Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00182


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Full Text
N.6I
*v
DIARIO DEPERNAIB.CO.
tloje Tei^a Feira 20 de Margo de 1827.




r
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S. Mrtinho.
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Preamar as 10 horas e54 minutos Ja manha.




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Qurjfto ming. as 6 horas e 2 minutos da manha.
Sr. Redactor.
V^FS Estrangeiros, que -aqdmao l
pela minha trra, investigando quanta
coisa ha pelo mato, nwt.ra-me e,m
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grandes celeiros de cascas ; porem co-
mo nao ha castores que tenhao
detites se para comer, e o trahalho he
repartido por todos con igualdade, sa-
liendo todos que trabalha para si, ren-
cabeea estudar urna sciencia, que e'les o de o servico.
chamad Zoologa : encontr! mui- o Bem difTerentc he a sociedade das
tas coisas, que podera ser boas, mas c fonnigas, ( tal he tambera a das
nao
oLsas, que podera ser boas, mas c forangas, ( tal he tambera a das
mi para que: outras com tudo abelhas ). S a rainha tem o
muito inleressantes qn pelo menos,
que eneanta a curiosidade : cecino os
liomeiis secnraiva, quando so falla
lidies com verdade, porque ij que-
rein ouvii os seos defeitos, aimia que
pareca fazercm garbo de mostral-os ;
na querem curar as suaschagas, ani-
da que ameacem gangrenal-os, e em-
pestar osvizinhos; deixaudo-os em c se os neutros, a cargo de quem es-
sua extravagante contradicca vou fal- t todo o trabalho, nao tivessem o cui-
dado de se desfazerem d' elles, dando-
lhes a morte. Se fosse possivel attri-
luir as fonnigas couhecimento de
sexo feminino, e recebe o cortejo d'
urna multida de amantes : estes zati-
goes lascivos, cubertos de pele mais
nitida, e gosando em commum com a
rainha a regala de terem azas, em bre-
ve se esgota em prazeies sexuaes;
lnguidos, inertes, e preguicosos, con-
tinuaras a ser gravosos a sociedade,
gai
lar um pouco dos anmiaes brutos soci-
aes.
Gostei immenso 1er a sociedade dos
castores, e grande dse jo conceb
de viajar ao Canad para ter o pra-
zer de testemunhar urna sociedade, em
que todos trabalhao, e todos lucra
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materias transcendentes a sua nature-
za, haveria theologo que auctorisasse
o procedimento dos neutros com o tex-
to, que diz: -vivirs com o suoi do
com iguuldade. Causa admisaca ver o teo rosto. -
Quem compara
- castores -
e cauda, com*tniem os- seos pode parecer encontrar derharmonia
grandes acudes exasas, e euclicm' nfls leis da Natureza, vendo naqni.Ha
como animaes brutossem outros ins- o
trumentos alem dos pretorios dentes,
o
a sociedade riosi
i a das fonnigas. -


i


')
C 241)
urna permita igialdade de direitos, do
devores, de trabalho, o de goso ; e lja-
la uns so rabalhando, outros so go*
sando, e a classe dos trabajadores as-
sassinando a dos vadios: porem a or-
dem reina.em todata parte, onde falsos
raciocinios nao a distroem. Nao se
maldiga a diferenca dos fenmenos sem
examinar a differenca das causas: a
Naturcza dotou todos os castores dos
mesmos orga5s, por isso, concorrendo
ero sociedade, nao podia uns ser su-
Mtrior*; Prt9 ostros, 5*m gosarem mais
3* ue os outros. Embora nos trabalbos
as suas construccoes e enceleiramen-
tos uns cortem a madeira com os den-
tes, outros arrastren* a trra na cauda,
outros amassem corn os pes ; uns diri-
jao o trabalho. outros viffiem o inimi-
go; quando cessao as funecoes, que
a cada um incumbe a divisao necessa-
ria do trabalho, nao ha differenca al
guma entre lles, todos gozao em per-
feita igualdade, porque todos sa5 do-
tados dos mesmos orgaos.
Nao accontece o inesmo entre as -
formigas, que recebendo da natureza
orgaos differentes, esta differenca deve
constituir entre ellas um carcter fixo
de desigualdade, e classes distinctas.
A classe dos- zangoes- deve exerci-
tar os orgaos sexuaes ; a dos neutros
com as mandbulas mais fortes, e
guarnecidas d* um tenaz que tatfbem
lhe serve de tizoira, deve empregar-sc
no trabalho, nao podem porm vera
sangue fri ( anda que de sangue fri
se diga dotadas ') que os zanges -
con.a5 o fructo do seo trabalho, sem
para elle concorrerem, por isso cons-
piras contra a classe indolente, e ter-
minas o combate tirando-lhe a vida,
de que o ocio a faz indigna. Eis aqu
como nesta familia brilha a ordem ad
miravel da Natureza: a desharmonia
seria que os ociosos matassem os tra-
bajadores, ou que os trabalhadores
continuassem a sustentar os ociosos,
depos que estes preenchessem os fins
ta Tecunuagao.
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Se a sociedade dos castores nos
parece melhor, he porque elles se nos
asssmelha na liomogenidade da espe-
cie : se nos desagrada a sociedade das
- formigas e sentimos para com ella
urna especie de aversaS, he por olhar-
moa o resultado sem meditar as cau-
sas, que devem produziUo; isto he,
as classes heterogneas na mesma fa-
milia. .
Agora darei conta de huma historia
singular e interessante, que observa-
dla por hbil Viajante, nao tena pu-
blicidade de.que he digna: pode uti-
tular-se:
Degeneracao das Gralhas.
Na margena de leste do lago Ya-
c habitava desde tempos antigos en-
tre gralhas nina robusta raea de
- paves, que foi degeneraudo, tor-
iiandose barriguda, gotosa, reumti-
ca, de pernas e azas mais iracas, anus
mais carregado, e hemorrhoidal, e bi-
co mais plido : porem o que perdia
em forca e gentileza de corpo, gauha-
vao em formosura das pennas, porque
tendo descuberto que o p sobre que
pizava a-fnix, rain fea das aves,
contra a qual estavao em outro tempo
em continuas bufadas, comniuiticava
um certo colorido, e fazia apparecer
excrecencias vistosas, comecarao a ro-
car-se nelle, e pouco a pouco a formo*
seara principalmente o peito e ebd-
men, parte que rocavatnais : o ebdo-
men se lhes tornou Icngitudinalmeute
fasciolado, nopeito apparecera proe-
minencias ntidas, urnas inaiores, ou-
tras mais pequeas, e ao mesrno tem-
po um matiz de varias cores, de manei-
ra que representava um ceo com mu*
tos s6es> e refulgentes estrellas, onde
se interlacava tudo o que o iris appre-
seiita de bello: as cristas se tomarao
mais vistosas ; ornadas com penachos,
as caudas mais abertas e le vastadas.
Os paves ensoberbecidos corn o
ornato exterior que eiicobria a sua de-
S^U

M


( 245 )
I
1-
genoracao, evitarao cuidadosamente
todo o traba!lio., que podesse sujal-o?
ou molestal-os, deixando as gralhas-
que puuco a pouco se fora acostu-
mando ao jugo d'aquellasuperioridade
ociosa. A fnix tolerou estas alte-
raees, porque coin ellas subjeitou a
soberba dos paves, e os reduzio a
nao poderem mais bufar-lhe. As gra-
lhas commecaraS a despostar se dos
- paves, principalmente porque lhes
davao rnuitas bufadas, devoravao-lhes
o pasto, e at lhes sujava os poleiros.

"
-
( Gontinuar-se-h.)
Variedades.
Hum sugeito havendo comprado as
obras de Camoes em broxura, levou-as
a hum eucadernador, dizendo que Ihe
encadernasse quelles livros da manei-
ra a mais elegante: em que os quer
encadernados? quer que sejao etica*
dernados em Moscovia, que dura mili-
to e nao lhe da a transa ? Nuda, nada
Moscovia he milito loiige en aiite&que-
ro que seja eucaK:/uados aqui. ;
v. *-++-+*-+/
N.o da de Sao Rento arranjaraS os
Pradi-s d> Cwnvento huma festa na for-
ma docostume auual que devia ser
precedida Coi o competente banque-
te, e como a festa principiase muito
tarde temiad SS, RR. que o Seraia
os demorase alern da hora costumada e
por isso todos juntos pedira5 ao Fre-
gador que nao st^tlemorase muito no
pulpito; mas qUefosse lacnico ornis
possivel, o que elle como parte nteres-
sada proiiejeu fazer, esubindo ao
pulpito dirigi ao Auditorio o seguin-
te discurso : Meus Irmoso anuo pas-
sado ueste mesmo dia, e nesta mesma
eadeira da verdade eu louvei, e en-
grandec todos os bons feitos do.nosso
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PatronoS. .Rento com aquella energa
c exactidao que cabianas minhas for-
jas, e como me nao* consta que desde
aquelle dia o Santo tenha feito coiza
alguma nova, boa ou ma, por isso na-
da tenho que dizer delle na prezente
occaziao. Amem.
. Ctt]
Hum sugeito foi a huma estalajem
e pedio sua ceia, e para melhor se en-
treter rogou ao estalajadeiro que cea-
e* com ee: este prontamente aceitn,
e para mostrar ao hospede o seu acce-
io e gravidade entrou a examinar os
talheres e os pratos, e perteudendo a
char que nao estavao bem limpos prin-
cipiou a botaMos pela escada abaixo:
o hospede sem se alterar foi pegando
as garrafas e copos e atiraudo com til-
do pela escada abaixo : o estalajadei-
ro admirado lhe perguntou : \ ie he
isto Sr. esta quebrando a am 'as <>s
copos ? Nao, rejpondeo o hu j*e e,
como vi que etava botando os latie-
res eos pratos pela escada abaixo pen-
sei que quena cear no pruneiro andar.

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COMPPAS-
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1 Quem tiver hum jogo de Gama
completo em.tudoeoquera vender an-
nuncie por este Diario para ser pro-
curado.
Vendas.
2 Quem quizer comprar hum sitio de
trras de plantar, e criar gados, meia
legoa em quadro, matas virgens, ehum
assde de boa agoa ao p da caza, dis-
tante duas legoas da Villa do Rrejo da
Areia, Commarca da Parahiba, enten-
da-se com Manoel Antonio Chaves,
que he oseo verdadeiro dono, e qne
prezeutemente rezide na Villa deGo-
ianna.
3 Quem quizer comprar huma Canoa
nova de carreira dirja-se ao botequim*
*


1


(246)
do Livramento N. 12 que l achara
coi quem tratar.
4 Quem quizer comprar huma Preta,
de idade de 20 a 25 auno? boa vende-
deira, e com principios de engomadei-
ra, n uito robusta, talle com seo Sr. no
btco da Can boa do Carino, logo a en-
trada, ou no botequim da ra no Roza-
rio, de huma porta so.
Fgidas de EscaAVos.
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caza de D. Margarida que l achara
com quem tratar.
9 Maria Antonia das Merces, bran-
ca, cazada moiadora neta Cidade no
beco que rai da ra Direita para o pa-
teo de S. Pedro caza N. olO, pro-
poemse a eusinar a mocidade femini*
na a kr, escrever, contar, coeer, e
bordar por preco commodo, as pessoas
que quizerem aplicar suas filhas a este
ensino podem dirigir-se a caza, menci-
onada para tratar do ajuste.
10 Pela Admiuidtraca do Correio Ge-
ral desta Cidade, se fas Publico que
parte de*te Porto para o de Lisboa com
escala pelo MaraiihaS no da I. de
Brazileira Auna Catha-
ne Capita Joa5 Joze An-
unes" as Cartas scrao lansadas na Ca-
an Gcral at as 6 horas da tarde do dia
antecedente.
*<&%&*
5 No da Segunda feira 12 do corren-
te dezapareceo da ra dos Martirios
bun moleque novo cheio de sarnas
que se estava curando em caza de Gi-
trudes de tal Viuva cujo escravo lie de o Abril a Polaca Brazilein
Antonio Francisco de Miranda mora- o ria de que he Capitao J
dor no forte do Mato qualquer pessoa
quesouber ou o achar podera trazelo
a < -i/a do dito que ser pago do seu
trabalho o dito sciavo he meio malu-
co e nao se entende nada o que diz.
. .
VlAGENS.
6 Para Curunpe, com escala por
Macei sahira' at 22 do corrente, a
Sumaca Pombinha, Mestre Jos do
Naseimento, quem nella quizer car-
regar ou hir de passagem dirija se ao
Escritorio do proprietario Bento Jos
da Costa.
7 Para a Baha a Sumaca S. Manoel
Firme, sahir com milita brevidade;
quem n'ella quizer carregar ou hir de
passaje dirija so ao seu Proprietario
Vianoel Pereira Rozas, ra da Cruz ca-
z;N. 45, ou ao Mestre da mesma
Manoel Joze da Costa.


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NOTICIAS MARTIMAS
ENTRADAS
/
I1A 17 do corrente Rio Formo-
zo-24hras; S- Rainha dos Anjos,
M.'edono Manoel Domingues Gomes,
equip. 8, carga caixas.
i'

Avizos Particular es."

3 Quem quizer hum feitor pora En-
genhoou outro qualquer servico diri-
ja-se o p da Ponte do Manguinho em
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SAHIDAS.
Dia 16. Unua; Canoa S. Cruz,
M F lis da Costa, equip. 7, em lastro.
-r- Porto ; B. E. Triunfo da Amizade,
M. Joa BaptistaNogueira, equip. 18,
carga assucar
Fi fundiar no La-
meirao o B. de Guerra N. e I. Beau-
r cluta, M. Salmn, equip. 10 em las-
tro Maranhao; B. L. Neptuno M
Manoel debouza Machado, equip. ,
carga 253 oftptrvos

PERNAMBLCO NA TYP. DO DIARIO RA AlllEITA N *267. -$
Vnde-se naLoje de Livros defronte de Valacioa preco de 60 rs.

M


Full Text
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