Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00174


This item is only available as the following downloads:


Full Text
N.53
?????<
DIARIO DE P ER N A MB C O.


r
f
Hoje Sexta Feira 9 de Margo de 1827.

^-**o # cr**rH-*
0 Misterio da PaixaS de N. S. J. C.

jrreamar as x oras e o minutos ua taroe.


DOS TREZ LlVROS DAS ObRGACOES ClVIS.
LlVRO 1.
Do honesto, e da comparacao do ho-
nesto com o honesto.
'.'-
Proemio.
Recomenda estes livros a 9eu filho, e
mostra qual o methodo, ou doutri-
na, que deve seguir.
J!H
E filho : Ainda que, havendo ja
hum anuo, quefrequentaesem Athenas
a escola de Cratippo, nao duvido vos
acharis bem cultivado nos preceitos,
eregras da Filosophia, por ser essa Ci-
dade cheia de homens grandes para \ps
servir de excmplo, eo vosso mestre il-
lustre pela sua sciencia : comtudo co-
mo p-^ra meu proveito sempre un as
Letras G re gas com as Latinas, nao so
na Filosofa, mas tambein na arte Ora-
toria, he a minha tencao, que facaes o
mesmo, para que chegueis a possuir i-
gualmente^fo^a de hum e outroesti-
lo. Parece-me, que nisto recebeu a
nossa gente hum grande soccorro com
o meu trabalho : pois nao menos os
que i^norao a lingua Grega, que os
instruidos nella, confessao teraaqueri-
do novas luzeS para o que he discorrer,
o
o
8
O
O
o
o
o

e pensar bem.* Flo que podis con-
tinuar os estudos debaixo do u.ais au-
thorizado Filosofo deste seeulo, em
quanto vos parecer conveniente; e
sempre vs parecer assim, em quanto
na5 vos arrependerdes dos vossos pro-
gressos. Mas entretanto tereis taObem
as minhas instmecoens, que sao quase
as mesmas, que as dos Peripatticos,
pois huns e outros seguimos a doutri-
na de Scrates, e Patao. Sobre as
materias seja livre o vosso juizo : eu
nao vos embarace Mas tenbo por
couza certa, que lendo os meus escri-
tos, vos iris aperfeicoartdo no moda
de fallar Latim noblemente. Isto pos-
o so dizersem jactancia alguma: porque
concedendo a muitos a superioridade
na arte de filosofar, posse com justo ti-
tulo lisongear-me de saber fallar com
methodo, com clareza, e cora elegan-
cia, quando para chegar a este ponto,
sobre o qual se funda o artificio do O-
rador, trabalhei sempre em lodo o lem-
po da minha vida. Portanto vos acon-
selhocom todo empenho 1er attcuta-
mente as minhas oracoens; e junta-
mente estes livros de filosofa, que com
poucaxlifferenca chega a outios tan*
tos volumes. Certo he que nellas a-
chareis maior farca em quanto a elo-
cuca ; mas he necessario tabem cul-
tivar este diverso estilo plano, c tem-
; j
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
'

V

l
*.



/ ;
( 9A2 y
I

perado. Entre 09 [Gregos nao achei
quem fizesse ambos estes estudos, e-
xercitando ao mesmo tempo a arte de
pi-rorar, e disputando tranquillamente
nas escolas; quando se nao" queira puf
i)este 11 niero Demetrio Falereo, dis-
putador subtil, mas orador de pouca
forc.i, porem doce no'seu modo de di-
zer, como sedaconhecer discipio de
Theofrasto. Deixo, que julguein os
mais quanto tenho aprovetado em
ambos os gneros : ambos certamente
i- ...i;...... 6 Dlutn omnrAnilpi'a
UUI'i UllllilUli -rw -.. f---i- -;--*r- -- -
tratar couzas em. publico, persuado-
me Je que houvera sido grave, e elo-
qtiente com preferencia sobre muitos.
Se Demosthrnes quizera expar asdou-
trmis dePlato, posto que se lembras-
sedellas, teria mostrado grande ele-
gancia' e nobreza no dircurso. D.igo
o mesmo de Aristteles, ede fsocraies:
cada hum destes seguindo o estuo, de
que mais se agrad >u na5 fez estiin-
$a5 do outro. Agota pois que me re-
solv o escrever-vos alguma couza, ( o
que coutiuuarei a fazer daqui em diau-
te) parece me bem principiar com as
intruc^oens, de que mais ueeessita os
vossos annos, e que inais com pete m a
minha authoridade. Portauto deveis
saber, que haveudo-se apurado os Fi-
lsofos em tratar a Filosofa com mili-
tas doutrinas atis, e solidas, nadatem
campo ta5 dilatado, como o que elles
ensina, e ordeoao sobre as obriga*
$oens da vida ciyil. Estas se praticao
necessriarneutenos negocios pblicos,
e privados, na Corte,* eem caza, tra-
tando com ou tros, e ath comsigo : e
na observancia/ou abandono/dellas
consiste, ou se perde o carcter de
homem honrado. Esta he a raza, por
que-nenhum-dos Filsofos deixa de
examinar este ponto. Porventura ha-
v#r cjuem se atreva a produzir-secom
ta nobre titulo, sem ter dado algum
preceito sobre asobrigagoeus da vida?
Aqu vos digo, que nao faltou entre os
homeus quem totalmente as confun-
disse, errando nos principios, e intel-
o
O'
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
i
o
o
%
o
o
.8
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
O
o
o
o
o
o
o
ligencia do bem, e do mal. Os que
propuzerao a ideia do surtimo bem co-
mojseparada da virtud^, e dictada pelo
proprio ,interesse, nao pela honra.
( quaddo nao queirao mudar, deopini-
ao, e*a bondade do genio bao deixa a9
vezfes de produzir bous eteitos ) ua5
podem*certamente exercitar actos de
amizade, nem de justica, nein de libe-
ralidade. Poder ser varao forte aquel-
le, que tem por principio ser ador o
inaior de todos os males? Poder ser
moderado nuem est riersilAftido. une
nas delicias se acia maior de toaos
os bensf Verdades sao e>tas que nao .
admittem replica, e cotn todo disputei
sobre ella* em outros Juros. Logo
quem entender o contraro nao pode
dizer palavra sobre as obrigacoens do
homem entre si, tirado o_cazo de se
coutradizer; e s aquetles, que di^ein
ser a honra appeiecivel sobre asmis
couzas, ou somente por si mesma, po-
dem estabelccer sobre este ponto pre-
ceitos constantes, firmes, e applicaveis
a uatureza Uuinaua.. Tal preemiuen
cia he devida a os Estoicos, a os Aca-
dmicos, e a oa Peripatticos, havendo
ja muito tempo, que se nao fas caso da
dutrina de Aristao, de Pyrrha, e de
Herilio. Comtudo estes Filsofos po-
deria ter sen voto e ser ouvidos, pos-
tcvque houvessem deixado alerto o ca-
lumbo as disputas parase poder ave-
ripiar o que pertence as obrigacoens
cilla. No tempo e no assumpto, em
que me. acho, seguirei particularmente
a doutrina dos Estoicos, nao ja como
simples traductor, mas extraliiudo de
seus mesmos principios namelhor for.
ma, que for possivel, oque me parecer
mais acertado. Como este tratado he
iuteiraiuente a respeito das.mesmas o-
brigacoeus civis, antes de tudo convem ,
definir o que he obrigacao civil: e
muito me admiro de que Pauecio omit-
tisse hum ponto, tao essencial, porque
sem definica da couza que se intenta
tratar, ru podehaver clareza algum a.
(GonUnuar-sc-h,)


t
7



(SIS.)
*#***#
EDITAL.
Sur. Redactor.
u
Leudo e'u o Diario de 5 de Maico
nelle vi expendidos os tactos do Te-
nente Coronel JozeJeronimo.de Albu-
querque, e Teen te Amaral, pttpe-
trados contra Joze de Brito Jureina ;
e porque _na sna expozca tem algu-
mas circunstancias que ss apartan da
pura realidade, e de alguma sorte.of-
tciidein a recta execuca que me foi
eucarregada : para salvar a minha iu-
iegndade, e informar ao publico da
plena Verdade faco a seguinte declara-
cao.
Na Knha a onde diz, que convo-
cou a Cmara, foi engao ; por quati-
to so fiz reunir hum couselho de inves-
tiga$a na caza da Cmara composto.
de OHiciaes Militares em consequencia
das ordens que me fora comittidas. .
" tem, que o Cadete ficou prezo
no calabouco quando a sua prisa foi
no Convento do Carino.
" tem, que o Sargento do Des-
tacamento levou 60 chi hatadas, quan-
. do fora 200.
Tabem como alguem de rnenos in-
telligencia poder supor, ( quando a
ntesma diz, ) ", que o Carcereiro tica
ra preo na mesma Cadeia, e cOm os
mesmos forros que me butou, que
exista o Carcereiro eanegado de tr-
ros, tiro por esta qnalquer sombra de
suspeita que possa haver com dizer
qn% 6 Carcereiro ficou soirfente preso
na mesma Cadeia.
Rogo pois a Vm, qncira por favor
inserir no seo Diario estas quatro de-
ehiraces para em tudo resplandecer a
plena verdade de que acara inuito o-
brigade.
O seo venerador
Joze JoaquimCoelho.
I

A Junta da administraca, e arre?
cadaca da Fazenda Publica desta Pro-
vincia baixou do Thesouro Nacional a
seguinte Jmperial Provisa.
" O Mrquez de Baepewdy, do Con-
selho d' Estado, Senador do Imperio,
Dignatario da Imperial Ordein do Cru-
zeiro, Cornmendador da de S. lenlo
d' Aviz, Ministro e Secretario d' Esta-
do dos Negocios da Fazenda, Presi-
dente do Tnesouro Nacional &c. Fa-
co saber a Juriia da Fazenda da Pro-
vincia de Pernambnco : Que cousfau-
do na Presenca de SUA MAGESTA-
DE O IMPERADOR, quedesdeoan-
no de mil oitO centos e vinte e dous, a
dita Junta, tem deixado de cobraros
Impostos a favor do Rauco do Brasil,
com o pretexto de se ter lindado osdez
annos do seu estabelecimento, arro-
gando a si, huma authondade que lhe
nao competa, quando por despacho
de vinte trez de Maio, de mil oito
centos e vinte hum, inandou atixar E-
ditaes para se proceder a arremalacao
do respectivo contraeto, por tempo
de hum anuo, sement, nao obstante
a precedente Provisa, de desoito de
Otubro dejnil oito centos e vinte trez,
pela qual se-lhe Delerminou, que con-
liuuasse sem alteraca, na arrtcadacup
de iodos os imposto* estabelecnios ; e
posteriormente a circular de trinta de
betembio do auno passado, que nova-
mente se loe reaietie por copia ; Hii o
Mesino Aigusto Seuhor por bem Man-
dar estruu.iar a Junta, ta arbitrario
procedimeuto, e ltimamente Orde-
nar, que sem perda de tempo, cuinpra
as referidas Ordens, como he do seu
religiozo dever fazeudo immediata-
mente procedemos competentes Lau-
camentos, e cobranca do que se dever,
aununciaudo por Editaes, e ficaudo
g responsavel por qualquer omissa que
g houver a similhaute respeito. O que
o se lhe participa para sua iutelligencia,
c e devida execuca, seui duvida aign-
o
o
o
o
o
o
o
o
O
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
z>
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o

o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o

~r*-


(214)

l

O
O
c
o
o
o
g
o
ma. Albino Nures d' Agu/ar a fez
no Rio de Janeiro, em tnnta de De-
zembro de mil oito centos e vinte seis.
Marcellino Antonio de Souza a fez es-
crever. Mrquez de Baependy.
A qual Provisao julga a mesma o
Junta dever addicionar o seguinte Of-
ficiO expedido por esta mesma Repar-
ticao, posto que nao recebido Oftici-
almente.
" Deferindo ao Officio, que Vossa
merc- me dirigi em vinte nove de
r/CZciutO oiiuiv, icim-iw "=
merc o extracto da Consulta de doze
de larco de mil oito centos e vinte
trez que Vossa merc far publicarnos
Peridicos desta CSrte, para que che-
gie a noticia de todos a regularidade,
com que se procede na arrecadacao dos
Impostos denominados do Banco do
Rrazil = Dos Guarde a Vossa merc.
Paco dez de Janeiro de mil oito centos
e vinte sette = Mrquez de Baepen-
dy *= "
RESOLU? 10.
o
" Por Imperial Resolucao de 12 de o
Marco de 1823, tomada sobre Consulta o
do Consclho da Fazenda de 10 de Pe-
vereiro do' mesmo anno Houve SU A
MAGESTADE IMPERIAL por bem g
Conformando-se com o Parecer do mes-
mo Conselho declarar: Que os Impos-
tos estabelecidos por o Alvar de 20
de Otubro de 181, sao perpetuos, e
s6 he temporaria a applicacao, que se
fez do seu rendimento para formacc
do Tundo Nacional no Banco = Esta
conforme m Joze Procopio de Cas-
tro. J
E para que chegue a noticia de to-
dos os Povos desta Provincia e se na5
possa em tempo algum allegar igno-
rancia, e menos tachar de arbitraria e
injusta, como temerariamente se tem
feito, a conducta da Junta em promo-
O
o
o
o
o
o
I
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
ver pelo Edital de 18 de Novembro ul-
timo a arrecadacao dos referidos im-
postos ; manda affixar nos lugares p-
blicos, e do costume tanto desta Ci-
dade do Recife, como da e Oliuda, e
de todas as Villas e Povoaces dos se-
tis termos, e igualmente publicar pelo
Diatfo, esperando do patriotismo das
pessoas sugeitas ao pagamento dos di-
tos Impostos, hajao de pagar qimnto
antes o que deltes esUverem a tever
desde o anno de I822;iuclusive, na cer-
^A An *tw n%* ",nr 'xTXOVX t O di 4?!ff!8
transcrita Imperial Provisao, se expe-
dem nesta data as" necessarias ordens
s authoridades para proceder-se exe-
cfltivamente contra os omissos, pirre-
nitentes. Secretaria da Junta da Fa-

zenda Publica de Pcrnambuco
Marco de 1827.
O Escrivao e Deputado
Angelo Joze Saldanha
de



-

Avizos Particulares.
1 Antonio Joze Lopes de Albuquer-
que, abonador de urna letra de dous
contos de res, aceita por Joze de A-
zevedo e Souza, cmo publico tes o
proprietario da mesma, A utoaio Maia
Cortes, no Diario N. 12, em 17 de
Janeiro do corrente anno, de a ter.per-
dido fas certo, que em litigio, seta-
cha com o mencionado proprietario, e
como pro vas tem dado em Juizo de a-
bono condicional qne fes em dita Le-
tra ; e para satisfacao da mesma pro va
e verdade, oferece a quantia de duzeur
tos mil reis de premie a qualquer pes-
soa que dita letra possa ter echado,
para que a pureza da sua verdade, e
crdito, fique triunfante.

53. BBNAMBUCO NA TYP. DO DIARIO RA DIREITA N *&. T-^7.
mm


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EJXJ6ZN87_5HGDOB INGEST_TIME 2013-03-25T15:50:57Z PACKAGE AA00011611_00174
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES