Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00186


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Full Text
N. 65
>4tM"
li-
li



DI All O DE PERNAMBUCO.
Hoje Segunda Feira 26 de Marjo de 1827.
-e-'i-i.?!




S. LdJDGERK) B.
(T^kJX? Q-*^^5 Ji

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*.



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______m
NOTICIAS ESTRANGEIRAS.


Preamar as 4 horas e 6 minutos da tarde,
la

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Pariz 25 de Janeiro
-

f^yArtas de Trieste, de 10 do me-
iio mez, trazem as importantes novas
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ale Tlieeealy Karaiskaki, e Commandautes Greyes, a frente de
numeroso exercito, estao em posegui-
mento-do remanecente dos barbaros.
Gira columna de Rumeliots havia
entrado na Morra, marinando contra
Ibrahim Pacha, que sendo batido em
to he verdade, as consecuencias em
favor dos Gregos sera incalculavis..
Cartas de Constantinopla de 27 de
Dezembro, dizem, A reforma mili*
tar faz rpido progresso. O Goyemo
nao omite nada para assegnrar o bom
successo ; e cotn esta vista, ha ltima-
mente desterrado para a Azia Jintn
grande numero de vagabundos, O Ca
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e acompanhado pelo resto da frotilha,
havja atacado a Egypciana rola, e cap-
turado diferentes navios de munices
carregados -Madrid 15 de Janeiro
O seguinte he o conteudo de huma
carta de Malaca, do dia 5 'O Cap-
ta General de Granada, Campana, ha
chegado aqu repentinamente, e na
noute de sua ciegada, mas de200 ho-
mtS Pacba"gosa da maior estima do roens do Regiment ele Infamara N c
Sulta. Esperase pelo Mrquez de 3 desertaras,, tomando a direcao das
Ribeaupjerre ate o fim .de Janeiro. A
desfeita de Rcasclija Pacha, em Athe*
nas passa por certo: Esta nova ha cir-
culado a despejto da prohj.b^aS la n$-
ya polica.
A Gazeta Lausame diz, Rf: Eynard
ha recebido por via de Ancn a, huma
carta de Spezzia, cpm data de 24 de
Dezembro, a qual confirma a,comple-
ta desfeita, de Keaschid Tacha, ea.rc-
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montanhas de Ronda. Pareca que a
apressada jornada do General Campa-
na herao resultado de informado que
havia recebido. que oUegimt nto.JN.
3 tinha formado huma conspiraca pa-
ra proclamar a ConMituicao, e a de-
zcrca de que lenho fallado acontecer
porque,a inesperada ehegada do Gene-
ral os indu/.io a snspeitar, que a rnes-
ma havia-se descoberto. Tudo isto.
lii insidia, "^. *->. .. ^,,r,y- _w t
gencraca da Alta Grecia diie lfica he meramente conjetura, por quanto.


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200)
no da 5. depois da chocada de M.
Campana, 7 Soldados do Regiment
"N. 3 torao fuzilados, e rnuitos ou-
tros que esta em prizao encontraras
provavelmeute o mesnio fado. O Rei
parti hoje para Pardo, acompanhado
somente por M. Calomadre, que diz
abertamente, na5 obstante a lingua-
gem do nosso Governo, que o espirito
que o dirige ainda permanece precisa-
mente o mesmo. Alem disto, consi-
derareis somas tem sido reeentemcnte
enviadas a Salamanca para o exercito
do Mrquez de Chaves.
O Contingente dos Apostlicos es-
trangeircs para este exercito ta5bem
ha chegado, e hum navio, que veio
ninguem sabe de onde, ha desembar-
cado em S. Andre 2^000,000 de fran-
cos, parte do3 quaes tomn imrfcedia-
tamente, debaixo de huma escolta, a
estrada de Reinoza, a qual he a prin-
cipal cm linha recta de S. Andre para
a Provincia de Trasgos-Montes.
Huin Official Francez de grao su-
perior, chegou aqui as II, e apiou-
e em hum hotel na ra da Haiuha.
Este Official parece ter nenhuma mis-
6a6 de importancia, ainda que s anda
por palacio; e apenas a Corte hoje dei-
xou Madrid, elle tabem parti para
Tardo.
A retirada das tropas do exercito
de observaca continua. Os dous Re-
gimentos da Guarda, e sua artilharia,
a quem a retirada dos Suissos havia
por certo tempo detido em Madrid, es-
ta a deixar aquella capital no da 17
rpra Tala vera. O Intendente militar
da brigada dos Suissos que, com o
quartel-mestre e sua bagage, partir
onter, fura roubadosem muito cur-
ta distancia de Madrid. Obra de 20
individuos particulares, que acompa-
nharaS estes cavaleiros tambem foraS
roubados; tal, finalmente, ha sido a
noticia corrente desde as 4 horas desta
tarde.
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SYNONY.MOS
O Cavalheiro Ctnrilir, author (His
Celebres Viagens a Persia depois de
haver referido que us Estalagens on-
de as Karavanas vao pousar, se cha-
maS al. KARAVANSERAILS -
narra o seguiute faqto -
" Chegaudo Cidade de Balk hum
" SanctaS ou Religiozo Mahometa-
no
po


-
, que viajava na Sartaria foi logo
usar ao Palacio do Rey quejulgou
ser hum "Karavanserail" Entra
Olha para todos os lados dirige-se
a huma elegante gallera : pousaa
Saccola: Sacra hum pequeo Tapete
e Senta-se sobre elle. mal os Guar-
das o avistaran, immediatamente com
torn imperioso Ihe pergunta Que
quer ? que taz ali ? Responden-"
Que quera passar a noite no Kara-
vanserail Enta os Guardas princi-
pias a gritar-Ihe ainda com maior vio-
lencia Que s v embora -que ali
nao era Karavanserail, mas sim o pa-
lacio do Rey O Principe, por ri-
me Ibrahim que cazualmente attraves-
sava a Gallera rio-se da equivocabas
do Dervis. e chamndolo Ihe pergun-
tou, Corno era possivel que elle tos-
g se ta6 simples, c|ue nao destinguisse
hum Palacio, de hum Karavanserail?
Senhr torna o SantaS, perrnitta-me
V. M. fazer-lhe huma pergunta Lo-
go depois que este Edificio se acca-
hou, quem morou nelle ? Meus A-
vs respondeu o Rey E depois d'
elles coutiniiou oSancto homem, quem
veio habitallo ? Meu Pay Replicou
o Rey <- E depois delle, prosegne o
Religiozo quem foi seu Dono ? En
torna o Principe ; Ora d;ga-me, V,
M. insta ainda o Sancta depois de
Vos, a quem pertencer ? A Meu fi-
Iho, retomou o Monarcha Aa
Senhor, exclamou enta o Religiozo,
Edificio, que taS bastas vt;zes muda
de lhquilino tem menos de Palacio,
q que de Hospedara, qualqu^r dos ito-
g mes pode indiflerentemeute ser-Jhe
w applicadoit!
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-^-------------------------.-:, --
261 >
Sobre a vaidade irrisoria da gran-
deza humana, he i'npossivel appresen-
tar hum mais ingenu-o mas persua-
siva Emblema.

[tat]

Variedades.


>
Dois sugeitos passeando no campo
passarao por huma caza menos mal af-
ranjada; hum perguntou ao outro:
quem *;eque moranesta caza? he re-
pondeo o segundo, hum rico avarento
qujurou nunca dar a ninguem mais
do que fogo e agua pos eu heide co-
iner-lhe o juntar, e uisto chamarao a
porta, veio o dono da caza, e pergun-
taudo o que queria llie resppudeo o
primeiro espertalha, somos dois via-
jantes roubados que nao trazeinos nem
h u m vintem e estamos ni ortos de fu-
me, rogamos-llie por caridade que nos
d algutna coiza que comer, soja o que
for: nesta caza nao ha coiza nenhuma
que comer nem que beber so se for a-
gua: bem replicou o esperto, ter V.
in. huma panella e fogo? oh isso sim
respondeoo avaro, poi bem respondco
o tingido viajante; fassa favor denos
dar fogo e agua, e emprestar-nos a pa-
nella que uta arraigaremos huma sopa
superior: veio fogo agua e panella
cheia de agua e logo os viajantes pro-
curarao algumas pedras, edepois de
bem lavadas as botarao na panella e
puzera ao fogo, e vidos procurara
fazella ferver: entretanto o avarento
julgavaque os viajantes era5 loucos, e
liies perguntou o queestava fazendo:
fazeudo sopa lhes responders, pois
sopa de pedras ? toruou o avarento,
sim Senhor Ibes responders elles, e
ver que guapa hade ser; o avarento
admirado chamou logo-a mulher para
Ver hum prodigio que sendo informa-
da lieuu anda mais confuza i\o que o
marido com a sopa de pedra, e em
<|iianto ( lia fazia mil perguntas elles
provavaS o caldo para ver quando a-
tava bom, e hum disse ao outro, se uos
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g Ucesemos agora qualro livras de car-
g ne quauto meliior nao fi caria a nossa
o opa; oh isso podemos nos dar, res-
o poudera os dezejozos avareutos, poi*
o veuhao e teremos ja huma sopa exced-
iente, veio a carne e posta a ferver,
perguntara logo se haveria hum bo-
cado :le prezuuto e paio, e cornoo hou?
vesse veio logo meialivra de cada hum,
que misturado, em pouco tempo se a-
prontou : poem-se a meza, vcmpralos
e terrina, ti rao-se as pedras queja nao
podiad servir para outra vez,.separa-se
o resto do caldo, vai este para a terri-
na, e enta he quando lembra a os via-
jantes que quatro pes faria a sopa
milito inelhor : vem o pao afoga-se no
caldo e principiad todos quatro a co-
mer, e todos achao que sopa de pedias
he manjar, excellente : acabado o ban-
quete se dispoem os dois viajautes a
continuar seu caminho : os dois ava-
ros cuidando ter achado a pedra Phi-
losophal roga com instancia a os va*
jantes que lhes ensinem a receita de fa-
zer a sopa de pedras porque a pezar
de a terem visto fazer podia nao acer-
tar, ao que elles nao podera >porse>
huhiando-se da boa vontade com que
tinhao sido ajudados, entao hum del-
les pedindo papel e tinta escreveo a
seguirfie: ^ ^
Receita para fazer sopa de pe-
dras para quatro pessoas. Meia ca-
ada de agua posta a ferver em huma
panella, ajuntem-sc-lhe coiza de qua-
tro livras de pedras bem lavadas, de-
pois de ferverem ajunte-se*lhe mais
quatro livras de carne, meia de pre-
zanto e meia de paio, e separado tudo
como Hzemos ajuntem-se ao caldo qua-
tro pes.
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Vendas.
I Quem quizer comprar huma. Ne-
gra muito sadia, seni defeilos vende-
deira, e propria para todo o servico ;
falle no Beteqnim da ra das Cruzes
N.o 167.
*"' U*
I



(262)
2 A pessoa que annuncion pertender
comprar dous Games dirija-se a Ti-
pografa que lhe di rao quem o perten-
de vender.
Le la 5.'
3 Que pertende fazer Joze Donrn-
gnesda Cosa Segunda feira 26 do cor-
rente no Armazcm de Domingos Fer-
mtndes Vianua rira da Madre de Dos
de 50 Carxoes de lerria.
KUCIDAS DE EsCRAVOS.
4 No da I de Janeiro fugio huma
negra da Costa, por nome Rita de ida-
uc na i i (linios, tem mos tainos no
rosto, magra, de boa estatura', qna!-
quer Capitn de Campo, que a pegar
e levar a ra de Hortas, caza N. da
.dcima 64, ser pago do seotrahalh
Avizos PAitTictrr.A-nEft.
5 Joaquim Leocadio d'Oliveira Gui-
maraens, na5 lhe sendo possivel agra-
decer pessoa] mente a todas as pessoas
que o visitara durante asna prisao,,
cm consecuencia de ser hum grande
numero/ alcm de outros obstculos par-
ticularcs que oprivaodeopoder fazer;
e ( i lerendo mostrar a todos os Srs. \
qllanto presa os deveres de amzade e
gratidapquelhes consagra, agradece
por mcio deste o* sens obsequio*.
6 Clemente Joze de Menflonca, Ba-
charel. formado em Filosofa ni tu ral
pela TJrtjversidade deCoimbra, prien?
de abrir huma Aula tiesta Ciacfe do
Recife, onde sepropoe ensillar a Gra-
mtica franceza, e Geografa.; assim
como taGbem Aritmtica, Geometra,
Trignornetria, e Algebra. Todos- os
vSrs., quequizerem aplicarse a estes
hjeclos oti aqunlquer drlsj podcra
dirigir se por todos esresoitodias a ra
do Rozario no Escritorio do Doutcr
Mena das 9 horas ath ao meio da pa-
ra formarem seus ajustes. Igualmen-
te sepropoem explicar liroes deGeo-
metrisaos Alumnos do Lyco lmpe
nal, assim como dar lic6es denoi*e os
que dejdia ferem impedidos por suas
oceupacoes.
7 Pela Administrado doCorreio Ge-
ral desta Culade se fas Publico que
parte deste Porto para o do Porto no
da 8 de Abril" a Galera Portugtieza
Ocianode que he Capita Antonio Jo-
ze Nogueira as Cartas serao lansadas
na CaixaGcral at as 6horas da tardtf
do dia antecedente.
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*\j i v>ino tu /% (.nao.

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ENTRADAS.
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IA 22 do corente Nen!mma
Entrada.
Dia 23. Rio Formozo ; 2 dia?;
L. S. Joze Viajante, M. Joze Jou-
quim daCcsta, equip. 6, carga caixas,
a Antonio de Souza Cirnes. Rio du
Janeiro; 19 dias; B. Amer. Patriek
Henry, M. Spoieiui, equip. 9, em
lastro, a Ferreira & AlansfieLd. Rio
de Janeiro; 20dias; B Franc.Henri-
ette, M. Heron, equip. 13, em lastro, a
Roberts Pelly & Companhia.
Dia 24. Baha; 13 das; G. Ing.
WflIainnSliaiide, M. John Scotli, e-
quip. 14, enr lastro, a t- tuitb Mitchel
Lambert & C< mpaubia.
'
SAH1DAS.

Dia 22. Nenbuma Sahida.
Dia 23. Rio Formozo; S. Rozn*
rinlo, M. Joze Rodrigues, equip. jIJ,
m'lastro'. *# Rio Forniozo ; S. Agua
de Lupe, M. Custodio Morcira dos San?
tos, equip. 14, em lastre,
Dia 24. *- MaranhaS; B. Ing Betr
sey,M. Sones;equip. 9, em lastro =s
Rio Grande do Sul; E. Thetes, M. Bel*
chior Joze dos Res, equip. 9, carga
sa!.
t$> PERNAMBJCO NA TYP. DO DIARIO RA D1REITA N *267. ,|
Vende.-sa na Loje de Li* ros defrpute de Palacio a prep de 60 r.

Pp-"


Full Text
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