Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00316


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Full Text
'
AUNO XXXI. N. 294
Por S mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
i

I
SEXTA FEIRA 21 OE OEZEMBRO DE I8S5.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
3BS!
DI ARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SI HSCUIP": AO-
Krrife, o proprieterio M. F. de Faiia ; Rio de Ja
neiro, o Sr. Joio Pereira Marlins ; Baha, o Sr. II-
Duprad ; Macei, o Senhor Claudino Fali'Ao Diai:
Paradina, o Sr. Gervazio Viclor Ja Natis itade ;
Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior; Ara-
caly, oSr. Amonio de Lenios Braga ; Cear, o Sr.
Joaquim Jo de Oliveira ; Maranhilo o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues; Piauhy, o Sr. Domingos
Hercolano Ackilc*Pessoa Cearense; Para, oSr. Jus-
lino J. Ranof; Amazona*, o Sr. Jeronymo da Osla.
CAMBIOS.
Sobre Londres, dt*87 3|4 a 28 d. por
Pars, 34JJV n. por f. ^
Lisboa, 96 1,100 por 100.
de Janeiro, ao par.
Arcoes de Balito 40 0/0 de premio.
c da Companhiade Beberibe ao par.
da eompanhia de seguros ao par.
Disconto de feltras, de 9 a 12 por 0/0.
19
METAES.
Ouro.Oncas haspanholas. . 299000
Moedas de 69400 velhas. . 16*000
de 69400 novas. . 169000
de 4000. . 99000
Prata.Patochea brasileiros. . 29000
Pesos columnarios. mexicanos..... .29000
19860
PARTIDA DOS CORREIS.
[ Olinda, iodos os dias.
!Caruar, Bonito e Garanhuns, nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-YUto,ExeOuricuiy,a 13e28.
Goyaonae Parahiba, segundas esextaa-feiraa.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 2 horas e 6 minutos di tarde.
Segunda s 2 horase 30 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e sabbados.
Relaco, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horu.
,)uiz do commercio, segundas as 10 horas e as
quintas ao meio-dia.
Juizo deorphos, segundase quintasis 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio-dia.
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio-dia.
EPIIEMER1DES.
Dezemb. 1 Quarto minguanteaos 9 minutos e
40 segundos da tarde.
9 Luanovaas "horas, 47 minutos
e 48 segundos da manhaa.
16 Quarto creseente as 4 horas, 36
minutos e 40 segundos da manhaa.
23 Luacheia as8 horas, 18 minutos
e 47 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
1? Segunda. 8. Florianom. ; S. Calanico m,
18 Terca. S. Esperidiob.; Theolimo m.
19 Quarta. S. Daro m.; S. Fausta.
20 Quinta. S. Liberato m.; S. Bajulo m.
21 Sexta. S. Thom ap. ; S. Themistocles ni.
22 Sabbado.S. Honorato m. ; S. Floro m.
23 Domingo. 4. do Advento. S. Servulo, advo-
gado contra a parlisis ; S. Midooio m.
Os senliores assignantes de ver o valor de suas ssignaturas, quei-
ram manda-lns satisfacer antes do lim do
corrente mez, para que np solfaera-al-
gum netultado que Ihes nao agrade.
MINISTERIO OA FAZENDA.
Expedienle dodia 27 de no\cmbrt>.
A' recebedori*,i1MnJtutla> reste uir *o hachare!
Eduardo de BarroI-Wcbo de Laeerds Cavilcaule de
Atbuquerqoe a quaiilu de 236*. qus paso de di-,
de IJ^^^^^^Bhuz municipal de or-
ph.los do P "r Icado sena eOeilo
decreto ese o nonteou para ase tugar.
c.
Ao ministerio dos estrsngeirns.-- lllm. e E\m Sr.
|jH< I me informou inspector da ilfantlesa
desta corte, aliares portugoeza t'irtnrta, jiroceden-
te da cidade do Porto com carca para esta praca, e
colonos para 1'balnba, sein embargo das luis liscaes
BHtTsnillem a navegaran, directa
^^Hpart portes nAo habilitados
para lal (ira, jala' libatiiha, e ahi faria o de-
sembarque dos colonos que trazu, se nAo Ih'o vedas-
ias tomadla pela referida alfandega
le lugar.
O pode sei
urque o I '
i eonlwcimenlos
Testo, leferindo-
resset da provincia a que preside. Nio su os prin-
cipios de humanidad*, como os interesses do com-
mercio, completamente vedavam urna tal medida,
quo Ihe era sobremaneira ofensa, mas S. Etc.
cerrn os ouvidos para nAo ouvir, cerrn os olhua
propnos nacionaes, e se achava entregue a usos
.profanos, sob a eondicao a que promplan-.ente se
sujeilou a inesnin irmandade. nao s de forrar, de-
corar e paramentar a referida groja, ede presla-la
> BS Satfdstas oactoaes, como tambem de fazer \-**r' n3n ver verdde, que ae Ihe communicava por
toitos os sentidos I I
At hoje tullamos feito do Sr. Roberto de Al-
meida urna idea favoraael como magistrado, mas
nAo o conhcciainos como administrador ; mas hoje,
em face desle tacto, ealamos convencidos que S.
Ene he zero na adraiuislrac.au da provincia, pois
que este acto que acaba de pralicar veio por em
duvida seus couhecimenlos administrativos.
Que essa medida ho tyranmca o vetatoria he
rosar lodos os domingos e dias santos urna missa
ao tuoio dia para commodidade da populacao que
essa hora quizor cumprir o preceito divino cum-
pre-me decsrar V. Exc. que, sendo cerlo, como
V. Exc. mesmo informa, que o dito edificio eslava
entregue a unos profanos, procedera V. E\e. mais
acertado e regularmente, se tivesse consultado ao
KOverno imperial, esperado suas ordens para rus- 'lue "',u Permute contestac.,es, e ninguein o po-
derla negar de boa le, san negar a lu ao sol. e
^Koao culw religioso ; alero de que nohhumu
urgencia ou necessidade o obrigava a tomar de
prmpto a medida enTquestao ; a qul todava ti-
ca a^provsda, com a clausula de continuar a men-
cionada gteja a sor oonsde1da como proprio na-
cional, e ile se Ihe--poder dar outra applicacao,
quando a assembleagMoii o governo imperial as-
siin julgue conveniente.
Dos guarde V. Exc. Mrquez de Paran,
Sr. presidente da provincia de Fernambuco.
sem as prov
tentad*
l>eis de
aunen a om
e toda* ao norl a, qoe rto-he dos hahi-
stados para reeeberem colonos, se a-hjm competen-.
temete legattaados pelo consol do Brasil na cidade
do Parto.
Coaapre-me, pois, regar a V. Ex. qoe st> digne de
advertir diU consol pelo seu procedhaealo in esu-
lar, reci nmeudaiido-llie o mesmo tempe a licl ohJ is fidedignas, por toda a provincia,
-ervaucia do que dispoein as leis Ueuaes deste impe-
rio aceren dos navios que receben)otilnos estrangeiros com destino aos do Brasil.
ITERIOR.
KIO DE JANEIRO.
1. de dezembro.
fe'ista Commerc'al de Santos de 26 do
I.-se n;
corrente :
O estado sanitario desla cidade he satisfactorio,
:oino ailirmain lodos os nossos mdicos ; continnam
rin man liceiros incommodos com symplomasde
inolerina mili benigoa, que grassam, segundo cartas
clandade at estrellas que pevoam a regi.lo celeste.
o Era lyrannicH, porque ia reduzir um pnvo io-
teiro aos horrores da foine, fechadas as portas por
oude puiliain entrar os vveres, e nos, privados des-
tes recursos, que iamos procurar em scrra-aciina,
estavamos tolhidos de satisfazer as mais palpitantes
necessidades.
Era veatoria, porque inhiba o commercio e
poda balancear a fortuna de muitos cidadaos do
centro da provincia, que para aqui maudavain in-
mensos productos da industria, que Oeste porto em -
barcavam para os portos do Rio de Janeiro, eoulros
para que eram destinados, e que seguramente.he mal
que pode influir na fortuna publica, qoe ficar al-
luida em suas bases,; e sabe-se que a seguranza dos
Estados periga desde que lia qualquer halando fu
oscillacao uas fortoaiM particulares.
O Sr. I)r. I.oiz Antonio Chaves oflereeeu casa pa-
ra enfermara oseus sericos mdicos para Iralamenln
dos pobres que enfermarem da epidemia na fregue-
zia da Santa Cruz dos Mondes, em Pirahy : e os Sr-.
major Caetano Jos Comes e Chrisliano Marlins da
Koelia, ollertaraiu todo o Irein e utemria necessirios
para aquella enfermara. Nesta fregnesia anida bao
hava apparecido o cholera: loiuavam-se porm
estas medidas por precaueo.
Segundo follias da Victoria consta a)jT apparecido
alguiis casos em llapemerim c BenfaTente, onde ja
se promoveram subscripcOes para soceorrer aos po-
bres que forem acorametlidos do cholera.
( ondecnra^ii.Por oceasiAo da ratipcacau do
tratado celebrado entre o Brasil e Porkigal para re-
pressilo do rrimede mneda falsa, fnram condecora-
dos por S. M. o Imperador:
O Sr. viscondeide Athougia, com a'graa-rruz da
Ordem da Rosa.
OSr. Rodrigo da Fonseca Magalhaes, coma grita-
cruz da mcsina Ordem.
O Sr. Amonio da Cunha Soulo Mainr. relator (a
commissAo de diplomacia da cmara dos depnladns
e o Sr. Emilio Achules Monte-Verde, oflicial maior
da secretaria de estado dos negocios estrangekos,
coma commenda da mesma ordem.
Vieira Barbosa, a qual uo ejercicio de suas func-. pela estrada, pela presta de chegar ao lio dat Pe-
MIMSTERIO DA GUERRA.
Por decreto de 6 do correte Iroiram de cor pos
os capitaes Jos Mara Barrete Fabo e Jesuino ()-
l> mpio de Sampaio, este da eompanhia de eavall.iria
da corpo de guarni;Ao do Paran e aquello do 3 re-
giment da mesma arma.
Por oulro decreto de igual data foi aposentado a
! escripturario da contadoria geral da guerra, Ma-
nee! Antonio Teixeira, qus a pedio.
Por decreto de 7 do corrente :
Trocarara de corposos apitAes Manoel Jos Ma-
chado da Cesta Jnior e Severiano Marlins da Pon-
seca esta do 1 regiment de rlilharia a cavadlo e
aquello do 1" halalba* de artilliaria a p.
Koi exonerado d tugar de director do arsenal de
guerra da Baha o coronel do estado-maior de 1" clas-
s* Antoeio Cardoso Per-ira de Mello, e nomeado
parea substituir o lenle-coronel do mesmo >esta-
do-maier Caetano Manoel de Faria e Albuqoerque.
Per aviso do referido dia 7 fo nomeado para ser-
vir de director do arsenal de guerra de Pernambu-
co tensiite-coronel do estado-maor de la classe
Alejandre Manoel Albino deCarvidho, tundo suhs-
tileido no cvsaatho adminislraiivo para fornecimen-
lo do arsenal da curte,pe) coronel do estado-maior
da classe Jo>cliervasio de Queiroz Carcira.
Coitiinuarau da relarSu dn$ ufficiat* e caielet pro-
mOcMotpor decrei de 2 dedtzemtrocorreiile.
Arma de 'nfanlaria.
4 batalkio.
Para major, o capillo do la JnAo Francisco do
Arvraejlo, V batalho.
Pata tcnetile-coronel commandaiile, o major do4
Antonio de Sampaio, por mereclmeuto.
CamaxiisAia fUea de eafidorcs do Rio Grande do
Sorte.
O leneote Antonio Francisco de Avila.
Para alteres da arma, o 2" cadete 1" sargento do
ti" batalMo Manoel Joajum Hibeiro.
Palacio do Kiu de Janeiro, em 2 de dezembro de
1853.Mrquez de Caxiat.
Helafio dOKofffiaet transferido* de uns para ou-
tros eorpoi por decreto dula data.
Para o tommaodo do mtio balalhio de caladores do
Cear, o teneute-coroael oommandanle rio K bala-
Ihao de infautaria Manoel Lopes Pecegueiro.
Para o eomtaanda do iMrpo de goarnirAo fu da
Baha, o tenentSXoronel commandanle domeio ba-
trlhJo de caladores do Ce ira, I). Jos Balthazar da
S.lvelra.
Para a ja eompanhia do 12" hal.ilhAode infanta-
ra, o eapitia commandanle da eompanhia fita de
eacsderes do Rio Grande do Norte, Mauricio de Sou-
za Freir.
Palees do Rio de Jdheiro, em a de dezembro de
ltK&.Mrquez de Valia*.
O puvo da Santos, resiguado e corajoso para
bater o iaasTngo, qoaudo por fatalidade nos in-
(Ir, nunca deixou-se dominrmelo terror do cho-
; terror Ihe iuspirou o funeste cordo sanitario,
a idea de padecer fome.
ileforma. OSr. conselheiiode estado lenen-
te-geucrhl JuAo Paulo dos Sanios Brrelo obles, e .re-
forma, por decrete de 27 de novembro proiimo pas-
eado, na forma da lei, por assiro o haver requerido ;
cuuiinaando porm no exercicio de contelheiro de
guerra.
Guardat-marinha*. Foram nomeados guar-
das-marinhas osseguintes aspirantes :
Autonio Jos Ferretea.
Pedro Jos'Alves.
Lucio Joaquim de Oliveira.
Pedro Lopes Rodrigues.
Francisco Jaree da Silva Araujo.
Geraldo Candido Marlins.
Emilio Augusto do Mello e Alvim.
Augusto Cesar Pires de Miranda.
Jos I.oiz Teixeira.
Manoel Lopes da Cruz.
Francisco Forjar de Lcenla.
Joaquim Cardoso Pereira de Mello.
Jaciiilho l'ernandes Pnheiro.
Eduardo Wandeiiknlk.
Anlero da Costa Albano.
Manoel Lopes de Ssnla Rosa.
Manoel Lopes da CoeeeicSO.
ffcota militar. Fiseram enme e foram ap-
provados mais os seguimos alumnos:
Chirr.ica.
aakaatataswi
ullherme
Angosto Fausto de Snuza. .asi
Domingos Rodrigues da Fonseca Lesea.
Leonel Correa da Silva GuimarSea. .
l'liyiic.
JoAo Frederico Goilherme de Canralho.
Leonardo Jos da Fonseca Lena .
Augusto Faoato de Souza.....
Leonel Correa la Silva I, ni maraes .
d6aTTa*sV
Temos noticias de Montevideo al 22 do mez pas-
sado. Nada tinha occorrido de novo.
Kra aera* o senlimenlo pela retirada da divisAo
impeiial as classes que nao respiran) o ar da polti-
ca, e precisara de trabalho oo tem que perder.
A fracrao a frente da qual se acha o Sr. Muoz,e
a outra, representada pelos generaes Oribe e Flores,
na villa da UniAo, moslravam-se mutuamente des-
confiadas, mas anillas proteslavam pelos orgaos dos
seuschefes que nAo alternaram contra a autoridade,
antes se poriam do seo lado sendo preciso.
A nossa divisAo caminhava pacifica e alegremente
para os lares patrios. Os seus patricios l a esperam
com os bracos aberlos.
4
Molestia reinante.Na cidade de Macah a-epi-
demia diminoio de inlensdadc ; a 26 de novembro
pnroni deo-se anda um caso fatal. Do dia 12
at 26 foram tratados 54 doeutes, lendo fallecido
6, que enlraram em Iratamenlo no estado lgido.
,Na enfermara reslavam um 1 doente e 2 convates-
centes.
Na freguezia de Carapebs deram-se 4 casos
benignos, e na dasNeves 4 de cholerina e 1 fatal.
No,Birreta appareciam prdromos da molestia.
Na Barra de S. JoAo, coraprehendeodo o ro .das
Ostras, nenhiim mais se tinha dado.
Em t.abo-Fro deram-se de 23 at 28 do passado
mais tres casos de cholerina, cedendo todos s pri-
meiras applirares.
Em lodo o municipio do Ro Bonito al o dia 27
era satisfaloro o estado sanitario.
Na villa de Cantagallo conlinuavam a apparecer
alguns casos de cholerina, mas segando parlicipa-
cOes do da ^8 de novembro a epidemia fazia anda
estragos na fazenda da Conceicio doSr. Joao Albi-
no Dias da Silva, onde haviam ja suecumbido al
aquel le dia 9 doenles ; e na de S. JoAo, do Sr. Ma-
noel Vieira de Souza e Almada. al o mesmo da
fallecern 5.
Pornma carta do subdelegado da freguezia de
Saeta Rila conste qoe a epidemia all appnrecera,
tendo-se dado um caso fatal. ^A coiumissso sanita-
ria lem acodido de prompto aos reclamos qoe se tem
feito de todos ot pontos do municipio.
Na villa da Perafciba do Sol, da ultima dala pu-
blicada al o dia 29, haviam Tallecido 9 pessoas. O
numero total das pessoas aflVcladas desde que appa-
racera o primeiro caso VI8 de novembro era de26.
>aquello dia 29 ficavam 10 em convalescenca e 5 em
tratamanlo. O Sr. Dr.Martinho Alves 'da Silva
Campas, membro da commis'Ao sanitaria, parlira
para Bemposta a verificar o estado sanitario de jcorato, e providenciar convenientemente. O Sr.
19 do correnle_neste pefSjjjaalJPr- Gomide. tambem membro da commissAo, fican-
do incumbido dos doenlesda>illa, distmcuia-se pur
grande zelo e aclividude em soccorre-los.

3 anno.
Coiono.s. L-se na ieiitla Qommerc'ai de
Santos :
ir Entrou aa dia '
barca liambajrgneza .lardas, com 173 colonos
miles, consignados casa dos Srs. Theodor Wtlte e
C- sAo familias numerosas { eiceofAo de dez mo-
eos solteiros', teda gente sada, que mustram o pti-
mo Iratamenlo que receberam. Baal
OOTBsNO DA PaUOVINC1 A.
2. Seccin. 259.Ulnj-e E:tm. Sr. Na con-
liswtjao'geral a que se proeedeu ^os bens dos anti-
gos religiosos da compatiliia de Jess, fura como
V. Excj sabe comprehendido o convente, denomi-
nado^do Collegio, onde boje se acham estabeleci-
dasas rqparlicoesfiscaes. E posto que as cartas
rejias de 13 d agosto d( 1759 ede 22 de outii-
brode'1767 se ordeno: se mui pamente que do
producto dos bens confiscados se separasse urna
ruantri para manutenrjao do culto e satisfafao de
legados pios,' nao sei porque faialiilaJe ficou a ierre-
ja do convento do Coltefio entregue a usos profa-
nos.
Indo visita-la para Ver se poderia all collocar
alguma repartcSo, reconheei que qualquer desti-
no que se Ibequizesse dar, nao servira senao de
destruir um templo majestoso em pura desvanla
acra da religiao e do estado. Aproveitando, por-
tante, a boas disposioaes da irmandade do Divino
Espirito Santo, que.'Sjjmposte de grande numero
de pessoas devotas prdeurava um abrigo, ora em
urna e ora em oulra igreja desta capital, suscitei-
lae a idea de restaurar aquetle templo e orna-kt de-
centemente, preparando de ante mao no secundo
andar da casa, que ouir'ora fora cadeia, os commo-
dos i Marios pata ahi se installar a rellaiao do
dstriclB, que est occu[iando o corredor, p aniigo
rornistorio e parte da capella-mr do mesmo tem-
Com effeito, a irmandade, possuida do mais
louvavel fervor, traten de execuiar 4 expensas suas
as obragMcessarias no dito segundo andar, o a re-
parar o templo, de modo, qnt j no dia 3 leve lu-
gar netia urna pomposa fasta de accao de gracas,
depois da haver o virtuoso prelado diocesano c*le-
brado ajlemnemente o acto' da reconciliacao no
roeio do mais extraordinario e edificante contenta-
mente dos habitantes desla eidade.
Para manter o direiio de proiee?ao a de saluiar
inspeesjao, que j^,, 0 lado sobro a igreja, impuz
i irmandade"aobrigacio, que' ella goslosamenle
aesugeitou, naos de forrar, decorar e paramen-
toro templo, ederests-loated-js as testas nacio-
St, como tambem de fszer rezar todos os domin-
gos c dias santosde guarda urna missa ao raeio dia,
para commodidade da populago, que essa hora
quier cumprir o proeeito divino.
.Creio que assim obrando, proporcionei rella-
(o um melhor e mais apropriado recinio ; e res-
titoindo ateos o que he de Dos, andei tambera
de accordo com a letlra e espirito das supraditas
cartas regias, 'jsobretudo com as piissimas inten-
?6es do goveruo imperial, quo tanto sedesvella no
ftendor e augmento da religiao do estado.
Dos guarde a V. Exr. Palacio do governo de
Perswnbueo, 10 dsetembro de 1855___lllm. o
Esm.'Sr. Jos Thomaz Nsbuco do Araujo, mi-
nistra e secr do eludo dos negocios da justica.
Jos Beni 1 Cunha e Figueiredo.
SeofSoM inis'.erto dos negocios da fszeuda.
Rio de Janeiro em 5 de dezembro de 1855.
lllm. e Exrr,. Sr. Tendome sido remetiido
pele ministerio da juslica, com aviso de 24 de
outubro uhitnc, o officio que V. Exc. Ihe dirigir
em 10 de sele'nbro anterior, dando conta de ter
concedido innsndado do Dieino Espirito Santo
d'essa eidade o usufructo V gnja de convenio
da extincta eompanhia de Jess, que faz parle dos
0 e Wtamtario. L-se no Popular de
Muios ds 26 do passado : I
1 pro I u da asensaeio que nesta cidade
j,a noticia deque o Sr. vice-presidenle da
P'ovlfcia ti 11 lia aslaheleeido um eordAo sanitario na
erra da .Maiurida.le, no lugar denominado Kio
las Pawas,qoe ni 1 acharaos eipresrf.es qua pos-
sam aigpilica la de oina maueira conveniente Foi
Uo grande o alarma q le se manifestou por toda* as
olasses, que diis que -e avizinhtva orna grande
erise !
0 E na verdade Imlia rzalo o nevo de Sanios. De
nada m>i> se tratava dn que redoz-lo fome, cor-
tana* todas as nossas esmmunioacSes eom a capital
e interior da provincia, o que equivala a licar i
lado de toda a pKvincia, porque lodos eram obri-
gados a fugr de nos, como ea maldif
livessec.iliido sobre nossas cabe?as.
Espanta ao liomein poltico que seriamente re-?
flecle no* nJheios do seu paz, e conhece a ndole
do pavo, cujea costuinesestuta, que urna autorida-
de houvesse que nos momentos dos seus delirios ue
fraqueza se lerobrassa de querer reduzir 1 fome
urna popularan toteara, alm de oulras graves pri-
vares que iam Iraostoruar-lhe os commodos da
existencia !
1 NA* foi, porm, um vao phantasma que ame-
drontou este ppvo heroico, que sabe supporlar com
corasem a* ladinas da vida, foi urna realidade, co-
jo* Tuneslos coronarios tinhao de pesar sobre urna
populacao inleira.
a OcordAo auilariu tal qnal foi eslabelecido pe-
lo Sr. Roberto de Almeida, que tiuha a cabera per-
dida no meio das enaencias que se Ihe faziain, era
urna medida allneme vexaloria e iniqoa. e que
iienhuns bous resultados poda comportar a respai-
lo da nAo iiiirodiircan do cholera murbus na capital
da provincia. Foi um passo imprudente, aconse-
Ihado pela leviandade do Sr. Huberto de Almeida
se he que elle nao foi calculado para por em pro-
sa ora a paciencia do povo I E senAo, vejamos.*,
Tem-se notado qae em quasi todos os partas
que o cholera tem invadido nAo ae encontraran) bar-
reiras, nAo so acharara recursos que se podease ata-
Ihar sua marcha prograosiva 1
1 Novo ju leu errant. o ctatera camioha, e ca-
minlia seni que nada Ihe eslorve os passos, sem que
barreira alguma se opponha ao seu marcha de re-
lmpago Elle lem subido as mais altas inonlanhas
do globo para atacar as povoacOes, lem atravessado
mares para se transportar as mais teoginquas re-
giOes da Ierra, sem que a elevaclo deesas raonta-
nhas, anda que sojam llymalaias, sem qae a vasta
eilensAo das fguas embaracen) seus passos de gi-
gante. r
a Alguns Eslados da Europa, querendo pr-lh
edorvos para que elle nao se commuoicasse s po-
voagfles, eslaheleceram conloes seuiUrios, mas ape-
lar de ludo o cholera zombou dos conloes, e dei-
xando os lugares em que foram eslabelecidos, foi
atacar o proprio coracAo desses esladoj.
SAc, pois, o* conloes sanitarios urna medida
inotil, e que em vez de eslorvar o* estragos da epi-
demia, mais conlribue para as alBicres do povo
qae se v sujeilo a immensas privacoes*. Este roeio!
pois, nAo (em resultado algum beneficio, a lem si-
do oralmente abandonado pelas naques que nos re-
cursos da medicina procurnm oulros recursos con-
tra a violencia do mal.
o Nao qaeremo* aqui fallar a respeilo das cua-
rentenas do navios, que tambem nAo prestam u-
lidade alguma na opiniAu dos sabios mdicos, e s
servem para vexar o commercio de urna nai;ao, em
que desa vexajAo se lirem oulros resultados que
sejam pudimos salubridade publica. Tem sido
demonstrado pela experiencia do* povos que o cho-
lera morbus leva de vencida lodo* os obstculos que
a ciencia humana pode oppor-lhe. e lomba de lo-
dos os enlraves dos cordies sanitarios e rgidas qua-
renteuas !
a Admira, pois,' que sendo os cordoes urna me-
dida que a experiencia lem mostrado qua para na-
da serve, fosse ella lembrada pelo Sr. Roberto de
Almeida. como um grande aalvaterio, como um
meio infallivel da impedir a introdcelo da epide-
mia na capital e interior da provincia,
* Nein S. Exe. tem a menor desculpa para este
acto gravemente altenlalorio do commercio desta
provincia, que po.lia ser acabrunhado, seaio des-
truido, se pertistisae urna lAo infausta medida, em-
bora pessoas interssadas Ih'o livessem exigido. S.
Etc. devia primeiro ter em conta os principios de
humanidade, a quem ia de encontr om sementan-
te acto, como igualmente devia consultar os inle-
Qualro
enfermaras achavam-se completamente montadas:
urna na casa das sessoes da cmara, outra era Sanio
Antonio, a terceira na Grama, cima da Ponte No-
Va, e a quarta no lugar denominado Paiol. Esta
ultima a expensas dos Srs. barao de Piahanha e
seu digno irmAo o Sr. Antonio Rodrigues de A11-
drade Franca. Ate o dia 29, pnrem, a epidemia
te se eslendera a mais de um quarlu da leeua da
villa.
Alen de S0II5 dados pela cmara municipal no
I. inet, a de 1:IKM>? que ae achava na colieclona
lo d* cuniuiisso sanitaria por ordem da prc-
teacia, montava o 10:0009 a sobscripcAo promo-
Sr. harAo da Parahiba, tralando-se de re-
ras quantias subscripta'. 1) numero do medi-
ar era jalgado leeullicieule para acudir l
ionios se a epidemia se propagar.
Em Pelropolis nentium caso mais apparecera de-
sea* dalas ate o I. do corrente, pezir
nafiacoes almosphenras. Na enferma-
raenvalescentes quasi em estado de
r alta, tlm doente viudo do Sumidoro, a rece-
ido no da 30 do passado, por suppor-se aftecla lo
la.epidemia, solfria molestia diversa. O Sr. Dr.
Una, rommissiouado pela presidencia, uAo haven-
1 mais doente algum da epidemia a tratar em Pe-
sjbt recolhera-se corle.'
Angra dos Res ^inde al agora njo appare-
a epidemia olterecera o Sr. coronel JoAo Iluet
iacellar Pinto Guedes i cmara municipal mais
Wft) pira soccorrer os pobres 110 caso de iUvasAo,
alem de orna enfermara que preparara sala costa
ua Pedra Branca.
6
Molettia Reinante.A Pevitla Commircial de
Sanios diz uo seu numero de 3 do correle que o
runlao sanitario conlinoava anda, supposto nao se
tivesse dado naqoella cidade um s caso de cholera
uaquelles quinze das, e ser tal o seu estado sanita-
rio que na semana passada fallecer somonte urna
senhora de 70 unos !
Diz a mesma folha :
A polica sanitaria nunca deixou de conceder
cartas de saude limpat a todos os navios que
durante os ltimos mezes sahirain desle porto. Um*
carta de saude como a qoe aiuda ha poucos dias a
provedoria passou i barca hamburguesa Joanne
Kalkmann, e que supra ltleralmauto copiamos,
poderia ser concedida por urna autoridade a um na-
vio que ane da um porto infectado do cholera mor-
bos sem quo ella se expusesse a ser tachada de
leviana, e sem carregar cora omn responsabilidade
estupenda ? Oe cerlo que nao E tedas as mais em-
barcaces levaram carias de saude do mesmo Iheor !
Eis um documento convincente que contraria e des-
Iroe completamente tudoquanlu se tem fallado sobre
participac^to* olliciaes presidencia da provincia,
reslpeilo a existencia da molestia remante nesta ci-
dade. Nanea demos crdito a esses boatos mvsle-
rosos sobre semellianlesofticios, porque lal proce-
dimenlo da provedoria, i vista das cartas de saude
dos navios, seria sobreraaneira inqualificavel.
Folgamos emlim anouuciar alto e bom som que
o eslado sanitario de Sanios he o melhor possivel,
raja laslimamos ao mesmo lempo profundamente
oajBa despeilo disto um cordita sanitario, privndo-
nos da commtinicacAo com a provincia, paralysou
nao su todas as lransac(oes commerciaes, como pesa
prejucTicialmenle sobre o povo, que ja sollre duras
necessidaJes, em consequencia dessa medida do
governo provincial, lAo reprovada pala opiniAo pu-
blica.
m Chamamos a alleucito dos nossos leilores para
a representarlo que a cmara municipal acaba de
dirigir a S. M. I., da qual, assim como de oulra as-
signada pelos habtenles desla cidade, e que em o
numero prximo teluro publicaremos, o Eim. Sr.
conde de Iguassii foi portador para deposita-las
psssoalmenle as mitas de S. M. o Imperador, u
Molestia reinante.A cidade de Paris, al o
di* 30 do passado, eslava isenla da epidemia.
Na silla de Maugaratiba, de 26 do pasudo a 2 da
correte linliam apparecido sel* caso* do cholera,
tendo fallecido dous escravos, um dos quaes suc-
cumbio em 3 hora*. Benignamente foram commet-
tidos3 escravose urna pessoa livre. Acha-se reaccio-
nando a respecliva enfermara.
Na freauezia de S. Jos do Rio Preto da Parahiba
do Sul, onde a 26 do passado pareca extincta a epi-
demia recrudesceu a 28, depois de um abalsmenlo
rpido da temperatura. Acha-se all o alomno da
Faculdade de Medicina o Sr. Manoel Augusto Bar-
boza da Veiga, qoe, daquelle dia al 30, Iratou da
doze enfermos, sendo uez. homens e duas mulheres,
dos quaes livres tres horneas e duas mulheres, e es-
cravos tete homens. Fallecern) dous homens, sendo
un 1 livre e um escravo, ambos no periodo lgido.
10
NOVO RAMO DE INDUSTRIA.
Tendo o Sr. conselheiro llerculano Perreira Peo-
na, quando presidente do Amazonas, conhectdo
quantn he simples e lucrativo o fabrico dos chapeo*
de palha, denominados do Chile, que por all se
imporlam em graude quantiJade de varios dis-
trirtosda repblica do Per, e principalmente do de
Muyobamha, lomou por uin de seus mpeuhus in
Irodiizir na provincia este novo ramo de industria,
e eslabelecendo desde logo urna pequea fabrica per
conta da fazenda provincial, tralou ao mesmo tempo
de promover a cultera da palraeira Aornoonassa [aa
bombona]e, como chamam os Peruano*}, quo pro-.
doz a materia prima.
Nessa fabrica (izeram-se al sabida do Sr. Pcnna
segundo consta dos seus relatnos 30 e lanos cha-
peos, 2 dos quaes (*eudo um de palha j colh la das
primiras paluieiras plantadas na cidade da Barra),
foram por elks "florecido* a S. M. o Imperador, e
os oulros vendidos em hasta publica.
Quando se rerollteu 11 corle liouie o Sr. l'enna
em sua eompanhia um fabricante peruano, que
contratan por conta do governo, e vario* pes da re-
ferida palmetea, para serein plantados, alem de utna.
pon.Ao de palha comprada em territorio do Per'.
O Sr. ministro do imperio, .ipprovaois como era
de esperar a louvavel deliherac.lo doAresidente,
mandou cumecar a plantaran no Jardijh Botnico
da Laso, e fundar no mesmo estabefecimetilo a
nova fabrica, que continua a trabalhar regularmen-
te, havendo ja aprendizesbem adiantados.
Fin dos chapeos ahi fefos foi|tambrnk ofl'erecdo
pelo Sr. conselheiro Candido Baplista de Oliveira
a S. M. o Imperador, e diversas pessoas que o lem
visto aflirmara que, em finura e perfei(3o do lecido,
iguala os que vem do estrangeiro por alte preco.
Esta experiencia he cortamente animadora, ese da
parte nAo s do governo, mas tambem dos partieti-
lares, houver guste e perseverancia em adementar a
plantaran da palmeira, cuja cultura nada tem de
diflicil, lalvez que dentro em poucos anno* se con-
ten no imperio muitas fabricas, ruja lraba*liii, sen-
do proprio at para asapessoas mais debes*, dar se
euros mojos de subsistencia a numerosas familias,
que hoje nAo acham outra orcupacAo Uolfacil c in-
teressanle.
S. P.vlLO.
2j de novembro.
Grande acilacao aqui. O commercjanles das duas
pra;as viziuhas sollam lamenlares: os mdicos
dAo largas s theorias acadmicas ; os mais temero-
sos d moleftin reinante balero palmas pela medida
que acaba de tomar o governo provincial, eslabele-
cendo o eordAo sanitario que vai romper a communi-
carSo com Santos. Quero confessar-lhe o meo fraco:
estou na ultima cl.isse. Trata-se de conservar o nu-
mero um, e nAo quera que lAo cedo Vmc. reze pela
alma de algum seu correspondente, e muilo menos
do de S. Paulo, que j fez tres annos de praco no
hatallio de sua folha. Nao deve pois morrer por in-
curia um soldado velho.
Sim ; vai por ahi grande espalhafato, depois do
acto oflicial do cordita sanitario, qne eurordoou a
mufles negociantes de serra ab-mo. e cima tam-
bem.
Depois dos boatos qae Ihe refer allimamente, es-
clareceram-se as cousas. O provedor de sande da ci-
dade de Sanios oflicia presidencia que o cholera l
esla desencalrido. E, pois, j nAo realam duvidai.
eslo condecidos 05 valores das carias particulares
que preieudiam desmentir os boatos.
Em conseqoencia, o Dr. Almeida empregou ore-
curso estrenan Diz a portara que eonsideraudo-se
ler-se dado alguns casos da molestia na referida ci-
dade, segundo participarles ofliciaes, e entendendo o
governo ser indispensavel, conforme exige o dever e
manda a prudencia, adoptar providencias a'dequadas
que ohstem a invaso do mal no interior da provincia,
uidtjexjsle numerosa e-cravatura, e senle-seabsolota
falla de recursos para o Iratamenlo das pessoas arotn-
mettidas, tanto mais que a etperiencia musir nAo
apparecer a molestia espontneamente, esempre por
importarlo, resolveu o governo, de accordo com a
represenlac.ao da cmara municipal e commissAo sa-
nitaria, eslabelccer um eordao sanitario.
De feito fui eslabelecido no dia 21110 alto da Sarro
lia Maioridade, no sitio Rio das Pedros. Est a
sela teguas daqui. J marcharan) 30 pravas para im-
pedir a communicacAo, commandadas por um ofli-
cial de conliauga. Abre-se excepclo nicamente pa-
ra as mala* dos crrelos, que devem ser desinfectadas
na Boa lista, e untreguesjao destacamento, que as
devar fazer conduzir por oulros estafetas. Parlio
igualmente um empregado dos mais graduados da
capital, a quem inenmbe a dcsinfec(Ao dos Jornaes
e mais papis, de qoe temos o uosso medo.
E, pois, eslAo concluidas as quarenleoas. Pelo qae
dou verdadeiros emboras aos infelizes passageiros.
que se livrara de boa malhada e de melhor dieta. As
mercadorias retidas na alfandega liveram igualmen-
te ordem de soltara.
O passo dado pela presidencia he Uo grave como
a siiuacao que o delerinini. Disem alguns que elle
arrancn a agricultura *da provincia dos horrores
que acompaiiiiam o cholera as fazeudas do interior.
Todava, soou geral reclamo dos negociantes, qae
representaram contra, oppondo os bices commer-
ciaes, a miseria que se diz vai cahir sobre a cida-
de de Santos, a alta dos genero* primarios, etc., etc.
Dividse-se logo a opiniAo em dous partidos: os
mrdonistas dizem que estas considerarnos nAo po-
den) acidar para a cessacao do cordo ; pesam me-
nos na batanea dos males ; anles a crise cummer-
cial qoe se imagina, a alia de alimentos, duque a
perda de milhnres de vidas, a derrota completa dos
fazendeiros; consectario* impreteriveis da sabida
da pesie pensara estar experimcutalmsnte recnnhe
cido que, entre nos, a importarlo preeedeu femare
ao desenvnlvimenlo da peste ; que ainda agora para
Santos ella veio pela eommunicacjto.de individuos
pois antes do seu desembarque era perfeilo o esta-
do sanitario ; que.ainda reconhecid* oalra tanto do
mal, nAo poda o governo desprezar a qoe no Brasil
estamos observando ; que ainda mesmo no caso de
presumpran, nesta materia he indeclinavel a me-
Jida om queslio ; que a vida lalvez de um terco
da provincia, o seu futuro, merecer que se expe-
rimente se, corlando um dos inaias de transpor-
te do cholera, i importado, se poopam tantos in-
fortunios.
Ajumam qae estas considerarles nAo compartan)
urna opiniAo singular, que eslAo na consciencia pu-
blica, que, se os negociantes de S. Paulo e Sanios
formara um vigoroso partido contra o cordo sani-
tario, confian deinais ua theoria do nao contagio ;
ignorara, como todos., as qualidades da mysleriusa
enfermidade, que no Brasil parece que se modifica,
nao s em inteosidade, como era sua marcha.
Tem-se mais dte que os partidarios gritara porque
ficam feridos 09 mleresses da jareta. Mas eu nAu
creio em tal: os oegocJanles nao teem um contra, e
com os males da invasao seu commercio soflrer
ainda mais do qua toffre com a falta de communica-
cijn com o parlo martimo, ludo islo que consigno
ha o que se dis per ahi, sendo que o Ypiramja, jor-
nal da oppositfta, u hoje redigido pelo Dr. JoAo Ne-
pomuceno de Sonta Freir, e que mxime lem cha-
mado pelo* interesses da saude publica, ahsl ralin lo
de espirite partidario, he o mais acrrimo propug-
nador da medida.
Argomenta-se com a miseria que Santos vai sof-
frer. O Sr. Al.neit a. de envolla com oulras provi-
dencias, fez baixar esla :
a Portara.O vice-presideute da provincia, re-
conhecendo a necessidade de regularisar o modo por
que devem ser prestados na cidade de Santos socoor-
ro* nos indigentes durante a epidemia reinante, re-
solve crear para esse fim urna commiso composla
do commendador Bernab Francisco Vas de Carva-
llises, Joio Pedro da Silva Cruz, e Jos Autonio
OSe* observara o seguinle :
l.o A commissAo, da inlelligencia com o pa-
rodio, far.i desde ja o arrolamenlo de todas as pes-
suas que eslejam no caeo da ser consideradas indi-
gentes.
i 2." A enfermara eslabelscida pj>r ordem da
presidencia na cidade de Sautos' ficar 1 cargo da
commissAo qoauto parle tdministraliva, deven-
do ella salisfazei as reqoisiees do provedor de
saude relativamente ao Iratamenlo dos doenles, e
providenciar acerca da enfermeiros, eanduefio
do cadveres, e ludo o mais perteuceolc a esse ob-
jecto*
3." Afnn do oceorrer despesa com a enferma-
ra e tratameuio dos doenles, ser po'la a disposirAo
da commissAo a quantia de 3:803J pela alfandega
respectiva.
4." Seeilo lamben postes disposico da com-
missAo, nAo so os gneros aliiueuticios comprados
por ordem da presidencia, e ansenle* em poder
de Jos Baplista Leal, mas tambera os que de nevo
forem remedidos por ella, oo pelo governo impe-
rial.
n 5. No caso de se desenvolver com inleosidade a
epidemia, e de se manifestar talla ou caresta de
geoero'alimenlietes, ser distribuida aos iudigeti-
tes diaria ou semanalmenle, conforme entender a
commissAo, a poicAo daquelles gneros que for suf-
ficieiilo para sua ustentacao.
l." NAo havendo gneros alimenticios em depo-
sito por falla de remessa, a cosnnvssita procurar
comprar, pelo melnorpreto que for possivel, os que
vierem ao mercado, e po-los em deposita para a dis-
tribui 7. Teii a comaajlssao doos emprega los de aa
plena conGanca, ao* quaes arbitrara rozoavel grati-
licatao, a ar preciso, servindo uin deltas para a es-
cripluraQAo do hvro de entrada o sabida dos geueros
a dinheiru, e oulro para a guarda e distrtbuicao do
soccorros.
a 8." De 15 etn l das enviar a commissAo i
presidencia um mappa dos indigentes qae tiverem
receid soccorros, e bem assim um bilancete"dos
generosa dinheiro existentes, afitn de seren dadas
os convenientes provnlenciisa respeilo. a
Sem a mus ligeira sombra de apparalo e so-
lemnidad* deu-se o grao aos hachareis novos ; nem
aquelle papelzinho se dispensen. Aehei ridicula a
forma do agradecimenlo, que lira luda a esponla-
neidade ; o novo limitar lica adstriete a ler as pala
vras sacraraentaes que Ihe d o secretorio da Facul-
dade.
Temos, pois, mais 32 hachareis, cuja, lisia Ihe en
dra*.
O seu Jornal, annuncando a prxima queda
do cordita, fui recebido pelo commercio de Sanios e
desla.cidade com trplice batera ; o vapor que con-
duziu a noticia cons-me que entrou erabandeirado,
sendo recetado rom fugeles. Mas al agora nao se
revogou a medida : dizem que nAo viera coramuni-
ca?o oflicial. E pois a estrada do Rio das Pedras a
Sanios esta sendo apenas transitada pelos passari-
nhos e estafetas do crrete.
(Lomo se diz que os sustos aqui havidos tarara
pnicos, mando-ihe o que houvc de oflicial.
11 Copia. lllm. e Eim. Sr. Tranzido de pe-
zar participo a V. Exe. que um raarinheire do va-
por Cqiurineiise, que acha de quarentena, fui
boje peto* 3 horas da madrugada acconameltido do
cholera morbus, e acha-se a espirar. Apezar das
ordens de V. Exc. enrendj, escudado uaopi-
uiAo dos mdicos que se acham a bordo .do dilo
vapor, que devia desembarcar inmediatamente o
passageiros lodos, nAo para o lazareto,Jponjue all
se acha o doente, e 0A0 lem commodos para s.los,
porera para nina casa em frente fin fortaleza ; e nAo
s tomci essa medida, como mandei enllocare oavio
jVb colonos dentro do rio cima da fortaleza, al
receber resposta do meu ultimo officio.
Dos guarde a V. Exc. Sanios 21 de nutuhro
(s 9 horas da noile) de 1855. lllm. e Exm. Si.
Dr. Antonio Roberto de Almeida, dicnissimo vice-
presidente da provincia. Firraino Jos Mara Xa-
vier, provedor de saude.
Copia. lllm. o Exm. Sr. Participo a V.
Exc. que fallecen mais um marinheiro do vapor
Catharinenxe, e acba-se oulro inaito mal, e que a
enfermidade he indubitavelmeute o cholera. Ao
Dr. Dmaso de Albuquerque Diniz, que parle ama-
nhda a apresenlar-se a V. Exc, encarregoei de re-
latar os pormenores do que lem occorrido, porque
nesle momento 11A0 lenlio lempo nem socego para o
fazer. Rogo muito e inoiloa'V. Exc. que ha ja de
attender ao que pero no utllco de que he portador
o referido doutbr, porque nAo posso por oulro modo
atlender a tantos e Uo onerosos encargos, para sa-
listacita dos quaes lulo com militares de dillicul-
dsdes.
11 Upo guarde a V. Esc. Sanios, 25 de outubro
de 1855. lllm. e Exm. Sr. Dr. Antonio Ro-
Rberlo de Almeida, dguissimo vice-presidenle da
provincia. Firraino Jos Mara Xavier, provedor
de saude de Santos, a
a Copia. lllm. e Exm. Sr. Devo dar parle a
. V. Esc. que infelizmente appareceu nesta cidade
- 'uin segunda
vio pira ronlieciineenlo do governo. e .los clientes.
He.bem sabido que ao ssrrolho daquelle ir baller
a materia.
Clemente FalcAode Souza, S. Paulo.
Ilenrique Francisco de Avila, Rio Grande.
Frederu-o Augu-ta de Almeida, Baha.
Caelano J. de Andrade Pinto, Rio de Janeiro.
Felisberlo Pereira da Silva, Rio de JaXieiro.
Manoel da Silva Matea, Sania Calharina.
Jos Thomaz da S. Qutnlanilha, Maranho.
Antonio Carlos Ribeiro de A., S. Paute.
Antonio l'erreira Viauna, Rio Grande.
Manoel Francisco das Chazas, S. Paulo.
Araerco B. de Almeida Mello,' S. Paulo.
Bernardo Jacintho da Veiga, Slinas.
Felisberlo Gomes Jardn). Rio de Janeiro.
as Diogo de Meaezes Fres, Rio de Janeiro.
'cente Mamede de Frelas.'S, Paulo.
I.uu Ladislao de T. Dantas, S. Paute.
Francisco de P. F. de Rezende, Minas,
Candido Gomes de V. Guanabara, Rio di Janeiro.
Gabriel de P. e A. MagalhAes, Rio Grande.
Carlos Frederico de L. e Silva, H10 de Janeiro.
Pauta J. de Mello R. Costa, Babia.
Joao Rodrigues da Costa, Babia.
JoAo Luiz de MattosP. e C, Rio 4* Janeiro.
Pauliajp Jos Soarrs de Souza, Rio de Janeiro.
Frederico Nones S. Pereslrello, Rio de Janeiro.
Francisco Goncalves Mtlleres J., Baha.
Evaristo l'erreira da Veiga, Minas.
Antonio Simplicio de Salle, Minas.
Luiz de Medeiros, Minas.
Domingues Jos da C. Jnior,Mias.
Hilario Gomes Nogueira de castro, Rio de Janeiro
Joao Beniciu da Silva, Rio Grande.
Ainda prosegoemjos acto dos oulros annos. No
2.' lem grasando um vertadeiro cholera asialicn.
Apre J se coula 12 reprovaces. Creio que, de
agora em dianle, a mole-lia ficar endemia daquel-
le paz. E nada ha que salve o infortunado anuo do
paroslo lgido. A medid 1 tos conloes, digo das
cartas sanitarias, nao tem valido, e os RK vao sal-
tando por cima deltas. Mudou-se o Cabo dat Tor-
mentan.do 3. para o 2.. 'Vejo que, com semellian-
le precedente, o Gmmtiner e o Bergier vAo subir
de proco para o nosso livreiro Pandega.
O nosso bom povo tem-se maravilhado com as
nossas semi-reejlaavtyricas. A Sra. Marinangeli lem
feilo furor; 00 Jf somos uns dilleetanti de meia li-
gella, 011 ilectanfqsie est senhora he urna boa can-
tora. Teuhosempre medo de tocar nesta materia em
que Vinca, fallara de cadeira.
Corre de plano qoe os negociantes de S. a*aulo
proceden) a um convenio, em virlude do qual as
mesadas para os estillantes serAo dadas com a clau-
sula de 5 purcenio. NAo sei ses medida he geral,
se lodos convieram ; sim qae ella parti de urna ca-
sa que era correspondente de um numero prodigio-
so. He nem verdade qae essa nssrcentagem ja eia
dediizula por alguns. Ijf
O correio das villas nada me Iroexc de intc-
resse, a nao ser alguns boatos do cholera que care-
cer de fundamento. Nao admira, quaodo se sabe
que algans alravessadores de gneros alimentares,
para hav-los mais baratas as abas da cidade. di-
zem aos calpiras que S. Pauta est pestfero. O ar-
dil tem aproveitado ; mas o Dr.' Fuado acordou
nesta materia, e disse aos subdelegados que o nosso
cdigo trata do flagrante delicio e do caso em que
algum troca-tintas queira empregar este artificio
fraudulento para comprar mais barate. A coma est
um pouco forrada ; mas am tempo de peste deve-se
permitlir qualquer eiicabecaiiinitn. Nesla materia
de alimentares vamos muitu mal ; na corrente se-
mana, depois que enrreu a nova do cordita sanita-
rio, subiram os gneros consideravelmente. O sal,
vinho e oulros geueros, quer de Santos, quer do in-
terior, estao, como se diz. pela hora da mor te. An-
tes alguma dieta que preserva, do que nos ver-
mas obrigados a beber o tal salva-cidas amarella-
do, que gracasa poca tem tido urna sahida enorme.
NAo ha abi quem nAo compre barate o seu vidrinho
(3!).
Appareceu tambem aqui, um novo preservativo.
I 111 Francez annonciou urnas medalhas. 00 reroni-
cas oio sei de que santo, indicando como bom salva-
lerio. NAo tem (ido consumo : ea hei de mandar
oflerecer ao Sr. Dr. Furlado, depois de bem reftec-
tir-se convm qoe illaqueiem o povo rude desle
modo. A| chapiuhasde cobre ainda estao em nossa
memoria.
Agora acabo de ler algumas carias, em qoe se
coramunica que, em Ilu', tem apparecido umamcou-
sas que o vulgo qa er chamar molestia reinante.
Cr-se que nao passa de um terror.
De alguns pontos da provincia se conta que ge-
ralmente reina um andasso ou diarrha ; .mas
he a conlecimento que se observa aqui animal-
mente.
Na villa de Bragaoca o lypho lem atacado com
alguma fon-a.
Ha poucos dias am viajante procedente de Cam-
pias conta que um tropeiro, suhindo de Santos, foi
repentinamente atacado as immeiacn's de Jondia-
hy, apresenlaiiilo vmitos, ps fros e oulros ayrnp-
toraas idnticos. L'ma vendedora, acreditando qoe o
enfermo fdra atacado de estupor, applicou o remedio
usual uaquelles lugares, esfrngares com agurdenle
e gengibre. Era pooco tempo o doente saroo. Daqui
os terroristas coucluiram queja he emprestimo vin-
du de S. Paulo. Mas nAo consta reproducc.au algu-
ma desle ceso.
Chegou a esla cidade um novo medico, a Dr.
Reicherl. Diz-se que he hbil e oplimo operador.
Gosio muito deslas imporlac,i>o*. Em materia des-
ta ordem bom he que o povo lenha sortimenlo, para
ter onde escolher na hora amarga, e mesmo para
que uin outro nio se zangue quando Iba vAo bater
porta alia noile.
27 de novembro.
J tinha fechado esta, mas dous adiamenlos do
Joiephina dAo lugar que eu admite dalas. Resu-
mir! o que se seguio :
Tomou vulto a fallada de que os Saldista se li-
lil un encorporado para vir romper o eordAo sanita-
rio. Nao bastando um pequeo destacamento que
el li tai poslado, marchou o coronel GalvAo com ou-
lra tere.*. Compoe-se agora a guarda sanitaria de
00 praoas. Os especuladores prevalecersm-se do!
eordAo pora meftar a faca na carteira esludantaL
Os acadmicos, que se pitearan de aclo feito, qu-
zeram pr-se pannos, por qualquer preco, co/n
lempo de deseer a serra antes do cordita stahe :
do ; liveram de alujar animaes a 509 Na jswp ,
do dia annunciado para o corte da eomtnfnic 4
era urna completa confusAo a vereda do hkak
Os tropeiros para carregar sal, qoe dava omajfi
losa conduccAo para cima, receberam mais 0'que
pudiam os inimaes : o resultado foi a ruina Lerda
J
segundo caso da genuina epidemia, como me
assevera o cirurgiAo-mr Victorino Jos da Costa,
o qual foi o que aterrou ao provedor de saude Fir-
raino Jo-o Mara Xavier, que lendo posto 00 hospi-
tal de Santo Antonio a um JoAo, por alconha
Maricas, para tratar do marinheiro que para all
tai e que fallecen no dia 29 de outubro pretrito,
lendo vindo no vapor Calharinente, hontem foi
atacado da molestia o dlo;.lou Maricas.e hoje a* 5
horas da larde fallecen.
a Dos guarde a V. Exc. por muitos annos. Quar-
tel do commando militar de Sanios, 4 de novembro
de 1855. lllm. e Exm. Sr. Dr. Antonio Roberto
de Almeida, vice-presidenle desta provincia. O
liiigadeiro Jos Olinto de Carvalho e Silva, a
n Copia. lllm. e Exm. Sr. Cumpre-me par-
ticipar a V. Exc. que ueste momento fui chamado a
rua_jjl Cachaca para ver duas enfermas, onde se
tambem o cirargio Firmino Jos Marta Xa-
enconlramos cholencas, e no estado algi-
por nome Calharina, fallecen estando eu
presente, e a segunda nAo he possivel anoile-
cer com vida 5 vista do qne. mohecido esta qae
o germen ^1 enfermidade existe nesta cidade e co-
messaadaoaanrfrex-sc, por issojulgo inleirameole
dwneeSjsJsarro as quarnlenas,' viste que "rTeflas lij
se colhe outro resollado senA.0' despezas que he mais
acertado applic-i-taa a soccorros dos desvalidos.
Acabo deesigir dos cidadAos que linhant promedt-
1I0 aprorpptarem enfermarlas a bem da pobreza t|ae
as promplilicassem. havendo pala parte do governo
20 camas em Santo Antonio promplas, e 10 na en-
fermarla do cidadAo Jos Vcrgueii n. He o que me
cumpre levar ao conhccimenlo de V. Exc, que
mandara o qoe for servido.
Dos .".narde a V. Exc. Sanios 15 de novembro
is II hura* ita manira de 1855. lllm. e Exm.
Sr. Dr. Antonio Roberto, de Almeida, dignissimo
vire-presidente da provincia. Victorino Jos da
Cosa, provedor de saude interino.
A' ultima hora. F^stao aqui se dando scenas
bem ridiculas. Depois dos sustos trazidos pelas com-
raunicac/ies ofliciaes de Snilus, corre de bocea em
bocea que se laucn urna mentira s faces do gover-
no ; que o estado sanitario de Santos he o mais sa-
lisfjetorio ; que a nAo ser os dous casos dos mari-
uheirus, nao houve molestia reinante naquella ci-
dade ; final, quaes parlicipadores ofliciaes, vendo
que o commercio daquella praca solTria muito com
as quarenlenas, invocaran! urna mentira oflicial pa
ra que o governo as sevogasse Agora se co-
ndece que o clamor dos S.mistas hejo pu Lo esti tirapo. Aquellos qae agora mais desespe-
rados eslo coro o eordAo sanitario, rompern) o se-
gredo e denunciara o estratagema !
A mulliplicidade de cartas acconles ueste sentido
fszemcrer na verdade da noticia, anda corrobora-
da por om tacto. O proprio provedor de saude,
que nae a**ustou com seu tenebroso ollicio. he o
mesmo queco-assigna urna represenUcAo ao governo
geral, e qoe, me dizem. segu por aste correio, pe-
dindo a cessarAo do cor.IAu sanifMo, dando como
razAo haver perfidia saude em Santos !
A udiini communicacAo ao presidenta he satisfac-
toria : nada ha era Santos Nao junto conside-
rado algoma a estes facas ; o publico qne manifes-
t sua in tignacAo. Ja ap acabou a garanta de se
dizefislo he oflicial. Mente -e e brinca-se nesta
quadra calamitosa : eem que materia .'!...
O seo jornal lem sido victima de'algtins. por
lamentar que os Paolistas fossera negligentes quauto
as medidas preventivas, querendo agora prevenir
o mal com o cordo. Eu, que Ihe communiajuei o
deleiso que aqu se observa no interior, domestico,
telilla a ranilla parte na sova. Elles querem pasaar
por grandes valenloes, o eu casninelli o crirae de
declarar que em S. Paulo se tem medo do cholera !!
Pois olhe, houve medo. e muito medo ; e s o nio
leve quera nao tem 11 que perder, (lueuto a
negligencia, confirmo o que disse. Para proflKli-'
railu-m* a dizer que nAo houve caiamento de calas;
que anda se faz enterramento nos templos;' que
ainda nao extinguirn) o syslema das I a trinas, etc.
Vmc. me tem recommen lado verdade e tjfodera-
eo ; eu quebrarla seus conselho* se esersverse res-
peilaodo prejuizos e conveniencias mal entendidas
do lugar, principalmente da iraprensa abastardada
do Correio.
Nasmmedic,es de leuap tem-se dado al-
guna casos de cholera em passageiros que o Catha-
rinense espalhou em sua marcha.
Vejo Agora urna carta de Itapelininga eom-
municanite que ha all 70 doentes de cousa parecida
com o cholerina. Quem o rev he hornera serio do
lugar. Ha de ser diarrha e vomites, que geral-
men le se observa hoje as fazenda*. A molestia
tem cedido primeira applicacao.
A commis-Ao nomeada pete presidente para
administrar soccorros em Santos recusou De serra
abano amal licuara, de serra cima chovem as feli-
citaci-s ao Sr. Ameida por cortar a roiiimuniracA o!
Quem lera razAo ?
Publicou-se um pequenito peridico em San-
tos, o Popular. Ataca o governo e o eordAo sani-
tario.
{Carta particular.)
SANTA f.ATII.VKl.NA.
Desterro 29 de novembro.
Nada ha por aqui co, nem mesmo no mundo physico, porque nao po-
dem toinar-se ja como novidadea as tormentas bor-
rascosas. Atol agora conta-se lano com o co
limpo e a/e' ido como conla com fisgar isca de alo-
Is-dente o fresuez do Reslaurant L'hazard de la
fourchelte, na barreira em Paris ^quando mergulha
o garfa momtro na vasta e profunda cuba de sopa,
a doos sidos por ligella.
Anda a 17 deste soffremos um (ufAo de leste com
chusa ss.espadaas que duron quasi sem interrup-
cao al S}, fazendo-nos temer que livessemo* a
repllelo .dos dias de dolorosa recocdacAo de marco
de 1839. Nao causn tamanhos estragos como esle,
mas ja se sabe de nAo poucos que soffreram obras
publicas e hahitaraies particulares, com pardas de
alguma- vidas as proximidades da capital, ignoran-
do e ainda o que haveria as partas mais distantes
da provincia com os Ira-bordamentos de rios, que
silo intalliveis em occasiOes taes, sabendo-se, do
mar, que veio encalhar a 19 na barra da Lagda, ao
norte da illia, onde se fez logo em pedacos, urna
peqnena escuna sahida de Paranagu para o Rio,
de nome Oliceira, com carga de madeira e betas,
e proprisdade da Jos da Oliveira, 00 Jos nAo
brinques. Salvou-se a tripolarAo e alguma cousa
da carga.
A' vista das variares almosphsricas, e com (Ao
continuadas e grossas chuvas, com o que se pode ja
contar he com a teme, que ja se sent, porque falla
o gado, que nao pode descer de Lages, onde he es-
casso, e porque a farinha que eslava plantada per-,
deu-se, e porque o eslado do lempo nio d lugar a
que se facam novas queimadas e se amauhera as
Ierras; accresrendo que passou-ie a. eslacSo da* Se-
menteiras, e mesmo que nAo ha sement*, princi-
palmente rama de mandioca.
O estado sanitario da provincia he satisfalorio.
O cholera, comprimido 00 acanhado recinto da
ilhola de Ratones, abrandou ; perdeu all a sua fu-
ria, eafinal atli morreu, pois nenham caso me cons-
ta se lenha alado por fra. De 52 pessoas atacada*
suecumbiram 18 (nAo incluindo nesle numero o* 6
morios a bordo e 3 que tallecern) ae desembar-
car) ; os mais vAo escapo* e eslAo reslahelecidos,
menos um dos da eqoipagera do vapor, que recateo,
mas qae se 11A0 julga em estado grave.^,,.
Estes tactos, e o de ter a barca ido ao KtO, Grande
depois de desembarcados os choleteos, e volt**
sera que a bordo se desse mais cato algum, 11A0.de-
porflo contra a crenra dos eontagionislas ? Enlendo
que sim, e que x menos depoem aeontra as arcas-
ticas e acerbas ob*ervaioes do Itinerante, que anda
penetrado das scenas lastimosas que presenciara na
vapem. sem attender ao imprevisto do caso, pe-
nuria dos meios do paiz, a tempestado que reinava, .
veo, para dirigir acres censuras autoridade, a
etiguidade da enfermara ea sos completa nudez.
Pois bem. o resultado moslrou qae tinha capacida-
de bastante 4 eofermaria, e que nella nAo faiteo o
necessario, com discreta e escrupulosa escolha. Di-
gan elle e os mais praguenlos o que Ihe* vier ao
heslunlo ; na lamenlavel emergencia bem merecen
do governo o seo digoo delegado, e eterna gralidao
Ihe devem os seus administrado*.
Com a retirada da nossa divisAo d* Montevideo
licoo Flores livre desse pesadello e desassombrado
para continuar os tramas, porque pretende a sua
reeleii;Ao ; e ae he exacto o que por aqoi cerr,
apenaa a divisAo liver trausposto a fronleirn, nova
resolajAo rebentara 110 Estado-Oriental. Abando-
nemos esses insensato* a sua m sorle, viste etla-
rem eagolados os meios de os tornar astizadot.
- (dem.)
(Jornal do Commercio do Rio.)
CORRESPONDENCIAS DO MARIO DE PER-
NA-MBL'CO.
BAHA.
San Salvador IK de deiembro.
Nio sei se valen a pena.escrever-se quinde nada
ha occorrido digno de ser estampado em um jornal,
qae vivendo da pubtiridade he o echo vivo do pen-
samento, cuja eleclrieidade galvsnisa as lettras as
deas para chegar a todos a nalavra : todava, eatan-
do-se de bom humor, nAo devem os dedos fiear ocio-
so*. urna vez que presta-se voluntariamente o papel
as rabiscas dos que estragara a peni)a em lo til
sacrificio: por isso vou fazer estarces para compor
eslS missiva, qoe, embora nio agrade o phrasesd*^
ao menos vai protestara rainha boa vontade de pres-.
lar-me a Vmcs. inculcando-me como seu correspon-
dente.
Promelli dar-lba a synopse do* (rabalhos da ulti-
ma sessAo do tribunal do jury desta capital; porm
nao alendo a pena a materia dos poucos procestas
nella julgadas, esquivo-me desse trabalho. Mas pa-
ra nao pastar por alio a prnmessa, direi qae tmen-
te dous julgamenlos dessa sessao merecen a* honr*j*>
da publicidade, a taber, o de um rapaz Irraslafco
aecusado pelocrimede ilefloramento. e o do caisfei-
rn porloguez, que julgo ter eu em urna dat michas
missivas, noticiado o faelo da sua prisAo cerno autor
do assassmalo de am preto africano, prtelos eslra-
vaganles de que foi cauta una preta tambem afri-
cana, amasia do dito porlugoez.
O primeiro reo, depois de ler sido eondemnado a
dolar a oflVndida e residir 11 a cidade de Santo A-
anr<>. qu/. eppellar; mas resol ve u-se a em, nos
ser esta pena mais leve do que a do eon*orcio,
quando o marido Iam de abandonar n mulher, **sn
ae importar com a moral publica e o* preceito* coo-
jugaes. O legundo reo, porem, lendo sido abiol-
vido, por julga-lo innoceote ojnry, avista da bri-
fhante defeza de um do* nosso* meteoro* advogados
o Dr. Luiz MSria, nAo concordod com essa decisio
o presidente do tribunal, e appellou ex-oucte.
Sempre Ijulgoti-io que o lal caixeiro sahisse ab-
solvido, nAo s por ser muilo enliga a rolina de pe-
dir-se por qnem d. como petes esforcos do amo e
valimeuto do dioheiro, qae ludo destaz com o sea
prestigio, por ser o protector universal de todas as
cousas. Segundo o processo, a'rranjado convenien-
temente, julgaram os jaizes contra a opiniAo de qua-
tro votos de consciencia, -que o criraiuoso era e
Africano assas-inado, porque havia abosado da con-
fianza nelle depositada e infringido as leis nsluraes,
en consequencia de ter a amasia do Portugoez exi-
gido desle certa quantia para a liberdade do paroei-
ro. Ululo de ser elle seu irmilo. e sendo apanhado
o negro em flagrante, n como vio a luz e viva no*
areaes de Onim, o apaixooado Porloguez dejpa
chou-o para a elernidade. sen se importar eom o
resaltado do processo, porque o Africano retirndo-
se envernenhado e Iludido desle mundo nao decla-
roo o nome do seu assassno, deixando incumbida
de i'emelhanle tarefa a fingida rmAa, que eseapau
dos certeirns golpes que Ihe descirregnu a invisivel
mo. Assim ja te pode zombar das leis, e deseas
singulares absolvicOes quasi sempre resultan) esses ex- -
cestos pralicados petes potentados, sem responsabi-
lidade alguma.
Ealleceu ltimamente uesta cidade a viscondetta
da Torre, ahora ainda moca e bastante riet. Nao
morrea de chotera, e segundo ouvi dizer foram cau-
sa da toa morte oulros padecimentos pnytieos qne
zumbaran do poder da medicina e habiidade doa
mediros. Deixou a viscondessa qualro lilhos menores
no gozo de urna immeusa riqueza, intacta at agora
pete zeta com que a amonios va o finado vitconde eu
lio eesposo, que julgava assim garantir a alta nobraza
dos seus ntepaasados.
Ditera qoe uufirmo bastardo ds fallecida vis-
condessa he u inventarame do casal, fieaodo herdei-
ro de urna porrAo de contos de ris,' que se poder
aproveila-los deve passar nasa vida telgada e mila-
grosa, jsssst
O Dr. BallhasanltulcJo, filho do barAo de S. Fran-
cisco, desposan urna das til lia da viscondetta, qne di-
zem ter eexe annos: essa anleripacAo nao deixadn
ser proveitosa, o lalvez a imilac.lo do Dr. Balthazar,
te nao fiear ludo em casa do barAo sen pai, appare-
Cstoutr* pretndanle' igualmente habilitado para
Bjnvolvimenlo iLriqueza da casa da Torre,'dando-
Ihe o destino conveniente, principalmente hoje qoe
todos gastante poucos sjuntam.
O annversario do natalicio de S. M. o Impera-
dor, nosso augusta soberano, foi festejado nesta ca-
pital eoru*v*e do costme, havendo beija-mlo no
palacio do govasi Mirada a larde e Iheatroa noi-
ftmconsacf Hade ter fallado i parada desse
di* stetnoravel uracos batalhes da guarda nacional
deste municipio, o presidente da provincia avisto
do que representara o comqtandaole superior inte-
rino, mandou suspender o. commandanle e o ma-
jor do mesmo balalhio, para responderem a con-
selho de disciplina. Dizem qne ha entre o Sr.
Magalhes Castro, chefe do estado-matar da guarda
nacional, e o lenente-coronel Teixeira Gomes, com-
mandanle do referido balalhio, algoma desharmo-
nia. proveniente de urna advertencia a bem da dis-
ciplina militar, e dahi resultan o nAo rompareeimeo-
lo daqaelle balalhAo parada de dia 2 de dezem-
bro. &ohaco a ambos, e s fsllar-Ihe a verdade
nao taflpo que poderia o MagalhAe* Castro offeoder
em aelo de servico ao Teixeira Gomes; porm como
cerlos paos de larangeira da nossa torra, logo qae
adquirem alguma nomeada se esquecem do seu pas-
sado e de ludo se oflendem, lalvez nio seja digoo de
cnminandar interinamenle a guarda nacional um
oflicial de mritoe servicos, e que em varias crises
te tem mostrado digno de honrar as fileras do nosso
exercilo, mas sim um lente coronel que 11A0 ha
muilo lempo se diverta como rapaz de esperaur-as
nessas reuniOet que lodos nos apreciamos quando
nAo somos grandes.
O Protesto tomando parle nessa queslAo, como
reparador dosarbitrios e (Ilegalidades imagina-
rios, fez a defeza da insubordinacAo e do abuso,
e lAo mal advogou cansa, qne alm de prolixo, es-
queceu-se da legislado e compromelteu o seu cli-
ente com ossophismat proprios desses popis itee-
raes, sempre apaitonados nos seus desabsfos e pre-
veinOes.
O negociante Joaquim Pereira Marinho, um dos
commerciaoles abastados desla praca, prope-se a
contratar com o governo da provincia a illnminacjk)
da capital, substilniuda o azeite pelo gaz ; s assim
leremos Iluminarlo propriamenle dita e nao essa
caricatura, onde urna luz torva absorve urna porcAo
de mutos de res, smente pasjLenfumacar no orcai-
mento a verballluminaeio publica de borra de
azeile.
Ainda nao sei quera totnari conla da direccSo do
nosso thealro, coja empresa nSoacha promplamen-
te prelendenles habilitados para ella, porque recla-
ma cerlos predicados, que al hoje nenhuma das
suat adminislrajes possuiram : creio qae a direc-
(Ao qne ltimamente podio demissAo, anexar dos
seos bonsdesejos a habilita{0>s soflreu algum det-
apontamento, e tilo enfadada mostrou-se, qoe nem
assislio a representado daAtilano dia 2 de
dezembro, anda nao estando horneados seus subs-
titutos, pa le.tetado assim grandes detgosiot os ras-

/






.1
pimo n mumu sexta fe ra 21 01 oezeibro 01 isss
peilavei* cidedao. que lalo promelliam diera be-
neficio do Ihealro ce S. JoSo.
J m etilo coiiocauln em varios lugares desta ci-
iladi at perirssdosihafarizes para* iblecimenlo
de agua notavel: hn um do* nossos melhorameolos
iDiteri.es, que muilo no* dave recomuieodar, e za-
lea como m ha metirado nos mus tr.hos a cora-
paobia do (Jueroadc, pareeo que haaSnente leri-
noa de iproveilar as vantagens dMko til im-
presa.
A inesperuda ceeguda do vapor Mrquez di OHn-
da ceosou aqaj algum abalo, por irazer-nos a in-
fausta nolieU de ler aparecido as Alagoaao chole-
ra waw,aeeu que gevenio da mesma provincia, querendo pre-
venir o mal ou alalha-lo, reclamou da presidencia
lala todo o ioccoitoi iodlspensaveis em lies oc-
ossloes. Logo porm que obteve o vapor o que veio
biucar, eegoioo seu destino, e a da hora j ahi
eilara melbor do que eu Vmc. sabera' o que vai
por aquella provincia.
A epidemia aqni etU' qujsi eilincla, porm anda
Do obitaaho publicado uos jorntea apparecem al-
gueses victimas nello mencionada, e em virios lu-
gares do reconcavo recrudesce, nao com aquel le fu-
ror quehe de temer, mas aoosameutealir.ndo uo nu-
tro mando avnltado numero de infelires, pan quero
a medicina nao tem sido eflicaz : os engenhos prin-
cipalmente hau soflrido bastante com a mortalidade
da escr.valura, enfio sel como se reparar lio cedo
falta de bracos de queja se resenta i lavoura e
fior ainda mais pelo capricho da epidemia.
Em urna casa do Maciel abri um thealrioho
para dar algaraas representaron de physica, raelha-
snorphose* e ligeirezas de mo um curioso nosso pa-
^ tricio ; e apeiar de cortos erabarajo, pecuniarios e
ostras diOlcaldades que lirura o prazer da gente,
sempre o poyo para inutilisir as horas de tedio pro-
cura com que alimentar o espirito concorrendo a
eeses espectculos que de vez em quando appare-
ctta, porque o mnndo he um bazar de uovidades,
lodos procuramos viver neile como melhor nos
eenvm.
Acham-se fondeados oeste porto a fragata Infu-
tigavet e vapor Rifieman. Amanhla da um gran-
de baile ao almirante H. Johoslone o cnsul inglez
apui residente, nao so em obsequio ao dito almiran-
te, como urna prora de demonstrarlo patritica do
acosijo que cansn em toda a parle o Uiumpho dos
Alludos ui Grietea com a queda de Sebastopol. Ha
de ser urna feneci esplendida, e infelizmente nao
Ral convidado para au menos dizer a Vmc. o que
ella te pasear; comiudodo que transpirar tumarei
nela para communicar-lhe.
Eisoque pode rabiscardepois da minha ultima;
e, se pouco dase, ole lenhoculpa da fraqueza dessa
rnarata anemona, que sempre me atrapalha na nar-
rejaO dos factos: em ootra occasilo emendarei a
nal, psra melhor ser coraprehendido.
Disponha da minha boa vonlade, considerndo-
me no rol de seus fleijoados, porque qaando nada,
ah espichado cabe-me a honra da ser um seu tri-
butario.

G0RBE8P0NDEBIGIA DO DIARIO DE
PEBMAMBC".
MACEIO'.
18 de dezembro.
Nao sci se lhe chegaria as maos a ultima caria
queche dirig, cujas noticias alcancavam at a da-
la de 8 ; nesse din, meu amigo, a minha pobre
individualidade oi invadida por aquellas celebres
cholerinis que seguudo Iba disse iara por aqui ap-
parecendo benignamente -, hoje que estou experi-
mentando os effeitos deltas retracib-me do que dis-
se relativamente henignidade : ha 10 dias que
fui filado e anda estou lio abatido que mal posso
rnanejsr a peana, e por sso reporto-me inteira-
niunie a esses boletins do Noticiador Alaqo-
wo, onde achar Vmc. noticias exactas sobre a
marcha da epidemia o ludo quanto tem occorrido
a semelhanto respeit.
Esquecia-me diair-lbe que consla-me que a ho-
uMOpathia tem feito proezas, nao s aqui na capi-
tal como em varios pontos affectados. Entre os
mdicos virados da Babia ha um dislinclo homeo-
.palha Mr. M. d'Laporte o iiual julgo qoe ficar na
capital.
No dia 14 aqui tocou o Paran trazendo a in-
texissaiilissiiua noticia da descoberla dd sumo do
iimio como antidoto poderoso contra o cholera ;
consta-me que algumas pessoas ja o experimenta-
ran) era casos de cholerina, obtendo bons resulta-
noticia apenas chegou espalhou-se com a
es da olectrieidade, creio quo hoje nao ha
Uem ignoro o remedio ; S. Exc. mandou com to-
da a presteza imprimir a parte therapeutica da par-
cipaco ofiieial do presidente da junta de hygi-
noe do Para, e espalhou pela populacao do inte-
rior.
. A epidemia appamcem Da barra de S. Miguel
que dista 3 leguas dasAlagoas ; saltando por Po-
xim, que ainda est inclume: esta capital anda
est em expectativa : em Jaragu appareceram al-
guns casos graves que team sido curados bomeo-
petuicamenuj ; na cidade porem s ha cholerinas
benignas.
Fale.
BOLETIMDE9E10 DE DEZEMBRO.
As noticias da epidemia na didade de Penado,
Piassabuesu', Porto da Folha e Pao de Assucar
nao sao Hsonge'ras.
Em data de 2 do corrente o r. Espindou} acha-
va-se em Piassabussu'. O seu destino, como te
sabe, nao era para aquella ponto, e sin) para a e-
dade do Penado ; mas os sonVimentos daquella
povoacao aconselharam o Ilustre Dr. Espindola
demorar-se alli al o dia 3, em que partia para a
cidade do Penedo. A populacSo en toda parte
lula animada contra o mal.
Felixtnente hoje ninguem haver to deshuma -
no e timorato que se deixe dominar pk> pavor
ponto de abandonar pai ou filho, marido ou mu-
lher, pranle ou amigo, ou mesmo qualquer in-
feliz creatura que a bracos com a desgraca deman-
do soocorro.
Honuim saguio para a villa da Malta Grande
o cadele Passos, conduzindo urna ambulancia e
60M> em diobeiro para soccorrosaquella villa. Of-
ficialruente ainda nao consiava o apparecimenlo
do mal naquella localidade, mascarla de l rindas
annunciavim alguns raros rasos em indieins emi-
grados de pontos inleocionados.
Em anadia 2 oo 3 casos deenfermionde serae-
Ihanteao cholera se haviam dada em pessoas par-
tidas de Penedo.
O soldadode que fallamos no nosso numero an-
terior ost escapo.
O Dr. Possidonio reteteu ordem de pariir paia
o Penado, aoode smb serrinos sefazem neCessa-
rios.
O destacamento de polica estacionado em Pias-
sibussu' sob o commando do alferes Pajaro Ale-
jandrino da Cosa teru lido urif1ouva tamenl nj meio das desgracas, porqoe vai
Bando aquella infeliz poveajao. Aquelles bravos
soldados com infaligavel dedcaco soccorrera os
enfermos, do sepultura aos cadveres, acodem
rpidamente em iodo luga: aonde seus servicos sao
necessarios.
Consta-nos que S. Exc, em orden do dia de
boniem mandara elogiar eese desucamento.de-
wtminando ao mesmo tompoquelhefosse abonada
mais a quinta parle de seus^ocimentos.
Sabemos perfeita mente que o dever do soldado
be mais extenso e arriscado a propongo que cresce
o perigo, e que por tanto esse destacamento nao
tem feito mais do que cumprir seus deveres ; mas
nao obstante, be digno de lodo o elogio o superior
que separando com (lscricao e intelligencia-ps ser-
vicos prop ios do soldado e quelles que diaejnguera
o ebristao reconbeci) uns e recompensa os outros
Rendemos estes bravos soldados do corpo de po-
lica os nossos (ftidos elogios.
Emrou honkm o vapor Marqnezde Olindj
le volta da Babia trazendo 5 mdicos, 8 estudan-
is de medicina. Todos estes jovens estiveram na
Jfafia empregados pelo governo na tratamento do
cholera em diversas commissoes, e trouxe mais
dous pbarmaceuticos.
Nosmaiores apuros o Supremo Arbitro de dossos
destinos nosacode Sobre nos eslende seu manto
i deconsolacao !
Vieram medica mentos e vveres. Consta-nos
fine hoje mesmo partirio alguns a oceupar diffe-
rentes pontos aonda seus servicos sao indspan-
savais.
Coaala nos que pela requis'icao feita porS, Exc.
tiearam ainda a partir da Baha outros estudantss
pratices ao tratamento do cholera, e se espera, bem
como outros maja objecin, natapor Sania Crut'
que dore ebegar a sta neslos 3 ias-
Se he doloroso reeorda rmo-Sos ere que nossa
bella proviuciaye v loando com inimigo tao tor-
rivel, nossadOTum pouco so attenua, vendo que
na diroccao dos negocios pblicos se acha um ho-
inein dolado da muior adiridade, que nao descau-
<) um instante, e que ludo faz para soecorrer
um poro que o estima e que he por elle esti-
mado.
Para a Anadia, onde alguna casos comecam a
pparecer, ja segu honfam um irabulinoia ; be
de crer que para alli sejam enviados alguns dos pro-
fessores recem-chegados.
At aqui cootinuam a ser ainda desagradaveis as
noticias do Penedo. I'iassabuss, Porto da Folha e
l'io de Assocar. Acabamos de saber por urna caria,
que temos diante dos olhos, que nns immediacO's
da povoacSo de Coruripe j comeca o caprichoso
mal s derramar seus funestos elfeilos.
No dia 9 do correle chegou a este porto o
vapor. Colnguiba da companhia Pedrozo.
Este vapor achava-se em servido da presidencia
da Baha pelas comarcas do sul e do norte. Apor-
tando no Penedo foi frotado pelo delegado daquella
cidade para vir em commisslo esta capitel, alim
de epor pessoalmeole u presidencia o estado em
que se acha aquella cidade em a qul o cholera tem
feito grandes estragos.
Com o delegado Manoel Veridiano Piuho veio o
Dr.Jnsc Sesinaudo Avelioo Pinho.
S. Esc. leve com elles urna conferencia no tra-
piche Faustino. Consta-nos que esses corajosos e
caridosos cidadaos vinham pedir novos soccorros, e
que ouvindo ler por S. Ezc. a lisia des soccorros,
de mdicos, medicamentos e viveres que iam ser en-
viados para Piasiabuss. Penedo, Porto da Folha e
Pi de Assucar, e que 60 achavam j abordo de urna
liarcac.i que sem demora devia seguir para o Peue-
do, tiearam completamente salisfeitos, e immedia-
lamenlese recolUeram para bordo do vapor CoUn-
guiba.
Mdicos, inanlunentns, dinliBiro, bem providas
ambulancias de medicamentos, e outras mais provi-
dencias seguiram no mesmo vapor no indicado dia
9. Sem nerda de lempo foi ludo expedido em
compauhia de mdicos, acadmicos, e p'iarmaceuti-
co chegados ltimamente no vapor Mrquez de
(Muida, sendo a disiribu.cno pela maneira se-
guate :
Para Piassabussu o acadmico Joao Ribeiro de
Brilo com medicamentos, viveres, 09 em diohei-
ro, 8 pa(as de marinha, e um alferes de polica
ldelfonso Beneyides Ualvlo para reTorcar odeslsca-
meiilo alli existente, <
Para a cidade do Penedo o Dr. Jos Ribeiro de
Carvalho e os acadmicos Scrates de CarvalhO Mo-
reir Guimartes, Alfredo da Rocha Bastos, e o par-
ticulir Jos Honorio Coeiho com medicamentos, vi-
veres, um cozinheiro. e um destacamento de pri-
meira linha comm.ndado pelo alTeres Joaqolm Jos
Ramos, o mesmo que j se achava em Piassabussu.
Pira a villa de Porto da Folha o Dr. llamingos de
Souza KequiAo e o acadmico Jo- Candido de Fre-
tas Albuquerque com medicamentos, viveres, 800J)
em dinheiro.e 8 pravas de polica commandadas pe-
lo tenenle da guarda nacional destacada L.iurenro
Pereira de Carvalho para alli estaciouar e prestar
servidos em bem dos infelizes.
Para a villa de Po de Assacar os acadmicos Ma-
noel Alves Costa Ferreira, Ernestino Onofre do
Valle, Jonquim Monteiro Caminho.i, e o pharmaeeu-
lico Jos Marlins dos Santos Peona, levando reme-
dios, viveres, 8009 era dinheiro, duas pracas de li-
nha e um inferior para augmentar o deslaaamento.
O pharmaceullco Peona foi por ordem do go-
verno esUhelecer na villa de Pao de Assucar urna
botica, lira de serem mais promplamenle soccor-
ridas as povo:ic,es da margem esqoefda do rio S.
Francisco, e circumvisinhas. Pareca-nos assizada
eulil a (providencia de estabelecer-sa urna botica
uos lugares em que o mal grassa.
Consta-nos que S. Esc. uo intento de dispor era
emclliantc quadra de urna via mais prompla de
conduelo que o habililasse a acudir com celerldade.
na remessa dos soccorros, aos diverse* pontos orde-
nara ao coramandaote do mesmo vapor Cotinguiba
que ficasse as ordeaa da presidencia desta ate se-
nunda ordem em contrario, devendo demorar-se no
Penedo o lempo que fosse estrictamente necessario
para trazer noticias daqueltaa paragens.
Nesla cidade corriam trislissimas uoticias acerca
do Penedo.
Falla va-se uo fallec metilo de mdicos e de outros
cidadaos notsveis. Felizmente a ebegada do Dr.
Pinho removeu essas nuveus, e hoje todas eslao cer-
tos de que r,s boatos erara inexactos.
Em Piassabussu falleceu victima di epidemia
o cirurttiao approvado Lino da Pcnha de Franca.
Esse ciridoso cidadlo teve a morle de justo.
Sucumbi, procurando salvar di morle os seus
semetliante*.
A perda de um hornera 15o prestirooso lio por de
mais deploravel ; mas ninguem ba que uo admire
a sua dedicaco, qoe nlo se eulhusiisnie saliendo
que elle nunca poupou-se a soecorrer os seus serae-
Ihantes anda mesmo durante o curso do mal que
Ihe deu a morte.
Estes caracteres engrandecem os l> pos que dis-
tinguen] a bumanidade : impoem admiradlo, recora-
mendam a saudade de seus scinelhautes.e ao mesmo
lempo trajain aos que os succedem a houroia estra-
da do exemplo e da imitadlo.
Falleceu na povoaso de Plassabussii o alferes com-
mandaute do destacamento Pedro Alexaiidrlno da
Costa.
No nosso numero anterior rendemos um testemu-
nlio de admiradlo aos serviros de-se digno ofiieial.
Hoje temos o desprazer de coramunicar aos nossos
leitores o seu passamenlo.
Falleceu, mas a gloria, a hoora, a caridade com
que occopou o seu posto at eihalar o ltimo suspi-
ro, s9o legados que dexa a sua inconsolavel familia.
Nestc mundo em que ludo lie transitorio e precario
o dever do crisiao he da caridade cumprindo religio-
samente; um bom nome deixado a sua viuva e fillios
valem mais do que a cobarda frouxa e estril do
egoista, poneos veses bem succedidn nos seus clcu-
los de egosmo.
Morrer he a le de Dos, he o fim da criatura.
Morrer Iluminado pela luz da caridade be o pri-
vilegio dochrislo.
S. Eic. cingio a banda de alferes ao l.o sargen-
to de polica Ildefonso Benevides Uafvao, que pedio
para seguir para Piassabussu a lomar o commando
do destacamento. Para l parti. O eco o fade bem
e o ajude uos soccorros que vaiprestar aos infelizes
oas hora de agouia. Folgamos de manifestar nossa
admiracSo por esse acto de coragem e de dedicaco
s dessracas alheias.
Parti no dia 10 para a villa de Anadia o Dr.
Jos Augusto Barbosa de Oliveira, que foi prestar
alli os ervicos de sua profissiio.
S. Exc. j havia d'anle-iiiao mandado para l,
una ambulancia, e recentemente eoviou baietas pa-
ra o hospital.
Para Coruripe pailio no da II o Dr. Manoei
Marlins Alves. L em snas iminediacdes, e ha ma-
nifestado a epidemia sem muila forca. O Rim. pa-
dre Lesna tem sido verdadeiro sacerdote, que si vi-
ve para os seus semelhantes. No se tem recusado
neehnm servitonem rueirao ao de enterrar os or-
los.
Al hoje tres ou qualro nicamente tem sido as
victimas. S. Exc. raaudau parala 2o colsoes. Alli
ja exi'lia urna ambulancia sob os cuidados do phar-
maceulico Joo Borge de Mendn^a, algumae pe-
cas de liaicla e outros soccorros.
"O preslimoso chefe de estado Francisco Anlonio
Fernandes Pinheirn no Ihealro das desgranas, que
profundamente dilaceram sen corceo, calmo e com
aquella oreatnca de espirita que tanto o deslingue a
testa da eommiso de que se acha encarregado, e
secuudsdo celos esforcos domais membros ha pres-
tado servatos, que eslao cima de todo elogio. Hon-
ra, poli, a Uo deslindo cavalleiro, que na presente
necessanas para as despezas rom o hospital e cemi-
leno provisorio al a de 82IJ640 rs. oreada para es-
sas obras e seu coslein.
Para bera da provincia, na crise em que nos
adiamos ninguem mostreo menor desanimo.Todos
veem na primara autoridade a paula de seos deve-
res.
O Sr. Sa' e Albuqaerque na* quadra actual lem
dado provas de um administrador previdenle.aclivo,
enrgico, de resoluto prompla e lirme, e sobre ludo
de nina placidez de espirito bem rara no meio das
dilliculdades. Homem de um (r-ballio aturado, pan-
sa, rediga, escreve com seu proprio panho as'ordens
que nao admillsm demora, e nao reserva para o seu
expediente era lempo uem lugar. Nao he raro ter-
se hoje expediente de seu punho datado de duas ou
tres horas daTnanhaa.
Dos lhe couserve sua preciosa sade para conti-
nuar a cuidar da de seos administrados com a
mesraa dedicarlo e infatigabilidade com que al ho-
je se lem devotado esse penoso Irabalho.
BOLETIM DE 12 A 16 DE DEZEMBRO.
Chegou a ule-non ii'iu 11 do crrenle pelas 6 horas
da tarde o vapor Cotinguiba de volla do Penedo ;
Irouxe-nos noticias sobre as oceurreucias e estragos
do cholera em os ltimos das.
Folgamos de pelo menos annunr.iar ao publico
que as couimiinicaraes olkiaes dio o mal naquella
desJitosa cidade como quasi extiuclo. que apenas
nortea alguns dueulas que se achavam anterior-
mente acomraeltidos, lend diminuido muilo o nu-
mero de morios diariamente. O terror se vai desa-
poderando da populacho depois de urna nuvem ue-
ara que a envolver em medonha voragem, depois
de cefar tantas vicliraaa preciosas, .lavando redu-
zidas a miseria, a viuvez e a orphandade innmeras
familias.
Do transumptode urna carta particular que temos
a vista, escripia em data de 13 por um dos profeso-
res encarregadosallidu tratamento dos cholericos ex-
trajimos em resumo o segointe :
Em minha chegada a 21 do pasudo o cholera fa-
zia grande numero de victimas, agora tem diminui-
do eonsiileravelmente,' a epidemia tem feito sensivel
declinarlo, a morlalidade regalar de 10 a 15 por
dia : mais de mil pessoas soccnmtiiram durante o
furor ; os mappas estalislicosdarao mais exactamen-
te o numero de morios. Penedo est um triste es-
pectculo de pranto, de lulo, e de corapaixao. A
falla de concurrencia dos gneros alimenticios uo
mercado he o uovo mal de que as rsente popula-
cSo, o terror lem afastado das feiras no* dias do cos-
lume os mercudores.
I'raza a Dos que acerca dos favores do cruel fli-
sello oulro linio podessemos dizer de Piassabussu,
Pao de Assucar e outros lugares a margem do San
Francisco, e pelo interior ende continua a derramar
com igual furia seus etfeitos, e lavrar com maior
ou menor intensidade.
O assorabramenlo e terror em algn* lagares ja
vai apagando o inslincto de amor e da svmpatbie ;
idnticas seeuas as que se daram em Cachoeira, San-
to Amaro da Baha e alguns *Tgres do Par.i se vao
reproduzndu, o que augmenta o rt}r da ral amida
dee sera'aBais fatal a' bumanidade I S. Exc. ha
redobrado de esforcos e providencies no sentido de
evilr os terriveis resaludo* das inhuraacOes, e re-
lardaraeuto dos cadveres sobre a trra. Deplorando
lautas desjrris imploremos lodos incesantes a mi-
sericordia diviua pera que de nos lodos taclia pie-
dadelii
No dia 12 seguio para Cururipe o Sr. Pamahila
Manoel Freir de Cirvallio, alim de alli prestar os
soccorros de sua prooao aos atacados do cholera.
Sabemos que S.Eic. expedir ordem i thesoura-
ria provincial para mandar-pela respectiva mesa de
rendas de S. Miauel entregar a coinmissilo de soc-
corros pblicos alli a quanlta de 8003 rs. para occor-
rer as despezas com os cholericos, no caso daluva-
sao que se recela pelo accommeliipenlo ja' de alguns
individuos em lugares prximos.
No da 13 foi determinado pela presidencia ao
subdelegado de Coruripe, que eugajasse 12 horuens
para polica, os quaes deverio ser empregados na
conduceo dosdoenles enlerramenio dos cadveres
e quaesquer outros servidos qoe forem sendo rc-
clamados pela situajao, rardiaiite o salario de 800
rs. diarios. Expedio-se igualmente ordem ao chefe
do balalhflo da suarda uacional pura prestar o auxi-
lio de qoe se houver mistar.
Para S. Miguel lambem approvou S. Exc. o enga-
jimrnto de praras precisas para o mesmo fimcomo
lhe fora propoalo pela commissao respectiva.
O vapor Cotinguiba torna a fazer visgem hoje
mesmo para.o Penedo, alim de couduzir para alli
viveres, urna ambulancia de medicamentos com des-
tino para Piassabussu.
Para o Penedo 3:0003 rs. Pan Porto da Folha e
Pao de Assucar vveres.
Para a villa da Palmeira dos Indios seguio um fa-
culUlivo ltimamente engajado por S. Exc. o Sr.
Jos Soares Neiva.
Segando as commu nica cues viudas desta villa cons-
ta que alli o mal lem atacado a muitos individuos,
mas que seu apparecimeuto nao foi com carcter
raedonho.
DIARIO DE PER.Y4MBim
catamidade ha ajuntado novos litulos a ralidao, e
** e O" ja gozava ; honra a lod os oatros
i Ilustres membros que com dedicaran nao- menor u
tem acompanhado na ardua e constante lida de soe-
correr all aos infelizes aneciados do mal que os vai
devorando.
Grarasao muilo estimavel professor Larangeira'
que na direcco da urna enfermara a seu cargo, e
ainda mesmo fra delta em domicilios, quando lhe
he peesirel, lem mostrado um coracao em extremo
humano e earidoso, sem o haver esfriado o seuti-
menlo panjente da perda de sna exempiar consorte,
victima da epidemia. Servicos Ins jamis serio ol-
vidados e na trra, e ajusta recompensa esta re-
servada ao Omnipotente.
arta competente acharao os leitores o of-
Hldeacia, em que aprecia os servicos do
Ibil e prestante Dr. Conslantiuo Teixeira Macha-
do ; grabas lhe rendemos.
Para Alagas, S. Miguel e Pilar seguiram am-
bulanciss por camella.
Asalubridade publica da capital se d5o he
complelimeote satisfactoria, nao he desanimadri.
Ligetros incoramodos vflo apparecendo, mas os in-
coramodados promplamenle ie reslabelecem.
Consta-nos que o vapor Mrquez de Olinda
esta ineommunicavel no nosso porto, sonde preten-
de fizer sua quarenlena alim de seguir livremenle
pelos porlns de escala. O primeiro servido qoe o pri-
meiro vapor da companhia pernambucana Mrquez
de Olinda fez a provincia das AlasAas, he um des-
ses servicos que nunca sero esqiiecidos. (h Alagoa-
nos agradecidos por natureza, lembrar-se-hao sem-
pre de que o Mrquez de Olinda foi o vipor que
da Baha trouxe os grandes soccorros mdicos e de
vveres com que a presidencia da provincia habili-
lou-se a aecudir com msis eicacia e prnmplidao
aos nossos infelizes comprovincianos que se achara
i bracos cora o cholera.
Aqui he accasio opportuna pira recommendar a
provincia das Alaaoss o oome do cap. io de fragata
Lourenco da Silva Araojo Amazonas, gerente da
companhia Pernambucana. Esse dislinctn ofiieial d
marinha brasileira no s cumprio com a melhor boa
vontade e mais religiosa obediencia as ordens da
presidencia, como ainda com os seus esforcos parli-
ouiares contratan a pedido do Sr. S e Albuquerquc
3 mdicos e 3 esludanles de modecina.
Rocominendamos igoalmenle a estima dos Alaza-
nos o nome do dislinclo Sr. Maciel commaudante do
dito vapor.
O pharmaceutico Felinlo Elisio Pinhciro, con-
tratado na provincia da Babia est encarregado nesta
capital da pharmacia do governo Esta providen-
cia era ludupensavel para melbor onremTSgularda-
de e promplidao ua preparae* das ambulaBsias.
8. Exc. Mandou psssar por empresliinuSexa
occorrer as despezas com o rholera a quantia de
10:00(1*011(1 do cofre pravincial para o do geral.
Kemelleu-se para o Penedo a commissao de
soccorros pblicos a qnautia de 1:1)009000.
Urdeuou-se o estabelecimenln de um eemilerio
provisorio em Jaraguu desli cidade.
Foi numeada psra Pilar urna commissao de
abaslecimento de vveres e eulios quaesquer soccor-
ros.
No dia 11 foi expedida pela presidencia ordem
a thesouraria de telenda para ir-se dando pela col-
lectoria de Alagoas a commissao de soccorros pbli-
cos daquella cidade, as qaantias que forem sendo

Continuaremos hoje as noticias de maor inleresse
vmdas do Rio de Janeiro, pelo Guanabara, como
Hootem promeltemos :
o Botrou honlem (27de novembro) do Rio da Prala
o vapor nacional Pedro II, que daqui hava"parlido
em commissao, e no qual tora de psssagem o Sr. Pe-
canha, nosso cnsul na Hepublica Oriental. Trouxe-
nos datas de Montevideo at 16, e de Buenos-Avres
al 14 do corrente.
A retirada das tercas brasileiras efiecluara-se no
dia I i as 10 horas da manhaa. Antes de d'eixar a
cidade, alguns corpos da diviso (izeram um curto
passeio, entrando pela ra doSarapdie sahindo pela
de Vinte Cinco de Maio, a mesoia por onde haviam
passado na sua entrada em Montevideo. Nasja'nel-
las da represenlaco nacional, ante as quaes desti-
laran) Ss forres, achavam-se os senhores presidente
da repblica, coramendador Amaral e visconde de
Abael.
A diviso foi perooilar ao Cerrilo, donde devia
seguir no dia inmediato. Parece que o general Frei-
r fra encarregado pelo presidente da repblica de
acempanhar com urna escolla oriental at as frbn-
teiras a nossa diviso. Foi lambem expedida urna
circular a todos us chefes dos departamentos por on-
de ella linha de passar, para que velassem em que
tal p,iss.isem nao soffresse-o menor ebstaculo, eau-
les fosse protegida cora toda a sor le deaaxLios.
O .Varionqf havia suscitado uraa polmica rela-
tiva ao poni aSre lem de oceupar nos limites da re-
pblica e do imperio um ejercito brasileiro de ob-
servado, e a proposito disso insinu* que se tralava
por proposta do Sr. Abael da cesta do territorio
da colonia do Sacramento ao Brasil, mediante a quan-
tia de dous milhoes de pesos. Meios enrgicos em-
pregadosjpelas autoridades litera ni que o proprio
Sar.mnal desmenlisac a noticia Jada.
Fallave-ee n'um viagera do Sr. Abast ao Para-
n, como encarregado pelo oosso governo de orna
mi c< linha lido logar urna crise ministerial, cojas
causas se ignoravam, e que as ultimas datas anda
nSo licava resolvida. U.iviam-se retirado os Srs. Ro-
drguez, Illa, e Brilo del Pino.
Fra chamado o Sr. llordenana, porm nao foi
possivel chegar-s a um aecordo, aperar das disposi-
roea em que este se achava de aceitar a pasta do iu-
terior e estrangeiros.
O general Jeronymo Costa, o coronel Ramn
Bustos e o leuenle-coronel Jos M. C-arcia, emigra-
dos polticos da Cootederacao Argenline, haviam re-
cetado ordem de deixar o territorio da repblica
denlro em tres dias, segundo corra, em virtode de
exigencias do agente daquella Confederarn. Elles
haviam reclamado conlra seraelhanle ordem.
a O brigadeiro D. Manoel Oribe e Vi. Venancio
hlores haviam dirigido da villa da Unio, em data de
II do corrente, urna proclamarlo ao povo orienlal,
apresentando um novo programma poltico de unio
e concordia enlre todos os membros da narjo-, e re-
nunciando ao mesmo lempo a quaesquer preteores
que pudessem ler ao governo supremo da repblica,
que lem de ser eleito em raarjo prximo, segundo as
diiposicoei legaes.
Esta proclamado e programma eram assignados
por grande numero de cidadaos.
o Fallecer, em conseqoencia de urna j|ueda de
cavailo, o cirurgiao do vapor Pedro II. 'foram-lhe
latas com toda a pompa as honras fnebres pela of-
lictalidade brasileira.
De Buenos-Ayres havia dalas al 14. Nada ha-
via occorrido de importante senjn diversos trum-
phos alcancados pelas forens argentinas conlra os in-
dios invasores. Apezar disso, porm. esperava-se
ainda urna tentativa de indios chilenos.u
Eis aqui como o Jornal do Commercio de 28 de
novembro resume as mesmas noticias da repblica
Oriental :.
O Pr de guerra D. Pedro II. entrado hontem
(27 de novembro), Irouxe-nos carias e jornaes de
Montevideo al 17 do corrente.
A diviso imperial sabio daquella capital em di-
recebo i fronleira do Brasil no dia 15 desle mez. Na
carta do nosso correspondente acharan os leitores os
pormenores desta lo desejada noticia.
a A repblica eslava oulra vez sem ministerio .
Quasi que ninguem indagava ss causas que levaram
o ultimo gabinete a demitlir-se, tilo natural pareca
que nao se conservasse mais de um mez, poca ordi-
naria: da durarlo dos ministros orientaes. At ul-
tima hora no havia ministerios. Os Srs. Anlonio Ro-
drigues e Uordenana, que foram convidados para
organisar ora gabinete, recusaram encarregar-se dee-
sa tarefa.
Entre os generaes D. Manoel Oribe e Venancio
Flores, representantes de partidos extremos, eslabe-
leceu-se urna malicio cujo fim ostensivo he a sua re-
nuncia candidatura presidencial e a conciliario
dos Orientaos. Em verdade, se aquelles dous gene-
raes so podem conciliar, nao ha conciliario i ui possi-
vel no Estado Oriental.
O \aclonal, orgao da Tracrdo Flores, publica o
programma do novo paeto, que os leitores acharao
na caria do nosso correspondente precedido da se-
guinle evpu-icaj : -~
K A desgrasada situarlo em que se acha a rep-
blica provem da discordia que iucussanleiueule a tem
abalado desde os primeiros dias da nossa existencia
blitica.
A desunido lem sido a causa permanente de
sos males, e he preciso que ella cc ' 'jiivulses rompletem a ruina do Estado, ex-
o-se a nossa vacillaule nacionalidade.
(planto exislirem no paiz os partidos que o
, o fogo da discordia se cooservar occullo
a selo, promploparaiuflammar-se com o meoor
i i
sos mal
S
i m, ^o-
" .im q ii
no sea uio
sopro que o agitar. A ordem publica estar sempre
araearada, e expolia a republioi ao terrivel fligello
di guerra civil, quej ojo pode soO'rer sem risco di
sua lissoiurjo para oahir dabaizo do jugo do estrau-
geiro.
o Nesla inlelliiieucia, e persuadidos de que urna
das causas que mais contribuem para aggravar a si-
iuac,!o do peiz, procede das vistas e inleresses encou-
Irados densos partidos, do mesmo momento em que
convira uniformar a opinio publica acerca da pes-
soa iue deva ser chamada a presidir aos deslinos da
naedo desde o 1 de marjo prximo ; os brigadeiros
geuoraes D. Manoel Oribe e D. Venancio Flores,
desejosos de evitar sos seus concdadloi todo o moti-
vo ele desintelligenca, pela snpposic,ao de aspirares
ou pretendes pessoaes, de que se echam isentos,
declarara pela sua parte da maneira mala solemne
qoe renunc|am i caudidatura da presidencia do Es-
lado.
i Nesla conforraidade convidara a lodos os seus
compatriotas i unlr-se do supremo inleresse da pa-
tria, para formaran um s partido da familia orien-
tal, adheriodo ao seguale : a
a Esse mesmo Nacional continua a calumniar
atrozmente as intenmes do Brasil s por este nao ler
feito derramar o sangoe de seus filhoi e dos Orien-
laes para o fim muilo santo de manter o general Flo-
res na presidencia da repblica contra a vonlade lo
pronunciada da graude maioria do paiz.
a Transcrevemos um s dos erligos com qoe o Na-
cional costuma mimosear-nos, para mostrarmos as
tendencias do partido que tem por chefe o homem,
que hoje se acba ligado ao general D. Manoel Oribe.
a Ei-ta :
Comeca a descobrir-se a incgnita da misino es-
peciat do visconde de Abael. Assegnram-oos de
um modo positivo qoe se iniciaran) em confidencia
particular de ministros as seguales proposices.
1" O Brasil ofterece a repblica dous ou Iros roi-
Ihes de pesos para que se lhe conceda a cidade e
porlo da Colonia por um determinado numero de ali-
os, para arsenal de seos aprestos conlra o Para-
guay. ^
e A'. ConfederacSo Argentina e ao Estado de
Buenos-*yres oflerece igualmente o Brasil a entrada
livre de direitos uos seus porlos s carnes preparadas
nos tres Estados do Prala e seus afiluenles.
a Eis aqui sem dnvida explicado o por que estan-
do antes dos successos de 28 prompla a diviso brasi-
leira para partir denlro de 24 horas, se enconlram
hoje tantos obstculos para a sua marcha 1 a
" Poucos dias depois de esciipto este artigo, sahia
de Moulevido a divi-.o brasileira, e o governo ex-
peda i seguinle circular :
Montevideo 13 de novembro de 1855.
A divuau ilo exercilo de S M. o Imperador do
Bras I, que veio a repblica ua qualidade da auxi-
liar, retira-k boje delta em virtude do aecordado en-
tre o governo e o Sr. plenipotenciario especial do
imperio.
b a. Exc. o Sr. presidente, que quere desoja que
no transito dessa diviso nSo se lhe aprsente o mais
pequeo obstculo, eocarregnu o abaixo assiguado
aordeetr a V. S. que preste forja imperial na
marcha lodos os auxilios qoe estejam na es-
phera das suas atlribui(Oes, dando para esse fim as
inslracces necessarias as autoridades de sua depen-
dencia.
E para que ludo se faja com bom exilo, deter-
mina lambem S. Exc. o Sr. presidente, que ao che-
gara divisan brasileira ao departamento da suaju-
risdicso, V. S. com a forja de que possa dispr a
reoeia e acorapanhe al aos limites do departamen-
to vizinho ao sea, avisa.ido o chefe poltico respec-
tivo com anleclpajio de 24 horas, da marcha da dita
diviso, afim de que successivaniente se faja o mes-
mo rm todos os outros departamentos.
Durante o lempo em que V. S. acompanhe a
forja imperial, nao so lhe prestara, como tica deter-
minado, os auxilios de que possa dispor, seoo que
vielir ao mesmo lempo que ella seja tratada do me-
lhor modo, empregaodo V. S. es meiut, ao seu al-
cance para evitar ludo aaullo que posea causar o
mais leve desgoslo entre*essa fortje e os habitantes do
paiz.
: O abaixo asaignado espera ojae V. S. com o zelo
e aclividade que o dislingaenf, satisfar completa-
mente os desejos do governo.
Dos guarde a V. S. muitos annos
a Alberto Flangini. a
a Sr. chafe politico do departamento de... i>
O Sr, Dr. Jos Casiano de Andrade Pinto, che-
fe de polica do Rio do Janeiro, parlio no dia 5 do
corrente em servir/o para Mau.
O Sr. Dr. Ferreira Pinto, tendo adoecido na
Baln, era viagem para Sergipe, pedio dimissao, que
lhe fui concedida, por decreto de 24 de novembro,
do cargo de presidente desta allinla provincia.
a Por aviso de 29 rio passado foram promovidos
guardas marinha os segoinles aspirantes:
a Antonio Jos Ferreira, Pedro Jos Alves, Lucio
Joaquim de Oliveira, Pedro Lopes Rodrigues, Fran-
cisco Jorge da Silva Araojo, Geral do Candido Mar-
lins, Emilio Augusto de Mello Alviin, Augurio Ce-
sar Pires de Miranda, Jos Luiz Teixeira, Manoel
Lopes da Cruz, Francisco Forjar de Lcenla, Joa-
qun! Cerdoso Pereira de Mello, Jaciolho Fernandes
Pinheire, Eduardo WandeoVolk, Antero da Costa
Altara*, Manoel Lopes de Santa Kose e Meuoel Lo-
pes da Coceirao. a
Abromas fazendis da ParahibuuasoU'reram ama
tempestado vilenla e chova degraniso, cojas pedras
erara de lamanho de nozet. n
Chegou a Sanios a barca hnmburgaeza Alur-
dut, cora 173 colonos allemaes, consignados a casa de
Tbeodoro Williams.A; C.
a Em presfoja de SS. MM. o de um numeroso
concurso, leve hootem 29 de novembro lugar'a dis-
tribuijo dos premios aos alumnos do C.ullegio de Pe-
dro II e a collajao do grao de bacharel aos alumnos
do selimo aouo.
Os premiados foram .
Cornos primeiros premios.
Pantalcao Jos Pinte (priraeiro aano), Rio-gran-
dense.
Francisco de Pauta Prestes Piroentel (segundo anuo),
Fluminense.
Luir. Ramos Figoeira ( lerceiro auno ), Flumi-
nense, -st
Joao Baplista Piraeata Baene iquirlo arao), nu-
lula.
Gervasio Mancebo (quinlo anno\ Fluminense.
Jos Augusto Pereira Lima (sexto anuo), Mi-
neiro.
Com os segundos premios.
Benjamn Franklin Ramis alvao (primeiro aono),
Rio-grandense.
Domingos Jos Freir (seguudo anuo), Flumi-
nense.
Joao Pinte do Reg Cesar(lerceiro anno), Rio-grao-
dense.
Carlos Jos Moreira (miarlo anno), Fluminense.
Manoel de Queiroz Matloso Ribeiro (quinto anuo),
dem.
Jos Joaquim Tavares Belford (sexto anno); Mara-
nliense.
Cornos lerceiros premios.
Miguel Calmou Da Pin e Almeida (primeiro anno),
Bahiaoo.
Hemique Jos Teixeira (segundo anno), Flumi-
nonse.
Carlos Mariiuuo de Alboquerque Cavaleaoli (quarto
auno), dem.
Com as menroes honrosas.
Antonio Laiz de Araojo Barros (quarto anno) Flu-
minense.
Joao Jos deMoura MagaIhaes'dem Bahiano.
C.ufeiio-se o grao de bacharel aos segoinles alum-
nos approvados no selimo anno :
Evaristo Nunes Pires, Rio-grandense.
Duarle Paranhos, Catharineuse.
Manoel Jos Rodrigues, Rio-grandense.
Honorio Augusto Ribeiro, Minciro.
Julio Rodrigues de Moura, Fluminense..
Anlonio Baplista de Carvalho. idero.
Lar Jos de Carvalho Mello e Mallos, idem.
Francisco Baplista da Rocha, idem.
Recapitulando v-se que dos oito hachareis sao:
4 do Rio de Janeiro.
2 do Rio Grande do Sol.
1 de Santa Calharina.
1 de Mioas-Geraes.
Dos primeiros premios couberam :
3 a Fluminenses.
1 a Caulista.
1 a Mineiro.
1 a Rio-grandense.
Dos segundos premios couberam :
3 a Fluminenses.
2 a Rio-grlndens 1 a Maranhense.
Dos lerceiros couberam :
2 a Fluminenses.
1 a Bahiano.
Das menjes honrosas coube :
1 a Fluminense.
1 a Bahiano.
,0 Sr. eonselheiro Joao Baplista Moreira, consol
geni de Por(ogal,-to honrado por S. M. o Sr. D.
Pedro V, com o titulo de bario de Moreira, em re-
compensa de seus longos e valilos servijos prestados
ao paiz tesde o anno de 1828.
Em diaedo mez passado. viuha caminhando pe-
lo districto de Santa Rita, do termo de Barbacena,
(em Minas), urna s.Minora, acompanhada por um so-
jeito que a tratava cora familaridade, quando de re-
pente avislaram dous caboclos de m catadura que
para elles se dirigism. Ou porque eslivesse desar-
mado, ou porque lhe mordesse a ronsrienri. o ho-
mem fiigio para os mallos desamparando a pobre se-
nhora, que foi agarrada pelos caboclos e assnssinada.
NSo contentes esses barbaros com o acto que acaba-
vara de pralicar, ainda cortaram-Uie os cabellos,
parle do rosto e um dos seios ; e por fim procede-
rn! a arca raulilarao indecente e infame... Depois
laura rain-lhe fogo aos vestidos, pan que nao ficas-
sem vestigios por onde se podesse osnhecer quera
era a infeliz victima.
i. O motivo de um crinie tao horrivel he fcil de
prever-se. Foi a viuganja de um marido Irahido e
abandonado por sua niulher que fugira com o
amante.
a Parece que residiam para, os lados de Ayn-
rllora, n
, a I na carta do Rio Preto, de 22 do correte, d
noticia lambem de um delicio, e nos reveta n pouca
seguranja de certas pontos da provincia do Rio de
Janeiro.
a No lugar do Paiolinho, do termo de Vuleuca,
na oslrada para o Rio Preto, foi assaseinado no prin-
cipio deate raes um individuo chamado Joao de
Dos, por dous disertares. O cadver estere por
dous diee na estrada, e s uo tirceiro he que se pro-
cedeu ao corpo de delicio. Os erimiuosos vagavam
pelos arredores sem que aautoridade se animissea
dar-lhes caja, porque no linha a sua disposijSo a
menor forja policial I I >
Expirou no dia 26 de novembro o Sr. vice-al-
miranle JoaoTaylor. Eis-aqui cerno se exprime o
Crrelo Mercantil de 27, acerce de perda que o
Brasil sofireu com a morle desle bravo da indepen-
dencia :
Deseen hontem ao tmulo um benemrito ser-
vidor do imperio, o vice-almirante Jo3o Taylor,
que enli ou na nossa marinha no lempo da guerra
da independencia, o prestan relevaalissimos servijos
comobravoe dislinclo ofiieial. Ealre os fados de
sua vida martima nossa quidre, citaremos ape-
nas um.
a Quoodo a eeqoadra portuguesa, composta de 13
navios de guerra e mais de 70 mrcenles, seguio da
Rahia para Lisboa, depois do glorioso dia 2 de jullic,
Tayloi, enUo commandanle da fragata Niclkerohy,
foi em seo seguimenlo at e embocadura do Tejo,
tomando-lhe umitas prezas, qos vieram remeltidas
para os nossos nortes.
e Verdaderamente .amigo de saa patrie edopliv,-,
sem outra mbijao mais deqae e de gloria, coa) di-
Ibito a grande parte do valor dis presas daquella
guerra, Taylor nunca questionon a respeito des-e
seu direlo. oem o reclamou cora o azedume de al-
guna de seo* eorapanheiro*.
a O governo imperial, lendo sempre em allencSa
os servijos diquelle digno ofiieial de marinha, o ha-
via elevado al o posto da rice-almiranlel e lhe con-
ferir a dignitaria do Cruzeiro.
o O Sr. Taylor fra, alm disio, condecorado
com duas medadias de dislincjao ; urna da gnerra
da independencia do Brasil, e outra dada por S. M.
a rainha Victoria.
COMUNICADO
Quando todos se preveniam com mdicamente
para combaier o cAoera-morius que, por sua mar-
cha, parece querer invadir esta cidade e logares cir-
cumvizinhos, veio do Para a agradavel noticia de
que o sueco de Ionio aceda era excelleole remedio
conlra essa afleqjSo, e desde eniao a populajao lem-
se moslrado meis animada, ens mesraos, dando cr-
dito s palavres do aosso illuslre collega e amigo, o
Dr. Francisco da Silva Castro, presidenta da Com-
missao de Hygiene Publica daquella provincia, nao
s o recoromendsmos em urna correspondencia pu-
blicada neste jornal, senSo o aconselhomos em um
avulso, que o digno proprielario do Diario de Per-
nambuco tem distribuido gratuitamente ; todava
como compre que se esteja bem acautelado, jul-
gamos que prpeederao acertadamente aquellos qa 3
segurem o que mais abaixo diremo*.
20 de dezembro de 1855.
Dr. Joaqun d'Aquino Fornica.
wasjuas
Sendo o cholera-morbos qoasi sempre precedido
pela diarrha, e eouvindo combale-la sem perda de
lempo, apenas qualquer pessoa sentirse incommo-
dada, apresenlar a lingua saburrosa e [ver a bocea
pastosa, sendo islo acompanhado de dirainui-ao ou
falta de appelita, alguma dr de cabeja, e de veolre
e.gazes ros ntestiaos, recorrer agn de Sedlitz,
tomando urna garrafa pequea em duas porcSes,
queserao bebidas, urna depois de oulre, cora oio-
lervallo de urna hora ; tornando-se ainda mais ur-
gente o que tica dito, se a diarrha raanifeStar-se com
explosao de g.izes. Se, porm. a diarrha ainda nao
achar-se inleirameute estabelecida, e a bocea esti-
ver amarga, a lingua apresenlar um limo esbrabqui-
jado ou aiuarello, e houver vonlade de vomitar ou
mesmo vmitos de materias biliosas, recorrer ipe-
cacoanha, tomando de meia em meia hora al vo-
mitar urna colher pequea de sua iufasao, prepara-
da como adame se dir, ou urna colber grande de
xarope da mesraa ipecacuanha.
Se a diarrha datar dealgons dias, sem que o do-
enle lenha procurado faze-ls parar, entao, em ve/.
de purgativos e vomitivo), beber de tres em tres
horas urna chicara de cosimenlo de rispas de pon-
las de viado adojada com urna colher grande de xa-
rope de gomma alcalira, juntando cada chicara de
cosimenlo cinco gollas de ludano de Sydenham, e
de qualro em qualro horas temar um clister de
gomma cosida, a que se juutarao seis gollas do mes-
mo ludano. Se, porm, o doenle preferir, beber
tres veies ao dia um copo d'agua assucarada com
cinco guitas de ludano, e se aborrecer-se desse me-
dicamento, como por vezes succede, lomar de qua-
lro em qualro horas ora copo dessa agua, a que jun-
tara de dez a vinte gotlas de elixir peregorico ame-
ricano.
Se, nSo obstante ter-se applicado o que tica expo-
ta, a diarrha persistir, convir que o doenle recor-
ra ao sub-oilralo de bismulh, tomando de duas a
quatro oitavas em um dia, puro ou misturado com
assucar, sendo melade da dose antes do almojo, e
a outra metade'antes do jantar ; e esse medicamento
he ainda mais proveiloso, sea pessoa soOre Irequeu-
temenle de diarrha ou lera desarranjos de veolre.
Se, porra, r9o celeodo a diarrha, apparecer res-
friameulo, algumas ca i rubra ou dore as pernas,
pea oas cadeiras ou tambos, incommodo oo dr no
eslomago, e febre, como succede em alguns casos,
alm de persislir-se nos meios i indicados, ser
preciso recorrer immedialamente s friejdes de fli-
nella embebida de alcool camphorado por lodo o
corpo, e applicar sinapismos na regigo do eslomago.
repetindo-se a applicajao ae nao ceder a dr desse
orgao ; cumprindo que o doenle se abdeha de co-
mida, e se conserve agnsslhado e bem cobertn, para
que cesse o resfriamenlu, e raslabeleca-se o calor
da odie.
e seus symplo-
e
noile,
nhos subdividam seus escravos, Jfazendo-os estar e
dormir em casas situadas em lugares altas, seceos
arejados, convindo mesmo que, durante a
nellas enlrelenhain pequeas fogueiras.
lem-se noladoqoe nao hebom sahr de casa em
jejom : sera coorenienle que se u urna chicara de caf arelo, ou de das ou doze gollas
de elixir paregonco americano em maio copo d'a-
goa com assucar. Os proprieterios de engenhes ees-
tabelacimentos ruraes deverto mandar dislribnir pe-
los seos escravos, ente. qu, pirUm par, 0 {L
chicaras de cafe ssm leite, 00 um pequeo calix de
geoebre ou agui-ardenie deesnoa.
Dr. JoaqUim d'Aquino Fonteca.
POCAO DE BI-CARBONATO DE SODA.
R.Bi-esrbooatoaosoda. .
Agua........
Xarope simples oo de telhu'dV
la"'!'!eir.......meia idero.
Misture.
ama oitava.
doze oojas.
icor di etiencia de hortelia compoito
R.EisenciUla hurtelaa. .
TinctoraSB ajfrao. .
dem aromtica de quina.
Alcool a S>.....
Xarope simples. .
Agua........
Misture.
*is getas.
oitava e meia.
qaatro idem.
esa ouca.
ma idem.
qualro idem.
Medicamento! que todo decem ler em tuat casa.
Alcool cantando.....urna libra.
Essencia de tberebentina. sais unjas.'
Tinctura de musanle, ou de pi-
menla malgnela. ... seis idem.
(Neo de raeiraeudro negro. duas idem.
Chloroformio......duas idem.
Ludano liquido de Sydenham. urna idem.
Tinetora de Belladona. tres idem.
Essencia de horlelAa pimenla. Iros oitavas.
Ipecacuanha pulverisada em pa-
peis de 24 graos. tris idem.
Sulfato de soda em papis de on-
ja e meia. ...... seis onces.
Acetato liquido de ammeeHaco. quilro oitavas.
Bi-csrboualo da seda asa pa-
peis de urna oitava. orna once.
\arope de gomma alcalira aro-
mitisada com agoa de A de
larangeira.......dase garrafas.
Tinctura da rmSa da caridade. quatro oacas
Flores de borragens. duas idem
'!era 8 '!'-......duas idem!
dem de macella.....daas idem.
Rispas de ponas de vao asa
papis de meu once, seis idem.
Farmna de mu,laida. uma libra.
dem Irahica. -J^T duas idem.
Ungaenlo vesieaMHo campho-
rado e vigorado.....duas ooj.es.
Oleo de ricino......unja garrafa.
Agua de Sedlitz.....qualro garretes
CORRESPONDENCIA,
Senhoretredactores. Tendo o RelrospeetoSe-
manal de segunda-foira 17, mencionado q, acto da
pnmeira communhao do Collegio de Meninas, foo-
dado e dirigido pelas dislinctas lilh.s do Sr. Eippe
Mena Callado da Fonceca, e qoe leva lugar rtifaia 9
do corrente na capella da CooceijSo em Ponte de
Lchoa ; e sobre lacnico de mais, nao podendo ella
dar idea do mais inleressanle de acta, tomo sobre
mim faze-lo por amor da verdade e para estisfazer
amigos qoe all intervieram e oao|desejarn ver serae-
lhanle aconlecimenlo passar desappefcebido.
Nao obstante ser o dia 9 do corrente o menos pro-
prio para uma teslrvidade de igreja.quando em varias
igrejas desta cidade se havia transferido para esse dia
a soleranidade da ConceijSo de Mara Santsima, ja
pela falla de sacerdotes, j pela de msicos ; com
tudo ro plenamente salisfeilo por este lado o iodis-
peosavel ministerio do sacerdocio, eelebrando-se
Masa cantada del! padres, e competente msica com
odo o decoro e gravidade possiveis : daudo-se nes-
te acto siugeleza, recolhiraeiito e religiio.
A s 9 horas da manhaa saldo do collegio da Con-
ceijao, ,i Crnz de Almas, uma avultada fileira de
carros contando reparldaroente as meminas, aeom-
panhadas de snas tres|mestra,lhas do sobredto Sr.,
e seguidas das de mais senhoras erapregadas ao col-
legio. A_esles carros acompanharim o* rias|tamilias
dessas meninas, e vagarosamente seguiram peta Cruz
de Almas em directo a Ponte de Udioe, apeando-se
ludo em casado Sr. Manoel Luiz Gonjalves, onde
as esperavam an>grandeacompanhsmenio de senho-
ras e cavalle.ros. Alli se organisou a procissao na
ordem segrale :
Em frente rnarchava a brilhanle msica do bata-
lhai de graoade.ros, seguida por dezoilo meninas na
melhor ordem. e vestidas com a matar simplicidade,
decencia ; pois vesliau) setim branco e de cambraia
transparente por cima.sapalos de setim braoco, veo.
e cepeltas de rosas brencas, cada urna com su bran-
dan entallado, o que sobre raui linda vista, enterne-
ca o coracao mais^disirahido, pela coincidencia do
da, em que a igreja era Perjambuco festejava a Vir-
gindade da Reiuha das Virgen*. A.; meninas se-
guan, as man e mais senhoras, que quizaran! acora-
panhar, e a estas os bomens, lodos de brandos Ao
entrar a proetneo ua Igreja subi uraa gtr.odcU d
logeles, e enllocada* as meuinas ua mesma ordem
em que enlraram, em pequenaslcadeiras, desde as
grades, as seojMaas om cadeiras tarabea uo. dous
lados, comejoaSJJlise, a depois do credo, dirigio-se
a meuiua D. Araalia.fillia do Sx. capitao Joao do Re-
g Barros Falcaa ee e ahi recitan orna tocan -
te orajau, pedia Greca Divina par bera mere-
cer a vizita doCeraeiro Imeaacolado ; oracSo qoe
pelo senilmente com que foi recitada eummovu todo
o auditorio, vertendo" este lagrima* de compuucao e
leroura ; a orajjo que pedimui. assira como as ou-
tras, e transcrevemos sob numero i. dar melhor
idea do que dizemos.
Dale este primeiro abalo, foi o sentimento geral
aliento a segunda orac3o recitada por a menina D.
Mara film do fallecido Sr. Jos onjilves Ferreira
da Silva e toa sennora D. Rosa, notavel pela evoca-
jgo aqualle fallecido, e que pomos sob numero 2.
Administrada a commuanio, apreseo(aram-se ou-
lra riaas meninas D. Anea Amelia, lilha do Sr. Dr
Alcoforado a D. Isabel lilha da Sra. D. MariaCiroli-
na recitando cada ama orarlo ae grajas pela merc
do Altissimo em deecer ao seio deltas \ orarooe reci-
tadas coas toda a exprsalo^ e qae levamos'copiadas
sob ps. 3 a 4 ; tornando-se muilu notavel n pureza
de diejie com que foram expendidas, e sem o mni-
mo tropejo, dindo assira desde j provas este nas-
centa estabelecment de qaanlo se extrema em ob-
servar esta condiejao oo ensino de sua* ilumnas.
Finalisadi e mista vottartm as meninas, com peu-
cis excepjes em sarros, e oa mesraa ordem para o
collegio, nao se dando em> todo o acta o menor dis-
lobor. era alterajSo da mal slricla ordem, serieda-
da e reverencia, com applatiso #aatisfajau le lodo*
o* peis e asestenles.
NSo nos cebe tecer elogios moilo recommenda-
vel familia, qae lomoa sobre os hombros a diflicil ta-
refa dajjdncar e instruir uossas teuras Qlhas, o maior
elogio pWenlea-se no reconh-cioientee continuo*
agradecimentos de quantes alli depositaram essas
porces de alma, e do geral conceito que ella mere-
ce de toda esta provincia, onde he muilo conhecida,
como familia ditlincla e de costantes normaos : a
Divina Protectora do collegio a abenje e a fortifi-
que para levar ao cabo pesada cruz que volunta-
riamente abracou. Seu constante leitor,
jL. G. C. Piret Ferreira.
*.N. 1,
Orarao recitada aniel da communhao no dia 9 do
corrente na capella da Conceifao, pela menina
D. Amella Menna de Barros fe jo Brrelo, jilha
do Sr. canitao Jodo do Reg Barras Brrelo.
Oh .'meu Dos, meu Criador, meu Redemplor,
aqui lendes a vossos ps uma lilha ingrata, mil vezes
ingrata, que sem altenjao a vossa bondade, sem te-
mer da vo as inspirajoes satularet da vossa gruja c violado os
pceceilos da vossa lei soberana.
Me pussivel, asen divino meslre, que lenha che-
gaeTo a minha cegaeire e ingrilidao, a ponto de es-
quecer-are dos inmenso* beneficios com que me
tendes enriquecido, em lodos os instantes da raiuhi
vida para seguir as falsas insinuarnos do incansavei
inimigo de minha alma, e precipitar-me no fundo
do abysmode que roe vieste tirar hoje? Me crivelque
cu tenba podido preferir Satanaz, a v, meu Pai,
mea Bemfeitor, meo Redemplor ? Que en lenha
podido levaiilar-me conlra a victima, que se oflere-
ce volunlariimento para minha ledempjao? He
possivel que eu lenha rennvado os tormentos de vos-
sa morle preciosissima por tantas \eiet, quealas sao
aquellas em que vos leuho oeudido '.'... Tamanha
ngralidao confunde o meu juizo, revolla a minha
raiao. e desesperara do perdi, que humilhada e
confundida vos supplico, se nao conhecera a grande-
za e infinidade de vossa Mizericordia. Vede, raeu
Dos, a minha afllicjao I" a abundancia com que as
inmlias lagrimas correm.
Senhor, vos dissesles aos tristes peccadores :
Vinde a mim vos lodos, que estis Instas, e vertis
lagrimas de dr, eu vos consolare!, e em mim echa-
reis a vida. Eis-me pois a vossos pes, proslrada,
coulrtcla, humilhada e cheia de confuso. Eis-me,
implorando de vos operdao, e reclamando da vossa
bondade, que me alo Irelcis eom lodo o rigor da
vossa juslije. Perrfoi-me, meu Dos, pordoai-me.
Vede o mea corajao como esl (ranipassado-dedr e
conturbado de arrependimento por vos ler ultraja Jo!
Perdoai-me, meu Senhor, perdoai-me, pois nos
leudes entinado, que a bondade he uraa de voseas
perfejes. Iuspirai-me lano horror da minha vida
pissada, que para* i futura prefira en amortes
qualquer orle osa vossa.
Virgen) Mara,perenne fonle de Mizericordie, en-
tarcedei por mira a vosso Filho Sanliimo, para qae
se digae aceitar benignamente a confisslo, qae lhe
liz de meas peccedos, para que m'os perde, e me d
as forjas necessarias para nao cahfr mais nelles; aa-
sim o espera atasajar de voseo patrosinio : todo
podis conseguir, porque sois Mai e Mai predilecta.
A v lambem, meas pois e mestres, pejo perdta de
lodos os meus descuidos, de todas as iniohas faltas,
de rae uAo ler inteiramenle sobinettido aos vossos
consethos e benfica direejao, lendo-me assim con
tluido filhaa discipula pouco reconhecida. Seris
vs, meas, pas menos indulgentes pata eom o vosso
Mtnguemlo que o Dos Misericordioso de quem eccu-
peis o logar nesta vida, e que hoje se digna lanjar
sobre miro um olhar de commisorajao, reconciliar-
se comigo e restituir minha a ma a pura innocen-
cia, que ella havia perdido ".' Perooai-ma lodos; afim-
da que minha alegra seja completa, e que asi possa
:r
da pelle.
Se mesmo assim o mal nlo ceder
mas se tornaren mais intensos; |m materias ex-
pellidas por bailo, de excremenlicias e amareHadii
que eram, se apreseutarem acinzentadas ou esbrart-
quijadas, sem cheiro oe sirailbante agua de ar-
roz mais ou ineuoi espessa ;,se as oarinas diminui-
rn ou se tornarem claras, sendo a sai emisso
acompanhada de dores nos rios ; se os vomitas te
manifestaren! e as materias rejeitsdas se parecerem
cora as expellidas pelo mus; se o resfriamenlo apre-
seotar-so ou for em aogmento, e as cairabras se tor-
narem mais fortes e dolorosas, eoiao ser argente
recorrer s friejoes de todo o corpo com Oanella em-
bebida de linimento ammoniucal cajophorado, ou de
lindura de canlharida, oo de linimento hngaro,
ana sinapismos uas extremidades, infusgo de tilia,
borragem, horlelsa, macella ou gretas de larangei-
ra, oa dse de uraa chicara de hora em hora, e aon
cobertores de Ua, e mesmo s botijas coas agua fer
vendo oa aos lijlos quintas euvollos em pannos,
coolinoando-se por este modo at que reeapareja o
calor da pelle ; e em alguns casos uraa chicara do
cha da India, a qae se junta ama colber grande do
geuebra, ou d'agun-ardenle de canoa, produi ased-
ente resultado.
Se, apezar de empregsrse lodo qoe tica recom-
mendado, o ealor da pelle se nao desenvolver, a
cairabras persistirn, os vmitos continuaren), eolao
ipplicar-se-bo sinapismos nos membros, far-se-hao
repelidas friejoes com a ftanella embebida de essen-
cia de musanla, de Iherebeutns ou de lindare de
pimenta matagueta, e nos membros accommetlidoH
pelas cairabras se applicar repelidas vesos o chlo-
roformio, o oleo de meimendro negro oo mesmo ca-
taplasma* de liahaca com bastante lindura de bel-
ladona ou ludano de Sydenham ; dando-se a beber
ao doente de hora em hora uma chicara de infusar*
de horlelaa com vinte gotlas de acetato lquido de
aminoDiaco, ou um calix da lindara da irmaa da
caridade, e se a reaejio se ojo operar, outro cali:;
uo fim de meia ou de uma hora, applicando-se sem-
pre sobre a regiao do estomago sinapismos ou pan-
nos quemes. Se, porm, feito tudo isto a dr ou
caimbra do estomago persistir, ser preciso applicar
sobre soa regiao ura caustico estreito e lo longo que
v de um a oolro lado do veolre, e se os vmitos
continuaron), se dar de quarto em quarto de hora
uma colber grande da pojAo antiemtica de Rivi-
re, oo euUo de quarlu em quarto d'hora duas colhe-
res grandes da pojio de bi-carbonalo de soda, pre-
parada como diremos mais adianto, oa emlini a po-
jan anti-cho|erica dos$Bdios na dse de duas colhe-
res grandes, uraa apos oulra, depois qualro de quar-
to em qoarlo de hora, depois qualro de meia em
meia hura, e por ultimo qualro de hora m hora.
Casos ha de cholera violenta, acompanhado de caira-
bras, vomitas, diarrha, etc., em que produz excel
lente resultado o licor, cuja' preparajao indicaren)
no lim desle escriplo, sendo lomado na dse de um
pequeuo calix de meia em mala hora.
Concorrendo a inobservancia dos preceitoe bygie-
cos para o desenvolvimenta do cholera, ou para qua
se aggravem os seus symplomas, o que iaflue sobre
a sua terininajo, convin ler em memoria que Im
preciso evitar toda a variajao atmospherica, para
que se nao d algum resfriamenlo do corpo ; com-
prindo por isto nao s andar bem vestido, Irezendo
sobre a pelle roapa de Ua que a excito, seoao con-
servar quentes os ps, e dormir em quarto agssa-
ihado e em cama de colxao, sendo indispensaveis
bons cobertores. Por vezes se abusa das comidas, ou
se serve de alimeulos de m qualidade ou de dilli-
cil digestao, e como islo concurre para o desenvol-
vimeulo de symplomas que sao precursores do cho-
lera, he necessario comer moderadamente a a horas
regulares, e servir-se de substancial que se dnzj-
rem cora facilidade, romo sejam a rarne Iresca, aB~
linli i, o arroz, pao, sopas, ele. fugindo-se dssen-
raidas salgadas, mu temperadas ou oleosas, e dos
fruclos, principalmente dos aquosos ; e aquelles que
usaren) lubitualmenle do vinlio, poderao beb-lo,
cora tanto que seja cora modenjao, escolhendo o de
boa qualidade.
O trabalho excessivo, quer inlellectuil, quer cor-
preo, concorre para o desenvoivimento do cholera :
coovm, pois, que saja moderado, escolhendo-se
para elle horas, em que na > hija muilo calor, oem
em que a huinidade possa determinar resfriamenlo,
o por islo procedero bem os proprielarios de enge-
nta e estabelecimsnlos ruraes, que evitaren) o Ira-
balho da madrugada ou da noile, dando pelo menos
uma hora de descejajo depois de cada refaca., nao
espondo os seus eatravos a servijos que exijan) vi-
gilia, ou em que elles estejara exposlos ao calor in-
tenso de algumas horas do dia.
A limpeza do corpo he uma das condijes hvgie-
nicas indispensaveis ao enlretiraenlo da sade, e
lendo-se notado que o cholera prefer aquelles que
no observara essa prescripjao, coovm que nin-
guem se esqueja de que he preciso trazer' o corpo
limpo, e mudar as roupss logo que esliverein um
pouco sujas. Os proprielarios de eagenhos e estabe-
lecimentos ruraes dever obrigar seu* escravos a
banharem-se uma vez por dia, fazendo-o de modo
que nio baja suppressao de Iranspirajio oo resfria-
meato.
A aggloineracfio concn e bstanle para o desen-
voivimento do cholera ; compre, pois, que multas
pessoas nao vivam oa durmam em lugares acaiiha-
dos, e ser prudeule que os proprielarios de enge-^ receber dignamente o crpo e'saguo^do supremo
-
Desque neiles altare, me convida .o banquete ce-
N. 2.
Oracdo recitada pela menina D. Mara Goncalrex
Ferrara da Silva, filha do fallecido }%
Connives Ferreira Ua Silva, e sua mariar n
"osa, antes da communkAo.
.^"!,or.; h<"r)'lhda, eheia de companjio, e erra.
pendida de minha, colpas, venho hoje, SmuW
apresenlar-me ante vosso (rameado tribunal Se'
ori-r, implora, vossa clemencia para qae me n0
m.i l ""* V0,*M Prrasesas, e nonosmeai
raerec.raenlos, aquello. ,|. indefediv.il, esta, po-
rm nao merecen) cousidenjjo. Ve dissesles:Pedi
que seris oruido,.- V, dissesles --ClMgnem-se
a ra.m o, q... chorara, qoe sV4Tmafc Vt
diseeiles :-Do. arr.pendido. T o H BoaGlori?.
- Eu voi sapplico, Senhor. qoe na n^mCftaail hn-
raanidade verifiqnei. a prime.ra promam? AVmi-
nhis lagrimas do minha alma iuuuiuWme occrl-
cao. D.gnai-vo, pa., emoreo., enxuga.|t, se-
nhor, mearrependo de minha, colp.,, eo coduo
vosso poder supremo, para que esta aVr.pend.Xin
se conserve fortalece as faculd.de. a. nW"r"
para que nunca mais me deeencaminhe pel l0l u-
sos Irilho. do pircado. Teoho, Seol.or, a -.
robusta de que as vossa, divina* promenas se tura
prirao ; e posto que indigna por mim, e pela trios
gressao do preceito original.cem o auxilio da anchen,
le de gratas, qoe idei, Senhor de infinita bondade
innundar a rainha existencie, espero apreseotar-me
no banquete celesUal, com iquille reeolhimenlo.
com aquello xtasis aageIico,.quo uma vizita seme-
ntante deve exigir do misero mortal. Os Aojos, os
uTilTi'1"'CheruDD- Serephio.,|toda crie
celestial louvem o Senhor. Toda a eorle celestial ore
lumJ'D!.?,r1 que en roer'5* dignimento reeeber o
Fita, .e Apbra!,aD- Deo d Mo".' Pai elerno, o
rimo e Espirito Santo. '
sau,".polwdM*lorio,, eraporli, nien
toa fiu,.P,,*,recebe alBa '""""(rs. uma oraci de
0,.r/.10 reP?"o e'"> d loa alma, voto este
lea oe .{." "1 En,e!'aPre'n. solem.* benque-
sos! mal, dT^ Dilua M dig'" '^Ui'-mi. E
"VB*^"rtnhoM,, queassislis presurosas minha
Tnlii ^ educajao, evo querido, irmo de
i meflre,e mestras, efflcazes directores de
mtA t^M. '"
Sr. Dr-. Jos Bernardo Ga^Zo,Vj^ *
Principio eterno de l*tofi^&Wa&intini,
sacrosanto do Bem. Grandioso autor do. mLdos v
siveis e invisiveis. Di.pens.dor di. grec.' d X
dos os gozo, sublimes que confer. Ve' miVrw
raorlaes; Senhor, meo Creadw, raeu Beasmnta,^
como comerare. o acto de agradecimenta ^.'
qae me eoncedesles uo beaqaete celestial, ane ac,
bo de jeceber o alimento vivifica ior de vosas divln,.
corpo.asngue, alma a diviodade?
A*lasau Dos, se ao tirera a linguagem dos mun-
d9L.Vr mnaaonm esses mundo; se ea podare reunir as vo-
zeede todas,as crealuras ; finalmente, Senhor, se eu
u ,J^eT,r, da .y0WI 8|0ri* el"M Dio julgaria
bstanle anda par. fazer eehoar a minha gralidia,
peta endienta de beneficios que acabis da conferir?
mn? i'Mpro,"roJ-J'avo,s" P"* magatosa,
humilhada e conaudida por tamenlu e Uo valiosa
dadiva. Ea vos bemdigo e bem airei durante, vida;
e porque minha alma he imranrtal ea vos bsmdire
por toda a eternidade.
Eecebei, Senhor, os votos de reeeoheeiraenlos
desta mesqonha creatora, e se elles raerecerem ua
vossa presenje soberana do mploraao p dio pelo
valor do iocroento sacrificio de que acabo deparli-
c.par, vos supplico. Senhor. que tteeeaabeoxiicios
fajis pardcipautes meus abeueoadoe a cerinhasos
pis; minha madrioha, irmaos a familia os ori-
meiros porque dando-me o ser o fizaran) para maior
gloria da creajio: minha m.drinha noa*ios seus
carinhos afficluosos, como porqu sendo mmlii mai
espirrluel por me levar a' pi. bapli.mal me facullou
os beneficios da rederapjao, e rainha familia pelos
tajo, do sangoe. Ainda, Senhor. imploro vosea mi-
sencordio.a prulecee e prol de minha. solicitas
meslris, que tanto se esmerara por lapidar o aeixo
bruto, queches foi confiado.
Mai celestial minha advogada, permiui, Senhora,
que nesta accasiao era que minha alma nada na oca-
no de beneficios que vosso unignito filho me eon-
cedeu, invoque o vosso nome, vosso auxilio e voe<
prolecjao, para que elevando as debis vosee de ama
peccadora aos p, do throno do Eterno, ellas men-
eara ser ouvidas pelo Padre, pelo Filho e Espirito
Sanio. Amen. .
N. 4.
Orarao de accao de grabas depois da sagrada eom-
munhao, recitada peta menina D. Isabel Caro-
lina Peixolo de Brilo, filha da Sra. D. Mara
Carolina de Albuqaerque.
Senhor, pe de misericordia, soberano esposo de
minha alma ; aqui tendes ente o vo*so altar a meos
digna das crealuras ; mais peccadora, a menos re-
conhecida. Eu bem quizere, Senhor, ler n espirito
de Debora, a valenta de Jedilh, e a bamildade de
Kulh para ler euleodimento, forja sobrenalurel, e
compuoejao, afim de servir-vos digoamenta. maso
que ee> in, voesa perenne misericordia, vosse amorosa palaroi-
Em mim. Senhor, se acta a parbola do ilhsoro-
digo: arredi. dos ululare* preceitos qoe escrevsles
no smay, vagoet sem guia pelo caminho da culpa
Vos me chamaste, ao aprisco : vos me perdoestes
pelo orgao do sacerdote, e por superabundancia de
vossa clemencia me concedestes o manjar dos antas
tizeste-me, Senhor, locar os labios impuro, ao
vosso divino corpo, no vosso sangoe, no vosse espi-
Aind. mais fizestes, Senhor, dignaste-vas de 4es-
cer e encarcer.ir-vos neste duro peito, que devera
estelar por nio ser digno de encerrar thesoaro de
lanto valor, com o qu confundiste, a iagralidao
desta desgarrada ovelha, fazeudo a omparajao delta
com a mais sublime generosidade. Gloria hoas.ua
gloria elerna ao Dos eterno, eo Creador, ae Glori-
hcador, ao Redemplor do genero humano.
Morais chrisiaos, prostcrao-i.os com e fsce o p
da ierra ante o throno da agestada suprema, e eom
o coro celestial eoloemos hymoos de recooJiocimen-
lo s*m cessar dorante a vida, para qoe depois da
morte possamos acompanhar na mausio dos justos
os coros das vlrgens, qoe de conlinno bem dizem o
Senhor.
Virgera Immacolada da Coneeijao, divina protec-
tora desle collegio; en ves imploro, Senhora, para
que sejais a intercessora a voseo filho, tavaudo-lhe
estas apoucadas ejoe* de grajas pita beneficio sem
igual qoe eu acab de reeeber de Sua bondade ioex-
gotavel. Vos, Senhor, como extremosa mai, apre-
senlai-lne e eentricjao. e gratidao e as delicias que
absorvera a minha alma ; e com esta, seulimaolas
urna .upplica que eu apadrinho, Senliora, no veas
poder e nos merecimentes do sacrificio ora cousum-
raado : Kogai, Senhora, peta couservajio de niinfla
querida mai, de quanto rae sae conjunclos pele sin-
gue de meas preceptores. Minha nii, nSo ai per
me ter dado a vida, como pw estafar a soa para me
dar edocejao. Mos conjuntos, pela anttsade, coid.-
do> e compenhia de minha infancia. Mees precep-
lore. beta boa direejao, prudencia e bondade qae
empreg.m na minha educajflo e inslcuccjlo.
Estrella matutina, Kosa mstica, Rainha dos ecos,
mai de Cbrislo Seolior Nosso, rogai por mim, rogai
Senhora, por os lodos, para qae ponamos ir gozar
eom vosco d. gloria eterna por todos o. saclos sem
fim. Amen.
(
PIBLICACOES 4 PEDIDO.
Illm. Sr. presidente e mal. membros de hygiene.
Benlo Alves da Croa, eslabelecido comrefinarjo
de assucar na roa de Hartas n. 7, sendo eostume
irabalh.rem ditas lefioacoes com miifue, qae pare
esta mistar maud.ra todos o. refinadores buscar
no matadouro publico, succede qoe o supplicanle
mandando bascar por um sen oscravo, este lora -
pancado pelo rnspectar do lugar, a e ainSaH Ira-
zia lanjado fon, que indagando esnpnataanTo n ra-
zan desle successo, soohera qoe eslava prohibido,
porm como o sopplicante jolgou que.pera os casos "
de salobridade s este respeilavel consetho est Sote-
ns.ido pira conkecer so cees enalta be prejodiei.l o
retinar com saugue, aulas e supplicnnt. vmb zwdir e
Vv. Ss. se dignen) declarar-lhe as he pre,
se se acha prohibido, porque se assim o ht
ser nicamente para um e entre neo. pois (
muitos o mandara bascar a nada soffrea
pedia Vv. Ss. assim lhe defirara.E R..
ilves da Cruz.
' Despacho.
O .angas pode ser era pregado oa relinajae do as-
sucar, sera qae prejudiqae sudo publica, ama
vez qae sejs fresco; e esse meio di qae ee serven
os refinadores nao foi prohibido pela Commissao da
Hyaiene Publica, e por conseqoeoei. n3o pode se-
lo oem pelo inspector rio tagaMbaBj por qnalqusr
oulro. Seta das ses-jjes di corurolMe 13 do desem-
brode 1858../. Fonseca. m
A cidade da Fictoria, e stu correspondente :
Vmproteslo.
A redaccao do Diaria de Pernambuco sempre
nobre, imparcial, e genero, como lem eido, nos
permiuira que recorramos aos saus proprios lypos;
para protesrmos contra a animosidade, e notoria
falta de criterio do seu correspondente da Victoria,
bem como para elucidamos a falsidade de certas
assorsoes que se lein na correspondencia publicada
em o numero 288 do mesmo Diario. Julgamos
que nao nos pode ser negado esta direilo, e que
concodendo-o, a mesma redaccao curopre lielmenie
o seu programma, porque sendo elle instruir a pro-
vincia, e quica todo o Imperio doestadodaa diversas
localidades, e das oceurrancias que o'ella* forem
apparecendo, he bom, vislo qae uma tal dea lumi-
nosa o civilisadora, como be, s podar fruetiiear
sombra da verdade, e que o contrario coalocero
desde que os correspondemos dos diSrealea luga-
res, esquecendo-se da nacessaria moderacao, a rm-
parcialidade sa toinarem correctores de pasquios, a
orgos de paixes despreziveia, de enredos, e de in-
trigas abominaveis. Islo por cario esta rauMe longs
do illust/ado pensameuto daquella redaccao, a qual
l

t
.
-ni


-1


D'MIO 0 PERUIBOCO SEXTA fUM 2| 01 DEZEMBRO Vi 855

em pocas bera implicadas, pan nao dizermos
medoahts, sempre mosfoo grave, sizuda, e res-
peiiavel; e, pois, tendo a inais profunda conviccao
do quo fica dito, facemos o nosso protesto contra a
correspondencia da V'ctorii a que alludimos.
O lodo d'essa correspondencia, o modo causti-
co, se nao virulento, coni que ella est redigida, re-
velara alu dose de sanha.de deapuito, e de odio
rencoroso contra cartas pessoas da cidade da Vic-
toria, qun all vivara, he largos annos, sempre es-
timadas, sempre Tes-peitadas; pela regularidade de
sua conducta, e boa posiiao social em que se
acham revelara mais uin proposito deliberado de
desriuar os fcobres esforcps qoe loto enipregado o
distincto coronel Tiburtlno Pinto de Alraeida ace
tual delegado de Santo Aniao, pira manler, cora-
fem maotido a ortjom.e a tranquillidade pubflca no
termo a que nos referimos, revulam final ment
guerra urda aos caracteres mais respeitaveis de
Oria, para substitui-los do mando publico por
individuos que se presiera a manejos tenebrosos, a
sinistros flns. Alera d'isto notamos que essa cor-
respondencia desee s individualidades cora um do-
sabrimento, senau iusolenoia proprios de quem
desoja urna v'tnganca. Traundo por exemplo de
t urna fatnigeiada sueia(aliano excommun-
gado Cazuza, deixando ver que faz allusao ao be-
nemrito coronel Ferrar.; tratando igualmente de
Antonio Lourenco, chama-o sevandija ora
perguntaromos, he esta a linjuagem digna de um
correspondente imparcial ? Poder o publico acre-
ditar a quem usa do exprassoas semelhanies em
umaoarracao feita sob annima, e cora o carcter
de urna mera noticia ?
Se da pLisiooomia geral da correspondencia, des-
eemos a analyse dos factos que ella relala,, encon-
tramosa verdade prostituida da maneara a mais in-
decorosa.
Com afeito o corresponden le narra que as ulti-
mas eleioes foram fettas na Victoria com abusos
oqusl fica veis, sendo umd'elles a subtracao dos
votos que algunscandidaloshaviam oblido etc. etc.
Ora,quera nao ve qiH ha u'isto o mais notorio des-
respeilo verdade, e a boa fe ? Sabe-se que todos
os candidatos, ijuaudo se trata de eleices, teemseua
padrinbos e procuradores nos respectivos cole-
gios ; a, pois, sendo esta a verdade, como se pode-
^^Hba na Victoria, que fica to prxima a
U capital, nao houvesjem tsses procuradores que
vigiasaem os inleresspt dos seus protegidos, a' re-
clamassem contra quidquer usurpa^ao de votos que
setenlaata fazer ore detrimento d'alias? V-se
por consequincia quo nada contera de setb e de
real esto ponto da correspondencia.
Continuando em sua narrajao, diz anda o cor-
em cumprimento da resolur.no da junta da fazenda,
mandil fazer publico que as ubrai suppleroeolares a
fazer-so na ponte sobre o rio Capibaribe na estrada
de Pi d'Alho, vio novamente a praca no da 17 de
Janeiro prximo vindouro, para lerera arrematadla
a quem par ajenos at tizer, avalladas em l:8la)ft
tais.
E para constar se mandou afiliar o prsenle o pu-
blicar pelo Otario.
Secretaria da tliesoararia provincial de l'eruam-
buco 17 da dezembro de 1855.
O secretario.
A F. d'Annunciarao.
O IUm. Sr. inspector da llieaonraria provincial'
em cumprimento da resolur-ao da jaula da fazenda,
manda fazer publico, que i.u dia 17 de Janeiro pr-
ximo vindouro, vai novamente a praca para ser
arrematada a quem por manos tizer a conservado
permanente do 1. termo da estrada da Victoria, ava-
llada em a">7SOO res, por leapo de 10 meses.
E para constarte mandn afiliar o presente e pu-
blicar pele Diario.
Secretaria da tbesooraris provincial da Pcruambu-
co 17 de dezerebro de 1855.
O afirolarlo.
A. F. a'Aununciafao-
O IUm. Sr. inapeclor da thesouraria provincial,
em cumprimento da reolugSo da junta da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 34 de Janeiro prxi-
mo vindouro, vai novamente praca para ser arre-
matada a quem por menos lizer a contar vario per-
manente da estrada de Pao d'Alho avaliada em
4:0009000 reis, por 10 mezes.
E para constar se mandou afiliar o preeents e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihatouraiia provincial de Peruam-
boco 17 de dtiembro de.18o."i.
O secretario.
A. F. n'Annunciarao.
O IUm. Sr. inspector da thesouraria proviucial,!
em cumprimento da resoluto da junta da fazenda,
manfla fasasr publico, que no dia 21 de Janeiro pro-
limo futuro, peraute a inesmn junta, vai nov.imente
a praca para ser arrematada a quem por menos Ti-
zer a canaervafio permanente da airada do Sol,
avaliada em 5: WOjfJOO reis, por tempe de 10 mezes.
E para cooslar se rtudou afllxar o prasenle e pu-
blicar peto Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Periiarobu-
eo 17 de dezembro de 1855.
O secretario.
A. F. d'Annunciarao.
Illiu. Sr. inipector dalheouraria|proviucial,ero
cumprimento da resolucilo da junta de fazenda,manda
fazer publico, que no dia 2 de Janeiro prximo vin-
VMoria refermdo-ae a um desagui- ^^ v, I10inienle pr;a para ,er arrematada
sado bavido entre Antonio Lo'.i renco, e um lalha-
dor da carne, que aquello leado dado urnas sipoa-
das no segundo, passoia impunemente, ao passo
que o offeudido (ara mandado para a cadeia, e n'el-
la ao acha soffrendo. Ura,este modo de expor o fac-
i boincoBteslavelmente prfido, porque o corres-
pondente oceultou que Amonio Lourenco nao fora
apannadoem flagrante delicio, nao podendo por
isso ser preso, se nao dopots de pronunciado na
forma da lei, e que o caineceiro fora encontrado
com urna revarendissima faca de poma, sendo
por esle motivo preso com ella por um soldado de
polica ; donde se v que nao hada parle do cor-
respondente exaclido e imparcialidade ; e que a
sua mira he desconsiderar ao respeitavel delegado
qua com aplauso de todos os horneas de bem da
Victoria all exarca jurisdicao policial. Antonio
Lourenco est sendo processado, e se contra elle
exitsirem proias, temos a mais intima conviccao
que ser pronunciado, porqueconbeceraos a iocon-
testavel rectido de espirito e soberana probidade
do Sr.. coronel Tiburtino.
Falla ainda o correspondente em outros crimes,
como sejam furtos de cavallos, que leem havido no
termo da Victoria, eexagera as cousas a tal ponto
que chega a pedir um delegado militar. Pobre ho-
mom Ignora ello por ventura que a polica a
mais activa nao pode prevenir qua se comraettam
crimes, mormente em um paiz to extenso, e pou-
eo povoadocorao be a nosso ? Desconhece que mes-
mo oesta cidade, e as grandes e civlisadas capi-
- taes da Europa nao tem sido posstvel obter-se
aqaelk etidtralum ti Se ignora isto, -seia, e en-
lao hacera que s por espiriio de raalignidade se
poder responsabilisar a polica da Victoria por
um, ou outro crime que all possa acontecer.
Uui commando militar I Oh issoquer o cor-
respondente, mas porque 1 Porque Ihe convera ter
na policio quem nao conheca os homens de bem,
os caracteres distinctos do lugar ; para lhe ser f-
cil intrigar a aeu salvo a quem quier, e reduzir
Santo Anto a urna torra conquistada. Dos po-
rem Iluminar o governo da provincia e far co m
que ello conheca o fim occullo a que se dirige urna
tal insinuaco. Basta porhoje.
Lalva.
COMMEBCad
i-RA^A 1)0 KECIFB20DE DEZEMBRO AS 3
LtOKA'S DA TARDE.
Colages oiliciae.
Anucar mascavado 2>550 e 5700 com aacco.
Couroa seceos salgados'215 rt. por libra.
ALPANDEUA.
Kendimeuto dodia 1 a 19.....27 1604420
Idam do dia 20........13:65*4583
285:8210003
Ottcarrefam Aoje21 de dezembro.
Barca ingieraMeteorbacalhio,
Barda inglezaEnthiuiaiimercadorias.
Barca inglezaBliza Handsdem.
aBrigaa ioglazPhanloabacalhio.
* Barca franccia/Vaneecar vil o.
. Brigue uecoPrini Oteartaboado.
Hiate americanoRosumonAl'arinha de trigo.
NSUI.ADO BKAL.
Reudimeiilo do dia 1 a W 79:722j<>9i
Idam do dia 20....... 1:635g83l
81:3571925
A'IVERSAS PKV1NCIAS.
Rendimentodo dia 1 a lt 44*744243
Id.m do dU 20....... 770636
4:3514879
Exportacao'.
Kalnioalli, barcs'diaiim*rqeza Einma Arvigpe,
de 340 toneladas, con luzio o sezuiule : 1,820 sac-
co* com 24,100 arrobas de astucar.
I.oandi, brigue pnrtugaez nPortadom, de 213 to-
nelada*, eondozio o aguiule : 180 pipas agur-
dente, 62 barrica com 251 arrobas e 27 libras de
a inarselha; brigue fraucez I.inol, de 296 lonela-
cou luzio o seguinte :3,600 ateos com 18,000
de auocar
RA DE KBNDAS IMEtOAS tiE-
RAES DE PERNAilBUCO.
atente do dia 1 a 19 17:5584360
h dii 20........1:426j490
a quem por meos fizer a conservaco premanenle
da estrada do Norte, avallada em l:201728 reis, por
lempo de 10 mezes. '
E para constar se mandou allixar o prsenle e po-
blicar pela Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de dezembro de 1855.
O secretario.
A. F. W Annunciarao.
O IUm. .Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordein do Eim. Sr. pres-
danle da provincia, manda (azer publico, qoe oot
dias 8, 9 e 10 de Janeiro prximo vindouro vai nova-
menta i praca para ser arrematado quem maior
preco oderecer, um silio na estrada de Belem, com
casa de pedra ecal, copiar na frente e no fundo da
casa, um grande telheiro coberlo de lelhas sobre pi-
lares, com bstanles fructeiras de fructn, baixa para
cpim, um vivetro para peixes, duas cacimbas, cer-
cado em parte com cerca de liraSe e porta de ma-
deira, avaliado em 3:37580000, o qual foi adjudica-
do fazenda provincial, por execuco contra o ex-
lliesonreiro Joao Manoel Mendos da Cunba Azevedo
e outros pelo alcance da mesma thesouraria.
E para constar se manOeu afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de l'eruam-
buco .15 de dezembro de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciarao.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador da
imperial ordein da Rosa, joiz de direito especial
do commercio desta cidade do Recife, provincia
,lc Karaiiiibuco, por ft. ai. I. a L. o Sr. U. Pedro
II a quem Dos guarde ele.
Fajo saber aos que a presente carta virem, em
como Jo dos Santos Nevaue fez a peticao do
llieor, forma e maneira seguale :
Ou Jos dos Si nlos Naves, negociante estebeleci-
do muta praja, que sondo os iudividoos cou.lan-
tes da relaja junta devedoret o sopplicaDte das
quaulias cunstaata* da mesaia relacao, provenientes
de letras vencida*, e porque alo teohan sido ellas
pagas uo davidu lempo, quer o supplicaule por isso
e para reserva de seu direito, adin de qua aSo 0-
quempreaoriplas, i os supplieados nfto potum em
lemptnlgum alegar esse direito, prqleslar na pre-
senta da lei, alien de que fique ioierrompiala a pres-
cripjAo, e porque os spplicados devedores sio todos
moradores fora delta cidade e talvez da provincia,
e acham-sa em lugar lucerlo e nao sabido, quer o
supplicable que V. Exea admita a justificar
dila ausencia e incerteza do lugar, ptrajque jal-
gado por senteos sejam elles citadas por carta
edilal, iulimandfHM-lhes esta para o aeu pro-
testo, p.issandaBSera competente carta pelo prazo da
lei.Pedeao Illm. a Exm. Sr. Dr. joiz do commer-
cio assiui lhe delira.E R. M. Procurador, Ro-
dolpho icio Barata de Almeida.
E maiise n.lo contiuha, nem ostra coosa algama
se declarava em dila petijao, qual dai o despacho
do ieor, forma e ataueira teguiule :
Tome-se por termo o protesto do supplicar.te,
justificando esle a ausencia dos individuos constan-
tes da relacao junta, aira de ser-lhes intimado o
inesmo protesto oa Corma da lei.Recite 12 de de-
zembro de 1855.a- Perelti.
E mais se uto conliiih nem oolra causa algama
e declarava ean dita pflijao e despacho, em virtude
do qual o escrivo lavrou o terina de protesto do
theor, forma e uuneira seguinte :
Aos 12 de dezembro de 1855, uesla cidade do Re-
cife de Peruambuco, em mea eseriplorfo veio Jos
dos Santos Neta a peraute mira e as testemunha-
abaizo assignadas, diste que protestara conlra Jos
Jernimo de Medeiros e outros constantes da rela-
jeo queadiante se segu,pelo conleu lo em sai peli-
jao retro, que faz parte do presente termo para o
lim na mesma requerido; o de como issira o disse',
protestou, e assiguon com as laalemanhas o presen-
te termo. Eu Manmi.ine Francisco Duarle, es-
crivao privativo do juio ammercial o screvi.
Jo,s dos Santos Neve*.-j-Luiz Francisco de Mello
Tavares.Pedro Alrxandrino Rodrigues Lio.
E nada mais se canlinha nem outra cousa algu-
ma se declarava em dito termo de protesto, depois
do qual se via a rea jilo dos devedores ausentes, que
lie do theor, forma a maneira seguiola :
Jos Jerunym de aledeiro* resto do capi-
tal de 2 lelras 370100, Virginio Pereira Guimar..es
reslo de una letra 2254935, Raimundo Fecunde-
Jalles, reslo de ama letra 158, Ignacio Basos >ie
Oliveira reslo dema letra 968B, Francisco Henri-
que Basos urna letra de 700$, Luiz Jos Benevides
urna letrado 1:7279800, Manoel do Rosario Nasoi-
iiienier uina letra de 4594600, Francisca Pereira
tjuunaraes. ou seus herdeirus una letra de 11H7I0,
Frsncisco Tavares Paes me Andraiie ama latra de
driguesdos Sanios urna letra de 2559490, Joio Ma-
riuho Paes Brrelo hypolhca lelras 2:1209, Joze
Joaquim Barbota um documeino de 9069600, Joze
Antonio Peixoto Lacerda docomeotos e lelras........
1:6129199.
E mais se nilo contiuha nem oulra causa alguma
se declarava em dila relacao e conla dos devedores
aqui bam e fielmente copiadas; e tendo o suppli-
cante produzido suas loalemonhiis, e sendo-me os
autos conclusos, nellei dei e profer a senlenja do
theor, forma e maneira segrale :
A' vala da inquirijao de folhas 5 folhas 5
verso, pela qual se musir que e-lflo atsenles, em
lugares nio sabidos os 'individuos designados na
relajo de folhas 3 maudo que para o fim exposlu
na petijo de folhas 2 sejam citados por editos pas-
ssndo-se n respectiva carta com o prazo da 30 dias e
costas. Kocife 15 de dezembro de 1855. Ansel-
mo Francisco Perelti. '
E mais nada se cnnlinba,uem oulra cou-a algu-
ma se declarara em dila senlenja aqui trans-
cripta, em virlude da qual o escrivSo ata esta
subsoreveu mandou passar a prsenle caria de edi-
les com o prazo de 30 dias, pela qual e seo theor
se chama e intima, e hei por intimadas aos suppli-
eados devedores senles cima declarados de t ido
o conleudo na pelij(o e termo de protesto cima
transcripto.
Pelo que, lodae qualquer pessoa,prenles ou ami-
gos dos ditos supplieados os podarlo fazer cenles
do que cima lica esposto, eo porteiro do jnizo affi-
xara a presenta nos lugares do coslume, e sera pu-
blicada pela imprenta.
Dado e passado netla cidade do Recife aos 19 de
dezembro de 1855,Eu Maximlano Francisco Du-
arle, escrivflo privativo do juizo commercial o es-
crevi..in/eltno Frmaico Perelti.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial ordem da Rota, juiz de direito espe-
cial do commercio desta cidade do Recife, capital
da provincia de Perusmbueo por S. M. I. e C. o
Sr. D. Pelro II a quem Dos guarde etc.
Fajo saber aos que o presente virem, em como
C. Slarr & C. meuseram a pelijjo do theor se-
guale :
DizemC. Slarr & C, qae aendo-lhes devedores
Jou Correia Gomes e Manoel Duarle Ribeiro, u
primeiro da quanlia de 4969800, principal de urna
lelr vencida em 22 de fevereijo de 1844 com os ju-
ros ileoi porcenloao raez, convenciunadus na mes-
ma letra ; e o segundo da quanlia de 1109 principal
lambem de urna letra vencida em 15 de Janeiro de
1849 com os jaros de 2 por cenlo convencionados na
mesma, para que nSo se d a prescripjao e a lodo o
lempo possam os supplicinles fazer valer o seo di-
reito requerem a V. Exc. quena forma do que dis-
poe o 3* do rl. 43 do cdigo commercial se digne
mandar tomar por lermo o protesto dossupplicantes e
intima lo por editos aos supplicsdos que se acham
ausentes e nao sabem os sopplicanles unde existem.
Pedem a V. Exc. assim Ihes defira.E R. M.Dr.
Aguiar.
Tome-se por lermo e protesto dos supplicanletque
juilirioro a ausencia dus supplieados. Recife 5 de
dezembro de 1855.A. F. Perelti.
Aos 5 dias do roez de dezembro de 1855 nesla ci-
dade do llecife de Peruambuco em meu etcriplorio
veio CStarr & C, representado a firma de Chris-
tovlo Starr & C, e disse peraute mim e as lestemu-
nhas abaixo declaradas qoe prolesl.iva pelo conleudo
na sua pelijjo retro contra os supplieados Jou Cor-
reia Gomes, e Manoel Duarle Ribeiro na seguin-
te pelijao que faz parle do prsenle termo para o
fim uella requerido e de corno assim o disse e pro-
testou assignou com as Icsleinunhas o presente ter-
mo. Eo Maximiano Francisco Duarle, escrivao pri-
vativo do j-tizo-commercial u cscrevi.C. Slarr 4
C.Jos Gunjalves de Sa. Leopoldo Ferrcira
Marlins Ribeiro.
E mais se nao contiuha em dita petijo e protesto
aqu copiados,e lendo o suppticanle produzido suas
teslemanhas e sendo-me os aulos conclusos em vista
dos rnesnios os dei i senlenja do t >eor seguinte :
Alteodendoa juslificacAo de folhas 4 a folhas 5
verso julgo provada a ausencia de Joilo Correia Go-
mes e Manoel Duarle Ribeiro; pelo que mando que
sejam citados por edilos pa respectiva caria com o prazo de 30 dias e cusas.
Recife 14 de dezembro de 1855.Aiiselmo;;Fraii-
citco Perelti.
E mais se nao conlnha em dita senlenja aqui co-
piad^. Em virlude da qual o escrivao que esta tubs-
creveu mandou passar a presento cora o prazo de 30
dias pela qual o seu theor se chama cita e liei pnr
intimado aos supplieados declarados na pelirao
aqui transcripta para todo o conleudo na mesma peli-
jAo e termo de protesto. Pelo que toda e qcalquer
pessoa, prenles ou amigos dos ditos supplieados po-
dero fazer scienle do que cima fica exposlo ; o o
porteiro do juizo arrisara' e publicar esle nos luga-
res do coslume e sera phlicado pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade uo Recife de Per-
naniburn sol met signal e sello desle juizo, que an-
le mim serve oa swlha sern sello ex-cusa. aos 19 de
dexembo de 1855. En Maxi-oiann Francisco Duar-
le, escrivao privativo do juizo commercial o subs-
erevi.
Anselmo Francisco Perelti.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador da
imperial ordem da Rosa e juiz de direito especial
du commercio desta cidaJo ilu Recife por 8. M.
I. e C. que Dos guarde ele.
Fajo saber aos qae e pre'cute carta virem o del-
ta noticia tlverem era coruu Antonio Alves Barbosa
me fez a ptHijSo do theor seguinte:
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz du commercio.
Diz Antonio Alves Barbosa, que quer protestar con-
tra Antonio Jos Villas-boas devedor da quanlia de
17.59 principal de uina letra vencida a 3 de Janeiro
de 1847 e os joros estipulados a ra/.ao de 2 por cenlo
ao mrz, .Jiiii de que fique eulerrompida a prescrip-
jao e a lodo o lempo po>sa o sdpplicanle fazer valer
o seu direilo; e por isso requer a V. Exc. que na
couformidade do 3- do arl. 453 do cdigo com-
mercial mande-tomar aor termo o seu protesto para
ter intimado no supplicado por editos,visto se adiar
aosenle e em Jugar nao tbido pelo tupplicante qu<
18:984s850
CONSULADO .PRO VINCIA I..
tsaeuto do di 1 a 19 65:9359941
o da 20....... 2:0299461
67:9653402
MOVIMENTO OC PORTO.
dot entrado! na dia 20.
I'appahaanatk34 dias, patacho americano Le-
vant, d el I toneladas. eapilSo Welth, eqoip-
gm 8, e & Compimhii^
Havre36 dias, barca francesa .Jos, de 230 tone-
lada!, capllflo Lersai, eqaipagem 16, carga fa-
reudase mais gneros ; a l.asserre & Companhia.
Passageiro. Albert Hadler.
New-Car lisie39 dias, patacho ioglez oGroville,
de 164 toneladas, capitilo Wiliia,n Smilh, eqaipa-
gem 8. carga beealho ; a S;hramm Whalely &
Companhia.
Ilha Brava5 dias. (alera americana oG. Was-
hinalons, de 609 toneladas, capilao P. Edaardt,
equipageni 48, carga petrechos para pesca ; u
capillo. Veio refresear e segu para o Mar Pa-
cifico, i
Liverpool14 dias, brizue ing'loz Lord Hrding,
de 270 toneladas, capilao A. Charel, eqaipagem
11, carga carvSo de jiedra ; Admson llowie &
Companhia.
Iaeen48 da, bsrea ingleza uTowo of lhe Liver-
pool, de 336 toneladas, capitilo W. N. Slephen-
soo, aqi.',>agem 16, carga fansodat o mais gene-
ras ; a Johatloo Paler t Companhia.
trios sabidos no miiimo rita.
HavreGsleis franceza Emmi Malhilde, c.ipitao
Hondet, caiga assoor e algoJSo.
Para e perlas intermediesVapor brasileiro Goa-
nabaras, commandanle o pr meiro-lenente Salo-
m. Passageiro desls provincia, o lenle Temo-
lile Peres de Albuqoerque alaranhio e I escravo.
EDITa*JEi\~ ~
1*1711
- letra d
Jt*700, Cypriano de Barros Alhay le urna jebriga-
jao de 1519160, Joaquim Teixeira Bastos urna dita
forado.
Tome se por lermo o protesto do supplicante e jus-
tifique esle a auteucia do supplicado. Recife 12 de
dezembro de 1855.A. F. Perelti.
Aos 12 de dezembro de 1855 nesta cidade do Re-
cife do Peruambuco em meu escriplorio veio Anto-
nio Alves Barbosa, peraute mim e as teslemanhas
abano assignadas disse que protostava conlra An-
tonio Jos Viliss-boas pelo conleudo em sua peii-
jo retro, que fazia parle do prsenle termo para o
fim na mesma requerido e de como assim o disse e
protestou assignou com ns testemuohas o presente
termo. Eu Maximiano Francisco Duarle, escrivao
privativo do juizo commercial o escrevi.Antonio
Alves Barbosa.Jos Antunes Gairaaraes.Mauoel
dos Santos Azevedo.
E mais se nao contiuha em dila pejau e ter-
mo de protesto aqoi ludu copiado e loado o sappli
cante produzido soas lestemuuhas, e subindo-me
oa aulos a cooclusao dei a seuteuja do Iheor se-
guate :
A vista da inquirijSo de lis. 4 versla lis. 5 verso
pela qual e prova a ausencia em lugar nlo sabido
de Antonio Jos Villas-boas, mando qua para lhe
ser intimado o protesto constante do termo de folhas
2 verso se passocarta de edilos r.otn o prazo de 30
dias e costas.
Recife 15 do dezembro de 1855.Anselmo Fran-
cisco Perelti.
E mais se nao conlinba-eut dilasentenja aqui co-
piada por virlude da qual mandou o escrivao qne es-
ta subscreveo passar o presente com o prazo de 30
diat pelo qual e seu theor se chama e cita e bei por
intimado ao supplicado ausente declarado na peli-
jSo aqui transcripta do conleudo na mesma e do
termo e protesto aqui tambera transcripto. Pelo que
toda e qualquer pessoa, pareles amigos ou cotillea-
dos do supplicado o podarla fazer scienle do que
cima fica dito ; eo portoiro do juizo affixar e pu-
blicar o prsenle us lugares do coslume, ser pu-
blicado pela irapcensa.
Dado o pa-sadoItesta cidade do Recife aos 19 de
dezembro de 1855. Eu Maiiminno Francisco Duar-
le, escrivao privativo do juizo commercial o sobscre-
vi. Anselmo tramiten Perelti.
Quem quiser vendar estes objectos aprsente as
suat proposlas em caria fechada na secretaria do
conselho ria 10 horss dodia 29 do correle mez.
Secretaria do conselho' administrativo para forne-
cimrtnto do arsenal de guerra 17 de dezembro de
1845.BentoJotc Lamenka Lint, coronel presiden-
te. Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogsl e
secretario.
Tendo-se de proceder nesta provincia a demarca-
cao e balisamenlu das barras de Csmnragibe, Porto
de Pedras, Tamandar ao sul e Maranguape ao norte
na couformidade do disposto no aviso da repsrlijao
da inarinha de 13 de noverabro prximamente fuido,
ao qual refere-te o ofilcio do Exm. Sr. presidente de
27 do mesmo mez, o Illm. Sr. inspector do arsenal
de marinln- manda fazer publico que contraa com
qualquer das fondjSes desla cidade a acqoisijo das
seis boias de ferro precisas para un tal lim, de con-
figurarles constantes da planta exilenle nesta se-
cretaria, que ser franqueada a quem queira v-la
ames do contrato ; devendo esle ter lugar no dia 31
do andante mez, pelas II horas da man has, prece-
deudo as respectivas proposlas entregues at esta
mesma hora.
Secretaria da inspecjlo do arsenal da marinha de
Peruambuco em 15 de dezembro de 1855.O secre-
tario, Alcxandre Itodriguet dos Aniqs.
O Illm. Sr. inspector do arsenal de marinha,
contraa com qoem mais vanlagens oflerecer a favor
da fazenda, a encommenda e compra de 4,000 bar-
ricas de bom cemento, para as obras do melhora-
metilo do porto, viudas da Europa, e entregues no
todo ou em partes oas pocas que convencionar.se,
tendo logar o contrato no dia 30 do correte, mez,
pelas II horas da maohaa, em vala de proposlas em
carias fechadas spresentadas al essa hora.
Secretaria da inspecja Peruambuco em 18 de dezembro de 1855.O secre-
tario, Alexandre Rodrigues dos Anjoi.
O Illm. Sr. inspector do arsenal de marinha,
tendo precisao de contratar o foroecimento de car-
vao de pedra peuerado de boa qualidade para os
vapores da armada, por Ipdo o lempo a decorrer al
lindar ocorrenteexercicio, manda convidar aa pes-
soas a quem convelida dito contrato, a apresenlarem
as suat propostas em cartas fechadas ate o dia 21 do
corren le. pelas 11 huras da maullla, acompanhadas
das competentes amostras, em que lera elle lu-
gar.
Secretaria da nspecjo do arsenal de marinha
de Peruambuco em 18 de dezembro de 1855.O se-
cretario, Alexandre Rodrigues dos Anjot.
O Illm. Sr. insqector do arsenal de marinha
manda fazer constar que os contratos mencionado
uas declarajoes com dalas de honlem eflecluam-se o
de cemento a vista de amostras, acompanhaudo as
proposlas, e o de carvjo sob a clausula de ser posto a
bordo dos vapores da armada dentro dss respectivas
carvoeiras. ,
Secretaria da iuspecjAo do arsenal de marinha de
Peruambuco aos 19 de dezembro de 1855.O secre-
tario, Alexandre Rodrigues dos Alijas.
Pele adininistracao do correio se faz publico a
quem iolercssar possa, que de couformidade com o
arl. 9do regulaiuenlo de 15 de roaio de 1851, loa
de se proceder no dia :ll do crrenle a abertura e
consumo das cartas em ser do anuo finauceiro de
1854 a 1855, e as lisias eslarjo patentes na admiuis-
lrai.au.O administrador,
Antonio Jos Gomes do Correio.
Promettemos de nao o deixar passar
deaarjercebido.
Pela segunda vez rogamos a certo morador da roa
ds......, que oceupe-ae menos eoi ver o que
se passa na casa alheia, porque com o menor rumor,
que por ventura appareja ua ra, teja a qoe ho-
ras fr do di, da uoile, ou da madrugada, logo de
promplo apreteuta-se como urna sentioella o tal
marmanjo a espreilar com lodo cuidado o que oc-
corre, para quando sabir a dar o seu gyro ter o que
conlar. como fazia na P......; atsira como,
qoe quando liver de bater na porta da casa de sua
residencia, seja de maneira tal qne nao (ucommode
aos seus vizinhos, e se nao tem somno, nem mesmo
em que se distraa, acooterhamos lhe, que cuite em
tirar o liso qoe tem nos denles, que bem parecem
estacas de punte velha cheias de ostras, para quando
com alguem fallar nao deilar mo rheiro ; isto lhe
pede O Duque.
O abaixo assignado, vendo no Diario de hon-
lem n. 293 o seu norae involvido em um protesto
ile um.i obngacao perleocenle a Sra. I). Mara Car-
doso da Silva, apesar que nesse lempo ainda nlo
eslava nesla praja, lodavia para lvrar de qualquer
I mao conceilo que o publico possa fazer, declara que
I nflo se entende com u abaixo assignado, t sim com
oulro de igual nome ; e o mesmo faz ver a qualquer
pessoa qoe se julgar seu rrednr por qualquer tit'llo
vencido ou meran cunta de livro por diminuta que
seja, queira apresentar sua cunta no prazo de 3 dias
a contar d dac desle, na casa de sua residencia, no
largo da Asserab|a n. 12. Recife 21 de dezembro
de 1855.Manoel Marques de Oliveirs.
Dcseid-te fallar ao Sr. Jos Marianno de Al-
buquerque, procurador de cautas, boje 21 se forpos-
sivel : na ra da Croa do Recife o. 6:1.
AVISOS MARTIMOS
Companhia
NAVEGADO A VAPOR
LSOBASILEIRA.
.;**<
Devendo che-
gar a esta al o
dia 21 do cor-
renle proce-
dente ,de Lis-
boa o apor D.
Pedro l, coro-
do O' seguir
depui da com-
petente demo-
ra para a Balda e Rio do Janeiro : os prebndenles
a passagent dirijam-se ao ageula Manoal Duarte Ro-
drigues, na ra do Trapiche n. 2.
Para o Rio de Janeiro
segu com mulla brevidade o brigue nacional flor
do Rio: para o restante da carga e pattageiros trata-
se com us consignatarios, Isaac, Curio & C, na ra
da Cruz n. 40.
Quem -ichou um balaio de supe com
alguma roupa uja e um quadro, no em-
barque ao pe da ponte nova de Palacio-
Velho 6u no Varadouto em Olinda. diri-
ia-se a esta typographia que se gratifi-
cara'.
l-'ugiu no dia 19 do crranle b prelo Manoel,
diz ser crioolo, levou camisa de risesdinho azol e
calca de ganga azul, os pt batante apalheladoa, es-
tatura baixa e grosto do corpo, meio panrudo, o ros-
to mato ebeio, pouca barba, os olhos om'pooco ver-
melhos e pequeos ; quero o apprehender leve-o ao
Mauguiohu, silio de Manoel Marques.
O escrivao da irmaodade de N. S. do Amparo
da cidade de Olinda, em nome da mesa regadora,
convida a todus os seus charissimos irmos a corapa-
recerem em nossa igrrja no domingo, 23 do corren-
te, pelas 2 horas da tarde, para, encorporados, diri-
giemo-nos ao convenio de N. S. das Naves, alim de
acompanharmos a solemne procissJo ds inmaculada
ConceijAo, para o que Tumos convidados por ufliciu
da veneravel ordem tereeirs.
O escrivao interino da irimanda le do Divino
Espirito Santo, erecta no convenuyde N. S. das e-
ves da cidade de Olinda, em nome da mesa regedo-
ra, convida a .lodos us seus charissimos irmaos a
comparecerem no domingo, 23 do correle, pelas 2
horas da tarde, para, eucorporados, acompaoJisrmos
a solemne prucissAo da inmaculada Conisallo. para
o que fonios convida los por ollici i da veoeravel or-
dem lerceira da Penitencia do palriarch S. Fran-
cisco.
A quem convier dar 2509 por os servijos de
urna eserava por lempo de 6 annos, procure oa ra
de Apollo n. 2 A, para se lhe lizer quem faz esle
aegocio.
Precisa-se alagar urna mulher forra ou urna
eserava que saiba co/.inhar e fazer o mais servijo
para um casa de tres pessoas de familia : a tratar
oa ra Velha n. 73. ou oa ra Nova n. 71.
Precisa-so de urna ama para cata de pouca fa-
milia, paga-te bem : quem etliver neslas circums-
laucias. dirija-se a rus do Eucantsmento o. 5. .
Os encarregados da Testa da N. S. da Cunceijao
da Escada da igreja dos militares, previnem aos de-
votos qae coucorreram com as suas esmolas para a
dita testa que ella tem de ser feita uo di 23 do cor-
rete com toda a solemnidad.
OSr. lenlo Jos da Costa como liquidalario da
casa d viuva Costa & Filhos, protesta conlra os de-
vedores da dila cas no Diario de 15 do corrente,
em caja relajao se l o nome do abaixo assignado
como devedor da quanlia de 181)3340, e como natu-
mandaute o le-.------------------- ,-------------.__,___------_..--
nenie Viea/ ramente seja islo um engao ou oulro de igual no-
me, o abaiio assignado declara que naiia deveaquel-
la Cuta, cora a qual nunca teve negocios de qualida-
de alguma. Recife 20 de dezembro de 1855.
JoAo Jos de Gouveia.
Os Srs. Joan Jos Ribeiro dos Sanios e Joflo de
Siquera t'errao term Carlas viudas do Maranhao, uo
aterro da Boa-Vista n. 60.
Preeiaa-se de urna ama : no aterro ds Boa-
Vista n. 60.
Lisboa.
A galera portugueza JOVEN CAKLO-
TA "Segu para Lisboa ate 25 do corren-
te, tem a maior parte da carga promptu :
para o resto e passageiro para oa quaes
tem evcellentes commodos, trata-te com
Novae* & C, ra do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar, ou com ocapituo na praca.
Para o Cear segu com brevidade o palhabole
tenus ; recebe carga e passageirus: a tratar com,
('.aciano Cvriaro da C. M., ao lado do Corpo Santo
n. 25.
Para Lisboa pretende segoir com loda a brevi-
dade o brigue escona portoguez Atrevido, por ter a
maior parle da carga proopla ; para o reslo do eu
pede a V. Exc. Mim lhe detira.-E R. M.-AkEl "rroSa"" passageiros, lra.a-se .. ra do V.-
},, "'"'" gano n. 19, com os consignatarios T. de Aquino
HOSPITAL PORTGUEZ DE
BENEFICENCIA.
Por ordem do Illm. Sr. pruvedor coutrala-so com
quero por menos fizer, e maiores garantas otlereja
de boa manipulajao.o fornecimento dos medicamen-
tos para o Hospital Portugus a* Btmoleamcia. se
viudo de bate os prejos marcados no formulario da
casa, o qutl se acha patente loos os dias na secreta-
ria do Ildspilal. Os Srs: ph.irvaceulicos, quero
convier o dilo fornecimento, podem dirigir as suas
proposlas em carta fechada a secretaria al o dia 28
do corrate.
Secretaria do Hospital Portugus de Beneficencia
20 de dezembro le 1855.O secretario,
Manoel Ferreira de Suuza Barbosa.
O delegado do primeiro districlo do Recife de-
seja fallar com o padre Jusliuo Domingoes a nego-
cio que llio diz respeito, e por isso dirija-se a mesma
delegacia, ou declare sua morada.
LOTERA DA PROVINCIA.
Sabbado tt'J do corren
te, pelasOJ/ horas da ma-
iilia, lie a extraeco da
perador porter a maior parteada carga seg'Ullda parte datercera
lotera do Gy.i.nasio : e-
xistfe um pequeo resto
de uossos atortuuados bi-
llietes e cautelas, lias lojas
j aun iniciadas.
Oiiveira Jnior 8 C.
Fonseca tSl Pilho.
Para Lisboa pretende jahir com
muita brevidade o brigue portuguez Im-
prompta : para o resto da carga trata-ae.
com os consignatarios Novaes & C, ra do
Trapiche n. 34, ou com o capilao na
praca.
Maranhao e Para'.
segu em poneos dias u brigue escuna Graciosa;
recebe carga e passageiros : trala-se cum o consig-
natario J. B. da Fonseca Jnior, ua ra do Vigario
u. 23.
Para-,o Porto, o brigue Trovador sahir no
dia 21 do comite ; para o restu da carga e passa-
geiros, tratare com os consignatarios Barroca & Cas-
tro, oa ra da Cadeia do Recife o. 4, ou com o ca-
pilao na praja.
Para o Aracaly deve seguir com muita brevi-
dade o inale Airara, o qual ainda recebe alguma
carga : a tratar com os propietarios, oa ra da Mac
drede Dos n. 2.
DECLARADO'ES.
Joq_...
de 300)}, JoSo Evaugelitla Damas resto de urna le-
tra 270, Joaquim Jo< Pacheco Ires lelras............
396830, Antonio (Jomes Piulo orna letra de .5008,
Francisco de Assn Bezcrra urna dila de 26X18, e ou-
lra de478^i50, Manuel Soares da Silv Jnior um
letra de .!. i-Mil. Antonio Vieira de Queiroz rett
de urna letra 9828332, Manoel Alesanore de tima
Jnior resto de urna letra 19785:10, Manoel Alesan-
dre de Lima Jnior urna letra de 1:2918. Joaquim
donjalves da Cosa uina letra de 5118140, e outr
dita de 578960," Beneficio Marques da Silva Acan-
ita o imporle ile urna letra 5338080, Benediclo Mar-
ques da Silva Acaunha restooe uina letra 10S8' loao Damas Rocha re-lo de una lclra 2968180. Joaw
Correio geral.
Carla seguras viodas do sul pelo vpor Guana-
ara, entrado era 19 de dezembro de 1855, par os
H
quim Correa de Araojo urna letra de 1368, ThoJ *
maz de Aqunio Jasse um letra de 1508. Jos tio-
mesde Albuqoerque Guimaraes resto de ama letra
1588480, Jos Gomes de Albuqoerque Guimartes
urna leda de 4788865, Joao Jos Velh* capital de
4 letra e reslo de oolra !32982i5, Francisco Men-
dos do Figueiredo reslo de urna lelra 6228355, Fran-
cisoo Pires de Arujo ama letre de 4008, Joaquim
Jo- do Reg Barros ama letra de 2858260, Fran-
cisco de Paula Ferreira Rabello urna lelra uo 1508,
Joaquim Lopes do Araujo urna letra da 1188, Anto-
nio da Rocha Wandertey urna lelra de 4158518, An
Ionio Joaquim Feij um documento de 608. FilTppe
Carlos sillines Santos, um lelra de 3808380, Jos
Agoslinho Pereira de Macedo um lelra de 14 5,
Manoel Cascmiro da Rocha urna lelra de 176/51)0,
Joaquim Ignacio Calmon urna lelra de 2008, Mano-
el Gomes Mooleiro e Feliz Ferreira da Silva reslo
de letra 728080, Herdeirns de FraoasCy Xavier
Cavalcanle Uchoa, urna lelra de tl2#82, Joi
Francisco de Souza reslo do capital du hypotca
2:3968759 ; Jos Gomes de S Jnior reslo de urna
obngajJo 3198060, Jos Gomes de S Jnior urna
letra de 1:9568545, Jos Gomes de S Jnior urna
dita de 6998120, Joze Gomes de S* Jnior um do-
cumento de 1328, Joze Gomes de Sjuuior um dito
de 17(>82o0. Joze Gome de S Jnior boj dilo de
4068508, Joze Gomes de S Jnior ira dilo de
9193381, Francisco Pereira de Souza Juolor e Fran-
cisco Pereira de Souza 3 lelras uo valor do capital
:6.)98, Joo Lucio Bezerra reto de duas letra
obrlgsjao de 1:2748658, Francueo de Albuquerque
O Illm. Sr. inspector da Ihe-wurarii proYincial, i Maranhao CaTalcanle urna lelra da 1508, Joze Ro-
senhures
Gabriel Soares Raposo da Cmara 1.
"oaquim Arsenio Cintra da Silva 1.
oo Baptisla de Olivejra GuimarAes 1.
Joaquim Ferreira Mendes Guimaraes 1.
Juse Marcelino A.ves da Fonseca I.
Jos da Silva Reis 1.
Melchiades Jos de Arevedo I.
Melchiades Antunes de Almeida 1.
Novaes & Companhia, 1.
yiceole Mendes Wanderley |.
O Sr. Francisco Antonio Pessoa de Barros tem
urna carta na admiiiislraju do crrelo viuda da lia-
h'u\.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca a vista
sobre o do Brasil no Rio de Janeiro. Ban-
co-de Pernambuco 5 de dezembro de
1855.O secretario da direccao, Joao
Ignacio de Medeiros Reg.
O banco de Pernambuco toma dinhei-
ro a juros, de conbrmidade com os seus
estatutos. Banco de fttnambuco 24 de
novembro de 1855loao Ignacio de
Medeiros Reg, secretario da direccao.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
0 conselho administrativo lera de comprar o se-
guinte:
Para o presidio de Fernando.
1 ni inlia de mandioca superior, alqueires 600, dita
de trigo da marca S S S, barricas8 ; assucar branco,
arrobas 24 ; arroz ditas 10; tapiocas ditas 2 ; vinho
tinlu, medidas 40 ; agurdenle branca, ditas 40 ;
papel almajo, resmss8;dilo paulado, ditas 4 ; pen-
nai lapts, duelas 8 ; caivetes linos. 6 ; folhmhas
dealgibeira do anuo de 1856, 2 ; baetiliia encama-
da, peja 1 ; panno verde para forrar mesa, covadas
fitfimsri liprrtpirn. a.!' ,llk.._. j--; s/^V" i pauuo serue para turrar mesa, covadas
ros de lustre, 6; pregos ripaes do reino, 6,000 ;
ditos caiues, 10,000.
LEILOES.
O proprielario do hotel da Europa, sito m roa
da Aurora, tari leilo, por inierveujlo do agente
Oiiveira, da mobilia e mais ojelos do dito emlabe-
it'ciiiicnin, consislindo em mesas redondas, coosolut,
sofs, cadeiras. banquinhas ile jugo, dilal com abas,
'.oucadores, e-jiellio grande cora consol de pedra.
oarquezas, lavatorios, banheirs de folha, armarios,
porjo de ramas de vento, mesa de jamar, porjSo de
loathas e lenjes de linho, pauno de Ua para mes,
urna machina patente psralimpar facas, facas gar-
ios, colheres de metal principe, garrafas e copos pa-
ra vinho, compoleiras, galheleiras, camlieiros iugle-
zes, porjao de louca de porcelana, um graode e Com-
pleto trem de coziuha, torrador e muinho de caf
proprios para relinajilo, balanjas grande e pequea,
e uulrus muilos nhjeclos ; e lambem se veuder um
inolequinho peja, ca.lijaes, escrivaniuha, e nutras
obras de prala : sexta-feira, 21 da correle, as 10
horas da manhda, uo referido hotel, primeiro e se-
gundo andares.
O ageule Borja, sexta-feira, 21 do correule, ai
11 horas da um. hila, continuar o leilao em seu ar-
mazem, na ra do Collegio n. 15, dos objectos j
annuirciados. e de ouiros muilus novamente chega-
dot; assim como varios escravos de ambos os sexos,
ludo sera limite de preco slgom.
AVISOS DIVERSOS.
Gratis.
Na livraria da praca da Independen-
cia n. o e 8, distribue-e gratuitamente
uinimpresso contendo o tratamento d>
cholera-morhus por meio do sueco de li-
miio, no qual te externo a tintura de pimenta m? larjue-
ta, e se insina o modo de a preparar.
Tendo-se conhecido honlem que o* meni-
nos eptetos escravos concorriam a pedir
o impresso suppondo registe, previne-se
que smente se dar* a pessoas livres e
adultos de ambos os sexos.
im Oclaviano da Silva lera uina
O Sr. I
cari na livra
aja.
lera
loaqu
rtrl n.
Precisa** tse tima ama deleite, pre-
ter ndo-se eserava : quem pretender di-
rija-se a ra das Ciuzes n., 11, segundo
andar.
Precisa se de um lurneiro queenleuda de mas-
ss de todas as quatdadee : na ra das Crozes
, Attencao,
Ma con lei lacia da ra da Cruz u. 7, aclia-se a ven-
da um grande turlimeulo de doces seceos e de calda
de todas as qualidadet, por prejo mais commodo
que em oulra qualquer par,le, assim comu lambem
se aprumptara encommeudss para dentro e fr do
imperio com aetividade e limpeza, e igualmente um
grande sortimenlo de confeitos e graode porjgo de
ananazes abacaxis, proprios para embarque para fura
do imperio, ludo por piejo commudo.
O abaixo assignado deixou de ser caiieiro do
Sr. Jos Mara Uoujalves Vieira (iunnaraes.
* Joilo Chritostomo Mackonelt.
Arrenda-se urna excellenle. baixa pira capim,
com grande cocheira, e vende-se urna boa carroja :
no Maiigninho, casa que fas esquina com as estradas
da Ponte de Uchoa Allliclos. '
^Precisa-se de um hornera portuguez para feitor
de om engenho distante desta praja 8 legoas: oa ra
da Aladre de Deas n. 7.
Precisa-se de ums ama para engommar e Ira-
lar de crianjas : a tratar oa ra do Brum o. 20, se-
gundo andar, ou na ra do Vigario u. 9, armazera
de astucar.
Precisa-se de urna pessoa para o servijo inter-
no de orna ca-a estranseira, que cozinhe e engom-
nie : na ra Nov n. 17, se dir quem precisa.
Desde o dia 15 desle mez anda fgido um mo-
lalinho claro, de norae Romilo, de 14 annos de ida-
de, levando calja de riscado azul, camisa de clgo-
dilozinho e chapeo de palha j usado, tem de altura,
pouro mais ou menos. 6 pa mos, e he um pouco vi-
vo : quem o pegar, leve-o a ra Velha, casa n. 94.
Aluga-se
urna boa casa na Torre, com 2 salas, 3 qsutrios, co-
ziuha fr copiar, muito fresca, quarlu para escra-
vos e cavallos, por prejo moito commodo : a tratar
na ra da Cadeia de Santo Antonio, armazera de nia-
(etiaeo u. 17.
Fa/.-se scienle ao publico que os cavallos que
se virem com o ferro de S (Jarreto em cima d'anca,
nio se negocian); por isso poder qualquer pessoajto-
mar e leva-Ios ao engenho Po-Sangue, que sera re-
compensado.
Na padaria da ra larga do Rosario, junio ao
qaarlrl n. 18, precisa-se de um forneiro que enten-
... _.._.. o,,,, ,,, da perleramente do trafico de padaria ; quem se
6e 8 da praja da Independen- aebar neslas circomstaucis, pdde dirigir-se a mesma
qae achara rom qncm Iralor, de mantisa at as 9, e
O Sr. Joaquim Ignscio de Carvallo) Meodonja | d* larde al as3 horas.
m una carta na livraria u. 6 e 8 da praja da lu- No dia 19 de dezembro, das 8 as 9 horas da
nianhaa, desappareceu um cachniuho d'agua, pe-
queo, leudo nu pi'sroju um cordito com (gas e oa
orelba direila urna raalha prela : roga-se a pessoa
que o litar adiado leve-o ao aterro da liua-Visla o.
.oga-si
ds In- 17(ji que 9er, generosamcnlo recorapensador
Aluga-se urna casa felo lempo da testa, ou
dependencia, e como se iguora sua morada
lhe de a mandar receber.
O Sr. Jos Francisco Benlo. raeslre ferreiro,
qoeir dirigir-se a livraria o. 6 e 8 da praj.
depeodencia.
: aAug,"?V loJ'de um hrado site ns Passa-I mesmo pelo espejo de m anuo," na Cub.li"
gem da Magdalena, jonto. do sobrado qae faz quina : gueira do Pojo da Panella, com bastauUs ummodos
para a Iravessa do Remedio, a qoal luja tem servido i e com poriao ao lado da mesma para o quintal ande
.lepadaria, e aluga-se so com um forno : qoem a I Ism om pojo com ptima agua de beber : quem
pretender, dirjase a ra larga de Rosario, que pretender, procure oa roa Dirita, sobrado ds dous
achara com quem tratar. I radares n. 137.
LOTEBIA DO RIO DE JANEIRO-
Resumo dos maiores premios da lotera
25 das casas* de caridade, extrahida em
27 de novembro de 1855.
IN. 988..........20:000*
1 4225..........10:000*
1 1561 ;......4:000*
1 1410..........2-.O00S
6 157288552855095
5215928...... l:000jjl
10 668 89110601695 <
2921 5035 H22 4755
47805520....... 400*
20 230 515 8i31821
2539265729363379
3569373938i54179
418045 6846514702
5051517755555981 200*
60 106 328 430 447
586 691 7581145
1180118612501432
1390144515321564
1620176419181921
1999207721452295
2578258323872927
3085520452483335
342836283681 5828
384339674051 4085
4135432745774485
4552488450585108
5217 552555875 466
5480563958005822
5825595659485990 100*
100 premios de ........ 40$
1800 ditos de........ 20jj|
Resumo dos maiores premios da lotera
7. dotheatro de San Pedro de Alcn-
tara, extrahida em 4 de dezembro de
1855.
1 N. 5925.
1 1145.
1 59.
1 1046.
6 .. 964,
1809,
10 726,
1573 ,
3935 ,
5470.
20 209,
945,
1451 ,
2284 ,
3253 ,
4001 ,
4966,
60 175 ,
219,
834,
917,
1108,
1520,
1710,
2282 ,
2637 ,
285 \ ,
5115
5211 ,
3510,
3744 ,
4220 ,
4498 ,
5089,
5599 ,
5650,
5852 ,
10 premios de
1800 ditos de
Acliam-se a' venda os novos bilhetes da
lotera 8de San Pedro de Alcntara/ que
de via correr a 17 ou 18 do presente,
LOTERA
GIMNASIO PERNAMBCANO.
SABBADO 2 de de-
zembro he o iodubitavel
andamento da referida lo-
teria, pelas nove-e meia ho-
ras da manhaa, no espacio-
so sala o da ra da Fraia
. . 20:000$
. . . 10:0000
. . . 4:000
. . 2:000*
1144, 1429,
4017, 5526 . 1:000
1090 , 1270,
1926 , 2584 ,
4038, 5451 ,
. .... 400|
256 , 701 ,
1516 , 1545 ,
1727, 1928 ,
2486 , 5149 ,
3457 , 3602 ,
4095 , 4405 , f
5278. ,110,
191 , 213,
274. 552,
842, 871 ,
918, 1075 ,
1149 , 1504 ,
1551 , 1641 ,
1851 , 1891 ,
2572 , 2447 ,
2746 , 2856 ,
5060 , 5094 ,
5148 , 5151 ,
5308 , 5416 ,
5640, 5751 ,
5924, 4016,
4580 , 4485 ,
4568, 5026 ,
5284 , 5287 ,
5529 . 5612,
5771 , 5800 ,
5853, 5903, 100* 40* 20*

aviso mportan-
4|ssiiii<> para os
Srs. jogadores
das loteras.
O cautelista Salustiano
de Aqu no Ferreira
avisa aos Srs. jogadores das loteras da pruvinci,
quo os preros dos billietea e cautelas Bcam firmes
como absito se demonstra, os quaet to pagos sm o
detroolo de oito por cenlo da lei uat trt prirreiras
tortet graode em quaoto existir o pltno aclutl da
5,000 bilheles, pelo qual to eilrabidas as loteras
da provlucia. Elles etiao eipostoa veoda as lo-
jas do cotlome. Su he retpooaavel a pagar o olla
por cenlo da -lei sobre os Ires primeiros premios
grand* em ses bilbetcs ioleiros vendidos em ori-
gioaet.
a*300 Hecebe por ialeiro
Bilholes
Mtios
Tercos
Quartot
Quintos
JJiUvo
Uecimot
Vigsimos
2|600
19920
1440
iaiw
720
600
300
:000000
2:j00000
l:666666
1:2508000
1:0009000
6259000
5009000
2509000
O csuleliala
Salustiano de Aqmno ferreira.
A meta regedora da torrara do Saolior Bom
Jesua da Via-tacra, erecta os sna igreja da Santa
Cruz, na Boa-Vista, tem resolvido coucluir o qooli-
diano esercicio di Via-sacra oo dia sexU-fefra, 21
do correule : nesse dia i nolle ttri cantad tolem-
nemtnle una ladaiuh a N. S. da Piedade, havendo
antes termao dedicado a mesma Seoliora, e recitado
pelo padre metlre pregador da capaila imperial Joto
Capistrauo d Mendooca, em acfto de graos* pelo
incalculavel beneQcio qoe oo tem frito e*l virgem
sanlitsima om preservsr-ooa da peste devastadora
qoe tanto lia Uagellado os nottot ir roaos de oolras
provincias. Conviva, portante, i mesa regedora ae*>
devotos da Seuhora da Piedade a a ledas quaolos
astislirum aos piodosos eiercicios que all tiverm lo-
gar, assitlirem ateste ultimo acto da* Uo fervorosas
preces.
l'racisa-se alogar orna ama farra oa captiva
par o servico de urna cas de pouca ramilla : a Ira-
lar na ra estrella do Rosario u. 12, primeiro aoosr.
capellana.
Par um engenho a 12 lesoas desla cidade preci-
sa-se de um capellao, taendo mutiea, piaoooe tran-
ces, para entinar com per fe gao : o S/. reverendo
tacerdole que liver as qalidades oecessarlas qui-
er pro por -,e a alo, uaos obter paga generosa
aquella que se convenciooar, como reeeber um Ira-
tamento dignu de sua posicn : anbuacie sua resi-
dencia para ser procurado.
O procorsdor Oscal da lheourra (roviueia'l,
faz publico, qne lhe foi remedida pal Ibeeositaria a
relacao dos 'levadores de decimit da fregoesia de
S. Fre Pedro (ocjilves. dot aonos qoe restavaan li-
quidar de 1833 a 1S52, para proceder jodicialsoeate
cootra os mesinot devedores, e que por isao podem
recolbr a importancia de seus dbitos ules da qual
quer proceiiuoenlu judicial cum guia do mesmo pro-
curador titcal, que I lio ser dada na sua resideucia
ra Nova n. dentro do prazo da no mez. a con-
tar da dala desle.
Recife 12 de dezembro de 1855. Cupr*mo te-
ncin Guedet Alcoforado.
MAIA IRMAOS. .
Teem a honra de participar ao respeita-
vel publico que teem aberto urna nova loja
e fabrica de chapeos na ra do Crespo,
no sobrado novo que faz esquina para
ra da Cadeia, aonde os compradores
acharao desde hoje em diahte um bello
sortimento de chapese fazendas tenden-
tes ao mesmo estabeleciment, e por me-
nos preco doque em outra qualquer parte,
tanto em porcao como a letalbo, e desde
ja lhe recommendam chapeos fraaaier.es
e bonitas e elegantes lrmas e de bda
qualidade, ditos feitos na trra de todas
asqualidades de palha, seda, e montara
para senhora, de lustre para pagem, e um
rico sortimento de galoes finos, de prata
e ouro para os meamos; chapeos de castor
francezes e inglezes, ditos de Italia para
homens, meninos esenhoras, do Chile finos
para homens, meninos e senhoras, bone-
tes de todas as quididades, assim como se
apronta qualquer encommenda tendente
ao mesmo estabelecimento, e tudo por
pcecos mais baratos do que em outra qual-
quer parte.
_ No engenho Concejero da fregoezia do Po-
d'Alho precisa-se de um portogues para feitor : na
roa da Guia u. 64, primeiro andar, qoe achara com
qoem tratar.
*- Negocia-te nma porreo de cera de caraab*
por preso commodo : na ra Nova o. 35, a trata"
com JoSo Feruandes Parele Marina.
Manoel .Jos Leite
n. 27: o resto de ineus bi- declara qne arrematon as
llietes e cntelas esto a
venda as lojas j conhe-
cidas do respeitavel publi-
co. Pernambuco 19 de
dezembro de 1835. O
cautelista, Salustiano de A'
quino Ferreira.
Lotera do Gim-
nasio* Pernam-
bucauo.
Aos 5:000, 2 500* e 1:000.
Corre sabbado 2 de dezembro corrente.
Os bilhetes e cautelas do cautelista An-
tonio Jos Rodrigues deSouiaunioi, ivs)J
estao si jeitos ao descont dosj por cenro
do imposto da lei; os quaes*te acham a
venda as lojas da piara da Independen-
cia ns. i, 15, 15 e 40, ra Direita n. 45j
da Praia n. 50, do Livramenl
Crespo n. 5. Os premios sao pagos logo1
que saia a lista geral.
Bilbete inteiro 5$80u 5:00l}s000
Meio bilhete 2900 :500|D00
Tercos 2J000 l:(j6t|666
Quartos 1J500 1:250*000
Quirjtos 1200 1:000$000
. Oitavos 760 625000
Decimos 640 500*000
Vigsimos 520 250*000
O referido cautelista declara que s pa-
ga nos bilhetes intetros vendidos emorigi-
naes, os 8 porcentodo imposto da le. nos
premios grandes, de vendo o possuidor re-
ceber do Sr. thesoureiro o seu competen-
te premio, que com os ditos 8 por cento
recebidos do referido cautelista prefaz a
sorte por inteiro, sem descont algum.
Petle-sea Illm. direccao da compa-
nhia de Beberibe, que continu em admi-
nistraciio a taxa dos chafarizes e bicas do
Aqtiedurto, e muitoprincipalmsntequan-
do a mesma tem tirado vantagem.
Um accionista.
Maia Irmao
avisam as seuhorasde bom goslo que no seu novo es-
labelecimeulo da ru do Crespo que fz quina para
a ru da Cadeia, ha um variado surtimeol de cha-
peos, tanto de pasteio como de montari, de bonita
forma e riqniuimos enfeites, astim como se vendem
gorros de malln de seda bordados de diversas cores,
tudo por mdicos preros.
Aluga-se o sobrado de um andar e totao, sem
o pavimento terreo, da roa das Cinco Ponas o. 6-2
balitante fieaco e com grandes commodos para cres-
cida familia, com encllenle vista para o nir e para
o puente, com cacimba com etcellenle aua, bom,
quintal, com porlao para a Iravessa do Marisco : a
tratar os iravew da roa da Concordia, roa qee vil
para a nova casa da detencao, ultima casa do lado
direito, das 6 as 8 horas da manilla, ou das 4 horas
da Urde em diante.
dividas activas da casa
commercial dos Srs. Silva
*J* Araujo, e ro#a aos deve-
dores da referida casa,
tenham a bondade enten-
de r-se com o an n uncan te
na loja da ra do Quei-
(tifilo n. 10, atm. de ami-
ga ve I mente saldarem seus
dbitos.
Engenho Bom Jess do
Galio. ,. .
Precisa-te do um asMjJBitlrador para esle eoge-
nho, o qual ledo as habmtaces uecestarias e lbe
lorio vaotageus correspondentes : quem se adiar
iietUs circutnstancias, queira comparecer no Hon-
Wl du commendador Luiz Gomes Fer-
8
Chegando aoconhecimento'do
publico pelo almanak do anno de
1856, que he morto o Sr. Auto-
arlos, pede-se encarecida-
lea' Illm. Sra. viuva de An-
Carloa do engenho Una de
Santo Antao, de publicar por V
ta folha oaeie se acha morando, e
quando pretende ptxxder o in-
ventario dos bens para nelleserem
contempladas as dividas passivas
deivadas pelo seu muito presado
marido, afim de ser tambera pago.
Um de seus credores
O'fronle da cadeia-velha aluzam-te e veodem-
a a nrelliores bichas de Hamburgu, por prer^o coro-
modo.
IECHMISEO PARA ESGE-
180.
NA FUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. A
RA DO BRUM, PASSANDO O .HA-
FARIZ,
ha sempre um graode somtenlo dos segoiotes ob-
jsclos d nierlianiarnot proprios para en^euhos. a sa-
ber : moendas e meia tnoeodas" da mais moderna
cnnsIrocoSo ; laias de ferro fundido e batido, do
superior qualidade e de lodos os lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todat a propor-
res ; crivoa e boceas de foroalhae resittrot de bo-
eiro, Muilboes, bromes, parafusos e cavilhes, moi-
nho ile mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUND1CAO.
se eseculam IJ#as eocomeneodat com a saperias:
ridadsyjosd^Hi, coas a devida preslecue com-
muiliilide m%Wv>.
O secretario da saciedade das artes mecauicas
e liberaeideM cidade, convidas lodos os socios res-
peclivot.e a qoem misinleressar,pra comparecervm
no dia 23 do corrente, it 10 horas da msnhla, Oa
sala das sessoes da mesma socledide, onde teraO lu-
gar os esames de airaos de seus socios. Keosfe aV
do- dezembro de 1855.O I.- secretario,
Manoel Raymondo dos Prazeres Jnior.
Bonete de seda para hometn de gos-
tos muito modernos: vendem-se na ra
Nova ti. 54, febrica e loja de Christia-
ni & Irmao.
-J,
7

iiiTiiinn


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O Dr.P. A. lobo Mscozo di coniuitjt*' "*imeopathica* todo* os diasaos pobres, desda Jborasda
manhaa atoo meio dia, e en casos extraordiT,.%t a qualqner hora do dia ou noite,
Oflerece-se igualmente para pralicar qualqner operario de cirorgia, e acudir promplamen le a qual-
qner mulher que esleja mi departo, e cujascircumstancias nSo permiltam pagar aomedico.
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VENDE-SE O SEGUINTE:
liaaual completo de meddiciua homeopathica do Dr. G. 11. Jahr, traduzidoem por
tuguez pelo Dr. Moscozo, quairn volumes encaderndos em dous e acompanhado de
om diccionario dos termos de medicina, cirorgia, anatoma, etc., etc...... 203000
Esta obra, a maisiraportaute de lodas as que tratara doestudue praticadahomeopathia,por|ser a nica
!ue conten abase fundamental d'esta doulrinaA PATHOGENESIAOU EFFEITOS DOS MEDICA-
IENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAI' DEconhecimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que se quercm dedicar n pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a onlriua de Hahnemann, e por si mesmos se convenceren) da verdade d'ella: a todos os
aiendeiros e senhores de engenho que estilo longe dos recursos des mdicos: a lodosos capilesde navio,
que ama oo oatra vez nao podem deiiar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes:
a todos os pas de familia que por circnmstancias, que nim sempre podem ser prevenidas, sao |obriga-
dos a prestar in continenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do bomeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering, -
obra tambem til as pessoas que se dedican) ao estudo da homeopathia, um voln-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10;000
O diccionario dos termos do medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 3*000
Sem verdadeiros e beni preparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro ua pratica da
homeopathia, e o proprietario deste eslabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninsuem dnvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
PRECOS INVARIAVE1S.
Boticas da 5" oa 30* dynamisaco. Menores.
De 12 lobos.......................89000
De 24 .......................15000
De 36 v.......................209000
De 8 .......................259000
Da 60 ......................309000
De 144 .......................609000
Qualquer destas boticas em linduras, o dobro.
Cada tubo avulso
COMPRAS.
Grandes.
109000
209000
29000
309000
3.59000
Compra-se urna junta de bois mansos, proprios
para carrora, urna vez que* sejain grandes e gordos,
crioulo-, ou j hahiluado circumstancias nAose duvida dar um bom preso ; as-
sim como urna carrosa decarregar pipa por baixo :
na ra Augusta n. 91, taberna (enfronte aochafuriz.
Compra-se om pao para lpoia : quem o tver
anuuncie.
Compra-se urna escrava que saba cozinhar c
engommar, Indo cora perfeicao, nao so ollia a idade,
mas que eja de eiemplar conduela ; agradando pa-
ga-se bem : na taberna da ra das Cruzes n. 20.
Comprase efectivamente bronze, latao e cobre
velho : no deposito da fundirao da Aurora, na ra
do Hrum. logo na entrada n. 28,e na mesina fund -
."So, em Santo Amaro.
Compra-se ou hvpolheca-se nma caa terrea,
sendo em boas ras e na fregoeiia de Sanio Antonio
ou S. Jas; quem algum (lestes negocios quizer fa-
zer, annuncie por esle Diario, ou dirija-se a roa da
\ iracao D. 9.
Coropra-se urna barcada nova ou em muito bom
eslado para o servido do lazareto do Pina ; a Iralar
na provedoriu da saude, defronle do arsenal de roa-
rinha.
VENDAS.
Meia one.a de qualquer lindura da quinta d\ namisacao
Um frasco da verdadeira lindura de rnica
19000
29000
29000
Na mesma casa ha-sempre a venda grande numero de lobos de crvslal de diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompli-se qualquer encommenda de medicamenloscom toda a hrevida-
de e por presos muito commodos.
""TMTAMElITp MM^PATHIC
Preservativo e curativo
DO CHOLERA MORBUS.
PELOS DRS
oa inslruccau ao povuparase podercarar desla enfermidade,administrndoos remedios "ais eflieazes
para ata/ha-la, emquanto'itereeorreao medico,oo mesmo para cura-la independente desles nos logares
em que nao os ha.
TRADUZ1DO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous opsculos contenas indicaedes mais claras e precisas, e pela sua simples e concisa eiposi-
cipalmente aos preservativos que lem dado os mais satisfactorios resallados em toda a parle em que
alies lem sido poslos em pratica.
Sendo o tralamenlo homeopathico o uniroque lem dado grandes resallados no curativo desla horri-
velenfarmldade, julgamos a proposito traduzir estes dous importantes opsculos em lingua vernecu-
la,|para dest'ar le facilitar i. sua leilura a quem ignore o francez.
Veode-se nicamente no Consultorio do traductor, raa Nova n.52, por 29000. Vendem-se lamhem
os medicamentos precisos e boticas de 12 tubos com um frasco de lindura ltfeOOO, om dito de 30 tubos
200000.__________________________________________ .______________________
LtTBIA DA PROVINCIA.
O caolelisla Salustiauo de Aquioo Ferreira avisa
as pessoas que compram bilheles e camelas das lote-
ras da provincia pata negocio, o qual esta resolvido
a vender os referidos bilheles e cautelas pelos preros
abano declarados, dinheirn 1 vista, sendo a quau'tia
de 1009 ale 1:000, parmanecendo firmes estes pre-
sos em quanlo nao se alterar o plano actual de 5,000
bilheles, pelo qual sao extrahidas aa loteras da pro-
vincia. Sao pagos sem o descont de 8 por cenlo do
imposto geral, na ra do Trapiche n. 30, segundo
audar.
O SOCIALISMO
PELO GENERAL ABRE E LIMA.
Anda existem alanos esemplares enqunrternados>
e aeham-se a* venda oa loja de livros dos senhores
Ricardo de Freilas & C, esquina daruado.Collecio,
e em casa do anlor, paleodo Collegio,casa amarella,
no primeiro andar.
Precisa-se de urna sma para orna rasa de pou-
ca familia: na prar* do Corpo Santo o. 17.
Novos livros de homeopathia em francez, sob
tnda*de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............
Teste, molestias dos meninos.....
Hering, homeopathia domestica.....
Jahr, pharmacnpa homeopathica. .
Jahr, aovo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas. ......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopathia, 2 volumes
Harthinann, tratado completo das molestias
dos menino*......... .
A Tesle, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopathica
Clnica de Slaoneli .......
Casting, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Njsteu...... .
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, con leu do a descripcao
de todas as partes do corpo humano .
vedem-se todos cales livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Mostoso, roa Nova o. 30 pri-
meiro andar.
Bilheles
2O9OOO! Meioa
690001 Terjos
79000 i Qoarloa
69OOO
169000
69000
8>000
I69OOO
10900o
89000
79000
69060
I9OM
109000
309OOO
CONSULTORIO CENTRAL
pe
(Gratuito para os pobres.)
Ra ie Sanio Amaro, {Mundo-Soto) n. 6.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho da
consullas lodos os das desde as 8 horas da
manhaa al as 2 da larde.
Visita os enfermos em seos domicilios, das
2 horas em dianle; mas em casos repentino*
e de molestias agodas e graves as visitas serio
feilas em qualqner hora.
As molestias nervosas merecen) tralamenlo
especial segundo meios hnje aconselhados
lospralicos modernos. Esle meios exis-
l) no consultorio central.
'r&MSBBBEKS&k
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
c posto em ordum alphabetica, com a descripcio
abreviada de lodss as molestias, a indicado physio-
logica e therapeolica de lodos os medicamentos bo-
meopathiros. seu_ lempo de acc,ao e" concordancia,
seguido de um di :ciooario da significarlo de todos
os termos de medicina e cirorgia, posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE NELLMORAES.
Os Srs.'aasignantes podem mandar butearos seo*
templares, assiro como quem quizar comprar.
Massa adamantina.
He^gcrlmenle reconhecida a excedencia desla
preparado para chumbar denles, porqoe sene resol-
tados sempre felizes sao j do dominio do publica
SebssIiSo Jos de Oliveira faz uso detta
massa, para o m indicado, e as pessoal
rem honra-lo dispondo de seos strvigos, p
cura-lo na .travesea do Vigan
beiro.
Illm. Sr. presidente e miit merabros da
minio de hygiene desla provincia.Dra Paulo iz
Gaignoui, dentista franc, ate precisa a bem de
sen direilo, Vs. S. serem servidos examinar a pre-
paraejo de que se serve pira chumbar denla*, e
nominou maisa adamantina, emordeui de ve
se que a dita preparado diOeret^^H^B
das as eoohecidai. Pede a Vs. Si.'
ferir-lbe como requer.R. R.
Paulo Lv.
A masan denominada p;lo supfBKoteAdaman^
linae por elle apresentada coaHpao de hygie-
ne publica, difiere de todas as Jpresentadas nesta
mesma occasiao por oolns ; sendo a confrontadlo
feita na presenca de Indos. Sala das sessfies da com-
rnsssSo 30 de julho de 185.').Dr. A. Fooseea.

J DEHTISTA FRANCEZ. \
Paulo Gaignoux, dentista, estabelecido na
0 roa larga do Rosario n. 36, segando andar,
# colloca denles com a pressaodo ar, e chumba %
J9 dsntes com a massa adamantina e oulros me-
laes. 5
caes*
S J. JANE, DENTISTA, S
m contina a residir na roa Nova n. 19, primei- l
SS ro andar. Z
A
Historia Universal.
Rogase aos Srs. assifjnanles da Historia Univer-
sal por Cesar Cantu.dc mandaron procurar o final do
.'. a o 6." volumes: na roa do Collegio, livrariii de
Jos Nogueira do Sonza a. 8. <
. A taberna de Gurja.'iu' de cima conlina a es-
lar sorlida com om completo sortimento de molda-
dos, fazendas e niiudezas.ludo a vo.nUde do compra-
dor, palo mesmo preso ou com pouca diflereora da
prajt.
Os Srs. Cypriano Luiz da Paz, rna doCollegio,
e Manoel Duarle Vieira, largo do Collegio, diflo
quem da qoanlia- da oOtiMto com h\ polheca em
casas terreas de poocouio.
l.*raein-se falla,com oSr. Mano*! Mandes
Ferreira Unimaraes, m nom pessoa encarregada dos
negocios do mismo: em casa da Paln Naih ft Com-
panbia, roa do Trapicha Novo o. 10.
Qoinlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
5100
25"(KI
13820
1360
1301H)
680
560
280
Recebe por intero
a
" 1:6669666
lr250000
1:0009000
6259000
5009000
< 2509000
G cantelisla
Salusliano e Aquino Ferreira.
~ Traspassam-se as chaves e urna linda rmaselo
de amarelloenvidrasada da loja n. 3& da praca da
Independencia : a tralar na ra Nova o. 23, fabri-
ca de chapeos de sol, esquina da Gamboa do Carmo.
Dag-uerreotypo.
Na ra do Crespo, sobrado n. 19, primeiro andar,
se abri um novo eslabelecimento daguerreotypo,
aonde se ada um completo sortimeolo chegado l-
timamente de Paria, d.os perlences necessarins para
se tirarem retratos da pessqas de lodos os lamanhos e
idades. Tambem se vo tirar m toda a parle aon-
de for chamado para ease fim, tanto de vivos como
de morios, vastas, ediaaM. etc. : qoem ie qoizer
uliltsar, pude irn mesm sobrado das 8 horas da
manhaa x l da larde ; os presos sao razoaveis.
Aluca-sc omaessa no bairro da Boa-Vista, ex-
cepto no aterro : no aterro da Boa-Vista n. 39, pri-
meiro andar.
A\isa-se
a lodas as pessoas que sao amantes do bello sexo, que
naconfeilanadaruada Cruz n. 21, existe um com-
pleto e variado sortimento dos mais bellos e mais
mimosos confeilos, e tambem caixinhas ornadas de
artificias llores e finsaimas pinturas, (caixinhas de
Cupido ) em lodos os formatos, proprias para guar-
dar joias, e de mu ricos e modernissimos gostos, lu-
do cernemente chtgado de Pars. Estas lambem
se podem encher de amendoas com delicadeza e
aceto, e por preso razoavel. A fesla est prxima,
nao ha melhor brinde 1 que alias moilo simpleve
pouco dispendioso, com elle se poder vencer aquel-
es coraces qtsa-lndurecidos mollas vezes pela infle-
ibilidade, nada os fazia abraodar lie barato, com
a pretensa do comprador lado se far.i ; a elle, que
se est lindando.
Carros funebres, no largo
do Paraizo n. 10.
NestoatUbelecimeiilo enconlram-se carros da qna
Inladequese exigir para defonle, donzelrs e ao-
jos, com ricos pannos e rnalos, por precos commo-
dos ; lambeaa se eucarrega rproprielao de agen-
ciar alleslai a), liceosas, guias, fornece hbitos, ar-
maS**,' cera, msica, carros de paseio, ele, > con-
nteresaados ; e vendem-se morlalhas de
pinho de lodoso* lamanhos.
Amassador.
feeisa-se de nm amassador : no paleo do Terco
n. 40.
ESPARTI1.HOS.
-parlhos de todos as lamanhos, chegados pelo
(Itimo avio francez : no alerro da Boa-Visla n. 1
^leja de Madama Millocheau.
Sor vetes.
Todos os dias de Irabalho teni duas qnalidades de
veles, servidos sem demora, as 6 horas e meia :
Boa-Visla. a segunda casa a esquerda
ova.
a de sobrado, a
Ainga-s* m silio com
qual lem mullos commoi
Monli-iro ; a Iraltir na ra1
Urna pessoa versada ero latim, fraavez, inclez,
porlogoez, geographia, geometra, arilhmelica e phi-
losophia, ensina para a fri'guezia de Sanio Aniso ou
parle conjancia a ella: quem precisar annuncie.
mico.
> armazem de fazendas bara-
ta, ru do Collegio n. 2,
venaaf.se um completo sortimento
de lazenda*. finas e prossas, por
preros iBaisbaivos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
9<5e8, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preep
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte dis casas commerciaes
inglezas, rancczas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olTerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em pe-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no annazem da n do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos U arrematante do mposlo das aferisoes deste
municipio faz cerlo aos donos dos estabelecimeulos
situados nos lagares Giqui, Barro, Peres, Tigipi
al a porleira de Sanl'Anna, qoe mandar no dia 23
do correle mez aferir os referidos eslabaleciroentos,
e na mesma occasiao recebera a importancia do dilo
imposto, entregando o bilbele firmado pelo dito ar-
remtenle, ludo de conformidado cora a leij por
isso se deverao prevenir para o dia indicado.
Precisa-se algar um sobrado de dous andares
io on ndar e solio, que seja em lugar fresco ; oa um
heb 11 ,l" P6"0 d" PraS" 1ae ,lr" P" orna familia es-
. Irangeira : a Iralar na roa da Cruz n. 7, lerceiro an-
dar
Precisa-se alugar um molaque para serviso do
caa, que seja fiel: na ra Nova, sobrado o. 41, pri-
meiro indar.
Elii.iilias
PARA 1856. .
Estao a' venda as bem conhecidas fo-
IImillas impressas nesta typographia, as
de algibeira a 320 e as de porta a 160; as
de agibeira ale'm do kalendario ecclesi-
astico e civil, contem um resumo dos im-
posto* municipaes, provinciaes e geraes
3ue afl'ectam todas asclasses da socieda-
e, extracto dos regula montos parochiaes,
docemiterio, enterrse sello, tratainen-
to de varias molestias, inclusive a do cho-
lera, contos, variedades e regras para fa-
zer manteiga e queijosde dierentes qua-
lidades, ditas ecclesiasticas ou de padre,
correctas, e conforme as rubricas e uso
deste bispado, fcitaspelo padre Machado
o mais antigofolhinheirodesta provincia/
(sem pi'mlegtiKvisto como a constituicao
e leis do Braafe prohiben)) a 400 rs. Ca-
da urna: vendem-se nicamente na livra-
ria n. 6 e 8, da praca da Independencia.
Oraqao contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n. 6 e 8 da presa da
Independencia om folhelinho com diflereoles ora-
Sdes contra o cholera-morbos, equalquer oulra pesa
te, a 40 rs. cada om.
Vende-se ama cabra leile e um cabrito : na ra da Senzala Velha n. 96.
Vende-se urna armario envidrasada, propri3
para loja demiodezas, calcado oo cera : a Iralar h<*
rna de S. Bom Jess das Crionlasn. 29.
Vende-se
um bom cavallo raso, andador baixo e muilo bom
esquipador. por preso coramodo ; na ra da Cadeia
de Sanio Antcnio, armazem de maleriaes n. 17.
A.ctria.
Vendem-se caita com aletria, proprias para casas
particulares por serem muilo em conla ; uo arma-
zem do caes da alfandega, de Jos Joaquim Pereira
de Mello n. 7.
Vende-se um prelo crioulo. de idade de 30
annos, sabe bem o oflicio de apateiro, e tambem he
bom cozioheiro : quem precisar, dirija-se a ra das
Cruzes n. 29, que a vista se far negocio.
Vende-se urna escrava cabra, bonita figura, de.
20 annos, engommadeira, cose clio, coziulia e lava,
com ama cria de 4 mezes. e urna crioula de 26 au-
no*, qoe enzinha, lava, faz renda e vende na ra :
na roa das Cruzes n. 22.
No aterro da Boa-Visla n. 80, vende-se pre-
sunto a 320 libra, rhoiiricas a 400 rs. e 320, tooci-
nho a 320. chocolate a 400 rs., ludo da Lisboa, su-
perior vinbo do Porlo engarrafado de 1851 e 52 a 1
agarrafa, moscatel de Setubal e Madeira Secca a
19000 a garrafa.
Vende-se um terreno na Soledade, roa de Joilo
Fernanda Vieira, com lio palmos de frente, nn s
melado oo o que o comprador quizar : a fallar com
o proprio dono na ra do Sol, loja u. 23. a
Vende-se ama por?ao de sola moilo boa, pelles
de cabra, vindo do Araraiy : a tralar com Antonio
Joaquim Seve, ruada Cruz n. 13, primeiro andar.
Vende-se urna fabrica de charutos bastante
afreeuezada, com commodos para familia : no paleo
do Terso n. 71.
Vende-se boa farinha para esclavos ; a Iralar
no trapiche do pelourinho.
Vende-se rap fresco de Lisboa, em libras c a
retalho : na pras* da Independencia, loja n. 3.
Chapeos para
senhora. |
Vendem-se chapeos para senhora do mais moder-
no goslo de Paris, havendo pon-no para estolher :
na ra Nova, loja n. 4, de Josc Luiz Pereira Xonior.
Palitos frange-
zes.
10 fino
1 a mo-
\ endem-se pililos e sobrecasacas '"de
preto e de core*, todos forrados de seda,
da, a 209 : na ra Novaejfoja n. fc-
Camisas fraace-
zas.
Vendem-se camisa*
brancas e pintadas a
n. 4.
zas compejlo de linho,
duzia : na raa Nova, loja
' t_________
Para meninos e
meninas.
Chapeos de palha abertos forrados e
enfeitados com setim, ditos de dina com
ricas fitas 1 gostos os mais modernos pos-
sivel- vendem-se na ra Nova n. i i,
fabrica e loja de Ghristiani i Iranio.
CHAROPE
DO
BOSQUE
t) nico deposito continua a ser na botica de Bar-
iholomeu Francisco deSnuza, ua ra larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes59500 e pequcnas39000.
IMPORTANTE PARA 0 PIRL1C0.
Para cura de phlisica em todos os seus diflereules
graos, quer motivada por constipares, losse, asth-
nia. pleuriz. escirros de sangue, dr de costados e
peito, palpitaro no coracau, coqueluche, bronchile
dr nagarganla.e (odas as molesliasdos orgaos pul-
monares.
Relogios
cobertos e des-
cobertos,
de miro, patente inglez.
Vendem-se no escriplorio de Sonthall Mellor &
Companhia, na ra da Cadeia do Kecife o. 36, os
mais superiores relogios coberlos e deacol -ros, de
ouro, patente inslez. de um dos melhores f.'brican-
les de Liverpool, viodos pelo ultimo paqae' inglez
Navalhas a contento.
Na ra da Cadeia do Becife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Angosto C. de Abren, conli-
nuam-se a vender a 89000 o par (preso fixo, as jn
bem conhecidas e afamadapavalhs de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres. s quaes alm de duraren) extra.rdina-
riaroenle, rao sesentem no rosto na aeran d cortar;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las at 15 diasdepois
pa compra reslituindo-se o importe.
^\
Cola da Ba-
bia.
Veadc-se na ra do Qoeimado, loja de ferraeens
n. 30, c\c( lente cola da llaliia, por mdico preco.
Doce.
Na ra do Qaeimado, loja n. 2, vende-se doce de
calda e orco de ludas as qualidadesde frucla, mui-
lo bem feilo, nao s as libras coma em liarrilinhos
o ile calda, e o secco em bocetinhar enfeitadas, pro-
prias para presentes.
Vinbo de caju\
Esle e\i ellenlo \inliO engarrafado, clia-se ven-
da a I90OO a garrafa, na seeuinles tabernas : na
ra da Cadeia do ilocife. casa dos Srs. Fontes & Ir-
mao ; na ra eslreila do osario, casa do Sr. l'-
ras, e defronle na loja de doces n. 30 A. Por ata-
cado vende-se na loja dos Srs. C-ouveia & Leile, roa
do Qaeimado n. 27.
Cura infajivcl mordus.
Acaba de ser publicado e acha-se venda na loja
da ra do Crespo n. 11, um folheto qoe trata do rao-
do de curar essa terrivel molestia, pelo sumo de li-
man ; preio do folhelo 200 rs.
O 59 a
confronte no Rosario de Santo Anlonio, avisa ao res-
peilavel publico, que recebeu ullimamenle de Pars
om grande sortimento de confeilos caixinhas as
mais delicadas que lem viudo a este mercado, as
quaes se acham exposlas em um grande fiteiro para
hem poderem apreciar o que ha de mais delicado
nesle seero : vendem-se $>r preso eommodo ; e se
algum senhor locista qoizrr licar com jmre.ln, ven-
de-se com um pequeo ganho.
Vencie-se doce de caj' secco e.de calda, e de
outras muilas quahdades muilo Unas, tambem se fa-
zem bandejas de armaran e rasas com llores e ramos
do melhor goslo que for apetecido, lamheiu se fa-
zem pastis de na la .e. de carne, arroz deleit, pao-
de-lo enfeitado com slfnins, doce d'ovos, e jelas
de aubslan;ia ; na ra llireila, sobrado de um an-
dar n. 33 i o pe da bolica.
Vende-se no pateo do Carmo, quina do becco
da Bomba o. 13, vinho bom a 100 rs., dilo da Fi-
aueira 4Nle 560, lingoisa* a 320 e 400 rs., cafe de
caroso a 160 a libra, velas de carneaba pura 440,
pasaas a 500 rs., farinha do Reino a 120, gomma e
oulros genero?, por pre cninmodo.
Vende-se um oscaler novo com remos : na raa
do Pilar 11. 56.
Vende-se um cabriole! em hom uso ; a Iralar
na ra do Collegio 11. 21, primeiro andar.
Vende-se urna caa terrea sila ua ra de Se-
nhor Bom Jess das Crioulas,, com sudicienles com-
modos : a tratar no becco do Veras n. 20.
Vende-se um lindo cachorro d'asua bastante
grande, e com algumas habilidades, assini como nm
melro (passaro^ vindo no ultimo navio chegado do
Porlo : no aterro da Boa-Vista n. 70i
Tijolos de marmore.
Acaba da chesar om novo sortimento de lijles de
marmore, e venderse no armazem de Tasto Irmos,
no becco do onsalves.
TINTAS DE OLEO.
Vende-se tintas de oleo sorlidas da me-
lhor cpialidade que tem vindo a esta pra-
ca e por pre;o com modo : na casa de
damson HowietSiC,ra do trapichen.
12.
Vende-se cera de carnauba superior i na ra
da Cadeia do Kecife, loja 11. 50, defronle da riada
Madre de heos.
COGNAC VER DA DEIHO.
Vende-se o verdadeiro cognac, tanto em garrafa*
como em^arrnfo.! : ua roa da Cruz n. 10.
lie muilo barato crl
lindo* e moderno*, com
doQueimadon. 33 A.
cassa d*Ha. de padroes
as, por 19600 : na roa
Bous gostos e de
boas qualida-
des.
Na ra do Queimado* loj'adc San-
tos Clho n. 19,
Vende-se madapoln fino entestado com
12 jaldas pelo baratsimo preso de 29600
cada peca, hrinzinhot de linho multo li-
na fazenda, nsiido pardo claro, escuro e
prelo. proprio para lulo a 640 o covadn,
chapeos de palbinh.i modernos a 49000
I cada um.
Vende-se o muilo superior cha hysson.feito uo
Rio de Janeiro, e o melhnr qoe lem rindo ao mer-
cado, em latas de 1 e 2 libras, pelo barato preco de
29000a libra : na loja de iniudezas na roa eslreila
do Rosario n. 18, defronle da taberna do Sr. Po-
ca*.
Vende-se um escravo de idade 18 annos, moi-
lo nal sadio, de bonita lisura e possaole, cora prin-
cipio de narcineiro, enlende de cozinha, ptimo
para pagem, bolieiro, ou armazem de assucar, na-
dara, ele. : na ra de Moras n. 82.
Vendein-sasaccas com mildo por preso eom-
modo : no escriplorio de Claudio Oubeux. na roa
da Cadeia de Sanio Amonio 11.13.
Vende-se manleisa ingleza a 80 rs. e 960,-di-
la franceza a 760, aletria muil nova a 400 rs., raa-
rarro e talharim novo a 360, ameixas novas a 440,
assucar em caroro prinfeira sorle a 130, banha de
porco a 440, batatas ingleza* a 100 rs.,, bolachinha
ingleza a 140, cha da India a 19920 e 2560, dito
prelo a 29OOO, espermaoete americano a 880, dilo
francez a 800, carnauba a 480, queijos do reino mul-
lo frseles a 29. vinho de lodas as qualidades e por
presos commodos : na ra dos Marlyrios, taberna
n. 36.
Ven lem-au tres escravas, sendo ama linda mu-
lalinha de idade 18 annos, cose, eogomma ptima-
mente e cozinha bem o diario, dais negrinhas de 14
!6annos de idade, crioulas, com principio de ha-
bilidades : na roa llirejta n. 3.
Fazenda de bom goslo.
Novos cortes de soda* para vestidos, corles de La-
rege de seda com habado* de lindos padroes, chales
de merino, ditos de relraz e de seda, chiles de laa a
19 e I9500.chape<>s para senhqras a 149000,cnrles de
casas a 29 e 29500, camisas francezas, palitos de
panno lin 1, de alpaca e de linho, e entras multas fa-
jeadas qoe se vendern barato : na rna Nova, loja
j;vf6, de Jos Loiz Pereira.
Ceblas.
Vendem-se ceblas ehegadas ullimamenle de Lis-
boa no patacho llrilhanle: na travessa da Madre de
Dos 11. 16, armazem de Asosliuho I err.ra Seura
UoirqarSes.
Vende-se tima vaeca crioula, a qual asi pari-
da le 15 dias, dando bastante leile: no becco das
Barreiras 11. i, se dir qoem ven le.
Vendem-se n preces moilo commodos, os se-
guales objeclos : relogios de ouro patente, obras de
ouro de gosto moderno, metal amarello para forro
de navio, cemento romano moilo nov, pipa*vaias:
Irala-se noescriplorio de Isaac Curio & Companhia,
ra da Cruz n. 49.
Na ra do Qaeimado, nosqaalroeanlos.na sc^un
da loja de fazeudas n. 22, defronle do sobrado ama-
relio, vaodem-se fazendas por presos que real-
mente fizem adrairnr ao publico : Pa 11 no prelo
linissimo, prova de liman, para casacas e palitos,
pelos baralifsimos preros de 29500, 39500 e .igOOO
ooovado, casemira prela de superior qualidade
a 29 e 29600 o covado, alpaca prela muilo fina a
400, 500 e 600 rs. o covado, corte* de col leles de
rusle.es de bonitos padroes e core, fu as a 700 e 900
rs., chales pretos de lia e seda moilo grandes a
29800, chapeo* de sol de seda prelo* e de coree, fa-
zenda (upennr a 69500, camisas fraocezas pintadas
para homem a 19260, riseados da India moilo finos
e largos e moilo bonitos para vestidos a 280 o cova-
do, setim prelo maco, faieuda mnilo superior a 39
o covado, sarja hespanhola moilo superior a 2,400 o
covado, merino muilo lino a 29000 o covado, meri-
no setim o mais superior que pode haver e muilo
proprio |iar palito a 1;>6Wl o covado, chapeos de sof
do pa 11 ni 11 In. 3 lj-600, chitas fraocezas muilo Gnas e
largas, de novos padroes a 320 o covado, fil de li-
nho liso e com llores a 19 e 19440 a vara, luvas de
pellica de Jouvin para homem e senhora, cllegadas
00 ultimo navio francez a 19800 rs. o par, lovas de
sed* de lodas as cores com belolas a 19280, camisas
de meia muilo linas a 19, lavas de lio da Escocia
brancas e de cores 400, 500 e 600 rs. o par, man-
as de seda para grvalas, pretas e de corea, moilo
boa fazenda a lc2so, panno fino azul de superior
qualidade a 49 o covado, rica* romeiras de retroz
bordadas a 119, ienciuhos de retroz fraucezes a
19280, cassas franeezas muito finas e de bonitos pa-
proes a 300 rs. o covado, cambraia fioissima de sat-
neos a 1? a vara, ramiras francezas muilo finase
bem feilas para homem* 29500 e 29800, corles de
cassas para vestidos de bonitos padroes e com 7 va-
ras a 2-3 o corte, lencos brancos de cambraia de li-
nho muilo finos e grandes a 69 a duzia, ricos chales
de chally com lislras de seda e bastante grandes a
89, ditos de merino muilo finos e lisos a 65, luvas
prelasde torcal, de Lisboa a 19120, chally amarello,
fazenda superior e que muilo se usa para vestido a
ri rs. o covado, romeiras de cambraia com lasos
ricas filas de seda a I928O, grvalas de seda de
bonitos padroes a 640, meiasde laia para padres a
29 o par, cortes de casemiras finas e'de bonitos pa-
droes para calcas a 59, hrinzinhos de linho de bo-
nitos padroes a 240 o covado, brim transado de poro
linho e de bonitos padroes a 800 rs. a vara, lapim
prelo linissimo, proprio para vestidos e balinas de
padrea 19280 o covado, riscadinhosfrnncezes muito
finse bonitos padroes a 240 ocovado, meios lerdos
prelo* para grvala mnilo superiores a 19, lencos
brancos de cambraia muilo finos allOOri., ganga
amarella muilo superior a 320, meias brancas fina
para senhora a 210. 300 e 400 rs. o par, ditas prelas
muito finas a 320, ditas para homem, fazenda su-
perior, sendo brancas, prelas e croas a 240rs. o par.
Alm de lodas estas fazendas onlras muitas qoe s i
vista das boas qualidades he qoe se pdem ver o
quanlo sao baralas. afiansando-se aos Sra. compra-
dora* que neite estabelecimento nao ha fazenda al-
guma(*ue seja avariada, e sim lado sem avaril, de
bons gostos e boas qualidades.
Cortes de cassa para quem quer dar fes-
tas por pouco dinheiro,
Vendem-se corles de cassa chita de bom goslo a
29, ditos de padroes francezes a29400, cassas' rxas
para alevar luto, dilas preta* de.padres mindos a
29 o corle, alpaca de seda de quadros de lodas a* co-
re* a 720 o covado, lencos de bico lano piolados
como bordados a 320 cada um, grvalas de seda pa-
ra homem a 19 e 1600 ; lodas estas fazeoBas ven
dem-se na ra do Crespo n. 6.
LEONOR 'AMBOISE.
Vende-se o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
nha, 2 volumes por l$00 rs., na Imajrja
n. (i e 8 da praca da Independencia.
Vende-se cal em pedra chegada no ul-
timo navio de Lisboa, e potassa americana
Vende-se orna escrava de meia idade, boa li-
vadeira e quitandeira : na ra da Senzala Velha n.
70, segundo andar.
Vende-se superior doce de arac e goiaba por
prei;o eommodo : na roa do Livramenlo n. 32, pa-
daria de Francisco do Prado
Ocortel.ftog
mi
lTaari
Cuta infalivel
BO
eholcra-uiorbus.
Acaba de ser publicado, e acha-se a venda na li-
vraiiaaniversal, ruado Collegio n. 20, nm folhelo
que trata do modo de.curar essa terrivel molestia
pelo sumo do limao, par 800 n.
Era casa de Timm Momsen & Vin-
nassa, praca do Corpo Santo n. ir>, l,d
pa ra vender : HL
Um sortimento completo delivtoscm
branco vindo de Mamburgo.
Cortes de seda
superiores.
V eddem-sc cortes de seda de quadros, eslreila* e
largas, de moilo bons gostos e modernas, sssimeomo
lencos'decambraia muito fino* com bicos muilo lar-
gos, chale* de 13a e merino, Imos, com barras de co-
res, lislras de seda e bordadoMD**sim como oolras
muilas fazendas por PnHMH eommodo, a di-
nheiro vista : na roa da Cadeia do Recife, loja n.
50, defronle da rna da Madre de Dos.
AGENCLA
Da Fnndicao Low-Moor. Roa da
Senaala nova a. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortiapento de moen-
das e metas moendas pjn-a engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos
dilo.
Cortes de ves-
tidos de seda
Furta-eores de quadros, o
mais lindo possivel, a
26,000 o corte :
na ru do (jiieiraado, em frente do becco da Cou-
aregasSo, paseando a bolica segunda loja 1
das n. 40, de Henrique 4 Santo*. |
Veode-se ama carros com boi ou I
ni roa de Sania Cruz o. 70.
le
Para meninas.
Vendem-se cicellenles chapea* de Italia, aba*
largas e muilo bem enfeitados, com filas Rna* da di-
versos costos, muilo proprios para meninas, atsira
como de seda d* diversa* cores por preco muilo em
conla : napraca da Independencia loja ni. 34 e 26.
Vendem-se saceos com cera de carnauba vinda
do Aracaty : na roa Nova, loja de Jlo Fernando*
Prente Viinni.
Vende-se por comm
regar generes de estiva:
preco om can ale car-
Imperial a. 145.
p^a senhoras e
meninas.
epaadencia ns. 2i e 26. recebeu-
Pars um completo sortimento
Na praca da Indep
se ullimamenle de 1 _.
daa mais modernas chapelinas de ieda, lano para
senhora* como para meninas, a* quaes se vem'em
por preco mais em conla do que em onlra qnilquer
parle.
CiORRO.
GUARDA NACIONAL.
Acha-se a venda no |aleo do Carmo n.
9, primeiro andar, o MANUAL OO
IVL'ARUA NACIUSAL, obra inleressanle
a todos os senhores olliriaes c guardas, e
mesmo aos Srs. advocados, por conler to-
das as leis, regulsmenlos, ordena e avisos
concernenles n mesma cuar.li. desde a
creado da lei 11, 602 de 10 de setembro de
ls:0. at 31 de dezembro do 11, aeom-
pa*a1iado deum importante ndice. Ha en-
caderndos e em brochura.
Craixa do ro
Grande
em
bexigas.
Vende-se na roa da Cruz, no Recife, armazem
n. 13.
A's senhoras de
bom gosto.
Verdadeiro bico de blondo blanco e prelo, e bo-
nitos chapeos de senhora por preso muilo eommodo.
A mesma loja acaba de receber muilos relogios
americanos para cima de mesa, do ultimo goato ;
cana, por preco
lambem relogios francezes com
mnilo em conta.
jjVWjC Vende-se um carro novo de
al iJtT^TO 1"illr" fodas, c de dnu* e e qua-
IWfUan tro asseutns a \onlade, muilo
~uW JJH maneiro. vende-se um oulro
"r^S Wjj, dilo clturrilo, muilo proprio
^^^eaeaB^^ para e millo, para algom se-
nhor he engenho e por preco- eommodo: na roa
Nova, coclieira de Adolpho Bourgeois.
os tamauhos, para
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara rezar horlas e taha,
decap)m,nafandisafldeD. W. Bowman : naroaj
doBrumns.6, 8el0.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Beduzido de 640 para 500 rs. a libra;
Do arcano da inYencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.,
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton <5 C., na ra de .Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candiel ros e castiraes bronzeados.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barrs de graxa n. 97.
Vinho Gherry em barrs.
Camas de ferro.
a boa fama
VENDE BARATO :
Leneiohosde retroz de (odas as cores para-pesco-
50 de senhoras e meninas, pelo barato preso de 19,
baralhos de carias linissimasfrancezas para voll.irele
a "HO, toncas de Ha para senhoras e meninas a 640,
lavas muilo finas de lio da Escocia brancas e de co-
res para homem e senhoras a 400, OO e 600 r*. o
par, meias brancas e croas para homem, fazend*
muilissimo superior a 160, 200 e -240 o par, luvas de
pellica de Joovin brancas e amarella* para homem
e .senhora a 19900 fljti "Maaalilkaal ^hll"
as e de pura lia para li. r*., dilas de
algodaomuitissimolna** ,oura mui-
da mais nova : no unico deposito da ra ttataa*para peo ,, para
deApollon. 2B, de A. J. T. Basto & |narbeiroa l56\ sabo-
rnmmnlii'i adoras para eollete de J| Ireperola e de metal ,1
UOmpanllia. JOOn., ditas para pililSK., caizinhaa com
phosphnros proprias para eharq os a 20 ra.. ricos jar-
roa dourados de porcelana para es de diversos la-
manhos e preros, ricas lilas de Ja lavradas e lisas
de lodas escores e largaras, e 11 Boissimas para
roupa, ditas para cabello, insas de seda de boni-
tos padroes de diveraj ffecores, navalhas li-
nissimas para barba, canivenHbJssimos e de lodas
as qualidades, bicos IrMjBllloho de bonitos padrAes
e diversas larguras, ricaajranj** dealgodo brancas
e de cores para corlinad. leaenras para costura as
mais finas que he possivel en coBtrar-se, e 011 tras moj-
ilsimas eoosas que ludose vejfp por Uo baratos
presos qoe aos proprios compradWeacaasa admira-
tao: na ra do Queimado, nos.qoalro cantos, na
bom coohecida loja de miudezas sJaBoa Fama n. 33
Vendem-se excellentes
gorros de malla de seda
bordados, de diversa* co-
res e dos^melhores gostos
possiveis, por mdicos pre-
cos: na praca da Inde-
pendencia ns. 4 e '26.
-jas
PBfaTavolon
Pratos ocos patentes
para conservar a.comida
iqnente: vendem-se napra-
' *a do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Kosfron Ro-
oker #C.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andsa%-ven-
de-sefarelo novo, chegado da Lisboa pelo briguet'i-
deranra.
Deposito de vinho de cham-
tt pagne Chateau-Ay. primeiraqua-
0 I idade, de propnedadfe do conde
de Marcuil, ruada Cruz do Re-
cife n-20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne,^ vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente(em jasa de L. Le-
comte Feron SB.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os 10-
dS lulos das garrafas sao azues.
POTASSA E CAL YIRGEH.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisbo em pedra, tudo a
precos muito lavoraVels, com. os quaesji-
carao os compradoressatvfeitos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior fsrinha de mandioca
em saccas qtietem um alqueire, medida
velha por l.s'OO reis : nos atmazens ns.'
a,')c",eiio ann/.em defronle da porta da
alfandega, 011 a tratar no escriptorio de
Novaes S Companhia na ra do Trapiche
n. 34, primeiroandar.
Vende-se urna balansa romana com lodos sea* perlences,em bom aso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-sen roa da Cruz, armazemn. 4.'
Pipas vastas.
Vende-se porrao de pipas vasias proprias para en-
cher de agurdenle, a preso de 170 cada um* : a
Iralar no escriptorio de Manoel Alves Guerra, oa
ra do Trapichen, l.
POTASSA BRASILEIRA.
Venderte superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentmente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
A 1-OtKI lis.
Vendem-se palitos de alpaca
Cadeia do Recife n. 3,
prela ; na rui di
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ullimamenle chegada, as-
sim como potassa da Kussia verdadsira : na pras* do
Corpo Santo n. 11.
Vende-se ac em eunhel de um quintal, por
preso muito eommodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, prasa do Corpo Santo n. 11.
SACCAS COM MILHO.
Vendem-se sacras grandes com milho moilo novo,
por barato preso, para fechar contas : na rna di
Sania Rila n. 5, taberna.
A boa fama
VENDE BARATO:
Ricos penles de tartaruga para cabesa 49500
Ditos de alisar tambem de tartaruga 38000
Ditos de marlim tambem para alisar 19400
Ditos imitando tartaruga para calles* 18400
Linda* meias de seda de core* para criancas 19800
Meias pintadas lio da Escocia para criancs-240e400
Bindejas grandes e de pinturas finas 38000 e 49000
Pipelalmaso greve e paolado. resma 8000
Peunas linissimas bico de lanca.sroza 18200
Ditas muilo boas sem ser de lanca.cTou t>40
Oculosdearmacao de ac com graduales 800
Lelas com armaso de tartaruga 1000
Dilas com armasao de bfalo 500
Toucadores de Jacaranda com bons espelhos 38000
Meias de laia muilo superiores para padres 29000
Ricas bengalas** can* com lindos casloes 2&000
Ditas de.juneo com boatos castoes 500
Bicos chicotes para homem '
Meias prelas de algodao para padres, o par MO
Grvalas de seda de lodas as cores 19 Ig-jOO
Filas de velludo de toda* as cores, avara 160 e 320
Atacadores de cornalina para casaca 400
Kicos reloiiii.hos para rima de mesa 48000
SaspMyMios finosde borracha, o par 400, 500, 600
PeaU Hilo linos pira suissa 500
JJ*H oito finas para cabello 610
dos muilo bonitos TOO
dreperola para ca-
misa,! I92OO
Alm de todo isfo vendem-se oulras muitas cou-
sis, que avista das qualidades e presos faz admitir:
na ruado Queiraado, nos qnalro canlos, na loja de
niiiideu*da Boa Fama o. 33.
Taixas para engenhoss.
Na*fundirao' de ferro de D. W.
Jlawmann na ra do Brum, passan-
o o chafaiiz continua haver um
Completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preqo eommodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
SJLO00
Vendeio-se excellentes
chapeos de castor branco,
d bonitas formas, pelo ba-
rato preco de 5,000 ris:
na praca da Independen-
cia ns. Meif).
Lindos cordes de ca-
bellos.
Vendnh-H ricos cordoes de cabellos elaslicos, li-
sos e eafeilados, por barilissimo preso : na loja de
iiiiadCzls, 01 roa do Queimado n. 63.
.Brinsde vclla : no armazem deN. O
Bieber & C, ra da Cruz n. 4.
/__ Vende-*e eicellente taboado de pinho, recan-
i'inenle chegado da America : na rni de Apollo
{trapichado Ferreira. a entender-so comoadmini*
fiador do mesmo.
VINHO XEREZ.
Vende se soperior vinho de Xerez em barri* do
,emca*a de E. H. Wyall: ra do Triptehe
enem-se as cegointes obras, na ra do Colle-
n. 8 : Ensaio sobre o homem pac. A.
ornes, Elucidario das palavras qoe em
Portugal amigamente se usaran), a qoe boje regu-
larmente ignoram, 2 volumes.
Chapeos de paiha da
I taifa.
Vendem-se chapeos de palba da Italia, dobra-
dos e singelos. pata homem e menino*, chegado* al-
timamenle da Eeavpa, da ultima moda, com moilo
bom sortimento, *) caisa* de 10 dozia* cada nma,
por preco mais cammodo que em < qnalqaer
parte : em casa de Basio A l.emo*, raa de Trapicha
IAP FniHCEZ.
" O verdadeiro e genuino rape fraacez
deveter preferenaa sobre outro qnalquer
rape tanto pelo seu simples e agraaavel
aroma,comp pela sua qualidade higinica,
visto nao ter a menor composico que
tara damno as pessoas que delle fazem
usp. Vende-se por ogOOO cada meio ki-
lograma, que regula muito mais de uma
libra : as lojas dos Srs. Moreira & Duar-
te ra do Cabuga' n., Joao Cardozo Ay-
re ra da Cadeia do Becife n. 41, e no e*>
criptorio de Burle, Souza & C. ra da Cruz
n. 48.
Vestido de seda.
Corles de vestido de seda d cores, padroes do ai-
limo goslo, e por precos muilo eommodo, haveado
moilo* para escolher : na loja de 4 porta, oa raa do
Qaeimado n. 10.
A boa fam
VENDE BARATO : .
Libra* de liaba* branca* o*. 50, 60, 70 e 80
Libra* de dila* na. 100, 120 e 130
Duzias de lesonras para costara
Dazia de dilas mais finas
Nasos com 40, 50 e 60 peca de eordao
para vestido
Pesas com 10 vara* de bico eslreito
Dozia de dedaes para senhora
Caiiinhas com agulhas fnncezas
Caiiascom16 no vellos de linhas de marcar
Grozas de bolftes pa.ra carniza
Pulceirasencarnada*para menina*
Ditas grandes para senhora
Pares de meias finas para senhora a 240 e 300
Meadas de linhas muilo finas para bordar 160
Meadas de linhas de peso foo
Grozasde boies moilo finos para ealsas 280
Babados de linho aberlo* e bordado* 120*940
Carteiras linas de marroqum para algibeira 600
Fivelas dooradas par* ealsas e eollete 120
Tinleirose areairoade porcelana.o par 500
Chariiteiras entrefina* 120
Dozias de trridas n. 14 para eandieiro 80
Pentes de verdadeira lia ful o par* alisar" 900 500
Pesas com 6 Ir vara* de til branca da linho*
Caitas com eolchetes francezea
Crrileis de linhas de 200 jardas de boa .1
qnal idade t 70
Macinhos com 35, 40 e 45grampaa 60
Sospensorios, o par > *40i
Crrileis de linhas de 100 jardas, aolor Ale- *
landre Hf)
Alm de lodas estis miudezi* vendem-se oulras*
moilissimas, qoe vista de sua* bus qualidades e
baratos presos causa admirsSo ao* compradores :
na rna do Qaeimado, no* qnalro canto*, oa bem co-
nhecida loja de miudezaida Boa Fama n. 33.
Vende-se milho muilo novo a 58120 o alquei-
re, medida velha ; a bordo da barcas* Diligencia,
no caes do Hamos.
Pianos ellegan-
tes.
No escriptorio de Domingos Alvez Malbeus, 11
ra da Cruz n. 34, ha para vender ricos e olega n
tes pianos com encllenle*'vote*, vindosd* Hambor
go pelo ultimo navio, por presos mais. medie* do
que em oulra qualquer par*.
,' jVend
1 l.ein
n. 18.
ESCRAVOS FGIDOS.
'--
o.
No dia IT da atea de outobru prximo
fogio da cidade do Natal, provincia do Rio
do Norte, om escravo de ,noj)e Lourenso, molalo,
bem claro, com idade de 10 anuo*, anda nao barba,
baixo, e um lauto reforcada do corpo. cabellos pre-
tos e crespos, porm JMio e*tvam corlados
rentes rom o casco dtl feisSes regalares, bei-
cos um lauto grossos, liada, anda sempre com
a cabera haixa olba|H o cha, muilo tonto,
cosame iuculcarWa^^HHR, he contador de histo-
rias, toca gaita, bebe agurdente, loma (abac, e
fuma ; esleve na tenda da alfaialo e sapaleiro, de
cujas olliciuas pouco entaade. Alm dos signan* re-
feridos, tem entre os cabellos na parte da frente ama
pequea cicatriz proveniente de ama queda, o he
preciso levantarse os cabellos para qoe se possa ver,
cabeca um tanto redonda, e cara om tanto achatada;
he mijito humilde, e coslum. a Iraler a lodos por se-
nhorzinho. Quando fugio levou camiaa de riscadi-
nho azul de algoda'ozinho americanoJFcalsa do mes-
mo panno com liatra azul de largura de nm dedo,
chapeo de palha usado com eordao por baixo dv
queixu, e coslom* a 'irar o chapeo para tradas cos-
as, Meando com elle dependorado peto pescoco, lem
o andar um tanto inclinado para dianle, dedos cor-
tos, e tras as onhasdo* dous dedos grandes om laoto
crescidas. Este escravo foi comprado em 1849 a Ma-
noel Loiz Baplista, morador no sobrado do termo da
villa do Pilar da provjnci* da Parahlb* ; passou por
Sicupira-lorla distante de Mamangnape 5 lego** :
julga-ae que buscn o Recife, onde lalve se aehe :
pede-se aos Srs. pitaes de campo a su* captura, e
o cooduzam a esla cidade do Natal, que serflo gene-
rosamente gratificados, ou que o fasam reeolher era
alguma cadeia segura e parliciparam-me. Muilo es-
pecialmente encrese a lodas as autoridades encarre-
gadas do recrulamento, qne leudo em vistas os aig-
naes que licmi expendidos nao o facam embarcar por
engao ; e se for elle preso me communiquem, obri-
gando-me por lodu e qualquer despeza ;ue por ven-
tura >e lizer. Cidade- do Natal 2 de dezembro de
1853.Francisca de Piala Lius do* Guimarae* Pei-
10(0,
Kugio o* madrugada do dia 18 do corrale,
de bordo do brigue nacional flor do Rio, o *aervo
de neme Adnao, crioolo, d* eslatora alta, retii, e
tem buso ; foi comprado j ha lempo ao Sr. Joto
Palilo : quem o pegar, Isvando a borde do dilo
brigoe, ou no escriptorio da ras da Cruz n. 49, ser
moilo bem gratificado.
PERN.: TYP. DE M. F. D PAi\lA. 1855
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