Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00189


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Full Text
^mb
'
DIARIO DEPERNAMBUCO.
______
Hoje Quinta Feira 29 de Marco de 1827.
'
S. Bertoldo C.
.
Prrmvnr n f horas e 30 minutos da tarde*


___
O ASNO VELHO E O ANNO NOVO.

N

o prehenchera.
E' costume de nossos predecessores
n'este "enero de escriptos (1) recapitu-
(I-) Este costume originariamente
taffto. ja muito seguido.em Franca c
Este espirar do ultimo memento
de nm dos mais memora veis annos que
linda coiitou a humauidade, com os
olhos todos ern um futuro cheio cV es-
peranzas, com um prospecto de felici-
dade, ou de consoiaca ao menos, que
se es t ende por um provir longo, nem
til nem prudente todava enlevarmo-
nos so n'esse futuro bein fadado, e del-
xar de lanear reflectidft vista para o
pretrito. Do pensado e maduroexame
do passado deriva a boa ordem e acer-
t dos projectos por vir, e triste da
poltica so especuladora, que nao as-
senta sua base na sciencia experimen-
tal nico, absoluto e geral fundamen-
to de toda a sabedoria humana.
Curto o espaco que temos decor- o
rido n'estas folhas de nosso Diario
entre sen cometo e o do anuo que a-
gora finda ha longo intercalar, e nao
tao compri doc grande ein a physiea ex-
tema do tempe como a moral inten-
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sao e na transcendencia dos factos que g
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lar no-fin do anno os successos d'ellc
que estao dispersos por suas collum-
nas. As quas invenciveisdifliculdades
com que temos luctado durante^ este
primeiro periodo, nao permittirao que
imitassemos perfeitamente este bom e-
xernplo; mas n'este primeiro numero
do novo anno supprimos quanto em
nos est.
Foi este anno de 1826 ( tornamos a
repett-lo ; um dos mais memora veis
que anda contou a humanidade O
estado do universo mudou 7 a posica
relativa dos dous mundos foi alterada;
o natural systema ( poltico ) da trra
seguiu sua revoluca ordinaria; mas
seu mov ment augmentou por agen-
tes poderosos, dobrou em velocidade,
e se approximou rpidamente ao termo
- equinoxial, donde infallivelmeiite
desandar "toda a machina poltica do
globo. .
Dous soberanos notaveis desappa-
recerao da trra es duas extremidades
da Europa; ambos imperadores; um
saudado com este titulo as bordas do
a "ora importado em o nosso Portugal
que se nao deve pejar de imitar o bom
dos estrangeiros. Assim nao maca-
qeie elle todos os deffeitos e ridiculo
ras alheias, segundo ta propensas
somos, por degradaeao nossa, afazer!





( )
sepulcro, ontfo, prximo herdei rodos
que o havia trocado por outro menos
europeu. (2) Ambos morrera prema-
turamente, deixando incompletos seti9
planos de melhora as instituices pu-
blicas dos respectivos paizes a que pre-
sidia. -
Mas a morte de ambos mui impor-
tante successo na historia do mundo, e
ter incalculaveis resultados para o
Kysthma da Europa se nao para o
do universo. Os negocios do oriente
tomarao nova face, c com quanto se
diga da continuacao de poltica no
gabinete de S. Petersburgo, a Grecia,
a Turqua, a Persia nao esta ames-
ma posicao. Mr. Canning o sabe, e o
dir quando lhe convier.
A Grecia dictando constante entre
a liberdade e o exterminio um espec-
tculo novo na christandade, aborni-
navel e vergonhoso para muitos: Mas
vencer o interesse e a poltica o que
nao pode a humanidade nem a religia.
ste limo foi um auno de infortu-
nio, mas de gloria immortal para os
Gregos. O occidente da Europa sentio
mai.s palpavelmeute a influencia d'a-
quelles acoutecimentos. Ja de facto e
direito estava o Brazil separado de Por-
tugal. O joven Imperador succede por
todas as leis da monarchia, pelo con-
senso unnime dos povos e das poten-
cias, a coroa de Portugal. A legiti-
midade lh'a p5e na cabeca. Mas os
oppostos iuteresses dos dous paizes o
obriga a abdicar. Nao basta porrn
isso ; necessario para que esse gran-
de passo seja til, que fosse dado con-
dicionalmente. Assimsefez: eascon-
dieces de D. Pedro IV. fora as inais
generosas e magnnimas que ja mais
se coutarao ou contara de um Rei.
Conheceu a sua posica, cortou como
Alexandre o no gordio das mais enre-
vezadas circunstancias, poz-se a frente
la civilisaca para marchar corr ella,
e nao para se lhe oppor a torrente, se-
> .'minw ii i 'i
(2) O de Czar.'
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gundo por louca cegueira outros fa-
zem, e deu um tamanho brado no mun-
do que lhe nao" cessar o echo por mui-
tos secu los.
Mas se o immortal Imperador do
o Brazil no momento em que cingiu sua
frente com o antigo diadema de seus
A vos, tomou parte pela civilisa^a e
pelas luzes, conheceu seus verdadeiros
interesses, #os soube ligar com ellas ;
a antiga poltica do continente, sern-
pre cega e teimosa, aterrada com esta
deliberacao, pasmou e tremen no pri-
meiro instante, e bradou guerra e ex-
terminio ( seus gritos mais queridos )
no segundo. Houve poreni quem se
arrependesse, houve quem respeitasse
o principio consagrado da legitimida-
de e em geral as poteucias da Europa
ou cederao ou approvara de coraca
ou de palavra ?....
Mas ha no continente entre as na
ces e seus chefes, ha no coraca5 dos
Estados umeorpo estranho, ora agen-
te poderoso, ora nao menos poderoso
paralizador de todos os movimentos
d'elle. Este ejorpo que se estende por
toda a parte, cujos membros obraS
sempre de coinbinaca e accordo com
imim, inimigo dos res e dos pvos, da
religia e da sciencia, de Dos e dos
homens, esta peste dos estados que
veste todas as cores, toma todas as fa-
ces, que em Hespanha se intitula -
junta apostlica e para perder o Rei,
desatinar e arruinar o povo ; em Fran-
ca servio a revolu$a, e foi -jacobinis-
mo para perder o Rei, desatinar e
arruinar o povo agora em Franca
tabem he jesuitismo ; em toda a
parte a mtsma, em toda a parte com
nomes differentes, mas em toda a par-
te exaltada, desorganizadora e egos-
ta este corpo essehcia!mente com-
posto de homens a quem falta ou os
costumes, ou o patriotismo, ou a reli-
gia, ou tudo isto, nem sempre se ser-
ve dos uiesnios" agentes Unas vezrs
sao os chamados- liheraes. *- oimas.
os fanticos, ouLas os que se iuiitulu
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realistas puros, ou ultras, todos
cegos instrumentos d'aquelle poder
malfazejo e egosta; Este corpo terri-
vel, que infelismente os Res nao co-
nhecein ainda bem, esse nem cedeu
nein ficou tranquillo. Porse mais um o
Ilei em harmona cora o seu povo,-rei-
nar pelas leis e com ellas he crime para
elle imperdoavel, he hostilidade que
necessita prompta e decidida declara*
9a de guerra. Ja em Franca lucta ha
muito contra a Carta, ja e ha muito
luca por toda a A i cusan ha e norte con-
tra iguaes instituices. Campanhas i-
nuteis na America,- grandes perdas na
Europa; os Res e os povos coirecan-
do a abrir os olhos,.aqueles transien-
do com as circunstancias, estes defrau-
do theorias especiosas ; est acabado o
imperio tenebroso das seitas, cometa a
parecer provavel a tranquilidade do
mundo___ Esta ideia he insupporta- |
vel para os inimigos jurados da especie g
humana. He forcoso, como jogar a ultima carta ; fazer o derra-
deiro esforco ile Sansao que embora a-
cabe com si inimigos tabeni
Ei-los a bradar arma e guerra, ef-
los semeando outro por toda a parte ;
esgota5se os cofres, nao ha raza o pa-
ra economia, ou se perde ou se ganha
tudo d'esta vez. Os resultados os
temos visto e palpado: o governo d*
Hespanha ( mais algum outro talvez )
loucamente se deixa desvairar e fazr
instrumento da taccao inimiga; Por-
tugal he d'esla volta designado para
victima do tremendo holocausto : e a-
penas succumba este, a conquista se
estender pela Europa, e a victima se-
r serta em Pariz(3) como em Lisboa.
Nao ser para admirara quem re-
flectir na desiguaklade de similhante
lucta, que Portugal difticilraeiite ea g
curito podesse at agora resistir a ta g
. ___ ;- I l O
(3< Nao so em Pars, em Bruxellas, o
em todo o Norte, que a^toda a parte o
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irao os estandartes n seita.
fe
formidavel podero.* Era impossivel
tal vez mas era de certo mu difficul*
toso, se alguem na Europa nao abrs-
se osolhos, e couhecesse os verdadei-
ros fins da abominavel e escondida sei-
ta. Conheceu-os o gabinete inglez,
e assentou por seu propro intresse
de lhe nao ciar treguas. Assim a In-
glaterra que pelo reconhecimento da
independencia da America do Sul se
havia declarado pela civilisacao e con-
tra o statu quo dos retrgrados,
por esta nova deiiberacao se pe tren-
te d'ella, e toma a mais nobre e glo-
riosa posica5 entre os povos da trra
manifestndole a protectora da ver-
dades ra legitmidade, e o formidavel
inimigo da seita subversiva e desorga-
nisadora.
Eii; Portugal a facca ganhou cam-
po e reuniu torcas. E'sta nossa infe-
liz trra era a sua ultima cidadella.
Apoiado agora e auxiliado pela pro-
tecca britnica o partido nacional e
legitimo aqui ganhar sua primeira e
decisiva victoria, Portugal destinado
para lugar do patbulo da liberdade
europea, ser o theatro de seu trium-
pho.
Com este grande e transcendente
acontecimento, epocha memoravel e
eterna na historia da humanidade fin-
dou o auno de 1825. Sob que aus-
picios e com que esperanzas comeca o
de 1827 Acabar em H'm a revolu-
cao em que ha meio seculo arde a Eu-
ropa ? Nao o ver acaso ete auno
ciu que enUamos; porm de grandes
successo9 vem este anuo pejado, se-
gundo a phrasdo grande Addissou.
The dawn s overcast, the mor-
ning louw'rs.
And heavily i ti clouds briugs on the
day
The great, th'important day, big
wkh the fate#
Of Cato and of Rome. (4)
' i ii ni'iiif
(4) Coberta a Aurora est a ma-
nliaa fusca



(274)
E pezdda de nuvens traz'o dia,
Da grande e importante que em seu
seyo
De Catao de Roma encerra o Fado.
L. Garrett.
( O Portuguez de Lisboa. )
Snr. Redactor.
tv
Guaira or favor inserir em seo Ui-
ario/para dar ao publico que da data
leste em diante pessoaalgmna nao po-
der comprar a ii.eo.Pay Manoel Luiz
de SouzaLoureiro,seusbens cazas, es-
cravos, e bens movies que ser nula to*
da compra que qualqucr fizer visto que
o dito mcu Pay nao tem feito Inventa-
rio do que pertence a falecida minha
May Paula Maria dos Prazeres, e co-
caza muito cmodo e o Senhorio na5
sobe o preco, os gneros que tem sao
pelo estado da trra ou valor do merca-
do, quem a pertender comprar dirja-
se a ra da Cruz caza N. 36 que la
achara com quem tratar.
3 Quem quizer comprar humacrioii-
nha de idade de 11 annos com princi-
pio de rendeira dirija se a caza D. 5 na
ra do Caldcreiro que achara co
quem tratar.
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dio estou a sair a huma viagero para a o boares. -
Provincia do Cear raza porque nada
NOTICIAS MARTIMAS
ENTRADAS
11\ 2S do corrente Serinhem ;
Tdias; S. S. Joze Vencedor, M. Joze
Rodrigues Pinhciro, equip. 17, carga
caixas" a Antonio Marques da Costa
_ .

posso tratar* defender oque me per-
tence por isso rcgolhe tenha paciencia
com esta minha emportunaeao, e do
que Hie serei muito obrigado
-
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De Vm. seo Venerador e Criado
S MUDAS.

Dia dito. Rio Grandedo Sul; S.
N S. do Amparo, M. Antonio Henn-
ques Mafia, equip. 18,carga sal, con-
duz 8 escravas ladinas despachadas. -
UioPormozo; L. S. Jo*e Vante,
g M.JozeJcaquin da Costa, equip. 6,
g cm lastro.-Falmouth; B. liifrCre-
I ole M: John Golloway, equip. 10,
1 rari-a assucar, c couros. Porto, por
| G boalar e isboa; G. Felis Ventura,
M.JoaSdeSouzaCrncs, equip 20,
5 carea varios gneros, pw-ageiros An-
2 7 ^SmiTaCirnes, Joaqium Joze
msenlorP- g tomo de jgQzd ^ -^ silva Jo-
;;7roinUtulado Memorias Histricas g ^^^rVeira #|*-Jw*i
do Rio de Janeiro, e das Provincias do | ze Antonio l\eire\ Lourenco da Silva Loureno.
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Vendas.
1 Na Loje de Joao MariSeveno Al-
eo daConceica da ponte do Reeife
tem a vender a obra de Monsenlor Pi-
s
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Estado doBrazil cin deis Tomos de
quarto por preco de 10#000 rs. obra
muito curioza, e til desde o principio
do Brazil.
2 Na ra defora de Portas defronte
do beco largo tem para vender huma
venda com pouco fnndo e aluguel da
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S. S. Antonio Ytaro,. M. Joao A-
g;siho do Nafe,"cn,0v3u,R;Jo'
i-*,. n-msa^eiros Joao INepo-
em 2t JVronimo'Vieira Ne-
rzss% ******* r-
2S Antonio Martina Pmncco ;do
Espirito Santo.


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