Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00190


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Full Text
p
/. : J
N. 69
DIABtODKPERNA M tftJX O.
Iloje Sexta Feira^O de Marco de 1827
'.
-
CoMMEMOIUCAO.PA PllX^ DEN. S. J. *?!
Preamar as 7 ora c 18 minuto* da tarde,

i v



Entilndose em SessaS de 8 de
Janeiro na Camera dos Deputadosem
Lisboa se os Kcclesiasticos elevados a
Conselheiros de Estado-deviao ou nao
servir aquelle honroso Cargo*;
mente, como qnalquer outro tidadao
todas as vezes que osseusrendimentos
eclesisticos chegassem a.quantia de
Ri 3-200#000 ordenado estipulado
para aquelle emprego, disse o Sr. Cae-
Uno Alberto (Presbyterobecmlar, Ca-
nonista, Deputado pela llha da Ma-
deira.) vmtn n
" Lcvanto-me para comWater a
cvpima do Sr. Fcfo Paulo da Cunha
S, quonto uquclles conseUieiros de
estado que forcm beneficiados cccIcbi-
Niti2tieHl pode definir melhora es-

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a], as grabas sobrenaturaes, os sacra-
mentos a instrucca evanglica e a
moral christa ; porem o que os eclesi-
sticos recebem para exercer as suas
funeces espirituaes nao he espiritual,
epor couseguinte nao constitue a pro-
priedade da igreja : os beneficiados na6
querem receber os fnietos dos benefi-
cios em espirito mas sim em corpo, e
boin corno. .
Devenios alern d'is*o distinguir o
direito de receber a sua sustentacao
que teew os eclesisticos, e a mesma
sustentacao; esta he temporal, he cor-
prea, e os bens d'onde ella he tirada
sao bens do Estado. Em vez da us-
tentacao primeira que os ecclesiasticos
recebia nos primeiros sfcnlos dos
christosem particular, o Estado lhes
assiffua siihteutacaG certa ; recebendo
Ninguno pode ilcBnir melhora -. g ^^^EJoTw P^a servir
sec *MMMH I greje. e por con- o ^TS^SKlr os e.preScS para
.p-U.te o que fon. a Mmpropneda, o ^^HmUf como SfaS&qM
que i orina a w propri
dendo"queoseu fundador Jesu Chris.
to ttegnum meutw non est de ftoc
mundo (*")-O tino de Christo he a
jo reja fundada por elle: U.goquc cons-
titue a propriedade da .{-reja sua es-
senciae natureza nao he d'este mundo
quero dizer he tudo p que for espiruu-
(*j O meu Remo nao he ueste mun-
do. -
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sao sem que o Estado lhes de mais do
que o preciso oara sa\isfazer as ucees-
sidades verdafleiras, nad as de ItiXO
d'estes cidadaosecclesiasticos, por tan-
to sustento o artigo,
("O Portugucz de Lisboa, j
.






^



( 76 )
CoMPPAS.
1 pii m tiyer as Luzadas de Camoos
f'11 h r n a 1" "2, que estela em bom
nzo, om mesnio novo, e o nuera vender
aununeiese por este Diario para ser*
procura Jo.
2 Quem n'vfr para vender huma ca-
nra bicha, parida re potico,
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Fgidas de Escrayos.
8 No dia 17 do crtente furrio do En-
genh:>de Carau-iahum escrvo novo
de fime Joze, Naca Benguella; mu-
to alto sem pouta de barba quem o a-
har ou souber delie s for no Mato o
o podera levar no dito Engenho a o Te-
nente Coronel Domingos de Souza Li-
b-tUrie lee '^KtalSTiS S ^ ******* *E
niorada para ser procurado.
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3 Quem quizer comprar huma mora-
da de caza terra citia na ra das Cru- 5
ze* N. daj). 8j em a q(Jal tem hu^
ma venda, dtrija-se a Boa vista na ra
atrax da guarda caza N: 3 que l a-
cliara com quem tratar.
4 Quem quizer comprar humas torras
no Aterro dos Affogados procure no
mezmo Aterro a Joana Felicia deJe-
zus para tratar do sen .juste.
5 Quem .quizer comprar huma pro-
pn-da le no ter no-da Villa doLitnoei-
lo no Forte do mato na Trenca de An.
tonto Luiz Ribeiro de Brito que qual-
qiierdestesSrs. pagara! o seu traba-
io.
ro nolugardo Brejo de baixo aop da
MatrisdeS. Amaro da Tacuaritinga
chamado olugar Silva com caza, pren-
co, e Eng-nhodedescarocar Algoda
e a trra propria para o dito genero,
dinja-se ao Sitio Salinas da Tacaran a
na estrada de Belum para Oliuda que
la achara coro quem tratar.
fi Na ra do Livramento caza N.
19S caa Loja de coros deJoze Ramos
tai para vender graxa de lustro de su-
pcrior qualidade a precq^de 160 rs. os
jiotes maiores e os menores a 100 rs.
A ItREND AMENTOS.
7 Quem quizer arrendar hum Sitio
grande com arvoredos d^todasasqua-
lidades, e milita trra de plantar, taza
de viveuda boa e grande, e outra sepa-
rada defazt-r faruha, eseus pertences,
cavalharice e quarto de e*cravos"na
mesmacaza. sita na estrada da Ponte
de X o ijuizer dirija se na quina da ra do
Quemado que vira para oColejo. na
caza de hum andar
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9 A 20 do correte fugio huma negra
de uoine Joanna Naca Calabar, esta-
tura ordj na ra, grossa; levou vestido
cabecao de pao de liuho com as man-
gas at quasi aocotovelo bastante en-
cardido, vestido de chita azul com ba*
bados por baixo ja usado do qual ella
usava amarrado como saia, dexou o
pao ; furtou outro vestido de riscadi-
nho encarnado de coz, em bom uso o
qual ser naturalmente para mudar, e *
que s Ihe pode servir como saia. Es-
w
que so me p
ta escrava seuipre que se ausenta he
encontrada no Recite da ra rio Viga*
no at o Forte do Mtfo, e ha dados
por onde se prezume dormir em algum
sobrado da ra, que vai do Passo di-
reita a Trenca, doladoesquerdo, acoi-
tada por escravo da rasa Qualqtier
pessoa que a encontrar con luza-a a
Cabanga as casas do falescido Saboia
quesetiSr. gratificar;
10 Adiase a 4 anuos fgido hum es-
cravo de Nacao Angola por noirie Do-
mingos com os segui ni es signaes: al-
to, idade pouco mais ou menos de 30
anuos, bem forneeido do corpo, rosto
comprido, poaca barba, nariz, e' boca
regulares, eo tnaior shial que tem be
ser algum tanto gago. fcMe negro a-
rha-se a 2 anuos na Provincia da "ar li-
ba, e esteve multo tempo eui p ,W do
Sr. Joze Apollinario (|t Aracaj decu-
jo po ter passou por o do Sr Q wge
Rfocklehnrstdmide nova mnite frigio ;
o referido esenvo he bom serrador,
carrcii o, e taaeiro; fu-io a seu 6r, de
!
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(277)

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huma fazenda d'algodao' no'termo do no Engenho Bumbirla Freguezia Je
Limeeiro com huma -so'uiua de dinhei- Urina faz saber ao p'iolico, que a li'ru
ro. A pess >;t que o entregar ua Cida- auno tem hurt negro fugi lo esta Pr-
S 9a, dos signaes seguintes de estatura
o mediana, coixo de huma perna, e na
g outra tem huma esponja no tornuzelo
o da parte de dentro, cara redonda olhos
de (11 Par ba ao inesmo Sr. George
Brocklehurst receber d'elle a gratifi-
carlo de Rs. 40#000.
ll Hontem 22 do corrate fugi o bum
cabra de idade de J anuos nasconda- o grandes, pouca barba, parece crilo,
liie busso de barba, alto, e nao mnito t porem he de Angola, omcial de Sapa-
seco, hum tanto beicudo, semblaute teiro, camisa, e caifa, de amburgo, ja,
carregado, com os trages seguales, queta de pao. Quem o pegar pode
calsas de briin grosso, carniza grossa,
h;;;njajii uo Baiaiha) da Madre de
lieos, este tal vez mude para nao ser
ta eonhecido*he bem couliecido nes-
ta Praca por vender leite todos os das
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trazlo a caza de Francisco Alejandri-
no de Vasconcellos Callaba na ra da
Penha, que o dito Senhor dar 10#0UO
rs. de gratifiticaS do scu trabalho.
15 Fas hum anno que dezapareceo
chama-se llario, e costuma quaudo fo- o hum escravo chamado Manoel, por
ge mudar o tiome ; qualqucr Campa- y anthomazia, bicudo, e tem os siguaes
nlia ou outra pessoa, (ue o encontrar,
ou delle sober o podera pegar, entre-
gando*o, ou mandando o entregar na
Fregueza da Varzea no Sitio de S. An-
tonio, a Antonio deOlandaCavalcante
de Alhnquerqtie ou a seu Irmao Joan
Cavalcaute de Albnquerquc, que ser
fago do seu trabalho.
2 No dia 19 do corrate f>gio do Hos-
pital \| Hitar hum negro com hum bal-
de de ca r gar agoa, com os siguaes
seguales de tioine Joa, do Gento de
Angola, estatura mediana, delgado,
lera trauco irais o ti menos 18 anuos,
com huma \elid no olho esqnerdo, e
a orelha rio mesmo lado furada, quem
delfe souber dirija se a ra de Agoas
verdes caza N. 388, que l achara-seu
Sr. e dar as alvissaras, do sea traba-
lho.
13 Quem souber ou echar huma negra
de Angola de id uta de30 anuos por 110-
ine Mariana quesahio a vender Fazeu-
das, e luindezas e 11 hum taboleiro,
com os signaos sguntes, alta, secado
corpo. levou hum cabece de bertanha,
snia branca de habidos, e baeta azul,
quem a pegar a entregar aseo Sr Jo-
ze B'Tiiardino, na ra do Queimado
Da quina qu' vira para o Colcjo que
B-ii pago do sen trabdhn.
14 Aulouio Ua Kviwu llego morador
seguintes ; He da Costa d'Trica ; po-
rem como viesse para aqu de idade
m uito tenra, boje passa por crilo: he
d'estatura ordinaria, panado do carpo,
e tem a cor fula ; andava calcado; em
alguin tempo trouce capote ; toca vio-
la, e he muito convivente; tem os vi-
cios de beber, e tomar tabaco : tem o
offieio de Seleiro, e hera muito procu-
rado para*ncher colxoens: trabalhava
Ka tema do Felis, na ra Nova ; su-
po-ein-se que este escravo em rasan
d'oftcio que tem, algucm otenha aga-
sulhadoeni sua caza a troco, talvez, de
liie pagar lium piquenojornal ; ou que
vagabaml se inculque de forro, e as-
siin se teuha tanto tempo conservado
auzente. Quem denunciara onde o di-
to escravo est, ou pgalo dirija-se a
Botica que foi dofaetcid Candido, na
ra do Queimado, N. 3* queahi en-
contrar pessoa que bem recompense o
seu trabalho.
aS No da 2 d Margo fugirao 2 escra-
vo?, sondo 'hum por nome Manoel, e
este he pardo gordo, barbado, e de es-
tatura ordinaria, e ouiro he negro, da
Costa, be i xo, pouca barba, magro, tem
a cara riecada ; chema-fie Bom- ftltr, o
mulato levou vestido calca, e carniza,
debrin, tai vez que-leve \e*tido hu na
o jaqueia de nscadiuho eucaruado, o cha-
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f 278)
A
couro; eo negro lejou chapeo desoa
c vernizado; a forma de que vai .ves-
tido ignoro, pelo motivo de levar toda
a roupa q\ie tuha, cuja me parece vai
cid hum saco, onde leva tab.em hum
chapeo de polio bronco, huma cala de
ganga amarella, assim cpmo hum cole-
to de seda preta, e Jiuuia japona eje ba-
cta, e mais huma jaqucita.de pao a-
zul, e varias calcas, c carnizas. Roga-
se por tatito a todas as pessoas auto-
rizadas para pegar escrvos fgidos,
que ciicoutrarem quajquer delles o po-
dera prender e lvalos scu Sr. mo-
rador na ra dos Tapoeiros, alem de
pagAr todos as despez.do costume,
promete dar mais I2#800 rs, (Je graji-
tipacao.
Avrzos Particulares.'
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17 A pessoaquean.nunciou no Diario
N. 66 pertender nlugar huma caza
dirija-se a Fabrica de cortara a fallar
a>m o Administrador que saber delle
o preco, e o comoclo da casa, ttm doas
grandes sallas; duascspacosasalcovas;
cinco quarioi grandes, dispensa, co?i*
nhaTCnva|heiice, quintal cm embar-
que, e banheiro ao p da porta; perto
do Uecife, e bous passejos de campo
sao as comculjdades, que aejiaii.
18 Pela Admipistracao do Cprr.eioGe-
ral drsta Cidade, sefas Publico que
parte deste Porto para., o da Baha no
dia3l docorrente a SumacaS. Manoel
Firme de que he Mestre Manpel Joze
da Costa as Carta^prap lansadas na
Oiixa Geral at as o horas da tarde do
dja antecederjte.
19 A. M. d'Oliveira Arouca faje publi-
co que nao deve pada a pesspa algu-
ii.a tiesta Provincia de Pernambuco e
se ha aiguem declare-se em Juizo at
o dia 6 de Abril prximo ;v porque nao
o fazendo ja mais tera lugar suas re<
cjamaces, passado dito dia: q que g
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sirva d'inteligencia taobein aFazenda
Publica. .v
20 Quem quizer mandar criar algurna
crianca procure no Meno daon visU
do lado esquerdo Mndo da ponte N.
35 que achura com quem tratar o preco
e condicoens.
21 Participase ao publico que no ly-
co desta Provincia seacba prvidas
as Cadeiras, d'Aulla do Come*co, eda
de Navegacao, as quais se bao-de abrir
no 0*m2* feir* 2 de Abril deprezente
a-nno. Tdas as pessoas ^uc **3 m
zerem dedicar a estes cstudos ppderap
dirigirse a Secretaiia do mesmo Ly-
cco para ali serem Matriculados na
conformidade dos Estudos do niesu.o
Lveeo. ',,. -n '
22Tazexsaber a os subditos Britanw
eos rezidentes em Pernambuco que no
dia segunda feiraS de Abril pelas 10
horasdamanh ter lugar, no Consu-
lado Britnico, ra do Collegio, o a-
juntamento dos Subscritores para os
fins designados no acto Geo. iv. cap.
87, passado no Parlamento em 5 de
Jnlhodel825. Consulado Brit a meo
en Pernambuco 29 de Marco de 187
John James Smith
Vice Cnsul.



23 Para for.iecimento dos Armazens.
da Intendencia da Marinha se precisa
dos gneros seguintes.
-

.
Bacalhao
reijao .
Colla da Balda
Broxassortidas
Aspossoasquetiverem taes (>*
ros devera aprezentar na mesma Ke-
partica a tratar de seus preces e a-
justes.

t
t^ PEUNAMBLCO NA TVP. DO 1)1
^ Vende-se na Loje de Livfofc.dtiro
AUlOf Rl'A illUEITA 26T. ~C$
nte de Palacio a prec a de 60 rs.
*


Full Text
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