Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00169


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Full Text
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N. 47
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D I A RIO DE P E 11 NAMBUC O.
11 oje Sexta Feira 2 de Margo de 1827.
S. Simplicio P.
Preamar as 8 Aorw c 50 minutos da manfla.
mm #
p
RIO DA prata;
Artigo de hum Oflicio do Presidente da
Provincia Cisplatiua dirigido a S.
Ex. o Ministro da Marinba, em
data de 21 de Dezembro do au-
no prximo rindo.
N
A Madrugada do dia 16 do
crlente oi atacado o Rrigue Rio da
Prata, o Porto de Maldonado, por 9
Baleeiras ; porem felizmente ticou vic-
torioso peio deuodo* com que se ba-
teu o seu Commandante, e guarn9ao,
feudo o inimigo huma perda conside-
ravel, como informar a V. Ex. de-
talladamente o Almirante Comman-
dante em Chefe da Esquadra. "
Artigo de hum Oflicio do Almirante
Commandante em Chefe das forcas
navaes do Rio da Prata, dirigido
a S Ex. o Ministro da Marinha
em 23 do sobrecitado mez.
" Pelas trcz horas da madrugada
do da 16 do torrente mez foi o Ber-
gantn! Rio da Prata attacado no Por-
to de Maldonado por hum Lanchad
de dez remos por banda, commanda-
do pelo Francez Fournier, ( que era
como chefe dos bandidos estrangeiros,
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que por alli vaga, ) oom mais trez
Ofliciaes de Maldonado, e quareutu. e
oito homens de equipagem ; e oito
Baleeiras com muit gente, cujo nu-
mero ainda he incerto. Emquanto o
Bergantn) defenda a abordagem das
Baleeiras pelos lados, Fournier com a
sua gente couseguio entrar pela proa.
Durou a accao a arma branca mais de
huma hora: as Baleeiras fugirao a fi-
nal com grande diminuicao de geute;
e do Lanchad ( que ficon em nosso po-
der ) so escapou com vida hum Ame-
ricano. He avallada a perda total do
inimigo em mais de cen homens. Nos
perdemos dous na accao, trez dep.ois,
que tinhao sido feridos mortaluienfe,
ha ainda kum com poucas csperan9as
de continuar a vi ver, e ha mais dous
com feridas, que nao parocem mora-
es. Fournier chegou com a sua gen-
te a ganhar at perto do mastro gran-
de ; ahi foi morto, e com a sua perda
succumbirao immediatamente es do
seu partido. Parece facto milagipso,
por extraordinario, mas he verdadei-
ro. O Segundo Tenente Joze Lame-
go Costa era o Commandante do Ber-
gantim.
Fu ti ve occasia de de ver fazer uso
da Carla Imperial de dez de Abril,
que me authorisa a despachar fiici-
aes ate ao Posto de Capita de Fia-
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(186)

gata, deque darei miada conta a V.
Ex.
Artigos nao Officiaes.
A prospera noticia, que os nossos
leitores acabao de 1er, he rnais huma
prova do denodo e bravura, cotn que
as Forcas Martimas de S. M. o Im-
perador sustentas a honra daSua Ban*
deira, repeMindo forjas muito superi-
ores. Aventureiros arrojados assaltao
de improviso huma cmbarcacao, con-
fiando na grande maioria do sen nu-
mero descoro<;oar a pequea guan i-
9a Brazileira ; porem bem de pressa
desangrados pelo nosso ferro, serveni
de juncar o convez, a que tiverao a te-
meridade de saltar. O sen impruden-
te Chele, que pertendia a fama dos
Flibusteiros, o attrevido Fournier,
perde ao ferro Brazileiro a vida que
indignamente conservava. A simples
narra<;a5 daquella bizarra ac9ao torna
superluasas reflexes, "que nao esca-
na ao sensato leitor.'
Exlrahido do Diario Fluminense.
Discurso pronunciado pelo Bara de
Damas Ministro dos Negocios
Estrangeiros, na Cmara dos
Pares.
Nobres Pares. A Discuca.5 que
se tem aberto entre voz me impe a o-
bri^aS de fazer conhecer-vos a actu-
al sltuao>6 das nossas Uela^oens com
as Potencias; cujos interesses tem hu
mais particular eonnexa com os lti-
mos acontecimeiitos He este dever
que cu venlio boje cumplir perante
vos. .
Quandoem 1823 o Exercito Fran-
cez entrn em lespanha, oGoveruo
n' lez pedio, e obteve da Franca apro-
.'nessfL de que nenhumas hostilidades
se cometera?) a respeito de Portugal,
e deolarou o mesmo Governo, que elle
se ebnsiderava obrigado por antigos,
Tratados a socorrer aquella Potencia,
se ella toce aUacada.
Semelhai>te declaradlo foi feUa pe-
lajnglaterra a Hespaiiha as ultimas
perturbaooens que tem deslacerado
Portugal ; cuja decla^ao foi commu-
nicada a Franca, assiin corno a todas
asgra:ules Potencias do continente ; e
ell.t conveio com a Hespanha que na-
da seria imprehendido contra Portugal;
e da sua partea Inglaterra prometteu
faser com que Portugal nao couimct-
tesso neuhuin acto lio lil c mtra a les-
panha.
He do meu dever dizer a verdade :
a Inglaterra tem cumprido com a obri*
ga9ao, a que se comprometen. ^ Por
outro lado todas as Potencias nao tem
cessado de dars maiores Jemonstra-
9oens do quanto dezapprova, que o
Gabinete de Hesnanha fornessa ou te-
nha fomecido a Portugal motivos de
qiieixa.
Entretanto no momento em que a-
quelle Gabinete dava as maiores sigu-
rar^as de que as armas tomadas a os
transfugas, seria entregues ao Gover-
no Portuguez; no momento em que
se tinhadado asordens para os m-es-
rnos trnsfugas serem removidos das
fronteiras; he enta que ellos entrao
o com as armas na mao em Portugal; e
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este repentino ataque tem sido accoin-
panhado de circunstancias, que na5
deua du\ida, quehouve na5 slicen-
9a mas coopera9a da parte de alguas
AuthoriJades Hespanholas ; as quaes
tiuha sido encarregadas da cxecuc.ao
da ordcn, que manda va dezarmar, e
dispersaros transfugas no interior das
Provincias.
A Franca que tem os mais fortes
motivos para prevenir todas, e quaes-
quer hostelidades da parte da Hespa-
nha. = A Frnga que tem todo o Di*
reito de ser ouvida. = A Fran$a cuja
iuterve^a tem inspirado| a Portugal,
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(187.

e a Inglaterra a maior seguranza, na
execu9ao das obrig9oeus, e dos deve-
res do Gabinete Hespauhol. Nao po-
de ser indiferente a acontec mentos
que fazem apparecer da maneira a ma-
is evidente, o desprezo dos seus con-
selhos, ou da importancia da sua influ-
encia; e por isso oGoverno do Rey
tein immediatamente testemunhado a
sua dezaprovaqa mandando retirar o
seu Embaixador em Madrid. A Frau-
da nao contesta a Inglaterra o direito,
que Iherezuha do seu dever direito que
l!io impoe h-i nao interrompidafserie
de Tratados, queaobriga a marchar
em socorro de Portugal.
Continuas coin todo a fazer-se os
inaiores exfor$os para prevenir areno-
va^a de actoSj que tem autorizado as
medidas tomadas pelo Gabinete Brit-
nico, e nada se tem ommittido para
prevenir hu rotura entre Portugal, e
Hespanha ; Tenho e^perai^as que is-
so se consiga. De acord com todos
os Alijados ja se tem dado passos para
com o Gabinete de Madrid, e h appa-
reneias de obter-se o im dezejado.
Contiuuoa receber do Gabinete Brit-
nico as mais positivas seguran9as sua inteira coopera9ao: Nenhum dos
acontecimentos que tem tido ultima*
mente lugar, authorizao o Governodo
Rey a duvidarda sinceridade destas se-
gurau9as. Ea sua parte os Ministros
do Rey estao firmemente determina-
dos a aconselhar a S. M. de nao con-
sentir, que o Governo de Hespanha
proceda de maneira, que ponha Portu-
gal na neccessidade de assumir hu a-
titude hostil contra ella.
A Frana nao pode renunciar as
vantagens da Paz, excepto se circuns-
tancias nao previstas a obrigarem ais-
so. A sua boa f, a sua dignidade nao
lhe permittem consentir em actos que
tem tido lugar em desprezo de conse-
lhos, que tem sido dado, e de promes-
sas, que tem sido feitas.
As regras de Justina que a Frau$a
ce propoein seguir iuvariavelmente sao
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as seguintes. Respeitar a f dos
Tratados, e os Direitos de todas as Po-
tencias, que a Franca garante, para
sustentar seus reeontiecidos direitos ;
e igualmente os da Hespanha, se ella
for injustamente attaeada.
Defendendo os principios da or-
dem, e da legitimidade, a Inglaterra fi-
cou victorioza da longa, esauguiara
luta contra a levoluca graneeza,
Igual successo esperamos sempre ter,
quando defendemos iguaes principios.
(The Observer)
******
Sr. Redactor,
Acabando de 1er a pouco os tres li-
vros de Cicero sobre obriga9oes civis ;
e adiado nesta obra as mais solidas e
invada veis regras para bem se condu-
zir o Cidada na intrincada car reir
da vida, e sendo difficil chegar ao co~
nheciment de todos a dita obra pela
sua raridade, parecia-me ser muito u-
til se Vm. a vulgarizasse transcreven-
do-a diariamente no seo Peridico por
capitulo.
Pelo acolhimeuto que Vm. der a
esta lembra^a icar muito obrigado
o seu.
Constante Leitor
J. J. S.
***
Vendas.
1 Quem quizer comprar hum negro
mdsso bom Omcial de Calafate dirja-
se a caza N. 27 no largo da Pra9a
do Commercio, que la o ver e tracta-
r do seo ajuste.
2 Vende-se hum novo e famozissimo
Forte-pianno, conhecido ja duas vezes
no Theatro desta Cidade, quem o qui-
zer comprar.entenda-se com Mr. Rlii-
gas, seo possuidor, que o faz por se re-
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dos dedos grandes do p com huma ir
itha radiada, e tem officio de Carpi-
te} ro ; qualquer pessoa que o pegar o
podrr trazer a caza de Joaquim Joze
de Figueredo, no Forte do Mato, que
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solver veltar para Franca, assistente
no beco do Monteiro, caza N. 1.
Rol'bos.
3 Naifoite de segunda para terca fei-
ta, roubarao da Cpela de N. S. de
Belem, o Calix com que se dizia Mis- ser recompensado do seo trabalho.
sa, de prata edourado por dentro, se- Viagens.
is resplandores grandes e dous peque-
os, duas coroas huma grande e outra
pequea, tudo de prata, huma al va
de bertanha de Franca toda bordada
com bico largo, huma toalha de lim-
paras nias, hum amito de pao de li-
nho com renda larga, e huma cazula
roxa; quem sonber descubra ao ad-
ministrador da dita Cpela, que he o
Ignacio Ribeiro de Oliveira, morador
a o p da Cpela.
Fgidas de Esckavos.
4 No dia 26 de Fevereiro, fugio hu-
ma negrinha por nome Izabel, com
vestido dexita, e huma saia por cima,
com hum brinquinho na orelha, seca
e baixa, quem a pegar dirija-se a ra
de S. Rita, caza N. 775, onde rec-
bela a paga do seo trabalho.
5 A lempos fugirao tres escravos de
>. Mara Theodora moradora na Ci-
dade de Olinda na Biquinha de S. Pe-
dio, os quaes tem os distinctvos se-
guintcs: Felis Antonio, de nacao Ga-
bao, com ollios e beicoa grandes,
zaimbo da peina direita, bem preto;
Mara, baixa, grossa, com grandes
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7 Segu viage para o Rio de Janei-
ro, at 12 do corrente, o Bergantim
Flor do Brazil, quem no mesmo qui-
zer carcegar ou hir de passage, dirija-
se ao Escritorio de Joze Antonio de
Oliveira, ra de N. S. da Conceigad,
caza Ni 34.
AVIZOS PAnTICl7LAl?ES."
8 As pessoas que quizercm assignar
o Peridico intitulado o Imparcial
do Porto ; dirija-se a loja junto a
Cadeia.
9 Quem precizar de hum rapaz, de 16
anuos, que sabeler,escrever, c contar,
para caxeiro de ra. leja, ou taberna,
annuncie-se por este Diario, para se*
procurado, ou dirija-se a caza de Joze
de Matos, morador no beco Largo, on-
de achara a pessoa, que a isto se pro*
poem.
10 NaLocanda da Aguia d'ouro na ra
das Cruzes primeiro andar N. 167 se
continua a dar al mocos de mao de Vac-
ca a Portugueza. Paio, pao, vicho ou
cha, e caldo do substancia pelo precio
de 160 rs. almocos de BiFe a Italiana
120
e
iarem
pelo
reita : quem os descobrir pode dirigir- g pre9o de 60 rs, e igualmente se darao
se ao lugar mencionado, que ser re- 2 almocos de Caff com leite ou cha com
compensado generosamente.
<3 No da Quinta feira. 22 de Feve-
reiro, fugio hum escravo por neme
Anlonio, nacao Cassange com os siff-
naos cgmntes, I.-aixo, grosso, com
buco e barba, pescoco greco, com
huma sicatris dehalxo do queixo e os
dedos das maf,s curtos e grocos e hum
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locos
fatias finas a Franceza, biscoitos de er-
vadoce, ou Ferraduras a Lisbonencc
pelo preco de 80 rs. haver diariamen-
te huma lista de comidas Portuguesas
assim como as Quintas fciras excedente
feijoadaa Brazileira tudo por preco c-
modo; o qne ter principio Domingo 4
de Marco do prezente anuo.
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& PKUNAMBUCO NA TYP. DO DIARIO, RA DIREITA N o 267. 4$
T
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Full Text
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