Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00176


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Full Text

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DIARIO DE PERNAIBUCO.
Hoje Segunda Fera 12 de Marco de 1827.
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S. Gregorio P.
Pr*>
nc A. hnr/ic r- 90 trtimifn* ilfl t.nrp.
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J^L Quotidianna desta manha con--
tem delmixo do titulo de Bagona, hu-
ma proclamado dirigida, se he que
deve acreditar-sc este jornal, ou o seu
correspondente, pelo Mrquez de Cha-
ves, a Nacao Portugueza. Esta pre-
tendida peana otlcial tcni por objtcto
adebtrui-ai/ do governo Constitucio-
nal. NelU protessa o seu autor o ma-
isprofundo doprezo pelos direitos de
D. Pedro IV. Nella he proclamado
Rei absoluto o In/ante D. Miguel, no-
meando para goYcrnar o Peino, da
ruute a Snaauzencia, e a titulo de Re-
gente, a Ranina Mai. Nella se decla-
va finalmente successora a Coroa no
cazo de inorrer D. Miguel. Sua Irma
D. Maria Thereza, viuva do Infante
D. Pedro Carlos d' Hespanha, que
morreu no Rio de Janeiro haalguns
anuos.
Nos observamos em primereo lu-
gar, que a existencia de huma tal pes-
sa he muito duvidoza, o que guando
reamo ella nao fosse, he mui p'onco
provavel, que seja produccaS do Mr-
quez de Chaves. Com cffeito esta per-
sonagem deve conhecer, assim como
todos os portugnezes, as Leis funda-
mentaes do seu Paiz,; as quaesexclu-
em expressamente da successao ao
Throno,"as Princesas deste Peino,
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que tem espozado hum Principe Es-
trangeiro. Toda a assercao contraria
a este principio fundamental provar
em -seu autor huma mui singular igno-
rancia. He precizo acreditar, em con-
secuencia, que a Proclamacad inser
da na Quotidianna, nao he obra do
Mrquez de Chaves; mas sim dos A-
postolicos, ou dos correspondentes da
mesma Quotidianna, que vem a sor
quaze a mesma cousa.
Os differentes artigos que segueta
a proclamaras sao completamente re-
diculos. Hum homem ex patriado corn
puncas armas, e sem poneos meios de
obrar, e esses mui precarios pela de-
sapprovac,a inteira de quaze todas as
Grandes Potencias da Europa, perten-
de dar a ley a sua Patria, e ou.a invo-
car o'nome de hum Principe, cuja con-
ducta, e declaracoes, as mais decezi-
vas nos prova a dezaprovacaS a mais
solemne de tudo quanto tem praticado
os rebeldes conspiradores. Elle ouza
dar de seu pleno poder o Throno a es-
te Prncipe que, para ser Rei nao tem
precizaJ das suas infames cabalas, e
dos seus crimes ; pois que elle chega*
r naturalmente a este lugar pelo sen
casamento com a Rainha sua Sobri-
n>.a. Qnanto ao attaque dirigido con-
tra a Regencia que instituio o defin t o
Rei P- Joao VI, he huma calumnia

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(220)
tao infame, que nos nao queremos dar-
nos o trabalho de a refutar.
Se he possivel haver alguma couza
de mais ridiculo que o tex^o da Pro-
clamacao, sao as observacoes da Quo-
tidiauna, ou do seu correspondente,
sobre o numero diis Tropas Portugue-
zas, que dezertarao para Hespanha,
evado por esta folha de 15 a20 mil
hornera. Todo o mundo sabe que o
Exereito Portuguez eslava lio je redu-
zido a 13 ou 14 mil homens o mais, e
qut itiKUMM corpos incompletos de zO
aoOO homens cada huin, fora os que
passara para a Hespanha. He difcil
de guardar menos medidas em mentir,
e he muito para esperar a inteira ani-
quilagao de hum paitido que recorre
aos meios mais infames, para conse-
guir o successo de seus indignos e mal-
vados projectos.
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Le Constitutionel.
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Caverna ulica. -
E' hum vasto subterrneo, pela
Natureza aberto em rocha calcrea
( como iudica os estalactites, que a-
iuda se observaS na antecmara ) e
maravillosamente preparado pela arte.
Nada ha de notavel no exterior, como
pede o segredo: encontra-se huma
gruta medonha, sem arteficio algum,
allastrada de ossos humanos, eahuma-
da por huma alampada sepHlchral,
junctoda qual se l* em caracteres G-
ticos : Vede a Natureza e fugi d'el-
la, se procuraes aventura, Esta
gruta serve de antecmara ao Tem-
plodaFortuna: osqc nelle tt-in de
ser admit icios, aquisedemorao alguns
dias; a meditar a legenda, e a ouvir li-
nes do Mestre de Novicos, que
sem ser visto lhcs falla da porta do
Templo : os seos discurcos contem a
refutacao da n ofal de todos os filsofos
e de todas as rcligioes. c conclue sem-
pre assim : Feliz quem se nao dei-
ch;t arrebatar pelos sonhos dilirantes
da Virtude, etem bastante fo^a de ge-
nio para alcanzar os prazeres dos sen-
tidos a custa do suor allieio.
Dentro do Templ tudo he magni-
ficencia : o pavimento he hum brando
eolebao de seda, onde com fino deze-
nho esta retratados os homens mais
celebres da antiguidade, e alguns de
menos remotas eras : logo a entrada
apparece Zenao, afrontando a
inone ; Scrates, -"beueudo(a.scu-
ta e dizeudo : A alma he immortal ;
Platao, fugindoaos tramas da Corte
de Dionizio; Cicero, cstendendo
% a cabera ao algoz ; Cata5, arran-
cando as entranhas, e com ellas na mao,
g ainda respirando hum arameacador;
Sneca,rasgando as veias a or-
dein do seo Discpulo; Cesar, a-
g braeado com a estatua de Alexan-
dre, vertendo lagrimaste entusias-
mo; Marco Aurelio, derramando
pelo semblate hum alegre surriso, que
mostra o prazer da sua alma bemfaze-
ja e pacifica. Mais ao louge v-se -
Descartes, rompndo huma uuvein
espessa, que por entre as fendas dei-
cha vislumbrar turbilhoes luminosos,
sobre os quaes fita Newton hum.
grande telescopio. Democrito
rindo, Heraclito chorando, estao
defronte hum do outro. D'entre os
Portuguezes tabem se distinguem do-
us Reis D. Diniz eD. Joao Se-
gundo ; o Infante D. Henrique,
que attento euve as lines de Pedro
Nunes, eapontacom-odedo aos vin-
doiros as vastas regies do = Levan-
te = e do Oeste, cujo descobri-
ment tinha de alargar ocoinmercio
universal, e mudar a face da trra. Nao
mui distante avista-se Cames,
roto e mal vestido, mas embocando af-
foito o seo clarim immortal. Mil ou-
tros hroes, alli sacrilegamente eolio-
cados, sa5 conhecidos porsuas feic,es;
e o intermedio est joceupado com fi-
guras de Uabalhadores, que uas inaos
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sosteutao honrosos instrumentos da
Lavoir e das Arte.
No fundse ergue hum throno, fir-
mado em collunnas de marmore, cada
huma dasquaes representa na baze
hum homeui meiomu edejoelhos, car-
rejando aos hombros outro mal traja-
do* com a cabeca cada sobre o peito,
e sustentando o thronosobro o cacha-
co. Em cima assenta-se a estatua de
__ pinto inclinada ao lado esqoer-
do sobre a*de Bacch^ e prenden-
do a si a de Venus com o braco
direito : esta Trplice Divindade he
o Dos do Templo.
Em torno do throno divisao-se mul-
tas estatuas de di Aferentes Genios;
afumas com legendas, quemelhor ex-
lTcao* a alegora. A AdulacaS e
T5 uredo do-se as maos a di-
reita do throno, e tem os coros mais
robustos, e maior altura do que as de-
mais estatuas. A AdulacaS nu-
tre aos seos peitos hum menino, o
Encano; e a sua legenda diz assim;
's o ornamento das Cortes : o teo
manto mgico abafa remorsos ; doira
crimes ; abranda coracoes empederni-
dos ; a teo prazer, apaga ou exalta as
paixes ; carrega de beneficios os teos
adoradores, e difqnde odesprezo pelos
que te negao culto. O Enredo tao-
hem afaga a hum menino, o Mexe-
rico; e a sua legenda he esta : Tu
s a alma das Cortes ; a ua seres t,
entorpeceriao todos no mais pezado
lethargo, e seriamos pizados aos pea
dehomens orgulhosos, indigno* de en-
trar no Templo da Fortuna, e aquesn
a vil cfila plebea applaude pelo que
chama virtude, ou pela mana de lo-
Ihearcm livrs de noite e de dia, ou por
se darem inspidamente a outros tra-
balhos, e at pela temeridade de se ex-
pOrem as balas dos inimigos da Patria !
ASoberba, aAvareza, a Luxuria, a
Ira, a Gula, a Inveja, a Preguica al-
li esta representadas, e todas as pai-
xes nocivas a humanidade; e mu per*
to fica huma velha meiga e branda,
com esta legenda : Nos meos auno
faco o que posso ; sirvo a corceos ter-
nos. ~~
E' para notar que todas estas esta-
tuas ; sem exceptuar as da Ira', Me-
do e Viuganca, 'exalem doseinblan
te hum riso gracioso ; e apenas se p-.
de descirnir a ndole do Genio
que representa cada huma, observan-
g do-se miuda e attentamente a expres-
sao dos olhos, o colorido, e a contrac-
cao ou dilataeao dos labios.
As paredes do Templo sao ornadas
com elegantes quadros de regicidas,
deoppressores de pvos. Admira-se
hum magnifico painel das Cohortes
Pxetorianas, outro similuante de
Janizaros; nao respira menos ma-
gestade Hum terceirode Nobres Ve-
nezianos, Assombra pelo primor da
arte o painel que representa o assassi-
o nto de = Henrique IV : = parece que
da ferida est saltando o sangue quen-
te. = Vcrres e Pizarro == como que
anda estao vivos; o matricida e-
ro' apparece coroado de loiros,
FellipeH ostenta hum aspecto alegre
e sereno, tendo acabado de matar seo
filho; no rosto de Henrique VIII
est ressumbrando a ferocidade com
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3 que dispunha das vidas de suas inulhe-
o res, e da mostras de nao haver em sua
alma a vestigio mas leve de remorsos.
Em fim outros muitos quadros d'esta
ordem all servem como de ornamento
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ao Templo da Fortuna, tatitos e
tao expressivos, que he impossiveldes-
crevcl-os todos.
_ (Gontinuar-se-h,)

Variedades.
Os Duques de Oasuna, em Hespa-
nha gozava em outro tempo do previ-
legio de vizitar os prezos das gales hu-
ifa vez cada anuo, e dar soltura a hum
delles que lhe parecesse menos crimi-
nozo. O Duque Fernando sendo Yice
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(29.2)
Re em aples, fazendo a costumada f mente sabido que havia huma pesoa
vizita pergnrou a catla hun qual era empregada pel Ministerio para deri-
a natu/eza do seu crirne, responderao* g gir os negocios da Camera dos Com-
ino todos que erao pcrfeitamenteinno- g muns:de repente se lcvantou huin
cenes, e que o motivo de suas prizoes g grito geral cm toda a Camera, claman-
era nicamente amalicia e corrupcao o do declare o'rime! declare
de seus aecuzodores e de seus juizes :
"hxiiw so dentre el les disse que eslava
prezo por ladrao, que emplido por
necessidad extrema tinha roubado a
bolsa a lium Iiomem, e que por isso
lbe pareca merecer o rigor de sua sen-
tenca ; o Duque tocando-ihe com o
seu basta no hombro o mandou sabir
da prizao inmediatamente, observan-
do, que elle era demasiadamente mal-
vado para viver entre tanta gente ho-
nesta.

Quando a Esquadra Ingleza, Com-
mandada por Lord Nelsen, se a prxi-
ma va para atacar as duas combinadas
de Franca e Hespanha, junto ao cabo
de trafalgar, succedeo que helo o
1. Tenente da Nao lugleza Bevenge
correr as batanas para verse cada huui
esta va no seo posto, observou que
lium manijo estava devotamente de jo-
clhos ao lado do seucanha, e chgan-
do-se a elle lhe perguntou enta tpie
be isto, ests com inedo ? Com i?e-!
do lhe respondeo o penitente, com
ar de desdem, ".Nao, en estava ni-
camente pedindo a Dos que as balas o
do inimigo seja destribuidas na mes-
raa proporca como a parte de preza;
isto he a maior parte entre os officiaes
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me! "Nao- "disse Mr. Fox"
nao quero deelarar-lhe o noiue, aiucla
que eu poda fazrllo ta fcilmente,
como me he fcil dizer Jak Robinson.
O nome dapessoa que elle menciona-
va era John Robinsoiu
- NOTICIAS MARTIMAS
ENTRADAS
1^/1 A 9 do corrente Rio de Ja-
o 1 das; G. Amer. Padillas, A#
Grrdlez, equip. 17,e>.i lastro, a Fi rei-
r & Mansfield. Liverpool; 38 da*;
B lng. Priuce, M. Alexanre Makenn,
equip. 7, earga varios gneros, a Dq-
go Kockshot.
SAHIDAS. _
Dia dito. Rio Formozo; S. S.
Antonio Ligeiro, M. Joao Al ves Fcr-
nandes, equip. 8, em lastro. = Rio de
Janeiro ; 13. S. Manoel Augusto, M.
Joao Manoel Alves, equip. 20, carga
varios gneros, passageiros Joze Lins
Forreia, Manoel Antonio da Rocha
Faria, Joaquim Pinto Madeira, con-
duz 14 escravos com passaportes, e6
com guia. Rio Grande doSul; S. S.
Joao Protelor, M_, Antonio Cocino, e*
quip. 14, caiga sal, pas^ageiro Joze
Francisco Fon tes, e 1 escravo. Rio
Formozo; S. Beja Flor, M. Francisco
Mr. Fox, Ministro Ingles, falando | Xavier Pardelhas, equip. II, em las-
hum dia no Parlamento de que era g tro. Ro Formozo; S. Thetes, M.
Membro, e na verbozidade de hum e? g Antonio Fgrreira da Fonceca, equip.
loquente discurso, tratou da influencia o l0_, ero lastro. Fezse de vella do
que o GoACrno exercia sobre seus o
Membros, observou, que era geral- o
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Lameirao a Corveta de Guerra Amer.
Boston, Cormnandante Ilotfnan.
$3*. PERNAMBUCO NA TYP. DO DIAJIO RA DJREITA If*267. <#
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1 HBiH^H


Full Text
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