, durante esta
noite potica da christandade. O lnglezes teem o
seu minee-pie e o teu nchristams's goose que
neste dia supplanla o glorioso roasl-tieef da alegre
e velha Inglaterra.
Em Franca a missa da meia-noite ainda he con-
agrada por um banquete de familia, que se chama
o lleve ilion e que se celebra >o sabir das igre-
jas, na casas particulares e em familia em lomo do
bom fogo de h Noel Os meninos dormem, e no
dia seguinle, na cinzas do lar apagado, a tradiccao
maternal faz que eslas criancas adoradas descubran],
escondido em um sapato ou em nma lamauca, o
prsenla do Anjo da guarda, que cousisle em algn
bolinhos e confeilos.
Na Allemanha, encerra-se na vespera de Natal
urna arvore cirregaa&de velinha, de coufeilos, de
fruclos e de briiqaedas em um armario falso, que ae
abro no instante ei que menos te espera, parn dar-
se asa Meninos o prazer da sorpreza^Esto nocen-
te paSialempo he to apreciado em todo o paiz e ge-
ratmenie por toda as pessoas, que Goethe no seo c-
lebre romance de Werlher falla nella com certa es-
pecie de enlhusiasmo.
O Portugueses ainda conservam as sua Iradic-
c6e palnarcbae para celebrar o nascimenlo do Mis-
siss. Na vespera a imite acende-seo classico e enor-
me tronco de pinheiro na lareira, o qual, segundo a
usanra. deve arder completamente ; em torno desta
luz symbolica e fatdica senlam se todas as pessoas
da familia, comem, bruteara, remebebem a atipa
de vinho quentc temperada com o mel de abelhas.
Enlre nos quaii que n3o enconlramo ums lenda
purlicnlar usada nesla festa cosmopolita ; mas com-
ludo a noile de Natal be toda consagrada a regosi-
jos e prazeres. O pobre na sua humilde morada bem-
diz ele dia ao sons melodiosos de aingelos canlico
de louvor ao Fundador da religiao da igualdade e
fraternidade. No meio da harmonas estrepitosas de
alegra profana, traja as na galas modestas, subsli-
tue o frugal alimento de ludo o anno pela abundan-
cia e o regalo culinario tradicional, qne Ihe permu-
ten) os seus recursos.
O classieo lombo de porco levanta-se soberbo
centro da acanhada meia, que sobre alva e
loalha de algodao da Ierra, e onde fumega o
de forno, ao lado da cabidella de gallinha,
aiiombroso esforco do engenho dos notios O
no,
dita.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
FERNAKBUCO.
LISBOA;
29 de noverabro.
N'uma capital como Lisboa, forcoso he concordar
que o seu movimenlo noticioso, ou aules a sua
chronica, ae ha de uecessariamenle ressenlirde cer-
ta placidez, posta era confronlacao com os ruidosos
holletins da cidade onde em primeira nto sa dis*
culvm as peripecias do lerrivel drama eoropeu. So
as clogas ao p da eneida. Antes assiui.
Debale-se aqui a liberdade da urna com orna can-
didez propria do primeiro alvorecer representativo.
Alia-fe quotidiaoameote a ac das peonas jornalis-
licas, s veze a dizer a verdade em puras bsgalel-
lai, para nao deisar dormitar nem por nm momen-
to a benvola apinias do leilores, quasi sempre
prompla a dar razao ao ullimo que fallar. Toda-
va, olliaudo-sc desipaiionadamente para os aconte-
cimentos ou para a falla delles, que tambeni be
acoulecimonlp e bavemos de convir que se a silua-
cao do paiz njto lie p.r ura a tradcelo viva dos
aatit ya .niism aasejo, cande nroito pora vir m re-
lisa-lo-, se eiuprevislos elementos dissolveiiles, u3o
I' ualyaarem algoma cousa que se faz,.e muila que
se quer fazer, s acredilarmos as prometas olli-
ciae olliciojas dos que tomara a peilo o crdito do
seloal gabinete.
A viagesa repentinamente resolvida, do ministro
Fontcs, de que vos dei noticia na ininha ultima,
tem sida esta quiazena o iiiallerave! Ihema das con-
versaijes de lodos os circuios e dos artigo de lodos
os joruaci. O facto be que foi acompanhado, uu an-
tes leve por coinpanheiru de viagem, al Inglaterra,
o eugenheiio iiiglez sir John Rennye, que dous das
antes harmehegado a Lisboa de urna visita ao A-
lemlejo, onde foi estodar o terreno ea que deve pas-
tar o caminho de ferro fronleira de lletpanha.
Desla coincidencia, te quizeram lamhcm concluir
interprciaces. O mais seguro, porm, he iuformar-
vos.do que se tem dilo e eseripto, para colligirdes
o que vos parecer. He o mais arenado, quando se
au pode dispor senao de conjecluras. Com ludo a
versao que hoje merece mais crdito, he que o mi-
nistro fazenda ja foi levado a empreheuder esta
viagem afim de ver te a companbia, que aa prope
fazer o caminho de ferro do Norte cede das suas exi-
gencias, e se pode conseguir que as duss compa-
nhias, chamadas da aguas, se reunam, pois que
sendo Mr. Tolhon um dos priucipaes accionistas uo
Stock Kxchange, conta desle modo trate-ls a seu
favor, e fazer com que os uosso papis da crdito
sejam all colados. Por oulra parte dii-ss tambem
que leva era vislar arraigar capittes para o caminho
de ferru do Porlu a Coimbra; oulros diznin, que pa-
ra obler om emprestimo com que asseaare a solva-
bilidade do raiuisterio.
"Mas para que vai a Londres, sa temo alli um en-
carregado de negocios, pergenia a opposigAo '.' A
defeza ou respoila nao paraca difticil. Se o objeclo
da viagem lia to exclusivamente linaoceiro como le
julga, mais faz um ministio reipousavel do qoa um
agente diplemalico. Aununciaram alguns dosjor-
naes no dia 19, que o ministro psssra de Londres
a Hamburgo; ma o que nesta data escrevem os mi-
nisleriaes, he que partira do dia 28 para Pars.
Como estamos em capitulo de viagens, dir-vos-
hei, que se etpalhou pela imprensa das provincias,
que el-rei Pedro V. ia visitar o I'irto e parle
da provincias do Douro e Minho, antea da prima-
vera, e acrescenlava-ss que o precedera, indo em
breve residir naquella cidade, el-rei D. Fernando
A nolicia nao foi confirmada por ora, pelas folhas
que mais informadas podessem estar desle pro-
jeclos.
No dia 15 do corrcnle tiverara lugar pelas 11 ho-
ra da manhaa, na real igreja de S. Vicente de Fu-
ra os oflicio e oraces fnebres por alma de S. M.
a rainha I). Mara II, a que estiveram prsenles
el-rei Fernando e os infante, nao comparecendo
o re D. Pedrd V em consequenca de iocommodos
de saude. Assisliram a esl.i aclo S. Exc. o cardal
palriarcha, e o corpo diplomtico, o ministerio e os
allos dignatarios de Estado. A cmara real funeraria
esteva patente lioa dias Iti, 17 e 18 das 10 da ma-
nhaa as tres da larde. Ha hoje no jazigoda casa de.
Braganca loria a decencia que Ihe laltava anlcs dot
reparos, obra e melhoramenlos que se fizeram re-
cenlemenle.
Esia-se procedendo ;is elei(0es municipae; symp-
loinas, agouros c vaticinios para as eleifes'do par-
lamento lomain-se aqui Sem fazer procnosticoi
prematuros, limilar-me-hei a simples narrador.
Principiara por Lisboa. Ilaviam publicado nsjor-
naes da siluac.lo ,'e repelido, a pedido, o que repre-
senta a frarcSo progressisia dissidente} um convite
para urna reonio dos eleilores do da capital, que devia celebrnr-se no domingo 18 do
corrente, polo meio dia no salas' do thealro de D.
Fernando, aflm de combinaren) a eleicflo dos ve-
readores que tem de servir par o futuro biennio,
e para proporem os candidatos quajulgarem mais
apios para o desempenho das roncet monicipaes.
Ds signatarios, enm : o visconde dA da Bandrira
Conde do Rio Maior Conde It Mello Vis-
conde de Forno le AlgodresManual Anlonin Vel-
lez Caldeira Castillo Brinco Jos Mara do Casal
Itibeiro Anselmo Farreira Pinto Batios Jos
Eslevan Coelho de Magalhes {pumo (Juinlinn
do Avellar e Antonio Rodrigues Salhpain. .Estive-
ram presentes una 120 pes'oas. Resolvern! que
se elegesse urna c nnmisso ceutral e que se litessem
reunioet de cada um dps hairros pan a cleicao dos
seu respectivos vereadores, pudendo enlender-se
entre ti, para o maior acert da esculla. CompSe-
te a commistAo central dos teguintcs cavalleiros :
Visconde de S ra Bandeira Conda do Rio-Maior
Conde de Mello Visconde de Fomos d'Algodre
M. Antonio Vellez Caldeira Caslello lira neo
Catal Ribeiro A. Ferreira Pinto Batios Jos Es-
tovan Coelho de Magalhes I. (jainlinn do Avel-
lar A. Rodrigues Sampaio Dr. Thomaz de Car-
valho Jcinlho Augusto de Saut'Anna e Vascon-
cello*Manuel le Jess Coelha.
O penltimo hi um dos redactores do l'orluguez,
papel que svniholisa o partido governisla dissidenle,
e o ultimo dos eleilos he o rssponsayel d* dito jor-
nal. Duus dos redaclnres da jRet-ojpo de Setem-
bro, fiirinain parle daquella commiSMo, como ve-
des. Anda que se disse antes que um aclo desies
nada (inha de poltica, cota lado, ara os que em
ludo a querem ver, da margem acowmeiilario. No
sahdado 2 reunio-se a commiagaoicenlral. Ainda
nao lem pnblicidade os teus Irabalkos, mas do re-
resultado vos dare conta.
No Porlo deseuvolverain loda a ta aclivdade as
duas parcialidades opposlas, s conservadora, ou car-
lista, cujo chefe ha o conda de Tboinar, < a ultra
progressista a que preiide o ceaselhsiro Jos da Sil-
va Passos. Ilouve sembla, cobf'C(inii?.raiii-se
lisias, e pelo que se Ve, nlrfra liberdade n^s clei-
Coes municipae, pois o resaltado da urna deu a
victoria i maior parle dos individuas do partido ex-
tremo conservador, e a dous do partido progres-
lisla.
Le se no jornaes progressislas d'alli, qucconli-
nuam os Iraballios para a completa reorgaulsaco
daquelle partida, O partido crlitl* loca a rebate.
O do governo din que exulla coi o resultado da-
quella eleicao, pjrq.ie prova cora ella a liberdade
eleiloral, e a proposito disto faz lembrar ulicos
desaceitas e mesmo violencias de outras admiiiis-
tracoes em caso idntico, tirano favoraveis cou-
cluses a seu respeilo.
Est-te habilitando aqui en -Lisboa mais um
jornal poltico, que te chamar Patriota. Se-lo-ha
deveras '! A que partido perlence ?.NSo e sabe ain-
da. Reina ainda e reinar a discordia nos arraiaas
de lleobacli. A commissao Leir.oi e. a enmmissao
Peixolo, ou a de 23 de teleinbro euje 12 de agosto
contlUBism mn nr.nridaires. Os Sfsps trala uliirua
s.lo publicados na Revolaran, oniU tambem appare- .
cem, un dias por outras, cerles ommumcarroi pseu- tren.., .
donymos, em parodia, que fariam rir, se nao re-
cordassem pocas bem Irisles e dia bem asiagos.
Ja dcvc.s lar conhecimenlo do proleslo e manifest
da commssao central legitimaste, presidela pelo
eswonel Jote Antonio de Azevedo Lemos. Os olTi-
ciaesdo antigo exercto de Portugal, convenciooa-
do em Evora Monle e nao comprehendidos no de-
creto de 23 de mimbro de 1855, residentf na pro-
vinsia v.io installando lamben) as suas eoramissoes.
Deas traga todas a harmonisarem te. Quando digo
lodas, fallo do Portuguezes em geral, mas digo um
ianpossivcl, com es elementos predominantes no et-
nfrilo ila imprensa, que he commtmorar a tuda
ora, o que o lempo devia ler feilo esquecer. Olho falta.
Valel. O vinho de alm-mar, a viola palnolici, o
lascivo bahianno precdeme seguem a missa do gal-
lo, e se perpetuam dias nuiles, sem que se meli-
gue jamis a sede, ou cansen) os dedos que tangen) o
inslrumento, e os msmbros que se agitam no volup-
tuoso daosar nacional.
Todo aospiram por tole periodo de jovial algazar-
ra, de conliuuos fulguedos, de curiosos e variados
passatempos, e para elle se preparara com todo o
fervor de um veid ideiro culto. O guarda-roupa e
refax e regorgila al de cousas superfluas ; o quintal
do rico se povoa de aves domesticas, a despensa se
abastece de londrinos e flamengo, de presuntos, de
paios, de vinho e licores. Estamos por algum lem-
po no paiz afortunado de o Cocague onde corre
Icile e mel, e as montanhas sao de assucar candil ;
os Hambres, assados, recheios, pastelloes, empatias,
pudding, bolinholos e doce, se offereeem espont-
neamente a quem os appelcce, e islo tem lugar nao
so na cidade, como em lodos os seu arrabaldc.
Entretanto do alto das torresa a hora fatdica da
missa do gallu. Urna multidao i n numera vel de todas ai
classes da sociedade ubslriiem a roas em butea dot
templos que ficam lilteralmenle cheios, onde se ob-
servan) ondas de belleza e feialdade, de diamsntes,
de flores, de plomas, de tila, de trajo exquisitos,
que rolam ao tom da msica e do orgao. Ouvidaa as
Ir missas do coslume, uns vollam para a sua ca-
tat, para comer, beber e cantar lapinha, oulros
percurrem ai ruai al o romper d'slvu, o oulro sa
dirigem ao campo, ou para casas alagadas i cusa de
sacrificios e economas enormes, ou de alguns ami-
go ou prenle. O furor de sabir para o mallo nes-
la quadra, presentemente eeta mais arrefecido ; mas
ja liouve lempo que aquelle que nao poda alugar
urna casa em alguns dos sitios proprios, escoudia-c,
como envergonhado da sua miseria, durante lodo o
da sanio da fesla, e muguem o via na roa. Era lal
a mana que muita gente venda o que possuia afim
de saiisfa/.er etle capricho da moda. Entretanto, pa-
rece que j vai chegando o momemn do bom enso,
e cada om e retigna s suas circumslanciat.
At mui pouco lempo havia enlre nos o uso do
presepes, que ao principio roniistiam em urna lapi-
nha, onde se deposilava o Menino Jess, tendo de
um e oulro lado urna imagem da Virgen) e oulra de
S. Jos. Defronte desle tabernculo do verduras,
cheio de fruclos da estaco, onde arda a myrra e o
acenso, duas idas de meninos de ambos os sexos en-
ao
Aiavam canlico de loovor ao Verbo Encarnado,
i'iin de pandeiros e maracaes. Erl um patsalempo
., pi> e ao mesmo lempo de recreio para as familias :
por olho, denle por denle, es em que se ciTram af
polmicas dos .dous partidos irreconciliavei. O
celebre Espectro ,de 1816 lera tido orna nova edi-
i;ao uas columnas da Nonio, O redactor da Revo-
luro A. K. eSimpaio, nao negoo a palernidade
de que screvera oaquclle jornal. Troveja-te, lie
verdade, mas nao se ferlilia a mea ver...
O Diario publican o decreto da reforma da di-
visa,) territorial do paiz, creando um oflicio de la-
belli.io de nota em cada um dot Julgadus suppri-
midot.
Estamos amcacados de dous grandes male:
da escacez e da ahaudaucia que acluam ambos sobre
o povo de un modo desastroso. Uo Miilho foi et-
panlosissim producan du milho. O preco desle
cereal todos os dias tem bailado nos mercados ; e,
se continua, o propietario a quem faltou o rendi-
menlo do vinho, nao poder satisfazer as desptza
da sua maior necessidade ; as obras cessaram, e o
operario ser tambem victima.
As noticias de'lraz os Montes sao tambem de urna
boa colheita. Rt-fervcm comludo as qucixs contra
o alravessadores, a lia dados para aflirmar que no
Porlo os ha para o milho, como em Lisboa o lem
havido ao trigo. A par dot gneros alimenticio
(ambem os combusliveis suhiram de preco ; e. co-
mo se ludo isto anda fosse pouco, levantaram-se
desproporconalmenle as renda da casas. Segun-
do carias do Douro, "ja alli se veuderam alguns tu-
nis de vinho da ultima colheita por ilujj a pipa.
Api-zar do oidium tuckeri que lano lem allligdo
os nossos viuhaleiros e o nosso commercio, rende-
rain os vinlios alli eile anno 23,000 pipas segundo
o novo arrolamenio.
A quanlidadc de vinho fabricada em Aveiro foi
muito diminua. lio naquelle dislriclo geralmenle
mao, dessaboroso e detcorado. Em compensacao a
colheila do azeile prvmetle ser abundantsima.
Em minia- parles as,oliveiras esto carregada de
fruclo, a ponto de ser preciso escora-la para o ra-
mo nao quebraren) ; lal he a quanlidadc de azei-
lona.
O estado da ilha da Ma dei ra era deplora vel,
como sabis, morraenle pela miseria que Ihe pro-
e toda esla solemnidade se celebrava a portas fe-
chadas.
Depois, estes regosijo innocentes lomaram pro-
porcoes mais vastas ; ento o recinto modesto das fa-
milias ja nao era suflicienle, e para supprir seme-
ntante lanilla prepararam-se casas de proposito,
levanlaram-se thenlriiihos ..n-omm nlados a esle fim,
e al as ponas de urna igreja, ento interdicta, fo-
ram franqueadas a eslas rcpresenlacOes, que nao li-
ndara car jilee algura divino, e que umitas vezes ser-
virn) de prclexlu i deshonra do mullas meninas po-
bres, que ahi liguravam.
Temos para nos que estes presepes erara urna imi-
tarlo degenerada i'.e certas scenas animada, que es-
tiveram em uso na idade media, representadas por
personageus alegricas, symbolisando diversa pas-
sagens da vida de Jesus-Christo. Eram um arreme-
do dot O//icios dopastores ou do .mos de com
qoe em alguina parte da Europa se festejava o nas-
cimenlo do Missiat, e que estiveram em voga em al-
gumat Igrejasda Hespanha, ha cu asa de um teculo ;
mas entre nos eslas. represenlaces eiam ludas pro-
fana, eram cmplelas saturnaet.
Pralicavam-se abi enormes Tmmoralidades. Assim
qne te flndava o espectculo, a pottoriuha mais bo-
nita se collocava no proscenio do labiado, e puoha
em leito nm ananas, om cravo, um jambo, etc. ,
le., que muilas vezes eram arrematados por somma
incriveis pelosapaixonados da lal paslorinha, a quem
pertencia de direln o respectivo producto. Final-
mente, os presepes Inrnaram-se urna especularlo
mercantil, um ver Iadeiro commercio, e esla moda
chegou a tal poni que cerla pessoas viviam cos-
ta desta industria, e aiuda guardavam economas.
Felizmente prudencia e o lempo acabarain com
eslas foutes fecundas de immoralidade e devassidao.
Releva confessar que os prazeres e passatempos
do Natal nao se limitara ao dia santos da festa,
abracara um per un o vasto, cheio de variados episo-
dios, em rigor, e geralmenle fallando, durara al o
carnaval. Uestes episodios os mais nolaveis sSo : o
dia de Anno-Bom, o dia de Reif, e a fesla de ar-
raial.
Os rojlumes desles doo dias, em virtude du teu
carcter goral em toda a christandade, pouco diver-
sificara nos psizes onde Iriumpha a rcligiau chritta,
e parece que lodos os pavos qoe perhutcem a esla
seita, beberam os ieu en.turnes as iradiccAes do
povo re.
Com effeilo, no primeiro dia das calendas de Ja-
neiro, islo he, no primeiro dit de cada anno, os Ro-
manos mandavam reciprocamente presente, que el-
vem da molestia das vinhas. As subscripcies que
inda continuara a promnver-se por lodo o ieino, a
favor dos iifelizes habilanles daquella provincia,
eram um meio lim, mas insuhicienle para minorar
completamente tamaita calamidade. Acertada foi
a noiiie.n;,in do guverno, c nislo sao unnimes os
mais acalorados oreaos da opposic,ao, por lerreca-
hido no brigadeiro Passo para governador, aecumu-
Jando as faocfasM de civil e militar, e no brigadei-
ro Cousseiro, director das obras publicas daquella
ilha. O digno governador nao Iralou someute de
desenvolver os melhoramentos materiaes da provin-
cia. Dolado de um carcter serio c tolerante, com-
prelieudf mo que una ^das primeir.is ncessidades
da ilha era conciliar os animo irriladot pelat dis-
scuees polticas, lano mais perniciosas, quanlo me-
nor he a rea em que se desenvolvem. O govenia-
dur lem sabido congrassar os nimos, agrupando em
torno a si, para o auxiliaren) aa' pessoas mais res-
peili.veis das diflerente parcialidades. O resultado
foi, que, a detpeito do flagello do mal da vinhas e
de todo os infortunios que lem accommellido aquel-
la infeliz provincia, a tua administrara i tein con-
seguido predispo-la para um futuro prospero e ri-
sonho. Os servicus do brigadeiro Cousseiro sao
rouitu nolaveis tambem, era vista do que lem con-
seguido realisar com to exiguos recursos.
Tra(a-se de promover urna awbecriprao a fa-
vor dus desvalidos habilanles da Ilha de Santo An-
ido do Cabo-Verde. A colheita esle anno foi alli
escassissima de milho, feijao e oulros generas ali-
menticios. A classe mais indigente lem-e visto
forrada a snstenlur-se de locos de bananeir.i.
Nem sempre at noticias das col.lias bao de ter
ms. Participa o capitn governador de Mossam:-
des que a plautacao d'algndao do colono Bernardino
Freir de Figueiredo Abreu e Castro, produzio no
semestre findo era 30 de junho 100 arrobas de algo-
dio descarocado, prometiendo al ao lim do crren-
le anno nma vanlajota colheila. Igualmente se co-
Ihe da sua commuuicacaoqua a maior parle do co-
lonos empregados na agricultura, bem como oulros
individuos que lomaram terrenos, que se jolgaram
esteris, lem feito boassemenleiras da referida plan-
ta, esperando parle d'elles, ja o fim du corrente au-
no principiar a tirar hons resultados do seus traba-
Utos.
No i cio continua a manifestar-so a extraordina-
ria riqueza mineral, sobretodo no dislriclo de Lei-
ria. Consiste em minas de rarv.ui do pedra e ferro,
o que, cujucidindo com o prximo movimenlo resal-
anle das estradas de ferro que teprojeclam.se Iracao
e se v.lu comtj*iidii a assenlar em lodas at di-
reccoes, nos assegucara n'um futuro, nao muilo re-
molo, oa mais solidos elementos de protperidade na-
cional.
Consta que na quiis de Pigeiros (lerra-fera1 se
descohrio, ha pouco, ama mina de melaes, enm in-
dicio de conler ouroi
A viacau publica parce ler despertado ; assim
nao recaia .le novo. O numero dos o*reiros empre-
ados nat diflerenles estradas do reino, as semana
lindas em I e 8 de selembru, foi de 10:287.
Viti-se em breve levantar a planta da estrada de
Ponte de Lima a parn;a ue Valenca.
Ilmis.so f,.i nao vos ier dado noticia da vizita qoe"
oflicialmente lizeram algunsengenneiros hespanhes,
enlre ellea oengenheiro Montesinos, para examina-
ren) a pussibilidadf e o exequivel da navegaeao do
rejo ale Hespanha. Pelo relalorio publicado por
elle na folhas madrileas, v-se que alm de muilo
possivel, nao he obra excessivamenle dispendiosa.
Nislo funius oavidot; negocios ha porm que in-
leressando-nos allamenlc parece que nos san de to-
eslranhoi. Trata-se da abertura do islhmo de
do
Suez. No mmenlo em que os esforcot lauvaveit de
Mr. I.essept veo reunir nm comrai.sAo internacional
4ra o abertura il-i islluno, romioi-s.1i. em ,..*
reprcsenladot n. Ecjpto, o Piemonle, a tranca, a
rli.s,..., A.s... liraacia, Por-
tugal, a naca a qoein mais deve imperter a reali-
tacito detsa obra gigantesca, nao s pelo interesse
ionnedialo que d'ahi pruvir s suas potsessoes afri-
cana, orieutaes e asiticas, urna vez que seriamente
se (rale do seu hem eslar, mas para ino-lrj.r a face
das mai naces que n.lo entrega aos azares do desti-
no o futuro des.as posetsf>e,ndo hejuttoque nao seja
alli representado, Porlugal polia ler pelo islbmu
relace.. mait intimas com as suas possftes orieutaes.
Nao parece conveniente que estranhos se encarre-
guem do qoa he do restricto dever. da competencia
exclusiva dos Porluguezes. O contelhn ultramaiino
e o ministerio compleme >ao aqu arguidus por esla
Continuando a mencionar o que em rclacao s
vias ds cowmunicaean no interior, se faz, se diz ou
se lasa frito, prosegui.-ei :
Conata qte no caminho de ferro de C'nlra, a
cuja inauguraba o me refer pelo ullimo correio. an-
dain j Irabalhando 3,50 horaens. Ainda nao che-
gou o prazo marcado no cunlralo para o cimero das
obras, j os Irabalhos ao tendo grande impulso.
Em toda a eilenco da linha te acham eugenheiros
levantando os planos parciacs medida que se v.o
Id/endo a expropriaeoes. Diz se que *e espera bre-
vemente Mr. Somsux, um do eugenheiros em che-
fe. e que sua chegada so publicarao os nomes dos
directore da companbia. O capito Pililo Mourdo
deve, dentro em pouco, parlir para o Minho, como
agente do cande Lucott a eugajar operarios para es-
le caminho de ferro.
Corre com visos de certeza que esla' prxima a
resolver-se a pendoneta enlre a companbia do cami-
nho de ferro de leste e os empreiteiros do mesmo ca-
minho. Esla companl-ia aJandou vir um engenheiro
fraucez para lomar a suprema direcc.au do Irabilho.
Por decreto de ti do corrente, em virtude de
proposla 4a direccao 'da companbia nacional de ca-
minhos de ferru ao sul do Tajo, se declarara expro-
pridada as propiedades eosaprehendidasno tricado
da liulia fer.rea do Barreiro s Vendas Novas, parle
sitas na freguezia de Alhos-vcdros e na freguezia da
Moita, visto que a directriz ja approvadalem de
passar pelos referidos predios.
Acha-e em Lisboa o representante de nma com-
panbia ingleza qoa vem npresenlar, ou spresentoii
urna proposla ao governo para o desejadu caminho
de ferro de Lisboa ao Porlo. cujas principaes condi-
eoes ao as seguiules : :i: cuntas de rei por kil-
metros ; 6 p. c. de juro garantido pelo governo ;
as madeira neceasarias e as expropriaces fornecidas
pelo governo.
O projeclo do caminho de feqro do Porlo a Co-
imbra, continua a oceupar osengenheiros porlugue-
zes alli commissonados pelo governo. Chegaram alli
lamben) uns engenheiros*inglezes dirigidos por
sir John Henny prra Iracar nm projeclo' idntica.
Ilaviam concluido os teus Irabalhos, quando It-
laschamavam strenre. Diziam que esle coslume li-
nha sido inlroduzido pelo rei Talio, que foi o pri-
meiro que foi colher no busque sagrado da deosa
Strenia ramo verdes, presagio feliz do anno novo, c
accresceutavam que originariamente os presente do
primeiro de Janeiro consistan) nicamente em sim-
ple ramos. Com o andar do lempo, o presente se
tornaran) mais ricos, e algunas vezes davam-se ob-
jeclosde grande valor.
Na lempo de Augusto se inlroduzio o coslume de
dar, como na India, presentes ao imperador no pri-
meiro do anno. Niuguem cria que se podesse dispen-
sar listo, nem o senado, nem os cavalleiros, nem o
povo. O resultado deslas olTrendas era convenido
em eslaluas, com que se decoravam os templos. Mas
aquillo que ento s era o effeilo do um senlimnlo
de allega i ou do ohseqnidade lornou-se urna obri-
gar;io absoluta no lempo Je Caligula.
Os Francezcs ainda buje sagueni com loda a seve-
ridade o coslume de dar presentes nu primeiro do
anno, aot quacs chamam etrennes, e amigamente,
no dia de Anno-Bom, nm dos melhoret passatem-
pos consista cm desfarcar-sc a gente com traios gro-
escos. Cobriam-ae rom j ellos de auimaes, de cer-
vos e principalmente le hois. Neste dia nineuem
emprestara o quer que fosse ao vizinho, era mes-
mo fogo Ihe Oavara. Cada qual lavantava sua por-
t mesas abundantemente providas de vianda e un-
iros alimentos destinado ao passageiro. Ahi se
collocavam tamhem presentes, sobre os quaes se ti-
nham feilo coujurac.de, para desviar, daquelle que
te apoderassem delles, os infortunios de que cada um
poda ser ameac,ado.
Anlcs da revoloc,ao, as feslas do primeiro do an-
no eram para a corle um grande objeclo. As dadi-
vas sumpluosas arruinavam muilas pessoai. O mar-
quez de Choiseul, para animar sna mulher, qoe pa-
deca de mel.nicolij. deu-lhc, no primeiro do anno,
um enfeile de diamantes, que Ihe custra qparenla
rail francos, e o marechal de Luxembourg deu como
etrennes um collar de cincoenla mil francos sua
nela, a duquesa de Lauzon. Felizmente srmelhan-
les exemplus esto mui longo de ns.
Eslet coslume mais ou menos modificados se en-
i'ontram em muilot paizes da Europa ; e enlre nos,
potlo que em mui pequea escala, lambem *"i usa-
dos. Alm dos presentes que se fazem no d.. de An-
no-Bom, que se chamam os annos, expri -,1o que
(ambem comprehende as visitas que se fazom ueste
da, ha um preronceilo singular enlre muilas familias.
Nesledia, cada qoal faz eforc,os para botar um fado
novo, comer diversas iguarias, evilar
voram conhecimenlo do tracado dos Portogueze, cs-
tudaram-no, e abandonaran) o teu, ou devido s cri-
lca dot jornaes do Porlo e Coimbra ou a couscien-
ca do mo Irarado qoe haviam seguido. Sir Renny
adoptuu o plano porluguez. liom fora que lodos us
porluguezes dessem deslas lindes aos lnglezes.
A empreza Hardy *Hilop prosegue em Coim-
bra com as obras para a fabricaran do gaz para a il-
luminacao daquella cidade.
Justo he que tambera vos falle dos nossos esla-
belecimenlos de crdito.
a A boa administracao do banco de Porlugal. diz
o|./ornot do Commercio, d em resultado o estado
progressivo daquelle eslahelecimento. Publicun-
se o re-uuio do sen activo e pattivo relativo ao mez
de outuln i. A verba das latirs descontada, que
principalmente representara auxilio prestado so com-
merciu e mais iudustriat do paiz, subi no ullimo
mez a 1:211 rontot, o que excede por muilo mais de
100 conlos a verba do mez antecedente, que lambem
era muilo superior a todos os mezes que o procede-
rn). A emprezat productivas, que aprsentelo
rondicoes plautiveisde solvabidade, achem pois em
termos mui favnraveit um cuadjuvac-lo poderosa e
fcil nos capiiaes do banco.
o Osempreslimos sobre penhore'493 cont) foram
lambem no mez de uulubro mais avultados do que
un antecedente. Se a differenc nao he muito ruu-
sideravel. aiuda assim he esla a verba mai avallada
das iransac.ies do banco neste capitulo. Nos ullimo.
mezes ncuntra-se um augmento embora vagaroso
na cirruiarao da notas ; e o ermo medio dos dep-
sitos, no mrio da oscilares ioteparavei desle cap-
lulo, vai progredindo.
si O crdito pleno e absoluto de que as olas do
banco de Porlugal gozam actualmente, deixa bem
prnver que a circulado absorveria ainda ominas
muilo mais considera veis, se a direccao julgasse pru-
dente e npporluno augmentar as sua' emissoes ; to-
dava o baoco hesita em ampliar de improviso a sua
circulacao, e hesita fundadamente, quando ve por
um lado o crescido valor do seu dcpoitos, que Ihe
impoe urna grave e restricta responsabilidade ; e
pelo oulro o seu capital primitivo, todo transforma-
do em ttulos de diflicilima realisacao. Esla situaran
em um paiz que nem econmica,nem politicamente,
se pode reputar consolidado, recommenda todas as
precaucoes, que nunca se devem considerar exage-
radas.
O pouco que as arenes do banco vio ganbandn
no mercado, depois da grande calatlrophe que lano
abalou o seu crdito, perlorhando to profundamente
lula- a relacOe econmicas detle paiz, 3o a mani-
festaran da opiniao geral, acerca desle importante
eslabelecimcnlo. He o valor temer brscente des-
las accoes que retume por um modo claro e signifi-
cativo us raelhoramenlns ncessautes que a direccao
daquella casa va i experimentando, e he de suppr,
que, au passo que o crdito geral se fc consolidan-
do, e que as facilidades inilustriaet do paiz te forera
desenvolvendo, o banco v ampliando c variando as
suat operacoes, e cmfim, avenlurando-se ao que hoje
seria lemendade rommelter.
Etpera-se que o banco do Porlo, salisfazendu
ao preceilo legal, usar da pnblicidade, para que o
publico possa couhecer cabalmente do seu ver iaJei-
ro estado.
No da 22 do corrente reunio-se a assembla
geral dos accionista do banco commercial do Porto,
para resolverem sobre urna prnpuila qoe a direccao
Ibes aprsenlo!!, para elevar x> fundo do mesmo ban-
co ao capital decretado de 2:000 rontot.
O Porto vai contar mais um eslabeieciraento de cr-
dito. Esto elaborando os Irabalhos orgnicos de
uni novo bancu, cojas bases vao ser presentes daqui
a dia a algn capitalistas e negociantes daquella
prara. O raplal sera de I:DOO.I105, em accOes de
'masa i i. t i ,. ^^ .J. yi ,.,,^ se UUlUdl UOI-
cameme a ileeosato,*srnno qae eslcn.lera a sus ac-
C*i> a oulras npcrares de ciou, cumu- san o .-eguro
depensoes vitalicias e dolacOes. O projeclo acha-e
priunpio. Un ubra do coinmerciante daquella cida-
de, Kduardu Mo-er. Este baueo ser administrado
por duus agentes iilliadcados.
Reunio-se na casa da Bolsa Porto' a assem-
bla geral da compaohia de seguro Equidade.
A direccao apresentou u relalorio da sua gerencia
desde 15 de junho, pelu qual te moslra ler obldoa
lolalidade do premio 35:5583283. Parlicipou a as-
sembla ha ver creado mai dez agencias. Foram
approsfidos 27 novos accionista.
A alfandega grande de Lisboa rendeu no
de outabro ullimu 220:3899313 ; :< do l'orio.
Ii6:9I8S'l8ii, e a alfandega municipal de Lisb
75:5523513.
Publienu-ie no Diari do Governo a conven*
c"n entro Portugal e o imperio do Brasil para a re-
pressilo e punicao do crime de moeda falta e papeit
de crdito com o curso legal nos dous paizes.
Vil ir i.lavara-nos que se achavam em da a> pa
gamentos aos servidores do estado.
Na capital assim he, e mesmo as provincias
com* algum as excepries poreri. Por exemplo, de
doze mezes que deixou em divida a .-idraiistrac.,1o
Iransacla a alguns regiment, se devem anda seis.
F;m abono da verdade se diga que da divida her-
dadaem marco de 1851, tem a actual administracao
umoriissdo uns 127 contos de res, sendo em prels
mais de 95 cont ; pao mais de 15 contos e farda-
mente mais de 16 ceios.
O encerramento da exposicao universal de Pa-
rs e a conferirn da inedalli n e distincces ao
expositores porluguezes tem fuiendo aos jornaes
desles ultimas das assumplu para brilhautet arra-
zoados. e materia de verdadeiro -rigosijo para quem
se nlsressa deveras paja nosso progresso (abril,
agrcola e artstico.
O jury internacional adjudicou a Porlogol, na
pessqa de seu governo urna medalla de honra (de
ouro) pelas sua colIcccOes em geral na grande ex-
posicao.
Esla raedalha he dada, alera das modalbas parti-
culares, ao ministro da guerra de Franca (pela ex-
plorac/io ihs riquezas miueraet da Argelia a com-
panbia das Indias pur todas as suas colleccoes ao
ministro da marinha de franca (pelas mas caria e
planos ao ministerio do commercio inglez 'pela
coliecQo de producios agrcolas; Iba da Cuba le-
lo seo lbaro a sociedade neerlan leza do commer-
cio, e ao goveruo do Portugal palo conjuclo dos seus
produelo.
Nada vos diise ainda do eslado sanitario do paiz
durante esle ullimosjquinze dia. A Providencia,
cumpadeceu-se de n. Deraos-lhe gracas, que bem
ameacados eiliveraos pelo cholera morbus. Fia
victimas he verdade, mas nao lana como se recel-
va. Em Lisboa pode julgar-se eitincta a epidemia.
Alem dos 2> casos que mencionei, na consta de
-----------------------^ .--------.-------
a declinar,
-
r qualquer in-
eommodo ou ronlrariedade, pastar o dia eonlcule e
salisfeito, alim de viver durante lodo o anno da
mesma man .ira, e elle be igualmente o fonda men-
t dos prsenles; islo he, da-se oque quer que seja,
para que se receba em todo o anno.
O dia de llei, dia em que a mvs'.eriatlslstrelia dos
Magos indica aos pastores o lugar do nascimenlo
do Redemplor, posto qoe offereca particularidades
nolaveis entre lodos os pavos europeos de urigem
romana, comludo, entre nos Pernambucanos, alm
do chamado Rumba meu Boi, nada mais o cararleri-
sa ; mas ha muilo annos esle enlreleoimento simi-
barbaro te acha banido do nossos costumes, e linha
lugar no da G de Janeiro. Era urna farra grotesca,
sem paralello entre povo altura. I'm sugelo eitvol-
vido em urna bala, com urna caveira de boi em um
pao, era o lal bumba ; havia um I padur ou capi-
nlia, como nos circos de Sivilu em que falla lord
Byron, um padre, um cirurgio, urna charanda cai-
purinha e oulras personagens inleiramente phanlat-
licas.
No da de Res, s horas moras da noite, sabia es-
la turba de barbaros, e te diriga i casa da princi-
pies familias do lugar para tirar o rei, islo he,
enloavam cerlos cntico anlogos ao assamptu, de-
pois o dono da casa abria as portas, dava alguraa
cousa a comer s personagens do drama pagao, as
qnae, depois desla ceremonia se dirigan) a unirs
rasa, onde reproduziam a mesma scena e recebiam
a mesma gratificarlo. Estas represen(ac,Ocs duravam
quinze e ma s dia, e nellas cunsittiam lodos os en -
Irelenimenlos da fesla dus Res; mas releva confes-
sar que islo ordinariamente, uu sempre, linha lugar
no campo.
Entretanto, ainda boje a fesla dos Reis era loda a
Europa oflerece om carcter verdaderamente poti-
co e lradiccion.il, e para darmos um espcimen des-
la solemnidade em quasi lodo u velho mundo, refe-
riremos tmente o que se pralica em Frauca, nesla
poca, que he o mesmo era lodas as oulras parageos.
L a fesla dos Reis he um coslume totalmente ro-
mano, confundindo se na mesma origem que o car-
naval, e coja iradiccao ainda se consagra, em loda a
Franca, s5b a sua furnia symbolica, abstracta o enm-
memorativa. Os Romanos, dominadores absolulo do
povo, c cojos Cesares ao despotismo mais completo,
junlavam a Idea abstracta da liberdade popular,
concedan) ura da por anno representaran real
detla liberdade igualitaria, que confunda todas as
gerarchias, ludas as classes, e uivelava absolutamen-
te o consol e o escravo : Senatus, populas que Ro-
mamts (S. P. Q. R.). '
mais nenhum. Km Coimbra continua
quasi se pode dizer exlincla.
Na l.ousan, de 26Asos, s 5 foram falaes. O es-
tado de Leiria continua a ser excellenle. Em Vi-
nima do Caslello pode considerar-se acabada a epi-
demia. Foram atacadas 21 pessoas, (fj hornese
156 mulheres}. Salvaram-se 137; o numero porem
dos atacados nao foi na cidade, mas as immedia-
ces. Em Vizeu o eslado da cidade he excellenle
e o dislriclo cada dia se torna melhor.nao constando
por agora novos casos do cholera. Exlincla em
Aveiro, Illiavo, Vago, Eixo, Albergara. Estsrreii,
Ovar, e Angja. Na Bairrada decresce sensivel-
inenle. O governo raandoo regressar a Lisboa os
lacullalivns que foram enviadot ao Algarve por ci-
sa da epidemia, por nao seren alli felizmente ja re-
clamados os seus servico. Foi declarada livre des-
de 15 do corrente a passagem das paaroafoes porlu-
guezas na margem esquorda do Minho para a Galli-
za, que as auloridade sanitarias do reino visiuho
linh.iu) prohibido em consequenca do cholera. Em
Caininha, lambem te podejulgar exlinclo.
Nao obstante lem-se feilo varia procissdes de
penitencia era Lisboa, roas sem carcter ofllcial.
A grande atsociacao Humanitaria Lisbonense, de
que ja dei nolicia continua a celebrar as saas sessoes.
A ultima foi nu dia 19, ettando presentes alguns
membros da sociedade Raspalhitla, como adjonelo.
Ficou eleilo presidente da commssao ceolral o Dr.
Caelano Xavier Pereira Rran ido, e deciflio-se que
secunvi lassem os parochos decaptala aceilarem
o cargo de presidentes natos das conuaiasees paro-
chiaes e qus lizessem inslallar eslas commissoet
deulro em 8 dias. Consta qae em Coimbra as facul-
lalivot que melhor servico fizeram, foram dous que
alli gozam da opinio da raspalhislat.
A homeopalhia faz proselilos nos Acores e no
continente. Nao vai a passo de carga, mas nao per-
de terreno.
Diflicil cousa, he ter de impor urna certa ordem
ou derivacao natural ao que, por sua natureza as- '
ceu para a nao ter. Refiro-me a bagagem obrigada
dos gazeteirot, localistas oa collectures de noticia-.
ros. Desde a descuidada desordera cora qoe a /fe-
m des dtux monde* aprsenlas) /aits divers al
a paulada rlassificacaocoin que a redaccao de Las
novedades pretende seccionar as auas noticias, no-
la-se a este respeilo era lodas a folhas. em podia
deixar de assim acontecer, a mesma collocaclo ca-
prichosa e falla dededucc4o.
E assim he. A conversaran se fosse a moldar-se
nesle eslyllo, havia de ser insupportavel. Rama-
Hieles fazem-se de flores; mat o hervanario, qoe de
ludo lira partido, e que mistura ortigas com folhas
de rosa, alcacuz com macella, naa> lem remedio se-
nao dispr a sua colheila e-n molhinhos muilo bem
separados uns dos oulros, para qae dall leva cavJi
um o que precisar, respeilando que Ihe repugna.
Dito islo, tacamos por um poacb do classico Vio-
cel do vaudcville francez. evitando quinto podar-
moa ir deiiar a indiscreta moslarda no caf do ho-
nesto burgaez, do primeiro andar, e passemos a ex-
por a nossa mercanca desles 15 dia.
A noticia Iliterarias reservarse ho para 0 fin,
em post scrplum. Convidara mais a proco-
rar-sc-lheo nexo. Se entre ellas o nio houver, a
culpa n,1u ser pur cerlo do leilores.
O cavalleiro Durando oflicial general do acercito
sardo, e rainislro dos negocios da guerra de S. M".
el-rei da Sardenha, foi elevado par el-rei de Por-
tugal a digndade de Grao-Crac da real ordem mi-
litar porlugueza de N. S. da Coueeiraj da Villa-Vi-
cosa.
Fui conferida a masraa digndade ao internuncio
apusluhco nesla coi le, raonsignor de Hietro.
O conde de l.avradio, nosto ministro em Londres
foi nnmeado conselheiro de eslado effectivo.
auVi. .'ctaa 'raii,.rhe^^\Sr$^Jl^^
renunciara este cargo. Por ura no se confirtnod.
Por decreto de 13 do crrenle foi perdoaa ao
capitao leneulc da armada Joaquim Jos Cecilio
Kol a pena de ficar por (res annos inhibido de coas-
mandos e entrar em promoce, a qae fora condem-
nado em consequenca da perda do vapor de guerra
Duque de Saldanlia, de que era commandanle.
O general Frederico Leao Cabreira, governa-
dor da praca de Valenca e um dos caracteres mais
probos deste paiz, esta a parlir para Badajoz, onda
vai, porcnmmis.au do governo, deslindar com ou-
lros eugenheiros hespanhes a anliga qaeslo dos
sos lililes na Ironteira. Ha ainda alli alguns l-
es a (ue chamam as contenaos, onde no he ra-
ceder a urna cata ter a cozinba em Hespanba
e a sala em Porlugal. as diligencias policiies, de
qualquer dos dous povos, para a apprehtnsao de cri-
minosos, tem esta circomstancia dado occasio a in-
cidentes desagradaveis, como he de crer.
Corren que Antonio Augusto Teixeira e Vas-
concelos, que era redactor de um jornal ministerial,
que suspendeu a sua publicacau, o Arauto, fdra
feito visconde doCoura. Diz-se que nao foi confir-
mado o titulo, mas que continuar por mais lempo
a residir em Pars, onde como convidado, leve ssen-
lo uo toasjspsso de estatislica. '
Qnfideiro Baldy, que fora transferido de
governador da praca d'Elvas, para a praca de PeoU
che, substituido no governo da primeira por AdriJo
Acacio da Silveira Pinlo, pedio ser exonerado do
governo da segunda
Foi nomeado governador para a praca de Pe-
niche o brigadeiro Christovao Jos Franco" Bravo.
O marechal Saldanha, presidente do conselho,
recebeo'ullimamenlede Hespanha t> Tosao de Oaro.
Participua o governador da provincia de Ma-
can olor o Tiraor, em dala de7dejulho, que fez
sabir conlra os piratas que infestavam os mares pro-
tos a Maro urna flolilha da 15 lorcha armadas
guerra e de um vapor para esse effeilo afretado,
a qoal, como consta dus oflicio do respectivo com-
mandanle J. E. Scarochia conseguir aprisionar-
Ibes 10 embarcares, deslruindo seis e queimando
duas povoacoes, aonde os dilo piratas se acoilavam.
Quarla-feira 28, devia ler lagar em Lisboa a
primeira reunio de lodos os proprietarios e rendei-
ros agrcolas qua aasignanm -os estatutos, cuja ap-
provacao aa vai pedir ao governo, da associai.ao de-
nominada Uniio Agrcola. A convocicao he faits
pelo irmao do visconde de S da Bandeira, Ayres
de S Nogualra, cavalleiro a que se devem innega-
veis servaos pelo que loca a' nossa agricullora, e
particularmente a arboricullnra e floricultura.
O secretario da legacao belga, nesla corte, foi
nomeado commendador da ordem de Chrislo.
Foi nomeado cavalleiro da mesma ordem D.
Vicente Barrantes, um dot redactores do peridico
hrspanhol Las Socedades e distinelo Iliterato do
paiz visinho.
Ellas f
feslas de devassidAo e de mancipacao ephe-
rawa, isla liberdade de 24 horas se chamavam Sa-
lurnaet, em commarooracao de Saturno, pai dos
deoses.sEslassalurnaesSc celebravam em Roma, no
meio da licenra msis lllimitada do povo que, se-
nhoe absoluto da cidade eterna, coosagrava as 24
horas de cmancipaco polilic represenlarao real
de urna soberana Ivrannica : exemplo sensivel do
despotismo relativo, e que, das lloras de um go-
verno intelligente e forte, cahia sob ot excessos de
urna populara vida e invejosa, as ntos de urna
maioiia ignorante, que em 21 horas cammeltia mais
abusos e excessos do qae lodo os pro-consnles no
poder podi.-im commelter, no sea periodo governa-
menl.il electivo de um lustro.
Prava eterna da impossibilidade de urna liber-
lade absoluta puramente democrtica era qoe
a aspirace gerac constantemente solicitadas em
destinos contrarios, gravitan) em um circulo destrui-
dor de loda a ordem pre-concebida, de toda a lei so-
berana e de lodo o poder as maos de um delega-
do : Cesar, pro-consol, imperador!
O dia de Rei enlre o Francezcs, assim como dis-
seinos mais cima, se consagra ainda hoje, pela re-
presenlarao alegre, espirituosa e critica (senlimn-
lo dominante deste povo verdadeiramenle grande)
desla perlurharao hverarclhra das gerarchias e posi-
ees. Cada familia, especialmente a mai pobres,
se reunem no lar commum, e sob at libacGes obriga-
da de um festim igualitario, e cuja supremaca re-
conhecida e ephemera do conviva feliz qae a sorte
designa, consagra e caula a realeza ephemera deste
lar emancipado.
Um bolo, conlendo urna fava, preside i eleicao
aleatoria desse soberano de ama hora, e o afortuna-
do conviva, que na parte do bolo, qoe o acaso Ihe
concede, enconlra a fava escondida, he proclamado
re! A fava he a sua corda e o seu sceplro, e a tra-
diccao, sempre respectada, quer que esta soberana
do acato, loda as vezes que o eleilo leva.o copo aos
labios, seja sempre sandado rom esta aedamacao ge-
ral : el-rei htbe, el-rei bebe!
Este passalempo enconlra-se em varios paizes da
Europa, at mesmo em Portugal, e certimente he
miit potico e anlrelem muilo mais do qoe o nosto
Bumba meu Boi, que oos legtrim os nossos bons
ave. Depois do dia de Reis comecam as feslas de
arraial, em que arbitrariamente se improvisara lo-
dos os aoaes militares de invocaees novas, o que
chegam at a carnaval.
(AUolah-ti-Krat/.)
re*
.
.






I

H
.
Por seuleiiQa do IribuQil do commercio do Por-
lo, c a coolor do dia II) de novembro, foi declarado
*m estado de (|uebra o commerciante daqaea praca
Francisco Antonio Fermndc. ^-^
Ura irrogo do celebre, Ruilarrisla^^^nlinl
Huerta, que aqu deti alguna concertse Isboa
oicidou-se pcirlo de Mu. Dispoz de nvulladai
quanliasdedinhtiroein favor de virio* estabeleci-
meulo* de caridade portuguezes.
dia 17 do corre ule foi larrivel para o Porto.
Atollo Hora da raanUa rebeniou um incendio en-
tre Paredet^q je consumi duas moradaa de tasas
todo os msate a have -es dos moradores, e roduzlu-
"."I??*** erianc de nove auno de idade.
A a 10 norata meia da noite, d.lo as torres siinal
da incendio na frenuitia de San Nicolao. Arden
urna casa de Usa andara, as trazeiras de ontraa duas
contiguas, nao podando salvarse nada da primeira.
No mismo dia 17, lis qualro'horas da lardo uau-
rragou ao entrar a baira a barca Bussaco; e nessa
mesma tarde, naufrago o, entrando um hiale.
-s- Logo depois da icdamacAo, annuncioo-se, co-
mo creio que mencionei, a eiisteucia de duas cal-
as a purta do paco dos Necessidadet; a caia azul
era para receber petires para esmolas e soccorros;
a cana verde |>ara se Inoraren) os requerimeolos, cu-
jos signatarios houvesiem de reclamar jsli^a.
Foi uasla ultima deilado um requerimeiito.com
data de 22 de Miembro, e publicado na Imprenta e
fleWe 21 do torrente, assignado dor Fernando Jos
da Silva, oonml de Portugal no Para ha perto de 22
aunos, qui di:; acabar de ser exouerudo do Mu logar,
sem dar causa a isso; e que allnbue cssn exonera-
consulado de Pernamboco a um prente do ministro
N doa negocios nstrangeiros visconde de Athoguia,Fer-
nando Correa Henrique de Noroulia, e de quererem
transferir o cnsul de Pernambuco para o Par. O
aupplcaote entre oulns serviros que allega, diz ter
mandado prender e p-ocessar no Par o capillo da
galera Defiiuor, colpado pelo brbaro tratamenlo
dado aos colonos que transportara para a America.
PIMO II PIIM1BUC0 SEGUNDA FEIBA 24 DE OEZEMRO OE Hit
Perto de Cede, naufrago-.! o liiale portugus I O conservatorio celehrou os seo* eiames de mus- i>n .,', ^. ih
*&ZSk&\ ", ^r*- P8ra """V ;? qUe rnfOrr0U R C,ir,e num"auraduedUar!. IIT.!^.^?9.' ~.^" -
_aalvoa-se toda a tripulado, e havia esperanca de I Faiem-se tenos progressos naquelle eslabelecimen-
- Foram distribuidos premios aos alumnos e aluru-
aalvar ainda o navio.
Foi concedida a Isidoro Emilio Baplista a exo-
nerarlo de lente lubsliluto da cadeira de engenharia
rural e artes agrcolas do instituto agrcola o escola
regional de Lisboa.
-O Diario publica hoje (28'um decreto mandan-
do que no ministerio da fazen.l.i se abra a favor do
ministerio da guerra um crdito gupplemenlar pela
quantia de 169:2519062 rs para o pagamento da
diderenea que houver entre a importancia do torne-
cimento de pAo e forrageos que se fizar no acloal
auno, e aquella ein que este forneciminto foi calca-
lado ; islo em eonsequencia da careilia do po e for-
rngeus.
Fundos.
.26 de novembro da 1855.)
Inscrpces de 6 p. ,-. i Ui I ){.
Aerees do Banco de PortugalIDOSW2.
Aceites do Banco do Porto2:W&210.
Notas donbanco de LisboaS-17801^790
Metal sonante
Metal sonante.
Compra
88010
159100
ItyO
t'enda.
85030 a
153300
lM>30
ouro.
13180 l490 a prata.
" ~- .,-......a^u. -i ,.<,, rt .ahici ilm. wu, o cnipresia m
Pede linalmente que o deixem justificar-se, como te por cenlo ao anno.
AftACPilfHl an CnnAil d#> l>,rnsmliiipn 11 ^ 11__f-4. M
Metaes.
Pejas de 89 1|8
(Incas hespauholas
Hilas mexicanas
Soberanos
Dito em barra
Patacas hespanholas
Mitin brasileras
Ditas mexicanas
Cinco francos
Descunto de notas de 18800
na sexta feira 23 de no- .
vembro 3030
Banco de Portugal.
O banco desconta lettras de cambio e da Ierra, e
lodos os oulros papis de'crdito usados no commer-
e empresta sobre peuliores, tudo a razao de 5
9950
950
9920
9900
9970
9960
99:M>
9910
9015
ooecedeu ao confu de Peruambuco.
rilleceu aos 12 de mato desle anuo o capillo le a esta couclosao de 13o lonqa carta
ile trgala Roberto iheorlorico da Costa e Silva e "" "'-J ,:,i------* ,;--------------
gevernador da Babia de Looreuno Marques. AHs-
tou-ae ainda muilo meo na marinha portogueza.
Foi aempre euiarregad de varios commandos e coni-
_---------,.-----------------v?......'"'^ wiqiMiNus ti ciii- luuuusu idiemu uraniatico e poeuco aienoes i.eai.
nissoesimportantes. Reeeilou muilas vezatls au- Em lunar do secretario perpetuo Macedinlio, que
rOan sedUCteS dOS Ul'ffreiruS. emanante, pr reaa seductOes dos nogreiroa, emquantn cruzou os
mares da frica para reprimir o trauco da escrava-
tar.i. Ognverno, carecendo de peaaoa que fosse i
Babia de l.ourenco Marques abrir um porto ao com-
inera o entabolar negociacOes com os Uollandezes
tabelecidos um colonias naquelle dislricto, recor-
uxauaoviuua jui colunias uaquenenistricio, recor- nena uo ler oseu cnisle a manelr.i p
nu ao zelo e competencia do lio dislinclo oflicial. jornaes d'aqui noticia esto Irabalho.
Assim lena acontecido, se ao cabo de II mezes de
Irabalho, nao loase tacado por urna dessas febres
<1a frica, que Una vida e lana esperanca tem cei-
fado a Portugal.
No dia 10 deste roez tallecen a senhora de Pen-
cas D. Mana Leonor de Vilbena, e no dia 12 Jo-
s Sebastfito do Saldan ia, conde de Alpedriuha, ma-
rido daqoella iienhura e irmo do marechai Sirda-
nha. O lulo que o duque tomara pela norte da du-
quesa de Saldaoha, ainda nlo eslava terminado.
Dernorou-te cinco dias as aguas do Tejo um
transporte inglez com tiuiohenlos e tantos feridos de
Sebastopol. Scguio pira Inglaterra.
No dia 22 de adumbro ancorou na ilha da Ma-
doira a fragata hollaodeza Doggerbank, trazendo a
sen bordo S. A. R. o principe de Orangc. Foi cura-
primenlado a liordo pelo governador, o general Pai-
sa, a quem pessoalmenle foi agradecer a visita, dis-
pensando previamente as honras devidas aua ca-
I Ilusiona.
O goverao dea a demiseito a' cmara municipal
de Uelera, de que era presidente "o dislinclo historia-
dor portugus Alexan-lre llerciilano.
Foi rochada um destes diai'a igreja da Pena
em Cinlr, laviuido os ladros o valor de 500S.
Na noite de 15 pira 16 do cotrente foram ar-
rumbadas ambas as portas da igreja das freirs de
Odivellas, nos' suburbios da capital; roubaram os
vasos sagrados e espalharam as sagradas formas. Es-
la convento de Odivellas he infeliz, lia dona anuos
foi roubada toda a rala doa Sanios; o anno passa-
do foi roubado do lugar o azeite que perlencia is
religiosas, e nunca se lem podido descubrir os au-
tres.
Fcz-M proci,sSo de desaggravo. O prior descal-
Cu-se, assim toan mais alguna, sacerdotes e pessois
da Ierra. '
Conliouam as festas em acjito de gracas pela
ennicao dogmtica da Immaculada Conceio.
t centro promolar dos melhoramentos das clas-
sos laboriosas, presidido pelo escriptor publico A. K.
Sampaio, da novot si|;naes de vida. Os operarios
esenvem, pal slram e reuiiem-se. AisociacOes cres-
cem e multiplicam-M.
. A regata no Tejo, da real associac^o naval, ni
M fez este anno por causa do lempo, l'icou-adia-
da para o que vea.
O lillio do lente de prima e decano da facul-
dadn de direitnda univorsidade de Coimbra Manoel
de Serpa Machado, o hachare! Jos Freir de Ser-
pa Pimeotel, nico represntame e herdeiro de seu
lio, o fallecido viseoada de tiouvea Jos Pimental
Freir, (oi agraciado com o titulo de visconde de
Uoovea em aun vida. He autor do drama, i). Syt-
naudo conde de Colmara. ---------------------------
.<%"- '"-fl Carvalho, reaignou perante
0 o',8?10 '"*r d* P'ofessor do instituto agrcola
O duque de Saldanha, o conde de Farrobo e o
conde de Bullido vao, em memoria da fallecida du-
quea, ediQcar ama cusa de asylo para a infancia
desvalida e escola primaria, a Sania Isabel em Lis-
boa, onde se adoptara' o methodo Caitillio. Esta'
felc o risco. A futura sustentadlo daquelle esta-
belecimenlo ra' garantida pelos rendiroenlos que
para esse m destinamos mus fundadores.
Acamara municipal interina de Hetera, de
qno be presidente o niarquez da Ribeira Gran
acha-M installada k em exercicio,
Dz-m q le o rei de Hollanda agracino cana
leiro Antonio da CunhaSonlo-Maorcom a rommen-
da do Leo Neerlands.
Inslaltou se no dia 1b de selembro em Villa
Real ura aejln de primeira infancia detvallida, em
qua se veslem, alimenl im e educim criancas pobris-
simas de ambos os sexos.
P. S ********* chamaren aUoilamen- (eI '^am'folZo'Coot" francez'So
lo.
as que mais se dislinguiram.
Foi nomeado fiscal do theatro de S. Carlos Joo
Mana de Oliveira Servifny. Aquello Ihealro nao
lem sido feliz nesla poca. O publico he cada ye
mais exigente, e depon da Alboni, lomam-se os ou -
vidos muilo dilBceis. Podem-se contar os laseos,
pelo numero daa operas que all se lem dado desde
a reaberlura do nosso Ihealro lyrico. O Attila,
Macbeth, Mana de Roban, a Favorita, o Hernant e
os Capuleltos lem sido mal recehidns. Nem sempre
ha de ser por injuica dos espectadores. Ha altnns
motivos fortes, entre elles a pouca^onfianca que"ins-
pira a empreza, at aos seus proprios escri|>lurado.
Eis porque ha pouco eu vos dizla, que sendo a parle
financeira la btte do moi artstico, a relacSo nem
por isso he menoa intima do que a que Ihe achou X.
de Maistre debaixo de oulro pontoMe vista. A Tra-
cista, que he hoje a opera da moda, e que nesta
qualidade tem feilo o gyro do mundo, nao sahio mal
em S. Carlos. Madama Spezzia vai perfeilamenle
no ultimo acto. Os dous lliealrus, o lyrico e o nor-
mal, he que c-lao agora muilq pulchros, com os afor-
moseamentoa que por occasiito das fcslas da accla-
niac \o so Ihes fizt-rani.
' Em f|ii.iiito a esle ultimo, ao normal dir-vos-liei
que se tem pacificado mais as antiphalias do publi-
co para com o enxerln hyhrido que se lite fez de
ama companhia frauceza", queda represenlacoe* as
mi'sinas noiles que a porlugueza. O puritanismo
dos que clamam pela legalidade em tudo, nao po-
da softrer que um Ihealro chamado normal represen-
lasro em francez ; mas o factn he que a platea etla-
va pouco menos de solitaria nos dias cm que exclu-
sivamente se davam paca em porlucocz. Assim
aao em tudo. Em Iheoria ninguem mais rgido, do
que a maior parle da senle. Fazer um sacrificio
por pequeo que aeja, por mor da coherencia, che-
ga a ser virlude, Uo raro he.
Dea-se all a Dallita de Antonio de Serpa Pimefl-
.. se verdade-
ras uovidadea Iliterarias tiveaac paia referir. Come-
rja'rei pela Academia Real das Scienclas. Foi no-
meado vice-secrelario desta corporal, io o fecundo e
mimoso talento dramtico o potico Mendes
Leal.
u Octave
henillet, que agradou como tudo quaulo escreve
aquella escriptor. Est cscreveudo um drama de
aclualidade para esle Ihealro. O exilO da Dallila
e o Mu provado talento e lilleralura faz augurar
bem deste novo Irabalho dramtico.
O iniciador de JoSo de And.-ade Corvo leve al-
gumas recitas no tlicalro de I). Maria II ; agradou
mas nao lano como se esperava. A acco pas-a-se
na ilha da Madeira ; o enredo nao he inao ; dese-
nlia com cores bem verdadeiras o quadro das alucia
cues com que lauto se tem ahusado da penuria dos
infelizes insulanos, iudo-se traficar com os pobres
incautos para regies monieras. A proposito des-
Ihe foi com s maos i cara, he por- le dr.anla e do seu objecto. Icmbra-me que osla em
lao Pubocacao um romance de autor desconhecido, pe-
.v^ba- lo menoa para mim, Eduardo lavares. Inlitula-M
a laucn a di -seriar sobre ellas, submellendo o sea Uuri> c crimtm/tteriai de urna fortuna ganha
a Irabalhc a academia, he nnrnua m nnrii no fooo H/atil. I iHi nada dclle, por ora, nao sei o
------^------.-----r~.r-.~~ ._.._.,..., ^-
por algumaa rabugicea proprias da idade, se tem re-
tirado, funcciono o acadmico Rebello da Sil-
va ; o Mr. Tliomaz de Carvallio leu n'uma das ul-
timas sessiies Iliterarias da academia urna excellente
memoria anatmica sobre os ossos das mos. Nao
deixa de ler o seu chiste a maneira por que um dos
Elle, que logo na primeira memoria, da acade-
mia Ihe foi com as maos cara, he
t que nao ia com ellas abanando. Escriptor ,*
difllcilde dar as mSos palmatoria, sa elle se aba-
v Irabalhc a academia, he porque ao pora no fogo
deconsci- 1ue lle. nem quinto vale. Creio porcra que per-
lence a numerosa descendencia da cabana de Mr.
----------------- "w ii
em prova de que fez obra limpa
enca.
O nosso primeira poela A. F. de Castilho vai era
breve publicar a sua Ira Picea > paraphraseada dos
Amores de Ovidio, lie um monumento quo pre-
tende deisar ao poeta latino. Tem quasi concluida
._...._ ........ .... i*.*.... .....i,,.. ni uuDaa ..uw.u.un
a Iraduci^lo dos seis livros dos b'a malar a collecc^o completa com um poema original u."c,'s 'lUB J"'om oulr'ora as delicias de Roma le-
sobre o desventurado caiilor das Mrtamnrphates. '".'" '.'Je 'Ofluna O caso eslava em se fazer a
primeira vez em Pari*.
pa-
tios
Aclualmeule anda escreveudo as ultimas
ginas das auas tradceles do Anacreonle e
Fastos.
Esta publicado o 2." vol. da Tentativa histrica
sobre estabelecimento da Ini/uhiro em Portugal,
pelo eminente escriptor A. Hirculauo. O joizo de
obras laes nao cabe n'uina resenta 13o rpida como
esta tem de ser.
O encauchado de negooios do imperio do Braail,
Francisco Adolplio Varnaiheu, lem aqu estado al-
gum lempo. Foi ella quem escreveu aquella
uoiavel Lenda milho-religiosi indiana, que vem
no Panorama como o titulo do Sume. Da aua his-
toria geral do Brasil acha-M impresao o primeiro vo-
luine. que ainda nao deu a publico e todava, posto
haverja della fallado a imprensacatlilhana.
Ha all captulos realmente admirareis, qoe o pro-
prio bailo de Humboldi apreciou pela verdade das
descripcee, o quo, segundo me cousla, lem leito sa-
ber ao autor, em cartas muito lisongeiras. He urna
gloria para o Brasil, por eer o 8r. Vamaghen sub-
dito do imperio, e mais urna lamhem para a lingua
portugueza, por se ver enriquecida com um livro no-
lavel.
SusciUndo-M altimimente ama queslo entre
Portuguezes e logletes acerca da defiuitiva oceupa-
rao do Ambriz, publicou u vaconde de Saularem
um folhelo em que moslra o nosso direito aquello
estabelecimeolo, situado entre o 5" e 8 grao de la-
titude meridional na cpsta occidenlal da frica.
Esla publicarlo ha de ser proveitosa se o guveroo a
mandar tr.1du7.1r, pelo menos ern inglez, por aer o
idioma da nacflo que pretende dispular-nos a posse
do Ambriz. Alm da noticia que os governos es-
Irangeiros poasam ter desta quesUo, lambem ser
justa que ella chage ao conhecimenlo das povot.
Enlri'l 111I0. iliterariamente fallando, e pondo de
parte a quustao do nosso direito ao territorio de que
querem desalojar-nos, he um escripto de mereci-
flaala|^
de
ulna-
___ arel
-------------------~-.-------...... KT.t3 uiHcuiM.iuuirumi coto O illaine-
rumlacao dasle genero de eslibalecimenlos cor- l"> de 20 a 2 palmoa, enconlrando-M aiuda parle
r5o. Anda peten nao sao suf- da n abobada que eila demolida. Por emquanlo,
nflla Btt nula uanhir mvlnitla J_ av
re com certa aujmacao. Anda otei
fioieales. ^^
CoutUquo naquella cdade M formara urna que leria
amprezarpor meio de -a:c6es para o taUbeleeimento
de urna lypographia e cranlo de um jiraol, que se
.dedicara aos melhoraraimtos materiaes daauelledis
Irielo.
v eservalorio para acua. com uust
Foi nomiado commendador da ordem militar d*nielro, guarnecido por denlro de
m nmnt9 Sanlhin A* r.,nnn;nin a.ariii- r, T..nl,.... .., -...,-... ..__________l .
-------------------- ~.. ua uiueiu miniar
de Hosn Senhora da Cnnceicao deVilla-Vicoaa o ba-
rao 1I0 Lglolle itein, eslribeiro mor da casa de S A
R. o grao-duque de SaWeiraar EizMoach.
Cavalleiro na mesm ordem Affonto Buquel, cho-
re da rcpartilo do pesioal militare civil do minis-
terio dos nego:io da marinha em Franca.
Cavnlleiro da amiga ij muilo nobre orderuda Tor-
re e Espada, do valor, lealdade e merilo, A. J. L.
do Machieo, capilSo lo exercilo belga, profsior
na escola militar de Bruxellas.
Cavalleiros da orden militar de S. Bento d'A\iz
virios ofliciact do exhalo de Porlogal.
Cavalleiros da orden, militar di N. S. Jess Cliris-
lo, Miguel Teuore prolessor de botnica na oniver-
sidade de aples, e presidente da Academia da
mesma cdade, c JoSo unisone director dos jardn*
reart de aples.
Diz-se que brevemente haver muJanca de
uuilorme e eq jipamen o do nosso eiarcilo. Servi-
r do modelo, para o da infantarla, e da rraucezu,
que he mais apropriido e commodopara o servido.
*-avillaria pirece quqadoptar o usado na Prus-
I: capacale, liao 011 bonel, aobrecasaca carta,
ilc.lo e bola.
A cmara municipal de Lisboa acaba do diri-
mr um onicio ao nosso compatriota residente no
Rio de Janeiro, o cavalleiroGeraldo Joze da Cunha.
aggradecendo-llie asrepetidat onerUs de arbustos,
semeuteseoUutas por ello feilas, para serem ds-
tribuidas peloi habilanlea do municipio, em geril,
por todos ilesas paiz. O Sr. Cunha lem sido, m-
gundo consta iueansavel em procurar enriquecer a
nossa agricultura,arburicultura. horticultur e jardi-
nagem, com a acqoisiclo de arvores, arbuslas e plan-
ta das especie mais ricaa. nao s do Bratll maa de
oatros paizea, e com .odas-aquellas de que Ihe'lem
parecido poder rastillar consideravel proveilo
uossa lavoura. TenTtSirlanlo nbtido incontestavel
jus ao reconliecimentn publico.
No relalono do direclor geral do instituto agr-
cola de lisbou, le se o segoinle :As cnllnraa qne
mais notaveia se toruaram no borlo da quinta, fo-
ram os nlfobesde praticultura experimental, eas
ronnosaa esparragueras que all exislem, e cuja ve-
galasao (em cansado maiU admiraciu a lodos os
que as leeiTi observado as suaa diversas phases.
de!e a plaanlo, al a fruclificacao. As vanlagens
obladas nesla cultura sio devidas cuidadosa prepa-
racao do terreno e a boa direccilo dos amanhos ulle-
rierat. Temos plantado para cima dej5,200 arvores.
quer nos pomares e na', sebes, quer nat ruaa da
quinta, oa enj. torno dos seus muros, quer finalmen-
te nos viveiriis. Planlaram-se 1,V>2 arvores frucli-
r. ,1. .J:J ------- I ... ""*'' "ucii- miic na lennoncia uas anaiaspiragjaa. Trata di
rir.B, .ihd bacellos de exeellenles castas de vido
libes, lem-s empregado a maior sollicilode na es
coalla destaa plantas ; umn boa parte do' futuro da
nnisa a.rieuliiir. -1,...... '- < dccoinmooaoaa as necessidades do lempo e das <
lOisa agricullura esla ao progrestivo melhoramento cumslanc as. Tem alguns defeilos cono nlo he
daaracaavegH.es. Ja no vieran. deSmirna.de admirar -m Lin L ..." *., '0"'',?Sa h'.
daa ra?aa vegetaes. Ja no vierain de Smirna, de
(anovaada Blgica ols.um.is variedades de plauias,
que repuUmoa primorosas.
'lemosfeito eneommendas para Xerez, Alicante e
Valonea, daa mellnrea casias do videiras, amendoei-
ran e ligueirus. Denlro de algum lempo varemos
consideraveltoele augmenlados os nossosTT*"
com eslas ejmras plaulus, quer hurliculas,
Zies. Aa ojalas amoieiras ncmlram-se
r cstao.l|rBai|or parte dos ras da qu
ham-se bofofJIta por estas inleressantes pl.m
Nao tardar que as sobes por ellas formadaa, nos for-
ner;am ao mismo lampo sotubjbs e folhas, abrigo c
alimento aite aercola,que deve ser urna das mais
uleis expkwioes do intitulo. A vigarosa vocelacao
das amorelran braoca?, nicas que admillmoa na
qaint, eat nataulmenle convidando *aua cultura.
Al que foram ptmladas ha 20 mezea, apresen la m 3
a aelros de altura, poalo que nao ebegassem a ler
2 uo acto da plantar;*a. O nosso paia he ainda mais
propicio que o da Italia 1 esta cultura, que mais
qns nenhuma oulra concorre para 1 riqueza agrieoli
da peninsala italiana.
No dia 22 do crlenle naufragan por lo da
Fkueira o hiale porlunuez Prospero, mIvoo-m i Iri-
pulac/o a parta da ea>a.
ter mandado fazer aqui.
Em CoinMira e em Lisboa procede-ie com moiln
regularidide e boa direccao aos trabalhos sobre me-
teorologa. .Varna portara do gnverno acaba de aer
louvadolo Dr. G. Jos Aulonio Dias Pegado, director
do observatorio metorologicd la Escola Polytecheo-
nia, e das observaces nautico-meleorologicas, pelo
conccito que faz da sua intelligaaicia e zelo, no des-
empenbo da commisslo deque esla encarregado o
lente Maury.superintendcnla do observatorio na-
cional de Washington.
()ccupa-se actualmente a Academia em con-
1 publicacao das Memorias l.'Uramari-
Nao devera passar em o silencio as invoiligaces
archeologicas, j n'oulr lempo comeadas pela so-
ciedade arcbeologica, e qu hoje contiuam as rui-
nas da antiga Celobriga, m sitio de Troii, em Irenle
de Selubal, na raargem^esquerda do Sado. Princi-
pan* a excavarlo no dia 5 de novembro. J se des-
cobriram parles d'um edificio .circular com o djame-
iM a. tbi .. ..a .._,__^_.____._____ .
lo m pode aventar opiniao acerca da applicaco
eria lido aquella edificio ; a excavado conli-
uua. Eneonlram se algumas medalhas("de cobre) ro-
manas, mas em mo estado. Vjjn se detcobrindo
muilai piredes de edificios, e achou-so ama espe-
cie de reservalono para agua, com unsti palmos de
marmores.
urna amphora de barro. Na-
lirar agaa do dito reserva-
Tambem se eneonlrou
turalmeutc tenia de
terio.
Tambem nos vsitou um' arrheologo ; he o conlie-
cldo escriptor hespanhol Ferrcr do Couto, que ha
das se ach em Lisboa.
Ja ve que oeste particular nilo temos andado
lio arredados como de costume. Oa esludos retros-
pectivos lem por ci ai aeus cultores, e as explora-
coes desta nalureza nao sao inteiramenle iurroc-
tuosaa.
Conti-se aqui no mundo lttorario com a vinda
miis que provave! do celebre proscripto e poeta dos
poetas deste scalo Vctor Hugo. Era esperado no
dia21.em Madrid, onde j I111I1, mandado preparar
casa. "TJrelo que na ha de fazer mais juslc.a do que
Bvron quando aqni veio. Tudo depende das mus
prximas impresaftes.
O jornalismo poltico jurou fazer montara aos
poetastros. Tem razao, maa o que he mais, he que
havendo declarado nao inserir nunca verso algum
sem a previa approvacio daqaelle dos seus redacto-
res que ro escolnWo para Minos das estrophes, veio
>r haioJontatdo Commercio declarar que na
nhlienc-l ,,..^.------ .v,.. c^u... HUO na uiuuuniiiia ue irequentar escolas, segur cur-n
oseu mereXmo^ ir?l,C* """'..J 1"' 'en.ificos. e trocar Vmascarrada .;qB.r. do ope
oseumereeiinenlo. lie bem feilo. >a0 fossem os rano pela farda do engenheiro. Sa prima Mil
poetas metter-se onde os nao chamavam. Todava iJ- ---------
icho cerla moralldade nesla epece de censura e iu
dice expurgatorio, pflr causa dos abusos, que, se na
imprensa sao inlolcraveis, na imprensa Iliteraria in-
'.oierabilitsimoa.
Onosw lilleraln Lope de Mendonca, qoe ha me-
zas se aclia casado com orna lilha do abastado pro-
prietario -Preel Arriaga, nao aacrilicou vida do-
mestica a loa existencia de escriptor publico. Antes
aisim. glaborador elTectkvo da Itecisla Peninsu-
lar, conslFtaM que anda preparando para aquella
excellente publicacao urna critica sobro a ultima re-
gencia. Os trabalhos serios vS estando mais na tela
luterana, ou porque n poca das tentativas e dev-
nelos vai paseando visivelmenle para a nova geranio
qne buje occopa o primeiro plano desta seena* 011
porque na melropole da lilleralora desta poca o
Boslo se decide mais para e<(o lado. Soja como fdr
D. Antonio da Costa, autor do Moliere, e escriptor
le muilo senlimento e notavcl correcio, deu a la-
me a sua Kstatislica do Dislricto de Leirla, oude se
acha serviiido como secretario geral do governo
civil, ha annos. Esla eslalislica he modelada con-
forme o syslema idoplado pelo celebre Congresso de
Bruxellas. Subindo a philnsnphja, acompanha a
ciencia uoi sena principios, ua largueza daa aoas vis-
las c ua tendencia das su as aspira cajes. Trata de
:
- soi fados dos que se dSo nos pnmeiros paizes, 1
- dicando, alm de ludo islo, al reformat poatiYeis e
accommodadaa s necessidades do lempo e daa er-
ciiiiud'inoi.. T^._. .!____ 1 1" i
o o que deixo dito prova o ; mas linda aeresce o de
ter o que os livreiros cbamam octuaidaoV.. \s obras >" 'i i- f'1"8 *"la veI P1""""'-' qoe
de aclualidade I. o que se vende em Paria e em to- Ja '" ,,e",a"dt"le 01 exlrerpoi da ini
do o mundo. O que ,1*. he islo. nao he commer- !.?.?-h.".rf ?? pr,mo'. Por "I"6"" -"ulher, e
cial. Profer talvez urna hernia, fallando do lettras,
mai a parte vendaval dallas vai adquei indo laes fo-
ros de inseparabilidade, que a idea necesariamente
ha de ser complexo.
ConsUnc porm, labe pela vez primeira qoe se
'ii,la
. -. r-- -i^.. ...uai.vif w por
aquelle mundo, onde furtivamente tal gazear das
prelec5f.es de malhematico com que ja Ihe nanimpor-
U. (.enoveva, que he aem tirar nem pora Prudence
Dnvernoisda llama das Camelias.sabe de tudo,.ida-
donoaeoiloreirado3 andar, lenlou-M, mas
empreza da mala oosla Jo Alemlejo, depois a de Co-. Major Antonio Jo-c de Oliveira
!.!n.C.?..,!,,*_aeu_U elno.ulro' pontos on- Dr. Joao Anlunea Correa Lins Wanderley
imbra e asim aacces.ivameule era oulros p,
de baja mais circularlo de passageiros e transporte
de mercaduras. Tero j lomado mullas aceas va-
rios capitalistas lano desta prac,a como dado Porto.
Agora que as communicacais se vao activando, diz
o Jornal do Cumntercio, esta companhia pode prw-
lar 11 m grande auxilio 4 via^ao poblica, e ao ineatxM
lempo anferir limis lucros. Quando virmos o ei-
lalulos daremos cnnla dalles aos Ieilon-,
Naa semanas lindas em 15, 22 e 29 de selembro,
trabaiharara nai diversas estradas do paiz 8,363
operarios
U-lo pelo ridiculo, a prepara-se a peripecia.
. No momento em que mais animada corra, ou
antes Itisilava a apntuosa conversaijao do circulo
do D. Constanca, Seahra que nao pode levantar d.,
rundo da imaginacan urna phrata apaixonada que
ana pts della ubterrara haver proferido o pobre
Fernando, Seabra, como aaaoi dlzendo, allecla
imperlurbave! sangua-frio quando entra um
serralueiro a exatniuar o fogao da illa onde se
acbavim. He Fraucisco. Reconhecera-se os dous.
Fernando finge nunca o ler vitto : o operario ex-
tranhu tanta maldado e ngralidSo. Femando, hal-
lucinsdo, repelle-o. Consente era silencio que de
claren a innocenle Margarida sua amante. Fran-
ciico amaldicoao, dnpreza-o, avilla-o, e deixa-o
onlregue ao remono, ao escarneo, confosao e ao
delirio.
O iriumpb> declara-se por Seabra. D. Conslaca.
quo pouco antes ouvira benvola a confidencia em
que Fernando Ihe confessara a huraildade do seu
nascunenlo e a condinlo dos aeus protectores, he a
propria que agora indignada por tanta cobarda
o manda expulsar de sua casa por dous criados.
Quando se he Uo infeliz, morre-.e, exclama o
incauto moco, sabindo piecipiladamenie daquelle
mundo, que evidentemente nao era o seu, mas que
he 11 segundo promellido, ao evpectador c que o
ra;*'c,!; i,|,re?BI,l0U ?om 'k1?, verdade- -
cnnvarT.ra "U a *" lra.ball", ,da "KnacSo, dinheiro depois da approvacao do. eal.tutos, e tres
as ; Fernando, nao qoarlos por lellra a prazo de i, 8 e 12 mezes.
. I lisl.llir I Ir i_ lilil'. 1 & aorAaw i, i Fii l,-, i.- I _____a___
uperanus. iir. Augusto Frederico de Oliveira
Fiieram-se honlem na praca do Commerci* de Dr. Francisco de Asis de Oliveira Maciel
Lisboa muilai inscripcoes de accionistas para Dr. Domingos de Sonza Lelo
Hora banco do commercio, industria e agricultu- Vigario Aulonio Franeitco Goncilve (iuima-
ra, e que prximamente llavera reunido da asaam- raes v
ra, e que prximamente havern reunido da asMm-
blda geni paran approvacio definitiva *--
tutos.
dos ella- Dr. Antonio da tantos de Siqueira Cavalcanli
Dr. Joaqoim Pire Machado PrleNa
IX* lnl.nl. ll.ua. C.u. I-____..
, l^ ir. aoaqom nres macnaao l'orleHa
J teram lomadas 3775 accOes do novo banco do Dr. Antonio Alves de Souzi Carvalho
'OrtU. AS bases (IOS eatalnlna : T>
Porto. As bases dos eaUluto's deste banco, sao as
seguintes:
1. O banco e denominar do Porto.
2. O seu fundo he de 2,00(1 contos.
3. A I* omita ha41,000 coulos.
4. O fundo compoei Ue acues, e de apolicei
da iguaes quanlidadei. I
5. As accoes representam a metade do fondo,
sendo de 200900(1 cada una ao par. um qnarlo de
Slowe. A quadra nao vai muito para romances.
As reputarles quas queexclusivamenle se fazem no
Ihealro. O publico auda Uo farto de decepcSes.
que Ihe cusa muito abrir um livro, e muilo menos
asignar para elle. Ouem sabe e as leiluras pu
Continua a apparecer no foilictiin da Imprenta e
Ltt a Hai/em aroda de Lisboa por Francisco Ma-
na Bordado, um dos futuros redactores da Patria.
Alguna captulos n.lo slo mal escriptos. Deste ul-
timo jornal, apenas sahio o I numero, e diz-se
que para II de dezMnbrosahr o 2, e dalii por
diante com regularidade. O 2" nao so poude aprom-
lar a lempo de ler ido para o Brasil uo paquete de
I*. \ Hitemos ainda para denlro do Ihealro, qoe
c por fura est fro, como por certo l nao Mnti-
reis em novembro. Foi i scena no Ihealro normal
a Ueranca do Clianceller, comeda em actos, e
em verso, de Mendes Leal, t) publico recebeu-a
como a autor poderia desejar. Algumas experien-
cias, tambem em verso, de autores nao confien los
e que uissn nao gaubariam moilo, so lem dado palos
oulros Ihealros, mas 1U0 ha muitos porque se men
concm. Comecaram os ejMaios da tragedia Ulhello
no Ihealro de D.Maiia II. O Sr ensaiador Lai*
da Costa, a pedido dos skus amigos, vai fazer as
duas primeira represenlocOes o papal de Ulhello.
Ileoseu eaajallode batalfia, segundo dizem, e foi
o que Ihe den Unta nomeada no theatro acadmico
em Coimbra; nomeada Ul, quo apreMnlou como
competente para exercer o lugar quo exerce, por
commisslo do governo uo nosial ihealro de decla-
marlo. O Demi-mnnde de A. Duina, Olho, Par
droit de conquHe, le peril en la demeitre ele. lem
tido o repertorio da compauhia Tranceza, que nao
he poj- certo a peior qoe esta ,capilal tem visto.
Mas dn.le que ella chegon nada Tez Unto motim co-
mo umn singular exhiofrao de aveslnhas iilu-lna-
daide urna a,clrz mademoiselle Wandermessli. Co-
iihrcein iiunjeros, adevinliam noiue. parcehcm.com
um haralbO os sntimeutoi mais oceulloi de qual-
qioer dos seus admiradoras. Aquolla fie aux oiseaux
nvalisa nosteo feHicos com a Esmeralda do V.
Hugo, mas nao cansa que nenhum Phebo a tenha
fon Mib". gura apaixonar. O amor nao he o forte
-Tas ooiorsiwes da scena. A exposilora da U in-
tereaaanlaM P^.^ii.u. iuiu-<^,7.du""Jiiiii csaT o-
ropa, roas naa lera descido doi mais arislocralicos
saines. Aqu foi era sua propria casa que reuni
os jornalistas e 01 seus compauheiroi fraucezes para
expoc os alados adevinhos.
D001 mundos e meio, concorrem esle invern pa-
ra, razer passar algumas horas saborosan este nosso
mundo Lisbonense. Alem do DcnH-monie que lem
paisislirlo na scena fianeen, lem, persistido e pro-
melle duracao no theatro do (iymnaaio a comedia
era j actos os Dou. Mundos. Ndvo as lelcras e na
idade o seu autor, he um desle eugenhos de deci-
did vocacao ortiilica. que abandonan) o que se
chama vulgarmente urna posrao, para irem buscar
no na en aa m.,,;,-..-.,,. ',.. ,_ ,_
1!S SttS^-1 r?. "X-5K
ol,- rvaelo da vida commiim nao pode dar. Au-
gusto Cezar de Lcerda fez-e ador para aprender
na scena a eicrever para o Ihealro e lem sido feliz
porque he quasi sempre applauddo, maii como au-
tor do que como actor. Estreou-se no Ihealro nor-
mal, com a Assignatura d'El-rei, comedr em 2
actos, coroposico em que a finura do dialogo, e o
espiriiooso daa ailuacoes vale mais que o enredo.
A Duplice-existencia. comeda em 4 acto, dada no
raesmo theatro. em que aproprlou o conhecido l\-
po do Marlim Guerra, das Moas Dianas. J*A. Mo-
mas cora bstame felicidade, foi bem acvlliida pelo
publico. A acert era, como aa primeira, passada
na corle portuguezi. Os caracteres eilavam bem
tricado, mai as plateas ainda dewa vez Ihe nao
conlenram esse diploma Uo difllcil de obler-se e
que duas ou tras explosoes da applausos nlo bastam
para sellar. A independencia do joven eacriftlor
dramtico, nao se conformou com a reforma do thea-
tro normal. Prefiri a serempregado punlico.escrip-
liirado pelo goveruo, ir a*ociar-se companhia do
liymnasio, e continuar alli a escrever segando a sua
phanlasia. O Cynismo, sccfticismo e creuca lie
n aquelle Ihealro deu ha meze(, revela j mnilo
mais vigor de eslylo e conbccmenlo dramtico que
as duas primeiras. A imprenta nlhou para o aulor,
rez Ihe as honras da casa, e aponlou-lhe para o fu-
turo, aponan lo-lhe tambem como boa amiga, para
alguns defeilos, faceisnlc emendar. ^Vnnanciavam-
se ha 8 dias Osdous-mundos pelo autor do Cvnit-
mo. .Nao escaccaram os bilhctta de entrada para a
mullidlo que eslava porta, ftincipiava urna re-
pulacio, evideuteincnte.
Entramos, lambem. Francisco he um honrado
serralheiro, houradissimo at, que se sustenta com
otuor do teu rosto e a Femando, seu primo, qoe
de simples oflicial de serralheiro tambera so lem-
brou um d
viera pernoilar. A apparicJo de D. Constanca, ra-
jando lulo e desfigurada pela palidez, viera desper-
tar Margarida da angustia que a dovorava. Conslan-
ca conla-lhe ludo. Vai relirar-se para ura recolhi-
inento, pede urna confidencia lamhem. A donzella
heiila ; acaba dedecidi-la a lailura que essa mulher
extraordinaria Ihe faz d'uma carta em que Fernando
se declara indigno al da compaixao daqaelle que
mais .itiioii. la suicidnr-se para que o mundo o nao
engaitaste por mais lempo.
Recresce a afllijao de Margarida. Francisco que
sobreven), escula as ultimas palavras. A parle da
polica que se ln'um peridico, aclara o resto. Fer-
nando esta silvo, maa aemi-.lienado. Entra, ou
antas precipila-sc na casa de que fora o fiIho prodi-
go, cuhe de joelhos aos pe's de Francisco, qua Ihe
perdea ludo. A generosidade da familia do opera-
rio desafronla-o da febre, do rentoso. Constanca
supplica-lhe que lome sua prima por esposa. OiTe-
rece a esla um cofre com as snas joias. O impla-
cave! Seabra, allrahido peloraslo dos seus diaman-
tas, acode a lempo para por embargos ao dol. lie
o propno Fernando quem os eulre.a ao hornera al-
garismo, que ni com elles tentar nova fortuna, ou
novas infeliaafc Conilanra, oulra ez cabida da opu-
lencia no atiyirae da miseria, mas elevada da repro-
vai.ac ao deveril virlude. ve-se rodeada por urna
familia mais sai que quanlas o disseram ser, e que
jura maole-U comaeu Irabalho. Fernando reloma
a jaquela de operario e peda a Francisco queo apr-
senle de novo no meslre da fabrica. Rosinha, a II-
Iha do municipal que salvoa Fernando, Uo com-
movnla como o publico, e como os proprios autores
qoe r-preseulam ao vivo esle quadro, exulta de
e inte llmenlo pelo desenlace.
O que se acaba de ler, he Unto a composi^lo dra-
mtica eiu nunUo.como urna gratura da Ilustra-
cin um painel de Vcmel. Entretanto faz-se o es-
boro para se ajoizar do que te nao v. EU o que
fiz : ^
O mundo do drama intimo, eslava conhecido ; o
das files de marbre e da Dame aux Camelias e a
do Demt-monde, eslava explorado. O parallelo doi
jos ha original, ea execuclo sahio de molde. Quan-
do um i replanlo eat Taita, basla cilar um titulo e
um nema, ou simplesmenle o ullimu. Quando' ella
ho recem-nascida, he preciso apresenlar ao poblico
todos os seus Ulules.
Duarle de Sa' e Francisco Palha obrigram a lin-
gua pi-Tluguea a sabir do seu serio, ea ioruar-ae as
suas roaos, tao calemboreira, lao fclgazaa como pode
Mr a rranceza no veanlevlle, ou a hespanhola no
sainle. u iillimo oestes eMriplores se deu esla
qunuena no ymnasio ama compasicao aiinunciada
assim : P:r corda* mosquito*, e os ditos sem ser
pelasaitas, reetta dt scena escripias em versos muito
ctfiuisitos. Nao deaggradon, mas lem estado pou-
cas vii.es. O Calentburg, precisa saher-se gustar,
para to goslar delle. O publico porluguez pur sana
aind se nSo ageita muito ao gotero.
Os d iui Ihealros Co;ides e D. Fernando W vio
vivendo como pidero. No ultimo tem feilo algumas
representarles dous irmaos hespanhei, D. Cemula
e D. Juan Mariai.
Resl,i-me dizer alguma coosa sobre bellas-arlet, a
quem a exposicioarliatica de Paris veio dar mal al-
guma Muanlo.
Portugal ntiou obras de H pintores e de 3 es-
culplores. He um pequeo contingente, se o com-
paramos aos graudes batalhSes dos grandes cenlrot
da prodoccao arUslica, laes como Franca, Inglaterra
e Balaca. Mas. Lisboa he seguramente hoje mais fe-
cunda io que Roma, e seus artistas, pelo menos, lo
filhos de Portupl e alumnos da academia de Lishoa.
Ltnso Mr. Scheaclt he allemao de nasciroento e
rrancez iioreslaJos, pois que o librello Ihe da' por
Meslre Mr. I,con Cogniel.
Parles suspeiUa, como somos, nos Portugnezes,
na appeciacaola nosiarepreMiilai-aoarlistica naex-
posican, pennitlu-nia-lieis exliaclr deumabroiura.
Irauceta, a parlo relativa a Portugal.
Cumpre nao asqnecer qae os Porlugaeze nao
eslo como os mus visinhoi Hespauhoea e Ilalianos
rodeados de obras pnmaa dos primeiroi-meslres co-
nheci.'os, caja visinhan{4 devia fazar nacer, ao que
parece, legies de pinlores. Portugal leve suaa po-
cas de esplendor tanto u/a arles, como na poltica ;
mas a pintura e a ewulptura, propriameule ditas,
jamis foram as soas artes predilectas.
Como auxiliares da architeclura ellas chega
ram a uaMIlo grao da perfeiclo, eos viajantes que
teem observado Portugal com Jlio* de artista, alllr-
mam que em nenhum oulro paiz a arte de iavrar a
pedra em nenhuma parte so elevou tanto ; da mes-
ma forma que ca nenhum oulro paiz Ulvez a pin-
tura sobre o vldro e a elumiuuru foram cultivadas
J-----r-----------------. ....wv.i, oa icill ^^a...w 1:,tonillo c
.!.rI!qu!n"r esc.ola,Sl sesuir. curos "." Pai JHch'i*. "Ninguet te acrediUria .
- dissessa quo o quadro do Sr". Fonseca he urna obra
rida ho,yr ris-e'r7;crda Tomem 5WftSS2^^
laborioso. Costurera, Irabalhando noi.o e dia, pa- potica, bello ,Ko7 coio?!M^
he de um meslre
(--------o--------......, ,vun uav lie de
admirar n um ensato em campo onde anda a cultu-
ra aqui nlo havia chegado ; mas alm de lodo o seu
merecimenlo, tem de servir de emularlo para obras
anlogas. OEspirito do Chrhtianismo jlo mesino
escriptor, ainda indito, he um livro magnifica e ""_".........,",u >
que na de causar novdade, por cario. V-Taii! \Z2&jj!S!!!^.* e^" Ia*
Chaleinlbriand he verdade, mas um Chateaubriand
^ne sobe manejar os algarismos das estilsticas, e co-
ihece a lingoagem nao su do coracSo, senlo lambem
aquella com que em noios diat se convence.
A Historia da Guerra do Oriente de Mendes Leal
vaiencorpnudo;do3"vol. j eslo mpressas.iololhai neir aW 'tSa. ', ZXJl ^'5'"2T* ",'""
e re.mprotsos 01 dous primeiros. Tem merecimenlo, L\\Z. i nd, V-'.- J" apre""-
lado ptr um amigo de um conhecido de Seabra. D.
ra te nao fazer pesada aos seus, alimenta, comldi
no telo da Una felicidade domestica vilenla pa-
xao por Fernando, que mais se atea de dia para dia,
com a pouca assiduidada que o ex-operaro tem na
aa fraterna. Rosinha, alacadoreira, ama sincera-
mente a francisco ; ho lilha.de um toldado da mier-
da municipal, qae mora no quarlo andar, pobre co-
mo Job, mas casta como Susanna. O protector de
Fernando tambero a ama de verat. mas nlo se aire-
ve a dizer-lhe. Eis o primeiro aclo, e eis lambem
o pnmeiro mundo, dos dous que se prometiera no
Ululo.
Constanca he urna viuva, bella o rica, pelo que
parece. Mas nlo vale liar em apparencias. Casara
porque seu pai tinha querido ligar urna ba formua
que Ihe deixa a oulra nlo menor do primeiro desco-
nhecido que sa Ihe apresen/ou. A iuvcnlude de
Cjisi.uiei, sacrificada a concernencias, lerminoa
com a morle daase marido qoe Ihe impuzeram e
com a miseria lambem, porque tinha compromelli-
do lodo o seu cabedal. Trons, sedas, diamantes,
tudo que constiliia a ii1**on/f,rtarel," sabia "dispensar, ludj dtnppareceu soh o primeiro
veo da viuvez. Nao Ihe esconden porm esse veo
a belleza de tal sorlc, que n.lo viessem logo as sa-
ludiis fducraeg, prolocoliaar com o jnrnrlunio. Co-
mo iiitM de Eva deu ouvidos, e deu-sc a si pela res-
liluicao da opulencia que vira fugir-lhe ; masillo
enlregoii o coracao, porque anda ero loda a sua vi-
da de 24 anuos, na tinha chegado hora de o con-
ceder. O Br. Seahra he o possuidor d'aquella mu-
lher. Fro como umn letlra de cambio, imperliga-
do o indiOerente como un poste de telegrapho elec
trico e impanivel como honiom que ludo submelle
ao calculo, nlo deixa comludo de desejar qoe o
ainem, talvez porque seiilia em si urna deasas oren-
nisaci.es que ninguem ainda com a melhor vonlade
lem a coragem de amar. Enlre os convivas do Sr
heabra, em casa de D. Constanza. noUi-sc ura man-
cebo ssntimenlal. que recita ponas io.is ao piano,
com lado o fogo de urna iiuanirocAo i.ro'euteraenle
nnico. As accOes "parlilbaro todas as eventuali-
dades do banco.
6. A oulra melade do fundo he representada
porapolices, cora coupons de i por cenlo ao anno
ao portador, ou de asseutamento, e dos valores de
1005. 300 e 1:0003 rs.
tnico. Em caso de liquidacao ai npolices serio
resgatadas e pagas em preferencia s accoei.
7. Haver um fundo de reserva al ao preen-
clinnento da somma de 100 contos.
8. A unidaJe do banco ser representada pela
asserabla geral dos accionistas.
Os accionisUs do mais de 20 accoes lerao um voto
mais por cada 10 acc,M qae exeederetn aquelle nu-
mero.
9. O banco Mra regirlo por 2gerentes de Mora
rnpailabilidade. A superintendencia das soSTape-
raees perlence a direccao eleila aunuilineote.
10. Haver um conselho fiscal permanente, a
que presidir e de que Mr membro nato o pre-
sidente da asscmbla geral, ou quem suas vezes
fizer.
11. Asoperaces do estabelecimento sarao do
banco, propriaraenle ditas, e do seguro devidas.
12. O banco lambem poder! ser hypolhecario,
quando a assembla geni o resolver.
13. O banco eslr constituido com a subscrip-
cao de 2,000 accoes, a para as despezat prelimina-
re entrara em cana 1,000 rs. por cada 1^80, que
serao encontrados na primeira prestacJo.
ti. Os pagamenloi n prazo poderlo ser deseo fi-
lados a razao de i por cenlo ao anno.
IV Os accionistas recebaran cedulis ou cate-
las pelo numero de auas tetoes, que serao negocia-
veis com a responsabildaile do passador, al de-
pois do pagamento da primeira prestarlo.
16. O banco publicar mentalmente o seu ba-
la ncele.
17. O banco lera correspondentes as pracas e
Ierras mais nolaveis do reino e fra delle ; e pode-
ra esUbelecer agencias, flliacfles ou commaudilas
aonrie forem convenientes.
18. Os estatutos e quaesquer futuras alterarnos,
serlo sujeitas a approvacao real.
19. O accionistas 1U0 respondeui por mais qua
o valor de tuas acres.
20. O* insultadoras abaixo assignados, repre-
sentara em tudo os direilos da a'sembla geral dot
accionistas, al a definitiva orgaoisacao do banco.
-I. Sao nomeados gerentes os Sn. Cornelio
alcur e Carlos Francisco Monlero.
O governocouceden a companhia do caminho de
ferro de leste o edificio das escolas dos alumno
militares, prximo a Xabregai para a mesmacom-
paulna all eslabelecer o seu ascriplorio.
Continuam os trabalhos preparatorios para a elei-
cao da cmara municipal de Lisboa, e algumas as-
sembleis dos difiranles bairros da capital, lemjn-
publicado os nomos dos individuot indigilados pe-
las respectivas maiorias, para seus reprenenlanles
no municipio. As eleicet definitivas eslao proxi-
mas, edoseu resultado final informare i.
Sabbado, lo., Pe|a urna hora da Urde, fot desem
bircado no caes das Columnas (Terrerodo Paco) o
cadver do cavalleiro Jo3o Ferretea Pinl* Basto, que
rallecera em Inglaterra, e qne dispuzera em teu les-
lameulo vtr junlar-se aos morloj de sua familia no
ceiuiterio dos Prazeres. ,
A polica capturoo honlem om individuo indigi-
Udo como autor do roubo ltimamente feilo no
convenio de Olivellas.
No brigae Carmino, que so deslina n costa d'A-
inca vai cumpnr degredo perpetuo, em que Ihe fra
eoramolada a pena ullim, Maria JoM, que ha au-
nos assassinara brbaramente soa roai.
O cholera morbos, excepto em Coimbri.onde an-
da raz algumas viclimas, pode dizer-se exlinclo,
grapas a Providencia.
Fallaeerim em Madrid o rapUo jzcaeral ,la ar- ir. joaoAiii
Lisboa.
Fundos pablieoa.
Na semana de :ifi de novembro a 1 de dezembro
ue 183o.
Inicripi;eaecaalali.sde 3 por cent, com jaro
desde o I de Janeiro de 1856105 a 11 M.
. Certificado! de divida dilterdi. com o iuro do 1
de Janeiro de 186319 a 19 ',.
Banco de Portugal, acciin 5009000, valor nomi-
nal, curso em moeda sonante : 4903000, 4928000.
emittidas todas. -i"~.
Banco do Porlo 200., Valor nom.)- m.sonanle: 2635000210^000.
linalmente, os que ja pozeram pe ueste paii,
muito abandonado pelos Tourisles, tem .ido loca-
dos pelo talento dos peUMmenlotque se mauifestam
uestes quadrcajVroonochromosos azulejos que se
eneonlram a cada pasto, e que conslilaem as fei-
<;ues ciraclerlajjcaa ,ie Purlngal.
a Mas da tirdadeira pinlura nao te trata seno
no inventario Mat riquezas artsticas desie paiz.
Porlanlo, he forca ter em conla quaulo aos arlslas
conlemporaneo, de que elles liberara poucos, ou
uenliuiis anlepassados.
Urna cousa que desde logo sa fai senlir, quando
nos approximaraos do pequeo grupo da exposicao
porlugueza, he o ar de familia que cada uina das
repartiles lem eulre si. L'm vla quasi Linio co-
mo oulra, e tem qualidades e defeilos communs, e
se conservara na mesma gradajao de corea. O de-
senlio he geralmenle correcto ; a composicao hbil ;
aonde ha mais defeilo he no colorido.
Francamente o sol tem direito a queixar-ie do
papel muilo secundario que Ihe (iterara representar
o Sr. Antonio Jos Patricio na iciua dos coslume
portuguezes ; o Sr. Jos Rodrigues, em seos coslu-
met portugueses ; o Sr. Leonel Marques Perera,
na sua dansa de gallegos ; e o Sr. Shenck nos seus
cendethocs de minia ; e o Sr. Joio Christiuo da
Silva, 110 seu quadro, leprcMiilando cinco artistas
portuguezes em Cinlra.
<< O sol para os Porluguazes he um Ilustre com-
palnola que elles nao deverao esqoecer, como o
sen Carnees, que o o Sr. Francisco Augusto Melrass
represenlou em pinlura, acompanbado do Jo. e o
sr. Francisco de Asis Rodrigues, em gesso.
Lin arlisla, de oome ja acreditado em Lishoa,
fillio e pai do arlislas, 0 Sr. Antonio Manoel da Fon-
seca, que goza de um.i posicJo oflicial, expoz um
quadro histories digno de aproenlineas salvando
A pintura do professor Fonseca ..
ico, pelo que parece, na escala, ja um pouco
-. t,-------^-w |..,uw, ,i im '.11, la 11111 iiui
Idosa do pintor teancez David. Km suinma, a'cx-
posic^io portogueza he interessaute, e ainda o poda
ser mais, por que ha artistas do latente que nao
raau.laram cornposicoes saas. Mas tal qual foi,
prova qae a Academia de Lisboa se esforc em dar
urna seria direccao aos esludos de pinlura.
A Academia das Bellas-Artes, por vol unnime
admitlo para seu professor Francisco Augusto Me-
lrass. Diz-se que o quadro que este arlisla fez pa-
ra o sen concurso, representa o juizo de Saloman.
liste cavalleiro foi discpulo da Academia, depois
1" f.'l""1"- "^ *eu"eslu de 1814 a 17, esludando e vendo de bem perlo ludo
o que ha de melhor uas prlnripaes cidades do lla-
lla e Franca, e ainda em 1852 e 1833 voltea Pa-
rs, alun de razer novos estados para se lomar um
perfeito pintor hislorico.
L.
4 de dezembro.
Mada de notavel desde a ullima dala. Visivel-
mente he nm perodo mais financriro que politico,
niais industrial qae ar'isllco, mais pacifico que tur-
bulento, lanto melhor. Ha 8 dias annunciava
com o artificial regosijo de verdadeiro jornal de op-
posicao. urna folln -desla cidada que o minislro
tomes anda nao tinha encontrado meio algum de
solveres grandes crabarac-s finalcenos qne produ-
ziram 1 sua sabida de Porlugal; lodavia lia Iret
diasque curre. parece que com fundamento, qua>;
reamara em Londres, um einprestimo deseas mil
cotilos. Os pormenores desta operacilo anda ujo
tao do dominio publico. Os jornaes miuislenaes
lera conservado a maior reserva sobre esle ultimo
boato, a que lambem, como he de cre, nenhum dot
adveivarios deu vqga.
Era consoquencin de um incommodo de saude de
.. M.el-rei II. Fernando, que anda o conservava
docama no da 2, anuvcrsaiio natalicio de S. M. o
Imperador do Brasil, mas de que se acha rostabele-
cido, iliz-seque so no domingo 9. qara festejar o di-
to anniversario, dara el-re U.tfedro V nmjanlar
de ceremonia a que asiulira toda a legardo daquelle
p.-uz. '
No paquete de 29 embarcou o cavalleiro Jo3o An-
tonio Lobo de Moura para representar Porlugal jun-
io 1 corle de San-Petenbuigo.
Caminhos de ferro de leste 90JO00 derembolso por ?" Jos Qain|ino de Castro Leaaff
accao 775.500 ultimo dividendo pago ate 15 de te- ^"S0 Francisco Rochael Perera de Brilo Mi-
mbro do MUS. deiros
lembro de 1855.
L.
de oflicial da lagiao de honra ao membro da cora-
misso porlogiieza na exposicao universal de Pars,
a lente de chimica na escola politechnica de Lisboa
Jubo Mximo de Oliveira Pinieatel.
Cmi'la que aa expedu/aja 0 dlVari de approvacao
regia .los estatutos de urna nova c rnpanhia denomi-
nada deMessagerias Portuguesas,pw lomar a
PEBMBICO.
RECITE 22 DE DEZEMBRO Dr?l855.
AS 6 UORASDATARDE.
RtTROSPECTO SEMANAL.
Ainda al esla hora esl a cdade do Recfe livre
do cholera, nao obstante o que se tem propalado da
sua apprarmagao, afflrmando-se achar-se ja em al-
guna pontos da provincia, mais ou menos prolimos
dacapilal. ludo Uso sao boatos sem fundamento
algum, por- pra. O susto e a prevencao laam feilo
confundir aajiiloi incommodoa que se mauifestam,
com o cholafa que lodos ternera. Com tudo, por pre-
vencao, ja S. Exc. o Sr. presidente da provincia or-
.tenon que para o Aliinlio partiste sem demora o Dr.
Francisco Marciano de Araujo Lima, cora urna am-
bulancia.
. Tlvemo neila semana entrados dous vapores do
eol, o f.uatiaoara e o Tag e om da Europa.
o D. Pedro II. O nossos subscriptores j e-tao iu-
teirados de quanto ha da notare! da um e oulro pon-
i. Do sul a eflecliva retirada de nostas tropas de
Montevideo e a eontinoacao das diisencoes civis no
Lrugua) e na Amrica-Central, de que se vo apro-
vclaudo hbilmente os nossos aintgot da America
do Norte. Da Europa a quasi unnime ledencia de
todas as opimOas para a paz, como urna garanta ne-
cessana ao proaressoda civiliaaajf, da indastria eda
libertada ; e a importante misUo do general Cau-
roberl as duas potencias escandinavas, cuj, bom re-
sultado, se elle o conseguir, arraslaria comsigo opro-
iiuiiciamenlo aclivo dos estados allenUes, c accclera-
na a poca da pz. Este lernoo, porm, anda esta
longe, quanto a nos.
E como o invern, que he o melhor general que
ot Russot leom, fez retirar por em quanto as
tercas adiadas dai aguas do Ballico e parar as evo-
lusoes nos steppes da Crimea, a atlencao da Europa'
vollava-se loda para a Asia, e nciipava-se ltima-
mente com o brilhante feilo d'armas de Omer Pa-
cha na C-eunia, e cora a ambiciosa passagem do In-
gour pelos 1 orcos.
Vollemosa uossa casa. Na domingo, 16 do cor-
rente, leve com elleilo lugar, e com lodo o o espleu-
dor, a fesla que anounciamoi na igreja da Cooeelco
dos Militares ; e nesse mesma dia se celebron 'na
igreja da Cougrcgacaoo mesmo mv.lerio da Virsom.
cora a positvel porapa.
Estaraos chegados poca dos presepci. Ni na
familia devola, quer dentro da cidade quer nos mus
arrebaldes, que se nao consagre ao culiu do menino-
Dos, cora a poesa das ingenuas pailorinhas, oflere-
cendo-lho incens c inyrrha, fructos e liadas can-
tigas : he santa, lie louvavel esla uaanen, que faz
com quo no moradas rayslificac.es da poltica o da
aridez da calculo mo se esvaeQam saudosas as tradi-
cues da nossa infancia ; mas como no raeio deslas
uliat sagradas, mu.tas das qnaet sao improvisadas
cora luis impuros, coslumam haver grandes indecen-
cias e coiiliuuas aedueces, he do nosso dever per de
suhre-avisoa rlfilancia reconheci la do Sr. chefe de
polica, para qua, inleirado desla chlbantaria dos
nossos leoes de provincia, possa tomar as providen-
cias que julgar convenientes a obtlar semolhanle ir-
reverencia, e com ella a miseria prxima de mnilas
pastotinhas incaulai.
A populacflo da nossa provincia recebeu cora vi-
sivel desgosto a dispensa de grande parle dos dial
tantos, concedida pela Santa-S instancias do go-
verno do Brasil. .Nao he nosso intento examinar hoje
a exactidao das preraissas cora qne esse indulte foi
concedido, mas o que desalramos; pata irmos de
accordo cora a reli^iosidade do notso povo, he que
ao menos ns oilavas do Natal, as da Paschoa da Res-
turi-eicJo e na do Etpirilo-Sanlo fossem guardadas, e
quo todot os eslabelecraeolos de commercio fotsem
fechado em taes dias, em que por oulro lado ne-
nhuma Iransaccao lem lugar. Se S. Eic. Rvm. qui-
zasso convidar a popularlo de Pernambuco a asta
manirestarao publica de piedad, eremos qne nin-
guem se recusara a dala. E no enlamo, as nossos
caas de commercio em grosso e a relalho podan co-
mecar desde ja a corresponder aos senl mentda po-
pulacho, fechndose naa prximas nilavas do Natal.
Kendeu a alfandega e-la semana 7.'t:0288078 r*.
Falleceram no mesmo periodo : livres, 9 homens,
Dr. Jote Maria Freir Gameiro
Padre Marcal Lopea de Siqueira
HarAo de Camaragibe
Dr. Joao Fraucisco da Silva Braga
Conego Joaqutm Pinte de Campos
Deaembargador Jeronymo Marlioiano Figueira
da Mello
Dr. Jo3o Jos Ferretea de Agolar
Dr. Francisco de Paula Baptiala
Inspector Jos Pedro da Silva
Aogutlo Frederico de Oliveira
104
104
99
70
69
69
69
Dr. Caelaoo Estellila Cavalcanli Pessoa
Dr. Manoel do Nateimenle Hachado Porlella
Dr. Joao Hircano Alves Maciel
Dr. Leopoldino Dellino da Abren
Dr. Caelauo Xavier Perera de Brilo
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinhu
Dr. Cosme de S Perera
Professor Joaqum Antonio de Caslro Nones
Dr. Arroda Cmara
Dr. Loiz Duarle Perera
Dr. Joaqoim Francisco de Parias
(ieneralJJos Ignacio de Abreu e Lima
"Jr. Manoel Mendes da Cunha Azevedo
Dr. Jeronymo Vuelta de Cistro Tarares
Dr. Esievao de Albuquerque Monte-negro
Dr. Vicente Ferreira Ijomes
Antonio da Coste Reg Monlero
Coronel Manoel Pereira de Moraes
Commendador Francisco Honorio Bezerra
Dr. Joaqum Jos Nunes da Cunha Machado
Dr. Antonio de Barros Moraes
Teoenle-curonel Jos Victorino da Silva
Visitador Jos Modesto Perera de Brilo
Hr. Filippe Lopes Netto
Major Jos Joaqum do Reg Barros
Coronel Jos Severa Granja
Tenenle-coronel Cornelio de Alencar Peiiolo
Tenenle-coronel Roqoe de Alencar Peixolo
Di. Jos Aulonio de Souza Paes
Dr. Manoel de Albuqnerqae Machado
Dr. Rodrigo Castor de Albuquerque Maranhao
Dr. Jos Rodrigues do Paco
Dr. I.ourenro Francisco de Almeida CaUnho
Dr. Abtlio Jos Tavares da Silva
Dr. Luiz Filippe de Sonza LeSo
Dr. Augusto de Souza heto
Dr. Jos Quintino de Caslro Lea
Dr. Manuel de Barros Wanderley Lins
Negociante Anlonio Marques de Amorm
Conselheiro Sebasliao do Kego
Dr. Anlonio de Menezes Vasooncelloi de Drom-
mond
Dr. Benlo Jos da Coila
Padre Leonardo Anlunes Meira Uenriqoes
Tenenle-coronel Antonio Gomes Leal
Dr. Antonio Epaminondas da Mallo
Dr. Ignacio Joaqum de Souza LeBo
Joao Alfredo Correa de Oliveira A mirada
Dr. Felisbino de MendAca Vasconcellos
Dr. Jos Roberto de Moraes
Dr. Filippe de Olinda Campello
Padre Vicente Ferreira de Siqoeira VarejAo
Dr. Manoel Francisco de Paula Cavalcanli de
Albuquerque
Dr. Silvino Cavalcanli de Alboquerqde
Dr. Francisco Joao Carneiro da Cunha
Major Florencio Jos Carneiro Mnnleiro
Dr. Nahor Carneiro Bezerra Cavalcanli
Conego Francisco Rochael Pereira de Brilo Me-
deiroi
Dr. Francisco Gomes Velloso da Albuquerque
Lins
Dr. Arislides da Rocha Bastes
Dr. Manoel Clemenlino Carneiro da Cunha
Dr. Manoel Jos da Silva Naiva
69
69
69
69
69
69
69
s
69
69
69
69
66
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35
35
33
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39
M
30
Dr. Manoel Joaqum Carneiro da Caoba
Dr. Francisco Xavier Paes Brrelo
llr. Antonio Aunes Jacome Pires
Dr. Manoel de Sonza Garca
Dr. Jos Maria Moscoso da Veiga Peaaoa
Dr. Fraucisco do Reg Barros Barrete
Dr. Sebasliao do Reg Barro de Lacerda
COLLEGIO DA BOA-VISTA.
Os Srt.
Dr. Joao de Souza Rais
Dr. Jote Mara Freir Gameiro
Dr. Francisco Carlos Brando
Dr. Augusto Frederico de Oliveira
Major Antonio Jos de Oliveira
Dr. Joao Francisco da Silva Braga
Dr. Joao Jos'Ferreira de Aguiar
Padre Leonardo Aotunes de Meira Ilenriquis
Dr. Caelano Xavier Pereira de Brilo
Conego Joaqum Piulo de Campos
fadre Marjal Lopts de Siqoeira
Dr. Abilio Joi lavares da Silva
Tenenle-coronel Antonio Gomes Leal
Dr. Jo,1o Alfredo Correa de Oliveira Andrade
Tineuta-coroncl ^Antonio Carneiro Machada
Baro de Camaragibe
Dr. Adolpho de Barros Cavalcanli da Lacerda
Llr. Antonio Epaminondas de Mello
Dr. Manoel Filippe da Fonseca
Major Florencio Jos Carneiro ds Monlero
Dr. Manael do Nascimento Machado Porlella
Dr. Francisco do Reg Barros Brrelo
Dr. Anlonio Annes Jacome Pires
Dr. Joaqum (ionraljaa Lima
Dr. I.oureoco FraudkcNte Almeida Chtauho
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho
Dr. Silviuo Cavalcanli de Albaquerque
Professor Joaqum Anlonio de Catiro Nunes
21
Voto.
25
dade, que elles aconselbara a agua adenle, como
excellente para favorecer o craacimenlo. e rutiuca-
cao do limoeiro.
Estou zombaado; e o mal cada dia se vai eoni
gigantescos passos pproj.iraaDdo de dos : j esl a
bracos com og Alagoanos; e dizem que alguns
nossos iomptovinciaawaaV)centro : e at esu ho-
ra aioda nao nos cbagal as aoecorros pedidos ao
governo da provine fas nao me admira is-
lo ; porque, tegu 0 ^^ j^ em uma
carta, ah nena sua cidade, alada se nao sabe on -
de estejam collocados o hospitaes destioatlos aos
tnfelles accommettidos do mal; e nem conste
qua aa livessem aomprado oa movis e ulencilios
nacesaarios a aw estahelectmentos: que nenhu-
ma providencia se ha dado para compra de gene-
ros de primeira necessidade, comosquaes se pos-.
sa soccorrer a pobreza do caso provavel de escs-
seamenlo e eareslia dos vveres : fioalmenie, U6
outras provincias, como Alagoas e iVarabiba, fal-
las da recursos, como nao he a nossa, se lem mui-
to adundo a semelhante respeilo a perder de vis-
ra. >o acredite nessa carta, e por isso dou-lbe
quarenttna.
Em nomo dos Bio-formosenses continuo a pe-
dir a S. Exc. que se nao descuide de nos maji-
57 de-nos logo por prerencao algume ambulancia e
taedicoi, visto qua nos acharaos perlo dos lugares
empestados ; e grande prejuizohaver, se por ven-
tura apparecer ella sem que estejamos prevenidos
para a receber, pois, emquanlo se Ihe communica
esepreparam remedios, coiudinhos dos primei-
ros aucados: deve-se ister acautelado, para com
resigrracao combater-se.
Bale-nos porta a fesla, que se me Ggur bem
triste: os nimos esto aterrados ; ninguem se
lembra de divertimenios.
Dos Ihe queira dar as melhoras festas.
Quasi que nenhumas novidades teem appaieci-
do, apear das diligencias que para as descobrir faz
o Gamberne, hoie s em c^mpo, viste acbar-se o
Mendes oceupauo na conslruccao da ponle do Gin-
d&hi.
A polica desla cidade ra satisfazendo soffrirel-
meniea expectatlra do publico ; o que nao aeon-
ce em outras freguezias da cotnarca, d'onde dia-
riamente partem quenas contra o deleito, e cri-
minosa negligencia das autoridades.
Foi preso, e recolhido a forialeza deTamanda-
r o Dr. Christovao Xavier Lopes, juz munici-
pal de Caruaru' : lao exraordnaro fado tere-fu-
gar em virlude de uma precalora remeltida pelo
juz de direito daquella ao desta comarca, por estar
o Dr. Christovao pronunciado all por crime de
responsabilidade. '
a villa de Barreros dizem se dera um farto bem
immoral.
Tendo o delegado recrulado a dous individuos,
moradores no engenho de Jacntho da Silreira,
ou Anlonio Jacimho da Silveira ( o r/uo' pelo mo-
nte nao se perra, ) mandado reeolhe-los a en-
r---- -r i .* invuiiib-iiH a *jtt\
leia ; esse Jaeiniho despeitado com a prisao deslas
seus moradores qne deviam gozar de immunida-
des segundo a contlitucao, delerminou solta-los
2u da prisao, o que realisou em 8 ou 10 do correte,
20 marcharldo a frente de 40 homens-bem armados,
e ab meio dia entrou pela villa, e soiiou. os dous ca-
narinhos, qne naquella trinavatn, e mandou-es
andar, visto nao poderem voar. He bico oa ca-
beca.
E o que fez o delegado nao sei.
O nosso digno juiz de direito esta syndicaoo
do fado ; e fique convencido que o criminoso sera
punido.
E era em uma Ierra dessas, que o Sr. chefe de
polica quera descubrir os verdadeiros criminosos
do contrabando b'cudo!?.'
De Serinhaem nada consta : esto a esperado
resultado Gnal dos processos do contrabando dos
Africanos. Continua alli a questio do engenho
Aratangi deque j uma vez Ihe fallen -. supponho
que nao lera muito bom nm : o Sr. joao de S he
homem cabecudo, nao qdw ceder em nada ; porque
dizque ha de mostrar, que nao ha homem miisdo
que ellei ; e que mostrar para quaulo presta o
suero mferior de um homem : que nao sata o
Diz-se que o imperador NapoleSo conferio o grio n SiL^^iST^,^00 "'""l 9 n0me0';
i oniclal da legiao de honra ao membro da com- deiroi
Dr. Rodrigo Caslor de Albuquerqu* Maranhao
>egocianle Antonio Marques de Amorim
Dr. Francisco de Assis de OHrelra Maciel
leoente-coronel Joao Valenlim Vilella
Dr. Luiz Duarle Pereira
Dr. Arislides da Reha Bastes
Inspector Jos Pedro da Silva
r. Jos Rodrigues do Paco
Dr. Cosme de S Pereira
Dr. Theodoro Machado Freir Pereira da Silva
Dr. Luiz Filippe de Souza LeSo
Dr. Julio Barbosa de Vasconcellos
Dr. Jos Maria Moscoso da Veiga Pessoa
Dr. Francisco Raphael de Mello Reg
Dr. Manoel Pires Machado Porlella
Dr. Joao Diniz Ribeiro da Cunha
Vigario Antonio Francisco (ionrahes uima-
raes
Dr. Antonio dos Santos de Siqoeira Cavalcanli
Dr. Augusto de Souza LeSo'
Dr. Ignacio Joaqum de Sonza LeSo
Dr. Francisco da Paula Bapliita
Dr. Joao Aniones Correa Lins Wanderley
Leopoldino Dellino de Abren
Engenheiro Henrique Auguilo Milet
Dr.- Joao Francisco Paes Barrete
Dr. Antonio Alves de Souza Carvalho
Padre Vicenta Fereira de Siqueira Vareiao
Dr. Maneel de Souza (jarcia
Tenenle-coronel Manuel Rolemberc de Almeida
Dr. Ignacio da Barros Barrete .
Dr. DiodOToUlpiano Coelho Catanlio
Dr. Aprigio Jusliniano da Silva Guiraaraes
Dr. Manoel Jos da Silva Nev'a
Dr. Luii Cario de Paira Teiieira
Deaembargador Jeronymo Marlioiano Figueira
do Mello
Dr. Manoel de Albuquerque Machado
Ur. Joaqum Pires Machado Porlella
Dr. Caelano Estellila Ctrvalcantl Pessoa
Dr. JoSo Hircano Alves Maciel
Ur. JoSo Francisco de Arroda Falcao
Or. Anlonio Wiliuvio Pinto Bandeira e Accoli
de Vasconcellos
Padre Joao Capistrano do Mendonca
Padre Antonio da Cunha e Fisueirado
25
25
25
a
22
21
21
90
21)
2(1
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II
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10
10
10
10
10
10
10
10
10
10
10
que quer dizer^aoJa gallo em seu terrtiro; por
tanto com laes principios j,i pndr, prever aa. consa-
queneias.
Soube que honre ah no dia 2 um exptendido
baille, dado aos annos de nosso adorado monaroba,
pela briosa ofucialidadedo.3.bataraao da guarda
nacional: e muilo apreciei a analyse, que delle fez
o engraeado critico, e intelligeole W. que mais
realce tem dad* ao seu jornal com os seos bem or-
denados, e inleressantes escriptos.
Dizem-me, que o amigo T... com uma garra-
fa de champagne na mao gritaranao tem dnvi-
da, agora situ demos um ralenle teslemnnho de
amor ao monarcha ( nada, nao creio em amor
de bailes,) e loda a offieialidade, inclusiva aa, se-
ra condecoradocomo eslava aquella alma ale-
gre !'.
Os gneros alimenticios vo encarecendo.
Adeos, goze felizes festas,. tenha boas entradas
do novo anno, que Dos nos. di melhor que esto
agonisante, al para o 56 dispottua do sea raas-
sante.
tlt'^onnottaaie.}
(Carfaporfctsar.)
P- S.Vi hoje uma oulra proposta de'oosso
amigo, da qual era : Si o cdigo criminal conside-
ra cumplir do delicto aquelle, que preseneta|do-o,
nega ter visteo delnqueme pratica-lo ?
COMUNICADO.
mulheres, o3parvuloi: ao lodo ii pessou.
COLLEGIO DE OUK1CURY.
Os Srs.
Dr. JoSo de Souza Res
Or. Francisco Carlos Br:nd3o
COMABGA DO-RIO FORMOSO.
15 de dezembro.
Sao tres horas da madrugada, c no silencio
profundo quq, reina a essa hora, pens eu, cercado
de um crescitlo numero de indca$5es para o tra-
lamento do cholera, em qual delles poderei com
mais sitavidade encontrar a morte, se for o mcit
e,t filado |iela *l Sra. dona, socia dos Srs.
esculapios, e bocarios: quasi todos os das
aquichegamfolbetinhos e descripodes, por diversos
mdicos, sobre o tratamenlo do maldito mal :
atormentara diariamente ao pobre povo, que ater-
rado, e allonito com as toes historietas,' nao
sabe o que com certeza deva faxer. ltimamente
.hontem) appareoeu-nos a nofcia, de que no Para
:e descobrira o verdadeiro anlidoio do tal veneno
cholenco ; dixem que o acaso o deparou no caldo,
sueco ou sumido limao azedo, vulgo, de momo,
o qual comido, bebido, masligado, engulido,
esfregado, eheirado, mordido, emfim de qual-
quer forma, cura o mal em lodo, e qualquer
perodo, mesmo no lgido ; e al dizem que de-
pois da morle.
au sel se ho islo verdade : he noticia que K
grande enthusiasmo da o Gamberne, dizendo, liave-
a recebido do predilecto amigo Ta( .... o que
ja aconselhou sepozesse em plena, e vigorosa execu-
jco a le da chbala, caso sedesenvolvosse o mal ;
porque he bom ter cosas quemes.
Manda-medizer se iste he exacto, ou se a penas
limta-se a algum sonho dos amigos supra. Julgo
que pode muito bem ser proficua a applicaco do li-
mao ; pois a medicina, segundo diz o nosso Leao,
(gente) o emprega em-muitos soffrimenlos do esto-
I: Si tal aconieesT, tenho pena desses caridotos
j*u o oot, e principalmente boticarios, que lanto
Votes:,' lerEsl'- P^ 'pparico do mal, com o qual contana
126 caridosamenle : desde j dou-lhas os
.22JI
\ Estou rendo a hora, se for isto ver-
0 zelo administrativo e humanitario do Exm.
Sr. presidente das-Alagos.
No meio da desolacao-geral, desse terror pnico
que tem invadido a nossa populacao com o appare-
ci i nenio da terrvel epidemia, que seagra de un
modo assusudor todas as torcas vivas do imperio,
caracteres disiinctos leeai assoinado entra nos, pro-
fligando a causa das mizeras victimas do mal da
quadra : todos elles, segundo o grio da dedicacao
que teem desenvolvido, merecem uma mencao hon-
rosa dos seus conajdados ; o seus Domes deviaui
ser lancados em um quadra de honra, para servi-
rera de norma de conduela aos homens de hoje a aos .
vinJouros. Nao somos nos o mais compelenle,
para uma materia io ardua ; tanto mais pirque
seriamos ioffstos se nos oceupasseatos dalle iraba-
llio. deixando no esquecimento nomas que por Dio
'termos a felicidade ds conhecer nao poderiam ser
por nos aponiados.
Nao obstante, ser-nos-ha licito fauaY em um
homem que em lab alia poaajao de adtainistradoi
nao tem poupado recarsos, nem trepidado diante
de responsabilidade ou de sacrificio algum com
o nm de arrancar i morle a estandarte bas-
teado em urna das beHas eatrcllas do imperio.
Fallamos do E\m. presideaXe das Alagoas, o Sr.
Dr. Antonio Coetto de S e Arbuvruerque. Dian-
te de um lypo de humandade como esle nao he
possivel furianuo-nos natural adrarecao e res-
peilo que sincera e profundamente Ihe "dedicamos,
nos, que nem ao menos Amos a dita de conhecer
de peno o Exra. Sr. S e Albuquerque.
Este sentimento qua dentro do mbito' estraito
do coracao nao loria quaat para nao diztr nenhuma
signilicacao social, lancadonaalflTespherailojorn^
lismo deve, por forca do providencialismo, que*
preside s cousas humanas, ter a repercursao do
inleresse no meio dos phylaniropos. Nao he pos-
sivel acompanhar ao Exm. Sr. S e Albuquerque
as multiplicas medidas' que tem tomado em favor
da mizera provincia das Alagoas ; baste porem di-
remos que, mesino no raeio des infelizes que tof-
frem, tira grito unisonse levante abencoando a-
quelle incansavel adrainisirador. Nao haver, eo-
mo be de suppr, em loda a provincia das Alagas
um homem quo deixe de approvar e bem dzer os
actos daquella adminUtrac.ao. Administradores co-
mo o Exm. SfaS e Albuquerque bonratn o minis-
terio que os Maaaia e onchem de nobre orgulho a
provincia que ftks dajto ser.
PPMJCAfAO A PEDIDOT
Os abaixo assignados, offlcaes do S. batalhao de
infamara do exercilo, sobremanaira penhorados
pela urbandade, e cavalleirisrao com que o IHm.
Sr. Joaquim Rodrigues Coelho Kelly aempre ea a-
colheu, e tratou durante trez annos, que na quali-
dade de major fiscalisou aquelle corpo, nao podem
ser extranlios, c indilTerentes a verdade, e agraii-
do, deixando de prestar-lhe nm solemne testemu-
J
I
J


a

IHITHMIfl





*
I
\
1

01U0 Ot NRMMBUCO SEGUNDA FIIM 24 01 DEZEMBRO ?>E 1855
nho desses ingenuos sentimentos na mais opportu-
na oeeasiao em que sse brioso militar acaba de ser
galardoado com o aenesso do poslo de tenente coro-
nel commandante do (O baialbio de intentara.Sem
duvida alguma, os baixo assignados, seriam cre-
dres da uais grave censuru, se por ventura na
impossibilidade de rttribunir iquelle scu digno ex-
fiscal, tantas finezas, teBMis subidas considera-
joe, que elle Ibes libertliso, procurando.sempre
no riel deaempenho dativas arduas funccoesconci-
liar toda er.sa benevol mcia con o respeito devido a
necessiris digniaade 4* disiincta posajao, que oceu-
para, ao mmosio ttt prevalucnaem desle ensejo
para prestar-lbe proit), e emlerecar-Bie ingenua
confissao do seu reeouhecimetito.
A disciplina, a ordem e ngularidada asss pa-
tentes, em que o Illin. Sr. lente coronel Kelly
cede a fiscalisaco doi. batalhode infantaria par
da Tivas ciudades que deixa a lodos os que leem a
honni de lerrit nesae corpo sao por certo provaa ir-
refragaveis, e nao equivocas s que nao be a lisonja
que origina este elogio ou prescreve esta espanso,
do eeracio justamenU na poca em que bao cessado
as dependencias, no ?mpenho da autoridade, mas
sim que so as distincas qualidades, que o caracteri-
sam assim o exigem mpesiosj mente,ss quaes o tor-
navam digno desse acto do munificencia imperial.
Digne-se pois, o IIIm. Sr. lente coronel Kelly,
de acceitar esta verdadeira e liana expressao da a-
crisolada eslima, e plena gralido e profundo res-
peito que os abaixo assignados ufano-se de tri-
butar lhe, anhelando-lhe mui cordialmente uro por-
Tir sempre venturoso e todo bata estar possivcl na
nova, e brilhante commissao, que lhe foi confiada,
bem como em outra qualquer ricr mais elevada que
seja, ou aguardarme possa o rcronhecido merilo,
que o distingue e ele se brilhantar a honrosa
riaase que pertcnee.
Recifs 12 de deznbro de 185.'>.
Luis Dominga Araujo, ciipitiio, Joo de Souza
Teiieira, capito, Jos Joaquim da Silva Cesta, ca-
pillo, Gabriel de Sonsa Guedes, tenente, Augusto
Lopes V illas Boas, lente, Jos Marcelino de Ara-
gao, lenle, Domingos Rod -igues Lopes, len-
le, Jos Francisco de Oliveira Hesquila, alteres,
Luis Vicente Vianna, alferes, Aurelio Joaquim
Pinto, alferes eajudnnie, Joi Lasara Monteiro de
Mello, alferes, Antonio Dionisio de Sonto Gondiiu,
alferes, Luiz Antonio Ferraz Jnior, alferes, Joao
Bibianno de Castro, bferos, "os Carlos de Oliveira
Franco, alferes. Pedo Martine, alferes, Antonio
Merques de Souz, altores Manrique, Tiberio Ca-
pistrano, alferes.
PAUTA
dos precos correntes do assucar, algodao, e mais
gneros do paix, que se despachan na mes do
consalado de Pernambuco, na semana de 24
a -".) de dezembro de 1855.
Assucar erocaixat brinco I." quilidade ij>
i) o 2." i)
a a maac.........
i) bar. asac. branco.......
>i matcivado.....
refinado ..........
Algodao em pluma de !. qualidade
>
3.-

o

o
1>
cauada
caada
botija
caada
garrafa

urna
mu
*

ccnlo
*

i)
COUtMERCIO.
'HUCA DO RECIFE22 0% DEZEMBRO AS 3
HORAS DA TAKDE.
Cota;6et oiliciaes.
Assucar m.iscavado 29300 por arroba sem sacco.
Krale par Marselha70 fr. e 10 "j de primagerri.
lil pira i Havre1>5 fr. e 10 ', de ptimagem.
ALI'AiMBt.A.
Reudimenio dodi 1 a 21.....30l:!)40*247
dem do da 22........17.IO622
:tl9:0'J0j669
Onearre/mm Aoje 21 de dezembro.
Barea nabizatnth-.tsiattniercadorias.
Barca tnglnzaMittorbacalhio,
Barca francesaJosniercadorias.
Barca porluguez*Carlota .;meliaceblas e frue-
lii.
l'alacho americano Lecanl(ariuha e pimenla.
Mate hratiieiroExatocHogeneroa do paiz.
CO.NSU1.AO I.KKAI..
Ke:idimiiCoddia 1 a2l 85:2X9143
dem do ilta 22....... 0733821
Jb'IVEUAS PROVINCIAS.
Heodimemodo da 1 a 21 .
dem da ilit 22.......
87:3063964
4:687J589
409593
4:7289182
Exportacuo'.
Lisboa, talca porlugueza o Joven Carlota, de 350
toneladas, eonduzo o seguidle : 93 barril mel.
3$ prancha.es de amarello, i,250 saceos assucar, l
tarcas ligedlo, 13 birrU doce, 3 baceta" doce de
cija', 3 barricas Murar, I ancorell agurdenle, 800
cocos rom casca, 103 saceos eommi.
Rio Grande do Nmle, linchu braiileiri Feliz das
Onda; de 39 tonelidas, condoli o segniule :17
VAlomit genero* eiltingeiros, 900 lariojas.
I.rverpaol, galera iimlezi al'ermionea, de 591 to-
nelada*, eonduzo o leguinte : 5,180 lceos com
25,900 arrobas de iMasir, 1,200 accas com 6,169
arrabal a 18 libra* di algodao, 447 dilas com 1,666
arrobes 1 libra da cera de carnaoba, 20 toneladas
deoetM.
Canil, barca ingleza nAaiiuslai, de ttolonrla-
daa, eooduiio o segu :ile :7,000 saceos com 35,000
arrobas de issacar.
(jibriltar, escuna r inamirqueza IIlean, de 124
tanelidit, cinduzio o segaint: 1,510 saceos com
7,550 arrobas de auocar.
Valparaizo, barca Iranceza njpless, de .400 loiie-
iadis, eonduzo o icguinle : 4,000 saceos rem
33,000 arrobas de assucar.
eiesallai, barea diiimirqoczi Preciosa, de 361
lonelidli, eonduzo o sesuinte : 3,500 saceos com
17,500 arrobas de issucar.
KBCBBBUOK1A UE KENUAS 1NTERNAS UE-
RAES li PERNAMBUCO.
Rendimento, do da 1 i 21 20:5889410
dem do dia 22. ...... 1::li3;830
* 21:9019210
CONSULAO PROVINCIAL.
Hendimeulododia I a3| 71:5845(77
dem do dis 22....... 2:051j230
B O
B 11
b em careco. .
Espirito de agurdente
Agurdenle cachaba .
de canna .
resillada '.
" do reino .
(ienebra.......
o .......
Licor .........
' ........
Arroz pilado duas arrobas un) alqueire
em casca ...........
Azeite de mamona........caada
mendobiin e de coco
de peixe.....
Cacan ...........
Aves araras .....
papagtios.....
Bolachas ..........
Biscoilos..........
Caf bom..........
resslollio........
com casia.......
uido..... .
Carne secca........
Coces com casca......
Charetos bons.......
ordinarios ....
regala e primor
Cera de carnauba.....
em velas...........
Cobre novo rolo d'obra...... *
Couros de boi salgados......
verdes............. a
espitados.......'
de ouca.......... >
b > cabra i-nriiilos..... i>
Doce de calda...........
goiaba..........
seceo ............ u
jalea ..... ........
Eslpa nacional.......... jjf
ii eslrmgeira, inao d'obra
Espanadores grandes........um
pequeos.......
Firinba de mandioca.......alqueire
b mllio......... @
b aramia........
Eeijao...............alqueire
Fumo bom............ ,
ordinario ........ b
b em Tulla bom........ i
ordinario....... b
" reslollio........
Ipecacuanba ............
(omma..............alq.
Ueogibre............. o
Lenha de iclias grandes......eento
b b pe]nena- ..... b
b b loros.......
Prancbas de amarello de 2 costados urna
b louro......... b
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 4 a 3 de I.....
o de dilo usuaes.......
Costadinlio de dilo........ e
Soallio de dito........- a
Ferro de dilo........... a
Costado de louro ....

9
9
3300
24O0
39840
58-400
59000
49600
19380
9650
9440
9480
9480
9650
9580
240
9580
9240
69400
19600
9800
29240
19600
59000
109000
39000
.59120
89960
40500
39000
39500
69400
69000
39840
19400
9600
29100
10.-! KM)
129000
9160
9315
9100
220
159000
9280
9200
9160
9360
9280
19280
19000
29OOO
19000
39200
29500
39500
69100
103000
69OOO
89000
59000
45OOO
389000
39000
19500
29400
9900
109000
249000
lti?000
Cosladinho da dijo........
Sualho de dito...........
Forro de dilo...........
o cedro ....'....;.
Toros de lilajuba.........
Varas de parreira.........
agailhadas.....'. i .
qairis........"', ,
Em obras rodas de sicupira para c.
a 11 eixos ii 11 bb
Me I aro...............
Milho...............
Pedra de amolar .".......
b b lillrar .... .^M .
b n rebolos.........
Ponas de boi............
Piassava..............
Sola ou vaqueta..........
Sebo em rama .........
Pelles de carneiro.........
Salsa parrilba ."..........
Tapioca..............
Unlias de boi...........
Sabao ...............
Esleirs, de perperi........
Vinagre pipa...........
Calieras de cachimbo de barro. .
duzia
B
B
par

caada
alqueire
urna

>
lo
molbo
nieio
9
urna
@
B
ccnlo
i
urna

milbeiro
309OOO
129000
89000
69OOO
:i9500
89OOO
69000
:t9200
29OO0
39OOO
quintal 1
19930
19280
449000
209000
2490
-29000
9640
69000
9800
49000
9330
3500
000
9280
179000
39OOO
9210
9120
9160
309000
5900J

/ '

*
4
-
.
T3:635407
PIACA 1)0 RECIFE UB 22 OE/BBRO UE1855
. A8 3 HORAS DA TARDE.
f Recula semanal.
Xambios---------- Fizerm-se lriosaec.oes avullidas
m olire Londres 28 d. por I.;, e
algomai a 27 3,4 e 27 112: sobre
Pars a 348 rs. por fr.: e subre Lis-
bou 95 por eento.
Algodao Entraram 412 saceos qne se ven-
dern) de 5.>200 1 594OO por arr-
bale algum iDuilo superior a 59600
ris.
Assucar A entrada eveedeu Inda a espe-
rante; per quanlo montou a ma
de 47,000 saceos. Os preci da
semana antecedente sustentaran)-
se al bontemero que eh^ou o va-
por pnrtuguezque rouxe a noticia
debilu no mercado de Londres,
onde sa achivi em apalhia; por is-
o os pceo* deeliuaraiD vendendo-
e de 29200 29300 por arroba do
m.-aicava.io, fallando-se boje ler-
ae negociado 1,700 taceos ao ul-
timo preco. Ov*rsneos regula-
ra m de 39600 1 39860 por arroba.
O deposito be avullado, o que
jacto a falla dinheiro, deve pro-
dozir baisa.
Couros- Vfinderam-se francamente a 215
rs. por libi dos seceos salgados,
e falh-se em 22d r.
Bicalhao Cbegaram qnatro carreaamentos,
dos quaes dous seguirn) pira os
porlos do sal, e dous se veoderam
cerca de 125>00 por arroba. Re-
lalliou-se do 13; a 139500 por bar-
rica, Manda em deposito 9,000
barricas.
Carne seceu- Veideine a do Rio iGraude de
W00 a 69000 por arroba, e a de
M intevtdcn de 49300 a 49400 rs.,
fit ando em cer 10,000 arrobas da
Eiimein, e 9,000 da segunda.
i'im a 20;) res por quintal em
barra, 229 res em lencol, e 339
res de Un nielo.
Fariabu de Irige- O innsMlilii 'ot soprido com 950
liarriCS d! PhiladrlBa, e 870 de
Itiliimore, com aaqoaes o depo-
tito hoje be 11:650: pissaram 1
segunda mito cerca de 3,300
barricas de Ridmond e I'hila-
delphii de 359300 a 269500 por
barrica. Retalhou-ae a 279000 da
de Philadelphia, 289 a de enova,
Heipnnha e Bichmond, e a 339 a
deSSSF.
Manleiga- Vendeo-tr a iugleza de 620 a 630
rt. por libra.
Prnontoi- dem de 119 a 129por arroba dos
do Porto.
Discoulo --- O dinheiro conlinus a ser procu-
rado, 10 premio de 9 a 12 por
ce ilo le auno, sendo as lelrat de
menor prazo discontadas de II a
12 por centn aotuv.
Do assucar para, Canal de lilla
MOVIMENTO OO PORTO
Savias entrados no dia 22.
Aracaly9 das, dale brasileiru uEalacle, de 37
toneladas, mesire Jos Joaquim Duarte, eqnipa-
gem 6, carga sola e rviis gneros ; a Caetann Cy-
riac da Cusa Moreira.
Acarac18 din, hiate brasileiro Aragaon, de 31
toneladas, inestre Jos Francisco de Souza, equi-
pagem 6, carga couros e tola; a liouveia & Leile.
Sanios sabidos no mesmo dia.
l'arabibaHiala brasileiro Flor do Brasils, mesire
Joao Francisco Martint, carga fazendas e mais ge-
ueros.
Rio de Janeiro pela BahiaVapor portsgaez ciD.
l'elro II11, commandante o lenle Joaquim Vie-
sas do O'. Passageiros detla provincia, Roberto
Carrol, Marcelino Autonio Pereira Jnior, Jos
detaiiu d; Araujo e sua familia.
Rio de JaneiroBrigue inglez alAtr Htrding, ca-
pilao A. Chavel, carga carvao. Suspenden do
lameirlo.
Mar PacificoCalera americana 'G. Washingtona,
capitao P. Eduird; carga a mesma que trouxe.
Suspendeu do lameinio.
GenovaPolaca hespanhula Heuriqaen, capitao
Malheus de Oliveira, carga assucar.
ValparaizoBrigue hamburguez lugeborga, capi-
llo W. A. llundewadl, carga assucar.
MarielliaBrigue franco? Linol, capitao Liveque,
carga assucar.
FalmoulhBrigoe porluguez Fren la,capitao Joo
de Dos Sevrrino, carga assucar.
Martins, viuva de Manoel Jos M-irtins Ribciro ; e
pira que ninguem se dame a ignorancia, mandei
passar o prsenle por meio de meu despacho.
Dado e patsado nesla cidade do Reeife sob meu
sisnal e sello deste mea juizo de orphlos, que pe-
rante min serve aos20 de detembro de 1855.
Eu l'loriano Correa de Brilo escrivlo, o fiz escre-
Ter e subscrevi.
AbilioJot Tarares da Silva.
O "Dr. Anselmo Fraaciseo Peretli, eommendador da
itapci ial ordem di Rosa, juiz de direilo especial
de commcrcio desla cidade do Reeife, provincia
de Peni nnbnco, por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro
II a queui Dos guarde etc.
Fajo mber aos que a prsenle caria virem, em
como Manuel Joaquim Ramos e Silva me fez a peli-
co do Iheor-segujnte :
Manoel Joaquim Ramos e Silva teittmenleiro do
finado Joiquim Joze Frrreira. conservando em seu
poder diversos tilulosde credilo, perlencenUsa' lie-
ranca di, dito fallecido, e nao querendo carrrgnr
com a respousabilidade de lies ttulos, visto serem
os devedores em urande numero., e pessoas desco-
nbecidas e de re-iJencias lacerias e das quaes nao
lem uolicia, vem requerer s V. Esc. que, segundo o
que disp&e o paragraphd 3 do arligo 453 do cod.
coiniu. mande passar caria do edilos pira verem os
dilus drvedures coirer a prescripro, acompmhm-
do relacao nominal, e juntamente declarada! as
quantias, vislo eslar quasi lindo o termo mareado m>
cod. para 1 pTescripqao, por tanto.. Pedo a V.
Eic. Illin. Senhur l)r. juiz do commercio Iba delira.
E R. M E. da Silva.
E mais se nao coutilia em dila pelicao qual
dei o despacho sesuinle :
Tome-se por lermo o proleslo do upplicar.le,
e justifique esle a ausencia dus individuos desig-
nados na relacSo juntaKecifa 11 da dezembro de
1855. Peretli.
E mais se nlu continha em diln despacho, em vir-
lude do qual 11 escrivlo respectivo lavrou o termo
de protesto do llieor sesuinte :
Aos 11 de detembro de 1853, nesla cidade do Re-
eife de Pernambuco, em meu escriplorio veio Ma-
noel Joaquim Ramos e S^lva como (e(amenteiro de
Joaquim Ju- Ferreira, e peranle mim e as leste-
inunliiii abano assiguadasdisse, que prnlestava con-
tra Pedro Alesandre d'Assumprio e outros decla-
rados na relarilo que adiante te segu, pelo conleu-
do em sua pelic.10 retro, que faz parle do prseme
lermo para o fim na mesma requerido; e de como
attim o diste, e protsico, asiisnou com as teslemu-
has o presente lermo. Eu Maiimi.ioo Francisco
Du.irle, escrivlo privalivo.do juizo commercial o
screvi.Manoel Joaquim Ramos e Silva.Leopol-
do Ferreira Martins Ribeiro.Jos Augusto Vas
concellos Leillo.
E mais se nlo conlinlia em dito lermo de proleslo
em seguida ao qual se Via a relaeaodos credores da
forma seguinte :
_Peilro Aletandre i'A'siiinir.,.i resto da urna letra
253200, Filippe Josde Miranda 3039330, Domin-
gos (,omei da Silva 1O9, Dionizio Rodrisues Jaro-
bina 409, Ilereulano Martins da Cunlia 109. Paulo
Jos Soares 139. Viclorind Josde Aguir 409, Fran-
cisco Jos liiiimirls 509, Feliz Justino de Mello
209, Fernando Jos da Silva 309. Flix da Fnnse-
ca Franco 529, Felu Rolrigu-i da Silva 269. Fran-
cisco Mathias de Azevedo 509, Francisco \nlouio
.la Silva 309, Francisco LeSo Teixeira, duas 70/,
Franc Tenorio de Albuquerque, duas 2059. Francisco Jos
Dias Buleflo resto 13.i9.580, Francisco de Salles flor-
ee 309. Francisco AuIonio Rabello Carv.uho, duas
559, Francisco Iteierra de Aranjo reto I3M80,
Francisco de Carvalbo Chacln 449200. Anlnnio Joa-
quim dos RHs 109, Antonio Jos do Siqueira 1009,
AndrPereira da Silva 1009. Alexandre Ferreira
Selle209. Antonio DamiSo Chaves 4I98OO, Antonio
Francisco de Paula Carvalbo 1039, Antonio don
Santos Sila 109, Anlonii Florencio Cordeiro Fon-
seca 509, Antonio Francisco Lima, retloide duas
2592OO, Anlouio Teixeira Borba 509, Antonio Men-
des, tres 759, Antonio Francisco Pereira 419, An-
tonio Joaquim Duarte; duas 2959500, Antonio das
Cliagas Carneiro Pessoa 20OJ, Antonio Bolellio de
Aguiar 339, Anlouio Barra leln 509. Antonio da
do- Sanios 1(9. Jos Victorino daConceiglo Auxet
509, Jos Manoel d'AssumpcAo 209. Jo Manoel d
i Iva
a
da
Bislos
O lllm. Sr. inspector do anenal de marinha,
coulrata com quem mais-vanlagens oeiecer a favor
da fazenda, i encommenda e compra de 4,000 bar-
ricas de bom cemento, pan as obras do roelliora-
menlodo porto, viudas da Europa, e entregues no
ludo ou em parles oat pocas que conveucionar.se,
leudo tusar o contrato no dia 30 do correnle mez,
pelas 11 horas da mabbaa, em Visla di proposlas em
cartas fechadas apresenladas al essa hora.
Secretaria da intpec;lo do arsenal de marinha de
Pernambuco em 18 de dezembro de 1855.O secre-
tario, Alejandre Rodrigues dos Anjus.
O consellio ile administrarlo do fardamenlu
do corpo de poticia nlo lendo efiecloario a compra
dossapatos que aunuuciura, em ronsequencia de nlo
leren, agradiido as amostras apresenladas, faz puliji-
co qne precisa contratar a manofaclunrlo de 243
pares : as pessoas que se propozerem deverlo rom-
parecer na secretaria do mesmo corpo 110 dia 2 do
correnle, pelas 11 horas da manhla, com sias amos-
tras. Quarlel do corpo de polica 23 de dezembro de
1855.Tenente secretario.
Epiphanio Borges de Menezes Doria.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Hio de Janeiro
segu com umita brevidade o biigue nacional Flor
do Rio: para o restante da carga e patsaceirot data-
se com ot consignatarios, Isaac, Curio & C., na rna
da Cruz n. 40. *-
Para oCearsegue com brevidade o palhabole
Venus ; recebe caria e passageiros : a tratar com
Caelano Cyriacoda C. M., ao lado do Carpo Sauto
n. 25.
Para o Aracaly pretende teguir por estes dias
o hiate Capibarilieocom a carga que liver ; para
o retto ou patsageiros, dirija-se a ra do Vigarin
n. 5.
Coinpanhia brasileira fie paquetes de
vapor.
O vapor Tocanlint, commandaole o capillo de
fragata Mancebo, espera*ie do* porlot do norte em
secuimeulo para os do sul al o dia 35 de dezembio
crtenle. Hecebem-sc passaseiros, carga e encom-
menda! : na agencia, ra do Trapiche n. 40, tesuu-
do andar.
Para Lisboa pretende lanir cora
muita brevidade o brigue porttigue/. Im-
perador por ter a maiorpjite da carga
prompta : para o resto da carga trata-se
com os consignatarios Novaes C., ra do
Trapiche n. o, ou com o capitao na
praca.
Maranhao e Para'.
Segoe em poucos diat o brigue escuna Graciosa ;
recebe carga e paisageirot: trata-se com o consig-
111,1.1110 J. B. da Fonseca Jnior, na ra do Vicario
n. 23.
. Para o Porlo, o brigue Trovador sahiri no
di 24 do crrante ; para o resto da carga 0 passa-
seiros trata-se com os consignatarios Barroca i\ Cas-
tro, na ra d.i Cadeia do Reeife o. 4, ou com o ca-
MlSe na prara. ,
Para o Aracaly deve seguir com muita brevi-
dade o ltate Aurora, o qual ainda recebe alguma
carga : a tralar com os proprielarios, na ra da Mac
drede Dos 11. 2.
PARA. O RIO DE JANEIRO.
A barca brasileira Ipojuca, forrada e eucavilhada
de cobre, e ja lietn conhecida pela sua veloz marcha,
vai seguir para o Rio de Janeiro com presteza, por
ter meio earregirneuto promplo : quem na mesma
quiter carregir, dirlja-e ,1 ra da Cadeia du Reeife
n. 12. escripl.rio de Bailar cV Oliveira.
LEILOES
Oagenle Oliveira, auloritadn pelo Sr. E. Feo-
Ion, que segiiio prximamente no vapor Tay para
Ioglaierra, fari leillo da muito superior mubilia e
mais arligos da tui casa de mrula uo campo, temi
loda ella de madeiras escolhidat, contislindo em me-
sas redondas .) contolos com lampo de pedra, solas,
cadeiras, ditas de balaugc. e de bracos, bancas de jo-
go, dias para sof, tapete, e asteiras quasi novas, de
Silva Lisboa 309. Jlo tiouralves da Si
209, Jo Alve Jos Ignacio Correa I79O20, Jos Severino dos San-I eurase outros enfeilcs de porcelana para mesa,
los 309 Joze Matheus Villa-Nova 209 Joze Soarct 1 l'da caixinha de costura, espelhos grandes, bellos
Baplisla de Oliveira 259000 reis, Joaquim Josi I "has para luz, lavatorios com pedra e sem ella, ba
Sania Ignez, letra 289. Estevlo Jze Camello 309,
francitCQ Antonio da Silva 359. Francisco Botelho
de Viveiros.iOS. Francisco Joze Bezerra 1939320,
Joao Leile de Ferias I9-54S0, Joze Gomes da Cunha
109980, Jo Xaarier Barooza 10}, Jpr. Francisco
di Silva Iflb. Joo M rih Falclo, publica rorma
duas 4009, Joze Caelano de Oliveira lelra 4O9, Joze
1 homa de Oliveira reslo 559820, Joze Pereira Lo-
pes Ramos 219, Joo Francisco das Cliagas, duas
25-3, Jeto Viu>l dos Santos 3009. Joze Maria Ilezerra
509. Joo Joze da Silvt resto 209, JoSo Flix Bipo
Cavalcante 100, Jlo Francisco Sim6es 1739500,
Jlo Lopes da Coila Jnior 339, Joaquim Martins
nhos da p'rimeira qualidade, conservas, preparas pa-
ra jardn), votos de louea para dito, e oulrot mui tos
objeclos : sexlafeira, 28 do correnle, at 10 horas da
uiaiiha, na indicada casa, na estrada da Ponte de
Celina, ddenle do sitio do finado Exiu. Bario de
Beberrbe. --y
AVISOS DIVERSOS-
Na fabiiea de chapeos de fellro de C. W.
Mull, defrone do novo hospital militar, precisa-se
de um oflicia. perfeito para propiagisla.
la SllTa-259, Jlo Barboia Camello, duas 199, Joze Aluga-te a loj de um tobrido tito ni Pista-
Correa de Araujo publica forma 4009, Manoel Se- Sem da Magdalena, junio do obrado que faz quina
meo Cavalcante, re n..--:r.. IR. lf__. -I 1'_____ .... Afb. m .1. n.il.. ., ..l..n^ .^ ^-^-___ # _. .
Pereira 409. Manoel Soares da Silva 209. Mximo
\ auna de Barros 209, .Manoel Beno de Araujo
309, Manoel Alves de Silva 54, Manoel Francisco
da Silva 209. Manoel Barboza de Souza duas :l!l--,
Manoel Mariaiino de Etpiudola 509, Manoel dt
Noves Vieira 065, Manoel Francisco do NascimenU
623700, Manoel Aolonio da Silva 10?, Manoel de
Siqueira resto 509. Miguel Torret Calinda 309, Ma-
noel Ignacio P-ulo da Silva 509, Manoel AlvetCar-
dozo 419120, Manoel Rodrigues l.ima 229, Miguel
Gomet di Cos 33-3900, Marcelino Lopes de Souza
ItlHOO; Manoel .Antonio Ribeiro 109, Manoel Lo-
pes di Silva Ifrj. Manoel Elias Barbozi 1649940.
Manoel Francisco de Souza 109, ManoelAntoiiio da
Fonteci UI9O6O, Manoel Joaquim de Mello 169700
Manoel Machado de Souza 959160, Leandro Gomes
Bezerra lelra 209. Liurentino Alves de Andra.le9l9,
Pedro Piulo Joze, resto 109, Pedro Alessndre de
Barros 599, Salvador Francisco da SilvaflRO. Se-
verlno dos Santos Nogueira 1509, Valerio Nune. da
Silva 509, Joze Soires de Afflorim 209, Jol 1 Leile
de Oliveira 609_, Jola Carlos Cezario IS9COO, Jlo
Carlos da'Silva 679200. Joze LoureofeaM Gouveia
50, Joaquim Joie da Silla, lre< 229, Joaquim Joze
de Aguiar IOOJ, Joze Soares d 1 Silva 209, Antonio
Ouarte Ribeiro 109, Antonio ErancitroTavares duas
309, Autonio Ferreira di Silva lll-, Leonardo Be-
zerra Sequeira Cavalcante. Iros :):0009, |Wo Flo-
rentino Cavalcante de AlboqiierqueTW*7!0, I).
Anna Maria do Naseimeuto, reto 149320, Francisco
Ribeito de Mello Jnior, carta 3003, Alesandre
Jos do JNaacim-iito 1319440, Antonio Martins de
Carvalbo 1195090, Joze Clemente da Rocha 489200.
Braz de Viveites Camello Pessoa 886V30, llylario
Rodrigues de Mello 44-9600, Manoel Joze llenriques
399440, Maooel Frauriscu Ponlcs 709080, Manoel
Ferrtira Rabello 61)9800, Manoel Joze Correa 1429,
Manoel Francisco da Silva 27.3, t. Clara Cavalranle
de Albuquerque 50g04O Laureniino de Barros Wan-
derley 789. Jlo Joze de Carvalho 4049136.
Nada mais te continha em dila relajan, e tendo
o supplicante produzido suit lestemuuhas, e sond-
me os Bulos conclusos, oelles dei a seguinle sen-
lenca :
3klleudendo 1 juslilicaccilo de folln. 6 ollias
7 verso, julgo provada a ausencia dos individuos
mencionados na reanlo de folhat 3 a folbas 4 ver-
so, pel que mando que sejsm citados por editos,
pastando-te para isso a respectiva carta com o prazo
de 30 dias e cusasReeife 14 de dezembro de
Rio da PrataPolaca hetpanhola .ngclan, capilao 1855. Anselmo Francisco Perelli.
Jlo Baplisla Suris, carga assucar e agurdenle. E mais se nlo eonlinha em dita scnlenca aqui
transcripta, em virtude da qual o escrivlo que esta
Mirertbi
3 vapor
a 70 o para o
poucos uavios
Fruta
62, para
llisrjj
para
l'ocatain ao porlo : 3 tipbres, 2 mvios com ba-
calhao, 1 esm objectot de pescara, e 1 com carvao.
Entrar* : i com carragamenlm di Europa de
Steerot e blendas, 2 com biicilha'o, 1 con) farinha
B Ingo, 2em lastro, 6 de cabitagem e I transporte
do governo.
iliiram : 1 em lauro, 3 i'raasportes'do governo,
13 com carreasmenlos de assicar e mais gneros, 1
essn agusrdenle, ele. pan A ngoli e 6 de Caboia-
gem.
Ficaram no perto 83 emba ca$fies: tendo, 6 ame-
rkanana, 29 brasileiras, 1 chileaa,3 dioamarauezas,
7 francezs, 5 hespinholai, 3 Itotliidetes, 6 porlu-
guesas, 1 sarda a 6 soeces.
'/avios entrados no dia 23.
,!'a.'" d"*- barca hamburgueza Tmbola, de
336 tonelada, capillo G. M. Meinbold, equipa-
gem 12, em Uslro ; a Ainorim Irmlos. Ficou de
quarenteua por 15 diat.
liba de S. Miguel20 dias, patacho porluguez aAI-
rade, de.i99 toneladas, capillo Maooel Jos de
Souza, equipagero 30, carga pedra e lages ; a Tho-
maz de Aquino Fonseci Filhot. Passageiros,
Aulon.o da Silva, vjpa senhura e 2 filhot. Anua
Joaquina el lilho, Jlo Feareira da Silva e 1 ir-
mao, liarmenegildo de Fanas Tavares, Jote Viei-
ra, Lucio Jo de Ctrvilho, Manoel Furlido Bri-
do, Manoel Raposo, Simplicio Joaquim de M.Mi-
llonea, Amonio Cordeiro, Jlo de Paiva e Mallos
Duarle Jos Pereira, Jos Ferreira Estrella, An-
tonio de Souza Oliveira, Jlo Maria de Chaves,
Jote Correia de Souza, Jlo Raposo dos Saiiloa,
Ventura de Medairos Bsrbota, Jle de Medeirot.
Navios sabido no mesmo dia.
Rio Grande do .Norte Lancha brasileira iFeliz das
Ondas, mesire Bernarda Jos da Cosa, carga va-
rios gneros.
MartelliaBarca francesa Palaoquim, capillo
Obrdonnrry, carga atsucar.
CanalBarra dinamirt.ueza Emma Arvigne, ce-
pillo C. Gronbeek. carga attucar.
GibrallarBarca dinamarqueza Preciosa, capillo
J. G. Kyor, carga assucar. ^
Rio tirando do SulBtigoe brasileiro o Algrele,
"pillo Manoel Pereira Jatdim, carga atsucar.
Msiigeiros. Pedra \joha Vinhas, I). C-istudia Can-
da Dias. Chrisliauu Jote Moreira.
Glb.8",a'~Patacho diniraarquez Helena, capilo
Pt. lyral, carga assucar.
ValparaizoBarca traocni Jules, capilao Marie
Chirlos Balaes, carga assucar.
CinalBrigue ingles Wellington, capillo David
Cumoring, caria assucaj.
Genova Brigue tardo Daiuo, capillo Maooel
Bozzano, carga.assucar. (
FalmoulhBngue soecoCuitarMelim. capillo Ai
L. Lundberg. carga assucir.
J^jtVAET T
O Dr. Abiho Jos Tsvares da Silva, juii de orp'hlos
e ausentes netta cidade do Reeife de fernam'buco
e seo lermo, por S. M. I, e C, que Dos g
.ele.
Fs;o saber aos que etle edilal virem ou >
eia tirerem, jue per es'-
processo de interdi- i
tubscreveu mandou patsar a presente caria de edi-
los com o prazo de 30 dias e cuitas, Ipela qual e seu
iheorte chamae intima,elieipcrinlimadutaostuppli-
cados devedores ausentes cima declarados de todo
o conleudo na peliclo e termo de protesta cima
transcripto.
Peto que, loda> qualquer pestoa,prenles ou ami-
gos tjos diluttupplicados os poderlo fazer scicntet
do que cima lica eiposto, eo porieiro do juizo affl-
xarn a prsenle nos lugares do coitumc, e sera pu-
blicada pela imprenta.
Dado epassado nesla cidade do Kecife ao 17 de
dezembro de 1855.Eu Maximiano Francisco Du-
arle, escrivlo privativo do juizo commercial o es-
crevi.Anselmo Francisco Peretli.
DECLARADO ES.
" BANCO DE PEKNAMBUCO.
O Banco de Pei'narrbuco sacca a visla
obre o do Brasil no Bio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 5 de dezembro de
1855.O secretario da direc<;io, Joo
Ignacio de Mdeiros Reg.
O banco de Pernambuco toma dinhei-
'o a juros, de conformidade com os seus
tatutos. Banco de Pernambuco 2 i de
iiovembro de 1855.Joo Ignacio de
Mdeiros Bego, secretario da direcc&o.
Tendo-se de proceder nesla provincia a demarca-
rlo e balisamenlo das barras de Camaragibe, Porlo
re Podras, Tamandarc ao sul e Maranguape ao norte
na conformidade do disposto no aviso da repartidlo
da marinha de 13 de novembro prximamente findo,
ao qual refere-te o officio do Exin. Sr. presidente de
27 4o mesmo mez, o lllm. Sr. inspector do arsenal
de taarinlia roinda fazer publico que contraa com
qualquer dat fundirnos desla cidade a acquiir,lo dat
seis boias de ferro precisas para um tal fim, le con-
liguraces comanle da plaa esitenle nesla se-
cretaria, que ser franqueada a quem quelra v-la
anlet d.i contralo ; devendo esle ler lugar no dia 31
do andante mez, penis II boras da manilla, prece-
deudo as respeclisias propottas entregues al esla
mesma hora.
Secretaria da inspeerlo do arsenal de marinha de
Pernambuco em 15 de dezembro de 1855.O seere-
Urio, Alea ?re Rodrigues dos Anjot.'
le pailaria, v. aluga-se s com um fortio : quem a
pretender, dirija-se a ra larga do Koaario, que
achira com quem tratar.
A quem convier dar )0j por os serviros de
orna escrava por lempo de 6 annoa, procure na ra
de Apollo n. A, para se lhe dizer quem Taz esle
negocio. ,
O Sr. Benlo Jos da Cosa cono liquida tarto da
cata di viuva Costa & Filhos, protesta contra os de-
vedores da dila caja no Diario de 15 do correnle,
em cuja relaclo se l o uome do ibaiso issignado
como rievedor da quanlia de 1805310. o como natu-
ralmente seja isto um engao ou onlro de igual uo-
me, o ahaiso asignado declara que naiia deve aquel-
la ciau, com a qual nunca teve negocios de qualida-
de alguma. Kecife 'JO de dezembro de 18o5.
Julo Jos de ouveia.
Preeita-se de urna ama : no aterro da Boa-
Vista n. 60.
O delegado do primclro dislriclo do Kecife de-
seja fallar com o padre Justino Domingues a nego-
cio que lhe diz respeito, e por isso dirija-se a mesma
delegada, ou declare sua inorada.
Precisa-se de urna ama de leite, pre-
Jrindo-se escrava: quem pretender di-
nja-se a ra das Cruzes n. II, segundo
andar.
Attencao.
Na confeilaria da ra da Cruz n. 7, acha-te ven-
da um grande sur lmenla de docet secco. e de calda
de lodas as qualidades, por prero mais commodo
qne em outra qualquer parte, as-im como lainhem
se apromplam encoinmeudas para dentro e fra do
imperio com actividad! e limpeza, e igualmente um
grande sortimento de coufeilos e glande ptelo de
ananazes abacasis, proprios para embarque para fra
do imperio, ludo por prero commodo.
Procisa-se de una ama para engommar e tra-
tar de maneas : a tratar na ra do Brum n. 20, se-
gundo andar, ou na ra do Vigario a. i), armaiem
de assucar.
Precisa-se
de urna anu forra on escrava para casa de pnuca fa-
milia, pnga-ee bem : quem esliver tiestas circums-
laucias, dirija-se a ra do Qaeimado u. :)0.
A quem lhe fallar um barril de manleiga fran-
ceza, procure na ra do Sania Rila n. 97, que daudo
os sigues Hio ter entregue.
Jos Eleuterio de Azevedo, caiieiro da ca'a
loinmerrial dnsSrs. L. I.econl Ferun \ Coinpanhia,
ruga ao Sr. S.ilusliaiio do Aquino Ferreira, que se
digne declarar qual lio esse debito por que o amea-
9a c vi.iitir ji iici.iliiiiue, alim de que seja o publi-
co esclarecido sobre a sua origem ; visto como o seu
aiinuucio he concebido em termos tset qae pode dei -
zar alguma dnvida sobre o seu credilo ; enlretaulo
que o aununci inle protesta que nlo sera o Sr. Sa-
lu.luna que o abalara, c so o Sr. Salusliauo recu-
sar-so a urna lal declararlo, o annuucianle por s
esclarecer o publico e mostrara que menos justa-
mente, se nao menos delicadamente, procedeu elle
para cum o annuncianle.
Attencao ao sor-
vete.
Na roa larga do Kosario, primeiro andar 11. 16,
na tala decentemente arranjada para dmense fa-
milias, contina haver sorvele al se acabar o gelo, e
porlanlo rogo nos meus freruezes que nlo se esque-
m de vir ao bom sorvele de diVientes fruclas an-
tes de 11 fin para a mista do galo.
s eredores da osa fallida de Ricardo Rover
queiram se apresenlar para receber o primeiro divi-
dendo de des por eento ; lo.las at cegondas-feiras de
I as 3 huras da larde,em casa dosSrs. Johnslon Pa-
tee A" Companhia, ra do Vigario n. 3.
SOCIEDADE IIOMEOPATIUC.4 BENEFI-
CENTE.
Os Su. mombros das commistes de esmolas das
freguezias ja. annunciadas alo convidados para da-
rem principio ao piedoan encargo que Ibes foi com-
metlido. Para cidade dn Olinda foi nomeadi se-
gunda eommiislo de esmolas coinposli dos Srs.: Dr.
Manoel Joaquim de Mitanc'a Lobo, profesor Salva-
dor llenriques de Albuquerque. professor Jos Iri-
neo da Silva Sanios.O prndenle da sociedide,
Dr. sabino O. ft. Pinbo.
Ilenrique Eduardo Pingeon relira-te pan a
Eoropa.
O Dr. Jalo Mara Seve, medico, mudou a soa
residencia para i roa da Cadeia do Reeife, rasan.
53, segundo andir, onde pode ser procurado para o
ejercicio de soa profissao.
Aluga-se urna grande rata com quintal grande,
sita na ra do Mondego, prupria para qualquer es-
labelecimerdo por ler porlo de desembarque : a tra-
tar com Marcelino Jote Lopes.
Acha-se desoecupado o srmazem n. 32 da rui
da Pnii, perlenceute ao patrimonio da veneravel
ordem lerceira de S. Francisco detla cidade do Re-
eife, proprio para qualquer etlabelecimenlo ou mes
mo morada ; os pretendenles dirjem-le io charissi-
mo irmlo ministro o Sr. Jos Marcelino da Rosa,
pessoa competente para o alugar, ou ao abaiio as-
signado de quem poderlo ohter informadles a res-
peito.O secretario,
Galdino Jlo Jacinlho da Cunha.
Precisa-sede urna ama deleite, quelcuha bom
leile e seja sadia': no aterro da Boa-Visla n. 78.
U cautelista Antonio
Jos Rodrigues de Souza
Jnior, venden em quatro
quartos o n. 4070 com a
sorte de| 5:000,000 rs./ e
outras umitas de 200,000,
100,000 50,000, SO,000
e 10,000 rs., e convida os
possuidores de ditos quar-
tos e mais premios de
200,000 e 100,000 rs. a
virem receber em sua ca-
sa, ra doGullegio n. !ll,
primeiro andar, logo que
suhir a lista geral, e as ou-
tras sortes, em as lojas aon-
de foram vendidas.
O cautelista Salustianb de Aquino
Ferreira, avisa aos possuirores dos dous
meio* bilhetes n. 1052, da segunda par-
te da terceira lotera do Gymnasio, cm
que iahb o premio de 2:500$000 rs.,
podem ir receber sem o descont de
8 por eento da lei, na ra do Trapi-
che n. 56, segundo andar, lor-o que sa-
bir a lista geral. Pernambuco 2i de de-
zembro de 1855.Salustiano de Aquino
Ferreira.
Attencao.
6
O cautelista Anlouio da Silva C.uima-
rces venden o n. 1550, com i:000000
rs., em dous meios bilhetes, assim como
outros de 100> c 50.S0D0. Kecife 21 de
dezembao de 1855.Antonio da Silva
Ou i maraes.
LOTERA da provincia.
lllm. Sr. thesoureiro manda fazer
publico, que se achama Venda os bilhetes
da terceira parte da piarla lotera, a be-
neficio da matiizde San-Pedro Martyr de
Olinda, cujas rodas andam no dia 5 de
Janeiro de 1856. Luiz Antonio Rodri-
gues de Almeida, esc ivao das loteras.
Desde o dia 15 desle mes anda fgido um mu-
lalinho claro, de nome HoinAo, do Islaunos de ida-
de, levaudo calca de riscado azul, camisa de ilgo-
daozmho e chapeo de palha ja usado, lem de altura,
pouco mais ou meuos, (i pannos, e he um pouco vi-
vo : quem o pega/, leve-o a ra Velha, casa n. 9i.
Joaquim Ferreira Piulo relira-se para fra do
imperio u tr.lar de tua tautle.
BOM E BARATO.
Williatu Lilley Jnior avisa a)o respeilavel publi-
co amanto do bom e barato, que receben pelo olti-
ino navio dos Estados luidos um rico esplendi-
do tortimento de lampadas, luslros, candieiros, glo-
bos de todas as qualidades e lmannos, a precos ad-
miraveis ; assim como ora rico variado torlirocnlo
de relogios de parede e de mesa do goslo mais mo-
derno possive), e fabricados pelo mais llamado f-
bricanle que exude era ot Estado Unidos, pois
quem comprar um desles relogios, em vez da com-
prar relogio compra chronomeiro, e quem duvldar
dirija-se a ra do Trapiche Novo o. 4# primeiro au-
dar, pois s com a vista se acredita.
Arrenda-se o sitio da capaila da Conceirito, ua
estrada de Joao de Barros, cora grande cata nova e
aro grande viveiro, com coqueiros em roda do dito e
nimias fructeiras.
Uo poder do ibiixo attiguado desencaminliou-
te urna lettra da quanlia de 120 aceita em 10 do
crreme mes de deirrahro de 1853, a 1 meses pre-
citot, por Aolonio Jos de L'rane, mondor em
Cruangi ; por i-so previne-ss qne uingoim faca ne-
gocio com a dila leltra, pois ja se prevenio o acei-
tante, e al aceitn nutra : por isto quem a acbou a
podera entrenar ao mesmo abaixo assignado, que lhe
fieat obrigado. Engenho Vrteme 18 de deiembro
de 185.francisco Joso de Souza Tinto.
l'reeka-ee de didi ama com bom leile, paga-te
bem : na roa nimia do Kosario, deposito de pSo
o. 4.
T.2l" Direil" 91. primeiro andar, precisa-
se da m orlado paraacnmpauhar a urna pessoa em
iagem al Una.
Aluga-te urna mulher forra ou metmo captiva
para o serico de urna cata de pouca familia, pagan-
do-se generosamente : ua ra du Kosario u. 30.
HOSPITAL PORTGEZ DE
BENEFICENCIA.
Por ordem do lllm. Si. provedor cuulrala-se com
qoem por menos o fizer, e maiotcs garantas offereca
de boa manipularlo, 0 f..i in-rimeulo dos medica-
meuloipara o Hospital Porluguez de Beneficencia,
semndo de base os precoa marcado* no formulario
da caa, o qual se acha ptenle lodos os dias na se-
cretaria do Hospital.
O* Srs. pharmaceulicos, a quem convier o dito
reraeeiiiiento, podem dirigir as suas proposlas em
cirli fechada a secretara al o dia 28 do correnle.
Secretaria do Ho 20 de dezembro de 183.'___O secretario,
Manoel Ferreira de Sonta Barbosa.
No dia i do correnle 10 } li-
ras da noile partir de Apipnco't um
Omuibut na direcrau do Reeife, ed
ln partir outru depuis de miss, as 2 botas, pa.,
Aplpucos : os bilhetes de entrada veudem-se no es-
criplorio da ra do Cadeia de Sania Antonie n. 13.
SALA DE DAMA.
O abaixo assignaiio faz sciente aos Srs.
assiguantesde sua sala, que a mesma se
acha fechada, e pretende abrir no dia 8
de Janeiro prximo futuro.
Antonio dos S&ntos Mira.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acbam-se a venda os novos bilhetes da
lotera 8 do tlieati o de San-Pedro de Al-
cantara, tpte devia correr a 18 do pre-
sente ; as listas esperamos pelo vapor
nacional no dia 1 ou 2 de Janeiro vin-
douro : os premios serao pagos a.' distri-
buieo das listas.
MilA lRHa'OS.
leem a honra de participar ao respeila-
vel publico queteem aberlo tima nova loja
e fabrica de chapeos na ra do Crespo,
no sobrado novo que faz esquina para a
ra da Cadeia, aonde os compradores
achanto desde hoje em diante um bello
sortimento de chapese fazendas tenden-
tes ao mesmo estabeleci ment, e por me-
nos prero doque em outra qualquer parte,
tanto em porco como a letalbo, e desde
ja lhe recommendain chapeos francv.es
de bonitas e elegantes lrmas e de boa
qualidade, ditos feitos na trra de todas
asqualidades de palha, seda, e montara
para senhora, de lustre para pagetn, e um
ricosortimento de galoes finos, de prata
e ouro para os mesmos; chapeos de castor
francezes e inglezes, ditos de Italia para
111 imi'ii.s, meninos esenhoras, do Chile finos
para homens, meninos e senboras, bone-
tes de todas as qualidades, assun como se
apronte qualquer encommenda tendente
ao mesmo estabelecimento, e tudo por
precos maisbaratos do que em outra qual-
quer parte.
Bonetes de seda para liometn de gol-
tos muito modernos: vendem-se na r*ua
Nova n. ot, fabrica e loja de Chtstia-
ni di Irm&o.
CstPIXAMA.
Para um engenhoNi'12 legiiat delta cidade preci-
sa-se de um capell.io, saliendo msica, piannoe fran-
cez. para entinar com perfeirAo : o Sr. reverendo
sacerdote que liver as qualidades necessariat e qoi-
zer propor-te a itlo, nao s obler paga generosa
aquella que se convencionar, romo recebera um 1ra-
lamenlo digno de sua posirn : annuncie tua presi-
dencia para ser procurado.
LOTERA da provincia.
O cautelista Salusliauo de Aquino I'errein avisa
as pessoat que compram bilhetes c cautelas daa lote-
ras da provincia para negocio, o qual esta resol ido
a vender os referidos bilheles e cntelas pelos presos
abaixo declarados, dinheiro i vista, sendo a quanlia
de 1003 al 1:0009, permanecendo firmes estes pre-
so- em quaolo nao se alterar o plano aclual de 3,000
bilhetes, pelo qual sao estrthidas at (oleras da pro-
vincia. Sin pagos Sem o descont de 8 por eento do
imposto geral, ni na do Tnpiche n. 30, segundo
ludir. ,
por inleiro 3:00115000
2:30OcOO0
1:66ti*lr;
o 1:2.3030llO
> 1:0003000
6253000
.OOJOOO
>- 2303000
. G cauMisla
Salustiano de Aquino Ferreira.
Traspasssm-se as chaves e urna linda armasio
marelloenvidracada daloja n. 35 da praca da
innuilonrin Irilir ** \!.n.-., .. !} "-*--*
O SOCIALISMO
PELO GENERAL ABREU E LIMA.
Iltlliel- 33100 Mi-ios 23700
1 ersos 13820
Ouar lis 1II60 a
Ooinli . 13000 u
Oilavos 680 a
Decimos 360
Vigsimos 280 a
de a
-.<: .mi,iiciicii.iijifl^ui u.i mja ii. jo ua prara na
Independencia : a tratar ni ra Nova o. 21, fabri-
ca de chpeos de sol, esquina da Gamboa do Carmo.
Dagtierreutypo.
Na roa do Crespo, sobrado n. 19, primeiro andar,
e ebrio um novo eslabeledmento dagiierreoljpo,
londe se acha um completo sorlimeutu ehegado l-
timamente de Pars, dos pertences necessarins para
se lirarem telralos de pessoas de lodos os tamsnhos e
idades. Tainhem se vio tirar em toda a parle aon-
de for chamado para etse fim, tanlo de vivos como
de morios, vistas, edificios, etc. : qoem te qoizer
ulititar, pode ir ao mesmo sobrado das 8 horas da
mantilla as i da Urde ; os precos sao razoaveis.
Carros fnebres, no largo
do Paraizo n. 10.
Nesle eslabelecmenlo enconlram-se carros da qoa
lidade que se eligir para defonlos. doncellas e ao-
jos, com ricos pannos o ornatos, jjor p'reco comino-
dos ; lambem se eucarrega o proprielat'io de agen-
ciar atistalos, iieene is, guiat, fornece hbitos, ar-
marOfs, cera, msica, carros de passeio, etc., a con-
tento dos iuterestadot; e vendem-se morlalhas de
pjnhode lodosos lamanhot.
RAFE FRANCEZ.
O verdadeiro e genuino rap francez
deve ter preferencia sobre utro qualquer
apranlo pelo seu simples e agraaavel
.roma,como pela sua qualidade hg> enica,
visto nao ter a menor composicao que
faca darr.no as pessoas que delle fazem
uso. Vende-se por osOOO cada meio ki-
lograma, que regula muito mais de urna
libra : as fojas dos Srs. Moreira & Duar-
te rui do Cabuga* n., Joao Cardozo Ay-
res ra da Cadeia do Recite n- il, e i>0 es-
criptoriode Burle, Souza & C. ra da Cruz
u. 43.
' -enistem niguas ejemplares enqoaderaados,
e a "e a' venda na loja de livros doi seohore*
Hica,.. je Freilas & C, esquina da ruado Collegio,
e em cata do autor, paleo do Collegio, casa amarella,
no primeiro andar.
Precisa-te de urna ama para ama casa de pon-
ea lamilla : na prirado Corpo Sauto a. 17.
IIMOPATHICO.
(Gratuito para os pobres.)
Ra de Sanio Amaro, '.Mundo-Soto) n. 6. m
O Dr. Sabino Olesirio Ludgero Pinbo ai yjt
consullas todos os diat desdo s 8 horas da 2
minha at as 2 di Urde.
Visita os enfermos era seos domicilios, das
2 horas era diante; maa em casos repentino!
e de molesliasaigadas a graves as tmIm serao
feitis em qualquer hora.
Al molestias nervoias merecer Infmenlo
g especial segundo meios hoje acontentadas
pelos pralicos modernos. Estes meios e>B>
lem no contullorio central.
WBBBBBtBKJtM
Novos livros de horaeopatbia em francez, sob
todas de summa importancia :
Hahnemaoo, tratado das molestias chrooicas, 4 vo-
lumes............ MtOOO
Teste, rrolettiat do* meninos..... 6J000
Hering, homeopaMiia domestica..... 79000
Jalir, pliaimacnpea homeopalhica. .. b#000
iahr, uovo manual, 4 voluntes .... 16|000
Jalir, raoleslias nervosat. -...*. 6*000
Jahr, moli-tiias da pe le...... 8*900
Kapou, historia da homcjpatli .ajvolumai I89OOO
Uarthmann, tratado coroplei < dit rooletliit
dos meninot. f..... I000n
A Teste, materia medica homeopalhica. 8*000
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 7*000
Clnica de ilaoueli ....... 6*000
Cattistg, verdade da homeopalhii'. 4*000
Diccionario de N>slen....... 10*000
Aulas completo de anatoma coas bailas es-
tampas coloridas, coulendo a deteripso
de todas at partes do corpo humano 30*000
vedem-sa todosetles livros ao coatultorio homeepa-
tlucd do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova u. 50 pri-
meiro sudar.
Chegando ao con heci mente do
publico pelo almanak do anno de am
1856, eme he movto o Sr. Auto-
no Carlos, pede-se encarecida- J
mente a' lllm. Sra. viuva de An- J
tonio Carlos do engenho Una de *
Sanio Antao, de publicar por es-
bi folha onde se acha morando, e *
quando pretende proceder o in- S
ventario dos ben para nelle seiem 1
contempladas as dividas passvas *
detxadas pelo seu muito prezado W
marido, ajim de ser tambem pago. W
Um de seus credores ot
Ma Irmao
avitam as senboras de bom gusto qut#no seu aovo et-
labele imeniu da rui do Crespo qne faz quina para
1. ru .1 iidi, La um wido .serlimontn de cha-
peos, tanto de passeio como de montarla, de tranilas
frmii e riquissimos enfeilas, assim como se vendem
gorros de milha de seda bordados da diversas cores,
ludo por mdicos presos.
Manoel Jos Leite
declara qne arrematou as
dividas activas da casa
commercial dos Srs. Silva
$ Araujo, e roga aos deve- g
dores da referida casa7
tenham a bondade enten-
der-se com oannunciante
na loja da ra do Quei-
mado n. 10, afm de ami-
ga velmente saldarem seus
dbitos.
O procuradur fiscal da lliesourara provincial,
faz publico, que lhe foi remedida pela lliesonrii a
relajan dos devedores do dcimas da fregoezia de
S. Fre Podro liunr.ilves, dos anuos qne restavam li-
quidar de 1833 i 1852, para proceder judicialmente
contra os mesmos devedores, e que por isso padem
rocolb ;r a importancia de seus dbitos autes de qual
quer procediraento judicial com guia do mesmo pro-
curador fiscal, que Ihes ter dada na tua residencia
ra Ni va n. M, dentro do prazo de um mei, a con-
tar da .lata deite. Reeife 12 de dezembro de 1855. Cypriano Fe-
nelon Guedes Alcoforado.
COMPRAS.
Compra-se qualquer porcio de cauca 1M1
carrosa : na cocheira da ra da Koda.
Compram-se Dovilhas e girrolet qae sejam
gordos, e que tenham de 4 arroba* para cieaa na
ra largado Kosario, acouguc n. 5.
Compra-se ofl h\ polheca-te orna casa terrea,
sendo em boas mas e na freguezia de Sanio Antonio
ouS.Jat; quem algum destes negocios qoiter fa-
zer, annnncie por esle DiarU, on dirija-se a rna da
Viraso n. 9. i
Compra-te urna baroca nova ou tm muito bem
eslado para o terviso do lazareto do Pina ; a tratar
ua provedoria da saude, defronla do arsenal de ra-
rinha.
VENDAS.
lolliiiilias
PARA 1856,
Estao a' venda as bem conhecida* fo-
Ihinhas impressas nesta typographia, as
de algbera a 520 e s de porta a 160; as
de algbeira alm do kalendario ecclesi-
astico e civil, contein un resumo dos im-
postes muuicipaes, provinciaes e gentes
que afl'ectam todas asclasses da socieda-
de, extracto dosregulamentos parochiaes,
docemiterio, enterrse sello, tratamen-
to de varias molestias, inclusive a do.cho-
lera, contos, variedades e regras papa 1~
zer manteiga e <|ueijosde ditferentes qua-
lidades, ditas eclesisticas ou de padre,
correctas, e conforme as rubrica* e uso
deste bispade-, feitas pelo padre Machado
o mais antigofolhinherotiesta provincia,
(sem privilegio visto como a oorntituicao
e leisdo Brasil o prohibem] a 400 rs. ca-
, ida urna: vendem-se nicamente na livra-
ra n. 6 e 8, da piara da Independencia.
Oracao contra a peste e o cholera-
morbu*.
Acha-tei venda na livnria n. 6 e 8 da praca da
Independencia um folhetinho com diereoles ora-
roes contra o cholera-morbos, e qualquer outra peal
le, a 40 rs. cada um.
Vende-se cola superior ds Bahia : na ra do
lado, loja de ferrigros n. 13.
-veodem-se lingista do Reino muilo aovas a
K) rs. a libra, chcolate a 400 rs.: aa roa das Mar-
fri, taberna u. 36.
Vende-se um terreno na ra do Hospicio, j*
alerrado e promplo para se edificar, he prosimo ao
quarlel : a tratar u ra do Trapicha p. 14.
Vendem-se saccas de farinha chgadas de pr-
ximo : no armazem do caes da alfindega u.7, da
Jos Joaquim Pereira de Mello.
Vende-te soperior teijao mulalinho ehegado
ltimamentejiaa ra do Vigario a. 5.
O 55 A.
viso importan-
iissimo para os
Srs. jogadores
das loteras.
O cautelista Salustiano
de Aquino Ferreira
avisa aos rs. jugadores das loteras da proviucii,
que os presos dos bilhetes e cautelas licam O mes
como abaiso se dimonstrs, os quaes sao pagos sem o
desroulo de oilo por eento da lei nat tas priireiras
fottrs .raudos em quaulo eiisiir o plano actual de
5,000 bilheles, pelo qual s3o extra liidaa as loteras
da provincia. Ellos eslo exposlos i van da as lo-
jas do cottume. S he respontavel a pagar ot oilo
por cenlo da lei sobra os tres primeiros premios
grandes em seut bilheles inlciros vendidos em ori-
ginacs.
Bilheles 59600 Kecehe por inleiro .VnOOaOOO
Meios 29800 e n Ji.VMrjOOO
tersos imao 11 1:6M)666
Quarlcs ia*w i> 0 I:j05000
Quinlus i9io n hoooatoo
DiUvos 720 M i) ti-30IK)
Decimos HOlt 1) a ."1OO8OOO
Vigsimos JOO V a JjftHtOO
O caulclisla
Salustiano de Aquino ferreira.
J DEHTISTA FRANCEZ. 5
Paulo Galgnoui, dentista, ettabelecido na 4B
9 ra larga do Rosario n. 36, segundo andar, &
# enlloca denles com a pressitodo ar, e chumba fJJ
O deutes com a massa adamaulini e outros me- a)
m taes. t
**-'-; fi^3uae8
A'.uga-se um titio com boa casa de sobrado, i
qual tt-m inultos comrmidos, sita na povoarflo do
Monleiro ; a tratar na ra do Trapiche u. 15.
(mi pessoa versada em lalin, francez, inglez.
portugus, geographia, geometra, arithmelicae phi|
losuphia, entina para a freguezia de Santo Aullo OS]
parte conjuncla a ella : quem precisar annuocie.
lllm. Sr. presidente e mais membres da com
missau de hygiene desla provincia.Diz Paulo Luiz
Gaignoni, dentista francez, que precisa a bem de
seu ilir.'ilo, Vs. Ss. serem servidos examinar a pre-
ptrar.v de que se serve pan chumbar denles, e de-
iiominou massa adamaiiliDa, em ordem de veriear-
te que 11 dita prepararan diflere inleirameote de to-
da! at cuahcciilas. Pede a Vs. Ss. sej.im servidos de-
ferir-lha como requer.E. R. Me. '
Paulo Luiz Gaignoux.
A raaisa denominada pelo supplicauleAdaman-
linae por elle apresentada commissao de hygie-
ne publica, dilTere de Indas as apresenladas nesta
mesma oeeasiao por outros; sendo a rnnfronlarilo
feila na pretensa de todos. Sal) dassessoesda :om-
mitso 110 de juho de 1855.Dr. A. Fonseca.
Vende-se barato
A 5,60o0rs.
Chales de boa seda, os mais delicados goslos e mo-
dernot qoe esittem oo mercado, igualmente os pa-
drees dot de seda a 3?>600, chape ot pelos francezes
o melhor que veio ltimamente de Frmsi, de for-
mas inleirimenle lindas, pelo diminuto preso da 89
o chapeo, assim coma lindi existe a bem conhecida
liecliinch de paono fino preto, prova de limlo, a
39500 e 19000 o covailo : na roa do Queimado n. '
33 A, loja de Hodricuet & Lima.
Vende-se um novo e eicelren-
le carro de 4 rodas eSe moder-
no goslo : na roa di Midre de
Dos n. 36, i tratar com Sezis-
itudn Joaquim da Silveira. .
Liquidaco
O arrematante da antiga e bem co-
nhecida loja de miudezas da ra dos
Quarteis n. 24, lhe convindo acabar com
"as miudezas cpie existem em dita loja,
vende a baxos precos os seguintes ob-
jectos.
Laa ele core para borda.
Talagarca. covado-
Pentes de bufalo lipos para
alizar, duzia.
Meias de algodao para se-
nhora, duzia.
Ditas de dita cnias para
homein, duzia.
Colchetes (duzias de ca vis
cheias.)
Pecas de fita de seda n. 2.
Pentes de tartaruga para
segurar cabello.
Ricas trancas de seda bran-
ca, vara.
Fitas escossezas largas, vara.
Trancas de laa para senhora.
Grampas, libra.
Linha de cores, duzia de
carreteis.
Quadros com estampas de
santos.
Fitos de cores. pe<;a.
Papel de cores imasso
vinte endernos).
JafFotes de vtdro com
Caetas linas para pennus
gvoza.
Meias linas de cores* para..,
meninos.
Chiquitos de merino borda-
dos pasa crianca, par.
Toncas de blond para cr-
ancas.
Fitas de velludo de todos as cores, va-
ra .~>00, 400 e 320.
E outras mui tos objectos que se vende-
rao por todo preco.
7000
600
sOOO
2s800
2.s(i00
720
400
ls300
400
900
IsOOO
500
100
ao
.100
5fl(
oOO
2x200
240
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*

01*1,10 OE PEMAIBUCO SEGHJA FiR 23 OE OEZEiBRO OE 1855
I

i
Noto sortimento de calcado francezes,
no aterro da Boa-Vista, defronte
da boneca n. 14. ^^*
He checado am uovo e completo sorliiae^^""e
calcados da lodis as qualidades, lano pal jem
como para senhora, manaos meninas, aeetsu como
os muilo desrjailee borre luin e tpalos de Nnnles,
lado Dor preco r.pejmiodo, troco da sedulas Ibas ;
mbio como inuilo lupenoref velas de carnauba fei-
laa nr Aracaty ]wlo mellior fabrcame que 1 ha.
Cousas linas ede
bous gostos
HA-LOJA DA BOA FAMA.
Vendera-se ricos leques com pluma, bolota, e
espelho a 29, luyas de pellica de Jouvin o melhor
qae poda haver a I58OO o par, dilas de seda ama-
radas e brancas para homem e senhora a 18280, di-
tas de tortal pelas e com bordados de cores a 800
rs. a 19200, dilas de Do de Esencia brancas e de to-
das as core* paira liomein e senhora a 500 rs., dilas
para meninos e menina, muito boa fasenda a 320,
SeeneMemee de retroz de ludas as cores a 19, inucas de
laa para senhora a 640, peine de tartaruga para
atar cabello, fatenda muito superiorato, ditos de
alisar tambem de 'arlar jga a 39, ditos de verdadei-
ro btalo para atar cabello imitando muito aos de
tartaruga a 1980, ditos da alisar de blalo, fasen-
da omito saperior a 32(1 a 500 rs., lindas meias de
sada pintadas para crianzas da* 1 a 3 anuos a I98OO
a par, ditas de lio de l.scocia tambem de bonitas
coras para crianzas de 1 a 10 anuda a 320 o par. s-
pelhos para parada com escolenles vidro a 300,
700,-1# e 1*200, loucadoces com ps a 19500, lilas
de velludo da todas as cores a 160 e 240 a vara, es-
cotas unas para denles .1100 rs., e flnistmas a 00
rs., dilas ftnissiroaaecom cabo de marlim a I?, tran-
cas de seda de* todas as cores e larguras a 320, 400 e
500 rs. a vara, sapatinlios de laa para chancas de
bosnios padrfs a 240 e 320, aderecos prelos para
luto com' brincos e alunla a 1, touces prelas de
sea para enancas a 1J, traveseas das que se osam
para segurar cabello a lij, pislolinhas de melal para
criaecae a 200 rs., gallu leiras para azeita e vinagre
a 292OO, bandejas raui.o Tinas a de lodos os tama-
aba* de l. 2, 39 e 4j, meias brancas Tinas para
acabara a 240 320 o par, ditas pretas muitp boas
a 400 rs., ricas, caizas para rap com riquissimas es-
tamees a 39 e tpOO, meias de sedado cores par
hornean a 640, charuleiras muito Tinas a 29, castoes
para bengalas 1 40 rs., pastas para guardar papis
aSOOrs., ocaln de armado deafopraleados e don-
radon a 640, U e 1#200, lunetas com aro de btalo
e tartaruga a 390 rs. e 119, superiores e rieas benga-
linhss a 29, e 1 500 rs. maii ordinarias, chicles pa-
ra avallo pequeos e grandes, fatenda mullo supe-
rior a 640, tOo, 1, 19200, 19500 a 29, atacadoras da
cornalina para casaca a 321), peales muito Tinos para
suissa a 500, eeteovas finas para cabello-a 640, ditas
para casaca a 640, capachos pintados para sala a
640, meias brancas e truas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e 210 o par, camisas do meia
Quilo finas a 1e 1920), lavas brancas encorpadas
proprias para montara a 240 o par, meias de cores
para senhora muito fortes a 220 o par, ricas abotoa -
dars de madreperola e de oolra minias qualidades
a gastos para clleles e paliloa a 500 rs., fivelas dou-
radtts para calcas a colleles a 120, ricas filas finas
tarradas a de todas as largaras, bicos finissimo* de
bonitos padroos e todas as largaras, ricas franjas
brancas e de ores para camas de noivas, tesouri-
nbas para costura o mais fino que se pode encontrar.
Alm de lado istooutra moitissimas cousas mnilo
proprias para a resta, qae ludo se vende por pre-
C-oque faz admirar, como lodosos freguezes ja sa-
lsero : na ra lo Qaeiaiado, nos qnalro cantos, na
bem coohecila loja de miudezas da Boa Fama
n. a.
Meias pretas pa-
? ra padres.
V*odem-se iupariore meias da laia para padres,
palo baraliaaimn preco de 98OO o par, ditas de al-
godlo prelas a 640 o par : na ra do Qaeimado, loja
de niodezas di Boa Faisa n. 33.
(]aiuiisas demeia
de pura laa.
V i.'udem-se soperions camisasdo meia de laa, pe-
lo barato pre;o de 38 na roa do Queimado, loja
de niiodezas dvBoa Fama u. 33.
O 59 a
confronte ao Rosario dti Santo Antonio, avisa ao res-
peilavel publico, que ruoebeu ullimamenle de Paris
un grande sortimento de coDfeitos a eaixinhas as
mala delicadas que tem vindo a este mercado, as
qaaes se achem eipostis em um grande fileiro para
bem poderem apreciar o qae ha de mais delicado
nesle genero : vender se por preco eommodo ; a se
algum senhor loglsla q lizer ficar com porreo, ven-
dos* com un pequeo gaaho.
Vende-se urna vaeea crioala, a qual esl
dado Lidias, dando bastante leile : 110 bec
Barreira* n. 1, se dir quem vende.
Cartas france-
zas.
Vendem-se superiores carias francesas para vol-
tereta a 500 rs. o baralho : na ra do Queimado,
loja de miodezas da Boa Fama 11. 33.
Ceblas.
Vendem-se ceblas chegadas ullimamenle de Lis-
boa no patacho Brilhante: na travesea da Madre de
lieos b. 16, armaren) de Agoslinh* Ferreira Seara
tiuiroarfles.
Vendem-se n precos mnilo eommodos, os se-
gniotes ubjeclos: relogios deouro patente, obras de
ouro de goslo moderno, melal amarello para forro
de navio, cemento romano mnilo aovo, pipas vasias:
trata-se no escriplorio de Isaac Cnrio & Companhia,
roa da Croa 11. 49. *
i
uo
GUARDA NACIONAL.
Acha-se a venda no pateo do ('.armo n.
9, primeiro andar, o MANUAL DO
GUARDA NACIONAL, obra inleressanle
a lodos os senbores ofllciaes e guardas, e
raesmo aos Srs. advogados, por comer to-
das as leis, reglamentos, ordena e avisos
concernentes .1 mesma suarda, desde a
creacao da Ici n. (102 de 11) de selembro de
1850. al 31 de detembrode 1854, acoro-
panhado de nm importante ndice. Ha eo-
cadernados e em brochura.
Graixa do ro
Grande em
be x gas.
Vende-se na roa da Cruz, do Recife, armazem
n. 13.
Vende-se raanleiga ingleza a 800 ra. e 960, di-
ta franceza a 760, alelria otuilo nova a 400 rs., ma-
carro e lalharim novo a 360, amaizas novas a 440,'
assucar em caroco prmaira sorle a 130, banha de
porco a 440, batatas inglezas a 100 rs., bolachinha
ingleza a 440, cha da India a 19920 e 29560, dito
prelo a "29000, espermaceti americano a 880, Hilo
francez a 800, carnauba a 48, qeeijos do reino mui-
to frescaes a 29, vinho de todas as qnalidades e por
precos eommodos : na ra da* Martyrios, taberna
d. 36.
\ pude-se um cabriolel em bom uso ; a tratar
na ra do Collegio n. 21, primeiro andar.
Vende-se cera de carnauba saperior! na ra
da Cadea do Recife, loja n. 50, defronle da ruada
Madr,e de Ueos.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se o verdadeiro cognac, lano em garrafas
como em garrafoes: na roa da Cruz n. 10.
Cortes de cassa para quem quer dar fes-
tas por pouco dinheiro,
Vendem-se corles de cassa chita de bom gosto a
29, ditos de padrOes francezea a2940O, cassas rozas
para aleviar lulo, dilas prela dejpadroes miados a
29 o corle, alpaca de seda de quadros de todas as co-
res a 720 o covado, lencos de bico lano pintados
como bordados a 320 cada um, grvalas de seda pa-
ra homem a 1 e 19600 ; todas estas fazendas ven
dem-se na ra do Crespo n. 6.
LEONOR D'AMBOISE. '
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
nba, 2 voiumes por l.sOO rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Vende-se cal em pedrachegada no ul-
timo navio de Lisboa, e potassa americana
da mais nova : no nico deposito da ra
de Apollo n. 2B, de A. J. T. Basto[&
Companhia.
Pratos ocos patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se na pra-
9a do Gprpo Santo, arma-
zem n. 48, de Rostron Ro-
oker #C.
Na ra do Vigario o. 19, primeiro andar,-ven-
de-sefarelo novo,ckegado de Lisboa pelo brignezVs-
derana.
Pipas
vasias.
Vende-se porrao de pipas vasias proprias-para en-
cher de agurdenle, a preco de 179 cada urna : a
tratar ni escriplorio de Manoel Alves Guerra, na
ra do 'Trapiche a. 14.
SSaSSSdfftSftaM
0 POTASSA BRA5ILEIRA. tt
Ift Vende-e superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
ada recentementc, recommen-
a-se aos senhores de engenhos os
eus bons elfeitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
. mazem de L. Leconte Feron &
Ift Companhia.
Doce.
A's senhoras de
bom gosto
Verdadeiro bico de bloude blanco e prelo, e bo-
nitos chapeos de senhora por prejo muito eommodo.
A mesma loja acaba de reeeber muilos relogios
americanos para cima de meta, do ultimo goslo; e
lambem relogios franceses com caita, por preco
muito em eoola.
Vende-se no paleo do Carmo, quina do beceo
da Bomba n. 13, vinho boro a 100 rs., dilo da Fi-
gueira a 480 e 560, liagairas a 320 e 400 rs., cafe de
carojo a 160 a libra, velas de carnauba pora a 440,
pastas a 500 rs., farinha do Reino a 120, gomma e
ootros gneros, por preco eommodo.
Vinho de caj'.
Este encllenlo vinho engarrafado, acha-se ven-
da a I90OO a garrafa, Das seininles Sabernos: na
ra da Cadeia do Rocife, casa dos Srs. Fonles & Ir-
MSo ; na ra eslreila do Rosario, casa do Sr. Po-
cas, e defronle na loja de doces n. 39 A. Por ata-
cado vende-se na loja dos Srs. Gouveia & Leile, ra
do Qaeimado n.%T. ,
Gura infalivel do cholera
mordus.
> Acaba de ser publicada a -rentla na loja
da ra do Crespo n. 11, nm fnlhelo qae trata do mo-
do de corar essa terrivel molestia, pelo samo de II-
m,1o ; preco do folhelo 200 rs.
Vnde-se um escravo de idade 18 annos, mui-
to fiel e sadio, de bonita figura e possante. com prin-
cipio de marcineiro, enlende de cozinba, ptimo
para pagem, bolieiro, oa armazem de assucar, pa-
daria, etc.: na ra de Horlas n. 82.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeiraqua-
lidade, de propnedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o meRior
de. toda a Champagne, vende-se
a 36J000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
I
a Tijolos de marmore.
Acaba da cheaar om novosorlimenlo de lijlos de
rmore, e vende-se no armazem de Tasso Irmaos,
"".o do Goncalves.
Na roa do Qaeimado, loja n. 2, vende-se doce de
calda e teceo de ludas as qualidades de frucla, mui-
to bem feilo, nao s as libras como em barrilinhos
o de calda, e o secco em bocelinhas enfeitadas, pro-
prias para presentes.
Veude-se urna escrjva cabra, bonita figura, de
20 anuos, engommadeira. cose chao, corinha e Uva,
com urna cria de 4 mezes, e urna crioula de 26 u-
os, que cozinha, lava, faz renda e vende na ra':
na roa dasXruzes n. 22.
No aterro da Boa-Vistn n. 80, vende-se pre-
sento a 320 libra, chouriras a 400 rs. e 320, touci-
nbo a 320, chocolate a 400 rs., lado de Lisboa, su-
perior vinho do Pnrlo engarrafado de 1851 e 52 a 19
a arrala, moscatel de Setuhal e Madeira Secca a
19000 a garrafa.
Wnde-e um terreno na Soledade, rna de JoSo
Fernandes Vieira, com 1(0 palmos de frente, ou s
metade ou o que o comprador quizar : a fallar com
o proprio dono na ra do Sol, loja u. 23.
Vende-se ama armadlo envidragada, propria
para loja de miadeus, calcado ou cera-: a tratar na
roa do S. Bom Jasas das Crioulasn. 29.
Alctria.
Vendem-se eaixas com alelria, proprias para casas
particulares por seren muito em conla ; uo arma-
zem do caes da alfandeaa, de Jos Joaquim Pereira
de Mello n. 7.
Vende-se um prelo croulo, de idade de 30
annos, sabe bem o oflicio de apalcirn, e tambem he
bom cozinhelro : ajuero precisar, dirjase a ra das
Crozei n. 29, que a vista se far negocio.
POTASSA E CAL YIRGE1.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeiadp Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, difli do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudoa
precos muito favoraveis, com os quaes li-
carao os compradores satisfeitos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccasquetem um alqueire, medida
vqjha por 35000 reis : nos armazens ns.
, o e 7, e no armzem derOnte da porta da
ulandcga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & Companhia na ra do Trapiche
n. 34, primeiro andar.
A31500
_ Vende-se cal de Lisboa ltimamentechegada, as-
sim como potasas da Russia verdadsira : na praca do
Corpo Santa n. 11.
Veude-se ac em cchelas de nm quintal, por
preco" mullo eommodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Sanio n. 11.
SACCAS COM MILHO.
Veidem-M aaccaa grandes com mil lio mnilo novo
por barato preco, para Tfechar coulai: na ra d
Santa Rila n. 5, taberna.
Vende-se urna balance, romana com lodos os
saos perlences.em bom uso ede 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se roa da Cruz, armaum n. 4.
Chapeos para
senhora.
Vendem-se chapeos para senhora do mais moder-
no goslo de Paria,, havendo parcio para escollier ;
na roa Nova, loja n. i, de Jos Lu* Terei Jnior.
Palitos france-
zes.
Vendem-se palitos e sobrecasneas de panno lino
preto e decores, lodos forrados de seda, ullima mo-
da, a 209 : na roa Nova, loja o. 4.
O corte l,6oo
He muito barato corle* de cassa chita, de padroes
lindoi e modernos, com 7 varas, por 19600 : na roa
do Queimado n. 33 A.
Cura infalivel
DO
eholera-morbus.
Ataba de ser puMudo, e aclia-se i venda na li-
vraiia universal, ra. do Collegio n. 20, nm folhelo
que (rata do modoWe curar esa* terrivel molestia
peloaumo do limao, por 200 rs.
Em casa de Timm Morasen & Vin-
nassa, praca do Corpo Santp n. 15, ha
para vender.;
Lm sortimento completo de livtos em
branco vindos de Ilamburgo.
Cortes de seda
superiores.
Veudem-se cortes de teda de quadros, eslreilas e
largas, de muito bonsgoslos e modernas, sxim como
leucoidecambraia muito finos com bicos rouilo lar-
gos, chaleade lia e merino, lisos, com barras de co-
res, lislras de seda e bordados, assim como' oolras
mnilas fazendas por preco muilo eommodo, a di-
nheiro a visla : na ra da Cadaia do Recife, loja n.
';,,(), defronle datoe da Madre de Dos.
..AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabeleciment continua a ha-
ver um completo sortimento. de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixai de ferro batido
e coado, de todos os lamauhos, para
dito. ^
Moinhos de vento
ombombasderepuzopara regar horlas e baixa,
decapim.nafsjadicaodel). VV. Bowman : narna
doBrum na, 6,8a 10.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redondo de 640 para 500 rs. a libra.
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem par. o melhoramento do
assucar, acha-se a renda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 4.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara. .
Candieiros e casticaes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97. m
Vinho Cherry em.barris.
Gamas de ferro.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua ha ver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
prec,o eommodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
5*000.
Vendera-se excellentes
chapeos de castor branco,
debonitas formas, pelo ba-
rato prego de 5,000 ris:
na praca da Independen-
cia ns. 24 e 26.
Brins de vella: no armazem de N. O
Bieber & C., ra da Cruz n. 4.
Vende-e excellente Uboado de pinho, recan-
lemente ehegado da America : Da ruj de Apollo
trapiche do l'erreira. a entender-se com o adminis
(rador do mesmo.
VINHO XERE/.
Vende-se superior vinho de Xerez em barris do
1|4, em casa de E. H.
n. 18.
Wyall: ra do Trapiche
Vende-se urna porfo de sola muito boa, pelles
de cabra, vindo do Aracaty i. a tratar com Antonio
Joaquim Seve, ra da Crm n. 13, primeiro andar.
Vcnde-se urna fabrica de charutos bastante
afresuezada, coro eommodos para familia : no paleo
do Terco n. 71. '
Camisas france-
zas.
Vendem-se camisas francezas com peito de linho,
brancas e pintadas a 2t& a duaia : na rna Nova, loja
o. 4.
Para meninos e
meninas.
Chapeos de palha abertos forrados e
enfeitados com setim, ditos de clina com
ricas fitas e gostos os mais modernos pos-
sivel vendem-se na ra Nova n. 44,
fabricae loja de Christiani & lrmao.
Vende-se rap fresco de Lisboa, enrnbras e a
relalho : na praca da Independencia, loja n. 3.
Vende-se boa farinha para escravos ; a tratar
no trapiche do pelourioho.
Para meninas.
Vendem-se excajieoles chapeos de Italia, abas
largas e muito bem eofeiiado, com fitas finas de di-
versos .asios mu lo proprio para meninas, assim
coro daaoda do i Iversas core per preco muilo ata
conla : napraca da Indv|>eiidJliKa loja ns. -21 e 26.
para senhoras e
~ meninas.
Na praca da Independencia ns.24 e 26, recben-
se ltimamente de Paris um completo sortimento
das mais modernas chapelinas de seda,-- tanto para
senhoras como para meninas, as quaes se vendem
por preco mais em conla da que em oolra ouilauer
parte. t
GORRO.
Vendem-se excellentes
gorros de malha de seda
bordados, de diversas co-
res e dos melhores gostos
pos8i veis, por mdicos pre-
sos: na praca da Inde-
pendencia ns. 24 e 26.
Chapeos de palha da
Italia.
Vendem-se chapeos de palha da Italia, dobra'
dos e singelos. para homem e meninos, chegados l-
timamente da Europa, da ullima moda, com muilo
bom sortimento, em caitas de 10 duzias cada orna,
por prero mais eommodo que em ootra qualquer
parle : em casa de Basto & Lemoi, raa do Trapiche
o. 17.
Vestido de seda.
Corles de vestido de seda de cores, padroes do ul-
timo goslo, e por precos muilo eommodo, havendo
mnilos para escolher : na loja de 4 portas, na roa do
Qaeimado n. 10.
IECHAMSI PARA EUGE-
NIO,
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID WBOWNIAN. WA
RA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FARIZ,
ha sempre nm grande soriimento dos seguintes ob-
jecin de mecha oismos propros para encentaos, asa-
bar : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao ; laixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade e de lodosos lamanhos ; rodas
deuladas para agua ou animaes, de todas as propor-
Ces ; crivos e boceas de fornalhae registros de be
eirq, aguilhoes, bronzes, parafusos ecavilhoes, moi-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICA'O.
se eiecolam todas as encommendas com a saperior
rdade j condecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
Navallias a contento.
Na rna da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abren, conli-
nnam-se a vender a 8800 o par (preco flvo, as j
bem conhecidas e afamadasnavalhs de barba., feitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de durarem eilraardina-
riamente, nao se senlem no rosto na accao d cortar;
vendem-se com a cndilo de, nao agradando, po-
derem os compradores devolv-las ali 15 diaadepois
pa compra restituindo-se o importe.
Relogios
cobertos .e des-
cobertos,
de ouro. patente inglez.
Vendem-se no escriplorio de SoolhaH Mellor &
Companhia, na ra da Cadeia do Recife n. 36, os
mais superiores relogios coberlos e deicobertos, de
ouro, patente inalez. de um dos melhores fabrican-
tes de Liverpool, vindos pelo ultimo paquete ingles
tST- CORTES TURCOS-
Vendem-se estes delicados curies de cusa preta
com pintas carsajaiins a llstrados, os mais lindos pos-
siveis pela aua novidada.de padroes, e s se vendem
nas lojas dos Srs. Campos & Lima, roa do Crespo ;
Manoel Jos Leite, rtfa do Qaeimado ; Narciso Ma-
ta Carneiro, roa da Cadeia, por prero muilo em
conla. *
Vendem-se sellins com pertences pa-
tente inglez, e da melhor qualidade que
tem vindo a este mercado : no armazem
de Adamson Uowie&C. ra do Trapi-
che n. 4^.
REMEDIO IMCOMPAKAVEL
UNGENTO HOLLWAY.
Milharesde mdividoosde todas as nacoes oodem
ieslerouhara.virtadesdes(eremedieineomp.ravel,
e|provar em caso necessarlo, que, pero oso qudalle
lueram, tem seu corpo e membros inteiramenta
s&udepois de liaver empregado intilmente oulros
Wlaaaenloi. Cada pesioa poder-se-ha convenesr
deseas curas maravillosas pelaleitura dea perlodieos
qa* lh'as relatam lodos os das ha monea en aos ; c
maior parte deltas alo iao sorprendentes qae admi-
ram ai mdicos mais celebro, guantas peasoasre-
cobraran! com este soberano remedio o oso da tea.
bracos e pernas, depois de 1er permanecido longo
lempo nos boapitaes, onda devi.m soflrer a sropnta-
CSo I Helias ha mullas, que Revende deiiao asies
asylos de padecimenlo, para se nao submelitrcen a
^sa operario deloroaa, foram caradas coaiplela-
menie, medanle o ato dease precioso remedia. Al-
gumas das taes pessoas, oa efuslo de seu recvmbeci-
menio.decltraram estas resultados benficos diante
do lord corregedor, a oulros magistrados, eStn da
mais aulenlcarem sna afnrroaliva.
Ainguem desesperarla do estado da aua aaade es-
tivesse bstanle confianca para ensatar este remedio
contlanlemeute, ieguindo algum lempo o Irala-
menloque oecessilasse a nalnrrza do mal, cdjo re-
sultado sera prevar incooleslavelmente : Qe ludo
cura 1
O ungentle til mail parlicularvtenttnoi
leguiHtti caiot.
matriz.
Alporcas.
Caimbraa.
Callos.
Cancera*.
Corladuras.
Dures de caneca.
das costas.
dos membros.
Eofermidades da culis
em eral.
Enlermidades do anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade oa falta de ca-
lor nas extremidades.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchacoes. 1i
InflammacSo do figado.
da bexi
Lepra.
Malea daa pernea.
daameitoa.
da ollios.
Mordedura!de reptil.
Picadora de moaqaiios.
Pulmdes.
Qaei adelas.
Sarna.
Supuracdes palrida*.
Tinha, em qualquer par
te que se ja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
,. "**. < sflicolarfies.
A eias torcida, ou oodl-
das mas pernas.
liga.
Vende-se cale ongenln do eslabelecimenlo aera)
de Loodres,n. 244,Sran,e ... loja de lodoVesb?-
licanos, droguistas o oulras peasoas eneari*|aHlade
Vende-se a 800 rtl eeia bocevinfMt.eonim nmi
instruccao em portuguez para explicar o modo de
fazer uso desle onguento.
O deposito geral ha em casa do Sr. Soum, phar-
SISo 'v d Cm M' em "-
Vetas eslearini'wdT6, pedraT__________
para mesas, papel de peso inglez. papal i
i embrulho, oleo de linhaca em botijas, chai
! les para carro e arreios para I e 2 eavailos
formas de ferro para fabrica da assucar ro-^
tim da India para empalhar, (iota branca a i
verde, metal amarello para forra, carnalo I
romano, armamento de todas os qualidades
cabos de linho, de cairo e de roanilha, a-' i
Irao a pixe de Soecia, champagma a vinbos !
finos do Renho : vendem-se noarmaiemde
C. J. Astlejd^C.. roa da Cadaia n.
(PIANOS.
Vendem-se em casa de Henry Brannos
C ra da Cruz n. 10, ptimos pian &
chegados do ultimo navio da Europa.
ARADOS DE FERRO. '
Na fundicao' de C. Starr: A C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara?
dos ro ferro de -9rrr- qualidade.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fagio no da 19 do crranle a rete Manoel,
dir. ser crfoolo, levoo camisa de riacadlume acal e
calca da ganga azal, os ps balante apalhetedee, es-
atura baixa e grosso do corpo. meta pancada, a res-
to meio eheio, pouca barba, os olhos um pamea var-
melhos e pequeos : qoem x> apprehendec Uva-o ao
Mangoioho, sillo de Manoel Marques.
Fagio ns madrugada] do da 18 do correle,
de bordo do brigue nacional fiar do flio* e eeeravo
de nome Adriio, croolo, da estalora alia, raneta, e
em buco ; tai comprado j ha lempo eo Sr. lele
alca : quem o pajar, lavando a borde da i
brieoe, ou no enerptario da roa da Cruz n. 4. aera
I muilo bem gratificado.
=
=
i. RE.M
DOS PREMIOS DA SEGUNDA PARTE DA TEBCHRA LOTEMA A BEHET1C10 DO GTMAS10 PEBIIMBDCMO, EITRHIDA A 22 DE DEZEMBRO DE 185.
T
NS. PREMS.
318 * 59
49 5
SO 5
51 ' 5
5* 58
61 59
62 5
66 53
67 . 5
68 ' 5
*73 5
T7 *
79 59
8 5
(i 59
7 59
88 59
98 59
2402 109
3 59
5 5
9 59
10 59
12 59
13 59
. 18. 5
19 209
20 109
21 59
23 59
28 59
31 5
39 59
36 5
39 .59
43 59
H, 59
50 59
51 5fi
59 59
J3 59
5(1 5
57 59
61 59
63 59
66 59
67 59
69 5
72. 59
76 59
77' 59
80 59
87. 59
88 59
94 59
7 509
98 59
99 59
2500 59
3 .59
4 59
5 5
6 59
10 59
11 59
12 59
13 59
14 30
16 109
23 59
NS. PREMS.
2527 59
28
32
34
37
*7
51
53
5
60
63
65
67
68
71
75
76
77
79
87
88
90
92
94
96
99
2601
2
3
4
. S
7
8
9
11
17
18
20
22
23
24
25
26
27
29
31
32
33
36
37
39
43
44
52
59
65
66
70
.71
Vi
80
81
82
83
84
85

59
59
5
59
109
59
58
59
59
5
59
.\-
59
59
59
59
59
209
5
59
59
59
59
5
59
59
109
59
5
59
59
59
59
59
209
59
59
59
59
59
59
59
509
59
59
59
59
59
59
.5
59
5
59
59
5
59
59
59
59
59
5
59
59
59
59
5
S
5
NS. PREMS.
2689
90
93
94
97
2703
5
8
11
M
25
30
31
33
. 35
36
38
40
4i.
46
48
50
51
53
56
58
61
62
64
70
71
72
73
74
75
76
84
88
90
94
2804
7
14
15
17
22
24
27
28
30
33
:
42
43
44
51
52
54
56
58
59
60
1
62
63
67
73
74
77
EMS. 59 NS. P 2880 EMS. 59
5 82 59
59 88 : 59
109 89- 59
59 93 5
59 59 91 59 99 ,. 5,
59 2906 59
4 fc 5
i 1 59
59 18 59
59 20 59
59 24 59
59 25 59
59 26 59
59 29 59
59 30 59
59 34 109
59 41 59
59 44 59
59 47 59
59 48 59
5 54 59
5 56 59
5 58 59
59 60 59
59 61 59
5 62 59
59 64 .59
59 65 59
69 66 59
5 67 59
5 72 59
3 73 59
59 76 59
59 79 59
59 81 59
109 84 59
5 87 59
59 88 59
59 90 59
59 94 59
5 97 59
59 3002 59
59 3 59
59 4 59
2009 6 59'
59 7 59
59 9 9
5 . 11 59
59 12 59
5 H 59
209 15 59
5 17 58
59 18 59
5 24 59
591 25 59
59 26 59
5 29 59
59 32 59
5 4 59
59 35 59
59 36 59
59 37 , 59
59 38 5*
59 41 1009
59 45 59
(
' I
II
I

PERN. : TYP. DE M F. DEFAMA 1855
~***%**4tf&t*&***+--***rt**m*'1
TvAnTAln^^r-v.-.
_ n


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