Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00118


This item is only available as the following downloads:


Full Text
A nno de 1844.
Sexta Fera 31
O Diario |ighlio-w f dos os diaa que nao forera nal'fic.doa : o ptegO da .ssignatnr
he de irc mil rs por nunriel papos tdi.nt.do. Os nnuncios.los ..sigilante, sao inseridos
gratis os dos que nao forera i ratas de 80 reis por linha As recl.ll.COes derem ser diri-
gld.s PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GOUMRA, e I arahyba seSund.s= sexta, feira..Hin Grande do Norle, cheSa a 8 e 2> e i.ai
leitt le .1 (.abo, Serindaem Kio Formoso, Macer, PorioC.Uo, e al.go.s: no 1 "
< e jMdec.d. mes.G..r.nhuns e Bonito a 40e l'4 de cid. met toa-lista e Fk
esal.je H dito. Cidade da Victoria, quimas feiras. Olinda lodos os das
o c .. ,)IAS ,)A SEMANA.
'.'/ Seg -f s. Jo.io. Aud. ,]o J. de D. da J. t.
M Terca + Germano Kel. aud. d'oJ. de ii.da 3. t.
i! Quarla t. Maximino Aud. do J de D. da i. v.
i Quinta a Fernando Aud do J de D da 2. v
it Sexta s. I'eiron.Ha. Aud doJ.de I) 4.2. T.
i Sab s Firmino. Bel. aud do J. de ) da 4. v.
: Doin d. !-s. 'Jniid.idc s. Marcelino.
r :. ..-,.:... .... ........- ,.-- .
ce Ufa o.
Anno XX. IV. 1M.
sarii:uHtww>5vra.jxT.72SBH!nUM(i -::
ludo agora dependa de ns mesaos; da
linuemof cono principiamoi serenos ai
noui pradencie, voderagaV e taeigia: Ma-
milas
i I
... nm diniracao mire as "(,'* ruis
, rn
i i di Usembl. Geral do erenl.)
/ CiMBIOS KO Dll I ni. UAIO.
;/. Cambios aohre Londres 'JS, IOura.Moed.de .100 V.
'''" 370 reii por franco > ,Y
i,'!, yy Lisboa H 2 por 10U depre.....' ., de 4,00!
p,%-:?x.',.: Moedi de cobre eo par { Peso columansres
"- '- i'. 0|0 i .
I
compra
17,30o
17.100
y, ioo
1,960
1,0*1
1,'JfiO
venda
17,500
]
i 6 I
I 980
! 980
. .
DIARIO
PIIANI.S DA i.i v X0 HEZ DE M UO.
La. ebei. a S! .os 55 min da larde ,I.u.n. 17 .,.1 horas ,3i min da m.l,.T
Minguanle Prcamar de hoje.
tu aanha. | Segunda as i doras e (i minuto da larde
. -"' nuil Bil.
mmmBMtssxss^&xmtaaEz.z;:: ..stbu
W
.-
ERRATA. l tintamente um fado, que nao poda (car desa-
NoOianodequinta-feira pa.2.acol.2., lei percebido. 'fondo Simplicio lavares de Mello
delOdeJunhodelSiM.art. .Emlugardaspa- arrematado diversos bens, que forao praca
lavras, ou fi/.er.:m outra offenga physica lea-
se ou fizerem qualquer outra grave offmea
physica.
Correspondencia.
Srs. Redactores.
So bem que o modo desleal e ignobilcomque
ge me tem acensado pelo O. novo quasi, que
me despensa de dfender-me, pois quo o meu
encarnicado inimigo om vez de Censurar-me
com dignidad*, pareen que s tem cm vista pa -
tantear sua admiravel destreza em manejar a
linguagem dos arrioiros, cobrindo-mo de in-
sultos, o convicios; todava por concideraoo, e
deferencia ao publico, cujo jui-ro mais que mui-
to aprecio, Corea he quo m-. deao dosagradavel
trabalho de contestar os Tactos, que de invoita
com as mais grosseiras aflronlas, forao tra/.idos
como que parademonslrarminha maldade, des*
presando ludo o nviis, que nao passar demora
descompostura. O primeiro laclo do que me
aecusao, he de haver eu concedido ern aparta-
do, e sem suspenso, a vista, que para embar-
gos de 3*' senhora, possuidora, pedir D. Ma-
ra Joaquina Pessoa de Mello, da execueao, que
contra seu genro Luii Candido Carnero da
Cunha, move Joo Vieira da Cunha. O docu-
mento n. 1, porm (ara patente a sem r.is'i e
jnustica do una tal aecusacao; porqunnto dcl-
le consta om primeiro lugar, que anda nao ti-
rina bavido um oshulho de posse, on pinhora,
caso em que he permittido o om burgo de 3.,
quo como ninj-uem ignora, be un remedio pos-
sessorio, e em segundo lugar so vera, que a ter-
cera embargante, o nico titulo que apresen-
tou em ap io de sua opposicao foi urna escrip-
tura de hypothei:, que nunca conferio posse
ninguem. E doveria eu em lace de taes circums-
tancias conceder una vista Ilegal, e altamente
"llrMisiva dos sagrados direitos do exequente ?
Respondios imparciaes Seomeuim. escre-
vendo estas lindas, nao losse srnento defender-
me, ou mostrara com documentos a m f que
existe n'osso negocio, porm nao pretendo ac-
cusar pessoa alguma.
A segunda aecusacao, que me fezem nasce
da demissao, que dei ao Escrivao interino de
orphos, e da nomeacio quo liz de (|uemosuhs-
tituisse sem o consontimento, o approvacao do
Sr. jus Coeiho da Suva o Araujo, serventua-
rio vitalicio daquelle officio.
O Sr. Cocido (ndo cegado, e por isso tor-
nando-so incapaz de exereer o seu emprego,
podeconseguir, quefossenomeado interinamen-
te seu filho, o qual aL'm de outros, praticou ul-
"-
TOLtrITaM.
por execucao de Jos Antonio Alves da Silva,
acnnteceo, que por ignorancia, em voz de mot-
ter no deposito geral o valor da arromatacao
que era de l:OU),009rs. .entregou essa quantia
ao Escrivao interino para o fazor tendo o cui-
dado de exigir um recibo (documento n.2) o
Escrivao interino porm bem longe de recolhor
lielmonteo dinhoiro !cou-se com 100,000 rs.
dos quaos al hoje ainda nao deo conta (docu-
mento n. 2). Em vista de tao escandaloso pro-
cedimenlo dimitti o Sr. Coolho Jnior, que
servia com tima provisao passada por mim, na
qualexpressamento doclarava, que seria con-
servado emquanto bem servisse. Ctaanlo a falta
de a|)provaeao, o consentimento do proprieta-
rio para a nomeacao do novo Escrivao, oleroco
o documento n. 3, do qual se ver os motivos
porque entend dever negar a absurda preten-
cao do Sr. Coolho, que exiga como um dretto
o queso se Iho poderia conceder como um la-
von
Ainda sou aecusado por haver-me opposlo
pretencao do Sr. Manoel Correia de liveira
\ndrade, queda qualid.ide de cessionario do
alguns hordoiros, ecredores do cazal do Mare-
cital dn Campo M. I. da Silva Coutinho, cujo
inventario se esta procedendo, e ao qual per-
ence oengenho Uruali pretenda, quo se
Ihe mandasso p*agar as partilhas, nao so o va-
lor de algumas hemfoitoras, que S. S* como
rendeiro tem n'aquello engenbo senao tam-
bem o preco dos seus utensilios. A injustica de
semelhanle pretencao salta aos olhos osera
niesmo inexpcavel. se por ventura nao losse
sabido, que o "r. Correia, (endonando (car no
engenho Uruali, procura augmentar o mais
possivel os seus direitos como credr do ca/al ,
para assim mais fcilmente conseguir o seu de-
sojo. Com effeito, que prejui/o pode vir aos
interesses ao Sr. Correia, por nao se Ihe man-
dar levar em conta seus utensilios, seS. S.'os
pode reirar quandoquizer ? Se por ventura eu
mandasso considerar portencondo ao cazal os
utensilios, que sao do Sr. Corroa, cortamente,
que S S toria re?So do quexar-so ; mas hSo
tendo eu isso foito como di/er-so de boa l ,
que persigo o Sr. Correia, do qual alias nunca
recebi a menor oflensa ? Se pesar da opnao
do hordoiro Antonio Galdno Frguoiro Cas
tellobranco. so ; despeito dos RteresSS Ja Fa-
zenda Nacional, se em fim, nao dando ouvidos
as reclamaioes do Dr. Curador Coral, que por
parle dos ausentes instava pelo indeferimeii(o da
exigencia do Sr Correia, eu cedesso, obrigando
assim aos mais herdeiros pagarem quelle Sr.
o que o cazal nao Ihe deve, o que deria o meu
*
"n. 'i
MARGARIDA.
I.O BODE DO VALE.
O l, amigo fa/e o favor de dar-mc urna
palavra Podes di/cr-me onde he a (azenda do
cidadao Carlos ?
Era a pessoa que assim (allava um moco de
vinte e cinco anuos pouco mais ou monos, alto,
bem proprocionado, robusto, dotado de urna
physionomia moiga e sincera. O seu trajar mo-
desto nao dava a conheccr nem o lidalgo, riem
o ultra-repuilicano, e condizia perfeitamonio
com a agradavel simpiicidade de suas maneiras.
A negligencia do seu vestuario, longe de dar-
me o porte equivoco de uro bomem do mos
costumes, dava antes certo encanto 6 desonvol
tura juvenil de seus movimentos. Estava mon-
tado n'um cavado roziho, gil evigoi
ma'. que, pouco habituadoaos accidentes do ter
reno por entre os quaes acabava de fazer loriga
jomada, pareca suecumbido de canca<
O bomem a quem o nosso viajor su diriga
ora um velho vestido ossaz exquisitamente Tra-
java elle urna batina comprida de cor de grede-
lin exactamente semelhanle, menos a cor, dos
peregrinos. Um comprido cajado e urna gaita
de (ole, instrumentos ndispensaveis aos pasto-
res do baixn Roulonnais, nenhuma duvida dei
xavao a cerca da sua proftssao. Sentado, ou an-
tes deitado n'uma pequea eminencia de podra,
era mister prestar muita attenco para distin-
guir, se este homem fa/ia parte das asperezas do
solo,ou se i Gilmente era um ente animado. El-
le conservava una immobilidade completa e a
cor suja e dn/enta do seu trajar harmonisava-so
inicuamente com a cor do rochedo.
A' interpellacSo directa quo cometa este ca-
pitulo, o pastor trou por um instante a vista de
cima do um pequeo valle onde exisliao rui-
nas assaz con-lcraveis de que mais adianto te-
remos do fallar, e fitou sobro o esfranho os seus
olhos pardos relu/indo debaixo de espessas so-
bran, elhas; o logo, ssobiando pelos seus caes,
levantou-sn d'entre os arbustos com que estava
quasi col.crio, (guando so ai bou a p, rodeado
i seu cSes vigilantes que ladra vio da um
modo lormidavel, o pastor de ovelbas mostrou
ao seu interlocutor membros robustos e I
rinimigo ??! K de mais, so o Sr. Correia sejul-
ga eom tanta razao, para que procurou comprar
a beranca dohordeiro Antonio Galdino, pro-
temiendo por esso modo tapar-lho a bocea, sop>
pondo, que, desviado ello, ludo conseguira ?
O documento n. 4 comprova tudo quanto aca-
llo do expender. Maravilha corlamento, que
so clame com tanta violencia contra urna deci-
sao, que ainda pode sor revogada pela (iclacao,
para onde se poder appellar da sentenca, que
Itouvor do julgar as partilhas. Nao denotar
isso a somrazao dos gritadores? Accus5o-me
ainda do haver dito ao ex-l)eputado Coeiho
Uastos, quando eslo Sr. me pedia,que nao per-
eguisseo Major Amaro,pronunciado por crime
de tentativa de morto, quo o prendera ainda
quando se achasse ello debaixo da cama do meu
proprio irniio e que loria rnuito praserem
exereer o infame officio do carrasco dosopposi-
cionistas !! So o Diario-novo fosse somenlo lido
lelas pessoas, que me conhecem certo que
nao mo dara ao trabalho de responder a to
prfida insinuacao; como porm esse jornal tem
do passar por mos do pessoas, que inteiramen-
ledesconhceeni o meu carcter,forca he, que a
repula. Todo mundo sabe n'esta comarca, quo,
quando para ella vim, j so havia retirado para
a Parahiba o Sr. Major Amaro (documentos
ns 5e(i). A'vista disto, como seria possivel ,
que o Sr Coeiho Bastos me lallasse para nao
prender aquello Major, o eu Ihe respondesse
por um modo tao estranho, quando a primeira
e ultima vez, que o vi foi pelo Espirito Santo
do anno passado, dous me/es seguramente de-
pois da minha chegada esta Ierra ? O mes-
mo Sr. Coeiho Bastos, quem devo a finesa de
se haver mostrado, pela primeira vez que mo
10, milito meu efeicoado, ponto de o do-
clarar peranto diversts pessoas, sustentara o
que levo dito, se por ventura se achasse n'esta
provincia : ern falta porm do seu valioso lesto-
niunho, offereco os nao menos valiosos, dos
ts. Tonente Coronel Frandcco de Albuquer-
oue Maranhao Cavalcanti, cm cuja casa me a-
ehei com o Sr Bastos, e Advogado Francisco
de Paula Noborto de Andrade que tambem ah
se achava (documentos ns 5 e 6) Como pode-
ria eu dizor un bomem pulido, o que me
tratava com a maior attenco, e urbanidade ,
que me prestara ser carrasco de seus corre-
ligionarios ? Aonde es(o os meus factos, que
denotem urna tal ferocidade de carcter ?? Por
ventura minbas maos ja lizero correr o saqgue
de mpu sernelhante como talvez j o tenha
foito esse que com tanta protervia me calum-
nia ? Nao cortamente ; e eu appello pra os
que me conhecem. Sou aecusado finalmente de
haver, na occasio om que pela primeira vez
vi o processo, que acintosa, e vilmente foi for-

gicado contra o meu honrado, o digno collega
o Dr, Francisco de Paula Rodrigues do Al-
meida, do haver n'ossa occasio, todocbeiode
raiva (aneado por (erra o processo, acrescen
lando, quo fosse dizer sucia, que ou, e nao
Dr Neiva, he que linha praticado aquolleacto,
eque mo viessein tomar as cuntas. He vorda-
de (alegro-me em discl-o) quo, quando li esso
processo, monumento vivo da immoraldado em
que nos afilamos, pois quo basta dizer, que por
haver o Sr. I)r. Almeida doixado em sua casa
quando foi para o Recite unsautos, que em
confianca linha podido para os examinar, na
[jualidade de Curador Geral, foi procossado e
pronunciado em crime innalianeavol
mi
He
verdade, digo cu, quo tomado do indignaco
por ver como se calcava aos ps ludo quanto
lia do mais sagrado, nao pudedeixar de arro-
mossarpara longo de mim lo revoltanto docu-
mento ; o porque constou-me, quo alguem ti-
nha erpalbado, quo o Dr. Neiva e np eu ,
be que havia alirado com o processo, apenas
me encontrei com o individuo indigitado como
espalhador do (acto adulterado Ihe disse, que
losse contar o (acto tal qual se passou acres-
cenlando.que nao quera lser recahir sobre ou-
Iros una aeco quo si'i ora minha. Ei^-aqu
o que realmente se passou; pode sor que n'essa
occasio alguma palavra menos branda me t-
vesse escapado; so tal acontece nao me arre-
pendo porque entendo, quo he permittido
reprovar altamente um facto, que se reputa
mais que muito indigno, (juizera finalisara-
qu, porm sou obrigado a dizer duas palavras
em resposta ao artigo de fundo do Diario-novo
de.... no qual o Redactor d'esse jornal es-
quecido telvez da prudencia e gravidade que
devem de caracterisar o escriptor publico, e ar-
rastado sem duvida pelo espirito de partido, nao
hesitou encher de baldees .i mim, caos meus
collegas, dando como (undamento do seu pro-
ceder, os cscriptos conlra nos publicados, eo
processo, que existo contra o Dr. Almeida. Se
urna tal argumentaco podesso prevalecer, cer-
tamente o Diario-novo se veria obrigado ful-
minar os terrivois analhemas de sua penna con-
tra os Srs Drs. Nunes Machado,o Uibano (dos
quaes alias (ac o melhor concei(o) porquan-
to o primeiro d'aquelles Srs. soffreo trezdenun-
cias, o foi por isso processado, quando esteve
de Juiz n'esta comarca, e o segundo leve de su-
portar 0= matares insultos em pasquins,queeiu
pregados publicamente em diferentes lugares
d'essa cidade porque nessetempo a imprensa no
seprestavacom tonta laciiidade asexhalacesdas
almas perversas. Saiba o Redactor do Diario novo
que o que est agora acontecendo mim, e a
meus collegas, he justamente o que tem acon-
tecido todos quantos Juizes, e empregados
proporcionados, promettendo um acolhimcnto
pouco favoravel aquello que se apresentasse com
intencoos hostis. Entreunto, estas medidas de
defo/a parecro fazer muito pouca impressao
sobre o moco; pois que, depois de ter fasta-
mente distribuido algumas varadas aos caes que
se cegavo demaisaoseu cavallo, levantou a
voz ainda mais, exclamando com tom de impa-
ciencia:
Ento amigo, ests me ouvindo?...
Ainda lica muito arrodada a residencia do-cida-
do Carlos ?
A palavra cidadSo produzio sem duvida um
efleito pouco agradavel nos ouvidos do pastor,
poiscarregou as sobrancelhas, e respondeo va
garosamente modindo o estranho dos ps atea
cabeca, com aralgum tanto zombeteiro:
Meu amigo, mais ou menos arredado es-
laes.. porm nao digo que eslejamos bem lon-
gdda fazonda caminhando para ella socegada-
rncnle a p; mas ha maior rodeio para quem
caminha como vos com um animal entre as per-
nas.. ab m disto he preciso passar untas ruai...
Sabis o que be unta ra nesta trra ? He um
caniinho fundo onde nao lia ao ineio dia mais
lux do quena purgatorio.. .Ora, as ras bao
beias d agua por causa da chuva de
^?
hontem, pude ser que nellas bajo torrentes...
Dopoisdisso he preciso atravessar alguns urzes
onde seria preciso haver luar claro para nao
perder a vista do trilho.. Infelizmente no es-
tamos ainda no primeiro quarto.. .A noute vae
a ficar escura d'aqui a menos de unta hora. ..
Tudo isto nada era se nao fosseis obrigado a
passar pelas trras de Haut-Fontaine, de Jean-
Cregoirc e outros, e ao depois de seguir o cami-
nho pantanoso que se acha entre Crmarest e
as sinuosidades do Liane, e. ..
Basta basta interrompeo o moco; se
me eu divertisse mais lampo em ouvir os teus
prolixosconselbos, seria meia noute antes de
dar unta es pora da ao meu cavallo.
O pastor deo urna risada muito alfa; porm,
vendo o moco entolerisar-se, susfave o riso, e
contnuou em tom de maior franqueza:
Ouvi me, mancebo; so sois eslranbo nes-
ta trra, nunca podereis chegar sozinho fazen-
da do cidado Carlos, como diris. Eu vos a-
conselbo por tanto que passeis a noulc onde
puderdes, e que esperis para amanha conti-
nuardesvosso caminhe.
Mas he impossivel dormir aqui exela-
mott o mancebo com tom doloroso.
Ora, sois bem niquento proseguioo ve-


*/ II
teem vindo para psI i comarca, .1 mais fnrt tal
veZj em intrigas, uaondemuita Rente ha que
supn ir 1 un individuo s mostrar li-
vn-, independento, he iodispensavel detcom-
n,"ir 1 iuI rd idos, Aqui Ra-
li... .- ,A 11 L>str id 1 c ''' pon leocia, n > firme
pmp ii lera |u......i >har-
s im >h lo annimo para
insultar-lne m vezde dirigir-me censuras. Se
algu 'tn entende, que lenh > comettido erros e
' is, como un pregado publico, apresente-se
surando-me com nobresa, e lealdade, que
prompto me achara para a peleia. Queiro
publicar, Srs Redactores, estas linbas em de-
de queni he &c. &C &c.
Francisco Xavier Paca II ir reto.
G tianna 27 de Mato de 1844.
N. 1.
Eu escrivao abaixo assignadocertifico que,
revendo os autos de execucio que contra Luii
Candido Carneiro da Cunha move o Tente
C ironel JuSo \ ieira da Cunba, a que seoppoi
com embargos do terceira sehor possudora
I). Mara Joa juina Pessoa de M!'.o, ; in1. nao
tinlm liavido, e nom ha penhora em bous do
executado dito Luiz Candido, sim linha sido
este requerido para n ) terina de 24 liaras, en-
tregaros II captivos, e as custas constantes
do rost da sen tenca, porm passrSo s2i qua-
trn horas, e o reo nao veio ao cartorio nomear
Itens para penhora; e sim em audiencia do pri-
meiro da Marco do correte armo se Ihe assig-
narao os 10 dios para entrega das escravo* .
' 1 in audiencia de l'l do dito mea fo o rolan
cado do dito termo assignado, e foi oeste p
em que se achavo os ditos autos de exeeuc&o
quauto foi pedida avista para embargos de
terceira senhora e possuidora assimeomoa
tallada pe tica o de vista menciona am docu-
menta, porm este me no foi entregue, e nao
resta duvida ser o documento que se acha junto
aosembargos de terceira, sendo dito documen-
to urna escriptura de hypotheca que fe o exe-
cutado Lui- Candido a D. Hara Joaquina Pes-
soa de Helio de varios e diversos bens de -seu
iza 1. Aprsente passei em observancia apor-
tara retro nesta cidade de Goianna aos 2o de
Maio de l S 4 V. Suhscrevi e assignei. Em l
de verdade o Kscrivo J N 2.
Ku Escrivo de OrphSos interino abaixo de-
signado certifico que Simplicio Tavares de Mel-
lo, como arrematante de Luis, eSevurinado
casal do tinado francisco Tavares do Mello,
por execucio do credor Jos Antonio Alvesda
Silva entregou ao Escrivao de OrphSos interi-
na. Jas Coellio da Silva e Araujo Jnior, a
quantia de un cont equarenta e seis mil res,
proco da arrematadlo dita, como consta de um
recibo do lettra e firma do dito Escrivao, pas-
tado ao mencionado arrematante Simplicio Ta-
vares de Helio, que se acha junto aos autos de
execucSoa foi has 10. Consta dos mesmos autos
a lolhas 10 ter recolhido dito Escrivao ao depo
sit > geral a quantia de novecentos quarenta e
s'is muris, como bem se v di cerlidoque
passou desse recolbimenlo de 3 de Novembro
ge 1843 faltando para saldo da referdaarre-
mataco 100,000 rs. He o que tenho a certificar
mi cumprimento a portara retro, o a vista dos
ditos autos a que me reporto. Cidade le Goi
auna 28 de Mai 1 de I8H. O Ecrivo inte-
rino dos orpb&os, Joaquim Jos da Cosa J-
nior,
N.3.
He por ceno notave que o sjipplicantc se
lembrasseda lei de ti de Outubrode 1827 pa-
ra sustentar o direito que liuppde ter, decs-
colber quem o strbstitua no oficio, que por do-
ente nao pode exercer ; pois que n essa mesma
1
he que este lui/o se basca para negar-lhe
ao absurda nretonfio. l'orquanto, dispondo
Ibo. Tendea tal vez modo de \os eodefluxardes!
Eu tenho vivido pelo menos vinte e cinco in-
vernas mais do que \<>s, e isso me nao tem im-
pedido de passar este anuo mais de urna noute
ao luar. embugado no meu capote.
Pouco me importara pasar urna noute
ao luar, se cu tivesse a barriga cb/a, respondeo
o mancebo; porm desde hontcm. eu c o meu
cavallo nao temos comido nada. A lem d'isso te-
mos andado muito*.
He mo isso. mas eu nada tenho na mi*
nha sacla, tornou o pastor, olhando para o
RIOCO inda mais attentamente do que ao princi-
pio.
__ Entilo conduz-nie par a fazenda, c te as
seguro, amigo, que te eratili c.rei bem com que
possas comprar um vestuario novo na (esta da
fu aldeia.
A voasa pro pos ir o he um pouco forte;
po/em sabis que no lempo em que estamos, a
desconfiancaest levada a ponto deum filbo po-
der desconfiar de seu propfio pae .'.. .
\;, ;. i. r commum sobre os peri-
b lS d0 p 1, sbita pallidei cobri 1 o rosto do
lii
__ Sur. o pai e o filho olhfio um para o ou-
a referida lei na art. 1.' que nenhum ofiicio de
Justina, 011 r.-i/rda sera conferido a titulo de
propriedade segue-se que o supplicante, que
loi prvido no ofiicio de Escrivao dos Orphaos
desto comarca em 18-18 nao pude cortamente
tor a prelenco de exercer o referido lugar ti-
tulo de propriedade Isto posto, be obvio, que
o art i *da citada lei em lugar de favorecer ao
supplicante I he he inleiramenteavesso; pois que
abi clara, e terminantemente se determina, que
30 1 |uellcs que n'aquella data exercem certos
officios titulo de propriedade se concede a fa-
culdade de nomeareni, no caso de legitime im-
pedimento quem os substitua e isto al G
metes depois da publicacao da lei Ora. n8o sen-
do o ofiicio de Escrivao de Orphos desta cida-
de propriedade do supplicante, como entender ,
que o citado art. Ihe da o direito de escolber
quem o sulislitua no seu impedimento ? Sobro-
leva que ainda quando o supplicante tivesse
obtido a titulo de propriedade o ofiicio de Es-
crivao ainda assim nao Ihe era permittido fa-
zer a nomeagiio, que deseja, pois que de 1827
al 'ioje muitos G mozos ho decorrido, e o art
.' da mesma lei estatu quo se dentro de 6
me/es depois do sos publicacao, as pessoas, que
n 'aquella data exercem titulo de propriedade! muito pinhorado ficar quem he co
algum ofiicio, nao li/erom a nomeacao perde-1 distincta considerado de V. S muito atiento
r.o o direito ella e (arto os magistrados j venerador e criado.-Francisco Xavier l aes
011 autoridades perante quem hao de servir os \ Brrelo Goianna 2G de Haio de 1844.
olli-iaes. N9o tm lugar portento o que requei lllm. Sr. Dr. Francisco Xavier Paes Barre-
o supplicante. Goianna, &c. &C. to Satisfazendo-o com as respostas das per-
X 4, guntas, que cima me faz, sou a dizer-lhe:
Eu Escrivao abaixo assignado : certifico, quej quanto a 1 .', que de^ laclo estando presente
revendo os autos a que se refere a portara su -
mesmas partilhas o valor das hemfeitorias, que
o supra.i.to Hajor Correia allegara ter fe.to no
enenho inventariado, mandando desprezar tao
smente o prego dos ulensis j mencionados He
pois 0 que tenho a certificar vista do exigido
na portara retro o dos autos a que me repor
to. e esta passoi em observancia da mesma por
taria. Cidade de Goianna, 27 de Mai de 1844.
Em fe de verdade o Escrivao gnaci de Tor-
res Bandeira.
N.5.
lllm Sr. Dr. Francisco de Paula Xoberto do
Andrade. Para minha defensa, vou rogar-lhe
o assignalado favor de declarar ao p desta o se-
uinte: 1. Se quando me achei com oex-!)e
putadoCoelho Bastos em casa do Tenente-Co-
ronel Maranh5o aonde se achava tambem \. S
ouvio aquelleSr. fallar-me a cerca do Major
Amaro, assim como se me ouvio pronunciar a-
quellas palavras que se mcarihuem no Dia-
rio-novo,islo he, que estava prompto para ser o
carrasco dos opposicionistas, 2. Se o mesmo Sr.
C. Bastos depois de urna longa conversado, que
comigo leve, nao se mostrou muito meu aflei-
coadodeclarando at. que sympathisava comi-
go. 3. Finalmente se nao be eerto, que na-
quello tempo j se havia auzentado para a Pa-
rahibao Major Amaro. Com ;sta declaracio
m a mais
[ira, d'elles consta quanto ao primeiro requo-
sito quo o Major Manoel Corroa de Oliveira
r Andrade apparoco naquelle inventario como
sessionario e comprador das herancas de di-
versos herdairos. Quanlo ao segundo requesi-
to que no mesmo inventari se descreverai dous
herdeiros ausentes mais de 40 annos e que
nao sdas legitimas d'estos a que devem suc-
(ider seus irmaos presentes como da legitima
do herdeirooConego Manoel 'lavaros da Silva
Coitinho legada em sou testamento assuasso-
lirinbas, se ha de deduzir o sello nacional des-
das herancas collacteraos. Quanto ao tercoiro .
que o referido Major Correia entrou como ren-
deiro para o engenho (Jrufh por arrematagao
do sen arrendamento embasta publica, que Ihe
cedeqXuii Biserra de Hieses, e ifflfo refe-
rido engenho he ecomo tal foi descripto no
respectivo inventaro, do propriedade, c senbo-
rio do casal inventariado. Quanto ao quarto re-
quesito que ltimamente prctendeo o referido
Majar Correia quo este juizo'nao s houvesse
altencio a algumas hemfeitorias, o reparos por
elle feitas em o mencionado engenho como a
diversos utensis, isto he, moenda, laixas, e &c,
que havia posto no mesmo engenho para o
f i ra de Ihe serem pagos, ou diminuidos do va-
lor do fallado engenho tanto o proco desses
utensis como daqucllas hemfeitorias, e repa-
ras-, a cuja pretencao so opposeriio nos autos do
respectivo inventario, o invenlarante o her-
deiro Antonio CaldinoTrigiieiroCastello-bran-
co e outros, 00 Dr. Curador Geral por parte
dos ausentes. Quanto ao quinto requosito cons-
ta-me que o antedito Major Correia em ami-
gare' secomposra com aquello herdeiro inven-
tariante Antonio Galdino. o outros; isto por ter
visto e lido a escriptura que cerca dessa
composiciio Invrro em as notas do'l'abelliao
Braga. Quanto no sexto finalmente, quoesle
Jui/o por sua interloculoria de deliberaeSo le
partilhas proferida nos autos a folhas 288 de-
clarad.: pelas do lolhas 2G0 mandara attender as
tro com desconianca; os amigos nao ouzao
maisabrir-se despejando um copo devinho, e
reprimem as palavras que querem proferir...
As.im, como queris que um homem se fie ii'um
estranho ?
O mancebo ouvio eta conclusao desfavora-
vel dando um suspiro. Percorreo com olhar in-
quieto a pavsagom variada que diante d'ellese
dilatava ej< pela aprormacao da noute ora obs
carecida; depois d isso, dando urna varada no
seu cavallo, fez um signal de adeos ao pastor
e arredou-se vagarosamente O pastor, que es-
perava ouvir ameacas, pareceo algum tanto
commovido por um oomportamento to cortez;
considerou compadecido o andar fatigado do
cavallo. tomou outra Ktoluco, e dirigindo-se
a o mancebo:
0 amigo I gritou ello, nao vos vades as-
sim: que diaiio podemos ver.. .
Que quantia queres para me guiar! Se
eu a tiverdal-a-hei de boa vontade.
Nao se tinta de dinheir >, replicn o pas
tor N este lempo em que vivemos, quem mais
tem buje no da seguinte arha-se despido, pela
raz.o ni-smo de ser mais ri.....ntes.
Entiooquc beque te ; isso offerecer?
Nada absolutamente. (rascas a Dos.
a conversacao que V. S.' tivera com oex-De-
putado Coelbo Bastos que se refero, sondo em
casa do 'Pnente Coronel Franciscod'Albuquer-
quo Maranhao Cavalcanti, e pelos dias de festa
do Espirito Santo do anno passado, certo que
em todo o correr dessa conversacao, nao ouvi
aquella ex-Deptado fallar-1 he do Major Ama-
ro em respailo algum, e nem V, S.' pronun-
ciar,que estava prompto para ser o carrasco
dos opposicionistas. -Quanto a 2.',que he cer-
to ter o referido ex-Dcputado ultimado sua
conversacao com V. S., conessando-se-lbe so-
bre maneira alToicoado, e dirigindo Ihe ao jan-
tar um brindo neste sentido, em o qual expl-
citamente declarou, que com V S. sympathisa
va. Quanto a 3 finalmente, que nao he menos
certo, que o Major Amaro ja se havia retirado
desta cidade para a da Parahiba; porquanto an-
teriormente a essa occasiaosoube de sua relira-
da, e das despedidas, que fizera de alguns ami
gos leste lugar. He islo o qne realmente sei, e
de cuja verdade nSoreceio ser contestado pelos
mesmos ex Deputado Bastos, e Major Amaro
Sou de V. S. muitojattento venerador e criado
Francisco de Paula Noberto d'Andrade.
N6.
lllm Sr. Tcncnte-Coronel Francisco d'Albu-
querque MaranhaoPara minha defensa, vou
rogar-lhe o obsequio de declarar ao p desta o
seguinte: primeiro; se quando me achei com o
ex-DoputaiiQ Coelbo Bastos em casa de V. S.\
pelo Espirit Santo do anno passado. aquelle
Sr. lallou-me emalguma cousa tendente ao Va-
lor Amaro da Parahiba, assim como, se me ou
vio diser ao mesmo Sr. Coelbo Bastos, que nao
duvidaria ser o carrasco dosopposicionistas, 2.";
se o mesmo Sr. Coelho Bastos nao se mostrou
muito meu alfeicoado, ponto de declarar que
sympatbissva summamente oooigo, 3"; final-
mente, se nao he certo, que naquelle tempo ja
se havia o \!ajor A naro retirado para a Para-
hiba. Ouso esperar que V S.'se dignar res-
ponder s perguntas que Ihe dirijo, com oque
muito obrigar ao do V. S." P. amigo e obriga
at agora o velho Hirn ou como me tilles cha
nio o Bode-do-Valle nunca exigi o sala-
rio que possa merecer um obsequio ; quando
presta um servica, be pelo gosto de prestar.._.
Fscutai-me, mancebo, vos me pareces homem
de bem portanto vou conduzir-vos fazenda
do cidadao Carlos, como vos dizeis : (estas pa-
lavras forao pronunciadas pelo velho can asa-
dume) porm seeu perceber em vos a mnima
sombra de traico eu vos... hasta. No lempo
em que estamos cada um deve cuidar na sua
seguranga. J he quasi noite: em outro tem-
po acrescentou elle suspirando ouvia ou os
sinos de Bellebrunc e do convento de Santa
Cruz dar Ave .Maras, e eu diza c commigo :
Hirn he tempo desahir dosurzes. Agora
he o sol quem me guia. Ja elle dcsaparecou
por detraz do monte de Saint-Etienne... Na
mes a caminho Apeai-vos do tossocavallo,
que caminhareis mais commodamente pelos tn
Ibos fundos e estreitos que conduzem a duenda
do senhor Carlos em cujo servico estou.
Acabando estas palavr.is lancou um ultimo
. olhar sobre o valle pittoresco que se dilatava a
sen- ps e considerou por um instante as ruinas
ja sepultadas-as sombras escuras da n
ExamH0U-a8 attentamente e dir-se-ia que elle
do criado Francisco Xavier Paes Brrelo.
lllm Sr. Dr. Francisco Xavier Paes Brre-
lo __Tenbo a responder a V S.\ que nada ou-
vi em minha casa o anno passado entre \ S."
o o meu amigo o Sr. Coelho Bastos relativa
mente ao Ma|or Amaro, e nom to pouco ha-
ver quem diga (salvse for algum aleivo/o, c
intrigante), que V. S.a dissesse que desejava
ser o carrasco do! opposicionistas; he verdade,
que V. S.* argumentou bastante com o meu a-
miso Coelho Bastos, sobre a refolueSo de Minas
e S5o Paulo, di/endo o dito mtu amigo quo el-
la foi justa, e V. S'dizendo que foi um acto
anarchico, e nisto ficaro; e no dia seguinte
vindo V. S. e o dito Coelho Bastos janlar outra
vez comigo, o dito meu amigo Coelbo fez urna
sau-te a V. S., dizendo, que hebia a sua saude
por ter sympathisado com V. S." Sobre o ter-
ceiro ponto: respondo que o meu amigo Ma-
jor Amaro se tinha recolhido a Parahiba.
Desta maneira julgo ter respondido a carta de
V. S de quem sou P. e amigo.Francisco de
Albuquerque Maranhao Cavalcanti.
Ka
%1
AlfaJidega.
Rendimonto do dia 30.........14:782*683
Descarrega hoje .31.
Brigue inglez Elisabette Btyncn diversos
gneros.
Brigue portuguez S. Domingos idem.
Brigue-escuna Laura idem
1MPORTACA.
Elisabelh Begnon ; brigue inglez, vindo de
Liverpool, entrado no corrente mez, consig-
nado a Bidgeway Jamerson & C. manifestouo
seguinte :
100 barril com manleiga ; a N. 0. Bieber
&C.
6 caixas fazendas delinho, 27 ditas ditas de
algodao ; a Me Calmont & C.
10 caixas obras de couro. 20 fardos fazendas
de algodao 4 caixas fa/endas de dito; a Dcaiu
Vou le & C.
78 caixas fazendas de algodao, 17 fardos di-
tas de dito, 3 caixas lerragens, 1 dita perten-
ces para escriptorio, 1 dita de ferro, 1 banhei-
rodito, 1 cadeira dito, 3 ca-ixas linbas, 6tv"
toneladas de rarvao de-pwkiu ,0 barris.com tin-
tas, 1 caixa verniz, 1 dita ignora-se; a Bidge-
way Jamerson & C.
1 caixa fazenda de linho, 1 barril carne, 1
barrica louca e vidros, 70 caixas drogas, 12
queijos, 12 presuntos, 1 12 tonelada de bala-
tas, o espingardas; a ordem.
1 embrulho toucinho, 2 caixas fazendas de
algodao ; a John Stxvart.
2 fardos lazenda de linho, 1500 caixas sabo,
50 Larris manleiga ; a Johnston Pater & C.
3 fardos fazendas do algodao; a llenry Gib-
son.
100 gigos louca, 15 fardos lazendas de al-
godao; a James Crabtree&C
20 Larris manleiga ; a Russell Mellors
&c
4 caixas fazendas de linho, 15 fardos ditas de
algodao ; a L. G. Ferreir & C.
4 caixas ditcs de linho ; a Jones Patn
&C.
IDO barris chumbo de municao, 4 caixas fa
/ondas de linho. 9 ditas ditas de algodao. 10
fardos ditas de dito. 52 barris progos, 20 em-
brulhos ps de ferro, i{ barricas ferragens 6
caixas miulezHS, 1 dita fazendas de seda; a Gco
Kenworlhv & C.
m*
procurava ver se ellas permaneciao sempre se-
pultadas na sua montona tranquihdade Sa-
tisfeilo da sua inspeccSo, assolnou pelos caes.
Logo que pelosoccorro dosseus intelligentes
servidores vio reunido o seu rebanbo, poz se
a caminho fazendo ouvir sos echos do valle os
sons prolongados do sen instrumento rustico.
O mancel-o deleitado por haver escapado tristo
prospectiva de passar a noite n'aquello loyar er-
mo e de jejuar lorcosamente tomou as redeas
ao seu cavallo eseguio o rebanbo, regulando
o sou passo pela cadencia da msica do paslor.
Se bem quegrosseira esta meloda campestre
paroceo-lhe deliciosa pois que a alegra da
nossa alma cora comassuas impresses osob-
jectos que nos cercao.
No valle resoarao ainda algum tempo os sons
da caita de Me, o ruido dos pasaos dos bonicos
edosanimaes; om.fim tudo tornou com va-
gar a licar n'um silencio misterioso, D all d
pouco a noite lornou-se anda mais escura; s
ento foi que brilhou immovel urna luzinha no
meio das ruinas.
Agora tomaremos a liberdade, anteado con-
cluir este capitulo ile deixar por um momen-
to o paslor e o viajor para nos transportaniios


fti -ir
Ifovimcnto co Porlo
mo avisa todos os Srs. que possuem cscravos
marticulados que o mesmo me/, de Junho he
o marcado na lei para avista dos documentos
que apresentarem dar-so boixa aos oscravos
que tiverem fallecido, ou mudado de domicilio,
Navios entrados no dia 30.
Entroi de cruzar ; 15 (lias brigue-escuna de
guerra brasileiro Caliope commandanle o e matricular-seos que po>siiirein de novo. Col-
capilo-tenenie Raphael .Mendes de .voraes
Valle.
Babia ; 6 das, hiate brasileiro Flor \do liecife
de 33 toneladas-, cajitao Jos \ eir, equi-
pagoiri carga varios gneros.
Navio naludo no mesmo dia.
Liverpool ; galera ingleza Columbus, capito,
Grec-n carga algodao.
E(\> 1.
3 O lllm. Sr. Inspector da Thesouraria
das rendas provinciaes manda fa/er publico, que
em cumprimento do officio da Exm. Vice-Pre-
sidente da provincia de 17 do correte se arre-
matara no dia 15 (te Junho prximo vindouro
ao meio dia o 12. lanco da estrada da Victo-
ria oreado na quantia de 18:737j 158 rs sob
as clausulas especiaes transcriptas no Diario n.
118 de 22 de Maio.
Os licitantes devielamente habilitados compa
recfto na sala das sessoes da mesma Thesoura-
ria no dia e hora indicados
Secretaria da Thesouraria das rendas provin-
ciaes de Pernambuoo,20 de Maio de 18V-___O
Secretario, Luix da Costa Porto-carreiro.(\')
!>cclarac>s,
lectora deOlinda22 de Maio de I8'4. Es
crivao, Joo Guncalves Rodrigues Franca (16)
Avisos martimos.
2 Para o Aracaty o hiate Flor de Laran-
geiras segu viagem at 15 do correnle ; quem
no mesmo quizer carregar, ou ir de passagem,
dirija-se a ruada Cadeia do Recife lofa de fa-
zendas n. 37. (5)
Leiles.
O brigue escuna Constante recebe o ma-
la para o Rio Grande do Sul hoje (31) ao meio
dia.
1 O Illm.Sr. I rtspcctor do Arsenal de ^'a
rinha manda lar,.,- publico que no dia 3 do
pmximo mez dejuuho contratara o servico da
extraccao. ,,os arrecifes deste porto nos pon-
tos que f'*ircm designados, da quanlidade de pe
dras abaixo declaradas para a obra do ces
pi"r,jectado no fundeadouro desta cidade ; ou
ua compra se isso fr de mais vantagem e
as pedras frem de boa qualidade e tiradas de
qualqueroutro lugar.
1,760 palmos correntes de pedras de 6, 7, 8,
e9 pollegadas de comprimento,12 para 15 pol-
legadas de largura, e de 10 pollegadas de gros-
sura.
252 pedras de 3 a i palmos de comprimen-
to, 2 palmos do largura e 12 pollegadas de
grossura.
150 pedras de 6 palmos de comprimento, 18
pollegadas de largura, e 12 pollegadas de gros-
sura.
126 ditas de \ palmos de comprimento 2
palmos de largura, e 12 pollegadas 75 bracas cubicas de pedras brutas.
As pessoas que se propozerem a esse servi-
-co, ou quizerem f.izer a venda das referidas pe-
dras, sao convidadas pelo mesmo lllm. Sr. Ins-
pectora comparecerem n'esla secretaria no in
dicido dia pelas 11 horas da manlia, muni-
das de suas propostas. Secretaria da Inspecco
do Arsenal de Marinba de Pernambuco 30 de
Maio de 18H O -Secretario, Alexandre Ro-
drigues dos Anjos. (32)
1 Collectoria da Cidade de Olinda.
O collector da decima < mais imposto? da ci-
d. de de Olinda la/, publico que a todos os
seus collectados que no prximo mez de Junho.
he o marcado para a cobranca a boca do cofre ,
na casa da Cmara respectiva de todos os im-
postos a seu cargo e lindo este praso procede-
r executivamente contra os omissos : assim co
2 James Crabtree &. Companhia far
leilao por intervencao do erretor Oliveira, de
um esplendido sortimento de fazend. s ingle-
sas e entre ellas grande porcao avariadas, que
sero vendidas por todo o preco : sexta- feira 31
do corrente as 10 horas da manhaa no seu ar-
maze.n da ra da Cruz. (7)
.' -- '.'.i'!!.l.'""HP!g I visos rlivTSOS.
fazenda do Senhor Carlos, como respetosa-
mente o chamava o seu fiel criado.
Hirn ou antes o Bode do-Valle (para nos
servirmos do sobrenomo pelo qual elle era ge-
ra I mente designado) tinba razao ; a fazenda
nao era fcil de acbar-se e careca ter grande
conhecimento dos lugares para ir a el! diroio,
apesar de ser talvez a mais consideravecl do
Baixo Bnulonnais. Mil obstculos se oppu-
nbo ao transito dos viajores ; era preciso per
correr urzes ollerecendo mil caminhos engao-
sos metter-se em ras escuras e cheias d'a-
goa. As casas estaviio alm disso cercadas
de pastos o de vaizeas consideraveis que aug-
mentavo as difliculdades da approximacao e
tornavao a (azenda semelhnnte a um ninho de
tutinegras escondido nos ramos vicozos de um
carvalho velbo
Mas quando estaviio vencidos todos estes obs-
culos urna surpresa agradavel se offereeia s
vistas do viandante fatigado. Sahindo de um
cawinho pessmo em que reinsva a mais pro-
funda escuridade, achava-ge a gente de repon-
te diante da grado de urna varzea sber ha no
fitu de cuja avenida se distingua a reidei
hospitaleira deChateauneuf. Depois de baver
atravesado o llorido pomar \ia-se a fazenda
1 = Quem prisar de urna pessoa para servir
a urna casa isso he de portas a dentro diri-
ja-se a ra do S. Rita do mesmo lado da lgreja
passando o beco do lessa na terceira casa n.
56. (5)
Preciza-se de um a dous contosde ris,
e hypoteca-se um predio livre e desembarazado;
na Praca da Boa-vista n. 24.
Precisa-se de um Portuguez para eitor de
engenlio, e um rapaz do 12 a 18 annos para
pagem ; na Praca da Boa-vista n 24.
Quem annunciou querer vender dous pa-
res de lanternas ; dirija-se a ra Nova o. 55.
2Tambom se precisa de um destillador de
agoa'rdentes que estoja acostumado a traba-
Iliar segundo os systcmasmodernamente empre
jados, a pessoa a quem convier engajar-se por
esta qualidade de trabalho podo procurar sa-
ber as condieoes (Leste mesmo engajamento na
casa cima mencionada. (7)
1 = Precisa-se alugar urna casa terrea com
quintal e cacimba que nao exceda al 2,000 men
saes nasseguintes ras: Ortas Trinxeiras ,
Aguas-verdes, Santa-Thcreza, Caldeireiro,
Rangel, ou pateo da Penha, S. Pedro, eCar
mo : quem tver dirija-se a Praca da Indepen-
dencia n 36.
Quem tver o bilhete n. 1001 da lotera
das Memorias Histricas, e o queira vender com
ganho dirija-se a ra da Praia n. 7.
O abaixo assignado faz sciente aosr. M.
I V., que haja de fazer entrega de urna Ja-
queta que oabaixo assignado Ibcenprestou em
Novemhro do auno p. passado, se nao quizer
ver o seu nome por estenso.
Antonio Joaquim Freitas Guimares.
Precisa-se de um cont de ris a premio
i'om hypotheca em duas casas terreas no bairro
de Santo Antonio; quem quizer dar annun-
cie.
Sabio o n 53 do Nazareno com arligos
importantes sobr o divizo do Brasii : no 1.
se contestao as monarchias de Silvestre Pinhci-
ro : no 2 se mostra que o novo plano de se-
paraogo he urna traicao : no 3 contesta-se
um dito jocoso dos camalies de que o Nazare-
no pcrlence aoligarchia: no ultimo traz uns
versos importantes do cabalista ; acha-se a
a.____
! venda na loja do Sr, Tbomoteo na Praoa da
| Independencia n. ;.'.
Sabio tatnbem a luz o Regenerador Brasi-
leo'. Bcba-se a venda na Praca da Indepen-
dencia loja do Sr. Themoteon. 35.
Aluga-so una negra ptima cosinheira ,
tamhem cose e engomma; na ra da Guia, pri
meiro andar n. 6-.
Um homem de meia idade se olorece para
caixeirode cobranca com autor isacSo parala
wr trans.cCes e proceder judicialmente com
devedores ; quem precisar annuncie para sai
procurado.
A viuva do Anacleto Antonio de Moraes C. fazem sciente ao respeitavel publico, e prin-
cipalmente aos seus dovedores que deixou 6*e
ser seu caixeiio de ra, desde 30 do corrento
oSr. Antonio Maria do Azevedo
Permuta-so um sobrado de dous andaros
cito na ra da praia, por outro em qualquer
rita publica desta cidade voltando-se o que Se
ajustar: a fallar com M. C. Soares Carneiio
Monteiro.
O tintureiro que morava na Gaboa do Car-
ino mudou-se para traz dos Ouarteis na casa
que |ca deronte do portao doquartel da Po-
lica aonde est prompto para Ungir toda a
qualidade de fa/enda por preco commodo.
Precisa-sede um co/inheiro para bordo do
brigue Fiel a seguir viagem para a cidade di
Porto ; quem estiver as ciroumstancias trato
com Firmino Jos Felis da Boza na ra ii<
Madre de Dos n. 1, ou com o LapitSo Ma-
noel Marcianno Ferreira.
Precisa-sede 700,000 rs. a premiof*"com
hvpotbeca em um sitio : quem os tiver annun-
cie.
2Perdeo-se um dos mcios bilhotos numero
2018, da segunda parte da segunda lotera de
Guadelupe, tom no lerso o nomo da pessoa poi
quem loi comprado : na ra do Crespo n. 11
se dir a quem prrtence. i
2 Manoe) Maia Lopes Ferreira subdito
Portuguez, retira-separa a Babia. (2)
2 Procisa-so alugar urna ama que seiba
con/.inbar hem e engommar lizo para urna
casa do pouca familia; no pateo da Penha nu-
mero 4. (4)
2Aluga-se o sobrado de trez andares, da
ra do Vigario n. 15 com bons commodos pa
ra urna grande familia e mui proprio para re
sidencia de qualquer negociante por preco
m u i lo mdico todo, ou por andares ; no At-
ierro da Boa-vista n. 42, segundo andar. (6j
2 = Aluga se dous moleques, um cozi
nbeiro e outro para o servico de casa ; na ra
do Crespo n. 14. (3)
2 Aluga-se um sitio na Passagem da Mag-
dalena a margem do rio com muito boa casa
de vivenda, cocheira estribara, casa de pre-
tos e baixa com capim e algumasfruteiras ;
trata-so na ra Nova n. 44 com Dellino Gon-
calves Pereira Lima. (6)
Pelo ultimo navio chegado de Lisboa ,
veio urna nteressante historia ltimamente m-
pressa naquella cidade intitulada historia
completa e authentica do Isaac /Ihaswerus, por
appellido ojudeo Errante Recebero-se
200 e tantos exemplares; as pessoas que os per-
tenderem comprar se poderao entender com M
R. T. Marques na ra do Amorim no Recife
n. 50 1 andar todos osdias nao santificados
das 3 horas da tarde em diante
2= Aluga se um sitio na Ponte do Ucba .
com boa casa deronte do caes cocheira es-
tribara fruteiras c muito boa agoa de ca-
cimba ; trata-se na ra Nova n. 44 corn Del
lino Goncalves Pereira Lima. (5)
2 Antonio Maia da Silva retia-se para lo
ra da provincia. (2)
toda. Era um immenso edificio cuberto de pa-
Iha e flanqueado por dous edificios considera-
veis. dos quaes um servia para formar as es-
tribaras e os curraes e chiqueiros onde mais
de duzentas vaccas, cncoenta cavallos e um
numero immenso de carneiros e de porcos vi-
nho todas as noites, formando um concert
de sons pouco garmoniosos poim sempre
agradavel aos ouvidos deum proprietario.
O outro edificio estava destinado para guar-
dar as colhetas, forrogens maderas e eip'
geral ludo quanto nos celleiros se guarda
O edificio grande que bavia entre aquelles dous
servia de habitacao ao senhor Carlos, sua fa-
milia o aos seus numerosos servidores.
O quadrado comprehendido entre os edificios
e a cerca da varzea formavao o terreiro, cer-
cado de castanbeiros alios e no meio do qual
resplandeca um grande tanque de agoa lmpi-
da alimentado por una nascente viva. All vi-
nbo brincar beber e nadar, patos e mar-
reoasdeloda especie, gneos gordos perus ,
gallinbas, pombos e outras aves n'urna pa
lavra ludo quanto compunhao viveiroda fazen
il,i de < Ihateauneuf.
Se per iim sbito desvio o espirito do vi-
sitador so tran o as scenas tumultuosas o
terriveis da revolucao e os seus pensamentos
o fizessem de novo considerar esta casa pacifica
com suas duas imagons de pau em p no seu
nicho a cada lado da porta cujas nicas e pa-
cificas guardas erao o contraste seria lo for-
te que o faria ficar embasbacado como se esti-
vesse vendo urna paisagem de Claudio Lorrain.
Ninguem poda capacitar se que esta habitacao
fosse parte da Franca e gosasse de tanta tran
quilidade n'um momento em que a eTerves-
i enca popular eslava nos paroxismos da exal-
taeo.
O interior da casa nao desmenta aquella
primeira impressao. Em toda ella reina-a a
rnesma simplicidad^' e a mesma abundancia. O
fumeiro grande o hem alimentado estava
cbeU) de presuntos e de mantas de toucinho e
lombos pendurado. A despensa eslava cheia
de manteiga de nata e de queijos.
A'quella hora a meza comprida collca-
da no meio da sala sustentava quatro enor-
mes gamellas de sopa de unto com couves, cujo
vapor odorifero formava um nevoeiro espalhado
por todo o aposento. Quando a dona da casa ,
riiulhorinha aceiada, activa, moca, a despeito
dos seus quarenla annos, acabou de darem voz
2 Aluga-se a metade de urna casa a urna
mulher capaz sem familia ; no pateo do Car
mo n. 24. I
2 Socieda Ir Eu ter pina.
A COmmissSo administrativa manda lazor pu-
blico ao- Srs. socios devedores queasoceda-
de tem fixado oprazodelO dias, contados da
data d presente annuncio para realizaren) o
crnbolco de suas dividas cortos de que, lindo
diloprazo so o nao tiverem feito, sero con-
si.lealos eliminados e com os socios que se
acharcm quitos se deliberara a dissolucao da
sociedade em sess&o do 1." de Junho que be
desde convocada. (11)
2 Mojo principia a pagarem-se os bilbetes
premiados 3a I.' parte 3a 2.' nova lotera 35 N.
S. do Livramento na ra dos Martirios n. 6,
prmeiroimdar, e contina-se nos dias 30, >!,
o no 1. de Junho e deste dia em vante as
quartas esabbados, narua do Livramento nu-
mero 22. (7)
//viso importante ao puhlico.
6A cala de chegar un a porcao nova e
fresca d'aquellas invaluveis Pirulas da rriedeoina
populare as pirulas vegelaes americanas, sendo
ii composicao dolas inteiramente vegetal e ja
to conhecidas nesta cidade as varias molesti-
as de ligado febres rheumatismo lombri-
gas ulceras, escrfulas, erisipelas, e he o me-
Ihor remedioconhecido para o sangue; roga-so
aos intermos de provarem este adamado reme-
dio. \ ondo-so eom seu competente rocoituario
em casa do nico agonlo Joao Koller ra da
Cruz n. 18, e para maior commodidade dos
compradores na ra da Cadeia em casa de Joo
Cardos Ayres, ra Nova (iuerra Silva e Com-
panhia Atierro da Roa-vista, Saliese Chaves,
ao proco dH 1 000 cada caixinha. (17)
2O abaixo assignado, vendo em o >t'anodo
2d do corrente Maio, um annuncio, em que
so iliz, que a casa torrea sita na ra Direita dos
Aflogados n. 36 osla liypolhocada, e quer-se
fazer negocio; o mesmo abaixo assignado pre
vine, que pessoa alguina faca negocio com a
dita casa, sem queprimeiro se entenda corn o
abaixo assignado, pois que tem de se cobrar
urna quantia de perto de 200.000 rs., capital
que o fallecido Padre Joaquim Bonto do Roza-
ro Torres, se responsabilisou em casa deum
Sr negociante, e por ser a dita casa um dos
beus do dito fallecido Padre, e at ao presente
nao se ter anda feito o inventario de seus bons,
em cujo cabe a justificaca das dividas,por esles
motivos, be que o abaixo assignado fa/ o pre-
sente annuncio, parSTque em qualquer lempo
nao se chamem a ignorancia.
Francisco Euttbio de Faria (18)
2D-se 50,000 rs. de grali(caceo a quem
aprehender ou der noticia onde se acha oceulto
um cscravo de nacao Costa por nome Carlos,
inda bucal, e que lora sedusido do sitio do
Caldereiro levou vestido camisa de brim no-
va, e calca do mesmo bastante usada e com os
signaes seguinte : alto, magro, bastante fulo ,
feicoes regulares, e representa ter 20 a 25 an-
nos ; quem do mesmo souber ou der noticia ,
dirija-se ao sitio cima, ou na ra do Atierro
da Roa-vista casa n. 18 de Manoel Coelho
Cintra. (12)
1 Fugio por detraz da ra larga do Roza-
rio para as partes da ruadas Trincheiras, um
papagaio com um pedaco de corrente no p ;
quem o pegar querendo restituir pude levar
a praca da Independencia livraria ns. 6 e8 ,
que ser gratificado. (6)
Urna casa de familia capaz se olTerece a fa-
zer almoco, jantar e ceia para fra assim co-
mo lavare engommar, tudo com aceio, prom-
pli^ao e preco muito commodo ; quem de
seu presumo precisar dirija-se a ra do Fo-
gn. 41.
algum tanto guincbadeira todas as ordens ne-
cessarias entrrao uns trinta trabalhadores e
sentrao-se nos bancos de madeira que circu-
lavao a mesa.
Ao lado do fogao ficava urna enorme cadeira
de bracos que por sua dimensao mereca bem
um examc particular. Era esta cadeira de car-
valho ennegrecido pelo lempo e lustrado pelo
uso frequente que so Ihe dava. Porm o que
esta cadeira tinba de mais notavel, he que duas
pessoas se podiao sentar n'ella muito a sua von-
tade. Attentando para este assento immenso
o espectador d'elle entra a cuidar inleriormento
se algum hroe formidavel da idade media nao
sabina de repente do assoalbo da sala para sen-
tar-se all e assistir ao banquete.
Em quanto continuou vasia esta gigantesca
cadeira de bracos osassistentes pareciao espe-
rar alguma cousa para principiaren) a comer :
com etcito a dona da casa vio isso e abrindo
urna porta da lado :
Carlos, gritou ella, ;\ cea est prompta.
Vinde pequeo .'
E logo ontrn um homem de talhe colossal.
(Continuar-s*-" )



-
;> i Companhia ar.em pu- [n is de 5 a 6annos e algomas
, que na tarde desatibado, odocor- cioriistas, por preco commodo.
rente, se llie desencaminharao !( lettras que
ni caiieiro tinlia em urna carteira n'algibei-
ra, p ra cobrai o por sso aquella pessoa, que
as n !: ir pede-so Iho por favor para as restituir;
prevenindo, que ningaem laca tranzaco ou
.ii ellas; pois que os aeceitan -
11 ".-' me-mu ih-is ijuc in;d a icmu iranstcrHla
'- Ia 8e 'CM prevenido* para as nao paga para o da 24 de Janho do crtente anno im-
: mi seno aos annunciantes: sendo as lettras preterivelmente, por cujo motivo supplica'suas
lintes ja vencidas pelos Srs, Antonio Jos coadjivacesem lempo, a flrn de se fazer o
i da 'Iva 313333 r< Manoel Jos de
Sousa & Companhia 367j666 rs. Joaquim
de Oliveira 732393 rs. ditQ 379* rs.,
Francisco Joaquim Cardozo Sl>100 rs., Ma-
noel Joaquim Ferroira Jnior767:778 rs ,Jo5o
Jacinto de Sousa 184*690 rs. dito 21 \ > rs
toniu Joaquiirdn A/e\e.| 5T2T593 r^ 3i
to 7jo00 rs Miguel Jos Barbota Guima-
acto com mais decencia. i\\\
1 (Juem precisar de urna mujhcr forra pa-
ra ama do servico interior de urna casa di-
rija-se a ra Direita jj 2 > 13 )
I'erdeo-se na noutedo dia*28do corrente,
em que bou ve o fogo, desde dentro da igreja do
i irina pateo do luesrno-, at a ra de Hurtas.
i i j Companhia 1:258*500 rs., Caetano jo-
s da Silva 180.>O00 rs. Joo da Silva Santos
183*500 rs. ,\ uva Conha Guimaraes 336*922
rs., .Manoel Jos Quedes Magalhfles fflj>2800
rs., Ignacio Vieg is [restante) 1 ri*>T.rJ> rs.: ob-
irvando, que etn algumas lettras jase acha-
co passados a Iguns rocinos porconta das nns
mas; bem como em separado dellas. 26
3Precisa-se de um Capello para um en-
genbo distante !8 legoas d'esta cidade, deven-
do o mesmo ensinar primuiras letras a alguns
meninos; assegura-se a pessoa a quem isto con-
vier decente tratamento, o sufficiente retri-
liuicao q sobre as mais condicoes pdem se
dirigir os pretondentes a ra do Atierro da
Boa-vista casa n. 88. segundo andar. (8)
6 GABINETE DE OBSERYAgAO
\ o
Microscopio solar ackromatico es oslo note-
gundo andar do torrtSooccupado pela At-
socio Commercial.
As experiencias tem lugar todos os das ex-
cepto as Tercas feiras ) quando o Sol o permit-
11, desde n meio r|ia at as 2 ln ras.
Preco dos bilhetes da entrada 1.> rs por cada
pessoa. (l0;
3- NABOTCA.EARsAzEM DE DRO-
G \S.NA RADAMADRE DE DOS, N.l.
\ endem- se as preparares seguintes por pre.
f<> milito commodo e de superior qualidado-
Magvpsia Ponderosa de Cenry.
Este medicamento goza dasmesmas virtudes
que a Magnesia calcinada; poremconho-e que
us eieitos sao muito mais enrgicos em ra-
zo do grande ej^ado de pureza em que se ada,
por cojo princpioW>muito menor a quantidd
de precisa para produzir os efletos desojados.
Na mesma casa tambem se vendem tintas, e
todos os OUtros objectos de pintura ; verni/es
de superior qualidade entre ellos hum perfei-
tarnente hranco e que se pode applicar sobre
a pintura mais delicada som que produra al-
'' io alguma em sua cor primitiva. Arrow-
Kootde Rermuda ; Sag ; Sa bonetes; Sanio
de Windsor ; Asua de Soidlitz ; Limonada
w; Tinta superior para escrever ; Perfu-
m nas inglezas; Fundas elsticas de patente ,
ovas f pos para -lentes ; Pastilbas de mu-
"ato de morphina, e ipecacuanba ; Aiul li-
mssuno proprio para ailar roupa Pos de soi-
dlits o de soda ; Pastilhas de hi-carbonalo
de soda e gingibre ; As verdadeiras pirulas
vegetaes universaes do Brandrotb, viudas
de seu autbor nos lisiados Unidos, &C. &c. (36)
;; LOTERA DAS MEMORIAS HISTRICAS.
PBEHIO GRANDE 8:00l)#000 DE l!S.
DITO IMMEDUTO 'i:000.fi)0O DE RS.
lista lotera tem de correr logo depois da
do Livramento que acaba de eftrair-se, e por
isso o andamento desaas rodas tara lugar lm-
preterivelmente no da 18 de Junho prximo
futuro, designado por S. E\c. o Sr. Vice-Pre-
sideote da Provincia; os bilhetes tendeni-se ni-
camente nas lojas de cambio dos Srs. Vieira e
Manoel Gomes na ra da Cadeia do Reclfe ;
nas boticas de Jo2o Moreira ra do Cabug; e
t'hagas ra do Livramonfo ; e no escriptorio
do tbeaoureiro. (14
3 Francisco Copello, subdito Geno vez, re
rira-se para a cidade da Rabia. 2]
3 D-sede lo# a 1:00^ de rs. a juros so-
bre penbores de ouro, ou prata ; nas Cinco-
pontas n. 1*20. (3
2Oferece-se um moco Portugoez, de 16
anuos, para caixeiro de .jualquer estabeleci
ment nesta [iraca, ou mesmo fora della; quem
de seu presumo se quizer utilisar annuncie. f)
' Pede-se por mor a um sur. bem conhe-
, (un no da 27 do correte segunda lei-
ra de noute estando-se na vespera da festa do
Marino, fez a greca de tirar urna carteira de
uma algibeira eom urna porco de sedulas,
urna bolsinba de ctiila contendo dentro da
mesma um par de brincos cortados com um
diamante na roseta e outro em baixo uns
corases encarnados com requifiesde ouro, para
braco anneis um de aro liso com uma pe-
dra branca de bom tamaito, outro de aro tor-
cido com uma pedrinba branca outro do aro
liso com podra rouxa, outro de aro cortado com
tunas pedras verdes e dous diamantes dos la-
des sendo um ja cabido e um annelaosinho
eom chapa lisa para firma ; quem achou, p-
der entregar na ra do Coelbo casa u 2, de
Anacleto Jos de Mendonca, que ser generosa-
mente recompensado.
Troca-se urna casa de pedra e cal, sita
na cidade de Olinda na ra do Amparo por
urna nesta cidade em quaesquer dos dous bairros
(la Boa-vista, ou S. Antonio ; u tratar na ruu
Bella n. 1(.
1Alu-a-sc uma casa terrea na ra daCon-
ceicao n. J(; no Allerro-da-lioa-vista n. 3. 2)
i A Inga-se um grande armasem, proprio
para recolhcr qualquer genero, ecjm um grande
caes junto a mar para embarque, por preco
commodo ; na ra da Piaia o. -ij. (4)
I AntonioMatbens Kangel embarca para
i Rio de Janeiro o seu escravo Ventura, criou-
lo de 'lOannos. (3)
Precisa-se alogar um casa de dous anda-
es decente no bairro da Boa-vista ou S.
Antonio ; na ra estreita do Rozario n. 26.
Precisa-se de um pardinlio, ou crioulinbo
(orro de 12 a 14 unos para ser criado, dan-
do conbecimento de sua conaucta ; na ra Vo-
lita indo por delraz da matriz do lado direito
n. 26.
IPrecisa-sede uma Portugueza de meia
idade para servir em unta casa do pouca lami-
lla distante desta praca ; na ra das iincbi-
ras n. 42, primeiro andar; na mesma casa ven-
de-se mi.a cadeira de ra. 5)
I'urtaraode uma casa de dentro de um
bahu um Blflnete de peito de molde moderno,
imitando a lilagtaa, com um diamante no meio;
a quem lor oflerecido laro favor, de levar a
ua do I.ivramentoloja n. 1,que sera gratificado.
1 Nodia21 do corrente appareceo um ho-
mem com um cavallo em casa do abaixo assig-
nado para ser recolhido na estribara ; como
at'boje nao tem apparecido o dono do mesmo
eivallo por isso declara que nao apparecen-
homem a'riuors., anos ae lanzinua a -s-s^urs., uo m" "
ditos de dita de superior qualidade e degosto qualidade.
muito moderno a 61 rs., cortes de dita com lis- Vendem-se 23 travs de pao-ferro o duas
tras de seda a \0g is. parisiense para vestido de imberiba por proco commodo, que so
desenhoraa 320 rs. o covado o cortes de di- achao no porto da serrana de Francisco Jos-
to de padres muito modernos a 6 IDO rs. .ditos Raposo; a tratar com Joao Manoel Rodrigues
tode pad.., hiww de cambraia do listras e quadros de cores pelo Vallenga
(la) praca da farinha venda n. 3.
u|. Vendem-se cortes de cassa -chitas muito fi-
0 o covado a 300 rs. chitas a
da Silva Maia.
2Vendem-se mantas de seda chegadas
tunamente mui ricas e de padres escuros a nas a 3000 rs. u u wiuuv a vuim a
rainha da India, fasenda mui- 160, 18, 200, e 2l0 rs mantas de linho gran-
Jabyh''i, .
francezas de Pereira $ Guedes. [10, vas brancas dealgodo a 200 rs. meas para
".' Vende-se farinha de mandioca de boa meninos o meninas a 200 rs. ditas curtas para
qualidade vinda dos portos da Bahia a .'200 homem a 240, ustoes para collete a 320 rs. ,
rs. o alqueire da medida velha ; a bordo da brins trancados de listras do superior qual.'da-
garopeira tundeada junto a escadinha do Pas- de a 1000 rs. dito francez a 480 rs. brea-
seio-publico e na ra da Cadeia de S. Antonio nha de rolo a I8"0 rs. e a vara a 180 rs. cha-
ti. 10. (d) peos pardos a 12S0 rs., ditos franceses setn
- 1---------------- 1..... "
do no prazo de 3 dias ser vendido o mesmi.
cavallo para pagar as despezas feitas e depois
na 1 ser attendida teclamacao alguma. Joao
Kramet. y
I. ()
2 Vende-so um moleque de bonita figura ,
proprio para pagem, ou para aprender olficio,
de naci de 12 annos; na ra Nova n. 28 (3)
2 Vende-se lagedo chegado agora de Lis-
boa; no escriptorio de Francisco Severianno Ra-
bello. (3)
2Vende-se uma escrava de bonita figura ,
boa vendedeira na ra cosinha e nao tem
vicios nem achaques ; na ra do Gollegio n.
3, segundo andar ou na ra larga do Boza-
rio n. 31)
2Vendem-se charutos superiores iNapolco.
em caixinhas de 200 a 2700 rs. cada caixa ; na
ra da Cruz n. 37 e no armasem da Fernando
Jos Braguez, ao p do arco da Conceic5o.
2 Vende-se assucar refinado, caf moido
e em grao, dilo de cevada, e assucar de diversas
qualiddes ludo por preco commodo ; na ra
larga do Boza 110 deposito n. 38. (4)
2 Vende-se no armasem deposito de vveres,
na ra do Praia beco do Carioca por baixo
da soctedado Pbilo-Thalia primoiro armasem,
arroz hranco e vermelho pilado dito de casca,
farinha de mandioca de boa qualidade a reta-
llio o por atado, por preco commodo. (6)
2Vende-so por preco muito commodo e
faz-so lodo o negocio urna parto do sitio que
foi dolinado Souto em Bebiribo ; na ra de
II na-, sobrado de um andar n. 6ii.
Vende-se Jacaranda superior chegado dos
Rio de Janeiro pedras de marmore redondo
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palhinha camas de vento
com armacao marque/as, so fas mezas de
antar camas de vento mui bem feitas a 4500,
do negocio, na villa do Limoeiro dando fia-
dor a sua conduela ; na ra das Trincheiras n.
12, primeiro andar. ,5
Compras
: = -ompra-se porto de prata e ouro ,
tanto em barra como em obras volitas pagan-
do-se bem : na ra do Torres n. \. (3)
Comprao-se os Panoramas primeiro ,
segundo, e terceiro tomos; no boiequim da Es-
trella ou no caes do Machado sobrado de
dous andares de Jos Joaquim de Mesquita.
lo i::::a de ;,"
l\U re
outra de 20 rs. urna
de $000 is. e i resto miudas; pois o dilo sor.
tenba a bondade de entregar a dita carteira na
roa Nova lo ja d< ns ). 25, e do con-
ti 11 o pa le ver o seu nome
p( 1 e\l !|
rario 1
nas a ler 1
Ver, contar, e coser, tambem acceitSo-se meni-
"'-. i\, i"------- .....> ux rvHi unir ugiii M llil". a q,OUV,
I Precisa-se de um caixeiro que saiba !*^'las de pinho a 3500, assim como outros mui-
ler, e escrever para lomar cotila de uma casa I,os trastes ; pinho da Suecia com 3 pollegadas
de grossura dito serrado dito americano de
difiranles larguras e comprimentos ; assim
como travs de pinho e barrotes ; na ra de
Florentina em casa de J. eranger.,
Vende-se uma escrava parda recolhida .
de IS annos com boa* habilidades ; una dita
boa cosinbeira por 350.000 rs. ; uma escrava
crioula de 15 annos; dous escravos sem defeito
algum de 26 a 28 por7O,000 rs. ; um mu-
latinho ptimo pagem, por d0u,000 rs. ; um
moleque de naco, de 14 annos, de bonita fi-
gura ; na praca da Boa-vista n. 19.
1 Vende-e um excellente terreno na ra
Imperial do Atlerro-dos-Afogados. com 34 pal-
mos de frente fundo at a baia-mar do rio
Capibaribe, o qual extrema com Ierras dn Fran-
cisco Ribeiro Pavao, e casa edifleade de Simiao
Correia Macambira ; na ra Direita n. 40, se-
gundo andar. m\
1 Vendem-se dous moleques sendo um
crioulo, e o outro de Angola ; na ra Direita
n. 44 segundo andar. (3,
I Vendem-se dous cavallos um rodado
passeiro, o carregador baixo at meio e o ou-
tro alaso, calcado de branco dos 4 ps. e com
uma estrella na anca tambem passeiro e car-
regador baixo estao gordos e sao muito no-
tos mancos, proprios paia senhora sondo
o alazao mais pequeo, tambem proprios para
meninos vendem-se por se ler o seu dono te-
tirado para esta praca ; no primeiro andar do
sobrado junto ao theatro n. 13. 10
Vende-se um preto de Angola oflkial do
peos pare...
pello e de superior qualidade a 3()0 rs. di-
tos de castor a 4000 rs., ditos pretos a 2800 e
000 rs. e outras muitas fasondas por preco
commodo; na ruado Crespo toja n. II, de
Jos Francisco Dias.
Vende-se um moleque de 14 annos e de
bonita figura sem defeito algum e he pti-
mo para pagum ; urna negra de 22 annos, de
elegante figura e sem vicios; uma dita de V
annos ; na ra Velha n. 111.
Vendem-se os seguintes livros em bom
uso o por preco commodo ; os dous Casemi-
ros, ou 20 annos de captiveiro, 4 v. ; Augus-
to c (abridla, I v. ; Guilhcrme Tell, ou a Suis-
sa libertada, i v. ; Izabel ou os desterrados
da Si'oeria 1 v. ; novellas esolhidas 3 v. ; e
varias novellas ; na ra doQueimado n. (i ; na
mesma casa compra-se um diccionario da lin-
gua latina c portugueza e uma hortographia
doMadureira.
Acha-sesempre a venda na loja n. II, na
ra do Livramento o superior cbarope de lin-
gua de vacca que pelos bons effeitus, que tem
produzido este cbarope para as molestias vene-
reas, tem sido grande a sua extraccao e con-
tina 8 ser; o seu uso he vanlajoso por nao
ser prec.'so dieta alguma ; pelo piecode (40 rs.
a carrafa ditos para refresco de lamerindos
a 5(o rs. o de q^vacujll a 040 rs.
1Vende-se uma n' gura tendo algumas ha,.ilidades, com uma
cria de 2 annos, muito linda e ..'xperta,vende-se
por precisao ; na ra Direita boi.'ca de Igna-
cio IVery. (>
Escravos fii;itlos
Vendas.
1 = \ ende-se moeda de cobre a 2 por cento
de Premio e sendo em porcoes grandes a
' por cento: na ra do Torres n. 18. (3)
A ende-se superior salitre refinado en
Barricas, a as libras, e tambem enxofer de
printeira sorto a 2,200 ris a arroba e 80 ris
as libras na ra das Larangeiras sobrado n. o
dt Claudino Dubeui.
1 -Na ra de Hortas n. 9-, vende-se uma
crioula de 17 anuos sem victos nem achaques ,
ozinha o diario de uma casa, engomma muito
/en ensaboa, cose chao e faz bem lavarinto,
i sabe .amarrar um cabello estacar bem uma
senbora : vende-se por precisao.
2 Vende-se urna negrioha de naci, muito
linda, de le annos, engomma muito bem,
fax lavarinto, e cose ; dous moleques do na-
Cio de io annos, com bonitas figuras, de
3Vendem-se 2 escravos de 20 a 22 annos ,
initas figuras; no largo do l^orpo Santo,
a (aliarcom Antonio Rodrigues Uma. 3
2 Vende-se urna porefio de louro serrado
pranchOes uma canda pequea nova ,
3 Fugio da povoacao do Assur, freguezia do
S. Anna do Araripc municipio da villa do Cra-
lo um escravo de mime Antonio cabra do
30 annos estatura regular, magro, rosto bem
descarnado pernas arqueadas unta mais que
outra e reparando-se bem, cocheia ; quem o
levar a joaquim Onofre de Faria morador na
dita povoacao do Assur, receber de gratifica-
cao lOlh/ rs. e quem s der noticia delle, sen-
do verdadeira receber 30#rs. (10
2Nodia26do corrente luglo um escravo
de naco Cacange de nome Joao, baixo, gros-
so ps grossos e foveiros com uma ferida na
'mella da perna esquerda falto de dente
na parto superior com calcas e camisa de al*
godo trancado azul, e chapeo de palha; quem
o pegar, leve a ra Direita n. 2. (7)
2 o dia 6 docoriente fugio um moleque
de nome Alexandie, de K> annos levou ca-
misa de madapolo e calcas de rlscado escu-
ro com listras azues, amarrada com uma cor-
reia de ftvela pela cintura, com boleos das ban-
das com uma belida em um 0II10 uma cos-
tura no pescoco degrandulas ; juntamente um
carneirocom cabeceo de couro de lustro e um
panacum pequeo com dous pares de tamancos,
um grande o outro pequeo, um prato azul
llia de chita rouxa de babados, ha noticias cer-
tas que anda pelos Afogados; quem o pegar,
leve a ra do Cabug loja de Pereira \ Gue-
des, que prbmette gratificar generosamente. 1 i
Fugio a LuUJosde Barros Leite no da
17 do corrente Malo da povoacao de Jaragu
alfaiate, de 20 annos; no largo do Carino ven- ,i' .
"-.omiiu, tu (ja cidade de Macem una sua escrava de no-
v^_____.a j I ,n Genoveva, [tarda, de 20 annos, baila,
\ ende-se uma coroa de ouro tiara ima- ..
, ,,.^ ., ,i- rosto redondo nariz grosso o los e orelhas
m. tiiti r :arto. mn con ;m "n,.i. r..i.. I '
gem um rosario, um corda grosso para relo-
gio correntes para dito, um relogio, saboneta
inglez e caixa de prata, medalhas e nneldos
deourodclei com diamantes, lindos dedaes
de dito para senhora e meninas, duas tollas
un na de terramenta completa para marci-j de cordSo fino um enfeite para cinteiro uin
1 B carpina ; na praia de S. Hita, serrara : buzio encustoado, um arrelkaiio de prata, pra-
" 23. (a e ouro de lei; nas Cinco-pontas n. 45.
randas ; so lor encontrada ne-ta provincia de
Pernambuco, n pessoa que a pegar, poder
entrega I-a ao Sr. Francisco Bezerru de Vascon-
cellos que sesera gratificada.
Kbcipb m Tvp. or m I di *u;a18ii.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E6EOZB3JX_J0D966 INGEST_TIME 2013-03-25T14:28:35Z PACKAGE AA00011611_00118
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES