Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00314


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Full Text
V
r\
*

L
i
|
UNO XXXI. H. 292.
w
Por S mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 19 DE DEZEMBRO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'-
Recita, o propretprio M. F. de Faria ; Rio de Ja
neiro, o Sr. Joao Pereira Marios ; Bahia, o Sr. D.
Dqprad ; Macoi, o Seulior Claudino lalcSo Diaa ;
Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nalividade ;
Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Juuior; Ara-
caly, o Sr. Amonio de Lemos Braga ; .Loara, o sr.
Joaquim Jos de Oliveira ; Maranho o Sr. Joa-
quina Marques Rodrigue*; Piauhy, o Sr. Domingos
Herculano AdulesPessoa Cearense; Pan, oSr. Jus-
tino J. Rama*; Amazona, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, de 27 3(4 a 28 d. por 13
Paria, 348 rs. por f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, ao par.
Acedes do Banco 40 0/0 de premio.
da Companhia de Beberibe ae par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras, de 9 a 12 por 0/0.
METAES.
Ooro.Oncas haspanhoias. . . 299000
Moedas de 69400 velhas. 161000
de 69400 novas. 168000
de 4000. . 99000
Prata.Palacoes brasileiros. . 29000
Pesos columnarios. . 29000
1S8G0
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanbuns, nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex a Ouricury, a 13 e 28.
Goyanna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiraa.
PREAMAR DE BOJE.
Primeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda 0 e 54 minutos damsnha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e sabbados.
Relacao, terras-feras e sabbados.
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas.
Juiz do commercio, segundas as 10 horas a as
quintas ao meio-dia.
Juizodeorphos, segundas* quimasis 10 horas
1' varado civel, segundas e sextas ao meio-dia.
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio-dia.
EPHEMERIDES.
Oezemb. 1 Quarto minguante aos 9 minutos e
40 segundos da tarde.
9 La nova as 7 horas, 47 minutos
e 48 segundos da mannaa.
16 Quarto creseente as 4 horas, 36
minutos e 40 segundos da manha.
23 La cheia as 8 horas, 18 minulost
e 47 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
17 Segunda. S. Florif.no m. ; S. Calanico m.
18 Terca. S. Esperidio b. ; Theoiimo ni.
19 Quarta. S. Dario m.; S. Fausta.
20 Quinta. 8. Liberato m.; S. Bajulom.
21 Sexta. S. Thom ap.; S. Themistocles m.
22 Sabbado. S. Honorato m. ; S. Floro m.
23 Domingo. 4. do Advento. S. Servulo, advo-
gado contra a paralisia ; S. Midonio m.
PAITE 111011.
OOVSa.NO DA PROVINCIA.
ExpadUM* 4e dio 15 do dezembro.
Qfljcid__Ao inspector da lliesouraria de fazenda,
cuiumuuicandu hver m villa de sua informarlo
deferido faa/oravelmenle o requeriineulo em que
uiz do Franca da Crut Ferreira e Francisco Anto-
nio Pereira da Bdlo pedem licenr. para permutar
eulre si os terrenos de marinha n.'lo da ra iin-
per.al e n. 9 m Motucoiomb comprindo que S. S.
proceda quanlo aot resp'ectivui ttulos de confor-
midade com o lioat da citada inloruiaro.
Oilo Ao innato, duendo que S. S. deve pro-
ceder do modo que julgar mais conveiiinle,aliui de
ser satisfeito o que requisita o Exm. presidente do
Para' na segunda parle do oflicki que remelle por
copia.
Dito Ao mesmo, recofnniendaiido em vista da
requisirj do Exm. presidente da Parahiba, que
por conla dasreudaa daquella provincia arrecada-
das,nesla faja entregar ao agente fiscal Jos Joaquim
de.Lima a quanlia de 2,0000 para a compra de me-
dicamento* oulros objectos all necesarios. Fi-
zaram-se as oecessarias jcomruunic ar/ies.
Dito Ao chefe de polica, dizendo qoe ja re-
metteu cmara municipal para ser paga a conla da
lespez fela pelo subdelegado da freguezia de S.
Jas, cora a limpeza e obras do barracao que serve
de albergara aos mendigo*.
Dito Ao chefe de polica, declarando que ex-
pedio ordern a' lliesouraria provincial pura ser pa-
ga, estando nos termos legae a conla que S. S. re-
metleu das despezasfeilas desde jolln al uovembro
deste auno com e snitetito dos presos pobres da ca-
deia de Flores.
Dito Ao cnsul de S. M. britnica. Accusan-
ilo o recebinenlo da cnramumcai;o que o Sr. II.
A. Cowper, cnsul deS. M. britnica me dirigi
neaU data relativamente a quarentena ,que pelo
provodor 4a laude foi imposta ao na\io britnico
Kxprcss por t*r locado no porto de Macelo e podio-
de aoja a mesma quareoleua aliviada petos motivo**
qoo expende, tenuo de responder-lhe que acabo de
ofliiar- ao provedor dasaude, remetiendo o mesmo
oflicio, para que elle providencie do modo mais no-
mino sein loaavia liaver inracru das medidas sa-
nitarias. Renov ao Sr. Cowperos protestos de miuha
lima e consideraro,Fez-se o oflicio de que se
trata .
Dito Ao commaudante superior da guarda na-
cional de Mazareclli, declarando que em quanto nao
forem noroeados, uos termos do art. i'J, primeira
parta da lei < (02 de 19 desetembro de 1850, ma-
jorca o ajudaiites para, o* cornos da guarda uacional,
devem ettes posto* ser oceupado* pelos otliciae. in-
dicado* ooart. 73 das iottrucc,oes de ~> de oulubro
do citado auno.
DitoAo commandanle superior da guarda na-
cional de Santo Aullo, dizendo qde a escolha do
uniforme grande para'o* cornos da guarda nacional
activa daquella comarca devo ser feita pelos com-
mandante* do* meamos corpos, de accordo com S
S., que para esse lien maulara receber os respecti-
vo* figunnos na *ecrelaria do governo, para onde
liovera ollar, logo que nao tejara precisos.
DiloAo Dr. Jote Joaquim de Moraes Sarment.
Nio ser desconveniente ir u fszenOo algumas vi-
rilat domiciliaria no dislricto incumbido ao cui-
dado do V. S., afim de conhecer-se o estado saui-
lar* da populacho.Nesle sentido oflkiou-se aos
demais mdicos e cirurgioes nesla capital.
DiloAo inspector do arsenal de marraba, di-
zendo qoo pode contratar a compra das qualro rail
barrica* de cemento que sao neeeatariat por coii-
tiQnn$3o dW obra* 4 methoramanto do porto.
Communicou-se a tbesouraria de fazenda.
lllm. e Eim. Sr.Dando cumprimenlo a ordem
de V. Exc, coolida en) officio de hontem Jalado e
hoja recebiijo, informo a V. Etc., que deu-se com
efleito o faeto de ler fgido da casa de detencao o
preso Maooel Theolonio da Silva, pronunciado co-
rno comphee por ferimenlos no termo de Carear,
coja fuga fura motivada pelas eircumstancias cons-
tantes da participado que em data de 10 do corren-
la roo fez o administrador daquella casa, e que por
copia passo es rollos de V. Esc, dovendo accres-
cenlar, que por esta repartidlo tcm sido espedidas
as mais activas providencia* .para sor o mesmo cri-
minoso capturado, e que se nesles cinco dias nio
foi a V. Esc. participada a fuga do preso, foi por-
que nao su o neupcio en si nao tem importancia,
como porque anida au vai tarde a coinmoniearao
indo hoja.
Dos guarde a V. Etc. Secretaria da polica de
Peroambooo 15 de dezembro de 1855.lllm. e
Eim. Sr. couselheiro Jos Beoto da Cunha ejl'iguei-
redo, presidente da provincia.O chafe de polica,
Luiz Carlos de Paica Teixeira
do-se, sem que fosse presentido ; nolaudp-V. S. que
Manoel Theoloiiiujeslava incumbido da fachina aos
lampees, e|seu quarto era des horas a' meia noite
como be de costurar, e aotorsado pelo regulamen-
lo. Preveiido eventualidades iguaes, por vezes te-
nho repreadbtado aoSr. director das obras publicas
sobre a neceasidade de collocarem-se quanto antes
em seus devidos lugares as qualro cancellas de ferro,
nico i.-ior\u legilimu a' taes tentativas. Com eflei-
to, o dilo Sr. director leem activado ao Sr, Slaw, na
prompticarao das cancellas, eu mesmo ja Ihe ralles
a' respailo, e elle prometteu-rae que at o fim do
correle eslavam promplas. V, pois, V. S.|que. por
maior que seja a vigilancia dos empregados, adian-
do.se as censas em seo cometo, sem que anda se le-
nha completado o syslema de precannies e do seau-
ranras prescriplas pelo sobredi lo regulamento, nao
he pussivel evitarem-se emergencias ; mas posso as-
severar a* V. S. que fico ns esperanza de brevemen-
le recolher de novo a' priso o mencionado Theolo-
nio, para o que vouemprenando os meios necessa-
ros. Devo observar a' V. S. que esse preso, qiiaudo
deslacado.em Caruar, em qualidade de soldado de
polica, tora pronunciado por complicidade en. fe-
rmenlos. Casa de deteurflo 10 de dezembro de
1856.lllm. Sr. Dr. Luiz Carlos de Paiva Teixeira,
chefe de polica.O administrador, Florencio Jos
Cameiro Mooteiro.
Conforme; o primeiro amaouens Jos Xavier
Fauftino tamos.
COMMANDO X)oS ABMoS.
Qaartel general 4o commaoda 4a* anuas do
Pornambuco ssa cidade 4o Recite em 18 do
dezembro 4o 1855.
OKDEM DO DA N. 170.
O mareclial do campo commandanle das armas
faz publico, para coultecimento da guarnirlo e de-
vido i lleilo, qoe nesla dala conlrahio novo eogaja-
menlo por mais seis aunos, uos lermns do regula-
metilo de 14 de dezembro de 1852, precedendo ins-
ueorao de sade, o soldado da sesunda companhia
ilo nono balalbo de infamara, Moyses de Castro
ilcnczes, o qual perceber, alm dos vencimenlos
que por lei Ihe compelirem, o premio de qualrocen-
tos mil ris paco segundo o disposlo no artigo 3.
do decreto u. 1401 de 10 de junlio do anno pretri-
to, e lido o engajamento urna dala de Ierras de 22
mil e quinlieuUs bracas quadradas. Se desertar, in-
correra na perda das vantageus do premio, e da-
quellas a que tivcr direilo, sera lido como rccrolado,
descontando se no lempo do engajamento o de pri-
sco, em virlude de seulenra, averbando-se este des-
cont e a perda das vanla&ena no respectivo (itulo,
como esta por lei determinado.
O mesmo marechal de campo tendo rsolvido por
oflicio de 13 de oulubio ultimo, dirigido ao Sr. le-
nente-coronel commandanle do dcimo batalbao de
infanlaria em consequencia de esclarecimentos soli-
ciladns, que as ordeus do quartel-geueral, mandando
dar baila do servico a qualqoer prara de prel. s-
menle tivessem eiecu^ito no da seguiute, compelin-
do aos escusos os respectivos vencimeulos al o da
anterior, j porque essas ordeus sao recebidas depois
de concluido o expediente, e quando as praras tem
feito despezas com o rancho, e ja porque pode eslar
ues.se da de serviro, faz extensiva esta sua delibera-
jio aos demais orpos do ejercito eiistente* esta
provincia.
Jos Joaquim Cfelho.
EXTERIOR.
a promplid.lo com que elle obrou foi urna cootra-
riedade para o cnsul inglez, que assegurou-lhe que
levara o seu comportamento ao conhecimenlo da
mesa do commercio einduziria este tribunal a ne-
gar o seu certificado que em urna palavra o com-
proraelleria.
O fado do Merma* l fazer a carreira de l'ernam-
buco em nm mez e qualro dias, e chegandu ao seu
destino em urna condic.ao escelleule, he conclusao
evidente da exaclido do juizo do capito Devey,
e da falllbilidadc dsquelles a quera o exame foi con-
fiado. Mas a prudencia com que o capilo Devey
obrou foi anda mus infeliz para o inleresse do cn-
sul, que euleudeu, e disse que reclamara douse
meio por ceulo de commissao sobre o onro que se
achava a bordo, um|item que se tivessse sido pro-
vado, teria dadoao representante britnico de S. M.
em Pernambucoa nao pequea somma de 10,000'.
Isto foi poupado pela recusa do commandanle em
consentir que o navio cahisse as mos dos carpin-
leiros, e o capitn Devey, am de poupar aos pro-
pietarios a despeza de reparos superfinos, susteotou
a navegabilidade do Mermaid pela viagem capital
que fez do Brasil a lafialerra. Calculou se, que os
15 dias empregados tosa contenda salvou os propri-
etarios e os seguradora quantojao navio ejao carrega-
raenle, do prejuizo p*f.menos de 20,000,e aques-
laoque resulta do casfhe a segninle:poder ser to-
lerado um syslema que sujeita a propriedade de
negociantes inglez.es a ser lomada das milos dos seus
proprios servidores, e entregue a aqudles cujo in-
leresse he fazer de um accidente trivial o maior pos-
sivel
Os seguradores nao podem deixar de l.apr eciar a
decisao, a pericia e o talento do capitSo Devev sob
as difliceis eircumstancias em que se achou zoilo-
culo ; mascumpre lembrar que esla approvario do
seu comportamento involve, ao mesmo lempo, a
mais enrgica eondemnacao do sysleraaque prevale-
ce entre os reconhecidos guardas dos interesaos bri-
tnicos em Pernambuco, e a eslelayslema deve ser
dirigida immediatamenle a alinelo do governo de!
nosso paiz. Parece que ha neste negocio ahuma
cousa iulinilamente mais podre do que a madeira
domis velho casco dasjavio no serviro da sobera-
na ingleza.
A'cerca.do objectoeapra encontramos as seguinletj
observa^Ocs no 4| ^^freemaiu Journal de !9 doj
passado
o t) Mermaid, di VAourne a Liverpool, qnear '
ribou a PernaMI ^ndo agua, chegou a salva-
mente a l-rttfl pto o capitao recusado consen-
tir, que o navafl (parado naquellc porlo, e con-
duiindo-u aaa Pfo ao seu destino. Deve-se es-
perar qoe a eoragecn c a direcro do capilo, enjo
nontt infelumenle ignoramos, sejam convenienle-
menle redenpensadas pelos respeclvos seguradores,
posto que seja muilo de lamentar que a rapacidade
OasdWrtes *m l'ernaiubuco, em cujas mSos calle um
cia, apresentam-
t*at, .que dizem
inlorrogados ; e
umpcOes, e pan-
do nascimenlii.il
coxo nio adev-
em campo.
Um caso curite ehegoa a nossa noticia que lie e-'
_ navio ntabililadu, permita que homens de bem
currara semolhante riscc. Um navio, pertencente a
pecialmeule digno 4a atlencio dos seaaiadorei. do, **le porto,teve o infortunio lia alguns anuos de cahjr
lllm. Sr.Cumpre-me levar ao conhecimenlo de
V. que honlem, as 8 horas emeia da noite, en-
trou para esla eslabelecimento o marujo fraocez
B.iizar, o qual tendo sido recolhido cellula u. 16
a onde j se adiavam 5 marujos indezes, aconle-
cem*que o dilo Baizar, trovando de um pao de v.is-
scaara, que havia na prisSo,eome{asse a dar paocadas
,nos marujos inglezes, e isso por efleito da embria-
guez em que achara. A esse rumor acudi imme-
diatamenle o goarda que rondava, o qnal dando
parle ao ajudsnte, esle procurou coin todas as forras
remover o curuja para urna prisao solitaria ; pri-
meiro, pora, que se chegasse a esse resultado, foi
precito empregar as diligencias necessarias: liouve
san tumulto e confusao no momento de agarrar-se
este rnaanju, n'esse iuterim dieg* ama patrulha com
doa|mlieres presas,o guarda abre de promptoa can-
celia, em cuja occasifio, quando todas as allenres se
voltavam para o marujo embriagado, a quem era ne-
cestario conler, sem molesU-lo, segundo o espirito
do regolaraento, o preso Manoel Theolonio soulie
aproveitar-so das crcoaistaneias do momento e eva-
commcrcio publico era geral. A 20 do passado o
Mermaid, commandado pelo capilo Eduardo De-
vey, entrn em Mersey viudo da Australia, tendo a
bordo 400,000 em especie e urna carga importan-
te. Em sua passagem de Melbouroe, esle navio que
fazia alguma agua, arriba em Pernambuco para re-
ceber provistos frescas com a intenclo de permane-
cer ah algumas horas. Durante a sua estada, um ou
dous passageiros de camarote, achaudo-ieassustadoi,
noticiaram ao ronsul inglz o faci do navio estar
fazsndo agua, e este cavalleiro, coa* urna industria
um pouco descommunal para com os oflicaei, i neis-
lio para que se examiuasse immediatamenle o
rtavio.
O eapitao, que era o melhor juiz da condiejo do
seu navio, e que linha o maior compromeltimento
porque arriscava a sua vida e repularao, julgou o
acto superfluo, e proteslou contra a sua neceasida-
de, mas a despeito da sua reclamarlo e exame foi
feito, e aqulles a quem a tarefa foi confiada deca-
ram que o navio nao poda seguir a viagem sem ser
reparado ; aqu devemos observar que o Mermaid,
emeonsequenca da sua eapacidade e dia^ua qne
demaudava, nao poda alravessar a barra de Per-
nambuco ; alem disto nao havia meio nem l'acili la-
de de reparar nm navio de semelhanle lonelagem.
Para habilila-lo a entrar no porlo, fora misler ali-
via-lo da carga em urna exlenrSn qrte teria seria
mente posto em perigo a segt>rau[a do navio. To-
dava, o capilo Devey fez ponc casu da opinino
dos peritos, considerando que eslava munido do re-
ralorio de lodos os seos passageiros, salvo de dez on
dozo, para continuar a viagem. Assim procurou os
maleriaetaatessarios, e, tomando providencias acer-
ca de qualqoer contingencia possivel, deu a vela
dahi a Ki de setembro, e chegou a Liverpool no din
que ja assignalamos com o navio, Jcarga e patsagei-
ros, em nomero de 200 pouco mais ou menos. Mas
a* saos garras, e urna senlenra condemnou c navio
quasi em todo o seu valor e frele quando cbet;ou ao
respectivo-destino. As propinas do cnsul e agentes
foram um pooco admiraveit, tendo os ltimos, se
bem nos lembramos, tirado de um precioso earrega-
mento2 ; prtenlo pelo desembarque, e o mesmo
pelo reembarque, em adiirSo a todos as espesas-
O valor do carregamento do Mermaid, era de
400,000 pooco mais on menos, e se pode imaginar
que bella presa teria sido etta para as aves de ra-
pia de Perumbueo. Grande porr.lo do csrrega-
menlo perlencij Irlanda.
Ver-se-ha qoe qoeslfln occnpoo dous dias a
alleuflo da praMJ o Liverpool. A mais laboriosa
e paciente alinelo foi consagrada a esle assumplo,
e o proffio faci qoe era allegado, collocou o pro-
cedimenlo do capiao Devey no mais satisfactorio
Dos o livre de conversar na poca prsenle com al-
gum africanista, he o que mais Ae desejo.
Ja deve saber que a ordem do da por c he a his-
toria do process) do ronlraband* bicudo, instaura-
do pelo Sr. chefe de polica.
Bem rae dza o Mendos : CAnpadre, lome bem
sentido, e ver isto em que v*M*r. O Druramond
ha de pagar caro a ousidia delmpalar a vasi aos
conlrahandislas. Esses dungas, Kpderosos como sao,
bao de arranjar a cousa de (Jworte que linal u
Drummoud, uu o fiiho licam oajaVavilliados.>io,
disse-lhe ru, nao he possivel iajfeWois na, lornou-
me elle ; basta que elles espalheiaEcerlos boatos, que
Ja van appareceudo, para compromcllercm o pai ou
o filho : chega aqu ochef de
Ihe logo uns cinco ou seis cal)
saber ludo quanto se passou,
tra:, :a;, n< ceg; apparecem
da com o homom debaixo do ai
E que cuida, meu amigo
nhou ?!
Os laes generaes russos poze|
prepararam as minas ; e quando chegou o chafe de
pyjicia para sindicar do negocio, ja encoulrou n boa-
to, de que o Dr. Drummoud tinha coucorrido para
a sublracran, ou conla de diminuir fulla na total
de 210 Africanos.
Confesso-lhe que live pena do Sr. Mire de poli,
ca ; seos lo bous desejo*, seas trabalhos 13o peno-
sos, tanto lino desperdigado, ludo mallogrado
por semelhanle cfila !
Sem conhecimenlo do lugar e das laes influen-
cias, algumas das quaes com elle tanto converse-
rain, so, sem auxilio de alguma alma bemfazeja-
nao Ihe era possivel fazer mais.
Quautat vezes eu, que como descouhecido, c me-
ro espectador assisli s siudicaneias da polica, tive
vonlade, com alguns oulros amigos, de desmanchar
a igrejinha ; esclarecer ao chefe de polica, e dizer-
Ihe: Sr. Dr. Paiva, -nao se
lafls, que se inculcara como l
riuhaem, e U oura a muita
sabam a respeito : l, sim,
gordo.
Mas, anea amigo, apenas quera dizer isso, vi-
nha-me logo um no a guella, o fomerava com a mi-
aa anliga scisma, de qoe se nao crlarem a cabera,
nao roe asee onlra ; de sorlo que ficava embu-
eatado.
Ah S* o chefe de polica lvesse quem aqui o
orientaste, entao a ooosa sera onlra.
Agora, sim, esto ellet couleOtes com a lito que
deraan ao coronel Meuezes ; e nio lemem tentar ou-
Iro desembarque ; porque ninguem por aqu quer
ficar compromellido, e sujeito a'nm para V. M.
I. recorre.
Nada, mea amigo, esle mundo he lodo de fados ;
uada de theorias de juslra, cumprimenlo do deve-
res ; ludo isso sao asneiras.
O cdigo penal, como diz o nossn juritconsalto
homaopathico, s se fez para os talos, que sao os
mundo ; lembre-se beo
pelos dilos desles
Imunhas :^v* Se-
ale boa o que ella
cobrira muilu peixe
OS P1LH0S D\ FdWlS.4. (*)
Por Paulo Fevjl.
Cr\PlTULO|II.
O agente de cambio.
Merlo preparava o melhor que poda o almoro de
Irea ou qu.ilro Ricardos que haviam de fazer-lhe la
^ hospedara. Vigiando em
suas cassaiolas, elle refleclia ao mesmo lempo o di-
zia comsig j :
Ahi ha algama coosa oceulta !
Tioh i ja indicado moiins veze* o caminho do cas-
talio a pessoas que pasaavam fra ; era nessa ma-
ntisa urna verdadeir* procisslo.
lita homem em traga parisiense, u lendo o cunho
4a elegaoda coftimercial que floreare oo pirittylo da
aWha, eolrou locando tummariameile no chapeo de
fellro cinxenlo, e pergunlon :
II* aqui a hospedara do ('.avali'o Braueo?
Morin l*z am signal afllrmalivo.
Cata de Morin?... aecresceotoii o recem-che-
gado.
Csa de Mayin... repeli o velao.
~m E Mr. Des (mesaes?
O e*lil*jadeiro volion-se para as eassarolas, e re-
peli pela vigsima vez desde o comeco do dia :
Siga a avenida... sempre em direilura ; o cas
ello est no fim.
Amigo, disse o Parisiense era lom secco, nao
pergnnlo onde he o cattello, pergonto por Mr. Des
Garennes.
E en re*pondr>-llie, toroon o vellio com paci-
encia : siga a venida, sem pro em direilura.
Mr. Des Garennes nio esl verdaderamente
aqui T replicn o.Parisiense com ar ao mesmo lem-
po de adrr.irarao e gaslamento.
Morin encarou'O rindo e dtse :
Mr. De* Garennes nunca vem aqui.
Todava devia vir hoje.
Asaevero-lhe que nao vira... Sem duvida al-
guem zomboo de Vmc. Se quer ver a \lr. Det tia-
rennoa, o mais cerlo he seguir a avenida sempre em
direitera...
Morin parou e ficou pasmado ; acastardla eahio-
Ihe dat maes. Pela porta aberla vira o carrinho des-
coberlo do Mr. Des Garenne* entrar no pateo da
hospedara.
Oh oh! diste o velhn, oulra novidade !... orna
entrevista am minha casa .'... ah ha alguma cousa
oceulta I
Mr. Garennes lanc;ou-se na sn'.a enxngando a
fronte calva, e precpitou-se para a Parisiense lendo
a mo estendida e o sorriso nos labios.
Eniao II-lu esperar, Mr. Gavel? pergunlon
elle.
Vida Diario o. 291.
e o galo coberlo de fa-
mwores
da falmla
rioha.
Nao ha nada como Indo mais he historia.
Um dos mais graudinhos da cambada, e dous ou
(res caranguejnhos, o capilo do navio, pronuncia-
dos, o Dr. Drummoud calumniosameuto aecusado
de cmplice; e os tumlunqucs, 13o conliecido*ga-
ralmente, em sanft paz ; e ntm se (ufe, neui s
muge a seu respeito.
Antes que me e/qoera,. peco-lhe que declare a
seusleitores debaixo do sua nonradissima palavra,
se o Dr. Drummoud ou alguem de sua familia lom
parle neslas toscas linhas ; pois nao quero que Ihe
sirvam de rilis algura contrapeso. (*)
Deixe-ot attribuir a quem quizer : deixe mesmo
qne Ihes deem por pai ao Santo* Vital, a quem pro-
melteni mimosear com urna boa tunda de pao ; mes-
dous ; porque a polica he impotente apezar'
dos bous desejos de seu chefe ; e por que,
nao ha fado consumado, que tenha respon-
tabilidade para seu autor; fallara mesmo de urna
historia de africanos conduzidos para a pona do
Serrambi; mas, raeu amigo, o seguro morreo de ve-
'ho: lenlt't muito medo, de qoe cerlos mdicos a-
mantes da escola anti-/logistiea, me appliquem
sangras feilas com lncelos de mais de palmo ; pode
mui bem succeder que morra pela bocea como pei-
xe ;*nada ; deixemo-nos de hisloriaa.
O maldilu contrabando dos Africanos, que lano
bem nos ia fazendo com a diotracao do povo, que
ja nao se lembrava do cholera, vai sendo esquecido;
e por conseguinle, com as nolicias de Peoedo, van
apparecendo os anligos terrores.
Rcnovaram-se as preces, proctsses de penitencias,
uas quaes cerlos maneos hypocrilas se mostram
mui cnulrictos. O presidente da cmara municipal
continua sollicito em promover os melhorameulos hy-
gieuicot; e insisti de nava no pedido de ilguns
mdicos, e ambulancias.
Dos permitta que conselheiro presidente da
provincia acert na escolha dos mdicos, oaic nos
tem de mandar, para que nao nos vejamos na cou-
lngcnda de escapar da peste, e morrer da cura.
A inar das novidades esl em completa vazanle.
As eleires liveram lugar no 'da designado ; e
milito menino bonito levou tablela. O portador
desla Ihe entregara una duzia de tabocas, dasquae
far destrbuisao por cerlos amigos euforquilhados;
e diga-Ibes que leuhain paciencia, e esperrm por on-
lra endiente do rio, que lalvez facam melhor pea-
caria.
A justira, polica, municipalidade e salubridad*
vio sem alloraclo.
Tenho a communicar-lhe, que um filho de um
fulano Joaqoim Francisco, dosilio d* Meio, desfe-
chou un conp de fazil em um sugeilo, o qual palo
nome se nao perca, sem que a polica leuha dado
copia de si.
Da Serinhaera nada me consta de novo, e que
merera as honra; da publicado.
O amigo Dam..... servio de lestcmunha no pro-
cesso do contrabando ; e o la Irao/.inho, dizem, sa-
fou-se mullo bem; nao confestou o destino que deu
a dnus bicudinhos.
Tive de andar em servico em comarca dif[renle
desla cidade, e hoje que cheguei Iralei logo de dar
cumprimenlo a miuha obrigarao.
Aqui fico cuidando na vida em quanlo a morte
nao chega, e sempre ao seu iiispdr, como amigo ve-
lho e peccador anligo. (O Rio[ormosense.)
Carta particular.)
P. S. Dou-lhe parte que o amigo T... den para
abelhudu ; anda bisbilholando autos crimes l
do Piauby, e como solicitador dirigiodo consullas
aoS/Odvogados de c, nos termos seguinles:
Se os filhos respoudem pelos delictos dos pas '.'
Se qualquer cidadao, que nao he auloridade po-
licial, deve ser processado, por nao liaver prendido
minoso, sabeudo que o he ?
atlinnalive, qual a lei que isto determina ?
Iha, paleo da Sania Cruz, ra dot Pires, Soledade,
ra da onceicio, do Aragao, becco do Quiabo, pra-
ra da Boa-Vista, ra da Matriz, do Hospicio, do
Carnario, becco do Ferreiro, aterro da Boa-Vista,
Ponle-Velha,.
Contiuua-sea aterrar ajrua doOuro, ea'extremi-
dadejdaruade Sanio Amaro, contigua mar.
Ullimou-se o alerramento na extensa ra do A-
lecrim, onde se acharo algumas Iravessas, que de-
mandara o mesmo beneficio.
Conlinua-se tambera a acear as ras, travessas,
etc., e aieiar ai memas em algumas parles.
Fez o servico com 54 trabalbadores e apunta-
dores ; a, falla das ferias das qualro freguezias im-
porlaram em 1903600 rs.; alugueisde carrosas que
trabalharam diariamente as freguezias de Santo
Antonio, S. Jos e Boa-Vista, I02J000 ris ; areia
applicada no aceio de algumas ras e Iravessas
l'Jj840 ris ; serviro de empreitada feilo uo aterro,
que eslou procedendo na ra do Ouro 24j000
ris.
He tudo quanlo tenho de levar ao conhecimen-
lo de V. Etc. ; acreditando que essa illuslre cmara
nao deixar de apreciar o servico qoe se lem execu-
tado concernente ao aceio das ras desla cidade, e
atercamentos fetos era algumas dessas ras, ,cujos
inclhoramenlos sao manifestos, e raudo influem el-
le* bem da salubridade publica, esperando en da
parle dessa illuslre cmara a cooperario e zelo, que
mioli* ouso assegurar-lhe pelo que for ulil.
Dos guarde a V. Exc. Recife 10 de dezembro de
1855.lllm. e Enn. Sr. bario de Capibaribe, pre-
sidente da cmara municipal.Joo dos Santos
Porto, administrador geral da companhia de Ribei-
riuhos.
Conforme.O secretario. Manoel Ferreira Ac-
cin.
REPABTXQAO DA POLICA
Parte do dia 18 de dezembro..
lllm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que dat diflerenles participarnos hojo recebi-
das nesla repartiera, cousla nao ter-se dado ocur-
rencia alguma.
Dos guarde a V. Exc. secretaria da polica de
Pernambuco 18de dezembro de 1K55.lllm.eExm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica, Luiz
Carlos de Paica Teixeira.
por nao ter a homeopalhia soccorro* do governo.
Se o sen lmenlo da caridade, como acertadamente
dista o Sr. Dr. Sabino, he innato oo coracao do
homem, e apena* ser entorpecido em alguns ente*
erradios dos bous coslumet, da moral e da religiao,
eolao devemo* acreditar que no momento do perigo
esse senlimento se traduzir por factos o o* homens
favorecidos da fortuna, seja qual for a sua classe,
prolissSo uu syslema, nao se inoslrarao sardos ao*
gemidos da popularAoafllicla, eanles imitaraoo bello
proccdimenlo dot no-sos irmaOt do Rio ; procedi-
menlo em qoe ledamente os discpulos de Ilahue-
mann, nio podsm gabar-se de ler lido a parte mais
importante e gloriosa. '
Nao entraremos na quesUo d* saber qual o *ye>
lem* que tem em seu favor a aura popular. O qoo
vemos he que a maior parle da poputsedo desla
provincia,talvaz pe* carencia que aioda h de
mdicos homeopathas,he tratada pela atadidna
ollicial, com a qual o governo al hoje sedan adia-
do as quadras calamitosas, em que ella, na verda-
de le.n prestado servicos relevantes. Em qualquer
syslema ha humen-, que apenas especulara, assim
como ha mullos que sabem elevar-ae altura do
sua inisso, sem comtudo oceuparem empregos po-
blicos, qu alias s chegam para bem poueos.
Se a medicida homeoptica be abracada e susten-
tada pela maioria da populacho, como aflirma o Sr.
Dr. Sabino, ella nio precisa de auxilios directos do
governo, para poder derrama^ lodos os beus de qoo
he susceplivel, e ha de obler nm triumphu tanto
mais loovavel. quanlo maiores forem os obstcu-
los que se Ihe oppozerem nessa marcha gloriosa que
vai agora encelar.
Quando o inimigo commurr. nos a mear, a 130 de
pedo, parece que ot amigos da humanidade dever-
aiu todo* ooir-te para combale-lo, abslrahindo des-
tes parallelos odiosos, dessas peqoenas rivalidades do
classe* que nada Irazem em beneficio da scieocia, o
que sservem para privar-nos das vanlagens solidas
que sem duvida resallaran) de urna perfeila adhe-
sio e aoxilio moloo. Ambas a* medianas podem
prestar bont servicias na crise adual: o governo do
sua parle esta* disposto a aproveilar o presumo dos
homens philanlropos, tem guerrear syslema algum;
e tanto assim. que bem longe de por a menor reslri-
c.lo a' competencia, ou de prescrever algum melho-
do exclusivo, lem dado aos facultativos nomeados
para as diversas coromissoes um livre arbitrio na
escolha dos medicamentos.
Compre, purtauto, que em vez dse planlarem
scismas uo meio de urna populacho impresionada
pelo medo, procurem os amigos da scieocia aatoci-
ar-se debaixo de una t pensamenlo^o do bem ge-
ral, nao se esqueeendo nunca de que a caridade
na phrase de S. Paulo, he benigna, e nao ambi-
ciosa, nem toberba, nem inrejosa.
Concluimos fazendo os mais sinceros votos para
qne aSociedade Homeopathica Beneficente prospere
e fructifique.
DIARIO DE PF.RYV1IBIC0.
aspecto. A decisao do magistrado, e mais especial-*1 rao este, que tambera por ahi se costuma offerecer
menle as ohscrvaccs fritas em conclusao pelo re- (teguudo me dizem), e ab alto.
presenisrffe da mesa do commercio sao exlreniainen- Segredo, paciencia para alurar-me, o vamos an-
te lisongeiras para n commandanle do Mermaid ; dando, em quanlo nos lizer conla.
na* justamente no mesmo grao sio as que condem- Com quanlo muita gente diga que, nem lodos as
nm o representante do governo Inglez em Pernam-
buco. Em verdade, se considerarmos esle caso em
loda a sua plenilude, ou em relacao ao caso corrobo-
rativo mencionado pelo Treemans Journal, nSo sa-
bemos que retolurao definitiva lomar a Mesa do
commercio. Esla corporac,3o o tem feito muito
oo muilo pooco. Deve conlinuar ou nao devia ler
feilo nada.
{The liar opean Times.)
PER.YU.BICO.
verdades se dizem por serem duras, com ludo sigo
a opinio contraria, e as vou dizendo ; verU gra-
lia, dizem que as pessoat daqai, a quem Sr. che-
fe de polica confiou o segredo de seus planos de
campanil policial, linham buxo de mulher, de sor;
le que as diligencias cram sabidas, mullas huras
tes de se effectuarcui por aquelles, a quem dizia*
respeilo.
Mulasoutras colisas Ihe leria a contar a respeito
desse negocio do contrabando, qne licam nos pro-
niiiiciameutos do capilo do navio (o qual pelo nome
(sao se perca), no do pardo Ferias, e de mai* nns
Nao, senhor, respondeu este com recato, che-
guei nesle oslante.
Muito bem!... Ter-me-hia afftigido...
Quantos cumprimentos! disse comsigo o esla-
lajadeiro.
Mr. De Garennes vollou-se para elle, e disse-lhe
baleudo-lhe amigavelmeote no hombro :
Bom di, med velho Morin, pastis bem lu e
la lilha?... Eu e esle senhor vamos para a tala vi-
zinha. e nao queremos ter incoramodadoa.
I.evon comsigo o Parisiense quo saudtra pelo no-
mo de ayel, deu ama volla chave da porta.
Seu velho Morin I murmurou o estatajadeiro
pegando novamento uo cabo da cassarola ; so mi
nha lilha e eu patsamo bem I. Decididamente ha al-
gama cousa oceulta.... e cousa grave !
Na sala vizinha Ricardo De Garennes adranlra
ama poltrona, na qual o Parisiense Gayet oslenlava
ja o lalhe perleilo das calcas, que pareciam conter
diflicilmenle a obesidade de suas pernea cortas. O
castellao assenlou-te em urna cadeira, e comerou em
lom fagueiro :
Meu charo senhor, permilla primeiramehle
que me desculpe e Ihe esplique porque nao o rece-
bi esta manha no caslello...
Mr. Det Garennes, inlerrompeu liavet com
seceura, entre nos ha smente relaces de negocios...
Vosea seuhoria he capitalista, eu sou agente do cam-
bio ; vossa senhoria da-me ordent, eu executo-as...
Eis-ahi ludo simpletmente e pouco imporla-me..!
Perdoe-me 1 perdoe-me! charo seohor, dVsse
Mr. Des (jarenues, cujo torriso lornou-se aiuda mais
amavel, as relarOes de negocios nao excluem rea
5es Tnais intimas... A consideracao em que sempre
Uve o eu carcter obriga-me... Mai Iranqoillite-se
conbero o valor de seu lempo i baslarSo duat pala-
vra : miuha mulher ignora anda a especie de pe-
quena crise 1...
Gayet sorrio e tornou pronunciando lentamente
cada urna das palavrat:
Vossa senhoria chama sso urna especie de
pequea crise? nio he urna especie de pequea cri-
se, senhor,... nem he mesmo urna crise pequea....
Supponhamos a crise pura e simplesmenle,
murmurou Mr. Des Garennes empallidecendo um
pooco.
Eu chamo a isso urna calaslrophe, disse o a-
genle de earabio com emphate e parando, accres-
cenlou depois :
Senhor, honlem na Bolsa nao fallou mais do
que a grossura de um cabelle...
Vmc. me dir isso brevemeole, inlerrompeu
Mr. Det Garennes esforcando-se por sorrir ; tenho
razoes para eslar mais tranquillo, o rogo-llie crea
que miuhas raines s3o excellenles !
Baleu no peito como quem appella para o seu co-
racao ; o peilo deu um som tecco : era para a car-
Icira que appellra.
PermilU-rrre que continu, arcretcentou elle.
Minha mulher ignora o embarazo apparente e mo.
menlaneo de mens negocio*, para que astusta-la *.,
Alm dislo lie i de receber hoje muilos de mena pa*
rentes para urna decislo que coovm lomar no i-
lereste de nossa familia... Todos esses parele lem
COMARCA DO BIO FORMOSO.
4 de dezembro.
Mon cher. SaQde, felicidades, patacos o
capilaes em minha casa, pois somos muito unidos...' O acaso... um capitalista estrangeo...
urna palavra imprudente...
Eu pentava, senhor, disse Gayel recostndo-
se na poltrona, que minha disenrao era snflicien-
lemenle conhecida.
Mr. Des Garennes nclinou-se com ar atlencioso.
Ninguem Ihe rende homenagem mais sincera-
mei.le do que eu, senhor.
Um agente de cambio he como um eonfessor!
proseguio tjayet cqm empliase anda maior.
Ma o castellao oto o deixou desenvolver essa
Ibese s\ mpalhica tomn um arde compunc^ao e
disse:
Charo senhor, ao meo ver, o seu cargo he um
sacerdocio, a Bolsa he urna baslica, e n sabio em
que reunem-se os negociantes um tanctuario .'... E
nao sou suspeito de tcepticismo, accrescenluo sor-
rindo, a respeilo do dos que adoras* nesse lem-
prn... he o iioteo dos, deixemos declamaren] os mo-
ralistas idiotas... Ei-a, de-ine a mfio, e urna vita sus-
ceplibilidade nao embarace relaces j antigs e 13o
fructuosas.
Tanta eloquencia nio locara o corarao parisieos*
de Gayel, o qual disse sem mudar de lom :
Essas relaroes foram lalvez fructuosas ou-
Ir'ora.....
E bao de s-lo sempre '..... exclamou Mr. Des
Garennes com firmeza. Eslou promplo agora para
ouvir as noticias que tornara a Vmc. to serio.
O senhor julgar se lenho razjo para isso, dis-
se Gtyet cruzando as mSos sobre, os joelbot; vosta
senhoria escapou.de ser execntado na Bolsa de
hoiem. x
Execnlado!... repeli Mr. Des Garennes sal-
lando sobre a cadeira.
Nem mais nem manos, conlinnou (jayet fra-
mente, e foi por essa causa que euviei um menta-
geiro de noile para annunciar-lhe minha vinda.
Mas... baibuciou Mr. Des Garennes, minha
posiclo de fortuna...
Nada sabemos posilvamenle a esse respeilo,
senhor... Pessnalmenle eu creio a vossa senhoria
muilo rico ; mas a experiencia prohibe-nos confiar
am nossas opiniOes pessoaes... Sou devedor de ons
trila mil francos de sua parte...
Estou promplo para satisfaz-los, disse Mr.
Des Garennes tirando vivamente a cadeira.
Ea ia pedir-lh'o... accrescentou Uayet, o qual
inclinou-se mui polidamente.
A cortezia entre bolseiros uao exclue essa honro-
sa franqueza.
Emquanlo o castellao contava os bilhetes sobre
um canlo da mesa, o agente de cambio lerminava
sua narraran :
Segundo as ordens que recel, compre! pre-
vendo a elevarao que pareca ceda... Correram no-
licias, e a reoda abaixou, nao cabio... Votsa senho-
ria linha de pagar urna diflerenra enorme!... Ao
mesmo lempo a dacadeocia afieelava suas arroes de
minas, que nem mesmo eram mais colisadas..... O
senhor sabe que nos he vedado fazer adiamnten-
lo.....
O Castellao euxugou a fronte coberla de mor, e
iniirinuruu :
E quem impedio .'...
() Nem o Sr. Dr. Menezes de Drummoud. nem
pessoa alguma de sua familia lem relari-es com nos-
so correspondente do Kiu Formoso.
Oj Redactores.
Como se chama esse capitalista 1
Estevo Williams...
Eolio elle fez compras mui considaraveis ?
Tio consideraveis que o movmenlo parou.....
Aquelles que conlavam com a elevariu, vendo-e
derrotados, reuniram-ae para fazer nm alaque de-
sesperado, e a renda sobindo como douda excedeu
logo a colisacao da vespera.
Mr. Des Garenues molhou a pona do lipis, e es-
creveu no livrinho de memoria o nome de Estevo
Williams.
De sorte que, disse mudando repentinamente
de lom, o da em summa nio foi mao... Vmc. foi
smenle atacado por um terror pnico 1... Meu cha-
ro senhor, nao queixo-me de sua pouca delicadeza
para comigo ; porm apezar de aeo benvolo recato
he evidente que tem recejos sobre minha posiedo li-
nanceira.
Seulior!... murmurou Gayet recuando logo,
Nao uegue! tornou o castellao cora firmeza,
Seu oflicio he indagar o forte o fraco de cada um...
Nao ignoro nenhuiu dos boatos que correr por la...
Sei que sou censurado entre outras cousas por ha-
ver comprado esla Ierra d*t Gareune, que cusa-
me um millio e quinhenlos mil francos...
Estando esta somma paga... insiuuou o agen-
te de cambio, cujo olhar sorraleiro abaixou-te.
Itso quer dizer que accosam-me de nao t-la
pago, nio he verdade '.'
Ha tantos boatos I...
Sim, senhor, exclamou Mr. Des Garennes, u
boato he verdadeiro, devo um milhao e quinhenlot
mil francos... mas assevero-lhe qoe de hoje para
amauhaa eu poderia pagar o quadruplo dessa som-
ma... Minha casa he solida, Mr. Gayel, minha ca-
sa prospera... Nao fallo do casamento rico de minba
filha...
Seu primo, Mr. Da Gnerel... inlerrompeu o
agente de cambio. Elle pasta por ser abastado.
Repito, proseguio o castellao, nem fallo dissn...
Conhece Peler Brislol ?
Peler Brislol de IBoslon ?
Sim, disse Mr. De Garennes meltendo a mao
no collele com ar victorioso.
Ah! exclamou Gayel, quem nao conhece o
Rolhschild da America do Norte.'
O castellao abri negligentemente a cadeira, li-
rn urna caria, abrio-a e oflereceu-a ao agente de
cambio dizendo-lhe :
~~s O liolbsclnld da America do Surte esl mui
longe da Bolsa e mui longe de Torloni para ouvir
os boatos de podeiros, que correm enf"- os crrelo-
res fugitivos... Bis o qne elle escrevia na a semana
pastada fuzendo-me a ultima remessa para Pars...
Tenha a bondade de ler.
Para obedecer-lhe... baibuciou Gayel, o qual
agarrn a caria com empenho mal dissimulado, e
leu :
o Meu charo correspondenle..... Eu sabia
que vossa senhoria linha a vanlagem de ser seu cor-
respondente... u Relaces cordiaes... > Isto he mu
lisongeiro e bem merecido:.. Oh! oh I Senli-
meotos aftecluosos... felicito sinceramente a vos-
sa seuhoria 1 Patm, trccrescaoloa comsigo, ludo
lllm.eExm. Sr.Tenho a honra de passar t mos
de V. Exc. o relalorio da conlinuago do aceio
ita cidade, feito sob minha direcro do
ocorrente.
novamenle limpas as seguinles ras, Ira-
rete., na qualro fregnezi&s.
Kua da Lapa, Moeda, Cacinba, Codorniz, Amo-
rira, Cruz, Tanoeiros, |Senzala Nova,largo do Cor-
po Sanio, roa do Pharol, becco da Lama, do Cara-
pello, Joao Pinto, Chatariz, Ouaresma. Mindinhat.
Boia, Noronha, Largo, arco da Conceieju, Senzala
Velha, largo da Aajdmbla, ra da Guia, do Tor-
res, Iravessa do Bon jess, lila de Apollo, roa di
Praia, becco do VirginM, Iraves-a do Arsenal, ra
do Rangel, becco dopaS, ra llrela, do Livra-
mculo, pateo de S. dro, Iravessa de dilo, ra do
Fogu, Iravessa do Carino, becco da Bomba, pateo
Carmo, ra de S. Francisco, das Flores, da "Cam-
bo* do Carmo, das Trincheiras, dasLarangeiras, lar-
ga du Rotaran,, eslreila do dilo, paleo do Collegio,
[iraca da Independencia, Iravessa .do Rosario, ra
do Cahuga, pale da Matriz, ra Nova, da>.ol, das
Cruzes, da Cadeia, da Roda, de S. Franeisco, da
Florentina, do Senhor Bom Jess, das Crioulss,
de Saolo Amaro, dos Qoarleis, do Calabou{o, Ira-
vessa do dilo, paleo do Paraizo, ra Bella, Iravessa
da Matriz, roa do Cano, paleo da Penha, prara da
Kibcira, ra de Sania Rila, de S. Jos, Noguei-
ra, Astumpr.au, Sania Cecilia, Calcadas, Pescado-
res, Padre Floriano, do Forle, Augusta, Mariy-
rios, Caldcireirq, Hurla*, Aguas-Verdet, Iravessa
do Dique, do Serigado, dos Mariyrios, de S. Jos,
becco do Marisco, Iravessa da Viracao, ra do Poci-
uho, Mondego, Trempe, ra do Sebo, do Colovello,
de S. Cunalo, Coelhos, roa da Gloria, de Santa
Cruz, Ribelra, ru da Mangueira, da Alegra, Ve-
H
isso nao se rebate.Apre! exclamou sallando sobre
a poltrona, a Crdito illimlado... a
Poz os oculot sobre o nariz e tornou :
Esl escripto por extenso Crdito Ilimita-
do !... i) Fique cerlo, charo seohor, que pela mi-
nha parle nunca dei crdito...
Reslituio a caria a Mr. Des Garennes, o qual Iri-
umphava com modestia e dizia sorrindo :
Ei-a, seja franco!..... Vmc. pensou um ins-
ta ule...
Nao, senhor! exclamou Gayel. Ah 1 quanlo a
isso protesto... a melhor prova he que solicito com
instancia a co!iiinuac,ao de sua confianza.
Que 1 disse Mr. Des Garennes aperlaodo-lhe a
mSo, ao passo que accraacentava comsigo :
Es um patife iososWlc, c hci de subslilar-le
amauhaa!
Gayo! refleclia de sua parto ;
Certamenle a carta he boa..mas para que el-
le n' ioslr.i'.'... He porque senle-se pouco solido.
E oaperlo de mo contiiiuava prolongando seus
meios de calor e de cITuso.
Fique cerlo, ,eome;ava o ageule de cambio,
que BMu zelo...
Charo senhor, interrorapeu u castellao enter-
necido, essas explicaces le.es entre gente de honra
so lem um resultado, que lie augmentar a eslima re-
ciproca...
A mutua considerarlo... Nao digo mais, charo
senhor... He chegada ahora do romboy. se lem
ordens... *^
Tenho ; mat hei de envar-lh'a a Pars.
Entao adeos, disse Gayet dirigiodo-se para a
porta, e sobretodo donsidere-me como o mais dedi-
cado de seus servos!
Uogo-Hae, redarguio Mr. Des Garennes acom-
pahandoo al ao lumiar, que classifique-rae uo
numero de seus clientes mais inamoviveis.
Ilouve mesmo um abraco, e Gayet sabio apres-
sadamenle coma.' >e*n arranca-sc s delicias de
urna chara enlrevV, -,
Diga-me, griVjMr. Des Garennes chaman-
do-o anda, lomai ornme de capitalista estran-
geiro '
Estevo Williams... respondeu Gayet voltan-
do-te. a
Sim. sim, i crevi-o.... obrgado.....Quanto
elle comprou de rt:ulas?
Gayet esli va uo mera do vergel e grilou :
L'm milhao e seitccnles mil francos pago
vista.
Quanlo?..... repeli o castellao applicando o
ouvido.,
Gayet saudou e desapparecen alraz da sebe, repe-
lndo:
L'm milhao eseiscenlos mil trancos !
Mr. Des Garennes atravessou novamenle a sala, e
foi lanrar-se na pollroua em qne pouco anles eslava
o agente de cambio.
Que tingularidade murmurou elle apoi.mdo a
cabeca na* raaos ; he justamente a cifra de meo, ba-
taneo com Pelers Brislol.
Ficou um instante immovel e como absorto em
suas reflexoes.
Estevo Williams I... tornou, naacanbaco esse
ictu aM.ll
I laudimi
mandan,
toe A qa
se desval
CORRESPONDENCIA.
Publicou-tesnte-honlem orcsultadodareouiioque
oSr. Dr.Sabino Olegario Ludgero Pinho convocara,
com o fim de crear um* sociedade de beneficencia,
encarregada de soccorrer os necestitadot.se infeliz-
mente apparecer entre nos o terrivel flagello que
lem acollado algumas provincias do tul e norle. Ad-
plaudindo os estorbos do Sr. Dr. Sabino, e recom-
ndo estima publica os generosos senlimen-
oe elle se moslra possuilo em favor da clas-
alida, nao devenios todava deixar sera repa-
ro o sr.ulule trecho da sua allocucao :'
ou u//opa^tfa*n aav aobargo de sua impopolarida-
de, enronlr* uo3fres do governo e na* tobscrip-
coet por esle promovidas, indos o* recurso* qee Ihe
sao necessarflj*. Tambera nao ignoris que a medi-
cina homeopathica, que com lautos etforcos e sacri-
ficios, planlei e fiz enraizar nesla provincia, he boje
a medicina de qaasi loda a popularo ; mat como
au tem soccorrot do governo, ficara a parte, pobre
dessa populac.au etpota a todas as nrivaroes, no ca-
so da epidemia, se a caridade dos ricos nao vier em
en soccorro.
Sem queduvidemos dos importantes servirot que
a Sociedade Homeopathica Beueficenlo pode vir a
prestar em grande escala, juigamos.de justira reco-
nhecer e confessar os valiosos esforros que o gover-
no geral e provincial,ajudado* eflicazmente por essa
medicioa que o Sr. Dr. Sabino denomina ollicial,
lem constantemente empregado, metmo no sentido
da caridade. Deixando de parle essa longa serie de
medidas preventivas, que abonara a medicina offi-
nal, e que"eera sido tomadas desde qoe aqui chegou
a noticia do apparecimealo da epidemia no Para,
bastir recordar que antes de se organisar a So-
ciedade Homeopathica Beueficeule, j urna commis-
sao de homens caridosos havia netta cidade solicitado
e qbtido esmolas para seren distribuidas pela po-
breza, se porventura nos visiUfMdMiolera: j ot
l'oriugueics linham instituido*J pkospial desu-
ado receber os doenles que careeettem Uos soccor-
rot da beneficencia : j n Etm. presiden le linha con-
vocado urna coaamissao medica, eujes membros fo-
ram divididos por freguezias, afim de que, no caso
de apparecer a epidemia, prestassem promplos soc-
corros aos nece|Si*do, appicando-lhes gratuita-
mente medicamentos, que deveriam ser fornecidos
pelas boticas que o governo contralassc : j havia
acudido com ambulancias a villa de Tacaralu' e
mandado para Garanbuns um facultativo prvido do*
necessarios medicamentos ; pelo que a populacho
daquella* localidades, e principamSeule a parte po-
bre, na se achara balda de soccorros, te vier a ser
assallada pela eplyia reinante.
Ora, vista desl e oulros factos, que alem *W
darem ama prova da boa ndole dos nnssos com-
provincianos, e mo-trarem a paternal solicilude do
administrador da proMapa, lambem atleslam que
a medicina official ada he eslranha a caridade ;
nao podemos acompaokM o Sr. Dr.'Sabiuo a re-
ceio que manifesta de qoe a parle pobre da popu-
larlo venha a ficar axposta a lodas as privacoes,
Senhores redactores. Lendo por acaso o cAo
Pernambucano n. 98, deparan* com um*trecho
que por amor verdade, ao justira, e o direilo, au
podemos deixar passar desapercebido, sem qoe foca-
mos algumas considerandos.
Que cada um no plano exercico do importante di-
reilo de liberdade de imprenta, censare, e censure
acremente os abusse marversafOe das autoridades
e empregados, por mais elevad* que seja a sua ca-
thegoria, bem ; entendemos nos perleilamenle ; por
qoe emfim lie esle um dos principios sobre qoe re-
pousa o maehnismo do sv stema rnonarehico repre-
sentativo, mat qne ao faci mais insignificante, ao
acto ma.sanual, e commumque por isto qoe he filho
d'um accidente, lem urna razSo plnusivel te faca gran-
des celeumas, se levante lamanhos escarceos e se
qoeira respoiitabilitar Dos e o mundo, he o qoe nao
he da verdadeira poltica, nao esl oo poder de nin-
guem, e s aerve para nos degradar peraole qnem
observa atlajotamente nossas mizerias.
Como urna grande immoralidade, e cousa nunca
vista (diz o Echo no trecho a que cima nos referi-
mos) acaba de fugr da cadeia nova, nm preso de
grave crina qoe linha de responder ao Jury na pr-
xima setslo.
Primeira falsidade ; o preso que rugi nio he de
grave crime ; po ler-se-ha considerar de grave cri-
me um preso, cajo mtximo da pena nao excede a ti
mezes de priso e qne alem dislo j eslava preso ha
mais de qunze mezes? Responda-nos a lgica cer-
rada do rabitcador do kcho.
Dizem que este preso he um do que (continua
o tlcho) linha licenca franca parafpatseiar na cidade
durante a noite.
Segunda falsidade, que alias nao merece a mnima
resposla, porque o rabitcador do 'eaos'acobeda com
o dizem ; deixe de parle o dizem e prove
ou pelo menos assevere que se dea licenca ao preso
para passeitr |a noile, que entao lite mostraremos o
contrario.
|ajHpSD(a esla (prosegue o Echo) que nio sendo da-
da pelo sr. Dr. chafe de polica, nem pelo Sr. Dr.
juiz rauancipal da primeira vara, qne sao os que lem
immediSn iuspeccao na cadeia, be por isso de sup-
por que a presidencia* provincia, que em lodo su-
perinlende hauvesseaulorisado laes pasteio noctur*-
nos com algum fim reservado, porquanlo nao he de
crer que,o Sr". major Florencio, escolhido pela mes-
ma presidencia para director desla cadeia, arvesse a
homem !... Mas lenho a supenlicao dos nome !...
Ha mis que soam ao ouvido como araeara,^oulros
como promessa... Lembro-me bem dislo : Quando
ouvi pronunciar pela primeira vez Peler Brislol, um
es'remecmenlo de esperaur,a correu-me pelas veas...
Porque'! nao sei... Eu eslava pobre, e sem crdito :
vi repentinamente diante de mira como um monte
de ouro 1... E de cerlo foi etse Peler Brislol quem
fez-me rico... Esso nome de EstevJo Williams lam-
bem deslumbra-me... fiio salvou-me elle j temo
saber '.'... He um presagio, e se algum dia eu o en-
contrar...
Parou sbitamente para escutar. Na jaoella en-
Ireaberta que dava para o vergel, appareceu urna ca-
bera loura e risonha, urna cabera de rapariga com
chapeo redondo, sobre o qual flacluava um veo
verde.
A mura que (razia um vestuario completo de aaa-
zona, lanrou a vista pela sala, e disse esloutoda-
meule
Elle nao esl ahi !...
Depoit vendo de repente a Mr. Des Garennes em
Um canto, recuou e desappareceu. O castellao vol-
lou-se eslremecendo, e apenas vio a pona llucluanlo
do veo verde.
Camilla !... exclamou elle lanrando-te janel-
la ; pareceu-me recouhecer sua voz I
Chegando janella achou-se dianle de Anlouina,
a qual apoiou o colovelo no peiloril, dizendo :
Sua criada, meo' amo !
Bou da, pequea... disse Mr. Des Garennes ;
eras lu que eslavas ah'.'
Oh sim, respondeu ella desdobrando um veo
verde 'e linha na mao... eu eslava concertando is-
to... e fugi ,'orque lemi incommodar a vossa se-
nhoria.
Eslavas s ?...
Sosinha, mea amo...
O caslel'io lanrou nm olhar de desconfianza da
parle dt Tora, e depois pondo a mao sobre o hombro
de Anlo na, disse :
Ouve-me bem, pequea, nao vim aqui esla
manha.
Etsa he boa 1 responden Anlouina rindo, se
vossa senhoria aqui esl !
Mr. Des Garennes erguen os hombros.
Quero dizer que se lu ou lea pai virdes al-
guem do caslello, guardareis silencio sobre minha vi-
sita !
Antonina tomou nm ar grave, e tornou abaixando
a voz rom mysterio :
Comprehendo enmprehendo dire que vossa
senhoria nao veo aqui e qoe nao vio aqoelle homem
qoe chegon da eslaeao com chapeo de fellro cinzen-
lo, e que vollou depois de haver conversado com
votsa senhoria.
Louqoinha 1 nao dirs nada.
Pois bem, direi que nao quero dizer nada.
Mr. Des Garennes dirigio-se i poda qoe dava para
o vergel, acresceutando :
Sobretodo nao te esqoeras de prevenir a ten
pai.
Sim, meu amo, disse Anlouina fazendo urna
bella reverencia.
Por aqui Sebhorinha, por aqui, acrescentoa
ella em voz baixa pastando o brajo pela cintura da
loara amazona que eslava oceulta alraz de ama sa-
Si da parede, se Vmc. loar ah, sea pai a ver.
i elle tem a pulga airar da oralha, e certamenle
vai rondar em (orno da casa.
A rapariga deixoo-se levar para o oulro lado da
hospedara, e quasi no metmo asante Mr. De* Ga-
rennes appareceu alraz dot pmpano verdes que
pendiam das madeira do vergel. Sen olhar inves-
tigador percorreu os arredore da fachada,e ella mur-
murou :
Nao ha nada, foi sonho meu 1
Tomou o eammho da avenida, tendo as mo* s
costase a cabera inclinada. Nease momento Anto-
nina abra a porta da sala que elle deixara, e ditin
c*tn ar Iriumpbante rapariga loura qne eslava mni
paluda.
Entre teuliora Camilla, nada mais lemos qoe
receiar 1 M t^
Camilla Magao-se em urna cadeira murmurando :
Mea leo*! quanlo medo tive! ... Se minha
madaslra soubesse! ...
E o senhor Rolando que a espera atraz das sal-
gueiros !... exclamou Aotonina rinda. Se veste um
pouco mais tarde, Mr. Des Garennes adiara a Vmc*.
junios.
Rolando !... repeli Camilla. Entao elle esl
aqui?
I;ara-se ignorante ... responden Auloniua
com urna mistara de grossana e de ternura.
Camilla pegoo-lhe na mao, e disse :
Bem sabes que nada le oecolto, minha bao
Aotonina. O qoe lenho a dizer hoje Rolando be
mui serio... E se meu pai o visee...
Quanlo a isso, inlerrompeu Antonina, seria o
mesmo que correr apos de um esquilo no bosque 1 ...
Eslou ceda de que o senhor Rolando ja vio olio
alravs dos ramos... Elle esl em caminho e ba de
entrar pela poda, ou pela janella.
Oh I ei-lo exclamou ella com admiraco.
Camilla deu um gritinho de susto. Rolando esla-
va no meio da sala sacudindo os anneit dos cabellos.
Tinha sallado rindo por cima do peiloril da jaoella.
Urna joia 1 ... murmurou AotontBaaaHcarao-
do-o firmemente, digo-lbe que he onajjHIT
Bom dia, Aotonina 1... exclamou Rolando le-
mando-lhe a cabeca entre ai mos e abracando-a.
Depois dirigio-se a Camilla, coja mo beijon com
grara respeilosa, dizendo em voz mais baixa :
Bom dia, Camilla !
Bom dia, Rolando, respondan a rapariga, cuja
bella fronte corou vivamente.
.vBlonina tornou Rolando em lom de ordem
militar, ficas enearregada de montar goarda como
bom soldadinho... A lea posto, minha filha I
La vou, senber Rolando, respondeu Antonio!,
a qual afastou-se contemplando alternativamente ot
dout moro-.
No limiar da poda ella paron involuntariamente,
e disse com certa melancola :
Nao digo isto para oflender a Pedro Tatsel;
mas este rapaz lie urna joia... urna verdadeira joia 1...
(Confinuar-M-aa.)




MIMO M PERIIIBUCfl UIRTI FEiRA 19 O! DEZEMBRO OE 1855
!
I
y
J


L
indiserii.-ao inqualifkavel d'abrr ai porlas da priado
sobresal immediala retponsabilidade, a presos d'es-
sa ordem ; e asta noisa suppositao parece tanto oais
rondada quaolo be publico que a presidencia occul-
tara esse fado no seo expediente.
Que lubrtglio lie este, que farr^i ridicula e mie-
ravel do etti, Sr.r.bitc.dor do Echo'! Para qoaaque-
rendo censurar injustamente o Sr.presidente eovolve
o nomo do Sr. Florencio, deixandi percebtr perfei-
Umeole qael o tea tu* 1 Qoe ten o Sr. Florencio
com a protideacii, i a presidencia cora o Sr. Flo-
rencio, obra (acto que nos occopa?
Por ventera aso tibe o Sr. rahiaeador do Echo,
que era brinde do art. 14 segnintes do regula-
rnento o. 90 de 31 de Janeiro de 1842, dado para
eiecucao da lei de :J de dezernbro de 1841 a iospec-
fc feral das prses da provincia, perlence aos
chafes de polica, que exerc.rao por si not ter-
mo! em que residirem, e por rneio dos delegados e
subdelegados nos oulroi termos ?
Nio sabe que o Sr. Florencio avala de (3o termi-
nante e expresta 1 is p o s i r i o de lei uadn Taz, neni
poderia faxer, sera consqllar, sera ouvir o Ilustrado
parecer do mu digno chele de polica o Sr. Dr.
Paita Teiieira. que alias tera merecido de S. S. le-
das as attentes, lodos os respeilos, todos os elo-
gios,?
Como pois desviando-sedo verdadciro ponto a que
devera attingir na hipothete de se tlar qualquer ral-
la, de haver qualquer irregularidad., censura a S.
Exc. o Sr. presidente, por un Tacto succedido em
una eatabelecimento sobre n qaal nao (em urna ins-
pecrao immediala '.' Nao v S. S.a que orna* censu-
ra deela ordem importa e mesnio, ou ainda mais que
urna cansara feita ao Sr. Dr. chele de polica, a
quero prodigalisa seus elogios, tributa suas conside-
rarse. 7
lie nolorio.e de prima intuito que o Sr.presidente
podcate aulorsar laes passciot nocturnos deprctos.tx*
preciso qoe o Sr. Dr. chefr de polica iofalivelmenle
inlervesse neste aclo.e por elle fosse responsavel,por
que una de dual, ou o Sr. Florencio dava aos pre-
ses esees Ucearas para passetot nocturno por ordem
do Sr. Dr. chefe de polica, ou nao ;se dava em vir-
'ude desla ordem legal, he evidente qoe neohom ou-
tro que nio saja o Sr. Dr. chefe do polica deve res-
ponder pelas consequencias que dellai|resallaejem.
Se porm n3o exislia esla ordem legal, seto Sr. Flo-
rencio ceucedeu ossas licencas, ou porque quii, oo
porque qux faxer um favor a S. Exc. o Sr. presi-
denle.he ainda obvio que o Sr.Dr.chefe de polica nao
pedera furtar-se a rlpomabjlidade desse facto, por
que.eomo vimos, elle compete a immediala iotpec-
caat.br. casa de detenco, a elle compele conhe-
cer e observar se o administrador curnpre as suas
obrigacdes, excede das suas atlribuic.6es e conse-
guinteraeute fazer as respectivas reclamacSes.
Mas na piniao do Sr. rabiscador do Echo, o Sr-
Dr. ehefe de polica' he incapaz de pactuar com cri-
miaosot, de saneciouar abusos e iramoralidades de
Beassuballernos.de dar ordem para que os presos
deetn passeios nocturnos, he alm disto credor de
taa eslima,de lodos os elogios, de (odas as alineles;
ergo o Sr. rabiKador do Echo cahindo na mais ri-
dicula e palpavel contradiccio moslra ao mesmo
mo lampo, um animo pequeoioo e vil envolveodo
em urna qoestao tao simples o fuuccionarip dslinclo
qne e lem em viala bem administrar a provincia.
Nao trazemos para mu a pessoa do Sr. Dr. chefe
de polica com o fim de querermos compromelle-lo ;
ae contrario temos a sea respeilo as melhores inleu-
ie, enleudemos que elle nio lem culpa do facto
da (agida do preso, e qoe alm dislo de urna aulori-
dafte integerrima que sabe dar o exemplo de come
e deve eiercer as funcedes inherentes a seu cargo,
mas uoicamenle o que tivemos em vista foi pateu-
toar a maneira poueo convenanle, porque procede o
Sr. escrevinhador do Echo para cora a primeira aulo-
rdede da provlncia.que em algum lempoj mereceu
qne por ella quebraste suas Unjas,
f Nem be de suppor que o Sr. major Florencio qui-
zase prestar-te a urna ordem ou autoritario deS.
Exc. desta nalureza, Unto mais quaolo em soa vida
poMica, em casos idnticos, e com autoridades da
mesma hierarehia que a de S. Exc. ja lem dado so-
bajas provas, a despea de seus ioleresses e de ai-
guraas consideraces, de exicto e verdadeiro obser-
vador das leis que regulavam os ompregos que lio
dignamente ha exercido. Vara que pois, moslrau-
Ao a mais supina ignorancia, o rabiscador do Echo,
inverle, os fados mais comesinhos.e em tao poucas pa-
tarras avance taas falsidades, tantas' asnidades ?
Se o rabiscador do Echo procedesse cfio devia,
se tralasse de indagar do fado e de suas circums-
laadat, on se limilasso apenas a mencionar a fogi-
da do preso, e pedisse os esclareeimenlos precisos,as
necessarias explicares das autoridades competentes,
entto oio passaria pelo desgoslo de ve# suas atser-
rots lachadas de falsidades, e haveria ajHem franca -
mente Ih'o ditsesse que podendo os presos por cr-
ale* leves, at os proprios condemoados em vir-
tude do regulamenlo, fazer o servico interno do es-
tabelecimenlo denominado fachina, succedeu que na
ueite do.dia 9 do correle mez, quando os empre-
gados estatam ocropados com um marujo francez
que linha entrado presp.e que por seu estado de em-
briaguez, dava pancadas, e mallralava com um pao
de vatsoora a geus companheiros, e que or isso li-
nha de ter transferido para urna prisao solitara.que
o preso Manoel Tlieolonio da SUva estando de fa-
ehiaa nesla occasiao, se valesse de opportonidade
desea eepede de conflicto, assim como do facto de
neste mesmo momento uan guarda novo e ponco
adestrado nos manejos da cata, abrir a cancella para
deixar entrar urna palrullia de polica com duas mo-
Hieres presas, se evadisse, justamente quando todas
aaaUeotett. vollavam para o marojo embriagado,
qued'oma forca herclea, resista a p firme e nao
quera pasear para a prisao solitaria, a quem era nav
ceesario conler, sem que todava fosse molestado e
maltratado.
Boira ara preso, nao quer atlender a coosa agn-
ma, nio quer obedecer is ordena da autoridad),
pela contrario se ravolta contn ellas, todos os em-
r*egdot correm para faze-lo chegar ao cumprimen-
lo de teas deveres, para faze-lo tomarlo logar que
Ihe eampele ; appa'rece na caucella urna palrulha
com duss.mullieros epsanguenladas, o goarda novo
inaxperienle anda, abre a cancella para qoe entrem,
e volta-se ao mesmo lempo para o lugar em que es-J
Uno marujo embriagaste alim d; dar signal de que
se tatia necesaria ama pessoa all para receber e
dar o destino conveniente as dilai ouilhere, um dos
presos que estao de fachina a que ae ada "alm dis-
lo do lado esquerdo do porleiro se aproveila desta en-
sejaa foge ; que culpa pode por isso pozar sobre o
digno administrador da casa de detenco?
seretes ainda qne o syslema adoptado no pode
ter completa realisar,3o. Segundo o systeja da ca-
sa de delencao devem haver tres gradaBe ferro,
pelas qaaes s tem de pastar, parnyusWjrpossa pe-
netrar no interior do eslabelecimaajas ge 0 edfi
ci ettivesso prooiplo, se o syslem pdesse ser com-
pleUmente realizado, cerlanjenle qna'-o preso Ma-
noel Theolonionio tena fucid,porque as duas mu-
Iheres qoe entraram na oecasiao em qoe se caoli-
nita o manijo embriagado, logo que pasaasae a pri-
maara grade esta se fechara,o mesmo acontecera na
segunda, e quando houvesse ahiura descuido ou fa-
talidade na lerceira, he claro qu? o que intenlasse
fugir nao poderia transpor a segunda nem a pri-
mejra.
Ora, o que por ora existe he nicamente urna
cancella, e bem ae v que com um rneio lao fraco
nao se pode responsabilizar ao digno administrador
da casa de detenco, ao Sr. Dr. chefe de polica,
nem ao Si. presidente da provincia por accidentes
desla ordem. Muilo (omfeilo assim mesmo o Sr.
Florencio, requisitandii conslanlemenle estas grades
de ferro, pedindo e instando com ardor para a buh
collocarao.prevendo occorrencias de igual nalureza,
a qpem assim obra merece censuras Sr. rabiscador
d Echo ? Nao foi o propro redactor do Echo que
indo visitar aquella estabclecimento, sahio satisfei-
tissimo e caVegou a coufessar a algomas pessoas, eu-
treas quies pelemos mencionar o Sr. Hibeiro, a
boa ordem, aaeeio e harmona fue o Sr. major Flo-
rantes) lem sibido fazer reinar desde que pera allj
enlrou ? Nao fui lestemuolia oceular da actividade,
vigilancia eregularidad? as coutas ainda asmis
insignificantes ? E como sem urna prova cabal,sem
um argumento valioso, iem urna dedcelo, lgica
quer faxer complicad'um fado lao simples aoadmi-
nhUrador ialalligeote.qut invida lodos os susesfor-
coe, que procura pir lodos os nieios bem desempe-
nhar sua honrosa commissao ?
Pois Ixm.j que nao fez o quu davig.e o que deve-
ra fazer todo o homem de tentiroenios do honra, de
digaidade a qfle fosse vardadeiro poltico, j que
quer u fortiuri ueguir urna vereda 4orluosa o tene-
brosa com tanto que possa conseguir o seu fim reser-
rado,permilla que Ihe digamos com a franqueza ne-
cessaria que perde seu lempo, que clama no deser-
to, porque lauto o Sr. major Florencio, como o Sr.
presidente, tem a coincidira de bem cumprir os
seus daveres pira que desram a responder e dar
importancia a alusoes mesquiuhas e pequeoinas, so
proprias do rabiscador do Echo.
Diga pois o Sr. rabiKador do Echo, o que quizer
a respailo do Sr. presidente da provincia,que elle se
ada altamente collocado, tem una replelo ga-
n, e devida nicamente a seus proprios esforro?,
a cuta de innmeros sacrilicos, e do bom desempe-
nho das arriscadas commisses que se Ihe lem con-
fiado, vive cercado de bons amigos e mais que lodo
goza dassvmpathias, de sinceros respeilos de seos
concidadaos, para que as sellas do rabiscador do
Echo Ihe passam tocar, quanlo maisferi-lo.
Agora pelo que diz respeilo ao Sr. major Floren-
cio pode tambero diier o que Ihe vier ao beslunlo.
porque este seuhor muito menos imporlancia da as
suas aecnsacoes, lanto assim queja o auno retrazado
no recinto de aasembla proviucial, dando o seo jui-
zo acerca dcste periodo disso francamente, que o
Echo n3o era se nao urna machina que s ser-
via) para ganhar dinheiro cuta das repulacoes
alheias, P 0 que aida mais he, tegundo me in-
informa um amigo que lem conhecimento com o Sr.
Florencio, tem at a paehorra de mandar sellar to-
dos os Ei-hoque o descompoem, porque na sua
phrase, urna descompostura do Echo he um brasao
de honra, om documento aothentico d'uma repula-
cioillibada, de todos os sentimentos emlim honor-
ficos que pode legar a seus filhos. '
Sou, Srs. redar-lores o ',
S1AS E ARTES.
Dotoberano bem.
( l.onlinuacSo do numero ant
lie anliga na historia da philosophTa aTfUlSo do
soberano bem. Ella foi tratada por Pat.lo, por
Aristteles, por Epicuro, por Zenon e por o peque-
no numero de moralistas modernos que marcha-
rao sobre as pisadas daquelles. Tem-se levanlado
sobre esla como sobre outras muilas questSes a pre-
lenrao de achar a todo problema urna saiuclo sim-
ples, pretenc.ro esta, fonle inexhaurvel da erros
em moral e em melapliisica. como em politiea, a
que nao poda deixar de desgarrar o propro
genio.
Se querem que o soberano bem seja simples ;
s ha duas respostat a dar a ques!3o o que seja
o soberano bem ? He a felicidade,* on a vir-
lude.
Ora o soberano bem nao lie somenle o bem su-
premo ; pois o bem supremo he simples; he a vir-
(ude. Mas o soberano bem a que a alma humana
aspira deve ser completo, e para te-lo he precisa
que ellecomprehenda a felicidade como a virtude.
Em urna palavra, o soberano bem he a felicidade
com a virtude e pela virtude.
O toberauo bem corope-se pon,mo de dous ele-
mentos. Toda philosophia que admitte um e re-
pelle o oulro, s da urna moral systematica a in-
sufiiciente.
Oa sloicoe dizem : S virtuoso, que sers feliz ;
eos Epicurisla. S feliz; eis todo o bem. Quer
urna quer nutra moral he igualmente exclusiva ;
pois que a felicidade nao he o verdadeiro bem,
como o temos assaz demonstrado, e a virlude nem
sempre encerra a felicidade.
Ter a virtude em si urna forra capaz de produ-
xir a felicidade ? He esla urna questo de facto. Ora
os (actos respondem que muitas vezes, e mesmo a
maior parle do lempo, grecas a Dos, assim aconte-
ce, mas nem sempre, e que nossa sensibilidade.que
he a regulo da felicidade, esta sujeita a om encadea-
meulo de causas e de leis exteriores cima do po-,
der da virlude. Logo, emquanto subsistir esse eu-
tadcamenlo de causas e leis, tal como he, a virtu-
de e a felicidade nunca serio inseparaveis.
Nos lindamos duas solucet possiveis ao problema
do soberano bem. Ei-las arabas separadas. En-
tretanto he mister tirar o soberano bem dos dados
que 'acabamos de expor, ou desesperar
sempre.
He absolutamente falso que a virlude nao seja se-
nao um meio para chegar a falicidade Ao con-
trario, se de fado a virlude nem sempre da a feli-
cidade, he absolutamente verdade, he cerlo que ella
a deve dar. O nico o obttaculo he a influencias das
causas externas.
Basta, pois, tirar essa influencia para dar vir-
tude toda a sua forca, toda a sua compre-
heuso. '
Vos vedes chegar a outra vida e a immortalida-
de d'alma.
A immortalidade d'alma he ama consequencla da
mesma nnrao do soberano bem ; he a conceptu de
urna oolra vida, onde, livres emlim do jugo da cau-
salidade externa, poderemos ver rcalisar-se o ideal
do soberano bem, a harmona que deve existir en-
tre a virlude e a felicidade.
Mas para podermos levar o vo a estas regiei
inrognitasque a razo nos revela, he necessario
que urna causa, mais poderosa que o todo de todas
as causas sensiveis, para all nos transporte : c ella
devera ser iufenitamente justa e santa como he om-
nipotente para distribuir a felicidade a quem hbu-
ver merecido...
He assim que liant nos conduz a Dos. Dos com
seus .-atribuios ha um postulado, assim me expresso
para fallar essa liguagem um pouco escolstica, exi-
gida por aquella da Immorlalidaaat d'alma, a qual
liedla mesma exigida pela nocaoato soberano bem
nojao que a seu turno repousa sobre a nocao do
dever.
Assim a lei do dever, que para ser cumprida su-
poe a liberdade, eaaUem em seu seio, coma liber-
dade. o soberano bem, a oulra vida e Dos. Todo
Tcomprehendido no dever; be este ao mesmo lem-
Jb o principio e a conclusao de toda a philosophia
verdadeiramente moral e religiosa.
A moral conduz a religu : esta por seu turno
lve aquella e a amplia.
para
O myslicismo he o extremo dosloicismo. Os mys-
(icos nos siippem cspazes.para cumprir o bem sem
esforro e por puro amor ; os sloicos, de ,o cumprir
em loda a sua extenro, e sem villa alg'uma para a
felicidade.
O myslicismo repousa era um senlimento mullo
real, a uecestidade de urna perfnrao e de urna fe-
licidade infinita ; o stoicismo, em um principio que
nao he menos cedo, a obrigacao inflexivel da vir-
lude ; mas o stoicismo erra, rejeilando o senlimen-
to e admiltindo a obrigacao ; o myslicismo em des-
truir a obrigacao, e absorve-la no senlimento.
cima deslas duas doutrioas de moral, urna que
faz desapparecer o (nbalho da virlude, a oulra que
a ella se prende sem nada procurar alem. te ofle-
rece a nos a moral christaa. unindo lei do dever
que obriga, a lei do amor, que conforta a cou-
sola.
O chrisliansmo diz ao homem : a Ama a Dos
sobre ludo, e a teu prximo como a ti mesmo.
Moralistas modernos, parase appropriar esta mxi-
ma, vesliram-na assim : a Ama-te, e em teu in-
Icresse mesmo ama a Dos e a teu prximo. Mas
mudar assim o preceito chrisiao, lorna-lo pessnal,
he lirar-lhe sea carcter imperativo, he des-
trui-lo.
hanl propoe esta quesiao: O quo he o amor de
Dos ? Amar, pode ser o objedo de um preceilo ?
I'odc-se-nns proscrever um senlimento que experi-
menta-lo nao dependa de nos Dir-se-ha que amar
a Dos he comprazer-se de cumprir sua lei, he
adrar prazer uisto? A mesma .objeccao : pode-se
bem obrigar a cumprir urna lei, mas n.'ro a cum-
pri-la com prazer, quando esla nos impOe muitas
vezee um sacrificio peaivel. Kaol prelende, pois,
que amar a Deot qoer dizer s seguir seus preceitos
e redruir a mxima christaa a esla : Observa os
mandamcnlos d Dos. Nos pensamos que o hris-
tianismo exige, e com razao, mais, elle reclama pa-
ra o pai da huinanidade e o autor dos mandamen-
los divinos, .um senlimento particular, natural
alma, e que o exercico fortifica e desenvolve. Mas
parlilhamos a upiniao de Kaut, quando diz que
aquello que enconlrasse tabre a Ierra sua felicida-
de em cumprir os preceitos divinos, este seria mais
que homem, serla um santo. Ora, s a virtude he
obrigaloria. A virtude he urna violencia que a
vonlade livre faz paixao para cumprir a lei. On
de nao ha sacrificio a fazer, mo ha comnale, a on-
de nao ha combale nao ha virlude. Tal nao he a
nossa conditSo. Nos nao somos sanios, nem aojos,
mas homens dolados ao mesmo lempo de razao e
de paixao. Conhecemos a lei, perora nao aclam-
la severa nalureza.' e nao soieitarao-nos a ella
sem repugnancia ; felizes anda, quando na lula
perpetua do dever cora a paixao, chegamo* a levar
de lempos em lempos alguma vanlagem.
Sem tralar de novo da"qupsiao do poro amor tao
controvertida no XVII seculo, observamos que o
autor da Expticacao as mximas dos Sanios e dai
Carlas espirituacs Talla raras vezes da obrigacao e
do dever. Senlindo sua bella alma se levar fcil-
mente s mais difuceis virtudes, Fenelon collocou o
airor no lugar do dever ; todo o ten esludo era col-
locar o homem n'uma disposicao tal que aspire na-
turalmente ao bem. Mas, aiuda urna vez, esl
condicao nao he a nossa. Todas as delicadezas ima-
ginadas para levar o homem a cumprir o seu dever
sem esforco sao subtilezas chimeneas, e mesmo pe-
rigosas. Temos de renle as paiv'ies, contra as qoaes
he-nos mister e-t.ihelecer e sustentar urna lula con-
tinua. Como Bossuet com sua firme razao osenlira
bem, i forca de levantar-se contra a avidez do stoi-
cismo, Fenelon tira docemente o fundamento de
loda a moral da metma moral christaa, e parece
demasiadamente esquecer qneosvmbolo do chris-
liansmo he urna cruz, e que o homem nao he tdo
de ser um sanio nesta vida, ao passo que heobriga-
do a ser virtuoso. A santidade presuppe a virlu-
de e he a virlude que se deve recomraindar aos
homens. A santidade na Ibes faltar ja mait
dat maos da morte e de Dos, se em vida os ho-
mens nao fallaren) ao dever. A saulidaele he um
ideal a qoe se pode aspirar, a virlude ho urna lei
que nos he imposta e para a qual neohum tempo
pode ser pedido nem concedido.
He enervar pois o chiistisnismo, reduz-lo ao
myslicismo com F'enelon ; e he um daino encer-
rado tambem com Kant n'um stoicismo sublime,
sob pretexto de o preservar dos desvarios do m\s-
lcismo.
He preciso conservar o preceito sloico que esta-
belece a absoluta obrigacao ; mas este preceito nao
d coota do homem todo : ha urna aspirado secre-
ta d'alma santidade e i felicidade, que ha mister
guardar tambem, contendo-a, se se nao qui ter muti-
lar a nalureza humana.
A moral sloica nao solre nenhuin senlimento
apaixonado ; nao transige com a fraqueza ; ella col-
loca na mesma linda o parricida e a mais' leve
mentira ; com ella nao se he virtuoso se, como C-
lao, n.lo se esl sempre disposto a se rasgar as en-
(ranhas. Cortamente esla moral he sublime, e vs
tdmirareis anda mais, se eu vas mostrasse lodo o
bemeque fez na Ierra, sobretudo, como o observou
Monlesquieo, durante os primeiros lempos do im-
perio romano, quando um vajrgonhoso despotismo
pesava sobre as almas. Foi eflaque den ao mundo
essa jncomparavel miuoridaie do senado romano,
os Snecas, os Helvidios, os Thrasas. Para sus-
tentar a alma humana sob um Tiberio, sob um
ero, na falla do christiauismo, craBafc uecessario a
forca enatoica t extrema do sloicisatp.
O chrofianismo tem toda a auslndade, toda a
grandeza do stoicismo, porque o que elle ordena, o
A religiao nao he o fundamento, mas a cora ne-
cessaria da moral.
nao tivesaamos cer|eza da existencia de Dos
qupdeploravel estado uno seria
o nosso Obriga-
niprir o dever com risco de sermos infeli-
4o inCessantemenle para a felicidade tero
is acha-la, senlindo que ella fra creada para
ialgaodo-oos dignos della, e nao podendo al-
canca-la, qne desesperarao nao seria j nossa Que
seriamos nos euUo, senio aeres desgracados, crea-
doseem fim, chamados a vivar sob o imperio, aqoi
do urna lei sublime, mas bem severa a todos os nos-
Ht inttinctos, all de urna inexoravel falaldadec coro
enada por Iodo o futuro ? Mas estamos cortos da
existencia de Dos, e de urna vida futura ; estamos
certos, porque nao he s um desejo vago e confuso
de felicidade que nos inspira esla idea, he um juizo
dfrazao, que nos imprime esta conviccao. Nos,
como seres sensiveis nio leudemos tmente para
soberano bem ; nsjulgamos necesariamente, co-
mo seres inlelligenles, que somos hilos para al-
canca-lo.
Lembra-vos da lei do merilo e demerito, esse
juizabsoluto com que pronunciamos que o agente
virtuoso merece a felicidade : desle juizo segue-se
que a felicidade para um enle moral lie o preco da
virlude. Aspirando ao soberano bem, parece, pois
que deveremos lembem aspirar a unja virlude per-
feila.
Mas ueste mundo a virtude perfeila esla' aloro
do nosso alcance. Nossa mellior panuda ainda he
a virlude com seus combales. Este o sentido dessas
expresscs cbrisiaas.Estamos sempre ueste muudo
sujeilos ao peccado.Com efleilo, nos nos sentimos
de continuo arrastrados a seguir a paixao em de-
trimento da razao ; e quando resistimos, esla resis-
tencia he dolorosa a victoria, nos custa, porquanlo
he de nos lie de nosso propro corara que he mis-
ter trumpharmos. A victoria ainda be ephemera,
eo perigo sempre reuascenle. Condemoados a sem-
pre loctsr.s nos sustentamos a forca de vigilancia
ecoragem. Nossa virlude, visla de perlo e a luz
euexoravel da eonsciencia he plena de muilas mi-
zeriat.
A santidade nao he mais accessivel ao homem
nesla vida que a bemaventurauga, Podemos aspi-
rar a urna e a outra pelo deaejo a' pela esperaoca
mas neste mundo o nosto objedo inmediato he a
virlude all reside somenle a obrigacao; ella nao esta'
noulra parle.
O erro do myslicismo he anleeipar os direitoa da
morte e supprimir a verdadeira tarefa da vida hu-
mana elle lende a desviar o dever, a lei, urna regra
imperiosa, para substitui-la por aspirares e
I exlases.
pois que ellat te referen) alguma coma de| parti-
cular ; encarregadas de dar vida ao pastado e re-
produzca realidade ellas devem ser marcadas com o
que cooslitue a realidade e a vida ; devem ser indi -
viduaese determinadas. S assim he que ellas serao
lirilhanles e forles e nalaraes ao mesmo tempo, e
que o historiador poder ter pintor e poeta sem afas-
lai-sa de seu assompto, sem faltar gravidade de
tuas funecet, ou antes nao perder absolutameale
de vista suas funcrOes e seu assumplo-
Assim a musa da historia percorre os lempos e vai
de geraees em gerafoet, de pocas em pocas, re-
produzindo os successivamenle com fidelidade e re-
velando as causas que, era lal poca, prepararam
laes acontecimentos, e lhes mprimiram laes carac-
teres, i historia explica e pinta. Mas quando ella
houver explicado e pintado todas as pocas da hu-
mandade amas aps oulras, esset quadros e essas
licries nao lerao desenliado c esclarecido senao urna
successao de cousas particulares, esta succesttto for-
ma um lodo que se chama ordinariamente a historia
universal. Mas ser bem islo urna verdadeira his-
toria universal ? Oo ser a idea de universalidade
n'uma simples colleccio mais ou menos considera-
vel ? Ou a anidado n'uma multiplcidade mais ou
menos exlensa ? Eu bei lido todas as historias ; se
ludo que se passou entre os homens ; sei o que teem
sido Roma, a Grecia, a Judea, o Egyplo, e a India;
conhero a media idade e os lempot modernos : nen-
hum povo me he descouhecido; nenhom aconleci-
mento me escapou ; mas em ultima analyse o que
sei eu ? Que a humanidade lem agora tal idade, que
experimenlou diversos accidentes mais ou menos
notaveis, aqu por tal causa, all por outra. A histo-
ria devia me entinar ludo isso, e ella ra'o ensinou
ella cumprio suamiss3u. Mas resumiram-se nitto as
minhat necessidades, n3o lerei en nada mais que sa-
ber e indagar sob'ea humanidade eo mundo ? Vos
fizestes deslisar-sa a meus olhos o rio do passado ;
haveis-me feilo conhecer os paizes que elle ha ja
alravessado, as margens que devorou. as tempesta-
des que impolaram-lde as ondas, emlim a historia
de seu curto, a mim quelite deve emgolir como o
fez com os meus predecessores. Mas qual he pois a
nalureza do movimanlo que a leva, e qual o fim a
queseencaminlia ? Porque he seu-curto agora man-
so agora tempestuoso? Suas irregularidades nao po-
dem sertujelas alguma regra. Nao leem leis os
seu roovinientes .' Sua existencia mesma nao ter
sua razio ? Eis o que quero saber, o que me impor-
ta saber ; por quanto de oulra serte eu nada sei, nao
veja de lodos lados sena acontecimentos insignWi-
canU eos brincos accidentaos de um deslino capri-
choso. Ora, o que he a sciencia do accidental, do
passaseiraxdo epbemero ?
Mas o accidente, dir-se-ha. he precisamente o real?
Cerlmenle ; mai o real nio he o verdadeiro. O real
uo entra no coiibecimenlo sena por saa relacao
com a verdade que reflecte e coro a qual elle fce con-
forme. cima do real est sua razao de ser; este
mnndoque passa contem um qoe nao passa, e que
conslilue a esseocia, a verdade e a dignidade do
oulro.
Conhecer o verdadeiro totalmente s he irapossi-
vel, pois que pira se chegar ao verdadeiro deve-se
passar pelo real ; conhecer o real s he nsuflicien-
(e, nao sendo o real senao a manifestaran mais ou
menos fiel do verdadeiro ; tomar a manifeslacao, a
imagem, o symbolo, o sigual, pela cousa significada,
pela propria verdade, he um erro grave e muito
commom, e em que se cahe quando te estuda ou se
descreve a parte vsivel e sensivel das cousat huma-
nas, sem remontar asna razao ea sea verdadeiro
(ypo. filustres historiadores que immorlalisates as
aventuras e as leis de algnmas povoacoes da Greciai
vossas pinturas sao brildanles, voseas ideas asss pro-
fundas ; vos me Iranspurlaes a praca de Aldeoas, eu"
de Corcyro, aos bellicosos campos da Allica e da
Laconia ; vos me mostrees assso que perden Alhe-
nas c fez Iriumpliar I.acedemonia ; mas. depois de
ludo, o que he urna nar;ao de mais ou de menos na
humanidade ? O que he esla Alhenas, esta I.ace-
demonia, no seio da civilisarao geral ? Sto pheno-
menos fortuitos e arbitrarios, produzidos e destrui-
dos pelo acaso ? Ou eniao tinh.im essas cidades seu
papel, que desempenhar, e representavam ellas al-
guma idea no thealro da vida universal ? Esta se-
ria a idea que se Iratava de determinar; seriam ai
diversas ideas representadas pelos dfferentes povos
que era mister attingir e desembarazar, seria esta a
Verdadeira historia interior da humanidade, a qual
seria para a outra historia o qoe a chiinica he para
as simples perceptoajs dos sentidos. Os historiado-
res descreveram a realidade, ede alguma sorle o ex-
terior da vida : essa descrpeo |he a historia pro-
priameote dita, que lem sem genio e tuas regras i
parle. .
He necessario que a historia seja o que deve ser e
que se cuulenha era seus proprios limites, que s3o
aquellas que separam o mundo dos fados dn mundo
intisivel das ilas. Este ultimo mundo doraluasobr8
o primeiro, nelle se reflecte e se realisa ; elle o se-
gu em todos os seus dcsenvolvimenlos,-em [odas as
suas revolures ; a marcha de ambos he relativa e
parailela ; elles se tocam e se ajustara por lodos os
pontos. Se um lem seus observadores e historiado-
res, porque razao o oulro nao ter tambem os seus ?
Porque razao, assim como se narra os acontec me-
los que compem a vida do geoero humano, au se
restabelecer entre esses acontecimentos, arbitrarios
em apparencia, a ordem verdadeira qoe os explica,
referindo-os ao mundo de que elles fazem parle 1
Tal seria a sciencia histrica por excelleocia, a qual
leria seus cornetos e progresso como todas as oulras
sciencias racionaes de que se compe a fjhilosnphia.
que exige sobreludo he a virlude. Elle nos ensina LAquella seria talvez a mais diflicil, mas he ella me-
que a virtade he o nosso verdadeiro destino neste Dos importante, e he essa urna razao valiosa para ser
Pjyataata ne-
mundo, 6'que nos nao podemos mesmo marchar interdicta
para a santidade por uraa outra estrada. Se o lypo discut-la.
iminnrlal proposlu nossa imitar.lo, se o Verbo en-
carnado rooslrou a esle mundo urna santidade divi-
na, foi aum soccorro sobrenatural quedeveu, e ain-
da assim elle atravessou as lulas dolorosas da vir-
lude, elle passou pela lentacao, lulou, gemeu e
chorou.
Ao mesmo tempo o chrisliansmo nao destroe,
elle deixa em reserva, conserva mesmo no fundo
das almas o ideal da santidade ; nada occujla, es-
clarece c dirige a necessdade innata e inveucivel
da felicidade.
O christiaosmo, unindo-se ao stoicismo, o com-
pletou. Nao teparou a religiao da moral, como fi-
zeram os m\sucos, nem a moral da religiao como
os sloicos. A moral e a religiao sao duas cousas
dstindas, mas ho perigoto, digo mal, he falso tepa-
ra-las, e nada prova melhor i que ponto o chrislia-
nsmo condecen o homem que o lato intimo e indis,
soluvel que ello eslabeleceu entre a moral a rel.
giflo para abracar e apandar a alma por todos o,
seus grandes lados, e nao dtixa-la fra de suas pri.
sfies por logar algum.
n Heos, que a astral nos revela, uos apparece co-
mo o principio da jatlira e a fonle da felicidade.
Considerar Dos abstractamente-da moral, de rom-
per os latos sagrados que o unem a nos ; he nao
deixar entre elle e nos senao a relacao geral, inde-
terminada, quasi iidillerenle de cauta a efleilo.
Noiso Dos nao !e tmente o autor de nosso ser ;
he aiuda o supremo legislador de nossa alma, a
teslemuuha de nossos esforcot, o garanto de nVossas
esperancas. llalli dout sentimentos que te elevara
naturalmente em nos o compoe o culto interno : a
adorara e o amor ; a adoraclo para" o santo dos
santos, o pai de loda a juslica, aquella de quem
Irazemos em nsmesmos urna imagem imperfeita ; o
amor para o remunerador de toda a virlude, o dis-
pensador de loda a grata.
Si eu quizesse explcar-vos em resumo loda a
existencia humana, vos dira que ella se resume
neslas duas palavras: dever e -arn-a.
Da philosophia di A vida da humanidade to jrqpe do um cerlo
numero de grandes acontecimentos que se succedem,
mas cada um dos quaes, considerado ero si mesmo,
forma om lodo diilini.o, um drama mais ou meno9
longo que lem seus cornetos, progresso t fim. Estes
dlferenlesdramassao as dilTerentes phases da humani-
dade. Trarar cada urna dessas pocas he a luoccao da
historia. O objedo propro do historiador he o studo
ae fados particulares dos quaes tenia dsccobrir o
encadeainenlo c as justas causas ; de sobretudo n-
dagarao e ao exame deslas causas que o historiador
deve entregarse, se quizer tralar de seu astumplo
e s de teu assumplo. Se elle lianspozer este circu-
lo, che as vagas generalidades; suat refleioes, para
tt applicar, a lurlo a nada se applcam, e sua obra
carece de catacler. De oulro lado, as cores do histo-
riador, islo lie, u.modo porque descreve os aconteci-
mentos, devem ser, como suas ideias, itlo he a
raantia .parque as explica, particulares e locaes,
indiligencia humana, e nao te ousar
(odas as oulras grandezas; a lei suprema sobre que
se ajustara se aprecian) lodo os movimentos llma-
nos, o fio que nos pode conduzr no labyrintho da
historia, a estrella que Ilumina e guia a liumaui-
dade.
(Journal des Dtbals.^
A philosophia da historia foi ignorada dos antigot,
e devia se-lo, porque os ulicos nao liuham visto
batanle para serem imporlunadot da importuna mu-
bilidade do espectculo e da estril variedade dessat
frequentet calastrophts que nao parecem ter oulro
resultado senao umamudaoca ioolil na face das cou-
sas humanas. Mas jovens, e em geral mais serenos e
mais calmos que os de hoje, os antigos pouco se quei-
xavam da sorle, porque ella nao os ferira com gol-
pes tao terriveis e tao multiplicados. Quanlo a nt,
que vimos passar esla nobre aotiguidade', e que a
tempestade perpetua dat revolutoes precipilou tuc-
cessivamente em siluaces tao diversas; que vimos
cahir lautos imperios, tanlat ceilase tantas opioiea;
que nos arrastramos de ruina em ruina para ai que
boje babilamos sem ah podermos renousar, nos ou-
lro* modernos somos cantados desta face do mundo
que incesantemente varia; e era natural que aca-
bassemos por perguotar o que significara esses jogos
que tanto mal nos causara; se o deslino humano no
meio das revolures que ) abalem rica o mesmo, ga-
nha ou perde, avaoca oo retrograda, porque ha re-
volucoes, e o quo ellas roubain eoquelrazem; se
ellas tem um fim, se (eeio alguma cousa de serio em
todas essas agilac.oes e na torte geral da humanida-
de. Todas estat qaesloes, quasi dasenndecidas da
anliguidade, comecam a pe turbar os espiritse agi-
tar todas as caberlas pensadorai.
Todos nao dio a razao desta afMnco interior ;
mas poucos sao-os homeos conspicuos que a nao ex-
perimentem; poocos ha que nao revolvam, sem sa-
ber muitas vezes, no fundo d'alma, estes sombros
problemas, e alguns ha al que os resolvam cerlo
poni desla ou daquella maneira.
Uraadoutrina ergueu-se no meado do ullimo se-
culo, vasta como o peosamenlo do homem, bullan-
le como a esperanta, ao priucipio acolhida com eo-
tliusiasmo, hoje muilo desamparada, dootrioa que
ser sempre o asylo das almas de etcolha. Turgol,
que Irouxe-nos a doutrina da perfeclibilidade hu-
mana, introduzio-a sem eslabelece-la ; e quanto ao
homem celebre que sh a espada rjrtolucionaria,
nella achira a consolacao de seus ltimos momentos,
seus peusamenlot, consagrados de alguma sorle pela
religiao da morte, sao mais allos que exactos, e mal
resisliriam a um exame um lano severo. Condor-
cet nao conhece asss os fados pastados, e os lanra
fcilmente em classificaces arbitrarias que a menor
critica despedazara. O objecto que elle assigna s
solicilares e a marcha do genero humano se tsen-
te da triste philosopdia de seu lempo : esle fim he
quati lodo m. 'erial, ao metmo lempo que chimerioo.
Condorcel nos prometi urna vida mais tonga sobre
a Ierra; porm nao he a dur.ir.iu, hu a dignidade da
vida que Ihe da lodo o valor, e a immortalidade por
si t nao vale urna hora de virtude. A felicidade
nao he por eerto para desprezar, ho permillido, he
justo e al necessario buscar alcanra-la ; mas he o
aperfeicoamento de nosso ser, de lodas as "nonas fa-
culdades e sobra ludo daa rnoraei, que he o verda-
deiro fim de nosso denme-/ p^p< grandeza lypo de
ttatst.aaataaai
ADBVINHACO ROMNTICA.
O espirituoso folhetinista da Independencia Belfa
narra a historia de um processo celebre que vai in-
tenlar-se em Pars, no qual faz figurar personagens
que diz serem porluguezes, roas cujos nomet e ttu-
los sao desconieciilos. Ser um canard, on urna hit"
loria verdadeira com nomet suppostos ? Nao sabe-
mos ; como he curiosa ah a damos :
i Em breve ser levado pranle os (ribuoaes ci-
vis um processo singular, Ot incidentes qne Ihe de-
rara causa sao lao romanescos que vo alm do que
poderia imaginar o mais atrevido romancista. Eis
aqu oa fados que succederam em Portugal, ha pou-
cos aanos ; o desenlace em breve ter lugar em
Parit.
" O marquez d'Evora-moole (quem ter etle mar
quez ? ) apaixonou-se por D. Micdaela Prxedes, es-
posa de um sea compatriota, com quem travra re-
lacees em Pars em 1846. O marquez era moro
solleiro e muilo rico. Prxedes marido de Michaela
fez. urna demorada viagem ao "Brasil, durante a qual
ella deu luz um tildo. Evora-monle jurn que
nunca casara, e que o filho da molher que ama va
seria herdeiro da sua i inmensa fortuna. I.ogo depois
do seu nascimento se encarregou da sua creacao e
cdurar.io, e quando Prxedes voltou do Brasil, Mi-
cdaela ia ver a occullas o mysleros frudo dos seus
amores com o marquez. l'assaram-se alguns annos,
durante os quaes nada occorreu de extraordinario.
Porm, o que ha mais curioso na historia he t
seguinte : Evora-monle andava mu desgostoso, lem
brando-se de que esse filho nao poderia usar do sen
nome ; porque a lei he inflexivel para as adoptoes
desla nalureza.
Resolve-se a embarcar^para Portugal, dirige-se
a Lisboa, onde se demora poucos' das e parte logo
para Combra, capital da Beira, onde posauia urna
grande propriedade, na qual resida asoaj id osa
mai. Esla, em 1807, poca da iovasao franceza, emi-
grara coro a corle para o Rio de Janeiro, e s voltara
com D. Joao VI em 1816 (alias 1821), iodo retidir
para a sua quinta do Vouga.
h O marquez, em Lisboa, fez correr enlre a fid.il-
guia que ia era breve desposar nina ranlher de nome
obscuro, qjjue muilo sorprendeu oeseus amigo;,
porque eraTb sabidas as relataes qae vera cora Mi-
chaela, e quaes haviam sido at suas consequencias.
Porm, ao mesmo lempo o marquez passava por ler
um carcter original, e como todos desejavam conhe-
cer o segredo desle enygma matrimonial, muilos D-
dalgos se dirigiram a Combra, onde cooslava que
deveria celebrar-se o casamenlo a que todos eslavaro
anciosos de assislir.
a No da aprazado, a igreja de Santo Antonio (nao
ha em Combra igreja deste orago) eslava pomposa-
mente decorada para a ceremonia ; os sinos tocavam,
as lozes eslavam accesas, o clero revestido com as
suas vestes feslivaes, e o templo cheio de curiosos
vindos de Lisboa e de lodos os fidalgos das circum-
vizinhancas. Para porta da igreja urna carruagem
com as armas do marquez, trajando os lacaios a sua
libr. Foi o marquez o primeiro que se apeou, ves-
tido corle. Os curiosos eslavam impacientes porJ
conhecerem a noiva ; dous lacaios, dirigidos por um
individuo de respeilavel aspada, te approximam da
porlinhola, e segundo as ordens da marquez, aju-
dam com silenciosa solicilode a apear-se urna me-
nina paluda, de mrbido aspecto, em traje nupcial
que os lacaios vilo amparalulo al ao altar onde a
tentaram n'uma estofada cadeira. Bata mysteriota
e dtenle rrealura era a futura marqoeza d'Evora-
monte. Quem era ella ? Donde vinha ? Ningnem
sabia dize-lo.
Um t homem podia descobrir quem era esla noi-
va singular do amante de D. Michaela Prxedes. Es-
se homem era o medico que aisislia ceremonia nup-
cial, o qual poderia dizer que poucos dias antas uan
individuo, que ao principio nao quizera declarar o
seu nome, viera procura-l ao hospital dos Apost-
los, e qoe ambos lindara tido urna pratica mysleriosa
qoe pode resumir-te no seguidle dialogo :
Por ventura lia no vosso hospital alguma rapa-
riga que possa sahir, mas que esteja infallirelmenle
condemnada a niorrcr ?
Ha siro... a fillia de um ullici.il carlista,que nao
lendo roeios para (rala-la a confiou aos meus dis-
velos.
A filha de um ofiicial ? Como se chama, e que
idade tem.
Charaa-se Xaviera Moodego ; e tem 25 annos.
Qual he a sua molestia 1
Plilysica pulmonar.....Nio viva; mait de seis
mezes.
r- Farei com que falle ao pai deesa rapariga ; en
son o marquez Amelio de Evora-monle : lindo caro
mil cruzados de renda : quero pedir a mo de Xa-
viera.
! O medico julgou ao principio que fallava cora um
doudo ; porm, algumasexplicar,eslhe fizeram com-
predender qoe o marquez eslava no seu juizo a que
se Iratava de urna resolurao calculada e bem funda-
mentada. No da seguiute o marquez fallou ao pai
e enconlrou-se com a filha.
Desposando o marquez a Xaviera Mondego, perfi-
Idavam u filho Joao Amelio, que conlava seis an-
nos : a esposa ira logo viver em compandia da mai
do marquez, e o velho Mondego receberia urna pen-
sao qae tornara dez vezes maior a sua insignificante
fortuna. O pai e a filha consentirn) em ludo : ce-
lebrou-se o casamenlo, e concluida a ceremonia, a
marqueza foi levada por seu marido para a quinta
do Vouga, a velha marqueza ficou sorprendida, por-
que de nada sabia. O marquez no mesmo dia par-
lio para Lisboa, e ahi embarcou para Paris, onde
apenas chegou foi procurar Michaela, e Ihe ditae :
O nosso filho usar do roeu nome, esl legali-
sada a tua liliataeu gozar dos meos milhes e dos
meut ttulos ; daqui em dianlc podemos arjia-lo sem
coMltangimenlo.
Passaram se dous annos de ventura para o mar-
quez e para Michaela.
Certa manhaa em que Michaela fura visitar seu fi-
lho, um criado annunciou a senhora marqueza de
Evora-monle. %
O excellente clima da provincia da Beira, os dis-
velos com que a tratara a sua sogra na quinta do
Vouga, a salislarao de passar das agonas do hospital
aos deleites da fortuna, ludo contribuir para resli-
tuir a taude a Xaviera. Desoebrra ella o mystero
da sua sorle ventaaasa. mas na jaiz sujeitar-se a
viver exilada das grandezas a que linha direito, por
isso retolveu-se a vir reclamar a parte que Ihe com-
pela au lado do marquez, e se este nao annuitse a
islo enlao pedir-lhe o seu filho.
O marquez recusa entregar Joao Amelio, e he este
o assumplo do processo que dar lugar a acaloradas
e singulares diicussoes, de sorle que oceupara um
lugar distinelo enlre as causas celebres.
Eis a historia qae o folhetinista dizque tem mafj
de verdadeira que de ermimit.
(Jornal do Commercio de Lisboa.;
NAVIO-CALORICO DE ERICSSON.
O Capilao Joao Ericsson, cujo nome acaba, tao
de sbito, de grangear mui grande celebridade, oo
era j descoobecido no mundo scienlilico. Nasceu
na Suecia no anno de 1803, e conla, por consequen.
cia, actualmente 30 annos de idade. Moslrou, des-
de a infancia lao inaofesta propensa para a mecha-
nica, que o conde Pialen tomn pur elle o mais vivo
interesse, alcanrando-lhe, quando apenas linha 9
annus, o grao de cadete no corpo de eogeoharia do
exercito sueco.
Aot 13 nnnot j o protegido do conde lomava par-
le nos trabadlos de uivelaco, e nos esludos feilosuo
canal que devia communicaro Bltico com o mar do
norte. Logo depois enlrou M. Ericsson no exerdlo
de liaba, obtendo ahi o posto de capilao. Nunca
perleocen a marinha. Dedicava ao esludo lodos os
momentos que a vida militar Ihe deixava livres, e na
lardn muilo que se n.lo consagrasse inteiraroeute a
elle. Deixou o exercito em 1826, passaudo a Ingla-
terra com o designo de propor aos capitalistas e en-
genheiros a feilura de urna machinada sua inven-
cao, denominada machina de cnamun.para substituir
a machina de vapor por agua. Tavlez seja este o
germen que produzio o invento que hoje admira-
mos.
Em 1829 coneorreu elle ao premio oOrecido pela
companhia do ctminho de ferro de Liverpool a qoem
constituste a melhor locomotora. A de M. Erics-
son, que funecionou as experiencias feilas, coro a
admiravel velocidade de 50 militas por hora, foi hoo.
rotamente mencionada, porm nao obleve o premio,
qaa I como te tabe, foi conferido ao illutlre Sle-
phenson, pelo tao foguete.
Era Inglaterra, e oo anno de, 1833, he que o ca-
pilao EricMon tracen o primeiro modelo da machi-
na calrica, em qae j pensara havia muitos annos.
Esle modelo, que prendsu a allenco do mundo id-
entifico, era peqoeno, tendo penat a forca de cin-
co cavados. Um o admiraram de boa J, e oulroi
(e pr daigraca do inventor nguravaro, ao que pa-
reca, ealre elles homem, cuja opiniao era eotao de
molto pato, com.o Brrin.l Faraday) condemuaram
al o principio em qoe aiseolava a machina. He
cedo que encomiavam at engenhosat combinacSes
com que o capilao Ericsson lograra vencer difiicol-
dades, me.at ah, se julgavam, nwperaves ; roas
declravjm, ao mesmo lempo, que |Ua ma_
china nao podia ler conveniente npplieacao, nem
produzir jamis grandes velocidades, porque exiga
appareldos 8e urna perfeif3o quasi impossivel, e de
dimensoes impralieaveis na industria para'as grandes
potencias : e concluan) dizendo que, calculando por
urna e oulra parle at vantagens e detvantagens, a
anliga machina de vapor couservava, para todas as
necessidades.e sob lodos os aspeco.,inconlestavel su-
periordade sobre o novo syilema.
O capitao Ericssson, elogiado por loda a parle,
va que na ultima telaliva se Ihe haviam mallogre-
do as espranos, e qoe nao linha xito favoravel a.
negociacOes qne enlabolara com o alaajfepjiilado para
a conslruccao de um barco prvido com a machn'
da sua invencao. Nem por iisoabandonou o seu peo-
samenlo, mas per Jendo a etperanta de o applicar
Inglalarra parti para ot Eslados-Uncos.
Tambero encontrn ah grandes erobaracos, e fo-
rero precisos vinte annos de perseveranca, para sa-
bir bem triumphaole, e ver urna embarcacao, arma-
dacomatua machina, Tender as aguas da baha de
Nova York. Vieraui em seu auxilio ot grandes pro-
gressos que, nesle espato, fez abarte da construcrao
de machinas, e roaii que ludo (forta he dize-lo em
honra delle;, o crdito que Ihe haviam graogeado
muilot inventos olis, indepeodentes do syslema a
que, de boje ero diante, ficar ligado o seu nome,
provaudo a fecundidad do seu engenho. Deu elle
tambem nome a um modelo de hlice.muilo estima-
do alm do Atlntico ; inventou om apparelho de
venlilarao para as forjat ; e fez as carretas das petas
de arlilharia da fragata de vapor anglo-amercana
Princelon.
Esla embarcacao n.lo sahio bem, mai nem por is-
so sao meos admiraveis as combiazsroes mecsjtbi-
cas a que recorreu o rpita Ericsson, para tornar
possivel o manejo das enormes boceas de fogu, que
guarnecem as baleras da dita fragata. Na grande
expoticao de Londres, em 1831. foi o capitao Eri-
csson quem arfresentou maior numero de objeclos,
na galeradeslinada aos producios dos Estados-Uni-
doi. Havia, entre eites, um instrumento, por elle
inventado, para calcular as dittanciat no mar, ou-
lro para medir a pret de alarme, um byromelro.uma sonda, um modelo de
machina de gaz, ele. Estes trabadlos assentaran em
base solida a repulaco do rpita Ericsson, gran-
geando-lhe a confiante de alguns capitalistas, que
(honroso he isto para elle), arriscaran! parte de sua
fortuna, a bem da machina de que se trata. Fora
grave injustica nio fazer aqu menrao dos seus no-
mes, e sao : Mrs. John Kicding, W. Slougliton, e B.
Lmar, de Nova York.
O que caracterisa o invento do capilSo'Erictson
nao he o detcobrimenlo de um principio novo na
sciencia, mas oler adiado meio de usar pralicaruen-
te da propriedade que possne attim o ar atmosphe-
rco como os demais gazas, propriedade condecida
ha mullos seculos,, de dilatar-se ppr meio do calor.
O que especialmente conslilue a origiaalidade e
merilo do novo syslema de que a machina do cap--
tao Ericsson, ao contrario da machina de vapor
commom que a cada movimenlo do embolo perde
pela coudensarao, grande parle da forta que pro-
duzio pira o dar, emprega comu orna cadia o io-
lerminavel chalorico de que precisou para imprimir
o seu primeiro movimenlo ; e posta em acra exi-
ge proporcionadamente pauco alimento para com-
pensar as perdas occasionadas pela irradiaran.
Ero theoria precisara tao somenle ministrar [or-,
ea expansiva do ar, por cada movimenlo flo embolo,'
um supplemento de .'iFahr.de calrico (56 66 cent.)
ao passo que a machina de vapor em actual exer
cicio, carece de cada vez, para produzir o mesmo ef-
feilo, nova quanlidade de agua a 100 pelo menos,
que o condensador lem que reduzir quasi instant-
neamente. Esta parlicularidade distinctiva da ma-
china do capilao Ericsson colloca-a, enlre as ma-
chinas, em lugar superior t invnteles do teu gene-
ro, tornando-a mais til do que qualquer outra por
cansa da economa de combuslvel que necessaria-
mente resulla atj seu modo de operar. Sabemos que
a machina calrica possne estas vantagens,mas como
ainda a nao vimos nio nos de fcil entrara sua dei-
criprao, e deveramosceder de tal tarefa se na con-
lassemos para isso com mais auxilios do que as in-
formes narrares que fazem os peridicos america-
nos dos eusaiot de Ericsson na baha de Nova-York.
Urnas sao escripias por pessoas ponco compelentes,
e outras por homeos, ainda que peritos no assumplo
nao muito coslumados a manejar a penna com ra-
pidez, escrevendo, por isso, sem a sulficiente clare-
za, a a necessaria exlenssJhpor precisarem concluir
erartempo*breve edeterminado. Porem alguns dias
antes destes entaios, e como que para tobre elles
chamar a allenco do poajko, appareceo na iVoio-
York Daily Tribune umasjescrir.lo exlensa e cons-
ciendosa de urna machinagplorica da forta de ses-
senla cavellos de que ha um anno se fazia uso em
Nova-Msjrk,'.nas fabricas de Mrt. Hogg, e elaraaler
constructores da machina ae Ericsson, e qve ar en-
lao havia sido sublrahida curiosidade publica com
o maior cuidado. Peloque se deduz de certas pa-
lavras, o autor do artigo de que se traa, nao s foi
odiscreto, como qoe tambem recebeu auxilio para o
seu Irabalho do mesmo capitao Ericsson. Seja como
for, o que nao entra em duvida he, que esta ma-
china s faz dfferanca da que tem o barco Ericsson
as dimenroes, e a descriptao que della te lem fei-
to, anda que em.alguus ponlos incompleta, porque
se nos nao diz qual he a extensa dos mbolos, qual
a capacidade dos depsitos do ar, nem como seem-
prehende, on demora o movimenlo, etc. ele. Com-
ludo, considerando- como expsita de syslema,
nao deixa de ler bstanle clareza, e copia de par-
licularidadei.
Esta machina, diz o .Yate-Vori Daily Tribune
compoe-se de quatro cylindros. Dous de 72 pole-
gada* de dimetro cada un, eslao collocados um ao
lado do oulro, lendo cada om delles sobreposlo a si
oulro cylindro rqenor. Com cada uro destes cylin-
dros joga um embolo, achando-se os qualro ramoi
ligados dout a doat, para que as teus movimentos
ujam perleramente iguaes. Debaixo doe dous cy-
lindros inferiore ha doai forniluos, e nao se preci-
sa de mait, e nem de caldeirafy agua.
11 cylindro interior que he o maior edama-se cy-
lindro di act3o (work cylinder) e o oiilru cylindro
auxiliar (supplyeylinder). Quando o emdolo des-
ee no icylindro auxiliar, as vlvulas collocadat na
cxlremidade superior se nbrem, e enchem de ar fri,
e quando se levanta as vlvulas se fechem, e o ar
que nao pode lomar a sahir pela mesma via pasta
por outra serie de vlvulas para om recipienle, don-
de te trantmilte ao cyliudro da acrao para de novo
levantar o embolo. Quando tae do recipienle para
exercer esta funecao atravessa'o regenerador, appa-
relho que em breve descreveremos alcanrando ahi a
temperatura de 450 Fard. (213cent.) recebendo ao
entrar no cylindro de acrao um auxilio de calrico
do fogo qui exilie debaixo deste cylindro.
Dissemos que o dimetro do cylindro de accao he
maior que o do cylindro de auxilio. Supponhamoi,
por exemplo, que lem oolra lana superficie ;re-
sultar dahi que a quaotidadede ar fri, ministrada
pelo cylindro auxiliar, nao pastara de melade da do
oulro.Tem-se, porm, dilo que dissemos, que an-
tes de chegar all passava por om regenerador, e
que ao entrar no cylindro de acrao linha a tempera-
tura de 480.Pois bem, esta temperatura duplica
com o volme de ar almospherico ; logo a quanlida-
de do mesmo ar, ecntida no cylindro auxiliar, pode
encher m cylindro de dobrado volme, sendo com
esla capacidade que eulia no cylindro de aejao
.Supponhamoi tambem que a superficie do embolo
desle cylindro he de mil polegadas quadrada e de
quinheutas tmenle a do cylindro auxiliar. O ar
pt'sa sobre este ullimo com ama forca de pressao,
rju* calcularemos na razao de 11 librat por polegada
qitdrada, islo he, em 5,500 libras. Porem esle ol-
lirno ar qnando est quenle, pesa sobre a superfi-
cie do embolo ioferior com urna forca goal por po-
legtda quadrada, oo n'oulrot termos, como o sao
volomt be duplicado com o total de 11.000 libras.
Ha, por., om prodBClo oe fors> uli qBe d h ^
laraolad. oeraboW.ap.rior, .inda fie. ora reda de
5,o00 libra, sem ojetter em coota os alrt.,. Esle
MetMor.pres.Qtt.fors, de accao da m.ehina, e
fcilmente se conhec.ra qoe ^ ^
.mm.v.m.n.d.v.f00ccj0nar
dro de actao Uvero calo, tutlicient p, dilatar o
ar oa necessaria proporcao. po,qaaDlo
raudo a properco enlre a supa,ie '
bolos, e podendo exercer-ie sobre eada
ama pressao igoal por polegada quadr.da, o
do cyliudro maior nao deixar de determnlr
vimenj do meuor, atsim como o peto de dous w.
raleis potlo na concha de urna batanea, faz UBr ,
couclia oppotLt, te nella oSo houver mait do ao, g '
arralel de contrapeso. Tal he em retamo o atad,
come funeciooa a machina calrica.
A parle mais curiosa desta machina ha o regene-
rador, apparelho assim chamado por Mr. Erietton.
He tbido que ua machinas de vapor a potencia
resulta do calor gatlo pira produzir o vapor not
cylindros, e que este vapor he destruido pela con-
dem.cao inmediatamente depois de haver operada
no embolo. Se o calrico gatlo oa produccao dte
vapor em lugar de te perder fosse resliluido aos for-
"ot, e novamtoie aprovelado em aqoecer as caldei-
ras, depois de obtida a pressao, s te precisara de
combuitvel necessario para substituir o calora per-
dido pda irradiacao. A condicao da volt., e uso
qoasi indefinido do calrico he a que o regenerador
ve.o realisar. Compoe-se este de urna especie de
discos de metal p,i,B(B ao,doao, mlr ,
largura Ir.n.versal, de um p pouco mai.eu roenot.
Dirigido o ar atravez do grande numero de conduc-
tos formados pela, intarsecoes de iodo, os 6o. qae
competa os discos antes de chegar ao eyliladra da
acrao, d.vid.-se em molcula. Uo pequen,,, q8e
lodas devem por-,e em contado com o mettl a
Supponhamot, como na realidada .accede
tecido.
qne a extremidad, do regenerador queiooi na
Imdro de ac5ao se arda ,, temperatora'ZJ,.
o ar anles de enlrar o cylindro drave-a e.t, nb.
sunca acquecida, recebendo ua paa-gem, segundo
um.,nd.c.caolhermom.lrica ao.450.de e
o. 480- de ,a. preds. para duplicar o ,.u T.*l
deidi.af.rao. O. 30. ,, falUm obU)|Me
fogo que se conwrva debiixo do cylindro
esle'retotr'K tmM ^ iabir "f*
esle resolttde breme urna. valvuUs ; o ar quinte
coropnmrdosahe do cylindro, pawouo .o regene-
rador, que deve atrareMar .ules de daix.r ,.
china. Jadi.iroosqoe.exlremidade deste ana-
relho, proxiro, ao cylindro, .e ach. ero cer Um-
peralura elevada:devemo, accretceuur qae, outra
exlremidadeetla fria, pelo ar que recebe ,e.d, ,c-
rao do embolo, o ciliodro auxiliar. Por oulra par-
le, medida que o ar viudo do cylindro de accao
alravent. regenerador, os Qos do lendo metlico
abtorvemeom l.rainh. energa o teu c.lorieo qoe
apena, ficam no, 30 quando ..he do regener.dor
N oulro. termos : o ar ames' de eatrar no yh
de accao receba do dito apparelho uraa qaaatSade
de calrico de 450", e ao sabir do cylindro restitu
ao regenerador o calrico adquirido, e isl. iodefira-
damente ; de sorle que ao fogo m.nlid debata
dos cylindros s resta subministrar os 30 de qoe
se faz mencao, e compensar a perda do calor irra-
diado.
O regenerador junto machina de forca da 60 es-
tallos que examinamos, tero na interior 26 pliega
das de alto, e oulro lano de largo. Cada om dos
discos metlicos que o constluem representa ama
superficie de 676 pollegadat, o sea lecdo metlico
contem 10 raalhas por pollegada, que, m.lliplicadas
por 676 dio 67,600 malha. para eada disco ; como
esies sao em numero de 200, coolm todo a appart-
Ibo malhas 15,520,000.
Havendo laolot espieos enlre os dicos como h,
de malhat, o numero dos intersticios palos quaes se
reparte o volume do ar sobe a mais de 27,000,000.
Nesle presopposlo he evidente qae cade om, das
molecalat de que te compoe o volme d. ar, se pOe
em contacto com orna superficie metlica que alter-
nativamente o aquece e etfria. A extentlo desla
superficie, quando a queremos sujeilar ao calculo,
sorprende a imainarao. O comprmanlo do fio
mpregado em cada disco he de 1,140 p, eem lo-
do o regenerador de 228,000 p. ou 44 milhas e raei,,
com o que se poderia cobrir ama superficie igual
de quaf o caldeiras de 40 ps de II. id. dime-
tro ; e lodavia o regeoerador que oflerece (So vatla
superficie a' prodccaa do calrico nao occopa mas.:
espato que o de don, ps cubicot, itlo he, menos da
11,936, do qoe o occupado pelas caldeiras.
Etle maravilhoso meio de produzir e recobrar a>
calor, he um dos descobrimenlos mais nolaveiique
ai .ciencias phytieas tem feilo. O seo olor h.vi,
de anlemao reconhedde fe esta he a base em qae
atsenla a propriedade mai. extraordinaria da machi-
na calrica), que o ar almospherico e os demais ga-
zes permanentes pedem alcaocar 'a temperatura de
mais de 400, s em 001 de segundo, correado ape-
nas a dislancia de 6 polegadas. Ericsson detcobrio
primeiro do que ninguem esta rara propriedade do
calrico sem a quai o ar almospherico nao poderia
ser.empregado como potencia motriz. Fcilmente
ito se comprehende. O ar nao pode operar sobre o
embolo sem ter dilatado .pelo calor; e te esta dilal*-
rao duraste muito tempo, o movimenlo do i^ral"
te effeiluaria lio lentamente que delle se nio pedi-
ra fazer conveniente applicarso. Porm o eajrila
Ericsson demonstren que o calor pode (ransmitr-
se ao ar almospherico, e determinar a dilataos, torn, '
urna rapidez quasi electrice, sendo, portaoto, emi-
nentemente capaz de imprimir a maior rapidez em
qualquer genero de machia,.
Se experiencia confirmar loda* asaflasessat des-
le programma, he ndubilavel que haveri uraa pr-
xima e completa revolucao na marinha merenle, e
de guerra de vapor e velas, considerada como arte a
industria. Produzira etta revolucao prmpla mo-
dificacao em ludo' o que for transporte fluduanle,
desde a mais pequea embarcacao de c.bolagem, al
ao bordo de vapor de 160 pecas : desde a gatela
holl.ndeza, al essas naos magnificas e allerosas.com
que a Inglaterra a America se ensoberbecen!.
A causa determname desta revoluta,, seria sem
cootar com as vantagens d. segunda ordem. a im-
mensa economa de combuslvel calculada n'unslo
por tent, qoe resultara da appiieacio desle tysie-
ma. Esla economa, por maior que leja, nao exprs
sa todas at vantagens qoe machina de Eridb
ria t embarcatOet, se se atlender a qaaaa mai
a economa do combuslvel d.idoua^H
mente vanlajosos para o navegante: a dlmnocBo
da despeza da prodcelo da fort. motriz, e o dispor
livremenle do espeto que o
O espato a bordo vale die
que o marilimo vende ao ar
o direito de oceupar por cert
capacidade da sua embarcacao.
lodo o barco de tapar deve.'o mais breve que pos-
sa, substituir suas machinas actuaes pelas do capilao
Ericsson, sendo ot maior forra os que mais de presta
o devem fazer. As embarcarles transatlntica* de
Liverpool, que (eem 2,900 toneladas na linha ngle-
za, e 2,500 ditas na linha americana, e transportara
em cada viagem de Liverpool |para Nova-York um
milharde toneladas de carvao, que lhes cutis on
20,000 francos, com as machia,! dejtspiuic Ericsson
a penat careceriam de 200 toneladas, ficando redii^
zid. a daspeza do combuslivet a aos 4,000 francos,
e desembarazado um espaco de 800 toneladas, quejse
poderia destinar para o (ransporle dot viajantes a
mercadorias. Para ae azer pereitt idea do bem que
se alcancaria con esl, corablnucan, deve taber-te
que a bordo das ditas aMbarcacei aune* o psace do
frete baixou de 50 frautjbt, agesta, preco medio, na
razao de 80 francos por tonelada. Uo que ae daduz
que, .vallando s em kG0 francas a vanlagem que s*
aleante com o syslem de Ericsson, dira n'uma s
viacem de Liverpool a Nova-York economa de
64,000 francos; sendo 16,000 uo combuslvel,
48,000 oo augroeuto dos fretes. Na liaba inajau,
que actualmente faz 5 ou 6 vi.gens por aono, di-
ferenra entre a sua recela e deepe/a limara agi-
gantadas proportoes.
No mesmo caso estao ot vapore, de guerra relati.
vameute tt embarcnres de maiores diuiensoet camo
o Xapoteao e o V/ellinglon, que tanto cuslam a
Franca e a Inglaterra. Muilo se tem fallado nesla,
dous vasos colossaes, qu, talvez tenham maior repu-
tara do que merecem ; .Rio porque se lhes allribu--
ara qualidadet que nao postalm, mai porque se nao
lem dito o que custa a por em exercico essst quali-
dadet. Seodo admirareis para fazsr urna viagem
sao incapazes de sustentar ama companhia, porque
occupava.
a mercadura
nettoeianle, he
dillaocia a

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DIARIO DE KRMRBurO QUARTft FEIRA 19 DE DEZUfcRO DE ISS5
ni Ihei filiando o comboslivel navegira necesaria-
mente mnilo mal, e correm bstanla pe figo menor
alienlo de lempo.A principal, o talve a nica can-
sa desle defeilos he o grande espaco que he preciso
dealinar dnIii grandes eidadelas floculantes pan a
machina, e anda mais para o provimenlo do canrio.
Todo islo te evilari.i con) a machina do capujo Eti-
csson.que redoz n quinta parle o provimento do com-
builivel, sem dimlnua a rapidez e docilidadeda em-
barcarlo.
Esla revolucao lambem ha de chegar usembarca-
rw de ralla da marinha mercante. O subido cuito
das oeere}es na marinha de vapor he o que al a-
gora teaconservado estacionarios nqu,ellea; mas se
e*n bniasse demasiadamente, e sobre lodo, se se
podse fazer aso de qualqaer motor sem para sso
(sacrificar grande parte da capacidade da embarca-
do, ji nao estaan) as circunstancial em que ac-
tealmenle se acham. A navegajlo a' vela, posto
que teja minio mais barata do que a navegado por
vapor, aempre cusa alguma coosa, e as despezas que
comaigo traz urna embarcado armada por este sys-
lema, peder com o lempo superar as que faria ou-
tra provida de urna machina econmica, e que faja
ai suas viagens muito mais rpidamente, oflerecen-
do ao commercio a grande vantagem da regntarida-
de de movimento. Comparando os dous systemaa
pender.lo as vaulageosdo lado do lyilerna Ericssom
urna vez que se realisem as esperante que se lem
concebido.
Realisar-se-ho estas? Eis a principal quesillo :
quesllo mui difllcil de resolver, mas que he de re-
celarle decida desfavoravelmenle, em vista dos dous
enteje* ja feitos. No primeiro o Ericsson deicndo
a bahia de Nova-York, navego na razio de quator-
ze milhas por hora ; mas infelizmente niusoem dis-
te alada qaal foi a sua velocidade na volla, tendo-o
favorecido na ida n rear, e urna forte briza de oes-
te. Como rde calculsr-se o augmento de veloci-
dade qua te deveu a estes dous poderosos auxiliares,
coja trea he lio difficil de medir f Ai discussoes a
que et* issumplo lem dado raargem rrsolveram os
proprietarioa do Brienon a fazer nm enssio em
zas pacificas; mas desta vez apenas se obleve '
velocidade de nove milbas. A parte telegrapbira
de Bolln, que nos dea conhecimenlo (leste resulla-
do, dizia, he verdade, que a machina s linda nesta
oceuhlo, operado com inetade da sun forra ; mas
outros liados mais seguros que depols vieram rectifi-
cara*! cala pbrase. O capitn Ericsson estando a
bordo, no dissera que a machina s linha emprega-
du melado da soa forja, antes sinceramente confes-
soa qae ella produzra todo o seu effeito til, accres-
conlando apenas que este effeito se duplicara se os
cylindros fonem de 16, em vez de 1 i pollegadas de
dimetro. A phrase htvia sido mal interpretada.
Jalando par estit duas experiencias estamos qnasi
tenlados a acreditar que a machina de vapor nao
desees ainda do tea throno, ao menos ao locante a
grande veloeidade. Fura, comiudo, injusto affir-
mar qae a machina do capullo Ericsson al he ca-
pai de prodozir maior velocidade do qae a obtida
na prime ira embarcado a que foi appeaaU ; e se-
Via ata temeridad! concluir, que at com as suas
actan eeadicftes nio pode ella vir a oecupar um
logar importante. As esperienrias actualmente fei-
tis eom a navegado por vapor em grande escala nos
corraies etlabelecidos entre Inglaterra, Cibo da Boa
Esperance, Calcula' e Australia, produziram resul-
tados que inallograram muitn clculos, deixnndo an-
tever novos horisontts. Nao he, pois, impossivel
aiaste tapposlo o caso de que a machina do capilao
Briesaia nafa posta prnduzir a potencia, nem a ve-
locidade da urna machina de vapor ordinalia, que
ella seje aaepregaria, atientas es vantagens parti-
culares qae possoe as extensas linhas e trajelos,
(luestoes rio estas que s o tempo lia de resolver ;
mas qualquer que seja a sua solucSo nunca o capi-
Uo Ericsson deixira' de merecer o aprero a que
tata jas o seu eogenlioso espirito e a soa animosa
peteavarairta. {Gatela de Madrid.)
[Diariodo Cocer r. o de Lisboa.)
COM M ERGIO
aLFANDBI.A.
lmenlo do da 1 a 17. .
Ideal de da 18......
204:314*366
9:76l72:l
*:07J089
r/ea
Deteertegam koje 19 ate dezembro.
Barca inglezaEnthusiastmercaduras.
Barca inglezaI-liza llandaidem.
Brigue toecoPrini Oteartaboado.
fatacho hollandezBernardusgenebra.
Hiate americanollosamondfarinha de Irigo.
U)NSUI.AI)0 tiERAL.
Bcadiaoenlo do da 1 a 17 6i:l.>5*.',l
laesa de dia 18.......10::Ut8*0
74:497*9|
IMVBBSAS PROVINCIAS.
Kendiraenlodo dia 1 a 17 34119934
dem do dii 18....... 453fl7t5
N. 80. Herdeiros de Maria Joaquina da
Annpnciajao 22&500
N. 82. Joanna do Rosario UoimarieiMa-
chado 7.J000
N. cS. Capella de Santa Anoa do Cabo I85OOO
N. 86. Herdeiros deAona Joaquina Ma-
chado 52J500
N. 88. Manoel Florencio AlvesdeHoraea 309166"
11 11 Desembargador Joaquim Teixeira
Peixoto de Abren Lima ,749834
N. 90. Vinva de Jet Machado Pinten- "
tel 369900
N. 92. Jos Pialo da Coila
N. 94. Salvador Pereira Braga
N. 96. Antonio Maia Corlea
N. 98. Alexandre Jos Gomes
N. 100. Thomai de Aquiao Fonseca
N. 102. Joe Pinto de Lentos
N. 101. Hilo dito
N. 106. Filhos de Jos Mara de Jess
Muniz
N. 108. Francisco Ramos Maia
N. 110. Mosleiro de San Bento
N. 112. Ilenrique Uibson
Joanna Mililana de Jess
N. 114. Herdeiros de Jos Maria de Jesos
Muniz a>
N. 116. Henrique Gibson
o n Cladina Marlinha do Sacramento
N. 118. Capella dos Prazeres de tiuara-
rapea
N. 120. CaeliWo Piulo de Veras
N. 122. Recolhimento da Glora
N. 122. Llilo dilo
N. 23. Viuva de Joilo Leilo Figueira
N. 25. l)r. Pedro Frauciscb de Paula
fJCav.ilcante de Albuquerque
N. 27. Joao Francisco de Carvalho Paes
de aodrade .
N. 29. Joao Mauricio Wanderley
R. 31. Ignacio Nery da Fonseca
N. 35. Jnaquim Francisco de Azevedo
N. 37. Gertrudes de Barros
N. 39. Herdeiroi de Maria Mxima Ni-
quelina
N. 41. Jos Fernandes da Cruz
N. 43. Padre Francisco Muniz Tarares
N. 4S. Antonio da Costa Reg Mon-
leiro
N. 47. Antonio Jos Pinto
N. 49. Irmandade das almas do Recife
N. 51. Jos Francisco Pinto
N. 53. Joao Hermenegildo Bordes Diniz
N. 35. Irmandade das almas do Recife
N. 57. Herdeiros de Francisco Casado
Lima
N. 59. Ditos dito*
N. 65. Uesembargador Joaquim Teixei-
ra Peixoto de Abreo Lima
N. 67. Jota Fernandes da Cruz
N. 69. Capella dos Prazeres de tiuara-
rapes
N. 71. Francisca Thomazia da Conceicao
N. 73. Joao Joaquim da Silva Maia
N. 75. Maria Umbelioa Correia Prente
N. 77. Anna Joaqun.1 dos Sanios
N. 79. Luiz Francisco Barbalho
N. 81. Aulonio Goncalves de Moraes
N. 83. Dilo dilo
N. 85. Jos da Costa Honrado
N. 87. Francisco Luiz de Mello
N. 89. Viuva e herdeiros de Antonio Ig-
nacio da Rosa
N. 91. Dita e ditos de dilo
N. 93. Dita e ditos de dilo
N. 95. tlrdem terceira de San Francisco
N. 97. Irmandade do Sanlis-imo Sacra-
meuto de Santo Antonio
N. 99. Bernardo Duarle Brandan
V. 101. Herdeiros de l.ourenco Manoel
de Carvalho
N. 103. Herdeiros de Maria Mxima (Ni-
quelina
N. 105. Francisca do Coracilo de Jess
N. 107. Viuva e herdeiros de Miguel
Mues Pereira Gaimaraes
N. 109. Amaro Jos dos Prazeres
N. 111. Jos Fernandes da Cruz
M. 113. Viuva e herdeiros de Joaquim
Jos l.ourenro da Costa
N. 115. Filhos de Jos Ramoide Oliveira
N. 117. Antonio Joaquim dos Santos An-
dratta
N. 119. Tiburcio Valeriano Baplisla
N. 121. Maboel Coelho de Moraes
N. 123. Joaquina Maria Pereira Vianna
N. 125. Pedro Alexaadrino Rodrigues
Lins
N. 127. Manoel Gomes da Silva
N. 129. Dito dilo. m
cida em 14 de marro de 1K44, e mais a quanlia de
300J de urna oulra letra garantida por Francisco
Peres deSouza, e vencida em o primeiro de Janeiro
de 184.'), Jos Manoel de Carvalho 2109 de soa letra
a muito vencida, Francisco Antonio Pereira dos
Sanios 3329545 de tna tetra vencida em 9 de Janeiro
de 1818, Antonio de Hollanda Cavalcanll 3621120
de sua letra vencida em 8 de maio de 1845, Mano-
el da Silva Coulo 309 de sua letra vencida em 16 de
dexemnro de 1847, Joao Mauricio de Mello Bru-
nhem 5329631 saldo de doai letras vencidas, ama
em 9 de selembro de 1846 c oulra em 2 de fevereiro
629400fde 1847, Antonio Piolo da Miranda Seabra 7963.y
3:6658649
HECEBEDOR1A DE RENDAS INTEKNAS GE-
RAES DE PKRNAMBUCO.
Rendimenlo do dia la 17. 14:874*544
dem do dia 18. ......l:029j91
15:
GONSULA1M) PROVINCIAL.
90358J5
Raadiajentododia 1 a 17
Idaaa do dia 18
53:2389090
8--378.J898
61:6169988
. MpVEWENTO DO PORTO
m --------------------------
Naciot entrados no dia 18.
Vallimora49 dia, hiate americano Rosamondn,
de 130 loaeUdas, capillo W. E. Ellis, aquipagem
6. carga 87f *arrici s com farinha de trigo e mais
gneros ; artfeory Forster 4 Compinhia.
Terra Nora29 dial, brigue inalez Phanlia, de
201 toneladas, eapililo Rebert Knight, equipasen)
12, carga 2,650 barricas com bacalhio ; a James
Crabtree c3fCompanhia.
Idea27 dias, barca ingleza Meteor, de 293 lo-
neladai. capilao James Bey!, equipagem 14, car-
ita 3300 barricas com bacalho ; a James Crab-
tree A Companbia.
.Vacio tahido no menino dia.
BahiaEicon brasileira o/.elosa, eapililo Joaquim
Antonio de Farias e Silva, carga tal e mais ge-
nerot.
N. 131. Manoel Bomao de Carvalho
N. 133. .Dionizio Hilario Lopes
N. 135. Ordem terceira do ('.armo
N. 137. Filhos de Jos Maria de Jess
Muniz
N. 139. Joaquim Lopes de Almeida
N. 141. Jos Maflins Lopes
379800
189000
189000
'599400
219600
219600
2295OO
189000
109800
109800
409800
239*00
109800
IO98OO
189000
8I9OOO
219600
399600
959100
609000
850200
909000
819000
219600
229500
369000
2I36OO
649800
469800
189000
189000
189000
229500
229500
.259-200
219600
4590OO
219600
229500
259206
149400
219600
239400
519900
469800
219600
5292OO
219600
779400
1039200
979200
2I96OO
169200
2592OO
259200
219600
219600
219600
2I96OO
189000
219GU0
(09800
349200
609000
509400,
149400
UjiOO
5796W
689400
609000
6O9OOO
309000
759600
679500
909000
vincia do Par para Ihe apreseularem suas propostas
em caria fechada, declarando o ultimo prero porque
se propozerem a fornecer cada rez, e loda as mijs
condifOes do contraki.
Secretara da thesouraria de fazenda de Peruam-
buco em 18 de dezembro de 1855.
O oflicial-maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
DECLARA^OES.
Rs. 4:2869175
EWTAES.
Olllm. Sr. inapeclordalhesouraria provincial,
am cumarimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
manda convidar aos proprielariosabai-
lot, enlragaremna mesma thesouraria
0 dias, a contar do dia da primeira pu-
blicado do presents a importancia dasqootas com
Sano calamento da roa Direita,
desde a la Peoha al o iim da mesroa ra,
conforme a disposto na le provincial n. 350. Ad-
verlindo que a falla Ja entrega voluntaria ser pu-
nida eom o dopba^^H idas quot is, ua coulorini-
aade do art. 6 do renularuento de 22 de dezembro de
1854.
N. 32. Viuva e herdeiros da Jos Machado Frer6
Partir da Silva 699900
N- 34. IrmatidndY das armas do llecife 309000
N. 36. Herdeiros de Joaquina Francisca
de A raijo
N. SB. Joao Mathuos
N. 40. Thereza Goncalves ile Jess Aze-
___redo
N. 42. Capella dos P/azeret de Gaara-
II49375
219600
1059000
I. Dita dito
N. 46. Dita dita
N. 48. Geraldo Pereira Huir
N. 50. Padre Aulonio lofCoellio
N. 5* Capejla' dos Prazeraj de t.uara-
rapes
N. 54. Dr. Jos Joaquim de Soma
N. 56. TherezavGonCatves dt) Jess Azc
redo
N. 58. Irmandade do Santissimo Sacra-
menta de Santo Antonio
N. N. Dita dila
N. aa. Jaa'ma Maria da Oinceicao
N. 64. h n i'raucisco Muniz lavares
tt. 66. Antonio Lua Pereira Bastos
N. 68. AatonioLuiz Goncalves Ferreira
N. 70. Filhos de Jos Joaquim de' Abrea
N. 72. Jote Soares Pinto Oearela
n Herdeiros de Antonio Francisco
Xavier
N. 74. Joanna liapliita, Pereira Pa-
rante
N. 76. Irmandade das almas do bairro
de Recife
H. 78. Joaoaa Biptjsia Pereira Parete
99000
99000
219600
,549000
159000
719400
459000
549000
549000
259800
59JH00
639000
439200
149400
109800
100800
339000
309000
34200
E para constar se mandou allkar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretarla da Ihesoarara provincial de PernanV-
buco 11 de dezembro de 1855.O secrlario, Anto-
nio Ferreira da .innunc^amio.
O Illm. Sr. inspectSda thesonraria provin-
cial, em comprimento da Mem do Eim. Sr. presi-
dente da provincia, manda tarer publico, qoe nos
dias 8, 9 e ff> de Janeiro prximo vindouro vai aova-
mente prara para ser arrematado a qoem maior
prer ) oflerecer, um sitio na estrada de Belem, com
casa de pedra ecal, copiar na frente e no fundo da
casa, um grande telheiro coberto de tribus sobre pi-
lares, com bstanles frucleiras de fruclo, baixa para
capim, um vvelro para peixes, duas cacimbas, cer-
cado em parle com cerca de limao e porlao de ma
deira, avaliado em 3:37590000, o qual foi adjudica-
do fazenda provincial, por execuco contra o ex-
thesoureiro Joao Manoel Mendes da Cunha Azevedo
e onlrot pelo alcance da mesma thesonraria.
E para constar se mandou afiixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Peruam-
boco 15 de dezembro de 1855.(t secrlario,
A. F. 'Annujiciarao.
Olllm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em comprmanlo da rasulac,3o da junta da fazen'da,
manda fazer publico, que o contrato do pedagio da
barreira da Tacaruna foi transferido para o dia 20 do
correle.
E para constar se mandou efliiar o prsenle o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial d*l'ernam-
buco 1 de dezembra"* 1855.Secreta r,i
A. F. d'Annunciaca'n.
Nos dias 15, 17 e 19 do con
praca no paro da carpera maVcIparlSsla cldUV 01
materiaes remtanles da*s ruinas do telheiro dj
dra e cal, sito as Cinco Pontafltno lugar do lnli(
bebedouro, servindo de base da arremala;an a quau
lia de 3O9OOO rs., offerecida por Jos de Almeida
Lima.
Fajo da cmara mu.iicipal do Recife em sesrio de
12 de dezembro de 1855. BarSo de Capibaribe,
prndenle.Manoel Ferreira Accicli, secretario.
Dr. Anselmo Francisca Pereiy, commendador da
imperial ordem da Rosa, juiz de direilo especial
do commercio desta cidade do Recife, provincia
de Pernimbuco por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro
II a qoem Dos guarde etc.
Faco saber aos qne a presante carta viren), em
como Manoel Jos Goncalres me dirigi por escripto
pelic/m do theor segujnte :
Diz Manoel Jos Goncalves commercianle aesla
presa, que devendn-lhe Manoel Joaquim Doarado
a quantia de 5309505 de sua letra vencida cm 11 de
junho de 1845, Antonio Manoel Gomes de Siquei-
ra 769175 de sua letra vencida em 12 de oulubro
do 1845, Jos Victorino Cavalcanti 2I2J780 d sua
letra vencida em 12 de fevereiro de 1842, Jeremia
Pinto de Miranda 1309 de sua lelra vencida em
de selembro de 1841, Antonio Marlinsda Assump-
cao 1089590 saldo de sua lellra vencida em 20 de
jollio de 1842, Manoel Vieira da Coila 309 de sua
letra vencida m 28 de janeiroajle 1847, Jos Cor-
reia Nogutira Paz 129 de sua lelra vencida em -M
de fevereiro de 1813, Francisco Jos Pavao 50fde'
suq lelra vencida em 27 de abril de 1846, Lourou
Antonio de Araojo 6539119-saldo de soa lelra ven
de suas letras vencidas, urna em 12 de junho de
1846, oulra em 29 de Janeiro de 1847, finalmente
oulra cm 29 de junho do me-ino anoo de 1847, Ray-
mundo Candido dos Pateos 8O9 saldo de sua letra a-
bonada por Joaquim Alves da Fonseca e vencida
m 27 de igoslo de 1846, Domingos Jos Goncalves
1:1209 de sua letra vencida em i de Janeiro de
1849, Manoel Ferreira Mendes (iuimaraes 159600
de aua lelra vencida em 29 de oulubro de 1839,
Jos Joaquim Tararen de Abrea 3397:10 Je sua lelra
vencida em 8 de dezembro de 1815. e mais a quan-
lia de 3559480 de una oulra lelra abonada por Ig-
nacio de Frailas Silveira Calante e vencida em 9 de
selembro de 1848, Jos Joaquim de Abren Cardozo
559080 de sua lelra vencida em 5 de maio de 1851,
Manoel Rodrigues Le le, Carrapaleira, 1319215 de
sua letra ha muito vencida,e Jernimo da Cosa Gui
maraes e Silva 20J de sua ordem ; e como esses de.
bitos ha muito que se acham vencidos, quer osnp-
plicanteacaulelar o seu direilo, para em lodo o lem-
po ha ver a importancia dps mesmos com o premio
vencido, e queso for vencendo, para o que quer in-
lerromper a prescripeo, prole-tan.lo nos termos do
arl. 453 S 3 do cdigo eommercial, com citaran dos
supalicados .- c porque elles se acham ausentes em
lugar incerlo e na sabido, requer o supplicante a
V. Exc. que o admita a justificar o exposlo, e que
provado quinto baste, e julsadn por senlenra se
sirva de mandar passar caria de editos para seren
ciladosos suplicados por lodo o conleudo uesla,
porlanto pede ao Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de di-
reilo do commercio assim Ihe delira.E R. M.
Manoel Jos Goncalves.
T mais se nao conlioha em dila peliro, qaal
dei o despacho do Iheor seguinle :
Tome-se por lermo o protesto do sopplicar.le, que
justificara a ausencia dos supplicados.Recife27 do
novembro de 1855.Perelli.
E mais se nao conliaha em dita peliraoe despacho,
em virtude daqiiil o escrivilo lavrou o termo do
Iheor seguale :
Aos 28 dias do mez de novembro de 1855, nesta
cidade do Recife de Pernambuco, em raeu escriplo-
rio veio Jos Theodoro Gomes, como procurador
bastante de Manoel Juze Goncalves, e disse perante
mime as lestemunha, que prolreslava contra os
devedores declarados na prl$o retro, qne fica fa-
zendo parle do presente termo, e de como assim o
disse e proleslou, fiz este termo, que astigoon com
as teslenjzinhas abaixo assignadas.Eu Maiiminno
Francisco Duarle, eterivflo privativo do juiz eom-
mercial o escrevi.Joilo Theodoro Ganes.Jos
Gonralves de Sii.Estanislao Pereira de Oliveira.
E mais se mi continha em dito termo de protesto,
e tendo o supplicante produzido suas tcslcmunhas e
sendp os autos concluios, dei a senlenra do Iheor
seguinte :
Altendendo ; jn-licarao de folhas 6 i folhas 8
verso, pela qual esla prorado que os individuos men-
cionados na petirao de folhas 2'eslao ausentes, em
lugares nao sabido*, mando que sejam citados para
o Iim requerido na mesma peli{3o, passando-se
carta de editos cum o prazo de 20 dias e cusas.
Recife 12 de dezembro de 1855,Anselmo Fran-
cisco Perelli.
E mais se nao conlioha em dila senlenra aqoi
transcripta, cm virtude do que o escrivao que esla
tubscreveu manden passar a presente caria de edi-
tos com o prazo de 30 dias, pela qual e seo theor
se chama e intima, e hei por intimados aos suppli-
cados devedores ausentes cima declarados de todo
o conleudo na petizo retro c lermo de protesto
cima transcripto.
Pelo que, todae qualquer pessoa.parenlesou ami-
gos dos ditos supplicados os puderan fazer scienles
do qoe cima tica exposlo, eo poruiro do juizo afil-
iara a prsenle nos lugares do coslnme, e sri pu-
blicada pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife aos 11 de
dezembro de 1855.Eu Maximiano Francisco Du-
arle, escrivio privativo do juizo eommercial a es-
crevi.Anselmo Francisco Perelli.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da iajMrial ordem da Rosa, juiz de direilo espe-
cial do commercio desla cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco por S. M. I. e C. o
Sr. 1). Pedro II a quom Dos gnarde etc.
Faro saliar aos que a presente carta de edilos vi-
rem, em Como Manoel Antonio Viesas me fez a
pelicao do tbur lpuiole :
Manoel Antonio Vics-s morador ni-ta ci-
dade, que em i!) de selembro de 1832 saccera nes-
tatsapma rida le una lellra da quantia de 1:4649641,
com o prazo ifjHloi' mezes, contra Manoel Jos
Ferreira MacliaaiT; que nesla mesma cidade a acei-
tn, e como esse debito ha muito qu se acha venci-
do, quer o supplicante acaulelar o seu direilo para
emlodoo lempo liavera importancia da dila lellra
com o prazo vencido eo que se for vencendo, para
o que quer interrjmper a prescripeo, prolttlaudo
nos termos do arl. 453 3. do cdigo eommercial.
E porque ha muito que o supplicado se ausentara
desla cidade para lugar ingerto c nao sabido, requer
o supplicante a V. Exc, que o admita a justificar
o exposlo, e que provado quantn baste ejolgado
por sentenca, se sirva da mandar passar caria de
edilos para ser citado o supplicado por lodo o con-
leudo nesla : paranlo,
Pede ao Illm. eExm. Sr. jni'z de direilo do
commercio, assim Ihe delira.K R. M.Manoel
Antonio Niegas.
Nada mais se continha cm dila petirao aqu1
transcripta, a qual senduTmc apresentada, daj o
mu despacho do Iheor seguinte :
Tome-se por lermo o protesta do supplicanle, e
justifique este a ausencia do supplicado. Recife
20 de novembro de 1855.Perelli.
Nada mais se continha em dilo meu despacho, em
virtude do qual se lavrou o protesto do theor sc-
guir.te :
Aos 28 dias do me/, denovemhro ,;,, it>55, nesla
cidade do Recife de Pernambuco, em meu rscrip-
torio, yj!io4ose Tlieodoro Gomes, romo procurador
bastante de Manat AMonio Vii-gas, e liis-e rieran.
te mim e as leetemunlias sbaflaFastlsu nas, que
prole-lava contra o devedor declarado na petic3
relro que tica fazen3*t|aj(Jcdo presente lerinn, e
de como assim o disse ejnta^ntou ; li/. este termo
que ussignou com .1 lesteminVias abaixo assig-
nadas.
Eu Maximiano Francisco Duarle, erivlo priva-
tivo do juizo do eommercial o escrevi.JosC 'f'ico
doto Gomes, Jos Goncalves de Sa, Estanislao Pe^
reir de Oliveira.
Nada mais se continha em dilo termo do protes-
to aqu transcripto, o tendo produzido o supplican-
te suas teiterr.uiihas, foram-me os autos conclusos, e
nelles dei a senlenra do iheor seguinte :
A vista da inquirir.! de folhas 4 verso, a folhas
5 verso, pela qual se inostra achar-se ausento em
lugar nao sabido .Muioel Jos Ferreira Machado,
maudo que, para ser-llie intimado o protesto de
folllas 2 verso, se passe caria de editos com o prazo
de 30 dias e cusas. Recife 5 de dezembro de 1855.
Anselmo Francisco Perelli.
E maia se nao rniitinha em dila senlenra aqu
transcripta, em virtude da qual o escrivao que esla
aubtcicveu, mandou passar a prsenle carta de
edito com o prazo de 30 das, pela qual o seu Iheor
se chama e intima e hei por intimado ao supplicado
devedor ausente cima declarado de lodo o conleu-
do na peticuo e termo de protesto cima trans-
cripto.
Pelo que toda e qralquer pessoa,prenles 11a ami-
gos do, supplicado u podero fazer scienle do
que cima fica exposlo ; o o porteiro do juizo afila-
ra' ( presente nos lugares do costme c sera' publi-
cada pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife aos 10 de
dezembro de 1855. Eu Maiimiano Francisco Duar-
le, escrivao privativo do juizo eommercial o subs-
crevi.
Annlmo Francisco Ptrelti.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernatpbuco sacca a vitta
sobie odo Brasil no Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 5 de dezembro de
1855.O secretario da direcco, Joao
Ignacio de Medeiros llego.
O banco de Pernambuco toma dinhei-
ro a juros, de conformidade com os seus
estatutos. Banco de Pernambuco 2V de
novembro de 1855.Joao Ignacio de
Medeiros Reg, secretario da direcco-
Pela primeira -essao da mesa do consulado pro-
vincial se taz publico aos proprietarios dos predios
orhauos das freguezias desla cidade e da dos Afosa-
dos, que os 30 dias uleis para a cobranca bocea do
cofre do primeiro semestre de 1855 a 1856 do im-
posto da decima, principian) a ser contados do pri-
meiro de dezembro prximo em dianle, e todos
os que deixarem de pagar netse tempo incorrerSo
na molla de 3 I sobre seus dbitos.
obras de ouro e prala, relogios para algibeira, cau-
dieiros francezes e inglezes de varias qualidades,
linternas, candelabros, vidros, laucas e oulroi moi-
tos objectos que fura impossivel mencionar, os qnaei
se renderao sem limita de preco algum, e um escra-
vo ci ionio ptimo marinheiro e muito bom cozi-
nhei.10 : quarta-feira 19 do correntr, ai 10 horas da
manhaa.
AVISOS DIVERSOS.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
0 conselho administrativo lem de comprar o sc-
guinle:
Para o presidio de Fernando.
1 ai inha de mandioca superior, alqneires 600, dila
de tn'jo da marca S S S, barricas 8 ; assucar branco,
arrobas 21 ; arroz dilas 10; tapiocas ditas 2 ; vinho
tinto, medidas 40 ; agurdenle branca, dilas 40 ;
papel atinara, resmas 8 ; dito paulado, dilas 4 ; pen
na. lapis, duzias 8 ; caivetes finos, 6 ; folhinhas
de algibeira do atino de 1856, 2 ; baelilba encarna-
da, peja 1 ; pinino verde para forrar mesa, covados
0 '; ; lila ile retrozamare!larga, varat 12 ; cau-
ros de lustre, 6; pregos ripaea do reino, 6,000 ;
ditos caixaes, 10,000.
Quem quier vender esles objectos aprsente as
suas proptlas em carta fechada na secretaria* do
conselho as 10 horas do dia 20 do correle mez.
Secretaria do conselho administrativo para orne-
cimenlo do arsenal de guerra 17 de dezemj
1855.Bento Jos l.amenha Lins, coronel pr
le. Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vo
secretario.
TendoJle de proceder nesta provincia a detnarja-
;
rao e balisameulo das barras de Camaragihe, _
de Pedras, Tamandar ao sul e Maranguape ao norte
na conformidade do disposto no aviso da reparticao
da marinha de 13 de novembro pcoximameaje lindo,
a" qual refere-se o oflicio do Exm. Sr. prndenle de
27 do mesmo mez, o Illm. Sr. inspector do arsenal
de marinha manda fazer publico que contrata com
qualquer dei ftandic,Oes desla ridad- a acquisicao das
seis boiasi n> ferro precisas para um tal Iim, de eon-
ligiirares constantes 'da planta existente nesta se-
cretaria, que ser franqueado a quem queira v-la
anles do contrato ; devendn este ter luaar no dia ti!
do andante mez, pelas II horas da manhaa, prece-
dendo a respectivas propostas entregues al esta
mesma hora.
Secretaria da inspercao do arsenal de marinha de
Pernambuco em 15 do dezembro de 1855.O secre-
tario, Alexandre Rodrigues dosAniot.
O Illm. Sr. inspeclor do arsenal do marinha,
contrata com quem mais vanlagent oflerecer a favor
da fazenda, a encomnaenda e compra de .OOO bar-
ricas de bom cemento, para as obras do melhora-
mentodo porto, \indas da Europa, e entregues no
todo ou em parles as pocas que eonvencionar.se,
tendo luaar o contrata no dia 30 do corrente mez,
pelas 11 horas da manhaa. em vista de propostas em
caria* fecha las apresentadas atessa hora.
Secretara da inspeccio 1I0 arsenal de marinha de
Pernambuco em 18 de dezembro de 1855.O secre-
tario, Alexandre Rodrigues dos Alijos.
O Illm. Sr. inspector do arsenal de marinha,
tendo precisan de contratar o fornecimenlo de car-
vao de pedra peerado de boa qualidade para os
vaporea da armada, por todo o lempo dr correr al
lindarocorrenteexercicio, manda convidar ai pes-
soa. a quem convonha dilo contrato, a apreseularem
as suas proposlas em carias fechadla al o dia 21 do
corrente, pelas 11 horas da manhaa, acompanhadaa
das competentes amostras, em que lera elle lu-
.gar.
Secretaria da inapeero do arsenal de marinha
de Pernambuco em 18 de dezembro de 1855.O se-
cretario, Alexandre Rodrigues dos Aojos.
A dverte-se ao Sr. Miguel Esleves Alves, or-
tugue/, armador, que mora na freguezia do Corpo
Santo,qoe o sofirimenlo tem seos limites__; e que
se continuar desenvolver o presente annnncio, se
assim for preciso......
O Sr. Joaquim Ignacio de Garvalho Mendonra
lem orna caria na livraria n. t e K da praca da In-
dependencia, e como >e ignora sua morada, roga-se-
Ibe de 1 mandar receber.
OSr. Jos Francisco Bento, raeslre ferreira,
queira dirigir-se a livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia.
CAPELLANA.
Para um engenho a 12 leguas desla cidade preci-
sa-se de um capellao, sabendo mu.ica, piannoe fran-
cez. para ensinar com perfoirao : o Sr. reverendo
sacerdote que liver as qualidades necessarias e qoi-
/zer propor-se a islo, nao s obter paga generosa
aquella que se couvencionar, como recebeni um tra-
lamentodigno de sua posicSo': annuncie ana resi-
dencia para ser procurado.
Precisa-se de nm caixeiro de idade de 12 a 15
anuos : na padaria da ra da Sanzala Velha n. 98.
Precisa-sc de um trahalhadorde maeeira : na
roa Direita n. 21, padaria.
O Illm. Sr. escrivao da recebedo-
ria das rendas geraes internas Manoel An-
tonio Sim se a ra doQueimado n. 14, loja, a nego-
cio queS. S. nao ignora.
O procurador fiscal d thesonraria provincial,
faz publico, que Ihe foi remellida pela Ihesouraria a
rolaran dos .tevedares de decimal da freguezia de
S. Fre Pedro Goncalves, dos anuos qne restavem li-
quidar de 1833 a 1852, para proceder judicialmente
contra os mesmos deredores, e qae por isso podem
recolber a importancia de seos dbitos antes de qual
quer procedimenlo jodicial'eom guia do mesmo pro-
curador fiscal, que Ihes ser dada na sua residencia
ra Nova n. 44, dentro do prazo de nm mez. a con-
tar da data deste.
Recif 12 de dezembro de 1855. Cypriano Fe-,
uelon tiuties Alcoforado.
Bonbo feitn na padaria da ra Direita n. 26
por urna porta travesa do corredor, ai 7 liona da
manhaa : um baln' pequeo com alguma roupa do
par de bolins, un quarlo de bilhete da te-
I
wm mm
* PEORAS PRECHrSAS-
m
':
MOREIRA
LWA Dt Os1
Roa do Cabug.!
Recebeni por
* Adereces de brilhanle, *j
diamantes e perolas, pul- '
< reiras, alfineles, brincos
^ e rozetat, bolei e anueia *
|i de diflerentes goitos e de %
'>. diversas pedrea de valer, s
$ Compram, vendem ou m
* Irocam prala, ouro, bri- *
f Ihantes.diamantese-pero- #,
^ las, e ootras quaesquer <
^ joiasde valor, a dinhero 1
tmSa^amm^ io d Franca
dos os vapores da Eu-
ropa as obras chnnais
~j, -^-|W| "- -
mOdemO ffOStO, tan- "'"de sopa e de cha, :
__ O ^ e muilo eutrua objoclos ,
(ODIO PraU-

OURO E PRA'l A
\ Adereroi completos de
3 ouro. melot dito, pnleei- .?.
ra, alfinte, brincos e *
rozelas, cordOet, trance-
Slint, medalhas, correutei .>,
e enfeiles para relosio, e ?
J outros muiles objectos de
-. ooro. 4;
* Apparelhos completos, J
. de prata, para cha, han- ^
& dejas, salvas, catic*es,
de Lisboa, as quaes vendem por
preco cotnmodo eomo cos una m.
Deseja-se saber onde mora um senhor que lie
marchanle, genro do Sr. Jo3o Aolonio, que veude
sal, a negocio de interesse.
O arrematante do Imposto das afercoei deste
municipio faz certo aos donos dos eslabelecimeulos
situados nos lugares Giquia, Barro, Peres, Tigipi
al a porleira de Sant'Anna, que mandar 00 dia 23
do corrente mez aferir os referidos estabeleeimentos,
e na mesma occasiao recebera a importancia do dito
imposto, entrenando o bilhele firmado pelo dito ar-
rematante, todo de conformidade com a iei; por
isso se deverao prevenir para o dia indicado.
Fugio na madrugada do ifia 18 do corrente,
de bordo do brigoe nacional Flor do Rio, o escravo
denome Adriao, rrioulo, d estatura alta, retinto, e
tem buco ; foi comprado j ha lempo ao Sr. Jo.lo
l'aliao : quem o pesar, levando a bordo do dito
brinae, oa no escritorio da ra da Cruz n. 49, ser
muilo bem gralificado.
AVISOS MARTIMOS.
Companhia
DENAVEGApAfiAVAPQR
LUSO BASILEIRA.
, Oeveodache-
gar a esla at o
dia 21 do cor-
rente proce-
dente .de Lis-
boa o a por D.
Pedro 1, com-
mandanleo te-
nenle Viesas
do O*, seguir
depni da com-
petente demo-
ra para a Bahia e Rio de Janeiro : os pretendentes
a pass i-ens dirijam-se ao agente Manuel Kuarle Ro-
drigues, na na do Trapiche n. 26.
ieal companbia de paque-
tes inglezes a vapor.
No dia 20
deste mez es-
pera-se do sul
o vapor Tay,
commandanle
Sanjer.o qual
ilepois da de-
mora do cost-
me seguir pa-
ra Souihamp-
lon locando nos portos de San-Vicente, TenerilT,
Mndeira e Lisboa : para passageiros etc., trata-so
com os agentes Adamscn llowie & C, ra do Tra-
piche n. 42. *
N. I!.Os embrulhos quu prelenderem mandar
para Souihamplon devero estar na agencia 2 horas
antes de se fecharem as malas, e depois dessa hora
nao se receben embrulho algum.
Para o Rio di: Janeiro
secue com muil brevidade o brigue nacional Flor
do />: para o restante da carga e passaeeiroi trata-
se coro os consignatarios, Isaac, Curio & C, ua ra
da Cruz 11. 40.
Lisboa.
A galera portuguesa JOVEN CARLO-
TA segu para Lisboa aui 25 do corren-
te, tem a maior parte da carga prompta':
para o resto e passageiros para os quae*
tem excellentes cotnmodos, tratta-sc com
Novaes & C., ra do Trapiche n. o4, nri-
meiro andar, ou com ocapitao na praia.
PARA A 8AIIIA
vai seguir muilo breve a escuna brasileira /.elosa,
capilao Joaquim Aulonio do Faria e Silva, por ler
mais de niela carga prompta : para o resto,ou pas-
.sageiroj, Irala-se noeacriptorio dos consignatarios
ac Curio & Couipauhia, ra da Cruz 11. 49.
-^^*a Lisboa prelende seguir com toda a brevi-
dade o bruue cenna portui;uez Atrevido, por ler a
maior parle da caiga prompta ; para o resto do seo
carregamento e passageiros, trala-se na ra do Vi-
gario n. 10, com os consignatarios T. de Aquioo
Fonseca & Filho.
Para oCear segu com brevidade opalhabole
l'enus ; recebe carga e passageiros : a tratar com
Caelaiio Cvriacoda C. M., ao lado do CorpoSanlo
n. 95. ^s.
Para Lisboa pretende saliir corti>
innila lii'evidadeo brigueportugiie/.Im-
perador por ler a maioi-paite da carga
prompta : para o resto da carga trata-se
com os conwgnatario! Novaes &C, ra do
Trapiche n. 54, ou com o capito na
praca.
Maranhao e Para'.
Segu em poucos dias o brigue escuna Graciosa ;
recebe carta e passageiros : trata-se com o consig-
natario J. B. da F.niseca Jnior, na ra do Yigario
n. 23.
nEELOES.
gundanarle da terceira lotera do Gjmnasio de 11.
4811 ; por isso roga-se aos Srs. caulelistas que nao
paguem o dilo quarlo, o qual foi comprado na roa
Direita n. 13, ao caulelisia Antonio, Jos Rodrieoet
de Souza Jnior.
MAIA IRIl'OS.
Teem a honra de participar aorespeita-
vel publico que teem abertp urna nova loja
e fabrica de chapeos na ra do Crespo,
no sobrado novo que faz esquina para a
ra da Gadeia, aonde os compradores
acharao desde hoje em diante um bello
sortimento de chapese azendas tenden-
tes ao mesmo estabelecimeno, e por me-
nos preco doque em outra qualquer parte,
tatito etn porcao opino a retalho. e desde
ja Ihe recommendam chapeos francezes
de bonitas e elegantes lrraas e de boa
qualidade, ditos feitos na trra de todas
asqualidades de palha, seda, e montara
para senhora, de lustre para pagem, e um
rico sortimento de galoes fines, de prata
e /ouro para os mesmos; chapeos de castor
francezes e ngleze, ditos de Italia para
homens, meninos esenhoras, do Chile linos
para homens, meninos e senhoras, bone-
tes de todas as qualidades. assim como se
apronto qualquer encommenda tendente
ao mesmo estabelecimento, e tudo por
precos mais baratos doque em outra qual-
quer parte.
Manoel Jos Leite
declara qne arrematou as
dividas activas da casa
eommercial dos Srs. Silva
Sf Ara ujo, e roga aos deve-
dores da referida casa,
tenliam a bondade enten-
derle com oannunciante
na loja da ra do enci-
mado n.*10, am de ami-
ga velmente saidarem seus
dbitos.
a viso ipiportan-
tissimp para os
Srsjjogadoijes
das loteras,
O cautelista Salustfano
de Aquino Ferreira**
avisa aos Srs. jogadores das loteras da provincia,
que os precos dos billieles e cautelas ficam Turnes
como abaixo se demonstra, os qnaes sao pagos sem o
descont de oilo por cenlo da Ici as Iras priireiras
sortea grandes em quanto existir o plaoo actual de
5,000 bilheles, pelo qual silo extrahidas as loteras
da provincia. Elles eslao exposlos venda as to-
jas do roslume. S he responsavel a pagar os oilo
por cenlo da Iei sobre os tres primeiros premios
grandes cm seus bilbetes inleirbs vendidos em ori-
Rinaes.
Kecebe por inleiro 3:0005000
500*000
l:66G|Me
I :-ioOWM)0
1:0005000
6|S000
5009000
509000
Chegando ao conheciment do
publico pelo almanak do anno de
1836, que he morto o Sr. Anto-
nio Carlos, pede-se encarecida-
'v mente a' Illm. Sra. viuva de An- J
Ironio Carlos do engenho Una de jg
Sanio Antao^de publicar por es- 0
ta folha onde se acha morando, e
qtiando pretende proceder o in-
ventario dos bens para nelle serem
contempladas as dividas passivas
deixada pelo seu muito prezado
marido nm de ser tambem pago.
Uin de seus credores
I
' O Illm. Sr. inapeclor da Ihesouraria de fazen-
da, em cumprimenlo da orden) do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda convidar i pessoa, que
quizerem conlralar o furnerimento de gado pro-
0 agente Borja fara'
leilio (ultimo deste an-
uo) em aeu armazem,
na ra do Collegio 11.
15, de todos os objeclns
existentes no mesmo,
consislindo n'um gran-
de e variado sortimen-
to de obras de marci-
neria novni usad 's, dous ricoa pianos de jaca-
randa' de armario f as hl tiSft alfanJega,

Bilheles SfNO ec
Me i os tijaoo
Tersos l90 a
Quartoa 19U0 a
Quintos 19100
Dita vos 1M a
Decimos 600 u
Vigsimos joo a
O caulelisia
Salustiano de Aquino terreira.
Engenho Bom Jess do
Precisa-se de am administrador para este enge-
nho, o qual tendo as habililacoes necesarias sa Ihe
farn vantattens correspondentes : quem se adiar
nenias circunstancias, queira Comparecer uo Mn-
delo, em casa do commendador Luiz Gomes Fer-
reira. %
Aluga-se urna cata no Poco da l'anella con-
fronte a do Sr. Joilo Francisco Carueiro Monleiro,
coro s seguinlescommodos : 3 salas, 6 quarlos, co-
pia! e cozinlia separada : quem a pretender, dirja-
se a Manuel da .Silva )Nevea, em Fra de Tortas.
padaria do Baraiva, roa do Mondego n. 95,
precisa-se do um amassador.
Aluga-se para passar a fesla um grande sitio na
estrada de Santo Amaro para Belem. com muilos
commodas : os pretendentes dirijam-se u casa junto
ao sitio do.--'. major Nascimento.
Defroi le da cadeia velha alugam-se e vendem-
se aa melilotas bichas de llamburgn, por prec,o com-
se aa mellioiajbiclias de II
jnodo. ^k^
O abaixo aiS^aado,
nistracao a ta\a dos cbaarizes e bicas d
Aqueducto, emuito principalmsntc quan
do a mesma tem tirado vantagem-
Um accionista.
Maia Irmao
avisam as senborasde bom gosto que no ten novoea-
labelecimeulo da ra do Crespo que faz quina para
a ra da Cadeia, ha um variado sortimento da cha-
peos, tanto de passeio como de montara, de bonitas
frmaa e riqusimos enfeiles, assim carne sa vendara
gorros de malha de seda bordados de diversas cores,
tudo por mdicos precos.
O ponto da aula do metho-
do Castilho.
Celebra-te na qninla-feira, 20 do correle, 11 4
lioras da tarde, no sobrado junto.a Igrtji da Cooeei-
eflo dos Militares, para onde fica transferida a escola.
Convida para o aclo aos pais dos seus alumno. O
profesor, Francisco de Frailas Gamboa.
Pastelaria fran-
cesa,
aterro da Boa-Vista n, 17.
Madama Blaodin lem reeebido pelo allimo na-
vio francez chocolate Baunilha a I96OO a libra, dito
Bagueres a 192K0, dito Bain Tare a 1,1280, e ao) sor-
limenlo de caiiiuhas de confeitoa.
A taberna de (urjahn' de cima continua a es-
lar sorlida com nm completo sortimento de motila-
dos, tazendat e miudezas.lndo a voatide do compra-
dor, pelo mesmo preco ou com pouca diflerenca da
praca.
Um rapaz qne d as melliores abonacea poasi-
veis, e qoe escreve bem e depressa, se ofierece par
um escriplorio ou casa de negocie, ou mesmo para
cobranca dentro da cidade : qoem pretender, pode
ir a ra do Cabdgi n. 18, loja da esquina confronte
matriz.
Aluga-se o sobrado de um andar e soto, a*m
o pavimento terreo, da rna das Cinco Ponas a. ,*^
bstanle fresen e com grndes*onimodos para eres-
cida familia, com eicrllenlc vista |>ara o mar e para
0 puente, com cacimba com excellenle agna, bem,
quintal, com porllo para a Iraveasa do Marisca : a
tratar ua travessa da roa da Concordia, ra qae ai
para a nova casa de delencAo, ultima casa do lati
direilo, das 6 as 8 horas da manhaa, ou das t horas
da tarde em diante.
Aluga-se urna casa peto tereco da Testa, ou
mesmo pelo espado de um auno, na rna da Man-
gueira do Poco da l'anella, com bastantes commoaos
e com [.'ortao_ao lado da mesma para o quintal, oatla
tem um poco com ptima agua de beber : quem a
pretender, procure na ra Direita, sobrado de loas
andares n. 137.
A mesa regedora da ennfraria do Seohor Bom
Jesps da Va-sacra, erecta na soa igreja da Santa
Cruz, na Boi-Vista, lem resolvido concluir o qooti-
diano exercicio da Via-sacra no dia sexla-feira, 21
do corrente : nesse dia i imite ser cantada solem-
nemente urna ladainha a N. S. da Piedade, havendn
anles sermao dedicado a mesma Senhora, e recitado
pelo padre roeslre pregador da capella imperial Jo3o
Capistrano de Mendonra, em tc^So de grajat pelo
iucalculavel beneficio qoe nos ten) frito esta virgeru
santissima em preservar-nos da peste devastadora
que tanto ha ll.igelta.lo os nossos irmaos de outras
provincial. Convida, porlanto, a mesa regedora aoe
devotos da Senhora da Piedade e a todos qaanlos
asssliram aos plodosos exercicios que all liveram lu-
gar, a assislirem a este ultimo acto de lo fervorosas
preces.
Precisa-se alugar urna ama farra ou captiva
para o servico de urna casa de posea familia : a tra-
tar na ruatatraila do Rosario u. 12, primeiro andar.
SaVgr FISCAL DE S. JOS'!
Ja foi removido o mooUo de esterquilines que sa
acnaya no Iim da travessa de S. Jos, gracas a Daos ;
mas islo nao he tudo, agora perleuce vea o reate que
1 he evitar a acumularlo de nove mohturo ; leudes
n Of n rP5tn Hp IIIPIK fl. soldados de polica vosea disposicJo, gneis as ora- .
II. O IChlO Ue UieilS DI- videucia d0 Eun. bidente daprevneia; por-
tento postai all urna senlinella perraaneate al de-
sarraigar daquelle logar o cailuma dos despejos ;
mas vede que os soldados tendo a certeza dt qae
aiiiguem os viga, arribara do lugar, como ja temea
observado, por isso faz-te precito qne os visitis de
qoando em vez. Perdoai-noi estaMinporlunacio.Sr.
fiscal, porm as circumstancias envicie nos adiamos
evigem qne nao sejais negligente nestei objectos. Era
lempo vallaremos a agradecer voesa solicitud, ou
fazer novos reclamos conforme as cousas correrem.
S.
Carros fnebres, no largo
do Paraizo n. 10.
Neste estabelecimento eneonlram-se carros da qsa-
lidade qae te exigir para defnntos, donzillas hi-
jos, com rico, pannos e ornatos, por preco comino-
dos ; tambem se encarrega o proprietan.de agen-
ciar eilafiados, licenc.is, guias, fornece hbitos, ar-
maroes, cera, inosica, carros de passeio, ele., s con-
tento dos ineressados ; u vendem-sa mortalUaa ala
inhode lodosos tamaitos.
Precisa-se alugar m sobrado de dona andares
ou andar e solflo, que saja em lugar fresco ; ou um
sitio perto da pra(a qoe sirva 'para urna familia es-
Irangeira : a tratar na roa da Cruz n. 7, lerceiro an-
dar.
Ainda eslt para alugar-se as lojas da casa do
lanzo ila Trompe u. 1, com armacAo para taberna,
com lodos os seus perlencesde pesos, medidas e ba-
lanzas e alguns gneros, qoe se vendern vonlade
do comprador, e ofierece os commodos sesuinles: to-
lla a frente da loja est completamente armada para
taberna com muilo aajeta e com 2portas de sabida
para a roa ; ao lado tem nm gabinete independente
da taberna tambem com porta para a ra, tanto a ta-
berna como o sahinete tem sabida para um arma-
zem mnilo espac,oso ; no Iim desle lem ama grande
sala com porta e janella para um srande quintal qut
tem cacimba proprin ; tem rozinha separada, 2 pe-
queos quarlos, e mais do nutro lado um grande a-
ISo, que lambem tem porta e janeHa para n quintal,
e qne por isso lie moito fresco ; - de casa por commodn preco. a quem conrprar os G-
neros cxislenlesou smenle ;i armadlo: quem a pre-
tender enlenda-se com o morador da mesma cas no
sobrado.
O abaixo assisnadn pede ao Sr. cautelista An-
tonio da Silva uimaraes e a ludos os uniros Srs.
caulelistas, que nao pasuem e quarlo de n. 1737,
caso saia premiado par sorle, visto ler-se deseucami-
nhado. Manoel de Souza Pereira Jnior.
No engenho (".onceicao da fresuezia do l'o-
d Alho precisa-Te de um porlnguez para feilor : na
roa da Gua u. (i, primeiro andar, que achara com
quem tratar.
Neeoca-sc urna pon-o de cera de carnauba
por preco commodo : na ra Nova n. :15, a tratar
com Joan Fernandes Prente Vianna.
LOTERA
DO
GYMNASO PERNAMBC4N0.
ABBVOO 2 de de-
zembro he o indiibitavel
andamento da referida lo-
tera, pelas nove e ineia ho-
ras da manhaa, no espacio-
so salan da ra da Praia
leslanienleiro do finado
Chrislian'Wilhelm f'eudor kolilmever, proccdemlo
a inventario jio esi ja deste, pelo juizo municipal
da segunda v.iu^tla.'scrivao Cunha. avisa aos ere-
ilorc daquelle fin\TTCiHrra trazerem seus ttulos ou
contas dentro em S dias> contados da dala desle, a Iim
de serem legalisados e altendidos : no escriplorio do
Sr. Oliveira. agente de leilOe.
Joao c*i CrozMacedo.
Aluga-se um armazem na ra da Moeda, de-
fronte do de Tasso lnnilos, por pre^o commodo: a
tratar na ra do Queimado n. 28, lerceiro andar.
II le tes *e cntelas estao a
venda as lojas j conhe-
cidasdo respeitavel publi-
co. Pernambuco 19 de
dezembro de 1853. O
cautelista, Salustiano deA-
quino Ferreira.

Lotera do Gym-
nasio Pernam^
bucano.
Aos 5 000o, 2:500.s e lOOOs.
Corre sabbado 22 dezembro cotTenre-
Os billietes e cautelas do cautelista Au-
.,,,,,. r ,,. Augusto Fredenco do Oliveira faz pobhco que
tomo Jos I{i>Jrifjuede Souza Jnior, n Jj. Jos Francisco da Cdsta Lobo deixou da ser tea
estao sujeitosao descont dos 8 por
do imposto da le; os quaes se
venda as lojas da praca da Independ
cia ns. 4, 13, loe 40, ra Direita n. 13,
da Prata ti. 50, do Livramento n. 30 e do
Crespo n. Os premios sao pagos logo
que saia a lista geral.
Bilhete inteiro o.sSOu
Meto bilhete 2900
Tercos SjOOO
Quartos IJoOO
Quintos I.S200
Oilavos 7(J0
Decimos 040
Vigsimos 320
O reerido cautelista declara que s pa-
ga nos bilheles inteiros vendidos em origi-
naes, os 8 por centodo imposto da le, nos
premios grandes, devendo o possuidor re-
ceber do Sr. thesoureiro o seu competen-
te premio, que com os ditos 8 por cento
recebidos do referido cautelista prefaz a
sorte por inteiro, sem descont algum.
l\ossa Senhora
' da Conceicao

dos Militares.
3:000x000
2:500X000
f:66ts066
l:230s000
1:000s000
25.XO0O
500x000
230x000
l'rccisa-ie alugar um natjeque para servieo dt
cata, que seja fiel: na ra Nova, sobrado n. 41, pri-
meiro andar. J
tmttMador-
Precisa-se da nm amasaador : no paleo de Terca
n. 10.
ESPART1LHOS.
Esparlillios de todos os tamandoa, edegados pelo
ultimo navio francez : no aterro da Boa-Vista n. 1,
loja de Madama Milloclieau.
Sagiierreotypo.
.Na ra do CraMaj sobrado n. 19, primeiro andar,
"Jse abri um nWestabelecimento dagnerreolype,
aonde te acha um completo sortimeulo tbegado ul-
limaaaente de Pars, dos perteoces uecessarios para
se lirarem retratos de pessoai de lodea os tamaitos a
idades. Tambem si vio tirar em toda a parle aon-
de for i llamado para eaae Iim, tanta de vivos como
de morios, vistas, edificios, etc. : quem se quizar
ulilisar, pode irio mesmo sobrado das 8 horas da
manhaa aa i da tarde ; os precos sao razoaveis.
Precisa-se^le um caiieiro para loja de fazen-
das francezes, que seja moco o qoe d fiador a sua
conducta: a fallar na pi ac da Independencia n.
18 a 20.
Em.
Inglaterra, e deia para seus procuradores uo pri-
meiro lugar ao Sr. 11. Deppermann, no secundo ao
Sr. O. Plessmann. e no lerceiro ao Sr. 11: II. Belm.
Precisa-se de urna ama para o servifo inlerno
de ama casa de pouca familia, ainda mesmo que Seja
captiva, e se for de meia idade melhor : no aterro da
Boa-Vista n. 78.
O secretario da irmandade de Nossa
Senhora da Conceicao dos militares, em
observancia do artigo 20 dos estatutos
respectivos e de ordem da actuaipaesa re-
gedora, convida a todos os sennores ir-
maos desta irmandade, para que se sir-
\ara comparec1 hoje. pelas 4 horas da
tarde impretevivelmente, no respectivo
Bidoulac relira-se no prximo vapor para > consistorio, para a convocucao da mesa
geral que ha de proceder a eleicao da fu-
tura mea que tem de funecionar no pr-
ximo anno de 1856. Consistorio 19 de
dezembro de 1855.Antonio Jos Ribe-
ro de M., secretario da irmandade.
- Piccisa-se fallar com o Sr. Manoel.
Azevedo Santos, no \pateo do Peraizo n.1.
de
Pede-se a Illm. direcco da compa-
nhiade Bcberibe, que-continue em admi-
Sor ve tes.
Todos os dias de trabaldu lem duas qualidades de
sorvetes, servidos sem demora, as 6 horas e aaeia :
no aterro da Boa-Vista, a segunda casa a esquerda
a quem venda da ra Nora.
Historia Universal.
Boga so aos Srs. assignanles da Historia Univer-
sal por Cesar Cantu.deni'iidarem procurar o final do
."i." eo ti." volumes: na ra do Collegio, livraria de
Jos No-ueii ,i de Souza o. 8.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de JJr-
tdoloincu Francisco de Souza, na ra larga do Bota-
rlo n. 3t; garrafas grandes5i>500 e pequenaa3J000.
nirORTAME PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phliiica em lodos os seusdifiareaUea
graos, quer motivad por con6lipag6es, loase, aith-
ma, pleuriz. escarrqa de sangue, dor de colladas a
peilo, palpitarlo no corarlo, coqueluche, broocdila
dr na garganta, eloda a ai molesliasdosorgaos pul-
monares.
O solicitador Manoel Luiz da Verga madou a
ua residencia para a freguezia do Kecife, roa da
Seuzala Velha o. 68, segundo andar.


wffwai i


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assjsJMBaM
.m

""'O PE KM1BC3 OBIRlA FE1RA 19 01 OEZEMBRO O .855
CtoiiL TORIO dos pobres
O Dr.r\
maulla a ateo
Oflerece-
q*er mulher

itfo di c o
SO
1 MSmkM ftO.
jipa tinca* todos os das aos pobres, detde 9horasda
a qualquer hora do dia ou noile.
er operario a.eirurs,ia, e acudir promptamente a qual-
uriaiuo ruiitlam pagar ao medico.
. A. LOBO 10SCZ0.
50 RA NOVA 50
2OSOO0
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo da meddidaa homeopalhica do Dr. ti. H. Jahr, traduzidoem por
logaez pelo Dr. Mosroze, qualro'volumes encadenados em dos e acompanhadod*
om diccionario dos temos de mediena, ciruria, analomia, etc., ele......
Esta obra', a maisimpotMrofvle todas as que Iralain doestudoe pralica da homeopathia, porjser a nica
qne conlm abaso fundamental d'r-sla douteioaA PATHOGNESIA OU KFFETOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUEcoohecimeulos que nao poden dispeusar as pes-
soai que se querem dedicar a pralica da verdadeira medicioa, inleressa a todos os mdicos que quizerem
ezperiraeotar a oolrioa de llahneinanii. e por si mesmos se conveucerem da verdade d'ella: a lodos o
azendeiros e senhores de engenho que eslao louse dos recursos dos mdicos: a lodosos capitesde navio,
que ama oo oulra vez nao podem deiiar de acudir a qualqoer incommodo sen ou de seus tripulantes:
a lodos o* paia de familia que por circunstancias, que iiem sempre podem ser prevenidas, sao abriga-
dos a prestar in ctmtinenli os primeiros socenrros en saas enfermidades.
O vade-mecum do homeopata ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Merina,
. obra lambem til s petsoas que e dedican ao esludo da homeopatliia, um volu-
nte grande, acompauhado do diccionario dos termos de medicina...... 108000
O diccionario dos lemos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc., encardenado. 3000
Sero vrdadeirs e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopathia, e oproprielario desle estabelecimenlo se lisongeia de le-lo o raais bem montado possivele
uinguem duvida boje da grande superioridad? dos en* medicamentos.
PRKCOS INVARIAVE1S.
,, Boticas da 5a ou 30a dynamisaco. Menores.
12 tubos.............. r
a* ................ """"-.
o.
o
o
De
Da
36
48
60
8|000
I.-.90O0
OSOOO
25S000
309000
605000
Grandes.
10JJOO0
203000
253000
308000
1155000
Da 1U
Oualquer deslas boticas em linduras, o dobro.
Cada tubo avulso '.................
Meia onca do qualquer lindura da quinta dynamisaco ..".'. *
lia frasco da verdadeira lindura de rnica..........
Na mesma casa ha sempre vcuda grande numero de (ubos de rry'slal do diversos lmannos,
vidrospara medicamentos, e aprompU-se qualquer eucommenda de iiiedicaraeDlorlou toda abrevida-
oe e por precos muilo commodos.
TRATAHEITO' H0HE0PATHIGO.
Preservativo e curativo

CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS.
DO
:=sV.K.32 JbE3 j~^%.ax.
ou inslruccao ao poyo para se podercurar desla eofermidade, administrndoos remedios ai* eflicazes
pira ata,Vha-Ia, emquanlo'si recorreao medico,ou mesmo para cura-la iiidependentc desle nos lagares
em que nio os ba.
TBADUZIO EM PORTUGUEZ PELO DU. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous opsculos coi lemas indicaces mais claras e precisas, e pea sua simple*e concisa expesi-
raoeilao alcance de lodas asiDlelligencias, oaoi pelo que diz respailo aos socios ruralivoi, como prin-
cipalmente aos preservalives que lem dado ai mais satisfactorios resultados em toda a parle em que
elles tem sido postos em praiica.
Sendo o iralamenlo homeopathico o unicoque lem dado grandes resultados no curativo desla horrl-
vel enferraidhde, jolgaroosa proposito Iraduzir este* dous importantes opsculos em lincua verncu-
la,Ipara dest'arte facilitar a sua leitnra a quern ignore o francez.
Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, ra Nova n.52, por 2SO00. Vendem-se tambem
o medicamentos precisos e boticas de 12 tubos coru um frasco de lindura lOfOOO, um dito de 30 tubos
Aluga-se urna casa no liairro da Boa-Vista, ez-
ceplo uo aterro : uo aterro da Boa-Visla n. 39, pri-
meiro andar.
OHercce-se um caizeiro brasiloiro, muilo fiel,
diligente, para taberna ou para qualquer oulroesta-
belecimenlo, dando liadur tua conduda : a Iralar
no hotel da Europa.
Avisa-se
Indas ai pesioasque sao amantes do bello -eio, que
na conciliaria da ra da Cra* o. 21. 'tiste nrn com-
pleto emanado sorlimeuto oi oais bellos e mais
mimosoeonfeilos, e lambem aixinliai ornadas de
artllelas flores e finisMmas^Inluras, (caixinnas de
Cupido ) em lodos os formatos, proprias para guar-
dar joias, e de mu ricos e inodernissiinos goslos, lu-
do recntenteme chegado de Pars. Ellas lambem
se podem enclier de aincndoas com delicadez e
aceo. epor preorazoavel. A resta est prxima,
nao ha melhor brinde 1 que alias muilo simple* e
pouco dispendioso, com elle se poder*, vencer aqoel-
les curarles que indurecidus mullas vezes pela iufle-
siuiiidade, nada os fazia brandar 1 He barato, com
a presenta do comprador tudo se fara ; a elle, que
se est Andando.
Uniao, ni ra da Cruz n. 40.
O douo desle eslabelecimenlo avisa ao seus ami-
gos e aos amantes do bom gesto em geral, que pelo
navio chegado ltimamente de amburgo, recebeu
'um giaudc e esplendido soriimenlo de penseos oe
tudas as qnalidades, consislindo em
I.COMIDAS.
Comu : Queijo de nata verdadeiro.
dem verde suisso.
dem de Liniburgo.
Presunto e salame de ptima
qualidade.
Harent|ues.
Sardinhus fresess, em sal.
Caviar da Russia.
Bolacliinlia de Ilamburrjo para
cha'.
C completo soriimenlo de conservas finas, que
leudo recebido direclameule do fabricante, pode
vender por preco-anais baralodo que em oulra qual-
quer parte, o consiste em: Fric^udeaux de veaux,
Koulades de veaux, Boeuf a la mude, Auguilles.
aaumon. Carpa*, Saoeissoi.. Saueisses, Boudiu
Dlauc, peiii aistouillef, Pales de tauuion, de li-
tre e de pgonnea.
UBEBIDAS.
Licor de cumioho, de aui, de pimenla, da hor-
lelao, Exu-aeUdeliroao. Ilutar. Hl.no da J. mal-
ea verdadeiro, xarope de groseille. Curaran, vinho
Bordeaux brancoe linio, vmho do llheuo, Madei-
ra, ele., ele.
Participa o mesmo lempo que fra das comidas
acuna mencionadas, llavera' ao almoco e leocheou,
toda a Mguudas e sexta-feiras. salida de Uaren-
ale ser\ ir ao* *eu> freguezes com um rico soriimen-
lo de charetos de Havana.
O SOCIALISMO
PELO GENERAL ABRED E LIMA.
'Anda exislem alguns exemplares enqua.temados.
e aeham-se venda na loja de livro* dos senhores
Ricardo de Freilas cV !*, esquina da ra do.ColleEo,
e em casa do autor, piteo do Gollegio.casa amarella,
no primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para urna casa de poo-
ca.familia : na praeadoCorpu Sauto'u. 17.
* Nevo livro de homeopathia em francez, sob
lodasde sumi* importancia :
Hahuemann, tratado dai molestias clironicas, 4 vo-
luntes. ..*.........20i)000
Teste, rroleslias dos meninos.....69000
Urng, homeopathia domestica.....79000
Jahr, pliarmacnpaliomenpalliica. 4 69000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... I69OOO
Jahr molestias nervosas.......69OOO
Jahr, molestias da pe le........S9000
Hapoo, historia da homeopathia, 2 volumes lOjOOO
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos....... .
A Te*le, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Canil**;, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvslen .......
Atilai completo de analomia com bellas es-
lampas colorida, contend) a descripeo
de todas a* partes do eorpo hamano .
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Mostoso, ra Nova o. 50 pri-
meiro audar.
lOJOOo
89OOO
79000
69000
49000
IO9OOO
UfOO*
Precs-se fallar com o Sr. Manoel Mendes
Ferreira CuimarSes, ou com pessoa eucarregada dos
negocios do mesmo : em casa de Paln Nash & Com-
panhia, ra do Trapiche Novo 11. 10.
Aluga-se um' sitio com boa casa de sobrado, a
qual lem mullos commodos. sita na povoacSo do
Monleiro ; a tratar na ra do Trapiche 14."
Precisa-se alegar urna prela captiva que saiba
cozinhar : no aleo da Boa-Vista loja n. 48.
- Urna pessoa versada em lalim, francez, ioglez,
porluguez, geographia, geometra, arlhmeticae phi-
losophia, ensiua para a freguezia de Santo Anlao ou
parte coujuncla a ella : quem precisar annuucie.
, LOTERA DA HOYIMIA.
O caulelisla Satusliauo de Aquino Ferreira avisa
as pessoas que compram blhelcs e cautelas das lole-
rias da provincia para negocio, o qual esta re so I v ido
a vender os referido bilheles e cautelas pelos precos
ahaixo declarados, diuheiro i vista, sendo a quaulia
de 1009 al 1:0009, perrnaneceudo firmes esles pre-
sos em quaulo uo se alterar o planrTactual de 5,000
blhelcs, pelo qual sao extrahidas as loteras da pro-
vincia. Sao pagos sem o descont de 8 por cenlo do
imposto geral, na ra do Trapiche n. 30, seguudo
audar.
Recebe por inlero
CONSULTORIO CENTRAL
HOMffiOPATHlCO.
(Gratuito para os pobres.) $1
Ra ie Santo Amaro, (Mundo i0Uio) n. 6. W
' O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho djiw
consallas todos os dias deide i 8 horas da ~
manilla al as 2 da larde.
Visita os enfermos em seus domicilios, das
2 hora em diante ; mas em casos repentinos
e de molestias agudas e graves as visitas serao
feaum qualquer hora. ?
Ai molestias nervosas merecem Iralamenlo
especial segundo meios hoio aconselharios
pelos pralicos modernos. Estes meios exis-
1 no consultorio central.
KK mBBBBBBSM
Bilheles
Meios
Tere*
CSS
Oilavo
Oec irnos
Vigsimos
59400
29700
19820
1*360
190IO
680
560
280
5:0009000
2:5009000
I 666M6
1:2509000
1:(KHt|000
6259000
5009000
2509000
REPERTORIO DO MEDICO
HQMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabelica, com a descripeo
abreviada de todas as molestias, a indicado pMsio-
logica e llierapeutica de lodos os medicamentos '
meopathieos, seu lempo de acc^o e cor"
seguido de um diccionario da significa
e* termos de medicina e cirurgia, patio ai
da* pessoas do povo, polo
DR. A. J. DE MELLO IONES.
Os Srs. assignanles podem niandir bh( js seus
exemplares, assim como quem quiter comprar.
Massa adamantina.
Hegerloienle recouhecida a excedencia des
prepararlo para chumbar deules, porque s*ua resu
lados sempre felizes sio j do dominio do publii
Sebasliao Jos de Oliveira faz uso desla pre *
mases, para o fim indicado, e as pessoas que<
rem honra-lo dispoudo de seus servjos, poden
eura-Io ua .Ir.ivessa do Vigario B.
beirp.
_ Illm. Sr. presidente e h m da com.
missSo de hygione desla proviucal > Luiz
Gaignoux, dentista francez, em de
seu direito, Vs. Ss. serem servidosTIiminar a pre-
parado de que se serve para chumbar denles, e de-
nomnou massa adamarilina, em ordem de verificar-
se que a dila prepararlo differe interamente
das as conhecidas. Pede a Vs. Ss.
ferir-lbe como requer.E. R. M
Paul. Luiz
A massa denominada p*lo mu
linao por elle apresenlada li
ne publica, difiere de todas a
mesma occasiSo por oulros ; en
eiai
Aaman-
le h\ gie-
las nessa
confroaUcao
feila na presen;a'de lodos. Sala tas sessoes _
minio 30 de julho de 1855.Dr. A. lotueca.
*>< sas6
DEHIISIAFRABm |
w Piulo Gaignoux, dentista, estabelecido na O
roa larga do Rosario o. :|li, segundo andar, 9
O colloca denles com a pressaodo ar, c chumba 4|
0 daotes com a massa adamantina e oulros me- a)
W taes. X
J. JANE, DENTISTA, S
^I contina a residir na roa Nova n. 19, primei- A
ro andar. Z
5
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-te a venda os novo*, billietes da
lotera 7 do theatrode San-Pedro de Al-
cantara, que deveria correr 3 ou 4 do
corrente; asustas esperamos pelo vapor
nacional S. SALVADOR, a 18 ou 19 :
os premios sao pagoi a' distribuicao das
mcsiuas listas. JH||
En abaixe asstgiiaJaVRaro para conhecimeu-
lo de qualqoer a quem possa interesssar, que nada
liqaai a dever a meu fallecido irmao Dellno Concal-
ve l'ereira Lima com quern negocios lve, lendo-me
o mesmo dado a precisas quilaroes no ajuste final de
nossas eoulas ; poreui como lalvez algumaa ledras
na* fossem inulilitadaa em virlude da boa fe e con-
fianfl qua sasnnre preudiram as nossas IransaccOes
1*^0 a presente derlaraejlo, lendo em vislas apenas
evitar sopposicScs em contrario da que acabo de ex-
P*r.Reeife 12 de deiembr de ffij.
Mauoel Goucalve* IWeira Lima.
T ?JSt'f?Pri;,no luil (l' P*M"a doCollegio,
eMarjotl*aarte Vieira, largo'do Collegio, dirAo
quem d qoanlias de 5009 e t09 com hvpolheca em
casas terreas de poseo uso.
G caulelisla
Salustiano de Aifuino Ferreira.
Precisa-se por alague! de duas pretas escravas
para fazerem o sen ico de urna casa de familia, e Ira-
tal-em de crianzas : quem as tiver, dirija-so ao por-
lerodaalfaDdega desla cidade na mesaiu reparlicao,
das 8 horas da manhaa as 4 da larde.
Liquidadlo
O arrematante da bem conliecida loja
da ra dos Quarteis n. 24, vende p>r me-
nos do que se poder a comprar em pri-
meira mao, safim de liquidar, um ri-
quissimo sortimento de miudezas as mais
linas, consistindo nasquepassa a demons-
trar : facas para sapateiro a 600 rs. a
duzia, gravatas e mantas para ditas a
l$000rs., bicos de blond a 320, 500,
640, 800 e 1$000 rs. a vara, bico de 1-
nho para todos os preootanto peca co-
mo vara, pecas de l'roco de cores dil'eren-
tes a 400 rs., ricos quadros com moldura
dourada.detamanho de 2 palmos, com
mpa de santos a 800 rs., meias de al-
ao para homem, duzias a l.siOO. ditas
t tes a 1 ,s'200, espelhos de gaveta duzias
W2A'500. chapeos de sol de seda cabo de
caima a ($000 rs., ditos de panno a
Ls(.'20,J>engalas linas a 1$400, ditas or-
dinal asa OO pichicotes linos de baleia
para cavaJK a 1J28, linltas linas para
ello grande libra a !s!)u(),
cabello a 400 rs., peras de
"lOlota *para cortinados a
inas pata senhora duzia a
is parafiomeni a 3j|500t'lade
i, bordar libra a 7o'500, meias
linos, duzia a 2500, cartas
a (ecarte duzia a 3S000,
e chifre para alizar a 700 a du-
la, papeL.de peso superior a 2<|800a les-
almaoo a 2^200, pennas d'acjo
Irtetra HttS., meias de cores para
meniros a 240 o par. grozas de nissimos
Menvemizados a $000, groza de ca-
* linas a 2.<4()0, duzia de linha de
Ma^Mer a 320, cai.vinlias de linhas de
marca a 240, lacre fino libra a 2.S600,
colchetes pretos em cartao a 80 rs., pe-
casdeita de cores a 500, grampas, li-
bra a 500 rs., escovas linas para cabello
a 600, borzeguins de merino bordado pa-
ra|cranca a l.-jOOOo par, toucas de blon-
de a 1.4200, espoletas excellentes mi-
Iheiro 800 rs., ricos pentes de tartaruga
para segurar cabello a lx e 4<500, botoes
de loura pintada, groza 240; este sorti-
mento nao s convm a particulares, co-
mo pode convir a algum Sr. logista de
miudezas, que qtterendose prover de al-
gumacousa que actualmente nohajaem
primeira mao, achara' na loja cima um
completo sortimento, por precos bara-
tissimos, advertndo que muitos obiectos
se nao mencionara para nao ser fastidioso
este annuncioque ja' vai longo.
l)-se OOS mensaes a urna ama, prefere-se for-
ra, que queira lomar conla da cuziuha de una casa
onde se 11A0 usa muitos guisados, mas que se exige
aceio e orden: a tratar na dislihc.io por traz da
igreja de Sania Rila.
Ignacio Firmo Xavier vende o seu sitio e casa
entre as duas puntes da .Magdaleua a quem Ihe der
desohriga dos seus credores, o o resto vista. Est
arrendado por S00, e bem tratado pode da. muilo
mais ; Irala-se na ra do Hospicio, sobrado em que
ltimamente foi a sociedadeRecreio Militar.
Traipassam-se as chaves e urna linda armacAo
deamarelloenvidracadada loja 11. 35 da prara da
Independencia : a tratar na ra Nova o. 23, fabri-
ca de chapeos de sol, esquina da Gamboa do Carino.
Aluga-se urna prela que cozinha bem o diario,
engomma soilnvcl. lava e faz lodo o mais servico de
urna casa de familia : ua roa dos Quarteis n. 24,
segundo andar se dir.
'
COMPRAS.
Coinpra-se urna casa terrea que estejaem boin
estado, e seja na freguezia de Santo Antonio ou S.
Jos : ua loja da ra do Crespo u. 12.
Compra-se um adereco usado : na ra da Guia
n. 64, segundo audar. ,
Compra-se orna junta de bois mansos, proprios
para carroca, urna vez que sejam grandes e gordos,
crioulos, ou j 1 habituado, ao pasto ; possuuido esla
circunstanciasejoiae duvida dnr um hum preco ; as-
sim como umu carraca de carregar pipa por baixo .
a roa Augusta n. 94, Utwtsx* cenfronte aochafariz;
Compra-se o 10 pao palia lipn ; quem o liver
annuncte.
VENDAS.
lolhiulias
PARA 1856,
Esto a' venda as bem conhecidas fo-
llnnhas impressas nesta typographia, as
de algibeira a 520 e asde'porta a 160; as
de algibeira alm do kalendario ecclesi-
asticoe civil, contem um resumo dos m-
postos municipaes, provinciaes e geraes
que aiectam todas asclasses da socieda-
de,extracto dos regula montos parochiaes,
docemiterio, enterrse sello, tratamen-
to de varias molestias, inclusive a do cho-
lera, contos, variedades e regras para fa-
zer manteiga e queijos de dillerentes (|ua-
lidades,dittas ecclesiasticas ou de padre a
480 rs. : vendem-se tnicamente na livra-
ria n. 6 e 8, dapraca da Independencia.
Orac,ao contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria n. 6 o 8 da praca da
Independencia um folhelinho com diflerenles ora
c6es contra o cholera-morbos, e qualquer oulra pes
te. a 40 rs. cada nm.
Vendr-sc superior doce de arar o goiaba por
prejo commodo : na roa do LiYramento 11. 32, pa-.
dara de Francisco do Prado.
SACGAS COM MILUO.
Veudem-se saccas grandes com mili,o muilo novo,
por barato preco, para fechr contase na ra de
Sania Rila n. b, taberna.
Vende-se urna escrava de meia,'lude, boa la-
vadeira c quilandeira : na ra da Seuzala Velha n.
70, segundo andar.
Cura infavel
DO
eholera-molbus.
Acaba de ser publicado, e acha-se i venda na 1-
vraiia uoffersal. ra do Collegio n. -21). um follieto
que trata do modo de turar essa terrivel moleslia
pelo sumo do liman, por 200 rs.
Cortes de ves-
ti dos de seda
Furta-cores de quadros, o
mais lindo possivel, a
26,000 o corte :
na rua do Queimado, em frente do becco da Con-
gregarlo, passandoa botica a segunda loja de fazen-
das o. 10, de Ilenrique ii Sanios.
Vendem-se saccas com cera de carnauba viuda
doAracaly: ua rua Nova, loja deJoao Fernandes
l'irente Vianna.
, Vende-se por commodo preco am carro d car-
regar gneros de estiva : na rua Imperial 11.145.
GORRO.
Vendem-se excellentes
gorros de malln d seda
bordados, de diversas co-
res e dos melhores gastos
possiveis, por mdicos pre-
cos: na praca da Inde-
pendencia ns. M e !6,
para senhoras e
. meninas.
Na prasa da Independencia ni/i e 26. receneu-
se ltimamente de Pars um completo sortimento
das mais modernas eliapelinas ~ .seda, lano para
senhoras como para meninas, V jei se vendem
por preso.- mais em conla do *i---ui oolra qualquer
parle.
Para meninas.
Vendem-se excedentes chapeos de Italia, abas
largas o mnito bem enlejiados, com lilas finas de di-
versos goslos, muilo proprios para mur.nas, assim
como de seda de diversa* cores por preco muito em
conla : uapraca da lodepjodencia loja "ns. 21 e 26.
VARA1AS E GRADES.
Um lindo e variado sortimento de inndellos para
varandas e gradaras de gosto inodt rnissimo : na
IimiiIic.Io da Aurora, em Sanio Amaro, e no deposi-
to da mesma, na rua do Itram.
LIQUIDACAO.
Na anliga |e bem conhecida loja de miudezas da
roa dos Quarteis n. 2t, vende-se um completo sor-
tmenlo de miudezas por menos do que poderla
comprar eru primeirn mao,que lie para liquidar-.e, e
iiiaafnoa *oa qualdade,
,. Cbelas.
Vendem-se cebla* chegada iillmamenle de Lis-
boa no patacho brabante : na travesa da Madre de
lieos n. Iti, armazaa tjuimariles.
Sal do Assii.
Vemle-se a bordo do Male Angelirau : a
com Antonio Joaqun Seve ra rua da Cruz n. 13.
Vende-so a taberna .la rua larga do Rosario
11. i), quina do baaae do l'eixe Frito : a tratar na
me->ma taberna.
Vende se urna vacca sem cria : na rua da Guia
11. 2, cocheira.
vcndi eos moitn ccinmodos, os se-
guale* objeclOBjEretagios de tro palale, obras de
ouro de go^lp,aiaderno, metal amarello para forro
de navio, cernale romano muilo novo, pipas vasias:
Irala-se noescriplorio de Isaac Curio Companhia,
rua da Croz 11. 49.
NaesUada dos Afflielos, no sitio da viuva do
Quinlella, hi para vender-sc om bom carro de 4 ro-
das, com assenlos e os competentes arreios, por
preco commodo.
Cortes de seda.
Vendero-se cortes de seda escoceza, rooilo supe-
rior, de quadros asselinados : na rua do Queimado
n. 21.
DO
&
I GUARDA NACIONAL.

Adia-se a venda no pateo do Carruo n.
9, primeiro anjar, o MANUAL 1)0
GUARDA NACIONAL, obra interessante
a lodos o senhores oflciacs e guardas, e
mesmo nos Srs. advogados, por conter lo-
dasasleis, regulnmentus, orden- e avisos
concernenles a mesma guarda, desde a
creado da lea. 002de 19de sMembro de
1850. at 31 de dezembro de 18.il, acom-
panhado de nm importante ndice. Ha eo-
1 ademados e em brochura.
-*-Em casa de Timm Momsen & Vin-
nassa, prara do Corpo Santo n. 13, ha
para vender:
' I lim sortimento completo de livtos em
branco vindos de Hamburgo.
Vendem-se duas escravas, urna oplima eogom-
madeira e cozinheira, e a oulra rose, lava, coziuha
e faz renda : na roa llireila n. 66.
Graixa do mo
Grande em
bexijgas.
Vendc-seoa rua da Cruz, no Recile, armizem
u. 13.
(Jrtes 'chinezes.
Vendem-e na tu* do Queimado n. 21, edo-se
as amostras cun penhor.
Cortes de seda
superiores.
Veudem-se cortes de seda de quadros, eslreilas e
argas, de muilo bous gosto* e modernas,sqeomo
lenros.de rambraia muilo linos con bicoi muilo lar-
gos, chales de la., e merino, lisos, com barras de ae-
res, luirs de seda e bordados, assim como airas
muilas Iszendas por preco muilo commodo, a di-
nheiro vista : na rua da Cad*ia do Kecife, loja n.
oO, defronle da rua da Madre de leos.
O corte l,6oo
He muito barato corles de cassa chita, de padroes
lindoi e modernos, coro 7 \ uraa, por I56OO : na rua
do Queimado 11. 3:( A.
Veudem-se saccas com milho muito em con 1..:
na roa do Vigario, taberna de Joilo Simflo de Al-
meida.
- V*n*e-se cera d* cimaubu de rooilo boa qua-
ldade, por preco nimmado a dinheir. 4 vista : no
armizem do caes di alfaudego.
Vende-se um e*crvib' idad 18 annoi, mui-
to riel e sadio, dehonllaSur.i e .....ante, com prin-
cipio de marrineiro, enlende de cozinha. ptimo
para pagem, holieiro, oo armazem de assucar, pa-
daria, etc. : na rua de Borlas n. 82.
Vendem-se saccas com mil 10 por preco com-
modo: no escriptorio de Claudio Dsjabeux.' na rua
da Cadeia de Sanio Antonio n. 13.
Vende-se manteiga ingleza a 800 r. e960, di-
la franceza a 760, alelria muilo nova 1 400 rs., ma-
carro e talharim novo a 360, ameixaa novas a 410,1
assucar em caroco primeira sorte a LIO, banha de
potco a 440, hlalas inglezan a 100 rs., bnlaehiuha
ingleza a 440, cha da India a IJ920 e 29560, dilo
prelo a 29000. espermacele americano a 880, dito
francez a 800, carnauba a 'iW, q.ieijos dn reino mui-
to frescaes a 2;, vinho de todas a qualidades e por
precos commodos : na rua dos Mari) rios, taberna
n. 36.
Vende-se na rua da Cadeia de Sanio Antonio
sag, cevadinha, cevada, marmelada nova, ele.
\ ende-'o rape de Lisboa a relalho : defroule da
cadeia velha n. -2S. ,
No aterro da Boa-Visla n. 80, vende-se pre-
sunto de Liboa a 320, (oucinho de Lisboa a 320,
chouricas a 100 rs., chicolale de Lisboa 400 rs., su-
perior vinho do Porto encaTrifado de 1851 a 19
garrafa, latas com sardinlias de >aoles a 700 rs., di-
las pequeuas a 500 n., etc.
\ en lem-se Ira* escravas. sendo urna linda rnu-
lalinlia de ida.fe 18 anuos, rose, engomma ptima-
mente e cozinha bem o diario, duas nesriuhas de 14
a !6annos de idade, erioutas. com principio de ha-
bilidades : na rua llireila 11. 3..
!'a/.oiidai de liom -josio.
Novo* crtrles de seaas par vestidos, cortes de 1.a-
regede seda com babados da lindos padroes, chales
de merino, ditos de retruz fesela, chales de lila a
I") o lOOO.chapeos para senhoras a I 'ijlillO,cortes de
cassas a 20 e 2J500, camisas frasela*, patilris de
panno lino, de alpaca e de lindo, e outras mnitas fa-
zeodas que se vendern barato : na rua Nova, loja
u. 16, de Jos Loiz Pereira.
Na rua da Cadeia de Snto Antonio u. 26, veo-
de se prcsunlo a 400 rs. a libra, saccas com milho a.
49OOO, e vende-se a arasacao e ulencilios de urna ta-
berna sita na rua Direita.
Tijolos de marmore.
Acaba de rhmar om novo sortimento de lijle* do
marmore, e veude-se no armazem de listo Irmao*,
uo becco do Goacalvcs.
TIMAS DE OLtO.
Vende-se tinta de'oleo sortidas dame-
llior qualidade que tem vindo a esta pra-
t.'a e por preio commodo : na casa de
Vdamson How 11
.2
' ^tC, tua do trapiche n.
D
Chapeos para senhora.
Vendemos chapos para senhora do mais moder-
no gosto de Paris, bavendo porrao para eseolher :
na rua Nova, luja 1.. 4, de Juse Luiz l'ereira Jnior.
Palito l'tancezes.
Veodem-se p i # sobraeaiaras de panno lio*
11 io e decores, todas forrjUe teda, ultima ra(
da, a 20#S: na roa Noi
Camisas (
1 VaSarn-ie CMOHas n
lir.incae'"pitit.idas a i>.
Vende-se cera de caraauba superior I na rua
la Cadeia do Recite, lnja*n. 5, defrofle da rua da
Madre de Heos. "" "
COGNACVEKDADEIRO.
Veude-se o verdadeiro cognac, tanto em garrafas
oomo ero garraloes: ua rua da Cruz n. 10.
Bons gosose de
boas qualida-
des.
Na roa do Queimado, nos quatrocantos, na seguo-
da loja de.fazendas a. 22, defroifle do sobrado ama-
rello, vendem-se fazeodas por preco que real-
mente (azem admirar ao publico : Panno prelo
linissim, prova de limflo, para casaca* e palitos,
pelos baratsimos precos de 29500, 39500 e 59000
ocovado. caseroira preta de superior qualidade
a 29 e 296OO o covado, alpaca prela muilo lina a
400, 500 e 600 rs. o covado, curtes de rolletes de
fusloes de bonitos padroes e cores fixas a 700 e 900
rs., chales pretos de Ua e seda muilo grandes *
298OO, chapeos de sol de seda prdos e de cores, fa-
zeoda superior .1 69500, camisas francezas pintadas
para homem a I928O, riscados da lodia muilo linos
e largos e mutlu bonitos para vestidos a 280 ocova-
do, selim prelo maco, f.u.euda muito superior | 39
o covado, sarja hespanhola muito superior a 2,400 o
covado, merino muito tino a 29000 o covado, meri-
uo selim o mais superior que pode haver e muilo
proprio para palito a i.-iki o covado, chapeos de sol
de panninho a 1&600, chitas Irancezas muilo linas e
largas, de novo- padroes a 320 o covado, Ido de li-
uho liso e com flores abe 19140 a vara, luvas de
pellica de Jouvin para homem e senhora, chegadas
00 ultimo navio francez a I98OO rs. o par, lavas de
seda de todas as cores com hellas a 192*40, camisas
de meia muito linas a lo, luvas da lio da Escocia
brancas c de cores ,1 400, OO c 000 rs. o par, man-
tas de seda para grvalas, pretas e da cores, muito
boa fazenda a 19280, panno lino azul de saperior
qualidade a 49 ocovado, ricas romeiras de retro/,
bordada* a 119,-leociuhos de retroz fraocezes a
19280, cassas francezas muito Anas ttde bonitos pa-
proe* a 300 rs. o covado, camhrai. Hniima desal-
hicos a 19 a vara, camisa fraaH Htatilo Tinas e
bem feila* para homem a 2960H K corles de
cassas para vestidos de bonitos pH H| com 7 va-
ras a 29o corle, lencos branco* de cambraia de li-
11 lio muilo Tinos c grandes a 69 a daWl, ricos chales
de chally coro listras de seda e bastante grandes a
89. ditos de merino muito finos e lisos a 69, luvas
prelasde lorcal, de Lisboa a 19120, chally amarello,
fazenda superitar e que minio *u u-a para vestidea
800 rs. o covado, romeiras de cambr.ua com laros
de ricas fita de seda a 19280, grvalas de seda de
bonitos padroes a 640, meias de laia para padrea a
29 o par, cortes de casemiras linas e de bonitos pa-
droes para calca-.1 o;, briuznbos de liako de bo-
nito* padroes a 240 o covado, briro trancado de paro
linho e i'.e benitos padrees a 800 rs. a vara, lapim
preto fioissimo, proprio para vestidos e batiuas de
padrea 10280 o covado, riscadinhos fraocezes muilo
finos e bonito* padresa 210 ocovado, meios lencos
pretos para grvala muito superiores a 19, lenco*
branco* de cambraia mnito fino* a 300 rs., gansa
amarella muilo superior a 320, meias branca* finas
liara senhora a 240, 300 e 400 rs. o par, ditas pretas
muito finas a 320, ditas para homem, fazenda su-
perior, sendo brancas, prelas e croas a 240rs. o par.
Alera de todas estas fazenda outras m ni tas que s i
vista das boas qualidades he que se podem ver o
qiianlo silo baratas, aliancando-se aos Srs. compra-
dores que nesle estabelecimenlo nao ba fazenda al-
guma que seja avriada. e sim ludo tero avaria, de
boas goslos e boas qualidades.
Cortes de cassa para quem quer dar fes-
tas por pouco dinheiro,
Vendem-se cortes de cassa chita de bom gosto a
29, dilos de padroes fraocezes a294O0, cassas roas
para lleviar lulo, dilaa prela* de.padroes miudos a
2.3 o corle, al paca de seda de quad ros de todas as co-
res a 720 o covado, leoros de bico lano piulados
como bordados a 320 cada am, grvalas ddseda pa-
ra homem a 19 e I96OO ; todas stas razentas ven-
dem-se na rda do Crespo n. 6.
LEONOR D'AMBOISE.
Vende-se oexcellente romance histri-
co Leonor d'Amboisc, duqueza He Breta-
nha, 2 volumes por lj*:QO rs., na livraria
n. 6 e 8 da praca dalndependencia.
Vende-se cal em pedra chegada no ul-
timo navio de Lisboa, potassa americana
da mais nova : ijjb nico deposit da rua
de Apollo n. 2B, de A. J. Trasto &
Companhia.
Pratpsoos patentes
para conservarii
AG
ppito de linho,
rua Sova, loja
da
oor. Roa
n. 42.
continua a ha-
ombomb
decapim
^undicao Lowi
Senzala nova
Neste estabelecimento
ver um complejo sortimento. de moen-
da ctaeias moendas paraanho, ma-
china de vapor, e taixas de ieWo batido
e coado, de todo o tamauTo nara
dito. J v
oinhos de vento
repuxopara regar borlase baixa,
indicaode. W. Bowman : narva
do Brum ns. 6, 8 e 10.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 ts. a libra.
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado na co-
lonias ingleza e hollandeza, com gran-
de vantagem para o melhprarnento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-l no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz.,n. 4.
Vendem-se em casa de S. P^ Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. *2.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicote* de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronceados.
Lonas ingleza.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Han is de graxa n. 97.
Vinho Cberry em barris.
Camas de ferro.
Milho em saccas
Vende-se muito superior ailho eru laceas : a roa
do Amorim a. 41, armazem da Fraucisc* Guedes de
Araujo.
Milho em saccas
Vende-se na rua do Encantamento n.
em saccas, de superior qualidade,
modo.
pw
76 A, milho
prr,o com-
A boa fama
VENDE BARATO:
l.cncinhos de retroz de odas a* ores para pesco-
eo de senhoras e meninas, pelo barato preco da 19,
baralhos de carias fiuissimasfraocezai para voltrele
a 560, loucas de laa para senhoras a meuiuas a 640,
luvas muilo liuas de fio da Escocia brancas e de co-
res para homem e senhoras a 400, 500 e 600 rs. o
par, aaeias brancas e croas para homem, fazeada
inuitissimo superior a 160, 200 e 210 o par, luvaede
pellica de Jouvin brancas e amarella* para homem
e senhora a 19OO o par, camisas de meia mu tolli-
nas e de pora laa para homem a 39000 rs., ditas de
algodao muili.-siino finas a 19 e 19200, lesouras mui-
lo finas para papel a I90OO, ollas superiores para
barbeiro a 19500, leques mnito fiaos a 39, ricas abo-
toaduras para cohete de madreperola e de metal a
500 rs., ditas para palito* a 600 rs., caisiohas com
phosphnros proprias para charutos a 20 rs.. ricos jar-
ros dourados de porcelana para flores de diversos ta-
roaohos e precos, ricas filas de seda lavradas lisas
de todas escores e larguras, escovas finissimas para
roupa, ditas para cabello, trancas, de seda de boni-
tos piidroes de diversas larguras e cores, iiavalhas fi-
nissimas para barba, caniveles finissimos e de (odas
as qualidades, hicos finosale linho de booitos padroes
e diversas larguras, ricas franjas de algodao branca*
e de cores para cortinado, lesouras para costara as
mais finas que hepoisivelenconlrar-ie.eoulrasmai-
tissimas cousas que tudo se vende por (ao baratos
precos qoe aos proprios comprador*ausa idraira-
SSo: oa roa do Queimado, nos qoalro cautos, na
bem conhecida loja de mindezas da Boa Fama o. 33
A boa fama
VENDE BARATO:
Ricos peulesde tartaruga para caber;.]
l>ito*kalisar tambem de tartaruga
Vendem-se dou piano forte de ja-
caranda', construccao vertical e com to-
"os os melhoramento mai moderno
pendo vindo no ultimo navio de Hambur-
go : na ruada Cadeia, armazem n. 8.
m casadeHeDry Btunn aC, rua da
Cruz. n. lo, vendB-se:
Loriase brins da Russia.
Inajrtment* pora msica.
Espelliocom moldura.
Globos para jardn,
odeiras.e gofa's para jardim.
Oleados para mesa.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano. v
Gomma lacea.
EmcaadeN. O. BieberdC, rua
da Cruz n. 4, vende-se :
Vinho de Madeira em/juartos e oitavos -
barris.
Vinagre branco.
Tintas em oleo.
Lonas.
Brins da Russia.
Papel iftembrulho.
Saceos de estopa.
Cemento.
Por commodo precos.
IECHHISHO PARA EI.GE-
IHO.
NA PNDIQAO BE FERRO DO ENGE-
NHE1RO DAVID W. BOWNIAN. AA
RUA DO BRUM, PASSAXDO O saHA-
vAnl,
!iM",!.pre Brnde or"alelo de* segoinle b-
jcclos de mechaotamo* proprio para <
ber : moendas e meias moeraftM da
conslroccao ; laiza. de ferro fw^lido t
superior qualidade e de todo.*
deutadas para agua ou animaes, 9
efr^ ;aCrV|h.b*^!l'le '"""h" registro,'de'bo-
eiro, agu.lhfte., braozes, paratoaoieeavilhoe., moi-
nho de mandioca!**!.. *lc.
NA MESMA FUXDICA'O.
seezecaJaralodasaseacommeodaseom a anerior
ridade ja coohecida, e com a devida prelez7eera-
modidade em preco.
Vende-se cola feila oa Ierra, pwpria para pin.
nrij 17.T garr"S d* ""^pide, pro-
uZ. rn'f,C"in';M prelendeo.es diri^
janwaj a roa Aogusla n. 94, terronle do chaf.ri
em oro. taberna* iralar o preco ,, a he coma,
ai letuintes obn
8: Eusaio sob
p, Elucidario da
menle se usaram,
lor*m, -J volumei.
** carroca com bafiau sem elle :
a Cruz n. 70.
Hitos
Di los imi
Liadas
Meias pl
ni lad" I
493OO
39OOO
fim lambem para alisar 19400
tartaruga para cabera IstKi
6 seda de cores para criancas 19800
fio dE*cocia para eriaacas^i0e4O6
Bandejas grandes e de pinturas finas3900 e 49000
Papelalmaco gravee pautado, resma
quente: veiidem-afl
ca do tiorj)o i^aifl fc-:!>1euM*fin.i's,MSbicode 'ansa-*'0lt
* l ^1 utlas muilo boa*sem ser de laata.gro
zem u. 48, de Ltoslron
oker S* C.
A's senhoras ^i><:
J>oiii gosto.
Verdadeiro bico de Monde blanco e prelo, e bo-
nitos chapeos desenhora por preco muito commodo.
A mesma lopyacaba de reeeber muitos relogios
americaiiosf^ra cima de mesa, do ultimo goslo ; e
(nmbejn/Telogios frai.cezes com caita, por prro
muito tm conta.
Vende-se um carro novo de
qualro rodas, e de dous e e qoa-
lro asseolos a vonlade, muilo
maneiro, vende-se um oulro
dito churria.., muilo proprio
para o mallo, pan alcum se-
ohor he engenho e por preco commodo: na rua
Nova, cocheira de Adolpbo Bourgeois.
Veude-se
tuna carroca de duas roflaj com arreios
e em muito botnesUdo pfta um cava lio:
na rua da Cruz do Reeife n. 26.
Vende-se
um ctrrinho elegantedrjquatro rodas pu-
ra um on dous cav&llos, e 11 ns arreiot no-
vos para um cavallo: na rua da Cruz
do Reeife n. 26.
PECHINf.HA.
Na roa Nov, loja de selleim n. 47, ha urna por-
c.io de oculos de armaco de a^o fino, para lodas as
vistas, e com especialidade para miopes, pelo insig-
nificante preco di 500 rs. o
Na rua do Vicario n. 19, (flfeeiro acidar, ven-
de-sefarelo novo.clicgado de Lisboa pelo bfigue'i-
deranca.
Deposito de viriho de cham-
jMegne Chateau-Ay, primeira qua-
fidade, de propnedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re
cife n. 20: este vinho, o melpor
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte* Feron & Companhia. N.
W B.As caixas sao marcadas a fo-
|B goConde de Marcuile os ro-
lulos das garrafas sao azues.
*&l*8$::S*Sal*$$#
POTASSA E CAL VIRGEV.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da rua da Cadeia do Reeife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Russig dita do Rio de Janeiro
e cal virgem delisboa em pedra, tudo a
precos muito avoraveis, com os (jiiaes li-
carao os compradores stitislitos.
lAiUmiA DE MADIOA.
Vendi>au*periorlarnha de mandioca
em saccawpie tem um alqueire, medida
velha por 5<000 "a-r^nos armazens ns.
5,5 e 7, e no ar- .em defronte da porta da
alfandega, ou tratar ho escriptorio de
Novaes A Companhia na ruairo Trapiche
n. 34, primeiro andar.
Vende-se uma.bal.inca romana com lodosos
s*us pertences.em boa uso e de 2,0 libras : quem
prcteudar, dinja-sea fta da Cruz, armazem a. 4.
Pipas vasias.
Veode-se porrjao de pipas vasias proprias para eo-
cher de aguardeule, a preco de 179 cada urna : a
Iralar ao escriptorio de Ma'uoel Alves Guerra, aa
rua do Trapiche n. 14.
ISOOO
500
39000
29OOO
500
Oculos de araarlo de ac com gradua;5e*
Lunetas com armaro de tartaruga
Ditas com armario de bfalo '
Toocadores de Jacaranda com boa* espelh**
Meias de laia muilo superiores para padre*
Ricas bengalasde canoa com lindos casloes
Ditas de junco com booitos casloes
Ricos chicotes pan bjaaoi
eias pretas de algotBbara p*drei, par 000
lavalii de seda de todas aa cores 19 e 19*0
tas de velludo de toda* as cores, a vara 160 e 320
Atacadores de cornalina para casaca 400
de mesa 49OOO
cha, o par 400, 500, 600
sa 500
bello 610
bonitos 700
adreperola pacaata-
I420O
vendem-se outras muilas cou-
T ai xas para
Na fuidicao' de
Bowmann
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-e superior* potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se ao senhores de engenho os
seus bons eireitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar--
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
1 .
*\
A 49000 HS.
1 i-se palitos de lpica prela ; na rua da
a Reeife 11. 3,
A3$500
Veode-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da Russia verdadsira : na praca do
Corpo Santo 11. 11.
Vende-se acn em rundeles de am quintal, por
preco mnilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca3,
deia do Reeife, de lianry Gibsoo, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.

tos relogir.hospar
peosorios (notle
Penles muito finos |
Escovas muilo finas ^
Capachos piolados ni
Itotaai finissimoi de
misa, a groza
Alm de tudo Uto
las, que avista das qualidades e procos faz admirar:
na rua do Queimado, oes qualro caulos, oa loja de
miudezas da Boa Pama a. 33. -
engenhoss.
ferro de D. W.
na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido, e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza a o comprador.
Veode-se ama escrava crioula, perila engora-
ra e cozinheira, un escravo de naci, ptimo
ciro, e urna prela de ptima figura, de meia
le, qac coitami, lava e he nilaudeira : na rua
das Cruzes n. 2i.
Vende-se am pivallp gordo e bom, proprio pa-
ra se passar a feila, por preco casnmodo : a tratar
na praja da Boa-Visla n. 7.
5X000.
V*uiieiQ*se excellentes
chapeos de castor branco,
de bonitas raas, pelo ba-
ralo pretj de 5,000 ris:
na praca da Independen-
cia ns. 24 e U6.
CUITAS HESPANHOLAS.
Chitas da padroes os mais lindos que tem vindo a
esle mercado, e modernas, do ullirao gosto oo Rio
de Janeiro, chegadas pelo ultimo vapor, e se ven-
dem oas lojas segointcs : roa do Crespo. Campos &
Lima, rua do Queimado, Guimaries & Bastos, rua
du Crespo, Jos Goncalves Malveira, rua da Cadeia
Rocb* iV Lima, dem, Narciso Mara Carneiro, dem,
Conha & Amorim. idem, Manoel Ferreira de Si,
rua do Queimado, Manoel Jos l.eite, idem. Faria
t Lopes, idem. Rodrigues & Lima, idero, Bczerra
iV Uoreira, rua do Crespo. Antonio Goncalves de
Oliveira, idem, Siqueira & Pereira, roa di Cadeia,
Ferreira Sl Malino-.
Lindos coi (loes de ca-
bellos.
Vendem-se ricos cordoes da. cabellos elstico*, li-
to e enfeilados, por baralissiroo preco : oa loja de
miudezas, na roa do Queimado n. 63.
Brina.de vella : no.armazemdeN.O
Bieber &C, rua da Cruz n. 4.
Veude-se eicellenle taboado de pinho, recen-
temente cheeadn da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreitf, a enlender-so com oadminia
trador do mesmo.
VINHO XERF.Z.
.Vende se saperior vioho de Xerez em birris do
lli, em casa de E. II. Wvatl: rui do Trapiche
uT 18.
Relogios
cobertos e des-
cobertos,
de ouro, patente inglez.
Veodeune no escriptorio de Southall Mellor &
Compauhia, na rua da Cadeia do Reeife o. 36, <>
mais superiores relouios coberlos e de.cobeflos, de
ouro, palele ioglez. de um do* melhores fabrican-
tes de Liverpool, viudos pelo ultimo paqaele inglez.
Pastelaria franceza, no
aterro da Boa-Vista
n. 17.
Acha-se esle estabelecimento sonido das atemores
bebidas chegadas ultimameole da Europa : cmok
verdadeiro, vinho branco de leres, Madeira, Cha-
blis, Bordeaux, Porto Velho, feiloria, licores, chero
cordiale, aniselte de Bordean, kireh e absinlh sois-
sa, e oulros licores do* mflkore. de Hamburgo. >a
ooile de Natal o estabelecimento estar abe rio toda
a noile, os amaotes do* boo peliscos acharao lodo o
confortavel para bem panar noi'af. Sorvele todos
os das das 6 hora at 8 > da ooile,
Na val has a contento.
Na rua da Cadeia do Reeife n. 48, primen* an-
dar, escriptorio de Aaauslo C de Abren, eenti-
ouam-se a veodr a 89000 o par (pret,o fitow-a* j
bem conhecida* e afamada* oavalhs de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na eiposjrao
de Londres, as quaes alm de durarem eitraerdia-
nameule, naosesentem no roda na accSo d cortar :
vendem-se com a condic.io de, nio agradando, po-
derem oscoo-.pradoTesdevolve-las at 15 diaedepois
pa compra re.tiluindo-seo importe.
Chapeos de palha da
Italia.
Veadem-*e chapeos de pilha da Italia, dobra-
oos e singelos, para hornero e menino, chegada* ol-
limaroeule da Europa, da ultima moda, com muito
bom soriimenlo, em caixas da 10 duzias cada urna.
^juw oor preco mais commodo que em ou'tra qailquer
w pifie : ero casa de Basto 4 Lemos, roa do Tripiche
!* I '<
RAP FRAUCEZ.'
O verdadeiro e genuino rap*'facez
deve ter pre/erencia*sobre outro qlfalguei
rape'tanto pelo seu simples e agralaVG,
aroma,como pela sua qualidadenigyeica,
visto nao ter a menor eomposico qre
fara damno as pesaoas que^delle fazem
uso. Vende-se por osOOO d la meio ki-
lograma. que regula muito mai* de urna
libra : as lojas dos Sr. Moreira 4 Duar-
te ruado Cabuga' n., Joflo Cirdzo A)-
re rua da Cadeia do Reeife n. 41, ero es-
criptorio de Burle, Souza & C. rua da Cruz
n. 48.
Vestido de seda.
Ciirles de vestido de seda de core, padroes da I-
(imo goslo, e por precos muilo commodo, aavendo
muito. para eseolher : ua loja de 4 portas, na roa do
Queimado n. 1U. '
A boa fama
49000
1*200
ie meo m
1IOO
11880
ISOOO
1280
240
560
100
160
280
160
240
320
VENDE BABA
Libras de linhas branca* ns. 50, 60, 70 e 80
Libras de ditas ni. 100, 120 e 130
Duzias de leseara* para cq
Duzia de dita* mais Tinas '3
Macos com 40, 50 e 60 peca
para vestido
Pecas com 10 varas de ble*
Duzia de dedaes par
Caizinhas com agulhe*
Caitas com 16 navellM oval
Grozas de botoes para carniza
l'ulceiraaencarnadas para manioas
Dila* grandes para senhora
Pares de meias lims para senhora a 240 a 300
Meadas de linhas muito boas par* bordar 160
Meada* de linhas de peso 100
Grozaade botoes mnito finos para calcas 280
Babados de linho iberios e bordado* 126 e 240
Carteiras finas de marroqoim para algibeira 600
Fivelas doorada para calcas e cnjlele 130
I intetrose areeirosde porcelana,u par X]
Charuteiras entre finas ^b*l
Duzia* de torcidaan. 14 pafteandieiro 80
Penles de verdadeiro barato para alisar 300 e 500
Pecas com* IjAurtide fila branca de lindo 50
Canas cera cpJHk* Oaucezes 60
Carritei de lionas de 200 jardas de boa
qualidade
Maciohos com 35, 40 e 47 grampas
Suspensorios, o parw
Carriteisdeliahas de 100 jar8as,'autor Ale
xandr*
Alm de (odis estas iniadesai yeudem-a oolris
mailissimas, qoe vista de anas boas qgalidades e
baratos precos causa admiraco aaa compradores:
aa rua do ijueimado, no* quatro cantos, bem co-
nhecida loja de iniudeeaida Boa Fama 0.33.
Vende-se milho muito ndVo a "'12$
re, medida velha ; a bordo da bai _. D(.
oo caes do riamos.
Pianos ellegan-
tes.
No escriptorio de Bomingo* Alve Mithaus, n
rua da Cruz o. 54, lia pira vender ricos e olega n
les pianos com excelleniti voiei, \ indos de Hamb or
go peto ultimo uavio, par precos mais modieo do
que em nutra qualqu*r parle.
70
60
40
40
,*i-
l
f
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r
i
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1
$

1

PEBJX. : TYP. DB M. F. DE FARIA. 1855


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