Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00181


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Full Text
N. 60
DIARIO DE PERNAMBUCO.
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Hoje Sabbado 17 d&Bfar$o de 1827.
a^-'1 w.
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S. Gertrudes V.
Pcarnea 8 t cSu minutos da manh.

E
Amor Patrio.
Xljls una expressao tantas vezes re-
petida, que se dennos crdito aos nos-
sos ouvidos, ser forca julgar, que es-
ta virtude social se acha gravada era
todos os eoiacoes. A experiencia po-
rem mostra que nada ha mais raro no
sceulo em que vivemos! Esta paixao
das almas grandes, como Ibe chama
" Voltaire, este sen ti ment heroico,
que fez cora que as Repblicas Gre-
gas zombassem das poderosas hostes
de '* Xerxes, e sosteutou os Ro-
manos nos mais apertados lances,
fazendo-os triunfar dos talentos Mul-
tares de Annibal, tem sido pela
corrupcaS dos costumes, e pela falta
de illustraca, quasi banida d'entre as
Naces modernas. Qs homens julgan-
do-se propriedade de um pequeo nu-
mero de entes privilegiados, que se
arrogarao o direito de.dispdr de suas
vidas e bens, trocal-os e vndelos a
seo bel prazer; perderao todo o affec-
to a urna trra, que nao olhara como
sua ; e assim como os Govertmntes as-
sentava que todos deviao trabalhar
para elles, cada um dos Governados
assenlou, que devia trabalhar so para
si, procurando o maior grao de ventu-
ra, inda que fosse a cunta da desgraca
dos outros. Debalde a Pnilosofui tem,
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ha mais de meio seculo, lidado por es-
tabelecer o Imperio da rasa- e arran-
car a mascara a torpe hypocrisia. Nao
cessa o Egosmo de lhe cortar o
passo, e de parausar os seos esforcos.
Se o Systhema Constitucional tem en-
contrado alguns inimigos, nao he por
que osles aborreca a liberdade, pois
cada un d'elles deseja para si a maior
soinma possivel de tao precioso bern,
mas sim, porque faltando-lhe o amol-
da Patria, nao ousa5 sacrificar urna
parte da sua ventura em proveito da
Sociedade geral. Este sacrificio, que
foi um prazer para 03 Reguos, os
Catoes, os Curcios, e os Codros, que
julgavao comprar barato pela perda da
vida a gratidao dos seos conterrneos,
e o bom nome na Posteridade, henma
ideia de susto e de terror para ssas al-
mas apoucadas, emesquinhas, quecos-
turnadas a calcar os pequeos, temem
descer da elevacao em que brilha, pa-
ra nivelar-se com elles. Os que se a-
chao na po^e de accumnlados empre-
gos, recento ver-se reduzidos a urna
modesta fortuna; e que o excesso d'
esta vai preencher o simples necessa-
ro de muito1 Cidadas benemritos,
que com prejuizodo Estado gemem no
seio da indigencia. Todos estes cia-
ma contra as inuova<:5c>, e a (firmar
que nao era necesaria urna reforma;
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que nada ia mal; pelo ubic moti-
vo de que files a bein Ha ta-
bin alguns outros, que abracando
coni todo o fervor este rgimen de
rsao ejuslca, de'pressa (Tecovcoados
o qu< re'ii abandonar, por vcreui ggue
para logo so nao realizan esparnca*,
qu* uiprudenles coucebera; estes
sao como mu Lavrador ignorante que
laucando boje otffgo aterra, quizesse
amauiaa reeeber urna abundante co-
lieila, sem reparar que he necessario
tcrnpo para que a seara germine, eres
5a, e amadureca as espigas.
Urna prolongadaenfermidade exige
urna denorada convalescenca ; e os a-
busos de dons seculos nao podem ex-
tirpa r-se ein dons dias. A natureza na
orden moral, segu a mes na regra,"
que na ordem fsica; naoJazer nada
de sallo; "asna marcha lie seepre
compa sada e medida. O O.iip ueute,
que creou a luz com mu riaf. gas-
tou seis das na distribuica do Univer-
so; como pode a obra dos bonicos ser
mais rpida, que a de Dos ? Nao"
ignoramos, que lia umita despropor-
ca entre a Creado dos Mundos, que
nos rodeia, e a reforma de um Reino;
mas tambem sabemos que be umitas
myriadas de vezes maii' a difiere 115a
Mitre o Creador, e a creatura. Asm-
is bein combiu idas medidas nao pode-
ra produzir repeiilinamente o seo ef-
feiio. He preciso favorecer a agricul-
tura, para que o Commercio floreca ;
e (piando este tenha adquerido o seo
esplendor, cinao a Industria cas Artes
poderao, revivendo, derramar a abun-
dancia sobre a .Nacao. Porem se as
opinioes divergir* 111, se cada tan dos
Cl dada os se nao prestar com odas as
sias torca* para a grande obra da Re-
p-eneracad d'est 1 complicada maquina
social) tarde e mu tarde, chegar es-
ta feliz e,)oca, porque todos os bous
suspira :v Importa pois une todo o iu-
teresse pessoal emmudeca ; que se ^x-
tiii'ao Partidos, e ate a nomenclatura
uiosa, que os designa; que se ani-
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quille o espirito re Corpora^rm : e que
tojos os iioincus s<* eoiisi Ifwein como
Irmas, e membros di mesiua familia ;
que nusse eouienqi em feliz es pela fe-
licidade dos Otilios ; e qu o CGjimitfaO
dos poneos nao prevaleca ao dos inul-
to, mas como conseguiremos esta soin-
ma de bens ? (neui peder pro l':zir
este utilagre? O amor da Patria ; '
e so o amor da Patria dar ta ne-
cessario, 'como niaguaniuo resultado.
Para obter en npre, primeiro <|ue tu-
do, que os que este a testa da Na^ao,
den '> exe.oplo d'esta virtude, eassnu
se tomaran benemritos da sna. e das
fu uras idades. Porlnguezes; que
maiores fr s para alcancar a immor-
lalulade Que empreg > mais honor-
fico Seg'.i o n< bre exi-mplo do vosso
Rei Vede que Ici eta Virtud' duma
qiM'iu iiiriaumi o seo coracao sublime-,
quando da el 'Vac o da su a alma ex
claoiou c<>i voz m.'gcslo/.a: Pov>s,
" a Virtude, ea Kasao me pre>taia
" satinares COllsrHl<>'; e en os escu-
te, porque era dig-io de iulendt r
a sua luuoage 11. Ella-, melizeiao
ver, que a Provideu ia me eb-vou
sobre este Tron para fizera\os>a
ventura; e en qu 10 -desempenhar
urna missa tao honro-a. Quero
servir de model aos Ueis, elrafcH-
cender a gloria de mebs kiitepssa-
dos. Tenho lido cui atien^a os
copiosos, annaes do Universo ; n< I-
' les tiMiho deparado os no jies'd
militos que recusaran acceilar a Co-
roa, que seos naiuraes ou estrartha
Ihes ofereciao ; e osdeoiitros, que
renunciaran a ella depois de iiaver-
Ihe tomado o pezo mas anda nao
ae*,ei memoria de 11 mi Uei q le t*Mi-
do nascido aiisoluto, reiralidiasse
voluntariamente, e sem Un ser re-
querido, ao poder Ilimitado, re-
servanrio para si e seos descend li-
tes aquella porgad d'elle, que has-
tasse para promover a prospfM-ida-
de da Pama. Pedro IV >.*r:i es-
se Rei, e Portugal o Taeatl o
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" <]'essainaii(>ifa facanha. Rerebeies-
sa ^arlu Constitucional, diirua de
i-mu e de vos, omki leuho espnla-
(li os principio* as r<'tus porque
pretendo $-oveniar-Vos. Uecooiai
us direitos, de que vo-isos Avs fo-
r.i despojada pelas vjcisMtu les
ds temos, por abusos de Vianda-
laiios perpetuados pela inorancia,
f. sanccionados pela superstica.
Sene livres porque eu o quero; e
q aero-o por<|U0coiiHeco (pie liejus*
l!. Juue!':- V'S g!R roda do meo
" Trono; l rabal liemos de accordo na
silvaca publica; e aponte se o
meo Healo, como o ni mo das
luzes s)bre as trevas; o iirper o da
" justa Liberdade civil, da ladepen-
" ilencia Nacional, comi a poca da
" Kessiirreiea da* bous costumes!
* E* aqu mu d'aquelles rasaos da Gran-
daza Humana, qae prova meluor que
todos os raciocinios da escola, que. e-
?i-fe no llomem u na particulada l)i-
vindade, que recula as suas acees, e
indi-a o *CQ Cu.uro destino. Desgra-
nad >.d"aquelle, sent em su a alma nina sublime ufana
de pertencer a especie privilegiada i\d
obra prima do Creador, que pro I r/.io
pa a "loria lo nosso seculo e felicidar
de dos Luzos, Pedro IV. o Regene-
rador, o Re sem exemplo. o l\ii da
Patria! ( Gazeta de Lisboa )
(Continuado d N. antecedente.)
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capitulo 2.
Regras para consultar, e deliberar a
cerca das obtiai;oeiis civs, e de-
visa deste tratado m
Diz Panerioqueha tres modos pa-
ra nos delerininar-inos a deliberar so-
bre qualqoer eousa. Primeirameiiteen-
tra i ni ditvida. e o que se quer fazer
sejU honesto, ou tor:c, e ueste exaue
succede varias vezas encontrarern-se
mol-/os, q ue com igual forca nos vad"
di>ti anido para anillas as partes. Da-
q.ii passa os homens a iuquerir, ou
consultar se a eousa tle que se trata f.ie
til, ou nociva as comodidades, p deli-
cias da sida, as faze.ndas, e riquezas,
authorid.ule, e poder, com que^iossao
socoorrer asi, e aos seus. Nesle cazo
o motivo para deliberar lie a mesina u-
tilidade. Finalmente pode haver du-
vida, quando o que seenteude ser til
parece oue ho lia modo de se comhi-
llar com as ivgras do honesto ; porque
enta a ulilidade, e a iioiua, indo hu-
ii) i por linii lado, tendo igual forca
para nos allraliir, tica suspenso entre
huma, contra o nosso espirito, sem sa-
ber qual partido lia de tomar. Esta
divisad nao lie completa, faltando lhe
duas partos, e foi linin erro bem gran-
de o omiitillas. Nao basta [)onderar-
seli.na eousa seja honesta ou torpe:
he preerzo tabein examinar qual de
duas cousas honestas seja niais hones-
ta, e duas cousas uteis qual seja a mais
til. Vedes logo que sena de devniir
em cincj partes o que Panecio repara
to eui.tres-. Portauto failarei primei-
ramMte to honesto, explicaudo-uie de
dous modos; rlepuis failarei do un na
msala tbrma ; e por lim passare a ta-
/er a e.jupara^a, que pode haver en-
tre Iium, e outro.
C Clnntinuar-se-h.)
..

Compras.
1 Quc:n tiver escravos d'officio ou
sem elle, que sejao de boa tirina, e os
queira vender para tora da trra, diri-
ja se a ra do Vicario N. 13, 1. an-
dar.
JTendas.
% Roberto ^Jonro & Companhia tem
para vender huma moeiida d'assucar de
bo'U reitio e por pre9o commodo ;
quem quizer.comprar a mesma dirija-
se a caza dossubreditos na ruada Cruz





( 2-12 )
Perdas.x ,
3 Quem achou himCavallo castanho,
novo, con hum pe calcado e de boa fi-
gura, dirija-se a caza de pasto Franceza
na ra das Cruzes, N. J64, que l
rceber suas ahijaras.
4 Joaquim Joze de Santa Auna, Mu-
zico do Batalhao 17 no dia 14 do cor-
rente roe* no arial do Aterro de Oliii-
da, perdeo hum instrumento clarineta
cujo iustrumento he do mesmo Batalhao
quem o achar dirija-se a caza o mes-
tre da mnzica do mesmo Batalhao A-
gostiuho Glasncr, que este dar o im-
porte do mesmo iustrumento.
Avizos Pauthilaies.
5 Antonio da Silva com caza de pas-
to botequim, e billiar, na ra da Ca-
deia N. 12, defronte do Theatro a-
nuncia ao rcspcitavel Publico, a nova
reforma que acaba de dar a mesu.a ca-
za tendo principio arnanh 18 l\o cor-
tente com todas asdive.rsidades de co-
midas, que sera feitas com toda a ge-
nerosidade, almocos de bifi'es, mao de
vacca, cabidela, etudo o mas que se
oferecer por precos commodos, achata
do se prompto logo as 4 horas da ma-
nila, e do mesmo modo se darao junta-
res para fora, que serao justos com se-
us don os.
6 Pela Admini tracao do Coreio Ge-
ral desta Cidade, se fas Publico que
parte deste Porto para o Ue Lisboa, no
dia 22 do corrate a Galera Braziteira
S. Joao Baptista, de que he Capitao
Joaquim Pedro da Silva Parias: pa-
ra o da Cidade do Porto, no dia 26 do
corrente a Galera Portugueza Feliz
Ventura, deque he Capitao Joao de
Souza Cirne; para o de Lisboa, no dia
28 do corrente a Galera Portugueza
Castro I. de que he Capitao Joao
Goncalves Graca ; para o do Porto no
dia I. de Abril a Ga'era Portugueza
Alegra de que he Capitao Manoel Dial
Azvedo: as Cartas sera.5 lansadas na
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Caixa Geral at as 6 horas da tarde
dos dias antecedentes.
7 Manoel dat'ouceieao Yieira, mora-
dor na rna de Hortas, tendo no dia
quartafeira 14 do corrente dirigido-
se aOlinda, na su a arzericia huma
pessoa, que elle ignora quem seja, en-
tregou em sua caza a huma sua filha
menor trez chaves, que indica ser de
alguma loja, sendo duas de broca, e
huma de gaveta, ou couzasemelhante,
e nao havendo sido at boje procura-
da* as dictas chav< s elle passa a juilas
no Depozito Geral, para sua res>lva,
auiiuneiaudo este sen procedimeiito pe-
lo Diario para inteligencia de quem
quer que possa ser interessado, ou do-
no das ditas chaves.
8 O Coronel Antonio Borges Leal,
participa ao respeitavcl Publico que
tendo entrado no Commando Interino
docorpode Policia, por impediu euto
de molestia do seu legitimo Coinman-
dante Joze Maria de Mello Sargento
mor Commandante deste mesmo Cor-
po esteseacha restablecido e pela or-
dem do Dia 16, (!o corrente tomou a to-
mar o Comroando do mesmo Curpo, a
quem de hoje em diante o respeitavel
Publico se dever dirigir naquelas cou-
sas que forem de encontr, ou tiverem
tendencia com o Commaudantc do
Corpo da Policia llecife 16 de Mareo
le 1827
NOTICIAS MARTIMAS
ENTRADAS
IA 15 do corrente Santos; 2b
dTas; E. Trindade, M. Jo>e Alves da
Silva, eqiiip. 9, carga toueiuho, fumo,
e caf a Antonio Leal de Barros.
SAH1DAS.
Dio dito. Londres ; B. Ing. Wil-
liam, M.Tenueye, equip. 10, carga
pao Brazil, algoda, e assucar.
-----------------------------.....
fc> PEBNAMBUCO NA TYP. DO DJAftIO RA DJRE1TA $ PM



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