Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00187


This item is only available as the following downloads:


Full Text

DIARIO DE PERNA1BUCO.
Hoje Ter^a Feira 27 de Marco de 1827.
- i
S. Roberto B.

Preamar as 4 horas e 54 minutos da tarde.



'


La nova as 9 horas e 42 minutos da manhS.

NOTICIAS ESTRANGEIRAS.

Lisboa 3 de Fevereijio de 1827.
-
IX Ecebemos hontem a tarde noticias
do Porto, e por ellas nos conta terem
os rebeldes, depois de rodearem as
fronteiras de Portugal do lado de Cha-
ves penetrado at as immediacoes de
Braga, aonde se achava o bravo Coro-
nel Zagallo, tendo apenas 300 homens
debaixo do seo commando: Este bra-
vo Commandante vendo a despropor-
ca5 das suas forcas ralativamenteasdo
inimigo mandn dispersar a sua Tro-
pa : e retirou-se a Braga, e d'alli para
o Poito, levando consigo os cofres da^
quella Cidade; os quaes juntos com
os do Porto euirafao houten) no Tejo
abordo do Brigue de Guerra Constan
cia.
Nao somos militares, e porisso na5
podemos fazerjuizo exacto desta ten-
tativa dos infames rebeldes; porem
considerando que elles tem pelo seu
flanco os Generaes, Mrquez d* Angen-
ja, e Conde de Villa Flor, e do outro
lado o General Moura, parece-nos te-
rem dad hum passo mui arriscado:
Puvidamos por tanto que elles tentem
o
o
o
o
inda mesmo que elles possao alli pe-
netrar, nao pndem de rnanira nennu-

entrar no Porto; aonde o bravo Ge-
neral Stubs tem tomado as necessarias
o medidas para obstar a qualquer tnta-
o tiva da parte dos rebeldes : porem a-
O -------- ------------------------ _ri;n__j
O
o netrar, nao p<
ma conservar a sua preza, alem de se
tornar mui duvidoza a possibilidade da
g sua retirada. Portanto a sua entrada
no Porto na5 lhe sendo de conhecida
g vantagem, e sendo alias mu arriscada
o na5 dexaria de ser hum grande mal
o para a triste humanidade. Desta Ca-
pital j marchara trez Brigadas em
socorro daquella Cidade, e he de su-
por que d'outros pontos tera a esta
ora marchado igualmente tropas para
baterem os rebeldes; e na5 nos admi-
o raremos d'ouvir dizer que elles cahirao
o no laco que pertendia armar ao Co-
0 ronei Zagallo; o que inulto Ihes deze-
1 jarnos.
o
o
Q ******
Resposta da Cmara dos Deputados
S a Serenissima Senhora Infan-
ta Regente.
-
SERENISSIMA SENHORA. -A
Cmara dos Deputados da Naca Por-
( O Peridico dos Pobres. )
i
r
i-
'
I < l
NUMERADO INCORRETA
Li i i.i


( 264 )
tugueza nos envia a Augusta Presenca
de Vossa Alteza, encarregando-nos a
honrosa Commissa de depor, em seu
nome, aos ps do Throno, q devido
tributo do seu profundo respeito, a-
mor, e lealdade; e de agradecer a Vos-
sa Alteza as palavras de sabedoria, e
benevolencia, que Vossa Alteza se
Dignou Mandar-lhe dirigir no dia da
solemne Abertura da presente Sessa:
A Cmara se lisongea, sobre ma
ncira, de que Vossa Alteza haja torna-
do em sua Alta, e Illuminada Conside-
rabas o zelo, que ella mostrou, no
curio espado da Sessa precedente,
comediando a prover de algum remedio
aos males pblicos. A benigna, e gra-
ciosa approvaca de Vossa Alteza lhe
servir de novo estmalo para proseguir
com duplicado ardor em ta ardua,
posto que gloriosa carreira.
Vossa Alteza se Digna dar a Cma-
ra, e a Naca inteira o mais authenti-
co testemunho do generoso interesse,
que toma pela prosperidade publica,
lembrando, e recommendando, em ta
expressivos termos, a necessidade das
Leis Regulamentares, que devem por
em perfeita observancia Carta Cohs-
titucional, e confirmar os nimos dos
Portuguezes na esperanca, que tem
concedido, de um futuro venturoso.
A Cmara nao perder jamis de vista
este principal objecto de seus traba-
lhos ; e a par da satisfaca, que hade
resuliar-lhe do cumprimento de ta im-
portante dever, gosar taobem a glo-
ria de haver preenchido os sabios, e
benficos intuitos de Vossa Alteza:
A Cmara recolheu com profunda
sensibilidade, e com a mais religiosa
attencao as palavras memoraveis, com
que Vossa Alteza se Dignou de hon-
rar o carcter dos Portuguezes. Elles
fora, em verdade, grandes, por suas
virtudes civis, e militares, por sua uni-
a5, e concordia, e pelo constante a-
mor, e fidelidade, que sempre profes-
srao aos seus Monarcas ; mas estas
qualidades nunca, por ventura, se de-
o
o
o
o
a
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
os Portuguezes tornarao
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
senvolveria em seus coraces, se elles
nao tivessem Principes dignos de rei-
nar sobre tao illustre Gente. Debaixo
deste ponto de vista, aprsente po-
cha nos offerece a mais brilhante pres-
pectiva de lisongeiras esperancas. 'As
virtudes civis militares renascera en-
tre nos com novo explendor: a-harmo-
nia ta necessaria entre os Poderes Po-
lticos do Estado servir de baze, e de
exeinplo a unia moral dos Cidadas:
a gloria do Throno sera a gloria dos
Portuguezes
a ser grandes.
A Cmara confia, que o Gover.no
nao cessar* de empregar toda a sua e-
nergia e recursos, ate arrojar da trra
sagrada da lealdade os Bandos rebel-
des, que a infestad e deshourao. A
firme e indissoluvel allianca, formada
o pela Carta entre o Monarca, e a Na-
o cao, o zelo, a sabedoria do Governo,
o a alta prudencia e recta justicade Vos-
sa Alteza, a protecsa do Ceo affiau-
' cao anossasubsequente tranquilidade:
A coinmunicaca, que Vossa Alte-
za se Dignou mandar azer a Cmara,
e que ella ouvio com profundo reco-
nhecimento, sobre as disposices das
diversas Potencias da Europa a respei-
to de Portugal, nos d'outro precioso
penhor do nosso futuro repouso.
Fallando das Potencias da Europa,
a Cmara nao pode deixar de nomear
com distinctas expresses do mais alto
respeito, e reconhecimento, o Monar-
cha de urna Naca grande, e poderosa,
o mais antigo, e fiel Alliado de Portu-
gal, El Rei do Reino Unido da Grao-
Bretanha, [e Irlanda, cujo auxilio, a-
penas invocado, voou a sustentar o
nosso actual Empenho, cujo auxilio
continuara a apoiar, e engrandecer os
uossos proprios esforcos, ate conquis-
tarmos urna Paz firme, unicoobjecto
dos ardentes desejos, e uobre ambica
dos Portuguezes.
A Cmara julgaria faltar a um dos
seus mais sagrado* deveres, se nao at-
tribuisse em particular as excelsas vir-
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
ife^;
irr



( 265 )
l^des de Vossa Alteza, e a prudencia-
e dexteridade do seu Governo, a
promptidad benvola e generosa, com
que o nclito Monarcha se prestou a
auxilironos na defezada Independen-
cia Nacional.
Digne se Vossa Alteza de acceitar
benignamente este fiel testemunho da
respeitosa gratidao da Cmara.
A Cmara finalmente, respeitando
religiosamente os importantes deveres,
que a Lei Fundamental lhe impoem,
sentindo-se penhorada por tantos mo-
dos para com o seu Augusto Monar-
cha, e para com Vosaa Alteza, reco-
nhecendo-se responsavel a Naca5, a
Europa, ao mundo inteiro,- nao pon
para trabalho ou diligencia algurna pa-
ra corresponder seus nobres destinos
para mostrar em todos os se:ts procedi-
mentos quanto lhe sao caros e precio-
sos os intercsses da Relegia6, os prin-
cipios da Carta, a honra e gloria do
Throno, as Liberdados Nacionaes, e
os Direitos, e a Felicidade dos seus
Concidadaos,
A queS. Alteza se Dignou respon-
der pela maneira seguinte:
A confiarla que Tenho nos peasa-
mentos. tao patriticos, corno leaes,
da Cmara, confirma-se aoouvir a Res-
posta coherente e enrgica ao Discur-
so do Throno. Tudo concorre para
corroborar a minha esperaba, de que
os males da Patria va ser remediados,
e va renascer a sua prosperidade. e
gloria, particularmente por meio da
firme e indissoluvel AUianca entre o
Monarcha eaNaea. A Cmara em
reconhecer o Meu pessoal empenho,
pela felicidade, e crdito do Nosso
Portugal, Me corresponde pelo modo
que Me pode ser mais agradavel.
( dem. )


o
i
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o

o
o
o
o
COMPPAS.
I Quem tiverpara vender alguma es-
crava que saiba cozer, engomar, eque %
nao tenha defeitoalgum dirija-se a ra
da Cadeia caza N. II, que l achara
com qum -tratar do seu ajuste.
2 Quem tiver huma escrava preta ou
parda que saiba beqn cozer lavar en-
gomar, e fazer todos osarranjos de hu-
ma caza, com acceio, e a queira vender
pode-se dirigir a esquina do beco Lar-
go na ra da Cadeia caza N. 52 para
tratar do seu ajuste.
Vendas.
3 Na Loja das fazendas baratas, na
Pracinhado Livramento, deJoad* Car-
los Pereira de Burgos tem para vender
alem de varias fazendas, tem asseguin-
tes
Gangas deCompanhia a 880
Pecas de xitas finas a 4480
Ditas ditas ordinarias a 2800
Vestidos brancos bordados de
Agulha a 960
Vestidos ditos ditos ditos finos a 4800
Ditos de cassa bordados de i a 960
Camelan para capotes o covado a 320
Xitas finas Hirlandezas a 7500
Ditas ditas a 7000
4 Na ra do Quartel da Polica N.
281 tem para vender Barris de vinho
do Porto de 4 em Pipa e de 8 caadas
de imito boa qualidade e por preco
cmodo. .
5 Quem quizer comprar hum Sitio na
Cidade de Olinda na ra da Floresta
com caza de Sobrado com muitos ar-
voredos d'frutas, e canil n de planta di-
rija-se a Praga da Uuia Loja N. 23
que l achara com quem tratar.
6 Quem quizer comprar huma negra
Calabar de 20 a "22 annos bem pareci-
da vendedeira de ra dirija-se ao beco
da virat;ao caza N. 30 que l achara
com quem tratar.
7 Quem quizer comprar hum cvalo
castanho muito passeiro dirija-se a ra
do Queimado caza N. 13 que la a-
char com quem tratar.
8 Quem quizer comprar, hum boy to-
rillo vindo de Portugal, e duas vacas
crilas, dirija-se a fora de Portas caza
N. 26 que l achara com quem tratar.
9 Quem quizer comprar dois caval-
** x
v


MB
266)
los, hum russo, e outro castanho, am-
bos de boa figura, e com bOns passos
dirija-se a ra da Cruz N. 31 h tao-
bem huma sella propria para huma Se,
nhora.
10 Quem quizer comprar hum apara
dor Inglez de maogno, proprio para
salla de jantar, domelhor feitio e em
muit bom uzo procure na ra da Cruz
cazaN. 31.
11 Joze Manoel Das tem para vender
cm seu Armazem na ra do Amorim,
huma porgan de barr* de viulio do Por-
to de superior qualidade, por prego
muito cmodo.
12 Quem quizer comprar hum sitio de
criar gados no lugar da ribeira do Pu-
tige denominado Pinica pao dirlja-se a
ra dos Quarteis caza N. 277.
13 Vende-se huma mulata de idade de
20 annos pouco mais on menos, bas-
tante clara, esem vicios ; sabe engo-
mar, fazer renda, e vestir bem huma
Senhora: quem a pertender procure
na ra das Cruzes a Francisco GoncaU
ves da Rocha, que lhe dir quem a
vende.


i
Leila5.
14 Que se pertende fazer nodia Quar-
ta fe ira 28 do corrente mes pelas 10
horas da manila por conta de quem per-
tencer de huma porcad de pipas de vi-
nlio, e outras de vinagre chegado pr-
ximo de Lisboa, na ra da Lapa.
Alugueis.
16 Precisa-se de hum preto de bons
costumes para o servido domestico de
huma familia, quem o ti Ver e o queira
alugar mentalmente dirija-se a ra da
Crus caza N. 14 1. andar que l
achara com quem tratar do seu ajuste.
17 Quem tiverpara alugar algumaca-
za de Sobrado na Boa vista, com quin-
tal, e comodidades para huma familia,
ou algum Citio nao em muita distancia
do mesmo Bairro, aununcie por este
Diario para ser procurado.
o

o
o
o
o
c
o
o
o
Pekdas.
3
18 Quem achou hum embrulho de ren-
das de fill de seda com quatro varas
e huma quarta desde a Loje de Manoel
Goncahes na ra da Cadea athc o lai-
go do Corpo Santo, e as entregar na
sobredita Loje receber de quem per-
tencem sua remuneraca.
, Achados.
19 No da 16 do corrente mez de Mar-
co foi achadona Praia do Sitio do Ara-
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
S ca
c
o
o
o
o
o
o
c
o
c
5
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
c
5
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
c
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
f
c
c
o
o
o
o
o
dcfrontc do Palacio velho hum ca-
vallo de estribara rugo de cor; atula-
do no tijuco com duas picadas de san-
gra no pescoco abertas, e a perna di-
reita quebrada, hu. palmo cima do
casco; cujo cavallofoi salvo da moite
por quem teve delle mais d do aue o
dono; poisconsta que omandou deitar
ao mar, e o abandoneu depois de o por
daquella sorte: ora como o dito cavalr
lo se acha em trataroento e curativo se
faz publico por este Diario para que
seu dono haja de pirreceber, pagando
todas as despezas, que com elle se ti-
verem feito, ou declarar por este mes-
mo Diario seu abandono formal a fim
de evitar contendas para o futturo no
cazo que elle escape ; e a haver de o
receber nao admitte demora visto a ser
ocavallo desta Praca, ou quem oa-
bandonou.
Fgidas de Escravos.
20 Qualquer Capitao de Campo pode-
r prender, eencaminharacaza deMa^
noel Gregorio da Silva, na ra das Cru*
zes huma preta de nome Catharina, e-
de NacaO Congo, com os signaes se-
guintes: estatura ordinaria, gorda,
bem parecida, cara larga, dente lima-
dos na frente, cabello cortado, falla a-
inda meia embara9ada, vestido de chi-
ta roxa, carniza de algodaoznho, e ba-
eta verde, cuja preta est fogida a se-
is dias.
t^ PEKNAMBUCO NA TYP. DO DIAUIO RA DIRE1TA *267. 44
Vende-se a Loje de Livros defrpnte de Palacio a preco dp 60 rs,
tj
i


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EPUDL9LOY_6552KK INGEST_TIME 2013-03-25T13:45:29Z PACKAGE AA00011611_00187
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES