Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00178


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Full Text

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DIARIO DE PERNAMBUCO.
Hoje Quarta eirav 14 de Mar5o de 1827.
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TltAStADACAO DE S. BoAVENTRA.
m f CT^-wJD .i* O
^




Preamar as 6 horas

______
e 6 minutos da tarde.

(Continuado d N. antecedente.)
AULIARQUIADA DA PrOFISSAO,

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...

deem altivo e risonho, e com rpete
bate tres vezes eom o p esqtierdo so-
bre a. cabe9a de Zenao* fazendo
depois sete genuflexes com eseabe-
g ceamentos a sna inseparavel Triplice-
- o Divindade, a Fortuna. Seffuem
Epois de rigorosos exames, e ap- Divndade, a Fortuna. Seg
provaead unnime em Auliarquiada o em roda do Templo cortejando os seos
plena, a hora destinada sao os Can- hroes representados nos quadros da
didatos introduzidos pelos Padrinhos parede, dando sempre tres patadas nas
na gruta, onde permanecem tres dias,
ouvindo as licces do Mestre dos No*
vicos; enodia da ProfissaS, a meia
noite em ponto, concorrem os. Pri-
mos, e entrando primeiro o Mes
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canecas dos homens Ilustres que no
passeio encontrao debuxados no tap-
te; sada os Genios representados nas
estatuas ; continuao a passear em cir-
cuios concntricos, at haverem sapa-
tre de Ceremonias (cargo de gran- o teado sobre todas as figuras do tapete,
de respeito ) faz os Candidatos deita- o sem nunca se esquecerem de fazer as
rem-se de brucos, atravessados no ca-
ininbo por onde devem passar os -
Primos ; os quaes ao entrar na gru-
ta, taSljem sedeitad, e vatf arrastando
a barriga, firmando as mos no chao.
Esta ceremonia he executada com o
mais profundo acatamento, e aceompa-
nhada de huma cantiga em prosa, que
diz assim : O sol tabem desee do
seo zenith, e se oceulta atraz do mar:
nao de cuta sorte, a nossa natureza
ulica e sublime recolhe o seo expen- onde para5 em p : e o Primo Oca-
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sete genuflexes, cada vez que passao
por diante da sua Trplice-Divin-
dade. Findo isto toma cada hum as-
sento em cadeira de espaldar com do-
cel: a do Primo Mor eleva-se
mais hum degro adircita do throno.
At aqui esta5 os Candidatos sob a
guarda do Primo Centuria, e
conservao-se de brucos com es olhos
-vendados: ao areno do Primo Mor
sao conduzidos a porta do Templo,
dor, e ao vil plebo se abate, se delle
depende. Louva-se a destreza com
que cada hum se levanta, para entrar
no Templo o mais veloz que pode ; e
immediatamente muda o rosto huniiU
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dor lhes faz as perguntas seguin-
tes, a que elles espondem ajudados
pelos Padrinhos.
Orador. ,=-r Que procuras ?
Candidato. = Fortuna.
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(228)


Orador. = E que Fortuna ?
Candidato = A Fortuna ulica e
nobre, detestando
a pleba e cabauei-
raspropriadeso-
nhadores de mos
caleijadas.
Entaoo Primo Mor diz em voz
alta e redonda: En Auliarquiada
plena Poste julgado digno d'ella. Pres-
ta devoto o juramento solemne, e en-
trars no Templo. Prusta-se os
Candidatos com a barriga no chao: o
Primo Orador le com pausa o ju-
ramento, que os Candidatos repetem,
posta a ma esquerda sobre o Livro-
ureo { Estatutos e mximas da So-
ciedade ) Eis aqui a formula seguida ;
i Juro- recouhecer a Triplice-
Divindade do Dos da Fortuna as
pessoas distingas de Pluto, Venus,
Baccho; e render-lhe culto inter-
no e externo;
'} Adorar como emanacoes d'aquel-
la Tripice Divindade os Genios
representados ern roda do seo Throno,
e com particularidade a-*- Adulacao,
o Enredo, e os seos mimosos filhos,
o Engao e Mexerico;
" Nunca pronunciar no.Templo a
palavra Virtude ( Aqui tossem
todos com umita .torca para uao se ou-
\ir d'entro esse nome ) ,* e fora d'elle,
s quando o exigir o meo interesse, ou
o da Sociedade ulica, escarnecendo
no coracao a sua ideia;
" Ser baixo e vil, e empregar to-
dos os encantos dalizonja, em quanto
eu precisar, e perante a pessoa de (jiiem
depender, isto prameos interesses e
culto da Trplice Divindade que
adoro, ainda que o elogiado eja o ma-
s despresivelplcbeo ; e aomesmotem-
po ser orgulhosoe soberbo com a cas-
se humildee desvalida;
" Reconhecer, sustentar, e defen-
der a custa da propria vida, o jus in
re que tem e devem teros Gran-
jes ulicos meos charos Primos,
a todas as distiucces, ttulos, hon-
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ras, mercSs, pensoes, regalas, cmpre-
ooscivis, diplomticos, militates, ec-
lesisticos, ou de outra natureza, com
lauto une seiao honorficos ou lucrati-
'vos, ofcepossao tazer taes; direito
este exclusivamente fundado na sim-
ples uualidadc de Grandes ulicos;
L. se, -.e obste a faUa de idade, de
'juizo...i.- .uhecimeutos propnos ou.
a.i-Mliari m absoluta incapacidaue
' aTit,, E do mesmo modo o
jus ad rem que ten todos os p-
renles dus Grandes ulicos, pre-
ferida a linha recta acollateral, semex-
clusa dos illegitimos, ainda que sejao
Vuluo qu:siti ;.
' Kebater as pretendes da vil ple-
be, as Distiucces honorficas, e a em-
pregos lucrativos, que possa ser com-
pativeis como alto decoro dos Gran-
des ulicos, e dos seos parentes;
" Promover por todos os modos,
chamados justos ou injustos, a reivin-
dicabas, e a usurpacao do Poder do
Re, inimigo nato daNobreza, aquem
roubou grande parte da Soberana, que
possue, e calca no seo servtco : fazen-
do ao mesmo tempo que elle nos tenha
como o sustentculo da plenitude das
suas Regalas ;
" Promover igualmente o accres-
centamenti dos privilegios da Nobre-
za sobre a vil plebe, quedeve ser-
vir como todos os animae brutos a im
que possarnos adorar faustamente o
- Dos da Fortuna) e tabem o au-
gmento dos impostos, assim corno a
legitima destribuica do seo producto
em beneficio dos Grandes ulicos,
dos seos parentes, adherentes, por me-
ios directos ou indirectos, at mesmo
pelos que merecem o norne de roubo,
quando saempregados por gente des-
prcsivel ;
" Reservo como inalienavel o di-
reito de perseguir, atraicoar, e derri-
bar qunlquer dos meos charos Pri-
mos Grandes ulicos, e juro nao u~
zar deste direito fora do caso de assim
me con v ir, para poder adorar com ma-
.
m
3




(2*0)


s facilidade e apparato a nossa Di-
v^idade.
Findo o juramento, o Mestre de
Cerimonias levanta osnovos-^-Pri-
mos, e todos et chusma gritao
*l! l la 1(5;, accompanhando es-
ta vozenu coiitres grandes patadas.
Segu se a entrada no Templo, e o pas-
elo eiii ei:. :n- concntricos, com as
pataila>j ito estilo, cortejos, egenufle-
Xo.3 ; oejio.s lomad assento, e o O-
la.iwr proimcia hu-.n discurro, m
que se conten o deseuvolvimento das
mximas do juramento, a explicacao
dos emblemas do Templo, o elogio das
acces dos novos Primos, que Ihes
franqueara a entrada exortando-os a
perseverarla, e aperfeicoamento ; e
coilclue invocando aprotecca co *
Dos da Fortuna. No fim repete-se
J e as patadas tres vezes ; e o
Primo Mor que tabem exerce as
funtxes de Sacerdote, vai diante do
throno com os novos Primos; ** p6-
em-lhes a ma na cabera, e diz : O
Peos da Fortuna descera sobre vos, se
os Genios que d'elle emana, vos fo-
rem propicios. Dito isto, todos os
Primos sapata correndo pelo
Templo tumultuariamente, e gritando
huio tiymno, que principia : = Para
nos o mundo he feito. =
Assim se remata a Auliarquia^
da; os novos Primos accom~
panhao os Padrinhos, que fica incum-
bidos da sua instruccao, e de vigiar no
seo proced ment.
( Extrahido da Astra N. 78. )



M>*


*^&*


ED1TAL.
Constando na presenca da Junta
da adininistraca e arrecadacao da Fa-
( a l l l termo Alemao que
significa siui : adoptarao este ter-
mo porque na Alemanha hahum as?
Conselho ulico,
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zenda Publica desta Provincia pelas
Represen tacoes, que I he tem dirigido
os Administradores, ou liecebedores
encarregados da cobranca do Dizimo
de mmicas relativo ao prximo passa-
do atino de 1826 por avengas as diver-
jas Freguezias do seu termo, que
grande parte dos Agricultores, princi-
palmente es mais opulentos, e consi-
derados, se tem recusado a avencar, e
at alguns dos avencados ao pagamen-
to das suas avucas, com o pretexto
deter-se illegal, earbitrariamente pro-
cedido esta arrecadacao ; convencida
a Junta de que ta estranho procedi-
miento nao. pode deixar de derivar-se
da ignorancia das Imperiaes Ordens,
que a ste respeito tem recebido, e
muito especialmente da Imperial Pro-
visao de 6 de Agostode 1825, a manda
transcrever neste Edital.


Provjsao.
" Marianno JozePereira da Fonce-
ca, do Conselhod' Estado de SUA MA-
G*ESTADE IMPERIAL, Ministro e
Secretario d' Estado dos Negocios da
Fazenda, Presidente do Thesouro Pu-
blico &c. Faco saber a Junta da Fa-
zenda Publica da Provincia de Per-
nambuco: Que S A M AGESTA DE
O IMPERADOR, Tomando em Con-
sideraca o que lhe foi preseute em
pareceres da Mesa do Thesouro Publi-
co sobre os embaracos, que se encon-
trad em perceber as vantagens, que
se presumia na arrecadacao dos Dizi-
mos das Miuncas pela desposica do
Decreto de deseseis de Abril de mil oi-
to centos e viute hum Houve por bem
Determinar, que a respeito deste Ra-
mo e Renda Publica se proceda na for-
ma praticada antes do mencionado De-
creto, promoveudo-se provisoriamen-
te a cobranca dos referidos Disimos por
administradores Horneados pela Junta,
e que merecao o seu conceito segundo
o antigo sistema adoptado em taes ad-
ministraces, e de nenhuin modo sejao



(230)
.-


contractados, para assim se evitarem
os vexames, que praticaS muitos dos g
Contractadors; sendo porem as a- |
vertcas, que os'adroinistradores fizerem
com os Agricultores, Criadores de ga-
do gmente por hum anno, e nunca
por mais tempo, afim de que, semem-
baraco se possa por em praca quaes-
quer alteracoes, que a similhante res-
peito haja de fazer a Assemblea Legis-
lativa, seguindo-se na exportaca o
que est determinado pelo Decreto de
trima e hum de vlaio do prseme an-
no, que se lhe enviou em Provisa de
vinte hum de Julho prximo passado.
O que a Junta assim cumplir, nao s
a respeito dos Contratos cujo tempo
ora estiver findo, como com os de ma- ~
is, que se acharem contratados, logo
que Andar o tempo de suas arremata
ces. Agostinho Nunes Montez, a fez
no Rio de Janeiro, em seis de Agosto
de mil oito cntos e vinte cinco. Jo-
ao Carlos Correa Lemos, Contador Ge-
ral graduado, e Ajudante do eftectivo,
no seu impedimento a fez escrever.
Marianno Joze Pereira da Fonseca. "
E para que chegue a noticia de to
dos, e ja mais possa pretextar igno-
rancia, ser o presente Edital affxado
nos lugares do costume desta Cidade,
da de Onda, e de todas as Villas, e
Freguezias de seus termos, prevenin-
do-se a todas as pessoas referidas, que
se va expedir Ordens aos Administra-
dores, para procederem judicialmente
contra aquel les, que nao obstante esta
advertencia presistirem em sua contu-
macia. Secretaria da Junta da Fazen-
da Publica de Pernambuco 9 de Marco S
ile 1827. Y
O Escrivao e Deputado
Angelo Jos Saldanha.
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Leilao.
1 A. M. d'OHveira Arouca fasleill
de muito boa manteiga Ingleza, quin-
ta feira J5 do corrente, pelas 11 horas,
na ra da Lapa N. d 179, armazem de
Joze Joaquim Anastacio: o Porteiro
participara as condicoes no acto da ar-
rematbaos
.'

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"





ENTHADA8
.

JIJlA \2 do corrente Rio de Ja-
neiro; 18 dias ; B. Amer. que anda
a vella no Lameira, M. Beijamin
Oger, equip. 9, em lastro, a Ferreir
e Mansfield. Rio de Jaueiro; 45 di-
as ; B. lng. que anda a vella no La-
meira, M: J. J, Dummans, equip:
10, em lastro, a Roberto Pelly e Com-
panhia. Rio de Janeiro; 14* das;
B. Amer. Kanhassea, M. Rqde, e-
uip. 9, em lastro, a Ferreir e Mans-
eld. Liverpool; 44 dias ; B. Ing.
Unia, M. Hanry Kautem, equip. 12,
carga varios gneros, a Robert Tood
eCornpanhia, Liverpool; 37 dias;
B. Ing. James, M. Jame Smith, e-
quip. 10, carga varios gneros, a
Smith Mitchel Lambert e Companhia.
I
SAHIDAS.


Dia dito Rio Formozo; S. S.
Francisco Felis, M* Joze Texeira da
Cunha, equip. 9, carga varios, gene-
ros, passageiro Mariano Ramos de
Mendonca. Serinhaem; S. Felici
dade, M. Carlos Leocadio Vieira, e-
quip. 13, em lastro. Londres; B.
Ing. Thomaz Hanford, M. Sanjer, e
quip. 11, carga varios gneros.


fe^ PERNAMBUCO NA TYP. DO DIAJIIO RA DIRE1TA tf *26*7. ^J

p*pp


Full Text
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