Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00173


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Full Text
N.52
D I A 111 O DE PERNAiBUCO.
Iloje Quinta Feira 8 de Maro de 1827.
52*
/
-
t.
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S. Joa de Dos.
Preamar a 1 hora e 18 minutos da tarde.
'

\
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f

I.
(Continuado d$ N. antecedente.)
Dinamarca.
A
f\ Dinamarca hoje rcduzida a penn-
sula do Jicland e iilins vizinhas, coin
poucas mais possesses no glacial, e
insignificantes essas, he apeuas impor-
tante por sua posi^a. Essa he impor-
tantsima pela passagem do Suud,
chave do Bltico, eporiauto da nave-
gado BfUssa na Europa. A historia
poltica da Dinamarca he talvezauuica
onde se viu orl'eiecer opovo livremen-
te ao re o sceplro absoluto. Tafl aye-
xadoseviu da aristocracia Nao con-
cebemos que fosse dointeresse da Eu-
ropa o enflaquecer-e diminuir tanto'
esta potencia, como ltimamente se
ILA
O absoluto de seu governo he ac-
tualmente temperado pela inulta bran-
dy ra, popularidades edocura Je carc-
ter do re, que vive con seus subditos
como hum pae com seus filhos ; e me-
}Uores futuros espera anda a Dinamar-
ca das promettedoras qualidades do
principe Real, por quem ainda chora
a Noruega.
Suecia.
Suecia, que. he a trra classica
das facces polticas, e pait das re-
a
*
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o

volucoes, he outroexemplo triumphan-
te do poder inmenso das boas institui-
c,es, da fortaleza, e = aprumo ==
'J'mn goveruo representativo. Um rei
estranho, huma nobreza inquieta ein-
solrida de todo o jugo, que ja por ve-
zes tem sacudido o real: huma classe
media ( nos outros paizcs apoio natu-
ral do throno ) pobre e fraca, escassas
rendas, debis decursos, poucas fon tes -
de riqueza, hum partido forte pela dy
nastia expulsa, dyna9tia na5 sem vir-
tudes ; e todava as garantas sociaes
que assegurao a felicidade publica, o
sustcntao.......................>
Perigosos vzinhos tem a Suecia; e
qtiAiito perigosos seja lho lembrar
sempre a memoria de Pultava, onde
toda a gloria fie Carlos XII ficou se-
pulta. As pacificas intencoes do im- ,
perador Alejandre provavelmente na5
sera alteradas por sen irmao e suces-
scr; mas pode apparecer sobre o Kre-
melin hum Czar mais ambicioso; e a
independencia da Suecia (de quantos
estados mais !) ficar por hum fio. A
possibilidade d'essc casodeve fazerde*
sejar o augmento, e = consoljdaca =x
dos poderes limitrophes.
Hussia.
Ainda quasi nosdias denossos pa*-
i


.


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( 08 ;
espuniava5 os Moscovitas por su a cunas que dexa a pnHencia .
barbas grandes, e o Czar leve de ful- | O ltiniat.i.u di Rusaia e n suas pon-
minar ulkazes para Ih'asfazer ra-
par, e assimilh-los ao resto da gente
europea. Despotica.neute Ihes entrou
Ctn casa a civilisacao : participes boje
de seus osos, ja nao precisa de
ukazes para s-iguir o impulso geral
d'essa civilizaca que ta tarde, lao
contravontade Ihes chegou. A_ R ussia
he hun> estado novo, urna nac i mo-
ca, forte, porm muito dividida de
nteresses. s recero que sua*iru-
deza causa a independencia da Euro-
pa teem todava hum descont, ja n'es-
sa inesma grandeza que para Ihe cou-
sen ar a unia5, grande cuidado e vi-
gilancia exige no interior, ja porque o
desgranado espirito da revolucao tem,
segundo oficialmente O patenteat ao os
jomaos todos, grandemente lavrado
por suas largas provincias A desme-
surada grandeza da Russia he todava g
a causa principal que tem movido as
potencias aobstarew asna interven- g
cao nos negocios da Grecia, receosas
que nao sueceda ao imperio de Cons-
tantino, o queja succeJeo ao remo de
Stanialaii, e quesenhora do Bosphoro
e dos Dardanellos, a aguia do norte
nao respcite nem o Leopardo domina-
d r dos oiares. Com effeito he o que so
frita a Russia, portos e mar que domi-
Be. =Se uto chega a conseguir, o ouo
sera do sudoeste da Europa ? Torna-
mos a diaer, que a generosidade de A-
lexatidre que provavelmente seguir
sen iriaesuccessorlranq':dizao por
rs estes fundados temores; mas seo
ifra1 desejo das povos Sarmatas,
oiiefae o de emigrar para o snl. entrar
* -____j~ .t.lf nos
Ir india, epode ser muito cedo, nos g
nimos de seus chefes. como *e Ihe re-
sistir'.....A sacta alliauca tem
fc im raeiode se pre.uunir contra este
provavl soccesso; roas qnere-ln-h*
Haadoptar? =Talvezquaiido ja se-
is tarde. *...........
ir delicado e espiwhoso da materia nos
s^rtigmacnclier^oiiicetcencias asla-
deucias com a Porta co nurova o que
temos dicto. A Porta vai jogar a ul-
tima carta, na sua resposta.....
Turchia e Grecia.
O dominio turco na Europa lia
muito no-uinal. A Russia, a Inglater-
ra, a Austria teem successivaou sitnuU
tauea nenie nominado no Oivau. Eis-
aiii porum? iwo* cunvcui a m
potencias a euitnancipac di Grecia.
Pensamos nos que he contra osiutercs-
ses da Europa, e arriscado para sen
equilibrio o diminuir com a separado
da Morca a forca da nica potencia
que por ora ten o Mediteraneo ( isto
he o coraca da Europa ) salvo da do-
miiiaead russa. Masqualhe mais con-
veniente a esse mesmo equilibrio ; que
a Portase enfraqueca, e deHuhe todos
os diascom suas divisoes, e que des-
vanecida e-n breve asombra deseu p<*
der, o Kzar estenda natural nente hum
bra^o, e aoccupe fcil, irremediavel, e
absolutamente : 011 que regenerada, e
com. todo o vigor e energa d* huma
potencia crescente, a na-;a5 de Leni-
das e Temistocle* sueceda a os tillios
de Maliouiet uosenhorio e occupac5
da utais importante e decisiva posica
da Europa ? Por este lado, pelo lado
poltico, e liafi pelos outros que e-Pa o
teui sido, se deve encarar a qoesta da
Grecia. Estibelecendo as proposit-
es d'este modo: =s A Porta ac bou ir-
reparavelmente de dominar na Europa:
o quem Ihe ha-de succeder ? = Nao po-
fc re haversenao tres concurrentes ; a

o
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2
c
o
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o
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Russia, a Austria, a uacao Grega A
uljtima tem por si a justica, o iuteVesse
das nai;Ses todas, oequi 'ibriocuropou;
a Russia a forca; a Austria as evoluces
de gabinete: quem deve vencer r *
Authia e Italu. #*,
O engrandecimento que djsJe as



aV
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( 20$ )



t
it-
fuerrai ultimas tem iMta a Austri i po-
e ser prejudicial aflIeiua ihi he utit
a B iropi. O norte un ac o sil, e as
potencias iiit-M* liedlas sao as b irreiras
naturaes que n is Jefeti le u. A do ni
1119.40 da Austria susteuta-se pela pro-
fu u 11 p^litict de seu-rtiHUvite. As
virtuj's (1 11 11 gabinete nu> sio as de
h 1 11 ci.la la. TVn >s (pie elle he o
q le pode s^r, e q le piecisa ser oque
lie. A casa d'Austria governa coustit i-
ci nial 1 ueute a A nidria; egfcral neme
aliando e.n seus tetados hereditarios
nao seute o pjvo as vexacoes do abso-
lutismo, pelo menos como as sentamos
nos, &c.
A do oinacao d;i Italia, essa nao po-
de serseuad d miina^a estraugeira. Se
nos perguntad qual I13 o iuierese da
Eiropa: diremos que a.Italia reuni-
da eirt hum scorpo; dir nos que nao
o fa/.er e'le foi hum dos maiores erros
de Naoolea que o amargn, elle, e
que ali^uein mais o chorar......
Temos feito o circulo da Europa :
naturalmente acaba va 11 >s na Italia,
n'essa trra tle quem disse hu 11 de seus
maiores filbos, e lium Jos maiores lu-
men* d'este secul :
Si'tm servr, ni serv ogrwr frrwnti.
Na5 ousa nos desrrevr seu estado, e
contenta m-.nos de transcrever esse
vtso de Al ieri. veiso que encerra en
si voluntes, e que di/, mais per si so,
que inntta< centenas de paginad doab-
uade de Pra-.lt. ""-l
e
o
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pedindo a Vmv, qut o insira na sua
tolha. -
Chpgando aquella Cidade 2 Ornci-
5 aes Mlitares, e podendo Sci< ai des*
i pensados ao servico del la, o Governo
os lemeteu para a Corte, r-nadando
l respeitozarncnle a S. M. 1. All niiii-
ea se deu p< zo a Igodes: e se nisso
aloman tocou, nad passariu de dizer,
l |iie uqtietles Cfhciaes no cazo de liea-
i rein se cnnfoiiriariuo como uniforme
tio Bata lim, que enta nao tinha hi-
godcs. Ora julgue o imparcial Publi-
co, se este faeto se assemelha aiuda re
1 motamente cono o de Goianna. Em to-
do lempo cortar o cabello com vio-
lencia a alguem nao foi o ultimo ul-
traje ?
Os eslrondos, que se 011 vi rao em
Alagoas ao longe para a parte das for-
talezas ( que esta distantes da Cida-
de ) forao este armo: o retorno dos
ditos Otticiaesfoi dois anuos antes.
Como se capacitara aquelle Povo, que
o Ceo tro veja va tai, tarde em abono
de htgodes ? Talvea o uosso censor
issim o pense por ter lido, que Dos
tem contados os cabellos de Justo.
' Higa nos tudo, posto que se inteze
algueui! se houve rebate em Alagoas
he prova de vigilancia = mais vale
priviiijr o mal, do que remedia lo de-
pois de feito hum trotad no hri
zonte assemelba-se ao estrondo de hu-
' ma peca enllocada em distancia em
tempo de ennvulboes toda a providen-
1
Snr. Redactor.


Anedocta he hum fac o, hum snc-
cesso, Calumnia he huma falcidade,
huma mentira. Com a primeira os A-
migos da verdade provao as coizas,
com a segunda pretende a carta do seu
N. 48 demnuir a gravidade da ex-
trema injuria praticada em Goianna.
Nao duvido, que o Anctor faltasse a
verdade mal informado do cazo de A
lagoas. Por isso cu fielmente o cont,
cia nao basta.

Son de Vm."
Leitor constante
Hum Alagense

EDITAL.


-
Joze Pereira Pinto, Intendente
da Mari 11 ha &c.
Faco saber a todos os Capitaes,
Mestres das embarcares peitenceiites
7~T





Wm


* evte Imperio-, ancorada* neste Por- g Oliven na ra do Crespo, huma peca
, urlicos I B.ra, quede df Wrega.ia de capole de quadros
o a en. diante, bavendo toque de tugo, gandes verdes, .que,,, t.ver tag
fica lTad accncorreremaoAr- g ladrad,. deutuc.ando-o ao sobed.to
cenal da Alaiii.lm coi* mmftjMti! ter de premio uoze mil e oito centos
guarnecidas, para i.hi rect berrn as or- res
dens dobviAicMesi ou o incendio seja
no mar, ou *m trra ; atim de que
coiii toda a presteza se e\ite o terrivel
rczultado de ta'funesto caastrflp!je.
Epura que chegue a noticia a todos
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res.
Fgidas de EseRAVOS.
6 Anda fgida huma negra do gento
de Angola, por iioine Au.ia, a qual toi
de Joa Manoel, da Praia Ctuma,
parece crioula, alta, seca, olhos kbO-
loados e rmplho, cara cumprida,*
dentes ineio cortados e alvos, e anda
moca, quem a |>egar dirija-sea ra das
Flores, atrs da lgreja da Concento,
em caza de Rita Mara da Conccicao,
onde receber a paga do seo trabalho.
******

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NOTICIAS MARTIMAS
ENTRADAS



lugares do costume. Intendencia da
Marinha 3 de Marco de lb27, Joze
'Peeir Pinio.
, ./ o
Vendas. '
1 Quem quizer comprar huns chaos
situados no lugar da Cidadede Olinda
denominado Porto Seguro, cem trinta
esote palmos de frente eoitentaequa-
tro de fundo, falle com Joze Pertira
Marques, na esquina do beco do Vir-
ginio da ra do Rangel, em huma yen-
da de tres portas.
2 Quem quizer comprar-huma escla-
va do gento de Angola de idade de 20
anuos, cozinhn bem, e insaboa, quem
a perteuder, dirija-se a ra da Gloria
caza N. 14Q, para tratar do ajuste.
3 Quem quizer comprar huma mora-
da de caza de taipa, no lugar da caza
forte or i:reco cmodo dirija-se a tal-
a con. a.Yiuva do Mecido Capitao en^reformado do Batalhao N \S
Manoel Flix Noguein., asistente na Andre Achiol de Vasconcelos A fe es
Aldante deCavallar.a da segunda Li-
nhad* .Provincia da Parahiba, *r.
Luis de Querubins, e Joao Joze
Rodrigues.
Il\ 7 do corrente. Baha-, 17
diaf; S. S. Manoel Firme, M. Ma-
noel Jo^.e da Costa, equip. I>, carga
varios gneros, a Manoel Pereira Ho-
za, passageiros Antonio Luis de Aze-
vedo, Antonio da Cruz, Silveno Pe-
reira dos Santos, Aneeleto Pereira dos
Santos, Fr. Manoel de S. Joze, Ig-
nacio Aneeleto dos Santos, Jstima-
no Joze SoaresdaFnceea^c


ra do |so>ueira cui loja de huwi So-
brado N..* 734*
1 Quem quizer comprar lium apara-
dor lnglez de maogno, proprio para
salla de jantar, c|o melhor feitio e em
muito bem uso procure na ra da Cruz
caza N. 31. |
Robos.
5 Na noute de 6 para 7 do crvente,
furtara da loja de Francisco Joze de
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SAHIDAS.



Da dito Rio Forrnzo ; S. Ra-
inha dos Anjos, M. Manoel Domin-
gues Gomes, equip. 9, em lastro.
^ URNAMBUCO NA TYP. DO DIARIO RA DIREITA N *?



Full Text
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